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CAPÍTULO VIII

EQUIPAS E JOGADORES DO BARREIRO (PRÀTICAMENTE, APENAS, DO FUTEBOL CÌ,UBE BARREIRENSE) NOS ENCONTROSINTERNACIONAIS DE BASQUETEBOL Pâssamos,fina,lmente,â inseriÌ mais âlguns quadrosque, como os arteÌiores, reputamos suficientemente demonstràtivos do reàl vâÌot e projecção do Basquetebolno Baryeiro: jogos e jogâdoresao nível inteÌ"ra. i o nâ l. De 192? até âgorâ (196?), dois briÌhantes periodosesp€ciaÌmeÌìt€ o segÌìndo- de 1956 a 1963, assinàlâra.ÌÌrcomo se teú veÌificado atÌavés destâs notas, o elêvâdoníve1 a que se guindâÌam os basqueteboÌistas Ìocàis. Sabe+e (e não só do,siivros...) que tàis peÌ'íodos,assinâladospor Ìrm feÌiz conjunto ale ciÌcunstânciâs, são geralmente seguidos de outÌos de menor pÌojecção, em que aquele já não decore êm pÌenitude. Mâs ó condição primária paÌa que ele,s,essespeïíodos, se re€ditemr que o interesse pelâ modaÌidâde continui nos mâis jovens. Renovação,poltanto, dâ qual pod€rão brotar os mais apeteciclosfrutos: novos atÌetas, novos D estâ é umà :ìgÌadávêl Ì-eâlidâde. Novaa geràçõ€s de jogàdores se apreseÌÌtam pâïà categotizar as equipa"sbarÌeirenses.


O B-{RRtr]ÌRO CONÌE}IPOTÌÂNEO

ENCONTROSINTERNACìONAÌS DISPUTADOS POR EQUÌPAS DO BARREÌRO, NESTA VILA, EX{ LÌSBOA E NO ESTRANGEIRO tE q L :p --

11 ? 1 9 5 1 26 5- 1 9 5 6 l2- 3- 1 9 5 E ?-4-1958 20-4-195S 22-11-1958 23 12,195E Ìt-12,19t9

Pal." Ds!. cinásiô do Ginásio do Gi n á s i od o

l o r:ìi s : oLl a" du F. í-. l ìrrrp:rencpì

(Lisboo) F. C- ll. I. C. R. l. C. B.

Gìnásio do I. C. B. einásio .lo F. C. Ì3.

I il-8 1960 GnÌáso do I. C. B. 12-1-1961 cinásio do l'. C. B. 8-12,191t1 Ginásio do I. C. t.

l'. C. B. - TemesseeS. Se\Ían e ...... ,0-34 F. C - a.-B i tthÌrs E aÌons (U S A ) ... 49 75 F. C . È .-R eâÌ N âdri d .................. ã1-68 E . C , n.-A È C de N âD tes ,........... 40-60 R cal xIâdri d E . C . !. .................. 86_' 10 É toi l e de C hârl evi Ì1e-l .C . B . ...... ï7 40 !'. C. D. - Íitoilc dc ChaÌleyiÌÌe ..... ,2ï-63 r. C . B .-U ni on S . xârocài ne......... 56-i J8 I. C. ts. Selecqão dá ConfedèmçÃo 3ÌàsileÍa de SasqnetêboÌ.., ., - . 2Í ?6 . . 4?_59 !. C, B, - Antwer!,se Ìr. C, . t2 96 F. C l .B .-Isnl s V aÌesê ...... .. .. .

ÁLGUMAS NOTAS COMPLEMDNTARES O F. C. BârÌeiÌense e o Luso F. C. disputarâm tamlcÉmencontÌos contïa equipâs dê esquâdÌâsâmericaìàs erentuaÌÌnentefundeâdas no Tejo e contra cquipasde estudantesestÌângeirosresidentesem PoÌtügàI. Tâmbémjá riisitaram o BaÌleiro equipasde feÌroviáïios frâìceses, que âctuârâm contlâ os Fenoviários do BâÌTeiÌo e F. C. BâÌteiÌense. Em 1965 reaÌizàÌam-setÂmbémno Bârreiro (e en Lisboa) as partidas do Camleoxato IntemacionaÌ FeÌroviário, em que iÌìtêrvieÌam equipâs reprcsentãtivasde cinco nâções.

Em 19 de Junho de 1965,disputou-seÌro Ginásiodo F. C. lJâueirense (iÌìteÌnacional, o de juniores: AÌgés (5s)-Reel MadÌid (89). Em 30 de Outubro do mesmoàno, exibiu-se,pelâ pdmeira vez ârìte Brao público português,também no Ginásiodo Barreirensg ã SeIecAã,a

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ENCON1'ROS INnERN-A.CIONAIS DU BASQUETEüOL ii.Ie;rraI'emin.ína de B1Ãquetebol, defroÌÌtândo um misto LISBOA SETúBAL, que o seleccionado do país ìrmão venceu !eÌà eÌe\'àda mâÌc.Ì de 781-27.

UMA CURIOSIDADE OBARREIROEAR.T.P. A sensacÌonâÌ joÌ'ÌÌada desportiva que foi o BârÌeireÌÌse-ReaÌ Mâdrid (12-3-1958) deu ensejo à que o Baüeir o - oÌÌde ninguém se aÌheou do grânde jogo -Íbsse â pÌimeirâ teÌra, â seguir a Lisboa, donde foi tr.ânsmitida umà emissão directa da R. T. P., que desÌocouaqui, â suâ viâtur:l de exterioÌes, com os meÌholes operâdoÌ'es da suâ equipâ. A pâÌtidâ pôde seÌ, àssim, seguida, com vibrânte enlusiâsmo, pof muitos miÌhâres de pessoâs em todas âs terÌâs onde eÌ? já l ossíveÌ câptaÌ, em boâs condicõ€s,âs emis sões de televisão. No lróprio edifício do Ginásio-Sede lor:âm então inst. âdos 3 àpàrelhos d€ TV pâra os sócios que não coÌìseguiÌâm lugrr rìo GiÌìásioÌ." 1.

INTERNACIONAÌS SENÌOR]'S DI! RASQU!]TEBOL POR CLUBES DO BARRE]RO Ct,UllE BÁRREIREN-SE) 1Ì,.UTEBOL JOSÉ VALENTE De nome compÌeto: José JoÌge Vâlente. FeIÌoviário. Nâscido no Bàrreiro, a 8-XII-19:32. Em 1950,/51 eïa júÌnior de .Os CeÌtas> do BâÌreiÌo. f)esde então pâssou â jogar no F. C. BarÌeìrense. Capitão dâ SeÌecçáoNâciorâl e jogador português mais \Ìezesint€rnâcioÌ1âÌ (15) e umâ vez supÌente. Duâs vezes c;Ìmpeão nrlcionâ1. Treinâdor. Campeão feÌÌoviádo. Padic\rou nos II Jogos Luso-lÌrâsileiros, em 1963, no BrâsiÌ. Sócio de X{érito d€ A. B. S. JOSÉ I{ACEDO - Ile nome completo: José AntórÌio da SiÌïà Mâcedo. ilomerciânte. Nascido no Barreiro:r 15-VI-1936. Jogà no F. C. BalÌeiÌ:ense desde â époqr de 1951/ã2. 11 vezes inteÌnâciorìâl e 4 supÌentc. Duâs vezes câmpeão ÌÌâcionâÌ sénior e uma ïez júnÍor. TÌeinadoÌ. Perticipou nos Il Jogos Luso-BrâsileiÌos(1963). Sócio de Mérito da A.B.S. IIANUEL FFIRRÌìIRA - De nome compÌeto: lIânuel cuerreiro Duaúe Fêrreirâ. Engenheiro. Nâscido no tsarreiro, a 6-V-1936. Jogou no F. C. BâÌÌeiÌerse de 1951/52 a 1959/60. Pâssou a ÌepreseÌìtâÌ o


O BARBE]]ìOCONTEIIPONÂNTO 0.D.U.L. desde a épociÌ 1962/63. Foi, peÌo Bârleirense, duâs vcz€s câmpeão nâcionâÌ de selliores e umâ de júniores Sete vezes iÌÌtemacionâÌ sénior. Quâtro vezes intemàcìonâÌ uritersitário (1955) l{eÌìção HonÌosa da F. P. B. c detentor dâ Med:Ìlha OÌímpica (1957). EDUARDO NLÌNltS - De rome coìÌpÌeto: Eduàrdo Lopes Núnes. Nâscido Ìro Ba|reiro, à 1-IV-1Í135. PÌ'of. de Educaçáo Físjca Jogou no Ìr. C. BâÌreirense de 1951/52 tì 1961/62. Düâs vczes câmpeão ÌÌaciorÌâÌ Cinco v€z€s inteÌn:Ìcional séÌìioï e ümâ \:ez supÌente Sócio de Mérito d:r Á. lÌ. S. Treinador. MACEDO - De noÌìe comÌ)Ìeto: AÌbiro AÌÌtórìio d:t Silv:ì -A.LBÌNO Mâcedo. Comerciântc. Nascido no BàÌreiro, à 4-xIÌ-1929. Jogou 1ìo F. C. RârÌeirense de 1946/4? â 1963/64. Dues vezes campeão râcionàÌ sénioÌ. Três vezes intenìacionãÌ e LÌma vez supÌer'ìte.Capitão dà Selecqão NâcionâÌ. Treinador. Sócio de lIérito da A R. S. Presiderrtê dâ DiÌecção do F. C. Bârteircnse eÌÌ1 1964 e 1965. JOSÉ VÌOENTII - De norne conpleto: José Vicente Ferreira. Empregaalo de escritório. Nascido no B:Lrreiro, â 24-tll-1938. Jogâdor do F. C. BãÌÌeirense de 1954/55 a 1959/60, oÌìd€ fíri duâs vezes câmpeão nâcionâl sénior e duas vezes câmpeão júnioÌ; düãs vezes inteÌnâcioniÌì sénior e duãs vezes supleÌÌte. AÌinhou pelo Sporting Clube de Portugâl de 1960 â 1962. Representou desde 1962/63 â 19ii6/6? o Crupo Desportivo dâ CÌlF; em 196?/Íi8 jogou no S. C. NT:ìriìhense.

Pelo !'utebol Clube BaÌÌÈirense, onde jogoü de 1954/5ã a 1959/60, foi tâmbém um:r \'êz cànpeão nâcionaÌ sénioÌ, duas r'ezes júnior, duâs vezes intelnâcionâÌ sénior e internacionaÌ júnior IeÌà FISEC (lÌÌândâ, JORGE SÌLVA (de nome conìpleto Jorge de Sousa AÌves da 795'i Silvâ), nàscido na Moitâ, â 25-IÌI-1939 repr€sentâ o Slort Lisboa e Benficâ desde 1960, onde tem sido por ïáÌiâs vezes inteÌnàcionâÌ e c,ìmpeão nacionàÌ,

2?L


nNcovfRos rì,-TljRNAcToN-{ls DE IlASQUETEEOÌ_ PeÌo Luso IfuteboÌ CÌube, oÌlde iniciou :L suâ cârrciÌa oficiâÌ em 1948, Ioi também câmpeãonâcionâÌ da ÌÌ l)iïjsão e um:r vez suplente à SeÌecçãc NâcionâÌ, sénioÌ, JOÃO TANGANHO (de nome compÌeto: João SancÌ1o TangàÌÌho),nâscjdono Bârr€iro, â 5-VItI-1932.Sóciode Mérìto dâ A. B. S. ÁrbitÌo. ÌNTERNACIONAIS JUNlOR!]S DA F. i, S. E. C. rrO nNSaNO C.{ïóLÌCO) {l'ED!RAç-ÀO TNTERNÁCIONALDÈjSPOlì',r'rvÀ ,4,Ìémde Jorge SiÌvâ, do F. C. BaÌreirense, mâis os seguintes atÌet.ls fomm internacionais Ììos toÌ]1eios dâ F. Ì. S. E. C., cujâs equipâs se podeÌn corsideÌar verdâdeirâs seÌecqõesn?ìcionâis de juniores: Ru,i Mt)Lrinlla dí, Silrír, nâscido Ìlo Porto (mas fiÌho de barÌ€irenses) :r 22 Tl-1945. lnicjâdo no F. C. ÌJârrêirense na época de 1959/60. Inter nâcionaÌ em 1962, na lléÌgica. AbíLìo FerïeÌrú, Ìrâscido Ìro Bàrr€iro, rÌ 11-VÌl-1945. Inicìado ro Grupo Desportivo dâ CUF nâ época de 1959//60. InteÌnacjonâÌ em 1962 nâ BéÌgicâ c em 1963, em Ìrjsboâ. Man.uel Hen.rique. nascido em Lisbo0, a ?-VIÌ-1946. Inici:ìdo ro F. C. IlàrrciÌense, rÌà épocâ de 1960/61. Ìntern;ìcionaÌ em 1963, em Lisboã e em 1964 em EspàÌÌhâ. Autasí.a BraL,(),nâscido ro BârÌeiÌo, a 26-I\i-19,16. Iniciâdo no F. C. llàrreirense nâ épocâ de 1961/62. IÌìtelnâcionaÌ em 1964, em Espanhâ. IIeimRI Gomes Cerqrleira, t\escido ]lo Bârrciro, â 28-Ì-1950. lÌticiâdo o G. D. da CUF nâ épocâ de 1964./65.InternâcionaÌ em 1967, em FIânqâ. (Subiu ã sénior, no seu cÌube de oÌigem, no decuÌ'sodâ éÌrocâde 196?/68). I.'rx.ncìscaJosé ie Jesus Mentí,es,ÌÌâscido no Bârteiro, :r 28-VII-1951. Iniciâdo ro G. D. dâ CUF nà épocâ de 1964/65. Ìrteruacioìâl em 1967, em Flanqâ. (Subiu â sénioÌ, no seu cÌube de origem. no decurso da época de 1967/68). JOGOS DA SELECqÃO NACIONAL DD BASQUETEtsOL EI,I QUE PARTICIPARAI'I ATLETAS DÌ' CLUBES DO tsARREÌRO (Todos rlo F. C. BtüÍeire

5e, etcepta o suplet[e uo V I'orlu!]oLgsuunhu)

Durànte âÌguÌnâs épocas, a ÊecÌeração Por'tuguesa de BâsqueleboÌ teve suà sede no Porto e as equiDasreÌ)reseÌÌtânt€sde Pottug.ÌÌ, que iogaram com âs de outros países, eram coÌstitüídas sòmente poÌ jogadoÌes


I O IAÌttsElNO CONTEÌIIPONÁNEO do norie do Pâís devido â confÌit{r com a Associação de BâsqueteboÌ de Lisboa, o que imlediu que os âtÌetâs do Futebol Clube BaÌreirense, campeões de Lisboa, pudessem enl'ergar â camisoÌa das quinas. Assim, só mâis tarde, em 1956, o BâÌr€iro teve ocâsião de dar os seus pÌìÌneiÌ'os âtÌetas intemacionâis da modaÌídade. Segue-se o quâdÌo dos jogos em que PâúicipâÌ:âm: Datú

Lo.al

V PoÌ_tn,ÌaÌEslarnâ ...... 55 ?0

i!-2-1956

J. Màcedo,Sut lenLc: J. Tânsanho (LÌso

r. c.)

VI DsÌra.Ìrâ-PoÌ1ìgâÌ .,. 10Ì-58

J, Vâlente, J, Macedo

1ú- t 195ï

V ErâÂcr (3)-PoÌt!sal ...

J. Vãlênl.è. Slpleries: J. Mâcedô e

12-5-ì95?

I Potugâl-llarÌ@os ...,.. 66 ti!

J. XIa J, Vâldtq ce.Ìo e A. ì(ac&1o

t s 12, 195 ?

Tl Ìlârocos Portugal ... 4t 50

âJ. VâÌ€ntè, J. c€do, If. Ferrcira, J. Vjcènte e Itd.

, 5 3 195S

I Po ri u s â Ì-B él gj .â ....-.... 53-5ó

J. lÍr' J. VâÌdtê, cedo e xÍ. !erreirâ, StrrÌente: J. Vi

29-! 1958

VII

22-3,1950

VIII Espânìa-toÌLug

z 8- i 19í 9

,..... 34_72 J, \râìeìLe, J. MaYt P o rL u g aÌ-Irmnçâ

r 0 3- 19ã?

Madrìd

Porlugâì-tslanna

...

il8-48

:18_i16 J,

.-. 68 14

VâÌente, J. !lã cedo ê M. Fêrrêira. Slplertes: Ed. Nu-

J, \iâlentc, J. llacèdo, U. IêDeìÌâ, Ed. Nuns, JoÌge SiÌvâ ê -\. Mâcedo GurÌenie e cáp.) cedo, U. Ierïeilã, A- Mâcedo (câ!.), Xd. Nnnes e J,

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DE BASQUETEBOL

ENCONTROS INTXIìNACION.{IS I ?or LugâÌ En6jl

t - 8 19Ü0

IU

29 3- 1951

11-51963 12,5 19ô3 I E-1963

...,..,.,

"o*usrÌ-Mamcos

Uadrid MâdÌid

45-?1

J. Valente. J. Macedo, M, FerÌeira, A. Uacedo (câp.), J. Yicote e Ed.

... 45-'14 J. Mâcedq nd. Nuneõ (sub-câ!.). supÌente: J. Vâlente

.- .... ,.... ?1-62 I ? o rL u g a l -L i b i â Ix Es!ânha Po*ugaÌ ,.. 89-54 U B ra s i Ì Po ín g a Ì ....-.... 11?_50 J. VâÌentê (câ!)

e

I làia-PottusaÌ ... .. .. .

??-sl

J. Valênt€ (cap.) e

7-E-19!3

I Pâmná-PoÌtugãl .,.

48-44

9-8-1963

I V. Gama PcÌtúgâI .

59'õ0

J. Valente (câp.) e J. llacedo (Éu!Ì.) J. vâlèrte {câ!.) c J. ffàcêdo (stpÌ )

5-8-196j1

lâíá

Um:Lrota. a finâlizâr este câpítulo. da Secgãode Bãsqueteboldo Dois grandes âmigos e coÌaborâaloÌes à110s, eÌnboÌâ] or foÌmâs duÌànte FuteboÌ CÌub€BârÌeirenseâuxiÌiârâm, eìesì Alberto dâ Foram cÌúbe. do rcfeìrido aliferentes,este clelaÌtàmento em Lisboa resideÌÌte mas do BaÌ-Ì'eiro, nâtuÌaÌ Mâno. cometciante, Costa há longosânos- peÌà suâ àjuda mâteriâl e presençàsempreammosa-, e Mar{iúano DominguesJúnior, nâtural de Lisboà, onde foi chefe d€ composiçãoala Imprensa NâcionaÌ e iguâlmente r:esiderte na câpitâl, que foi, éIocâs s€guidas(pelosânosde 1949 a 1954) o treinado!.,âp€nâs pelo Ìtag,ìmentodas despesâs,dâs equilas de Bâsqueteboldo F.C.B. e aqueÌe que (assim o entendemos)Btruturou e eltusiâsmou pâÌ-â um bâsqueteboÌmais evoÌuído,modeïno (que outros, à seguir concìretizaÌlam e âpuÌâÌiam: Alfredo Cârvàtho, Rui de OÌiveira, eng" José Godinho, Vicente Costâ.màjor A1fÌedo Neves) os jogadorèsdas Íâmosasequipâs clâ 2." metâaleda alécàdados ànos de 50. Personificaram- qualquer deles-alealicâqõesefecti\iamenteexcepcionâis,que bastarte coÌìtÌibuiÌam piìra:Ìs <horasâÌtàs> do BâsqueteboÌno Bàlïeiro, bem como ãqueÌes técnicos. breveo que PoÌ vja de Ìegrã, a memó1iâdoshomensé fraca e esquece vâle a peÌìâ conserÌâr. PaÌa que tàÌ ìão sucedaâ seu l€speito, aqui os l€cordamos,nestesingeÌobã1ançoda vida d€sportivâlocâI.

,


O BARRE]RO CONTEMPORÁNEO

O G ; nás : a- Sr / leilo Bor r p; r t í s P e n l . s t a n . 1 8 r J p . O u t u b r o 1 1 e , 1 9 5 8 . - , | Aspp.lo .lo <tNoite dos ConpPõ, s)t. t'r' sltlda nPto Li-0DPrnaoor ,'ttt <<otDt4ubros')' otletos !ottlrOr lo Bdstos, Dr. XIìgü.1 d? Splúbo|, ,to litdlo (lP 4np"ões naaìonais' dcslìlont ãá"a'í- p"í" "ànqiistn DaÌdxLte a assistê1lcilL, por entre 'Ìrurena cla pu'pel:inhos de cores' s erDentiwTs e bdlões (Fotode Luís tsanhâì

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CAPÍTULO IX

AS SEDESSOCIAISDOS TRÉS MAIORESCLUBES DESPORTIVOSDO BARREIROE SEUS P A R OìIF ,SD F , JOGOS 7-o do ltu.tebolCl,ubeB(írreirense(1956).-Alguns Ginásìo-Seile paro a históriti do Clube e antecedentesfut grancle Obra. etretLentos A rcnLaLlele.çtio il,o C.rhLpoD. Manael .l,e Metrlo. Sâbe-sêquânto úma sêde câpaz, ampÌa e cómoda,tem influência nâ vida e no desenvolr,:imento duma coÌectifidade.Á luta dos dirigentes do Futebol Clube Baüeirense, durante uma boa porção de aüos, paÌâ o Clube usufruir de coÌIpetentesinstãÌações,pode dizer-sequè se repâÌtiu poÌ duâs etapas: â primeira, para disporem de uma sedecondignâ; â segünda, pârà possuirem uma sede condigÌ1aem edifício própÌio. A c:ÌsaoÌÌde teve origem o F. C. B. foi assinâlâdacomo a que, de um só piso e com umà só !ol'tâ, numâ nesga de parede,tem o n.' 139 dâ Rua do ConselheiroSerrâ e Mourâ (antiga Rua AlmiÌânt€ Reis). É ocâsiãopaÌâ escÌàrecermos âqui â1goque, até agorâ, tem perrnànecido um tânto confúso.Essâ mais que modestâcâsinhâ (já em Ìuína e €ncerIâdâ peÌo fâlecimento,em 1967,da sua úÌtimâ locatária), situada quase em frente do Teatro Cine Bârreirense, onde,eÌn 15-ÌV-1945,foi colocâda uma lápide ('), êrâ a sede (ou, pelo menos, funcionou algum tempo

(') Çonsta da lefeÌida lápide o sesuinte: IfOI NDSTA CASA / QUE nrlÍ 11-4-911Sn IUNDOU / O I. C. 3ÀIiÌETRENSD / PARA HONRA DA NOSSA TDRR.{ / ]' GLÓÊIA DO DESPOiTO NACIONAI / 1r-1-94õ.

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O BARRI,IRO CONTEMPOI.ÂNEO corno tal) do denoÌninâdo Spol't Recreatba Operáüo B&rïeire\t.se, qne teve co}no fundâdoÌes um gr-upo de âprendizes drLSOficinas GeÌàis dos C.F.S.S. Orâ â fundâçiìo dessecÌube (seg]]ndodepoim€nto(') de um dos seus oÌgaÌÌizâdores, AÌtur PereiÌa) opetou-sê a 11 de Àbail de 1911. E dele proveio, pouco teÌnpo depois (um ano e meses) o FUTEBOL CLUBE BARREIRENSE, títuÌo estè que âdoptou em AssembÌeia Gera1, reunidâ expressâmente paÌa esse efeito rÌo 1," ândar do prédio com o n." 148 dâ Rua do Conselheiro Joaquim ADtónio de Aguiar (em face dâ exiguidadê da câsinha que ocupavâm, emboÌâ â outra não fosse muito maior...). E lor que motivo âlterou o Sport RecÌeâtivo o seu nome? Em vir_ tudp de iá dele razerêmpâïlo rìui1oo'lprzcs quê :io PrâÌÌ oDp"ario'. pâssândo a recente colectividade a toÌnar outrâs carâcterísticârs e aspirações de maior âmbito. ('1) A proposta forà combinâda entre Flâncisco de VasconceÌos, entáo estudânte liceal, e José Fernândes JúnioÌ (3). Em Maio de 1012, sabeÌnosque já o F. C. Baueirense tinha a sua sede no n." 49 da Ruâ Aguiàr. Em 1913 erâ o único cÌube desportivo locaì <que pagava cortúbuição à Câmâr'a MüricipàÌ do BâüeiÌoo ('). Em 191t1, o Clube estavâ instâÌado no n.' 111, 1." daqueÌa mesma rua. Mâis târde, instala-se aindâ, e outra vez, o BaÌreirense na RrÌ1 Aguiar, âgora no pÌédio com o n.' 150 (1." ândâr), edifício com amplâ frente paÌa o Largo de Gago Coutinho e Sâcadura Câbrâl, a que â geÌrie rìovâ chamavâ La;rgo dos AL^idÍlaïes e os mais antigos designam, coÌno já refeÌimos â1gures, poï Largo do Casat, e nele in:rugura festivamente

ua

(') Püblicado no jorral O Barrcúerse ,." 29l,30, de 20-V-1956, ahâvés de eìtrevistâ com (rÌubro-Brânco) (J. Xd. dos Sântos ] ors).

(') Sesudo dêpoimêntos concordântes de dôjs sócioÊ do tenrô dâ f!ìda(Âo do I'. C. B.: Ántóniô Iaria dâ Costâ, chefe dè êsúiióúô dós C. Fero, € AÌìiió José de Mâcêdq conercjantê. (Eh 1c52, à un joiìal desrortivo de Lisbo!). (") José r'emâhdes Júhior: antiso jôgâdóÌ do I'. C. B- e enÌrresâdo de escÌitório ddc C. I. Ioi lresidente da Di&cção do Ir. C. B. em 1914, 19i9 e 1922, além.le ter desêh!ènhâdo outros câÌgc. Nâscêu no Ranriro, a 10-VI 1893 e fãlêcêtr eh Lisboã, onde foi sepultado no talhão dos Comlàt€ntes de GÌande Guelm, no Cenitírio do AÌco dê S. Jôão, à t-VI-1963. (r) BeferênciÈ qrÌe ercontráhos ro joìn.Ì z'.rs do Batr.ìrú \.' 2, ne

t,1-vrII-1913,

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SEDES SOCIAIS E PARQUES DE JOGOS

FRANcrsco AUGUSTo NüNIrs DE VAScoNcELos ( 18-XI-1896 - 3'III d,e Awusto Césat tle Yccsconcelos,antigo Pro-1g66).-Filho aedor d,a Misericórili.ú d.o Barr"eiro, Francisco de Vasconcelos loì, úínda e|tud&nte, o 1.' Pïesidente do F. C. Bat'reb'ense, tenclo tdlnbém chegaclo a iogar. Voltou a presir.lìr úo Clube 4n 1935/36' no períoclo enl que eate te1)e & aTra sede em Lisboa. Foi ainltl' ern oT;troa períodos, presidente da Assembleio' Geral e membro do 1.' ConseIIú Geral dr:s <<ahi-rubtos>>, a\ém tle tet ainda ocuprlúo outros c1,'t"gosnas slLparìotes o'rganismos do Flttebot, et' reprêsentação d.o F, C, B, Cìdú'(Ião de esemlJlares 1)iÌ'tüdes cí1)ictls e barreü"ense d;,stìnto, foi, símbolo cla mais ÍieL dedicaçã'o ao geu clube íla sempre, tanto tr@cluzida pelo seu escíarec lo conselho' senqlre ,ì"espeitado e bastús uezes seguido, como Pelos don(Ltiros cortu que nunc(L falttwa, em seu (üLaíIio' fosse quem Íosse que se encôntÌ'asse à frente rlos desti'nos do Bdneìrense, Foi conce'ítuarlo funcionó,rio superio'r do B(tnco de Portugal, em Lisboa, ciclarle onle hí mrLito Íin6rú 'resid,ência e cotLstituircL famil'ía, e oÌÌde Ï&lecelt e está sepultad o,


O RARREIRO CONTEMPORÂNEO

O Futeboí Clube Ba'treirettsa de LisbocL- eÌÌL Lisboa.., Nos,festejos ctLr'tt&,t- 1931,, 1oa' integrarlo ;uloãÍõ.tn no nn CoÌso aatea d,a rla Aaenida Aten.irl.o,da rl.n Libedade, LibefiIarl,e. o Carro AIe",^l-^^ialescos rie ganll{L a <<Taçd Carnatat> Cdrlrv)q'tt (ío B górico Barreitense ganllú oó'fico tlo (Foto sentilmente cerÌi'la Do! D' Susana da Silva QuàresEa Lobo' então uma ilâs meninès Ìraúeirenses qre desÍiìÀrsm no câtro âlesólicol'

a sua sede, então já condigrìa, a 10 de Junho de 1923. Aí, efectivamente, o F. C. B. <respirou> melhor, com o espaqo relativamente suficìente parâ os seus serviços. Depois da sua estadia em Lisboa (1932/37) a ela volta, âté que, ' em 1939 (a sede já era pequena e a casa estava muito mal conservada) o Barreirense alugâ o denominado <Chalet Rebelo>, nã Rua Dr. António José de AÌmeida, ocupando toda a moradia (2 pisos). Mas a.li sofre como que um ostrâcismo: local retirado do então centro da vila, demasiado sossegado,pouca vida, até a casa era fria... Além disso, não oferecia cómodas instalações e boa compartimentação para o clube em desenvolvimento. Assim e em consequência: novâ sede. A 6 de Abril de 1940' o Barreirense instala-se no 1." andar do prédio n." 154 da Rua Marqués tle Pombal (com a fachad:r posteïior voltada para â Rua Aguiar - outrâ vez...) e frente principaÌ para a Travessa da Figueira. No rés-do-chão o Café <Bilrreiro), oÌìde não menos se discutia o Clube do que no 1.' an-

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O IIARÌEI1ÌO CON'IEIIIOB.ÂNEO dâr... Esta seÌià a últimâ sede peÌrÌ quâl havìâ de pâg:Ìr Ìenda, e da quâÌ s"r.iueÌn X{âio de 1956, pârâ o seu GINÁSIO-SEDE, - tendo sido nóg, 1ror sinâÌ, quem teïe â hoDrâ e o âÌívjo de autoÌizà1 o Tesoureirô a proceder à liquid.Ìção do úÌtimo r-ecibo Nestâs ândanças desde â sua fundâção, tâmbém mudarâm âs camisolâs do F, C. B.: pondo de parte as cores amãrela e veïde e, até acastanhâdâ, o clube ãssentou, fiÌlâ1mente, no eÌÌcârnãdo e no bÌânco (camisoÌas bip:Ìrtidâs), âté qüe, â !ârtir da época d€ 1929/30, adoptou o encârnado e bïânco, às riscãs verticâis, O calção- branco, sempÌe.

Foi em 1932, quândo o F. C. B. tinlla:L snâ sede nâ B,ua ÁguiâÌ, 150, que se fez â pdmeira tentâtivà ol:ci@l pàÌa â edificâgão duma sede pÌópdâ. Dizemos oficiàÌ porque de outrâ, iìnteÌior, não sâbemosque Ìrâjâ âpârecido com comissãocomtituídâ, que circuÌou os seus pÌ-opósitose teÌá recoÌhido donativos para esse IiÌÌÌ. EÌa essâ comissão folmada por: MâÌruel dâ Silvà Figüeirâ, AÌtuÌ Leâl de OÌivei|à, Femando LeoneÌ de Vâsconcelos, Raimundo José MâÌia e José X{aÌia CâÍdoso (sendo âctúâÌmente vivo âIenâs o penúltiÌno). Niro teve, contüdo, seguimento a iniciâtivâ, pelo que os dinhciros lolvcnturà rcaÌizâdos (pedià-se a iÌrscÌição de ...x... - diÌidicÌa em... y ... prestaçõesmensâis) ter-se-ão sumido nà hiânte voragem das despesasgerais do cÌube. tr{àis uma ou outÌa teÌÌtâtiva faÌhou à nàscençâ.

Dm 1941, o movimento pÌó-sede ir-se-ia, finaÌmente, fincaÌ em sóÌidâs bases: a âquisição do teüeno paÌà a construgão do edifício. Erâm presideÌÌle e vice prcsidente do Clube Jacinto Nicolâ Col''âcich e }{ânu.ì Penim, respectivam€ÌÌle. Em 6 X-1941, a Câmara MunicipaÌ do Bafeiro põe em hâstâ púbÌica um terreno situâdo junto ao melhor e mâis âtrâenÍe locâÌ dâ \'iÌa: o Pârque DÌ. O1i\.eiÌa SâÌâzâr, lote em que o F. C. B. estava interessedo, coìrforme selr pedido formulâdo no âno ant€Ìior à EdiÌidâde. EÌâm 1512m.. Em fâce de rs condições de venda só podeÌem interessar iÌ um comÌrrâdor (â obligàtórie constÌução de um ginásio com facilidades de uljlizâqão pârâ às cliânçìrs dãs escoÌaspÌimáriâs) o F. C. B. (êm

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SE D E S S O C IAÌS l ! PÁ rìQ U l l S D E JOGOS

22-X-1941) adquiriu-o por um bâino preço: 5$10/m', ânemâtâqão efectuâdâ por AÌbino José de X{acedo,em nome dâ colectividade interessâdâ. Dois dias depois està\Ìa pâgo o telreno, com a receita dumâ comissão pió scde fonnãdâ por J. M. QuinteÌâ Paixão, João Nicolr Covacich, AÌbìno José de Mâcedo e António Pinâ. Nesse t€rreno âlguém lembrou que, enqunnto não houvesse uma râzoável veïÌJ:Lpârâ o <àrranque) da construção, se moxtasse um <Ìink, de patinagem (V. Càp. XIÌ - RubÌlcai Patinagem). e que :Ì Ìeceitâ do seu funcioÌìamento se destinâsseà fútuÌ? sede, Assim se fâ â. Às verbâs iãm seguindo para o <monte>. Eram migaÌhas... Criâ-se, entÌetânto, â 30 de Ma.io de 1945, a Grawle Canússã.oPró-GhásiL,, sob a presidênci:Ì de António BalseiÌo FÌâgâtâ ('). Em 1946, â Grârde Comissão elege umâ Comissão de Honrâ e ConsuÌtiva e um.Ì Comissão Admiristrativa, â que tsaÌseiÌo Fràgâta lreside. Esboçâm-seo€ pÌànos e estudam-seos meìos de coÌporizâÌ ã ar-rojadã Obrâ, mâs terìa de decorrêr âindà âÌgum t€mpo, antes que fosse possív€Ì elltrar-se nà fàse pròpúamerte reâlizadora do empreendimento.

Nâ Pdma./erâ de 194?, â Comissão pÌopõe-se entrãr nâ 1ãse pÌátiúâ dâ reaÌizàcão a que todos âspiÌâvâm. O número de associadosdo F. C. B. não atingiâ, DoÌ essã aÌtur!Ì, o meio miÌhâr e o câpitaÌ à sua disposição não !âssavà de onze contos de ÌéisÌ Mas o capitâl-\'ontâde e o capital-fé er'âm muíto superiores! <Mas.., mais fâz quem quer do que quem !odê...) Com Frrgrt,.. pâÍilhà\2m d:1 Cnmi-"ào D. Lucpip l-.Ìncâ Pê.eir:1,Luí" Raimundo dos Süìtos, José Luís DuàÌ:te Pìnto, Jacinto BeÌchior, Ántónio Pinto dâ SiÌvâ, Henâni dos Anjos FerÌìâ[do, RuúÌ do CaÌmo Sequeim, Edgârd da Costa NÌr1Ìes,José dos Sântos, José Domingos, João Baptista dos Santos (o único já ïâlecido), JesuíÌÌo de Sousa lÍàtoso e João Pcreifa Concâlves.

|, Nâ,io o "a ! e, x . - r e r ir r llJ . ir hâ c . â " d , ) . a 2 c l t t 9 t 4 , \ " o . â n , l â muito novo, coh â famíliã, lan o Bàrr€ìÌo A Oòrd !Ìojeciada encontÌâra o indivíduo calaz de â tomâr reàtidãde. Artónio Frâeatâ é Íunciônárìo dâ CânrÌa ìÍunicilil


O BARREIROCONTEMPORÂNEO Manuel Nunes Machado, o autor do projecto do edifício, fruto de um intenso labor de dez meses- absolutamente gracioso !- dava-o por concluído e a contento da Comissão. Procedeu-se então ao início simMlico da Obra, com o assentamento dâ 1." pedÍa, a 8 de Junho de 1947, pelo Director-Geral dos Desportos coronel Sacramento Monteiro. O acto valeu peÌa firme determinação de um punhado de <,batreirenses> de que â por diante ! Obra - avaliada, então, em 2400 contos -iria

A maqueto d.o ed,i.fíci,orlo Gìnó*ìo-Sede clo FuteboL CLube Bo,rreirense, que e\Ltusia.sr/Lo1t.os sócios e s,irnpq.tizantes da poytlld,r chlbe, Ieaarulo-os, att'aDés de mais unt exempto de rontad.e e d.e espíri.to de solid.0,rieilad,e associlttiut, de que o Ba,rre'í,ro é pr6digo, o, tomda uma realüarle esse pt'ojecto maiestoso, de boas linhas a/rquitectóüces

Trabalhou depois a <máquina> da iniciativa de espectáculos,bilhetes especiais e sortêiôs (um automóvel, mais tarde uma vivenda, etc.) a fim de assegurar um capital iniciaÌ razoável. A 27 de Agosto de 1949, com o enchimento do primeiro cabouco, o edifício era pràticamente iniciado. Turnos de trabalhadores voluntários davam ali o seu contributo de esforço. Em 1950, já com fortes paredes levantadas, a Comissão dispunha de 300 contos. O número de associadosdo F. C. B. já beirava os 2000.

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SEDES SOCI-I.IS E Ì'AITQUES Ì]lj

JOCOS

Depois foram ainda mais aÌguns anos de constârte tràbâlho e dedicaqão,pâra â obtençãode mais dinheiros,com cotiza@esespeciâis, com novâs iniciativâs de sorteiosvâliosos,com apelosa sóciose simpatizântes do BaÌreiÌense espalhadospelo Pâís, provínciasultÌamadnas (1) e estÌangeirc,com o trabalho grâtuito de numerososoperáÌios especiâÌizadose com o pedido de outros contributos em mateÌiâis- tudo destin:Ìdo à grandiosãedificação,que seria a primeira, no género, do nosso País. Entretanto, a 3 de Mãio de 1953, foÌ:r colocâdosobre o edifícÍo ' ' si'n h ó lico.p ru de filê rr". <Comboios> de pedrâ, com câmioretâs.sempÌecedidasgratuitâmente, Càm!âìrhà dos Mosâicos,dãs Telhâs, Feirà dâs ChâpasLusâlite, Câmpânhâ dos AzuÌejos DecoÌâtivoscom motivos desportivos (inéditos em PoÌtugaÌ e Íeitos excÌusivamentepara o F. C. B.), foram outrâs tantas reâÌizâçõesfeÌizes,cuja descriÉo, só !oï si, ocupâriâpáginâs em louvor do esfo{o inteligente e abnegàdodos bârÌeirenses,quando se dispõem à mateÌializaçãodumâ obÌa de inteÌessecoÌectivo.

Coadjuvandoâ Comissão,esftrvam,além do citâdo autor do projecto, mais os seguintes técnicos responsáveis:Luís Râimundo dos Santos, construtoÌ civil e vice-pÌesidentedâ Comissão;João da Luz (já fâlêcido), técnicodâ iÌÌstaÌaqãode águase âquecimento;eng.' Luís Alberto FigueiÌedo do Vâle, ãutor dos cáÌcuÌosdo cimento ârmàdo; eng.' LeonaÌdo de CaÌ"vaÌho,autor do pÌojecto dâs asnasquê cobrem o ginásio; e Luís

(') !n Àngola tÌabaÌhâroh dèvotÈdâhente, tanto nÀ coÌocacão dê rifâE de soÌteios, como nâ rèâlizâção de íestas e josc cujas ïecêitas se d6tinâvam âo Ginásio entiè outbs, que se nos âfisuÌà dê jusüiçâ -Sedè do F. C. 3., tÉs ìaneiÌenses, destâcaÌ: HenÌique Cóstâ Sântos, comerciânte, qre nÀqueÌa lrovíncia se fixo! eü 1946 (e â quem a C- M. B. âtribuiu, en reuniáo de 24 II-1965, â lÍedaÌhâ de PÌàia de Eors SèÌviçôÊ, pêÌos. p*stantes auilic que a-Ìi têu ido a6 seus contdân@ plestar se$ico na deÍesa da solerania nacjoraÌ); Mànrei Mdtins Polenâ. funcionáÌio dos Caninlos de IeÌtu de AnsoÌâ, &tuèLnente aposêntâdo c residBntè no a -qlÌ- oo c o" a ' r eueir â! , r p"idr n, ^ m S i d â B â n d - %, n n q e '- b 2 l h r B e ?i!o ; no ìôhâl desta cidâde.


O NÁIìRNiRO CONTE}IPOII.ÂNEO

CâNâlho da Cos ì e JoÌge Feio, encarregados do projêcto da montagem eÌéctrica. TambéÌn o âÌquitecto FeÌnândo dà Costa Belém teïe vâ1iosâ âccão nâ faÌse dos âcâbâmeÌÌtos. Todos os tÌâbàÌhos destês técnicos foÌàm ãbsoÌütâmente gïâciosos, bem como o dâ eÌaboÌâção do pÌojecto, como já r'efe mos e, só esÌe, avâliâdo nüÌÌ1â cent€na de contos. Nô üÌício do:rno de 1956, o imponerÌteGinásio-Sede, êm mâis de umâ ocasião ïisitâdo por supedoÌes diÌigentes do DespoÌto e por representântes dos p ncipàís órgãos da ÌnfoÌÌnâção e da Rádio, que não rcgateaÌâm os mais íÌàncos elogios â essa obra ímpar, estâvâ iá nos derÌadeíros acabâmentos, com pinturas, instaÌaqões de fenagens e ligâçõês eIéctricâs, âguardândo o diveÌso e vuÌtoso mobiÌiário ltarâ âs suas numerosas dependêÌÌciâs,bem como vário mãterial desportivo,

O BâÌrêiÌeÌÌse receberàcompârticipâçõesdo MiÌìistério dâs Obras PúbÌicâs,atrâ\'és do FuÌrdo de Desemprego,nâ totâlidâdede 550 eontos, tendo o próprio titulàÌ daqueÌapãstâ, que erâ entiÌo o eng." Eduârdo Amntes ê OÌiveiÌa, visitâdo,a 15-XT-1954, â obra já em viàs de concÌusão, peÌa quaÌ mânifêstouo mâior:Ìprego. Do MinistéÌio dâ EducâçãoNacio nâI, Ìegistou-seâ compârticipàgãode 80 coÌrtoslafa o ãpetrechâmeni:o dos dois sàÌõesde ginásio. Dentre os subsídiosde entidadesoficiâis, houve âinda o de 30 coÌÌtosda C. M. B. e de 15 cottos do GovemoCivil de SetúbaÌ. ner r

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BârÌeireÌìsesâïultou, tâmbém â importânte ajuda da CompanhiaUnião Fab Ì, traduzidâ nâ ofertâ de todà a vâÌiosamadeira exótica necessária à coDstruçãodâs poÌtâs e âlgum mobiÌiário, âlém dâ auto zâção pârâ que essestrâbâ1hosfossem executadospor àssociadosdo Bârueirense, depoisdâs horas noÌmâis, nâs oficinas dâs suas Fábricàs do BarÌeiÌo, bem comoda montâgemdâs asnasde ferro do Ginásio-A,em cujo âsseÌìtàmento trãbâÌharâm, gÌaciosâmente,tâmbém, 78 âssociâdosdo mesmo Cìu b e . O âpetÌechâmentocompÌetodo vasto imóvel exigiu, âindâ, pãrâ c) pâgàmentode vários Íonrecimentosde matedaÌ e utensílios,a quantia

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PA R QU E S D E JOGOS

SN D E S S O C IAIS '

de 650 coÌìtos, que a Direcção de 195i:i contrâiu coÌn a c. G. D. C. P., sob â abonâção de oito àssociâdos, tendo sido âinda lânçàdospârâ o mesmo fim TítüIas de Emprósíìmo de 1000, 500, 100 e 50 escudos.

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A 14 de Mâio de 1956, telminara à exìstência d.r Grande Comissão Pró-Ginásio, que tão exemplarmente cumprira a sua missão, paÌa dâri iugàr à Conissão AílnLinistríLtira d,o Ginási.a-Sede,(') cujo Regulâmento já fora àpÌo\'âdo.

A inâuguÌâção do beÌo edifício efectuou-se seis dias depois, â 20, um Domingo, pelâs 16.10 h, quândo o Minìsho da EduoìFo NacionaÌ, pÌof. eng." Leite Pinto, (") vindo de Lisboà com numeÌosâs entidades em destaque no meio desportivo, â que s€ juntâÌam âs entidades distritàis e conc€lhiâs e oütÌas num€rosâs irdividuâlidâd€s, e precedido ilo mâis extenso coÌtejo de automóvêis, motros,(scooters) e bicicletâs a peilâÌ e motodzâdâs que (constiluído em Coìnâ, no Ìimite do concêÌhÔ) âté hoje atÌavessou o BâüeiÌo, ccrtoü, sorfideÌÌte e perante formidável trovoâda de apÌâusos, a fitâ que :Ìtrâvessâvà à entradà princip:ÌÌ do êdifício. (Desde o meio-dia, a um sinâl das ser-eiasde corporações de bombejros Ìocais, numeÌosâs câsâs paúicuÌaÌes, especiâlmente dâ Ruâ D. MlÌrueÌ I, Avenidas AÌfredo da SiÌ\.a e MârechaÌ CârmoÌÌâ e Ruà Dr. Câmar:r Pestânâ, ostêntâvãm bândeiÌas, Íâchâs e gâÌhârdetes de cores encarnãdas e bÌâncas).

(') A 1.' CoDissão (Ìue íuneionarja até 195?), foi !Ìesididâ por Antório nàl sêìÌo tr'Ìãsatâ, dell fazendo pâfte (efectivos): José Luis DuâÌte Pjnto, Auéìjo Pcdrosa Crès!ô, Jôsê I'râncisco dê Vâsconcelos -{lneida, Aniónio Pinto da Sì1vr, Jâcìnto Eeichior, EdsaÌd da Costa Nünes, Iernando José Câmacho Frguìdes e AÌmãndo tosó de ÌÍac€do. Su!Ìeries: Seï€rino Percie dc CaNaÌhq Râúl do Cârmo SeqlejÌa e Argentino António Frãncisco, ('?) Por rìotivos foúemeìte jmteditjvôs, não Ìrôde associar se âô aclo o seu .olegâ dâs OlÌas ?úlìljcas,que tanLo, âÌjás, cônlribuiÌâ rraÌa se ilalgurâr o edjfício

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

placo, 4 a|f)ecto (kL ínúruutagão h. de 20-V -7956 -Un -da no troco íJo l ít4o w s'P nt.' "sq u í| ' lt Jo e d ifír ;n r lo C;n á sìo - S ctI', ddndo S ul ' S 'tesI? o ttofi ' 4 d o Ír slil n to .lo s F e r r ouíóti os.!o ' la ' Ru o A l oto l ìrn o úottl ptl to sP gu.tl tt: R,& d o F a tcb o l Clu ü Btr r p ìr o up, tl P . S P tuoot pol o C 1,P ÍP .l o D ìsl rìto ,la p ltr o tr o d .s.cn ' o n .t1 to nmoït' Dr , .llía d .l Bn sto s, u p n clo - s" ì sto dítpìto o prcsl tl ?ntc dú | P sqìtP ron' d o Bo r r ? ír o , e !. J, A l l rP do Gat.ìn. r.ò.std .1 ttn ì"ìln l tj 01(trt'i t' tp d o F. C . B . Jorìnl o N t'ol a A. Silid . Po .;s, p r .síl' Geral clo Ìnesno êIube e Antórno Fragatt' in"idn d.a Aisembleia ' í) r csÌ.d e"t" n tt d n Ca n ;ssõ o r ln Gìni sìo. N o sP guÌ1do. ql .ar?. P l tr, ':: l o'nt' J r ' ,1fl )Ii !r;'órd'tt ,1 . F . a . 8 ., s Prt','l or t' t 1 ' r "til, " Costa N ct es

Ás t

Seguiu-se,na ampla entrada pïincÍpàl do edifício, Ì'evestidade málmores ciÌìzeÌÌtos,o descerrâmentoda seguinte lápide:

ESTE EDIFÍCIO FOI CONSTRUÍDO PELO ESFORÇO / VOLUNTÁRIO E GRACIOSO DOS ASSOCIADOS // DO F. C. BARREIRENSE / DE 2?-8-1949A 20-5-1956/ DATA EM QUE FOi INAUGURADO PELOS MINISTROS / DAS OBRAS PÚBLICAS E EDUCAÇÃO NACIONAL / ENG." EDUARDO ARANTES E OLIVEIRA E / PROF. ENG.' FRANCISCO DE PAULA LEITE PINTO 2lr0


SEDES SOCIAISE PARQUESDE JOGOS Teve Ìugar, tlepois,a grande sessãosolensinaugural, na qual António BaÌseiro Fragata, o grande impuÌsionadol da Obra, cujo busto, de bronze - excÌusivamente pago pelo Município - seria, nesse mesmo dia, inaugurado no SaÌão de Honra do F. C. B., agradeceu zìos que tortaram possíveÌ a reaÌização do grande empreendimento, entregando, por firn, ao presitlente da Direcção do Barreirense, as chaves do edifício' EÌevado nír'ãl teve a grande sessão festiva, atravé5 das palavras de entusiasmo e regozijo de totlos os oradores que se lhe seguiram, as quais eram, também, palavras de incentivo, ante o exemplo que se patenteava, parâ a realizagâo de muitas outras nobres empresas de que o País necessita' - <(Jmu re|elaçõ,o! [Jm enemplo a ser seguì't1'opor todos!> - escrevea, nessa data, o Mirli*tto Leite Pinto na 1." página do Lí'uro de Ouro do F. C. B. (') .

t(rr(te cles.te DoÌniftgo r-erdadeir{Lnletute 20 de Maio de 1956-Na prim,aret'il, ú RLLTLdo Futebol Cl:túe Batrrei'rense, paÌo & qTLaI 3e tLebntç" a lachada prhrcipal do Ginásio-Sede, Íoi u.m permanente <<mo.'r-legentet> que quis tonÌan p&rte, co'tìLategrìa e elelação nas cerimtiniLti dct inau.gtiraçãct tl.este ediÍicio, símbolo de urn clerld,o grou' de amor chtb'ista íFoto ilè JoséJÕlquiftl

(') Na sua visita ao Ginásio-Sede, a 4-I-1958, escreveu !1o mesmo l-lvl'o o SubsecÌetário de Estado da Educação Nacional, Dr. Baltazal Rebelo de Sousa (que a 11-IV-1961, presirìiria à sessão soÌene dâs (Bodâs de OuÌo) do !' C. B') âs seguintes pâlavras i -<<Ao F*tebol Clube Batrei:rettse co'nt, o. maís ríL^o sì':,:lúia e corrobornnìo a dfir'rturçõ'o (Io Senlúr llitListto com qte abr?. este lix)t'o,>

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DE JOGOS SDDESSOCIAISÌJ P,qRQUDS Est:rva, enfim, concluidâ e pronija a funcionât uma ObÌ'â nessa âÌturâ já avaÌiada €m 4000 contos, na quâl s€ hâvjà gasto, poÌém' poüco 2100 contos. A cìutra larte Ìeprcsentava o valoÌ- do mais de metade trabaÌho do cérebÌ"o e dos brâços generosos e dos mâteriâis ofeúâdos. No Verão de 1956 e âindâ ro decÌrÌso de todo o âno seguiÌìtc, foi de ãlguns miÌhares o rìúmeÌo de pessoâs (em especiaÌ forãsteìros) qlte percoïÌerâm, não escondendoâ süa âdmirâção, o grande ediÍício, desde a Câve ão Termço (5." piso).

PRESIDENTES DO F. C. RARREIRËNSE EM 1956: Pr€sidente dâ Àss€mbÌeìâ Getali Jacillto Ni@kL Coïú(ì.h PÌesidentc dâ Dirccc.ã.oiA:mtan.d,adú SiLt País Presjdente do Conselho ConsuÌtivo e de Contas: ElLg. Fral1c'isca Pereí.rft Mellies PrA-ÌdêÌ.r.d.r Co"Ì,..ào do Ginãjiu Seae Att.t;n Bqlcp;/^ rr.Jrlã

Algumàs carâcteústicâs e cuÌjosidados do Ginásio-Sede do F. O. B.: comprimeÌrto d:L frente prüárea-1512 m'; maior ãÌturâ-22m; (<Adegâ Regional)) cipaL 56m (das tÌôs fÌentes-110m);Cave 1?X14 m, rêvestidâ de Ìambris de âzuÌejos,veÌìdo-seentÌe eÌ€s 5? com qúadras e peDsâmentosde AÌfÌedo ZaÌcos, António Bâlseiro Guerrâ, Armândo da Silvâ Pais, JoÌge Soates, José BaÌseiro Guerlâ, José Luís DrÌarte Pinto, José dâs Neves e Leonídio Mâúins; dimensões do Ginásio-A 32)i1?,20m; dimensõesdo Cinásìo.B- 17,20X9m. A pÌàteiâ compoÌtà 1200 p€ssoas seÌÌtàdãs; baÌcõ6 e gâÌeliâ compoÌtam 370 pessoas sentâdâs. O SaÌão Nobre é revestido de mármores de diversâs regiões do Pâís. As escadariâs, desde â entÈdâ ao último pàvimento, Dossuem corrimão de feÌïo, omamentàclo com o embÌemâ oÌímpico e são Ìadeadâs por um friso de 217 âzulejos repr€sentando as insígÌiâs de outras tântâs ê humanitáÌiâs de Portug:ÌÌ. coÌecíividâdes desportivâs, recreâti\Ì.Ìs que portãs 104, â con'espondem oulrâs tântas As do edifício somam

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O RARREIRO CONTEMPORÂNEO

O dístico lmnìnoso d,o clube (al7ji-ru,bro>>,tto cunhal rlo (]iná,s'io-Setle (Crtç zamelLto da Rm do Fu,tebol Cl.ube Barreirense cont a AreÌì,(la lllarecllal. CarmoÚaL) í F oto de J ôs é J oâqui n)

Foi a 11-IV-1931 que o F. C. Barreirense inaugurÕu (então ÌÌa RuÍr Aguiar, n." 150) a sua Biblioteca, para à qual dedicadamente trabaìharam, entre outÌos associados,Alfredo Zarcos e Antónlo Horta Rodrigues. A actuaÌ BibÌioteca, no Ginásio-Sede, consta de duas sâÌas, independentes, na mais pequena das quais funciona a Biblioteca InfantiÌ (com mobília a caracter), dispondo de umas centenas de livros. O número de volumes da Biblioteca de adultos é, actualmente, de cerca de 3000. Og actuais Estatutos do F. C. B. foram aprovados em 13-XII-1954, mas posteriormente sofreram várias aÌterações. O ReguÌamento Geral data de 18-VII-1950 (também já com alterações). Finalmente, o Regllamento Interno, aprovado em 14-V-1956, sofreu, igualmente diversâs alterações.

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SEDNS SOCIAIIS E PAIiQUES DE JOGOS

A(íì.DiladesCultu.ruts lem 196'7): Eventuâis, â càrgo dà Comissão do Ginásìo-S€de, à quâÌ está suboÌdiradâ a ComìssãoBibÌiotecáÌiâ. Áctìriilade.- DesporLb.Ls(em 196?): FUTEBOL- BASQUETEBOL (com BasquetebolFemiÌìino)- CÌNÁSTICA (Crrsos cuja orgânização é dâ aompetênciadâ Comissãodo Gínásio-Sede). A GRANDE REMODELAçÃO DO CAÌIIPO D. NIANIIEL DE MELLO AÌguns anos màis tâ1de,teve início, por fâses, a gÌânde Ìenovàqão do Câmpo D. L[ânuel de MelÌo-.nasceste de â]guns dos melhores atletâs portugueses),como o têm, muito justâmente, designâdo. Assim, em meadosde Agosto de 1962,é iniciad:t a constÌuQão,eni âlveÌìâriâde cimento,dâ barcadâdo topo noÌte (Sócios),râ quaÌ, apesâÌ do muito trâbâÌho gïaiuito aÌi âplicâdo,se gastarâm cercâ de 300 contos (dos qüàis 67 500$00do Fundo de Desemprego),ficaado concÌuídaem Dc-zembrode 1963. Seguiram-se,depois, o âlÌelvâmento(') do rectângulo de jogos (iniciado em Dezembrode 1965 e inauguado â 25 de Setembrode 1966, com o jogo Bârreircnse-Alhàndrâ)e simuÌtâneamentea coxstÌução da grânde bâncadaeeÌìtÌal (dotada de 30 câmàrotese càbine de som) e das laterais, também em âh'enaria de cimento, â todo o comprimento do Ì.Ìdo pocnte do Câmpo e suâ lig:âçãoà do topo nort€, obrâs estâs que se encontràÌànÌ pràticâmente coììcluíclasÌìo Jim do âno de 196?, Esta segundafase impoÌtou, em conjunto e com pequenasobras coÌnpÌementares(câsâ do guârdâ, bufeíes, etc.), em Esc. 106?306$25, âssimobtidos: dà F. P. de FuteboÌ,450contoÊ;do Fundo de Desemprego, 1:35contos;do uTotobolao,Ior intermédioda A. F. de Setúbal,70 contos; dâ C. M. do BaÌr€iro,60 contos;dã Direcqãodo F. C.8.,50 contos; de sóciosdo F. C, B. e outros donativose Ìeceitas 16?072$20;de empréstimos,140352$60.(SaldoâÌrresentado: Esc. 5118$55). A.Cu 'n is.rio drs Obre- do C.nto, q u . t o Ì o u , in ic irliv h d a 5 1 " . meÌhoramenos(projecto do técnico Domingos Enes PereiÌâ, faÌecido em 196{), foi constituídapor.: AÌbino José de Mâcêdo,Eduardo Inácio Nunes, Raimündo José À{arià, Manuel Raimundo, UÌisses Ricârdo dâ SiÌvâ, Vítor RodÌigues AdÌâgão e António M. da Costa. SeguiÌ-se-áa terceiÌa e últimâ fase: o arranjo do topo sul do câmÌ)o e constÌ'nqãodà respectivabâÌÌcâdâ.

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2 - A SeíJ.e e a Ginú,siod,oLuso F utebol,CLube,oútre abra ma!Ìífü,l (1947-1959), de que se rcüTturx os 1nteceden{es.- ReÍere-se a bem Ìnatl,estaini.io clo Clube e deira-se um. panto de inteúogoçõ"o sobre u drltQ eft(Kta d,a suu funtla.çdo. - O Cotwci da Quir.to Pe(pend.. O esforçado e populaÌ /,?rso Futebol Clabe, que bem cedo se toÌnou de üvâÌidâde com o Futebol Clube Bârreir€Dse, de tal forma que asseÌÌtoü â dàta dâ sua fundâqão no mesmo diâ € no mesmo mês (de 1920) ('), a partiÌ'dos quâis àqueÌe conta:ì sua existênciâdesdê 1911-11 de AbriÌ , começouâ tomâr formà, no nosso já <Ía|n1lràr>LMgo aLaCo-soI, pol Ì?pazes dos 13 âos 16 ânos. O pÌimeiro registo de sócios lbi uma folhâ de pâpeÌ de 35 Ìinhâs, com os nomes por ordem âlfabéticâ. . e tudo começou entre os seus iniciâdos com uma cota de 30 cental'os por semana. Umâ Comissão OÍganizâdorâ iâ âdministqndo a Ìec€itâ e os seus mem_

\') Por a ddta .xt1(t4 se ter, ao qtè larcce, perdido nos teüpos, assentoü-5e em que o anjveÌsárìo fosse feÉtejado a 11 de AhíÌ (data do cÌube Ìi!ãl). A fundaçâo do Lu6o têÌiã, !oréú, ôconidô em 191q eh Asôsto (Ìeíerôncjâ que fizêhos cônstaÌ a págs. 314, baseados em infoÌhaqões que relu_ 'tê O B@ra;iÍa lnLisa e Modcrno, iámos autoÌizâdâs). ÌriÌo€moÉ !oÌ quê, nestâ âltuÌa: târ facto teÌia ocorddo <?tr acús.iãodrl gr.1. llrTr.le dos f.rrÒrìtJÌiaüt. OÌa essa 8a-eve,te1úlo cotuçatlo en,Iüuú, temútuú qu,ase M ÍLrL LL. Allosto .le 1919. H. .1-^ Sousa Gião' que foi dúêctoÌ do tehrrôs, teÌ: a fundação Eco .la Btmeíra e PÌeÊidente do L. F. C. jâ PÌ:imaÍ€ÌD. ?ossívèÌ Ìâpso de indicândc cortudo, <oâ ]-uso nèsse aÌo, do o.otido heses. Uanuel Sah'âdor PÌtto, um dos {undàdorê6, (Vice Ìrrèsidente do Lu."o em r924l25), é !rccÈo qnârtó à é!ôcâ êm qüe ocoDeur dÚlmÍe o ltrcre !/rüula. ÍIâ, eÍectivamente, quem insista èm 1920, nÌdicando àté o nês e o dia (Outubm, 10), como António tsôrs6 de Blito. único lorto de acodo, âo que nôs larêce: quc â fundâ(ão do Luso surgiu duna }eunião dê llgrns 1ã!azes, !a 6pÌânada do ântjeÍo con Mântrel €n noite de snimató3r'âfo, estândo ltB€ntes, 'teatïo Cine BâÌrejÌense, SalradoÌ ?rêto, AníbâÌ PÌâçâ (quê iêria aÌútÌado o none de l-uso), e ds já fÈÌecidos e Joàquim PâÌet. Por outro Ìado, d8Jooquih CâÌixto EÉteves, Aúsusto I'eRira à $colha tàcâdos eÌehent* do Llso !ão fàzeh hoie sesrdo do motivo quê lrdidio dà datâ de rr de AbriL k<foi Mo @tqúzìddIr... [)úa Ía24 <p'iÚaç@ aa Berrei en 0 lzso n.'105, de Mârço de 195E),Ì?zser declarou EduaÌdo !'èm$des fruto dma úvâlidãde que excedeu o âmbiio r que se deliâ confinaÌ. Não será êstâ uhã questão diÊra de seÌ rètjstâ, tarto mâis que ptr€ce evidente conduziÌem os ânivenáriN de amboÊ os clules (no n€sho dia) a diíiculdades da escolhâ de datâs pan os hâbituais actos cohemolativos, que neìhof decoteÌiam selaradamente, no

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o R-{RR!IIRO CO,\TIUìIPOrìÂNEO bros r€uniam, entrctânto, nos primeìÌos tenpos, em câsâs cedidâs por empréstimo, todâs nà veÌha área do BâiÌÌo dà Praiâ. CoÌììeçou â jogâr o frÌtebol Ìro úíì.rr?rorl,asaìn.has,lJ,asjâ em 1922, peÌo menos, os jogâdoIes do Lusô ÌrtilizevaÍ'ì o .om.:pade N.' SenhoÌà de R,osário, onde, àÌiás, t:ÌÌ como nâqucle, não havia vedaqão ncìn mâÌcações, nenÌ quâÌqu€r comodi dade pâÌa os futeboÌistas c público... Só em lins de 1921 é qu€ ent,ìo conseguiu o grupo montàr â que è consideÌâdâ e suâ 1." sede, n:L Ru:L do ConseÌheiro Joaquim AntóÌìio de Aguiar, n.'25, numâ câsá de José dos Santos Borges.. Entáo, sìü, coÌneqou já o Luso â ganhãr'forcs de entidâde coÌectiva... CeÌcâ de 1924, pàssou pâlâ o Ì!.o 50 (uÌìÌas águâs-fuÌtadâs>) dâ mesma Ìu:Ìl prédio de MânueÌ Antunes. E âqui nos detemos coÌlÌ as sedes do L. F. C., poÌque foÌ-âm lerto de umâ dezena, âté se fixâr, definitivâmente, em edifício própÌìo, n.r AYenida MârechaÌ CâÌmona, n."'26 :r 30.

A ?-YI-1930, integrâdâ a cedmónia nâs comemorâções do seÌr 10." âniversáÌio e numa inlercssanlje f;ìse das suas âctividades cuÌtuÌâis que, desde então, não mâis deixaÌâm de constituir umà das cârâcterí-qr'.c" ju"Lafan ê ":Ìnr,i ,iì- do I lubê u..o poder de ir,icirri' oos iêur dirigentes, inaugurcu o Luso, na Travessa. do Leão, 4-1.", onde eìtão tinha a sede, uma BibÌiotecà, que foi â 2." (a dos <Penicheiros, como "ul"r à l.) dr.,ole.Ìi !id?JLs d d.spuÌr^ p dF r?.-pìu do ji,iÌânos, Bârreiro. À António Borges de B to, coâdju\'âdo por Joâquim Gemrdc FiÌlììino e João António N€to sc íicârâ dcvendo o seu impuÌso iÌìicitÌÌ, tendo aqueÌe siilo então seu prjmeiÌo directoÍ-bibÌiot€€ário.

Cortinuândo às lresentes Ìrotas, âssinâlaremos, desde já, que foi longa e trâbàlhos â tàrefâ levâdà a câbo Delos ÌuiófiÌos pãra conseguirem dispoÌ dâs beÌas ìnstãÌrções de que hoje disfÌútam. Tudo começou eÌn Mâio de 193ó, qüando o Luso lede à Câmara MunicipàÌ do Bârreiio qúe lhe cedr, â tíluÌo pÌ€cário, 1181m" de tel?eìro <que ÍâziÂm pãl"te dos torïenos do Parque,, parà a construção de um ginásio e um <court, de ténis... Á ccdênciã vem a concretizar se eÌìì 3 de li:uso de 1936, coüIiDârìdo essa fâìxâ de terrero com a sede do

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PA R QU E S D E JOGOS

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ÕÌube, então instaÌâda nâ ãntiga Ruâ Almirante Reis (âctual Rua do' ConseÌheiro Se â e MouÌâ). Pâssam ânos e, em 1041 prepâÌâ o Luso umà pârte desse terreno para neÌa instâlâÌ o s€u novo rectânguio de basqueteboÌ,em vez do tal (court) de ténis, que inaugura a 20 de AbÌil desseàno (').No â.ÌÌoseguinte, 1942, levanta no Ìocãl seis divisões abâl"racâdas, parâ oÌÌde tÌânsfere a sede e inicià aÌgl]m teÌÌìpo depois, â cons_ tÌuqão de um edifício pal.a suâ competente instàÌãção, â que se seguiú um ginásio. com os êncâÌecimentos de todos . Nâ época de 2." GuerÌa XfundiaÌ, os màteriâis de consírução, à Cami$ãa Pró-Obras qrle se lânçara no empÌeenilimento, a qüe pertencerãm ManueÌ GoÌlçalves Cerqueim, FeÌnânclo Sãnchez Lopes, Fràncisco Holtâ Raposo, José Guilherne Brâvo, Emercnciano Reys Sosa, Joâquim GeÌaÌdo Fir-Ìnino, GuiÌhenne Cordeiro e António Borges de BÌito, coâdjuvadâ por Edu4Ìdo de Almeidã FeÌnandes (comissão essâ q11eteve aindâ o concurso de outros elemeÌìtos' prosseguindo seDìpre com notál'el peúinácià nà consecução dos seus obÍectivos) não vê possibilidade de prosseguir âs obÌas tão depressa, sem que, para l,ânto se lance a úm pedido de empÌéstimo. Mâs, parâ isso, precisava o Clube ale tet a Prapried&d'epërÍei'tu do terreno. Pede então o Luso à C. M. B. que <à exemplo do que foi feito a um oÌrtro clube alespoÌ-tivodo Barreiro, (àlusão, lor"tanto, âo F, C. Bârreirense), o terreno cedido â títuÌo precáÌio fosse posto em pÌaçâ, <com cÌáusuÌas iclênticâs às que setúram de base à pmçâ respeitant€ ao outro cÌube)' Autorizãcla :L alienação, foi resoÌ\'ido âbdr Ì)làqa em condições iguâjs (5$00/m?), vinalo o Luso FuteboÌ Clube ã âÌrematâr o terrêno à razão de 5$20lÌn'("). ContÌâiu, depois, um empÉstimo de 250 contos na C. G: D. C. P., com o qual ià concluir o edifício da sede, cujo <pau de fiÌeirâ> âssinaÌou, com justíficado júbiÌo, a 1?-III-1946.

(') foi unâ sÌâldè {dâÌde de basquêtebolD e uhâ beÌâ jornâde de lÌopâsanda hodâÌidade, què telTinou com ô jogo ]-uso-Belenenses, sanho leÌG Ìisb@tâs, 28-23. Em D@ehbÌo de 1945, o LuÊo, já côh â no!'a sede iniciâda aênova o recinto de bâsqueteboÌ, com ás .limensõ6 má'imas, âdeÊcentando-Ìhe bâncâdas com caprcidade !âtu e00 PèssoaE. (') foi efetuado coD }êceita oltidà ns exllotuçáo da OspÌâladâ O !âsaüerto de Cinehâ que o Luso moniâ!á no Cahpo da Qüinta Peqtènâ

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

EDUARDo JosÉ DE ALMEIDA FDnNANDES-Noscìdo no Barreiro, & 23-VIII-1905. Antiqo tlesportist& e taloroso dbigente úesportú)o, que lfiestoÌL, dÌLratLLe perto ale qlLaretuta MLos, os maís ,t'ele1)e:ÌLtes sei'1Jiçoa(Lo Luso Futebol C|ube, numa tledicação cottstdnte e ímpd.,t', até agora, nos ulais da.qr&Ie clube, Começou, Lt. proticaf o Íutebol .úos 14 arLos, ilo gr'tLpc locaL <<Estrela Futebol Clttbe>>,que ele fundou e do quLLI, aLo acaba4, ptl,ssol;.pare. o Luao, olLde jogoll dté lLos 27 &ïLoa,semDïe no 7.' c&telloria, tenda sido seleccionado q &tt,o Tteiëes,pele Assocíaçi,, de Fútebol de Setúbal, contr& d:t selecçõeade outl.os dìsttitos. AIém rlo httebol, praticou, e,h, representaçõ,.t do L1Bo, etletistno (t:encettclo torneios etL sftLtòs a t(L,1'o,e co'ìtlprimento) , llóqrLei erL c(Lnlro, em 7." cdtcgotìcL (nos canlpeo\att)s tle Lísboa e, mais tartle, d,e Setúbíl), nateção e utater-polo (no armpeorLata cle Lisboa). Camo dit"igente (IesT)orti1:o,Erlu,ardo Fentantles foi togaL (f anot:) e Dìce-pyesidente (2 atuos) do Associação d.e Futebol d,e Settrbal; relatoy (2 atuos) do Conse[.lto Técnico cla F. P. rle FllteboL; !)resi.d,ette (2 ttLos e meio) do mesmo Consellto; secretârio (:l dllos) úo Congresso da F. P. F.; presíilente (2 6nos) alo Cottselln Fiscal dtu F. P. íl,e Cum,pismo e ïrrestlerLte (2 onos) dI, Direcçã,o da ,nesma Fedtraçd,o. Secretotiolt & CoÌtlissò.o qltc organtizou a I Li11a d.o Futebol do Ba,r'reiro, da p,res lêrtcia do tenente CLe'ìnerLteJuncoL da G. N, R. Em noúe do Lzrso, secretatiolr d. 7." ,Ì.e1lnìò,0 p@ a a collsütuição da Associação de Futebol de Setúhal, tLpós a cc"itLçã,o do Distrito, enr 1926, No I'1tso, Iogo qrte patìa ele erLttou, íez patrte do seu. Cottselln Técttico, após o qlLe púBsotL,no rlecorrer dos anos, par todos os seus órgãos directi"-os, conlìssões de obras e ntelhoramentos, etc. É sócio de Ded,icaçíío e detetutor cÌo Entblema de OzLro rlo L. F. C.-Fez tu,mbhi. parte, dur.alltl 2 enos, dos ,rinteÌros corLsellLostéclLicos clo Clube NMra.L Barì.eìre sc. Eduardo Fe,rnanlcs, aLLeé slLbclLefede selecçã.ocla C. P., aposentúào, fifrtlL ,Ì'6i.dê1lcia, tempol à.rie /trcilte, 27-VI-1967, em. Montreal (Ca,nadá,), oule é 1)ice-p,t'esìiente tla. Direcçdo "ìr d.o Chtbe PorttLguê:t d,e Montreal e T)resirferLt. do telt Conselho Técnico de Fútebol.

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SED ES SOC IAIS E PA R QI]E S D E JOGOS

O LUSO FUTEBOL CLUBE VALORIZA

A SEDE SOCIAL

LrLso ìrticia oficíabnente a conatrrrção do seú 11 de Abril de 1948.-O (|iná,s'io,cr.ttnn assentanLetuto dú 1." pedra.-A fofu registú o rnomento .Ìn qlre o dire(tor-ge,r{Ll tlr.tsDesportos, coroncl Sa.ralnento llonteiro,'"-ìsi],elrnente s&tisleito, se prep&r& ?tLre proce(Ler tì cerbnónia., qïLa seri& com emoÌarLlLt a segr!,i,r,conL urL aLnloço q1rc ,t'eronÌl ce'Ì'c&de rotud cerLten& ale colni,as, pÌ'esìdiÍlo po1" oqLLeI&uLtegoriztlda e st1t(losa lìgtoo n6 E:tórcito e no Desporto, -u;ito qtte, afinal, ainda ficaró' pot VenÌ a prop()sito reco,ì'(Iarmt)s (entre o escreuer) que os clubes despc,'rtìros d.a Baryeitro (especiftlnLente o Barreíre se e o Ltso) Ii7:erenL ft felicido,rle de cant(w tto coronel de CaQaLM'ia João da S.'c,rdmento llo|Lteiro (189J'19ô3) algrúnL q7Le, atratés clo Departamento qtte dirigìa, denrcnstroTt aenLr),reo noior Prazer de os &1tüiliar o Ìnail possírcl e senrpre qüe Possirel, compreencletulo tu sra(l Aisi(t' de pïogresso e t) .,-.LIorda úda. desportìL-d locttl, clo,tLtktincentiro e faciliíando a sua ntissd,r.


O }AÈ1iE1RO CONiI'!]IIPORÂNEO FìnaÌmente â inauguïâção oficiaÌ do edificio, com os seus dois pisos e cerca de 30 dependêrciâs, o quaÌ, mais târde, seÌia, ainda, muito vâlorizãdo, com uma fase de âmpÌi.4ão, teve lug;Ìr â 12 de Janeiro de 1947 (no m.esmoüa (Ì,(rine guttuçìía dú DscoIL CanLerdtLle Inürstritll Alfretla dã Sil?o), pÌesidindo ao âcto o então Subsecretário dâ Educaqão Nâcionà1, P rof. Dr. Lêir- Pinro.

Seguir-se-iâ, agorà, a constÌução do Ginásio, âssinaÌândo-seo âssentamento dâ 1.' pedra â 11 de AbdÌ de 1948. Nâ pÌesidênciâ do Luso FuÍeboÌ CÌube estavâ então Júlio CuÌâdo (1). Umâ nova Com,issão(l,e Oòros se âprestou par'â trabalhar, solicitâr âuxíÌios e reunir e apÌicâÌ donâtivos parâ esse fim, dâ quaÌ, entÌe outros, António Matques, Paulo Mâriâ FeÌnaÌìdes e Frâncisco José Fer.nandesTeixein, éram elementos pÌeponder'ârÌtes. EntÌ€tânto, concÌuíam-se melholãmentos inteÌnos, dentre os quais registàmos o da instâlâção, em sâlà própÌiâ,:r 12-ÌÌ-1949, da nova Ribliotecâ, a quaÌ, beneficiando, já hoje, de mais modema dependênciâ, ïegistâ ceÌcâ de 2000 \'oìumes, muitos dos quâis vâliosos. Em 1951, já o Cinásio eïâ utiÌizado pârà â ÌeaÌização de conÍê, rêncìâ,q e outros actos. Estàvà pràticamente concÌuído e nesse mesmo âno o Luso ,]]lrecia. o Projecta Ger. d(r Seile, trabalho do agente'técnico AÌìtónio BâtaÌhâ e do desenhâdor Joàqúim José GueÌreiro dâ SiÌvâ, constando de ãmp1ícaçãocom um corpo à constÌ1Ìi1' no terreno anexo siruâdo c NorLe d^,dìfirio êxiqrn rê ê.on"inânal^.o.n r a.rudl Ru) .ìn ConseÌheiÌo SeIIa e MouÌà. Projectâvâ-se, assim, maior desafogo, cada I'ez mais necessário, em especiaÌ, âo ptogr:rmado desenvoÌvimento da acção culturaÌ e tâÌnbérn Ìecreativà do Luso: ampÌiação das saÌas de convívio sociâÌ (Bar, BiIhates, Cãfé, etc.) e, nos ànalâÌes supe ores, sà1ãslara auÌas e terÌaço. No dia 5 de Agosto de âno de 1051, às obÌas começavam com â demolição de uma ântiga espÌanâdâ e desâtêros. O Müìistério dâs Oblas

(') !'âleceu no 3âDeÌrô, dnÌânte tros geÉnci3s

a 12-XI-1963, tendo presidido à

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DE JOGOS SEDES SOCIAISE P-A.RQUES Púbìicas, através do Fundo cle Desemprego, somava em Dezembro de 1951 à sua compaúicipação (pâra o Ginásio) de Agosto de 1950' o reforço de uma centena de contos. Totaì: 1?8 500$00-valioso estímuio para uma iniciativa de marcado interesse público. A obra, então avaliada em cerca clg500 contos sofreria, contudo,interrupçõe5Ììos lnos seguintes' Para prosseguir, nova comissãofoi formada em 1954, devida aos bons esforços de António Marques, Etluardo Fer-nandes,João Padrão e âg -téc' - outro arranque. Em 1956' por ma$ Batalha. Corn novos colaboradoes um gesto de boa vontade do Dr. Jorge de MelÌo em auxiliar as Colectividades locais, o Luso recebe por empréstimo, lem juros nem prazo de reembolso, 120 contos do Grupo Desportivo da CUF, para saldar a sua clívida à C. G. D. C. P. Um precioso auxílio, que veio aliviar extraor-

A secle do Luso Futebol CLTLbe,na Atenicld' Ma're' clLeLCv'mond' constìtuírí& pot" clois corpos d.e dìf,t rcnte estilo &rquitectónico, o segund,o tlos quo,ia (60 ìunclo) faz iv)eto portL a Rua d6 Consallwìro Ser'ta e MoÌfra (Fo[o Í]o Autd)


o !_{RrErÌo

coN.folÍPoÈÂN-!o

dináÌiamente os encârgos do Ciube. f,[ais: a C. U. F. cede meios ale transporte de mateÌiâis e â utìÌização de máquiÌ1.ìs !ârâ selràgem de nâd€ìras e oulrâs pârr tÌâbaÌhos metáÌicos. Outra Comissão de Obras desta 2." fese é ;ìssinaÌada em p ncípios de 1958 (1) e se âprestâ pâÌa concluíÌ a ampÌiação dâ Sede, segunaloo projecto de DomiÌìgos Enes Pêreirâ, que graciosamentc o exêcutou, seguindo-se'Ìhe os cálcuÌos dâs estruturas de que se encàrÌegou, iguâÌmente sem dispôndio pârâ o CÌube, o eng.. BeÌém Ferreira. Itm NovembÌo desse âüo, 2." empÌéstimo de 250 círntos é pedido pelo LrÌso à C. G. D. C. P. As obras eìcâminharaÌn-se paÌ.:Ì â Íâse finaÌ e tudo eìtão se pÌeparou parà â suâ ìnaugurâqão no aniversár'io do Luso, em 1959.

Sábâdo, 25-lV-1959. PÌ€sidiÌrdo Egídio ViÌàÌ à DiÌecção do Lus.) FuteboÌ Clube, o coverìâdor CiviÌ de SetúbaÌ, Dr. Migueì Bastos, acompanhãdo de todâs Às autoridades locais, de Ì-epreseDtârÌtesda Tmprensr, Rádio e T\r, e com â pÌ€seÌÌça dos pÌesidentes do Bârrcirense e do G. D. da CUF, tem mais uma vez o lrãzer de inaugurar-âgorâ no seio d:Ì fâmílíâ Ìusófilâ outro \'âÌioso empleendimento colectiïista. <Ndír lrá dú1)id.e- ì.sl.aé o Buïreira>, assim tÌâduziu o Chefe do Distdto, nestâ singeÌa síÌìtese, â suâ âdmiÌação peÌâ Obrâ reàlizadâ e pelã somà de sâcrifícios que eÌa trâduzia. EfectivàmeÌrtc - acentuàmos rÌós não pode deixâr d€ constituir cãso Ìâr'o o fâcto de um Clube, como o Lusü, tendo começâdo, pâÌâ Ì€uÌrir, por dependênciâs cedidas, passando depois numa Ìonga viagem âtrâvés de aflìtivà pobreza de recursospelâs suâs todas bem modestâs sedes, hâ\'er chegâdo à obtençiìo (num espaço de vínte e poucos ànos) de um pàtrimónio que r.ondâ,âctuaÌmente, os 3500 contos! O registáìo nestás páginâs é honra para a popuÌacão do BâIIeiïo. A divida à C. c. D. C. P. estav:r reduzldâ, em 31-XÌÌ-196?, â escassâs dezenâs de miÌhaÌes de €scudos.

1') Dessâ Comissão fâzianÌ larte: IauÌo MaÌiâ FcÌ:randès, !.râncjscô Jôsé !'erdndes T.ixeüa, IÍaruel Nartins l'ernândes (fâlecido em 196t), Arrónio pais yíioÌ do6 Santos. Lourciro, António ]ÍâriÈ Mâ1qu€s, -{usasto Àlves Baptisis, Manlel UanuèÌ da Silva LouÌêiro, Sezinândo GoDes Iaitins, ÁÌorso da SiÌ!,â AüéÌìco ê Xsidio .{ugusto ?edÌo Vilar,

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SEDES SOCIAIS E PARQUES DE JOGOS

o

C)

v)


l, r -

A pâÌ1ir de 1962,t.n o Luso dê- n\ol\ido uryìâprde alãÀsuaq ircr . üdcdcs cullurâic ê bêm âesim .ì i.,r,i\idâde desponir:r.. quê conlinüir. ê\identementê.nâ_bà"êdâ suâ mrior popuìâridâdeê.ì1êstreìjc.ohboli,.Io íom o Crupo Dê.poflivo diì CúF. ê'Ììborï ludo "e pÌocessepor fo'mâ a não coúpiomêter a süa independênòiâ, de que o Clubê se orguÌhâ-ê que desde sempÌe ihe rotámos, pÌello de bÌio, âudácia e certo aï de úedir foïças com os mais fortês, qúe tão despoÌtivâménte q câIâcteÌizâ. -

datâdos

(en t\!r)i

CuÌsos de

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SEDES SOCIAIS E PARQUES DE JOGOS

Objectiuo tlo Luso Futebol C\ube, quanto ao edifícìo rÌa Setle:Ligar o recinto do Basquetebolao Ginásio (PaviÌhão cobrindo as duas áreas), Estudo já elaborado (em 1964) e projecto orq:rmelltado em 500 contos.

O CAMPO DA QUINTA

PEQUENA

Em 1925, <dat:r que maïca o início de outra etapa da vida do cÌube, de que foi principal animador José Martins Gomes>,o Luso, que ia já enformando e ganhando mais associados (alguns dos quzris se Ìraviam desligado do Barreirense, por desentendimentosneste Clube), tinha necessidadede resolver o problema do czrmpo de jogos privativo, e torna de arrendamento uma área da Quinta Pequena, propriedade esta na vizinhanca do Barreiro -Terra (onde actuàÌmente se situ:r 4 Estaçãc do Barreiro-A), defronte das instalaçõesda Cordoaria Nicoìa, ao longo

O Campo tlo Qu.ilLta Peqluana, do LÌtso FrLtebol Clu.be, 1)i:tto do toï)o norte no .lecl.,t'sode un :jogo tla II Dit:isão. Do \adn tla Bnnaadd Central sobressai o 1)asto cesLrio da BcLìrra ia Qttinta. Gra,nile (Iioto

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José

JoâqüüÌ

ì


O BARREIROCONTDMPORÂNEO da er. Rua MigueÌ BombâÌ'da, coÌn gâveto pâra â ântjga EstraÍÌa tÌa Quinta QrulíÌe, junto do quâÌ se foÌmâÌiâ um Ìeduzido espaço triangulâÌ, que tem o pomposo nome de aorílú da Qliu.ta Grand,e. Ií'go depois, Íoj formadã â Comìssão que trataÌiâ da aÌmejada ìnstaÌação desportiva, a qual ficou constituída por: MáÌio José Firmino, AlÍuÌ Amorim de CarvaÌho (estes já falecidos, Ìespectivamentc, eÌn 1952 e 196?), José flârtÍns Gomes, l-]ârlos JeÌónimo dos Sântos (tâmbém já fâlecido) José PeÌeira IleÌbon e António Borges de BÌito. Lârgã ïemoç:ìo de terrà.s exigiu .r constÌuqão do le(tângulo. PoÌ Ìá â teÌrâpÌanl}deslizarâm vagonetâ! genercsamente cedidâs, seg:Lrindo-se gem e âs obrâs compÌement:rÌ€s de vedàção e dâs instsÌâções pre\,istâs: dois corpos de bâìrcâdâs e 20 camaÌotes de madeira (no conjunto pâÌâ 350 pesso:Ìs) mâis dois baÌÌìeários.

Foi o ClârcâveÌirhos FootbaÌÌ Olub, o já extinto clube àÌcantârense, por essâ épocâ coÌocâdo Ìro Ìote dos meÌhoÌes cÌubcs de futeboÌ do País que, a I de I'lâio de 1926, inaugurou, em jogos coÌìì o Luso (êm 1.f e 2.'" cât€goÌ'ias), o novo campo atÌético do Bârr€iro, abdÌhâÌìtando . encontro pdncipal â banda de ÌÌÌúsica cÌâ SrÉ. de IrìstÌução e R€cÌeio tsâÌreiÌense ( (PenicÌ1eìr'os,) ( '). O equipâmento do Luso erâ, então, camisâ verde e amàreÌâ (bip:Lr, tidâ), com goÌ:L e aÌgibeirâ encarnadâs e câÌção de sarjâ âzuÌ, rrindo â propósito recordar que €sse pÌimeiro equipamento lusistâ Íoi substituido, pouco anos depois (em 1930), por camisoÌa de fundo bmnco, com Ììstâs roxas veÌticâÌs, permànecendo o caÌqão âzuÌ; âctuaÌmente ó constitnído Dor câmisoÌrì azuÌ (coÌ' que pâssou, âssim, à seÌ dominânte e cârâcteÌ-isticâ do Luso), goÌâ e vivos encâr'nados,c câÌçio brânco.

(r) Coho é râtnlâl que a curiosjdadè do Ìeitor !á a!ó ào loìió de desejrr sâber o Ì.sultado.los encontros (a Ìossâ i.nlén ïoì...), ãqui Ìe!.istanos quê o l,uso empâiou (r-2) oì 2,"'c.tègorÌâi e ÌreÌdeu ]ror 2-t em 1,"s categorjas, Já asoÌâ recordamos quc o segurdo clube de fora què jogo! n€stè cânpo (â 16-V-1926) Ïoi tahbém o já extinlo GÌ(!o DesportÌro dos !'ósïoÌos_ Destâ vez trilnfon

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sllDES socrÁrs E rÀrìQUES DD Jocos

I I i

II

O pa"qued" Jogosdi, QuintâPegueneJógoem ì928 pa.soua novos donos,por arematação judici:Ìl da propriedaale,no TribÌrnaÌ do Montijo, Ìogo seguidâ de venda peÌos âFemâtâÌÌtes (cr€dores.)a outros interessâdos,não tendo o Luso conseguidoentão compr-àÌ,comotentou, â pârte ïespeitânte âo câmpo atlético, onde também funcionot o seu primeiro r€cinto de bàsquetêboÌ.OutÌos interessesmais âltos tinham suÌgido... Em 1963, nâ Direcção pÌ'esidid:ì pelo agente-técnicode engenha, úa PânÌo Figueirâ, as instâlâqõeÊdo Câmpo dâ Quinta Pequeià foram rcmodelàdâsi baÌneános e barìcâdas,r€cebendoeatas umâ cobertuÌà no ano seguinte, O Luso FuteboÌ CÌube tem já recessidade,poÌém, de outÌo e m:Ìis âmplo pârque atÌótico.

3 .A remodel&da setíe do Grxt.po Desportiljo d.ú CUF e as selt1 Porques de Jogos: Cawpo tl,eSantd,Bál.bara e Esttid,io <Alfrecto tta Siltn>. Já em outro lugar (1) ref€rimos as àÌteÌâções de nome poÌ que pâssoü esta impoúante e pÌestìgiosa Colectividadê brlrreireÌÌse, que, a peÌtir de 2? de Jãreiro de 1937 (dàtâ da sua fundação), sob a designação iniciâÌ de C?'rípo Drypartixo il,a CUF - Del.egagão do Bateú.o, passot) â enÌiquecer e à movimêntar extraoÌdinàdâmente â vida despoÌtiva e cuÌturaÌ ÌocâÌ. Tendo a. sua s€de instalâdâ, de princípio, em dependênciâs (provisóas), junto dâs Fábricàs de Tecidos dâ C. U. F. e dos <couÌts> de ténis que entáo ãÌi existiâm, ântes dâ entmda em funcionàmento do câmpo atlético que tnÍnaria o nome õ,e Santa.Bdrbex.(1,(da invocâção da Câpelâ que existim r'Ìo àlto sobrânceiro à ântigâ estrad:ì pâra o Lavndio (:), o Grupo, cujâ diÌecção reuniâ na Lìg.Ì I. R. C. U. F. e, depois (1938), n.ì. sede privatír'a, passou, nâ époc:Ì de 1940/41, peÌâ suà 1ïsão com est:r CoÌectividâde,â früÌcionar no seu edifício, sito ÌÌo BâìÌTo C. U. F. (antigD Bairra Operiiria dn C. a. F., hoie tâúbém conhecido por Bairyo VeULo) da Empresa que então âindâ Alfredo da Silvâ dirigià.

(') y. O Búttcìta AnÌis. e tlórl,erna-Cap. rxxÍr -,4 ínstalú,ã,o,ro Bdrreìro, .kN ,hqturtantcs í,íbri.o"e da Cm.pnnlüú (hLião I'abxtl (Fedtìzdeões Soc.idìs Páss. 301-302). (') Iden, ideh.-Câp. \Ír .4 ertituta llrniÌa d. Srrhta B.i."bara.

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I O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

NO ANTIGO BAIRRO C, U. F. (Junto do Grand,eComplero Ind'ustrial)

( r , otu dè J os € J oaqur m l

O busto de Alfred,o d.a Sil'oa, no l,rtrgo em frente tla sed'ed'o Gn+po Desportì,uo dn CUF, no bairro úntígo de emtr)res(r.Este busto, Que é mna obra bem acabad,a e que reproduz, com. flagrante pa,recença, o grand,e industri,al, tem uma história curi'osa..- Foi' encomend,ad,oe feito uì.nda em ai'dn d'e Alfred'o tla Si.laa, e paTo com o Tsrodato d,e uma subscríção aberta entre todo o pessoal d,as suas f á,bri,cas d,o Bameíro (contübuì'çõn igunl' para tod'os: sobre o custo d"otrabalho, a qual, pod,ía ser po'gú 5800- ca,I,culúd,a

260


II

SXDES SOCIÀIS E P.{RQUES DD JOGOS

ÍrdccionàrìahLente, coma muitos o fizer(Lrn), - Tuil,o al,ecofieu sob o ma,ior sígilo, tt íirk de q7rc a sua inaugüraçAa consíitulí,sse ptLra, o homenageado autêntic.L sat"pr6a. McLs a segredo não foí tã.o bem, guardad,o que não clLega.sseao setL conhecimento, não se,beÍLoscano. OrílenL itnediata: -Proíbo terminan.temenÍ,eque letem, ta.trid,eiã.par d,idnte! E úcrescentou, s(Ìïrindo: Eu úíndo Mas o bltsto já, $t.n,a Íei.to e quando o entregaram, no Bd, reiro, Íoi prec&tadd,mente guardada, tenrlo s,iilo, ao c&bo d,e estar oculto em ró,iias lacdis das fd,bric(Ls, d,epasitdaío lnona, o,rrecaalaçã,o da Fúbúca d,e Tecid,os.fuÍuís d.e m& 1)ezo <PútÍão> Lrefi t)erta ilela estel)e, mo,s, felizmente, unca se kmlrroü d,e @ o que haria lá deLtro... Até que, parco depois do Í1.|&itnento d,e Alfredo dtl Sil,I)a,Íoi o bwto retírad,o do seu aescond,eriia>e rcsolltid,ocolocá.-lo no f)atio (l,a noro ediíido do Posío Módi.ca (Ín Cdi,ïd de I're,Ì,ìdência do Pessoa| dd. C.U.F. e Empr6&s Associ(Ldos.Ambiente frio e carregad,6 cl,esombroÃj merLospróprio, enÍim, pdtl(t record,ar q,quel.e que tão renoradar e d,inô.mieoÍora tod,a a sua úd.(L! McLs&Ignrs ütLos ló estexe o busto, &të à al,tura enL que fai, trensÍeÌ'id,o pafd o lauLl ond,ese en@tutrc"dgora, poucos lneses antes da inaugltftLgã,o do renol)a.Lr sed,ed,o Glapo D$porti!,)o d.a CüF, que rei,o afotmoseúr u,r4 pouco a mlllo baírro, (p,ebr&ndo-Xhecerto 0,specto de

i

nloytotoltÌ(Le secura qLe o enL,ol,re.E aga,rd,,siltL! Quúntos d,a3 sen)idaïes dL C.U.F. se lembratrão, ainda, d,e bailarem.- pelos S(LntasPopÌrlares! - sabre easeterreno qüe o hlorwmehto ent)olDe, h 1ilti,1nourúiaÌ, aü redüztu{a foi em 1933), ulegres e Íelizes cor}L o <pãa n.at:sa de cddu d,ia> asseguìado pela Gn!,nde Ind,ustriaU O busta ïoi íeìto aÌn 1939, pelo escultot Mat:imiono Alues (d,e name cahtpleto: M. FiÌ1tirt.o d,eMacedo A,), ÍaleciiLo canL 65 .1nas, a 22-I-1951+,em Lí\l)oa, o de n.ascera.

I

261


O IJ-1.RIì]!ÌRO CONTEI]ÌPOR.ÂNEO

Logo eÌn 1941, o G. D. da CUF criâ â sua BibÌiotecâ, tendo poÌ base os livros já entáo existentes na Ligâ, que âctualmente (196?) âscendeu â ceÌca de 2?00 voÌüles. O aroio üâterial dâ Emprcsâ de que depende, â odenlàqão e o tÌâbaÌho dos pÌesidentes (') e dos seus m:ris directos coÌaboradores, como das rtári:rs comissõesinternâs que, tanto no câmpo desportiÌo como no cuÌturaÌ e recreiúivo, de obràs, ctc., têm contdbuído !âra o engrâÌrdecimento deste Glupo DespoÌtivo, se, por isso Ìnesmo, Ìhe criâràm grâves obrigâções peÌântê o BaÌreiro, temos de Ìeconhecer qüe esiiN têÌn eouesponcÌido (e, :Ìté, poÌ vezes, excedido) ao qüe elâ nâtuÌaÌ esperâr. A aníigà sede da Ligâ pàssàra a ser espectadora duma ],,idd ftooíú,bem diferente dâ que ÍiveÌà tor base a su:r banda de música s as festâs, noÌmâimente og baiÌes, que decorÌiâm no seu acoÌhedor salão, que ainda bem coìhecemos, provido de laÌco . Em 1948 (JuÌho), o Bairro CUF passâv.ì à dispor de uma espÌêndida sâlâ de CiÌÌema. Anexa à mesm:Ì, unl Ginásio, à disposição dos sócios e atletâs alo seu Grupo DespoÌtivo. Assim nasceu o CINEXIA-GÌNÁSIO. Anos depois, a sede do G D da CUF que já não podia coÌrespondeÌ à expânsão alas suâs actiYidâdes, é proïuÌÌdamente beneficiad.Ì. No diâ 1 de Novembro de 1959, a no\'â sede, cuja remodeÌxçáoàbràngeu a pÌópúâ fâchada, com â construção de umâ ampÌa rârand:Ì-esp1ânadâ'sustertâcÌ:Ì por seÍs coÌuÌras de cantaria a fazerem átrio, com seu àr de impoüêncin, foi inâugurâda e frànqueiÌdâ ao púb1ico. Outro mâgrifico edifício passara a enriquecer o já vaÌioso patdmónìo das coleetir'idades baÌreirenses. Sâcdfic:Ìdo, emboÌÂ, o seu ântìgo saÌão ale festâs, o G. D. da CUF pãssara a dispor de um conjunto de depeÌr dênciâs moderlìÍssjmâs, sóbúas e agrâdáve'is, como o CaÍé-Bar e a Saila: de Jogos, a pâÌ de outràs, de mâgníÍicà coìcepQáo,SecÌetâda e TesouÌâda Sâ1â d:ì Direcaão, Sâla d:Ìs Comissões, SâÌâ de Troféus e Biblioteca, pâÌã referìr âs p ncipais, em qúe, .r pâr das linhàs elegântes, tâmbéÌn

(') Os rrdi.icntes do G. D. da CUF foran, no e6!.ço de trinta e um anos (de 193ï a 196ï1, os segainies: ens.'João Osório da Rocha e ]I€Ìo, 8 anos (de 193i a 1944); eìs.'lìâustino Rodrig!Ìes de Solsa, I ânos (.le 1945 a 194?); Lüc de Iìebe1oda Motâ Gued€s,8 ânos (de AÌmcida GueÌrcÍo, 1âno (1948)i eÌs'Rui e SorÌsa,4 ãnÔs (de 195? a 19€0)i Xlonten'o de ÀndÌadc 1949 t 195íj); erg.'António ens.'Bento José Vies.s rouro, t aros (19Ú1c 1!62)j ens'üário da Silva Piüentà, 3 âno6 (1963 a 1965)i ens." Joáo -{ntónio de -A.ndÌideBêÌo (en 1966 c 196Ì-).

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SEDI]S SOCI.{ISD PARQUI]SDN,IOAOS se não dispensou confoÌto e certo Ìuxo, mesmo, Na pÌesidência dâ CoÌectividàde est:Lva então o eng.o AndÍade e Sousa e record:Ìdo Íbi, pelo mesmo, Ììessa ocâsião, que doìs nomas importava ali destãcaÌ: o do DÌ. Jorge de MeÌÌo, que tão vâÌiosâmente ha\.ia àpoi4do esta ÌemodeÌâção, e o de Eduãrdo Hârrington Sena, vice-pÌesidente do G. D. dâ CÌJF, que havja sido:L cor'Ìstântemolâ impulsionadoïâ dãqueÌa obra. A 22 de N[àio de 1962, o Chefe do Estado, aÌmiìante Américo ToÌnás, por ocâsião dà sua ÌiÌÌdã às Fabrìcas da CUF, acompàìhado do Ìninistro dâ Economia, eng.o FeÌ1eiÌâ Dias, deu a honr:ì da suâ visita à sede do G. D. d;r, CUF que teve ocâsião de percoüer demoradamentê, .ì€ompânhâdo do DÌ. JoÌge de MelÌo, então AdministÌ.âdor-DeÌegâdo dàqueÌa empresâ, do director das Fábricâs, eng.,, Guimarães Serôdio e dos diÌigentes do rcfeddo Grupo, tendo assiÌÌado, nâ SãÌâ dos Troféus, o Livro cle Honra. No 1ârgo fronteiÌo, deter.e-sea ãprcciâr. a coÌuDâtà encimiÌda pelo busto de Alfredo dâ Silvâ.

Madúitlod,es d,eryorl:in&s(erL 1967) O Crupo DesDorti\.o da CUF é umâ das coÌectividades de m.rior ecÌetismo na suâ ambitude. poucas existem que, na pÌuÌaÌidade de actividades desporiivas, Ìhe sejam su!êrroÌes, e se :Ì essâs modalidades juntalmos âs acÍíNid,ades&tlturois e recreathas (a que já nos teferimos nâ I PâÌt€ deste voÌume), cÌ€mos es 1I em fâce de uma das primeiras Organizâçõesdo Pais, no seu géneÌo. Os {àctos <fâÌâm> poÌ si pÌóp os. Eis as modaÌidades em causâ: - ATLETÌSI'IO -BASQUETEBOL (ìnctuindo BASQUETEBOL FEMÌNINO) - CAMPISMO - FUTEBOT, - GINÁSTÌCA - JUDO REMO - TÉNIS - TIRO. Em actividade, também, 4 L D., cujàs escoÌâsmovimentâm cent€nas de jovens e que são: In.iciaçã,o D6portiï0, MdÂcul,iüo, (1. D. M.) - (Idade mínimâ: 8 anos). - llodâ1idâd€s: Ándebol - AtÌetismo - Bâsquetebol FuteboÌ -, Ginástìcâ Patinagem - Râguebi. IlLiciaçãa Desparttua Fenúnino (I. D. F.) - (Idade minima: 10 ânos).-ModaÌidâdes : Atletismo-BâdÌninton -Bâsquetebol - Ginásticà - Patinàgem - Ténis-de-Mesa- Tiro - XadÌez.

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o !À&rElRo coNTEì{PO]ìÁNEO

A Iniciãção DesDoÌti\'â, começ:Ìdâpelo C. Ì1. da CUF eÌÌl 1961, Íicorr, partir do ârÌo seguinte, a cârgo do Prof. Heìdques dâ Cost:Ì, rendo a â I. D. FeminiÌÌa cÌiada em 1965, sob â orientâcão do mesmo técnìco, assistido por moritoras. Dos que estudam e expõem suàs lêses sobre â forma poÌ que deve ser fomeÌÌtada, rìo pÌâno nâciolìâ1, a fu;ciaeão des\ortiln, com o objectivo de nos Ìrodermos :ìpÌoximar, um pouco ÌÌ1ais, do níveÌ 1 qúe, ÌÌoutros países, eÌa decorre, tôm âs escolas do cÌubc <cüfìstât merecido já os melhires (e justoÉ) encóÌnios, bem como eÌogiosâs reÍerências da imlrensa da. especlâlidâde, como, poÌ exemÌrlo, enlre \'áÌias, as que constam de umâ relortâgem de CaÌÌos NogueiÌâ, pubÌicadâ no Mündo Desportil,a de 4-IÌI-1964, sob o títuÌo O Mil&gre d.e Santq. Bót' bo'( Centenas de joret: barreirenses <descobren, o despotl.a e da quaÌ tÌ'âììscfevemos os scguint€s tÌecÌìos: <A iniciâção desportivâ aDlicâdà isoÌadamente a estâ ou àquelr modâÌidãde, tâl como existe em âÌguls dos rossos principâis clubes, tenì, sâh,o râríssimâs excepções, uma finalidade muito Ìelâtivâ, já porque ïisâ âpeÌÌâs o âpeÌJeiçoâmento dos dot€s técnicos de um ÌÌúmero muito limitâdo de joYens, já }orque nestes se começâ â incutir demasiado c€do a nociva ideiÍr de que só pârà venceï \Ì:ìÌeÌá â pena competir. DiÌ-ÌÌos-:Ìo que tÌÌdo isto estârá muito c€1to, mâs que enlerma dos deÏeitos de ser têórico em excesso e de reÌeÌâr â iÌÌgenuidâde câracterísticâ de qu€n] não está â pâr das múltipÌas Ìimit!ìções que poìviÌhàm â de1ícadee comllexa engÌeniìgem que Ïâz moïíúeÌltâr o (todo> dc uÌÌì:r coìectividade Par:r os que âssim ârgumentân, Ìespondemos apenâs com üm conscÌho que:Ì nós lr'óprios màtou aÌgïmâs dúvidâs: visittú o BârÌeÍÌo, esj"x ÌrÌogiessivâ c sempre afadigada viÌâ, à câIitâÌ lìgâdà poÌ essc imcnso <feclìo écìâir> que é o Tejo, onde Dor iniciati\'â do prestigioso Grupo Desporli!{r dâ CUF, está eÌÌ curso unl.L notá\'eÌ obÌ.l de fomento da irììciagão desportiv:Ì, que para nós constitui aqüìÌo à que coÌrÌ toda iÌ ÌrrcpÌiedâdc se pode ch:ÌrÌar um verdâdeilo <MiÌag1'ede Sânta Bá1úârâ'. D, mais âdiãnt1r, tìbordâìdo :Ì o ent:ìçi1o,funcionâmento e âmbiti,s da Ì. D., infolm.rva: (A pÌelauÌçiìo é oricntadâ com bâse em processos qlle podem corÌ_ sideràr-s.r rÌ1odeÌ:ìres,cópia do que, no gónero, está sendo âdoptâdo nos pâís.!.lerportiïâÌnente m.Ìis evcluídos, intÌ-oduzidos no nosso País pèÌo

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O NARX,EIRO CONTEMPORÂNEO

professoÌ JosóEstevese aplicadosnâ práticâ 1reÌomentor d:LÌniciutivâ, o âssociàdoe ântigo atleta Sr. JoséPicoito, 1., odentâdoÌ técnico que â I. D. da CUF coÌìheceue que à târefa dedicoudevotadointeresseque, aliás, está e ter dignà continuidàdeno actuâÌ oÌientadoÌ, professoÌ-José FÌàÌÌcisco H€nriques d:L Costa, também dipÌom:LdopeÌo L N. E. F.,

OS PARQUES DE JOGOS CAMPO DE SANTA BÁRBÀRA Àbsorvido como será, dentro dp algum tempo,IeÌas instaÌaçõesindustriâìs próximas (tâÌ como à áÌeâ do Cemitério do Bâffeilo, qüe Ìhe ficâ â NâsceÌÌte),o câmpo atÌético onde o GÌupo Desportivo dà ÕUF entrou na histórica do l)espolto em Portugal, ocupândoneÌâ uìn lugar de reÌevo, que dnguém ousârá coììtestaÍ, passou,durânte os seus tÌintâ ânos de existênciâ- foi inaugurado, como já recoÌdámos,â 1-V-1938- poï importantes beneficìagõB, como,por exempÌo,âs que the forâm introduzidasÌla ópocâde 1957/58, âvâÌiâdâseÌn ceÌca de miÌ contos.Não foi, coÌltudo,possíveÌâguentaÌ-lhe o arrelvàmeÌÌto,poÌ efeitos dos fumos e gasesque, dàs instaÌaçõesfabris vìzinhas sobÌe eÌe pairâvam iuniúde. O Parque Desportivode Sântà Bárbãrn, onde,em 1962,foi coÌrcÌuíalâ e inâugurâdàa instâÌaçãoe1éctricâ,inclui tâmbémr Campo de BasqueteboÌ - Antigo <colÌÌ't> de Ténis (âctuâlmente pâra Andebol de 7, Fut€bol de 5, etc.) - <Rink> de Patinâgem. O G. D. da CUF possui também 2 PostosNáuticos: um, situado ÌÌo inteÌior dâs Fábricâs dâ CUïr, junto da PoÌrte n.'4; o outÌo, Ìoealjzàdo em AÌbunica. AS NOVAS ÌNSTALAqÕES DESPORTÌVAS NO LAVRADIO

O ESTÁDIO <ALFBEDO DA SILVA, (INÁUGURÀDO A r0.VI-1965) Sìtuado a 600 ÌÌetÌos da Estâção do Cãminho de FeIÌo do Lâvrâdi1), â sul da \:iâ Íérrea, púximo da linhâ Ìimite da freguesia com â Bâixà dâ Bânheira (tÌoqo de nova estrâda municìpal), do qual 6 separa o Bairro da Mata do Loios e teÌ'r€nos ììdjâcentes, o Estádio <Alfredo da SiÌva, foi â primeiÌâ dâs obrâs coìstàntes do grandioso projecto (V. glàvutà que âconpanhâ estâs linhâs) dâ <CIDADE DDSPORTIVA> do Crupo Desportlvo dâ CUF Ìevâdas .Ì efeito. Presidiu à Comissão Executiva

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SEDES SOCÌAISE PARQU!]SDE JOGOS das Obras (de cuja tealizaçã.ofoi precursor o agente-técnicode eng.' Eduardo Harrington Sena) o eng." civil Bento Yiegas Louro. Tudo se conjugou e apressou pâra que o novo Estádio construído peÌa Companhia Uniáo FabriÌ e cujo estudo arquitectónico foi eÌaborado peÌo arquitect6 Joaquim Cabeça Padrão, fossg inaugurado no dia do Centenário desta Empresa, como efectivamente sucedeu, dando o Chefe do Estado, almirante Américo Tomás, a honlzr de presidir a esse acto, que constituiu, de princípio a fim, um raro espectáculo de cor, movimento e vibração, tendo nele tomado parte, em desfiÌe, cerca dg 1300

No Estádìo AlÍc'etlo da Si1aa- Da tribuna presidencial, o Cltafe 'u-isiltetmente intc' tlo Estatlo, almirante Améúco Tomó"s, 'e!Jue, À dbeito, ào l'esscLalo,oa actos lestioos tlo d,ia da, intLuguração. Presill.ente d.e,Reqúblic@, no mesmo plano, o tn:inìst. o tla Educaçõu Nacional, Pt'oÍ, Dr. Inocêncio Gahão Teles, a à esquerda, o r)residente da Assembleüt Nacional, P,r'of. Dr. Mário rle FígueirecÌo l IIotô de José Joâquim)

atletas de 53 clubes desportívos do distrito de Setúbai, com predomínro (também com suas colectividades recreâtivâs) das agremiações barreirenses, aÌém das classesde Iniciação Desportiva, Ginástica e Judo (132 crianças) do Clube em Íesta. Cerca de 20 mil espectadores emolduravam o recinto. Em nome do Grupo Desportivo da CUF, saudou o Presidente <ìa Repúbìica o Dr. Fernando Maïtins Portela Gomes, na quaìidade de

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I O ts-\RIìETÌtOCONTI]MPOÌìÂNEO pÌesidente dã Assembleiâ GerâÌ dà CoÌectÍvidâde <cufistâ), que, depois de justilicaÌr:ì. designação do nome do Pâtrono do novo Campo de Jogos, alirmou: ?odos as hanrtrs d,est.LObre, que íanto tem üúaúzdr o despaÌLo l,a.uL e n\ciond,, são del,il.Ls à ìní.eügente or.ieht&çaio,saber, espírito elnpveeruTedor e dinu:nismo, qe carrctcrizutL a peïsonaLìd,ade d,a Dr. Jarlle de Mello. O G. D. ita Cült, fundatlo sab as a.üspici.os d,eAlÍredo da Sí/]ja, teÍL conlLeuido h.oras altas (Ìe ltlória La ilesporta n.&ciono], inpulsianã.da pelos sócios insí.lnes e eméútos qüe sõ.aos Srs. D. ManueÌ de Mello, Dr. Jorge de MeIIo e Jaé Manuel d.eMello. F:sla.bel,eceu-se aqui, com esl( Obra, ÍLuis.tLn elo clecontinràdade e .tre o pdssuda e a preseníe>. Como no câpítuÌo seguiÌrte mencioÌìâmos, foi nestâ ocãsião qu€ o Chefe do Estado coÌocou Ìo Estàndàr4e do GÌupo Desportivo da CUF â medâÌha dc Bons SeÌvìqos DespoÌ-tiyos.Umâ solt:l de pombos e de bâlões pÌecedeu depois o jogo inâugurâÌ-

Pfin.cipais canLcLerkticus do noÚ EstóíUo. ConfiguÌação quàdranguÌar; Ìotâçiìo pâíâ 20000 pessoas sertâdâs; dimensões do recinlo de iogos rch'âdo: 105X?0 ü; 4 bàÌneários p:LÌa eqüipâs de cÌube e 2 pâra árbitros, todos com saÌas própïirÌs Dâra mâssâgeÌrs;ümà sâÌâ de recepqão para âs comitìÌas dos cÌubes visitantes, bcm como pârà â ImpÌensâ, Rárlio e TeÌevisão; gârâgem pâÌa os âutocârrG do Clube; posto médico e várìàs âÌrecàdâções. Numa 2.'fàse, a Ìotação do Estádìo será eievada para 30000 pessoàs, comportàndo 4 toÌres de iÌuminação. Toda â pedrà de càntaÌiâ aÌi âpÌicâda é oriundâ do Zembujâl (SesimbÌa).

O jogo de futebol que inaugulou o Estádio (AÌfredo dâ Silva> foi o que pôs Írente â frente, ra câÌmosataÌde dêssedia 30 de Junho de 1965, âs equipâs representetiv:Ìsdo Grupo Despoúivo da CüF e dc)

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O BARREIRO CONTI]\IPOÌTÂNEO

<bi-europeu>Sport Lisboà e BenÍicâ, o quaÌ teÌminou com um empâte por 1-1 ('). No int€n'aÌo, umâ cÌassefemininâ, de câtegoÌiâ inteÌnacionaÌ, do Ginásio CÌube Poúuguês, constituídapor 16 esbeltase gÌâciosasràpârigas e tendo coÌÌÌomonitorà à. ProfessoÌâAntóniâ MâÌ:iâno,exibiÌâ-se em exeÌ'cíciosde giÌÌástica Ìítmica. No fiÌÌâÌ do encontÌo, o Ministro da Educàçãoentregou âo grupo <cufista, a tâça <Inâuguraçãodo Estádio <Alfredo da SiÌvâ> e âo Benficaâ tâçâ <1.'Centenárioda C. Lr. F.,. A PISTA DE ATLETISMO (INÁUGÜRAD-AA 14-L-196t) Para o maioÌ deseÌÌvoÌvimento dos exercícios atÌéticos e pútica de competições of,iciais no B:ìÌreiro, possui, finâÌmentê, esta vilâ, d€sde 14 de OÌrtubro dê 196?, data da sua inaugurãçãr, a Pistâ de AtÌetismo, projectâda ro Pârque Despoúivo do G. D. da CUF, no Lal'Ìadio. Os fuabaÌhos de consbuçáo haviam sido iniciados em Mâ4o de 1966, tendo as obras, com a vâliosâ aiudâ da Companhia Udão FàbriÌ, beneliciâdo de umâ comparticipâção do FuÌÌdo de Fomento do DespoÌto. um câmpo para futêbol (juniores e juvenis). No meio da pístâ No âcto iÌÌãugurâ1 dâ Pista, a 10.' existeÌÌte no Pajs e considerâdà un]â d:Ìs melhores da lletÌópole, o Grupo Despoúivo da CUF, prêsidido pelo eÌÌg.' João BeÌo, m:Ìndou cunhàr e distÌibuir pelas equipâs que dele participarân medâlhas comemorativas, e ao atleta José de MagaÌhães, do Ferroviário de Ì,ourenço Marques, umâ taça, por ter âlcâ.Ìlçàdo â mâ1câ dê melhor pontuâção (200m em 21,?s), entre as várias provas âli efectuadâs naqueÌa data.

C) Registãh-se os segaintês dados: Comp6ição dâs equi!âs - G. D. dú CUp: José MaÌja (cap.); MáÌio João, Dunnd, MedeiÌos e Àlbâroado; Espírito Sánto e VieiÌa Diàs (-\ssis); Mãdêira, FeÌÌeiÌa Pinto, Fehândô e UÌia (Gonès I'etêirai. Berft.or Nascinelto; CaÍén. Gerúânó, Raúì e Cmz; José Aususto (cap.) ê Câlado (Neio); Iâúca, PedÌas, XuÈébio e Selafim. Ít,,trlo i Encanâção Sâlsadc da A. I'. (que subEtituiÌa O 1.' golo narcado ro novo Estádio côube a Gomes leDcila Uria) no fÌh dã 1.^ larte; è 5lcâ!çou o êh!âiê Euséìiq dè qmnde penaÌidadè), peÌto do finat do encontÌo,

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S ED ES SOC IAIS E P ÀR Q U E S D E JN C OS

Assistiu ao festival, que ficou a assinaÌar um acontecimento do maior reÌevo para o fomento das especialidades atlética5 neste concelho, e descerrouuma lápide comemoÌâtiva da inauguraqãoda Pista, o director-geral dos Desportos, Dr. Armando RocÌr:r. Algumas características da Pistcr.-Dimensões - Raios de curva: 44,70m e 27,50 m; perímetro à corda: 402,295m; n.' de pistas indir.iduais : 8 ; largura de cada uma: 1,22 m ; comprimento da maior recta: 136m; Piso: terra batida e cinza; orientação do maior eixo: Norte-Stll.

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O BARREINO CONTDMPORÂNEO

Outras Lãra{teriati.w - Caixâs de sâÌtos em âÌturâ: 2; idem, cm conìprimento; 2; idem, à vâÌâ,2; pistas pàra Ìancâmento do dâÌdo 2; \'à1ã.pan:àsíeeple: 7; comprimonto dâs pistâs de bâlanço: pnlâ sâlto em compdmento, 81m; pàfa sâlto à vârâ, 55,60m; paÌa lançãmento do dardo,32m; râio do sector pl1â sàÌto em aÌturâ: 15m; dimensãomá ximâ da zona pâr:â lancamento do peso: 20 m. Dispõe de sector de lâncâmento do peso e disco. O ÌaDçamento do màrteÌo seú feito em teüeìo

A PRóXIMA

OBRA: PAVII,HÃO

DE DESPORTOS

Concluído o Ì'espectivo projecto e já soÌicitâda comparticipâçãô do Estado, está plevistâ Ì)ara 1969 â construção do PaviÌhão de Despoúos da <Cidâde Desportiva> do G. D. d:r CUF. A utilizacãe de um vâsto recinto cobeúo, muito fàrá pÌogredir, cer Ìm€nte, âs modâÌidâdes de Hóquei em Patins, BasqueteboÌe Volêibol, âlém de poder. desen\Ìolver,sob novâs peÌspectivas, oufÌ:ìs âctividâdes que só o âmbiento âproprià.1o de um Pavilhão incita à prática e âo ãpeÌfeicoamento.

Os Estatutos do GÌupo Desportivo dà CUF dakìm de 12 IV-193u. A denomirâção usàdâ por esta CoÌectivid.Ìde ïoi autorizad:L por despâcho pubÌicàdo no Düi,rÌo do Goterno 11."253, 2.' série, de 31 de Oufubro d€ 1944. Váriâs aÌterâções têm já sido introduzidâs no seu dipÌonìâ orgânico.

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c \PI'fÌll,c

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HONRANDOO BARREiROE O DESPORTONACIONAL CALARDÕES RECEtsIDOSPDLOS TRôS X{AIOR},ìS CLUIÌES DESPORTIVOS LOCAÌS A, Dr. CâTLaro xlulricieal do B(ff.reiro: Mcd.a.lhude Ouro (le Bar'; Sel'?:iços. 1.'

FUT|:BOL CLUÍtt] Í]ARREIIÌENS'

(em 194ij):

Foi em 31 de Março de 1948 quc â CâmâÌ:ì. ì{unícipâÌ do Bâreiro, sob a lresidência de Joaquim José Femandes e co1Ìì :Ì pìres€nçãdos \'€ÌeâdoÌes João Nicolâ Õo\,âcich,José Pereirâ GonçeÌvcs,Victol RodÌigues AdÌâgão e José de OÌiveira Râposo, âprovou, poÌ ,.'1Ìr.Ìnimidâde, a seguinic <CansidenLnííoque a Fúl.ebal CÌtrbe Êaïrcìre,nse tem tJ.udo,(Ìes,lc serïpre, n.atá1)el, con.tributo d,oDesporto Núcìanã,l,quer laxç&ni,oin.o,útrçães, (per prod,uzin.d.a,pela en.siho, jo!!..LdaÍesíIe 'utírúts madtllida(Ìes (ÌesportíDas qbe únsLittúrtuìk sempre e ainda hojc cotstitÌ.L.tìL o escol íIonde súem os representdntes do 11o:tsoP1,ís ,.ts co^,Dvtições ,irLernaaion.aìs; canÃideran.d,oqu.e a acíit id&de d,o mesnLo ltrónlia desportil,a telïl süÌo justanlente co',Ilideradftpelas entúhdes sreerìores d.oDespot'Locama natÌel,a:r, tendo sitla ãtó. ?elo Er..'"" Sr. Director-Gerel da! Des.tortas, Etl,u.caçã,o Físiu, e Saítde llscakLr clafsilìcada d.e<rìre;;ïo itre.l,esportìstas, ;

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O AARREI]ìOCONTE1TPOÊÁNEO cansìdermdo que à:t Cïmarus Muhicìeais i.nteress&o desenrol.tìmenta l.esportiLa d.G l)opulaçõese o. eI&\ camteLe a esí.inLub das Orjú,nizflçõ?s que Qo nLesmose d,edicarn,; consiLleranllo ainda que da íurítolt .anquistútkL Iieb Futebol Club. Berreírerì.semuí.to llasa ft pa?ulaçaio. & próprìe rilu da Baffeíra; x PROPOMOS que ía Futebol CÌ:u.beÍtorreirense se.fu can.ceditLlL MeclolhtLde O ,ro ílu Cô,mMa lÍulticipel do B&rreiïo e, qua.ndo o cunÌto d( rTresnú se e\cantl'e trpral)edo, sejo, a me|mt alerecída pelu CAhrdro. trÍais tropom.os ítu. ft CàIkãra XÍ ütLi.ipal. do ll&rreiro re[reseLte jun.l.a dc Ga1)erno o selïtido de a mesma .alectilriílad,e set cansid.errLd.0. ie uíiltdatÌ,epitbüca paru das rcgalíos dessa&nsideraçio ?ad.el gosar. -- E&n'eìï() e SúhL dd-\ Sessões.írinta c um. d,e M(úço íLe 1913.-Os 'aereatl(ïes lrl$) Victor Rocl gues AdÌ'âgão - José Pereila Gonçah'es.u Dm fâce lle ser est:Ì a pdmeira medâlh:ì concedidà, decorÌeu aÌguÌ. tempo ântes que eìa estivesse lronta â entÌegaÌ, tendo sido finaÌmenie recebida peÌo futeboÌ úÌube BâÌrcirense â 13 de.A.brlÌ cle 1950, por ocàsiío do 39.' aniïersário drÌ suâ fund.rção. 2."-I,USO

Flil'uBOL

CtLi.tsS (em 1951):

Foi ainda sobrc:ì pÌesidêncìxde Joaquiìn José Fcln.ÌrÌde!,que, ern sessãode 24 de Juìho de 1950, com â pres€nça dos mesmos veleâdo1ts, afmvou a Câmâra llüniciÌr3Ì do BàrrejÌ'o ir seguinte Dropostâ, po]' un:Ìnimi.1âdc: Cansideï(:Lndaq1rc a Lust) FLlebal Cl,ube te"Ì erercido no Ratreíra ünì..1, u,cçãocullLr(Ll n1lìta paru laa!!r, Ì)or(luftnta, lli au.as jít,11.u süu seííe,se údnLì.iústr(,íar: seu.sGsacitiÌos a e súLo eì\r cürsos d.e hnbilitalãa dds dicìpknas de: Portultnês, I'runús, In(|lis, Matelr.j.l.icÍ1,I.lsI enografür., tendelLtes a dií1ouliï a instnrgão: Físíco-Qtúmicas, Carl. e LMoreE, considero:ndaqúe, düftn.te as nos leLthas de 1948/l+9 e 191+9/51) Íreq entd,ran os referidos cursas grdtuìl.Lmente ê cam baln aproteit&Portttguês, 15 (LlulLos;|Ìrunús, J!1; In{tlês, 1t;; n.ento: no de 7tLA/49 MftLem.títica,15 e Carte,60;e no ãìo de 1949/50 Portllgltís,22 ul na$; Frun.cês,55; IWLê', L1; MateÍLdti..ft, 2t ; Corte, 10: EstenaxïúÍia, It; L,isi.co-Qu.imicas, 25 ; e L@aret:, 33l

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HO\RANDO O B.{RRIìIRO E O DOSPOÌiTONACIONAL teln, de.eentolT'idoÌlmú que ILii,tnntú @ns que este aLLLbe uo11si(terIinda q e tenÌ. preparúd() p'ótÌcíL íIeslaTtos, d.e u:qão tíe eílu.açí.o Íísic& cortì.& ptlNl as clxlbes de L'isl)oa, Íêm 1.]!írios:jogadores, as qua;.s,trunslend.os siílo jagadorcs i,llternMiion0.i3; con.sid,el'umd.ooi'ntío rttt.eo rcferí(Ìo cllrbe, com sttcrifício seu, dlí(Lda consegTritrcônslrairuTtl (o esforqo desínteressallodas seus &gsocíatfu)s, lrilu (La B&rreíro coln mas a eíÌÌfícìa Lxi.teo, sn.LseLle,dotand,o, uss;m, um. belo e(lilício, a, enempkt rl'r.tque outras agremid'çõestênl feito; que à Cdm.ca Xlunicipfll ião pade deiriur de in.teressar consüle:ì'ai1..la o descnrobtnehlt) íJesporÍi1)oe tltltr&I d(6 [opulaçõeÊ e que .l e1to'conl' que ao mesnlo se (Ìetl'itum; pele o cstitïtulo tlfts Org(,tutâ.1.çõe.s ,:onsir[eruntloque, par tatla o êtposta. .9cPo{].econsiderLr ã ocçãa da Lusa FuLebot Ctabe cono (le <Bons Ser't'ìças" prestorlos to Carcelho>; a honr|. rLePROPOR, (, ercmlla il'1,que hú daís anas, a\ra' 1.enh.a :útnad.unente, foi fuito uIxa um (LLLbedespartì.I)oco'ngénere'que ao Luso M Ì1!1ìciT' Futetlol Crübe seia côncedi(tú,a Medalho'.le Oura út Côm,7r.1, de .lulha de da Bo.rrciro. - Bo,t"reíro e Sakt dos,Sessães, em dezassete 1950.-0 Nrea(Lor (lr) -José de Oliveirâ Râposo.> no diâ 15 Por ocâsião dãs comemoràçõesdo Beu 31." âniveÌsário estandaÌ-tc, Clube, r]o seu FuleboÌ Íecebia o Luso de ÀbÌit de 1951o justo gâtâtdão do Münicípio bârreirense 3..

GRUPO DESPOR'I'M

DA CUF (em 1962):

A 1? de Jâneiro de 1962, em sessãodâ Câmâr:r MuniciÌral do BâÌÌeirc, sob a presidênciâ do llÌg." José Alfredo Galcia, com a pÌesençâ dos veÌ€âdoÌes DÌ. Àntónio Mânuet Ribeiro, Domlngos Henïique dâ SiÌva, Fràncisco José llanzoni Sequejra Câbritâ, João dos Santos Gaiteiro, José Francisco Sabiro e José de OÌiveir:Ì Raposo, assistindo âinda o vice-!ïesiderìte VicloÌ Rodrigues AdÌagão, foi apresentad:Le âprovâda por unânimidàde a seguinte propostâ: mãìs pïecisanlente em iinte e sete ucom.cmoïd no presente nês a Grupo DesporLi'Dock. CUF as Bolfls de Prala d.u s d, fu dúqã.a. Trúa-se uma ó d.o con.h.ecìmeLtoleraL, .llt.ma presta)1te agremiatíia tl.sport,i.üL qte ewlobu e grãntle moíatia (Las ewtrega(Ìos e opcrórios d,aquelaím.portãnte Empresft, LtLLeeÍer(em a 8uú. actiüiia(le n.esta rilÍ1. e oícre? eos selLs a*sacfudos e mesnn .r cstflolhos a pas*ibilidade da


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O IIÁNIIIIIO

CONTN}IPORÂNEO

pró,ticl dí gituísti(a e das d,espartosnLais 1)üiq!las,.ontril)Lhula, íl.esto mocIo, hLlgünen.te, ,Da'ftro ilcsenml:üitlento físíco d,( (norme se.l.ar d( powlação loca.LDispõe,7n1,rao eÌeiía, de et:ceÌ,er.l.e: ;r1sl.aleções púp:rids q nlerc. (ía sua befLéfi& actx.úçd.a,l.ürt nnquìstad.a uÃo só .po;tt si .mús í.ulnbéw po'u o BdfÌei.!t), nLuÌtas e mnitas troíéLs de ü!Ìia nds ú,ri{1s 'wodalüad.es q e aE seuf associudas, e srra repfesent.rçãa, pratican. Espccìahntnte n(Ls sua actúrìdldes de Futeboi e Re,ma ú.s s|($ equipas têm co segu.itJaas melhares reÊu.I1.a(l.as, sempre eam, Ia,rga projecçõo alo qÌrcr na trIetrópol.e norLe desta terre nos m.ei.asLLesparthas acianais car|I lra Ull,famar - e intcrntu:iay.aís. Acì1tra íle tuda é.iusto ,ftalço,pq1t.c o Grulla D.s.parti.LorkL CUF é a .úfu:i.dagreni.açãa d.esv)rti.L)a. L,utLlítu,el,em Lo1l.scg1ti(Ì,o, sem.olhur a suc.rí pern\Lente nanter em. ã(tí,rid..Lle úiri.ts Llasses d,e gir.tistÌ(ít, (tLLc fícios, jLoentlule. princi:pÍLl prepairaçí;.o é a base d,í1, lisicd íÌ.u. A:: agretuiações $m!éneres d.o Gruto Despottil:o d.o,CUF i(i ,ne,Íeceram tLestaCâmara MmicìpaÌ, ú Mede,l,h.ad,e Oro'o d,e Bans Sen:iços ., tor íss(), iulga qu.e ë .he.Aadoa Ììro1!rcntode dethatstr(Lr aa (:ru.po Desportbo .l,a CUF a @ .sid.erúçã,a em que a CAÍtíLtd Mltnid\J] tlo Ba).rei.ra tern a su{L ben.éÍica o.ctit)id.a.d.e e, ,.cslas conüçõès, PROPONEO que, &pro1)eii&ncloa aporíuLìdí1.d,e .j .e st oferece (J0.caneìrafiiçã.a (Ì,oïi{lésima qainto tnirersário d.a Gta.po Desportí",o il,n, CLlIt, u Câ,m(ffa ieLibeye 6n.ceder-lhe tu sua Metla.lhd,tle Ottro, (omo reLanlteci .etto dos seus mí+ rítos d.espa,rtiDos, da exceler.tepra.Irúg(mdaleila a este concelho e, sobrí.huío, cano estitrhla ?elo prasselaim.enLo dn sua,0,cti|í.Lttl,e sa,l.tL&refn bew.Íício d(L iltDektúde d"esta terÌ.I. - Bar-Jeiro e Sírlo ílos S€5-sõ€s, dezLrssete d,eJalreiro ile /9íi2.-O Presidlnte (a) José AÌfredo Gârcia. A MedaÌh:L de OrÌro íoi colocâda Ììo estâüdàrte da coÌectividàde em sessão soÌ€ne reàlizâd:! no diâ 26 dâquele mês, no Ciúemâ-Ginásio.

Nâ pâssagem dâs (Bodas de Pràta) (193?-1962) deBta CoÌectividâde, â sua Comissão de Pmpaganda editou o voÌume Os 25 anos d,o Grulra Despc'rti,ra da CUF (1A1pgs., foÌ'Ìn. 29/.22 cÌr.r, sob projecto e coordenaçãe de JorséOrÌaÌrdo Costâ. Registâ-se o merecimento deste tÌabâlho, como fÌuto de uma equipa de bons coÌâborâdores, desde os assuntos ÌeÌàtâdos âté aos auânjos gláficos, que nuito o vaÌorizam.

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IIONRANDO O IIARREIRO U O DESI'OÊ1O NA(]ION-{Ì, B)

Do GoreÌno dlt N.rçãa: NAS SUAS <BODÀS DE OURO>, O

FUTEBOL OLUBE BARREÌRENSE RECEBE O JUSTO GALARDÃO DO GOVERNO: A MDDALHA DE BONS SERVIçOS DESPORTÌVOS. Em 1961 ('), ìa passageìr do ciÌÌquentenário do Futebol Clube B:ÌrreireÌÌse, sem dúvidâ umà das coÌectivìdâdes màis represeÌÌtiìtivas do BaüeiÌo, foi està agraciâda Ì)eÌo Goverrìo dâ Nâção com â MedâÌha de (Bons Sen'iços Desportivos). As festâs comemorativas dâs <Bodâs de Ouro> do F. C. B. (:) hâviaÌn sido iÌliciâdãs a 8 de AbÌil, tendo teÌ_rniÌÌ?Ìdoâ 5 de Junho. N:r 5.' feiÌa, 11 de AbriÌ (diâ dà fuÌÌdação do Olube nesse já esfumado âìo de 1911), em luzidâ sessão soÌeÌe reaÌizâdâ no seu Gjnásio-Sede e presidida pelo SubsecletáÌio do Esledo dâ Educação Nâcionâl, Dr. BaÌtazar Rebelo de Sousâ, Íoi por este Ìnembro do Go.ierno ânunciado, na ãÌtum própriâ, (!oe <( pïelniu os bons l:cr'ríços 'pr^tulos (to Desparta NrcinllQl peio I'u.l..bol Clu,be Bdì.leiÍense, íú con(Ìecara|ro Ckrbe, etu tuame d.o Sen.hoÌ Presidente do, Repúblicã5 tarL a Me(LaLhúde Bons Se.r,riçosDes'partiÌros,, (') que colocou, segÌÌidamente,nâ bândein <âÌví-rubÌ'â> do Batrei Ìense, empunhâda vigorosâmente peÌo seu âtÌetâ AÌbino dâ Sih'à }Iâcedo, perante calor'ososãlÌàusos e e sinceÌâ emoçáo ale mâis de Ìlm miÌhaÌ de pessoâsque enchiâm totaÌmeÌÌte o vâsto sãlão.

(') EÌân Ìrresidentes do I'.C.8. e.m 1961: Dã AsrcnlÌci. G€ral -{ìíbal f€reirâ FeÌrandesi da DiÌecção Xzeqriel José PâtÌicio; e do Consello Connrliìlo e d€ Conlâs-DÌ. António llanuel Ribeiro. (') Co.Étituj.n â Comìssão CentraÌ das lestâs do Cinqu€trtenáÌio, âlém dos lÌê3 ref€Ìidos fÌcsidentesr Dr. Cnrlos Josó d CÌrz € Fnn(a, Anando dâ Silvâ Pàis, -{Ì1,€Ìtô Costa de OÌn'eirâ, e Juvenal dâ SiÌÍa Ìr€hàndes; e aindâ bÒÌ ordeìr âlf, Lìéiicd): -\Ìbino Josó d. lÌo.edo, -{ntório CalÌitâ, -{rtónio a\IâÌtjns, Arìnando feli! FeÌreira, Joáo -{zeredo do Cârmo, João Inácio \nDes JúnioÌ, DÌ. Josó la}|ado ê ageìl€ téciico de €nsenhãÌiâ Vi.toï lodÌisu€s Adrasão, ì.' 1, de dir

(') O Deslacìo concedendo â condecoxaçãofoi publicado no D,itirío lr Goúrtu 106 ll Série-de 6 de Xrlajo de 1961, dele constândo o se$inte: <Por decrêlô iìè do mês Jindo (ÁhÌìì) Iltelol Ch,ìre Darr:eiÌcÌse agracjâdo .onr â dedãlÌìâ bors serÌiços d€sp.rti!Às. - Secretarjâ dâ tresnlên.iâ da LeÌúbljca,2 de l{aio 1td1, O SecreiúrÌo dâ l'resjdência dâ ÌÌc.rútlica, a/is ,l'Orel P.r.eir( Cnrrìnltn.

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O ts.{RREIRO CONÌEXII)OIT-ÂNÌiO

NA ÌNAUGURAqÃO DO SI]U DSTÁDIO <ALFREDO DA SÌLVA,, O GRUPO T]ESPORTIVO DA CUF RIICEBEU DO GOI,ERNO A }IEDALHA DE BONS SER,VIÇOS DESPORTÌVOS Em 1966, (1) no dia 30 de Junho, no cenário magnífico e cheio ale coÌorido do EsLádio ÁÌfredo d.r. Sìtva, impôs o PresideÌrte dâ. RepúbÌicâ. almirànte Amético Tomás, â MedaÌhà de Bons Seniqos Desportivos no estandârte do Crupo Desportivo dâ úUIr. dcompânhândo o Clìef€ do Estado nã imlosição da condecor:rçãocom que o lfiÌristérjo dâ EÍ]ucâçio NacionaÌ distinguila Ìnàis este cÌube baÌreiÌ€nse, esta.!,âmo tituÌâr al:r reÍêrida !astâ, PÍof. I)r. GaÌvão Teles, e o director-gerâl dos Despoltos, Dr. Armândo Rochâ_ O estandârte do c. D. da CUF era conduzido poÌ Dalid SaÌvadoÌ, àntigo âtÌetâ e campeão nâcionâÌ de Ren1o,fonnàndo â grÌarda de honrâ os seguintes âtÌetàs: AÌbeúo CaÌ\':ìÌho (BâsqueÍeboÌ), Mâriâ Helena Mârques Fontes (BasqueteboÌ Feminino), António AÌmeida (Hóquei em pâtins), José dâ Palmâ (Futebot) e Mânuet Diâs (Remo). Agndeceu, poÌ fim e condecoração,(") com üme brere mâs seDtidâ aÌocuqão,impÍegnâdà de fé e b o nos maiores destiros do Clubq o atleta Ludgero Bàrloso (BàsquetehoÌ).

(') EÌân prcsidertes do e. D. dâ CLÌt em 1965: Da ÁssènbÌeiâ GcÌaì Dr. l'èhando Mâújns Portelâ Conrcsj dâ DìÌecão Ens.. Mário da Sih-. pjnênia; . do ConseÌho liscâl-ìng.. Ìictor Mârtrel Chagas dos Sârtos. (") Á cond@oÌâção foi côncedìda !or: rod.rÌâ pullicarla no Díbin da Caünr n.'156 II SóÌiè-de 3 de Julho de 1965, dela coìÉtândo o seglinte: ({ânds o Ooverao dâ ReÌrúblj.a lotuguêsâ, t.lo 1Íjnisi,ério {tâ Educa(ão NâcioÌâl que, â. abÌigo dô disÌrosto no ârtjgo úÀico .1o Decrêto-leì n." 41j191, de t6 .Ìe lèlehiÌo de 1965) e no âríjgo 4.. do DecÌeto Leì tr." 1t:10?, de 4 de -A.sosto.te 1960, scja coúeridâ â ÌnedâÌha de bons seÌliqos despo ivos âo Grupo DesrìoriiÍo dâ C,U_F. XtlinistéÌio dâ ndncâção Nacjônã], 23 de Juho de 1965. O rinjstr!, I1tÒ.ôn.ij (.jahijo 'rekÉ.

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CAPÍ'IU]-O ](l

OUTRAS COLECTIVIDADESDESPORTIVAS DO CONCELITO DO BARREIRO ALGUXI.A.SNOTAS SOI]IiE Á SUÁ FUNDÀçÃO, IIODA'IDADXS

PRATICADÀS

!] PROJECTOS IUTUIìOS f)

CLUBEDE CAMPISMODO BARREIRO Fundâdo,segundoregistâ o ãrt.'1.'dos seusEstatutos,â 16 de Jâneiro de 1948,mas coÌlsiderão começodâ su:ì existênciaâ 10-XI-1948, dâta da âprovâção do seu dipÌoma orgânico. Tem a sede nâ Ruã D. Mânuet I, ÌÌ., 95, 1.", esq.' e forâm seus fundadoÌ€s (por ordeÌn âÌfàbética): António de Almeidâ, Annertier António, Eugénio Feneira, Henrique A. X{aÌtinÉ, João RodÌigucs Lino, Joâquim dâ Silva Calado, José de AÌmeida Dias, [IanueÌ dos Sântos Pacheco,Margeìino Âbreu Costâ e Vítor Hugo dos Santos. Tem com maior âspiHção: a constïuçãode um Pârque de Cãmpismo e CasaAbïigo. Dispõede situãçãofinanceira desafogâdae possuivaÌioso matêÌial pàI:,l a práticã do saÌutâr desporto ao âr livÌe. Este ÕÌube tem lii.ro próprio, já \''áúas Ìezes cantado como cangão nâcionaÌ dos campistâs (1etrâ e músicâ de João Rodïigues Lino).

C) NOTA IMPORT-{NTX - AÁ rcfeÌônciaÉ sobre â3 sras etividades despoÌriÍâs (lihiisndea6-repetimos-a 31-XU-1961),carstdm das adÍ)ítukBsesuintcs.

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O I'A]ìR]]IRO

CONTI1ìIPOIÌÁNXO

CLUBE NAVAL BARREIRENSE Fundàdo em 3 de Maio de 1925, contândo então âpenâs 75 sócios. A coÌììissão fúndadoÌa, constituída por João dos Santos, 1.'sâÌ'gento dâ Armâdâ, Aügusto António Pen€do, âiudânte de farmáciâ, À{ânuoÌ Lourenqo Nizâ, 1." sàlgento da Annada, José Félix Ferreira, údustri:rÌ de âlfâiâtària, Aurélio Arâújo, 1.'torpedeilo da Armâdâ, Albino José de Mâcedo, comerciânte, João Nunes de Azevedo, cabo torpedeib e João José Rrur'o, feÌTo\.iáÌio, dirigiu-se, em CiÌcuÌâr de 29-V-1925, aos Ìubitantes do Barreiro, comunicãndo â fundâção do Clube Naval BâÌreirense, a instâlâção dà sua sede na Rua l{âÌquês de PombaÌ, n.' 39, 1.' esq., e expondo os fins da no\'â coÌectividadei o desenvoÌvimentodos desportos Ìráuticos (conidas de nâtâqão, de remo e \.eÌâ), a organizâção dumlì prâìâ de banhos com a ÌìecessáÌiâ fiscàÌizâção, a criação de um Poslo de Socorros com sâlÌa-\''idas e restaÌìtes âpetrechos, eic. A 5-VÌÌÌ-1925 forâm eÌeitos os pÌimeiros cor?os gerentes do cÌube, constituídos ÌreÌos seguintes órgãos: A$embleia G€rol (Prcsidênte: Aütónio Augusto Roque, ten. dà GuâÌdâ FiscâÌ); Co,nselhoDírector (Presidente: Crispiìn Alfredo Alves, 1." tenente d.r Armâda); Ca.mìssãaTé(tlic(, de Reg(Ll.us (PÌesidente: João dos SaÌrtos, 1.' sargento dâ Annâdà); e Colnìssãa Re,rí.sora.J,eCo?rlaÁ (PÌesidentei J. Ì{. Quintel.r I'aixão). Sede e Instâlâgões: Pà\.iÌhão, com Posto Náutjco e cabines par'â bànhistâs, nâ Praia do l{exilhoeiro (também conhecida por Prn?a íl{r BeIr1,Viste.). Em 1964 as suàs iÌìstâÌâqões sofreÌâm várias meÌhorjâs. AmlÌiou-se o sâlão e construiu-se um pâno de muÌaihâ para defesa aLa prâíà, que estava em dsco de ser âbsoÌ\'ida leÌas águâs. O C. N. B. po,csui Estatutos cujâ:ìprovâ4ão dàtâ de 12-Ix-1925 c tem 1100 sócìos. Secções: Natação, Remo, VeÌa. Em projecto (cujâs diligênciâs datâm de 1961, com o âpoio dâ Câmãra MunicipaÌ do R:Ìfreiro): P.nillú.a cam, Píscina. GALITOS FUTEBOLELUBE Fundado a 25 de AbriÌ c'Le1935. Sedeì Rua NâgâÌ-AveÌi, n."' 65-67 PÌanaÌto d:r TeÌhã. Estâtutos âprovàdos em 28-IÌ-1949, pela Direcçãc -Geral dos Desportos. (A denomjnação deste clube - vuÌgârmente designâdo pol GALITOS DA TELHA te1'e odgem na influênciâ nessê

:?8al


OUTÌÀS COLljCTIYÌDÁDES ÌìXSIOIiTÌVAS sentido e:{ercida poÌ p€ssoaÌ dà vizinhà seca de bacalÌìaü dà AziÌÌheiÌ'a VeÌhâ, odündo de ÍÌÌ1âvo e de Aveiro, levando! assim este clube â usaÌ o mesmo nome d:ì. conhecidà colêcti\:idade desportivà âveireÌìse). Fo{aÌ]1 seüs sócios furdâdores: Hendque CoÌ]çâÌvesCarraça, Selero de AÌmeidâ, óscaf Fïâncìsco Portinhâ, José da Coslà AÌecÌia, José Frâncisco Poïtinha, Pedro FeÌnândes, AÌfredo Lopes, Pcdro Onofre, àÌém de outÌ:os, e teïe no bãueireÌìse João NicoÌâ Co\,acich (190?-1960) um inolvidável sócio beremérit0. Dispõe de sede próprià, tendo iniciâdo, há anos, a coÌìstrução de um Sa1ão de Festàs, cuja cobertulâ e rest:Lntes acâbâüeÌÌtos âguardar.l possibiÌidâdes financeiras. Espera, dentro de breve tempo, poder dispoÌ t.Lmbém de teÌrero suficiente p:ìra â constÌuçío de um lectângulo de b:Ì.quêrebolcdrptá\el â . rir Ì. dp t,ilì' i gnn'. A 1.'sede do CÌube funcioÌrou ìÌumâ ÌÌumiÌde casa dâ lrovoação da TeÌhâ (no tocâl conhecido pof Larflo d'o ClLoÌar'iÈ\ âssinàlada com ume Ìápide Ìá colocãdâ em 196?, quando plelazia 10 ânos que a:rbandonara pàrã sê trânsfeïiÌ }lârâ âs âctuais iÌrstâÌações. No seu Salão Recreâii\,o, dotâdo de !âÌco, tem âfixàdas âs duas seguintes iÌrsclições, em pÌâcâs de mármoÌe: HO}IENAGEI'I DO ,/ GALITOS F. C. À QUERÌDA / ARTISTA DO NOSSO BAIRRO / LIZA MART.A./ 20-4-1963, HOX'IENAGI]À{ DO / GALTTOS F. Õ. ,/ AOS QUERIDOS ARTISTAS / TERIIZINHA DO I{ONI'IJO / BIBI DIAS / VICTóRTA MARIA / HISA VALLT / JOÃO LUIS ,/ JO,4O VÌANA (VÌANINHA) / CÀSÌMIRO CHAGAS / LUÍS \TALT]NTIM / 20-4-1968.

Actividâdes desportivas:FuteboÌ, BâsqueteboÌ,AtÌetismo, Ciclismo, Nâtação, Chinquilho. Outras àctividades; CirÌemâ ao ar livre; Bibiiotêca. Instâlàções: Campo HìpóÌito Santos Cunha, no Baino Novo dâ TeÌha. Cine'Esplânâda(inaüguÌàdâ a 13-VIÌ-195?,com o filme .O Anjo tsÌanco>). O GâlitosF. C. tem disputâdo,n:Ìs categoriâsde Juvenise Juniore.3, o CàmpeonatoDistritâÌ de FuteboÌ Tem ceÌ-câde 300 âssociâdos.

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O BABÌtEIÌTO CONTEI{POÌIÂNNO

GRUPOAMADORDO BARREIRO Fundado â 10-V -1064. Tem Estàtutos âprovadosem 27_It_1g€,7, peÌâ DiÌecÉo-ceral dos DespoÌtos. Seile-Ruâ Mârquês de pomb:ìÌ, n." 36, BaÌÌeirc. - Âmbito: (Tem por Íim promover e alesenvolvera educaçãofísicà dos seLrsassociados,propàgaÌ entre eÌes â púticâ dos desportoscomomeio de educâçãoe proporcìonâÌ-lhesmeios de distÌ.âcção e cuÌtura), Tem disputado váriâs modâÌidacÌesdespoúivâs nos Jogos Juvenis do Bâr'reirc, com actuâgõesde destaque,possuindo,entÌe váÌios troféus, âÌgumâstaças <DiscipÌinà). O Crupo encontra-sebem estì-uturâalo alealirigentes,toalosempÌeeÌ1 dedorese ànimosos.Tem cercâ ale 800 associados. GRUPODESPORTIVO DO BARRE!RO Fundâdo em 10 de Dezembrc de 1956, contândo,à dãtâ, uÌÌs 12 socÌos,que se reüniam no <Câfé Bal1.eiÌo>.Fundadores: Sitr.ino Bap_ tista Pteto (então futebolistâ do F. C. BarÌeirense) e âctu:rÌ sócio n." 1, Evâristo lfânuel da EncaÌ-nâção,Aldemiro Aìberto Rodriguesale OÌiveirâ, MigueÌ ConslàntütoLopersRamos e Antónjo llortâ Roahigues. Tem Estâtutos âprovâdos peÌo Govefno Civil de Setúbâ1, em 15-IIÌ 1961. Sede-Depols dê t€r ocupàrÌoprovisòÌiâmenteumà câsa nâ Run DiÌeita, n." 4, encontrâ-seiÌìstâlàdona Ruiì aloConseÌheiroJoaquimÂntó_ nio de Aguiar, n." 210, ond€possuium saÌão aleConvívio,eom Café e tsar. Secções: CicÌismo (modaÌidade principaÌ), na categoriâ de P0p?1lo|€s (') (FiÌìâdo na Associação de CicÌismo alo Sul), VoleiboÌ e Basquetebol. Tem Bibìiotecâ (em formâção). Anuâlmente, peÌos Sântos popuÌàÌes, orgâmzâ üm araial e baiÌes :ìo aÌ livre, no Páteo l{olgndo, pâra o quaÌ a sua sede tem comunicação. Possui ceÌca de 400 àssociâalos. -l ,r*","."" res l-êdrâs, \ijh

Frnìcâ

a ÌrÌovâserì Lisbm, serúbâr,É,ora, sesihnÌ?,EsroriÌ,ror de Xi1+

eic.


oUTRAS COÌ,ÌrC.fi\nDADES DltSpOHTtÍÁS

GRUPO DESPORTIVODOS FERROVIÁRIOS

I I

I

I I

Fundâdo em Abril de 1930, sob o pâttocinio do exg.,, D. !-ÌâÌÌcisco de AÌmeidà de X{endi:ì, já faÌecido. llsou ìnicialmente o nome de Grupo Desporti\.o das Oficinâs Gerais do Râüeiro, que corìseÌvou aiÌìiìâ âlguns ânos, e teve como seu presidente honorário o eng," Vâsconcelos CoÌreijì, Possui Estâtutos apÌovàdos em l9-X-1934. Em 10-IÌ-1950, tomou-se o Certro de Alegri:r. no TÌ,âbâÌho N..268. Gràndes impuÌsìonadores dêste GÌLrpo, ãÌém do cng." D. Francisco de MeÌldia: eng." MãnueÌ MaÌiâ dâ Silvã Btusky € cheÍe de secção ArnâÌdo dâ Sih.â Mendes (est€ úÌtimo também já fâÌecido), que pÌesidiÌr, drÌmnle ànos, à Direcção, e llanueÌ Duârte Dâmásio, como técnico e dirigente. Actividades d€sportivâs: Remo, BasqueteboÌ, AtÌetismo, pcscâ De5portiva, N:rtação, Ténis-de-Mes:Ì, Cinástica. Sede: Aïenidã do BataÌhão de Sâpâdorcs de Caminhos de Ferro BâÌreiÌo, InstâÌações: Posto Náutico Câmpo de Jogos (na Recosta) -Ginásio (constÌuído em 1936), nâ Avenidâ de Sapâdorês de Caminhos de F€rÌo (\'uìgo: A1ìenií\ft di. DstrLção). GRUPO DESPORTIVO(O I NDEPENDENTE) Fundado â 12 de OutubÌ.o de 1960. Tem a sua sede (provisória) na Rua de coâ (Anexo do Café ìmpério), no BâjIIo dâ euinta dâ Lombâ (Freguesiâ do Lavradio). EstrÌtutos €m âpÌovâção. O crupo tem montadâ apenas (âté 196?) â Secção de FuteboÌ. Equipâ: câÌnisolâ br.rncr., debroada â \.erde e câÌção brãnco. Os fundâdoÌes forâm emprcgados e operários dâ C. U. F. Entre os seus mâis cÌedicadosimpuÌsionâdores coÌÌtâm-se: Álvaro Fehanales (só_ cio n." 1), ManueÌ Rodrigues DuâÌte, Jorge Formigâ da Silva e José Albiìo da Cruz, presidindo este úÌtimo à DiÌecção há cinco anos. <O Ìndependente> tem disputado o Câmpeonâto Ámador de Futebol dà A. F. S-, desde o início do mesmo (na épocâ de 1965/66), em que se clâssíficou em 3." Ìugâr, âÌcançandoo 2.. Ìugar na época seguinte. Utiliza o câmpo de futeboÌ do Gâlitos, dâ TeÌha. EntÌe outros bons futeboÌistas que neÌe se ÌeveÌâÌàm, contâ-se AdoÌfo, que ingressou cÌepoisno FuteboÌ Clube Ba[eirense e é âctuâlmente jogador tituÌâÌ dâ 1.. categoriâ alo Sport Lisboâ e Benfica.

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O BARR]'IRO CONT}]IIPORÂNEO Vem concorrendo, com aÌg:Lrmasdezen:r,5de jovens, em r'ári:rs mod:rÌidâdes, aos J. J. B. Como ãspiÌâções mâis imediâtâs, conta se ümâ sede de jogos pÌópúos. Possui ceÌcâ de 150 âssociâdos. GRUPO DÊSPORTIVOI." DE MÀIO

Fundãdoem 1 de Mâio de 1952.Tem a sua sedena R,uâ1.'de M:Ìio, n." 10? (tsairÌo das PaÌmeiras).PossuiEstâtutos, ectuàÌmenteem aprovação, poÌ motivo de aÌterâções.Fundâdores:José António Espâd:rnâi, Femâ.ndodâ Fonsêcâ,João Igrejâs e FeÌ']landoPâto Damâs. As cores do cÌube, que lrãticâ futeboÌ âmàdor em toÌneios populâres, são preto e ver-melho(coresda bandeira.do concelhodo Bà|Ieiro). A sedsé iÍugada e apenâsdispõede SaÌa de Convívioe Bâr, estândo pÌojectâdo, pàr'â bÌeve, o seu aÌârgâmento. CoÌÌta uma centena de âssociâdos, GRUPODESPORTIVO OPERÁRIO Foi fundado a 4 de Maio dê 1934,no tsaiÌro Operário dâ C. U. F. DuÌânte aÌgum tempo sem sede própÌ-Ìa,reunia numa sala dâ antigâ Liga de Instrução e RecreioC. U. F. Teì'e, ìÌÌiciaÌmenteo nome de yer melhosFlLtebolCLube-do BaiÌro da C. U. F.-como se indicavâem progrãmâs das suas actividàdes,rìome que foi substituído pelo âctuâÌ, no pêriododà Güerra CiviÌ de Ospânha(1936-39),no que só se fez bem, poÌíticâsque não estâvãmnos seus pro!ósitos. pâÌ:L evitãr' especulâqões Os seus Estâtutos datam de 1?-x-1938. Veio este Clube a instalar-se, mais tarde, na Ruâ 31 de JàneiÌo, n.'" 29-31 (Bâiruo dâs Pâlmeirâs). A sedêé aÌngada.Possuiusecçõesde futeboÌ, atÌetismo,ténis-de-mesâ,nalâção e cicÌismo. Criou, depois, a Sêcçãode BâsqueteboÌ, quc chegoua disputar jogos oÍiciais, 1Ìâsépoôâsde 1946a 1950.Pratico,r fut€boÌ num càmpo de jogos do AÌto do SeixaÌinho. O GÌupo Despoìtivo OpeÌráriodedicà-seactualmentea âctividâdes recreativas,tendo inaugumdo, a 4 de llaio de 1965, um âmplo Sâ1ão de Festas,com pàlco,anexoà suâ sede.O sâÌãotem câpâcidàdeparrì.460 pessoâssentadase â suâ coDstruçãofoi auito auxiÌiaclapeÌa Companhia União FabriÌ, !eÌâ C. M. B. e por maìs âlguns serÌsbenfeitorcs. 28.11


OÚTRÁSCOLECTIVIDA!ESDESÌ'OÀTIV-{S Possui BibÌioteca, inauguradâ em Mâio de 1943, por. ocâsião dc 9." ànjversáÌio dà CoÌectividâde, â quâÌ, eÌltre váriiìs centenas de obÌal, patâ leiturâ nâ sede e domiciliári:ì, dispões de algumas vâliosas espécies. Possuiu, recentemente, uma Secção de Teâtro ÍÌue contou com urìì grupo de ârte dÌâmática de incontestável merecímento (1). QUINAS CLUBE DE DESPORTOS IrÌÌndâdo, com oitentâ âssociadosem 10 de Setembro de 1965. Tem Itstàtutos âprovados superiormente em 20-10-19ô6 ((D. G., 3.. SéÌie, de s-XI 1966). Sede: Rua de S. João Raptistâ de Ajudá, 35 r/c. O Ciúbe {oi cÌiàdo com o advento do! Jogos Juvenís do BârÌeiÌo, tendo concordcÌo iniciâÌmente nâ modaÌidâde de Xadrez. ErcontÌa-se fiÌiado na F. P. dc XadÌez e na F. P. de Filâteljâ e, mais lecenteÌnente, na Associâqão de Fulêbo. dê Sptibrl, r.n lLrebnr ln:'dn' InsígDiâ: Um escüdo em fundo brânco, tendo dentro âs cinco quinâs em azuÌ, limitâdo por uma fajxâ vermeÌha n:Ì pàl'te inferioÌ e neie inscri[Ls em pÌ-eto âs piìÌirvras Qtr.inas Cl:ube d€ r€sporfos, encimadâs pelã pâìâvÌâ Barïeiïo, en pteto. Tem já cercâ de 150 àssociâdos. SÊRPÂPINTO CLUBE DO BARREIRO Fundâdo.Ì 21 de Jànejlo de 1960, tirou o nome de ess€ fâcto teÌ tido lugàr numâ cas:ì dâ rua desta viÌâ que recorda o Ìrome do notável exploÌadoÌ âlÌicâÌ1o (ântigâ -B1tode S. Francisco,. Teve iniciàÌmente a denominação de Serp:r Pinto Futebol Clube e, deÌrois, Serpà Pinto JuveniÌ CÌube. O nome actuaÌ foi o oficiaÌmente sancionâdo, consta:rdo dos Estatutos já apresentados p?rlà âprovâção. Tem presentementê a suà sede (duas modestâs dependênciâs, mâs é assim que geralmeÌÌte se pdÌrcÌpìâ...) ÌÌa Trâvessa Luís de Cã"Ìnões,n." 1ì. É fiÌiâdo na Associação d€ Futebol de SetúbàÌ, em futeboÌ âmâdoÌ. Os Jogos Juvenis do BarÌeiro vierâm dàr um maior iÌÌcremento às suâs actividâdes básicas (despoÌtivas), aprcsentândo na últimâ edicão destesJogos celcâ de 150 concoÌrentes, em 14 modalidâdes diferent€s.

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V. r Ìâúe-Crp.

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O Ièatro.Ltj

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Anad.oras tt t já. L1tu tx4diçõ.a ra


o ts-{RRUlÌO CONTX}II'ORÂNI]O Possui t:Ìmbém âctividâdes cuÌtuÌâis (FiÌàteÌiâ, Pintür:Ì, FotogÌ.úiâ) tencÌo lânqâdo em 196?, um ceÌtàme de JOGOS FLORAIS (Quâdra popuÌâr, Soneto, Poesia LíÌic.ì. e Corìto) extensivo â tod6 o País, e cujo encerr:rmento foi mârcâdô pârâ 1968. SOCIEDADECOLUMBóFILA BARREIRENSÊ Fundada a 29 de Outubro de 1933. S€de: Rua ll.uquês de pomlr1Ì, n." 81, 1." esq. Sucursàl: Ruâ de Cabo Verde, 14 (Alto do Seixâliüho). Rege-se peÌo Estâtuto único 4doptado peÌas Coìectividâdes ColumbófiÌâs do País, aprovado supeÌ'ior.mente em 1950. É seu âctuaÌ sócio n." 1 (dcsde 5-1-1935) OârÌos dos Sãntos. A CoÌectividâde possui muitos e vâliosos troféus, corìtando com um efectivo supeÌior a 2000 ânimais. Têm sido seus dedicâdos dirigeütes, desde ÌÌá ãnos, llànueÌ José Alïcs (na prcsidênciâ da AssembÌeiã ceràÌ), António Bento de AÌmeidâ (ÌìiÌ presidênciâ da Direcção), EvàrgeÌino Frâncisco de FigueiÌedo (também membro dâ DiÌeccão) e João ADtónio lIâcãreno Sinhogâs (do Conselho Técnic0). A Sucursal no AÌto do SeixâÌiÌÌho, o meio coltlnlbófil,o m.1is i,nlportante da canaelha, está destinada a ser :ì. flrtuÌa sede da CoÌectividade, tendo estâ em pÌ'ojecto â construção duma sede ÌrÌóp â. Da Compânhiâ União FâbriÌ tem Ìecebido aÌguns geÌÌerosos âuxílios. Constâm dos seus Ìegrstos 112 sócios efectivos e 49 ãuxiliares. SPORTINGCLUBE LÀVRADIENSE FuÌÌdâdo à 22 de Dezembro de 1924. Tem â sua sede na Ruâ Miguel lÌombãrda, n." 48, da freg:LÌesiado Lavradio. (A 1.'sede 1u1Ìcìonounuma pequena câsâ da Trâvess:L Hen que Cardoso, da mesmâ freguesia). Os seus Dstatutos foÌam âÌrÌovados em 27-Ì-1930. O CÌube fundou-s€, especiâÌmente,pâra a prática do futebol, tendo disposto de um câmpo de jogos nà Quinta dos Nlorgados. As suàs equipâs chegâraÌn a entrâr em torlìeios Ìocâis e regionais, mas dificuÌdâdes váÌias a que não forâm indiferentes as de ordem íinanceira, levarâm :ì coÌectividade â suspender :ì actividade despoÌlivà há meis de 20 âxos. Teve o S. C. L. em Armando Jorge da Silveìra, empregâdode escritóÌio dos C. F. S. S. (iá falecído), que pÌesidiu, duÌante ânos, à suà Dircccão, um dedicado dirigêniiê, dentre os que mâis se distinguirâm nâ colectividâde. São fundadores, actuâÌmente vivosi Domingos Roquê clos Santos (sócio n.' 1) e Mário de Oljveirâ.

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ouTìAs

coL!cr'lvrD_{DE5 DrirspotÌlrvÁs

IxstâÌâções: EmboÌâ não muito âcanhàdâs, a sede (rìo 2." piso de üma câsa alugâda) dispõe ale sãlâs pâra instrução e recreio alos sócics e de umã Sala de BibÌioteca, em cujâs cstantes se âÌinhâm cerca de 1800 voÌumes. A SecçãoBibÌiotecáÌia do S. C. L. foi jüâugurâcÌâ â 5-VI-198!, com umã conferència ali pronunciadâ pelo então estudente dâ FâcuÌdâde de Letrâs de Lisboa, Arnando Rodrigu€s Ìlrâvo, tâturâÌ alo tsârreiro Ìicenciâdo em IIistória e Gêogrâfiâ, e aqui falecido em 1968. Actividades Ìecreàtivâs: Possui s:ìÌão de festâs parâ bailes, instã_ lado na Rua Ì,'rançâ Borges, n." 3?. (O S. C. L. organizoLr,durante anos, baiÌes câmpestres, em r€cintos grâcios.tmeÌ1te cedidos f:rÌ.â o efeito). Tem cercâ de 350 âssociàdos.

FREGUESIA DE PALHAIS GRUPODESPORTIVOFUTEBOLCOINENSEios <CASCA vtÀNA)) E o sucessor do UÌÌidos FuteboÌ CÌube CoiÌrense, qu€ forâ fundàdo em 1928, o quaÌ, em coìsequênciâ de üm âcidente sucedido em Lisbo;]. com â suâ equipa de futeboÌ, qug afectou o prestígio do gruÌm, suspendeu Ìrs suas âctividades de 1930 a 1982, âno este €m que se rcorgânizou coÌì o Ì1ome de Câscâ Viana FuteboÌ CÌube Coirense. Camisolas às dsc$ bràncàs e veÌ'meÌhâs (âs plimitiïas eram de cor ÌeÌde e brâncâ). Em 193; inauguÌou à âctuaÌ sede, na àntigâ Ru:L d?ì PenaÌva, n." Ij (presentemente denominada Ruà dâ Professora MàIiâ R,itâ AmâÌo Duarte), edifício que JúÌio Fernandes e suâ muÌÌìer, Isaurâ FerÌrandes, nÂturâis ale CoüÌrr, mândâram constrúir pârâ sede condigrâ dà ditÌ Colectivjdade, a quãj, antes dessa d.Ìta, trnto com o nome de Unidos, como de Cascà.Viânâ, íüncionâvâ no estâbelecimento de barbeâÌiâ do referido plop etárjo, aÌi reuniÌìdo os seus trolérÌs e os sells lapéis. Em 5-ÌII-1941, foram apÌovâdos em Assembleiâ Clerâl os seus Dstrìtutos qu€, com o âctuàÌ nome do Crupo, obtir.eÌem rpÌovaQão supeÌ.iof, a 19-lX-194i1. Há ànos, por falta de campo de jogos, o DespoÌtivo Coirense âbândonou â práticâ do futêbo1, despoÌ.to fâvolìio dos seus sócios, teìldo-sè dedìcâdo, desde então, âpenâs  à{livid:Ìdes cuÌturais e recr€rÌtivas. Dispõe de um Salão de Festâs, dotado dg paÌco, onde, ao Ìongo dos ânos, se têm reâlizado muitos espectáeuÌoscom àÌListâs e anÌadores de ìomeâalr dr c€na poÌtuguesa. DisDõe de um pequeno CaÍé e Rufete, contândo iì Colectividade ceÌcâ de 2á0 associàdos.

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o BAÌìÌrEIrìOCOtTri-\lFOrt,i\ri()

Nâ sededo <OâscàViaDâ) (rÌ popuÌ.rr cÌesigÌìâçãopeÌalura) funcioìr uÌn grupo populâr de futeboÌ, o Ciü!o ne" ,ofiirn r). Águ;: s dc ao'r,n , fundâdo em 1959. OPERÁRIOFUTEBOLCLUBE COINENSE Fundado a 26 de J:ìneìro de 1935. Tem a sede na Rua D. ManueÌ I, n."" 72 â ?6 (Eslràdà Nâcioxàl) em CoiÌÌà. O edifício, que peÌ'leÌÌce à Qunrtà de S. Vicerìte, tem sido cedido gÌ'âciosâmente pelos seus DropÌjelários, pnf{Ì funcionâmeÌto d.Ì CloÌectiïid:rdc.Na orjgem dà suâ íundâçi.o êsteve um desentendimento de um gÌupo musicâÌ, constituído poÌ cìnco jndivíduos, Ds (Leâjs (ioineÌÌses), com outÌ'â Colectividâde Ìocal, com ì quaÌ Ìogo cÌiaÌam Ìivâljdâde. Este cÌube teve, rle princípio, LÌmâ €qtÌipâ de futeboÌ, com àÌgum:ì actividâde durânt€ certo L€mpo; há iá anos, porém, que desenÌoÌ\:e, àpenas, actividâdes recÌeâtj\:âs. Dispõe de SâÌão de Festâs pârâ baiie e cinema e t€m orquestïà pÌivativa, Possui Estâtutos âprovâdos e conl,Ì cerca de 250 âssociâdos. Projecta â âmpÌì:Eão do âctuâÌ SâÌão, poÌ Íor111à:L dotáìo com um pâ1co e càìÌìâÌlns, SANTOANÌONIENSEFUTEBOLCLUBE Fundàdo â I de JâneiÌo de 1933, tem à sede no L:ugo Joaquinì José IreÌnandes (gâvelo pàr'â ã Rua Cândido dos Reis), em Sânto António dâ Chârneca. Rectâng_ulode jogos: Campo do OÌivaÌ, junto a estâ po\rcâqão. Possui Estatutos (:ìctuàÌizâdos) , âprovâdos em 5IÌ-1965. O Santoantoniense (que teve, entÌe outros, em João José da SiÌ\'a e António PâÌmeÌão, aÌguns dos seus entusiásticos fundâdores) Íoi J c:rmpeão dos clubes de futebol d.r freguesia de PaÌhais. Possuiu nas su:ìs equipâs âtÌetâs de muita Ìrabilidâde, âlguüs dos quais s€guiram, depoìs pâra outros cÌubes mais imÌrodruìtes. ì\':r época de 1957/58 aveÌbou o título de câmpeão dâ II Difisão DistritàÌ. Outra dâs modâlidàdes desportivas que frequentemexte pÌàtìcou foi a de provas pedestÌ'es (marchas), eÌìr que estavâm natìL.olmeLlc treiÌìados yáÌirìs âtÌetas s€rÌs, ântes de os meios de trânsporte mecânicos cruzãrcm â po\'l:):tç:Ìo...Ilmâ suà equjpâ foi â \'encedoÌa da prorra pedestre (ViÌâ Frâncà de Xifâ-Lìsboa), cônquistândoa Taçâ (João

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o L rf R À s c o L E c 1 I\rID _ { D Ì-ts D t-spíl R T1V ,!S

Pereìr'â dâ Rosa,. Nas Drovas Íredestr€s.io Rãrreìr'o, tàmbém peÌos anos de 30, coÌÌquistou igüâÌmente êxitos. O CÌube p1âticou airda BâsqueteboÌ que, poÌ motivos insupeÌáÌeis, te\,-ede süspender. O SâÌÌtoântoniense pratica âctualmente FuíeboÌ nos câmpeonâtos amadores oÌgarizâdos peÌ:ì Associâção de FuteboÌ de Setirbal e nos Jogos Juvenis .1oBiÌrreiÌo tem competido eÌn AtÌetismo, Ciclìsmo e outrâs modalidâdes. Possui BiÌhâÌ e Ténis-de-Mesa, oÌgânizândo tomeios de Ténis-de-Mesâ <inteÌ-sócios). Possui também estâ CoÌectividadê umà Secção BìbÌiotecáÌià, corn âÌgumâs ccrìtcnas de r'o]umes. 1giiil, dispondo de um bom Saliro dc O edifício Íoi amÌrÌiâdo ê Oafé e Bar, e possui balneárjos (pâr:i âÌrìbos i:)s senos), mercê de um subsídio coÌÌcedido pala ! suâ constÌução Ìrelì Câmara MunicipàÌ do lÌâÌÌ€iro, devendo todo o imóvêÌ pâss:Ìr, btevemente, paÌa pÌopÌiedâde do Clube (conìpra já sjÌraÌizada), segllndo compromisso âssumido peÌà Direcção eÌeìta pâÌa 1968 ('). Após o totà1 prÌgâmeÌìto do ediÍício, deverão scr iìeÌe introcÌuzidas várias obras de âmpÌiâç:ìo. A Sedc tem um4 iÌÌter.cssante írequência ile àssociados,cujo nírmelo é de ceÌc:r de 500, desfrutândo o CÌube de coÌìdições que Ìhe hão-de pennitir um lranco piogtesso. SPORTINGCLUBE DE PALHÂIS Fundado em lfaio de 1935. Tem a sue sede Ììo Lâ1€o D. pâuÌo dà Gamâ, n." 3 e 5, em Pã1h:Ìis. Possui Estàtuto.q âpÌovârÌos. Nâsciilo esDì! cralmelÌte paÌ'â.r prática do FuteboÌ, .Ìispôs de ìrm camlo de jogos nuÌna propÌÌedâde que p€Ìtencex â José Monteiro Vinheis, por ÌnoÌte do qurìl deixou de o poder utilizâr. PÌâticou t.Ìmbém Ciclismo e Natação, de que posslrì troféus, e medâlhas g.:Ìrhos em competições. OrgaÌÌjzou, na sed., torneios de TéIis-dc lles:r (inter-sócios>. ActuâÌmente tenÌ muito mo, desta actividàde desportiva, pÌàticâmente cingidâ â ÍuteboÌ âmâalor. São seus sócios fundàdoÌes (com os n.". 1e 2), ÌespectivâmênteJosé de Sousa, comerciarte, e João Vi:rna, aposentâdo dâ CUF, também se,js àntigos directoÌ€s, ambos Ììâtutâis de PaÌÌÌais. Á sede Dossui SaÌão de Jogos (com biÌhâr), SâÌão de RecÌ.eio (com TY) e um pequeno bufate. Tem celca de 150 àssocìâdos. (') Desta fazerr lrÌte: Josó Joaquin dâ Cosrâ, !,iliÌr. Rosejro JúrioÌ, Jorr) Duà1te Gomes e João Josó da Silvâ JúnìoÌ, restectiÌâìnente lresidelr. rt" _\ssêmhlejÌ a;eÌâI, lresidente e Íic+!Ìesid€dle dâ DjÌe.ção e lresidcrie do Cons.ÌhÒ Coìsultjïo

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O BA R R EIïO C ON * TE IP OR Â N E O

Irxistem (em 1967) mâis os seguintes âgrupameÌìtos despoÌtivos, todos coÌìcorrentes, âlém de oütÌos, que já citámos, âos Jogos Juveris 1ocâis('), em várìâs modâÌidades, quer em competição iÌìdivìduâÌ, quor poÌ equip:Ìs: Águios Furebol Clrbe, fuÌdado â 1-V-1937, conÌ sede ìa Ruâ Miguel Pâis, ì.' 134 (prnjticâ futebol amadoÍ e concorïe a pÌovâs de Nât"ìção e de AtÌetismo, possìlindq d€std úLtìmâ modâÌidâde, váÌios e vâÌìosos troféus; Amigos de Yilo Yiçoso, do lÌàìrro dâs PalmêiÌâs; Anoreirenre Furebol Club€. dâ Quinta de AÌnoreir.r; Beiro-MoÌ Futebol Cltrbê, do B:riÌro dâ QuiÌìta Grunde; Cosolense Fut€boÍ Clube do Boneiro, fuLdâdo â 15-VlÌT-1963, com sede na TÌ-avessâdo Poço, n." 15 iBâiÌ?o da PÌâià); EstÍêlds Futebol Clube, do AÌto do SeixâÌinho; Europo Futebol Clube, flrndâdo erÌì AbriÌ de 19i;7; SociedodeDesporÍiyo Goteirense, do AÌto dà Pâiva, fundâda à 10-VÌ-1964 (também pÌ:Ìticâ futeboÌ àmâdor); Unidos Lovrodiense, do LÌvrâdio.

{'i) v. CâÌr. rvrÌ

Oi ,./oros.lltr.ris D.s[)oríiús.

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CÁPÍTULO XÌI

PRATICA-SE NO BARREIRO A MAIORIA DAS MODALIDADES DESPORTIVAS CONTROLADAS (23 DAS 37) PâssacÌosjá os câpítuÌos dedicâdos âo FuteboÌ e âo ÌJâsquetebol. sefn (Lú.rid4 aÁ rladdüdc(Ìes mais querid,.!.s lla juuentud,e e púbkco I)útreitenses, bem como as referênciâs :ìos três maiorcs clubes locais que âs mantêm como bâse imlortante dâs suâs actividâdes, vamos tentâÌ daÌ âgoÌâ rlma ideiâ, um ta[to bÌeve, sobÌe â práticâ dos outros despoÌt0s nesta viÌa. ReferiÌ' nos-emos às váriâs modaÌidâdes, por orrl,err (rlfo,bétict, c:itério que entendemos âdoptar, parã mâis fácil consulta, de lr€ferênciâ ao de oÌdem cÌonoÌógicâ do seu âparecimeÌÌto ou da suâ pÌáticã no Bârreìro. Antes, IoÉm, comecemos lor registâr que estão (em 1967) sob â âÌgada dâ Diïecção-GeÌaÌ de Educâção Físicâ, Desportos e Sâúde EscoÌâr g cortroÌe de inspectores as seguintes 37 modaÌidàdes despoúivâs: Aeronáuticâ - AndeboÌ - Atlétic.r, e Luta - ÁUetismo AutomobiÌismo - Bàdminton - BasqueteboÌ RiÌÌ1âÌ - Boxe - Câçâ Câça Submarina - Õampismo - CicÌismo - CoÌumbofilia EsgÌima - Esqui - FutêboÌ - cirìástica coÌfe - Hipismo - Hóquei em Campopesca Judo - llontânhÌsmo - MotociclisÌro - Nâtaqão Pâtinâgem Desportivâ - Râguebi Remo - Ténis - Téìis-de-Mesa TiÌo - Tiro âo ÁÌco Tirc a Chumbo Veia - VoleiboÌ e Xadrcz.

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o Ii.\lìltltÌfto

coNTExÌl,onÂNlio

Destâs modâÌidades, sáo 23 âs qÌre se pÌâtjcam actuaÌnìente iro Bàì:Ìeirr, isto êt 62,1c/. dàs oÍiciâlm€rìte contïoÌ,rdâs. Ìxdicâino-lâs à s€guir': AndeboÌ (de Sete) - AtÌéticà c Lutà (HâÌterofiÌismo e OuÌlurismo) AtÌêtìsmo - Automobilismo (ì{otorizâdos) BâsquetcboÌ - CaÌnplsmo (e CàÌâ\'âÌÌis|no) ClicÌisnÌo- Co[ÌÌntrofi]ìâ - Futebol Ginás' (de Judo Nataçtìo tica - Hóquei em Câmpo Seis) - Flipismo Pâtinâgem (Hóqúei em Patins) Pescâ Desportiva-Remo Ténis Ténis-de-Mesà Tiro a ChuÌÌbo Ve1à-- VoÌeibol e Xâdrez. ModaÌidâdes desporli\'âs iá pÌaticâcÌns no Bârrciro" màs seÌn iìcti\,idâdc pÌeseÌÌtemeÌrte Ìresta \iÌâ | AeronìodeÌismo BiÌhâÌ (ào riveÌ de ccìmp€tiqões - Bâdmirtox Ìocâis ou regionâìs) Boxe - Hóquei eÌì! CaÌnpo (de Onze)- Pólo Aquático Râguebi.

PubÌicamos, a seguir, váÌiâs notâs sobre câdâ uma drìs modà1idâdes praticlìdas (com excepção do FuteboÌ e do BâÊquetebol, já objecto rle câpítulos especi:ìis), deixândo âpeììàs o Xadrez incÌuído em capítÌrlo dedicâdo âos Jogos de StLIa, / ri.^ lrpql.Va|Ìos. poi.. re.JrJj.' p rì g'i.r- r nri5 ur' séri, de outras actividades que, sem dú\.idâ, tâmbém têm contÌibuído, e âlgumas delàs em muito boâ escâÌa, paÌâ emprestârem ao BàrÌeiu (l,eutú í.erra d,esportü)ae cuja populâcão juÌgâ& carftcte.úEti.c0, ^pecial pol" isso, tolÌ:ìr-se digìa de ser compreendida e ajudada nesse mos, seÌÌtido. E era fatâÌ que rìão nos viesse âgorâ à lembrânqâ â ÌìecessidacLc de um PÀVILHÃO GII\INO-DDSPORTÌVO e t.ìmbém de uma PISCINA, que tanto fâciÌitaÌiâm :r Ììaior €xprnsão de váIiàs práticas desportivâs, a coordenâçãodos empreeÌÌcÌimentosÌan(âdos pelos cluÌres e, daí o meÌhor âproleitâmento da catacicÌàde dos atÌetâs. ANDEBOL DE SETE

Est€ atÌético e sâudáve1desporlo, que começou â ser pratrcaclo no nosso P:rís em meâdos de 1924, não tem tìdo no Bàrreürc o meÌhor âmbiente pÌopício à suà pÌopagâqão.

29r


OUTIÌÀS X{ODALID.{DES DXSIORI'IVAS

Sòmente o FuteboÌ Clube BarÌeirense o disputou oficiaÌmente quândo, em 1960, pârticjpou em tomeios dâ Associàção de AndeboÌ de Sete de SetúbâÌ. FoÌà isto, tem sido apenâs praticado ão ÌÌível escoÌâr e em campeoÌrâtos internos no Cr-upo Desportivo da CUF. A comisiqão dos Jogos Juvenis do BâÌreiro ('), tendo incÌuído o .üdeboÌ de sete entre as modâÌidãdes ofeÍecidas âos novos e colaborando com à Federàção d:r modalidade iÌos jogos âo rível de seÌecçõesÌealizâdo3 em Novembro de 1964 no SàÌão de Festâs dà S. L R. B. (2), procurou fâzcÌ despeÌtâr maior interesse peÌa sua práticâ, no qÌre pÌocedeu

ÀTLÉTICA E LUTA (HALTEROFILISMO - CULÌURISMO) Tem sido o Luso Fut€bol Clube a colectividàde que vem popagandc estâs modaÌidâdes atÌéticâs no BâÌreiro. Foi em 1954 que os p meiros exercícios com hâÌteres se efectuãÌâm nüqueÌe cÌube, embora, então, sem continuid.Lde. Três ânos dep{ris, em 1957, inici:Ìrã-se também o CultuIismo. Foi já, todavia, nâ décâdâ de 60 que estas modalidades aÌcançrrâm no Luso maiol interesse, levando o cÌube â Íederàr+e, em 1963, na Federação Portuguesâ de AtÌética e Luta, teÌÌdo lugal, â 29 de Junho desse mesmo âÌÌot no seu ginásio, o Campeonâto Nàcionâl de CuÌhllismo (com â preseÌìça de 13 atletâs, em reprqsentâqão de quâfuo clubes: o Ginásio Clube PoÌtuguês, o Ateneu ComerciâÌ de Lisboâ, o HaÌtere do Porto e o Spoú Club do Poúo). O !'. C. tsaÌreiÌense, eÌn I)ezembro de 1959, iniciâra a práticâ do HâÌterofiÌismo, màs não prosseguiu. Em AbriÌ de 1964 o Luso entrà nâs competiQõesoficiais de HaÌteÌofiÌismo, defido âo bom trâbâlho dos seus jmpuÌsionadoÌes da modaÌidade: José Amado Pereir:r. s CarÌos ViÌe1a; e pode dizer-se que, desde então, rão tem cessadode alcançar títulos ÌÌâcionâis- Assim, Ìogo nesse ano, a

(') V. crÌr. xvxÌ-(os

Jolo6 Juftnis

29:i

do Baüeìro,.


U BA R R EIR O 'ON TÉ i ,UP OR A N E O

Grupo cle húltero:lilistas 1raFìgueiro d"u Foz iunto clos t'roféus úhquistddos alw'a&te os cdmpeonalos nocionais ali retTlizarlos em 19í16

9 de Maio, o seu atleta e treinador José Amado Pereira vence,em Lisboâ, nas saÌâs do Ginásio C. P., o campeonatonacional de leves (Seniores). Em 1965 aumentam os lusistas o número de títulos máximos: a 10 de Abril, também na capital, nas salas do Ateneu C. L., Álvaro José dos Santos obtém o título de càmpeáonacional de médios (Juniores), e Carlcs Águas, o de campeãonâcionâl de pesados(Junlores), com record nacion:rl em desenvolvimento;e, em 15 de Maio seguinte, José Amado Pereira reedita a posição de campeão nâcional de Ìeves, na sua categoria. No Tor:neio de Aberturà da época de 1965/66, novos halterofiÌistas do Luso, tais como SiÌvestre de Carvalh{r Fonseca (levíssimo), campeão nacionaÌ em 1966, e Albano Santos (médio) conquistam os 1.'" lugares. A série de sucessoscontinua, mantendo-se o Luso FuteboÌ Clube em grânde evidência nestas competições atÌéticas, entrg nós, por enquanto, limitadas ao elemento masculino. (Quando as rapaïigas barteirenses se convenceïemde que os halteres são capazes de coruigir defeitos de corpo, revigorar um múscuÌo

294


OUTRAS XIOI]ALIDADES DDSPORTIVAS

frouxo pela adiposidâde,dotáìâ de múscuÌosnovos e mâis alledondâdos,tàlyez que, entrê nós, tâmbém surjam âs halterofiÌìstâs... às corridâs :Ìos pesos,llara màis sâúde e beÌezâ..,)

I^mbéÌd] à Lul,tL Greco-Romuna"tem tido muitos prâticântes no Luso e, não há dúvida de que a especiaìidade,que tanta foÌrça, vigol e âgiÌidâde exige, logrcu, cm temto recorl, podemos dizêlo, alcânçâr pleno êxito, pois logo em 196?, o refeÌido Clube, atmvés dos seus a1Ìetâs, nâ classe de l,nx,cìod,os, como é nâturaÌ, obtêl'e os úíÍ?rlos,?ttúiordú nas seguintes

Cúmpeões

Títulas

Rui CavâcasCunha CaÌÌos OÌiveiÌã AÌbeÌtino Venâncio António LouÌeiro

Meios Leves Médios lfeios Pesados Pesados

Também em Iníciaíl.as(tru,reús e Juniores) triunfârâm: Femando J oio " C er '1 ".Tú5rio resp..Ìi\ànên'.. ATLETISMO Já âÌÌtes dâ fuÌìdagãodos pdmeiros club€sde futeboÌ, se efectuavam corÌidâs pedestresao Ìongo dâ vilâ ou parà as locaÌidàdeslimítÌofes. O BarÌeiro foi, mesmo,dâs prrmeirâs teÌ-Ì'âsdo nossoPaís a orgânizàÌ' pÌlvâs de pedestriânismo,poÌ' vezes associadâsa oufuos desportos(Ì), Nos anos dle10 e 20 começarâma apareceros festivais organizadoB pelos clubesde futeboÌ em que, no meio de corridas, sâ-ltosem compÍimento, etc., apaÌeciamâs caïacìefisticascoÌ"ridasde sacos,de 3 pernâs, de aguÌhase outÌârs,tão do agrado do público dâ época. (') ütanos, il IX-1922. (hovâs

Despodivo !oÌ exemplo, o lestival ped6tÌes, ciclismo e naiàção).

295

rèâ]izâdo nes|1 vilâ

eh


O BARÌEIIO

CONT!]IIIORÁNEO

A pÌimeim tentâtiva parâ a criâção dumâ Seceão de ÁtÌetismo foi feita peÌo Luso FuteboÌ CÌube, em 1927. Montâdâ a secção, da qu:1] chegou â seÌ'treinador o Dr. SaÌazâr Cãïreira, foi ã modâlidade püticada com rrzoável assiduidâde e sempre com ertusiasmo nas épocâs dc 1931 a 1933, quândo o Luso eslava em Lisboa. Distirguin-se Ììo; primeiÌos anos de 30 N{anueÌ Soeiro VêsqrÌes (:Ìindâ em representã.ção do Luso em futebol) quc, no Grupo Desportivo <Os TÌeze), de Lisboa, se sâgrcu vári:Ìs vezes càmpeão regjonâÌ e Dâcionâl em corÌidâs ('). Em 28-VI[-1930, reaÌiza-se o I EÌÌcontro Setúb:LÌ-LisboâR, no cãmDo do Vitólia, cm que já tomàÌâm paÌte âÌguns atletâs do Bàü€iÌo. (Venceu l,isboà por 48-20). A paÌtiÌ de 1936, toÌna-se o ÌÌnpé o F. C. B:LrÌeirensc gÌ'ânde impÌúsionàdoÌ do AtÌetismo, orgânìza!Ìdo, nesse ânot em 8 e g de Agosto, o I Torneio PopuÌàr do Bârreiro, no CâÌnpo do Rossio. Àìndâ no citâdo âno, à 4 de OutubÌo, orgàniza também o mesmo CÌuhe o Ì Torneio de Atletismo do BaÌreiro, com â prcsencâ de 130 àLÌetas e o1gânização dirigida pelo técnico e jomâÌista AÌberto de FÌeitas (1903-1966) Foi, entiìo, considerâdo o melhor àtÌeta do tol'ncio HerÌander AnâcÌeto, do Ìmpéïio F. C.8., coÌìì o salto em compÌimento de 6,09m.

FicâÌâm céÌebres,a seguir, âs estâ1etâs-pedestrescÌÌamadâs <\'oÌtâs ao Baüeiro> (9Ìrm), pati'ocìnâdâs, âindâ, pelo ÌmpéÌio bârÌeìÌense: a I YoÌta em 1938 (") e a IÌ Voltà êm 1939. Entretanto, em Lisboâ, um âtletâ do ÌmpéÌio, que passârâ â replÌ)serÌtàì o SpoÌt Lisboâ e Beìficâ, o bâÌr€irense GúiÌÌÌcÌme Lourenço FIâgâla (nàscido nestâ vila a 3-Ì\L1919) aíincia âltã classe no âtÌetismo.

(') xrlânneì Sociro, q!è suÌsirÌ no L!Éo lì. C., raÉso!Ì r ÌeÌrrcsêntú (Os 1'42., . em âtletismo, tendo tÌiunfâdo èn diversâs pÌovaÉ em 193!, Pàssou, depois, a rclrèsèltaÌ o Slorting Ch! dê PoÌtn,Ìãl en fuiebôÌ, iendo atandoÌado à pÌáiìcâ do (') A eqnipr renc.dorâ eÌn corstitrid. tr'râgâtà, !'rânciscô Ìror GuiÌhene tsâpiistâ (ÀÌt?í) e Ârjstid€s ivlinrâva. llste úìtimo transitou dêldis pârà o SrortiÌìs (llÌì! aê Portne.l, o.de foi desl,à.âdo silèiâ (jú!jôr).

l:19 6


OUTÌÌAS IIODÁI,Ì]]ADES DESPOÌÌTIV-.1.S Assim, foi, três anos (de 1933/39 a 1940/41) campeãoregionaÌ de Lisboa, câmpeão e em senioÌes, nos 400m bà1reiïãs -. ïeloz ledestdânistà recordisiâ nacionâÌ nâs estafetas rie i3X400 m e 4X400 m (').

Bâneilens€ umâ foúe eqrÌipâ de Itm 1942, orgàìizou o F.0. âtletismo, que logo enviou, nesse âro,àcìs regioÌÌâis do Sul, em c.rtegorias inferiorcs. \Ìesse época e na ssguìnte conquistou vários tílulos. Anotemos as provas de 700m, 3)i?00m de estre.Ìniese :ì Ìrrova cle 3X1000m em pÌincjlrjantes, lÌos càmpeonatos Ìisbootês. Tâmbém em 1942 comeqÀcì Grupo Desportivo dâ CLÌF a pmticaÌ AtÌetismo (1) e foi !aÌâ este cÌube ioclrÌ qüe pâssou, pouco depois, o facho do âtÌetismo bârreiÌense, registando os <cufistâs>, de 1944 a 1952, brithantes triunlos em vários nâcÍonâís e distritâis corporâ1ivos. Depois de 1952 e até há pouco tempo, (com excepção dâ actividâde desenvoÌvida no pedestrienismo - peÌo popuÌar cÌube (Águias do Barreiro>), não teve â juventüde b;ìrreircnse oportÌÌnidâde de €videnciâr' os seus méÌilos. Contudo, em 1964, os I JOGOS JUVENÌS vierâm âvivâr o interesse peÌà práticâ do AtÌetjsmo. O meÌhor atÌeta desses jogos, ManúeÌ FeÌnândes, representante do Futebol CÌube Barreirense, venceu, nesse ano, â proïâ de sâlto em altuÌâ, com màrcà recorl, no PÌimeiro Pãsso, Matóriâ pÌimâ não fâÌtâ, poÌtanto, e da melhor...

Em 196ó, reeìtÌou em actividadea Seccãode Atìetismo do GÌupô Desportivo da CUF, coÌn â prepârâçãode ÌÌovos elementosrepÌesentàtivos, concorrendodecisivâmentepârà taÌ ÌesoÌuçãoâs óptimãs condiçõês

(') Guilheme tr'nsâta, q!Ìe sè iniciou a6 18 âìos ro Atletismq foi tambóu o vencerloÌ (pelo Srort l-isboà ê tsènficâ) dà pÌora de 500D !Ìânos, ho Grândê Cón clrso de AtÌetismo, oÌganizâdo !€Ìo johâÌ Oi s!o/tr, en Ásosto de 19aa e o triunfadôÌ, tâhbém, dâ e6taí€tr de 4X400m, em 1939,do torncjo atÌótico orsanizado {1) Atlavés do seu Centlo de AÌesriâ no Trâbá1ho n.' 119. V. DISPOITO CORPORATIYO.

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O IÀItÌìEIIiO

CONTENÌPOIìÂNNO

que o Parque de Jogos oAlfredo da SilvzL>oferece pârâ a suâ práticâ, proporcionando a construção de pistas e de caixâs de sàÌtos. Dezenâs de praticântes se inscreverâm Ìogo naqrÌele primeiro âno e com tão boaF pÌovâs que, âinda em 1965, o atÌetismo <cüfistâ> entrou âuspiciosâmente em competjçõesoficiâis. Grânde Ì-e\.eÌâçiÌo:o corredor iúnior José SiÌvnìo SaÌve-Rainha (eiectricistl de pÌofissão). Como sinal de Ìrovo despeltar dâ modalidâde ÌÌo Bà}I€iro, um rumeÌoso núcleo de jo\:ens locâis tomou paÌte, em 1966, no Torneio NãcionaÌ PopuÌaÌ de AtÌetismo, oÌganiz.Ìdo peÌa F. P. de AtÌetismo, com o pâtrocíÌìÍo dos ioÌÌÌâis Diti)io (le \totíckLs e MLtula DesporLi[a. Os dois núcleos dà margem sul do Tejo (Bãr-reiÌo e Montijo) incÌuíâm pârticipaÌÌtes, não federâdos, de 18 elubes (mais um que Lisboal)), tendo as f:Ìses de apuÌamento dêcoüido no Estádio de Sânta BárbaÌ.r, com orgâìização técnica â caÌgo do Janrt, d.a Baneiro. Registaràm-se aÌguns dos meÌÌ1orcstempos à escàla regionàl, em especiaÌnas coÌridâs de veÌocidàde, mâs não foi suficiente â lrÌepârâção pâÌâ âs fiÌìâis em Lisboâ, onde o compoúâmento dos nossos jovens foi, por isso, modesto, Foi, aìndn, em 1966j que um ch.be do Barïeiro (o Gntpa De:tpaïtüra em proúL íÌ0,CüÌt) a,presentauo sen.primeiro Ltem@ionatríle a.tlet'Lsma, já ile pista, o citado conedor José Râinhâ, que, eìÌÌ 10 de Julho, teve à honra de alinÌrar peÌa SeÌecçãoNacionaÌ, em Lisboâ, contÌ:ì a Frânca, nà. prorya dos 1500 metros, que cohÌiu no tempo de 3 n1 54 s 0/10, ficând{, em 2." lugâr. A primeira vitóriâ jnteÌnâcionàÌ deste âtÌeta ocoÌreu € 1 16 do mesmo mês, também em Lisboa, nos Jogos Luso-BÌ-âsileiros, em que cobriu os 1500 m no tempo de 3 m 56,5 s (<record> dos Jogos). Em 4-IX-1966, na pista do Jâmor, est€ mesmo atÌeta percolÌe os 3000m obstáculcls,no tempo de 9m 11,4s, novo máximo ÌÌâcionaÌ n!1 sua câtegoïiâ (Juniores). Foi o 9." jírnior (MundiâÌ) desseâno. Nos 200 nÌ (27,6s) e nos 400m (58,8s) Bàrreirâs, outro atÌeta júnior se destàcou: Libeftino RemouÌinho, cujâs mârcàs são de ÌìtoÌde a marìtê-Io no coÌìjunto dos mais clâssificâdos elementos do AtÌetismo <cufista,.

Em 196?, na provâ de <cortâ-mato) e na câtegoda de iniciâdos. outÌo atleta (cufista), Joaquim Brás de OÌiveira, de 15 ânos, que nos Il e tlÌ Jogos Juveris do B:ìrÌêiro re\.eÌãra êxc€Ìentes quaÌidâdes pâÌ:r à

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Ol]IRÁS XÍO]]AÌ,ID,{DES DESPOITTV-\S pÌática dâ modâÌidâde, coÌÌquisla, em ã de Fevereiro, nos terreÌìos ânexos âo Estádio dâ Luz, em Ljsboâ, o Iittllo de canlyeão n.k:iou.al.)(7200 m errl 3 m 43,?s). Como Lromenagemprcstadâ ão G. D. dà CUF peÌo entusiasmo mani festâdo peÌo Atletismo, coxtribuiÌÌdo paÌâ o seu des€nvoÌ\:imentoe cÌiândo âÌguns âtÌetãs de ÌeaÌ categoÌia, à. -A.ssociâção de AtÌetismo de Lisbo?LÍez dispütâr, peÌâ pdmeira vez, nc RarÌ'eiÌo, em 27 de FevereiÌo (196?1, 6 Torneio de DÌìceÌÌamento dâ rópocâ de (Coúâ-Mato), nos teüenos ânexos âo tristádio Alfredo d.r SiÌr'a, ,.um dos meÌhores teÌïenos qúe podem exlstir pârâ o <cortâ mato), totâÌmeÌìte âüeÌvado) âssinâÌou a cÌ'íticâ - disputândo-se âs pror'as de Iniciados, Juvenis, Júniores e SenioÌes, em Mâsculiros e FemìÌìilÌos. Presentes cerca de 100 àtletâs, dentÌe os qu:Ìis alguns dos meÌhores fundistãs poÌtlrgueses. Sete âtÌetâs <cufistâs) tom.ÌÌâm pârte restàs pÌ'oïâs, tendo Joaquim de OÌiveira vencido na sua càtegoriât seguido de outÌo promet€dor fündistâ dà CIIF, \Íànuel Pel'eira Ìrereir â. Possuia o c. D. dâ CUF, nâ épocâ de 1966/67, 39 âtÌetâs inscritns (Iniciados, Juvenis, Juniores e Seìriores), treinândo na suâ Pista. Entrc outros títuÌos conqrÌistados âvelborÌ ÌÌos campeonâtos ÌÌâcìonâis, 1títuÌí) em Ìniciados e 2 am SenìoÌes, e, em provâs inteÌnâcionais, dojs plimeìrojì, um t€rcciro, em quaúo e um sexto lügares. O desenvoÌvìmentodâ Secção prossegue, tendo como tócnico ïespon.sávelJosé Picoito e moìitoÌ Ferlìãndo Coneia. BASQUÊÌÊBOL

(V. Cr|itulos VI, VIÌ e IIIÌ).

caMPrsMo(E caRÀvaNrsMo) A viÌa do BâÌreiro foi das pÌimeirâs à rcgistaÌ a púticà do Cam pismo, pois suÌge logo âpós umâ dezenâ, se tanlo, de ÌocâÌidâdesdo Pàí8. onde, nàs respectivas regiões, âctividades deste género decorriam. Já por 1985-1936 o Campismo se pÌaticavâ Da região de Bârr1ì-â-Bâr1-â (L:ìvÌadio), por xâturìstas, de fora, que se instâlàvam âÌi poÌ períodos que atìngiâm semânas. Um Ìegâlo, já impossíveÌ de reconstituiÌ nesse sítio... Depois, apareceram os pÌimeiïos campistâs Ìocâis. O número. de prâti-

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

UnL úq)ecto d.o 1," Acanpamento d,e Aberhoa do G, D. d,a CUF, en" 18 e 19 de XIaio d.e 1963, na regiã,o de CoiJle. (251 câmpistas de 16 localidâdes, repÌesentando 30 clubes e núcleos)

cantes foi crescendo e, em 1948, são oÌ'ganizadas as primeirâs Secções de CampÌsmo (do Grupo Desportivo da CUF e do Luso Futebol Clube), ocorrendo tambóm nesse ano a fundação do Clube de Campismo do Barreiro. Tanto as ditas secções campistas, como o C. C. B. se têm feito representar nos <rallys> nacionais e internacionais, particularmente o C. C.8., em Espanha, França, Inglaterra, Itália, Suíça, Suécia, Bélgica e outras nações.Em 1949, em Fontainebleau, o Conjunto Coral do C. C. B. representou o Folclore Portuguôs, e na prática de alguns desportos, como o Voleibol e o Futebol, têm-se distinguido os representantes deste Clube. A Secçãods Campismo do Luso F. C. ('), que teve em Eduardo Fernandes um extraordinário entusiasta e impulsionador, como já referimos noutro lugar, realizou todos os anos, a partir de 1958 até 1966, excursões de campistas, que levara.m o nome deste Clube, da sua terra e do nosso País a várias regiões da Europa. (') DentÌe as suas interessantes iniciativas para a propaganda da modalidade, registâÌnos a tealizaçãç da I Exposição Fotográfica Campista, sob o pataocínio da F. P. C., aberta ao público na sede do Luso, a 11-IV-1948, com peÌto dê uma centena de fotos.

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OUTBAS }IODÀI,IDADXS DESPOIìTI\TAS A Secção de Campismo do c. D. dâ CUF, reorganizâdà em 19ii2 e que contâ âctuâÌmente numerosos pÌâticântes, pÌomoireu em 1963 o serÌ i Acâmpamento de Aberturà (nã região de Coina), o quâÌ tem tido continuidâde, e o seu Ì Acâmpâmento de Fériâs (em lÍonte G{irdo, de JuÌho â Setembto), que tem pÌ'osseguido com muito ôxito. A Secção possui hino próprio, desde 1964: músicâ de AntóÌrio Rodrigues Cação e Ìetrâ de MàÌia Madalena da Costâ ClâÌo. ConcÌuímos este âpontâmento com â citâção de aÌguiÌs números que juÌgâmirs suficientement€ expÌessivos do movimento câmpista do Baüeiro: Dos 33 club€s de campismo poÌ'tugueses (no Continente), o CÌube flâmpista do Bârreiro é o 3.'com maior númeÌo de caÌtâs emitidÃs (CaÌtàs A-213; Câr{as B-31), sendoìhe supeÌiores âpenâs o Clube ale Câmpismo de Lisboâ (CâÌtãs A-114:3; CâÌtâs B-2?2) e o Clube de C:ì.ÌÌÌpismo do Podo (960 e 184, respectivâmente). Das 83 secçõês câmpistâs, também do Continente, â Secção d.ì G. D. d.r.CUF ocupâ o 3.q lugâr peÌo número de câÌtâìs emitidâs (CaÌhrs A 162; CaÌtas B-21), estarrdo no 1.. e 2.' Ìugares, respectivamente, as secçõescampistas de (dois grândes do fut€bol>: a secçãodo Sport Lisboâ e B€nficà (Cârta.s A-408; CaÌtas ts-59) e a do FuteboÌ CÌube do PoÌto (165 e 24, pêÌâ mesmâ ordem). Em ambos-Clubes e Secções-só Lisboâ e Porto são supeÌioÌes, em prâticântês de campismo, à vila do Bâüeiro. A Secção do Luso F. C. rcgista 32 Câdas A e 4 CaÌtâs B. Todos estes número5 e consequentesposiçõesreÌativâs são referentes a 30-VI-1967 e extrâídos da rcvistâ C.r4lr6r?,0 (dâ F. P. C. C.), do seu rúmero especial dedicâdo âo VII Ácãmpâmento Nâcionâl em CaÌdas dâ Rajnha (29-VII a 6-VIIÌ-1967). Locais de âcâmpâmentosno concelho do BârÌ'eiro: YaÌe do Romáo llâta NacionâÌ dâ Machada (QuiÌÌtà de S. Vicente). PenaÌva-Coinà

crcLrsMo Antes de apaÌeceremos clulìes de futebol no BâÌÌeiro, já a4ui se efectuâvam váriâ-s provâs dp ri.lisÌÌo. A mri. ãnrig! daò ÌêfêÌè, cì3q às prim€iras corÌidas de bicicÌetas nesta vìÌa, de que ignoranros as datas certls, d€u-no-lâM. Reyder dà Cost1, âo escrever, em 1925, no

302


i]I]1'ItAS

ìICJDÀLiI]AI]ES

DESPOITIV-J,S

antigo jomâÌ L'co ílu llaffeiro as segriintes ÌecoÌdaçõesr (A pÌova cicÌistx dos 50 quiÌómetïos -foi âli (o âutor cscÌeviir de Ljsboa, onde .já cntão residiâ) levadâ n efeito poÌ iniciati!â de ll€nriqu€ LolÌreiro, então membro dâ LÌrÌião Velocitédicâ Portuguesa. FccÌro José de lloura oÌgânizorì aÌi outras pmvâs cicÌìstâs e pedestÌes, em que tom.ÌrâÌn paÌi. os meÌhores especinÌistâs desse tcmpo). Depojs de 1918, d€u entusiástico impuÌso ao CicÌismo neste conceÌho o bârreiÌens€ Albitto José de Màcedo, que já o praticaïa desdc verdes ânos, âbfindo mâìs târde, Íìquì, um storJ de bìcicÌetâs e proÌnorendo festiv:,ris. Foi, todàviâ, na década de 30 que este desporto tev€ no Reüeiro a mâior expâÌrsão, coììì a oÌgaìjzaç:ro de Ìrumerosãs coÌridâ! em que tomalâm pârte os urìses, dessa época, Houïe, mesmo, um grupo fomentador do ciclismo, que foì o lÌnião CicÌistâ BaneiÌ€nse. Em 30-X-1932, â Corridâ dos 80 lrm (ll:ìÌÌeiro - I'lontijo - Ì'ìnhaÌ Noïo - Setúbâ1- Az€itão - Coina - EàrÌeiro) suscitou. aqr:Li,nìuito entlìsiasmo. !'. C. BârÌeirense € Luso F. C. (mais o primeiro que o seguÌrdo) tr€iÌÌaïâm tãmbóÌÌì os seÌìs amàdores. AÌìtónio Joâquim de CàrvaÌho, naturàÌ de Aì\'ito, eÌemento fêÌroviário, então destrcâdo no Bâtreiro, onde comèqouâ pÌâticâr o ciclisÌìÌo e que disputoÌl \'áriâs proïas oficjài!. foi duranle âÌros, o técnico e tÌeì ador dos ciclistâ! do F. C. 8.. que eli) também repÌ'esentou, bem como, ÍÌàis târde, o Lusitâno d€ ÉroÌâ. Diàmântino CoÌÌeià dâ Silva (ialecido em 19{17,em I'rança) e Armâüdo Pinto Brândão, âmbos do BàÌroiro, foÌâm, entre rÌguns oulros, dos mâis esfoÌçàdos cicÌistâs locais, que meÌhor se rev€lâÌiâm se dispuselsem de um apojo mâis ÍoÌle e conlinuâdo. Com o apârccìmento de Femrnd€s (o can eio de que mais âdiânt€ tÌâqãÌnos â biogÌâfiâ), o eltusiâsmo peÌo CicÌismo mais ãumcntou c se axpândiu neste concelho. Organizarâm-se etrl:ào,às Grawles P.a.rãE Cì(Listas d.oBuì eiro, ( \ à prì, meír:Ì eÌn 23-X-1934, no peÌcuNo dc 140 quiìómetÌos, Cê que sãiu venc€doÌ Filìpe de llelo, do Carc.r\.eÌosSpoÌt OÌüb, em 4 h 6 m e 30 s, cÌâssificân{ìose em 2." Ìugar Joâquim Fer'niÌndes,com mâis 30 s; â sagundâ em 27-X-193ã, com a mesmâ quilometÌâgem í1), que foi gânhâ peÌo vâÌoroso AlfÌedo

(Ì) O itineráÌio de6tâs prolas ciclisLrs, qle mujio irteresse d€sleÌtàÌrÌn nos rìeìos desporl,jvos dà nmsâ rcsião, cÌâ o sesuinte: laÌrci/o (p.rlida do CâhÌro rìo Luso) - -{1hos VedÌos Noita lrshção de Sarilhos PÌìthâÌ \ono Bezel:.r (PalmcÌa) Rjd da !'jg1Ìèúâ (Setúball -Az€ìião Coina e nâÌÌciro (,àft5 r.:.s).

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O BÀRtìEIItO C]ON'TEIÍPORÀNEO Trindade, em representâqão dos <Leões,, de Ferreila do ÀÌentejo, enì 4h e 18m, conquistândo o 2.' Ìugâr, com o mesmo tempo, o outÍo ídoÌo alessâéloca qu€ foi José líâÌià NicoÌau; e outÌâs e outrâs maiis, como a rle 193? (III Grrnde Prova CicÌista do Barreiro), reâÌiz:Ìdà em Junho PeLo númetu e pel,( calello1i,a dos ca cortentes, ÌorQn ãs mats Lm'porto.utespralx.s de senpre, (tqLLraaLizflt1us. De 1937 a 1940, o Grupo Despodivo dâ CU!-- (fiÌiâdo ÌÌ:Ì União \relocipédìcâ Portuguesâ) pÌaticou CicÌismo, n]â-s cÌesdeentão não mâÌs se iÌìteressou por est:r modalidade, e era o clube qüe precisameÌrle â podìà âqüi meÌhoÌ impulsionâr, por alispor de especiais possibilidâdes parà is"cì podemos iìcrescentiÌr âté ao ponto que muito bem quìsesse e Nos úÌtimos ruìos têm sitLoquâse exclusivâmente os clubes popuÌares rÌo Bâneiro que Ìêm promovendo pÌo\râs cicÌistas De notâr que à fregu€sjà de Pâlhâis tem sido, desde há müito, um centÌo de boÌrs pratìcàntes alo pedaÌ. SâÌìtoântonienses,coinenses e tãmbém penâÌ\'ênses, alumà Ìegìão propíciâ à práticâ do CicÌismo' são verdadeiros entusiastâ)r poÌ este alesporto, IâÌtando ãpenas quem zÌÌi faça desenvo{r'er os seü':l estrâalistâs. (Na Xxl VoÌta :r PoltugâÌ em tsicicletÉI,em 1958, tomou pãrte, integrâalo na equipâ do .Feüo\'iários>, de Luand4, um corÌedor' barreirense, JúÌio Gomes de OÌí\'eiïa, que, nâ Ììossa Ìegião da PenâÌvê, se aleseDvolverânâ prátic:r do Ciclismo Nà 2." etàpã da prova' um âcidenl' folçou-o, todaviâ, a desistir). O facÌro do Ciclismo lo€âÌ tem sido erguido, nos úÌtimos ânos, pelo Grupo Desportivo do Bar-reiro. A ele se deve â orgânizàção dos denominaalos Cilcrdúti tLo BL,rreiI,, de que o primeiro se disputou â jovcÌlì 14-X-1962, nâ distânciâ de ?6 quiÌómetros, com o triunfo do populares, fiÌiado bârreirense MânueÌ MâÌlins RegueiÌo, nâ câtego4à de ro refeÌ'ido cÌubê e já vencedor ale outrâs pÌovâs regionâís, como â do <Circuito dos 3 CasteÌos, (SetúbâÌ PâlmeÌâ - AÏrábida- SetúbâÌ), no percurso de 91 quiÌómetÌ'os. AnuaÌmente, em Agosto, poÌ ocasião dâs festas iocais dedicãdas â Nossâ Senhotà do Rosário, vem o Desportivo proÌÌÌovendo umâ lroviì velocipéalicâ, na A\.enidâ Eng. Duãfte Pacheco í,4s tt'1dicianaìs 3t) Volt&s). Os seus coÌredoles Ì)rocuÌam competir'com os estÌâdistâs deste distdto e de Lisboâ. :ì 0ll


OUTRAS I{ODALIDÀDESDESPORTIïAS Arquivamos, agora, pâra conclusão destas notas, alguns apontamentos biográficos ds Joaquim Fernandes, que começámôs a regìstar desde que fornos o primeiro a recolher deÌe uma entrevista para a Imprensa, neste caso um antigo semanário local, O Poao tlo Barreiro, em 1934. Nascido em Paio Pires a 22-V-1912,veio par:r Coina ainda muito jovem, começand,) aos 15 anos a disputar pequenascorridas de bicicleta peìas estradas da freguesia de Palhais e do concelho do Seixal. A sua primeir:r prova ciclista, mais a <sério>,foi a que disputou, ÌÌo percurso ds Santo António da Charneca a Azeitão e vo1ta, vencendo-a com 12 m de avanço sobre os seus competidores ! Coruia como ..individual>, pagando do seu maglo bolso as respectivas inscrições. A sua primeira prova ds maior fundo foi depois o <Porto-Lisboa>, em 1934, na quâl ficou enr 4." lugar. Nesse mesmo ano, sempre como <individual>, concorreu então à V Volta a Portugal, classificando-seem 9.. lugar, apesar J O A Q U I M F E R N ANDES de sérios contratempos qus sofreu. Estav:r revelado um bom estradistâ ! E o Barreiro logo tratou de o homenagear. Uma comissão de barreirenses, a 23-IX-1934, oïganizava em sua honra, num dos teatros locais, uma festa artística, na quaÌ também homenagearam Armando Pinto Brandáo, qug (pelo Clube Rio de Janeiro, de Lisboa) igualmente coxcorreu a essa Voltâ., não chegando a concluí-la, por desistência. Fernandes, bem como Pinto Brandão, receberam, então, valiosas lembranças. Em 1935, Joaquim Fernandes pàssou a representar o Sporting Clube de Portugaì, disputando nesse ano a VI Volta a PortugaÌ, na qual foi menos feÌiz, quedando-seem 10.'lugar. Nos dois anos seguintes (em que não se organizon a Volta a Portugal) continuou Fernandes a representar o Sporting, conquistando honrosas classificações em todas as provas ciclistas que disputou. Em 1938, ingressa no Grupo Desportiv6 da CUF (Lisboa), tendo como treinado'r o já falecido Alfredo Piedade, o famoso <trepador> da Calçada da Glória, da capital. Na VII Voìta a Poúugal, nesse ano disputada, Joaquim Fernandes alcança 6 3.. Ìugar. Estava já próximo o

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O B.A.IIR]'1RO CONTEXIPORÀNEO seu tão rÌesejâdo triunfo nâ !ïova máxinâ do cicljsmo nácioxaÌ. Dsse tÌiunfo viria, de facto, €m 1939. ContiÌìuândo em repÌesentâqão do G. D. dà CUF, Fernândes àÌcaDçâness€âno o 2.' Ìugâr nâ provâ <Porto-Lisbo:1', com iguâÌ tempo do veÌìcedor (IÌdefonso nodïigues) e, finâlmente, semânâs depois, na VÌII VoÌtâ a PortugdÌ, disputadà de :ì ,ì 20 do Ago'sto, vence â duÌa provâ. Com o percuÌso de 2617 quiÌómetros (â maior qul lometÌàgem ató então estabeÌecida), Joaquim Fernandes cobriu-o no tempo de:10 horãs e 31 segündos,com 5m e 9s sobte o 2." classifìcâdo (António BàrtoÌomeu, dos Belenenses). A prova fora disputâda poì 40 corredoÌes, Ainda como notâ de cu osidâde, riecoÌdâ-se que â 1.'etâpâ loi :r de Montijo-PaÌm€Ìâ (59 quilómetÌos), com pâssagem p€lo BarÌ-eiro, onde Fernandes foi o 1." coÌÌedor à entrâÌ nâ Ruâ MigueÌ Bombârda (âctüãl Rua D. ManueÌ I), pouco depoisdas 11.30 Ìroras dessedià 3-VI1I-1939, e a cortâÌ a (metâ) pârâ atÌibuiqão de prémios, tÌ'açadâ em fÌente do edifício dos Pâços cÌo CoxceÌho, conquistan.Ìo, ãssim, uma artístic.Ì cigarreira de prâta, prémio da C. M. B. e r.Ìm outro pÌémio do clube ÌoüÌl à quâÌ se seguiâ, ìo mesmo dj:r. <Os CeÌtasr, (o veÌlcedoÌ dessâ etapâ â segundâ estiÌ'âda, de SetúbâÌ a Santiâgo d€ Cacém foi, no entanto, o coÌredor fÌ.Ìncês Renâto Dâssé). O t unfo dê Joâquìm Fernândes começoìÌ â desenhãr-semàís tarde, já com mâis de metàde do percuNo efectuâdo. Em 1940, nâ IX Volta â PoÌtugaÌ, e iá em rcpÌesentâção do Spoú Lisbor e Benfica, FeÌ'ìandes teve üm peÌ'càÌçoque o obrigou â desistir dÌuante i1 O nossobiogr.úâdo n€stâs breves notâs foì um cicÌis ì müìto compÌeto, esp€ciàlmenfeum bom <roÌâdoÌ>, o que Ìhe vaÌeu o epíteto de la.omatbú... Ì)otado de pefeitâs condições físicâs, eÌâ também dltm tempefiìmento múito peftinâz e corÌÌjoso. 1939 fora o âno de su:ì.meÌhor fonÌl:Ì, que eÌe soube àpÌoveÍtâr d:r meÌhor maneira e até com o fâctor soÌte, que tâmbénì p.ú rc b.-ê dp todo. os rr'urrlos d" qu.Í qJFr qu. In..,.c\êr' "pjb. ],i.rjì o seu nome no rol dos vencedores da VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA. Registamos aiììda que Joâquim FeÌnândes Ioi, Íutebolìsticàmente, um sìmpâtizânte do F. C. Barreirense e um admir.rdoÌ de Pedro Pireze, um dos <mâgos) d:r boh d:r.sua ópoc:r (que foi â époc:Lde OTIRO do FuteboÌ no Bârreiì'o). Este ântigo <ás do pedâÌ> \dve, com sua fânìília, em Coinâ, onde é

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OLTRÀS ITODALIDÂDES DNSPORTIYAS

COLUMBOFILIA A CoÌumbofiÌia foi oÌ'gaÌÌizad:r,peÌâ pfimeiÌa vez, no BaÌ-reiro, em Outubro de 1929, por uma comissão coÌnpostà de Mânuel Tavâres Rodrigues JúnioÌ, Joáo José Pires e AÌberto d:t Fonsecâ Morâis, que montaÌ'am est curiosa modâÌidâde despoÌtivâ como secção do Futebol Clube BârÌeirense, do quaÌ erâm sócios, e que teÌe à sua sedê nâ Trâvessâ dâ Figueira, n." 32 (Fábrica Moràis). A iniciativa foi coroâdâ de êxito e, no espã€ode um ano, a Secçãotinhâ perto de 50 associados.A criação de Domboscoueios era já, contudo! exeÌcídà, há àÌÌos, nesta viÌ4 havendo âqui muitos possuidores dg pombos dâs meÌhores r.açâs. A Secção do F. C. B. contâva já em 1930 um efectrvo supeÌior a 200 arim:Lis dessa espécie, tendo promovido, então, várias laÌg'adâs e provâs de extensão e velocidade. Em 1932, o Luso FuteboÌ CÌube crjâ tàmbém â suâ secção, neÌa àgrupândo os seus adeptos cultivadores do desporto coiumbófilo. Cresce o entusi.Ìsmo não só !el4 cúação dos pombos, mâs tãmbém pelâs provas de competição, o qúe, pouco tempo deÌtois, em 1933, levou os columbófiÌos locâis â cdar um clube da especiaÌidade,:Lbatendo-seos despiques clubistas pàm todos, em conjunto, promoverem o màior desenvoÌ\'imeÌÌto da modâÌidâde. Em 1985 cÌi:ü:Ì, por sua vez, o Sporting Clube Lâwadiense um:Ì Secção de CoÌunbofiÌià, que durou contudo, pouco temlo. â Fundado àqueÌe cÌübe â Sociedade CoÌumbófiÌà Barreirense modâlidade p:Lssouâ seÌ mais bem discipljnâdâ, enquadrândo todos os coÌuÌnbófiÌos Ìocàís e impuÌsionando :r propaganda desse desporto que teve no barr€irense João CuiÌherme Correia (faJecìdo ã. 22-IX-196?) um dedicàdíssimo eÌemento. Entre Mârçír e JuÌho â S. C. B. concoÌre, anuâlmentq â uma médl dF 20 pÌo\âs, êì,irp nàrio',Ji5 o inrêrnacionziq.

FUTEBOL

(V. CâpítuÌosI, ÌI, ÌII, IV e V).

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

GIN ÁS TICA A Ginástica, clássica forrna ou modalidade ds educaqáo física, começou a ser praticada, regradamente, no Barreiro, pelos futebolistas dos seus principais grupos desportivos, apenas a partir de 2.. metade da década dos anos 20. Mas decorreram anos, ainda, com aÌguns deÌes bem refractários às Ìições... No austríaco Hoffer, um alourado, de foite cabeleira e olhos azuis, teve o Futebol Clube Barreirense, no ano de 1932, o seu primeiro born professor de ginástica, mas um sofrír'el treinador de futeboÌ... Hoffer dirigiu ainda, aqui, uma cÌasse de ginástica para crianças. O Clube não estava preparado, porém, para defrontar e manter o desenvolvimento da modalidade - outros interesses mais imediatos se imprlnham... -e o preparador físico foi sacrificado ao treinador. SimpÌes sócios do Barreirense e do Luso também por essa época cultivavam a educação física. O Grupo Desportivo dos Ferroviários foi, contudo, o que primeiro praticou em profundidade a Ginástica, à partir de 1931, principaÌmente

Cla,sses r.l,e Ginástica d.o Futebol Clttbe Bí,ì',reirense Lum realizatlo no Ginísio-Sed.e

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saraTl


OUTì.{S .IÍOD.{I,1D-{DESDESPOÈTIVAS p:ìrâ :ìpÌendizes das Oficin:rs Gerârs, terldo tido a. seu sen'iço dos melhores professores poÌtugueses de Educâçáo Físicâ. O seu incremento levou esse GÌupo a construir, m:Ìis taÌde, em 1936, umâ irutàÌâção devidaum Ginásio, que foi o pÌimeiÌo do mente apropriada àqueÌe Íim BeÌreiro, levantado junto à Avenida de Sa.padoresde Caminhos de Fer-ro. Intermitentemente, írutÌos CÌubes do BâÌÌeilo orgânjzarâm cursos de Ginásticã. O Grupo Destortivo dâ CUF já em 1945 e 1946 âpresentâvà <CÌâsses de Cinástica excÌusiva !ârâ jogadores de Futeboi e Ginástica Educativâ musicrdâ> sob à direcção do PÌof. José JúÌio Morcirà e, depois, dc PÌof. Ló1io Ribeiro. O Luso (depois de 194?) e o BaüeiÌense (âpós 19á6), começaÌâm â dãr incÌemento à cuÌtuÌâ físicâ.

O FuteboÌ CÌube BarreiÌense tem primado em teâÌizar no Barreiro bdÌhante lestivâis ginásticos, trazendo até ao seu Ginásio-Sedeâs cÌâssês do Ginásio CÌube PoÌtuguês, do Lisboa Ginásio CÌube, do Ateneu Comerciai de Lisboa e do Sporting CÌube de PoÌtugaÌ. Interessantes jornâdâs de propâgândâ têm sido essâs, ha\.endo, no entanto, muito a desejâÌ', ainda, quânto âo deÌido desenvoÌvimento dâ Ginástica, entre nós. Em 196?, \'oÌtorì este CÌube â iÌìcÌeÌnentar os cuÌsos dê Ginásticâ nas suas instâÌações. Ìguàlmente o Grupo Desportivo dn CLIF, no seu Ginásio, roltou a deseìvoÌver (desde 19íi5) estâ actividâder não só com clâsses iÌìÍantis, mas tâmbém de âdultos, pàÌecêndo-nosque, desta vez, eÌâ aÌcançará um maìor desenvoÌ\'imento. HIPISMO O primeiro festivaÌ hílico, Ì1o BârreiÌo, foi efectuado em 1960, qüândo umâ comissão de entusirstas dess€ €motivo despoÌto, da quai o càpitão António Luís Monteiro dâ GÌâça, comândântê do Destacâmento d.L G. N. R. estâcjonâdo rìestã.viÌa, foi, Be pode dizeÌ, â olmor oÌgânizou, naquele ano, nos dias 2 e 3 de Julho, o I Cowurso Hl,pico íIo Barreira, que muito interessou üm Ìargo sectoÌ do púbÌico Ìocal e aqui atÌaitl muitos forâsteiros.

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O tsÀRREIIìO CONTEMPORÂNEO Decor-reu o concurso no Campo D. Manüel de MeÌ]o, cedido pelo F. C. tsâ.rÌeirense,que foi devidamente âdâptâdo { rêcinto de obstácuÌos e vistosa e profusamente engâlâ.ÌÌadocom flores, vel:duÌas e bândeirâs. receitâ reveìteu paÌa ãs Este primeiro ce*ame hípico locaÌ-cuja um vàlioso conMària-teÌe da Igreja de Santâ obràs de constÌução junto de pÌómios oferecidos, vindo âté nós, entre outros notáïeis câvaiejros, o câmpeão de lâIgâ categoria inteÌnâcionaÌ, mâior HenÌiquè CaÌado, com o seu famoso câvaÌo (Caramulo). A distinta amazonâ Anà Maria Ribeiro Fer'reira tâmbém mâ,].coupresenqâ no ceÌtâme, que contou com dezenas de concorÌentes, cifis e miÌi*[es, estes, poÌém, em destâcâdâ maiorià, Numa Jaixa de teÌ-reno camârário dâ Quintâ dos AÌcos, m3ÌgiÌìâÌ dâ ribeirâ de Co;na, entre as Oficinâs Municipâis e as instaÌações da PâÌce' ria Gerâ1 de PescaÌiâs, na Azinheira, reàlizaÌãÌn_se,àindã em 1960 (â 19 ale Novembro), provas hípicas entÌe os oficiais de Õàvalada da G. N. R., por iniciativa do comândânte do Destàcâmento local daqueÌâ Corporâçãc, eom a âssistôncia dos oficiais superiores da referida Arma, em seÌ"viço na mesmâ Guârda. Umâ das pÌoÍas mâis impoÌtântes foi à de coïta-mato, Ììum Ì)ercurso de 2km e meio. O conculso de coÌridàs de obstáculos decorÌeu na pâIte bâixâ dos teÌÌenos, bordândo as ágüâs.

Àinda no campo :rtÌético do F. C. B. voÌtou :ì rêâlizâr-se outro festival de Hipismo, e sê-lo-ia, a1i, pelâ úÌtimâ vez, não só porque o :ÈreÌ_ vamento do Ìefeddo campo i.r começar em bre\Ìe, mâs tâmbém poÌque uma deteÌminação oficiâÌ tomavâ lroibidâ tenninantemente â ÌeaÌizâçãc' de tÌovas dêstà modalidade em câmpos de futeboli foi o ÌI Concurso Hipico do Barrei,Ía, que teve Ìugâr em 11 e 12 de JuÌho de 1964, considerâdo irìtegrâdo ÌÌâs festi-ridâdes loc:us em ÌÌonÌâ de Nossa Senhorâ do Rosáúo Dois câvaÌeiros portugueses, entre outros, nele maÌcaÌam mais destacâdâ actua4ão, peÌos triunfos obtidos: ca.pitão MaÌinho FãÌcão e tenênte PimeÌÌtâ dà Gama.

Em 1966,Dostàde pàrte, também, â fâixa de terreno dâ Quint^ dos Arcos üitimâmente utiÌizadâ pâra instrução dos €fectivos de CavaÌaria do Destâcãmento[Íilitâr do BâÌ'ÌeiÌo, poÌ motivo da construÉo

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OUTRAS MODALTDADËS DESPORTIVAS

Campo do Ross'io, na O Ca,mpo D. Manttel de MaIIct (o <<It'istórico>> Vid.a I)esportit:a d.o BarTeiro e do Pais), Íoi' <<písta cle ol)stácuLos,t cLe bri[ha:ntes cortctt'tsos hípicos eltl 1960 a 7964. a grarur& a.pre' senta ,n cara!,eito eln p'ro.J!.J',no certame recLlitado no prìmeílo &nos d,(LqTreles

da nova fase do Bairro de Habitações Económicas ali Ìocalizado, veio um novo campo de obstáculos para a prática do hipismo a seÏ construído numa extensa faixa de terreno da Quinta dos Casquilhos, cedida, para esse fim, pela Companhiâ União Fabril, sua prolryietária' Totalmente prepârâdo e arrelvado, o novo Cúmpo d'e Hipi'smo oferece condições óptimâs para z reàliza?áo de concursos e festìvais deste belo desporto, devitlo à muita dedicação posta nesta obra pelo capitão Alberto Crispitn Gomes, da G. N. R., então comandante do Destacamento Militar locaÌ, o que teve, da parte da Câmara MunicipaÌ do Barreiro o melhoÌ apoic e auxíìio. Foram criadas, assim, as condições païa que mais uma modalidade 6 Hipismo - contribua para manter o Barreiro no destacado lugar que ocupa no panorama despoúivo nacional. Em 1 e 2 de Julho de 1967, verificou-se a inauguraçáo do novo Campo tle Obstáculos, com a realização do III Concurso Hwico Nacional

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O BARBEIIìO CONT!]MÌ'ORÂNEO do Barreiro, disput.rndo-seprémios no !â1or de 55 contos e várias tâçt.s (â fâvoì. do tr{ovimento Nàcionâl Feminirìo e da Comissáo MuÌÌicip:!Ì de AssistêÌÌciâ local). O vencedor do Crarde Pr'émio (Taçâ GovenàdoÌ CiviÌ de Setúb.:ÌÌ) foi o major MáÌio DeÌgâdo. HóQUE| EM CAMPO (DE SE|S)

Eìn 1964,surgiu, entle nós,o Hóquei em Câmpo,Ìnas nâ mod:rÌidadê de seris,atrar'ésda OÌ€anizâqãodos Jogos Juvenis(')r.{óQUEr EM PATTNS (V. PATINAGEM) J U EO O Judo, oÌiundo do ExtÌemo Oïientc e exceÌente escoÌâ de despoúo à bâse de âgilidâde, IâÌ)icÌez o opoïttÌnid:ìde - aÌto pÌocesso de atâque e de defesâ pessoaÌ de que unr indí1'ídüo pode Ìânç:Ìr recurso n:ìs màis impÌevishÌs situações- foi iniciâdo no lÌaÌreiro peÌo Grupo Desportivo dâ CUF, €m 7963. aO,ínicìo dds aütras de juda -lia-se num reÌ:r.tório dãqueÌe cÌube-,rdo satisÍazer a interesse de muilos elementos da massu .lssocie,tì1:ae ÍLesnro íle elementas esl:fanhas, que estão f.r2entla a sua ìnscrição Loma sócí.as,a Íim de a paierem prat)cal>. Com o G. D, da CUF passou a coÌaborar o Luso Futebol CÌube, que inscÌeveu futuros pÌâtic.Ìnt€s. As auÌàs mistàs, no Ginásio desta última coÌecti\.idâde, onde foi colocado o tâpete, tiverãm começo â ?-X-1963, com â presençà de 6'I aÌunos (il3 :rduÌtos e 34 âlunos, de âmbos os sexos, com a idade inferioÌ â 15 :rnos), sob a oÌienuição do Prof. José Joaquim Baratâ. Dâdo o interesse qlle â modaÌidacÌe despertou, o G. D. da CUF filiou-se nà Federâção PoÍuguesâ de Judo, fazeldo um festivaÌ de âpresentâção das suâs cÌàsses em 24-I-1964 e inaugurândo oÍicialmente â secção:r 17 de Outubro do mesmo aÌÌo, no seu CiÌÌemâ-Ginásio, com â

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OUTRAS }IODALIDADES DESPORTIVAS

CUIDANDO DA BOA PREPARAÇÃO FÍSICA DOS HOMENS DE AMANHÃ,..

A classe btfanti| d,a Júdo do GrlLpo Desf)o'rtipo da CUF, erìbintlo-se no ÍeBtì1tLíI (Ie incLTtg .raçalo rlo Estátlio <<Alfred.o da SìL1rü>. Pel(L noaidade, gtaqa e (r'pa|'&to, - <O'' rtt'ocessos pt'econ'izaìlos n6 pr,átìcd slLscitoü Ía.,Ì'tos aplausos r)a íl,ssistê.ncia. do Jud,o (uÌÌL deriuado directo do Juji.tzu) constituem - escre'L)euetu 1961r o ProÍ, Morais Rocha - uÌ71métoúo de eclucaçõ'ofisica, com sentido lontuati'u-o, educcLtiro e mo,Ì'olD (Foto de José Joaquim)

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O BÀIìREIRO CONT]'}TI'ORÂNEO

pÌesençaalevárias entidâdesoficiâis, entre âs quaiso inspectoÌDï Pedlo Nolâsco,em representâçãoda Direcção-CeïaÌdos DespoÌtos.Elementos â atençãopela súa notáÏeì ilas cÌassesinfântis âiraíram especiâlmêÌrte hãbilidàde,seguïo lenhor do desejadoaluÌo técnico.A l?ÌimciÌa equiÌrâ aie competiçãofoi, Ìroì-tâlto, a infantìÌ, tendo sido o mestre iaponês Kyos\y Kobayashyo exãminrÌdordos judocâsbâÌreirenses(do G D da CUF). Orientou üs classes,postedolmeììte,o mestre poÌtuguês Joaquim Baratâ que, a 16 de Julho de 1165,nâ sede do Luso F. C, foi ah'o de pública homenagemde todos os seus})upiÌos,pela muita dedicação,int':Ìesse e sâbêÌ com os que onenlou Não dispondo,tor enquànto,o clube <cufistâ> de instaÌâçõesIróde Judo, tem sido ültim!ìmente prjâs parà o maior cleseÌrvoÌvimento do Refeitório N" 3 dâ C U F' aÌÌdar praticâalaa modàlidâdeno 1" oÌÌde,no mâgnífico tapete âÌi coÌocâdo,foi disputad:r,em 24-Vl-1967,â Tâça oÌímpicà de Judo de 196?,por iniciâtiva dà FederaçãoPortuguesâ ale Judo, com a colâboraqãodo G D. da. CUF e à que concorreÌâm os melhoresjudoeâsnacionais.Aí se exibiü â exceÌertee prometedoÌì clãsseiÌìfantil <cufistâ). Em 196?,às aüÌas de Judo tiveram 89 alunos, juveÌìis entÌe os quús 16 âdultos.No m€sÌnoâno, os pliÌneiÌos grâduâdos comêçãvàmâ entrâr eÌn competiqões MOTORIZADOS(DESPORTOS) Os despoÌtos motorizâdos foram pÌâticâdos váriâs vezes no BàÌreiro - no género de glncanâs sempÌe com muita assistência, tãhÌe'z porque a mâiorià dos concorrertes eriÌ nâturâÌ do conceÌÌto ou reie Ìesidente, despeúando, assin, cuïiôsidâde o ir:LpÌ'eciá-los ÌÌas suàs demoìtÌâqões de lerícia e outrâs fâculdades. . As pdmeirâs giÌÌcanai automobiìísticàs de quê tetlos recordâção e devida Dota forâm as ÌeâÌizâalâsem 16 ile Agoslo de 1931 e 30 de OutubÌo de 1932, no Campo do Rossio, alo LìàÌTeirense (neste ílltlrlo ano o camlo atlético era da <filialr do F. C. 8., poís o dito cÌube pàssaÍâ, oÍicü7lnente, patà' Lisboa). Um dos mâis entusíâslas dcss:Ìscompetiçõesfoi sempre o médico 1ocâl Dr' António Pâcheco Nobre, ljom voÌânte, que em 1955 presidiu à DiÌecção do BàrrciÌense, e faleceu em Lísboâ, ã 6-ÌI-19íi3 à 1 de SetemTambém aqui se reaÌìzou uma gincarâ motocicÌista bro dc 1940 - igu.Ìlmente no Câmpo do Rossìo, com o concurso de várjos sócios do Moto CÌube de PoÌtugâl e do Ginásio Õlube Poì-tuguês,


DESPOÌiTIVÂS OU'IRAS X]IODAÌ,I]]ÁD!JS vindo deste úÌtìmo tomàr pârte nâs lrovas o campcão nacioÌ1aLde X{oto. cicÌìsmo dessa épocâ, João de Oliveira Fresco. Os dois pÌimejros ltÌó_ mios forâm, natuÌaÌmente, gànhos por Ìisboetâs, mâs os 3." e 4.'cÌâssificâdos forâm João Grâde Ribeiro, ïepresentânte do I'. C. BarÌeireÌÌse, e FiÌipe Ì-abo, nâtural desta viÌa (actuaÌ 1.' sargento da Annâdâ), que coÌreü indivìduàÌmente. Na Àvenida Engenheiro Duàtte Pacheco, decoüeu, em 28-VII-19õ8, com orgãnizãção do Moto CÌube de Lisboa, o RaILlt Íl'a FìnL do Ano, pàtà motos, nscootels> e velomotoÌes (provas de peÌícia e reguÌâÌid:Ìde). Numercso DúbÌico seguiu inteÌessâdo, ÌÌessa óptima pisttÌ p.Lrà tâis com" p€tiqõ€s (cujo tÌâçado podeÌrá âiÌÌdâ, um dia, ser mâis ïalorizàdo parl1 Ciclismo e ÁutomobiÌismo) âs provas cÌâssificâdas por cÌâsses,nâ IÌ dãs qu:ìrs, em motos, o estreânte Sertório da Fonsecâ, do BaÌÌeiro, lbi o Nos úÌtimos temlos tem havido ÌÌn1 surto de interesse ÌreÌo AutomobiÌismo, com plovàs âqui disputâdâs e aildâ conl repÌ€seÌìtâção dLl voÌantes baÌreirenses noutrâs terrâs õ,a PLrís,reg;.stúndo-setúmbám, LonL erta cantinuitl,ad.e,giilc.Lnds-períci.tn.r íIitL!,Areüd.I EngenlLeiro DutLríe ComprceÌlde-seque o Bârïeiro tem já obÌigâção, peÌo eÌevâdo nri' meÌo de \ÌeícuÌosligeiros e de motofistas (de âmbos os senos) que lossui, de mâÌcar mais posição no DespoÌto Motorizâdo. Qüe âssim suceda. E entusiâsmo ÌÌão ÍâÌtaÌá, como o qúe en1'oiveuâ Gincâna Automobilisticâ que â Associação Académica do B:LueiÌo (por ocâsião da pâssagem do reaÌizou no Câmpo do Luso Futebol Clube, â seu 25.'aniv€tsário), 11-V-1963.

Anotamos qüe, em 1930, o CÌube Nâvâl BâÌreiÌense, lor ocasião do seu 5.. âniï€rsário, proÌÌÌoveu,pelà primeirà vez, no BaÌÌeiro, umrì demonstrâçãode baÌcos motoÌiz:ìdos(out-boards>. N A TAçÃO A mais antigâ notíciâ que ÌecoÌh€mos de uma provà desfoÌtiva de nâtâção ao longo dâ DÌaia noúe do BâneiÌo, foi â que se efcctüou :ì

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O ll^lÌMlìO

CONTEI'IPOR-ÂNEO

15 de Agosto cÌe 1909, promovida peÌo Sport CÌub BârreireÌ1s€ (1) e â qlÌe âssistiràm mais de miÌ pesso:Ìs.P€Icu1.soda eïtr@rúindria coÌ]adà 100 mctros, que o \Ì€nccdor (levou o máximo de 2 minutos> a cobÌir (,). l{ercê d:Ì dedicâção por este despírrto por pâÌte dos râpâzes do <Sport CÌube Bârrêireìse), âs coÌridàs de nâlâção tomârâm muita Dopularidadc, <sendo estâ \'iÌa, depois de AÌ.eiïo, Porto e Lisboâ e aÌgumâs dâs suâs pÌâiâs mâis prór.imâs e dâ üesm:Ì miÌrgem - escreveu el]Ì 1930 o bàlrêiÌense I'Iãnuel Rel'der dã Cost:r, um entusiâsta pela nâtâção, por cujo desenvoÌvimento trãbaÌhou tos meios despoltivos da capital a pÌimeira teÌ-Iâ onde se rcaÌizou um caÌnpeonãLodâquelà modaÌidâde>. De Ì€sto, os dêsportos ÌÌáuticos forâm sempre do agrâdo do povo do B:LÌÌeiro. São conhêcidâs âÌgumas proezas de nâdâdores bàÌreirensei, mâs foi com a inàÌrgurâcão do CÌube NaïâÌ BaueiÌeÌÌse, em 1925 (r) que todos os dcsportos Ììáuticos se começ:ìÌãm a desenvoÌ\'er âqui. Logo no âno seguíÌìte, :ÌqueÌe clube procedeu à irìâugurâdìo dümâ jangâdâ e dum:r escole de nàtàqão, da qual foi trejü:rdor o distiÌÌto desportistâ náutico João Râmalhete SeÌ"Ìâ, eng." eÌectrctócnico dos C. T. T., quc então residi.ì Destâ viÌâ, Ìrorquc até ãí âprendià-se â nâdâÌ sem escoìa, à margem dos Ìnétodos rigoÌosos, tendo saído, contudo, dâs clàsses popuÌâres, especiâI, nÌentê dcntÌ€ os habitântes dâ or'Ìa Ìnarítim:r d:ì \'iÌâ, muilos ágeis ÌÌâdì. dores.

(') \. O Burr.in AntilJa e lIotlerÚ Car.y.-A Borreìtu ra transì.çõ' tltl llohúrq1na Nd ÍL R.t,úblìca e L)r..:. aveciaçã,a Aa wúatla s.!Ju,;tt... - Pâg, ?,r9, (") Vale â rena arqnivârÌnos os tólicos desta dest. deslortìvD qre maÌ côhêçou, deriâ logo t€Ì âcaÌ,ado... mas qtre, meÉmo âssjm, !ête foÌos de iorí.ìa Ì\ã iìrÌrreìsâ da câÌriLâI. nÌ.m côncorrèhies: Auguslo Ernesto .ta Costa, Joáô Brrta, GuiÌh€rh. dâ Luz, -1{aru€l teyder dâ Costâ, JíÌÌio -{ÌàíÌjo, Júlio Mirân.la c -{Ìfredo Azoiâno (o úÌtinô ájndâ rerterceÌte.o númeú dos !iros). O júri eÌa comrosto !or: Josó Luis dâ Csta, José Luís de AÌaújo, Ìrrof. Joaquin Yicerte I'rânqâ, Heúiqrc Louleúo (que se sücìdâÌiã, mritos aros delois, lor cânsa duma qDestão à voÌtâ dos Jarìosos Pâinéis de S. Vicent€) e lìêDique de Aràújo. Todos os nâdâdores se âinâràm dã prarcha duma fÌâgatâ de José Pedro dâ Costâ, c€didr !âra €ssê Iim. Os lrónios constâÌârì dè B med.Ìhâs de lrâta e oud. O pliúêìh â cnêsâr à Ìnelâ fôi \Íàm€Ì ìèxdêrj o 2.o JúÌio ltjrandâ e o 3., Ángrslo Ijhesto da Coslâ, Um srulo de senhoras, á tedido de José Luis dã Costa, .oÌoco! âs !ì€dalhàs ào leito dos 1'cÌcedores, que foÌ!m, resse mohenlo, muito cum!ÌÌ ncntados è f€lÌcÌtÈdosl D.sterLmas nallallares, âssih os chssìfìcala a Íelhâ notíciâ. (") V- Notr (') --Pás. 834.

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OUTRAS IÍODAL1DADES DESPORTIVAS

Já nesse ano de 1925, o Luso Futebol Clube concorrera à uTravessia de Lisboa>, cÕm um bom nadador barreirense, Augusto da Siìva. DaÍ a pouco passtïanì l surgir iniciativas locais, de maior fôÌego... Em 9 9 de Outubro de 1928, promoveu o Naval Barreirense a <I Travessia do Barreiro a Nado> (para amadores), com partida da Estação Marítima da C. P. e num percuÌso de 2500 metro", mas esta primeira prov:t, confirmada ('), reuniu poucos concoïrentes saindo vencedoÌ', com o tempo de 1lt e 32 m, um valente nadador local, Manuel RamaÌhete Marinho, o quâì cÕncorïeupelo Futebol CÌube Barreirense, ganhando a <Taça José Morais>. Esta travessia rept:o B&rrei'ro do Nt. <<Tratessia tiu-se dttrante anos (voltaremos mais N(ttlot, em 1928. - Trés antiadiante a citáJa), sempre com êxito, patrogos narJadores d.o F. C, B, Da esqt@rdd púre a direita: JúLìo cinada pela Liga dos Amadores de Natação Cafu,bote e os m&togrados Are com o auxílio, ainda, de alguns subscritonìnclo cle Almeüla e l/anurl ÌIarinlLo res, entre os quais se contou o industriaÌ Alfredo da Silva. Nas anteriores a 1936, um outïo bom nadador de fundo, barreirense, se distinguiu: Armindo de Almeida. Teria, certamente, um brilhante futuro la natação, se uma remâtada loucura lhe não tivesse transtornado a vida. Era marlnheirc' da Arrnatla ("). Outro bom nadador desse tempo (que foi futebolista da que 1.' categori2, tto F. C. Barreirense) foi Júlio Calabote, ferroviário, aperfeiçoar' se não tevã, cántuclo, possibiìidade d.e mais demoradamente

(') A I Travessia foi oÌgãnizâda em 1927, mas ficou anulada, eú virtude Ce o resultado ter sido protestado pelo Luso, que concoÌÌeÌa com o seu nâdadoÌ Vicenie Paula. Na prova repetida em 1928, o mesmo atÌeta (popularnente conhecido poÌ' Vicente XIosca) classificou-se em 2" lugar (como em 1927), com mais 6m do verrcealoÌ" Vicente Paula não era, porém, um nadador de fundo, como Marinho, mas sim de velocidade, paÌa menoÌes percursos. -Ambos faleceram hâ muito, ainda novos, buscando a morte no suicídio: Vicente, a I-VÌ-1938' e ManueÌ Marinho, a 2-VIÌI-1951' (') Entrou na revolta que envoÌveu dois vasos de guerÌa nacionais, no Tejo, em 1936 (na altura da Guerra Civil de Espanha). Abortadâ â tentativa de fuga dos barcos, fugiu a nâdo, para a margem sul, tendo conseguido alcançar a Espanha governamental, dominada pelos mâr:aistas, lá encontïâ[do a morte. a1a


O BARRCÌRO CONTDMPOIiÂNI]O

Nâ décadâde 40, continuou â nãtàção a seÌ aqui pratjcada coÌÌÌ certo intêresse.A lV e â V Trzvessi:rdo BarÌeiro a Nâdo (Ìespectivamente em 11-VIII-1940 e 31-VÌÌ1-1941).Ìevelaram mâioÌ núm€ro de mais cÌássica de Depois da 2.' Grânde Guerra, esta prova-à quântas se efectuâÌam no Barreiro continuou à ser disputâdã, âpãrecendo,!oÌ' essâ â1turâ, um outro nâdãdor de boa categoria, que foi Ricardo ÁbreÌì Costâ, do Futebol Clube BarÌ'eirense (cÌube p€lo quaÌ também jogava bàsquetebol,nà reserva, em que foi câmpeãoÌegioxâÌ). Ricardo Àbrcu (que nascerÌno EscouraÌ, vindo com a idâde de 2 ânospâra o Bârreiro) â1cançou o seu primeil'o triunfo ÌÌâ Vl Travessi do BârÌeiro a Nado, em 1946, repetindo,nà VIÌ Travessia,no ano seguinte, o triunfo alcançâdo.No Seixà1,ÌÌa Estafeta Mistâ dà ArÌ'enteÌà, foi tambéÌno vencedor.Fez tã.mbémâ pÌova Car.ias-Pâçode Arcos, em qup nàdou qua"c de..apu rdo ê ainda. Lrnr ês.z ép"cr. .oncorreu às PêquenâsTrâ\'essiãs de Lisboa, em juniores, classificaÌìdo-sesempre entÍe o pÌimeiÌos â chegaÈem à meta. DespoÌiistâ coÌre€tíssimo,Íoi um positivo EIa, então, estudante do Ensino Técnico vâlor da Nãtação. (sendo àctualmenteagente-técnicode engenhariâ) e penâ foi tet pÌaticado a modàlidâdeduÌânte poucotempo, reÌativâmente.Os seusfuiunfos tÌ'ouxeÌàm âo BarÌeiïense trofeus de valià.

A Nâtação não pàrou nâ nossa orÌa màÌ'ítimâ... Mâs, nos últimos tempos, não teÌn feito pÌ.ogÌessosaÌguns, e escasseiamâ,s iniciâtivâs, Aliás, âo Ìorgo do nosso md?'ííir?.oPd1s, estê despoÌto não se está reveÌãndo progressivo,poÌque o nàdâdor que desejaaperfeiçoâr-sêem raro! continuollo,aa longo locâis encontrâinstalaçõesâdequâdâsâo seu €tzsitzo

(') À IV TÌavessia foi !Íanha poÌ Luís FexrêiÌr (un nadadoÌ c@ Ìeais !6sibilidâdes), do chpo D6pôrtlvo dr CUI, e a V TrÈ1e66ia, lor Jo6é PinheiÌÒ, do eÌulo DesloÌtivo (Os Celia$).

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OU T R A S MOD ÁL ID AD ES D E S FOR TTV A S

LÌnL aspecto, na é!)oa( b&lnedr d.e 191i6,do Peque'fta ?'r(Lío do Bar.Ìeìro, aanlLrcida Ì)ar Prâiâ da BeÌâ 1íista, renrlo-se no prínrcirtt pkuto cr,zottrt octtTtotlapelo Clrrbc Nx1'al BarreiÍe1lse (?ÍLì^1,os respectil:os sócitts e xns lam.ílìos) /I''ol o dÊ Ìos é J oaaìr i nr ì

rLoano, e que nos parece o único meio de conduzir âo pÌ'ogressoda modalidade. E este só podeïá atingir elevado gÌau de desenvoÌvimentoonde existzìm piscizír.s em condiqões apropriadas. Até hoje, contudo, um4 Piscina no Barreiro, tem sido um inofensivo sonho dos nadâdorese das nadãdoras barreirenses. O Grupo Desportivrr da CUF tem projectada uma ìra sua <CÌDADE DESPORTIVA>, mas essanão é a que a grande parte da popuÌaçãodo Barreiro deseja.Será outra, aquela a que o CÌube Nav:'iÌ Barreirense tem o direito de aspirar e que tão justaments lhe quadi'arirt inaugurar nas suas próximas <Bodas de Ouro> (1975). Note-se-â pïopósito -que uma piscina com espaçc suficiente para espectácuÌospúblicos coÌlta de antemáo com numeros:ì assistência.Rentável, ainda, sob esse ponto de vista. Assim surjam os meios materiais pâïâ essâ obra, que boas vontades não faltarão para a Íazer desenvoh'er.

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

PATINAGEM(HóQUEIEM PATINS) É outra modalidade desportiva que no Barreiro tem numetosos apreciadores, correspondendo à importância e ao renome que este jog') tem trazido para Portugal, nos campeonatos europeus e mundiais. Foi em 1940 que surgiu aqui o primeiro <rink> de patinagem, construído em Santa Bárbara, peÌo Grupo Desportivo da CUF que, logo depois, apresentou os seus primeiros patinadores em jogos particulares. Álvar6 Augusto Cordeiro Valério (actualmente chefe de secçào, aposentado, da C. U. F., nascido em Almada, em 1905), grande apreciadol da modalidade, em boa hora a introduzira na dita CoÌectividade, de qutr é sócio fundador. AÌgum tempo depois, em 11-IV-1943, inaugurou o F, C. Barreirense <rinÌ<> um de patinagem (que teve o nome de <Jacinto Nicola Covacich>) no locaÌ onde,mais tarde, foi construído o Ginásio-Sede.Chegouo F. C. B

A ur in. ì r a eat ; t ' ú dp Hóqu, ì ô t P o t ; n s t l o G . D . d a C U F N o t . 'p l n n " , , n t i n ì o . l l P s l r c , X I a n Ì '? l V o l P . t P , ,16 4s e, t er do' a o aLlí r r ì 1n: 14 a n | t o l A Laonel Silt:o, José Gomes (ja falecino) e Gilberto Simões. N! 2i ?1ary2, no m.elmo sentiilo: ,4ntónio Xlendes, Francisco Ferrebat Júé de A1me Ja e Fentanrfo Espanhol, com Áh;aro Valério e Fernando Adriã'o Fez a seu. primeíro jogo cotn o Futebol Benfica, no rinlí de Santú Bá'tbnrn. A cquíoa ndo possuia oínda polìns oproPrìados pn-ro o,jogo Lio hóquei, pàLo que só iogcna corn p&tìns de recreio. (Ano de 191i0)

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OU'I'RAS

X]iOI]AÌ,II]A]]!S

I]ESPOIiTÌìI,\S

à possuir equipâ pÌópria, qlle ráo perdurou, todâviâ, pLìlque outrâs soÌi' citações Ìnais iÌìstantes pâra o ïuturo do CÌube lequeriâm âs âteüqões ,los d irigerlFs. "Pus O facha ò,o hóquei tatinado esta\Ìa, poÌtanto" d€stinãdo â ser coìduzido, âqui,:rp€ras Ì)eÌo clube <cuíÌsta,. Anos decoÌreram, porém, em que o jogo teve âpeÌìâs feição pârti cülar, Ìì1âs em <rodâgem), mercê do entusiâsÌno dos patinadores.,par:t a competiçáo oficiâ1... FinaÌmente, em 1948, r secção de hóqüei latinâdo do G. D. da. CUI' erâ oficiaÌizâdà, devendo registâr-se que desde 1951, (no ano anterior iniciãÌâ-se na com!etiç,!o) este Crupo l)esportivo se tem mantido sempÌe no Campeonato do Sul da T Divìsão, com excepção esquecìdo, coÌÌì de 1958. OutÌo nome que entendemos ìlão dever Ïic umâ rcferência especiaÌ, é o de António dâ Silva Mestre (bâì:reÍÌense, aqui nâscido â 3-VII-1921), que, arndâ jogàdor da equipâ de honra, Dassou,em 1952, â orientâr â EscoÌâ de Hoquist:rs d:Ì sua CoÌectividadc, formândo, doís anos depois, â prinêirâ equipa de iünioÌes dos <cufistás\. Retiràndo-se dà pÌática da modâÌidade em 1955, António X{esfue d.idicou se, depois, inteiramente, à missão de treinadoÌ das EscoÌas e Juniores, chegàndo, já espe€iaÌiz,ÌdoÌra süa missão, â treinar à 1.'' câtcgofia da equipa fabÌil, bastaÌrte lhe ficândo a dever a divuÌgaçãe d:r modâlidàde e os müitos triunlos que os hoqrÌistâs do seu Clube âlcârçãrâm (em diversãs câtegoriâs) no tor"Ìreiosoficiâis.

A seguir inserimos LüÌ1 quàdÌo dâs clâssificações do Grupo Ìles poÌtivo dâ CUF nas Clmpeon(Ltos tÌo Sul tla I Diïì.'ão: Á NO S

1952 1953 1954 1955 19 5 6 1957 1958 1959

cL-.\ssIFlc-{c,io

C L A SIÌfl C \q 4 O

(i.'Ìugâr 5."

1960 196i 1962 1963 1964 1965 1966 7967

7." 10." Não disputou ?.'Ìug:Ìr

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O NARREIRO

t]ONI'ETII,CJÌÌ.ÂNEO

No CaÌnpeonâto lletrcpoÌitâno da Ì Divisão, em 1967, o Grupo Destoftivo dâ CUF cÌassificoü-se em 6.' ÌugâÌ. Títulos e Taças conquÌstúdos pelos b&rreírenses d.o G. D. rla CUI' até ò obtençiio do títuío tle Com,peãaNacìo1u1|,(l9t;5): Em 1950 - Câmpeão RegioÌìâl de 2." categoda dâ IÌ Divisão. Em 1951- CàmpeãoRegionâÌ dà II Divisão. llm 1957 - Finalistà do Câmpeonâto RegionâÌ de Juniores. Em 1958-Cânpeão RegioÌàl da Ìì Di\:isão. Em 1959 - Câmpeão RegionàÌ de 2.' categoüâ. Em 1962-Vencedor da <Tâçà Índia>. Em 1965 Vencedor dâ (Tâça de Honrâ, e CAMPEÃO NACIONÁL.

êie\Jdc r,i\êl a que clrêgou ul iJOCOS lNTERNACloftref S-O mamente o hóquei pâtinado ucufistau Ìevou â sua equipà r'epresentâtiva à pârticipação no <Torneio InteÌnâcidrâÌ de Mâdrid>, ÌreÌa ltrimeira vez em 1964. O vaÌor dos seus íogàdores foi mâis u11lâvez corìfirmâdo, como se re\relâ dos ÌesuÌ ìdos dos jogos ÌeaÌizâdos, que ,ì seguir r€gistâmos, c dâ consequente posição aÌcânçâda no certàne: <Torneio Intern..ldonrLl de M aíIrid,> ( 1I t;I ) : Em 4 de Janeiro: CUF, 8 - SeÌecçãode Madrid, 0; em 5 de JâreiÌo: InÌivâ de RarceÌona,3. CüF, 8-Femsà, 3; em 6 de Janeiro: CUF, 0 llt.gdr. 2.' -CUI.t <ToTneia Intet'no.cional íle Múdrìd> (1165): Em 28 de Maio: CUF, 7-Sniace de SântândeÌ,2;em 29 de Nlaio: Femsa, 2. CUF, 6 S€Ìecçãode liadricl, 7; €m 30 de Mâio: CUF, 4 1." lultírï. -CUFi <Toç(, Euroteia> (1966) : Em 8 e 11 de l)ezembro, QüaÌtos de FinâÌ, em Reus (Esp:Ìnhâ) contra o Reus Desportivode Espânhâ: 1.'jogo: Reus, 3-G. D. Cuf, 1; 2." jogo: G. D. Cuf, 0-Reus, 4.


OUTRAS MODALÏDADES DESPORTIVAS

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JOGADORES INTERNACIONAIS - São quatro actualmente, os hoquistas internacionais do G' D. da CUF: José António Martins (avattgatlo): Nascido na freguesìa de Santa grupo Maria (Estremoz), a 10-V-1935. Veio para o G' D' da CUF do de hóquei em patins tlaqueÌa cidade. 1." internacional da CUF em 1958' Leonel Pereira Fernand,es (avançado): Nascido no Seixal, a 26-Xpara o G' D' dzi -1937. Fol internacional na equipa da Muntlet' Veio CUF em 1962. Agraciado com a medaÌha de Bons Serviços Desportivos (Maio de 1967).


O II-{RREIÈO CONTNMIORÁNTO J6é M.muel Nogu.eira de Alm.eído (rnédi.o\: Nascìdo ÌÌo Barl€ÌÌo. â 21-XÍ-1945. IntemâcionãÌ junior peÌo G. D. da CUF em 1964, no CaÌnpeonâto EuroÌ)eu, em SaÌamâncâ. Vítor Manucl, dat Pied,aile Domjngos (gttãrda-redes) : Náscido em Sintra, a 28-VIII-1940. Intemacionãl pelo Hóquei de Sintrâ, veio para o gÌupo <cufistâ) em 1964. Agraciâdo com a medàÌha de Bons Seryiços Desportivos (Maio de 1967). PÊSCA DISPORTIVA Dentre as colectividàdes de despoúo Ìocâís, coube âo Grupo Desportivo da CUF criâI umâ secçãode Pesca Despoúivâ, em 1956, logo re'sgistada, em NovembÌo de,sseâno, nâ AssociâçãoRegional do CentIo de Pescâ Despoltiva. A sua actividade tem sjdo, tod4via, interrÌritente, dedicando-se os seus praticantes à actuâcão individuâl nos pesqueiros postos à disposiÉo do Gì"upo,poucas vezes sendo aqueÌâs em que se vêm inteÌessâ.ÌìdopeÌâ pescâ como comfetição. É, porém, quanta a nós, uma modâlidade com futurc, desde que sejà impuÌsionadâ e oÌientâda com gosto e entusiasmo, taÌ o elevaclo número de indivíduos que no Balleiro, munidos dos competent€s apetr€chos, se dedicam à pesca à beira do estuáúo do Tejo e para ng bandas dâ ïibeiÌà de CoiÌÌa. íV. DESPORTO CORPORATÌVO) PING-PONG

(\T. TÉNIS-DE-MESA) R EM O (A nodolidode que mois títulos nocionoistem dcdo oo BorÍeiÌo) Os primeiros impuÌsos, ÌÌestâ modalidâde, foram dâdos peÌo Clube Nâv:rÌ BârreireÌÌse, mâs foi o Grupo DespoÌtivo dos Feüoviádos o pdmeiro cÌube â cÌiâr umâ Secção de Remo, em 1934, e o pÌimeiÌo

32t+


OUT&AS MODALIDAD]!S DESPORTIVAS

clube locâl que se havi.r de guindar a âltàs posições,entÍe os principais cÌubes nãcionais, âo eÌÌtrâÌ em competiçãono âno seguinte: os seus qjrõrarrn.<e \ì 1ê p crn.o |pzes cã'npeõêsrêgìonaic e sajc 'êÌÍj d^rêr vezes c:rmpeões nàcioÌÌâis (1). Já em Agosto de 1943, dois dos seüs rêmâdores, Aì'mando llaÌinho (nascido no BarÌeiro â 10-VIÌI-1911) e llrmeÌindo Evans Rosâ Límpo (também natuÌaÌ deste conceÌho) haviam sido seÌeccionàdos pâÌ'â tomarem !ârte no Câmpeonâto Ibérico, em BàÌcelona. A vitóÌia aÌcançad:r pelos FeÌroviáÌ:ios do BaÌreiÌo, em <yoÌes, ile lt, sénior, em 1952 levou a suâ tdpulàção a Cârnes (tr.Ìrânqâ), em 29 de Jurìho do mesmo âno, a fim de disputaÌ o Criterium Europeu, a pÌ'imeirâ competição intemâcional então rcaÌizada para barcos daqueÌa cÌasse('). Armando llârinho (timoneiÌo), Mânuel Borges Baba, Joâquim Mâriâ Bârbos:ì, José da Costa Dâmiáo, Rogério Marinho, Domingos SeÌrano, Joâquim Maria Barbos:r, Carlos Baptistâ, José VitóÌi:t Duârte e Amâdeü BâguÌho (supl,) foram os remâdores barreirenses Ìepresentântes de PoÌtugaÌ.

Também desde 193?, jsto é, desde e suâ fundação, que o GÌupo Despodivo dâ ÕUF se interessâ peÌo Remo, que teve no €ng.' João OsóÌio d:r Rochâ e lIeÌo, ãctuaÌ administÌador da ÕUF, o seu iniciâl e irrÍatigár'el lmpuÌsjonador. A própriâ. AdministÌação desta empresa, em \ista das exceÌentes promessàs que constituiâm os temâdores do s€u GÌupo D€sportivo, ofereceulhes, pâr:ì mâior desenvoÌvimento dâ modâlidade e âper-feiçoameÌÌto, um <Tânque paÌa instrução de Remo', em 1-V-1946. A nodâÌidade tornou se, com efeito, üma das mais briÌhantes e notáveis pÌaticâd.rs peÌos seus âtletas e aqueÌa que-e de longe: - mais tííutros nacioneis, sobre todâs âs outras, tem conferido ao G. D. dâ CLÌÌì

(') Ìjú YoÌe dê 4 Juniores, em 193E e 1989r eh Yole de 4-SenioÌes, êúÌ 19,39 e 1940i e.m Iole de 8 - Senior€s, êh 1951 e 19õ2, {') EÌrnÌ seis os prises prftlci}antes, tendo â Ìiá1jâ sânho a pÌova. Os portusnes€s, classificados @ 4." Ìnsâr, tilerâh, ao Ìrorém, o segundo leÌfeitaüente


O BAIREIRO CONTE}IPORÁNEO e âo BarÌeiÌo, paÌa o que nos basta registar, nestàs notâs, qüe a retl. cl,tutsedos rnrad,arcs <cu,fistas> em que sobressâíra.Ìncampeões comJ David SaÌl'ador, Feìlìando do Nàscimento e X{àri:rno Baptista-,iá ofefeceu ao seu cÌube quâse 300 troféus (pÌecis{LÌnente 295 âté 31-XlI-1967) e mais de oiteDta títulos de Camp€ão N:LcionâÌ! Númcros impÌessionantes, sem dúvida.

Em 1962, o c. D. dà CUF, dinâmizâdo rÌo espÌêÌÌdido desporto d. Remo, dispunha de 15 tripulâaões em treino com ceIca de 180 prâticantes inscdíos. Unidâdês da fÌotiÌha: dois <skiffs), um <doubÌe-scuÌÌ,, dois <out-rjggeÌs> de 2, três de 4, uü de 8, tÌês (r"oles) de 4 e trôs de E. .Qucrd,r trp: b\âx1 ro Têio ês.1"ê\ou.Dor êislì ocâcião,u'Ì "orreituâdo diário noÌtenho-os cufistüq qüãse se tinhâm de Ìimitâr aos baÌcos está\Ìeis como são os (yoles-de mer>, dado a ingrata onduÌação do rio. AgoÌa, que já utiÌizam o abdg.Ìdo rio Coina, Ìânçàm-se âbertàmente à conqüist:Ì de louros nos seÌìsiveis e esguios <out-dggersr, Em face de tantâ operosidade,e âté porque não escâsseiàboa mâtéÌia lfima human;r., é de esperaÌ, num futuÌo assâz brel'e, que o De.spoltivo da CUF sejn o maior empó{io ÌemeiÌo portuguôs e obtelha a cor}espondente hegemonia nas pisÌasr. Seg:Lrs se a seguiÌìte relação:

CAMPEONATOS NÀCIONAIS DE REMO Gonhospelo GÌupo Desporrivodo CUF de 1943 c i967

l94J-1 lítuio: Em Yole de 4 (JunioÌes). 1945-7 íít\tloi Em YoÌe de 8 (Seniores). 79r?-3 títulos: Em Yole de 4 e YoÌe 8 (Jüniores)e Yol€ de 8 (Seniores). 1948-2 tií]ulost Em Yole de 8 (SeÌriores)e YoÌe de 8 (Juniores). 195, 2 títulos:Em Yole de 4 (JunioÌes e Senior€s). t951-l ti|nlo: Em YoÌe de 4 (SenioÌes). 795J-2 titulos: Em Shellde 4 (Juniores)e YoÌe de 8 (Seniores). 795r-2 títulos: Em Yole de 4 (Juniores)e Yole de 8 (SenioÌes). 1955 1 títuÌo: Em YoÌe de E (JuÌìiores). 1957-2 Lítulos: Em YoÌe de 8 (Seniorese Juniot'es).

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OUTRAS ìIOD.{i,IDÀDES

DESPORTIYAS

(Seniores)' 1958-2 títülos: Em SheÌl de 4 (Juniores) e YoÌe de 8 de 4 (JunioÌes) - 2 títülos: Em SheÌÌ de 4 (Juniorcs) e YoÌe -1959 (Juniores) títulos: Em YoÌe de 4 (Seniores),Yole de 4 /rd0-3 e poï pontuâção. (JunioÌes)' /9ú7-8 títulos: Em ShelÌ de 2 (Juniores)' SheÌl de 4 Yole ( vot".á"ì (ro,,iot."), Yole de 8 (JunioÌes), Shell de 2 SeÌÌiores) ' poÌtuàgão' de 4 (Setìiores),Yole de 8 (SenioÌes) e Ììor (JunioÌes)' Yile 1962-'7 útnlosi Em Skiff (Juniores), Yole de 4 de 8 (Seae s ijunio'es), Skiff (Seniores)'Yole de 4 (SeÌÌiores)'YoIe niores e por l ontut4ão. (JÌrnioÌesJ 1964-9 títuÌos: Em Skiff (JúnioÌes), DoubÌe ScuU ' Yole de 4 (Se StraiAe s lfuttio.est, ShelÌ de 8 (De Fundo- Seniores)' (De v"l. de 8 (Juniores), Yole cìe 8 (Seniores)' Yole de 8 "i"ì""j, Fundo- Seniores) e Pol Pontuaqão' (SenioÌes) /9ú5-9 títulos: Em SheÌl de 8 (Juniores), SheÌÌ de 8 ' Yole (Principiantes) 4 g Yole de SenioÌes), Funalo a" Sfr"if to" ' 'le YoÌe de 8 (seniores), YoÌe de 8 (De FúÌÌdo- seniores) ; ii;;""";, e por lontuâção em YoÌe e Sheli e err ShelÌ' (Juvenis)' lz títulos: Em Skiff (Juvenis), DoubÌe- scutl riee Sìel (JunioÌes)' loolt" - S"ott (Juniores), YoÌe de 8 (Juniores), Sküf (S ê n io rê s ) S h o rld e j e u tJu n io r e .),Y ole dê 4 rseniolesì.Y o lê d e 8 e poÌ Z , ,o m r i no ".i ro (seriores) S hellde 8 rDe F u n d o -S ê n jo re c ) pontuação em Yole e ShelÌ e em Shelì (Seniores)' Skiff 1gi'i _ 13 títuÌos: Em Shell de 4, sem timoneiÌo Shell de 2' (SenioÌes)' i.lou"tlì"t, loofrf"-S"ult (Juvenis), Doubl+ScuÌt Yole de (Juniores)' i"* iittã""it" (Juvenis), sheÌÌ ile 2, com tìmoneiro de q {Seniofes)' Shell 4 {JunìoÌe"),Yole de a íJuvenìs).Yolc ds 8 S e rio le s ìe p o Ì rc n t D" fun d o - S" nio..'t Y ole de õ íDe F u n o o iua-cãoem ShelÌ e Yole e em Shell e Yole e em SheÌl' TOTAL: 83 títulos nâcionats

Peia pontuâçãoâverbâdã,o GÌupo DespoÌ'tivoda CUF foi Campeão e 196Í' NacilnaÌ àe RernoÌros ânosde 1961,1962,1964e, em 1965' 1966 em YoÌe e SheÌÌ.

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O BARREIRO CONTNMPORÂNEO

INTE RNA CIONA I S

DO

RE MO

tle SIÈLI GRUPO DESPORTIVO DA CUF-?ripulação de !t, ïencedora (l.,s Regetos Intemncionoís de Casa' blanctt., anL 1961: M&1ú@LDomingos Días, Luís M@tias de XIatos, flanLr.el lld.efonso d& Costa, Adelino Augwto tkt Silla e RalaeL ToLerlo Fernandes, tìmonerro, osteJLtando o t't'oÍéI| gadlo

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DESPOÈTIVAS OUTBAS 1IOD.4.I,1D-A.DES

Teüdo em vistâ os títulos conquistadose as provâs internâcionais em que pârticipaÌam, ãs tnpulações de ShelÌ de 4 (Seniores)lograram das restantes e àverb:r honrosâsclàssificações(das qüàis alestâcar-se em luta àvultâ à vitória obtidâ nâ Rêgâtà InteÌnâcional de CasabÌanca, vàlor, em 1961)' como incontestável ârdoÌosa coÌÌtÌâ tïipuÌações de constâ do quâdro que seguidâmenteinseriÌnos: EM REGATASINTERNACIONAIS obtidos Pelosremodoresdo G. D. do CUF ClossiÍico-€ões (Todas na câtegoriâ de SenioÌes) Tilo

de êmbaÌcaçÉo

1952

Cdteúum Eumpeu

1952

Ìdem, idem

Yole de 13

3." 1ug. 2.. ,

1958

Regâtâ lDternac. dà Figueira dâ Foz

SheÌl de 4

3 . ' Ì u g . (.)

1959

Idem, idem

Shell de 4

(')

1960

Yole de 4

I Jogos Luso-BÌasiÌ. SheÌl de 4

2..

>

1961

Reg. InteÌnac. de CasabÌ:ì.ncà

SheÌl de 4

Vencedor

1963

ÌI Jogos Lüso-BÌâsiÌ. Polto Alegre

Shell de 4

3 . ' lu g .

1968

Reg. Inienìâc. do R,io de Jâneiro

SheÌl dè 4

2 . ' Ì irg .

skiïf Shellde 2

3.' lug.

(Com timoneiÌo)

2." lug.

III Jogos Luso-Brasil.

1966 1966

(') (')

Idem, idem

Foi Íencedorâ na êlinintióÌia conaâ úa Foi sesunda !a eliminatóriÈ.

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equi!â irÌandesâ e outra írances..


O BARRI]ÌRO CONTN}ÍPORÂNEO

NestesúÌtimos anos,tem dispensâdoo seu meÌhor interesseà Seccão de Remo do G. D. da CUF o administmdor da SociedadecemÌ rÌê Comércio,IndústÌia e TÌânsportes,José M.ÌnueÌ de Mello. Bem mercce â Secçãode Remo dâ grânde âgremiaçãodesportìvâque generosamente â auxiÌie quem o possàfãzer,

NOTÀ Âs6inâlâDôs, ainda, que, dè 1948 a 1949, teve herilórìâ ãctnaqno o Ccltrô DsleciâÌ dê Reuo da AÌa n.' ? dâ Xllocidade PoÌl,uglesa do BârÌeiÌo, desisradámentê n6 caúpeonatos nâcionâis de Yole6 de 8 e de 4,

TÉNIS O Ténis, essâ modaÌidâde de múltiplos âspectos, que exige do pratiticânte maciçâs doses de eneÌgia até <esmagâr, o âd\'eÌsário, comêqou â seÌ plàticâdo no Barreiro poÌ engenheiros e outros empÌegâdos dg Companhia União FâbÌil, em recinto próprio, pertencente às fábricâs dest!Ì EmpÌesà, ântes mesmo dâ Íundâção do seu Grupo Desportivo. Mâs foi em 1938 que a modâÌidade entÌou em múor actividade, já tolnâda uma Secçáo daquele Grupo (então aindâ DeÌegâção do BaÌreiro), com â inaugurâção do seu (couÌt> no Estádio de Santa BárbàÌã. Em 1948, o G. D. da CUF filiou-se nâ Federâcão Portuguesâ de Lawn-Tennis, vindo, desde €ntão, â mãntcÌ acesâ competição com os cÌubes de SetúbaÌ. Áos primeiros impuÌsionadores do Ténis no grande cÌube <cufista>, que foÌam os engenheiros João Osório dâ RocÌÌâ e Melo e António Vâseo José de Melo, com CâÌ'los FéÌix da Costa (este já fâlecido), sucedenm José BeÌchior Picoito, RaúÌ Jorge (en-ìnternàcionãÌ de futebol do F. C. Bârreircnse), Fernando da Pâz Râmildes (este tâmbém já fâÌecido em 1953) e, mâìs modeÌnamente, HeÌnâni !'elnando, os agentes técnicos de eÌìgenha a Edualdo Harrington Sena e llanuel da Fonsecâ Vâ2, (este, jogâdor iììternacionâl ) , e o eng.' Abreu CârÌeira. Em AbÍiÌ de 1962, folâm iÌÌâugurâdos, em substituição dos de Sântâ BáÌbâra, os <couÌts) dâs PâlmeiÌas (na antigà quintâ donde tiÌârâm

J30


OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS

Um& dLts primeiras eqlrrpas úe Téni.s d.o Grupo Despot'tiLo do CUF. Dct esquet'da para (L ilìraitú: eng." Ma,Ì.ques Pereira, Alon|o Noronha, eng.' Luls AI7)es (&ctuú.I Ll'írector d,o Instìtuto Superior Técnico), RaúL Jorge, FéIiu d,a Costa, José Picoíto, Harnïnì FernancXo e Fernand,o Ramililes

o nome por que são designados), òptimamente construídos, corÌ1 todas as instaÌações complementares que tais recintos exigem, tanto para os tenistas, como para s público. Alguns títuios ganhos pelo G. D. da CUF, em provâs oficlâis: Campeão Regional de Pares - 1952 e 1963. Campeão Regional por Equipas - 1960 e 1964. CampeãoRegionaÌ Individual - 1960, L962, 1964 e 1965- eng." Frederico José da Cunha. O Grupo Desportivo da CUF mantém, desde há anos, umà escola de aprendizagem de Ténis, orientada por José Picoito. TÉNIS-DE-MESA Este interessante jogo de sala foi dos que mais se praticaram no Barreiro, a partir dos anos 30, pois tornaram-se numerosos os jovens que se lhe dedicaram com continuidade e entusiasmo nas colectividades

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o irARRrÌÌìo coNl'ExrÌ,oiÂNEo de desportoe de recreio,trocândoâs bolâsde madim e os tacosdo biÌhâr pelo enérgicojogo das Ìâquetese esferas de ceÌuÌoide.E âssim ginàst! câvâm mais os múscuìose os <refÌexos,... A tâl ponto se generâiizou a prática do Ténis-de-Mesaque, em 1-VII-1936, sê fundâv:r"a Ligo le Pìng-Po g tlo Bafieí.ra, por iniciâtivâ de António tsâlseiÌo FÌ'âgàtâ, que foi também o seu 1." presidente. O primeiro campeonatoÌoc:rl decoreu Ìogono ano de 1936.O bãrrcirenseAntónio Augusto dos Sâ.Ììtos, feÌ'r'oviárioe pubÌicistâ, que foi o 2.' presidentedâ Ligâ, deu tâmbénì muito inpulso à modâlidâde. Aqui registamosos cÌubescàmpeões:1935/36- Império F. C. BâÌreirense; 1936/37- SpoÌt Lisboã e tsaneiro; 1937/3lt Soc. DemocÌá ticâ União BâÌreircnse; 1938/39- Sport Lisboa ê Barreiro; 1939/40 União FuteboÌ Barreirerse; 1940/4L - FuteboÌ CÌube BaÌÌeirense; 1941/42 União Futebol Baueirense. Dm 1939/40, disputou-seo primeiro càmpeonâtolocâl de junioÌes (vencedor: SpoÌt Lieboâ e Barreiro) ê em 1940/41, o segundotoneio desta câtegoliâ (1:encedor:F. C. tsâÌÌeirense). TiveÌâm equipas feÌnininas (que tâmbém disputâÌam campeonatos da sua categoria), entre outros, o Ìmpé o F. C. RaÌTeirense,o F. C. RâÌ-reìrênsêe o Fiân€nseF. C. Outros mais cÌubes que disputãrâm os tomeios Ìocâis forâa: o Unidos F. C., os LeõesF. C.8., o Boâvistâ, o GÌupo Desportivo dos FeÌ-roviários(que cÌioü esta secçãoem 193?), a Associa4ãoAcâdémic do BâÌreiro, o Clube Navâl Baneirense, o G. D. <Os CeÌtas,, o Fiarense F. C. e também o Gr"upouL. E. S. P. A.> (Soc.Esperântistâ).No Luso FuteboÌ CÌube,a práticâ do TéDis-de-llesainiciuà-se em 1936,cingindo-se â torìeios inter+ócios, Em 1940,cÌiâ o Grupo DespoÌtivoda CÜF a secçãode Ténis-de-l{esâ e entrâ, no ano seguinte,nos tomeios corporàtivos,oxde os seusjogàdores tiverâm compoÌtâmentobriÌhaÌÌte (r).

Mais tüde, âpós a Íundaqão, na câpitâÌ do distÌito (a 14-IIÌ-1944), dâ Associação de TérÌis-de-Mesâde SetúbaÌ, clubesdo Bârlêirc, irÌtermi-

C) v. Capiiulo xrÍ-Desporto

CorpoÌâtivo.


OUT!ÁS

üODALIOAOES

DI'SPOIìII'ÌVAS

tentemente, disputar:r.m toÌneios associativo,s,destàcandoso âs equiÌ)âs do F. C. BârÌejrense, dâ Associação Académica do tsâÌÌeiro, e do G. D. da CUF. No 1.'Câmpeonato DistÌitâÌ (1944), foi o FuteboÌ CÌube Baneilense o câmpeão poÌ equipâs; no ano seguinte, 1irì a Associâção Acâdémicâ do BâÌ"reiÌo; em 1951, no1'âment€o Bar-reiÌense foi o tituÌàr pot equip.rs (.) e, em 1957, um seu representânte (o Dr. João ManuÌ Gomes PÌâtes) foi o câmpeão distritaÌ individuàl. EntÌeta.Ììto, em 1949, no Luso Futebol CÌube, já instaÌado em câsa novâ, estava sedeâdo um Núc1€o de Ténis-de-Mesâ, à frente do quâl se encontrâvâm três entusiâstas deste jogo: AdeÌino Mascarenhas, Fjduardo Guita JunioÌ (ântigo atletâ de remo do G. D. dos FerroviáÌ.ios do Barr€iÌ.o e hoje conceituâdo jorïalistâ despoÌlivo) e Rui FÌancisco Gonçâlves Cerqueira. Numa püova de apurâmento do campeão ÌocaÌ, eÌÌtre o BâÌreirense e o D€spoÌtivo dâ CUI' (no giÌÌásio do Desportivo dos FerÌoviáÌios), os jogos deram origem e tais incident€s entre â assistênciã, quc os directores do NúcÌeo desânim:ì1âm,levando-os à dissoÌuqãodo mesmo. Em lâfgo peúodo dos anos de 50, a modaÌidade deeaiü entÌe nós. AÌguÌÌs clubes, por faÌta de saÌas ou ltor aproveitamento dâs existeníe: par:a outÌos fins (este úÌtimo caso foi o do Bàrreirense, por exempÌo) desmontârâm âs mesâs do jogo,

Em 1964,o TéÌÌis-de-Mesa Ìessurgiu, com a laúicipâqão do Grulo DespoÌtivodâ CUF ÌÌos campeonatos distritais de SetúbaÌ (em Seüiores), seguindo-se, ültimamente,outrâs pal.ticipàgõesdos seusteÌìistas-de-mes--1 em diversostoÌ.neios.

Registamos, por fim, que, com organizâcão dâ Federação poÌtugües:ì de Tónis-de-Mes.r e a coÌaboÌ.açãodos Jogos Juyenis do BaÌÌeiro. se (') À eqliÌrâ de 1951 era constituída pôr João Mânuel comes PÌáres, enrão estudarte de -ltedicira (comlonenie da equira cahpeá de 1944 e caüpeío nâcioD.l unirersitário em 194? ê 1948), pêÌo seu !Ìimo CâÌÌos côhs (já erards-FdeÉ do SpoÌtins e substituto de AzeÍedo), e lor Jútio Dstevès DuÌard, iodos raruÌâjs do

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O BARI'EIRO CONTE]ÍPORÂN]IO disputou em 28-XÌ-1965, pâÌà pÌopâgânda da modâÌidade, 1ro Ginásic do Irutebol CÌrÌbe BâÌreiÌens€, o Ì ToÌneio ÌnteÌnacioDaÌ de Ténis-de-Mese, por pâÌtid:rs nrdividuâis, ncÌe pârticipâÌ1do os seÌeccionadosde PoÌtugaÌ e de lìspâÌìhâ que toünaÌànì parte no IÌ PoÌ'tugâÌ-Espânha reâÌizàdo em Lisboa, Ììo din ântedor. A vitóriâ fiÌìâÌ, no Bàueiro, coube a José Kong, portusuês(mâcâístâ) .

TIRO iTrRO A CHUMBO) Temos rotíciâ de ter sido o Fútebol Clube BaÌreirense o primeiÌ'c cÌube Ìoc:ÌÌ a orgânizar lem 1930) uma Sêcgãode Tiro, que, Dràticam€ntÈ, não ÌcsuÌtoú. A primeirâ (a:'reire, de Íiío veio :L ser iÌìstâlada peÌo GÌupo Des_ poÌti\:o dos IìeÌroviários do Bàrreiro, no seu Ginásio, em 1937, nno tendo, contudo, à secção duÌado muito, em virtude de se tomar dispêndiosâ pâÌ:L:Ì màioÌiâ dos prâticântes. AÌgúm lempo ântes, em 1935, fundaÌ:rm os devotos de Santo Hunì_ berto, desta vila, parâ lomentârcm o seu despoïto fâïorito, um <CÌube de Caçadoresr, que foi â filiâl n." 8 do Clube dos CaçàdoÌes Portugueses e existiu, duÌ'àrte màis de vinte anos, com sede nâ. Tràvessa dâs Obràs Ìì.'1. DiveÌsos cÌubes baüeiÌenses têm orgânizado concursos de TiÌo â Chumbo, roB Pratos, etc. âÌgüns dos quais decorÌeram no vâsto telÌeno a süì do Câmpo D. MânueÌ de MelÌo, do F C. B ; outÌos, no <PinhãÌ do Frânco>, por iniciativa do GÌupo Desportivo da CUF llais Ìecentemente, €m 1963, inaugurârâ o G. D da CUF â srLtÌ Secção de Tiro:ì. Chumbo, no Câmpo dâs Pâlmeirãs, situâdo junto dâ já extiÌÌL:r estrâda que seguirì pârâ o Lavladio, onde também se eÍectuaÌâm toÌneios de TiÌo âos Pràtos, todos muit4 concoridos. A práticà de Tirc Reduzido e ainda de Tiro âo Arco, iá, também, vinha sendo promovida, ãnos atrás (1945, 1046), pelo activo GÌupo <culistâ>, entre os sócios. Nestes úÌtimos anos, têÌìÌ prcsseguido os torneios interÌÌos de TiÌo Reduzido (cârâbinâ de pressão de ar de 4,5mm) no Ginásio do Grupo, dos quâis tem sido grande ânimador e destacâdo âtiÌ-âdor o eng.' Fernândo Abreu CâÌÌ-ein.

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OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS

Na modaìidadede Tiro possuitambém o Barreiro um Campeonissimo: é Casimiro Pinto da Silva, nascido em Santo António da Charneca (freguesia de Palhais) a 4-IY-1917. É dos mais laureados atiradores portuguesesde todos os tempos, que se dedicou exclusivamente (desde 1948) ao Tiro aos Pombos, sendo possuidor de centenas de taças e medalhas conquistadas nos tnais importantes torneios. Vencedor de vários campeonatos de Portugzrl e da <Taça de PortugaÌ>, em representaçãodo Clube Português de Tiro a Chumbo, Casimiro Pinto tem também, err* tre outïos triunfos, o do <CampeonatçIbérico> (duas vezes), o uGrande Prémio de Madrid>, a <Taça Ibérica>, zr <Taça de Espanha> (duas vezes) e o <Grânde Prémio de Vichy>. (Venceu este último coln bâstânteemoçáo- recordou.nessaocasião, o nosso campeão ibérico - pois erâ ele o Casimiro Pinto, ati'ì'adot' co'ttt único português, entre mais de duas cenlargo historial d.e ti,tülos, hmto do <<Gtantle Prémio de San tenas dos melhores atiradores de mundo) SebastidnD, que aenceu brillnnConquistou ainda o 2." lugar no Camtemente peonato do Mundo, em 1954 (no Egipto, na cidade do Cairo), dois primeiros lugares no <Torneio das Nações> e uma <Taça Latina>. É campeoníssimo, portanto, este atirador de excepcionaÌ classe, <de calma impressionante seja qual for o estado do tempo e a responsabiÌidade do tiro que vá fazer, quando está sobre a prâncha>. Ií, até agortt. o atiraclor uos ponLbos,portuguis, com maíor cúrtQ.zinternacional.

Tem-se praticado também o Tiro aos Pratos em Santo António da Charneca. O último torneio ali efectuado teve lugar a 5-VII-1964, païà atiradores de 1.', 2." e 3.' categorias, - cuja receitâ reverteu païâ a construção da Capeìa locaÌ. ó) q<


O b ÀN SE IR O C ON TE U P OR Ã N FLÌ

VELA AÌÌtes da fundÌÌgão do oÌube NâvãÌ Rârreircnse, o despoÌto da Vel'l n:ro tinhâ projecção no BârÌeiÌo, e podemos dizer que, âté ÌÌoje, nãn tem etilgido todo o desenvoÌvjmentoque as condiçõesnâtuÌàis dâ vilâ espeÌÌÌaÌrdo-seno estuário do Tejo, Ìrâ exlensãô de algurs quilómetros oferecem à prátiu e à contêmplação dos despoÌ'tosnáuticos. Mas soô€-se (e lúmenta-se) ona, h.á,tantos anasj se &rrastanL os plnlLasd,e1)alorização .luma im?ot Lunte Ì&ix:a m(Lriti.nt.ft eïtr(1..)Ìdinàriumente pitares(u - /i( rossa rìIú,, aLé agola enralrída. num thr. tÌe al)untbna. E samos nós dutlt Pãis de llente da mer... Iroi, portânto, peÌâs oÌgà[ìz:1ções do c. N. Bârreírense que â ve];Ì rnâis pÌâticântes começou a âtrâir êntre nós, passando também a vjr' âqui tomâr parte ÌÌas regâtâs, âpror/âdas peÌà IfedeÌâção PoÌtugues,Ì de \relâ, bâì'cos dos cÌubes náuticos de Lisboa, Pâço de AÌcos, Cascais, etc., e os cÌô Seixal, que se tomâvam de Ìi\'âÌidade com os Co BaÌreiÌo. O pÌim€ìro dos balcos a dìstingúiÌ-se nâs Ì-egatas ao Ìargo da praia d€st.r viÌà foi o (CURIOSÌDADE,, mâis conhecido Dot baLe da Mú'i1na, que pertêrÌceu :r Màríâno do Rosáfio, um entusinst.L d:r pescã e da vel:Ì, que, bom timonôiïo, corìquistou com ele numeÌosos prémios ('). Outro veloz barco, vencedor de nuüerosas regâtâs de velâ no Tejo, foi o <BÀRREIRENSIT), que representou sempre o CÌube NaïaÌ destr viÌâ. Foi construído no BaÌÌeiro, em 1929, e eÌâ propÌiedâde dos ferroviários Joâquim Moreirâ (seü ÌÌábiÌ timon€iro), José António X{ârjà e os irmão,s Luís Maria Freire e António l{âÌjâ Freire.

(') Esie büco foj feito em Seiúbal, lor uu construtor coÌlecjdo lol <Cìico da Ajnda) e con!Ìado (Ìrosio no BarreiÌo) poÌ 100 mìl tis, por MaÌjâno do ìosírjo, en Selmbro de 1910. Este ÍelejàdD', nâscido no ìlaÌaeiro, a.1 de reveÌeiro dê 18E6, ela enião operárìo (!intoï) dãs Oficinàs Cerâjs dos C. Ì. S. S., lara oìde €ÌtÌaru em 1902, refo/mando se en lgtÌ- Con cartâ de âÌr.is desdè 191.1,Xlaüâro do Rosíriq de tchou se hais àìnda lìsàdo à rida íio uÌìa Íe]na ïâmiÌiâ de núÌítimos lancìreìss, mâr e um. fignrâ estirudâ e rrôÌruÌàr nestâ Ìegião, O bãÌÌo, que tântãs yitóriâs llÌ€ pÌlpotlonou, r-endeq-o,!ou@s anqs dèpois do fnÌal da t. Gn€ÌÌa }IudÌàl,1roÌ 20 contos, p.u Ljsboâ, onìc se ercortÌa (1967), já ârnado €m neÌo cÌuzeiro. Em 1966, Mârianô do Rosâio diEru ra do seu (Curiosidâdè 2.'), .on o quâÌ, aos 80 ãDos, àiÌdâ se èÌtÌetinha, rté fâlecêr, há louco temlo.

33(t


OUTRAS MODALID.A'DESDESPORT1VAS

do Bat'reiro: o <<Cutiosida'de>' LÍtn rTosrmtigos cdmDeões (las'regatas de 7Je[cL uma ÍutnltraÍìa Íeiti' (re,IÌtzida) noià"to. - n"vãa"çòo ãi" ìíáí;*ií"ãì 'tc por DeIo ten. CLnLenteJuncaL olì,eíaLclo G. N R, Pm Rerfiçt' no unrretto' e

;;;;;iï:;#:iiÌ:mjï:'i:,!"2i"":;^u:i!:i:,,1i:oilin:";i'',f:iï!'ríf"*")' 337


-t

O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

O <<B(r,rreírense> armadn ern <<bo'stau'do>,o'o {üJ d,o Me,ci'Lhoei"ro,ertt 1963

Em competiçãocom barcos do Poço do Bispo, de Pedrouços,de de Francisco llhéu, foi seu Paqo de Arcos, do SeixaÌ (de que o <Mina>>, Trafaria de outros pontos, o <Barreirivâl), de da e valoroso Cacilhas, rense>ârrarcou muitos triunfos e, em todos os casos,classificaçõesde destaoue.

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OUTIìAS IÍOD-\LIDÀDES DESPORTIYAS É djgno de ÌecoÌdarmqs aqui o seu (paÌmaÌés> de 1930 a 1944, :rtestado, àÌiás, por numeÌosos troféus e objectos de ârte que o C. N. Bârreirense ostentâ, com legítimo oÌg!Ìho, nas suâs vitúnes:

1.. 2.\ 3." 4." 6.' 7; 8.3

9."

Barrei|o Seixâ1 Pedrouços Baüeirc BâÌ.Ieiro BâÌreiÌo SeìxâÌ BaÌreiro Pedrouços Pâqo de

r(ì.. 11." 12." 13..

BârÌeiro tsâÌÌeiÌo SeìxâÌ

27-VI-1930 21 ÌX-1930 9-X-1932 6-VÌIr-1933 25-Vrr-1937 28-VIrr-1938 15-V,19d0 18,VrII-1940 13-rX-1940 24-VITI-19d1 ?-IX-1941 4-VI-1944 6-VIII-1944

Espichâ

Bâstârdo

Espicha Bâstardo

PÉmio 1.. 1.. 1.. 1." 1., 1." 1.. 2.' 1." 1.. 1.. 1.o

A suà tripulìcão erâ normâlmente constituídâ por: Joâquim MoÌeira, José António Mâfiâ, Luís MâÌiâ Freire, Josó Torïão e José Luís Mâri:Ì, Neste ÌaÌgo período em que o desDoÌtodâ Velâ está €stagïâdo, eDLÌenós, o ntsãÌreirense>foi âdqüirido, eÌìÌ 1963,pelo veÌeiâdor HerÌander José dos SàntosAÌmeidâ, nâturaÌ desta vila e um gÍânde entrisiâstâ dâ modâlidâde,que o Ìenovou e o âpetrechoucoÌìvenientemente. Ilst:ì. embârcâçãoestá inscrita na BÌigâda NâvâÌ d:L L. P. e pÌontà â prosseguirâ suâ c:üreirâ... Assim surjam outÌos mais ertusiâstâs dâs plovas de \reÌâ, como o foi, poÌ exemplo,José de VasconcelosMatias, gÌande ânimâdor das festâs do Nâ\'âl Barreirense,dotado de ÌaÌas Íàculdadesde oïgânizâçáo.

339


O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

_=<f-Y

- -l--- - M Y u BARREIRENSE ' Kcr-uBNAVAU

ì^r, i

ReGArAso.VËLA

Mapa ile utn sector d.e flLargeìrl d.o estuirio do Tejo (antre @ ponta d"e Ca'eíIhos e o Botrreiro ), corr o tÌ'aeeiado do tt'i'àngulo de\ìmi'tando o h&bituct't pe't'cu't'so da"s tegotas de Velú orgalxi,zodo,s palo Clube Naual Bameirense íEbbôrâilo eh 19!1)

Anota-se que, em 1942, Ïoi criado o Centro rJe Vela da Mocid'atle Portuguesa do Banei,ro, que chegou a ter destaque na modalidade, pois alguns barcos seus, entre os quais <Lusitos>, foram várias vezes campeões nacionais da M. P. No seu Centro de Instrução EspeciaÌ se formarant muitos velejadores, um dos quais Domingos Henrique da Silva, natural do Barreiro, ganhou dois campeonatos nacionais da cìasse de <Lusitos>:

3lr0


OUTRAS IIOD-{LIDADES

DJ!SPORTIV.,I.S

em 1943,nesta vilâ e, em 1944,em AveiIo. Tambémem <Vougà) os seus filiados Vâsco Mâtias (depoismonitor) e DiamaÌÌtino PeÌdigão conquistârum boÌÌstriunfos. O CeÌÌtÌonão teve,lorém, a nec€ssáriâcontinüidade. O G. D. da CUF, com possibiÌidâd€s,ÌÌão se tem interessado,até agor.a,por esta modaÌidade.Teú, aiÌìdâ,o C. N. BaÌ-ÌeiÌenseumâ pâlâvra â dizer, sem dúvida, náo podendodeixãr, para i$qo,de encarar a necessidade da constÌüçãode um hâìÌgâr e de um pequenoporto de abrigo. O indispensár'elpelo menos.EntÌetânto, ãÌguns festivâìs de VeÌâ ven] promovendode t€mpos rÌ tempos,tendo os mais recentestido lugãr eÌn 1962 (Agosto) e 1966 (Maio), coÌÌstâìrdodeste último provâs de <Catamarâns>,modâlidâdeque se dispütou pelâ p meirâ vez no nosso Pâís. VO LEI

BO L

Este jogo, que tem incontestável beÌ€za espectâculâÌ- e demaìda muitâs exigências .úÌéticâs, começou a ser prâticado no BaÌreiÌo pel0 Grupo DespoÌtivo dâ CUF, n:Ì épocà de 1939/40. AtÌavés do C. A. T. N." 119, os <cufistas> entraÌaln, deÌrois, nos campeonatos corpofativos, onde âveÌbaràm numerosos t unfos ('). Tâmbém praticâvâm a modaÌidade em tomejos inteÌ.sócios e, nos ânos de 19d5 â 1947, entrarâÌÌ1 nos campeonatos dâ Associâção de VoÌeiboÌ de Lisboa. Com â fundâção, em 1948, da Associação de Voleibol de Setúbal, nestâ cidâde, o Grupo Despo*ivo da CUF entr:r no campeoÌÌâto ÌegionàÌ. Nesse âno, r'iu convocâdo parà os treinos dà Selecqão NacionaÌ o seu jogâdor ManueÌ FeÌreirâ, um dos meÌhores voÌeiboÌistas do País. Nos anos de 1940 e 1950, os (\Ìerdes-brâncos>vencem todos os seus competido!.es no c:unpeoÌìatoregional (1.'câtegorià). Logo âpós, a associaçãodistÌitaÌ desoÍgâniza se, e voÌta â âpar€cer em 1952. Entretâtto, outros clubes locâis criâm a SecFo de VoÌeiboÌ. Um deÌes, o Luso FuteboÌ CÌube, què fâz esforços por mântê-lâ, o que só corsegue inteÌmitentemente, Aindâ o GÌupo Despo*ivo OpeÌário prâticou o VoÌeiboÌ, mâs t:Ìmbém durânte ÌntereBsâÌÌte foi o que se passou com o VoÌeiboÌ no Futebol Clube BarÌeirense, onde â secçãolez o seü âpârecimento em DezembÌ.ode 1052.

(')

V. CâÌrítnlo ln-De5lofto

CoÌpoÌativo.

341


O I]ÀRìEIRO CON-TEllt'ORÂNno A treinu os inscritos, Manul dos Santos Seixo, há pouco tenpo saido do seÌviço clâ tropa, no UltramaÌ, onde pÌâticârir ã ÌnodâÌidade, de quc sê torÌìarâ grânde entusiastâ. Juìrtâ os seus jogâdores, treina.os coÍr afínco e, em Janeiro de 1053, estrei:Ì os em SetúbàÌ, contra :r equÌ!'i da <CeciÌ>. TÌiunfo robüsto dos setubaÌenses-Mas cÌc não desmerece: continua os treinos àtuudos, inscÌeve â equipa no Campeonâto Regional e, todos jovens de r'eduzida experiênciâ, em Mâio desse:Ìno, âo câlro de cinco meses, rekceln o ctuttre.rrLo.toie Setubu'I, pâssâ.ndopol cima de voleibolistàs já feitos e mâis jogâdos. PÌeparâ-se â equipa do F C. R Ì)aÌa disputar o Campeon:rto NacionaÌ da ll Diïisão, mas não pôde nele participâr porque a associação setubaÌense, já en] segundâ fâse de decomposição, Ìlão a tinh:ì. inscrito... Estes Íâctos levâram o Baüeirense â cessar, poÌ essa â1turà, a àctividade dâ suâ no\'21secção,que prometiâ, pelo menos... Em 1952 fola suspeÌÌsa à plática do \roleiboÌ peÌos bâüeiÌense3 <cufistas>, que só voltârâm â cdaÌ â secçãoem 1960, manteÌÌdo-â, poÌém, no âmbito dos torneios ínternos (equipâs Ìepresentâti1'âs dã U. F. A. e de ZoÌàs, DepaÌtâmentos e Serïiços da C. U. F.) Efi 1965, voltâ, então, o YoleiboÌ â mâior actividâde, porque é, de fàcto, ume das modaÌidades âmadolâs m:Ìis simpáticâs àos despoltistâs Ìocais. Com oÌgânizâqão da Associação de VoÌeibol de Setúbâ1,efectuà-se o tomeio Ìegìonal (Zona do BâÌreiÌo) no qrÌnÌ pârticiparam, d€ste confor:ì.m âs 1'encedoras), celho, o F. C. tsaneir€nse (duas eqüipas-que o GÌupo Desportivo da CtlF e um grllpo populâÌ': Juv€ntude Ac:LdémictL do Barreiro. Os .logos Juvenis estão, pol sua vez, â despertar m.Lis vivo iÌìtercsse peÌâ modâÌidad€. Correspondendo âo mâior gr:ìll de iÌrtercsse peÌo VoÌeibol no BãrÌeiro, fez â Federação Poïtuguesà de \roÌeiboÌ disputar em 24 e 25 \tI-196?, no Ginásio do F. C.8., âs meias_finâis e â fiÌÌaÌ, respectivamente, dâ Tâça de Po*ugàÌ (PoÌto; Técnico; Leixões e tsenficâ). VencedoÌr Técnico. XADREZ

(V. CapítuloXv-Jogos

de SaÌão)

3t2


CAPíTULO XIII

DESPORTOCORPORATIVO O primeiro grupo despoÌtivo do Bâreiro a disputâr câmpeonatos corDoÌâtivosfoi o Centro de AÌegdâ no Tr.rbalho Ìì." 119 (PessoâJCa Compânhia União FàbriÌ do Barreiro), instâlâdo na sede do GÌ-upi DespoÌtivo da CUF, que coÌÌcorÌeunâs seguintesmod:Ìlidades:BasqueteboÌ, AtÌetismo, Luta de Tracção à Cordà, Ténis-de-Mesae VolerboÌ. Na trática do Atletismo pelo C. A. T. N." 119, Ìogo em 1941 os <cufistâs) se distinguiÌam e foi nesta modaÌidadeque mâis tdunfos obtiveram ÌÌos toÌneios coì'loÌâtivos. No Estádio de Santa Rárbara teve lugal, no 1.' de Màio de 1942, o 1." FestiyaÌ DespoÌtivo da F. N. A. T., que âtraju àquelerecinto ÌüiÌhàres de pessoasinteÌessâdâsem âpreciâr às competiqõesque, âtràvé-q de vâriâdâs modalídâdes,iâm ali efectuar-se(').

(') Xste festiÍst, onde se âpÌeiou deÊloÌto pelo d*poftq vivúdo-se uh âm biente de âlesxia e DÌazeÌ eeÌa1, de rÌincípio a ïin, a que deÌam a honÌa da suâ Dr. Joaquih l'Ìigo de Neereir$s, estáo subsè!Ìesênçâ uh m@bro do GoreDo-o detáIjo dè nshdo das Coeorzções, diÌectoles da I'. N. Á. T., autoridad* locais, direiorès da C. ü. F. e huitos oulbs cônüdâdos, incÌuiu: conidas de velocidàde e de estaÍetas, demonstraçâÕ de Ginâstica, Luia de lhacção à Coda, Sasquetelol, Joso de PÈu e, !o? fih, o josô dè Eutebol entre o G. D. dà CUF (a) e o G. D- dc ! ábÌicã de Louças de SacâvéD (2). Foi alriÌhantâdo, ãinda, com a comÌrarência dâ bandâ de úú6ica do refeÌido GÌupo DespoÌ'tivo.

3/+3


o EÂRRXIRO CONTEXÍI'Olì-ÂNtO

Entre 1946 e 1952, o C. A. T. N." 119 venceu em Atletismo, orieÌìtado por ÁÌbeÌto de FÌeitàs, nada menos ile ci,nco ca,npeonutos rL.icionltis(de lgltf c, 1951) e seis conpean.(tos d.lstri.ttìs @rparoti|os (todos 1.,, cãt.) Droez:r estâ sem dúüdà excepcional e conformâtivâ dâ boâ pÌepâracão dos scüs represeÌÌtântes, LÌm dos desportis*Ìs b:uÌeirenses, do G. D. da CUF, que, no AUetismo, mais títulos regionâis e Ììrìcionâis corporàtivos conquistou foi José dâ SiÌvâ ('): no LançàmeÌÌto do Peso (7 títuÌos Ì'egionãis), do Disco (3 títulos regionais € 1 Nâcional, este em 1947) e do llârdo (9 títulos regionais e 2 NàcioÌÌais, estes em 1946 e 194?), e .Linda na Luta de TÌâcção à Co{dâ, em que, em 1947, obtev€ o 1.'lugàï no regionâÌ e o 3.. no NâcionâÌ dísputàdo êm Brâgâ. Foi tâmbém basqueteboÌjsta e Ìemador do G. D. dâ CUF, obtendo, igualmente, títuÌos regionais nestàs modaÌidades. Domingos llarques Estaca (actrÌãìmenle inspector bancáÌio), em coÌddas de velocidade, dos 80 aos 300m; CarÌos Damas (actuaÌ industuiaÌ), no Ìaìçamento do disco e José Picoito (emp. técÌÌico dâ 0. U. tr..) no salto em aÌtura, iguâÌment€ se distinguirâm. É de destâcar àinda que, no pedestrianismo, o C. A. T. <cufistar venceu, em 1948, a Volta à Conrafio, (em Coimbra), coüidâ de estafetâs que é consideÌada uma proviì máxína do AtÌetísmo, Ìro Ì)esporto Corp(J râ1iIo, iê do rFplido r ffoprz em ìt5ì. Em Ténis-de-Mesa, entÌ€ 1941 e 1950, \'enceÌâm também os <cuÍist:Ìs, do C. A. T. nove câmpeonâtos distritais e quâtro campeon:rtog nacionâis (estes eÍ\ 1942/43, 1943/44, 194811Êe 1946/4?), por equipâs. e numeÌosos individuâii3. Èm VoÌeiboÌ venceràm tâmbém o Torneio d€ Lisboâ, enl 1943, e o DìstdtâÌ, em 1946. Iìm 1952, cessàÌam as âctividades do C. À. T. N." 110, que forâÌ1r !Ì.x.rdâ. âo Liruou De.tof'\o dr al F. (') De none comÌ,l.to. José JoÂqljh da SjÌr., nascido no tsâueiro, a 1í-lIÌ -1916- Em 1936, ro jnicio dà suâ vida despoÌtistã, ÌeÌrreseDtou o Sloú Lisboà e Ben Íicâ, sâglaìdo se cánpeão d. Lisloâ, ìo saÌto ein âli,urà, coh â inleÌessânle mârcâ, parâ â é!o.â, de 1,6Ì n. nrì 1939, idsressou no Atletismo do G. D. da CUI -TânhéÌl dsde únito nolo se iniêÌesson lela I'Iúsica, do que resultavr djslor de lonco t€mto pâra os tÌeinos âtÌóticos, mas à suâ boa compleìçào fisicâ clìegava !ârâ su!Ìir essr fâÌta-.. Foj o director do Conjnìro Musicâl q!e, se tornou Ìnuito corh€.iilo e Èrìreciàdo nos neios reoearivos do suÌ do Páís (V. I ?àrte-Cap. Ì{r tágs. Ì41 e 142 do pÌesenie !olune).

Sltl


DESPORTO CORPORATIVO

Em 1950,a 10 de Fevefeiro, foi criâdo o C A. T. N.' 263 (Pessoâl dos Câmiìhos de Ferro da C. P., do BâÌreiÌo ('). Este Centro tem alcangàdonumeÌosostítuIos nacionais,ferroviáÌios AtÌetismo e XâdÌez Ténis_de-Mesa, e colloÌativos, em BasqueteboÌ, Tâmbémem Ginásticâe com o patrocínio da F. N. A. T , vem estê CentÌo Ìnantêndo,desde1958,váriâs classesem âctividade,constituídes poÌ opeÌários e aprenauzesdâs Oficinas GeÌâis, âs quajs têm somâdo ÌÌúmeÌo supedor a uma ceÌteÌ1ade praticãìltes. ÜItìmàment€,os selLs atÌetâs \,êm compelinalo,com brilhâìtismo, nos CâmpeonatosNâcionâis CorpoÌativosdã GinásLicuAplicúdL. Em BâsqueteboÌ,sâgÌou-seo C A. T N" 263 C:u'n!eãoNacioüal CoÌporativo ro ano de 1965, vindo a repetiÌ o tdunfo em 1966, e io Porto {jcânilo, üesseano) venceilorilâ oTàça de OuÌo dos Càmpeõeg, (natuÌalmente... um dos mâis É ) (Pllácio dos Despoltos): 16-X-1966. \.âliosostroféus que o DesÌroÌtivo dos FerroviáÌios do BaneiÌo possuÌ, mâs não o único do preciosomelaÌ: outra tâça de ouÌ'o, úm poücomaÌs pequena,âcusândoum 2,'Ìugâr no Torneio dos Campóes de Basquetebol, eÌìriqueceâ.sritdnes do âcânhadoGâbinetedà Direcção do DespoÌtivo c'lâAvenialâdos SâpaclolesCaminhosile FerÌo, e que, por isso, cÌâmâ poÌ instaÌâçãomais desafogadâ-..ú que os rapazesmerecemÌForâm eles l:encedores,ainalR,dos Jogos Despoltivos FeüoviáÌios em 1965, 1966 e 196?. Por úttimo, cilamos o Xadrez como um dos âpreciadoÉjogos que, cÌesde1961,tem fuâzidopara o C. A. T. N.'269 muitos titulos nos Câmdesdeentãq em rcpr€senta@odo peonatosCorporaíivos,destâcârÌdo-se, G. D. dos FerÌovíários, o xadrezistâlocâ.lFranciscoSim Sim LauÌêncio, chefe de bÌigada das Oficinas Gerais dã C. P (n:rscido em Beja, â 29-ÌX-1922 e resialenteno BârreiÍo, desde1939), o qual já âverbou os seguintestítulos: 1." nos Distntais CorToÌativosde 1965 e 1966 e 2." no de 196?; 2.'no Nâ,cionâ1Co4orativo (individuâl) de 1961 e 3." no de 1966,e 1,'no DistÌital CoÌ?oÌâtivo (por equipâs)em 1966('). Nos tor-

(') (')

Y. cap. Ir, nâ rubdca GÊUPO DESPORTIVO DOS FOIIìOVIÁRIOS. Coh JoÌse Nêto, MárÌo Silvâ e CârÌos AlìéÌto da Silv!.

s45


O BARREIRO CONTTMPORÂNEO

campeões GÌupo Desportivo dos Ferroúários do BaÌreirense (C. A. N.' 263, -Os ne,ci.ot1íriscorporati'uos d.e Basquetebol, e'L 1985, no' Figuefua. da Foz. A fittul do tornei,o eÍectltou-se erl Lisb()a, no Estó.d,io do F. N. A, T. (em Alaalaàe), contra a equi:p& d,os Fe'r,rouió,rios do Poq'to (Coln'path'ã ) - Os atLetcls: no 7.' planl, da ejqrerda pd,rú a dilreitú- Cebola, Lttís Vìegas, Paü Lozoei"ro, Catlos Salgoil,inho, Wì,LLie,nrLand,eìroto e JoaquiÌtu Fen'o; no 2.' p\ano, da pé, no rnesnto Bentido - Nctrci.so Gonçalt;es, Rosa' de Sous&, António Soares, José Valente (qxle, etu 1965, Íoì, apenas treinaio't (1ú equi'pt1, roLtando a treìtutdor e iogttdor tas daos seguìntes), Orlandn Lopes e Tomós Lopes. Ã esquet'da e à dirai'ta da equip&' r eapectiaamelLte: Mam,rcL D(má'sio, dircíor do G. D. 'los FeÚori'ários do Barrebo, e Oktao da SiLl'&, seccionôsta de Búsquetebol rlo mesmo Grttpo

neios do G. D. da CUF obteve, igualmente, duas 1.'" classificações (individual), uma 2.'e uma 3.'. Em 1964, ainda na sede do G. D. da CUF, numa simuÌtânea> de 16 paÌtidâs, defrontando Joaquim Durão, Francisco Lourêncio foi dos quatro (') que <bateram> o vaÌoroso campeão nacionaì, e, em 1965, aÌcançou este ferroviário, no <Torneio do Centenário da C. U. F.> o 1." lugar individual.

(')

Os outlos tÌês foÌ:am Joaquim Abreu, António

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SaÌvador e Fernândo Dias.


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DNSPORTO COÈPO]ìATIVO

OutÌo CentÌo de AÌegria no TrabaÌho se constituiu oficiaÌmente nestâ vilã, em 30 de J:Ìneiro de 1964 (data da âprcvâção dos seus Estatutos): o C. A. T. N.'525 (Pessoâldâ Câmara Münicipal do BâÌreìro)' que contâvàr,em 31-XIÌ-196?,371 sócios ef€ctivos. Disputou pÌovas de FuteboÌ (DistútaÌ de Setúbal), Bâsquetebol (Zona de Lisboâ) e teÌn conìpetialoem Pescâ DesportiYa. Nesta última modâlidãde, foi Câmpeão DistdtâÌ CoÌpoÌâtivo nâ é]]ocâ de 1964/65 Em 3l-Vll I966, organi2ol, ê"1ê Cen ro o I Crrrdê ( oncÌlrso dP BarÌeiror, disputâdo âo longo dâ Mu_ Pescâ Despodivâ no Rio Tejo ïnÌhâ MârgìÌral alestâviìa, e que teve o pãtrocínio da F. N A. T, S N Ì, Cov€mo CiliÌ de SetúbaÌ e Câmârâ Municipàl do BaÌreiro. Foi então aoilrdo un" pequc'o opü.cuìo.cuÌr rò noÌn as rPgulamêntarê'aoÏovãdâ' peÌâ F. N. A. T., corìstituiçáo dâs váriãs comissões, etc. Cercâ de umã centena de pescâclorcstoÌnarâm palte neste ceÌtame, qúe atraiu muitos cuÌiosos à Esplanadâ Màlgiìâ]. O C A T. que nestê concurso regÌstou maior ìúmero ale inscÌições foi o da Manutençáo MiÌitaÌ, mâs o ÌÌleÌhor CentÍo cÌassificàdo foi o do CÌúbe Sorefame, ao qual leltenceu o coìÌcoÌ' Ì-erìtecom maior número de exemplares pescâdose o que colheu o maior exempÌar (Augustn F. G. GonçâÌves).

I sua actividâde no aspêcio sohrc a C. L T. N.' 525. Notã úmplemertÚ emborâ modesta aindâ, âÌì4, contudq este CentÌo dè Alegria no TÌabâlho dspoÌtivo, uma inier*santé acção de nâtü@a assistencial junto dos seus fiÌiâdos e famiÌiar*, que se nos úisuÌâ de justiçã ÍeaÌçaÌ como cohplemento dâ4üelâ àciiÍidade qüe Büá nÈ ba6è da suã diâ!ão. EÊsa assistência (prstâdâ nâ doença: assGtênciâ nédicà; medicameltos; suìsídios) âlrâlse, eh 1967, 1600 pesÉóas cóm dircjtos à sua ftuiçár. Itn 1968, â.r6centaÌá o C. A. T. N.' 525, em ìenefício da Ïamlliú tuMicittNL & co^' e tâmbêh um seÌüço de Çântinâ. cesÉão de uh subsÍdio de soheÌivêncja


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CÀPÍTUI,O XIV

DESPORTOFEMININO O desporto femidno Ìro concelhodo Bârreiro tem épocâs.. quèr promissor de beÌeza,que dizer: tem tido épocâsde desâbÌochamento, se deseiârià peÌene,mas Ìogo outÌas surgem de quaseenigr4áticorecothimento. Tudo depende,poÌ vezes,de um impuÌso de duâs ou três von_ tâdes foÌtes, entusiásticas,que movimentemâs mais indecisa's,e quândo ãquelas surgem Ììumâ opoÌtÌÌnidâde feliz - pâÌa tudo é pÌeciso unì momento aÍoÌtunadol- às àdesõêsnão se {azem esperàr, vencendo-se escrúlulos e preconceitos,.,bâfientos. Se as muÌheres so encontrâÌn àctualmenteem concorÉnciacom os homensnos mâis variàdos âspectos drl vidà prática, compreensívelé, fatàlmente, que no DespoÌto também mostraÌn o seu vãlor, as suas possibilidades. Estamos. na ocasiáoem que €scÌeÌemosestas linhâs- PÌimaveÌ:ì, de 196?-, num períodode floração (ou não JossePrimaYeÌa...) do despoúo leminiro locâI,o que Dão g:arante,todavia, que o tal outro período do primêiro. náo \oìle. dirbòìjccmentê, a àbatn:se sobÌe os sucpssoq Màs, enfim, paÌece-nosque, depoisde muitàs tentâtivas, o florescimento desejadoestá agorà a ser mais râcionameÌìt€ pÌepârado. E já não é pouco Num rápido bosquejosobÌ-eâ pÌesençadas muÌheres bafr€irenses poÌ refeúÌ' que foi èm 1938 que o CÌubeNaval no Desporto,começaÌnos BaÌÌêirense organizou:r primeira pÌova de nâtàçãoparâ senhoras. feminÌ_ Em 1938/39e 1939/40,Ìealizâmm-seos I e 1I câmpeonatôs nos de Ping-Pong, da Ligâ de Ping-Polg do Barreiro.

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O IÌAIiIìE1RO CONl'EXÌI'OÌt-ÀNEO PoÌ essâ épocâ, outro desDorto mâis espectàcuÌâÌ começou a âtlâìr. o interesse dàs jovens bârleirenses. Foi o BâsqueteboÌ. O gnnd€ íoÌneìtâdor do Bâsquetebol FeminiÌro no BaÌtêiro e o pdmeiro chÌbe ÌocaÌ a disputá Ìo foi o Grupo Despoúivo da CUF. Tudo certo. Tem sido poÌ essâs bandas que a muÌheÌ em mâior número tÌâbâÌha também âo Ìado do homem... Sob â égide dr Associaqão de Bas queteboÌ do RaÌÌ.eiro, as jovens (cufistâs) disputàÌân 1:ários encortÌos de 1939 â 1943, chegândo âirìdà â ÌepreseÌìtâr por duâs vezes essâ já extiÌrtâ Associâção contra Lisboâ (').

Nos úÌtimos âÌÌos dq 40, voltou o Basquetebol Feminino do G. D. da CLiF a reconstituiÌ-se e a participar em camteonatos coÌ"lorâtivos, tendo conquistâdo os títuÌos regìoìàis coÌ'porâtivos de 2.'" câtegoriâs (Ìâ élocâ de 19,!8/49) e de 1."" categoriâs (na de 1949/60). Foi então, em 1949, que, por ocasião do I Encontro Despoúivo de Poúugâl e Espãnhâ €ntre TÌabaÌhadores, mâgniÍìcà inicìâtivâ da F. N. A. T., em colaborâção com o organismo espânhol congénere- â Organiz.Ìción Sindical Educacìón j. Desc:Ìnso- teve ess:ì,equipâ à honrâ de ser escolhida paÌa reprêsentâr Portugâ1. ResuÌtado do encoÌ1tlo, reâÌizâdo no Êstádio NacionâI, em Lisboa, a 18 de Junho (1949): PoÌtugâÌ (C. lI. F.), 16 Espanhâ (Stàndàrd EÌectrica de Mâdrid), 19 ("). No tuìo seguintê, poÌ ocâsião do II Encontro, em Maddd, foi ÌÌovâmente ã tuÌma do Gr"upo Desportivo da O{JF a representante do nosso Pãís. Erâ a lrimeiÌâ vez que úmâ reprcsentàção de despoÌtistâs femininos baEeirenses se desÌocâvâem competição pâra foÌa dâs nossâs fÌoÌìt€iÌâs. A tuÌma iâ Ìecheada de novos eÌementos Ì)oücos experientes âindâ num jogír de mâior responsâbilidade e, pâIâ mãis, em rmbiente totaÌmente

(r)

VI pás. 210 do lresentè voluDÌ.. (1) roran relr€s€nlântes dâ C. U. F.: Anióniâ BaÌmiro codinho, !'Ìàncelinn ìIoita, Cr€hilde XlloÌgado, Georgetè Duarte, Herhínia Costa EâÌuÌho, HeÌmíniá Sôl]fâ], Judite Tsr!Ìes &odüs!€s Albanq ]-a!Ìa RodÌjeles e Mâriâna ljsmeÌalda. v. lÌ

Parte-Cap.

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F!]MINÌNO DI.JSPORTO estrâÌÌho. O jogo, efectuado a 23 de Junho (1950), destâ vez corÌtrâ e equipa de <GâÌcia \iiÍes,, têrmirou por noÍo tÌiunfo da ïelresentação €spânhola, agora peÌa marca de 23-2 (').

EncerÌanalo estâs breves notas sobrs o Bàsquetebol tr'eminino, registâmos que â modaÌidâde está âctuaÌmente, mais que em qÌÌaÌquer ópoc:Ì anterioÍ, em fÌâncâ expansaro,com a fornìâ€ão de equipâs de o[tÍos eÌubes Ìocais. Na épma de 1963/64, â do G D. da CUF (ajndâ única no Bâreiro), venceu o câÌì'Ìpeonâto regional de Setúbâl da modàlidade' Entrêtânto, BãÌ-reirense e Luso {oÌmâvâm âs süâs ïepÌ€sêntâções' Nâ éloca cle 1964/65, iã a novâta €quipâ do BâneiÌense laÌticipou aÌo mesmo campeonâto Ìegionã1, coÌrquistando o 2." ÌugaÌ, qüe, pâÌa estÌeiâ, íoi deveras honroso. As <lusistas, não chegâÌâm a entÌàÌ, em coÌnpetição.

Em Ginásticâ, o F. C. BâneiÌense (âpós a inauguÌãção dcì seu Ginásio-Sede,em 1956) têm possuído cÌãsses femininâs' pdncipâlmente infantis ("). O DespoÌtivo dâ CUF tâmbém vem mantendo a Ginástica Femininâ' indispensável meio de desenvoÌvimento dâs ãctuaìs e futuras âtletâs e bas€, portanto, dâ suâ vâÌoÌizãção em qualqüer despoÌ"to que queÍâm pÌaticàr, ma;s, com tudo isto, só se peÌcorÌ€u âiÌìdâ üÌnâ ínfima paÌte do c:lÌn;nho que se oferece à mocidâde femininâ do BâÌreiro. PoÌ Ìeconhecer, aceÌtailâmente, este fâcto, pôs o Grupo Despoúi\o dâ CllF em

(') Rerrsentârâm 5 C. Lr. L: MâÌiã TejÌeirâ, lÈne -A.Ìves' Esmeiãldr de Rodrisles e Hêrnínìâ SobrâI, efectiras; e Vúgínia da Grâçâ, IÌor .Ìhejila, !ãurâ de Liz nsteves e Cremilde ltorsâdo. suÌrÌentes, no e\ter1or, {') A ll1meira exiÌriçáo daÉ cÌâsses de einâsLica do ll.neiÌense' do Montijq fàzèÍdo rârt€ dâs !'á,ias deconeu a 25 de Maio de 195E, no'lâuódÌomo (con as do Cìub€ DesloÌlivo do nloniìjo) aÉ de elasses ã!Ìesenladas .o fBtn'd meninas, ÌapáÌigâs e senhoÌâs, .lo F. C. I]., dirigÌdas lelâ Ìrlof' XllaÌia EniÌiâ Iìosália' tendo dêcoÌndo essa exibiçÃo coü notável âsrado.


O BÂRREiRO CONTEIÍPORÂNEO

BASQUETEBOL FEM|NtNO

ÉPOCA DE 796ts/64 - A eqlip& ÍeÌ.tuininú (te Bísqu.eteboL d,o Grupo Despottia-tr da CUF, qu.e conquistoü o Campeorwto Distrìtal d.e Settú,bal e que foi a. 'primeir& e, (La^erbd/r o tí.tLLk)Ì1.&su& catego,ria. (V. Mapa a fls. p1]+ do presentc roíune)- No 1." trrl,ano, da esq/"erd(L 7v.ú e, díreit6: L&1tÌú Seq&ira (nat11!ral clo Ba,rreito ), Lenete da SiLa& Pe,reú,(L(natnual d.o Bq.|r.eiro ), Feli.sbe[,úMaúa dos Sa)Ltos Caetano (natural d.o B@n eiro) e Maria Heletut Fotttes (nahnetl de Ortiga, lÍ&çã,o); no e: plono e no iÌLesnLosentid,o: Macio Alice Fentatul,cs dos Santos, aap. (na,tut aI d,o Brwreiro), Mariã, do, Concaí,çã,o Si.l"-a llla,rquas (nrLturaL de Maçã,o), Cô,ndìrla Lucinda Xlaia (natxL,rúL d,o BaÍreíro) e Mdlrie Heíena Pofuci Soust:-Ccletdno (nat?o@l do Barteìro), Dlr equip& lizerirn p&1"te, tuirÌd.d: Múría Lígia Sixnões Vilelo, (nakual do Barreìro), Mania Joarru Mo* ti.rLs Bdrrarlas (nattn aL de Alter do Ch.íLo) e Graçú Matì& rla Siba pereíra (natural r1ç Barreiro). Esta eqttiTta dis[)1rto1t seguíd&mente & Íoie m.etropoLitana. tlo Campeonato Ndciollo| Fe,minino, .fícatulo eÌÌLJ.. Lttgar ( "-ìtórias sobre & do Portinonense, por 16-j+3 e a Sanjoaa.ense, por 2tr-21; e dec.rotas peut Académica rle Coimbra, por. (ì2-t c Benfica, po.r S7-gA). Na, época cle 1g66/8f, o eqtüpa leminina d,e B&squetebol d,o G. D. da CIIF, de noro canlpeìL distrital. ficott etn 3,a lugd.. no Campeoltato Nacüno,I Fenínino (Zona SLrl)

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D!SPORTO FEMININO funcionanento, em fiÌìs de 1965, umâ Escola de llriciação Desport'í1)o. Fenïínina., pàt'è raparigâs dos 10 aos 14 anos e, €xcepcioÌÌâlmente, com ialade superior, mâs náo âlém dos 18 ânos, com as seguintes finâlidades: a educação no s,eu tríplice aspecto Íísico, morâl e intelectuâ,Ì, pro{uÌâÌÌdo a pefeitâ int€gtâção do indivíduo no grupo social e transmitindo-lhe Ììo-cões de grupo, de higieae, etc. tr ap€Ì4eiçoamento e desenvolvimento técnico'táctico adentÌo -e dâs diveÌsas modâlidade despoúivas. DiÌigidâ poÌ abalisado técnico e âssistìda por monitorâs, a [. D. F., despeltando o prâzel dà pútica não só dâ Ginásticâ, mas tâmtÉm dê váÌ:ios jogos de equipâ, das suas regrâs e dos seus <segredos>, tem necessària-mentede conduzir, peÌ4 revelâçáo de aptidões, à mâior participação femininâ no DespoÌ'to, neste concelho. Assim o espeÌamos,

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CAPÍTULO XV

JOGOS DE SALÃO BILHAR_DAMAS-XADREZ EI L HAR A lrimeira coÌectividâdede recl€io a possuir bilhar no BaÌ'reiro foi â SociedâdeMãrciâÌ CapÌicho BarÌ€rrense (<Fraüceses>),em 1876, cujà Direcção, então presidida por Caetâno José FeÌreira, o decidiu comprar â 9 de Maio desseâno. precisâr, ao ceúo, mas parìeceque só Em épocaque rão podemo,s <Penicheiroso seguiÌamlhe o exemplo.(Esta â-lguns, bons anosdepois,os colectividâdelutou,longo leÌiodo, comfraquíssimos1€cuÌsosfinânceiros). Um dos seusprimeiros biÌïârcs peÌtencelà à câsâsolareÌìgâde BaÌra-a-Baüâ, no Lâvmdìo. Já nos ,lvores do SéculoXX, sabemosde um bilhâr âdquirido peÌa Associaqãodos BombeiÌosVoluntários HeroÌd, o qua.l,quando dà Ìiquídação dos seus bens (em 1927), depoisde encerradadurante anos, foi comlrado peÌa dita Sociedadedos <Franceses),que já há muito substituirà nà suâ denominàçãoo <Marcial Capricho> pelâ (Democrática União>. Este biÌhâr está âindâ ao seÌviço numâ das suâs sâ.Ìas. Depois,também, alguns centÌos poÌíticoslocais (exceptoos sociâ.Ìistâs, que eràm mais pobÌezinhos...) tiverâm biÌhaÌes. Registamosdois: o do Centro do P. R. P. (Estêváode Vasconcelos),que tântas vezesafa-


O tsÁRREIIìO CONT}]X{PO1IÂNEO gámos, em râpâzote, quaÌrdo por ele pâssá..,amoB pâÌa a ãLÌÌa de itìstrução pdmária, nâ sâlâ ao ÌacÌo (edifício da. Praca d€ Sanlâ Crnz) (1), e o do Centrc EÌoÌucionista, na Travess:Lde Santa Cmz, n." 11 (edifício ligacÌ,r Também â antigâ Associâqão ComeÌ.ciâÌ e ÌndustÌi: do lÌârreiÍ. teve um biÌhâr. ' Voltanilo ao <fâmoso> biÌhaÌ: alo Ceütro Evolucionistã: nos úÌtimos ânos, em que o conhecemos,foi um verdâdeiro bìllLar-esúIa de numeïosos jovens baueirenses, e ÌleÌe adquiriram o gosto p€Ìo jogo muìtoE dos bons biÌharistâs locàis (!). QuâBe entrcgue, por úÌtimo, ao contínuo € seus fâmiliâres, â râpaziâda pâÌâ Ìá ia, descoÌrtraíde. jogar ao bjÌhar (€ a outros jogos de Sâlâ), contribuindo, peÌo menos, com âÌguns €scudos, parâ â rendâ da casâ, que, de CentÌo Poìttico, já só o eÌà de noÌì.ìe... Dos êstâbelecimentosde C:Ìfé Ìocais, e dos que vingaram, o primeir.o qüe teve biÌhar foi a Leitâria Chic (3), no tosso já muito citado Lorgo do C"sut t Ì;!oÌasún,,,/, r:r Ruâ oo t u, s. ÌìFiio J. A. AF"Li,r', .ì. Ì73). A Colectividade onde os bilhâÌistâs n]iris seÌectosjogâvàm (só râras vezes alguns pÌincipiantes âÌi prâticavàm) crâ o CÌube 22 de Novembro, no quaÌ se chegârâm a efectuar \''ários toÌneios inter-sócios. Àctuaimente não tem biÌhaÌ. Nâ época da 2." Guerrâ MundiâÌ efectuoü se já mais pròpriamente um campeoÌÌâtono uoafé Baryeiro>, à TÌâvessâ dâ AmoreiIâ, Tratava,se do :rpuramento locàl tàtà o I Tor .eü) Na.ianúl íIe Propuguntlo, do Bilh,ar,

Itm O Barr.ira Canra"C) V. N,to CÒntctnaarAn.d sabft un úlha edtlí.ú paúq,eo -7 \o\, Pí$. 152. (r) As haÌcações dàs cârâhhoÌâs não se fâzi.r, âjìda, genlncrte, ros qua d&s de taredê lrovldos d-- fiÌeiÌâs de lolirhas .u crrsoÌ herático, solre Ìégnàs numq radas, comô âgorà. Nos ântigos hiÌhales d€sses Centlos, o núneÌô dê câÌarrbolàs Ièitls Fsistava-se nun dislosiriro intlo.lxzido ìâs tabeÌas Dâjores dâ ncsâ (uh d€ câd. lâdo) paÌâ câda joqadoÌ ou sÌulo d€ paÌ:ceixos, Drárcândo-se o lontuâcio Do!ê.ndo u( pequeno lotáo com o dedo, que faziâ âccionàr o nnüeÌâdor, nìâs e1a fr., quênte os bilhâristas dês.onfiârem+e nütuhente da scriedade dâ ìnârcâção, lois o numeradoÌ funcionàla ao mâis pequeno toqoe ôu ras!áo,.. Dai o chânaÌam ao ergenho o (mârcador lâdrÃo... (isto leÌo que sabíâmos, já qu€ bilh.ÌÈtâ nuncà (") Istê estâIJeÌecimènlo,montado !e1o comerciante Joâqrìm F€uèúâ Alvês, abriu as lorlas ao !úÌrlico â 2ï-IX-1915, hâs só nos âdiântâdos ânos de 20 (ao t€mFo en que lelteìce! ! ÀÌïÌedo Filrueüat instâÌou mesa de lilhaÌ,

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BILI{ÂIi - DATIAS_XADREZ orgânizâdo sob o pâtrocínio do jornâl O Sécula, e$ 1942/43, de colâboração com â Associação PoÌtlrguesa de Amadotes de Bilhar, sendo apuÌado aqui o campeão que, defÌoÌltando o de SetúbâI, nâ capitàl do distÌito, Ì€v:ìIiâ o cãmpeão distritel dâ modâlidâde à finâI, a Lisboa, coÌn os apurados dos outÌos distritos. Foi então Càmpeão do Balreiro o bilhasta que cremos não ter tido até hoje quem o superassena nossa região: António José dos Sântos, nâscido nestâ vila a 16-ÌX-1913, nessa ópocã motoristâ dumâ já exliÌÌte empïesâ corticeirâ locâl e âctu:LÌmente âgente-liscâl da I. G. A. E. Dm 2." lugâÍ, nesse torÌÌeio de âlturamento, classificou se outro excelente biÌhadstâ: Jorge Augusto Neto, ferroviário dà C. P., dos SeÌ-viços cÌe Movimento, também nascido no BaÌÌeiro (â 9-XII-1914) (r). Por esse tempo mais outÌos bons bilhaÌistâs se reveÌiiram, tâis como o Dr. António Pacheco Nobre (já faÌecido) e João Augusto dos Sartos, barreirense este úÌtimo, (também vencedo{ de um ànimado tomeio no <22 de Novembro)), aÌÌtigo industriàl em Sines e actuaÌmente comerciante €m Lisboa. Em ÀbÌ"il de 1945, oÌg:Ìnizou o FuteboÌ CÌube BaÌïeiÌense âlguns torneios inter sócios e tanto aqui como em ouíÌos saÌõês,mâis um bilhrristâ se destâcoü, com possibilidâdes que, no entânto, nunc4 explororÌ â fundo: João Bàptista LigoÌne Firmino (João Mâmt), nâscido nesiâ viÌa, â 17-IIT-1917,emboÌa tenhâ sido (ou sejâ, âindà...) um jogâdoÌ mais de estilo, do qüe de muitãs cãtambolâs.

M:ìis terde, surgiu outrâ onda de entusiãsmo competitivo ÌreÌo biÌhàr. Foi em 1947, no VeÌ:ìo, peÌo mês de Junho, quândo Artur Pereirã (19061965), uopÌietário do <Café Centrâl) destà viÌâ, organizou um (GÌande CampeoÌ1atode BiÌhar,, de pârtida livre, com trôs categorias de jogâdores, ÌÌo quâl Íorâm disputâdos prémios no vâÌoÌ de cercà de 2500 escudos, e ã que concon'erâm :rÌgumâs dezenâsde biÌharistas. Foi campeão o já citâdo João Fìrmino. Segundo julga.Ìnos saber, teÌá Bido estâ a úÌtime das orgânizàções locâis do género.

(') reìcen

Recorda-se que o campeáo distritâl foi Joío da SiIvâ, de SeiúbâÌ, qtê no apuranerto {inal, -{ntorio Josê, e, em Lisboa, ficou èn 4,'Ìusãr

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O BAÊREÌRO CONTEXIPOSÂNEO

Em 1949, Antonio José dos Santos,muito foúe em paúìdà iivÌe, clâssificou-se em 2.' ÌugaÌ no Câmpeonatode Bilhax do PoÌto, em Ìepresentâçãodo ClubeDespoÌtiyode CampâDhã.(Ássistimos,por ess:râÌtüra, â aÌguns dos jogos, nà CidâdeInvicta, e logo vìmos que o l.'lugãt nã.a pod,í&set:gãt-thopor um râpâz do Bârteiro que, temporàriâmente,Ìá se encontravaâ prestar serviçooficiaÌ...). Anos depois,em Évora, AntóÌfo José,já enìãeem seÌÌiço naquelâcidâde,(aÌrâncâ>, tambémem pâÌtidâ ìivre, o 1.' lugar no Campeonatode BíÌhâr âli reâÌizâdo,de que possuj vâliosa tâça. O mâis concorridosalão de biÌha.resdo Bar-reiro é, âctuâlmente,o do Ginásio-Sededo FuteboÌ CÌube BâÌÌ-eirense,com 4 mesâs. O jogo continua a ter. muitos pÌ.aticântes,mâs sem que surjâ um outro {Ìe mâis classe,capâz dê se niveÌar, com seguro sucesso,à aÌguns, âindâ, alos meÌhores<tâcosr antigos,em hâbiÌidadenaturâI, mecanismo€ técnica... PoÌ que será?... JOGO DAS DAMÀS O Jogo das Damr. corrêcou:r grnhrr DoL,ulâÌioádc nàò .olnctivicladês dp rtrreo e dê desDoÌ.1o do Brrrêiro for âl'urâs de l92S . iâ noc DÌi.ci. pios dl décãdr dê 30 s" hzirm câ,nnconrrosro CIub^ 22 d" Nov.".rb|o, aão só.ind_ividucic.orÌo fâÌìbÁm pìr oquipa-. O ,nai" rr-porrarr" aii êre.ìuadn lol o ( onp,oíata d? .D,üos dn Btrr,irc. ê,ì Ig3Z, 2u quat .oncorlêrâm 26 jog6d6.sr F dê quê sàiLrvprcponr Jo"ó [tcrupì Spnrìnerr (lli98-1C67).nÍì.1uralde Es.our!l (.\lorlelÌor-o-Nn\o), ranbóm di.,;r Ìu châradista (1), que, fenoviário, se aposentariâ como chefe de repaúiqão da C. P. (Fâleceu em AguâÌvâ, Câcém). Entretârto, viÌ1do de Lisboâ, fixara residência Ììo BaÌreiro. Dor voìfâ dê lCzR 29. üm damisrs com ràJêg^rir ilê rtêst.p, quc loi J;.n ReÌvas dâ SiÌva Nogueira. Era fotógràfo e montândo ãqui um ateÌier, não mais de cá sàiria, contÌibuindo pârà isso os instârtes pealiclosd('s dâmistâs jocâis, que Ìogo reconhecerâm â sua elel,ada câteEoÌia ale . ogâdor. Silvâ Nogueira merece-Ììos um.L referêncià mâis aliÌâtâalâ: Nâscido em Vâle de SântaÌém, a 16-III-1891, foi um dâmistâ que se tomou conhe_ cido à escaÌa nâcionâI, sendo frequentemente citâdo quândo se fàzem refeÌênciâs a pÌoblemâs e mecânica deste jogo mentaÌ. (') Im 2." lueaÌ cÌâssifjcâra-seSilvr Nogreira e em 3.." (er-âequo): Joâquim FaÌcão NosueiÌa, filho do ãteÌ:ior, e Aìiónio dâ Cosra Sântâhâ.

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BILIT.{R

D-{]IAS_X.{DREZ

Com Américo Simes, foi SiÌ\':ì NogueiÌâ o pÌo!Ìietário dã Re1)'ìst( Partugueso,íl.eDonras, cujo 1." ìúúero sâiu â 1-I-1939 ('), âssumiÌìdorÌe14, ainda, â diÌecção técÌricâ, com FernândÔ Mâúins. Er':r .r primeira publicãção portuguesa enclusi\.âments dedicada ao referido jogo (:), e a sua Secção de Estudo era a mâis àpreciâda e útiÌ, tendo SiÌvâ Nogueira a suâ fonte de consuÌtà nà tal <ì[édulâ EntropeÌicà CaÌculatóÌiar, que se orgrúhava de lossuir e que gu;rrdav;1 como um v:rlioso tesouïo. Ao ingrcss.E no grupo dos dâmistas bar-reiÌenses, Silvâ Nogueirâ Ioi, âo mesmo tempo, um grande ânimador e um guia paÌa os mais Delois do lomeio de 1932, outÌo se reâlizou, decorrido pouco tempc, no sâÌão dâ âÌrtigà Associação Comelciâl e ÌndustdaÌ destà viia, cedido pârâ o efeito, Ness:LaÌture jogavâ-se muito, especialmentenos sâÌões de bàrbeãriâ, âssim como em \'ários <cafés>, mais frequentemente ÌÌâ LeitâÌiâ <Chic>, já:Ìqui cit.dâ, e em diveÌsos ciubes. Em 1939, orgâÌ1izâo Império F. C. Ilârreirense, então pÌesidido pelo rÌe Damas do Baïreira (IÍlerbaÌÌeirense AÌtur Bâeta, o CtLltlpeanr!"to -CÌubes), ucom o intuito de deBenÌoÌÌer nestâ viÌa o gosto peÌo científico jogo,. Sob a direcção técnicâ de SiÌvâ NogÌÌeira e com â instituição de tàqâs e medalhâs pâra os vercedores, quâtro cÌubes se defrontar"am; F- C. BâÌÌeirense, Império F. C. BâÌreir:ense, Clube de Futebol <Os BaÌreirenses> e S. I. R. B. (<Penicheiros)). Iniciâdo o Íorneio â 14 de Fevereìro e concluído nos Ìreados do mês seguinte, foi vencedor';por equipâs, o F. C. BârïeiÌ'ense (Mànuel PeÌ€irà de Frciíâs, Gilberto Gueueiro Gomes, João GuiÌhente CoÌreiâ e Amâdeu Diâs de OÌiveira (estes dois

(') Nesse 1.' númeÌo, ciia-se, na 1.'pás., uhã olrâ soòÌe DÁMÂS, de extraoÌ dinúrio ttu. erLseila a hqd.t à las DMúB a MédLta E.atrotaLì.d Cdl.úlatórìd 'à1oï, cÒn EspekL a Bro4úel, de D. Pâblo Cecina Ric! y FcÌseÌ (eÌ incósdlo), lÌadrid, filE, que (sc não for único, pos6uínos !ü dos toucos cÌeÌnpÌàrcs que exjsten en PoÌtugaÌ, es@criase nâ dltâ Ìê!iÈtá. Ora qneh trÈçou estas !âìaÌrâs foi SiÌvâ Nosuenã, pois êrâ ele o propÌieiário do dito volume, aeoÌa eh pôdet de D. Vitãlinâ M&hàdo, ïesi(') Têve a aedacção e adninGtÌação, lrimeiro, nâ Viv€nda xânieÌo -Cârhelitas - Camide, e, delois, em outÌo6 dois lontos dc l-is!oa. A colecção que rerte.cetr a Silvs Nosuèim teDina ío n." 14 (T'ever€n:o, 19.10), què julgamos ter sjdo o último.

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O BÁRREiRO CONTDX{PONÂNEO

últimos já faÌecidos). Na cÌâssificâção individuaÌ triunfou Maìuel pereüa de Freitas, então industriàÌ de barbearia, <um noYo cheio ale qu:i, lidades pam vir â ser jogàdor de gÌânde clâsse,. Com efeito, assim se reveÌarâ já o Campeão do Barreiro de 1939, quândo, no encoÌÌtro alas seÌecçõesÁ de Lisboa e BaÌ-reiro ('), empatara com o fortíssimo dâmistrÌ João llouÌa Jacinto, campeão de Lisboâ. PeÌeiÌâ de FÌeitâs, grande amigo do BâÌrciro, encontrà-se, d€sde há anos, nà VenezueÌa (,). Outro dâÌnistâ de boa cÌãsse (o 2." individual deste torneio) foi Eurico Augusto Pires Dìnis, empÌegado dâ C. U. F., nÂturaÌ de ÉvoÌa. ReâÌizâram-se, ainda, por esse tempo, outros encontros ile seÌ€cções ao níl,eÌ rcgionâÌ, como, por êx€mpÌo, o Montijo-Barreiro. Um dàmista que, quando àindâ estudante, começou poÌ praticar o jogo num estâbelecimento Ìoc.ÌÌ de barbearia (como muitos outros), enquanto não Ìhe chegava à vez d€ ser atendido, e que, bre\,e se re\Ìelou um jogador rápido e atiÌado, foi MânueÌ Ribeiro Pâcheco NobÌe (irmão, mâis veÌho, de MáÌio Pàch€co Nobre, antigo internâcionâÌ de futeboì), chegândo a seÌ campeãoÌocâ1.Formar-se-ia, depois, em Nledicina, Íixândo residêncià em Lisboâ. Nos últimos ânos, a práticâ do Jogo dâs Dâmâs decâiÌr muito no BaÌ-reiro poÌque faltàm já entusiâstâs e oÌ.gàÌìizâdoresde lorineios, eoÌÌro foi Silvà Nogueira (que fâìeceu Ììest:r viÌâ â 2T-XI-1961 (r) e tâmbénÌ poÌque âs atencões dâs novàs câmâdâs passâlrâm a ser mâis âtraíd,rs pêÌo Xâdrez. São épocas... Todavia, não se eclipsou, aqui, de todo, esre iogo de sâla que, âfinâl, pelâs <dâmas), Ìrem umâ só vez vimos ser pÌâticâdo... Apenas o GÌupo Desportivo dâ CUF vem pÌomovendo, nestes ú]fimos ânos, torneios inteÌïos. Dentre eles, ilestâcou-seo do <I Centenário da C. U. F.r, eÌn 1965, com a pârticipação de 4 equipâs e 22 prâtìeÌntes, em quc tlitÌDfou uma representâçarobanheirense.

(') EsLe êncontÌo. que se efecruou na sede da S. D. U. B. k(lrÌâncêsesr), rèÌ, ninou côh rm empâi.e (il-3). (') Nascido €u lìntre-os Rjos (penâfiel) a 1-Ì,191E veio con a fÈnítia, pÚã o Barr€iro, aos 10 ânos. (") Foi um cstihâdo âssociâdo e gÌatuìê âniso do F. C. Eauêjrense, que eÌe muito âu!Ìiou, terdo si.to eleÌrdo à categoÌja .le ser Sóci, Be\emórìta,.ot\ à q\al, até hoje, ron.os sócios forâh disiirqujdos.

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BILÌÌAÌÌ

DA}IAS

XADR!]Z

XÂD R EZ O Xadrez - modâlidade desportiva, Sô-Ìo-á, sem dúvida, se consi alerâmos á sua prâtic'à rano, alt(l gìndstíca mental, qúe <1eva a !âlmâ, âos mâis jogos de saÌa. Já uma l'ez tentámos iÌÌvestigâr dâs origens deste jogo, poÌ mera cudosidâde, miìs não coÌÌseguímosiÌ mais aÌéü que tantÔs outÌos que esbâÌÌ:Ìïâm nâ sÌÌâ diluição nâ noite dos tempos . E, quem sabe se tudo, afinaÌ, foi muito simpÌes e hoje nos pâtece tão tr:ÌnsceÌÌ_ dente... Que o jogo dâtà de muitos séculosaÌÌtes de por este nosso mundo ter ândaalo o sublime Rabi d.r. Galileia, é aveúguâdamente ceÌto. Que, âÌém cÌos hindus, tâÌrbém os chineses, e os gregos, e os egípcios' e até os hebÌeus sê aÌrogãm â hoÌÌÌa da suâ inveÌrção, (parece impossível os russos não â terem ÌeiÌÌvindicado, Ìmbém), é iguàlmente certo. X{âs tÌrdo pâira já no ilin]itÌdo câmpo da tràdição, âonde se acolhe muitâ trâfacice. É todàvià, âos hindus - e teria sido um saceÌdote- que mais vulgarmente é atdbltídâ a irveìqiro do Jogo do Xadrêz, segundo âlgurnas obrâs e ditâs. As ïegrâs do famoso jogo que mais pàciênciâ (e muito estudo!) rcqueÌ, essas,têm sido objecto de vários tratâdos em ÌÌumerosâs líÌrguas, e segunalouma pubÌicâqão brasiÌeirâ que' há ânos, compuÌsámos' :úé em ïerso foïam um dià lostas por certo Abade xâdrezistà e <possívelmeÌÌte> poetà, no pontificâdo de Leão X (SécüÌo XVI), tÌab:LÌho em quê pomos dúvidas de hàvet contÌibuído pâÍa aÌgo mâis :Ìcrescentâr à glóÌiâ que a posteridâde tributou âo famoso Pa!â e súa época, porque Ciências e Letrâs costuÌnam câmiÌlhar â 1)âr (costunâm, Ììem sempre .) mâs

<Liguemos) âgorâ à te11a bâÌreireÌrse, após estâ bÌeve deambulâção, parâ declarârmos, humildemente, que desconlÌecemosse nossos avoeÌÌgos algumâ vez se irteressâÌ'aÌÌÌ a sério pelo Xadrez... Julgàmos que não, nem no seio dâs fâmíliâs, reunídas ao serão, onde, quândo resoÌviâm entÌeter-se:r jogar, erâ às Cartas (â veÌhâ <Bisca,), âo Domiró oÌr âo Loto... E dà pÌática do Xadrez, nâs coÌectividades, ioca.is, até há bem Èoucos ànos, também nad:r ficou constando, com excepção dâ simpáticâ Associàção Académica do Barreiro, onde decorÌerâm torneiog particul:rres, inter-sócios, pâÌticipando ìogo âlg:irns dos seus jovens xâdrezistas nos I Jogos Juvenis Ìocais, em 1964.

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O BARREIRO CONTIMPORÂNTO

Temos, assim, que o primeiro centro associativo, do Barreiro a criar uma Secção de Xadrez, promovendo boa propaganda deste jogo, foi o Grupo Desportivo tla CUF, em 1961. A chama do entusiasmo logo espevitou, de facto, desde que, a 29 de Setembro desse ano, o referido Grupo promoveu a vinda, à sua sedê, do então campeão nacional Joaquim Durão, para dirigir uma simultânea do científico jogo. Cria-se uma escoÌa de iniciação, em 1962, ss primeiros xadrezistas inscrevem-se, na Associação de Xadrez do Sul e, dentro de breve período, sucedem-se os primeiros torneios internos, as participações nos de outÍas colectividades e, depois, os de classificações de 3.^ e 2.'categorias, onde se revelaram aplicados xadrezistas. Em l-962 e 1963, Joaquim Durão voìta a disputar simuìtâneas no Grupo Desportivo da CUF que, neste último ano, entra no Torneio Quadrangular organizado pelo Clube de Campismo de Setúbal (1), para

EnL 23-II-1962, na sed.e clo Gt'upo Despo't'tiuo da CUF. - Aspecto de untt sìmultâ'nea rle Xad'rea, condttziila pàIo antígo campeão ndaonal Daniel de O['hJeint

Caltpismo de (') Os concorrentes forarn, com o G. D. da CUF: q Club-e -de Setúbâì, o Grupo Desportivo dos- Ferroviários do Barreir6 e o Clule do Pessoal da Sideruìciâ Nacionãl,

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BILÌÌAB'-DÁMAS XADRI'Z equiÌ)asde 4 jogâdores.CÌassificâm-seos <cüfistâs>em 1." lugâr, sendo este o pümeiro iriunfo qúe obtêm €m tomeio âo nível regionâI. O seu núcleo cle Xaallez contava então, já âpuÌados,11 jogadoresde 3'categ or i âe g d e 2 .'. Em bom incrementoa suâ Secção,os xadÌ€zìstâsdo G. D. da CUF distutâm, em 1964,peÌâ ! meiÌa vê2, os Câmpeonatosdo Sul (Ìndividuàis) parâ âpuràmeÌ]to dos representantesdo Sül âos Nâcionâis de 3.'e 2.'' cãtegorias.Obtôm, Ìespectivamente,o 8." lugâr (Filipê Reising Alves) e 4.' lugâx (Jâime Assunção). Novos jogâdoÌes <cufistâs> se r e \êla mIr osscus lornero"dê.ìàssi"irr!ã o . O 2." ToÌ'neioQuaalÌangulaÌ,destâ vez (em 1964), olgànizâdopeio Grupo <cufistâ>(') concedelhenovo tdunfo ê o 1" tÌoféu que o XâdÌez the proporciona: a Tâçâ <Eng' MeÌo de Azevedo>,poÌ este mesmo atribuída. Em 1965,no\'â espÌêndidajomâdà de propâganda:João Mada Cordovil, já nâ esteira alotítuÌo máximo 1Ìâcionâl,dirige, a 11 de Dezembro, na seile do G. D. da CIIF, outr-a simuttâneâ,que reúne 25 tâbuÌeiros, tâmbém seguidâcoÌn eÌe\,:Ìdointeresse,por mui|1 âssistênciâ

Entretanto, como apâÌecimento do Quinâs CÌube de DespoÌtos ('), jogo do xâdÌez com€ça a tomar, â paltir de 196{;, maior expàÌìsão. o Essâ é, mesmo, um dos pÌincipàis objectivos da novel colectividâde, ao criàf, nesse ano, â secção rcspectivâ, no seio dâ quâl trâbâlhou, desde 1ogo, um experimentâdo xadÌezistâ, <moÌâ-impulsionâdorã) da suà âctividade: Albelto Silvâ, beilão, de Fornos de AÌgodÌ'es, que, vindo {ìe Lisboâ (onde já peÌtencelâ à núcÌeos xadrezistas), fixarà, pouco temFo ântes, sua Ìesidênciâ ÌÌo Barreiro. A 1-x-1966, o Quinas convida Mestre João Cordovil a didgir uma simultânea, qüe se reaÌizâ ÌÌo sâlão do Grupo DmÌ"áLico e Recrêir'ivo"O. Lê(as", consliluindo êla Ììcìs uml espÌêndida jornâdâ de plopâgânda deste jogo.

(') Forâh concorÌentes, coh o Grupo ôrgânizâdoÌ: o Clube Acâdénico d€ Pinhal Novo (em Éubstituiçáo do CÌule de Câmpisno de SetúìâÌ), o G D. doÉ dô BarÌeiÌo e o Clube do Pessoâl da sideruÌg]a N4ional Ienoviâri6 .lo concelho da Baít.iÍt (') V. Ca!. vtL- Oúttus colecthüa.|es .lesl'oÌthü

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O BAIìIìXIROCONTEMPORÂNEO O Quinàs toÌna-se,em breve, uma âutêntica escoÌade iniciação do xâalÌez,que mâis se expanderas câmadasioveìs, operáÌiâs e estudântis' (Tomeios dâ com â orgaÌÌizâção,leÌos Jogos JuveÌìis do BaÌreiÌo, dos Páscoa' (em 1965e 1967). O âno cle 196? foi, então, particuÌârmente Ììotá\'el, no Bar'reiro, sob o aspe{to de actividade xadrezística,da quâÌ deixamos aqui uns breves apoÌÌtâmentos,com o desejode que' quem, um dia, os retomâr' para continuâção,tenha de âcrescentaÌâÌgo mâis ao que' eü tão pouco entre Ìlós, e que aÌiceÌçâaqui mâis uln tempo,Íoi possí\'eÌdesenvolver-se centros xailrezistasdo Sut do Pâí3, onde, com Lisbo:r' ettre os escassos e\'identemente,só Portìmão e Fâro mâis sê têm destacãdo Tivemos,âssim, em 196?: (eqüipâs)-I CampeonâtoDistritài dê SetúbâÌ,em 1.' categoria VencealoÌQuinas Clube cie Desportos (com Albelto Silvâ, ManueÌ de Brito, Clâudino PereiÌâ, VítoÌ Freitãs e MáÌio GâÌddo); do 56" âníveÌsádo -Em 29 de Abril (nas festâs comemorativâs paÌticiilo F. C. Baneirense): realizâqãoaleoutra simuÌtânea,com 24 do F. C. B, â quàÌ foi conduzidapeÌo MestÌe pantes,no Ginásio-SecÌe púbÌico àe xàdrez Júlio Santos, alo Sport Lisboa e Benfica Numero'so r,:oÌtoua âssistir âos jogos. - Erì1 1? e 18 de Julho, o Grupo DespoÌtivo dã CUF vence o Tomeio alà Zoüa Sul, 2.' câtegoÌia (coÌÌ1Diarnàntino PeÌdigão, ÁÌva1o Feïnâniles Morgaalo,António GÌilo Sâlvãdor' Fernando Dias e José Joàquim Próspero); -Em Seteúbto, no tomeio nPÌiÌÌ1eiroLânce- 196?>,oÌ'ganízãqão do GinásioClube Figueirensee cujâ eliminâ1óÌiâ,na regiáo do BarÌeilo' jovens dos estevea cârgo dos Mogos Juvenis locais (padicipâção de jogadores (mâis de 10 aos 15 aÌos), esta vila repÌeseütou-secom válios 50 % dos paÌticipantesnessetoÌreio), Ììâ finaÌ disputâdâna FigueiÌà dà Foz, ondetiveram âctuaçãomodesta,mâs provêitosâpâra as suàsfuturâs po ""iblridade-: xÌI CampeonãtoNacionàl, por equipâs (1' categoriâ), o -No Quinas Ciübe de DespoÌtosobtém o 3.'ÌugaÌ;

36t,


BII,HAR

DATÍÁS _ XADITI]Z

NâcionâÌ (Indi'iduaÌ) dâ - Em Setembro, no xxMânpeonâto (em qüe João CoÌdoviÌ ÌeÌàÌidou o Foz na FigÌleiÌa da 1., câtegoriâ, tiítuÌo múximo que aÌÌ-ebâtàrâ â Joâqüim l)uïão, em 1966, tornârdo'se o 9.'Câmpeáo Nâcional de Xâdrez) - câÌr'Ìpeonâtoesse em que o Bâr-reilo esteve peÌà pÌimeir:r vez repÌesentâdo Albeïto SiÌ\'a, do Quinas, cÌàs_ sifica-se em 9." 1ug:r1'; Nos torneios zonâis do SuÌ, 3.* e 2_ câtegoriâs (Equipas)' Ìespectivâmente disputãdos por G. D. da CUF, Quinas e PinhâÌnoïense. e por G. D. dâ CUF, Quinas, PinhâÌnoÌense e Clube de Xadrez de PoÌtimão, os xadrczistãs dâ CLÌF tÌiúnfârâm em âmbos, ganhàndo por' câdâ um destes to1neios, 1 tâç!Ì c 4 medâihas. (Foi, peÌa pÌìmeira vez, em 1967, que o GÌupo Desportjvo dâ CUF €fectuou à fiÌiaçáo dìrectamente na Federação Portugucsâ de Xâdrez, o que, desde então, the permite disputâÌ os torneios pof esta orgânizirdos e reseÌvados só a clubes neÌ:Ì {iliâdos). r.s]rotóo Co4rorciìrrt, os títuÌ6, à €scaÌa ÌegionâÌ NOT V. no Ca!, lrlll-O ê ìacionâÌ, oblidôs !aÌà o Bânêirô, âtra!ós do Gtulo Deslortito dos leÌroviárjos, (q!ê tan!ém fêz p.Ìtê dás !e]o !.loroso xadrezistâ !.râncisco Sim sjm Lâ!Ìôìeio €quila s de xâd r€z do G . D. da CUF) .

Espêrâmos que um firme interesse por estâ modaÌidâde contìnui, agorâ já com alguma experiência âssociativa e, sem dúvíd:l, ceÌta prátic:ì e capâcidâde de oÌganizâção tor parte de \'ários elemeltos mais câtegodzâdos, poÍ foÌmâ a m:ìnteÍ o RaÌreiro como aeníïo ÍadrezísLica d.e reài vâlia, sendo certo ser já o mais impoÌtãnte, nesta âÌtum, do distÌito de Setúbaì.

No decuÌso dâ actuaÌ décâda, ao maior interesse peÌ:1 pÌáticâ do xâdrez, neste coÌ1ceÌho,já coüespondeu à ÌÌnpÌensâ locrÌ, com a pubÌi_ câqão Ìegular de pÌobiemas, RecoÌdãmos a JaïMLl da Borreíro, \at s17à âÌÌtigâ secção nPassatempo>, nos anos de 1963 ê 1964, e o mensáÌìo O BurÌeiÌense, nos seüs números de Dezembro de 1965 a Abrii de 1966, nâ secção <Encontro com o Xâdrez>, dâ autoriâ de MânueÌ dâ SiÌ\'a Car' vâlho que, também nâqueÌe joruaÌ, manteve já desenvoÌvido noticiárjo e notâs críticas sobre à âctiúdade xâdÌezísticâ locaÌ. Estrânhâ-se, coxtudo, não se verificâr a suâ desejãda continuidade.

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O BÁRREÌRO CONTNMPORÂNDO

Em épocaanterior, o já extinto jorní\lo Barreíra publicou,na fase final dâ suã êxistênciâ (1946), umâ secção,com certo desenvolvimento em aÌguns númeÌ'os,excÌusivamentededicâdaâo XâdÌez, dirigida por Mário José Pinto Gomes,o qual indicâvâ dever toda a coÌrespoxalência sobre a mesmâser dirigidâ para a Rua Antónia Ândrade, 5, r/c,, esq., em Lisboa. Foi um Ìouváv€l incentivo parà a difusáo do referido jogo no Bârreiro, mâs destinado mtão a falhãr, pela extin$o do dito jomal.

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C-\"íTUI,O

\VI

O JOGO DO CHiNQUILHO E OS GRUPOS QUE O PRATICAM Desporto oü passâtempo- e por que não Desporto, se o TiÌo tâmbém o é?-o ChinquiÌho começou â ser praticado no BâüeiÌo há mâis ale sessentâ ânos, tànto nâ própriâ vilâ, como nos ârrâbaÌdes O populâr jogo eÌâ um entreteniÌnento dos cÌientes mâis âssiduos dos estâbeÌecimentosde vinhos, e constituiâ como que um <ÀpeÌitivo> pâr:Ì as bebidas-.. E cortinua a seÌ l{as foi pÌecisâmente em 1925 que 3e fonúou âqui o pÌimeir-o egÌupâmento deste jogo, já com estabiÌidàde e espír:ito ale equipa, Ìogo a seguir â Setúbal teÌ colstituído tìs scus gÌupos ale pÌâticarìtes do Jago da ,tIíri,rra,desìgn:Ìção por que tambérn é corhecido. Os dois pdmeiros grupos Ìocais foràm o <SpoÌt Chinquilho União 1.. cle X{âio Bârrcirense>, fundado resse referido âno e na dàta indicadâ no títuÌo, e o <Modesto ChirquiÌho Bâìrrcirense> O primeiÌo torÌÌeio eJectuâdo teve â paúicipâQão destes dois grupos e do (Monârquina>, dà cialadedo Sâdo, iniciândo-se no dia ? de Junho desseano, lendo como (e lrémio â <Tâça Câmpeonâto,, que, noticiâs da época, ànunciaÌam mais de umâ vez...) ser do \'âlcÌ de 600 escudos.Alto 1á1. . (Niro seÌi;Ì' cremos bem, o caso de um <ÀÌtístico BÌonze, que, certas vezes se anunciava ir ser disputâdo entre grlrpos lopulâres de futebol, e que, ao Íim' se vedlicàrâ ser um belo "Bronze. de BaIÌo>). Não: EÌâ umâ tâça r''eriladleiramentevâliosil e dela ficou vercedor o gr"upo (Modesto>, ac

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O BÀIiRIÌEO

CONTEMPOEÁNDO

trìunf3r dos setubâÌensespor 8 Dontos a 3. O que Ì1ão diz a crónicâmas tâh-ez fossc um facto... é se, desde então, os <modestos, aleixârâIn de pâtenteâr essa simpática qüàlidade. Nesse mesmo âno de 25, âpâreceu ainda um teÍceiÌo gÌ-upo local, (Spoú ChinquiÌho 31 de Janeiro BârÌeiÌenser. Pouco depois, oufuo o ô <Grupo SpoÌt Chinquilho 1.. de Dezembro> (Os Restâuradores) do ÀÌto do SeixâÌinho, e sucediaÌn-se os jogos, com â participâcão, ãlém dos setubaÌenses,de grupos de chinquiÌho cle Lisboa (nomeâdamente de AÌcântala), de Cascâis e outÌ.as lccâlidâdes-

Quando, em 1940, a Fedelãção Portuguesâ dâs Sociedâdes de CultuÌã e R,ecreio,com o pâtrocínio de O Século, orgânizolr o Ì Campeírnâto NacionâÌ de ChinquiÌlìo (instituindo â <Tâçâ Cârlos Lopes) par:r o gÌupo vcncedor)r o coJlcêÌho do BâÌÌ.eiÌo concoÌreu enlão com seis cÌubes € sete equipÂs, entÌ'e os quir,isse disputou 6 Campeonato da Zonâ, DsBesgrupos forarÌr: o GÌïpo 1." de Maio, o Grupo 81 de JaneiÌo, o Grupo 15 de Agosto TeÌhense,o Gi'rÌpo 1., de Agosto pâivense, o Grupo FÌor do AÌto dos Sjlveiros e o Grupo 9 de Abril Lâvradiense, concouencÌo este úÌtimo com duas êquipâs. TotàÌiz:rvam 56 jogadores eÌn provâ. Iniciado o iorneio em llaio desse âno, proÌongou-se pelo Verão, reaìizândo-se, pol essà épocâ, outros miÌis câmpeonâtos. E, posteÌ'ioÌmeÌÌte, mâis grupos ss íorm:!r'am, como em orÌtro lugâr- referimos, O ChinquiÌho continua, assiln, a ter muitos praticantes neste concelho que Ìhe dedicâm, nornìâÌmente, umâ boà pãrte dâs lârd€s de domingo, promovendo-se entÌe os grupos animãdâs fêstâs de confÌaternizâção, sempr-eordeirâs e geradoms de um àgràdável con\'ívio sociaÌ.

São seis,âctuàÌmente* tântos quântoshaviâ em 1940 (não, poìém, totâÌmente,os mesmos)-os grupos que se dedicâm ao jogo do ChinquiÌho nest€ coÌÌceÌho.Seguemse umas bleves notas sobrc eÌes, mencionardo-ospor ordem de ontiglrü1a.leda ïüntl,açã,a-

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O JOGO DO CHINQUILHO

UNIÃ O 9 DE A B RI L L A Y RA DI E NS E G RUPOSPORTCHTNQUILHO Fundado a 9 de Abril de 1928, <para a prática do jogo de chinquilho ou outlo qualquer sport>. Os seus Estatutos foram aprovados em 29-IV-1930. Tem a sua sede no Largo da República, 4, da freguesia do Lavradio. Instalado, inicialmente, numa modesta casa, com um quintal que adaptaram para a prática do jogo favorito dos seus associados, o Grupo acìquiriu a propriedade em 9-V-1950, I herdeiros de D. António Chatillon. Em 1961, por iniciativa de Alfredo Tavares, ferroviário, lavracìiense (já falecido), iniciou-se a remodelação profundl da sede, bem Ì.ocaÌizada,que hoje dispõe de um edifício de linhas modernas, de

Sede do Gl'úpo rle Chbtquilho

Llllião g de Abril

Lat;rad iense

rFoto de José Joaquiml

2 pìsos, asseado, recheado de bom mobiliário, estando nele investidos muito trabalho gratuito dos seus :rssociados e numerosos donativos em espécie s em dinheiro. As dívidas contraídas não foram além de poucas dezenas de contos, valendo hoje o património associativo cerca de 500 mil escudos. Actividade desportiva: O ChinquiÌho, com exclusão, por €nquanto, quaÌquer de outro jogo. O Grupo tem disputado vários torneios ao nível locaÌ e distrital e jogos em Lisboa, dos quais possui um razoável património de taças e medalhas.

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O BARREIROCONTEMPORÂNEO InstaÌações: Além de gabinetes vários, destacam-se os rectângulos jogo de e a Esplanada, e o Salão de Café e de Jogos de SaÌão. Tem a Biblioteca em fase de iniciaçâo. Foram considerados fundadores do Grupo os primeiros 20 associados, dos quais são actualmente vivos 16, sendo destes o n." 1- João Cândido dos Santos, ferroviário; natural do Lavradio. Grandes dedicações de gente modesta têm mantido esta colectividade em permanente progÌ'esso. Projecto: a ampliaçãc do Salão de Ca.fé e Jogos. Possui cerca de 350 associados. GRUPO DE CHINQUILHO (SEMPRE FIXE) Fundado em 5 de Fevereiro de 1937. Tem Estatutos datados de 31-VII-1945. Inicialmente formado e instaìadonuma casa da Rua 28

No Sa\ão-Batr rlo Gruyto rÌe Cltinqu'illt'o <<SemryreFir,etr. - Directores e consócios confr&ternizún 1ú.Lrniantat (hó' pouco tempo efectuado), brindatulo pelo,s felicicla<les de u.m ded'icailo colega e amigo, que 'pttrtiu, pai'a o estrangei,rç e d,e ló' Ihes remeter@ quantìa qxaecllegolt c bond.ou para o agradcíteL tepasto. Ele bem sabia qne não lhes poelin T.roporcionar múis grot& Iemb.ançtt (lo qüe essa . Asgittu o popuíar Chinquillto conco,rre par& ÍonLewta4' a boa ca'maradagem e profurtd.ttr as atnizades, mesmo iLe longa. . íFoto de José Joasuim)

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O J O OO D C C I]INQÜ ILE O

de Maio (AÌlo do SeixaÌinho) Iertenccnte â JoÌge Crou, tem montâda âctuâÌmente a suà sede na Ru:L do LtìvÌâdio, n." 25 (no mesmo baiüo), em prolriedade de Herdeiros de António de Almeidâ SerraÌÌo. O Grupo praticâ :r modâlidâde dc chinqüilho de mâÌhâ pequena. Forâm seus fundadores, entre otÌtros, Josó R:ÌmiÌìhos, Joâquim Faïinhâ, Joâquim Gonqâlves e Joâquim llonteiÌo (estes dois já fàlecidos) e Ràmos Progresso. Os dois lectâìgüÌos de jogo, em instaiações ÌÌÌuito bem cuidâdas, t€m o nome de ucâmpo Francisco X'louÌâ Soeiro (Pâco)>. O grupo possui peïto de centenãre meiâ de tloléus gâÌÌhos na modaÌidâde c disÌrõe tàmbém de um SaÌão-Bâr, pequeno, mas b€m monlâdo. Tem cerca de 150 associâdos. GRUPO SPORT CHTNQUILHO UNIÃO

l.'

DE ÀGOSTO PAIVENSE

Fundâdo no dia 1 de Agosto de 1937. Os seus Estatutos d4tâm de 9-ÌII-1945. Tem a sede no Alto dâ Pâivâ (Barreiro). Iniciàlmente fundado e instaÌado num:ì tequenâ bârÌaca de màdeiÌâ, o Gr-upo âdquidu depois, em boas condições,à MânueÌ de Assunqão JúÌÌior', â suâ primitìv::Ì insta.Ìâ6o e o respectivo teüeÌÌo, târa ncle construir uma an,pla sede, com destino à quâÌ oÉ sócios e seus familiares ÌrÌomoverâm à condução de <coÌnboios> de pedra, e outros mâteriâis iÌÌiciândo âs obÌas pelo \rerão de 1958. Contirü:ì.râm nos anos seguiÌÌtes e, entretanto, ideâlizando se um edifício mâior, deÌe foi feito projecto definitivo em Julho de 1966. Apro\''ado, â nova coÌrshução breYe se iniciou. O edifício tem iá concÌuídâ uma. p:r.rte das dependênciâs,a câve, o Bar (sala de enfuada), gâbiÌìetes vários, sela da BibÌiotecâ, instâlações sanitár-ias. etc. O SâÌão de Festâs encontra-se âinda em regime de espl:ì àda, coxstituindo p:trte do edifício a concÌuiÌ. O Gflrpo tem Secçáo DespoÌtil'a (dedicâdâ âo jogo de Chinquilho), Secçáo CuÌtuÌàI, co1Ìstituída por üma Biblìoteca com ceÌca de ?50 voÌümes, pârâ à quaÌ muito contdbuiu o auxíÌio da Fundâção Gulbenkiân, e Secção de Turismo, que, proporcionando âos sócioB não só recÌeio e culturâ. tem sialo uma inter-essântefonte de receita p:Ìra :Ì Colectividãde. Tem ceÌca de 250 âssociâdos.EntIê os seus fundadores, encontÌam-sê os nomes de Inurenqo de AÌm€idâ RaÌnos e Fràncisco de Almeida SàÌÌtos. A Compànhia llnião FàbÌi1 e a Câmàra }funicjpâÌ do Bâneiro contâm-se entre as entidades das quâis este Grufo do AÌto dà Pâivâ tem Èecebido mâiores auxíÌios,


O BARREIIO

CONTE1ÍIOIìÂNXO

(O l'' DE JANEIROBARREIRENSE) GRUPODECHINQUILHOMODERNO Funaladono tÌiâ I de Janeiro de 1939 PossÌriOstatütos datadosde 20-XI-194? e tem à suà sealeÌÌa Ruâ 1." de Maio, r'" 10 (Bâiruo das P:LÌmeirâs.Teve como fun€lâdores,entre outros JíÌÌio Râm:ÌÌÌìo (já fâÌecido). António alos Santos, X{ário QúiÌÌtas, José Gomes Gameiro, r{cácio Fen'eira, JoaqÌdm Soârcs, CipriãÌÌo Qüintal e Adão Filipe jogo de A sealeé propÌiedaaledo Grupo, possuindo2 rectànguÌosde chinquiÌhocÌeÌÍà1lìa pequena,Salão-Bâr,e ïáÌios gàbinetes' A ColectiÌid1rdepossui ceïca de 170 âssociâdos. Hm projecto: constÌuqãoale üm 2" liso dâ casã, dotado de SaÌão e SâÌa de Biblioteca. GRUPOCHINQUILHOPÀLMEIRENSE Funaladoem 26 de OutübÌo de 1e40. TeÌn Estâtutos apro\'âdose está instala.doem propÌiedaaleaÌugada,nà Trâvessadâs PâlmeiÌas, 6-A (no bâiÌro alomesmonome). Prâticâ i4mbém a modtÌidadede chinquilho de mâlhâ lequena. das instalaqõese possúi cerca de Tem em pïojecto a remoaleiaçáo 150 âssociàdos. NA FREGUESIA DE PALHAÌS CHINQUILHOI5 DE AGOSTO CLUBERECREATIVO Fundâdoâ 15 cleAgosto de 1952.Situadoem Vilâ Chã (fregúêsiâde Palhais), dispõede sedeprópna Os Estâtutos, dãtâdosde 29-ÌII-195d. forâm aprovaalosa 2-VIÌ-1954. Iniciado numa humiÌde bâraca de mà' aleir:1,inâugurou a 23-VÌÌ-1967 â 1.' fâse dâ sua novâ sede (Sã1ãoe B , com teÌevisor), segundoprojecto apÌovàdo em 1964. Numa 2.'f:ìrie, seguir-seá â ampÌiàçãodo 1" piso e â coÌÌstrução do 1." ânalar,onaleÍicârão instaladosos gabinetesdos Corpos Gerentes, Sxtáod^ Fe- rs e nu.rr. dolpndÁnrirq. Tem cerca de 150 sócios,nâs qüais, ãpesaÍ do seu reduzidonúmeÌo' conta vâIiosàsdedicações A prática do jogo que Ìevou à cÌiâção ala colectividadeestá âctúalmente Ìeduzida, eú benefício dà actividâde recÌeativâ.


CAPÌTULO ]IVII

OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS INTRODUZIDAS NO BARREIRO (NÃO IÌ.{TICADAS

-4.CTUA]-}IENT!])

ÀÈROMODELISMO O AeÌomodelismo, ümâ modaÌidâde do desporto âéreo, que coìrstitui o apÌeÌÌdizâdo-base da Aviâção, foi criado no BârÌejro, em 1949, pelo Luso Futebol Clube, com o pâtrocínio da Direcção-Gerâl da Aeronáuticâ Civil, sob a direcção de instrutot oficial. A âuÌa semàniìl chegolì a ter râzoáveÌ fÌequência, tendo obtido <brevet> de âviâdores de aviões sem motoÌ dois dos alunos, que forâm indicâdos pâra o Curso Superior de Aviâqão sem Molor, na Póvoa de Santa lria. A modâÌidade não beÌleficiou contudo, da desêjâd:ì expansão, Ìror essâ épocâ. Mais recentemente, em 1965, criou o Grupo Despor"tivo da CUF a Secçãode AeÌomodeÌismo. Dependente de autoúzâção go!'ernamental, a sua criâção foi deferidà llor despacho de 12-V-1965, do MinistÌ'o dâs Comunicàções (DiáÌio do GovenÌo r." 137-ÌI Série, de 11 de Junho do mesmo ano), pÌogrâm:ì. dâ secção (tendo como seu dirig:ente José Mâconstlndo do nuel Casqueiro MuÌtâ e técnico responsável José Mârques) o seguinte: a) ProÌnol'eÍ a existênciâ adequâdâ e o funcionâÌÌÌento de cuÌsos de àpeÌ{eiçoâmento dâ modâÌidâde, sob a orientação de um técnico cÌedenciado pela Direcção-Gerâl dâ Aeronáuticâ CiviÌ;

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O EÂIREIIìO

CONTEüPOR-Â.\_EO

b) Pïomover â divulgàção dà culturâ paÌâ-aercnáutic.r lor meid de conferênci.Ls,pubÌicações especiais, etc. c) Prcmover a pútica da construção e do voo de aeromodeÌosentfe os sócios; d) O1gânizàÈ e fomentâr â reâÌização dg competições destortivàs e demonstÌ:Ìções de âeromodeÌismo e promoveÌ exposicões e festaB, Nos princípios de 19í16,chegou \'ário màterial fornecido peÌâ DiÌecção-GeÌâÌ da Aeronáutica Ci!iÌ. A S€cção, porém, apesar de não trâzeÌ €ncârgols pâÌa o C. D, da CUF, niÌo entrou ainda em funcionâmeÌìto, BADMINTON Este jogo de salão (que, sob certas condições,se pode também jog:rr em recinto descoberto), introduzido no nosso Pâís por voÌt:r de 1954, fez a suâ âpariqão no B:ìrreiÌo na época de 195?/58, rìo Luso Futebol Clube. Segundo üolícjn poÌ essâ épocã publicâde no Bolel,im deste Clube, o facto <nasceu de uma viagem de turismo à Alemânha em que GÌicínja tr.ínnìno, lIârìâ Eduàrdâ FeÌnândes e AÌbaro AÌ\'es trouxeram de 1á, como cuÌiosidâde, duâs râquetes e voÌantês, O eÌl|'Jsiasmo pcÌo jogo aÌâstÌou, até que se lensou nâ criagão da secção.InscÌito na F€derâção PoÌluguesa de Bãdminton, o Luso disputou na já refcridâ ópoca não só o Torneio de Aberturâ, como lâmbéÌn o ToÌneio de Lisboa em 3."' cât. (senioÌes). (Foi a pdmeira representâ-cãode um clube do Distdto de SetúbaÌ em tomeio de Badminton organjzàdo peÌà respectivâ FedeÌação). A Sêcção,que o clube não podiâ financiaÌ por faÌtâ de meios, era, DoÌéÌÌ'ìJ quase exclusivamente mantida pelos própfios jogâdoÌes. X{âs da impossibiÌidàde de alguns deles dâÌem :Ì üecessáriâ assiduidade âos treinos e de nem semlre set possí1ÌeÌâ comprâ de mâtedâÌ suficiente, resuÌtou eÌ:r não ter futuro. Se a modaÌidade tâmbém houvesso surgido, nessa âÌtuÌa, em outros cÌubes Ìocais, tâÌvez se mântivesse, meÌcê dâ emulàção que fâtâlmente surgiÌia entre os seus praticantes. O BadmintoÌÌ está, no entanto, a ressul gir' àtravés dos Jogos Juvenis do Bàüeìro. BOXE

A primeirà demonstraçãode boxe, no BârrciÌo, em espectácuÌo público e eÌìtre âmâdores,cremos ter sido reaÌizadâ ã. 18 de Setembro de 1921,em <SensacionâÌ Festà Despoltiva>,com o concursoduma bandâ


I'IODAI-IDÂDES NÃO PRATICADÀS ACTUALIIENTII

de músicà Ìocâ1,no Campo do Rossio, do l'uteboÌ CÌube BaÌreirense, â quâl incluiu futeboÌ e, no finâÌ, um (Jogo do Porco), que estâvâ despeÌtâÌìdo gÌânde entusiâsmo... (') Dos pugiljstâs âmedoÌes bâÌreiÌ'enses não ficou memóna que até hoje perdüÌâsse- llas Ìoi ainda, em 1921, â 10 de Novembrn, no p.ÌÌco do antigo Te:rtro RepÍrblica' desta viÌa, que se efectlrou âqui tr ldmeiro coÌtbâte de boxe entre !ïofissionâis: Fâustino Pereirâ e AÌberto Yíeira, precedido de alguÌrs conbates entre Surgirâm então, nos aÌÌos seguintes, aÌguÌìs prâticantes (um deÌes no LâvÌadio), tendo sido orgalizados outros comb:Ltesde boxe, no C:ìmpo da Qüintâ Pequena, do Luso Futeboi Clube, o llimeiro dos quais em 1 de Agosto de 1926. Netss:Ì dâtâ, reveloü-se poseuidoÌ de âÌxeciá\'eis quaÌidades pügiÌísticas o âmâdoI e atletâ do Luso, Américo Ferr:Lndes Câüiço. Foi, todàviâ, uma espelânqa que bnitalÌrìcnte se mãÌogrou, por este prometedoÌ pugiÌistâ (Meio Leve) ter per€cido, lor âfogâmento, nâ pÌ-âiâ do Eãüeiro, no diâ a seguir ao seu vitoÌioso combate (j). AiÌrd.l em 1926 se efectua.ram combates de box, entre plofissionâis amâdoÌes de Lisboa, no ïecinto da S. Ì. R. B. (<Penicheiros)). Em 192?, com o objectivo dà propâganda da modâlidàde e sob oÌgânizaçáo dâ <Sàìâ Intemacional de Box>, de Lisboa, \ioltou o campo âtÌético do Luso, em 21 de Agosto, a seÌ cenário de outros combàtes, exibindo-se âli os tugiÌistâs Cruz CoeÌho, AÌbano de Campos e Faustino PeÌ'eiïâ.

Muitos bàrreirenses,nos anos de 20, conhecerâm aqui Josó Sa1Ìt;Ì, o Dopu],ãÌ CanLarão, fuÍuro càmpeão nacion:ll da pesrdos, que, erìtão, íÌàbâlha\'â como moco de fragâteir-o,no tráfego do Tejo e, mais fre (r) Esie jogo consistjâ em <sesuÌâr coh a não o !o1Ìo peÌo rabo, s@ mâis âutíÌio âlgrh,. O !Ìéhio erâ o lrórrio roÌco. Não âdhÌrs o êntnsiasmo e, se fos. hoje, nãyiâ-o reìobrâdo, âtendendo áo preço por qxc cssa câÌre está ê atretemo-nôs a alâstr:aÌ a lrcviÉão dc qle serìam nais os cor.orÌentes dô que os assistentes,.. ('Ì Ahérì.o Caniço, que tiÌúâ 2l ânos, erã seusÌheirc e nàs.€rà eh AllrândÌ., Lele lor âdveÌsá1io tress--conbate (con 1uÍas de 4 ônçâs, ên 6 oounds) de 3n.) o eÉ!ârhol RafâcÌ Hi.1a1so, o quâÌ acalou por desistiÌ ìo dccurFo do r.' âssâlio, auadoÌ, ìârÌeiÌense, que Nâ nesma se66ão, conbateu tàmlìéh I'Ìâìcisco lcüeiÌâ, !€nceu o prgilistÈ AdoÌfo Lebre. EnÌ sertida homenâseh à memófia de Cân1ço, ô Loso I. C., lor ocasião dos art4 coüÌ€uoratn'os do Ì.' aniveÌsário dt sua fnndaçâo, em Domingo de ?áÊcoâ, 1?lV-192?, dêsc€rtuu ììe o ÌetrâtÕ no suâ sede.

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O BAÌRXIRO

CONTE}ÌPOIi.ÂNEO

quentemente, entre Lisboa e Bâxrei1o. Nâscerâ em OvaÌ, em 1902, Íilho do fuàgâteiÌo António Soares Santa, com quem aprenderâ á, profissão (já de Íamília) desde íeÌ]Iâ idâde, quândo abâlou dâ term, pârâ juüto dele, em Lisboâ. Nesta vilâ se toÌnou coÌrhecido e estimado de \'árias fâmíliâs dâs bândâs da Ruâ Miguel Pâis, onde pârece que chegou a teÌ o seu deüico... Depois, quis o destino que do conr''ésduma fragata eìe passâssepâÌà uÌn fir?g,,. AÌÌos mais tarde, numeÌosos foÌâm ainda os bâÌl€irenses que assistir':Lmâo seu combate (àpós umâ brilhã.ÌÌte digïessão peÌâ América do Su1) com o pugilistâ beÌga Pieüe Chàrl€s (98 kg), rcalizado ro Câ,mpoPequeno, en] Lisboà, a 30 de Junho de 1929, no quâl se disput.rvâ o títuÌo de Campeão da !ìuroÌ)a, e em que José Sântâ (114 kg) foi batido :ros lontos, âo câbo do 15." âssaÌto. O BârÌeiro está Ìigâdo, âinda, à nm oútro fâmoso càmpeão nâcionaÌ, Agostinho Guedes, meio pesado, que, vivendo já nestâ vila, âqui se iniciou na <nobre aÌte), com continuâdos treinos, em 1939, ftEendo, em pouco tempo, reviver o pugiÌismo poÌtugüês ( ). À suâ âplesentâção oficiâl no BâÌreiro efectuou-sg em OutubÌo de 1943, numa sessão de pugiÌìsmo, pafuociÌÌâdâ peÌâ Federâção PLìrluguesa de Boxe, reâÌizâdr no <riÌìk> de patinâgem que o Futebol Clube BâÌreiÌense possuiu no iocâl onde, mâis teÌde, foi construído o seu Ginásio-Sede.À sessãonão decor' Ìeu, poÌém, à aiturâ do vaÌor do camp€ão, e deÌâ poucas recordagões quedarâm de màior interesse ou de novidade,:Ì Ìlão ser a de üm mejo médio, AÌfrcdo de OÌiÍeirâ, bâÌÌeirense dc origem, que eì,:idencioupossibilidâdes reâis, a puderem concÌrÌzilo a posição de relevo, mãs do quaÌ nâda mâis soubemos. Nesse âno de 19,13 (em Mârgo), tentara-se oÌgânizâr uma. Escolâ de tsoxe râ sede do F. C. B:ÌneiÌ'ense, didgid:Ì por À{àtos JúnioÌ, pÌofessor de pugiÌismo e tócnico e pÌeparâdor de Agostirho Guedes, mas a inicìâtivà Ìrão fÌutificou.

(') que tÂnhórì Ìrrâti.ou ãtÌetismo (Iànçâmento de P€so) -A.lrostjnlo Guedcs, no G. D- da CLÌF, Ìâscen eD Lisloà (fÌes. de lÌcâniâra) em 1918, tendo lividô !o I3aÌÌeiÌô dos 10 aôs 28 ànos dê idade, até à altnru em qus camÌreão nacionâÌ, segúiu prÌà os Estâdos Unidos dâ Amóri{ia do Nofte, onde Ìrraticou o boxe lrofissionâlmcnte e, dôlois, lasÉo!Ì a eÌ€rceÌ â.tividâde na indústriâ metalo-mecânicâ, nà PersjlvâDia. Forâ orrerário da O{ìcnÌâ de CáÌdejraria da C. U. I., nesta Íila, onde trâbàlhon duÌànte oito âros, teDdo vjsjtâdo o BâÌÌeiÌo, dâ últnìa vez, eh 196ó,

3't6


1IODAIÌDADES

NÃO ?RATICÁDAS ACTUALMENTI]

HóQUEIEM CAMPO(DE ONZE) O primêiro cÌube alotsareiÌo que oÌganizoü LÌmasecçãode Hóquei em Campo foi o Luso FuteboÌ CÌube, em 1928, sendo neÌe introduzido estejogo por Luís Esteves(nàturâl do Bârreiro) e CàmâReis,âmbosdirigentese jogâdoresmuito âctivose sabedoÌes.Por essetempo,formâÌa-se ã AssociâçãoRêgionaÌde Hóquei em Õàmpode Setúbal,de que o Luso foi Ìrm alosfurìdâdoÌes,tendo disputado na épocà de 1929/30 o campeonâtoregion.rl, em que se cÌâssiJicouno 2 " Iugar. Nos começosde 1980, iniciou o F. C B:ltreiÌense (que teve em WanderÌeyLouÍenço um g?àndeprotector dà nova secgãí), o jogo do <stik> eÌn campo, tendo feito â apresentaçãoda suà equipa principaÌ por ocasiãoalo ciclo de festÀs cünemoràtivo do seu XIX AÌriveNário, âo alefÌontâr,em 2?-IV-1980,o GÌupo DespoÌti\'(r'<OsTreze>,de Lisboa' com o quaÌ perdeu por 5-1... Era treinâdor dos hoqujstrs do F. C. B J. Teixeirâ, do Hockey Clube, da càpitaÌ. Tanto o Barreirense como o Luso iÌÌgÌessaramlogo na época de 1930/31 no Campeonatode Lisboa A seguir damos notà dos campeopeÌos dois referidos clubes obtidâs, âs nâtos alisputâalos e clâssifica4ões quais, pÈra estreântesem confronto com âs mâiores responsâbiÌidâdes dos cÌubesde Lisboa, não forâm dâs piol€s: Ëpoca da 193031 - B a"re irê n s ê5.. " : L u s o 6 ' , 1931/32-BâÌreiÌense,4"; Luso, 6.' > 1932/33 BaÌreúense, 4.' , ' No diâ 14-1V-1933,visitou o Barreilo o clube aÌemão DeutscheÌ Hockey Verein Venis, do Porto, que perdeu, no Câmpo do Rossio,corn os hoquistasdo BâneiÌense por 2-0. O hóquei era e é aindà um desporto caro. É, além disso, um desporto que pouca ãssistênciàcostumâ atraiÌ A secgãotomou_se,ìror isso, foÌtemente deficitária, não â podendoãgüentâr, nessâscondições, que dispunhâm,cadaum, de duasequipas:1.'e quaÌquerdos clubesÌoca,ts, resêÌ'va.O Luso enceÌrou a secçãoem 1932 e o Bãxreilensenos fìns do aììo seguÌnle,

tï'l


O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

Foi, toìLaoia, sufi,ciente esse pequeno lapso cle tempo para reuel.a,r, aquí, na prát'i,cu rLestamorÌctlttlctcle, o atleta muis represent&ti.aotlo h.óquei ern cmnpo português: o ecÌétíco ÁÌvaro Gião (de nome completo: Álvaro de Sousa Gião), nascido no Bar"reiro, a 27 -XI-L9I4. Iniciara-se no Luso, pelo qual dlsputou o I Setúbal-Lisboa (1929/30), com outros hoquistas lusófilos. Extinto o hóquei no Luso, passou, em 1932, a representar o FuteboÌ Clube Barreirense, por onds foi, supÌente, à Seìecção de Lisboa contra a do Porto (Março de 1933). Ainda em 1933, Gião passou a representar o Sport Lisboa e Benfica, marcando neste clube uma brilhante carreira na prática da modalidade, no mais puro amadorismo, da quaÌ sg despediu em 1958 ('), tendo sido o atÌeta do <<stick> mais vezes seleccionado. g actualmente (1967) o presidente da CornisÁLv.\Eo GIÂo são Administrativa da Federacão Portusuesa de Hóouei em Camoo. PóLO AQUÁTICO (Woter - Polo) Este desporto, de origem inglesa, iniciaÌmente designado po;r u)ater-polo, chegou a ser pratìcado com entusiasmo no Barreiro. Os jogos eram disputados na chamada <CaÌdeirinha>,num recanto, junto à <porta de água> da Caldeira da <<Serraqão>,também conhecida (') Em 5-X-1958, no Estádio do Campo crânde, ÁÌvâro Gião (capitão da equipà de Hóquei em Campo do Sport Lisboa e Benfica, desde 1940), despediu-se da actividade desportivâ e recebeu as homenãgens dos seus colegas, numerosos amigos ê admirâdores. Na quâlidade de presidente do ConseÌho Consultivo e de Contas do Futebol Clube Barreirense e em r€presentaçáo dos Corpos Directivos deste Clube, o âutor destâs linÌras fez,lhe entregâ, nessa ocasião, de uma sâÌva de pr.âta, com dedicâtória, como testemunho do muito âpreço pelo seu antigs âtletâ, que <<pret'izera 31 anos enL prol clo Desporto, sem unt úni,co cosÍigo>. Mais um baueirensê figuravâ nâ Ìongâ Ìista dos que dignificalam o Desporto Nacional.

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I]IODALIDÁD]!S N-4O PRÁTIC.\DÀS ACTUA]-]VINNTE

por CâldeiÌâ do Burttrr|, juÌto âo Mâtâdouro Muricipal, em Alburrica, posta à disposição do Futebol CÌube Bârreirense, em JunÌro de 1928, peÌo Bânco dâqueÌe ÌÌome, então seu Droprietário, pâÌ-â treinos c Ì'eâÌizãção de despoÌtos náutícos. ReaÌizãram-se 1á muitos iogos dos campeonàtos da capitâÌ, com âs equipas do Bar"reÍrense e do Luso e entre Ìislìoetâs (bem como provas de nâtâção), sendo montadas bâncadas de madeiÌà numâ p€queÌÌâ ïaixa do terÌeno mârgiÌìâÌ. Dm 1928, o BàrÌeirense e o Luso disputàtâm o principâÌ toÌÌ]eic dâ Lig:! Poúuglesa de Am:Ì.dores de Natação (3.'" câtegorias), cÌâssificando-se, ÌespectivàmeÌÌte, em 2.' e 6.'ÌugaÌes No âno seguinte, voÌtarâm os dois cÌubes â dislutar o mesmo câm_ peonato, já porém, com clâssificâções menos des ìcadâs Dos dois, o <sete) do Bârreirense foi sempÌe o Ìnâis forte' tendo sido Armindo de de Almeida ('), MânueÌ Mârinho (') e João Fer.reiÌâ os seus meÌho1€s jogadoÌes. Em 1930, airìda se jogoú na uoaÌdeirinh:r>. A impossibiÌidade de àlguns bons ÌÌadàdoÌes continuâÌem a dar o seu concurso aos toÌneios, foi üma dâs caüsâs de ter cessado,então, a pré\t|c d.o 1t)dter-palo. RÂGUEBI

O único clubea pmticàr oficiaÌmeníe,Ììo Bârreiro, esteoutro fâmoso jogo de origem britânicâ foi o Fütebol CÌube Bârreirense,que nâ épocâ de 1980/31, disputou o crÌnpeonàtodà 2.' câtegoria da Associaçãode poférr.3 corcÌuiI o torneìo. Ràguêbidê Li"boc. nã,ocl"êgàndo. O primeiro dos jogos particulares da tuÌma do F. C. 8., qúe precederam o início dâqueÌecâmpeonâtoe de que nos ficou notíciâ, foi o que eÌa efectuou,no Câmpo do Rossio,contÌà â forte equipa do Spolting CÌube de PoÌ'tugã], em 16 de NovembÌo de 1930, que tdunfou pela màÌca de 14-0...Notâ curiosârno 2.'jogo (paÌticulaÌ) que, sete diâs depois,a turma barÌeirenseefectuoucontÌâ os sportinguistàs,no Câmpo CÌande, os (Ìeões>voÌtâÌam a tdunfâr, mâs desta vez apenaspor 6_3..

(')

V. as notaÉ anteriolts sobÌe <NATÀÇÃo,. (Câ!. xtr).

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O BARBNIRO CONTEMPOIìÂNEO

Mais de trinta ânos depois... voltou o Râguebi (màs o Râguebi dê sete) à ser prâticado no BârreiÌo, nos JogosJuvenis,em 1964e 1965. A modalidadepaÌeceu, contudo, não ter desperta.domuitô entusiàsmo, tàlvez pelâ sua rudezâ, porquarto não voÌtou â fazer paÌte dos Jogos segurntes. Julgamos que o Grupo Despoúivo dà CUF será a colectividade que melhor estaÌá em condições,entre nós, de Jazer ressurgiÌ o Râguebi (juverìis e âdultos).

3BA


CÀPITULO XVIII

OS JOGOSJUVENIS DESPORTIVOS UìÍ.4. ORGANIZÀçÃO INÉDITA NO NOSSO ?-.1.ÍS,LANÇADA PELO BÁRRETRO E}I 1964

Em 1964, umâ comissãode desportistâs bàrreirenses estudou e lançou as bâsesde um tomeio denominâdoJOGOSJüVENIS DO BARREIRO (JJB),ã, oÌgânizar pela épocàestivâI, com o objectivo (encerrados os trabaÌhosescolares)de pÌomover â prática de váÌios despoÌtos, em jogos de comletição,peÌa juventude deste concelhoe das ÌocaÌidâdes vizinhâs. Tudo se deÌineou,bem pIâreado, metòdìcâmente,com os cuidados que umâ primeirâ experiênciaexigia, à quà1iÌiam ficàr de justa fonna ligâdos os Ììomesdos seus organizàdorês:José FrânciscoHenriques da Costa,Prof. de EducaFo Físicà, Mânuel Roquedâ Saúde,agentÈtécnico ê Augusto dê engênhariã(Fx-àlle1a de Bâsquetebol do F. C. BarrFìÌenqê) Pereira Vâlegâs(,), este o incansáveliÌnpulsionadoÌdo desportojuvenil local que, logo nâqueleâno, iDstaÌoua sede dà OÌgâÌìizaçãona casâ de sua residência,Rua Vasco da Gamâ, 33, 1.', Dt.", destâ vilâ, onde se havià de manter (provisòÌiâmente) âté 1966.

(') Umâ inÌulsãr ded;caçãoà câusÀ do DesloúÕ, Aúga6lo ?ereira VâÌêgàs tem sido o oqanizadoa, cá1mo, le$Ètente, netódico, de váiic toneios desÌrôúivos, seeundadolor aÌgans êxceÌerts colaboÌâdoÍes. ?residiu, há rroucos anG, à Aswiaçáo de Dasquetebolde Setúbal. Nâsceu no Bârreiro, a 11-ÍI-1932,

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O AARREIRO CONTEMPORÂNEO

AUGUSTO PEREIRA VÁI,EGÀS O fundoÃot' dos logol Jw)eÌl;is do Bq,rl'eìÌo ertu 196.L

Com a participação de 500 jovens de idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, em representação de 18 clubes (federados e populares), iniciaram-se os 7.o' Jogos Ju,aeris tlo Bo,ryei,ro a 16-VIII-1964 ('). Modalidades praticadas peÌos vários parques de jogos e ginásios locais, através de 48 jonadas: Andebol d.e Sete, Atletìsmo, Bcnlminton, Basquetebol, Cicl,ismo (na Avenida Eng." Duarte Pacheco), Futebol de Salã,o,Hóque;" em Cam4o d.e Sei,s, Na.ta4ão (no Clube Naval Barreirense), Râgueb| (de Sete), Té.nis-d,e-Mesu,Voleibol e Xarlrez. Os concorrentes nas 12 modaÌidades foram, contudo, 1009, em virtude de, aos inscritos, ser facultada a participação em três modalidades diferentes e, no Atletismo, o disputar três provas.

(') TiveÌam, desde logq a. participação, âlém dos club€s locais, da Baixa da Banheira, esse denso viveiro de gente às portâs do BârreiÌq onde a populâção juvenil é em elevado núrnerq e de Lisboa (representada, pelo ((Passâtempo Juvenibr).

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OS JOGOS JUVENIS DESPORTIVOS

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O BARREIROCONTEMPORÂNEO 1'" Jogos Flora'ís Incìuítlos nestes Jogos, efectuaram-se, ainda' os paÏa a distribuição encerramento luo"nti, tenáo tido lugar o festivaÌ de do Desporto superiores dos prémios, com a presença tle várias entidades no Campo de autoridaales conceÌhias e razoâvel assistência' ú*io"uf, Santa Bárbara, tlo Grupo Desportivo da CUF' que tinham sido uos jogos excederam as pi'evisões mais optimistas organlzadoelementos seus dos feitas - uflmou, naquela ocisião, um também mas jovens participantes' só quanto à quantiilade tle res-não mas físico' valor neste o só qoooto uo seu iralor tlespìrtivo, realçando não não o valor moral. ( " ) O caso discipiinar .pràticamente ig""ì-*t" que aqueles mão pols puderam-se contar pelos iledos de uma.só incipo do : cuìpa mais """i.tiu, úou" oË"urridude de repreender, e mesmo esses com os tamento de um público que vibrou,aÌgumas vezes' em excesso' acontecimentos, do que por culpa própria'> E destacou-se ainda este curioso facto: <Sobre o aspecto educativo

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tornou-seinteressantefrisarquegrandenúmerodeequipasquetomaram juvenis' isto é' os parte nas competiqões eram associações puramente

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jovens, dirigentes e dirigidos, clirigentes eram também jovens. Pois estes no nobre ideal rrou*-"" durante cerca de dois meses interessados e preocupações -rri-ti vivendo, mesmo, fora das cornpetições' âs ãesportivo, aÌegrias que elas lhes proporcionaram'' A21<teNovembro,comacolaboraçãodosJogosJuvenis'ploÍnoveu -mcontro entre a selecções (dos Portuguesa de Voleibot o , f"á""rçà"

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OS JOGOSJUVENIS DNSPORTÌVOS doìs sexos) do Sul e do NorÌe, no amplo Saìão de Festas da Sociedade InstÌução e R€€reio BaüeiÌense ( <Penicheiros>) , que foi um belo Íestivâl de Voleibol ('). Ànota-se, aindâ, que â derradeira orgânização dâ Comìssáo, nesse ano dê 1964, foi, por iniciativa de Augusto Valegâs, a Coüída de S. SiÌvestre, provâ pedestre em que tomâÌam paÌ-te 24 âtÌetas, com mâis de 18 aÌÌos, em representação de cinco clubes, com a colaboÌação do Grupo Desportivo dâ CUF (').

A orgâmizaçã,o deste primeiro tonÌeio juveniÌ desportivo cfiou pÌobÌemâs finaÌÌceiÌos, de momento, pâra os que o iniciaïan'ì contando âpenas como mâioÌ capitaÌ,,. a suâ ideia e o seu entusiasmo, o que, evidentêmente, não chegâm... SaÌdadas, no entarto, â"s de,spesas,que somârâm Esc. 19 243$30, os inceÌÌtivos voltâÌâm pâra â reaÌizâção dos II JOGOS, que tiveram início, com â participâção de ??2 iovens, â 8-VIIÌ-1965. 32 cÌubes, tànto foràm os que (feder:rdos e popttÌares), se fizeram desta vêz Ìepresentar ( 3). Pela pÌimeiÌa Ìez, uma já interessante paÌticipação de jovens do sexo feminino se verificou, pois dos 7?2 paúicipantes, fâziãm paÌte seteÌìta e düas meninâs (7 dos 10 âos 13 anos e ?0 dos 14 aos 18 anos), a comletirem €m Atletismo, Badminton, Nãtâção, Ténis-de-Mesa e Tiro. A favor de todos os jovens atÌetas foi feito um coÌìtrâto de seguÌo no vàloï de 38500 contos, cobÌindo os Ìiscos de Acidentes P€ssoãis.

(') Estes ocontros, seeuido! com múlo inter*se, têhinâram com os sesrÌintes resuÌtados: IITMININOS Sul, I Norte, 3i MASCULINOS SuÌ, 3, NoÌt€, 0. (') O perculBo deÉiâ lrora foi de 5000 Det16, inicjândo-s€ â corridâ na Eúa D. Mànu€l I (junto dÕ Campo do l-uso I'. C.) e teÌminando Ìâ -{venida AÌflrdo de SiÌvâ (junto da Bibiióte.â Munjcirrâl). nm tldo se âdôltou o ResuÌâmento Técnico da lledeÌaqão Poriuguesa dè AUetjsmo. Foi vencedoÌ João Eernando, dô d$Ìiâs do BÈrÌeim', qúe cobrìu o lelcurso €h 24h. (") Já con a prlticipa(ãq ao Ìado dos clubes locais, da B.ixs da Banhêirg e do <Pâssâtúpo JuÍenilD, de Lisboâ, de ourros cÌubes de Alhos Yedrcs, dâ xloita e de PinhaÌ Nwo.

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Um grwo d,e ioaens attletas d,o F. C, Baheirense, no Íesti,la.l de encerr&nlento clos <<JogosJM)enis - 1961t>, erguend,o os troÍéxls g&nhos enl represerlto"ção d,o mesmo clube. Destaca-se a <<Tq,gd, Sinp&üd>> gd,túLú pot ttotos ilos dileptos À direì,to,, xon. dos ilb'ectores do F. C. 8,, JodWirL d,os ctubes conco,íre1'Ltes. Pttcheco, e o,o centro o seccòonistq,José Pànto


OS JOGOSJÜVINIS DESPOR,TIVOS Tâmbém peÌe !Ìimeiri, ïez se iÌÌtÌoduziram na orgânização (oficiaÌúente âpÌovâda âo ab go do âÌt." 52." do Decreto-Lei n." 32 946, de 3-VITÌ-1943), os 2.t Jagas F[ôrlis J'ú,retuis,sob Ì'egulâmento legâlmente sancionâdo. A Imprensa do Pâis, repÌesentadâ peÌos seus principais órgãos de infoÌmâqão e, cm especiâl, â mâíoriâ dos joì"nais despoÌtivos, bem como o Jarne,l,do B xreìïo e lumerosas FedeÌações e AssociàçõesdespoÌtivas, eÌogiâm c amparâm à Ìrârcha da organizâqão, incentivaÌdo os seus dirig€rtes lara sempre mais e melhor. Forâm, desta vez, utilizadâs novas instâÌâções despoÌtivas Ìocâis e oulÌos edifícios para â realização das competições, mas âÌgo fâÌtou, âindâ nesse aspecto, para lhes âmpliar o bdÌho, como bem assinaÌava de Lisboâ: <Os Jogos Juvenis do Barreiro já jusO Munílo Des.porí,i1)a, tificâm nesta ViÌà uma piscina, pistâs de atletismo (1) e ciclismo e um pâvìÌhão gìmnodespoúivo>. Além das 12 modâlidades prâticàdâs em 1964, mais duâs fizeram â suâ aparição: firo e GiníLstiLú.ProgÌamadâs também provas de Vela, estas, Ìro entânto, não se puderàm efectuar, poÌ falta de material desportivo âpropÌiaÌdo (o mesmo sucedendocom â prova de 50 m barÌeirâs Atletismo). Estes Ìl Jogos foram e[cen'âdos a 16-X-1965, no GiÌÌásio-Sede do F. C. Barreirense, sob â pÌesidêncià do DirectoÌ-Getal dos Despodos, com o desfiÌe dos âtletâs e â distr:ibtição dos pr'émios conquistados. Forâm 70 dias em que a mocidâde se intelessou petrap:Ì'dti\a do despoÌto e o cuÌtivou, disciplinada e orientada iá para além das teorias-no melhor sentido do seu desen\rcÌvimento físico e intelectual. Movimentândo peÌto de 1 miihâr de indivíduos (os jovetu pâÌticipântes, os diÌigentes e membros dâs subcomissões,árbitros, cronometristas, etc.) e com 3000 horas consumidas na orgânização e nà âssis_ tênciâ técnicâ, a despesaefectuãdâ somou Esc. 46 953$00 (') !

(') l.oÌâm losieÌiorhete inaüsüìâdâs (1,1X196?), no PÈrque do G. D. da CUF (Estádio -,l.ÌfÌedoda SiÌva). (') Dos donativos rccebidos lela Coúissão OÌsanizadoÌa dos U tâcôu-sèo de 36 mil escudosdo Fundo de lonento do Desloìto.

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O lJAÌtREìRO (-ONIL'EXIPOÌìÂNI]O

Duvidamos que aÌgumâ coisâ de simjlãr se teú feito aÌgum diâ com o \ÌàÌor ê a projecçãoque estâ iÌìiciâti\'â já meÌecidàmenteobteÌ.e, peÌo menos no pÌano regionâl-! com ÌÌ1onoÌ dispêndio do que esse...

Em 1966 foi, de rìovo, prepar'âd:Ì I organizâção dos Jogos Juvenis barueircnses, na su.ì III edição. Ìncentivos de muitos Ìados haviâm suÌgido do âno ânterior. Jamal tLe Natíci..s, do Porto, cÌâssificâÌ.â-osdc (uma cham:ì de entüsiasmo com r€al intêresse despodivor. (E assim se tÌ-âb:rÌÌÌa â bem do DespoÌto NacionâÌ' - escrevcu á FedeÌação PoÌtuguesâ de Ginástìca. Outl&s mais !'edelãções a de Cìclismo, de Râguebi, de llóquei em Câmpo (que ofereceu mât€riaÌ despoÌtivo), de BasqueteboÌ, de VoleiboÌ, de BadmintoÌÌ, de Atletismo (que tâmbém o1èr'eceumâteriàÌ ÌlecessiÌrio à prática da modâlidãde), não rcgatear"üm, iguâlmente, os scus apÌausos à Organização. Fonnadâ a comissáo organiziÌdorâ poÌ António G€rmiÌìo FeÌreirâ, Augusto Percirà Vàlegâs, José Neves Ràmalho e Ludgero Baptista Baüoso, foi, nesla no\Ìa etapa, mais amDÌiâdo o progrâma dãs competições, que aDareceÌâm repaÌtidas peÌâs seguintes actividâdes: CULTURAIS : -

Filâteliâ, Fotogrâfia, Jogos FÌorais, Pintura.

DESPORTIVÁ: - d) Desportos de equipà: BasqueteboÌ, Futebol de 5, Hóquei em Campo de 6, Voleibol; Õ) Desportos individuais: AtÌetismo, Bâdminton, CicÌismo, Ginásticâ, Ténis-de-Ilesâ, Tiro, Xadrez; c) DespoÌtos náuticos: Natação. No conjunto, 16 modãlidades, mâis umâ que em 1965 e mais quatro que em 1964. Pârticipantes: t08 :ÌtÌetâs de 30 cÌubes (federados e popuÌares) (1). Os participânt€s r€partiam-se por 104 meninas e 704 rapâzes, e, no íotâI, erâm màis 26 que em 1965 e mais 308 que em 1964. O início dos t/rrneios teve 1!gâr a 1-VÌII-1966, com as modalidades despoÌtivas, tendo decoruido a larte cuÌturàÌ de 9 â 16 de Nov€mbro,

(') Arenas õ cluìes èrsh dê fôrâ do cohcèlho: 1 do SejÌaÌ (SeixâÌ I. C.); 2 dê Lìsboa (Píjú ê Ciube IiÌâtéÌico de Poúusal)j e I dâ Uoitâ (Gihásjo A. C. e e Gmpo -Acadénico,ahlos da 3aiÌa da Ìanheira).

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OS JOGOSJUVENIS DESPORTIVOS este .J dia do encerramento dàs actividâdes, ao cabo dâs qua,ls havi:Lm sido utiÌizâdâs âs instaÌações despoúivâs ou os saÌões de Ìecreio de I coÌectiüdâdes Ìocâis e umâ dâ Baixe d:Ì BâÌÌheiÌâ. Distribuídàs 25 placâs e 18 taçâs e entregues embÌemâs comomoÌâtivos â todos os par.ticipântes, Com â maìor reguÌâridade dâs provâs e dos cêrtâmes culturais, âlém d:L meÌhor correcção de todos os pârticipantes, os ìII Jogos Juvenis do B:rrreiÌo, plomovendo â conquista de noïos amigos e prâlicântes de jogos e exercícios de movimento, voÌíâram a merecer eÌogiosâs referências de entidàdes supeÌiores do Desporto NacionaÌ e dâ Imprensâ, apetecendo-nos dei).âf reproduzidâs, aqui, as segìrint€s pala\'Ìàs concedidâs pelo Prof. José de Sousâ Dsteves âo M ndo Desportbo, em 21-IX-1066: país "Num coma o f"asso,ohd,ese tôn goraíÌô, por matil)os que ninguém sabe arpl:íca.r, .it/um6 tentatiLB cl bistas, Ngionaís e nadonais, (l,e iníciagã,o ilespar ti,1,o, o Bdrrcira cansegue reaüzar LlgulÌ1l1s ê$periên.ciãà perÍeitonletLte úli(las de fomento despartho, eLtre 0,s camada.siu\)etuís. Posso mesmo dizer, sem possibilidtTd,eale con.testaçãa,qúe o Bdt"reì,ro ë o ruúcleomais Ìmportante d.a Púís, no q e se reÍere à, ìniciaçã,o dewortha., Consumirâm âs despesâsdâ orgânizàção da III edição destes Jogos Juvenis a impoúância. de 41244$10 (outro miÌagre...), avultândo entrê os màis impoÌtantês donàtivos recebidos, os da C. M. B. (por intermédio da Associ:LçãoAcâdémicà do Râüeiro), C. U. F., Administração dos C. T. T., Comândo da G. N. R. ÌocaÌ e Compânhiâ de Seguros Im!étio. De registar, âinda, o subsídio pelo Fundo de Fomento do Desporto, trÌâm pâgamento das inspecções médico-desportivas.

Os IV Jogos Juvenis efectuãrâm-se de 1 de Ágosto a 30 de Setembro de 196?, con1âs actiÌidades gimnodesÌ)ortivâs classificàdas em Despot4os de Equipã, Destoúos Ìndividuàis e DespoÌtos Náuticos (1); decoÌ.rendo de 18 â 28 de Novembro âs Actividades Culturais í,). Inovâçáo que, â pãrtir deste ânô, se propôs àÌiviar (que náo libeúaÌ, poÌ cêÌto) os seus orgâlìizâdores do probÌema ïinanceiro, que cerceâva (r) De E.luipa: Aasquetebol,I'uteboÌ de 5, 9 e 11, Hóquei em Canlo de 6, VoleiboÌ, Uini-Basquete.Individuais: Atletismq Bâdminton, CicÌi8mo,Ginástica, Eipisao, Ténis-de-Mesa,Tiro e Xâdrez. Náutic6r Natação. (") FiìateÌia, FotosÌafia, Jos!6 FloÌâis e PìrtuÌâ.

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O EANRNÌRO

CONTEIIPOIiÁNOO

mais âmplà âctivìdâde e meios de lrabâÌho: â Câmara Municipal do tsaÌreìr'ointegrouâ Orgâniz:Ìção nas tndicionâis FestasPopuÌares,anuâis, destà viÌa. Os números de: cÌubespâÌticipàntes (32), de atÌetâs concoüentes (1503), de frequênciâs (actividade cuÌturàÌ: 61; âclividâde gimnodespoúiva: 215ó) e de modâÌidâdes(18) superaram- com excepqãodo pÌimeiro, que iguaÌou ào de 1965 todos os anterioÌes. Foram 14 âs instâlàçõesutiÌiz:1das,rÌâs quais duâs ãpetas estrânhâs ao conceÌho:Ginásio Atlético CÌube (Baixa da Bânheim) e Casa dos Pescàdoresdo Seixal. Dos 32 cÌubespaúicipantes, eram 21 do concelhodo Bâneiro e os restrâÌltes11: do Montijo, 1; da X{oita, ?; de Lisboa, 2; e do SeixaÌ, 1. Novo <cÌaÌãoradiosoentre ÌeâÌidadessombdasnos mesesde Ágosto e Setembrc), como escreveuO ]Iuntl,a D$partixa, de ?-VIÌ-1967, se espalhoupor pâÌques e salõesdestâ viÌà, que os jovens movimentânm, discipÌinâdose correctos,senhoresde si próprios no embate dâ competição, com o erÌtusiâsmoe a aÌegr:iâque lhes estãonâ aÌma. As medâIhâs,os tÌémios costumâdos,o incentiÍo pàrà maìs e meÌhor. natuÌalmentemâiores Quântoà Orgânürção: màiorespossibilidâdes, despesâs. Somou89 4?6$00o custo dâ 4.. ediçãodos J. J. 8., a Organização vaidosa de ser a mais económicàde quântas se teÌão €ntrêgado,em PortugaÌ, à prática Ìacional do Despotto peÌa Juventude. Publicamos,para fjnâlizâr, um eloqnenteresumo das 4 ediqõ€sdos Jogos Juvenis do BaÌTeiÌo (1964 à 1967):

23 A t letÀ s .,,,.,,,,,,..,..,,........,,,..,.. ,, 500 1009 5 Desp e s a { ' ) ..............................

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OS JOGOS JUYENIS

DXSPORTIVOS

Augusto,VaÌegas e seus coÌâboÌadoÌespÌeparam-sepâfa levâr a efeito, em 1968,â V série destesjogoB (despoftivos)e certames (cultÌrmis) da juventudebarreirensee das regiõesvizinhâs.Que o seu exemplo frutifique por outÌ-âs mais terras do nosso País é o voto que todos formuÌâmos, TrâbaÌho e Desporto-é o lemà da te1l|a que os Ìànçou. ADITAMENTO OS V JOGOS JUVENIS DO BARREÌBO í 1968) EscÌitâ â pâÌte finâÌ destecâpítnÌoem Dezembrode 1967,entendeu o AutoÌ não Ìhe lroceder à quâÌqueÌ âÌterâçãoe mànterìhe, âssim, a linha de pensamentocom que a ìedigiu, - mâs porque o trâbâlho de composicãoe pag:rnação do mesìnocapítuÌodecorrcÌÌjá nos fins de 1968, taÌ circunstânciaveio p€ÌritiÌlhe mencionâra organizaçãodosV JOGOS JUYENIS DO BARREÌRO, integrados,como os ÌV Jogos, nâs Festâs Populâreslocais, patrocinadaspela CâÌnarâ l{unìcÍpâÌ. É o que passâ, portânto, à fâzêr, ci€nte de que esta et:cepção(só tomâda possíveÌpelo motivo indicado) contribuiú pàIn melhoì.àpreciaçãoda mâtériâ exposta.

Nas suâs jornâdâs prepârâtóÌìàs, engÌobârâm os V Jogos Juvenis do BâÌreir:o Dm Curso dc For.múção cíe Dirìgentes D$patrtiL^os, constituindo ìniciativa origiÌìaÌ e de m:ìnifesto interesse. Ìnauguràdo o ÌefeÌido curso â 9 de Abrìl, ro SaÌão Nobre dos. Pàços do ConceÌho do Bâìrciro, em sessãopresidida peÌo vice-presìdente dâ Õ. M. 8., loi coÌÌfereÌìcista o pïofessor de educação fisica, bÌàsileíÌo, majoÌ Séryio BücelÌos, que dissertou, com o à-vontâde que dá o compÌeto conhecimento do assunto, âÌiâdo âo dom dà pâlàvÌ'â, sobre ,4spectosa-áLíilose não ttúürl,os tlo desporto brasil,eira, acompan}'àndoâ sua exposição,âÌtamente inteÌessante, de sugestìv6s gráficos.

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O BARREIRO CONTEMPORÁNEO

UM HONROSODOCUMENTOPARA A ORGANIZAÇÃODOS J. J. B.

E EEE

s \./\./\J \-/

GOMITÉ No. 180/68

OLIMPICO

\-/ PORTI'GI'ÊS

iu^ BiaaLcaxa-la-7.. lrtro -Por'uo^! llÊboÂ,

9 ds ltaio de 1968

EXÍÀ. Dos.t04)s ittrvEttls Do BÂnREIBO coxlssxo oRsÂNlzÀDotf, nua VÂsco da Gana. ,,

- 19. dtg.,

Bar ! el, r o

Éhog.

senLolr!,

Dú nooe da CotDisêão E<ècìrtLve dÊ6tê ConLt6, cu|!p!e-úe o grato dêv6r de acuaê! a lrece!ção aìo ofício de V.EÌaa. p,p.' cujo conteúdo nereceu a na.'94/68 - sFB/slB de 24 de ^bì'lÌ nal,ho! ateÀção. t con ouito tiazcr qlre inforno v'Exâs. ter 61do delLberado eceiÌoa ao soÌiciiaito, !;lo que licará á vossa disÉoslção qúê Faça que sê!á coüfelida a üa Clube partici!4nte nos p!óxlÌnoa a têalizaÌen-€e dos U JoSoÊ aÍuvlnls do Beltêiro oêses de Â6oEto e Sstênbto. Escüsãalosetá etrcalecer a satiafação que !Ìos caqsa vêlnos aío el)6s alo leêditâdlos oa r.ossos Jo8oa que deverãô ger coÌlsiderados coúo a obrê eÂ16 vál,ida que sê faz no nosso Sòô6nte é dê larnentai quê PaÍs en plol dÌe juventutle portuguêsa. êÌes não sê.jam já ün {oïiDento nacÍonaÌ que interessasse todos os lecentos aÌa nosEa pátrl,a, pols sêrie a única fot6e dun rêv18oaaÌnellto efectivo da nosaa !aç4. Ben hâjan poiê v.Exâs' !e1o rralios:issitto contllbuto quê t8m prestaato aos iove[s fortaleceído-os fisicar Ínolal e culturalmente ' Âplovej.tando o êtsejor âplesêntanos â V'Exar. oa no€Bos Íne1hôres ctrt0plinentosr subsclevendo-noaI

s9 2


OS JOGOS JUVENIS DESPORTIVOS

O Programa do Curso incluiu, depois, matérias, ministradas em sessõesreaìizadasna sededo Luso Futebol Clube: Teori& e Prd'ticn nos JogosJuaeni,s,por dirigentes dos J. J. B,; Iüciaçõ'o Desporti,ua,pelo prof. de educaçãofísica José FranciscoHenriques da Costa; AsytectosMéücos no Desporto, pelo Dr. Miguel Eusébio de Sousa, director do Centro de Medicina Desportiva do Barreiro; Os ClubesJuaen'iscom basena forma-

Jogos Juaenís d,e 1968.-Na

P'ista de AtlerisqLo do Está'd'ío <<A|fredo

o"n da s'tvq>': ""o""'o lllo"*"

por eïectuada' "ff:::;,1::*'"s

{Foto de Joe

Tdnalade)

ção d,e d,i,ügentesd,esportiuo's,pelo prof. de educação física Mário Lemos, de Lisboa; Cwsos d,eFormaçãn de Diri'gentes Desporti'aos, peÌo Dr. Raúl Caldeira; Vida dum Clube, por OrÌando Costa, contabilista; General;ização d,eJogos Juuenü no fomento d,od,esportonacional, pelo professor de educação física José Esteves, de Lisboa; e O Desporto, formas d'e o encarl'r, pelo eng." António Ferreira da Bernarda.

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O BARREÌROCONTEMPORÂNEO Com a palestra intituÌada Primeiros Socomos no Desporto, pelo ag.-técnico de engenharia PauÌo Figueira, proferiu a última lição do ciclo, no Salão Nobre da C. M. 8., no dia 4 de Maio, s jornalists Luís Alves, de O Século, que intitulou o seu trabalho Dirigismo Des1tortiuo e Crttica. Abordando muito interessantes consideracões sobre a crítica, a sua missão e alcance, e da permeabilidade ou aÌheamento do dirigente desporLivo à cútica, realçou o que entendia por fundamental: ter de ser o dirigente um homem sério, sabendo traçar normas de conduta e depoís segui-las sem vacilações e pïocurândo sempre esclarecer:; dever saber estar à frente dos acontecimentos, dever saber prever, enfim, não poder deixar-se surpreender, se quiser evitar a queda. Por fim, teve o orador ainda ocasião de aludir, com desenvoÌvimento, aos condicionalismos que, em muitos aspectos, envolvem a própri2 crítica e a contribuição que esta pode oferecer, <Ìembrando que foi, no entanto, sem os favores dessa crí-

Eìr, Agosto d,e 1968, na piscìna do Clube Naaal Setub@lense (ò aspecto de ttma ìla^s ttó,,rias falta d.e uma piscina no BarreiÌ'o,,.): pfotas ali e.fectlLadns pot' jotetts natlaclores inscritos nos J. J, B. (lÌoto de José T.indade)

se4


OS

J I]Y EN IS D X S P OIìTIV OS ' OGOS

tícâ, sem favor€s de neÌrhuma espécie,que os Jogos Juvenis do BarÌeiÌo resistirâm a quatÌo ânos de incompreeÌìsõese de f:ÌÌtas de estímulo, o que não impediu que se fortâlecessem e gànhâssem ràizes>. Seguiu-se, depois, ânimâdo colóqüio em que pâÌ.ticipârâm muitos espectâdoÌes)ìo fim do qual o vjce-pÌesidente dâ Oâmâr:r MunicipaÌ do RâÌÌeiro entregoü a Luís AÌ\'es a medàlha comemofâtiva dos IV Jogos Juvenis locâis.

Ìnstaladà, em 1968, na sede do C. A. T. N." 525 (Pessoâl d:ì. Câmara Municip:rÌ do Bârreiro), â Orgãnização dos J. J.8., sempl€ operosa e atentâ âo maioÌ desenvoÌvimentofísico, intelectuâÌ e moral da juventude barreirense e dos seus aredores, fez distribuiÌ, em câdeïno (de foÌhas ã dupÌicador) o (Projecto do Manifesto sobre o Desporto) dâ U. N. E. S. C. O. (1964), divuÌg.Ìndo tàmbém pelos clubes desportivos Ìocais e diveÌsâs êntidades inteÌessâdas ãs Ndl.??rúsVigentes as Ja(los Jurenis da B(nreiro, qve constituem um pequeno manual <actuaìizável com novâs foÌhas soÌtas, quando outrâs <nolmâs> for€m estâbelecidâsou hajâ âlterâção dâs âctuãis).

1600 foi, destâ vez, o ÌÌíÌmero de jovens insclitos nas Actiri(J.td,es Ginrnodesportìl'as (mâis 97 que no âno âÌÌterior), com 5000 presenqâs Ì1âs váriàs modalidades pÌàticàdâs, que foram 16, como se indicâm: AndeboÌ de 7 - AtÌ€tismo - BadmintoÌÌ - BàsqueteboÌ - CicÌismo Corridas em PâtiÌìs FuteboÌ cÌe ã Futebol de I - Fut€boÌ de 11 Ginástica - ÀfiÌri-Basquetebol- Nàtâção Ténis-de-Mesa- TiÌo VoÌeiboÌ e XadÌ€z. (Todos os jovens paúicipântes seguros contra os Ìiscos de âcidentes pessoais, moÌte e invâlìdez). As Acti'-iiÌ1des CüLtrLrods coÌÌstaraÌn de: Jogos FÌorâis, (Poesiâ, CoÌÌto e Reportâgem ou Cdticâ Jurenil) FiÌateÌia e PintuÌa (1).

(') Orsârizâdo leio GNpo ÀmadoÌ do EâÌreúo, .oú o !ìâtrocínio da J!nt! l)istÌjtâÌ de SetúhaÌ e â coÌalorâcão de eÌeúentos da Organizâção dos J. J. ts., esteve em fnnciorâmento, eh 4 de {âjo de 19ú8, na s€de do Cine Clube local. unì ú1,'so ne lri.iatão de Pintura púú Joretus, cujos trâbàltros fomm dêpois ertresres !ârê a llf,posjcão daÉ -,)"cíjvidadesCultutujs dos mesrìos Jo!íôs, no Ìeferido Cine-Cluìe.

395


O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

PeIa pritnei,ra oez no Banei,ro e nos Jogos Jl@enis loc@ís (na sua, 5.' ediçã,o), ïoi intÌoduzido a modalicloÃe de Corridas em Pâtins. A Íoto reyíodtLz o &specto d.e umo, co,t'fidtt re&Iizadtt oo LoWo dts o,rtério.s enrolrentes d,@P'roça Paulo VI, desta 1,'íI(L íFotÒ dè José TÌindâdel

Somou 31 o número dos clubes concorrentes, alguns dos quais inscritos pela primeira vez, sendo 20 do concelhs do Barreiro, 6 da Moita, 2 do Seixal, 1 de Cascais (S. Pedro do Estoril), 1 de Lisboa e 1 do Montijo. Iniciadas em 1 de Agosto, com 15 instalações desportivas utilizadas, as actividaales gimnodespoÌtivas encerrârâm, ïigorosamente, a 30 de Setembro, realizando-se a 24 de Outubro, no Salão de Festas da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense ( <Penicheiros>), a sessão de encerramento, com vasta assistência (a maior de sempre), em ambiente de grande entusiasmo. Cerca de três horas demorou a cerimónia da entrega de medalhas, troféus e prémios pecuniários e em livros por todos os jovens concorrentes e clubes representados nâs provas, tendo vários orâdores, alguns dos

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O S J OGOS J U V EN IS DE S P OÌ:ITIV OS

quâis de Lisboà, àfirmâdo â sua elev:ì a âdmìrâçãopoÌ estescertâmes desportivose cuÌturais, na esteiÌâ € à semeÌhançâdos quais outros se prepârâm em difeÌentes regiões do Pâís, como, por exemÌ)Ìo,os Jogos Juvenisdo Ribateiocom o seufuÌcro nâ capitâl destâpror'íÌÌciâ:SâDtâxém.

Os gâstos dos V J. J. B. que, de âno paÌa âno, têm €xigido maioÌ somâ de trãbâÌho e eiÌcâÌ-gostatiÌ]giram a veÌbâ de 93 689$10, âcusando um défice de 1389$10 (').

Com Augusto Pereira VaÌegas, fiz€ram pãrte das várias comissões (ânuais) orgânizâdorâs <destu, abra d,6 meìs l)áLidLrse ariginaìs de como lamenta d6 [rá,tícas d,e|tartí,,^asda iw)entüde ilo osso Pais> recentêmente â cÌassificou o SupÌemento Desportivo de O Sécula- elementos dotâdos de esclâ?ecidàâteÌ1çãoe de energiâ, âctuando nos seus grupos de trabaÌho coìÌì \'erdàdeiro sentido de utiìidade dâ âcção e, poï isso, vâliosos co1àborâdoÌes,que se nos âfigura de eÌementar justiça citâr. Assim, âqui ficam os scus nomes (por ordem alfabéticzr.),pârâ exempÌo e recordações dos vindouÌ'os: AÌìtónio AÌbeÌto CÌaro, António CeTâldes Aires, Aìltónio GelÌnâno BoÌina FeÌÌeiru, dr. Aniínio Rib€iro, CârÌos FÌâgâta Càndeias, Carlos PinheiÌ'o de CàÌn'âlho, Fernando Estêvão Fantasi:Ì, FeÌnândo Pinto Lopes, Frâncisco José GonçaÌ\'es, João José Santos, José Picoito, José Fràncjsco Henriques Costâ, prolàssor de EdrÌcÂcãoFísicâ, José Neves RâmaÌho, Ludgero Baptista Balroso, \{anuel Roque da Saúde, ag.-téc. de enge nhâÌiã, Sebastião José Pássâro, Sérgio Feueirâ BÌavo, Vítor Mânue1 CaÌ\'âlho e Wãlter Cortreiras. Fjm 1964, â Comìssão Orgânizador.r dos Jogos Juvenis do BarÌeir.o foi constituída poï 3 dirigentes; em 1965, poÌ- 5; enì 1966, poÌ 4; em 1967, por ? e êrm1968, por 10.

(') Tivêrah a sesuirte lrôveniência as Ìeceitas oltidas: C. 1I. do BàrEiro, 60 con[os; C. T, T,, 10 contos; C. U. I'.,2 contos; CÈmlanha dâ Nedâ]hâ, ]020{900; Oamparìâ do LivÌo, ú!0$00i ÒutÌossubsidjôs,1650900;!'!Ìdo de I'onento Des!o!ti!o,

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S OB

A INFLUÊ NCÌ Á DO P RE S T Í G I O E DA P O P UL A RI DA DE

Sob â jnfluênciâ do lrestisio desportivo do l'üteboÌ Cluìe BâEenÈnse, cÌubês de fuieboÌ !ãó só do Cortinertè, Das tamìréü das Ilhas Àdjac€ntes e do UÌtramaÌ Ìisârâh o seu nonè ao do decãno dâs côÌecliÌidades despoÌtivas bareiÌenseF, duito contÌlbuÌndo pâÌâ â exlansão da sua fana e paÌâ â congregação de lim!âtias e amizades à sla volta, -{ seguir hencionâmos âs actuâis Filiais e Dêlegâções do l'. C, Bârreìïense. : 1)

! ' I LI AI S:

Fut.bol Ctube Mont. de óbjdo6, 1? Lisloa.

P?drcl

lundado

rutebol Ctube BoLjoie e -r'úndado dê Campanhã, ?õ8 PoÌto. Ìuâ

â 6-v-19i17. Sede: Rua Josefâ

â 30 XI-1952. Sedè: Ruâ de Azevedo

Fútebol CllLbp,Vilú ClatiLle -Inidado a 25-lll-1953. Sede: Vilâ Clotllde, (Ansola). Cordè de FicâÌho, g5-Luândâ Futebol CILbe dos Búreiros-Lrsat dôs Eâueiros - Funchàt (Ilhâ

Fútebol CLLL)etlltì'Las Saltubrdzcüe- f undâdo á 1'IX-195ú. Sede: Av. Dr. OÌiveira Salazâr, 21 S. 3Ìás de Alpoúel. ltLtebol Ctube .14 qúntu Fündêdo ã 9-Ill-1958. Sede: d.ú ,oaò@ DalÌrc dâ Quiniâ dâ Lonia, fÌe$esia de LrrÌadjo llaÌEiro. Futebol CIúbe Abaladense - Fwdado â 13-V-196ï. Sede (provisórÌa): nua do SecadoÌ, 1? AÌvaÌâdê Sado (Saniiago do Cacén). B)

DELEG AÇõ

E S:

Nâ Bâira da BanhejÌs (conceìIo da Moiiâ).-Fundads Sede: EstÌada NacionaÌ, 39- Baixâ dâ Ìlanhe,Ìâ.

a 28-IX-1959.

Srlart Clube PrüeBe -Fundado a 14-x1-104?. Sedè: Plâiâ dâ Vitória, IÌha TeÌceirâ (Açoreo. É DeÌesâçâo do F. C. B. desde 13-XI-1963.

aliigasr liaÈdo Cols.làciro (qÌa(ìo dê FuncìêÈ

o Ir.

o.

{oudaue)i

Jo4úe i4rdDda

l,i:rb.â)

i

lfuièr'oì


I I I P A R TE

ASSOCIAÇÕES HUMANITÁRIAS


CAI'íTULO

ÌlNrCO

AS CORPORAÇOES DE BOMBEIROSDO BARREÌRO ÂLCUXIAS NOTAS SOtsRT A SUA PROGRESSIVA Y{LORÌZ.A.CÃO

Continuâm, sem desfalecimeÌìtos, âs cor.poraçõesde boÌnbeiros alo Bâneiro à aÌtura dà sua altïuísticâ missáo de instituições de utiÌidade púbÌicà ao seïviço dâ grei, dispostàs sempre â reâlizâr um esforço gìgantesco, por vezes, para salvâì: â vida e os haveres de todos nós, quer estêjam âmeaçadospelo fogo ou pela doença, ou poÌ uma catástrofe ou imprevjsto âcidente. Credores dà nossà nÌaioÌ. sìmpatja e do nosso melhoÌ âpoio, as corporâcões do BâÌreiro - todàs de voÌuntáÌios morecem um câúnho especial, por se Ìhes deveÌem, desde há muito, serviços relev;ìrìtes prestados em emergências grãves, quando, por vezesJo desespero, qüase o pârico, se âpoderava dos que vinm os seus hàveres ou a sua vidâ en] peÌ'igo, e esseshomens breve 4pareciam, rcsolutos, à combater o sinistÌo, a salvâÌ o que lhes era possível ou a trâÌÌsportâr um doente em perlgo, sem esperaÍem outÍ:Ì recoÌÌìpensâque não fosse âquela de ordem espiÌitual qüe sàtisfâz os corâcões geÌÌercsos. Os bombeiros do BârreiÌo são, há muito, uma espÌêndida forçâ de pàz ao servigo de todos, na quâl A população pode conïiar. E bem justo seni, qúer unl üa, ho md,rmore oü no bì'anze, em lugar púbüco, c' bor,beifo ltoltlntdrío do B&rreiïo sej(r, celebrcítl,o, sob os otrhos í.e Legítime grati(Ìãa de todas nós.

1r01


O IIAEIIEIRO CONTNIÍPORÂNEO Já descrevemosnoutro lugar (1) a fundâção das coÌporações Ìocais. Vamos, ãgora, em breves notas, registâr aÌgumâs dâs principâis fâses do seu desenr.olvimelto e su:ì posição àctuaÌ. 1- A:]sociúçãa llxtnonì.tarÌe, ilos Bambeíros VoLuntí1ios do Sul, . Sueste (23-VII-1891). Foi â pârtir de 1928 que esta CorpoÌação, localizàda nà áÌea dâ Estâção do Barreiro e no início dâ Rua d.r Recosta, começou a âdquirir o primeiro mate âÌ motoÌizâdo, um pronto-socorro. A pÌ-eparâção dos seus bombeiÌ'os chegaÌ:L a um apúro pàÌticuÌâr'ÌìÌent€ notável AÌbeÌto Bravo, 1." coÌnândânte; Celestino Gàrciâ LoÌres ('), 2" comandante, e Jorge SobràÌ, chefe de secção,t'oÌam, por essa é})ocàe ainda:tgum tempo depois, os ÌÌomeÌrs que tiveÌâm a ÌÌonfà e o prâzer de comandar um excepcionâÌ conjunto de intrépidos voÌuntáÌios, cujos exercícios, peÌo arrojo das escaÌadâs,a perícia dos saÌtos, a passagem de sâlvados de uns para outros andares, a breÍidade com que eÌam atingidos os ponto. màis êÌevados dum prédio, bem demonstÌavam â competência e aÌrojo de que eram dotados os seüs executântes. Um destes, taÌvez o <ãstÌ'o) dâ equipâ. que, em 1928, se destjnavâ à competição bombeirística de TuÌiÌÌ1, eÌâ FraÌìcisco lIârtins Amado Júnior, <Mâno-Chico,, que executoÌr ârrojados saÌtos livres, lânçando-se no espâqo, paÌa a teÌâ estendidâ e sustentad:ì a pouco maìs de 1metrc do chão, do prédio de 3." ândàI âÌto, situâdo nâ Rua MigueÌ Pais, toÌnejàndo para o LaÌgo do Moinho Pequeno, pertencente ÍÌ José Pedro da Costâ, que eIà, então, um antigo depósito de cêÌeâis, desocupâdo, vindo, mais tâÌde, a sêÌ dividido em hâbitaqões. Do parapeito dumà janeÌâ do 3' aìdâr (nâ fâchadâ voÌtàdã par:r o dito ÌaÌgo), pâssou depois â lânçar-se, insensíveI à vertigem, de uma prancha pendente dum óculo júnto do ângulo sulerior do telhado, ao nível, positi\'ãneÌìte, de um 5." ândâr modemo nMâno Chico) repetiu

(') 'L A Btuníra Atlti.lo e M\tema - C^P. rixxllÌ - Át hsacìa4ões Itlma' úttt1'ìas .le BotubeìrÉ. (:) nra esDâìhoÌ dè nâscimenlo (dâ Galizâ), natutatizâdó !oÌJus!ês. tr'Ôi en carÌq.âdo dos AiÌazéns de VíveÌes da C. P, nesta viÌâ, os quais fúncionavam aindá no eiljÍício denohlnado Palácio do Coimbra, ârtes de irêm ocupãr instaÌâ(ões pÌódâ Estâção tsâneii'e-{. CeÌestino Loles fâÌêc€u' priâs que foÌâm constní.iâs juto con 58 ânôs dê idade, na situâçãô de âÌJosèntado, em Castelo Bnncq onde conandov. os bombeiïôs voÌuntárioê âÌhicâstrenses

l+02


AS CORPORÀCÕESDE BOMBEÌROS

HO M ENS

DE

<VIDA

POR

VIDA>

ALBERTo TErxErRÀ BRLvo.- Nascàdo n Irtg,t'esaou na Bart'eíro, a 22-IV-1890. Assoeiaçã,o Hlln'Ldmìtó,ria dos B onLbei.,t'os Vohlntó,rios d,o gul e Sueste, então comd:ntJddos por António Montes, clrc.íe d,e esta,çã,o (ma,ì.s tdlrde inspector) d.os C. f'. S. S., era 27-X-1907. Eln 1920, a^ssumiu o ce.,t'go d.a corLanilq,Lte dos bombeìros destú Co,t'poraçAo, que er.erceiL cLtó 17-IV-1931. Enx. 1928, pel,o eocelente a.d.estramento, niL,el tócntico, qualidades de ,t)@Ientìae competê,ncí&que rereld,rq/m, os setLs bombeic'os (22 lLomens), Íordnl eles designa.dos pau o, 'represento/r PottugaL no CongÌ'esso Internaci,ondl d,e Bombeiros, etn Turim, ontle conxÌJeti'ì"iun con os de out/r&s nações- A represent0,çã,o,todauia,, nã,o se corwretizolt, porque despeitos desenÍreod,os u, impeditúnL. A paÉir de 193.4, comwrlante cLi"stinto e erLérgico, aerero e úo ÍLas Lo tempo ce,rinhoso, foi de1:ois inÂtruto.r dos bombei,ros uoLrLnttirios d,e Vendas Nolrcrs, Montenror-o-No1)o, Corúche e Penícha a dos núnici:pa.is cle Loulé. EnL 1942, assum'íu o colrLc!.d.o e a i,|ìÂtrÌLçã,o dd..s corpo'ì'd.ções ila casa Munclet, no Seir&I, na Amorú e no Monti,io, cergo qk a;,ndu eaerce..- Foi tti,rnbón'Lcorhandq,.ntedos Bon'Lbebos VoLunü1lios da Saluaçõ,o PúbLica do Bdmei,,t'1, cerc& de t'ês clnos. Cotno coma uTante dos Bombeiros Voluntúxios do Srú e Sueste, d,irigiu dú;ersos si,ttLulacros d,e i,ncênüo em uá,t'ios pofLtos ilo País, enbe os q&.is enü Settlbo,[. enl 15-VII-1928, nd, Auenidú Todi, a etn Coimbra, em 13-VII-1929, nu Pro,ço do Coln"ércio, por oc(rsião d.d.s trddì,cio'tLcli.sÍastcls cla lìabLha So,ntú, ontl,e deìooü rtlraordìnó,ia lama da sua. CorporaçãoConh,ecetlo,r.profundo de tudo quanto se Li,gue à. &cti,oidade bonLbeirística, que llLe esüi na sangue 7Lo cé.rebro e no corcLçã,o,o coms.ndvúe Alberto Braïo é wn símboto personìfículdo o generolid.od.e e a abnegaçã,e dos ldtorosos chele de estação, aposentado, da C. P. bombeiros d,o Barrairo.-ltr

lt03


O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

OS BOMBEIROSDO SUL E SUESTE NA

-CIDADE

INVICTA"

Os Bombeiros Voluntôrins dos C. F, S, S. d,o Barreirq gozcltclnl senLp't'ed,(LÍ&md, d,e mngníficos eLenletutos rotúJos d,o cumprbtuetuto d,a ltumanitó,ri.a legend,q, <<Vida por Vidar>. A su.ã ctpreselú(Lçã,o,olule q\Ler que se eÍeatxtasse, pelo apnomo, pela energio, pelo ünpecúoel d,a fo,rda, ero, e é senq)re d,i,gna de boa notd,,- A loto d.ocllnLenta un, d.esfile de.std, Corpora.oã.o no Po,t'to, ú I de Setembro de 193L

40l+


DE BOMBNÌ&OS ÁS CORPORÁÇõES essessaÌtos dos eÌevadosedifícios oÌìde os seus camaradas dâ Co4)oração fizerâm simulâcÌos de àtaque a incêndio em l,árias teÌras do País, pÌovocando sempre emoção nàs muÌtidões que a eles àssistiâm (:).

Na altura em que o âludido prédio da Ruâ Miguel Pâis deixou de selvit de <escoÌa>paÌa exercícios dos Bombêiros do SuÌ e Sueste, as suas Dirccção e Comândo, pâra comemorar o facto, reaÌizarãm ümâ Íêsta ds homenâg€m âo pessoâl supedor da Compânhiâ dos Õâminhos de Feflo Portugueses, coÌn â âssistência do então goverÌÌador CiviÌ de SetúbaÌ, câpitão Antonino RaúÌ da M:ìta Gomes Pe{eiÌâ. Foi a 30 de Novembro de 1930, pÌocedendo-senesse dià, ao desceÌ'ramento,pelo Chefe do Disfuito, de uma iápidâ no dito edrfício, com â seguinte inscdção:

PRÉD ]O QUE S E RV IU COMO E S C O L A / A O S B O MB E I RO S V. DOS C. F. S, S. / HOMENAGEM / AO SEU PROPRIETÁRIO / 12-8-1923 - 30-11-1930

DuÌârte ã,Ìgunsânos,tiveÌâm estesbombeirosmontada a sua deno' minâda <1." Secgão>numa c:Ìsâsituâdâ nâ Rua do ConseÌheiÌoJoaqdm Antónìo de Aguiâr n.* 289-291(onde funcionàva ântigâmenteum mercâdo do peixe), cedida pelã Câmara Municipâl do Bârr€iro. A inâuguraçãotiverâ tügàr à 26-VIÌ-1931,ficando essâsecção!Ìfovida de l carÌo pronto-socorro,1 bombae 1 mâca rodadâ,àlém dogrespectivosâcessóÌios. No decursodâ segundametade dos ânos 30, quasetodo o mateÌiâÌ ântiquadoÍoi vêndido,ìa â1tulã em que tâmbém uma reorgàniz4çãodâ

(') !'râ&isco MâÌüins Ahado JúnioÌ fâleceu insperadâüerte, de doença do trmsÌrortâdo d€6tâ viÌa), a coraçâo, em Lisboa (paÌâ onde foi ïàpidrDèntè no tã]hÃo 16-IIl-1968; lendo seluÌtado no diâ sesuintc, no CenitóÌio do Laradio) ali ÌeseNado aos lomneiroF. Sere.theilo, âlo6èntado, dà C. P., êm nâturaÌ dc Lorls ê rirì; 63 ã o- J " id. d".

l+05


O SANIiEIROCONTNI{POIìÁNXO Cor?oraçãoerâ eifectuàda.EÌà comandanteefectivo o eng."D. Francisco de Assis de Almeida Mendia, da C. P., maig tàrde nomeadocomanalante honorário da Coì?oÌação.Outro pronto-socorro,montaalopelosopeÌários dâs Oficinas Gerais da C. P. foi adquirido, bem como uma âmbuÌânci:r. e um auto-transpolte (1). Em 1939,tendo já como comandantedo CoÌpo Activo outro enge_ nheiro da C. P., VaÌêntim Brâvo, â CoÌ?orâcãoioi vâÌorizaalacom mâis umâ outÌa viatura: um cârro de comando, Nos anÍx seguintes,foi oÌganizãdâumâ escoÌaale apeÌ{eiçoâmênto pÌofissioÌÌale cÌiado um coÌpo àuxiÌiar de defesapassiva,senalotambém estruturado um seÌniqode saúde.Em 1942,dislunhâ o coÌpo ã.ctivode 40 voluntários e, graçãs à habilidadedo pessoâI,todo o mâte â1 cle que dispunhâmfoi, poÌ vezes,muito vaÌoÌizâdocom dispositivosque permitiâm mâior efìciêncìâ,como,por exempÌo,desconjuntorcsque, :rplicaalos a umâ bocâ de incêndio,a.ÌimentàvâmsiìnuÌtâneamente, cluâsâgulhetas de 45 miiímetÌos.

Nas comemorâções do CiÌÌquentenáriodesta CoÌ?oÌação (a 23 de JuÌho de 1944), â populaçãodo BalÌeilÌ associou-se, com iúbilo. às ceúmónias (,) que entãonesta vilâ se efectuâram,àB quâis presidiu o ChêÍe do Distrito de SetúbâI,Dr. Mário MadeiÌa. EÌam presialentêalaDirecQão dos B. V. do Suì e Suê"fê,L€oneldos Sâ' loq: j. concndanredn t-oipo Activo, eng." VaÌentim Bravo; 2.o comandantê,LeodegáÌio de Bastos. Medâlhas comemorati\,-âsdas (bodâs de ouro> dâ Coryoração foram nessâoCasiáoemitidas, âS quais forâm entreguesâos compoÌÌeÌÌtesala Direcçãodo CoÌpo Activo e âindà a CaetânoFranciscodâ Silv4 Antninio Gelmâno Bolina e António José de Sousa,ântigos fenoviáÌios e sócios fundàdoresdesta âssociâçãohumanitárra. (') nsié úlüimo foi, pouco iehlo depois (â t1-Vü1-1940) dBrrui,io lor !m ãciderie eh Bêja, no quàÌ pedêraú a yida dois bonbeiÌos desrâ CoÌnoncáo: Joâorin do. S âì o - ,.tu ê ê r4 .o n d ê c ô ïa q o .o mâ 1ÍedãÈ ao" Méf:to, E :trl rfop; " cên" .o,i dado q u " r" r" o " u ê h t1 -VL t-t9 3 s - íìo, rpr sât.o d" p.r" " .r.roi aoo .- p,l o uh operáÌio que andavâ na constÌuçãódás Novâs Oficinâs dôs C. F. S. S.) e SaÌ vadoÌ Bâreto dos Rêis. (') O Ìespectivo pro8râda foi distdbúído em êiesâDreforhero dê 8 n,rs. de .ap!

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I06


AS CORPORACõES DE BOMBEIROS

Com o início na 2.' metade deste sécuio, precisamente em 1951, todo o mateïial de combate a incêndios desta Corporação fo remodelado, entrando nessa ocasião ao serviço doìs pronto.socorros montados nas Oficinas locais da C. P. Algum tempo depois, com início em 1953, na Direcção presidida por Gilberto Tavares dos Santos e comandando o Corpo Activo o eng," Manuel da Silva Bruschy, também da C. P., o quartel desta Corporação passou por uma modernização profunda, concluída no ano seguinte. Em terreno cedido pela C. P. e com materiais igualmente fornecidos por

Sede e Qxra,rtel dos Bombeiros Volamtá,ri.o,.d,o SuI e Sueste, renda-se, nú pdl'(rild' xoML pa'rtè íJ,oraÁoso mateqial cle coÌtlb&te a incêw1,ì,os,que 'posaueiz (Iróto

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de Aususto

Cabrita

-

EE!údio)


O BARRI]IROCONTIX?ORÀNEO esta Compânhia, pÌocedeu-se à ampliâção das :Lntigâs dependônciase à conshução de outrâs novâs. As sâÌâs do Comândo, dâ Diìecqão e dos Bombejfos ficâràm mais âmpÌâs, bem como âs camarâtiìs pâra 16 homens, secretâria e instalàções âcessóriâs. A <casa-esqueÌeto>,de e:.eÌcicios, que se elevâva nos terreÌ1os do PaÌácio do CoimbÌra, foi trânsferida paÌà â pr'ópriâ laradâ do QuâÌteì. Em Abril desseano do 1953, erâ rccebidâ por €stà CoeoÌâcão umrÌ magníficâ escadâ n4âgirus de âqo, manuaÌ (r). Mais târde, em JàneiÌo de 1956, â Coryoração foi dotada de uÌÌ Ironto-socoÌro de nevoeiro, que imtortou em mais de 300 miÌ escudos, âdquirido com um subsídio de 200 contos do ConselhoNâcionàÌ do Serviqo de Incêndios, e o resultado de umâ subscrição púbÌicã, abeÌ'ta enhe o comércio e â indústrià do BârreiÌo. No período em que estes Bombeiros VoÌuntáÌios tiveràm como comandaÌÌtes prcstigiosos engenheiros da C. P., em senriço no BâÌreiro, de que já Ìegistámos os seus nomes (mâs todos residentes ou em Lisboa ou em conceÌho pÌóximo da câpitâl), cumpriram os 2."' comândântes â sua missão com dedicação exempÌar, não só no aspecto da devidâ preparação de todos os elementos sob o seu comândo, como também dâ sua rápidâ âctuação, com o respectivo mâte âÌ, em todos os sinistros pâra que foram pedidos socoüos. Foram eÌ€s os feÌroviários AbíÌio Augtsto dos Santos GuerÌa, natúral de S. Vítor (Brâgà), inspector dos SeÌïiços EÌéctricos ('), Leodegário Augusto de Bàstos, naturaÌ de AïeiÌo, chefe dê escritório dos SeNiços de Vià e Obïas, e, â pârtìr de 29-XIÌ-1950, Victor Rodrigues Adrâgão, ageÌìte técnico de engeDhâÌia, dâ C. P., o quâl âscendeu, em 16-III-1964, ã 1." Comândante desta CorpoÌação, dâ qual é actualmente 2.' ComândâÌÌte CârÌos Mãrques Simões, dos SeNiços Médicosdâ C. P.

(r) IhÌJôriàda da Âlemânhâ, foi adqujÌidâ lor 50 miÌ escudos, sraças a uú1 sübsídio concedido em 1952 lelo Conselho Nâcional do Serliço de IncêDdios. AÌcance: 13 m, Ifoi a segundÈ das escâdâs desre sónêÌo a s€r ertregle I ìomlèÌros do .oncelho do ldreirô. À lrìmeira JoÌâ âdqujridr !€Ìà C. U. I. Ìràrâ os voÌuniáúoÊ d. sÌâ Corpolaqão, no tem!ô do comând.dle NàmeÌ dos Sànlos e crcmos ter sido estâ â eìtÌè as colloraqões dc Ìoluntáúôs, â possun.e6sa Ìiatnrs, por voÌtá lrimciÌa,

de 1920. (rl Fora nonbciÌo de 1.' cÌâsserà CoÌporâçãopriraliva dâ C. U. I'. Nâ Cor rroìação dos Bonlenls VoÌxntáÌios do SoÌ e Sueste loi 2,'coüandâDle diiÌãnlc

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AS CORPOIIAçõNS DE BOMBNIROS

Em 1967, o efectivo dôs BombeiÌos Voluntários do Sul e Sueste eÌa o segutnie: l Chefe; 5 Bombeiìrsde 1.'cÌasse; l Comândânte;12."Comândante; I Bombeirosde 2.' j 10 BombeiÌos de 3."; 19 Aspirântes; 5 AuxiliaJ.es Femininâs. Total: 5? eleìnentos, MatedaÌ de Serr'iço de Sâúde e Combâte: 1 ca.Ì-ro de Comando; PÌontos-socorïos,sendo 2 com bombâ âcoplâdâe 1 de ìevoeio (2 dos 3 pÌontos-socoriostêm tamMm bombâ desmontável); 2 jeeps; 2 automa.cas;1 escadaextensível (Mâgyrus); 4 bombasasseÌìtesem <Ì-oulottes>; 4 bombastrânsportáveis.Mangueirâs: mâis de 2500 metros. O SeNiço de Sâúde dispõe de um moderno apârelho de âdministrâção poltátil de oxigénio. Tem esta Associaçãocerca de 1300 àssociados,serdo considerados sócios efectíuos todos os feuoviáúos em cuja folha de vencimênto é feito o desconto da cota, e s'cios contríbuÌntas lodos qs que pàgàm cotâs no domicilio, Tem também sócíos prol)ectoïes e benemérítos. Possui um pequenonúcÌeo de Ìi1'Ìos que pode vir â constituir o início de uma Biblioteca. A Direcção é constituídâ por cinco membros, eleita aììuâ1mente, a que preside, desdehá anos, Manuel dos Santos Martins, subinsneclor da ExpÌorâçàoda í-. P. 2-CoÌ.po ile BombeirosiÌ,a,CorwdltLlLia Aniã,oFa.briL(21-II-1911). A evoÌu(ão verificadà neste Corpo cle Bombeiros, prdvativo dâ C. tÌ. F., tem sido também notável nestas úÌtimas décâdâs, como Ìesuliado da dedicaçãode que tem sido alvo por !àúe de destacadossen'idores dâ referida eÌnpresâ, entre os quais âvultam o antigo director alâs Fábdcâs do Baxreiro, eng.'João OsóÌio dâ Rocha ê Melo (') e o empregado superior Luís de Almeida GuerÌeiro, cújos retratos foram festivamente descerradosno Quâdel, em 8-IÌI-1936, no período em que este CoÌTo de Bombêiros comemoravâ as <Bodas de PÌâta> dâ sua fundaÉo, como reconhecimênto pelo melhoÌ do seu esforço em pÌol dà vâlorizâção do mesmo.

(')

Actuâl mêmlb

dÕ ConseÌho Adhinistrâção

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da C. U. T.


O BARREIROCONTEMPORÂNEO O seu efectivo, que atingira o número de 80 homens por alturas da retirada, pot reforma, do comandante Manuel dos Santos, é actualmente de 90, conforme se discrimina a seguir: Comandante, 1; Chefes, 3; Subchefes, 2; Bombeiros de 1.', 6; Bombeiros de 2.", 12; Bombeiros de 3.', 66. Total: 90 homens. No período de 1955 a 1962, quando a Coryoração esteve sob o comando de CarÌos Machado, já falecido, como aqueìe, o efectivo atingiu, episòdicamente, 115 homens. O parque de viaturas fora aumentado com um pronto-socorro de nevoeiro (inaugurad6 em 1955), uma ambulância e dois grupos de moto-bombas. Posteriormente, novâs reformas foram introduzidas na estruturâ funcional da Corporação, E mpr eg ad.o su.perior d,0, quer baseadas- como em devido tempo se reC. U, F., que mnito gistou - em modernas noïmas de instrução e ten. zelado semp're pela Corporaçã,0 d.e B om"preparação técnica do pessoal, quer, ainda, peÌa beíros da refe'rirJcL renovação da própria orgânica. Ernpreso, Na vasta área da grande empresa industrial, o seu Corpo de Bombeiros dispõe de dois quartéis, devidamente apetrechados: LÚÍS GUERREÌRo

Rua da União, n," 19 (antiga Rua do Industrial Quarteì N." 1-na Alfredo da Siìva), onde a Corporaçáo foi inicialmente instalada e onde funcionam os gabinetes do Comando, a Sala do Bombeirs e Camaratas, além do respectivo parque de viaturas; Zona TêxtiÌ das Fábricas. Quàrtel n.' 2-na O primeiro foi ampÌiado em 1948, com a construção de um segundo piso; s segundofoi construído em 1960.

Comanda o Corpo de Bombeiros da Companhia União Fabril, desde 1-II-1962, César dos Santos, chefe de 2." classe, aposentado, do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Lisboa, nâtural de Moita do Ribatejo.

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AS CORPORACÔESDE BOMBEIROS

Quo/rteL n." 2 ila Corpo'raçã.ode Bombeìros d,a C. U. F- do Bameiro, no, Zona Têrtil do grande coniurrto Ía.bríL

Adstrito aos Serviços de Segurança, este Corpo de Bombeiros atingiu já um magnífico grau de apedeiçoamento técnico, discipÌinar e funcionaÌ. Na sua quase totaìidade, os homens que servem a Corporação exercem a sua profissão dentro das Fábricas d6l Barreiro, desta empresa, havendo entre eles electricistas, serraÌheiros, carpinteiros, motoristas, etc. É nas suas horas de folga que frequentam a instrução e fazem todo o restante serviço, como sejam as ro rdas às várias secçõesdas fábricas, os piquetes, os transportes de doentes ou sinistrados, etc. Apenas alguns eìementos exercem excÌusivamente as funções de bombeiro. 3-

Corpo de Salnaçã,oPúblíca d,oConselho tlo Bameiro (22-V I -1931) .

A mais jovem das corporações de bombeiros locais, posta ao serviço da popuÌação em 1931, continua a ser uma reconfortante realidade, apesar de, inicialmente (sem a C. P., generosa pïotectora de uma, e sem :ì Ll1


O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

C. U. F. de que a outra das corporações até aj existentes era e é privativa) ter muito boa gente chegado a pensar que a nova associação náo gcnana de suficientes condições para ìarga sobrevivência. Ninguém hoje põe tal problema... A vontade forte dos seus fundadores venceu. Já 6s recordámos noutro lugar (') . Um experimentado bombeiro voluntário, Jorge Sobraì (saído da Corporação do Sul e Sueste), tendo dirigido, durânte mâis de dez anos (como chefe de secção de 1931 a 1933, como 2.' Comandante de 1933 a 1936 e como 1.' Comandante, a partir de 8-VI-1936) o Corao Activo da nova Cotporação, em conjugação de esforçog com o então comerciante Ìocal Mário Heitor Antunes da Costa (natural de Lisboa), conseguiu firrnar-lhe as bases, à custa de muìta dedicação e carinho, de muito trabalho nas horas ]ivres que ficavam das sua5 actividades, o que se traduziu em breve, nos diversos meÌhoramentos poï que passou o Quartel da Rua Almirante Reis (actual Rua do Conselheiro Serra e Moura, n,"' 34-36) e na reforma a que foi sendo sujeito ç primitivo material, a maior parie do qual executado por operários do BarJoRGE SoBRAL reiro e alguns componentes da Corporação. Quanl,o 1 ,! Colno/tul,ante d,os Têm sido valiosos,também, os serviços Bombeiros d,e Salaa4õ,q Pública d.o Bat'reil'o prestados por este Corpo de Bombeiros. Recordamo-nos, por exemplo, dos que pôde prestar durante o ciclone de 15 de Fevereiro de 1941, pois tivemog então ensejo de com alguns deles coìaborar em duras e (algumas) arriscadas tarefas. Poucos meses depois, a Direcção do C. S. P.8., devidarnente zrttotizad,a, institui e mandou cunhar uma medâlha - <Medalha Ciclone 15-2-1941> de 1." e 2.' classes- com que galardoou alguns elementos da Corporagão e entidades que, por ocasião desse memoráveÌ sábado em

(') Voltamos â châmaÌ a alençáo par.a o que escÌevemossobre a fundâção de câda umâ das corporaçõesde bombêiros locais, no vol, O Bar.rebo Arrtigo e Moderno, Câp. xxxur, e de que os presentesnotas são o complementoaté à actualidade.

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ÀS CORPORAçÕESDX BOMBEIROS que <o diabo andou à solta>, mais se distinguiram nâ prestâção de socoÌÌos âns sinistrâdos. O âcto solene teve lugar no Qu tel desta CorpoIa$o, ã 2?-VIÌ-1941, pÌesidido peÌo Dr. António BaÌreiÌ'os CaÌdoso, então Chefe do Distrito de SetúbâÌ.

A 4 de Maxço de 1950, â Dire{ção dos Bombeiros VoÌuntáÌìos de SãÌvâção Públicâ proÌnove, discretamente, o lancâmento da 1." pedra, em teÌreno doado peÌa C. M. 8., ligado à fâchada do Ìâdo suÌ do QuarteÌ, dâ suâ u0asa-.Escolâ>, mâgnífica obra de qÌre se encarÌegou vmã ComÌssii,o que Canstt"utora, sem fosse dispendidâ quaÌquer quantiâ pÌovinda das Ieceitàs ordináÌias da CoÌ?oÌâqão. Erguidâ pedra por pedru, placà por placâ pelos próprios bombêircs e muitos sócios contÌ"lbuintes- oütì"o exemlÌo mais da capâcidade associàtivâ do povo do BârÌeìro -:Ì sua iÌÌaugurâcão re; izou-se à 30 de Agosto dê 1959, integr'âdâ nâs comemorações do 28." àniversário dâ CoÌ?orâqão. No edifício, cujo pÌojecto e cálculos Íomm grâciosamente feitos pelo ÌeceÌìtemerte faÌècido baüeirense eng.' Gabdel de Lemos Pâ.ntojâ (que, ânos depois, presidiria à Direcqão destâ âssociaÉo humanitária), estão instalados os gâbinetes dâ Direcção e do Õomàndo, sàlâ de instrução esta justamente denoÌÌdnada <Jorge SobÌaÌ> - sala de convívio, com bâ1', e sa-lão de ginástica, âlém de oütrâs depe.ÌrdêÌìcias complemerÌtâres. Nâquetre diâ, três novâs viaturàs (umâ âmbuÌânciâ e dois cdÌos de pronto-socoüo) forâm iambém inaugurados, com â presençã do então Govemâdor CiviÌ de SetúbâI, Dr. Miguel RodÌigues Bastos. O outro edifício (já muito tra.ÌÌsfoÌanado) da RÌÌa do Conselheiro SeÌrâ e Moura pâssoü, depois, e quâse poÌ compÌeto, à instala4ão do parque de mâteriâl da CoÌ?oÌação e camaratâs. É propÌied:Ìde duma compânhiâ de seguros de Lisboa.

Vâlioso é já o mâteriâl de serviço de saúde e de combate â incêndio que esta ColloraÉo possui, bem longê já do tempo dãquelescârÌos usados, âdaptadoE ao sel'viço pelos primeiros obreiros dà humânitária /+13


O BARREIRO CONTEXIPOBÁNEO

associação... O valor do m.Ìteriàl de que hoje dispõê é seguÌâmente súperioÌ â 1200 contos. Dele fàzem pàrte, enlre outros caÌÌos: 1 lronto-socoÌÌo con] tânque de 2000 Ìitros, bombâ âcoplâda pârâ â produçã. dê nevoeiÌo e extracto de espumâ e âindâ equiDadocom moto-bombâ (qua pode alimentÂÌ 4 aguÌhetas com mangueins de 50mm), màngâ de sa.Ì\'âcãír,4 entintoÌes de pó químico, 400m de ÌìÌanguelas e dil,eÌso Ìnaterial de sapâdor; 1 pronto-socol:ro parâ transporte de pessoâl, equipado com moto-bomba de médio câud:ÌÌ paÌ'â 4 aguÌhâs, 2á0 m de mângueiÌ-âs, 2 extintores e diveÌso màteinaÌ de sapador; 1 pÌonto-socoÌro para lodo o teueno, com depósito !âÌâ 1100 Ìitros, bomba de âÌt1 pressão :ÌcopÌad:LpâÌâ â pÌodução de nevoeiÌo ou jacto dirccto e aind:L equipâdo coÌn 2 extintores de pó quimico, malgueirâs e mateÌial de sapadof (só este câIIo impoÌtnu em 308671$00). Citamos, ainda, entÌe outrâs mais viaturâs, um autotànque pãr:Ì 8500 litros,, este oferecido, em 196Íj, pelc MobiÌ Oi1 Portu$resâ (Sóciâ Benemé ta do C. S. P. B.).

comând4ntesdesta D€lois de Jorge SobrâI, foÌàm sucessivâmente CoÌporàção: Carlos Charbel Girârdim, José Ribeiro llouto (interino), Arìtónio Nicéforo cle OÌiveira, Joáo Nicola Co1'àcich,AlbeÌto Teixeü:-L Bra\''o e X{áÌio Augusto GraÌrdão,sendo àctualmente1." ComâÌÌdânte (desde27-XI-1958) o Dr. José Godinho Cânário, médico muÌìicipâl do BâÌreilo, ÌìàturâÌ de Castelode,Vide. Como 2,"" Comandantes,prestarrm os mâis vâÌiososseÌ-vìçosnest,:Ì CorpoÌâçiìo:ÀÌírcdo Coelho,Gaspar FeÌício, FÌ'ânciscoEsteves (honoúÌio), ManueÌ Joâquim Râposoe 1." tenenteEÌÌìeslo XllânueÌda. SiÌvâ. Neste posto contiÌruâ in1'estido,desde 1962, Mário Augusto Grandão, sãÌgento-ajudantede engenharia,:Ìcljuàlmenleem seÌviço de soberânià no UÌtÌamâr. O CoÌpo Activo é assim constituido: 1 Comandânte;1 2." ComâÌìdante; 1 Ajúdânte de Comando; 1 Chefe de Secção; 1 Bombeiro de 1.. Clâsse;5 Bombeirosde 2.. Clâsse;10 Rombeirosde 3.'CÌâsse! 25 As" piÌ'antes; 6 Câdetes;10 BombeirosMotoristas. Total:61 homens.

41r,


AS C OR POR AÇ Õ E SD E B OMB E IR OS

Un. a.gpecto d,o talioso material clo Serriço de Saúde e do Seraiço de Incêulios do C. S. P. do Barrairo, ahnlLado em frente da <<Casa-Esco[a>>. D@ esqrLerda para a direi,ta: ATrtotìtclcasn,"t ]t, 3 a 2 e Attto-ambulância n." 7; A'LLto Pronto-Soca,r,i'o n.' 3 (Neroeiro), 2 .

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A Assembleia Geral do Coipo de Bombeiros de Salvação PúbÌica do Barreiro é presidida, desde 1960, por um desvelado protector desta associação: ManueÌ Raposo de OÌiveira, administrador-gerente da Sociedade Industrial do Bonfim, Lda. À frente da Direcção encontra-se, desde 1959, um activo e esclarecido dirigente: António Manuel Gouveia de Almeida, contabilista, da C. U. F., naturaÌ de Castelo Melhor (Viia Nova de Foz Côa). A continuidade nas funções deste5 invulgares elementos, Ìealmente secundadospelos seus principais coìaboradores(1), tem dado, pÌenamente, o desejado fruto: o progresso coÌlstante desta Corporação, cujo númere de contribuintes triplicou no período dos úÌtimos seis anos, sendo actualmente de 1220.

(') Citam-se: Henrique Manuel Miranda Vasconcelos, secretário da Direcçáo, tâmìém desde 1959; Joaquìm Gonçah.es, tesoureiro; e João Felix Claao Gaacia, vogal.

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO

PÌojecta esta instituição humanitáriâ constÌ'Ìrir um novo QuaÌ1€l, vista dà exiguidâdedâs suâs àctuàis instâÌa4ões,se não for possíveÌ em reolver, da melhoÌ forma, o problemã no loca-lem que €6tàs se encontrâm. Que tudo decora à medidâ dos seus meÌhores desêjos.

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I V I ] AR T L ,

A IMP RENSA


CAPÍTULO ÚNICO

A IMPRENSA DO BARR,EIRO ACUSA NUM PERÍODO DE QUAR,ENTA ANOS í192? A 1967) -APENÁS COM BREVE IÌüITRREGNO- ÜM ÌNTERESSANTE DESENVOLVIMENTO O periodoâcjmaé .ìssjiàla.dopeÌapublicaçãode mâis úmâ Ìargà sárìe de jornais barreirenses('), suficientemênteÌeveÌâdorade que,em poucos ânos, reÌàtivâmente,se destâcâÌamnesta viÌâ nümerososindivíduosque, por meio dâ ImpÌ€nsâ, tiveram â oÌ'ortunidâdede ranifestar a.qsuas fàcuÌdadesÌiterárias, nà eÌâborâçãode cróÌÌicâ8aleinteÍesseÌegioÌÌâl ou profissionaÌ,de contos,de novelã"s, de poesias(desdeuma simplesgâzetilha â um soneto),despertândoatrâvés dos seustralì€Ìhos o gbsto pelâ Ìeiturâ em càmàdasaté âi indifeÌ"eütesa tâis mânifestaçõesde espírito, quândoâqui surgidâs.A colâbomçãoptestadâ â essesjornais foi sempre grâtuitâ. Apesar de, no BaÌreiro, se venderemâos miÌhâresos jomais de Lisboa (Ìeferimo-nosâos matutinose aos vespeÌtinosem conjunto), bem Ìârq3 foÌ'âm os jornais Ìocaisque cessaÌâma sua pubÌicaçãopor fâltâ de âssrnantes, Dentre os rì1aismodemos jomais barÌeiÌenses,apareceÌâm,neste peÌíodo,os nzìmerosúnìcos,na esteira de O Penirhèìto,que viera a lume €m 1926('), editâdospor diveNâs coÌectividadeslocais (de recl€io, de despoÌto,etc.). Erâm gerâlmenteórgãos comemorâtivosde aniveÌsários da fundâçãodessâsagremiações ou dà inâuguràçãode impoÌtantesmeÌho\')

Y. O Bmebo Anü!ó e Modetu , caÌt. rí,I -<Os

(')

Iden, oÕ.ct .

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Jonâis e Revistas tâÌ


O BÀRiEIÊO

CONTIIf1'ORÂNEO

Ì:rmentosreÌas efectuados.Distribuídos peÌos resDectivosassoci:ìdosorì joÌrais se dispuÌìhãmuns tântosexempâres contribüint€s,dessespequenos com destinoâosvisitant€se forâsteiros.O preço,que por elesse pediâ,erâ o estrito para pagâr â despesada ediqão.RÀpidamentese esgotâvãm. QuâÌquernúmero disponív€ldessâsfolhãs constitui hoje casoraro.

Já no ÌreríodofinâÌ do -Acodo BarreiNo (que chego'Ìr â 1932),mârcou â nova yoz d.oBan'eiro (1930) o pÌosseguim€ntodo joÌnalismo ÌegìonaÌistâ,não já, contudo,totalmenteapoÌítico.Assim,em pÌesençadâ feição repubÌican.â-democrática do joÌ.ÌÌaÌ,os fados só milagÌosâmeÌrtêlhe podüm ser fâvoráveis.E não fora-'n.Iniciado como semaÌìáÌio,pâssoudêpoisâ quinzenário,âcabandopoï suspeÌìdera periodicidadesm 1933. Outra tentâtiva, em 1930,de jorÌìâl humoÌístjco,com â pubÌicaçãodê O Risa do Ba,rreira,mensário,Ìrãovingou além do 3.. número,aÌ)esârde o joÌ'Ììa.Ì ter na diÍeqão âÌ+ística úm incontestável vâÌor no pintor de â.r"t€ Américo Mârinho e, màis pÌòpriâment€no génerode caricatura,Joâquim António OÌiveirà da SiÌvâ (que tinha a seu cargo a paÌte Ìiteúria) (') e âindâ Artur José GteÌ-reiÌ-oe GiÌ Vicente SaÌazâÌ, estestÌês úÌtimos eÌementosdâ clâsseferfoviária. Mas o jornaÌ paÌeceuter queridobâstâr-se apenâsde casose figurâs Ìocaissusceptíveisde pÌ-ovocarem nota humorísticâ, o que náo erâ suficientepâra se mânter, além de que,num meio reÌativamente pequeno,erâm inevitiáveis(como forâm) as suscepÈibiÌidades dos menospenÌÌeá\'eisa uma gÌaça, emborâÌigeiÌa e isenta de maÌdade... JoséPedro Gomes,que forâ o pÌ'esidenteda 2.. ComissãoAdministràtiïâ dâ C. M. B. apósa implânta.ção da República,foi um dos seusmais apreciados colâboÌadores,sob o pseudónimode Batala>. José Inácio dâ "Zé

(') Jorquin António Oliveira dâ SiÌva, JuncionáÌio 6uleÌiór dâ C. P. (âctualdflte apo6entado),nascido no BâuêÌro â 12 dè Julho de 1906 tonaÌ-se iâ hsis tarde, a!tu o seu regrsso do PoÌto, onde !èmâne.eü ãÌ$ns aÍos nÕ desemlenha dâ sua sctividâdê !$fissionã1, um jorAalisia distintâ, coÌaborândo duÌante dez anos nô Jarnal d,o B@reírc, onde assinou nuerosos ãúisos de intasê local. Tendó lido couesrondente, Destê concèÌho, do vespeftino Dititia de Lisboú, é-o ãctuâl@ntê do préhios recuniáÌìôs, Dílttio Pordkh, pelo quàÌ teh sido didringÌido lelos incôntestáveh héïitos de vaÌioÊo e assíduo côlÂborâdoÌ.

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DESENVOLVIMENTO DA IMPRENSA NO BÀRREIRO

Costa e Sá, ferroviário reformado, chefe de revisão de A Voz, era o poeta, sob o pseudónimode <Zé do Ás>. E, até ao presente, nenhuma outra mais folha local, de génerohumorístico saiu aqui à publicidade (e tanta falta tem feito em certas épocas...) u* :!

E clito r e redector-principal d.e <<OEco qúe, do B&rreiro>t atra!és deste ontito órgão d.a inlpre$s@ local, sera'iu deuotadamente os intetesses desta. "-ikt,. F'íIh.o dum. co.pate.è dos C. F, S. 5., nas.elr 'num,& co,sc!, alo pdr.tülo, entre a9 estae Qões cle Alìusbel C asér eL, com.eç@n!l.oo rüIa como glre,rdaolor }fANUEL ANTóNIO de gttrlo. Foì auai.lior Dos SaNTos clos C. Ferro, d.epoís (9-X-1871- 8-ÌI-1933) ca'rr eg ador, clrcg anclo à categoricL d,e gual cll..-Íreio. Eetbou-se então da actil)klade leÚo1Jiá" ria, ingressa'rLdo como empregaclo ale escritót'io no Íbma co'rticeìra O. Herold. & C.", no' sTLa fó,bri,ca do Ba'rt'eiro. Em 1921 foi admitido colúo tesoro'eiro Iw C. M. 8., de cÌrio lugar íoi' s'LLspenso pn J928, por lnolìt'o ddmo sìndìaáncía e quc ro rìú etaobüo. Manuel dos Svrtos ct)túbo't'ou etu grwos ,!,e amatlot es de te&tro locúís e escrereTtnluito e bem Frequentan ú o, escolú primárid g nleaes, quando jo, l;nhn l5 &Loa. scttrlo pssa nppros a únìeo ctÌttru oficiaÌ que ra.cbero, .onseguindo, porlnt, ìl,rstror-rp à c'lsra dp ?slu.to, trobollro p pers;stência. Foi uÌÌL rerdadeiro auto(lìdo'ct&. O Ban'ei'ì'o er'ú ú te,rt'tí r1,oseu coração e para quase todas a"s xr.as instituíções d,e beneficência, hu:m(Lnitá'rids e rle ìnst|uçõ,o e recreio traba'Lho1L com raro' derociio.

Foi no ano de 1932 que apareceu um novo semanário, O Barreiro, arvorândD o pendão regionalista, mas apolítico. Trazia com ele gente nova, barreirense, paÌ'a as lides jornalísticas, que não estava, contudo, ainda <carreirada> nessas questões,não tendo atingido, por isso, nesseaspecto (pelo menos), nos primeiro5 tempos), a <garra> dos seus anteriores colegas. Tempo depois, sob a direcçã6 de Luís Costa e, a seguir com â Redacçãosob a chefia do dr. João Manuel da Costl Figueira (este úÌtimo, sobïinho do anterior e, então, estudante da Universidade Técnica), o jonÌal melhorou bastante, conquanto os assuntos de natureza regionalista fossem escassos e, por outïo lado, muitos os colâboïadores que nele escreviam sobre os mâis diversos assuÌìtos, excepto sobre a matéria que devia ser o <<forte> do jornal, caso que não era, contudo, de admirar, porque a mâioïia deÌes era estranha aos probÌemas da locaÌidade. Com os dois últimos directores. Raposo de Oliveira e, por último, Aníbal Pereira Fernandes, O Bane'í,ro assentou numa feição regionalista mâis vincada, mais peïsistente, embora moderada, prosseguindo nela, atïavés de épocas difíceis para o nosso País, coÌÍÌo foram âs de 1936 a 1939 e 1939 a 1945, fiel à sua missão. até suspenderem 1946.

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O NAIiREIRO CONTIJIiPOIìÁNEO Voìtemos, porém, alguns âÌ1os atÌás, parâ registáÌ. o aÌ:)aÌecimento {em 1934) de O Païo d,a L}ure.iro, desfÌàIdândo nsgàda f€ição n:ìcionãÌista, mas r€publicâÌ1a, e defendendo, através deÌa, os interesses do conceÌho. Fundàdo peÌâ comissão poÌítica locâl da União Nacional e pâtrocinado peÌa supremâ autorid:Ìde administÌativâ do conceÌho,bateu-se,com denodo, peÌà obtenção de mui u aspirações Ìocâis, âo mesmo tempo que propagândeâ\:â â súa doutrina política, m:rs quando aquelâ comissão se deseÌtendeu, em 193á, com â aÌrÌdida autoÌidâúle,foi o jornâÌ por tal foÌma perseguido, como se subversilio fosse, que só não tenninou Ìogo â ÌrubÌi câqãoporqüe qüâtro ou cinco dos seus fuÌÌdâdores, com r.ofuesno BarÌeiro, süpoÌiiâram estòic.Lmentetodas âs ofensi\,âs de intimidâção, as mais aÌdilosâìnente pÌepârâdâs, âcàbando poÌ Ìenceren, com:Ì demissão impostà iìo seu duÌo:Ìdversário, que foi, àÌiás, indivíduo srm quâÌid:rdesde inicja, ti\'â e diÌecção, màs que meus consêÌheiros, dê que se mdeou, acabâran po' 'oÌrFÌomê'Â. rem er.s1o, o" bjrrr.ir.ìsê: j:Ìnâ;s ..qrtêc,r" u excessosou os dgorÍsmos desnecessários,com os quais se seÌÌtem mâgoãdo's,porque são gente de índoÌe confíante e âcoÌhedoÌ.Ì. PoÌ'essâ âÌtrÌr:r - num período de alo e meio- pubÌicaràm-se BimuÌtân€âm€nte nada meros que três jorÌâis ÌÌo tsârÌeiro, o que nunct ãcontecerâ, nem :Ìrtes ìem depois, F'ràmi O Barreiro e O PoLo do Baïreixa (âÌnbos semânários) e Acçãa Retìon..ií.sta, com periodicidade, em médiâ. quinzenâÌ. E todos vj\uâm, cada um com centenâs de àssinantes c muitos anunciantesr súspendêndoos dois úÌtimos, em 1936, âpenâs pelo desinteÍesse da suâ manutenção por pâÌte dos respectivos directoÌes. Após à suspensãode O Barreìro, decorreu um peúodo d€ quâtro ânos (até Maio de 1950, em que suÌgiu o JorÍíl (Ìo Búrftitu), durâÌìt€ o quaÌ não houve impreÌìsâ balyeireÌlse, de feição ÌegionâÌjstâ, o quê müita fâÌtâ fez ao plogresso dâ terÌâ, A ine).istênciâ de imprensâ assemeÌha-sea um ÌreÌ'iodo de escuridão, em qrÌe só os individuos com <aÌma> de morcego se sentem à ïontâde. Apenâs então aquí se púbÌicavâ ufi jomnÌ sindicâl Trdbalha Ferrauiário - que sòmeÌrt€ inferessavâ aos profissionârs -O da cÌasse feÌroviáriâ do SEI de PorfugãÌ. Ao núcÌco de roÏos que Ìânçou êm I95A o Jorndl do Barreifo, à ÍÌênte do qrÌaÌ surgiú um eÌevado \,âÌoÌ baÌTeiÌense que era e é Mànuel dâ Õostâ FigúeiÌa, jüntarâm-sê aÌguns dos jornâÌistas Ìocaís, dos ânos trintâ, sürgindo da íntinu colàboução de uns e de oütÌos, um hebdomadário d€ boâ e proveitosa ÌeituD e de €spÌêndidx âpresentaçãográficâ, que foi por essâ âÌtuÌâ ãpontado como o melhor semanário da impÌ:ensa ÌegionâÌ. NeÌe

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I]TSENVOIÏI:VIENTO

DA TITPÀENS.\ NO BÁRREÌRO

desenvolverâm lntensâ âcção jornaÌísi;icâ Joâqúm AntóÌìio Oìiveira rìa Silvâ (antjgo Ìedactol do tco d.oBtLrrc'Lro),em ârtigos de cârácter regioÌÌ.ÌÌ I o eng.'José dà SiÌvâ Câr\,â]1Ìo,que publicou, no períôdo de 1951-56, üns ìÌÌt€ressântesSzÒsídiosputo u híttória do iantulismo bo'rreiretue, qLte DeniÌ foi haver inteÌrcmpido; o dï. José llatias llarbado, que teve a seu .:.cl,iiiïo eÌìcârgo umâ iren cstrutüràd:ì e desenYolvidâBecçãodesportiva; AÌfÌedo Aügusto dâ Costâ Zarcos (ârtigo redactor de O Barreira), com üumerrsas crónicas e comentáÌios dâs âctÌÌâÌidadesÌocâis; e o autor destàs linÌìas íântigo redàctor e edministrador de O Poú do B(r1'eíro), qne, com AÌíredo ZâÌcos, são actrÌãÌÌÌenle os dois úDicos que peÌmâÌÌecemno joÌnal ,)^ ErLÌ,o rlr. rr b: h '. .or 1l1 uêì Fgu.ir.. Segue à listâ dos jornai-. e boÌeíins publicàdos de 192? a 19i17.

.!O Ilarreire,lse, ( 192?). - .Número único comemoÌ'ativodo XVT AniIersáÌ-io do Fut€boÌ Ciübe BarleiÌense,. PubÌicâdo a 9 de AbriÌ. DirectoÌ: J. J. FeÌnâÌdes CâÌÌhiÌo. EditoÌ: Júlio Caetano VeÌíssimo. 1drfl (1928), Aìo IT-N." 2. PrÌbÌicâdo.r21 cleJrúho. Director, o mesmo.Ìtditor: Armando MiraÌrdâ. Id,e1n\19301, Ano lll-N.'3. Publicadoa 5 de AbÌi]. DiÌ€ctor, o mesmo. Ddilor: António M. dâ Costa. Públicou-se depois, sem ÌÌumerâqão, Ìâs seguintês datàs, taÌÌb€m como númeÌo espcciâl ou únÌco de àniveÌsáüo do F. C. B.: em 11 de AbríÌ de 1933 (Director: Aiúónio Pedro lIÂÌques); êm 7 de Abril dc Ì9.10 (DiÌeclor: José Luis Nicola Covacich.Editor: -MânuelPenim); em 13 de AbriÌ de 1941 (DirectoÌ: llânueÌ P€nim. ndìLoÌ: -{rtur tsaet:Ì);em 11 de Abril de 1942 (DirectoÌ: Jâcinto Nicolâ C.iv:Ìcich.Editor: Leonídio ìfàr'tins);em 11 d€ Abril de 1943 (Editor: António B:ìÌseiroGueÌÌa); em 11 de AbtiÌ de 1944 (Editor: Allrcdo Zãrcos); em Ll de Abrjl de 1945 (Director: Aìlónio RâÌseiro GueÌra. Editor: José AÌ\'es Trindâde); enì 11 d€ AlrriÌ de 1916 (Ddìtor: AÌIredo ZâÌcos); em 7 de JuÌrÌ1ode 19,1?,<Núnrero Ì_-1ÌicoComemoüÌtivo do I Aniïersário dâ Grande ComissáoPïó-Ginásio), tendo como Edítor A1lredo Zârcos; €m 11 de ÀbÌil de 1948, ïoÌtrÌ â níürero comeÌnorâti\.o de àniÌeÌsário do F. C. 8., também cditàdo por AlÍrecÌo ZÂrcos; em 11 de AbriÌ de 1949 (Editor, o mêsmo); eÌrÌ 1i de AbriÌ de 19ã0 e em 11 de Abril de 1951 (Editor, o mesmo); em AbriÌ de 1952 (Editor: João lnácio Nunes JúÌrjor).

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O BARREIRO CONTEMPORÂNEO A 28 de Dezembro de 1952, reâparece este jornal com o n." 1, comL, <Quinzenário Desportivo s Cultural>, sempïe como propriedade do Futebo.Ì CÌube Barreirense. Director e Editor: João M. da Costa Figueira. Chete de Redacção:João Inácio Nunes Júnior. Suspended,e27 d,eAbrit de 1953 a Maio de 1954, para prosseguir com o n.o 11, coÌno Mensd,río(Director e Editor: Amadeu de Paiva). Suspende,de novo, em Dezembr6de 1954,com o n.o 18, voÌtândo a sair em Agosto de 1955. Mesmo responsável. Em Dezembro de 1955, com o n." 23, passou a Director e Editor: Armando da Silva Pais, que o dirigiu, seÍn interupção, até o n.. 100, publicado a 1? de Juìho de 1961. Em 2 de Março de 1962, prosseguea publicação,ató o n." 117 (26 de Abril de 1964), tendo como Director e Editor Leonídio José Martins. Em 30 de Novembro de 1965, reâparece <O Barreirense>, desta vez em formato de reaistu (com 16 páginas). Prossegue,contudo, a ordem numérica de saída: n.. 118- Ano XII - Mensário- tendo como Director e Editor João Eduardo dos Santos Lopes, seu antig6 redactor. Com o n." 124 (de 11 de Abril de 1967) suspendeu. <<OPeniclteiro> (1) (1929).-Número únÍco, pubÌicado a 31 de Janeiro, <<comemorativo do 59." aniversário da SociedadeI. e R. Baïreilense>. Director e Editor: Vitorino Ferreira Lobato. Idem (1930).-Número

O cabeçalho (reprotltção reduzido) do 1." númera de <O Penicherro>, plLblicad.o ehl 31-1-1926. Dúne1Lsõ.t d.a .tnantchc (leste jorlú7! (regista(ìo n. C@p. XLI de <O Barreiro Antigo e ModeÌno) i 0,S0X0,1gstÌÌ,

(') O primeiro jornai com este títuìo sâiu em 1926, como deixámos registado em O B rreiro Antiqo e Moífer o.

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DESENVOLVÌMENTODA IMPRENSA NO BARREIRO único, pubìicado a 31 de Janeiro, <comemorativo do 60." aniversário da mesma Sociedade.Direcçáo e ediçãode Jorge Soares'ldem (1931). - Número único, comemorativo do 61." aniversário da mesma Sociedade.Director: João Rodrigues Dias. Editor: Vitorino F. Lobato. klem (7932), <Número comemorativo do 62." aniversário> da S. i. R. B', pubÌicado a 7 de Agosto. Director: Armando Btavo. Id'em (1950).-Número único, comemorativo da inauguração do Salão de Festas da S' I R. B. Editor: José Joaquim das Neves. Publicado a 8 de Janeiro. <O Sport Barretrense,>(1930). - <QuinzenáriopeÌo Desporto>' Publicou o 1." número a 12 de Març6 de 1930. Director: A. Ferro Gomes. Editor: José Francisco Ferreira. Administrador: Manuel da SiÌva Simplício. Terminou a publicaçãono n.' 10, de 16 de Julho de 1930. Comernorativoda Inaugu<O Frúncês>>(1930).-<N." 1-Número raçáo da Nova Sededa S. D' U. B.>. PubÌicadoa 7 de Setembro.Director: José Pedro Gomes. Editor: Manuel da Silva Simplício. Idem (L93l) ' <N." 2 - Número Comemorativo cÌo 1." Aniversário da sua Nova Sede>' Publicado a ? de Setembro. Director e Editor, os mesmos do ano anterior'

O cabeQalln (reprorlução redllzida) cltt 7.' tíunero de (O FÌancês)), p1tóIicodo eÌÌr 7-IX-1930, I)imensões cla mancho, deste ìoÌ1LoL: 0'29X0,19m.

ld,em (1932), <Ano III - Número Comemorativo do 62." Aniversário da Fundaçáo da Sociedadee do 2." da sua Nova Sede>.Director: Aníbal Pereira Fernandes. EcÌitor: José Pedro Gomes.Idem (1947), <Número Único - Comemorativo da Inaugurâção de importantes MeÌhoramentos e da Passagem do 77." Aniversário da Fundação da Sociedade>. Publicado a 13 de Julho. Editor: Aníbal Pereira Fernandes.

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O BARRDÌROCONTEITIPORÂNEO <A Voz d.o Buryeiro> - o 9.,' ìornal deste título - ( 1930-1934). * <Semanário independente e defensor dos interesses do Barreiro>. Publicou o 1.'número a 8 de Novembro de 1930. Director: Aníbal Pereira Fernandes.Editor: António Feneira. Com o n..20, de 20 de Maio de 1981,passou a quinzenário,e â 11 de Setembro de 1932, passoua indicar no cabeçalho oQuinzenário Republicano,, com os restantes dizeres Nascido u zi-VIacima indicados, come -1902, o hLgal' da qando a editar-se com irPìares, freguesul d,e PeÌLlra LoÌLgtl regularidade, até que, em (Marco rle Canaae5-X1 933, suspendeu, para ses), fillro cle XIanu,eL Pereira FerÌrublicar, um ano depois nd,ndes e de D. Rosalina VcLLencLt (a 5-X-1934) o n." 71, com Fernandes, t;eio reo quaì terminou. s lir para o Bar','eiro, ao serttìct' dos CúniLlLos .le Ilerro do Estatlo, a 2o-IX-1922, e &qrLi,canstituìu lamília. Nessemesmo ano e' ì Lt r o u p a l 'o f l S. D. U . R . (<<Franceses>> ), ìu,ANÍBAL PEREIRÁ gressand,o,corno fiFERNANDES IarnLótico, ne, sud batzd,a de m,úsica. (t. É lt maís cle 20 atuos presidente tLtt,Assemblen Gerd da releÍid,a colectìairldde. Ainda nos anol cle 20, iniciou, a sua actiaüadrc jornalistica, que fo.i intensa e aalíosa, no <Eeo do Barreìro>, com |lanuel António dos Santos, tendo sìÍlo t edactor desse jornal. A seguir, fundotL e clitigiu <<A Voz do Bal.reiÌot, (1950-19J1+). llllaas taÍcle, Íoi dbector de <<O Ba,rrei,ros>. (Já, arLos anles, poróm., dirigira tdmbéïft <<O Sul e Suester> nlrm períoc[o en ($e o entã,o Sindicato do Pesso1,Ldos Caminltos de Ferro do SüL e Slteste erú geriilo por uma Comìssã,o Admi:ÌLì.strati|o ,prdid,ido, por Alfred.o ile Car..-allLo, sem, no ent&1lto, o seÌL nome figttrac. na cabeça rJo jorrutí). Cessott pràticamente a sua @cti,!ìdadejo,rkal'ísti,.a , n 1 9 i C . E tt( ttta lm .n tc e fip r a lto L lo s,u ,.ri ot ú! C o ' n t ' n n h i q , d o s ( a tn in l,o s d ê F è r r o Po r t,tgl l os)Í, BrillLtLnte orailor e r.lenod,ar.lr.tclefensoo. da oblú dus associações poaulares cultu,i aìs e rec,t eeti1"ds, ó s ó " ì o L n n o r ó t:o L to F p íJp r o ( ò o Po ",Jl ,,sd das ( o l p c r ì o ì t l alp s,lp C"' ltr r n p Re .tcìo , ",vnbro,tos seua co.rpoa gerentes e condeco'tado cotn o, Xledctlha (I? DedicaQão AssocittirtL da mesma Fealerdção

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<O Riso do Bameiro> ( 1930- 19 3 1). - <Mensário Humorístico,. Publiccu o 1.' número em Dezembro de 1930. Director e Editor (nominal) : Januário A. Ramos Toscano. Redactor-chefe:J. A. Oliveira da Silva. Desenhador-chefe: Américo Marinho. Terminou no n." B, em Fevereiro do ano seguinte. <O Concelho do Barreiro> (1931). - RevÌsta Regionalista.Número único, publicade a 25 de Dezembro. Director e Editor: Evaristo da Costa Lisboa. Administrador: AÌexa n dr: Costa.


DESENVOLVIMENTO DA IMPRENSA NO BARREÌRO

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lllrffi llurins nln oclosolcne A 1." pá,7'in& d.o n.' 1 de ORiso do Barreiro, PeÍa pena ìle Amér'ico llarinho, apresentc&Ja.ALï'redo Figueiras (1883-1963), natural cle Siloes, que foi o f icia t d o Re gisto C i,aàl rlo B o,rre iro e figuì,tl nnàto eatìma.d,aneste coixaelho, onde eüeb ceu t(1 zÌL bé m u ór.io s cúrg ot dílnrìnístr atiaos, casaído o iornal com a, po,puLcíç4,o.,. O co1Ì.sórcio nã,0 Íoi, poróm, d,urodouro, pelo brere fo,lecìmento d,o marid o,..

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.O lirstitL|l,o tlos let'ror iria| d.o SuL e Sueste, (1932).-Nírmero único, comemorâtivo da inaugur.rção dos seus Pavilhões EscoÌàÌ'es.Publicâdo no mês de Setembro. Redàctor-p ncip:Ìl e Editor: a ComissãoAdminìstrâtivâ do Instituto. <O B rreiro> (1932-1946).- SemanáÌio RegionâÌistâ. PltbÌicou o 1. número â 23 de OutübÌo de 1932. Director: António Augusto Santos. Oditor: Luís Costà. Admiuistrador: A. A. Sântos. Redactores: José António llachâdo, l{iguel FerÌ'o, João Aug:Lrstodos Sântos e João ÌÌrácio Nünes JíÌnior. L6ina do jomâÌ: .Quem esqlreceâ suã TeÌra não âma deceúo a sLr.LPátÌiâ). No n.' 5, cle 21 de NoveÌnbro de 1932, ìÌÌdicâ só, como redàcto|es, apenâs os três Ìrrimeiros nomes iniciâÌmente mencionados.No n.' 18, o primeiro dêsses tús redactoÌes âp.Ìrcce substitüído por Domingos A. Siì\'e. A pâftìr de n." 24, dc 21 de Mâio de 1933, âssume â direcção do ioÌnâÌ, com âs funqões de Redactor-Principàl, o bârreiÌense Luís Costâ {fâlecido a 11 de AbriÌ de 19,18). Íicurândo coÌì1oÀdministrador, AÌves Gâgo. Os nomes dos red:ìctores forâm retiÌâdos do cabeçaÌho. Com o n." 101, de 2 de Dez€mbro de 1934, AÌves Gago pâssou a DiÌector, ostentando o periódico, como colâboÌàdoÌes: D. FrâDcisco de NoÌ-onhâ,Eugénio B.rtlâgÌiâ, Jorge AntuÌìês, D. lIaÌiâ EugérÌia BattagÌiâ, D. Estheï Monjiardim dr Costâ Ì,'i$Ìeira, D. lÍâÌia Neves dâ SiÌveiIã, A. BâlseiÌo Frâgat.Ì, António BâlEeiÌo Guelra. José AÌÍaia e José llârques. Passou Luís Costâ à Edi^f. F cÌ lÌou pilà Chêfê dê RadÌ,qio Junu M Ì uê diì C^s a Fig lêlrà nâtürâÌ do B:Ìneiro. No n." 168, de 1 de X{ârço de 1936, passâ tambóm â fígÌìrâÌ na cabeçâ do sem:ìnário, como Secretário da Redacção,José Rosâdo, e íÌuda de Editor, que pâssou a ser BâÌseiro GuelÌâ, Dos colabo Ìadorcs, jú tinhâm sâído uDs e entràdo outros, como D AÌice Ogàndo, D. Teresâ de CaÌvaÌho, BÌ't tan Alves, B. S. Fernandes e dï. Pâulino Gomes. Também indic:Ì o seu Redâctor Deìegâdo em Lisboâ: Américo Leite Rosà. X'tâs os nomes no fronlispício do iornâÌ âinda não âcabaram (foi um bataÌÌìão deÌesl). EÌn Julho de 1936, indicà mais, coÌno coÌâboÌ:Ìdorcs: Câr1os LouireiÌ'o, João Azevedo do Carmo, AníbâÌ Pereira FeÌnandes e José BaÌseiro Cuerra, llas o que sucederâem 19BBcom os nomes dos rcdàctores, veio â aconteceÌ',a paÌtir do n." 195, de 11 de Outübro dê 1936. coÌn os dos co1âboradoÌes:distribrÌiqãc dâs resp€ctivas lefuâs peÌo caixotim. Nessâ dâta, João Manuel dâ Costâ FigueiÌa deixâÌa as funções de Chefe dâ Redâcção, continuãndo nas outÌas os mâis dirigentes do jornâÌ, âté qÌÌe, pouco depois, â 20 de OutubÌo de 1936, passa a Dir€ctoÌ do

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DESEN\iOI,VIì{I,INl O rìÀ l-lÌPltE\SA NO B-{RIÌEIÌo semânáÌio lIâÌìueÌ Râposo de Olil'eila, sendo agora o Ìidjtor AÌves Gago. Àfais neÌìhlrm nome nâ càbeça do peÌiódicor à fartruâ següirx-se a fome... CoÌn o n., 208, dc 14 de Janeiro de 1937, é já nrdicâdo como Editor AníbaÌ Pereirâ Femandes, e o jorÌÌaÌ, que eÌ4, ânteìioÌmente, duma (EditoÌiâì Barreirense,, passa a mencionar, â pârliÌ de 14 de Outubro de 1937, .Propriedàdede IL Râposod'Ojiveirâ". Firâlrìlêììt.... coÌÌìo n.'277, de 12 d€ lrassâ â ler.:onìo DircctoÌ e EditoÌr ÁÌìíbrìl -SIaio de 1933, o se1'Ì1anáÌio PeÌejrn Fernâüdes. ,{ sÌì.Ì pÌ-opïiccÌâdêtr:Lnsilarâ pàÌâ â íDmpresà de PubÌicjdade do SuÌ,. E :rssiÌr contirÌüou até o n. 68;. de 28 d€ Mârço de 1946, datâ em que suspeÌ1deüã publicâqáo. Em :8 de Mâr'ço de 1947 publicou, Ìrârâ garantia do tituÌo, duàs Ì)ágines (coÌn o rì." 68ij) e, com csse nún]ero-câpìcuâ, acabou, <Lespa) (19:l')). JornaÌ gsperântistn. NÍrmero únlco, lubljcado no Ìnês de AgosLo,conÌemoÌâti\rr dâ 2." Enposição (na Socì€dadede lnstrúqão e Recreio Bân'eiÌense) de literatura esper.ì.ntista,oÌganizada p€1âextintâ SociedâdeEsper^niista Barreirerìse Pt ogr$eÍutj AmicoÌ (AF Amigos do PÌ'ogresso)- CoÌâbírràdores: SaÌdanha Carreira, Luso RemaÌdo, João Az€vedo do Câr'mo, Jorge SoÂres, Jorge Teixeirâ, Júlio Gomes da SiÌr'r e J. P. Edjção da Comissão Edit ÌíaÌ íLespa). O jornaÌ (O Baueìro> âcolheu, duÌànte aÌgum teÌÌrpo, a Ìrlop:rgâldâ do Ìtsperanto nâs suas coÌunas, mâis intensàmente rìo ano de 1936. <O Nal)a Bureira> (7933). JornaÌ. número únìco, comemorâtivo d.Ì visita oficjâÌ ão llarreiro .Ìos senhores Presiderte dâ RepúbÌica e Presi dente do Ministério, Ìespecti\'âmeÌìte,GeneÌâÌ órcar Cannonâ e Doutor Oli veilâ SâÌazâf, püblìcâdo  5 de NovembÌ'o. PÌ:oÌ)Ìiedâdee edição dâ extinta <Liga de Prcpâgândâ e T)efesa do RaüerÌor. <O Pa1)o tlo Boi.r.rilo> (1934-1986).- nSemanário RepubÌìcano-Regionâlistâ Defensor do Dstâdo Novo). Direclor e Editorr dr. Luís Aütó Ììio dos Sântos. Redâctor-prif cipaÌ : M:rteüs G. dà CÌ"uz.SecÌetário da Rcdâcçãoe AdÌninistndorr Armâ do dâ SiÌvâ Pâis. Pmpri€dâde dâ Comissão Conceìhìâ c1aUnião NâcioÌìâÌ do BarÌeiÌo. Publjcou o 1." número a 31 de JÂneiÌo de 1934.A partír do tt.'63, de 5 de Maio de 1935,passoua perteÌcer à Emprcse Gráficà NrcioìâÌistâ de <O Povo do BarreiÌo> íem organização), iníÌicrÌndo no câbeqâ1ho:<Ao sen'iço da Nação e do ConceÌho do BerreiÌ'o>. Cessoü :r sLìà publicâção com o n.' 96, de 10 de M:rio de 1936. llntrc os seus mais àssíaLuos coÌ:ÌborâdoÌ'es,tâis como o câpìi o Estê-

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LIESENTOT,YIIIIi^-'| O D II{PRIINSA NO BARÌìEIRO váo Rodrigues (Ruderica), padÌe Abílio Xlendes, Antonio Fer.Ìo Comes. professoï do eÌìsino pÌÌmárìo, João Inácio Nunes Júnior, industÌiaÌ, Alberto Jorge, estudante de Belas-Artes. D. Mâriâ Neves da SiÌveira, professor:r no Lavradio, e .José Augusto PimerÌta, destâcaÌam-se dois combâtivos pubÌicistâs de Lisboâ: Joaquirn Tomás Júdice lÌicker, fÌìncionário supedoÌ dâ Administrâção Politica e Cìvil do Mjnistérjo do Ìnterìor, que assjnâviÌ as Curttr.ed.elisóoo, e AÌÌtónio RodÌig'ues de Meìdonqa, figoroso io{nâlistà (prem:rtulâmenle fâÌecido em 18 de Dezembro de 193ó) ), que escÌ€via com as tintàs foúes dâ \,'erdâdee fizeÌ'a pâÌ"te do grupo do diârja A Sittleçâo, de Lisboa. A.cãa RegÌon&LÌsta,(1935-1937). - (Semânário defeÌrsoÌdos inte" resses do concelho do BârreiÌo). Publicou o 1.. número:r 7 de -A.bÌi1dc 1935. Dir€<toÌ: Albeúo Tomé ViêiÌà. Editoì: João Inácio Nunes JúIlior. Nuncâ, porém, foi semanário, pubÌicârÌdo-secoÌn irreguÌàr peÌiodicidâde. A 26 de AbriÌ de 1936, pâssou a dir€ctor Bento dâ SiÌvâ Fer.nândes,com o mesmo edìtor, teÌÌdo, num brcve peúodo, curtâ pedodicjdàde quinzenâÌ. A 19 de JuÌho de 1936, suspendeu, .rté que, com o n.. 29, publicâdo nâ mesma dâta do âno de 1937, pâra gàfântiâ do títuÌo, terminou a pubÌicàção, <O Luso> (.193í3)- Jornol, ÌÌúmero úÌrico, comemorâtìvo do 16." Anìversário do Luso FuteboÌ CÌube, pubÌicado com dat:r de 17 de Mzrio. Dìrector, Proprietário e EdiloÌ: L. F. C. Id,em.(7947), número únjco, publìcado :Ì 11 de Abril, comemorãtivo do 27.. Aniversário do L. F. C. trlditoÌ: F. Hortâ Râposo. Inem (19a8), nírmero único, püblicâdo i 11 de Ábril. Edìtor', o mesmo. <O Trabalho tr'eïro1)itíri.o>(1941-1953).- JoÌ-nal sindicãÌ, mensáÌìo, propriedade do Sindicato Nâcional dos Ferroviários do SuÌ de Poúugal, com sede no BaÌÌeiro. Publicou o 1.f númeÌo em 1 de FeveÌeiro de 1941. DiÌector: Mâteus GÌegório dâ CÌuz. Editor: Ántóüio Gomes JúÌrioÌ. A pãrtir do n.' 26 (Mârqo de 1943), pâssâ ,r DubÌicâcãobimestrâl. Em JuÌho de 1944, tem novo Editor: Sebâstião António do CaÌmo llontes Gomes. Com o número (dupÌo) 51 52 (JuÌho de 19,15), pàssâ â edìtãÍ-se tÌimesttalmente e, depois, com leÌiodicidade mâis ÌoÌrgà. Em Dezembro de 194?, o seu directoÌ passa â ocup.rr tâmbém as funçõcs de editoÌ e, em Julhc de 1949, a câbeçâ do jornaÌ indjc:r-o aìnda como seu lundàdoì.. No n..72

t+33


O BARREIROCONTEMPORÁNEO (Março de 1951) e possìvelmente já no n.. 76 (que não conseguimoshaver às máos), 6 jornal tem como Director e Editor: António Francisco PaÌmela. Com o n.' 78 (Dezembro de 1951), surge outr6 Direetor e Editor: António José Vaz. Cessa a publicação com o número (triplo) 80-81-82, de Janeiro de 1953. A despesacom a edição do jor:nal pâssou em seguida, por deliberação da Direcçã6 do Sindicato, a reverter para um fundo privativo de auxílio nâ doençaaos ferroviários mai5 necessitados. <O Lttso> (1949\ - Boletim Mensal. Director: Francisco Horta Raposo. Editor: J. A. Pereira Azenha. Publicou o n.n 1 em Março. Com o n." 9, de Outubro de 1949, passou o director a desempenhar também as publíraçã.o. funções de editor, assim pÌosseguindo ató ao presente. -Em <<J ornal do Bareiro> (1950) - Semanário regionalista. PubÌicou o 1." número a 25 de Maio de 1950.Director e Proprietário: Manuel da Costa Figueira. Editor: Antonio BaÌseiro Guerra. A partir do n." 55, de 7 de Junho de 1951, passoua indicar: <Directores: Hipácio Dias Alves e Vítor Vaz>, figurando na cabeça, âpenas como Proprietário, ManueÌ da. Costa Figueira (o qual, por essa altura, fora nomeado Presidente da Câmara MunicipaÌ do Barreiro). Editor, o mesmo. A partir do n.' 108, de 12 de

MANUEL DA C0STA FIGUDRÁ FundadoÌ e 1.o DirêctoÌ do <Jornal do Barreirot

Nascìd.o no Ba,re.eiro, a 3-11-1923, Foi, presid.ente d,o Município lo.ml d,esd,e,IloLlLode 1951 a Abtil de 1951+.Dotad.o da briLlla,ntes faatldades jorutIíst'ícús, etutrou em. 16-X-1956, ao seraiço da Earl,ioteleaisã.o Portugr,es(l, como Clref e dú Seceã,t) cle Cónema e Noti.ciá.rios, sendo nomeado sucessi,lanente para mais alelratl.os set'1Ji,ços,a.té qo desempenlLo tl,tts lunções d.e il:ìrecto,r de Progc'ttmtTs ca.'rgo qrLa ocupar& quwttlo Tted.iu a dem,issão e deiaou eÍL zft-X -1963. No erercício tlas suas fúnções, mante'Lre la.,Ì'go contccto intel'núcionúL cotÌr orgonizo.çõel da fV de numet'osos paósas da Exl,t'op(t, Estados Unidos e Brasil, que ltisìtolt !ó,rios tezes, sendo ta4hbé1tudelegaílo pernxanente às reuniões e trq,boLlLosd,ú Eurol,isãl. É d,i,rector do kNotíciúB do Comércio>, desde Janei,ro de 1962, e,redcLctor cle <<OSéculot>desde 1 de Fet;ereb'o d,e 1964. Foi' aindd, ep'i'òdiocnnente, chafe d,a redacçã,o dú <<Reústd. TV>>, cuio lonçam,ento Íoà por ele estuila,ìlo. Transfec'iu a suo resüôncia do Batei'ro pa. a Lisboa erL Dezemb,t'o d,e 1956

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O BARRNiRO CONTEMPOTÌÂNEO

Junho de 1952,voÌta o ioÌnâÌ â ter âpenàsum director: Hipácio Dias Alves. Com o n.'196, cÌe20 de Maio de 1954,passâo semânárioa indicâr comoseu pÌopÌrietáÌioa (EmpÌosa do JoÌnãÌ do Barr€ito, Ldâ ), múdando âlenâs aie eclitor, que passouâ ser o dÌ José Pedro da Costa Com o n." 2?0, de 20 de Outubro de 1955,o joÌnâÌ ostentacoÌno<Director inte_ rino e Editor: dr. JoséPedÌo dâ Costa> A partir do n." 296,de 19 d€ ÀbriÌ ale1956,})assàrâm:ì figurar comoDirector: eng " JoséMariâ Anjos Pinto Leite, e EditoÌ: José Mârtins Llârtexo, nomes qüe se mânirveïâm n{) câbeçâÌhodo jomàÌ âté o ìì.' 635, de 10 de Jâìeim de 1963' Tendo então transitado â propÌiedâal€do semânár'iopara a nSociedadeLuz e Progresso,Lala.>,cle Lisboâ, pâssollo mesmo,desdeo n" 636, de 24 de Janeiro de 1963 a te{ comoDirêctoÌ: lìduârdo AÌfredo Har-rìngtoìrSenâ' e Editor: João Mariâ BrogÌeìÌâ. joÌnal passou?LteÌ A partir do n." ?16, cle13 de Agostode 1964,este como responsáveis:Diïector e Administrâdor: P'Fràncisco dos Santos : JoséOÌ'Ìando Costa; Editor: Armardo da SiÌva PàiB; Redâctor-PrincipÂl ertÌou pâÌ:t o úìtimo' pela deste saídâ Õosta.A 4 ile Novembrode 1965, seu Ìugâr Lêonel da SorÌsàDüÂr:teViana. Poucomais de um âno depois (com o n." 827, de 3 de Novembrode 1966), ÀÌ"1Ììandoda Silvâ Pâis assumeas fúnções de DirecloÌ' e Editor deste joì'nâÌ. MânteÍn-seLeonel Viân:L agora indicado como Chele dâ nedacçao,e assumeo cârgo aleAalministradorFÌanciscoJosé HercuìâÌro'

NOTA (P. S.) - Flm referência ao Jamal da Baneira' é-nos ''os siveÌ ileixar anotâala a âlterâção (â úníca, aliás, no câ!ítulo da Ìmprensa Ìocâl, em 1968) que se registou no quadro dos seus Ìesponsá1,-eis;novo Director, a pâÌtir do l.' 893, cìe 15 Ìl-1968: dr' Frãncisco dê PzìuÌa Srnfanr Júnior. Nâ Rêdb.çàon ir ALI'niri''Ìxc'^ oc 'Ìêsmos 'ìemênlo" alâ âÌÌterioÌ equipa dirigente -,4m. plt'blic(rçíía.

uA Yoz da, S. Ì'. Á. r'' (1952). - Númelo único, com datâ de 20 de FilâÌJuÌho, <comemorativo ila inâugurâçâo cÌa EsplaÌrada da Sociedade PÉiâ mónica AgrícoÌa Lavmdiense, Dditot: HoÌácio dos Sântos

4r6


DESITINyOLVIMIìNTO DA lrttÀENSÀ

NO BÀRRIIRO

<O GALITOS F. C. DA TELHA, (1955).-NúmeÌo úÌ1ico,s/data, coÌncìÌÌoÌàtivo do 20., aniversário dâ fündàqão do GaÌitos Fu'"eboÌ CÌube. Direetor e Editor: Adelino de Àlmeìda. Ádministrador: Manuel Francisco PorcinÌÌa. <O Gal,ì,tosF. C. TELHA> (1958). - Número único, comemorativo do 23." âniversário do GâÌitos FuteboÌ Clllbe. Director e Editor: Adelino de AÌmeidâ. Administrador: GabrieÌ Isidro PorciÌìhâ. <Sei1t&Cru7, (1960). -BoÌetim da Igreja Paroquiâl do Ba.rreìro. Foi distribuído o 1." número no NàtaÌ de 1960. DirectoÌ, editor e prcprietárìo: o Pároco do llarreiÌ.o, Rev. Flancisco dos Santos Costà. Suspendeu com o n.o 38, de Agosto de 1966. <IlaleÍ.im CLItnraL> (1961).-Do Grupo Despoúivo dâ CUF. Edição e Propriedade do G. D. da CUF. Sâiu o n.' 1 em DezembÌo, tendo como DirectoÌ, Dditor e Chefe da Redâcção: José OÌlando Costà. PubÌicou o n." 2 em AbriÌ de 1962. Director, o mesmo. Ediior e Chefe Câ Redâcçáo: eng.o Bruno Rodrigues. Suspendeu no r.'4 (Dezembro de 1962). <5. F. A. L.> (1962). - <Número único comemolativo do XCV Ani \:eNárìo da S. F. A. L.r. Dditor: SociêdâíìeFiÌânnóÌricâ Agúcolâ Lavrâdiense. PubÌicàdo em DezembÌo. CoÌàboÍâçãode A. Silvà Pâis e de Áníbal Pereil'à Feüandes. <Vector, (1963). (Nilmero único comenÌomtivo dos 25 anos dâ Associâção Académicâ do BarÌejro>. S/datâ. (Foi posto à venda em fins de Jünho). Director: ÁÌ\''aro AÌbeÌto Sall€s Lopes. EditoÌ: Felnândo Esfêvão de OÌiveirâ F.ìntasia. R€dactoÌ: Joáo Teìmo da Costâ AIaújo. CoÌaboração, âlém da dos responsár:eis,do professcl J. J. Rita Seixas, CaÌlos ÁÌberto SiÌvâ Pais, Eduârdo GâÌhós, Cârolíìa Limâ Vaz, João António Tunes, MâDuela AmaraÌ, eng.' LeâÌ dâ Silva e PauÌo Cirino. .A Faria> (1966) -<Jornal da Casa dos Ràpâzes do BaÌreiro). PropÌi€táÌ'io, Director e Editor: P." Fernàndo José C. de Sousâ, Redâcção e Administração: Casâ dos Râpâzes- BârÌ€iro. Sâiu o 1.,, rúmero em Junho, composto e impÌ-essonà Tipogrâfìa Comerciâl, destâ \'jÌà. Periodi, cidade: mensâI.- E?h plLblicaçã,o,

!3 7


O BARREIRO CON'I]!MPORÂNEO RELAÇÃO DAS PUBLICAÇõXS PERIóDICÀS X (NúMEROS úNlCOSt EDITÁDOS NO IÌ-{RRI]IRO, DDSDE O SEU PRIM'IRO JORNAL (1893) ATÉ .À PRI]SNNTE DAT-{ ácçõo -

(Quinzenário

de Educaqão e Propâgânda

dos Interesses do Rar-

(1920-1924).

ÍeiÌo'

Acqão Regiona^La - osemânário DefensoÌ'dos InteÌesses do ConceÌhodo BâÌreiro) - í 1935-1937). Áfí.r?rr€-- <Quinzenário Defensor dâs Classes TrabâÌhadorâs e dos InterêssesÌocâis,- (1909-1910). Ban'eirense (O) - JoÌnâÌ do Fììtebol CÌube BâÌreìrense. Números únicos, ânuâis (1927, 1928, 1930, 1933, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 19.16,194?, 1948, 1t49, 1950 e 1951). Berreirellse (O) JonìaÌ do FuteÌ)ol CÌube Barreirense. (QuinzenáÌio (1952-1954).-Pâssou a mensáÌio em 1954. Desportivo e CuÌturaÌ, Bateìnt

(O ) -

<SemânáÌio Reg-ionaÌistâ>-

Baletìn Culturul.

( 1932-1946) . (1961-1962).

Do Grupo DespoÌ-tivo da CUF-

Cabra, (A) Cega 1923).

<Perìódico llumorístjco

IlusÍrado, -

úJncelho (O) do Llu,n'eìro-

{18971.

Con.cellto (O) tlo B&rreira (1931).

nRe'ristâ RegionaÌista' -

D;nba (O)

(QLìinzeruiÌioHumorístico llustrâdo)

Ditlbo (A)

<Periódico HÌrÌnoÌístico ÌlustÌado)

(1919-1920 e

Número único(1911-1912).

(1923).

t:co (1oBorreiro - aquinzenáÌio Indep€ndente Defensor dos lnteÌesses dc) (1023-1932). Bal.reiro, Eco Q)

rlo Barreiro

Ecos l.a B@ïeìra -

<Quinzerì.'Ìio Sucessor de <O Raio X> -

<SemânáÌio Republicano EvoÌucionista'

438

(1922).

(1913)


DESENVOLVIIIENTO DA iMPRENSA NO B-{RREIIÌO Uspíïit& (O) - <Boletim de Ìtstudos Psíquicos e PÌopagaÌìdà DoutrináÌia> - (1920-1926). Forja (A) -

Me[sârio dâ {Cãsa dos Rapâzesdo BaÌrciro)

(Desde 1966

- em pÌrbtricúçãa). h'rancês (O) - JorÌ\àl dâ SociedadeDemocrática União Bârreircnse (<Os Frânceses)) Númerosúnícos,anuâis (1930,1931,1982 e 194?). Galitos (Os) [. (:. d.1 TeL]rL- J ol'I.al do câÌitos FuteboÌ Club-..ros ú{icos, ânuais (1955 e 195i1). Gúte ÌIo{i.r -

(RerisÍa LiteÌária

MensaÌ' -

Núme-

(1923).

tn.efjíuto (O) JoÌnãÌ do Instituto dos FeÌÌoviáÌios do Sul e Sueste NúÌÌtero únìco (1932). Iomal d.o B&t rei.robÍ,iôa.ção). L€spo-

<SemânáÌ-ioRegionaÌista, (Desde 1950-e,,

(JoÌ"rìal Dsperàntistâ,

p&-

Número único (1933).

Lusa (O) *Jor't\àl do Luso Fut€boÌ CÌube.(1936, 193? e 1947).

Números únicos, anuais

Luso (O) - <BoleLim MensâÌ do Luso Futebol CÌube. (Desde 1949* em pubLÍc&çã.o). 1-rz aÁ) - <Semanário Independente, Defensor da VeÌdade, dâ Justiqâ e da Râzáo>- (1913). Muntlo (O) Cot ticeiro ( 1922).

<órgío quinzenário d.!,CorpoÌâção Coúiceiru, -

N.J't,o(O) Barreiro - Número únìco comemorativo dã visita pì€sidencial ào Bareiro ( 1933). Penicheiro (O) - JoÌnâÌ da Sociedadede lnstÌïção e Recrcio BàrleìÌeÌìse (<Os PênicheiÌos>) - Números únicos, ânuais (1926, 1929, 1980, 1931, 1932 e 1950). Pr.'oo (O) d,o Ba,ì'Ìeíro - <Semàné.ÌìoRepubÌicâno Regiorìalistasor do Estâdo Novo> - (1934-1936). It99

Def€n-


O BARÌEIRO CONT]'MPOIì.{NEO RaiI (O)

(órgão dos FeÌÌo-Viários do SuÌ e Sueste>

Rú;a X (O) -

Quinzenário

Riso (O) do Barreito Sant6 Cruz -

(1915).

í I92l ).

<Me]dsá\rioHumoÌístìco> -

<Bolelím PaÌoquiâl'.

(1930-1081).

( 1960-1966).

S. ,É'. Á. a.-JoÌnâ1 da Sociedade FiÌarmónicâ Agdcolâ L:Ìvrâdiense. Número úÌÌico (1962). Sport Barreirense -

uQuiÌÌzenário peÌo Despor'lo) -

(1930).

<Semãnário Ìndependente, Agtícola, Noticioso, LìteSul, (O) d.a Teio (1"9Ì-1991). rário p RêcrFriì\o. Sul (O) e Slleste- <Quinzenárjoreiro, - (1919-1933).

óÌgão da C1âsseFeÌÌoviár"ià do tsâr-

Trabalha (O) -i'?Íroriá?io - <JorÌrâÌ SìndicâÌ órgão dos Sindicatos Nacionâis do Su1 de Poúugâì, - (1941-1953). Vëctor -Da

Associação Acâdémicâ do Bàüeiro. Número único (1963).

Vi,gil,ante (O) Bâüeiro> -

<SemânáÌio IÌÌdependente, Defensor dos Intetesses do (1925 1926).

Voz (A) c[0,S. i'. Á. -L.- JorÌÌâÌ dâ SociedâdeFi]armónica AgÌícolâ Lâ\ rdd:ènqè. - Núr,Pìo úniP^ ( 1952). voz (A) íÌo Baffí.iro - <Petiódi(o :Ìbsolütamente independente,DefensoÌ dos Ìnteresses gerâis da Populâção baÌÍeirense, - (1900). (Semanário Independente Itoz (A) (Ìo llafteiro resses do B:Ìr'Ìeiro, - (1924).

Delensor dos Ìnte-

\1o: (A) da l:uteira <SemânáÌio lndependeDte e DelênsoÌ dos lnteÌesses do BaÌÌeiro, - (1930-1934).

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DESENVOLVIMENTO

DA IMPRENSA

NO BARREIR,O

SILHUE TA ...

.., Preiq-mq,r, e@olretìÁo (í orle d,o Berrei,ro Atuti,go... -Um aspecto d.o síti,o d,e Alburri,ca, notaTLdo-sea presançt, d.os seus três ltellLos nro,ínhos, tornqdo d.q, estreruidq.d,e poetute ilq, Estaçõ,o d,os Cantinhos de Perro. úra pouco à esquerd.a, a, nlassa irtupanente dos ediÍíains d,e gra,nde porte da Aueniãa Atfred,o da Silua, que se reÍlecta na d,gua, embora o. centanoa ale metÍos d,e d,i,ïtïneür, como stmbolo do Bam'ebo Contempor'âreo (Fot!

lrltl

de José JoaqtriD)


MAÌS TRIUNFOS (EM 1968) PARA O TEATRO DE AMADORES DO BARREIRO (ÀDI1'AXIEN1.O À r Ì,ARTE-CÁPiTU]-O

VD

Re1ozija-se a Autor por ter tiílo aínd( oportunidod.e, no Jinutr rla presente l)ohtme, de Llrc ú.crescentdr algumas piLgÌ.n.as que iulga licarem a ser o,smeis brilllantes, &té agarí, da históri.(r do unatl,ari:]ma teatral cultil)aiÌo ektre os b(,1ïeirelLses, a qual, te1)e oportlúLìd.aded.e deixar esboç&da,na s.tkl prinlei.ra fase no "rolume <O BÂRRDIRoANTÌco ! MoDDF.No,(i paRTEcÀP. xxxll), e, na Íase calltempal'Anes. no ponto ucima indí(ada)-noras púgi1ús esta| agoro, proporciandd,aspelo Tedtrc cle Eusuio tlo Baneiro (TEB) e qüe Íicdm (Lqu.ícoma leli.íssíma introdução à sua meritórid acti't'icla!1e cultural, ctpós ter iÌeixeiÌo fegistot L, sab esperúnq():s& ee:t)ectatil)a,a pógs. 12f, a organizaçã,oe entratía em acti,ridaíLë,no ano ile 1967, d,estenówl grwo

O âno de 1968 trouxe pàr:r o âmadorismoteatrâÌ do Barreiro mais outro bdlbante triunfo: o 1.' prémio no Concursode Aúe DÍâmática do S. N. L, em condiçõesató :rgoüâímpâres,pelâs honÌàs que envoÌverâm a sua âtribuiFo. Com vista à suê presençâno referido ceÌ1ame,o Teaüo de Ensâio do Bâueiro do CÌube22 de NovembroÌevou à cena,Ììo pâlco destacoÌecltlr9


O B-{RÌEIÌtO CONTEI{IORÂNDO tividâde, eÌn 13 de Agosto de 1968, â peça dÌamáticâ, em 3 âctos, .Ioã.) Gabriel BarÌffnon, de Hen que Ìbsen (1828-1906) em trììdução de Costâ FerreiÌà e Lüis Francisco RebeÌo. Encenação de GÌaciârro Simões. Registâmos, seguidamente, ã íích.& artísli& (por ordem de entrâda

IrLtén)reíes

Personagens GunhiÌd Borkman

l:Lkabeth SìÌ'ua

Maleine

Ãdete Freíre

HeÌga ReÌ)thâim

Raquel XÍaria

Fanny WiÌton

Maríu M 0,nue Io. CtLbÌit&

Iìrhãrt

ljoÌkmân

José XIakueI Neta

João Gabd€Ì Borkmân

Etl,uurd.oGal,lúts

FÌidâ FoldaÌ GuìÌherme FoldâÌ

ManL.l Castl

Segue-se a Íicha tócni.a, também refeÌidà àqueÌe espectácuÌo: Director (Ì.e cen(L- Craci'àt\o Sr$õcs; ontra-rclta - Ângelo Cândejâs; po?zio-.-_AméÌico Duârte: o.(let'ecísto Joáo Freireiluminotócnica - José Nazâtío; elecdrìdsta tle ceno,- Helder Jói1"; san()pll8t(L- Joãquim Câelàno; anotútl,ola Zéliâ Sântos;; card,cterizador Pircs Coneiâ; cosr?r,"eirr,-._ Josefa A^1àdo; cabeleireirí - Mâr:i:Ì Emí1iâ Fortunâto. Em 28 do mesmo mês voltà à cenâ â peça do fâmoso dÌamaturgo norueg:Ìrês,no paÌco do <22 de Novembro,, destâ vez tar'â o Júd do Concurso. ConfiÌmando esperànqosasprevisóes sobre o mérito da sua representação, houve depois coÌìhecimento, nos meados de SetembÌo, de que o TEB do CÌub 22 de Novembro foÌã. seÌeccionâdo,entre outros grupos cénicos de amâdoÌes, paÌâ â fase finaÌ do certâme, noticiâ qu€ causou eÌevâdo regozijo naqueÌa colectividâde e, de uma forma gerâl, nos meios recreativos Ìocâis, tànto mais que era o único seleccionâdo dà zona SuÌ (distÌitos de SetúbâI, Évora, PoÌ'tâlegÌe, Bejâ e Fâro), nas pÌovas finais.

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MAiS TÌÌIUNI-OS PAÂ.{ O TEATAO Dl] ÁII-{DORXS

Em 1? de Dezembro de 1968, o TER, dirigido por Graciarìo Simões, àpr€senïa-se nâ finâl do Concurso de AÌ-te Dramáticâ, no pâlco do Teâtro da TÌindade, enl Lisboâ. SobÌe o mérito dà representação do teatro de Ibsen, através de uma dâs süas mâis drâmâticas peças, por êste gNpo cénico bâÌreirense, deixaÌam os críticos da especiâ1idâde,nôs órgãos da Imprcnsa, umâ apÌ€ciâção â todos os títulos honÌosâ pâÌà o BarÌeiro, bem ÌÌa Ìinhà de tràdição dos méritos rev€Ìãdospelos seus grupos âmâdores dê teâtro, como já dêscÌevemos em outrâs !áginâs dêstâ Monografia. Aqui doixamos transcritâ, por exemplo, a crítica d.o Di(Lr,io cle Notícion, pubÌicedâ em 18-XII-1968, nà secqãodâs últim&s Notícías: CÌube 22 de Novembro, do BârÌeiro, âpres€rtou-se no ConcuÌso "O de Àrte Dr:mátÍca, com <João Gab-rieÌ Borkmân), umâ peça das mâis importantes, Dâ última fase do teatÌo de Ìbsen e que, há ânos, fofà Ì'epresent.Ìdâ com muito ôxito po{ João ViÌÌâret. Digà-se, pârâ já, € com enolme alegliâ, conÌo foi glâto ao clítico âssistir â esta âpresentação do grupo balreirense que deu uma medida totaÌ das srÌas aÌtas virtuaÌidâdes. Numà tarefa que não eÌa fácil, poÌque Ì'eprcsentãr Ibsen é sempre difíciÌ, não s€ sâbe que mais agr'adáveÌ suÌpresâ se colhe deste espectácuÌo â unidade, o Ìitmo, â âtmosferâ dã encenação; ou a quaÌidade dâs interpretâções, em que não há uma fâlhâ, e em que todos se distingueÌn ou peÌa sua linhâ natuÌaÌ ou peÌâ suâ cÌ'iàQãoartística. Pâra os ÌêitoÌes m€nos recordados dà peçâ, dir-se-á qüe <João Gâbriel tsorkmân> peÌtence âo cicÌo de teatÌo burguês de lbsen * depois do teatÌo históÌico e do teatlo poético - o qüe ÌÌão quer dizeÌ que, sendo quâse nâtuÌaÌista, não tÌava um longo e profundo diáÌogo de ideias. I)ir-se-á, mesmo, que â penetração psicológicâ testa peçâ quase sem âcção e todà virâdâ pârã o passado, é umâ peÌmanente discussão entÌe as aÌmas, e da quâl sàirão vítimâ"s os coìlos. <João Gâbriel Borkmân) é o símbolo do mândo, do poder do ouroâ Íãvor da jüstiça social. Mas, todos os seus sacÌifícios - âbuso da confiançã dâda à um amigo infiel que o Ìeva à prisão: casâmento de conveniência, sem o1hâr à mulher que €1e âma e o ama-não teÌão sido tàlvez vãos, pois, quândo rcspiÌa o âr dâ liberdâde vê que oütÌos homens

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O T]A1ìRDIROCONTEXÍPOÌ.ÂNEO lhe :ÌpÌoveilârâm âs ideiâs e quc âs Íábricâs e o progresso nâscerâm. Ele, todavia, leão enjauÌâdo, l,erdeu tudo, a mocidâde, â muÌher queÌidâ ê â escoÌhida, os amigos, o fiÌho que entìe quantos, por câusâ pÌópria, lhe dispul"am â companlÌiâ g o àmol, prefere buscàr o seu própÌio destino. O filho, a novâ gerâção dos Borkm:ìn, ÌÌão será soÌidário com o pâssâdo e fundârá o futurc. ExceÌent€s câractefizâções,de gnnde sobrìedade (são de Pires CorÌei:Ì), à.pontam€ntoscoÌeográficos de António Vieirâ, que não exciuem poÌ'Ìnenores nàturâÌistàs, como coDvém â uma peçâ, cujâ metâfísicâ nâo pode deixâr de situâr-se entre drÌas escoÌas- o romântismo que mordl| r,.rlur"li.Fo qu", pur loda I pad., :ri2 lriu..:r.. <João GabdeÌ Borkmàn) teÌmiÌÌâ ìÌum contrâluz ârdent€, cheio de Ì)o€sia- àqueÌâ mesma poesià a que ijcou fieÌ esse adoÌáveÌ PeeÌ Gyânt -e, sobrc ele, tânto como as paÌavrâs o coÌpo do mesmo homem âmâdo, fícà o pessimismo, o sentime[to dâ inutilidâde dâ Ìuta. Esse homem que amou o poder de semeâr â Íelicidâde, moÌÌe no desespeÌode se veÌ ÌeâÌizâdo Ìloutros hoÌrÌens. E, âgoÌã, paÌa termin:rr: o BâÌÌeiro fica tão íunto de Lisboâ, que Ìráír scïiâ possível a um emlÌesário da capitâl âpresentâÌ este gÌ-úpo nesta Á. Ireç.Ì numa curta sérje de espectácuÌosparâ o gÌânde público?-M. Tem 72 anos estâ peçã que, pelâ ânáÌise e pelas situâçõ€s cri:\das, coÌìstitui um documento humâno cÌÌeio de pessimismo, é ceÌto, màs quc a fiÌosofìa, e sobretudo a psicoÌogiâ moderna aindà não destÌ-uiu nos seus conceitos e significàqões mâis profundos. Não sàbemos quaÌ grau de cultuÌâ possuem os intéÌpÌetes que, ontem à noite, compârecerâm no Teatro da Tríìdade. Sabemos,sim, que são iovens coÌn inteligôncià, percepqão e sensibilidâde. E qü€ foram orientados com mão de mestre, pois, servìndo-se de elementos cénicos muito reduzidos, e impÌimindo âo espectácuÌoumà Ìinhâ de gÌande simpÌicid&de, obteve resultados que em Ìlàdâ âtrâigoârâm, antes vinculaÌ'am està peça âo simbolismo do teâtro de lbsen. Este Íbsen que, poÌ ser médico, pÌefedu empunhar o bisturi para dissecâÌ almas e meÌhor p€netÌâÌ nos seus meandros. Dàmos apenâs umâ paÌâvrâ â câdà intéÌprete, mâs que câdâ um â tome como muito bem a meÌece, desde EddaÌdo Galhós (uJoão GàbrieÌ Borkmànr) vencendo as difer'enças de idâde, cÌiando uma peÌsonagem inteiüçâ e dando convincentemente a fase ïina1 de umâ mofte impecável

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MAIS TRÌUNFOS PARA O TEATRO DE AMADORES

Os intérpretes d(L peçq. (<JoAoGabriel Borkman>>, no final d,a repq esent@çAo, ,recebend,oos a.pla,usosd,o público no Teatro d,a Trimlad,e, em Lisboa, Da esquerd.a pal'cL d d,beiía: Maria Man:uela Cabrita, Elisabeth Sil1a, Arlete Freire, Raquel María, Ed,uardo Gathós, José Maruel Neto, Pied,a.de Tomes e MonueL CosttT. íFoto de José Fortünato)

(aqui, se âlguém <pecou>,terá sido o encenador que podia preferir mais ecoÍÌÕmiade expressões nos primeiros sintomas do fim) ; Elisabeth Silva (<GuniÌd>), com uma linha física e um poïte que vence a voz, menos veÌada do que o tom requerido (tom de teatro de câmara).; Raquel Maria (<Helga>), tão simpÌes,tão propositadamenteapâgadâ,que vem para tum primeiro grande pÌano (que bem que, em silêncio, acampanh2 a cena do 3." âcto, entre <JoáoGabriel> e <GuniÌd>!), com â suâ linda voz grave, cheis de ir.rflexões dramáticas, sempre mantidas num meio tom penetrante; Maria ManueÌa (<Sr.' Wilton>) em dois pequenos apontamentos muito bem marcados; Arlete Freire (<Maleine>) também ela, em pequenas intervenções, bem dignas do excelents conjunto; Manuel Correia (<Foldal>), tão humano, tão bom, que fez do seu pequeno papel uma verdadeiÌa criação, cheia ds inflexões pungentes; Piedade Torres (<Frida>) muito gentil, muito bonita, com uma voz táo bem colocada,


O AAEÌìEIRO CONTElTPORÂNXO que nos apetece perguntâr que escoÌa de âÌte de dizer elà e os restâltes flequentãrÂm, Ìá no lÌârÌeiro; €, fiÌrâlmeìte, Josó lIanueÌ ((Er'hâ1t')' que substitui â juventual€ inconscicnte por umâ consciênciâ reflectidà (só quercrírmos que o Ìago verde fosse um pouco discreto)

Em 24 ale Dezcmbro, os órgãos da Ìnfomação rìotìciaÌâm à decisão do Júri ('), que, âo TEB do CÌube 22 de Novembro âtribuiu os seguintes prémios: Grupos - 1." prénio, oAugusto Rosa>, de 1ã miÌ escudos, ào A Clübe 22 de Novembro, do Rarr€ito. A Ensâi:Ìdores- 1." prémio, <António PinÌleiro), de 5 miÌ €scudos, âo ensaiàdoÌ do Clube 22 de Novembro, Grâciano SirnõeB' A - IntéÌpÌetes FemiÌrinos - ì." pÌémio, (Rosa llâmâsceÌÌo', de (:); 3 mjl escualos,<en-aequo) a RâqueÌ MaÌiâ e outrâ artistâ âmâdom 2." prémio, <Ângelr Pinto), ale 2 ÌniÌ escudos, <ex_aequo>a EÌisãbeth Silva e outrà àrtista âmâdoÌa (3) A - IÌrtéÌpretes Masculinos - 1." pÌémio, (João Rc'qâ'), de 3 mil cscudos, <ex-iìequo>â EduâÌdo Galhós e MarueÌ Costa O Júri deliberou aiidà atlilrüiÌ DiIrIo ,as de IIon?'a e mais os segujntes elementos cÌo Õ1ube 22 de NoïembÏo: M:Ìria MânüeÌa, ArÌete IrÌ€ire, Piealâde Tor-res, José ManÌrel, João AÌmeidâ, Américo Du'ÌÌte' vítoÌ BsÌÌ'eto, Ràúl ConqàÌves,HeÌdeÌ Jóiâ, Aìtónio Vieirâ, ZéÌia SâÌÌtos e Pires Correia. Toilo o grupo prer'riado !- dccidindo-se, por uranimídade que se sâlientàsse o alto níve1 do espectácülo ãpresentado O u22 tle Novembro' foÌâ o gnndc veÌlcedor do Concürsol

áslico (') Constittido leÌos actores VãÌ!1. SjÌ!â e Paulo lenato, aÌtist! ÁÌvam DuâÌle de Almeida, jornaljstâ DutÌâ larÌà, ÈuhbeÌtÔ dÁrjÌa' cono rêprcsentanLe da TederàçÍo PoÌtusuesâ dâs CoÌ€ctn'idadês de CuÌtuÌâ e Rêcreìo' e Rrúl sânhs nÌâsà, como rcpÌesenlaÌte da !' N -{. T. N A T' (') foì r:ehándà de Casiro, do Grulo Cónlco da deÌ€saçào dâ I rlê aloimÌrlLr, Dà t.9. A Cdrta iÍú)n1nú. (") Ioi ltariâ Anéliâ HêitôÌ, do GNpo de Ama.lorês do Teâtro (Marcelúo MesquitD, .lâ Casa do Povo do CâÌtàxo, nâ p€ça ìtar'

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MAIS TRIÜNFOS ?-{RA O TEATRO DE AMADORNS

A CÂMARA MUNÌCIPAL DO BARREIRO FELICITA O CLUBE 22 DE NOVEMBRO E O SEU GRUPO AMADOR DE TEATRO Em ÌeuÌlião de 2? de Dezembro da CâmàÌ':r MunicipaÌ do Baüeiïo, que presidimos na quaÌidade de vice-presidente do Mnnicípio ('), tivemos & honìra tle eÌâborar e âpresentâÌ :Ì seguìrte prcpostâ: Tewl,o este Cïmura Mlmicipal íomado conhe.imento íÌo êúto alcan çúd,a pelo g1'upo.Lmarlor teatrol (Ted,tto de Ensaio ilo Burreiro) (l,o Cl be 22 (Ìe NonembÌo, d,est(.Vik1,,na recente Cancu-rsoile Arte Dratnática dG Cal,ectiuidad,esd,e Cultu.ro, e Recreio e il,os Grupos Drg,mítti@s Iídependentês, pramol)id.opelo S. N. 1., em"(olaboïúcão com a F. N. A. T., cn qúe aqu,ele úglapamento, no, NpfesenfuçAa d.L peça João Gílbr.iel Borkman, d€ HenrÌque ll)sen, Ie1)adaà cení|,ko TetT.tro.lú Trind,oÃe, enr Lisl)aa, no Wesadn tlia 17 da correnl:e, lai al,tamente elogiarlo e, terminada 0, Í&se ÍinaL do mesmo certame, Íoi üstinguid.o, f)or unani!ìnid.1(l,e ilo Júri, com a prhneiro |ugaï da Categoria A (cafiKterísticas erctxlsitt).1mente amdd,oÍas) e premiddas ensaiúdar e ìn.térpretes, o,pós o que a neslÌLo J1úÍi enteruLeu.scLlientúr o alto niïel (l.a espectdculo or)resent&d.o pelô Cl,ube22 de Na|)embro, colectirÌ.daiLeesta.om 1rm brilhante passarÌo de t;0 anos na ridd .ultúra| e recreetilì.L Iacal,,- tenha o, hoturo,de propor que esta Câuar1, Munici.pal eníÍ,etecedo Chúe 22 ile Norembro as sua.s efusi't)(Ls sautl,(Lcõese, na ,Desaoedo barreirense sr. Graaiúno Jo.r(tuim d,e Alneida Simões, ensaiqd,or d,o seu grupo amad,or teatral, ÍeLicite,igual'meÌ7tetodos os camponelltes d,a mesmo, pel,/J.Íorma cono honraro,m,.) amoil,orÍsmo teatral, qiLe ó, d.e htí muìto, uma traüçãa do Barreiro.> A Câmara, por unânìmidade, aprovou o documento transcÌito, que Jornal, d.oBarreiro, to seu n.o 939, de 9 de JaneiÌo de 1969, regozijândo-se com o facto, publicou, com Ìelevo, nâs suâs coÌunas.

Postedormente a 4, Ft e 18-Ì-1969, à pega Joõ.o Gabriel, Borhmun foi repÌesentâda no CÌube 22 de NovembÌo e, nos dias 2?, 28 e 29-I-1969, (') Prcsenüesa esta Ìelnião os sesuintes Vereadores:Anrónio Alleúo ClaÌo, dr. António trÍãnuel Ìibeiro, José Irancisco Sabino, Luts Bâinnndo dos Sanios e UanueÌ Sinões Pereirè.

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O B.{RHEiRO CONTEI{PORÂNEO subiu à cena no paÌco do Teatro CapitóÌio em Lisboa, substituindo.r" !ìmpÌesa Rey-Colaço- Robles llonteiro, do TeàtÌo Nâcionâl D. Mâria II, Ì)or âmá..,0ÌdeferêÌìciâ dâ iÌrsigne actriz Améliâ Rey-Colaço. < (...) ún grupo de jowns escÌeveuum crítico teâtraÌ no dário de Notícias de 28-I-1969 - serÍo&-se onl,enl, tìi.un.fantenente, no Teatra CopitóIío. Fê-Ìa, pela mã.a de Amélh Rey-Calaço c cam o <agrément> ìns entíl.dd.cs sutcrìorcs, selrd.o de recorder que os campo .entes d.a Teatro de Ens ia do Rü1.iro d.() Cl be 22 de Na1)elnbro foram. os Netned,L,re,d.o ú,Itínú Cancurso de Artc Dranrú,Lic.Ldo S. N. 1., oníle ca qtìstui'arl qui4.ra Díi ieiìas [rérrìos, unl segllndo prémio e doze diplor as de h.on.'Ìa.A c!íl.ica jó. se referfu a esíe es?e.:túcula.ípre ,"ule telú su.tr uLt.ntícìda(1.e.U r.uas ïezes c, crití(ias se terão moslrL(Lo tãô unôLi1',Lenì.ítnte iÌe rcô .o cï1 cansitlerú.-Ìod,e ltm@ quali,l.aítreínpar, t1ãa (Lpenas'no Cancurio ent que se úprcRcnllrom, mes úi1lde, delltro tÌo mltnda cÌLei.od. sortiló!ìos e he[.ezuqrle é o l.atra de arLa.]ores. Na ïcrìad.e, ?r.lo uniddd.e út en(enúçãa e da ín.lerpretação, a e|pec tá.(ula da Teúro (Ìe Dns(ia do Bar?eiro d.e -nos n md.{tnlfica testem.unlrorla mensatJenrque t |assbel e|perar tlaí,e {lénero de espectíiculos e qüc a púbLica, o granle Dúbltco, a que r(ú ua leatra tralìssioual, d.ere ret cam. oÍllos de tarn.uïo, de uplaLsa e iincilamelrla. Apr$entaíÌo no Teatro Nacional, a Teatra de Ensdo d,a BaÍrciro n.ão se atemorizou, antes, mais senlnr da copacidatle iá rewl,adu, de1! uma pÍona md.gníÍ.a d.a sua cílegaria. Trê8 fi,guras, porhn, se erced,eranL, pafque sd,o,red,n,ente, üuíta siru,eras as suaLsinterpreteções e 7ìeïMaMeI Cosí.a, em d.u(lei.raso seu talento e t sua rocação de actafts <FaldflL (1.' prémia de interDl'etação nasculilll), Ra(tuel Muí(, em <HeLsã Renthuim, (1." prélltio (l.e illterpl eto.çõ.oÍemíninú) e Eduarda Gulh.ós (tíLmbén i.' Uém:ia de ìnterprelação nnscu.kn.a) enL <Jado GúllrieÌ. Borliman',. M(nuel Cobtu, essereafinn.ou a su(L k1ll1útLumft figura tã.a hulnúno (eis u,m bom ìntér?reíe par.L .O C&pate' !). Quento a Ra(pel Mu!)ia, o, s .a roz tÌe ìnfletões rictLs, Iaz lembrar, por 1)ezesi(L da qlLerida e saud.osaLal,únd.e.FlLaparleit, rir a ser, Fe quíser, um( ingóna.t dranótica de prí.meiro pl.no. Os rcsttlLtes itTtir'Ì)Ntes (Pierlad.e Torres. José Múnu.el e Elisabet'h Sihft) confirmaram ús bods iuTpressõesdebaãas tor úIt1oas da s1!,ú. estreia em Lisboa. ÌIaro.I)illLarloe su1.pÌeso,o pítblica (lue quase en.ch.eu.0, sola do Teatro Ca'pitóko e pena Íoí que ni.o tiresse esgoíado a lotação - oi)dÍionau de <João Go,brielBorkmon.u os inté.rtretes e Graciúno Simões, a et1.@tiadar

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MAIS TRIUNFOS PARA O TEATRO DE AMADORES

GBAcIANo SIMõES

que, rnais ilo que um clrama de conscünci,as,é o retruto d.afalênci,ade quem,acim,o,d,etud,o,preza o porler e o ünhei,ro. Porqus numa sociedad,e honesta,a cond,enaçãn oi,ró,.Ai,nda que o jul,gamentonasça cle um sentimento fe'io de d,enúncìa.Mas d,ea,ú,ncianõ,0 ê, afinal, tod,a a peça ile Ibsen?- M.>

Deu a honra de assistir ao espectáculo da noite de 2T-I-1969 o Presidente da Repúbìica, Almirante Améúco Tomás, com sua esposa e â sua filha, D. Maria Natália, Acompanhando o Chefe de Estado, encontravam-se o ministro da Educação Nacional, dr. Herrnano José Saraiva, o subsecretário ds Estado da Informação, dr. César Mor.eira Baptista e pessoâl superior da Casa Militar e Civil. Na presença da consagrada actnz Amê7ia Rey-Colaço, o Chefe do Estado felicitou, no final, todos os artistas e técnicos do grupo cénieo amador baneirense, detendo-se, em curto diáÌogo, com Graciano Simões, sobre as condições de trabaÌho do Teatro de Ensaio do Barreiro.

4.51


O BÁRREIIìO CONTEMPORÂNEO

Nos dias 12, 13 e 14 de Ì'eveÌ"eiro (1969), â peçâ (João GâbrieÌ Borkman>,reprcsentadapelo TEB, foi fiÌmâda nos Estúdios dâ R. T. P. e trânsmitidà na <Noite de Teatro> de 7 de MaÌço, pelas 22.35 hoÌas, integrada no Progrâma do 12.ôAniversário da R. T. P. MENÇÕES HONROSAS PAR,A OUTRO GRUPO CÉNICO DO BARREIRO Tâìnbémna Concursode AÌte Drâmática do S. N. Ì. (1968), obteve Grupo Cénico do Cine-CÌube do Bar"reiro quâtro menções honrosâs, o respectivamentede: representâçãodâ peça nA MoÌdaçâ>, de AÌfonso Sastre, pelo Cine-Clube, interyretâção femininà paÌa a estrcante Frânciscà CorÌeia, e inteÌ'pretâ6o masculina paxa Fenìando Maia € FiÌmino Màiâ, estesúltimos já gaÌardoadosem 1967(1).

(')

V. I PÁnrD- Ca". Ìa-?ágs.

125 â 12? do pÌesènte aoìumê.

1r.52


ANOTAÇõES E CORRIGENDA r

ANAT{ÇÕEA

Pessoas citadasdê cujo fâlecinento,depoisde 1966,tiveüo! noríciâ: 1-ErÌ

<O Bmebo Antíso e Mo.lernar: Nooe

126

íou rftuÌo)

dos Sântos

Fa]. a 19-IIÌ-1966, coh ?1 anosJno LavÌàdìo, onde nâscèÌa. Chefe de lìecção, rèfoÌmado, da C. P.

ÀbèÌard (dâ Silvâ) aeDeiÌa

FaÌ. â 25-VUI-196? em l-isÌroa.Nâscêra a 23 III-1891. Estofador dàs Oficinâsd6 C. I. S. S., âposdtado.

296

Ens.' EduaÌdo CândidoEÌavo MâdâíÌ

Fal. a 24-II-1968, com ?3 ânos, ú Lisboâ, ónde nascela. DìIectoÌ dâs FábÌicâs da C. U. I'. do BârÌeiÌo, dê 1927 a 1929.

409

Doainsos J. Pereira (Sutâ)

Dohing6 João PerciÌa, proprietárió. !'âl. eü AÌhos Vedros,â 2ô-x-1968. NâsceÌanô LâvÌâdio. â 10,VI-1909. (E!a o possnidôr de imaseh de St.' MârsâÌida do l-âvÌâdio.V. Ìl Paltê - tauddú. Câp. VI A Isrejd de Satuta Músaün:úqrê verdeu poucôs üese6 ante6 de fal@eÌ, poÌ 10 hit escudds,à Côhissáo I'aìÌiqueiÌa dâ Is?eja

JeÌóniho

António

/r'53


2-

Em <O BMeba

Nonê

CoitLè.npÒtôrLen> 7.

(on iiirìo)

19

IaÌ.

a 21-tl(-1966, no Barreiro.

21

DÌ. isueÌ IÌoú@ dè AzeÌedo Queiroz de Sâhpâlo e MeÌo

!'â1. r 22 I1968, con 83 â106 eh l-isboa. Nât. de Ponte da Bârca, Juiz Conselheiro do Supremo TÌi buirl de Justiça, aposeÌtado.

33

Costa Mâcêdo (A{ur)

FaÌ. a 2E-III 196q coh ?2 anos, cm l-i6ìôs. Nat. da iÌhã de S. Tonó. Op€râdor de ihagens e un dos lioneiros do Cineha NâcionâÌ.

Jo6é lrancisco

126

de Álegaia

MorÈiô

nns.' GâbrieÌ Pdtoja

Fa1. â 27lI-1966, no EaÌreitu. Nascerâ @ Estreúoz, â 21-VIII-1874. Presidente da Com. EÌêc. dâ C. It, B. de Maio dè 1923 â EeÍ.' de 19e6. Chefe de Seção do SeN. dê Movimerto doÊ C, !., S. S., a!o!'al. â 16-IL-1966 cotu 42 ânos de idâde. Chefe da Re!, Técnica dâ

c, rr, a, 1ti1

D. MânueÌ Trindade SaÌ$ÌeiÌo, AÌcebispo de Élom

!-!1. â 20'lx-19{i5, em ilhâvo, onde nâscerâ â 28-IX-1898.

11-7

Esmelinda Èìbeiro codìnho

!'âÌ. r 1ú-VI-1966, eh Lisòôâ, ónde nãsceÌâ, PÌoÍ." do ensino lrimário ofjcial, apôsentada,

2t0

Júlia

231

da Soledâde Aniunes

Frânco

aris Vitólia PâlueÌa Chasâs

EâÌ. â 19 U'1969, no Ban€iro, coD 85 ânos, Prof.' do ensino primáÌio oíjciâÌ, âposentâda" Faì. â 28'VUI-1906! eh Lisbôã. Nai. do ltontijô. Prof.' do ensino !ÌiháÌio oficiâI, aposentada.

237

Artónio José PiÌoto

FaÌ. a 12-XI 1968, coü 81 ânôs, eh (Àr Lisboa. Nâscerâ no Vjnienb n i o l ô t . F r n c . 'à p o s . d o L A . N . T .

u7

Joáo Guilherme CoÌÌeia

FaÌ, a 22 Ix-1967, coú 53 ânos, em Lisboâ. Ehpres. dâ C. de Previd. dâ C, U. F. è En!Ìesas Associâdas.


3

No ,presente ralLme -Dntatte NoEe

88

!rs.'Agr.

o leríodo da su& composição e impreÊsão:

(ou tiruto)

l'ràncisco PeÌeiÌa

Bejjâ

!.aÌ. en Lisboâ, a 19-VIìI-1968, com 56 ãDos de idâde. Na6ceÌa en AÌcáçoras (viana do Alentejô). FoÌâ emlossâdo, em 3-XI-1966, no cargo de GoÌenâdor Civil de Setúìel.

221

Xlârtjniàro Domirgues Jürior

Fâ1. em 29 de Maio de 1968, em

23ô

(Nora )

IaÌ, a 19-YII-1968, no (Foi noneado, â tíirÌo

Aìl,ìno Josc Je Màc€do

rcns,

SaneiÌo, !óstÌmo,

eh Assemb. GerÈÌ Ìèâlizada

â 2r-IÌ 1969). 336

aliano do RosáÌio

FaÌ. a ,1lV-1968, no concelho de Sin-

3?5

Joaé SÈhtà íCaflo?ão)

FúÌ. a 5-lV-1968, coh 65 ànos, em

77- COII,RIGENDA A sesljr se ehendàm âlgüns eqos e sÌaÌhàs (da !râxe...) que, ape6ar dê tôdôs os eslbÌços, pâEsaÌâm às ÌeÌisões. X que nos peldoem quaisquer oub€s faltas que, ,,o' \ - n1ur r ' .ajnd â ìa j x f .o n " ê g " i d o " s c a p a ,...

Em <O BARREIRO CONTEMPORÂNEO> - I (Editado em 1966)

L25

2 0 .' 3." (Ìes. sÌav.)

129

20Í} 21L 251 28! 3t2

1 3 .. 3.' (Noüã 1) 5." (Nota 2) 16.' e 1 6 ,'

1944 1933 (1885-1955) coh a hmanidade MÈÌ não vàhos (... )

/t55

1954 1935 (1855-1955) cóm â huhiÌdâde Mas não vamG (...)


Em <O BAR,R,EIR,OCONTEMPORÂNEO>- II (Editado em 1968)

16 2a B5 35 85

2L.^ 4-' (les. srov.) 16.' 27.' 2.' (Ìes. srâ!.) 16.' e 23.'

111

a.'

218 263 258

22.' 8 .' 7.'

293

u2 34ti 346 368 386 ,1ÌÌ

Cineúa ìa?eÌimdtal Leonel (...) vienâ 2. ' Ex loÊi ç ã o - E m

1965

2, Xxposição-Em

MáÌio de Jesus Saïâivâ TeâtÌo

l-acotdgênse

pois já íâmso CâÌÌos JeÌóniüos

1956

19õ0

1952 Mátio

dos Santos Sa

no e*into

TeatÌo

GiÌ

pois o fam6o dos

a e colàborândo cou da. úodaÌi Iedeução dâde ( . . . ) a t é S a l ã o d e Iestâs dâ S. I R. 3.

1 ."

(') Cjnema ExpeÌimentaÌ Leonel (...) Viana

CãrÌos Jeúnimo dos Sãntos SoaÌès con a e coÌàboEndo Fedemçáo PoÌtuguesa de VoÌeiìoÌ (...) olC ao dtto í,ihút (rússtuLdo, a$,ìm, *ta pote do FerÍodo ú telerír4è aa Voleìbol Pt1o. st'z).

MânuÌ c. A. N.. 263

1 2 .' 1 1 ,'

/+56

c. A. T. N.. 263

I

I

ti


MONOGRAFIA DO BAEÊEIRO

NOTA

II'I P ORT A NT E

(O tsARIEINO CONI'Ì]IÍPORÂNNO> AB&ANG]!RÁI.' VO]-UI]iD, (1fÌSCXI-ÂNEÀ> (FIGUIIASE DO QUAL ITARÁPARTE ]ìACTOSCUÀIOSOSDO BAIREIRO Ì]E YÁRÌ-{STiPOCAS) Jd depai! .Le camposta e xmpresse, ulna grend"e parte do 'presente roLume, 1)erifüjou-se, enl íace d,o ori.gincLl que Íatrtaüt pela conpof, que dte d,e1)úterceder em m,ojísde três cen,ten,&s, nenas (em tirtrLde d.L ex:teüãa íla süa II Pa,rte A VIDA DESPORTM), as cerca de 500 pôgìnB e !êm consti.tuído as f ol.umesalLteriar$. Como tãI fatta (onduziria, entre autros in.com)enientes,à eüçãa de ìrlrl li7)ra ercessi,utuÍLente.rahunoso, quebrando a rmiformidade de ap,resentaçãados dnteÌiares e &Lterand,oo preço Ll. Dp" . t n,.Ié n , t| ' .a t' d ,/r;t ò d .n ," ft tl p 0;s n,p;o oì1u.o n:t);no, ha seu lançanLento ao púbhct), o que 6gral)(ffia, neste o"spectot o rt t.j ús ti zõps s o A u t .;t d o ú t,tp ti a t Òi n l .o o Lrorri sqÌ-sc "

o Autor deir:oú indícadas n( NOTA PREAMBLÍLAR, - este eldboro.l'á,um a tra tol me, que será <O BARREIRO CONTEMPOEÃNDA> III, do qual unstarão taÍÍns as restantes mútérias já rclerencíad,q:sna aladidu, Noto, e actualÍâúd,as,ndo incluíd,{ts fto presente, pelas m()tìros mencionaclos,e (Lind,a<MÌSCELÂNEA, (Figurâs e Fâctos Curiosos do Baüeiro de VáÌiâs Épocas), selecçãa d,e cì'óücús d,a Autor dispercãs peLa ImprenÃa local e regìanal, nas úItimas tTínta e .ìnco unos, e que Ío,zem parte d0, geralmente cllamadu peqvenà históúa, fão curiosu e pitoresca, par rezes, e -trAokrclLa1rlillna, por isso, de ontpar um cúttínl1a, emhaÌ't1nlad.esto,n& Monagrd,füL íLa tet'r( a que,rcspeíta. O A U TOII


ÍNDIC ES


ÌNDICE

DOS

C A P I T UL O S

Àlto Têstemunhode Iìeconhecimento -AcíÌâis A!rNntáção

I VIDA SDRVIÇOS

E

CidadãosHonoÌáriG dô tsaueiro

PÀRI'N

CU]-TUBAL

D RECRXAI'IVA

COLECTIVIDADnS

-

IIGURAS

!r

!,ACTOS

r r -

A nóva BjbÌjôte.r Municipal do Bârreiro (1964) cn]tútaiE (Asso.iaqão Acadéni.a Otsanisnos e Aciividâd€s do BaneÍro Cine Ctúbe do Bvreìro-Secçõas Lle CìtLenúr ití.ettlto ne lm,adares - tln .ínL6ta, bmr..irense bl. Fotosr.liíeSalõd de Arte Fotojr(tfíca do Gruao Dcs FÌoraís Banlú d.Ò Mú.sica (.lo \rÒrtho da CUF-Josas c. D. do cuf) F:tot r:ã) IIÌ-Do Arteànâto Ìocâi às AÌtes Allicadâs e à Pintura aúís p, mfu,i.to ticã (A GtdrLN em Múaeíre é hàbìlnenle .retutarld a,Vècidda BúreiÌa PiLlores de Arte) o Iv-As Grandes Colectividades de CultuÌa e Recrcio -VeÌdadeiÌôs <sucessospeÌâ vontâder (A Socìedade d.e Iútruçã. e RedeÌa B@reireBe <1'.Lbhairos> e a Sa.íe.LaaLe Demo.rtí1ìú Ut .io Búr. tpÌ|. \Fnt..s" ,r) v-Outràs mâis CoÌ€cüitidÈdes de CultuÌa ê liecreio íSod. Filúnóni.a Asrícola Larra.lie ae-Clúbe e2 de NÒre,nbra -úupo Dtmdtico a RecÌedtito kOB Leç6> Gmt)o I)tútuóti.a Iratnqãa e Reúeio <O. CeIt6> GrlLpa Pecreattuo dú Q*ituta dú Lomba - Fresuesia d.e Palhaís: Gtuç,o nè.reattua Utuião íle P@Ihaó 1.' de Autubro So..

+61

13 4t

55


Re 1." Lla De.er"hro-Grupo íìlQmónie Unìão Agrí.olú úedíitra Uniíío Pcnatrens. ) v-O TeâtÌo de Amadores t@ já ìnâ irâdição no BarìeiÌo (AÌsun6 sctores pÌofissjonâjs bârreiÌensès) fO u@rrú .le Arte Drúttttìc., aa Amodor .la RaúeìÌo nas l:olamas tutueI n@ianaL O Tcotro 4mü1or .1o Búreìro Ìúr@eú. dìstbLlruìLloch tstii A Tèdtro tlc Ann!ÌÒÌes La Ft.lrcíid .lc PoUÌíìs Actor.s P/oiÀsrc,í?i) vr liâclos e FisÌms da Vidâ AÌtísticâ c Recreãtlva do BaÌ Olltros Ir'térPr.tcs 1IÍ (lt'tao Ìeira. (Cütcã.o Nd.iornt NdcíúLaL Catueoietistas il1it otrtr.c úrlisLas inrérr)rltes tlntu lIaesLilLú) th CmqAo Lima Cantara E tanbém na Taurônâquia o BâÌrcúo iem o seu Ì€pÌe-

10?

133

15.1 ll A VIDA

P.{RTE DNSPO&'T'IVA

r O <DespoÌtoRei> no Baúeiro e os rÌtigos clubespotllarcs r A fãse inicirÌ dos jos:o6e tomeios lafticuÌar4 de futebol ÌÌr-Os clubes do BâÌteiro nos câhleonatos de futebol (Alsuns ihlorlanles josôs !âúicuÌÂres e outras efehérides deslor-

16? 1ú5

173 ry

Gmndes nomes do futebol qu€ aos clübes do Batejro deÌam Íàfrà e talôtia (Fútabot'istds hrten@cÌo1tab A L).lar tôs rúìar.s (t:.úbes rl.espottaa! loeais: FútcLtoL Ctúbr Bureìrensc. Í,160 FutabÒlCIube e Cr14o DespaÍtbo da CUF -Suplení.r Futabo\stús <lo Bar.ìra qu. íôrd'r à Sele.eiio Nútìanat-A íntemtcionais-A houtros .la.bes, sem a tararL süo .1n .lube\ do Bbrciro húernacín|úLíà pr .Ilthes búreirenses t)ottt tètv U L. t . A. : U' 18i

eh encontÌos de futebol JôsrdoÌes e cÌules do naÌÌeito (2 ilapas c \ìrria: Búrpírctú.s ro rIII intenaciorâis Chqeatuúto '1. ltutuLa.ta FuteltÒl ( Natas Camïn.n tutuÌes) O BarvI '.O Bâsquet€boÌ (O íní.io da modúlüd.Ìe hesta ViIa Lísboa- A ÍLntLçãa dd Assacíacõa tebensa Canp.ão.le cÒm Iocal (1e37), d qút) sa scstuil a Associoliío Di'íriíal, 3ede no Barr.ira (1t/,3 ) vn-Os CÌubês do BaÌreiÌo nos Câhpeonatos DistÌjiâis e Nâcio nais de BâsqueteboÌ @s ancanrÍo! de Sal..9da dd Á. B. S. . tu nÍxel Nsiakat, e olLtras eienéri.Iü) vú-Equipas e josadores do BaÌrciro (pràtiGnente, arenas, do BâreireNe) nos eÍcóntros ihieÌnrcionâis FuteboÌ CÌule de tsâsqueteboÌ v

463

I rsi

20rl 213

22L


Ìx-As

Sed.s Soci.is dos irôs naior€s clubes de6portivos do laÌÈiÌo c seus Pârqu.s de Josos. r,O Gintisìn-Sal. 'L FLteh ol Clarb. E ar r.ìr.]1s. ( 1 95 tt), -.4 | lt nn s .l e t.h tot pdta " a hhür t u no Ct uh. . an1 . r . e . l e n Í e s . l e ! t u a l . Obra.A rctna.I(laçãÒ .lÒ C.Ln.pa D, llunrel .1. llIell.,z A Sc.iti . o GúLásío do Lusa FnLebol CLub., oLtro.btu nalnífica (191f-1!59), .1. .!u. se r.latürL as aatacc.Ì.ntca. ReÍcre s. Ò úen .tuod.sta ini.io do Cl1tb. e .Ieita ,a ütu panío Íle inter rngoaAo sabr. 4 .IdLr (tt(.tu.la eat í1t/uldçõ.. O Cant)a Llú q\htú Pequoa. B-A r.jnonetul( S.tt..: .ta Gnr)a Des parttua dú CUI e at 8.us Púrqr.s d.t JnlJos: Ctrmq ./.. Sdr.rtt Baúb.Lra I EsÍ.Alìo k4tÍre.Ia 4o Sìllab, !-Eonrando ô BÂFeirc € o Desporto NâciorâÌ calârdões Ìecebidos leÌos tr'ês haioÌes cÌnbes desloÌtivos locâis xl-OutraÊ colectivjdades despôftivâs do colcelho do BârfeiÌo-{ÌsuhÈs notâs sobre à sua fundação, modalidâdês lrâticâdâs (Cfu.be d.e Canp.isno da Barrcba e pÌojectos futurcs. Clube Nardl B@teír.1Lse - tluüt6 Futp.brl CÌtbe Gruw lnt.a.l.ar do Bdncbo Gtupa D.trôrtiro .Lo Barr.ira Gl1lpo D6port/ìrÒ tlos Fútoti,irios ctupÒ l)p.VaÌtio aO Indetlendeite, Grttu Destarriao 7-. ne XIaio Gru.pa DeqartttÒ Opertuio Qltinut Clube de D.spoú.as Serrd PinÌo Clrllre do Batrebo So.iedade ColunbófiId Búreirense SrÒrtirat Clr.bè Lerradi.nse. Freg!€6iâ de PaÌhâls: Gtupo Dcst)ortiúa FLtebol Caìn.^e (Os <<Cú.a Vúh.ar) - ONrá,-ìa FLteboL Clnt)a Coi,aús. Sm.toontarierÊe lutebol Cllrb. Spartinlt Clu.be (le PoIlLaiÃ- Otrtros mdis aOtupMantú .lag?Òrtìros . . rx - PÌâtica sè ro EaÌreiro â mâioÌiè das modatidades dê6poÌ[ivãs coiiroÌâdâs (23 d* B1): Ahdebal dc Seto ALlch . Ltto (EalteraíiLísmo,CuULr^ma) A etisnú Basqueíeúal (cap. ü â vrt - Canp&,o (e Counni\n.a) CicÌísmo Collmbofiuú - FLtaI)óI lcap. Í t \) - (;ittl.sti.a - HiEó.tlei an C.mpa (da seis) Jú.la MototizdriÃmo dos (D.s.porLos -lJdruãa (H.jqút:i e,r Pa - Paritilt.n ti1t.s) Pesd! Dcs.roríitn Ec,tú -I'é1tis.]t ifcsa Tbo (I-iro a Chünúa) Vela-Val.ibol . Xã1lrw

xÍÌ xlv-

DespoÌtoCo{roratiro DesloÌto Feminino

xv-Josos de SaÌâor lliho-Damâs \ãdrez xu O Josô dê Chinqrilho e os srupos qre o prâtìcâm: (i//p, Spart ClìnquíllLa tilrilío I Ae AhrìÌ Laltldieúe GrnW Íl,e Clritú!ütlLa kSlerNü?, Fí.ò, G/rpo Sr,tí ChúÌquilh.Ò Ukiãa t." .le AsosÌo Paben,e GrltL)o Cnii'|úUú \IotÌ.rna <O 1..

463

22s 2?3

211

29L 34.1 i.19 35lj


de Jú@ìfo Búrairanse, cnp. Chìn.tuilha Palme;rensa Gtutu Reúeútìto 15 d.e Agasta

36'7

xvr

Outras Môdàlidâdes Deslotieas intìoduuidss no BãÌreiro (não rÌâtjcâdâs actuâÌnente):- AerohodeÌismo Badmin, ton Bo\e ÌIóquêi or Caúlo (De onze) Polo Aquático (Water !olo) Iìâsueìi . xvÌrros Jocos Juvenis DesÌroltiÍos- Uüa orsanização inédita no nosÉóPâís, iançadâ leÌo BárÌeiro em 1964 Sob a ìhfluôncia do lrestígio e da loluÌ.Ìidade

III

3?3 381 398

P A R TE

ASSOCIAÇõES HUI{ANITÁRIAS CÀpÍatrÌ,oúNrco -{s corporâçõesde BombeiÌo6do 3aÌrcìro-Aìguhàs notas sobÌe a sua prosÌes6ila vâÌodzâção. 1 AssoeiaçãoHuhânitária dos BóhòêiÌos Volurtários do SuÌ e Sueste (23-VII 1894). 2 - CoÌlo dê Bonbeiros da CompãnhiâUniãô FabÌjl (21-II-1911). B Corpo de SâlÌâçáo ?ública do Co hcêlìo ' lo BaÌ Ì c jÌ o

( 22- v l- 1931)

401

IV

PA RTE

Q,lpiruÌjr úNIco A Imlrensâ do Daneiro âcusa num pe odo dê quâlerrâ xnos (192t-196í) npenas coh breve intêÌEgno - úm int€ressante desenvolvi mento. Reìaqão dss Ìrublicações peÌiódicas e oúüeÌos únicos, edltados no Ba feit., dps dp o opu J ì r iDê: "o jor nãÌ ( 1 8 J 3 , â r - è o _ - s p 1 i e d à l á

419

x{âis tdunfos (eh 1968) Ìrara o Teatn tàm€nto à I Pârte Câpítulo VI)

443

de AD1âdoÌes do BarÌ€iÌo

(Adi

A.olações e CoÌrisenda:

BârreiÌo-Nota

imloltahte

464

,158 465 457

I


DA s

iN D Ì c E

GRA V URA S

Btâsão dê Àuas da Vilà do BâÌrcúo Bibliôtecà Municilal do BârleiÌo

jnfântiÌ no Cin€-Clubedo tsàÌÌeiÌo . Aspecto de seÉÉão VitoÌ Cârd6o Augusto CabÌiia nâ rcdasem de @nâ dum filme Àugusto Câbrita filmândo @ Diu (en 1961) I Josos ÏÌo!àis do G. D. dã CUI'. Dntr€sâ de lrémios I{aDa

Helena Bóia cu€heìÌo

15 21 2ii 28 29

Jonô Libê!âi Coaria A râ da d p músi, z do C. D. d"

.t

F

31

Tenen|e Doninsos Fenandes Canhão Sonre6oito dr VÌ Exlosição Filâtélica do BaÌrejro (1963) ÂÉpecto da 1 E$osi{áo FilatéUca do BarÌ€iro (1955) Áslecto de Dilosição dÊ Lavores no l-nso F. C. (1950) Sanios Câbânâs Painéis dos ]rlades e d3 Reliqlià {xiÌosravuãs de Câbanat

O pjìtor qrérico MaÌiÌho Amando da Sitva Pais, num desènhode Mâriúo TaleqaÌjâ

hu?âÌ

dè Célia lìaloso

(19,14)

Caldas

Naesiro n{anueÌ Ribeno A sedc dá Soc. Inst, . ÌecÌeio nâÌrcircìse ((!enjcheiÌost Asleclo da ceÌimóniâ do ìançaü eìto da 1,' pedrà !aÌâ o noÌo Salão de Festas dos (Peìjcheiro$) (1948)

Alçadô do SâÌão de nestâs dâ S. L R . B . aestlo AtfÌedo Reis de Càrvâlhô S ed e d3 Sor ê da de Dem oc , il. ! a

Unijo r ì a, . e/ en " e

A Soci€dâde(à S. D. U. ÀÌfrcdo Àntóriô Boliìa

1165

34 !ï .14 ,18

50 51 52 53 5'i 58

68 7A '12 74 80


Cala d€ lrogramâ do 92.. âniversírio do S. I. R. B, e dâ S. D, U. B. A Coqissãô Pró-TerÌeno dá S. F. A. LaÌrârtÌense -4 nova sede da S. F. A. l,avradiense Placã comehomtiva do Centênário da S. F_ A. L. D. JoÈé Mãria de CároÌno LoÌro e FjgneiÌo! Crb l.ma uo . l , . ê 2l dê No. "- br n Postâl Artistico dos Josos lÌorâis do C. 22 N. (1924) João Azevedo do CaÌmo DeseÌlo dâ cabcça dê Beethover, por A, Mârjnho -4. Sede dÒ Grupo Dramático e Rêceio rcs Leçâst À Sede do cÌuDo Dramático i.sttução e R€crejo 31 de Janeiro <Os CeÌrâs, jur€nil do GÌulo RecÌ€Ètilo dâ Quinta dâ Lomba A onàÌcho ÌIetcllanó Mârinho viriÈ'o J "ã, ld m dê Ál^. , ] J Aspecto de ìhâ cena de (A RâiôeirD Aspêcto de um. cênr de (Câíram do Cé! Três Anjos' . cena finâÌ rlo <Auio da Conrradecidâr Áctor ttálio P€reüâ . A,rÌ: \ ' nr Vaz IÍâestro !-erÌeÌ Trindade Áslecto dâ <Pârâda do6 Ârtistas BarÌ€ìr€nsee) (1945) Xloniz Trindade f"r 'd nd o F inr d IÍâÌiâ dê LouÌdcs Rêsende

Plínio Sérsio Á cantoD Dulce Câbdtâ Á maestÌjnâ Natéfcia Couto Ìegèrdô oquestrâ Naiórcia Couio à s€Ìêtária de trabàiho o fouÌeiÌo Arhàndo SoaÌes -\ntjsâs ìigãs de deslol|o e cÌubês polrlâres bãheirenses . O àntigo e o actuâl enblema do F, C, E. Urì cnrioso docndento fìnanceirô do I. C. ts. fÌosrâna dâ 1,' lisita do S. L. e Benficâ ao BarÌejro Pro$ânâ dum toÌneio de fuiebol no BâÌrêib, eh 1923 JoseLito ro SaÌão de HonÌa do !'. C. E,

,

-

.

A €quila do r'. C. B. ÍinaÌiêta do CÈmp€onâtode PoÌtugâl (1929/30) A equira do F. C. B. fjÌaÌistâ do Camleonato de PoltussÌ (193t/34) À equila do G. D. dâ CUF vêncedola do Cán!@nãto Nacionai ds II Divisão (1953/ã4) Umâ equjpâ do l,uso I'. C., nâ lI Dn'ìsáo NácioraÌ . Grândêdefesade I'!âncisco CânaÌa, no joso Belerenses Brn€irens€, Ìeâlizâdo êh 2a-Y-1933 ),Íanu"l So" o va"qu"" Azevedo,

/,66

8Ì 8b

s? 88 90

96 9'l 99 100 102 109 174 722 124 1?6 130 131 134 1il9 144 144 Ì46 148 1r0 152 153 754 160 164 166 169 IA 772 77i-

1a1 182 18ô 189 189 191 192


o \r.lu"rato jja " o. t . . , B- . . r êir r . . " Nov"n,b,o qF a:c EnbÌ.ma d3 ânljgâ Associâção de Bâsquetebol dô ]laÌreir.o A 1." câtosoÌia d€ lâsquetenol do F. C. B. (É!oca 19N1/:lJ) , Equipâ Ìepresenativa do !, C, Bànêìi€nse. Câmp€ão Nacioìal de Bâsqtelebol (é!oca 1957/58) (Fèsta do6 Campeõe$ no Ginásio-Sede do F. C. B. en rE X-19õ8 . Irâncisco Augusto Nures de YascoìceÌos O F. C. BaÌ'eiÌ€Ìse eh lisboa Câhrrãl de Ì9i.1 Prpel e €nleÌôpê timbrâdo do I. C. BâDen-ense cm Lisboà (1932-il'7) Iaqu€tâ do ediíicio do Ginásio Sede do l.. C. BrlreiÌensc . ÌnatrgtrÌaçAo dô nôhê da Rua do !'ütehol Clube 3arÌeileìsê Nâ inâtrgurâcão do Ginásio Sedè do F, C. I,. Un asÌrecLo do !únlico iurto ìo nd :l:.io Fdc+irLíle dz 1." pás. de O Barrciterc.'de ,0 V 1966 O dísiico luninosó do I'. C. BàrÈirênsè, no cúnhrÌ do ediÍício do cinásiô S€de Ui ."bê .ro do í' ànpo D, llâ, r Fl 4ó \ l"llo Eduardo José dê AÌheidã I'ernândes do âssêntãmento da 1.'Dedra pâÌâ o Ginásjo do i.nso l, C. ^Êpecto Á sêde do Luso F. C. nâ Avenìdà Marechal CâÌrìonâ Áspecto dô SâÌãô, Câfé e 3iÌhâÌés do l-uso F. C. -4.s!ec[o do Câm]ro da Quüta Peqnena, do Ì,usô F. C. No antiso Eaino dâ C. U. l'. (Junto do srânde côhpÌeÌo indlsLrial) AÊpeclo !ârciãl da Jâchâda pìincilal do G. D, dâ CUL PÌâno das Noms InstaÌações Dê6portiïâs do G. D. da CUF tstádio <Aifredo da SilvD. - Aslecto dâ tÌibuna trcsidenci.Ì, no diâ da suà

2n 246 247 20E 215 2:lS 211 232 ?13 23i 24ll

24r 242 214 246 2b0 2õ1 2õ:t :á5 2õI 260 2$5 2tJ'1

nstádio <AÌfredo dá Sihãr-Áspeclo do recinto dc josos e das |ancâdâs, no dia dâ inâueÍuraçâo, ì ch€gâdâ do Chefe dô Dstâdo Á Pista de ÀtÌetj6mo do G. D. dâ CUF (.ÌrÍnjô sráfìco d€ notíciãs dâ Inrrcnsâ) Grupo de hâÌterofilistas Áspecto do 1.' AcampaheDtô de AbeÌturr do G. D. dâ CUI, cm Coirâ . UnÈ exlosição de nãteÌial de caüpismo no LusD L C. Joàquim Eeüândes CÌasses de Girástica do F. C. aaÌrcirense no cinásio-S€dê Pro!âs hílicas no Cânro <D. xÌanleÌ de MeÌloD Classe irfantiÌ de Judo do c D. da CLF no Xsládio (Alfr..lo da SiÌvâ, Nâ <Tráressia do BarÌeiÌo a Nado), en 1028 Ásrecto da PÌaia do BàÌreiro, na é!mâ balneâr (1940) -4 !Ìimeim equipa de Hóquei em Patins do G. D. da CUF A equipâ de Hóquei eh ?ãtins do C. D, dâ CUF, câmleã nâcjonaÌ €D 1965 - l"r'.,io .âs aUF d o R, o 40 C. n, . i Umâ das pÌimeims equiÌJas de Ténjs do c. D. d,ì CUF .d.in'fo Pirro. ,a hlPEo de Tir o O (Curiosida.le>, antigo lâÌco campeão de VeÌâ do aaÌÌeiro

46i

2ti9 ,71 294 300 !01

t05 308 31jj

ì1Í 319 t20 B2il 324 331 335


O <Bàrrcn'enser, ou|Io naÌco câD4reáo .ie Vela . l]lâÌra do sector do eÉtuário do T€jo jndicân{Ìo o hâhitu.l lercurso .las rêsrras dê V€la orgânizâdâs peÌo Ctubc Nâval BaÌrêjrêns. (ltupo De6lortÌÍo dos FerroÌiáÌjos do BaueÍo - C.rìleões nâ.ìonajs côr!ìor:âtivos de EasqueleboÌ d€ 19ú5 Bâsquêlêbol Feminìno Época de 1963/64 -_{ e{Ì!j!â fetniDina de Bâsquetehoi do G. D. da CUF, camreã distÌital de Serúbâl . Nâ Sede do G. D. dâ CUF-Asp{tô de uha siNntâreâ de ttâdrez (eh 1962) Á Sedc do Ghro de Chinqujlho Unjáo I de ÀtÌjl l-âvÌâdieÌse . No SsÌão-Ba! dô CÌupo de Chinquilho <Seh!ïe I.ixo

Á l\ ar o í ì n o Á!s!êto ?eÌeiÌa Vâlègâs úh âspecto dà ceúìóniâ do ..ceÌrahènto dos I Jogos JrLverjs do Bârrêiro lilmlÌeha dos Jogos Juveris do ÌtâÌreiro Uh gÌupo de jorens atÌetas do F. C. tsârÌrhnse ìo festjaaÌ .le encerrâhênto dos (Josos Juvènis -1964t LÍrn honÌoio docnÌnento (.Ìo CÒmité Otím.ltie partLsnês) rarà a orsarizâqão .los Josos Jlvenìs do BâÌr.iÌo Josos Juveìjs de 1968. Na Pistá dê AtÌeiisìo do Estádio (Al1Ìedo da !iÌva> Joaos Juveli6 de 1968. Provâs de Nats<ão nã piscirâ do Clube NaÌsÌ S€iubalensê . Pêla Ìrrinejrâ !€z no Baheiro e nôs Josos ,IlveDis locâis: CoÌridas eh Irâtjns Homens de (Yidâ poÌ YidD: Alherto Teix€iÌâ BmÌo Os Bombeiros Voluntários dó Sul e Sueste do narreih desfilãnilo eh 19-3.1, no PoItô . Sede e QDârtel dos BombeiÌos Voturtírios ruís GueÌÌeiro, enlrèsado dâ C. LÌ. F. Qu aÌte l N. . 2 dos Bonì eir ôs dâ c . li. F . d o B a Ì Ì e j r o Jorrje SobÌâÌ, 1.' .onandânte dos BômhejÌos do Corlo de Sàtvaçáo púbÌìca .lo BaÌÌeiÌo , Um aslecto do nâter:jal dc SeÌvilo de Sâúde e do Scryìço de Incên.tios do .. S. P. oo 8ar * ê' - o xlânuel Áltório dos Sartos (18?1-19ì13) O cab€çalho (rêlrodnqão reduzida) do 1-!, númem d€ (O Penicheifo) (19ríi) O câbecàtho {reprodrção Ìeduzjda) ,to 1." ìúmcÌo de (O l'lancê$) (19;10) Aníbal Per€Ís Fêrran.Ìes À 1,' págjna {Ìelroducão re.ìnz a) do 1., númcro .ìe <O

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A caleçâ (rcproduçãorcduzi.lâ) dô 1.. númêro {te (O tsârreiÌo' (19:t2) -4. cabeqã (ÌepDdução rêdüzjdâ) do !., 685, dc 2s-II1 194e, de (O tsaDeno> (rcprodução r€duzidá) do 1., ìúÌrero de (O Po}o .1o BàÌroirc) (1s!4) -{ caneçâ llarüel dâ Costa lisu€irâ, ïurdsdoÌ e 1.' dlrerlol Jo (Jomâl do Ìlârreir.) A caìeça dô 1." número do (JoÌnãl do BarÌciÌor (25-V 1950) SiÌhueta,., PÌeiâ'mar, enrollcìdo a oÌl! dÒ Bdr€no An|iso Os intéìÌrretes dâ pecâ (João càbfi€Ì BorÌmaD, no T.atro d. ïÌindad.,

429 4j0 ,1r2 4r4 .13t 4ll

411

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o!.â foi côhposta e rmpress. Boa NovÁ, L Irttr

na GtÁrlcÀ

Rua AlÌ'es Tolao, 2--L iendo t c r ninâdo n o d i . 2 8 - l v

listsor 1969

Barreiro Contemporâneo Volume II parte 2  
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