Especial
Eleições 2014 MANAUS, SÁBADO, 23 DE AGOSTO DE 2014
politica@emtempo.com.br
(92) 3090-1019
Programa eleitoral em pleno domingo
Por conta de uma falha no programa de transmissão, no próximo domingo, dia 31, será reexibida a propaganda eleitoral no Amazonas no horário de 19h30 às 20h30 MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
O
programa eleitoral gratuito que deveria ter ido ao ar na última quarta-feira (20), no horário da noite, será reexibido em horário ainda indefinido no próximo domingo, dia 31. Por um problema técnico no aparelho de transmissão, as inserções não foram ao ar, e com isso os candidatos alegaram ter se sentido prejudicados. Segundo explicações do coordenador da Comissão de Fiscalização da Propaganda, Fued Cavalcante Filho, a previsão era que o programa fosse veiculado amanhã, no entanto, as emissoras de TV local precisam justificar às suas matrizes sobre a mudança na grade da programação. “Essa transmissão será excepcional, devido à falha técnica que impediu aqui no nosso Estado a veiculação do programa na quarta-feira. As emissoras alegaram
que precisam consultar as grades nacionais para definir como será feita essa nova transmissão, por isso decidimos adiar para o dia 31”. Segundo Fued, as emissoras locais precisarão apresentar um requerimento às suas matrizes, para justificar a reposição dos programas eleitorais gratuitos. De acordo com Feud, nessa próxima semana o requerimento será levado ao pleno do TRE, apenas para homologação, e então as emissoras locais apresentarão suas justificativas. De acordo com Fued, os partidos entenderam a situação e não serão prejudicados, uma vez que não houve problema apenas com um ou outro, mas com todos. O programa eleitoral que será reprisado é referente aos
candidatos ao governo, Senado e deputados estaduais. Francisco Souza perde novamente no TRE O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em sessão de ontem (22), negou o recurso eleitoral que tentava reverter a decisão da corte que negou o pedido de registro de candidatura do deputado estadual Francisco Souza (PSC), que tenta a reeleição no pleito deste ano. Em sessão que indeferiu o pedido, a decisão se deu por unanimidade porque o candidato não realizou o cadastramento biométrico no município de Iranduba, seu domicílio eleitoral, no prazo do cadastramento. Por isso, o candidato estava sem domicílio eleitoral. No entanto, a defesa entende que o candidato, assim como outros eleitores, não recebeu comunicado chamando para o cadastramento e mesmo que continue com o título cancelado,
Francisco Souza não poderia votar, mas poderia concorrer à reeleição, como defende o advogado Eduardo Ribeiro. “Trata-se de um procedimento meramente administrativo que apenas não permitirá que o deputado exerça seu direito constitucional da cidadania de votar. Por outro lado, o fato exposto não constitui impeditivo algum para que o deputado Souza receba votos em sua candidatura, quando concorre para a 5ª Legislatura de deputado estadual, no pleito de 2014”, explicou Ribeiro. Ele destacou ainda que como a corte entendeu por negar o recurso, a defesa entrará agora com recurso no Tribunal Superior Eleitoral e Souza segue candidato até que o recurso seja transitado em julgado. “O candidato segue normalmente, isso não é uma matéria difícil de resolver, basta a boa vontade de cidadania da própria corte em resolver no TSE”, finalizou.
Eleições 2014
2
MANAUS, SÁBADO, 23 DE AGOSTO DE 2014
José Melo cumpre agenda na área do Baixo Solimões O
governador José Melo (Pros), candidato à reeleição, e o ex-governador Omar Aziz (PSD), candidato ao Senado Federal, retomaram a agenda da coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente no interior do Estado. Nesta sexta-feira, a campanha mobilizou a população em três municípios na região do Baixo Solimões. A primeira parada foi em Caapiranga (a 134 quilômetros de Manaus). Acompanhados de comitiva de postulantes aos cargos de deputado estadual e federal, José Melo e Omar Aziz fizeram caminhada pelas ruas do bairro Couto Vale e pelo Centro do município. Na reunião política no clube Calçadão, o governador e candidato à reeleição anunciou projetos para a cidade nas áreas de educação, infraestrutura, saneamento básico e desenvolvimento econômico. Entre as propostas está a construção de nova Escola de Tempo Integral (Ceti), núcleo da UEA, a ampliação da rede de abastecimento de água e o apoio à produção rural com a abertura de tanques escavados para
piscicultura, mecanização e fornecimento de calcário. “Nosso projeto é transformar a estrada e os ramais de Membeca na estrada da produção. Com abertura de tanques para piscicultura, plantio de frutas como o açaí e o incentivo à mecanização, podemos multiplicar por cinco o volume dos produtos”, disse Melo, ao destacar que Caapiranga é o maior produtor de cará da região. Após o evento, o governador vistoriou obras do sistema viário que estão em execução. No município, o governo estadual executa também obras de revitalização da estrada da comunidade do Membeca e está adaptando uma escola para estrutura de tempo integral. “Essa estrada era um sonho de Caapiranga e em quatro anos comecei a obra que o Melo vai terminar. Muitos vieram prometer, mas ninguém fez”, disse o ex-governador Omar Aziz, candidato ao Senado.
DIVULGAÇÃO ASSESSORIA
Candidato ao governo percorreu ontem as comunidades do município de Caapiranga ouvindo as demandas da população
A comitiva dos candidatos José Melo e Omar Aziz segue viagem hoje pelos municípios de Beruri, Manacapuru e Manaquiri
DIVULGAÇÃO ASSESSORIA
CAMPANHA
Eduardo Braga faz visita à cidade de Barreirinha Carros, motos e muita gente com bandeiras e faixas marcaram a chegada do senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Amazonas, ao município de Barreirinha. Acompanhado por sua candidata a vice, Rebecca Garcia, e pelo candidato ao Senado Francisco Praciano, Eduardo Braga realizou um comício na manhã de ontem no município. Candidatos a deputado federal e estadual também fizeram parte da comitiva do senador. Braga falou sobre a necessidade de união dos amazonenses no momento pelo qual estamos passando. “Nós, do Amazonas, somos pobres e moramos longe, não podemos ficar brigando uns com os outros por bobagens enquanto o povo fica sofrendo porque não trazemos investimentos para melhorar a vida da população”, afirmou, alertando aos moradores de Barreirinha para não cair nessas armadilhas que surgem em época de eleição. Cantando os jingles de campanha com animação e agitando bandeiras, faixas e cartazes, os moradores de Barreirinha ouviram atentamente os discursos dos candidatos e reagiam com gritos de incentivo e apoio a Braga e a seus aliados. Rebecca Garcia agradeceu a expressiva votação que recebeu do povo de Barreirinha nas últimas eleições, quando foi a deputada federal mais votada na cidade e explicou para o povo a essência da
chapa que formou com o senador. “Eduardo Braga é a experiência no nosso Estado. Agora nós queremos aliar a nossa renovação à experiência dele. Ter uma mulher pela primeira vez numa chapa majoritária já é uma mudança, uma renovação”, disse. Praciano Praciano alertou para que os cidadãos de Barreirinha
COMBOIO
Acompanhado da candidata a vice-governadora Rebecca Garcia e do candidato a Senado, Francisco Praciano, o candidato a governo Eduardo Braga, conversou com a população escolham com cuidado em quem votar. “Tem candidato que vai querer comprar voto. E tem gente que vai pegar o dinheiro porque precisa. Mas esse candidato não merece o seu voto”, aconselhou. Após a visita a Barreirinha, Eduardo Braga seguiu para a comunidade indígena do Marau, onde foi, como ele sempre repete, “ver com os olhos e sentir com o coração” as condições em que se encontram os moradores da localidade e ouvir suas reivindicações. Em seguida, o candidato realizou comícios ainda nos municípios de Boa Vista do Ramos e Maués.
Eduardo Braga percorreu as ruas do município acompanhado por um comboio de candidatos a deputado estadual e federal
Eleições 2014
MANAUS, SÁBADO, 23 DE AGOSTO DE 2014
3
Fernando Collor agora é um alvo da operação Lava Jato Supremo pede à Procuradoria-Geral da República que apure repasses do doleiro Alberto Yousseff para a conta do senador
C
andidato à reeleição, o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) está às voltas com nova investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Quatro meses depois de ter se livrado da última acusação a que respondia na corte ainda referente à sua turbulenta passagem pelo Planalto, Collor agora é alvo de um inquérito para apurar suas relações com o doleiro Alberto Yousseff, preso na operação Lava Jato sob a acusação de ser um dos chefes de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou ilegalmente R$ 10 bilhões no país e jogou a Petrobras para o centro de duas CPIs no Congresso. A suspeita sobre o ex-presidente foi remetida ao Supremo, onde correm as investigações envolvendo parlamentares federais e outras autoridades, pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, após a Polícia Federal identificar comprovantes bancários que mostravam depósitos feitos pelo doleiro, no valor de R$ 50 mil, na conta do senador. Segundo a PF, o repasse foi dividido em oito depósitos em espécie: R$ 1,5 mil, R$ 9 mil, R$ 1,5, R$ 9 mil, R$ 8 mil, R$ 9 mil, R$ 8 mil e R$ 4 mil. Revelações Quando a notícia sobre os depósitos foi revelada, Collor reagiu. “Não sou alvo de nenhuma investigação, menos ainda suspeito naqueles inquéritos”, disse o senador da tribuna do Senado em 26 de maio. De lá para cá, a situação mudou. O Congresso em Foco localizou na página do Supremo na internet o Inquérito 3883, até então desconhecido do público em geral. O procedimento foi aberto no dia 7 de julho pelo ministro Teori Zavascki, depois que a Justiça Federal do Paraná enviou para o Supremo 67 páginas de documentos. Zavascki designou o juiz Már-
AG SENADO
cio Schiefler para cuidar do caso. Há duas semanas, foi publicada a decisão de Schiefler para mandar a papelada à Procuradoria-Geral da República, que vai começar o trabalho de apuração de fato. O inquérito contra Collor não tem ligação com a nova fase da operação Lava Jato, iniciada nesta sextafeira (22) e que tem como principal alvo o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Sem explicação Collor nunca explicou a origem do dinheiro em suas contas, mas garantiu não ter relações com Yousseff. Em maio, disse que pediria “dados mais concretos” a Moro e Zavascki antes de prestar esclarecimentos. “Não convém, de forma prematura, alimentar uma contenda”, disse ele, ao criticar a revista “Veja”, que noticiara os fatos. Passados três meses, o Congresso em Foco procurou Collor novamente. Mas, na quinta-feira (21), o site não obteve nenhuma explicação dele e de seus assessores sobre a origem dos depósitos de Yousseff ou mesmo dos “dados mais concretos” que o ex-presidente buscava. Para a Polícia Federal, o doleiro era o verdadeiro dono do Laboratório Labogen, que firmou parcerias no Ministério da Saúde com o apoio do ex-vicepresidente da Câmara André Vargas (ex-PT-PR), que, para o Conselho de Ética da Casa, deve ter seu mandato cassado. A PF suspeita que um dos sócios do doleiro na empresa seja Pedro Paulo Leoni Ramos, amigo e exintegrante do governo Collor. O ex-presidente não nega o bom relacionamento que mantém com seu ex-ministro de Assuntos Estratégicos.
Ações incluíram até presidente da Petrobras A operação Lava Jato resultou na prisão de doleiros e de diversos clientes deles, como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Collor não era alvo da apuração, mas as ações de busca e apreensão nos endereços de Yousseff encontraram os comprovantes de depósito. Por isso, o juiz Sérgio Moro enfatizou ao STF que, naquele
momento, não havia “qualquer indício do envolvimento” do senador nas oito ações criminais em andamento em sua Vara no Paraná. Para Collor, as declarações do juiz foram entendidas como um salvo conduto. “O principal teor do expediente do juiz Sérgio Moro ao ministro Teori Zavascki foi sua taxativa declaração de que não
há qualquer envolvimento meu nos oito inquéritos da Polícia Federal vinculados àquela operação”, disse o senador em maio passado. Mas, conforme apurou o Congresso em Foco, as afirmações são apenas parte das formalidades do processo. Moro fez questão de explicitá-las por dois motivos. Primeiro, porque realmente o nome de Collor
apareceu no caso inesperadamente. Segundo, porque, ainda que acreditasse haver provas de participação do senador em qualquer crime, ao mencionar isso Sérgio Moro traria para si um batalhão de advogados dos réus pedindo que toda a operação Lava Jato fosse anulada. Afinal, parlamentares só podem ser investigados e julgados pelo STF.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
Às 8h, candidato irá se reunir com um grupo da melhor idade no seu comitê central. Ao meio-dia, concede entrevista a um programa de televisão local. Às 17h, tem reunião com os coordenadores de campanha e às 21h tem reunião com moradores do Viver Melhor.
MARCELO RAMOS
Candidato realiza caminhadas e comícios nos municípios de Manaquiri, Manacapuru e Beruri.
CHICO PRETO
Candidato faz caminhada às 7h30 na Zona Oeste. Às 10h, grava programa eleitoral e no fim da tarde tem reunião com apoiares de campanha da Zona Norte.
HERBERT AMAZONAS
Candidato fará caminhada no bairro Alvorada pela manhã. Ao meio-dia tem um Encontro Popular com irmãos da igreja Batista da Chapada. No fim da tarde, concede entrevista a uma emissora de televisão local.
NAVARRO
Candidato dedicará o dia para fazer gravações do seu programa eleitoral. À noite, realiza reunião com militantes na sede do partido.
ABEL ALVES Candidato não divulgou agenda.
Candidato fará caminhada na cidade de Iranduba.
Eleições 2014
4
Marina acena ao mercado com lei para BC autônomo
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
“Não vou aos palanques onde já não estava indo” MARINA SILVA (PSB), ignorando os acordos fechados por Eduardo Campos nos Estados
Impacto de Marina leva pânico ao PT e ao PSDB Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB) receberam em dias diferentes, esta semana, notícias igualmente inquietantes sobre pesquisas internas mostrando que apenas um deles estará no segundo turno, porque a outra vaga já estaria assegurada a Marina Silva (PSB), a substituta de Eduardo Campos na disputa presidencial. O impacto maior é percebido na campanha tucana, mas Marina deixou o comando do PT atônito. Tomando pulso Campanhas realizam pesquisas diárias que chamam de tracking, não registradas no TSE, por telefone, entrevistando ao menos 500 eleitores. Fogo de palha Os tucanos ficaram tão nervosos que o candidato Aécio Neves teve de reunir aliados para pedir calma, apostando que Marina é fogo de palha. Onda Marina No PT, coube a Lula e ao marqueteiro João Santana assegurar a Dilma e aos aliados que essa “onda Marina” não irá se sustentar. Ibope na terça O estado de ânimo nas campanhas do PT e do PSDB somente vai se estabilizar após a divulgação de nova pesquisa Ibope, terça (26). Lava Jato pode fazer o país refundar a República Muitos políticos graúdos tomam desde ontem doses industriais de tranquilizantes, após a decisão do exdiretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de fazer acordo de delação premiada, e contar tudo. Ao lado do mega-doleiro Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa
seria um dos chefes do “banco central” de caixa dois, pagamento de propinas e financiamento eleitoral. Se a dupla abrir a boca, a República cai inteira. Rede de lavanderias A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em onze empresas usadas por Paulo Roberto Costa para “lavar” dinheiro da corrupção. Lavando bilhões O esquema de corrupção tocado pela dupla YoussefCosta “lavou” mais de R$ 10 bilhões, segundo estimativas da Polícia Federal. Reais importados O doleiro Youssef abastecia o esquema de corrupção comprando no Paraguai cédulas de reais gastos por brasileiros naquele país. Esqueceu rápido Marina Silva esqueceu rápido o compromisso de preservar o legado de Eduardo Campos. Quase não há referências a ele no site oficial dela. Substituíram até as cores do PSB. Nem mesmo atribuem a Campos sua frase “Não vamos desistir do Brasil”, destacada no site. Só uma hóspede Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos, usou mal a expressão “hospedeira” para definir o papel de Marina Silva no PSB. Hospedeira é quem hospeda. Marina é “hóspede”. Vaga de Joaquim Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) haviam concordado, numa conversa, que em caso de vitória de um deles, pediriam a Dilma para não indicar o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Após a eleição,
PODER SEM PUDOR
Traição no Congresso O saudoso embaixador José Aparecido de Oliveira, testemunha de tantas lutas políticas – dos presidentes Jânio Quadros, de quem foi secretário particular, a Itamar Franco, em quem mandava – nunca teve a menor dúvida: “Na cabine indevassável, o homem trai!” O falecido presidente Tancredo Neves, por exemplo, detestava votações secretas no Congresso. Por quê? - Dá uma vontade de trair... – dizia ele, com jeito moleque.
MANAUS, SÁBADO, 23 DE AGOSTO DE 2014
Jornalista
restarão dois meses para o fim do governo. Assim é, se lhe parece Números do próprio governo mostraram que o Brasil teve o pior mês de julho dos últimos 15 anos, em termos de geração de empregos, mas a presidente Dilma atribui a má notícia ao “uso eleitoral” do fato. Caso de polícia “Porraloucas” ligados ao sindicato dos funcionários invadiram ontem a sala de trabalho do presidente da estatal de águas Caesb, em Brasília, e o mantiveram em cárcere privado por 40min., até a PM resgatá-lo. Transparência opaca Apenas na penúltima semana de agosto, o Portal da Transparência, que estava parado desde maio, atualizou os dados de 2014. Agora estão discriminados os gastos para os meses de janeiro a julho. Disputa paraense Uma das eleições mais disputadas ocorre no Estado do Pará, onde o governador tucano Simão Jatene tenta manter a família Barbalho bem distante dos cofres públicos. Seu rival é Helder Barbalho (PMDB). Veto ilegal A propaganda da ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) não tem aparecido na TV. Seria uma represália de Ciro Gomes, que comanda a campanha de Camilo Santana. Luizianne não pede votos para Camilo. Debandada Após o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitar “delação premiada”, políticos graúdos embarcando para o exterior em plena campanha eleitoral pode ser fuga mesmo.
Coordenadora da campanha da candidata do PSB reafirma agenda de compromissos assumidas por Eduardo Campos
M
aria Alice Setubal, a Neca, coordenadora do programa de governo de Marina Silva, afirma que a candidata a presidente pelo PSB reafirmará os compromissos feitos anteriormente por Eduardo Campos a respeito de conceder autonomia formal, por lei, ao Banco Central. Em entrevista à “Folha de São Paulo”, Neca disse que, ao longo da campanha, mais economistas “estarão se aproximando” e terão mais o perfil de “operadores” do mercado, para compensar a característica mais acadêmica da maioria dos atuais conselheiros. Essa é uma tentativa de Marina se qualificar mais como uma candidata confiável aos olhos do establishment financeiro e empresarial. O programa de governo da campanha presidencial do PSB deve ser lançado no próximo dia 29. A candidata também estuda fazer um discurso ou um documento mais sucinto a respeito de seus compromissos. Perfil Neca tem 63 anos e é uma das acionistas do Banco Itaú. Tornou-se amiga de Marina desde a campanha de 2010. Com que frequência conversam? “Quase todo dia”. A partir da consolidação de Marina como candidata a presidente, revela Neca, cresceram as ofertas de doações. Quando fala da presidente Dilma, avalia que a petista “tem uma incapacidade de ouvir”.
DIVULGAÇÃO
Neca (à esq.) e Marina Silva: parceria em campanha eleitoral
Lei seria uma proposta imediata Neca diz que muitas vezes, Marina falava: “Bom, isso não era a minha posição, mas foi a posição do Eduardo e a gente concordou com isso”. Então, ela vai assumir essas posições. “Mas o programa foca pontos muito claros. Destaca metas da inflação, o tripé (macroeconômico). Destaca fortemente a reforma tributária, a responsabilidade fiscal muito grande da qual o Eduardo falava. Marina manterá isso”.
RIO
TCE/AM
Aécio: mais investimento em acessibilidade no país Em visita à Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), na Zona Sul do Rio de Janeiro, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, prometeu ontem (22) que, se for eleito, aumentará os investimentos anuais feitos em programas de acessibilidade e em instituições de reabilitação. Para Aécio, as aplicações atuais são insuficientes e estão concentradas nas grandes cidades. “No nosso programa de governo, temos o projeto Brasil Acessível. O governo federal vai financiar todos os municípios brasileiros que apresentarem projetos de acessibilidade. Do ponto de vista de habilitação, é preciso apoiar de forma muito mais expressiva entidades como a ABBR, entidades estaduais. Vamos criar uma linha de financiamento e de compra de equipa-
Experiência “Hoje, temos uma presidente cujo perfil é de gestão, pragmático, racional. Talvez o oposto da Marina. E o resultado que nós temos é bastante insatisfatório. Toda essa fala da Dilma gestora se desfez ao longo de quatro anos. O mercado, visualizando as pessoas que estão ao lado dela, vai ter muito mais insegurança. Ela já tem vários economistas. Terá outras, mais operadoras”, declara Neca.
mentos de última geração”, anunciou o candidato. Aécio disse também que, caso seja eleito presidente, terá ao fim do mandato, em 2018, taxa de investimento da economia em torno de 24%. A taxa hoje varia de 18% a 19%. Foster Aécio comentou ainda a possibilidade de bloqueio dos bens da presidente da Petrobras, Graça Fortes, por causa da denúncia de irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Estado norte-americano do Texas. Aécio disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve julgar com isenção o caso. A decisão foi anunciada quarta-feira. “O TCU não é um órgão subordinado ao Poder Executivo. Sua função é fiscalizar as ações do governo e não pode sofrer nenhuma pressão”, ressaltou.
Irregularidades nas inspeções do interior Pelo menos 20 irregularidades foram encontradas pelas equipes técnicas da Secretaria Geral de Controle Externo (Secex) do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCEAM), durante as duas etapas de inspeções realizadas, este ano, entre os meses de maio e agosto. Ao todo, foram fiscalizados 61 municípios. As impropriedades mais comuns encontradas nos órgãos da administração direta e indireta do interior serão inseridas nos relatórios de inspeção das contas dos gestores e serão alvo de possíveis multas. Atualmente, os técnicos do TCE trabalham na conclusão dos relatórios. Entre as irregularidades mais comuns encontradas constam o atraso no encaminhamento dos balancetes mensais, via sistema de Auditoria de Contas Públicas (ACP).