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Foto: Inês Dias

Praias preparam-se para o verão págs. 4 e 5

Suplemento integrante da edição nº 4031 de 19 de junho de 2014 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.

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Jorge de Sampaio Diretor do Mosteiro de Alcobaça

O país está a necessitar de um marketing cultural e turístico mais forte. págs. 6 e 7


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A ABRIR

Formação 16 a 21 de junho M|i|MO – Museu da Imagem em Movimento

Semana das Artes As opções para os cinco dias da semana são muitas e variadas: cianotipia, expressão dramática, marionetas, escultura, fotografia, escrita criativa, ilustração, música, pintura, light painting. Uma semana dedicada à formação de váPatrícia Gonçalves rias temáticas e a momentos de descontracção e diversão, são a grande aposta deste evento. Todos os dias existe uma oficina na parte da manhã e outra na parte da tarde, sendo que os preços variam consoante o número de oficinas escolhidas e os dias a frequentar.

soprano, um meio-soprano e um piano. Nesta apresentação, o trio de músicos PortuGoesas prova que a cultura da Índia e da Europa é partilhada através de histórias comuns de vários séculos. Uma hora de um espectáculo inspirador por 5€. Para maiores de 3 anos.

O jogo entre Estados Unidos e Portugal vai ser transmitido no Estádio Municipal mas antes haverá tempo para aquecimento com uma “mega” aula de zumba. O evento tem entrada livre e é destinado a todos. O objetivo da Camara Municipal é dinamizar o estádio, apoiando a seleção nacional no Campeonato Mundial de Futebol no Brasil.

A música e a língua da antiga colónia portuguesa na Índia, Goa, sobem ao placo através de um Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Exposição 20 de junho a 11 de julho Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira

Educação para a cidadania

PortuGoesas

Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt Paginação Andreia Narciso Secretariado de Redação Marta Leite Ferreira

Desporto 22 de junho, 21h00 Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa

Portugal no Estádio

Não perkas

Música 19 de junho, 21h30 Teatro Miguel Franco

Uma organização conjunta da Biblioteca e da Câmara Municipal de Leiria.

Ambiente, património, civismo, desporto e saúde são os vários motes para a exposição que estará patente na Biblioteca Municipal até meados de Julho. A entrada é livre e o horário de terça a sexta-feira é das 10h00 às 20h00 e de sábado a segunda-feira das 14h00 às 20h00. Redação e colaboradores Catarina Pereira, Diogo Fernandes, Francisco Grosso, Joana Batalha, Inês Dias, Mariana Lopes, Marta Leite Ferreira, Patrícia Gonçalves, Rui Miguel Marques, Vanessa Carreira

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

Música 27 e 28 de junho Castelo de Leiria

Música no Castelo Dois dias que prometem ser históricos para a cidade através do encontro entre os vários palcos de música do Orfeão de Leiria e o ambiente característico do Castelo. Na sexta-feira as portas vão estar abertas das 19h00 às 24h00 e no sábado das 15h00 às 19h00. Para quem não quiser perder nada dos dois dias, o bilhete custa 4€. Quem preferir ficar pela metade, pode pagar 3€ por dia. k Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt

akademicos.esecs@ipleiria.pt


3 Estudantes de engenharia automóvel destacam-se em competições motorizadas

19 junho 2014

Têm combustível nas veias. Muitos dos alunos do curso de Engenharia Automóvel, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, procuram compreender a teoria dos automóveis. Mas não se ficam por aí. Passam à prática e participam em competições motorizadas nas suas diferentes categorias. É o caso de Jorge Batista, 22 anos, aluno do 2º ano. O gosto pelos carros, inf luenciado pelo pai, tornou fácil a escolha no ingresso ao ensino superior. «Através do curso, vamos aprendendo os vários sistemas que constituem um automóvel e isso faz com que o gosto e interesse aumentem», explica o estudante. Acelera nas provas motorizadas da região, onde se tem destacado recentemente (conquistou o pódio no rali sprint da Foz do Arelho, em Caldas da Rainha, no passado dia 1) e não perde a oportunidade de competir no karting do ipl, por exemplo. Mas não é o único com paixão pelos motores.

O vencedor do mesmo rali na praia da Foz do Arelho, Guilherme Outeiro, 19 anos, vibra com tudo o que rodeia automóveis. À semelhança de muitos colegas, «foi a paixão motorizada» que o atraiu para o curso, diz o jovem. As unidades curriculares são maioritariamente sobre as componentes dos carros de série (do dia-a-dia), mas Guilherme não se fica pelas aulas. «A organização de eventos, os test drives e as visitas a empresas (como oficinas, por exemplo) são excelentes oportunidades para conhecer o mercado e analisar as possíveis opções que podemos ter no futuro», explica o estudante. Habituado aos circuitos da região, também partilha o ‘vício’ com o pai. «Estar mais preparado para os desafios tecnológicos do setor», afirma José Jorge, 23 anos, outro aspirante a engenheiro automóvel. A frequentar o último ano de licenciatura, desde criança que o piloto de Leiria

(já com algum ‘palmarés’ em ralis do centro) se interessou em provas de velocidade, e veio para o curso do ipl pela teoria. «Adquirimos conhecimentos com os docentes (todos engenheiros) e, assim, temos a oportunidade de ganhar alguma ‘bagagem’ para a competição», explica. Apesar de não existir essa componente no plano curricular, a curiosidade muitas vezes leva-o a colocar algumas questões técnicas relacionadas com outras vertentes automobilísticas. É uma realidade em crescendo. A presença dos estudantes de Engenharia Automóvel em provas motorizadas comprova que o curso ‘alberga’ muitos aspirantes a pilotos. Têm combustível nas veias, mas isso não chega. Querem conhecer todos os componentes de um automóvel para tentarem a sorte na competição. E o curso é uma ‘ferramenta’ do processo. k

Professores preocupados com ensino artístico

dadoras do movimento, explica que a plataforma, ainda não constituída legalmente, tem por principal objetivo defender este tipo de ensino, «formar grupos de trabalho, reunir mais conhecimento e criar uma revolução pedagógica». O grupo surge num contexto de preocupação em torno do financiamento das escolas de artes. O Programa Operacional Potencial Humano (poph) de fundos europeus é a entidade que, neste momento, financia o ensino artístico em Portugal. No entanto, no fim do presente ano letivo o poph irá cessar, não se conhecendo ainda «o que vai acontecer no próximo quadro comunitário de financiamento», explica Ilda

Coelho. «Em momentos de crise, o que pode salvar um país é a criatividade», defende a guitarrista, sendo ‘fatal’ cortar os investimentos na formação artística. Consultado sobre a temática do financiamento, Acácio de Sousa, que tomou posse em fevereiro como presidente na nova direção do Orfeão de Leiria, aponta também a «sustentabilidade» como a principal fragilidade das escolas. Para o diretor do Orfeão, a solução passa por fazer crer aos poderes públicos e à generalidade da população que «o ensino artístico não é um devaneio e permite a elasticidade intelectual e o equilíbrio mental e psicológico». k

A engenharia aproxima-os dos automóveis Texto: Francisco Grosso

Texto: Diogo Fernandes

O que começou na rede social Facebook a reunir professores e escolas para discutir problemas do ensino das artes, acabou por dar origem ao movimento de criação da Plataforma de Desenvolvimento e Defesa do Ensino Artístico, um grupo que pretende discutir o futuro desta formação em Portugal. Ilda Coelho, professora de guitarra no Orfeão de Leiria – Conservatório de Artes, uma das fun-

Sara Macena Rumo a Genebra

Sara Alago Macena, 23 anos, é a mais recente estagiária da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), o maior laboratório de física de partículas do mundo, situado em Genebra, na Suíça. Aluna do mestrado de Controlo de Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria (ESTG-IPL), está agora a realizar um estágio no departamento de engenharia de materiais. A oportunidade surgiu quando «um amigo que já estagiava no CERN perguntou se não gostaria de concorrer, pois havia também estágios em Gestão. Concorri sem grandes expetativas mas acabei por ficar. Quando recebi o email, não queria acreditar» conta a estudante. Natural de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, sempre vi-

veu em Leiria. Iniciou a sua formação no ensino superior na Universidade Nova de Lisboa, onde tirou a licenciatura de Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação Estratégica. Posteriormente, decidiu continuar o seu percurso académico, candidatando-se ao mestrado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão. «Inicialmente, queria algo em Gestão, por isso o mestrado de Controlo em Gestão pareceu-me interessante». Um mês depois do início desta aventura fora de Portugal, Sara encontra-se satisfeita com a escolha que fez e garante estar a aproveitar ao máximo a sua experiência. «Adoro trabalhar no CERN, as pessoas acolheram-me muito bem. Temos imenso trabalho mas o ambiente é super descontraído e isso faz com que o nervosismo que tinha inicialmente tenha desaparecido numa questão de segundos, estou mesmo feliz por ter arriscado». A aluna teve como

está –a– dar

primeira tarefa efetuar a rastreabilidade do trabalho efectuado num dos projectos do departamento onde está inserida. «Vou colocando os valores dos testes de soldagem realizados em interconetores de Large Hadron Collider (LHD) numa base de dados, bem como os resultados das inspeções efectuadas.» O próximo trabalho de Sara passará pelo tratamento de dados estatísticos onde a estudante vai «comprovar e reportar que a implementação destes testes trouxe vantagens». O CERN, que completa sessenta anos de existência este ano, é principalmente conhecido pelos desenvolvimentos na área da física e da computação, tendo passado pela instituição diversos investigadores laureados com prémios Nobel, como Peter Higgs que conquistou o prémio, em 2013. O estágio de Sara terá a duração de seis meses e a estudante admite que «não podia estar mais feliz». k

TAK TOMOGRAFIA AXIAL KOMPUTORIZADA Joana Batalha


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A onda do Verão invade as praias Últimos preparativos para receber a época balnear no litoral

KAPA

Toalhas estendidas na areia, bares de praia e surf. O verão está à porta. O mês de junho chegou com o céu cinzento, mas recente onda de calor fez aumentar as expetativas dos banhistas e dos operadores turísticos. E muitos são os empregos de praia para quem quer aproveitar para ganhar uns trocos, ao mesmo tempo que desfruta do sol e do mar. Sejam empregos pontuais ou mesmo estágios. Texto e Foto: Inês Dias e Joana Batalha

«Noto uma maior afluência de pessoas a pedir trabalho para o bar nos meses de verão e até já me pediram para vir estagiar», diz Mário Daniel Jesus, proprietário de um bar na Praia da Vieira. Quem estiver interessado em trabalhar pode ainda inscrever-se no Instituto Português da Juventude, que tem uma bolsa de voluntários para jovens. Ou então deixar currículos nas Juntas de Freguesia do litoral. A afluência de turistas faz animar a costa, mas também a economia local. Carolina é comerciante no Sítio da Nazaré e na sua banca é possível encontrar os mais variados produtos, desde tremoços a pinhoadas, passando pelos tradicionais percebes. «Já se nota um aumento no número de pessoas, graças a Deus.

As pessoas têm de vir para a Nazaré, precisamos muito de fazer negócio durante o verão. É que o inverno é muito grande», desabafa, enquanto espera que os meses de sol ajudem a diminuir o impacto da crise económica. António Saldanha, também comerciante no Sitio da Nazaré, reconhece que é o período entre junho e setembro a «melhor altura para fazer negócio». Antes de junho, «aparecem algumas pessoas, mas o comércio melhora com a chegada do verão», diz. Numa altura em que o sol já brilha e se faz notar através das altas temperaturas, as praias vestem-se de toalhas e chapéu-de-sol coloridos. Os turistas já se fazem notar, mas quem anima a costa, por estes dias, são os residentes na região, que procuram aproveitar todos os instantes de sol. É o caso de Guido Pereira, 19 anos, empregado de balcão, que aproveita as suas folgas para visitar a Praia da Vieira sempre que tem oportunidade. «Venho à Vieira por ser perto do local onde trabalho e onde vivo. Além disso, aproveito o facto de os meus amigos virem para aqui», explica, entre elogios à qualidade da estância balnear. «A Praia da Vieira está em boas condições para receber os turistas, pois possui um areal bastante grande», além de outras valências, diz. Hugo Santos, 21 anos, também frequenta a praia, mas é mais crítico das condições. «Acho que, aqui na Vieira, a areia está um pouco suja, com muitas canas partidas do lado da foz e isso põe em causa a segurança dos turistas». Embora haja uma vida noturna ativa, Hugo Santos considera «que poderiam dinamizar-se festas com maior número de estilos musicais, pois nem toda a gente gosta de DJ’s». Atualmente, encontra-se em construção um parque para autocaravanas, um projeto que é saudado pelo veraneante de ocasião: «É uma ótima ideiam, pois vem dinamizar mais a praia». Surf é marca autónoma O surf tornou-se uma marca do litoral atlântico português, mas é agora, com mais calor e mar menos bravo, que as pranchas invadem

as praias da região. «Nesta altura do ano é que se começa a ver mais o pessoal a entrar no mar», admite Telmo Lourenço, praticante de surf. E é nestes meses que se confundem os surfistas que praticam o desporto regularmente e aqueles que o fazem por lazer ou para estar na moda. «Gosto pelo desporto, mas acho que toda a gente tem sempre aquele bichinho de ir experimentar, aventurar-se nas ondas durante o verão», reconhece Telmo Lourenço, estudante e residente na Praia da Vieira. A Nazaré Surf School (nsf) é uma escola dedicada à prática de desportos aquáticos. Derrick Lameiro Meca é o diretor técnico desta instituição e explica como nasceu este projeto: «surgiu da necessidade de desenvolver o surf e o bodyboard, devido ao número de praticantes existentes na terra e às excelentes condições/ ondas». Para este responsável, «existia na nossa região uma lacuna latente no que diz respeito à formação de surfistas e bodyboarders e o nosso objetivo foi, precisamente, vir a dar uma resposta adequada a essa carência». A escola conta com alunos de idades compreendidas entre os 3 e os 60 anos e oferece atividades como o surf, o bodyboard e, mais recentemente, o stand up paddle, em português Remo em pé. Este desporto carateriza-se por o praticante se posicionar em pé na prancha e se movimentar com o auxílio de um remo. É uma «atividade recente em Portugal com grande impacto pela novidade que constitui, e para a qual já nos preparámos antecipadamente, com a formação de alguns dos nossos monitores». Aproveitando a boa onda que o surf atravessa, atualmente, em Portugal, e por ser um desporto que está na moda, Derryck diz estar muito satisfeito com o trabalho desenvolvido, até porque há já «um número crescente de estrangeiros que nos procuram para terem aulas». É «um facto que estas atividades estão na moda, mas para além disso existe cada vez mais a consciência de que os desportos saudáveis devem estar nas prioridades das pessoas». Para o futuro, a escola tenciona «fazer uma maior


5 aproximação a várias instituições, no sentido de proporcionar aos mais jovens, em particular aqueles cujas famílias não têm possibilidades económicas para fazer certos gastos, tornando esta atividade mais acessível a todos», revela. Em relação ao verão de 2014, as expetativas são as melhores, «de acordo com as marcações que há em carteira de estrangeiros». Nadadores-salvadores a postos Na costa, o verão significa sol e praia, mas também segurança. A prova disso é a presença do grande número de nadadores salvadores, a maioria estudantes, que aproveitam este emprego sazonal e ajudam na monitorização das praias. Exemplo disso é Hélio Soares, 20 anos, estudante universitário, que desde o verão de 2012 trabalha como nadador-salvador na praia da Nazaré. «O meu trabalho é enfrentar todos os dias o risco de salvar alguém em apuros. É um trabalho

Erosão costeira é um problema cada vez maior Nos meses do verão, as pessoas procuram as praias para se bronzear e o mar para se refrescar. Porém, a ação do mar sobre as praias nem sempre é pacífica e quando a natureza solta a sua fúria, as feridas na costa ficam bem evidentes. José Nunes André, geógrafo e investigador universitário, tem estudado ao longo dos anos a origem do problema da erosão costeira e aponta duas causas principais: a falta de areia e as alterações climáticas. «Ao longo de milhões e milhões de anos as areias foram trazidas pelos rios e depositadas no oceano, na embocadura do rio», conseguindo alimentar as praias, acabando por formar as dunas. Contudo, após a construção das barragens esta situação alterou-se e muitos desses sedimentos ficaram retidos nos cursos de água. Por outro lado, as alterações climáticas que se têm vindo a sentir têm aumentando o nível do mar. «O efeito de estufa provoca a fusão das calotes polares», o que, a curto prazo, sensivelmente «até ao final do século», irá provocar uma subida de temperatura de «quase 5 graus», causando uma subida progressiva do nível do mar. Além disso, as obras no litoral também não têm ajudado. Para o investigador, «a melhor intervenção, é a não intervenção», optando por não construir em zonas de risco, até porque «o dinheiro que se está a gastar nas obras ditas de defesa costeira, não defendem nada. São paliativos porque não resolvem nada e esse dinheiro que está a ser gasto podia ser canalizado para as populações que estão em zonas de risco», diz. Muitas destas pessoas, que habitam em zonas de risco, já foram avisadas mas decidiram não se importar. No entanto, a proibição de construção na orla costeira seria «uma medida ambiental e economicamente correta, mas não uma medida politicamente correta», reconhece o geógrafo. Devido ao mau tempo, que se fez sentir durante todo o inverno, a Praia da Vieira foi uma das praias que mais sofreu devido à inexistência de um esporão. Esporão este, que iria atuar de forma a estabilizar a movimentação das areias, de modo a serem acumuladas, acabando por tornar a praia muito maior. Se isto já estivesse a decorrer, talvez, o proprietário do

muito exigente, tanto a nível físico como psicológico, pois passamos todos os dias em pé a vigiar os banhistas, sempre debaixo de temperaturas muito elevadas e com uma enorme atenção a todo o areal», explica. Existe um enorme esforço de preparação da época balnear: «Todos os anos, reunimo-nos antes da época balnear de forma a preparar da melhor maneira o verão. Este ano, por exemplo, a vigilância na zona do Bubas Bar é uma incerteza, por isso vão ter de se encontrar soluções para a vigilância desta zona da praia». Na Nazaré, a responsabilidade da vigilância cabe à associação Sol e Mar que garante a permanência dos nadadores salvadores na praia. O mau tempo e o avanço do mar destruiu a zona do Bubas Bar e os nadadores-salvadores que eram contratados pelo concessionário local terão de ser agora assegurados pela associação responsável de toda a praia. Foz Bar, Mário Daniel Jesus, não tivesse fechado o estabelecimento nesta altura do ano. A situação do mar obrigou-o a «fechar o bar no inverno», porque «não havia clientes devido aos cortes no acesso». A juntar a este problema, as barragens retiram muitas toneladas de areia às praias, como acontece com a da Vieira. Numa situação normal, o mar «depositaria, sem barragens, cerca de 2 milhões de metros cúbicos de areia», mas os dados indicam que há uma redução de 80 por cento desse processo de sedimentação. A sul, na Nazaré, o agora famoso Canhão da Nazaré, pelas grandes ondas que provoca, funciona como um grande aspirador de areias para as profundezas do oceano, acentuando a erosão a norte. «O canhão submarino da Nazaré é um fosso submarino que apresenta uma profundidade de milhares de metros», explica José André, que aponta este desenho geológico original para a causa da violência do mar na zona. As ondas são «fruto do estrangulamento que ele faz em termos laterais e profundidade. Por isso é que se verificam ondas ali que não se verificam em mais lado nenhum», explica. Agora, essa beleza da praia do Norte, na Nazaré, tem o seu reverso. É por esse fosso que se escapam milhões de toneladas de areias que seriam preciosas nas praias do norte do distrito de Leiria. k

19 junho 2014

KO Konsumo obrigatório texto e foto

Mariana Lopes

Your Cake De ficar com água na boca O conceito de cake design já está em Leiria através da Your Cake, uma loja de artigos para confeção de bolos. Marília Santos, uma das responsáveis pelo espaço, explica que a par do interesse pela área do cake design, o impulso para criar a loja surgiu de uma situação de desemprego. «Eu já fazia bolos em casa há algum tempo, sou professora do 1º ciclo, não tinha trabalho e pensei em fazer outra coisa qualquer». Além disso, «em Leiria não havia nada deste género e eu, enquanto consumidora, sempre senti necessidade de ter um espaço assim», explica a responsável. Além dos materiais para criar e decorar todos os tipos de bolo, a Your Cake disponibiliza um conjunto variado de workshops com diversas temáticas, desde decoração de bolachas e cupcakes até à iniciação ao cake design. A responsável explica que existem dois tipos de cake design: o americano e o inglês, e diferem um do outro na medida em que «o inglês é mais sóbrio, é mais direcionado para as flores», enquanto o americano «utiliza mais pasta de açúcar». O segredo para um bom bolo é, de acordo com Marília Santos, «trabalho, materiais corretos e formação». Para isso, os produtos que vende são de marcas especializadas. Cake design é uma moda que veio de Inglaterra e dos Estados Unidos e que em Portugal já está em processo de levedura. O fascínio por esta arte vem de programas da TV Cabo como Cake Boss, um contexto que, segundo Marília, tem também feito com que as pessoas tenham curiosidade em experimentar. k


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SENTADO NO MOCHO

O Mosteiro não deve ver-se meramente como uma relíquia

Estudou Economia durante quatro anos, mas foi na Arte que encontrou o seu percurso profissional. Com quarenta e oito anos, Jorge Pereira de Sampaio está à frente do Mosteiro de Alcobaça e defende que o monumento deve ser um palco de ‘diálogo entre épocas’. Entrevista: Catarina Pereira e Marta Leite Ferreira Foto: Diogo Fernandes

O Mosteiro de Alcobaça é património da UNESCO. Como é gerir um edifício inserido na dimensão dessa organização? Gerir um espaço de património da humanidade requer de nós um sentido de responsabilidade ainda maior do que em qualquer outra função. Temos de nos preocupar com a preservação do imóvel, o que é uma luta constante porque diariamente surgem pequenos problemas na imensidão desta casa. Além disso, devemos cuidar da sua própria divulgação, tanto do monumento em

Diretor do Mosteiro de Alcobaça

Jorge Pereira de Sampaio

si, como também das atividades que aqui vamos fazendo. Essas atividades podem ser concertos, exposições, conferências ou colóquios e outras iniciativas que trazem para cá gente e permitem uma transversalidade de épocas.

Mas esta é uma postura própria, que nem todos os responsáveis aceitam. No fundo, os monumentos são o reflexo de quem está à frente deles.

O investimento nessas atividades é eficaz?

Passa por uma série de situações. As escolas são contatadas a fim de cá virem e têm desde visitas normais ao monumento, em função da faixa etária do público, até jogos e passatempos aplicados ao Mosteiro. Estas iniciativas variam conforme as equipas de serviço educativo que por cá têm passado.

Sim, sobretudo porque diversifica os públicos. Pode haver um público massificado, que vem tanto a nível nacional, como internacional e que visita o Mosteiro de forma mais normalizada. Mas quando alguém visita ao Mosteiro para uma determinada exposição, ou para assistir a uma conferência, vem para apreciar um artista ou conferencista em particular, mas acaba por se envolver com o Mosteiro.

Quando chegou à Direção do Mosteiro, afirmou que um dos seus objetivos era realçar o papel do monumento na contemporaneidade. Que papel é esse? Esta é uma postura pessoal, mas é importante que uma casa deste género seja preservada, e que atraia as várias manifestações artísticas da contemporaneidade, para fazer um diálogo de épocas. Para se mostrar que o Mosteiro não parou na altura em que saíram os monges, no século xix. Este monumento teve outro tipo de funções e passou por algumas alterações, além dos normais restauros. Isto tem uma intervenção direta no património. Sempre que recebemos algum artista ou orador contemporâneo, estamos a promover esse diálogo de épocas, provando que não se parou no tempo e que chegámos à atualidade. O Mosteiro não se deve ver meramente como uma relíquia, mas também como algo que pode ser reutilizado.

O Mosteiro tem serviço educativo. Em que consiste?

De todo o complexo monumental, qual é a divisão que mais aprecia? É muito difícil responder a essa pergunta, porque sou fascinado por uma série de espaços dentro deste Mosteiro. Como nasci cá e como no meu tempo de criança se entrava no Mosteiro à vontade, lembro-me de brincar aqui à frente e vínhamos com frequências para dentro do monumento. Tínhamos muito gosto em visitar o Mosteiro e, por isso, estas pedras dizem-me muito. Talvez saliente dois espaços. Um deles é a nave central, à semelhança do Professor José Augusto França, que é uma das figuras máximas como historiador de arte em Portugal. O espaço interessa-me por ser tão despido que vemos a Igreja ao fundo. Depois, saliento a sacristia e a Capela Relicário, porque representam o auge do barroco cá dentro, graças ao conjunto de bustos e esculturas dramáticas dos santos. E falo da sacristia porque uma das obras que tive o gosto de aqui fazer foi o ter ido às reservas buscar a pintura, que é do melhor que existe na arte portuguesa, e restaurá-las


7 depois de décadas sem serem expostas. Recebemos o Prémio Português de Museologia o ano passado. É algo que me orgulha e satisfaz muito. Senti que já tinha feito obra cá dentro, que tinha completo o sentido de dever.

Que balanço faz destes três anos na direção do Mosteiro? De uma satisfação pessoal extraordinariamente grande, porque sinto que, graças a Deus, tenho conseguido ter um conjunto de circunstâncias que me permitiram trabalhar bem. Ou seja, conseguimos em pouco tempo preservar o património, mas também criar algum dinamismo e interação com outras instituições, quer locais, quer nacionais e até mesmo internacionais. Realço, por exemplo, a Câmara Municipal de Alcobaça e a Paróquia que coabita connosco. Já tivemos aqui exposições que envolveram a Bélgica e o Brasil, concertos que trazem artistas de todos os países e atividades com o Museu Nacional do Traje ou com o Museu Nacional do Teatro. Tenho sinais de que este trabalho tem tido alguma visibilidade.

A crise tem influenciado a gestão deste património? Sim e não. Se tivéssemos noutra época, poderíamos ter mais coisas tratadas, mas ainda assim devo dizer que só no ano passado, tivemos cinco grandes campanhas de obras e conseguimos recuperar todo o claustro principal de D. Dinis, embora fosse um restauro caro. Também conseguimos recuperar o teto em grotesco da Sala das Conclusões, bem como as coberturas da Igreja e da ala norte. Estamos a falar de obras feitas com fundos do qren. Portanto, no meio de uma crise tão grande, fomos capazes de ter estas obras a decorrer, o que é absolutamente extraordinário.

Nesse caso, como interpreta o corte de 14 milhões previsto para a cultura este ano? Tem de se ter em conta que o país está numa crise terrível e que todos nós nos podemos queixar daquilo que nos falha. Claro que se deve investir bastante neste produto de turismo internacional, porque automaticamente tem um bom retorno. Um restauro, como o que está a ser terminado nas estátuas em terracota, significa um aumento significativo de visitas. Por outro lado, temos de ser sensatos e ter em conta que os governos, quando fazem estes cortes, também os fizeram na saúde, na educação e noutras matérias que são muito preocupantes. Enquanto cidadão, preocupa-me mais quando se corta na saúde. É mais grave se alguém precisar de medicamentos e ficar sem condições de os ter. Com isto quero dizer que é óbvio que temos de chamar a atenção para os problemas deste tipo de casas mas, olhando para o lado, a justificação deste Governo passa também por esta questão.

Os portugueses valorizam a cultura no país? Acho que há umas décadas atrás se educavam as pessoas no sentido de ter um gosto pelos valores nacionais e, entre eles, peças arquitetónicas que eram os grandes símbolos do país. Hoje, parece-me que há alguma ausência nas escolas de um certo gosto pela história. Por outro lado, esta lacuna parece ser uma situação geral e não passa

só pelas escolas. Passa por um estado do país em que na educação nem sempre isso é colocado. E como, na minha opinião, estamos a viver um tempo de alguma desmotivação, não tem havido nos últimos tempos uma grande sedução pela cultura histórica. Agora, pode-se colocar uma questão, será que são os produtos culturais que não são suficientemente sedutores para a linguagem dos jovens? Será que são os museus, os monumentos que não são suficientemente apelativos? Acabo por estar um pouco cético em relação às novas gerações. O lado bom disto é que quem gosta, gosta muito. No fundo, quem aprecia uma exposição, um museu, uma obra de arte, em geral, encontra-se dentro de um fanatismo agradável, ou seja, entra dentro de um processo de sedução natural, em relação a essas peças. Talvez haja poucos, mas acredito que sejam muito bons.

No próximo domingo, os bilhetes de alguns monumentos vão aumentar de preço, mas outros vão tornar-se gratuitos para IPSS e para famílias numerosas. Poderá isto trazer mais visitantes aos monumentos? Sim, eu acho que todas as medidas que têm sido previstas têm sido extraordinariamente cautelosas. Quanto ao atrair mais gente, passa por ser necessário uma utilização do marketing que chegue às massas. E muitas vezes o problema deve-se ao facto do marketing não ser tão bem feito. Eu assisti a um fenómeno de marketing extraordinário, que foi a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda. Nem sequer era um palácio muito visitado mas, de repente, passou à frente de uma série de museus e monumentos. E entrada não era propriamente barata! No entanto, independentemente da qualidade da exposição, houve um marketing extraordinariamente bem feito e, de repente, moveu imensa gente. Muitas vezes há atividades muito boas e o marketing nem sempre funciona, e às vezes até em coisas gratuitas. Esse marketing passa cada vez mais pelo país estar a necessitar de um marketing cultural e de um marketing turístico mais forte.

Tem algum projeto em mente para o futuro? Eu tive o gosto de nascer de uns pais que sempre foram exemplos de trabalho. O meu pai trabalhou até aos oitenta e sete anos, com o mesmo gosto com que terá iniciado a carreira, e a minha mãe continua no ativo. Portanto, não é muito difícil imaginar que tenha essa atitude no sangue. Como trabalho no que gosto, estando no Mosteiro ou em qualquer outro projeto, faço-o sempre com paixão. Por isso, é difícil enumerar um ou outro projeto porque eu gosto de me reinventar nos projetos. Ou seja, hoje tenho uma coisa e amanhã posso ter outra completamente diferente, mas não gosto de deixar os meus projetos pelo meio. Nesse ponto de vista, até agora, tenho sido um bom ‘cavalo de corrida’ e, quando acredito numa coisa levo-a até ao torrencial. No Mosteiro, em particular, há uma coisa que eu gostava de ver: as esculturas em madeira de grande dimensão do século xvii, que temos em reserva, expostas ao público. A nível de projetos pessoais, há uma série de temas que gostaria de investigar. Pretendo desenvolver projetos que me estimulem e que promovam o meu bem-estar e o bem-estar em redor. k

19 junho 2014

KULTOS Diogo Fernandes

O Homem Duplicado Uma teia de mistérios «O caos é uma ordem por decifrar». A frase de José Saramago dá início ao filme baseado na obra do escritor português. O Homem Duplicado, escrito em 2002 pelo Nobel da Literatura, surge agora numa adaptação cinematográfica de suster a respiração. Adam Bell, um pacato professor de História, vive uma monótona e aborrecida rotina: aulas, casa e sexo com a namorada. Certo dia descobre num filme um homem em tudo idêntico a ele mesmo, um autêntico gémeo. Após este chocante episódio, Adam decide começar uma obsessiva busca pelo seu sósia. Anthony Claire, a ‘fotocópia’ do professor de História, é ator, casado e espera um filho com a sua esposa. Uma vida mais estável que começa a ser agitada pelo aparecimento de Adam. Apesar da premissa parecer muito utilizada na área da ficção, a vida destas duas personagens é tudo menos comum e banal. Esta história mostra, de uma forma complexa e confusa, o labirinto que é a mente do ser humano. Jake Gyllenhaal, já habituado a papéis com grande carga dramática, interpreta dois homens semelhantes que nunca se conheceram. O seu desempenho fortalece o filme e atribui-lhe ainda mais complexidade de uma forma elegante e carregada de emoção. A misteriosa esposa Helen já valeu a Sarah Gadon o prémio de Melhor Atriz Secundária nos Canadian Screen Awards e o elenco conta ainda com Mélanie Laurent, no papel de namorada de Adam Bell. Um dos grandes mistérios de O Homem Duplicado é a constante presença de aranhas e teias de aranha, em diversas cenas do filme. Este animal, quase uma personagem secundária, assombra a mente de Adam Bell e é protagonista de alguns segundos assustadores para o espetador. Hora e meia repleta de metáforas que podem deixar os mais cómodos espetadores dececionados com a falta de respostas claras e oferecidas de mão beijada. No entanto, este é um filme para pensar e repensar. Um thriller psicológico que entra na mente do protagonista e do espetador, deixando este último com pergunta atrás de pergunta, após um final inquietante. Denis Villeneuve, cineasta canadiano que com este trabalho venceu o prémio de Melhor Realizador nos Canadian Screen Awards, orquestra o filme a um ritmo lento e os momentos mais tensos geram suspense e intriga, de tirar o fôlego a qualquer um. A adaptação ao cinema de O Homem Duplicado chega hoje às salas de cinema, quatro anos e um dia após a morte de José Saramago. k


8 Dia Mundial da criança enche Estádio Dr. Magalhães Pessoa Texto: Rui Miguel Marques

Últimas Patrícia Gonçalves

Aberta 2ª Fase de Candidaturas a licenciaturas e Mestrados Até 16 de julho, está aberta a segunda fase de candidaturas para os mestrados lecionados no Instituto Politécnico de Leiria para o próximo ano letivo, 2014/2015. A oferta inclui 39 mestrados lecionados em português e 8 mestrados lecionados em inglês. Estão disponíveis cursos nas área das Artes e Design, Ciências Empresariais e Jurídicas, Educação e Ciências Sociais, Engenharia e Tecnologia, Saúde e Turismo. Informação detalhada em: ipleiria.pt. Conferência Internacional em Investigação Marinha Nos dias 10 e 11 de julho, a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar recebe especialistas na área da pesquisa marinha. A conferência pretende incentivar a partilha de conhecimento científico inovador na área dos recursos marinhos e da sustentabilidade. Serão exploradas temáticas como aquacultura, biodiversidade e conservação ou oceanografia e tecnologia marítima. O evento tem a organização do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos, do instituto Politécnico de Leiria. Mais informações em: immr.ipleiria.pt. Escola Superior de Tecnologia e Gestão promove Academia de Verão Os estudantes do 10.º ao 12.º ano podem entre 30 de junho e 11 de julho viver a experiência de ‘estudar’ no ensino superior. A iniciativa, promovida pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do IPLeiria, pretende estimular a formação em áreas científicas e tecnológicas. Engenharia automóvel, Biomecânica, Engenharia Informática, Ciências Jurídicas, Engenharia Civil, Gestão e Economia são algumas das áreas em que os alunos se podem inscrever. As atividades da Academia de Verão são acompanhadas por estudantes e docentes da Escola e o programa inclui miniprojetos, visitas de estudo, workshops entre outros eventos. Inscrições em: academiadeverao.estg.ipleiria.pt. k

O Estádio Dr. Magalhães Pessoa recebeu no passado dia 4 de junho cerca de 3000 crianças, dos 6 aos 10 anos, para festejar o Dia Mundial da Criança. A iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Leiria e pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e juntou cerca de 50 escolas do primeiro ciclo. A dinamização de alguns ateliês e atividades desportivas, monitorização dos grupos de crianças e cobertura do evento esteve a cargo de alunos da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. Muitas foram as atividades lúdicas e desportivas à disposição das crianças. Futebol, dança, insuf láveis, atletismo e ateliês de pintura, de teatro e de ciência fizeram as delícias dos mais novos. Após o almoço, oferecido pela Câmara Municipal, as crianças assistiram a uma atuação de ginástica, um mini concerto e uma demonstração de treino

por parte da secção cinotécnica militar, onde os artistas foram os animais de quatro patas, os cães do exército. Mais de 50 escolas do concelho compareceram com os seus alunos. As crianças puderam dedicar-se ao que mais gostam de fazer: brincar. k

IPLeiria sobe ao pódio no Campeonato Nacional Universitário Texto: Marta Leite Ferreira

Foram vários os estudantes universitários leirienses a vencer medalhas de ouro no Campeonato Nacional Universitário, um evento promovido pela Federação Académica do Desporto Universitário. A equipa constituída por Willson Coniott, Tiago Cruz e Tiago Marques consagrou-se campeã de Atletismo, na categoria de corta-mato. Tiago Marques, licenciado em Desporto e Bem Estar, venceu também a prova de Atletismo Estrada, de 5000 metros em Pista ao Ar Livre e de 3000 metros Marcha em Pista Coberta. O atleta de 31 anos acredita que esta é «uma vitória inédita, conseguida por mérito e sorte» e é também «a melhor forma de se despedir do desporto universitário». Na prova feminina de 3000 metros Marcha em Pista Coberta, foi Daniela Cardoso que conquistou o primeiro lugar. A estudante trouxe também a medalha de ouro em 10.000 metros Marcha em Pista ao Ar Livre. Kickboxing Bruno Vicente foi o campeão universitário nacional de Kickboxing Light Kick e de Low Kick. O estudante de 27 anos está habituado a representar a seleção nacional em competições euro-

peias e mundiais. Finalista de Desporto e Bem Estar, Bruno já foi também campeão nacional, ibérico e campeão do mundo da modalidade em regras profissionais. Como primeiro campeão de Kickboxing no ipl, deseja que sejam «abertas portas para o apoio a mais atletas ou para a criação de uma equipa mais numerosa», mas acima de tudo sente que «o esforço é compensado». Karting Daniela Bastos Brás é campeã nacional universitária de Karting individual feminino. A estudante de Engenharia Automóvel afirma ser uma grande responsabilidade representar a sua instituição de ensino e tem agora «uma sensação de dever cumprido». Esta é também a opinião de Maria Delgado. A vencedora da medalha de bronze no Karting é estudante de Marketing e realça que esta é uma modalidade onde «há uma combinação perfeita entre adrenalina e aprendizagem». Ao pódio subiram também Andrei Sandutã, primeiro lugar na prova de Judo, na categoria de 90kg, e David Agostinho na competição de Taekwondo em +87kg. k

a fechar

Concert Hotels O website Concert Hotels divulgou um infográfico interessante para os amantes de música. O objetivo da tabela – que ganhou o nome de A Extensão Vocal dos Maiores Cantores do Mundo – é analisar o alcance da voz de grandes cantores e avaliar até onde Vanessa Carreira conseguem chegar. Como o conteúdo é interativo, além de comparar os artistas com maior e menor alcance, a reorganização de acordo com as notas mais graves ou agudas, permite ver as estrelas sob outros aspetos. No topo da lista, com a maior variação vocal, ficou Axl Rose, o vocalista da banda Guns N’ Roses, seguido de Mariah Carey e Prince.

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Pocket Pocket é uma aplicação desenvolvida especialmente para guardar informações da web. O seu ponto forte é a capacidade de guardar desde websites a vídeos e imagens, para o utilizador poder ver mais tarde. Tem a vantagem de permitir sincronização automática para telemóveis, tabletes e computadores. As informações são guardadas sem envolver o histórico do computador e podem ser visualizadas a qualquer momento ou hora, mesmo sem conexão à internet. k

Akadémicos 65  

Edição N.º 65 do Jornal Akadémicos. Kapa: Praias preparam-se para o verão

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