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Jornal

jornalmetropolitano.diocese@gmail.com

Ano 6 - 39ª Edição - novembro/2013 - Órgão oficial de Comunicação da Arquidiocese de Uberaba

Arquidiocese prepara encerramento do Ano da Fé

Monsenhor Valmir assume Catedral Após 24 anos, a Catedral Metropolitana tem um novo pároco. Desde 18 de outubro, Monsenhor Valmir Ribeiro assumiu a direção da Igreja Mãe de Uberaba prometendo ampliar os trabalhos pastorais na área central. Página 05

Simpósio Teológico

Com o intuito de aprofundar os estudos na fé, o Instituto de Teologia São José promoveu o II Simpósio Teológico. Os alunos do quarto ano aproveitaram para apresentar seus trabalhos. Página 03

Novena de Natal

No próximo dia 24 de novembro, na Festa de Cristo Rei, uma grande concentração arquidiocesana marcará o encerramento do Ano da Fé em Uberaba. Estão programados momentos de louvor e celebração eucarística, no ginásio Marista. Proclamado por Bento XVI, o Ano da Fé propiciou aos católicos renovar seus compromissos de cristãos e conhecer melhor os documentos do Concílio Vaticano II que está completando 50 anos. Para Dom Paulo Mendes Peixoto, a fé do povo tem caído no ostracismo, na falta de compromissos e foi reagindo contra isto que a Igreja debateu o assunto nos últimos doze meses. Página 07

105 anos da paróquia da Adoração Perpétua

A comunidade do bairro Mercês comemorou em 18 de outubro os 105 anos da paróquia da Adoração. No passado a igreja chegou a ser matriz de Uberaba. Página 09

Tapira ganha capela de Aparecida Por ocasião dos festejos em louvor da padroeira do Brasil, a paróquia de Tapira inaugurou capela em homenagem a Nossa Ssenhora Aparecida. Ela fica numa região serrana, próxima à cidade. Página 04

Arquidiocese EJC em on-line Sacramento Está em processo de implantação o Sistema Integrado de Escrituração Digital na Arquidiocese de Uberaba. O sistema vai facilitar a vida das paróquias. Página 03

O primeiro Encontro de Jovens com Cristo em Sacramento reuniu mais de 50 jovens. Ele ocorreu na paróquia de Nossa Senhora da Abadia. Página 08

Dia Nacional da Juventude Cristo Folia 2013

A novena é uma das melhores maneiras de preparação para o Natal verdadeiro de renascimento do Cristo em nossos corações. Você integra algum grupo que fará a Novena de Natal? O que está esperando? Página 09

Rapa do Tacho Esta edição traz um segundo documentário do bispado de dom Alexandre. Nele, padre Geraldo Magela, fala sobre a “rapa do tacho”. Página 12

Cerca de 1.500 jovens da Arquidiocese de Uberana participaram do Dia Nacional da Juventude. Organizado pelo Setor Arquidiocesano da Juventude (SAJ), o evento teve início com missa presidida por Dom Paulo Mendes Peixoto, em seguida, com os shows das cantoras católicas Jake e Adriana Arydes, além de palestras. Dom Paulo ressaltou a importância do jovem missionário na igreja, e que eventos/encontros como o DNJ, buscam conscientizar o jovem a levantar e ser fermento da palavra de Deus, em suas famílias e comunidades.


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artigos

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Editorial Queridos leitores, Estamos entregando a vocês mais uma edição do Jornal Metropolitano, que vem com muitas notícias de nossa Arquidiocese. E não só notícias dos eventos, das visitas pastorais, das paróquias e suas datas festivas. Nossa equipe tem sempre a preocupação de inserir matérias de formação cristã. Precisamos crescer no caminho da fé. Fé assumida, renovada, fortalecida a cada dia de nossa caminhada. Neste mês, estaremos encerrando o Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro do ano passado. Um convite de Bento XVI para uma retomada enérgica e responsável de nossos princípios cristãos, firmes na fé, corajosos discípulos de Jesus Cristo. Novembro traz também, em seu início, duas datas religiosas muito conhecidas: o dia de Todos os Santos e o Dia de Finados. Todos os Santos. São muitos? Incontáveis. Aqueles que foram assim declarados pela Igreja. Santos que aprendemos desde muito cedo a cultuar, a pedir graças por sua intercessão, a implorar proteção. No entanto, há muitos outros desconhecidos, anônimos que trilharam o caminho do bem, que se dedicaram a seus semelhantes, que doaram sua vida. São santos também, embora não saibamos seus nomes. E o dia de Finados? Muitos de nós nem gostam de lembrar, pois vem a dor, a saudade, a tristeza. Entretanto, a fé nos diz que os mortos vivem e integram conosco a Igreja de Cristo, que está na terra e na eternidade ao mesmo tempo. Ao encerrarmos novembro, entraremos no tempo do Advento, período litúrgico que nos prepara para o Natal, o encontro com o MeninoDeus, em sua simplicidade e grandeza. Se ficarmos atentos, perceberemos que nossa estrada está pontilhada de encontros, de bênçãos, de descobertas, de lembranças, de alegrias, de tristezas, de esperanças. Bom mês de novembro para todos nós.

Finados hoje Chegamos a mais uma comemoração do dia de todos os falecidos, com a celebração de Finados. É oportunidade de lembrança de nossos entes queridos que já foram chamados para a eternidade. Por isto, nosso povo tem o tradicional costume de visitar os cemitérios para rezar, oferecer flores e demonstrar seu carinho por quem fez parte de sua convivência. É a expressão da marca da saudade. Para os que acreditam, é o passo definitivo para a vida definitiva. A fé cristã nos dá a dimensão da ressurreição, de um caminho sem volta e para sempre no amor de Deus. A vida, depois de um percurso temporal, passa pela morte chegando a sua plenitude, onde não

haverá mais luto, clamor e dor. Será uma realidade de felicidade total, quase que humanamente incompreensível, porque a vida não termina aqui na terra. Sua dimensão de eternidade é causa dos sentimentos por algo que está além do simples vazio e da realidade da perda. O ser humano é uma totalidade, tanto de espírito quanto de inteligência, tendo o coração como o centro de suas relações. Ali está o dinamismo, o sopro ou a força vital. O “espírito” indica a interioridade consciente, as motivações para a totalidade. O cume de tudo isto está em Deus, isto é, na sabedoria divina. O Dia de Finados tem uma implicação de fé. É sua identida-

de, com base naquela expressão bíblica que diz: “As almas (as vidas) dos justos estão nas mãos de Deus e nenhum tormento as atingirá”. Com isto ligamos Deus com a justiça praticada pelas pessoas. A eternidade em Deus supõe a prática da justiça na terra. Os seres sem Deus secam e morrem. Por isto, temos que fazer novas todas as coisas. A fidelidade aos princípios da justiça e do amor leva ao novo céu e à nova terra, onde não haverá mais hostilidade e injustiça. Numa palavra cristã, o novo proclamado é a santidade. Visite os seus falecidos, suplicando ao Pai, na certeza da Ressurreição, que gozem da imortalidade, na alegria e na paz. Viva na

esperança de uma vida melhor, mesmo tendo que enfrentar situações constrangedoras e de morte. A morte em Cristo sempre se transforma em vida.

tude deve leva-nos a escolher o bem e amar a verdade. Isso, em vez de nos afastar de Deus para conquistar a independência, nos leva para mais perto do Ser que nos ama de modo infinito. Peço licença para transcrever um oportuno trecho do Catecismo da Igreja Católica: “Na intimidade da consciência, o homem descobre uma lei. Ele não a concede a si mesmo. Mas a ela deve obedecer. Chamando-o sempre a amar e fazer o bem e a evitar o mal” (CIC nº 1776). Para nos tornarmos uma criatura harmoniosa, interiormente pacificada, temos necessidade de respeitar o pai. Só assim é possível ser feliz. “Honra teu pai e tua mãe para que sejas feliz”(Ef 6, 2).

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo Emérito de Uberaba, MG Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo da Arquidiocese de Uberaba

SEREIS COMO DEUSES O espírito do mal seduziu nossos primeiros pais com uma conversa, que hoje se poderia chamar de propaganda enganosa. Comportou-se como um bom marqueteiro para obter um desvio de conduta. “Deveis desrespeitar a ordem divina, porque ela vos impede de serdes iguais a Ele”. Javé, o Criador, apareceu na mente do casal humano, como o suprassumo da felicidade, do poder e da sabedoria. Não faria mal uma pequena inveja. A ideia de querer ser semelhante a Ele (além da semelhança com a inteligência e a vontade), também no poder e na autoridade, é uma tentação irrefreável. O Pai, como arquétipo da reta ordem e da lei, não deve impedir a realização

plena do ser humano... É preciso assumir os próprios destinos e não se amarrar em prescrições inibidoras. Para conseguir isso, é necessário, antes de tudo, “assassinar o pai” e fazer suas próprias leis. É por isso que hoje em dia virou moda querer ser agnóstico ou ateu, em certos círculos. “Non serviam”. Buscar a ciência e o conhecimento poderia parecer uma audácia intelectual, um desafio ao Pai. Mas a Escritura estimula justamente o contrário: “Dignaivos conceder-me sabedoria e inteligência” (1 Cor 1,10), dizia Salomão. A “ciência do bem e do mal” é desejo do Criador. Segundo a vontade do Pai Eterno, devemos juntar a inteligência à busca do discernimento. Tal ati-

Padroeira do Brasil Centenas de fiéis participaram na rotatória da Avenida Santos Dumont, no dia 12 de outubro, da missa campal que marcou o encerramento dos festejos em louvor a Nossa Senhora Aparecida, na Paróquia Santa Maria Mãe da Igreja, em Uberaba. A celebração foi presidida por dom Paulo Peixoto e concelebrada por monsenhor Geraldo Majela. A cerimônia incluiu também a apresentação de um grupo de crianças que prestou homenagens à padroeira do Brasil. A festa de 2013 teve a fé como tema central. Fé que foi a tônica durante a procissão e coroação da Virgem Santíssima, com os devotos cumprindo promessas e pedindo graças.

Amabile Pierroti - PASCOM

Expediente Órgão oficial de comunicação da Arquidiocese de Uberaba Praça Dom Eduardo,56, bairro Mercês, Uberaba - MG, CEP-38.060.280 E-mail: jornalmetropolitano.diocese@gmail.com Assessor PASCOM: Monsenhor Valmir Ribeiro Jornalista Responsável: Rubério Santos - Mtb: 4.384/MG e-mail: santoruberio@gmail.com Editorias : Rubério Santos e Francine Moura Revisão: Amabile Pierroti e Luiza Nogueira Direção Comercial: Miryam Pereira / 8819-5636 – e-mail: miryamgap@gmail.com Impressão: Imprima Editora e Gráfica Diagramação: Alex Maia 9969-4028 – e-mail alexesmmaia@gmail.com Distribuição: 20 cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba Tiragem: 10 mil exemplares

25 anos de sacerdócio Novo reitor do Seminário de Teologia São José, padre Geraldo Maia completará em 08 de dezembro 25 anos de sacerdócio. Doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, na Itália, atuou como pároco nas paróquias da Imaculada Conceição, em Conceição das Alagoas, de São Sebastião, em Pedrinópolis, de Santa Teresinha e do Santíssimo Sacramento, em Uberaba. Marcando o jubileu, haverá Missa em Ação de Graças, no dia 08 de dezembro, às 11h30, na Paróquia do Santíssimo Sacramento (Adoração).


arquidiocese

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Instituto de Teologia São José realiza Simpósio

A vida intelectual deve refletir a vida eclesial. Não se pode ser católico sozinho. Já dizia Tertuliano: “É necessário pregar, convencer outras pessoas, levar a Boa Nova. Só assim se poderá aprender de fato”. O coração da Igreja e da vida intelectual deve pulsar nos mandamentos ordenados por Jesus: “Vinde a Mim“ e “Ide e ensinai”. Nesse sentido, mais uma vez o Instituto de Teologia São José, onde estudam os seminaristas da teologia, realizou o Simpósio Teológico, dando sequência ao realizado no ano passado, quando se destacou a temática da Fé, sobretudo nos documentos conciliares do Concílio Vaticano II. Este ano a abordagem da Fé foi pautada nos ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica. Na primeira noite do Simpósio, houve a abertura feita pelo Arcebispo Metropolitano Dom Paulo, que exortou a todos a partici-

parem todas as noites e parabenizou o Instituto de Teologia, bem como o Seminário São José pela realização do evento. O primeiro conferencista foi o Padre Dr. Geraldo dos Reis Maia, recém-chegado de seus estudos em Roma, atual reitor do Seminário São José. Pela primeira vez, após seu doutorado, fez uma conferência em nível arquidiocesano. O tema abordado foi A Fé em si mesma, a partir do Credo, apresentado no primeiro capítulo do Catecismo da Igreja católica. Na segunda noite do Simpósio, houve duas conferências proferidas pelos seminaristas do último ano da Teologia. Leandro Santos abordou a Fé celebrada, com enfoque nos Sacramentos da Iniciação Cristã, e Gustavo Fernandez Cortez, a Fé vivenciada, pautada nos dez mandamentos da Lei de Deus. Na terceira noite, o conferencis-

ta foi o seminarista Hélio Marcelo da Silva, que apresentou a Fé orada, pautada na oração do Pai Nosso. Como no primeiro dia, todas as conferências tiveram como base o Catecismo da Igreja Católica. Ao término do Simpósio Teológico, houve um momento celebrativo e de envio.

Durante as noites do Simpósio, foi grande a participação de fiéis das várias Paróquias de Uberaba, bem como de movimentos e pastorais, de seminaristas e de padres. Seminarista Douglas Araújo 4º Ano de Teologia

Arquidiocese de Uberaba realiza assembleia do COMIDI Foi realizada, no dia 19 de outubro, das 14h às 18h, no Salão da Paróquia do Santíssimo Sacramento, em Uberaba-MG, a I Assembleia do COMIDI (Conselho Missionário Diocesano). Para esta assembleia foram convidados representantes dos COMIPAs (Conselhos Missionários Paroquiais) das regiões pastorais, representantes das pastorais e organismos das comissões pastorais arquidiocesanas e representantes dos religiosos (CRB). O objetivo central desta assembleia foi aprovar o Estatuto do COMIDI e compor o Conselho. Estão programadas para 2014, formação para o COMIDI/COMIPAs e também articulação para implantação da Infância e Adolescência Missionária na Arquidiocese.

Arquidiocese atualiza sistema e atende exigências da Receita Federal A Arquidiocese de Uberaba deu início neste segundo semestre à implantação do Sistema Integrado de Escrituração Digital. A modalidade possibilitará o atendimento de exigências da Receita Federal. O sistema foi apresentado ao arcebispo e ao clero arquidiocesano em reunião na Cúria Metropolitana. Na ocasião, os diretores da ORGSYSTEM detalharam a operacionalidade do sistema que inclui tarefas administrativas, contábeis e de pagamentos. Segundo o diretor comercial

da ORGSYSTEM Reinaldo Cintra, todo material digitado na paróquia chega imediatamente à diocese via on-line, formando um único banco de dados. Esse fato, diz ele, possibilitará à Arquidiocese atender as novas normas da Receita Federal, a partir de 2014. Os equipamentos já foram instalados na Cúria de Uberaba, restando agora a integração com as 58 paróquias da Arquidiocese. A partir de 1º de janeiro, o sistema estará funcionando 100%. Rubério Santos

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Agenda novembro 02 – Finados 03 – Todos os Santos 05 – Reunião do Conselho de Formadores – 9h 06 a 08 – Encontro Nacional de Bispos e Assessores da Pastoral Familiar – Cuiabá-MT 08 a 10 – Encontro do GREBICAT 09 – Encontro com os Coordenadores da MECE 10 – Retiro do EJC 11 – Reunião do INBRAC 12 a 14 – Assembleia do CONSERLESTE II (Belo Horizonte) 15 – Dedicação da Catedral 15 a 17 – Encontro dos Diáconos Permanentes – Leste II 17 – Formação de Catequistas – Região Prata 22 a 24 – Assembleia Regional Leste II da Pastoral Familiar 24 – Solenidade de Cristo Rei – ENCERRAMENTO DO ANO DA FÉ 25 – Reunião de Professores do Instituto Teológico São José – 14h 29/11 a 01/12 – Visita Pastoral na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo -Prata 30 – Encontro com a Equipe da Campanha da Fraternidade

Leigas Consagradas No dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, nós, consagradas, nos encontramos novamente para o dia de formação. Como acontece bimestralmente, nos reunimos em nossa casa, na Rua Conquista, 87. Graças a Deus, agora temos nosso cantinho onde podemos nos reunir para formação, confraternização e celebração. Nesse dia, tivemos a alegria de ter conosco nosso Arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto, que refletiu sobre o ano da fé, a ser encerrado no dia 24 de novembro, festa de Cristo-Rei. Ele nos falou sobre o Concilio Ecumênico Vaticano II que está comemorando 50 anos, sobre os Documentos pós-conciliares e o Catecismo da Igreja Católica. Tivemos também a alegria de ter como celebrante da Eucaristia Dom Aloísio Roque Oppermann, nosso Arcebispo Emérito, e também nosso Assistente Espiritual. O encontro terminou com um delicioso almoço, com a presença de Dom

Paulo e Dom Roque. No dia de nossa Consagração, prometemos viver o mistério da unidade da Igreja particular de Uberaba, vinculada ao Pastor e seu Presbitério, em espírito de serviço e disponibilidade. Por isso, cada uma de nós, em sua Paróquia ou Comunidade, assume trabalhos pastorais, participando também de alguns movimentos da Igreja, colocando-nos disponíveis a nossos Párocos para servir no que for possível.

Sentimos muito a falta de nossa irmã Teresinha Lira, que partiu este ano para a eternidade. Ela foi a primeira consagrada de nosso grupo. Nunca vamos esquecer sua alegria, suas piadinhas, sempre animando e alegrando o grupo. A ela nossa gratidão e nossas orações. Temos certeza de que lá do céu continuará intercedendo por nós e por nossa Igreja de Uberaba. Hilda Maria de Jesus


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paróquias

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Paróquia São Geraldo Majela recebe visita Pastoral de Dom Paulo A paróquia São Geraldo Majela, situada no bairro Alfredo Freire, recebeu a visita pastoral do arcebispo metropolitano Dom Paulo Mendes Peixoto, no período de 04 a 06 de outubro. No dia 04, Dom Paulo iniciou suas atividades visitando escolas e a creche do bairro. No período da tarde, compareceu à secretaria paroquial onde conferiu a documentação administrativa e deu visto nos livros de registros. O dia encerrou-se com a adoração ao Santíssimo e missa às 19 horas. No dia 05 pela manhã, visi-

tou os enfermos, a comunidade das irmãs Jesus Maria José e celebrou nas comunidades rurais de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Lourdes. No domingo, dia 06, sempre acompanhado de padre Ricardo Luiz, Dom Paulo celebrou pela manhã na Matriz e na comunidade Nossa Senhora da Abadia. À tarde reuniu-se com o Conselho Administrativo Paroquial, o Conselho de Pastoral Paroquial e os Agentes de Pastoral, quando foram apresentadas todas as pastorais. Na ocasião, o Conse-

lho Administrativo apresentou os novos projetos que serão desenvolvidos na comunidade. Foram destacadas: a construção do salão paroquial e de salas de catequese, e a instalação da comunidade Nossa Senhora Rosa Mística que atenderá o Conjunto Alfredo Freire III e, futuramente, o Conjunto Alfredo Freire IV. A visita findou com uma confraternização de todos os Agentes de Pastoral com o pároco Padre Ricardo e o arcebispo Dom Paulo. Gilmar Reis

Inauguração da Capela de Entronização da imagem de Aparecida na Comunidade São Paulo - Paróquia São José Nossa Senhora Aparecida

A pequenina imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, por onde passa e onde chega causa muita emoção e arrasta uma grande multidão. E não foi diferente para nós da Comunidade São Paulo Apóstolo, no Jardim Maracanã. Ela chegou para ficar como nossa copadroeira e trouxe consigo muitos fiéis que se emocionaram com o gesto de tamanha devoção. A pequena imagem fac-simile (réplica da original) veio diretamente do Santuário Nacional de Aparecida/SP, trazida pelas mãos de nosso querido pároco Padre Rogério. No último dia 06 de outubro, ela chegou na igreja Matriz de São José onde foi celebrada a santa missa e, em seguida, saiu em carreata, em direção ao Bairro Jardim Maracanã, em um bonita berlinda, cedida gentilmente pela Prefeitura Municipal de Sacramento/MG, acompanhada por mais de 70 veículos entre motos, carros, caminhões e até mesmo o caminhão do Corpo de Bombeiros de Uberaba. A imagem da Santa percorreu todo o bairro e foi acolhida

por centenas de fiéis que a aguardavam emocionados. Houve muitos fogos e manifestações bonitas do povo que a esperava do lado de fora da capela. Era possível ver no rosto dos fiéis a felicidade de ter Nossa Senhora Aparecida tão pertinho deles. Assim que o Padre Rogério abençoou todos os veículos, a imagem foi entronizada solenemente na Capela São Paulo Apóstolo e deu-se início à Santa Missa. Padre Rogério explicou, em sua homilia, que há muito tempo vinha percebendo que os membros da comunidade queriam uma imagem de Nossa Senhora Aparecida na capela. Foi constatado também que grande parte dos peregrinos que vão ao Santuário Nacional, provindos do centro-oeste, norte e sul do país, tem como rota a BR 050 que corta o bairro Jardim Maracanã. Portanto, a vinda da imagem é um grande sinal do amor de Deus para com a comunidade. Para manifestar a alegria, foi realizada a primeira festa em louvor a Nossa Senhora Aparecida nos dias 10, 11, 12 e 13. Ficamos todos

entusiasmados com o grande acontecimento e a participação do povo de Deus. No dia 12 fomos surpreendidos pelo grande número de fiéis. Tivemos a missa campal, seguida de procissão, coroação e quermesse. A partir deste ano, nossa comunidade contará com mais uma festa para o bairro e ficam assim unidos: São Paulo Apóstolo, nosso grande padroeiro e modelo como uma das colunas da Igreja, e Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Como se pode perceber, o presente é valioso e divino, e temos certeza de que o significado da escolha tem motivos grandiosos, o que foi muito bem explicado por nosso Pároco. Assim sendo, ficamos orgulhosos por ter em nossa comunidade a Mãe Aparecida que, com sua luz abençoada, nos ensinará a viver o verdadeiro discipulado. Que Deus ajude e proteja tão grande missão confiada a nossa Comunidade de São Paulo, no firme propósito de estarmos anunciando o evangelho de Jesus Cristo. Meire Lúcia Alves Silva

No alto de um monte, onde desde 1905 os fiéis se reuniam todo mês, no terceiro domingo, para rezar o terço, Padre Alvimar Santana Bhering deu a bênção de inauguração da Capela de Nossa Senhora Aparecida. Os fiéis chegaram ao local em carreata, vindos de Tapira, de onde saíram após participarem da Missa de Nossa Senhora Aparecida. Foram dezenas de carros que, enfileirados, rumaram em direção à Fazenda Bom Jardim, de propriedade dos engenheiros civis Edmilson e Valmir. A capela inaugurada nasceu da inspiração de um dos proprietários da fazenda que, após receber uma graça, decidiu agradecer a Deus erguendo um templo com o título de Nossa Senhora Aparecida. Durante a inauguração foi lido um histórico do local, que abriga há mais de um século o

cruzeiro. “A reza do terço neste local acontece desde o início do século passado. Nos anos de secas prolongadas, a gente se deslocava das nossas fazendas carregando latas de água e pedras e se reunia aqui para rezar a novena, pedindo a Deus a chegada das chuvas. As pedras eram colocadas aos pés da cruz, antes do início das orações e, ao final, a água servia para molhar estas mesmas pedras e o pé do cruzeiro. Em nenhuma das novenas deixamos de ser atendidos: saíamos debaixo de chuva no último dia ou éramos surpreendidos pela chuva quando chegávamos de volta em casa” relatou Juca do Dorvalino. Após a celebração, a família dos proprietários muito gentilmente ofereceu um delicioso almoço a todos os fiéis que prestigiaram a inauguração.


paróquias

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

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Monsenhor Valmir assume Catedral de Uberaba Centenas de fiéis prestigiaram no último dia 18 de outubro, a missa de posse de monsenhor Valmir Aparecido Ribeiro a frente da Catedral Metropolitana. Ele substitui monsenhor Paulo Porta que se manteve como pároco da matriz de Uberaba por longos 24 anos. A cerimônia de posse do novo pároco da Catedral foi presidida por dom Paulo Mendes Peixoto e concelebrada por mais de15 sacerdotes. Marcando a celebração foi feita entronização de imagem peregrina de Nossa Senhora da Aparecida e feita a leitura da provisão de pároco. Após o evangelho, no rito de posse, monsenhor Valmir fez a profissão de fé e renovou os seus propósitos sacerdotais. Em seguida recebeu de dom Paulo as chaves da Catedral Metropolitana, a es-

tola roxa, o batistério e a chave do sacrário. Por fim, jurou fidelidade a Igreja e ao arcebispo, que o declarou empossado como pároco da matriz de Uberaba por um período de seis anos.

Em sua pregação dom Paulo Peixoto agradeceu o trabalho de padre Paulo e pediu para que monsenhor Valmir siga o exemplo dos apóstolos de Jesus, sendo um verdadeiro missionário.

Padre Alessandro é o primeiro Pároco de Santa Edwiges Em solene celebração Eucarística realizada às 9 horas do dia 3 de novembro, Dom Paulo Mendes Peixoto deu posse canônica ao Padre Alessandro Bobinton Pereira da Silva como o primeiro Pároco da nova Paróquia de Santa Edwiges, instalada no último dia 16 de outubro. Ao completar doze anos de sacerdócio, Padre Alessandro, que foi ordenado em 3 de novembro de 2001 por Dom Aloísio Roque Oppermann, recebe mais uma vez a missão de Pároco. Já foi vigário da Paró-

quia da Imaculada Conceição, em Conceição da Alagoas, e esteve à frente das paróquias de Nossa Senhora das Dores, em Campo Florido, por quatro anos, e da Ressurreição, em Uberaba, durante quase sete anos. Além da formação exigida para presbítero, Padre Bobinton é graduado em Direito, pela Uniube, e está concluindo o mestrado em Direito Canônico, pelo Instituto De Direito Canônico de São Paulo. É professor do Seminário São José e juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Uberaba. Padre Alessandro participou

da celebração de instalação canônica da Paróquia, presidida por Dom Paulo, no dia 16 de outubro, e desde então se fez presente na Comunidade, presidindo as celebrações e iniciando os atendimentos até que tomasse posse e fosse constituído Pároco. É grande a alegria da comunidade de Santa Edwiges com a nova Paróquia e a chegada do primeiro Pároco que vem de coração aberto e com desejo de realizar um bom trabalho. Rosangela Rodrigues da Cunha

Disse também que a mudança de pároco implica numa nova etapa, em novos passos na matriz da cidade. Assim, o arcebispo pediu apoio da comunidade ao trabalho do novo pároco e que a paróquia do centro possa ajudar as igrejas periféricas. Para o empresário Renato Peixoto monsenhor Valmir vai desenvolver na Catedral o que o Papa Francisco tem pedido que é o projeto comunidade de comunidades. Já o funcionário público Humberto Alves de Oliveira garante que ele fará grandioso trabalho e reza por isto. Também otimista a fisioterapeuta Érika Cruz entende que haverá uma grande mobilização em termos pastorais na matriz de Uberaba, acreditando que o sacerdote fará a Catedral ressurgir de novo!”

Segundo monsenhor Valmir Ribeiro o seu projeto, num primeiro momento, é dar continuidade aquilo que vem sendo feito nos 200 anos de história da Catedral de Uberaba. “Assim a vontade é de caminhar em conjunto com o que pede a CNBB, o Leste II e a nossa Arquidiocese,” disse ele. Por outro lado, o sacerdote entende que é preciso avançar, principalmente no que tange ao seguimento comercial da área central da cidade. “Ali tem pessoas onde precisa chegar a nossa ação pastoral. Vamos ter que criar maneiras para alcançá-las de algum jeito,” frisou monsenhor Valmir, feliz com a nova incumbência, mas, sobretudo, de estar a serviço na Igreja Mãe de Uberaba. Rubério Santos


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especial

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Finados Quando nos perguntamos pela origem do Dia de Finados encontramos variadas respostas elucidativas. Isso porque antes de se tornar rubrica canônica, a comemoração aos falecidos, dentro da Igreja Católica, reverberou mundo adentro do cotidiano cristão desde tempos imemoriais. Sabe-se que o século XIII fixou Finados no segundo dia do mês de novembro mas, antes disso, diversos pontífices advertiram os fiéis cristãos sobre a importância da prece aos mortos, como Silvestre II, João XVIII e Leão IX, todos do início do século XI. O feito desses papas não carrega nenhuma novidade para a então cristandade, já habituada a devotar-se ao plano do além desde os primeiros séculos da era cristã. Com efeito, o impacto que os mártires da fé causaram às consciências, impelia os seguidores de Jesus a visitar e invocar os túmulos daqueles que souberam na vida e na morte perseverar na fidelidade aos princípios do divino Fundador. A morte como prolongamento da existência. A ideia do prolongamento da existência no estágio post-mortem foi demarcatória para a religião do Nazareno. Ele próprio foi afetado pelo poder da ressurreição e transferiu para a comunidade a certeza da vida futura. Assim, a relação que o Criador iniciara com a criatura humana no plano terreno não seria interrompida com o evanescer da carne. Corrompida a matéria, o espírito imortal mergulharia em novo enlace com Deus numa dimensão inteiramente nova e desconhecida. Dessa forma, o cristianismo sempre apregoou a eternidade para os seus adeptos, anulando as hipóteses gregas que versavam sobre a possibilidade de aniquilamento do ser após o desaparecimento da matéria. Sendo assim, a morte não existe para nós e tal vocábulo deveria ser apagado do dicionário cristão. Sim, os mortos vivem e, por isso, a Igreja, com muita propriedade, fala de comunidade tripartite: a dos intitulados viventes (Igreja militante), a daqueles que se purificam no purgatório após terminarem seu

curso terrestre (Igreja padecente) e a comunidade dos santos que já se encontram no paraíso (Igreja triunfante). Não são três igrejas, mas uma só. Suas dimensões se encontram interseccionadas pela comunhão (communio sanctorum, ou seja, comunhão dos santos). Pela solidariedade universal, vivos e mortos integram a única Igreja de Cristo, instalada no orbe terrestre e na eternidade simultaneamente. Não é possível, dentro desta formulação dogmática, dialogar com hipóteses que sugiram a morte como morte efetiva, a saber, a destruição da vida. Nossa singularidade sobrevive quando depositamos nossos corpos nas urnas mortuárias e, pelo poder de Deus, continuamos nossa existência de uma maneira diferente num plano espiritual não demarcado pelos percalços da matéria. Morte é vida? Se então vivemos depois dessa vida, não deveríamos encarar como vivos os que se foram? É exatamente isso que fazemos quando cotidianamente rezamos pelos defuntos. Elevamos nossas preces para eles da mesma forma que rezamos aqui nesta vida uns pelos outros. Nós nos ajudamos

O dia de todos os Santos

A Igreja fixou em seu calendário litúrgico o dia primeiro de novembro para celebrar Todos os Santos. Não sabemos quantos são os santos mas o livro do Apocalipse menciona figurativamente um número incalculável. Para se ter certeza sobre a conformidade da pessoa com a vida de Jesus, a Igreja instaurou o processo de canonização. Através de procedimentos muito complexos, averigua o testemunho do fiel em análise e o declara beato e, depois, santo, se for constatado odor de santidade em sua travessia terrena. Porém, a mesma Igreja se certifica que o Evangelho de Cristo não penetrou tãosomente os que oficialmente foram declarados santos. Para além daqueles que

veneramos em nossos altares, há uma milícia de eleitos que se esforçaram em vida e alçaram degraus elevadíssimos no caminho da perfeição. Quantas pessoas que conhecemos cheias de bondade, incapazes de intentar contra quem quer que seja, dóceis no trato com o semelhante, desprendidas, caridosas, com o coração maior que o ser. Quem sabe se, ao morrer, não comporão o mosaico dos santos no céu, a interceder por nós na terra. No dia de Todos os Santos a Igreja homenageia os santos de nosso calendário litúrgico e os tantos anônimos que desconhecemos mas que foram filhos prediletos do Pai celestial.

Pe. Roberto Francisco

em vida e continuamos a nos ajudar quando partimos desta vida. Quando o sofrimento alheio nos incomoda procuramos de alguma forma aliviar a dor do próximo e procedemos com a mesma diligência ao pedirmos à santa Igreja que vele pelos que se foram. Os falecidos são comunidade também. Pastoralmente deveríamos assimilar muito do que a doutrina tem a nos ensinar. Há rituais lúgubres africanos em que os presentes se banqueteiam com a partida de um ente querido. Eles festejam a morte porque culturalmente absorveram as crenças de seus ancestrais legitimadoras da continuidade da vida. Nossos velórios, ao contrário, são marcados pelo pranto e, nalguns casos, pelo desespero dos que ficaram. São espaços contaminados pelo desânimo e tristeza, como se efetivamente Deus nos tivesse separado dos que amamos. É óbvio que não somos seres insensíveis e a dor da morte sempre nos arrebata contra a parede. Mas temos de conjugar a dor da separação com a secreta alegria de sabermos que nossos mortos vivem noutra dimensão, muito melhor do que a nossa, em que ainda nos encontramos “chorando e gemendo nes-

se vale de lágrimas”. Nossa fé nos dá motivos de sobra para rejubilarmos em nosso interior, revelando ao nosso coração que a perda de nossos entes não passa de provisória. Segundo dia de novembro é data litúrgica de nos lembrarmos dos tantos que atravessaram a ponte desta existência. Desconhecemos como se encontram, mas sabemos que estão seguros nas mãos de Deus. Recordemos sua lembrança como algo positivo. Coloquemos nossas intenções, façamos nossas preces, acreditemos nas verdades que a Igreja nos transmite. Não nos entristeçamos demasiadamente porque já ingressamos nessa vida sabendo de nossa morte. O filósofo Montaigne nos recorda que o minuto que nascemos já é um minuto que se escoa de nossas vidas. Por isso, uma vida bem vivida é aquela que foi programada, pensada e executada de acordo com um projeto. Dentro do projeto de Jesus temos a garantia de uma eternidade feliz. Portanto, o Dia de Finados seja uma comemoração real, uma celebração efetiva e cheia de frutos, um louvor de quem acredita na fecundidade da vida após a vida. Pe. Roberto Francisco


especial

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“É importante aquilo que cremos, mas mais importante ainda é Aquele em quem cremos!” Análise

Ano da Fé

Ao ser proclamado o ANO DA FÉ, pelo Papa Emérito Bento XVI, era visível que seria um momento oportuno para que todos nós católicos renovássemos o nosso compromisso de cristãos a partir da própria vivência da Fé, recebida no Batismo. Para isso nos foi necessário aprofundar os “Mistérios da Fé”, através da Liturgia e de outros atos propostos pela Igreja no decorrer de todo este ano. A proclamação deste Ano da Fé se deu também por ocasião dos 50 anos do Concílio Vaticano II, em que toda Igreja foi também convidada a conhecer melhor este grande evento. Em nossa Igreja particular procuramos, em todas as suas realidades, intensificar e aprofundar a nossa fé, recebida desde o Batismo. Algumas realizações poderemos aqui apresentar: As celebrações litúrgicas procuraram direcionar a sua vivência a partir da Fé, particularmente na Profissão de Fé; Várias iniciativas de formação e conhecimento

tanto do Catecismo da Igreja Católica quanto dos Documentos Conciliares nas Escolas da Fé Paroquiais, nos Grupos de Estudos, Regiões Pastorais e também para os sacerdotes e religiosos(as), seminários e demais casas de formação, movimentos pastorais etc. Agora nos aproximamos de celebrar, em toda Igreja, o Encerramento deste ANO DA FÉ. Mas, tudo aquilo que nos foi possibilitado durante esta vivência se perpetue em nossa caminhada de fé cristã, seja enquanto formação ou vivência litúrgica. Diante dos desafios que encontramos na caminhada não podemos jamais esmorecer na fé. Para isto é preciso alimentá-la continuamente. É isso que queremos apresentar no decorrer de nossa Concentração Arquidiocesana que acontecerá no dia 24/11/13, como marco celebrativo deste Ano da Fé. Na Festa em que proclamamos Cristo como Senhor e Rei do Universo, concluindo assim o Ano Litúrgico de nossa caminhada eclesial, quere-

Cristo, Rei do Universo A Sagrada Escritura contém muitas referências que dão à Igreja segura autoridade para considerar Jesus Cristo como o Rei do Universo. Aquele que sempre existiu, com o Pai e com o Espírito Santo, é considerado na pessoa histórica e única do Filho de Deus que se fez um de nós. É o Deus encarnado, é homem concreto sem deixar de ser Deus. Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis [...] tudo foi criado por Ele e para Ele. (Cl 1,16). Nós assim o professamos: “Deus de Deus, Luz da Luz”. Nele se deu e para Ele há de convergir toda a obra da criação. É ‘o Alfa e o ômega’, Aqueleque-é, Aquele-que-era e Aquele-quevem, o Todo-poderoso (Ap 1,8). Em Cristo, fomos criados, primeiramente, à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26), e dotados de seus atributos – vontade, consciência, liberdade, responsabilidade e amor. Também Nele fomos (re)criados, resgatados da morte espiritual, na Sua morte e ressurreição (cf. Rm 6, 11),

para a vida plena em Deus. Assim como ganhamos vida em Cristo, nosso fim último também está Nele para sempre. Jesus Cristo é o Senhor do Universo, porque vence todas as formas de morte, é Ressuscitado; é Rei da Paz, que desfaz a perversidade e impera sobre o mal; é Rei do Amor, de braços abertos e coração misericordioso, de cuja doação nasce a salvação de toda a humanidade – Ele vem para que tenhamos vida! (cf. Jo 10,10a). Quão singular este Reinado do Senhor em que mais se entregando, mais a vida é gerada. Importante lição aprendemos com Nosso Senhor! Em seu governo, pelo amor, as pessoas vivem de fato, têm vida em abundância (cf. Jo 10,10b), e iniciam a experiência do Reino dos Céus já na terra; não há espaço para a injustiça, nem para as desigualdades. Nele o que não havia passou a existir, o que não era veio a ser. Bendito seja o Senhor porque só Ele realiza maravilhas! (Sl71,19) Gustavo Cortez Fernandes

mos que esta Fé recebida nas bases de nossa catequese seja vivenciada na vida de nossas famílias e, particularmente, nos dias de hoje, na vida de nossos jovens, tão marcados por tantos desafios apresentados em nossa sociedade. Deve ser ainda uma FÉ vivida e assumida pela comunidade cristã, numa perspectiva de discípulos missionários, conduzindo-nos à experiência pessoal com Cristo na Palavra e Eucaristia celebradas. Queremos com o Papa Emérito Bento XVI anunciar com o nosso testemunho de fé que “É IMPORTANTE AQUILO QUE CREMOS. MAS MAIS IMPORTANTE AINDA É AQUELE EM QUEM CREMOS”. Que como Igreja Arquidiocesana, nossas comunidades se organizem para juntos participarmos deste grandioso evento, fortalecendo a nossa fé, tornandonos discípulos missionários de Jesus Cristo. Padre José Edilson da Silva Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Sorrateiramente, e quase imperceptível, a fé do povo tem caído no ostracismo, no esvaziamento e na falta de compromisso com suas exigências básicas. Somos todos conduzidos pela onda do secularismo, chegando até ao ceticismo total de algumas pessoas. Os últimos censos têm demonstrado a realidade desta questão. O Papa Emérito, Bento XVI, conseguiu perceber o caminho que vem sendo percorrido pela nova cultura nos últimos tempos, de modo especial, nos países do mundo ocidental. Tendo como meta enfrentar esta situação que destoa do histórico de toda tradição cristã e uma forma de revitalização dos costumes, convocou o “Ano da Fé”. Desde a abertura, acontecida em 11 de outubro do ano passado, até os nossos dias, foram realizados inúmeros eventos de reflexão, de “ida às fontes”, conforme o dizer do papa Bento XVI, e oportunidade de revitalização dos compromissos de fé. Podemos concluir que tivemos um ganho muito positivo, capaz de ajudar nos compromissos cristãos e de uma Igreja muito mais autêntica e comprometida com as exigências da fé. Cada Igreja Particular, a seu jeito e condições, conseguiu realizar momentos celebrativos, simpósios, encontros, reflexões e cursos formativos sobre o tema. Os documentos do Concilio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica veem sendo pontos de reflexão, comemorando cinquenta anos do Concílio e vinte do Catecismo. O papa emérito Bento XVI fala em “revisitar” as fontes, àquilo que motiva o coração humano a vivenciar com responsabilidade o dom da Fé. Sem os princípios básicos e sólidos da Sagrada Escritura é difícil praticar uma fé com as devidas dimensões de suas exigências. Ficamos apenas na superficialidade e num fé ingênua e sem fecundidade. Mesmo com o momento histórico vivido pala Igreja nos últimos tempos, principalmente com a mudança de papa, o Ano da Fé não perdeu seu pique nas diversas instâncias eclesiais. O papa Francisco tem retomado o tema com muita propriedade, motivando toda a Igreja para um novo ser cristão, com uma fé mais missionária e comprometida com as necessidades do povo de Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba.


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pastorais e movimentos

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Diálogo Conjugal promove encontro em novembro Há 25 anos em Uberaba, o Diálogo Conjugal foi criado primeiramente pelos casais leigos da Igreja Católica em Uberlândia e trazido para Uberaba com o objetivo de ajudar as famílias a edificar seus lares embasados nas palavras de Deus, resgatando os valores na vida dos casais e filhos, motivando a constante presença de Deus. Hoje aproximadamente 130 casais integram efetivamente a equipe do Diálogo Conjugal. Semanalmente as famílias realizam o estudo bíblico e o Diálogo promove anualmente dois encontros. O próximo ocorrerá nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro, conforme informações do coordenador Júlio de César Bota. Foi realizada no dia 16 de outubro, no Centro Pastoral, uma reunião com a coordenação geral em que a pauta principal foi a prestação de contas do semestre e a apresentação do estatuto. Para integrar o Diálogo é necessário receber o convite de casais que já fazem parte da equipe. São

disponibilizadas 35 fichas para que convidem novos casais. Por fim, Júlio ressaltou o ótimo trabalho que toda a equipe vem de-

senvolvendo e que é ainda pequeno diante da desestruturação das famílias. Com a ajuda de Deus e da Igreja, vamos despertando para uma nova

realidade de encontro das famílias com Deus e sua reestruturação. Da Redação

Novo encontro de Emaús em novembro

O Movimento Jovem de Emaús da Arquidiocese de Uberaba teve seu início em maio de 1992. Nasceu do esforço do casal Glauce e Lúcio Naves, auxiliados por Dom Benedicto de Ulhoa Vieira (Arcebispo Metropolitano na época), para promover em Uberaba um encontro que reunisse jovens a fim de proporcionar-lhes um encontro pessoal com Cristo. A inspiração veio de encontros já realizados em todo o Brasil, sob o nome de EMAÚS, criado pelo então Padre Calazans. Desde então, ano após ano, são

feitos eventos que buscam propiciar aos participantes um encontro pessoal com Jesus. A passagem do Evangelho de São Lucas, capítulo 24, versículos de 1 a 35, inspirou a mística e o nome do Movimento. Realizado a cada seis meses, o encontro já envolveu aproximadamente 2.500 jovens, que são estimulados ao trabalho pastoral e missionário em suas paróquias. O encontro pessoal com Cristo desperta nesses jovens a importância da igreja doméstica, fazendo deles agentes de transformação em todas as instâncias sociais.

principalmente, em seus lares. O encontro deste mês, no Centro Pastoral João Paulo II, ofereceu a oportunidade para mais um gru-

po de jovens experimentar esse momento tão próximo de Deus. Da redação

Primeiro Retiro de Jovens com Cristo (EJC) em Sacramento No dia 27 de outubro de 2013, na cidade de Sacramento, na Escola Estadual Coronel José Alfonso de Almeida, realizou-se o Primeiro Retiro de Jovens com Cristo - EJC, com o tema: Ser santo sem deixar de ser jovem, sob a coordenação do Conselho Arquidiocesano do EJC, tendo como diretor espiritual Padre José Bezerra e o casal coordenador Gilson e Glorinha, além de demais membros do Conselho. O encontro já havia sido realizado nas paróquias de Santa Bárbara, Santa Cruz e São Judas Tadeu, em Uberaba; da Imaculada Conceição, em Conceição das Alagoas; de Nossa Senhora da Abadia, em Pirajuba e de Nossa Senhora das Dores, em Santa Juliana. Esse retiro foi um momento mágico para que os jovens e tios fizessem uma boa reflexão sobre

o tema. O evento incluiu palestras, adoração e deserto, com os padres José Edilson, Alex, José Bezerra e Eduardo e o seminarista Gustavo. A animação ficou por conta da banda Brisa Leve, da cidade de Araxá. Participaram do retiro 56 jovens

das paróquias  de Santa Bárbara, Santa Cruz, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Abadia - Sacramento, Santo Expedito e jovens de São Francisco de Sales, da Arquidiocese de Ituiutaba, incluindo participantes e os que ajudaram a

realizar o evento, além dos casais. Ao todo, 108 pessoas estiveram envolvidas no Retiro do EJC em Sacramento. Glória e Gilson Casal coordenador do EJC Arquidiocesano

Notícias da Coordenação de Pastoral Arquidiocesana PASTORAL DE RUA: Há alguns meses surgia a possibilidade de se iniciar um trabalho de organização para implantação da Pastoral do Povo de Rua em nossa Arquidiocese. No dia 05 de outubro, esse projeto deixou de existir apenas na ideia e concretizou-se. Com a participação de 15 agentes de pastorais de algumas paróquias de Uberaba - impulso inicial para depois atingirmos as demais paróquias de nossa Arquidiocese - muitos propósitos foram apresentados. Além disso, foi formada também a Equipe Arquidiocesana da Pastoral do Povo de Rua, ficando na coordenação do trabalho o Sr. Renato, aluno da Escola Diaconal e membro da Toca de Assis, junto com outros que formam a equipe. Pedimos a Jesus, que teve um amor predileto pelos pobres e marginalizados, que ajude essa equipe a trabalhar incansavelmente pelo povo sofredor que reside nas ruas. PARCERIAS COM ÓRGÃOS PÚBLICOS: Muitas foram as iniciativas de fazer parceria com órgãos públicos estaduais e municipais. Como membro do terceiro setor, nossa Arquidiocese tem acolhido todos os organismos do primeiro setor, visando um trabalho de parceria, buscando unir forças para uma vida mais digna para as comunidades. Estamos desenvolvendo um trabalho junto à Secretaria Municipal de Saúde na prevenção contra a Dengue, como também realizamos em meses anteriores um trabalho para prevenção à Gripe H1N1. O objetivo dessa parceria é colaborar, a partir de nossas possibilidades, para que mais pessoas sejam conscientizadasa e precavidas quanto aos males que afetam nosso povo. Pedimos às paróquias que acolham não só o Grupo da Saúde, mas todos os outros que nos procurem e que visem ao bem-estar de nossa sociedade. José Edilson Silva Coordenador de Pastoral


evangelização

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O Advento e a Novena de Natal Como a vida do ser humano é cheia de preparações, para se celebrar o Natal do Senhor, não poderia ser diferente. Contudo, antes do Natal, a Igreja é envolvida pelo Tempo do Advento. A palavra Advento significa chegada. É um curto período que começa depois da Festa de Cristo Rei e termina antes do Natal. Desde 380, no Sínodo de Saragoça (ou Zaragoza), Espanha, foi prescrito um período de preparação para a festa da Epifania (manifestação de Nosso Senhor) data em que se celebrava também o Natal. É também o primeiro período de um novo ano litúrgico. É justamente durante esse tempo de grande expectativa e renovação da fé, que os fiéis de nossa centená-

ria Arquidiocese de Uberaba realizam a Novena de Natal. Orientado por nosso arcebispo Dom Paulo, e à semelhança da Novena do ano passado, este ano a Novena de Natal vem novamente falando do cinquentenário do Concílio Vaticano II, mais especificamente da Constituição Sacrosanctum Concilium. Esse foi o primeiro documento emitido pelo Concílio em dezembro de 1963 e mudou profundamente a liturgia da Igreja. A Novena deste ano teve a participação dos seminaristas do curso de Teologia. A Novena de Natal tem a habilidade de unir os fieis na preparação dos corações para a chegada de Jesus. É um tempo mágico em que se está mais suscetível à bondade e ao amor.

Assim, para as pessoas que perseveram na oração, cumprindo, pois, os nove dias de oração e aprofundamento acerca desse magnífico encontro entre o céu e a terra, estão um passo à frente no testemunho de Jesus, o Cristo. A equipe desta edição da Novena espera que os nove dias de caminhada ajudem a todos a abeirarem-se da manjedoura para um encontro pessoal com o Emanuel e que Ele, embora pequenino, mas com uma luz inigualável, consiga lapidar os corações para que homens e mulheres sejam luz que iluminem as trevas que envolvem as mais variadas realidades. Pe. Eduardo Ferreira Coordenador da Novena de Natal

Autorizada conservação da Eucaristia no Hospital Dr. Hélio Angotti A Capelania do Hospital Dr. Hélio Angotti foi autorizada pelo arcebispo metropolitano, D. Paulo Mendes Peixoto, a conservar a Santíssima Eucaristia na instituição, que atendeu ao pedido do Capelão do Hospital, Padre Alex Pereira dos Santos. A medida facilitará o amparo espiritual aos fiéis católicos. “Muitas vezes, chego ao quarto e a primeira coisa que eles pedem é a Comunhão. Fico um pouco distante (Paróquia de Santa Cruz / N. Senhora das Dores), portanto será melhor conservarmos a Eucaristia no próprio Hospital”, assinala o sacerdote. O Hospital prepara, agora, o melhor local para o Tabernáculo que conservará a Santíssima Eucaristia. Atualmente, mais de 4.000 pacientes estão em tratamento no Hospital do Câncer de Uberaba.

O Pe. Alex tomou posse como capelão do Hospital Dr. Hélio Angotti no dia 03/01/2013, substituindo o Padre Edson José Nogueira (hoje em Santa Juliana). Padre Alex tomou posse ao lado da mãe dele, Zilda Cândido Moreira, 68 anos, paciente da instituição, há mais de 20 anos. “Quando minha

mãe iniciou o tratamento eu estava com 14 anos de idade, hoje estou com 37 anos e ela continua sendo assistida pelo hospital, com muito carinho”, lembra. Além do atendimento nos leitos, na primeira quinta-feira de cada mês, os fiéis tem a Celebração da Santa Missa no auditório do Hospital, às 16h30.

Pastoral Carcerária

Com o intuito promover e desenvolver a cidadania, resgatar a dignidade e identidade, além de levar a palavra de Deus a detentos e seus familiares, há 20 anos a Pastoral Carcerária atua na Arquidiocese de Uberaba. Atualmente, a pastoral está sob a direção espiritual de Pe. Adailton Carlos da Silva e a coordenação de Hend Nasrallah Rocha, e está precisando de voluntários. “A nossa missão é levar Jesus ao coração de cada um que está lá em uma situação difícil, por isso seria ótimo ter mais pessoas en-

volvidas”, ressalta Hend. Para participar da Pastoral Carcerária é necessário antes receber orientações sobre comportamento, modo de se vestir e postura. Mas a coordenadora afirma que não há com o que se preocupar, “É um trabalho muito gratificante”, afirma. Aqueles que tiverem interesse devem enviar um e-mail para pastoral.ura@gmail.com ou entrar em contato pelo telefone 3312 9565 para maiores informações. Por Bárbara Caretta

PARÓQUIA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO - 105 anos de Evangelização!!! A atual Paróquia do Santíssimo Sacramento, foi criada em 18 DE OUTUBRO DE 1908. Em março de 1820, foi criada a Paróquia de Santo Antônio e São Sebastião, com sua igreja matriz onde é a atual Catedral de Uberaba. Em 1896, Dom Eduardo Duarte da Silva, o primeiro Bispo de Uberaba, transferiu-se de Goiás para Uberaba e iniciou-se no mesmo ano a construção de uma outra igreja, no alto da Mercês, com o objetivo de instalar a futura Catedral. Sua instalação provisória foi no prédio do seminário, que fora comprado por Dom Eduardo. Uma de suas primeiras iniciativas, foi dar início à construção, com seus próprios recursos, da igreja do Sagrado Coração de Jesus, junto ao Palácio Episcopal e ao seminário, para ser a catedral da nova diocese de Uberaba, que foi criada em 29 de setembro de 1907. E também reformou a velha igreja matriz. No dia 27 de janeiro de 1907, foi inaugurada a igreja do Sagrado Coração de Jesus. Foi escrita no seu frontispício da nova catedral a frase que ainda hoje é conservada: “DIVO CORDI JESUS POSSUIT EDUARDUS EPISCOPUS GOYAS 1905, que significa Eduardo bispo de Goiás, construiu ao Sagrado Coração de Jesus- 1905. O território da paróquia foi desmembrado para construir o Curato da Sé, criado por decreto episcopal de 18 de outubro de 1908. A nova igreja, no alto das Mercês, hoje Santíssimo Sacramento, passou a ser a Catedral, até 20 de maio de 1926, quando Dom Antônio de Almeida Lustosa, segundo Bispo de Uberaba, transladou, ou seja, passou a catedral para a velha matriz de Santo Antônio e São Sebastião, onde hoje é a Catedral atual. Também os padroeiros foram invertidos, e a igreja do Alto das Mercês passou de Catedral do Sagrado Coração de Jesus para igreja de Santo Antônio e São Sebastião. Parte do prédio foi repassado para os irmãos diocesanos, onde passou a funcionar o Colégio Marista Diocesano. Em 1951, o então Bispo Dom Alexandre, instalou o culto de adoração perpétua em Uberaba, que passou a ter adorações durante 24 horas com a chegada dos padres sacramentinos. De 16 à 23 de Outubro experimentamos a SEMANA MISSIONÁRIA para comemoramos 105 anos de história. Buscamos em Aparecida – SP a imagem da padroeira da missão permanente, Nossa Senhora Aparecida e conseguimos, por meio de várias atividades, saborear a renovação da fé através da missão: visita aos doentes, Colégios Marista e COC, Hospital Hélio Angotti, Casas Religiosas, Educandário Menino Jesus de Praga, Missa com os Doentes, Missa Jubilar, visita à catedral atual e outras atividades. Nossa gratidão a todos que ao longo desses 105 anos doaram de seu tempo dons e talentos em favor da evangelização. Destacamos a vida dos 27 antecessores párocos que conduziram a paróquia de Pe. Mário Coelho de Mendonça (1908 à 1923) até o atual o 28º pároco, Pe. Gilberto Carlos Araújo. Nossa diocese nasceu aqui... Foi aqui, que por meio de Dom Eduardo, tudo nasceu... BENDITO SEJA DEUS!!!


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formação

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Advento: tempo de encontros que geram a Vida A vida humana é feita de encontros e partidas, alegrias e esperanças, dores e angústigas que motivam a nossa caminhada rumo a felicidade plena, que é Deus, “estradeiro” conosco. Assim, os diferentes encontros que temos ao longo da nossa vida geram em nós alegrias, saudades e vontade de se estar perto. Isso também acontece na nossa caminhada litúrgica, especialmente no tempo do Advento, onde nos preparamos não só para a festa do Natal (nascimento histórico em Belém de Judá), mas também para a segunda vinda glosirosa do Senhor (parusia). As primeiras comunidades cristãs tinham uma expressão bonita para esperar o Senhor: Maranatá, Vem Senhor Jesus! Assim, a comunidade reunida para celebrar a sua fé, é lembrada constantemente na aclamação memorial, coração da da prece eucarística, da vinda do Senhor: “Toda vez que se come deste Pão, toda vez que se bebe deste Vinho, se recorda a paixão de Jesus cristo e se fica esperando sua volta” (Oração Eucarística V). O Tempo do Advento é caracterizado pela simplicidade e pela profunda espiritualidade que brota dos encontros com personagens importantes na História da Salvação que nos apontam

para o Senhor. No Primeiro Domingo do Advento, nos encontramos com os Profetas. Jesus é o Messias esperado por muito tempo pelo povo de Israel. a história do messianismo começa no século IX aC, com a presença do profeta Natã, no tempo do rei Davi. Mas tarde, os profetos vão nutrir a esperança da vinda de um Messias, o ungido do Senhor, para salvar a todos. O que melhor sintetisa essa esperança é Isaías: “ o Senhor vos enviará um sinal: eis que a jovem conceberá e dará a luz um filho e por-lhe-á o nome de Emanuel” (7,14). Nosso segundo encontro é com João Batista, o precursor. Aquele que prepara os caminhos do Senhor e foi capaz de reconhecer a presença do Messias entre nós. João Batista faz a ligação entre o Primeiro e o Segundo Testamento, e nos coloca na escola da mudança de vida para acolher o Reino do Messias. No caminho do Advento, não poderíamos deixar de encontrar Maria. De fato, ninguém melhor que ela para nos preparar para o Natal de seu Filho. Nossa Senhora, na vida cristã, será sempre aquela que nos ensina a fazer o que o seu Filho disser. Toda a preparação do Advento destina-se ao encontro com a pessoa divina do Menino-Deus (quarto encontro). A esperança

messiânica acalentada pelos profetas, a mudança de vida proposta por João batista e a proteção da Mãe de Deus conduzem-nos ao que há de mais importante em nossas vidas: o amor a Deus, por

Jesus Cristo, que nasce pequeno e pobre, na periferia, longe do poder. Que esta nossa caminhada e os encontros que teremos com aqueles que nos apontam o Se-

nhor, possa motivar a nossa caminhada de Igreja, e que possamos louvar ao Pai Celeste, que “visitou e resgatou o seu povo” (Lc 1,68). Padre Saulo Emílio

Como interpretar a Sagrada Escritura Na interpretação dos textos sagrados é necessário recordar que a mensagem que nos é transmitida pela Sagrada Escritura possui três sentidos: O senso literal, o espiritual e o pleno. A tarefa do exegeta é encontrar estes sentidos e, para isso, ele deve buscar um conhecimento do texto por si próprio: gramática (análise morfológica, sintática, redacional) e composição textual. Também entender a origem e contexto histórico onde o texto foi escrito e sobre a realidade narrada. Da mesma forma um conhecimento sócio-religioso e cultural das duas épocas (a real (quando o texto foi escrito) e a época narrada). Não deve esquecer o conhecimento do idioma no qual o texto foi escrito e a análise das traduções e da evolução do texto até o dia de hoje. Por fim, é necessário o conhecimento dos gêneros literários e suas particularidades. Tudo para entender os sentidos do texto. O senso literal “é aquele expresso diretamente dos autores

humanos inspirados. Sendo fruto da inspiração, este senso é desejado também por Deus, o autor principal. Ele é discernido graças a uma análise precisa do texto, situado no seu contexto literário e histórico. O trabalho principal do exegeta é propriamente conduzir a esta análise, utilizando todas as possibilidades de pesquisa literá-

ria e histórica, a fim de definir o sentido dos textos bíblicos com a maior exatidão possível” (Divino afflante Spiritu, EB 550). O senso espiritual é a compreensão do texto segundo a fé cristã, como o senso expresso dos textos bíblicos lidos sob o influxo do Espírito Santo no contexto do Mistério Pascal de Cristo e da vida nova que

dele resulta. Este contexto existe efetivamente. O Novo Testamento reconhece em Jesus o cumprimento das Escrituras. Quem deseja entender a mensagem revelada deve buscar reler a Escritura à luz do evento Jesus Cristo, seguindo a vida no Espírito Santo. O discurso sobre o real contexto de referência para compreen-

der o texto bíblico é introduzido também no senso pleno, definido como o sentido mais profundo do texto, desejado por Deus, mas não claramente expresso pelo autor humano. Esta existência é descoberta em um texto bíblico quando este vêm estudado à luz de outros textos bíblicos que o utilizam ou têm relação com o desenvolvimento interno da revelação. Seria ler um texto bíblico no conjunto da revelação, e não isoladamente.A bíblia deve ser vista como um conjunto bem estruturado e entrelaçado. A busca destes sentidos dentro do texto bíblico significam que o Espírito Santo, autor principal da Bíblia, pode guiar o autor humano na escolha de diferentes expressões para exprimir a verdade da revelação. Esta verdade vêm revelada de modo mais completo no decorrer do tempo graças a posteriores realizações divinas e à inserção dos textos no cânon das Escrituras. Pe. Marcelo Lázaro


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notícias da igreja

Jornal Metropolitano - Uberaba, setembro de 2013

Papa pede aos fiéis que rezem por ele Todo mundo, inclusive o Papa, tem incertezas e dúvidas sobre sua fé, mas isso não é motivo de preocupação, afirmou no último dia 30 de outubro o sumo pontífice argentino Francisco durante sua audiência geral. “Todos experimentamos extravios, incertezas, dúvidas. Quem não experimentou? Todos, eu também! Faz parte da fé”, afirmou diante de mais de 50.000 fieis de todo o mundo reunidos na praça de São Pedro, no Vaticano. “Somos seres marcados por fragilidades e limites, não há por que preocupar-se”, acrescentou. Francisco também pediu aos fieis que rezem e “encontrem o valor e a humildade para abrir-se aos demais e pedir-lhes ajuda” em momentos de crise. Com um enfoque muito dife-

O Instituto de Vivência em Valores Humanos de Uberaba irá promover, de 17 a 23 de novembro, a 4ª Semana de Vivência em Valores Humanos. O evento contará com o apoio da Arquidiocese de Uberaba. O assunto foi tratado em reunião entre o coordenador do Instituto Lourival dos Santos e o coordenador arquidiocesano de Pastoral padre José Edílson da Silva. O evento incluirá também a 4ª Semana do Bebê

rente de seu predecessor, Bento XVI, Francisco se coloca no nível dos cristãos e assegura que quer ser um “papa normal”, reconhecendo que é pecador, tem grandes defeitos, como ser desorgani-

zado ou autoritário, e que cometeu erros e viveu crise morais. Esta forma de apresentar-se é criticada por alguns que acham que o Papa, o vigário de Cristo na Terra, não deveria descer de seu pedestal.

Prêmios de Comunicação da CNBB A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, já está recebendo inscrições para seus prêmios de cinema e jornalismo. Os candidatos ao Margarida de Prata, cinema; Microfone de Prata, rádio; Clara de Assis, televisão e Dom Helder Câmara, impresso podem enviar seus trabalhos até 30 de dezembro de 2013. São válidos materiais de cinema e jornalísticos produzidos e veiculados entre os meses de janeiro de 2012 e dezembro de 2013. Estão aptos a concorrer aos prêmios da CNBB jornalistas, produtores, cineastas e estudantes de jornalismo e comunicação. Para se inscreverem, os interessa-

dos devem preencher a Ficha de Inscrição disponível no site  www. cnbb.org.br, onde os profissionais também podem obter detalhes da premiação e ler a íntegra do regulamento. Os  materiais devem ser enviados para o Setor de Comunicação - CNBB, SE/Sul, quadra 801, conjunto B, CEP 70200-014, Brasília/DF. As inscrições são gratuitas e a cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá em 01 de maio de 2014, no Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo. As premiações da CNBB prestigiam trabalhos que ressaltam o papel do ser humano como protagonista das obras e dignificam seu

valor na construção de um mundo melhor, mais solidário e fraterno. Já bastante reconhecidos pelos meios artístico e jornalístico, os prêmios têm como objetivo estabelecer um diálogo entre informação e cultura sob o olhar atento dos profissionais de comunicação que se empenham em retratar o que acontece na sociedade, seja através de denúncias ou omissões da realidade brasileira, seja pelos exemplos da capacidade de construir o bem comum. Ir. Elide Maria Fogolari Assessora da Comissão para a Comunicação - CNBB

Semana de Formação sobre Paróquias Missionárias

Na perspectiva de tornar nossas paróquias espalhadas por todo o Brasil, verdadeiro ambiente da vivência missionária, de 14 a 18 de outubro, em Brasília-DF, foi promovida a 4ª Semana de Formação sobre Paróquias Missionárias. A Arquidiocese de Uberaba esteve presente com a participação do Padre José Edilson da Silva (Coordenador Arquidiocesano de Pastoral) e do Diácono Fabiano Santos Gonzaga

Semana de Valores Humanos

(Coordenador do Conselho Missionário Diocesano – COMIDI). Nessa semana de formação foram abordados assuntos que, frente à realidade atual, se tornam importantes para a transformação de nossas comunidades eclesiais: Comunidade de Comunidades Missionárias: uma nova paróquia; Dimensão Missionária das diversas mediações eclesiais; Participação da paróquia na dimensão universal da missão e Elementos de Síntese

para entender a Pastoral Missionária. A partir desse encontro de formação, é perceptível que precisamos dar passos firmes para vencermos uma Igreja conservadora, tornando-se, de fato, uma Igreja Missionária. Isso só será possível quando houver uma verdadeira conversão pastoral, como fala tanto o Documento de Aparecida e o Documento de Estudos 104 da CNBB – Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia.

e o 4º Congresso Brasileiro da Primeira Infância. O Instituto, criado em 2005, tem como objetivo cuidar das crianças desde o ventre materno. Para isso trabalha-se a capacitação, a conscientização e a sensibilização dos pais e educadores sobre a importância da vivência e prática dos valores humanos, como verdade, ação correta, amor, bem-viver e paz. Os três eventos irão acontecer no Cine Vera Cruz.


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espaço memória

Jornal Metropolitano - Uberaba, novembro de 2013

Dom Alexandre Gonçalves do Amaral (Parte II)

Coincidência de datas Um jovem de 14 anos, no dia 29 de outubro de 1939, assistiu à sagração episcopal de Dom Alexandre em Belo Horizonte e sempre sonhou ser ordenado sacerdote por aquele bispo. Foi estudar Teologia na França. Lá, em 9 de julho de 1950, seria ordenado padre dominicano. Por coincidência, em julho de 1950, Ano Santo, Dom Alexandre achava-se em Roma. Assim, Dom Alexandre ordenou o Padre Lucas que depois seria o cardeal Dom Lucas Moreira Neves. Como gratidão, Dom Lucas veio a Uberaba a 22 de setembro de 1989, para, na Catedral de Uberaba, fazer a homilia da Missa comemorativa dos 60 anos de sacerdócio e dos 50 anos de bispado de Dom Alexandre. Célebre homilia teológica: “A Santidade Episcopal”. Citou Santo Tomás de Aquino que considerava o bispo um perfector. O perfector Dom Alexandre Perfector é o administrador cristão que age corretamente de modo a conseguir a realização de tudo o que deva ser feito para que o mundo se torne o Reino de Deus. Por graça de Deus, Dom Alexandre, servindo-se dos dons de capacidade intelectual, de memória, de energia, de entender bem a vida humana e de amar a Igreja de Cristo, tornou-se um Patriarca e um perfector da história da Igreja de Uberaba. Insurgia-se contra toda agressão ao povo e à Igreja, por sete motivos: Primeiro, porque dois bispos de Uberaba tinham já pedido para sair da Diocese, alegando dificuldades por causa de cartas anônimas. A nomeação de Dom Alexandre foi condicionada a sua aceitação de ficar bispo em Uberaba pelo menos por cinco anos, ao que ele respondeu: “Não só por cinco anos, mas por toda a vida. Serei enterrado em Uberaba”. Modificou a História da Diocese de Uberaba. Segundo, porque ele até conseguiu mudar uma ordem do Governador de Minas, conforme Padre Prata e Cesar Vanucci. Após o Golpe Militar de 1964, o cenário era de perseguição política. No quartel, uma lista de católicos que deveriam ser presos para investigação. Comunistas perigosos? Dom Alexandre foi ao Quartel, acompanhado de vários padres: “Vim aqui reclamar e exigir dos senhores a lista dos nomes dos padres e freiras, dos estudantes e professores da Faculdade de Filosofia das Irmãs Dominicanas, dos funcionários do

jornal Correio Católico e das moças e moços da Ação Católica que devem ser presos”. O comandante argumentou que prendia e depois, provada a inocência, ele mesmo soltaria. Dom Alexandre retrucou: “Não, senhor, o Direito diz que se devem supor provas para a culpa”. Com Padre Fleury, foi a Belo Horizonte contar ao governador Magalhães Pinto sobre o perigo de serem praticados mais outros abusos em Uberaba, pois Joel Loes, do jornal Correio Católico, já estava preso. O governador entendeu bem a situação. Decidiu a substituição do Comando Policial em Uberaba. Após a audiência, o governador se dirigiu ao Deputado Hilo Andrade: “Esse Dom Alexandre! Que homem, hein, Hilo”? Entre os 35 tenentes-coronéis, foi escolhido, a dedo, o ilustre Tenente Coronel PM José Vicente Bracarense, católico de palavra e de atitudes que chegou a Uberaba a 09 de julho de 1964. Tomou posse no dia seguinte, tendo sido o primeiro ato do primeiro dia de seu Comando, a participação na Santa Missa. Dom Alexandre agendou uma significativa e solene visita de agradecimento à Polícia Militar mineira. Terceiro, porque, em 1964, o Governo de Brasília teria designado três jovens para convocarem uma reunião na Faculdade Católica de Filosofia das Reverendíssimas Irmãs Dominicanas, para que, em

comum acordo entre a Mantenedora e a Comunidade Docente e Estudantil, fossem estabelecidas as futuras orientações para aquela Faculdade. “Não houve na Diocese perigo ou ameaça que Dom Alexandre não detectasse imediatamente”. (Padre Prata, p. 29) Dom

A rapa do tacho Entrei para o Seminário São José, com doze anos, em 1954. Foi com essa idade que pela primeira vez vi um bispo. Foi Dom Alexandre. De longe, no corredor do Seminário, eu o avistei e gritei para um colega: - “olha lá, um padre de boné vermelho!” Todos os dias um seminarista ia à casa de Dom Alexandre para ajudar a celebração da missa. Para ser o “coroinha”. Éramos escalados, cada um para uma semana. Isso foi oportunidade para a gente conhecer Dom Alexandre de perto: sua simplicidade, sua ternura, sua vida de oração... Era muito brincalhão, ao lado de sua seriedade. Chamava todo mundo de “Chiquinho”. Quando em viagem, para visitas pastorais, no carro ele de vez em quando pedia: “Chiquinho cante alguma coisa!” Fui, pela primeira vez, acompanhar Dom Alexandre

Alexandre foi lá e disse que o Código Civil Brasileiro reconhecia os Direitos da Igreja. “Aqui estou como autoridade da Igreja e não lhes devo explicações. Está terminada a reunião”. Brasília sempre negou ter expedido a designação daqueles três jovens. Quarto, porque durante a 2ª Guerra Mundial, o Brasil declarou guerra à Alemanha, e o Exército confiscou o livro de batismos de uma Paróquia da Diocese de Uberaba. A intenção era perseguir famílias alemãs. Dom Alexandre apelou e ganhou a causa. Condenado, o Exército Brasileiro pagou uma indenização. Dom Alexandre devolveu o dinheiro, esclarecendo que tudo aquilo era só uma questão de princípios. Quinto, porque enquanto seminaristas estudavam em Belo Horizonte, a Diocese precisava de um prédio para o seminário. Um grande prédio, na Praça Dom Eduardo, foi idealizado por Dom Alexandre para o Seminário Menor e o Seminário Maior, para 80 seminaristas. Foi construído em três anos e inaugurado em 1952. Sexto, porque antes de ser bispo, tinha sido Assistente Eclesiástico da Ação Católica de Belo Horizonte. Organizou-se a Ação Católica em Uberaba e o bispo, diretamente, cuidava da formação dos jovens leigos e leigas da AC, com cursos e escritos. Participava de todos os Congressos e Semanas de Ação Católica no Brasil. Em 1944, organizou o Primeiro Congresso Diocesano

em visita pastoral – foi na Igreja da Abadia. Indo para um local e para outro, eu fiquei “perdidinho de tudo”: atenção ao barrete (espécie de chapéu), ao breviário, à mala, aos paramentos... Quando tomamos um lanche e nos dirigíamos para outro local eu perguntei para Dom Alexandre: - “onde o senhor deixou o barrete”? Ele disse: - “Está na minha cabeça!”... Só pude engolir seco. Depois de uns seis ou sete anos eu acompanhava novamente Dom Alexandre. Fomos a Patos de Minas para uma conferência sobre Reforma Agrária. Quando voltávamos, ao entrar no carro, Dom Alexandre disse: - “Chiquinho, veja onde ficou meu breviário (Liturgia das Horas, hoje).” Eu disse de imediato: - “ Está em suas mãos, Excelência!”... Fui o último padre que Dom Alexandre ordenou. Em 1967. Catorze anos depois, quando Dom Benedito ordenou o primeiro padre para a Diocese, brincaram comigo, diante de Dom Alexandre: - “perdeu o colo, heim?” E Dom Alexandre respondeu: - Para mim

da Ação Católica em Uberaba. Em 1946, foi conferencista no Primeiro Congresso da Ação Católica do Rio de Janeiro. Era conhecido como o bispo da Ação Católica. Sétimo, porque cada bispo sempre aproveita o potencial evangelizador já existente em sua Diocese. O Triângulo Mineiro foi evangelizado pelas missões dos Padres da Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo. Dom Alexandre confiou também aos vicentinos a evangelização em sua Diocese. Por isso, em Uberaba e nas Dioceses do Triângulo Mineiro promovia os famosos Congressos Vicentinos. Em certa época, a Diocese de Patos - MG chegou a enviar 1.300 congressistas. Foram 3.000 participantes de um daqueles congressos dos quais Dom Alexandre era o efetivo Presidente. Eis, em poucos traços, o retrato de um dos maiores bispos brasileiros que Uberaba teve a honra de ter como seu bispo e arcebispo. Dom Alexandre deixou sua marca no coração de todos os que com ele conviveram e os que por ele foram ordenados. Deixou para todos seus diocesanos um testemunho de amor indizível a Jesus Cristo e a sua Igreja, bem como de fidelidade ao Romano Pontífice. Testemunho de pobreza evangélica, de amor aos empobrecidos e de profunda coragem. Para ele, a palavra do Ressuscitado era uma certeza: não tenhas medo! Carlos Pedroso - Historiador

você será sempre a “rapa do tacho”! Assim, às vezes ele me apresentava para as pessoas. Pe. Geraldo Magela de Faria Vigário Geral


Jornal Metropolitano - novembro 2013