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Índice Palavra do Presidente da Afubra Trajetória de sucesso

25 Anos de sucesso A história do Projeto Verde é Vida

VII Mostra Científica Verde é Vida Estudantes na Expoagro Afubra

Tema 2016: Floresta Guia traz ações para escolas

RA São Miguel d’Oeste As ações de escolas de São José do Cedro

RA Sobradinho e Arroio do Tigre As ações de escola de Arroio do Tigre

RA Rio Negro e Mafra Escolas de Canoinhas, Quitandinha e Rio Negro

Expediente Revista Verde é Vida 2016 Publicação da Associação dos Fumicultores do Brasil – Afubra Rua Júlio de Castilhos, 1031 96810-156 Santa Cruz do Sul (RS) Telefone: 51 3713-7700 - Fax: 51 3713-7715 Website: www.afubra.com.br E-mail: verde@afubra.com.br

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RA Imbituva Ações de escolas de Imbituva e Prudentópolis

RA Venâncio Aires

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Escola de Arroio do Meio, Boqueirão do Leão e Venâncio Aires

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Escolas de Rio Azul e Teixeira Soares e suas ações

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Escola de Atalanta mostra seu trabalho

RA Irati

RA Rio do Sul e Ituporanga

RA Santa Cruz do Sul

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Escolas de Santa Cruz do Sul

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São Lourenço do Sul em destaque

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Ituporanga em destaque

Rio Grande do Sul

Santa Catarina

24 27 31 33 34 36 38

Coordenação Geral: Adalberto Sidnei Huve Coordenação Editorial: José Leon Macedo Fernandes / Luciana Jost Radtke Redação: Luciana Jost Radtke, MTb/RS 13.507 e textos encaminhados pelas escolas parceiras do Projeto Verde é Vida e assessorias de imprensa Ilustração da capa: Márcio Leal Silveira Produção Gráfica/Diagramação: Cristiano Henrique Schindler Colaboração: Márcio Castro Guimarães, Vivian Padilha Nardi e coordenadores regionais Impressão: Gráfica LupaGraf Tiragem: 1000 exemplares Distribuição gratuita


Palavra do Coordenador Fotos: Bertuol/Afubra

Uma história de sucesso 2016 é um ano especial para o Projeto Verde é Vida. Ano em que completamos 25 anos de atividades ininterruptas em prol do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável das propriedades rurais. O caminho é de sucesso. Isso podemos afirmar, com convicção. O que começou com pequenas ações transformou-se num grande trabalho e os resultados podem ser acompanhados pelos números do Projeto Verde é Vida e por meio dos relatos de municípios e escolas que fazem parte dessa grande família Verde é Vida. Nestes 25 anos, só temos a agradecer a trabalhosa e carinhosa parceria de todos os professores, alunos, pais, comunidade escolar e comunidades em geral que nos ajudaram a conquistar todo este sucesso. Se não fosse por esta parceria, certamente não estaríamos colhendo 25 anos dos melhores frutos de sucesso. Esta é a oitava edição de nossa Revista. E nela consta mais um pouco das muitas e muitas histórias que o Projeto Verde é Vida tem para contar; histórias espalhadas pelos três estados do Sul do Brasil. Além dos relatos das escolas, espaço também para os municípios de São Lourenço do Sul/RS e Ituporanga/SC, parceiros do Projeto. Também relembraremos a trajetória e evolução do Projeto Verde é Vida. Boa leitura!

Adalberto Sidnei Huve

Coordenador geral do Projeto Verde é Vida

A evolução de uma marca

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Palavra do Presidente Fotos: Bertuol/Afubra

Uma história com resultados concretos De atividades rotineiras em prol da conscientização ambiental dos nossos fumicultores associados e da recuperação do meio ambiente nas comunidades onde a Afubra se faz presente, há 25 anos nascia o Projeto Verde é Vida. Da distribuição de mudas e incentivo ao reflorestamento surgiu um trabalho permanente que, atualmente, congrega alunos, professores, pais e comunidade em torno de um objetivo maior: o desenvolvimento sustentável das propriedades e comunidades rurais. Objetivamos uma comunidade participativa, que se comprometa com a preservação e conservação da natureza, sem, contudo, prejudicar o progresso e o desenvolvimento social e econômico. Buscamos conhecer a realidade das comunidades para conhecer seus anseios e a melhor forma de motivá-las a lutar por um ambiente melhor. Um trabalho que requer tempo e paciência, que exige vontade e dedicação. Nesses 25 anos, inúmeras pessoas passaram pelo Projeto Verde é Vida. Alunos hoje são professores ou pais de novos alunos Verde é Vida; também há os que se tornaram líderes em suas comunidades e municípios, bem como colaboradores da Afubra que, em sua infância e adolescência, foram integrantes do Projeto. E, podemos afirmar, com toda a convicção, que todos, sem exceção, foram e continuam sendo importantes nessa longa e bela caminhada. Somos muito gratos a todos que contribuíram e contribuem com as atividades do Verde é Vida. Desde o início do Projeto Verde é Vida, o objetivo é o desenvolvimento sustentável, e assim permanecerá. Por isso, durante esses 25 anos, os trabalhos sofreram reformulações e adequações para conseguirmos atender, cada vez melhor, aos anseios das nossas escolas parceiras. Para isso, livros, cartilhas, guias, revistas e demais materiais pedagógicos foram sendo incorporados aos trabalhos do Projeto. Estar ao lado do nosso associado, do pequeno produtor rural, do jovem do campo, é o nosso maior desejo. Auxiliá-los em suas atividades diárias, na sua permanência digna no campo, no desenvolvimento sustentável de sua propriedade, sempre será a luta da Afubra. Parabéns à grande Família Verde é Vida. Boa leitura!

Benício Albano Werner

Presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil

O presidente Benício junto a uma turma de alunos durante a Expoagro Afubra 2016

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25 anos voltados ao meio ambiente ao desenvolvimento sustentável Fotos: Arquivol/Afubra

Uma das maiores lutas da atualidade é, sem dúvida, a recuperação e preservação do meio ambiente. E, nesta luta, encontra-se a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) que, há 25 anos mantém o Projeto Verde é Vida. Além da preservação e recuperação ambiental, o Projeto preocupa-se com a educação das crianças e dos jovens e também com o desenvolvimento sustentável das propriedades e comunidades rurais, bem como a sua sucessão. Mas, a história ambiental da Afubra não nasceu com o Verde é Vida. Na verdade, o Projeto é uma consequência de trabalhos ambientais iniciados desde a fundação da entidade, em 1955, quando já se orientava aos fumicultores a diversificação de culturas. Em 1981 este trabalho teve um reforço, com a assinatura do primeiro convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) para o reflorestamento das propriedades rurais. Em 1986, a Afubra iniciou campanhas de educação ambiental com a distribuição de mudas nativas. Com o incremento destas ações de conscientização e preservação ambiental, nasceu o Projeto Verde é Vida, em 8 de agosto de 1991. O Projeto veio para dar continuidade a distribuição de mudas de árvores nativas e reforçar as palestras sobre aspectos ambientais para alunos e professores e comunidades em geral. No mesmo ano, o mascote Afubrinha chegou para auxiliar neste trabalho. O trabalho ambiental da Afubra passou por várias etapas, já desde antes da criação do Projeto Verde é Vida. Se pensarmos desde 1986 até 1990, foram a distribuição de mudas de árvores e as palestras. Com a criação do Verde é Vida, de 1991 até 1996, dá-se o nome à etapa de Educação Ambiental, com a criação do Projeto como um programa de educação ambiental permanente, onde intensificam-se as palestras e a distribuição de mudas de árvores. A terceira etapa deno06 mina-se de Série Ecologia – 1997/2011 -,

Reunião entre Afubra e IBDF, em 1981

por conta dos cinco livros da coleção que trata sobre a relação da floresta com os outros elementos da natureza, sem esquecer da distribuição das mudas e das palestras, que são atividades rotineiras destes 25 anos de história. Foi durante a quarta etapa – 2002/2011 – que foram criadas as divisões do Verde é Vida: Programa de Sensibilização Ambiental (PSA) e Programa de Ação Socioambiental (PASA). A atual etapa – 2012/2021 – continua com os trabalhos do PSA e do PASA, mas iniciou mais duas propostas: a da educação voltada ao meio rural e a do desenvolvimento sustentável das propriedades e das comunidades rurais ontem o Projeto Verde é Vida atua. O Projeto Verde é Vida está em constante transformação e inovação. Apesar de manter as bases de trabalho rotineiras – distribuição de mudas, palestras, Bolsa de Sementes e pesquisas cientificas – procura, em cada subdivisão, trazer assuntos e temas pertinentes às necessidades das comunidades rurais. Segundo o coordenador pedagógico do Projeto Verde é Vida, biólogo e professor José Leon Macedo Fernandes, “para este trabalho dar certo, a parceria com os municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são fundamentais.

A equipe do Verde é Vida, tanto da matriz como das filiais, faz a sua parte de apoio. Contudo, são os alunos, professores, pais e comunidade escolar e em geral que conhecem a sua realidade e adaptam para si as sugestões do Verde é Vida”. Atualmente, a parceria do Projeto Verde é Vida com a escola está focada em duas partes: o Projeto de Educação da Escola e as Ações do Projeto Verde é Vida. Na proposta, a equipe do Verde é Vida vê o Projeto de Educação da Escola como a principal parte de forma que, com o tempo, a escola passa a ter autonomia. A segunda parte, as Ações do Verde é Vida, corresponde a um apoio que a escola tem para desenvolver o seu projeto de educação. Estas ações estão divididas em oito atividades assim distribuídas: Bolsa de Sementes, Coleta de Óleo Saturado (ações de recursos); Pesquisa Científica, Ação Conjunta, Grupos Ambientais (ações pedagógicas); Projeto de Educação da Escola, Diagnóstico da Propriedade e Relatório Anual da Escola (ações administrativas). Nos últimos 24 anos o Projeto Verde é Vida já atendeu em torno de 13.698.000 pessoas entre alunos, professores, pais, agricultores, associados e pessoas da comunidade.


Bolsa de Sementes Desde 1986, quando a Afubra começou a produzir mudas de árvores nativas, já foram doadas 4.763.678 mudas pela entidade, sendo que nos últimos 25 anos esta atividade é coordenada pelo Projeto Verde é Vida.

A Bolsa de Sementes tem por objetivo desenvolver a diversificação das espécies florísticas, proporcionando ao educando uma atividade prática e à escola recursos para desenvolver seus projetos. Desde 2002 as escolas parcerias do Verde é Vida já coletaram 23.951 kg de sementes que foram distribuídas para 1.230 viveiros de todo o Brasil.

O Afubrinha Mascote do Projeto Verde é Vida, atua em atividades lúdicas nas escolas e em eventos promovidos pela Afubra ou quando a entidade é convidada. Nos últimos 6 anos o Afubrinha participou de 153 atividades lúdicas envolvendo em trono de 212.594 pessoas.

Ações Institucionais A participação em reuniões institucionais tem por objetivo representar a entidade em reuniões com outras instituições e empresas. O Projeto Verde é Vida participa de aproximadamente 40 reuniões anuais de instituições locais e regionais.

Produção e distribuição de material didático Desde sua criação, em 1991, o Projeto Verde é Vida traz por tradição produzir cadernos e réguas para serem distribuídas para alunos das escolas. Nos últimos 25 anos já foram distribuídas 2.970.000 unidades, entre réguas e cadernos.

Realização de palestras Desde sua criação, em 1991, o Projeto Verde é Vida realiza palestras para alunos, professores, pais, agricultores e comunidade em geral com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a preservação do planeta Terra e para a busca de uma melhor qualidade de vida. De 2002 a 2015 foram realizadas 1.109 palestras e envolvendo 104.969 pessoas.

Produção e distribuição de material pedagógico Desde sua criação, em 1991, o Projeto Verde é Vida produz e distribui material pedagógico para subsidiar os professores com conteúdo de educação socioambiental e rural. De 1996 a 2001, foram distribuídos 85.000 exemplares da Série Ecologia (5 livros produzidos). De 2002 a 2011 foram distribuídos 60.000 cartilhas de educação socioambiental (20 cartilhas produzidas) e 18.000 manuais técnicos (6 manuais). De 2012 a 2016 foram distribuídos 10.000 Guias de educação Ambiental (5 guias).

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Reuniões Pedagógicas Desde 2002, quando foi implantado o Programa de Ação Socioambiental (PASA) o Projeto Verde é Vida realiza reuniões para discutir com professores as ações que serão desenvolvidas nas comunidades assistidas pelas escolas parcerias. Nos últimos 15 anos o Verde é Vida realizou 560 RPs e envolveu em torno de 20.620 pessoas entre professores, alunos e pessoas da comunidade.

Grupos Ambientais Os Grupos Ambientais foram criados em 2003 com objetivo de apoiar as ações realizadas pela escola, proporcionando aos alunos condições de definir suas ações dando a estes responsabilidades e compromisso nas atividades do GA. Atualmente o Projeto Verde é Vida conta com 164 Grupos Ambientais em atuação nas escolas parcerias.

“Parada Verde”, em Venâncio Aires/RS, em 1988

Organização e participação de eventos Desde 2002 o Projeto Verde é Vida intensificou a participação em eventos locais, regionais e nacionais. Nos últimos 15 anos o Projeto Verde é Vida participou de 1.042 eventos e atendeu uma média de 176.570 pessoas por ano.

Coleta de óleo saturado A Coleta de Óleo Saturado é um programa que tem por objetivo dar um destino correto para óleo saturado, proporcionar ao educando uma atividade pedagógica e para a escola recursos para desenvolver seus projetos. Nos últimos 7 anos as escolas parcerias do Verde é Vida já coletaram 549.542 litros de óleo de cozinha. Distribuição de mudas de árvores na década de 80

Atendimento as escolas A partir de 2012 o Projeto Verde é Vida iniciou uma nova metodologia de trabalho oportunizando as escolas de desenvolver o seu próprio projeto de execução. Atualmente 186 escolas estão desenvolvendo o seu projeto execução com apoio do Projeto Verde é Vida.

Atividades de jornada ampliada As atividades de Jornada Ampliada incentivadas pelo Projeto Verde é Vida tem por objetivo de consolidar o movimento em prol da infância e adolescência na busca de soluções de combate à exploração da mão de obra infantil e do trabalho irregular de adolescentes. Nos últimos 9 anos foram realizadas pelas escolas parceiras do Verde é Vida 11.209 atividades de jornada ampliada.

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Lançamento do Projeto Verde é Vida, em 08 de agosto de 1981, em Santa Cruz do Sul/RS


A pesquisa científica A Mostra Científica Verde é Vida tem por objetivo proporcionar ao educando condições de desenvolver trabalhos de Pesquisa Científica de forma a promover a agricultora familiar, os produtos da propriedade de sua família, sua comunidade e de seu município. Nos últimos 8 anos já foram realizados em torno de 7.529 trabalhos de pesquisa científica.

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O primeiro Afubrinha, boneco que é o símbolo do Proje

A ação conjunta Desde 2007 desenvolve junto as suas escolas parcerias e municípios a Ação Conjunta, que tem por objetivo sensibilizar as comunidades assistidas pelas escolas quanto a preservação ambiental. Nos últimos anos foram 9 temas que envolveram em torno de 703.070 pessoas.

Primeiras atividades com o Afubrinha

Encontro Sul-Brasileiro de 2008

Encontro Sul-Brasileiro de 2003

O Espaço Cultural na Expoagro Afubra Desde 2012 coordena e organiza o Espaço Cultural na Expoagro Afubra. Neste espaço o Verde é Vida organiza a cada ano uma exposição cultural, a Mostra Científica Sul-brasileira e a visita dirigida das escolas ao evento. Nos últimos 4 anos o Espaço Cultural já recebeu 12.800 pessoas entre alunos e professores de 296 excursões.

Encontro Sul-Brasileiro de 2011

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AS 14 REGIÕES DE ATUAÇÃO DO PROJETO VERDE É VIDA RA ARARANGUA Participam 10 escolas de três municípios - Ermo, Maracajá e Meleiro

RA CACHOEIRA DO SUL E CANDELÁRIA Participam 28 escolas de seis municípios – Agudo, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Novo Cabrais e Paraíso do Sul

RA CAMAQUÃ Participam 13 escolas de quatro municípios – Camaquã, Chuvisca, Cristal e Dom Feliciano

RA HERVAL D’OESTE Participam 16 escolas de sete municípios – Água Doce, Capinzal, Erval Velho, Herval d’Oeste, Joaçaba, Luzerna e Treze Tílias

RA IRATI Participam 12 escolas de quatro municípios – Mallet, Rio Azul e Teixeira Soares

RA RIO DO SUL E ITUPORANGA Participam 24 escolas de seis municípios – Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Ituporanga, Petrolândia e Rio do Sul

RA RIO NEGRO E MAFRA

Participam 13 escolas de quatro municípios – Iporã d’Oeste, Princesa, São José do Cedro e São Miguel d’Oeste

RA SOBRADINHO E ARROIO DO TIGRE Participam 12 escolas de quatro municípios – Arroio do Tigre, Passa Sete, Lagoa Bonita do Sul e Sobradinho

RA TUBARÃO E BRAÇO DO NORTE

Participam 33 escolas de seis municípios – Canoinhas, Itaiópolis, Mafra, Piên, Quitandinha e Rio Negro

Participam 19 escolas de quatro municípios – Braço do Norte, Cocal do Sul, Gravatal e Tubarão

RA SANTA CRUZ DO SUL

RA VENÂNCIO AIRES

Participam 31 escolas de seis municípios – Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Vera Cruz

RA IMBITUVA Participam 11 escolas de quatro municípios – Guamiranga, Imbituva, Ipiranga e Prudentópolis

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RA SÃO MIGUEL D’OESTE

Participam nove escolas de cinco municípios – Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Mato Leitão, Sério e Venâncio Aires

RA SÃO LOURENÇO DO SUL E CANGUÇU Participam 15 escolas de três municípios – Arroio do Padre, Canguçu e São Lourenço do Sul


Coordenação Geral – Santa Cruz do Sul/RS

ÃO COORDENAÇ DO PROJETO

Coordenação Regional Araranguá/SC Lédio Mota Bento

Coordenador Regional

Coordenação Regional Camaquã/RS Gilson Peglow Marcelo Adriano da Silva Claudiano Bender Schmechel Valeria Rodrigues Melo

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenadora Regional

Coordenação Regional Cachoeira do Sul e Candelária/RS Carlos Alberto Loewe Cristiana Carine Koenig Fábio Igor Fuchs Fabio Renato Silva Márcio Vasconcelos da Rosa Sinésio Esequiel Mueller

Coordenador Regional Coordenadora Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Herval d’Oeste/SC Alceu Hoffmann Claiton Copini Helvis Sidney Giacomozi José Carlos Kucher

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Adalberto Sidnei Huve Gustavo Crummenauer José Leon Macedo Fernandes Márcio Castro Guimarães Renato Arthur Roos Vivian Padilha Nardi

Coordenador Geral Apoio Operacional Coordenador Pedagógico Coordenador Operacional Apoio Operacional Assessora Administrativa

Coordenação Regional Rio do Sul/SC e Ituporanga/SC Alcione Senem Armelita de Pin Laux Geison José Schmoeller João Paulo Roberti Rafael da Silva Zeli de Lourdes Mees

Coordenador Regional Coordenadora Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenadora Regional

Coordenação Regional São Lourenço do Sul/RS e Canguçu/RS Charles Quandt Daniel Holz Prestes Diego Rebelo Brasil Geber Conrad Ehler Marcos Daniel da Fonseca Margarida Bubolz Valdir Mundstock

Coordenador Regional Coordenador Regional oordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenadora Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional São Miguel d’Oeste/SC Clari Chiaparini Cleuze Fachin Martins Pinto Jandir Stock Lizandro José Sulczinski

Coordenador Regional Coordenadora Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Sobradinho/RS e Arroio do Tigre/RS Cássio Rodrigo Voese João Paulo Porcher Jonimar Moura de Oliveira Rodrigo Eichelberger

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Imbituva/PR Carlos Roberto Stadler Cleverson José Cararo Lazaro Ramon Bock Pedro Darkascz Neto

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Irati/PR Emerson Luís Cararo Ireno Fillos João Paulo Perussolo

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Rio Negro/PR e Mafra/SC Andréia de Melo Edemar Pedro Konckel Carlos Henrique Santana da Cruz Vilmar Niser

Coordenadora Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Tubarão/SC e Braço do Norte/SC Hilário Boing Laércio Heidemann Odirlei Perin Ceolin Patric Marciano Barp Venício Aguiar Ascari

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional

Coordenação Regional Venâncio Aires/RS André Luís Fagundes Daniel José Sehnem Jonas Ezaquiel Hermes Lovâni Bárbara Ammon Heck Luís Carlos da Silva Maiquel André Hochscheidt Osvaldo José Boursheidt Tiago Dutra Maracci

Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenadora Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regional Coordenador Regiona

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Problemas das comunidades na mira dos alunos Pesquisas científicas procuram respostas e implementar ações Foto: Bertuol/Afubra

As preocupações – e possíveis soluções – de alunos com problemas das suas comunidades com água, mata, legislação, energia elétrica, abelhas, hortas, queimadas e outros puderam ser conferidas de perto na VII Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida, durante a Expoagro Afubra 2016 (21 a 23 de março), em Rio Pardo/RS.

Alunos e professora de Piên junto com o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, e o coordenador pedagógico do Projeto Verde é Vida, José Leon Macedo Fernandes Foto: Bertuol/Afubra

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Durante os três dias da feira, 14 trabalhos foram apresentados por alunos e professores dos três estados do Sul do Brasil, cujos municípios e escolas são parceiros do Projeto Verde é Vida. Os trabalhos expostos foram desenvolvidos ao longo do ano de 2015; alguns até são continuação de mais tempo de pesquisa. A escolha do representante de cada Região de Atuação do Projeto se deu em duas etapas. “Vale ressaltar que todos os trabalhos são de uma qualidade impressionante. Mas, podemos trazer apenas um por Região de Atuação”, explica o coordenador pedagógico do Projeto Verde é Vida, professor José Leon Macedo Fernandes. De Vale do Sol/RS, as alunas Cíntia Rafaela Martin e Júlia Beatriz Konrath, acompanhadas pela professora Delci Clair Mans, trouxeram o seu projeto de Canteiros Sustentáveis. “Queremos que nossa comunidade saiba da importância das práticas sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida, efetivando ações e atitudes ecológicas”, explicaram as meninas. As três aproveitaram a participação na feira para observar ações voltadas ao desenvolvimento sustentável das propriedades rurais. “Maior consciência ambiental desenvolvida por meio de ações educativas e sociais, permite modificar a relação entre produtores rurais e o meio ambiente”. Os alunos Luís Fernando Rodrigues de Oliveira e Leonardo Diocono Ptaszek, de Piên/PR, ficaram encantados com a grandiosidade da Expoagro Afubra. “Tivemos a oportunidade de conhecer outras culturas, lugares e trocarmos experiências e informações com outros alunos e professores”. Além disso, destacaram o ambiente agradável e acolhedor do Espaço Cultural e o incentivo da Afubra aos alunos e a oportunidade de participar de atividades que valorizam as comunidades rurais. De Meleiro/SC, João Pedro Mondardo Ugioni saiu feliz da Expoagro Afubra “que ressalta a agricultura familiar, mostrando aos agricultores sobre novas técnicas de plantio, máquinas modernas para a colheita e plantio de sementes e a produção de leite”. Junto com a colega Amanda Nola Alexandre, agradeceu a oportunidade de participar da feira. Já a professora Lucilena Zavariz disse que sente vontade de trazer todos os alunos para a Expoagro Afubra. “A experiência é única. Percebi que não é festa e sim, trabalho. E, ficou ainda mais claro o que sempre defendi, que temos alunos e professores fascinantes nas escolas públicas”, enfatizou a professora, ao agradecer a Afubra pelo incentivo e parceria por meio do Projeto Verde é Vida.

Alunas e professora de Vale do Sol junto com o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, e o coordenador pedagógico do Projeto Verde é Vida, José Leon Macedo Fernandes


Foto: Bertuol/Afubra

Aluno e professora de Meleiro junto com o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, e o coordenador pedagógico do Projeto Verde é Vida, José Leon Macedo Fernandes

TROFÉU GOTA VERDE Na noite do último dia da feira (23 de março), alunos e professores da VII Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida foram recebidos pela Afubra para um jantar de confraternização e a entrega do troféu e medalhas Gota Verde. As condecorações marcam a participação dos educandos e seus professores na feira. A Expoagro Afubra foi bastante gratificante, afirmou a professora Lisiane Weber, da escola Carlos Altermann, de Paraíso do Sul/RS. De acordo com a educadora, as escolas precisam de um amparo para realizar suas atividades e para que o estudante do meio rural possa mostrar seu potencial e diferencial, fator possibilitado pelo Verde é Vida. “Além de proporcionar aos alunos a possibilidade da investigação científica, foram muito boas a troca de experiências e informações e as amizades feitas durantes estes três dias”. A professora ainda agradeceu a equipe da Afubra pelo carinho e atenção. Nesse contexto, o presidente da Afubra, Benício Albano Werner disse que a participação no evento foi mérito de cada um. Para ele, aluno e escola fizeram por merecer. “Nossos colaboradores os recebem como os pais de vocês os recebem”, disse Benício, ao lembrar a importância dos pais na educação de seus filhos. “A primeira educação vem de casa. O papel dos educadores é o de passar o seu conhecimento, de ensinar e, em consequência, também educar. Mas, é preciso que pais e professores estejam juntos na tarefa de tornar nossas crianças e jovens em cidadãos conscientes”. Foto: Luciana Jost Radtke/Afubra

Alunos e professores receberam troféus e medalhas durante jantar de confraternização

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VII Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida Trabalhos apresentados 1) RA Cachoeira do Sul e Candelária Pesquisa: Novo Código Florestal: Mata Ciliar e CAR Alunas: Bruna de Franceschi e Évelin Gabrieli dos Santos Balbiano Escola: Carlos Altermann, de Paraíso do Sul/RS Professora orientadora: Lisiane Weber

2) RA Rio do Sul e Ituporanga Pesquisa: Adotando um córrego: memórias do nosso ribeirão Alunas: Iohana Steinheuser e Júlia Fernanda Sens Escola: Ribeirão Matilde, de Atalanta/SC Professora: Rosane Jochem Herbst

3) RA Rio Negro e Mafra Pesquisa: Quem disse que coisa boa não cai do céu? Alunos: Luís Fernando Rodrigues de Oliveira e Leonardo Diocono Ptaszek Escola: Marciano de Carvalho, de Piên/PR Professora: Kassuza Maria Peckos

4) RA Herval d’Oeste Pesquisa: Economize água economizando luz Alunos: Pedro Henrique Ferreira Velho de Castro e Thaís Regina Brugnara Tonial Escola: Frei Silvano, de Água Doce/SC Professora: Evandra Regina Macagnan

5) RA Irati Pesquisa: Projeto Reciclar Alunas: Ana Carolina Bronislawski e Treicy Raiane Borges Escola: Padre Ladislau Maibuk, de Teixeira Soares/PR Professora: Marinês Sander Mendes

6) RA São Miguel d’Oeste Pesquisa: Abelhas nativas na polinização e produção de mel Alunas: Tainara Knob eBruna Pereira Escola: Padre Réus, de São José do Cedro/SC Professora: Eliane dos Santos Lermen

7) RA Camaquã Pesquisa: Horta escolar: cultura protegida e integração, por gotejamento Alunos: Erecles Vinícius Miritz e Lucas Lempek Strzykolski Escola: Padre Vieira, de Dom Feliciano/RS Professora: Dulce Karine Kuczynski Azambuja

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8) RA Araranguá Pesquisa: Queimadas Rurais Alunos: João Pedro Mondardo Ugioni e Amanda Nola Alexandre Escola: Inês Tonelli Nápole, de Meleiro/SC Professora: Lucilena Zavariz

9) RA São Lourenço do Sul e Canguçu Pesquisa: Educação ambiental: O despertar de uma proposta Alunos: Robson Schulz e Gabriela Podewils Kunde Escola: Germano Hübner, de São Lourenço do Sul/RS Professora: Olívia Westphal Tessmann

10) RA Tubarão e Braço do Norte Pesquisa: Os caminhos da água Alunas: Vitória de Souza André e Kaylaine dos Santos Vieira Escola: José Cardoso de Aguiar, de Gravatal/SC Professora: Salete Zanelato Mendes

11) RA Santa Cruz do Sul Pesquisa: Canteiros sustentáveis, qualidade de vida Alunas: Júlia Beatriz Konrath e Cíntia Rafael Martin Escola: São João Batista, de Vale do Sol/RS Professora: Delci Clair Mans

12) RA Sobradinho e Arroio do Tigre Pesquisa: Aproveitamento da água para gerar energia Alunas: Tauana Schneider e Dienifer Amanda Henker Escola: Ervino Alberto Guilherme Konrad, de Arroio do Tigre/RS Professora: Fabiana Schneider Wagner

13) RA Venâncio Aires Pesquisa: Levando a preservação e a economia a Sério Alunos: Eduardo José Delazari e Vanessa Cristina Limsen Escola: Adélia Corbeline, de Sério/RS Professora: Adriana Cristina Masseroni

14) RA Imbituva Pesquisa: Do rústico ao sofisticado Alunos: Keila Aparecida Galvão Faria e Luiz Henrique de Ávila Escola: Rural Municipal São Braz, de Ipiranga/PR Professora: Bianca de Oliveira


Os elementos e a importância da Floresta Guia de Educação Ambiental 2016 encerra ciclo do Verde é Vida Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro. (Provérbio Cree). É com esta citação que inicia o Guia de Educação Ambiental 2016 do Projeto Verde é Vida – programa permanente de educação rural e ambiental da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Sob o tema Floresta, ele traz informações e curiosidades, além de contribuir com sugestões de ações que podem ser executadas nas escolas, propriedades e comunidades para garantir a preservação e a recuperação desta – Floresta – que congrega solo, água, ar e animais. O Guia de Educação Ambiental 2016 foi dividido em capítulos para abordar os diferentes aspectos da Floresta. Lendas da Floresta, curiosidades, benefícios e tipos de florestas, os biomas do Brasil e as ações que podem ser desenvolvidas para a sua preservação, farão da publicação uma rica fonte de pesquisa. O tema Floresta também será abordado em todas as atividades que as escolas parceiras do Projeto Verde é Vida irão desenvolver ao longo do ano letivo 2016. Uma delas será durante o Dia da Ação Conjunto, em 21 de setembro, Dia da Árvore. O Guia da Floresta também fecha

um ciclo de cinco publicações que iniciaram em 2012 com o tema Água e seguiram em 2013 Animais, em 2014 Solo e em 2015 Ar. Todas elas fazem parte de uma nova etapa do Projeto Verde é Vida – 2012/2016 – que busca dar ênfase a uma educação socioambiental rural. O objetivo da coletânea de Guias e desta proposta de trabalho é instigar o debate e a busca por soluções para os problemas socioambientais das comunidades. Por intermédio deste debate procura-se o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais onde o Projeto atua. O Projeto Verde é Vida conta com dois programas – PSA e PASA –, além de

integrar o Programa de Coleta de Óleo Saturado da Afubra e participar do Instituto Crescer Legal, numa parceria com o SindiTabaco. O Programa de Sensibilização Ambiental (PSA) desenvolve atividades ambientais e educacionais nas escolas e municípios que solicitarem, como palestras, participação em eventos, participação do Afubrinha e seus mascotes em atividades lúdico-pedagógicas e doação de mudas. No Programa de Ação Socioambiental (PASA), criado em 2002, a Afubra desenvolve ações conjuntas e contínuas com municípios e escolas parceiras dos três Estados do Sul do Brasil.

Números de 2015 PSA – No último ano foram atendidos 146 municípios, 456 escolas e 122.660 alunos e professores. Distribuição de 40.896 mudas para escolas e entidades. PASA – No último ano foram atendidos 64 municípios, 246 escolas, 55.621 alunos e professores. Demais ações – No último ano foram desenvolvidas, em horário extraclasse, 986 pesquisas científicas, por 3.258 alunos,

num incentivo à jornada escolar ampliada. Os 137 Grupos Ambientais parceiros do Verde é Vida realizaram 3.300 ações, envolvendo 2.055 alunos, e realizaram 659 atividades de jornada ampliada. Coleta de Óleo Saturado – Com a participação de 89 municípios e 485 escolas, foram recolhidos 127.556 litros de óleo.

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RA São Miguel d’Oeste Emef Padre Reus São José do Cedro/SC

Operárias sem patrão Fotos: Divulgação/Afubra

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O meio ambiente está sendo cada vez mais degradado, por isso são necessárias formas e alternativas para reverter essa situação. Sabendo do importante papel que as abelhas desempenham na preservação das espécies vegetais, surgiu a curiosidade de melhor conhecê-las, por isso no ano de 2015 decidiu-se desenvolver na Escola de Ensino Fundamental Padre Reus, em parceria com toda a comunidade escolar e EPAGRI de São José do Cedro e Princesa, um trabalho de pesquisa sobre as abelhas, com o objetivo de contribuir para a formação de cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, assumindo cada um a sua parte, com o compromisso de preservar o meio ambiente, adotando atitudes ambientalmente corretos na escola, em casa e na sociedade. Descobriu-se no decorrer da pesquisa que as abelhas apareceram há uns 20 milhões de anos, bem depois dos dinossauros e então se multiplicaram pelo mundo. Elas vivem em comunidades chamadas colméias. Dentro da colméia é uma cidade minúscula que podem conter de 500 a 200 mil indivíduos, que trabalham unidos, respeitando umas as outras, tudo lá dentro é organizado e limpo. Sendo que cada ninho possui apenas uma rainha, as abelhas operárias e os zangões com exceção das abelhas Guaraipo que são as únicas abelhas nativas que podem chegar a ter até 5 abelhas rainhas. Estudos demonstram que no universo Guaraipo há uma organização colonial menos hierarquizada. As abelhas procuram lugares seguros e protegidos para alojar sua família, elas constroem seu ninho em ocos de árvores, postes, muros, cupinzeiros abandonados. Dentro do ninho vive a família e é onde encontra o mel, por sinal bem guardado, em potes com formato oval feitos de cera e própolis. As abelhas nativas mais populares em SC são as abelhas Mirins, Jataí, Bujia, Mandaçaia, Tubuna, Guaraipo ou Guarupú, essa última está ameaçada de extinção. Uma das características dessas abelhas é não possuir ferrão. Na região do Extremo

Estudo das abelhas

Oeste de Santa Catarina, as mais conhecidas são as abelhas Mirins e Jataí. No Brasil existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão que fabricam esta delícia que é o mel e estão divididas em duas grandes tribos. As TRIGONINIS e as MELEPONINIS. A curiosidade já começa na entrada da colmeia, a Trigonini constrói um pito de cera para acesso a sua colmeia e a Meleponini constrói a entrada com barro e própolis. Elas são de diferentes formas, tamanhos, coloração e hábitos distintos, sendo que 200 espécies vivem na Amazonas. Na região sul existe cerca de 20 espécies. Ultimamente a criação racional de abelhas nativas é uma das atividades que vem crescendo no estado de SC, mas para isso é preciso observar alguns cuidados, na construção das caixas usando madeira de 3cm de espessura ou mais para protegê-las do frio e do calor, e no seu interior precisa ficar um vão de 10 por 10 cm. As abelhas usam 9 cm para fazer os discos e esse 1cm que sobra elas usam para fazer os cabos de

cera. Elas também têm o cuidado com as variações de temperatura, por isso seus discos são protegidos por lamelas de cerume, como se fosse lâminas de isopor, assim calor e frio se mantém constantes. Para atrair novos enxames é necessário fazer a desinfecção da caixa isca com uma solução a base de própolis e álcool, sendo 300g de própolis para cada litro de álcool, além de desinfetar deixa o local com cheiro característico que atrai as abelhas. A própolis usada na desinfecção da caixa isca deve ser da abelha que queremos atrair. Feita a desinfecção monta-se a mesma, colocando os anéis. Depois que a caixa estiver montada coloca-se na entrada um pouquinho de cera da espécie que se deseja atrair. Em seguida coloca-se a caixa em um local da propriedade para coletar o enxame da natureza. Se já existe um enxame devemos colocar as caixas iscas cerca de 30 a 50 metros de distância. Lembrando que a novo enxame em caso de escassez de alimento volta ao enxame antigo em busca deste, por isso a distância


acima é recomendada. Coletando esses enxames teremos aí uma família para o uso, tanto para a produção do mel como para a polinização das espécies nativas vegetais. É importante destacar que quando se perde uma espécie de abelha nativa perde-se várias espécies de vegetais nativos, porque está diretamente relacionado o vegetal com sua abelha polinizadora. As abelhas nativas são responsáveis por 80% da polinização das espécies vegetais e em consequência dos alimentos produzidos. Na verdade, todas as abelhas fêmeas possuem ferrão, mas nas abelhas nativas o mesmo é atrofiado o que as impossibilita de ferroar. Os machos (zagões) são os únicos no enxame que não tem ferrão tanto em apis (abelhas africanas) como nas abelhas sem ferrão. O ferrão nas abelhas sem ferrão apesar de atrofiado é usado pela rainha como ovopositor modificado (tubo para postura de ovos). Podendo ovopositar ovos fecundados que darão origem as operárias e rainhas e não fecundados que darão origem aos zangões. As abelhas sem ferrão provêm evolutivamente de um grupo de vespas que por algum motivo deixaram de passar os caracteres genéticos de formação completa do ferrão; onde acredita-se que o motivo está relacionado ao enxame não ficar tão exposto quando o mesmo enxameia como ocorre nas apis, onde nas abelhas sem ferrão esse processo de enxamear é feito pouco a pouco e a construção do ninho em locais bem protegidos em oco de árvores, cupinzeiros ou no chão. Esta pesquisa foi desenvolvida pelas alunas Tainara Knob e Bruna Pereira orientadas pela equipe de gestão da escola. Foi destaque no Projeto Verde é Vida, conquistando vaga para participar neste ano da Expoagro Afubra 2016, que ocorreu no mês de março. Na comunidade escolar serviu de incentivo para a ampliação da criação das abelhas nativas nas propriedades e o interesse em saber das descobertas feitas durante a pesquisa e posterior aplicação. “Em longo prazo teremos mais abelhas protegidas e com isso muitas espécies vegetais preservadas. A atividade de criar abelhas já tem quatro mil anos e o ser humano gosta tanto do resultado que um dos momentos mais felizes de suas vidas eles chamam de lua-de-mel”.

as

Alunos assistiram palestra sobre a criação de abelh

VIsita a produtores esclareceu dúvidas dos alunos

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RA São Miguel d’Oeste

Centro Municipal de Educação Girassol São José do Cedro/SC

Criando Horta Escolar com pneus Foto: Divulgação/Afubra

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O “Projeto da Horta Escolar” foi criado a partir da ação do “grupo ambiental” do Centro Municipal de Educação GirassolCEMEG, de São José do Cedro/SC, que percebeu a necessidade de dar destino correto aos pneus velhos. A partir daí, surgiu a ideia de criar a Horta Escolar. O objetivo maior era reciclar e conscientizar os alunos sobre hábitos alimentares saudáveis. Com o projeto da Horta Escolar foi possível promover hábitos alimentares saudáveis permitindo que os alunos adquirissem maior controle sobre sua própria qualidade de vida. Considerando que escola é um espaço social, onde muitas pessoas convivem, aprendem e trabalham, onde os estudantes e os professores passam a maior parte de seu tempo, foi possível dividir experiências e aprendizado. Além disso, é na escola onde os programas de educação e saúde, podem ter a maior repercussão, beneficiando os alunos na infância e na adolescência. Nesse sentido, criar uma alimentação equilibrada e balanceada, aproveitar os espaços livres e reciclar, foi um dos fatores que impulsionou a criação do projeto, visando o bom desenvolvimento físico, psíquico e social das crianças. Para a escola, é de suma importância, fortalecer o vínculo positivo entre a educação e a saúde, criando um ambiente saudável melhorando a educação e o potencial de aprendizagem, ao mesmo tempo em que, promovemos a saúde. O projeto Horta Escolar, além de complementar a merenda escolar, trouxe a possibilidade de ampliar os conhecimentos dos alunos a respeito de sustentabilidade promovendo mudanças de valores, hábitos e atitudes. O trabalho direto com a terra, fez com que os alunos desenvolvessem um vínculo saudável com a natureza, fazendo da escola um exemplo positivo de mudanças. O comprometimento de todos os envolvidos no projeto tornou o aprendizado concreto e prazeroso. O envolvimento das crianças no plantio e cultivo das hortaliças, certamente, será lembrado por elas

o de hortaliças das mais diversas Nos pneus, foram organizados os canteiros para o cultiv

como experiência boa. Foi possível ressaltar aspectos importantes da ação do homem, valorizando a preservação e a reutilização de objetos que podem ser de grande valia quando utilizados de forma correta pelo ser humano. Nos pneus, foram organizados os canteiros para o cultivo de hortaliças das mais diversas. Foram plantadas mudas de alface, salsa, repolho, cebolinha, beterraba, couve, pimentão e pão de açúcar. As mudas, a terra e o adubo, foram adquiridos em agropecuárias da cidade com recursos próprios da escola. Os alunos do “grupo ambiental” acompanhados pelo professor Gabriel Zanardi e orientados pela Assistente Técnica Pedagógica, Marcia Helena Demossi cuidaram do plantio e da colheita. Foram encontradas algumas dificuldades na implantação do projeto, já que, o transporte de pneus grandes necessitou de muito empenho por parte dos alunos e professores. O recorte dos pneus também exigiu do grupo estratégias adequadas, já que, é um material de difícil corte. Porém,

essas dificuldades não impediram os idealizadores de por em prática o projeto da Horta Escolar, muito pelo contrário, fortaleceu ainda mais, a vontade de ver a horta pronta. As hortaliças colhidas na Horta Escolar foram utilizadas para enriquecer a merenda dos alunos e professores. O projeto da Horta escolar propiciou aos alunos momentos de aprendizado e motivação para a construção de um ambiente mais saudável, limpo e harmônico. A escola enquanto entidade social desempenhou seu papel de agente transformadora e formadora de cidadãos mais sensíveis quanto ao uso de alimentos saudáveis, melhorando assim, a qualidade de vida das famílias. As vantagens de ter uma horta na escola são várias, fornecem vitaminas e minerais importantes à saúde dos alunos diminuindo os gastos com alimentação na escola. Permite a colaboração dos estudantes, enriquecendo o conhecimento deles. Por isso, a escola pretende continuar e ampliar o projeto da “horta escolar” no próximo ano.


RA Sobradinho e Arroio do Tigre Emef Ervino Alberto Guilherme Konrad Arroio do Tigre/RS

Aproveitamento da água para gerar energia Fotos: Divulgação/Afubra

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Ervino Alberto Guilherme Konrad, Linha São Roque, interior de Arroio do Tigre/RS, possui mais de 200 alunos matriculados desde o Pré A até o 9º Ano. Apesar da escola estar localizada em área rural a maioria dos seus alunos são da cidade. Na escola o Projeto Verde é Vida ganha destaque nas atividades desenvolvidas no quesito de Educação Ambiental já que a dois anos a escola desenvolve o Projeto Ciência é Show, onde os alunos organizados em grupos realizam pesquisas científicas que visam sustentabilidade. Com este propósito pode-se notar o crescimento dos alunos em relação aos trabalhos e a aprendizagem, pois auxiliados pelos pais podem desenvolver a pesquisa do interesse do grupo, valorizando assim o empenho do próprio aluno. Depois da etapa escolar os alunos com seus trabalhos selecionados no Ciência é Show participam da Mostra Científica Regional do Projeto Verde é Vida. “Aproveitamento da água para gerar energia”, foi o trabalho das alunas Tauana Brixner Schneider e Dienifer Amanda Henker selecionado para representar a região de atuação Sobradinho/Arroio do Tigre para participar da Etapa Sul-Brasileira do Projeto Verde é Vida na Expoagro Afubra 2016, sendo realizado com o auxílio das famílias, desde a pesquisa histórica até a construção da maquete. O trabalho de pesquisa teve como objetivo demonstrar que com alternativas é possível utilizar a água gerando energia e preservando ao longo do tempo, diminuindo os impactos causados no meio ambiente. A usina do presente trabalho está localizada na localidade de Linha Cereja, interior do município de Arroio do Tigre, RS. Sua energia é gerada a partir do abastecimento do rio Jaquirana. O proprietário antigamente era senhor Dencil Schneider (in memoriam), passando para seu filho, o senhor Egon Schneider, pai da aluna Tauana Brixner Schneider. Para obter maiores informações a respeito da usina foi realizada a visitação a casa da senhora Vilma Feistlel Schneider, moradora próxima da usina e ela nos colocou como ocorreu a construção da usina. Antigamente houve a construção de duas usinas, o pai da senhora Vilma, o senhor Carlos Feistlel foi o primeiro proprietário da usina, foi ele quem ajudou a fazer a barragem juntamente com o senhor Carlos Steinhofel. Para a construção da usina não foram utilizados tijolos, apenas pedras de areia, pedra de ferro e cimento, as rochas foram quebradas para a abertura do canal a custo de ferro e fogo, a construção da barragem e a abertura do canal levaram cerca de dois anos. A segunda barragem foi feita no ano de 1947, devido a primeira estar localizada muito próximo ao leito do rio Jaquirana

Duto de sucção que conduz a água de volta ao rio

e frequentemente ser inundada dificultando o seu funcionamento, quando toda a barragem estava feita foi comprada a nova usina pelo senhor Carlos Feistlel, e esta teve várias adaptações até então. A usina possui a represa, um canal condutor da água que a conduz até o reservatório, do reservatório a água passa de um cano menor até uma bomba chamada de carneiro mecânico, que impulsiona água para abastecimento dos animais, banheiro e tanque na propriedade, pelo duto maior a água é conduzida para a turbina caracol, onde a pressão que a água exerce toca a polia e aciona o gerador, o tubo de sucção reconduz a água até o rio, sendo a luz controlada pelo painel de voltagem localizado na residência. De dois em dois dias é realizada a manutenção da usina pelo proprietário. Essa energia gerada pela usina abastecia a propriedade da família Schneider, a qual utilizou a barragem transformando-a em um balneário, já que era um local com excelentes belezas naturais, porém devido às intempéries, todo o balneário foi destruído pela enchente e a família acabou vendendo o balneário para o vizinho.

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Alunas Tauana, Dienifer e Professora Fabiana, juntamente com o Cassio da Afubra Sobradinho

Fotos: Divulgação/Afubra

A luz produzida abastece toda a propriedade e era uma das poucas casas que tinha o moinho e a serraria. No moinho era descascado arroz, produzido farinha de trigo e de milho, já na serraria eram feitos carroças, portas, armários e o serviço prestado pela família à comunidade eram pago por produtos comercializados pelos agricultores. Essa energia gerada pela usina abastecia a propriedade da família Schneider, a qual utilizou a barragem transformando-a em um balneário, já que era um local com excelentes belezas naturais, porém devido às intempéries acabaram vendendo o balneário para o vizinho. A luz produzida abastece toda a propriedade e era uma das poucas que tinham um moinho e serraria. No moinho era descascado arroz, produzido farinha de trigo e de milho, já na serraria eram feitos carroças, portas, armários e o serviço prestado pela família à comunidade eram pago por produtos comercializados pelos agricultores. Hoje o moinho e a serraria não então em funcionamento. A propriedade não é somente mantida com a luz da usina, possui também a energia da Cooperativa de Eletrificação Entro Jacuí, CELETRO, porém muito pouco usada, sendo a energia da usina mais utilizada. Este trabalho é muito importante não só para o conhecimento dos alunos e escola, mas para divulgar este projeto de usina mantida em funcionamento até hoje, um fato histórico para Arroio do Tigre, já que foi construída em 1947, sem muitas tecnologias, sem muito acesso ao local e de forma manual, sendo que a maioria dos munícipes não a conhece, acredita ser apenas um balneário que hoje se encontra fechado, sendo bem provável que na nossa região não exista outra usina de energia elétrica particular do mesmo porte e em atividade.

Canal que conduz a água até o reservatório

Família proprietária Egon, Leana e Tauana Schneider na barragem e canal condutor da água


RA Rio Negro e Mafra

Grupo Escolar Municipal Reinaldo Krüger Canoinhas/SC

Pesquisa desperta alunos a pensarem como cientistas Foto: Divulgação/Afubra

Criar responsabilidade e aprendizagem em torno do que diz respeito à natureza e a qualidade de vida são valores que o Grupo Escolar Municipal Reinaldo Krüger busca desenvolver nos alunos do pré-escolar ao 5º ano do Ensino Fundamental envolvendo as atividades escolares no turno normal de aula bem como no contra turno. Com o programa Interdisciplinar da Educação do Campo o Grupo Escolar Municipal Reinaldo Krüger, situado no Bairro Industrial nº 01 no município de Canoinhas/SC, região de atuação Rio Negro/Mafra do Projeto Verde é Vida, escola nucleada que recebe educandos oriundos de várias localidades rurais que compõem a comunidade escolar com uma diversidade étnico-cultural. O Projeto Interdisciplinar de Educação do Campo foi idealizado no ano de 2005, promovendo a inclusão de atividades curriculares direcionadas para o desenvolvimento sustentável do campo em conformidade com as Diretrizes Operacionais para o Ensino Fundamental da Escola do Campo e com o decreto municipal nº 272/2010 que institui o Programa Interdisciplinar de Educação do Campo em todas as esferas de ensino no sistema municipal de Educação de Canoinhas. Do projeto norteador da escola ‘Horta Escolar’ novos subprojetos vêm surgindo a cada ano com isso, elevando a curiosidade, o despertar para a pesquisa, o interesse em aprender mais com o simples, e consequentemente ampliando o conhecimento teórico e prático dos educandos. O ensinar se faz em parceria entre técnico agrícola e professor regente de turma onde a teoria e prática utilizada abordam os conteúdos de cada série/ano de forma interdisciplinar. O técnico agrícola responsável pela Educação do Campo no ano de 2015, Evandro Nogath Dobrychtop, nas aulas do projeto de horta do Mais Educação e nas intervenções pedagógicas na sala de aula em parceria com a professora regente do 5º ano trabalharam o “Projeto Luzes” com os alunos de forma lúdica, levando-os a pensarem como pequenos cientistas, observadores e pesquisadores. O objetivo do projeto era verificar a existência na diferença de pigmentação da raiz, do caule e das folhas sobre a influência de diferentes cores de luz.

Alunos e professores transformaram em laboratório Organizado junto com os alunos um laboratório, em um antigo armário de sala de aula, com seis repartições, estas revestidas com papel laminado nas cores: azul, verde, branco, vermelho, amarelo e preto, após iluminadas com lâmpadas LED nas mesmas cores, e fechado para que a luz externa não influenciasse. Semeado em potes de sorvete, cenoura, beterraba e rabanete, etiquetados, regados e cobertos com plástico celofane de diferentes cores. Colocados no laboratório e regulado um timer para ligar as lâmpadas por 12 horas diárias. Em sala de aula foram efetuados questionamentos, acerca do comportamento das plantas pesquisadas, levando os alunos a pensarem nas possíveis ocorrências, elaborados gráficos com as opiniões coletadas e trabalhado assuntos sobre o ciclo da água, processo de fotossíntese e principalmente a influência da luz para os seres vivos com o espectro de luz. Houve o monitoramento das plantas em tabela, com registros de período e ocorrência de cada planta sob a influência de determinada cor. A luz está diretamente relacionada com o desenvolvimento das plantas e influenciando nos processos internos como a produção de glicose, que através de outras transforma-

um antigo armário de sala de aula

ções, irá formar amido, celulose, proteínas, aminoácido e outras constituintes dos vegetais. A clorofila pigmento verde presente em plantas, algas e algumas bactérias e o betacaroteno de coloração laranja presente na cenoura são os principais aspectos de observação e estudo. Com o decorrer da pesquisa ocorreram alguns fatores não esperados como o alongamento do caule, diminuição da área foliar e posterior morte, o que não ocorreu na cor transparente onde o desenvolvimento ocorrer normalmente durante o ciclo das plantas. Conclui-se que na germinação a cor da luz não tem influência, pois a planta não realiza o processo de fotossíntese, necessitando apenas de seu armazenamento energético contido na semente, solo e umidade. Após a germinação a influência da coloração da luz interferiu no processo de fotossíntese, que é um fator externo, afetando a planta internamente ocorrendo distúrbios hormonais, e consequentemente o alongamento do caule e enrugamento das folhas, bem como seu amarelamento, e posterior morte. Sob a luz transparente a planta teve um desenvolvimento sadio, o espectro de luz se dá por completo, não ocorrendo maiores influências.

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RA Rio Negro e Mafra

Escola Rural Municipal Vilson Hasselmann Quitandinha/PR

Escola homenageia personagem municipal A Escola Rural Municipal Vilson Hasselmann, da localidade de Doce Grande, município de Quitandinha/PR, realizou trabalhos culturais e de resgate homenageando João Santana Pinto em um Desfile Cívico de aniversário de 51 anos do município. O homenageado foi professor, vereador, prefeito, vice-prefeito, escritor, entre outras funções, (já falecido), e é considerado um personagem histórico do município. Natural da Comunidade do Doce Grande, interior de Quitandinha, João Santana era casado com Alice Santana Pinto, tinha 10 filhos, 26 netos, 9 bisnetos, uma tataraneta e 365 afilhados. Há cinco anos ele sofria da doença de Alzheimer. Filho de Cristino Barbosa Pinto e Maria Pedroso Santana, aos 20 anos, serviu o Exército Nacional na 5ª Companhia de

Intendência Regional, em Curitiba, em 1946. Apesar de não ter estudado, com sua capacidade e inteligência inata, iniciou sua carreira como professor em 5 de abril de 1948, em uma capelinha particular, depois como professor municipal e, em 30 de junho de 1950, foi nomeado como professor estadual, cargo que exerceu por mais de 30 anos. Elegeu-se vereador em Quitandinha nos anos de 1961 e 1970 e, como prefeito em 1988, nesse período construiu com apoio do deputado Neivo Beraldim a escola da localidade (Doce Grande) a qual está ativada até os dias atuais e leva o nome de Vilson Hasselmann (que também é uma homenagem a um ex-vereador), antigamente era Padre Francisco. Ainda foi vice-prefeito em 1996 e 2004, neste último

ao lado do seu ex-aluno, Valfrido Eduardo Prado. Exerceu também funções farmacêuticas, socorrista rural e diretor de Cultura no município. João Santana escreveu ainda cinco livros e foi o criador do Hino de Quitandinha, além de ter participado efetivamente da emancipação política do município. Em 2009, ele havia recebido da Câmara de Vereadores o Título de Cidadão Benemérito de Quitandinha. Em seus livros ele escreveu a história do município inteiro, relatando os acontecimentos de cada localidade, buscava os resgates históricos das famílias, culturas, lendas e religiosidade, poesias, e assim mostrou a origem do povo quitandinhense. Por esse motivo ficou sendo um cidadão muito admirado, agraciado e exemplar Foto: Divulgação/Afubra

le Cívico

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João Santana Pinto foi homenageado durante Desfi


RA Rio Negro e Mafra

Escola Municipal Ana Zornig Rio Negro/PR

Projeto Água e Higiene Fotos: Divulgação/Afubra

A Escola Municipal Ana Zornig, localizada no bairro Estação nova em Rio Negro/PR, trabalha com o projeto Água e Higiene. A escolha do projeto surgiu com uma discussão sobre a importância de despertar nas crianças e comunidade escolar uma conscientização sobre o uso adequado da água, buscando fazer com que o aluno se aproprie dos conhecimentos a respeito do próprio corpo, sobre as condições de vida da população e sobre sua importância de colocar em prática certos hábitos que contribuirão decisivamente no cuidado com o corpo e com o Meio Ambiente. Iniciou-se o projeto com um concurso onde o tema Água e Higiene foi lançado aos alunos para que realizassem um desenho que demonstrasse a maneira mais correta dos cuidados com a água no momento da higiene. A aluna vencedora foi Nicole Valério, do 4º ano A, sob a coordenação da professora Leonilda, que foi premiada com um kit contendo materiais explicativos sobre higiene e materiais de higiene pessoal. Alunos e professores perceberam que, mesmo com todos os debates realizados sobre o tema, alguns alunos não usavam corretamente a água no ambiente escolar. Então, formou-se uma equipe guardiã das torneiras da escola durante os intervalos e momentos de higiene. Com isso, percebeu-se uma melhora significativa na conscientização do uso adequado da água. Após a ideia ter mostrado bons resultados na escola partiu-se então para uma passeata na comunidade escolar divulgando o projeto e ressaltando que, se na escola com seus 390 alunos deu resultado positivo, nas casas também pode-se usar a água conscientemente. “Quando o aluno percebe que estes hábitos o ajudam a viver melhor, sem dúvida ele estará motivado a colocar em prática com regularidade. Isso faz com que o educador seja o mediador entre o aluno e a família renovando e incentivando o interesse em se praticar corretamente os hábitos que contribuirão no cuidado com o corpo e com o Meio Ambiente”, garantem os professores. Em parceria com a Universidade do Contestado, de Mafra, um grupo de alunos participou de uma palestra sobre higiene com o propósito de contribuir para prática de uma higiene correta sem exagero no consumo de

A aluna vencedora Nicole Valério

Foi organizada uma cisterna na escola água. Surgiu então a ideia de se construir uma cisterna na escola. Para isto, foi solicitada a presença de um orientador da Afubra, com o objetivo de esclarecer as dúvidas. Foram ainda realizadas visitas a locais que usam cisternas e

com o conhecimento adquirido, foi organizada uma cisterna na escola. Trabalho este que despertou a curiosidade de várias pessoas e que irá auxiliar na limpeza e rega da horta e do jardim da escola.

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RA Imbituva

Escola Municipal Santa Terezinha Imbituva/PR

Meteorologia: O clima e os fatores ambientais

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Fotos: Divulgação/Afubra

A Escola Municipal Santa Terezinha, de Imbituva/PR, é parceira da Afubra no desenvolvimento de projetos voltados para a questão ambiental – Verde é Vida e mais um ano participa dos subprogramas com ações coletivas, envolvendo a equipe escolar e a comunidade onde está inserida, objetivando desenvolver ações conjuntas e contínuas na identificação de problemas e respectivamente na busca de soluções. Este trabalho é desenvolvido a fim de ajudar os alunos a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio ambiente para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes a sua proteção e melhoria. A Escola desenvolveu seus projetos voltados ao ar e aos fatores climáticos devido às catástrofes que estão ocorrendo no mundo, em especial na região sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com o tema: “Meteorologia: Clima e os Fatores Ambientais: Uma análise da situação brasileira”, pois chama-se de clima a interação dos fatores ambientais abióticos que atuam na atmosfera, ou seja, é o frio ou calor, vento, chuva, etc., que ocorre em determinado local. O estudo do clima é fundamental para a compreensão da vida sobre a terra, dos ciclos, do comportamento dos animais e plantas, a formação do solo e do relevo, entre outros fatos que acontecem no ecossistema. Esse projeto teve início em 2015 e por abranger um tema tão comum e ao mesmo tempo tão complexo no dia a dia será dada continuidade ao trabalho. Os alunos do 5º ano desenvolvem uma série de atividades interdisciplinares baseadas em conteúdos jornalísticos produzidos por jornais locais e mídias objetivando conscientizar a todos sobre a importância do ar e sobre o terrível dano causado pela poluição e, como isso vem afetando a vida de todos os seres vivos. A professora Sirlei Kovalski e a pedagoga Arilde Ines Filipack, que coordenam

Os alunos do 5º ano desenvolvem uma série de atividades baseadas em conteúdos jornalísticos

as ações do projeto na escola, relatam como os conhecimentos estão sendo adquiridos pelos alunos: o jornalismo como fonte de pesquisa e comunicação leitura de imagens, manchetes, leituras enfim são exploradas todas as notícias como um todo. É importante conhecer os fenômenos climáticos para o planejamento de atividades agrícolas (épocas de plantio e colheita, excesso de chuvas, geadas...) ou até mesmo para combater a poluição. Muitos fenômenos climáticos amenizam ou agravam a poluição ambiental. É preciso ter em mente que o clima tem ciclos mais ou menos definidos para cada local, definidos pelas estações do ano ou até mesmo diários. Há grandes correntes de ar quente e frio que se deslocam no globo terrestre. A temperatura da atmosfera está ligada à temperatura da superfície, solo e, principalmente da água. As correntes do ar influenciam na temperatura atmosférica e, no Brasil, por possuir grandes extensões litorâneas o clima está sujeito a sofrer a influência dessas corren-

tes. Os ventos podem chegar próximos ou acima de 100 Km/h e são suficientes para causar sérios prejuízos, destelhando, derrubando casas, postes e árvores. Com o ar percebe-se as mudanças na atmosfera: impacto ambiental, na saúde humana, contaminação, aquecimento global, efeito estufa, chuvas ácidas, fatores climáticos, poluentes, fontes de poluição, enfim infinitos pontos negativos. Mas, por outro lado, há as tecnologias de controle, estratégias disponíveis para reduzir a poluição do ar, na luta contra todos os poluentes com objetivos vinculativos e qualitativos para que se tenha um mundo chamado desenvolvido. Sendo assim, o trabalho está envolto às situações climáticas, situações agravantes em que o Planeta Terra vem sendo acometido devido às ações impensadas dos seres humanos, os quais estão insensibilizados à preservação do meio ambiente em que vivemos. Em sala de aula, discute-se temas/notícias que são abordados diariamente em diversos


meios de comunicação: jornais, telejornais, rádios... Em comum acordo com os alunos, além da política, a meteorologia foi um dos temas mais citados, pois sabe-se que a cada estação do ano propicia um clima diferente, o qual é responsável por catástrofes que vem ocorrendo no mundo todo. Em discussão sobre as calamidades, expõe-se às crianças que em determinadas cidades foram instalados equipamentos para alertar a ocorrência de fatores climáticos: tempestades, ventos, ciclones. Debate-se ainda fatores meteorológicos, como as previsões são realizadas, os equipamentos utilizados para obter informações, os impactos climáticos, dentre outros. Assim, a cada informação dos meios de comunicação os alunos agruparam-se para discutirem as notícias como um todo, dando ênfase maior à meteorologia, observando as situações climáticas. Realizaram leituras, debates, recortes e colagens, confecção de cata-ventos, mini birutas, trabalharam com manchetes, os erros e acertos das previsões transcritas, estudando a dinâmica do clima para fazer planejamentos de várias atividades do dia-a-dia. Sob a orientação da professora Sirlei e da pedagoga Arilde os alunos construíram um barco, o qual permaneceu exposto diariamente em sala de aula, as imagens dos jornais e da internet foram analisadas, recortados e colados no barco referente as ações da natureza ocorridas na cidade (Imbituva) como fortes chuvas que desabrigaram famílias, deslizamentos de terras, enchentes do rio Bituvinha impedindo a saída da cidade, ventos que destelharam casas, escolas, e derrubaram árvores centenárias. E também em outras regiões como Ipiranga onde ocorreu um temporal de vento com granizo, ficando a cidade em estado de calamidade pública. Não deixaram de trabalhar as catástrofes de outras regiões do Brasil como Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina (Xanxerê), Paraná (Francisco Beltrão), entre outras regiões. Além da pesquisa em sala de aula, foi construída uma grande “biruta”, objetivando medir a velocidade e a direção visual do vento. Ela foi instalada no ponto mais alto da escola no início do

Foi construída uma “biruta” para medir a velocidade

ano e todos os alunos puderam observá-la. Criaram um diário de bordo, medindo a temperatura do ambiente com um termômetro instalado na escola e verificado que de manhã a temperatura é mais baixa e a tarde vai aumentando. Outro diário de bordo criado foi a do pluviômetro, onde mede-se mensalmente a quantidade de chuvas. Foram confeccionadas pipas em sala de aula e posteriormente feita visita ao parque aquático, onde foi analisado o vento e sua força. A escola também disponibiliza aos demais alunos o “Cantinho do Jornal”, onde leem, informam-se, além de poderem levar para casa exemplares para compartilharem a leitura com os seus familiares. No mês de outubro, em um evento municipal “EXPOCULTURA”, foi apresentada a pesquisa à comunidade, onde percebeu-se que houve interesse das pessoas sobre o assunto, ampliando ainda mais a discussão, bem como o

e a direção visual do vento

parecer de agrônomos que relataram as dificuldades enfrentadas pelos agricultores em trabalhar nas lavouras, com as fortes chuvas, granizos, vendavais que ocorrem fazendo com que o preço de determinados produtos agrícolas fique mais caro até chegar as mesas. “Acreditamos que essa pesquisa foi muito positiva, pois houve uma grande conscientização por parte de todos e que faremos a diferença no mundo de amanhã. Ao fazer uma análise de todo o material lido e coletado de ações realizadas com alunos para esse trabalho, não se pode afirmar que a situação ambiental brasileira não tenha melhorado ao longo dos anos, mas os desafios ainda são imensos, principalmente em relação ao meio ambiente. Este assunto, meio ambiente, não é estanque, e sim, abre um leque de opções para diferentes trabalhos futuros aqui na Escola Municipal Santa Terezinha e no Brasil todo”, garantem os professores.

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RA Imbituva

Escola Municipal do Campo de Tijuco Preto Prudentópolis/PR

A importância da reciclagem

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Fotos: Divulgação/Afubra

A Escola Municipal do Campo de Tijuco Preto, Prudentópolis/PR, parceira do projeto Verde é Vida da Afubra, a dez anos vem coletando o lixo existente nas residências dos alunos nas estradas e nos riachos existentes em nossa comunidade. Inicialmente era recolhido o lixo ao redor do pátio escolar para que se pudesse conservar limpo o ambiente escolar. Posteriormente, sugeriu-se que a coleta fosse feita além do ambiente escolar. Os alunos atenderam ao pedido imediatamente. O trabalho começou a ser feito além dos muros do colégio. Os alunos, orientados pelas professoras, saíram pelas estradas da comunidade identificando, coletando e reciclando o lixo. Além das estradas, os alunos também coletam o lixo às margens dos riachos, o lixo produzido em suas residências, dos seus vizinhos e até mesmo das residências próximas as escolas. São dez anos de trabalhos prestados ao Meio Ambiente e estima-se que durante este tempo foram recolhidas mais de dez toneladas, onde se notou uma grande melhora com a diminuição do mesmo, qual poluía e dava um péssimo visual para quem chegasse a visitar a comunidade. O projeto envolve professores, funcionários, alunos, pais e comunidade em geral; e com a entrega do lixo que é recolhido com o caminhão da secretaria do Meio Ambiente e levado a uma cooperativa de reciclagem no município o dinheiro é revertido na compra de brinquedos onde os alunos participam ativamente do sorteio. Para facilitar o trabalho, uma professora da escola coordena a chegada e a saída do lixo, dando uma nota simbólica pela quantidade de lixo trazido pelos alunos e quem mais trazer durante o sorteio dos brinquedos em mais chance de escolher um prêmio maior. “Esta foi a maneira que encontramos para que o nosso trabalho desse certo e

Uma professora da escola coordena a chegada e a saída

do lixo

Alunos recebem informações e orientações

felizmente pela vontade e persistência de todos o trabalho não deve parar, pois quanto menos lixo no ambiente melhor será a qualidade de vida, e nós não

fazemos nada mais que nossa obrigação de cuidar bem daquilo que o Criador nos deu que é o Meio Ambiente, uma obra maravilhosa”, garantem os professores.


RA Venâncio Aires Escola Adolfo Mânica Boqueirão do Leão/RS

Projeto Nascentes Fotos: Divulgação/Afubra

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Mânica de Linha Araçá, Boqueirão do Leão/RS, desenvolve o Projeto Nascentes, desde o ano de 2000, o qual tem por objetivo recuperar as nascentes de córregos de água existentes na comunidade. Após uma intensa pesquisa socioantropológica na comunidade, foi constatado que ali existem 16 nascentes a serem recuperadas em todos os seus sentidos: assoreamento, limpeza, conscientização dos proprietários, etc. No ano de 2015, foram selecionadas duas nascentes para realizar um trabalho de pesquisa em conjunto com a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, em parceria com a AFUBRA - Associação dos Fumicultores do Brasil, através do Projeto Verde é Vida; envolvendo toda a comunidade escolar, os alunos desde a Educação Infantil até o 9º ano, realizam as atividades através do projeto. Os alunos de pós-graduação, mestrado e doutorado da universidade, orientados pela doutora Maristela Machado Araujo, coordenadora do Departamento Ambiental da Universidade, realizam estudos científicos acerca de suas pesquisas e auxiliam os alunos a realizarem estudos sobre o desenvolvimento das plantas. Os alunos puderam verificar vários índices sobre o desenvolvimento das plantas, como: Medição dos pigmentos fotossintéticos, os teores da clorofila “a” e “b”, medição das plantas do solo até o último lançamento, índice de luminosidade, entre outros; utilizando diversos aparelhos para a verificação, tipo: trena, paquímetro, clorofilog, medidor de luminosidade lux, e outro que verificava a quantidade de águas nas plantas. Os alunos puderam constatar diversas situações, tipo: que as mudas da Paineira apresentaram maior crescimento em altura do que diâmetro, a interferência da luminosidade para o desenvolvimento das plantas, a quantidade de água nas plantas, etc. Esses estudos através de projeto interdisciplinar, são aprofundados em sala de aula e relacionados com os conteúdos vigentes em cada

Plantio de árvores envolveu alunos das escolas

dos

Nascentes localizadas na comunidade receberam cuida

componente curricular e adequados conforme o ano escolar. Entendeu-se que essa parceria está trazendo ótimos resultados ao processo de

ensino e aprendizagem dos alunos, porque são atividades significativas, que auxiliam na sustentabilidade do meio ambiente, despertam o interesse e a curiosidade das crianças.

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RA Venâncio Aires

Emef Professor Arlindo Back Arroio do Meio/RS

Pesquisadores em ação

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Fotos: Divulgação/Afubra

Tendo a certeza que as pesquisas científicas são uma importante forma de aprendizagem, no ano de 2015 deu-se continuidade a essa proposta na EMEF Prof. Arlindo Back, situada em Forqueta, Arroio do Meio/RS. A partir do projeto guarda-chuva “Caminhos da Forqueta”, todas as turmas juntamente com os professores orientadores e envolvimento da comunidade desenvolveram as pesquisas, relacionando-as a algum tema relacionado. As turmas do Nível A ao 2º Ano, orientadas pelas professoras Cáren R. Saling, Sandra Cristina Schneider e estagiária Kárin Suélin Shnack desenvolveram a pesquisa Frutas, Cores e Sabores, com objetivo de sensibilizar e incentivar os alunos a uma alimentação mais saudável. As ações da pesquisa foram bastante diversificadas, com atividades na escola e na comunidade: contação de histórias relacionadas, confecção de gráficos, cartazes, palestra com nutricionista, mandala de frutas, produção de suco natural gaseificado e concurso para criação de rótulo para o mesmo, visitação à Agroecologia Ferrari para verificar e estudar sobre a groselha, utilizada para fazer sucos e geleias. Já as turmas do 3º e 4º Anos, orientados pelas professoras Sandra Cristina Schneider e Evanise Simone Feldens, basearam seus estudos nas plantas medicinais, com objetivo de “Conhecer e valorizar as possibilidades da utilização das “Plantas Medicinais” no dia-a-dia, oportunizando uma reflexão sobre os hábitos de vida saudável e estabelecendo a relação da utilização aos sistemas e órgãos do corpo humano”. O ponto alto do trabalho foi a produção de sabonetes medicinais, através de oficina coordenada pelo grupo Cheiro de Mato, de Cruzeiro do Sul. A partir desses conhecimentos, os alunos produziram sabonetes de diferentes aromas e essências de plantas medicinais. Os mesmos foram bem aceitos na comunidade, pois a maioria das famílias locais ainda opta pelo uso de medicamentos naturais. Com objetivo de “Tomar conhecimen-

Escola incentiva pesquisas

to sobre as atividades desenvolvidas pelas atuais igrejas católica e evangélica de Forqueta, desde o funcionamento das mesmas, assim como, as pessoas envolvidas nesse processo”, a turma do 5º Ano, sob orientação da professora Rejane Teresa Borsoi, pesquisou dados relevantes à Igreja de Pedra (evangélica) e Igreja São Vendelino (católica), ambos atrativos do roteiro turístico Caminhos da Forqueta. A pesquisa foi baseada em fatos ocorridos, diferenças entre uma comunidade e outra no que se refere à catequese, doutrina, ritos solenes, curiosidades... “Identificar por meio de fontes materiais e documentais os moradores mais antigos de Forqueta, nascidos até 1900, verificando se existem descendentes vivos na comunidade atual”, foi a proposta do 6º Ano, que desenvolveu a pesquisa “Nossas Origens”. Orientados pelos professores Carlos Ariberto Haas e Graziela Rosana Schroeder, visitaram os cemitérios pertencentes às duas comunidades religiosas locais para coleta de dados, pesquisa na internet, análise de documentos (certidões de nascimentos, de óbitos, compra e venda de terras) para cruzamento de dados.

Com a pesquisa orientada pela professora Marne Luciana Scheibel, o 7º Ano pesquisou sobre “Forqueta – Evolução da agricultura”. Com objetivo de “entender como era a vida dos agricultores no passado: seus cultivos, modo de vida, tradições e como é nos dias de hoje.” A metodologia da pesquisa foi bem diversificada, com registros fotográficos de instrumentos usados na agricultura antigamente, coleta de dados com vizinhos e moradores de Forqueta, vídeos, pesquisas na internet. Segundo os alunos pesquisadores, várias diferenças foram percebidas entre os tempos passados e a atualidade: antes, tudo era feito manualmente e hoje, quase tudo é mecanizado; no passado os agricultores não tinham acesso ao supermercado, só compravam sal e açúcar; uns compravam farinha e outros produziam num moinho; as culturas são praticamente as mesmas, apenas são colhidas em maiores proporções. Forqueta é uma localidade colonizada por imigrantes de origem alemã, que ainda preserva as características dessa colonização. A que mais se destaca, é a fala do dialeto alemão, inclusive entre jovens e crianças. A escola Prof. Arlindo Back é única


do município que possui no currículo o ensino da Língua Alemã para todos os alunos. A partir dessa temática, a turma do 8º Ano desenvolveu sua pesquisa com objetivo de “Resgatar informações e materiais de pesquisa sobre a história da Língua Alemã para compreender melhor o presente.” Sob orientação da professora Janete H. Tatsch, a turma pesquisou sobre a Língua Alemã na comunidade e escola. Destaca-se dentre todas as informações obtidas, a questão da proibição da fala da Língua Alemã no período da 2ª Guerra Mundial. Este fato atingiu também a localidade, pois a fala foi proibida, na escola foi necessário falar português, livros e materiais impressos na Língua Alemã desapareceram, o nome da escola foi trocado (se denominava Pfarschule, e foi substituído por Abreu Lima, nome de um coronel do Nordeste). A turma do 9º Ano, embasou sua pesquisa na questão turística da localidade. História e Memórias ECOTURISMO E TURISMO RURAL, foi o título escolhido pelos alunos e professora orientadora Ândrea Regina Scheid. Através de entrevistas com moradores locais, pesquisas na internet, palestra com o subprefeito de Forqueta, Leandro Berwanger, a turma constatou e analisou dados referente à economia e turismo locais, bem como necessidades atuais e projeções futuras. A sistemática para desenvolvimento de todas as pesquisas foi planejada entre Equipe Diretiva e professores no início do ano letivo 2015, e deu-se continuidade até final do mesmo. Cada professor orientador desenvolveu a pesquisa com sua turma a partir de abril. Em junho foi realizada a apresentação de todas para alunos e professores e foram escolhidas 3 para representar a escola na 1ª fase da Mostra Científica Regional. As 3 pesquisas foram classificadas para a 2ª fase da Mostra Científica Regional. Em agosto todas as pesquisas foram apresentadas à comunidade. Os resultados obtidos com os projetos de pesquisa são muito satisfatórios. A aprendizagem é favorecida, os alunos são estimulados a pesquisar e conhecer mais sobre o local onde vivem e onde a escola está inserida, além do envolvimento das famílias e demais moradores.

s

Professores desenvolvem pesquisas com seus aluno

Todos os alunos são envolvidos nas pesquisas

Turismo Rural é tema de trabalho na comunidade

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RA Venâncio Aires Emef Cidade Nova Venâncio Aires/RS

A composteira da escola

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Foto: Divulgação/Afubra

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Cidade Nova, situada na Rua Fernando Bencke, 745, bairro Cidade Nova, na cidade de Venâncio Aires/RS, conta com 235 alunos de 1º ao 9º ano, um grupo docente de 22 professores e 04 funcionárias. Parceira do projeto Verde é Vida desde 2009. No ano de 2015 desenvolveu vários projetos como: “O ar que temos e o ar que queremos”; “O sono”; “Economia”, “Conhecendo melhor o nosso dinheiro”, “Cérebro em funcionamento: razão ou emoção”, “A Bicicleta”, “Alimentação”, “Jardim na sua casa” e “Guardião Ambiental”. O projeto que se destacou foi “Separação de Resíduos e Uso de Composteiras” que há 7 anos é desenvolvido na escola e que decompõe cerca de 3 toneladas de resíduos anualmente. A partir da problemática: Como praticar a sustentabilidade separando os resíduos orgânicos, ensinando e usando a compostagem na escola e na casa dos alunos? A professora Rosana Elisa Emmel Stein (formada em Ciências Biológica), instigou alunos e colegas a criarem uma composteira na escola, com objetivos de: Praticar a Educação Ambiental e a sustentabilidade com a comunidade escolar; Separar, conduzir e armazenar os resíduos orgânicos da escola em composteiras de tijolos; Reaproveitar a matéria orgânica das composteiras em canteiros de flores, de chás e temperos; Ensinar aos alunos técnicas de compostagem, preparação do solo e cultivo de plantas; Incentivar a separação dos resíduos orgânicos, construção e o uso de composteiras na casa dos alunos. Desde então, a professora organiza grupos de alunos voluntários que fazem o recolhimento dos resíduos orgânicos regularmente (na sala dos professores, no refeitório e na cozinha) e encaminham para as composteiras. Em 2015, nos meses de maio e junho, houve a pesagem diária dos resíduos. Após análise dos resultados obtidos na

Escola incentiva projetos e pesquisas

pesagem chegou-se as seguintes conclusões: A escola Cidade Nova encaminha, para a composteira, por dia uma média de 14,20Kg de resíduos orgânicos. A prefeitura de Venâncio Aires paga R$ 56,00 por tonelada de resíduos que são levados para o Aterro Sanitário de Minas do Leão/RS. Por ano a escola produz: 14,20 x 200 dias letivos = 2.840 kg de resíduo orgânico Portanto, quase 3 toneladas de resíduos orgânicos deixam de ser enterrados em Minas do Leão. (R$ 56,00 x 3 toneladas = R$ 168,00) Além do benefício ambiental de ter-se uma composteira na escola e utilizar esse húmus para o cultivo de flores e hortaliças, há também o fator econômico, pois gera uma economia para o município. O húmus produzido na composteira é usado em horta da escola e plantio diverso em vasos de flor e hortaliças. Desde 2015, o projeto “Jardim na sua casa” onde os alunos voluntários dos anos finais desenvolvem ações no turno oposto a sua aula, com alunos dos anos iniciais, sobre diferentes possibilidades de cultivar uma horta na sua

casa e na escola, estimulando o cultivo de hortaliças e flores. Além do desenvolvimento dos projetos, brevemente descritos, houve em 2015 o dia da Ação Conjunta (15/08) da EMEF Cidade Nova em parceria com a Afubra. Neste dia, a escola convidou as famílias para uma palestra sobre Compostagem com o colaborador da Afubra, Nataniel Sampaio. Apresentou os projetos desenvolvidos com seus alunos, o Afubrinha participou da programação distribuindo mudas de árvores e brincando com as crianças e foi apresentado à comunidade escolar o bosque nomeado, ou seja, cada árvore do pátio da escola recebeu uma placa com a identificação do nome popular e científico. Os projetos desenvolvidos foram apresentados na Mostra interna da escola, na Mostra Científica da Afubra, na MOVACI (Mostra Venâncio-airense de Ciências e Tecnologia), na Mostra Pedagógica do Município e na MOSTRATEC Júnior (Mostra Brasileira de Ciências e Tecnologia) em Novo Hamburgo. Em 2016 a EMEF Cidade Nova acolherá a 1ª Fase da Mostra Científica da Afubra (Etapa Regional).


RA Irati

Escola Getúlio Vargas Rio Azul/PR

Paisagismo: preservando os recursos naturais Foto: Divulgação/Afubra

A opção pelo estudo relativo à preservação e conservação dos recursos naturais, foi devido às agressões que os mesmos estão sofrendo constantemente na comunidade, ano após ano, as famílias vêm devastando a natureza, derrubando a mata nativa próxima as nascentes, cabeceiras e margens de rios, para aumentar a área de plantio. No entanto, nas matas que sobrevivem, há poucas espécies de flora e fauna, sendo que estudos comprovam que o desenvolvimento econômico rural pode ser conciliado com a conservação da biodiversidade, cuidando e utilizando os recursos naturais de forma sustentável. O trabalho dentro do projeto, tem por objetivo, conscientizar e educar os educandos e a comunidade, sobre a preservação desses recursos, tendo o cuidado no manuseio do solo, com a diversificação das culturas e conservação dos recursos naturais e não, destruindo o pouco que ainda sobrou de todo um ecossistema. Sendo assim, é necessário plantar árvores nativas para a proteção das nascentes, cuidar dos rios que estão tornando-se assoreados, evitando o uso excessivo de agrotóxicos e portanto, melhorando a qualidade de vida de várias espécies. Enfim, conscientizar os moradores da comunidade, na conservação e uso sustentável dos recursos naturais que um dia poderão acabar. Ações realizadas: Elaborado o projeto em reunião com a comunidade escolar: professores, equipe pedagógica, diretora, auxiliares de serviços gerais, alunos, pais de alunos e administração municipal de Rio Azul. Desenvolvido o projeto em todas as séries de escolaridade ofertadas na instituição, sendo da Educação Infantil ao 5º ano e em todas as disciplinas. Realizada com os alunos a pesquisa científica, relacionada ao projeto da escola, buscando o conhecimento e a percepção da realidade geográfica e geológica aos quais estamos inseridos.

Bosque Paraíso

Promovidas aulas de campo, para que os educandos entrem em contato com os recursos naturais, observando, conhecendo, valorizando e interagindo com os mesmos, tendo um novo olhar sobre a vida no nosso planeta. Proporcionadas atividades práticas aos educandos como: semeadura e germinação de sementes, plantio de mudas de árvores no bosque, mudas de hortaliças na horta, mudas de flores no jardim. Desenvolvido o projeto em parceria com a comunidade, promovendo a recuperação e preservação do recurso hídrico próximo à escola, plantando árvores para criar um bosque, denominado BOSQUE PARAÍSO. Contribuiu-se com a ampliação do conhecimento dos educandos, através de palestras com profissionais da área, vídeos educativos, leitura informativa da documentação inclusa no baú da Afubra, reportagens, visita a viveiros de mudas de plantas nativas, reflorestamento, horta, jardim. Pesquisado dentro do município, lugares onde existe uma roda d’água, em propriedade rural, usada como instrumen-

to de energia alternativa para a sustentabilidade da propriedade e bem como a lugares que apresentam problemas ambientais que agridem os recursos naturais. Determinado juntamente com os alunos, professores e toda a comunidade escolar, as etapas do desenvolvimento do projeto, definindo prazos para atividades, distribuindo tarefas e as respectivas funções de cada integrante do grupo. As ações realizadas, foram ilustradas e interpretadas através de cartazes, desenhos, portfólios, fotos, vídeos, produções de textos, para que todos possam apreciar e avaliar, os pontos positivos e negativos desenvolvidos até agora, pois esse projeto continuará sendo desenvolvido ano após ano. “Para finalizar, esse trabalho é pioneiro na comunidade, e a Escola Dr. Getúlio Vargas EIEF sentiu-se na obrigação, de tentar solucionar os problemas que a escassez dos recursos naturais estão gerando, assim, a escola assume o papel de interlocutora, entre a preservação da natureza e a melhoria de vida, de todo um ecossistema, e a comunidade”.

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RA Irati

Escola Municipal Padre Ladislau Maibuk Teixeira Soares/PR

Projeto Reciclar

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Fotos: Divulgação/Afubra

Os alunos do 5º ano A da Escola Municipal Padre Ladislau Maibuk, orientados pela professora Marinês Sander Mendes, desenvolveram um projeto de pesquisa científica relacionado à reciclagem de lixo. Sentiu-se a necessidade deste quando os alunos estudaram, no livro didático, os problemas que o lixo causa para o planeta, seu tempo de decomposição, poluição, entupimento dos bueiros, entre outros. Então, considerando que o lixo tornou-se um problema mundial, e que ações locais são necessárias no sentido de reduzir a produção de lixo, reciclar e reutilizar os resíduos de alguma forma, além da destinação final adequada decidiu-se desenvolver ações com o intuito de amenizar o problema e suas consequências. No início, esse projeto envolveu apenas os alunos do 5º ano, com análise de vídeos, textos e imagens. Foram feitas visitas a Empresa Miroplast, responsável pela coleta do lixo reciclável do município, onde foi possível observar a quantidade de lixo coletada diariamente, como ainda há resistência por parte de muitas famílias em fazer a separação e dar o destino correto ao lixo produzido em suas casas, bem como puderam acompanhar o processo de fabricação de sacolas plásticas com o polietileno adquirido através da reciclagem do plástico. Abordou-se, então, a necessidade de conscientização e mudança de valores e, principalmente atitudes, para que os alunos viessem a inserir no seu cotidiano a importância da separação do lixo, uma vez que em nosso município existia a coleta seletiva, mas a participação e conscientização da população ainda deixavam a desejar. Com o decorrer do projeto, foram envolvidas outras turmas, escolas, a comunidade, munícipes em geral. Foram entregues folders na cidade, os quais procuravam mostrar à população a necessidade de separar o lixo reciclável do lixo comum, a importância do reaproveitamento de materiais e, principalmente, da redução da produção de lixo, e as datas de coleta do lixo reciclável no município, além de se conseguir, com a própria empresa Miroplast, que fosse feita a coleta do lixo eletrônico, em data marcada

Escola Municipal Padre Ladislau Maibuk

Apresentação de trabalhos

pela escola, ficando a empresa responsável de dar o destino correto. Ao longo do trabalho, observou-se que o objetivo foi alcançado, pois muitas famílias que antes não separavam o lixo, hoje o fazem de maneira correta, nos dias em que a coleta é ofertada pelo município, diminuindo a quantidade de lixo a ser destinado ao aterro. Criou-se, na escola, uma horta-jardim, orgânica, com reaproveitamento de materiais, oportunizando maior aprendizagem aos alunos e um ambiente mais agradável. Optou-se por fazer a horta em frente à escola, justamente para

chamar a atenção da comunidade e dos pais, de sua importância. Da mesma forma, a partir do reaproveitamento e reciclagem de alguns materiais foram produzidos, pelos alunos, jogos diversos e artesanato variado, além de se dar continuidade a outras ações, em conjunto com a Afubra, como a coleta do óleo saturado. Não foram encontradas dificuldades para a execução do projeto, e por esse motivo dar-se-á continuidade a esse trabalho no decorrer deste ano com as demais turmas, visto que, este é um problema que jamais deverá ser esquecido, pois dele depende o futuro da nação.


RA Rio do Sul e Ituporanga Emef Ribeirão Matilde Atalanta/SC

Adotando atitudes ecológicas no nosso Ribeirão Foto: Divulgação/Afubra

A escola municipal de ensino fundamental Ribeirão Matilde situa-se na comunidade de Ribeirão Matilde, município de Atalanta/SC e recebe alunos de diversas comunidades rurais do município. Na convivência com as famílias notou-se que há uma desvalorização das matas nativas pelas exóticas, principalmente a monocultura de eucalipto. As plantas nativas foram ao longo dos anos sendo suprimidas dos parques, jardins e outros espaços públicos para dar lugar às plantas exóticas, criando ambientes totalmente diferentes do natural o que fez surgir à preocupação em resgatar e reintroduzir essas espécies, valorizando o que é nosso. Nos dias atuais discute-se muito sobre questões ligadas a Mata Ciliar e Mata Nativa, proteção de nascentes existentes nas propriedades rurais, visando a garantia do recurso natural que é de suma importância para a vida: a água. Mesmo os alunos sendo filhos de agricultores muitas dúvidas ainda surgem. Muitos moradores têm como atividade econômica o gado leiteiro e a produção de tabaco e fazem o uso da energia elétrica nessas atividades. Nos últimos verões a comunidade vem sofrendo com as constantes e longas faltas de eletricidade e por esse motivo a escola decidiu buscar parceria com a CELESC e a APREMAVI. Constatou-se que o problema estava sendo causado pela monocultura de eucalipto plantada muito próxima da rede elétrica. Essa árvore enverga, lança suas cascas sobre os condutores elétricos ou até cai sobre os mesmos interrompendo o fornecimento de energia elétrica em toda a região, causando grandes prejuízos a todos. Os alunos assistiram uma palestra sobre as verdades e mitos do eucalipto, a maneira correta de seu cultivo, ajudando seus familiares na compreensão destes temas e na organização de suas propriedades rurais e sobre a importância de se efetuar a derrubada de eucalipto próximo da rede elétrica. Constatou-se que o reflorestamento é sempre uma prática positiva, e a monocultura de pinus e eucalipto acaba preservando as matas nativas, pois quando o agricultor precisa de lenha, madeira usa deste reflorestamento. Outro eixo norteador que impulsionou as

Plantio de mudas de árvores

atividades da escola foi quanto à questão da água. A comunidade é atravessada por um riacho que sofre com erosão, assoreamento devido o desmatamento da mata ciliar iniciado já no período da colonização. Então decidiu-se adotar este córrego e resgatar as memórias deste ribeirão. Para isso fez-se um estudo histórico do rio desde o ano de 1930, com entrevista a idosos e moradores próximos ao rio. O resultado deste estudo transformou-se em uma cartilha ecológica que foi ilustrada pelos alunos usando também o recurso das rimas. Foram feitas também diversos plantios nas margens do curso deste rio, de nascentes adjacentes, procurando salvar pelas pequeninas mãos de nossos alunos nosso ribeirão. Foram feitas também visitas aos plantios efetuados pelos alunos a anos atrás desde 2007 e em locais onde a mata está preservada para ver o curso do rio, a importância das árvores para evitar o assoreamento das margens do rio vivenciando assim a real urgência de se reflorestar as matas ciliares, evitando que o córrego se torne cada vez mais raso e estreito e num futuro próximo até seque. No decorrer do projeto os alunos tiveram

a oportunidade de esclarecer dúvidas pertinentes a temas como a importância da água para a agricultura e para a vida de um modo geral, mata ciliar, corredores ecológicos, assoreamento do leito do rio, erosão do solo, coleta e separação de sementes de espécies nativas da mata atlântica, mata nativa. O êxito das atividades se deu graças as parcerias (CELESC, APREMAVI, secretaria de meio ambiente do município) ao apoio das famílias e ao uso do bosque de Heidelberg que é uma área verde que fica nas dependências da escola e foi implantado no ano de 1999, servindo de estímulo para ações ambientais de toda a comunidade escolar. “Sabemos que nossos alunos serão cidadãos que futuramente estarão participando ativamente do ambiente em que vivem. Portanto é fundamental que eles adquiram tal conhecimento para que suas futuras intervenções sobre a natureza não afetem negativamente o meio ambiente causando desequilíbrio ecológico. Uma das manifestações da cidadania é o respeito pelo meio ambiente e isso se manifesta na família, na escola, na comunidade onde se vive”, finalizam os professores.

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RA Santa Cruz do Sul Emef Cardeal Leme Santa Cruz do Sul/RS

Educação diferenciada para o meio rural

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Fotos: Divulgação/Afubra

O estudo e as descobertas sobre a realidade em que estamos inseridos possibilita uma interação entre a teoria e a prática. Desta forma, proporciona-se aos alunos a partir da exposição e da defesa do seu conhecimento prévio, uma ressignificação do valor indispensável que tem uma educação diferenciada, no caso, a educação rural. Reconhecer-se integrante do ambiente, compreendendo a inter-relação entre seus elementos, nas dimensões ecológica, social e política, enquanto coparticipantes do processo de melhoria da qualidade de vida, remete cada ser humano a responsabilidade pelo meio em que vivemos e a necessidade de contribuir na preservação das riquezas existentes no campo. Nesse sentido, a EMEF Cardeal Leme em parceria com o Projeto Verde é Vida realiza desde 2007 o Projeto “Educação Diferenciada Para o Meio Rural”. O projeto estruturou-se em três grandes eixos: as adaptações curriculares, as oficinas extraclasse e a pesquisa científica. Dentro das adaptações, a escola reformulou seu Plano de Estudos, desde então, a cada ano vem aprimorando seu currículo escolar na busca de potencializar a adaptação de conteúdos que sejam de interesse dos alunos inseridos na zona rural. Para culminar com as demais atividades foram introduzidas oficinas extraclasse como: Zootecnia, Administração Rural, Técnicas Agrícolas e Segurança Alimentar. Na oficina de Segurança Alimentar adquiriu-se a matéria prima sobressalente das propriedades rurais a fim de produzir receitas. A aquisição deu-se através da moeda interna criada dentro do projeto acima citado, “Os Cardeais”, cuja circulação se dava dentro da escola (bar, xerox, multas na biblioteca). Para administrar as oficinas, a mantenedora disponibilizava os recursos humanos específicos e professores da escola para atender essa demanda. Atualmente estas atividades não são realizadas devido à falta de profissionais. Outro ponto de destaque são as pesquisas científicas desenvolvidas pelos alunos desde a implantação do projeto. Os alunos realizam esta atividade em duplas e com a orientação de um professor da escola. A grande maioria das pesquisas atende aos interesses dos alunos

Oficinas são oferecidas aos alunos

Os Cardeais: a moeda da escola

vinculados a pequena propriedade rural. Sendo assim, realizam pesquisas em diferentes fontes, práticas com experimentação nas propriedades ou pesquisas in loco com a comunidade escolar. Também organizam seus projetos para serem apresentados por escrito e em slides para uma comissão avaliadora na “Mostra Interna de Trabalhos Científicos” da escola. O desempenho de cada aluno é avaliado pelo orientador e pela média da comissão, sendo que a nota é incorporada em todas as disciplinas da grade curricular no terceiro trimestre. Acreditamos que esta

atividade tem contribuído de maneira significativa para a aprendizagem dos alunos, pois os assuntos são de interesse dos mesmos e as apresentações estimulam a melhora da comunicação perante o público. É importante destacar que a escola busca através deste projeto valorizar os conhecimentos prévios que cada aluno traz baseado na vivência dentro do contexto que está inserido, tornando assim as aulas mais relevantes e de certa forma um estímulo para permanência dos jovens no campo.


RA Santa Cruz do Sul Emef Emanuel Santa Cruz do Sul/RS

Reflorestamento com Eucaliptos Fotos: Divulgação/Afubra

Na Emef Emanuel, na localidade de São José da Reserva, em Santa Cruz do Sul/RS, deu-se início a um projeto de reflorestamento com eucaliptos. Foram plantadas aproximadamente 2.000 mudas, de seis espécies diferentes: Grandis, Saligno, Dunni, Robusta, Propinqua e Camadulensis, em uma área de um hectare. A ideia do projeto surgiu no início do ano letivo de 2015, vindo do técnico agrícola do educandário, a qual foi levada para a direção, em seguida apresentada em reunião para os membros do Conselho Escolar e CPM do educandário, sendo a ideia aprovada. As mudas foram conseguidas através de doação e parceria com a Afubra e Projeto Verde é Vida. O preparo da terra foi pago pelo CPM da Escola. A plantação das mudas aconteceu no mês de agosto de 2015, esta tarefa teve participação efetiva do técnico agrícola, pais, alunos e gestores da escola. Esta área com plantação dos eucaliptos, hoje é campo de pesquisa para os alunos que estão desenvolvendo um projeto científico do Projeto Verde é Vida. Percebe-se até o momento que as mudas tiveram crescimento diferente uma das outras, pois das seis espécies, três delas tinham tamanhos menores que as outras, tendo seu crescimento inicial proporcional ao tamanho da muda. Calcula-se que em torno de 75% das mudas vingaram e estão em crescimento. Este projeto tem alguns objetivos centrais, como a utilização da área de terras da escola que estava ociosa, envolvimento dos alunos e comunidade escolar em geral no plantio. Buscar também o desenvolvimento da ideia do reflorestamento, assim como todo o conhecimento que pode ser adquirido no contexto do trabalho, também proporcionar uma área de estudo e pesquisa aos alunos que buscam identificar qual das seis espécies se adaptam melhor a região, apresentando melhor crescimento e, consequentemente, maior volume. Além da importância do reflorestamento, busca-se também após o crescimento das plantas, a comercialização do produto excedente, gerando valor para o CPM investir em melhorias no educandário. O trabalho agora terá como sequência o acompanhamento do crescimento

Área com plantação dos eucaliptos, hoje é campo de

pesquisa para os alunos

As mudas foram conseguidas através de doação e parceria com a Afubra e Projeto Verde é Vida

e desenvolvimento das plantas, limpeza e adubação, assim como a busca de novas mudas junto a Afubra para replante no mês de agosto das que não pegaram, além da continuação das pesquisas dos alunos que estão se iniciando. A

grande dificuldade encontrada até o momento é o controle da formiga, assim como o controle do inço e ervas daninhas, por se tratar de uma área grande, e a dificuldade da mão de obra exclusiva para cuidar da área plantada.

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RIO GRANDE DO SUL

São Lourenço do Sul

Terra de todas as paisagens São Lourenço do Sul, um município em pleno desenvolvimento Foto: Ricardo Mattos

ada pela Laguna dos Patos

São Lourenço do Sul, terra de todas as paisagens, banh

Foto: Divulgação

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Um município às margens da Laguna dos Patos e cercado por múltiplas belezas naturais. Essa é uma das descrições que recebe São Lourenço do Sul, conhecida como a “Terra de Todas as Paisagens”. Localizado na região turística da Costa Doce, o município com mais de 43 mil habitantes, está situado a menos de 190 km de Porto Alegre e a 110 km do Superporto de Rio Grande. São Lourenço do Sul é um município de origem alemã e pomerana, marca forte em sua cultura, costumes e culinária. O município tem no setor primário o seu principal potencial econômico com destaque para a agricultura familiar e a pesca. Cerca de 300 embarcações de pesca artesanal trabalham nas águas da região. O fluxo de turistas que visitam o município de São Lourenço do Sul, aumenta a cada ano. O turismo injeta mais de R$ 45 milhões na economia durante a alta temporada, o que representa cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal. Uma proposta da Administração municipal é tornar São Lourenço do Sul destino turístico o ano inteiro. Orçado em R$ 8 milhões, a Prefeitura trabalha na implantação de um Centro de Convenções que está sendo construído em uma área nobre, próximo à Praia das Nereidas, na antiga pista de atletismo. São Lourenço do Sul conta com 1,2 mil leitos em hotéis e pousadas para receber os turistas. Com uma área extensa, o Camping Municipal recebe uma expressiva quantidade de turistas durante a alta temporada. Recentemente o espaço passou por obras de recuperação, com reparos nos banheiros e na rede de esgoto, estrutura elétrica e pintura das alvenarias. O local possui espaço para mais de duas mil barracas e motor homes. Há duas churrasqueiras coletivas e 42 individuais distribuídas em toda a extensão do camping. É no Camping que se encontra o Galpão Crioulo, onde ocorre anualmente o festival Reponte da Canção. Em 2016, o evento completou sua 32ª edição de nativismo e valorização da cultura gaúcha. A cultura alemã e pomerana também ganha espaço com a realização da Südoktoberfest, a tradicional “Festa de Outubro”. Chopp, jogos germânicos, shows e danças típicas da cultura alemã-pomerana marcam a realiza-

te o mês de outubro

Südoktoberfest reúne a cultura alemã-pomerana duran


Foto: Divulgação

Canal do Rio São Lourenço com vista para o Iate Clube

Departamento de Comunicação (DECOM)

Foto: Divulgação

ção do evento que valoriza a história do município. As três praias, Nereidas, Ondinas e Barrinha, durante o verão proporcionam aos turistas e a comunidade lourenciana o deleite em águas doces. Durante as outras estações do ano, as praias servem de berço à realização de festivais e encontros náuticos de modalidades como windsurf, kitesurf e stand up padle. O processo de expansão pelo qual o município passa nos últimos anos chegou também na área da educação. A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) conta com cinco cursos presenciais de graduação em andamento: bacharelado em agroecologia; licenciatura em educação do campo; tecnologia em gestão de cooperativas; tecnologia em gestão ambiental e tecnologia em saneamento ambiental. O próximo passo é a ampliação da instituição no município com a construção de um novo campus, no antigo prédio da Cooperativa dos Arrozeiros. A educação à distância também possibilita a toda a comunidade o acesso ao ensino superior de qualidade. Quatro universidades federais e quatro institutos federais ofertam cursos no Pólo de Apoio ao Ensino à Distância (PAED). Mais de mil alunos já conquistaram o diploma. São Lourenço do Sul oferece inúmeras possibilidades e são muitas as ações que o qualificam como um lugar bom de viver e melhor para investir.

Reponte da Canção, tradicional evento nativista que integra o calendário de eventos do município

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SANTA CATARINA

Ituporanga

Ituporanga: cidade guerreira Capital Nacional da Cebola, município conta com muitos atrativos Foto: Divulgação/Afubra

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A atmosfera agradável e tranquila, a natureza exuberante, a gente amiga e acolhedora e os diversos locais para visitação dão opções para que os visitantes passem dias e horas agradáveis no convívio dos ituporanguenses. Localizada no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, o município distante 163 km da capital Florianópolis, tem uma população de aproximadamente 24 mil habitantes. Com área territorial de 336 km², numa altitude que chega a 830 metros acima do nível do mar, Ituporanga é banhada pelo Rio Itajaí do Sul e possui indescritíveis belezas como a Gruta Nossa Senhora de Lourdes; o Salto Grande com suas corredeiras (origem do nome da cidade); o legendário Seminário São Francisco de Assis, com seus bosques, jardins e museu; a Igreja Matriz, que denota em sua arquitetura todo o estilo de época; a Barragem Sul, onde o homem edificou seu trabalho em harmonia com a natureza; a Cascata Rio Bonito, com queda de 65m e suas três cavernas; a Casa da Cultura; o Parque de Exposições, com toda a sua infraestrutura para eventos, lazer e acampamentos, entre muitos outros. Mas, Ituporanga não se resume a estes dados. Mais que tudo, seu povo trabalhador, educado, organizado, com amor por todos e por tudo que os rodeiam, faz com que o turista se sinta à vontade no município. A história Da língua tupi-guarani, a cidade ganhou seu nome que significa salto grande. Santa Catarina foi o estado onde se encontrava a maior população de índios da tribo dos ''botocudos''. A palavra não tem origem indígena, pois, designavam os índios por causa dos ''botoques'' no lábio inferior. Em 1852 ocorreram os primeiros contatos entre os colonos e a população nativa e até meados do ano de 1870, muitos índios ainda desconheciam outros seres, a não ser eles e os animais. Após a criação, pelo Governo Provincial das patrulhas dos ''bugreiros'', pouco a pouco, a imensa nação, principalmente de povos xokleng, foi sendo dizimada, a exemplo do que aconteceu na região de Ituporanga, com o conhecido Martinho Brugreiro. Enchente Construída às margens do maravilhoso Rio Itajaí do Sul, Ituporanga sofreu muito com as cheias ao longo dos anos. As enchentes fazem parte da história do município, pois trouxeram destruição e prejuízos à cidade, mas também revelaram a força e a capacidade de superação deste povo guerreiro. As enchentes de 1983 e 1984 pareciam partes de uma história distante quando, em 2011, a natureza

Capital Nacional da Cebola também é referência no mostrou novamente sua força, trazendo, junto com a força das águas, devastação e desespero. Mais uma vez Ituporanga mostrou sua capacidade de superação e, alguns dias após as enchentes, a cidade já voltava a sua quase normalidade. Capital Nacional da Cebola Ituporanga é a Capital Nacional da Cebola, responsável por 12% do abastecimento nacional. São mais de cento e dez mil toneladas anuais, em quatro mil e seiscentos hectares plantados. Fumo, milho e feijão também têm destaque, sendo o milho, a cultura com maior área plantada, além da criação de aves, bovinos e suínos. A semeadura da cebola é feita entre os meses de abril e maio e a partir de junho é realizado o transplante para a lavoura. A colheita inicia em outubro e se encerra em dezembro, mas os bulbos são armazenados até maio, sendo então comercializados de forma escalonada. Assim, o mercado nacional é abastecido com cebolas de qualidade reconhecida, com destaque para as variedades crioula e bola precoce. Elas foram desenvolvidas na região e tem a aparência e o sabor mais desejados pelos brasileiros. São 1.100 agricultores os responsáveis por essa produção, que contam, anualmente, com a ajuda de 1.500 pessoas contratadas para plantar, colher e beneficiar as melhores cebolas do Brasil, gerando, ainda, emprego e renda. Nos últimos anos Ituporanga vem se destacando no cultivo de grãos. São áreas expressi-

turismo rural e religioso

vas de milho e soja cultivadas com tecnologia de ponta, o que propicia altas produtividades. Os rendimentos do milho chegam a 12.000 kg/ha e da soja a 4.200 kg/ha. Outras riquezas A produção industrial cresceu exponencialmente nas últimas décadas com a implantação na cidade de novas unidades principalmente indústrias de estruturas de concreto pré-moldado e metálica, alavancando a cadeia produtiva e a geração de novos empregos. A indústria mais antiga é a de papel, desde os anos de 1940 produz celulose na cidade. A indústria de móveis também está bastante presente com tradição de excelentes marceneiros que fabricam artesanal e industrialmente móveis e esquadrias de excelência. Outros segmentos industrias também estão presentes como a indústria da confecção, ferramentas e de produtos agrícolas industrializados. A Capital Nacional da Cebola também é referência no turismo rural e religioso. Investidores do próprio município iniciaram a expansão do turismo rural. Hoje a cidade atende seus visitantes com mais de dez propriedades que foram modificadas para servirem como pousadas. O turista conta, ainda, com cinco hotéis que oferecem toda infraestrutura para servir bem quem deseja conhecer o município. Assessoria de Imprensa


Revista Verde é Vida 2016  

Revista desenvolvida pelo Projeto Verde é Vida, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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