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Eleições 2014 - 17 de agosto de 2014

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

‘Efeito Tiririca’ na

eleição baré

Embalados pelo fenômeno na eleição de Tiririca, humoristas do Amazonas também começam a arriscar carreira na vida política, mas com promessa de levar o parlamento muito a sério o “endeusamento” devotado aos políticos brasileiros. “Não podemos ficar só assistindo, a necessidade de mudarmos a cara da política é evidente e o momento é agora. O trabalho na rádio e na televisão me fez acompanhar de perto a vida e descobrir as necessidades da população carente, e principalmente sua luta atrás de políticos que só aparecem nas vésperas d e

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

“É

sério isso!”. É o que garante o humorista Carlos Portta, quanto a sua candidatura a uma vaga na Câmara Federal, nas eleições de outubro. Conhecido por pegar no pé dos políticos amazonenses, ele assegura que não quer ser mais um em meio à multidão,

e promete fazer um trabalho sério em Brasília, caso seja eleito. Quem também se aventura pela primeira vez na briga por uma das 24 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) é Márcio Braga, conhecido humorista local. Os seguidores do “efeito Tiririca” na política local declaram que decidiram enfrentar o desafio para tentar mudar a cara da política brasileira. Mas, sem piadas. Defendendo a mudança nas casas legislativas, o agora integrante do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Portta, quer o voto de confiança dos eleitores. O candidato defende a necessidade de se extinguir

Humorista abriu as portas

IONE MORENO

Segundo o presidente da Action Pesquisa de Mercado, Afrânio Soares, o caso do Tiririca foi o que motivou outros humoristas a se arriscarem. De acordo com o especialista, os nomes Carlos Portta e Márcio Braga não passam batido nas pesquisas. Mas pelo fato de serem do meio de comunicação, existem prós e contras pois por estarem todos os dias em contato com a população ganham vantagem em não serem meros desconhecidos. Mas, o fato de trabalharem com o humor poderá lhes tirar votos porque tem muita gente que não os veem como competentes.

RAIMUNDO VALETIM

Portta decidiu se candidatar após ver a realidade da população na pele

Márcio Braga quer implantar projetos voltados para deficientes físicos

eleição. Precisamos mudar isso, quero que o meu mandato aconteça junto do povo”, comentou. Com projetos ousados, Portta, ressalta que uma das suas metas é levar as necessidades do Amazonas ao Congresso Nacional, por meio das novas ferramentas tecnológicas. Ele quer mostrar por meio de áudios e imagens os problemas vivenciados pelos caboclos da capital e do interior. “Nossa ideia é tornar o mandato uma espécie de reality show, vamos visitar as comunidades e documentar tudo aquilo que eles precisarem, seja uma creche, um posto de saúde. Vamos levar isso para Brasília e defender nossos projetos do início ao fim, embasados nesses depoimentos”, explicou.

Comprometido a não deixar o bom humor de lado, Portta, tem com lema: “Vamos quebrar o pau”, ele prepara uma série de programas que começarão a ser transmitidos pelas rádios e emissoras de televisão. A exemplo das tiradas do personagem, que já incomodou muito parlamentar, ele pretende relembrar velhos escândalos do mundo político, como o Mensalão, e o dinheiro guardado na cueca. “Nessa pegada faremos os eleitores relembrarem os atos da velha política. Os anos passam, as eleições acontecem e os eleitos continuam os mesmos. Além disso, e o que para mim é o mais grave, é que as bandeiras empunhadas também não mudam. Desde criança só escuto se falar de Zona Franca e sua prorrogação, problemas na saúde, educação, mobilidade urbana. Estamos atrasados pela falta de interesse desses homens em tornar o nosso Estado mais igual para todos, sem distinções”, reclamou. Há 20 anos escrevendo e trabalhando junto a produtoras durante os períodos eleitorais, o multifacetário Márcio Braga também se aventura pela primeira vez na briga por uma das 24 vagas disponíveis na Aleam. A ideia de conciliar os palcos com a tribuna instalada no plenário Ruy Araújo, segundo ele, vem da necessidade latente de se humanizar a forma de pensar e fazer política no Amazonas. O humorista diz que tem evitado misturar as velhas piadas com temas políticos e o trabalho junto aos eleitores, para não parecer debochado com as necessidades reais dos mais carentes. “Fazer piada neste momento é ter a certeza de ser sem graça. Levo meu bom humor para onde vou e sei que sou reconhecido por isso. Mas, a coisa é séria. Política nunca foi e nunca será brincadeira”, enfatizou.

Tiririca foi um fenômeno O ano de 2010 pode ficar lembrado como aquele em que o Brasil elegeu um palhaço - de verdade - para o Congresso Nacional. O palhaço Tiririca, codinome do cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, não só foi eleito como foi o candidato com a maior votação entre os postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados em todas as unidades da federação. Concorrendo pelo PR-SP, ele teve 1,35 milhão de votos. Ficou muito à frente do segundo mais votado do país, Anthony Garotinho (PRRJ), ex-governador do

Rio de Janeiro, que beirou 700 mil votos, e teve mais que o dobro do segundo mais votado em SP, Gabriel Chalita (PSB), escolhido por 560 mil eleitores. É a segunda maior votação da história para deputado no Brasil: Tiririca só fica atrás de Enéas Ferreira Carneiro (morto em 2007), presidente do extinto Prona e detentor dos votos de 1.573.112 eleitores para deputado federal no pleito de 2002. A campanha de Tiririca caracterizouse pelo deboche. Com essa receita, Tiririca conquistou eleitores - fica para os pesquisadores e analistas a tarefa de entender ou explicar se foi “voto de protesto”.


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

Petistas fazem campanhas isoladas nestas eleições MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

V

Fe d e r a l , João Pedro, concorrendo a vaga de deputado federal e do vereador Waldemir José, o qual vem erguendo as mangas para apoiar a candidatura dos companheiros. José Ricardo justificou sua não participação nas atividades coordenadas pelo candidato majoritário. Segundo o parlamentar “quando tem uma programação do majoritário, os proporcionais não aparecem”, disse. Questionado se pediria votos para o candidato majoritário, Wendling fez questão de frisar que a vontade dele era que o PT tivesse candidato próprio, mas que estava acatando a decisão nacional da legenda e cumprindo o regimento interno do PT. “Estamos fazendo o que o partido decidiu, mas a nossa vontade era candidatura própria. Nossa prioridade é eleger o Praciano para Senado e João Pedro para federal e os demais candidatos do PT estaduais”, destacou.

MAIORIA

A princípio, essa corrente do PT era favorável à candidatura própria para o cargo majoritário. Mas, após indicação do diretório nacional, o grupo coligou com o bloco de Eduardo Braga O parlamentar não tem se juntado as atividades do majoritário, como caminhadas, viagens e comícios. Na semana passada, José Ricardo realizou um comício na frente do terminal de ônibus (T3), localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus e contou com a presença dos companheiros Praciano, que disputa uma vaga no Senado

IONE MORENO

isto sempre juntos nas ações do Partido dos Trabalhadores (PT), o grupo formado pelo deputado federal Francisco Praciano, deputado estadual José Ricardo Wendling e o vereador Waldemir José, sempre estiveram unidos em suas causas e ações. Depois do pleito de 2012, mas um integrante se uniu ao grupo, o vereador professor Bibiano, formando assim, o quarteto petista que ganhou destaque por tentar preservar os ideais originais do Partido dos Trabalhadores. A vontade do grupo era que o PT regional tivesse candidatura própria ao cargo majoritário desde a última eleição para prefeito em Manaus. Vencidos pela maioria, o quarteto teve que aceitar a decisão nacional de fazer coligação com outros partidos, apoiando dessa forma a candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) ao cargo de governador do Amazonas. No entanto, apesar dos correligionários terem que “engolir” a decisão, ainda

tentam se manter neutros com relação à campanha para o pleito de 2014. Uma das atitudes que demonstram isso é a peregrinação solitária do deputado estadual José Ricardo Wendling, para a colheita de votos para garantir sua reeleição para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Praça disse que não se omite de subir no palanque de Braga

DIVULGAÇÃO

Acostumados a fazerem ações sempre juntos, Zé Ricardo, Praciano, Waldemir José e Professor Bibiano caminham isolados

Grupo petista diz que não abandonará a velha Kombi para fazer as campanhas eleitorais

PALANQUE

Praciano não vê constrangimento Já o candidato ao Senado, Francisco Praciano, não demonstrou constrangimento em caminhar ao lado de Eduardo Braga. “Da minha parte estou participando de tudo, vou ao comício, caminhada, subo em palanque. A decisão é do partido nacional. Eu estou acompanhando qualquer evento da coliga-

ção”, pontuou. No entanto, o vereador Waldemir José disse que o método da campanha será o mesmo sempre utilizado pelo quarteto, distribuição de panfletos informativos, Kombi e carreatas, além de visitas às famílias, comunidades e interior do Estado. No entanto, o vereador

Waldemir José, disse que o método da campanha será o mesmo sempre utilizado pelo quarteto, distribuição de panfletos informativos, Kombi e carreatas, além de visitas às famílias, comunidades e interior do Estado. “Eu estive hoje (ontem), no comício do companheiro José Ricardo. Eu não sei se a gente

vai fazer em todos os locais, mas toda vez que eu não tiver numa agenda da Câmara Municipal de Manaus (CMM), estarei colaborando com a agenda deles”, disse. De acordo com José Ricardo, no início do mês, Praciano esteve com ele e João Pedro em visita a dois municípios da calha do Rio Solimões.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.

MARCELO RAMOS

Candidato retorna das viagens a municípios do Baixo e Médio Amazonas.

CHICO PRETO

Candidato suspendeu as atividades de campanha em respeito ao falecimento do presidente do seu partido, Eduardo Campos.

HERBERT AMAZONAS

Candidato não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.

NAVARRO

Candidato não não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.

Candidato participa de reunião com comunitários da Zona Sul.

ABEL ALVES Candidato fará caminhada no município de Alvarães pela manhã e a tarde segue para a cidade de Uarini. À noite, segue de barco para o município de Coari.


Eleições 2014

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2014

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José MELO

‘Conheço a ARTE DE GOVERNAR’

DIEGO JANATÃ

MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

A

...venci, com muita luta, com muito sacrifício e perseverança e aprendi com a floresta a ser humilde, terno, respeitador, não alterar a voz e estar sempre em paz comigo mesmo. Estudei e aprendi as coisas do conhecimento, o que me levou a galgar muitos postos”

mazonense nato, o atual governador do Amazonas, José Melo (Pros), junto ao deputado federal licenciado, Henrique Oliveira (SDD), galgam a reeleição ao governo do Estado nas eleições deste ano pela coligação Fazendo Mais por Nossa Gente. Em entrevista ao EM TEMPO, Melo fala do orgulho de ser filho da terra e das políticas públicas que pretende desenvolver no Estado do Amazonas. Como legado, pretende deixar uma sociedade crítica, formadora de opinião, por meio da cidade universitária. Ele também fez questão de falar que o ex-governador Omar Aziz (PSD) e ele, juntos, apresentaram uma nova forma que governar: “isso levou o Omar a ser considerado o melhor governador do país”. É justamente por esse novo jeito de governar, voltado para as pessoas, que Melo pretende permanecer à frente do Executivo estadual. Acompanhe, agora, a entrevista cedida ao EM TEMPO com José Melo, em seu gabinete na Secretária da Fazenda Estadual (Sefaz). EM TEMPO - Quem é José Melo? José Melo - O José Melo é um homem simples, que nasceu no interior. Que sofreu, como muitos, as dificuldades da vida, mas que venceu, com muita luta, com muito sacrifício e perseverança. E que aprendeu com a floresta a ser humilde, terno, respeitador, não alterar a voz e estar sempre em paz consigo mesmo. Depois estudei e aprendi as coisas do conhecimento, o que me levou a galgar muitos postos. Fui secretário de Educação duas vezes do Estado e um do município de Manaus; fui delegado do Ministério de Educação; presidente do IDAM; secretário de produção; secretário do interior; fui secretário de governo, depois vice-governador e agora governador. No campo político, fui deputado federal, uma das vezes o mais votado, até então, da história política do Amazonas, deputado estadual e consequentemente vice-governador. Esse é o José Melo, um homem que tem muita vivência, que participou de três gestões de governador, como um dos atores principais e o que me permite hoje apresentar minha candidatura como um dos candidatos com maior experiência no campo político administrativo e na arte de governar. EM TEMPO - O que lhe diferencia dos demais candidatos? José Melo - Uma das qualidades que eu acredito que me diferencia é o conhecimento ob-

tido, não somente do povo, do interior, mas da arte de governar. Outro diferencial, não em relação a todos os candidatos, mas especificamente em relação a um ou outro, é que eu sou uma pessoa terna, que não trato mal as pessoas, sou um ser humano que acorda às 5h da manhã, faz uma hora de esteira, faz a barba, toma banho e sai correndo para o trabalho todo dia. Portanto, eu acordo cedo para trabalhar e gosto de trabalhar. Tenho experiência de mais de 30 anos de vida pública. Sou servidor público por excelência. E eu e Omar inauguramos uma nova maneira de governar voltada diretamente para o povo, a partir das experiências vividas com o povo e que deu certo. Isso não existia, até então, o que tinha antes era formas fortes e duras de governar. Essa nova maneira de governar foi muito bem avaliada pelo povo, tanto é que Omar saiu como o governador bem mais avaliado do Brasil. EM TEMPO - Quais propostas de governo o senhor poderia destacar? José Melo - Na questão da educação, vamos aumentar de 25% para 30% os investimentos, além da construção de Escolas de Tempo Integral (Cetis) em cada município; duplicar o Centro de Mídias levando educação à distância, bem como a valorização do profissional da educação, quer seja pelo aumento de salário e também pelos cursos de pós-graduação; dar continuidade à cidade universitária, pois acredito que é ali que vamos criar massas críticas para o Amazonas, entre outros. Na economia, a proposta mais importante é de criar uma nova Zona Franca, não a Zona Franca de Manaus (ZFM), mas me refiro à Zona Franca da nossa natureza, das nossas riquezas regionais. A exploração dos nossos minérios, a criação de uma indústria (gásquímica) e uma indústria petroquímica, uma vez que temos muito petróleo e gás. Refiro-me ao surgimento de uma indústria produtora de fertilizante. Isso é possível por meio da exploração dessas matérias-primas e vontade política de incentivar a construção de uma fábrica. Na área da saúde, temos inovações, como a criação de 14 polos no interior do Estado para suprir uma grande deficiência que é falta de especialistas, construir mais dois andares no Cecom para num colocar radioterapia e no outro, quimioterapia, além de levar o Cecom para o interior numa área central para desenvolver o trabalho de combate ao câncer. Na área de segurança pública, vamos expandir o Ronda nos Bairros, que é uma polícia presente e que inibe e tem diminuído a criminalidade, além

de suprir, através de concursos, as deficiências de contingentes nessa categoria. EM TEMPPO - Quanto aos apoios à campanha. Há pressão para que a coligação apoie a candidatura do presidenciável tucano Aécio Neves? José Melo - A nossa campanha tem apoio de pessoas de muito peso. O Omar, o prefeito Arthur Neto, meu vice Henrique Oliveira foi uma escolha espetacular. Temos ainda os deputados federais mais votados no último pleito, bem como a maioria absoluta dos deputados estaduais e a maioria absoluta dos prefeitos e o mais importante, o apoio do povo. A questão principal, quanto à Presidência da República, o meu vice, Henrique Oliveira pertence ao Solidariedade (SDD) que está na coligação do Aécio Neves, e inclusive ele participou da vinda do Aécio aqui. O meu partido, o Pros, está alinhado com a candidatura da presidente Dilma (Rousseff), portanto, existe uma questão de obediência partidária. Eu e o Arthur temos um compromisso com a cidade de Manaus. Temos uma ação compartilhada, onde juntos estamos colocando recursos e cuidando da cidade de Manaus. Tanto ele quanto eu, temos responsabilidades maiores com nosso povo, que está acima de questões políticas partidárias, acima de questões eleitoreiras e eleitorais. Em cima disso, ele tem que ter um comportamento nesse sentido e eu também, mas nem ele nem eu podemos ir contra as diretrizes dos nossos partidos. Portanto, o que existe de fato é o Henrique seguindo as orientações do seu partido e eu tendo um comportamento de magistrado, porque afinal de contas, antes de ser candidato, eu sou governador e a liturgia do cargo me impõe um comportamento nesse sentido. EM TEMPO - O prefeito Arthur Neto, que apoia a candidatura de Aécio, e aqui apoia a sua também, está compreendendo sua atitude? José Melo - O Arthur é um político maduro, experiente. Passou por muitas intempéries na vida. Lutou e conseguiu ser um vencedor. O Arthur não faz política com emoção, ele faz política com pragmatismo e eu também faço política com pragmatismo. Esse pragmatismo está prevalecendo e ele (Arthur) está entendendo a importância que é a minha eleição para a continuidade da nossa relação conjunta e também o continuar das obras e projetos, tão bem avaliados pela nossa gente. Isso é maior do que uma eventual candidatura de A ou de B, então o Arthur está tendo uma dose de compreensão muito grande e eu agradeço

muito por isso. Por outro lado, eu tenho tentando me esforçar para dar a minha contribuição, do ponto de vista administrativo e político, para que ele também possa ter os seus ganhos, independentemente de qualquer outra anuência que possa vir ao caso. EM TEMPO - Como o senhor e a coligação estão lidando com as questões das pesquisas que apontam seu maior oponente na disputa à frente das intenções? José Melo - Existem pesquisas e pesquisas. Existe pesquisa séria e pesquisa encomendada. A pesquisa séria te dá uma radiografia daquele momento. Era como se tivesse amanhecido nublado, então você tem uma radiografia daquele nublado, mas à tarde começa a chover e à noite a lua aparece e está tudo limpo. No entanto, existem pesquisas encomendadas, bem pagas e que o cliente impõe o que ele quer do resultado das pesquisas. Falando das pesquisas sérias, nós também fazemos pesquisas, pesquisa do momento atual. A campanha ainda nem começou, estamos nos momentos inicias. O resultado vai aparecer no dia 5 de outubro e lá que eu quero ver. EM TEMPO - Por que o amazonense deveria escolher o José Melo no dia 5 de outubro? José Melo - Eu gostaria que o eleitor soubesse que pela primeira vez o Amazonas tem a oportunidade de eleger um governador que tem suas raízes no interior, que nasceu aqui e se criou aqui. Pela primeira vez, o Amazonas tem a oportunidade de eleger um governador que teve uma experiência e uma vivência de vida que milhares de amazonenses têm: sofrida, lutadora, batalhadora, mas que venceu. Eu tive oportunidade, por isso, eu venci. E esse governador que começou sua vida nesse formato, tem políticas públicas que levam em consideração esse sofrimento, toda essa vivência e por isso suas políticas são voltadas para oportunidades. Todo meu programa de governo tem como ponto central a educação. Portanto, eu quero ter a oportunidade de poder colocar toda essa vivência e experiência adquirida esses anos todos. Uma experiência incomum vivida agora com o Omar, nesses 4 anos de governo que estivemos juntos, quando ele, diferentemente de todos os governos que conheci, que centralizam, que não permitiam que seu vice não fizesse nada, ele permitiu que seu vice o ajudasse, governasse ao seu lado, sem coisas menores de vaidades. E é desta forma que quero governar. Por isso, peço a oportunidade do povo amazonense.

Na economia, a proposta mais importante é de criar uma nova Zona Franca, não a Zona Franca de Manaus (ZFM), mas me refiro à Zona Franca da nossa natureza, das nossas riquezas regionais”

Na questão da educação, vamos aumentar de 25% para 30% os investimentos, além da construção de Escolas de Tempo Integral (Cetis) em cada município”


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

Vida de Marina nas mão Presidente do PSB disse que a exsenadora é o nome mais cotado para disputa eleitoral, mas essa afirmação não é consenso entre os partidários da sigla na disputa eleitoral

O

presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que o mais provável é que Marina Silva seja a candidata do partido à Presidência da República, no lugar de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na última quarta-feira (13). Em São Paulo, a ex-senadora deu aval à cúpula do PSB para que se faça uma consulta entre os dirigentes do partido a respeito do nome dela como candidata à Presidência. Informalmente, essa consulta já estava sendo feita desde quinta-feira (14), dia seguinte à morte de Campos, com senadores, congressistas e lideranças regionais. “O mais provável é que Marina seja a candidata, mas tomaremos essa decisão apenas no dia 20”, afirmou Amaral, que negou ter resistências ao nome da ex-senadora. A consulta pelo nome de Marina é necessária dada a resistência de parte do PSB à ideia dela ser a presidenciável. De acordo com a coluna “Panorama Político”, Amaral esteve com Marina e, na saída, revelou para correligionários que tinha ido levar solidariedade à vice da chapa e informá-la que defende que ela seja a candidata dos socialistas. Na manhã de sexta-feira (15), Amaral, Luiza Erundina e outros líderes da legenda estiveram no apartamento de Marina. Ali, ela teria dito que não se opunha à consulta no partido, demonstrando sinais claros de que pode ser lançada ao posto que era de Campos.

Gonzaga Patriota diz que vontade de Campos era por Marina

Rede não agrada ala mais radical Uma ala ligada ao presidente nacional em exercício, Roberto Amaral, mais próxima do PT, defende para a cabeça de chapa um nome que não seja oriundo da Rede, movimento de Marina abrigado no PSB. Outro grupo apoia o nome de Marina como candidata à Presidência. Dele fazem parte o candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o líder na Câmara, Beto Albuquerque (RS), e os deputados Márcio França (SP) e Julio Delgado (MG). De acordo com um dos dirigentes nacionais do partido que esteve na reunião em São Paulo, a “parte mais pragmática do partido” defende o alinhamento com o nome de Marina Silva. A leitura é que o nome da senadora seria a salvação para a consolidação do PSB. Outro grupo, mais preocupado com o futuro do partido, trabalha com a posição de não haver candidatura do PSB. O receio é que Marina, na prática, desestruture o partido. Segundo esse dirigente, será convocada uma reunião da Executiva do partido, em Brasília, depois da missa de sétimo dia de Campos.

Na tarde de ontem (16), dirigentes do PSB viajaram para Recife, onde devem conversar novamente com Marina. A intenção é que eles cheguem à reunião de quarta-feira (20) em Brasília já apresentando a nova chapa montada. A discussão do vice será iniciada após o término dessa consulta interna e a oficialização de Marina como cabeça de chapa. Mulher de Campos Questionado se há uma articulação para fazer de “Dona Renata”, como Campos a chamava, vice na chapa, ele disse desconhecer esse fato: “Não tenho conhecimento, mas ela seria um grande nome”, disse. Amaral negou ainda ter conversado com o ex-presidente Lula sobre política após a morte de Campos: “Ele telefonou e foi muito respeitoso. Só falou da amizade que tinha por Eduardo e que tem por mim”. Pela manhã, em Recife, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) defendeu que Marina Silva passe a encabeçar a chapa do PSB. “Eduardo escolheu Marina para ser sua vice por confiar nela. Nós temos que manter essa confiança. Na hora que o PSB concedeu a Marina a vice, não vejo como ela não ser a substituta”.

Presidente do PSB, Roberto Amaral apoia Marina Silva para substituir Eduardo Campos

Coligação deu aval a favor de ex-senadora Lideranças do PSB e do PPS, os dois maiores partidos da coligação, já decidiram pela substituição do exgovernador de Pernambuco por Marina Silva. Entretanto, a condição para o anúncio é que Marina entenda que não é candidata da Rede Sustentabilidade, partido montado pela ex-senadora que não conseguiu assinaturas para o registro antes das eleições deste ano. Eles pretendem, por outro lado, que ela entenda que representa uma coligação inteira. Ainda de acordo com especialistas, os líderes garantem que Eduardo Campos gostaria que seu projeto de governo fosse mantido e relatam que Campos e Marina se entendiam muito bem e definiram pessoalmente as bases políticas e pragmáticas da aliança.

Informalidade Roberto Freire, deputado federal e presidente nacional do PPS, afirmou que a legenda vai “conversar com Marina sobre os compromissos que vamos ter que ter”. Ele disse que só depois do enterro de Eduardo Campos a coligação deve se reunir para chegar a uma posição sobre a substituição da candidatura. Inicialmente, ele declarou que “o PPS tinha compromisso claro e com muita confiança em Eduardo Campos”, sem citar o nome da ex-ministra do Meio Ambiente. No entanto, “não vê problema” na candidatura de

Marina Silva. Os líderes dos partidos coligados ao PSB afirmam querer Marina candidata à Presidência no lugar que era de Campos, mas pontuaram que Marina está diferente desde que iniciou a campanha. Alguns pedem que ela reafirme compromissos da época em que ingres-

sou no PSB, em novembro do ano passado.


Eleições 2014

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os dos caciques do PSB Roberto Freire quer que compromissos sejam mantidos

PT quer rachar PSB de Campos O PT já começou a operar na tentativa de fazer com que o PSB abra palanques nos Estados para a presidente Dilma Rousseff, segundo lideranças socialistas. A intenção é rachar a sigla ex-aliada e fazer com que setores regionais do partido embarquem na campanha de Dilma, o que enfraqueceria uma eventual candidatura da ex-senadora Marina Silva, que era vice na chapa de Eduardo Campos. Interlocutores do PT já começaram a assediar líderes do PSB em Estados onde há uma boa relação entre as duas siglas, como Bahia e Sergipe. Em meio a esse processo, a própria Dilma e o ex-

presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligaram para Roberto Amaral, presidente em exercício do PSB, que assumiu a responsabilidade de conduzir o processo para a nova candidatura. Na pauta, oficialmente, constam apenas condolências pela morte de Campos.

Eduardo Campos escolheu Marina para ser sua vice por confiar nela. Nós temos que manter essa confiança Gonzaga Patriota, deputado federal (PSB-PE)

Mesmo sem consenso, maioria aposta em Marina

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014


Eleições 2014

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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

Braga cumpre uma agenda extensa no fim de semana tanto por Rebecca quanto pelas pessoas com quem ela falava. “Já fui assaltada oito vezes e sofri sequestro relâmpago”, relatou a aposentada Conceição Kramer. “Aqui a gente paga segurança particular todo dia”, afirmou Jorge Almeida. “Segurança é uma

CAMPANHA

No encontro corpo a corpo realizado com moradores do bairro Alvorada I, a candidata Rebecca Garcia pediu votos para a sua coligação e também para o candidato ao Senado, Praciano das nossas prioridades. E quando a gente fala em segurança da mulher, não é só de violência doméstica, não. A mulher é mais vulnerável a assaltos. Se tiver uma loja com um homem e

outra com uma mulher, o bandido vai preferir assaltar a que tem uma mulher”, disse Rebecca. Rebecca Garcia também pediu votos para Praciano. “O nosso candidato a senador, Praciano, é um cara muito correto, ético, honesto. É parlamentar, conhece Brasília. E o Senado é um parlamento. O Praciano tem sido um grande parlamentar nesses oito anos em que é deputado federal”, testemunhou. Sentindo a receptividade dos moradores e comerciantes do Alvorada, Rebecca fez coro com as ansiedades da população. “A gente quer muito fazer o Estado voltar a andar como andava na época do Eduardo. Muito mais rápido, com respostas mais imediatas. Está tudo andando muito devagar”, disse. No final do dia, Eduardo Braga e Francisco Praciano, candidato ao Senado, caminharam no bairro Terra Nova 3, na Zona Norte da cidade. Ao longo da caminhada, Braga identificou muitos problemas, como falta de drenagem nas ruas, falta de remédios na unidade de saúde e um sentimento de insegurança generalizado.

PRODUÇÃO RURAL DIVULGAÇÃO

ALEAM

Comissão de Assuntos Municipais é coordenada pelo deputado estadual Tony Medeiros

Comissão faz avaliação de temas Tendo como atribuições as políticas públicas, programas, projetos, atividades e matérias relativas à habitação, além de estudo de viabilidade técnica, social, econômica e política das comunidades que desejam se transformar em município, a Comissão de Assuntos Municipais (Comam), presidida pelo deputado Tony Medeiros (PSL), teve neste primeiro semestre de 2014 uma atuação discreta em relação a trâmite de matérias. A Comam realizou três reuniões itinerantes para estudo de viabilidade nesse período sendo 1 no mês de abril, 2 em junho e uma audiência pública em março no município de Rio Preto da Eva. Complementando, o Núcleo Institucional de

Braga cumprimentou os moradores e ouviu demanda da população do bairro Alvorada I

Orientação aos Municípios (NIOM) realizou 1 reunião em fevereiro, 1 em abril e outra julho. O mesmo ocorreu com o Núcleo de Apoio Técnico (NAT) com 1 reunião em abril, 4 em março e 1 em junho. Ocorreram ainda 1 visita institucional em abril; 1 visita técnica, também, em abril e 2 no mês de maio, além de uma participação em um evento. Ao todo foram 18 atividades ocorridas de fevereiro a julho. Dentre as proposituras apresentadas tramitaram no seio da comissão 3 requerimentos no mês de abril e 3 em maio, além de 1 projeto de lei com parecer favorável no mês de março, num total de 7 propostas. Para dar orientações aos moradores, o presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado

José Melo apresenta investimento Incentivo à produção rural, piscicultura e a abertura de novas estradas são destaques na pauta de investimentos do plano de gestão do governador José Melo (Pros) para os municípios de Silves, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã. O candidato à reeleição pela coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente e o ex-governador Omar Aziz (PSD), que concorre ao Senado Federal, cumpriram, no último fim de semana, agenda nos municípios e defenderam ações para desenvolvimento econômico da região. A comitiva formada por candidatos a deputado estadual e federal reuniu multidões em carreatas e comícios nos municípios. A viagem começou por São Sebastião do Uatumã (a 247 quilômetros de Manaus). Na cidade da

calha do Baixo Amazonas, José Melo e Omar Aziz tiveram reunião com lideranças comunitárias e representantes do setor primário para ouvir reivindicações. Na cidade, Melo falou de ações previstas em seu plano de governo, como a construção da escola de tempo integral e da estrada para interligar São Sebastião ao município vizinho de Itapiranga (a 227 quilômetros da capital), abrindo a oportunidade de ligação rodoviária até Manaus. Em Itapiranga, a proposta é asfaltar a estrada que liga a sede até a comunidade de Enseada. “Essa estrada vai possibilitar que toda a produção rural seja escoada, gerando mais renda para os produtores. Mas também vamos fazer investimentos olhando o

futuro dos nossos filhos e isso virá com a construção de uma escola de tempo integral e de um novo núcleo da Universidade do Estado do Amazonas”, disse o governador. Candidato ao Senado, o exgovernador Omar Aziz disse que se sente feliz por saber que até final de setembro o município de São Sebastião do Uatumã terá um polo da UEA. “Foi um trabalho que iniciamos no nosso governo e o Melo dará continuidade. A UEA precisa e deve estar no interior do Amazonas e fico feliz em saber que esta cidade será um polo universitário”, declarou Omar. Em setembro também estão previstas o fim das obras do sistema de abastecimento de água com capacidade para 600 mil litros e rede de distribuição. VALDO LEÃO/ ASSESSORIA

A

s atividades de campanha foram intensas neste fim de semana para a chapa Renovação e Experiência. O senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Estado, se reuniu na última sexta-feira, 15, com lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus logo pela manhã. Enquanto isso, a candidata a vice-governadora Rebecca Garcia realizou uma caminhada pelas ruas do bairro Alvorada I. No encontro corpo a corpo que realizou com moradores, comerciantes e clientes do bairro do Alvorada I, conhecido por seu intenso comércio, Rebecca levou sua mensagem e pediu apoio e votos para ela, Eduardo Braga e Francisco Praciano, candidato ao Senado pela coligação. “Estamos aí nessa caminhada. Eu estou como vice-governadora do Eduardo Braga. Estamos construindo um plano de governo bem preocupado com a mulher, com a saúde da mulher e com a segurança da mulher”, dizia Rebecca às pessoas que encontrava. O quesito segurança foi um dos temas mais abordados,

DIVULGAÇÃO

Acompanhado por membros da coligação Renovação e Experiência, candidato caminhou por bairros e reuniu com evangélicos

Tony Medeiros, esteve em visita neste primeiro semestre nas comunidades de Caiambé, no município de Tefé; Tuiué, em Manacapuru; e, Novo Céu e Murutinga, em Autazes. A Comissão implantou na Assembleia Legislativa (Aleam), o Núcleo de Apoio Técnico aos Municípios do Amazonas para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esse núcleo tem como objetivo orientar prefeituras e a população em geral sobre os mecanismos para acabar com lixões e aterros sanitários irregulares que poluem o meio ambiente e levam doenças aos moradores da capital e interior. Dentre as propostas do núcleo está a realização de um seminário sobre o assunto pós-eleição. José Melo e Omar Aziz percorreram os municípios de Itapiranga e São Sebastião do Uatumã


Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

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PSDB define Aécio como a continuidade de Campos O artigo publicado pelo Instituto Teotônio Vilela diz que o tucano e o socialista fizeram a mesma escola de formação

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e olho em capturar o espólio político deixado por Eduardo Campos, o PSDB publicou na internet uma análise que coloca Aécio Neves (PSDB) como o nome capaz de “continuar a escola” do socialista, morto em acidente aéreo na quarta-feira (13). Elaborada pelo ITV (Instituto Teotônio Vilela) - órgão de “estudos e formação política” do PSDB - a análise diz que Campos “espelhou-se” em Aécio durante sua gestão como governador de Pernambuco. O texto foi publicado na página do instituto na última sextafeira, dia 15. “O ex-governador de Pernambuco era um dos representantes da boa política que mira, acima de tudo, os benefícios aos cidadãos, a gestão responsável da máquina pública, a busca pela justiça social. Em sua administração no Estado, espelhou-se em outras experiências exitosas, como a de Aécio Neves no governo de Minas Gerais. A escola é a mesma e será continuada”, diz o texto. Em outra comparação com Aécio, o documento afirma que o candidato do PSB “também personificava o vigor da juventude que não deixará de estar presente” nas eleições de outubro. “As candidaturas de oposição ao governo de turno - tanto a que era capitaneada pelo candidato do PSB quanto a de Aécio Neves - representam o sentimento de união em favor do país, em contraposição ao modelo que prefere dividir para conquistar, atacar para triunfar, difamar para confundir”, afirma o texto, numa clara referência à candidata à reeleição Dilma Rousseff. A análise diz que Campos, assim como Aécio, “encarnava o desejo de mudança manifestado por quase 70% dos brasileiros em todas as mais recentes pesquisas de opinião”. “Este sentimento permanece e não se abaterá com a tragédia.

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Pelo contrário: continuará a ser o principal motor dos novos rumos que os cidadãos pretendem ver o país tomar a partir de 2015”, diz. Segundo o texto, Campos personificava o “vigor da juventude” que, destaca, não deixará de estar presente quando os brasileiros estiverem escolhendo nas próximas semanas os novos caminhos que o país deve trilhar. A análise diz que as candidaturas de oposição, tanto a do PSB como a do PSDB, representam “o sentimento

COMPARAÇÃO

Segundo o artigo publicado, é feita uma comparação entre o candidato Aécio Neves e Eduardo Campos. A análise diz que Campos chegou a “se espelhar” no tucano durante sua gestão em Pernambuco de união em favor do país em contraposição ao modelo que prefere dividir para conquistar, atacar para triunfar, difamar para confundir”. Com a morte de Campos, as campanhas de Aécio e Dilma começam a traçar estratégias para buscar votos do candidato. O PT pretende fazer uma homenagem ao ex-governador de Pernambuco no primeiro programa de Dilma no horário eleitoral, que começa na terça-feira (19). Aécio também estuda dedicar parte do seu primeiro programa a Campos. Em janeiro, o site oficial do PT publicou texto com duras críticas a Campos. O artigo dizia que o governador é um “tolo”, um “playboy mimado”.

Aécio Neves tem aparecido em segundo lugar nas pesquisas eleitorais. Análise está sendo apontada como jogada política

CAMPOS

Senado Federal fará homenagens

No Senado Federal, as homenagens estão sendo programadas para o próximo dia 20

O presidente do Senado, Renan Calheiros, marcou para a próxima quarta-feira (20), às 16h, sessão especial do Senado Federal em homenagem a Eduardo Campos, exgovernador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, que morreu aos 49 anos. Ele era um dos sete ocupantes do avião que caiu em Santos (SP) na quarta-feira (13). O ex-deputado federal Pedro Valadares, que era assessor da campanha do PSB e sobrinho do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), também morreu no acidente aéreo. Renan Calheiros informou que vai propor a concessão da Ordem do Mérito do Congresso ao ex-governador. Em nota divulgada horas depois da tragédia, Renan afirmou que “o país sofre a dor coletiva da perda de uma das mais promissoras lideranças da políti-

ca brasileira”. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que também marcou sessão de homenagem para a semana que vem, disse que Eduardo Campos era um líder em ascensão. “Era uma liderança com muito entusiasmo, muito espírito público e, de repente, uma morte brutal no seu melhor momento de vida pública”, disse. Câmara também A Câmara dos Deputados também deverá realizar na próxima quarta-feira (20), às 15h, sessão solene em homenagem a Campos. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse que Eduardo Campos era uma liderança em ascensão e lamentou a tragédia. “Nós, do Nordeste, conhecíamos tão de perto Eduardo Campos, suas qualidades. Era uma liderança com muito

entusiasmo, muito espírito público e, de repente, uma morte brutal no seu melhor momento de vida pública”, disse. Henrique Alves não quis comentar as repercussões que a tragédia terá no processo eleitoral. Não temos como fazer essa análise. Estamos todos voltados para o emocional, no sentimento de dor. Ninguém tem cabeça para isso. O ex-deputado federal Pedro Valadares, que era assessor da campanha do PSB, também morreu no acidente aéreo. “Toda e qualquer homenagem que se faça sempre será muito pouco. Mas, queremos deixar nossas homenagens a esse homem público que é muito querido e respeitado pela classe política deste país. Certamente perdemos um grande potencial político”, disse Henrique Alves.


Eleições 2014

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Morte de Campos provoca reviravolta política no país EBC

Às vésperas do início da propaganda gratuita, coligação terá poucos dias para decidir quem será cabeça de chapa da sigla

tido socialista será chamado a deliberar internamente e sua Executiva Nacional terá que escolher um candidato, que, posteriormente, deverá ser referendado pela coligação. “Marina, além de vice, é filiada ao PSB e é a candidata natural, para mim. Não vejo um candidato mais forte do que ela. No entanto, a ex-senadora não tem o direito adquirido. Isto é, a Executiva Nacional pode até deliberar por outra candidatura que não seja a dela”, analisa Vânia Aieta. Controle emocional Cientistas políticos concordam que o cenário mais óbvio agora seja o de Marina Silva assumindo o lugar deixado pelo ex-governador de Pernambuco na disputa presidencial, não só pelo nome forte da ex-senadora no cenário político, como também pelo curto tempo de escolha do partido. Contudo, as divergências dentro do PSB a respeito do nome da ambientalista são dadas como certa. “É provável que Marina ganhe mais apoio devido ao curto tempo para a decisão e por não haver nenhum nome tão forte quanto o dela no partido”, avalia Maria do Socorro Braga, professora de Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (USFSCAR). No entanto, a especialista aponta que o futuro do quadro político no Brasil vai depender do controle emocional da ex-senadora. “Se ela assumir, será uma candidatura até mais forte que a de Campos, mas tudo depende de como ela irá lidar com essa tragédia”, diz.

Para onde vão migrar os votos?

‘Marina será bombardeada’

Para Maria do Socorro Braga, da USFSCAR, em um cenário no qual Marina não aceite, a tendência é a de que parte dos votos de Campos se dividam entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. “Não saberia dizer em qual proporção. Mas acredito que a tendência é o crescimento de votos nulos e brancos, como um protesto contra as duas candidaturas”, aponta a especialista. Já para o cientista político da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Claudio Couto é certo que os votos de Campos migrem em maior número para a presidenta Dilma Rousseff. “Isso já

Também é preciso considerar que haverá uma mudança no planejamento programático da campanha da coligação Unidos pelo Brasil, com Marina Silva tornandose candidata. É o que aponta a cientista política Maria do Socorro Braga. Segundo ela, os ajustes serão necessários, uma vez que o ex-governador de Pernambuco tinha costurado acordo com setores mais conservadores. “Se ela aceitar, teremos um quadro mais à esquerda nessa eleição”, avalia. Cientista político e professor de Ciências Sociais da PUC-Rio, Ricardo Ismael enxerga um cenário bem

era apontado nas pesquisas de intenção de voto em um cenário de segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves”, relembra o cientista político da FGV-SP. Diferentemente dos colegas, David Fleischer, cientista político e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), acredita que uma parcela dos votos que seriam destinados a Campos devem ir para Aécio Neves. Ainda assim, Fleischer projeta que a candidatura da ex-senadora cresça em relação à do ex-companheiro de chapa. “Marina roubará votos de Dilma, o que irá favorecer Aécio”.

diferente dos demais. Para ele, é preciso considerar também que o PT pode tentar impedir a candidatura própria do PSB e atrair o partido para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. “Vale lembrar que os partidos já foram aliados”, salienta. Ainda assim, Ismael tende a apostar também numa candidatura de Marina. Mas ele salienta que essa não será uma posição muito fácil para a ex-senadora. “Certamente, ela será bombardeada durante a campanha. Os maiores ataques virão do PT, que enxerga nos eleitores de Campos potenciais eleitores.”, afirma Ismael.

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morte prematura do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, provocou uma reviravolta na corrida eleitoral. Ontem, tanto o PSB quanto a Rede Sustentabilidade se fecharam em respeito ao luto pela perda do político e não quiseram antecipar à imprensa quem encabeçará a coligação Unidos pelo Brasil, que inclui ainda PPS, PPL, PRP e PHS. Mas o partido socialista terá menos de seis dias para anunciar o substituto de Campos nas eleições. Embora a legislação eleitoral no artigo 13 parágrafo 1º (Lei nº 9.504/97) preveja o prazo de 10 dias, contados do fato, para a escolha e registro do substituto junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral gratuita obrigatória em rádio e TV começa já na próxima terça-feira (19). O PSB conta ao todo com 2 minutos e 3 segundos de tempo de exposição. “Por força das circunstâncias, a deliberação do partido deverá ser a mais célere possível”, avalia a advogada Vânia Aieta, sócia da área de Direito Eleitoral do escritório Siqueira Castro Advogados. A especialista explica que não há previsão legal que possibilite qualquer alteração no início da propaganda eleitoral gratuita. “Nem o presidente do TSE poderia intervir, pois feriria o princípio de igualdade entre os candidatos”, completa ela. Como a cabeça de chapa é do PSB, há o direito de escolha do partido, em detrimento das legendas que integram a coligação. Dessa forma, o par-

Com morte de Eduardo Campos, presidenciável que encabeçava a chapa do PSB, eleitor terá poucos dias para tomar decisão

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mário Adolfo e Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Assessorias

REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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