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Momentos marcantes na mídia social

Seria fácil dizer que websites como Facebook, Twitter e YouTube são usados para ajudar as pessoas a passar o tempo — mas ao pensar assim, teríamos que ignorar os milhões de dólares que as organizações humanitárias arrecadam usando a mídia social e os milhões de pessoas beneficiadas por ela. Apesar de talvez não os considerarmos como ferramentas sérias de co- Ben Parr municação, os sites de mídia social têm provado ser excelentes para fazer o bem no mundo. Eles são gratuitos e espalham a notícia rapidamente e para mais pessoas do que qualquer outro meio de comunicação da história. O jornal, telégrafo, telefone e e-mail não chegam nem perto. No início de 2009, usuários do Twitter organizaram um dia de arrecadação de fundos ao redor do mundo para a Charity: Water, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a levar água potável a nações em desenvolvimento. O festival, chamado Twestival, foi planejado em menos de um mês e reuniu mais de 10.000 pessoas em mais de 200 cidades, angariando acima de 250 mil dólares. Este ano, os participantes do Twestival em 45 países arrecadaram mais de 450 mil dólares para outra organização, Concern Worldwide. O evento foi um marco em arrecadação de fundos e em programas de serviços internacionais, demonstrando que a mídia social tem o poder de conseguir apoio para causas humanitárias em um curto espaço de tempo. No início deste ano, quando um terremoto de 7 graus na escala Richter devastou o Haiti, matando mais de 200 mil pessoas e deixando outras milhões desabrigadas, os usuários de mídia social espalharam a notícia do desastre, mobilizando ajuda. Minutos depois do terremoto, fotos do ocorrido foram divulgadas no Facebook e Twitter. Não

mensagens que mudaram a história

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demorou muito para que as contribuições começassem a chegar. A mídia social e uma campanha de doações por mensagens de texto ajudaram a Cruz Vermelha a arrecadar mais de 396 milhões de dólares em menos de três meses. Em situações de turbulências políticas, os internautas também encontraram apoio na mídia social. Em junho de 2009, quando Mahmoud Ahmadinejad derrotou Mir Hossein Mousavi nas eleições presidenciais do Irã, dúvidas sobre a autenticidade dos resultados das eleições se transformaram em protestos que lotaram as ruas. Manifestantes utilizaram sites de rede social para se comunicar e divulgar suas mensagens para o resto do mundo. Os twitteiros iranianos enviaram mensagens sobre o que estava acontecendo lá e postaram vídeos e fotos no YouTube e Flickr imediatamente após os acontecimentos. O resultado foi histórico: a mídia social deu o furo de notícia antes mesmo das principais redes jornalísticas. O momento mais marcante da crise da eleição do Irã veio de um vídeo do YouTube de 40 segundos dos últimos instantes de vida de Neda Agha-Soltan, depois de ter sido baleada no peito em manifestação antigovernamental. O vídeo do derramamento de sangue no Irã chamou a atenção do mundo. A mídia social tem sido usada para contar tragédias e atos de heroísmo. Quando o comandante Chesley “Sully” Sullenberger salvou 155 passageiros e sua tripulação, aterrissando o avião do voo 1549 da US Airways no rio Hudson em Nova York, o “milagre do Hudson” foi destaque. Janis Krums, uma testemunha, publicou no Twitter a primeira foto da aterrissagem (tirada com seu iPhone). A foto ficou conhecida mundialmente como um registro dos primeiros momentos do ocorrido e como prova da rapidez e poder de alcance da mídia social. Agências internacionais e governamentais também descobriram a utilidade da mídia social em tempos de crise. No ano passado, quando houve um pânico mundial sobre o vírus H1N1 (gripe suína), muitas pessoas ficaram com medo de que essa seria a pior pandemia desde a gripe espanhola de 1918. No auge da preocupação, usuários do Twitter enviavam milhares de mensagens sobre a doença a cada hora. Agências como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) responderam usando Facebook, Flickr, YouTube, MySpace e podcasts para divulgar informações atualizadas do H1N1. A OMS e o CDC também estão usando HealthMap (www.healthmap.org) — uma ferramenta popular que coleta informações sobre doenças contagiosas em vários idiomas, de diversos sites, inclusive os de mídia social — para mapear casos de gripe suína pelo mundo. Apesar de o surto da gripe suína não ter sido mais letal do que o do vírus da gripe comum, o acontecido demonstrou o poder da mídia social na distribuição de informações em momentos críticos. Ela nos ajuda a aprender, responder, educar pessoas e arrecadar fundos de maneiras mais rápidas e efetivas do que nunca.


A mídia social pode ajudá-lo a se conectar com amigos distantes ou se reunir com os mais próximos, mas pequenos detalhes que se deixam à mostra — endereço, as causas que apoia e filmes favoritos — podem ter consequências se um ladrão, um governo autoritário ou um possível cliente tiver conhecimento. Se você acha que está disponibilizando essas informações somente para amigos, pode estar enganado. Na última década, sites de rede social acidentalmente ou intencionalmente divulgaram informações confidenciais. As maiores ameaças vêm de empresas que compartilham informações sem o seu consentimento. O Facebook (www.facebook.com) já cometeu vários erros de privacidade. Em 2006, publicou ações de usuários no feed de notícias, tais como os grupos aos quais eles se juntavam. Isso fez com que as pessoas hesitassem em fazer parte de grupos e organizações que apoiam. “Nós erramos feio”, disse Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em carta de desculpas. No final de 2009, a empresa entrou em acordo em uma ação judicial coletiva a respeito de sua tecnologia Beacon, que acompanhou compras de internautas fora do Facebook e publicou as transações no site. No início deste ano, a empresa mudou a configuração das contas de usuários para que mais informações se tornassem públicas, obrigando o internauta a mudar suas configurações de privacidade. Problemas técnicos também podem colocar suas informações pessoais em perigo. Em 2008, o Bebo (www.bebo.com) forneceu a diversos internautas na Nova Zelândia total controle da conta de outros usuários, permitindo a eles ver, copiar e modificar detalhes que não tivessem sido liberados publicamente. Um dos maiores sites de rede social da China, Qzone (www .qzone.qq.com), e outro relacionado, chamado Tencent QQ, sofreram pressões do governo que poderiam pôr em risco a privacidade de seus usuários. Em 2005, as autoridades obrigaram a Tencent a coletar os nomes verdadeiros de membros que fundavam e administravam grupos virtuais, mas a empresa se recusou. Ainda assim, o governo chinês continua a se opor ao anonimato na web, portanto, informações confidenciais distribuídas em redes sociais podem um dia aparecer em um relatório do governo. Serviços de localização podem ser outra ameaça. Sites como Loopt (www.loopt.com) e Foursquare (www.foursquare.com) ajudam a localizar amigos através de GPS, e esta informação é gravada publicamente. Você estava em uma passeata ou disse no trabalho que estava doente e levou seu filho ao zoológico? Todos podem ver esses detalhes, dependendo de sua configuração pessoal. PleaseRobMe .com usou informações do Twitter (www.twitter.com) para

Redes sociais põem sua privacidade em risco Cuidado com o que você posta

Zack Stern

mostrar como os usuários podem comprometer sua segurança divulgando que não estão em casa. O Google tentou recuperar terreno e exagerou com o lançamento do Buzz (www.google.com /buzz) no início deste ano. Aproveitando os dados de usuários do Gmail, o Buzz automaticamente criou redes sociais baseadas nos e-mails enviados com mais frequência e disponibilizou os nomes das pessoas online, não importando a quem eles pertenciam: um melhor amigo, seu advogado ou psicólogo. O Google rapidamente mudou as

configurações destas redes. O lado bom desses exemplos é que o mundo está se tornando mais ciente de que websites utilizam informações incorretamente. “As pessoas estão discutindo sobre a privacidade e o que elas querem”, diz Rebecca Jeschke, diretora de relações públicas da Electronic Frontier Foundation (www. eff.org). Nos resta saber se as redes sociais estão ouvindo.

Sinta- se seguro com a mídia social Dicas para aproveitar ao máximo os sites de mídia social, sem sacrificar sua privacidade: • Reveja suas configurações de privacidade. As redes sociais mudam e administram sua

privacidade sem permissão. Acesse sua conta todo mês e cheque essas configurações. • Proteja seu nome de usuário usando senhas diferentes e difíceis de serem identificadas por outras

pessoas, pois se alguma senha sua for roubada de um website, isso não comprometerá suas outras contas. • Leia os termos de serviços. Estas regras identificam o

que as redes sociais podem fazer com suas informações. Saiba sobre atualizações desses termos, da maioria dos websites, em www.tosb ack.org.

• Escolha quais textos, fotos e vídeos postar e lembre-se de quem poderá vê-los: clientes, colegas de trabalho ou o governo. Até mesmo jogos na rede social podem divulgar seus dados.

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ÁFRICA DO SUL l Facebook l YouTube l Twitter l Blogger ALEMANHA l Facebook l YouTube l Twitter l XING ARÁBIA sauDITA l YouTube l Facebook l Blogger l Netlog Argentina l Facebook l YouTube l Taringa l Blogger

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AustrÁlia l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter Áustria l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter Bangladesh l Facebook l Blogger l YouTube l Somewhere in Blog BÉLGICA  l Facebook l YouTube l Blogger l Netlog

BraSil l Orkut l YouTube l Blogger l Twitter BulgÁria l Facebook l YouTube l Vbox7 l Blogger CanadÁ l Facebook l YouTube l Twitter l Blogger Chile l Facebook l YouTube l Blogger l Taringa

China l QQ/Qzone l Youku l Tudou l Ku6 ColÔmbia l Facebook l YouTube l Blogger l Taringa CoREIA l Facebook l YouTube l Cyworld l Blogger DINAMARCA l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter

EgITO l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter ESPANHA l Facebook l YouTube l Blogger l Tuenti ESTADOS UNIDOS l Facebook l YouTube l Twitter l Blogger FILIPINAS l Facebook l YouTube l Blogger l Friendster

FinlÂndIA l Facebook l YouTube l Blogger l Suomi24 FranÇA l Facebook l YouTube l Dailymotion l Blogger HOLANDA l YouTube l Hyves.nl l Facebook l Twitter Índia l Facebook l YouTube l Blogger l Orkut


IRÃ l Blogfa l Mihanblog l Cloob l Blogger ItÁLIA l Facebook l YouTube l Blogger l WordPress JapÃO l YouTube l Ameba l Mixi l Twitter MÉxico l YouTube l Facebook l Blogger l Taringa

MongÓlia l YouTube l Facebook l Hi5 l Blogger Nepal l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter Nigéria l Facebook l Blogger l YouTube l Twitter NorUEGA l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter

NOVA ZELÂNDIA l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter PaQUISTÃO l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter Peru l YouTube l Facebook l Blogger l Hi5 PolÔNIA l YouTube l Facebook l Nasza-klasa.pl l Blogger

Portugal l Facebook l YouTube l Blogger l Hi5 REINO UNIDO l Facebook l YouTube l Twitter l Blogger rEPÚBLICA TCHECA l Facebook l YouTube l Lidé l Stream.cz RomÊnia l YouTube l Facebook l Hi5 l Blogger

RÚssia l VKontakte l Odnoklassniki.ru l YouTube l LiveJournal SUÉCIA l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter SUÍÇA l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter TAILÂNDIA l Facebook l YouTube l Hi5 l Blogger

Taiwan l Wretch.cc l Facebook l YouTube l Pixnet.net TURQUIA l Facebook l YouTube l Blogger l Izlesene UruguaI l Facebook l YouTube l Blogger l Taringa Venezuela l Facebook l YouTube l Blogger l Twitter

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Termos usados em mídia social Megan Ferringer

controla para determinar como um site usa as informações que você disponibiliza.

vídeos, mensagens de blog ou outra mídia.

mensagem original com o nome do autor.

E embed:

multimídia: conteúdo online que engloba várias mídias como fotos, vídeos, áudio e texto.

S seguir:

compartilhar um vídeo ou foto de outro site adicionando um código à sua página.

F febre:

espalhar-se rapidamente pela internet. Frases, ideias, fotos e vídeos viajam de usuário para usuário através de links, paródias e encaminhamento.

A @:

em microblogging e redes sociais, símbolo usado antes do nome do usuário para citar ou responder a ele. Por exemplo, no Twitter, adicionar @Rotary ao início de sua sentença demonstra que você está falando para, ou sobre o Rotary International.

adicionar/remover: adicionar ou remover alguém de sua rede social.

amigo: pessoa que concordou em se conectar à sua rede social. arquivo: histórico de comentários e mensagens, de um blog ou site de notícias, organizado por data ou categoria. Veja o arquivo de notícias do RI em www.rotary. org/pt.

B blogroll:

uma lista de blogs ou páginas recomendadas, normalmente sobre tópicos semelhantes.

feed: atualização de fluxo de informações publicada em intervalos regulares. Inscrevase para o feed de notícias do RI em www.rotary.org/pt.

G geotag:

adicionar informações de localização. Por exemplo, no Flickr, você pode personalizar fotos com os locais onde as tirou.

H hashtag (#):

símbolo usado para organizar seus comentários por categorias. Por exemplo, no Twitter, usar #Rotary significa que seus tweets são sobre o Rotary. Ao procurar por #Rotary, você encontrará todos os tweets relacionados à organização.

hits: indica quantas vezes as pessoas visitaram uma página da web.

mural: no Facebook, feed das atividades recentes publicadas no perfil de um usuário.

N nome de usuário: identidade do usuário para fazer um log in em um site e se identificar. No Twitter, o nome de usuário do RI é Rotary.

notificação: alerta automático informando sobre uma ação sua ou de um amigo. Por exemplo, no Facebook, você pode receber uma notificação toda vez que um amigo postar algo ou adicionar fotos.

P painel:

painel de controle ou interface, como em um blog, permite que você administre sua página e suas configurações.

perfil: representação virtual de uma pessoa. No Facebook, um perfil deve ter uma identidade pessoal e não empresarial ou de uma organização.

permalink: hyperlink permanente de uma mensagem ou artigo de blog, que continuará funcionando mesmo se a página for redirecionada ou arquivada.

plug-in: software adicionado a um aplicativo para executar tarefas especiais.

bloquear: proibir alguém de

L link (ou hyperlink):

lhe enviar mensagens, ver o seu perfil ou outras informações em redes sociais.

referência que permite navegar em outras páginas clicando em um texto ou imagem.

postagem: mensagem, artigo

C configurações de

M metadata:

R retuitar:

privacidade: conjunto de preferências que você

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descrição relevante, como palavraschave ou legendas de fotos,

ou nota publicada em um blog ou site de rede social.

no Twitter, para repetir mensagens ou reenviar tweets, digite RT@ mais a

para seguir os feeds em um microblog como o Twitter. Siga o Rotary: www. twitter.com/rotary.

status: uma breve descrição do que você está fazendo agora.

syndication: método de entrega de conteúdo de blogs e sites de notícias para outros websites ou usuários. Really Simple Syndication (RSS) lhe permite se inscrever para feeds de blogs e de notícias.

T tag:

adicionar uma palavrachave aos favoritos, vídeos, fotos ou mensagens de blog, para facilitar na pesquisa de um assunto.

trackback: no blog, é uma maneira de ligar um comentário ou resposta que foi publicada a outro blog. tweet: no Twitter, uma mensagem de até 140 caracteres publicada em um feed. tweetup: encontro presencial de usuários do Twitter.

U URL curto:

endereço curto da web para ser usado em microblogging e outras mídias sociais. Websites como Tiny.cc e Bit.ly podem encurtar um hyperlink longo.

Conecte-se com o Rotary International e a Fundação Rotária no Facebook, Twitter, LinkedIn e outros. Acesse www.rotary.org

/socialnetworks.

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