Especial
Eleições 2014 MANAUS, TERÇA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2014
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Fim de um ciclo Nesta nova legislatura parlamentares tradicionais do circulo político, como a família Souza e Castelo Branco, não conseguiram entrar para nos cargos que disputavam e ficarão sem mandato
LUANA DÁVILA Equipe EM TEMPO
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s Eleições 2014 no Amazonas eliminaram candidatos fortes que estavam há mais de 20 anos na vida pública e nunca haviam perdido um pleito. Figuras políticas como o ex-senador e deputado federal João Pedro Gonçalves (PT), Francisco Praciano (PT), e as famílias Souza e Castelo Branco, tradicionalmente conhecidas pela atuação política em Manaus, saíram deste processo eleitoral sem nenhum mandato. Há 18 anos no poder, os irmãos Fausto e Carlos Souza (PSD) não conseguiram manter suas cadeiras na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na Câmara dos Deputados, respectivamente. Ao lado do irmão, o ex-deputado estadual Wallace Souza, morto em 2010, os Souza alavancaram a carreira política depois de iniciarem nos anos 90 o programa de televisão “Espaço Livre”, que hoje já tem outro perfil identificado como ‘Programa Livre’. O declínio da família começou em 2008, quando o ex-deputado estadual Wallace Souza foi acusado de comandar um grupo de extermínio em Manaus. Nesta eleição, o deputado federal Carlos Souza (PSD), que está no poder desde 2003, teve 53 mil votos, mas não conseguiu avançar para o seu
quarto mandato. Souza considerou a eleição 2014 muito dura e difícil, mas disse que “vai continuar vivendo”. “A sabedoria do povo tem que ser cumprida, mas considero que enfrentei muitas instituições, e que isso pode ter contribuído para a minha não reeleição. Vou tocar minha vida e continuar vivendo. Não vou dizer que dessa água não beberei, mas confesso que estou desencantado com a política”, disse ontem ao EM TEMPO. O empresário e deputado estadual até o fim deste ano Fausto Souza (PSD) também não conseguiu seguir para o seu terceiro mandato. A hegemonia dos candidatos da família Castelo Branco, que estão no poder há 13 anos também não se firmou neste pleito. O deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), eleito vereador pela primeira vez no pleito de 2000 e reeleito em 2004, saltou da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para o Congresso Nacional em 2006. Em 2010 conseguiu manter o seu mandato, mas não teve a mesma sorte neste pleito, e mesmo com 69 mil votos não conseguiu se reeleger. O mesmo aconteceu com a deputada estadual Vera Lúcia Castelo Branco (PFL), delegada de carreira e ex-esposa de Sabino, eleita em 2009 com 14.037 votos, não conseguiu a reeleição no pleito deste ano e também deixa em dezembro
o mandato eletivo. Vereador mais votado Já o filho do casal, Reizo Castelo Branco (PTB), vereador mais votado no último pleito municipal, apesar de não ter conseguido se eleger para deputado estadual continua na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em seu segundo mandato. O EM TEMPO tentou contato com os três políticos da família Castelo Branco, mas eles permaneceram durante todo o dia com os telefones desligados. Outro parlamentar consagrado do meio, comunista Eron Bezerra, eleito por cinco vezes consecutivas como deputado estadual (1991 a 2010), atual secretário de Estado da Produção Rural (Sepror) por dois períodos (2007-2010; 2011-2013), não conseguiu garantir vaga no pleito de 2014. Questionado sobre como ficará sua atuação a partir de agora, Eron desclarou que é um homem político, independentemente de mandato. “Eu faço política 24 horas por dia, independentemente de mandatos ou não. A votação não foi o que nós queríamos, mas isso não é uma questão de vida ou morte. Para mim, não existe batalha final. Temos que respeitar o direito que o povo tem de escolher”, explicou Bezerra. O ex-senador da Repúbli-
ca e candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, o parintinense João Pedro, com 32 anos de carreira política, também não teve sua candidatura aprovada pela maioria dos amazonenses e fica de fora da Câmara dos Deputados. João Pedro elegeu-se deputado estadual em 1982, pelo PC do B, e foi vereador em 1988. No ano de 1991 ingressou no PT e em 1998 foi candidato a deputado federal, obtendo a suplência. Em 2002 foi candidato a governador do Estado, levando a quinta posição, correspondente a 5,7% dos votos. Ele também chegou a ser superintendente do Instituto Nacional de Reforma Agrária do governo Lula. Em 2006 foi coordenador da campanha petista no Amazonas, elegendo-se como primeiro suplente de Alfredo Nascimento e senador no período de 2007 a 2011. Praciano ficou fora Outro político conceituado no meio que ficou fora da disputa foi o petista Francisco Praciano. Tradicional alavancador de votos, “Praça” decidiu mudar de estratégia e entrou na disputa para o Senado Federal, enfrentando nas urnas o ex-governador Omar Aziz (PSD). Com 27% dos votos, que representam mais de 500 mil votos, o candidato deverá ficar sem nenhum mandato eletivo até a próxima legislatura.
Novos nomes fizeram mudança Ao expressar desejo de mudança, os eleitores amazonenses protagonizaram neste domingo (5), uma página importante na história da política do norte do país, ao deixar fora do parlamento, clãs como os das famílias Castelo Branco, liderada pelo deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), e Souza, pelo também deputado federal Carlos Souza (PSD). O capítulo inesperado pode ser explicado, conforme analisou o cientista político Marcelo Seráfico, pelo surgimento de candidatos com novos motes políticos. Grupos políticos Para o cientista, é prematuro afirmar que os grupos políticos tenham sido alvo do desprezo dos eleitores. “É necessário uma análise comparativa entre os eleitores no passado e no presente. Mesmo porque, outras figuras que compõem esses grupos, conseguiram espaço no parlamento. Temos que nos perguntar se é uma negação às pessoas e suas práticas, ou mesmo da política na sua forma mais ampla”, comentou.
O presidente do Instituto Action, Marketing e Pesquisas, Afrânio Soares, sugere que o projeto de Sabino Castelo Branco, Vera Castelo Branco, Reizo Castelo Branco, Carlos Souza e Fausto Souza (PSD), não decolou, mas bateu na trave, lembrando que fora Fausto Souza -que lutava pela manutenção da sua cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e que teve apenas 11.379 votos-, os demais citados registraram votações acima até de candidatos eleitos, e que foram puxados pelas coligações, a exemplo de Vera Castelo Branco 19.415, que teve mais votos que Sabá Reis (PR) 17.869 votos e Augusto Ferraz (DEM) 15.463. “Não descarto que o desgaste causado por algumas situações nas quais esses candidatos vêm se envolvendo ao logo dos mandatos, tenha influenciado na hora do voto, talvez isso tenha respingado. Entretanto, não creio que isso tenha sido um recado”, ressaltou. Colaborou: Joelma Muniz
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Braga quer apoio de Marcelo Ramos no segundo turno CARLOS EDUARDO MATOS Equipe EM TEMPO
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candidato ao governo do Estado, senador Eduardo Braga (PMDB) disse, ontem, que irá procurar o candidato Marcelo Ramos (PSB), que obteve 10,94% dos votos, para ter o apoio dele no segundo turno das eleições. Os dois candidatos ainda não se reuniram, mas um encontro já está sendo agendado para os próximos dias. “O eleitor do Marcelo Ramos não tem cabresto. Eles vão se alinhar àquela candidatura que melhor representá-lo neste segundo turno. Mostramos que somos uma oposição viável e creio que eles irão optar por nossa candida-
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O senador sinalizou que vai buscar apoio do deputado que obteve mais de 10% dos votos nas eleições tura”, afirmou. Em coletiva de imprensa, ontem à tarde (6), Braga afirmou que convocou os candidatos a deputados estaduais e federais da coligação, que foram mais bem votados, para reforçarem a campanha nesta reta final. Ele citou Hissa Abrahão (PPS) e Socorro Sampaio (PP) entre seus principais cabos eleitorais. Praciano, que sofreu uma derrota esmagadora na disputa pelo Senado, não compareceu à coletiva, apesar de ter sido chamado. “O Praciano é assim mesmo, diferente. Ele disse que está engajado neste segundo turno, que viria a esta reunião, mas ele cumpre a agenda da forma como acha conveniente”, afirmou o candidato, em tom de crítica ao aliado.
Reforma política será o foco Braga voltou a criticar o uso da máquina pública na campanha à reeleição do governador José Melo (Pros) e disse que sua estratégia, nesta segunda fase da campanha, será reforçar o posicionamento de oposição, convencendo os eleitores sobre a necessidade de uma reforma política, que resulte em mu-
danças na administração de setores importantes, como saúde, segurança e educação. “Temos condição de fazer a renovação das práticas políticas do Amazonas. Eu me rebelei contra essas práticas políticas, não concordo com a forma como eles atuam e estão atuando dentro de vários setores”, afirmou.
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Senador e candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga fez reunião com deputados eleitos e prepara campanha do 2º turno
Governador José Melo (Pros) reuniu correligionários e comitiva da coligação para agradecer o empenho no primeiro turno
1º TURNO
Melo e Henrique agradecem correligionários e população O líder republicano e candidato à reeleição ao governo do Amazonas, José Melo (Pros), disse ontem, que deve montar uma nova estratégia de campanha, cujo mote se manterá na simplicidade das ações, na transparência do diálogo e na cumplicidade com o povo amazonense. Na companhia do seu principal aliado político, o senador eleito pela Coligação Fazendo Mais por Nossa Gente, Omar Aziz (PSD), e do seu vice na chapa majoritária, Henrique Oliveira, Melo recebeu apoio de lideranças regionais e manifestações de confiança na vitória durante toda a apuração. Ele agradeceu o apoio de Nejmi Aziz, de seus correligionários e da esposa Edilene Melo, mas dedicou um abraço especial às crianças que “sempre receberam com carinho cada um dos aliados da Caravana Pros 90”. Melo destacou ainda o papel decisivo do PSDB, do prefeito Arthur Neto, em todo o processo do primeiro turno, ressaltando o empenho de todos os seus líderes, principalmente dos deputados estaduais e federais, que estenderam suas campanhas à majoritária, e da militância de seu próprio partido, o Pros. “O PSDB e o Pros abraçaram a majoritária, vencendo todas as diferenças e mostrando mais uma vez que os viés políticos podem ser colocados de lado em prol da continuação dos projetos de desenvolvi-
mento social, econômico e político para o Amazonas. Quero agradecer também a cada cidadão ou cidadã que compreendeu a importância dessa continuidade e foi às ruas para fazer valer sua vontade”, disse Melo. Confiantes O candidato a vice, Henrique Oliveira, falou da eleição de Omar Aziz para o Senado, reforçando que confia na vitória completa no segundo turno. “Soma-
PSDB e o Pros abraçaram a majoritária, vencendo todas as diferenças e mostrando que os viés políticos podem ser colocados de lado José Melo, governador do AM
mos esforços na capital e no interior. A eleição do Omar mostra a força de um nome que mostrou que soube fazer um grande trabalho, com obras e ações em todos os municípios, projetos que precisam da continuidade. Nossa estratégia foi propositiva, agindo com transparência e respeito com a população e com os nossos adversários. Não fizemos tudo, mas temos condições de contribuir muito mais”, destaca.
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Vereadores repercutem suas atuações no pleito FOTOS TIAGOCORREA/DIRCOM
Casa que tinha 26 parlamentares na disputa no pleito deste ano só conseguiu eleger três para a Assembleia Legislativa
De toda bancada municipal apenas os vereadores Carlos Alberto, Dr. Gomes e o presidente Bosco Saraiva conseguiram êxito no pleito deste domingo e dexam a CMM no fim de janeiro CARLOS EDUARDO MATOS E MÁRCIA OLIVEIRA Equipe EM TEMPO E AGORA
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sessão plenária na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ontem, teve clima de frustração e lamento para muitos vereadores que perderam nas eleições estaduais. A aposta era de que pelo menos sete parlamentares conseguiriam uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), porém, apenas o presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), Carlos Alberto (PRB) e Dr. Gomes (DEM) alcançaram o objetivo. Dos 41 vereadores, 26 se candidataram no pleito. Nos bastidores da campanha política, cogitava-se a vitória dos vereadores Mário Frota (PDT), Álvaro Campelo (PP), Fabrício Lima (PSDB), Therezinha Ruiz (DEM), Marcel Alexandre (PMDB), Plínio Valério (PSDB), além de Bosco Saraiva. No entanto, alguns tiveram votos
expressivos, mas a maioria não venceu as eleições. Visivelmente frustrado, Plínio Valério desabafou na tribuna, dizendo que ‘acovardouse’ nesta eleição. “Na disputa para deputado federal, tive mais de 50 mil votos e agora, recebi 12,3 mil votos. Fui punido pelo povo porque me acovardei. Eu sacrifiquei minha família e não farei mais isso”, afirmou, deixando o plenário em silêncio. Fabrício Lima, que ganhou 16,8 mil votos, também lamentou a derrota nas urnas, mas agradeceu pela confiança dos eleitores. Álvaro Campelo, que recebeu 12,9 mil votos, atribuiu o insucesso à falta de recursos na campanha, o que o impossibilitou de reforçar o trabalho nos municípios do interior. “O investimento foi abaixo do esperado, bem menor em relação a outros candidatos, que tiveram bom apoio financeiro e saíram vitoriosos. Eu agradeço ao
povo amazonense pelos votos, mas sigo o meu trabalho aqui na Câmara Municipal, focado nos direitos dos consumidores”, afirmou. Mário Frota, que teve pouco mais de 7,9 mil votos, não
ATUAÇÃO
Dos 41 vereadores, 26 se candidataram. Nos bastidores cogitava-se a vitória de Mário Frota (PDT), Álvaro Campelo (PP), Fabrício Lima (PSDB), Therezinha Ruiz (DEM), Marcel Alexandre (PMDB) e Plínio Valério apareceu na CMM e ficou de fora da votação de projetos importantes do Executivo municipal, como o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA). O líder do PMDB na casa, Marcel Alexandre, que recebeu 15,8 mil votos, preferiu não dar
entrevista. Na contramão da tristeza, o vereador Dr. Gomes, que pouco fala na tribuna, fez um discurso emocionado e agradeceu pelos 16,7 mil votos conquistados. “Cheguei a duvidar que não conseguiria, mas o anúncio da vitória foi um alívio. A experiência que adquiri na Câmara (Municipal) vai me ajudar na Assembleia. Acredito que estou indo no momento certo e as portas estão abertas aos colegas”, disse o parlamentar. O vereador Carlos Alberto, que teve 24,8 mil votos, disse que retorna à Aleam para assumir projetos na área social. “Começo a me preparar para assumir uma nova responsabilidade, da qual já tenho experiência”, disse ele. Bosco Saraiva, eleito com 22,8 mil votos, salientou a responsabilidade dada a ele, nas urnas. Ele disse que antes de assumir a vaga na Aleam, terminará o mandato de presidente da CMM fazendo ajustamentos no Regimento Interno da casa
e reformas na Lei Orgânica do Município (Loman). “Estou feliz pela consagradora votação, em especial em Manaus, minha cidade natal”, disse. Suplentes já fazem planos políticos No lugar dos vereadores Bosco Saraiva, Carlos Alberto e Dr. Gomes, em janeiro de 2016, assumirão a vaga na CMM o médico Ewerton Campos Wanderley, natural do Pará, que obteve 5,6 mil votos nas eleições municipais de 2012; a Pastora Luciana (PP), suplente da coligação Melhor para Manaus 1, que obteve 5,6 mil votos; e o “Ceará do Santa Etelvina” (DEM) que ficou como suplente na coligação Renova Manaus, com 2,6 mil votos. Eles terão apenas 2 anos para exercer o cargo e tentar buscar a reeleição em 2016. Pastora Luciana, que ficará no lugar de Dr. Gomes, disse que seu mandato será
voltado aos direitos dos cidadãos manauenses. “Meu Deus me deu uma chance de defender meu povo no plenário, e mesmo as provações que passei durante as eleições deste ano não me desviaram do caminho,” disse a pastora. Já o líder comunitário “Ceará do Santa Etelvina”, que assumirá a vaga de Carlos Alberto, disse que virá com ideias para melhorar a infraestrutura das comunidades. “Darei continuidade ao trabalho que venho realizando. Vou fiscalizar e cobrar melhor todos os trabalhos nos bairros mais esquecidos da capital,” afirmou. A reportagem tentou entrar em contato com o Dr. Ewerton, que é suplente do vereador Bosco Saraiva, mas ele não foi localizado para dar declarações.
Parlamentares estão na berlinda
Therezinha Ruiz declarou ontem que aguarda medida da Justiça para definir sua votação
Embora tenha perdido a eleição para deputado estadual, mesmo com 14,2 mil votos, a vereadora Therezinha Ruiz (DEM) disse, ontem, que ainda segue na disputa pelo cargo. Isso porque ela aguarda uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) em torno do processo de declaração do registro de candidatura do ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Jorge Ataíde
Oliveira, que pode resultar na transferência dos 4,2 mil votos conquistados por ele, nesta última eleição, para a coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente. Com mais votos, ela terá coeficiente eleitoral para ter acesso à segunda vaga conquistada pela coligação, sendo que a primeira é do empresário Augusto Ferraz, que obteve 15,4 mil votos. Therezinha assumiria a vaga do deputado estadual Francisco Souza (PSC), que
recebeu 19,9 mil votos, que responde a um processo junto ao TRE que inviabiliza a sua candidatura. Caso o tribunal decida pela validação dos votos de Ataíde e transferências dos mesmos para a coligação. o vereador Dr. Gomes (DEM), que assumiria a vaga de Souza, poderá continuar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). “Estou confiante que esta situação será resolvida junto à Justiça Eleitoral e terei direito ao cargo”, afirmou a vereadora.
Eleições 2014
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MANAUS, TERÇA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2014
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Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Seria uma coisa inédita” MAURO PAULINO, diretor do Datafolha, a três dias da eleição, sobre a possibilidade de virada de Aécio sobre Marina
Pernambuco quer PSB contra Dilma no 2º turno Após o eleger governador mais bem votado do país, Paulo Câmara, e Fernando Bezerra senador, o PSB-PE deve defender o apoio nacional a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. Os socialistas de Pernambuco (e a família de Eduardo Campos) consideram que esta seria a vontade do falecido líder, que se lançou candidato a presidente contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Dilma, nem pensar Em entrevistas e discursos, Eduardo Campos ressalvava que seu projeto não era contra o amigo Lula, e sim contra a reeleição de Dilma. Beto presidente O gaúcho Beto Albuquerque, ex-vice de Marina, é o favorito do PSB-PE e da família Campos para assumir a presidência nacional do partido. Indicando vice O PSB pernambucano deve indicar o futuro vicepresidente nacional do partido: Renata Campos ou o prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB). Pensando miúdo Obstáculo à aliança com Aécio Neves (PSDB), o presidente interino do PSB, Roberto Amaral prefere tornar o partido uma linha auxiliar do PT. Derrota saiu cara para o presidente das CPIs Presidente da CPI e da CPMI da Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB) ficou em 3º lugar na disputa pelo governo da Paraíba, com apenas 5,2% dos votos. Até parece que, para ele, importante mesmo é competir, apesar de ser um dos candidatos com maior
“custo por voto”: considerando a previsão de gastos (R$ 25 milhões) e a votação obtida, é só fazer as contas: cada um dos seus 106 mil votos custou R$ 235. Dez vezes menos Custaram bem menos que os de Vital do Rêgo os votos de Cassio Cunha Lima (R$ 18) e Ricardo Coutinho (R$ 26), na Paraíba. Gastos totais A previsão de gastos da campanha do tucano Cássio Cunha Lima foi R$ 18 milhões; a do governador Ricardo Coutinho (PSB), R$ 25 milhões. Mico petista Vexame do PT em Pernambuco: não elegeu um só deputado federal e o João Paulo perdeu para senador até no Recife, onde foi prefeito. Só o começo Depondo sob delação premiada, o megadoleiro Alberto Youssef ainda não concluiu suas revelações escabrosas contra grandes empreiteiras. Têm razão para insônia o empreiteiro Marcelo Odebrecht e a cúpula da Camargo Correia. Youssef não está deixando pedra sobre pedra. Tucanos querem Duda A cúpula do PSDB elogia o eficiente marqueteiro Paulo Vasconcelos, mas tenta convencer Aécio Neves (PSDB) a chamar o “Neymar do marketing político”, Duda Mendonça, para reforçar o time no 2º turno. O peso de Jarbas Calou fundo nos pernambucanos a declaração do respeitado deputado federal eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB) contra a reeleição de Dilma, até por questões éticas insuperáveis, como o escândalo do Petrolão.
Jornalista
Fora de órbita O astronauta-camelô Marcos Pontes, que Lula mandou (por US$10 milhões) numa nave russa para plantar feijão no espaço, caiu da cauda do foguete: não foi eleito deputado federal, como queria. Paz virtual Única no PT-DF a se reeleger deputada federal, Érica Kokay pregou ontem a “cultura de paz” no país. Ela empregava o militante do PT que agrediu Joaquim Barbosa, na época presidente do Supremo Tribunal. De camarote A família Sarney não foi exatamente derrotada no Maranhão porque decidiu não se envolver na disputa, facilitando a vitória de Flávio Dino (PCdoB). A governadora Roseana se recusou a lançar candidato, e o espaço foi ocupado por Lobão Filho (PMDB), humilhado nas urnas. Todos contra um Em disputa no segundo turno contra o governador Luiz Pezão (PMDB), Marcelo Crivella (PRB) articula o apoio de Garotinho (PR) e do petista Lindbergh Farias, com quem fez dobradinha no último debate. Emblemáticos Líder da PM contra o governador Cid Gomes (Pros), o Capitão Wágner (PR) foi o mais votado a estadual no Ceará, com 194,2 mil votos. Já o senador Inácio Arruda (PCdoB) sequer se elegeu deputado federal. Pergunta na boca da urna Somando pouco mais de 20% e ficando em 3º para presidente no DF, Dilma poderá dizer aos visitantes ilustres que Brasília é sua casa?
PODER SEM PUDOR
Caro amadurecer Foi de Teotônio Vilela Filho, em 1982, a ideia de lançar a candidatura de outro jovem usineiro, Sérgio Moreira, para deputado federal. A campanha foi difícil e Moreira – hoje presidente do Sebrae nacional – não se elegeu. Inexperiente, foi literalmente roubado por cabos eleitorais desonestos, perdendo muito dinheiro. Mas Teo Vilela não aceitou dividir a culpa: - Você devia me agradecer. Eu fiz de você um homem. Era um menino e, depois da campanha, virou um homem! Moreira não se conformou: - Se eu soubesse que iria custar tão caro, preferia continuar menino. DIVULGAÇÃO
Conceição Sampaio deverá ser a única representante feminina na bancada amazonense
Próxima legislatura terão poucas mulheres no poder
No pleito do último domingo, apenas Conceição Sampaio e Alessandra Campelo conseguiram cadeira no parlamento JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e Câmara Federal contará com a participação mínima de representantes femininas. Apenas Conceição Sampaio (PP), 71.869 votos, e Alessandra Campelo (PCdoB), 25.361 votos, conquistaram vagas no parlamento, Sampaio representará as amazonenses em Brasília e Campelo terá a missão de defender os interesses da bancada na tribuna da Aleam. A baixa adesão as candidaturas de mulheres, não condiz com a força política do grupo, que em 2014 representou 50,8 % do eleitorado. Somente no Amazonas, 235 delas registraram candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). O fenômeno de acordo com o presidente do Instituto Action, Marketing e Pesquisas, Afrânio Soares, deve-se a um conjunto de fatores, um deles, pode ser a bandeira levantada por candidatos homens, de que para representá-las no parlamento, não precisa ser mulher. “Aquele pensamento feminista, de que somente mulheres podem
defender os interesses do universo que as cerca, parece não funcionar, como antes. Talvez, o pensamento defendido por alguns candidatos, tenha mexido com o modo de pensar das eleitoras”, analisou. Em pesquisa realizada no início do mês de Outubro, pela DataSenado e pela Procuradoria Especial da Mulher, apontou que a falta de apoio de partidos políticos é fator preponderante, para que as mulheres não se lancem as candidaturas. As mulheres que apontaram esse motivo somam 41% dos entrevistados. A entrevista feita com 1.091 pessoas, pode ser encontrada no site do Senado Federal, sob o nome À Representação da Mulher na Política Brasileira”. A falta de interesse por política aparece em segundo lugar (23%) e a dificuldade de concorrer com homens, em terceiro (19%), entre os motivos que restringem a participação da mulher na política. Os dados do DataSenado revelam que não são os afazeres domésticos e as responsabilidades com a família que têm afastado as brasileiras das câmaras municipais, Assembleias e do Congresso Nacional.
Participação é direito assistido A participação direta de mulheres em eleições é um direito assistido pela Constituição Federal, que exige por meio da lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, a reserva de no mínimo 30% e no máximo 60% das vagas dos partidos/coligações para o gênero. A lei é uma reedição da 9.100, de 1995, que em seu inciso 3º do artigo 11º, estabelecia 20% das vagas para candidaturas femininas. A reportagem tentou contato com as parlamentares amazonenses eleitas, mas até o fechamento da edição não obteve sucesso.
2º TURNO
Horário eleitoral deverá reiniciar
Previsão é que o programa deva inciar até o fim desta semana em dois horários na TV
Para o segundo turno, o horário eleitoral gratuito iniciará a partir de 48 horas da proclamação dos resultados do primeiro turno, e se estenderá até o dia 24 de outubro. A data de início será definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil decidirá quem será o presidente da República no último domingo de outubro, dia 26. É bom lembrar que mesmo o eleitor que não votou no primeiro turno deve votar no segundo turno.
A propaganda eleitoral gratuita será dividida em blocos e em inserções. A propaganda em rede ou bloco é aquela divulgada em todas as emissoras simultaneamente em horários pré-estabelecidos. Já as inserções são propagandas que ocorrem durante a programação normal das rádios e televisões (das 8h à 0h), veiculadas ao longo dos intervalos comerciais, com duração de até 60 segundos.
O horário destinado à divulgação da propaganda eleitoral gratuita em blocos será dividido em dois períodos diários de 20 minutos, inclusive, aos domingos, iniciando-se às 7h e às 12h, no rádio, e às 13h e às 20h30, na televisão (horário de Brasília). O tempo de cada período diário será dividido igualitariamente entre os candidatos, ou seja, 10 minutos para cada concorrente aos cargos.
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Eleições 2014
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‘Tomarei posição, mas não me engajarei em campanha’ RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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namento de Marina Silva poderá levar o deputado a apoiar José Melo. A ideia é cogitada visto que a ex-ministra dá sinais de apoio ao PSDB de Aécio Neves, que, no Amazonas, está mais próximo de Melo. A militância afirma que o apoio seria alvo de menos resistência no partido em relação a Eduardo Braga, que protagonizou duros embates
O contato com o deputado estadual, Marcelo Ramos, será feito pelo próprio governador. Queremos o apoio de Ramos, que sempre foi muito elogiado por José Melo Radyr Jr., secretário-geral Pros
com o parlamentar durante a campanha. Aceno de Melo Procurado pela reportagem, o secretário-geral do Pros, Radyr Jr., fez acenos ao deputado socialista e afirmou que Ramos será procurado por José Melo. “Esse contato será feito pelo próprio governador. Queremos o apoio de Ramos, que sempre foi muito elogiado pelo governador. O deputado fez uma campanha limpa e tem uma excelente trajetória. Temos que unir as propostas”, afirmou ele.
Marcelo Ramos afirma que não vai ficar “em cima do muro” e manifestará apoio a um dos dois candidatos, mas sem engajamento ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
resultado apertado do primeiro turno das eleições entre o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador José Melo (Pros) já leva o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) para o centro das articulações dos dois blocos, que esperam a manifestação do parlamentar pelo posicionamento no segundo turno. Em terceiro lugar com 10,94% dos votos, Ramos descartou ontem (6) uma possível neutralidade, mas afirmou que não se engajará na campanha do candidato apoiado. “Eu sou contra o voto nulo e em branco, portanto, eu vou votar em alguém. Não vou me engajar, levantar a bandeira, de nenhum candidato, pois estou escolhendo o menos pior. Quem quer que seja o apoiado ou o ganhador, irá conviver com o meu trabalho de intensa fiscalização, como sempre fiz. Nenhum dos dois representa a mudança”, disse o deputado. Após a votação de anteontem, Ramos disse que consultaria a ex-ministra Marina Silva (PSB). O deputado, cujo desempenho nas urnas foi maior do que os quatro últimos colocados juntos teve poucas movimentações durante o dia de ontem. Ramos reservou o primeiro dia após o pleito para agradecer a militância e antecipou conversas com o seu ex-candidato à vice, Junior Brasil (PSB). À tarde, o deputado reuniu a organização do partido para finalizar balanços de campanha. O segundo turno, segundo o partido, ainda não foi formalmente discutido. Aliados e militantes já antecipam que a decisão de Ramos de seguir o posicio-
DIEGO JANATÃ
Terceiro lugar do pleito, Ramos disse que não ficará isento neste 2º turno, mas não vai se engajar nem com Melo e nem com Braga
O presidente de honra do PSB, Serafim Corrêa, confirmou que a agremiação está “protagonizando” o segundo turno ainda
PSB local não quer se antecipar O presidente estadual da sigla, vereador Marcelo Serafim, antecipou ontem que planeja uma reunião para amanhã (8) para tratar do assunto. Marcelo não sinalizou decisões, mas disse que “nenhuma possibilidade está descartada”. O vereador que não se elegeu senador, no entanto, negou que a Rede Sustentabilidade participará do processo de decisão e afirmou que a consulta prioritária será ao presidente nacional da sigla, Roberto Amaral. O presidente de honra da sigla eleito deputado estadual, Serafim Corrêa, confirmou que a agremiação que teve candidatos abrigados no PSB não participará da decisão e afirmou que o partido está “protagonizando” o segundo turno. “Ou azul ou vermelho, uma das duas. Nós somos um partido que, sozinhos, conseguimos virar protagonista. O PSB vai ter a decisão dele, a Rede outra. Aliança terminou ontem”, afirmou.
Rede Marina Silva decidiu apoiar ao candidato Aécio Neves (PSDB). A ex-ministra foi alvo ontem de uma maratona de investidas do ex-presidente tucano Fer-
SERAFIM
O vereador Marcelo Serafim negou que a Rede Sustentabilidade participará do processo de decisão e afirmou que a consulta prioritária será ao presidente nacional da sigla, Roberto Amaral nando Henrique Cardoso. A decisão já conta com o aval do irmão do falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em Manaus, a Rede só irá se pronunciar hoje (7) sobre quem apoiará no segundo turno das eleições no Amazonas, que será decidida no dia 26 entre Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros).
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Lei Orçamentária prevista para 2015 será de R$ 4,4 bi Câmara Municipal iniciou ontem a tramitação da LOA para o próximo ano, encaminhada pelo Executivo municipal ROBERVALDROCHA/DIRCOM
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Presidente da Câmara ressaltou que até o fim deste ano a casa deverá concluir a votação da Lei Orçamentária para 2015 e também do Plano Plurianual TIAGOCORREA/DIRCOM
Mensagem d o Executivo nº 056, de 30/9/2014, foi colocada pela presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na pauta de votação nesta segunda-feira (6), um dia após o pleito eleitoral do primeiro turno. A lei, deliberada pelo plenário, que estima a receita e fixa a despesa do município de Manaus para o exercício de 2015, foi encaminhada para análise da 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). O PL vai passar, ainda, pela Comissão de Economia, Finanças e Orçamento (Cfeo). O presidente da casa legislativa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), ressaltou que até o final do ano, a pauta, da qual constam a Lei Orçamentária (LOA 2015), o Plano Plurianual (PPA), Reforma da Lei Orgânica do Município (Lomam) e o ajuste do Regimento Interno da Câmara, deverá ser concluída. Esses projetos já tramitam na Câmara, e segundo o presidente, pela disposição dos vereadores em participar ativamente dos trabalhos legislativos (quórum nas reuniões ordinárias), a casa legislativa não terá problemas na aprovação dos mesmos, que são importantes para os trabalhos na CMM e para a população de Manaus. De acordo com os trâmites legislativos da Câmara, após ser aprovada em primeira discussão no plenário, a Lei Orçamentária 2015 terá cinco dias para emendas dos vereadores, que serão analisadas pela 3ª Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da Casa (Cfeo). Este ano, de acordo com o relator da Lei Orçamentária na Cfeo, vereador Walfran Torres (PTC), o pleito dos vereadores é de que a cota participativa no Orçamento de 2015, por meio das emendas, chegue em torno de R$ 500 mil. O vereador ressaltou que já recebeu orientações do presidente da casa legislativa, Bosco Saraiva (PSDB), e do prefeito Arthur Neto (PSDB), no sentido de tratar da execução das emendas para otimizar os projetos sem problemas. Ele lembrou que alguns projetos de emendas de 2014 já estão sendo executados. “Falta só finalizar o cronograma com as emendas executadas e as que serão executadas”, afirmou. Vereador de oposição na CMM, Waldemir José (PT) disse que a tramitação da Lei Orçamentária na casa será um momento de debate e apresentação de propostas. “Temos de tentar ver as aspirações da população. Tivemos aqui os enfermeiros, professores e odontólogos, que pautaram a questão do dinheiro público. Esse debate tem que vir ao plenário”, afirmou, lembrando que a questão das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e os problemas de transporte coletivo devem ser olhados no orçamento.
Educação, saúde e urbanismo Para 2015, a receita própria do município, arrecadada pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública Municipal, de acordo com a mensagem do Executivo Municipal, responderá por R$ 1,366 bilhão ou 30,5% do total do orçamento. No âmbito das receitas próprias, as receitas de impostos que respondem por R$ 953,9 milhões ou 21,3% do total. Nesse grupo, em razão de sua importância para as finanças municipais, o Poder Municipal ressalta o montante previsto para o ISS (Imposto Sobre Serviços), que é de R$ 643,0 milhões ou 14,3% de todas as receitas. Entre as principais funções da administração municipal contempladas na proposta orçamentária de 2015 estão à alocação de R$ 1,244 bilhão para a Educação, representando mais de 27,7% do total da despesa prevista para o ano de 2015. Desse total, a remuneração dos servidores da função de Educação absorverá R$ 686,4 milhões ou 55,2%. O município investirá também R$ 142,8 milhões ou 11,5% do orçamento de Educação na construção, na ampliação e na reforma de centros e escolas municipais, e na aquisição de equipamentos para toda a rede municipal de ensino. As demais despesas de custeio operacional e finalístico totalizarão R$ 414,8 milhões ou 33,3% da despesa prevista para 2015. A segunda despesa de maior repercussão na proposta orçamentária de 2015 é a Saúde, que to-
talizará o montante de R$ 822,9 milhões ou 18,3% do total do orçamento. A aplicação de recursos próprios nessa função de governo é de 77,6% do total previsto e de outras fontes 22,4%. A aplicação na função Saúde com recursos próprios foi estimada em 21% do total das Receitas Resultantes de Impostos (RRI). Em relação à saúde, a despesa com a folha de pessoal e encargos sociais
PRIORIDADE
Entre as principais funções da administração municipal contempladas na proposta orçamentária de 2015 estão à alocação de R$ 1,244 bi para a Educação, representando mais de 27,7% do total da despesa foi estimada em R$ 562,8 milhões ou 68,4% do total, somando-se os gastos de naturezas remuneratórias e indenizatórias. As despesas com investimentos foram previstas em R$ 37,9 milhões ou 4,6% do total. Os gastos operacionais e finalísticos, que incluem as despesas com os programas de saúde que atendem diretamente a população, foram previstos em R$ 222,2 milhões ou 27,0% do total dessa função. A alocação de recursos para o Urbanismo também merecerá atenção especial da administração municipal que destinará R$ 922,4 milhões ou 20,6% do total da proposta orçamentária de 2015 para essa área.
Walfran Torres disse que o prefeito pediu celeridade no processo
Estado e município beneficiados De acordo com a Lei Orçamentária 2015, as transferências do Estado foram previstas em R$ 1,911 bilhão ou 42,6%, representando a maior parcela das receitas constantes na proposta orçamentária de 2015, principalmente em razão da cota-parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) prevista em R$ 1,450 bilhão ou 32,3% do total de todas as receitas. As transferências do governo federal foram estimadas em R$ 773,8 milhões ou 17,3% do total. Nesse grupo, destaca-se a participação da cota-parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que foi estimada em R$ 423,5 milhões ou 9,4% do total. As receitas com as operações de crédito, já contratadas ou a serem contratadas, foram estimadas em R$ 238,3 milhões ou 5,3% do total. A previsão das receitas previdenciárias para o ano que vem totalizou R$ 195,4 milhões ou 4,4% do total.
A Proposta Orçamentária do município de Manaus para o exercício de 2015, de acordo com o Executivo municipal foi elaborado de acordo com as disposições da lei nº 1.888, de 2014, que aprovou as diretrizes, os objetivos e as metas prioritárias do município de Manaus para o ano de 2015, assim como as metas fiscais a serem perseguidas pela administração na busca de gestão fiscal responsável, transparente e participativa. Na mensagem, o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), diz que a previsão otimista do governo federal para o crescimento da economia brasileira, deste ano (2014), não deve se realizar. Quando do encaminhamento do Projeto de Lei do Orçamento Geral da União para 2014, na Mensagem Presidencial constava uma estimativa de crescimento real de 4,0% do Produto Interno Bruno (PIB) para o corrente ano.
PPA garantido Também foi deliberada na manhã desta segunda-feira (6), o Projeto de Lei (PL) nº 288/14, que altera os dispositivos que dispõe sobre o Plano Plurianual do Município (PPA) para o período de 2014 a 2017, garantindo assim, a integração entre o PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). O PL, de autoria do Executivo municipal, seguiu para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e Comissão de Finanças, Economia e Orçamento (Cfeo). Após parecer das comissões, a proposta retorna ao Plenário para ser votado em primeira discussão e abrir prazo de cinco dias para apresentação de emendas parlamentar. A proposta, que chegou à casa capeada pela Mensagem 055 de 30 de setembro de 2014, justifica que de acordo com as normas dispostas na Constituição Federal, reforçadas pela lei complementar nº 101, de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), o processo orçamentário brasileiro baseia-se na elaboração, pelo Poder Executivo, de um planejamento estratégico para 4 anos. O PPA é responsável pela definição das diretrizes e os objetivos a serem perseguidos pela administração pública, além de garantir o cumprimento dos objetivos pretendidos.
Eleições 2014
MANAUS, TERÇA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2014
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Dilma deve estancar sangria em SP e Aécio no Nordeste Candidatos à Presidência confirmados no 2º turno das eleições começaram nova fase da campanha com focos diferentes
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nquanto as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) definem as estratégias para a batalha do segundo turno, os vices da petista e do tucano já têm diagnóstico fechado. Para Michel Temer (PMDB), Dilma precisa interromper a perda de eleitores em São Paulo. O tucano Aloysio Nunes afirma que o PSDB precisa diminuir a diferença para o PT no Nordeste. “O que nós faremos lá (em São Paulo) é pelo menos estancar o percentual de Dilma porque, em face das modificações em outros Estados, pode levar Dilma à vitória”, afirmou o vice-presidente e candidato à reeleição, Michel Temer (PMDB), ontem (6). No maior colégio eleitoral do país, o senador Aécio Neves (PSDB) teve maior percentual de votos que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT): 44,22% contra 25,82%. “Era inevitável que ele (Aécio) tivesse votação maior em São Paulo em face do prestígio do governador que foi eleito no 1º turno”, reconheceu Temer. “Se ficar onde está, que eu suponho que é o que vai acontecer, será útil para a candidatura da Dilma”, complementou. Já em todos os Estados do Nordeste, Dilma teve maior percentual de votos que Aécio. No Piauí, por exemplo, a presidente teve cinco vezes mais votos que o senador. “O Nordeste evidentemente foi nossa Waterloo. Mas Waterloo foi a batalha final que levou Napoleão à derrota. Nós apostamos que os ventos da mudança que sopram sobre outras regiões soprem também sobre o Nordeste, o que permitirá que possamos reduzir a diferença”, declarou o candidato a vice de Aécio, Aloysio Nunes (PSDB). Ele lembrou que a ex-senadora Marina Silva (PSB) teve “votação expressiva em muitos Estados do Nordeste e esse votos são votos de oposição”. “É difícil ganhar [no Nordeste], mas a diferença nós podemos diminuir e muito”, afirmou.
AG BRASIL
Enquanto Dilma Rousseff mira eleitorado onde Aécio é mais forte, São Paulo, o tucano mira sua artilharia publicitária para os eleitores do Nordeste do país DIVULGAÇÃO
Conexão de Dilma com os mais pobres eleva suas chances
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Maior identificação com mais pobres Uma questão central para o segundo turno é o destino dos votos de Marina Silva (PSB), ultrapassada com folga na reta final da campanha por Aécio. Analistas avaliam que, se o tucano obtiver o apoio formal da ex-ministra, suas chances de vitória aumentam exponencialmente. O rumo que Marina vai seguir nesta próxima etapa, no entanto, é incerto. Embora durante a campanha a candidata tenha sinalizado que optaria pela neutralidade no caso de um segundo turno entre outras siglas – como fez na eleição de 2010 – alguns analistas identificaram no pronunciamento feito pela ambientalista após a divulgação dos resultados no domingo um sinal de que ela poderia apoiar Aécio Neves. A expectativa é de que a
candidata oficialize seu posicionamento ainda nesta semana. Caso ela permaneça neutra, dizem os analistas, Dilma será favorecida, já que Aécio precisaria herdar cerca de dois terços dos votos da ex-ministra para empatar a disputa com Dilma. Pobres x classe média Segundo o cientista político Jairo Nicolau, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dilma tem como maior trunfo no segundo turno uma “conexão muito sólida” com os pobres brasileiros. “Nas últimas seis disputas houve uma divisão entre os pobres de um lado e a classe média de outro. Os azuis (PSDB) ganham a classe média, e o vermelho (PT) ganha o povão. Esse padrão deve se repetir”.
Por outro lado, diz ele, das últimas eleições para cá a rejeição ao PT cresceu no país, e a estrutura do partido nos Estados está mais frágil neste pleito. “Uma ala grande do PMDB está com Aécio, e parte do PSB não volta mais (para a base governista)”. Nordeste Nicolau diz ainda que o mineiro conta com boa estrutura nos Estados e deve ser mais difícil de derrotar do que os últimos tucanos a disputar a Presidência, José Serra e Geraldo Alckmin. “Ele tem uma atitude que tem sido bem avaliada nos debates, faz confronto direto com a Dilma e se protegeu das acusações mais óbvias, como as de que acabaria com os programas sociais”.
EX-PRESIDENTE
‘PT cresce entre menos informados’
FHC diz que o PT tem maioria de votos nos grotões pobres
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse ontem (6) que o PT cresceu nos grotões do país e que o Partido dos Trabalhadores tem o voto dos “menos informados”. “O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, afirmou o ex-presidente. “Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados”, disse FHC. Para o tucano, o desempenho do PSDB é diferente, nesse aspecto, uma vez que em Estados
como São Paulo seu partido tem maioria. “Aqui em São Paulo, quando o PSDB ganha, ele ganha porque tem apoio de pobre, não é porque tem apoio de rico. (...) A falta de informação é responsabilidade do Estado, não da pessoa, é uma constatação. Geralmente é uma coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados”. Legado tucano O ex-presidente avalia que, ao contrário de campanhas anteriores do PSDB, desta vez o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, pode assumir o legado deixado pelo partido quando esteve à frente do governo federal. “Tem que assumir tudo isso e não deixar que o PT fique botando a marca e o estigma de que eles é que fizeram e nós
atendemos só ao mercado, está errado”, diz FHC. Quanto a uma possível omissão, nesse sentido, de candidatos anteriores, como José Serra (que disputou a Presidência em 2010), o ex-presidente diz que “houve uma espécie de amedrontamento perante o PT”. “Como o PT é um partido agressivo, é competente em fazer propaganda e estigmatizar, houve uma espécie de encolhimento [do PSDB]. Quando se diz que o governo foi ruim, tem que tentar mostrar que não foi ruim, tem que lutar, esse ‘marketismo’ atrapalha muito”. Em relação a uma possível aliança com Marina Silva no segundo turno da campanha presidencial, FHC afirmou que está à disposição da ex-senadora, com quem “sempre se deu bem”. “Eu tenho que respeitar
também os tempos, ela deu uma declaração ontem (5) de que eles vão fazer reuniões para definir a linha, mas antecipou algo no sentido em que estaria disposta a compor uma maioria. E também o Beto [Albuquerque], o vice-presidente, foi mais claro ainda, de modo que eu acho que há sinais positivos. Se eu for útil nesse relacionamento, podem contar comigo”, indicou o tucano. “Essa aproximação tem que ser em função das coisas nas quais nós acreditamos, não tem que discutir o dá cá, toma lá. Não é do jeito da Marina nem do meu, mas vamos discutir quais os pontos que podem permitir uma aproximação efetiva da Rede, do Partido Socialista também, com o PSDB”, acrescentou FHC.
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MANAUS, TERÇA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2014
Marina se decide por Aécio, mas provoca ‘racha’ na sigla Partido se divide entre a opinião do presidente, Roberto Amaral, apoiar Dilma, e os mais próximos a Marina que defendem Aécio
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arina Silva não tem mais dúvidas: vai apoiar Aécio. O que ainda está em jogo, pelo que se apurou, é se isto acontecerá com o PSB ou se será uma opção solo. O partido está dividido entre o que quer seu presidente, Roberto Amaral – apoiar Dilma –, e os pessebistas mais próximos da ex-ministra – que defendem o tucano. A decisão deve sair antes do endosso formal de Renata Campos, mulher de Eduardo, ao tucano. Tampouco está definido como tudo isso se dará. Marina não quer condicionar sua decisão a cargos – coisa da “velha política”. O caminho pode ser o de pedir concordância com pontos importantes do programa de governo do PSB. Em 2010, a ex-senadora elaborou lista de 10 itens e a enviou a Serra e Dilma, antes da disputa de segundo turno. O tucano não respondeu; já a petista assinou termo indicando aceitar o proposto. Mas não cumpriu. Marina tampouco a apoiou. Dilma e o PSB Em entrevista ontem (6), a presidente Dilma confirmou que recebeu um telefonema de Marina cumprimentando-
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a pelo desempenho na eleição. “Eu inclusive queria registrar que recebi telefonema extremamente
DECISÃO
Marina Silva não quer condicionar sua decisão a cargos – coisa da “velha política”. O caminho pode ser o de pedir concordância com pontos importantes do programa de governo do PSB gentil e civilizado da candidata Marina. Ela me cumprimentou pela eleição, agradeci o cumprimento e disse que tinha certeza que ambas lutávamos para melhorar o Brasil”. Indagada sobre se buscará o apoio de Marina Silva no segundo turno, Dilma disse considerar “uma temeridade” falar neste momento em apoio. “Eu acho uma temeridade qualquer fala a respeito de como serão os apoios no futuro”, adiantou.
Ex-senadora, Marina Silva vai apoiar o tucano Aécio Neves nas eleições do dia 26, que definirá o novo presidente brasileiro
Campos vai apoiar o tucano
Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, usou o Facebook para declarar apoio a Aécio
Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto quando fazia campanha como candidato do PSB à Presidência, declarou ontem (6) apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial. O irmão de Campos fez questão de dizer que sua decisão era em caráter pessoal. O PSB reúne sua executiva nacional amanhâ, em Brasília para tomar uma posição sobre o segundo turno, que ocorre dia 26 entre Aécio e a presidente Dilma Rousseff,
candidata à reeleição pelo PT. “O meu voto no segundo turno é em Aécio Neves. Ressalto que tal declaração é em meu nome pessoal. Acho salutar uma mudança, nesse momento, para o Brasil”, escreveu ele em sua conta no Facebook. Antônio Campos foi o primeiro integrante do PSB a manifestar apoio à candidatura à Presidência de Marina Silva, então vice de seu irmão, após a morte do candidato socialista. Marina ficou com a terceira colocação no primeiro turno da disputa presidencial com 21,32 por cento dos votos válidos.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Carlos Eduardo Matos, Joelma Muniz e Raphael Lobato e Assessorias
REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Klinger Santiago, Marcelo Robert e Mário Henrique Silva
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima