Especial
Eleições 2014 MANAUS, TERÇA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2014
politica@emtempo.com.br
(92) 3090-1019
Propaganda eleitoral será estratégica nesta eleição RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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ada a largada para veiculação da propaganda eleitoral na TV e rádio, que inicia hoje, os principais candidatos ao governo nestas eleições veem o novo momento da campanha como importante ciclo para fortalecer estratégias rumo à conquista do eleitorado amazonense. Só para os candidatos ao governo serão no total, 21 dias de conteúdo eleitoral disseminado na mídia, em 40 minutos todas as quartas, sextas e segundas-feiras. Até o dia 2 de outubro, os candidatos terão apresentado 1,6 mil minutos de propaganda. Dono da maior fatia do tempo para veiculação, o senador Eduardo Braga (PMDB) deverá exibir propostas carros-chefe do seu programa de governo, em visual moderno, projetando a imagem de uma administração arrojada. Assessores do peemedebista apostam na dedicação de trechos da propaganda para explorar problemas em setores da administração do ex-governador Omar Aziz (PSD), desgastando a imagem do rival, o governador José Melo (Pros). Pelo menos quatro peças do programa peemedebista já passaram pela aprovação do coordenador de marketing do senador, o publicitário Carlos Colonesse, mentor dos blocos 7 minutos e 41 segundos de Braga. Segundo o secretário-geral do PMDB, Miguel Capobiango, a exibição de problemas da gestão anterior é natural. “Mostrar isso (os problemas) trará a tese dos trabalhos que propomos. Mostrar o quadro atual é importante para explicar o caminho certo a ser seguido”, disse ele. Alertado por pesquisas in-
ternas da necessidade de ampliar o conhecimento entre eleitores amazonenses, o governador José Melo (Pros) deverá dedicar grande fatia do tempo de 6 minutos e 41 segundos em uma apresentação pessoal. A campanha do governador levou para as peças os mantras de que o candidato é natural do interior, filho de seringueiro e professor, estratégia presente em eventos do bloco como aposta de aproximação ao eleitorado. Assessores de José Melo confirmaram que duas peças já foram finalizadas pelo marqueteiro oficial da campanha, o nordestino Raimundo Luedy. A propaganda do governador terá forte presença do candidato ao Senado Omar Aziz, que terá programas emplacados no governo destacados nas peças veiculadas. Interlocutores do governador apostam que a constante associação é benéfica para o candidato, visto a boa aprovação do governo Omar e a sua liderança nas pesquisas de intenção de votos. A largada da campanha do deputado Marcelo Ramos (PSB) na TV e rádio passa agora por ajustes de última hora devido ao falecimento do ex-presidenciável do partido, Eduardo Campos. O deputado deverá exibir uma homenagem ao pernambucano, vítima de um acidente aéreo na última semana. A campanha deve ainda reproduzir peças em que Ramos figurava ao lado de Campos e da provável candidata do partido, Marina Silva, gravadas durante a passagem de ambos pelo Amazonas no início deste ano.
Nanicos driblam curto tempo Analistas políticos ouvidos pela reportagem afirmam que a associação de Ramos com a figura do ex-candidato poderá estender a comoção em torno da tragédia a campanha local do candidato. Na primeira pesquisa Datafolha após o acidente, divulgada ontem, Marina Silva aparece com 21% das intenções de votos, empatada com Aécio Neves (PSDB). Os comitês nacionais, no entanto, não apostam que o clima de comoção possa perdurar. No bloco de candidatos com menos de um minuto de propaganda, a aposta será alternar peças com as principais propostas de governo. A dinâmica deverá ser adotada pelo candidato do PMN, deputado Chico Preto, e os candidatos Luiz Navarro (PCB), Herbert Amazonas (PSTU) e Abel Alves (Psol). O tempo de cada partido
e coligação é calculado a partir do número de representantes de cada partido na Câmara Federal. Porém, há um tempo mínimo destinado para cada candidato. Na manhã de ontem, o TRE deu abertura à audiência para a verificação de fotografias e dados dos candidatos que constarão na urna eletrônica. Cada candidato pode conferir o nome para urna, o cargo, o número, o partido, o sexo e a fotografia. Na ocasião, os candidatos ou seus representantes terão oportunidade de conferir estes dados. Ontem também foi inaugurada a sala de edição dos programas eleitoral dos partidos, coligações e candidatos, na sede do Tribunal. A ilha deverá concentrar a administração das peças de propaganda, reduzindo a possibilidade de eventuais falhas de exibição.
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Veiculação que inicia hoje em todo país será o mote de arrancada para alavancar as campanhas dos candidatos no AM
HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO Rádio TV Terça, quinta e sábado
Às 6h e às 11h Às 12h e às 19h30 Presidente e deputados federais Quarta, sexta Governador, senae segunda- dor e deputados feira estaduais Horário local
Programa eleitoral inicia hoje no rádio e na televisão em todo país. Programação deverá seguir até o dia 2 de outubro
Melo e Braga terão dificuldades, diz analista O sociólogo, cientista político e professor do departamento de ciências sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marcelo Seráfico, afirmou que acredita que a campanha de José Melo e Eduardo Braga na
TV e rádio terá dificuldades em sustentar embates, visto o histórico de ambos, anteriormente aliados. Já na campanha da oposição, Seráfico acredita que a aposta será na exploração de problemas clássicos do Estado.
“A polarização entre Melo e Braga terá dificuldades em apresentar críticas, sem se desvincular do passado aliado. Eles vão centrar os embates em críticas gerencialistas, não há como passar disso. Já a oposição, irá
surfar na temática da falta de crescimento do Estado desde a entrada deste grupo no poder, na década de 80. A oportunidade da TV e rádio e de falar com o público maior e aumentar o eco da exposição”, afirmou.
Eleitores pagam para assistir à programação O horário eleitoral gratuito, na verdade, não é gratuito – não para os eleitores, pelo menos. A legislação eleitoral garante às emissoras de rádio e TV que veiculam os programas partidários uma isenção fiscal de 80% do valor que as empresas receberiam caso vendessem o espaço para a publicidade, o que corresponde a cerca de R$ 840 milhões, de acordo
com o levantamento da ONG Contas Abertas. Cada eleitor paga cerca de R$ 5,90 em impostos para assistir ao horário eleitoral. O cálculo feito pela Contas Abertas leva em consideração a perspectiva nacional. No Amazonas, no entanto, não é possível saber o valor do impacto dessa isenção no bolso dos eleitores. A assessoria do Tribunal Re-
gional Eleitoral (TRE-AM) afirmou que o órgão “não tem nenhum interesse” na contabilização do impacto da isenção, visto que é uma previsão em lei. Já a presidente da corte, desembargadora Socorro Guedes, afirmou que o benefício contribui no processo eleitoral. “Na verdade o que tem é uma regulamentação da isenção, que é a contrapar-
tida que a Justiça Eleitoral dá para as emissoras. Não posso precisar valores porque essa informação eu não tenho nesse momento. O importante é sabermos que os meios de comunicação recebem do Estado a possibilidade de entrar nas nossas casas, participar da vida em sociedade e são chamados a colaborar e assim o fazem”, afirmou Guedes.
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Braga firma compromisso com a PM nas redes sociais O
terem ficado quase 5 anos no governo e não fazerem a valorização do soldado, do praça, do cabo, só para tentar te enganar e mexer com teu voto, estão querendo espalhar uma mentira de que, se eu for governador, eu não vou prestigiar os soldados, cabos e sargentos
MENTIRAS
No vídeo, Braga lamenta o fato de que, em época de campanha, surjam tantas fofocas, mentiras e boatos nas redes sociais e desmente que vá perseguir os policiais militares, se for eleito da PM”, afirma no vídeo. Compromissos Eduardo Braga aproveita para firmar com os policiais militares um compromisso de valorização e resgate da autoestima e imagem positiva da Polícia Militar do Amazonas. “Eu não apenas vou valorizar você, como vou valorizar toda a PM. Vou resgatar a credibilidade de uma instituição que precisa ser respeitada como uma polícia cidadã e uma polícia justa e honesta”, afirma, ao se dirigir diretamente aos policiais e firmar um compromisso com eles.
Senador e candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga usou as redes sociais para tranquilizar os policiais do Estado
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senador Eduardo Braga, candidato ao governo do Amazonas, postou no domingo (17), em todas as suas redes sociais, um vídeo no qual firma um compromisso com a Polícia Militar do Amazonas. Utilizando os mesmos canais que seus adversários escolheram para disseminar o boato de que a Polícia Militar (PM) será desvalorizada, caso ele seja eleito, Braga não apenas desmentiu o que foi inventado sobre ele, como se comprometeu a valorizar e resgatar a imagem da PM no Estado. Para conferir o vídeo, basta acessar o link www.youtube. com/watch?v=haE0t362Z10. No vídeo, Eduardo Braga lamenta o fato de que, em época de campanha, surjam tantas fofocas, mentiras e boatos nas redes sociais e desmente que vá perseguir os policiais militares, se for eleito. “Soldado, praça, cabo, sargento da Polícia Militar, eu tenho um compromisso com você”, afirma. Braga também lembra que realizou a promoção de policiais militares quando foi governador. “Existiam soldados que estavam esperando há mais de 20 anos por uma promoção para ser cabo. Tinha cabo há 18 anos esperando para ser promovido a sargento; sargento que esperava há décadas para ser subtenente. E eu fiz isso no meu governo”, disse. O senador credita a seus adversários a disseminação do boato nas redes sociais. “Agora, às vésperas das eleições, os meus adversários, depois de
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Senador usou as redes sociais para desmentir boato de que os policiais seriam desvalorizados caso seja eleito governador
Melo afirmou que sua meta no governo é explorar novas bases econômicas no Estado e promover inovação nas políticas públicas
ENTREVISTA
Melo apresenta propostas para mobilidade urbana Desenvolvimento econômico, infraestrutura logística e mobilidade urbana foram destaques na entrevista do governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) para uma rádio local, ontem (18). Abrindo a série de entrevistas da emissora com os majoritários, Melo afirmou que sua meta no governo é explorar novas bases econômicas no Estado, promover inovação nas políticas públicas e fazer um governo mais técnico e menos político. Candidato da coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente, com Henrique Oliveira (SD) como vice-governador e Omar Aziz (PSD) concorrendo ao Senado, José Melo disse que a prorrogação da Zona Franca de Manaus até 2073 e o fim da guerra fiscal com São Paulo criam o ambiente ideal para explorar outras bases econômicas no Estado, como as riquezas minerais. “Temos ainda uma farmacopeia, frutas que podem se transformar em produtos, riquezas imensas, frisou. No último mês, Melo entrou em acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e conseguiu encerrar a guerra fiscal que onerava a entrada de produtos oriundos da ZFM na maior economia do país. Com isso, São Paulo reduziu a
alíquota do ICMS de 18% para 12%. Segundo o governador, a expectativa é que a nova fase, somada ao ambiente da prorrogação do modelo, gere crescimento em torno de 70% na economia do Polo Industrial de Manaus, com atração de novas empresas e a diversificação da matriz das fábricas instaladas. “Essas vitórias deram novo ânimo para a Zona Franca e a consequência é que virão muitos recursos. Vamos aplicá-los em Ciência e Tecnologia para ter uma base tecnológica forte e criar uma Zona Franca que venha das nossas riquezas regionais”, defendeu. Visita à fábrica do PIM Em seu segundo encontro com a classe trabalhadora do Polo Industrial de Manaus, ontem, Melo conversou com trabalhadores da empresa Elgin Industrial da Amazônia, especializada na fabricação de condicionadores de ar. Ele foi recebido pela direção da empresa e cumprimentou um a um os trabalhadores. Na semana passada, José Melo tomou café da manhã com operários da empresa Amazon Postes para apresentar sua plataforma de governo em áreas como saúde, educação, segurança pública, cultura e desenvolvimento econômico.
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Projetos não são votados por falta de vereadores Na sessão de ontem, quatro projetos de lei foram tirados de pauta porque os propositores não estavam no plenário ROBERVALDO ROCHA / CMM
MÁRCIA OLIVEIRA Equipe DO AGORA
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uatro projetos de lei não foram votados ontem, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), porque os vereadores que apresentaram as propostas estavam ausentes do parlamento durante a sessão plenária. Esta medida, de caráter disciplinar, vem sendo adotada pela mesa diretora da CMM para evitar que os vereadores apenas registrem presença no painel eletrônico e não participem das discussões. Um dos projetos de lei retirados da pauta foi à criação do programa educativo Pequeno Agricultor Sustentável, de autoria do vereador Massami Miki (PSL). O parlamentar, ontem, registrou presença do painel eletrônico, discursou na tribuna, foi embora e não retornou mais ao plenário. Boa parte da sessão plenária foi conduzida pelo primeiro vicepresidente da CMM, vereador Sildomar Abtibol (Pros), pois o presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), também se ausentou. Sildo-
mar chamou três vezes os vereadores que estavam nos gabinetes para retornarem ao plenário. O corregedor, vereador Francisco Jornada (PDT), chamou a atenção dos parlamentares, por causa das constantes ausências, mas de nada adiantou. Apesar de o painel eletrônico apontar a presença de 41 vereadores, menos da metade estava presente no plenário. “Estamos começando a agir dessa forma: se o vereador não estiver presente no plenário, seu projeto de lei, moção, requerimento ou indicação não entra na pauta do dia. Esse foi um acordo feito com o presidente e o vicepresidente da casa,” explicou o corregedor. Terrenos para o Cotam Ontem, um dos projetos votados pela casa foi o encaminhamento para sanção do prefeito Arthur Neto (PSDB) o Projeto de Lei (PL) nº 105/2014, que concede o direito de uso real de dois terrenos à Cooperativa de Consumo dos Taxistas Autônomos de Manaus (Cotam) para fins coDIVULGAÇÃO
merciais. De acordo com a proposta, o Poder Executivo fica autorizado a conceder o direito real de uso de dois lotes a Cotam, no Distrito Industrial 1, um de 888,5 metros quadrados, na avenida Buriti, e outro com área de 602,48 metros quadrados, na avenida Manaus 2000. As concessões se dão por meio do pagamento do percentual de 5% incidente sobre o valor do terreno, de acordo com avaliação do município em cada um dos imóveis, devidamente atualizado e convertido em Unidade Fiscal do Município (UFM), a ser pago todos os anos pelo concessionário por prazo indeterminado, conforme o inciso terceiro do artigo quarto da lei 1.322, de 12 de dezembro de 1977. Mesmo com a concessão do direito de uso do terreno, a área continua sendo propriedade do município.
Para forçar os políticos a ficarem no plenário, só serão votados projetos dos vereadores presentes
CABO ELEITORAL
Nejmi marca presença nas ruas
Nejmi tem sido importante peça de campanha nesta eleição
Ela chegou a ser bastante cogitada para disputar um cargo político nas eleições deste ano. Entre a classe política e a população, a expectativa era a das maiores para saber se a ex-primeira-dama Nejmi Aziz iria entrar na disputa eleitoral, em decorrência da sua expressiva atuação na gestão do seu esposo, o ex-governador Omar Aziz
(PSD), candidato ao Senado Federal. O fato é que Nejmi não deixou a esperança ser frustrada, após ir para as ruas defender a bandeira da coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente. Nejmi Aziz vem participando das caminhadas pelos bairros de Manaus, com Omar Aziz (PSD) e o governador José Melo (Pros), que dispu-
ta a reeleição ao governo do Amazonas. Ao lado dos candidatos, Nejmi se destaca por bater de porta em porta e ter um diálogo mais longo com os moradores que aproveitam a oportunidade para expressar indignações, propor mudanças, e, também, reconhecer o papel da ex-primeira-dama, quando esteve à frente da presidência do
Fundo de Promoção Social e de importantes ações solidárias no Amazonas. “É muito importante que a população venha conhecer as propostas políticas para que possam votar de maneira consciente e saber o que é melhor para seu futuro e, principalmente, para suas famílias”, disse a ex-primeiradama do Estado.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
O candidato, pela manhã, participa de atividades em Brasília e no fim da tarde realiza caminhada na Zona Norte.
MARCELO RAMOS
Candidato cumpre agenda administrativa como governador pela manhã. Ao meio-dia faz gravação para o programa eleitoral. Às 13h30 vai a sede do TRE para conferência de dados eleitorais nas urnas e no restante da tarde concede entrevistas para emissoras locais.
CHICO PRETO
Candidato participa em Brasília de uma missa em memória ao presidente do seu partido Eduardo Campos.
HERBERT AMAZONAS
Candidato concede entrevista para uma rádio local às 7h. Em seguida vai para Assembleia Legislativa do Amazonas. Depois fará uma caminhada no bairro da Compensa 2. Às 15h participa de um debate político e faz caminhada no bairro Mauzinho.
NAVARRO
Candidato fará gravação do programa eleitoral.
Candidato não divulgou agenda até o fechamento desta edição.
ABEL ALVES Candidato está viajando de barco para o município de Coari, onde deverá fazer caminhada na cidade, na tarde de hoje.
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Hissa não descarta apoiar Marina Silva
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Não desistiremos do Brasil” Jornalista
RENATA CAMPOS, VIÚVA DE EDUARDO CAMPOS, dando o mote da campanha do PSB
Contribuinte banca maior parte das campanhas Enquanto brasileiros reagiam indignados ao “financiamento público de campanha”, discretamente os políticos engordaram o “fundo partidário”, abastecido com recursos do Tesouro. Em 2004, ao ser instituído, o fundo tirou R$ 124,8 milhões do bolso do contribuinte. Isso foi aumentando até saltar de R$ 197 milhões, em 2010, para R$ 307,3 milhões em 2011. Em 2014, a previsão é que vai a R$ 364,3 milhões. Rateio do butim Do total, 5% do fundo é rateado entre todos os partidos registrados na Justiça Eleitoral, e 95% conforme a votação para deputado federal. Partidos cartoriais Vários partidos nanicos, sem qualquer expressão eleitoral, são mantidos pelos seus “donos”, interessados apenas no fundo partidário. Parte do leão Até julho, os grandes partidos embolsaram a “parte do leão” do fundo: PT (R$ 29,4 milhões), PMDB (R$ 21 milhões) e PSDB (R$ 19,9 milhões). Sem voto, com grana Nanicos não têm votos, mas fazem festa com o fundo: PTC (R$ 1,3 milhão), PRTB (R$ 773 mil), PSDC (R$ 618 mil) e PEN (R$ 531 mil). Fecomércio-MG adquiriu imóveis superfaturados Investigação de desvios e superfaturamento levaram a juíza Lucimeire Rocha, da Vara de Inquéritos Criminais de BH, a afastar o presidente do sistema Fecomércio-MG, Lázaro Gonzaga, e os diretores do Sesc, Rodrigo Duarte, e do Senac, Luciano Fagun-
des, aliados do presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antônio de Oliveira Santos. Também tiveram os bens bloqueados até o valor de R$ 50 milhões. Tal qual O Sesc Nacional, de Antônio de Oliveira Santos, é acusado de pagar dez vezes mais por uma fazenda no Mato Grosso. MP investigou A investigação na Fecomércio-MG foi iniciada em 2013 pelo promotor Eduardo Nepomuceno, de Defesa do Patrimônio Público de BH. Tudo errado Além de comprar imóveis sem avaliação oficial, a Fecomércio-MG pagou R$ 30 milhões antecipadamente, antes do registro em cartório. Não é Marina O novo presidente do PSB, Roberto Amaral, continua dando pistas do seu desconforto com a candidatura de Marina Silva. Disse ontem que Renata Campos, viúva de Eduardo, “é a maior liderança do PSB”. Eleição nas redes sociais O perfil de Marina Silva (PSB) no Facebook cresceu 300 mil curtidas, desde quinta passada; tem agora 1,1 milhão de “likes”. Aécio Neves (PSDB) tem 1,13 milhão de curtidas e Dilma Rousseff (PT), 920 mil. Virada Experientes políticos acham que Paulo Câmara (PSB) tem tudo para virar a campanha vencer a disputa pelo governo, até como homenagem dos pernambucanos a Eduardo Campos, que o escolheu candidato. Informe a favor
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Apesar de declarar não ter aproximação com a candidata, o vice-prefeito licenciado disse que vai seguir seu partido ARQUIVO EM TEMPO/ALEXANDRE FONSECA
Informe de analistas do banco Credit Susse aponta Dilma como a favorita na disputa. Se escrevessem o contrário, seus patrões seriam pressionados a demitilos, como aconteceu no banco Santander? Ninguém merece Quem reclamava do assembleísmo do PT antes da chegada ao poder, não viu nada. Os chamados “marineiros”, que agem no Rede e no PSB como tutores de Marina Silva, são um pé no saco da objetividade. Antipetistas Estrelas do PMDB, o vice de Dilma, Michel Temer, e Paulo Skaf, que disputa o governo paulista, foram a ato antipetista em Mauá (SP). Era o lançamento da candidatura à reeleição da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), arquirrival de Donizete Braga, prefeito petista de Mauá. Petista ‘humilhado’ Alexandre Padilha (PT) sentiu-se “humilhado” com o critério da Globo de fazer cobertura diária de candidatos acima de 6% nas pesquisas. Padilha deveria se sentir diminuído com o próprio desempenho: ele não passa dos 5%. Mas foi à Justiça para obrigar a Globo a abrir espaço. Embate no debate Líder nas pesquisas para o governo do DF, José Roberto Arruda (PR) enfrenta hoje os adversários no debate da Band, inclusive Toninho do Psol, autor da representação que fez o TRE impugnar sua candidatura. Pergunta diante da TV Já que permite que políticos mintam à vontade no guia eleitoral a partir de hoje, o TSE não deveria julgálos depois por propaganda enganosa?
PODER SEM PUDOR
Confusão
Hissa teve embate com Marina, que foi favorável à candidatura de Marcelo Ramos ao governo JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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andidato a deputado federal, o vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão (PPS), assegurou que não deve abandonar o “barco” e seguirá seu partido no apoio ao nome escolhido para ocupar a vaga deixada por Eduardo Campos, que morreu vítima de acidente aéreo na última quarta-feira (13), em Santos, interior de São Paulo. Abrahão que também integra a base de apoio à candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB), ao governo do Amazonas, e que por sua vez pede votos ao Partido dos Trabalhadores (PT), da candidata à reeleição, presidente Dilma Roussef, negou que entraves pessoais e regionais o façam passar por cima das decisões nacionais de sua legenda. Hissa Abrahão assegurava uma candidatura majoritária ao governo do Estado, até os primeiros meses do ano, mas desistiu quando a coligação Unidos pelo Brasil, decidiu validar o nome do socialista Marcelo Ramos para a vaga. “A relação entre o PPS e o PSB é estável, nossos ideais e programa estão em plena sintonia. Sou um homem de partido, provei isso quando desisti da candidatura ao governo e encampei o projeto
do PPS de eleger ao menos 20 deputados federais pelo país”, explicou. O vice-prefeito licenciado lamentou a morte prematura de Eduardo Campos, relembrando a relação amistosa que cultivou com ele, ao longo de dois anos. Questionado se manterá a mesma proximidade com Marina Silva, possível sucessora da vaga, ele comentou que as relações são diferentes, já que o contato com a idealizadora da Rede Sustentabilidade ainda é muito prematuro. “Não dá para ser a mesma relação que pessoalmente eu tinha com Campos. Nossa amizade foi fortalecida ao longo de dois anos, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, foi quem nos aproximou. Já com a Marina Silva, ainda é muito prematuro, não existe uma relação tão forte”, ponderou. Em nota oficial divulgada à imprensa, o diretório nacional do PPS, afirmou que o partido “apostou na qualidade política de Eduardo Campos neste momento em que o país busca alternativas para seu futuro e um novo projeto nacional de desenvolvimento. Embora jovem, o candidato já havia provado sua competência tanto no parlamento quanto à frente do governo do Estado de Pernambuco (...). Para o PPS, assim como para o Brasil,
a perda de Eduardo Campos tem o peso de uma grande tragédia. Atinge a vitalidade da promessa de renovação que ele significava para um país que clama por mudanças”, assinou o presidente nacional da sigla Roberto Freire. Reunião em Brasília A cúpula estadual do PSB, formada pelo vereador e candidato ao Senado, Marcelo Serafim, o presidente de honra e ex-prefeito, Serafim Corrêa, o deputado estadual e candidato ao governo do Estado, Marcelo Ramos, estará presente na reunião que uma semana após a morte de Eduardo Campos, homologará o novo candidato à Presidência da República pela sigla. A informação foi confirmada por Marcelo Serafim, que é presidente estadual do PSB. O evento, que acontecerá na próxima quarta-feira (20), em Brasília, segundo Marcelo Serafim, será provavelmente para homologar a escolha de Marina Silva ao cargo. “Ela é a pessoa mais preparada para seguir adiante com o legado deixado por Campos. Nosso projeto de governo foi moldado a quatro mãos, as dela e as dele. Acredito também que o deputado federal do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque seja o nome escolhido para acompanhá-la”, frisou.
Missa em homenagem a Campos
O falecido ex-governador paulista Franco Montoro trocava nomes e pessoas, mas tentava acertar. Até fazia associações. Por isso, sempre chamava o então deputado Flávio Bierrenbach de “Bierrenbrahms”. Associava o sobrenome do ministro aposentado do Superior Tribunal Militar com um certo compositor de Hamburgo (Alemanha), mas novamente trocava Johann Sebastian Bach, nascido em 1685, por Johannes Brahms, de 1833.
Uma missa de 7º dia será realizada pelo Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB/AM), em memória de Eduardo Campos, Filiados, militantes, simpatizantes e amigos participarão da celebração que acontecerá
TIAGO CORREA/CMM
Marcelo Serafim usou a tribuna da Câmara para prestar homenagens a morte de Campos
às 19h de hoje, na Igreja de Nossa Senhora das Graças, Beco do Macedo. Militantes do PSB, simpatizantes e amigos vão estar com camisas em homenagem a Eduardo Campos, nela estará escrita a frase:
“Não vamos desistir do Brasil” dita pelo então candidato em sua última entrevista para a TV. Também, durante a cerimônia, uma homenagem será feita, por meio de um vídeo que será exibido no decorrer da missa.
Morte ainda repercute na Câmara Muito emocionado, o vereador Marcelo Serafim, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e líder do partido na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ocupou a tribuna da casa legislativa, ontem, para falar de Eduardo Campos. Bastante consternado, o vereador declarou que o partido vive um momento de extrema dor. “O meu rumo mudou por conta do Eduardo e no meio desta campanha Deus tira esse homem tão amável como ele era”, disse. De
acordo com o parlamentar daqui para frente não será fácil caminhar sem este grandioso líder, pois não foi perdido apenas um candidato à Presidência. “Ele era muito mais que um candidato, era uma liderança que vinha para contribuir com o debate político neste país. Tenho a mais plena convicção que o seu legado continuará por nós que somos PSB de coração. Ficaremos aqui para cumprir as determinações do doutor Arraes, avô de Eduardo, cumprindo o que o neto
dele sonhou, construiremos um Brasil que ele idealizava, eu não sei, mas tenho certeza que todos nós do PSB estaremos irmanados e unidos para que possamos construir”, enfatizou. O vereador Elias Emanuel (PSB) também ocupou a tribuna e bastante consternado ele lembrou do momento trágico na vida do PSB que foi o falecimento do presidenciável Eduardo Campos. “Partiu um guerreiro, fica o legado, partiu um grande nome, fica a história”, disse.
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Políticos do AM repercutem salto de Marina em pesquisa Levantamento é o primeiro após a morte de Eduardo Campos. Marina aparece com 21%, no 1º turno, e empata com Dilma, no 2º
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Marina empataria tecnicamente com Dilma em segundo turno
No 2º turno, empate é com Dilma Na pesquisa Datafolha a presidente Dilma está tecnicamente empatada com Marina Silva em um eventual segundo turno. Segundo a pesquisa, Dilma tem 43% contra 47% de Marina. Em um cenário contra Aécio, a petista venceria com 47% das intenções ante 39% do tucano. Em julho, Dilma tinha 44% contra 40% de Aécio, diferença dentro da margem de erro da pesquisa. Rejeição O instituto também apurou a rejeição dos três principais candidatos na disputa presidencial. A presidente Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição: 34% dos
eleitores dizem que não votariam nela de jeito nenhum. A taxa de rejeição de Aécio Neves é de 18% e de Marina Silva, 11%. Na pesquisa anterior, divulgada no início de julho, quando Eduardo Campos (PSB) figurava entre os candidatos, a taxa de rejeição de Dilma era de 35%. Aécio tinha 17% e Campos, 12%. O levantamento do Datafolha foi feito entre 14 e 15 de agosto, com 2.843 eleitores em 176 municípios do país. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00386/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.
Ramos comenta levantamento O candidato ao governo do Estado do Amazonas, Marcelo Ramos (PSB), repercutiu ontem a pesquisa Datafolha de intenção de voto à Presidência da República. Apesar do cenário positivo, Ramos avaliou que a escolha de Marina pelo PSB não é baseada apenas em números, mas acima de tudo, no fato que a aliança Campos-Marina é uma união programática e na ausência dele (Campos), ela (Marina) representa essa unidade programática. “Claro que os números animam, mas nos anima ainda mais, a esperança de seguir acreditando no Brasil e na mudança política”, disse.
Ainda segundo o candidato socialista, o PSB não exigiu que Marina ficasse no partido após ser eleita presidente. “Penso, inclusive, que poderíamos criar informalmente uma federação de partidos com PSB-REDE-PPS e outros que estejam dispostos a contribuir com o futuro do Brasil”, sugeriu. Sobre o panorama da situação em Manaus, Ramos enfatizou não ter dúvida que acontecerá um crescimento. “Somos a única candidatura ao governo do Estado que representa a mudança que o povo enxerga em Marina e na memória de Campos”, concluiu.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
a pesquisa Datafolha publicada ontem (18), Marina Silva e Aécio Neves aparecem em empate técnico na segunda colocação e devem disputar uma das vagas para o segundo turno. Em um eventual segundo turno, Marina empataria com Dilma. Na pesquisa, a presidente Dilma Rousseff tem 36% das intenções de voto, contra 20% do candidato do PSDB, Aécio, e 21% de Marina Silva, possível escolhida do PSB para ocupar a vaga deixada por Eduardo Campos. O levantamento é o primeiro depois da morte do ex-governador em um acidente de avião na quarta-feira. O corpo dele foi sepultado neste domingo. Entre os demais candidatos, o Pastor Everaldo (PSC) soma 3% das intenções de voto. Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%. Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Com a participação de Marina como candidata, os números de voto nulo ou em branco caíram cinco pontos. Na última pesquisa, ainda com Campos, esse grupo somava 13% e, agora, recuou para 8%. Indecisos eram 14%, caindo para 9% nesta pesquisa. O Datafolha também tes-
tou um cenário em que o PSB não apresenta um substituto para Campos. Nessa simulação, Dilma tem 41%, Aécio aparece com 25%, Pastor Everaldo com 4%; Zé Maria, Eduardo Jorge, Luciana Genro e Rui Costa Pimenta somam 1% cada. Brancos e nulos registravam 13% e indecisos 12%. Na resposta espontânea, que soma a intenção de voto sem apresentação dos nomes de candidatos, a presidente Dilma lidera com 24%, Aécio aparece com 11% e Marina com 5%. Na última pesquisa, a candidata do PT tinha 22%, contra 9% do tucano e 0% de Marina. Na pesquisa anterior, divulgada pelo Datafolha em meados de julho, quando Campos era o candidato do PSB, Dilma tinha 36% das intenções de voto diante de 20% de Aécio e 8% de Campos. O Pastor Everaldo (PSC) aparecia com 3%. José Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro, Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) tinham 1% cada. Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuavam. Brancos e nulos somavam 13% e indecisos, 14%.
PESQUISA 1º TURNO
Em eventual segundo turno, Dilma bateria apenas Aécio Neves
PESQUISA 2º TURNO 47
Intenção de votos - pesquisa Datafolha
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PT DILMA
PSB MARINA SILVA
Intenção de votos pesquisa Datafolha
PSDB AÉCIO
PSC PASTOR EVERALDO
PSB MARINA SILVA
PT DILMA
BRANCO NULO NENHUM
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NÃO SABE
PT diz que comoção deu vantagem ao PSB MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
O resultado da pesquisa divulgado pelo Datafolha ontem, apresentando um empate técnico entre Dilma e Marina, em um possível segundo turno, dividiu a opinião de petistas local. Para o presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Dilma no Amazonas, Valdemir Santana, a pesquisa foi feita em cima de um velório, em que as pessoas estão comovidas com a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que era candidato a Presidência da República. Segundo Santana, a estratégia de campanha
continua a mesma. “Não temos que mudar o direcionamento da campanha, pois essa pesquisa foi feita em cima de um velório, é meio complicado. Nós não estamos sendo prejudicados nesse processo, quem perde é o PSDB. Por isso, não muda nada na estratégia de campanha”, salientou. Já para o vereador Waldemir José é preciso fazer uma campanha mostrando o que já foi feito pelo governo Dilma e o que ainda poderá ser feito. Quanto a campanha local, José acrescentou que é preciso atualizar algumas estratégias, mas sem bater em ninguém. “Agora com o horário elei-
OPINIÃO
Para o presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Dilma no Amazonas, Valdemir Santana, a pesquisa foi feita em cima de um velório, em que as pessoas estão comovidas toral teremos como balancear isso tudo que a mídia está falando de negativo do governo, apresentando tudo o que já foi feito e o que está por vir”, disse ao lembrar que “nossa proposta é mostrar o PT e
seus aliados fizeram nesses 12 anos”, pontuou. Mudanças Para o deputado estadual que disputa a reeleição, José Ricardo Wendling, com a morte de Campos muita coisa muda e muda para todos os partidos. Quanto ao PT, o deputado acredita que a mudança é pouca e que a presidente Dilma deverá ter o reconhecimento do povo brasileiro depois que começarem os programas eleitorais gratuitos. “Com o programa de TV e rádio será mostrado muito do que foi feito no governo Dilma, como a valorização na educação, na saúde”, destacou.
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Eleições 2014
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2014
PT inaugura o comitê de Dilma Rousseff na cidade RAIMUNDO VALETIM
Diretório nacional do partido espera alavancar a campanha de reeleição da presidente com a inauguração da base central
Petistas do Amazonas estiveram presentes na inauguração do comitê central da presidente na cidade. Apesar do preparo, não há expectativas da presença de Dilma em Manaus MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
O
espaço também está aberto para os dois candidatos ao governo do Estado do Amazonas que estão na coligação da presidente, o senador Eduardo Braga (PMDB), como o governador José Melo (Pros). “O espaço é para todos os partidos coligados. Assim como para o Eduardo Braga como também para o professor José Melo”, disse. O prefeito de Maués, padre Carlos Goes, é o responsável por coordenar a campanha da presidente com os prefeitos do interior. Ele não soube informar o número de prefeitos que já se uniram a campanha, mas disse que está totalmente empenhado na campanha da presidente, bem como de Praciano ao Senado.
DIVULGAÇÃO
diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas inaugurou na noite de ontem o comitê central da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) na cidade. O local, localizado em um prédio no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, servirá como “QG” da presidente no Estado. Mas, apesar de todo preparo, não há expectativa da vinda da petista a cidade. O presidente estadual da sigla, Valdemir Santana, disse que com a inauguração da central será possível identificar “quem realmente está
com a presidente”. “Esse local é independente para todos os partidos da coligação e, é agora que vamos ver de fato quem está apoiando a Dilma, pois tem muita gente que diz estar, mas na verdade não declara. Agora é o momento”, cutucou. Segundo ele, apesar de o comitê está em atraso, ainda dá tempo para levar a campanha às ruas e ao interior do estado. “Por mais que seja com atraso, é uma coisa organizada. Esse local, apesar de ser comandado pelo PT, mas é para todos os partidos da coligação e está aberto a quem quiser se juntar a nós”, pontuou. Feliz com a inauguração, Santana acrescentou que o
Prefeito de Tefé é acusado de compra de votos em 2012
IMPULSÃO
Segundo o presidente estadual do partido, Valdemir Santana, a expectativa é que com a instalação do partido na cidade, a campanha da presidente Dilma ganhe impulso no Estado “Estamos totalmente empenhados na campanha dos dois e, paralelo a isso, a gente tem a missão de fazer essa articulação com os prefeitos do Amazonas. Não sei te dizer precisamente a quantidade, mas já fizemos um bom contato e penso que nos próximos
dias vamos fazer uma reunião aqui nesse espaço para que possamos dar uma votação expressiva para nossa presidente”, disse o prefeito. Para Carlos Goés a instalação do comitê foi fundamental para se estruturar a campanha de Dilma no Estado. “Esse espaço caiu na hora certa para que possamos ter um local de referência, não apenas da coligação, mas do partido e acredito que vai facilitar nosso diálogo com os prefeitos do interior”, disse. Segundo a secretária-geral do PT, Silla Mesquita, o espaço vai abrigar o grupo de mulheres que estarão desenvolvendo políticas públicas para as mulheres, bem como os jovens terão espaço, além os partidos
que fazem parte da base aliada, movimentos sociais, coordenação de campanha do Praciano, assessoria jurídica e de comunicação, os Grupos de Trabalho Eleitoral (GTE). “Haverá também uma coordenação de municípios pequenos com até 28 mil eleitores que estarão organizando um grande evento para os dias 30 e 31 de agosto, que são as caravanas que sairão de vários lugares em apoio a candidatura da presidente”, finalizou. Estiveram presentes ao evento, os deputados estaduais José Ricardo Wendling e Sinésio Campos, os vereadores Waldemir José e professor Bibiano.
PREFEITO DE TEFÉ
Antenor Paz pode perder o cargo O embargo de declaração em recurso eleitoral que tenta reverter a decisão do pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), do dia 2 de junho que cassou o mandato do prefeito de Tefé, Antenor Paz (PSD) foi adiado mais uma vez pelo pleno da corte, por um pedido de vista do relator da matéria, juiz Délcio Luis Santos. A expectativa é que o processo entre em pauta na próxima quarta–feira (20). De acordo com o relator da matéria, a retirada do processo foi necessária, uma vez que os juízes que julgaram no primeiro momento o recurso não estavam presentes na sessão de ontem. No entanto, caso o recurso seja negado pelo pleno, Antenor perde a ca-
deira de prefeito, mas ainda poderá recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como Antenor Paz não recebeu mais que 50% dos votos, Jucimar Veloso (PMDB), segundo colocado nas eleições poderá assumirá a prefeitura assim que o acórdão referente à cassação for publicado no Diário Eletrônico de Justiça. Antenor Paz é acusado de compra de votos nas eleições de 2012. Segundo o juiz Délcio Luis Santos, a própria vice-prefeita Icléia Pessoa confessou o crime. “O advogado dela, na sessão em que foi julgado o recurso eleitoral, veio à tribuna e ratificou as declarações dela. A defesa da vice-prefeita disse que ela está se sentindo mal com a situação e que deseja
sair da vida pública de cabeça erguida”, disse o juiz. Também na sessão de ontem, os recursos do candidato ao governo do Estado, senador Eduardo Braga (PMDB) e Rebecca Garcia (PP), que compõe como vice na chapa de Braga, também estavam na pauta de julgamento, mas foram adiados. Os membros do TRE, negaram provimento ao recurso interposto pela coligação Renovação e Experiência, do recurso eleitoral por propaganda antecipada negativa contra um portal da cidade. Pelo menos oito embargos de declaração constavam na pauta de julgamento, a maioria por ausência de documentação, o que levou o pleno a uma discussão sobre o assunto.
O juiz João Mauro Bessa, alegou que se os embargos fossem considerados como litigância de má fé, não teriam tantos embargos a serem julgados, o magistrado foi acompanhado pelo colega juiz Délcio Luis Santos, mas outros colegas não compartilharam do mesmo pensamento. Para o juiz, Paulo Fernando, se assim pensasse, estaria negando sua tese, pois o recurso foi subescrito por um advogado. “Eu tenho a ideia de que a litigância de ma-fé tem declarada quem verdadeiramente lhe te ver dado causa”, disse, acrescentando que a troca de certidões não deve ter sido feito pela parte a penas, mas por advogados que estavam responsáveis por isso.
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‘Só idiotas acham que eu trabalho contra a Marina’
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Cúpula do PSB se reuniu ontem, em Recife, em ato político convocado por Renata Campos, viúva de Eduardo
O
presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, afirmou ontem (18) que “só idiotas” apontam que ele trabalha contra a candidatura de Marina Silva na vaga de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na semana passada. “Só parte de idiotas”, disse Amaral, irritado com os questionamentos de jornalistas que o aguardavam para um ato político em Recife (PE), convocado por Renata Campos, viúva do ex-governador. A reunião da Executiva Nacional do PSB para oficializar Marina está agendada para amanhã (20), em Brasília, mas alguns integrantes da sigla resistem ao seu nome – ligado ao ex-presidente Lula, Amaral é apontado internamente como um deles. O partido também discute a indicação do novo vice para a chapa – o favorito é o deputado Beto Albuquerque (RS), caso Renata Campos não queira o posto. Amaral também comentou o resultado da pesquisa feita pelo instituto Datafolha, que mostrou Marina na segunda colocação. Ele disse que o partido não tomará decisões “em função de pesquisas”. “Não tomamos decisões em função de pesquisas. Respeito muito os institutos, mas tomamos decisões e escolhemos nossos candidatos em função de seus perfis e seus compromissos”, disse. Para o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, Renata terá o papel de “aglutinar” o partido após a morte de Campos. “Renata sempre teve papel importante nas campanhas políticas. Agora, terá papel mais importante, de aglutinar e garantir à militân-
cia que o legado de Eduardo vai continuar.” O irmão do ex-governador de Pernambuco, Antonio Campos, disse que a cunhada ainda resiste à ideia de ser vice: “Mas se ela decidir tem o apoio da família. Ela ainda está impactada, mas não digo que é definitiva”. Datafolha Na entrada do evento,
Não tomamos decisões em função de pesquisas. Respeito muito os institutos, mas as decisões têm como base os perfis e os compromissos Roberto Amaral (presidente do PSB)
o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) avaliou como “natural” o desempenho de Marina no Datafolha. “É natural que isso aconteça porque antes mesmo de se definir a candidatura Marina tinha em torno de 20%. Ela tinha um passivo maior.” O vice-presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, disse que os números apontam a consolidação do eleitorado brasileiro. “Grande parte dos votos em branco, dos indecisos e de uma parte que votaram nos outros candidatos migrou para candidata Marina. A partir de agora temos outro desenho”, disse.
Roberto Amaral acha “picuinha” dizer que ele não apoia Marina
Renata Campos expôs seu nome para a disputa presidencial
Virada de jogo dentro da chapa
Morte gerou uma reviravolta
O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente amanhã. Amaral prometeu a Marina que ela não precisará permanecer no partido caso seja eleita. O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato
O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, 49, morreu na quarta (13) em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio e caiu em área residencial. Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas. Os restos mortais removidos do local do acidente chegaram na noite
ao Senado, é o mais cotado para a vaga. Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias e afirmou que o acidente “tirou a vida de um jovem político promissor”. Também presidenciável, Aécio Neves (PSDB) disse ter perdido um amigo. Marina declarou que guardará dele a imagem de “alegria” e “sonhos”. Campos morreu em um 13 de agosto em acidente aéreo.
EBC
de quarta na unidade do IML (Instituto Médico Legal) na rua Teodoro Sampaio, no bairro Pinheiros, em São Paulo. A Aeronáutica investiga a queda. Governador de Pernambuco por dois mandatos, ministro na gestão Lula, presidente do PSB e ex-deputado federal, Campos estava em terceiro lugar na corrida ao Planalto, com 8% no Datafolha. Conciliador era considerado um expoente da nova geração da política.
NANICO
PPL é o primeiro partido a firmar apoio à ex-senadora
O PPL já havia declarado apoio ao presidenciável Eduardo Campos, mas agora fecha com Marina Silva como candidata
O nanico PPL (Partido Pátria Livre) oficializou ontem (18) o apoio à candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência da República. A executiva do partido se reuniu em São Paulo para tomar a decisão. A coligação que apoiava Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13, é composta de seis partidos, sendo quatro nanicos (PSB, PPS, PPL, PRP, PSL e PHS). A legislação eleitoral prevê que a substituição do candidato só se dará pela aprovação da maioria da coligação, no caso de Marina, pelo menos 4 dos 6 partidos. O nome da ex-senadora deve ser referendado pelo menos por PSB, PPS, que marcaram reuniões de suas executivas para amanhã (20), PPL e PRP.
DECISÃO
A executiva do partido se reuniu em São Paulo para tomar a decisão. A coligação que apoiava Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13, é composta de seis partidos Já os dirigentes do Partido Social Liberal (PSL), e do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), ameaçam não aprovar o nome de Marina. Eles dizem não ter garantias de que Marina seguirá a linha defendida por Campos. Se a oposição se resumir só a esses dois nanicos, não haverá problemas para a candidatura de Marina.
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MANAUS, TERÇA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2014
Segundo turno agora é uma certeza, diz Aécio
Estratégia na retomada da campanha tucana é centrar fogo na presidente Dilma Rousseff (PT) DIVULGAÇÃO
Aécio Neves retomou agenda política ao visitar um conjunto de favelas no Rio. Durante discurso disse que, se for eleito, levará modelo de UPPs para o país
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o primeiro ato de campanha após a morte do candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) afirmou ontem (18) que a pesquisa Datafolha divulgada também ontem “deixou claro” que a disputa só será resolvida no segundo turno. Foi a primeira reação pública do tucano à entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial em substituição a Campos. “O segundo turno já era cada vez mais provável. Hoje é uma certeza”, disse. “Ficou claro nessa pesquisa que teremos segundo turno. Tenho confiança que estaremos lá. Nossa proposta é contra o governo que está aí”, afirmou Aécio. “Marina é uma candidata que tem valo-
res, propostas. Vamos fazer um belo debate. Eu continuo muito determinado a apresentar um país que cresce, baseado em gestão pública eficiente”, acrescentou. Segundo o Datafolha, Marina aparece com 21% das intenções de voto, em empate técnico com Aécio, que marca 20%. Aécio disse “ter confiança” de que estará no segundo turno e prometeu priorizar o embate com a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), que manteve 36% de intenções de voto no levantamento. Retomada Guiado por lideranças comunitárias, Aécio fez uma caminhada pelas vielas da favela Dona Marta, em Bo-
tafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde cumprimentou moradores e conheceu a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Foi o segundo ato de campanha em comunidades da capital fluminense desde que a campanha começou. Placas espalhadas pela região apresentavam a imagem de Aécio ao lado do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, e do candidato a deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do exgovernador Sérgio Cabral.
Promessa: UPPs em todo o país O candidato prometeu levar o programa de unidades de polícia pacificadora, criado no Rio de Janeiro, a outras regiões metropolitanas e aglomerados urbanos que sofram com áreas controladas pelo crime organizado. Aécio destacou os avanços que as UPPS proporcionaram às comunidades onde foram instaladas, mas disse que é preciso agora cuidar da segunda etapa: “emprego, saúde, educação de qualidade e cuidar das mulheres, pois elas são as
mantenedoras da maioria das casas nessas comunidades e precisam ter também oportunidade de geração de renda.” O candidato conversou com o comandante das UPPs, coronel Frederico Caldas, e com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, na sede da unidade do Dona Marta. “Meu governo vai planejar e articular uma política nacional de segurança e aproveitar de forma muito positiva a experiência das UPPs construída pelo Estado do Rio”.
ALCKMIN
‘Aliança não será alterada’ O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem (18), que a aliança com o PSB não será alterada após a morte do presidenciável Eduardo Campos e uma eventual substituição por Marina Silva na cabeça de chapa nacional. “Temos em São Paulo coligação com o PSB e ela não se altera”, afirmou Alckmin, após participar, como governador, de entrega de ambulâncias ao Corpo de Bombeiros, no centro da capital paulista. O candidato a vice-governador do tucano é o deputado federal Márcio França (PSB). Marina sempre foi contrária à aliança com os tucanos e estava disposta a não dividir o palanque em São Paulo. Questionado se acredita na possibilidade de Marina o apoiar no maior colégio eleitoral do país, Alckmin desconversou: “Sempre respeitei e tive admiração pela Marina”, disse. “É importante que o sonho, o legado e a esperança de Eduardo Campos continuem”, afirmou. Mas sobre uma possibilidade de dividir palanque com Marina, caso a ex-senadora declare apoio ao tucano, Alckmin disse que o PSDB tem o seu candidato à Presidência, Aécio Neves (PSDB), e o PSB terá o seu. “Eu ficaria muito honrado (em caso de apoio de Marina)”, afirmou. “Mas cada partido faz a sua campanha.”
REVIRAVOLTA AG/SENADO
Líder de Dilma, Romero Jucá muda de lado ao pedir voto para o candidato do PSDB, Aécio Neves
Jucá muda de lado e vai apoiar PSDB Líder do governo no Senado nas gestões de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) mudou de lado e já prega abertamente voto em Aécio Neves (PSDB) contra a presidente e, por consequência, contra o presidente do PMDB e candidato a vice-presidente na chapa, Michel Temer. Na noite da última quarta-feira (13), data da morte de Eduardo Campos, Jucá participou de um evento organizado pelo Conselho Regional de Economia de Roraima (Corecon-RR), em Boa Vista. O áudio do discurso de Jucá foi divulgado pela “Rede Brasil Atual”. No encontro, o senador fez um discurso de mais de 40 minutos recheado de críticas às opções ideológicas e ao modo de condução da
economia do governo Dilma. Também prometeu se empenhar para que a vantagem da petista sobre Aécio na Região Norte seja reduzida. É a primeira vez que o líder pemedebista declara voto no candidato tucano. “Fui líder do FHC, líder do Lula e líder no começo do governo da Dilma, mas sou economista. Vou dizer a vocês com muita sinceridade: do jeito que o governo tá tocando a economia não voto no PT, não voto na Dilma”, disse. “A gente tinha duas opções de voto: era o Aécio e o Eduardo. Hoje perdemos uma. Não quero influenciar ninguém, mas eu vou falar meu voto. Eu vou votar no Aécio”, afirmou. Jucá afirma que Aécio já supera as intenções de voto de Dilma no Sul e Sudeste, mas perde com folga no Nordeste,
Norte e Centro-Oeste. “Onde é que a Dilma tá ganhando? Essa diferença tá onde? No Nordeste, que tá 51% [para Dilma] a 16% [para o Aécio]. Vai ter que diminuir a diferença. E no Centro-Oeste e no Norte, que é 25 pontos a diferença em prol dela. Se depender de mim, Roraima vai diminuir um pouco essa vantagem”, afirmou. Ajustes O senador disse que “tem conversado com Aécio” e, no caso de vitória tucana, já há tratativas para que sejam ajustadas as legislações de PPP (Parceria Público-Privadas) e de licitação e para que seja resolvido o “problema da legislação de licença ambiental”. O parlamentar defendeu também que o Brasil lance um grande programa de concessões em 2015.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa Náis Campos
REPORTAGEM Moara Cabral Joelma Muniz Márcia Oliveira
REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond
DIAGRAMAÇÃO Mário Henrique Silva, Pablo Filard, Kleuton Silva, Marcones Freire e Klinger Santiago
TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago