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As

diferentes Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1394, de 31 de Março de 2011 e não pode ser vendido separadamente.

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da

faces

noite

de Leiria págs. 4 e 5

Vítor Sobral A cozinha portuguesa é extremamente rica

Fotografia Nuno Brites

págs. 6 e 7


2 A entrada no ensino superior representa a integração numa academia e, nesse sentido, o desenvolvimento de uma relação de pertença a uma outra realidade onde existem novas pessoas, novos espaços e novas orgânicas. Esta mudança acontece normalmente numa altura da nossa vida em que, às vezes de forma exacerbada, mas natural, se espera ansiosamente por novas e intensas experiências. O desenvolvimento integral do estudante exige que este saiba organizar-se e responder de forma equilibrada a todas as propostas que lhe são feitas. Isto significa participar nas diferentes esferas da vida de estudante, dentro e fora da escola de forma interventiva, marcando pela diferença. Esta participação deve acontecer em diferentes dimensões da vida académica: no estudo, que deve ser pró-activo, visando o desenvolvimento efectivo de competências, para isso o estudante deve ser interventivo, crítico e capaz de desenvolver trabalho autónomo, individual e em grupo; na vida da escola, o que inclui a participação nas actividades e orgânicas do curso e da escola, nomeadamente ao nível de projectos, iniciativas diversas, científicas e culturais

e, necessariamente, nos órgãos onde os estudantes são convidados a dar o seu contributo; e finalmente, na vida fora da escola, que se centra na dimensão mais pessoal (e social) do estudante e que é fundamental viver de forma intensa, mas saudável. Sabemos que este equilíbrio nem sempre é fácil mas, como costumo dizer aos meus alunos, temos de encontrar tempo para tudo. Aproxima-se a semana académica, uma festividade marcante no IPL e na cidade, uma semana que pode e deve ser oportunidade para a união e convívio entre os estudantes dos diferentes cursos e das diferentes escolas, uma semana que deve ser vivida com civismo e responsabilidade. Esta semana, depois de aproveitada ao máximo, devolve os estudantes com redobrada vontade e energia às aulas, ao estudo e aos trabalhos de fim de semestre. Depois do curso, uma nova etapa da nossa vida, a entrada no mercado de trabalho, o desenvolvimento de novas relações e… a saudade dos tempos idos. Mas mais do que a saudade é importante que consigamos olhar para trás e sentir que aproveitámos ao máximo as oportunidades que a academia nos ofereceu, que são, muitas delas, únicas e irrepetíveis! É fundamental que sintamos que o IPL nos construiu, mas sobretudo que nós construímos IPL.

Mas mais do que a saudade é importante que consigamos olhar para trás e sentir que aproveitámos ao máximo as oportunidades que a academia nos ofereceu, que são, muitas delas, únicas e irrepetíveis

A ABRIR

Hugo Menino

Docente da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais · IPL

CINEMA De 21 a 27 de Abril · Teatro José Lúcio da Silva

O rei que aprendeu a falar

Não perkas

ARTES De 16 de Abril a 23 de Maio · Banco de Portugal

Filipa Ribeiro

Eugeniaturas

música 1 e 2 de Abril · Teatro José Lúcio da Silva

Tunas animam leiria Pela 14º edição, a Real FesTA, em honra de El-Rei D. Dinis, realiza-se no Teatro José Lúcio da Silva, no próximo dia 2 de Abril, e contará com a presença de cinco tunas académicas. Até ao momento, estão asseguradas as presenças da Tum’Acanénica de Leiria (tuna anfitriã), a TAISCTE e a Magna Tuna Apocaliscspiana, de Lisboa, os SemperT’unos, da Escola Superior de Saúde de Setúbal e a EnfTuna – Tuna de Enfermagem de Portalegre. No dia anterior, todas as tunas de Leiria e restantes do espectáculo oferecerão no Terreiro uma serenata à cidade. Este ano a Real FesTA fará tributo aos Descobrimentos.

Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt

Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Director Interino João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt

Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, Lda Isilda Trindade isilda.trindade@jornaldeleiria.pt

Coordenador Pedagógico Paulo Agostinho paulo.agostinho@esecs.ipleiria.pt

Maquetização e Projecto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt

OS PORTUGUESES, ESSES GRANDES FILHOS DA MÃE, PÁ! O Edifício do Banco de Portugal, em Leiria, irá acolher uma original exposição constituída por mais de 220 caricaturas, onde não faltam personagens da região. “Eugeniaturas” apresenta um conteúdo humorístico de personalidades da vida portuguesa, das mais diversas áreas de actividade. Nesta exposição funde-se o desenho com textos e legendas e ainda com a instalação e montagem de adereços, desenvolvendo um formato pouco usual neste tipo de exposições. Os Eugénios são um grupo criador de artes e ideias essencialmente de conteúdo humorístico, integrando diferentes âmbitos artísticos que vão desde a escrita, passando pelo desenho, pelas caricaturas, pelos cartoons, pelas aguarelas e pela caracterização temática em superfícies comerciais.

Secretariado de Redacção Daniel Sousa e Filipa Araújo Redacção e colaboradores Ana Neves, Anne Abreu, Cristiana Teixeira, Daniel Sousa, Daniela Santos, David Agostinho, Filipa Araújo, Filipa Ribeiro, Jessica Santos, Luciano Larrossa, Maria Gaspar, Nuno Brites, Ricardo Rampazzo, Rita Sampaio, Tiago Pedro

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

Vencedor de quatro óscares, “O Discurso do Rei” é um filme baseado numa história verídica, que conta como o rei George VI (Colin Firth), um homem com um atribulado problema de fala (e de gaguez), combate as suas dificuldades em exprimir-se. Deparando-se com o facto de o país precisar de apoio para a guerra que se avizinhava, a sua mulher, Elizabeth, encontra um extravagante terapeuta da fala que acaba por ser um dos grandes apoios do monarca. Tanto um como outro começam uma relação difícil mas, com o decorrer das sessões, ambos criam uma ligação profunda, através de uma terapia original. Ao longo dos anos, o rei supera o seu problema de fala e torna-se numa inspiração para o povo que o passa a venerar, até pela resistência inglesa na II Guerra Mundial.

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Director da ESECS Luís Filipe Barbeiro barbeiro@esecs.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esecs.ipleiria.pt

akademicos@esecs.ipleiria.pt


3 FOTO: João MATIAS

31 março 2011

ká entre nós

está –a– dar

Luciano Larrossa

Semana académica de Leiria em risco

Uma questão de horas

E agora, o que mudou?

Texto Filipa Araújo

O protesto do dia 12 de Março foi um sucesso. Pelo menos é o que dizem os jornais. E os números comprovam-no. Uns consideram que a manifestação da “Geração à rasca” constitui o novo 25 de Abril. Outros afirmam que o protesto imitou o que aconteceu no Norte de África. Tanto num como em outro caso, as mudanças foram visíveis, contribuindo para alguma mudança concreta no dia-a-dia daqueles povos. Comparar o que fizeram os “deolindos” com o que se sucedeu nestas outras duas situações é, no mínimo, exagerado. Até porque, passados agora três semanas, os resultados estão à vista. Ou melhor, não estão. Este protesto apenas serviu para demonstrar aos políticos quão o povo português está descontente. Nada que eles não soubessem. Mas daí até tomarem alguma medida que altere esta realidade, tenho algumas dúvidas. Dúvidas essas, que parecem estar presentes até na cabeça destes jovens manifestantes. Pedem-se mais apoios para a cultura, que os recém-licenciados tenham direito ao emprego ou que exista estabilidade laboral. Tudo muito bonito, mas a resposta parece ficar presa no meio dos livros quando surge a pergunta: “E como fazemos isso?”. Criticar porque se acha que tem direito a alguma coisa é uma atitude bastante legítima, mas que perde credibilidade quando esse mesmo desagrado não consegue apresentar uma solução para o seu próprio problema. Um jovem que não consegue manter arrumado o próprio quarto, não tem moral para criticar quem não consegue arrumar um país inteiro. E isso talvez tenha faltado nesta manifestação. Saber porque fazemos alguma coisa, ter conhecimentos para responder o que faríamos ou apresentar soluções são o primeiro passo para passar de uma vitória moral (como esta) para um triunfo que realmente faça a mudança (como o 25 de Abril ou a revolução no Egipto). Não podemos passar a vida toda atrás de “gostos” no Facebook. A manifestação da “Geração à rasca” foi um bom princípio. Uma licenciatura bem conseguida. Agora, caros amigos, está na hora de passar à prática. Votar e prestar mais atenção à política podem ser dois passos importantes. k

A disputa entre a Câmara de Leiria e os estudantes do Instituto Politécnico (IPL) por causa do horário de encerramento da Semana Académica de Leiria (SAL) continua num impasse. Depois de sucessivas reuniões, as duas partes não chegam a acordo relativamente ao horário de funcionamento da SAL. O município mostra-se irredutível na sua decisão de fechar o recinto às duas da madrugada, apresentando as inúmeras queixas dos leirienses como principal motivo. Do outro lado, os estudantes vêm a sua tradição ser posta em causa. Nas reuniões, o presidente da associação de estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Adrian Santos, apresentou três

propostas, todas elas recusadas. A primeira proposta sugeria a diminuição do número de dias do evento, de dez parat sete, sem alteração do horário e propunha a realização de campanhas de sensibilização, à comunidade estudantil, para a diminuição do ruído. Na segunda proposta, os estudantes juntavam a criação de uma aliança com instituições de solidariedade, em que parte dos lucros revertia para as mesmas. Numa última tentativa, os estudantes sugeriram a mudança do local da Semana Académica para vários sítios, entre os quais os parques de estacionamento do Estádio Magalhães Pessoa e da discoteca Sushi ou espaços junto à Quinta Martim Gil ou ao Cinema City.

No entanto, segundo Adrian Santos, todas estas propostas foram recusadas por parte da câmara, alegando problemas logísticos. Em contrapartida, a Câmara admitiu deslocar o evento para a Sala VIP do estádio a partir das duas da madrugada. Contudo, os estudantes consideram que a solução tem demasiados custos e limita o número de pessoas presentes. Por isso, neste momento, o processo continua num impasse e os estudantes admitem suspender o evento. “Não podemos limitar os nossos colegas a um evento a que todos têm direito”, justifica Adrian Santos, que admite ir mais longe: “haverá semana académica seja em que moldes for.” k

As modas que nos regem Texto Daniela Santos

A chegada de uma nova estação, todos os anos, é sinónimo de novas cores, novos tecidos e novos modelos que preenchem as montras das lojas e fazem as delícias de quem por ali passa. Seja um casaco, um par de sandálias ou uma simples mala, são muitos os objectos de desejo que ocupam a lista de compras que, de mês para mês, é renovada. Segundo Filipe Carriço, produtor de moda nacional, a moda em Portugal é ainda pouco valorizada tendo em conta o panorama europeu e americano.

Em Leiria, o comércio tem vindo a crescer gradualmente, sendo que a construção do novo shopping veio apelar ao consumo dos jovens. O investimento representa para muitos uma mais-valia, devido à grande variedade de lojas dispostas e que até então eram exclusivas das grandes cidades como Lisboa, Porto ou Coimbra. Este tipo de lojas segue as tendências ditadas pelos grandes nomes da moda, mas com colecções mais acessíveis a qualquer pessoa. Portugal é possuidor de marcas de vestuário que competem

A influência da moda nos estudantes de Leiria

INKÉRITO Daniela Santos

Que influência tem a moda nacional para ti? Segues as principais tendências de cada estação? Achas que a personalidade de cada pessoa se reflecte na sua forma de vestir?

no mercado internacional, como são o caso da Fly London ou Lanidor. No entanto, ainda apresentam pouca relevância em relação a marcas como Zara, Massimo Dutti ou Pull & Bear. Em Leiria, grande parte dos jovens procura conjugar o seu vestuário em função do seu estilo pessoal, aquele que o caracteriza e que se reflecte na sua forma de ser e estar. Seja um estilo clássico, casual, boémio ou chic, a nossa pequena cidade consegue já satisfazer as necessidades de cada um de nós. k

Janine Marques, 19 anos, Serviço Social A moda nacional é percussora das grandes marcas internacionais e, por isso, torna-se mais influenciadora. Não sou adepta de grandes tendências, prefiro um estilo neutro, confortável e clássico. Sem dúvida. A maneira como nos vestimos transmite quem somos, o nosso estado de espírito, a forma como queremos que a sociedade olhe para nós e nos caracterize.

Nuno Marecos, 19 anos, Administração Pública

Marcelo Baptista, 20 anos, Desporto e Bem-Estar

Depende muito das peças, se for algo com o qual me identifique é provável Tem alguma, já que gosto que compre e use com de usar o que se veste em frequência. cada momento do ano, desde que me sinta bem Conforme as tendências, ou seja, se estas estão ou assim. não de acordo com o meu Sim, tento usar o que está estilo pessoal. na moda. Um pouco, em certas pessoas reflecte-se bastante, Penso que ajuda a “definir” um pouco da perpois a aparência é cada sonalidade, mas não é o vez mais valorizada nos mais importante. dias de hoje.

Pedro Rafael, 20 anos, Engenharia Informática

Nenhuma. Não. Sim. Cada pessoa veste-se como quer que os outros a vejam, e consequentemente o que quer que pensem dela.


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KAPA Duas Leirias disputam protagonismo na boémia nocturna: a noite dos estudantes e a noite dos leirienses

Com o castelo a vigiar, muitos são aqueles que durante a noite dão vida a um centro histórico que, durante o dia, parece adormecido. Mas a noite tem duas caras. Os estudantes percorrem as ruas à procura de um ambiente que os leirienses desconhecem. Estes optam por outro tipo de locais para aproveitar a boémia, provando que, apesar de não ser uma metrópole, Leiria consegue atrair diferentes públicos. São estes clientes, tão diferentes entre si, que “tomam posse” da cidade durante a noite. Durante a semana (com especial foco para as terças e quintas-feiras) a cidade é pertença dos estudantes do ensino superior. “Sem eles, Leiria não é nada”, afirma Francisco Soares, proprietário do Sebentas Bar. Ao fim de semana, a cidade é mais frequentada por outros dois tipos de público. De um

lado, pessoas mais velhas, que aproveitam um fim de semana sem trabalho para sair e, por outro, os jovens do secundário. As diferenças entre estas duas noites são visíveis. Para João Neves, empregado no bar Soho, durante a semana, com mais estudantes, existe “uma outra forma de estar e uma noite mais descomplexada”. A mesma opinião tem Manuel Oliveira, proprietário do Filipes. “O fim de semana é mais problemático apesar de, em termos de barulho, ser praticamente igual”, explica o carismático empresário. Mistura de Públicos

Sérgio Costa, aluno do CET de Automação e Energia, é um dos casos de estudantes de Leiria que conhece a cidade durante a semana e aos fins de semana. “Saio durante o fim de semana, tal como o faço nas

noites académicas. A diferença é que durante a semana fico até mais tarde”. Por seu turno, Renata Marcelino, aluna de Dietética sente que, “ao fim de semana, existe mais gente na cidade”. Esta maior diversidade nas gentes que frequentam a noite traz também uma maior mistura de públicos. “Às terças e quintas podemos contar pelos dedos de uma mão aqueles que não são estudantes do ensino superior”, resume Francisco Soares. Por isso, os empresários da noite optam por variar o tipo de oferta, tendo em conta os públicos. “Temos programas diferentes para podermos alargar a nossa oferta e assim fazer um serviço mais diversificado”, explica Fábio Marto, barman no Feelings. Por sua vez, Paula Rodrigues, funcionária do bar Ozono, admite uma maior atenção aos

Uma cidade, duas noites Texto Anne Abreu e David Agostinho Fotografia Nuno Brites

INKÉRITO Maria Gaspar


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5 estudantes, já que o espaço não é dos mais frequentados durante a semana. “Não temos diferenças ao nível de música nem de programas. Porém, temos algumas promoções durante a semana, período em que o movimento é menor”, explica. No entanto, e apesar de a adesão aos programas ser razoável, a maioria daqueles que saem à noite prefere circular entre vários espaços. Exemplo disso são os casos de Ana Gonçalves e Mariana Matias, estudantes de Educação Social. Ao fim de semana, este cenário (apesar de o tipo de clientes ser diferente) mantém-se, ou talvez se agrave mesmo um pouco, diz o dono do Sebentas, um espaço tipicamente estudantil: “Durante o fim de semana, clientes a sério são só algumas pessoas mais velhas ou amigos meus”, diz, acrescentando: “Os clientes, nesses dias, apenas

chegam aqui, pegam nas suas bebidas e vão embora”. A bebida é algo que os comerciantes também sentem quem tem diferentes “ritmos de saída”. Durante a semana são mais procuradas as minis, as imperiais ou as bebidas brancas, enquanto que, ao fim de semana, têm mais saídas as “long drink”, continuando naturalmente a ter muita saída todo o tipo de cerveja. Ao fim de semana, como o movimento se concentra mais nas ruas e menos no interior dos bares, os momentos de tensão aumentam. “Ao sábado, vemos mais jovens do secundário e é notória uma maior violência”, afirma Ana Gonçalves. Noite Civilizada

O respeito pelo centro histórico é uma das bandeiras das associações de estudantes, até para evitar o conflito com al-

guns moradores. Exemplo disso é a campanha promovida pela Federação Académica de Leiria que apela aos jovens para respeitarem os espaços públicos e o descanso dos moradores. No entanto, e apesar dos vários esforços que têm sido feitos no sentido de levar a campanha a bom porto, os comerciantes sentem que a acção não está a ter o efeito desejado. Segundo Manuel Oliveira, os jovens não respeitam a campanha. “Tento servir-me da minha idade para os chamar à razão mas em vão”. Por seu turno, o dono do Sebentas defende que “estas campanhas têm de começar nos donos dos bares. Por exemplo eu tento ao máximo que não levem as garrafas daqui uma vez que elas têm tara. Se o fizerem, o prejuízo é meu. E apesar do maior ou menor respeito o que é certo é que as garrafas na rua são cada vez menos”. k

KO Konsumo obrigatório Jessica Santos Maria Gaspar

Sebentas Bar Os melhores shots de Leiria O bar Sebentas, situado no Terreiro, na zona histórica, esteve fechado cerca de meio ano mas reabriu em força no passado dia 20 de Janeiro, com nova gerência. Francisco Soares, um dos sócios-gerentes deste projecto e ex-presidente da associação de estudantes da ESECS, explica que decidiu aventurar-se na reabertura deste espaço por ser “um sonho antigo e por querer trazer vida à noite de Leiria”. Decidiram manter o nome “Sebentas”, por considerarem que “é um nome original e que já era conhecido dos estudantes.” O Sebentas é o bar oficial da Tum’Acanénica, tuna mista da ESECS, uma decisão tomada pelo sócio-gerente que tem uma explicação simples: “Faz todo o sentido, os sócios são da tuna e a tuna é da nossa escola”. É como se a Tum’Acanénica fosse o símbolo de toda a comunidade académica. “O bar”, afirma, “é de todos os estudantes e todas as tunas são bem-vindas a este espaço”. Para Bruno Carmo, da Tum’Acanénica, o espaço “é fantástico. É aqui que começo a noite, é como um ponto de encontro, está sempre cá alguém da tuna e os sócios-gerentes também o são, sinto-me em família”. O bar é conhecido pelos seus shots, apresentados pela gerência como “os melhores da cidade”, e apresentam especialidades baseadas em “receitas mais velhas do que nós”. São recomendados o 80º, Casper e Fininho e o Moranguito. Aberto de segunda a domingo, a partir das 22 horas, o Sebentas já conta com presenças assíduas. Marisa Santos, cliente do bar, é um desses casos, salientando que se identifica com o espaço “pela música que passam e pelos shots”, por oferecer um “ambiente acolhedor”, “ser criativo e original” apresentando-se como “um sítio agradável, bem frequentado, com uma decoração que nos remete para todo o espírito académico”. No fundo, “por ser um local onde se pode encontrar os amigos e de estar com eles”, resume. k

Maria Matos, Educação Básica

José Olival, Desporto e Bem-Estar

Rui Quinta, Administração Pública

Que locais frequentas quando sais à noite?

Sebentas, Ozono, Anubis, Feelings, Suite e Beat.

Anubis, Feelings e Beat

Caffé Santana e Suite, bem como outros locais onde o ambiente seja bom

Semana ou fim-de-semana?

Semana

Semana

Semana

Cerveja, Shots, ou bebidas brancas?

Cerveja, mas também gosto de bebidas brancas.

Bebidas brancas

Bebidas Brancas


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Vítor Sobral

Chef de Cozinha

“Portugal é um país de oportunidades”

Com 44 anos de idade e 25 de cozinha, Vítor Sobral é um dos chefs mais aclamados do nosso país. O chef aborda o seu trajecto profissional, marcado pela aposta na fusão da cozinha tradicional e moderna Texto e Fotos Ana Neves e Daniel Sousa

Quando surgiu o gosto pela cozinha? O gosto pela cozinha surgiu desde muito jovem. A minha mãe conta que, aos quatro anos, eu já gostava de estar na cozinha. Quando tive a certeza de que ser cozinheiro era o que eu queria fazer para o resto da vida, tinha entre os meus doze e catorze anos. Por vezes Portugal é um escasso em oportunidades. Como é ser chef de cozinha em Portugal? Portugal é um país de oportunidades. Agora há uma coisa que é fundamental: as pessoas precisam de lutar por essas oportunidades, embora muitas vezes elas demorem mais tempo a surgir do que aquilo que nós gostaríamos. A profissão de cozinheiro exige sacrifícios, exige algum esforço e, muitas vezes, temos de prescindir de algumas coisas que, naturalmente, a sociedade não está disposta. E aí, as oportunidades demoram mais tempo a aparecer. Mas essas oportunidades surgem? Surgem. Eu fui estudar, como qualquer cozinheiro agora o pode fazer. E tive as oportunidades como um outro qualquer tinha. Talvez aquilo que me fez ser diferente dos outros é que tive uma postura de agressividade fora daquilo que é normal, ao nível da procura e da entrega. Como é ser cozinheiro hoje em dia, comparando com o seu início de carreira? Eu acompanhei a mudança de mentalidades quando resolvi ser cozinheiro. Havia a imagem de um cozinheiro barrigudo de bigode e pouco limpo. A gastronomia e a figura do cozinheiro começam a ser moda no mundo. Há efectivamente uma grande mudança de mentalidades e hoje em dia, a profissão de cozinheiro começa a ser considerada na sociedade, uma profissão com um certo estatuto social. Para ser um bom cozinheiro há uma coisa que é funda-

mental, é termos prazer em servir os outros. Na minha opinião, acho que ser cozinheiro é uma coisa fantástica. Como define a cozinha portuguesa? Considero existirem, hoje em dia, três tipos de cozinhas totalmente diferentes e que podem ser consideradas portuguesas: a cozinha regional, feita nas regiões e que é influenciada por uma série de factores socioeconómicos e climatéricos; a cozinha tradicional que é aquela que é passada de geração em geração; e aquilo que hoje se chama cozinha contemporânea que bebe nas outras duas cozinhas, mas que de alguma maneira é feita em função da evolução da sociedade, ao longo destes últimos anos. Como se revê nesses três tipos de cozinha? Acho que tenho um pouco de todas. Mas aquela que talvez seja a minha grande influência é a cozinha regional portuguesa. É considerado uma das grandes referências da culinária no nosso país. Como lida com esse título? Não ligo nenhuma a isso. Se tivermos a falar de títulos, efectivamente eu tenho muitos, mas esses títulos servem apenas por uma questão de reconhecimento do trabalho que nós fizemos. Aquilo que importa, diariamente, é ter clientes. Sem clientes não somos nada. Conta com várias participações no estrangeiro a nível culinário. Como é vista a cozinha portuguesa no mundo? É desconhecida. Quando fazemos alguma coisa fora do nosso país é uma excelente surpresa, dado que a nossa cozinha, a nível de sabores e aromas é uma cozinha extremamente rica. A nossa cozinha é conhecida nas nossas ex-colónias e no resto do mundo são apenas apontamentos.


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Kurtas UM CHEIRo Alecrim

Um sabor Queijo

Um objecto

KULTOS

Faca

um país Brasil

Tiago Pedro

um sonho O mundo conhecer a gastronomia portuguesa. Qual a influência da cozinha portuguesa no mundo da gastronomia? Dificilmente alguém já teve uma influência no mundo da gastronomia como os portugueses. Já desde o século XV que nós o influenciámos, por aquilo que levámos, por aquilo que trouxemos e pelo legado que deixámos em cada país. Hoje, no mundo global, somos um pouco esquecidos mas não nos podemos esquecer das nossas origens e nem tão pouco da nossa história. Como concilia a cozinha tradicional portuguesa com a modernidade? Elas convivem perfeitamente bem uma com a outra. Há coisas que não podemos esquecer. Hoje a sociedade evoluiu, as técnicas evoluíram. Na cozinha houve também uma grande evolução técnica. O que temos que fazer é aproveitar essa evolução, melhorar a forma de fazer a nossa cozinha regional e tradicional, mas as raízes nós nunca a devemos esquecer. Essa é a nossa matriz. Recentemente tem vindo a aumentar o número de cozinheiros em Portugal. Na sua opinião, a que se deve esta tendência? Um cozinheiro não vende jornais. Se aparecer um dia um cozinheiro que esfaqueie uma série de pessoas, fica famosíssimo. Isso é que vende. Quer queiramos, quer não, essa febre em redor dos chefs é produzida pela comunicação social. Para se ser chef ou para se ser um bom cozinheiro precisa-se de ter uma história por trás, precisa-se de referências, ter experiência e isso faz-se com os anos. E essa febre a nível internacional? Essa febre a nível internacional é diferente, sobretudo nos países onde existe uma cultura gastronómica valorizada há muitos anos, como é o caso de França. Ali, existe uma cultura gastronómica, que respeita o cozinheiro, há dois, três séculos. Mas eles também têm o mesmo fenómeno que nós: a comunicação social. Quais as razões do sucesso da fusão entre cozinha tradicional e cozinha moderna? Na minha opinião, o processo é o retrocesso, ou seja regressar o máximo possível às nossas origens. Os portugueses tem renegado ao

longo dos anos a sua cultura popular. Essa cultura é transversal à cozinha e a todas formas de arte. Hoje começamos a aceitar melhor essa vertente popular. A cultura popular é a grande riqueza da cozinha. Da sua vasta experiência profissional, há alguma situação que guarde com especial carinho? Tenho tantas que se torna difícil escolher uma. Sou cozinheiro há 25 anos e posso-me considerar um privilegiado. Já visitei mais de 60 países, já conheci muitos sítios. Já convivi com muitas pessoas. E na cozinha existe uma vantagem: convive-se com gentes de todos os estratos sociais. Teve alguma situação caricata? Imensas. Acho fantástico, por exemplo, as pessoas tentarem ensinar-me a cozinhar. A cozinha tem um lado mau: é que toda a gente cozinha em casa. Dizem que o segredo é a alma do negócio… Tem algum na confecção dos seus pratos? O segredo está nas minhas mãos e na minha equipa. Além de chefe de cozinha é também professor. Em que medida a sua experiência profissional influencia o seu método de ensino? Evidentemente tem muita influência. Adquiri valências ao longo dos anos que posso transmitir aos alunos. Eu próprio também aprendo com os alunos. A vida é uma aprendizagem constante. O que faz a diferença entre ser cozinheiro e ser professor é a exigência. Sou mais exigente quando dou aulas. Que conselhos dá aos alunos que sonham ser cozinheiros e fazer do mundo da cozinha profissão? Nos primeiros dez anos de cozinha, não casem. Se quiserem vingar neste mundo precisam de disponibilidade permanente. Os primeiros tempos são terríveis, são muito duros. A carga horária é muito grande, o esforço físico e psicológico é enorme e, para além disso, nós estamos sempre a trabalhar quando os outros se estão a divertir. Enquanto professor, o que sente quando vê alguns dos

seus alunos terem sucesso como cozinheiros? É evidente que fico contente. O sucesso deles é também o meu sucesso. De alguma maneira, eu contribuí para que o sonho deles se concretizasse. Há uma parte gratificante quando ensinamos, nós damos uma parte de nós. E quando damos essa parte e há retorno, é fantástico. No seu restaurante, que prato aconselharia? Ficar nas mãos do chefe. O cliente diz o que não gosta, ao que é alérgico e nós trazemos comida para a mesa. Há uma coisa fundamental quando vamos a um restaurante, temos de ter confiança no que vamos comer. Se não tivermos que pensar na escolha é fantástico. Porque é tão difícil conciliar a vida profissional e a vida pessoal? A grande dificuldade é o tempo. É autor de vários livros e conta com várias co-autorias. O que o motiva para escrever? É uma tristeza o ser humano morrer cheio de sabedoria. A minha grande motivação para escrever é o facto de poder transmitir os meus conhecimentos. Se temos capacidade de aprender, também temos capacidade para transmitir o que aprendemos aos outros. De todos os pratos que confeccionou até hoje, qual lhe deu mais gozo preparar? Não existe nenhum em especial, existem vários. Aquilo que me deu prazer fazer quando eu tinha um ano como cozinheiro foi diferente quando eu tinha cinco, dez, e vinte. Os nossos estágios e a nossa maturidade profissional, e mesmo o nosso gosto, vão-se modificando ao longo dos anos. A nível profissional, qual o maior elogio que lhe podem fazer? Não precisam de fazer nenhum elogio. Basta eu olhar para as pessoas e observar a forma como reagem. Já fico satisfeito. Esse é o elogio mais verdadeiro, porque muitas vezes as palavras dizem-se por simpatia, por delicadeza. Se nós exprimirmos a nível de expressão corporal aquilo que estamos a sentir, não há hipótese de enganar. k

O Discurso do Rei O Discurso do Rei, de Tom Hooper é o grande filme de 2010. Conta-nos a história da ascensão do rei George VI, ao trono de Inglaterra, durante o conturbado período que antecedeu a Segunda Grande Guerra, depois do seu irmão o rei Edward VIII abdicar. A isso se somou a necessidade de enfrentar o seu problema de dificuldade de se expressar em público e a sua gaguez. Nomeado para 12 Prémios da Academia, vencendo quatro, entre os quais os desejados prémios de Melhor Filme e de Melhor Actor Principal – graças à magnífica performance de Colin Firth, alternando entre a comicidade dos ataques de raiva e gaguez do Rei e o terror e desespero do peso que o novo cargo lhe proporciona -, o filme transporta-nos para os anos 30, aquando da morte do rei George V e da dificuldade em encontrar o seu sucessor para o trono. Albert (Colin Firth), como segundo filho do rei, vê-se então obrigado a enfrentar a sua dificuldade em discursar em público e encontra em Lionel Logue, interpretado pelo magnífico Geoffrey Rush, um terapeuta da fala que, através de métodos pouco ortodoxos como cantar ou gritar palavrões, ajuda o futuro rei a preparar-se para o difícil futuro que o espera. Com uma química incrível no ecrã, Firth e Rush divertem-nos ao longo das sessões terapêuticas a que Albert se sujeita. Mas muito mais do que um filme sobre a ascensão do rei George VI ao trono, este filme demonstra-nos a fragilidade deste grande líder que desenvolve uma relação de amizade com o Logue, um homem de raízes simples, longe do habitual ambiente de nobreza frequentado por Albert. Podemos ainda vê-lo em relações mais intimas com as suas filhas e com a sua mulher, a rainha Elizabeth interpretada por Helena Bonham Carter, que provou neste filme ser uma excelente actriz, saindo do seu frequente papel de lunática, a que já nos habituou nas suas participações nos filmes do marido Tim Burton. Quando a Alemanha de Hitler passa à ofensiva, George vê-se no seu maior desafio, tendo a difícil tarefa de se dirigir à nação inglesa e aos seus soldados na hora de entrar em guerra contra as forças nazis. Com um tipo de Fotografia que retrata na perfeição a Londres da década de 30, este filme mantém-nos agarrados à cadeira até ao fim. k


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a fechar

Últimas Daniel Sousa

Realizam-se, nos próximos dias 7 e 8 de Abril, as “I Jornadas de Animação Cultural: Que desafios?” na ESECS, centrando a sua temática no quadro da reflexão sobre o papel do património nas sociedades contemporâneas. Estas jornadas foram criadas com a finalidade de criar espaços e tempos de discussão, de reflexão e de debate, bem como de troca de conhecimentos e de experiências sobre as diferentes realidades da Animação Cultural. Mais informações estão disponíveis em http://web.esecs.ipleiria. pt/jornadasanimacao.

8.º Poliempreende Até 15 de Abril, encontram-se abertas as inscrições, para o Concurso Poliempreende – Projectos de Vocação Empresarial. Agregando 16 Institutos Politécnicos do país, esta iniciativa envolverá estudantes e docentes com o objectivo de aprofundar conhecimentos no âmbito das competências empreendedoras e fomento do espírito empresarial. Mais informações em www. ipleiria.pt.

que necessitam de uma orientação em termos de formação profissional. A Futurália decorre todos os anos na Feira Internacional de Lisboa (FIL) e conta com a participação de escolas, institutos e universidades de todos pontos do país. O evento integra dois salões, o Infoforum e o Forme, cada

um com a sua função activa e informativa, com o objectivo de incentivar e orientar todos aqueles que tenham como objectivo prosseguir os seus estudos. Com as mais variadas actividades, a Futurália representa também um momento de convívio e de procura de conhecimento para um futuro melhor.

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David Agostinho Ricardo Rampazzo

Leiria foi palco da estreia de Rui Patrício a titular A selecção sénior de futebol portuguesa empatou 1-1 no sábado passado com o Chile, num jogo em que Rui Patrício se estreou como titular. Uma dezena de anos depois de ter deixado Leiria para representar o Sporting, o guarda-redes regressou ao Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria, para ser titular da selecção. No entanto, apesar do sucesso daquele que todos apontam como o mais promissor guarda-redes português da actualidade, a região não tem sido muito forte na promoção de talentos futebolísticos locais. Leiria, apesar da dimensão da sua região, fica muito aquém de outros locais do país, quando se fala em selecção nacional de futebol. Em contrapartida, o caso mais emblemático é a pequena localidade de Caxinas, em Vila do Conde, que contribui com dois dos habituais convocados de Paulo Bento: Fábio Coentrão e Hélder Postiga. Até Rui Patrício, natural de Regueira de Pontes, o caso de maior sucesso de um jogador da região era o nazareno Emílio Peixe. O ex-jogador e actual seleccionador nacional dos sub-17 representou o Sporting, Porto e Benfica. Agora, a herança de Leiria

No Rotten Tomatoes podes seleccionar qualquer filme e ler as opiniões de conceituados críticos de todo o mundo. O site faz um levantamento de todas essas críticas e no final classifica-o de “fresco” ou “podre” conforme Tiago Pedro a percentagem de criticas positivas seja inferior ou superior a 60%.

na selecção cabe a Rui Patrício, formado nas escolas do Sport Clube Leiria e Marrazes, de onde saiu aos 12 anos para ingressar no Sporting. Outro nome que já foi convocado, nos últimos anos, é o defesa central João Paulo, actualmente a representar o Vitória de Guimarães e antigo jogador do Porto e da União Leiria (onde chegou a capitão de equipa), que integrou a selecção nacional olímpica em Atenas 2004. O jogador não tem contado, no entanto, para as escolhas do seleccionador nacional. Num futuro mais próximo, adivinha-se um futuro mais risonho para o futebol leiriense. Ruben Brígido e Mika são jogadores que se têm destacado ao serviço da equipa principal da União de Leiria e têm sido chamados com regularidade à selecção de sub-20, que irá participar no mundial da categoria, no final do ano. Além destes dois atletas, existe também o caso do nazareno Ricardo Esgaio, jogador dos júniores do Sporting, que esteve presente no Europeu sub-17, em 2010, e em quem os responsáveis leoninos depositam grandes esperanças. k

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I Jornadas de Animação Cultural: Que desafios?

O Instituto Politécnico de Leiria foi, mais uma vez, um dos participantes na quarta edição da Futurália, a feira da juventude, formação e emprego que visa divulgar ofertas de ensino e formação a vários níveis. O evento não se destina apenas aos jovens estudantes mas também a todos os

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Estão abertas, até dia 7 de Abril, as candidaturas para a 3ª edição do Prémio Nacional de Jornalismo Universitário, procurando atingir os alunos de comunicação social dos diversos estabelecimentos de ensino nacionais. Sob a temática “O Poder”, neste concurso, os participantes podem apresentar reportagens nas seguintes áreas: Imprensa, Rádio, Televisão, Multimédia e Fotojornalismo. Para mais informações consulta o site: www.pnju.org.

Um projecto com futuro, para o futuro.

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PNJU 2011

Rita Sampaio


Akadémicos 51