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Escola Secundária de Camões Agrupamento de Escolas das Laranjeiras Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais Edição N.º 4 Novembro 2016

JÁ PASSARAM 20 ANOS! Pág.: 3

PARABÉNS, ENG. GUTERRES, ALUNO DO LYCEU CAMÕES! Pág.: 4


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EDITORIAL Neste editorial pretendo apenas deixar três pequenas notas para vos falar da importância dos livros e das bibliotecas públicas e escolares e da necessária transformação que nelas se tem de operar para responder aos desafios do mundo atual. 1. Imaginemos um mundo sem livros e sem bibliotecas. É um mundo inimaginável para a grande maioria dos seres humanos, de tal maneira que a civilização, tal como a concebemos, permanece associada à palavra escrita depositada em livros e armazenada em bibliotecas. Como disse Jorge Luís Borges: "O livro é a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem." Talvez por isso sejam lendárias as bibliotecas da antiguidade, em particular a de Alexandria, pela quantidade astronómica de papiros que continha e pelo incêndio que a destruiu, fazendo porventura atrasar durante séculos o progresso da humanidade. É conhecido o papel das bibliotecas dos mosteiros, vulgarizadas pelo romance de Umberto Eco, O Nome da Rosa, e das Universidades da Idade Média na preservação e transmissão do saber acumulado em códices feitos de pergaminho; fica-nos na memória a arte feita de paciência dos monges copistas e a sua vida dedicada à cópia de manuscritos raros que haveriam de semear pela Europa as sementes da sabedoria protagonizadas por homens como S. Tomás de Aquino e Abelardo, Francis Bacon e Dante, entre outros, pois como alguém afirmou: "Os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra." Também se sabe que a invenção da imprensa por Gutenberg, no dealbar da modernidade, inaugurou verdadeiramente a civilização do livro, tendo sido o responsável pelo milagre da multiplicação dos livros e das bibliotecas e, por conseguinte, da democratização do acesso ao saber. Mas é com a Revolução Francesa que se introduz e generaliza a ideia de uma escola pública ao serviço de todos os cidadãos. A escola pública torna-se, a

partir de então, uma fábrica de cidadania, pois é nela que as crianças e os jovens irão saciar a sua sede e fome de conhecimento e aprender a deixar de ser súbditos e passar a ser cidadãos responsáveis pelo seu destino individual e coletivo. A criação de uma escola pública laica, segundo os ideais da República Francesa, implicou o surgimento de bibliotecas escolares para fazer face às necessidades de uma população juvenil, pois, como disse um dia Cícero: "Os livros são o alimento da juventude." 2. A escola pública, sendo um lugar onde se transmitem e assimilam valores e conhecimentos, deve ser ela própria, acima de tudo, um projeto cultural capaz de assegurar a todos, particularmente às crianças e aos jovens oriundos de ambientes sociais e familiares culturalmente carenciados, o acesso à cultura que lhes falta. E ainda que a cultura não se esgote nos livros é neles que tem a sua dimensão mais plena. Por uma questão de justiça social torna-se uma tarefa urgente dotar as escolas públicas de bibliotecas bem apetrechadas, fazendo delas a chave da necessária democratização da cultura. Platão afirmou que “o livro é um mestre que fala mas não responde.” Queria ele dizer que aos livros não podemos colocar perguntas uma vez que os seus autores não estão presentes. Mas se é verdade que os autores não podem responder às interrogações do leitor, é nos livros que escreveram que os nossos jovens leitores encontram muitas vezes as respostas que nenhum outro meio lhes dá e, sobretudo, encontram as questões que farão deles cidadãos dotados de espírito crítico. Foi Jean Cocteau quem disse: "Um belo livro é aquele que semeia em redor os pontos de interrogação." 3."Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo." – afirmou John Steinbeck, autor de As Vinhas da Ira. Nesta frase, condensa-se uma visão acertada da importância das bibliote-

cas públicas para a cultura dos povos. Sendo o livro “uma extensão da memória e da imaginação”, no dizer de Jorge Luís Borges, é ele que nos abre as portas ao conhecimento do passado e às utopias do futuro que nos cabe construir. Vivemos hoje num mundo que há 30 ou 40 anos não imaginaríamos poder habitar. Refiro-me ao mundo virtual da internet que constitui, para os nossos jovens alunos, o seu habitat cultural. Este é um mundo em que tudo, desde os negócios à cultura, funciona em rede. É a este mundo que as bibliotecas escolares se têm de adaptar se quiserem sobreviver, isto é, ter leitores. O livro digital, a par do seu irmão em papel, torna-se portanto uma aposta à qual as nossas bibliotecas escolares não podem virar as costas. Se assim o fizerem, estarão a voltar as costas ao futuro e transformar-se-ão em museus bafientos quase desertos. Não foi para isso que os livros e as bibliotecas foram inventados. Pelo contrário, inventaram-se para serem lidos e frequentadas. Em papel ou digital, o livro e as bibliotecas são objetos insubstituíveis. Como disse Frye Northorp: "A máquina tecnologicamente mais eficiente que um homem jamais inventou é o livro." Como terão percebido daquilo que fui escrevendo, o mais importante que eu disse não me pertence. São citações. Concluo com mais duas citações, uma de filósofo da liberdade, Immanuel Kant, e outra do ator e comediante Groucho Marx: "Uma leitura alegre é tão útil à saúde como o exercício do corpo." "Eu devo dizer que acho a televisão muito educativa. No momento em que alguém liga a televisão, eu vou à biblioteca e leio um livro."

João Jaime Pires, diretor da Esc. Sec. de Camões

FICHA TÉCNICA Conceção e implementação do projeto: Professoras bibliotecárias Lígia Arruda (ES D. Pedro V), Lurdes Castanheira (ES António Damásio) e Teresa Saborida (ES Camões). Coordenação do projeto: Lígia Arruda, Lurdes Castanheira e Teresa Saborida. Revisão de artigos: Lígia Arruda, Lurdes Castanheira e Teresa Saborida, docentes do grupo 300. Conceção e montagem gráfica: Alexandre Rodrigues e Carla Rodrigues, docentes de Informática da ES D. Pedro V. Periodicidade: um por período letivo Email: ligia.arruda@ael.edu.pt - teresasaborida@escamoes.pt - lurdes.castanheira@aeolivais.pt - jornaltrivio@gmail.com


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JÁ PASSARAM 20 ANOS! Os protagonistas da Rede de Bibliotecas Escolares.

É verdade, já passaram 20 anos sobre o nascimento da Rede de Bibliotecas Escolares! E, no passado dia 14 de outubro, a família RBE juntou um grande número de membros que festejaram juntos a existência desta rede que tem contribuído de forma empenhada, ativa e inegável para a divulgação do livro e da leitura, o enriquecimento cultural do nosso público preferencial, os alunos, e a diminuição das diversas iliteracias. As instalações da Fundação Calouste Gulbenkian encheram-se de gente bem-disposta e em festa. Dois auditórios, uma sala e um auditório informal, não foram demais para quem quis ouvir o diretor da Biblioteca de Alexandria, Ismail Serageldin, que nos veio falar das Bibliotecas do Futuro, neste tempo em que temos “todo o conhecimento do mundo ao alcance da ponta dos dedos”. Numa interessante comunicação falou dos desafios que se colocam às bibliotecas escolares, que fazem cada vez mais sentido, mas têm de saber acompanhar as transformações, para desempenharem o seu papel na formação de “cidadãos civicamente responsáveis, informados, críticos e independentes” Outro momento alto da manhã aconteceu quando, após o painel “Lançar a Rede”, em que se reviu o que foram os primeiros passos da Rede de Bibliote-

cas Escolares, se fez uma justa homenagem àquela que foi desde a primeira hora a grande mentora e obreira desta que hoje é uma imensa teia, de bibliotecas, de escolas, de gente (professores bibliotecários, alunos, funcionários, direções escolares, andorinhas), a Dra. Teresa Calçada. Foi por todos os presentes aplaudida de pé durante largos minutos, como tributo do nosso reconhecimento da importância que o seu saber e dedicação tiveram ao longo destes 20 anos. Da parte da tarde, o banquete continuou. Entre outros intervenientes, contámos com a presença do investigador catalão Daniel Innerarity, que nos falou sobre o nobre ofício de bibliotecário, também ele chamando a atenção para o papel importante que este tem a desempenhar, uma espécie de filtro e de condutor neste mundo cada vez mais cheio de informação. Para além da presença constante do Professor Doutor Eduardo Lourenço, que nos deu o prazer da sua companhia assistindo aos trabalhos durante todo o dia, também Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, quis assinalar connosco o aniversário desta rede difusora de cultura. Todos o conhecemos pela sua defesa da leitura e dos livros e foi neste sentido que o Presidente nos falou, assinalando a necessi-

dade de fomentar nos nossos jovens, e nos não tão jovens também, o interesse pela leitura e pelo conhecimento. Para gáudio de todos, um painel juvenil sob a batuta de Ricardo Araújo Pereira, mostrou a quem quis ver que a leitura está viva e que há muitos jovens alunos, que se autodenominam cromos que gostam de livros, que veem e sentem a leitura como uma necessidade, um prazer e um caminho para o crescimento. A cereja no topo do bolo veio com a presença de Alberto Manguel, que a propósito do lançamento do seu livro “A biblioteca à noite” nos brindou com uma animada conversa com Gonçalo M. Tavares sobre livros, leitura e bibliotecas. A jornada estava no fim. Terminou com a atual coordenadora nacional da RBE, Manuela Pargana Silva, a anunciar a criação de um prémio RBE Teresa Calçada. E, pronto, assim acabou a nossa jornada, da qual saímos mais ricos e com a consciência do contínuo trabalho individual e em rede, porém gratificante, que nos aguarda nas nossas queridas Bibliotecas Escolares. M.ª Lurdes Castanheira, PB da ES António Damásio

Ismail Serageldin, Diretor da Biblioteca de Alexandria


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PARABÉNS, ENG. GUTERRES, ALUNO DO LYCEU CAMÕES

António Manuel de Oliveira Guterres frequentou o Lyceu de Camões, atual Escola Secundária de Camões, de 1959 a 1966, isto é, fez todo o percurso liceal nesta escola. Graças ao trabalho da equipa do Arquivo da nossa escola, nomeadamente o Dr. Vasconcelos, podemos reconstituir o seu percurso como aluno, podendo desde já afirmar que o aluno António Guterres foi brilhante, tendo recebido o Prémio Nacional, juntamente com o ator Luís Miguel Cintra, por recomendação do reitor, Dr. Joaquim Sérvulo Correia. Ambos terminaram o liceu com média de 18 valores e “ tomaram parte com muita dedicação nas actividades da Mocidade Portuguesa” (último documento desta página) Outra curiosidade é a lista de alunos da sua turma — eram 43 alunos! A essa turma também pertenciam o já referi-

do ator Luís Miguel Cintra e o escritor Nuno Júdice. No 3.º ano (equivalente ao nosso 7.º ano) da lista dos professores constam dois nomes importantes: a professora de português foi a Drª Maria Ema Tarracha Ferreira, autora de uma série de antologias didáticas que, pela sua qualidade e mérito marcaram várias gerações de estudantes. O professor de francês foi o escritor Mário Dionísio, poeta, ensaísta e pintor que foi um dos grandes teorizadores mais importantes do movimento neorrealista nos anos 40. Os dois requerimentos, aqui apresentados, são escritos pelo próprio António Guterres e servem para pedir a certidão e a carta de curso (com a média calculada a lápis ao lado pelos serviços administrativos). Teresa Saborida, PB ES Camões


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ENTREVISTA AO PROFESSOR FILIPE DELFIM SANTOS Pelo que conhece do seu pai, se ele não fosse para a área da educação para que área iria? A maior parte dos jovens deixava a Escola muito cedo para trabalhar. Meu pai conheceu dificuldades enormes, mas não desistiu nunca do seu desejo de estudar que nesse tempo era tão difícil de realizar. Enquanto estudava, exerceu várias profissões: foi aprendiz de ourives, empregado do comércio e quase iniciou uma carreira militar. Mas conseguiu confirmar a vocação da sua vida, que foi ter nascido para estudar e para ensinar – e ensinar é continuar a estudar sempre, ajudando os outros a estudar também. Sabemos que o Prof. Delfim Santos foi um precursor da utilização dos meios audiovisuais no ensino. O que preconizava e que resultados esperava obter?

Entrevista feita pelas turmas do 7.ºA e do 9.ºA. ao Professor Doutor Filipe Delfim Santos, filho do patrono da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos, Como é ser filho de uma pessoa tão importante como o seu pai, o Prof. Delfim Santos? É uma grande responsabilidade. Não temos qualquer mérito em nascer dos nossos pais, já que não fizemos nada para isso. Mas temos o dever de fazer tudo o que pudermos para os merecer. Qual era o ponto que mais se destacava na personalidade do seu pai? A vontade de dialogar, o desejo de aceitar os outros com as suas diferenças, procurando estabelecer laços com as pessoas que tinham outras visões do mundo. Como ele escreveu: “Vale mais a compreensão das diferenças do que o acordo no [que nos é] comum”. O que acha que levou o seu pai a ser tão diverso ao estudar tantas áreas como Filosofia, Ciências da Educação, Pedagogia, Literatura…? Eu poderia acrescentar Psicologia, História e até mesmo Física... Ele tinha um insaciável desejo de conhecimento e desejava aprofundar a sua compreensão em todas as áreas do saber que pudesse abarcar.

A típica aula na escola é uma experiência sensorialmente limitada, onde se ouve muito, mas vê‑se menos. Para Delfim Santos, ilustrar áudio visualmente as grandes questões da Filosofia e da História, ou da Física e da Matemática, através do cinema ou de programas educativos de televisão (hoje seria pelos sites educativos e científicos da Internet), era um excelente meio para suscitar e enriquecer o debate que teria depois lugar na escola. Como se sente, sabendo que o nome do seu pai é o nome de uma grande Escola? Não desejaria que o nome de meu Pai estivesse ligado a qualquer outra Escola que não fosse esta, já que para mim só ela o merece ter como patrono, pelo carinho e dedicação com que tem tratado a sua memória. E Delfim Santos, por sua vez, mereceu bem esta Escola que nele se revê.

Como era o Professor Delfim Santos como pai? Era um pai sempre ocupado com o bem-estar dos seus filhos, com o seu crescimento saudável — tanto o físico, como o mental, o moral e o espiritual. Tinha por nós uma atenção e cuidado constantes, porém desejava que independentemente das aspirações paternas cada um se encontrasse a si próprio e seguisse o seu caminho livre e autónomo. Existe alguma história marcante sobre o seu pai que queira contar? Como professor, meu Pai despertava nos seus alunos uma enorme vontade de saber. Minha Mãe, que em tempos fora sua aluna, contou-me ter visto alguns deles emocionarem-se até às lágrimas, à saída das aulas, comovidos com o que tinham acabado de descobrir e aprender. O que sente quando visita a nossa escola? Sinto que pertenço a esta vossa casa onde se procura estudar sempre mais e melhor, seguindo o exemplo do jovem Delfim Santos quando ele tinha a vossa idade. Sendo filho do Professor Delfim Santos, gostaria de ser diretor ou professor da nossa escola? Eu acho que já sou um “professor honorário” da Escola, pelo relacionamento de muitos anos com esta comunidade educativa modelar, inspirada pela vida e obra de meu Pai. Turmas do 7.ºA e do 9.ºA da EB 2,3 Prof. Delfim Santos


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PRÉMIO NOBEL DA FISIOLOGIA E MEDICINA 2016: YOSHINORI OHSUMI O que é o Prémio Nobel? Os Prémios Nobel são um conjunto de galardões internacionais concedidos anualmente, em várias categorias por comités suecos e noruegueses, para reconhecer os avanços culturais e científicos. Estes prémios foram instituídos em 1895, pelo sueco Alfred Nobel, inventor da dinamite. Ficou de tal forma chocado com o uso bélico dado aos explosivos que inventou, que decidiu criar uma fundação encarregada de premiar aqueles que se destacassem pela sua contribuição para o bem da humanidade. Deixou uma herança de 32 milhões de coroas suecas para a criação de uma Instituição que teria a função de administrar os prémios: A Fundação Nobel. Estes prémios foram entregues pela primeira vez em 1901. O Prémio Nobel de Ciências Económicas foi criado posteriormente, em 1968. O Prémio Nobel da Paz é entregue em Oslo, na Noruega, e os restantes são entregues em Estocolmo, na Suécia. O Nobel é considerado como o prémio com mais prestígio nos campos da literatura, medicina, física, química e paz. Cada laureado recebe uma medalha de ouro, um diploma e uma quantia em dinheiro, decidida pela Fundação Nobel, sendo atualmente de oito milhões de coroas suecas, aproximadamente € 834.000. Na história dos Prémios Nobel, dois portugueses foram galardoados com este prémio (figura 1). António Egas Moniz, distinguido em 1949 com o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina pelos seus estudos relacionados com a lobotomia. Foi médico neurologista, investigador, tendo ficado conhecido por ter desenvolvido a angiografia cerebral. José Saramago recebeu o Prémio Nobel de Literatura pela sua obra, em 1998. O vencedor do Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina 2016 Yoshinori Ohsumi (figura 2) nasceu o 9

de fevereiro de 1945, em Fukuoka (Japão). Biólogo de formação, doutorou-se em 1974, na Universidade de Tóquio. Permaneceu alguns anos após o seu doutoramento na Rockefeller University (Nova Iorque, EUA). Em 1996, regressa ao Japão, ao National Institute for Basic Biology, em Okazaki City. De 2004 a 2009, foi professor na Graduate University for Advanced Studies, em Hayama (Japão). Em 2009, é nomeado professor emérito do National Institute for Basic Biology, da Graduate University for Advanced Studies, e do Instituto de Tecnologia de Tóquio. Atualmente, é chefe da Unidade de Pesquisa de Biologia Celular deste Instituto. Ohsumi tem recebido vários prémios ao longo da sua carreira, nomeadamente: - Fujihara Award - Fujihara Foundation of Science (2005) - Japan Academy Prize - Japan Academy (2006) - Science Award - Botanical Society of Japan (2007) - Asahi Prize - Asahi Shimbun (2008) - Kyoto Prize in Basic Sciences (2012) - Thomson Reuters Citation Laureate (2013) - Gairdner Foundation International Award (2015) - International Prize for Biology (2015) - Keio Medical Science Prize (2015) - Person of Cultural Merit (2015) - Rosenstiel Award (2015) - Wiley Prize in Biomedical Sciences (2016) - Dr. Paul Janssen Award for Biomedical Research (2016) - Prémio Nobel de Medicina 2016 Trabalho realizado pelo investigador Palavras chave –Lisossomas, Autofagia Lisossomas Os lisossomas foram descobertos na década de 1950, constatando-se que este compartimento celular continha enzimas hidrolíticas (hidrolases). São organitos celulares, em forma de

ARTIGO CIENTÍFICO

vesículas esféricas ou ovais, existentes nas células eucariontes. São produzidos pelo complexo de Golgi e têm como função a degradação de partículas vindas do meio extracelular, assim como a reciclagem de outros organitos e componentes celulares envelhecidos. Os lisossomas são importantes não só pelo seu conteúdo enzimático, mas também pela sua membrana que possui proteínas transportadoras, que permite que os produtos finais da digestão de macromoléculas passem para o hialoplasma, podendo ser excretados ou reutilizados pela célula. Autofagia Etimologicamente, a palavra autofagia significa "comer-se a si mesmo". A palavra vem do grego e o termo foi utilizado pelo cientista belga Christian de Duve, que ganhou o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina, em 1974, pela descoberta dos lisossomas. A autofagia é um processo celular que permite a degradação e reciclagem de componentes celulares, permite eliminar bactérias e vírus que tenham invadido a célula e contribui para o desenvolvimento dos embriões e para a diferenciação celular. Etapas do processo de autofagia: - Formação de vesículas a partir do retículo endoplasmático liso, que envolvem os organelos envelhecidos ou defeituosos, formando-se então o autofagossoma. - O autofagossoma funde-se com um lisossoma. Transforma-se, assim, num fagolisossoma. - Atuação das enzimas hidrolíticas do lisossoma e degradação dos conteúdos celulares. Continua na página seguinte

Figura 2. Yoshinori Ohsumi no seu laboratório

Figura 1. Professor Egas Moniz, medalha do Prémio com a efígie de Alfred Nobel e José Saramago


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PRÉMIO NOBEL DA FISIOLOGIA E MEDICINA 2016: YOSHINORI OHSUMI No final da década de 1980, Ohsumi realizou estudos sobre a degradação das proteínas no interior dos vacúolos de leveduras. Nas experiências realizadas, cultivou leveduras com mutações às quais faltavam enzimas degradativas vacuolares. Paralelamente, estimulou a autofagia, não fornecendo alimento às leveduras (stresse alimentar). Verificou que se formavam no interior dos vacúolos, vesículas que não tinham sofrido degradação. As vesículas eram autofagossomas. Na sequência dos seus trabalhos, identificou 15 genes essenciais envolvidos no processo de autofagia. Estudos posteriores, feitos por Ohsumi e por outros cientistas, mostraram que a autofagia é controlada pela produção em cascata de proteínas e complexos proteicos, cada um deles responsável pela regulação das várias etapas de formação dos autofagossomas. Ohsumi constatou a importância da autofagia e o facto de esta ser fundamental para o funcionamento adequado das células. Perturbações no processo de autofagia estão ligadas à doença de Parkinson, à diabetes tipo 2, cancro e a outros problemas que surgem com o envelhecimento. No futuro, será previsível o desenvolvimento de fármacos que inibam processos autofágicos associados a determinadas doenças.

pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Nobel> Laureados com o Nobel de Fisiologia ou Medicina. In: Wikipédia, a enciclopédia livre [Em linha]. Flórida: Wikimedia Foundation, 2016, rev. 3 de outubro de 2016. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://pt.wikipedia.org/wiki/ Laureados_com_o_Nobel_de_Fisiologia_ou_Medicina> Os dois vencedores do Prémio Nobel portugueses. In: Crónicas de Manuel Gonçalves, 2014, rev. 11 de maio de 2014. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <http://cronicas-de-manuelgoncalves.blogspot.pt/2014/05/os-doisvencedores-do-premio-nobel.html> Yoshinori Ohsumi. In: Wikipédia, a enciclopédia livre [Em linha]. Flórida:. Wikimedia Foundation, 2016, rev. 5 de novembro de 2016. [Consult. 6 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Yoshinori_Ohsumi > Nobel da Medicina: como é que as células se comem a si próprias? In: Publico.pt, 2016, rev. 3

Bibliografia Prémio Nobel. In: Wikipédia, a enciclopédia livre [Em linha]. Flórida: Wikimedia Foundation, 2016, rev. 24 de outubro de 2016. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://

ANTROPÓLOGA NA ESCOLA A turma 4.º B recebeu a visita de uma antropóloga. A atividade foi na sala de aula, na manhã do dia 21 de outubro. Trouxe um esqueleto humano verdadeiro para

mostrar e montou-o numa mesa. Os alunos foram dizendo os nomes dos ossos e tivemos a possibilidade de lhe tocar e fazer perguntas. A antropóloga veio porque os alunos estiveram a estudar a matéria do esqueleto humano e do estudo do meio. Beatris Mitu, 4.ºB, EB1/JI Frei Luís de Sousa

CONT.

de outubro de 2016. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://www.público.pt/ciencia/noticia/nobelda-medicina-1745973> Lisossomo. In: Wikipédia, a enciclopédia livre [Em linha]. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015, rev. 18 de novembro de 2015. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisossomo> Autofagia. In: Wikipédia, a enciclopédia livre [Em linha]. Flórida: Wikimedia Foundation, 2016, rev. 19 de outubro de 2016. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Autofagia> Nobel da Medicina premia biólogo japonês por trabalho sobre a autofagia. In: revistapesquisa.fapesp.br, 2016, rev. 4 de outubro de 2016. [Consult. 1 de novembro de 2016]. Disponível em WWW: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/10/04/n obel-de-medicina-premia-biologo-japones-portrabalho-sobre-a-autofagia/> Alexandre Dinis Rodrigues, 10.º, turma 4, ESDPV


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GAAF – GABINETE DE APOIO AO ALUNO E À FAMÍLIA

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, através do Pelouro da Educação, iniciou, com o arranque do ano letivo 2016/2017, o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. O projeto CRESCEMOS JUNT@S visa a implementação deste Gabinete dinamizado por profissionais técnicos da Freguesia de São Domingos de Benfica nos seus estabelecimentos de ensino. A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica apresenta-se como parte ativa no processo de construção do Ser de cada criança e jovem, complementando o trabalho realizado pelas escolas e famílias. O desafio que lançámos às instituições é o de embarcar connosco nesta viagem fazendo parte da nossa equipa. Este processo iniciouse com o convite a todas as instituições de ensino – públicas e privadas - a fazerem parte da nossa equipa e usufruindo das nossas atividades. A máxima é precisamente a da construção de um crescimento partilhado por todos e todas em prol da melhoria da qualidade de vida das crianças, da maximização da potencialidade académica das mesmas e da promoção da sua saúde física e mental.

O GAAF é um espaço aberto a toda a comunidade escolar, crianças e jovens, famílias e professores/as, no qual a equipa multidisciplinar que o constitui dá reposta às questões referenciadas por essa mesma comunidade. Estamos a trabalhar na promoção do desenvolvimento pessoal e psicossocial das crianças; prevenção de situações de risco; encaminhamento para os serviços adequados, de situações que requeiram cuidado especializado; para fomentar uma relação de interação entre os diversos agentes educativos: família-escola-comunidade, apoiandoos nas suas problemáticas e o envolvimento parental no percurso escolar das crianças; e para debater, em espaços informais, questões essenciais dos processos relacionais e pessoais das crianças (desenvolvimento, violência, igualdade, etc.). O GAAF responde a situações de aprendizagem/pedagógicas, nomeadamente necessidades educativas especiais, absentismo ou abandono escolar, insucesso escolar, por um lado, e por outro a situações psicossociais individuais ou familiares, tais como problemas de comportamento, maustratos, violência, negligência, problemas emocionais, isolamento, destrutu-

ração familiar, violência doméstica e vulnerabilidade socioeconómica. A referenciação é feita pelos professores, educadores ou técnicos através da ficha de referenciação, sendo que o GAAF efetua a intervenção ao nível da avaliação psicológica informal ou formal das situações referenciadas, avaliação psicossocial individual e familiar, acompanhamento de situações psicossociais e pedagógicas de intervenção simples junto de professores e técnicos da escola e/ou entidades parceiras e encaminhamento para parcerias ou outras instituições externas em situações de intervenção mais complexa (acompanhamento psicológico, necessidades educativas especializadas, situações de risco ou perigo, etc.). Num âmbito do projeto e em parceria com outras instituições da freguesia estamos também a promover neste momento a Escola das Famílias, um espaço de aprendizagem e partilha destinado a todos os intervenientes no processo educativo das crianças que dinamizará sessões sobre temáticas fundamentais para as famílias, mediadas por palestrantes de renome. É, portanto, com enorme agrado que vemos nascer este projeto para o qual desejamos, muito em breve, poder contar com a participação de toda a comunidade educativa da freguesia. Crescemos Junt@s! Dr.ª Cristina Parente, Coordenadora da Educação, Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica

CURSOS PROFISSIONAIS—EU SOU! Eu, aluno de um curso profissional, me confesso (Gabriel Vaz, aluno do curso profissional de Técnico de Informática de Gestão, na Escola Secundária de Camões) - Olá! Desde pequeno que gosto de computadores e gasto horas à volta deles. Quando no nono ano me perguntaram o que queria estudar, disse que queria seguir alguma coisa na área da informática. Para isso precisaria de um curso científico-humanístico de ciências e tecnologias que me permitiria ir mais facilmente para a universidade. Mas, já nessa altura, eu, a Matemática e a Físico-Química não nos dávamos muito bem… Mas arrisquei por esta via e vim para o Camões. No final do décimo ano, tive 10 a Matemática e a Geometria Descritiva A, mas não passei a Física e Química A. Nas outras disciplinas, estava melhor, mas como no décimo primeiro a exigência seria ainda maior, diziam-me

que o curso profissional de informática de gestão, que funcionava na escola, decidi mudar o meu percurso formativo. Vi as disciplinas, algumas eram de informática, outras não. Vistos os prós e contras, arrisquei e ingressei neste curso profissional, em 2014/2015. E estou a gostar. Apesar de ter horários semanais muito extensos (aulas durante todo o dia, sem “furos”, quase sem uma tardita livre) preciso de trabalhar menos fora da escola para acompanhar a matéria, como fizera até ao nono ano. Nas aulas estou atento, apreendo os conteúdos e procuro fazer o que os professores me. Com isto fico com algum tempo extra para os meus projetos, algo que não acontecia antes. No final do segundo ano do curso profissional, comecei a realizar o meu estágio. Tinham-me aconselhado a procurar um local de estágio que fosse ao encontro dos meus interesses. Como não sabia por onde começar, deixei passar o tempo e a escola é que aca-

bou por encontrar um lugar para mim (depois de ouvir falar os meus colegas sobre os seus estágios, tenho alguma pena de não ter estado no lugar onde alguns deles estiveram). Onde fiquei não tive muito acompanhamento nem muito que fazer, confessor. Por isso aconselho: se conseguirem, procurem o vosso local de estágio. Gabriel Vaz, 3.º N, ES Camões Continua na página seguinte


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CURSOS PROFISSIONAIS—EU SOU Eu sou Serviços Jurídicos. Como é ser aluno do curso profissional Técnico de Serviços Jurídicos? Boa questão. Ser aluno de Serviços Jurídicos é ser um aluno de coragem, é saber que é difícil, mas, mesmo assim, ter forças para o ser. É querer ter tardes livres e não ter; é querer ter férias como os outros alunos e não as ter; é perceber que o curso apresentará conhecimentos e exigências que os outros cursos não têm. Mas nem tudo é mau. Temos disciplinas difíceis mas que nos dão uma sabedoria diferente da do ensino regular, pois as horas de aula e o trabalho desenvolvido em aula é a dobrar. O mesmo acontece com o trabalho em casa. Também há alunos que não se aplicam muito neste curso, correndo o risco de deixar módulos em atraso e, por isso, ter um trabalho muito maior do que aquele que é pedido inicialmente. Alguns alunos podem não querer seguir esta área depois de concluírem este curso, mas sabemos que a vida deles não será a mesma. Terão muito mais conhecimentos jurídicos do que os restantes cidadãos portugueses, conhecimentos esses que poderão ser muito úteis no futuro. Este curso só tem, realmente, um grande defeito: não temos as disciplinas necessárias e essenciais para ingressar na faculdade. Isto, para quem quer seguir o ensino superior, é uma dificuldade muito grande. Por outro lado, terminamos o curso profissional, de nível III e somos equiparados a Oficiais de Justiça, tendo entrada imediata no mercado de trabalho (em notários, tribunais, consultórios de advogados…

Bárbara Tavares e Diana Tavares, 3º O, ES Camões

Eu, aluna de um curso profissional, me confesso (Catarina Pereira, aluna do curso profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva, na Escola Secundária de Camões) - Olá! Ingressei no ensino secundário em 2013/2014, no curso de Línguas e Humanidades, no Liceu Camões. Na altura, candidatei-me a este curso com um pensamento completamento oposto àquele que, no final desse ano letivo, me levaria a fazer uma reviravolta na minha vida. Aquela área de estudos não me realizava e sentia que não era o percurso que queria seguir no futuro. Assim, no final desse ano letivo, tomei uma das maiores decisões da minha vida - o secundário também é uma fase de decisões importantes: mudar de curso. Optei por ingressar num curso que nem sempre é bem visto e entendido pela maior parte das pessoas, por diferentes motivos: curso de técnico de apoio à gestão desportiva. Não foi nada fácil esta decisão. Mas não me sentia realizada na área em que estava. Desde pequena que estou ligada ao desporto, de diferentes maneiras. A paixão pelo desporto falou mais alto e eu segui-a. Como não havia na Escola o curso geral de desporto, só tive duas escolhas: escolher um curso de ciências e tecnologias e ingressar depois na Faculdade ou escolher um curso profissional, o que vim a fazer. Muitas pessoas veem um curso profissional como algo assustador, que não é prestigiante, que é um curso “de segunda”, que não leva a lado nenhum. Se eu disser que isto é tudo mentira, estarei de alguma forma a ser mentirosa. Sem dúvida, existem alguns aspetos negativos mas também há os positivos. E eu tenho presentes uns e outros. Para além da habilitação académica (décimo segundo ano), um curso profissional de técnico de apoio à gestão desportiva confere também uma certificação de qualificação profissional de nível quatro, no final do ensino secundário, que é um trunfo que se pode utilizar na vida. No entanto, e como em tudo na vida, existem muitos “mas” nesta resposta, porque são poucos os empregos que se conseguem arranjar

nesta área profissional com esta qualificação certificada. Há quem pense que este curso profissional é de desporto. Puro engano: é de gestão desportiva. A maioria dos alunos deste curso, porque são amantes de desporto, vêm à espera de ter muita prática desportiva, que não existe pela matriz deste curso (temos menos prática de exercício físico que os colegas dos cursos de ensino secundário não profissional). Neste momento, estou na fase final do curso. Isso permite-me ver melhor quais são os pontos positivos e os pontos negativos (para minha, pena, os maiores). Ser aluna deste curso profissional ajuda -me, em certa medida, a alcançar melhores médias no ensino secundário; no entanto, para quem pretende ingressar no ensino superior, este percurso de estudos não dá qualquer tipo de bases para conseguir realizar um exame nacional (salvo a português). Este é o meu caso. Tomei a decisão de vir para este curso há três anos atrás, tenho uma média excelente e quero ingressar na faculdade. Mas como não tenho disciplinas específicas que têm exame nacional, a minha única solução foi optar por ter explicações às tais disciplinas específicas que necessito para conseguir realizar os exames e candidatar-me posteriormente ao ensino superior. É por isto que estou a lutar neste momento, para conseguir alcançar os objetivos que pretendo alcançar. Não escolhi um curso profissional por ser mais fácil ou difícil, não, mas pela minha identificação a uma área de formação de que gosto desde que me conheço. Arrependo-me, em parte, de ter tomado a decisão de vir para um curso profissional, porque ele não me dá o que eu preciso para concretizar os meus objetivos. Mas não sou rapariga de desistir: trabalharei para alcançar a melhor média e continuarei a lutar para ingressar na faculdade.

Catarina Pereira, 3.º M, ES Camões


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PADRINHOS E AFILHADOS No primeiro dia de aulas conhecemos os nossos afilhados, que este ano são do J.I., sala 1. Às 14h, juntámo-nos com eles no Centro de Recursos. Para saber quem era o afilhado de cada um, eles tiraram papelinhos com os nossos nomes. Como faltavam três meninos, o Miguel H., o Pedro e o Bernardo não tiveram afilhado. A seguir, apresentámos-lhes o reconto da história “A Fada Oriana”, de Sophia de Melo Breyner, feito por nós em power point no segundo ano. No dia 11 de outubro encontrámo-nos no patamar de baixo do bloco B, onde lhes apresentámos um teatro da histó-

ria “A Menina do Mar”, da mesma autora. Eles cantaram-nos uma música de outono muito gira. Quando acabámos escolhemos os afilhados que faltavam e eles deramnos marcadores. Gostámos muito de nos encontrar com os nossos afilhados. Miguel Henriques Rodrigues – 4º A da EB1/JI Frei Luís de Sousa

No início do ano letivo, o 4.º D da EB1/ JI das Laranjeiras foi convidado a receber os meninos do jardim de Infância da Escola das Laranjeiras.

Foi desenvolvida uma atividade em conjunto com cada uma das salas para que todos os meninos do Jardim de Infância se sentissem confortados com um novo amigo que irá ajudá-los em todas as dificuldades. Deste modo, os meninos sentir-se-ão integrados nas diferentes dinâmicas da Escola e os finalistas terão a oportunidade de aprender a ter responsabilidade de proteger os mais novos. Assim, estarão mais preparados para ingressar para o 1º ano. Texto da turma do 4.º D, EB1/JI das Laranjeiras

A TERRA TREME - Escola em exercício de preparação para o risco de sismo Os alunos da E.B. 1 Manuel Teixeira Gomes fizeram um exercício de preparação para um sismo, no dia 13 de outubro de 2016, na escola. Começaram por pôr-se debaixo das mesas, para estarem protegidos caso bocados de teto caíssem. Depois, quando acabou a simulação do sismo, foram para o ponto de encontro que, neste caso, era o campo de futebol da escola, considerado o sítio mais seguro, e puseram-se de costas uns para os ouros, fazendo uma roda, pois assim viam tudo à sua volta. Passados mais ou menos cinco minutos, voltaram para a sala de aula. Achamos que o coordenador da escola fez muito bem em preparar os alunos para um sismo. Mariana Aparício, nº 14 – 4º A, EB1/JI Manuel Teixeira Gomes


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DIA DE VINDIMA E DE VINHO! No dia 28 de outubro de 2016, as crianças das três salas do pré-escolar da EB1/JI António Nobre foram à vindima…e nem foi preciso sair da escola! Depois da abordagem à temática da alimentação, as nossas crianças foram à descoberta de outra funcionalidade das “uvas”, para além de estas poderem ser saboreadas enquanto fruta.

Uma mágica vinha surgiu no nosso recreio e as educadoras aproveitaram para dar a conhecer aos meninos o ciclo do vinho. Esta história contou com as crianças como personagens principais…desta forma, todos arregaçaram as calças e fizeram a pisa da uva! Com esta enriquecedora experiência trabalhámos a área do conhecimento do

mundo e ainda explorámos alguns dos nossos sentidos… Agora, só nos resta esperar pela fermentação do sumo da uva, e depois… Não! Pais, não se preocupem! Não iremos explorar o sentido do gosto, apenas o do olfato!

tas características. Como tal, alguns alunos encontraram uma forma para dinamizar mais a comunidade ao seu redor, sendo esta a criação de um movimento independente. Este Movimento tem o nome de Movimento Camões. É uma organização independente da escola que dinamiza e organiza certas atividades para toda a comunidade escolar. Uma das características que o torna tão diferente de qualquer outra organização é o simples facto de ser formado livremente por alunos que querem participar mais ativamente na vida da sua escola, sendo este apenas o seu único compromisso e, para dizer a verdade, muitas das pessoas que o formam são aquelas que apesar de não terem poder económico, têm a maior vontade alguma vez vista. O Movimento encarrega-se de realizar atividades que beneficiem a comunidade camoniana, tais como, a integração dos novos alunos, não só caloiros mas também os estrangeiros; realiza-

ção de atividades que promovam o bem-estar físico e psicológico; campanhas de sensibilização e solidariedade social não só para com a nossa sociedade mas para com as estrangeiras; realização de palestras informativas para a vida futura dos alunos e não só! Realizamos festas e cafés concerto que proporcionam um momento de descontração para todos. Este Movimento relembra também os dias que consideramos importantes fazendo pequenas ações de sensibilização no próprio dia. Em suma, o Movimento Camões tenta reavivar o espírito camoniano de partilha e entreajuda que está presente na escola, desde a sua fundação, tornando esta Escola um ponto de referência, quer em termos de mérito, quer em termos do bem-estar dos seus alunos, retribuindo assim também à Escola tudo aquilo que esta fez, faz e fará pela sua comunidade escolar.

Isabel Lopes, educadora da EB1/JI António Nobre

MOVIMENTO CAMÕES No coração de Lisboa, mais precisamente na praça José Fontana, situa- se uma das mais importantes escolas de todo o país, a Escola Secundária de Camões, conhecida ainda por muitos como Lyceu Camões. Esta escola abriu as suas portas ainda no tempo da monarquia, tendo sido inaugurada pelo último Rei de Portugal: D. Manuel II, em 1908, e desde aí nunca mais parou e nunca caiu no esquecimento como tantas outras escolas. Aqui formaram-se algumas das mais importantes personalidades da nossa atual sociedade tais como: Durão Barroso, António Guterres, Mário de Sá Carneiro, João Lobo Antunes, Jorge Palma, Nicolau Breyner, entre outros. Esta Escola abraça bastantes projetos o que a torna bastante dinamizadora para todos os alunos que a frequentam, fazendo com que muitos destes queiram retribuir a esta Escola tudo aquilo que ela lhes oferece tal como autonomia, preparação para a vida futura, liberdade de escolha entre mui-

Mariana Vicente e Soraia Silva 12.ºB, ES Camões


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PROJETO LER-DE-MAR Ao longo dos séculos, o Mar esteve sempre presente na vida dos Portugueses. Palco de partidas e chegadas, de tantos encontros e desencontros, de tantas portas de tristeza e alegria que se abriam para o mundo, o Oceano lá está! Não raras vezes, esquecemo-nos da importância do Mar na vida dos povos e desconhecemos a sua majestade. Não podemos ficar indiferentes à dimensão marítima do território português, aos seus recursos e potencialidades económicas, sociais e de lazer. O Mar está lá, cantado por muitos, escrito por outros tantos, pintado da cor da saudade, é fonte de inspiração para quem o abraça. O Agrupamento de Santa Maria dos Olivais é “vizinho” do Mar, e de muitas janelas do bairro dos Olivais espreita o doce Tejo que corre ligeiro por autoestradas de água que conduzem ao Oceano. Esta grandiosidade, esta dimensão de massa de água que abraça a costa portuguesa, por vezes, é esquecida por aqueles que já se habituaram à presença do mar nas suas vidas. Ele está sempre lá! Não reclama, não recusa, brinda-nos com a sua beleza constante! Ler-de-Mar (integrado no Projeto Ler+ Mar que resulta de uma parceria entre o Plano Nacional de Leitura (PNL), a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e a Aporvela) é um projeto que pretende mostrar aos alunos o mar que não se vê, envolvendo o trabalho colaborativo e a articulação curricular em sinergia com uma abordagem que trate a dimensão do conhecimento, da aprendizagem e da interdisciplinaridade, que otimize recursos e potencialize competências. Tendo como pano de fundo o mar, cada disciplina/área curricular envolvida contribuirá para a construção conjunta das aprendizagens e para a realização, produção e apresentação de processos e produtos resultantes do trabalho articulado. O tema - O Mar - abordado numa perspetiva científica, geográfica, ambiental, histórica, económica, literária e cultural/artística será o impulsionador para a apresentação e descoberta de textos de diferentes tipologias e épocas, em vários suportes promotores de competências diversas, especialmente a leitora e as associadas ao TIC. As dinâmicas a realizar em contexto de Agrupamento e entre bibliotecas escolares (BE) propiciam um trabalho profícuo ao desenvolvimento e situações de aprendizagem. O projeto envolve turmas de diferentes níveis e ciclos (1º, 2º, 3º ciclos e secundário), incluindo alunos ao abrigo do

decreto-lei nº 3/2008 e de Percurso Curricular Alternativo (PCA). Integram o projeto agentes da comunidade escolar, nomeadamente, a Biblioteca Municipal dos Olivais (BMO), Centro de Dia Nossa Senhora da Conceição, Centro de Dia Santa Beatriz, através do estabelecimento de parcerias. Fundamentação No contexto do agrupamento/escolas, consideramos três razões fundamentais sobre a importância deste projeto:  Promover a literacia dos Oceanos na comunidade educativa. Assente numa perspetiva interdisciplinar, o tema Mar será trabalhado nas vertentes científica, geográfica, ambiental, histórica, económica e cultural/artística, através de uma pluralidade de leituras, adequando o tema ao nível etário dos alunos, partindo da comunidade local e dos seus recursos.  Articular o trabalho entre a BE, as disciplinas/áreas curriculares e restantes agentes da comunidade educativa na promoção de hábitos de leitura e desenvolvimento das várias literacias, indo ao encontro de metas nucleares do Projeto Educativo do Agrupamento.  Promover o conhecimento dos Oceanos, sensibilizando os alunos para o dever da conservação do património natural através da alteração dos seus comportamentos e levando-os a refletir sobre o mar como fonte de inspiração poética, literária e artística. Este projeto vai ao encontro das metas estabelecidas no seu PEA do Agrupamento, contribuindo para o sucesso educativo e para a promoção da leitura dos nossos alunos, com vista a uma melhor qualidade da educação. Por outro lado, o facto de o Agrupamento estar tão próximo do mar, do ponto onde Portugal se mostrou ao mundo, é uma forte influência para a sua descoberta e conhecimento. As ações levadas a cabo contribuem para incentivar a criatividade e promover o desenvolvimento da competência leitora junto dos alunos das comunidades envolventes, desenvolver o trabalho colaborativo numa perspetiva de verticalidade e transversalidade curricular, desenvolver a capacidade de pesquisa e seleção de informação de diferentes áreas do saber, disponível em diversos suportes, promover a literacia dos oceanos junto de alunos e

professores, contribuindo para uma sociedade mais informada e sensibilizada para os recursos e potencialidades do mar. Enquadram-se em tipologias diversas: De promoção da leitura – leitura orientada, expressiva, dialogada, entre outras modalidades, de textos de tipologias diferenciadas e em diversos suportes. De pesquisa e tratamento da informação – pesquisa e seleção de um corpus textual relacionado com o tema, obedecendo a critérios de qualidade. Pesquisa e tratamento da informação recolhida, visando a produção de trabalhos integrados nas diferentes disciplinas. De produção de recursos digitais – utilização de sítios Web e do processamento de texto para criação de um blogue, ebooks, filme, entre outros. De formação – convite a elementos da comunidade educativa que colaborem em atividades onde se verifique a necessidade de formação; sessões de sensibilização e esclarecimento sobre o Mar; visitas de estudo. De dinamização – exposições; dramatizações; oficinas de trabalho; visualização de filmes; feira de cheiros e sabores; declamação de textos poéticos, dança, concurso, … De produção – jogo de perguntas e respostas; livro, folhetos, cenários, mapas, entrevistas, notícias… De divulgação – panfletos de divulgação, afixação de cartazes, atualização do blogue de BE. De parceria – encontros com os idosos dos Centros de Dia: história e cantares. De avaliação – avaliação qualitativa e formativa, envolvendo as modalidades de autoavaliação (dos elementos diretamente envolvidos) e heteroavaliação (da comunidade escolar/ educativa). A avaliação deverá ser contínua, visando não só o produto das atividades, mas também todo o processo desenvolvido. Utilizar-se-ão como processos de avaliação, entre outros, a observação direta e o inquérito por questionário. Como instrumentos de avaliação recorrer-se-á às grelhas de recolha de dados. A avaliação do projeto será realizada com a colaboração com todos os intervenientes. Lurdes Grácio e Lourdes Martins, PB do Agrupamento de Santa Maria dos Olivais


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DIZER, CANTAR E OUVIR O MAR A biblioteca escolar da EB 2,3 dos Olivais do Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais está a desenvolver um projeto intitulado Ler-de-Mar. Todas as escolas do nosso Agrupamento têm vindo a desenvolver atividades que mostram a importância do mar e o alargamento da nossa plataforma continental. Neste âmbito, integrado na disciplina de História, a turma C, do 8º ano, apresentou no dia catorze, na biblioteca Isabel Alçada (EB 2,3 dos Olivais), um espetáculo que, todo ele, ressaltou a importância do mar e o papel decisivo

dos portugueses na descoberta de novos povos, novas culturas, novos produtos, os quais entraram na vida quotidiano do Portugal de então. Com a participação de todos os alunos, a turma “entrevistou” o “Almirante Vasco da Gama”, na figura do excelente aluno Guilherme Martins. Houve lugar para a declamação de um poema pela aluna Mafalda Santos, com toda a qualidade a que já nos habituou. O espetáculo terminou com um momento musical e contou também com a participação de duas convidadas-surpresa.

EXPERIMENTAR PARA DESCOBRIR Os alunos do 1.ºA da EB1/JI António Nobre apresentaram o que pensam sobre a Ciência:

(Migue) ...ver o espaço e estudar os animais. (Alice) ...juntar líquidos para imitar os vulcões. (Matilde) ...ver nos telescópios e estudar as estreA ciência é las. (Ana Margarida) ...magia. Os cientistas são mágicos. ...fazer coisas a fingir. (Melani ) (Gabriela) ...encontrar ossos de dinossauros de...encontrar ossos enterrados há mais baixo da terra. (Marina) de cem anos. (Guilherme) Alunos do 1.º ano A, EB1/JI António Nobre ...fazer experiências no laboratório. (Carlota) ...fazer experiências que fazem explodir vulcões (Maria Inês) ...misturar líquidos (Constança) ...descobrir novas cores e misturá-las. (Duarte) ...investigar os insetos. (Diogo) ...encontrar meteoritos e ver o que têm lá dentro. (Francisco) ...muitos livros e parece matemática.

UM CONVITE HORTÍCOLA A Gina convidou-nos para plantarmos couve-portuguesa no horto escolar. Enquanto a Gina cavava a terra, a nossa professora explicou para que serve o depósito de compostagem. No depósito de compostagem, são colocadas todas as folhas e galhos envelhecidos para se decomporem e se transformarem em adubo. Fomos todos para junto da cerca à espera de vez para plantarmos uma couveportuguesa. Nós colocámos as couves-portuguesas com a raiz no rego e as folhas encostadas na cabeceira do rego seguinte. Depois, cobrimos as raízes com terra, deixando as

pequenas folhas de fora. Foi como se a mãe nos aconchegasse na cama. Turma do 2.º B da EBJI Alice Vieira

Toda esta atividade deveu-se ao extraordinário empenho e dedicação por parte da professora Zélia Fernandes que tudo deu para que ele fosse executado com sucesso e a um nível muito elevado. Vivemos momentos muito agradáveis de ensaios que valeram a pena. Contámos também com o apoio da nossa biblioteca. Como diz o poeta “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Mafalda Santos , 8ºC e Professora Zélia Fernandes, EB 2,3 Santa Maria dos Olivais


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OUTONO Quando chegou o outono, os meninos apoiados pela Unidade de Apoio ao Autismo foram procurar folhinhas e pauzinhos para fazerem um Menino de Outono. Num dia com muito sol foram para o jardim da escola António Nobre apanhar o que precisavam. Depois, escolheram o material que iam utilizar e, com a ajuda das professoras e assistente operacional, começaram a construir o seu boneco. Juntaram outros materiais de desperdício e o resultado final foi muito giro. Com todos os Meninos de Outono, organizámos o painel que fica no corredor da escola, para que todos vissem e admirassem os seus trabalhos. Catarina Galhardo, Lourdes Rosa e Alexandra Gonçalves, Professoras Educação Especial da EB1/JI António Nobre, Unidade de Apoio ao Autismo

EFEMÉRIDES O outono é uma das quatro estações do ano. Começou a 21 de setembro e termina a 20 de dezembro. É a estação do ano de transição entre o verão e o inverno. No outono, os dias ficam mais frios, ventosos e também se inicia a chuva. As pessoas começam a vestir roupas quentes e a usar cachecóis, luvas, gorros e botas quentinhas. Aproveitamos os dias de chuva para brincar e estar sentados perto da lareira. Ou calçamos as galochas e vamos pela rua saltar de poça em poça. As folhas mudam de cor, ficam castanhas, amarelas ou vermelhas e caiem das árvores, formando um tapete castanho e dourado no chão. As crianças brincam e correm felizes apanhando as folhas que andam pelo ar. Os diospiros, as romãs, as castanhas e as maçãs reinetas são alguns dos frutos

do outono. Nesta época do ano, apanham-se os marmelos e faz- se marmelada e geleia de marmelo. As andorinhas, as cegonhas e os cucos partem para países mais quentes. As formigas de asa andam pelo ar. No outono, comemoramos o Halloween, o Dia da Alimentação, o Dia de Todos os Santos, o Dia de São Martinho, o Dia Internacional dos Direitos da Criança, da Restauração da Independência, entre outros. No Halloween, as crianças mascaramse de esqueleto, fantasmas, bruxas, Dráculas, Frankenstein, abóboras, vampiros e zumbis e vão de porta em porta fazer “doce ou travessura”. A onze de novembro comemoramos o dia de S. Martinho e comemos muitas castanhas assadas. Texto coletivo do 2.ºA da EB1/JI das Laranjeiras

ANIVERSÁRIO DA ESCOLA ALICE VIEIRA

No dia vinte e nove de setembro de dois mil e dezasseis, a escola Alice Vieira fez dezanove anos. Para comemorar o seu aniversário toda a escola fez uma festa e convidou a escritora Alice Vieira, as professoras e assistentes operacionais que já cá tra-

balharam, a direção do agrupamento, a Presidente da Junta, a Vogal da Educação, Atividades de Enriquecimento Curricular, Componente de Apoio à Família e um grupo de música da EB2,3 dos Olivais. Todos os alunos cantaram o hino da escola para a escritora Alice Vieira e ofereceram-lhe um poema. O grupo de música da EB2,3 também nos encantou com algumas das suas músicas. As senhoras do refeitório trabalharam muito para fazer um delicioso bolo que foi repartido por toda a gente. Neste dia, a Associação de Pais também nos ofereceu um teatro e um espetáculo de magia.

Esta comemoração foi inesquecível para todos e a escritora também ficou muito feliz por ter passado este dia connosco. Alunos do 4.º A, EB1/JI Alice Vieira


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ESPETADAS DE FRUTA No dia dezassete de outubro, fizemos espetadas de fruta na nossa sala de aula com os nossos afilhados da sala três do Jardim de Infância (JI). Para confecionarmos as espetadas, trouxemos, juntamente com os meninos do JI, fruta variada de casa: mangas, morangos, kiwis, melão, ananás, uvas, ameixas, bananas, meloa, limões, laranjas e folhas de hortelã. Para nos ajudar nesta atividade, tivemos a colaboração das auxiliares Teresa e Sónia, da nossa escola. Antes de começarmos a fazer as espetadas, lavámos muito bem as nossas mãos, pusemos uma touca e vestimos aventais. Cumprimos com todas as regras de higiene necessárias para a confeção das espetadas. Seguidamente, a educadora Susana distribuiu, com a ajuda da auxiliar Sónia, um prato descartável por cada um de nós. Depois, a nossa professora e a auxiliar Teresa descascaram as frutas e a educadora Susana e a auxiliar Sónia distribuíram raminhos de hortelã para nós retirarmos as folhas. Logo de seguida, foram distribuindo a fruta que colocámos nos nossos pratos. Quando todos os frutos foram distribuí-

dos, regámo-los com gotinhas de limão, para não oxidarem. A seguir, começámos a colocar os bocados de frutas variadas nos palitos de espetadas e entre os bocados de frutas colocámos folhinhas de hortelã. Por fim, limpámos as mesas, lavámos novamente as mãos e, finalmente, deliciámo-nos com as saborosas espetadas, que foram o nosso lanche da manhã. Gostámos muito desta atividade e esperamos fazer outras como esta. Texto coletivo, 2.º Ano Turma A, da EB1/JI Frei Luís de Sousa

VIVA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL! Para comemorar o Dia da Alimentação e lembrar os alunos da importância de um modo de vida e alimentação saudáveis, a EB1 Sarah Afonso, em colaboração com a biblioteca escolar, decidiu decorar um painel com uma menina e um menino saudáveis. Assim, os professores foram entregando à professora Marisa os recortes de alimentos saudáveis que os alunos iam trazendo e, na quinta-feira, começá-

mos a idealizar o painel. Contornámos os seus corpos em papel de cenário e efetuámos o recorte dos mesmos. Na sexta-feira, continuámos com a decoração do painel e colagem dos alimentos variados nos dois corpos. Depois de colocado o título “Alimentação Saudável”, o painel foi exposto no átrio da escola. Prof.ª Zita Cruz, Biblioteca Escolar Sarah Afonso

SOMOS O QUE COMEMOS No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Alimentação, os alunos do grupo 1 do Jardim de Infância António Nobre realizaram trabalhos alusivos reutilizando pacotes de leite escolar, nos quais é salientada a importância de uma alimentação correta para a nossa saúde. Esperança Moreira, EB1/JI António Nobre

SEMANA DA ALIMENTAÇÃO De 17 a 21 de outubro, a Escola Alice Vieira comemorou a Semana da Alimentação. Os alunos realizaram atividades sobre a importância da alimenta-

ção saudável. A higienista oral veio à escola relembrar os cuidados que devemos ter para manter uma boa dentição. Os encarregados de educação confecionaram, nas salas de aula, receitas saudáveis e variadas. Os alunos provaram, aprovaram e concluíram que todos os pratos apresentados estavam

deliciosos. A Semana da Alimentação foi fantástica porque aprendemos a diversificar alimentos saudáveis. Alunos do 4º A, EB1/JI Alice Vieira


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HALLOWEEN Estes foram alguns dos trabalhos que os alunos do 2.ºA realizaram com a família para decorar a sala e comemorar o Halloween. Sandra Macedo, docente da EB1/JI das Laranjeiras

DIA MUNDIAL DO ANIMAL Para comemorar o Dia Mundial do Animal, desenvolveram-se atividades nas turmas do 1.º ano, tendo os alunos feito origamis relativos ao tema e estudado os direitos dos animais e deveres dos donos. Além disto, a turma do 1.º ano A, foi surpreendida pela visita de um animal

doméstico, um cão schnauzer miniatura, tendo podido mimar o animal e assim reforçar o amor por estes nossos companheiros. Esta turma recebeu ainda os colegas/ padrinhos do 3.ºA, que transmitiram os resultados do seu trabalho de pesquisa, sobre a importância dos animais na

INTERCÂMBIO COM ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO No âmbito da semana da alimentação, a turma 1 do JI das Laranjeiras efetuou um intercâmbio com os encarregados de educação dos alunos, tendo estes, conjuntamente, construído um prato saudável, usando materiais diversos. Posteriormente, estes trabalhos foram expostos num painel colocado no exterior da sala de aula. Maria Gomes, docente da EB1/JI das Laranjeiras

vida da Terra e do ser humano, sensibilizando para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies. Trabalho realizado pelo 1.ºA e 3.ºA - EB1/JI das Laranjeiras


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CERIMÓNIA OFICIAL DE ABERTURA DO ANO LETIVO No dia vinte de outubro, a turma do 2.º A participou na Cerimónia Oficial de Abertura do Ano Letivo 2016/2017, promovida pelo Comando Metropolitano de Lisboa – PSP. A cerimónia decorreu no Jardim Zoológico de Lisboa e teve atividades muito interessantes. Também gostámos muito de conhecer e de conviver com os polícias que nos acompanharam ao longo da visita, que decorreu a partir da escola e nos espaços do Jardim Zoológico. Logo à entrada do jardim, vimos uma exposição com carros da polícia, antigos e modernos, bem como motas, bicicletas, as fardas utilizadas em diferentes situações, um robô e as carrinhas utilizadas pelos polícias. Até entrámos numa carrinha. Foi mesmo muito engraçado, principalmente quando fingimos que estávamos a conduzi-la. Depois de vermos a exposição, lan-

chámos e a seguir fomos assistir ao espetáculo dos Golfinhos na Baía dos Golfinhos. Gostámos muito de ver as habilidades dos golfinhos e dos leõesmarinhos. Também vimos as zebras e as gazelas. Só tivemos pena de não termos tido mais tempo para passearmos no Zoo. A turma gostou muito desta atividade e gostaria de ir ao Jardim Zoológico mais vezes e com mais tempo para ver todos os animais.

LEONARD COHEN

1934-2016

António Raimundo e Margarida Afonso, 2.º Ano Turma A, da EB1/JI Frei Luís de Sousa

No dia 20 de outubro de 2016, as turmas de 3º e 4º anos da escola EB1/JI das Laranjeiras foram convidadas a comparecer na Cerimónia oficial de abertura do ano letivo 2016/2017, do

Comando Metropolitano de Lisboa. O dia começou com a exposição de meios policiais, onde os alunos puderam ver os diferentes carros e fatos da polícia. A atividade seguinte foi o espetáculo de golfinhos, focas e leões-marinhos. Durante o espetáculo, um menino do 4.º ano conseguiu tocar na pele de um golfinho. Quando o espetáculo terminou, os alunos foram assistir à Banda Sinfónica da P.S.P. Tocou músicas conhecidas e infantis. A seguir as turmas voltaram para a escola. A turma do 4º C adorou esta atividade. Ciara Oliveira, 4.º C, EB1/ JI das Laranjeiras

HOMENAGEM


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HISTÓRIAS NA ESCOLA No dia dezanove de outubro, fomos à biblioteca da nossa escola ouvir contar duas lindas histórias de encantar. Quem nos contou a história foi a Virgínia, que já foi voluntária da leitura na nossa escola. A primeira história chamava-se “O Lagarto” do autor José Saramago e con-

POESIA, LEITURAS E LIVROS ta as aventuras de um lagarto que andava perdido no centro de LisboaChiado. A segunda história foi a “Bruxa arreganhadentes” que falava de uma bruxa, de três irmãos e das suas feitiçarias no castelo assombrado. Foi um momento muito divertido e en-

graçado, porque a Virgínia contou a histórias com a ajuda de cartazes, figuras, magia e máscaras. Esperamos novamente pela sua visita com novas histórias.

lhadas no espaço exterior da escola, sobre a importância da biblioteca/ leitura; visionamento da curtametragem Os fantásticos livros voadores de Mister Lessmore (turmas do 4.º ano, com as respetivas professoras) e Mr. Bean – The Library (alunos do 4.º ano, em utilização autónoma); distribuição, no intervalo da hora de almoço, aos adultos presentes na escola de

uma fita com uma frase sobre a importância da leitura e dos livros na vida do ser humano. Os alunos foram também convidados a escrever num placard o que significa para eles a biblioteca. Todas estas atividades foram acolhidas com muito entusiasmo pelos alunos, que participaram nas mesmas de forma muito positiva.

Texto coletivo 2.º B, EB1/JI Frei Luís de Sousa

DIA DA BIBLOTECA ESCOLAR Este ano, a RBE estabeleceu o dia 24 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar em Portugal, tendo como tema orientador “Aprende a descodificar o teu Mundo”. No sentido de comemorar esta data, a BE Manuel Teixeira Gomes promoveu as seguintes atividades, envolvendo particularmente os alunos do 4.º ano: descodificação de mensagens, espa-

Professora bibliotecária, Escola EB/1 Manuel Teixeira Gomes


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ENTREVISTA goste delas, só que umas têm mais espaços para ser contadas e outras são só para certo tipo de públicos. Gosto especialmente de uma história na qual nada acontece como se esperava.

com centenas de pessoas à espera e o contador de histórias convidado não chegou e me pediram para substituí-lo. Eu não tinha nada pronto mas aceitei o desafio e essa sessão marcou-me de forma definitiva.

Há quantos anos é que conta histórias de forma profissional?

Contavam-lhe histórias quando era criança?

No ano 1993, contei pela primeira vez num museu para um grupo de crianças.

Poucas. Os meus pais trabalhavam o dia todo e não tinham muito tempo para nós. Mas eu e as minhas irmãs inventávamos jogos e histórias para nos entreter todo o tempo.

Quando era criança, que profissão sonhava seguir? E, se não fosse contador de histórias, o que gostaria de ser? Nunca soube bem o que queria ser. De facto, queria ser tantas coisas! Felizmente, consegui ter muitas profissões ao mesmo tempo, já que contar histórias me permite transformar em todo o tipo de personagens e viver as suas aventuras e desgraças. Como nasceu essa paixão por contar histórias? Entrevista ao “pior contador de histórias do mundo”, Rudolfo Castro, feita pelos alunos do 8.º C da EB 2,3 Prof. Delfim Santos. Qual a razão de se autointitular “O pior contador de histórias do mundo”? As histórias para crianças são quase sempre bem comportadas, coisa que eu rejeito porque acho que as crianças devem confrontar-se com todas as situações emotivas. Por isso, eu costumo contar histórias que ficam fora do esperado. Isto faz com que eu seja um contador de histórias não convencional e ser conhecido como o pior reforça este meu olhar.

Foi um pouco por acaso e uma descoberta. Muitas vezes não somos conscientes do que temos dentro de nós e do que somos capazes. Uma editora precisava de leitores em voz alta para levar às escolas e eu estava sem trabalho. Uma coisa levou à outra e eu acabei por descobrir o universo dos contos e fiquei. Quando conta uma história, não sente receio de que o público possa reagir mal? Ou confia nesta arte? O público é sempre uma incógnita. Nunca sabes como ele vai reagir. Esse é um dos desafios da profissão, mas acredito profundamente no poder da palavra e a maioria das vezes as sessões correm muito bem.

De todas as histórias que já contou, qual a que gosta mais? De toda a sua vida de contador de histórias, qual o momento que mais o Há histórias que conto há muito tempo marcou? e outras que só conto uma ou duas vezes, mas que não quer dizer que não O dia em que num evento público

Os adultos também gostam de ouvir contar histórias? Muito. Adoram. Mesmo aqueles que nunca iriam ouvir um contador de histórias. Quando por acaso ficam a ouvir gostam tanto ou ainda mais do que as crianças. Como escolhe as histórias que vai contar? Procuro e procuro e procuro. Compro livros, pesquiso na Internet, requisito livros na biblioteca, escrevo as minhas histórias, improviso, invento, adapto...etc. Qual é a sua grande inspiração de vida? Estar vivo e tentar dar um significado a isso já é muito para mim. Cada dia busco fazer algo que justifique estar vivo: Uma boa leitura, um abraço bem apertado, ver o mar, lutar pelo que acho justo, cuidar dos que amo e dos que me amam. Já lhe aconteceu enganar-se ao contar uma história? Muito, mas faz parte. Há que resolver sem estragar o momento. A maioria das vezes o público não se apercebe do erro e outras vezes o erro enriquece a narração. 8.º C da EB 2,3 Prof. Delfim Santos


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NÃO É UMA CAIXA! No seguimento do momento de leitura coletivo “Todos a Ler!”, em que os meninos e as meninas da turma do JI da educadora Luísa Tomé ouviram a obra

Não É Uma Caixa!, estes deram asas à que a sua imaginação quis. criatividade e mostraram que perceberam a mensagem do livro, pois de Professora bibliotecária, EB1/JI Manuel Teixeira Gomes uma simples caixa fizeram nascer o

JOSÉ FANHA NA EB1/JI FREI LUÍS DE SOUSA

No dia 27 de outubro de 2016, o escritor José Fanha veio visitar os terceiros anos da Escola Frei Luís de Sousa. O escritor começou por saudar todos os meninos e professores presentes. Seguidamente, José Fanha falou-nos um pouco da sua vida pessoal, come-

çando por nos contar que o filho nasceu com uma doença que lhe dificultava a respiração quando ia dormir e, então, contava-lhe histórias inventadas por ele para o fazer adormecer à noite. Mas muitas vezes quem adormecia era ele e o filho acordava-o para ele continuar a contar a história. No entanto, ele já não se lembrava do que tinha contado. Disse-nos também que além deste filho que veio a tornar-se professor/dançarino de tango, Kisomba e salsa, tinha também duas filhas adotadas. Posteriormente, o escritor falou-nos sobre o que sente quando conta ou escreve histórias, pois para ele é como que uma libertação do bem ou do mal que cada um tem dentro de si. Falounos também da importância da leitura e o contributo que trará para o nosso futuro e ainda do seu sonho quando fosse grande que era ser palhaço. Contou-nos que fez de palhaço em dois

Ana Júlia

hospitais para alegrar os meninos doentes e alguns episódios passados com esses meninos. José Fanha falou-nos também dos malefícios que a alimentação pode trazer se não for correta e falou-nos do problema que ele tem de diabetes. Depois, o escritor apresentou-nos o seu livro: “A rua dos sinais diferentes”, e um pouco da sua história acompanhada com ilustrações. O escritor despediu-se oferecendo, a cada um de nós, o livro assinado por ele. Foi uma manhã muito divertida, cheia de animação e emoção e que nos deixou a sonhar com as histórias de José Fanha. Texto coletivo 3,º A, EB1/Ji Frei Luís de Sousa


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LANÇAMENTO DE LIVRO Realizou-se no dia 10 de novembro, às 19 horas, no Auditório Chaves Santos da Escola Secundária D. Pedro V, o Encontro na escola, com o lançamento do livro Na escola pública. Estiverem presentes mais de cem pessoas, familiares da autora e da professora Teresa Pimenta, antigos e atuais professores e alunos.

O diretor do Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, Amílcar Santos, deu início à sessão. A professora Judite Cortesão fez a apresentação do livro e os ex-alunos Luís Pedro Duarte e Miriam Brigas testemunharam a sua relação pedagógica com a professora Teresa Pimenta, tendo o sobrinho desta, Inácio Pimenta, discursado com emoção.

No livro, Emília Cardoso e Maria Teresa Pimenta recordam os tempos da «Revolução» nos Liceus D. Pedro V e Amadora. Teresa Pimenta dá-nos o testemunho do seu interessantíssimo modo de «ser professora». A Escola atual e os seus problemas são tratados através de testemunhos diversos.

os prémios monetários não existiriam. No regulamento de todos os concursos sempre foram dadas orientações de temas aos alunos. Ultimamente, tem-se feito a ligação com o lema do PAA da escola que dá “asas para voar” aos concorrentes. Por exemplo, as duas últimas edições tiveram como tema: “Pelo Tejo vai-se para o mundo” (2014/2015) e “Mudam-se os tempos, movem-se as pontes” (2015/2016). Neste ano, o lema é um verso do poema Arte poética de Mário Dionísio – A poesia está na vida, que é o lema do PAA. As categorias a concurso têm sido sempre poesia e conto, à exceção de dois anos em que foi introduzida a categoria de texto dramático. Contudo, esta última opção revelou-se pouco atrativa para os alunos e também difícil, pelo que vigorou apenas em duas edições. Desde a primeira edição que se publicam em livro todos os textos a concurso, que são um sucesso! Desde 2013/2014, com a colaboração da professora Paula Abrantes de informática, passámos a ter ebooks dos livros dos concursos (consultar em http:// www.escamoes.pt/ebook/#!/

page_SPLASH) tornando acessíveis os livros em qualquer computador ou dispositivo eletrónico de leitura (os livros estão em PDF e Epub). A entrega de prémios é sempre feita no Auditório Camões, num espetáculo concebido de acordo com a temática da edição em causa. Há sempre música, dança, pequenas encenações e, por exemplo, no ano passado houve a participação de uma escola do 1.º ciclo com robots e drones! É a festa da escrita, da leitura e da criatividade.

Elisabete Antunes, professora da ESDPV

ACROSTICANDO Biblioteca amiga, Intensa, suave, delicada. Biblioteca amiga, Linda, companheira dedicada Imensos abraços te dou! Os meus passos para Ti vão, Em cada momento, em cada tempo livre! Casa inesquecível Amizade imbatível!

Catarina, 6.ºF, EB 2,3 Santa Maria Olivais

UM CONCURSO COM HISTÓRIA O Concurso Literário C a m õe s iniciou-se no ano letivo 2004/ 2005 por iniciativa de dois professores de filosofia, Filomena Almeida e An tóni o Dias. Foi um tímido começo, como tudo o que é novidade, e o produto final resultou num pequeno livro. Estava lançada a pedra de um concurso que tem este ano a sua 12.ª edição. A esta iniciativa juntaram-se as professoras de português, Lídia Teixeira e Paula Lopes. O concurso foi crescendo, com breves interrupções, e tornou-se parte do plano anual de atividades da escola. O regulamento foi sendo melhorado e os patrocinadores têm mantido o seu apoio. São eles a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e a Junta de freguesia de Arroios. Sem eles

Teresa Saborida, PB da ES Camões


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NAMORADOS PARA SEMPRE

"Namorados Para Sempre" ("Blue Valentine") é um filme de drama, de 2010, escrito e dirigido por Derek Cianfrance. Relata as dificuldades sofridas por um casal, Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams). Sendo parcialmente uma história romântica, diverge dos filmes convencionais, pois o enredo não acaba com o clássico "e viveram felizes para sempre" a que estamos habituados. No início, vemos que Dean e Cindy já estão casados e têm uma filha. Contudo, é imediatamente notório que a sua relação não está num período saudável. O filme pode ser dividido em dois espaços temporais. Um deles decorre durante apenas dois dias e expõe os sacrifícios e as dificuldades que o casal

CINEMA tem passado. O segundo plano temporal é o dos flashbacks das personagens que nos contam a história de como Dean e Cindy se vieram a conhecer e, eventualmente, a casar. O contraste entre o período romântico e o período de sofrimento do casal é evidente. O filme transmite uma mensagem bastante clara sobre relações amorosas: por mais intenso e verdadeiro que seja o amor inicial, o desastre está sempre iminente. Algumas críticas dirigidas à película envolvem o facto de nunca ficar claro de onde surge a tristeza e a infelicidade do casal. Contudo, a meu ver, esse é um dos pontos mais fortes da trama. O filme pretende dizer-nos que não é necessária uma razão específica para a infelicidade do casal, mas que, com o passar do tempo, a maior parte dos relacionamentos irá degradar-se e transformar-se numa série de rotinas sem a emoção e a paixão iniciais. Em conclusão, o filme é uma história de amor pouco convencional e bastante mais realista do que aquilo a que estamos habituados. Penso que é essencial para os casais dos tempos modernos, não para que se entristeçam e percam a esperança no amor, mas para que

sejam um pouco mais realistas e percebam que histórias de amor perfeitas não existem. Desta forma, podem tornar o seu relacionamento mais saudável, pois serão mais razoáveis com as suas expectativas.

é, antes de tudo, um romance. Mostra-nos a doença em grandes e pequenas escalas, através de montagens cinematográficas que demonstram a doença a espalhar-se pelo mundo, e através das reações das personagens principais a esta repentina catástrofe. Mostra também tanto o lado enternecedor, onde as pessoas se unem para tentar combater o inevitável juntas, como o lado sombrio, onde vemos sem quaisquer eufemismos o desespero a que um mundo destes pode levar. Uma das estratégias que mais me surpreendeu ao ver o filme foi que, por exemplo, quando os personagens perdem a audição, o filme passa a ser mudo durante um bocado. Tal como os personagens deixam de ouvir, também a audiência deixa. É chocante, mas eficaz, e permite formar uma conexão com os personagens que provavelmente seria mais difícil de formar de qualquer outra maneira. Apesar de ser um filme cujas críticas são extremamente desiguais, tendo quase tantos elogios como desconstruções, eu recomendo este filme a todos aqueles que, sem medo de um pouco

de contacto com o seu lado emocional, estejam preparados para uma viagem pelas partes obscuras da mente humana.

Eugénio Emanuel, 12.º 1, n.º 11 ESDPV

SENTIDOS DO AMOR Sentidos do Amor, ou Perfect Sense no original, é um filme que apresenta um cenário apocalíptico através dos olhos de duas pessoas prestes a apaixonarem-se. O filme, dirigido por David Mackenzie, tem como personagens principais Susan (Eva Green) e Michael (Ewan McGregor), dois adultos cujos destinos se cruzam da forma mais normal imaginável, mas cujas vidas pouco depois desse encontro mudam para sempre. O fim do mundo é cada vez mais imaginado. É algo em que todas as pessoas já pensaram pelo menos uma vez. Afinal de contas, quem não quereria saber qual vai ser o fim da nossa notável existência? David Mackenzie pega neste conceito e dá-lhe um cunho pessoal. O filme é narrado por Susan, uma perseverante cientista, a primeira a aperceber-se da epidemia que se espalha. Os primeiros sinais são a perda do olfato, que muitas pessoas confundiam com uma constipação. Após a perda deste sentido, segue-se a perda do paladar, a audição, a visão e, por fim, a morte. Este filme, apesar de bastante trágico

Matilde Vicente 12.º 2, ESDPV


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CAMÕES ENGLISH THEATRE COMPANY Camões EnglishTheatreCompany é uma companhia de teatro de inglês, fundada no ano letivo 2010/2011, por um grupo de alunos do 12.º ano em conjunto com a sua professora de inglês na altura, a professora Nazaré Campos. Tudo se iniciou numa aula de inglês, em que os alunos estavam a estudar Hamlet, a famosa peça de Shakespeare, e surgiu como projeto de turma a encenação da mesma, mas com um cunho pessoal dos alunos. Dada a diversidade de alunos da turma, na qual se incluía um ator, futuramente membro essencial da companhia, João Pedro Santos, e uma falante natural de inglês, Zillah Clarke, decidiram realizar uma peça sobre uma companhia de teatro disfuncional que se preparava para de levar a palco “Hamlet”. Com o auxílio de um conjunto de alunos, Simão Cortês e Filipa Cardoso, membros da turma em questão, escreveram o guião e colocaram em papel o que viria a ser “Hamlet Smith and the Vanishing Star”. O projeto constituía-se como bastante inovador e contava com a presença de alunos de diferentes turmas, como Hugo Simões e Ricardo Silva, que, posteriormente, vieram a desempenhar um papel fulcral na companhia. Renato Botão, também aluno da Escola Secundária de Camões, era o Hamlet e Zillah Clarke a actriz caprichosa. Tinha nascido, naquele momento, a Camões English Theatre Company, visto que, embora os alunos participantes na peça tenham abandonado o secundário, decidiram prosseguir o trabalho que tinham alcançado até àquele momento. A Camões English Theatre Company tem como principal objetivo treinar e formar alunos com interesse na área do teatro, de forma a melhorarem as suas aptidões, tanto de representação, em todos os aspetos em si englobados, como na expressão da língua inglesa.

Deste modo, espera inspirar jovens a seguir o seu gosto por esta área, assim como o seu aperfeiçoamento, proporcionando momentos inesquecíveis na vida dos alunos que se submetem ao desafio. Permite, também, a exploração de outros métodos essenciais no mundo do espetáculo, tais como: o treino de conhecimentos técnicos relacionados com luzes e som e o desenho de cenários e figurinos. Desta forma, através do desenvolvimento de todas estas competências é possível a escrita, encenação e produção dos espetáculos autonomamente, pelo que é verificado o envolvimento de todos os participantes da companhia. Posteriormente à concretização da peça referida acima, a companhia começou a crescer e os alunos da escola começaram a aderir ao projeto, adquirindo, assim, cada vez mais atores, que completavam a sua formação com o João Pedro Santos, membro ativo e assíduo da companhia. Por volta desta altura, o atual diretor da companhia, Luís Francisco Sousa, passou a fazer parte da mesma, pelo que se reuniram as condições ideais para a realização dos projetos que são hoje reconhecidos não só pela comunidade escolar, como por membros influentes exteriores à mesma. Assim, contamse já com vários projetos e peças trazidas a cena por este grupo: Hamlet Smith and the Vanishing Star (2011), Tobermory and the Polysyllabic Spree (2012), The Playwright (2013), 1st OneMinute Play Festival (2014), A Whole Bunch of Sketches (2014), 2ndOneMinute Play Festival (2015), que teve como júri Filomena Cautela, Patrícia Vasconcelos e Pedro Mexia, Another Bunch of Sketches (2016) e One-Minute Play Festival (2016), que contou, desta vez, com a presença de: Nuno Markl, Pedro Granger e Luís Moreira. Para além destes eventos, realizou diversas participações em eventos organizados

TEATRO pela Escola Secundária de Camões e por outras instituições. O One-Minute Play Festival, referido anteriormente, consiste num festival, que tem como mote a apresentação de uma série de peças, com apenas 1 minuto, em que existe a oportunidade de participação de pessoas exteriores à companhia. Os requisitos para aceitação das peças no festival são: a peça tem de ter, no máximo, 1 minuto, seu conteúdo tem de ser original e não pode nunca ter sido levada a cena. O festival conta com a participação de um júri, reputado na área da representação, que elege os vencedores dos prémios existentes, denominados: Best Actor, Best Play e Honourable Mention, aos quais estão associadas quantias monetárias específicas. Em conjunto com as peças apresentadas, são levados a cabo outros projetos, tais como a leitura de Soundbites, publicados na conta do youtube, constituídos por textos escolhidos pelos membros da companhia ou por textos integrantes da Camões Creative Writing, organizada pela escola. Todos os eventos e projetos proporcionados por este grupo são divulgados na página do facebook da mesma, que se subscreve sobre o nome de Camões EnglishTheatreCompany. Este ano, a companhia estabeleceu uma parceria com a Irish Association of Portugal, que leva à participação do escritor Peter Murphy em diversos projetos visionados para o futuro. Um destes já expectado para ser levado a cena em Março, escrito por dois membros da companhia: Hugo Simões e Luís Francisco Sousa. Esta colaboração conduz a uma abertura ao exterior e ao maior reconhecimento da Camões English Theatre Company. A sua evolução é indiscutível, mas o seu propósito, de formar jovens e inspirá-los a realizar aquilo que desejam, continua o mesmo, desde a sua constituição. Inês Lima, 12ºA (membro da companhia)


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TEATRO PARA CÁ E PARA LÁ No dia 19 de outubro recebemos, no auditório da Escola Secundária António Damásio, o ator Luís Lima Barreto juntamente com o encenador Rodrigo Francisco para uma conversa com os alunos sobre a peça “Nao d’Amores” de Gil Vicente que está em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, até dia 13 de Novembro de 2016. Tal peça é encenada por Ana Zamora que pertence à companhia espanhola especializada em teatro pré-barroco, cujo nome é, precisamente, Nao d’Amores e, em conjunto com a companhia de teatro de Almada (CTA), levaram aos palcos, pela primeira vez, a peça do grande mestre. Rodrigo Francisco, encenador da peça “Noite da Liberdade” (que vai estar em cena a partir de dia 2 de Dezembro), teve a primeira palavra, começando por explicar os motivos da sua visita e,

posteriormente, da importância do seu papel. Foi de forma lúdica e bemdisposta que introduziu o auditório à peça de Gil Vicente, bem como ao ator Luís Lima Barreto que acessivelmente se mostrou ao público para dar a entender o tema e o enredo do espetáculo. Porém, novamente interveio Rodrigo que, interagindo e brincando com os alunos, deu uma breve explicação e demonstração dos seus deveres enquanto encenador, uma vez que é o responsável por supervisionar e dirigir a montagem da peça, trabalhando diretamente a representação e assegurando, deste modo, a qualidade e integridade da mesma. No final desta visita, ambos os profissionais se mostraram abertos a perguntas e dúvidas, convidando, também, os alunos a irem assistir à peça Vicentina, escrita em 1527 (procurando celebrar o regresso a Lisboa de D. João III). E foi

assim que, na semana seguinte, dois autocarros requisitados pelo Teatro Municipal Joaquim Benite pararam na porta da Escola Secundária António Damásio para levar os 120 alunos e professores que se interessaram em ir ver a peça bilingue do grande mestre Gil Vicente. Embora não seja o tipo de sátira social e alegoria estudados habitualmente em Gil Vicente, a Tragicomédia “Nao d’Amores” com as suas personagens alegóricas (a Cidade de Lisboa e, num navio conduzido pelo amor, um Frade Doido, um Pastor Castelhano, um Negro, um Velho Apaixonado e dois Fidalgos Portugueses) não ficou aquém das expectativas, tendo os alunos apreciado bastante o espetáculo vicentino.

Entrevista feita pelos alunos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo, 11.º 13, ao Diretor da Companhia do Teatro Municipal Joaquim Benite, Rodrigo Francisco, no dia 25/10/2016 após uma visita à BECRE do mesmo, para falar com os alunos sobre a peça Nao d’Amores de Gil Vicente.

quim costumava contar que reparava em mim porque, no intervalo dos ensaios, eu me punha a ler. Fui escolhido por ele – mas também me “pus a jeito” para essa escolha.

estabelecem com quem assista a eles. É nas escolas que estão os nossos futuros espectadores regulares, espero.

Qual a razão de ter enveredado pelo Teatro?

RF—Não dissocio o trabalho de direção artística de um teatro, a partir do momento em que haja financiamento público, de uma ação constante de formação de um público – porque acredito que os espetáculos não podem ser encarados como sendo autónomos, mas que vivem da relação que

Lara Pico, 11º N, ES António Damásio

ENTREVISTA

RF—Entrei no teatro pela porta de trás: como ajudante técnico na montagem de “O carteiro de Neruda”, uma encenação de Joaquim Benite. Tinha 16 anos. E depois nunca mais saí. O Joa-

Qual a importância do seu trabalho nas escolas?

O que aconselha a um jovem que queira seguir a carreira de ator? RF—Que leia, que vá ao teatro e que desenvolva uma vida interior. Cito de cor dois Mestres de teatro. Primeiro, Luis Miguel Cintra: “O principal objetivo na vida de um ator deve ser tornar-se uma pessoa interessante”. E também Peter Stein: “Os atores devem a todo o custo procurar contactar com as obras de Arte: porque é aí que a vida se encontra – condensada”.


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O TEATRO VEIO À ESCOLA No dia 25 de outubro, pelas 10h30m, as turmas 10.º 13, 11.º 13 e 12.º 15 tiveram o prazer de assistir na biblioteca a uma apresentação realizada pelo diretor do Teatro de Almada, Rodrigo Francisco, que foi acompanhado de perto por quatro professores. A nossa turma, o 12.º 15, foi com a professora Luz Godinho. A apresentação teve por tema “A responsabilidade do Teatro de Almada”, onde foram abordadas apreciações críticas à famosa alegoria de Gil Vicente “Auto da Barca do Inferno”, sendo também explanadas as principais responsabilidades, para que uma peça teatral possa decorrer com sucesso. Através de uma apresentação que conseguiu cativar todos os presentes, o teatro revelou ser uma excelente opção para aqueles que afirmaram preferir o cinema. Visto que a tecnologia avança mais e mais a cada dia que passa, conseguindo até mesmo representar uma noção exata do real, o teatro vê-se envolto num grande desafio: espelhar os acontecimentos do quotidiano tão bem ou melhor do que o próprio cinema. Após uma análise cuidada, concluiu-se que a cena teatral tem por objetivo a apresentação de uma situação comum do dia-a-dia e o despertar de sentimentos no público. Todos os presentes foram incentivados a assistir com maior frequência a um destes espetáculos, a fim de poderem sentir o tocar

profundo nos seus sentimentos, tais como a alegria e a tristeza, algo que o próprio cinema falha em proporcionar, não importa quais sejam as suas dimensões. O conteúdo abordado não se redirecionou somente àqueles que encaram o teatro de forma positiva; ajudou sobretudo os menos interessados, aqueles que raramente se dispõem a assistir a uma peça teatral, a conceder uma oportunidade ao teatro para que este possa revelar ser algo excelente, edificante, que incentive o aluno à cultura e aos bons modos. Por fim, todos os alunos e professores foram convidados a poder assistir à peça “Não de Amores”, que será apresentada entre 15 de outubro e 13 de novembro, no Teatro de Almada. Aguarda-se com expectativa nova apresentação de tema semelhante para breve. Bernardo Alves, 12.º 15, n.º 4, ESDPV

TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE NAO D’AMORES de GIL VICENTE, com encenação de Ana Zamora Para montar um texto de Gil Vicente nunca antes levado à cena, a CTA une-se à companhia espanhola especializada no teatro pré-barroco que se chama, justamente, Não d’amores. Para Ana Zamora, batizar o seu grupo com o nome de uma peça de Mestre Gil consistiu numa “declaração de princípios e, ao mesmo tempo, numa metáfora em redor daquilo que se supõe que seja o devir apaixonado de uma companhia teatral”. Escrita em 1527 para celebrar o regresso a Lisboa de D. João III e da sua jovem esposa, Catarina de Áustria, refugiados devido à peste, em Não d’amores intervêm, como personagens alegóricas, a própria cidade de Lisboa e, num navio conduzido pelo Amor, um Frade doido, um Pastor castelhano, um Negro, um Velho apaixonado e dois Fidalgos portugueses. Ana Zamora é licenciada em Encenação pela RESAD. Como encenadora independente, já trabalhou no Centro

Dramático Nacional (2009), na Compañia Nacional de Teatro Clássico (2006), no Teatro de la Abadía (2003), no Teatro de Zarzuela de Madrid, onde dirigiu a Cármen, de Bizet, no Outono de 2014. O seu percurso teatral valeulhe já os seguintes prémios: Prémio Fuente de Castalia (2012); Prémio Nebrija a Escena (2011); Melhor Encenação dos Prémios de Teatro de Rojas (2010); Prémio Ojo Crítico de Teatro (2008); e Prémio da Asociación de Diretores de Escena de España para Melhor Encenação (2008). Intérpretes Catarina Melo, Estêvão Antunes, Filipa Meneses, Luís Lima Barreto,

Moisés Maroto, Sergio Adillo e Sílvio Vieira Arranjos e Direção Musical Alicia Lázaro Cenografia Richard Cenier Figurinos Deborah Macías Coreografia Javier García Ávila Luz Miguel Ángel Camacho Voz e Elocução Vicente Fuentes Assistente de Encenação Marco Trindade 15 OUTUBRO a 13 NOVEMBRO, 2016 Qua a Sáb às 21h00 | Dom às 16h00 SALA PRINCIPAL | M/12 CONVERSAS COM O PÚBLICO SÁB 29 OUTUBRO ÀS 18H00


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FADO NA AULA DE LITERATURA

Este ano começámos as nossas atividades literárias, em Literatura Portuguesa, com o fado. Tínhamos aprendido que no século XIV, com a Poesia Palaciana, havia uma espécie de desafio poético que consistia em glosar, isto é, desenvolver em glosas, de diferentes maneiras um mesmo mote. Para complicar, cada glosa devia terminar com um dos versos do mote. Pois bem, no fado tradicional faz-se qualquer coisa parecida com isso. Então, nós ouvimos o fadista Marco Oliveira a cantar um conhecido fado de Alfredo Marceneiro, “Amor é água que corre”. Falámos sobre este poema, tentámos percebê-lo e depois deitámos mãos à obra. Todos nós tentámos fazer o nosso próprio fado, a partir daquele mote, que é assim: Amor é água que corre Tudo passa tudo morre Que me importa a mim morrer Adeus cabecita louca Hei de esquecer tua boca Na boca de outra mulher Aqui vos deixamos algumas das letras que nos saíram da pena: Amor, já ousei chorar-te O meu erro foi amar-te E, a dor que me percorre É uma estrada comprida Na nascente desta vida Amor é água que corre.

MÚSICA É um jogo perigoso, Talvez não fui cauteloso Jamais pensei em perder O sol que me iluminava Noite e dia me inspirava Que me importa a mim morrer.

Nossos erros não são raros Mas sem tempo p'ra reparos Enquanto a vida decorre Com qualquer percalço à frente Pois mesmo contra corrente Amor é água que corre

Hoje, vivo uma verdade Chamada de liberdade Já nada teu me ocorre Nem me importa tua ida Pois no comboio da vida Tudo passa tudo morre.

Aflui de um lado apenas Abundante, às centenas Nesta dor que me percorre Que arde mais que qualquer fogo Nada mais é que um jogo Tudo passa, tudo morre

O teu amor era sádico Agora, vivo um simpático Não sou Rei com cognome Mas meu nome é um epítome Na boca d'outra mulher.

Por vezes o fim acaba Com a dor que nunca aldraba Não fui feito p'ra sofrer Vivo, mas nada me acalma Já que amor é coisa d'alma Que me importa a mim morrer

Lara

Amor é água que corre Tudo passa tudo morre Que me importa a mim morrer Hei de esquecer tua boca

Mesmo que custe ao inicio É preciso um sacrifício Esquecerei tua voz rouca Mero fruto da paixão Fui chamado à razão Hei de esquecer tua boca

Amor é ferida que não sara Onde a ilusão é clara Ora brilha ora chove É difícil esquecer Impossível de entender Amor é água que corre

Noutra rua hei de encontrar Amor em novo lugar Não tenho nada a perder Dei à costa noutro mar Esquecerei o teu olhar Na boca d'outro qualquer

Doença que não tem cura O amor é uma amargura Sentimento que não morre Uma hipérbole de emoções Pirâmide de ilusões Tudo passa tudo morre

(alternativa à ultima estrofe) Amor é fácil demais Simples problemas locais Teu corpo hei de esquecer Para amante é vital Ir à procura do sal Na boca de outra mulher

Amar alguém é talento Para mim é um tormento Algo que é p’ra esquecer Minha vida é confusão Ai, mas que desilusão Que me importa a mim morrer

Adriana Elaborado pela turma N do 11.º ano, ESAD

Quero desistir da vida Vou embora minha querida Eu e a minha cabeça oca Podes-me esquecer a mim Que eu vou-te esquecer a ti Hei de esquecer tua boca Leandro


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EXPOSIÇÃO NA ES ANTÓNIO DAMÁSIO Este ano os alunos de Artes começaram por nos mostrar, logo no início das atividades letivas, uma retrospetiva do trabalho desenvolvido. Os trabalhos expostos foram feitos na disciplina de Desenho e eles estavam no 10º ano. Os temas são vários mas a ideia era realizar desenho de observação, explorar

as formas e as cores, deixar que a mão acertasse o passo entre a imaginação e a realidade. A ideia era deixar que os pais e encarregados de educação, que visitam a escola no início do ano letivo, vissem e pudessem orgulhar-se do trabalho feito pelos seus educandos. E, assim, toda a

comunidade educativa pode regalar os olhos. A julgar pelos trabalhos expostos, o percurso destes alunos é promissor e acreditamos que ao longo do seu 11.º ano nos darão muitos belos trabalhos para admirar. Lurdes Castanheira, PB da ES António Damásio


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EXPOSIÇÃO NA ES ANTÓNIO DAMÁSIO

CONT.


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CLUBE DE FOTOGRAFIA

Atividades desenvolvidas pelo Clube de Fotografia dos alunos do 10.º5 e do 10.º11 da ESDPV.

RECEITAS LITERÁRIAS COGUMELOS SALTEADOS A casa da guarda-florestal, junto ao lago e do prado já escuro dos veados, chegara entretanto a prima da mulher cachúbia do lenhador, com pão fresco trazido da cozinha do governador. Lovise chamava Sophie a sua prima. E quando a jovem delicada mas de voz forte, começou a escolher os cogumelos, dando explicações - "este é o amanita, este é venenoso!" - Brentano lembrou-se dolorosamente de que sua mulher, falecida há menos de um ano, também se chamara Sophie. Sophie Rotzoll — era este o nome completo da cozinheira do governador francês - limpou os cogumelos bons e salteou-os numa grande frigideira, com

CULINÁRIA toucinho e cebola, até soltarem seu caldo, que temperou com pimenta e, por fim, com salsa. O Linguado, © Editorial Inquéritos, Traduzido por Veronika Siebelist de Vasconcelos

Ingredientes (4 pessoas) 1,5 Kg de cogumelos variados (champignons, míscaros) toucinho 1 cebola grande 2 colheres de sopa de azeite 1/2 colher de chá de pimenta preta salsa Lave bem os cogumelos e corte-os em pedaços grandes. Numa frigideira grande coloque o azeite, o toucinho cortado em pequenos cubos e a cebola picada e salteie os cogumelos. Deixe cozer durante alguns minutos até estes soltarem o caldo. Tempere com pimenta preta moída e salsa picada

Biografia GRASS, GÜNTER (1927- 2015) Romancista, dramaturgo, poeta e escultor alemão, Grass é um dos mais originais escritores da pósmodernidade. Com a publicação do seu primeiro romance, O Tambor, Grass obteve um enorme sucesso literário, ganhando, entre outros, o prémio da Crítica de Berlim (1960) e, em França, o prémio do Melhor Livro Estrangeiro. Antigo combatente da II Guerra Mundial, Grass recorre ao sarcasmo e ao grotesco para criticar os delírios do regime expansionista nazi. Em O Linguado, romance de difícil classificação dada a multiplicidade de estilos e intenções, Grass apresenta-nos simultaneamente uma história de amor, uma ode à comida, ao sexo e à própria História que, construída pelos homens, omite as Mulheres. Em 1999, Günter Grass é laureado com o Prémio Nobel de Literatura. Teresa Saborida, PB ES Camões


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RAVIOLIS A China tem mais de 4 mil anos e, atualmente, tem mais de 13 biliões de pessoas. A história traz-nos culturas diferentes e comidas deliciosas. Há restaurantes chineses em muitas cidades do mundo. Nos restaurantes, as decorações podem ser diferentes, mas todos eles têm o mesmo tipo de prato. O seu nome é ravioli ou Guioza. O ravioli é uma comida tradicional que chegou até hoje. Já tem 1800 anos. Para nós em especial e para as pessoas que são do norte da China, o ravioli deve ser comido num feriado importante, por exemplo o Ano Novo Chinês, o Solstício do inverno. No nordeste da China, há um provérbio que demonstra bem como os chineses gostam de raviolis “Se quer sentir-se confortável, vá dormir. Se sente fome, coma raviolis.” O ravioli foi inventado pelo doutor Zhongjing Zhang na cidade Wang. Um dia, quando ele se preparava para sair da cidade, havia na rua muitas pessoas que estavam doentes e com fome. (Este facto aconteceu no dia do Solstício de inverno. Havia muitas pessoas que não tinham dinheiro suficiente para comprar comida e roupas.) Ele ajudou-as e fez os raviolis, recheando-os com ingredientes medicinais. Deste modo, quando eles comeram os raviolis, ao mesmo tempo trataram as suas doenças. Depois deste caso, as pessoas tentaram imitá-lo fazendo raviolis para comemorar o doutor Zhang. O ravioli pode ser feito com recheio de carne (porco, vaca, frango...) e vegetais (couve chinesa, cebolinho, repolho...) Os diferentes recheios têm dife-

rentes qualidades. Recheio de carne e cebolinho: na China, nós usamos a mesma palavra, Jiu, para designar o cebolinho e indicar a ideia de duração. Jiu significa o tempo durante o qual podemos possuir uma coisa durante mais tempo (amor, dinheiro ou outras coisas);

Numa wok (ou outra panela antiaderente), frite com algumas gotas de óleo de gergelim. Quando estiverem dourados (só as laterais e a parte de baixo), acrescente um pouquinho de água e tape a panela, para cozinhar um pouco a massa. Quando secar a água, deixe-os dourar mais um pouco. Sirva com shoyu.

Recheio de carne e couve chinesa. Do mesmo modo, os chineses usam a palavra Bai (Bai Cai) para designar a couve chinesa e o número 100. Para nós, este número é auspicioso, é um número feliz. Nós comemos este tipo de Guioza nos casamentos como forma de lhes desejar que possam viver juntos até aos cem anos, até morrerem. Se quer fazer raviolis, as suas etapas são muitas:

Yubing chen,11.º1, nº 22, ESDPV

Massa. Coloque a farinha num recipiente e acrescente a água, fervendo-a aos poucos, batendo-a até formar uma massa que não cole nas mãos. Faça uma massa fininha e corte-a em fatias circulares (pode ser com um potinho, para ficarem todas iguais). Recheio. Pique bem fininho o repolho e a cebolinha e reserve-os numa vasilha. Coloque um pouco de óleo e deixe a carne fritar um pouco, coloque o sal, a pimenta, o orégão (não exagere no orégão), e o gengibre ralado e deixe a cozinhar até ficar praticamente sem água. Adicione o repolho e a cebolinha, cozinhe alguns minutos para diminuir a água que o repolho solta. Por último, acrescente o saquê e misture bem. Coloque o recheio dentro da massa e feche-a.

SIGÁ DE FRANGO À MODA DA GUINÉ E À MANEIRA DO PEDRINHO AO SOL pouco e deixa-se cozinhar por mais uns minutos (cerca de cinco). Serve-se Num tacho, deitam-se as cebolas cor- acompanhado de arroz branco e salatadas em meia-lua, depois o frango, da. Nadjesda Tavares, n.º 23, 9.º1, ESDPV tempera-se com sal a gosto e o picante (usei picante caseiro – 4 pequenas colheres de café), o sumo de limão e o caldo de frango. Vai tudo ao lume, entre médio e brando. Depois quando o frango estiver quase cozinhado, juntam-se os quiabos e a curgete às rodelas. Deixa-se cozinhar um pouco. Junta-se o óleo de palma. Mexe-se um Preparação

Ingredientes

- 1 frango cortado aos pedaços - sumo de 1 limão - 3 cebolas - 5 quiabos - 1 curgete - 1 chávena de óleo de palma - Sal e piripiri - Meio caldo de frango


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ARTES MARCIAIS

DESPORTO

No dia 31 de outubro esteve presente, mais uma vez, na nossa escola a Academia Vermelhudo com uma excelente demonstração de Artes Marciais, na vertente de Taekwondo, com a presença do Prof. Pedro Vermelhudo, campeão mundial em Sparring 2014, que trouxe consigo alguns atletas internaci-

onais. Esta experiência foi muito enriquecedora para os nossos alunos que puderam experimentar várias situações e técnicas de combate e auto defesa. Grupo de Educação Física, EB 2.3 Prof. Delfim Santos

SEMANA EUROPEIA DO DESPORTO

No âmbito da semana europeia do desporto, as três turmas do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva da Escola Secundária D. Pedro V, participaram em diversas atividades de Desporto Adaptado dinamizadas pelo IPDJ, CML e Desporto Escolar, no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso.

Os alunos tiveram oportunidade de conhecer e experimentar diversas modalidades paralímpicas, como, por exemplo, o Voleibol sentado, o ténis de mesa em cadeiras de rodas e o boccia. Tiveram, também, oportunidade de experimentar e de apoiar a população especial que compareceu no recinto

em modalidades como o futebol e atividades aquáticas. Puderam, ainda, observar um jogo de andebol de alto risco entre os reclusos de duas prisões (Lisboa e Setúbal). É ainda de referir que os alunos tiveram um comportamento exemplar sendo elogiados por todas as entidades presentes! Sofia Oom, Diretora de Curso da ESDPV


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PATRONO DA ES D. PEDRO V

E POR FALAR EM PATRONO

MAS NA ES CAMÕES ...

O dia 26 de janeiro foi escolhido para dia do patrono da Escola Secundária D. Pedro V, na medida em que nesse dia, em 1838, foi jurado e reconhecido príncipe real e herdeiro da coroa pelas cortes gerais tendo de idade pouco mais de 4 meses. D. Pedro V nasceu a 16 de Setembro de 1837 e faleceu a 11 de Novembro de 1861. Haverá, na biblioteca da Escola Secundária D. Pedro V, uma exposição documental e apresentar-se-á um Power Point sobre a vida e obra do monarca. No dia 26 de janeiro, pelas dezassete horas, decorrerá a Cerimónia Solene de Comemoração do Dia do Patrono, no Auditório Chaves Santos. Proceder-se-á à atribuição dos Prémios de Mérito Escolar 2015-2016 aos alunos que se distinguiram nos vários anos e cursos da Escola Secundária D. Pedro V. O Diretor do Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, Dr. Amílcar Santos, entregará os diplomas e medalhas comemorativas aos alunos premiados, momento esse partilhado com os respetivos encarregados de educação. O ponto culminante deste grande dia será uma homenagem singela a todos aqueles que se aposentaram e que tanto deram à escola. Seguir-se-á um Porto de Honra que permitirá o convívio entre todos os elementos da comunidade educativa.

Isto de ter um patrono vivo tem muito que se lhe diga! E o nosso Agrupamento de Escolas tem logo dois. Da visita de Alice Vieira demos-vos conta nas páginas interiores do jornal. De António Damásio, esperamos a visita ainda este mês. É claro que a comunidade escolar está toda entusiasmada com a visita de tão ilustre visitante e queremos que ele se sinta entre nós tão bem como em casa, porque, afinal, esta também é a casa dele. O Professor António Damásio tem sido imensamente generoso connosco desde que aceitou dar o seu nome à nossa escola sede. Esta é a quarta vez que nos dá o prazer da sua visita, o que significa que, com um bocadinho de egoísmo, podemos dizer que durante uma manhã inteira ele vai ser só nosso. Na verdade, a responsabilidade que nos traz também é imensa, pois não pode ser de qualquer maneira que se recebe um cientista e filósofo de renome mundial. Nós queremos que ele se orgulhe da escola que apadrinha, dos nossos alunos, da nossa comunidade escolar. 23 de novembro vai ser este ano um grande dia. Porque o recebemos e gostamos de o fazer de braços abertos. Mas, também, porque o queremos homenagear. Queremos homenagear o cientista que ele é, o pensador, o professor, enfim, o Homem! Do que acontecer neste dia, daremos conta no próximo Trívio.

Na Escola Secundária de Camões, o dia do patrono foi comemorado a 17 de outubro, data que corresponde, segundo inscrição no átrio da escola, ao início das aulas no Lyceu. Nestes últimos anos, e dada a proximidade do início do ano letivo, a direção tem dinamizado este dia com inúmeras atividades das quais destacamos duas: a vinda de um convidado para realizar uma conferência e a entrega dos diplomas de mérito e dos diplomas de fim de curso aos alunos que terminaram o 12ºano. Sendo o significado da palavra “patrono” - personalidade que protege ou patrocina uma pessoa, grupo, organização ou evento (in, Priberam), podemos considerar que temos vários patronos uma vez que por esta escola passaram ilustres personagens que deixaram uma marca, que são referência em várias áreas do saber e cuja vivência nesta escola foi eventualmente determinante no seu percurso de vida. Uma dessas personagens foi Mário Dionísio, escritor, pintor e professor (19161993). Curiosamente, Mário Dionísio passou pelo Camões na situação de aluno e de professor. Desde há uns anos a escola estabeleceu uma parceria com a Casa da Achada, casa Mário Dionísio, e tem desenvolvido vários projetos. Na comemoração do centenário do nascimento do escritor, decorrerão durante a segunda quinzena de Novembro uma série de iniciativas: exposições, uma tertúlia com a participação de vários ex-alunos do professor, teatro, música e uma conferência da professora Cristina Almeida Ribeiro.

Lurdes Castanheira, PB da ESAD

Lígia Arruda, PB da ESDPV

Teresa Saborida, PB da ES Camões

Escola Secundária de Camões

Praça José Fontana, 1050-129 Lisboa.

Escola Secundária D. Pedro V

Estrada das Laranjeira, 122 1600-136 Lisboa

direcao@escamoes.pt

direcao@ael.edu.pt eb23delfimsantos@mail.telepac.pt

Escola Básica 2,3 Prof. Delfim Santos EB1/JI Frei Luís de Sousa

Rua Raul Carapinha 1500-042 Lisboa

escola.freiluis49@gmail.com

EB1/JI António Nobre

Rua António Nobre, 49 1500-046 Lisboa

eb1antonionobre@gmail.com

EB1/JI Laranjeiras

Rua Virgílio Correia, 30 1600-224 Lisboa

eb1daslaranjeiras@gmail.com

Escola Secundária António Damásio

Av. Dr. Francisco Luís Gomes 1800-178 Lisboa

direcao@aeolivais.pt

Escola EB 2,3 dos Olivais

Rua Cidade de Bolama 1800-077 Lisboa

eb23olivais@gmail.com

EB1/JI Alice Vieira

Rua Vila Catió

alicevieira.eb1ji@gmail.com

EB1/JI Sarah Afonso

Rua Almada Negreiros

EB1/JI Manuel Teixeira Gomes

Rua Manuel Teixeira Gomes 1900-000 Lisboa

1800-000 Lisboa 1800-000 Lisboa

eb1183olivais@gmail.com eb1mtgomes@gmail.com

Trívio, n º 4, novembro 2016  

jornal, escolas, agrupamento

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