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Não pode ser vendida separadamente

Na Ópera

Os bastidores técnicos do festival Páginas 6 e 7

Festival completa

18 anos

O 18º Festival Amazonas de Ópera, que acontece até o dia 4 de junho, integra nada menos do que 39 concertos, recitais, oficinas e masterclasses, além de ser uma das opções culturais para o período da Copa do Mundo. Pág. 4

DIEGO JANATÃ

lenco Elenco

MANAUS, DOMINGO, 20 DE ABRIL DE 2014


AMAZONAS EM TEMPO Manaus, domingo, 20 de abril de 2014

Elenco na Ópera

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Editorial A revista Elenco de hoje, gentilmente, abre espaço para tornar-se um guia sobre um dos maiores festivais organizados no Amazonas. Desta forma, a equipe do Plateia, caderno cultural do jornal EM TEMPO, foi acionada para trazer até você, caro (a) leitor (a), muito do que será possível ver, ouvir e sentir em cada um dos momentos que compõem a programação da 18ª edição do Festival Amazonas de Ópera. Nas próximas folhas, você vai encontrar informações suficientes para querer estar no Teatro Amazonas, Teatro da Instalação ou largo São Sebastião, locais que receberão espetáculos a partir de hoje, até o dia 4 de junho, cujas datas e horários podem ser consultadas nas páginas 10 e 11. Uma ópera inédita com temática amazônica está prevista para este ano: “Onheama”, baseada em um poema de Max Carphentier. Nesta edição do evento lírico, as crianças do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro ganham ainda mais destaque, participando de montagens como “Carmen”. Na programação, uma espécie de evolução do espetáculo que homenageou a banda Queen no ano passado, agora com o recital “rOCkA”, celebrando obras de grupos que marcaram a história do gênero. Além disso, as impressões do governador do Estado, professor José Melo, sobre o festival, também estão a seguir. Aproveite a leitura para se inspirar e bom festival!

5 ENTREVISTA

12 RESUMO

O governador do Estado, José Melo, afirma que o FAO é um evento consolidado no calendário cultural anual do Amazonas, sem perspectivas de deixar de existir.

Saiba o contexto de cada uma das três montagens mundialmente conhecidas que estão inseridas na programação de espetáculos.

14 ONHEAMA

Uma ópera feita sob encomenda, assinada pelo maestro João Guilherme Ripper, conta a história de um guerreiro indígena e sua relação com a natureza, baseada em um poema do amazonense Max Carphentier.

Gustav Cervinka

Atendimento ao leitor: E-mail: elenco@emtempo.com.br./Tel. (92) 3090-1042 /Endereço para correspondência: rua Dalmir Câmara, 623, São Jorge – CEP: 69033-070 – Manaus-AM

16 MÃES

A Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) tem diversas sessões marcadas, com repertório que valoriza canções famosas que trazem em seus títulos nomes de mulher, como homenagem ao Dia das Mães.

Expediente Edição Gustav Cervinka Luiz Otávio Ot Martins plateia plateia@emtempo. com.br

Reportagem Luiz Otávio Martins Mariane Barroco

Diagramação Leonardo Cruz Mário Henrique Silva

Tratamento de imagem Klinger Santiago Pablo Filard

Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond Lorena Lima

Capa Arquivo EM TEMPO


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Elenco na Ópera

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Para o período de Copa do Mundo, SEC promove opções culturais variadas, incluindo o FAO

Ópera na Copa Período de realização da 18ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) sofre alteração este ano para poder coincidir com os jogos da Copa do Mundo da Fifa

O

18º Festival Amazonas de Ópera (FAO) deste ano, além de ter uma ligeira mudança de calendário (de abril até a primeira semana de junho), para que se aproxime mais do período da Copa do Mundo, deve ficar marcado pela reunião de montagens clássicas, outras inéditas e até repetir impressões deixadas pela edição anterior, quando um dos recitais da programação reuniu obras da banda britânica de rock Queen. “Vamos, sim, apresentar algo semelhante, valorizando o rock clássico”, adianta o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga. O evento segue até o dia 4 de junho. O FAO é um dos eventos que compõem toda a programação cultural fomentada

pelo governo do Estado do Amazonas para o período de Copa do Mundo da Fifa. Segundo Robério Braga, serão realizados 178 espetáculos teatrais, 47 de dança, 213 shows musicais, 223 apresentações de cultura popular (capoeira, hip hop, tambor de crioula, samba de roda, maculelê, marcatu e pastorinhas), nove atividades circenses, 163 sessões de cinema, 12 sessões de literatura, 85 de atividades infantis, dez exposições e 152 outras atividades diversas. “Não estamos inventando nada. O que há é uma concentração maior das programações culturais que já existem para dar maior visibilidade tanto para quem mora aqui quanto para quem vem de fora. Queremos, sim, ajudar a fomentar o turismo cultural e fazer com que o nosso povo viva mais tudo isso”, enfatiza. O investimento para essa programação, segundo o secretário, é da ordem de R$1,3 milhão. “Fundamentalmente para o pagamento dos nossos artistas”, diz. Orçado em R$ 4,1 milhões, o evento é patrocinado pelo Bradesco e tem como pilares quatro óperas – “Manon

Lescaut”, de Giácomo Puccini; “Lucia di Lammermoor”, de Gaetano Donizetti; “Carmen”, de Georges Bizet; e “Onheama”, obra inédita destinada ao público infantojuvenil encomendada para o festival junto ao compositor, regente e diretor da Sala Cecília Meireles (RJ), João Guilherme Ripper, e que tem como base o poema “A infância de um guerreiro”, do amazonense Max Carphentier. Cada peça tem três apresentações no Teatro Amazonas a partir do dia 20 de abril, com as exceções de “Lucia”, que terá um quarto espetáculo no dia 3 de maio, e “Onheama”, que também será encenada no largo São Sebastião na noite de 1º de junho. Um dia antes da estreia de cada ópera, todo o elenco, músicos e equipes de produção participarão de mesas redondas abertas aos artistas locais e ao público para troca de informações e experiências no Centro Cultural Palácio da Justiça. Acessibilidade para todos Uma das principais características

dos festivais realizados pela Secretaria de Estado de Cultura (Sec) é a preocupação quando os assuntos são pessoas com deficiência física. Robério Braga afirma que isso já existe há mais de 10 anos. “Começamos implementando a tradução em libras. Diversos profissionais são envolvidos para aqueles que possuem deficiência auditiva possam ter o prazer de assistir aos espetáculos. Inclusive uma das responsáveis por isso viajou e teve uma especialização voltada para libras”, conta. Outra questão bastante debatida é o acesso dos cadeirantes. Atualmente, o Teatro Amazonas conta com 37 lugares específicos. “Tivemos a preocupação em chamar arquitetos e engenheiros que puderam observar o melhor local para que todos pudessem assistir com conforto e comodidade. Confesso que a sensação de ver essas pessoas tendo acesso aos festivais da secretaria é emocionante. É muito prazeroso poder oferecer essas facilidades e levar a cultura para todos”, diz.


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Elenco na Ópera (5)

‘É impossível que o festival

deixe de existir’ Em entrevista ao EM TEMPO, o governador do Estado, José Melo, analisa o legado e a longevidade do evento. A edição de 2014 tem um orçamento de R$ 4,1 milhões, sendo R$ 1 milhão proveniente de recursos do Bradesco GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

EM TEMPO – Mesmo antes de estar à frente do poder administrativo estadual, o senhor acompanhou de perto a criação do Festival Amazonas de Ópera. Em 2014, completando 18 anos de realização, qual a sua avaliação sobre as conquistas culturais obtidas com este evento? José Melo – O festival tem uma importância singular para a cultura do Amazonas. Foi a partir dele que se desencadeou uma política cultural que hoje beneficia o Estado como um todo, gerando emprego, renda e oportunidades. Além disso, colocou Manaus no cenário mundial da música clássica, atraindo turistas e jornalistas para a nossa capital. Ele é, de fato, um divisor de águas no setor cultural. EM TEMPO – O senhor acredita que o FAO atingiu a maioridade e está apto a seguir, digamos, com as próprias pernas, independente das possíveis mudanças de gestão ao longos dos anos, semelhante à solidez do Festival Folclórico de Parintins? JM – Com certeza. Esse é um evento consolidado, com uma estrutura de base totalmente pronta e afinada. Afinal, temos a Orquestra Amazonas Filarmônica, os corais, o Corpo de Dança do Amazonas, os solistas, figurinistas, cenógrafos e todo o pessoal da técnica. É impossível e improvável que o festival deixe de existir. Agora, vale ressaltar que investir em cultura é uma questão de inteligência de qualquer governante. Pois a cultura é um dos eixos que maior visibilidade dá ao Amazonas e mais, traz a satisfação do povo. Além disso, promove inclusão social e movimenta a economia. EM TEMPO – O que, na sua opinião, ainda representa um desafio para ser superado no que diz respeito a conquistar mais público em torno do FAO? JM – Queremos estar cada vez mais com apresentações nos quatro cantos de Manaus e no interior. Além disso, fazer grandes montagens a cada ano é nosso desafio constante. Isso eleva o nível do festival e atrai os olhos do público de outros Estados e países para Manaus. José Melo acredita que investir no FAO é fomentar potencial turístico do Amazonas

EM TEMPO – Qual a sua relação pessoal com ópera? Existe alguma montagem ou compositor preferido? JM – Não sou do tipo que ouve ópera em casa. Mas, simplesmente, me encanto com as apresentações no palco, ao vivo e a cores. É emocionante ver a virtuosidade dos solistas e capacidade técnica da Orquestra Amazonas Filarmônica. Todos os anos, assisto pelo menos uma montagem completa.


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Elenco na Ópera

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Um festival de O que é preciso para que os espetáculos do 18º Festival Amazonas de Ópera possam acontecer diante dos olhos do público LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

“A

nossa equipe só não canta, nem toca. O restante é responsabilidade nossa”. É dessa forma que o diretor técnico Marcos Apolo resume a atuação da Central Técnica de Produção (CTP) durante o Festival Amazonas de Ópera (FAO). O espaço foi criado em 2004 com a função de construir e armazenar cenários, figurinos e adereços para os espetáculos encenados nesse evento, que nos primeiros anos contava com

A Central Técnica de Produção executa os projetos de cenografia dos dos espetáculos do festival

estruturas vindas de outras regiões do país e até do exterior. O atual formato da CTP, de acordo com Apolo, existe desde 2006 e responde por 100% da parte técnica que envolve o FAO. Isso significa a construção dos projetos de cenografia, adereços, acessórios e figurinos, além do gerenciamento do espetáculo em relação à entrada e saída de objetos de cena, por exemplo. O diretor técnico explica que, dependendo do tamanho da produção contratada para o festival, o estudo inicial a respeito do espetáculo pode durar de quatro a cinco meses. “E para finalizar a parte técnica levamos de 30 a 40 dias”, diz Apolo. “Já o período de estudos é sempre mais demorado. Por exemplo, quando chegarmos na metade do festival deste ano, já vão começar a me falar sobre o do próximo ano”, explica.

Para a edição deste ano do FAO, a 18ª, Marcos Apolo comenta que a montagem mais desafiadora foi “Manon Lescaut”, mas não exatamente por ser tecnicamente difícil, e sim, por se tratar da ópera escolhida para abrir o festival. “Eu acho que começar é sempre um desafio. Mas, não é difícil, apenas gera mais ansiedade”, observa. A cada dia, a equipe da CTP realiza de quatro a seis atividades simultaneamente. No dia em que Marcos Apolo concedeu essa entrevista, estava no palco do Teatro Amazonas em meio aos preparativos de “Manon Lescaut”, enquanto outras equipes da central acompanhavam os ensaios de “Lucia di Lammermoor”, no Ideal Clube, e dos recitais, no Palácio da Justiça. “Este ano começamos com a parte técnica de ‘Manon Lescaut’ e ‘Lucia di Lammermoor’. Sempre trabalhamos em duas óperas ao mesmo tempo – por-

que mais do que isso fica complicado – e, paralelamente, com os espetáculos menores”, afirma Apolo. Aproximadamente 90 pessoas participam da equipe da Central Técnica de Produção, além de cerca de 40 ligados à construção. Essa mão de obra local, cuja principal característica, segundo Marcos Apolo, é o empenho reservado ao trabalho, está dividida em três áreas. Uma delas é a cenotécnica, voltada para atividades construtivas, que envolvem serralheria e carpintaria, e artísticas, que abrangem a confecção de adereços, pintura, tapeçaria, decoração e outras. Existe ainda um ateliê, dedicado ao manuseio de tecidos, cortinas e figurinos, e a unidade técnica de execução, que abriga profissionais das áreas de maquinário, iluminação, eletricidade, operação de áudio e vídeo, contra-regragem e até direção de palco.


Elenco na Ópera A equipe da CTP não se intimida com limitações de materiais e se adapta ao mercado local

produção Mercado O diretor técnico conta que desde que a CTP começou a atuar na produção de grandes eventos como o Festival Amazonas de Ópera, foi aberto um mercado voltado para materiais necessários aos projetos das montagens. Mesmo assim, devido a certas limitações desse segmento em Manaus, algumas adaptações acabam sendo necessárias. “Existem tintas específicas para cenografia que não são encontradas na cidade e, nesse caso, temos que nos adaptar ao mercado para otimizar os recursos. Nem tudo pode ser encontrado aqui, como alguns tecidos e também tapeçaria. Certos objetos de cena são adaptados e outros são trazidos de fora”, revela Apolo. Felizmente, nenhuma dessas limitações prejudica a atuação da central. “Pelo tempo que produzimos nós já conseguimos gerenciar bem qualquer formato de projeto. A preocupação que existe é em relação aos diretores

novos, se eles vão conseguir entender o nosso método de trabalho”, diz. “Mas percebemos que as pessoas são sempre generosas com a equipe. Antes era mais difícil atuarmos porque não tínhamos o know-how de hoje. Atualmente, somos mais seguros e conseguimos transmitir essa segurança”. Marcos Apolo lembra que, após participar até como figurante numa das primeiras edições do Festival Amazonas de Ópera, logo no terceiro teve início sua participação na área técnica. Já a função de coordenador foi assumida a partir da quinta edição e, hoje, atua no gerenciamento das atividades da CTP. Para ele, o maior desafio encarado pela central até hoje foi a encenação da tetralogia “O Anel dos Nibelungos”, de Richard Wagner, no festival de 2005. “Tivemos que montar a parte técnica das quatro óperas em seis dias. Foi nosso maior desafio e nos marcou muito. Considero como um divisor de águas na história da CTP”, afirma.

Parte dos profissionais que trabalham na CTP atua na área de cenotécnica

(7) FOTOS: DIEGO JANATÃ

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Elenco na Ópera

AMAZONAS EM TEMPO Manaus, domingo, 20 de abril de 2014 DIVULGAÇÃO

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Mais de 40 crianças, entre 7 e 12 anos de idade, estão escalados

A vez das crianças Pequenos artistas da música, que fazem parte dos corais infantil e juvenil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, ampliam oportunidades MARIANE BARROCO Especial EM TEMPO

A

s crianças que compõem o coral do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro (Laocs) terão importante participação nesta 18º edição do Festival de Opera do Amazonas. Apesar da pouca idade e experiência, os pequenos estão preparando um show de canto e interpretação para apresentações em importantes óperas, entre elas, “Carmen” e “Onheama”. “Estamos trabalhando duro, ensaiando três vezes na semana e aos sábados ensaiamos com a Orquestra Experimental”, explica o regente do coral

Hugo Pinheiro. O grupo é composto por 42 crianças, em idade entre 7 e 12 anos. Segundo o regente, atualmente metade deles são crianças novas que acabaram de chegar. “Nós fazemos audições semestralmente, além disso, muitas já tinham saído por conta da idade, passando a fazer parte do coral juvenil. Mas mesmo estando há pouco tempo no coral, foram bem preparadas para participarem desses espetáculos”, diz. A presença do coral infantil no festival de ópera já ganhou importância. Depois do sucesso no ano passado com o espetáculo “As aventuras da raposa astuta”, que teve a participação de solistas infantis, a organização do evento resolveu encomendar uma apresentação exclusiva para o festival deste ano que será protagonizada pelos pequenos. “Nós encomendamos uma ópera com temática amazônica junto ao

compositor, regente e diretor da Sala Cecília Meireles (RJ), João Guilherme Ripper. Nossa confiança no coral infantil é muito grande”, afirma o maestro Marcelo de Jesus. “Onheama” é uma obra inédita destinada ao público infantojuvenil e que tem como base o poema “A Infância de um Guerreiro”, do amazonense Max Carphentier. O protagonista do espetáculo será um dos integrantes do coral, o adolescente Edilson Cardoso. “Me sinto muito honrado com esse convite. Essa é minha quarta participação no festival, mas é a primeira vez que participo como solista em todo os atos”, diz. Edilson interpretará um herói infantil, guerreiro indígena, com todas as tradições, lendas e origens amazônicas. O garoto, assim como as outras crianças do coral, cantarão em tupi guarani. “Já estamos estudando des-

de fevereiro, no início foi um pouco difícil, mas o professor deu várias dicas, lemos o texto diversas vezes e acredito que já estamos mais do que prontos”, afirma. O coral também cantará em francês na ópera “Carmen” e participará do espetáculo “rOCkA”. “Nessa apresentação eles não participarão fisicamente, mas não posso contar os detalhes, porque trata-se de uma surpresa. Só posso dizer que eles estão inseridos no festival de ópera de uma forma bem marcante e importante”, ressalta Marcelo de Jesus. Agenda Onheama tem estreia marcada para o dia 25 de maio, às 19h, no Teatro Amazonas. Outra apresentação do espetáculo está agendada para dia 1º de junho, ao redor do Teatro Amazonas, em um palco a ser montado no largo São Sebastião.


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Elenco na Ópera (9) FOTOS: CÉSAR CATINGUEIRA

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Made in Italy

Marco e Gizella Bolognese dando uma circulada na cena social da cidade

. Os bastidores mais poderosos do mundo da moda na Itália só têm um assunto: a possível saída de Riccardo Tisci da Givenchy. . Tudo indica que ele estaria indo para a Gucci ocupar o posto de Frida Giannini. A questão é que ela é casada com Patrizio Di Marco – CEO da Gucci -, o que complicaria a situação de uma das mais tradicionais marcas italianas. Vamos aguardar a confirmação. Tisci é um dos estilistas favoritos desta coluna. Brilhante e modernex. DIVULGAÇÃO

>> Beneficente

>> Stand . A Prefeitura de Manaus estará com um stand na Feira do Empreendedor do Sebrae Amazonas, que será realizada de 24 a 27 de abril, no Clube do Trabalhador. . O evento busca fomentar a abertura e o desenvolvimento de negócios com base nas tendências de mercado e contará este ano com estrutura de oito mil metros quadrados, distribuídos em dezenas de espaços e ambientes voltados para micro e pequenas empresas. . Segundo estimativa do Sebrae, a feira deve atrair um público de 20 mil pessoas durante os quatro dias. Cinco órgãos da Prefeitura de Manaus estarão no evento para pres- tar informações e apoio aos empreendedores e público que visitarão a feira: Semef, Implurb, Procon e Espi.

. Possibilitar a inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência é uma das principais metas da Unidade de Acolhimento Institucional Moacyr Alves que estará promovendo no dia 26 de abril, mais um evento de seu calendário anual. . A tradicional Feijoada Beneficente que acontecerá na sede da unidade localizada na Rua Profª Léa Alencar, 1014, Alvorada I. A feijoada está na sua quinta edição e a renda ajudará no apoio aos projetos sociais e educacionais desenvolvidos na instituição. . Os ingressos já podem ser adquiridos na sede da unidade. Info-line: 8415-7022/84157494/3238-2115.

Jéssica e David Tayah em noite onde estava presente o moderno society de Manaus

Os queridos Mônica Santaella e Louismar Bonates Junior, em noite de festa na cidade

>> Objeto de desejo . Baseada na crença nos talismãs, a Cartier lança, nessa semana, no Brasil, a coleção Amulette, composta por colares e pulseiras feitos em pérolas, ônix ou diamante. . A coleção tem três modelos de joias: o colar com pingente, que traz uma esfera de curvas que se assemelham às de um seixo e leva um diamante ou um ônix em seu centro; um colar sautoir, com pequenos amuletos; e pequenas pulseiras para serem usadas juntas.

Anselmo e Helen Garcia durante evento que reuniu integrantes do high, no Vieiralves


(10) Elenco

na Ópera

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Programação MANON LESCAUT

Giacomo Puccini 20 de abril (Dom) - 19h - Teatro Amazonas 22 de abril (Ter) - 20h - Teatro Amazonas 26 de abril (Sáb) - 20h - Teatro Amazonas

RECITAL BRADESCO I

Classe de Canto do Coral do Amazonas 21 de abril (Seg) - 20h - Teatro da Instalação Entrada das Valquírias Dueto Don Giovanni Dueto Sparafucile/Rigoletto Ária de Marcelina Ária de Bartolo Ária de Dorabella Dueto tenor/soprano Barcarole Ária di Giulieta Ária di Lakme Dueto soprano/mezzo

Além das apresentações no palco do Teatro Amazonas, programação estende-se a outros espaços públicos

Ária di Charlotte Bacchianas n. 5 Finale Ato 1, Sextetto

da Instalação Música Francesa do século 20 Orientes, Grécia, África, Córsega, Paris, Nova Iorque, Picadilly!

MESA REDONDA - Lucia Di Lammermoor

26 de abril (Sáb) - 18h - Centro Cultural Palácio da Justiça - Sala de Música Desdor Paulino de Mello

LUCIA DI LAMMERMOOR Gaetano Donizetti 27 de abril (Dom) - 19h Amazonas 29 de abril (Ter) - 20h Amazonas 01 de maio (Qui) - 20h Amazonas 03 de maio (Sáb) - 20h Amazonas

Teatro Teatro Teatro Teatro

RECITAL BRADESCO II

Música Francesa 28 de abril (Seg) - 20h - Teatro

VESPERAL LÍRICA BRADESCO

Rosina, a garota de Sevilha - De Capitu a Amélia 04 de maio (Dom) - 19h - Teatro da Instalação 06 de maio (Ter) - 20h - Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou 08 de maio (Qui) - 20h - Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola 10 de maio (Sáb) - 20h - Centro Estadual de Convivência do Idoso - Aparecida

RECITAL BRADESCO III

Três Tenores 05 de maio (Seg) - 20h - Teatro da Instalação

CONCERTO DO DIA DAS MÃES

11 de maio (Dom) - 11h – Teatro da Instalação Orquestra de Violões do Amazonas Direção Musical e Regência: DAVI NUNES

RECITAL BRADESCO IV

Jóias do Coração 12 de maio (Seg) - 20h - Teatro da Instalação

CONCERTO DAS MÃES

13 de maio (Ter) - 20h - Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou 15 de maio (Qui) - 20h - Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola 17 de maio (Sáb) - 20h - Centro Estadual de Convivência do Idoso - Aparecida


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Elenco na Ópera

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Recitais, mesas redondas, oficinas e masterclasses estão contemplados durante o período de festival

MESA REDONDA - Carmen

17 de maio (Sáb) - 18h - Centro Cultural Palácio da Justiça - Sala de Música Desdor. Paulino de Mello

CARMEN

Georges Bizet 18 de maio (Dom) - 19h - Teatro Amazonas 20 de maio (Ter) - 20h - Teatro Amazonas 24 de maio (Sáb) - 20h - Teatro Amazonas

RECITAL BRADESCO V

Música Brasileira 19 de maio (Seg) - 20h - Teatro da Instalação

CARMEN SUITE

Rodion Shchedrin 22 de maio (Qui) - 20h - Teatro

Amazonas Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas Corpo de Dança do Amazonas Orquestra de Câmara do Amazonas

ONHEAMA

João Guilherme Ripper Ópera em 3 atos para público infantojuvenil Libreto de João Guilherme Ripper, baseado no poema “A Infância de um Guerreiro”, de Max Carphentier. Obra encomendada pelo 18º Festival Amazonas de Ópera. 25 de maio (Dom) - 19h - Teatro Amazonas 28 de maio (Qua) - 20h - Teatro Amazonas

RECITAL BRADESCO VI

Transcrições de Óperas 26 de maio (Seg) - 20h - Teatro da Instalação

RECITAL BRADESCO VII

Classe de Canto da Casa de Música Ivete Ibiapina 27 de maio (Ter) - 20h - Teatro da Instalação

“POP-ÓPERA”

01 de junho (Dom) - 19h – Centro Cultural Largo de São Sebastião

“rOCkA”

Clássicos do rock 02 de junho (Seg) - 20h - Teatro Amazonas 03 de junho (Ter) - 20h - Teatro Amazonas 04 de junho (Qua) - 20h - Teatro Amazonas Immigrant Band Guitarra: Raony Oliveira Baixo: Osias Torres Bateria: Rubem Costa Vocal: Mário Fernandes

Solista: Humberto Sobrinho Violino Elétrico: Bárbara Soares Harpa: Diana Todorova Percussão: Andrio Dias Participações Especiais: Gustav Cervinka (vocal), Elias Ferreira (guitarra) Arranjos: Gabriel Lima Coral Infantil do Laocs (Participação Especial) Madrigal Ivete Ibiapina Orquestra De Câmara do Amazonas Direção Musical e Regência: Marcelo de Jesus

OFICINAS CLASS

E

MASTER-

Centro Cultural Palácio da Justiça Oficina de Luz - Fabio Retti Figurinos - Adan Martinez Direção e Cenários - Pier Francesco Maestrini


na Ópera

DIVULGAÇÃO

(12) Elenco

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Drama de Manon Le abre o fes A montagem escolhida para abrir o 18º Festival Amazonas de Ópera (FAO) é “Manon Lescaut”, do compositor italiano Giacomo Puccini (1858-1924), e traz a direção cênica assinada por Pier Francesco Maestrini.

Este é o segundo ano que a cantora lírica Daniella Carvalho participa do evento


Elenco na Ópera

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Gótico

O romance impossível de ‘Lucia di Lammermoor’

scaut tival

Os três atos da ópera “Lucia di Lammermoor” são recheados de fantasmas, mistérios e torres em ruínas, elementos típicos do romance gótico que floresceu na Europa anglo-saxônica entre o final do século 18 e o início do 19. A obra do compositor italiano Gaetano Donizetti (17971848) tem direção cênica de Alejandro Chacon. O drama trágico de “Lucia di Lammermoor” é ambientado na Escócia do final do século 17. O romance entre Lucia Ashton e Edgardo di Ravenswood torna-se impossível porque suas famílias são inimigas, por causa de brigas políticas e religiosas. E Lucia acaba sendo forçada a casar

N

com Lord Arthur Bucklaw, inimigo pessoal de Edgardo que desafia o rival para um duelo. Dois elencos foram formados para dividir os concertos durante o FAO, com exceção da personagem Arturo, que será interpretada pelo tenor amazonense Enrique Bravo em todas as récitas. Como Lucia, o elenco conta com as sopranos Letícia de Altamiro e Dhijana Nobre. Os tenores Max Jota e Paulo Mandarino serão Edgardo di Ravenswood. O maestro Marcelo de Jesus é o regente e diretor musical. Ele observa que os figurinos são de Adan Martínez e fazem parte do acervo da Ópera de Colômbia, em Bogotá.

Carmen

No palco, a cigana de Georges Bizet Não é a primeira vez que a ópera “Carmen”, de Georges Bizet (1838-1875), entra na programação do FAO. Mas, num ano em que protagonistas femininas são destaque, nada mais apropriado do que incluir uma das personagens mais célebres do universo erudito. Na montagem com concepção, direção e cenografia de Enrico Castiglione, a cigana será interpretada pela soprano Cristina Gallardo-Domâs, chilena naturalizada espanhola. “Carmen” vai ser a atração no Teatro Amazonas nos dias 18, às 19h, 20 e 24 de maio, às 20h, com direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro. A soprano chilena Cristina Gallardo-Domâs interpreta a personagem-título da ópera

A ópera do compositor francês estreou em 3 de março de 1875, em Paris – três meses antes da morte de Bizet. Em quatro atos, é narrado o drama da cigana Carmen, que na cidade espanhola de Sevilha, conquista o soldado Don José, que se separa da noiva Micaëla, e desencadeia uma trágica história de amor. A ópera é inspirada na novela homônima do francês Prosper Mérimée (1803-1870) e não foi um sucesso imediato de público. O compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) assistiu “Carmen” na temporada de fevereiro de 1876 e a considerou uma obra-prima. No palco do Teatro Amazonas, Cristina

Gallardo-Domâs estará acompanhada do tenor Andeka Gorrochategui (Don José), Homero Velho (Escamillo), Joanna Parisi (Micaëla), Alfonso Mujica (Morales/Dancairo), Kátia Freitas (Fransquita), Andreia Souza (Mercedes), Cristhiano Silva (Remendado) e Murilo Neves (Zuninga). Os Corpos Artísticos do Teatro Amazonas escalados para a montagem são o Corpo de Dança do Amazonas, o Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, o Coral do Amazonas e a Orquestra Amazonas Filarmônica. “Carmen” conta com figurinos de Sonia Cammarata, coreografia de Adriana Góes e desenho de luz de Fábio Retti. DIVULGAÇÃO

esta montagem, a protagonista será interpretada pela soprano Daniella Carvalho, que participou do festival do ano passado em “Un Ballo in Maschera”, de Giuseppe Verdi. Também estão no elenco os tenores Juremir Vieira (Des Grieux), Enrique Bravo (Edmondo) e Fabiano Cardoso (Lampionário e Maître du Ballet), os barítonos Eduardo Amir (Lescaut) e Emanuel Conde (sargento dos arqueiros), a mezzo-soprano Andreia Souza (um músico) e os baixos Eduardo Janho-Abumrad (Geronte) e Murilo Neves (comandante do navio e estalajadeiro). A inspiração para a ópera é o romance “L’Histoire du Chevalier des Grieux et de Manon Lescaut” (A História do Cavalheiro des Grieux e de Manon Lescaut), de Abbé Prévost (1697-1763). “Manon Lescaut” é a terceira ópera de Puccini e estreou em 1º de fevereiro de 1893, em Turim. A história é ambientada numa pequena cidade nos arredores de Paris em 1721, onde a jovem e ambiciosa Manon troca as promessas de amor do jovem cavalheiro Des Grieux a quem acaba de conhecer, pela riqueza do velho Geront, que monta para ela um luxuoso apartamento em Paris. Meses depois, e após ganhar algum dinheiro no jogo, Des Grieux reencontra Manon e com a ajuda do irmão dela (Lescaut), tenta convencer a moça a abandonar tudo e fugir com ele. Entre a hesitação de seguir seu grande amor e abandonar todas as joias e riquezas, o casal é surpreendido por Geront que chama a polícia e acusa Manon de prostituição. A montagem que o público verá no festival tem cenários e figurinos de Alfredo Troisi, desenho de luz de Fábio Retti e as presenças do Coral do Amazonas e da Orquestra Amazonas Filarmônica.

REPRODUÇÃO

AMAZONAS EM TEMPO Manaus, domingo, 20 de abril de 2014


na Ópera

AMAZONAS EM TEMPO Manaus, domingo, 20 de abril de 2014

João Guilherme Ripper desenvolveu o enredo a partir de um poema de Max Carphentier

Onheama:

ópera sob encomenda Produzido com exclusividade para o 18º Festival Amazonas de Ópera, o espetáculo ‘Onheama’ estreia dia 25 de maio, às 19h, no Teatro Amazonas. Haverá récitas também dia 28, no mesmo local, às 20h, e dia 1º de junho, no Largo de São Sebastião, às 19h. O autor do libreto, o compositor e regente de orquestra João Guilherme Ripper, confessa estar ansioso para a grande noite – que vai marcar também a sua estreia no evento –, mas revela que existe também ‘um imenso prazer na interação com todos os envolvidos na produção do espetáculo’. LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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ópera “Onheama” foi encomendada especialmente para o festival e é baseada num poema do escritor Max Carphentier chamado “A Infância de um Guerreiro”. O público-alvo é o infantojuvenil. Ripper, que também é diretor da Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro, aceitou o desafio de compor “uma música desprovida das longas ornamentações melódicas típicas do bel-canto”. “Procurei utilizar uma linguagem que falasse diretamente à geração que está habituada a assistir videoclipes”, explica. O termo “Onheama” significa “eclipse” em guarani. No centro do enredo desenvolvido pelo compositor está o mito indígena que explica o eclipse como a ação de uma onça celeste que engole o

sol. E o jovem Iporangaba é o único de sua tribo capaz de devolver a luz e a vida à floresta. Ripper revela que seu trabalho inicial consistiu em criar uma história a partir dos elementos apresentados no poema. Depois que o libreto ficou pronto, ele partiu para compor a música e produzir a sua orquestração. O compositor comenta que, durante o seu processo criativo, muitas etapas podem acontecer de forma simultânea e ideias podem surgir em qualquer lugar e a qualquer hora. “De alguma forma, quando o processo é deflagrado, fico totalmente obcecado com o assunto e é como se abrisse em minha mente um estúdio que funciona 24 horas por dia”, observa. O elenco de “Onheama” é formado pelos sopraninos Edilson Cardoso (que vai interpretar Iporangaba nos dias 25 de maio e 1º de junho) e Edney Lira (intérprete do protagonista no dia 28 de maio); a soprano Dhijana Nobre (Iara), o barítono Rafael Lima (Tuxaua), a soprano Isabelle Sabrié (mãe da tribo Nhandeci e a onça celeste Xivi) e o tenor Enrique Bravo (Boto). A direção musical e regência ficarão a cargo de Luiz Fernando Malheiro no dia 25, de Luiz Otávio Simões no dia 28 e de Marcelo de Jesus no dia 1º. Para João Guilherme Ripper, criar um universo poético e musical dotado de coerência interna própria foi mais importante do que ser exato de forma antropológica ou histórica em sua obra. “Quando ‘Onheama’ começa, entramos no campo atemporal do mito e seus símbolos. A história acontece agora, no tempo sempre-presente da imaginação e do sonho, numa floresta onde os Manaós ainda habitam e sempre habitarão. A música de ‘Onheama’ abre esse caminho para a outra dimensão e nos conduz por esse mundo onde acontece a aventura de Iporangaba. Além do cinema, é a ópera que detém esse poder de deslocamento e encantamento”, analisa.

O compositor dispensou longas ornamentações melódicas para atingir o público-alvo

RODRIGO CASTRO/DIVULGAÇÃO

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Solistas interpretam clássicos nacionais e internacionais, como de Edith Piaf

Recitais reúnem

homenagens

Os Recitais Bradesco são destaques especiais no 18º FAO e acontecem sempre às 20h, no Teatro da Instalação, no Centro. O primeiro, “Classe de Canto do Teatro Amazonas”, acontece amanhã

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e acordo com o maestro Marcelo de Jesus, que divide a direção artística do festival com Luiz Fernando Malheiro, os Recitais Bradesco foram criados para dar vazão a uma série de propostas e ideias que poderiam ficar engavetadas por falta de tempo ou espaço

no calendário para uma produção mais elaborada. Mas, segundo ele, ao longo do tempo tem recebido uma excelente aprovação e aceitação do público do festival. “A proximidade com o público cria um clima mais intimista e exige uma alta performance vocal dos tenores, barítonos, músicos e artista em geral”, acrescentou o maestro ao citar que em 2013 muitos dos shows do recital tiveram 100% de lotação. No total, serão sete programas especiais – o de amanhã, que terá como solistas os alunos do professor Juremir Vieira e o pianista Hilo Carriel; no dia 28, será a vez da música francesa e seus grandes clássicos e ícones, como Charles Aznavour e Edi-

th Piaf, ganharem espaço em show temático que terá como solistas a soprano Isabelle Sabrie e o músico André Santos ao piano. No dia 5 de maio, três das melhores vozes masculinas do Coral do Amazonas – Juremir Vieira, Paulo Mandarino e Enrique Bravo – apresentam o show “Três Tenores”, com Marcelo de Jesus ao piano. No dia 12, a soprano Daniella Carvalho, uma das mais importantes sopranos da música lírica brasileira, sobe ao palco do Teatro da Instalação para o espetáculo “Joias da Coroação”, acompanhada do pianista André Santos. Clássicos da música brasileira, de todos os gêneros e estilos, ganham novas versões na apresentação do

dia 19 de maio que terá como solistas Homero Velho, Andreia Souza, Murilo Neves e Daniel Gonçalves. Por fim, nos dias 26 e 27 de maio acontecem as duas últimas mostras do festival neste ano: Transcrições de Óperas, com o quarteto de flautas da Amazonas Filarmônica e Irina Kazak no piano, e os alunos de canto da professora Natália Sakouro na Casa de Música Ivete Ibiapina, fecham a programação em uma apresentação que promete muitas surpresas. O Teatro da Instalação, palco dos sete shows da série Recital Bradesco, fica localizado na rua Frei José dos Inocentes, s/n°, no centro de Manaus.

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Rock consolida

espaço na programação O concerto-show ‘Rocka’ promete ser um dos destaques do FAO. A Orquestra de Câmara do Amazonas dividirá o palco com a Immigrant Band, sob a regência de Marcelo de Jesus MARIANE BARROCO Especial EM TEMPO

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m ano após o tributo à banda inglesa Queen, que lotou o Teatro Amazonas e o largo São Sebastião no ano passado, o rock volta na 18º edição do Festival Amazonas de Ópera. Desta vez, a Orquestra de Câmara do Amazonas e o grupo local Immigrant Band apresentam o concerto “Rocka”, nos dias 2, 3 e 4 de junho, no Teatro Amazonas. “Nós recebemos o convite do maestro Marcelo de Jesus e estamos muitos felizes. Mas, tudo ainda é novidade. Só sei que vamos ter boas surpresas”, destaca o vocalista da Immigrant, Mário “Logan” Fernandes. O concerto-show também será es-

trelado pelo Coral Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina e pelo solista Humberto Sobrinho, que participou da edição passada. “No ano passado foi fantástico e superou nossas expectativas, tanto que nos apresentamos para um público de 20 mil pessoas no largo São Sebastião. E, este ano, vai ser ainda melhor”, diz. O “Rocka” vai apresentar ao público clássicos do rock dos anos 70 em um repertório variado que inclui The Beatles, The Rolling Stones e Scorpions. “Também vamos cantar sucessos de bandas atuais, mas isso é surpresa. Todas as músicas estão sendo trabalhadas com novos arranjos, já que originalmente elas não têm orquestrações”, explica Humberto. Para o cantor, que há mais de 10 anos interpreta rock, é um grande privilégio participar de um espetáculo como esse. “Para um artista do rock isso é maravilhoso. O gênero tem o erudito em sua essência. Existem muitas bandas que já fizeram shows com orquestras, inclusive algumas das que vamos homenagear. São estilos que combinam e é um privilégio participar desse momento”, ressalta.

Repertório provável Black Sabbath - “Paranoid” Paul McCartney - “Live and let die” Rush - “Tom Sawyer” Aerosmith - “Dream on” Deep Purple - “Smoke on the water” The Rolling Stones - “(I can’t get no) Satisfaction” The Beatles - “Eleanor Rigby” The Eagles - “Hotel California” Elvis Presley - “Suspicious minds” Pink Floyd - “Another brick in the wall, part 2” Scorpions - “Still loving you”

Led Zeppelin - “Stairway to heaven” The Rolling Stones - “Sympathy for the devil” The Doors - “Light my fire” Radiohead - “No surprises” / “Fitter happier” Iron Maiden - “Run to the hills” Kiss - “Rock and roll all nite” Led Zeppelin - “Kashmir” The Beatles - “Golden slumbers” / “Carry that weight” / “The end” Queen - “Bohemian rhapsody”

Repertório do dia 11 será interpretado pela Ovam

O cantor Humberto Sobrinho comenta que as músicas originais ganharão novos arranjos

Homenagem

Concerto destaca vários temas femininos para o Dia das Mães A figura materna também foi lembrada na programação do 18º Festival Amazonas de Ópera. E, no dia 11 de maio, às 11h, no Teatro da Instalação, a Orquestra de Violões do Amazonas apresentará o Concerto do Dia das Mães, com um repertório de clássicos que homenageiam personagens femininas. A entrada é franca e haverá ainda três reapresentações (confira locais e horários nas páginas 10 e 11). A direção musical e regência do concerto são assinadas pelo maestro Davi Nunes e o evento contará com a

participação da solista Mirian Abad. As composições selecionadas para o concerto são “Como é grande o meu amor por você” e “Lady Laura” (Roberto Carlos), “Mulher sexo frágil” (Erasmo Carlos), “Você é linda” (Caetano Veloso), “Mulheres de Atenas” e “Iolanda” (Chico Buarque), “Madalena” (Ivan Lins), “Maria, Maria” (Milton Nascimento), “Rosa” (Pixinguinha), “Ai que saudade da Amélia” (Ataulfo Alves), “Gabriela” (Tom Jobim), “Eleanor Rigby” (The Beatles), “Roberta” (Peppino Di Capri) e “Geisislaine”, de Nicolas Júnior.


FOTOS: JANDER VIEIRA

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Jander Vieira jandervieira jandervieira@hotmail.com www.jandervieira.com.br

Vivenciado o verdadeiro sentido da Páscoa, grupo dos mais seletos e animados reuniu-se em jantar muitíssimo alto astral no delicioso Bistrô Mon Plaisir. Os motivos da reunião? A troca de ovos e a sessão parabéns para a querida Ana Rebelo com Raul Sampaio e Márcio Malta, Vanessa e Mano Cavalcanti mais Norma e Antônio Silva

Sala de Espera

Do fundo do coração

Marcílio Junqueira, Jorge Gioia, Mário Bagre, Mauro Drumond e Bianca Cordeiro estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

O editor deste espaço agradece o carinho e lembrança dos amigos e desejo a todos que a verdadeira reflexão sobre a Páscoa invada nossos corações e que Jesus ressuscite em bondade e misericórdia dia após dia em nossas vidas. Feliz Páscoa!

A editora Wega lança, no próximo dia 25, na loja Bemol do Shopping Ponta Negra, às 19h30, o livro ”Como a poesia pode mudar a sua vida” do autor Mauro Martinez. Antônia e Adriana Brito não param. Mãe e filha armaram para o próximo dia 8, das 10h às 22h, um megabazar do “Dia das Mães” no Fran’s Café. Mais informações pelo 9287-1488. De autoria da deputada Conceição Sampaio (PP), acontecerá no próximo dia 25, às 9h, no Miniplenário Cônego Azevêdo, sessão especial em homenagem aos Amigos da Pessoa Idosa. Quem convida é o presidente da Aleam, deputado Josué Neto. Para o Dia das Mães, a loja Richards apresenta peças que transitam entre o casual e o chic. Suas araras do Shopping da Ponta Negra estão abarrotadas das misturas de algodão com seda e cartela de cores pontuada pelos tons de preto e mostarda, a nova tendência da grife.

Sessão solidária

A 15ª edição da feijoada beneficente do Grupo de Apoio à Criança com Câncer já tem data para acontecer. Será no dia 31 de maio, às 12h, no salão do Clube do Trabalhador, no Sesi. Em pauta: angariar fundos para a manutenção da Casa de Apoio, pagamentos de salários, compra de medicamentos, alimentos e outras necessidades do GACC. Valor? R$ 50 por pessoa. Portanto agende pelo 3656-1811.

Solidariedade

Mesmo com todas as adversidades, Lucinha Rosas continua firme e forte no comando da Fada, ONG que assiste crianças com algum tipo de deficiência física. No momento a entidade está precisando de leite em pó e fraldas descartáveis de todos os tamanhos. Quem puder ajudar, deve procurar o escritório da João Valério, no Vieiralves, em frente a Adega da Top Internacional.

Harpa

Mais uma vez Manaus se torna o epicentro da música clássica na América Latina. O Festival Amazonas de Ópera (FAO) chega a sua décima oitava edição revelando maturidade e disposição para se perenizar como iniciativa mais que necessária na cena cultural brasileira. Além de destacar grandes talentos, o evento emprega centenas de profissionais locais cuja formação vem dos liceus mantidos pela administração Melo. A SEC e seu titular Robério Braga estão de parabéns!

Irritante

Assistir programas de esporte sobre a Copa do Mundo em canais fechados é hilário e ao mesmo tempo irritante. Tudo porque as reportagens feitas pelos gringos sobre o Brasil e Manaus é algo surreal. Alguns programas exibem jornais e revistas quase sempre europeus que se referem a Manaus como um lugar de extrema violência onde proliferam mosquitos do tamanho de gatos! Ai me vem à cabeça a máxima que diz que o brasileiro não gosta de ler. E com essas noções os europeus gostam? Pela fé!


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Mapa e valores por setor no

Teatro Amazonas



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