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Eleições 2014 MANAUS, TERÇA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2014
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Partidos e empresas foram os maiores doadores de verba FOTOS: DIVULGAÇÃO
EBC
Entre os candidatos ao governo, Eduardo Braga foi o que mais arrecadou, R$ 5,7 mil. Melo tem em caixa R$ 2,5 milhões
Maiores empresas doadoras Eduardo Braga (PMDB) Recofarma (Coca-Cola) R$1,5 mi Arosuco R$1 mi Banco Bradesco R$500 mil
A maior parte das doações destinadas ao senador Eduardo Braga vieram do seu partido RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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á pouco menos de um mês para as eleições, o senador Eduardo Braga (PMDB) já arrecadou em doações de campanha mais que o dobro do arrecado pelo seu principal adversário, o governador José Melo (Pros). O candidato já tem 23% (R$5,7 mi) do total de recursos que previu utilizar na campanha, orçada em R$ 25 milhões. Desse total, mais da metade das doações (60%) foram depositadas pela direção nacional do PMDB. A segunda maior fatia das doações ao peemedebista partiu do empresariado que doou diretamente para o candidato ou ao comitê estadual, uma soma que chega a R$ 2 milhões em recursos. Pelo menos 23 empresas doaram para a campanha do senador, totalizando R$ 2 milhões. A maior doação partiu da fabricante da Coca-Cola no Amazonas, a Recofarma, que depositou, de uma única vez, R$1,5 milhão na conta peemedebista. A maioria das doações de pessoas comuns para a campanha de Braga foi registrada com depósitos padronizados entre R$ 750, R$1,5 mil e R$ 6 mil. Os maiores depósitos estão no nome de Isaac Ben Moises Sabbá, que doou R$ 50 mil e o ex-prefeito do município de Silves, Aristides Queiroz, do PSDB, que doou R$ 30 mil. O doador consta como filiado do PSDB-AM desde 1999, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Grande fatia das doações vieram mesmo do diretório
nacional do partido, que divide as arrecadações com os partidos regionais. É uma forma de trabalho e o senador também registra doações de diversas outras iniciativas”, afirmou o secretário-geral do PMDB, Miguel Capobiango. Já na campanha do Pros de José Melo, somente 10% (R$ 2,5 mi) do total de gastos previstos para a campanha, orçada em R$ 23 mi, foram arrecadados. O candidato, que havia registrado a pior arrecadação na primeira prestação de contas, desta vez, concentrou as fontes de recurso no empresariado, que representou 100% da receita. A campanha do candidato à reeleição voltou a não registrar nenhuma doação de pessoa física. Os maiores depósitos partiram do banco Bradesco, que endereçou um cheque de R$1 milhão para conta do comitê financeiro do partido, e a Recofarma doou outro R$1 milhão. A fabricante, no entanto, doou uma quantia R$ 500 mil a menos da que foi depositada na campanha de Eduardo Braga. Houve doações ainda da Tellerina (R$250 mi), Fogás (R$50 mi), Unicoba (R$50 mi), Valfilm (R$50 mil) e Concentrados Paraná (R$10 mil). “O dado que apresentamos junto ao tribunal foi o limite para gastos. Claro que estamos lutando para gastar bem menos. Quanto mais a gente puder economizar no processo, melhor. A arrecadação está proporcional aos nossos gastos. Receitas e despesas foram divulgadas corretamente”, disse o secretário-geral do Pros, Radyr Jr.
José Melo (Pros) Recofarma (Coca-Cola) R$1 mi Banco Bradesco R$ 1 mi Tellerina Comércio R$ 250 mil
Já José Melo conseguiu arrecadar apenas 10% do previsto para ser usado na sua campanha
Herdeira do Itaú faz doação para Marcelo A campanha do PSB do deputado Marcelo Ramos continua em ritmo lendo de arrecadação. O candidato arrecadou até agora somente 7,4%, R$ 371 mil, do total de despesas que foram previstas à Justiça Eleitoral, de R$ 5 milhões. Todo o recurso arrecadado pelo socialista partiu de doações de pessoas físicas, sem registro
de participação de empresas ou das executivas nacionais do partido. A maior doação registrada para o candidato até agora partiu da herdeira do Banco Itaú, Neca Setubal, coordenadora do programa de governo da presidenciável da sigla, a ex-senadora Marina Silva. A educadora, dona de 3,5% das ações do banco, depositou R$ 200
mil na conta de Ramos. A conselheira econômica de Marina doou também para candidatos do partido em Tocantins e na Paraíba. Para Marina, a quantia doada foi de R$ 670 mil. O deputado Chico Preto (PMN) foi o único a não entregar a segunda prestação parcial das contas. A campanha do parlamentar afirmou
que os documentos com o balanço das arrecadações para campanha estavam dentro da maleta que foi levada durante o assalto que vitimou o seu ex-segurança particular, José Cláudio Marques da Silva, no último dia 4 de setembro. O TSE considera deixar de apresentar como grave omissão de informações.
A herdeira do banco Itaú, Neca Setubal, fez uma doação de R$ 200 mil para a campanha do candidato Marcelo Ramos
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Melo e Omar caminham no bairro Jorge Teixeira O
radores, o governador candidato à reeleição também falou de suas propostas de governo para áreas como educação, saúde, assistência social e segurança pública. “Temos conseguido chegar às pessoas e falar das nossas ideias, dos nossos projetos. E ouvir, o que é mais importante, porque foi ouvindo os anseios das pessoas que ao lado do Omar fiz um governo diferente e que foi o mais bem avaliado do Brasil”, disse José Melo. Para Omar, cada caminhada nos bairros de Manaus gera uma contribuição diferente, impulsionando o sucesso de sua campanha e de Melo. “Estamos percorrendo todos os bairros. O Amazonas é um Estado muito grande e só é possível fazer um bom trabalho se conhecermos essa realidade. Minha experiência me permite lutar pelos interesses do povo e, com o Melo, não é diferente. Ele conhece e sabe o que precisa fazer para continuar o trabalho e ser um bom governador”, disse. A Zona Leste de Manaus
recebeu atenção especial durante a gestão de Omar e Melo. Além das melhorias na educação, a infraestrutura e segurança tiveram importantes investimentos. Com o Ronda no Bairro, o número de DIPs subiu de três para oito, o efetivo policial e de viaturas foi duplicado, reduzindo os índices de criminalidade. Nesse período, o governo ampliou e reformou a estrutura do Centro Integrado de Segurança - o CIS da Zona Leste, na avenida Grande Circular. A região também foi uma das beneficiadas com o Proama. Na área de infraestrutura, Melo assinou convênio com a prefeitura de Manaus, no valor de R$ 110 milhões, para asfaltar centenas de ruas da Zona Norte e Leste da cidade. Reforço de equipe O candidato a vice governador Henrique Oliveira (SD) fez caminhada em outros dois bairros. Seguindo a estratégia de ampliação do alcance da candidatura, Henrique fez caminhada no bairro Jesus me Deu, na Zona Norte, pela manhã, e à tarde, mobilizou moradores do bairro São Geraldo, Zona CentroSul de Manaus.
Até agora, a coligação liderada pelo candidato José Melo já percorreu mais de 25 bairros
REPRODUÇÃO
bairro Jorge Teixeira III, na Zona Leste, recebeu com festa o governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) e o ex-governador Omar Aziz (PSD), que concorre ao Senado, nesta segunda-feira, dia 8 de setembro. Os candidatos fizeram o corpo a corpo com os moradores durante caminhada por diversas ruas do bairro no final da tarde. Melo e Omar percorreram as ruas Pirarucu, Curimatã, Cubiu, Barú, Tamoatá e Aracu, conversaram com moradores, ouviram reivindicações e elogios, além de muitas paradas para fotos. A “Caravana 90” contou também com a presença de comitiva de postulantes aos cargos de deputado estadual. No trajeto, a “Caravana 90” encontrou o prefeito de Manaus Arthur Neto, que também fazia caminhada pelo bairro. “Foi uma caminhada em que podemos sentir não só o carinho do povo, mas a confiança no nosso trabalho. Esse é um dos bairros em que estamos trabalhando em parceria com a prefeitura para a recuperação do sistema viário”, disse Melo. Nas conversas com os mo-
DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA
Comitiva da “Caravana 90” arrastou uma multidão no tarde de ontem. Candidatos ouviram a demanda da população
O senador Eduardo Braga reuniu ontem com membros da Polícia Militar para falar sobre a questão da segurança no Estado
ENCONTRO
Eduardo Braga se reúne com oficiais da polícia O senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Amazonas pela coligação Renovação e Experiência, reuniu na noite de ontem, no hotel Da Vincci, com oficiais da Polícia Militar do Amazonas para falar sobre a situação da segurança pública no Estado. Preocupado com o caos que se instaurou no setor, o senador convocou a reunião para ouvir dos próprios oficiais quais são as demandas e que possíveis soluções podem ser tomadas para que tanto a população quanto os policiais tenham mais tranquilidade no seu dia a dia. Na terça-feira passada (2), Eduardo Braga denunciou no Senado Federal o que chamou de situação dramática da segurança no Estado do Amazonas. O senador falou sobre a rebelião ocorrida no município de Parintins, relatando os atos de violência brutal que aconteceram no presídio da cidade. O senador se pronunciou ainda sobre a morte de um segurança de um candidato ao governo, ocorrido na terça-feira (2). “Ainda nos dias de hoje, um cidadão, assessor de um dos candidatos ao governo, foi brutalmente assassinado com dois tiros na porta do comitê”, denunciou. “Acabo de ser informado de que vários comandantes das tropas especiais da Polícia Militar do Amazonas estão entregando o cargo em sinal de protesto contra a absoluta falta de planejamento, falta de governança, em relação à marginalidade e à
criminalidade no Amazonas”, continuou o senador, em seu pronunciamento indignado, referindo-se aos comandantes das Tropas Especiais, da Tropa Ambiental, da Tropa de Choque, da Tropa da Zona Leste e do Comando de Manutenção e Logística. Eduardo Braga também denunciou a situação de uso da máquina do Estado para fins eleitorais. “Enquanto isso, e falo com absoluta tristeza para comunicar ao Brasil o que está acontecendo no meu Estado, a máquina do governo está pressiona-
AVALIAÇÃO
Preocupado com o caos que se instaurou no setor, o senador convocou a reunião para ouvir dos próprios oficiais quais são as demandas e que possíveis soluções podem ser tomadas da, humilhada, como nunca se viu na democracia do Amazonas”, declarou. “Quero, portanto, fazer uma denúncia ao Brasil e à imprensa nacional de que a situação no Amazonas é crítica na área de segurança. Faço aqui um apelo ao Senado da República que acione o Ministério da Justiça, que acione as autoridades competentes, para que nós não tenhamos mais episódios dramáticos como estes no Estado do Amazonas”, concluiu o senador, em seu pronunciamento no Senado.
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Seis vereadores deverão ser punidos com desconto Punição foi anunciada pelo corregedor da CMM. Parlamentares que faltaram as sessões perderão R$ 754 por dia
THIACO CORRÊA/ DIRCOM
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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BRECHA
As brechas no Regimento Interno da Câmara levaram o presidente da casa, Bosco Saraiva, a concluir que em algumas situações seria impossível a aplicação do corte no salário dos vereadores sos para os “gazeteiros”, está o “motivo de força maior”. Conforme o Artigo 107 do Regimento Interno da CMM, “a Mesa Diretora somente aceitará justificativas de faltas nos seguintes casos: por doença, própria ou de parentes, acompanhado o requerimento de atestado médico; por motivo de força maior, desde que assim considerado pela Mesa
Diretora”. Ainda segundo diretrizes do Regimento Interno, o desconto salarial por dia de falta chega a R$ 754,59. Para estar presente nas sessões plenárias, que acontecem de segunda a quarta-feira, de 9h até 12h, um vereador ganha por mês, R$ 15 mil. Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o clima de esvaziamento no plenário é o mesmo. A expectativa para hoje é saber como os 24 deputados estaduais se comportarão no primeiro dia de trabalho desta semana no plenário Ruy Araújo, já que na última terça-feira (2), mais uma vez, o descompasso entre as presenças físicas e virtuais dos deputados ficou explícito. Na ocasião, os painéis eletrônicos da Aleam estavam recheados pelos nomes de 22 dos 24 deputados que mantêm mandatos no parlamento. Mas, no pequeno e grande expediente do dia até as 10h40, apenas cinco deles se faziam presentes na sessão.
Os nomes dos seis vereadores que terão corte no salário serão divulgados apenas no dia 10
PMM garante R$ 224 milhões A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, em regime de urgência, o Projeto de Lei nº 241/2014, de autoria do Executivo municipal, que autoriza a contratação de operação de crédito externo junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), com garantia da União, até o valor de US$ 100 mi (o equi-
valente a R$ 224 milhões, segundo cotação do dólar desta segunda-feira, 8). A verba deve ser destinada à execução do Programa de Integração, Mobilidade e Desenvolvimento da Cidade de Manaus (PIMD/Manaus). Os recursos provenientes da operação de crédito serão consignados como receita no orçamento do
município e, em contrapartida, as despesas relativas à amortização, juros e demais encargos deverão constar nas planilhas. A aprovação do Projeto de Lei será publicada no Diário Oficial do Município (DOM) versão on-line desta segunda-feira, 8, e versão impressa desta terça-feira, 9.
MÁRIO ADOLFO/ADYEL VIEIRA
eis vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) terão faltas descontadas nos contracheques deste mês. A punição foi anunciada na manhã de ontem, pelo corregedor da casa, vereador Francisco Jornada (PDT). De acordo com o parlamentar, as informações com os nomes e quantidades de faltas por vereador estarão disponíveis no Portal da Transparência mantido pela CMM, na internet, a partir da próxima quarta-feira (10). O período das ausências também não foi divulgado por Jornada. “Não tenho tudo de cabeça, mas vocês podem estar tranquilos que tudo ficará à disposição de quem tiver interesse pelos dados”, falou à imprensa. Desde que o período eleitoral começou com a participação de 21 dos 42 vereadores na disputa pelos mais variados cargos políticos, o plenário Adriano Jorge por muitas manhãs ficou deserto. A falta de compromisso de alguns vereadores levou o presidente, vereador Bosco Saraiva (PSDB), a autorizar os
descontos em folha. Entretanto, as brechas no Regimento Interno, que ainda não teve sua revisão concluída, chegaram a fazer com que o próprio presidente do parlamento reconhecesse que em algumas situações seria impossível a aplicação do corte. Entre as justificativas que podem servir de recur-
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ó não vale chutar na canela! Mas discutir propostas, programas de governo, dar respostas às demandas apresentadas pela sociedade, discutir os problemas do nosso Estado e apontar as possíveis soluções, isso pode!
única para que a sociedade conheça o potencial dos homens que querem governar o Amazonas. Eleição é coisa séria, debate também. Ao conhecer as propostas e perfis dos candidatos em 2h30 de debate, o eleitor vai identificar o seu potencial como gestor e suas qualidades, como Por entender que o momento eleitoral é crucial a inteligência e a experiência. para o futuro do Amazonas, a TV EM TEMPO/SBT, do Grupo Raman Neves de Comunicação, que Agende esse programa. Depois do Debate TV será realizado dia 9 de setembro às 21h30, vai EMTEMPO/SBT, que terá como mediador o jornacolocar José Melo (Pros), Eduardo Braga (PMDB), lista Marcelo Torres – âncora do Jornal do SBT –, Marcelo Ramos (PSB), Chico Preto (PMN) e Abel você terá maior convicção para digitar o número Alves (Psol) frente à frente. Será uma oportunidade de seu candidato e a tecla CONFIRMA!
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TV EM TEMPO promove debate para governo hoje
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Dilma agora tem um mensalão para chamar de seu”
Delação premiada: Teori fará o que o MPF pedir O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, disse a amigos que sua tendência é referendar o entendimento do Ministério Público Federal, em relação à proposta de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O que os procuradores do processo pedirem, ele concederá. Ao contrário do que foi noticiado, o caso da delação premiada ainda não chegou às mãos do ministro. O relator Zavascki foi sorteado como relator do caso no STF desde que a defesa do deputado André Vargas (ex-PT) tentou retirá-lo do juiz Sérgio Moro. Investigações O STF deve mandar abrir investigação contra os delatados pelo ex-diretor, como ministros e parlamentares. Todos têm “privilégio de foro”. Vazamentos, já Com policiais, procuradores e servidoras digitando tudo freneticamente, será inevitável o vazamento de mais nomes delatados pelo ex-diretor. Pânico geral Os líderes governistas, quase todos enrolados, marcaram reunião de urgência nesta quarta, para discutir rumos da CPMI da Petrobras. Propinoduto foi simultâneo ao mensalão de Lula O propinoduto na Petrobras ocorreu entre 2004 e 2012, ou seja, nos governos de Lula e Dilma, segundo revelou o exdiretor Paulo Roberto Costa. Isso significa que enquanto Lula jurava que “não sabia” e os petistas insistiam que o mensalão era invenção da “imprensa golpista”, outro
mensalão era alimentado por 3% do valor dos contratos da Petrobras, e o dinheiro roubado repassado aos políticos aliados do PT. Dá filme Os depoimentos do delator Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal inspiram título de livro: “As 40 horas que abalaram o Brasil”. Primeiro bode Dilma aproveitou o escândalo na Petrobras para expulsar de sua campanha o presidente do PT, Rui Falcão, que ela detesta. Pensando bem... ...com o governo em chamas, o desfile de 7 de Setembro pode ter sido o último passeio de Dilma em carro aberto com a faixa presidencial. Lula se cala, de novo Como sempre, Lula mergulha em ruidoso silêncio. Não abre a boca nem para defender a “cumpanherada”. Foi assim no caso do tráfico de influência da amiga íntima Rosemary Noronha, a insinuante Rose. Ele se recusa a falar sobre os escândalos que seu governo agasalhou. O crime é outro, mané O ministro Gilberto Carvalho estava tão preocupado com os efeitos do escândalo na campanha de Dilma que, em vez de criticar quem roubou a Petrobras, preferiu atacar os vazamentos das informações. Há um incêndio, madame
Dilma presidiu o conselho da Petrobras por oito anos, nomeou seus diretores e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), sua campanha é paga com dinheiro arrecadado pelo tesoureiro do PT, João Vaccari, e o os aliados recebiam propina.
Jornalista
Mas ela diz que “não atinge o governo”. Sem surpresas Entre os delatados pelo exdiretor da Petrobras, há poucas surpresas. Uma delas foi o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. Jovem, rico e com ficha limpa, ele não precisava se meter nisso. Legislação ridicularizada
O PSTU, cujo nº é 16, parece não levar eleições a sério: seu candidato ao governo do Mato Grosso do Sul fez da previsão de gastos da campanha uma piada, informando ao TSE gastos de R$ 161.616,16. Indignação Citado por Paulo Roberto Costa no esquema bilionário na Petrobras, o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse ao vice Michel Temer, em almoço no sábado (6), em Maceió, que está indignado, que não participou da ladroagem e sequer sabe do que está sendo acusado. Missão impossível No Conselho de Ética, não há a menor esperança de decidir o destino do deputado Luiz Argôlo – que, aliás, disputa reeleição – antes da eleição. A dificuldade maior é reunir quórum mínimo para a votação. Dois coelhos O ministro Garibaldi Alves (Previdência) vai tirar férias nesta quinta (11) para se dedicar integralmente à campanha da presidente Dilma e do filho Walter Alves (PMDB-RN), que é candidato a deputado federal. Ele já sabia Quando Obama espionou a Petrobras, para escândalo de Dilma, ele não estava de olho nas nossas riquezas, mas nas safadezas.
PODER SEM PUDOR
Votos garantidos
DIVULGAÇÃO
O jornalista e apresentador do SBT, Marcelo Torres, vai intermediar o debate na TV EM TEMPO
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contece hoje (9), às 21h30, o segundo debate promovido por uma rede de TV amazonense. Desta vez, as discussões entre Abel Alves (Psol), Eduardo Braga (PMDB), Chico Preto (PMN), Marcelo Ramos (PSB) e José Melo (Pros) serão promovidas pela TV EM TEMPO, do Grupo Raman Neves de Comunicação - afiliada do SBT. O debate terá a duração de 2 horas, divido em cinco blocos e terá como mediador o jornalista Marcelo Torres, apresentador do Jornal do SBT. Seguindo as regras da Justiça Eleitoral, que obedece ao critério de representatividade nas casas legislativas, o debate da TV EM TEMPO terá a presença de apenas cinco dos sete candidatos que disputam a eleição para o governo do Amazonas. Os candidatos que ficaram de fora do debate terão direito a 15 minutos de entrevista no programa AGORA, que vai ao
ar todos os dias, ao meio-dia. De acordo com o coordenador de produção do debate, Ivan Nascimento, os candidatos foram convidados de acordo com a representatividade na Câmara Federal. No primeiro bloco, os candi-
CRITÉRIOS Seguindo as regras da Justiça Eleitoral, que obedece ao critério de representatividade nas casas legislativas, o debate da TV EM TEMPO terá a presença de apenas cinco dos sete candidatos ao governo datos irão responder perguntas realizadas pela organização do debate. No segundo bloco, serão perguntas entre si, no entanto, os temas serão sorteados ao vivo. Já no terceiro bloco, o tema será livre, mas haverá sorteio para saber quem pergunta e
o candidato escolhe para quem perguntar. No quarto bloco, jornalistas da cidade, escolhidos pela organização do evento, farão perguntas aos candidatos e no quinto e último bloco, os políticos farão suas considerações finais. Regras De acordo com Ivan Nascimento, os candidatos terão 30 segundos para pergunta e dois minutos para resposta; um minuto para réplica e 1 minuto para a tréplica. Ele explicou ainda que os candidatos devem chegar à emissora com uma hora de antecedência. Os candidatos poderão levar até oito pessoas, contando com ele próprio e seu vice. No entanto, no estúdio sé será permitida a permanência de um assessor além do político.
Estrutura e segurança garantidos
O “coronel” e vereador Nei Ferreira era candidato à reeleição, em Vitória da Conquista (BA), quando visitou um bairro da cidade: - Aqui eu quero 750 votos – gritou, no palanque. - Pois o sr. Vai tem 1.500 votos, coronel – cochichou um cabo eleitoral. Ferreira voltou a proclamar, ao microfone: - Eu sei que 1.500 eleitores já prometeram votar em mim neste bairro, mas como eleitor é um animal muito safado, eu aceito a metade!
Familiares querem saber reais causas de acidente com Campos
Cinco candidatos que disputam o governo do Estado se enfrentam pela segunda vez em debate na TV amazonense
REPRODUÇÃO
DEPUTADO ANTONIO IMBASSAHY (PSDB-BA), destacando a descoberta do Mensalão 2
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O coordenador do debate informou ainda que a TV EM TEMPO disponibilizará um telão na frente da emissora, para que as equipes possam assistir ao debate, assim como terá uma equipe entrando com flashes ao
vivo tanto de frente da TV, como da Praça do Eldorado, no bairro de mesmo nome. Ele informou ainda que as questões de segurança já foram providenciadas. “Estamos com mais de cem profissionais envol-
vidos para o evento e já estamos com ambulâncias disponíveis, além da Polícia Militar. O esquema de segurança para garantir que tudo ocorra bem já está organizado”, garantiu Nascimento.
CONTRA A UNIÃO
Família de Campos entra na Justiça A família do ex-governador Eduardo Campos, conforme prometido na semana passada, ajuizou duas petições ontem (8), na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Uma das representações é cível e foi apresentada perante o Ministério Público Federal (MPF) de Santos, em São Paulo. A peça pede ao MPF que ajuíze medida judicial de produção antecipada de prova
para averiguação das reais causas do acidente que vitimou Eduardo Campos. Um dos argumentos centrais é que a Aeronáutica não pode se auto investigar, uma vez que o acidente que vitimou Eduardo Campos envolve a investigação da base militar de Santos/Guarujá. A mesma representação, por outro lado, pede ainda que o Ministério Público Federal adote medidas administrativas e
judiciais urgentes no sentido de que se solicite à fabricante Cessna, ante a teoria do risco do empreendimento, que é mais ampla que a teoria da culpa, bem como as empresas seguradoras envolvidas no caso e, subsidiariamente, à União (falha na base aérea de Santos/SP), que reparem os danos do acidente de forma imediata, independentemente de futuras ações cíveis e regressivas, o
que possibilita a legislação sobre a matéria. “As seguradoras têm que pagar os sinistros das vítimas do acidente, cabendo eventualmente ações regressivas, se couber. As pessoas que sofreram danos materiais terrestres e as famílias das vítimas quanto aos seguros não devem esperar a conclusão das investigações”, destaca Antônio Campos, advogado e irmão do ex-governador.
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Lisboa recorre ao TSE para ter candidatura homologada Após esgotar os recursos no Tribunal Regional Eleitoral, deputado estadual vai ao TSE para assegurar o direito à reeleição ARQUIVO EM TEMPO
MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
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pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE), em sessão de ontem (8), negou por unanimidade os embargos de declaração, interpostos pelo deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB), que tentava reverter decisão da corte eleitoral que negou o registro de candidatura do parlamentar ao pleito de 2014. O relator da matéria, juiz Marco Antonio Pinto da Costa, seguiu o parecer ministerial, o qual declarou o embargo como protelatórios, ou seja, o deputado não pode mais recorrer na corte regional, mas ainda pode ingressar com recurso especial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar conseguir o registro de candidatura. Apesar da decisão da corte amazonense, o parlamentar continua candidato sub júdice, até que o processo seja transitado em julgado pelo colegiado. O deputado esteve presente na sessão do pleno e saiu assim que ouviu o resultado da corte. O colegiado negou ainda
pedido de impugnação de mandato eletivo de governador ao ex-governador Omar Aziz (PSD) e José Melo (Pros), à época vice-governador. De acordo com o relator do processo, juiz Ricardo Augusto de Sales, houve perda de objeto, uma vez que Omar Aziz recusou o mandato para concorrer ao Senado. Pedidos de Vistas No TRE havia também uma ação penal de 2008 contra Luiz Fernando Nicolau e o deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD), por compra de votos nas eleições de 2006. O juiz Dídimo Santana, relator da matéria, votou pela improcedência da ação. No entanto, o vice-presidente do TRE, desembargador João Mauro Bessa, pediu vistas do processo para melhor analisá-lo. Também houve pedido de vista do embargo de declaração no registro de candidatura do vereador Arlindo Júnior (Pros). REPRODUÇÃO
Advogado desiste de ação judicial Devido alguns desentendimentos dos membros do TRE, o advogado Daniel Nogueira, que faz a defesa do candidato ao governo do Estado, senador Eduardo Braga (PMDB), desistiu do recurso eleitoral em embargo de declaração em representação contra o atual governador e candidato à reeleição, José Melo (Pros) e seu candidato a vice, deputado federal licenciado Henrique Oliveira (SDD). “Decidimos desistir do processo. Agora ele será arquivado”, explicou o advogado, alegando que “às vezes é preciso ajudar os colegas”, se referindo ao desentendimento dos membros da corte. O deputado Wilson Lisboa vai tentar, em última instância, homologar candidatura no TSE
CONCESSÃO
Bolsa-Autoescola para carentes
Lei pode beneficiar população carente na emissão da CNH
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) analisa, esta semana, o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), para o Projeto de Lei (PL) nº 252/2014, que cria a Bolsa-Autoescola, para atender a população de baixa renda e facilitar a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) às pessoas que têm dificuldades financeiras para conseguir obter o documento.
Apresentada pelo vereador Hiram Nicolau (PSD), a proposta é voltada à implantação de um programa de concessão de bolsas para atender cidadãos que comprovem e preencham os mesmos requisitos exigidos pelo programa Bolsa Família, ou seja, renda familiar de até R$ 70,00. “A proposta tem como principais objetivos garantir oportunidades de legalização e trabalho ao cidadão. O projeto
trará ainda um grande legado coletivo que é impedir que motoristas sem perícia peguem no volante e causem riscos de acidentes de trânsito”, explicou o parlamentar. Pela proposta, as empresas interessadas em participar do programa terão que se credenciar junto à Prefeitura e estar de acordo com as exigências estabelecidas pela Legislação de Trânsito. A partir disso, serão firmadas
parcerias em forma de convênio com as autoescolas já existentes em Manaus e a prefeitura. A bolsa será concedida semestralmente e o número de vagas será disponibilizado a critério do município. A legislação exige formação em uma autoescola para estar legalmente apto a dirigir. O vereador destaca que muitos não têm condições de pagar por um processo que atualmente ultrapassa R$ 1 mil.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
O candidato cumpre agenda interna e participa do debate da TV EM TEMPO.
MARCELO RAMOS
Candidato cumpre de manhã e tarde agenda de governador do Amazonas. À noite, participa do debate coordenado pela TV EM TEMPO.
CHICO PRETO
Pela manhã, às 6h, o candidato faz caminhada na Zona Centro-Oeste e às 9h participa de sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). À tarde, se prepara e à noite, às 21h30, vai ao debate promovido pela TV EM TEMPO/SBT.
HERBERT AMAZONAS
Candidato participa, pela manhã, de sessão plenária na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e às 21h30 vai ao debate na TV EM TEMPO.
NAVARRO
Pela manhã, o candidato faz panfletagem na categoria dos Correios e à tarde concede entrevista a uma emissora de TV.
NÃO DIVULGOU AGENDA.
ABEL ALVES Pela manhã e tarde, o candidato promove atividades internas e à noite participa do debate da TV EM TEMPO.
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OAB cria ouvidoria para tirar dúvidas sobre pleito A
emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa e cassação do registro ou do diploma”. De acordo com o ouvidor da OAB/AM, Glen Wilde, os eleitores poderão tirar dúvidas e encaminhar denúncias que
PROPOSTA
A campanha “Voto Não Tem Preço, Voto Tem Consequência” quer também orientar os eleitores sobre as punições e as práticas irregulares ocorridas durante as campanhas eleitorais envolvam o pleito deste ano. O contato pode ser feito através do telefone (92) 3642-0021 ou e-mail ouvidoria@oabam. org.br. Quem preferir pode se dirigir pessoalmente à Ouvidoria, que funciona na sede da OAB/AM, localizada na Aveni-
da Umberto Calderaro Filho, 2000, Adrianópolis. Além disso, os eleitores também poderão acessar o site do Conselho Federal, www. oab.org.br, e clicar no link da Ouvidoria Eleitoral, onde preencherão um formulário para tirar dúvidas ou relatar alguma irregularidade. Wilde afirma que a campanha eleitoral é um importante momento para discutir o futuro do país e refletir sobre a importância do voto consciente, como instrumento de mudança política e social. Ele frisa que as eleições, além de representarem um ato de cidadania, permitem a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente na vida da população. E, também, que atuam como os gerenciadores dos impostos pagos pelo cidadão. Wilde destaca a importância de todos os cidadãos darem mais valor à política e acompanharem com atenção e critério tudo que ocorre na sua cidade, Estado e país. “A OAB sempre esteve presente nas eleições, no combate à corrupção. A participação de todos é essencial, para contribuir por eleições limpas no Brasil”, apontou o ouvidor.
Presidente da OAB Amazonas, Alberto Simonetti disse que ação faz parte de uma campanha
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Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/ AM), está disponibilizando mais um serviço para a população. Trata-se da Ouvidoria Eleitoral, criada para funcionar como canal direto para tirar dúvidas e para recebimento de denúncias relacionadas às eleições. O presidente da entidade, Alberto Simonetti Cabral Neto, explica que a ação faz parte da campanha “Voto Não Tem Preço, Voto Tem Consequências”. “O objetivo é conscientizar os eleitores sobre a importância do voto, assim como coibir práticas antidemocráticas, como corrupção eleitoral, compra de votos e abuso de poder político e econômico”, afirmou. A campanha também orienta os eleitores sobre o que diz a lei 9.840/99, que garante mecanismos de punição a práticas irregulares em campanhas eleitorais. A lei estabelece, por exemplo, que “constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, o candidato que doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive
IONEMORENO
Proposta é criar um canal direto com o eleitor para tirar dúvidas e receber denúncias relacionadas às eleições do AM
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Deputado Paulo Maluf alegou que a sua condenação não se enquadra na Lei da Ficha Limpa
Soninha questiona os cálculos do período que geriu a Superintendência do Trabalho em SP
SÃO PAULO
PT, PSB e PEN lideram fichas-sujas O TRE-SP indeferiu 69 candidaturas pela Lei da Ficha Limpa, do total de 3.665 pedidos de registro de candidaturas no Estado. Segundo o TRE, essa é a primeira eleição com aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa, aprovada em junho de 2010. Naquele ano, o TRE-SP havia indeferido 39 registros com base na Lei da Ficha Limpa. Os casos julgados ainda podem ser revistos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os barrados estão o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e a ex-vereadora paulistana Soninha Francine (PPS). O PT e o PEN (Partido Ecológico Nacional) foram os partidos que tiveram o maior número de candidaturas indeferidas pela Ficha Limpa: oito cada. Logo depois vem o PSB, com sete. Logo atrás, PTB, PP, PV, PSC e PMDB tiveram 4 cada, enquanto SD, PRB, PPS, PDT, PR e PSDB somaram dois cada um. Os partidos PSDC, DEM, PSTU, PRP, PSL, PMN, PCdoB e PTN tiveram cada um uma candidatura impugnada. No Estado, dos 32 partidos aptos a disputar a eleição, 23 tiveram pelo menos um candidato rejeitado pela Lei da Ficha Limpa. Ou seja, 69% do total. Em todos os casos, cabe recurso ao TSE e os candidatos podem prosseguir em campanha até a decisão final. As 69 candidaturas correspondem a 13,61% dos 507 barrados no total. A maioria dos demais teve problemas com a docu-
mentação apresentada. O dispositivo mais aplicado da Lei da Ficha Limpa foi o que prevê a inelegibilidade para os gestores que tiverem as contas públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, caso de Soninha Francine. Em segundo lugar, veio a alínea que não permite a candidatura de condenados por uma série de crimes. Em terceiro, aparece a alínea que tira da disputa eleitoral os condenados à suspensão dos
APLICAÇÃO
A Lei da Ficha Limpa está sendo aplicada este ano pela primeira vez em eleições gerais. Aprovada em junho de 2010, a lei prevê a inelegibilidade de gestores condenados por improbidade direitos políticos por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, caso em que Maluf foi enquadrado. No primeiro caso, a inelegibilidade dura oito anos contados da data da decisão que rejeitou as contas. Nos outros dois casos o cidadão não pode disputar cargos eletivos desde a condenação até oito anos após o cumprimento da pena. O deputado Paulo Maluf alega que a condena-
ção não se enquadra na Lei da Ficha Limpa por não ter sido um ato doloso, com intenção. Ele diz que vai recorrer ao TSE e que até lá vai prosseguir em campanha. A candidata Soninha Francine questiona os cálculos feitos na análise do balanço da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades, do governo de São Paulo, que foi gerido por ela em 2011, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Aplicação da lei A Lei da Ficha Limpa está sendo aplicada este ano pela primeira vez em eleições gerais. Aprovada em junho de 2010, a lei prevê a inelegibilidade de gestores condenados por ato doloso de improbidade administrativa. Também ficam impedidos de concorrer cidadãos com sentença transitada em julgado ou por órgão colegiado pelos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídio. Nas eleições municipais de 2012, o TRESP indeferiu 360 candidaturas de 2.846 impugnadas com base na Ficha Limpa. Nas primeiras eleições municipais com a lei em vigor, as de 2012, o Tribunal Paulista indeferiu, baseado na nova norma, 360 candidaturas em um universo de 2.846 recursos julgados. A maioria dos indeferimentos de candidatura em 2014 ocorreu por falta de documentos exigidos por lei, como certidões, por exemplo.
Eleições 2014
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2014
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‘Desconhecia esquema de corrupção na Petrobras’ Presidente Dilma afirma não saber de qualquer suposto esquema de corrupção na Petrobras, mas governo vai investigar o caso
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presidente da República, Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmou ontem (8), em entrevista ao “Estado de S.Paulo”, que desconhecia qualquer suposto esquema de corrupção dentro da Petrobras, mas disse que o governo vai se empenhar na investigação. Segundo Dilma, não houve qualquer pedido a ela, quando assumiu, para que mantivesse a direção da empresa do governo anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). “Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da Petrobras”, disse. “Eu substitui aqueles que eu não considerava melhores para a minha equipe.” Segundo a presidente, ela determinou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que ele fizesse um ofício à Polícia Federal pedindo mais informações. “Se tiver algum funcionário do governo, qualquer pessoa do governo federal envolvida, queríamos ter acesso para tomarmos as providências. Baseadas em informações oficiais”, disse. Segundo a edição da revista “Veja” que começou a circular no sábado (6), o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou o nome de vários parlamentares e governadores que te-
EBC
riam recebido propina. Os nomes revelados por Costa incluem pessoas ligadas às duas candidatas que lideram as pesquisas eleitorais para a Presidência, Dilma e Marina Silva (PSB). A relação A relação dos citados pelo ex-executivo da Petrobras vai do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto no último dia 13. “A revista que divulga diz que tem as informações, mas não de onde as tirou. Estamos pedindo à Procuradoria Geral da República que nos informe para eu procedermos com as providências cabíveis. Se estiver [a pessoa] comprometida, é afastamento puro e simples. Eu sou presidenta. Tenho de acatar informações oficiais, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Não quero dar à imprensa um caráter que ela não tem”, disse.
PROMESSA FOTOSPUBLICAS
Segundo Dilma, não houve qualquer pedido a ela, quando assumiu, para que mantivesse a direção da empresa do governo anterior
Conselheiro exige uma investigação interna O Conselho de Administração da Petrobras precisa tomar medidas para apurar internamente a eventual extensão do esquema de corrupção denunciado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, disse o conselheiro Silvio Sinedino, que representa os funcionários da empresa no colegiado. O
CAMPANHA
Doações chegam a R$ 63 mi
No Pará, tucano disse que quer municípios como parceiros
Aécio quer parceria com os municípios em seu governo Em visita ontem (8) a Marabá, no sudeste do Pará, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que será “o presidente dos municípios brasileiros”. Segundo ele, o Brasil se transformou em um Estado unitário, onde apenas a União tudo tem, tudo pode. “Temos que refundar a Federação no Brasil, garantindo aos municípios e aos estados condições para que voltem a enfrentar suas enormes demandas na saúde, na segurança e na educação”, afirmou o candidato. Ao lado do governador Simão Jatene, que concorre à reeleição pelo PSDB, Aécio prometeu parceria em questões consideradas prioritárias para o Pará, como o deslocamento do Pedral do Lourenço, que vai permitir a navegabilidade do Rio Tocantins durante todos os meses do ano.
“(Essa) é uma demanda absolutamente urgente e, lamentavelmente, não enfrentada com a seriedade e a responsabilidade com que deveria ter sido enfrentada, em razão da importância não apenas para o Pará, mas também para o Brasil. Há um pleito antigo e absolutamente justo do estado, que é o segundo maior produtor mineral do Brasil, de termos aqui uma siderurgia que possa efetivamente possibilitar a agregação de valor, que é tudo o que queremos, para a produção mineral do estado”, ressaltou o candidato, que também prometeu avanços na pavimentação da BR-163. Aécio voltou a falar sobre as denúncias de corrupção na Petrobras, feitas pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.
As empreiteiras foram as principais financiadoras das campanhas presidenciais de PT, PSB e PSDB até o fim de agosto, com R$ 63,1 milhões em doações. O valor leva em conta as 20 maiores quantias doadas a Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). O levantamento foi feito com base nos registros apresentados pelas campanhas à Justiça Eleitoral. Dilma é a que mais recebeu das construtoras: R$ 41 milhões. Entre as maiores doadoras estão OAS (R$ 20 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 11 milhões), UTC Engenharia (R$ 5 milhões) e Triunfo (R$ 5 milhões). Em segundo lugar nas doações desse segmento, com praticamente metade do valor arrecadado pelo PT, aparece Aécio. O tucano recebeu R$ 12 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 3 milhões da OAS. Outras quatro empresas - UTC, MRV, CR Almeida S.A. Engenharia de Obras e Norberto Odebrecht - doaram R$ 1 milhão cada. A construtora Barbosa Mello S.A. contribuiu com R$ 750 mil e a Via Engenharia, com R$ 500 mil. O total chega a R$ 20,25 milhões.
ex-diretor da petroleira Paulo Roberto Costa teria revelado em depoimentos à Polícia Federal um suposto esquema de corrupção na Petrobras que envolveria pagamento de propina a políticos. O conselheiro da Petrobras disse à Reuters que pressionará a diretoria da estatal
para saber se há informações de funcionários que poderiam estar ligados às denúncias de Costa. De acordo com Sinedino, a pauta da reunião de Conselho na próxima sextafeira (dia 12) está definida, mas ele tentará incluir a discussão no encontro. “Eu quero explicações de como ela (a
Petrobras) está vendo isso”. Para Sinedino, se as denúncias de corrupção forem comprovadas, será necessário apurar quem eram as pessoas de dentro da Petrobras envolvidas no suposto esquema. Até agora, afirmou ele, foram divulgados apenas nomes de pessoas que não eram da Petrobras.
DIREITO DE RESPOSTA
Marina vai ao TSE contestar PT A coligação “Unidos pelo Brasil”, da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB), protocolou na manhã do domingo (7) uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e a coligação “Com a Força do Povo”. A campanha do PSB contesta a propaganda em que a petista diz que Marina seria contra a exploração de petróleo da camada pré-sal. Marina pede um minuto de direito de resposta no programa da Dilma no horário eleitoral veiculado à tarde e à noite na TV. Os advogados da campanha da ex-senadora alegam que a propaganda do PT é irregular porque atribui à candidata um posicionamento do qual ela discorda. “(A afirmação) é sabidamente inverídica. A Marina nunca se posicionou contra o pré-sal. E isso induz ao erro”, afirmou
a advogada da coligação, Gabriela Rollemberg. Na propaganda do PT, a presidente diz que a luta pela defesa do pré-sal é “particularmente importante porque surgem vozes que ameaçam
PROPAGANDA
A campanha do PSB contesta a propaganda em que a petista diz que Marina seria contra a exploração de petróleo da camada pré-sal. Marina pede um minuto de direito de resposta no programa de Dilma essa riqueza nacional”. “A candidata Marina Silva é uma delas, pois tem defendido o fim da prioridade ao pré-sal. Em termos práticos, isso significaria abandonar ou desacelerar a exploração dessa imensa fonte de rique-
za com consequências terríveis para o desenvolvimento do Brasil”, diz a petista em seu programa. Contrária Na sequência, a propaganda mostra os benefícios da exploração do pré-sal e aponta que “ser contra o présal é ser contra o futuro do Brasil”. Atores do programa petista questionam o posicionamento de Marina sobre o assunto enquanto surgem imagens de notícias veiculadas na imprensa sobre a questão. “Você viu como o pré-sal será importante para construirmos um Brasil mais forte e independente. Por isso é tão difícil entender o que Marina pretende quando planeja reduzir a importância do pré-sal” diz a propaganda. Na prática, continuam, significaria desperdiçar a “maior oportunidade de desenvolvimento que já tivemos na nossa história”. DIVULGAÇÃO/PSB
Marina Silva quer 1 minuto do programa de Dilma para afirmar que não é contra o pré-sal
Eleições 2014
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Igreja Católica proíbe, mas 23 padres disputam eleições A
o menos 23 padres brasileiros, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entraram na disputa eleitoral de 2014, buscando uma vaga de deputado estadual, federal ou mesmo de governador, como é o caso do Padre Ton, candidato ao governo de Rondônia pelo PT. A Igreja Católica, no entanto, é contrária ao envolvimento de religiosos em atividades políticas e partidárias, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de acordo com decretos de várias dioceses pelo país. “É o que determina o próprio Código de Direito Canônico, que rege a Igreja Católica”, aponta Denilson Geraldo, professor da Faculdade de Teologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que cita as determinações do cano 287, parágrafo 2º: “Os clérigos não podem ter parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum.” O cano 285 também faz referência ao tema e determina que “os clérigos evitem aquilo que, mesmo não sendo indecoroso, é alheio ao estado clerical” e enfatiza que “os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos, que implicam participação no exercício do poder civil”. Mas, apesar das orientações, o direito canônico não prevê punição alguma aos religiosos que forem contra as determinações. “Os bispos locais é que devem tomar as medidas que julgarem mais coerentes”, enfatiza o professor Geraldo. Norma O arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, publicou uma norma que determinou a suspensão do uso da ordem de todos os padres ligados a ele que estivessem envolvidos na política partidária. Com a medida, cinco religiosos da região, Luiz Couto (PT), Padre Júnior (PT), Frei Anastácio (PT), Padre Cristiano Melo (Psol) e Padre Gescione (PCdoB), ficam
AG_BRASIL
Instituição é contrária ao envolvimento de religiosos em atividades políticas e partidárias, de acordo com a CNBB impedidos de celebrar os sacramentos, sobretudo missas e confissões, pelo período da campanha política ou durante todo o período de mandato para o qual tenham sido eleitos. Além da suspensão, o documento normativo pede aos políticos que não transformem a igreja em cabo eleitoral. “Há pessoas ligadas tanto às pastorais quanto a movimentos populares cuja tendência é agir como cabos eleitorais de alguns partidos políticos. Esses podem assumir projetos que, por vezes, são contrários aos valores e aos princípios defendidos pelo direito
DIREITOS
Os clérigos não podem ter parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exija a defesa dos direitos da igreja Padre Afonso Lobato (PV-SP) disputa o seu quarto mandato como deputado estadual, contrariando os decretos católicos
natural e pela ética e moral cristã, por exemplo, na questão do aborto, invasão de terra e casamento gay”, aponta o texto. Decreto Caminho similar também foi percorrido em Apucarana, no norte do Paraná. O bispo local, dom Celso Antônio Marchiori, repetiu a medida adotada nas eleições de 2012, e emitiu um decreto contra o envolvimento de padres, diáconos e presbíteros na política. E os religiosos da região interessados em entrar para o mundo partidário tiveram que optar entre a batina e a candidatura. Aqueles que escolhessem a segunda opção seriam suspensos por quatro anos, independentemente se fossem eleitos ou não. E, ao final desse período, o retorno à vida pastoral não seria automático e dependeria da autorização do bispo.
Arquidiocese tomará as medidas
Dom Leonardo Stiner é a favor do afastamento de padres
Já o padre Afonso Lobato (PV-SP), que está disputando o seu quarto mandato como deputado estadual, afirma ter por que sentir falta de suas atividades religiosas. Por decisão da diocese de Taubaté, no interior de São Paulo, ele pôde manter as duas funções nos últimos 12 anos. “A atribulada vida política não permite que faça a gestão de uma paróquia, mas continuo celebrando as minhas missas”, afirma ele, que diz acreditar que as duas atividades, política e religiosa, sejam complementares Em nota de orientação para as comunidades católicas, a Arquidiocese de São Paulo aconselha que membros do
clero, em vista da sua missão religiosa, se abstenham de exercer cargos políticos ou de militar nos partidos. A Arquidiocese de São Paulo, segundo sua assessoria de imprensa, não tem registros de padres de sua congregação que tenham virado políticos. Portanto, “as possíveis medidas seriam tomadas a partir da avaliação individual dos casos futuros”. Ainda assim a CNBB é a favor do afastamento temporário dos padres políticos, segundo dom Leonardo Ulrich Stiner, secretário-geral da entidade. “Para evitar uma mistura das atividades”, diz ele.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz, Rapahel Lobato e Assessorias
REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz, Marcelo Robert e Pabrlo Filard.
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima