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DIEGO JANATÃ

NO LÍBANO

Histórias de um futebol de várzea

Bento 16 defende liberdade

Às vésperas de sediar jogos da Copa de 2014, Manaus ainda vê, inerte, o futebol amazonenses com suas “bases” formadas em campinhos improvisados onde só é possível jogar no final de cada período da cheia. Pódio E4 e E5

Em discurso diante dos líderes políticos e religiosos do Líbano, Bento 16 defendeu a liberdade religiosa como “um direito fundamental” da humanidade. Última Hora A2

DIVULGAÇÃO

IMPROVISO

ANO XXIV – N.º 7.766 – MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES - DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

Prostituição precoce entre adolescentes Dia a dia C2 DIEGO JANATÃ

15 mil candidatos disputam eleição

HOMOSSEXUALISMO

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constatam que os eleitores dos 5.568 municípios onde haverá disputa eleitoral vão escolher os futuros prefeitos entre os mais de 15.550 candidatos considerados aptos pela Justiça Eleitoral. Ao cargo de vereador são aproximadamente 450 mil concorrentes. Eleições 1

RICARDO OLIVEIRA

EM 1 ANO

Preço do tijolo encarece mais de R$ 180 DIEGO JANATÃ

Economia B1

‘Chuvisco’, a arte de provocar sorrisos A história de uma família dedicada ao circo, com suas alegrias e dificuldades, é retratada por Nilton Gatica, o “Chuvisco”, que desde os 5 anos vive sob lonas, fantasias e mágicas para animar o público. Dia a dia C4 e C5

GASTRONOMIA

DIVULGAÇÃO

Guia de sabor para deixar o leitor com água na boca Revista Elenco de hoje traz um guia gastrômico com opções de restaurantes locais e pratos como o macarrão francês, que alia ingredientes regionais como cupuaçu, castanha e açaí no recheio. Elenco 3 a 34

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ELEIÇÕES, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

ESPERTEZA

Justiça proíbe a prática de ‘prefeito itinerante’ Política A5

SUPERAÇÃO

Após perder perna, atleta é chance de ouro para o AM Saúde e bem-estar F1

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 34

MÍN.:

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Opinião/Última Hora

Largo de São Sebastião perde mangueira adulta

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

marioadolfo@emtempo.com.br

Segundo a Semmas, a espécie foi afetada por uma praga, por isso teve de ser derrubada. Corte deverá ser compensado IONE MORENO

MEG ROCHA Equipe EM TEMPO

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Leão restitui R$ 20 bilhões para o Amazonas A partir de amanhã, a Receita Federal do Brasil vai depositar R$ 76.302.538,44 já acrescidos da Selic, na conta bancária de 79.523 contribuintes pessoas físicas domiciliadas na 2ª Região Fiscal, que é composta pelos Estados do Norte do país, com exceção do Tocantins. No Estado do Amazonas será depositado um total de R$ 20.188.495,97 para 19.462 pessoas físicas.

Malha fiscal O pagamento se refere ao 4º lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), exercício 2012, e resíduos dos exercícios de 2011, 2010, 2009 e 2008, de declarações liberadas da malha fiscal. Acesse Para saber se a restituição será paga nesse lote, o contribuinte deve acessar o site (http://www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receita Fone 146. Eu prometo Se eleita, a candidata a prefeita de Manaus, Vanessa Grazziotin (PCdoB) pretende reduzir a taxa de esgoto na cidade de Manaus. Atualmente essa taxa é de 100% sobre o valor da água. Ela ainda se comprometeu a investigar quem deve ou não pagar a taxa, para combater possíveis cobranças de quem não possui o serviço. Deu no Noblat O jornalista Ricardo Noblat, de Brasília, garantiu em seu blog que em breve a presidente Dilma Rousseff vai gravar mais um filmeto para Vanessa dando a sua opinião a agressão sofrida pela candidata antes do debate da TV EM TEMPO. Ovo ou cuspe? Segundo Noblat, quando Dilma gravou para o pro-

grama eleitoral de Vanessa, “ainda estava de pé a versão de que a senadora fora alvejada por um ovo”. Agora o novo texto vai abordar o que o jornalista chama de “batalha do cuspe”. Lei das Filas O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) quer reeditar a Lei das Filas. Para isso se reuniu com o diretor-presidente do Procon-AM, Guilherme Frederico, para discutir a confecção de um projeto de lei que unifica as legislações municipais — já em vigência na capital e algumas cidades do interior. Mais branda Rotta apresentou ao Procon a minuta do projeto. E explicou que, ao ampliar e reeditar a Lei das Filas para o âmbito estadual, incluiu no projeto uma punição pecuniária em caso de uma segunda reincidência, ao invés da suspensão de alvará, como trata a lei municipal. Ninguém cumpre O problema é que a Lei das Filas existe. Só que ninguém obedece. Em alguns bancos de Manaus, por exemplo, o cliente fica até duas horas na fila. E aí, aonde está a punição? Operação Amazônia As Forças Armadas vão mobilizar um contingente

APLAUSOS

de 5 mil soldados na chamada operação “Amazônia”. A operação será realizada a partir de amanhã na foz do rio Amazonas, abrangendo os Estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Acre, além de exigir o desdobramento de tropas até outros pontos do país. Alerta As manobras estarão sob o comando do EstadoMaior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e contará com a participação de integrantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O exercício tem por objetivo deixar as tropas preparadas para, em caso e necessidade, entrar em ação. Diga que fico O candidato Luiz Navarro soltou uma pérola que fundiu a cabeça do eleitor. Durante uma entrevista à rádio Amazonas FM, perguntaram se ele vai cumprir seu mandato até o final ou se largará para se candidatar a governador. Navarro foi enfático: — Nunca fui de abandonar meus mandatos. Vou cumpri os 4 anos. Quando foi? Foi aí que um jornalista se tocou: — Ué, e o Navarro alguma vez se elegeu a um mandato político? — Pode ter sido para presidente do sindicato, ora bolas! – deduziu outro repórter.

Prefeitura de Manaus RICARDO OLIVEIRA

Para o palhaço Chovisco que, apesar das dificuldades, leva a sério o dom de ser artista circense e não deixa a magia do picadeiro morrer.

Secretaria não soube informar se mangueira era centenária

Compensação começa quarta Robério Braga antecipou que na próxima quartafeira (19) o replantio já irá começar pela praça do Congresso, em uma ação integrada da SEC com a Semmas. Outro trecho a ser beneficiado com o implante de compensação, em seguida, deverá ser a avenida Eduardo Ribeiro. “Nós implantaremos plantas grandes, em uma ação integrada entre nós e a secretaria de meio ambiente

do município”, afirmou. A assessoria da Semmas informou, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), que a árvore teve de ser cortada porque estava infestada por uma praga que não tinha tratamento, por isso, não houve outra alternativa a não ser o corte dela. A assessoria não soube informar a idade da mangueira, apenas disse se tratar de uma árvore adulta.

RIO NEGRO

Ação simula vazamento de óleo

M. ROCHA

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

Pipoca, serragem e outras substâncias biodegradáveis foram lançadas no rio Negro, ontem, durante uma simulação de vazamento de combustíveis e outros elementos químicos. A ação, realizada duas vezes ao ano, buscou treinar e qualificar a equipes de emergência do Grupo Chibatão. O engenheiro de segurança Marco Aurélio Melo explicou que os treinamentos - que seguem a norma 351 da empresa – são necessários para dar uma resposta mais rápida a fim de diminuir os danos ocasionados pelo lançamento acidentais de produtos químicos no rio. A meta é que a ação seja realizada num prazo de 30 a 45 minutos. “O nosso interesse é desenvolver a atividade em tempo hábil e diminuir os danos causados pelos produtos a fim de não afetar a qualidade da água e a sociedade”, afirmou.

Durante o treinamento, foram lançadas no rio pipoca e serragem

Garantia de 85% na captação Em situações de vazamento, uma equipe é acionada para lançar uma barreira de contenção. O equipamento é formado por uma lona com 20 centímetros de altura, com um sistema de boia. No treinamento foram usadas duas lonas com 15 metros de extensão.

Segundo o engenheiro a técnica garante a captação de 85% dos compostos lançados no rio. A ação do vento é um dos principais complicadores na contenção e colheita dos dejetos. “Os outros 15% são retiradas com a colocação da barreira novamente”, disse.

NO LÍBANO

VAIAS

Chovisco

ma das árvores adultas que compõem o cenário do largo de São Sebastião, no centro da capital amazonense, foi cortada, ontem pela manhã. A espécie se tratava de uma mangueira, localizada na lateral do Teatro Amazonas, próximo à rua José Clemente. A retirada da mangueira foi solicitada pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que autorizou o corte da espécie mediante uma medida compensatória de replantar 40 mudas de dois metros no centro histórico de Manaus. O titular da SEC, Robério Braga, informou que a árvore teve de ser cortada porque estava com problemas. O secretário confirmou que essa remoção será compensada com replantio em outros parques da capital amazonense, como por exemplo, o parque Senador Jefferson Péres, também no Centro. “Vamos fazer uma ação de replantio como forma de recompensar essa árvore que foi derrubada. Não vamos deixar árvores em condições perigosas nos espaços públicos”, acrescentou.

IONE MORENO

Para a prefeitura que, ao interditar a Ponta Negra em pleno verão, deixou mais de 15 mil banhistas sem opção de lazer.

Papa defende liberdade religiosa HUSSEIN MALLA/AE

Papa Bento 16 chegou na última sexta-feira ao Líbano

Em discurso diante dos líderes políticos e religiosos do Líbano, o papa Bento 16 defendeu, ontem, a liberdade religiosa como “um direito fundamental”, após ter se reunido com eles no palácio de Baabda. “Viver sua própria religião sem colocar em perigo a vida e a liberdade deve ser possível para todos”, disse o pontífice, que chegou na última sextafeira ao Líbano. Em sua opinião, “a liberdade religiosa tem uma dimensão social e política in-

dispensável para a paz. A busca da verdade não deve se impor pela violência, mas pela força da verdade, que é Deus”. O papa, que terminou seu discurso com um “salam aleikum” (“que a paz esteja convosco”), defendeu uma sociedade plural, de respeito mútuo e diálogo contínuo. Já o presidente do Líbano, Michel Suleiman, ressaltou que no país todos entraram em um acordo para evitar as repercussões e preservar a estabilidade.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

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Fala leitor

Editorial

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Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galhinha? Então é a isto que está reduzida a política amazonense, não por falta de assunto, mas por incapacidade de sustentar um diálogo sobre qualquer assunto. O que se pensava construir com o exercício do voto direto de dois em dois anos perdeu-se nos desvios imorais dos mensalões, mensalinhos e... ovadas. Ou cusparadas? Há quem fale cuspindo sobre o eventual interlocutor, e quem, simplesmente, cospe sem falar com ninguém, por absoluta incapacidade de articular um monossílabo. E também quem se exercite quebrando ovos para saber se é assim mesmo que se fazem omeletes. Também se educa para a estupidez. Da mesma maneira como se desenvolve uma cultura da violência. Cultura e educação não são mais palavras de respeito, mas simples artesania de artefatos, ideias, modas, religiões, direitos que tanto podem servir ao quanto ao mal. O problema é que, como já registrou um filósofo importante do século 20, que não divorciava a teoria da prática – Jean-Paul Sartre – o inferno são os outros. Toda essa palhaçada em torno de um ovo sem casca, sem gema e sem clara ou de uma cusparada com o poder nunca dantes visto na realidade de deslocar um corpo humano para outras dimensões, demonstraram o quanto involuímos, como cidadãos aos apenas animais humanos. De repente, é como se o Amazonas não tenha uma história que o sustente como parte da civilização ocidental. Mais que de repente, os problemas, que não poucos da cidade, desaparecem das pautas de discussões, para que brilhe nas telhinhas ou nas telonas o simples desprezo pela condição humana, numa demonstração de que até a condição humana se tornou mercadoria, como se tornaram a cultura, a educação e todas as conquistas (hoje vergonhosas derrotas) que fizeram do animal humano o mais bondoso e o perverso entre todos os seres vivos, com a desvantagem para os humanos de que os animais (simples animais) não são capazes de premeditar o crime. Num panorama assim, o que esperar da eleição de 7 de outubro? Um panorama assim abre as fronteiras para a invasão do autoritarismo e das ditaduras da barbárie que está tomando conta da cidade que todos juram amar. Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Era só o que faltava.

O Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa-MCTI) participa da promoção “Viva uma aventura selvagem”, realizada pela TV EM TEMPO, filiada do SBT, por intermédio da produção do programa “Aventura Selvagem”, cujo apresentador é Richard Rasmussem. Durante o período de 2

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a 16 de setembro, os jornais EM TEMPO e AGORA publicarão o cupom da promoção para que os participantes preencham corretamente com seus dados pessoais e respondam, no cupom, “Como seria a sua grande aventura” e depositem em uma das urnas da promoção, disponíveis no Inpa e nas lojas Ramsons do Amazonas Shopping,

Uai Shopping, DB Cidade Nova e Eduardo Ribeiro. Serão escolhidas cinco crianças para participar da gravação do programa “Aventura Selvagem Especial Dia das Crianças”, que ainda poderão ganhar brindes. O resultado da promoção será divulgado no dia 30 de setembro. A gravação do programa

“Aventura Selvagem Especial Dia das Crianças” com os vencedores da promoção será realizada no Bosque da Ciência do Inpa. digital.inpa@gmail.com

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Olho da Rua

Dora Kramer

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Na rua São Benedito, bairro Morro da Liberdade, a sobrevivência desenvolve talentos empreendedores insuspeitáveis para a sustentação do emprego e renda informais. Esse orelhão também serve como porto seguro para a churrasqueira que passou a noite alimentando quem adora comer na calçada, vendo o tempo passar.

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Pés de barro João Santana, o marqueteiro das estrelas, é um exímio construtor de mitos. Não o único, porque não se pode deixar de lado o papel de Duda Mendonça na arquitetura do “novo” Lula que ganhou a eleição presidencial de 2002 depois de perder três. Mas Santana é mais sofisticado, analítico, menos intuitivo. Maneja emoções como ninguém. É um ás no ofício de transformar percepções difusas em cenários reais. Em outras palavras: sabe levar as pessoas a ver as coisas como quer que sejam vistas. Ciente desse talento, uma vez até revelou de público seu processo de criação. Foi em 2006, depois da espetacular reeleição de Lula em meio a escândalos que teriam derrubado qualquer um - mensalão e aloprados, para citar apenas dois -, numa entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da “Folha de S. Paulo”. Atribuiu em grande parte a vitória ao desenvolvimento da teoria do “fortão” e do “fraquinho”: uma figura dupla de fácil identificação no imaginário popular. O primeiro encarnaria o humilde que virou poderoso e o segundo faria às vezes de vítima do preconceito das elites. Nas palavras de Santana, depois que se elegeu em 2002, Lula passou a representar para os mais pobres uma projeção de sucesso “É um deles e chegou lá”. O “fortão”, que rompe barreiras. “Mas, quando Lula é atacado, o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo só porque é pobre”. Nessa hora, dizia o marqueteiro, “vira o bom e frágil que precisa ser amparado e protegido”. Dessa alternância se alimentaria o “caso de amor” entre Lula e o eleitorado. Teoria de êxito comprovado na prática. Sobre a figuração preparada para Dilma Rousseff, João Santa-

na não teorizou em entrevistas, mas não é difícil perceber que tipo de mito constrói: a presidente durona, trabalhadora, intolerante com “malfeitos”, resistente a negociatas políticas, estadista que não mistura atos de governo com questões partidárias, muito menos eleitorais. Deu certo. Dilma com isso agradou aos setores que renegavam os métodos de Lula sem perder apoio nas camadas encantadas com o “fortão” e o “fraquinho”. O problema é que as agruras penais, políticas e eleitorais do PT estão levando Dilma a descer do pedestal. Obrigam-na, por exemplo, a ir ao horário eleitoral prometer ao eleitor benefícios em troca de votos para seus correligionários. Vantagem tão indevida quanto usar ministérios como moeda eleitoral ou fazer discurso de palanque no espaço de comunicação da Presidência da República em data nacional. E quando a fábula afronta tão completamente a realidade, não há talento que esconda do mito os pés de barro. Mal contado Celso Russomanno é sócio majoritário de um belo bar a ser inaugurado logo após a eleição, à beira do lago Paranoá, em Brasília. Não pôs dinheiro no negócio e, segundo ele, pagará sua parte de R$ 1,1 milhão em trabalho. “Vou administrar”, informa. É de se perguntar ao líder das pesquisas em São Paulo: caso eleito, cuida da cidade ou toma conta do estabelecimento? Mas, o esquisito da história é mesmo o aumento de 100% entre 2010 e 2012 no patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, tendo como justificativa o ganho futuro em negócio sem emprego presente de capital.

Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

Deu certo. Dilma com isso agradou aos setores que renegavam os métodos de Lula sem perder apoio nas camadas encantadas com o “fortão” e o “fraquinho”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

Autoflagelação não é um fato novo entre humanos

Nossos jovens se preparam para a jornada mundial

A revista “Veja”, recentemente, resolveu revisitar um tema que há muito preocupa, intriga e desafia famílias, psicólogos e psiquiatras, que costumou-se designar como “autoflagelação” e que consiste, à primeira vista, numa conduta de agressão ao próprio corpo. É um fenômeno que mais ocorre com jovens que atravessam o período da adolescência e que trazem características muito próprias. Em primeiro lugar é uma ação muito bem controlada, mantida em um nível que não chega a constituir verdadeiramente um risco de vida para o jovem. Servindo-se de objetos cortantes, ou perfurantes e até de fogo, o próprio corpo é mutilado, mas sempre dentro de limites que eliminam a possibilidade de tentativa de suicídio e ainda cuidando para que as partes atingidas possam ser mantidas ocultas, fora da percepção da família e de outras pessoas. O que parece muito claro nesse processo é o fato de que sugere ser desencadeado por altíssimos e insuportáveis níveis de ansiedade. A autoflagelação, porque necessariamente traz implícita uma atitude de autopunição e também porque é fonte de sofrimento e dor, tem por si mesma o efeito de neutralizar ou, pelo menos, de mitigar a ansiedade intensa e difusa, sobretudo quando as suas origens e motivações escapam ao conhecimento e à consciência daquele a quem assola. Muitas vezes o nível da ansiedade sobe até o patamar de angústia, também difusa, que aquele que a vivencia ainda continua incapaz de vinculá-la a uma razão. Em síntese, a dor do autoflagelar-se atua como uma espécie de catarse, com a propriedade de substituir, literalmente tomar o lugar do destempero psíquico. Quem não sabe que os mais velhos, quando acometidos de dores intensas, para as quais não possuíam remédios, por exemplo, uma dor de dente, utilizavam emplastros de pimenta sobre a pele, pois sabiam que a ardência da queimadura suplantaria a dor primária? Porque desaconselhado e até proibido pelas autoridades da Igreja Católica, monges, padres e freiras abandonaram o uso do cilício e de qualquer outro meio de autoflagelo. Quando ainda em uso, dois papéis eram cumpridos pelas sessões de flagelação. Em primeiro lugar, castigava-se o próprio corpo pelo pecado praticado, ou intentado, contra o Criador. Nessa primeira dimensão atuava como penitência ou ritual de expiação. Num outro plano, a dor e o sofrimento impingido vinham aliviar o mal-estar psicológico que se manifestava sob a forma de remorso, sentimento de culpa, ou seja, angústia. O jovem que se flagela é aquele que ainda não aprendeu a lidar com os seus fantasmas, com os seus conflitos e com a ansiedade e a angústia que a existência põe na sua vida. O que menos necessita é de recriminação e nenhuma compreensão, enquanto o que mais precisa é de apoio afetivo e de efetiva ajuda para melhor compreender a sua própria subjetividade.

Esta semana ficará marcada na história da cidade. No dia 20 de setembro, quintafeira, chegará a Manaus a cruz da Jornada Mundial da Juventude acompanhada do ícone de Nossa Senhora. Teremos três dias cheios de atividades que envolverão nossos jovens como preparação ao grande encontro de 2013 no Rio de Janeiro. A Jornada Mundial da Juventude é um acontecimento que reuniu nos países, onde houve, multidões que ultrapassaram 1 milhão de participantes. O mesmo se espera suceda no Brasil. A vinda do papa desperta não só curiosidade como busca de palavras da vida eterna. Como nas demais jornadas mundiais, durante 1 ano antes de sua realização, a cruz, a mesma cruz de sempre, peregrina pelas dioceses e prelazias do país. É oportunidade para entusiasmar e preparar os jovens. Felizmente, a animação da juventude de Manaus já se revela nas mais de duas mil inscrições para o acontecimento. A chegada e a permanência da cruz em nossa cidade reforçarão a necessidade de todos, tanto dos que viajarem quanto dos que não o fizerem, de acompanhar com orações e em pagamento dos dias do Rio de Janeiro. Os jovens de nossos dias são apresentados de duas maneiras pelos meios de comunicação social. De um lado, as propagandas e as novelas apresentamnos como padrões de beleza, de saúde de alegria. Conhecidos como sarados, desfilam em passarelas de moda povoam publicidade como instrumento de vendas, são caracterizados pela ousadia, coragem, generosidade, pelo espírito de aventura e gosto de correr risco. De outro lado, os noticiários falam deles como envolvidos em violência ou comportamentos antissociais. A atuação de galeras povoa nossos jornais. A imensa maioria dos mortos no trânsito ou em crimes é constituída por pessoas com menos de 25 anos de idade. O outro lado da medalha também está aí: a maioria dos criminosos tem a mesma faixa etária. Entretanto, nem todos os jovens se enquadram nesses dois perfis. A maior parte deles se interessa pela vida e luta por ideais. A juventude de nosso tempo não é pior nem melhor do que a juventude de outras épocas. É simplesmente fruto da sociedade, das famílias e do ambiente que a educam. O que acontece de diferente é ser ela bombardeada pelas tendências da cultura contemporânea. Se nossos jovens vivem de emoções e fazem escolhas baseadas nelas, se têm medo de compromissos definitivos (casamento, profissão, projeto de vida), se acham tudo descartável (copos, talheres, amor, religião), é porque vivem entre pessoas que constroem dessa maneira suas existências. Se nossos jovens centram suas necessidades quase unicamente em problemas e exigências pessoais, se aderem a um consumismo sem limites e fazem opção preferencial por futilidades, o motivo está no modo de encarar os valores da vida que nós, os adultos, lhes passamos. A presença da cruz é oportunidade de nos voltarmos com amor e compreensão para os jovens de Manaus.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

A autoflagelação, porque necessariamente traz implícita uma atitude de autopunição e também porque é fonte de sofrimento e dor, tem por si mesma o efeito de neutralizar ou, pelo menos, de mitigar a ansiedade intensa e difusa”.

Frases Acho que deveríamos deixar muito claro que para manter uma relação, uma amizade, uma aliança e o apoio financeiro dos Estados Unidos, o Egito deve honrar seu tratado de paz com Israel Mitt Romney, candidato republicano à Presidência norte-americana, disse, depois que manifestantes islâmicos invadiram e protestaram contra embaixadas dos EUA, que o país deveria adotar uma posição mais dura com o Egito.

A Justiça chegará para aqueles que causarem danos aos americanos. Os quatro mortos na Líbia encarnavam o ideal americano e mostraram ao mundo que não pensamos só nos nossos interesses, mas também dos países onde estamos Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, qualificou de “muito duras” as imagens dos protestos em embaixadas americanas em quase 20 países da África e da Ásia, mas disse que se manterá firme ante à violência contra as missões diplomáticas.

Painel RENATA LO PRETE

Por conta própria

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus

A juventude de nosso tempo não é pior nem melhor do que a juventude de outras épocas. É simplesmente fruto da sociedade, das famílias e do ambiente que a educam. Mas é bombardeada pelas tendências da cultura contemporânea.

Depois de apostar tudo na trinca Lula-Dilma Rousseff-Marta Suplicy, a campanha de Fernando Haddad vai iniciar nova fase, de ressaltar os “atributos” do candidato. Os padrinhos vão continuar na propaganda para “endossar” feitos de Haddad, que repetirá que tem mais de 10 anos de experiência no setor público. A ideia é fazer um contraponto entre o petista e o líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), que será cobrado pelo candidato e por petistas por não ter propostas. Wi-fi Russomanno espalhou carros de som pela periferia prometendo internet grátis. A proposta tem sido questionada pela dificuldade técnica de implantação. Missão de paz Do presidente do PRB, Marcos Pereira, bispo licenciado da Universal, sobre a nota da Arquidiocese de SP que critica seu artigo sobre o “kit gay”: “Se o cardeal me convidar para um café, irei com o maior prazer. A democracia perde se as divergências religiosas contaminarem o debate político”. Cataratagate A campanha de José Serra (PSDB) estuda pedir direito de resposta na propaganda de Haddad devido ao programa que acusou o tucano de ter ofendido o caminhoneiro José Machado, que deu depoimento dizendo ter catarata, diagnóstico que a prefeitura negou e exame posterior confirmou. Baião de dois O almoço de hoje de Lula e Haddad com governadores do Nordeste tem duplo propósito: além de um aceno para o eleitorado nordestino de São Paulo, o intuito é reconstruir pontes de Lula com o PSB, diante do prognóstico negativo para candidatos do PT na região. Carona Além dos governadores e de ministros nordestinos de Dilma Rousseff, candidatos do Nordeste devem usar o evento de hoje para captar imagens. Wellington Dias e Humberto Costa, em dificuldades em Teresina e Recife, devem aparecer. Burocracia O governo vai criar o Conselho Olímpico, presidido por Dilma Rousseff. Integrarão o novo órgão o ministro Aldo Re-

belo (Esporte), o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, além de Márcio Fortes, pela Autoridade Olímpica, e Carlos Nuzman, pelo COB. Linha... Relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG) pediu reunião com técnicos da Anatel para relatar as dificuldades em analisar as quebras de sigilo telefônico que chegam à comissão. O petista quer incluir em seu relatório final proposta para acelerar o envio de documentos pelas operadoras. ... direta A CPI, que teve seus trabalhos suspensos até a eleição, recebeu menos da metade das quebras solicitadas. Entre os dados que não chegaram estão as do braço direito de Carlinhos, Cachoeira Wladimir Garcez, e Lúcio Fiúza, exassessor do governador Marconi Perillo (GO). Toga justa O clima esquentou em jantar há alguns dias na casa do ministro João Otávio Noronha, do STJ. O novo corregedor do CNJ, Francisco Falcão, e o ministro aposentado César Asfor Rocha bateram boca sobre a atuação dos filhos de ambos como advogados no tribunal. Ameaçaram partir para a agressão e a turma do deixa-disso os separou. Falta combinar O governador Eduardo Campos (PSB-PE) já avisou ao líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que ele terá seu apoio à presidência da Câmara desde que convença a bancada socialista, que estuda lançar Júlio Delgado (MG). Falta combinar 2 Já o prefeito Gilberto Kassab, segundo peemedebistas, só tratará do apoio do PSD a Alves após o período eleitoral.

Tiroteio A América tem um compromisso com a tolerância religiosa. Para mim, o vídeo é repugnante e condenável. Nosso país tem uma longa tradição de liberdade de expressão que está protegida pela Constituição

Hillary Clinton, secretária de Estado americana, considerou repugnante o filme que ofende a religião islâmica e provocou ataques às embaixadas americanas, mas ressalvou que nada justifica a onda de violência e defendeu a liberdade de expressão.

Marta Suplicy mudou o ‘toma lá da cá’ em tempos de campanha eleitoral: agora é o ‘me dá aqui que eu dou depois’. DO DEPUTADO EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), sobre a indicação da senadora ao Ministério da Cultura após seu ingresso na campanha de Fernando Haddad.

Contraponto

Refresco geopolítico Em meio ao recesso informal em Brasília, parlamentares têm se cruzado apenas no esforço concentrado do Congresso Nacional. Passando pelo plenário na semana passada, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) aproveitou para convidar Flexa Ribeiro (PSDB-PA) a participar de audiência pública a ser realizada na quintafeira. O tucano recusou o convite, por ter que rodar o país nas eleições, e brincou com Rollemberg: - Você está para a política assim como Adão para o casamento: Adão estava na boa porque não tinha sogra e você aqui não tem que se preocupar com as eleições! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

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Supremo proíbe prática de ‘prefeito itinerante’ Decisão da corte máxima saiu em 2 de agosto deste ano. Gestores somente podem ter dois mandatos consecutivos

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partir de agora a prática do “prefeito itinerante”, aquele em que não satisfeito com dois mandatos consecutivos, troca de domicílio eleitoral – geralmente para um município vizinho ao seu – se candidata a prefeito para concorrer ao pleito pela terceira vez e, em caso de eleito, realiza a esperteza de ter três mandatos consecutivos – é inconstitucional, está legalmente proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na realidade, a proibição já existe e é prevista no parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição Federal de 1988, que diz que presidente da República, governadores e prefeitos somente poderão ser reeleitos para um único período subsequente. A decisão do Supremo, que saiu no dia 2 de agosto deste ano, apenas reforça a inconstitucionalidade do ato. Além de ser aplicada em nível nacional, a determinação também terá que ser adotada nas instâncias inferiores quando se tratar de casos idênticos. Apesar de os ministros do STF já decidirem que

ARQUIVO EM TEMPO/DANILO MELLO

a prática é inconstitucional e fere a Carta Magna, ela não poderá retroagir para prefeitos que hoje estão administrando cidades com três mandatos consecutivos. No Amazonas, o ex-prefeito de Tefé (a 525 quilômetros de Manaus), Sidônio Trindade Gonçalves (PHS), é

DEMOCRACIA

Para o presidente da Associação Amazonense de Municípios, Jair Souto, a decisão do STF é um processo natural de amadurecimento da democracia e que o controle tem que ser feito pelos eleitores o caso mais famoso de prefeito itinerante. Audacioso, o ex-gestor chegou a ser eleito para o quarto mandato consecutivo, quando já havia ultrapassado mais de uma década de mandato majoritário. Mas, antes de assumir a que seria sua quarta administração, ele teve o diploma de prefeito cassado pelo Tribunal Superior Eleito-

ral (TSE), em 25 de novembro de 2008. Primeiro ele foi prefeito da vizinha Alvarães, a 538 quilômetros de Manaus, quando foi eleito no pleito de 1996 e reeleito em 2000. Após a reeleição, antes mesmo do final do mandato, se afastou da função para concorrer à Prefeitura de Tefé. Em 2004, se elegeu para o terceiro mandato consecutivo no município de Tefé e, não satisfeito com a cobiça pelo poder, se candidatou à reeleição, se reelegendo mais uma vez, 12 anos depois de ter tido sua primeira administração pública. Motivo da sentença A decisão do STF foi tomada em julgamento de recurso de Vicente de Paula de Souza Guedes, prefeito de Valença, no Estado do Rio de Janeiro que, após dois mandatos consecutivos na Prefeitura de Rio das Flores, município vizinho, foi eleito em 2008 para governar Valença. Como a sentença não retroage, Guedes não precisará deixar o cargo e deve terminar esse mandato sem direito a disputar a reeleição.

O ex-prefeito Sidônio Trindade Gonçalves (de pé), já tinha sido eleito para o 4º mandato em série

Sem esse histórico neste pleito Conforme a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), nas eleições municipais deste ano, não há registros de candidaturas indeferidas pela prática do “prefeito itinerante”. No entanto, candidatos à Prefeitura de Iranduba (a 27 quilômetros

de Manaus) e Itacoatiara (a 176 quilômetros da capital), deputado estadual Francisco Souza (PSC) e ex-deputado estadual Nelson Azêdo (PMDB), respectivamente, mudaram seus domicílios eleitorais, ambos de Manaus, para concorrer às eleições do Executivo

nessas cidades. Azêdo só foi liberado para disputar as eleições em Itacoatiara, na segunda quinzena de agosto pelo presidente do órgão, desembargador Flávio Pascarelli. Seu registro de candidatura havia sido impugnado pelo Ministério Público Eleitoral.


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Política

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DIVULGAÇÃO/CNJ

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Está tudo conforme planejado, caminhando bem”

Jornalista

MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO, presidente do STF, sobre o julgamento do mensalão

Chalita sofre rejeição na própria Igreja Católica Apresentado pelo PMDB como candidato dos cristãos à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita enfrenta resistência na própria Igreja Católica. Integrantes do movimento carismático, do qual Chalita faz parte, acusam o peemedebista de ter “se vendido” ao apoiar a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República, acusada à época por grupos religiosos de ser favorável à descriminalização do aborto. Fábrica de boatos Em 2010, Chalita, que era do PSB, com passagem pelo PSDB, alegou que era “boato” a história de que Dilma é próaborto. Saiu queimado. Aos negócios O PMDB garante que pesquisas qualitativas internas mostram Gabriel Chalita em ascensão. Nos bastidores, negocia apoio no segundo turno. Prêmio de consolação Em quarto nas pesquisas, Chalita quer nada menos que a pasta da Educação para apoiar o petista Fernando Haddad. Dilma não gostou. Regras do jogo Com Celso Russomanno (PRB) à frente das pesquisas, Gabriel Chalita centrará fogo no tucano José Serra, de quem é mais fácil roubar votos. Campos só discutirá comando Câmara em outubro O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, só decidirá sobre lançar candidato à presidência da Câmara ou apoiar o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), após o resultado das eleições

municipais. Em conversa, há dias, com Júlio Delgado (MG), cotado para disputar o cargo, Campos disse que não é momento para discutir o assunto, até para “evitar desgaste maior” ao partido. Vai depender Para Eduardo Campos, o PSB “não pode entrar no jogo já derrotado”, ainda mais se permanecer em rota de colisão com o PT e PMDB. De olho Também é cotado para disputar o comando da casa o presidente do PSB de São Paulo, Márcio França, com apoio do PSD e PCdoB. Troca de favores O líder do PMDB, Henrique Alves, obteve da presidente Dilma Rousseff compromisso de apoiar sua candidatura após apoiar o PT em Minas. Apaixonados por Brasília O ministro Carlos Ayres Britto, que é sergipano, a exemplo do paulista Cezar Peluso, escolheu viver a aposentadoria em Brasília. Mas a torcida é que ambos continuem trabalhando, ao menos dando aulas. Fogueira O governo do Pará está em apuros com a Comissão da Verdade: não restou um só documento do antigo SNI na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no prédio que pegou fogo há dias, em Belém. Folga para eleições Chefe da Casa Civil, a ministra Gleisi Hoffmann (PT) tem aproveitado raras folgas que Dilma lhe dá no fim de semana para subir em palanques no Paraná. Ela gravou mensagens de

apoio ao PT e PMDB. Subindo em flecha Para o presidente do DEM, José Agripino (RN), o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) mudará a correlação de forças políticas após as eleições, fulminando a polarização PSDB-PT: “Ele é uma figura nacional e sem dúvida vai despontar”, aposta. Rodízio esperado A bancada de Minas Gerais calcula que deverá perder cerca de seis deputados, hoje bem colocados na disputa por prefeituras municipais. As cadeiras são ocupadas por suplentes de partidos e coligações. Mais do mesmo Mulher de Zé Gerardo, primeiro parlamentar condenado pelo STF após a Constituição de 88, a deputada estadual Inês Arruda (PMDB) lidera a disputa em Caucaia, segundo maior curral eleitoral cearense. Expectativas O presidente do PMDB, Vaudir Raupp (RO), acredita que a sigla elege, já no primeiro turno, os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, de Boa Vista e Campo Grande e João Pessoa, Natal e Belém no segundo. Caçamba Coerente a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição isentando impostos a produtos de reciclagem. Afinal, em outubro, teremos uma avalanche de velhas caras com discurso novo. Pergunta no ministério A nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, vai financiar projetos que ensinem a garotada a “relaxar e gozar”?

PODER SEM PUDOR

O olhinho do governador Costa Rêgo governou Alagoas, nos anos 50, e não dava confiança a ninguém, exceto ao garotinho Renato, filho do amigo e senador Fernandes Lima, que ganhou um olho de vidro após um acidente doméstico. Um dia passou a morar em Maceió uma bela francesinha, por quem Costa Rêgo se apaixonou exercitando seu francês. As visitas a ela eram frequentes e o falatório ganhava as ruas. Fernandes Lima decidiu advertir o amigo: - O povo já está falando e isso não fica bem para o senhor. - Ora, senador, o Renatinho não tem um olho de vidro?... - Tem... - Ele tem um olho de vidro porque gosta ou por necessidade? - Por necessidade, é claro – respondeu Fernandes Lima. O governador olhou o amigo fixamente e sentenciou: - Deixe a francesa em paz. Ela é o meu olho de vidro.

MENSALÃO

Amanhã começa o sexto capítulo O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, amanhã, o julgamento do mensalão, onde deverá começar a etapa do sexto capítulo da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que trata de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro dos partidos da base aliada do governo.

Também amanhã, os ministros deverão discutir se promovem sessões extras às quartas-feiras para dar mais agilidade ao julgamento. A proposta foi apresentada na última quinta-feira à noite pelo ministro-relator Joaquim Barbosa. Segundo ele, a etapa que começa amanhã é a mais exaustiva.

Barbosa deve apresentar seu voto sobre lavagem de dinheiro envolvendo dirigentes de partidos políticos, integrantes do PT e o ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto. No item sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, os principais réus são o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes.

Bruno Dantas encerrou o Fórum Brasileiro de Direito Processual Civil, na sexta-feira, em Brasília

Conselheiro ressalta democracia no novo CPC

Integrante do Conselho Nacional de Justiça, Bruno Dantas afirmou que foram realizadas mais de 50 audiências públicas

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conselheiro Bruno Dantas destacou o caráter democrático do processo de elaboração do Código de Processo Civil (CPC) na solenidade de abertura do Fórum Brasileiro de Direito Processual Civil, encerrado na última sexta-feira, em Brasília. Para o conselheiro, que integrou a comissão de juristas responsável pelo primeiro anteprojeto do novo código, foram realizadas mais de 50 audiências públicas realizadas pelo Congresso Nacional para legitimar o texto do CPC com a participação da sociedade.

“O projeto do novo CPC vem sendo construído a muitas mãos. Ao longo dos últimos 3 anos, o texto recebeu contribuições de toda a sociedade, não só dos operadores do direito. Além das audiências públicas, foram abertos canais de comunicação com a sociedade nos portais do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Ministério da Justiça, afirmou aos demais integrantes da mesa, que incluíram os relatores do CPC no Senado e na Câmara, Valter Pereira e Sérgio Barradas Carneiro, respectivamente, além do secretário-geral do

Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho. O texto do substitutivo do novo Código de Processo Civil deve ser lido na próxima semana, segundo Dantas. A expectativa é que a comissão especial formada para analisar a proposta vote o texto após as eleições municipais e que o plenário da Câmara aprecie o novo CPC até o fim do ano, de acordo com previsão do conselheiro. Entre as qualidades no novo texto, o conselheiro ressaltou a racionalização da tramitação processual e a simplificação dos procedimentos.


Com a palavra

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FOTOS: DIEGO JANATÃ

Alexandre NOVAES, Nara NEILA e Rogério VIEIRA

‘A legislação ELEITORAL ESTÁ mais restritiva’ MEG ROCHA Equipe EM TEMPO

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Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral das eleições deste ano, realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), está sob o comando de três jovens magistrados: Alexandre Henrique Novaes de Araújo, 42, Naira Neila Batista de Oliveira Norte, 38, e Rogério José da Costa Vieira, 46. Formados pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o trio já trabalha há quase duas décadas no Judiciário amazonense, e, atualmente, dentre suas múltiplas atribuições atuam como juízes titulares das zonas eleitorais 40º (Alexandre Novaes); 62ª (Naira Norte) e 70ª (Rogério Vieira) da capital.

Sou da época em que nós tínhamos de tirar propaganda de poste, de passarela, dos lugares mais improváveis, em uma época que não havia nenhum tipo de controle em relação à poluição sonora ou visual”

EM TEMPO - É a primeira vez que estão na linha de frente do processo eleitoral? Alexandre Novaes - Sou juiz eleitoral e titular da 40ª Zona Eleitoral. Minha experiência como juiz é presidir eleições do interior, no município de Manacapuru, e atuei na capital como juiz auxiliar de juízes eleitorais, inclusive de juízes da propaganda, mas esta é a primeira vez que estou tendo a oportunidade de estar à frente de zona eleitoral na capital e de estar na Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral. Naira Neila - Passei por cinco municípios durante o período em que estive no interior: Manicoré, Maués, Humaitá, Nhamundá e Beruri. Sou titular também da 62ª Zona Eleitoral. Já presidi todas as eleições no interior desde 1998, e em todas as comarcas por onde eu estive. Na capital é a primeira vez que estou à frente de uma zona eleitoral e a primeira vez que estou na coordenação da propaganda eleitoral, mas na eleição de 2010 eu atuei no Juizado Criminal Eleitoral em que no dia da eleição todos os crimes eleitorais de menor potencial ofensivo, que eram flagrados, eram processados imediatamente. Rogério Vieira - Não. Sou juiz desde 1993 e nesses anos todos deixei de fazer apenas uma eleição, sempre atuei ou na capital ou no interior, ou em substituição de colegas que estavam impedidos. EM TEMPO - O nível de conscientização dos candidatos e cabos eleitorais relativo à postura neste pleito quanto à propaganda eleitoral, em comparação com as eleições anteriores, sofreu alguma mudança? AN - Houve uma evolução. Apesar de ser relativamente jovem, sou da época em que nós tínhamos de tirar propaganda de poste, de passarela, dos lugares mais improváveis em uma época que não havia nenhum

tipo de controle em relação ao volume de som nos carros, com poluição sonora ou visual. Hoje a situação é bastante diferente, parte pelo vigor da legislação eleitoral que é bastante restritiva em matéria de propaganda e por conta da fiscalização, que já é uma tradição do TRE-AM a constituição de Comissão de Fiscalização. Cada ano a gente percebe que o que se produz em termos de fiscalização é aproveitado para as eleições subsequentes, cada vez há uma evolução. NN - Quando ingressamos na magistratura já havia sim, a legislação eleitoral, mas não era tão restritiva como é hoje, que é uma coisa boa. Porque, atualmente, essa atuação de forma geral faz com que os candidatos apresentem propostas com melhor conteúdo, além de uma simples propaganda visual. Com o evoluir da legislação os próprios candidatos começaram a se conscientizar. Então, eles não procuram fazer propagandas irregulares, eles procuram se informar para fazer propagandas dentro do que a legislação permite. RV - Sim, porque houve uma massificação da divulgação do que pode ou não, e comissão não descansa em atender a imprensa com a intenção de informar o que é vedado. Nossa fiscalização sai às ruas tentando fazer um trabalho pedagógico, de retirada da placa, o que causa certa dificuldade para o candidato entender. Eles vêm atrás, às vezes sabem que estão irregulares, mas assim mesmo tentam fazer aquela propaganda e dentro das nossas possibilidades a gente tem tido bom resultado. Os mecanismos que estão sendo postos para a Justiça Eleitoral ajudam. EM TEMPO - Como será a atuação da coordenação nessas três últimas semanas que antecedem a eleição? Vai haver algum tipo de ação específica para o dia 7 de outubro? AN - O enfoque maior para o dia da eleição vai ser o combate à boca de urna, porque embora essa situação exija atuação conjunta de todos os juízes das zonas eleitorais, e todos nós somos, temos atribuição além da propaganda. Nós temos a atribuição junto a nossa zona eleitoral. Os demais juízes das zonas eleitorais, eles também são juízes da propaganda nesse dia, porque são detentores do poder de polícia e no âmbito de sua jurisdição eleitoral podem exercer também. NN - No dia da eleição nós vamos estar no ginásio Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, e aqui na sala da propaganda, no TRE. E, a partir desses pontos estratégicos, nós vamos sair por toda a cidade. A

equipe com todos os servidores que têm ampla experiência em fiscalização de propaganda com cada um de nós três, os coordenadores. Vamos estar em cada uma das fiscalizações, então, a programação para o dia da eleição é que nós vamos estar, antes do amanhecer até o término dos trabalhos, fazendo toda a fiscalização que for necessária. RV - Especificamente não tem uma ação. Todos os dias, dependendo das possibilidades de pessoal, a gente vai para a rua. Infelizmente ocorre muitas denúncias vazias, de um candidato tentando afastar nossa fiscalização da localidade, ou, então, aquela que ele denuncia o outro candidato, por isso, nem sempre se pega no flagra. EM TEMPO - Na avaliação dos senhores, na condição de juízes a aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa (lei complementar nº 135/2010) está de fato vigorando nesta eleição municipal, tendo em vista que até o momento alguns candidatos com requisitos para serem barrados continuam livres para a disputa? AN - Ele é instrumento novo, é claro que suscita umas dúvidas de interpretação, ainda não chegaram a um consenso de alguns critérios de interpretação e evidentemente que a pessoa que se sentir prejudicada pela aplicação da norma da lei, ela vai questionar isso judicialmente e, dependendo da linha de argumentação, pode obter sucesso e reverter uma situação que, de início, seria de aplicação da lei em prejuízo daquela pessoa. É do regime democrático. Quem se sentir insatisfeito tem o acesso garantido constitucionalmente ao Poder Judiciário, que cabe dar a palavra final sobre a possibilidade ou não, de enquadramento daquele caso como sendo de ficha-suja. NN - A nossa atribuição não envolve o registro de candidaturas, quero deixar bem claro de início. A aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa é competência do juiz do pleito que julgou o expedido de registro, mas como o TSE confirmou a constitucionalidade da lei, ela já passou a ser aplicada a partir destas eleições. Então, naturalmente que até o trânsito em julgado ninguém é considerado culpado e, eventualmente se tiver algum candidato sub-judice, ele tem a garantia de seu direito ao registro e isso pode ser modificado posteriormente. RV - Isso é pergunta que quem pode responder é o juiz do pleito, doutor Abraham Campos. Não vou emitir um parecer que pode ser contrário ao que ele tem aplicado. Estamos em uma eleição, que se entenda que somos um todo.

Ele é um instrumento novo, é claro que suscita umas dúvidas de interpretação e evidentemente que a pessoa que se sentir prejudicada pela aplicação da norma da lei, ela vai questionar isso judicialmente”

No dia da eleição, nós vamos estar no ginásio Amadeu Teixeira e aqui, na sala da propaganda no TRE. E, a partir desses pontos estratégicos, nós vamos sair por toda a cidade, em equipe”


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Política

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Conflitos em pauta no STF O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criou um projeto para a conciliação de conflitos da Federação, para examinar ações cíveis originárias em trâmite em vários Estados do Brasil, como os do Amazonas

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ministro Gilmar Mendes se reunirá no próximo dia 20, no Supremo Tribunal Federal, (STF) com procuradores estaduais e representantes da AdvocaciaGeral da União (AGU), para dar início a um projeto-piloto de conciliação em processos que envolvam conflitos federativos. A proposta é estabe-

lecer canais permanentes de comunicação entre as partes litigantes, visando à solução dessas controvérsias pela via conciliatória. A ideia surgiu a partir da constatação de que tramitam hoje, no STF, mais de 5 mil processos que tratam de conflitos entre entes da Federação – e envolvem desde temas complexos, como propriedades em áreas

de fronteira, até causas mais simples, como execuções de débitos de pequeno valor. “Grande parte desse contencioso poderia ser reduzida ou evitada se contássemos, no âmbito da própria administração pública, com ambiente institucional em que se pudesse, por meio do diálogo, estabelecer uma cultura de consenso na solução desses conflitos, de forma

muito mais célere, eficaz e econômica do que pela via judicial”, afirmou Mendes. Para a primeira reunião, foram convidados os procuradores-gerais dos Estados das regiões Norte e Centro-Oeste, o consultor-geral da União, a secretária-geral de Contencioso da AGU, o procurador-geral federal, o diretor da Câmara de Conci-

liação e Arbitragem da AGU e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores de Estado (Anape). Além da carta-convite assinada pelo ministro Gilmar Mendes, o juiz Jurandi Borges Pinheiro, que atua como auxiliar no gabinete, fez contato direto com os convidados. “A informalidade é um dos componentes que favorecem a conciliação”,

explica o magistrado, que tem experiência em mutirões de conciliação na Justiça Federal no Rio Grande do Sul. O projeto pretende examinar, inicialmente, as ações cíveis originárias em trâmite no gabinete de Mendes que envolvam os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, da Região Norte.

Experiências que fizeram sucesso O ministro Gilmar Mendes ainda deve examinar, nesta primeira fase do projeto, ações dos Estados da Região Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além dos da Região Norte. A ideia, porém, é envolver todos os Estados da Federação. Gilmar Mendes observa que existem iniciativas de sucesso de conciliação, como a Câmara de Conciliação e Arbitragem da AGU, que atua na solução de controvérsias entre órgãos da administração federal. “Existe ainda, contudo, bastante espaço para uma atuação mais criativa nesse campo”, defende o ministro. “Poderíamos pensar, aqui, em práticas conciliatórias também em relação a conflitos entre os diversos entes da Federação”. O objetivo da convocação da primeira reunião é, além da remoção de obstáculos e a abertura de canais de diálogo, dar início a um levantamento das matérias e processos passíveis de solução conciliada. Cadastro O juiz Jurandi Pinheiro cita, como exemplo, as ações cíveis originárias (ACOs) ajuizadas por Estados contra sua inclusão, pela União, no Cadastro Informativo dos Débitos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) – um banco de dados de pessoas físicas e jurídicas em débito para com órgãos e entidades federais. Só no gabinete do ministro Gilmar Mendes, o juiz auxiliar identificou 30 processos sobre inscrição no Cadin. No STF, são 273, a maioria com decisão em caráter liminar. Após o levantamento dos processos, o gabinete espera definir métodos de trabalho e estabelecer algumas metas. No futuro, pensa-se em desenvolver mecanismos que, além de solucionar as demandas existentes, possam também prevenir futuros litígios, evitando que sejam trazidos ao Supremo Tribunal Federal (STF).


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

Espera de até cinco meses por serviço Economia B4 e B5

DIEGO JANATÃ

Em menos de um ano, tijolo encarece R$ 180 Embora as olarias não tenham alterado o preço do milheiro, lojas de material de construção revendem o produto a R$ 680 ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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esmo com o preço estável nas olarias, o preço do milheiro do tijolo saltou, em menos de 12 meses, da média de R$ 500 para R$ 680, nas lojas de material de construção em Manaus. A alta de 36% ocorre a quase um mês para completar 1 ano da inauguração da ponte Rio Negro – apontada como solução logística para o escoamento das indústrias e, consequentemente, barateamento no valor do produto. A presidente do Sindicato da Indústria de Olarias do Amazonas, Hyrlene Ferreira, garante que, nesse período, não houve alteração significativa no preço do milheiro do tijolo nas olarias de Iranduba e Manacapuru (a 39 e 86 quilômetros de Manaus, respectivamente) que justifique o reajuste nas vendas. Segundo ela, hoje, as indústrias praticam o preço médio de R$ 380. Os empresários do ramo de material de construção da capital amazonense justificaram o

aumento devido ao custo alto da logística para fazer o transporte e a entrega do produto na capital. “Temos um custo elevado, incluindo o frete, combustível e a mão de obra, para trazer o tijolo e deixar na casa do cliente”, explica a gerente administrativa da JLN Material de Construção, Socorro Lopes. O preço do milheiro no estabelecimento custa hoje R$ 680. Segundo Socorro, o preço alto não afetou as vendas da loja. “Não tenho do que reclamar”, frisa, ao ressaltar que vende 30 mil tijolos por semana. Na loja Constrói, o preço do milheiro é de R$ 633, conforme o gerente Loris Edson Avi. Segundo ele, o frete e os gastos com transporte encarecem o produto. De acordo com os empresários do segmento, o frete cobrado é de 12% em relação ao preço do milheiro, ou algo em torno de R$ 46 por mil unidades. “Além dos custos, as lojas colocam lucro de 30%. Todos esses fatores contribuem para o preço alto do tijolo em Manaus”, justifica um empresário do ramo, que pediu para não ter o nome divulgado.

Faltam insumos para fabricar produto Empresários do setor oleiro reclamam que estão sendo prejudicados pela falta de matéria-prima para a produção de tijolos. Segundo eles, o principal gargalo é a obtenção da licença para extrair a argila necessária para a fabricação do insumo da construção civil. Por causa do entrave na liberação da exploração da argila, algumas olarias foram obrigadas a parar a produção e reduzir o quadro de funcionários. “Paramos de produzir há três meses. Estamos vendendo apenas o que estava produzido anteriormente. Tínhamos 25 empregados e agora estamos apenas com oito”, afirma Raimundo Nonato, funcionário da Cerâmica Ximenes, situada no km 41 da rodovia estadual Manoel Urbano (AM-070), que liga Manaus a Manacapuru. Além da argila, outro problema enfrentado pelas olarias é a dificuldade para obter madeira legalizada para fazer a lenha que será usada na queima dos tijolos. De acordo com os empresários, a madeira licenciada chega a valer até R$ 150 o metro cúbico, o que encarece os custos do setor, enquanto que a madeira ilegal

pode ser comprada por até R$ 25 o metro cúbico. “Se cobrassem R$ 60 pela madeira legalizada, estaria de bom tamanho”, destaca um empresário, que pediu para não ter o nome divulgado. O gerente de produção da Cerâmica Montemar, Luciano de Souza, frisa que, devido a dificuldade de obtenção de madeira legalizada, a olaria tem usado os resíduos do Distrito Industrial, incluindo compensado e papelões, para poder fazer a queima dos tijolos. Alternativas para construir Devido ao preço elevado do tijolo, empresas da construção civil têm substituído o produto por outras matérias-primas, como o tijolo de cimento e o gesso acartonado. O superintendente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Cláudio Guenka, enfatiza que as alternativas adotadas pelo setor têm onerado os custos das obras. “O valor do tijolo comum está mais caro devido à falta de matéria-prima para a queima. A escassez resultou no encarecimento na execução das obras”, ressalta Guenka.


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012


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Economia

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Gratuidade sem impacto para usuários do Estado Moradores de Manacapuru e Iranduba não podem usufruir das ligações gratuitas, porque maioria dos orelhões está depredada DIEGO JANATÃ

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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s ligações gratuitas em orelhões da Oi estão garantidas em 55 municípios amazonenses, conforme a determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), porém telefones mudos e depredados impedem os usuários de usufruir do benefício, concedido no último dia 27. Em Manacapuru (a 86 quilômetros de Manaus), cinco de um total de dez telefones testados pelo EM TEMPO, as ligações grátis e sem cartão não puderam ser efetuadas, por conta dos aparelhos defeituosos. “Não adianta liberar os telefones para fazer ligações de graça se muitos aparelhos não funcionam. É difícil achar orelhão funcionando na cidade. A pessoa roda muito para achar um ou dois que deem para ligar. Às vezes, o telefone até funciona, mas não completa a ligação”, reclama a doméstica Marta Gonçalves, 37. Em alguns casos, o telefone está em bom estado de conservação, porém o usuário não consegue discar alguns

algarismos como é o caso do três, que é o dígito inicial dos números telefônicos. “Os telefones da nossa cidade não prestam. A pessoa não consegue fazer uma ligação. E se alguém precisar ligar para a polícia ou para os bombeiros, como fica?”, indaga a autônoma Maria da Glória, 56, que tentou ligar de um orelhão situado na orla da cidade, em uma área próxima à praça da prefeitura, no Centro. Iranduba Em Iranduba (a 39 quilômetros de Manaus), a situação dos orelhões não é muito diferente. O radialista José Lima afirma que tem o costume de usar orelhões para “enviar” suas matérias para uma conhecida rádio de Manaus, da qual é correspondente na cidade. Ele frisa que devido aos constantes problemas nos aparelhos, agora é obrigado a mandar sua produção por meio da internet, o que requer mais trabalho e tempo. “Não tem um telefone funcionando direito próximo a minha casa, no centro de Iranduba. Deixei de enviar matérias por orelhões por causa da precariedade do sistema”, ressalta.

Vistoria para resolver problema Para garantir que os usuários usufruam da gratuidade, a Oi comunicou, por meio da assessoria de imprensa, que encaminhará equipes técnicas para verificar os orelhões em Iranduba e Manacapuru. “Caso sejam constatados problemas nos tups (Terminais de Uso Público/orelhões), os reparos serão realizados”, frisa a nota. A operadora salienta que, nos primeiros seis meses de 2012, foram danificados por atos de vandalismo em torno de 20% dos aproximados 13,5 mil orelhões instalados no Amazonas. Do total de orelhões que apresentam defeitos, 70% são em virtude de atos de vandalismo. Em Manacapuru, de um total de dez orelhões testados pelo EM TEMPO cinco não funcionavam


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Economia

Espera de até cinco meses por serviço Para vender, algumas concessionárias de oferecem inúmeras vantagens, mas é só o veículo apresentar problemas para a “dor de cabeça” começar RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

E

mbora para oferecer um veículo as concessionárias disponham de “1.001” facilidades, no período pós-venda não ocorre o mesmo em Manaus. Ao precisar dos serviços de assistência técnica, consumidores amazonenses enfrentam até cinco meses de espera pelo conserto, por conta da falta de peças em estoques nas lojas autorizadas. Insatisfeito com o serviço prestado por uma concessionária da Volkswagen em Manaus, o empresário Paulo Coimbra espera o veículo, uma Kombi, ser consertada há cinco meses. “O carro, que é de uso empresarial, foi batido no mês de março e logo em seguida foi encaminhado para a oficina da concessionária. Já faz quase seis meses que o carro está na oficina e ninguém me dá uma posição sobre o assunto”, reclama o empresário. Coimbra diz que já foi à concessionária diversas vezes e alega descaso por parte dos funcionários do estabelecimento. “Primeiro me deram

um prazo de 30 dias para a chegada da peça. Depois mais 30 dias e até agora, nada. Chegaram a dizer que a empresa de seguro não tinha autorizado o reparo, sendo que dois dias depois de bater o veículo a seguradora deu o aval para o conserto. Hoje, eu é que tenho que correr atrás

MEDIDA

Segundo o Sincodiv-AM, um estudo é realizado para encontrar meios de reduzir o tempo da chegada das peças, que hoje ocorre em um prazo de 12 a 15 dias, dependendo da localidade de origem de informações, pois nem um telefonema me dão para dizer como está a situação do carro”, ressalta. Com o carro parado, o empresário teve que alugar outro veículo para ser utilizado para cumprir os compromissos com os clientes. “Alugamos outra Kombi por R$ 1,7 mil. Esperávamos passar, no

máximo, um mês pagando o aluguel desse carro, mas esse valor já se transformou em R$ 8,5 mil. E, nesse caso, quem está pagando a conta sou eu”, reclama o empresário, que pretende entrar na Justiça para tentar reaver o dinheiro gasto com aluguel. Na mesma situação ficou o assessor parlamentar Valdir Frazão. “Meu carro foi batido e, na concessionária da Ford, me deram a previsão de que as peças chegariam no prazo de 15 dias. Dias depois, me ligaram e disseram que, como o veículo era lançamento, o material chegaria em um mês”, lembra o assessor. Porém, as peças, segundo Frazão, demoraram dois meses para chegar a Manaus. “Sem contar que depois do conserto tive que voltar mais quatro vezes na concessionária para fazer outros ajustes no veículo”, diz o assessor, ao salientar que os serviços custaram R$ 13 mil e só não amargou maiores prejuízos porque o carro ficou em uso enquanto as peças não chegavam. Carona Para não ter que gastar com

táxi, a dentista Bárbara Ferreira apelou pela carona de amigos por quase 40 dias. “Meu carro, que tem garantia de 3 anos, apresentou problema na direção hidráulica e no painel recentemente. Fui à concessionária e, após vistoria, me informaram que as peças chegariam dentro de 15 dias. A peça chegou quase um mês depois”, destaca a dentista. Bárbara considera a demora uma falta de respeito com o consumidor, pois o tratamento que recebeu durante a venda foi diferente do recebido no pós-venda. “Ao adquirir o carro me falaram que ele era nacional, que havia peças em estoque caso fosse necessário e foram superatenciosos comigo, mas quando precisei não agiram da mesma forma”, lembra a dentista. Tempo será reduzido O Sindicato das Concessionárias e Distribuidores de

Veículos Automotores do Amazonas (Sincodiv-AM) reconhece a demora da chegada de peças em Manaus e credita a lentidão aos problemas de logística que afetam o Estado. Segundo o sindicato, os produtos chegam à capital em um período médio de 22 a 25 dias, mas que pode ser estendido por conta da distância entre o Amazonas e os Estados onde estão as fabricantes de peças de veículos. “Estamos estudando meios para reduzir esse tempo. A expectativa é de que o abastecimento de peças em Manaus ocorra entre 12 e 15 dias”, assegura o vice-presidente da Sincodiv, Antônio Silva, ao salientar que grande parte das fabricantes de peças e veículos estão instaladas em Minas

Prazo é de 3 Todo o serviço de assistência técnica, incluindo o atendimento aos proprietários de veículos, deve ser prestado em 30 dias. É o que assegura o Código de Defesa do Consumidor (CDC), conforme o Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM). “Depois desse prazo, o consumidor, caso se sinta lesado, deve procurar os órgãos de defesa para pedir providências e até ser ressarcido, segundo prevê o CDC”, explica


MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Comunhão de Bens - Parte II

30 dias, afirma Procon o diretor-presidente do órgão, Guilherme Frederico. Frederico ressalta que as reclamações podem ser feitas direto no Procon, mas no caso de ressarcimento o consumidor terá de se dirigir à Justiça. “O cliente pode entrar com uma ação pedindo indenização por danos morais na Justiça. Ele só precisa apresentar os comprovantes das despesas causadas para que o processo tenha andamento”, destaca. O diretor-presidente do ór-

gão salienta, ainda, que o Procon tem recebido reclamações por conta da demora e considera a justificativa das concessionárias de que falta peças em Manaus irrelevante. “As empresas precisam ter consciência da importância de possuírem peças em estoque, mas algumas ainda resistem por sair caro manter produtos parados. Isso não pode acontecer, pois quem sai prejudicado é o cliente”, acrescenta o dirigente.

O Amazonas se movimenta na direção de implantar o primeiro parque tecnológico, uma intuição “interdisciplinar de produtos sustentáveis” de que tem falado o pesquisador Estevão Monteiro de Paula há mais de duas décadas. Um leitmotiv que remete à mesma movimentação que implantou a Universidade Livre de Manaus, no início do século 20. Viva a memória pulsante, um ingrediente decisivo para sedimentar a transformação! Olhar no retrovisor dessa estória, que precisa ser escrita com agá, é refletir sobre as razões pelas quais temos adiado sua materialização. O Inpa, criado no bojo dos esforços globais de reconstrução e realinhamento estratégico do pós-guerra, nasceu e prospera com essa in quietação. Tratar do peixe da pesquisa de olho no gato da fabricação de produtos e respostas a partir do monumental almoxarifado desta biodiversidade ignota. Um desafio permanente e, infelizmente, motivo de constrangimento e frustração insistente por seu adiamento sem razão. Essa mesma inquietação está na invenção do Centro de Biotecnologia da Amazônia, que ainda se arrasta à procura de um CNPJ que lhe defina o modelo de gestão. Reféns de uma legislação desencontrada, coercitiva e estéril, parques, centros, institutos e fundações denunciam os estragos atávicos e perversos dessa protelação. “Alguém tem que fazer”, pontificou Odenildo Sena, titular de Ciência e Tecnologia do Estado, após conhecer o TecnoPuc, o projeto que a PUC do Rio Grande do Sul tirou do papel há 10 anos, com 80 projetos, juntando o empreendedorismo do

setor privado com a base acadêmica da inovação. Alguém “temos”, caro professor. Temos e podemos levar adiante a obviedade dessa equação, com “calma, luxo e volúpia” como recomenda Baudelaire. Não com a calma dos pântanos mas a dos sábios, que conhecem a fecundidade da meditação que antecede as verdadeiras revoluções. O poder público bate recordes seguidos de arrecadação a partir do modelo zona franca. As empres as, com sua expertise de negócios, e no compasso de tanta espera, topam qualquer parada, se bem articulada e sedimentada. Sobralhes volúpia, falta, porém, a todos a segurança da regulação proativa e inteligente. Quanto à academia não lhe resta alternativa se não quiser perecer nas paralisações de quem não está sabendo fazer a hora. E se a PUC-RS, filiada à Santa Madre, organização nã governamental melhor sucedida da História, soube avançar em Tecnologia da Informação, Eletroeletrônica, Energia, Biotecnologia e Meio Ambiente, como explicar o adiamento de atores que tem à mão o luxo de um banco de germoplasma ímpar, com 20% dos princípios ativos da Terra pra financiar tantas e incontidas intuições? Nesta semana, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico voltou a fustigar o Brasil, por ocupar o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior, entre 42 países filiados/ avaliados. É bem verdade que o país registrou o maior aumento de aporte na área educacional no período de 2000 a 2009. Mas investiu mal e pouco ainda, 5,55% do PIB, à vista de seu descaso histórico

com ensino e qualificação. E na comparação com países como a Austrália, a Finlândia, a Irlanda e a Suécia, ilhas de prosperidade numa Europa sacudida pela recessão... Mais da metade dos investimentos nesses países são dedicados à inovação tecnológica. Portanto, mais de 50% dos alunos frequentam a área de tecnologia. No Brasil, não passa m de 10% os investimentos de qualificação e presença dos estudantes neste setor. Pra complicar, a academia em particular e a educação em geral se debatem em algumas e crônicas dificuldades. Muitos de nossos professores revelam limitações elementares, lacunas inaceitáveis de formação. Não sabem ler nem escrever com precisão. Cometem erros elementares de compreensão e ortografia, não conseguem fugir do jargão estéril, “tipo”, para explicar conceitos básicos de Ciência. Milhares foram formados exclusivamente por Ensino à Distância, para atender exigências federais, outros tantos por escolas caça-níquel - o pague e pegue seu canudo - e mais recentemente por privilégio de cotas, numa pressup osição de que rigor e qualidade presencial não são assim tão essenciais. No célebre quadro do vanguardista Matisse, denominado “Calma, Luxo e Volúpia”, em que ele homenageia o romantismo anarquista de Charles Baudelaire, e seu “Convite à Viagem”, as pessoas se reúnem às margens plácidas, alegres, estimulantes e coloridas, de um caudaloso rio em movimento de comunhão dos bens que a natureza lhes propicia. Vale a pena revisitar Matisse e o eco de seu brado plástico neste beiradão promissor.

Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental

A academia em particular e a educação em geral se debatem em algumas e crônicas dificuldades. Muitos de nossos professores revelam limitações elementares”

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País

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Lei do Descanso esbarra na falta de motoristas De acordo com o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, existe o problema da falta de mão de obra

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lei n.º 12.619, já conhecida como Lei do Descanso, tem o potencial de criar milhares de empregos para caminhoneiros em todo o país, mas esbarra em um problema de falta de mão de obra na profissão, diz o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) e também profissional da área, Nélio Botelho. De acordo com ele, para que as transportadoras de carga atendam às exigências da legislação, elas teriam que triplicar a disponibilidade de motoristas. O MUBC estima em 2 milhões o número de caminhoneiros em atuação no país. A lei determina que o motorista profissional deve cumprir um repouso diário de 11 horas, além de descanso de 30 minutos a cada 4 horas ininterruptas de direção. Botelho afirma que, para cumprir a determinação e ainda manter o mesmo volume de carga transportada diariamente, as empresas teriam de contratar motoristas auxiliares para as viagens. “Num trajeto de 3 mil quilômetros é preciso um revezamento de cinco caminhoneiros. Mas hoje temos um déficit em torno de 100 mil motoristas no mercado”, diz o presidente da entidade.

GERVÁSIO BAPTISTA/ABR

Além desse impedimento em cumprir a lei, o Movimento União Brasil Caminhoneiro lista também a falta de pontos seguros nas rodovias brasileiras onde os caminhoneiros podem estacionar o veículo para descansar. “Teríamos que parar no mato e correr o risco de assalto ou de multa pela polícia”, afirma. A fiscalização para o cum-

Operadoras sofrerão reajustes Para a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), todas as operações de transporte sofrerão aumentos significativos, e inevitáveis, em seus custos pela queda na produtividade resultante das novas exigências. Em estudo recente sobre os impactos da lei n.º 12.619, a entidade estima que o prazo de entrega das cargas vai aumentar, em média, 56%. O aumento médio do custo no cumprimento da legislação será de 14,98% para cargas fracionadas - mercadorias que não ocupam toda a capacidade do veículo - e 28,92% para o transporte que tome todo o espaço no caminhão. No caso do transporte de container, o preço do frete subirá 27,28%.

EXIGÊNCIAS

Segundo presidente do MUBC, para que as transportadoras de carga atendam às exigências da legislação, elas teriam de triplicar a disponibilidade de motoristas. Hoje são cerca de 2 milhões primento da lei começaria nesta terça-feira (11), mas foi adiada por 180 dias porque o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma resolução que recomenda o procedimento somente nas rodovias que ofereçam pontos de parada. A lista das estradas que atendem a esses critérios só deverá ser publicada daqui a seis meses.

A lei determina que o motorista profissional deve cumprir repouso diário de 11 horas


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Satélite geostacionário brasileiro será comprado Processo de aquisição será iniciado em outubro e, a meta, é que o equipamento entre em órbita até dezembro de 2014

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processo de compra do primeiro satélite geoestacionário brasileiro deve começar até outubro deste ano, segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão. A meta é que o equipamento entre em órbita até dezembro de 2014, prazo estabelecido em acordos internacionais. Também presidente do Comitê Diretor do projeto, Martinhão reconheceu que colocar o satélite em órbita em dois anos “não será fácil”. Entre os desafios, ele cita a contração dos fabricantes. De acordo com o secretário, isso será feito “por um processo que leve em conta as especificidades técnicas determinadas em um termo de referência”, excluindo a licitação. “A partir do termo, para atender a demandas do setor de telecomunicação, do Plano Nacional de Banda Larga, e de defesa nacional, será contratada a empresa para a construção do satélite”, declarou, durante o Congresso Latino-Americano de Satélite, concluído no Rio na sexta-feira. O custo estimado incluindo o lançamento é R$ 720 milhões.

DIVULGAÇÃO

Responsável pelas escolhas técnicas, o representante da Telebras, Sebastião Neto, adiantou que o equipamento pesará até 6 toneladas e terá capacidade entre 50 e 60 gigabytes por segundo (GB/s), acima da demanda atual de 35 GB/s. Com isso, segundo ele, atenderá às necessidades do país nos próximos dez anos. Banda Larga De acordo com o presidente do comitê, o satélite geoestacionário é fundamental para atender a cerca de 1,2 mil municípios que ainda não têm banda larga por questões geográficas, além de suportar a troca de dados da administração pública. Atualmente, para suprir a demanda pública, o país contrata a tecnologia de satélite privados. “É mais vantajoso economicamente e do ponto de vista do desenvolvimento de tecnologia nacional construir um satélite a continuar a contratar a capacidade de serviços”, avaliou Martinhão. Segundo ele, com o equipamento, é esperado o barateamento de serviços de internet, a atração de tecnologia e a cobertura de defesa em áreas de fronteira e no oceano.

A compra e a fabricação do satélite geoestacionário, supervisionada pelo Ministério das Comunicações, será feita por Telebras e Embraer


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Mundo

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Caderno C

Dia a dia diadia@emtempo.com.br

‘Palhaçada’ repassada por gerações

(92) 3090-1041

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FOTOS: DIEGO CAJÁ

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RICARDO OLIVEIRA

Desorganização social: a culpa é de quem, cidadão? Choque de ordem implantado na cidade há alguns meses parece estar longe de ser uma realidade no dia a dia da população IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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os últimos anos, esforços de vários órgãos, de diversas esferas, desenvolveram ações voltadas para organização da capital amazonense. Energias foram concentradas na organização do trânsito e na proibição da comercialização por ambulantes - de frutas e verduras sem o armazenamento devido. Porém não é difícil encontrar pessoas que insistem em executar tais práticas. O centro da cidade retrata bem essa realidade. Nas ruas que dão acesso à feira da Manaus Moderna o desrespeito às leis de trânsito com o estacionamento irregular ou mesmo com a obstrução das calçadas por mercadorias de lojistas e a ocupação das ruas por vendedores ambulantes saltam aos olhos. A rua Barão de São Domingos é exemplo disso. O vendedor de abacaxi, Robinson Silva, 28, disse que neste ano teve as mercadorias apreendidas duas vezes pela fiscalização. “A última vez que vieram e levaram meu material foi em fevereiro. O prejuízo foi numa faixa de R$ 500 e ainda levaram o carrinho. Tive que pedir empréstimo para continuar trabalhando. Todo mundo sabe que é irregular, mas precisamos ‘ganhar o pão’, ninguém está aqui porque quer”, alega. Com as vendas, ele chega a ter um lucro de até R$ 300 por mês. Silva acredita que a melhor alternativa seria que o projeto do camelódromo deslanchasse para oferecer um local adequado aos ambulantes. “Se tivesse um local para nós irmos seria bom. Ninguém gosta de ficar aqui no sol, sem proteção. Aqui todo mundo se ajuda, se sabemos que tem fiscalização avisamos todo mundo”, revela. Vendedor de churrasco na rua há 30 anos, nas proximidades da

Manaus Moderna, José Malcher, 47, diz que nunca teve a mercadoria apreendida nas fiscalizações e apesar de estacionar o carrinho e alguns objetos na rua e na calçada acredita não atrapalhar a movimentação. “Nunca levaram minha mercadoria, uma vez uma fiscal chegou a conversar comigo, mas não levou. Eu conheço muita gente. Eles tiram mais os ambulantes que ficam no meio da rua, eu não atrapalho aqui”, assegura. Além dos ambulantes também não foi difícil encontrar as pessoas que alimentam essa

Atividades repressivas

Hábito do “churrasquinho de gato” também prejudica a ordem

CAMELÓDROMO Os vendedores ambulantes de frutas e verduras se mostram favoráveis em exercer suas atividades em um local diferenciado, distantes das ruas e avenidas movimentadas no centro

Aos ambulantes todo lugar é propício para exibir mercadorias

fatia de mercado. Ainda não era meio-dia, quando o churrasco do seu José já tinha terminado. “Aqui vai rápido, porque é o melhor churrasco de carne de sol que tem”, afirma o vendedor. O preço mais em conta também atraiu Maria Auxiliadora Costa, 63, na hora da escolha das frutas. “Compro nos carrinhos porque as vezes sai mais em conta. No fim do dia sempre tem promoção”, conta. Competindo com os ambulantes, alguns motoristas também contribuem para a desorganização da cidade, ao burlar as leis de trânsito, estacionando ou parando em locais proibidos. O caos é denunciado por guardadores de carro, motoristas de táxi-frete e de caminhões. O estacionamento em fila dupla e a prática de parar para efetuar a carga e descarga são os principais motivos da desordem.

As ciências explicam O sociólogo Ademir Ramos acredita que a certeza da impunidade estimula os atentados e a falta de respeito ao bem público. “A cidade é um reflexo do seu governante. Nesta relação quando o cidadão percebe que o governante não tem credibilidade começa a violar os espaços públicos julgando-se proprietário do território. O cidadão comum aposta na impunidade para poder apropriar do bem público assim como o governante que acredita que pode comprar a Câmara e tudo mais”, aponta. Para o sociólogo o resultado dessa ação é o caos

total, com a ocupação desordenada, a falta de responsabilidade no trânsito e a não proteção ao patrimônio material e imaterial. Tudo fruto da desmoralização e desobediência civil. Mas, nem tudo está perdido. Para ele, esse é o momento de reflexão e uma nova atitude pode nascer após a escolha do próximo gestor. “É preciso chamar atenção no processo eleitoral. A eleição celebra um novo pacto com o novo gestor que vier, que deve ter credibilidade, legitimidade e ser reconhecido como pessoa de competência e com habilidade para gerir a cidade”, finaliza.

Do outro lado, os órgãos fiscalizadores se defendem e asseguram que as ações nunca deixaram de ser desenvolvidas, mas apontam a dificuldade de vencer as práticas abastecidas pela população. “As fiscalizações não foram suspensas. Continuam diárias no Centro. Antigamente chamávamos a imprensa para fazer o registro e percebíamos que vazava a informação e os ambulantes sumiam. Isso tem que ser feito de surpresa e os que não têm cadastro tem a mercadoria apreendida”, assegura o secretário municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), Rogério Vasconcelos. Em 2012 foram realizadas 24 operações de retirada e reorganização dos ambulantes no Centro. Foram apreendidas toneladas de frutas e verduras e levadas ao aterro sanitário, porque não foram comprovadas a procedência.

O diretor de operações do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), major Cleitman Coelho, informa que as ações de fiscalização e orientação no trânsito são realizadas diariamente na tentativa de organizar a cidade. “O trânsito é feito por todos: instituição pública e cidadãos (condutores e pedestres). O Manaustrans desenvolve ações de fiscalização, engenharia (sinalização) e educação no sentido para conscientizar as pessoas a terem um melhor comportamento no trânsito e cumprir o que determina o Código de Trânsito Brasileiro”, aponta. Conforme ele, o Manaustrans realiza diariamente operações, tais como “Canteiro” para coibir estacionamento em canteiros centrais; “Tranca Rua” para impedir que veículos fechem cruzamentos; “Carreta” retirar carretas estacionadas indevidamente; “Calçada Livre”.


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Dia a dia

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Homossexualidade juvenil preocupa as autoridades Falta de apoio familiar e o preconceito contra homossexuais estão levando número considerado de adolescentes à prostituição DIEGO JANATÃ

WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO

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ais de 12% das travestis em Manaus são menores de idade. A presidente da Associação de Gays, Lésbicas e Travestis do Amazonas (AGLT), Bruna La Close revelou que cerca de 60 dos 485 travestis que se prostituem nas ruas da capital têm menos de 18 anos. Ainda segundo a presidente, os menores já representaram quase metade da população da capital nessa situação. “Hoje esse dado reduziu muito devido às nossas ações de combate a prostituição de menores, mas já registramos pelo menos 200 pessoas dentro desta estatística”, afirma. Conforme Bruna, o problema é uma consequência da falta de apoio da família desses adolescentes, que os expulsa de casa quando descobre sua homossexualidade. Sem perspectivas, eles têm de se prostituir para sobreviver. “Alguns não são aceitos e como não conseguem emprego, acabam optando por se prostituírem”, explica. A situação é caracterizada pelo Estatuto da Criança e

do Adolescente (ECA) como abuso e exploração sexual. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, diz o texto. A presidente afirma que a redução nos casos de prostituição entre adolescentes só foi possível devido à ação intensa da associação em parceria com governo do Estado. “Nós orientamos os jovens sobre os riscos e os capacitamos para tentar encontrar trabalho para eles longe das ruas. A Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Seas) sempre nos apoia nessas questões”, ressalta Bruna. De acordo com informações da Seas, não existe um programa específico para o público travesti com menos de 18 anos, porém os menores nessa situação são acompanhados por meio das ações da secretaria.

Dados da Associação de Gays, Lésbicas e Travestis indicam que 12% dos travestis existentes em Manaus são adolescentes

Prostituição como opção Com apenas 16 anos, Wendy*, que vive apenas do dinheiro obtido com a venda de seu corpo, trabalha há quase um ano na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste. Ela usa minissaia e anda com os seios despidos, a fim de chamar mais atenção e, consequentemente mais clientes. “Tem gente que vem aqui oferecendo R$ 100 ou R$ 200 para transar sem camisinha, ou ainda R$ 30 para eu usar droga junto. Pelo menos metade dos clientes quer fazer sexo sem camisinha. Eu não faço. A vida é o que conta né, amor?”, diz. De acordo com ela, a rejeição do pai e a falta de

outras oportunidades foram motivadores para que desse início à prostituição. “Meu pai era muito careta e me expulsou de casa quando soube que eu era gay. Como eu não consegui emprego em nenhum lugar por ser menor de idade, conheci umas amigas que me apresentaram essa opção”, explica. Mesmo com lucros de cerca de R$ 2 mil por mês, Wendy afirma que abandonaria o estilo de vida que leva caso encontrasse outra forma de sobrevivência. “O problema é que eu não sei fazer outra coisa, mas eu deixaria de me prostituir se pudesse ter outra ocupação”, afirma. ARQUIVOEMTEMPO/MARCELL MOTTA

Efeitos da rejeição familiar Especialista em ciência na área de psicoterapia sexual e de casal, a psicóloga Ana Cláudia Alvim Simão diz que os jovens cujas famílias rejeitaram a sua orientação sexual durante a adolescência têm mais probabilidade de sofrer problemas graves de saúde, podendo chegar a tentar o suicídio ou sofrer uma depressão. “Jovens lésbicas, gays e bissexuais que revelaram níveis elevados de rejeição familiar durante a adolescência tem mais probabilidades de revelar tentativas de suicídio, elevados níveis de depressão e de usarem drogas ilegais”, afirma ela, ao ressaltar que esse público também é mais propício a realizar sexo desprotegido. A especialista orienta o diálogo constante entre pais e filhos e pede o máximo de compreensão dos responsáveis pelos menores. Parada gay Com o tema “Homofobia tem solução: educação e criminalização”, o Movimento das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis do Amazonas (LGBTs) realiza hoje, a 12ª Parada do Orgulho LGBT, na alameda do Samba, ao lado do Sambódromo, Zona Centro-Sul.

Exclusão familiar é o motivo principal para a prostituição


Dia a dia

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FOTOS: IONE MORENO

Caos, abandono e lixo na orla da Manaus Moderna

Entrada de dezenas de barcos municipais e interestaduais, o porto da Manaus Moderna apresenta riscos para à população WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO

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uita sujeira, lama e caos. Com a vazante do rio Negro, antigos problemas enfrentados pelos manauenses na praia do porto da Manaus Moderna ressurgiram. O acúmulo de carros e embarcações desordenados no local completam o cenário que representa o descaso da administração pública com a segurança e infraestrutura do lugar. O primeiro problema começa nas escadarias que dão acesso à praia do porto. Quem tenta andar por elas, tem que tomar cuidado para não ser arremessado pelos carregadores que transitam pelo local sem olhar aonde vão. “Eles andam carregados de coisas e olhando para baixo sem prestar atenção em quem passa. Uma vez quase fui jogado na água”, recorda o vendedor de passagens, Arlindo Cruz. Já nas areias da praia, ou na lama, de acordo com passageiros do porto, é impossível embarcar com os pés limpos. “Ainda tem um pouco de água por aqui, o que transforma todo o chão em um grande lamaçal. A gente escorrega e cai por aqui o tempo inteiro”, reclama o ambulante, Firmi-

no Gonçalves. Além disso, a presença de muitos caminhões, que dividem espaço com as embarcações, dificulta ainda mais o trânsito de passageiros no porto. “Entram carretas e carros aqui sem a menor restrição e com eles aqui tudo fica uma enorme bagunça. São pessoas descarregando, gente gritando, bêbados. Isso aqui é um caos”, acrescentou Firmino. Outro grande problema enfrentado pelos frequentadores do porto diz respeito à grande quantidade de lixo ao longo de toda a praia. “Somos nós mesmos que retiramos o lixo, mas nem sempre tem gente disposta a fazer isso, aí a bagunça fica ainda maior”, diz o capitão de embarcação, Renildo Neto. Segundo o capitão, que atraca todos os dias a embarcação no porto da Manaus Moderna, a limpeza pública não atua na área, por isso o cenário tão caótico. “Com esse abandono quem sofre são os usuários, que tem que conviver todos os dias com essa sujeira. Isso parece um chiqueiro”, esbraveja. A reportagem do EM TEMPO buscou informações sobre o assunto junto à Prefeitura de Manaus, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

O trânsito de mercadorias e a desorganização do local fazem do porto um local inadequado para o embarque de passageiros

Perigo nas rampas que levam aos barcos As rampas improvisadas também prejudicam o acesso dos usuários e limitam o ir e vir da população que utiliza a Manaus Moderna. Uma dessas pessoas é a dona de casa Marina Mattos, que com os

pés sujos de lama escorregou pela rampa de ferro ao tentar acessar uma embarcação e quase caiu no rio. “Não dá para passar por aqui sem ficar com os pés escorregadios. Essas pontes são completamente

Trânsito caótico e barulhento Os problemas também são frequentes na rua Lourenço da Silva Braga, onde está localizada a feira da Manaus Moderna, sobretudo, em consequência do trânsito desordenado no local e das constantes filas duplas que se formam na via. Carretas e carros pequenos brigam por espaço. Os caminhões querem descarregar em horário de grande movimento e acabam atraFalta de consciência ambiental pode ser observada por todo lado

palhando o trânsito. Infrações O resultado da má-conduta dos motoristas pode ser visto todos os dias e nem mesmo a presença de seis agentes de trânsito parece inibir as infrações. “Os engarrafamentos esgotam a paciência de quem precisa passar por aqui”, reclama o motorista, Fabrício Nunes.

irregulares e não têm segurança nenhuma. Como não temos outra alternativa, nos sujeitamos”, reclama. Quem teve um acidente parecido foi o carregador Pedro Antunes, que ao passar por

uma das pontes para embarcar cerca de 50 quilos de farinha escorregou e derrubou todo o material na lama. “A rampa estava muito lisa e me desequilibrei, pelo menos não me machuquei”, resignou-se.


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Dia a dia

‘Ser palhaço é um p Ofício passado de geração a geração, a arte do picadeiro, com suas alegrias e dificuldades, é retratada por Nilton Gatica, o “Chuvisco”, que desde os cinco anos de vida vive sob lonas, fantasias e mágicas para animar o público LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

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aquiagem carregada, nariz de palhaço, sapatos extravagantes, trejeitos desengonçados, vocabulário singelo e uma grande perspicácia em fazer sorrir, sejam adultos ou crianças, assim são os palhaços e assim é a vida de Nilton Gatica, 24, o “Chuvisco”. Há 19 anos ele faz apresentações em picadeiros de circos e garante que não trocaria a profissão, herdada do pai, por nada no mundo. Os anos de estrada como palhaço o fizeram enxergar que, mesmo fazendo muitas pessoas sorrirem, a profissão de palhaço não é apenas de alegrias e mágicas, mas também de lágrimas e dificuldades. Nascido no Rio de Janeiro e caçula de cinco irmãos, todos artistas circenses, apenas Nilton optou pela profissão de palhaço. “Chuvisco” aprendeu com o pai, o também palhaço Carlos Gatica, 80, mais conhecido como “Chirulita”, como viver dessa arte que cativa tanto crianças quanto adultos. Nilton entrou pela primeira vez no picadeiro aos 5 anos de idade com o pai. “Nasci e me criei vivendo o dia a dia do circo. Meu pai e minha mãe foram artistas de picadeiro. Tudo que sei aprendi com meu pai, que é minha inspiração e meu ídolo. Ele (pai) começou a vida no circo

aos 32 anos no antigo circo Garcia, um dos maiores de época, vendendo doces durante as apresentações. Depois aprendeu a fazer os números e começou a fazer apresentações”, conta. Assim como os pais, que se conheceram e se casaram no circo, Nilton também encontrou no picadeiro uma companheira para constituir família. “Chuvisco” é casado há 14 anos com a bailarina Aline Novaes, 23. O nômade casal tem duas filhas, Lívia Gatica, 5, e Lavínia Gatica, 7 anos. Mesmo tendo vivido quase todos os anos de sua

vida dentro do circo, aos 17 anos Nilton tentou trilhar um caminho diferente, longe do picadeiro e da vida nômade, sobretudo porque a filha mais velha estava prestes a nascer. Com o intuito de dar uma vida mais “normal” a filha e a esposa, Nilton seguiu para Poços de Caldas (MG), onde começou a ser padeiro. “Quando deixei o circo passei um ano fora. Fui trabalhar em uma padaria onde passei alguns meses e depois fui para uma fábrica de gesso. Não aguentei e vi que minha vida era viver no picadeiro, transmitindo alegria para as crianças. Morro de vontade de fazer teatro, estou procurando até um lugar para estudar, mas não pretendo deixar o circo tão cedo”, ressalta. Sem especialização ou com algum curso que lhe garanta subsídios técnicos, “Chuvisco” tem nas lições aprendidas com o pai, com os irmãos e em seus esforços pessoais a base para a realização de seu trabalho de entretenimento. “Eu atualizo os números que meu pai e meus irmãos faziam e em cima deles vou criando coisas novas. A cultura circense é muito grande, o circo é uma cultura muito profunda, algo que vem de família. Nunca fiz um curso para aprimorar os conhecimentos na área, o que sei devo à minha família. Sou muito feliz com a minha profissão”, afirma “Chuvisco”.

Assim como os pais, a vida nômade fez com que Nilton se casasse e constituísse família com uma perso

Nilton tentou enveredar por outras atividades, mas desisitiu e voltou ao mundo circense

Palhaçadas e trapalhadas rendem bom “dinheirinho”

“Chuvisco” aperfeiçoa, todos os dias, os números que foram ensinados pelo pai e pelos irmãos mais velhos

Segundo o palhaço, o dinheiro que ganha nas apresentações, cujo valor preferiu não revelar, dá para manter ele e a família. Ele garante que não há desvantagem financeira em se trabalhar no circo. “Como qualquer negócio há dificuldades, mas nada que não dê para superar. Minha maior alegria é entrar no

picadeiro e ver os sorriso das crianças, com isso eu ganho meu dia. Às vezes eu estou triste, com algum problema na família, mas quando chega aqui na frente a alegria vem à tona, o astral é outro. O dinheiro que recebo é bom, dá para manter a família e ter um pouco de luxo. A nossa brincadeira é trabalhar ”, destaca.

Não há desvantagens financeiras em se trabalhar no circo. O dinheiro é bom, dá para manter a família e ter um pouco de luxo “Chuvisco”, palhaço circense


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resente do meu pai’ FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

A cabine com roupas, maquiagem e objetos que eram do pai, também palhaço, hoje acompanham “Chuvisco”

Artistas surgiram para animar os dias do rei

A trupe de palhaços surgiu no século 16, na Itália. O nome palhaço vem da palavra italiana pagliaccio ou omino di paglia, que significa homem de palha. Na Idade Média muitos artistas passaram a vagar pelas cidades apresentando números cômicos em feiras livres. Os melhores conseguiam empregos como os famosos bobos da corte, cuja função era animar o rei. Quando surgiu, o palhaço era sempre uma pessoa humilde do campo, que chegava à cidade grande

e, muitas vezes, não conseguia emprego. Com isso as pessoas passavam a morar na rua. As vezes embriagavam-se com cerveja, cuja espuma ficava ao redor da boca, no que deu origem a maquiagem branca. De tanto tropeçar nas próprias pernas e cair com o nariz no chão, ficavam com o nariz vermelho, por isso a cor do nariz que predomina até hoje. Como não tinham dinheiro para comprar roupas, ganhavam de outras pessoas, o que explica os tamanhos desproporcionais ao corpo.

nagem do circo. A geração circense da família continua se renovando, já que “Chuvisco” tem duas filhas que o acompanham pela estrada

Maior do que qualquer dificuldade é a saudade de estar longe da inspiração maior, o pai palhaço

Os sorrisos das crianças a cada apresentação trazem alegria ao rosto do palhaço “Chuvisco”

“Número” mais sem graça é viver longe da família

A lona proteje seus objetos de trabalho e abriga a família

Nem tudo é motivo de alegria na vida do palhaço “Chuvisco”. Segundo ele, a maior tristeza é viver longe dos pais que moram em Minas Gerais, no entanto, ele “mata” a saudade por telefone. Outra forma de diminuir a saudade é a mala cabine (espécie de camarim do palhaço), que era do pai, passou para os irmãos e agora está com ele. Na mala

ele guarda as fotos da família. “Aqui não é só alegria, no circo também tem coisas ruins. Não posso estar perto dos meus pais, mas estou perto das minhas filhas, da minha esposa e isso me deixa feliz. Quando estou me arrumando na mala-cabine lembro muito do meu pai, ele também a usou. Meu pai tem 80 anos, mas é um eterno palhaço”, fala.


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‘Órfãos’ da Ponta Negra

Principal espaço público e urbano de lazer, a praia ficará interditada pelas próximas semanas, enquanto recebe benfeitorias. O local tem sido palco de afogamentos, o que fez com que a medida fosse adotada, a fim de evitar maiores danos FOTOS: IONE MORENO

MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO

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esde que foi reaberta à população, em junho deste ano, esse é o primeiro final de semana em que os banhistas ficam sem acesso à praia da Ponta Negra, Zona Oeste. Interditada pela prefeitura para manutenção desde o último dia 13, a praia não receberá os mais de 15 mil banhistas que vinham frequentando, aos sábados e domingos, um dos principais pontos de lazer da cidade. Conforme o diretor-presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, o número de frequentadores na Ponta Negra supera qualquer expectativa dos órgãos da prefeitura envolvidos na obra de revitalização e administração do local. Segundo o diretor-presidente, a média de banhistas por final de semana no período antes da interdição para revitalização da primeira fase da “Nova Ponta Negra” não ultrapassava três mil. Hoje, conforme Ribeiro, diariamente o complexo recebe em média cinco mil pessoas. Para impedir que alguns banhistas furem o bloqueio da interdição, a prefeitura vai reforçar, neste final de semana, o efetivo de segurança. A recomendação do Implurb é para que os banhistas não compareçam à praia.

Espaço de lazer “Órfãos” da praia, os banhistas que redescobriram o espaço público terão que buscar alternativas para fugir dos dias de calor em Manaus. Para o taxista Raimundo Câmara, 51, com a interdição da praia a opção da família é ficar em casa. “Algumas vezes eu vou apenas deixar minha esposa e meus filhos na praia. Não é sempre que eles vão, mas as crianças gostam de ficar dentro água”, diz. O acesso à diversão e lazer gratuitos são destacados pela turismóloga e mestre em engenharia da produção, Karla Ribeiro, como os maiores atrativos para os frequentadores da praia. Ela explicou que o fato de o espaço ser um dos poucos com esse perfil no perímetro urbano, o acesso acaba sendo mais viável e resultando num público diferenciado num mesmo cenário. Karla destaca que foi durante a década de 60 que a praia passou a ser frequentada por banhistas, mesmo aquela época com tantas dificuldades de acesso. Durante as décadas de 70 e 80 havia uma grande participação do público banhista, com abertura de uma via de acesso direta ao local (anteriormente o acesso só era feito de barco) e ainda com a implantação de uma linha de ônibus durante os finais de semana.

Complexo foi redescoberto Dados da Prefeitura de Manaus, publicados num artigo intitulado “Praia da Ponta Negra: transformações de um dos cartões-postais da cidade de Manaus para a Copa de 2014”, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelam que foi em 1993 que ocorreu o processo de modernização do espaço urbano do bairro e a intervenção paisagística da praia da Ponta Negra, resultando num complexo turístico com o calçadão para pedestres, restaurantes, bares, quadras de esportes diversos e outras benfeitorias. “Foi nessa década que as

pessoas passaram a frequentar menos o balneário. O acesso se restringiu muito ao calçadão”, relata Karla. Segundo Karla o “boom” da “Nova Ponta Negra” e a redescoberta do complexo por parte da população ocorreu porque houve uma preparação do espaço, um reordenamento que atraiu de volta os frequentadores ao local. “Estive lá há duas semanas, no domingo estava lotado de banhistas, não imaginava isso. Já estive durante à noite também. O que se percebe nitidamente é que a noite, o nível social é diferente”, afirma a estudiosa.

Espaço de lazer urbano atrai público de 15 mil banhistas O Implurb orienta os banhistas a evitarem ir ao balneário


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plateia@emtempo.com.br

(92) 3090-1042

DIVULGAÇAÕ

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Ingressos atrasados em Manaus Plateia D8

Impressões estudantis sobre prédios históricos Projeto “Lugares que o dia não me deixa ver” prevê mapeamento de espaços do Centro por meio de fotografias

VICTOR AFFONSO Especial EM TEMPO

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projeto “Lugares que o dia não me deixa ver”, da Cia. de Ideias, ganha um novo foco e vai além das manifestações artísticas em frente às fachadas de prédios históricos do centro de Manaus. Paralelamente, o grupo pretende unir fotografia, história e conhecimento digital e levar esse conteúdo para as escolas públicas da cidade, incentivando alunos do ensino médio a resgatar a memória do Amazonas por meio de trabalhos in loco. Para isso, é necessário um trabalho conjunto do grupo artístico com as secretarias estaduais e municipais, junto com o curso de turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e deve começar já no próximo ano letivo. O diretor da Cia. de Ideias, João Fernandes, afirma que apesar do nome do projeto ser o mesmo, é outro olhar. “Queremos fazer com que os alunos despertem o interesse pelo resgate da memória do Amazonas, até porque eles não têm referências sobre o assunto”, conta. Ao invés de usar apenas alguns prédios, como acontece na intervenção artística, a ideia aqui é fazer um mapeamento do Centro, por meio de fotografias feitas com câmeras de telefones celulares. “Queremos fazer esse experimento com, a princípio – até porque esse seria um projeto piloto – 20 alunos da rede pública, que atualmente cursam o ensino médio. Como o trabalho vai ser desenvolvido no Centro, é interessante começar com escolas do bairro, até pela proximidade que eles já têm”, revela o diretor. As crianças, com seus próprios aparelhos, iriam percorrer as ruas da região,fotografando as fachadas de prédios históricos que aguardam tombamento ou que

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simplesmente precisam de reforma. Depois, eles retornariam para as salas de aula e, com ajuda de profissionais, fariam uma restauração digital nas imagens, para depois expor os trabalhos finais. “Gostaríamos muito, mas já que não temos recursos para restaurar de fato os prédios, pelo menos faríamos essa mudança usando programas como Photoshop e Corel”, justifica João. Dessa forma, os adolescentes participando do projeto também estariam se preparando para o mercado de trabalho, já estando em contato com programas e técnicas de manipulação de imagens. Professores de história dessas instituições tam-

DESTAQUE

“Lugares que o dia não me deixa ver”, da Cia. de Ideias, pretende unir fotografia, história e conhecimento digital e levar esse conteú -do para as escolas públicas bém participariam do estudo, contando a história do Amazonas por meio das imagens. João explica, ainda, que já houve uma conversa preliminar com a coordenação do curso de turismo da UEA, para fornecer monitores para o programa, que acompanhariam os alunos nessas excursões pelas ruas do Centro. “É um trabalho de aprendizado mútuo para todos os envolvidos. Os alunos estariam aprendendo história, técnicas de digitalização e fotografia, já os professores iriam ensinar o conteúdo com mais facilidade, já que o interesse estaria aguçado, e os alunos da UEA ganhariam horas complementares, por estarem participando de uma atividade extracurricular”, ressalta João.

O diretor da Cia. de Ideias, João Fernandes, é o idealizador do projeto

Projeto precisa do apoio das secretarias Mas para isso tudo ter início, é preciso primeiro uma conversa com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), para expor os planos de ação do projeto e

ter apoio. O segundo semestre deste ano está reservado para essa busca por apoios, permissões e parcerias, etapa que já está em andamento. No próximo ano letivo, no iniciariam de 2013, começariam as oficinas com as teorias com

os alunos, para só depois vir a parte prática do “Lugares que o dia não me deixa ver”. “Claro que queríamos trabalhar com todos os alunos, mas neste primeiro momento uma turma com 20 adolescentes seria ideal, até porque

é um projeto que duraria 1 ano”, avalia o diretor. “Depois das fotos já restauradas e do Centro já mapeado, faríamos uma espécie de exposição dos trabalhos, onde já entra a parte artística do projeto”, completa.

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CÉSAR CATINGUEIRA

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

O francês Anthony e a linda amazonense Suelem Pinho – ela, top model disputadíssima em Paris – em seu casamento no meio da semana. A noiva usava modelo Lanvin

>> Qualificação

>> Detalhes

. O governo do Estado está ampliando o programa de qualificação profissional, em preparação para o período da copa do mundo de futebol de 2014, com o início de duas novas turmas no curso de idiomas destinado a funcionários de hotéis, bares e restaurantes de Manaus.

. A recepção do casamento da bela Maria Eugênia Lins e André Catunda, no próximo dia 29 no Dulcila da Ponta Negra, deverá ficar registrada na história social da cidade.

. A iniciativa é coordenada pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), em conjunto com a câmara temática da copa social da Unidade Gestora do Projeto Copa (Ugp-Copa), e em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o sindicato de hotéis, restaurantes, bares e similares. Com 60 alunos, entre garçons, garçonetes, atendentes, caixa s, recepcionistas e gerentes, o curso teve início na terça-feira.

. Reunindo 800 convidados, o evento terá cerimonial de Patrícia Marinho e projeto cenográfico do arquiteto mineiro Luis Carlos Souza Campos, que virá a Manaus especialmente para produzir o evento, e inúmeros itens que farão da festa uma das maiores e mais chiques do ano. . Os doces da noite desembarcarão da La Vie En Douce, de São Paulo. A mãe da noiva, a chiquérrima Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, usará modelo exclusivo assinado pela estilista Marie Toscano, que também vestirá a noiva num sensacional modelo nupcial. Festão como há muito tempo não se via em Manaus!

Kleyson Nascimento Barroso, presidente da Apeam, Islene Botelho Barroso, Oldeney Sá Valente e Tadeu Souza, no evento em comemoração ao 27º aniversário da Associação dos Procuradores do Estado do Amazonas

>> Vitrine >> Janeth Fernandes comemora seu aniversário hoje com almoço no Dguste, reunindo amigos. >> Francisco Cruz foi reconduzido ao cargo de procurador-geral do Ministério Público do Estado do

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Amazonas. O governador Omar Aziz o escolheu na tarde de sexta-feira para o cargo, à frente da gestão 2012-2014. >> O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, abriu o ciclo de palestras do 1º Seminário Estadual de Gestão de Pessoas no

Setor Público, realizado anteontem, no auditório da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, com o tema “O gestor público e as boas práticas na administração pública”. >> A primeira edição da festa Seven Sunset acontece neste domingo, a partir

das 16h, no bistrô Mon Plaisir, com a proposta de reunir música eletrônica de alta qualidade, ambiente que destaca o pôr do sol na Amazônia e muita animação ao som dos DJs Cezar Dantas, Stephan Mendonça e Alonso M. >> O querido James Ba-

sílio, um dos amazonenses mais badalados de Miami, está em temporada local.

Felipe e Larissa Carvalho Roque, na cerimônia religiosa de casamento na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré

>> Objeto de desejo . As novidades do iPhone 5 começaram a ser conhecidas (ou confirmadas). Tim Cook, presidente da Apple, anunciou a nova geração do smartphone mais querido do mundo. . Entre os itens que se destacam no iPhone 5 estão a tela de 4 polegadas (antes era de 3,5); o peso que diminuiu 28 gramas, para 112 g (redução de 20%); o suporte para conexão de dados via 4G/LTE; o processador Apple A6 (duas vezes melhor que o do iPhone 4S). A câmera também ganhou upgrade e agora é capaz de tirar fotos panorâmicas com até 28 megapixels; reconhecer rostos e tirar frames enquanto grava vídeos em formato HD de até 1.080p. . No Brasil, a versão 5 do iPhone deve chegar em dezembro.

>> Dona Tarcila Prado de Negreiros Mendes está aniversariando neste domingo. Ela é uma das figuras estimadas por esta coluna. Será cumprimentadíssima hoje.

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Entrevista ARTUR NETO

‘Uma política de CULTURA NÃO SE LIMITA a calendários de eventos’ VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA

Queremos fazer mudanças no segmento da cultura desde seu embasamento legal. Vamos definir leis a serem enviadas à Câmara Municipal e que norteariam a política para o setor. Essas leis poderão preconizar a concessão de incentivos fiscais para projetos culturais”

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candidato à prefeitura que dá continuidade à série de entrevistas que o EM TEMPO conduz sobre a cultura na cidade de Manaus é Artur Neto (PPS). O ex-senador acredita que a cultura não pode estar desconectada da educação e oferece, caso seja eleito, um investimento de base nas escolas, incluindo o programa Escola Viva, que disponibilizará a escola e seus instrumentos também no fim de semana. EM TEMPO - Qual sua opinião sobre os espaços culturais atualmente em uso na cidade? Artur Neto - Primeiramente, é bom lembrar que uma política de cultura não se limita a calendários de eventos, projetos sazonais ou depósitos de memórias, entre outras manifestações. Afirmamos sempre que a cultura - aqui entendida fora da exclusividade artística - não pode estar desconectada da educação. E é por isso que a principal meta da nossa administração é oferecer educação que, do meu ponto de vista, começa desde o útero com os primeiros cuidados com as mães, passa pelo amparo à maternidade e à infância e ao oferecimento de boas escolas e oportunidades de qualificação. Esses passos, aliados ao oferecimento de infraestrutura com uma ampla rede de bibliotecas públicas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico da capital. Sem que a população tenha acesso à leitura e à informação, não há o exercício da cidadania e tampouco exercício cultural. Avaliamos que ainda existem poucos espaços de convivência cultural em Manaus e esse quadro pode ser alterado com baixo custo, ampliando também o oferecimento de eventos culturais em suas instalações. EM TEMPO - O senhor pretende realizar programações culturais nesses locais?

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AN- A ideia, em nossa gestão, é ampliar o oferecimento de cultura e atividades culturais, então certamente mais programações serão realizadas, à medida que os planos de desenvolvimento e expansão de segmento forem sendo aplicados. EM TEMPO - A prefeitura atualmente não administra nenhum museu. Isso continuará assim na sua administração, caso ganhe? AN - Na verdade, elaboramos um plano para o segmento cultural que prevê a abertura de museus, sob a responsabilidade da prefeitura. Seriam pequenos museus temáticos, por exemplo, implantados com baixo custo, porém com alto potencial atrativo para o turismo. É preciso ficar bem claro que todas as iniciativas da minha gestão, em qualquer área, vão se pautar pelo que é exequível. Não vamos prometer o que não pode ser cumprido. EM TEMPO - Projetos como o Café Teatro e a Casa de Leitura Thiago de Mello, entre muitos outros, estão paralisados. Algum plano para mudar essa realidade nos próximos 4 anos? AN - Vamos buscar informações sobre o projeto do Café Teatro, que deveria ter sido instalado no prédio da antiga Câmara Municipal de Manaus, para saber o motivo da paralisação. A partir daí, analisar a possibilidade de retomá-lo. EM TEMPO - A “Virada Cultural”, evento que a Manauscult realizou duas vezes, teve bons resultados, mas obteve muita crítica, principalmente quanto à falta de respeito, espaço e planejamento com as bandas e artistas locais. O evento continuará sendo realizado se o senhor se tornar prefeito? AN - O que defendemos sempre é que os projetos em andamento na atual administração serão avaliados e aproveitados, à medida de sua geração de conhecimento e de oportunidade para a cidade. É o caso, por exemplo, da Virada Cultural que,

em que pesem as críticas feitas às suas duas primeiras versões, é notadamente um evento de sucesso. EM TEMPO - Quais são os projetos da atual gestão que terão continuidade? AN - Eu já disse anteriormente que quero iniciar um novo ciclo. Um ciclo virtuoso para o progresso contínuo, onde uma administração não interrompa o que a outra começou. Só assim teremos a Manaus diferente que sonhamos e, para isso, convoco toda a população, para implantarmos, juntos, esse novo futuro, essa nova forma de administrar e viver esta cidade. Não tenho a pretensão de mudar nomes ou projetos por uma questão de vaidade. Apenas o que for bom será mantido e o que estiver ruim poderá ser corrigido, aprimorado e terá continuidade. EM TEMPO - Quais projetos criados pelo senhor que poderão continuar na cidade após o fim da gestão? AN - Para começar, queremos fazer mudanças no segmento da cultura desde seu embasamento legal. Vamos definir leis a serem enviadas à Câmara Municipal e que norteariam a política para o setor. Essas leis poderão preconizar a concessão de incentivos fiscais para a realização de projetos culturais, por exemplo, desafogando o poder público e estimulando a participação da sociedade organizada em escala cada vez maior. Seria a sociedade produzindo e consumindo cultura, simultaneamente, fazendo girar a economia e repassando conhecimento. Além disso, temos projetos que preveem, por exemplo, a participação de grandes centros de conhecimento e informação, como as universidades e unidades educacionais de referência, em parcerias para formação de mão de obra qualificada no segmento artístico-cultural, ou ainda, a utilização das escolas e seus instrumentos também nos fins de semana, o chamado programa Escola Viva. Também propomos a revitalização do sítio histórico de Manaus,

cidade portuguesa e indígena, criando um corredor cultural, com ênfase nas artes plásticas, dança, música, gastronomia, artesanato entre outros bens, produtos e serviços culturais, etc. Esse conjunto, que é muito mais amplo, é um projeto de durabilidade longa. EM TEMPO - Haverá programação em datas comemorativas? (Réveillon, festas juninas, aniversário de Manaus etc.) AN - Sim. Vamos manter as já tradicionais festas de Manaus. Datas comemorativas como o Boi Manaus, o Carnaboi e o Réveillon não deverão sofrer alterações. EM TEMPO - Todos os grandes festivais realizados em Manaus são em parceria com o governo do Estado, não com a prefeitura. Há pretensão de mudar isso? AN - Nosso objetivo não é mudar, porém agregar, adicionar, somar, fazer parceria para que cada vez mais cidadãos tenham acesso à cultura. Dessa maneira, vamos também buscar a parceria com o governo do Estado do Amazonas, na esfera cultural. EM TEMPO - A atual gestão transformou a Secretaria Municipal de Cultura em uma Instituição Cultural. Vai manter desta forma? AN - Sobre a estrutura gerencial da cultura municipal - se em forma de fundação ou de secretaria - temos duas avaliações. A primeira é que uma fundação oferece muito mais flexibilidade no momento da formação de parcerias e tem menos burocracia em todos os seus processos, porém vamos analisar isso também. A segunda avaliação é que não se pode ficar mudando as estruturas da administração municipal a cada gestor que assume. Muitos dos problemas da nossa cidade advêm dessa maleabilidade no tecido administrativo, que gera e soterra estruturas sem que seus resultados possam ser avaliados. Na nossa gestão, isso vai acabar.

O que defendemos sempre é que os projetos em andamento na atual administração serão avaliados e aproveitados, à medida de sua geração de conhecimento e de oportunidade para a cidade

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Fotógrafos do Amazonas expõem no Rio de Janeiro Profissionais radicados na Região Norte revelam peculiaridades amazônicas em mostra no Oi Futuro Flamengo RICARDO OLIVEIRA

VICTOR AFFONSO* Especial Em Tempo

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io de Janeiro (RJ) – Formado por fotógrafos radicados na Região Norte, o Coletivo Amazonas apresenta a mostra “Olhar Sem Fronteiras”, que marca a 48ª edição do projeto Expofoto, no 8º nível do Oi Futuro Flamengo. Criado em 2003, o projeto já reuniu artistas como Walter Firmo, Aguinaldo Ramos, Américo Vermelho, Wilton Montenegro, Marcia Folleto, Renan Cepeda, Isabel Gouveia e Ana Branco. Nesta edição, as fotos ficam sendo exibidas continuamente até o dia 30 de setembro,. O coletivo se prepara para expor imagens na oitava edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, que acontece na cidade homônima também no Rio de Janeiro, entre os dias 26 e 30 deste mês. Na ocasião, os também fotógrafos Ione Moreno e Alexandre Fonseca, fundadores do grupo Escrita da Luz, se juntarão ao grupo para expor seus trabalhos. O Coletivo Amazonas é formado pelo editor e subeditor

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de fotografia do EM TEMPO, Ricardo de Oliveira e Alberto César Araújo, além dos fotógrafos Alex Pazzuelo, Lula Sampaio, Maria di Andréa Hagge, Raimundo Valentim, Raphael Alves e Ruth Jucá. Os sete membros do coletivo têm em comum a mescla de elementos do fotojornalismo e da fotografia artística, tanto

DESTAQUE

O Coletivo Amazonas se prepara, agora, para expor imagens na oitava edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, que acontece na cidade homônima, no Rio de Janeiro sobre a floresta quanto pela paisagem urbana do Amazonas, e busca inspirar reflexões sobre a sustentabilidade e o desenvolvimento de comunidades ribeirinhas, principalmente com imagens da última cheia que atingiu o Rio Negro, neste ano. *O repórter viajou a convite do Oi Futuro

Ricardo Olveira, auto da fotografia, é um dos sete membros do Coletivo Amazonas que participa da mostra carioca

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Obra de Franz Schubert conduz recital intimista Músico amazonense, Roger Vargas, resgata no contrabaixo acústico obra composta para um instrumento antigo ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSANTINI

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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músico amazonense Roger Vargas faz recital de contrabaixo acústico, ao lado da pianista russa Irina Kazak, colega de Orquestra Amazonas Filarmônica (OAF), no dia 23 de setembro, no Centro Cultural Palácio Rio Negro, às 17h. No repertório, destaca-se a execução dos três movimentos que compõem a obra “Sonata em lá menor”, do compositor austríaco Franz Schubert. Segundo Vargas, a peça foi concebida para outro instrumento, que não o contrabaixo, o que faz ampliar o grau de exigência técnica para a execução da obra de Schubert. “Essa sonata foi composta para um instrumento antigo e praticamente esquecido, chamado arpeggione, que é da “família” do violoncelo, mas com características peculiares. Então, transpor a obra é uma tarefa árdua”, diz. Roger Vargas admite que estuda a sonata desde 2009, quando teve a intenção de apresentála. “Desde esse tempo, assumi diversos outros compromissos, que me ocuparam bastante, mas nunca deixei de lado esse estudo”, afirma o músico, que entre 2010 e 2011 esteve atuando como integrante da Orquestra Municipal de Campinas, em São Paulo. Vargas lembra que a obra de Franz Schubert vem se configurando ao longo do tempo uma preferência dos violoncelistas. “Realmente, caiu no gosto deles, mesmo sendo muito diferente. Acho

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que para todos, de fato, é um grande desafio”, comenta. Composta no século 19, a sonata é considerada uma das obras mais difíceis, tecnicamente falando. “Uma das principais diferenças é ter que fazer o que foi criado para seis cordas, em apenas quatro”, diz o contrabaixista. Com esse caráter desafiador, atualmente existem transcrições da sonata de Schubert para arranjos de violino, viola e até para violão (embora somente a parte do piano). O recital de Roger Vargas tem duração prevista entre 50

DESTAQUE

No repertório do recital do dia 23 de setembro, destaca-se a execução dos três movimentos que compõem a obra “Sonata em lá menor”, do compositor austríaco Franz Schubert minutos e uma hora. Somente a execução da obra completa de Franz Schubert consome perto de 30 minutos. Além disso, o evento conta com a participação especial do contrabaixista, também da OAF, Silvanei Corrêa. As apresentações isoladas de contrabaixo e piano, com Roger Vargas e Irina Kazak, acontecem desde 2002, quando o músico teve a ideia de formar plateia e criar uma série de apresentações que fossem gradativamente aumentando o nível de exigência técnica para suas execuções. “São até

duas apresentações anuais. Desde o início até agora, já interpretamos vários compositores, como Domenico Dragonetti e Giovanni Bottesini, entre outros”, diz. Antes de chegar a fazer parte de uma orquestra tradicional, Roger Vargas passou por diversos meios musicais, incluindo blues, jazz, rock e até heavy metal. O início da carreira clássica do contrabaixista foi como bolsista da Orquestra Jovem do Estado. Roger participou de bandas como “Veneno da Madrugada”, voltada ao blues, “All That Jazz” e do projeto “Blues na Floresta”, ao lado do saxofonista Ítalo Jimenez e do guitarrista Régis Gontijo. O projeto de pesquisa em música da UEA, encabeçado pelo professor de música Marcio Passos, “Restauração e Apresentação de Obras Musicais do Século 17, Tocadas no Amazonas”, também está no seu currículo. A pianista Irina Kazak é formada pé pela Academia Rimsky-Korsakov de São Petersburgo, na Rússia.

SERVIÇO

O músico amazonense Roger Vargas é um dos recital marcado para o próximo dia 23

RECITAL DE CONTRABAIXO COM ROGER VARGAS Quando: dia 23 de setembro, domingo, às 17h Onde: Centro Cultural Palácio Rio Negro (avenida Sete de Setembro, Centro) Quanto: entrada gratuita

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Programação de TV SBT 05h00 – Aventura Selvagem – reprise 05h30 – Pesca Alternativa 06h30 – Brasil Caminhoneiro 07h00 – A Grande Ideia 07h30 – VRUM 08h00 – PGM Manazinha – local 08h30 – Chaves 09h00 – Sorteio Amazonas dá Sorte - local 10h00 – Domingo Legal 14h00 – Eliana 18h00 – Vamos Brincar de Forca 18h40 – Sorteio da Telesena 18h45 – Programa Sílvio Santos 23h00 – De Frente com Gabi 00h00 – Série: O Mentalista / The Mentalist 01h00 – Série: Alvo Humano / Human Target 02h00 – Série: Chase 03h00 – Encerramento da Programação

GLOBO 04h35 – Santa Missa em Seu Lar 05h35 – Sagrado: Compacto – Diálogo Interreligioso/Paz 05h48 – Amazônia Rural 06h18 – Pequenas Empresas, Grandes Negócios 06h55 – Globo Rural 07h55 – Auto Esporte 08h30 – Esporte Espetacular (Stock Car – Campo Grande) 11h30 – Aventuras do Didi 12h05 – Os Caras de Pau 12h55 – Temperatura Máxima. Filme: As Crônicas de Spiderwck 15h00 – Futebol 2012: Campeonato Brasileiro: Cruzeiro x Vasco da Gama 17h00 – Domingão do Faustão 19h45 – Fantástico 22h10 – Domingo Maior. Filme: As Panteras – Detonando 00h00 – Sessão de Gala. Filme: Transamérica 01h45 – Corujão I. Filme: Uma Vida em Sete Dias 03h28 – Série Americana 04h15 – Festival de Desenhos

Horóscopo

RECORD 05h45 – Bíblia em Foco 06h00 – Nosso Tempo 06h30 – Desenhos Bíblicos 08h00 – Record Kids 09h00 – Bingo: Amazonas dá Sorte – local 10h00 – Record Kids 11h15 – Tudo é Possível – PGM 14h00 – Top Model – HD 15h00 – Programa do Gugu – PGM 19h30 – Domingo Espetacular - HD – PGM 22h15 – Repórter Record – A Ilha do Abandono 23h15 – Série: Todo Mundo Odeia o Chris (1ª Temporada) – HD 00h15 – Programação IURD

REDE TV 06h30 – Igreja Internacional da Graça – local 07h30 – Igreja Internacional da Graça

ESTREIA

ÁRIES - 21/3 a 19/4 Os deveres materiais que o casamento ou uma sociedade lhe obrigue devem ser tratados de modo inteligente. Não apenas os aceite, mas faça algo criativo com eles.

Resident Evil 5 16 anos. CAN/ALE. O terrível vírus desenvolvido pela Umbrella Corporation continua a causar estragos por toda a Terra, transformando as pessoas em zumbis famintos por carne humana. Alice é a última esperança da espécie humana. Cinemark 7 – 14h30, 16h50, 19h20, 21h40 (3D/dub/diariamente), 12h10 (3D/dub/sábado e domingo) e 0h (3D/dub/somente sex e sáb); Cinemas Amazonas 5 – 14h40, 17h, 19h10, 21h30 (dub/ diariamente).

GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As ideias divergem entre você e a pessoa amada. Contudo, certas discordâncias podem ser saudáveis se bem vividas, ajudando a esclarecer e ordenar certos assuntos. CÂNCER - 22/6 a 22/7 As obrigações domésticas parecem pesadas e indigestas. Mas, afinal, está cuidando de sua casa, do seu ambiente, e isso em si é bom, é algo que contribui a seu favor. LEÃO - 23/7 a 22/8 Bom momento para retomar contatos e conversas para resolver pequenos problemas. Você enxerga melhor as situações a sua volta e pode lidar com os obstáculos cotidianos. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Momento de dar direção positiva às fortes motivações que estão presentes em seu interior, sem a agitação e tanto risco de explosões e outras manifestações tão impulsivas. LIBRA - 23/9 a 22/0 As emoções em relação à pessoa amada e aos amigos tendem ao ciúme e ao ressentimento. Não permita que qualquer emoção assim vagueie por sua interioridade. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Fase de recolhimento emocional e tecer reflexões sobre as coisas que lhe incomodam. O mundo pode parecer pesado demais, o que é apenas uma impressão. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Procure entender bem o que está se passando no trabalho e com os amigos, antes de acirrar os conflitos. Sua mente deve permanecer serena diante de provocações. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 É no trabalho que tende a sentir a pressão das obrigações e dos deveres. Mas procure cumpri-los com inteligência, leveza e criatividade, reorganizando o que lhe pressiona. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Pensamentos tensos prejudicam sua disposição emocional. Você se torna muito crítico. É tempo de colocar ordem nos sentimentos, mas não de constrangê-los nem sufocá-los. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você precisa ser criativo na lida com o inesperado e com as solicitações que o mundo lhe faça, ao invés de apenas se conformar e se resignar. Coloque ordem em sua mente.

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BAND 05h00 – Igreja Mundial 06h30 – Santa Missa em Seu Lar

Cinema

GREGÓRIO QUEIROZ

TOURO - 20/4 a 20/5 Os afazeres de rotina, em casa e no trabalho, tendem a tirar um pouco da graça deste dia. Mas você precisa se organizar, mesmo que lhe custe esforço e austeridade.

– local 08h55 – Break Obrigatório 09h00 – TV Shopping Manaus – local 10h00 – Show de Ofertas da Cidade – local 10h30 – TV Kids – local 11h00 – Igreja da Graça – local 12h00 – Fique Ligado – local 13h00 – Esporte Performance – local 14h00 – Encircuito – reprise 15h30 – Amazonas Mix – local 16h00 – Break Obrigatório 16h05 – TV Kids 16h45 – Ritmo Brasil 17h15 – O Último Passageiro 18h30 – Super Bull Brasil 19h30 – Saturday Night Live (reapresentação) 21h00 – TV Shopping Manaus (reprise) 22h00 – Cine Total 23h30 – Dr. Hollywood 00h15 – É Notícia 01h15 – Bola na Rede 01h45 – Igreja Internacional da Graça – local

Vizinhos imediatos de terceiro grau: 12 anos. EUA. Moradores de um vilarejo pacato, Evan, Bob, Franklin e Jamarcus estão revoltados com a onda de assassinatos que ocorre no local. Diante da imobilidade dos policiais, eles decidem formar uma patrulha de vizinhos para encontrarem o responsável pelos crimes. Mas eles mal sabem que existem alienígenas infiltrados entre os cidadãos, e que a batalha para manter a paz na cidade será também um desafio interplanetário. Cinemark 2 – 12h40, 14h50, 17h10, 19h30, 21h50 (dub/diariamente) e 0h10 (dub/somente sábado). O Diário de Tati: Livre. BRA. Tati (Heloísa Périssé) escreve tudo no seu diário, onde conta detalhes do verão em que ficou de recuperação na escola e suas tentativas de esconder da sua mãe o boletim. Durante esse período, a garota conheceu Anita, a nova e espirituosa namorada do seu pai. Foi neste verão também que ela sofreu por amor, pensando em Zeca, o rapaz mais bonito da escola. Tati tem muitas histórias para contar: suas neuroses, brigas com a mãe, as disputas com as amigas e um novo amor . Playarte 2 – 12h30, 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (diariamente) e 22h30 (sexta e sábado). Ted: 16 anos. EUA. É Natal e o pequeno John tem apenas um pedido a fazer ao Papai Noel: que

07h30 – 08h30 – 09h30 – 10h00 – 11h00 – 12h00 – UEFA 12h30 – mento 13h00 – 14h30 – 16h50 – 19h00 – 19h30 – ros 20h00 – 21h00 – 00h00 – 01h00 – 01h30 – – reap. 02h15 – ras 03h00 –

Fé na Verdade Desenho Auto + Infomercial Fala Malafaia Magazine da Liga Gol, o Grande MoBand Esporte Clube Futebol 2012 Terceiro Tempo Um Tio da Pesada Família DinossauPolícia 24h Pânico na Band Canal Livre Força Secreta Show Business Loucos ou LoucuIgreja Mundial

TV CULTURA 05h55 – Abertura da Estação / Hino Nacional 06h00 – Via Legal 06h30 – Brasil Eleitor 07h00 – Palavras de Vida

08h00 – Santa Missa 09h00 – Viola Minha Viola 09h15 – Curta Criança 09h30 – Nova Amazônia – local – reprise 10h00 – Escola Pra Cachorro 10h15 – Meu Amigãozão 10h30 – A Turma do Pererê 11h00 – ABZ do Ziraldo 11h30 – Anima TV Tromba Trem 11h45 – Anima TV Carrapatos e Catapultas 12h00 – A Turma do Pererê 13h00 – Dango Balango 13h30 – TV Piá 14h00 – Stadium 15h00 – Os Protetores do Planeta 16h00 – Ver TV 17h00 – De Lá Pra Cá 17h30 – Cara e Coroa 18h00 – Papo de Mãe 19h00 – Conexão Roberto D’Ávila 20h00 – Esportvisão 21h30 – MPTV – Reprise – local 22h00 – Roda Viva Amazonas – local ao vivo 23h00 – Doc. Especial 00h00 – Hino Nacional / Encerramento da Emissora

Cruzadinhas REPRODUÇÃO

seu ursinho de pelúcia, Ted, ganhe vida. O garoto fica surpreso ao perceber que seu pedido foi atendido e logo eles se tornam grandes amigos. John e Ted crescem juntos e o urso de pelúcia se torna bastante mal-humorado com a idade. Já adulto, John (Mark Wahlberg) precisa decidir entre manter a amizade de infância ou o namoro com Lori Collins (Mila Kunis). Cinemark 8 – 19h (dub/somente sábado) e 21h30 (dub/somente domingo). E a vida continua: 10 anos. BRA. Ernesto (Luiz Bacelli) tem 50 anos e carrega consigo uma tragédia do passado, a qual esconde através de um sorriso bem-humorado. Ele conhece Evelina (Amanda Acosta), de 25 anos, ao ajudá-la na estrada, após o carro dela enguiçar. Ambos estão indo ao mesmo hotel e, aos poucos, constroem uma amizade sólida baseada também nas dificuldades enfrentadas ao longo da vida, já que Evelina está machucada emocionalmente devido à infidelidade do marido. Cinemark 5 – 12h55, 15h05, 17h20, 19h40, 22h (diariamente). Jorge & Mateus Direto de Londres Livre. BRA. A dupla Jorge & Mateus, no Royal Albert Hall, grava um DVD que promete ser histórico. O show, que acontece em Londres, será transmitido pela rede Cinemark. Então, se você não pode ir até Londres ver a dupla registrar esse momento importante. Cinemark 6 – 21h (somente quinta-feira).

CONTINUAÇÕES Projeto Dinossauro: 12 anos - Playarte 5 – 13h, 15h, 17h, 19h e 21h (dub/diariamente) e 23h (dub/ sex e sab), Cinemark 3 – 13h20, 18h30, 20h30 (dub/diariamente). O Legado Bourne: 14 anos Cinemark 3 – 15h30, 22h30 (leg/ diariamente). ParaNorman 3D: 10 anos- Cinemark 4 – 13h40, 15h50, 18h (dub/diariamente) e 11h30 (dub/ somente sab e dom). Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros: 14 anos - Cinemark 1 – 13h10, 15h20, 17h40, 20h,

22h25 (dub/diariamente); Cinemas Amazonas 4 14h20, 16h35 (dub/ diariamente); Os Mercenários 2 – 16 anos: Playarte 3 – 13h, 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (leg/diariamente) e 23h50 (leg/sex e sáb); Playarte 6 – 12h, 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (dub/diariamente) e 22h50 (dub/sex e sáb); Playarte 7 -12h01, 14h11, 16h21, 18h31, 20h41 (dub/ diariamente) e 22h51 (dub/sex e sáb); Cinemark 6 – 12h50, 15h10, 17h30 (dub/diariamente), 19h50 (dub/menos quinta-feira) e 22h10

(dub/menos quinta-feira) ; Cinemark 8 – 16h40 (dub/diariamente), 19h e 21h20 (dub/ menos sábado) e 23h50 (dub/somente sexta e sábado); Cinemas Amazonas 4 – 18h50 e 21h10 (dub/diariamente). Outback – Uma Galera Animal – Livre: Playarte 1 – 12h50, 14h50, 16h50 e 18h50 (dub/diariamente). Um Divã Para Dois – 12 anos: Playarte 8 – 16h e 20h20 (leg/diariamente). Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo – 14 anos: Playarte

8 – 13h50, 18h10 (leg/diariamente) e 22h30 (leg/sex e sáb). Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 12 anos: Playarte 9 – 13h40, 16h55, 20h10 (dub/diariamente) e 23h25 (dub/sex e sáb). A Era do Gelo 4 – Livre: Cinemark 3 – 11h (dub/somente sábado e domingo). As Aventuras de Agamenon, o Repórter – 14 anos: Cinemark 8 – 13h e 15h (diariamente).

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MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

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>> Vitrine

>> Diversos setores do cooperativismo da Região Norte se reúnem nos dias 22 e 23 de novembro, para discutir o fortalecimento do sistema cooperativista no Brasil, no 2° Encontro do Sistema Cooperativista Amazonense e no 3° Simpósio das Unimeds dos Estados da Amazônia. As inscrições para participar do evento começam a partir desta segunda-feira no site www. unimedfama.com.br/sueama.

Jander Vieira

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

>> Crescente vermelho

>> Neste domingo, a partir das 16h, será o lançamento da festa “Seven Sunset”, no bistrô Mon Plaisir. O line-up será composto pelos DJs Cezar Dantas, Stephan Mendon e Alonso M. >> A Squalo Training, empresa de treinamento e desenvolvimento corporativo especialista em Treinamento Experiencial ao Ar Livre da Região Norte, é uma das expositoras da 12ª Expo ABRH, dentro do Congresso Amazônico de Gestão de Pessoas, que acontece nos próximos dias 20 e 21, no Tropical Hotel, evento promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Amazonas. >> Nos dias 1º e 2 de outubro, as duas unidades da Cia Athletica (Studio 5 e Manauara) realizarão a campanha Zona Alvo, na qual professores da academia vão ensinar como manter a zona alvo e os batimentos cardíacos certos para deixar o treino mais eficaz. >> O Sesc Amazonas, em parceria com o Cetam, está com inscrições abertas para o curso gratuito “Arte com Decupagem”. São 40 vagas, divididas nos turnos matutino e vespertino. Decupagem é a técnica de colagem de tecidos em caixas, vidros, latas,etc. Para se inscrever é necessário a carteira do Sesc atualizada, cópias do RG e CPF e a doação de uma lata de leite.

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As irmãs Bianca e Bruna Gaiôso são as mais novas fisioterapeutas da cidade. A dupla inaugura, em breve, no Parque das Laranjeiras, uma equipada clínica especializada em fisioterapia, estética e beleza

Ana Lúcia Montenegro, Alexandre Prata e Denize Santana conferindo noite concorrida no circuito sobrenomado da cidade

Muito bem-vindo à geografia da cidade o templo dedicado ao Islã que foi inaugurado oficialmente esta semana na rua Ramos Ferreira. A mesquita da comunidade muçulmana em Manaus é a primeira da capital e também a primeiro da Região Norte. Que seja abençoada, já que é mais uma “Casa de Deus”, que vem para somar às outras religiões que predominam na fé do povo amazonense.

>> Shalom Falando em fé, a comunidade judaica do Amazonas comemora (hoje) o Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico. A cerimônia religiosa acontecerá na sinagoga Beth Yaacov Rebi Meir, localizada na rua Leonardo Malcher. Logo depois será servido um jantar comunitário no Clube Hebraica. A ação faz parte da nova gestão liderada pela primeira mulher a presidir o Comitê Israelita do Amazonas, Anne Benchimol.

CÉSAR CATINGUEIRA

>> Janete Fernandes ganha sessão parabéns pela troca de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

As “Jornalettes” Andrea Renda, Isabelle Valois e Yndira Assayag estão bombando com o talk show musical “Dia de jornalista, véspera de artista”, que vai acontecer dia 27, na Fellice. Competentes e talentosas, elas ganharam a simpatia de importantes empresas e instituições que estão apoiando a iniciativa, como a grife Via Uno, que calça as belas, e o salão D&A Hair, que assina o visual das artistas. O show tem ainda o patrocínio do Sesc Amazonas, Heineken/CocaCola, CDLM, rádio CBN e gráfica Ampla.

>> Ainda bem Ainda bem que depois dos reclames da imprensa, inclusive deste colunista, a empresa que esburacou a rua Maceió resolveu consertar o estrago e recapeou a via com asfalto de qualidade. É assim, denunciando, cutucando e às vezes “enchendo o saco”, que nós jornalistas defendemos a sociedade. Isso se chama imprensa livre.

>> Qualidade Ainda repercute nas redes sociais e rodas sobrenomadas o excelente trabalho feito pelos profissionais da TV EM TEMPO, leia-se Grupo Raman Neves de Comunicação, durante o último debate promovido pela emissora. De parabéns todos da equipe, inclusive os repórteres do jornal impresso que foram convidados a participar da rodada de perguntas. Pontos para o bom jornalismo!

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MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012

Manaus sem a venda de ingressos para o ‘Planet’

Empresa Ingresso Rápido afirma que não há data definida para vender os bilhetes para o show da banda Planet Hemp DIVULGAÇÃO

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

A

pesar do anunciado, de que os ingressos para a turnê do Planet Hemp começariam a ser vendidos na tarde da última quinta-feira, Manaus integra a lista de cidades que ainda não abriram bilheteria virtual, pelo site do Ingresso Rápido. Florianópolis, Curitiba e São Bernardo do Campo também esperam a venda começar. O adiamento indefinido preocupa fãs locais. Apesar de constar no site que a venda para esses lugares por onde a banda carioca passará começarão na próxima terça-feira, dia 18, a Ingresso Rápido informou, por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que ainda não há uma data exata definida. O site está esperando confirmação da produtora da turnê para só então disponibilizar os ingressos, que nas outras capitais custam entre R$ 50 e R$ 240. Dos dez novos locais confirmados para receber os shows comemorativos da banda, apenas seis já contam com

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ingressos à venda. A Na Moral Produções, do Rio de Janeiro, é quem está organizando a turnê e é encabeçada pelo produtor musical Marcello Lobato, que foi empresário do Planet Hemp na década de 90 e hoje cuida da carreira de artistas como Marcelo D2 e Pitty. A reportagem tentou entrar em contato com Lobato tanto por telefone quanto via e-mail, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. Fãs O receio por parte dos fãs locais é que aconteça o mesmo que ocorreu, para citar o exemplo mais recente, com o guitarrista Slash, que tinha uma apresentação agendada para fazer em Manaus neste ano mas teve o show cancelado por questões de logística. “Não só eu, mas todos os fãs do Planet Hemp em Manaus ficaram preocupados quando adiaram o início da venda dos ingressos para o dia 18. Liguei (para o Ingresso Rápido) mas a empresa não soube informar nada sobre o evento”, afirma o Matheus Marinho, 21, estudante.

‘Vale a pena esperar pela apresentação’ O professor de inglês Joshua Saunders, 26, acha difícil cancelarem Manaus da rota da turnê. “Acho que o show do Planet Hemp corre bem menos risco de ser cancelado do que o do Slash, por exemplo, por ser uma banda nacional, então a logística é bem mais simples”, diz. Ele lembra que escutava muito o grupo na sua adolescência, há mais de 12 anos. “Mesmo correndo o risco (de cancelarem o show), vale a pena esperar e ver o que acontece, até devido ao valor ser mais barato”, celebra. A banda se separou em 2001, mas já fez alguns show durante esse hiato. Na foto, Marcelo D2 e BNegão em um dos primeiros ensaios para a turnê comemorativa

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EM TEMPO - 16 de setembro de 2012  

EM TEMPO - Caderno principal do jornal Amazonas EM TEMPO