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Áreas

degradadas Manual de recuperação


Apresentação

A AFUBRA, através do Projeto Verde é Vida, apresenta à comunidade o Manual de Recuperação de Áreas Degradadas, que tem, por objetivo, orientar os professores das escolas parceiras do Verde é Vida no desenvolvimento de suas ações de sensibilização junto aos educandos e à comunidade em geral, quanto à preservação da vida do planeta Terra através da recuperação dos recursos naturais. O manual também apresenta aspectos técnicos e legais, bem como as etapas para a recuperação de áreas degradadas, de forma a subsidiar os professores com informações que possam ser usadas como instrumentos no processo de ensino-aprendizagem, nas discussões e orientações para com os pais e comunidade, promovendo, dessa forma, a conscientização das pessoas quanto à preservação da natureza. Portanto, a proposta deste manual é implantar, nas localidades onde as escolas estão inseridas, atividades de parceria que promovam a sensibilização, a montagem e a execução de projetos de recuperação das áreas degradadas da comunidade, levando a uma melhor qualidade de vida. Dessa forma, a AFUBRA entende que a escola é o caminho mais rápido e o instrumento mais adequado para a sensibilização da comunidade na discussão desse assunto, que é tão importante para a vida das presentes e das futuras gerações. Marcilio Laurindo Drescher, Presidente da AFUBRA.

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Índice

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Apresentação

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Índice

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Capítulo 1 Aspectos Histórico-Culturais

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Capítulo 2 Conceitos Importantes

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Capítulo 3 A Mata Ciliar

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Capítulo 4 Encostas e Topos de Morro

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Capítulo 5 O Solo

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Capítulo 6 Áreas Mineradas

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Capítulo 7 Arborização

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Capítulo 8 Orientações Técnicas

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Capítulo 9 Etapas para a Recuperação de Áreas Degradadas

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Capítulo 10 Tabela de Árvores da Bolsa de Sementes / AFUBRA

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Créditos

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Capítulo 1 Aspectos histórico-culturais Atualmente, no planeta Terra, as variações climáticas estão alterando, visivelmente, a qualidade de vida do planeta, variações essas causadas pelo mau uso dos recursos naturais, o que leva a uma exploração econômica e irracional da água, do solo, do ar e das florestas, causando, com isso, uma degradação irreversível do planeta como um todo. A preocupação a respeito desse assunto está cada vez mais presente nas discussões dos diferentes segmentos da sociedade, não ficando esse debate apenas entre ecologistas e ambientalistas, mas envolvendo economistas, sociólogos, chefes de governos e outros, que, preocupados com esses problemas, tentam buscar soluções para evitar a destruição do planeta Terra. Se fizermos uma avaliação da história e analisarmos o processo de ocupação do Brasil, verificaremos que esse processo ocorreu um tanto que sem planejamento. A idéia dominante era a da necessidade de desmatar para fazer a ocupação das terras para lavouras e para a formação das vilas, que, mais tarde, se tornariam cidades, apesar da destruição dos recursos naturais. Portanto, ao longo da história do país, as florestas nativas, representadas por uma biodiversidade muito rica, foram cedendo lugar às culturas agrícolas, às pastagens e às aglomerações humanas, dando uma visão de que, no Brasil, país continental, ainda havia muito que tirar, estimulando a expansão da fronteira agrícola sem a preocupação com o meio ambiente ou com as conseqüências de uma exploração de forma indiscriminada, causando, com isso, a fragmentação dos recursos naturais, em especial, as florestas, deixando a vegetação arbórea nativa representada, apenas, pelas florestas secundárias e contribuindo para a extinção de espécies da fauna e da flora, além das mudanças climáticas, da erosão e do assoreamento dos recursos hídricos. A expressão madeira de lei designa, no Brasil, as madeiras que, por sua qualidade e resistência, são empregadas em construções civil e naval. No Brasil Império, a Carta de Lei de 15 de outubro de 1827, no § 12 do art. 5º, incumbia os Juízes de Paz das Províncias de fiscalizarem as matas e de zelarem pela interdição do corte das madeiras de construção em geral. Conforme o dicionário Aurélio, "madeira de lei é madeira dura ou rija, própria para construções e trabalhos expostos às intempéries". A expressão pode, ainda, designar madeiras de alto valor no mercado. A primeira madeira a ser considerada de lei no Brasil foi a Callophilum brasiliensis, 5


popularmente conhecida como Guanandi, Landim ou Jacareúba. A legislação em vigor no Brasil é bastante rígida quanto à preservação dos recursos naturais, porém as atuais leis chegaram somente depois da ocupação do território brasileiro, como é o caso do Código Florestal, datado de 1965, de certa forma, bastante recente em relação à chegada dos primeiros colonizadores portugueses. Na década de 70, a preocupação com as questões ambientais levou à convocação, pela ONU, para a realização de uma Reunião Mundial sobre o Meio Ambiente, e, em 1972, em Estocolmo, é realizada essa reunião, que resultou na criação de uma declaração com 21 princípios voltados, exclusivamente, para o controle da poluição hídrica. Em 1982, em Nairóbi, as nações foram convocadas para uma avaliação dos resultados da aplicação dos princípios discutidos em Estocolmo, tendo sido concluído ser necessário um avanço mais rápido. Foram, então, selecionadas duas prioridades: a criação de unidades de conservação e a recuperação de áreas degradadas. Durante a Conferência para o Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, em 1992, o foco foram as questões de interesse coletivo, como o efeito estufa, a biodiversidade, a pobreza, a fome e, principalmente, a busca de soluções e caminhos para o desenvolvimento sustentado, definindo como fundamental a participação da comunidade nas discussões e nas decisões, com ações de políticas públicas para o desenvolvimento. Na Rio 92, foram definidos 27 princípios que promovessem o controle de danos ambientais, partindo, dessa forma, para a recuperação dos recursos naturais do planeta. Já se passaram mais de trinta anos da realização da Conferência de Estocolmo, e percebe-se que o problema continua, talvez em maior escala, pois, nesse período, a população global aumentou, gerando um maior consumo dos recursos naturais e contribuindo para a degradação ambiental do planeta, sem falar na exploração econômica, realizada em nome do desenvolvimento, porém sem respeito algum à natureza e às futuras gerações. A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 225, determina que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. E, no inciso 1º desse artigo, incumbe ao Poder Público: preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade. Igualmente, no seu inciso 2º, determina que aquele que explorar recursos 6


minerais ficará obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. Em 1998, é promulgada a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de fevereiro de 1998), que determina a passagem das questões relacionadas a danos ambientais do âmbito administrativo para o âmbito criminal e especifica as condições nas quais os danos ambientais serão considerados e tratados como crimes, com penas de indenização e de reclusão. A Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938, de 1981), no seu artigo 14, determina que o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade.

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Capítulo 2 Conceitos importantes Mata ciliar Assim como existem os cílios, que protegem os nossos olhos, existem, igualmente, as matas no entorno dos rios, lagos, riachos, córregos e nascentes. É nessa área que se instala a mata ciliar, chamada, também, mata ou floresta ripária, que protege as nascentes de água e os animais aquáticos, evitando a erosão das margens, funcionando como filtro aos agentes poluidores, servindo de refúgio às aves e aos outros animais, favorecendo a criação de corredores de biodiversidade, preservando a biodiversidade da flora, dentre outras funções. É, assim, de grande importância para a preservação da qualidade dos recursos hídricos.

Revegetação Por revegetação, compreende-se o plantio da vegetação mais próximo possível da mata original. Algumas técnicas têm sido hoje empregadas para otimizar esse trabalho. Assim, após um levantamento das espécies de ocorrência natural na região, fazemos uma classificação delas quanto à exigência de luz para seu crescimento.

Espécies pioneiras Constituem espécies que iniciam o processo natural de cicatrização de uma clareira; têm crescimento muito rápido, produzem grande quantidade de sementes e se desenvolvem bem sob pleno sol.

Espécies secundárias São espécies que participam dos estágios intermediários da sucessão; as secundárias iniciais têm crescimento rápido e vivem mais tempo do que as pioneiras; as secundárias tardias crescem mais lentamente sob sombreamento, no início da vida, mas, depois, aceleram o crescimento em busca dos pequenos clarões no dossel da floresta, superando as copas de outras árvores, sendo, por isso, denominadas de “emergentes”. 8


Espécies climáticas São espécies que aparecem nos estágios finais da sucessão; mostram-se tolerantes ao sombreamento intenso e desenvolvem-se bem nessa condição.

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Capítulo 3 A mata ciliar Ao estudarmos a história da humanidade, podemos perceber que a mata ciliar foi o primeiro e o mais degradado dos recursos naturais, pois, segundo a história, todas as civilizações se formaram às margens dos rios. Isso se dá devido ao fato de os rios constituírem o primeiro meio de transporte da humanidade. No Brasil, tal não foi diferente, pois todas as cidades se formaram às margens dos rios, tornando a mata ciliar alvo de todo tipo de degradação, primeiro eliminando-se todo tipo de vegetação ciliar, depois, a erosão e o lixo, sendo que, nos dias de hoje, paga-se um preço bastante alto com as inundações constantes. Assim como nas áreas urbanas, nas propriedades rurais, as casas foram, igualmente, construídas às margens dos recursos hídricos, como também ocorreu com a implantação de culturas agrícolas e de pastagens, para melhor acesso ao curso d'água, causando, com isso, sérios problemas à natureza, além do fato de que muitas estradas foram abertas às margens dos rios para melhor escoar a produção. A mata ciliar é muito importante para a preservação ambiental, pois ela funciona como um filtro, retendo todos os agentes poluentes agrícolas e sedimentos transportados para os recursos hídricos, afetando, diretamente, a qualidade da água, a flora e a fauna aquática, bem como a população humana. Também é importante no deslocamento e proteção da fauna terrestre e, em regiões com topografia acidentada, exerce a proteção do solo contra os processos erosivos. Sendo a água considerada um dos recursos naturais mais importantes para a humanidade, a mata ciliar, conseqüentemente, também o é, pois é ela que protege os recursos hídricos. Mas, apesar de sua importância, continua sendo degradada, cedendo lugar à exploração econômica, como a especulação imobiliária, a agricultura, a pecuária, e, na maioria dos casos, sendo transformada apenas em áreas degradadas, sem qualquer tipo de produção. O Código Florestal (Lei n.° 4.777, de 1965), no seu artigo 2º, determina que devem ser consideradas de preservação permanente, pelo só efeito da Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água, desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja: 1) de trinta metros para os cursos d'água de menos de dez metros de largura; 10


2) de cinqüenta metros para os cursos d'água que tenham de dez a cinqüenta metros de largura; 3) de cem metros para os cursos d'água que tenham de cinqüenta a duzentos metros de largura; 4) de duzentos metros para os cursos d'água que tenham de duzentos a quinhentos metros de largura; 5) de quinhentos metros para os cursos d'água que tenham largura superior a seiscentos metros; b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes, e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de cinqüenta metros de largura.

Lei nº 4.771/65 Áreas de Preservação Permanente Artigo 2º Nascente Largura do rio menor que 10 m Largura do rio 10 a 50 m

Mata Ciliar raio 50 m Mata Ciliar 30 m Mata Ciliar 50 m

Largura do rio 50 a 200 m

Largura do rio 200 a 600 m Largura do rio acima de 600 m

Mata Ciliar 100 m

Mata Ciliar 200 m

Mata Ciliar 500 m

Assim, toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios deve ser preservada. É considerada área degradada toda mata ciliar que perde sua capacidade de recuperação natural após a ocorrência de um determinado distúrbio ambiental, seja ele natural ou causado pela ação do homem. Dependendo da intensidade do distúrbio, diversos fatores podem influenciar na manutenção e recuperação, tais como: capacidade de rebrota das espécies, germinação de sementes, fertilidade do solo, dentre outros, que podem dificultar a regeneração natural ou torná-la extremamente lenta. 11


A mata ciliar está sujeita a distúrbios naturais, como queda de árvores, deslizamentos de terra, raios etc., bem como a distúrbios provocados pela ação humana, na maioria das vezes, com maior intensidade do que os naturais, comprometendo a sucessão secundária na área afetada. As principais causas de degradação das matas ciliares são o desmatamento para extensão da área cultivada nas propriedades rurais, a expansão de áreas urbanas, a obtenção de madeira, os incêndios, a extração de areia nos rios, os empreendimentos turísticos mal planejados etc. Em muitas áreas, o processo de degradação é antigo, tendo iniciado com o desmatamento para transformação da área em campo de cultivo ou em pastagem. Com o passar do tempo e dependendo da intensidade de uso, a degradação pode ser agravada através da redução da fertilidade do solo, pela exportação de nutrientes através das culturas agrícolas e florestais, pela prática da queima de restos vegetais e de pastagens, pela compactação e erosão do solo, pelo pisoteio do gado e pelo trânsito de máquinas agrícolas.

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Capítulo 4 Encostas e topos de morro As encostas e topos de morro são áreas protegidas. Com efeito, o Código Florestal (Lei nº 4.771, de 09/1965), no seu artigo 2º, determina como áreas de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas no topo de morros, montes, montanhas, e serras; nas encostas ou partes dessas com declividade superior a 45° (quarenta e cinco graus), equivalente a 100% na linha de maior declive. A lei se refere à proteção da vegetação nas encostas e topos de morro, de modo a proteger as áreas altas, evitando, com isso, desastres, como quedas de barreiras e erosão, hoje bastante comuns nos loteamentos urbanos construídos sem planejamento prévio, nas encostas e morros das grandes cidades. O mesmo acontece em áreas rurais, talvez em menor escala quanto aos danos do patrimônio privado, mas, em relação ao patrimônio ambiental, o dano é igual ou maior, pois o desmatamento das encostas e topos de morro causa um impacto ambiental irreversível, como quedas de barreiras, assoreamento dos recursos hídricos, soterramento de áreas cultivadas, chegando, em certos casos, até a destruição da propriedade. Outro aspecto que contribui para a destruição das encostas e morros, são as queimadas, que, embora proibidas por lei, acabam destruindo a vegetação arbórea, as plantas rasteiras e as sementes que caem das árvores para germinar na terra, causando, com isso, a destruição de várias espécies vegetais, tornando o solo estéril e sem condições para o cultivo. Esta ação é muito comum nas áreas rurais, onde o agricultor, no intuito de economizar e facilitar trabalho na sua lavoura, acaba prejudicando o solo e, conseqüentemente, tendo que gastar mais em adubos e fertilizantes para recuperar o solo que foi destruído pelo fogo. Portanto, é a partir de ações como essas que a natureza acaba sendo prejudicada, pois as queimadas acabam destruindo o solo, a floresta, os animais e poluindo o ar.

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Capítulo 5 O solo No início da colonização do Brasil, a abundância de florestas e, conseqüentemente, de solos férteis, proporcionou condições, dando lugar à extração vegetal, para a implantação de uma agricultura sem planejamento e extrativista, sem se preocupar em preservar os recursos naturais, principalmente, o solo. Bastava derrubar mais uma área de floresta para se obter um solo com todas as características para uma boa produção. No entanto, o aumento da população e a crescente demanda de alimentos provocaram o crescimento de uma expansão agrícola de sul a norte, aumentando as fronteiras agrícolas do país e, conseqüentemente, acelerando o processo de retirada da cobertura florestal original. Atualmente, essa expansão agrícola continua sem planejamento e causando prejuízos aos recursos naturais, como é o caso da exploração agrícola na Mata Atlântica, o que já causou muitos danos e, agora, chega às fronteiras da Floresta Amazônica, maior floresta tropical do planeta. O solo é constituído de partículas de areia, argila, minerais, água, ar e a matéria orgânica constituída de restos de vegetais, animais e microorganismos (fungos e bactérias). O arranjo desses componentes é que forma a estrutura do solo, conforme sua origem e composição em diferentes tonalidades. É importante, portanto, salientar que existe vida no solo, de forma que tanto a água quanto o ar são importantes para esses organismos vivos nele presentes. Assim, considera-se uma boa estrutura aquela que faz com que a água das chuvas se infiltre no solo o máximo possível. Quando isso não ocorre, é sinal de que ele está desagregado ou compactado. Se a água da chuva não consegue se infiltrar, ela escorre superficialmente, iniciando o processo de erosão laminar, posterior erosão em sulcos, aumentando até grandes vossorocas (valetas de grandes proporções, que chegam a uma profundidade de mais de dez metros). Sistemas agrícolas de monocultura, em poucos anos, empobrecem o solo. Sistemas de plantio direto ou cultivo mínimo com rotação de culturas causam menor impacto ao ambiente, pois tendem a manter ao máximo o solo com cobertura verde ou palha. A rotação de culturas, além de propiciar a exploração de diferentes quantidades de nutrientes e regiões do solo, quebra o ciclo de pragas e doenças. O uso sistemático de práticas inadequadas, como o desmatamento indiscriminado, as queimadas e a excessiva mobilização do solo, contribui para o empobrecimento do solo e para a degradação das terras agrícolas. A erosão é um dos principais agentes de degradação do solo, pois ela carrega toda a 14


matéria orgânica, expondo as pedras e as camadas mais pobres do solo, sendo que, com as enxurradas, acaba entulhando os leitos dos rios, açudes e represas. Portanto, entende-se por erosão o fenômeno de arrastamento das partículas constituintes do solo pela ação da água das chuvas. Existem dois tipos de erosão: a erosão normal ou geológica, causada pelos fenômenos naturais que agem permanentemente na natureza, e a erosão acelerada, causada pela ação do homem através do processo de uso intensivo do solo. Os agentes naturais causadores da erosão do solo são: erosão eólica (causada pela ação dos ventos) e a erosão pluvial (causada pela ação das chuvas). O Código Florestal, no seu artigo 26, prevê pena de prisão, de multa, ou ambas as penas, para quem fizer fogo, por qualquer modo, em florestas ou em demais formas de vegetação, sem tomar as precauções adequadas.

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Capítulo 6 Áreas mineradas A prática da mineração nos recursos naturais, seja ela para extração de carvão, bauxita, areia, etc., corresponde a uma atividade econômica desenvolvida em larga escala, sendo, portanto, considerada um processo de alto impacto ambiental e um dos que mais agridem o meio ambiente. Ela se enquadra em todas as definições referenciadas nos capítulos anteriores e, por isso, encontra-se em posição de permanente vigilância com relação ao cumprimento da legislação, quanto a sua operacionalidade (implantação, operação e fechamento). Como já colocado anteriormente, o inciso 2° do artigo 225 da Constituição Federal de 1988 diz que toda pessoa que explorar os recursos minerais fica obrigada a recuperar o meio ambiente. O principal aspecto legal sobre fechamento de mina é a Portaria n.º 237, de outubro de 2001, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), onde se encontram aprovadas as Normas Reguladoras de Mineração (NRM). Com a criação da NRM 20, que trata sobre o tema, são definidos os procedimentos administrativos e operacionais a serem adotados nos casos de suspensão, fechamento de mina e retomada das operações mineiras. Igualmente, também devem ser observados os conceitos contidos na NRM 21, que trata da recuperação das áreas pesquisadas, mineradas e impactadas. Em função das características muito particulares que definem os empreendimentos de mineração, tem-se verificado uma maior discussão em torno desse assunto, envolvendo o empresariado, a sociedade civil organizada e o poder público. A exploração mineradora pode ser encerrada por decisões de natureza administrativa, emanadas de órgãos governamentais competentes, inclusive ambientais, ou de natureza judicial, motivadas por sentenças transitadas em julgado, e, até mesmo, por causas naturais. E isso ocorre no momento em que essa causa algum dano ao meio ambiente. Portanto, pode-se considerar o fechamento de uma mina como um processo de encerramento das atividades de lavra por razões de ordem técnica, legal ou econômica, em virtude de esgotamento ou exaustão da reserva mineral ou em razão da inexistência de condições que permitam a continuidade da lavra de um depósito mineral.

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Capítulo 7 Arborização A floresta constitui um ecossistema com uma diversificação florística muito rica e com uma variação de espécies que proporcionam diferentes formas de arborização, seja no meio urbano ou no rural, o que contribui para um ambiente agradável, influenciando na qualidade de vida de cada ser vivo existente no ecossistema. A arborização é um processo importante para o trabalho de recuperação de áreas degradadas, pois ela associa a preservação ambiental e o paisagismo, sendo um exemplo prático e aceito pela comunidade. Com isso, a organização paisagística deve ser muito bem pensada, levando em conta a harmonia dos elementos presentes e o equilíbrio ambiental. Dessa forma, é necessário um planejamento que leve em conta os seguintes itens: a) a definição dos beneficiados; b) a definição dos espaços verdes e de lazer; c) o estudo das espécies a serem plantadas; d) a orientação solar; e) a definição das árvores: com folhas caducas ou perenes; f) o estudo da fauna presente; g) a relação dos seres biótipos entre si e com os seres abióticos; h) a existência de jardins, construções e fiação elétrica; i) as condições climáticas; j) o fluxo de pessoas no local; l) os aspectos culturais e históricos da comunidade local.

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Outros itens podem surgir, mas isso depende da realidade de cada comunidade e da complexidade do projeto de arborização (para se obterem mais informações, ver cartilha n° 5 do Projeto Verde é Vida). Quando a arborização a ser realizada for próxima a áreas construídas, deve-se levar em conta uma série de fatores que podem causar alguns transtornos se não forem previstos e planejados com antecedência, como, por exemplo, o sombreamento dos prédios, a proximidade de ramos nas janelas, a ação de raízes derrubando muros, levantando passeios, obstruindo canalizações, causando problemas a redes elétricas e telefônicas. Todos esses problemas podem ser evitados se a arborização for planejada levando em conta os aspectos de convivência dos seres bióticos e abióticos do ecossistema. A floresta tem uma função muito importante para a manutenção da vida do planeta. Com efeito, é possível afirmar que, sem florestas, não haveria condições de vida para o desenvolvimento da humanidade, portanto a floresta é importante para: a) a redução da poluição atmosférica A floresta, através da fixação de partículas e absorção de gás carbônico e outros gases, melhora a qualidade do ar. b) a redução da temperatura ambiente A floresta intercepta e absorve a radiação solar, contribuindo, dessa forma, para a redução da temperatura ambiente. Além disso, a evapotranspiração permite, com o aumento da umidade do ar, a redução dos gradientes térmicos. c) a diminuição de ruídos A floresta contribui para a redução da propagação das ondas sonoras, evitando o efeito similar ao que sentimos ao falar em uma sala vazia. d) a diminuição da velocidade do vento A floresta contribui para a redução da velocidade dos ventos, proporcionando uma melhoria significativa na sua distribuição. e) o embelezamento da paisagem A floresta apresenta, através de suas formas variadas, suas cores, flores, seus frutos e aromas, uma beleza que denota um equilíbrio do ambiente e da relação da floresta com os outros seres vivos. f) a regulagem do regime de chuvas - As diferentes formações florestais, quando transpiram, processo conhecido como evapotranspiração, colocam, na atmosfera, umidade, que, além de regular o clima, contribui para a formação de nuvens, regulando, por conseguinte, o regime de chuvas. g) a manutenção dos mananciais - As florestas, nas suas diferentes formas, são responsáveis por reter a água das chuvas, evitando grandes enchentes, abastecendo os mananciais que formam nossos arroios e rios. h) a proteção do solo e dos rios - As florestas, pelas suas diferentes copas e seus 18


variados sistemas de raízes, protegem o solo contra a erosão e fixam as barrancas dos rios, evitando o assoreamento, preservando as águas e a fauna aquática. i) o equilíbrio ecológico A floresta detém, em sua estrutura, condições para a manutenção de vida da fauna e da microfauna, proporcionando abrigo, alimentação, proteção, via de transporte, regulando, desse modo, o ciclo da vida existente na natureza.

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Capítulo 8 Orientações técnicas Para se fazer a recuperação de uma área, é necessário haver orientação e acompanhamento de um técnico da área. Aqui seguem algumas orientações e observações importantes para o desenvolvimento desse trabalho.

Regeneração natural Em uma regeneração natural, as florestas devem apresentar capacidade de se recuperarem, porém, quando uma determinada área de floresta sofre um distúrbio, como a abertura natural de uma clareira, um desmatamento ou um incêndio, a sucessão secundária se encarrega de promover a colonização da área aberta e conduzir a vegetação através de uma série de estágios, caracterizados por grupos de plantas que vão substituindo umas às outras ao longo do tempo, modificando a paisagem até chegar a uma vegetação permanente. Para a floresta se regenerar naturalmente, é necessária a presença de espécies remanescentes, de sementes em germinação no solo, de rebrota de espécies vegetais e da proximidade de fontes. Satisfeitos esses pré-requisitos, a área apresentará condições básicas para sua recuperação. Já, em áreas onde a degradação continua, como corredores de animais ou de acesso ao recurso d'água, é necessário isolar a área ainda usada, para que, no restante, ocorra a regeneração natural. Em casos de ocorrência de espécies invasoras, principalmente, gramíneas exóticas e trepadeiras, que possam inibir a regeneração natural da área, é recomendada uma intervenção no sentido de controlar as populações de espécies invasoras agressivas, estimulando a recuperação. A regeneração natural tende a ser a forma de restauração de mais baixo custo, entretanto é um processo lento. Se o objetivo é formar uma floresta num tempo relativamente curto, visando à proteção do solo e dos recursos hídricos, determina-se o uso de técnicas que acelerem a recuperação. O monitoramento da área em regeneração natural possibilita a análise e o acompanhamento da evolução da mesma. O acompanhamento da regeneração natural é essencial para se avaliar o sucesso da recuperação. Esta análise é feita através da contagem das espécies e da altura das plantas jovens, na forma de 20


amostragem, que deve ser feita por área de zoneamento. A quantificação da regeneração, quando associada com a classificação das espécies (pioneiras, secundárias e climáticas), compõe um indicador extremamente útil das condições de recuperação e de sustentabilidade da área a ser recuperada. Quando, na regeneração natural, as espécies do estágio inicial (pioneiras e secundárias iniciais) predominam em número de espécie de indivíduos, percebe-se que a sucessão está muito lenta na área e que as espécies tardias, por algum motivo, não estão conseguindo se desenvolver . Nesse caso, é necessário algum tipo de intervenção. É claro que, para essa análise, deve-se levar em consideração o tempo em que o processo de regeneração foi implantado.

Reflorestamento com espécies nativas A recuperação de uma área degradada, através do reflorestamento com espécies nativas, constitui uma forma de ajudar e acelerar na regeneração da área. Fazer o reflorestamento aumenta um pouco o custo, mas o resultado é muito mais rápido. Por exemplo, o que a natureza sozinha levaria quarenta anos para fazer, com o reflorestamento, pode ser feito em dez. O ideal, nesse caso, é plantar apenas espécies nativas da própria região (já adaptadas ao clima, ao solo, à pressão atmosférica, etc.), fazendo uma mistura de espécies de crescimento rápido (pioneiras) e de espécies de crescimento mais lento (secundárias e climáticas). O instrumento para essa seleção é o levantamento florístico, no qual devem constar as características de cada espécie e, principalmente, se são espécies colonizadoras ou não. O número de variedade de espécies a ser plantadas é importante, pois, quanto maior o número, melhor será, uma vez que contribuirá com o aumento da biodiversidade, proporcionando maiores condições para se chegar a uma restauração próxima às características originais da floresta. Assim, se fizer uma avaliação, comparando o crescimento das árvores em áreas reflorestadas em relação às de áreas em regeneração natural, perceber-se-á que, na área reflorestada, as espécies aceleram a regeneração da mata ciliar, dando melhores condições de recuperação para a floresta.

Modelo de plantio Existem vários modelos de plantio, bem como adoção de diferentes espaçamentos entre as mudas. Mas os modelos que melhor se apresentam são os que utilizam alta densidade de indivíduos e linhas alternadas, de maneira que uma espécie secundária 21


fique no meio de quatro pioneiras. Esse modelo possibilita o rápido recobrimento da área e o tutoramento das espécies de crescimento mais lento.

Expécies pioneiras

Expécies secundárias

Seleção de espécies As florestas apresentam uma variedade florística bastante elevada, por estarem em diferentes ambientes, ao longo das margens dos rios. Portanto, a variação de fatores ecológicos presentes nas matas resulta em uma vegetação arbustiva e arbórea adaptada a esses fatores. Para recuperação de uma área degradada, são feitas as seguintes recomendações: a) plantar espécies nativas adaptadas à área a ser recuperada e que atraiam a fauna; b) plantar o maior número de espécies para gerar a diversificação; c).utilizar combinações de espécies pioneiras de rápido crescimento junto com espécies secundárias e climáticas; d) plantar espécies adaptadas a cada condição de umidade do solo. 22


Características das espécies arbóreas nativas do Brasil Características

Pioneiras

Secundárias iniciais

Secundárias tardias

Climáticas

Crescimento

Muito rápido

Rápido

Médio

Lento ou muito lento

Madeira

Muito leve

Leve

Mediamente dura

Dura e pesada

Tolerância à sombra

Muito intolerante

Intolerante

Tolerante no estágio juvenil

Tolerante

Altura (m)

4 a 10

20

20 a 30

30 a 60

Principalmente pelo vento

Ampla (pela fauna, pelo vento e por gravidade)

Dispersão de sementes

Ampla (pela fauna Ampla (pela fauna e pelo vento) e pelo vento)

Tamanho dos frutos

Pequeno

Pequeno

Dormência das sementes

Induzida

Médio

Sem

Com imaturidade do embrião

Tempo de vida (anos)

Muito curto (menos de 10)

Curto (10 a 25)

Longo (25 a 100)

Muito longo (mais de 100)

Ocorrência

Pequeno à médio Grande e pesado

Florestas Florestas Florestas secundárias,e secundárias,em Capoeiras,bordas secundárias,bordas primárias,bordasde estágioavançadode dematas,clareiras declareiras, clareiraseclareiras sucessão,florestas médiasegrandes clareiraspequenas pequenas primárias

Na escolha de espécies a serem plantadas, é importante levar em consideração as condições do solo (fertilidade, variação de umidade, temperatura, etc.). Assim, por exemplo, para as áreas encharcadas ou com ocorrência de enchente, recomenda-se o plantio de espécies adaptadas a esse tipo de ambiente. Já, para as áreas livres de inundação, terrenos altos, é recomendado o uso de espécies adaptadas a solos bemdrenados. É muito importante usar espécies nativas da região para a recuperação de áreas 23


degradadas, principalmente as frutíferas nativas, pois estas, já adaptadas ao local, atraem a fauna local, que terá a função de atuar na dispersão das sementes, sendo um dos principais contribuintes para a recuperação da floresta.

Indicadores de recuperação Para se ter sucesso no trabalho de recuperação de uma área degradada, é necessário avaliar os indicadores de recuperação, a partir dos quais, é possível definir se o projeto necessita sofrer novas interferências ou, até mesmo, ser redirecionado, visando, com isso, a acelerar o processo de regeneração e de restauração das funções da área a ser recuperada, bem como determinar o momento em que a área passa a ser auto-sustentável, dispensando intervenções. A avaliação da área, através de indicadores, é baseada nos objetivos e metas propostos para a recuperação. Desse modo, não se pode ter uma grande diversidade, se o objetivo do projeto tiver sido proteger a área da ação da erosão ou proteger uma área extremamente degradada. Nesse caso, a implantação de modelos de recuperação mais complexos, prevendo uma diversidade maior de espécies, tende a promover uma recuperação mais rápida do local. Ao estudar a área a ser recuperada, devem-se prever os indicadores de avaliação da recuperação, garantindo, com isso, a sustentabilidade, bem como o manejo da floresta. Os insetos constituem bons indicadores ecológicos em uma área de recuperação, principalmente, as formigas, os cupins, as vespas, as abelhas e os besouros. A presença desses animais nas áreas em processos de recuperação ou nas etapas da recuperação forma bioindicadores do estágio de avanço da recuperação dessas etapas. Indicadores vegetativos, como a chuva de sementes, o banco de sementes e a produção de serapilheira, também podem ser medidos. Essa medição pode ser feita através da contagem de espécies e do número de indivíduos por espécie, constituindo dados relativamente fáceis, quando comparados com outros indicadores biológicos.

Banco de sementes O banco de sementes é constituído pela quantidade de sementes presentes na camada superficial do solo de uma área em recuperação. A identificação é feita através da contagem e da coleta das sementes no local em recuperação. Coletam-se a serapilheira e o solo, numa profundidade de zero a cinco centímetros, que retém a maior parte das sementes, que devem ser levadas para um local adequado, onde serão fornecidas as condições de luz e de umidade necessárias para a sua 24


germinação. Posteriormente, as sementes germinadas são contadas, e as mudas, identificadas. O importante é determinar a riqueza de espécies do banco de sementes, verificando a proporção entre espécies nativas e invasoras. Um banco rico em sementes de espécies invasoras sugere que, frente a um distúrbio natural, como a abertura de clareiras, essas espécies poderão vir a colonizar a área, podendo competir com as espécies nativas, afetando a sustentabilidade da área recuperada

Produção de serapilheira ou liteira A serapilheira é constituída pelo material de origem vegetal (folhas, flores, galhos, cascas, frutos e sementes) e de origem animal (restos de animais e material fecal), depositados na superfície do solo de uma floresta, que, ao decompor-se, formará a matéria orgânica, suprindo o solo e as raízes com nutrientes. Esse processo é particularmente importante nas áreas em situação de recuperação. Em uma área em recuperação, a quantidade da serapilheira permite estimar o tempo que a área levará para se recuperar, possibilitando a comparação com outros estudos realizados no local. Se a produção de serapilheira da área em estudo está muito baixa em comparação com outras áreas, podem estar ocorrendo problemas, como a falta de nutrientes. A falta de sementes de espécies secundárias na área em recuperação significa que essas espécies terão dificuldades de regeneração. Como as espécies pioneiras são mais importantes na definição da estrutura da floresta, devem ser tomadas medidas, visando à presença de espécies secundárias e climáticas. 25


Abertura do dossel O dossel da floresta corresponde à cobertura superior da floresta, formada pelas copas das árvores. Em termos ecológicos, apresenta uma grande influência na regeneração das espécies florísticas, além de atuar como barreira para as gotas de chuva, protegendo o solo da erosão. Nas florestas secundárias jovens, o dossel, normalmente, encontra-se mais aberto, com grandes espaços entre as copas das árvores, permitindo maior passagem de luz e, assim, inibindo a regeneração de espécies secundárias e climáticas. Já, nas florestas maduras, ele é mais fechado, causando maior sombreamento e favorecendo a regeneração das espécies tardias, contribuindo para a formação de mudas. Numa área em processo de restauração, espera-se que o dossel se torne cada vez mais fechado à medida que as árvores cresçam e que suas copas se encontrem. Contudo, em áreas em que as mudas não se desenvolvem, o dossel poderá apresentar falhas, e a regeneração natural de espécies tardias poderá ser prejudicada. Dessa maneira, o nível de abertura do dossel pode ser um bom indicador da recuperação de uma área degradada. A abertura do dossel pode ser estimada através da projeção das copas das árvores, determinando-se a proporção entre as áreas cobertas e as abertas, possibilitando uma visão geral da situação em que se encontra a floresta.

Enriquecimento de florestas secundárias Enriquecer florestas secundárias consiste em aumentar, através do plantio, a quantidade de espécies de árvores e de outras plantas em determinada área, contribuindo para o incremento e para a aceleração na regeneração da floresta. O enriquecimento das florestas secundárias depende muito do grau de degradação ou do estágio de regeneração em que se encontra a área a ser trabalhada, bem como das condições de solo, do clima local e das espécies utilizadas. Antes de iniciar o enriquecimento de uma floresta secundária, é importante avaliar a situação e o estágio em que se encontra a floresta, para a escolha do método de enriquecimento a ser adotado. A avaliação prévia também vai indicar se será, ou não, necessário intervir na floresta através do manejo ou corte seletivo de algumas espécies. O manejo, nesse caso, é o trabalho preliminar, que vai preparar a floresta secundária para ser enriquecida. Existem várias formas de enriquecer as florestas secundárias, sendo que a escolha da forma mais adequada a cada situação depende: a) do grau de degradação e do estágio de regeneração em que se encontra a 26


floresta secundária; b) dos recursos humanos e financeiros disponíveis; c) do período desejado para obtenção de retorno econômico; d) da necessidade de obtenção de subprodutos, como lenha e madeira, para uso na propriedade; e) da intenção de uso futuro da área para manejo sustentável ou apenas para recomposição e preservação da biodiversidade. É importante ressaltar que a escolha do método a ser adotado implica a maior ou menor necessidade de recursos humanos e financeiros e poderá influenciar, diretamente, o ritmo de crescimento das espécies já existentes e das plantadas. Na maioria dos casos, para fazer o enriquecimento, é necessário realizar manejo através do corte seletivo de determinadas espécies arbóreas que ocorrem com grande freqüência. Também é necessário manejar os cipós, taquaras e capins, que geralmente ocorrem em grande quantidade nas formações secundárias. O corte seletivo de algumas espécies possibilita maior incidência de luz no interior da floresta, diminui a competição entre as plantas, dando condições para as árvores existentes e as plantadas se desenvolverem melhor. No corte seletivo, devem sempre ser preservados os melhores exemplares de cada espécie, com o objetivo de garantir tamanho adequado das árvores matrizes, maior volume e melhor qualidade das árvores para futuros usos.

27


Licenciamento ambiental Dadas as dimensões do país e as peculiaridades regionais ou locais, a execução da política brasileira de meio ambiente se dá nos três diferentes níveis da Administração Pública (federal, estadual e municipal). A coordenação e a formulação da Política Nacional do Meio Ambiente são de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. A ele se vincula o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão deliberativo e consultivo de política ambiental. É de competência do CONAMA o estabelecimento das normas, padrões e critérios para o licenciamento ambiental a ser concedido e controlado pelos órgãos ambientais estaduais e municipais competentes, integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é elaborado por técnicos habilitados e deve constar no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o qual é submetido ao órgão de meio ambiente competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), para análise e aprovação. Nessa fase, o RIMA deve ser tornado público, para que a coletividade ou qualquer outro interessado tenha acesso ao projeto e a seus eventuais impactos ambientais e possa conhecê-los e discuti-los livremente, inclusive em audiência pública. São de competência dos órgão estaduais de meio ambiente a expedição e o controle das licenças ambientais como: Licença Prévia (LP) - é pertinente à fase preliminar do planejamento do empreendimento e contém os requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso de solo. Licença de Instalação (LI) - autoriza o início da implantação do empreendimento, de acordo com as especificações constantes do Plano de Controle Ambiental aprovado. Licença de Operação (LO) - autoriza, após as verificações necessárias, o início da atividade licenciada e o funcionamento de seus equipamentos e instalações de controle de poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévia e de Instalação.

28


Capítulo 9 Etapas para a recuperação de áreas degradadas Para a recuperação de uma área degradada, seja mata ciliar, encostas, topo de morro ou uma arborização, é importante se ater aos seguintes passos:

Planejamento O planejamento é importante para a recuperação de uma área degradada, pois permite um estudo antecipado do local a ser trabalhado. Ele leva ao estudo que descreve as condições ambientais da área antes do início dos trabalhos, sendo base para determinação da recuperação. Nele devem ser identificadas as áreas que serão recuperadas por reflorestamento e as áreas de regeneração natural, bem como as áreas que não serão alteradas.

Análise de solo Para se fazer o plantio das mudas, é necessário fazer uma análise do solo, com o objetivo de verificar a compactação, fertilidade, profundidade, etc.

Seleção de espécies de plantas Para definir as espécies a serem utilizadas na recuperação de uma área degradada, deve-se, inicialmente, fazer o estudo e o levantamento florístico local, tendo, como base, a vegetação remanescente da região. Deve-se dar prioridade às espécies pioneiras e às secundárias iniciais e, em seguida, definir as espécies florestais permanentes para o povoamento definitivo. É importante selecionar espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas. Para a escolha das espécies a serem usadas, devem ser levados em consideração o valor econômico potencial da espécie, a influência da planta sobre a fertilidade do solo, a utilidade da planta como abrigo e alimento para fauna, a importância paisagística e ser dada preferência às espécies nativas.

Plantio Para fazer o plantio de mudas em áreas degradadas, são necessários alguns cuidados, como preparar o terreno (roçar o local, evitar queimadas, retirar todos os 29


resíduos), verificar distância de uma cova a outra, que pode ser de 2m x 2m, 3m x 2m, 3m x 3m ou 4m x 4m (dependendo das características de cada espécie), utilizar em torno de 50% de espécies pioneiras, aproveitando suas características de rápido crescimento, a fim de fazer sombra para as espécies secundárias e climáticas. Devemse, também, intercalar árvores pioneiras e secundárias, sendo que a muda deve ser sadia e ter, no mínimo, trinta centímetros de altura. A cova ideal para o plantio de mudas de árvores deve ter, aproximadamente, quarenta centímetros de profundidade por quarenta centímetros de comprimento e quarenta centímetros de largura. A adubação da cova deve atender à melhoria das qualidades físico-químicas do solo, incluindo sua composição, além do solo local, um bom adubo orgânico.

Manejo da área após o plantio Para se fazer o manejo florestal em uma área em recuperação, de forma a assegurar a sobrevivência e o crescimento da vegetação, devem-se seguir medidas, tais como: a) usar plantas que promovam o enriquecimento e a diversificação das espécies; b) fazer o controle de espécies invasoras, como formigas, por exemplo; c) fazer o controle de roedores ou de outros consumidores de sementes e de plantas na fase de crescimento inicial; d) controlar a acidez do local e suplementar suas necessidades com fertilizantes; e) cercar a área ameaçada por animais de grande porte; f) inspecionar as plantações para evitar o ataque de pragas e tomar as medidas necessárias a cada caso; g) proteger a área contra o fogo descontrolado; h) realizar a capina no local, evitando a competição com as mudas; i) combater as formigas cortadeiras; j) realizar o replantio das espécies que morrerem; l) realizar a manutenção e conservação da área.

Controle de agentes poluentes A contaminação do solo, das águas superficiais e das subterrâneas, com conseqüente degradação das comunidades biológicas, é causada, principalmente, pela ação do homem. Portanto, nas áreas degradadas em processo de recuperação, 30


essas questões devem ser controladas e monitoradas. Um dos problemas mais críticos e que merecem atenção, é o depósito de lixo doméstico e industrial, bem como o do despejo de dejetos e agrotóxicos nos recursos hídricos, causando problemas sérios para o meio ambiente e prejudicando a recuperação da área. Para se fazer o controle de agentes poluentes em uma área degradada, é necessário verificar o histórico da contaminação, identificar as fontes poluidoras e avaliar a extensão da área contaminada. Com base nas características do poluente e do ambiente contaminado, é possível estabelecer procedimentos básicos de recuperação, como controlar as fontes poluidoras, prover o recolhimento dos poluentes, isolar a área contaminada e realizar a adaptação do uso do local.

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Capítulo 10 Tabela de árvores da bolsa de sementes/Afubra Para promover a recuperação de uma área degradada com espécies florestais nativas, é importante saber a função de cada espécie no ambiente a ser trabalhado. Portanto, segue, em anexo, a tabela com as espécies da Bolsa de Sementes da AFUBRA com suas respectivas identificações. A tabela apresenta, na coluna de espécies florísticas, os seguintes grupos: 01 (espécies pioneiras), 02 (espécies secundárias iniciais), 03 (espécies secundárias tardias), 04 (espécies climáticas), 05 (espécies adaptadas à mata ciliar). Nome popular

Nome científico

Espécies florísticas 01 02 03 04 x x

05 x

Açoita-cavalo

Luehea divaricata

Angico-branco

Anadenathera peregrina

Angico-vermelho

Parapiptadenia rigida

x

Araçá

Psidium cattleianum

x

Ariticum

Annona coriacea

x

x

Aroeira-salsa

Schinus molle

x

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Aroeira-vermelha

Schinus terebintifolius

x

x

x

Bacopari

Rheedia gardneriana

Baga-de-macaco

Posoqueria latifolia

x

x

x

Baga-de-tucano

Citharexylum myriantum

x

x

x

Baguaçu

Talauma ovata

x

x

x

Batinga

Eugenia rostifolia

x

x

Bracatinga

Mimosa scabrella

x

Branquilho

Sebastiania commersoniana

x

Branquiquito

Brachychitum populneum

Butiá

Butia capitata

Caatiguá

Trichilea catigua

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x x x

x

x

x x

x x

x


Nome popular

Nome científico

Espécies florísticas 01 02 03 04 x

Cabreúva

Myrocarpus frondosus

Caixeta

Scheflera morototonii

Camboatá-branco

Matayba elaegnoides

Camboatá-vermelho

Cupania vernalis

x

Cambucá

Plinia edulis

x

Cambuí

Mosiera prismatica

x

Canafístula

Peltophorum dubium

x

Cancorosa

Maytenus aquifolia

x

Canela-amarela

Nectandra lanceolata

x

Canela-de-cheiro

Nectandra grandiflora

Canela-de-veado

Hlietta apiculta

Canela-do-brejo

Endlicheria paniculata

Canela-guaicá

Ocotea puberulla

Canela-lajeada

x

05

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x

x x

x

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x x

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x x

x

x

x

x x

x

x

Ocotea pulchella

x

x

Canela-preta

Nectandra megapotamica

x

x

x

Canela-sassafrás

Aniba firmula

x

x

x

Canforeira

Cinamomun canfora

x

x

Canjerana

Cabralea canjerana

x

x

x

x

Capororoca

Rapanea laetevirens

x

x

x

Carne-de-vaca

Styrax leprosus

x

x

Caroba

Jacaranda micrantha

x

x

Cedrinho

Cedrela angustifolia

x

x

Cedro

Cedrela fissilis

x

x

Cerejeira

Eugenia involucrata

x

x

Cha-chal (olho de pomba)

Allophylus edulis

x

x

Cocão

Erytroxylum argentinum

x

x

Coqueiro

Syagrus romanzoffiana

x

x

x

x

x

33


Nome popular

Nome científico

Espécies florísticas 01 02 03 04 x

05

Coronha (feijão do mato)

Dioclea laseocarpa

Corticeira-da-serra

Erythrina falcata

Corticeira-do-banhado

Erythrina crista-galli

x

Embaúba

Cecropia pachystachya

x

Erva-mate

Ilex paraguariensis

Falso-barbatimão

Cassia leptophyla

x

x

Falso-pau-brasil

Caesalpinia sp.

x

x

Farinha-seca

Machaerium stipitatum

x

Figueira

Ficus luschnathiana

x

x

x

Figueira-brava

Ficus guaranitica

x

x

x

Goiaba

Psidium guajava

x

x

Goiaba-do-campo

Acca selouviana

x

x

Grandiúva

Trema micrantha

x

x

Grápia

Apuleia leiocarpa

x

x

Guabiju

Myrcianthes pungens

x

x

x

Guabiroba

Campomanesia xanthocarpa

x

x

x

Guajuvira

Patagonula americana

x

x

x

Guamirim

Calyptranthes concinna

x

x

x

x

Guamirim-branco

Calyptranthes eugeniopsides

x

x

x

Guapuruvu

Schyzolobium parahyba

x

x

x

Guaraperê

Lamanonia ternata

x

Guatambu

Balfourodendron riedelianum

x

Imbuia

Ocotea porosa

x

x

Ingá-feijão

Inga marginata

x

x

x

Ingá-ferradura

Inga sessilis

x

x

x

Ipê-amarelo

Tabebuia chrysotricha

x

x

Ipê-roxo

Tabebuia avellanedae

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x

x x

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x

x

x

x

x

x

x

x

x


Jabuticabeira

Myciaria trunciflora

Espécies florísticas 01 02 03 04 x

Leiteiro

Sapium glandulatum

x

x

Louro-pardo

Cordia trichotoma

x

x

x

Mamica-de-cadela

Zantoxylum roifolia

x

x

Manacá

Tibouchina selloviana

Maria-preta

Diospyrus inconstans

Maricá

Mimosa bimucronata

Marmeleiro-do-mato

Machaerium stipitatum

Murta

Blepharocalix salicifolius

x

x

x

Olho-de-cabra

Ormosia arborea

x

x

x

Orelha-de-mico (caúna)

Ilex brevicuspis

x

x

Pacaraí/falso-angico

Lafoensia pacarai

x

Paineira

Schorisia speciosa

x

x

x

Palmiteiro

Eutepe edulis

x

x

x

Pata-de-vaca

Bauhinia forficata

x

x

x

Pau-brasil

Caesalpinia echinata

x

x

Pau-de-alho

Gallesia intergrifolia

Pau-de-andrade

Persea pyrifolia

x

x

Pau-ferro

Caesalpinia ferrea

x

x

Pau-jacaré

Piptadenia communis

x

x

Pente-de-macaco

Pithecoctenium echinatum

Peroba-rosa

Aspidosperma polyneuron

x

x

Pessegueiro-bravo

Prunus sellowii

x

x

Pimenteira

Capsicodendron dinisii

x

Pinheiro-brasileiro

Araucaria angustifolia

x

Pinheiro-bravo

Podocarpus lambertii

x

Pitanga

Eugenia uniflora

Nome popular

Nome científico

05 x

x x

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x x

x x

x

x

x

x

x

x

x x

x x

x

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Nome popular

Nome científico

Espécies florísticas 01 02 03 04 x x

Pururuca

Casearia rupestris

Quebra-machado (catiguá)

Trichilia claussenii

Rabo-de-bugio

Lonchocarpus nitidus

Sapopema

Sloanea lasiocoma

Sarandi

Sebastiana membranifolia

x

x

Sete-capotes

Campomanesia guazumifolia

x

x

Sete-sangrias

Symplocus uniflora

x

Sibipiruna

Caesalpinia peltophoroides

x

x

Sobragi

Colubina guandulosa

x

x

Sombreiro

Clitoria fairchildiana

x

x

Sucupira

Pterodon polygalaeflorus

x

x

Tarumã

Vitex megapotamica

x

x

Tarumã-de-espinho

Citharexylum montevidense

Timbaúva

Enterolobium contortisiliquum

x

x

Timbó

Ateleia glazioviana

x

x

Tucaneira

Citharexylum myrianthum

x

x

Tucum

Bactris lindmaniana

x

x

Umbu

Phytolaca dioica

x

Unha-de-gato

Acacia bonariensis

x

x

Uvaia

Eugenia pyriformis

x

x

Vacum

Allophylus guaraniticus

x

x

Varaneira

Cordyline dracoenoides

Vassourão-branco

Piptocarpha angustifolia

x

Vassourão-preto

Vernonia discolor

x

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05

x

x x

x

x x

x

x x

x

x


Créditos Entidade responsável AFUBRA Associação dos Fumicultores do Brasil

Concepção e execução Projeto Verde é Vida

Texto: José Leon Macedo Fernandes Diagramação: Márcio Leal Silveira Fotografia: Márcio Castro Guimarães Revisão: Nerci D'Ávila Impressão: Qualigraf

Diretoria da Afubra Marcilio Laurindo Drescher (Presidente), Heitor Álvaro Petry (Vice-Presidente), Romeu Schneider (Secretário), Sílvio Clovis Genehr (2º Secretário), Benício Albano Werner (Tesoureiro), José Sebold (2º Tesoureiro).

Projeto Verde é Vida Coordenação geral Adalberto Sidnei Huve (Coordenador-Geral), Iara Koeppe (Apoio Técnico), Jorge Antônio de Farias (Coordenador Técnico), José Leon Macedo Fernandes (Coordenador Pedagógico), Márcio Castro Guimarães (Assessor Administrativo), Marco Antonio Dornelles (Coordenador Técnico).

Coordenação regional Região de Araranguá: Leandro Richard da Silva, Lédio Mota Bento; Região de Cachoeira do Sul: Carlos Alberto Loewe, Fabio Renato da Silva, Diego Nunes Pereira; Região de Camaquã e São Lourenço do Sul: Cristiano Kruger Altenburg, Gilson Peglow, Jader Alex Agne, Marcelo Adriano da Silva, Valdir Mundstock; Região de Herval D'Oeste: Alceu Hofmann, Claiton Copini, José Carlos Kucher; Região de Imbituva: Luiz Antonio Barbosa, Pedro Darkascz Neto, Vilson Kapp; Região de Irati: Ireno Fillos, João Paulo Perussolo, Silvino Antônio Müller, Vladislau José Jeferson Golovich; Região de Rio do Sul e Ituporanga: Adilson Kurtz, Cláudio Schera, Danilo Fernando Becker, João Paulo Roberti, Odilon da Silva; Região de Rio Negro e Mafra: Carlos Ivan Gularte, Edemar Pedro Konkel, João Wilson Kuiava Júnior, Vilmar Niser; Região de São Miguel do Oeste: Atacir Nicolodi, Cleuze Fachin Martins Pinto, Jandir Stock, Lizandro José Sulczinski; Região de Tubarão: Célio Buss, Jaime Paladini, Márcio Ronchi, Zaneide de Souza Oliveira; Região de Venâncio Aires: André Luiz Fagundes, João Paulo Porscher, Osvaldo José Boursheitt, Romeu Christmann.

Bibliografia: BIANCO, Saul. Plano Diretor de Solos. Ed. Palotti. Santa Cruz do Sul. 1998. 40 p. BACKES, Paulo. IRGANG, Bruno. Árvores do Sul. Instituto Souza Cruz, Clube da Árvore. Santa Cruz do Sul. RS. Ed. CD Vaz. 2002. 325 p.

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BRASIL, Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONMA) Legislação Ambiental. BRASIL, Constituição (1988), Constituição da República Federativa do Brasil. Centro Gráfico do Senado Federal. Brasília. 1988. 292 p. BRASIL, Departamento Nacional de Proteção Mineral. Legislação Mineral. BRASIL, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Código Florestal. Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965. FARIAS, Jorge Antônio. BIANCO, Saul. Manual de Reflorestamento. Ed. Palotti. Santa Cruz do Sul. 2001. 20 p. FARIAS, Jorge Antônio. FERNANDES, José Leon Macedo. Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA). Floresta, da preservação ao caminho da recuperação. Gráfica Vision. Santa Cruz do Sul. 2004. JUNIOR, Décio Brasil Flores Machado. HASENACK, Andrea Claudia. Manual de arborização urbana. Santa Cruz do Sul. 2002. 25 p. LORENZI, Harri. Árvores brasileiras, manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Platarum. Nova Odesa. SP. 2002. 368 p. LORENZI, Harri. Árvores brasileiras, manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. Instituto Platarum. Nova Odesa. SP. 2002. 368 p. MARTINS, Sebastião Venâncio. Recuperação de matas ciliares. Ed. Aprenda Fácil. Viçosa. 2001 RODRIGUES, Ricardo Ribeiro. FILHO, Hermógenes de Freitas Leitão. Matas Ciliares, conservação e recuperação. Ed. Universidade de São Paulo. 320 p. São Paulo. 2000. SALVADOR, Aparecida Rosa Ferla. MIRANDA, Jussara de Souza. Recuperação ou Reflorestamento de Áreas Degradadas................................................................................................................................... SANTARELI, Eduardo Guilherme. Companhia Energética de São Paulo. Recuperação de Mata Ciliar, Seleção de Espécies e Técnicas de Implantação. SCHÄFFER, Wigold B. PROCHNOW, Miriam. A Mata Atlântica e você: como preservar e se beneficiar da mais ameaçada floresta brasileira. APREMAVI. Brasília, DF. 2002. 156 p. SCHUMACHER, Mauro Valdir. HOPPE, Juarez Martins. A Floresta e o Solo. Ed. Palotti. Porto Alegre. RS. 1999. 83 p. É permitida a reprodução desta publicação, no todo ou em parte, desde que citada a fonte. AFUBRA, Associação dos Fumicultores do Brasil. 1ª Edição. 5.000 exemplares. 2007.

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Anotações

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Rua JĂşlio de Castilhos, 1031 - Santa Cruz do Sul - RS Fone: (51) 3713-7700 Fax: (51) 3715-1130 E-mail: afubra@afubra.com.br Site: www.afubra.com.br

Áreas degradadas: manual de recuperação  

Manual desenvolvido pelo Projeto Verde é Vida, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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