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Eleições 2014 - 25 de agosto de 2014

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

‘Marina não é 100%, mas agrada aos evangélicos’ Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas avaliam a candidata como opção para “os irmãos” EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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la não é 100% entre eles. Mas, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, deverá alcançar pelo menos a maioria dos votos da massa evangélica amazonense. A afirmação é do presidente interino da Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas (Omeam), primeiro vice-presidente pastor Oberlan Reis, que justificou a sua afirmativa pelo fato de a candidata também ser evangélica. Presidente doMinistério Apostólico Peniel, localizado no bairro Novo Israel, Zona Norte, Reis disse acreditar que a partida de Eduardo Campos, ex-governador do Estado de Pernambuco, morto em acidente trágico, no último dia 13 de agosto, mexeu com o cenário político do país. Segundo ele, a maioria dos ministros das diversas congregações ligadas à Omeam já avaliava a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, como “um governo que não pudesse mais ajudar o povo brasileiro”. “O Brasil precisa de uma mudança. O Eduardo (Campos) seria uma boa opção. Agora com Marina fortaleceu esse pensamento. Ela não é 100%, mas é a maioria, 50 mais um, por conta de ela ser evangélica”, disse. Mesmo não sendo totalidade, Reis observou que a candidata representa o discurso evangélico em temas, como o aborto e a educação sexual. “São temas que mexem com a nossa doutrina”, apontou. Ele afirmou que nesse momento a Omeam é neutra. “Até porque nossas lideranças ainda têm seus próprios pensamentos. A Omeam nunca direcionou e não vai direcionar. Talvez num futuro, com uma unidade melhor que Marina poderá representar, desde que tenha o mesmo sentimento que nós, povo de Deus, temos”, avaliou. Para o pastor da Igreja Batista Emanuel, do bairro São José 1, Zona Leste, Sérgio Felizardo, a

tomada de Marina da cabeça de chapa do PSB, depois da morte de Campos, foi uma providência divina. “Vejo que a eleição de Marina Silva possa ser uma intervenção direta de Deus sobre a política brasileira”, sugeriu. Otimismo Felizardo, que disse não se posicionar contrário ao debate político junto com a religião, desde que um não interfira no outro, é mais otimista com relação à candidatura de Marina no

NUMEROSOS

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MILHÃO

É a população evangélica pela Omeam em Manaus, com base nos dados da última Marcha para Jesus meio evangélico. “Acredito que pelo menos de 90% dos evangélicos, aqueles que não têm laços partidários, vão seguir com Marina. Até a morte de Eduardo não acreditava nisso, mas agora eu acredito”, sustentou. ‘Grata alegria’ O pastor Cristiano Costa do Mistério Apostólico Peniel, disse que a congregação recebeu a mudança no cenário político eleitoral “como uma grata alegria, não pela perda do irmão Eduardo, mas pela confirmação do nome de Marina”. “De certa forma ela se torna, além de uma representante do povo brasileiro, a liderança política do povo evangélico para defender as questões religiosas. Por isso estamos disponíveis a ajudá-la”, comentou o apóstolo.

Sem voto de cajado e país laico O administrado Jossimar Ferreira, 24, coordenador da Rede Fale, grupo que trabalha campanha contra o voto de cajado dentro das igrejas evangélicas do Amazonas, observou que, se Marina vencer o processo eleitoral ela deverá olhar o país por sua diversidade cultural, por um Estado laico. “Sendo evangélica ou não, precisamos de um país para todos. Uma pessoa que se coloca como candidato para o país precisa ser presidente não só dos evangélicos, mas de toda uma nação”, defendeu. A pouco mais de um ano no Amazonas, a Rede Fale que nasceu há 20 anos na Inglaterra e está no Brasil a mais de dez, conforme Jossimar, trabalha pelo voto consciente. “A nossa proposta é mostrar às pessoas que é considerado crime pedir voto dentro da Igreja e em locais públicos privados de grande movimentação. Na Marcha para Jesus, flagramos que a pessoa que dirigia a

palavra do trio elétrico da Omeam, falava que crente vota crente. Defendemos o voto coerente”, disse. O presidente interino da Omeam, Oberlan Reis, disse que hoje a Igreja se desenvolveu muito no seu aspecto de cidadania, e hoje ela pensa. “O cidadão de baixa renda era proibido de pensar. A igreja não pensava. Hoje a liderança pensa e posiciona os seus membros. É natural que isso aconteça para que possamos ter governantes sérios e responsáveis, éticos, que tenha pelos menos ética familiar”, defendeu. Já o pastor Felizardo contou que suas posições políticas são bem claras, mas não as leva para dentro Igreja. “Não falo mal de políticos e nem peço voto. Mas fora da igreja e na rede social, conversando os meus irmãos, eu defendo o meu candidato, porque fora da igreja eu sou um cidadão comum”, sustentou.

Tendências religiosas ficam de lado O sociólogo Marcelo Seráfico analisou que até agora Marina Silva apresenta coerência no seu posicionamento como candidata, ao não expressar nas suas falas e atitudes tendências religiosas. “Pelo que tenho visto na atitude da Marina ela em momento nenhum transforma as suas crenças como matéria-prima para aquisição de votos. O que parece é que a vinda dela para o pleito, a expressiva votação de mais de 20 milhões de votos da eleição passada se soma com uma pessoa que tem hoje uma pauta bem definida”, observou. Seráfico explicou que as pentecostais, que são as congregações mais tradicionais, mantêm certa distância da política partidária eleitoral. Já a posição das neopentecostais sobre Marina, merece uma análise. “Até onde consigo enxergar, as lideranças dessas igrejas já vinham fazendo campanha para Aécio

ou Dilma, e seus candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. A inauguração do Templo de Salomão em São Paulo acendeu uma vela para Deus e outra para o Diabo, quando lá entraram representantes das mais diversas correntes”, disse. Para o sociólogo, outra observação interessante quanto a Marina, é que, como candidata à vice, aparentemente não vinha atraindo os votos da eleição passada. “Havia uma desconfiança, porque, tanto ele (Campos) quanto ela fizeram parte do governo Lula, de forma bastante ativa. O que mudou? Com a Marina na cabeça os números cresceram. Vivemos uma situação que, para o eleitor da Marina retome as tesas da Rede, mas agora com outro partido. E esse é o problema, porque dentro do PSB ela não era unanimidade, e do dia pra noite ela se torna um grande potencial de vencer essas eleições”, avaliou.


Eleições 2014

PT apoia ‘patrões’ onde não lançaram candidatos próprios

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

O governo do PT se contenta em administrar a pobreza”

Jornalista

AÉCIO NEVES (PSDB) prometendo que seu foco será a superação da pobreza

‘Lava Jato’ dedica atenção especial ao Maranhão As investigações da Operação Lava Jato dedicam capítulo especial ao Maranhão, onde há 5 meses foi preso o megadoleiro Alberto Youssef. O monitoramento dos suspeitos permitiu verificar que outro doleiro, Carlos Habib Chater, ao ser preso na Lava Jato, empenhava-se em “internalizar” (trazer do exterior, no jargão do submundo) US$ 5 milhões (R$ 11 milhões) para uma campanha eleitoral majoritária, no Estado.

Geraldo Magela (PT) acumula hoje R$ 3,8 milhões. Reguffe (PDT), foi de R$ 1,8 milhão para R$ 2,8 milhões.

Foro privilegiado O destinatário dos US$ 5 milhões, cujo nome é mantido sob sigilo, só será investigado após o Supremo autorizar: é membro do Congresso.

Economia à Marina Marina Silva declarou ter bens que somavam R$ 149 mil em 2010. Este ano seu patrimônio encolheu para R$ 135 mil.

Parceria A ex-contadora Meire Poza acusou Youssef de pagar propinas a autoridades do governo de Roseana Sarney, e de receber comissões.

Projeto patina O presidente do Atlético, Alexandre Kalil (PSB), desistiu da candidatura a deputado federal e confessou a amigos que não acredita no apoio de parte do seu partido ao candidato ao governo pelo PSDB, Pimenta da Veiga. Acha que o projeto tucano não será vitorioso.

UTC na mira Investiga-se também o esquema para o pagamento de precatórios à Constran UTC Engenharia, também revelado pela ex-contadora. Lorota negada Roseana Sarney afirmou que cumpria ordem da Justiça local, ao pagar precatórios à Constran, mas o Tribunal de Justiça negou prontamente. Candidatos no DF cuidam bem do patrimônio A evolução patrimonial dos candidatos ao Senado, no Distrito Federal, revela que das contas pessoais eles cuidam muito bem: Gim Argello (PTB), candidato à reeleição, tinha R$ 805 mil em 2006 (quando sua chapa venceu a eleição) e oito anos depois pulou para R$ 4,5 milhões. Dos R$ 2,3 milhões em 2010,

Empobreceu! Candidata a suplente de senador, Weslian Roriz, mulher de Joaquim Roriz, declara patrimônio de R$660 mil. Em 2010, eram R$5,2 milhões. O ricaço José Maria Eymael (PSDC) é o mais rico dos candidatos a presidente: sua fortuna de R$5,13 milhões. Todos os rivais somam R$5,9 milhões.

Delgado é Dilma O candidato oficial do PSB ao governo de Minas Gerais, Tarcisio Delgado, é conhecido por sua aversão a Aécio Neves (PSDB). Ele não esconde sua preferência pela reeleição da presidenta Dilma. Faça o que digo... Artigo de Antônio Santos sobre “mediação”, na revista Direito & Justiça, faz rir. O chefe da confederação do comércio (CNC), propõe desafogar o Judiciário, por meio de vias alternativas de solução de controvérsias, mas protagoniza, só no TJ-RJ, mais de 100 casos contra opositores.

MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2014

Em Estados onde o partido nao têm representantes ao cargo de governo, sigla preferiu apoiar candidatos da classe empresarial FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Mais um O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho será mais uma defecção importante no PSB: ele deve romper com o próprio partido para não apoiar Marina Silva e anunciará voto em Dilma Rousseff. Não colou Não durou 24h o blefe do PSL de não apoiar Marina Silva (PSB). Sem espaço na coligação e sem votos, elegendo poucos candidatos a cada pleito, o PSL percebeu que tem muito mais a lucrar ao lado de Marina. Direito Penal O ministro Ricardo Lewandowski vai hoje ao Congresso Internacional de Direito Penal, em São Paulo, organizado pelo diretor da Faculdade de Direito da Mackenzie, José Francisco Siqueira Neto. O alemão Claus Roxin receberá o título de Doctor Scientiae et Honoris Causa. Óleo de Peroba Já tem gente no PT defendendo que o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) comece a conversar com próceres tucanos, para atrair apoio no caso de Aécio Neves não chegar ao segundo turno. Rápido no gatilho Acusado de lentidão para demitir auxiliares, o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), demitiu dois em um dia: o secretario de saúde, Elias Miziara, que culpou os pacientes pela falta de médicos, e o administrador de Planaltina, acusado de irregularidades. Passageiro Contraditório, Lula teme a força eleitoral de Marina Silva, mas diz a aliados que ela cairá nas pesquisas na medida em que da comoção pela morte de Eduardo Campos ficar para trás.

Em Pernambuco, por exemplo, o PT apoia o candidato Armando Monteiro (PT) para o governo

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m sete dos dez Estados em que o PT não encabeça a candidatura ao cargo de governador, o partido apoia candidatos representantes da classe empresarial brasileira. O partido, fundado em 1980, tem sua origem atrelada ao movimento sindical e a grupos intelectuais de esquerda, e costuma se colocar nas eleições em que participa como representante da classe trabalhadora, em disputa pelo poder contra a classe patronal e a elite econômica brasileira. Apesar disso, sete dos dez candidatos a governador das

coligações integradas pelo PT são políticos representantes de entidades ligadas ao agronegócio, sindicatos patronais ou instituições representantes do empresariado nacional. Uma das exceções é o Estado de Sergipe. Lá, o PT apoia o candidato do Partido da Mobilização Democrática Brasileira (PMDB), Jackson Barreto, servidor da Receita Federal, exmilitante clandestino do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e atual governador do Estado. Barreto era vice-governador de Marcelo Déda (PT), que morreu no ano passado. Já no Estado do Amapá, quem

recebe o apoio do PT é o atual governador e candidato à reeleição, Camilo Capiberibe (PSB), membro de um partido que não faz parte da coligação que apoia a candidatura presidencial de Dilma Rousseff. Empresariado O pessebista vem de uma família de classe média. Seus pais eram militantes de esquerda e mudaram para o Chile durante a ditadura militar brasileira (1964-1990). Por causa disso, Capiberibe nasceu no país vizinho, mas cresceu no Brasil, onde deu início à sua carreira política no já movimento estudantil.

PROMESSA

Aécio: reajuste nas aposentadorias O candidato à Presidência da República da coligação Muda Brasil, Aécio Neves (PSDB), prometeu ontem (24), durante visita ao Abrigo Cristo Redentor, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio de Janeiro, caso venha a ser eleito, reajustar o valor das aposentadorias não só com base no aumento real do salário mínimo mas

também considerando o aumento dos preços dos medicamentos. “Isso é absolutamente essencial para que os idosos possam viver com um mínimo de dignidade”, disse o candidato, em entrevista à imprensa após percorrer as instalações do abrigo. Aécio Neves também anunciou a intenção de reajustar o

benefício de prestação continuada, criado no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. “Será a primeira sinalização clara de que os aposentados e os idosos no Brasil começarão a ter um tratamento diferenciado, condizente com o respeito que a sociedade deve ter para com eles”.

PODER SEM PUDOR

‘Zoião’ misteriosos Quando foi candidato a prefeito de São Paulo em 1992, Eduardo Suplicy fazia comício no distante bairro Cidade Kemel e foi desafiado por “Chicão”, líder comunitário: - O senhor se diz candidato dos trabalhadores, mas não sabe o que é “zoião”!... - ...olhos grandes? – arriscou Suplicy, com sua melhor expressão abilolada. - Zoião são dois ovos estalados que o trabalhador come todo dia. O sr. não sabe porque nunca comeu em marmita...

EBC

Candidato do PSDB prometeu reajuste para aposentados com base no aumento dos remédios

DILMA

‘Adversários não me preocupam’

Presidente diz que se preocupa somente com sua campanha

Cumprindo agenda eleitoral em Brasília, a presidente Dilma Rousseff disse ontem (24), que está mais preocupada com sua campanha do que com os adversários políticos e a mudança do quadro eleitoral após a entrada de Marina Silva na disputa. Segundo ela, a campanha dá oportunidade para uma prestação de contas do que foi feito em três anos e oito meses de seu governo. “Quero mostrar as conquis-

tas desse país, quero mostrar que o país mudou, que hoje a filha de um pedreiro pode virar doutora, que hoje você vê uma empregada doméstica viajando de avião para ir visitar seus parentes”, disse Dilma. Segundo ela, não existe mais barreira de renda no Brasil. Em entrevista coletiva no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República, ela também minimizou o impacto na Petrobras

e na campanha das denúncias de irregularidades relacionadas a diretores e gestores da estatal. “O Brasil e nós todos temos que aprender que se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes e atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isto”, afirmou. Dilma assegurou que a Petrobras é “muito maior que qualquer agente dela, diretor ou não, que cometa equívocos

e crimes”. A candidata evitou comentar sobre a decisão do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, de propor acordo de delação premiada para colaborar nas investigações sobre corrupção nos negócios da empresa. Ela negou que haja atraso no pagamento de obras do PAC, em resposta às declarações de empreiteiros que afirmaram não receber os valores de parcelas nos dias acertados com o governo.


Eleições 2014

MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2014

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Renata atua discretamente, mas é fundamental no PSB Indispensável nos bastidores, viúva de Eduardo Campos sempre atuou nas articulações políticas e pode ser decisiva dentro do PSB

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amiliares, amigos e aliados políticos são unânimes em dizer que Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, está bastante sofrida, mas serena. A forma como a exprimeira-dama enfrenta a dor da morte precoce do marido revela força e o estilo discreto, um traço marcante de sua personalidade. Em casa, ao lado dos filhos, tem recebido as pessoas desde o momento em que a notícia da morte de Eduardo foi confirmada, no dia 13. Para tentar protegê-la, auxiliares mais próximos pensaram restringir um pouco a entrada, mas ela não permitiu. “Se as pessoas estão vindo é porque gostam dele (Eduardo), então deixem entrar”, disse. Ela completou 47 anos no dia 18. A discrição de Renata é perceptível. De perfil reservado, não gosta de falar muito, principalmente com a imprensa. Esse papel cabia ao marido, mas ela estava sempre por perto. No governo, construiu um caminho diferente para exercer o papel de primeira-dama fora dos padrões tradicionais. Não ocupou cargos, mas exerceu a função de forma ampla. Era presença constante nas reuniões, nos eventos oficiais e nas viagens do ex-governador. Entre ações de governo comandou o Programa Mãe Coruja, de atendimento a gestantes e a Fenearte. “Não me vejo como primeira-dama, mas como a militante política que sempre fui, desde a adolescência. Até porque não acho que tenha que haver um padrão de primeira-dama. Depende da personalidade e história de vida da pessoa. Eu mesma não me vejo enquadrada a nenhum tipo de padrão”, afirmou Renata, em uma entrevista concedida ao Diario, em 2011. Ela é economista e concursada do Tribunal de Contas do Es-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

tado. Isso, no entanto, não quer dizer que ela ficava de fora das decisões políticas e administrativas. Ao contrário, Renata era uma das pessoas mais ouvidas por Eduardo. Quando requisitada pelo marido ou por outra pessoa da equipe, aconselhava, orientava, opinava. O papel de conselheira política, na visão de alguns aliados, continuou exercendo na campanha para Presidência da República. Por isso, acredita-se que ela poderá contribuir nas decisões partidárias, apesar de estar abalada pela perda. O nome de Renata chegou a ser cogitado como provável candidata a deputada federal neste ano, para herdar o espólio de Ana Arraes, ministra do TCU e exparlamentar. Possibilidade que foi descartada. Reforço Renata Campos, apesar da dor da perda, se comprometeu a participar da campanha estadual. Deve reforçar o palanque de Paulo Câmara, candidato ao governo do Estado pelo PSB. O candidato socialista está em segundo lugar nas pesquisas, bem atrás do primeiro colocado, o senador licenciado Armando Monteiro Neto (PTB). Na ocasião, ela fez um rápido discurso, lembrando a importância, para Eduardo Campos, de eleger Paulo Câmara, Raul Henry (PMDB), candidato a vice, e Fernando Bezerra Coelho (PSB), concorrente ao Senado. Na reunião do partido, Renata deixou claro que não seria candidata à Vice-Presidência na chapa de Marina Silva (PSB), como clamou a militância, mas declinou o convite e deu apoio à escolha do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS).

Mãe de cinco filhos, cabe a Renata Campos levar em frente os ideais e o legado deixados pelo marido Eduardo Campos

Papel decisivo na campanha de Marina Silva O primeiro evento de rua que Renata deverá participar na campanha, após a morte do marido, será um ato da candidatura de Marina à Presidência, marcado para o próximo fim de semana no Estado. “Sempre participei das campanhas e, nessa, tenho a sensação que vou participar por dois”, afirmou Renata para militância na reunião do partido. Mãe de cinco filhos: Eduarda (22), João (20), Pedro (18), José (9) e Miguel, (de

apenas sete meses) -, Renata não titubeou quando precisou mudar para São Paulo, onde Eduardo manteve o quartel-general da campanha. Estava diante de mais um desafio do marido, com quem viveu por mais de 30 anos. Mesmo com tantos compromissos (políticos e administrativos), nunca deixou que a agenda atribulada de Eduardo atrapalhasse o convívio dele com a família. Mantinha os filhos sempre por perto.

Renata atua discretamente, mas será decisiva no PSB

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Início da tarde - concede entrevista para a Record News;

Manhã - Agenda administrativa como governador 11h30 - gravação de programa eleitoral

Depois segue para a Zona Oeste de Manaus, onde faz caminhada.

Tarde - Agenda administrativa como governador 17h – Caminhada em bairro da Zona Centro-Oeste

MARCELO RAMOS

CHICO PRETO

8h - Entrevista numa rádio local; 12h- Apresentação do plano de governo na Federação da Industria do Estado do Amazonas (Fieam); 15h- gravação do programa eleitoral; 17h- Panfletagem e caminhada na Zona Centro-Sul

NÃO DIVULGOU AGENDA

HERBERT AMAZONAS

NAVARRO

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ABEL ALVES NÃO DIVULGOU AGENDA


Eleições 2014

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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2014

Manacapuru faz carreata para receber Melo e Omar Carreata de mais de 10 quilômetros acompanhou os dois candidatos do lago do Miriti até a entrada do município

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anacapuru parou no sábado, (23) para acompanhar a passagem da coligação do governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) e do ex-governador Omar Aziz (PSD), candidato ao Senado. Em carro aberto, os candidatos seguiram do lago do Miriti até a entrada da cidade em uma carreata de mais de 10 quilômetros. A campanha ganhou ar de manifestação popular em apoio a Melo e Omar. Durante todo o percurso, os moradores ocuparam as ruas acenando em demonstração de carinho aos candidatos. Uma mobilização histórica, nas palavras da dona de casa Ana Lúcia, 40, moradora do bairro Liberdade, que aguardava ansiosa para ver Melo. “Essa é uma festa muito bonita. Eles fizeram um belo trabalho em Manacapuru e a resposta é o apoio do povo nas ruas”, disse a dona de casa. Após chegar na entrada da cidade, os candidatos seguiram em caminhada até a frente do Parque do Ingá, onde aconteceu o comício com a presença de uma multidão estimada em 20 mil pessoas. Emocionado, José Melo agradeceu a manifestação e disse que o povo de Manacapuru começou a escrever novo capítulo da sua história. “Todo povo escreve a história da sua vida e hoje Manacapuru assina um novo capítulo que vai levá-lo à vitória, com mais emprego, mais qualidade de vida”. Melo anunciou seus projetos para o município e afirmou que vai construir o grande porto do Solimões na cidade, para impulsionar a economia regional. “Manacapuru terá o grande porto para as riquezas do Alto

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Solimões. As minhas máquinas estão roncando e elas só sairão daqui quando todas as ruas estiverem asfaltadas. Aqui tem uma atividade econômica importante, um povo ordeiro que só quer trabalhar. O Omar licitou o hospital de 100 leitos e eu vou fazer a obra. Omar construiu uma escola de tempo integral e vou construir outra”, disse. Receptividade A receptividade da cidade de Manacapuru também agradou ao ex-governador Omar Aziz, que depois de ser bastante ovacionado agradeceu a população pela maior carreata que Manacapuru já teve. “Manacapuru deu a demonstração de que a vitória de Melo começou aqui na Princesinha do Solimões”, disse. Em seu discurso, o candidato ao Senado pediu a oportunidade de continuar trabalhando pelo povo amazonense em Brasília. “Todo o Amazonas sabe que eu não decepcionei nosso povo e não tem ninguém que possa falar de mim. Entrei de cabeça erguida do governo e saí de cabeça erguida. Isso não é um favor é uma obrigação de um homem público”, ponderou Aziz. A agenda política da coligação com comícios, carreatas e caminhadas pelo interior contemplou também os municípios de Caapiranga, Anori, Codajás, Manaquiri e Beruri, visitados na sexta (22) e sábado (23) pelos candidatos.

José Melo (centro) e Omar Aziz (à esq.) foram recebidos com festa pela população de Manacapuru que seguiu os candidatos em carreata

Adepol e Sinpol declaram apoio à coligação A Associação de Delegados de Polícia do Estado do Amazonas (Adepol-AM) e o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM) manifestaram apoio às candidaturas do governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) e do ex-governador Omar Aziz (PSD), candidato ao Senado, ontem (24).

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A adesão aos candidatos da coligação ‘Fazendo mais por nossa gente’ foi declarada durante um almoço promovido pelas entidades com a participação de servidores e familiares. O encontro ocorreu no Village Festas, localizado na avenida Efigênio Sales, zona centro sul de Manaus. Segundo o presidente da Adepol, delegado Mário Au-

fiero, o apoio a Melo e Omar é uma decisão da categoria após avaliar os avanços no setor de segurança pública nos últimos quatro anos e significa a expectativa pela continuidade dos investimentos. “Na gestão de Omar e Melo, o orçamento da polícia civil duplicou. O volume de investimentos na estrutura de trabalho do servidor também foi muito

relevante”, disse o delegado, enfatizando a nova estrutura empregada no Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC), que está em processo de reforma completa. A possibilidade de um diálogo aberto para discutir os anseios dos policiais civis junto ao governador também foi apontada como razão do apoio anunciado pelo Sinpol.

CAMPANHA

Braga visita bairro Armando Mendes

Braga foi ontem ao bairro Armando Mendes onde ouviu diversas reclamações da população

O senador Eduardo Braga, candidato ao Governo do Amazonas, aproveitou o domingo para realizar uma caminhada pelas ruas do bairro Armando Mendes. Acompanhado pelo candidato ao Senado, Francisco Praciano, Braga conversou com os moradores e comerciantes do local, que relataram as mazelas do bairro. Dona Maria do Carmo Oliveira da Silva não se conteve e foi às lágrimas quando conseguiu chegar perto e abraçar o senador. Já seu Sócrates Brandão expressou sua esperança num novo governo de Eduardo Braga. “O senhor vai ajeitar as coisas nesse Estado”, disse. Márcia Zenilda Barros justificou seu voto declarado em Braga. “Voto nele porque é um grande homem. É o melhor e fez coisas grandes quando foi governador. Olha lá na Compensa, onde minha família mora. Estão todos em um bom lugar. Moravam na beira

do igarapé e ele ajeitou tudo. Vai ganhar”, afirmou. Funcionária de uma drogaria, Sandra Tavares preparou uma carta para ler em voz alta para o senador. “Gostaria que o senhor olhasse com carinho

PROBLEMAS Acompanhado pelo candidato ao Senado, Francisco Praciano, Eduardo Braga conversou com os moradores e comerciantes do Armando Mendes, que relataram as mazelas daquele bairro para este bairro. Precisamos de uma quadra de esportes para que desse lugar saiam atletas e não jovens baleados ou esfaqueados. Tenho certeza que vocês cantarão o hino da vitória. Deus é com

os justos. Deus é com você”, dizia a carta. Falta de água Problemas como a falta d’água, esgoto a céu aberto e crescimento da violência no Armando Mendes foram relatados pelos moradores a Eduardo Braga, que utiliza as informações passadas pela população para definir as diretrizes para seu próximo mandato como governador do Amazonas. Ao final da caminhada, Eduardo Braga subiu num palanque para se dirigir à população. “Lamento muito as obras que não fizeram quando havia dinheiro para realizá-las. Prometeram um Prosamim para a Comunidade da Sharp. Prometer é fácil, difícil é fazer”, disse. “O Prosamim aqui em Manaus não está andando. Está devagar quase parando. Na minha época era forte”.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mário Adolfo, Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Raphael Muniz

REVISÃO Dernando Monteiro

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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