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A Santidade do Sexo O Ato conjugal € essa bela rela•‚o intima de que partilham marido e mulher, na seclus‚o de seu amor – e ela € sagrada. Na verdade, Deus determinou para eles esse relacionamento. Prova disso € o fato de que Deus tenha apresentado esta experi„ncia sagrada em seu primeiro mandamento para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1.28). Esse encargo foi dado ao homem antes de o pecado entrar no mundo; portanto, o sexo e a reprodu•‚o foram ordenados por Deus, e homem experimentou-o ainda quando achava em seu estado original de inoc„ncia. Isso inclui o forte e belo impulso sexual, que marido e mulher sentem um pelo outro. Sem d‡vida, Ad‚o e Eva o sentiram no Jardim do ˆden, como fora inten•‚o de Deus, embora n‚o haja um registro ou prova escrita de que tal tenha acontecido, mas € razo‰vel supormos que Ad‚o e Eva tenham tido rela•Šes sexuais antes de o pecado entrar no jardim. (Ver Gn 2.25). O que a Bíblia fala sobre Sexo Como a B‹blia, clara e reiteradamente, condena o abuso sexual, tachando-o de adult€rio e fornica•‚o, muitas pessoas – ou por ignorŒncia ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade – interpretam erradamente estes conceitos, e dizem que Deus condenou toda e qualquer manifesta•‚o sexual. Mas a verdade € exatamente o contr‰rio. A B‹blia sempre fala dessa rela•‚o aprovativamente – desde que seja limitada a casais casados. A ‡nica proibi•‚o da B‹blia diz respeito a atos sexuais extra ou pr€-conjugais. A B‹blia € inquestionavelmente clara a esse respeito, condenando esse tipo de conduta. Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou os instintos humanos, n‚o como o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfa•‚o e senso de realiza•‚o pessoal. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado “• imagem de Deus” (Gn 1.27). Isso torna a humanidade uma cria•‚o singular dentre as criaturas da Terra. O verso seguinte explica: “E Deus os abençoou, e lhes disse: Seja fecundos, multiplicai-vos” (Gn 1.28). A seguir, ele faz um coment‰rio pessoal acerca de sua cria•‚o. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Outra prova da b„n•‚o de Deus para com esta experi„ncia sagrada, nos € dada na express‚o que descreve o ato sexual praticado por Ad‚o e Eva, em Gn 4.1: “Coabitou o homem com Eva. Esta concebeu”.(Algumas versŠes dizem: “conheceu...”). Que melhor maneira existe de se descrever este sublime e ‹ntimo entrela•amento de mentes, cora•Šes, corpos e emo•Šes, at€ um cl‹max apaixonado que lan•a os participantes numa onda de inocente calma, e que expressa plenamente o seu amor? A experi„ncia € um “conhecimento” m‡tuo, um conhecimento sagrado, pessoal e ‹ntimo. Correndo o risco de chocar algumas pessoas, desejamos afirmar que a B‹blia n‚o mede palavras ao falar deste tema. O livro de Cantares de Salom‚o € notavelmente franco neste aspecto. (Considerem-se, por exemplo, os trechos de 2.3-17 e 4.1-7).  Tanto o marido como a mulher possuem car„ncias de ordem sexual, que devem ser satisfeitas no matrimŽnio.  Quando uma pessoa se casa, ela perde, para o cŽnjuge, o direito ao dom‹nio sobre seu corpo. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 2 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


 Ambos s‚o proibidos de se recusarem a satisfazer as necessidades sexuais do cŽnjuge.  O ato sexual € aprovado por Deus. (I Corintios 7.2-5).

O que o Sexo Significa para o Homem Enxergar os fatos do ponto-de-vista de outra pessoa € um dos principais segredos do bom relacionamento dos seres humanos em qualquer setor da exist„ncia. Muitas esposas n‚o compreendem o que o sexo realmente significa para o homem, e isso, muitas vezes, leva a uma conclus‚o errŽnea, que abafa sua capacidade natural de corresponder •s iniciativas dele. O ato conjugal € vitalmente importante para o marido pelo menos por cinco razŠes. 1. Satisfaz seu instinto sexual. ˆ do conhecimento geral que o macho de todas as esp€cies de criaturas vivas tem o impulso sexual mais forte, e o Homo Sapiens n‚o € exce•‚o. Isso n‚o quer dizer que a mulher n‚o tenha um forte impulso sexual, mas, como veremos no cap‹tulo seguinte, o impulso dela € mais espor‰dico, enquanto que o dele € quase constante. Deus determinou que o homem fosse o agressor, o provedor, e o chefe da fam‹lia. Por alguma raz‚o, isto est‰ ligado ao impulso sexual. A mulher que desgosta do impulso sexual do marido, embora admire sua lideran•a agressiva, faria bem se encarasse o fato de que n‚o pode haver uma sem o outro. Para ilustrar as causas f‹sicas do impulso sexual masculino, deixe-nos apresentar a evid„ncia cient‹fica de que “cada gota do l‹quido seminal cont€m cerca de trezentos milhŠes de espermatoz•ide”. E como € poss‹vel a um homem ter de duas a cinco ejacula•Šes por dia, dependendo de sua idade, € claro que seu aparelho reprodutor produz diariamente boa quantidade de s„men e milhŠes min‡sculos espermatoz•ides. Se isso n‚o for liberado atrav€s do coito, constitui um fator de grande frustra•‚o para ele, que afeta seu bemestar f‹sico e mental. Um escritor afirma: “Um homem normal e saud‰vel tem aumento de S„men num per‹odo que vai de 42 a 78 horas, o que produz uma certa press‚o que precisa ser liberada”. As condi•Šes que determinam a freq•„ncia do aumento da press‚o variam bastante. Por exemplo, se sua mente estiver ocupada com problemas psicol•gicos ou familiares, ele n‚o estar‰ t‚o cŽnscio desta press‚o, como quando est‰ relaxado. 2. Satisfaz seu senso de masculinidade. O homem geralmente possui um ego mais forte do que a mulher. Se ele n‚o se sentir homem aos seus pr•prios olhos, ele n‚o € nada; e, de alguma forma, seu ego parece estar estreitamente associado a esse impulso sexual. Nunca conheci um homem impotente ou sexualmente frustrado, que tamb€m n‚o tivesse uma fraca imagem de si mesmo. Um homem sexualmente realizado, logo, logo, obt€m autoconfian•a em outros aspectos de sua vida. A maioria dos homens n‚o liga sua inseguran•a • frustra•Šes sexuais, ou porque s‚o orgulhosos demais para faz„-lo, ou por n‚o enxergarem a conex‚o entre as duas coisas; mas j‰ vi isso acontecer tantas vezes, que sempre que encontro um ego masculino abatido, procuro a causa numa frustra•‚o. O homem pode suportar bem um fracasso acad„mico, social ou at€ mesmo no trabalho, desde que ele e a esposa se entendam bem no quarto de dormir; mas o sucesso nas outras ‰reas se torna nulo, se ele fracassa no leito. Para um homem, o insucesso no leito significa o fracasso total. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Algumas mulheres, provavelmente ir‚o objetar a este recurso, tachando-o de “explora•‚o do sexo”. Preferimos pensar nisso como uma demonstra•‚o de amor altru‹stico. Por afeto pelo marido, esta esposa criou no lar uma atmosfera de amor com base nas necessidades, e n‚o nos sentimentos dele – nem nos dela, para ser franco. Isso constitui um belo cumprimento da descri•‚o b‹blica de amor: “N‚o tenha cada um em vista o (problema) que € propriamente seu, sen‚o tamb€m o (problema) que € dos outros”. (Fp 2.4). Uma mulher relatou-nos o seguinte: “N‚o importa como esteja nosso relacionamento sexual, se h‰ uma ocasi‚o em que procuro fazer que meu marido tenha rela•‚o comigo € no dia em que ele paga as contas da fam‹lia. Parece que € a ‡nica coisa que o faz sentir-se reanimado”. O marido dela ganha um zero por n‚o saber confiar seus problemas a Deus e n‚o saber regozijar-se pela f€ (I Ts 5.18), mas ela tira 10 como esposa s‰bia e amorosa. 3. Aumenta seu amor pela esposa. Estamos familiarizados como voc‰bulo síndrome, que sempre associamos a conceitos negativos como depress‚o, ira ou temor. Entretanto, ele pode ser empregado positivamente em conex‚o com o amor. Uma s‹ndrome de amor nunca magoaria ningu€m; e essa s‹ndrome € criada entre casais cuja atividade sexual € mutuamente satisfat•ria. ˆ como o homem foi dotado por Deus com uma consci„ncia, al€m de um forte impulso sexual, a satisfa•‚o desse impulso aliado ao fato de n‚o ferir essa consci„ncia, aumentar‰ seu amor pela pessoa que possibilita isso. Mas somente uma mulher pode ser essa pessoa – sua esposa. Siga o nosso racioc‹nio. O impulso sexual do homem s• pode ser satisfeito pela ejacula•‚o. Isso s• € conseguido por quatros meios: (1) rela•‚o sexual; (2) masturba•‚o; (3) polu•‚o noturna; (4) homossexualismo. O ato sexual €, sem compara•‚o, o mais satisfat•rio, mas esse, por sua vez, pode ser realizado na uni‚o conjugal, prostitui•‚o ou adult€rio. Somente um desses tipos, por€m, € acompanhado de uma consci„ncia limpa – o amor conjugal. 4. Reduz as tensões no lar. Outro benef‹cio de uma rela•‚o satisfat•ria entre casal € que isso tende a diminuir as pequenas irrita•Šes do lar. Um homem sexualmente satisfeito, geralmente, € um homem contente. ˆ certo que isso n‚o resolve os grandes problemas – n‚o conserta uma p‰ra-choque amassado, nem compensa gestos excessivos – mas reduz bastante a incid„ncia de pequenos atritos. Muitas mulheres j‰ comentaram: “Meu marido se torna mais trat‰vel quando nosso relacionamento sexual est‰ correndo como deve. O barulho das crian•as n‚o ataca tanto os nervos, e ele tem mais tend„ncia a ser paciente com outras pessoas”. Muitos homens n‚o percebem que in‡meras de suas inexplic‰veis irrita•Šes podem ser creditadas a um impulso sexual n‚o satisfeito. Uma esposa inteligente, por€m, se manter‰ alerta para essa possibilidade. Quando prevalece a harmonia sexual, por alguma raz‚o, o mundo parece melhor, e as dificuldades retornam suas dimensŠes normais. ˆ como se seu trabalho e as pressŠes da vida valessem mais a pena, quando ele e a esposa consumam o ato sexual de maneira adequada. 5. Proporciona-lhe a mais emocionante experiência de sua vida. A titŒnica explos‚o f‹sica e emocional, que € a culminŒncia do ato conjugal para o marido €, tranq•ilamente, a mais emocionante experi„ncia que ele pode viver, pelo menos no caso das experi„ncias que se repetem. Naquele momento, todos outros pensamentos apagam-se de sua mente; cada glŒndula e •rg‚o de seu corpo parecem atingir um n‹vel elevad‹ssimo. Ele sente como se a press‚o sang•‹nea e a temperatura se elevassem quase ao ponto de ele perder o controle. A certa altura, a respira•‚o se acelera, e ele geme em „xtase quando a press‚o explode com a libera•‚o do s„men para descrever esta fant‰stica Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 4 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


experi„ncia. Embora a natureza agressiva dos homens os leve a empenhar-se em atividades as mais diversas, muitas delas emocionantes – conhecemos esquiadores, motociclistas, piloto de jato, p‰ra-quedistas e jogadores de futebol profissional – todos concordam em que o sexo € a mais emocionante. Impulso sexual e a mente O problema espiritual mais freq•ente enfrentado pela m€dia dos homens crist‚os diz respeito aos pensamentos. O impulso sexual masculino € t‚o forte, que muitas vezes o sexo parece ser o pensamento predominante em sua mente. Depois que um homem desses se converte, € convencido pela Palavra de Deus e pelo Esp‹rito Santo a mudar sua linha de pensamento. O Senhor, naturalmente, conhece este problema universal dos homens, pois ele nos admoesta: “Eu, por€m, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com inten•‚o impura, no cora•‚o j‰ adulterou com ela”. (Mt 5.28). Esse adult€rio mental, provavelmente, j‰ derrotou maior n‡mero de homens sinceros que qualquer outro pecado. Muitas mulheres crentes n‚o compreendem este problema dos homens, raz‚o pela qual adotam vestu‰rio t‚o reduzido. Se elas soubessem os problemas mentais que sua falta dec„ncia causa na m€dia dos homens, muitas se vestiriam com mais recato; mas como n‚o se sentem excitadas • vista de um belo f‹sico masculino, n‚o percebem a imediata rea•‚o dos homens • sua exposi•‚o. Uma esposa amorosa, sexualmente responsiva, pode ser uma grande vantagem para o marido, se ajud‰-lo a manter sua vida mental de acordo com a vontade de Deus. Uma esposa amorosa que compreende as tenta•Šes do marido a este respeito, reprimir‰ o impulso de resistir •s investidas dele, e lhe dar‰ seu amor livremente, pois pensa mais nas necessidades do marido que nos seus pr•prios problemas. Sua recompensa ser‰ uma rea•‚o pronta dele para com as disposi•Šes dela, e juntos poder‚o desfrutar da maravilhosa experi„ncia do amor conjugal. O que o Sexo Significa para a Mulher Felizmente, para as mulheres, os homens e as culturas est‚o mudando. Diz-se que, h‰ uma gera•‚o atr‰s, os homens pareciam ser uns grandes ego‹stas, e tudo na sociedade contribu‹a para exalta•‚o da imagem masculina, que fazia com que parecessem animais no quarto. O prazer sexual que obtinham com a “pobre esposa” era supostamente um direito divino deles, e suas rela•Šes sexuais geralmente eram experi„ncias unilaterais, que deixavam a mulher insatisfeita e com a sensa•‚o de que n‚o fora amada, apenas usada. Tais homens eram (e alguns ainda s‚o) analfabetos em quest‚o de sexo, e absolutamente n‚o entendiam as necessidades f‹sicas e emocionais da mulher. Supondo possuir o dom do conhecimento instintivo nesse assunto, o homem levava a inocente noivinha para seu ninho de amor, e lhe ensinava apenas o que ela precisava saber para satisfazer o desejo sexual dele. N‚o € de se admirar que muitas esposas acabassem se tornando fr‹gidas, e o ato sexual para elas fosse apenas uma tarefa enfadonha. E o pior € que algumas esposas frustradas se tornaram pregadoras ardorosas da frigidez. Consequentemente, as jovens noivas casavam-se devidamente avisadas de que o cuidado da casa, a maternidade e uma boa reputa•‚o eram coisas maravilhosas – mas o casamento tinha uma grande desvantagem: “o quarto de dormir”. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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O marido crist‚o moderno j‰ est‰ sendo instru‹do pela Palavra de Deus e pelo seu pastor nos seguintes termos: “Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja... Assim tamb€m os maridos devem amar as suas mulheres”. (Ef 5.25,28). Portanto, o crente hoje entra para o casamento mais conscientizado das car„ncias emocionais da esposa, e mais preocupado com a satisfa•‚o dela. Ele a respeita como sendo uma criatura especial de Deus, que deve ser compreendida. Consideramos estes cinco pontos importantes que revelam o que o sexo significa para uma mulher: 1. Satisfaz seu senso de feminilidade. A psicologia da imagem pr•pria € a tŽnica do momento. Toda banca de livros hoje apresenta v‰rias publica•Šes a respeito do auto-aperfei•oamento. N•s, os crist‚os, n‚o concordamos com todas as conclusŠes human‹stica que elas oferecem, mas nunca poder‹amos negar a importante verdade de que a felicidade duradoura € imposs‹vel sem que o indiv‹duo aceite a si mesmo. Isso se aplica tamb€m • mulher casada. Se ela se considera um fracasso na cama, ter‰ dificuldades em aceitar sua total feminilidade. N‚o deveria supreender-nos o fato de que toda noiva, quando se casa, sentese insegura. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos poucas s‚o as pessoas que se sentem seguras. 2. Assegura-lhe do amor do marido. O ‡nico ponto em que todos os psic•logos concordam entre si € que todas as pessoas possuem as necessidades b‰sica de serem amadas. Em geral, isso se aplica mais •s mulheres do que aos homens. Elas possuem uma imensa capacidade para o amor, tanto no dar como para receber. Poder‹amos apresentar centenas de exemplos de amor materno, de esposa, de irm‚, etc., mas o leitor sem d‡vida alguma, deve estar familiarizado com essas coisas. Contudo, alguns ainda desconhecem os cinco tipos de amor de que precisa uma mulher. A. Amor-companheirismo. Poucas mulheres apreciam a solid‚o por um longo per‹odo de tempo. J‰ notou como s‚o poucos os casos de heremitas ou reclusos do sexo feminino? Encontram-se algumas exce•Šes entre as mais idosas, naturalmente, quando essas se tornam esclerosadas, ou j‰ perderam todos os entes queridos. Mas a mulher contempla o casamento como um companheirismo perp€tuo, o que explica por que ocorrem tantos problemas, quando o homem tem um emprego que o obriga a passar muitas horas longe de casa. Na maioria dos casos, ele n‚o compreende esta necessidade que a esposa tem da companhia dele. Quando o homem est‰ constantemente cercado de pessoas, geralmente fica ansioso para afastar-se um pouco, e ficar a s•s. Quando chega em casa, € poss‹vel que encontre a esposa desejosa de suas aten•Šes e companhia. Se homens entendessem esta necessidade de suas esposas, passariam menos tempo diante do televisor, quando est‚o em casa, e aprenderiam a apreciar um pouco mais a presen•a da esposa. Os cŽnjuges que foram bons amigos antes do casamento, raramente t„m problemas depois, mas se deixarem de cultivar esse relacionamento, acabar‚o por perd„-lo. B. Amor compassivo. A mulher possui uma inclina•‚o natural para cuidar de doentes, mas poucos homens demonstram tal amor. Quando o marido ou um filho se fere, quem corre para socorrer? Quem salta da cama •s 2:30 da madrugada, quando o beb„ solta o mais leve gemido? Raramente € o pai. A m‚e n‚o demonstra esse amor compassivo por ser m‚e, mas por ser mulher. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Os homens precisam aprender que a capacidade que a mulher tem de demonstrar o amor compassivo € prova de que ela necessita receb„-lo tamb€m. E essa necessidade se torna ainda mais aguda, quando ela est‰ passando por algum sofrimento f‹sico ou emocional. ˆ lament‰vel que o homem que desfruta do amor compassivo da esposa, muitas vezes seja relapso em retribu‹-lo • sua amorosa companheira. Nesse caso deve aplicar-se a Regra ‘urea. C. Amor romântico. As mulheres s‚o romŒnticas. Escondido no cora•‚o de cada menina (mesmo depois que ela cresce) existe aquela imagem do “pr‹ncipe encantado” vindo ao seu encontro num cavalo branco, para despertar a princesa com seu primeiro beijo de amor. Por essa raz‚o, ela precisa de gestos romŒnticos, flores, m‡sicas, ilumina•‚o difusa, jantar fora e muitas outras coisas. Infelizmente, muitos homens deixam de compreender isso, principalmente porque sua necessidade de romantismo ou inexiste ou € m‹nima. Mas ele € casado com uma criatura que possui extraordin‰ria necessidade disso. Alguns homens podem at€ pensar que suas esposas s‚o pessoas pr‰ticas, diferentes das outras mulheres, mas isso € um erro de julgamento. Para falar a verdade, o mais prov‰vel € que essas mulheres tenham superado aquele “sonho”, tornando-se pr‰ticas, porque lhes parece melhor reprimir este anseio do que sentirem frustradas pela falta de romantismo do marido. Contudo, uma ou outra noite fora, sem os filhos, um presentinho inesperado, ou qualquer outra express‚o de romantismo pode ser muito gratificante para elas. Essa diferen•a entre homens e mulheres pode contribuir para surgimento de sentimentos de incompatibilidade ap•s o casamento. A mulher nunca perde essa necessidade de romantismo, ao passo que o homem nem mesmo a possui. ˆ esse amor romŒntico que faz a mulher corresponder aos pequeninos gestos de carinho do marido, tais como abrir a porta do carro para ela ou segurar seu bra•o quando atravessa a rua. ˆ poss‹vel que ele se sinta um pouco encabulado ao faz„-lo, mas a rea•‚o dela bem que vale o esfor•o. D. Amor carinhoso. A maioria das mulheres tem sede de beijos de agradecimento e aprecia•‚o. Talvez voc„ conhe•a exce•Šes – e n•s tamb€m – mas se examinar bem, ver‰ que essa falta de afei•‚o € cultivada. Em alguns casos, ela € causada por marido que exige a realiza•‚o de um ato sexual r‰pido, ao inv€s de uma prepara•‚o mais demorada. Alguns homens desatenciosos se satisfazem com isso, mas a maioria das mulheres n‚o: para elas, um toque carinhoso, um c‰lido abra•o, e a proximidade daquele que elas amam € quase t‚o agrad‰vel como contato mais intimo. Na verdade, muitas mulheres reagem mais positivamente a um olhar de admira•‚o ou a palavras de elogio, que qualquer outra coisa. O marido inteligente € aquele que freq•entemente quebra a rotina da vida e expressa verbalmente sua admira•‚o pela esposa. Esses homens n‚o “passa fome”, sexualmente falando, pois j‰ descobriram que a mulher € despertada pelas pequenas expressŠes de carinho que muitas vezes parecem sem sentido para os homens em geral. E. Amor passional. O amor passional € algo natural ao homem por causa de seu forte impulso sexual. A maioria das mulheres precisa cultivar esse desejo de amor passional, mas podemos estar certos de que elas possuem a capacidade de aprender a senti-lo. O marido que oferece carinho • esposa pode lev‰-la a sentir esse amor passional. E qualquer um que fizer isso dir‰ depois que valeu a pena o tempo empregado. A paix‚o feminina € mais sujeita a fases do que a do homem. Em certas ocasiŠes, em condi•Šes adequadas de lugar, intimidade e afei•‚o, ela pode desfrutar plenamente do amor passional. Contudo, uma coisa deve ser Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 7 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


lembrada: a mulher ter‰ mais facilidade de expressar amor passional depois que os outros tipos de amor tiverem sido satisfeitos. 3. Satisfaz seu instinto sexual. N‚o obstante a mulher n‚o possuir um impulso sexual t‚o forte e cont‹nuo como o do homem, ela o possui. Pesquisas revelam que quase todas as mulheres s‚o mais passionais antes, durante e logo ap•s o per‹odo menstrual, e tamb€m, naturalmente, na metade do ciclo, quando se encontram no auge da fertilidade. Al€m disso, seu prazer sexual cresce com o passar dos anos. ’ medida que ela aprende a responder desinibidamente •s iniciativas do marido, e a experimentar orgasmos, crescem sua aprecia•‚o e desejo do ato. A mulher n‚o parece t‚o facilmente tentada a fantasias, como acontece ao marido. Entretanto, ela possui a capacidade de relembrar romanticamente as melhores experi„ncias do passado. Conseq•entemente, cada vez que ela realiza uma boa experi„ncia, seu impulso sexual se intensifica, do mesmo modo que cada experi„ncia fracassada o inibe um pouco. Este crescente impulso sexual precisa de uma v‰lvula de escape, e o amor conjugal € meio pelo qual Deus determinou que ele fosse expresso. 4. Proporciona relaxamento para o sistema nervoso. J‰ notamos muitas vezes que as mulheres fr‹gidas s‚o nervosas. Note que n‚o dissemos que toda mulheres nervosa € fr‹gidas, pois algumas s‚o nervosas por natureza, mas a frigidez quase invariavelmente produz nervosismo. Portanto, € importante que a mulher aprenda a ter uma express‚o sexual sadia para com o marido. Como acontece ao homem, os •rg‚os reprodutores da mulher est‚o intimamente relacionados com o sistema nervoso. Deus determinou que as mulheres de todas as camadas da vida desfrutem de uma experi„ncia saudavelmente relaxante no leito nupcial. O ato conjugal existe para a propaga•‚o da esp€cie e a satisfa•‚o pessoal, € verdade, e ele realmente proporciona felicidade e um senso de realiza•‚o; mas tamb€m resulta num relaxamento necess‰rio do sistema nervoso. 5. A suprema experi€ncia. Quando o amor conjugal € adequadamente consumado at€ o orgasmo, proporciona mulher a mais empolgante experi„ncia da vida. Uma jovem m‚e encontrou uma exce•‚o para esta asser•‚o, dizendo que o parto oferecia maior emo•‚o. Mas estamos nos referindo a uma experi„ncia feminina mais freq•ente. Simplesmente, n‚o existe outra experi„ncia que se compare ao ato conjugal – nem para o marido, nem para sua esposa – que precisam um do outro para obter esta suprema recompensa. A arte de “Fazer Amor” Todas as atividades f‹sicas fundamentais do ser humano s‚o aprendidas na pr‰tica; por que o sexo seria diferente? Todo ser adulto possui em si o impulso para o ato sexual e tudo o de que necessita para exercit‰-lo; mas a arte de “fazer amor” n‚o € inata, € adquirida. Seria totalmente irrealista esperar • satisfa•‚o sexual sendo ambos virgens, consiga atingir o cl‹max, simultaneamente, na primeira noite de casados. Uma atitude realista seria cada um reconhecer que precisa “aprender fazendo”. N‚o € exatamente esse o principal objetivo da lua-de-mel – que os dois “pombinhos” se retirem para um s‹tio romŒntico, e aprendam a se conhecer mutuamente, e as suas fun•Šes sexuais? Quando o ato sexual constitui uma express‚o de amor, ele pode ser agrad‰vel, mesmo que um dos cŽnjuges ou mesmo ambos n‚o consigam atingir o orgasmo. A ternura que envolve o ato, e a pr•pria intimidade podem se constituir fatores de satisfa•‚o para ambos. Naturalmente, € de se esperar que haja bastante est‹mulo para que os dois culminem com o orgasmo, mas isso Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 8 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


n‚o € conseguido imediatamente. Essa gratificante habilidade € adquirida por meio de estudo, experi„ncias e uma comunica•‚o total entre marido e mulher. Ali‰s, a diferen•a na pr‰tica do ato sexual entre casais experientes e “novatos” € realmente insignificante. Certo conselheiro matrimonial fez a seguinte advert„ncia: “Se os casais sempre tratassem um ao outro do mesmo modo como se trataram durante a lua-de-mel, encontrariam menos dificuldades no relacionamento sexual. Mas a maioria dos casais experimentados procura encurtar as coisas, e isso estraga sua satisfa•‚o em potencial”. O objetivo Final Ocorrem muitos efeitos colaterais agrad‰veis durante o ato sexual, mas n‚o devemos perder de vista o fato de que o objetivo final € que o marido e mulher experimentem o orgasmo. Para o homem isto € relativamente simples e claramente percept‹vel. Logo que as termina•Šes nervosas que se acham na glande do p„nis recebem o est‹mulo necess‰rio, inicia-se uma rea•‚o em cadeia, com contra•Šes musculares na pr•stata, para for•ar o l‹quido seminal, contendo os espermatoz•ides, a que penetre na uretra. A press‚o exercida ali € suficiente para esguich‰-lo a uma distŒncia de at€ sessenta cent‹metros. S• ent‚o o homem percebe que quase todos os •rg‚os e glŒndulas de seu corpo estiveram em a•‚o, pois, ap•s o orgasmo, eles come•am a se relaxar, e ele € invadido por uma sensa•‚o de contentamento. O orgasmo feminino € bem mais complexo, e como a mulher tem a capacidade de atingir v‰rios n‹veis de cl‹max, € muito menos manifesto. Por essa raz‚o, muitas jovens esposas ficam em d‡vida se atingiram o orgasmo ou n‚o. Assim tamb€m ela precisar‰ aprender, por experi„ncia pr•pria, como € o orgasmo. Depois que atingir um cl‹max de n‹vel m‰ximo, n‚o ter‰ mais d‡vidas de como ele € e quando ocorre. A preparação para o ato Mas, felizmente, a maioria das noivas espera desfrutar do ato sexual, e encara realisticamente o fato de que € preciso haver certa dose de prepara•‚o antes de iniciarem a experi„ncia em si. Todos os jovens devem considerar os seguintes passos b‰sicos nessa prepara•‚o. 1. Aprender tudo que for poss‹vel antes do dia do casamento. Deve aprender sobre as fun•Šes do aparelho reprodutor masculino e feminino. Esta informa•Šes iram auxiliar na viagem de n‡pcias. 2. Todas as noivas em perspectiva deviam consultar um m€dico algumas semanas antes do casamento, e discutir com ele a viabilidade de se processar o rompimento do h‹mem no consult•rio. Se durante o exame o m€dico constatar que o h‹mem € demasiadamente espesso e pode dificultar o ato sexual, ela deve considerar a hip•tese de permitir que ele o estenda ou o corte para evitar dor e sangramento desnecess‰rios. Contudo, se o m€dico sentir que ela n‚o ter‰ s€rias dificuldades, e se ela preferir, pode deix‰-lo intato para a noite nupcial. Nessa nossa era de mentes esclarecidas, o noivo pode preferir que o h‹mem seja removido antecipadamente para reduzir as possibilidades de causar desconforto • sua jovem noiva. Outra alternativa € o esticamento digital, que o noivo pode efetuar no dia do casamento mesmo, mas para isso ele precisar‰ de orienta•‚o do m€dico. Em nosso mundo ativo de hoje, muitas mo•as rompem o h‹mem acidentalmente, num passeio de bicicleta ou a cavalo, ou, em alguns casos, o m€dico € obrigado a dilat‰lo devido a dificuldades na menstrua•‚o. A noiva deve discutir com seu m€dico, tamb€m, o uso de anticoncepcionais. ˆ importante que o casal entenda que o temor da gravidez poder‰ anuviar as alegrias da lua-deCriado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 9 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


mel. O jovem casal deve procurar conhecer bem o pensamento um do outro, e ver se est‚o preparados para ter filhos logo em seguida ao casamento ou n‚o. Se desejarem aguardar um pouco, o m€dico pode aconselh‰-los quanto ao melhor e mais seguro m€todo anticoncepcional. 3. ˆ raro encontrar-se uma noiva cujo organismo produza, durante a luade-mel, o muco vaginal em quantidade suficiente para reduzir o desconforto do ato sexual. Isso pode ser corrigido, adquirindo-se um lubrificante artificial na farm‰cia, ou ela poder‰ discutir o problema com o m€dico que poderia receitar-lhe um preparado adequado. Ela deve t„-lo sempre • m‚o, para o marido aplicar no momento adequado. 4. Todas as noivas conhecer como exercitar os m‡sculos vaginais, e tamb€m conhec„-lo a esses m‡sculos e suas fun•Šes, bem como praticar os exerc‹cios v‰rias semanas antes do casamento. Esse trabalho lhe dar‰ mais habilidade no controle muscular, do qual as mulheres em geral nada sabem, e tamb€m elevar‰ seu potencial de sensa•Šes durante o momento de excitar o marido de um modo que ele nunca sonhou. O aprendizado destas gin‰sticas os ajudar‰ no sentido de atingirem o orgasmo simultaneamente. Planejamento Familiar e as Escrituras Sagradas Muitos alegam que o planejamento familiar quando • limita•‚o de filhos € antib‹blico, e condenam qualquer tipo de m€todo anti-concepcional. H‰ grupos e pessoas que reprovam qualquer medida anti-concepcional que n‚o seja m€todo c‹clico, isto €, o per‹odo chamado de seguran•a ou infertilidade. Contudo, em nenhum lugar da B‹blia, encontramos proibi•Šes aos m€todos anti-concepcionais aprovados pela medicina moderna, como tamb€m, textos que recomendem o uso de tais m€todos. Entretanto, as Escrituras falam da necessidade de sermos pessoas prudentes, que planejem antes de agir (Lc 14.28). Hoje, mais do que nunca, a fam‹lia precisa ser planejada, a fam‹lia precisa ser prudente, “sentar-se e calcular...”. A medicina de hoje, por obra e gra•a de Deus, tem meios para ajudar o casal no planejamento familiar. Temos que entender o avan•o da ci„ncia neste campo como uma b„n•‚o de Deus • fam‹lia, por isso, € mister que nesse planejamento familiar o casal procure um profissional competente no aux‹lio e orienta•‚o sobre anti-concepcionais. O casal que fizer isto n‚o estar‰ em nenhum momento contrariando as Escrituras Sagradas. Limitação de Filhos A limita•‚o de filhos € bem antiga. Os antigos eg‹pcios, h‰ dois mil anos a.C. conheciam pr‰ticas para limitar o n‡mero de filhos. Refer„ncias a essas pr‰ticas foram encontradas em antigu‹ssimos papiros. O casamento € a maneira de Deus garantir a preserva•‚o da ra•a humana, e uma das razŠes para se casar € ter filhos. “Tornar-se pai resulta num senso de realiza•‚o e de significado para sua vida como em nenhuma outra experi„ncia humana”. A paternidade deve ser planejada e controlada. O casal precisa entrar em acordo quanto ao n‡mero de filhos que deseja e aos quais pode dar alimento, prote•‚o, veste, educa•‚o e sa‡de. O uso de m€todos anti-concepcionais que sejam higi„nicos e aprovados pela medicina moderna n‚o prejudicam o casal, pelo contr‰rio, possibilitam um planejamento racional e resulta numa alegria maior ao nascer o filho, em vez de tristeza e desapontamento quando surgir uma crian•a que n‚o foi desejada. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Os primeiros anos de casamento s‚o de adapta•‚o, por isso, a vinda de um filho logo nos primeiros anos nem sempre € recomend‰vel. Por outro lado, h‰ aqueles que apontam os preju‹zos que resultam para o filho ‡nico, assim com um n‡mero grande de filhos, tendo os pais dificuldades em cuidar adequadamente de todos. Finanças na Família (I Tm 6. 3-10) Uma das questŠes de maior peso e influ„ncia na vida humana € a financeira. H‰ mil„nios que pessoas matam por causa do dinheiro; injusti•as s‚o cometidas, personalidades s‚o corrompidas, tudo por causa do dinheiro. Ou melhor, pelo “amor do dinheiro”, de acordo com a afirma•‚o apost•lica (I Tm 6.10). Isto tem sido verdade especialmente no Brasil onde, h‰ anos, o povo tem sofrido com uma crise financeira, aparentemente insol‡vel, devida, entre outros fatores, • ganŒncia e corrup•‚o de governantes e governados, bem como a p€ssima distribui•‚o da renda nacional. ˆ neste contexto que fam‹lias crist‚s sofrem, sonham, choram e luta-se, a Palavra de Deus € e deve ser o guia que orienta as fam‹lias crist‚s no trato com os problemas relacionados ao uso do dinheiro. Todos sabem que o sustento digno de uma fam‹lia € quest‚o muito s€ria, que deve ser administrada com bons crit€rios. Cada fam‹lia deve saber administrar suas finan•as. O pr•prio Senhor Jesus Cristo disse que o corpo € mais do que o alimento, e a vida € mais do que vestes (Mt 6.25). “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (I Tm 6.8). O Senhor Jesus Cristo disse que, se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justi•a, o b‰sico • manuten•‚o da vida humana ser‰ acrescentado (Mt 6.31-33). “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5). O or•amento financeiro da fam‹lia crist‚ deve incluir as despesas com alimenta•‚o, vestu‰rio, aluguel (se necess‰rio), despesas com ‰gua, luz e telefone (se houver), sa‡de (m€dico, dentista, farm‰cia, etc.), educa•‚o (livros, material escolar em geral, mensalidades, etc.), transportes, lazer, tudo isto € necess‰rio. Deve tamb€m prever algum tipo de economia para o futuro, como por exemplo, um acidente com um membro da fam‹lia, mas antes de tudo isto, h‰ consagra•‚o dos d‹zimos e ofertas ao Senhor (Mt 3.10) e a ajuda aos materialmente necessitados (conforme Mt 25.31-46; Ef 4.28; Gl 6.10). Vivemos em uma sociedade materialista, que € dominada pela doen•a do consumismo (que leva pessoas a comprarem o que n‚o precisam). ˆ preciso fazer ao Senhor a mesma ora•‚o feita pelo antigo s‰bio: “Duas cousas te pe•o... n‚o me d„s nem pobrezas nem a riquezas: d‰-me p‚o que me for necess‰rio...” (Pv 30.7,8). Obs: Divida o seu sal‰rio em Quatros partes sendo: uma parte para todas as contas fixa exemplo: ‘gua, luz, telefone, aluguel, presta•Šes, compra do m„s etc.; uma parte para lazer; uma parte para vestu‰rio; uma parte para uma poupan•a de emerg„ncia! Educação de Filhos (Lc 2.39-52)

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Mas, a tarefa de educar n‚o € s• da Escola, e sim da fam‹lia e da Igreja. A fam‹lia, como n‡cleo social, est‰ cada dia mais, sendo desafiada a cumprir a tarefa da educa•‚o de filhos. Ser‰ que ela est‰ cumprindo bem esta fun•‚o? Deus € autor da fam‹lia e esta se encontra no Seu plano. A fam‹lia n‚o pode viver isolada e precisa ser caracterizada como sendo um grupo que vive em amor. S‚o v‰rios e graves os problemas na fam‹lia. A educa•‚o de filhos € um deles. Saber-se que muitas s‚o as fam‹lias que simplesmente transferem para a escola e a Igreja a responsabilidade de educa•‚o dos seus filhos. Um dos problemas que os pais costumam ter na educa•‚o de seus filhos € decidir quanto ao certo e o errado, isto €, deve-se ou n‚o exigir isto, ou aquilo. Alguns procuram os l‹deres religiosos, professores, psic•logos, etc. Outros, l„em revistas e livros sobre o assunto; mas, na maioria das vezes a confus‚o aumenta e muitos sentem-se como que perdidos. O relacionamento entre pais e filhos, • semelhan•a de relacionamento inter-pessoais que envolvem liga•Šes afetivas, tem um grande carga de confronto entre pessoas, gerando discordŒncias de opiniŠes. Modelo de Pai e Mƒe Como n‚o havia modelo de pai para que pudesse educar seus filhos, Josh foi procurar na B‹blia a figura de Deus como Pai. Ele concluiu: “As qualidades b‰sicas do pai que s‚o vistas no Senhor s‚o que Ele deseja nos pais crist‚os de hoje” Ele descobriu um Pai perfeito, como todas as qualidades que gostaria de ter encontrado em seu pr•prio pai e adotou modelo na cura de suas feridas da alma e tamb€m na educa•‚o de seus pr•prios filhos, tornando-se um pai consciente, e formando um lar equilibrado, onde a sexualidade de seus filhos pode desenvolver-se de forma segura e natural. Os atributos de Deus que Josh descobriu foram: Um ref„gio – O pai € algu€m para quem posso correr e em quem encontro ref‡gio. “O Senhor € meu escudo, meu esconderijo, minha rocha, minha fortaleza, minha torre” (Sl. 3.3; 5.11,12; 32.16; 61.1-4). Este pai € algu€m que est‰ • disposi•‚o do filho, e com ele gasta tempo, acolhendo-o e dando-lhe seguran•a. Um amigo - Muito cordial (Sl. 5.3). Aquele a quem eu posso contar tudo. Ele me aceita com eu sou, e me ouve. Um sustentador – O pai € algu€m que sustenta os filhos nas dificuldades da vida (Sl. 37.17,18). Um companheiro – Aquele que anda junto com o filho e se mostra feliz por isso (Sl. 17.8). Presente na vida do filho – A crian•a ama a presen•a do pai, acima de tudo. O pai que moldar‰ a vida do filho € aquele que est‰ presente, e n‚o aquele que lhe d‰ presentes ou o sustenta, mas n‚o se encontra ao alcance da crian•a. Um conselheiro e guia – Em meio aos conflitos e •s pressŠes de seus companheiros, os pais devem ser os primeiros conselheiros que a crian•a procura e confia. Um perdoador – O pai € aquele que n‚o guarda rancor e € r‰pido em perdoar (Sl. 145.8; Lc. 17.11-32). Ele instala no filho sabedoria, piedade e maturidade, mas com amor e n‚o com ira, rigor, amea•as, cr‹ticas ou aspereza. Confi†vel – Aquele que promete e cumpre, mesmo nas pequenas coisas, mas de grande importŒncia para a crian•a. Sempre que os pais satisfazem as necessidades b‰sicas dos filhos, est‚o protegendo-o de explora•‚o sexual. Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Quando mais saud‰vel € a personalidade da crian•a, tanto menos vulner‰vel ela ser‰ aos pr•prios desejos f‹sicos e • manipula•‚o por parte de outros. Um lar saud‰vel € o melhor seguro contra desvios sexuais e morais. Dando aten•‚o aos filhos (Ef. 6.4). Dedicar aten•‚o especial aos filhos, conversar, orar, mostrar interesse por suas atividades e dar-lhes alimentos espiritual € dever de todo pai crist‚o. Do contr‰rio, ficar‚o • merc„ de tudo o que a “bab‰ eletrŽnica” lhes transmite para transform‰-los, mais tarde, em filhos biŽnicos: sem Deus, sem amor, sem salva•‚o. N‚o ofere•a seus filhos a Moloque como fizeram muitos pais Antig•idade.  Pais e filhos: ˆ indispens‰vel que os pais amem seus filhos n‚o s• com palavras, mas com demonstra•‚o de afeto e carinho, evitando gritos e castigos desnecess‰rios. “Ame seu filho antes que um traficante o adote”, diz um adesivo de carro. H‰ muitos filhos de crentes que est‚o “por tr‰s das grades” ou entre traficantes de drogas, empurrados pelos pr•prios pais. Atitudes de amor, acompanhadas de f€ nas promessas da Palavra de Deus, de jejum e ora•‚o t„m muito mais poder do que gritos, amea•as, intimida•Šes e castigos injustos.  Filhos e pais: Os filhos, por sua vez, devem amar, obedecer e respeitar seus pais. O ap•stolo Paulo, escrevendo aos Ef€sios, repete o quinto mandamento, enfatizando seu valor: “V•s, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto € justo” (Ef. 6.1) e, “Honra a teu pai e a tua m‚e, que € o primeiro mandamento com promessa, para que te v‰ bem e vivas muito tempo sobre a terra” (Ef. 6.2,3). Obedi„ncia e honra s‚o disposi•Šes que devem acompanhar o filho sensato. Muitos sofrem o ju‹zo de Deus e t„m sua vida encurtada por pecarem contra os pais. ˆ imposs‹vel que n‚o ocorram discordŒncias e problemas na educa•‚o de filhos. 1. Uma educação que oferece liberdade, mas impõe limites. O ser humano € livre, mas nem tudo o que ele fizer lhe trar‰ benef‹cios e alegria. Por isso, o ap•stolo Paulo disse: “Todas as coisas me s‚o l‹citas, mas nem todas me conv„m...” (I Co 10.23). Infelizmente, alguns pais oferecem total liberdade aos filhos. Da‹ surge a libertinagem e alguns filhos acabam dominando seus pais. A B‹blia declara que n‚o se deve retirar a disciplina da crian•a (Pv 23.13). Quando h‰ necessidade de disciplina € porque os limites da liberdade foram desrespeitados. Portanto, a verdadeira educa•‚o precisa oferecer liberdade, mas deve estabelecer limites. 2. Uma educação que objetiva um compromisso religioso. Ana e Elcana procuraram educar seu filho Samuel sempre no templo, perto do sacerdote Eli (I Sm 2.11,21 e 28). Uma educa•‚o b‹blica, coerente e equilibrada precisa proporcionar uma forma•‚o, cujo compromisso maior, € com o reino de Deus. ˆ preciso despertar nos filhos o interesse pela Casa de Deus. Para isso os pais devem amar a Igreja, os irm‚os e os l‹deres da comunidade. H‰ indiv‹duos que falam t‚o mal da Igreja e mesmo assim querem que seus filhos a freq•entem. 3. Uma educação que possui a marca do diálogo. Os filhos t„m o direito de falar e os pais n‚o podem monopolizar a conversa numa demonstra•‚o de autoritarismo. Muitos pais querem falar pelos seus filhos. Alguns utilizam palavras impr•prias, com agressŠes e amea•as, mentiras, xingamentos, apelidos, anedotas, etc. O s‰bio Salom‚o declara: “A resposta branda devia o furor, mas palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1). Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Para que exista uma boa educa•‚o na fam‹lia € necess‰ria uma boa administra•‚o do tempo. Os pais devem gastar mais tempo com os filhos. Este di‰logo precisa desencadear um relacionamento amoroso, alegre, jovial, esportivo e afetivo; pois, o relacionamento entre pais e filhos n‚o € composto s• de regras ou palavras, mas de um envolvimento entre eles. 5. Uma educação que atinge a pessoa integralmente. A educa•‚o que Jesus recebeu de seus pais lhe proporcionou um crescimento integral. Vejamos os seguintes aspectos: Intelectual – Aqui est‰ a refer„ncia quanto ao seu desenvolvimento intelectual ou seja, a sua identidade. Ellicott disse que “a alma de Jesus era humana, isto €, sujeita •s condi•Šes e limita•Šes do conhecimento humano, e teve de aprender como devem faz„-lo todas as almas humanas”. Físico – Jesus se desenvolveu fisicamente, pois era pessoa que caminhava muito, trabalhava num servi•o muito pesado na carpintaria de seu pai Jos€. Justino M‰rtir (150 d.C.) diz-nos que em seu tempo, diversos objetos de madeira, que eram reputados feitos pelas m‚os de Jesus, eram intensamente procurados. Espiritual – Este € o principal resultado da educa•‚o que recebeu, pois a sua vida espiritual era intensa e repleta de comunh‚o com Deus. Durante toda sua caminhada terrena demonstrou desejo de estar junto ao Pai, gastando tempo para falar com Ele por meio da ora•‚o. Social – O vers‹culo 52 expressa que Jesus se desenvolveu diante de Deus e dos homens. Isso mostra que Jesus se desenvolveu junto com o povo, nos lares, pra•as, ruas, nas praias, no mar, nas festas de casamento; sempre se envolveu com as pessoas e estava acompanhado de multidŠes. Possu‹a bons amigos. E os seus filhos, t„m boas amizades? Quantos est‚o oferecendo s• uma educa•‚o intelectual para os seus filhos! Mas, a leg‹tima educa•‚o € aquela que atinge a integralidade da vida humana, proporcionando •s pessoas um desenvolvimento intelectual, f‹sico, espiritual e social. Ser‰ que os nossos filhos est‚o sendo educados desta forma?

Pais-Minuto  Crian•as que gostam de si mesmas, gostam de se comportar bem!  Reservo um minuto, Olho para os meus objetivos, observo meu comportamento, Verifico se meu comportamento est‚ de acordo com os meus objetivos.  Ajudo meus filhos a alcan•arem seu potencial pleno, eu os surpreendo fazendo alguma coisa correta.  Nƒs nos tornamos aquilo que pensamos.  „ mais importante para mim come•ar imediatamente a fazer as coisas corretas, do que esperar at… que eu ache que possa faze-la corretamente.  Tiro um minuto do meu dia de vez em quando e com freq†‡ncia, para olhar nos rostos dos meus filhos.  O que importa como pais nˆo … tanto o que acontece quando voc‡ est‚ presente, … o que acontece quando voc‡ nˆo est‚ presente.  As crian•as aprendem de tr‡s maneiras, pelo exemplo...pelo exemplo...e...  Objetivos geram comportamentos, conseq†‡ncias refor•am comportamentos.

INÍCIO Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Os objetivos-Minuto funcionam bem para a nossa família quando: 1. Temos objetivos claros como fam‹lia (objetivos coletivos “N•s”) e como pessoas (Objetivo individual “Eu”). 2. Batalhamos por acordos m‡tuos, de tal maneira que passamos todos sentir que estamos obtendo o que queremos de nossa fam‹lia. 3. Cada um de n•s escreve seus objetivos em 250 palavras, ou menos, numa folha solta de papel – assim, levamos um minuto para rel„-los. 4. Nossos objetivos s‚o espec‹ficos, e mostram exatamente aquilo que cada um de n•s gostaria de ver acontecer e quando. Eu tenho... Estou fazendo... Tem acontecido de... 5. Cada um de n•s rel„ seus objetivos freq•entemente a fim de fazer com se transformem em h‰bitos mentais – uma maneira de pensar. 6. Tiro um minuto de vez quando, com certa freq•„ncia. Olho para meus objetivos pessoais. Observo meu comportamento. Verifico se meu comportamento est‰ de acordo com meus objetivos. 7. Estimulo meus filhos a fazerem • mesma coisa. 8. Uma vez por semana, temos prazer em rever nossos objetivos e avaliar, juntos, nosso progresso como fam‹lia. Objetivos Atingidos (ou qualquer parte dos objetivos) VOCÊ GANHA Vá para

Objetivos Não-Atigidos VOCÊ PERDE! Volte para os objetivos Em seguidas, vá para

Repreensão-Minuto

Os Elogios-Minuto funcionam bem quando: 1. Aviso meus filhos, de antem‚o, que vou elogi‰-los quando eles se sa‹ram bem. 2. Surpreendo meus filhos fazendo alguma coisa correta. 3. Digo a meus filhos especialmente o que eles fizeram. 4. Digo a eles como me sinto bem com o que eles fizeram. 5. Paro e deixo que se passem alguns minutos em silencio, para deixar que eles sintam como me sinto bem (olhando nos olhos). 6. Em seguida, fa•o aquilo que realmente meus sentimentos exigem naquele momento: digo-lhes o quanto eu os amo, abra•o-os ou fa•o as duas coisas. 7. Posteriormente, estimulo meus filhos a fazerem o mesmo comigo – me surpreenderem fazendo alguma coisa correta e me fazerem um elogio. 8. Sei que, enquanto levo apenas um minuto para elogiar meus filhos, o sentimento de auto-estima que desperto pode permanecer com eles pela vida toda. 9. Sei que o que estou fazendo € bom para meus filhos e para mim. Sintome realmente bem comigo mesma, como m‚e ou pai. CONTINUE COM SUCESSO

A Repreensão-Minuto funciona bem quando: Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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1. Digo a meus filhos que os farei saber quando seu comportamento n‚o € aceit‰vel para mim; pe•o eles fazerem o mesmo comigo. Primeira Metade da Repreens‚o 2. Repreendo meus filhos o mais cedo poss‹vel. 3. Digo a meus filhos especialmente o que € inaceit‰vel para mim. 4. Digo a meus filhos, com palavras diretas, como me sinto a respeito do que eles fizeram. 5. Fico em sil„ncio por alguns segundos – para permitir que eles sintam o meu desagrado. (olhando nos olhos). Segunda Metade da Repreensão 6. Toco meus filhos de uma forma que lhes permita saber que estou ao lado deles. 7. Deixo claro a meus filhos que sei que cada um deles € uma pessoa de valor e digna de ser amada. 8. Simplesmente digo a meus filhos que, embora eu n‚o tenha gostado de seu comportamento recente, gosto deles de verdades. 9. Fa•o meus filhos compreenderem que a Repreens‚o chegou ao fim, abra•ando-os e lhe dizendo: “Eu amo voc„s!” Meus filhos e eu sabemos que quando a repreens‚o acabou...acabou! 10. Considero que, enquanto leva apenas um minuto para eu repreender meus filhos como amor, os benef‹cios podem durar uma vida inteira.

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O culto na Família é pratica inspiradora nas Escrituras ˆ conveniente recordar que os primeiros crist‚os se reuniam nas resid„ncias (At 2.46; 5.42; 12.12). ˆ admir‰vel nos registros referentes • igreja primitiva a express‚o: “A igreja que est‰ em tua casa” (Rm 16.5; I Co 16.19). Eles entenderam este mandamento, transformando seus lares em um local de adora•‚o a Deus. Vale a pena registrar que o crescimento da Igreja em alguns pa‹ses tem como uma de suas causas a reuni‚o do povo de Deus nos lares. Ser‰ que as fam‹lias crist‚s est‚o atualmente cumprindo esta recomenda•‚o do Senhor? Aqueles que amam a Deus e s‚o Seus filhos, precisam obedecer os Seus ensinamentos. A neglig„ncia quanto • pr‰tica do culto na fam‹lia tem trazido preju‹zos. Por conseguinte, todo esfor•o precisa ser feito para cada fam‹lia se transforme numa igreja, a fim de que se possa dizer: “A igreja que est‰ em tua casa”. O culto em família é prática que resulta em benefícios. ˆ Bom lembrar que os mandamentos do Senhor, quando cumpridos de modo integral e cont‹nuo, redundam em benef‹cios para os seus praticantes. Vejamos alguns desses benef‹cios que o culto na fam‹lia proporciona: A. Conhecimento da Palavra de Deus – O culto atualiza a Palavra que incentiva a sintonia das pessoas com Deus. Hoje se percebe que muitos possuem pouco conhecimento b‹blico. Por meio do culto na fam‹lia haver‰ maior conhecimento da B‹blia. H‰ diversos devocion‰rios ‡teis • realiza•‚o do culto na fam‹lia, mas, a B‹blia € insubstitu‹vel, e precisa ser mais conhecida e amada por todos. B. Crescimento Espiritual – O ap•stolo Pedro recomenda o crescimento na gra•a e no conhecimento da Palavra de Senhor (II Pe 3.18). Os momentos de Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 16 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


culto s‚o ocasiŠes sempre oportunas para que o desenvolvimento espiritual seja manifesto (I Tm 4.15). C. União familiar – O culto da fam‹lia precisa ter sempre um aspecto agrad‰vel para unir os membros seus e, n‚o, para dispersa-los. N‚o deve ser demorado, mas n‚o apressado. Quando h‰ crian•as, elas precisam ser contempladas com oportunidades para ora•‚o, leituras b‹blicas, cŒnticos, etc. D. Evangelização – ˆ ocasi‚o em que os pais estar‚o evangelizando os filhos e vice-versa. Os visitantes e servi•ais que porventura estiverem na resid„ncia na hora do culto, ter‚o a oportunidade de ser alcan•ados para Cristo. O lar, como extens‚o da Igreja, € sempre um local prop‹cio para a evangeliza•‚o. Muitas Igrejas que existem hoje tiveram a sua origem em reuniŠes promovidas nos lares. E. Resoluções de problemas – ˆ oportunidade para compartilhar experi„ncias com li•Šes ‡teis para resolu•‚o de dificuldades. Na fam‹lia os problemas s‚o quase uma rotina. Alguns membros erroneamente procuram as solu•Šes que n‚o as mais corretas. Por meio do culto dom€stico a fam‹lia possui a feliz oportunidade de colocar aos p€s do Senhor os seus problemas, na certeza de que Deus apresentar‰ a melhor solu•‚o no tempo oportuno (Sl 25.12; I Pe 5.6,7). Comunicação na Família.

Vivemos na era da comunica•‚o: r‰dio, TV, telefone, computador, internet... E a cada dia que passa o mundo se faz menor, pois a facilidade na comunica•‚o divulga rapidamente comportamentos e acontecimentos dos v‰rios povos, reduzindo as distŒncias e aproximando as pessoas. Por€m, € lament‰vel perceber que o desenvolvimento que tanto facilita a vida moderna n‚o foi capaz de reduzir as constantes reclama•Šes quanto • comunica•‚o inter-pessoal. Na vida de cada dia, a correria, o cansa•o, a TV, os atritos, etc., roubam a possibilidade da comunica•‚o t‚o necess‰ria ao relacionamento familiar, e, infelizmente, as pessoas v‚o se tornando estranhas mesmo residindo sob um mesmo teto. 1. Comunicação Aberta – No lar todos precisa se sentir • vontade. Cada um deve ter espa•o para compartilhar seus problemas, resolver as suas d‡vidas, falar das suas necessidades, comemorarem as suas vit•rias, etc., em uma conversa aberta, sem barreiras e preconceitos. H‰ muitas e diversas necessidades que precisam ser abertas livremente para um tratamento de todos os membros da fam‹lia que concentrar‚o esfor•os na busca de solu•Šes. 2. Comunicação Honesta – “Fale cada um a verdade com o seu pr•ximo” (Ef 4.25), oferecendo oportuna orienta•‚o quando • comunica•‚o sincera, honesta, aut„ntica. A fam‹lia precisa ter um relacionamento transparente, onde todos se amam e praticam a verdade. ˆ l•gico que n‚o se pode confundir franqueza com aspereza ou intolerŒncia. Recomenda o Ap•stolo Paulo: “a vossa seja sempre agrad‰vel, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”(Cl 4.6). Mas, ensina Jesus, seja vosso falar SIM, SIM e N“O, N“O. 3. Comunicação Respeitosa – E cada um precisa ser respeitado, n‚o importa sua apar„ncia, cultura, etc. Considera•‚o e respeito s‚o necess‰rios • boa conviv„ncia. Portanto, € preciso saber (e aprender) a respeitar as diferen•as, evitando agressŠes verbais e imposi•Šes autorit‰rias que ferem a individualmente de cada um. Na escola do lar, Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br 17 Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30


uns aprendem com os outros e cresce juntos, em comunica•‚o franca, aberta, mas respeitosa (Ef. 4.29). 4. Comunicação Mútua – Em casa, cada um deve se interessar pelo problema do outro, dispondo-se a ouvir, a compartilhar, sabendo concordar e discordar, visando sempre o bem-estar de toda a fam‹lia. A realiza•‚o da comunica•‚o dom€stica se faz em ambiente de m‡tua confian•a. Sem confian•a no lar correr‚o s€rios riscos, por exemplos: filhos criados por pais que n‚o confiam neles, crescer‚o inseguros; esposas que vivem desconfiadas tornar-se-‚o neur•ticas; maridos ciumentos denunciam a sua seguran•a, etc. Tudo isto tende a abalar a comunica•‚o familiar, que precisa acontecer com bastante confian•a m‡tua. Tamb€m no lar, todos devem se dispor a ouvir. Comunicar n‚o € apenas falar, mas tamb€m, e, principalmente a ouvir. Muitas vezes ocorre mon•logo – apenas um fala e todos se contentam em ouvir. H‰ muitos que “tem ouvidos, mas n‚o ouvem”. E na Palavra de Deus apresenta v‰rios textos que salientam a importŒncia do sil„ncio para ouvir (Pv 10.19; 17.27,28; Tg 1.19). 5. Comunicação Amorosa – O amor € um dos principais ingredientes da comunica•‚o. ˆ preciso permear cada gesto, cada palavra, cada atitude, comunicando o verdadeiro amor. Muitas expressŠes b‹blicas advertem quanto ao amor em todos os nossos relacionamentos (I Co 13.4-7; I Jo 3.18; 4.21). Tamb€m ensinou Salom‚o: “resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1). “N‚o se ponha o sol sobre a vossa ira” – recomenda Paulo (Ef 4.26). No entanto, o amor n‚o pode ser te•rico; atos concretos expressam o amor entre os familiares: carinho, afeto, abra•o e beijos; tempo, aten•‚o, interesse, conviv„ncia, di‰logo, doa•‚o, etc., s‚o exemplos vivos que testificam a comunica•‚o amorosa. A família e Igreja uma integração necessária ˆ preciso haver uma perfeita integra•‚o entre ambas. Sobre a necessidade desta integra•‚o podemos destacar:  Necessidade para adoração (Ef 5.19-21) – Adora•‚o pode ser uma experi„ncia individual, mas deve ser tamb€m comunit‰ria (Hb 10.25). Congregada com o povo de Deus, a fam‹lia tem maiores condi•Šes de prestar ao Senhor uma adora•‚o mais profunda, envolvente, criativa e participativa (Cl 3.16). Estando unida • igreja, a fam‹lia se envolve nas variadas formas de adora•‚o, o que € imposs‹vel estando desligada da igreja.  Necessidade para comunhão (Fp 1,27) – A vida crist‚ deve ser marcada n‚o apenas pela experi„ncia vertical da comunh‚o com Deus, mas tamb€m pela horizontal: comunh‚o com os irm‚os. Integrada • igreja, a fam‹lia, usufrui das b„n•‚os da comunh‚o crist‚ e ajuda a promov„-la. Os primeiros crist‚os perseveraram na comunh‚o (At 2.4217).  Necessidade para missão (Hb 10.24,25) – A igreja, como ag„ncia do reino de Deus, tem uma importante miss‚o a desempenhar, no sentido de proclamar a boa-nova pela implanta•‚o dos valores do reino. Mas o desempenho desta miss‚o requer a participa•‚o da fam‹lia. Quando a fam‹lia se omite, a Igreja n‚o tem como cumprir a sua miss‚o, pois, € formada de fam‹lias. Compreendendo a necessidade desta integra•‚o, Criado por Pr. Odilon G. de Campos - (12) 8121-9141 pastor.odilon@bol.com.br Estudo para noivos e rec€m-casados – P‚g. 03/12/2009 20:30

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Josu€ tomou decis‚o que, ainda hoje, desafia profundamente cada fam‹lia: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Família e Igreja: uma integração agradável. H‰ muitas fam‹lias que parecem n‚o ter compromisso ainda esse aspecto do compromisso com a igreja. Esta integra•‚o € agrad‰vel pelas seguintes razŠes:  Promove a sociabilidade (Sl 133.1) – Al€m de ser uma necessidade, o harmonioso relacionamento entre fam‹lia e igreja torna-se uma experi„ncia por demais agrad‰vel. O convite para ir • Casa do Senhor alegrava o salmista Davi (Sl 122.1). Igreja e fam‹lia formam um ambiente de sociabilidade que n‚o deve ser trocado por nada (Sl 84.1,10).  Desempenha função terapêutica – A igreja € uma comunidade terap„utica. Muitas fam‹lias podem testemunhar a agrad‰vel experi„ncia que as envolveu quando se integraram • igreja. Profundo conhecedor desta fun•‚o terap„utica da igreja, o ap•stolo Paulo escreve aos crist‚os de Roma: “se Deus quiser, chegarei a‹ cheio de alegria e lhes farei uma visita que ser‰ muito agrad‰vel para mim” (Rm 15.32).  Atrai a bênção de Deus (Sl 133.3) – A integra•‚o fam‹lia/igreja € agrad‰vel tamb€m porque atrai sobre si a b„n•‚o de Deus. O relato a respeito da Igreja do per‹odo apost•lico comprova isto (At 4.32-35).

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