Especial
Eleições 2014 MANAUS, TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
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Segurança e crise na PM acendem debate da TV
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Durante terceiro confronto entre candidatos ao governo do Amazonas, quesito deu a tônica nos discursos dos participantes
O esperado embate político sobre segurança pública entre José Melo e Eduardo Braga não ocorreu. Candidatos se cruzaram no início do debate, mas se cumprimentaram apenas cordialmente CARLOS EDUARDO MATOS Equipe EM TEMPO
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Braga disse que vai querer policiais ficha limpa no comando
José Melo protagonizou o momento mais polêmico do debate
polêmica em torno da violência em Manaus na crise da Polícia Militar (PM) tomou conta de quase todo o debate entre os cinco principais candidatos ao governo do Amazonas, realizado ontem à noite, por uma emissora de TV local. O sorteio de perguntas e respostas não permitiram que os candidatos Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) tivessem um embate, o que era esperado pelos assessores. O debate, que durou pouco mais de uma hora, não foi suficiente para que os candidatos pudessem expor suas propostas aos eleitores. O primeiro bloco realizou apenas uma apresentação rápida do perfil dos candidatos. Já o segundo bloco foi de perguntas feitas pela produção. O embate mais forte ficou no terceiro bloco, quando o candidato Chico Preto quase foi às lágrimas, após ter o nome da sua mulher, Silvana Castro, citado por Melo em uma resposta. Silvana sobreviveu a um assalto, no início deste mês, que resultou na morte do sargento da PM José Cláudio Marques, o “Caju”, que a escoltava durante o transporte de dinheiro. No terceiro bloco, em que um candidato fez pergunta direta ao adversário definido em sorteio, Chico Preto perguntou a Melo quais providências ele tomaria para resgatar o programa Ronda no Bairro, argumentando que o contrato entre o governo do Estado e a empresa Delta, responsável pelo fornecimento de viaturas policiais, estaria sendo mal executado. Melo respondeu afirmando que Chico Preto, enquanto deputado estadual da
base aliada, deu apoiou à implantação do Ronda no Bairro. Na réplica, Chico respondeu. “Gostaria de saber em qual cidade o candidato José Melo vive, onde a segurança pública funciona”. A tréplica de Melo foi enfática: “Sou da mesma cidade onde um candidato usa a própria esposa para sacar dinheiro de campanha”, disse Melo. Chico não devolveu a ofensa, por causa das regras do debate. No final do programa, Chico Preto deixou o local rapidamente e foi às lágrimas, após comentar a fala do adversário. “Na eleição, valem as ideias, as propostas. Percebi o desespero do candidato Melo ao banalizar o triste fato em que um amigo meu perdeu a vida. Tempos atrás, Melo chamava minha esposa de ‘sobrinha’. Não vou acioná-lo na Justiça, apenas lamento”, afirmou. Durante pequena participação no debate, Eduardo Braga falou sobre segurança pública. O peemedebista afirmou que irá reformular o Ronda no Bairro, além de reforçar ações de combate ao narcotráfico nas fronteiras. “Apenas policiais ficha limpa vão comandar a polícia”, afirmou. Questionado sobre o índice de confiança da população nos políticos, Braga disse que acredita na democracia, que permite a liberdade de expressão. O candidato do Psol, Abel Alves, teve uma participação inexpressiva no debate. O candidato que perguntou apenas uma vez ao candidato Eduardo Braga sobre ética e respondeu uma pergunta sobre segurança pública, mas não foi firme em seus posicionamentos.
Marcelo disse que irá criar carreiras de Estado para médicos
Saúde no rol das discussões O tema saúde também foi tratado no debate. Marcelo Ramos (PSB) afirmou que irá criar a carreira de Estado para médicos, chamar os candidatos aprovados no concurso público do Corpo de Bombeiros, criar mais um centro cirúrgico para atender aos interiores do Estado e implantar o Central Vida, um programa que irá detectar leitos disponíveis na rede de saúde. José Melo também destacou a questão da saúde e ressaltou que irá levar médicos especialistas ao interior do Estado e Chico Preto prometeu que irá aumentar o número de centros cirúrgicos na capital e rever os contratos de prestação de serviços feitos pela Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
Sobre economia, Braga e Marcelo Ramos falaram em reduzir a carga tributária para os serviços de internet e desonerar a cesta básica. Comissionados Questionado sobre a permanência de parentes em cargos comissionados nas secretarias estaduais, o candidato José Melo desconversou e falou sobre programas de governo voltados para a saúde. “Quero reduzir a folha e aumentar o potencial de investimentos do Estado para investir em projetos pronto especialistas, que irá levar médicos para o interior do Estado, e também construir mais 14 Centros de Educação Tecnológica do Amazonas”, disse.
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TRE pede forças federais para garantir segurança Preocupado com possível animosidade entre apoiadores dos candidatos, tribunal está pedindo reforço para os municípios
EBC
Até semana passada, já havia sido solicitado o pedido de reforço de tropas federais para eleição em Manaus e em mais 15 municípios do interior. Expectativa é que 20 regiões recebam apoio
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baixo número de policiais militares atuando nos municípios do Amazonas, o clima de animosidade entre os principais candidatos a governador e o possível envolvimento pessoal de agentes das forças de segurança pública com as campanhas partidárias motivaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a aprovar, na última semana, os pedidos de reforço de tropas federais para a eleição em Manaus e em 15 municípios
do interior do Estado. Historicamente, segundo a Justiça Eleitoral, número em torno de 20 municípios amazonenses costumam pedir reforço de tropas federais no dia do pleito, mas a decisão sobre o envio das forças nacionais destaca a disputa “de contundência extremamente acirrada” como fator complicador em 2014. O mais recente pedido de tropas federais para Manaus foi ingressado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e aceito por unanimidade pelo
TRE-AM no dia 11 deste mês. O pedido foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O juiz relator do pedido, Affimar Cabo Verde, concordou com a PRE e afirmou que os 1,5 mil policiais militares disponíveis para o dia da votação em Manaus são insuficientes para garantir a segurança. “Manaus é a cidade com o maior eleitorado do Amazonas e, por se tratar da capital do Estado, naturalmente, o pleito se afigura como complicador significativo tendo em conDIVULGAÇÃO ASSESSORIA
ta as demandas cotidianas enfrentadas pelos órgãos de Segurança Pública, ainda mais quando evidenciada disputa de contundência extremamente acirrada, como a que se vivencia na atualidade”, disse o magistrado. Tropas federais para o interior Até o fim da semana passada, o TRE-AM tinha aprovado 15 dos 18 pedidos de reforço federal para a segurança em municípios do interior do Es-
tado. O município de Iranduba teve o pedido negado porque, segundo entendimento da Justiça Eleitoral, a cidade fica muito próxima a Manaus. Para aprovar os pedidos, o TRE considerou os argumentos apresentados pelos juízes dos municípios referentes à existência de rixa entre políticos locais, tentativa de agressões a membros da Justiça Eleitoral e aprovações de envio de tropas em eleições anteriores. Foram aprovados pedidos de tropas federais para Parin-
tins, Borba, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Maués, Canutama, Boca do Acre, Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Tabatinga, Tapauá, Coari, todos com histórico de violência e conflitos entre cabos eleitorais durante as eleições. Os pedidos ainda estão sob a análise do TSE.
CAMPANHA
Rebecca caminha no Educandos
Rebecca, que é vice na coligação de Eduardo Braga, prometeu olhar com carinho para área
Candidata à vice na chapa de Eduardo Braga ao governo pela coligação Renovação e Experiência, Rebecca Garcia (PP) caminhou na manhã desta segunda-feira (22) pelo bairro do Educandos, Zona Sul da Cidade. Vários comerciantes e populares falaram da segurança como uma das principais preocupações e pediram a volta de Eduardo Braga para concluir o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) do bairro, um dos mais tradicionais de Manaus. O Prosamim é um dos mais exitosos programas de impacto social, ambiental e de saúde da administração de Eduardo Braga, com reconhecimento no exterior. Com o programa, 50 mil famílias foram realocadas de áreas de risco e transferidas para conjuntos habitacionais com padrão dignos de infraestrutura. Na outra ponta do projeto, os igarapés que antes abrigavam
essas pessoas, passaram por um processo de revitalização, limpeza e urbanização. O próximo passo do programa é a parte de saneamento e tratamento dos efluentes que já deveriam ter sido implementados pela atual gestão,
APELOS
Durante a caminhada, a candidata conversou com os moradores e um dos principais apelos foi a questão da segurança, que tem sido a maior preocupação da comunidade e dos comerciantes mas que infelizmente foi. “O Eduardo Braga deixou o governo com a promessa de que os complexos do Prosamim que ele deixou encaminhado seriam executados, mas o governo atual não deu conti-
nuidade. Agora, a população do bairro do Educandos quer a volta de Eduardo e do trabalho sério”, disse Rebecca Garcia. Indústria Após a caminhada no bairro do Educandos, Rebecca Garcia visitou as fábricas Flex de eletroeletrônicos e Tomatec 2, no Distrito Industrial. A deputada e candidata à vice-governadora ouviu as demandas de infraestrutura e logística para o Distrito Industrial, compromisso já assumido pela coligação Renovação e Experiência. Conversando com os trabalhadores das linhas de produção, Rebecca ouviu muitos agradecimentos pela sua atuação no Congresso Nacional, junto com Francisco Praciano, candidato ao Senado e com o próprio Eduardo Braga, para a conquista da prorrogação dos incentivos da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos.
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José Melo dá férias para os comandantes da PM
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Pedido foi homologado um dia antes do TRE acatar uma liminar que determinava o afastamento dos comandantes
REPRODUÇÃO
Aroldo teve as férias assinadas pelo próprio comandante
Melo autorizou as férias dos dois comandantes e prometeu anunciar nesta terça-feira quem irá assumir a pasta interinamente RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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cusados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-AM) de articularem um esquema de apoio ao governador José Melo (Pros) na Polícia Militar (PM), o comandante-geral e o subcomandante da instituição, Eliézio Almeida e Aroldo da Silva, receberam férias por 30 dias. A medida foi publicada pelo governo na última sexta-feira (19), um dia antes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acatar uma liminar que determinava o afastamento imediato dos dirigentes. Há menos de um mês à frente da PM, Eliézio Almeida teve o decreto de férias assinado por José Melo e pelos secretários Raul Zaidan (Casa Civil), Ligia Abrahim (Administração) e Afonso Lobo (Fazenda). Ainda na última sexta-feira, Aroldo Silva também teve as férias publicadas no Diário Oficial do Amazonas, assinadas pelo próprio comandante-geral. Ambos tiveram o início imediato do recesso, em período que vai até 18 de outubro, duas semanas após o fim das eleições. A medida para estancar os danos à campanha do candidato à reeleição, causados pela denúncia da PRE, foi tomada ainda antes de, no sábado, o TRE acatar a liminar da Procuradoria e determinar o afastamento imediato dos dirigentes. A denúncia ingressada Ministério Publico Eleitoral na última quarta-feira (17) acusa Melo, o candidato a vice, Henrique Oliveira (SDD), e o candidato a deputado estadual, Platiny
Soares (PV), de terem praticado abuso de poder na PM, “aparelhando” a instituição. Procurada pela reportagem, a advogada da coligação do governador, Maria Benigno, afirmou que os decretos de férias não driblam o pedido de afastamento e atendem ao tribunal. “Quando a decisão saiu, eles (Eliézio e Aroldo) já estavam afastados por férias. Então, o cumprimento da liminar já foi esvaziado. Não há dúvidas que essas férias atendem ao pedido. Agora, vamos esperar a notificação para informar da situação deles”, afirmou.
MEDIDA
A publicação das férias dos dois comandantes, Eliézio e Aroldo ocorreu um dia antes do TRE acatar uma liminar que determinada o afastamento imediato dos dirigentes por questões eleitorais Crise na pasta A crise na pasta de Segurança e o uso do fator como artilharia pela campanha do senador Eduardo Braga (PMDB) foi tema de uma maratona de reuniões entre o titular da pasta, Paulo Roberto Vital, Melo e Raul Zaidan na manhã de ontem. A campanha do governador cancelou as agendas do dia para preparar defesas para os ataques que poderiam surgir sobre o assunto durante debate realizado na noite de ontem. Apesar do encontro entre Vital e Melo, os dois nomes
que deverão substituir Elésio e Aroldo não foram revelados pelo governo até a noite de ontem. A previsão é de que o anúncio possa acontecer hoje, quando os dois dirigentes deverão convocar uma coletiva de imprensa. Até a substituição, a PM deverá continuar sob direção do comandante de Estado-Maior, Marcos César Moreira da Silva. A questão da segurança foi ontem a protagonista do programa de TV de Eduardo Braga. Na peça, o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) aparece em um fundo preto, destacando uma maratona de acontecimentos relacionados ao setor nos últimos meses. A peça exibe noticiários sobre exonerações e nomeações na SSP, além de destacar uma série de ocorrências como assaltos a bancos e crises carcerárias, com depoimentos de populares. Em resposta, o programa de José Melo repetiu a estratégia usada nos últimas peças veiculadas. O programa mostra casos de falta de segurança durante a gestão de Braga e diz que “o eleitor tem memória” para lembrar os fatos. O governador defendeu medidas e anunciou programas para o setor. A crise na segurança foi tema também do programa do deputado Marcelo Ramos (PSB), que apareceu ao lado do candidato a vice, Junior Brasil (PSB), citando propostas no setor.
Eliézio Almeida pediu férias imediata na última sexta-feira
‘Não há crise alguma’, diz Vital Após as reuniões com o governador, Paulo Roberto Vital negou que o setor esteja passando por uma crise. O titular alega que todos recentes casos estão sendo desvendados e acusa adversários que criar uma “crise ilusória” e de disseminar o “pânico” na capital por meio das redes
sociais. O secretário citou as últimas ocorrências e disse que “a PM não deixou de dar rápidas respostas a nenhum deles”. “Todos os meus atos são transparentes. A crise foi criada por eles, é ilusão. Todos esses fatos estão ou já foram desvendados. Há quantos anos não tínhamos
um assalto a banco. “Não é crise. Isso é uma responsabilidade de quem está usando esses fatos contra a segurança pública e tentando disseminar o pânico, como tentaram fazer no caso dos policiais em greve, quando eu disse que não estava acontecendo nada”, afirmou ele, ao EM TEMPO.
Paulo Roberto Vital disse que os adversários estão tentando criar uma “crise ilusória”
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Câmara aprova projeto que beneficia professores
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
O quadro desta eleição é o mais populista que vi na minha vida”
Youssef começa a delatar autoridades corruptas Autoridades do Executivo e do Legislativo terão de aumentar a dose de tranquilizantes: após forte pressão da família e apesar da discordância de um dos seus advogados, o megadoleiro Alberto Youssef começou a prestar depoimentos para se habilitar a acordo de delação premiada com a Justiça Federal do Paraná, semelhante a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Ele delata pessoas e fornece provas. Sai de baixo Além dos deputados André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (SD), o megadoleiro aponta cúmplices e outros políticos que subornou. Cana longa O objetivo de Youssef é tentar se livrar de condenação longa, em razão dos seis processos em que é réu só no âmbito da operação Lava Jato. Ele merece? Youssef terá de conquistar confiança para um novo acordo, após a Justiça cancelar o anterior no caso do Banestado, por descumprimento. Chave de cadeia Preso há seis meses, Youssef é réu por corrupção, quadrilha, tráfico de drogas etc. Está sujeito a mais de um século de cadeia. Lula destina a Padilha quase todo dinheiro do PT O tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, delatado pelo ex-diretor corrupto da Petrobras Paulo Roberto Costa, deixou na mão a maioria dos candidatos do PT à reeleição, na Câmara, apesar de o partido ser campeão na arrecadação. Discreto, Vaccari não conta, mas é Lula, como sempre, quem decide o
destino de cada centavo. E, para Lula, a prioridade é tentar eleger Alexandre Padilha governador paulista. Famintos A campanha de Dilma arrecada facilmente doações de fornecedores do governo, mas, sem o dinheiro do PT, a de Padilha morreria de inanição. Sufoco Padilha tem desempenho modesto nas pesquisas, situando-se muito aquém dos primeiros colocados, afugentando os financiadores. Nova nota A nota de 10 euros entra em circulação nesta terça (23). Países como Portugal temem que as caixas eletrônicos não as reconheçam. Teatrinho político Como esta coluna antecipou, o juiz federal Sergio Moro negou acesso à delação premiada – sob segredo de Justiça – de Paulo Roberto Costa, solicitado por Dilma e outros. Eles só queriam mostrar que não temem o que de fato temem: as revelações do ex-diretor da Petrobras. Recordar é viver A presidente Dilma se meteu em saia justa diante da recordação, em entrevista ao “Bom Dia, Brasil”, que na campanha de 2010 ela defendia a autonomia do Banco Central, que hoje demoniza. Náufragos Lula recebeu apelos dramáticos de Armando Monteiro (PTB), candidato a governador, e do candidato ao Senado João Paulo (PT), para ir a Pernambuco tentar salvá-los. Eles se sentem em pleno naufrágio. Justiça em números Os ministros Ricardo
Jornalista
Lewandowski e Maria Cristina Peduzzi, presidente da Comissão de Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça, apresentam nesta terça (23) o Relatório Justiça em Números 2014. Maiores abandonados Candidato a senador, Romário (PSB) se afasta de Lindbergh Farias, que disputa o governo do Rio, alegando que o PT não o ajuda como prometeu. “Não ajuda nem a mim”, adoraria dizer o próprio Lindbergh. Mandando bem O desempenho do ministro Dias Toffoli na presidência do Tribunal Superior Eleitoral tem surpreendido os mais céticos. Até os críticos reconhecem que o ex-advogado do PT adota postura de magistrado. Alô, Procon Clientes de operadores de celular têm recebido um torpedo ameaçador: “Até o momento não identificamos o seu contato com a Claro”. E ainda indica números para os quais as vítimas devem ligar: 0800 8821136, 400 3116 e (51) 3123-1052. Se não for crime, é pura picaretagem. Declínio dos Correios Um leitor se surpreendeu com a notícia de que um ministro conseguiu recuperar um livro retido nos Correios por 40 dias: pediu pela internet um boné, e, após 50 dias, ainda está preso na alfândega. Pensando bem... ...o candidato a presidente Eduardo Jorge (PV) faz por merecer ações do Twitter na Bolsa, que “bomba” sempre que ele emite opiniões e se torna campeão de gozações.
Projeto chegou à casa legislativa no dia 12 de setembro e tramitou em caráter de urgência
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Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, na manhã desta segunda-feira, 22, o Projeto de Lei (PL) 278/2014, que trata do auxílio-alimentação dos professores da rede municipal de ensino e dispõe sobre a aplicação e alcance do parágrafo único do artigo 3º da lei nº 1.905, de 12 de setembro de 2014. O PL, que há seis dias tramitava em regime de urgência na casa legislativa, seguiu para a sanção prefeito Arthur Neto (PSDB) com parecer favorável das Comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), de Finanças, Economia e Orçamento (Cfeo), de Educação (Comed) e comissão de Serviço Público (Comserp). A proposta aprovada no plenário dispõe que o parágrafo único do artigo 3º da lei nº 1.905 não se aplica aos servidores profissionais de magistério da Secretaria Municipal de Educação (Se-
med), assegurando a percepção do auxílio atualmente pago pelo Executivo. O mesmo artigo da legislação municipal diz, ainda, que, na hipótese de acumulação lícita de cargos públicos, na forma da Constituição Federal, o servidor receberá apenas um auxílio-alimentação. Com isso, criou-se uma interpretação equivocada de que algumas categorias de servidores que recebem o benefício, de forma cumulativa, ficariam proibidos de recebê-lo, a partir da edição da nova lei. Na discussão do PL, o líder do PT na casa, vereador Professor Bibiano, observou que a correção do documento põe fim a uma possível injustiça aos educadores. O vereador Waldemir José (PT) sugeriu proposta de emenda ao PL para que o auxílio-alimentação seja de R$ 300, mas o líder do prefeito, vereador Wilker Barreto (PHS), disse que a solicitação do aumento do benefício não é cabível, já
que o artigo 6º da lei resguarda, ratifica e deixa claro que sejam respeitadas as normas legais e regulamentadas vigentes, em que ficam mantidos os pagamentos do auxílio-alimentação nos valores atualmente pagos aos servidores do Poder Executivo. Legislação A matéria garante que a vantagem é devida aos servidores ativos ocupantes de cargos, de provimento efetivo e em comissão, e empregos públicos do Poder Executivo, inclusive ao pessoal temporário contratado sob o regime de direito administrativo, obedecidos os critérios estabelecidos em regulamento, sendo que o valor mensal do auxílio será estabelecido por decreto do chefe do Executivo.
LEWANDOWSKI
Ministro assume lugar de Dilma
PODER SEM PUDOR
Salvar vida tem seu preço
MARCOS FERNANDES/ARQUIVO AE
O médico Jofran Frejat (PR), hoje candidato ao governo do DF, era deputado federal em 1992 quando foi chamado a socorrer com urgência o colega Gastone Righi (PTB-SP) que acabara de cair em convulsão no plenário da Câmara. Frejat fez então respiração boca a boca, salvando a vida do colega, sob aplausos dos demais colegas. Mas o então líder de PMDB e futuro presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro (RS), que viu toda a cena, não perdeu a piada: - Parabéns, Frejat: sou testemunha de que você salvou uma vida. Mas, aqui para nós: não precisava virar os olhinhos depois de beijar na boca o Gastone Righi... Até Frejat caiu na gargalhada.
Ex-presidente disse que os responsáveis devem ser punidos
Matéria que discute o auxílio-alimentação dos educadores foi aprovada e aguarda agora apenas a sanção do prefeito DIVULGAÇÃO
ARMÍNIO FRAGA, ex-presidente do Banco Central, sobre o oportunismo eleitoral
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, assumiu ontem à noite a Presidência da República. Isso porque ele é o único da linha sucessória, prevista na Constituição Federal, que estará no país para cumprir a tarefa. Na noite desta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff embarcou para Nova York, e o vice, Michel Temer, candidato à reeleição na chapa de Dil-
ma, está cumprindo agenda em Montevidéu. Seguindo a linha sucessória, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, é candidato ao governo do Rio Grande do Norte e também não poderá assumir. O cerimonial da Presidência da República fez contato com o Senado para que o presidente da casa, Renan Calheiros, assumisse o cargo. Mas, se fissesse, Renan poderia tornar ine-
legível seu filho, Renan Calheiros Filho, candidato ao governo de Alagoas. Até hoje, apenas quatro ministros assumiram por determinado momento a Presidência da República. O último magistrado a ocupar o comando foi Marco Aurélio Mello, em 2002. De acordo com o STF, já assumiram a chefia do Executivo os ministros José Linhares, em 1945, Moreira Alves, em 1986, e Octavio Gallotti, em 1994.
COMPARATIVO
FHC iguala Petrobras ao mensalão O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o governo federal deve responder, tanto a presidente Dilma Rousseff quanto os ministros, pelo escândalo de corrupção na Petrobras. Para FHC, o fato de as suspeitas envolverem três diretores da estatal indica uma “corrupção sistêmica”, cuja responsabilidade é dos “donos do poder”. “Não é possível que uma
empresa como a Petrobras tenha três dos seus diretores acusados de corrupção e todos ligados a partidos [políticos] e quem esteve no comando nunca tenha visto nada disso. Ou é incompetente ou é conivente e tem que ser cobrado”, disse. O ex-presidente afirmou que acredita na honestidade da presidente Dilma. “Mas isso não a exime de responder
a esse descalabro”, criticou. Ele fez uma comparação do caso Petrobras com o mensalão. “O mensalão foi obter recursos públicos e privados, sobretudo públicos para financiar deputados, com ou sem campanha para que ganhasse o governo. Pelo que vejo na imprensa, parece o mesmo processo, que é utilizar recursos públicos, no caso
da Petrobras, para financiar partidos da base”. O presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu, porém, que a campanha do PSDB não tem tido sucesso em expor essa indignação. Ele ressaltou que não estava criticando o companheiro de partido Aécio Neves, que concorre à Presidência. Mas disse que falta dramatização do fato.
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Justiça amazonense abre as portas para sociedade C
om a participação de magistrados e servidores, o Planejamento Estratégico do Judiciário amazonense para os próximos seis anos começou a ser elaborado na semana passada. Sob determinação da presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, será construído um conjunto de indicadores, objetivos, metas e projetos para serem alcançados e desenvolvidos entre 2015 e 2020. O plano contribuirá para o alcance das metas nacionais e das recomendações que virão nos próximos anos. A elaboração do questionário tem como guia as discussões e deliberações obtidas pela Rede Nacional de Governança Colaborativa do Judiciário, além das determinações contidas na Resolução nº 198/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o Planejamento e a Gestão Estratégica. “Estamos abrindo as portas do tribunal para ouvir a sociedade. Esse é o momento para a população se manifestar e contribuir para o nosso planejamento estratégico. Com essa pesquisa, vamos poder ver como o público enxerga o tribunal. Por isso, a participação de todos é fundamental”, ressaltou a presidente do TJAM. Relação com o povo O formulário começa questionando qual a relação do entrevistado com o TJAM. Em seguida, aborda temas como a Imagem Institucional do Tri-
RAIMUNDO VALENTIM
Plano do Tribunal de Justiça do Amazonas contribuirá para o alcance das metas nacionais privilegiando o que pensa a população bunal; a Infraestrutura e Relacionamento oferecidos; as Políticas Institucionais do Poder Judiciário; e termina pedindo que sejam elencadas três características que precisam ser melhoradas. Segundo a resolução do CNJ, todos os Estados precisam traçar o planejamento a partir do mote “Realizar Jus-
DISCUSSÕES
A elaboração do questionário tem como guia as discussões e deliberações obtidas pela Rede Nacional de Governança Colaborativa do Judiciário, além das determinações contidas na resolução nº 198/2014 tiça”. Entre os macrodesafios para todos os segmentos do Judiciário estão o “Combate à Corrupção e à Improbidade Administrativa”, “Celeridade e Produtividade na Prestação Jurisdicional” e o “Aperfeiçoamento na Gestão de Custos”. Já os macrodesafios estaduais foram apontados pelo CNJ como a “Adoção de Soluções Alternativas de Conflitos”, “Gestão das Demandas Repetitivas e dos Grandes Litigantes” e o “Aprimoramento da Gestão da Justiça Criminal”.
Presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo quer “portas abertas do Tribunal de Justiça para ouvir a sociedade”
DIZ TSE
PETROBRAS
Acesso à delação premiada negado responsável pelos processos envolvendo a operação Lava Jato, que investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro que seria chefiado pelo doleiro Alberto Youssef, também preso desde março deste ano. Processos com políticos citados na investigação foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Quando o suposto acordo e os eventuais depoimentos colhidos sequer foram submetidos ao Juízo, para homologação judicial, não permite o compartilhamento, sem prejuízo de que isso ocorra no futuro”,
defendeu o juiz em sua decisão que negou o acesso às informações de Costa. O juiz liberou o acesso ao depoimento da ex-contadora de Youssef, Meire Poza. O despacho de Moro não cita o pedido de acesso à delação feito pela presidente Dilma Rousseff (PT). Ele também reconheceu o “papel relevante da CGU e das CPIs na investigação criminal e no controle da administração pública, bem como o auxílio que a Petrobras S/A tem prestado, até o momento, para a investigação”. Segundo as revistas “Veja”
e “IstoÉ”, o ex-diretor da Petrobras revelou o nome de vários parlamentares e governadores que teriam recebido propina para auxiliar na negociação de contratos da Petrobras. De acordo com as revistas, Costa citou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), candidato ao governo do RN, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDBAL), o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e o exgovernador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto.
Entrou e saiu calado da CPI
EBC
O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, negou ontem (22) pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras para ter acesso à delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em Curitiba. Também foi rejeitado o mesmo pedido feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Petrobras. O magistrado afirmou, em sua decisão, que o testemunho de Costa ainda não foi homologado e está em segredo de Justiça. Ele é o
Delator do caso conhecido como “Petrolão”, Paulo Roberto Costa teve seu depoimento vetado à divulgação pública
Costa foi convocado pela CPI para prestar depoimento na semana passada, mas decidiu permanecer calado para manter o acordo feito por causa da delação premiada. Na ocasião, parlamentares da oposição tentaram ligar o exdiretor ao esquema do mensalão do PT. O ex-diretor da Petrobras foi preso em março com a deflagração da operação Lava Jato da Polícia Federal. Há suspeitas de que o ex-diretor tenha destruído provas contra ele. Para tentar reduzir a pena em uma possível condenação futura, Costa decidiu no meio de agosto contribuir com as investigações, por meio de delação premiada - que é a figura jurídica que prevê a redução de pena em condenação futura.
Eleitor: leva 1,4 minuto para votar O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem (22) que o eleitor deve levar em média um minuto e 14 segundos para votar na urna eletrônica. A estimativa leva em conta desde o momento em que o eleitor se apresenta ao mesário e vai à cabine de votação até o último voto na urna eletrônica. No dia 5 de outubro, serão eleitos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente da República. A estimativa do TSE foi baseada no tempo gasto pelo eleitor para votar nas eleições gerais de 2010. Para agilizar a votação, o tribunal recomenda a utilização de um papel para anotar o número dos candidatos. A cola está disponível na página do TSE.
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MANAUS, TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
No Dia Mundial Sem Carro, só um vereador usa bicicleta Data foi lembrada com discursos na Câmara Municipal sobre o uso excessivo de veículos e a criação de ciclovias na capital NATHALIA SILVEIRA
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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Dia Mundial Sem Carro, comemorado ontem (22), foi alvo dos principais discursos na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Entretanto, o posicionamento positivo, a projeção da bicicleta como modal de transporte alternativo, por pouco não se restringiu ao plenário Adriano Jorge, já que apenas o vereadore Fabrício Lima (SDD), encarou a proposta da data, que foi a de estimular uma reflexão sobre o uso excessivo dos automóveis. Fabrício Lima, que utilizou a bicicleta para ir à casa legislativa, lamentou que as políticas públicas de incentivo ao modelo de transporte, sejam pequenas, diante das necessidades de melhoria no sistema de mobilidade urbana da capital. O parlamentar destacou ainda, a necessidade de agilizar a elaboração do Plano Cicloviário de Manaus, com destaque para a implantação urgente de bicicletários. “Ao utilizar desde cedo à bicicleta, percebi ao chegar à Câmara Municipal de Manaus que não temos um estacionamento voltado para este transporte. Por isso, minha proposta é que além da ciclovia, possamos também trabalhar e chamar atenção para a relevância de um bicicletário nos órgãos públicos e infraestrutura necessária, como banheiros com chuveiros, uma vez que nossa cidade é bastante quente, dando oportunidade à pessoa fazer sua higiene”, comentou. Na terça-feira (16), os demais parlamentares foram provocados a encarar o desafio de deixar o carro nas garagens, e ir ao trabalho de ônibus, bicicleta ou mesmo de carona. Das alternativas
apresentadas simbolicamente, a defesa da qualidade de vida e do meio ambiente, o petista Bibiano, escolheu aliar a carona e o transporte coletivo, para comparecer as instalações do Legislativo municipal. A missão segundo ele, não foi fácil. Residente no bairro Santa Etelvina, Zona Oeste de Manaus, o vereador disse ter presenciado durante seu percurso, paradas e ônibus abarrotados de usuários visivelmente insatisfeitos com a mobilidade na cidade. Urgência em projeto Bibiano aproveitou a data para solicitar urgência na tramitação do projeto de resolução que estabelece a frente parlamentar
ENTENDA
Fabrício Lima, que utilizou a bicicleta para ir à CMM, lamentou que as políticas públicas de incentivo ao modelo de transporte, sejam pequenas, face as necessidades de melhoria no sistema de mobilidade Em Manaus, vários praticantes de ciclismo fazem mobilizações para a construção de espaços exclusivos para os praticantes
em Defesa da Mobilidade Urbana, que atualmente aguarda parecer da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento (Cfeo). “A criação da frente é importante para que o diálogo seja estabelecido junto à população. Ela será instrumento para que o Poder Executivo programe políticas de mobilidade integrada, com o desenvolvimento urbano e de proteção ambiental.
Arthur quer empréstimo do Banco do Brasil O petista criticou a administração municipal e lembrou o atraso na execução das obras da ciclovia Boulevard - Ponta Negra, que deveria ser entregue em dezembro de 2013. Em defesa ao Executivo
municipal, o líder da bancada, vereador Wilker Barreto (PHS), admitiu as dificuldades de aplicação de verbas no setor, enfatizando que “a falta de compromisso da União tem atrapalhado o desenvolvimento de
ações”. “Vamos fazer intervenções que considero paliativas, infelizmente a problemática da mobilidade urbana, requer envergadura financeira que poucos Estados possuem. Temos falhas, mas é im-
portante lembrar, que estamos literalmente terminando o segundo ano de governo, sem que as promessas assumidas de público, pelo governo federal tenham sido cumpridas”, ressaltou.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
O candidato cumpre agenda de visitas a municípios da calha do Alto Solimões.
MARCELO RAMOS
Pela manhã e tarde, o candidato cumpre agenda administrativa como governador. Às 16h30 faz uma caminhada no bairro Mutirão e à noite, às 19h, faz comício político na casa de show Via Norte (avenida Max Teixeira), Zona Norte.
CHICO PRETO
Às 6h30, o candidato faz bandeiraço e panfletagem no Jorge Teixeira, Zona Leste, e às 9h participa de sessão plenária Aleam; às 11h faz visita à fábrica da LG. À tarde, às16h, faz caminhada no bairro São Francisco, Zona Sul, e às 19h grava programa eleitoral.
HERBERT AMAZONAS
O candidato participa, às 8h, de sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas e às 16h faz caminhada na Zona Centro-Oeste. Às 19h30 tem encontro popular no conjunto residencial Viver Melhor 1.
NAVARRO
Pela manhã, candidato faz panfletagem nos Correios do Centro. À tarde grava programa eleitoral e à noite tem reunião com equipe de propaganda.
ABEL ALVES NÃO DIVULGOU AGENDA.
NÃO DIVULGOU AGENDA.
Eleições 2014
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
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Dilma nega tática do medo, mas dispara contra Marina Presidente afirmou que a adversária tem posição favorável aos bancos. Questionada sobre economia, disparou: “Assim é difícil”
A
presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) voltou ontem (22) a mirar sua artilharia na adversária do PSB, Marina Silva. “Ela tem uma posição favorável aos bancos. Eu não”, afirmou, justamente após ser questionada sobre a campanha do medo que seu partido promove na televisão. Dilma participou da série de entrevistas com os candidatos ao Planalto do jornal “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo. A presidente não disfarçou a irritação ao longo de toda a entrevista, abordada sobre temas espinhosos, chegou a disparar um “assim é complicado”, ao ser questionada sobre os dados em que baseava suas respostas. Sobre as peças publicitárias que associam Marina ao fim da comida no prato dos mais pobres, a presidente foi categórica: “Estou alertando, não provocando o medo”. Disse que tudo o que sua campanha afirma está no programa de governo da adversária, como a independência do Banco Central. “Tornar o BC independente é criar um quarto poder. A Praça dos Três Poderes terá de se chamar Praça dos Quatro Poderes”, afirmou. Sobre a redução do papel dos bancos públicos, Dilma afirmou que programas do governo seriam colocados em risco. “O governo coloca subsídio entre 90% e 95% (no Minha Casa, Minha Vida). Passa isso para banco privado e nunca esse país vai ver uma casa para os mais pobres”, afirmou. “E eu é que
EBC
provoco o medo?”, prosseguiu. Dilma disse ainda que não basta dizer que quer reduzir o papel dos bancos públicos, “tem que explicar para quanto quer reduzir”. “Ela tem um alinhamento claro: tem uma posição favorável aos bancos. Eu não”, afirmou. Na sequência, disse que os “bancos são importantíssimos”. A petista ainda defendeu suas medidas protecionistas e afirmou que “não é a favor do desmame da indústria”. Corrupção na Petrobras Dilma teve também de responder sobre o megaesquema de corrupção instalado na Petrobras e voltou a utilizar o discurso do “eu não sabia”. Sobre o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, delator do petrolão, afirmou: “Foi uma surpresa. Se eu soubesse que ele ela corrupto, estaria imediatamente demitido”. Questionada sobre o fato de Costa ter ocupado o cargo por oito anos, dois deles quando Dilma já estava no Planalto, disse que a indicação dele não foi sua responsabilidade e que o ex-diretor era funcionário de carreira da estatal, portanto, tinha credenciais para o cargo. “O que eu escolhi é responsabilidade minha. No meu caso, não houve indicação política”. Indicado pelo PP ao posto, Costa assumiu a diretoria de Abastecimento em 2004, no governo Lula. Não é à toa Dilma que apressou-se a completar: “E não foi também no caso do Lula”. DIVULGAÇÃO
Dilma se mostrou irritada durante entrevista ao “Bom Dia Brasil” principalmente nas perguntas sobre corrupção na Petrobras
Presidente volta a criticar poder da imprensa A petista voltou a questionar o papel da imprensa na investigação de esquemas de corrupção. Disse que reportagens não produzem provas que possam ser analisadas pela Justiça. E afirmou que a investigação cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público. “Quem descobriu esse esquema fomos nós. A PF está subordinada ao Ministério da Justiça, que integra o meu governo”, afirmou. Ainda
assim, disse que não tinha conhecimento dos desmandos de Costa na estatal: “Crimes de corrupção não são praticados à luz do dia”. Ainda que imersa em escândalos e sustentando resultados preocupantes – a dívida não para de crescer mesmo após a capitalização de 120 bilhões de reais em setembro de 2010 – a Petrobras vai muito bem na visão da presidente. “A Petrobras já se recuperou”,
afirmou Dilma. “Será um fator imenso de crescimento para o Brasil. A produção de petróleo é importantíssima para o país”, completou, para encerrar: “A investigação não impede o crescimento da produção de petróleo”. Discussão Foi justamente ao tratar de economia que a irritação da presidente se tornou mais evidente. Ela discutiu com os
jornalistas acerca dos números com os quais era questionada. “Não concordo com essa avaliação da situação internacional”, afirmou, ao ouvir que países como Chile e Bolívia apresentam crescimento maior do que o brasileiro. Afirmou que a redução do ritmo do crescimento chinês também atrapalha o Brasil. E que a melhora significativa da situação depende dos rumos da economia americana.
MARINA
‘Só oração contra marketing selvagem’
Marina pediu oração para que “povo descubra as mentiras”
Principal alvo de ataques das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), a presidenciável Marina Silva (PSB) pediu ontem (22) uma oração para que o eleitorado não seja influenciado pelo que ela classifica como uma onda de mentiras espalhadas pelos seus principais adversários. Em encontro promovido pela Associação Nacional de Educação Católica, Marina, que pertence à igreja evangélica Assembleia de Deus, afirmou que espalhase a afirmação de que ela “acabará com tudo e com o resto”. “Dá para acreditar que uma pessoa possa acabar com o pré-sal, o Prouni,
o Fies, o Pronatec, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, a transposição do São Francisco, a Transnordestina, o 13º, as férias, privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil? Se uma pessoa pode fazer isso é porque temos um país que é o que, de papel? Não é, isso fere o bom senso, a inteligência do brasileiro”, afirmou a candidata, citando os principais programas do governo federal na área de educação, moradia e assistência social. Com base em interpretações do programa de governo de Marina, que defende um Banco Central legalmente independente e revisão dos subsídios
concedidos pelos bancos públicos, a campanha de Dilma tem veiculado propagandas dizendo que as ideias de Marina irão minar os principais programas sociais. “É tanta coisa, gente. Olha, até porque vocês que são pessoas de fé, contra o marketing selvagem não vale argumento, só discernimento. Então peçam a Deus para o discernimento do povo brasileiro”, discursou Marina no evento da associação, que reúne estabelecimentos confessionais católicos de educação. Fim da reeleição Em uma rápida entrevista após o evento, Marina também comentou a acusação
do PSDB de que Dilma faz uso eleitoral do Palácio da Alvorada, que tem sediado suas últimas entrevistas eleitorais à imprensa. Segundo a pessebista, o fim da reeleição, que ela defende, acabará com “essa confusão entre o uso institucional e o uso dos meios e recursos do Estado para a campanha”. Ela também voltou a comentar o erro do IBGE na divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), classificado por Dilma como banal. Segundo ela, a má gestão tem arranhado o prestígio de instituições como IBGE, situação que não pode ser tratada como banal.
Eleições 2014
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
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Apoiadores da campanha do presidenciável Aécio Neves não acreditam em votação expressiva do tucano, mas esperam uma reversão no quadro eleitoral na reta final das eleições de 5 de outubro
Aécio não atingirá votação prevista, afirmam aliados
Em seu “curral” eleitoral, Minas Gerais, os próprios aliados admitem que não será possível o tucano atingir a votação esperada
S
em liderar as pesquisas em seu Estado natal, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, refaz as contas para chegar no segundo turno. Aliados mineiros do senador, como o presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, admitem que não será possível atingir a votação prevista anteriormente para o Estado. A intenção sempre foi abrir grande vantagem sobre Dilma Rousseff em Minas - segundo maior colégio eleitoral do país e governado pelo PSDB há 12 anos - para garantir as chances na votação nacional. “Não é possível, mudou o cenário, é outra eleição. A previsão era com o Eduardo (Campos) na disputa, ele teria em Minas o que o Aécio tem em Pernambuco (3%)”, justifica Pestana, que lembra que Marina venceu em Belo Horizonte nas eleições de 2010. Mesmo com a recupera-
ção nas últimas pesquisas, os números ainda são modestos se comparados com os planos feitos pelos tucanos. A última pesquisa Datafolha no Estado mostra Aécio com 26%, enquanto Marina Silva tem 25% e Dilma 33%. O Ibope desta semana mostra um quadro um pouco melhor para o ex-governador de Minas, que aparece com 29%, atrás apenas de Dilma (33%); Marina tem 22%. Vitrine mineira No primeiro semestre de 2014, era comum ouvir de tucanos mineiros que o Estado, principal vitrine de Aécio e que foi governado pelo PSDB por 16 anos nas últimas duas décadas anos - era o trunfo para a vitória do neto de Tancredo. Projetavase uma diferença de 3 milhões de votos para Dilma Rousseff, que significa cerca de 20% dos mais de 15 milhões de eleitores.
“Além do discurso, Minas é o segundo maior colégio eleitoral no país. Qualquer ponto em Minas faz uma diferença grande. Tem um efeito simbólico muito grande para ele, ficar nesta posição que está em Minas inviabiliza a eleição dele no país”, analisa o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marco Antônio Carvalho Teixeira. Mais que governar, Aécio venceu em Minas três eleições de forma arrebatadora. Duas vitórias no primeiro turno para o governo do Estado - com 57% e 77% dos votos - e uma eleição para o Senado, quando Aécio teve 7,5 milhões de votos e ele elegeu também seu aliado Itamar Franco.
Tucanos ainda aguardam reação A esperança do PSDB no Estado é que a reação esboçada por Aécio nas últimas pesquisas em território nacional traga de volta para o tucano, oposição mais tradicional ao PT, os eleitores que migraram para Marina Silva no chamado voto útil. “Há um sentimento majoritário em Minas contra o PT. Quando a Marina despontou em segundo lugar, as pessoas migraram”, afirma Pestana, que tem a esperança de que uma reação de Aécio traga de volta para o tucano, oposição mais tradicional ao PT, os que migraram para Marina no chamado voto útil.
Desde que perdeu espaço para Marina Silva, Aécio passou a se dedicar mais a Minas Gerais. Sua presença no Estado e no programa eleitoral de Pimenta da Veiga se intensificaram e sua irmã, Andréa Neves, considerada estrategista importante para os tucanos, passou a se dedicar mais ao Estado. “Agora o Aécio está mais presente no programa do Pimenta, nas publicidades do Pimenta e do Anastasia. Há um momento novo e, dependendo das próximas pesquisas, na hora que o pessoal perceber a chance da virada do Aécio, isso vai ser uma grande
motivação aqui em Minas”, disse Pestana. Concentração Marco Antônio Carvalho Teixeira acha que é válida a estratégia de Aécio de concentrar esforços em Minas, já que Aécio tem potencial para crescer no Estado. O cientista político ressalta, porém, a força do governo federal em municípios do interior. “Minas tem 853 municípios e boa parte deles depende sobretudo do governo federal, não do estadual. O efeito das políticas sociais em Minas é muito grande. A batalha em Minas não é tão fácil quanto se imagina”.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Joelma Muniz, Raphal Lobato, Carlos Eduardo da Silva Matos e Assessoria.
REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Klinger Santiago, Kleuton Silva, Mário Henrique Silva, Leonardo Cruz e Pablo Filard
TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago