Revista A Palavra - Edição de Junho 2022

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EDIÇÃO 124 | JUN/2022 |DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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A TRADIÇÃO DE SER FESTEIRO

Um exemplo que ultrapassa gerações

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60 ANOS DE FUNDAÇÃO DA IGREJA MATRIZ

Um cartão-postal no coração de Brusque

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DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Veja como foi esse momento especial


EDITORIAL

POR AGÊNCIA ARCANJO

Bem-vindos à revista A Palavra! Chegou junho, é tempo de celebração! Especialmente porque neste mês temos a festa de São Luís Gonzaga, nosso padroeiro, e também a comemoração dos 60 anos da nova igreja Matriz. Falando em festa do padroeiro, nossa entrevista destaca, através do testemunho da família Baron e sua bonita história, o ser festeiro, costume que passa de geração para geração, mobilizando famílias e a comunidade de um modo geral. Esta edição também traz uma matéria sobre a Solenidade de Corpus Christi, uma verdadeira exposição do amor e da bênção de Deus que é dada para toda a humanidade. Adentrando na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus, fechamos com chave de ouro a nossa revista. Que esse clima de alegria contagie nossos corações e nos conduza a bem celebrar com Cristo e com os irmãos. Ótima leitura!

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mensageirodossonhos.com.br


POR PE. DIOMAR ROMANIV, SCJ

PALAVRA DO PÁROCO

Queridos paroquianos, queridos filhos! Junho: um mês rico em espiritualidade! Espírito Santo, Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, São Luís Gonzaga. Quatro grandes momentos litúrgicos nos motivam a viver com intensidade o mês de junho! Acolhemos o Espírito Santo e os dons que nos envia! Contemplamos o Coração de Jesus, fonte de vida e salvação! Alimentamo-nos com a Eucaristia, pão vivo e verdadeiro! Celebramos nosso padroeiro, intercessor e inspiração para a nossa Paróquia.

Rumo ao Jubileu

Junho torna-se para nós também o mês que nos prepara para iniciar nossa caminhada rumo aos 150 anos da paróquia. Conheceremos a logo, a oração e o hino que nos ajudarão a celebrar e viver cada dia do ano jubilar! Estamos sonhando e preparando com alegria diversos momentos que marcarão este tempo de graça, bênção e renovação espiritual!

60 anos da igreja Matriz

Em junho ainda, celebraremos os 60 anos da inauguração da igreja Matriz. A igreja é, na cidade de Brusque, uma obra de destaque por toda a riqueza espiritual, arquitetônica e turística que expressa. É, para os turistas e visitantes, o cartão postal que levam como recordação daqui. É, para os católicos, a imagem de que Deus habita esta cidade. A história da construção e conservação deste templo é parte da história da nossa cidade e da vida de muitas famílias que vivem entre nós. Nesta história está unida toda a colaboração humana, financeira, profissional e espiritual do nosso povo. Querido Paroquiano, acolhamos com dádiva divina este novo mês e aproveitemos bem a riqueza espiritual que nos é oferecida. Divino Espírito Santo, iluminai-nos. Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós. Graças e louvores sejam dados a cada momento, ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento. São Luís Gonzaga, rogai por nós.

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MATÉRIA

POR JULIANE FERREIRA

Uma profissão baseada na sabedoria e no amor

“Ser professor é colocar o coração no gesto de ensinar”.

Com 21 anos de profissão, Fernando Luis Merizio é, há oito anos, professor universitário. Mas afinal, o que estimula e inspira, todos os dias, um professor a se tornar alguém melhor para o exercício da sua missão? A Revista A Palavra encontrou neste educador do Ensino Superior expressões que ajudam a responder essa pergunta. É nele que muitos jovens e adultos encontram respostas para suas dúvidas comuns. Docente de múltiplas funções, atualmente é Assessor Pedagógico no Núcleo de Educação à Distância do Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE), e tem por função principal dar suporte e formação para os docentes da instituição, no que se refere ao uso do Ambiente Virtual e utilização de Tecnologias Educacionais. Também leciona nos cursos de Pedagogia, Letras Português-Inglês e ainda coordena um curso de Pós-graduação em Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação e Metodologias Ativas. Fernando sempre esteve conectado com a educação e com a formação de pessoas. “A Educação me encontrou porque venho de uma família de vários professores e sempre admirei muito isso, porque em primeiro lugar essa é uma profissão para o outro, destinada a ajudar outras pessoas a apreenderem o mundo que as cerca – e eu acho isso incrível, por isso, procuro desempenhar essa tarefa com muita dedicação”, enfatiza. Merizio compreende que o tema da CF 2022 é, portanto, de extrema pertinência, pois valoriza o dom de educar, como aquele que está com a responsabilidade de conduzir os processos de ensinar e aprender, fazendo ao mesmo tempo com que a sociedade olhe não só para os professores, mas para todo o processo educacional. “Educar, talvez, seja uma das tarefas mais importantes que temos em nossa sociedade, em todos os seus níveis e em todas as suas relações. Quando um pai, uma mãe, uma avó ou avô ensinam, quando as crianças aprendem na escola, quando os jovens aprendem em cursos técnicos ou de graduação – é justamente nestes momentos que vamos construindo o mundo que nos cerca. E, nessa construção, eu acredito que devemos nos preocupar não somente com os conhecimentos das disciplinas, das teorias e de todas as nossas atividades, é preciso que eduquemos o espírito, o coração, a ação, e que o façamos para construir um caminho ético, de fraternidade, de amor e de paz”.

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Fernando Luis Merizio, professor universitário, no exercício da profissão que o inspira e encanta há mais de 20 anos.

“É como uma corrente de boas ações: eu busco ensinar com o máximo do meu conhecimento e com amor, na esperança de que eles também busquem exercer suas profissões com amor e entusiasmo”.


POR JULIANE FERREIRA

ENTREVISTA

Sabedoria e amor como inspiração O ato de ensinar requer de um professor diversos aspectos. Fernando reflete a sua profissão por meio de duas perspectivas de igual importância: por um lado, há os conteúdos teóricos, técnicos e práticos de cada disciplina, por outro, há a forma pela qual se ensina. “Ensinar sobre as teorias e os conhecimentos das disciplinas exige empenho e muito estudo do professor ou da professora, constantemente, para que o que é apresentado aos estudantes gere uma experiência de aprendizagem significativa. A maneira pela qual se ensina vai além do componente material ou teórico no ato de ensinar; esse modo de ser do professor transparece no momento em que ele ensina, ou seja, sua postura ética, seus valores, a maneira como ele se move no mundo, suas crenças, sua fé, tudo transparece a partir do momento em que ele coloca o seu coração para ensinar os estudantes”, exemplifica.

Servir por meio do saber Na celebração da Quinta-Feira Santa deste ano, refletimos sobre nossa missão de servir e assistimos um dos mais significativos gestos de humildade, que se concretiza no Lava-Pés. Inspirado pela Campanha da Fraternidade, este ato litúrgico na Matriz contou com a participação de pessoas envolvidas no processo de educação, em Brusque. Baseado nesse exemplo, dois dos discípulos foram representados pelo professor Fernando e seu acadêmico Denis Moresco. Relembrar este dia desperta-lhe um misto de sentimentos. “Foi uma experiência muito profunda de humildade, de doação, que nos faz relembrar intensamente sobre a razão de estarmos todos nós aqui no mundo. Vivi o momento com muita emoção e o olhar de afeto do Pe. Diomar, ao término do ato, me fez compreender ainda mais que o caminho do servir é o caminho que nos leva a Cristo”, diz. “É como uma corrente de boas ações: eu busco ensinar com o máximo do meu conhecimento e com amor, na esperança de que eles também busquem exercer suas profissões com amor e entusiasmo”, reflete. Por fim, Fernando destaca os pilares que o inspiram a ser um professor melhor, todos os dias: “O que me orienta e me inspira sempre é o motivo pelo qual escolhi ser professor e contribuir desta forma

Fernando e um universitário também foram discípulos na solenidade da Quinta-feira Santa.

com as outras pessoas e com o mundo. Eu tenho comigo sempre um exercício, sobre o qual busco me concentrar sempre que leciono, e ele é simples: toda a minha atividade docente, seja de planejamento ou no momento em que estou ministrando alguma aula, é pensado como que se eu mesmo fosse planejar os conteúdos ou ministrar as aulas para os meus filhos. Afinal, meus alunos também são pessoas amadas por outras pessoas: são filhos e filhas, são pais e mães, netos e netas... enfim, quando eles chegam em suas casas, há pessoas que os amam esperando para que eles voltem desse lugar que se propõe a ensiná-los. Como não dar o meu melhor para aqueles e aquelas que são as preciosidades de seus familiares, das pessoas que os amam? E esse é um exercício concreto Camila e seu marido, Sidnei, com para mim. Eu busco sempre essas imagens comoso gêmeos Martin e Zayn, participaram da objetivo de colocar meus conhecimentos, minhas solenidade de Quinta-feira Santa, na pesquisas, minhas descobertas, a minha energia, igreja Matriz São Luís Gonzaga. toda ali. Eu creio verdadeiramente que estou em busca desse caminho para me tornar um professor melhor a cada dia, e essa é uma tarefa difícil, que eu faço com amor. Em outras palavras, se ensino com dedicação e com amor, espero inspirar os meus estudantes a levarem todas essas qualidades para as suas vidas e suas profissões”.

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ENTREVISTA

POR JULIANE FERREIRA

Festa de São Luís Gonzaga em junho de 1969, quando André Baron foi festeiro pela primeira vez.

Ser festeiro Família Baron e o exemplo que ultrapassa gerações Junho é um mês de profunda espiritualidade e de celebrações na Paróquia São Luís Gonzaga. No dia 21 acontece o dia litúrgico do padroeiro. Entre as solenidades, está a missa com a tradicional presença dos festeiros que neste ano será celebrada no dia 26, às 09h. É uma celebração tradicional, cheia de graça e alegria para celebrar o patrono da juventude. E há, entre os fiéis, aqueles que consagram muito mais que o tempo pela festa: dedicam o amor, a alegria pelo chamado e o exemplo que ultrapassa gerações.

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Unidos há 66 anos, André Pedro Baron (89) e Luci Morelli Baron (84) casaram em 3 de novembro de 1955, em Botuverá, mas, logo após o enlace matrimonial, o novo lar os esperava em Brusque. Os dois são paroquianos assíduos, desde a Freguesia São Luís Gonzaga. Juntos, participam da história da paróquia desde a bênção da pedra fundamental da igreja Matriz. Sempre envolvidos com grupos, pastorais e movimentos, lideraram e até fundaram serviços pastorais, aliados ao dom de guiar a família no caminho da fé. O amor se multiplicou e, hoje, também os filhos e netos trilham o mesmo caminho. Unidos, transcendem o tempo e se encontram no exemplo e na graça de servir à Igreja em família. Quando chega esta época do ano, a festa de São Luís Gonzaga transforma o lar e o clima em casa. É tempo de ser festeiro!


POR JULIANE FERREIRA

Era junho de 1969. Quinta, sexta, sábado e domingo. Chovia, recorda seu André. Aquela foi sua primeira participação como festeiro da Festa de São Luís Gonzaga, e ainda vive em sua memória as lembranças daqueles dias. Protegidos por um guarda-chuva, os festeiros acompanhavam a procissão da Avenida Monte Castelo em direção à Matriz. “Naquele ano, a obra da Matriz já estava bastante adiantada, porém a festa ainda ocorreu na parte de baixo, onde havia o antigo Salão Paroquial São José”, lembra. Sempre acompanhando seu esposo, Dona Luci foi festeira pela primeira vez em 1990. Ao longo da história, a festa passou por algumas mudanças, uma delas é o fato de, hoje em dia, o casal participa junto como festeiro. “Quando fui pela primeira vez, tinham dez festeiros - cinco homens e cinco mulheres. Para nós, sempre foi uma satisfação muito grande participar e poder colaborar com a festa”, garantem André e Luci.

Um ano antes No passado, desde o ano anterior, já sabia-se quem seriam os festeiros. A tradição era simples: o festeiro do ano atual designava a missão a uma próxima pessoa. “Minha mãe se preocupava com as prendas para a roda da fortuna - prendas que eram doadas e feitas pelos próprios festeiros: toalhas bordadas, bonecas enfeitadas, e roupas. Tudo era exposto nas vitrines das lojas para chamar atenção para a festa, que movimentava a cidade. A festa era muito importante para eles. O valor que davam a isso não era apenas dias para cumprir uma obrigação, era uma dedicação de um ano”, recorda a filha Miriam Andreia Baron Dell Agnolo. “No passado, o festeiro era quem assumia a responsabilidade de fazer tudo acontecer. Ele se dedicava na doação, arrecadação e participação”, lembra Miriam, que já viveu a experiência de ser festeira no mesmo ano que os pais. “Ser festeiro na festa do padroeiro da paróquia abunda em graças para a comunidade e o povo que dela participa. Então, para nós, ser festeiro na festa do padroeiro é bênção e graça, maior intercessão e afinidade com o santo”, reflete. Este sentimento permanece na família até os dias atuais.

ENTREVISTA

Exemplo de amor É do exemplo dos pais, festeiros há tantos anos, que surgem os sucessivos “sim” dos filhos e netos. Desafiado pelo avô, Lucas Baron foi o primeiro neto a ser festeiro na nova geração da família, com cerca de 20 anos. “A gente incentiva eles, pois queremos ensinar sobre as coisas boas. É maravilhoso vê-los como festeiros, a gente se orgulha. Daqui a pouco não estaremos mais aqui, mas os filhos e netos irão continuar a obra”, define o casal.

“Terno novo” No passado, “roupa de ir à missa” era um conceito de se vestir diferente dos dias atuais. Para casamentos e festas da igreja, então, as peças eram feitas sob medida. Seu André não passava despercebido, notado primeiramente pela família. “Era terno novo para cada casamento de filho e para a festa de São Luís Gonzaga. Não é qualquer dia para ele”, contam os filhos. Para ir à missa, a roupa é selecionada com zelo. “E tem coisa mais importante que uma missa?”, finaliza, sorridente, seu Baron.

André e Luci Baron com parte dos filhos que residem em Brusque, atualmente.

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CENTRAL

POR GUEDRIA MOTTA

Cartão-postal da cidade é lugar de encontro com o Senhor

Nada representa melhor Brusque do que sua igreja de pedras, bem no alto de uma colina, no coração da cidade. Em 2022, a igreja Matriz São Luís Gonzaga completa 60 anos de fundação e, mais do que ser um cartão-postal do município, cumpre seu propósito ao manter-se aberta, como um lugar perfeito para o encontro com o Senhor. “Vamos comemorar este evento com uma grande celebração, no dia 19 de junho, às 19h, com missa presidida por Dom João Salm, bispo de Novo Hamburgo (RS), que já trabalhou por muitos anos na paróquia e contribuiu com a evangelização do nosso povo. Queremos, na oportunidade, recordar nossos benfeitores, dizimistas, e todos aqueles que fazem parte da história de construção dessa igreja. Ao celebrar o aniversário de um templo, recordamos que também somos templos vivos do Espírito Santo e pedras vivas da construção da igreja, pelo Batismo e pelo testemunho de fé no meio do povo”, afirma o pároco, padre Diomar Romaniv.

“Nossa igreja é um sinal visível de que Deus habita esta cidade e sua construção é uma história de fé, de muitas famílias que doaram o seu tempo, esforço e suor”. Padre Diomar Romaniv, scj 8 | REVISTA A PALAVRA


POR GUEDRIA MOTTA

Um lugar especial Padre Diomar recorda que a igreja Matriz São Luís Gonzaga se destaca como uma grande obra da arquitetura mundial. Seu projeto foi assinado por Gottfried Böhm, único alemão a receber um Pritzker, que é o equivalente a um “Oscar” da arquitetura, em 1986. Por esta razão, mais do que turistas, estudantes de arquitetura visitam o templo para conhecer seus detalhes e complementar a formação acadêmica. “Mas a Matriz recebe, principalmente, muitos fiéis, que chegam para rezar e encontrar o Senhor. Nossa igreja é um sinal visível de que Deus habita esta cidade e sua construção é uma história de fé, de muitas famílias que doaram o seu tempo, esforço e suor”, lembra o padre Diomar. Segundo ele, fazer memória destes 60 anos é valorizar a doação desmedida da comunidade, que merece uma obra tão magnífica quanto a sua fé. “Que este templo continue sendo o cartão-postal da cidade, lugar de muitas fotos para turistas e visitantes. Que continue sempre sendo um lugar de encontro e de fé, um lugar que é a nossa casa, a casa da nossa família”, completa.

CENTRAL

“Ao celebrar o aniversário de um templo, recordamos que também somos templos vivos do Espírito Santo e pedras vivas da construção da igreja, pelo Batismo e pelo testemunho de fé no meio do povo”. Padre Diomar Romaniv

Ano de inauguração Há muitas referências que citam 1962 como o ano em que as missas voltaram a ser celebradas no interior da igreja Matriz, embora sua finalização tenha ocorrido cerca de duas décadas depois. Em 1988, por exemplo, o arquiteto alemão esteve em Brusque e apresentou detalhes do acabamento ao então pároco, padre Nelson Tachini. O registro deste encontro foi publicado em 2006, no Jornal Tribuna, com narrativa do padre Eloy Dorvalino Koch, que participou deste momento histórico. É importante destacar que a “igreja de pedras” substituiu a antiga igreja de alvenaria, em estilo gótico, inaugurada em 1877, com a bênção do primeiro pároco, padre Alberto Gattone. No Álbum do Centenário de Brusque, o antigo templo foi referenciado como um dos mais belos de Santa Catarina. Apesar disso, uma ampliação já havia sido feita no local pelo padre Vicente Schmitz. Mas foi o pároco, padre Luiz Gonzaga Steiner, o responsável pela efetiva mudança, em 1954, quando deu a ordem de demolição. Nesta época, já estava instituída a Comissão da nova igreja, representada pelos senhores: Guilherme Renaux, Otto Schaefer, Érico Contesini, Ivan Walendowsky e Dr. Carlos Moritz. Outro marco importante foi a bênção da pedra fundamental, em 4 de abril de 1955, acompanhada de uma grande festa popular, conforme escreveu o padre Roque José Schmitt no livro “Cem anos de presença dehoniana”. dehoniana” Uma curiosidade é que, nesta mesma missa, o Bispo Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger servia como coroinha. A lembrança está registrada no Jornal A Palavra, edição de abril de 2005, que celebrou os 50 anos deste momento.

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MATÉRIA

POR JULIANE FERREIRA

Junho é o mês em que comemoramos três padroeiros em nossa paróquia:

Para isso, as comunidades se preparam para receber o público que irá participar das programações, que envolvem momentos litúrgicos e festivos.

junho de 1231 em Pádua. Em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII, sendo atribuído também o título de Doutor Evangélico, pelo vasto conhecimento das sagradas escrituras. A Capela Santo Antônio, no bairro Volta Grande, se reúne em comunidade para celebrar o padroeiro no dia 13 de junho. Confira a programação!

13 de junho Dia de Santo Antônio Bairro Volta Grande

“É viva a palavra quando são as obras que falam”. Santo Antônio nasceu em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195, recebendo o nome de Fernando. Pertencia à nobre família de Godofredo de Bulhões e Maria Teresa da Távora. Bem jovem, ingressou em um Convento de Santo Agostinho em sua cidade natal. Dotado de prodigiosa memória, retinha tudo o que lia. Foi na leitura da Divina Palavra que aqueceu o seu coração para oferecê-lo abrasado de amor ao Senhor. Deixou os Cônegos agostinianos e tornou-se Frade Franciscano, onde tomou o nome de Antônio. Vivia uma vida de oração e de trabalhos humildes, até que um dia foi convocado para fazer uma pregação improvisada. Sua pregação impressionou a todos e, a partir daí, foi designado para a atividade do apostolado e da pregação. Começou assim uma atividade Apostólica tão intensa e eficaz em combate às heresias, que levou muitas pessoas à conversão. As multidões corriam e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo. A cidade e redondeza literalmente paravam, sendo pequenas as igrejas para tanta gente. Ele falava nas praças públicas e, quando terminava, todos queriam sua benção ou tocar-lhe o hábito. Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antônio foi sua pregação aos peixes, na cidade italiana de Rimini. Os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões, chamando ele de mentiroso e falso. Então ele abandonou seus ouvintes e foi pregar à beiramar. Os peixes puseram a cabeça fora da água para ouvirem o santo. Antônio elogiou a participação dos peixes na história da salvação. Este milagre invadiu a cidade com entusiasmo e os hereges ficaram envergonhados. Antônio morreu em 13 de 10 | REVISTA A PALAVRA

Programação litúrgica - A programação litúrgica será desenvolvida em nove dias, e começa dia 5 de junho. A abertura da Semana de Santo Antônio inicia com a Missa dominical, às 9h. No dia 6 ocorre a Ladainha pelos dizimistas, às 19h. No dia 7 haverá o 1° dia do Tríduo a Santo Antônio, com procissão luminosa pelos doentes, saindo da escola ao lado da UBS, às 19h. Dia 8 e 9 haverá celebração às 19h, no segundo e terceiro dia do Tríduo. No dia 10 haverá Missa das comunidades, às 19h, com a participação dos noveneiros. No dia 11 será feita a carreata, saindo às 17h30 da Capela e Santa Missa Sertaneja, às 19h. No dia 12 terá a Missa dos Festeiros, às 10h. No dia 13, será a Missa de Ação de Graças a Santo Antônio, às 19h, com distribuição de pão abençoado e padroeiro vivo. Programação da festa - A programação da festa envolve a realização do bingo dia 10 de junho, às 20h30, e venda de cuca caseira após às 18h. Dia 11 tem início à festa, após a missa das 19h, com completo serviço de bar e cozinha, venda de churrasco, roda da fortuna e baile com a Banda Coração Pirata. A entrada é gratuita e a venda de cuca caseira inicia às 9h. Dia 12, a festa inicia após a missa dos festeiros. Neste dia, além de todo serviço de bar e cozinha, haverá tarde dançante e, às 20h, sorteio da rifa.

21 de junho Dia de São Luís Gonzaga

Bairro Centro

Modelo de virtudes exemplares São Luís Gonzaga nasceu no dia 9 de março de 1568, no Castelo de Castiglione delle Stivieri, na Lombardia (Itália). Era o primogênito de Ferrante, Marquês de Castiglione, e de Marta Tana Santena. O pai ocupava lugar de destaque na corte de Felipe II, da Espanha, e a mãe era a dama de honra da rainha. Luís, por ser o filho mais velho, tinha direito à sucessão dos títulos honoríficos, e era herdeiro


POR JULIANE FERREIRA

natural do feudo do pai. O marquês de Castiglione queria preparar o filho para as funções a que era destinado: ser um grande soldado. Possibilitou que o menino, desde a mais tenra idade, tivesse contato com o ambiente militar, seja através de brinquedos e jogos (miniaturas de armas e morteiros), seja frequentando um acampamento onde estavam sendo treinados soldados para a expedição da Espanha contra Túnis. Luís cresceu espiritualmente; frequentava a catedral de Santa Maria in Fiore, onde costumava rezar diante da imagem de Nossa Senhora da Anunciação. Aos doze anos recebeu a Primeira Comunhão, das mãos de São Carlos Borromeu. As lições de disciplina que aprendeu com o pai, aplicava em sua vida espiritual e, por isso, cresceu nele um zelo pela virtude da castidade, aliada a uma vida de oração, apesar do ambiente da corte em que vivia. Luís praticava penitência e se disciplinava até o sangue. Sua vida de oração era intensa, o que nos revela um espírito de luta, de perseverança, de autodisciplina. São Luís foi chamado para Roma, a fim de completar os estudos de teologia, o que lhe deu muita alegria. Em 1951, a Cidade Eterna foi assolada por uma epidemia de peste. Os jesuítas abriram um hospital para atender a população sofredora. Luís Gonzaga cuidava da vida espiritual dos doentes, exortando-os e instruindo-os na fé. Com extremo carinho, lavava e ajeitava os internados; exercia os serviços mais humildes. Na ocasião, vários padres foram vítimas da peste, entre os quais estava Luís, que contraiu a doença carregando nas costas até o sanatório um doente que encontrou na rua. Recuperado da doença, mas enfraquecido, adquiriu uma febre persistente, que em alguns meses o deixou em estado de extrema fraqueza. No dia 21 de junho de 1591, entregou sua alma a Deus aos 23 anos. Suas relíquias repousam na Igreja de Santo Inácio, em Roma, e ele foi canonizado em 1605, apenas 14 anos após sua morte. São Luís Gonzaga é patrono da juventude, por sua tenacidade e perseverança em perseguir o ideal de santidade, desde a mais tenra idade. É, também, o intercessor dos doentes de Aids. (Informações extraídas do livro: “Padroeiros da Comunidade Paroquial São Luís Gonzaga - Brusque”, de Maria Teresinha Ramos Krieger Merico).

COMUNIDADE

Confira a programação para a semana do padroeiro São Luís Gonzaga, na Matriz! Dia 16 de junho será a Festa de Corpus Christi. No dia 19, celebraremos os 60 anos da inauguração da atual igreja Matriz. Dia 21 de junho será o dia litúrgico de São Luís Gonzaga. Dia 24 de junho será a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Dia 25 de junho teremos missa especial da festa, e no dia 26 de junho celebraremos a missa, às 9h, com os festeiros. Junto com as celebrações, haverá os seguintes momentos de confraternização: - De 20 a 25 de junho: venda de cachorro-quente; - Dia 21 de junho: venda de pastel; - Dia 24 de junho: polenta com galinha; - Dia 25 de junho: pirão com linguiça; - Dia 26 de junho: venda de churrasco, com maionese e saladas. Os cartões podem ser adquiridos na secretaria paroquial.

24 de junho Dia de São João Batista

Bairro Bateas

“João é o seu nome” Se a Igreja celebra a festa dos Santos no dia de sua morte, por que São João Batista é festejado no dia do seu nascimento? O dia da morte é, no verdadeiro sentido religioso, o nascimento para a vida eterna. Santo Agostinho, porém, nos explica que o dia do nascimento de São João Batista constitui uma exceção, pois ele foi santificado já no ventre materno, de modo que veio ao mundo sem pecado. O pai era sacerdote da lei judaica e se chamava Zacarias. A mãe, Izabel, descendia da casa de Aarão. No oitavo dia do nascimento de João, levaram o menino para circuncidar e queriam chamá-lo Zacarias, como o pai. Izabel interveio, dizendo: “Não, ele se chamará João”. Todos estranharam o nome, e Zacarias, pedindo uma tábua, nela escreveu: “João é seu nome”. Jesus também foi batizado. Estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba. Do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho bem amado; em ti ponho a minha afeição” (Lc 3, 21-22). João Batista foi decapitado na fortaleza de Maqueront, e a narrativa do triste fato foi transmitida a Jesus pelos discípulos de João, que sepultaram seu corpo. A Comunidade São João Batista, no bairro Bateas, celebrará o padroeiro com uma programação toda especial que será divulgada no mês de julho.

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ESPIRITUALIDADE

POR AGÊNCIA ARCANJO

Corpus Christi O amor exposto para todos

Uma Solenidade instituída há mais de 7 séculos, que expõe abertamente em vias públicas a fé católica, reunindo multidões de fiéis por onde passa. Assim é o Corpus Christi, um dia dedicado ao Santíssimo Sacramento, um momento de reparação pela falta de fé e também de grande alegria pela presença viva do Senhor. Um dos símbolos mais famosos de Corpus Christi são as procissões que passam por tapetes coloridos com desenhos religiosos. Imagens de Jesus, do cálice de vinho, a Santa Hóstia e muitas outras inspirações em temas relacionados são moldados com as mais diferentes técnicas. São usados elementos como serragem, borra de café e grãos. Na confecção dos tapetes encontra-se singeleza e beleza, pois é uma forma das pessoas manifestarem sua disposição ao serviço, seu amor por Jesus, pela Igreja e pelos irmãos que contemplarão o resultado. Afinal, Cristo que caminha pelas ruas merece uma recepção grandiosa. A instituição da Solenidade se deu pelo Papa Urbano IV, em 1264, impulsionada especialmente por dois eventos: uma visão de Santa Juliana de Liège, religiosa agostiniana belga; um milagre eucarístico ocorrido na cidade de Bolsena, na Itália.

O Papa Urbano IV conheceu pessoalmente Santa Juliana e o milagre. Estes acontecimentos ensinam muito sobre o Corpo de Cristo, e tem como alguns pontos principais: a iniciativa de Jesus em evidenciar-se na vida das pessoas, inclusive daquelas que tem a fé vacilante; a inquietude no coração do ser humano que se resolve no encontro com Jesus. Essa celebração não é um acontecimento exclusivo para fiéis, sendo um passeio de Jesus Cristo, corpo e sangue, alma e divindade. É um ato especial que se estende para todas as pessoas, abençoando toda a cidade e seu povo.

“Na confecção dos tapetes encontra-se singeleza e beleza, pois é uma forma das pessoas manifestarem sua disposição ao serviço, seu amor por Jesus, pela Igreja e pelos irmãos que contemplarão o resultado”. Imagem: Corpus Christi 2019

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POR JULIANE FERREIRA

PARÓQUIA

Encontro Apostolado da Oração “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). No sábado, 14 de maio, os membros do Apostolado da Oração estiveram reunidos no auditório paroquial São Luís Gonzaga. O encontrou propiciou o reavivamento do AO, após dois anos da pandemia. A programação foi desenvolvida das 14h às 17h, e contou com abertura, oração do terço, café, música, adoração e encerramento. O palestrante convidado foi o Pe. Mariano Weizenmann, scj.

Primeira Comunhão Dividido em três finais de semana, a Paróquia São Luís Gonzaga realizou o período da Primeira Comunhão. Ao todo, 307 crianças da Matriz e comunidades receberam o sacramento de 30 de abril a 15 de maio.

Imagem: Divulgação.

Domingo da Misericórdia “Eu cantarei eternamente as misericórdias do Senhor!”. O Domingo da Misericórdia teve uma programação especial na paróquia. Junto do Apostolado da Oração, Pe. Paulo Riffel conduziu a Tarde da Misericórdia, que teve início com a Motivação, seguido da Via Sacra, Adoração ao Santíssimo Sacramento, Terço e a Santa Missa, às 17h.

Imagem: Divulgação.

Cachorro-quente De 2 a 6 de maio, aconteceu anexo ao Salão Paroquial da Matriz a venda do cachorroquente em prol da Comunidade São José Operário.

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

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PARÓQUIA

POR JULIANE FERREIRA

Bazar da Ação Social No dia 13 de maio foi realizado um bazar em prol da Ação Social Paroquial. Das 14 às 18h foram comercializadas no pátio da igreja Matriz peças a partir de R$ 1,00. O valor arrecadado é destinado à compra de alimentos.

COMIPA

Imagem: Divulgação.

Macarronada do Emaús

Imagem: Divulgação.

Leigos Dehonianos “Com o coração e mente abertos” foi o tema do Retiro Anual dos Leigos Dehonianos BRM, que aconteceu nos dias 23 e 24 de abril. O retiro contou com a pregação do Pe. Anísio José Schwirkowski, diretor da Casa Padre Dehon, local sede do Retiro.

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Aconteceu no dia 29 de abril a tradicional Macarronada do Emaús, no salão da Paróquia São Luís Gonzaga. O evento, que estava há dois anos sem edição presencial, oportunizou a confraternização entre os grupos e a comunidade. Toda a organização e preparação foi por conta do movimento, que teve 2,4 mil cartões vendidos. A missa de Ação de Graças pelos 35 anos do Emaús ocorreu na Matriz, dia 14 de maio.

No mês de abril, aconteceu em nossa paróquia o primeiro encontro da Comissão Missionária Paroquial (COMIPA), que tem como objetivo reavivar o movimento missionário de nossa paróquia. Para dar suporte a este grupo, três missionários participaram de uma formação Arquidiocesana na cidade de São José. O Ano Jubilar Missionário em 2022 tem a temática “A Igreja em estado permanente de missão”, e o lema “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8), escolhido pelo Papa Francisco como mensagem do Dia Mundial das Missões de 2022.

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POR AGÊNCIA ARCANJO

PARÓQUIA

15 | REVISTA A PALAVRA


EDIÇÃO Mário Augusto Arcanjo

Esta é uma publicação da Paróquia São Luís Gonzaga, sob responsabilidade do Pe. Diomar Romaniv, scj e da Pascom da Paróquia, situada na Rua Padre Gatone, 75 - Centro, Brusque/SC. www.paroquiasaoluisgonzaga.com

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