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Eleições 2014 - 5 de outubro de 2014

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

É hora de decidir o futuro! DIVULGAÇÃO

Neste domingo, os brasileiros enfrentam um dos momentos mais importantes do país com a escolha dos futuros dirigentes

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

M

archando rumo às urnas, mais de 2 milhões de amazonenses tomam nas mãos o poder de escolher seus representantes políticos e exercem, hoje, a cidadania em seu estado mais pleno. Para organizar o processo complexo, que envolve a votação até mesmo nas comunidades mais distantes da capital, a legislação eleitoral estabeleceu uma série de regras, que devem ser obedecidas por eleitores, candidatos e partidos, visando à lisura do pleito, que este ano definirá quem serão os novos deputados estaduais, federais, governador, senador e presidente da República. No Amazonas, os espaços de votação, que abrirão das 8h às 17h, estão divididos por 165 escolas, que tiveram suas atividades paralisadas, ainda no dia 1º. O centro de ensino com o maior contingente de eleitores registrados é a escola estadual Eldah Bitton, localizada no bairro Compensa 3, Zona Oeste de Manaus. No local, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), devem votar 10.900 eleitores. Manaus se firma como o maior colégio eleitoral do Estado, concentrado mais de 1 milhão de eleitores, 55,8% do eleitorado. Parintins segue a lista, com 64 mil votantes, Itacoatiara com 55 mil, Manacapuru, 52 mil e

Coari com 46 mil. Para consolidar os votos, em uma das 6,5 mil urnas espalhadas pela capital e interior, o eleitor terá que apresentar um documento oficial com foto (carteira de identidade ou identidade funcional, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação). O uso do documento com foto é necessário até para os eleitores dos sete municípios do interior, que passaram pelo recadastramento biométrico.

PROGRAME-SE

No Amazonas, os espaços de votação abrirão das 8h até 17h, e serão divididos por 165 zonas eleitorais. O maior colegío eleitoral é o Eldah Bitton, na Compensa 3, com 10.900 eleitores Peças fundamentais Instituições como Polícia Federal (PF), Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), Comissão de Fiscalização de Propaganda do TRE-AM e os mesários figuram como os principais atores da organização do pleito. Eles somam hoje uma frente de trabalho formada por 34 mil homens e mulheres, distribuídos por 6.883 secções eleitorais. O que pode e não pode Dentre as permissões dadas

pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está a manifestação de preferência por candidato, partido ou coligação com uso de broches, bandeiras e adesivos de forma silenciosa e individual; a famosa “cola eleitoral” usada pelo eleitor como lembrete em frente as urnas, também é liberada. Contudo, é vedada a manifestação de preferência coletiva por candidato, partido ou coligação, com uso de bandeira, vestuário padronizado; uso de alto-falantes ou a promoção de comício e carreata; divulgação de qualquer espécie de propaganda de candidato, partido político ou coligação “boca de urna”, incluindo a distribuição de “santinhos”; fornecimento de alimentação e transporte a eleitores. Na hora do cara a cara com a urna, ainda é proibido portar aparelho celular, câmeras fotográficas, filmadoras, aparelho de radiocomunicação ou qualquer outro instrumento que viole o sigilo do voto. Como o voto é obrigatório aos cidadãos brasileiros maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e idosos com mais de 70, quem está fora de seu colégio eleitoral precisa estar atento para justificar a falta, que pode acarretar no cancelamento do título de eleitor, documento indispensável para quem deseja participar de concursos públicos, emprestar dinheiro em bancos e emitir de passaportes.

A eleição em números

2.226.891 Eleitores em todo o Amazonas. Manaus continua sendo o maior colégio eleitoral amazonense com

1.243.844

eleitores.

1.131.421

Eleitores são do sexo feminino (50,8%) e,

Quem estiver fora do país pode votar O brasileiro que estiver no exterior não ficará de fora das eleições, podendo concretizar seu voto apenas para a Presidência da República. Para isso, ele deve se direcionar às embaixadas ou repartições consulares no país em que estiver. Nesses locais, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal atua juntamente com as missões diplomáticas. Caso queira justificar o voto, o eleitor no exterior precisa preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral, dirigido ao juiz da Zona Eleitoral no Exterior, e entregá-lo no consulado.

1.095.197

Eleitores do sexo masculino (49,1%) A faixa etária de 25 a 34 anos reúne a maioria do eleitorado do Estado:

597.284

eleitores, o que representa 26,8%. Adultos com idades ente 35 a 44 anos são

468.398

eleitores (21%).

Pela primeira vez,

38.278

jovens eleitores de 16 e 17 anos irão às urnas para votar no Amazonas.

Justificativas emitidas nos cartórios eleitorais De acordo com o TSE, o Requerimento de Justificativa Eleitoral poderá ser adquirido gratuitamente nos cartórios eleitorais, postos de atendimento ao eleitor, no site do Tribunal e, no dia do pleito, nos locais de votação. Caso o eleitor não entregue a justificativa hoje, ele possui 60 dias para em qualquer cartório eleitoral ou pelos Correios entregar o documento. O requerimento deve ser acompanhado pela documentação que comprova a impossibilidade de comparecimento. Caso não justifique, o eleitor deve solicitar, em um cartório eleitoral, uma Guia de Recolhimento da União (GRU). O valor da penalidade está entre R$ 1,05 e R$ 35,14.


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

A imagem usada pelos candidatos na campanha EDUARDO BRAGA (PMDB) E A EXPERIÊNCIA Tendo sido governador por dois mandatos consecutivos, apostou no discurso da experiência, destacando realizações da sua gestão e sugerindo que não houve evolução na gestão do governador José Melo (Pros) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Saúde e Segurança foram os principais temas utilizados por Braga como plataforma de ataques à atual gestão. O peemedebista alegou ainda que programas praticados na sua gestão não tiveram continuidade.

JOSÉ MELO (PROS) E A CONTINUIDADE Há seis meses no governo, o candidato à reeleição apostou no discurso da continuidade, defendendo-se de ataques com maratonas de dados de governo. José Melo combateu o discurso peemedebista sugerindo que a população “não esqueceu e não quer voltar ao passado”. O candidato, que já pertenceu ao grupo adversário, elegeu a estratégia da “humildade contra a arrogância” para se diferenciar de Braga.

MARCELO RAMOS (PSB) E A RENOVAÇÃO O carro-chefe da campanha do deputado foi o discurso da renovação. Em um cenário de cansaço dos eleitores com a política em geral, Ramos destacou, por diversas vezes, que Braga e Melo pertencem ao mesmo grupo político que governou o Estado há décadas. O parlamentar mirou principalmente o eleitor jovem com o atrativo da “nova política”, estratégia que comanda a campanha da presidenciável da sigla, Marina Silva.

CHICO PRETO (PMN) E O CHOQUE DE GESTÃO A campanha do deputado evitou embates com Eduardo Braga e concentrou ataques à atual gestão. O parlamentar, que estreia na disputa majoritária, se esforçou para tornar-se conhecido entre os eleitores, destacando a convivência com a família. Chico Preto alavancou a estratégia do “choque de gestão”, explorando dados negativos do governo Melo, repercutindo o programa de governo integrado.

ABEL ALVES (PSOL) E O HOMEM DO CAMPO Ex-vice prefeito de Tefé, o advogado evitou discursos extremistas e concentrou esforços no eleitorado do interior, destacando que o “homem do campo” está abandonado e passa por dificuldades em emprego e renda. O tema foi protagonista de mais da metade dos seus programas. Abel destacou ainda o sucateamento da logística do Estado, apontando a necessidade de reformas em estradas, portos e vicinais.

LUIS NAVARRO (PCB) E OS AVIÕES O comunista, que tenta se eleger desde 2006, deu grande destaque às suas propostas de recuperação da logística e da mobilidade no interior. Uma das promessas do candidato seriam aviões modelo Volvo-2, contratados para fazer o transporte rápido da população. O candidato também deu grande destaque ao seu programa de incluir tarifa zero no transporte coletivo fluvial, além de extinguir terceirização no serviço público.

HERBERT AMAZONAS (PSTU) E OS EMPRESÁRIOS O candidato militante das causas trabalhistas, que também concorre desde 2006, fez durante a campanha diversas críticas ao que chamou de “sistema que só beneficia aos empresários”. O funcionário público, que explorou a sua proposta de reduzir os salários dos deputados, mirou movimentos sociais de esquerda e afirmou que colocará “toda a máquina estatal a serviço dos movimentos sociais”.


Eleições 2014

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Socorro GUEDES

‘Estamos PREPARADOS PARA AS Eleições 2014’ RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

R FOTOS: DIEGO JANATÃ

A estrutura do processo será a mesma, não importa se primeiro ou segundo turno. Vamos atuar com o mesmo empenho e a estrutura que iremos aplicar no pleito deste domingo”

ecém-empossada na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a desembargadora Maria do Socorro Guedes Moura estreia na cadeira comandando as eleições do Amazonas. Sendo a terceira mulher a administrar a Corte Eleitoral do Amazonas, declara que preparou uma operação de “quartel” para o pleito. A desembargadora ingressou no Ministério Público do Amazonas em 1987 e exerceu a titularidade das promotorias de Justiça dos municípios de Anori, Codajás e Manacapuru. Após 17 anos dedicados ao MPE, foi nomeada para o cargo de desembargadora do TJAM pelo Quinto Constitucional, em 17 de dezembro de 2004. Faltando menos de 48 horas para realização das eleições, a desembargadora recebeu a equipe do EM TEMPO em seu gabinete, onde confessou estar satisfeita com o primeiro turno destas eleições. Segundo ela, toda estrutura está saindo conforme o planejado e o órgão já está com tudo preparado para a cobertura das eleições. Serão quase 34 mil pessoas envolvidas para garantir um pleito seguro e sem problemas. EM TEMPO - O primeiro turno destas eleições movimentou dezenas de processos, pedidos de cassação, defesa, entre outros. A senhora acredita que o tribunal conseguiu responder com rapidez todas as demansas? Socorro Guedes – Sim. O que aconteceu neste pleito foi que os candidatos foram alertados para judicializar ações quando houvesse realmente motivo de uma resposta efetiva, e não simplesmente sair representando qualquer coisa de forma que a Justiça não pudesse prestar jurisdição. O que acontecia nas outras eleições era que os candidatos entravam com tantas representações que, ao final da propaganda eleitoral, muitas não conseguiam ser julgadas pelo tribunal porque perdiam o objeto, visto que, na maioria dos casos, eram pedidos de resposta. As judicializações

ocorreram, mas os candidatos tiveram o cuidado de selecionar melhor. EM TEMPO - No início do pleito, o tribunal reuniu os candidatos e produziu um documento em que as campanhas se comprometeriam a não protagonizar baixarias e a manter a cidade organizada. A senhora acha que esse pedido foi atendido? SG – Com certeza. Quando nós chamamos os candidatos, tínhamos acabado de sair da Copa do Mundo, em que Manaus havia sido destaque nacional, a cidade estava limpa, bonita, então queríamos fazer um trabalho para mantê-la assim. Os candidatos se comprometeram a não pintar os muros das casas - e é bom destacar que não existe proibição - mas isso foi fruto do diálogo e do bom senso dos candidatos. Percebemos que essa prática não ocorreu, um ponto muito positivo fruto daquela reunião. EM TEMPO - O Tribunal lançou algumas ferramentas inovadoras neste pleito, como a denúncia via WhatsApp e, mais recentemente, o aplicativo de apuração dos votos. Essas e outras medidas produziram resultados efetivos? SG - Tudo que possa facilitar a vida do cidadão e a participação efetiva do eleitor nós estamos fazendo. Eu tenho dito à população que não tem a necessidade deles irem ao cartório eleitoral pra saber sua zona eleitoral caso tenha perdido seu título, basta entrar na página do TSE com algum documento. No dia das eleições, mesmo sem o título, se ele portar algum documento com foto, não terá nenhum problema. Essas comodidades se dão devido a essas renovações tecnológicas. O aplicativo do WhatsApp foi uma ferramenta extremamente salutar no combate à tentativa do crime eleitoral, principalmente no que se refere à propaganda eleitoral irregular. A população contribuiu efetivamente. As pessoas passavam nas vias, quando entendiam que aquilo constituía uma violação ao seu direito, elas denunciam.

EM TEMPO - Na sua primeira experiência presidindo o Tribunal e coordenando esse processo tão complexo, qual a maior dificuldade de estrutura que pôde notar na nossa região? SG - O maior desafio, quando se trata de eleições, é sempre a logística, porque temos uma região com mais de 300 locais de difícil acesso. Isso faz com que tenhamos que pensar no todo e utilizar transporte aéreo, fluvial e rodoviário. Quando dizemos que são 34 mil pessoas que, juntas, trabalham pelas eleições, é realmente um trabalho de quartel, porque são diversas aéreas de atuação. Magistrados, servidores, técnicos de urnas, técnicos de transmissão, forças de segurança, como a Polícia Militar, a Força Federal, Polícia Civil e Polícia Federal. Toda essa logística precisa ser pensada para que no dia do pleito tenhamos um clima de absoluta normalidade, onde o cidadão possa sair da sua casa em segurança sem ser incomodado. Vejo também servidores extremamente capacitados, o que me dá um sentimento confortável de saber que não estamos sozinhos. E agora temos também o gabinete de gestão integrada, que cada vez mais cresce e dá esse suporte tão importante. EM TEMPO - Tendo em vista esses locais de baixo acesso, muitos eleitores ainda têm a sensação de que o interior pode ser uma “ter-

ra sem leis”. O que garante que os eleitores não devem pensar que “tudo pode acontecer” nessas regiões? SG - Qualquer lugar do Brasil pode ter uma situação que independe da nossa tarefa. Nós nos programamos para que tudo aconteça na mais absoluta normalidade, mas uma força maior pode modificar. O que poderia acontecer? Não ter luz? A urna está preparada para funcionar por 12 horas, então não teríamos a dificuldade de paralisar as eleições. Na transmissão, nós já tivemos essa experiência com atraso, mas isso foi um fato único que não mais se repetiu. O TSE tem nos atendido. A reclamação mais comum eram as urnas defasadas, mas já ganhamos urnas novas. Para localidade de difícil acesso, não temos uma urna, temos duas, para garantir. Prefiro acreditar que tudo sairá conforme o planejado. A maturidade da população e dos candidatos é outra. EM TEMPO - Em um eventual segundo turno, o que muda? SG- A estrutura do processo não importa se é primeiro ou segundo, tudo será a mesma coisa. Nós teremos novamente de alimentar essas urnas, toda a estrutura será repetida no segundo, dia 26 de outubro, caso ocorra. São outras eleições, tanto que eu digo que se, por ventura, você não comparecer no primeiro turno, não deixe de comparecer no segundo turno, pois você pode ser surpreendido e pode até ter seu titulo cancelado.

O maior desafio quando se trata de eleições é sempre a logística, porque temos uma região com mais de 300 locais de difícil acesso. Isso faz com que tenhamos que repensar tudo”

Tudo que possa facilitar a vida do cidadão e a participação efetiva dos eleitores no pleito nós estamos fazendo. As redes sociais foram ferramentes extremamente salutar nesta campanha”


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Manaus preparada para o p CARLOS EDUARDO MATOS Equipe EM TEMPO

P

O serviço, previsto em lei municipal, foi definido em acordo entre as empresas de ônibus, o TRE-AM, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato dos Rodoviários do Amazonas. Hoje, 6 mil motoristas, cobradores, administradores de linha e equipes de manutenção irão trabalhar. O transporte coletivo irá operar no sistema de “catraca livre”, ou seja, o cobrador permitirá que o usuário gire a catraca sem que pague o valor de R$ 2,75. Com a gratuidade da tarifa de ônibus, o eleitor não terá obrigação de usar os terminais de integração, como faz diariamente. O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, alertou que equipes de fiscalização estarão circulando nos

terminais de integração e nos finais de linha nos bairros para checar se todos os ônibus estão em operação. No entanto, ele afirmou que panes mecânicas e outros problemas estão previstos. “Entre 7% e 10% da frota costuma falhar durante as eleições”, afirmou. Vale lembrar a gratuidade não está valendo para os micro-ônibus lotação e executivo, nem para mototáxi ou táxi. No caso de descumprimento à gratuidade e qualquer outra reclamação sobre o transporte, usuários poderão ligar para o SAC da SMTU, no número 118.

Estado, município e TRE montaram um esquema de segurança, transporte e assistência médica para atender aos mais de 2 milhões de eleitores que irão às urnas hoje

DIVULGAÇÃO/TRE

ara os usuários do transporte coletivo, as sete empresas de ônibus que operam em Manaus (Global Green, Eucatur, Via Verde, Expresso Coroado, São Pedro, Veja Transportes, Açaí) irão colocar quase toda a frota em circulação, hoje (5). De acordo com o TRE-AM, 1.407 ônibus sairão das garagens para atender aos usuários e irão operar gratuitamente, das 4h até a meia-noite, a fim de facilitar o deslocamento dos eleitores até aos locais de votação e o retorno seguro de volta para casa. Acompanhe o esquema preparado:

‘Catraca livre’

Fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral fará blitz para inibir os chamados crimes eleitorais

Lei Seca

estabelecimentos. Se o eleitor decidir realizar uma festa com uso liberado de bebidas alcoólicas, ou mesmo beber em um espaço aberto, o Estado não poderá interferir em seu livre arbítrio, apenas adverti-lo. Porém, se o eleitor perturbar a ordem pública, será detido”, afirmou. O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, esclareceu que é importante o eleitor manter-se sóbrio durante as eleições, para que seja mantida a ordem na cidade e para que o voto dele seja consciente. “O aconselhável é que antes de votar, o eleitor não beba uma gota de álcool. Depois de exercer seu direito de cidadão, aproveite o resto do dia”, disse.

Fiscalização

O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, afirmou que as equipes de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) estarão nas ruas para flagrar crimes de “boca de urna”, como a entrega de santinhos na entrada dos locais de votação, compra de votos, transporte ilegal de eleitores, distribuição de combustível e uso de placas, como cava-

letes, banners e outros. Quem for flagrado cometendo crimes eleitorais será preso e levado para o juizado especial do TRE, montado dentro do auditório Nina Lins, na Universidade Nilton Lins, localizado no bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul da cidade. Os crimes mais graves serão encaminhados para a sede da Polícia Federal (PF), no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste. “O eleitor pode manifestar seu voto por meio de um broche, uma camisa, um boné. O que não pode é manifestação nas ruas, nem carreatas em favor de um candidato”, explicou Veiga. Além dos fiscais nas ruas, as 280 câmeras do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) serão os “olhos dos agentes” nos locais onde os fiscais não estão. As câmeras serão monitoradas por agentes de segurança, sob acompanhamento de oficiais, representantes de outros órgãos de segurança e por um membro da presidência do TRE. “Assim que as câmeras flagrarem algum crime eleitoral, os agentes da TRE serão acionados ou uma viatura policial”, afirmou. DIVULGAÇÃO/DETRAN

A Lei Seca está em vigor desde 18h de ontem e permanecerá até as 22h de hoje, algumas horas após o término da apuração das urnas eletrônicas, em todo o Estado. Nesse período, bares, postos de conveniência, mercadinhos e outros tipos de estabelecimentos comerciais estão proibidos de vender bebidas alcoólicas. Porém, o consumo de álcool em locais privados está liberado, disse o chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Emerson Negreiros. Segundo ele, a portaria nº 001/2014, assinada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), prevê que os estabelecimentos flagrados vendendo bebidas alcoólicas durante as eleições serão interditados e o proprietário será detido e levado à delegacia, por crime de desobediência. Já as pessoas que estiverem consumindo álcool nesses locais serão liberadas pela polícia. De acordo com o delegado, a portaria da SSP não se aplica aos eleitores. “A portaria se aplica somente aos

Agentes do Detran-AM estarão nas ruas de Manaus em operações para fazer cumprir a Lei Seca, que começou ontem, 4

Segurança

Em Manaus, a Polícia Militar (PM) destacou 2 mil policiais, tanto do policiamento de rua quanto dos setores administrativos, além de 400 PMs das tropas especializadas (Rocam, Batalhão de Choque, Canil e Esquadrão Antibombas) para garantir o policiamento nas ruas, durante as eleições. No interior do Estado, informou a PM, 3 mil policiais militares farão a segurança nos 61 municípios, atuando em parceria com o Exército. Uma parte desse efetivo saiu de Manaus para exercer o trabalho no interior, mas seguirão viagem de volta a partir de amanhã. A Polícia Civil informou que terá um efetivo

de 500 policiais de plantão. Uma central de procedimentos foi montada no TRE, na Universidade Nilton Lins, para atender aos pequenos crimes eleitorais. Na cidade, as delegacias de plantão, com delegados, escrivães e investigadores presentes serão o 1º, 3º, 5º, 6º, 9º, 10º, 12º, 14º, 15º e 19º Distritos Integrados de Polícia (DIPs). As outras delegacias atenderão apenas para registro de Boletim de Ocorrência(BO). O Corpo de Bombeiros também estará de plantão, com todo o efetivo de prontidão nos quartéis. Para agilizar o atendimento, a corporação o número 0800 720 4040, para dar suporte ao sistema de emergência 193.


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Eleições 2014

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primeiro turno das eleições KARLA VIEIRA/SEMCOM

Serviços disponíveis à população

Um plantão do Samu estará de prontidão para atender os casos de urgência durante o pleito

Trânsito

O Manaustrans colocou nas ruas 290 agentes, para garantir a fluidez nas vias próximas às zonas de votação. De acordo com o órgão, não haverá alterações no trânsito.Os agentes estarão posicionados nas proximidades dos maiores colégios eleitorais da capital. O órgão disponibilizou o número 0800 092 1188 para solicitar a presença de um agente de trânsito.

Ambulância

Limpeza

A Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) informou que o serviço de coleta de lixo será normal e que as equipes de varrição durante vão trabalhar durante todo o dia. À noite, após a eleição, 300 funcionários estarão nas ruas para fazer a limpeza nas ruas.

Feiras

A feira da Panair, no bairro Colônia Oliveira Machado, feira Manaus Moderna e o mercado municipal Adolpho Lisboa, no centro de Manaus, funcionarão

na manhã de hoje. Já a galeria Espírito Santo e os camelódromos provisórios não abrirão.

Esporte

Hoje, excepcionalmente, por causa das eleições, as atividades esportivas realizadas pela prefeitura foram suspensas. O projeto Faixa Liberada, na Ponta Negra e na avenida Visconde de Porto Seguro, no bairro Parque das Laranjeiras, também foi suspenso. Na Ponta Negra, as atividades retornam na quarta-feira (8). No Parque das Laranjeiras, as atividades retornam no dia 12, das 6h às 12h. A 5ª edição da Copa dos Bairros só terá jogos nos dias 11 e 12 de outubro. ALTEMAR ALCANTARA/SEMCOM

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) irá manter o plantão normal de atendimento à população. A maternidade Moura Tapajóz, no bairro Compen-

sa, Zona Oeste, funcionará em plantão normal.

Agentes de trânsito serão deslocados para as vias de maior tráfego no dia das eleições

KARLA VIEIRA/SEMCOM

Crimes eleitorais serão inibidos

A prefeitura vai garantir a gratuidade nos coletivos para facilitar o deslocamento dos eleitores

Este ano, o TRE-AM irá usar somente o auditório Nina Lins, na Universidade Nilson Lins, para receber as pessoas presas por crimes eleitorais de menor potencial ofensivo. De acordo com a presidente, desembargadora Socorro Guedes, foram montados no local dois juizados especiais eleitorais, com a estrutura de 6 juízes e 20 técnicos, para atender os presos trazidos pela polícia. Os dois juizados eleitorais usarão a estrutura de dois juizados especiais cíveis, que já funcionam dentro do campus. “Os crimes de pequena monta serão apreciados pelos magistrados na mesma hora, dando mais agilidade ao atendimento. O auditório Nina Lins é um

espaço amplo e confortável. No caso em que o juiz achar por bem manter a pessoa detida, para que ela não cometa mais crimes eleitorais, permanecerá no auditório”, explicou. A Arena Amadeu Teixeira, na Zona CentroSul, e o Ginásio Zezão, na Zona Leste, que foram usados pelo TRE nas últimas eleições, ficarão fechados. Apuração O local da apuração dos votos, este ano, será o estacionamento da Universidade Nilton Lins, dentro do quadrilátero do complexo de área de Humanas e Exatas. A partir das 18h, o local será aberto ao público que quiser acompanhar o procedimento. Um telão foi instalado no

local e a segurança foi reforçada, para evitar tumulto e brigas entre correligionários. O acesso ao estacionamento será controlado pela PM, já que o estacionamento pode ficar pequeno para tantas pessoas. A desembargadora Socorro Guedes alertou que está proibida a entrada de fogos de artifício, bandeiras com hastes e objetos pontiagudos. “A entrada de bandeiras está permitida, porém, sem as hastes, pois elas podem ser usadas como instrumento de agressão”, explicou. Três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vão estar no local, das 16h às 20h, para atender as chamadas durante a apuração.


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Eleições 2014

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Redes sociais foram o diferencial neste pleito EBC

Além do Twitter e Facebook, o WhatsApp foi o“queridinho” das campanhas eleitorais e virou febre entre candidatos

O uso das redes sociais, em particular o WhatsApp, fez com que os candidatos se aproximassem mais dos eleitores, principalmente da classe dos jovens que votam pela primeira vez MÁRCIA OLIVEIRA Do AGORA

O

cenário eleitoral 2014 teve algumas particularidades em relação às eleições anteriores, não só referente ao numero de eleitores, que cresceu aproximadamente 2,9% em comparação às eleições de 2012, quanto na forma dos candidatos de apresentar suas propostas e também no

comprometimento do eleitor com as fiscalizações. O uso das redes sociais, em particular o WhatsApp, para auxiliar nas campanhas, fez com que os candidatos se aproximassem mais dos eleitores, facilitando na conquista pelos votos,

fora o fato ter ajudado diretamente nas fiscalizações de propagandas irregulares. Além do uso das redes sociais, o pleito 2014 é marcado pela tecnologia, que mais uma vez vem para otimizar o processo eleitoral. Aplicativos para ajudar a localizar as zonas eleitorais e também para acompanhar a apuração dos votos são algumas das novidades para este ano. Segundo o especialista em

política, professor Afrânio Soares, essa eleição foi atípica, o uso das redes sociais e o destaque de alguns candidatos considerados “nanicos” fez dessa uma campanha eleitoral única. “Falando em candidatos nanicos, posso dizer que o Abel Alves (Psol), mesmo tendo um tempo de propaganda reduzido e poucos recursos de campanha, aproveitou bem o espaço que teve, participou de alguns debates e se fez

aparecer durante o pleito,” explicou Afrânio. Ainda segundo o especialista, entre os candidatos considerados majoritários, cuja campanha foi mais estruturada, não se pode dizer ao certo quem seria uma surpresa, já que as campanhas têm diferentes pontos de vista. Para Afrânio, a expectativa fica por conta de um possível segundo turno. “De acordo com as pesquisas, pode, sim, haver um

segundo turno, no entanto, na política tudo é imprevisível, o resultado pode mudar no último minuto,” completa. O Amazonas tem aproximadamente 2.226.891 aptos a votar. Do total de cidadãos registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), 1.131.421 eleitores são do sexo feminino (50,8%) e 1.095.197 masculino (49,1%). Conforme o TSE, 273 eleitores não declararam o sexo.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato votará às 9h na Escola Estadual Hermes da Fonseca, no conjunto Cophasa, na Ponta Negra. Em seguida, irá acompanhar a candidata vice, Rebecca Garcia, a votar na escola estadual Ângelo Ramazzoti. À tarde, o candidato acompanha votação em casa.

MARCELO RAMOS

Candidato vota às 9h na escola Ângelo Ramazotti, em Adrianópolis.

CHICO PRETO

Candidato irá votar às 8h na escola estadual Luizinha Nascimento, na Praça 14.

HERBERT AMAZONAS

Candidato irá votar às 9h na escola estadual Hebert Palhano, no bairro Nossa Senhora das Graças.

NAVARRO

Candidato não divulgou seu local de votação.

Candidato votará às 11h na escola estadual Luizinha Nascimento, na Praça 14.

ABEL ALVES Candidato não divulgação seu local de votação.


Eleições 2014

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O que você precisa saber ao votar para deputado Todos discutem em quem vai votar para presidente e governador, mas como decidir o voto para deputados?

O

voto para deputados merece atenção: são eles que vão debater e aprovar leis e emendas (no âmbito federal ou estadual), fiscalizar o Poder Executivo (presidente e governadores) e aprovar os orçamentos dos Estados e da União. Mas, esse voto também é intrincado: a eleição de deputados envolve cálculos de quo-

cientes eleitorais e partidários. Já no Senado a eleição é pelo voto majoritário (quem tem mais votos vence), assim como no Poder Executivo. E, diferentemente dos deputados, todos os Estados do país e o Distrito Federal elegem o mesmo número (três) de senadores, cada um com mandato de 8 anos.

» O caminho do voto Para ser eleito, qualquer candidato a deputado federal ou estadual depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos recebidos por seu partido ou coligação, explica o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Funciona assim: todos os votos válidos das eleições (número total de votos em candidatos ou legendas,

descontados os brancos e nulos) são divididos pelo total de vagas em cada parlamento (Câmara dos Deputados no nível federal; Assembleias Legislativas no nível estadual). Essa divisão resulta no quociente eleitoral. Para conseguir eleger deputados, o partido ou coligação precisará alcançar esse quociente.

» A escolha do candidato Quando o eleitor escolhe um candidato, o voto vai, em primeiro lugar, para o partido e para a coligação (grupo de partidos que faz um pacto de governo) desse candidato. É preciso pres-

tar atenção nas coligações: elas costumam ser diferentes para a disputa de cada cargo (partidos que se aliam para a Presidência podem estar separados nas eleições estaduais e vice-versa).

»Para onde vai o voto? Antes de ir para o candidato, seu voto é contabilizado para o partido. Para participarem da distribuição das vagas nas As-

sembleias Legislativas ou na Câmara de Deputados, esse partido e sua coligação precisam alcançar o quociente eleitoral.

» Quociente eleitoral (QE) O quociente eleitoral representa quantos votos o partido/coligação deve ter para conseguir uma cadeira. Ele é calculado dividindo

o número de votos válidos na eleição (todos, exceto brancos e nulos) pelo total de lugares na Câmara ou Assembleia.

» Dança das cadeiras Os cargos são preenchidos pelos candidatos mais votados do partido/coliga-

ção até que se preencha o número de vagas que ele tem.

» Quociente partidário Após a contagem de votos, o quociente partidário determina quantas vagas cada partido/coligação terá na Câmara ou Assembleia.

Ele é calculado dividindo o número de votos que o partido e todos os seus candidatos tiveram pelo quociente eleitoral.

Tiririca ‘carregou’ mais três Foi o caso de Tiririca (PR) nas eleições de 2010. Candidato mais votado a deputado federal do país, com 1,3 milhão de votos, ele elevou o quociente partidário de sua coligação e carregou com ele à Câmara outros três candidatos: Otoniel Lima (PRBSP), Vanderlei Siraque (PTSP) e Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Ante os mais de 30 partidos existentes no país, muitos eleitores acabam se identificando pouco com

as legendas e mais com as figuras dos candidatos a deputado, avalia Maria Teresa Kerbauy, professora do departamento de política e antropologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista). “E essa fragmentação partidária acaba interferindo na Legislatura - nos partidos tendo dificuldades para aprovar projetos, montar coligações baseadas em propostas”, diz.

Tiririca teve mais de 1 milhão de votos

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Carlos Eduardo Matos, Raphael Lobato Joelma Muniz e Márcia Oliveira Assessorias

REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014


Eleições 2014

STF investiga 11 senadores que disputam as eleições

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Não troque o voto por favores. Não venda seu voto. Isto é crime” MINISTRO ANTÔNIO DIAS TOFFOLI, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Delator será preso se mentir ao Ministério Público Todas as ações suspensas na Justiça contra Paulo Roberto Costa, sua mulher, duas filhas e genros podem ser retomadas caso o exdiretor da Petrobras quebre de alguma forma o acordo ou minta em qualquer um de seus depoimentos na “delação premiada”. Ele e sua família também estarão sujeitos a penas de um a quatro anos por mentir sobre detalhes da organização criminosa investigada na Operação Lava Jato. Grandes enrolados A cláusula 20 do acordo de delação do ex-diretor prevê “alterações” ao texto para denúncias que envolvem autoridades com foro privilegiado. Autoridades graúdas Têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal deputados federais, senadores, ministros e o presidente da República. Falou, rodou Caso seja procurado por algum investigado na Operação Lava Jato, Costa é obrigado, segundo o acordo, a acionar a PF ou procuradores. Vazou, dançou O item “i” da Cláusula 23 do acordo de delação premiada prevê sua anulação caso seu sigilo seja quebrado pelo delator, advogado ou MP. Governo estuda como ‘aparelhar’ o Itamaraty Medida cogitada na Casa Civil da Presidência causa grande comoção entre diplomatas: autoriza a nomeação de pessoas de fora da carreira, sem qualificação, para cargos

em comissão do Ministério das Relações Exteriores. Argentina e Venezuela fizeram isso, e hoje esses países não têm mais serviço exterior levado a sério mundo afora. O Itamaraty é um dos raros órgãos ainda não inteiramente aparelhados pelo PT. Lula, 69 Lula completa 69 anos no dia 27, um dia depois o segundo turno, já sabendo se sua candidata Dilma foi reeleita ou não. Fator decisivo O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) admite que o tempo de TV favoreceu Dilma: “Marina mal teve tempo para se defender...”. Sonho O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RR), espera que seu partido eleja neste domingo 22 governadores, repetindo a proeza de 1986. Voto conservador Neste domingo, dirigentes do PSDB apostam em maior crescimento de Aécio Neves no Sudeste, onde tradicionalmente o tucanato só deslancha na hora agá, fenômeno atribuído ao voto conservador. Para o PPS, tanto faz O PPS apoiará o opositor que disputar o 2º turno contra Dilma. Roberto Freire, presidente do PPS, releva as críticas de Aécio à sua candidata: “não se comparam à sujeira e à desonestidade de Dilma com Marina”. Vence e não leva Candidato ao Senado no Maranhão, Gastão Vieira (PMDB) pode ter sua candidatura impugnada: o suplente, Remi Ribeiro, não se

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Jornalista

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) encabeça a lista de senadores com pendências no Supremo Tribunal Eleitoral DIVULGAÇÃO

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desincompatibilizou de cargo na Casa Civil estadual, segundo o blog Atual7, o que o deixa sujeito a anulação do registro da candidatura. Deixa ver O presidente do PTB, Benito Gama (BA), garante que até agora não entrou na pauta do partido qualquer discussão sobre apoiar Marina Silva, caso ela vá para disputa contra a presidenta Dilma no 2º turno. Bate e volta Dilma viaja cedo neste domingo à Porto Alegre (RS) onde vai votar, mas retorna a Brasília às 9h30, onde aguardará os resultados das eleições às 17h. Mais aceitação Líder do PPS, Rubens Bueno (PR) acredita que é mais fácil reunir aliados pró-Aécio do que aliados pró-Marina no segundo turno, incluindo os rebeldes do PMDB e PP. Baixa insistente Mapeamento do PDT às vésperas da eleição indica que terá bancada de duas dezenas de deputados federais, inferior ao que o partido já teve na Câmara antes da criação do PSD, de Gilberto Kassab (SP). Como vota Bolsonaro Conhecido por declarações homofóbicas e próditadura, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) considera votar em Levy Fidélix (PRTB) após a “brilhante exposição que tirou Luciana Genro do sério”. Segredo necessário O voto deve ser mesmo secreto porque, segundo Aparício Torelli, o Barão de Itararé, “só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato”.

PODER SEM PUDOR

O rosto do futuro José Sarney foi a sua cidade natal, Pinheiro (MA), para comemorar o seu 50º aniversário. Na praça principal, uma bandeira cobria a obra de arte que o homenagearia. Rufaram os tambores, o locutor anunciou e finalmente a bandeira foi retirada, descobrindo o busto do senador-poeta. O aniversariante ficou desapontado: os olhos arregalados denunciavam o susto diante da expressão envelhecida que o artista atribuiu ao seu rosto de bronze. Refeito, ele sorriu e brincou, vingando-se do escultor: - Não tem problema. O busto já está pronto para a comemoração do meu centenário...

Lindberg Farias é o senador com maior número de pendências judiciais no STE

A

té hoje, dia das eleições (5), o senador Lindberg Farias (PTRJ) ainda não conseguiu decolar nas pesquisas eleitorais. Quarto colocado na disputa ao governo do Rio de Janeiro, segundo o Ibope e o Datafolha, Lindberg mantém desde 2012 a liderança em uma disputa pouco lisonjeira: a de senador com mais pendências no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 38 senadores que concorrem a um mandato este ano, 12 são alvos de investigação no Supremo. A lista é encabeçada pelo petista. O ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (Une) e ex-líder do movimento dos caras-pintadas responde atualmente a dez inquéritos na mais alta corte do país por crimes contra a Lei de Licitações, de responsabilidade, contra as finanças públicas, quadrilha ou bando e improbidade administrativa. Mas o número de apurações foi maior: já foram 15 dois anos

atrás. Todas as investigações, tanto as que ainda tramitam quanto as que já foram arquivadas, referem-se aos quase seis anos da passagem de Lindberg pela prefeitura de Nova Iguaçu (RJ). Mas ele não está só. Os senadores candidatos com problemas na Justiça são de sete partidos: três do PMDB e do PT; dois do PTB; PSDB, PDT, PR e PSC completam a lista com um nome cada. Esses parlamentares representam 11 estados: há dois do Amazonas e um de Alagoas, do Distrito Federal, do Maranhão, do Piauí, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Reputação ilibada? Depois de Lindberg, o senador com mais pendências judiciais é Gim Argello (PTBDF), com cinco inquéritos. Terceiro colocado nas pesquisas para o Senado, Gim passou por momento constrangedor no início do ano. Em abril,

ele se viu obrigado a retirar sua candidatura a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) após protestos de ministros e funcionários do órgão, que o acusaram de não preencher os requisitos de idoneidade moral e reputação ilibada previstos na Constituição Federal para postulantes ao cargo. “No momento em que a honrosa indicação do meu nome para o cargo de ministro do TCU é usada como instrumento de disputa política em ano eleitoral, entendo que devo abrir mão desta honraria”, justificou-se à época o senador, que tinha o apoio do Planalto para a disputa. O petebista é suspeito de ter cometido crimes contra o patrimônio e contra a Lei de Licitações, apropriação indébita, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. Além das apurações em andamento no Supremo, ele tem duas condenações em primeira e segunda instâncias.

Alvo da operação ‘Lava Jato’ Principal alvo do então líder cara-pintada Lindberg Farias, o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) também tem, a exemplo de seu exadversário nas ruas, problema no Supremo. Afastado da Presidência da República em 1992 no processo de impeachment, o senador alagoano é candidato à reeleição e lidera as mais recentes pesquisas de intenção de voto no estado, à frente da ex-senadora Heloísa Helena (Psol-AL). Quatro meses depois de ter se livrado da última acu-

sação a que respondia na corte ainda referente à sua turbulenta passagem pelo Planalto, Collor virou alvo, em agosto, de um inquérito que apura suas relações com o doleiro Alberto Yousseff, preso na operação Lava Jato sob a acusação de ser um dos chefes de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou ilegalmente R$ 10 bilhões no país e jogou a Petrobras para o centro de duas CPIs no Congresso. Como revelou o Congresso em Foco, a suspeita sobre o ex-presidente foi remetida ao Supremo pelo juiz da

13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, após a Polícia Federal identificar comprovantes bancários que mostravam depósitos feitos pelo doleiro, no valor de R$ 50 mil, na conta do senador. Ele diz ser inocente. Arquivamento Por meio de sua assessoria, Lindberg disse ter convicção de que todos os inquéritos em tramitação no STF contra ele serão arquivados. O senador atribui o elevado número de investigações à influência de seus adversários políticos locais no Ministério Público.


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