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Eleições 2014 - 31 de agosto de 2014

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

Fortalecimento ortalecimento familiar para tirar crianças das ruas MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

A

ssistência social à criança e ao adolescente. Este é tema deste domingo com os candidatos ao governo do Amazonas. Os políticos falam sobre os programas sociais para afastar crianças e jovens do mundo das drogas e consequentemente das ruas e da criminalidade. “Um projeto de quem acredita na vida”. Assim definiu seu plano de governo, voltado para a assistência social à criança e ao jovem, o candidato Marcelo Ramos (PSB). Segundo ele, a primeira coisa para conseguir tirar a criança das ruas e o jovem do mundo das drogas é cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. “A primeira coisa que vamos fazer é cumprir as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos salvar a vida das nossas crianças”, disse. Ramos criticou a forma com que os jovens são tratados no Centro de Reabilitação de Menores Infratores Dagmar Feitoza. “Hoje, a Dagmar Feitoza é uma prisão. Vamos transformá-la em um centro de recuperação, porque acreditamos na vida e por meio de educação de qualidade e diálogo com a família sabemos que poderemos conquistar isso”, destacou, acrescentando que a família é parte fundamental em todos os programas de educação e assistência social em seu governo. “Vamos fortalecer os laços da escola e a comunidade, pois não vamos desistir de nossas crianças e adolescentes. O jovem que abandonar a escola, será procurado, não vamos deixá-lo desistir da escola”, finalizou. Maior atenção Para o candidato pela coligação Renovação e Experiência, senador Eduardo Braga (PMDB), o foco é promover o fortalecimento dos vínculos familiares. Implantação nos municípiospolo dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que atenderão ao serviço de proteção e atenção às famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social (violência física, psicológica, negligência, violência sexual, situação de rua, abandono). “Nosso programa de governo contém uma grande abrangência com relação às ações de assistên-

cia social. O foco é promover o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, a proteção da família, a autonomia e o protagonismo dos indivíduos e comunidades”, declarou Braga. O senador lembrou ainda que de 2003 a 2009, quando estava à frente do governo do Estado, trabalhou em parcerias com o governo federal para a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e que a assistência social ganhou maior organicidade entre seus serviços e benefícios, programas e projetos. Segundo ele, algumas diretrizes foram elaboradas para serem seguidas em seu governo, como a criação de uma nova cultura de humanização nas uni-

PROPOSTAS

Postulantes ao cargo de governador do Estado do Amazonas dizem o que pensam e quais as propostas e programas para o amparo dos menores que se arriscam nas ruas da capital dades de atenção ao cidadão que possa instaurar padrões de relacionamento ético entre gestores, técnicos e usuários. Acolhimento Já o candidato à reeleição, José Melo (Pros), pretende tirar essas crianças e adolescentes das ruas por meio da implantação de Centros de Referências da Assistência Social (Creas) a 24 municípios do interior, bem como serviços de acolhimentos de crianças a outros municípios. “Nosso programa prevê a implantação do Creas a 24 municípios que ainda não possuem o serviço. Assim como a instalação dos serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes em Coari, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus e Parintins e a criação de um sistema de notificação para regular o fluxo de encaminhamento de crianças e adolescentes a esses serviços”, destacou. Melo pontuou também a importância do fortalecimento familiar e do envolvimento da comunidade para afastar os jovens do mundo das drogas. “Queremos estabelecer um pacto. Trazer às famílias para

essa luta junto à comunidade, além de defender o programa Todos pela Vida, onde são envolvidas ações nas áreas de assistência social, segurança pública, educação, cultura e esporte. Com atividades nos bairros, envolvendo associações comunitárias, bairros e escola e, com isso, afastar os jovens das situações de droga e violência, oferecendo formação profissional e acesso à cultura, esporte e lazer”, salientou. Outro programa de assistência social previsto em seu plano de governo é a continuidade do programa Viver Melhor, iniciado no governo Omar Aziz (PSD), além da expansão dos Centros de Convivência da Família, com a construção de novas unidades em Manaus e no interior do Estado, que vai injetar mais recursos no Programa de Atendimento Itinerante (Barco PAI), com a permanência de barcos nas calhas dos rios Juruá e Purus, entre outros. Crianças se arriscam nas ruas de Manaus, em um verdadeiro malabarismo, para garantir o sustento de suas famílias

Creches e escolas de tempo integral Com uma proposta idealista, o candidato do PSTU, Herbert Amazonas, afirma que é preciso ter políticas públicas voltadas para esses jovens que vão desde creches, escolas de tempo integral e projetos culturais e esportivos para ocupar e afastar as crianças e jovens desse vício que destrói cada vez mais famílias e lares. O candidato criticou a gestão atual,

dizendo que o governo não tem feito sua parte. “Em nosso plano de governo, tratamos desse assunto no item educação, pois defendemos que é por meio da educação e de políticas públicas que atendam principalmente a periferia é que conseguiremos combater esse mal em nossa sociedade. Grande parte das famílias é desestruturada e é responsabilidade do

governo cuidar das nossas crianças e jovens, por meio de programas de esporte e cultura, além da educação e outros”, defendeu. A reportagem tentou contato com os candidatos, Chico Preto (PMN), Abel Alves (Psol) e Luiz Navarro (PCB), por meio dos contados 99XX-XX11, 99XX-XX81 e 91XX-XX89 respectivamente, mas as chamadas não foram atendidas.

RICARDO OLIVEIRA

No segundo tema proposto pelo EM TEMPO, os candidatos ao governo do Estado revelam suas propostas e programas para afastar os menores das drogas e da criminalidade


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Eleição do Photoshop:

candidatos cada vez mais bonitos

Candidato ao governo, Marcelo Ramos admitiu que fez pequenas alterações nas fotos de campanha. Assim como os candidatos a vereador Mirtes Salles e Mário Frota MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

O

Photoshop é uma ferramenta muito utilizada na publicidade. Com o soſtware, dá para modificar diversos aspectos de uma imagem – mexer o fundo da imagem, aumentar ou diminuir formas, acrescentar ou remover objetos e, inclusive, rejuvenescer a face de alguém. E é isso que muitos eleitores estão percebendo este ano, por meio das imagens de divulgação dos candidatos que circulam afixadas em carros e outdoors. Sem rugas, com sorrisos largos e dentes super brancos, tem candidato que parece que “remoçou” dez, 15 anos - e tudo sem passar pelo bisturi! O deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), candidato ao governo, diz que o tratamento das imagens é necessário, mas com ressalvas. “A pessoa tem que se apresentar bem para o eleitor, mas não pode descaracterizar. Tem gente que parece que faz

campanha com a cara de outro!”, declara. Em relação a si mesmo, Ramos diz que não admite mudanças drásticas. “Tenho uma cicatriz no queixo que aparece na foto – a minha não tem nenhum exagero. Aliás, estão dizendo até que, pessoalmente, sou mais bonito que no material da campanha. Se fizeram mudanças em mim, me enfeiaram”, ri. O vereador Mário Frota (PSDB), candidato a deputado estadual, se considera fotogênico e acredita que a foto tem que ser melhor que o “original”. “Eu sempre fui fotogênico – modéstia à parte. Na televisão, por exemplo, tem que passar pelo camarim, onde passam um produto na gente, porque a imagem tem que ser bonita. Então, quando você tira a foto, tem que buscar um bom profissional, que tenha uma técnica. Esse tratamento é normal”, opina, e completa: “o sujeito não pode sair pior do que é”. Em sua campanha, Frota diz que as imagens de divulgação passam pelo crivo da esposa e dos assessores mais próximos.

No entanto, o candidato lamenta os excessos de Photoshop nas revistas direcionadas ao público masculino. “Tenho um jornalzinho e, nas fotos que apareço na tribuna, não tem como alterar, mas a foto da capa é diferente,

RETOQUES

Para os candidatos Marcelo Ramos, Mirtes Salles e Mário Frota, o retoque nas imagens que serão usadas na campanha até é aceito se for feito de forma sutil, sem muitos exageros ou mudanças mais trabalhada. É aquilo que estava até comentando com uns amigos – quando era mais jovem, comprava a revista Playboy, porque além de apreciar as reportagens, via que as mulheres eram aquilo mesmo, bonitas e naturais. Mas depois que criaram o Photoshop, não dá nem

para saber se a mulher é de verdade. Tiram mancha, tiram celulite, tiram tudo. De repente é até uma mulher de 90 anos que modificaram tanto que ela parece que tem 20! A tecnologia faz mudar tudo”, diz. O mais incrível ainda é notar que quem mais sofre com os padrões de beleza impostos pela sociedade, a mulher, não sofreu alterações extremas. A deputada federal Rebecca Garcia (PP), candidata a vice-governadora, é uma em que é possível notar poucas alterações. Outra que também “corresponde à realidade” é Mirtes Salles, candidata a deputada estadual, que afirma ter recebido poucas alterações na sua imagem de campanha. “Mulher sofre uma pressão a mais para ficar bonita, mas tem que respeitar a idade. Quem tem 40 anos não pode parecer que tem 20 na foto da campanha, até porque é perigoso mexer muito e o eleitor não te reconhecer”, observa Mirtes. Ela diz que caprichou na hora da foto – fez cabelo,

maquiagem e escolheu uma roupa bacana, mas tudo adequado para a situação. “Tive sorte por escolher um bom fotógrafo, que trabalhou a luz. Mas não dá para ter excessos, cabelo e maquiagem de festa, essas coisas. Acho que mudar demais é propaganda enganosa para o eleitor. Aliás, nas caminhadas, vou de cabelo preso, tênis, uma roupa mais confortável por causa do calor, e tem gente que estranha, porque está acostumada a me ver de blazer, maquiada”, revela. Contra excessos, a candidata diz que programas como o Photoshop devem ser utilizados com parcimônia. “Tirar pequenos defeitos, ok. Mas tirar todas as rugas, acho demais. Tem candidato que só reconheci pelo nome e outro que parece estar usando um batom mais forte que eu!”, alfineta.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato irá participar de reunião interna com coordenadores da campanha.

MARCELO RAMOS

Candidato faz caminhada nos municípios de Urucurutuba e Itacoatiara.

CHICO PRETO

Candidato passará o dia em reunião com os coordenadores de campanha.

HERBERT AMAZONAS

Candidato não divulgou agenda de campanha para este domingo.

NAVARRO

Candidato fará visita a apoiadores de campanha pela manhã e à tarde tem reunião com a equipe de propaganda.

Candidato não terá agenda de campanha hoje.

ABEL ALVES Candidato fará caminhada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, e no fim da tarde caminhada no núcleo 16 do bairro Cidade Nova, Zona Norte.


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LUIZ NAVARRO

‘AINDA existe esperança PARA A POLÍTICA’

FOTOS: DIEGO JANATÃ

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

Ú

ltimo candidato ao governo do Amazonas entrevistado na série “Com a Palavra”, dedicada ao período eleitoral, o comunista Luiz Navarro (PCB) enumera os projetos que possuem destaque no plano de governo do partido comunista, que pretende liderar o Estado, com a colaboração popular. De acordo com Navarro, o objetivo da legenda é marcar presença, dando ao eleitor possibilidade de mudar a fase da política local. Construtor Civil, Luiz Navarro participa pela terceira vez da corrida pelo governo do Amazonas. Na entrevista concedida ao EM TEMPO, Navarro defendeu mudanças no modelo Zona Franca e destacou a intenção de estatizar o transporte público do Estado.

O PCB sempre teve seus ideiais e quando chegou o processo eleitoral, percebemos que não tínhamos dentro da nossa legenda pessoas capacitadas para disputar o governo, por isso, coloquei meu nome na disputa novamente. Eu acredito na mudança”

EM TEMPO - Quais os motivos que o levam a participar mais uma vez da disputa pelo governo do Estado? Luiz Navarro – Sempre tivemos nossos ideais e quando se aproximou o período do pleito, percebemos que não tínhamos no partido pessoas formadas com capacidade suficiente de enfrentar uma eleição. Vimos que duas mulheres assumiram o poder no Amazonas, a desembargadoras Maria das Graças Figueiredo e Socorro Guedes, e achamos que alguma coisa pode ser diferente a partir daí. A mulher é mais sensível pra determinadas coisas, e principalmente essas duas desembargadoras que são éticas em suas funções. Com todas essas mudanças, para mim, ainda existe esperança para a política. EM TEMPO - Levando em

consideração a experiência adquirida em sua vida pública, o senhor identifica alguma diferença entre os últimos pleitos e o atual? LN - Temos um grupo político no poder há 33 anos, e qualquer um dos dois candidatos que estejam destacados na liderança vão continuar com a mesmice sem modificar coisa nenhuma no Estado, porque não interessa a eles fazer modificações. Então, não tenho como apontar muitas mudanças. EM TEMPO - O que pode ser considerado destaque no plano de governo do Partido Comunista Brasileiro, no Amazonas? LN - O transporte fluvial é um dos destaques no nosso plano de governo, porque nós pretendemos separar transporte de carga do de passageiros. Os grandes acidentes no Amazonas são motivados por essa mistura dos dois. Pretendemos adquirir barcos velozes para que possamos encurtar a distância de Manaus e as cidades do interior. Mais destaque ainda é a proposta que visa estatizar o transporte coletivo rodoviário, e o transporte coletivo fluvial para aplicar a tarifa zero. Só o Estado tem a condição de adquirir veículos que possam levar conforto tanto à população que viaja de modo fluvial, quanto à que viaja no modo rodoviário. EM TEMPO - Na sua perspectiva, quais são os principais gargalos do Estado? LN - A mobilidade urbana na capital. Tenho certe-

za que o “entravamento” do tráfego, com ônibus se movendo a 10 quilômetros por hora, deixará a economia extremamente prejudicada. Por isso, este será um dos principais problemas que vamos resolver, associados com o prefeito de Manaus. EM TEMPO - Então, caso seja eleito, o senhor será favorável a uma ação conjunta com o Executivo municipal? LN - Não gosto do termo ação conjunta porque isso é muito repetitivo. Eu prefiro associação. É claro que vamos sentar e conversar para verificar as necessidades de Manaus. Meu governo será feito por meio de conselhos populares, não podemos deixar privatizado o transporte porque o objetivo do empresário é o lucro e deixá-lo concentrado em sua mão. O lema do meu governo será dar conforto à população. EM TEMPO - Houve uma tentativa de se montar um “blocão” entre os partidos de esquerda, mas a ideia não ganhou força. Por que a esquerda do Amazonas não consegue estabelecer essa união? LN - Existem muitas divergências no modo de fazer política. O modo do PCB é um modo, onde se vê que o capitalista vem enganando o trabalhador com um chavão de que é preciso fazer o bolo econômico crescer para depois distribuir, e durante os meus longos anos de vida eu nunca vi empresário distribuir nada. Ele sempre enriquece e o trabalhador só empobrece, então nós precisamos mudar isso. Está provado que o sistema capitalista está falido, o mundo deu exemplo porque os ricos só mantiveram seus

privilégios com os impostos da população. Acabou a falácia deles de que o mercado regularizaria tudo. EM TEMPO - Recentemente, o prazo de validade do modelo Zona Franca foi prorrogado por mais 50 anos. Mas é evidente que o Estado precisa de outros modelos econômicos para fazer com que o ribeirinho não tenha que sair da sua terra por falta de opções de emprego. O que a sua campanha encara como nova alternativa econômica para o Amazonas? LN - O modelo Zona Franca está errado. Eu votaria pela Zona Franca? Sim. Eu votaria. Mas esse modelo só tem enriquecido os industriais, eles não se preocupam com o desenvolvimento do Estado, não se preocupam com a melhoria de condições de trabalhador, haja vista, os baixíssimos salários. A população amazonense pouco recebe de benefícios desses industriais. É necessário que com conselhos de desenvolvimento econômico, nós possamos encontrar uma forma de fazer com que os empresários passem a pagar melhores salários e a contribuir com o desenvolvimento do Estado. Precisamos reforçar através da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), o setor primário. Voltarmos à vista para os nossos processos antigos de exportação de castanha, juta, borracha. Temos que voltar as vistas para o extrativismo, que é onde está nossa riqueza. Queremos incentivar a exploração do nióbio, que por sinal tem jazida incomensurável. Não entendo por que o Governo não coloca isso às claras, parece até que o nióbio está sendo explorado às escondidas.

Temos um grupo político no poder há 33 anos, e qualquer um dos dois candidatos que estão destacados na liderança vão continuar com a mesmice sem mudar coisa alguma”

O transporte fluvial é um dos destaques no nosso plano de governo. Pretendemos adquirir barcos velozes para que possamos encurtar a distância de Manaus ao interior”


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Militante do PSDB produziu vídeo falso de ex-presidente

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Vai ser como massa de pão: quanto mais baterem, mais ela sobe” DEPUTADO JÚLIO DELGADO (PSB-MG), otimista com os números de Marina nas pesquisas

Apresentar preso ao juiz em 24 horas prejudica o réu O projeto de lei do Senado que obriga a apresentação de presos em flagrante a um juiz, no prazo máximo de 24 horas, é no mínimo impraticável, por atentar contra o direito de defesa do réu, além do “incomensurável custo de deslocamento”, segundo entendimento de pelos menos duas entidades que representam os profissionais envolvidos no assunto: as associações de Magistrados do Brasil (AMB) e de Delegados (Adepol). Chovendo no molhado Relator, o senador Humberto Costa (PT-PE) nem percebe que o projeto é inócuo: prisões já são notificadas imediatamente ao juiz e para a família. Impraticável Em julho, se essa lei existisse, só em São Paulo seriam necessárias mais de 350 audiências por dia com juízes, para apresentar presos. Pernas curtas Entidades de juízes e delegados negam que a Convenção de Direitos Humanos determine apresentação ao juiz em 24 horas, como diz o projeto. Só um factoide No Senado, o projeto é recebido com reservas pela estranha pressa da ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos), ansiosa por uma “bandeira”. Marina ‘bomba’ em pesquisas e nas redes sociais Nas pesquisas e nas redes sociais, os eleitores mal conseguem esconder o encantamento pela candidata do PSB a presidente, Marina Silva. Além da pesquisa Datafolha de sexta-feira, que aponta

seu crescimento estonteante, ela lidera os números nas redes sociais. Sua página oficial no Facebook, de longe a mais acessada nos últimos dias, acumulou quase 700 mil “curtidas” desde a morte de Eduardo Campos. Até no Twitter Marina (PSB) e Dilma (PT) são mencionadas no Twitter entre 30 e 60 vezes por hora. Já Aécio (PSDB) não passa de dez menções. Fenômeno No Facebook, Marina rivaliza com grandes páginas da rede: acumulou 280 mil “likes” na última semana. A página oficial do Barcelona, 400 mil. Decepção O ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa prometeu barbarizar no Twitter, mas até agora tem só 30 mil seguidores. Traições a galope Perplexos com o crescimento da candidatura de Marina Silva, agora empatada em primeiro lugar nas pesquisas com Dilma Rousseff, petistas ilustres já começam a buscar “convergências” com ela. Diferenças Marina foi chamada de “Lula de saias” por José Dirceu, até porque sua trajetória é semelhante à do ex-presidente, mas só na origem humilde. Ela aprendeu a ler só aos 16 anos de idade, mas, além disso, e ao contrário de Lula, tomou gosto pelos estudos e pela leitura. É Brasil, Marina Quando lhe contaram, sexta-feira, que tinha 34% no Datafolha, empatando com Dilma, Marina Silva achou que os números se referiam somente a São

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Jornalista

Blogueiro filiado aos tucanos colocou na internet vídeo em que ex-presidente Lula pede voto para a presidenciável Marina Silva REPRODUÇÃO

Paulo. “É Brasil?”, exultou. Mal acreditava. Projetos de presidente O votenaweb.com.br, que avalia o trabalho de políticos, classifica Aécio (PSDB) como o de melhores projetos entre os presidenciáveis, 88% de aprovação. Dilma, 82%. Marina teve só dois projetos no Senado. Esforço desconcentrado Apesar do número de sequestros relâmpago disparar em todo o país, está parado na Câmara o projeto 6.726, que autoriza as operadoras a informar a localização de celulares às polícias, mediante requisição. Faz sentido O site da Secretaria Geral da Presidência foi infectado por um vírus. Ao ser acessado, o domínio www. secretariageral.gov.br é congelado, com o aviso: “invasores podem estar roubando suas informações”. Obstrução à vista Na pauta do “esforço concentrado” da primeira semana de setembro está prevista a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que anula a criação dos “conselhos populares”. O PT promete obstruir. Promessa é dívida De 2007 a 2013, o governo federal diz ter investido R$ 9 bilhões em creches, mas das 6.427 prometidas pela então candidata Dilma (PT), na campanha de 2010, ela só entregou cerca de 500. Pensando bem... ...em vez da frustração porque não lhe faziam perguntas, no debate da Band, Luciana Genro (PSOL) deveria se sentir frustrada por sua carência de votos.

PODER SEM PUDOR

Cruel recepção Duas dezenas de jornalistas aguardavam no aeroporto Santos Dumont, no Rio, a chegada de Ulysses Guimarães, candidato do PMDB à Presidência da República, naquele ano de 1989. Mas, no desembarque, eles se depararam com outro candidato, Aureliano Chaves (PFL), que chegara antes. As chances dos dois eram mínimas, mas Ulysses sempre gerava boas notícias, ao contrário de Aureliano. Ninguém se mexeu e a saia já era demasiado justa quando o pefelista pediu: - Sei que vocês esperam o Ulysses, mas podem perguntar que eu falo. Como jornalista é bicho muito mal-educado, ninguém perguntou nada e Aureliano foi embora, cabisbaixo e constrangido.

Na peça publicitária falsa exibida, o ex-presidente Lula recomenda o voto em Marina Silva

M

otivo de desentendimento entre as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), o vídeo falso em que o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece declarando apoio à candidata pessebista tem como autor um blogueiro filiado ao PSDB. Leandro Lima do Nascimento, 26, admite ter sido o responsável pela montagem, mas afirma não ter tido intenções eleitorais com ela. Segundo ele, seu site é humorístico e isso está claro em várias mensagens na página. Postado no YouTube na noite de quarta-feira (27), o vídeo veio à tona no dia seguinte e é uma edição feita a partir de peça publicitária da candidata ao Senado Marina Sant’Anna (PT-GO). Lula aparece dizendo: “Eu conheço a Marina há

mais de 30 anos. Por isso, tenho certeza de que ela é hoje a candidata mais preparada para ajudar a combater as desigualdades sociais”. No original, o tre-

MONTAGEM

Leandro Nascimento, 26, admite ter sido o responsável pela montagem, mas afirma não ter tido intenções eleitorais com ela. Segundo ele, seu site é humorístico e isso está claro em várias mensagens na página cho termina com “em Goiás” - palavras suprimidas na montagem. Vídeo “Vi o vídeo da candidata a senadora Marina e vi a oportunidade de fazer uma

piada”, diz Nascimento, que é natural de Porto Alegre do Norte (MT), mas mora em Goiânia. “É pela piada, pela brincadeira. Como se diz na internet, pela zoeira”. Questionado pela “Folha” sobre sua filiação partidária, o blogueiro a princípio negou fazer parte de qualquer sigla. Entretanto, os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram Nascimento como integrante do diretório mato-grossense do PSDB. Confrontado com a informação, Nascimento disse: “Já fui filiado a partido, mas hoje não estou filiado”. “Acredito que na política partidária brasileira tanto faz quem ganhar que é a mesma coisa”.

Candidatas pedem apuração policial Após a repercussão do vídeo falso, tanto a campanha de Dilma como a de Marina defenderam inquérito para apurar a autoria da peça. A montagem já foi retirada do ar pelo Google,

controlador do YouTube, a pedido da coligação liderada pelo PT. Os petistas também entraram com ação no TSE por propaganda eleitoral irregular e pediram que o MPE

(Ministério Público Eleitoral) investigue o caso. Em nota, o PSB definiu o vídeo como “tosco e fraudulento” e afirmou que recorreria às mesmas instituições para descobrir o autor.

EBC

FREIRE

Dirceu: ‘cientista político da Papuda’ O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, partido que compõe a chapa da campanha presidencial de Marina Silva (PSB), classificou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como “cientista político da Papuda”. A declaração foi dada durante lançamento oficial do programa de governo da pessebista, em São Paulo. Ao ser perguntado sobre o que achava sobre a declaração do ex-ministro, de

que Marina Silva seria “um Lula de saias”, Freire se recusou a fazer qualquer comentário, apenas indagou, sorrindo: “o cientista político da Papuda?” Dirceu foi condenado no processo do mensalão do PT e cumpre pena de 7 anos e 11 meses em regime semiaberto pelo crime de corrupção ativa. De novembro do ano passado ao início de julho deste ano, porém, o ex-ministro ficou preso em regime fechado no

complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Outros políticos presentes no evento, entretanto, comentaram a frase de Dirceu. O presidente do PSB, Roberto Amaral, disse ter gostado da comparação. “Entendo como um elogio. O Lula é um grande homem e um grande político. Agradeço ao José Dirceu pela comparação”, afirmou Amaral, que foi ministro da Ciência e tecnologia do governo Lula de janeiro de 2003 a 2004.

O deputado Roberto Freire é presidente do PPS, partido da chapa de Marina Silva, do PSB


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Deputados evitam faltas após corte nos salários

IONE MORENO

Após pressão, parlamentares evitam faltar as sessões plenárias. Cada dia sem ir ao plenário custa R$ 668 ao bolso

Determinação do presidente da casa é para evitar o chamado “recesso branco” aos parlamentares, que costumam se dedicar nas campanhas eleitorais e acabam deixando o trabalho no plenário JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

D

acompanhar de fato a sessão e ouvir os discursos dos colegas. E isso para mim, não é novidade, só que no período eleitoral as coisas ficam mais claras. Isso é ruim, pois somos obrigados a estar presentes na Assembleia apenas nas terças, quartas e quintas-feiras,

DESCONTO

Na semana passada, o presidente da Assembleia, Josué Neto, declarou que os parlamentares que faltaram as sessões pediram para serem descontados na folha o valor de R$ 668,00 por dia de 9h a 12h”. A justificativa apresentada por Adjuto Afonso foi à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, que aconteceu entre os dias 12,13 e 14 deste mês. Sinésio Campos, que é presidente da

DIVULGAÇÃO

esde que o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), anunciou o desconto em folha das faltas não justificadas pelos parlamentares, nove deles registraram ausências justificadas junto à mesa diretora. A determinação de Josué começou a valer no último dia 7, e visa combater o chamado “recesso branco” durante o período eleitoral, onde as cadeiras da casa estão em jogo. Dentre os deputados que computaram faltas estão Marcelo Ramos (PSB), candidato ao governo do Estado, (quatro faltas); Adjuto Afonso (PP), (três faltas); Sinésio Campos (PT), Wilson Lisboa (PCdoB) e Arthur Bisneto (PSDB) (com duas faltas); Sidney Leite (DEM) e Luiz Castro (PPS) (com uma falta). No caso de Ramos, em todas as situações ele solicitou a não remune-

ração pelos dias de sessão plenária perdidas. Questionado pela reportagem, o candidato socialista ao governo reconheceu as faltas, ressaltando que o mês foi atípico em sua folha de frequência. Segundo ele, os dias foram utilizados para acompanhar a missa de 7º dia em homenagem ao então presidenciável, Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo no interior de São Paulo, e a apresentação de Marina Silva (PSB), como candidata da sigla após o ocorrido. “Reconheço que faltei, e por isso solicitei por meio de documento protocolado junto à mesa diretora, que as diárias fossem descontadas do meu salário. Mesmo assim, penso que tenho crédito na casa, pois nunca faltei”, criticando os colegas que apresentam presença no painel eletrônico, entretanto não participam das discussões em plenário. “Tem muito colega que tem o nome estampado no painel, mas não tem a dignidade de

Filha de Chico Mendes disse que não votará em Marina

Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, alegou que suas faltas estão relacionada às atividades externas da comissão, uma delas realizada no município de Autazes no último dia 26. Wilson Lisboa (PCdoB), vicepresidente da Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social e Trabalho, declarou que nos dias 19 e 27 precisou se ausentar por conta de uma visita ao hospital Francisca Mendes, localizado na Zona Norte de Manaus e posteriormente por razões pessoais. O deputado estadual Arthur, dia 19 e 27, justificou, mas não explicou os motivos para as faltas, apenas solicitou o não pagamento das diárias. A exemplo de Adjuto Afonso, Sidney Leite remeteu à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, realizada no Rio de Janeiro, o motivo da sua falta. O representante do Partido Popular Socialista (PPS), Luiz Castro, informou que precisou

se ausentar para participar de reuniões políticas em Brasília. “Para tratar de assuntos de interesse do legislativo”. Francisco Souza (PSC) faltou no último dia 20 e pediu que a remuneração do dia não lhe fosse concedida. Seu colega Ricardo Nicolau (PSD) justificou a necessidade de cumprir agenda fora da capital, mas não forneceu maiores informações. A reportagem tentou contato com todos os parlamentares citados na matéria, mas até o fechamento desta edição apenas Marcelo Ramos atendeu as ligações. Para embasar o texto foram utilizados dados disponibilizados no portal da transparência mantido pela Aleam na internet. Desconto em folha De acordo com declarações do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), qualquer deputado que faltar as sessões plenárias que ocorrem regimentalmente de terça as

quintasfeiras, de 9h às 12h, terá um desconto de R$ 668,00 no seu salário. Josué que também é candidato à reeleição, sustentou que não será conivente com o “recesso branco”. E pediu aos colegas que tenham consciência e responsabilidade com o mandato vigente. “Não há motivos para polemizar. Afinal de contas, um deputado é um funcionário como qualquer outro e se faltar tem que haver desconto por dia não trabalhado”, falou. Para minimizar os impactos do processo eleitoral no dia a dia da casa, o próprio parlamentar já especulou uma possível mudança nos dias de sessão. O desconto autorizado por Josué está previsto no regimento interno da Aleam, o salário de um deputado é de R$ 20.042,35.

FILHA DE CHICO MENDES

Marina é um ponto de dúvidas Filha do líder seringueiro Chico Mendes, Angela Mendes reagiu, ontem, à declaração da candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, que disse, durante debate da Band, que o ambientalista era “parte da elite”. Angela disse acreditar que a declaração não passou de “uma infeliz comparação”. No entanto, ela faz críticas ao plano de governo da candidata e alegou que Marina “é um enorme ponto de interrogação” e garantiu não que ela não é sua candidata. Eu respeito Marina pela

sua trajetória de luta, como tantas outras mulheres e homens batalhadores, que tiveram que vencer grandes barreiras para vencer na vida, mas o fato dela ter tido uma história de luta com meu pai e ser acreana, como eu, não a capacita para ser presidente do Brasil, não neste momento. Porque, para mim, até agora tudo que ela disse são incógnitas. Ela tem um plano bem utópico, mas não mostrou como vai fazer para chegar lá, que propostas concretas tem para alcançar essa utopia de um Brasil que

ela imagina que vai conseguir fazer”, destaca. Outro ponto levantado por Angela é o questionamento sobre “a nova política” que Marina pretender fazer. “O Brasil não está preparado para este novo modelo que Marina quer impor até porque ela quer um novo a partir de um conceito antigo, inclusive eu me perco nos conceitos dela de política nova e tudo que se refere ao programa de Marina é uma incógnita”, diz. De acordo a filha do líder, as propostas não estão claras, mas garante

que o respeito para Marina continua inabalável. “Jamais ninguém vai ver eu fazendo comentário desrespeitoso a ela, mas não concordo com a política dela”, destaca. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC), também reagiu para as declarações da candidata. Em nota, a categoria destaca ainda que não concorda com a política ambiental defendida por Marina enquanto ministra do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008, e ainda idealizada por ela nos dias atuais.


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MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Redes sociais movimentam opiniões sobre eleições Cada vez mais, a ferramente cybernética está incerida nas campanhas e dividindo opiniões RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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a noite da última quinta-feira (28), 22h, o candidato ao governo do PSB, deputado Marcelo Ramos, aparece no topo da lista dos assuntos mais comentados pelos usuários amazonenses do microblog Twitter, seguido de Abel Alves (Psol) e do governador José Melo (Pros). Os chamados ‘tuiteiros’ acompanhavam, na ocasião, o primeiro debate entre os candidatos, realizado na TV Band, ao passo em que expressavam as mais diversas opiniões sobre os embates. Ferramentas que ganham todos os dias novos milhares de adeptos, as redes sociais são, nestas eleições, os principais meios por onde jovens e adultos do Amazonas expressam opiniões sobre a disputa pelo governo. O terreno virtual, no entanto, é alvo estratégico das campanhas, que usam as ferramentas para mobilizar cabos eleitorais, além de disseminar e combater críticas a adversários. Somente durante o primeiro embate entre os candidatos, pelo menos 3 mil ‘tuítes’ (mensagens) foram publicadas na ferramenta

por centenas de usuários. O levantamento da report a g e m sobre a movimentação dos internautas durante a campanha eleva

TUITAÇO

Somente no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Amazonas, pelo menos 3 mil “tuítes” foram publicadas nas redes sociais. Movimentação ficou entre Marcelo Ramos e José Melo esse número a um patamar ainda maior. Desde o início da campanha, em julho, pelo menos 20 mil usuários citaram o nome dos principais candidatos no Twitter. Para o escritor e sociólogo aposentado Francilmar Mendes, as redes sociais proporcionam a jovens e adolescentes uma sensação de segurança para se envolver em diversos assuntos, entre eles, a polí-

tica. “Um grande número de internautas comentando sobre política não significa que eles são engajados politicamente. Em um terreno que eles já conhecem, o virtual, não há limites. Somente liberdade”, afirmou. Terreno virtual onde informações negativas podem ganhar proporções imensuráveis, as redes sociais estão, nestas eleições, no centro das atenções dos comitês de campanha dos candidatos. A movimentação de opiniões e informações publicadas é alvo constantes monitoramentos pelas equipes de campanha. Nesse setor, trabalham equipes de marketing e advogados, prontos para mover ações contra ataques de adversários. Professor de direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Barcelos Júnior Mesquita, afirma que os ataques cibernéticos não representam mais novidades à Justiça, que já tem direcionamentos rápidos para as ações movidas. “A Justiça eleitoral já tem grande experiência nessas questões e os advogados sabem de que forma protestar a favor de seus clientes. Ações desse tipo recebem rápidas respostas”, afirmou.

Candidatos viram ‘meme’ Em terreno virtual, tudo pode virar piada. Minutos depois de qualquer acontecimento, milhares de imagens contendo tiradas humorísticas podem se espalhar na rede e se emplacarem como novos ‘memes’, aquelas montagens engraçadas que viram febre nas redes sociais. O caso mais recente aconteceu exatamente após o debate da última sexta-feira. Milhares de internautas comentaram sobre o candidato do PMDB, senador Eduardo Braga, que ouviu de Marcelo Ramos a frase: “você pode até criticá-los, mas tem que fazer ajoelhado no milho”. Minutos depois, blogueiros amazonenses já espalhavam montagens de Braga, Melo e o ex-governador Omar Aziz (PSD) cumprindo a sugestão do socialista. Usuários assíduoes das redes sociais ouvidos pela

reportagem afirmaram que, mesmo com empenhados comitês de campanha, os candidatos não conseguem controlar a movimentação em terreno virtual. “Eles podem até ter equipes para monitorar, mas, com certeza, não há como controlar centenas de adolescente comentando ou fazendo piada sobre eles”, afirmou Beatriz Domingues, estudante de jornalismo. Prioridades O analista de mídias sociais, Jhonatas Ballut, confirma a constatação de Beatriz e afirma que os usuários tendem a priorizar comentários engraçados ou criativos. “Não é comum ver usuários elogiando políticos gratuitamente. Ou fazem piadas, ou tecem comentários críticos e criativos. Os elogios ficam por conta do batalhão virtual dos candidatos”, afirmou.


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Igrejas não são ‘currais eleitorais’, afirma CNBB

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Cardeal Raymundo Damasceno afirma que igrejas não devem influenciar os eleitores nas escolhas dos seus candidatos

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segunda colocada nas recentes pesquisas de intenções de votos e venceria a presidente Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno. “O eleitor deve conhecer suas propostas, seu passado, seu projeto de governo. Não fazemos essa acepção de pessoas. Temos que escolher o melhor candidato pensando no Brasil, e não em interesses pessoais ou de grupos. Cristão ele é como cidadão, tem os mesmos direitos e deveres e, como tal, tem que participar da vida política”, afirmou. Dom Damasceno cobrou que os candidatos atuem na política de forma “coerente com os seus princípios”. “Tem que manifestar sua fé em sua vida social, no trabalho, e atuar pensando no bem do país. Não fazemos discriminação.” A CNBB vai realizar no dia 16 de setembro, em Aparecida (SP), debate com os sete candidatos à Presidência da República com

Não fazemos nenhum curral eleitoral. Orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais em nossos templos. A liberdade é fundamental. Raymundo Damasceno, presidente CNBB

melhores colocações nas pesquisas de intenções de votos. Foram convidados, além de Marina, a presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC) e Luciana Genro (Psol). A entidade ainda não confirmou a presença de todos, mas dom Damasceno disse esperar

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presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno afirma que as igrejas não são “currais eleitorais” e não devem influenciar os eleitores nas escolhas dos seus candidatos nas eleições de outubro. Dom Damasceno disse que a Igreja Católica não faz “distinção” de candidatos por sua religião, nem pede que os católicos escolham nomes ligados à sua opção religiosa. “Não fazemos nenhum curral eleitoral. Orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais em nossos templos. A liberdade é fundamental”, afirmou. Questionado sobre a candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência, que é declaradamente evangélica, o cardeal disse que os fiéis são “livres” para escolherem seus candidatos, mas devem fazê-lo de “maneira consciente”. Marina aparece como

Aeronave usada por Eduardo Campos será investigada

que compareçam para que possam apresentar seus posicionamentos sobre temas considerados importantes para os cristãos. Oportunidade “A finalidade é proporcionar aos nossos fiéis a oportunidade de conhecerem melhor os candidatos para que possam exercer com consciência e responsabilidade os seus direitos. A CNBB não toma posição político-partidária, ajuda o eleitor a tomar sua decisão livremente, conscientemente.” As perguntas serão formuladas por bispos da CNBB e por jornalistas de emissoras católicas. Haverá também confronto direto entre os candidatos no quarto bloco do debate.

Reforma política é a questão A CNBB pretende conquistar apoio dos candidatos ao projeto de lei, de iniciativa popular, com mudanças no sistema político nacional. A proposta inclui temas como o financiamento público exclusivo das campanhas, regulamentação das consultas populares na Constituição (o plebiscito e o referendoampliação da participação feminina na política e implementação de dois turnos de eleições) um para os eleitores escolherem os programas partidários e outro para a escolha dos candidatos. A entidade espera reunir 1,5 milhão de assinaturas para formalizar a apresentação da proposta no

Congresso Nacional e vai intensificar a coleta de apoio nas festividades do 7 de setembro. O projeto de lei tem o apoio de outras entidades, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral. “Vamos ver se o Congresso se sensibiliza com a reforma política. Queremos evitar que o poder econômico tenha esse papel, que ele não participe do financiamento das campanhas. Os partidos se assemelham uns aos outros aí fica difícil para o eleitor saber o que o candidato defende, o que propõe para o país”, afirmou o cardeal.

PROCURADORIA

Uso de avião por Campos é investigado O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, instaurou um procedimento preparatório eleitoral para investigar a prestação de contas do PSB sobre a utilização do jato Cessna 560XL por Eduardo Campos, então candidato do partido à Presidência, que sofreu um acidente no último dia 13 matando sete pessoas. O uso da aeronave não havia sido informado à Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral quer apurar se o uso do avião respeitou a legislação no que trata da prestação de contas parcial das candidatu-

ras. Neste caso, a arrecadação e gastos de campanha devem ser informados. A Procuradoria vai solicitar ao comitê de campanha do PSB a documentação que comprove a movimentação financeira para a utilização da aeronave na campanha presidencial. O partido terá de encaminhar ao Ministério Público recibos eleitorais que comprovam a prestação de contas parcial. Também vai pedir à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre quem possui a propriedade do avião.

Suspeitas Há suspeitas de que a AF Andrade, proprietária do avião, tenha usado recursos de empresas fantasmas para comprar o jato. Uma das hipóteses é que o dinheiro usado para adquirir a aeronave seja caixa dois dos empresários ou do próprio PSB. As revelações foram feitas pela revista “Veja” e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. “Surge relevante a apuração dos fatos noticiados pela grande mídia tendo em conta a resolução 23.406/2014 do Tribunal Superior Eleitoral quanto a arrecadação e gas-

tos de recursos de campanha para as eleições de 2014, sendo atribuição do Ministério Público Eleitoral a estrita observância da aludida norma, especialmente em se tratando de disputa ao cargo de presidente da República”, defendeu Janot em parecer que determinou a instauração da investigação. De acordo com o MP, documentos entregues à Polícia Federal pelos representantes da AF Andrade informam que a aeronave teria sido vendida para três empresários pernambucanos e parcelada em 16 depósitos bancários.


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TSE assegura que as urnas não são totalmente seguras EBC

Tribunal diz que os mecanismos para evitar sabotagens na eletrônica “nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude”

Especialistas e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitem que as urnas eletrônicas não possuem dispositivos que assegurem totalmente a integridade das informações contidas

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cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica “nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude”, mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria. “O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude.

Tais barreiras nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque”, afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE. O funcionário do TSE também reconhece que “é incorreto afirmar categoricamente que um sistema seja totalmente seguro” e “igualmente incorreto afirmar que ele seja totalmente inseguro”. Segundo Janino, o sistema eleitoral é dinâmico e é aprimorado

quando exposto a riscos. Testes públicos O TSE realizou testes públicos para analisar a confiabilidade da urna eletrônica apenas duas vezes, em 1999 e 2012. Uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) descobriu uma lacuna no sistema de segurança no último exame. Embora a tecnologia evolua com o tempo, o tribunal não permitiu novos testes públicos. “É importante também deixar claro que há um compromisso entre segurança e custo. Como exemplo, se me desloco de carro da minha casa para o trabalho e ganho um salário de R$ 1 mil/mês, não faria sentido eu gastar mais de R$ 1 mil/ mês para, por exemplo, comprar um carro blindado ou contratar uma escolta. Em suma, as barreiras devem ser implantadas de

acordo com riscos e vulnerabilidades reais e não baseado em suposições infundadas”, completou Janino. Suspeitas de fraudes Questionado sobre o histórico de suspeitas de fraude, o TSE reconheceu que algumas ocorrências foram identificadas. “Há alguns casos de suspeição de fraudes, invariavelmente levantadas por candidatos derrotados no pleito. Todas as denúncias formalizadas foram devidamente apuradas e consideradas improcedentes pelas instituições competentes que realizam as perícias”, respondeu Janino sobre casos suspeitos. O tribunal, no entanto, não respondeu quantos casos são suspeitos e de que forma se procedeu a investigação que julgou os casos improcedentes.

Mecanismos são monitorados Ainda sobre os mecanismos de segurança, o TSE afirma que o sistema pode ser fiscalizado por agentes do Ministério Público ou por partidos. “A versão oficial dos soſtwares de cada eleição é assinada digitalmente”, disse Janino. Para o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, supervisor do Fórum do Voto Eletrônico, a técnica não impossibilita ataques de pessoas. “O Bruce Schneier, um dos cinco mais conhecidos e premiados criptógrafos e autor dos livros mais vendidos sobre segurança em TI, em seu livro ‘Segurança.com’ disse uma frase significativa: ‘Se

você acredita que a tecnologia pode resolver seus problemas de segurança, então você não conhece os problemas e nem a tecnologia.’ Ele escreveu isso para explicar que concluiu que segurança de sistemas tem a ver com as pessoas que operam o sistema e não com as tecnologias adotadas”, defendeu Brunazo Filho. O engenheiro também cita o Ph.D. Ronald Rivest. “Ele é o inventor da técnica de assinatura digital que o TSE usa, e nega que sua técnica seja suficiente para garantir, por si só, a integridade do soſtware em sistemas eleitorais”, disse.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Raphael Lobato Assessorias

REVISÃO Dernando Monteiro Gracicleide Drumond João Alves

DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz, Klinger Santiago, Kleuton Silva, Marcelo Robert e Pablo Filard

Mário Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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