Atividades Ludicas
As atividades lúdicas do Verde é Vida utilizam jogos, brincadeiras, músicas e dinâmicas para sensibilizar crianças e jovens sobre a preservação ambiental. Com ou sem a presença do mascote Afubrinha, as ações ocorrem em escolas, eventos e comunidades, envolvendo grandes grupos de participantes. Ao unir diversão e conteúdo, favorecem a aprendizagem significativa e aproximam a educação socioambiental da realidade dos estudantes. Todo ano ações lúdicas do programa envolvem milhares de participantes.
Programa consolida atuação em 94 municípios, alcança 365 escolas e projeta novos desafios com os ODS/VEVI rumo aos 35 anos de história
No ano de 2025, o Verde é Vida iniciou suas atividades com a realização da Reunião Pedagógica e a assinatura do Acordo de Cooperação entre a Afubra e os municípios parceiros nas 16 regiões de atuação do programa. Durante o ano, atuamos em 94 municípios e atendemos 365 escolas nos três Estados do Sul do Brasil.
Com o objetivo de desenvolver uma educação socioambiental, promover a educação no meio rural, sua diversificação, sustentabilidade, proteção da criança e do adolescente, bem como, a valorização da agricultura familiar e sua sucessão, o Verde é Vida intensificou suas atividades ambientais com a Coleta de Óleo Saturado e a Bolsa de Sementes alcançando bons resultados nessas duas ações ambientais, sensibilizando os estudantes quanto a preservação ambiental. Também na área ambiental, o Verde é Vida promoveu, junto com escolas e entidades, projetos de restauração florestal, de recuperação e proteção de nascentes, mostrando que, a partir da união escola, comunidade e Afubra, podemos fazer a diferença.
Na área pedagógica o Verde é Vida e suas escolas realizaram várias ações, promovendo o conhecimento, sustentabilidade e inovação através das atividades dos Grupos Ambientais, da robótica e, principalmente, da pesquisa científica que, neste ano, deu um avanço
bastante expressivo na metodologia científica. Já no aspecto socioeconômico o Verde é Vida promoveu, junto com suas escolas parceiras, ações sociais, com destaque para a Gincana Papa Tampinha Afubra, e ações econômicas como a Feira Rural Pedagógica, a Microempresa Escolar e os Viveiros Escolares, com a proposta de passar para os alunos a vivência e a experiências de organizar ações que visam a valorização do campo e sua aproximação com a cidade.
Para 2026, quando comemora 35 anos de atividades ininterruptas, o Verde é Vida vai intensificar suas atividades ambientais, sociais e econômicas através da implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável Verde é Vida (ODS/VEVI) que correspondem à 8 objetivos que contemplam os ODS, propostos pela ONU, em 2015. A proposta é que as escolas, juntamente com suas comunidades e o Verde é Vida, cumpram, até 2030, 30 metas, promovendo, assim, o crescimento e a sustentabilidade das comunidades assistidas pelas escolas.
São estas atividades, promovidas e realizadas pelas escolas, que farão a diferença, quanto a proteção ambiental e a inovação, através das ações pedagógicas e tecnológicas, trabalhando, dessa forma, uma educação socioambiental rural, com uma visão construtivista e holística voltada para o desenvolvimento sustentável.
365 Escolas
94 Municípios
133.416 pessoas atendidas pelo Verde é Vida no ano de 2025
37.700 Alunos
778,95 kg de sementes coletadas por 76 escolas de 38 municípios nos três Estados do Sul do Brasil
3.800 Professores
45 realizadas para 3.794 pessoas palestras
80.664 litros
91,96 Toneladas de resíduos foram produzidos pela Afubra em 2025. 80 Toneladas foram gerados durante a 24ª Expoagro Afubra de óleo saturado coletados por 338 escolas e entidades em 81 municípios
20.000 cadernos e réguas distribuídas para escolas e entidades
583 alunos e professores de 35 escolas, participaram do Encontro Sul-Brasileiro de GAs/online
370 ações sociais realizadas por 84 escolas parceiras na comunidade
11.601 pessoas foram envolvidas nas ações conjuntas de 77 escolas
265 reuniões realizadas em escolas envolvendo 3.944 pessoas, entre professores e alunos dos Grupos Ambientais
2.595 alunos realizaram 519 trabalhos de pesquisa científica em 84 escolas
7.015 pessoas envolvidas em 20 atividades lúdicas
70.149 pessoas foram atendidas pelo Verde é Vida, em 46 eventos
502 visitas realizadas pelos Coordenadores Regionais às escolas parceiras
73 resumos das escolas parceiras e 64 resumos de pesquisa científica publicados no Anuário Verde é Vida
29 projetos de restauração florestal, proteção e recuperação de nascentes
20.000 pessoas foram atendidas no Espaço da Inovação Agro durante a 23ª Expoagro Afubra
1.745 ações realizadas por 70 Grupos Ambientais na escola e na comunidade
104 projetos e 84 relatórios das escolas parceiras foram entregues ao Verde é Vida
295 alunos de 48 Clubes de Robótica participaram dos campeonatos organizados
ambientais na educação
Secretaria Municipal de Educação - Rio Negro/PR Relatora: Kely Malgeri Wildner Heinz
Importância de parcerias inter setoriais e iniciativas governamentais e não governamentais no ambiente escolar
Secretaria Municipal de Educação - São Miguel do Oeste/SC
Relatora: Ariane Angelita de Oliveira
praça: educar para florescer
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Adriana Mailan Bandeira e Luciana Bork
Trabalho em equipe que faz a diferença
Secretaria Municipal de Educação - Vera Cruz/RS
Relatoras: Mariani Ines Stoeckel e Cíntia Daiane Back
Secretaria Municipal de Educação - Mafra/SC
Relatora: Marcia Eliane Machado
Santa Cruz do Sul: um mosaico de ações socioambientais educativas
Secretaria Municipal de Educação - Santa Cruz do Sul/RS
Relator: Eduardo Soares
Secretaria Municipal de Educação - Atalanta/SC Relatoras: Scheila Daniele Henning e Rosane Jochen Herbst
nas escolas de Vale do Sol
Secretaria de Educação Cultura e Desporto - Vale do Sol/RS
Relatora: Denise Cristine Giehl
O processo de reestruturação da modalidade de Educação do Campo na Rede Municipal de Cachoeira do Sul/RS
Secretaria Municipal de Educação - Cachoeira do Sul/RS
Relator: André Giovanni Klinkoski
e
Sinimbu engolida pelo Rio Pardinho
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo - Sinimbu/RS. Relatora: Fátima Teresinha Wink Bohnen
das ações ambientais propostas pela Secretaria de Educação
Secretaria Municipal de Educação - Arroio do Meio/RS Relatora: Vanessa Schneider
Verde é Vida em Cristal-RS
Secretaria Municipal de Educação - Cristal/RS Relatoras: Daniele Bracher e Claudia Simone Vitola Schranck
Secretaria Municipal de Educação - Capinzal/SC Relatoras: Marilei Bergamo e Carmem Maletzke Markus
Município e escola – parceria que dá certo
Secretaria Municipal de Educação - Luzerna/SC
Relator: Allan Mott
Ações ambientais na educação
Secretaria Municipal de Educação - Rio Negro/PR
Relatora: Kely Malgeri Wildner Heinz
A Educação Ambiental nas Escolas é trabalhada de forma transversal e interdisciplinar, integrando conteúdos ambientais em diferentes áreas do conhecimento de maneira teórica e prática. As ações acontecem através de projetos sustentáveis como a criação de hortas, separação e destinação correta do lixo, reutilização de material reciclado, conscientização através da preservação de áreas verdes com plantação de mudas de árvores e flores no pátio das escolas, trilhas Ecológicas no Parque Ecoturístico do Município para observação e conhecimento, palestras com pessoas capacitadas para estimular os alunos à compreender os impactos no meio ambiente e como podem cuidar através das ações cotidianas.
A conscientização leva a mudança de atitudes no dia a dia e as crianças passam a valorizar mais a natureza e os recursos naturais, entendem o motivo de evitar o desperdício, reciclar e cuidar dos
espaços verdes. Levam o que aprenderam para as famílias e comunidades tornando-se agentes multiplicadores desenvolvendo habilidades como pensamento crítico e capacidade de observação do ambiente em que vivem, bem como, desenvolvem valores como respeito, empatia, responsabilidade e cooperação.
As ações ambientais de forma prática e interativa criam vínculo afetivo com meio ambiente, melhora o desempenho escolar, favorece a aprendizagem, estimula a criatividade e a expressão, reduz a ansiedade e estresse através do contato direto com a natureza.
Estimular a Educação Ambiental desde criança é sempre positivo, pois abrange o desenvolvimento cognitivo, emocional e social que é essencial na formação de cidadãos conscientes e responsáveis pela construção de um planeta mais sustentável.
Importância de parcerias intersetoriais e iniciativas governamentais e não governamentais no ambiente escolar
Secretaria Municipal de Educação - São Miguel do Oeste/SC
Relatora: Ariane Angelita de Oliveira


O ambiente escolar, como núcleo de formação integral de crianças e jovens, não pode ser compreendido de forma isolada. A complexidade dos desafios contemporâneos — como desigualdades sociais, evasão escolar, saúde mental, inclusão digital e mudanças climáticas, exige ações coordenadas entre múltiplos setores. Nesse contexto, as parcerias intersetoriais e a colaboração com iniciativas governamentais e não governamentais surgem como estratégias fundamentais para ampliar o impacto da educação, promover equidade e garantir um desenvolvimento holístico dos estudantes. Parcerias intersetoriais envolvem a articulação entre educação, saúde, assistência social, cultura, tecnologia, meio ambiente e outros setores. Essa integração permite enfrentar problemas multifacetados que ultrapassam a capacidade isolada das escolas. Por exemplo, Saúde e Bem-Estar em colaboração com unidades de saúde podem oferecer atendimento psicológico, campanhas de vacinação e educação nutricional.
Dentre alguns temas contemporâneos que podem ser apresentados de forma intersetorial na escola, a inclusão digital, se apresentar tema em parceria a empresas de tecnologia para acesso a equipamentos e formação em competências digitais e a cultura e esporte, através de projetos com artistas locais ou ONGs para atividades extracurriculares que estimulam criatividade e habilidades socioemocionais. Essas iniciativas não apenas complementam o currículo, mas também conectam a escola às demandas reais da comunidade, tornando o aprendizado mais contextualizado e significativo. O governo desempenha papel central ao formular políticas públicas que incentivem a cooperação intersetorial. Além disso, financiamentos públicos para

infraestrutura, alimentação escolar e formação docente são vitais para reduzir disparidades. A atuação governamental também assegura a sustentabilidade e a escala dessas ações, garantindo que benefícios alcancem regiões vulneráveis. Organizações não governamentais (ONGs), fundações privadas e coletivos comunitários trazem agilidade e inovação para o ambiente escolar. Projetos como o Educação para Todos (da UNESCO) ou ações locais de alfabetização de adultos demonstram como o terceiro setor pode suprir lacunas específicas. A Educação Ambiental em parcerias com o Verde é Vida, traz o debate sobre sustentabilidade aliado a produção do conhecimento científico na escola, além de propor formação docente e propiciar o desenvolvimento integral e engajamento comunitário dos alunos através dos grupos ambientais, tornando-se parte do processo educativo dentro e fora da escola. Ressalta-se que a eficácia das parcerias depende de planejamento, comunicação clara e alinhamento de objetivos. Dificuldades como burocracia, rotatividade de gestores e divergências metodológicas exigem mecanismos de governança participativa (comitês, avaliações contínuas) e transparência. Além disso, é crucial respeitar a autonomia pedagógica das escolas, evitando sobrecarregar educadores com demandas externas.
Firmar parcerias intersetoriais e com iniciativas governamentais e não governamentais transforma a escola em um espaço vivo e conectado à sociedade. Essa abordagem não apenas resolve desafios imediatos, mas também constrói redes de apoio duradouras, capazes de preparar os estudantes para um mundo em constante transformação. A colaboração entre setores é, assim, um imperativo ético e estratégico para uma educação verdadeiramente inclusiva, democrática e transformadora.
Nossa praça: educar para florescer
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Adriana Mailan Bandeira e Luciana Bork
Reafirmando seu compromisso com a educação ambiental e os princípios da sustentabilidade, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD) promoveu a ação “Nossa Praça: Educar para Florescer”. A iniciativa teve como objetivo mobilizar as escolas da Rede Municipal em uma ação coletiva de valorização dos espaços públicos e fortalecimento da consciência ecológica entre crianças e adolescentes.
Cada escola foi convidada a adotar e ornamentar um canteiro da Praça Central da cidade, símbolo de convivência e pertencimento da comunidade lourenciana. A ornamentação, realizada, incluiu o plantio de flores e a instalação de plaquinhas decorativas de madeira com frases de incentivo à preservação ambiental e ao cuidado com o bem comum. O processo envolveu turmas de diferentes níveis escolares, promovendo o protagonismo estudantil e o trabalho em equipe.
Após a ação, os grupos responsáveis produziram vídeos que retratam não apenas o resultado estético do projeto, mas também a
Trabalho em equipe que faz a diferença
Secretaria Municipal de Educação. Vera Cruz/RS
Relatoras: Mariani Ines Stoeckel e Cíntia Daiane Back
importância de atitudes conscientes no cuidado com o meio ambiente. Esses materiais foram divulgados nas redes sociais das escolas, ampliando o alcance da mensagem e incentivando o engajamento da comunidade escolar com práticas sustentáveis.
A proposta dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima) e ODS 15 (Vida terrestre), ao promover educação de qualidade, respeito ao espaço urbano e conservação da biodiversidade local.
“Nossa Praça: Educar para Florescer” é um exemplo de como a educação pública pode ser instrumento de transformação social, unindo arte, cuidado ambiental e cidadania em ações concretas e significativas, que florescem não apenas nos canteiros da cidade, mas também na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com um futuro mais sustentável.
O município de Vera Cruz busca, constantemente, novos projetos e ações para promover a educação ambiental nas diversas esferas e setores.
Há anos, vem trabalhando-se a conscientização e preservação do meio ambiente através de palestras, oficinas e gincanas. Realizamos, desde 2019, o projeto Educação em Saúde Ambiental: Sustentabilidade e Qualidade de Vida, juntamente com a Funasa e a UNISC. O projeto enfatiza a destinação adequada do lixo em cada residência e nos locais de trabalho, a fim de permitir a reutilização de diversos materiais pela ACOTRALI - Associação Comunitária dos Trabalhadores na Seleção do Lixo. As falas sobre a importância do cuidado com o lixo e destinação adequada dos diferentes materiais foram reforçadas em todos os setores do município: escolas da rede municipal, estadual e particular, Grupos de Mulheres Rurais, Câmara de Vereadores, funcionários públicos das diversas Secretarias Municipais, Associação de Bairros, entre outros. Neste projeto, houve a aquisição de diversos tipos de lixeiras, bem como de composteiras –destinadas ao descarte/aproveitamento do lixo orgânico. As composteiras, instaladas nas escolas, garantem a utilização dos resíduos orgânicos, transformados em adubo, nos canteiros de flores e hortas organizadas por professores, alunos e funcionários. Com essas atividades, desde o início de todo projeto, a comunidade escolar teve vários benefícios e muita aprendizagem.
Muito já foi feito visando diminuir a quantidade
de lixo, bem como buscando o aumento da proporção de materiais para reciclagem/reutilização/reaproveitamento. Ainda temos muitos desafios e o principal é envolver de forma efetiva a população na separação e destino correto. O que almejamos é integrar a sociedade, empresas e gestão pública, a fim de aumentar o porcentual de reciclagem em nosso município. Para construir esse vínculo participativo, o Projeto Educação em Saúde Ambiental é instrumento imprescindível para implantar e garantir que novos comportamentos necessários sejam agregados a geração, gestão e manejo dos resíduos sólidos e orgânicos.
O escritor João Bosco da Silva diz que a responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida. Assim, compreende-se que a sociedade tem papel fundamental em cuidar da vida de todos que vivem em seu espaço, criando alternativas de conscientização e preservação do seu meio.
De imediato, é necessário ponderar as nossas atitudes e comportamentos, pois refletem diretamente na garantia de qualidade de vida de todos. A responsabilidade e o comprometimento de cada cidadão em relação ao cuidado com o seu meio são fundamentais para que todos vivam em harmonia, estruturando e promovendo a sustentabilidade.
Assim, o trabalho em equipe é de grande valia, pois será o diferencial nos resultados e conquistas relacionados ao cuidado com o lixo e à preservação do meio ambiente de nosso município.
Formando cidadãos planetários
Secretaria Municipal de Educação - Mafra/SC
Relatora: Marcia Eliane Machado
Vivemos em uma era marcada por avanços tecnológicos e constantes inovações. Esse cenário impulsiona um desenvolvimento acelerado, promovendo progresso e diversas transformações na sociedade. No entanto, junto a esse crescimento, surgem também importantes reflexões sobre a preservação dos recursos naturais, os impactos ambientais e a qualidade de vida.
Na busca por formar cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do planeta, nossos alunos — desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental II — são incentivados a refletir sobre a importância da natureza. Por meio de atividades escolares práticas e significativas, eles não apenas desenvolvem essa consciência, mas também se tornam agentes multiplicadores do conhecimento, compartilhando-o com suas famílias e comunidades.
Entre as ações desenvolvidas, destacamos os seguintes eixos temáticos:
Harmonia na Natureza / Cidadania Planetária
As atividades abordam temas como: elementos da natureza, cultivo de hortas e jardins, preservação ambiental, reciclagem, estações do ano e a conscientização sobre animais em extinção.
Pequenos Grandes Aprendizes, Futuros Empreendedores
Neste eixo, os alunos participam de experiências práticas como: construção de brinquedos com materiais recicláveis,
educação financeira, brincadeiras simbólicas (mercado, restaurante, loja), trabalho em equipe, confecção de bonecos e outras produções manuais, além de aulas de culinária e alimentação saudável.
Neste ano letivo, duas instituições — a Escola Agrícola Prefeito José Schultz Filho e a EMEB Evaldo Steidel — estão participando do projeto Verde é Vida.
No tema Empreendedorismo, destaca-se o Projeto JEPP (Jovens Empreendedores Primeiros Passos), apresentado durante a feira municipal, realizada anualmente.
A Escola Agrícola, por exemplo, se destacou com a criação de um repelente natural, desenvolvido pelos próprios alunos, com supervisão dos professores. Essa iniciativa exemplifica o compromisso com a sustentabilidade, integrando saberes científicos, valorização dos recursos naturais e respeito à história e aos saberes de nossos antepassados.
Todos os projetos desenvolvidos têm como foco central o conhecimento ambiental e a promoção de atitudes responsáveis, voltadas para um futuro sustentável. Dessa forma, os conteúdos ligados ao meio ambiente são trabalhados de maneira lúdica e significativa, sempre em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com o propósito de despertar a consciência ecológica e incentivar ações que, embora locais, refletem uma visão global — "pensar globalmente, agir localmente".
Santa Cruz do Sul: um mosaico de ações socioambientais educativas
Secretaria Municipal de Educação - Santa Cruz do Sul/RS
Relator: Eduardo Soares
Santa Cruz do Sul pulsa com diversas iniciativas educativas voltadas à conscientização e ação socioambiental. Escolas municipais implementam projetos que conectam estudantes com a natureza local, como hortas escolares e estudos sobre a biodiversidade da região. A Secretaria Municipal de Educação promove oficinas e palestras sobre temas cruciais como gestão de resíduos, consumo consciente e energias renováveis, envolvendo tanto estudantes quanto a comunidade escolar.
Organizações da sociedade civil também desempenham um papel vital, oferecendo através de projetos, atividades práticas de
reflorestamento, limpeza de arroios e trilhas ecológicas guiadas. A parceria com universidades locais enriquece o cenário, trazendo pesquisas e projetos de extensão que abordam desafios ambientais específicos do município, como a conservação da biodiversidade e a qualidade da água.
Eventos como a Semana do Meio Ambiente ganham força com a participação de diferentes atores, promovendo debates, exposições e atividades culturais que sensibilizam a população para a importância da sustentabilidade. Através dessa rede colaborativa, Santa Cruz do Sul constrói um futuro mais consciente e engajado com a preservação do seu patrimônio natural.
Educação socioambiental na rede municipal de Atalanta
Secretaria Municipal de Educação - Atalanta/SC
Relatoras: Scheila Daniele Henning e Rosane Jochen Herbst
A nossa rede desenvolve a educação ambiental de forma permanente e há muitos anos na Escola da Vila Gropp e no Centro de Educação Ribeirão Matilde. De forma complementar entre o ensino regular e o contraturno são desenvolvidas diversas ações e atividades, que na sua grande maioria são de cunho permanente, e algumas ações pontuais. Buscamos constantemente sensibilizar as pessoas da importância da educação socioambiental, desenvolvendo nas escolas, mas não somente nelas, mas em toda sociedade.
A escola Ribeirão Matilde tem aulas de robótica nas diferentes categorias: Discovery, explore e Challenge. Estaremos desenvolvendo a segunda edição do Robótica Family com o "FLL Explore Submerged" que é o tema trabalhado da temporada 2024-2025 da FIRST LEGO League Explore (FLL Explore), um programa educacional que utiliza LEGO para ensinar conceitos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) a crianças de 4 a 10 anos. Nessa edição, as equipes exploram os oceanos, suas camadas e os desafios ambientais relacionados, como poluição marinha, acidificação dos oceanos e conservação da vida marinha.
As equipes constroem modelos com peças LEGO que representam diferentes aspectos do oceano, como recifes de corais, tubarões, baleias orcas, âncoras, navios naufragados e até mesmo um submarino. Esses modelos são apresentados em exposições, onde as crianças explicam suas ideias e soluções para o público, promovendo o aprendizado colaborativo e a comunicação.
Além da construção dos modelos, as equipes também
Tecnologia nas escolas de Vale do Sol
Secretaria de Educação Cultura e Desporto. Vale do Sol/ RS
Relatora: Denise Cristine Giehl
desenvolvem um projeto inovador, pesquisando um problema real relacionado ao tema "Submerged" e propondo uma solução criativa. Esse componente incentiva o pensamento crítico e a aplicação prática dos conceitos aprendidos.
Durante o ano de 2025, a Escola Vila Gropp, desenvolveu diversas ações relacionadas ao bolsa sementes ( coleta e beneficiamento para envio ao projeto Bolsa Sementes, produção e distribuição de mudas de árvores nativas, coleta de óleo saturado para envio a Afubra e produção de sabão, recolhimento de tampinhas plásticas e posteriormente envio para entidades sem fins lucrativos, campanha do agasalho, campanha de alimentos, atividades diversificadas na horta e na Agrofloresta da unidade, ajardinamento da escola, atividades na composteira bem como a produção do composto orgânico para utilização na horta, no jardim e na produção de mudas, ajardinamento, desenvolvimento de pesquisas científicas, atividades pedagógicas relacionadas ao social e ao meio ambiente, atividades culturais que envolveram as famílias e a comunidade, confecção de lembranças com elementos da natureza e materiais reaproveitados, participação do passeio ciclístico, participação em diversos projetos desenvolvidos por entidades parceiras, entre tantas outras, que envolveram os alunos, a escola, as famílias e a comunidade. É necessário pensar em educação ambiental nas escolas de forma a promover ações para sensibilizar as crianças e demais pessoas envolvidas, buscando levar este conhecimento para além dos muros da escola, e de forma contínua buscar por uma sociedade e um mundo melhor agora e no futuro.


A implantação da tecnologia e mídias nas escolas Municipais de Vale do Sol, busca transformar o ambiente de aprendizagem, tornando-o mais dinâmico, e este pode ser desblugado como blugado, interativo e personalizado, essa mudança se faz importante nos dias atuais, pois envolve a integração de diversas ferramentas lógicas e tecnológicas, bem como o uso de plataformas de aprendizagem online, softwares educacionais, realidade virtual e aumentada e recursos de multimídia, com isso, o objetivo é melhorar o processo de ensino-aprendizagem, assim aumentando o engajamento e a autonomia dos alunos.
A tecnologia na escola contribui para a otimização da comunicação entre educador e aluno, e entre os próprios alunos, incentiva o protagonismo dos alunos, promovendo autonomia da saída do tradicional aos professores, e assim atrai ainda mais o interesse dos estudantes.
Entre os principais pontos positivos desta implementação, estão a autonomia e o protagonismo. Isso porque as tecnologias podem ser usadas em metodologias ativas de ensino, que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem, bem como, o aumento do engajamento e do interesse.
Essa mudança pode ajudar muito a escola em diversos aspectos, desde o processo de ensino e aprendizagem até a gestão escolar, isso pode tornar o aprendizado mais dinâmico e interativo, personalizar o
ensino para cada aluno, aumentando o engajamento dos estudantes, e além disso, a tecnologia pode auxiliar na inclusão de alunos com necessidades especiais e preparar os estudantes para o futuro.
Acreditasse em um impacto significativo na educação com essa mudança, transformando-a de diversas maneiras, desde a lógica das questões desblugadas, que se iniciam na Educação Infantil e nos anos iniciais, e aprofundando os conhecimentos, já com atividades blugadas, permitindo o acesso a uma variedade de recursos educativos, como vídeos, simulações, jogos e plataformas online, tornando o aprendizado mais interativo e dinâmico, da mesma forma, facilita a comunicação e colaboração entre alunos e professores, promovendo o desenvolvimento de habilidades sociais e de pensamento crítico.
Não se pode esquecer dos desafios que essa implantação oferece, como a necessidade de garantir o acesso equitativo à tecnologia e a necessidade de formação adequada dos professores para o uso das ferramentas digitais, bem como a conscientização de toda a comunidade escolar, que dentro do município esse desafio, já estamos numa caminhada a alguns anos, já tendo bons resultados.
Desigualdades digitais, já que as tecnologias não estão disponíveis para todos da mesma forma; Dificuldade de utilização de soluções tecnológicas (alunos e professores); mal-uso dos dispositivos digitais; Necessidade de investimentos em novos equipamentos e sistemas.
O processo de reestruturação da modalidade de Educação do Campo na Rede Municipal de Cachoeira do Sul/RS
Secretaria Municipal de Educação - Cachoeira do Sul/RS
Relator: André Giovanni Klinkoski
O ano de 2024 representou um grande desafio para as escolas da Rede Municipal de Cachoeira do Sul/RS integrantes do Verde é Vida. A emergência climática provocada pelas enchentes demandou a realização de horas letivas através de atividades não presenciais (semelhante ao ocorrido no período da pandemia de Covid-19), devido à intrafegabilidade das estradas de chão batido e/ou localidades permanecerem inacessíveis. Este fenômeno climático, aliado às opções estratégicas da gestão municipal anterior, levou a uma baixa adesão das escolas às iniciativas propostas pelo Verde é Vida, embora a EMEF Nossa Senhora Medianeira tenha mantido sua coleta de óleo saturado durante o ano. Os processos ligados às mostras científicas, coletas de sementes e óleo saturado e demais iniciativas foram abruptamente interrompidos.
A nova gestão municipal, através da Secretaria Municipal de Educação (SMEd), em parceria com a Afubra, realizou visitas no início de 2025 a todas as suas 12 Escolas do Campo para remobilizar as equipes escolares em seus projetos ligados à Educação do Campo e também, especificamente, ao Verde é Vida. Desta forma, ampliou-se para sete escolas a quantidade de integrantes do Grupo 1, enquanto as demais escolas foram organizadas nos Grupos 2 e 3.
Sobre o processo de reestruturação da modalidade de Educação do Campo na Rede Municipal de Cachoeira do Sul/RS, a legislação educacional do campo no Brasil versa que cabe aos Entes Federados, conforme respectivo âmbito de responsabilidade, a construção de políticas públicas voltadas à garantia de oferecimento da modalidade Educação do Campo (Resolução CNE/CEB nº 1 de 3 de abril de 2002). Para atender ao disposto na legislação, a SMEd propõe inicialmente as seguintes iniciativas:
Retomada da COMDECampo: A Comissão Municipal para Desenvolvimento da Educação do Campo, criada através da Portaria 1.423 de 07 de junho de 2018 e aprovada pelo Decreto Municipal nº 55 de 2019, possui caráter colaborativo na formulação, implementação e acompanhamento das políticas públicas de Educação do Campo no município. A partir de maio, a COMDECampo se reunirá mensalmente, com representações de segmentos diversos como: Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, Câmara de Vereadores, Escolas do Campo, Conselho Municipal de Educação, UFSM, UERGS, Afubra, EMATER/Ascar e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Formações continuadas específicas: A Resolução CNE/CEB nº 2 de 28 de abril de 2008 estabelece o oferecimento de formações continuadas específicas para as escolas do campo. A Secretaria Municipal de Educação realizará em agosto formação para gestoras/es e educadoras/es das escolas do campo, bem como, cada escola já está organizando os seus respectivos Projetos de Formação Continuada com carga horária mínima de 41 horas durante o ano letivo.
Projetos Pedagógicos ligados à Educação do Campo: A legislação educacional do campo também define sobre a construção de propostas pedagógicas voltadas às realidades dos povos do Campo. Desta forma, a Secretaria Municipal de Educação em conjunto com as escolas do campo, está em processo de construção de propostas específicas para cada comunidade escolar, atualizando os Projetos Pedagógicos de cada escola com estas iniciativas e previsões legais.
Projeto Verde é Vida: Esta ação é desenvolvida pela Afubra em consonância com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Agenda 2030 da ONU e com a legislação educacional do campo ao propor ações junto às comunidades escolares voltadas ao “mundo do trabalho, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo e ecologicamente sustentável” (Resolução CNE/CEB nº 1 de 3 de abril de 2002). São realizadas com as escolas participantes: mostras científicas, bolsa de sementes de espécies nativas, coleta de óleo saturado, recuperação de nascentes de rios, reflorestamento, entre outras.
Projeto Dallu Solidário: A iniciativa visa atender integrantes das comunidades escolares do campo da Rede Municipal em situação de vulnerabilidade social e sem acesso à saúde básica, oferecendo gratuitamente serviços e produtos essenciais para o cuidado visual, contribuindo diretamente para o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade escolar e local. O projeto oferece: Teste de acuidade gratuito com a identificação de dificuldades visuais e necessidade de encaminhamento para o oftalmologista; Limpeza de óculos, manutenção e pequenos ajustes nos óculos; Consultas oftalmológicas com médicos parceiros; Doação de 50 óculos de grau completos por semestre para crianças/estudantes que comprovem necessidade e/ou estejam em situação de vulnerabilidade.
2024 e Sinimbu engolida pelo Rio Pardinho
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo - Sinimbu/RS.
Relatora: Fátima Teresinha Wink Bohnen
30 de abril de 2024, em Sinimbu, às margens do Rio Pardinho, tudo se desfez, da rotina aos sonhos! Com pouco mais de oito mil habitantes, o coração da cidade desse município foi tomado pela tempestade, pela intensidade e fúria das águas. Tão tempestuosa que transbordou as margens do Rio Pardinho!
Águas, em proporção jamais imaginadas, invadiram a Avenida General Flores da Cunha e com sua correnteza levou os medicamentos das farmácias, os móveis de restaurantes, o vestuário das lojas, os mantimentos dos supermercados, o pão da padaria e tudo mais que tinha ali no centro da cidade. Posto de Saúde, Escolas, tomadas pelas águas, a Igreja inundada, lares desfeitos, a Praça na entrada da Cidade, destruída, os ônibus usados pelo transporte escolar, submersos, o primeiro pavimento da Prefeitura Municipal, a Secretaria de Educação, Cultura e Turismo, e outros setores do poder público, engolidos pelas águas! Um rastro de destruição do maior evento climático da história de Sinimbu!
As águas baixaram e o que ficou? O cheiro da lama deixada pelo rio barrento. Muros, paredes e assoalhos exibindo as marcas da água. O rio de volta ao leito e as marcas da força da natureza tão visíveis, os barrancos com árvores enormes arrancados desde a raiz! Iluminação pública, energia elétrica, rede telefônica e internet, encanamentos de água, sistema de saneamento básico, deixaram de funcionar, de existir!
E pelas localidades da tranquila Sinimbu, até então, estradas ruídas, muitos deslizamentos, pontes quebradas, acessos interrompidos, lavouras de milho e outras culturas arrasadas, abarrotadas de cascalho,
pontes pênseis não resistiram, famílias ilhadas, e dias nublados sem sol, pós o 30 de abril! Uma situação emergente instalada!
Mas, às margens do Rio Pardinho, a Esperança revela-se! Num cenário tão adverso e abalado, a mobilização, de perto e de longe, acontece, surge a força da solidariedade, o voluntariado aparece para Sinimbu libertar-se dos entulhos, da lama, dessa desgraça! E Sinimbu, com seu povo e a ajuda de todos os recantos do país e fora dele, vem reerguendo-se! Missão difícil, dolorosa, porém necessária, afinal a natureza deixou seu alerta, e mostrou que a Vida continua!
Com o tempo, pelos braços fortes e mãos que tanto fizeram por Sinimbu, a Vida começa a pulsar novamente, com mais emoção, com mais cor, com mais valor! Escolas são reabertas e outros setores voltam a funcionar. Projetos, ações e atitudes de cuidado com o lugar onde se vive, principalmente nas Escolas, são acolhidos com sabor de gratidão, de reconhecimento, por tantas doações recebidas!
E a partir de todo esse impacto ambiental sofrido, educadores e estudantes partilham vivências e aprendizados, situações que abalaram, fragilizaram muitas famílias, muitas comunidades. Porém, nas Escolas é que brotam de novo projetos sobre matas ciliares, eficiência energética, ações de destino correto de resíduos, reutilização de materiais como recursos pedagógico, manutenção da coleta do óleo saturado.
A escola, portanto, há o desejo de, incessantemente, promover a sensibilização sobre as práticas sustentáveis, conservação de recursos naturais, conservação e proteção das áreas de preservação permanente e adaptação às mudanças climáticas.
Resumo das ações ambientais propostas pela Secretaria de Educação
Secretaria Municipal de Educação. Arroio do Meio/RS
Relatora: Vanessa Schneider
A Secretaria de Educação tem se dedicado a fortalecer a educação ambiental nas escolas da rede, promovendo ações que incentivem a consciência ecológica, a sustentabilidade e o protagonismo estudantil. As principais iniciativas realizadas incluem:
Apresentação do Programa Verde é Vida – Afubra
As equipes diretivas das escolas foram apresentadas ao programa Verde é Vida, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), com o intuito de repassar as informações aos professores e integrar o programa às ações pedagógicas. O programa, criado em 1991, é referência na educação ambiental nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atuando junto a escolas, agricultores e comunidades.
Apoio à EMEF Professor Arlindo Back
A EMEF Professor Arlindo Back tem se destacado por desenvolver de forma ativa e contínua o Grupo Ambiental dentro do currículo escolar, promovendo diversas ações sustentáveis e educativas. A escola é incentivada pela Secretaria como exemplo de boas práticas ambientais a serem seguidas por outras unidades da rede.
Subprograma de Reaproveitamento de Óleo Saturado
As demais escolas foram motivadas a aderir ao subprograma
vinculado ao Verde é Vida, com foco na coleta e destinação correta do óleo de cozinha usado. A proposta busca, além da preservação ambiental, a conscientização das famílias e comunidades sobre os riscos do descarte incorreto e os benefícios do reaproveitamento do óleo.
Palestras e Momentos de Conscientização Ambiental
Foram promovidas diversas palestras e encontros formativos ao longo do ano letivo, abordando temas como:
Sustentabilidade e consumo consciente
Reciclagem e economia circular
Preservação dos recursos hídricos e cuidados com o solo
Impactos das mudanças climáticas
Importância das áreas verdes urbanas
Esses momentos envolveram alunos, professores, gestores e, em alguns casos, membros da comunidade, proporcionando um espaço de reflexão, troca de saberes e incentivo à mudança de atitudes no cotidiano escolar e familiar.
Essas ações reforçam o papel da escola como espaço formador de cidadãos conscientes e comprometidos com o meio ambiente, promovendo o engajamento coletivo em prol de um futuro mais sustentável.
Verde é Vida em Cristal-RS
Secretaria Municipal de Educação. Cristal/RS
Relatoras: Daniele Bracher e Claudia Simone Vitola Schranck
Ao longo de 2024, a Secretaria Municipal de Educação de Cristal (SMED) desenvolveu, em parceria com o Verde é Vida da Afubra, diversas ações nas escolas do campo — EMEF Antônio Curi e EMEF Otto Becker — com o objetivo de promover a Educação Socioambiental Rural como ferramenta de transformação social. Essa abordagem integra saberes ambientais e sociais, favorecendo a formação de cidadãos mais conscientes, comprometidos com a sustentabilidade e valorizadores da cultura e identidade rural.
Na EMEF Otto Becker, o Grupo Ambiental foi constituído por alunos do tempo integral. Ao longo do ano, os estudantes participaram de experiências formativas significativas, como aulas-passeio ao Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, em Porto Alegre, e à histórica Charqueada São João em Pelotas. Essas saídas de campo proporcionaram momentos de aprendizagem contextualizada, em que os alunos puderam vivenciar conteúdos trabalhados em sala por meio da observação e interação com diferentes ambientes culturais e científicos.
Ainda na Otto Becker, foi realizada uma importante campanha de coleta de óleo saturado, envolvendo a comunidade escolar em uma mobilização de conscientização ambiental sobre o descarte correto desse resíduo. A iniciativa resultou na arrecadação de 223 litros de óleo usado, demonstrando o engajamento dos alunos e da comunidade na preservação dos recursos hídricos e na prevenção da poluição.
Na EMEF Antônio Curi, as ações do Verde é Vida também se destacaram pela relevância pedagógica e pelo fortalecimento do vínculo escola-comunidade. Por meio de parcerias foram realizadas palestras sobre as temáticas do empreendedorismo e da sustentabilidade, incentivando os estudantes a refletirem sobre práticas sustentáveis no cotidiano e na vida profissional.
O grupo ambiental da escola também participou de uma visita ao gabinete do prefeito Marcelo Krolow, onde puderam dialogar sobre propostas para fortalecer a sustentabilidade no contexto escolar. Essa experiência de aproximação com o poder público reforçou o protagonismo estudantil e o compromisso com a cidadania ativa.
Outro ponto alto das ações foi a visita ao Capão da Amizade, Monumento Natural Municipal de Cristal. Com uma área de 1,3 hectares e abrigando árvores centenárias, algumas ameaçadas de extinção, o Capão representa não apenas um espaço de grande valor ecológico, mas também cultural e histórico para o município. A visita oportunizou aos alunos um contato direto com os ecossistemas locais, aprofundando a compreensão sobre a importância da preservação ambiental e da valorização do patrimônio natural do município. A riqueza do Capão da Amizade vai além da biodiversidade: o local carrega uma memória social significativa e desperta um senso de pertencimento aos seus frequentadores. Ambas as escolas também se destacaram na área de pesquisa e produção científica. O Grupo Ambiental da EMEF Antônio Curi participou da Mostra Escolar de Conhecimentos e foi selecionado para a etapa municipal com a pesquisa “Cultivo e consumo de Ora-pro-nóbis”, explorando os benefícios nutricionais e sustentáveis dessa planta. Pesquisa com a qual o grupo ambiental representou o
município de Cristal na Mostra Regional de Pesquisa Científica do Verde é Vida em Dom Feliciano. A temática despertou grande interesse na comunidade e incentivou o cultivo de alimentos saudáveis e sustentáveis.
Em 2024 foi realizada a terceira edição da Mostra Municipal de Conhecimentos de Cristal (MMC), evento que oportuniza aos alunos e professores a divulgação de seus projetos para a comunidade, como uma forma de valorização do que foi desenvolvido nas escolas ao longo do ano. A MMC abrange as cinco escolas do município, tanto da rede municipal quanto estadual e as pesquisas participantes são previamente selecionadas nas etapas escolares.
A aprendizagem por meio de projetos visa despertar o interesse dos alunos pela pesquisa, pela elaboração e execução de ideias, desenvolvendo competências voltadas ao trabalho cooperativo, à iniciativa e ao senso de responsabilidade quanto às funções e papéis assumidos. A MMC tem como propósito envolver, direta ou indiretamente, cerca de 1.500 alunos das redes municipal e estadual de ensino, que, com o apoio de seus professores, desenvolvem projetos alinhados aos interesses dos educandos e que vem ao encontro dos temas transversais contemporâneos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Essas ações integradas demonstram o comprometimento da Secretaria Municipal de Educação de Cristal com a promoção de uma educação transformadora, que alia teoria e prática, fortalece a identidade rural e mobiliza a comunidade em prol de um futuro mais sustentável e consciente.
A colaboração entre a SMED e o Verde é Vida da Afubra não apenas fortalece o compromisso com a preservação ambiental, mas também molda cidadãos conscientes e engajados com a sustentabilidade. Agradecemos a parceria e reconhecemos o poder transformador da educação socioambiental em nossas escolas do campo de Cristal.
Ações desenvolvidas nas Escolas do Campo no município de Capinzal
Secretaria Municipal de Educação. Capinzal/SC
Relatoras: Marilei Bergamo e Carmem Maletzke Markus
Em 2024, a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Capinzal reforçou sua parceria com a AFUBRA, reiterando seu compromisso com o meio ambiente. Com o Projeto “Verde é Vida”, a iniciativa busca não apenas ensinar sobre a natureza, mas também incentivar práticas de preservação ambiental. O projeto visa conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de respeitar e proteger o meio ambiente, formando cidadãos mais responsáveis e atentos aos desafios contemporâneos. A SME acredita que a educação ambiental desde a infância é essencial para desenvolver cidadãos que atuem na construção de um futuro mais sustentável. A parceria com a AFUBRA visa fortalecer ações em defesa do meio ambiente e criar uma comunidade que valorize e cuide dos recursos naturais. Participam dos projetos a Escola Municipal Ernesto Hachmann e a Escola Municipal Ivo Silveira, com projetos de pesquisa, coleta de óleo saturado, bolsa sementes e ações desenvolvidas por grupos ambientais. A Escola Municipal Ernesto Hachmann, localizada no interior de Capinzal, defende que a escola é um espaço essencial para garantir a formação integral dos estudantes. Em 2024, implantou o período integral para os anos iniciais, atendendo cerca de 66 estudantes em uma jornada de 38 horas semanais. A proposta de Educação Integral foi abraçada por toda a equipe escolar, pais, comunidade e gestão, articulando-se com os princípios de sustentabilidade. Situada na zona rural, a escola integra em suas aulas práticas voltadas ao meio rural, além dos conteúdos da Proposta Curricular de Capinzal. Além dos conteúdos da base curricular, a escola firmou parcerias com a Fundação de Esportes e o setor cultural, oferecendo aulas de karatê, bocha (na cancha da comunidade) e coral. Em parceria com a Secretaria de Educação, oferece também aulas complementares de recomposição da aprendizagem em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, além de atividades de tecnologia, musicalização (flauta e violão), práticas esportivas e projetos de leitura. A Escola participou
do projeto de pesquisa “CULTIVANDO AMARÍLIS”, desenvolvido pelos estudantes Pietro Franceschi Savaris e Gabryely Gyertyas, sob a orientação da professora Carmem Maletzke Markus. Já a Escola Municipal Ivo Silveira, situada no distrito de Alto Alegre, zona rural de Capinzal, mantém um compromisso contínuo com a preservação ambiental, promovendo ações sustentáveis e de conscientização ecológica. Reconhecida como Escola do Campo em Período Integral desde 2023, conta com grade curricular própria que inclui oficinas de Língua Portuguesa, Matemática, Tecnologias e Projetos Científicos, Sustentabilidade e Desenvolvimento Local-Global, práticas esportivas, qualidade de vida, saúde e manifestações culturais, como a invernada artística de dança gaúcha e o grêmio estudantil. A escola desenvolve diversos projetos ambientais como: horta escolar e medicinal, composteira, horto educativo, bosque e jardim, reciclagem de papel e o projeto "Florindo Caminhos", que promove a plantação de ipês às margens da Estrada Geral Ermindo Campioni, unindo educação ambiental e o embelezamento da via. Também realiza a gincana “Sensibilizando Valores e Virtudes para um Ser Mais Humano”, focada na coleta de garrafas PET, tampinhas, lacres e blisters. Neste ano, a Escola Municipal Ivo Silveira participou do projeto de pesquisa “PROPAGAÇÃO SUSTENTÁVEL: ENRAIZADORES NATURAIS”, desenvolvido pelas estudantes Gislaine Zenir dos Reis de Morais e Yasmin Ceron Prates, sob a orientação da professora Marcia Rosana Barth. O projeto foi selecionado para representar o município de Capinzal na Expoagro, no Rio Grande do Sul. Com essas ações e mobilizações realizadas em 2024, busca-se incentivar estudantes e a comunidade a valorizar a união, preservar valores, e adotar atitudes de respeito, cooperação e bem-estar, visando à qualidade de vida para as presentes e futuras gerações. As atividades realizadas são exemplos de trabalho cooperativo, onde os estudantes vivenciam aprendizagens significativas que impactam positivamente toda a comunidade escolar.


Município e escola - parceria que dá certo
Secretaria Municipal de Educação - Luzerna/SC Relator: Allan Mott
Durante o ano de 2024, e cada vez mais percebemos em Luzerna que a administração pública e a Escola Municipal São Francisco é uma parceria que dá super certo.
Neste ano a escola desenvolveu o projeto pedagógico intitulado “Diga SIM ou diga NÃO”, cujo propósito é promover reflexões profundas e críticas sobre questões sociais relevantes, por meio de atividades e discussões que incentivem atitudes conscientes e responsáveis.
Esse projeto surgiu como resposta direta à necessidade, não apenas da comunidade escolar mas de todo o município, urgente de se abordar temas sociais complexos de forma significativa no contexto educacional. Problemas como sedentarismo, violência, descontrole financeiro, uso excessivo de telas, consumo irresponsável, drogas, saúde mental, cultura e preconceito afetam profundamente o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é imprescindível que a escola atue como espaço de conscientização, debate e transformação, estimulando os estudantes a tomarem decisões éticas, informadas e voltadas para o bem coletivo.
Neste ano, a Escola Municipal São Francisco trabalhou o projeto “Diga SIM ou diga NÃO” em articulação com o tema do Programa Verde é Vida: “Solidariedade e Voluntariado: escola, família e comunidade juntos", e o município foi parceiro e apoiador. Entre as principais ações realizadas, destacam-se: Campanha de arrecadação de agasalhos e donativos, Palestras e rodas de conversa sobre temas como autocuidado, saúde mental,
responsabilidade ambiental e uso consciente das mídias e tecnologias, Atividades práticas com a horta e jardim da escola, Parceria com o SESI-SENAI e Visitas pedagógicas a museus, laboratórios e espaços culturais, despertando o interesse científico, artístico e social nos alunos.
O ano de 2024 foi marcado por conquistas importantes no campo educacional e cultural. O município participou ativamente de Olimpíadas, Concursos e Festivais, e, promoveu em parceria com a Direção de Cultura do município duas edições da “Noite das Estrelas” que visou mostrar aos munícipes a diversidade de alunos artistas que Luzerna tem, com apresentações de alunos e alunas da rede municipal e estadual de ensino. Encerramos o ano com a tradicional e emocionante Cantata Natalina, reafirmando a importância da arte e da cultura como instrumentos de formação humana.
O município e escola reiteram sua gratidão a todos os parceiros que contribuíram para a realização do projeto, com destaque especial ao Programa Verde é Vida, que continua sendo uma peça fundamental no fortalecimento das ações voltadas ao cuidado ambiental e à formação cidadã.
Dessa forma a educação no município de Luzerna reafirma seu compromisso com uma educação transformadora, que busca preparar os alunos para a vida em sociedade de forma ética, crítica e consciente. A integração com o Programa Verde é Vida fortalece ainda mais essa missão, promovendo um ambiente escolar voltado à sustentabilidade, à empatia e ao cuidado mútuo. Esperamos que essa parceria continue rendendo bons frutos nos próximos anos.
Escola João Gonçalves Vieira
Escola João Gonçalves Vieira - Salto do Jacuí/RS
Relatores: Cristiano Biscubi da Silva e Ana Júlia Polita Bittencourt
O incrível acontece quando nós estamos juntos
45
EMEF Percílio Joaquim da Silveira - Candelária/RS Relatora: Elisângela Isabel Nicaretta Lawisch 46
Vida no campo e sustentabilidade
EEEF Adolfo Mânica - Boqueirão do Leão/RS
EMEF Jacob Rech Segundo – Acreditando no futuro
EMEF Jacob Rech Segundo - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Aline Raquel Speth Rothmund e Leni Furlan Limberger
Relatores: Leonardo Fernandes e Bianca Favaretto Fernandes 47
Plantando conhecimento, cultivando saberes
Escola Municipal Ivo Silveira - Capinzal/SC
Relatoras: Marilei Bergamo e Marcia Rosana Barth
Projeto: Memórias
EMEF Willibaldo Michel - Vale do Sol/RS Relatores: Érick Wrasse e Evelin Stumm
Pensar globalmente e atuar localmente
EMEF Francisco Frömming - São Lourenço do Sul/RS
Relatores: Gerson Scherdien Altenburg e Cátia Cilene Ribeiro
Projeto Renova Verde: promovendo a sustentabilidade e a renovação ambiental
EEB Albino Zanatta - Jacinto Machado/SC
Relatora: Monica dos Santos Montovani
Reino da leitura
EMEB Rainha dos Apóstolos - Lagoa Bonita do Sul/RS Relatoras: Iune Cauana Machado e Viviane Bernardini
Conscientes hoje, sustentáveis sempre!
Escola Municipal do Campo Rosa Zarpelon - Irati/PR
48
Promovendo saúde e qualidade de vida
EMEF Prof. Arlindo Back - Arroio do Meio/RS
Relator: Gilsomaro André Steiger
Escola Jovino: protagonizando ações ambientais
EMEF Jovino Ferreira Fiuza - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Rejane Marisa Muller Fantoni e Marilei Machado
Atividades de 2024
Escola Municipal Irmã Filomena Rabelo - Treze Tílias/SC
Relatora: Vanda Falcheti Hofsteter
Educar para a sustentabilidade: a integração da educação ambiental nas escolas
Centro Educacional Municipal Frei Silvano - Água Doce/SC
52
52
53
53
Relatoras: Janice Aparecida Gonçalves dos Santos e Tatiana Guerra de Barros
O que liga ao coração?
Escola Municipal do Campo Santa Isabel - Piên/PR
54
Relatoras: Vaneza Ribeiro de Siqueira e Bianca Adelita de Lima da Costa
54 O que faz a vida brilhar?
EMEF Santo Antônio de Pádua - Mato Leitão/RS
Relatora: Simone Maria Schwendler
Sustentabilidade em ação!
EMEF Ribeirão Matilde - Atalanta/SC
Relatora: Rosane Jochem Herbst
Ações socioambientais da Escola José de Lima
Escola Rural Municipal José de Lima - Rio Negro/PR Relatora: Gisela Cunha
Cuidar do outro faz bem.
Relatoras: Cíntia Joseli Zanlorensi Rossa e Cleusa da Aparecida Vaz Cosmo
Horta escolar sustentável
EMEF Frederico Augusto Hannemann - Vera Cruz/RS
Relatores: Cristiane Andréa Brandt Blank e Maicon Ricardo Krumenauer
Cuidar de si, do outro e do planeta: juntos enchemos o pote do amor!
EMEF Coronel Thomaz Pereira - Venâncio Aires/RS
Relatora: Joseane da Cruz
“Uma escola sustentável”: semeando o futuro verde
EEB São José - Herval d’Oeste/SC
Relatoras: Laysa Serena e Fernanda de Moraes Gonçalves
55
55
56
Escola Municipal Alminda Antônia de Andrade - Piên/PR Relatoras: Maria Aparecida Hümmelgen e Sabrina Marcela Andrade Sthalin
Boni, mais que uma escola, uma verdadeira família.
EMEF José Bonifácio - Vera Cruz/RS Relatora: Mônica Maria Weiland
Revitalização dos espaços: o bem-estar dos alunos no ambiente escolar
EMEIEF Alberto Pasqualini - Agudo/RS
Relatoras: Lisiane Weber e Carin Temp
Consciência ambiental e práticas educativas na EMEF Otto Becker: um caminho para o futuro!
EMEF Otto Becker - Cristal/RS
Relatora: Isabela Schiavon Amaral
Cultivando saberes: agricultura orgânica e horta escolar como ferramentas de educação integral
EMEIEF Waldemar Von Dentz - São Miguel do Oeste/SC
Relatores: Ademar Graeff e Patrícia Miguel Cavagnoli
56
57
57
58
Sustentabilidade: pequenas ações, grandes transformações
EMEF Alfredo Scherer - Venâncio Aires/RS Relatores: Fernanda Saldanha e Samuel Hübner
Escola e família, uma parceria de sucesso
EMEF Cardeal Leme - Santa Cruz do Sul/RS
Relatoras: Giane Butzke e Sílvia Simone Franco Padilha
A educação do campo: um campo de possibilidades e de qualidade de vida
EMEF Carlos Altermann - Paraíso do Sul/RS Relatoras: Carla Hulda Pfeifer Drescher e Loiva Callonti Huff
Projeto Girassóis: semeando com amor
EMEB Seomar Mainardi - Sobradinho/RS
Relatoras: Fabiana Wanzinck e Mariléia Ferraz Ceretta
Raízes da nossa terra – valorizando a agricultura familiar local
EMEF São João Batista - Vale do Sol/RS Relator: Mauro Martin Quoos
Escola é vida
EPM Renascer - Princesa/SC
Relator: Dione Luiz Merigo
Escola em tempo integral: novas oportunidades
59
Aromas do Aldo – saberes, sabores e sustentabilidade no campo.
EMEF Aldo Porto dos Santos - Cachoeira do Sul/RS
Relatoras: Juniandra Klatter e Carina Gomes
Reciclando para o futuro
EEEM Guilherme Fischer - Vale do Sol/RS
Relatores: Juliano Jacó Lange e Ademir José Machado
66
61
Horta escolar
Escola Agrícola Municipal Prefeito José Schultz Filho - Mafra/SC
Relator: Edson Luis Dvojatzki
Oportunidades e saberes
EMEF João Beckel - Camaquã/RS
Relatoras: Mislene Oliveira da Silva e Luciana Flugel Nickel
100 anos de história: trabalhando a sustentabilidade e promovendo o bem-estar da comunidade
EMEF Três de Maio - Agudo/RS
62
Escola Municipal Ernesto Hachmann - Capinzal/SC Relatora: Carmem Maletzke Markus 60
Projeto: Leitura na caixa
EMEF Martinho Lutero - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Cristiane Siefert Neuenfeldt e Claudia Krüger Schneid
A tecnologia no ensino/aprendizagem e na rotina escolar
EMEF Jacob Dickel - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Vera Regina Hubner Schneider e Marlene Terezinha Kroth
Educação integral: jornada de novas experiências na Escola São Francisco
Escola Municipal São Francisco - Luzerna/SC
Relator: Allan Mott
Promovendo a sustentabilidade por meio de ações socioambientais
EMEB José Francisco de Aguiar - Jacinto Machado/SC
63
64
64
Sustentabilidade: uma conexão entre a escola e a comunidade
EMEF Maurício Cardoso - Herveiras/RS Relator: Marlon de Menezes
Todo livro tem uma história, qual é a sua?
EMEF Francisco Hübner Filho - Candelária/RS
Relatoras: Aline Caroline da Rosa e Jocimara Bordignhão Braatz
Ações que conectandotransformam: realidades à educação.
EMEF Nossa Senhora da Glória - Sinimbu/RS
Relatora: Lana Jost
A escola como espaço de integração: eventos, ações ecológicas e atividades esportivas.
EMEF Padre Maximiliano Strauss - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Helena Radamann Becker e Valéria Hüttner
Trabalhando pela sustentabilidade
EMEF Felipe dos Santos - Vale do Sol/RS
67
68
Relatoras: Carla Medianeira Costa Domingues e Daiane Cristina de Moura Santos
Faço parte desta história.
EMEF Dom Pedro II - Venâncio Aires/RS
Relatoras: Mára Lúcia da Costa Pilz e Márcia Eggers
Caminhando de mãos dadas
EMEF Marino da Silva Gravina - Boqueirão do Leão/RS
Relatoras: Tamara Ferrari e Luciléia Bonassi
Viveiro florestal escolar
EMEF Emanuel - Santa Cruz do Sul/RS Relator: Alex Luis Finkler
69
69
70
70
71
71
Relatores: Sandro Roque Avrella Spanevello e Dagma Inês Reinke Seibert
Raízes que nos conectam: escola, comunidade e floresta em diálogo
EMEIEF Padre José de Anchieta - Água Doce/SC
Relatores: Ademar Graeff e Patrícia Miguel Cavagnoli
Projeto Eco Jovem – transformando lixo em solução
EMEF Tomás Antônio Gonzaga - Gramado Xavier/RS
72
Relatoras: Jucimar Gomes Tomaz e Luana Montovani Cardoso 67
Relatoras: Eliane Jandrey e Sirlei Esper França 72
Juntos fazemos a diferença: projetos que se destacam
EMEF Ervino Alberto Guilherme Konrad - Arroio do Tigre/RS
Relatores: Estela Maris Ecke e Marcus Sérgio Neuenfeldt
73
Escola verde: práticas ambientais na GH
EMEF Germano Hübner - São Lourenço do Sul/RS
Relatores: Sérgio Renato Furtado Flores e Mônica Silva da Silva
Voluntários em ação
EMEB Dr. Adolpho Sebastiany - Sobradinho/RS
Relatoras: Marivana de Franceschi e Daniela Mirelli Pereira
Reciclar é legal
CE Pedro Júlio Müller - Ituporanga/SC
Relatores: João Olívio dos Santos Cavalheiro e Marilene Klaumann Kuhnen
Pequenos passos, grandes impactos
EMEF Rodolpho Krüger - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Tamires Holz Gehrke e Girle Kohn Spiering
Sincretismo religioso
EMEF Olavo Bilac - Rio Pardo/RS
Relatora: Cátia Mello
A importância da horta na escola do campo
EMC de Gramados - Piên/PR
Relatoras: Leniza Hollerweger e Leda Sebastiana de Oliveira 76
Vamos pedalar?
EMEF Vila Gropp - Atalanta/SC
Relatoras: Scheila Daniele Henning e Juraci Jochem Madalena
Aprendizagem e cooperação: relato de ações do Programa Verde é Vida no educandário
EMEF Balduíno Thomaz Brixner - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Eveline da Silveira Moura Calheiro e Rita Cássia dos Santos
Projeto Nhemboaty: escola e comunidade nos caminhos do conhecimento
EMEF Nossa Senhora de Fátima - Cachoeira do Sul/RS
Relatoras: Fernanda Gabriela Bitencourt Wommere e Amanda Moura de Fraga
Educação ambiental e protagonismo juvenil: uma experiência interdisciplinar na EMEF Rio Branco
EMEF Rio Branco. Santa Cruz do Sul/RS
Relatoras: Márcia Denise Dias e Silva e Silvia Marli Gollmann Schwerz
Arborização
Escola Municipal Favo de Mel - Prudentópolis/PR
Relatoras: Joselia Maria Caciano Kulik e Eliane Dal Pisol
Sustentabilidade
EEB Ruth Lebarbechon - Água Doce/SC
Importância do pátio escolar
EMEF São João Batista - Dom Feliciano/RS
Relatoras: Vanessa Priebe Holz e Andrieli Eduarda Timm Albrecht 73
78
Relatores: Hellen Cristina da Silva Sagáz e Davi Bartz de Oliveira 79
Relatoras: Gabriely da Rosa Abreu e Débora Grabowski Alexandre
80 Sementes do saber
Escola Municipal Germano Schaefer - Vidal Ramos/SC
Relatoras: Giane May e Franciane de Souza Beppler
Consciência ambiental: mudando a realidade através da atitude
EMEF Aldo Rohde - Paraíso do Sul/RS
Relatoras: Tatiane Taise Gehrke e Magda Chaves
GA Guerreiros do Verde lidera ações ambientais na escola
EMEF Santa Terezinha - Dom Feliciano/RS
Relatoras: Judite Ribeiro e Cíntia Borges de Vargas
Meio ambiente e sustentabilidade: o planeta depende de nós!
EMEF Alfredo Jacobsen - Camaquã/RS
Relatoras: Cleni dos Santos Ribeiro e Eliane Wojciechowski
Relatos das ações do grupo ambiental
EMEF Olavo Bilac - Agudo/RS
Restauração da biodiversidade do ambiente na EBM Alberto Wardenski
Escola Básica Municipal Alberto Wardenski - Canoinhas/SC
Relatores: Sandro Ricardo Koch e Tatiana Gogola Linkowski Packer
80
81
81
Relatores: Ivanesca Scota e Enzo dos Passos da Rosa 83
Resgate da biodiversidade vegetal local para a ampliação da sustentabilidade na agricultura familiar
EMEF Carlos Moreira - Canguçu/RS
82
Escola João Gonçalves Vieira
Escola João Gonçalves Vieira - Salto do Jacuí/RS
Relatores: Cristiano Biscubi da Silva e Ana Júlia Polita Bittencourt
O Grupo “Geração Jovem” é formado por alunos do sexto e sétimo ano, que auxiliam a escola em diversas atividades, na área cultural, educacional e socioambiental. O mesmo é liderado pelo professor Cristiano Biscubi da Silva, que ministra a disciplina de Ciências na escola, desde o ano de 2020. Apesar de o professor ser responsável por apenas uma disciplina, com o apoio da escola conseguiu-se, durante o ano, realizar diversas atividades interdisciplinares. Na área cultural, foi realizada uma
Festa Junina e um baile de aniversário da escola, os quais reuniram diferentes membros da comunidade, que puderam confraternizar e conhecer alguns trabalhos desenvolvidos pela escola. Na área ambiental, os alunos realizaram a coleta, separação, limpeza e empacotamento de sementes de árvores nativas, a fim de colaborar com o programa Bolsa de Sementes. Durante todo o processo, eles aprenderam a reconhecer diversas espécies e puderam desenvolver uma percepção maior
da importância da flora nativa. Na área educacional, os alunos ampliaram a horta existente nos fundos da escola, plantando mais de cem mudas de hortaliças como alface e rúcula, destinadas principalmente à complementação da merenda escolar. Além disso, iniciou-se o Projeto Viveiro Florestal, com o objetivo de produzir mudas de árvores nativas com sementes oriundas do Programa Bolsa de Sementes. Para atingir tal objetivo, foi realizada uma pequena oficina sobre a preparação do solo, germinação de sementes e cuidados iniciais com os espécimes vegetais. Uma parte das mudas produzidas foi acondicionada em materiais recicláveis e comercializada na comunidade, e outra parte foi plantada no terreno da escola e em terrenos adjacentes. Com este trabalho, a escola recebeu convite para participar de uma feira na cidade de Espumoso, pelo segundo ano, para apresentar os trabalhos realizados no corrente ano e tendo a oportunidade de comercializar seus produtos.
O incrível acontece quando nós estamos juntos
EMEF Percílio Joaquim da Silveira - Candelária/RS
Relatora: Elisângela Isabel Nicaretta Lawisch


O projeto "O incrível acontece quando nós estamos juntos" busca fortalecer a parceria entre escola e família, promovendo o envolvimento ativo dos responsáveis na vida escolar dos estudantes. Acredita-se que essa colaboração seja essencial para aprimorar a qualidade da educação, incentivar o acompanhamento pedagógico e fomentar um ambiente escolar mais acolhedor e participativo. Dessa forma, a escola se torna um espaço onde o aprendizado vai além do conteúdo curricular, abrangendo valores como coletividade, empatia e corresponsabilidade. Para alcançar esses objetivos, serão realizadas diversas atividades educativas e eventos que incentivem a interação entre estudantes, professores e familiares. Iniciativas como reuniões pedagógicas, festas comemorativas, ações ambientais e esportivas possibilita uma vivência mais integrada entre escola e comunidade. Além disso, a implementação de práticas sustentáveis, como a coleta de óleo e tampas plásticas, bem como a implementação de uma horta escolar, contribuirá para a conscientização sobre o impacto coletivo das ações individuais, reforçando o senso de pertencimento e responsabilidade social. Por meio desse projeto,

espera-se que os estudantes desenvolvam uma consciência crítica sobre o papel da coletividade e o impacto de suas atitudes no ambiente em que vivem. O fortalecimento dos laços entre escola e família proporcionará um suporte mais efetivo para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos alunos, favorecendo a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ao unir esforços, a escola e a comunidade se tornam agentes ativos na formação de cidadãos comprometidos com um futuro melhor para todos.
Vida no campo e sustentabilidade
EEEF Adolfo Mânica - Boqueirão do Leão/RS
Relatores: Leonardo Fernandes e Bianca Favaretto Fernandes
Diretoria do grupo Guardiões do Meio Ambiente
Presidente: Gabrielly Ongaratto Caumo
Vice-presidente: Thaís Kauélly Gomes de Mello
Secretário: Heriqui da Silva Germany
Vice-secretária: Érica Borelli Lied
A Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Mânica há anos vem desenvolvendo projetos voltados a questões ambientais e de sustentabilidade. Nesse contexto, as práticas pedagógicas no educandário são norteadas pelo projeto guarda-chuva “Vida no campo, Sustentabilidade para o meio em que vivemos”. Por isso, desenvolve parcerias com a Afubra, através do projeto “Verde é Vida” e com a UFSM- Universidade Federal de Santa Maria, visando a preservação de recursos naturais, principalmente das nascentes, visto que a falta d’água é um problema recorrente na comunidade A escola realiza pesquisas socioantropológicas constantes para desenvolver estudos que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida na comunidade, ou seja, o aprendizado ultrapassa o portão da escola Neste sentido, o grupo ambiental vem trabalhando muito bem em parceria com a comunidade escolar e desenvolvendo atividades diversas em prol do meio ambiente, dentre elas estão a coleta de sementes, semeadura e plantio de árvores nativas, tanto em nascentes como em pontos de reflorestamento na comunidade. O recolhimento de sementes é feito pelos alunos e suas famílias durante o período que estão em casa e também na escola, juntamente com professores e funcionários quando o grupo se reúne em torno de uma árvore
no período de produção das mesmas. A maior produção de mudas é de goiaba serrana, cereja, araçá e paineira. As mudas são produzidas na estufa da escola, onde temos uma parte coberta de plástico, onde as sementes ficam aquecidas para germinar e outra parte de sombrite, onde as mudas ficam para adaptar-se ao ambiente e posteriormente serem transplantadas e uma parte será comercializada. Além disso, também é coletado óleo de cozinha para encaminhar para produção de biodiesel em parceria com a Afubra e também temos a coleta de tampinhas para doar para a Liga de combate ao câncer. O óleo é trazido para a escola pelos próprios alunos e também por membros da comunidade engajados com a escola. Ainda como parte das atividades desenvolvidas pela cooperativa, está a participação nos projetos da escola, que são voltados para o cuidado com o meio, como, por exemplo, na horta da escola, na construção de painel solar, no cuidado com as abelhas e no cultivo de frutíferas no ambiente escolar. Por fim, recentemente o grupo fez parceria com a cooperativa da escola, COOPER. A.M.A - RS para a compra e decoração de sacolas retornáveis. O projeto de produção de sacolas retornáveis visa, principalmente, diminuir a distribuição de sacolas plásticas e consequentemente proteger a longo prazo o meio ambiente do acúmulo de lixo. Neste projeto as sacolas serão compradas pela cooperativa e a mão de obra será em parceria com o grupo ambiental. Depois de coloridas as sacolas devem ser comercializadas em eventos do município e na comunidade. O grupo pretende continuar com estas atividades, por enquanto e se possível expandi-las para o próximo ano.
EMEF Jacob Rech Segundo – Acreditando no futuro
EMEF Jacob Rech Segundo - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Aline Raquel Speth Rothmund e Leni Furlan Limberger


A EMEF Jacob Rech Segundo, localizada em Linha Rocinha, Arroio do Tigre - RS, busca a cada ano incentivar os discentes a buscarem conhecimentos, valorizando o esforço e observando os interesses e singularidades de cada aluno. Nossa instituição de ensino acredita numa educação de qualidade, onde os alunos têm oportunidades de agregar conhecimento através da prática. Dentre as atividades e projetos desenvolvidos, destacamos o Projeto Horta Escolar, onde os alunos participam de forma efetiva, no contra turno escolar, no preparo dos canteiros, plantio, cuidados e colheita de verduras, legumes e temperos, que são utilizados para incrementar a merenda escolar. A horta é um espaço onde as crianças têm a oportunidade de vivenciar o contato direto com a natureza, essa experiência prática permite que elas entendam o ciclo de vida das plantas, desde o plantio até a colheita, despertando o interesse e o respeito pelo meio ambiente. Por outro lado, estimula a responsabilidade e a autonomia das crianças, ao cuidarem das plantas, aprendem sobre a importância da rega, da adubação e do controle de pragas, desenvolvendo habilidades de organização e planejamento. Acompanhar o crescimento das plantas e colher os frutos do seu trabalho proporciona uma
sensação de realização e empoderamento. E no decorrer do desenvolvimento deste projeto, são realizadas diversas ações complementares, tais como: visita de estudo, caminhadas na natureza, estudo e plantio de árvores frutíferas, embelezamento do pátio escolar com o plantio de flores, conscientização de um ambiente limpo, arrecadação do óleo saturado, momentos de encontro de formação e estudos com os integrantes do Grupo Ambiental Amigos da Natureza e Cooperativa Escolar Unirech, pesquisa para a Mostra científica- Etapa escolar, bem como, realizando a interdisciplinaridade entre as disciplinas curriculares. Observamos e destacamos o envolvimento e o interesse dos alunos em desenvolver pesquisas, agregando conhecimento, ampliando sua oralidade e seu vocabulário, vencendo a timidez, realizando coleta de dados em diferentes suportes e ajudando os demais colegas, criando um ambiente de respeito e diálogo. Isso deixa a equipe de profissionais de educação satisfeita com o trabalho que vem sendo realizado, pois demonstra que estamos unidos em um único objetivo, de tornar a sociedade mais igualitária, onde todos tenham acesso à informação e educação de qualidade, buscando formar cidadãos conscientes, proativos e críticos.

Plantando conhecimento, cultivando saberes
EM Ivo Silveira - Capinzal/SC
Relatoras: Marilei Bergamo e Marcia Rosana Barth
A Escola Municipal Ivo Silveira, localizada no Distrito de Alto Alegre, em Capinzal/SC, é uma escola do campo que incentiva seus alunos a se reconectarem com suas origens e valorizarem a cultura local. Com esse propósito, o projeto “Plantando Conhecimento, Cultivando Saberes” busca demonstrar aos educandos e à comunidade a importância de pequenas ações que, ao longo do tempo, podem contribuir para transformar a realidade existente. No ano de 2024, o educandário deu continuidade a diversas atividades ofertadas no contraturno escolar dentro das Oficinas Integradoras:
• Oficina Integradora I: Alimentação, higiene pessoal e descanso.
• Oficina Integradora II: Manifestações culturais, artísticas e patrimoniais, incluindo Invernada Artística, Contação de Histórias, Grêmio Estudantil e Grupo Ambiental.
• Oficina Integradora III: Práticas de esportes, qualidade de vida e saúde, com atividades como Tênis de Mesa, Xadrez e Futsal.
• Oficina Integradora IV: Sustentabilidade e desenvolvimento global, contemplando Jardim, Bosque, Horta e Horto.
• Oficina Integradora V: Tecnologias e Pesquisa Científica, abordando Informática, Matemática (simulados), Língua Portuguesa (gêneros textuais) e Projetos.
Além das Oficinas Integradoras, a escola desenvolveu diversos projetos, entre eles:
• Comemoração ao Dia da Mulher: Realização do "I Encontro Vozes Femininas".
Projeto: Memórias
EMEF Willibaldo Michel - Vale do Sol/RS
Relatores: Érick Wrasse e Evelin Stumm
• Gincana do Meio Ambiente: Ações de coleta de material reciclável, óleo saturado, sementes, lacres, tampinhas, garrafas PET e blisters.
• Manutenção dos Espaços Verdes: Limpeza e organização da Horta, Horto, Bosque e Jardim Escolar.
• VI Festival de Cocadas.
• II Fandango à Moda Antiga: Baile gauchesco com apresentações do grupo de danças "Invernada Artística".
• Datas Comemorativas e Ato Cívico: Realizados pelo Grêmio Estudantil.
• Celebração dos 83 anos da Escola.
• Festa Julina: Em parceria com a Escola Municipal Carlos Jaime da Rocha e o CMEI Mundo Colorido da comunidade vizinha.
• Semana Farroupilha: Atividades alusivas ao Dia do Gaúcho.
• Projeto "Florindo Caminhos": Plantio de ipês (árvore símbolo do município) ao longo da rodovia.
• Distribuição de Mudas: Fornecimento de 1.500 mudas de árvores nativas para a Afubra.
As ações dos projetos foram coordenadas pelos professores, de acordo com os componentes curriculares, juntamente com a equipe gestora e a APP da escola. Todas as atividades práticas e educativas do projeto tiveram como objetivo promover a conscientização ambiental e o engajamento da comunidade em práticas sustentáveis.


A Escola Municipal de Ensino Fundamental Willibaldo Michel, no decorrer do ano de 2024, iniciou as atividades escolares com reunião entre profissionais de educação da escola para traçar metas e objetos. E, da mesma forma, o grupo Verde é Vida começou o ano cheio de ideias e planos para executar durante o ano letivo. Logo veio a enchente que assolou o estado e também nosso município e escola. Porém, já em junho recomeçamos efetivar nossos planos e a escola traçou como meta trabalhar as Memórias da escola, já que a mesma completou 85 de existência neste ano. Como sabemos a escola é um lugar de parceria, de reflexão e valorização da cidadania, nesse sentido, a primeira atividade foi realizar uma roda de conversa com ex-diretores, professores e funcionários da escola, os quais relataram vivências que tiveram na escola. Os alunos participaram e dialogaram com os mesmos para entender um pouco sobre o resgate dessas memórias. Em seguida, professores e alunos trabalharam na realização de uma linha do tempo da escola, com fotos de antigamente, inauguração de ampliações e como está no presente, sendo que este trabalho resultou num banner que está exposto na
escola e foi apresentado no desfile do município. Também houve um dia muito especial onde o presidente da sociedade de damas e cavalheiros conversou com os alunos sobre a finalidade da sociedade e os jogos e regras que existem até os dias de hoje. Foi uma interação proveitosa que culminou com os alunos jogando bolão de corda, bolão de mesa, bocó, e atiro ao alvo. Ainda tivemos palestra com a senhorita Marieli Mueller que veio nos falar sobre os primeiros imigrantes que chegaram em Vale do Sol e como se deu a colonização das localidades, costumes, trabalho, religiosidade, festas, educação e culinária da época. Essa atividade também teve relação com os 200 anos de imigração alemã no Rio Grande do Sul e culminou com o dia do prato típico do município, a boia-forte, em nossa escola. Com esse trabalho desenvolvido buscamos construir laços entre o passado e presente com os estudantes e familiares para que estes percebam o valor que a escola possui perante a sociedade e resgatar valores esquecidos e buscar o aperfeiçoamento escolar, já que a família é o primeiro local de aprendizagem e formação de caráter de nossos alunos.

Pensar globalmente e atuar localmente
EMEF Francisco Frömming - São Lourenço do Sul/RS
Relatores: Gerson Scherdien Altenburg e Cátia Cilene Ribeiro
Nosso educandário situa-se a 37 Km da sede, na localidade de Harmonia, interior de São Lourenço do Sul, contamos com 303 alunos da pré-escola até o nono ano do Ensino Fundamental, com 27 professores, 4 funcionários, 4 estagiárias e 3 auxiliares de atendimento à criança e ao adolescente. A comunidade escolar que compõe a nossa escola é formada por 12 localidades que mantêm viva as suas tradições alicerçadas na cultura Pomerana/Alemã, mas que está em constante modernização quando relacionado às tecnologias que está presente cotidianamente na vida da escola. Na tríade ciência/tecnologia/sociedade, a educação tem lugar de destaque pelo que ela produz, desenvolve e principalmente pelo que ela pode construir, contribuindo para a otimização da comunicação entre educador e aluno, incentivando o protagonismo, na busca da promoção da autonomia e de sair do tradicional, atraindo o interesse dos estudantes, à fim de aplicarem todo o conhecimento no cotidiano de seus lares e na comunidade a que pertencem, buscando a melhoria na qualidade de vida. Para que o projeto, “Pensar globalmente e atuar localmente”, se efetive, buscamos parcerias com a iniciativa privada e pública, APM, Conselho Escolar e Mantenedora (SMECD), visando a aquisição de lousas digitais, TVs Smart e notebooks, visto que, os ambientes de aprendizagem já estão equipados com projetor de mídia. Assim, buscamos aumentar ainda mais o IDEB, proporcionar a formação biopsicossocial dos alunos, os tornar mais autônomos e proativos, que se sintam pertencentes a
Projeto Renova Verde: promovendo a sustentabilidade e a renovação ambiental
EEB Albino Zanatta - Jacinto Machado/SC
Relatora: Monica dos Santos Montovani
localidade em que residem, responsáveis por uma sociedade consciente, por um mundo melhor, utilizando as tecnologias em benefício a si próprio e para o outro, com valores ambientais, sociais, culturais e econômicos. Com a restrição do uso do celular nas dependências da escola, se faz necessário as informações chegarem aos nossos alunos de forma correta. Para tanto, as informações necessitam de orientação de um profissional (professor) do que se refere ao correto e verdadeiro, diferenciando do que não é. Tão logo a aplicação do que se refere ao certo possa ser replicado na propriedade na qual os alunos residem, de forma a ser consciente sobre o uso do que a natureza oferece, bem como preservá-la.


O projeto de sustentabilidade realizado pela escola foi uma jornada de aprendizado e engajamento, que envolveu alunos, professores e a comunidade em ações concretas para promover práticas ambientalmente responsáveis e criar uma consciência sustentável duradoura. Uma das atividades principais do projeto foi a coleta, armazenamento e descarte adequado do óleo saturado e dos resíduos sólidos. Os alunos aprenderam sobre a importância de evitar o descarte inadequado desses materiais, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente e a prevenção da poluição.
Além disso, os alunos praticaram uma ação social significativa ao realizar a coleta de latinhas de metal e reverter o valor monetário para doação ao Hospital São Roque, localizado na nossa cidade. Essa iniciativa não apenas promoveu a sustentabilidade, mas também demonstrou o desenvolvimento do projeto, os alunos participaram de atividades educativas, como teatros, palestras e brincadeiras, que visam criar uma consciência sustentável intrínseca para o seu desenvolvimento. Essas iniciativas não apenas promovem a sustentabilidade, mas

também demonstram o compromisso da escola em contribuir para o bem-estar da comunidade. Durante o desenvolvimento do projeto, os alunos participaram de atividades educativas, como teatros, palestras e brincadeiras, que visam criar uma consciência sustentável intrínseca para o seu desenvolvimento. Essas experiências práticas foram essenciais para reforçar os conceitos aprendidos em sala de aula e inspirar ações sustentáveis no cotidiano dos alunos. Além disso, os alunos também se envolveram em pesquisa científica, explorando temas relacionados à sustentabilidade e sua importância para nossa cultura e comunidade.
Essa pesquisa permitiu que os alunos compreendessem melhor os desafios ambientais enfrentados e explorassem maneiras de promover a valorização e a preservação de nosso planeta. Em suma, o projeto de sustentabilidade da escola foi uma experiência enriquecedora que capacitou os alunos a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades, promovendo práticas sustentáveis e conscientizando sobre a importância da preservação ambiental.
Reino da leitura
EMEB Rainha dos Apóstolos - Lagoa Bonita do Sul/RS
Relatoras: Iune Cauana Machado e Viviane Bernardini
O ano letivo iniciou com uma calorosa recepção dos alunos e uma confraternização de boas-vindas, fortalecendo os vínculos entre estudantes, professores e equipe escolar. Logo nos primeiros meses, foi organizada a formação de grupos e a Hora da Leitura, incentivando o hábito da leitura desde o início do ano. Também foi realizada uma reunião com a comunidade escolar, reforçando a importância da participação das famílias e da coletividade no processo educativo. Ao longo do ano, diversas datas comemorativas e temáticas foram celebradas com ações significativas. No Dia da Mulher, foram desenvolvidas atividades que destacaram o papel da mulher na sociedade. A comemoração do Dia da Escola fortaleceu o sentimento de pertencimento, enquanto a celebração da Páscoa foi marcada por gincanas, brincadeiras e a esperada chegada do coelho. Também foram realizadas ações no mês de conscientização do autismo, promovendo inclusão e empatia. A valorização da cultura e do meio ambiente também teve destaque. Foram promovidas atividades sobre a cultura indígena e cultura africana, incentivando o respeito à diversidade. Durante a Semana do Meio Ambiente, os alunos estudaram os elementos da natureza e participaram de práticas sustentáveis, como a fabricação de vasos com papel reciclado e o plantio de suculentas. O projeto Caminho Serras e Vales proporcionou uma caminhada no interior do município, incentivando hábitos saudáveis e o contato com a natureza. A escola também promoveu jogos de integração entre alunos, professores e funcionários, incentivando o espírito esportivo e a convivência harmoniosa. Durante o ano, os estudantes participaram de aulas práticas, oficinas de xadrez com monitor do CIEE e da criação de maquetes com materiais reciclados, enriquecendo o processo de aprendizagem. Diante das dificuldades causadas pelas enchentes no RS,
Conscientes hoje, sustentáveis sempre!
Escola Municipal do Campo Rosa Zarpelon - Irati/PR
a escola promoveu uma atividade especial de acolhimento, recebendo os alunos com empatia e afeto. O mês de maio contou com ações de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com o apoio do Conselho Tutelar. O Projeto Reino da Leitura teve grande destaque durante o ano, com diversas ações como a pintura e embelezamento da escola pelos alunos, a aula inaugural com salas temáticas de leitura, e um teatro sobre a importância da leitura, promovendo o encantamento pelos livros. A escola também contou com palestras educativas, como a com dentista e auxiliar sobre saúde bucal e a com conselheiras tutelares sobre prevenção da violência sexual. Os alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE) desenvolveram atividades que respeitam suas especificidades, favorecendo o desenvolvimento de suas potencialidades. A valorização dos talentos estudantis também ocorreu com a Feira de Ciências, cujos trabalhos foram apresentados com empenho, e com a entrega da premiação do concurso “Farmácia Vai à Escola”, em que dois alunos foram contemplados. Momentos lúdicos e culturais foram marcantes no calendário escolar, com destaque para as Olimpíadas Escolares, a Festa Junina, a Festa da Escola em homenagem ao Colono e Motorista, a animada Festa de Halloween, e a participação na Feira do Livro, na qual os alunos apresentaram teatro e declamação de poesias. As viagens de estudos enriqueceram ainda mais o aprendizado: os anos iniciais visitaram a cidade de Santa Cruz do Sul, e os anos finais realizaram uma visita ao Museu da PUC, promovendo a aprendizagem além da sala de aula. O encerramento do ano contou com a realização da Primeira Mostra Pedagógica da Escola, espaço em que os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano foram compartilhados com a comunidade escolar.
Relatoras: Cíntia Joseli Zanlorensi Rossa e Cleusa da Aparecida Vaz Cosmo
Cuidar da Natureza é cuidar da VIDA! Cada gesto de cuidado com o meio ambiente tem um impacto direto na nossa qualidade de vida. Ao preservar os recursos naturais garantimos água potável para o futuro, alimentos e o equilíbrio climático essencial para o bem estar de todos.
Cada pequeno passo que damos hoje é um grande avanço para o futuro.
Nesse sentido, a Escola Municipal do Campo está realizando o Projeto Conscientes HOJE, sustentáveis SEMPRE, para tornar a rotina familiar mais sustentável.
A Educação Ambiental é um processo longo e contínuo, e mudar isso não é algo fácil, devemos primeiro mudar nossos hábitos e atitudes, uma vez que, a mudança deve ser espontânea para que possa de fato ocorrer.
A sustentabilidade ambiental é para longo prazo, significa cuidar de todo sistema, para que as gerações futuras possam aproveitar. Através da reciclagem é possível diminuir a poluição do ar, da água e solo, um grande esforço por menor que seja feito já é um grande impacto para o planeta, a educação ambiental é um processo contínuo, mudar os hábitos não é nada fácil.
Que mundo teremos daqui 10 anos?
Quais são as minhas atitudes para a preservação ambiental?
No dia-a-dia quanto lixo produzimos?
Como tornar o mundo mais sustentável?
Diante dessas reflexões dá-se a importância de pequenos atos em nossas casas e escolas e comunidades, a preocupação de trabalhar
questões relacionadas ao meio em que está inserido de forma participativa, capaz de interagir, reelaborar, transformar e agir no meio em que vive.
Para Antonie de Saint – Exupéry: “O futuro não é o lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído. É o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino”. Nesse sentido uma das propostas como um caminho é diminuir a quantidade de resíduos sólidos considerados mais sustentáveis pela reciclagem e compostagem orgânica, a reciclagem também é uma atividade econômica rentável, é um ato de cidadania.
Afinal cada pequeno passo que damos hoje é um grande avanço para o futuro.
Preservar o meio ambiente significa preservar a vida, uma vida saudável, digna e produtiva, uma preocupação que deve passar pela educação em todas as faixas etárias a fim de reduzir a poluição, economizar recursos naturais e minimizar impactos ambientais.
Junte as mãos e separe o lixo”, a reciclagem e a sustentabilidade do planeta dependem da coleta seletiva, e o trabalho a ser desenvolvido pelo presente Projeto, busca ações voltada para redução, reutilização e reciclagem através da responsabilidade compartilhada onde haja formação de alunos e professores pesquisadores consciência crítica, comprometida com o meio ambiente num trabalho de interdisciplinaridade pela preservação do meio ambiente.
Horta escolar sustentável
EMEF Frederico Augusto Hannemann - Vera Cruz/RS
Relatores: Cristiane Andréa Brandt Blank e Maicon Ricardo Krumenauer
A escola Estadual de Ensino Fundamental Frederico Augusto Hannemann, de Vila Progresso, Vera Cruz, (interior do Município), durante o ano de 2024, desenvolveu atividades na horta escolar que fica junto à escola, tanto no turno escolar como no turno inverso. Os alunos, inicialmente tiveram aulas teóricas para entender o cultivo de hortaliças e o manejo correto desde a preparação dos canteiros, escolha das mudas, adubação, plantio e irrigação das mesmas. Acompanhados por um professor, praticaram atividades na horta escolar desde a preparação dos canteiros, plantio de hortaliças, acompanhamento do desenvolvimento das plantas e colheita da produção. Foram cultivados alface, repolho, brócolis, temperos e feijão. Foi feita uma campanha para conseguir a doação das mudas. Outras foram adquiridas com a parceria do CPM da escola. Os alimentos serviram para complementar a merenda escolar que é bem diferenciada, pois o cardápio vem da Secretaria de Educação do Estado, e alguns foram comercializados entre professores e alunos. Com a verba adquirida comprou-se outras mudas para novamente serem plantadas e cultivadas. Na horta, os alunos tiveram contato direto com o solo e puderam acompanhar o plantio,
Cuidar de si, do outro e do planeta: juntos enchemos o pote
do amor!
EMEF Coronel Thomaz Pereira - Venâncio Aires/RS
Relatora: Joseane da Cruz
desenvolvimento e ciclo das plantas cultivadas. Aproveitando as hortaliças cultivadas na horta, procurou-se promover uma alimentação saudável, diversificando ainda mais o cardápio da merenda escolar, procurando desenvolver hábitos alimentares saudáveis.
A horta escolar serviu de espaço para integração dos estudantes, que compartilharam tarefas, desenvolveram habilidades práticas, como plantio, irrigação, colheita e trabalho em grupos. Um dos objetivos da horta escolar também é incentivar os alunos a cultivar a sua horta em casa, incentivando os pais, pois hoje muitas famílias têm somente o cultivo do tabaco. O projeto da horta escolar participou da Mostra Científica. As atividades realizadas visam promover a conscientização ambiental, buscando incentivar o interesse dos alunos pelas atividades agrícolas sustentáveis. Despertar nas crianças valores e ideais de preservação da natureza e senso de responsabilidade para com as gerações futuras. Sensibilizar de forma lúdica sobre o uso sustentável dos recursos naturais através de suas próprias ações. A escola também fez (e continua) a campanha de arrecadação de latinhas e óleo saturado.


Em 2024, a escola promoveu uma série de atividades diversificadas com o objetivo de enriquecer a formação dos alunos e contribuir com a comunidade. Entre as iniciativas destacadas, a ação "Verde é Vida" foi um sucesso, incentivando a conscientização ambiental e a preservação do meio ambiente. O projeto envolve atividades de plantio e cuidados com a natureza, tornando os alunos protagonistas na construção de um futuro sustentável. As oficinas de robótica também foram um grande atrativo, permitindo que os estudantes desenvolvessem habilidades tecnológicas e criativas, além de estimularem o trabalho em equipe. O xadrez, como atividade extracurricular, promoveu o desenvolvimento do raciocínio lógico e da estratégia, engajando alunos em competições saudáveis. A participação no JEVA foi uma experiência marcante, onde os alunos puderam representar a escola em diversas modalidades esportivas, promovendo a integração e o espírito esportivo. O reforço escolar oferecido durante o ano letivo garantiu que todos os alunos tivessem a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e superar dificuldades acadêmicas. A escola também se mobilizou em ações sociais, arrecadando materiais escolares e roupas para alunos afetados pela enchente. Essa iniciativa não apenas ajudou a comunidade, mas também promoveu nos estudantes
valores como solidariedade e empatia. A Mostra Científica da escola, juntamente com a participação no evento municipal e na Mostratec, destacou o potencial de pesquisa e inovação dos alunos, permitindo que eles apresentassem seus projetos e descobertas a um público mais amplo. O Chimaboots, uma atividade lúdica, envolveu os estudantes em desafios criativos, estimulando o pensamento crítico e a colaboração. A gincana cultural foi um momento de diversão e aprendizado, onde os alunos participaram de diversas provas que abordavam conhecimentos gerais e culturais, fortalecendo o vínculo entre os estudantes. Os Jogos de Interserie também ofereceram a oportunidade de competição e amizade entre os alunos de diferentes séries. Por fim, as oficinas de sabão e os encontros sobre como cuidar do meio ambiente contribuíram para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Os alunos aprenderam práticas sustentáveis de forma prática e divertida, estimulando a preservação e o cuidado com o planeta. Em suma, as atividades realizadas pela escola em 2024 foram diversas e engajadoras, promovendo não apenas o aprendizado acadêmico, mas também o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, preparando os alunos para os desafios do futuro e fomentando um ambiente colaborativo e inclusivo.

“Uma escola sustentável”: semeando o futuro verde
EEB São José - Herval d’Oeste/SC
Relatoras: Laysa Serena e Fernanda de Moraes Gonçalves
Ao longo do ano letivo, nossa escola implementou diversas atividades com o objetivo de integrar os princípios da sustentabilidade em nosso cotidiano e promover a conscientização ambiental entre alunos, professores, funcionários e a comunidade. As ações abrangeram diferentes áreas, desde a gestão de recursos até a educação e o engajamento social. Trabalhamos com a Gestão de Resíduos: Implementação e Fortalecimento da Coleta Seletiva: Lixeiras específicas foram instaladas em todas as áreas da escola, acompanhadas de sinalização clara e atividades educativas em sala de aula sobre a correta separação dos resíduos. Houve um aumento significativo na quantidade de material reciclado coletado. Oficinas de Compostagem: Alunos e professores participaram de oficinas práticas sobre compostagem, construindo composteiras para transformar resíduos orgânicos da cozinha e do jardim em adubo, utilizado posteriormente na horta escolar. Campanha de Redução de Descartáveis: Foi lançada uma campanha incentivando o uso de garrafas de água e canecas reutilizáveis, com a instalação de bebedouros e a conscientização sobre os impactos negativos do plástico descartável. Reciclagem Criativa (Upcycling): Oficinas extracurriculares exploraram a reutilização de materiais descartados para a criação de objetos artísticos, brinquedos e utensílios, estimulando a criatividade e a redução do lixo. Uso Eficiente da Água e Energia: Monitoramento do Consumo: Alunos participaram do monitoramento do consumo de água e energia da escola, identificando pontos de desperdício e propondo soluções para a redução. Campanha de Uso Consciente: Foram realizadas campanhas de conscientização através de cartazes, vídeos e apresentações sobre a importância do uso responsável da água e da energia elétrica. Pequenos Projetos de Eficiência Energética: Em aulas de ciências, foram construídos modelos simples de sistemas de energia solar e eólica, demonstrando o potencial das fontes renováveis. Revisão e Otimização de Instalações: A administração da escola realizou uma revisão das instalações hidráulicas e elétricas, implementando medidas para reduzir vazamentos e otimizar o uso da iluminação. Alimentação
Sustentável e Horticultura: Implantação e Manutenção da Horta Escolar: A horta escolar se tornou um espaço de aprendizado prático, onde os alunos cultivam alimentos orgânicos, aprendem sobre o ciclo dos vegetais, a importância do solo e a agricultura sustentável. Oficinas de Alimentação


Saudável e Aproveitamento Integral: Foram realizadas oficinas ensinando receitas nutritivas com alimentos da horta e técnicas de aproveitamento integral dos alimentos, reduzindo o desperdício na cozinha. Incentivo ao Consumo de Produtos Locais e Orgânicos: A cantina escolar buscou incluir opções de alimentos orgânicos e de produtores locais em seu cardápio. Educação Ambiental Interdisciplinar: Integração da Sustentabilidade no Currículo: A temática da sustentabilidade foi abordada de forma transversal em diversas disciplinas, através de projetos de pesquisa, estudos do meio e discussões em sala de aula. Projetos de Aprendizagem Baseados em Problemas : Os alunos trabalharam em projetos que investigaram problemas ambientais locais e globais, propondo soluções práticas e sustentáveis. Palestras e Debates: Foram convidados especialistas em sustentabilidade e representantes de ONGs para palestras e debates com os alunos e a comunidade escolar.
Estudos do Meio: Visitas a centros de reciclagem, reservas naturais e outras instituições relacionadas ao meio ambiente proporcionaram aprendizado prático e contextualizado.
Engajamento da Comunidade: Conselho de Sustentabilidade
Escolar: Foi criado um conselho com representantes de alunos, professores, funcionários e pais para discutir e planejar ações de sustentabilidade para a escola. Eventos Temáticos: A Semana do Meio Ambiente foi marcada por diversas atividades, incluindo feira de troca, exposições de trabalhos dos alunos e apresentações culturais com temática ambiental.
Ações de Voluntariado Ambiental: Alunos e professores participaram de ações de limpeza de áreas verdes próximas à escola e de plantio de árvores. Parcerias com a Comunidade
Local: Foram estabelecidas parcerias com iniciativas e organizações ambientais da região para a realização de projetos conjuntos. Resultados e Próximos Passos: As atividades realizadas contribuíram significativamente para aumentar a conscientização ambiental na escola, promover a adoção de práticas mais sustentáveis e engajar a comunidade em ações concretas. Observamos uma redução no consumo de alguns recursos e um aumento no envolvimento dos alunos em projetos relacionados à sustentabilidade. Para os próximos passos, planejamos aprofundar as ações já iniciadas, expandir as parcerias com a comunidade e buscar novas formas de integrar a sustentabilidade no currículo e na cultura da escola, visando tornar nossa instituição um verdadeiro modelo de sustentabilidade.
Promovendo saúde e qualidade de vida
EMEF Prof. Arlindo Back - Arroio do Meio/RS Relator: Gilsomaro André Steiger
A EMEF Prof. Arlindo Back, localizada no distrito de Forqueta, no município de Arroio do Meio, é uma instituição parceira da Afubra e através do desenvolvimento do projeto Verde é Vida, tem como objetivo, desenvolver uma educação socioambiental, voltada ao desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão as escolas parceiras do projeto.
A partir de orientações da coordenação do projeto, a escola definiu como título do seu projeto “Promovendo Saúde e Qualidade de Vida”, tendo em vista um cenário caracterizado pela deficiência de alimentos saudáveis, ocasionando uma má nutrição, que pode significar deficiência de nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo, que pode levar à obesidade. Além disso, a má alimentação pode desencadear doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como diabetes, doenças cardiovasculares e até o câncer.
A partir das considerações acima, o projeto tem como objetivo promover, através de iniciativas dos educandos, coordenados pelos educadores, ações individuais e coletivas em fomentar hábitos e práticas que sejam saudáveis e sustentáveis, através da realização de atividades educativas, sensibilizando crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas e aproximando a comunidade por meio da escola.
As ações do projeto serão coordenadas pelo professor responsável e pela equipe diretiva e desenvolvidas pelos professores da escola juntamente com os alunos nos diferentes
espaços que compõem o território.
Quanto aos resultados do projeto, é esperado o desenvolvimento de um aluno crítico e proativo, consciente social e ambientalmente, capaz de sentir-se um sujeito ativo e responsável na comunidade, identificando as potencialidades e fragilidades, propondo melhorias e soluções para o desenvolvimento local.
O projeto está em consonância com o Projeto Político Pedagógico da escola e será desenvolvido durante o ano letivo, com o envolvimento de toda a Comunidade Escolar, através de diferentes práticas como: atividades curriculares em sala de aula; tarefas de casa com a participação das famílias; pesquisas e visitas em diferentes espaços nas comunidades; viagens de estudos; realização de oficinas diversas, peças teatrais, danças, gincanas, atividades esportivas e recreativas; mostras científicas e pedagógicas; participação na feira do livro, feira de ciências, feira agrícola, feira de saúde; concursos culturais e literários; olimpíada de matemática; Recital de Natal; Semana da Língua Alemã; Café Colonial; Grupo Ambiental; Pesquisa Científica; Grupos Ambientais; Coleta de Óleo Saturado; Ação Conjunta; Ações Sociais; e Bolsa de Sementes. Outras ações podem ser realizadas durante o desenvolvimento do projeto, a partir da verificação de novos conteúdos e do estabelecimento de novas parcerias com diversas organizações.
Escola Jovino: protagonizando ações ambientais
EMEF Jovino Ferreira Fiuza - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Rejane Marisa Muller Fantoni e Marilei Machado
A EMEF Jovino Ferreira Fiuza localizada em Sítio Alto, Arroio do Tigre, no ano de 2025 tem como projeto Educação
Ambiental: Seja você o protagonista dessa história. Ao trabalharmos com este projeto, alunos, professores e comunidade escolar, buscam desenvolver ações de conscientização ambiental acerca da importância da preservação e manutenção do meio ambiente, bem como promover atividades relacionadas à qualidade de vida. Na escola, ainda, é feito o plantio de hortaliças na horta escolar com o objetivo de incrementar a merenda escolar. A realização da Gincana Ambiental na semana do Meio Ambiente gera grande expectativa para os

alunos. Durante a realização da gincana, os alunos deverão apresentar tarefas as quais as equipes somam pontos. As tarefas são diversificadas e relacionadas ao meio ambiente e comunidade escolar. A coleta e limpeza das sementes também são atividades prazerosas para os alunos e o Grupo Ambiental pois gera conhecimento e responsabilidade em sua organização. O Grupo Ambiental realiza semanalmente reuniões para planejamento e organização das tarefas a serem realizadas por eles e pelos alunos. Portanto, o Programa Verde é Vida está se tornando uma referência na escola no que diz respeito à conservação e preservação do meio ambiente.
Atividades de 2024
Escola Municipal Irmã Filomena Rabelo - Treze Tílias/SC
Relatora: Vanda Falcheti Hofsteter
Durante o ano de 2024 nossa escola realizou diversas atividades. Foram feitas parcerias com várias instituições, para poder oferecer ensino diversificado e oportunidades novas para nossos alunos. Os alunos do 9º ano da escola têm no currículo uma disciplina chamada AGRO (Empreendedorismo e Agrobusiness). Durante essas aulas conheceram várias propriedades rurais do município e também empresas da nossa cidade e região. Essas aulas são ministradas por voluntários que fazem parte da Câmara Técnica do Agronegócio. Vários professores da escola também participaram do Programa União faz a vida, em parceria com o Banco Sicredi. Por meio deste projeto, os alunos de várias turmas visitaram muitos locais, fizeram passeios diferentes, como o de trem em Piratuba. Foram trabalhados temas diferentes, como por exemplo o fundo dos oceanos e sua poluição, a cultura gaúcha, as emoções e a revolução industrial. Algumas turmas dos anos iniciais realizaram visitas em um museu na cidade de Luzerna, e também foi feita a visitação no museu dos
animais, na cidade Arroio Trinta. No mês de abril foi organizado o dia da família na escola. Foi proporcionado às famílias a participação em diferentes brincadeiras, podendo passar um dia agradável ao lado de seus filhos, no ambiente escolar. No mês de julho realizamos nossa tradicional festa julina, com a participação das famílias. No ano de 2024 todas as turmas da escola apresentaram uma dança e foi um momento de muita diversão. Em agosto, em comemoração ao dia do estudante, os alunos das turmas de 6º ao 9º ano participaram de uma gincana, organizada pelos professores e coordenação. Neste momento, em parceria com o Lions, foi feita a entrega de tampinhas, blisters e lacres, coletados pelos alunos. Esta atividade contava ponto para a equipe, na gincana, e em contrapartida o Lions vende este material e com o dinheiro arrecadado paga consulta em oftalmologista e armações de óculos para as crianças carentes da escola. No final do ano, na última semana, realizamos diversos jogos, com turmas de 6º ao 9º ano da escola.
Educar para a sustentabilidade: a integração da educação ambiental nas escolas
Centro Educacional Municipal Frei Silvano - Água Doce/SC
Relatoras: Janice Aparecida Gonçalves dos Santos e Tatiana Guerra de Barros


O projeto "Educar para a Sustentabilidade: A Integração da Educação Ambiental nas Escola ", apresenta-se como uma iniciativa fundamental no contexto educacional atual, visando formar cidadãos conscientes e responsáveis perante as questões ambientais. A integração da educação ambiental nas escolas não é apenas uma necessidade, mas sim uma urgência devido ao cenário de degradação ambiental e as mudanças climáticas que estamos enfrentando. Esse projeto busca, incorporar práticas educativas sustentáveis no currículo escolar, promovendo a conscientização desde cedo sobre a importância de preservar o meio ambiente. Dessa forma o Centro Educacional Municipal Frei Silvano adotou uma abordagem ao aprendizado dos alunos, incorporando projetos que ganharão destaque, permitindo que os alunos apliquem os conhecimentos das várias disciplinas em projetos práticos. Assim, cada turma da escola embarca em uma jornada única de aprendizado e descobertas ao realizar uma Expedição Investigativa. Este método tem o objetivo de aprender fazendo, onde proporcionará aos estudantes a oportunidade de explorar temas complexos de maneira prática e interativa. Através dessas expedições os alunos irão adquirir conhecimento teórico, mas também desenvolvem habilidades essenciais como pensamento crítico, trabalho em equipe e resolução de problemas. Para cada turma, a Expedição vai ser cuidadosamente planejada para se alinhar com um tema específico que complemente o currículo e ao mesmo tempo desperte o interesse e a curiosidade dos estudantes. Essas investigações partiram desde assuntos sobre a biodiversidade de um ecossistema, os impactos da atividade humana no meio ambiente e a exploração também conceitos históricos e culturais através de visitas à pontos específicos e históricos do nosso município, cada Expedição vai ser uma aventura para os nossos educandos. Para contribuir com o
projeto piloto de nossa escola, daremos continuidade à V Gincana do óleo saturado onde será realizada entre alunos e professores ,para tornar a gincana mais efetiva e enganadora em nossa escola será fundamental incorporar atividades que abordem temas como deve ser feito o descarte do óleo e o impacto que ele causa no meio ambiente, e ao incluirmos uma premiação para os alunos e professores que mais contribuir com a entrega de óleo saturado na escola, não apenas motivamos a participação de todos ,mas também o esforço coletivo em prol de um objetivo comum. A importância da reciclagem tem sido cada vez mais reconhecida como uma peça fundamental no combate à poluição e na promoção de um ambiente mais sustentável. Neste contexto, daremos continuidade à campanha da coleta de papel e papelão produzido na escola e recolhido por um munícipe que dará um destino correto para esses materiais. O Grupo Ambiental da nossa escola tem um papel fundamental no desenvolvimento de uma consciência ecológica entre os estudantes, professores e funcionários por meio de atividades contínua que são planejadas com dedicação e criatividade, esse grupo tem transformado o ambiente escolar, promovendo não apenas uma maior compreensão sobre a preservação ambiental, mas também incentivando práticas sustentável no cotidiano escolar,onde contribui para o nosso projeto. O projeto "Educar para a Sustentabilidade:A Integração da Educação Ambiental nas Escolas" visa promover a colaboração entre alunos, professores, pais e a comunidade local, criando uma rede de apoio em prol da sustentabilidade. Esse aspecto é fundamental para garantir o sucesso do projeto, pois amplia seu impacto além dos muros da escola, incentivando uma transformação na comunidade como um todo. Ao integrar a educação ambiental de maneira efetiva nas escolas ,o projeto não só educa para o presente, mas semeia as raízes de um futuro mais sustentável e consciente.

O que liga ao coração?
Escola Municipal do Campo Santa Isabel. Piên/PR
Relatoras:Vaneza Ribeiro de Siqueira e Bianca Adelita de Lima da Costa
No decorrer do ano letivo de 2024 a escola Municipal do Campo Santa Isabel promoveu um ambiente de aprendizado integral, abrangendo aspectos educacionais, ambientais, culturais e sociais. As atividades realizadas fomentaram o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, como leitura, raciocínio lógico e consciência cívica, além de valores como empatia, solidariedade e respeito à diversidade. No campo educacional, projetos como Leitura e Jogos Matemáticos estimularam o interesse dos alunos pelo conhecimento e o fortalecimento de competências essenciais. Atividades de reforço escolar e oficinas, como a de xadrez, contribuíram para a superação de dificuldades individuais e o incentivo à concentração e estratégia. As iniciativas ambientais, incluindo o Projeto Mudanças Climáticas e Enchentes no Sul do Brasil e a Horta Escolar, destacaram a importância da preservação ambiental, aliando práticas sustentáveis ao aprendizado prático.
O que faz a vida brilhar?
EMEF Santo Antônio de Pádua - Mato Leitão/RS
Relatora: Simone Maria Schwendler
Campanhas como a coleta de materiais recicláveis e o uso criativo de aparas de lápis reforçaram a conscientização ambiental e o senso de responsabilidade coletiva. Culturalmente, eventos como a Festa Junina, Semana da Consciência Negra e Páscoa fortaleceram os laços entre a comunidade escolar e a valorização da diversidade cultural. Apresentações artísticas, oficinas e celebrações estimularam a criatividade, o trabalho em equipe e o respeito às diferentes tradições. No âmbito social, campanhas de solidariedade, como a coleta de alimentos e roupas para desabrigados, fomentam o senso de empatia e responsabilidade social. O envolvimento em parcerias locais enriqueceu as experiências dos alunos e conectou a escola à comunidade. Essas atividades resultaram em uma formação mais ampla, integrando aspectos acadêmicos, culturais e éticos, promovendo um ambiente acolhedor e estimulante para o desenvolvimento pleno dos alunos.


A EMEF Santo Antônio de Pádua tem por filosofia: “Construir saberes e valores para intervir na realidade”, e nesse sentido, foi realizado no ano de 2024 o projeto: O que faz a vida brilhar? Como escola percebemos a necessidade de refletir e saber mais sobre o que realmente precisamos para termos uma vida melhor e o que importa na vida. Tendo como objetivos: Mobilizar a comunidade escolar para evoluir em seus processos educacional e sociocultural transformando seu modo de ser e estar no mundo, construindo qualidade de vida, bem-estar consigo e com os outros; motivar os alunos para valorizarem a pesquisa e busca da construção do conhecimento com atitudes positivas e ações que efetivam a aprendizagem: investimentos em leituras, postura para aprender no individual e coletivo, valores na convivência, cooperação, análise da realidade e alternativas de mudança; refletir sobre a subjetividade e coletividade respeitando estas conexões como necessidade para uma convivência saudável dentro da sociedade; desenvolver o espírito de cooperação, solidariedade e bem-estar comum através do engajamento em atividades individuais e coletivas; refletir sobre atitudes que promovem o brilho próprio; refletir sobre a autoestima e autoaceitação para viver e conviver mais na positividade. Durante o ano foram realizadas ações coletivas baseadas no tema do projeto, tais como: gincanas,
atividades pedagógicas, horas cívicas com apresentações de atividades desenvolvidas em sala de aula, viagens e passeios de estudo. Durante o ano utilizamos a planilha de convívio e aprendizagem, realizamos ações como recolhimento do óleo saturado, vidros e materiais recicláveis; oficinas de turno oposto; Círculos da Paz; palestras com alunos enfatizado temáticas sobre sexualidade, drogas, educação financeira, trânsito, violência doméstica; projetos interdisciplinares. Foram realizadas atividades variadas durante o ano, sempre voltados à temática do projeto. Diante disso, percebemos que não importa a procedência ou a cultura, os olhos iluminados vêem o que é genuíno e nos conectam com o que tem energia vital. A visão genuína tem força vital e sempre terá ressonância no sensor do coração. Em tempos de crises ou caos, de conflitos ou desencantos, a semente da ética que reside em cada um de nós, quando acesa, é a chama que ilumina os caminhos. Em várias situações vimos um brilho no olho dos nossos alunos, o brilho no olho vem normalmente naqueles que tem um plano em mente e cujo resultado já está definido, sendo agradável e desejado. Quem perde o brilho no olhar, perde a vontade, os objetivos se embaralham, a energia abandona. Possuir brilho no olhar está ligado a energia que você transmite. Significa principalmente como você toma as atitudes perante esta energia e dedicação que empenha para realizar seus sonhos e projetos.

Sustentabilidade em ação!
EMEF Ribeirão Matilde - Atalanta/SC
Relatora: Rosane Jochem Herbst
A Escola Ribeirão Matilde desenvolve ao longo do ano uma série de atividades pedagógicas, culturais, ambientais e científicas que visam à formação integral dos estudantes e à integração com a comunidade escolar. Tais ações envolvem diversas áreas do conhecimento e reforçam valores como sustentabilidade, criatividade, cidadania e valorização da cultura local.
Dentre as ações de destaque, encontra-se a produção de mudas frutíferas e nativas no viveiro da escola, iniciativa que envolve os alunos no processo de cuidado com o meio ambiente, além de incentivar o reflorestamento e o conhecimento sobre espécies vegetais. Essa atividade se complementa com o plantio de mudas de verduras na horta escolar, espaço onde os estudantes aprendem sobre alimentação saudável, agricultura sustentável e trabalho em equipe. A horta também proporciona a colheita de hortaliças, que são aproveitadas na merenda escolar e em projetos educativos.
Com foco na sustentabilidade, a escola também realiza a coleta de óleo saturado, ação importante para evitar a poluição dos recursos hídricos e do solo. Esse projeto envolve a conscientização dos alunos e das famílias sobre o descarte correto e os impactos ambientais do óleo de cozinha usado.
No campo cultural, a Escola Ribeirão Matilde participa ativamente da decoração natalina, promovendo momentos de integração e valorização das tradições. Também é realizada a confecção de enfeites de Natal com materiais alternativos, incentivando a reutilização de materiais e o desenvolvimento da criatividade. Outra tradição valorizada é a confecção da Osterbaum, árvore típica da cultura germânica, construída com a participação
dos alunos e da comunidade, promovendo o resgate das origens e o sentimento de pertencimento.
No âmbito artístico, a escola se destacou com a participação no Festival Municipal de Dança, proporcionando aos alunos momentos de expressão corporal, socialização e valorização das diversas formas de arte. Já no campo científico e pedagógico, a escola promove e participa de eventos importantes, como a Mostra Científica, a Mostra Interdisciplinar, a Feira Municipal de Matemática e a FEMACRI. Essas atividades estimulam a curiosidade, a investigação científica, o pensamento crítico e a integração entre diferentes disciplinas, fortalecendo o processo de ensino e aprendizagem.
Além disso, a escola contribui com o beneficiamento de sementes para o programa Bolsa Sementes da AFUBRA, uma ação que reforça a importância da agricultura sustentável e o envolvimento dos estudantes em projetos de alcance regional. Também é realizado o ajardinamento do espaço escolar, com o envolvimento dos alunos no embelezamento dos ambientes, promovendo o cuidado coletivo e o senso de responsabilidade com o patrimônio escolar.
Todas essas ações demonstram o comprometimento da Escola Ribeirão Matilde com uma educação significativa, que vai além do conteúdo em sala de aula. As atividades promovem a autonomia dos estudantes, o desenvolvimento de habilidades práticas e o fortalecimento dos laços entre escola, família e comunidade, tornando o ambiente escolar um espaço vivo de aprendizagem, cidadania e transformação social.
Ações socioambientais da Escola José de Lima
Escola Rural Municipal José de Lima - Rio Negro/PR
Relatora: Gisela Cunha
Com o objetivo de promover a conscientização ambiental, a educação alimentar e o desenvolvimento sustentável, a Escola Rural José de Lima , localizada em uma área rural, implementou uma série de atividades práticas no contexto da criação e manutenção de uma horta escolar, assim como demais ações relacionadas à preservação do Meio Ambiente .O projeto envolveu tanto os alunos quanto a comunidade escolar, com o objetivo de promover a Educação Ambiental, incentivar a alimentação saudável, desenvolver habilidades práticas de cultivo e cuidados com plantas e integrar toda comunidade.
As primeiras atividades do projeto envolveram a preparação do solo para o cultivo. Plantio de sementes, cuidados e manutenção da Horta, depois de um certo tempo foi realizada a colheita dos alimentos cultivados. Os alunos participaram da colheita das hortaliças e, em seguida, foram ensinados a preparar refeições simples e nutritivas utilizando os produtos da horta. Muitos foram os resultados obtidos os alunos demonstraram maior compreensão sobre a importância da preservação dos recursos naturais e da
alimentação saudável, a horta produziu alimentos que foram consumidos pelas crianças, promovendo uma alimentação mais nutritiva. As atividades contaram com a participação ativa dos alunos, professores e até mesmo dos pais, que foram convidados a colaborar em todo processo, os alunos adquiriram conhecimentos valiosos sobre cultivo de plantas, compostagem e sustentabilidade.
Partindo do Projeto Horta Escolar cada turma teve um objeto de pesquisa, no qual realizou diversas atividades e após compartilhou com toda comunidade na Mostra Científica etapa Escolar.
Constatamos que cada tema trabalhado contribuiu não apenas no aspecto educacional, mas também no fortalecimento dos laços comunitários e na promoção da sustentabilidade, assim como o projeto horta escolar tem mostrado ser uma ferramenta poderosa para a educação ambiental, proporcionando aos alunos uma vivência prática que os prepara para enfrentar os desafios do futuro de maneira consciente e responsável. Para o próximo ano buscaremos ampliar a área da horta, investir em mais ferramentas e diversificar as culturas plantadas, incluindo ervas medicinais e flores que atraem polinizadores.
Cuidar do outro faz bem.
E. M. Alminda Antônia de Andrade - Piên/PR Relatoras: Maria Aparecida Hümmelgen e Sabrina Marcela Andrade Sthalin
Durante o ano de 2024 juntamente com o projeto que já desenvolvemos a anos “Horta e Jardim” embelezamento do ambiente escolar, incluímos o projeto “Os incríveis efeitos do afeto” que teve como principal objetivo tornar a escola um ambiente agradável, onde todos se sintam bem e acolhidos.
Muitos estudos já comprovam que o carinho, a atenção são peças fundamentais para um bom desenvolvimento do ser humano, precisamos quanto escola ensinar conteúdos, mas não podemos esquecer que nosso papel é muito importante somos capazes de contribuir para uma sociedade melhor, ensinando princípios para tornar pessoas melhores com mais empatia e amor ao próximo.
A vários anos a escola vem trabalhando com o resgate das famílias, queremos ter as famílias mais próximas, caminhando junto conosco nesse grande desafio de ensinar, temos transmitido de várias maneiras aos pais que assim como eles, nós também só queremos o bem para seus filhos, que precisam nos ajudar caminhar junto conosco e acreditar no nosso trabalho, confiar.
Tornar a escola um ambiente bonito, aconchegante é maravilhoso, porém não se deve esquecer jamais que tudo isso é estrutura física, que não reflete no caráter e índole do ser humano, o qual quanto escola é nossa função tornar cidadão do bem.
Nosso principal objetivo no decorrer deste ano letivo é ensinar conteúdos, e habilidades, mas acima de tudo demonstrar e transmitir aos alunos o quanto eles são importantes para nossa escola, que cada um com seu jeito especial torna nosso ambiente escolar mais alegre e colorido.
Realizamos durante todo esse ano a continuidade do nosso projeto “embelezamento do ambiente escolar”, nosso jardim é algo que chama bastante atenção na nossa escola, está situado na parte principal e constantemente é realizado a manutenção, plantado mudas novas, trazendo sempre o colorido que a escola tanto precisa.
Mantemos durante todo o ano a horta que também esta situada na frente da escola, plantamos mudas de verduras e comercializamos com os funcionários da escola e pais de alunos, todo valor arrecadado é usado em prol dos alunos.
Temos também em parceria com o projeto verde é vida nosso pomar que se encontra nos fundos da escola, e durante vários anos tem produzido muitas frutas, que são usadas na merenda escolar, e muitas vezes também comercializadas com os funcionários da escola;
Realizamos durante todo o ano a
coleta do óleo saturado e das sementes, algo que conta com uma grande participação dos alunos e familiares.
Baseado no tema do nosso projeto esse ano “Os Incríveis efeitos do afeto” realizamos a pesquisa científica sobre o chimarrão, tem algo mais agradável para reunir amigos e familiares, que uma bela roda de chimarrão onde é possível reforçar os laços de carinho e amizade.
Junto com os alunos e seus familiares pesquisamos sobre os benefícios do chimarrão, quais os tipos de erva, seus cuidados.
Através da pesquisa descobrimos que o chimarrão é um grande remédio, pode curar muitas doenças assim como evitar várias.
Trabalhamos também durante esse ano o empreendedorismo onde os alunos realizavam a coleta de latinhas para fazer a venda com o valor arrecadado e realizaram a inscrição para o torneio de xadrez.
Essa foi uma maneira de despertar nos alunos, o interesse em empreender.
Nossa escola durante esse e não foi destaque em vários quesitos no município, obtivemos a maior nota do IDEB, ganhamos em primeiro lugar no concurso projetos do município.
Temos certeza de que isso é reflexo de um trabalho realizado com muito empenho e dedicação, que esse ano só foi aprofundado pois é através do afeto que conseguimos ensinar com mais empatia e nossos alunos aprender com mais segurança.
O projeto verde é vida tem sido muito significante na nossa escola, pois é através do mesmo que conseguimos fazer novas descobertas, pesquisar novos assuntos, proporcionar diferentes aprendizagens aos nossos alunos.
As apresentações das amostras científicas têm sido um momento de muita aprendizagem, pois é através da mesma que se conhecem novos lugares, desenvolvem a oralidade e a autoestima.
A escola é feita de desafios e descobertas e nesse processo de ensino aprendizagem, não tem nada mais significante do que ensinar através do concreto, do lúdico, da pesquisa, entendendo o porquê de cada coisa.
Assim encerramos o ano de 2024, com a sensação do dever cumprido, trabalhamos da melhor maneira possível, ensinamos tudo que sabíamos e temos certeza que nossos alunos souberam aproveitar cada oportunidade como uma nova aprendizagem.
Boni, mais que uma escola, uma verdadeira família.
EMEF José Bonifácio - Vera Cruz/RS
Relatora: Mônica Maria Weiland
A Escola Municipal José Bonifácio, de Linha Andreas, Vera Cruz, atende alunos desde a pré escola até o nono ano do ensino fundamental. O educandário desenvolve diversos projetos, destacando-se a Hora da Leitura, cujo objetivo é, através do hábito de ler durante os trinta primeiros minutos de aula, desenvolver o gosto pela leitura e formar cidadãos autônomos, capazes de entender o mundo. A Hora da Leitura é desenvolvida diariamente com os alunos da Pré escola do 9º ano. Participa do Projeto “Verde é Vida”, da AFUBRA, desenvolvendo várias ações ambientais como horta escolar, ajardinamento, recolhimento de lixo seco, coleta de óleo saturado, além de ter o Grupo Ambiental “Galera da Mata”. Desde de 2023, a Secretaria de Educação implantou na escola o Projeto “Educar para Transformar” com o objetivo de valorizar a produção rural , conhecer as técnicas de manejo do solo, novas tecnologias e incentivar a permanência do jovem no campo,
Revitalização dos espaços: o bem-estar dos alunos no ambiente escolar
EMEIEF Alberto Pasqualini - Agudo/RS
Relatoras: Lisiane Weber e Carin Temp
ministrado pelo Técnico Agrícola Felipe Poetter. Este ano, a escola implementará o Projeto Cooperativas Escolares do SICREDI. A escola também participa dos Jogos Escolares a nível municipal e da 6ª CRE nas modalidades de handebol, futsal, voleibol, atletismo e tênis de mesa sempre com o intuito de levar ao aluno o espírito de companheirismo, coletividade e de integração com alunos e professores de outras escolas do nosso município e de nossa região. A Boni, como é carinhosamente chamada, junto às famílias, tem como princípio o desenvolvimento integral do aluno, valorizando a bagagem de conhecimento que ele já possui e oportunizando atividades pedagógicas e educativas que complementam este saber levando o aluno a construir seu próprio conhecimento de maneira consciente, crítica e construtiva, visando formar cidadãos conscientes e capazes de interagir ativamente na sociedade, tornando-a justa e humanizada.


No ano de 2024 a Emeief Alberto Pasqualini desenvolveu o projeto "Revitalização dos espaços: o bem-estar dos alunos no ambiente escolar" com o objetivo de revitalizar o espaço aos fundos da escola com adequação do terreno, limpeza da área e plantio de árvores para que haja sombra em períodos de sol quente e se torne um espaço adequado para a prática esportiva e de lazer em um ambiente prazeroso, limpo, organizado, em meio à natureza. Para isso, foi necessária a união de vários setores como poder público, Círculo de Pais e Mestres (CPM), Conselho Escolar, comunidade em geral, toda equipe escolar. A primeira atividade realizada foi o aterramento de locais onde tinham buracos e posterior nivelamento de algumas partes do terreno. Também, realizou-se o serviço de corte de árvores inadequadas para o local como mamonas, árvores de pequeno porte tipo brejo, corte de arbustos que deixam a área propícia para a criação de aranhas, sujeira, plantas daninhas, tornando aparentemente feio e sujo, além do que já foi realizado pois de pouco em pouco tempo os arbustos crescem necessitando da poda novamente. Esse serviço teve e continua sendo constante.
Na sequência, buscou-se assessoria técnica para analisar o local e indicar quais espécies eram mais adequadas para o espaço dentro da necessidade que era ter sombra no verão na pracinha de madeira, na quadra de areia e na divisa oeste do campo de futebol. Para isso, o apoio técnico de um profissional especializado na área foi de suma importância para a realização da escolha da espécie sendo escolhida a canela-de-cheiro através de enquete com os profissionais da escola, CPM e conselho escolar, bem como de árvores frutíferas. Com as orientações adequadas, fez-se o plantio das mudas atingindo o objetivo do projeto e criando o bosque da Alberto. Foi realizado o replantio de algumas mudas e o plantio de novas árvores melhorando o projeto de arborização mantendo os cuidados necessários para que as árvores se desenvolvam bem. Em breve, os alunos poderão usufruir do local com sombra propiciando bem-estar, estrutura adequada para diversas atividades de lazer, de atividades recreativas, de atividades físicas, em um ambiente agradável e propício para tal.

Consciência ambiental e práticas educativas na EMEF Otto Becker: um caminho para o futuro!
EMEF Otto Becker - Cristal/RS
Relatora: Isabela Schiavon Amaral
A Educação Ambiental é um processo contínuo e comprometido com a formação de cidadãos conscientes e responsáveis em relação ao meio ambiente. Ela busca desenvolver valores, conhecimentos e habilidades que permitam a tomada de decisões e a adoção de comportamentos que contribuam para a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida. Ela deve contribuir para a construção de um futuro mais sustentável, para a formação de cidadãos ativos e conscientes. Durante os encontros do Grupo Ambiental foram desenvolvidas atividades com diversas temáticas para o desenvolvimento integral dos educandos, buscando a consciência quanto a preservação ambiental e o conhecimento científico. Dentro das temáticas foram abordados assuntos como ecologia, funcionamento dos ecossistemas com oficinas da Universidade Federal de Pelotas, cidadania e meio ambiente, objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS’s), mudanças climáticas, problemas ambientais, sustentabilidade, descarte de resíduos, diferentes tipos de agriculturas, uso de agrotóxicos, a coleta de óleo saturado e as reuniões do grupo ambiental, que sempre envolviam rodas de conversas e trocas de conhecimentos. No ano de 2024 o Grupo Ambiental da EMEF Otto Becker aliou suas atividades, integrado ao Turno Integral da escola, que acontecia com os 8ºanos, onde os encontros eram
semanais. Diversos materiais foram utilizados durante os encontros para contemplar todas as temáticas citadas acima, como a utilização de recursos visuais, vídeos e filmes, atividades práticas e reflexivas, construção e utilização de jogos didáticos, pesquisas, produção de desenhos, construção de histórias em quadrinhos, oficinas, rodas de conversa, passeios, entre outros. Acreditamos que a utilização de diversas metodologias aliado com as temáticas relacionadas à educação ambiental têm sido satisfatórias, possibilitando uma maior compreensão sobre questões ambientais e desenvolvimento de uma visão crítica. Foram realizadas aulas/passeios para uma contribuição no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, buscando desenvolver atividades socioambientais, como vista ao Museu de Ciência e Tecnologia PUCRS, e a visita à Charqueada São João no município de Pelotas. As saídas de campo são atividades que levam os alunos para fora da sala de aula, proporcionando uma experiência de aprendizado mais rica e significativa. As atividades de coleta de óleo saturado foram desenvolvidas com busca ativa a comunidade para a conscientização do descarte correto deste material, foram coletados ao total 223 litros de óleo saturado com auxílio da comunidade escolar. Nosso interesse como grupo ambiental é progredir para a pesquisa científica, qualificando assim nosso trabalho e os processos educacionais.
Cultivando saberes: agricultura orgânica e horta escolar como ferramentas de educação integral
EMEIEF Waldemar Von Dentz - São Miguel do Oeste/SC
Relatores: Ademar Graeff e Patrícia Miguel Cavagnoli
Durante o último ano letivo, a escola desenvolveu o projeto de Agricultura Orgânica e Horta Escolar como eixo integrador de diversas práticas educativas, ambientais, culturais e sociais.
A proposta envolveu a participação ativa de professores, estudantes, famílias e comunidade, resultando em um ambiente escolar mais sustentável, acolhedor e produtivo.
Com o apoio das oficinas de Práticas Agrícolas, Robótica e Mídias Digitais, os estudantes aprenderam na prática sobre os ciclos da natureza, os cuidados com o solo e a importância de uma alimentação saudável. Além disso, ações como a coleta de óleo saturado, a criação da bolsa de sementes e a formação de um grupo ambiental mobilizaram toda a escola para o cuidado com o meio ambiente.
Atividades como o Dia da Família, a Campanha Solidária, a Festa Junina e a Procissão das Luzes também contribuíram para fortalecer os laços afetivos e valorizar as manifestações culturais da comunidade. O projeto promoveu o protagonismo estudantil e desenvolveu habilidades cognitivas, emocionais e sociais de forma integrada.
A horta deixou de ser apenas um espaço físico e se tornou um símbolo de transformação educativa e cidadã, mostrando que, quando se planta com consciência, colhe-se um futuro melhor.
Sustentabilidade: pequenas ações, grandes transformações
EMEF Alfredo Scherer - Venâncio Aires/RS
Relatores: Fernanda Saldanha e Samuel Hübner
A sociedade vem sentindo as consequências do descaso com o meio ambiente. A emergência climática é uma realidade presente em nosso dia a dia. Nosso Estado, região e município já sofreram graves efeitos provocados pelas enchentes. Nós, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alfredo Scherer, de Venâncio Aires/RS, acreditamos que é essencial para o futuro do Planeta - e, consequentemente da espécie humanaque repensemos nossa relação com o meio ambiente e nossos comportamentos e hábitos cotidianos de consumo. A educação ambiental se apresenta como um caminho potente para formar cidadãos mais conscientes e responsáveis pelo espaço onde vivem. Desse modo, a Escola é um dos locais que mais proporciona o contato com possibilidades de construção de uma cultura de responsabilidade socioambiental, fomentando um olhar mais atento e preocupado com o meio ambiente, em todos os contextos, colaborando para o fortalecimento de condutas que compreendam que se cada pessoa fizer a sua parte, por mais simples que seja, estará contribuindo para a conservação do Planeta. Com o projeto “Sustentabilidade: pequenas ações, grandes transformações”, pretendemos estimular e incentivar toda a comunidade escolar a desenvolver atitudes e hábitos sustentáveis na rotina diária, evidenciando que pequenas ações podem promover mudanças significativas. Sendo assim, reforçamos o compromisso que cada indivíduo tem com a proteção, cuidado e manutenção do Planeta, afinal, somos parte da natureza, preservá-la é preservar a nossa vida. Assim como a fábula do beija-flor, podemos ajudar, “gota a gota”, sendo a mudança que desejamos ver no mundo. Cada atitude importa, independentemente do quão pequena seja, para a construção coletiva de uma escola mais sustentável. O objetivo do projeto é contribuir para a preservação do Planeta, promovendo a conscientização e o engajamento da comunidade escolar da EMEF Alfredo Scherer para práticas sustentáveis, por meio de ações simples e atitudes cotidianas, que podem gerar transformações, na certeza de que agindo localmente, podemos ter repercussões positivas globalmente. O projeto tem como meta tornar-se permanente na Escola, sendo desenvolvido ao longo deste ano letivo, com continuidade nos anos vindouros. Por meio de atividades pedagógicas em sala de aula e práticas que
envolvam toda a comunidade escolar, que atravessam os muros da Escola, fortalecermos o protagonismo dos estudantes, a conscientização da responsabilidade de cada um/a com o meio ambiente e o compromisso coletivo com a sustentabilidade. Serão desenvolvidas ações de sensibilização, como rodas de conversa, palestras e oficinas com entidades parceiras da Escola. Continuaremos com as campanhas de recolhimento de tampinhas plásticas e de coleta de óleo de cozinha saturado, incentivando o descarte correto de resíduos e o reaproveitamento de materiais. Manteremos o uso do biodigestor, que através do reaproveitamento das sobras de alimentos, produz gás, que é consumido em fogão específico, no preparo da alimentação escolar. Além disso, é gerado o biofertilizante, que é distribuído gratuitamente para a comunidade escolar. Realizaremos mais uma edição do “varal solidário”, que oportuniza a doação/troca de roupas entre a comunidade escolar. Adotaremos o uso de sacolas retornáveis, promovendo a redução do consumo de plásticos descartáveis, com todas as famílias da Escola. Além disso, produziremos e faremos a manutenção de uma horta em estufa, com o cultivo de verduras, destacando a importância da alimentação saudável. Outras atividades de conscientização ambiental serão ampliadas, como por exemplo, a criação de cartazes produzidos pelos estudantes, em meio digital e outros, que serão expostos dentro e fora da escola, promovendo o cuidado com a limpeza do bairro, com destaque para a importância de colocar o lixo no lugar certo. A escola também organizará mutirões de limpeza e campanhas de economia de energia elétrica e água, envolvendo não apenas os estudantes, mas também seus familiares e membros da comunidade local. As parcerias com a comunidade escolar, moradores do bairro, entidades e poder público local serão incentivadas e consolidadas, para assegurar as ações do projeto e expandir seu alcance. A avaliação das atividades será realizada continuamente, em sala de aula, com os estudantes; por meio de diálogo direto com a comunidade escolar; formulários de acompanhamento; registros fotográficos e em vídeo; e relatórios. As ações serão divulgadas nas redes sociais da Escola e dos programas que compõem as atividades extraclasse dos estudantes, como Grupo Ambiental e Cooperativa Escolar.


Escola e família, uma parceria de sucesso.
EMEF Cardeal Leme - Santa Cruz do Sul/RS
Relatoras: Giane Butzke e Sílvia Simone Franco Padilha
No ano de 2024, nosso município comemorou seu Bicentenário da Imigração Alemã e nossa escola completou 125 anos de fundação. Em virtude dessas datas tão significativas para nossa comunidade escolar, realizamos um resgate escrito e fotográfico de objetos e histórias que ainda existem em nossas famílias de origem alemã. Realizamos entrevistas com as pessoas mais idosas que nossos alunos têm acesso dentro da comunidade escolar. Montamos um arquivo digital e compartilhamos com a comunidade um pouco da nossa história. Fizemos um almoço em comemoração aos 125 anos de fundação da escola com apresentações de dança alemã e uma mostra de trabalhos com ênfase na Imigração Alemã. Os estudantes puderam apresentar seus trabalhos para a comunidade e seus familiares. Neste ano, também foram feitas algumas atividades com mães e avós de alunos que vieram para a escola preparar algumas receitas de comidas típicas alemãs. Essas receitas foram escritas em alemão nas aulas de língua alemã, bem como foram realizados os cálculos de custo delas nas aulas de matemática. No âmbito dos projetos científicos, os alunos se envolveram em diversas atividades de pesquisa, experimentação e apresentações. Esses projetos incentivaram o desenvolvimento do pensamento crítico e a curiosidade científica, permitindo que os alunos explorem temas
de seu interesse de forma prática e colaborativa.
Além disso, a escola realizou passeios educativos que complementam os conteúdos trabalhados em sala de aula. Os estudantes tiveram a oportunidade de visitar a Cabana Raminelli, o museu do Colégio Mauá, o museu da PUC, onde puderam conhecer exposições interativas, ampliando seus conhecimentos em diversas áreas e um passeio ao Zoológico de Sapucaia, que permitiu aos alunos aprenderem sobre a biodiversidade e a importância da preservação ambiental, observando de perto várias espécies animais.
Para fortalecer o vínculo com as famílias e promover momentos de convivência, realizou-se o Chá das Mães com uma palestra ministrada pela assistente social da AAPECAN sobre Prevenção e Saúde. Na ocasião foram distribuídas mudas de árvores nativas. Em agosto realizou-se o Chá dos Pais, eventos nos quais celebramos a importância das figuras parentais na vida dos nossos alunos. Esses encontros foram marcados por apresentações culturais, homenagens e momentos de confraternização, fortalecendo os laços entre a escola e as famílias.
Essas atividades contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos nossos alunos, proporcionando aprendizagens que vão além da sala de aula.
A educação do
campo: um campo de possibilidades e de qualidade de vida.
EMEF Carlos Altermann - Paraíso do Sul/RS
Relatoras: Carla Hulda Pfeifer Drescher e Loiva Callonti Huff
Durante o ano de 2024 a escola desenvolveu uma série de atividades ligadas à "Educação do campo: um campo de possibilidades". As ações de coleta de sementes e óleo saturado tiveram a parceria das famílias na busca de novas espécies e de maior conhecimento destas, bem como do aumento da quantidade de litros de óleos coletados. A coleta de materiais recicláveis, além da participação ativa das famílias, ampliou o seu público contando com a participação das comunidades que abrangem a escola, as quais doaram os materiais coletados em eventos realizados por eles. Com a venda destes materiais, o dinheiro arrecadado foi investido na compra de brinquedos e materiais recreativos para os alunos da escola.
A pesquisa científica constitui-se na ação que tem maior expressão na escola, ampliando a cada ano que passa o gosto pela investigação, criação e testagem de diferentes áreas do conhecimento. Esse gosto pela pesquisa tornou-se em uma bela fonte de busca de recursos para aperfeiçoar e equipar a escola, com a inscrição de projetos dos alunos em editais de universidades e entidades para financiar a concretização e construção dos trabalhos. A realização do X SEPEC- Seminário de Pesquisa Científica da escola é um instrumento que busca fomentar o gosto pela pesquisa e pela análise das potencialidades do meio em que os alunos estão inseridos. A Hora do conto é realizada mensalmente pelo Grupo Ambiental Plante essa ideia para as crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais com o intuito de desenvolver o gosto pela leitura,

mostrando a importância da imaginação para o desenvolvimento humano. O plantio de suculentas tem o objetivo de estimular o gosto pelo desenvolvimento de plantas ornamentais que possam ser aproveitadas de diferentes formas em diferentes ambientes. O plantio, cuidado e desenvolvimento das plantas contribui para estabelecer hábitos saudáveis e de preservação do meio ambiente.
A ação dos GAs se consolida a cada ano que passa com a ampliação de responsabilidades dos alunos dentro do funcionamento da escola: neste ano os integrantes dos grupos ambientais desenvolveram gincanas, plantaram árvores dentro e fora do ambiente escolar, realizaram Hora do Conto para a Educação Infantil e Séries Iniciais, realizaram hora cívica, cuidaram do espaço escolar, do recreio, a produção de suculentas que são usadas na ornamentação e também nos mimos entregues pela escola nos eventos, coletaram e organizaram sementes, óleo, representaram a escola em diferentes eventos. Além disso, auxiliaram na organização e funcionamento da Sala Criativa, um espaço de criação destinado ao desenvolvimento e diferentes habilidades dos alunos, ligadas principalmente às pesquisas científicas. As reuniões mensais tem a finalidade de estabelecer as ações e identificar as necessidades da comunidade escolar para traçar metas a serem superadas.
A cada ano a escola amplia as suas ações e consegue atingir um maior número de pessoas tornando a conscientização e a preservação partes integrantes do nosso fazer pedagógico diário. FAMÍLIA + ESCOLA = APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.
Projeto Girassóis: semeando com amor
EMEB Seomar Mainardi - Sobradinho/RS
Relatoras: Fabiana Wanzinck e Mariléia Ferraz Ceretta
O girassol simboliza alegria, positividade, lealdade e força, sempre buscando a luz mesmo nos momentos mais sombrios. Desta forma, o "Projeto Girassóis: semeando com amor” objetiva proporcionar para toda a comunidade escolar e às famílias da EMEB Seomar Mainardi um ambiente acolhedor, receptivo, respeitoso, amoroso, empático e aconchegante e feliz. Além disso, o projeto busca através dos girassóis, ensinar os educandos e a todos os envolvidos a seguir o sol e a luz, mesmo nos momentos de dificuldade, permitindo que o brilho invada suas vidas. Para tanto, a escola desenvolve atividades de integração, acolhida e união que desperte valores e sentimentos, estabeleça vínculos, desenvolva o
lado afetivo e social e conscientize sobre a importância de fazer ao outro o bem que eu quero para mim também.
O “Projeto Girassóis: semeando com amor” procura promover transformações, trazendo novas oportunidades de buscar, repensar e reestruturar nossas práticas, resultando em um espaço com ênfase nos valores humanos, para uma educação mais empática, fraterna e feliz. Para que o projeto aconteça é necessário o comprometimento e dedicação de todos os envolvidos nas atividades e campanhas promovidas pela escola. Família, escola e comunidade juntos em busca de uma aprendizagem mais efetiva e uma melhor qualidade na educação.
Raízes da nossa terra – valorizando a agricultura familiar local
EMEF São João Batista - Vale do Sol/RS
Relator: Mauro Martin Quoos


O projeto teve como objetivo fortalecer a relação entre a escola e os agricultores familiares da região, reconhecendo e valorizando a importância da agricultura familiar para a economia, cultura e segurança alimentar local. A iniciativa buscou mapear culturas e criações, divulgar experiências positivas, promover atividades educativas, incentivar o consumo de produtos da agricultura familiar e criar espaços de diálogo entre agricultores, estudantes e professores. A agricultura familiar, responsável por grande parte dos alimentos que chegam às mesas, preserva práticas, saberes e tradições que atravessam gerações. No entanto, apesar de seu papel essencial, esses conhecimentos muitas vezes são subvalorizados e acabam se perdendo entre as novas gerações, que se distanciam do campo e desconhecem a origem dos alimentos que consomem. Diante desse cenário, o projeto procurou promover o reconhecimento e a valorização da agricultura familiar, destacando a diversidade de culturas, a criação de animais domésticos e a riqueza agrícola da terra local. Com o envolvimento ativo da comunidade escolar, foram realizadas entrevistas e visitas às propriedades dos agricultores familiares, a fim de levantar informações detalhadas sobre as culturas cultivadas, os animais criados, as técnicas de produção e as experiências positivas existentes na região. Esse levantamento permitiu a construção de uma base de dados que serviu como referência para a elaboração de um mapa interativo da agricultura familiar local, proporcionando uma visão mais ampla e estruturada das práticas agrícolas da comunidade. Além da pesquisa e mapeamento, o projeto promoveu oficinas e palestras sobre temas como agricultura familiar, agroecologia e segurança alimentar. Essas atividades contaram com a participação de especialistas e agricultores locais, proporcionando aos estudantes um contato direto com saberes tradicionais e técnicas sustentáveis de produção. Paralelamente, foram organizadas feiras e exposições de produtos da agricultura
familiar dentro da escola, incentivando o consumo consciente, a valorização dos produtos locais e o fortalecimento da economia regional. Para integrar ainda mais a escola à cultura rural, realizaram-se atividades lúdicas e artísticas que representaram e celebraram a identidade local, como apresentações teatrais, produções artísticas inspiradas no cotidiano do campo e exposições de artesanato. Essas ações tiveram como objetivo estimular a criatividade dos alunos, fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar tradições culturais muitas vezes esquecidas. Outro eixo importante do projeto foi a produção de vídeos e documentários que retratam as experiências dos agricultores familiares, suas práticas de trabalho e suas histórias de vida. Esses registros audiovisuais serviram para preservar a memória local, sensibilizar a comunidade escolar e divulgar o valor da agricultura familiar para a sociedade em geral. A culminância do projeto foi marcada por eventos e apresentações abertas à comunidade, nos quais se socializaram os resultados das atividades realizadas, fortalecendo o reconhecimento público dos agricultores e a integração entre escola e comunidade. Além disso, criou-se um espaço permanente de diálogo e troca de experiências entre agricultores, estudantes e professores, seja por meio de rodas de conversa presenciais, seja através de fóruns virtuais. Esse espaço promoveu a construção coletiva do conhecimento, o respeito às práticas tradicionais e a valorização da identidade cultural regional. Assim, o projeto não apenas fortaleceu a relação entre a escola e os agricultores familiares, mas também forma cidadãos mais conscientes sobre a importância da agricultura para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e conectada às suas raízes. Com uma abordagem participativa e integrada, valorizou os saberes locais, preservou as tradições culturais e fortaleceu a identidade da comunidade por meio da educação e do reconhecimento da agricultura familiar como um patrimônio vivo.

Escola é vida
EPM Renascer - Princesa/SC
Relator:
Dione Luiz Merigo
As mudanças climáticas estão cada vez mais presentes, alterando ambientes, regiões e países. É inegável que nossa relação com o meio ambiente requer cotidianamente, que nossas ações sejam avaliadas e reavaliadas, sob pena de inviabilizar a vida em muitos locais do planeta. Falta ou excesso de chuva, vendavais, invernos ou verões muito intensos já ocorriam no passado, porém, as desregulações não eram tão frequentes. O que se percebe é que esses fenômenos estão ocorrendo em todos os anos, não havendo mais, praticamente, anos normais. Esses fenômenos impactam a vida no planeta, já que mesmo sendo localizados, seus efeitos se propagam devido aos efeitos nas plantações, na produção e na infraestrutura.
A partir disto, há necessidade de repensarmos atitudes e agirmos no sentido de minimizarmos os efeitos atuais e promover mudanças para revertermos os impactos negativos. Muitos projetos e programas no Brasil têm buscado reparações,
recuperações de áreas degradadas. O Floresta +, Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), Eco mudança, Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), Verde é vida, valorizam, promovem, apoiam ações e projetos ambientais visando a melhoria do meio ambiente e a preservação ambiental no Brasil. Essa temática, pela sua importância, tem gerado debates e conferências com vários países, já que essa é uma questão que envolve o mundo todo. Em novembro deste ano, teremos a COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém, no Pará, sendo considerado um dos principais eventos sobre o tema no mundo.
Isso demonstra a preocupação dos países com a questão ambiental, mas devido a emergência ambiental, não podemos perder tempo, e as ações precisam ser definidas iniciadas para que não sejam meros arranjos teóricos e sim, ações práticas com efeitos a curto, médio e longo prazo.
Escola em tempo integral: novas oportunidades
Escola Municipal Ernesto Hachmann - Capinzal/SC
Relatora: Carmem Maletzke Markus


A escola é um espaço essencial para assegurar que todos os estudantes tenham garantida uma formação integral, que articula experiências educativas que os estudantes podem viver dentro e fora dela visando seu desenvolvimento integral em todas suas dimensões. A proposta de Educação Integral deve ser assumida por todos os agentes envolvidos no processo formativo, desde a cozinheira, agente de serviços gerais, professores, famílias, comunidade e gestão da escola. A proposta da escola em tempo integral está alinhada às noções de sustentabilidade e como nossa escola está localizada na zona rural, podemos contribuir significativamente para essas aprendizagens visando garantir o desenvolvimento dos estudantes em suas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural. Para que isso aconteça, os professores planejam suas aulas com criatividade e com uso de metodologias diversificadas, atividades voltadas ao meio rural aliadas ao conteúdo da Proposta Curricular de Capinzal. A escola atua em parceria com a comunidade na missão da formação integral do aluno, onde este deve cultivar a responsabilidade, a humildade, o respeito ao próximo e às normas do ambiente escolar. Assim, escola, família e comunidade são parceiros no ato de educar e de fazer as pequenas ações se tornarem grandes, para que tenhamos um mundo melhor diante de todas as adversidades e a cada dia avançando em sustentabilidade. Nossa escola, enquanto escola do campo em tempo integral, visa altas expectativas de aprendizagem e desenvolvimento para todos ao mesmo tempo em que oferece instrumentos para que todos aprendam a se desenvolvam integralmente. A escola em tempo
integral articula diferentes espaços e tempo de aprendizagens disponíveis e garante jornada ampliada e a diversificação de interações significativas para todos os estudantes de forma a estabelecer diferentes possibilidades de inserção e intervenção social. Em nossa escola será proporcionada para os anos iniciais – 1º ao 5º ano, jornada de 38 horas semanais proporcionando atividades nos diferentes espaços da escola e da comunidade. Atualmente nossa escola está recebendo crianças residentes da zona urbana, pois temos infraestrutura básica e espaços privilegiados para atender a demanda. No período da manhã temos o ensino regular e à tarde diferentes oficinas também em parceria com o setor de cultura de nosso município como o coral, flauta, violão e fanfarra. Temos aulas complementares de Português de Matemática, aulas de leitura, práticas esportivas, meio ambiente e cidadania e educação financeira. Os alunos do 5º ano são responsáveis pelo grupo ambiental e com as demais turmas desenvolvem ações em prol da escola e do meio ambiente. Estamos desenvolvendo diversas atividades relacionadas a alimentação saudável onde as crianças tem a oportunidade de plantar, cuidar, colher e consumir alimentos da horta. Dentre as atividades, destacam-se a horta escolar. Neste ano, foram acrescentadas às atividades pedagógicas a educação financeira, onde as crianças têm a oportunidade, de manipular dinheiro em espécie, com auxílio das professoras, fazer controle de entradas e saídas em livro caixa da venda de produtos produzidos in natura ou minimamente processados, desenvolvendo pesquisa científica sobre hortaliças, entre outras atividades.

Projeto: Leitura na caixa
EMEF Martinho Lutero - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Cristiane Siefert Neuenfeldt e Claudia Krüger Schneid
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Martinho Lutero é fruto de anos de luta e perseverança de uma comunidade essencialmente agrícola, composta, em sua maioria, por pequenos agricultores pomeranos germânicos, cuja principal atividade é o cultivo de fumo. Localizada no meio rural, sua construção representa uma conquista histórica, pois o distrito era o único que ainda não possuía uma escola polo, obrigando os alunos a percorrer longas distâncias para concluir o Ensino Fundamental.
Com a desativação das escolas multisseriadas em 2008, todos os estudantes passaram a integrar a Escola Martinho Lutero, que desde então vem consolidando-se como um espaço ativo de transformação social, cultural e ambiental. Mesmo enfrentando desafios, como a falta de conclusão total de sua estrutura — atualmente utilizando a biblioteca como sala de aula —, a escola não deixa de inovar e fortalecer seu compromisso com a formação cidadã.
Sempre pautada no desenvolvimento de projetos relevantes e significativos para seus alunos e para a comunidade, a escola destaca-se por iniciativas que valorizam a leitura, o meio ambiente e a cultura local. Um exemplo dessa visão é o projeto Leitura na Caixa, criado para
transformar os espaços disponíveis e manter viva a cultura leitora. Por meio de caixas temáticas itinerantes, que carregam livros, afeto, curiosidade e imaginação, o projeto incentiva o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos estudantes.
A metodologia do projeto 'Leitura na Caixa' conta com o apoio especial do mascote Leiturita, que acompanha os alunos nessa jornada, mostrando que ler pode — e deve — ser uma aventura divertida e encantadora. Ao longo das semanas (ou meses), os estudantes receberão desafios literários que envolverão a leitura de diferentes gêneros textuais, propostas de escrita criativa e pequenas missões relacionadas ao conteúdo dos livros.
Cada aluno terá sua própria 'Cartela de Bordo', personalizada com o tema do projeto. Nela, serão registrados os livros lidos, permitindo o acompanhamento visual do progresso individual, o que torna a experiência ainda mais motivadora. Através dessas ações, a Escola Martinho Lutero reafirma sua missão de ser uma escola promissora, ativa, sensível às necessidades da sua comunidade e comprometida com a formação crítica, criativa e integral de suas crianças e adolescentes.
A tecnologia no ensino/aprendizagem e na rotina escolar
EMEF Jacob Dickel - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Vera Regina Hubner Schneider e Marlene Terezinha Kroth Stoll
No contexto atual, a tecnologia está cada vez mais presente na vida das crianças e dos adolescentes, e isso também se reflete no ambiente escolar. No ensino fundamental, a integração da tecnologia ao processo de ensino-aprendizagem e à rotina escolar tem se mostrado uma ferramenta importante para tornar as aulas mais atrativas, dinâmicas e eficazes. O uso de recursos digitais, como lousas interativas, tablets, jogos educativos, vídeos explicativos e plataformas de aprendizagem, permite que os estudantes aprendam de forma mais participativa e significativa.
A tecnologia, quando bem utilizada, favorece a construção do conhecimento, estimula a curiosidade e o interesse dos alunos, além de desenvolver habilidades essenciais como a criatividade, a comunicação, a colaboração e o pensamento crítico. Também oferece possibilidades para que os professores diversifiquem suas metodologias e consigam atender melhor às diferentes formas de aprender dos estudantes. Por meio de atividades digitais, os alunos podem reforçar conteúdos, praticar o que aprenderam em sala e até mesmo explorar novos temas de maneira autônoma.

Além disso, a tecnologia tem contribuído para a organização da rotina escolar. Sistemas digitais de gestão escolar facilitam a comunicação entre escola, professores, alunos e famílias. Aplicativos e plataformas permitem o envio de tarefas, avisos e acompanhamento do desempenho escolar, o que fortalece a parceria entre a escola e a família na formação dos alunos. Contudo, é importante destacar que a tecnologia não substitui o professor, mas sim o apoia em seu trabalho. O papel do educador continua sendo fundamental para mediar o uso das ferramentas digitais de forma crítica e responsável. Para isso, é necessário que os professores sejam constantemente capacitados e que as escolas estejam preparadas com infraestrutura adequada e acesso à internet de qualidade. Em resumo, o alinhamento da tecnologia com o ensino-aprendizagem e a rotina escolar no ensino fundamental é um caminho importante para tornar a educação mais atual, inclusiva e eficiente. Quando usada com planejamento e intencionalidade pedagógica, a tecnologia pode transformar a forma como os alunos aprendem e como os professores ensinam, preparando as crianças para os desafios do presente e do futuro.



Faço parte desta história.
EMEF Dom Pedro II - Venâncio Aires/RS
Relatoras: Mára Lúcia da Costa Pilz e Márcia Eggers
No ano de 2024 muitas foram as atividades realizadas como escola: gincanas e desafios do AFROINDIDOM, momento importante para realização de atividades referentes a trabalhos indígenas e afro, que almejam a valorização do nosso povo; tivemos também a Mostra de trabalhos interno com apresentação dos projetos das turmas que desenvolvem atividades de Pesquisa Científica, com isso levamos os projetos a participar nas mostras e feiras externas ( MOMPI, UNISC, MOSTRATEC, AFUBRA), espaços esses que oferecem momento de compartilhamento do trabalho realizado na escola.
Promovemos passeios de estudo para trazer o conhecimento teórico discutido em sala de aula para a prática. O grupo ambiental desenvolve gincanas, participam dos eventos escolares como Páscoa, São João e Natal; ações ambientais, sociais e culturais.
Ofereceu-se também palestras referentes aos assuntos trabalhados em aula e nos projetos. Dentro dos trabalhos
Caminhando de mãos dadas
EMEF Marino da Silva Gravina - Boqueirão do Leão/RS
Relatoras: Tamara Ferrari e Luciléia Bonassi
realizados na escola, os grupos da sociedade venâncio-airense promoveram Oficinas de arte e grafite, bem como dança e música de rap e hip-hop.
Foram realizados também encontros com profissionais da saúde a partir do projeto desenvolvido pelo 8º ano.
O Grupo Ambiental “Semeando o Futuro”, da EMEF Marino da Silva Gravina, localizada no município de Boqueirão do Leão, desenvolveu, ao longo do último ano letivo, diversas ações voltadas à conscientização ambiental, valores humanos e incentivo à diversificação da agricultura familiar.
Projeto Destaque: “Da Roça para a Mesa – A Importância da Agricultura Familiar”
Considerando que a agricultura é a principal fonte de sustento das famílias da comunidade e que a fumicultura predomina em cerca de 90% das propriedades rurais, identificamos a necessidade de promover reflexões e alternativas para uma realidade mais sustentável e diversificada.
As atividades desenvolvidas incluíram:
Estudo teórico sobre a agricultura familiar; Pesquisa junto às famílias sobre os cultivos em suas propriedades;
Elaboração de gráficos com os dados obtidos;
Confecção de maquetes ilustrando a diversificação agrícola; Cultivo de hortaliças para plantio nas propriedades familiares;
Experiência prática com uma mini propriedade diversificada. Os principais resultados alcançados foram a conscientização dos alunos e da comunidade sobre os benefícios da diversificação agrícola, tanto para a saúde quanto para a economia das famílias, e a percepção da necessidade de ampliar o cultivo de outras culturas além do fumo. O projeto terá continuidade em 2025, com aprofundamento das ações.
Projeto: “Sabão Ecológico Marino”
Com o apoio da comunidade escolar, foi desenvolvido o projeto “Sabão Ecológico Marino”, que buscou abordar a problemática do descarte incorreto do óleo de cozinha. As etapas do projeto incluíram:
Pesquisa sobre a história do sabão;
Estudo dos impactos ambientais do óleo descartado de forma inadequada;
Produção do sabão utilizando óleo residual, com apoio de professores e pais;
Embalamento do sabão pelos alunos;
Cálculo de custos e comercialização do produto, promovendo uma nova fonte de renda.
Ação contra Mosquitos: Repelente Natural
Diante da presença de mosquitinhos no ambiente escolar, alunos e professores uniram esforços para encontrar uma solução natural. Após pesquisas e testes, foi desenvolvido um repelente caseiro, utilizando:
Citronela, cravo-da-índia, vinagre de maçã e óleo corporal natural.
O produto foi eficaz, armazenado em embalagens personalizadas com rótulos criados pelos próprios alunos.
Outras Ações Permanentes
Durante todo o ano letivo, são desenvolvidos também projetos voltados à leitura, valores humanos, teatros, momentos cívicos,cultura afro-brasileira e indígena, promovendo a formação cidadã e o respeito à diversidade.
Viveiro florestal escolar
EMEF Emanuel - Santa Cruz do Sul/RS
Relator: Alex Luis Finkler
Tendo em vista a importância de preservarmos nosso meio ambiente e com a intenção de cuidarmos constantemente do mesmo e colaborarmos com as ações de preservação dos recursos naturais, deu-se a importância de produzirmos mudas de árvores nativas, com a coleta de sementes para o bolsa de sementes, o qual a escola participa através do Verde e Vida da Afubra.
Parte das sementes são destinadas para a semeadura e produção destas mudas na escola, e a maior parte é enviada para o bolsa de sementes, na qual a escola ajuda na preservação de espécies nativas, coletando-as e enviando posteriormente para Afubra, devidamente identificadas com o nome popular, nome científico, data da coleta, código da espécie, peso e código da escola.
A Emef Emanuel foi uma das escolas parceiras que começou com um projeto piloto proposto pelo Verde é Vida da Afubra, de produzir mudas de árvores nativas, e que devido a maior catástrofe ambiental já registrada na história do RS, se intensificou ainda mais a importância de reflorestarmos os mananciais, nascentes e matas ciliares dos nossos cursos d’água, tendo em vista, que este evento foi extremamente devastador, causando erosão, assoreamento e a destruição das matas nos rios e seus afluentes.
Como já produzimos uma quantidade pequena de mudas, firmamos mais uma parceria para melhorarmos nossa estrutura e o espaço de produção das mudas. No ano de 2025 iremos consolidar esta estrutura, com um local mais amplo e adequado, com sombreamento, e com sistema de irrigação. Também foi instalado uma calha para captação da água da chuva e uma cisterna para utilizarmos na irrigação das mudas de árvores no viveiro florestal e na irrigação da horta em geral.
Já foram produzidas dezenas de mudas de árvores nativas, como ingá-feijão, cedro, pitanga, araçá-vermelho, araçá-amarelo, guajuvira, angico-vermelho, guapuruvu, a maioria delas distribuídas para a comunidade escolar.
Na semana do meio ambiente de 2024 realizamos uma ação sobre o tema “plante uma árvore”, no qual todos os alunos da escola levaram uma muda para casa para fazer o plantio e contribuir para a preservação, incentivando no cuidado com o meio ambiente.
Diversas ações de consciência ambiental e de sustentabilidade são desenvolvidas a cada novo ano letivo, com o objetivo de desenvolvermos cidadãos mais conscientes e preocupados com o planeta que vivemos e suas futuras gerações.
Aromas do Aldo – saberes, sabores e sustentabilidade no campo.
EMEF Aldo Porto dos Santos - Cachoeira do Sul/RS
Relatoras: Juniandra Klatter e Carina Gomes
O presente resumo que segue, NÃO é um resumo desenvolvido no ano anterior, ele é um resumo do que será feito no presente ano (2025). Sendo assim, o ítem aqui preenchido é apenas para não enviar de forma incompleta o formulário.
"O projeto Aromas do Aldo nasce da vontade de valorizar os saberes do campo, promover práticas sustentáveis e incentivar o protagonismo estudantil por meio de experiências educativas integradas ao cotidiano da comunidade escolar. Desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Aldo Porto dos Santos, situada em uma região rural de natureza abundante, o projeto une educação ambiental, empreendedorismo consciente e valorização cultural em torno da implantação de uma horta de temperos, da produção artesanal de sais temperados e da criação de uma identidade local para os produtos elaborados.
Ao longo do ano letivo, os estudantes participarão de oficinas pedagógicas durante o horário de aula, abordando o cultivo das ervas, a combinação e preparo dos sais, o reaproveitamento de materiais para a confecção de embalagens, criação de um livro de receitas, além da criação da marca Aromas do Aldo. Todas as etapas serão registradas e apresentadas em uma amostra final para a comunidade, com painéis explicativos, degustação dos
produtos e socialização dos aprendizados. A proposta estimula a interdisciplinaridade ao envolver diversas áreas do conhecimento, como Ciências, Língua Portuguesa, Arte, Matemática e Geografia.
Além da produção de temperos, o projeto contempla a confecção de papel reciclado para a criação das tags e rótulos das embalagens, promovendo o cuidado com o meio ambiente e o reaproveitamento de recursos. Os alunos também serão incentivados a coletar receitas da comunidade, resgatando memórias afetivas e criando um livro de receitas autoral, que servirá como espaço de escrita criativa e partilha cultural.
Como parte do processo formativo, será trabalhado o marketing dos produtos e a divulgação do projeto por meio da criação de uma página digital do Aromas do Aldo, com a finalidade de ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas e contribuir para a inserção dos estudantes em vivências de economia solidária e empreendedorismo social.
O projeto Aromas do Aldo representa uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre escola, comunidade e natureza, despertando nos alunos o senso de pertencimento, responsabilidade ambiental e valorização de suas raízes culturais, enquanto desenvolvem competências essenciais para a vida em sociedade.
Reciclando para o futuro
EEEM Guilherme Fischer - Vale do Sol/RS
Relatores: Juliano Jacó Lange e Ademir José Machado
Com o objetivo de promover a consciência socioambiental e fortalecer os laços entre escola, comunidade e meio ambiente, este projeto desenvolve uma série de ações integradas que buscam envolver toda a comunidade escolar de forma ativa e colaborativa. A iniciativa parte do princípio de que a escola é um espaço privilegiado para a formação de valores, atitudes e comportamentos sustentáveis, e que os estudantes têm o potencial de se tornarem verdadeiros agentes transformadores da sociedade.
Uma das principais ações do projeto é a realização de uma gincana escolar de recolhimento de materiais recicláveis, que acontece ao longo do período letivo, mobilizando turmas, professores e famílias. As equipes participantes competem amigavelmente para arrecadar a maior quantidade possível de materiais recicláveis, como papelão, plástico, vidro e alumínio, que são posteriormente encaminhados para pontos de coleta apropriados. A gincana, além de estimular o espírito de cooperação e trabalho em equipe, também serve como uma ferramenta lúdica e educativa para reforçar o compromisso com a sustentabilidade.
Paralelamente à gincana, o projeto promove o recolhimento de tampinhas plásticas e lacres de alumínio, que são destinados
Horta escolar
a instituições de saúde, como hospitais e centros de tratamento, que os utilizam em campanhas de arrecadação de recursos ou troca por cadeiras de rodas e equipamentos médicos. Essa ação, além de ambientalmente responsável, também tem um forte caráter social, despertando nos alunos a empatia e a solidariedade com o próximo, ao mesmo tempo em que contribuem para causas humanitárias por meio de um gesto simples e acessível.
Outra atividade de destaque é o Varal Solidário, uma iniciativa voltada para o apoio aos estudantes. Por meio da doação de roupas e calçados em bom estado, organizados de forma discreta e acolhedora dentro da escola, o varal permite que alunos que necessitam desses itens possam retirá-los livremente, sem constrangimento. A atividade reforça a importância da empatia, do cuidado com o outro e da valorização da dignidade humana, tornando a escola um espaço de acolhimento e inclusão.
Todas essas ações são planejadas de forma interdisciplinar, envolvendo diferentes áreas do conhecimento e utilizando recursos tecnológicos para ampliar o engajamento dos estudantes e que se estenda à comunidade, criando uma cultura de responsabilidade social e ambiental.
Escola Agrícola Municipal Prefeito José Schultz Filho - Mafra/SC
Relator: Edson Luis Dvojatzki
No ano de 2024 a Escola Agrícola Municipal José Schultz Filho trabalhou várias atividades tanto teóricas como práticas. As disciplinas do ensino regular e do ensino técnico, práticas industriais, gerenciais e zootécnicas e práticas agrícolas, na área zootécnica trabalhou atividades como: Bovino Leiteiro, Produção na Cunicultura, Produção Frangos de Postura, Ovinocultura e Suinocultura.
Na questão das práticas agrícolas trabalhou a horta escolar, compostagem, minhocultura, olericultura, pomar, produção de pastagens para bovinos, plantio e confecção de silagem de milho, plantas medicinais e jardinagem.
Na Agroindústria foi realizado beneficiamento de produtos da horta, como por exemplo: conservas, picles e na parte leiteira foi produzido queijos, requeijões e doces de leite.
Na matéria de práticas gerenciais foi trabalhado questões de higiene das compotas, rótulos, cálculo de preços, custos de produções.
Todas essas matérias técnicas em parceria com as disciplinas do ensino regular foram parceiras nas questões da interdisciplinaridade fundamental no bom aprendizado.
Oportunidades e saberes
EMEF João Beckel - Camaquã/RS
Relatoras: Mislene Oliveira da Silva e Luciana Flugel Nickel
Durante o ano de 2024 o Grupo Ambiental Amigos da Natureza esteve sob a coordenação de duas profissionais, onde a professora Mislene Oliveira da Silva assumiu os trabalhos no mês de julho e finalizou o ano com os educandos. Na abertura dos encontros, o grupo decidiu elaborar um novo slogan para as camisetas e confeccioná-las no início do ano para que seu uso fosse uma marca nos encontros. Foi um grupo participativo e muito prestativo, estando sempre inserido nas atividades da escola.
Na Páscoa prepararam os doces para serem entregues a todos os alunos, elaboraram os murais e cartões em datas comemorativas como: Dia da Água, Dia do Meio Ambiente, Dia das Mães, Pais, Consciência Negra e Ação de Graças, confeccionaram os arranjos de mesa para o jantar da escola. Na atividade direcionada às famílias o grupo esteve presente deixando uma carinhosa mensagem aos pais e aos agricultores, pois a data do evento foi próxima a este dia. Para simbolizar a partilha e o agradecimento, o grupo colocou a mão na massa na produção de deliciosas bolachas, oferecendo-as aos colegas dos turnos da manhã e tarde.
No mês de maio foi realizado uma campanha de arrecadação de roupas, cobertores, produtos de higiene e limpeza para os desabrigados das enchentes do nosso estado, bem como no mês seguinte os alunos trocaram mudas de árvores nativas por um quilo de alimento não perecível através da ação “MuDá Alimento” em conjunto com as Lojas Afubra e Macro Atacado Krolow.
Para preservação do Meio Ambiente, os alunos organizaram durante o ano variados contos e falas estimulando a preservação e o cuidado com o meio, momentos especiais para que todos pudessem parar e refletir sobre os impactos gerados, os recursos disponíveis e uma forma de vida mais sustentável e respeitosa. Na semana do Meio Ambiente foi realizado um Quiz sobre situações ambientais, com direito a torta na cara! Outra atividade na busca da preservação e conscientização foi o deslocamento até um determinado local próximo a escola com o intuito de realizarem uma ação de limpeza, pois encontrava-se com resíduos e muito lixo espalhado pelo chão.
Em parceria com o funcionário Sr. Carlos Jorge foram revitalizados o jardim e a horta da escola, sendo ao longo do ano realizado a manutenção e os cuidados com estes, bem como com a composteira a qual era mantida pelos restos de cascas provenientes da alimentação escolar. Além das atividades na área externa, outra atividade notável foram as “Horas do Conto” para os colegas dos
Anos Iniciais, abordando temas pertinentes, utilizando fantoches, palitoches e fantasias, os recreios em dias de chuva eram marcados pelas atividades dirigidas em sala de aula pelo grupo ambiental.
Na Semana Farroupilha foram realizadas brincadeiras típicas da cultura gaúcha como jogo de bocha, jogo da memória, passa ou repassa, jogo do osso, futebol de bombacha, etc. Outra atividade especial desta semana foi a plantação de um pé de erva-mate e da flor brinco de princesa, símbolos estudados e agora cultivados em nossa escola.
As ações como beneficiamento e coleta de sementes, óleo saturado, tampinhas, pilhas e garrafas PET foram divulgadas nas salas de aula, mural específico do projeto e na página do Instagram do grupo ambiental, com isso foi colocado em prática o projeto de reciclagem de garrafas PET, utilizando recursos simples, como um filetador, assim os alunos conseguiram fazer o primeiro varal reciclado, passando em seguida a produção de vassouras ecológicas.
Durante o ano o grupo realizou a visita a Expoagro Afubra onde acompanharam o processo de transformação do óleo de cozinha em biodiesel, observaram as espécies expostas na Bolsa de Sementes, prestigiaram os diversos Projetos Científicos e degustaram um delicioso piquenique no Bosque Verde! Outro importante momento foi a visita realizada ao Aterro Sanitário de nosso município, onde puderam averiguar o destino do lixo e pensar em possíveis soluções para a sua diminuição.
O grupo participou do IV Encontro Sul Brasileiro de Grupos Ambientais online, onde foi possível conhecer um pouco do trabalho e das ações realizadas pelos demais grupos, bem como do encontro de encerramento do município juntamente com os grupos ambientais das escolas parceiras do Verde é Vida. “Foi um momento divertido e precioso”.
O grupo ambiental “Amigos da Natureza” recebeu um convite da Coordenadora dos grupos ambientais, Lilian Nunes da Secretaria Municipal da Educação e Desporto de Camaquã, para realizarem a abertura da reunião de encerramento realizada pela Afubra. Na ocasião os alunos apresentaram o teatro “Reciclarte” que trata sobre os danos que o descarte incorreto de lixos e resíduos causa ao meio ambiente e assim aproveitaram para apresentar o varal e a vassoura ecológica produzidos pelo grupo com garrafas PET. Um momento de interação, aprendizado e troca de saberes.
100 anos de história: trabalhando a sustentabilidade e promovendo o bem-estar da comunidade
EMEF Três de Maio - Agudo/RS
Relatoras: Carla Medianeira Costa Domingues e Daiane Cristina de Moura Santos
Em 2025, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Três de Maio, situada na Linha Teutônia, no interior do município de Agudo, celebra seu centenário. Mais do que uma data comemorativa, este marco é uma oportunidade de reflexão sobre a trajetória da escola e seu papel transformador na comunidade local. Diante dos desafios ambientais e sociais enfrentados atualmente, torna-se essencial trabalhar com os alunos temáticas voltadas à sustentabilidade e ao bem-estar coletivo. Por meio de ações educativas e práticas integradas com a comunidade, pretende-se valorizar a história local, promover a conscientização ambiental e fortalecer o compromisso social, reforçando o papel da escola como agente de transformação.
Dentre as atividades que serão realizadas neste ano, destacam-se:
A coleta de óleo saturado é uma das ações permanentes da escola. Alunos e famílias são incentivados a trazer o óleo usado em casa, que é depositado em bombonas apropriadas. Esse resíduo, quando descartado incorretamente, pode causar sérios danos ambientais, especialmente à água e ao solo. O óleo recolhido é destinado à reciclagem, entregue na Loja Afubra sendo transformado em sabão ou biodiesel por instituições parceiras. Essa ação contribui para reduzir a poluição e ainda promove a economia circular.
A gincana Tampinha Legal: mobiliza os estudantes na arrecadação de tampinhas plásticas, promovendo a reciclagem e a solidariedade, com a destinação dos materiais a projetos sociais;
A horta escolar: é um importante espaço educativo, onde os alunos aprendem sobre o cultivo de alimentos, o ciclo da natureza, o aproveitamento da água da chuva e o uso de compostagem. A horta é cuidada pelos próprios estudantes, com o apoio de professores e funcionários, e os alimentos colhidos serão utilizados na merenda escolar ou levados para casa, promovendo hábitos alimentares mais saudáveis.
O grupo ambiental Grüne Freund (amigos do verde) formado por alunos e professores, realizarão campanhas educativas, ações práticas de cuidado com o meio ambiente, com a parceria de colaboradores e participação em eventos locais sobre o tema, enriquecendo seu conhecimento e divulgando as atividades desenvolvidas.
Além disso, os estudantes participam de pesquisas científicas relacionadas à sustentabilidade, com foco na investigação de soluções locais para problemas ambientais. Essas iniciativas integram o projeto maior "100 Anos de História, Trabalhando a Sustentabilidade e Promovendo o Bem-Estar da Comunidade", reforçando o compromisso da escola com a formação de cidadãos conscientes e atuantes.
Essas ações são acompanhadas por atividades de educação ambiental, como oficinas, palestras, rodas de conversa e projetos interdisciplinares. Os temas abordam desde o consumo consciente e a redução de resíduos até a preservação da biodiversidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. A escola acredita que formar cidadãos conscientes e responsáveis é fundamental para construir um futuro mais justo e sustentável.
Sustentabilidade: uma conexão entre a escola e a comunidade
EMEF Maurício Cardoso - Herveiras/RS
Relator: Marlon de Menezes


A horta é um excelente meio para potencializar o aprendizado do aluno despertar seu interesse para a alimentação saudável.O contato com a natureza é uma experiência muito válida para crianças e adolescentes. Ao montar uma horta na escola, professores de todas as áreas terão um laboratório vivo, podendo trabalhar os mais variados temas.Os professores podem usar a interdisciplinaridade e desenvolver um projeto sobre alimentação saudável com os alunos, que terão a oportunidade de conhecer melhor os alimentos e experimentá-los na cozinha ou na merenda escolar, o que os auxiliará na promoção da saúde.O professor de matemática poderá trabalhar as formas dos alimentos cultivados, poderá associar o tempo de cultivo, floração e frutificação com o desenvolvimento dos alunos. Na área de português, os professores podem sugerir temas de redações ligados ao consumo de frutas e verduras. Professores da área de história podem trabalhar as origens dos nomes de frutas e verduras, como são consumidas e se são empregadas na medicina popular. O professor de geografia pode trabalhar as frutas e verduras típicas de cada região do país, resgatando, assim, a cultura culinária de cada região. Enfim, todas as áreas do conhecimento podem se beneficiar de alguma forma de uma horta ou mini-horta na escola.Em escolas que não possuem espaço disponível para montar uma horta, há a possibilidade de construí-la com garrafas pet. Sendo assim, o professor pode trabalhar o conceito de sustentabilidade e colocar o tema para discussão entre os alunos.Para a construção da horta, o professor deve ter a participação de todos os alunos. Pode-se dividir a responsabilidade por cada espécie plantada por
turma. Ficam a critério do professor os meios de aquisição das mudas ou sementes.Em primeiro lugar, deve-se escolher um local apropriado. O local escolhido deve receber a luz do sol direta na maior parte do dia, mas principalmente na parte da manhã. Observe se no local escolhido há trânsito de animais ou pessoas; se sim, escolha outro local. No local escolhido deve haver água disponível para irrigar os vegetais.Depois de escolhido o local é hora de preparar a terra para o plantio. Retire ervas daninhas, revire a terra a uns 15 cm de profundidade para que ela fique fofa e, se necessário, corrija o solo com cal hidratada ou serragem. Nesse caso, é necessária a ajuda de um agrônomo ou jardineiro.Para a adubação dos canteiros, pode-se utilizar o adubo natural, como pó de café usado, cascas e polpas de frutas, esterco, palhas e galhos, que, ao apodrecerem, formarão o adubo orgânico. É importante frisar com os alunos que alimentos processados industrialmente não podem virar adubo vegetal, por alterarem o pH do solo.As covas para o plantio das hortaliças devem ser espaçadas e medir 20x20cm ou 30x30cm com 20cm ou 30cm de profundidade. Para melhor aproveitamento das culturas é importante saber a melhor época do ano para seu plantio. Abaixo, segue uma tabela com algumas informações.A irrigação da horta difere quanto à região do país e à estação do ano, mas o recomendado é irrigar diariamente, duas vezes ao dia. Cuidado para que o solo não fique encharcado, pois isso propicia o aparecimento de fungos. Ao irrigar, observe se há ervas daninhas nascendo; se houver, retire-as e, a cada colheita, reponha o adubo. Isso garantirá o sucesso das colheitas seguintes.Implantação da Estufa

“Todo livro tem uma história, qual é a sua?”
EMEF Francisco Hübner Filho - Candelária/RS
Relatoras: Aline Caroline da Rosa e Jocimara Bordignhão Braatz
No período de 2024, nossa escola trabalhou com diversos projetos pedagógicos, tendo como principal objetivo proporcionar aos estudantes múltiplas experiências sociais, culturais, ambientais e sobretudo, educacionais. Estes projetos possuem diferentes vieses, no entanto, todos se embasaram no projeto principal do educandário, sendo ele: “Todo livro tem uma história, qual é a sua?”. Através deste projeto objetivamos não apenas desenvolver e incentivar o gosto pela leitura, mas também, intensificar as situações nas quais os estudantes utilizem sua criticidade, capacidade de interpretação e que desenvolvam ainda mais seu vocabulário, as atividades e propostas buscaram contemplar a história do estudante, da escola, da comunidade e de nosso município. Entre as atividades desenvolvidas no projeto, se destacam:- Contações literárias; - Elaboração de peças teatrais; - Produção de livros com contos trazidos pelos estudantes; - Escritas de histórias da família e da comunidade;Criação de espaços de leitura e de aprendizado coletivo;Elaboração de eventos como mostra literária, festa da família e exposições, onde os estudantes e profissionais contaram as histórias coletadas e o trabalho desenvolvido. Além dessas ações, buscamos envolver a comunidade em situações, nas quais as famílias fossem ativas no contexto escolar, por isso destacamos como momentos: a elaboração de uma horta escolar, a reforma de nossa cerca escolar e reorganização do espaço do pátio, realizamos estudos e pesquisas acerca das ODS, onde buscamos
discutir e problematizar questões ambientais, referentes ao contexto da escola. Em todas essas situações, nossas famílias foram ativas e participativas. Outras ações desenvolvidas pela escola, com luzes no projeto principal, dizem respeito à história da comunidade, por isso, a escola criou um Grupo de Danças Alemãs, onde além de contar a história da localidade da Linha Brasil, buscamos incentivar as crianças a resgatar suas raízes e conhecerem sua história, experienciando assim, momentos de lazer e cultura. Ao longo do ano de 2024 realizamos inúmeras apresentações artísticas em grandes eventos do município de Candelária, tais como: o Desfile Cívico (7 de setembro); o Novemberfest (Festa tradicional Alemã); no Festival da Mandioca (tradicional da cultural de plantio local da Linha Brasil) e no Parque de Eventos em evento do dia das crianças.O projeto da escola terá continuidade em 2025, onde iremos intensificar os estudos pela história de nossos estudantes, tendo em vista, as comemorações do centenário de nosso município (100 anos de Candelária), onde teremos a oportunidade de contar a história dos mesmos, de nosso educandário e também, de nossa comunidade, seja por meio do Grupo de Danças Alemãs, o qual, representa a história dos imigrantes alemães que colonizaram a Linha Brasil, sendo essa, a primeira Vila Germânica de Candelária, ou, através da publicação do livro: “Memórias do Botucaraí: Entre lendas, histórias e ficção”, o qual será apresentado à comunidade no 1º Jantar Cultural de nosso educandário em 2025.
Ações que transformam: conectando realidades à educação.
EMEF Nossa Senhora da Glória - Sinimbu/RS
Relatora: Lana Jost


A EMEF Nossa Senhora da Glória (Sinimbu-RS), tem promovido ações de integração entre alunos e comunidade desde 2009. A escola realiza diversas ações educativas que visam à formação integral dos alunos, com foco na consciência ambiental, solidariedade e valorização cultural. O grupo ambiental, tem se destacado pela coleta de óleo saturado. O engajamento da comunidade em armazenar o óleo e o compromisso do grupo em retirá-lo têm gerado resultados muito positivos, contribuindo para a preservação ambiental e a conscientização da população. Além das ações ambientais, a escola oferece uma diversidade de atividades extraclasse que desempenham papel essencial no desenvolvimento integral dos alunos. As aulas de música, com os grupos instrumental e vocal, juntamente com atividades de ginástica, dança, vôlei e língua alemã, possibilitam aos estudantes explorar suas habilidades artísticas, corporais, linguísticas e sociais, ampliando seu repertório cultural e pessoal. Essas atividades não só incentivam a criatividade e a autoestima, como também promovem a disciplina, o trabalho em equipe e o respeito às diferenças. Ao valorizar a identidade local e as manifestações culturais da comunidade, como o idioma alemão e as expressões musicais e corporais, a escola contribui para a preservação das tradições e

para a construção de uma educação inclusiva e significativa, totalmente conectada à realidade dos alunos.
No ano de 2024, a EMEF Nossa Senhora da Glória enfrentou um grande desafio devido à devastadora enchente que afetou o estado do Rio Grande do Sul, trazendo dificuldades imprevistas para a comunidade escolar. O primeiro piso da escola foi completamente destruído, causando impactos profundos nas atividades do dia a dia. Contudo, a resiliência e a solidariedade de toda a comunidade escolar foram determinantes nesse período difícil. A escola recebeu apoio de diversas organizações e pessoas, e com essa colaboração, foi possível iniciar a recuperação e voltarmos a nossa rotina. A recuperação pós-enchente se tornou um momento de aprendizado coletivo, não apenas para os alunos, mas também para toda a comunidade escolar. A solidariedade, o engajamento e o esforço conjunto se fortaleceram como nunca antes, e a escola teve a oportunidade de mostrar o impacto positivo de uma educação que é inclusiva, prática e profundamente conectada com a realidade dos estudantes. Esse episódio evidenciou a importância da união e da ação colaborativa em tempos de adversidade, e reforçou o papel transformador da educação no fortalecimento da comunidade.
A escola como espaço de integração: eventos, ações ecológicas e atividades esportivas.
EMEF Padre Maximiliano Strauss - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Helena Radamann Becker e Valéria Hüttner
No decorrer do ano de 2024 a EMEF Padre Maximiliano Strauss, priorizou as atividades que integrassem as questões culturais, esportivas, ambientais e educacionais de modo a promover a aprendizagem dos alunos em parceria com a comunidade e famílias. O Max Ambiental fez algumas ações, com o apoio das famílias e comunidade, como: revitalização da horta e do jardim da escola, arrecadação de lacres e tampinhas, campanhas de conscientização ambiental, recebimento de resíduos eletrônicos para o descarte correto, atividades com alunos dos anos iniciais, participação nos Jogos Rurais do SESC dentre outras. Os professores trabalharam um projeto com uma turma priorizando a leitura, a pesquisa sobre sobrenomes e língua falada, Bioma Pampa, alimentação saudável, separação correta do lixo e utilização da música. Durante o ano tivemos a Celebração de Páscoa, onde cada turma apresentou alguma atividade que trouxesse o verdadeiro sentido desse momento importante; tivemos a Gincana dos Elementos, onde os alunos da escola foram divididos em grupos, Terra, Água, Ar e Fogo, e tinham atividades para entregar, onde uma das atividades era a entrega de lacres e tampinhas que foram entregues para o Rotary Clube; Festa da Família, contando com o envolvimento dos
Trabalhando pela sustentabilidade
EMEF Felipe dos Santos - Vale do Sol/RS
alunos, famílias e escola, bingo da família, concurso culinário de Cucas, apresentações e mostra de trabalhos dos alunos; Festa Junina com apresentações culturais, concurso do Max Caipira e Caipira Mais Original; Max Quitanda e Torneio Esportivo, onde as famílias comercializam os seus produtos ou serviços e o torneio para integração entre escola e comunidade; participação no desfile de Rua dá Südoktoberfest, de forma a cultivar as tradições Alemãs e Pomeranas; Festival Pomerano que integra as escolas do interior do município, com apresentações e exposições de trabalhos relacionados a essa cultura; Ponto de Luz no Boqueirão, apresentações dos alunos, para confraternizar e comemorar o Natal. Foram realizados passeios com o intuito de integrar família e escola em busca de aprendizagem e cultura, como visitação a Fenadoce, ao Museu da PUC e ao cinema. Acompanhar essas atividades e ações, onde a família, comunidade, professores, funcionários e alunos estão empenhados e caminhando na mesma direção é com certeza um ganho para toda a sociedade. O Grupo Ambiental durante esses eventos realizou campanhas sobre o descarte correto de resíduos, recolheu lacres e tampinhas, vendeu produtos para arrecadar dinheiro para adquirir camisetas e materiais de trabalho.
Relatores: Sandro Roque Avrella Spanevello e Dagma Inês Reinke Seibert


Durante o ano letivo o Grupo Ambiental Defensores da Natureza da Escola Municipal de Ensino Fundamental Felipe dos Santos desenvolveu diversas atividades em prol da conscientização sobre a necessidade de ações que promovam a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. Entre as ações desenvolvidas destacamos o Recolhimento do óleo saturado em parceria com a comunidade e as empresas locais, o recolhimento de sementes de árvores nativas com mapeamento das mesmas e conscientização da preservação dessas espécies com os proprietários, plantio de árvores nativas em locais devastados pelas enchentes, recolhimento de materiais recicláveis para comercialização, embelezamento do pátio da escola com plantio de flores e folhagens, reativação da horta escolar, mostra científica escolar onde o Grupo Ambiental teve oportunidade de mostrar os trabalhos desenvolvidos, incentivando os colegas a participarem das ações que promovem a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade, saídas de campo para observarem a ação da chuva e sua consequência em áreas não preservadas. O Grupo Ambiental também observou o grande crescimento no município do uso de placas solares nas residências e pontuaram como positivo o uso da energia solar e a necessidade de se desenvolver projetos futuros de implantação

dessas placas nas escolas e nas propriedades que ainda não têm conhecimento do uso delas. Pontuaram também a necessidade de conservação das nascentes, pois o município enfrenta grande falta de água potável em algumas regiões. Destacamos como positiva a ações realizadas pelo Projeto Verde é Vida e notamos mudanças de atitudes nos alunos, fortalecendo uma educação que envolve a comunidade local e a preservação do meio ambiente para as futuras gerações.
Raízes que nos conectam: escola, comunidade e floresta em diálogo
EMEIEF Padre José de Anchieta - Água Doce/SC
Relatores: Ademar Graeff e Patrícia Miguel Cavagnoli
O projeto "Raízes que nos Conectam" tem como objetivo promover a integração entre a escola, a comunidade local e a floresta, buscando valorizar a identidade territorial, a sustentabilidade e o protagonismo estudantil. Através de uma abordagem que une saberes tradicionais e tecnologias modernas, o projeto visa fortalecer a consciência ambiental dos alunos e proporcionar um aprendizado significativo. Ele está voltado para estudantes do 6º ao 9º ano e propõe ações que envolvem a pesquisa, a tecnologia e o diálogo com a comunidade.
A justificativa do projeto se baseia na necessidade de aproximar a escola do seu território, reconhecendo a importância da floresta e da comunidade no desenvolvimento integral dos estudantes. Em tempos de crescente distanciamento entre o ser humano e o meio ambiente, é essencial criar espaços educativos que promovam a valorização do território, da biodiversidade e o respeito pelos saberes locais. Durante um ano letivo, as atividades serão realizadas de forma interdisciplinar e participativa, com o objetivo de criar um impacto duradouro na vida dos alunos e na comunidade escolar.
A metodologia do projeto será baseada na participação ativa de estudantes, professores, famílias e parceiros externos. As ações se dividirão em três eixos principais: a escola, a comunidade e a floresta. Na escola, os alunos irão participar de atividades como a impressão 3D de mapas e painéis do território, oficinas de fotografia e arte, e a criação de um aplicativo e documentário sobre a história da escola e da comunidade. Na comunidade, as ações incluem aulas sobre o bioma da Mata Atlântica, resgates históricos e relatos de moradores sobre suas relações com a floresta. Na floresta, as atividades envolveram caminhadas de reconhecimento
ambiental, instalação de armadilhas fotográficas e parcerias com universidades para pesquisas científicas sobre a biodiversidade local.
A avaliação do projeto será contínua, com registros, reuniões e socialização dos produtos desenvolvidos, garantindo que as ações estejam alinhadas aos objetivos e resultados desejados. Além das atividades curriculares, haverá ações extraclasse, como registros fotográficos, entrevistas sobre a história local, participação em eventos acadêmicos e ambientais, e acompanhamento da evolução ambiental da floresta.
As atividades propostas para os alunos incluem a realização de registros fotográficos e vídeos sobre a natureza local, observação da fauna e flora, e a produção de vídeos sobre as tradições locais relacionadas à floresta. Também serão realizadas feiras temáticas com a exposição dos produtos do projeto e ações colaborativas entre estudantes e suas famílias, como mutirões de plantio e rodas de conversa intergeracionais. As oficinas durante o horário escolar envolvem temas como sustentabilidade, robótica, arte, mídias digitais e práticas agrícolas com foco nas plantas alimentícias não convencionais (PANCS).
Com a participação de toda a comunidade escolar e a colaboração de moradores locais, universidades, Exército e Polícia Ambiental, o projeto busca criar uma rede de aprendizado que vai além da sala de aula. O "Raízes que nos Conectam" propõe uma educação mais conectada ao território, à biodiversidade local e às tradições culturais, com o objetivo de fortalecer a formação dos alunos, promover o respeito ao meio ambiente e deixar um impacto positivo e duradouro na comunidade escolar e na região.
Projeto Eco Jovem – transformando lixo em solução
EMEF Tomás Antônio Gonzaga - Gramado Xavier/RS
Relatoras: Eliane Jandrey e Sirlei Esper França
No ano de 2024, o Projeto Eco Jovem arrecadou aproximadamente 1,4 tonelada de resíduos recicláveis. Desse total, cerca de 910 kg foram comercializados, resultando em uma arrecadação de R$ 1.550,00, valor que foi integralmente investido em viagens de estudos para os alunos, ampliando suas experiências culturais e pedagógicas. O restante dos materiais foi corretamente destinado à reciclagem, evitando o descarte inadequado no meio ambiente.
Essa ação contribuiu significativamente para a redução da poluição do solo e da água, a diminuição da demanda por matérias-primas virgens e a economia de energia utilizada na produção de novos materiais. Além disso, o projeto reforçou a importância da responsabilidade ambiental entre os estudantes,
promovendo uma cultura de sustentabilidade e consumo consciente dentro e fora da escola.
“Juntos fazemos a diferença: projetos que se destacam”
EMEF Ervino Alberto Guilherme Konrad. Arroio do Tigre/RS
Relatores: Estela Maris Ecke e Marcus Sérgio Neuenfeldt
O trabalho em equipe é uma das habilidades mais valorizadas tanto na escola quanto no mercado de trabalho. Quando as pessoas se unem com um objetivo comum, as chances de alcançar bons resultados aumentam significativamente. Isso acontece porque, em grupo, é possível somar ideias, dividir responsabilidades e aproveitar as diferentes habilidades de cada integrante. No ambiente escolar, o trabalho em equipe fortalece a convivência, desenvolve a empatia, o respeito mútuo e a capacidade de escutar opiniões diferentes. Quando os alunos colaboram entre si, aprendem mais do que o conteúdo: aprendem a construir juntos, a lidar com desafios e a valorizar o esforço coletivo.Ressaltamos mais uma vez o destaque na escola no Projeto Bolsa de Sementes da AFUBRA Projeto Verde é Vida onde a escola classificou-se em primeiro lugar entre os Três Estados pertencentes da Região Sul, conquistando um cheque bônus R$8.035,20 enviando 130 KG de sementes de árvores nativas. A Escola mantém os alunos envolvidos na Bolsa de Sementes, na coleta do Óleo Saturado, na Pesquisa Científica, na Ação Conjunta, na Ação Social e no Grupo Ambiental. O Verde é Vida tem uma importância enorme para toda comunidade escolar, pois agrega educação socioambiental e conhecimentos que ajudam na
Escola verde: práticas ambientais na GH
EMEF Germano Hübner - São Lourenço do Sul/RS
preservação do meio ambiente, na conservação das águas e na promoção da qualidade de vida dos seres humanos. Gratidão ao empenho e ajuda do Professor Marcus Sérgio Neuenfeldt e dos alunos do Grupo Ambiental em especial aos alunos destaque Rian Solano do 8ºano. Além disso, a escola se destaca em inúmeros projetos realizados pelos professores; Projetos esses que buscam a motivação do aluno no processo de ensino/aprendizagem. Fomos agraciados com a melhoria da nossa quadra do ginásio, bem como o melhoramento em algumas estruturas do prédio escolar. Buscamos também valorização da cultura gaúcha através do Projeto de Dança Grupo Guardiões do Pago e também através da Cooperativa buscamos promover a cooperação, o empreendedorismo e a cidadania, bem como a prática de vivências dentro e fora do ambiente escolar. Esses projetos desenvolvidos em grupo ensinam que cada um tem um papel importante dentro do processo. Mesmo que as funções sejam diferentes, todas são essenciais para o sucesso final. E quando o resultado chega, a vitória é de todos! Por isso, incentivar o trabalho em equipe é investir em uma formação mais humana, cooperativa e preparada para os desafios da vida. Sozinhos podemos ir mais rápido, mas juntos, vamos mais longe.
Relatores: Sérgio Renato Furtado Flores e Mônica Silva da Silva
Sabe-se que existe em nosso País, uma ampla variedade de leis que instituem a Educação Ambiental, regulamenta e direciona inclusive que currículos mantenham proximidade com todos os valores dissertados pela Educação Ambiental – EA. E esse movimento não é de hoje. Uma das primeiras utilizações do termo Educação Ambiental vem da Conferência de Educação da Universidade de Keele - Grã-Bretanha em 1965.
O evento evidenciou que a dimensão ambiental deve ser parte da educação de todos, necessariamente adentrando às escolas em todos os seus parâmetros e aspectos.
OBJETIVOS DO PROJETO
- conscientizar educandos a cuidar do meio ambiente é essencial porque a dependência é recíproca;
- estender a conscientização para a comunidade escolar;
- despertar conhecimentos diversificados em relação às ações ambientais possíveis/executáveis;
- construir a noção de que o equilíbrio do meio ambiente é fundamental para a sustentação da vida no planeta;
- conhecer práticas de cuidados com o lixo e poluição;
- desenvolver noções de preparação, plantio da horta ecológica;
- estimular a prática na construção de composteira;
- motivar para a coleta de sementes, cultivo de árvores nativas, reflorestamento, e cuidados de plantas diversas;
- provocar o gosto para o consumo de alimentos naturais;
- criar rotinas na separação de resíduos sólidos residenciais e óleo saturado.
Com isso as ações da escola acontecem periodicamente tendo em vista estes objetivos.
AÇÃO - Campanha de Reciclagem
OBJETIVO - Coletar materiais recicláveis e promover o consumo consciente
RESPONSABILIDADE - Ecoescola/Clubes Ambientais
AÇÃO - Separação de Resíduos
OBJETIVO - Ensinar a reciclagem e a gestão de resíduos
RESPONSABILIDADE - Toda a comunidade escolar
AÇÃO - Coleta de Óleo Saturado
OBJETIVO - Evitar a contaminação ambiental
RESPONSABILIDADE - Professores, Funcionários, Alunos e Pais
AÇÃO - Coleta de Sementes de Árvores Nativas
OBJETIVO - Preservar a biodiversidade local
RESPONSABILIDADE - Professores de Ciências e Geografia mais os alunos e comunidade.
A saber, consideramos todas as ações como Educacionais, justamente por estarem compondo objetivos pedagógicos estabelecidos. O que se pretende é incrementar um maior número de ações, com a finalidade de aumentar a abrangência e variedade de ações e objetivos a alcançar.
Voluntários em ação
EMEB Dr. Adolpho Sebastiany - Sobradinho/RS
Relatoras: Marivana de Franceschi e Daniela Mirelli Pereira
Campanha do Óleo Saturado.
Campanha de recolhimento de tampas e lacres de latinhas.
Campanha de redução do consumo de energia elétrica.
Limpeza e manutenção do pátio da escola
Iniciação à Pesquisa Científica.
Campanha da Separação de lixo.
Participação da Festa da Família com apresentações artísticas.
Horta Escolar.
Palestra com a nutricionista municipal sobre alimentação saudável.
Reciclar é legal
CE Pedro Júlio Müller. Ituporanga/SC
Projeto: Ler, hora de sonhar.
Projeto: Relógio do corpo Humano - Horto de plantas medicinais.
Campanha MuDá Alimento.
Campanha de arrecadação de produtos de higiene pessoal.
Jogos interséries
Gincana educativa e solidária.
Hora Cívica.
Festa Junina.
Campanha do Agasalho.
Relatores: João Olívio dos Santos Cavalheiro e Marilene Klaumann Kuhnen
O projeto "Reciclar é Legal", fundamentado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visa fomentar a educação ambiental no Centro Educacional Pedro Júlio Müller. Alinhando-se às competências gerais da BNCC, como cidadania, valorização da diversidade e sustentabilidade, a iniciativa busca formar cidadãos críticos, conscientes e responsáveis pelo meio ambiente, incentivando práticas sustentáveis por meio de ações educativas e interativas.
A proposta envolve toda a comunidade escolar e tem como objetivo principal promover a correta separação de resíduos sólidos, estimulando a coleta seletiva e o reaproveitamento de materiais recicláveis.
Pensando na ideia de ultrapassar os muros da escola, o projeto contou com a implantação de uma Web Rádio Escolar Ambiental, com programação voltada à educação ambiental, saúde, cultura, lazer e outros temas de interesse da comunidade, com intuito de promover uma educação inclusiva e integral.
Os objetivos específicos do projeto, buscaram compreender os conceitos de reciclagem e desenvolvimento sustentável, conhecer os tipos de materiais recicláveis, entender o processo de coleta, triagem e transformação dos resíduos por meio de visitas técnicas à cooperativa local (APRI), responsável pela coleta seletiva da cidade.
A metodologia contemplou aulas expositivas e dialogadas, atividades práticas, visitas técnicas, gincanas, além da produção de conteúdos midiáticos para expor em nosso Instagram do grupo ambiental AGAF, sobre a importância da separação de resíduos.
Para o próximo ano, teremos a nossa rifa sustentável, que tem por objetivo fomentar que os discentes e suas famílias tragam para a escola, resíduos recicláveis e em troca disso, ganham números para concorrer a prêmios. Cada item vale uma pontuação diferente, latas e lacres de alumínio, óleo usado,
vidros de conserva, tampas plásticas, uniforme escolar e sementes são os produtos que estamos recolhendo.
A pesquisa realizada com a comunidade escolar identificou que das famílias entrevistadas, 93,2% alegam depositar de forma correta na sacola fornecida pela prefeitura produtos recicláveis, entretanto, por meio de nossa visita na cooperativa, muitos resíduos inadequados continuam sendo colocados, como restos de alimentos, roupas, pilhas e materiais contaminantes. Tal prática compromete a qualidade dos recicláveis e leva esse produto devido a contaminação ao descarte no aterro sanitário da cidade de Timbó, que recebe cerca de 500 mil kg de resíduos por mês, oriundos de nossa cidade. Sendo assim, o projeto visa, atuar de forma educativa e preventiva, começando pela escola, a fim de conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos, com ações que extrapolam o espaço escolar por meio da rádio comunitária e mídias sociais.
A Web Rádio Escolar Pedro Júlio Müller será um canal essencial para a expressão dos estudantes, servindo como ferramenta de aprendizagem, comunicação e engajamento comunitário. Já foram iniciadas ações de divulgação via Instagram e grupos de WhatsApp, com previsão de lançamento do aplicativo no próximo ano. A escola também busca patrocinadores para viabilizar a estrutura da rádio e seus programas.
O projeto, ainda está em andamento, a semente foi plantada e alguns resultados já estão sendo colhidos, o trabalho se destacou na mostra científica regional e estadual em 2024 e com isso foi explanado na Expoagro 2025 no Rio Grande do Sul. Nesse contexto, daremos continuidade no projeto em 2025, promovendo o engajamento da comunidade escolar em práticas ecológicas conscientes, contribuindo para a formação integral dos estudantes e incentivando a construção de uma sociedade mais sustentável.
Pequenos passos, grandes impactos
EMEF Rodolpho Krüger - São Lourenço do Sul/RS
Relatoras: Tamires Holz Gehrke e Girle Kohn Spiering
No ano de 2024 a EMEF Rodolpho Krüger priorizou a democracia, atividades de integração, inclusão, bem como questões culturais e ambientais. Para que seja possível estabelecer uma relação entre a família e a escola são propostos projetos e atividades que aproximem a comunidade escolar da realidade da instituição, com uma comunicação simples e clara para que seja possível fortalecer os laços. Portanto, buscamos contribuir para a valorização da cultura, construção de conhecimentos e saberes que possam ser usados fora da sala de aula, somando ao desenvolvimento integral dos alunos.
Incentivamos atitudes simples e cotidianas podendo gerar mudanças significativas ao longo do tempo. Seja no meio ambiente, na vida pessoal, no trabalho ou nas relações sociais, pequenas ações consistentes; como economizar água, reciclar, ouvir com atenção ou estudar um pouco a cada dia; podem resultar em grandes transformações.
Sincretismo religioso
EMEF Olavo Bilac - Rio Pardo/RS Relatora:
Cátia Mello
Das várias atividades desenvolvidas com a temática da Educação étnico-racial no ano de 2024, uma das mais importantes e significativas para a comunidade escolar foi o dia em que a nossa escola abriu as portas para a mãe de Santo Carla de Ogum, a qual falou da sua crença, dos seus saberes dentro da Umbanda e das diferentes formas de perseguição que já sofreu ao longo da vida religiosa; falou ainda sobre sincretismo religioso.
Essa atividade aconteceu na Semana da Consciência Negra, porém foi o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, nas diversas disciplinas que compõem o Ensino Fundamental, nos diferentes anos de ensino. Essa ação contou com a parceria e o apoio da gestão escolar e de todo um grupo de pessoas que acreditam no Ensino das Relações étnico raciais visando o respeito às diferenças, sejam elas de etnia, raça, credo ou preferências.
A importância da horta na escola do campo
EMC de Gramados - Piên/PR
Relatoras: Leniza Hollerweger e Leda Sebastiana de Oliveira
Como nossos alunos são do campo e percebemos que a horta da escola está desativada percebemos a importância em estar melhorando.
Com a ajuda da mãe voluntária Maria Josselia Gruber de Souza que virou para nós a terra, a professora Leda Sebastiana Vaz com os alunos do 3º ano retirou os pedregulhos do espaço puxando um carrinho, fazendo canteiros para que pudessem ser cultivados, algumas mães trouxeram sacos de esterco, outras trouxeram a terra do mato, e mais o calcário e outra substrato.
As crianças colocaram a mão na terra espalhando tudo e misturando sobre os canteiros, deixou curtir alguns dias na terra.
Na semana seguinte realizaram o plantio. Os alunos da turma convidaram as salas vizinhas a sua para contribuir também. Assim cada turma cuidava de um canteiro. Foram
plantados e cultivados o cheiro verde, a alface, o repolho, os brócolis entre outros. As crianças se dividiam para realizar os cuidados.
A mãe Maria Josselia Gruber de Souza, da aluna Sofhia Gruber de Souza do 3º aceitou o convite em vir palestrar sobre a composteira, como ela pode ser feita, quais as camadas realizadas, o tempo necessário, quando pode ser mexido e a sua utilidade. Com o passar dos dias as crianças perceberam que a composteira é de grande importância quando se é reaproveitado na horta, fazendo com que as plantas se desenvolvam melhor.
As verduras colhidas foram aproveitadas na escola, na merenda escolar, deixando-a mais nutritiva e saborosa.
As crianças levaram o aprendizado para suas casas e todas fizeram uma horta a ser cultivada em casa com a participação das famílias.
Vamos pedalar?
EMEF Vila Gropp - Atalanta/SC
Relatoras: Scheila Daniele Henning e Juraci Jochem Madalena
Pensando sempre na sensibilização socioambiental, a nossa escola desenvolve muitas atividades e ações durante o ano que visam atingir este objetivo. De cunho permanente, desenvolvemos durante o ano de 2025 diversas ações relacionadas ao bolsa sementes ( coleta e beneficiamento para envio ao projeto Bolsa Sementes, produção e distribuição de mudas de árvores nativas, coleta de óleo saturado para envio a Afubra e produção de sabão, recolhimento de tampinhas plásticas e posteriormente envio para entidades sem fins lucrativos, campanha do agasalho, campanha de alimentos, atividades diversificadas na horta e na Agrofloresta da unidade, ajardinamento da escola, atividades na composteira bem como a produção do composto orgânico para utilização na horta, no jardim e na produção de mudas, ajardinamento, desenvolvimento de pesquisas científicas, atividades pedagógicas relacionadas ao social e ao meio ambiente, atividades culturais que envolveram as famílias e a comunidade, confecção de lembranças com elementos da natureza e materiais reaproveitados, entre tantas outras, que envolveram os alunos, a
escola, as famílias e a comunidade. Mas neste ano queremos destacar o passeio ciclístico municipal, ao qual a unidade participou. O passeio ciclístico ocorre em nosso município com o objetivo de promover saúde e de sensibilizar a população para a atualização de meios de transportes alternativos e que não utilizem combustíveis poluentes. O passeio foi aberto para toda a comunidade, e neste dia participaram mais de 300 pessoas. Neste dia a escola desenvolveu diversas ações além de participar do passeio ciclístico, entre elas: feira literária social (foram ofertados diversos livros para a comunidade de forma gratuita, todos arrecadados por meio de doação, e também a comunidade poderia realizar a doação de livros para a feira); distribuição de mudas nativas; venda de sabão e recolhimento de óleo saturado; arrecadação de tampinhas, lacres e pilhas.
Pensar globalmente e agir localmente, este foi o nosso intuito, cuidar do quintal da nossa casa, buscando sensibilizar a nossa comunidade de que pequenas ações repetidas por muitas pessoas podem transformar o nosso futuro.
Aprendizagem e cooperação: relato de ações do Programa Verde é Vida no educandário
EMEF Balduíno Thomaz Brixner - Arroio do Tigre/RS
Relatoras: Eveline da Silveira Moura Calheiro e Rita Cássia dos Santos


No ano de 2024, nosso educandário buscou promover a formação integral do aluno nas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural. Através de experiências significativas e alinhadas às ações do Programa Verde é Vida, foi possível proporcionar momentos de aprendizagem e cooperação na escola e na comunidade. Nossa escola vem incentivando, de modo mais intenso, o conhecimento científico por meio da pesquisa científica. Diversos assuntos vêm sendo aprofundados em consonância com o interesse dos estudantes, sempre observando a realidade local. A escola está reestruturando o grupo ambiental com ações que abordam sustentabilidade e qualidade de vida na escola e na comunidade. Também, realiza a coleta de óleo saturado. Para aumentar a participação de coleta de óleo, foi estabelecida uma parceria entre uma empresa local (Cgtur) de passeio turístico. Assim, todos os alunos que coletaram óleo, participaram do sorteio para um dia na praia de Capão da Canoa. A promoção mobilizou a escola e aumentou três vezes mais a coleta em litros, em relação ao ano anterior. Ao final do ano, foi realizado o sorteio de duas passagens, uma para o aluno contemplado, outra para o acompanhante/responsável da família. Com base no relato da família contemplada, foi uma experiência muito positiva a oportunidade de conhecer a praia e contribuir para o cuidado com a natureza. Destacaram a importância de continuar esse tipo de projeto e ressaltaram o desejo em sempre colaborar com a ação.

A escola também mantém ativa a Microempresa Escolar no ramo de vestuário com vendas na praça da cidade local e na escola. No decorrer do ano, contou com palestras sobre o ramo de empreendedorismo para dar suporte aos sócios da microempresa. Também vem sendo reestruturado o espaço físico do brechó buscando inovar as atividades com muita criatividade, dedicação e empenho. O espaço externo da escola foi revitalizado a fim de se obter maior aproveitamento da luz natural, reduzir o uso do ar condicionado no verão, além de aproveitar os benefícios de atividades ao ar livre e através do contato com a natureza!
A pesquisa científica intitulada, Fermentação natural: Resgate cultura, saúde e bem-estar, de autoria de Sara Eduarda Jeggli e Luiza Fernanda Bernardy, orientadas pela professora Rita Cássia dos Santos com a contribuição da ex-professora Magda de Almeida, recebeu reconhecimento como destaque em eventos científicos da região (Feira de Ciências-UNISC e Expoagro 2025). Dentre as ações do Grupo Ambiental multisseriado, diversas atividades foram realizadas e vem ganhando força no que tange ao aspecto social, econômico e cultural, tais como: como cultivo e vendas de suculentas em vasos sustentáveis em datas especiais, horta escolar, empreendedorismo, coleta de resíduo sólido (papel e latas alumínio), diminuição de copo descartável em evento escolar e da comunidade, cultivo e pesquisa de plantas medicinais e aromáticas aplicadas ao bem-estar e em cosméticos naturais e coleta de tampinhas. Para este ano, pretende-se dar continuidade aos projetos de pesquisa em execução e impulsionar as atividades relacionadas a diminuição/erradicação de copo descartável da escola, comunidade local e até regional. Além disso, buscar alternativas mais sustentáveis e saudáveis em relação ao uso de cosméticos, aproveitando os benefícios de componentes mais naturais em desodorantes. Outra atividade que contribuiu positivamente no ano anterior e que se pretende continuar, são ações voltadas a técnicas de linguagem corporal, comunicação e oratória, por meio de entrevistas, oficinas e minicursos. Estimados leitores deste anuário, em nome de nossa escola, EMEF Balduíno Thomaz Brixner, de Linha Ocidental, Arroio do Tigre, agradecemos ao Verde é Vida e desejamos um abençoado ano a todos!
Projeto Nhemboaty: escola e comunidade nos caminhos do conhecimento
EMEF Nossa Senhora de Fátima - Cachoeira do Sul/RS
Relatoras: Fernanda Gabriela Bitencourt Wommere e Amanda Moura de Fraga
O projeto Nhemboaty: escola e comunidade nos caminhos do conhecimento buscam aproximar a escola da sua comunidade, valorizando o ambiente escolar. Ao proporcionar momentos de convívio saudável entre estudantes, seus familiares, professores e funcionários do colégio, os laços de fraternidade podem ser estimulados e reforçados, promovendo momentos de aprendizado significativo e estabelecendo vínculos.
Neste contexto, a iniciativa pretende revitalizar o pátio escolar, reformulando e criando espaços para aprendizagem e lazer disponíveis à toda a comunidade escolar. As localidades atendidas pela EMEF Nossa Senhora de Fátima estão desassistidas pelo poder
público em vários aspectos, como saúde e lazer, assim, as atividades realizadas pela escola são voltadas a toda comunidade, através de ações educacionais, sociais, culturais e esportivas.
A atividade de criação de abelhas-sem-ferrão se justifica pelo fato de poder ser ela uma potencializadora do empreendedorismo entre as famílias dos estudantes e entre os próprios estudantes, no futuro. Ela ainda pode favorecer o ideal de preservação ambiental e estimular crianças e jovens a aprender e a fazer Ciência, através de todos os manejos necessários, os quais serão feitos pelos próprios alunos, na escola, e por eles e seus familiares, nas residências que receberem as colônias.
Educação ambiental e protagonismo juvenil: uma experiência interdisciplinar na EMEF Rio Branco
EMEF Rio Branco - Santa Cruz do Sul/RS
Relatoras: Márcia Denise Dias e Silva e Silvia


Em um mundo marcado por desafios ambientais crescentes, a educação assume um papel crucial na formação de cidadãos conscientes e engajados. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio Branco transformou 2024 em uma jornada de aprendizado ecológico, protagonismo juvenil e ações sustentáveis. Diversos projetos interdisciplinares foram conduzidos para promover práticas ambientais e sociais, com destaque para a participação em feiras científicas regionais, desde os anos iniciais até os finais do Ensino Fundamental. Estudantes do 2º ano produziram brinquedos com materiais recicláveis, desenvolvendo consciência ecológica, criatividade e cuidado com o meio ambiente. O projeto "Onde Sua Semente Vai Brotar?", do 5º ano, inspirado na obra Alice no País das Maravilhas, uniu incentivo à leitura e conscientização ecológica, com atividades interativas, produção de papel reciclado e lápis semente, mostrando a importância do reaproveitamento e da sustentabilidade. O 6º ano criou um jogo estilo RPG sobre o Egito Antigo, unindo História e tecnologia para promover aprendizagem interativa e competências digitais. Já o 7º ano abordou os Jogos Olímpicos como ferramenta pedagógica para estimular valores e cultura, com e-book, museu virtual e olimpíada escolar.
O projeto “Os Verdurásticos”, do 8º ano, focou na alimentação saudável e na segurança alimentar. Criaram uma liga de heróis vegetais que interagiram com os colegas mais novos por meio de teatro, oficinas de culinária, livros de receitas, jogos digitais e mascotes feitos de material reciclado. A manutenção da horta escolar e o uso de adubo da composteira reforçaram a sustentabilidade na prática. O 9º ano, com o projeto “Produção de Pitaias e Rota Turística Recanto Saraiva”, integrou agricultura familiar e turismo rural ao cultivar pitaia e propor uma rota turística sustentável, valorizando a cultura local e promovendo renda na comunidade. O projeto foi destaque na Feira de Ciências da Unisc, com os estudantes recebendo bolsa de estudos para continuar desenvolvendo-o, além de também participarem da Mostra científica Sul-Brasileira da Expoagro Afubra. O projeto “Temperos naturais: a magia dos sabores e seus benefícios para a saúde”, do 8º e 9º ano, incentivou o uso de condimentos naturais como alternativa aos industrializados, com ações práticas na horta e na comunidade escolar.
O Grêmio Estudantil desenvolveu o projeto "Cuidando da Mente", para conscientizar sobre a importância da saúde mental na escola. Por
meio de questionários, rodas de conversa, dinâmicas e palestras, os alunos discutiram temas como ansiedade, estresse e autocuidado. O Grupo Ambiental "Amigos da Natureza" promoveu iniciativas de cuidado com o meio ambiente, como coleta seletiva, troca de recicláveis por moeda social RRB$ (Real Rio Branco), limpeza da horta e do pátio escolar, panfletagens de sensibilização, gincanas temáticas, coleta de óleo saturado e plantio de árvores nativas para recuperação das margens do Arroio Castelhano. Essas ações foram expandidas ao longo do ano letivo, reforçando a integração dos alunos com a cultura local, a cidadania e o meio ambiente.
A escola promoveu eventos como a gincana com tarefas germânicas, comemorando os 200 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul, e visita aos pontos turísticos de Santa Cruz do Sul, além da participação no concurso de redação em homenagem ao bicentenário, com alunos laureados. Em datas comemorativas, foram realizadas atividades como o Varal Solidário, a Confraternização de Páscoa, o Café Literário e a Festa Junina, envolvendo famílias e comunidade. A formação cidadã também foi foco de ações como palestras sobre saúde mental, contação de histórias, rodas de conversa sobre bullying e atividades sobre trânsito e a vida.
Os estudantes participaram ativamente do Desfile Cívico, do Desfile Farroupilha, da Mostra Pedagógica, da Expoagro Afubra, da Olimpíada Estudantil e da Feira de Ciências da Unisc. A banda da escola realizou apresentações em outras instituições e integrou a programação natalina. Iniciativas culturais, como o Palco do Saber, atividades temáticas de Halloween, jogos rurais nas etapas municipal e regional, e homenagens ao Dia do Professor, reforçaram o protagonismo estudantil e a valorização do ambiente escolar. Também foram promovidos piqueniques e saídas ao balneário, promovendo momentos de socialização.
A atuação da cooperativa escolar Vivendo Ideias em assembleias e eventos como a inauguração da agência Sicredi em Linha Santa Cruz e na Assembleia de Núcleo fortaleceu o espírito cooperativista entre os alunos. A visita à Rota do Cooperativismo em Nova Petrópolis e o encontro de intercooperação Conecta Coopes também foram destaques. Essas ações demonstram o compromisso da EMEF Rio Branco com uma educação integral, que valoriza não apenas os conteúdos escolares, mas também o desenvolvimento humano, cultural e ambiental.
Marli Gollmann Schwerz
Arborização
Escola Municipal Favo de Mel - Prudentópolis/PR
Relatoras: Joselia Maria Caciano Kulik e Eliane Dal Pisol
Fico muito feliz em ajudar, Joselia! Aqui está um texto com mais de 2500 caracteres que resume as atividades desenvolvidas no ano passado pela escola:
Durante o ano de 2024, a Escola Favo de Mel desenvolveu uma série de atividades voltadas à conscientização ambiental, ao cuidado com a natureza e à formação cidadã dos estudantes. As ações foram pensadas de forma integrada com o currículo escolar, priorizando a vivência prática e o envolvimento da comunidade escolar em atividades significativas e transformadoras. As atividades aconteceram em parceria com o projeto “Verde é Vida” e com o grupo ambiental da escola, que teve um papel essencial na condução das ações.
Uma das principais iniciativas do ano foi o plantio de árvores, realizado em dois momentos importantes: no pátio da escola e na praça do bairro, próxima à unidade escolar. As turmas participaram ativamente da escolha dos locais, da preparação do solo e do plantio das mudas, que foram identificadas com plaquinhas contendo os nomes das espécies e das turmas responsáveis pelos cuidados. Essa ação buscou não apenas arborizar os espaços, mas também despertar o senso de responsabilidade nos alunos, mostrando a importância da preservação e da manutenção dos espaços verdes.
Na escola, foi criado e mantido ao longo do ano um jardim educativo, espaço esse que passou a fazer parte da rotina dos estudantes. Os canteiros floridos, com ervas e plantas ornamentais, tornaram-se um ambiente de aprendizado, cuidado e contemplação. Professores de diferentes áreas usaram o jardim como recurso didático para trabalhar conteúdos de ciências, matemática, arte e até linguagem, promovendo uma aprendizagem interdisciplinar e sensível.
Outra ação de grande impacto foram as brincadeiras dirigidas no recreio, promovidas pelo grupo ambiental. Essas atividades buscam envolver as crianças em jogos e dinâmicas com temas ecológicos, de forma lúdica e educativa. Com materiais recicláveis, os alunos participaram de circuitos,


desafios e atividades cooperativas que abordavam temas como a separação do lixo, a preservação da água e a importância das árvores. Isso contribuiu para um recreio mais ativo, consciente e inclusivo.Em parceria com instituições locais, foram realizadas visitas a nascentes da região, com o objetivo de promover a sensibilização para a preservação da água e dos ecossistemas locais. Nessas visitas, os alunos puderam observar na prática a realidade das nascentes, participar de atividades de restauração e reflorestamento, além de desenvolver relatórios e registros das experiências vivenciadas. As ações incluíram o plantio de mudas nativas, a limpeza de áreas degradadas e a construção de barreiras naturais para proteção dos olhos d’água.
Também foram realizados piqueniques ecológicos, momentos de convivência ao ar livre, em que os alunos e professores partilharam alimentos saudáveis, reforçando valores como o cuidado com o outro, o respeito à natureza e o consumo consciente. Nessas ocasiões, além da alimentação, os estudantes participaram de rodas de conversa e apresentações artísticas, tornando a experiência ainda mais rica e significativa.
Por fim, um destaque importante foi o incentivo à pesquisa científica, principalmente entre os alunos dos anos finais. Projetos de investigação sobre o solo, a fauna local, o ciclo da água e os impactos do lixo foram desenvolvidos em grupo, com orientação dos professores e apresentação dos resultados em feiras escolares. As pesquisas trouxeram à tona a curiosidade científica e a capacidade crítica dos estudantes, promovendo um aprendizado investigativo e baseado na realidade local.
Em resumo, o ano de 2024 foi marcado por ações que reuniram conhecimento, sensibilidade e participação. A Escola Favo de Mel reafirma, por meio dessas iniciativas, seu compromisso com a educação ambiental e com a formação de cidadãos conscientes, solidários e atuantes na preservação do meio ambiente. O projeto continua em 2025 com novas propostas, mas mantendo viva a essência do “doce vôo do saber”, que inspira toda a comunidade escolar.
Sustentabilidade
EEB Ruth Lebarbechon - Água Doce/SC
Relatores: Hellen Cristina da Silva Sagáz e Davi Bartz de Oliveira
A Escola está situada na área urbana do município, porém aproximadamente 50% da clientela é proveniente da área rural do município. Os alunos que fazem parte do grupo ambiental, participaram no ano de 2024 de forma presencial na escola ou atuaram a distância na coleta de sementes e óleo saturado, na coleta de tampinhas de garrafas e lacres, que foram trazidos para a Escola e o grupo de alunos que vinha semanalmente a Escola separava as sementes e organizava o óleo nos frascos e pacotes com a devida identificação para enviar para a AFUBRA de Herval D’Oeste. Também no momento das atividades presenciais desenvolveram atividades de confecção de sabão e sabonetes, produziram extratos de folhas e flores para colocar nos sabonetes e velas, desenvolveram projetos variados com lavanda, eletricidade e internet das coisas. Também foram cultivadas saladas e flores nos canteiros na horta e nos jardins. Foram pintados os bancos de madeira da Escola e uma parede que foi revitalizada. Foram realizadas ações sociais como pedágio e mudá-alimento com o objetivo de doar os alimentos arrecadados para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul em uma parceria com a Defesa Civil do Município e para o Hospital Nossa Senhora da Paz de Água Doce
Com as sobras de alimentos orgânicos da merenda escolar foi confeccionada uma composteira com tijolos, serragem e grama coletada após o corte no pátio da escola. Foram realizadas visitas aos arredores da Escola e beira do Rio Água
Importância do pátio escolar
EMEF São João Batista João Batista - Dom Feliciano/RS
Doce com o objetivo de coletar resíduos que pudessem acumular água e possibilitar o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti e encaminhar para o local adequado. Os alunos e professores participaram da Mostra Científica, de Feiras e Olimpíadas do Conhecimento, Gincanas, do Encontro Sul Brasileiro, Desfile Cívico, ações sociais e promoções feitas na Escola. Para desenvolver o espírito empreendedor, os alunos do grupo ambiental comercializam os produtos da horta e os sabões e sabonetes que confeccionaram ao longo do ano. Foi um ano muito produtivo.
Esperamos que todo esse envolvimento com questões ambientais torna todos mais sensíveis ao cuidado e zelo que é necessário para ter um ambiente sustentável que ofereça as condições básicas e essenciais para sobrevivência da humanidade, independente de raça, cor, credo religioso ou situação social
Com esse tipo de ações também buscamos o crescimento pessoal de cada aluno envolvido e destacamos que tanto professor quanto aluno tem grande oportunidade de crescimento intelectual quando se envolvem com estudo de questões ambientais e sociais que proporcionam mais bagagem intelectual que enriquecem a prática e a transmissão de conhecimentos aos demais alunos que não se envolveram diretamente com o evento.
Acreditamos que mobilizar alguns é o caminho para incentivar outros a participar e contribuir também.
Relatoras: Gabriely da Rosa Abreu e Débora Grabowski Alexandre
O pátio escolar é um espaço crucial para o desenvolvimento social, emocional e físico das crianças e jovens, complementando o ambiente da sala de aula e promovendo a interação, o convívio e a exploração. É um local onde a socialização, a brincadeira e a aprendizagem ao ar livre se unem, contribuindo para a formação integral do aluno.
Aspectos potencializados
O pátio oferece um espaço para que os alunos interajam entre si, com professores e outros membros da comunidade escolar, fortalecendo laços e promovendo a convivência.
É um local para que as crianças e jovens brinquem livremente, desenvolvendo a criatividade, a coordenação motora e o senso de comunidade.
O pátio pode ser utilizado para atividades pedagógicas complementares, como aulas de educação física, projetos de jardinagem e atividades lúdicas, ampliando o escopo de aprendizagem.
O pátio também pode ser um espaço de descanso, onde os
alunos podem relaxar, ler ou simplesmente aproveitar um momento de pausa.
Através de atividades físicas e brincadeiras, o pátio contribui para o desenvolvimento físico e motor dos alunos, promovendo a saúde e o bem-estar.
O pátio permite que os alunos explorem o ambiente ao seu redor, desenvolvendo a curiosidade, o conhecimento sobre a natureza e a valorização do espaço escolar.
O pátio contribui para a formação do cidadão, ensinando as crianças e jovens sobre regras, respeito, responsabilidade e a importância da convivência em grupo.
O pátio pode ser um espaço de expressão artística e cultural, onde os alunos podem realizar apresentações, dançar, cantar ou criar atividades lúdicas.
Em resumo, o pátio escolar é mais do que um simples espaço de recreação. É um ambiente fundamental para o desenvolvimento integral dos alunos, promovendo a socialização, o aprendizado, a criatividade e o bem-estar.
Sementes do saber
Escola Municipal Germano Schaefer - Vidal Ramos/SC
Relatoras: Giane May e Franciane de Souza Beppler
No ano de 2025, a escola municipal germana schaefer, passou a ofertar o ensino integral para as turmas no 1ºano e 2ºano do ensino fundamental, séries iniciais. contemplando o total de 31 alunos matriculados, sendo eles na sua maioria filhos de agricultores.
Um dos componentes curriculares a ser trabalho é educação ambiental e práticas de desenvolvimento sustentável, assim o projeto sementes do saber surgiu em parceria com o verde é vida.
O trabalho com a horta escolar no ciclo de alfabetização oferece uma oportunidade rica de aprendizagem significativa, pois integra saberes do cotidiano com o processo de construção da leitura e da escrita. cultivar uma horta estimula o contato com a natureza, o senso de responsabilidade, a cooperação e o respeito ao meio ambiente, além de promover a valorização da alimentação saudável desde a infância.
Ao envolver os alunos no plantio, cuidado e observação do crescimento das plantas, o projeto permite que os conteúdos curriculares ganhem sentido real e prático. a leitura de textos informativos, o registro das etapas do cultivo, a produção de
listas e receitas, entre outras práticas de linguagem, tornam-se vivências contextualizadas que fortalecem o processo de alfabetização.
Além disso, o projeto contribui para o desenvolvimento integral da criança, promovendo habilidades cognitivas, motoras, sociais e emocionais, em consonância com os princípios da base nacional comum curricular (BNCC), que valoriza a formação de sujeitos críticos, autônomos e conscientes do seu papel na comunidade e no cuidado com o planeta.
O projeto contempla o ano de 2025, sempre contando com as mais diversas parcerias, como a família/escola e a Afubra. Para que o projeto tome forma e atitude, pensou-se nas seguintes atividades: Conversa inicial e levantamento de saberes; alfabetização em ação: leitura e escrita; preparando a horta; acompanhar o crescimento; arte e sustentabilidade; alimentação saudável; compartilhar a experiência.
Tudo acontece com as mãos dos alunos, o protagonismo do sucesso depende de cada aprendizado e envolvimento dos educandos.
Consciência ambiental: mudando a realidade através da atitude
EMEF Aldo Rohde - Paraíso do Sul/SC
Relatoras: Tatiane Taise Gehrke e Magda Chaves
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Aldo Rohde está situada no Rincão da Boa Vista, zona urbana, do município de Paraíso do Sul. Durante o ano de 2024 atendeu 81 alunos, do 5º ao 9º anos do Ensino Fundamental. O projeto do ano de 2024 trabalhou questões ambientais com toda a comunidade escolar. Direção e professores abordaram das mais divaersas maneiras o assunto em sala de aula nos horários regulares e também nas oficinas de contraturno escolar. O projeto Consciência Ambiental: mudando a realidade através da atitude buscou atingir de maneira efetiva todos os sujeitos envolvidos no processo. Após as enchentes de maio sentiu-se uma necessidade maior de abordar esse assunto e despertar o desejo coletivo de mudança. A Escola coletou durante todo o ano letivo material reciclado, trabalhou-se a questão do que coletar, como armazenar e separação correta desse material. Todo o material coletado, após
separado foi vendido e o valor revertido para pequenas melhorias no ambiente escolar. Também aconteceu a coleta de óleo saturado com doações das famílias dos alunos e o recolhimento periódico por parte da Escola em restaurantes e bares da cidade. O óleo saturado tem por destino a Afubra, o valor arrecadado para retornar em melhoria para a cozinha e refeitório da Escola. Tampinhas, lacres, pilhas velhas e blisters foram arrecadados em grande quantidade e encaminhados os Rotary Club de Paraíso do Sul, dessa forma também ajudamos a comunidade em geral, pois o clube de serviços retorna através desses materiais, materiais ortopédicos para empréstimos. O objetivo principal de todas essas ações foi despertar a consciência em cada sujeito envolvido, com vistas ao entendimento de que a mudança está em nossas mãos e que sim, podemos fazer a diferença. Consciência e atitude: fazem toda a diferença sim.
GA Guerreiros do Verde lidera ações ambientais na escola
EMEF Santa Terezinha - Dom Feliciano/RS
Relatoras: Judite Ribeiro e Cíntia Borges de Vargas
Celebração do Dia Internacional da Mulher: O grupo organizou uma roda de conversa sobre mulheres e sustentabilidade, com a participação de convidadas que compartilharam suas experiências em projetos ambientais.
Manutenção do Relógio de Chás: Os alunos cuidaram do relógio de chás, podando plantas, monitorando a irrigação e criando placas informativas sobre as espécies.
Conscientização sobre Lixeiras Comunitárias: O grupo desenvolveu cartazes, vídeos e realizou visitas domiciliares para incentivar o uso adequado das lixeiras e a coleta seletiva.
Participação em Eventos: Os alunos participaram do Dia Mundial do Meio Ambiente (ação conjunta), realizando um
desfile e atividades como o "muda alimentos".
Limpeza do Pátio da Escola: O grupo organizou uma ação de limpeza no pátio, conscientizando sobre a importância da preservação do meio ambiente e promovendo a reciclagem.
Objetivos Futuros: O grupo planeja continuar com ações de limpeza, criar um calendário de cuidados com o pátio e intensificar o trabalho de conscientização ambiental.
Em resumo, o Grupo Guerreiros do Verde demonstrou grande engajamento em ações práticas e educativas, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e para a preservação do meio ambiente.
Meio ambiente e sustentabilidade: o planeta depende de nós
EMEF Alfredo Jacobsen - Camaquã/RS
Relatoras: Cleni dos Santos Ribeiro e Eliane Wojciechowski
A Educação Ambiental não deve ser tratada como algo distante do cotidiano dos alunos, mas sim como parte de suas vidas, do seu dia a dia, estamos cada vez mais vivenciando problemas ambientais. É de extrema importância a conscientização da preservação do Meio Ambiente para a nossa vida e de todos os seres vivos, o planeta depende de nós, pois vivemos nele e precisamos que todos os seus recursos naturais sejam sempre preservados. A conscientização dessa preservação deve-se iniciar cedo, é muito mais fácil fazer as crianças entenderem a importância da natureza preservada, portanto quanto mais cedo inicia-se esse ensinamento e se pratica ações de relevância sobre o assunto, com certeza elas vão crescer com essa ideia bem formada.
Uma questão primordial para a preservação do meio ambiente é o reaproveitamento, pois através dele é possível tirar do meio ambiente coisas que levariam décadas para se desintegrar. Durante o decorrer do projeto trabalhamos com atividades relacionadas ao reaproveitamento de materiais e preservação do meio ambiente, levando em consideração cada tema.
Concluímos que uma pessoa sozinha não poderá resolver todos os problemas do mundo, mas que é preciso dar o primeiro passo, para sairmos do lugar. Muitas pessoas não acreditam que podem ser agentes transformadores, mas nas escolas, lugar ideal para semear novas ideias, os educadores que são formadores de opiniões, juntamente com os educandos que são como terra fértil e muito produtiva pode-se formar cidadãos com pensamentos mais voltados para o bem estar do próximo e da natureza, que hoje vemos ignorados principalmente pela busca de bens materiais, status, consumismo desenfreado, entre outros.
O presente projeto permitiu refletir sobre as atitudes de cada um, bem como a responsabilidade em preservar o meio onde vive, também discutiu-se sobre a responsabilidade que compete aos nossos governantes em promover políticas públicas como meios de sustentabilidade ambiental e social. Observamos que este projeto não tem fim, pois formar cidadãos agentes transformadores, implantar essa nova cultura social e ambiental exige tempo e perseverança.
Relatos das ações do grupo ambiental
EMEF Olavo Bilac - Agudo/RS
Relatores: Ivanesca Scota e Enzo dos Passos da Rosa
O grupo ambiental Unidos Pelo Ambiente e Amor à Natureza, com sede na Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac, no Município de Agudo, desenvolveu ao longo do ano de 2024 diversas ações voltadas para a educação ambiental, buscando conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da preservação do meio ambiente.Nos meses de março e abril, foram realizadas coletas de sementes para formação do banco de sementes da escola. No entanto, infelizmente, essas sementes foram perdidas em decorrência do forte impacto causado pela enchente ocorrida em maio, que atingiu severamente a escola. Como consequência, as atividades escolares foram interrompidas por 64 dias, o que comprometeu o desenvolvimento regular do projeto.Após o retorno às aulas, ainda enfrentamos dificuldades relacionadas ao transporte escolar, pois várias linhas foram afetadas por desmoronamentos de estradas, resultando em significativa redução da frequência dos alunos e, consequentemente, em atrasos nas atividades planejadas. Além das ações de coleta de sementes, nosso
grupo também realiza a coleta de resíduos sólidos recicláveis. No entanto, essa iniciativa foi prejudicada pela falta de pessoal disponível para fazer a retirada e destinação adequada do material, além da ausência de um espaço apropriado para o armazenamento dos resíduos, o que dificultou ainda mais a continuidade do trabalho. Em relação à coleta de óleo saturado, observamos que poucos alunos contribuem, pois grande parte das famílias reutiliza o óleo para a produção caseira de sabão. Assim, a maioria das doações vem dos próprios professores. O projeto da bolsa de sementes ainda está em fase de adaptação, tanto por parte dos alunos quanto da professora responsável. Enfrentamos desafios no beneficiamento e armazenamento adequado das sementes. Além disso, o número reduzido de alunos que traz sementes para a escola sugere dificuldades na identificação das espécies ou na coleta em si, o que impacta a diversidade do banco de sementes. Apesar dos desafios, seguimos comprometidos com a educação ambiental, buscando alternativas para fortalecer e aprimorar nossas ações.
Restauração da biodiversidade do ambiente na EBM Alberto Wardenski
Escola Básica Municipal Alberto Wardenski - Canoinhas/SC
Relatores: Sandro Ricardo Koch e Tatiana Gogola Linkowski Packer


A implantação de um projeto de restauração de área degradada em uma escola é essencial para promover a sustentabilidade, a educação ambiental e a melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar. O projeto proporciona um ambiente de aprendizagem prático para estudantes e professores, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e estimula o senso de responsabilidade ecológica e cidadania, preparando, assim, para serem agentes de mudança na sociedade. Em outra perspectiva, as atividades permitem o retorno da vegetação nativa, favorecendo a recuperação da fauna e flora locais contribuindo, dessa forma, para a regulação do microclima, reduzindo temperaturas elevadas e melhorando a qualidade do ar. A criação de áreas verdes proporciona um ambiente mais agradável, estimulando atividades ao ar livre, como trilhas ecológicas e espaços de lazer, tornando a escola um ambiente mais acolhedor e atrativo. O projeto envolve estudantes, professores, funcionários, pais e a comunidade local, fortalecendo os laços e o trabalho coletivo e possibilita a criação de parcerias com organizações ambientais, universidades e empresas, ampliando as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento sustentável. Ainda se pode destacar que a introdução de espécies nativas, auxilia na retenção do solo, evitando processos erosivos que possam comprometer a estrutura do terreno e contribuem para a infiltração da água no solo, reduzindo problemas como alagamentos e assoreamento de corpos d'água.
Diante desses pontos, a implantação do projeto de restauração da área degradada na escola representa uma ação estratégica e benéfica, tanto para o meio ambiente quanto para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade. A primeira etapa do projeto, no ano de 2017, foi delimitar o espaço a ser restaurado (2.500 metros quadrados) e deixar a natureza agir, ou seja, não intervir

nesta área para que ocorresse o surgimento de espécies espontâneas, que protegerão o solo contra a insolação e os efeitos da força da chuva, além de disponibilizar matéria orgânica e servir de abrigo para a fauna local. A segunda etapa foi realizada o plantio de espécies nativas diversas da região e que tenham crescimento rápido (pioneiras) e espécies de crescimento mais lento (secundárias e climácicas). As mudas estão sendo doadas pelos colaboradores da escola, fortalecendo as ações pretendidas e serão transplantadas e cuidadas pelos alunos do fundamental I e II. Estão sendo aplicados em sala de aula, de forma interdisciplinar, conceitos gerais sobre questões ambientais como Biomas do Brasil (com enfoque na Mata Atlântica), espécies nativas e exóticas, Ciclos Biogeoquímicos, Sucessão Ecológica, Cadeia e Teia Alimentar entre outros e cálculos matemáticos, unificando teoria com atividades práticas. Amostras de solo foram coletadas em forma de sub amostragens para se obter melhor representatividade da área e enviadas ao laboratório. Através do resultado poderemos utilizar técnicas para corrigir possíveis deficiências minerais do solo. No ano de 2024, ocorreu a extensão da área a ser recuperada (750 metros quadrados), porém, com outro propósito: implantar uma SAF (Sistema Agro Florestal), consorciando espécies frutíferas (pêssego, ameixa, nectarina, pêra, caqui, mimosa, figo, maracujá, uva), com adubos verdes de verão (Crotalária Ochroleuca e Feijão de Porco) e inverno (Ervilhaca, Nabo Forrageiro e Aveia Preta) e espécies da fauna local. Técnicas de manejo como podas de formação, aplicação de calda bordalesa, composto orgânico (produzido na escola) e capinas, são feitas periodicamente. Todas essas ações têm como objetivo promover a restauração da área degradada no entorno da Unidade Escolar, buscando, desta forma, recompor a biodiversidade do local e as interações de equilíbrio entre as espécies da flora e fauna.
Resgate da biodiversidade vegetal local para a ampliação da sustentabilidade na agricultura familiar EMEF Carlos Moreira - Canguçu/RS
Relatoras: Vanessa Priebe Holz e Andrieli Eduarda Timm Albrecht
Canguçu é a capital nacional da Agricultura Familiar, sendo a agricultura a principal fonte de renda do município. Nas pequenas propriedades, (que se localizam na dominância do bioma pampa) do município tem-se observado, ao longo dos anos a invasão dos pacotes tecnológicos e da monocultura, tanto do fumo quanto da soja, o que faz com que a diversidade, tanto de sementes quanto da vegetação nativa, existentes nas propriedades das famílias agricultoras, diminua drasticamente.
Assim, o presente trabalho, realizado pelas alunas do sétimo ano da E.M.E.F. Carlos Moreira que se localiza na zona rural do município e tem como clientela filhos de pequenos agricultores familiares tem por objetivo fazer um levantamento das espécies cultivadas e nativas da comunidade numa tentativa de resgatá-las, vislumbrando possibilidades para aumentar a sustentabilidade dos agricultores familiares através das mesmas. Para realização do trabalho, em um primeiro momento realizou-se utilizando-se do google forms, uma pesquisa com a finalidade de saber se as famílias têm conhecimento do conceito de sementes crioulas e se cultivá-las ainda faz parte do hábito de sua tradição.
Após, iniciou-se o processo de identificação das sementes crioulas que ainda existem na comunidade e a coleta de sementes e identificação de plantas características do bioma pampa, principalmente as gramíneas que historicamente sempre foram fonte de alimento para a criação de animais e de árvores nativas, principalmente as frutíferas que podem também serem utilizadas como alimento nas propriedades. Observou-se assim, em pesquisa realizada que 73% sabem o conceito de sementes crioulas e 61% dos agricultores possuem sementes crioulas na
propriedade. Em relação a coleta e identificação das sementes, até o presente momento já foram identificadas 55 espécies de sementes crioulas, 14 espécies de gramíneas nativas do pampa e 15 árvores nativas da região
O estudo também apontou que a vegetação nativa do pampa, além de sofrer a devastação pelo uso cada vez maior de herbicidas e da monocultura, também vem sofrendo em razão de uma planta invasora trazida da África e que se espalhou pelos campos sulinos: O capim anoni. Para conter este invasor na propriedade das alunas está se adotando a técnica da capina do capim e semeadura de gramíneas nativas que possuem propriedades alimentícias que nutrem os animais durante o pastoreio.
O trabalho ainda está em desenvolvimento, porém até o presente momento pode-se observar que é de extrema importância que se resgate a vegetação nativa do pampa, uma vez que é um dos biomas mais devastados do país. Para que isso se efetive é preciso mostrar a importância econômica desta vegetação aos agricultores. Além da vegetação nativa, as sementes crioulas são um patrimônio da humanidade e elas precisam se fazer presentes na Agricultura Familiar porque têm um papel muito importante quando se fala em sustentabilidade, soberania e produção de alimentos na Agricultura Familiar. Outra questão que convém destacar aqui é a importância das gramíneas funcionarem como uma esponja no solo do pampa, evitando transtornos com as chuvas e perda de umidade com longos períodos de estiagem.
Palavras chaves - Sementes crioula - Bioma PampaAgricultura Familiar
A água que bebemos e os plásticos que não vemos: educação ambiental e consumo consciente a partir da qualidade da água e dos riscos dos microscópios
EMEB José Francisco de Aguiar - Jacinto Machado/SC
Pesquisadoras: Julia Paulino Policarpo e Emily Maia Bardini
Professora orientadora: Tainara Veronêz dos Santos
As causas e consequências das enchentes no Rio Grande do Sul
EMEF João Beckel - Camaquã/RS
Pesquisadoras: Mikaela Escarcel Almeida e Stefane Daniele Nunes
Professora orientadora: Daniela Knapp Baseggio Affeldt
Papel semente: plantando ideias, colhendo futuro
EMEF Alfredo Jacobsen - Camaquã/RS
Pesquisadoras: Yasmin Martins Schmegei e Rafaella Bstrz Venzke
Professora orientadora: Cleni dos Santos Ribeiro
Jiggs: uma alternativa sustentável de pastagem
EMEF Antônio Curi - Cristal/RS
87
Paisagens do meio rural: transformaçãoao longo do tempo
EMEF Francisco de Souza de Machado - Cachoeira do Sul/RS
87
88
88
Pesquisadores: Wesley Natan Schmitz Podewils e Valentina Cardoso Grill
Professora Orientadora: Célia Regina de Oliveira Ritter
Ecoescola: pequenas ações, grandes mudanças
EMEF Otto Becker - Cristal/RS
89
Pesquisadores: Enzo Kauê Nascimento Ferreira e Rafael Kohls Ribeiro
Professora orientadora: Isabela Schiavon do Amaral
Projeto: captação da água da chuva para o cultivo hidropônico
89
EMEF Padre Constantino - Dom Feliciano/RS Pesquisadoras: Amanda Kolesny e Silva e Rafaela Siemionko Lacerda
Professora orientadora: Dulce Karine Kuczynski
O caminho do lixo: o destino dos resíduos produzidos no nosso município, Chuvisca
EMEF Santa Luzia - Chuvisca/RS
90
Pesquisadoras: Daphny Mikaely Affeldt Sodré e Gabriele Klug Kront
Professora orientadora: Juliana Dummer
Bioinsumos, uma alternativa de produtividade e sustentabilidade
EMEF São João Batista. Dom Feliciano/RS
Pesquisadores: Isadora Antunes Zoltowski e Davi da Silvunes
Professor Orientador: Renato Luiz Scislewski
Aromas do Aldo
EMEF Aldo Porto dos Santos - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadoras: Alana dos Santos Rosa e Gabrielle Dias Cunha
Professora orientadora: Elis Puntel
O mundo das bactérias: iogurte caseiro
EMEF Carlos Altermann - Paraíso do Sul/RS
Pesquisadores: Tainá Milbradt e Otto Schünemann
Professora orientadora: Graziele Bataioli de Moura
91 90
91
92
Pesquisadores: Emanuelly Gonçalves Maciel e Raul Hernandes Carlos da Rosa
Professora orientadora: Taiane Anhanha Lima
Escola sustentável: conectando aprendizagem e sustentabilidade
EMEF Francisco Hubner Filho - Candelária/RS
Pesquisadoras: Aline Caroline da Rosa e Vilma Gabriela Gularte
Professora orientadora: Jocimara Bordignhão Braatz
Mudanças climáticas: construindo uma estação meteorológica caseira
EMEF Nossa Senhora de Fátima - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadores: Arthur Alves Peixoto e Jurandir de Andrade
Professora orientadora: Fernanda Gabriela Bitencourt Wommer
Saneamento básico na zona rural, uma realidade ainda muito distante
EMEF Nossa Senhora Medianeira - Cachoeira do Sul/RS
92
93
93
Pesquisadoras: Manuelly Lima Alves e Emanuelli de Oliveira Steindorff
Professora orientadora: Gisele Pazatto Rosa
Cisterna de baixo custo para uso doméstico
EMEF Três de Maio - Agudo/RS
Pesquisadores: Victor Eduardo Seiboth e Luiza Helena Pavanatto
Professora orientadora: Daiane Cristina de Moura Santos
Reflorestamento das margens do Rio Jacuí
EMEIEF Alberto Pasqualini - Agudo/RS
Pesquisadoras: Pyetra Nagieli Prade e Emanuelly Teixeira
Professora orientadora: Lisiane Weber
Reciclar e conscientizar: educação fiscal e ambiental de mãos dadas
EMEF Celia Milda Schlesner Schiefelbein - Paraíso do Sul/RS
94
94
95
Pesquisadores: Maria Alice Hoppe Rodrigues e Saimom Fischer Rodrigues
Professora orientadora: Gladis Hoppe Friedrich
Lixo… fim ou recomeço?
CEM Frei Silvano - Água Doce/SC
95
Pesquisadores: Abraão Mendes de Oliveira e Breno Enrique Maia Oliveira
Professora orientadora: Salete Zarpelon Parenti
Desvendando os mistérios do jerivá
EEB Ruth Lebarbechon - Água Doce/SC
Pesquisadores: Alice Roberta Makowski e Sara Cristina Prestes
Professora orientadora: Raquel Antunes da Silva Sagáz
Propagação sustentável: o poder dos enraizadores naturais
EM Ivo Silveira - Capinzal/SC
96
96
Pesquisadoras: Gabrielly Bianca Thomas de Vargas e Alana Estefani Miotto
Professora orientadora: Marcia Rosana Barth
Pequenos agentes, grande combate à dengue
EEB São José - Herval d’Oeste/SC
Pesquisadoras: Milena Neiz e Isabella Vitória Cecatto
Professora orientadora: Lucineia Dal Medico Brandão
97
Análise das causas da contaminação da chimia produzida na Escola Municipal Ernesto Hachmann
EM Ernesto Hachmann - Capinzal/SC
Pesquisadoras: Arieli Vargas e Eloisa Borges
Professora orientadora: Maira Hoffmã
Benefícios do ora-pro-nóbis
EM Alminda A. de Andrade - Piên/PR
Pesquisadoras: Emili G. Bineck e Gabriela Hümmelgen
Professora orientadora: Maria A. Hümmelgen
Sabonete Orvalho do Campo: feito do amor, da terra para o seu bem-estar
EM do Campo Santa Isabel - Piên/PR
Pesquisador: Júlio César dos Santos Sampaio
Professora orientadora: Atalídia de Fátima Alves dos Santos
A construção de horta agroecológica por meio da compostagem de resíduos orgânicos: saberes tradicionais e educação do campo
EM do Campo de Gramados - Piên/PR
Pesquisadoras: Lara Maria Vaz e Sofhia Gruberde Souza
Professora orientadora: Leda Sebastiana de Oliveira
Vozes que educam: web rádio escolar e práticas sustentáveis na escola
CE Pedro Júlio Muller - Ituporanga/SC Pesquisadoras: Raissa Victória Reck e Eloá Isabelli Rosa
Professor orientador: João Olívio dos Santos Cavalheiro
Juntos somos mais fortes: aprendendo a fazer sabão e a trabalhar em equipe!
98
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Mapeamento das fontes drenadas de Lagoa Bonita do Sul/RS
EMEB Rainha dos Apóstolos - Lagoa Bonita do Sul/RS
Pesquisadoras: Pâmela Pribe e Vitória Henckes
Professora orientadora: Iune Cauana Machado
A preservação das nascentes como alternativa para suprir a escassez de água, bem como a sustentabilidade da vida
EMEF Ervino Alberto Guilherme Konrad - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadoras: Emanuela Raminelli e Priscila Marcela Veiga
Professora orientadora: Fabiana Schneider Wagner
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100
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105 Insecta: um repelente caseiro criado na escola
EMEF Euclydes Kliemann - Salto do Jacuí/RS
Pesquisadores: Guilherme Augusto Hermes e Kaiane de Matos Bugs
Professora orientadora: Verônica Ananda Hartmann
Enraizador natural
EMEF Jacob Dickel - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadora: Adriane da Rosa
Professora orientadora: Vera Regina Hubner Schneider
Projeto Viveiro Florestal 2025
EMEF João Gonçalves Vieira - Salto do Jacuí/RS
Pesquisadora: Ana Julia Polita Bittencourt
Professor orientador: Cristiano Biscubi da Silva
Transformando óleo em espuma: o sabão sustentável
EMEF Jacob Rech Segundo - Arroio do Tigre/RS
100
EMEF Ribeirão Matilde - Atalanta/SC Pesquisadoras: Bárbara Floresti Kuhnen e Paola Schisestl Krieger Professora orientadora: Vânia Luzia Fontanive
Do brejo para o mundo
EMEF Vila Gropp - Atalanta/SC Pesquisadores: Erica Kammer e Agatha Rayssa de Souza
Professor orientador: Juraci Jochem Madalena
Grúpula: a riqueza do vinho
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EMEB Seomar Mainardi - Sobradinho/RS Pesquisadoras: Júlia de Mélo Drescher e Mariana Dassi Heimerdinger
Professora orientadora: Mariléia Ferraz Ceretta
Economia sustentável: uma análise da integração de aspectos ambientais, sociais e econômicos
EMEB Adolpho Sebastiany - Sobradinho/RS Pesquisador: Henzo Gabriel Valin Veiga
Professora orientadora: Anilda Dorneles
Sustentabilidade e saúde: a importância de espaços ao ar livre na manutenção da vitamina D em adolescentes
EMEF Balduino Thomaz Brixner - Arroio do Tigre/RS Pesquisadoras: Amanda da Silva e Giseli Caroline Timm
Professora orientadora: Eveline da Silveira Moura Calheiro
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106
Pesquisadoras: Dafinyn Eduarda da Silva e Júlia Eduarda Bulsing
Professora orientadora: Aline Raquel Speth Rothmund
Escalda-pés: uma alternativa natural para auxiliar na hipertensão
EMEF Jovino Ferreira Fiuza - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadores: Alex Vendrusculo Savedra e Érika Valentina Alt
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Professora orientadora: Patrícia Aparecida de Campos Machado
107 Preservação ambiental
EEEM Guilherme Fischer - Vale do Sol/RS
Pesquisadores: Andriéli Luíza Bauer e Guilherme Schlittler Bicca
Professor orientador: Juliano Jaco Lange
108 O cultivo do amendoim
EMEF Emanuel - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadores: Rozelane Rathke e Otávio Augusto Konzen
Professora orientadora: Phamela Muller
Potencial da laranja: inovação e valor no agronegócio
EMEF Felipe Becker - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadoras: Isabelly da Gama Lopes e Yasmin Maffei Grasel
Professor orientador: Daniel Henrique Mello
Águas que sustentam: conservando e preservando as nascentes para o futuro
EMEF Felipe dos Santos - Vale do Sol/RS
Pesquisadoras: Milena Rutsatz e Manuela Bittencourt
Professor orientador: Sandro Roque Avrella Spanevello
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Mãos à horta: plantio do amendoim
EMEF Guilherme Simonis - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadores: Lucas Wemuth e Amanda Hilbig
Professora orientadora: Izabel Ugoski Holz
Bracatinga: raiz da vida, semente do futuro
EMEF João Moré - Gramado Xavier/RS
Pesquisadoras: Brenda Niedermeyer Ferreira e Bruna Luiza Vian
Professora orientadora: Cleusa Claise da Silveira Brum
A dengue na comunidade de Cipriano de Oliveira, interior de Vera Cruz
EMEF José Bonifácio - Vera Cruz/RS Pesquisadora: Pâmela Sofia Fischborn
Professora orientadora: Michele Raquel Morsch
Entre a rotina e o lixo: um projeto de conscientização e reflexão
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Biodigestores: alternativa sustentável para o reaproveitamento do esterco animal
EMEF Heitor Soares Ribeiro - Canguçu/RS
Pesquisadoras: Hellena Ropke Ramm e Laiane Timm Voigt
Professora orientadora: Vanessa Silva de Brito Bandeira
Waschgürk: elo sustentável entre gerações pomeranas
EMEF Martinho Lutero - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Yasmim Sell Rutz e Roberta Ribeiro Rutz
Professora orientadora: Cristiane Siefert Neuenfeldt
Há uma diminuição na produção de ovos? Fato ou fake?
EMEF Padre Maximiliano Strauss - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Talita Stöcker Muhlenberg e Brenda Bartz Käms
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EMEF Nossa Senhora da Glória - Sinimbu/RS Pesquisadores: Henrique Gabriel Hirsch e Raquelli Albertão Zanatta
Professora orientadora: Lana Jost
Sustentabilidade: vivenciando práticas sustentáveis na comunidade
111
EMEF Olavo Bilac - Rio Pardo/RS Pesquisadoras: Bibiana da Silva Silveira e Marcine Silveira da Rosa Professora orientadora: Sinara Peres
Reciclando saberes: lições de finanças e sustentabilidade
EMEF Rio Branco - Santa Cruz do Sul/RS Pesquisadores: Igor Lorenzo Vogt e Thiago Pietro Behling
Professora orientadora: Márcia Denise Dias e Silva
Rabanete selvagem: a planta que virou inço em propriedades rurais de Alto Castelhano
EMEF Willibaldo Michel - Vale do Sol/RS Pesquisadores: Gabriel Nunes da Silva e Junior Stumm Professora orientadora: Cíntia Marisa Kern
O cultivo do arroz
EMEF São João Batista - Vale do Sol/RS Pesquisadoras: Eveline Martin e Francine Schroeder Professor orientador: Mauro Martin Quoos
O aumento do número de casos de animais peçonhentos: uma questão de saúde pública e qualidade ambiental
112
Professora orientadora: Taís de Paula Peres
Da terra ao saber: reativando a horta escolar como espaço de aprendizagem
EMEF Rodolpho Kruger - São Lourenço do Sul/RS
116
Pesquisadores: Danilo Renan Buboltz Jeske e Nicolas Gabriel Ehlert Marth
Professora orientadora: Danubia Maria Hartwig Karow
Sementes crioulas: preservação, conhecimento e tradição
EMEIEF Waldemar von Dentz - São Miguel do Oeste/SC
Pesquisadores: Beatriz Drana Andriollo e Kauê Eduardo de Carli
Professor orientador: Ademar Graeff
Energia sustentável: a descoberta do poder de economizar
EMEF Alfredo Scherer - Venâncio Aires/RS
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Pesquisadoras: Júlia da Cruz Nunes e Thalita Manuella Marcilio Rasch
Professora orientadora: Fernanda Saldanha
112
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EMEF Carlos Moreira - Canguçu/RS Pesquisadores: Jeremias Sperling da Silva e Carla Daniela Reichow Kruger Professora orientadora: Vanessa Priebe Holz
Gotas na horta
EMEF Francisco Frömming - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Eduarda Blank Lindemann e Raquele Wieth Wilke
Professora orientadora: Nóris Beatriz Costa Ney
Conhecendo e mostrando a nossa comunidade: levantamento socioeconômico da comunidade escolar da EMEF Germano Hübner 2025
EMEF Germano Hübner - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Gabriela Lutz Schmitz e Lavínia Westphal Jeske
Professora orientadora: Mônica Silva da Silva
114
Fitorremediação como solução sustentável
EMEF Coronel Thomaz Pereira - Venâncio Aires/RS
Pesquisadoras: Bianca Gabriela Royer e Milena da Silva Faleiro
Professora orientadora: Karen Veber de Melo
Céus e campos: a influência da astronomia na agricultura e na vida do agricultor de Venâncio Aires
EMEF Dom Pedro II - Venâncio Aires/RS
Pesquisadores: Luiza Vitória Fischer e Deivid Luis Ferreira Sehn
Professora orientadora: Kelly Patricia Treib do Nascimento
Gota a gota: irrigação inteligente por gotejamento
EMEF Marino da Silva Gravina - Boqueirão do Leão/RS
118
119
119
Pesquisadoras: Fabieli Greiner Zagna e Steffany Raissa Santos da Silva
Professora orientadora: Merice Barbon
Percepção e evocação de memórias: estudo e ações investigativas sobre o envelhecimento
EMEF Professor Arlindo Back - Arroio do Meio/RS
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Pesquisadoras: Jordana Donesca Veber Fischer, Larissa Ziani e Milena Tatsch
Professor orientador: Róger Sullivan Faleiro
O papel ecológico do gambá e uma solução robótica para afastá-lo com respeito
EMEF Santo Antônio de Pádua - Mato Leitão/RS
Pesquisadoras: Emili Maria Mariano e Luisa Gabriela de Azeredo
Professora orientadora: Fabiola Fridolina Griesang
120
A água que bebemos e os plásticos que não vemos: educação ambiental e consumo consciente a partir da qualidade da água e dos riscos dos microscópios
EMEB José Francisco de Aguiar - Jacinto Machado/SC
Pesquisadoras: Julia Paulino Policarpo e Emily Maia Bardini
Professora orientadora: Tainara Veronêz dos Santos
O trabalho de pesquisa “A Água que Bebemos e os Plásticos que Não Vemos” teve como objetivo analisar a qualidade da água consumida pelos alunos e identificar possíveis riscos relacionados à presença de partículas invisíveis, como os microplásticos. A investigação foi desenvolvida pelos alunos pesquisadores ao longo do ano letivo, integrando práticas de Educação Ambiental, consumo consciente e observação científica. O estudo buscou despertar a percepção crítica sobre os impactos ambientais associados ao descarte inadequado de resíduos plásticos, bem como sua relação com a saúde humana. A pesquisa envolveu diferentes etapas, incluindo coleta de amostras de água de diversas fontes da comunidade local, observação em laboratório, registro de dados e interpretação dos resultados. Embora não seja possível detectar microplásticos somente com equipamentos simples, o trabalho permitiu analisar aspectos como turbidez, cheiro, cor, resíduos visíveis e possíveis contaminações superficiais.
Essa análise inicial possibilitou compreender como a poluição plástica pode afetar a qualidade da água e contribuiu para a reflexão sobre o ciclo do lixo, o uso excessivo de embalagens e o consumo inconsciente.
Além da investigação prática, os alunos participaram de rodas de conversa, debates e produções textuais, relacionando os achados da pesquisa com hábitos cotidianos, como o descarte de tampinhas, óle o saturado e cartelinhas de medicamentos. O estudo ampliou a compreensão sobre como pequenas atitudes — como reciclar, reduzir o uso de plástico e destinar corretamente
resíduos — podem minimizar a presença de microplásticos no meio ambiente.
O trabalho contribuiu significativamente para o desenvolvimento de habilidades científicas, pensamento crítico, cooperação entre os grupos e fortalecimento da responsabilidade socioambiental. Ao final, os estudantes compreenderam que a qualidade da água está diretamente ligada ao cuidado com o planeta, reforçando a importância da educação ambiental para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com um futuro mais sustentável.
As causas e consequências das enchentes no Rio Grande do Sul
EMEF João Beckel - Camaquã/RS
Pesquisadoras: Mikaela Escarcel Almeida e Stefane Daniele Nunes
Professora orientadora: Daniela Knapp Baseggio Affeldt
Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul foi varrido por sua pior crise ambiental: chuvas muito fortes, que resultaram na pior enchente da história no Estado, ela foi muito pior que a enchente de 1941, pois concentrou-se na bacia do Jacuí e a de 2024 envolveu simultaneamente as bacias do Jacuí, Taquari e Caí, o que ampliou a área afetada. Entre as causas, a principal foi o volume alto de água em um curto período de tempo, que fez com que a enchente de 2024 fosse devastadora para o estado do Rio Grande do Sul, causando mortes, deixando pessoas desabrigadas e vários municípios debaixo d'água, causando muitas doenças devido ao contato das pessoas com as águas dos esgotos, sobrecarregando assim os hospitais, além do agravamento de problemas de saúde mental. Durante nossa pesquisa, tivemos a oportunidade de entrevistar de forma online o Secretário da Reconstrução, Resiliência Climática e Defesa Civil de Eldorado
do Sul, onde ele nos relatou como foi o resgate das pessoas durante as enchentes na cidade, contribuindo para a elaboração da nossa pesquisa. Também realizamos entrevistas de forma online com pessoas que moram nas regiões mais afetadas pelas enchentes, nessas entrevistas perguntamos se eles tinham sido afetados de forma direta pelas enchentes, se conheciam pessoas que tinham sido afetadas e escolas destruídas, as respostas foram surpreendentes pois cada entrevistado relatou como foi difícil viver em meio àquela situação, tendo conhecidos que perderam tudo e tiveram que sair de suas casas e ir morar em outros locais, pessoas que perderam seus empregos e muito mais. Nossa ideia de continuidade da pesquisa para o próximo ano é fazer comparações com as enchentes que ainda possam vir a acontecer e levantar mais dados de quais fatores possam influenciar esses acontecimentos.
Papel semente: plantando ideias, colhendo futuro
EMEF Alfredo Jacobsen - Camaquã/RS
Pesquisadoras: Yasmin Martins Schmegei e Rafaella Bstrz Venzke
Professora orientadora: Cleni dos Santos Ribeiro
Este projeto de pesquisa, intitulado Papel Semente: Plantando Ideias, Colhendo Futuro investiga como o papel semente pode atuar como uma alternativa sustentável para a redução do lixo e a promoção do reflorestamento. A crescente preocupação com o descarte incorreto de resíduos, que causa poluição e é tão utilizado nas instituições de ensino, motivou a busca por poluções inovadoras. A hipótese central do estudo é que o papel semente, produzido com sementes em sua composição, é uma ferramenta eficaz para incentivar a reciclagem e o plantio de novas plantas, reduzindo o impacto ambiental do descarte de papel comum. A pesquisa utilizou uma metodologia mista, combinando: a pesquisa bibliográfica, para entender o processo de produção do papel semente e sua contribuição para a sustentabilidade; a pesquisa etnográfica que através de questionários, vídeos coletou-se a percepção da comunidade escolar sobre a reciclagem e o uso de materiais sustentáveis, bem como o descarte correto do lixo; e pôr fim a pesquisa experimental: para observar e analisar a germinação das sementes contidas no papel que também foi produzido através da reciclagem. O objetivo principal é divulgar os conhecimentos adquiridos com a pesquisa para a comunidade
escolar, sensibilizando os alunos sobre a importância da reciclagem e do uso de materiais sustentáveis. Conclui-se que o estudo contribuiu significativamente para a aprendizagem sobre sustentabilidade, demonstrando que o papel emente vai além de ser apenas um material; ele é um convite para transformar resíduos em vida. Ao unir reciclagem e plantio, ele reduz o lixo, incentiva a consciência ambiental e prova que pequenas escolhas podem gerar grandes mudanças para o planeta.
Jiggs: uma alternativa sustentável de pastagem
EMEF Antônio Curi - Cristal/RS
Pesquisadores: Wesley Natan Schmitz Podewils e Valentina Cardoso Grill
Professora orientadora: Célia Regina de Oliveira Ritter
A produção pecuária sustentável demanda alternativas que conciliem produtividade, valor nutricional e preservação ambiental. Nesse contexto, a gramínea Jiggs (Cynodon dactylon), originária dos Estados Unidos, destaca-se como uma opção eficiente para pastagens. Essa variedade apresenta alta produtividade, podendo atingir até 25 toneladas de matéria seca por hectare/ano (EMBRAPA 2012), boa palatabilidade com elevado teor de proteína, resistência a solos úmidos e capacidade de recuperação rápida após o pastejo.
Além disso, sua multiplicação vegetativa e caráter perene favorecem a proteção e a conservação do solo. Versátil, a Jiggs pode ser utilizada para pastejo direto, feno ou silagem, contribuindo para a redução dos custos de produção e da
pressão sobre pastagens nativas, além de exigir menos adubação nitrogenada que outras gramíneas tropicais. Estudos práticos, como os realizados na Fazenda Cristal, comprovam sua eficiência: a lotação média chega a oito cabeças de gado por hectare, superando significativamente a média estadual, e o ganho de peso diário é de 0,650 kg por animal. O manejo adequado, com roçadas sazonais, ainda promove a ciclagem de nutrientes e proteção do solo contra erosão.
Dessa forma, a gramínea Jiggs configura-se como uma alternativa promissora para modernizar a pecuária, aliando alta produtividade, qualidade nutricional e práticas ambientalmente sustentáveis, reforçando seu potencial estratégico para o futuro da agropecuária brasileira.
Ecoescola: pequenas ações, grandes mudanças
EMEF Otto Becker. Cristal/RS
Pesquisadores: Enzo Kauê Nascimento Ferreira e Rafael Kohls Ribeiro
Professora Orientadora: Isabela Schiavon do Amaral
Nos últimos anos, podemos observar o impacto sofrido pelo meio ambiente, principalmente causado por ações dos seres humanos. Por conta disso, a sustentabilidade tem se tornado cada vez mais relevante e imprescindível na sociedade. Nesse sentido, conforme o relatório Brundtland (1987), a sustentabilidade é cuidar do planeta hoje sem comprometer as futuras gerações. Por conseguinte, este projeto partiu da percepção de que problemas ambientais, como descarte incorreto de resíduos e desperdício de água, também estão presentes no cotidiano escolar.
Diante do exposto, este trabalho foi desenvolvido no grupo Guardiões do Meio Ambiente por alunos do 8o e 9o ano, da Escola de Ensino Fundamental Otto Becker, no munícipio de Cristal/RS, com objetivo de pesquisar como a escola pode adotar práticas sustentáveis, apresentando ações que contribuam para


a preservação e o uso consciente dos recursos naturais no contexto social. A partir de rodas de conversa, entrevistas com membros da comunidade escolar e pesquisas teóricas, foram discutidas ações sustentáveis possíveis de serem implementadas na escola. Assim, foi construída uma maquete representando uma escola sustentável, com uso de painéis solares, sistema de captação da água da chuva, horta, composteira e coleta seletiva. Os dados obtidos demonstram que, apesar de muitos associarem sustentabilidade apenas à limpeza e reciclagem, há um potencial significativo para ampliar essa compreensão dentro do ambiente escolar. Sendo assim, o projeto destacou a importância da educação ambiental crítica como ferramenta para formar cidadãos responsáveis sobre assuntos socioambientais, reforçando o papel transformador da escola na promoção de práticas sustentáveis.
Projeto: captação da água da chuva para o cultivo hidropônico
EMEF Padre Constantino - Dom Feliciano/RS
Pesquisadoras: Amanda Kolesny e Silva e Rafaela Siemionko Lacerda
Professora orientadora: Dulce Karine Kuczynski
O Projeto “CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA PARA O CULTIVO HIDROPÔNICO” tem como objetivo aliar sustentabilidade e educação por meio da captação da água da chuva e sua utilização em sistemas hidropônicos de cultivo de hortaliças. Implantado no ambiente escolar, o projeto promove a consciência ambiental, a produção de alimentos saudáveis e o engajamento da comunidade escolar com práticas ecológicas acessíveis e replicáveis.
A proposta envolve a instalação de um sistema de captação e filtragem de água da chuva, que será utilizada para alimentar um cultivo hidropônico conduzido com a participação ativa dos alunos. Ao longo do projeto, serão realizadas oficinas educativas interdisciplinares, integrando conteúdos de Ciências, Matemática, Geografia, Arte e Nutrição, além de ações extraclasse com famílias e moradores locais. Entre os temas trabalhados estão o ciclo da água, uso racional dos recursos hídricos, agricultura sustentável, alimentação saudável e reutilização de materiais.
Os alunos atuarão como protagonistas na manutenção do sistema, coleta de dados, produção de alimentos e na sensibilização da comunidade. Ao final, espera-se que os alunos compreendam o valor da água, desenvolvam hábitos mais sustentáveis e se tornem multiplicadores de boas práticas ambientais, promovendo uma cultura de respeito à natureza e ao consumo consciente.
O caminho do lixo: o destino dos resíduos produzidos no nosso município, Chuvisca
EMEF Santa Luzia - Chuvisca/RS
Pesquisadoras: Daphny Mikaely Affeldt Sodré e Gabriele Klug Kront
Professora orientadora: Juliana Dummer
A pesquisa “O Caminho do Lixo” foi desenvolvida pelos alunos da Escola Santa Luzia com o objetivo de compreender como ocorre o percurso dos resíduos produzidos na escola e na comunidade, desde o momento em que são descartados até seu destino final. O trabalho integrou conteúdos de Educação Ambiental, Geografia e Ciências, estimulando a observação, o registro em atividades práticas de campo como a visita técnica ao aterro Sanitário da Unidade de Minas do Leão da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). Durante o estudo, os alunos investigaram os tipos de resíduos gerados, os locais de descarte, a coleta municipal, bem como o funcionamento do Aterro Sanitário de Minas do Leão, onde parte do lixo da região é destinado. Foram analisadas ainda práticas de separação correta, coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento.
A pesquisa mostrou que a maior parte dos resíduos da comunidade é composta por materiais recicláveis que poderiam ter outro destino, reduzindo a quantidade enviada ao aterro.
Também evidenciou que muitos moradores desconhecem o trajeto do lixo e a importância de separar resíduos orgânicos dos recicláveis. A começar pelos estudantes da escola que em pesquisa concluiu-se que 80% não sabem para onde vai lixo produzido por suas famílias.
Como resultado, os alunos propuseram ações educativas dentro e fora da escola, entre elas: campanhas de conscientização, criação de pontos de coleta de recicláveis, redução do uso de embalagens e incentivo ao reaproveitamento de materiais. A Escola passou a ser um ponto oficial de coleta de garrafas pet que em parceria com a secretaria de obras são levadas para comercialização em recicladores no Município de Camaquã.
A pesquisa contribuiu ainda para o desenvolvimento da consciência ambiental, demonstrando que pequenas atitudes individuais podem gerar grandes impactos na preservação do ambiente e na qualidade de vida da comunidade e terá continuidade no próximo ano.
Bioinsumos: uma alternativa de produtividade e sustentabilidade
EMEF São João Batista - Dom Feliciano/RS
Pesquisadores: Isadora Antunes Zoltowski e Davi da Silvunes
Professor orientador: Renato Luiz Scislewski
Os bioinsumos são bens ou serviços, oriundos de organismos vivos ou de seus processos de transformação, utilizados na produção de outros bens e serviços em sistemas de produção animal e vegetal, desde a produção primária até a pós colheita, processamento e armazenamento. No contexto da agroecologia e na produção orgânica, deve ser entendido como um conjunto de ações estratégicas para o desenvolvimento de alternativas de produção, que estimulem a adoção de práticas sustentáveis com o uso de tecnologias desenvolvidos a partir de recursos raenováveis, estimulando a autonomia e valorizando a sociobiodiversidade.
Os bioinsumos estão na pauta das discussões nacionais sobre a legislação, normativas e
regulamentação. O Brasil lançou em 2020 o Programa Nacional de Bioinsumos que congrega várias iniciativas para estimular o setor no país.
Nesse contexto atual e de perspectivas futuras, este trabalho objetiva fornecer subsídios para o melhor entendimento e aceitação dos bioinsumos a partir da contribuição da agricultura sustentável. Com um cenário de crescimento contínuo, o mercado de bioinsumos para 2025 representa uma oportunidade para consolidar uma agricultura mais produtiva e sustentável. O desafio agora é transformar inovações em soluções acessíveis e amplamente utilizadas no campo. O que move a agricultura é a mentalidade de nosso agricultor.
Aromas do Aldo
EMEF Aldo Porto dos Santos - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadoras: Alana dos Santos Rosa e Gabrielle Dias Cunha
Professora orientadora: Elis Puntel
O projeto Aromas do Aldo nasceu a partir da necessidade de fortalecer práticas educativas contextualizadas na Escola Municipal Aldo Porto dos Santos, valorizando a cultura local e promovendo aprendizagens significativas. Desenvolvido pelos alunos pesquisadores, o trabalho integra diferentes áreas do conhecimento e articula saberes tradicionais, educação ambiental, empreendedorismo e práticas sustentáveis. A pesquisa teve como foco a implantação de uma horta escolar de temperos e o desenvolvimento de sais artesanais temperados, criados a partir do cultivo realizado pelos próprios estudantes. Ao longo do processo investigativo, os alunos participaram de todas as etapas do projeto: seleção das espécies, preparação do solo, plantio, manejo e colheita. Paralelamente, realizaram estudos sobre propriedades, usos e características dos temperos, articulando conhecimentos de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa e Arte. Foram desenvolvidas oficinas práticas de produção dos sais, testes de combinação de aromas e levantamento de receitas, com participação ativa das famílias na partilha de saberes culinários tradicionais. A metodologia adotada baseou-se na aprendizagem pela experiência, em práticas interdisciplinares e na valorização da identidade da comunidade rural.
O mundo das bactérias: iogurte caseiro
EMEF Carlos Altermann - Paraíso do Sul/RS
Pesquisadores: Tainá Milbradt e Otto Schünemann
Professora orientadora: Graziele Bataioli de Moura
Além da parte agrícola e culinária, os alunos criaram a identidade visual do projeto, produziram embalagens feitas com papel reciclado, organizaram cards informativos e elaboraram planilhas de custo e lucro para compreender o processo de comercialização. Assim, o trabalho promoveu o protagonismo estudantil, reforçou o cuidado com o meio ambiente, incentivou a criatividade e estimulou o espírito empreendedor. Como resultados, observou-se aumento significativo no engajamento dos estudantes, fortalecimento dos vínculos com a comunidade escolar e maior valorização dos saberes do campo.
O projeto também contribuiu para o desenvolvimento de competências previstas na BNCC, como responsabilidade, pensamento crítico e colaboração. O Aromas do Aldo demonstra que a escola do campo é espaço fértil para a produção de conhecimento, construção de autonomia e formação integral dos estudantes, reafirmando o compromisso com uma educação sustentável, afetiva e transformadora. Anos finais realizaram uma visita ao Museu da PUC, promovendo a aprendizagem além da sala de aula. O encerramento do ano contou com a realização da Primeira Mostra Pedagógica da Escola, espaço em que os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano foram compartilhados com a comunidade escolar.


Ao estudar Ciências, a turma do 4o ano da EMEF Carlos Altermann se deparou com um universo que despertou enorme curiosidade: o mundo das bactérias. Até então, as crianças conheciam apenas as “bactérias do mal”, associadas a doenças. A grande surpresa veio quando descobriram que também existem bactérias do bem, essenciais para o funcionamento do nosso corpo e para a produção de diversos alimentos. Encantados com essa descoberta, os estudantes realizaram um experimento de produção de iogurte caseiro, aprendendo, passo a passo, como microrganismos benéficos transformam o leite em um alimento rico e saudável. A ideia do “iogurte infinito”, a possibilidade de repetir o processo sempre que se reservam algumas colheres da produção anterior, deixou a turma fascinada. Inicialmente, a classe preparava outro projeto para apresentar no SEPEC. No entanto, o envolvimento foi tão grande e o entusiasmo pelo experimento cresceu de tal forma que decidiram mudar os planos: o projeto do "O Mundo das BactériasIogurte Caseiro" seria o escolhido. O trabalho foi selecionado como projeto representante dos anos iniciais da escola, avançando para a etapa regional. No terceiro trimestre, o projeto, participou da fase regional, em Cachoeira do Sul, onde novamente foi classificado. Posteriormente, na fase estadual, produziram um vídeo explicando o processo e conquistaram a classificação para apresentar na Expoagro Afubra 2026. O impacto do projeto ultrapassou expectativas. A repercussão foi tão grande que várias famílias passaram a produzir o iogurte em casa, adotando o processo

aprendido pelos alunos como uma prática alimentar saudável e acessível. Além disso, os estudantes Otto e Tainá participaram de uma conversa com o prefeito municipal, que demonstrou interesse em ampliar os resultados do projeto para toda a comunidade escolar de Paraíso do Sul. A proposta é incluir o iogurte caseiro nas merendas de todas as escolas do município, em 2026, valorizando um alimento nutritivo, de baixo custo e produzido a partir de um conhecimento construído dentro da própria rede municipal
Receita do Iogurte Caseiro:
Ingredientes: 1 litro de leite, 3 colheres de sopa de iogurte natural integral.
Modo de preparo:
1. Aqueça o leite até ele começar a levantar pequenas bolinhas na lateral da panela.
2. Deixe amornar até ficar morno (entre 40°C e 45°C).
3. Em um pote limpo, coloque as 3 colheres de iogurte natural.
4. Adicione um pouco do leite morno, mexa bem para dissolver e depois coloque o restante do leite.
5. Tampe e deixe descansar or 6 a 8 horas, depois desse período, leve à geladeira para firmar.
Para fazer o “iogurte infinito”: Guarde 3 colheres do seu iogurte pronto para usar como fermento da próxima produção. Repita exatamente o mesmo processo.
Paisagens do meio rural: transformação ao longo do tempo
EMEF Francisco de Souza de Machado - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadores: Emanuelly Gonçalves Maciel e Raul Hernandes Carlos da Rosa
Professora orientadora: Taiane Anhanha Lima
A presente pesquisa foi realizada com aproximadamente 10 estudantes de diferentes turmas, do 6o ao 9o ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco de Souza Machado, localizada no distrito de Barro Vermelho, interior de Cachoeira do Sul. O objetivo central do estudo foi investigar o meio rural e suas transformações ao longo do tempo, buscando compreender tanto as continuidades quanto as rupturas que ocorreram nesse espaço. Para isso, procuramos integrar conhecimentos das disciplinas de História e Geografia, promovendo uma análise interdisciplinar do tema. Como parte da pesquisa, elaboramos um questionário com perguntas abertas sobre o meio rural, o que nos permitiu identificar alguns destaques importantes. Um dos aspectos mais evidentes foi a grande influência e relevância da tecnologia nesse ambiente, observável por meio das máquinas, tratores, residências e outros recursos modernos. No entanto, apesar de reconhecer a importância da tecnologia, também ressaltamos a necessidade de valorizar o passado e compreender como ele moldou o presente. Assim, buscamos aliar passado e presente, evidenciando diferenças, mas também continuidades, sempre valorizando o meio rural como espaço de vida, moradia e
socialização dos estudantes. Para enriquecer a pesquisa, promovemos debates, conversas e passeios de observação, além de construirmos uma maquete que representasse visualmente o meio rural em diferentes épocas. A intenção da maquete não foi criar algo grandioso, mas sim um modelo simples e sustentável. Para isso, utilizamos materiais recicláveis, como papelão e palitos de madeira, incentivando a criatividade e o cuidado com o meio ambiente. Na maquete, procuramos demonstrar a evolução tecnológica no meio rural. Colocamos um telhado com painéis de energia solar, recurso cada vez mais comum nas áreas rurais, e representamos uma cerca elétrica, inclusive mostrando a eletricidade utilizada para proteger os animais. A parte que retrata o passado rural foi feita de forma mais simples e rústica, enquanto a representação do presente evidencia a modernização, com caminhões, camionetes e outros elementos tecnológicos. Dessa forma, a pesquisa não apenas permitiu aos estudantes compreender as transformações do meio rural, mas também valorizou o espaço em que vivem, destacando a importância de observar, refletir e aprender sobre as mudanças ao longo do tempo, conciliando tradição e modernidade.
Escola sustentável: conectando aprendizagem e sustentabilidade
EMEF Francisco Hubner Filho - Candelária/RS
Pesquisadoras: Aline Caroline da Rosa e Vilma Gabriela Gularte
Professora orientadora: Jocimara Bordignhão Braatz


Buscamos responder por meio de soluções sustentáveis, às transformações que a escola tem vivido nos últimos anos, não apenas educacionais, mas, sobretudo, ambientais e sociais. Nossas práticas educacionais visam propostas que trabalhem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entendemos que a Agenda 2030, criada pela ONU tem o objetivo de elaborar um plano palpável, com ações eficazes para a prosperidade do planeta e das pessoas que vivem nele. As ações discutidas em cada ODS buscam um mundo com mais qualidade, eficiência e paz. Por isso, o meio ambiente é um dos principais temas problematizados nestas ações, afinal, são inúmeras as situações de impactos no meio ambiente que estão refletindo na vida das pessoas, tais como, as enchentes do ano passado, o aquecimento global e a brusca mudança de temperaturas. É necessário exemplificar como a ação humana pode fazer a diferença diante destes fenômenos e este é o papel da escola. Por escola sustentável entendemos uma instituição capaz de discutir, problematizar e acima de tudo, viabilizar situações de ensino- aprendizagem que buscam conscientizar e promover ações práticas de preservação e cuidado com o meio no qual vivemos. Objetivamos assim, ser uma escola transformadora e eficaz que busca pela ação humana sustentável. Algumas ações desenvolvidas no projeto de escola sustentável: pesquisas sobre o descarte de resíduos; a produção de uma horta escolar para o (re) aproveitamento de alimentos e o planejamento
de uma feira científica onde as turmas elaboraram pesquisas sobre as ODS, a qual gerou em projeto de energia solar e também em uma campanha de “plogging” ao município, afim de diminuir a produção do lixo e conscientizar a população da destinação dos mesmos. Como resultados, destacamos que há diminuição de lixo e de materiais em beiras de estrada (o que causava acumulo e entupimento), pois nossos estudantes estão levando para a comunidade práticas mais sustentáveis. Essas práticas resultaram não somente na diminuição dos resíduos, como também, no uso mais adequado de alguns materiais. Os projetos objetivam inclusive, ter um plano de contingência para evitar que futuras chuvas afetem a localidade por causa de lixos destinados incorretamente. As famílias auxiliam no recolhimento de materiais que serão reaproveitados e reutilizados. Como exemplo de reaproveitamento, podemos citar também, a produção de adubo com os restos de lixo orgânico da merenda escolar. Estes “restos” vão para a horta da instituição, para que se reverta em alimentos mais saudáveis. A escola objetiva compartilhar o slogan de escola sustentável afim de que outras instituições se juntem ao trabalho com as ODS e assim, os resultados das práticas sustentáveis sejam mais significativos. Todas as ações mencionadas são frutos dos projetos pedagógicos advindos da proposta de escola sustentável, portanto, se trata de vários projetos, dentro de um princípio maior, o da sustentabilidade.

Mudanças climáticas: construindo uma
estação meteorológica caseira
EMEF Nossa Senhora de Fátima - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadores: Arthur Alves Peixoto e Jurandir de Andrade
Professora orientadora: Fernanda Gabriela Bitencourt Wommer
O presente trabalho é um relato de experiência de uma atividade de pesquisa realizada durante a 1ª Semana da Alternância/2025, na EMEF Nossa Senhora de Fátima - Cachoeira do Sul-RS. Durante a Semana da Alternância os alunos permanecem em suas residências e recebem atividades teóricas e práticas para serem desenvolvidas com o auxílio de suas famílias, os professores, nesse período, visitam as casas dos alunos para acompanhar o desenvolvimento das tarefas. Neste ano, o tema da Semana da Alternância é “Mudanças Climáticas”, pensando nisso foram desenvolvidas atividades envolvendo habilidades de todas as áreas do conhecimento.
Os alunos além de pesquisar toda a teoria que envolve essa temática tão importante para o futuro do planeta, também construíram uma estação meteorológica caseira, que continha os seguintes instrumentos meteorológicos: barômetro, pluviômetro, anemômetro e relógio solar.
Todos esses instrumentos foram construídos com materiais de reaproveitamento, para isso os alunos contaram com o auxílio dos familiares e também dos professores. O próximo passo da pesquisa é coletar dados sobre o clima e o tempo na região da
escola e comparar esses dados com fontes meteorológicas confiáveis. O objetivo principal da pesquisa foi construir a estação meteorológica e promover a conscientização de mais pessoas sobre a importância da temática Mudanças Climáticas e como sua influência está cada vez sendo sentida em nossas vidas.
Saneamento básico na zona rural, uma realidade ainda muito distante
EMEF Nossa Senhora Medianeira - Cachoeira do Sul/RS
Pesquisadoras: Manuelly Lima Alves e Emanuelli de Oliveira Steindorff
Professora orientadora: Gisele Pazatto Rosa
O trabalho desenvolvido pelos estudantes do 4º e 5º ano da E.M.E.F. Nossa Senhora Medianeira teve como foco o saneamento básico na zona rural, um tema escolhido após uma aula de campo na comunidade próxima à escola. Durante essa visita, os alunos identificaram esgoto a céu aberto como um dos principais fatores que favorecem a proliferação da dengue e de outras doenças, despertando o interesse em compreender a realidade do saneamento nas localidades onde residem e em buscar alternativas possíveis para essa problemática. A pesquisa teve como objetivo geral identificar como ocorre o saneamento básico nas comunidades rurais da região. Entre os objetivos específicos, destacam-se: reconhecer se há coleta de lixo, analisar o destino do esgoto doméstico, investigar doenças e impactos ambientais decorrentes da falta de saneamento, além de promover a conscientização da comunidade e propor alternativas sustentáveis, como o uso de fossas sépticas. Para isso, os alunos utilizaram diferentes instrumentos de investigação: visita exploratória à comunidade, análise inicial do problema, vídeos explicativos, entrevistas com questionários aplicados às famílias, pesquisas orientadas e rodas de conversa para sistematização dos dados. Os resultados foram organizados em tabelas e gráficos, permitindo uma compreensão mais ampla


dos desafios enfrentados. Constatou-se que muitas localidades não possuem coleta regular de lixo e que o tratamento do esgoto é, em grande parte, inexistente ou inadequado, sendo comum o uso de poços negros ou o descarte diretamente no solo ou a céu aberto. Como parte prática do projeto, cada estudante construiu uma maquete de fossa séptica utilizando materiais recicláveis, compreendendo seu funcionamento e sua importância como solução acessível para a zona rural. Essas maquetes foram apresentadas às turmas e ao turno da manhã, reforçando o caráter educativo e multiplicador da ação.
A análise final evidenciou que a falta de saneamento básico compromete a saúde da população, afeta o desenvolvimento econômico das comunidades e causa sérios impactos ambientais. Os alunos concluíram que, embora a resolução do problema dependa de políticas públicas e investimentos, pequenas iniciativas, como a adoção de fossas sépticas, podem representar um passo importante na melhoria da qualidade de vida e na preservação ambiental. O projeto se encerra propondo a continuidade dos estudos e a ampliação de alternativas sustentáveis voltadas ao tratamento da água e do esgoto na zona rural, estimulando o protagonismo estudantil e o engajamento comunitário.
Cisterna de baixo custo para uso doméstico
EMEF Três de Maio - Agudo/RS
Pesquisadores: Victor Eduardo Seiboth e Luiza Helena Pavanatto
Professora orientadora: Daiane Cristina de Moura Santos
As fortes chuvas ocorridas nos últimos meses em todo o território gaúcho trouxeram junto consigo muitos transtornos, entre eles a interrupção do abastecimento de água. Na cidade de Agudo, município localizado na região central do estado do Rio Grande do Sul, o abastecimento de água chegou a ser interrompido por até cinco dias consecutivos. Assim sendo, os alunos membros do grupo ambiental Grüne Freund da Escola Municipal de Ensino Fundamental Três de Maio (E.M.E.F. Três de Maio) chegaram a um objetivo comum: construir um protótipo de cisterna na escola para posterior apresentação a população de Agudo – RS. Para o desenvolvimento do presente projeto, os membros do grupo ambiental Grüne Freund realizam pesquisas online no google e no google acadêmico, fizeram leituras e debates de artigos científicos sobre o tema e, finalmente, elegeram o protótipo que melhor se adaptou a realidade da comunidade escolar da E.M.E.F. Três de Maio. Para conseguir construir a cisterna o grupo ambiental buscou arrecadar alguns dos materiais necessários, uma integrante do grupo ambiental doou uma bombona plástica com tampa que estava obsoleta em sua propriedade e algumas conexões já eram de propriedade da
Reflorestamento das margens do Rio Jacuí
EMEIEF Alberto Pasqualini - Agudo/RS
Pesquisadoras: Pyetra Nagieli Prade e Emanuelly Teixeira
Professora orientadora: Lisiane Weber
escola, provenientes de obras anteriores. Algumas ferramentas empregadas na construção da cisterna foram emprestadas pela comunidade local, por exemplo: serra-copo e serra. O restante do material foi adquirido com verbas arrecadas por ações do próprio grupo ambiental. O custo total da cisterna foi de R$ 135,50, porém caso tivesse sido necessário a compra de todo o material o custo seria de aproximadamente R$ 438,00, com base em orçamento realizado no comércio local. No momento a cisterna está em pleno funcionamento e tem a capacidade de armazenar 200L de água da chuva, a água captada pela cisterna está sendo utilizada na limpeza das calçadas da escola. Portanto, é fato que o presente projeto é de extrema relevância, pois a cisterna para armazenamento e aproveitamento de águas pluviais é uma solução permanente, barata e de fácil acesso a toda população de Agudo – RS. O trabalho segue sendo realizado através da observação do funcionamento e da eficiência do modelo de cisterna construído, culminando na apresentação desse trabalho a população de Agudo – RS, tendo como objetivo fomentar replicação das cisternas no município e consequentemente a otimização do uso da água.


Devido a força da água nas enchentes ocorreu a devastação de parte da mata ciliar em alguns pontos das margens do rio Jacuí. O volume da água e a força provocou a devastação da mata ciliar da margem em muitos locais sendo este o motivo da realização deste projeto. A ausência de vegetação nativa deixou o solo desprotegido. Essa situação evidenciou efeitos devastadores levando árvores da margem e terra de áreas desprotegidas provocando assoreamento, pois o desmatamento eliminou a proteção natural contra enchentes. Muitas famílias foram afetadas sendo motivo de preocupação.
Todos de alguma forma sentiram impacto ambiental após as cheias, principalmente os que sofreram com a invasão das águas nas propriedades e lavouras que se localizam próximas ao rio Jacuí. Diante disso, houve a necessidade de um projeto de reflorestamento que recuperasse a paisagem ambiental e conscientizasse a comunidade sobre a importância da preservação das margens do Rio. O projeto, então, teve como finalidade conscientizar a comunidade sobre a importância do reflorestamento das margens do Rio Jacuí, ressaltando seu papel fundamental na preservação ambiental, na recuperação da mata ciliar e na redução dos impactos provocados pelas enchentes que afetaram a região e evitar que haja mais desmatamento pelo homem. A iniciativa buscou promover o plantio de árvores nativas, contribuindo para a proteção do solo, a conservação da biodiversidade e o equilíbrio do ecossistema local. Além disso,

buscou-se estimular a responsabilidade socioambiental, incentivando práticas sustentáveis que assegurem a manutenção dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população. Esse fator é de extrema importância tendo em vista o Rio Jacuí nascer em Passo Fundo e Marau, percorrendo aproximadamente 710 quilômetros até desaguar no Lago Guaíba, em Porto Alegre.
Mesmo que o desmatamento seja um assunto já debatido há anos, precisa-se recuperar e preservar a mata ciliar pois ela funciona como barreira natural contra enchentes e evitando assoreamento. Dentre as ações do projeto foi inserida a realização da etapa escolar VI CNIJMA com as turmas da manhã 9º ano, 8º ano, 5º ano e grupo ambiental com a presença da Emater que falou sobre como é importante cuidar das nascentes, integrantes da Afubra, da comunidade escolar, da SME e representante do legislativo municipal. A conferência escolar possibilitou com que a escola participasse de uma conferência estadual nos dias 12 e 13 de agosto em Porto Alegre passando para a próxima fase, a etapa nacional fazendo parte da delegação estadual transcendendo o espaço escolar. A culminância do projeto foi o plantio de árvores com o intuito de recuperar a mata ciliar de um local devastado para proteger o solo, reduzir os efeitos das enchentes. Dessa forma, promoveu benefícios que permanecem no presente e no futuro, garantindo melhores condições de vida para a comunidade e para as próximas gerações.
Reciclar e conscientizar: educação fiscal e ambiental de mãos dadas
EMEF Celia Milda Schlesner Schiefelbein - Paraíso do Sul/RS
Pesquisadores: Maria Alice Hoppe Rodrigues e Saimom Fischer Rodrigues
Professora orientadora: Gladis Hoppe Friedrich
Reciclar e Conscientizar: Educação Fiscal e Ambiental de Mãos Dadas O projeto interdisciplinar “Reciclar e Conscientizar – Educação Fiscal e Ambiental de Mãos Dadas” foi desenvolvido ao longo do ano letivo com alunos do Pré ao 4o ano, professores, funcionários, famílias e comunidade escolar. A iniciativa teve como objetivo promover a conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente, o uso responsável dos recursos financeiros e o exercício da cidadania fiscal por meio de ações práticas e educativas. As atividades envolveram estudos em sala de aula sobre coleta seletiva, reciclagem, consumo consciente, educação financeira e importância da nota fiscal. As famílias participaram por meio de questionário sobre conscientização ambiental e fiscal, fortalecendo o diálogo entre escola e comunidade. Foram realizadas gincanas de arrecadação de materiais recicláveis, palestras, mutirão de limpeza do pátio escolar, oficinas práticas, simulação de mercadinho, cuidados com a horta, confecção de produtos recicláveis e Feira do Programa União Faz a Vida, onde o valor arrecadado foi revertido para a escola.
O projeto incluiu ainda Hora Cívica com apresentações dos
Lixo… fim ou recomeço?
CEM Frei Silvano - Água Doce/SC
alunos, Festa Julina sustentável e eventos de integração, como o Dia da Família na Escola e ações de socialização com entrega de folders e cartazes educativos na comunidade. Os resultados foram expressivos, destacando-se o fortalecimento da consciência ambiental, fiscal e financeira, o envolvimento das famílias, a melhoria do ambiente escolar e o desenvolvimento de valores como cooperação, responsabilidade e cidadania. O projeto alcançou plenamente seus objetivos, reafirmando o papel da escola como espaço de transformação social e formação de cidadãos comprometidos com um futuro sustentável.
Pesquisadores: Abraão Mendes de Oliveira e Breno Enrique Maia Oliveira
Professora orientadora: Salete Zarpelon Parenti
O projeto Lixo, Fim ou Recomeço? desenvolvido com os alunos do 5 ano do Centro Educacional Municipal Frei Silvano de Água Doce, tem como objetivo promover atitudes sustentáveis no ambiente escolar ,abordando a redução do desperdício de alimentos, a reutilização de composto orgânico, e a reciclagem de lixo seco e óleo Saturado. A proposta envolve ações práticas e educativas, incentivando o consumo consciente e a responsabilidade socioambiental.
Entre as atividades realizadas destacam-se: monitoramento diário das sobras do lanche, produção de composto orgânico e chorume para adubação, palestras sobre alimentação saudável e descarte de óleo saturado, visitas técnicas a centros de reciclagem, coleta de papel, papelão e tampinhas, e pesquisas sobre o destino de resíduos nas famílias. O projeto também prevê a construção de uma estufa com tubos de PVC, barra de ferro e sombrite para evitar problemas como excesso de sol e até mesmo o granizo. Com a estrutura pronta conseguimos utilizar o adubo produzido na compostagem em nossa escola. E com isso conseguimos fechar o ciclo desde a diminuição do desperdício e a reutilização de restos de alimentos que vão para a compostagem e vira composto orgânico para a produção de temperos para ser utilizado no lanche de nossos alunos.


Os resultados apontam maior conscientização dos alunos e da comunidade, redução do desperdício de alimentos, ampliação da coleta de óleo saturado e incentivo à compostagem. A iniciativa inspira outras escolas e famílias, fortalecendo a ideia de que pequenas ações cotidianas podem gerar impactos positivos para o meio ambiente.
Desvendando os mistérios do jerivá
EEB Ruth Lebarbechon - Água Doce/SC
Pesquisadores: Alice Roberta Makowski e Sara Cristina Prestes
Professora orientadora: Raquel Antunes da Silva Sagáz
O projeto permitiu aproveitar os frutos e castanhas das palmeiras Jerivá que estão presentes no pátio da Escola, que anteriormente serviam apenas para degustação pela comunidade escolar, mas neste ano foram utilizadas para desenvolvimento de pesquisas para conhecer aspectos básicos do poquinho, que é o fruto da palmeira Jerivá (Syagrus romanzoffiana), que faz parte da Bolsa de sementes da AFUBRA incluindo a sua distribuição geográfica, condições de germinação, aspectos morfológicos e possíveis aplicações pedagógicas para incentivar práticas de conservação da espécie no Bioma da Mata Atlântica Foi possível identificar que a distribuição geográfica e a ocorrência do coquinho Jerivá na Mata Atlântica é muito abundante porque não exige propriedades especiais do terreno onde é cultivada.
A natureza mesmo se encarrega de produzir novas mudas em abundância devido a facilidade de germinação. Mas a interferência humana muitas vezes limita as áreas que as plantas dessa espécie podiam ser cultivadas, porque são árvores altas e muitas vezes os espaços principalmente urbanos apresentam limitações para o cultivo delas. Também foi pesquisado muitas receitas comestíveis à base de coquinho Jerivá e estudado algumas formas de extrair o óleo do coquinho para desenvolver experimentos com o óleo extraído.
Com este projeto a ideia principal é estimular práticas de coleta responsável e conservação ambiental aproveitando os
benefícios para a saúde, que foram identificados na pesquisa que pretendemos dar continuidade com a parte prática aproveitando a polpa e a amêndoa do fruto que são ricas em benefícios como vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, rico em vitaminas C e E, provitamina A, além de minerais como cálcio, potássio e fósforo.
Também apresenta benefícios para saúde cardiovascular, com efeitos anti-inflamatórios e fonte de fibras que podem auxiliar na digestão e promover a saúde intestinal e contribuir para a melhora da qualidade da pele devido as propriedades medicinais presentes na composição rica em nutrientes e compostos bioativos. Na medicina popular é utilizado para tratar diarreia, vermes, problemas renais e dores articulares, como a artrite e reumatismo que são problemas que podem incluir fatores genéticos, contribuindo para melhoras do sistema imunológico, diminuindo a obesidade, traumas/ lesões e até mesmo em algumas doenças específicas como a febre reumática.
Através do projeto, percebemos o quanto nosso Brasil possui uma riqueza enorme de frutos incríveis na natureza, que podem ser aproveitados de diversas maneiras, o jerivá é um deles sendo supervalorizado na medicina e culinária brasileira com seus inúmeros nutrientes e benefícios para a saúde e que além inclusive algumas de suas palmeiras habitam a nossa escola sendo muito bem aproveitadas!
Propagação sustentável: o poder dos enraizadores naturais
EM Ivo Silveira - Capinzal/SC
Pesquisadoras: Gabrielly Bianca Thomas de Vargas e Alana Estefani Miotto
Professora orientadora: Marcia Rosana Barth


Durante o último ano letivo, a escola desenvolveu o projeto de Agricultura A presente pesquisa foi desenvolvida no contexto da horta escolar da Escola Municipal Ivo Silveira e teve como ponto de partida um desafio recorrente: a infestação por tiririca (Cyperus rotundus), considerada a erva daninha mais agressiva do mundo. A partir desse problema, o projeto buscou transformá-lo em oportunidade, investigando o potencial da própria tiririca como enraizador natural. No ambiente da horta, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar, na prática, conceitos de ciências naturais, ecologia e cidadania. Assim, o estudo da tiririca como recurso útil abriu espaço para compreender como um elemento inicialmente prejudicial pode ser reaproveitado de forma sustentável, promovendo um manejo mais consciente do solo. Os resultados demonstraram que os enraizadores naturais — especialmente os produzidos à base de tiririca — são eficientes na estimulação do crescimento de raízes em estacas vegetativas. Além de fortalecer o aprendizado prático e a cooperação entre os estudantes, o projeto contribuiu diretamente para o manejo sustentável da horta escolar e para a
valorização de práticas agroecológicas. A tiririca, antes vista apenas como problema, revelou-se um recurso valioso, reforçando a ideia de que é possível transformar desafios ambientais em soluções educativas e sustentáveis. Dessa forma, conclui- se que a aplicação de enraizadores naturais é recomendada para escolas, hortas comunitárias e projetos ambientais, por promover sustentabilidade, economia e consciência ecológica. Além dos resultados técnicos, o projeto destacou-se por favorecer a aprendizagem interdisciplinar, integrando teoria e prática e incentivando abordagens agroecológicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em especial, contribuiu para o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ao promover práticas de cultivo responsáveis; para o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao incentivar o reaproveitamento dos recursos naturais; e para o ODS 15 (Vida Terrestre), ao valorizar a biodiversidade e o manejo ecológico do solo. Assim, o projeto ultrapassou o âmbito científico, tornando-se uma experiência formadora e transformadora para os estudantes envolvidos.

Pequenos agentes, grande combate à dengue
EEB São José - Herval d’Oeste/SC
Pesquisadoras: Milena Neiz e Isabella Vitória Cecatto
Professora orientadora: Lucineia Dal Medico Brandão
O trabalho de pesquisa e intervenção "Pequenos Agentes, Grande Combate à Dengue" foi desenvolvido pelos alunos pesquisadores com o objetivo de compreender e mitigar os fatores de risco que perpetuam a incidência do mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas (Dengue, Zika e Chikungunya) na comunidade escolar e em seu entorno. A pesquisa partiu da premissa de que a luta eficaz contra o vetor não reside apenas em ações de governo, mas sim na mobilização ativa, contínua e informada da sociedade civil, transformando os alunos em Eco-Agentes Mirins e promotores da Ciência Cidadã. Metodologia de Pesquisa e Intervenção: A pesquisa foi estruturada em três fases principais: Análise, Intervenção Prática e Avaliação de Impacto.
1. Análise e Mapeamento de Risco (Geografia e Matemática)
Coleta de Dados Secundários: A primeira etapa envolveu a coleta e análise de dados epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, utilizando ferramentas de Matemática (Estatística e Gráficos) para calcular a taxa de incidência da Dengue na área de abrangência da escola ao longo dos últimos dois anos.
Mapeamento de Risco Georreferenciado: Os alunos utilizaram ferramentas de Geografia (Google Maps e GPS) para criar um mapa de calor que identificou e classificou os "pontos quentes" (áreas de maior acúmulo de água parada, lixo descartado incorretamente e potenciais criadouros) dentro de um raio de 500 metros da escola. Este mapeamento serviu como base para a intervenção focada.
Vigilância Biológica: Sob a supervisão do professor de Ciências, os alunos montaram e monitoraram ovitrampas (armadilhas) em pontos estratégicos para monitorar ativamente a presença e a densidade populacional das larvas do Aedes aegypti.
2. Intervenção Comunitária e Produção de Conhecimento (Ciências e Arte)
Vigilância Microscópica e Diferenciação: Em laboratório, os alunos aprenderam a diferenciar as larvas do Aedes de outros mosquitos (Biologia), aprofundando o conhecimento sobre o ciclo de vida do vetor.
Produção de Soluções Ecológicas: Utilizando o laboratório de Ciências, a equipe pesquisou e produziu Repelentes Naturais à base de extratos vegetais (ex: Citronela), buscando alternativas seguras e sustentáveis aos produtos químicos comerciais.
Mobilização Comunitária e Social: O trabalho culminou no "Dia D Comunitário", onde os alunos, em ação conjunta com a Associação de Moradores e agentes de endemias (Ação Conjunta), realizaram visitas educativas e mutirões de limpeza nas áreas mapeadas como de alto risco. A intervenção direta consistiu na remoção de criadouros, na orientação sobre o descarte correto de resíduos e na distribuição de material
informativo e amostras do repelente natural produzido.
Comunicação Efetiva: O projeto utilizou as habilidades de Arte e Mídia dos alunos para criar conteúdo digital persuasivo (vídeos curtos, slogans e jingles), disseminado em plataformas digitais para atingir o público jovem e familiar de forma mais eficiente.
Conclusões e Impactos Qualitativos:
O projeto demonstrou que a escola pode ser um centro propulsor de saúde pública e vigilância Resumo do Trabalho de Pesquisa realizado pelos alunos pesquisadores.
Impacto no Conhecimento: Os alunos não apenas memorizaram informações, mas desenvolveram habilidades investigativas e científicas (coleta de dados, análise estatística e observação biológica), transformando a teoria em competência prática.
Impacto Comunitário: A ação demonstrou a capacidade de mobilizar a comunidade para um problema de saúde coletiva, gerando um senso de corresponsabilidade cívica e elevando o nível de vigilância no entorno escolar.
Sustentabilidade: Ao integrar a temática com projetos como o "Círculo da Vida" (uso de composteira para reduzir lixo), o projeto combate à Dengue de forma sustentável, vinculando a saúde à gestão de resíduos e à educação ambiental abrangente.
O trabalho conclui que a estratégia de "Pequenos Agentes, Grande Combate" é eficaz, replicável e essencial para a construção de comunidades mais saudáveis e resilientes aos desafios ambientais e epidemiológicos.
Análise das causas da contaminação da chimia produzida na Escola Municipal Ernesto Hachmann
EM Ernesto Hachmann - Capinzal/SC
Pesquisadoras: Arieli Vargas e Eloisa Borges
Professora orientadora: Maira Hoffmã
O objetivo principal do estudo foi analisar e identificar as causas da contaminação da chimia produzida na escola. O projeto envolveu a colheita, o estudo das variedades de abóbora e moranga, e a produção de alimentos para consumo e comercialização, promovendo o aprendizado prático, a valorização cultural e o empreendedorismo. Mediante o desenvolvimento deste projeto envolveu- se a pesquisa científica sobre “Análise das causas da contaminação da chimia produzida na Escola”. A metodologia utilizada incluiu as seguintes fases: Discussão com os alunos sobre o processo de produção da chimia, desde a colheita dos vegetais até a preparação da chimia, para identificar as etapas mais críticas e possíveis pontos de falha. O acompanhamento e registro detalhado de todas as fases da produção da chimia na escola, com foco em práticas de higiene, manuseio de alimentos, qualidade dos ingredientes e condições de armazenamento. Coleta e análise de amostras da chimia produzida em diferentes lotes e em diversas etapas do processo. As amostras foram analisadas visualmente e olfativamente para identificar sinais de contaminação (mofo, bolor, cheiro alterado). A realização de entrevistas com agrônomo Fabricio Dahmer e a bióloga Leticia D. Falavigna sobre as possíveis causas de contaminação, para coletar informações sobre o protocolo de preparo, a limpeza dos utensílios e os procedimentos de esterilização e análise quantitativa com questionário aplicado à
Benefícios do ora-pro-nóbis
EM Alminda A. de Andrade - Piên/PR
Pesquisadoras: Emili G. Bineck e Gabriela Hümmelgen
Professora orientadora: Maria A. Hümmelgen
comunidade escolar sobre os fatores que podem levar à contaminação da chimia de abóbora. O questionário foi respondido por 36 pessoas, sendo a maior parte pais de alunos (65,7%), seguidos por profissionais escolares (28,6%). Em relação ao conhecimento sobre as práticas de produção as respostas indicam um conhecimento geral elevado sobre o assunto. O estudo revelou que a comunidade escolar possui um sólido conhecimento teórico sobre as boas práticas de produção da chimia de abóbora, especialmente no que diz respeito à higienização e esterilização dos potes. Contudo, a ocorrência, ainda que minoritária, de contaminação por mofo e a falta de conhecimento sobre a temperatura ideal de cozimento indicam que há oportunidades de melhoria. Mostrou também que a contaminação da chimia pode estar associada a múltiplos fatores, não se restringindo a uma única causa. As principais descobertas foram: falta de esterilização adequada dos vidros, problemas no processo de cozimento, vedação ineficaz das tampas e a quantidade de açúcar. O estudo conclui que a melhoria da segurança alimentar da chimia não depende de novas informações, mas sim da aplicação rigorosa e padronizada das boas práticas de produção. É fundamental demonstrar o conhecimento teórico em um protocolo de ação claro e prático, garantindo que cada etapa, desde o armazenamento da abóbora ao cozimento final, seja executa, garantindo assim um bom resultado.


A pesquisa cientifica iniciou-se após uma conversa na casa da minha Bisa, Lurdes sobre o ora pro nóbis, ela sempre me desafiou a comer como não rejeito nada faço o uso comendo as folhas. Então vamos falar um pouquinho sobre essa planta. A ora-pro-nóbis, uma planta comestível, tem ganhado popularidade devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde. Com seu alto teor de proteínas, ácido ascórbico e fibras, ela pode contribuir para o emagrecimento, vitaminas e minerais, o que contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, melhora a saúde óssea, regula a pressão arterial e auxilia no controle do colesterol. Além disso, possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes, além de poder ser utilizado no tratamento e prevenção de doenças como diabetes e anemia. Apesar de seus benefícios, há quem deva evitar o consumo dessa planta. Embora estudos não revelem contraindicações específicas, é recomendado consumi-la moderadamente. Pode-se observar que minha vizinha, a senhora Rosa também cultiva essa planta onde ela nos contou vários benefícios que ela e seu marido tiveram ao consumir essa planta. Foi aí que demos ideia a nossa professora para realizar a pesquisa. Seu Joao

marido de dona Rosa tinha muita anemia e nada resolvia até que dona rosa resolveu colocar na comida o ora pro nóbis. E cada vez que seu Joao fazia suas pequenas caminhas ele saia comendo uma folhinha e o resultado foi uma melhora significativa de sua anemia e também ajudou seu João com as dores de articulação. Pois ele é rico em colágeno. Dona Rosa também faz uso da folha colocando em suas refeições, mas para outros benefícios o colágeno presente na planta para uso estético dona Rosa tem 73 anos e não tem as rugas que as mulheres de suas idades têm. Ela é muito vaidosa. Também temos o relato da Adriana que faz o uso há muitos anos com objetivo de aumentar sua imunidade, há alguns anos ela vem tratando de um câncer e o ora Pró Nóbis vem ajudando na sua imunidade. Após todo o estudo que obtivemos durante essa pesquisa aconselhamos o uso dessa planta tão rica em nutrientes para a nossa saúde.
Vivemos em mundo sem tempo e é preciso parar e cuidar da nossa saúde.
Que tal uma folhinha, ou até mesmo uma xícara de chá? Ou um comprimido?
Vale a pena!
Sabonete Orvalho do Campo: feito do amor, da terra para o seu bem-estar
EM do Campo Santa Isabel - Piên/PR
Pesquisador: Júlio César dos Santos Sampaio
Professora orientadora: Atalídia de Fátima Alves dos Santos
O presente trabalho de pesquisa teve como objetivo desenvolver práticas sustentáveis a partir da produção de sabonetes artesanais utilizando ervas naturais e materiais recicláveis. A investigação foi realizada pelo aluno pesquisador do 3o ano, que demonstrou interesse em compreender como o uso excessivo de produtos industrializados e o descarte inadequado de resíduos plásticos afetam o meio ambiente e a saúde das pessoas. A partir dessa preocupação, surgiu a proposta de criar um produto ecológico, acessível e que refletisse o cuidado com a natureza. Assim nasceu o Sabonete Orvalho do Campo: Feito da terra, para o seu bem-estar. O processo de pesquisa envolveu levantamento bibliográfico sobre as propriedades de ervas como alecrim, lavanda, capim-limão, babosa, arruda e cravo, observação prática das misturas e testes com diferentes bases e óleos naturais. Além disso, foram confeccionados moldes utilizando garrafas plásticas reaproveitadas, demonstrando que é possível transformar resíduos em materiais úteis e criativos. Durante todas as etapas, foram feitos registros fotográficos e anotações no caderno de campo, permitindo acompanhar a evolução do projeto. Os resultados evidenciam que a produção de sabonetes artesanais é viável, agradável e capaz de despertar a consciência ecológica em crianças e adultos. O trabalho favoreceu o desenvolvimento de habilidades manuais, científicas e matemáticas, além de estimular a criatividade e o protagonismo do aluno, que canalizou sua energia e curiosidade para uma experi ência significativa. A proposta terá continuidade com a criação de novos aromas, ampliação da produção e possível comercialização em eventos escolares e comunitários, mantendo o compromisso de utilizar materiais reciclados e destinar parte dos recursos para ações de proteção animal. O projeto demonstra que pequenas iniciativas podem gerar grande impacto ambiental, social e educativo.
A construção de horta agroecológica por meio da compostagem de resíduos orgânicos: saberes tradicionais e
educação do campo
EM do Campo de Gramados - Piên/PR
Pesquisadoras: Lara Maria Vaz e Sofhia Gruberde Souza
Professora orientadora: Leda Sebastiana de Oliveira
Este trabalho apresenta práticas sustentáveis de manejo do solo baseadas na agroecologia e em saberes tradicionais. A compostagem, feita a partir de folhas e restos da colheita, funciona como adubo orgânico e contribui para a fertilidade natural da terra. Ao evitar insumos químicos e respeitar o ciclo de descanso do solo, o cultivo aproxima-se dos sistemas agroflorestais, que aumentam a biodiversidade, protegem o solo e garantem maior diversidade alimentar. As minhocas têm papel essencial nesse processo, sendo consideradas engenheiras do solo. Ao digerirem matéria orgânica, produzem húmus, um adubo rico em nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio.
Sua atividade melhora a aeração, a retenção de umidade, ativa a vida microbiana e facilita a absorção de nutrientes pelas raízes, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos.
O trabalho também destaca o uso de plantas companheiras
no controle natural de pragas. Espécies como manjericão, alecrim, hortelã, calêndula e lavanda ajudam a repelir insetos, proteger os cultivos e atrair polinizadores, como as abelhas. A integração dessas técnicas demonstra como práticas simples e naturais podem fortalecer a produção de alimentos, preservar o ambiente e recuperar métodos tradicionais aliados ao conhecimento atual.
Vozes que educam: web rádio escolar e práticas sustentáveis na escola
CE Pedro Júlio Muller - Ituporanga/SC
Pesquisadoras: Raissa Victória Reck e Eloá Isabelli Rosa
Professor orientador: João Olívio dos Santos Cavalheiro
A Web Rádio Escolar do CE Pedro Júlio Müller tornou-se um laboratório vivo de educação ambiental, integrando comunicação, pesquisa e participação ativa dos estudantes. Mais do que um espaço de divulgação, ela é uma ferramenta pedagógica que amplia a aprendizagem dentro e fora da escola, fortalecendo ações sustentáveis, culturais e científicas. Por meio dos podcasts, os alunos desenvolvem habilidades previstas na BNCC, como investigação, comunicação, argumentação, protagonismo e resolução de problemas ambientais.
Os programas produzidos abordam temas como a importância das abelhas, meios de economizar energia elétrica, reciclagem e separação de resíduos, podcast musicais, gincanas, e entrevistas com parceiros como exemplo a entrevista com membros do Programa Verde é Vida que explanaram o programa, os 70 anos de Afubra, a mostra científica sul brasileira que alunas de nossa escola participaram, além de uma aula prática sobre a construção de uma composteira. Antes de cada gravação, os estudantes realizam pesquisas, coletam informações e constroem roteiros, tornando-se pesquisadores, comunicadores e cidadãos ativos.
Parte da programação ocorre ao vivo durante os intervalos, enquanto o site www.radioescola.com transmite conteúdo 24 horas
Juntos somos mais fortes: aprendendo a fazer sabão e a trabalhar em equipe!
EMEF Ribeirão Matilde - Atalanta/SC
por dia, ampliando o alcance para toda a comunidade.
A Web Rádio fortalece a identidade escolar, incentiva práticas sustentáveis e mobiliza famílias e principalmente os estudantes, todos os alunos participam, mas quem organiza os programas são os estudantes do grupo ambiental AGAF, juntamente com o professor orientador João Olívio dos Santos Cavalheiro, o projeto demonstra que é possível promover educação ambiental de forma criativa, participativa e transformadora, dando voz aos alunos e valorizando suas vivências. O projeto também se destaca por divulgar ações da escola, envolver a comunidade e estimular o debate sobre temas relevantes do cotidiano.
Como primeira escola integral de Ituporanga, o CE Pedro Júlio Müller mostra que comunicar também é educar. A rádio escolar cria pontes entre conhecimento e prática, entre escola e território, mostrando que ações locais podem gerar impactos sustentáveis maiores. Como nos lembra Paulo Freire:
“A educação sozinha não muda o mundo. A educação muda pessoas, e são as pessoas que mudarão o mundo.”
É isso que o projeto tem construído: estudantes conscientes, críticos e capazes de transformar o ambiente onde vivem, pensando em práticas sustentáveis e no cuidado e preservação da natureza.
Pesquisadoras: Bárbara Floresti Kuhnen e Paola Schisestl Krieger
Professora orientadora: Vânia Luzia Fontanive


O projeto teve como objetivo promover a conscientização ambiental e o aprendizado de ciências por meio da produção artesanal de sabão ecológico utilizando óleo de cozinha usado. Desenvolvido com estudantes do ensino fundamental, buscou unir práticas sustentáveis, aprendizagem científica e trabalho em equipe fundamentado no cooperativismo. A iniciativa partiu da questão: como a produção de sabão pode contribuir para a conscientização ambiental e o ensino de ciências no ambiente escolar? A atividade se mostrou interdisciplinar ao integrar química, educação ambiental e economia solidária. Além de evitar o descarte inadequado do óleo, os alunos compreenderam o reaproveitamento de resíduos e refletiram sobre a importância de atitudes individuais e coletivas para a preservação ambiental. A metodologia combinou momentos teóricos e práticos, com palestras, vídeos, rodas de conversa, desenhos, pesquisas e oficinas de produção do sabão, finalizando em uma feira escolar. Os alunos trabalharam em grupos cooperativos, com funções como medição de ingredientes, segurança, registro e divulgação, vivenciando princípios como ajuda mútua, divisão de tarefas e responsabilidade compartilhada. Durante a confecção do sabão, os estudantes desenvolveram habilidades
práticas e ampliaram seus conhecimentos científicos. A comercialização do produto na escola possibilitou introduzir educação financeira, permitindo acompanhar gastos, lucros e reinvestimento. Isso estimulou autonomia e compreensão de gestão cooperativa, aproximando-os da economia solidária. Os resultados mostraram aumento da conscientização sobre o descarte correto do óleo e o impacto positivo do reaproveitamento de resíduos. O trabalho em equipe fortaleceu a cooperação e a responsabilidade ambiental, tornando os alunos protagonistas do processo de aprendizagem. O projeto demonstrou ser uma experiência pedagógica significativa, unindo ciência, sustentabilidade e cidadania. A produção do sabão revelou-se uma ferramenta eficaz para integrar teoria e prática, estimular o protagonismo estudantil e consolidar valores de solidariedade e respeito ao meio ambiente. Como continuidade, pretende-se envolver novas turmas e a comunidade na coleta de óleo e na produção do sabão, além de integrar disciplinas como matemática, artes e geografia. A criação de uma mini cooperativa escolar surge como proposta futura, aprofundando a vivência dos alunos em economia solidária, sustentabilidade e empreendedorismo social.

Do brejo para o mundo
EMEF Vila Gropp - Atalanta/SC Pesquisadores: Erica Kammer e Agatha Rayssa de Souza Professor orientador: Juraci Jochem Madalena
PROBLEMA: O primeiro maior problema é quanto a drenagem de áreas alagadas, posteriormente o conhecimento dos senécios que existem ao lado da nossa escola e nós conhecemos, porém, a sociedade não a conhece.
INTRODUÇÃO: Na chegada à escola tem uma área alagada, e em determinado dia observamos uma grandiosidade de flores roxas, maravilhosas e aí partimos para uma pesquisa para conhecermos a planta.
JUSTIFICATIVA: Já no ônibus na chegada da escola observei que tinha algumas flores abertas, chamei a atenção dos alunos para que olhassem, pois em nenhum outro lugar eu havia visto aquela flor, seria esta uma raridade ou apenas eu não teria prestado atenção por onde andava. De início os alunos tiveram interesse em realizar uma pesquisa para saber de qual era a espécie desta flor que estava ao lado da nossa escola. Acredito ser de suma importância por tratar-se de uma área alagada, de brejo que também fosse preservada e que faz parte do Parque Municipal de Preservação Ambiental MATA ATLÂNTICA.
HIPÓTESES: Será que conhecemos o que vimos? Será que essa planta não poderia acrescentar no turismo no nosso município? Podemos ou devemos preservar?
INSTRUMENTO DE PESQUISA Entrevistas: São conversas estruturadas, semiestruturadas ou livres, em que o pesquisador faz perguntas para o entrevistado. As entrevistas podem ser realizadas presencialmente, por telefone ou online, essas pesquisas foram realizadas com a APREMAVI na pessoa de Daiana Tania Barth, sendo que neste local não havia nada registrado sobre o conteúdo, que estendeu-se para a Senhora Mirian Procknow, já que esta estava com toda a pesquisa feita pela ACAPRENA e cedeu para que nós pudéssemos estudar este espaço. Grupos focais: São discussões em grupo com um número restrito de participantes sobre um tema
específico, com o objetivo de obter informações mais detalhadas sobre um assunto. Esses grupos foram formados com prefeitura e seus responsáveis pela área em que seria estudada, APREMAVI, e depois iniciaram os trabalhos, onde entrou a ACAPRENA para estudar e pesquisar o espaço e deu-se o início dos trabalhos.
RESUMO: Nosso trabalho deu início com a curiosidade de não drenar as áreas alagadas ao redor da escola, pois as mais variadas áreas que são alagadas percebemos que são drenadas principalmente para o cultivo da agricultura .logo, percebemos a quantidade enorme de flores roxas existentes em nosso entorno da escola fomos pesquisar no parque Mata Atlântica, de lá não tivemos resposta, então entramos em contato com a Daiana, representante da APREMAVI e ela nos direcionou a senhora MIRIAN, que nos informou que havia sido feita uma pesquisa com a ACAPRENA, e que havia muitas informações sobre essa área alagada e sobre os senécios, informações estas que serviam para explicar o porque de se preservar áreas alagadas, sendo que o principal objetivo seria para manter a biodiversidade em questão e dar continuidade ao ecossistema.
CONCLUSÃO: Este trabalho de pesquisa ainda encontra-se em processo, já que o objetivo é formar o parque dos senécios, mas para isto é necessário um pouco de tempo para observação da área enquanto for período de seca ou quando está mais alagado. Essas relações são facilmente registradas ou inferidas com base em observações um pouco atentas no ambiente de brejo amostrado. Nesse sentido, considerando ainda que o brejo está ao lado da sede do PNMMA, com um centro de visitações, seria altamente recomendado proteger legalmente a área. Com pouco investimento, por exemplo, equipando-a com passarelas para que os visitantes pudessem acessar suas partes mais interiores, bem como instalando placas com fotos, nomes populares e científicos dos organismos que ocorrem ali, bem como informações básicas de ecologia dos organismos e dinâmica do ecossistema de brejo, haveria um ganho expressivo em termos educação ambiental e sensibilização da população sobre a importância da proteção dos brejos e banhados. No entorno do brejo onde há uma área seca já foram plantadas mudas de árvores nativas, onde os alunos da escola Vila Gropp, fizeram-se participantes. Não é normal termos essa planta na nossa região. Essa planta se adapta somente em lugares molhados, alagados. A importância ter essa planta em nosso município.
Grúpula: a riqueza do vinho
EMEB Seomar Mainardi - Sobradinho/RS
Pesquisadoras: Júlia de Mélo Drescher e Mariana Dassi Heimerdinger
Professora orientadora: Mariléia Ferraz Ceretta
A grúpula é o nome popular dado aos cristais que, por vezes, aparecem no fundo da garrafa de vinho ou no copo. Estes cristais são, na verdade, bitartarato de potássio, uma substância natural presente na uva. Na verdade, a grúpula indica um vinho pouco processado, que mantem as suas características naturais (vinho puro).A grúpula forma-se durante o processo de fermentação e envelhecimento, especialmente em vinhos que não passam por estabilização a frio, esse bitartarato pode cristalizar-se. Embora pareçam pedrinhas de açúcar ou vidro, são totalmente inofensivos e não indicam qualquer defeito no vinho – pelo contrário, podem até ser sinal de um vinho mais natural ou pouco filtrado. Normalmente, os cristais de bitartarato de potássio estão dissolvidos no vinho e os apreciadores nem percebem a sua presença. Mas, quando a temperatura a qual estão submetidos diminui, ocorre uma precipitação, formando os aglomerados de cristais. Esses, ao se solidificarem, decantam e vão para o fundo da garrafa, da taça ou até mesmo se aglomeram na rolha, formando uma película de pequenas pedrinhas. Quando o vinho está engarrafado, a quantidade é pequena. Mas, em grandes “pipas”, onde o vinho está armazenado, a quantidade de cristais é relativamente grande e fica incrustada nas paredes internas desse recipiente e precisa ser removido manualmente. Por vezes, esses cristais são transparentes. Mas, em contato com o vinho, assumem as cores do meio em que se encontram. Assim, o vinho branco produzirá uma grúpula de tom palha ou amarelada, o vinho tinto formará cristais lilás ou violeta e o vinho tintório (vermelho, sendo que a tonalidade pode variar entre púrpura e granada com diferentes intensidades) tornará os cristais violeta escuro ou até pretos. A maior parte dos cristais retirados das pipas de vinho, nas vinícolas, é descartado, sendo considerado sem utilidade. Uma pequena porção é comercializada para uso em cosméticos ou em medicamentos, após a purificação. Hoje, sabe-se que esses cristais podem ser reaproveitados para produção de enojóias (joias do vinho). Neste sentido objetivou-se apresentar a GRÚPULA a todos que não a conhecem, buscando destinar um caminho sustentável para os cristais de vinho que são descartados na natureza, mostrando que esse cristal pode se tornar uma alternativa de renda para os vitivinicultores, além do próprio vinho que comercializam. A contextualização do projeto teve início durante as aulas sobre reações químicas com o nono ano e de uma conversa sobre temas diferentes a serem desenvolvidos em pesquisas científicas pelo Grupo Ambiental da escola, GASEMA. A professora explicou os conceitos e exemplos de reações químicas e citou que, em
sua família de vitivinicultores havia uma substância, produzida a partir desse fenômeno, que era retirada das pipas de vinho e jogada fora, ficando exposta no meio ambiente, sem utilidade nenhuma e que talvez seria interessante conhecê-la melhor. A professora citou o nome e os alunos tanto da turma como do grupo foram pesquisar do que se tratava. Houve, então, um encantamento de todos pelo assunto e o desenvolvimento do projeto. A partir da pesquisa realizada, os educandos desenvolveram uma expedição investigativa na propriedade da família da professora, onde estavam as grúpulas, para observação e coleta de material. Após a visitação “in loco”, estudou-se a possibilidade de como criar peças artesanais com o material coletado. Chegou-se, então, a possibilidade de conservar o material em resina epoxi. Após, iniciou-se a produção das enojoias, como colares e chaveiros, para posterior comercialização pelo Grupo Ambiental, gerando uma fonte de renda aos mesmos e uma oportunidade de empreendedorismo para os vitivinicultores. A partir da descoberta e utilização da grúpula pode-se constatar que sua utilização é possível, contribuindo para um aproveitamento sustentável desse material pelos vitivinicultores na produção artesanal, gerando uma possibilidade de renda extra, empreendedorismo e sustentabilidade ambiental. Este projeto de pesquisa contribuiu com o conhecimento dos alunos a respeito de substâncias curiosas, mas presentes no nosso cotidiano e que podem, ajudar para a sustentabilidade social e ambiental. A exploração dos cristais do vinho como matéria-prima no artesanato revela uma surpreendente união entre a enologia e a arte. Esses cristais, considerados subprodutos da vinificação, tem um enorme potencial criativo quando integrados em processos artesanais. O estudo da grúpula permitiu identificar as propriedades físicas, químicas e estéticas desse cristal, que pela sua textura, brilho e tonalidade natural, conferem originalidade e autenticidade às peças produzidas. A sua aplicação como enojoias e como outras peças, reforça o princípio da sustentabilidade, pois transforma resíduos em recursos com valor artístico e comercial. Além do aspecto técnico, este trabalho se destacou pela importância e inovação, pois promoveu uma nova consciência educativa, ecológica e cultural. O uso desses cristais reforçou a união entre aprendizagens, natureza, cultura, criatividade, arte, empreendedorismo e sustentabilidade. Conclui-se, assim, que os cristais do vinho representam uma oportunidade singular para o artesanato, abrindo caminhos para novas práticas sustentáveis e para o fortalecimento da identidade cultural através da arte manual.


Economia sustentável: uma análise da integração de aspectos
ambientais, sociais e econômicos
EMEB Adolpho Sebastiany - Sobradinho/RS
Pesquisador: Henzo Gabriel Valin Veiga
Professora orientadora: Anilda Dorneles
Os recursos naturais são elementos imprescindíveis para a manutenção da vida na terra, conciliar a preservação dos mesmos com o seu uso não é tarefa fácil, pois nos dias de hoje a praticidade e a comodidade fazem com que a sociedade em geral use-os indiscriminadamente ao invés de valorizar sua reutilização. Diante da necessidade de conciliar o aumento da renda familiar com a preservação destes recursos, buscou-se meios alternativos, sustentáveis e ecologicamente corretos de reutilizá-los evitando assim o seu descarte incorreto além da redução dos custos de produção. Sendo assim torna-se necessário conciliar a geração de renda com a adoção de práticas sustentáveis. como forma de adotar práticas sustentáveis confeccionamos enfeites decorativos com cds, vidros, papelão, rolinhos de papel e embalagens de batatas (pingles) a fim de conseguir uma renda que auxilie nossa família nas despesas mensais e reaproveitar materiais que
seriam descartados em lixeiras comuns. A partir da realização desta pesquisa pude perceber que com um pouco de criatividade e vontade podemos fazer coisas incríveis e além de ganhar dinheiro fazendo aquilo que gostamos, estaremos contribuindo com a manutenção do meio - ambiente, através da redução de lixo depositado em locais que poderá gerar impactos ao Meio ambiente como poluição do ar, solo e lençóis freáticos, cornando assim um local mais limpo e acolhedor. A consciência ambiental deveria ser algo que todos deveriam ter, uma vez que dependemos unicamente dos recursos naturais para sobreviver, é possível conciliar preservação com geração de renda, neste intuito, obter renda a partir de materiais recicláveis nos traz grande satisfação, pois ao mesmo tempo em que preservamos a natureza estamos gerando uma renda, o que nos auxilia no pagamento das despesas familiares.
Sustentabilidade e saúde: a importância de espaços ao ar livre na manutenção da vitamina D em adolescentes
EMEF Balduino Thomaz Brixner - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadoras: Amanda da Silva e Giseli Caroline Timm
Professora orientadora: Eveline da Silveira Moura Calheiro
A pesquisa iniciada em 2023 na EMEF Balduíno Thomaz
Brixner de Linha Ocidental, Arroio do Tigre, Rio Grande do Sul investiga a relação entre os níveis de vitamina D e a exposição ao sol em diferentes faixas etárias com foco especial na adolescência. Observou-se que a preferência por ambientes internos, especialmente no verão contribui para a deficiência de vitamina D e interfere na saúde física e mental da população, principalmente de adolescentes. Foram realizadas revitalizações no espaço externo da escola e implantada uma sala de aula ao ar livre, promovendo maior contato dos alunos com a luz solar. Também foram analisadas amostras laboratoriais de 569 indivíduos de diferentes idades. Os resultados mostraram que crianças possuem maior índice adequado de vitamina D (80,2%), enquanto adolescentes e adultos apresentaram níveis deficientes (52,4% e 98,6%, respectivamente). Idosos tiveram melhor desempenho, com 55,1% nos níveis ideais. Foram utilizados questionários e entrevistas com alunos, professores e servidores para avaliar o conhecimento sobre vitamina D, seus benefícios e os riscos da deficiência.
A maioria desconhecia tais informações. Como parte do projeto, também foi desenvolvido um pós-sol em gel, natural, testado sensorialmente por voluntários que o avaliaram positivamente quanto ao efeito calmante e relaxante na pele. Conclui-se que adolescentes e adultos, apesar de viverem em regiões com abundância de radiação solar, apresentam baixa exposição ao Sol e desconhecem a real importância da
vitamina D para a saúde em todos os aspectos. A pesquisa reforça a necessidade de promover atividades ao ar livre, especialmente nas escolas, como estratégia de saúde preventiva e melhoria do bem-estar emocional. O projeto continuará analisando os efeitos da alimentação e da exposição solar no fim do inverno, além de desenvolver e testar novos produtos com ingredientes naturais de ação pós-sol.
Mapeamento das fontes drenadas de Lagoa Bonita do Sul/RS
EMEB Rainha dos Apóstolos - Lagoa Bonita do Sul/RS
Pesquisadoras: Pâmela Pribe e Vitória Henckes
Professora orientadora: Iune Cauana Machado
O trabalho “Mapeamento das Fontes Drenadas de Lagoa Bonita do Sul/RS”, elaborado por Pâmela Pribe, Vitória Henckes e Emanuéli Rossman, estudantes da EMEB Rainha dos Apóstolos, investigou o fornecimento de água no município, identificando fontes e poços de abastecimento, além de propor estratégias de mapeamento, preservação e conscientização sobre o uso responsável da água. A justificativa baseia-se na escassez desse recurso: 97% da água do planeta é salgada, 2% é doce congelada e apenas 1% é acessível para consumo. Mesmo assim, há uso irresponsável, agravado pelas mudanças climáticas que causam estiagens e enchentes. O trabalho cita a emergência hídrica de 37 municípios do RS em janeiro de 2025 e as enchentes de maio de 2024, que deixaram 854 mil pessoas sem água. O projeto também se alinha ao ODS 6 da ONU. Uma fonte drenada é uma nascente cuja água é conduzida por drenos, protegendo o solo e a vegetação e favorecendo a biodiversidade. Em Lagoa Bonita do Sul, a administração municipal investe há anos na preservação das fontes naturais e na perfuração de poços artesianos. Com apoio de Izidoro Possebon, funcionário responsável pela manutenção, o grupo levantou as seguintes informações: a construção das fontes drenadas iniciou entre 2002/2003; todas são protegidas com mata
nativa; nenhuma foi afetada pelas enchentes recentes; o tratamento da água ocorre com cloro a cada 15 dias; cinco grandes fontes têm análises mensais enviadas para Cachoeira do Sul; existem entre 40 e 50 fontes em funcionamento; nenhuma secou, já que foram implantadas em locais de vertente forte; o município possui cerca de 100 a 110 km de encanamento; a água abastece consumo humano, animal, lazer e agricultura. As fontes teriam capacidade de suprir a população em desastres ambientais e podem funcionar manualmente em caso de falta de energia. O caso de Almeri Pribe, de Linha Alta Fundos, comprovou isso: durante as enchentes, sua fonte drenada garantiu todo o abastecimento. Segundo o Secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Paulo Cerentini, a prefeitura constrói de 8 a 10 fontes por ano com recursos próprios, custando entre R$ 800 e R$ 3.000, sem cobrança ao proprietário. Embora a manutenção seja de responsabilidade do dono, a prefeitura auxilia quando necessário. Estão previstas mais 20 fontes, ampliando o acesso à água encanada, que já alcança 95% da população. As próximas etapas do projeto incluem estudar e visitar o maior número possível de fontes drenadas, listando e mapeando todas as existentes, atualizando periodicamente e identificando quantas famílias são beneficiadas por cada uma.
A preservação das nascentes como alternativa para suprir a escassez de água, bem como a sustentabilidade da vida
EMEF Ervino Alberto Guilherme Konrad - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadoras: Emanuela Raminelli e Priscila Marcela Veiga
Professora orientadora: Fabiana Schneider Wagner


A região de atuação da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ervino Alberto Guilherme Konrad que abrange as localidades de Linha São Roque, Linha Lambedor e Linha Taquaral, no município de Arroio do Tigre, RS, a maioria das propriedades são abastecidas por água potável da Corsan. Muitos poços artesianos já foram testados e a região não possui vazão de água suficiente para atender a comunidade, portanto, preservar os cursos de água superficiais, como nascentes, é imprescindível para o desenvolvimento destas regiões, a manutenção de água local e o abastecimento das propriedades, principalmente em épocas de seca ou falta de água. As fontes drenadas e nascentes desempenham um papel essencial para a manutenção da vida e do equilíbrio ambiental. Com a pesquisa objetivou-se promover atitudes de preservação e recuperação das nascentes de Arroio do Tigre, RS e sua comunidade, além de buscar conhecimento sobre o que são nascentes, identificar através de questionário as nascentes e fontes drenadas da região, identificar técnicas para produção de fontes drenadas para abastecimento das propriedade, perceber a importância da recuperação e preservação das nascentes na subsistência da água no planeta; conscientizar a população das atitudes que causam destruição das nascentes e de outros recursos naturais; sensibilizar sobre a importância da manutenção da mata ciliar. Este trabalho foi realizado por meio de pesquisas bibliográficas para entendermos o assunto, sua
importância e relação com a prática, pesquisa através de formulário online sobre as nascentes e fontes drenadas da região, se há nas propriedades, da onde provém a água para o abastecimento da mesma e sua utilização. Realizamos a entrevista com o engenheiro agrônomo da EMATER, Ismael Begrow e com o engenheiro agrícola Ismael Wagner sobre as nascentes que recuperou, diálogos imprescindíveis para melhor compreensão na prática, assim, através das expedições investigativas para observar como é uma nascente e uma fonte drenada, sua utilização, a importância da mata ciliar no entorno das mesmas e realização de registros fotográficos junto às nascentes e cursos de água das localidades. A maioria das famílias possui nascente na propriedade e estas são imprescindíveis para o abastecimento de água na propriedade, servem como bebedouro de animais e utilidades de limpeza na casa. Também nas entrevistas pode-se notar que o modelo de fonte drenada com solo cimento é de fácil aquisição e baixo custo, além da colocação da tubulação para proteção de fontes mais profundas. Percebemos que um trabalho de conscientização sobre a mata ciliar precisa ser realizado. Nosso intuito foi atingido ao promover a conscientização das pessoas a respeito das nascentes, sua importância e assim ampliar e disseminar nossos estudos para outras localidades do município, e por que não, para toda a região, pois são conceitos importantes e de extrema necessidade, pois impactam diretamente na disponibilidade da água.

Insecta: um repelente caseiro criado na escola
EMEF Euclydes Kliemann - Salto do Jacuí/RS
Pesquisadores: Guilherme Augusto Hermes e Kaiane de Matos Bugs
Professora orientadora: Verônica Ananda Hartmann
Nos últimos anos aumentaram os focos de mosquito da dengue no município e no estado, segundo dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS). Além dos cuidados já conhecidos a população está reforçando o uso de repelentes. Entretanto, para comunidades do interior é difícil ter acesso a repelentes industrializados. Esse é o caso da comunidade da Tabajara, interior de Salto do Jacuí, RS. Diante deste cenário os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Euclydes Kliemann, do distrito de Tabajara, decidiram reformular um repelente caseiro antigo, usado na instituição, tornando-o mais eficaz para poder vender e compartilhar a receita com sua comunidade. Para isso, basearam-se em pesquisas de receitas de universidades de todo Brasil. Chegaram à fórmula composta de: álcool 70%, Cravo-da-índia (Syzygium aromaticum), Citronela (Cymbopogon nardus), Hortelã-pimenta (Mentha x piperita L) e óleo de amêndoas. Da horta da escola utilizaram a
Enraizador natural
EMEF Jacob Dickel - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadora: Adriane da Rosa
Professora orientadora: Vera Regina Hubner Schneider
Citronela e a Hortelã-pimenta. Após ajustarem as proporções dos ingredientes, enfrascaram, criaram um logo, uma etiqueta e deram o nome de "Insecta". Para testar entregaram trinta amostras grátis com questionários para pessoas da comunidade avaliarem o produto. A partir dos dados da avaliação foi possível verificar que o repelente é eficiente e não causou nenhum tipo de reação alérgica, mesmo para pessoas com pele mais sensível. Atualmente a receita está sendo compartilhada e frascos do repelente já estão sendo comercializados. Devido ao sucesso e aceitação do repelente, os alunos realizaram algumas melhorias, trocando os tipos de frascos, criando um QR code para avaliação e desenvolveram mais duas versões do repelente original: Óleo de Rosa-mosqueta (Rosa rubiginosa) e Lavanda (Lavandula dentata). Assim, os alunos da escola conseguiram desenvolver um repelente natural, eficiente e barato, ajudando a sua comunidade no combate à dengue.


O trabalho sobre o enraizador natural é fundamental tanto para o ambiente quanto para a economia, ele vai facilitar a vida da comunidade fazendo com que as pessoas não poluem o meio ambiente com enraizadores que contém elementos químicos, e é algo que fazemos com produtos que temos em casa.
JUSTIFICATIVA AMBIENTAL: O uso de enraizadores naturais reduz a dependência de produtos químicos, diminuindo o risco de contaminação do solo e da água. Ao estimular o desenvolvimento de forma natural, contribui para plantas mais resistentes e com melhor absorção de nutrientes, reduzindo a necessidade de fertilizantes.
JUSTIFICATIVA SOCIAL: A adoção de técnicas de enraizamento natural valoriza conhecimentos tradicionais e populares, fortalecendo a agricultura familiar e comunitária. Além disso, por ser de baixo custo, torna-se acessível para pequenos produtores e comunidades rurais.
JUSTIFICATIVA ECONÔMICA: O enraizador natural apresenta baixo custo de produção, utilizando insumos simples e facilmente encontrados, o que gera economia para agricultores. Ao promover um enraizamento mais rápido e saudável, aumenta a taxa de sobrevivência das mudas e a produtividade, gerando melhor retorno financeiro.
OBJETIVO GERAL: Desenvolver e avaliar uma fórmula natural de enraizador que promove o crescimento saudável das raízes e o fortalecimento das mudas, utilizando ingredientes orgânicos e sustentáveis.
OBJETIVO ESPECÍFICO: Verificar se o uso do enraizador natural reduz a incidência de fungos nas raízes das plantas durante o período de crescimento. Comparar o crescimento das raízes das plantas tratadas com o enraizador natural com as plantas que não receberam o tratamento. Avaliar a capacidade do enraizador natural preparado com água, babosa, melado, alho e esterco curtido. Analisar o efeito do alho na prevenção de fungos e no crescimento das raízes.
DESENVOLVIMENTO: Eu decidi fazer esse trabalho com a finalidade de facilitar a vida da comunidade e preservar o meio ambiente. O enraizador natural, é um produto feito com itens naturais sem aditivos químicos, que ajuda no crescimento das raízes e das plantas, além disso ele ajuda a deixar a terra mais produtiva.
METODOLOGIA: Esse trabalho foi desenvolvido através da curiosidade de procurar um método natural, menos agressivo, eficaz e mais rápido para o crescimento das raízes das plantas. Dessa forma, a utilização de enraizadores naturais representa não apenas uma solução técnica eficaz, mas também uma estratégia alinhada às demandas atuais por práticas agrícolas mais responsáveis e ambientalmente seguras.
CONCLUSÃO: O trabalho realizado sobre enraizador natural permitiu compreender a importância de métodos naturais no desenvolvimento e propagação de plantas, destacando alternativas sustentáveis aos produtos químicos.
Projeto Viveiro Florestal 2025
EMEF João Gonçalves Vieira - Salto do Jacuí/RS
Pesquisadora: Ana Julia Polita Bittencourt
Professor orientador: Cristiano Biscubi da Silva
No ano 2025, na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Gonçalves Vieira, intensificaram-se os trabalhos do Projeto Viveiro Florestal, iniciados em 2024, cuja atividade principal consiste na produção de mudas de árvores nativas a partir de parte das sementes coletadas para o Programa Bolsa de Sementes. Percebe-se, a cada ano, a diminuição drástica das áreas florestais do município em virtude da expansão agrícola, inclusive em áreas adjacentes à escola. Neste ano, foram selecionados alunos do sexto e sétimo anos para auxiliarem nas tarefas, os quais participaram de uma pequena oficina sobre a preparação do solo, germinação de sementes e cuidados iniciais com os espécimes vegetais. As mudas produzidas foram acondicionadas em materiais recicláveis, por exemplo, caixas de leite tetra pak e garrafas PET, sendo ao longo do ano comercializadas por preços módicos na comunidade, cuja divulgação principal foi realizada pelos
alunos. Uma parte das mudas restantes foi plantada no terreno da escola e também na zona urbana. O trabalho desenvolvido pelo presente projeto foi prestigiado pela comunidade, e a escola recebeu convite para participar de uma feira na cidade de Espumoso, pelo terceiro ano seguido, para que os alunos apresentassem sua pesquisa e pudessem comercializar suas mudas produzidas. Neste sentido, verifica-se que o Projeto Viveiro Florestal agregou diversos conhecimentos, pois além de os alunos aprenderem a reconhecer diversas espécies e compreenderem a importância da flora nativa, contribuíram indiretamente para a recomposição de algumas áreas degradadas do nosso município, bem como para a sustentabilidade florestal do mesmo. Que este projeto possa permanecer em nossa escola e se tornar sua marca registrada, produzindo e plantando mais árvores, para cumprir a função social do nosso educandário.
Transformando óleo em espuma: o sabão sustentável
EMEF Jacob Rech Segundo - Arroio do Tigre/RS
Pesquisadoras: Dafinyn Eduarda da Silva e Júlia Eduarda Bulsing
Professora orientadora: Aline Raquel Speth Rothmund


O descarte incorreto de óleo de cozinha prejudica o meio ambiente, pois contamina a água e o solo. Na água, o óleo forma uma película na superfície, impedindo a luz solar de chegar aos organismos aquáticos e prejudicando a vida aquática. No solo, ele afeta a qualidade do terreno, prejudicando a agricultura. Além de entupir esgotos e sistemas de tratamento, solidificando nas tubulações, causando obstruções e entupimentos que dificultam o tratamento do esgoto e aumentam os custos para as empresas de saneamento. Um litro de óleo pode poluir milhares de litros de água e, quando jogado no lixo, pode vazar e chegar aos rios. A forma adequada de descartar é armazenar o óleo usado em garrafas PET e levá-lo a pontos de coleta ou locais de reciclagem, onde ele pode ser transformado em sabão, velas, ração animal, tintas e outros produtos. Nossa escola EMEF Jacob Rech Segundo, em Arroio do Tigre, é um ponto de coleta que desenvolve o recolhimento do óleo saturado e encaminha para uma empresa que produz biodiesel com óleo saturado. De acordo com a Lei nº 9.605/1998,também conhecida como Lei de Crimes Ambientais, considera–se crime ambiental o descarte irregular de óleo e outros resíduos no meio ambiente, prevendo penalidades de reclusão, detenção e/ou multa para quem causar poluição que resulte em danos à saúde humana, mortandade de animais ou destruição da flora, conforme o seu Artigo 54. Óleo de cozinha usado pode servir como matéria-prima na fabricação de diversos produtos, tais como biodiesel, tintas, óleos para engrenagens, sabão, detergentes, entre outros. A reutilização do óleo saturado pode evitar o descarte irregular no meio ambiente e danos socioeconômicos. Por meio desta pesquisa, se fez uma análise com familiares
(avós) que produziam um sabão caseiro, reaproveitando materiais, economizando dinheiro e garantindo a limpeza do lar, demonstrando a sabedoria e a criatividade das gerações passadas. O sabão sustentável pode ser fabricado em casa, com certos cuidados, a partir de uma reação de saponificação. Utiliza-se a soda cáustica para reagir aos triglicerídeos que são os óleos, como produtos obtêm-se o glicerol (glicerina) e sais de ácidos graxos (sabão) que são as moléculas responsáveis pela limpeza. Nesse sentido, o trabalho teve como objetivo desenvolver uma metodologia simples para a produção de um sabão ecológico, que seja eficiente para a remoção de sujeira. A receita de sabão testada leva os seguintes ingredientes: 500 ml de Óleo; 100 ml de Sebo ou Banha de Porco; 80g de Soda Escama 99%; 200 ml de Água; 250 ml de Álcool 92; 200g de Açúcar; 200 ml de Água; 1 Colher de Óleo de Coco; 2 Colheres de Lauril ou Shampoo; 50ml de glicerina; 1 Colher de Bicarbonato de Sódio (Opcional); 2 Tampinhas de Essência(opcional). O sabão foi deixado em repouso por dois dias para secagem. O sabão produzido apresenta consistência adequada, odor suave, semelhante aos produtos comerciais, sendo utilizado na lavagem de louças na escola, como teste de limpeza e eficácia. Produz bastante espuma e limpa gorduras de pratos, talheres e panelas com facilidade, foi utilizado também para lavar panos de prato, sendo aprovado pela equipe de limpeza da escola. Com este estudo, conclui-se que é possível produzir sabão realizando o reaproveitamento do óleo saturado, fazendo com que ajude a reduzir o impacto ambiental e é uma alternativa para diminuir os gastos com produtos de limpeza, gerando sustentabilidade, podendo se tornar uma fonte de renda familiar

Escalda-pés: uma alternativa natural para
EMEF Jovino Ferreira Fiuza - Arroio do Tigre/RS
auxiliar na hipertensão
Pesquisadores: Alex Vendrusculo Savedra e Érika Valentina Alt
Professora orientadora: Patrícia Aparecida de Campos Machado
O projeto “Escalda-pés: uma alternativa natural para auxiliar na hipertensão” nasceu da constatação de que grande parte dos atendimentos no Posto de Saúde da comunidade estava relacionada à hipertensão arterial. A partir dessa realidade, foram realizadas pesquisas na internet, conversas com familiares ligados à enfermagem e com pessoas mais velhas da comunidade, buscando alternativas naturais de apoio ao tratamento. Entre os recursos estudados, destacaram-se os chás e seus efeitos sobre a pressão arterial. Dentre as formas de uso das plantas medicinais, o escalda-pés mostrou-se a prática mais viável.
A preparação consistiu em água quente, sal de cozinha e ervas como camomila, alecrim, lavanda e marcela, escolhidas por suas propriedades relaxantes e calmantes, capazes de favorecer o bem-estar e auxiliar na redução da pressão. Com apoio da enfermeira da Unidade, foi realizado um experimento com pessoas que já faziam uso de medicamentos, convidadas a relatar suas percepções. Agentes de saúde mobilizaram a comunidade, distribuindo convites para a demonstração no salão comunitário. Em um experimento inicial, com dois participantes, foram aferidas medidas da pressão arterial antes, durante e após o uso do escalda-pés, evidenciando variações nos resultados. O projeto integrou conhecimentos científicos, profissionais e culturais, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas hipertensas. Ressalta-se, contudo, que a prática não substitui o tratamento médico, sendo fundamental a continuidade do uso dos medicamentos prescritos.
Preservação ambiental
EEEM Guilherme Fischer. Vale do Sol/RS
Pesquisadores: Andriéli Luíza Bauer e Guilherme Schlittler Bicca
Professor Orientador: Juliano Jaco Lange
O trabalho da Escola Estadual de Ensino Médio Guilherme Fischer tem como temática a preservação ambiental no contexto escolar e na sociedade pois apresenta benefícios significativos para o desenvolvimento integral dos estudantes. Ao abordar questões ambientais, a escola estimula a formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com a sustentabilidade, fortalecendo competências socioemocionais, cognitivas e éticas. Uma das principais vantagens é o desenvolvimento da sustentabilidade em áreas rurais, visto que a maioria dos nossos estudantes são pertencentes a esse núcleo de moradia e faz uso da plantação de tabaco para o sustento de suas famílias, assim permitindo que os estudantes compreendam a relação entre suas ações cotidianas e os impactos no meio ambiente. Essa percepção amplia a
responsabilidade individual e coletiva, favorecendo mudanças de comportamento que se refletem na economia de recursos, no respeito à natureza e na valorização da biodiversidade. Nesse contexto a escola utiliza a coleta de materiais recicláveis para demonstração de preservação ambiental e uma forma de fortalece a participação social. Projetos, campanhas e ações práticas, como coleta seletiva, hortas escolares ou revitalização de espaços, promovem o senso de pertencimento e colaboração entre os estudantes, tornando-os agentes transformadores dentro e fora da escola. Além disso, o tema favorece a interdisciplinaridade, permitindo integrar conteúdos de Ciências, Geografia, Língua Portuguesa, Matemática e outras áreas. Essa abordagem amplia a aprendizagem e possibilita a compreensão da complexidade dos fenômenos ambientais.
O cultivo do amendoim
EMEF Emanuel - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadores: Rozelane Rathke e Otávio Augusto Konzen
Professora orientadora: Phamela Muller
Este projeto tem como objetivo investigar a cultura do amendoim, focando nos aspectos econômicos, sociais e ambientais. A pesquisa examina as práticas agrícolas envolvidas no cultivo, os principais produtos derivados do amendoim e o impacto que essa cultura tem nas comunidades rurais. Através de uma abordagem que inclui pesquisa bibliográfica, entrevistas com agricultores e análise de dados, busca-se entender como o amendoim pode promover o desenvolvimento sustentável e preservar tradições rurais. O estudo também destaca a relevância econômica dessa cultura e seus potenciais benefícios para a sociedade e o meio ambiente. Os amendoins são ricos em nutrientes, fornecendo uma excelente fonte de proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais, contribuindo para uma dieta equilibrada e saudável. Além de ser consumido como alimento in natura, o amendoim é amplamente utilizado na produção de óleo, pasta de amendoim, doces e snacks, tornando-o um produto versátil na indústria alimentícia. E por ser versátil na fabricação de doces e salgados, os alunos da turma do nono ano fizeram inúmeras receitas como: paçoquinha de amendoim, rapadura, pé de
moleque, docinho de amendoim, pasta de amendoim, pasta de amendoim com cacau, cri-cri, amendoim salgado, bolacha macrona. Sua casca e resíduos também são utilizados na alimentação animal e na fabricação de compostos orgânicos, destacando sua utilidade integral. A importância do amendoim vai além de seu valor nutricional. Ele tem um papel significativo na economia agrícola, sendo cultivado em diversas regiões do mundo, especialmente na África, Ásia e Américas. O cultivo do amendoim é vantajoso para os agricultores, pois a planta melhora a fertilidade do solo através da fixação de nitrogênio, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e sendo uma excelente opção para rotação de culturas e uma excelente opção para produtores que buscam diversificar suas propriedades. Além de ser um alimento rico em nutrientes e versátil, o amendoim é uma cultura de baixa manutenção e custo reduzido, oferecendo a possibilidade de gerar uma fonte adicional de renda, seja pela venda do produto in natura ou processado. Além disso, o amendoim beneficia o solo, pois ajuda na sua proteção e na fixação de nitrogênio, melhorando a qualidade do terreno para outras culturas.
Potencial da laranja: inovação e valor no agronegócio
EMEF Felipe Becker - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadoras: Isabelly da Gama Lopes e Yasmin Maffei Grasel
Professor orientador: Daniel Henrique Mello
Este projeto teve como objetivo principal criai uma oportunidade educativa que permite trabalhar sustentabilidade, saúde, ciência e criatividade de forma integrada para reaproveitar a casca da laranja, que geralmente é descartada, para a criação de produtos com valor nutricional e potencial econômico, especialmente voltados às famílias do meio agrícola. A casca de laranja é rica em fibras, flavonoides e antioxidantes, com benefícios comprovados à saúde, como melhora na digestão, combate ao estresse oxidativo e auxílio na saúde cardiovascular. A casca de laranja é rica em nutrientes e compostos bioativos que trazem diversos benefícios ao ser humano. Embora seja pouco consumida, ela possui concentração maior de vitaminas e fibras do que a própria polpa da fruta. Foram desenvolvidos três produtos principais a partir da casca: Casca cristalizada, usada como doce e lanche; Farinha de casca de laranja, utilizada em receitas diversas; Fermento natural, empregado em bolos e massas ,realizado pelas alunas, as quais fizeram várias demonstrações de seu trabalho. O processo envolveu técnicas simples como deixar a casca de molho, secagem no forno, trituração e fermentação natural. Os produtos foram testados e aprovados por pessoas que experimentaram, destacando o sabor e os benefícios dos


itens produzidos. O projeto também demonstrou viabilidade econômica, com baixo custo inicial, e promoveu consciência sobre o reaproveitamento de resíduos alimentares, além de abrir portas para pequenos empreendimentos rurais.Acreditamos muito nestes projetos que viabilizam aos moradores do interior diversificar suas atividades econômicas.
Águas que sustentam: conservando e preservando as nascentes para o futuro
EMEF Felipe dos Santos - Vale do Sol/RS
Pesquisadoras: Milena Rutsatz e Manuela Bittencourt
Professor orientador: Sandro Roque Avrella Spanevello
A horta é um excelente meio para potencializar o aprendizado do aluno despertar seu interesse para a alimentação saudável.O contato com a natureza é uma experiência muito válida para crianças e adolescentes. Ao montar uma horta na escola, professores de todas as áreas terão um laboratório vivo, podendo trabalhar os mais variados temas.Os professores podem usar a interdisciplinaridade e desenvolver um projeto sobre alimentação saudável com os alunos, que terão a oportunidade de conhecer melhor os alimentos e experimentá-los na cozinha ou na merenda escolar, o que os auxiliará na promoção da saúde.O professor de matemática poderá trabalhar as formas dos alimentos cultivados, poderá associar o tempo de cultivo, floração e frutificação com o desenvolvimento dos alunos. Na área de português, os professores podem sugerir temas de redações ligados ao consumo de frutas e verduras. Professores da área de história podem trabalhar as origens dos nomes de frutas e verduras, como são consumidas e se são empregadas na medicina popular. O professor de geografia pode trabalhar as frutas e verduras típicas de cada região do país, resgatando, assim, a cultura culinária de cada região. Enfim, todas as áreas do conhecimento podem se beneficiar de alguma forma de uma horta ou mini-horta na escola.Em escolas que não possuem espaço disponível para montar uma horta, há a possibilidade de construí-la com garrafas pet. Sendo assim, o professor pode trabalhar o conceito de sustentabilidade e colocar o tema para discussão entre os alunos.Para a construção da horta, o professor deve ter a participação de todos os alunos. Pode-se dividir a responsabilidade por cada
Mãos à horta: plantio do amendoim
EMEF Guilherme Simonis - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadoras: Lucas Wemuth e Amanda Hilbig
Professora orientadora: Izabel Ugoski Holz
espécie plantada por turma. Ficam a critério do professor os meios de aquisição das mudas ou sementes.Em primeiro lugar, deve-se escolher um local apropriado. O local escolhido deve receber a luz do sol direta na maior parte do dia, mas principalmente na parte da manhã. Observe se no local escolhido há trânsito de animais ou pessoas; se sim, escolha outro local. No local escolhido deve haver água disponível para irrigar os vegetais.Depois de escolhido o local é hora de preparar a terra para o plantio. Retire ervas daninhas, revire a terra a uns 15 cm de profundidade para que ela fique fofa e, se necessário, corrija o solo com cal hidratada ou serragem. Nesse caso, é necessária a ajuda de um agrônomo ou jardineiro.Para a adubação dos canteiros, pode-se utilizar o adubo natural, como pó de café usado, cascas e polpas de frutas, esterco, palhas e galhos, que, ao apodrecerem, formarão o adubo orgânico. É importante frisar com os alunos que alimentos processados industrialmente não podem virar adubo vegetal, por alterarem o pH do solo.As covas para o plantio das hortaliças devem ser espaçadas e medir 20x20cm ou 30x30cm com 20cm ou 30cm de profundidade. Para melhor aproveitamento das culturas é importante saber a melhor época do ano para seu plantio. Abaixo, segue uma tabela com algumas informações.A irrigação da horta difere quanto à região do país e à estação do ano, mas o recomendado é irrigar diariamente, duas vezes ao dia. Cuidado para que o solo não fique encharcado, pois isso propicia o aparecimento de fungos. Ao irrigar, observe se há ervas daninhas nascendo; se houver, retire-as e, a cada colheita, reponha o adubo. Isso garantirá o sucesso das colheitas seguintes.Implantação da Estufa.


Este trabalho teve como objetivo acompanhar o cultivo do amendoim em diferentes ambientes da escola, promovendo a aprendizagem prática e fortalecendo a relação entre teoria e experimentação científica. O plantio foi realizado em dois vasos mantidos dentro da sala de aula e em um canteiro de 1 m x 3 m localizado no pátio da escola, permitindo a comparação entre condições distintas de luminosidade, temperatura, umidade e circulação de ar. As pesquisas foram conduzidas entre os dias 11 de julho e 03 de outubro de 2025, durante as aulas realizadas nas sextas-feiras. Ao longo desse período, os estudantes realizaram observações sistemáticas, registros fotográficos, medições do crescimento das plantas e anotações em diário de pesquisa. Essa metodologia possibilitou que os alunos analisassem variáveis ambientais, formulassem hipóteses, comparassem resultados e compreendessem de maneira concreta os conceitos
estudados em sala de aula. A investigação também favoreceu o desenvolvimento de habilidades de pesquisa científica, como organização de dados, análise crítica, levantamento de possíveis interferências no experimento e construção de conclusões fundamentadas. Além disso, ampliou a compreensão sobre a importância do cultivo de plantas tradicionais do meio rural, como o amendoim, valorizando práticas agrícolas sustentáveis e o conhecimento presente nas comunidades locais. O projeto permanece em andamento, prevendo como etapa final a colheita dos amendoins e a preparação de uma receita utilizando os frutos produzidos. Essa ação busca promover a alimentação saudável, estimular a integração entre os estudantes e reforçar a noção de ciclo produtivo — do plantio ao consumo — fortalecendo o aprendizado coletivo e o vínculo entre escola, natureza e cultura alimentar.
Bracatinga: raiz da vida, semente do futuro
EMEF João Moré - Gramado Xavier/RS
Pesquisadoras: Brenda Niedermeyer Ferreira e Bruna Luiza Vian
Professora orientadora: Cleusa Claise da Silveira Brum
O projeto “Bracatinga: Raiz da Vida, Semente do Futuro” foi desenvolvido com o objetivo de promover a educação ambiental, o resgate e a valorização das espécies nativas e o fortalecimento da consciência ecológica entre alunos, professores e comunidade escolar. A iniciativa teve como protagonista a Bracatinga, árvore símbolo de resistência e regeneração, destacando sua importância ecológica e cultural para o meio ambiente e para a vida humana. Durante a execução do projeto, os estudantes participaram de diversas atividades práticas e educativas, como pesquisas sobre espécies nativas, oficinas de plantio e produção de mudas, monitoramento do crescimento das árvores e cuidados com o solo e a irrigação. Essas ações possibilitaram a compreensão do ciclo de vida das plantas e do papel essencial que cada indivíduo desempenha na preservação da biodiversidade. O projeto também incentivou a reflexão sobre sustentabilidade, consumo consciente e impacto humano no meio ambiente, promovendo debates, palestras e atividades de sensibilização ambiental. A participação ativa dos
A dengue na comunidade de Cipriano de Oliveira, interior de Vera Cruz
EMEF José Bonifácio - Vera Cruz/RS
Pesquisadora: Pâmela Sofia Fischborn
Professora orientadora: Michele Raquel Morsch
A ideia deste projeto surgiu a partir da observação dos altos índices de casos de dengue registrados em meu bairro e em todo o município de Vera Cruz. Esses dados, apresentados em levantamentos e pesquisas recentes, despertaram minha preocupação e o desejo de entender melhor como a minha comunidade, em Cipriano de Oliveira, tem lidado com essa situação. O primeiro passo foi investigar se os moradores realmente reconhecem o problema e adotam medidas para eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti. Para isso, elaborei um questionário simples e rápido, aplicado a diferentes pessoas da comunidade por meio de um link online. As perguntas buscavam compreender o nível de conhecimento, as ações preventivas e a percepção da população sobre o avanço da doença. Os resultados mostraram que a maioria das pessoas entrevistadas está ciente do aumento dos casos de dengue e sabe identificar os principais sintomas. No entanto, muitos ainda não mantêm uma rotina constante de prevenção, como limpar recipientes que acumulam água ou verificar o quintal com frequência. Essa contradição entre saber e agir mostra a importância de intensificar campanhas educativas e mobilizar a população local. Pesquisar sobre o avanço da dengue é fundamental porque a doença continua sendo uma das maiores ameaças à saúde pública no Brasil. Entender como ela se espalha dentro da comunidade ajuda a desenvolver estratégias mais eficazes de combate e conscientização. Os grupos mais
alunos contribuiu para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como responsabilidade, trabalho em equipe, cooperação e empatia, reforçando valores fundamentais para a convivência escolar e comunitária. Além do engajamento dos estudantes, o projeto envolveu familiares, professores e membros da comunidade, fortalecendo os vínculos entre escola e sociedade e mostrando que a educação ambiental é um compromisso coletivo. As atividades práticas permitiram que todos experimentassem diretamente os benefícios do contato com a natureza, despertando orgulho, pertencimento e senso de cuidado com o futuro. Como resultados qualitativos, observou-se maior consciência ambiental, valorização das espécies nativas, interesse pela preservação da biodiversidade e fortalecimento do senso de responsabilidade individual e coletiva. O projeto reafirma que pequenas ações, como o plantio e cuidado da Bracatinga, representam sementes de mudança, garantindo um futuro mais sustentável e promovendo a educação integral dos alunos.


afetados costumam ser crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, pois esses públicos têm maior risco de complicações. Além disso, fatores como falta de saneamento, acúmulo de lixo e descuido com áreas externas favorecem a reprodução do mosquito. Com este projeto, percebi que a informação é o primeiro passo para a mudança. Saber sobre a dengue é importante mas agir é essencial. Cada morador precisa compreender que eliminar um foco é proteger a si mesmo, sua família e toda a comunidade.
Entre a rotina e o lixo: um projeto de conscientização e reflexão
EMEF Nossa Senhora da Glória - Sinimbu/RS
Pesquisadores: Henrique Gabriel Hirsch e Raquelli Albertão Zanatta
Professora orientadora: Lana Jost
Durante o ano letivo o Grupo Ambiental Defensores da Natureza da Escola Municipal de Ensino Fundamental Felipe dos Santos desenvolveu diversas atividades em prol da conscientização sobre a necessidade de ações que promovam a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. Entre as ações desenvolvidas destacamos o Recolhimento do óleo saturado em parceria com a comunidade e as empresas locais, o recolhimento de sementes de árvores nativas com mapeamento das mesmas e conscientização da preservação dessas espécies com os proprietários, plantio de árvores nativas em locais devastados pelas enchentes, recolhimento de materiais recicláveis para comercialização, embelezamento do pátio da escola com plantio de flores e folhagens, reativação da horta escolar, mostra científica escolar onde o Grupo Ambiental teve oportunidade de mostrar os trabalhos desenvolvidos, incentivando os colegas a participarem das ações que promovem a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade, saídas de campo para observarem a ação da chuva e sua consequência em áreas não preservadas. O Grupo Ambiental também observou o grande crescimento no município do uso de placas solares nas residências e pontuaram como positivo o uso da energia solar e a necessidade de se desenvolver projetos futuros de implantação dessas placas nas escolas e nas propriedades
que ainda não têm conhecimento do uso das mesmas. Pontuaram também a necessidade de conservação das nascentes, pois o município enfrenta grande falta de água potável em algumas regiões. Destacamos como positiva a ações realizadas pelo Projeto Verde é Vida e notamos mudanças de atitudes nos alunos, fortalecendo uma educação que envolve a comunidade local e a preservação do meio ambiente para as futuras gerações.
Sustentabilidade: vivenciando práticas sustentáveis na comunidade
Emef Olavo Bilac. Rio Pardo/RS
Pesquisadoras: Bibiana da Silva Silveira e Marcine Silveira da Rosa
Professora Orientadora: Sinara Peres
O projeto "Raízes que nos Conectam" tem como objetivo promover a A turma 41/2025 pesquisou ao longo desse ano sobre Sustentabilidade. A pesquisa desenvolvida por todo o grupo tem sido apresentada em diferentes oportunidades pelas alunas Bibiana e Marcine. Inicialmente buscou-se compreender o termo sustentabilidade. Sustentabilidade é saber usar de forma consciente os recursos naturais, preservando a natureza, sem causar prejuízo ao Meio Ambiente. É adotar práticas saudáveis para atender as necessidades das pessoas, pensando sempre no futuro e bem-estar das próximas gerações…
PERGUNTA GUIA: Como podemos promover o desenvolvimento sustentável em nossa comunidade? Algumas atividades realizadas: 1. Pesquisa sobre Sustentabilidade. 2. Construção de maquetes, representando a captação da Energia Solar. A energia solar é uma das fontes de energia renovável mais promissoras para o futuro sustentável. Através da captação da luz do sol por meio de painéis fotovoltaicos, podemos gerar eletricidade limpa sem emitir poluentes. Nossa turma construiu maquetes representando sistemas de captação de energia solar, aprendendo na prática como essa tecnologia pode ser implementada em residências e escolas. 3. Recolhimento de


garrafas pet e latinhas na comunidade 4. Mobilização da comunidade para coleta de óleo usado; 5. Passeio de estudos na Expoagro/Afubra para conhecer as atividades sustentáveis realizadas, aprender sobre o processo de reutilização do óleo saturado e entregar o óleo recolhido. 6. Confecção de sacolas sustentáveis utilizando camisetas usadas que serão transformadas em Sacolas Literárias para uso dos alunos da turma. 7. Mobilizações na comunidade a respeito de ações sustentáveis a serem realizadas no dia a dia, em parceria com a escola; 8. Receitas culinárias saudáveis envolvendo aproveitamento SUSTENTÁVEL de alimentos; 9. Confecção de um livro de recitas sustentáveis. 10. Atividades interdisciplinares como roda de conversa, debates, reflexões e análises dos resultados obtidos, buscando sempre a preservação do meio ambiente através de atitudes sustentáveis. 11. Plantio de árvores no pátio da escola. 12. Auxilio ao grupo ambiental para juntar tampinhas. 13. Confecção de objetos uteis para casa, aproveitando os resíduos de plástico, vidro e lata. 14. Pesquisa sobre as propriedades que utilizam as bananeiras como filtro natural para resíduos líquidos. 15. Apresentação da pesquisa no IEE Ernesto Alves e também na Feira do livro de Rio Pardo.
Reciclando saberes: lições de finanças e sustentabilidade
EMEF Rio Branco - Santa Cruz do Sul/RS
Pesquisadores: Igor Lorenzo Vogt e Thiago Pietro Behling
Professora orientadora: Márcia Denise Dias e Silva
O projeto “Reciclando Saberes: lições de finanças e sustentabilidade”, desenvolvido com alunos do 8º e 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio Branco, em Saraiva, Santa Cruz do Sul/RS, teve como objetivo integrar educação financeira e sustentabilidade por meio de metodologias ativas e atividades gamificadas. A proposta buscou estimular a aprendizagem prática de conceitos financeiros e a consciência ambiental, promovendo o planejamento, o consumo consciente e a valorização da reciclagem. O problema central investigado, foi se atividades de gamificação poderiam contribuir para ensinar crianças sobre finanças e sustentabilidade, sendo formulada a hipótese de que práticas lúdicas favorecem o engajamento dos estudantes e incentivam hábitos responsáveis. A metodologia combinou abordagem exploratória e experimental: a primeira possibilitou identificar padrões de comportamento financeiro e ambiental dos alunos, enquanto a segunda aplicou atividades pedagógicas inovadoras para avaliar impactos no aprendizado. A coleta de dados envolveu 138 estudantes por meio de questionários sobre recebimento de mesada, hábitos de consumo e práticas sustentáveis. Foram realizadas diversas atividades práticas, como oficina de orçamento familiar com encartes de lojas, análise de contas de luz e pesquisa sobre economia de energia e placas solares, visita ao Sicredi com participação no programa Cooperação na Ponta do Lápis e gincana ambiental para recolhimento de
Rabanete selvagem: a planta que virou inço
em propriedades rurais de Alto Castelhano
EMEF Willibaldo Michel - Vale do Sol/RS
Pesquisadores: Gabriel Nunes da Silva e Junior Stumm
Professora orientadora: Cíntia Marisa Kern
recicláveis, que foram trocados pela moeda escolar “Real Rio Branco”, utilizada no bazar da escola. Os alunos também participaram da leitura e encenação do livro O Lobo Milionário e os Três Porquinhos, adaptado para a temática financeira, de uma oficina de troco com simulação de compra e venda, e de jogos digitais e dinâmicas como Imagem e Ação da Educação Financeira e mercadinho fictício. Outras ações incluíram a leitura coletiva de A Economia de Maria, a visita ao Espaço Turma da Mônica de Educação Financeira em Porto Alegre, a utilização de gibis da Turma da Mônica, a produção de moedas de chocolate como recurso pedagógico, a criação de um personagem próprio, o “Saraivinho Goods”, inspirado na realidade local, e a parceria com a UNISC para aprimorar um jogo digital educativo. Além disso, o projeto contou com a divulgação de conteúdos em redes sociais, ampliando seu alcance para além do espaço escolar. A análise dos dados combinou métodos quantitativos, com cálculos de frequência e porcentagem das respostas, e qualitativos, a partir de observações e registros das atividades, revelando que a gamificação e as metodologias ativas aumentaram o interesse, a autonomia e a compreensão dos estudantes. Conclui-se que a integração entre educação financeira e sustentabilidade, mediada por práticas lúdicas e colaborativas, contribuiu para formar alunos mais críticos, responsáveis e conscientes, capazes de aplicar esses conhecimentos dentro e fora da escola.


Rabanete Selvagem: a planta que virou inço em diversas propriedades rurais de Alto Castelhano Rabanete selvagem (Raphanus raphanistrum) é uma planta anual da família Brassicaceae, encontrada em áreas agrícolas, beiras de estradas e terrenos abandonados. Por sua alta capacidade de adaptação, reprodução e resistência, é considerada uma planta invasora que compete com culturas agrícolas por nutrientes, luz e água, reduzindo a produtividade e aumentando os custos de manejo. Com o uso intensivo de agrotóxicos, especialmente herbicidas, essa espécie tem apresentado resistência química, tornando-se um desafio para agricultores. O estudo dessa planta é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de controle e para compreender seu papel nas cadeias produtivas. Como objetivo queremos analisar o comportamento invasivo do rabanete selvagem (Raphanus raphanistrum), seus impactos sobre culturas agrícolas e identificar métodos de controle eficientes e sustentáveis. Durante o trabalho serão
consultadas publicações científicas, relatórios e artigos de extensão rural sobre plantas invasoras, além de termos palestra com técnico agrícola do município, sobre o rabanete selvagem, sua biologia e resistência a herbicidas. Também realizamos visitas a propriedades rurais com infestação de Rabanete selvagem para observar o tamanho, quantidade, estágio de desenvolvimento e convivência com outras culturas comerciais. Foram realizados questionários para compreender a percepção dos agricultores sobre a planta, as práticas de controle utilizadas e os principais desafios enfrentados. A presença crescente do rabanete selvagem nas lavouras é uma ameaça a produtividade agrícola, principalmente em cultivos milho, tabaco e soja. Sua rápida disseminação e resistência a herbicidas dificulta o controle tradicional, exigindo alternativas sustentáveis e eficientes. Compreender o comportamento da planta pode auxiliar agricultores e técnicos avaliar os prejuízos causados por essa espécie invasora.

O cultivo do arroz
EMEF São João Batista - Vale do Sol/RS
Pesquisadoras: Eveline Martin e Francine Schroeder
Professora orientadora: Mauro Martin Quoos
Este projeto apresenta um estudo sobre o cultivo do arroz, abordando desde práticas tradicionais até sistemas modernos de produção, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos estudantes sobre um dos alimentos mais consumidos no Brasil e no mundo. A pesquisa possui grande importância, pois permite aos alunos compreenderem, de forma interdisciplinar, como a produção agrícola influencia a economia, o meio ambiente e a alimentação humana. Ao longo do projeto, os estudantes desenvolveram habilidades de investigação científica, análise crítica e interpretação de informações técnicas. O estudo abrangeu a evolução histórica do cultivo do arroz, que anteriormente era realizado de forma manual, com preparo rústico do solo, semeadura a lanço e colheita com foices. Foram analisadas as condições ideais de cultivo, incluindo habitat alagado, clima quente e úmido, solos argilosos e as características morfológicas da planta, como altura e formação das panículas. Também foram pesquisados
dois sistemas de produção amplamente utilizados: o arroz irrigado pré-germinado, que oferece maior proteção contra plantas daninhas, e o arroz mutagênico, que exige manejo preciso da água após a semeadura. A investigação incluiu ainda os critérios de qualidade física, industrial e nutricional dos grãos, destacando diferenças entre arroz branco e integral, bem como o impacto ambiental da cultura, que demanda grande volume de água. Os alunos estudaram as principais pragas, como percevejos, caramujos e carunchos, e conheceram o uso de maquinários agrícolas modernos. Outro ponto abordado foi o aproveitamento dos subprodutos, como casca, palha e farelo, além dos fatores que influenciam o preço final do arroz, como clima, custos de produção e mercado. Assim, o trabalho contribuiu para uma compreensão ampla e contextualizada do tema, estimulando o aprendizado ativo e aproximando os estudantes da realidade agrícola e socioeconômica do país.
O aumento do número de casos de animais peçonhentos: uma questão de saúde pública e qualidade ambiental
EMEF Carlos Moreira - Canguçu/RS
Pesquisadores: Jeremias Sperling da Silva e Carla Daniela Reichow Kruger
Professora orientadora: Vanessa Priebe Holz


O trabalho realizou-se na E.M.E.F. Carlos Moreira e traz uma discussão sobre os animais peçonhentos, visto que nos últimos tempos os casos de acidentes, bem como a visualização dos mesmos por parte de moradores locais vem aumentando. Assim, tem-se por objetivo descobrir as principais causas que levam ao aumento de acidentes com os animais peçonhentos, investigando a forma como os mesmos vivem, diferenciando-os dos animais animais venenosos, fazendo assim uma análise sobre como seres vivos podem oferecer perigo à população e numa tentativa de evitar tais acidentes avaliar a eficácia do uso de repelentes naturais.Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizado um levantamento de dados junto a secretaria de saúde do município para saber sobre os acidentes com animais peçonhentos, pesquisas bibliográficas, entrevistas, utilizando-se do google forms, conversas com moradores locais e análise de relatos sobre acidentes. Após analisar os dados observou-se que a maioria dos entrevistados conhecem os animais classificados como peçonhentos que são aranha marrom, aranha armadeira, cobra, taturana (cabeludo) , escorpiões e Lacraia. Também foi observado que 90% dos entrevistados têm observado estes animais em suas propriedades com mais frequência nos últimos tempos e que 50% comunicou que ela ou algum parente já sofreu algum acidente com animais peçonhentos. Observou-se, no levantamento de dados, que houve casos de acidente com todos os animais acima descritos, mas dentre
eles os mais listados formam aranhas, cobras e escorpiões. Em relatos de populares, chama a atenção também é a incidência de taturanas e os acidentes a ela relacionados, não só em humanos, mas também em animais, onde a responsável por uma ONG no município diz que a lagarta do gênero Lonomia Obliqua foi responsável pela morte de 31 cães em 23 dias. Em relação às pesquisas tendo em vista a possibilidade de afugentar os animais sem que se recorra a sua morte, elaborou-se um kit para afugentar peçonhentos que, pela revisão da literatura se mostram eficazes: o alho, para cobras, o manjericão para taturanas e a citronela para aranhas e escorpiões. Para facilitar a utilização destas plantas, foram preparadas infusões. Já se pode concluir que muitos dos ataques não são registrados na secretaria de saúde do município, pois os moradores tendem a tratar com medicamentos caseiros e que os dados são realmente alarmantes, apontando para um possível desequilíbrio ambiental existentes na região, pois provavelmente seus habitats naturais estão sendo destruídos. Outra causa deste desequilíbrio, segundo literatura revisada, é o aumento de temperatura que favorece a reprodução e o crescente uso de agrotóxicos nas lavouras que acaba por matar os animais naturalmente predadores. Assim, tendo em vista os perigos que os mesmos oferecem à saúde da população local, os próximos passos deste trabalho serão dedicados a distribuir para os moradores locais o kit produzido.

Gotas na horta
EMEF Francisco Frömming - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Eduarda Blank Lindemann e Raquele Wieth Wilke
Professora orientadora: Nóris Beatriz Costa Ney
Nossa escola situa-se na zona rural de São Lourenço do Sul, atendendo 307 alunos a partir de 4 anos (Ed. Infantil) até o 9º Ano. Temos como lema: "Um Olhar para o Futuro". Somos membro associada da Rede PEA-UNESCO. A escola desenvolve vários projetos tendo como base os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - o Pensar Globalmente e Agir Localmente. Possuímos em nossa escola uma horta, muito elogiada por todos que a visitam, mas que sofre muito em períodos de seca, finais de semana e durante as férias escolares. A horta é cultivada sem agrotóxicos, utilizando apenas adubo orgânico, tirado da composteira (feita de resíduos de alimentos da merenda escolar) e esterco de galinha. O Projeto Gotas na Horta nasceu através da problemática da falta de irrigação na horta escolar, o que fazer? A partir da discussão, conclui-se que, uma irrigação automatizada buscaria resolver tal problema. Se fez uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas - UFPel, onde foi realizadas mentorias sobre a irrigação automatizada. Contamos ainda com a parceria da Afubra, comércios da comunidade escolar e funerária, na colaboração de equipamentos necessários para a efetivação do projeto. Foram
realizadas pesquisas de campo com as famílias para levantamento de dados sobre a irrigação e hortas. A coleta de água para a irrigação será pela chuva num primeiro momento (fotos em anexo) em um canteiro de morangos, após será estendida para demais canteiros que já contam com o plantio de hortaliças, vegetais, temperos e ervas de chá, que já são servidos como complemento na alimentação escolar, sendo as ervas, oferecidas como um chazinho, carregado de carinho aos alunos que apresentam algum desconforto como náuseas ou dor de cabeça. A irrigação automatizada é um sistema que usa a tecnologia para regar a horta de forma inteligente. Ela funciona com ajuda de um microcontrolador (como a placa de ESP32), que analisa os dados dos sensores e decide quando ligar a água. Assim, evitamos o desperdício, economizamos tempo e recursos financeiros garantindo que as plantas recebam a quantidade certa de água. Este tipo de sistema é muito importante para a agricultura mais sustentável e também adapta melhor às mudanças climáticas. A produção da horta é servida na merenda escolar e o excedente é distribuído aos alunos para levarem para suas casas, proporcionando economia também ao cofre público.
Conhecendo e mostrando a nossa comunidade: levantamento socioeconômico da comunidade escolar da EMEF Germano Hübner 2025
EMEF Germano Hübner - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Gabriela Lutz Schmitz e Lavínia Westphal Jeske
Professora orientadora: Mônica Silva da Silva


A história do lugar onde vivemos é contada através: memórias, aspectos históricos, geográficos, festas, eventos tradicionais, músicas. A Língua Pomerana na Escola Germano Hübner resgatando as raízes germânicas do pomerano é uma iniciativa de fomentar a preservação da memória e da identidade cultural da comunidade pomerana através do resgate da escrita, da fala e dos costumes. Segundo o escritor Edilberto Hammes em seu livro “Radiografia de um Município”, os principais compromissos morais dos indivíduos das famílias pomeranas ainda seguem sendo cumpridos rigorosamente por eles. O batizado, a confirmação, o casamento e a morte possuem cada um o seu ritual e são datas jamais esquecidas. Como a música está presente em todos eles, decidimos pesquisar mais sobre ela e, em especial sobre os corais que são importantes nesse processo de resgate histórico cultural pomerano. Pois, os povos de origem alemã que emigraram para o Brasil eram obrigados a falar, escrever e cantar em alemão já que, naquela época era a língua oficial da igreja, das escolas e do comércio. Somente através do Estado Novo, inicia-se a ideologia do Português que passa a ser a língua oficial utilizada. Os Corais através da A AUCA: Associação União Cultural e Agrícola surge em 1929. Formado por 7 sociedades em média com 280 associados divididos em: sócio contribuinte, cantor e honorário. As Sociedades de canto fazem parte da vida do deste povo desde a sua vinda em navios até os dias atuais, à música era prioridade
para os pomeranos e de acordo com Lutero, ela servia para tudo, para todas ocasiões. Ainda, de acordo com Hammes, a oração e o canto eram formas de expressão coletiva dos imigrantes, mesmo nos seus momentos mais tristes. “A música sepulta a pessoa falecida” os corais também são importantes nos atos fúnebres. Quando solicitado, o Coral Orfeônico participa do funeral do sócio com seus cantos sacros em português, alemão e algum em pomerano e, no convite de enterro vai em destaque o nome da Sociedade a qual o falecido fazia parte. Como vimos, a cultura pomerana está viva. No entanto, assim como a escrita, a fala corre um grande risco de deixar de existir. Cremos que a música seja um meio de manter viva essa língua que está se perdendo. Isso através da tradução ou criação de músicas em pomerano. Com o objetivo de incentivar o uso da língua pomerana surge o projeto piloto do Coral Pomerano da escola sob a regência do Sr. Renato que irá se apresentar no VII Festival Pomerano. No ano 2026 este coral irá fazer parte das atividades do turno inverso. Os Corais foram reconhecidos como Patrimônio Imaterial e o nosso trabalho visa fomentar que eles traduzam e cantem mais músicas em pomerano valorizando a cultura da comunidade a que pertencem. “Fóta Krúiha” (Vovô Krüger) foi a 1ª música pomerana composta nos dias atuais a partir de uma estrofe tradicional. Nosso objetivo é reconhecer a importância da música como narrativa da memória cultural pomerana do nosso município.

Biodigestores: alternativa sustentável para o reaproveitamento do esterco animal
EMEF Heitor Soares Ribeiro - Canguçu/RS
Pesquisadoras: Hellena Ropke Ramm e Laiane Timm Voigt
Professora orientadora: Vanessa Silva de Brito Bandeira
O presente trabalho analisa o manejo inadequado do esterco animal em comunidades rurais e seus impactos ambientais, sociais e econômicos, com ênfase na emissão de metano (CH4), um dos gases de efeito estufa de maior potencial poluente. Diante desse cenário, propõe-se a utilização de biodigestores como alternativa sustentável para o tratamento adequado dos resíduos, permitindo a geração de biogás e biofertilizante, além de fomentar práticas de educação ambiental voltadas às escolas do campo. A pesquisa, de abordagem mista, combina questionários quantitativos aplicados a agricultores, moradores e professores com uma fundamentação teórica qualitativa que discute os desafios e as possibilidades do uso de tecnologias sustentáveis no meio rural. Espera-se como resultados a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, a ampliação da autonomia energética de famílias e instituições rurais, a valorização de práticas agrícolas sustentáveis e o fortalecimento de ações educativas interdisciplinares e contextualizadas. Assim, os biodigestores se apresentam como soluções inovadoras no contexto socioambiental, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas, para o uso responsável dos recursos naturais e para o desenvolvimento rural sustentável. Além disso, alinham-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
Waschgürk: elo sustentável entre gerações pomeranas
EMEF Martinho Lutero. São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Yasmim Sell Rutz e Roberta Ribeiro Rutz
Professora Orientadora: Cristiane Siefert Neuenfeldt
O projeto sobre a esponja vegetal waschgürk tem como propósito resgatar e valorizar uma tradição cultural da comunidade pomerana, promovendo o conhecimento sobre o cultivo, o uso e a importância histórica dessa prática transmitida entre gerações. A iniciativa busca integrar saberes tradicionais e práticas contemporâneas de sustentabilidade, sensibilizando os alunos para a preservação ambiental, incentivando o respeito à cultura local e estimulando o empreendedorismo comunitário por meio da produção de sabonetes artesanais e outros produtos derivados da esponja vegetal. A metodologia foi organizada em etapas: inicialmente, realizou-se uma pesquisa histórica e cultural junto às famílias da comunidade, por meio de entrevistas e relatos sobre o uso tradicional da waschgurk. Em seguida, os alunos participaram de atividades práticas de plantio, cultivo e acompanhamento do desenvolvimento da planta em horta escolar e familiar. Também foram promovidas oficinas de produção de sabonetes artesanais, integrando diferentes conhecimentos, articuladas a momentos de reflexão sobre sustentabilidade e consumo consciente. Os resultados alcançados se expressam
reforçando a importância de integrar tecnologia, educação e participação comunitária na construção de um campo mais equilibrado, produtivo e ambientalmente responsável.
em diferentes dimensões: culturalmente, fortalecem a identidade pomerana e promovem a integração intergeracional; ambientalmente, oferecem alternativa sustentável a produtos sintéticos, reduzindo impactos ecológicos; economicamente, incentivam práticas de empreendedorismo sustentável no contexto local; e educacionalmente, promovem aprendizagem interdisciplinar, protagonismo estudantil e consciência socioambiental. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente Educação de Qualidade (ODS 4), Produção e Consumo Responsáveis (ODS 12), Ação Contra a Mudança Global do Clima (ODS 13) e Vida Terrestre (ODS 15), reafirmando a importância da sustentabilidade, da inclusão social e da valorização da diversidade cultural.
Há uma diminuição na produção de ovos? Fato ou fake?
EMEF Padre Maximiliano Strauss - São Lourenço do Sul/RS
Pesquisadoras: Talita Stöcker Muhlenberg e Brenda Bartz Käms
Professora orientadora: Taís de Paula Peres
Por que em determinada época do ano diminui a produtividade de ovos? A partir desta problemática elaboramos este projeto: pesquisar e analisar a produtividade de ovos, em diferentes épocas do ano, nas propriedades das famílias dos estudantes, bem como buscar métodos de obter uma maior e melhor produtividade, sabendo da importância do alor nutricional desta proteína. Este projeto tem como principal relevância buscar novos conhecimentos e alternativas na melhoria da produtividade de ovos para a subsistência, como também aos que interessar, como fonte de renda das famílias, levando ao consumidor um produto de qualidade. O projeto se desenvolveu a partir de roda de conversa, pesquisa com os familiares, anotações(diário de bordo), pesquisas na internet, exploração de gráficos, palestra com a EMATER e visitação de um aviário. - Pesquisar junto às famílias em suas propriedades a produtividade de ovos, em diferentes épocas do ano. - Conhecer o valor nutricional dos ovos e sua importância no consumo. - Criar parceria com as famílias na divulgação do produto. - Pesquisar quais localidades do Rio Grande do Sul, possuem maior produtividade de ovos. - Diferenciar o valor nutricional de ovos coloniais aos de granja. - Investigar como ocorre o processo da produção de ovos através de uma visitação em um aviário.Transformar os dados obtidos pela pesquisa em gráficos.Pesquisar qual a idade da galinha se dá o início da postura dos ovos. - Analisar o custo gasto na alimentação de uma galinha até o
Da terra ao saber: reativando a horta escolar como espaço de aprendizagem
EMEF Rodolpho Kruger - São Lourenço do Sul/RS
valor para venda dos ovos. - Projetar novas estratégias para a melhoria da produtividade e qualidade dos ovos. - Buscar parcerias com as famílias para a comercialização de ovos no “Maxi Quitanda¨(feira escolar). Pudemos concluir até agora que algumas de nossas hipóteses estavam certas. Paralelo das descobertas Fato ou fake É FATO! As principais causas que influenciam na produção de ovos são: Qualidade da alimentação; Fotoperíodo; Sanidade; Estresse; Troca de penas; Temperatura do ambiente; Há uma diminuição na produção de ovos no período da Páscoa. Motivo: Pois a troca de penas acontece no final do verão/início do outono. A alimentação tem que ser balanceada com nutrientes e cálcio. É FAKE! A galinha põe mais de um ovo por dia; Alimentar as galinhas com milho aumenta produção de ovos As pesquisas e vivências realizadas no desenvolvimento do projeto foram de grande importância para os alunos, que conforme ia desvendando as descobertas iam levando os conhecimentos adquiridos para seus familiares. Acreditamos que o objetivo do projeto foi alcançado, tirando suas dúvidas e acrescentando novos conhecimentos.
Pesquisadores: Danilo Renan Buboltz Jeske e Nicolas Gabriel Ehlert Marth
Professora orientadora: Danubia Maria Hartwig Karow
A presente pesquisa científica tem como objetivo investigar a história da horta escolar que existiu anos atrás na nossa escola e que atualmente não está mais em funcionamento. Com o tempo, a horta foi desativada sem registros oficiais, e as novas gerações de estudantes desconhecem sua existência e importância. Através de entrevistas com ex-alunos, professores e funcionários da época, bem como observações e análise documental, este trabalho reconstrói a trajetória da horta escolar, refletindo sobre sua relevância pedagógica, ambiental e social. A pesquisa também propõe a valorização da memória escolar como forma de preservar boas práticas educativas e sugerir a reimplantação da horta como ferramenta de educação ambiental. A horta escolar é reconhecida como uma estratégia pedagógica rica e interdisciplinar, capaz de integrar teoria e prática, natureza e conhecimento. Em diversas escolas, especialmente em áreas rurais, ela já foi utilizada como espaço
de aprendizagem ambiental, alimentação saudável e vivência comunitária. No entanto, muitas dessas hortas foram desativadas ao longo dos anos por diversos motivos, muitas vezes não documentados. Este trabalho tem como foco investigar o porquê da horta da nossa escola ter sido desativada e consequentemente a sua história ser praticamente esquecida pelas novas gerações. A horta escolar desativada foi, no passado, um espaço fértil de aprendizagem, participação e cuidado ambiental. Sua história, apagada da memória das novas gerações, revela a importância de se valorizar e registrar as práticas pedagógicas transformadoras. Reativar a horta pode ser uma forma de reconstruir esse elo com o passado, promover o aprendizado ativo e resgatar o sentimento de pertencimento à escola. Este projeto propõe, ao final, a criação de um memorial escolar e o planejamento coletivo para a implantação de uma nova horta, agora com a participação das gerações atuais.


Sementes crioulas: preservação, conhecimento e tradição
EMEIEF Waldemar von Dentz - São Miguel do Oeste/SC
Pesquisadores: Beatriz Drana Andriollo e Kauê Eduardo de Carli Professor orientador: Ademar Graeff
O trabalho aborda a importância das sementes crioulas, variedades tradicionais preservadas por agricultores familiares, povos indígenas e comunidades quilombolas. Além de insumos agrícolas, elas representam memória, cultura, biodiversidade e autonomia, por serem adaptadas aos ambientes locais e poderem ser guardadas, trocadas e reproduzidas, fortalecendo a soberania alimentar e a agricultura sustentável. O problema central investigado é como preservar e valorizar essas sementes frente ao avanço das sementes comerciais e transgênicas. O objetivo foi investigar, registrar e valorizar o papel das sementes crioulas na comunidade escolar. A justificativa destaca sua relevância social, cultural e ambiental, já que preservam a biodiversidade agrícola, reforçam a resistência às mudanças climáticas, mantêm tradições e integram escola e comunidade na valorização do conhecimento tradicional. A revisão de literatura mostra que as sementes crioulas se diferenciam das híbridas e transgênicas por sua ampla diversidade genética, vínculo cultural e adaptação aos ambientes locais. São fundamentais para a agrobiodiversidade, segurança e soberania alimentar, redução de custos, conservação ambiental e práticas agroecológicas. Porém, enfrentam ameaças como erosão genética, substituição por sementes industriais e políticas que favorecem o setor empresarial. A hipótese previa que, por a escola estar em uma região de agricultura familiar, haveria muitas variedades preservadas, especialmente entre pessoas mais velhas, e que as sementes crioulas teriam importância cultural, apesar da predominância econômica das híbridas. A pesquisa utilizou instrumentos como
entrevistas, questionários, pesquisa de campo, atualização do catálogo de sementes, plantio experimental, aulas práticas e uma degustação comparativa entre feijões crioulo e transgênico. A análise dos dados revela diferentes perspectivas: Lúcia destaca tradição e alimentos mais saudáveis; Eduardo valoriza a produtividade das transgênicas, mas reconhece os altos custos e a importância cultural das crioulas; Deise relaciona biodiversidade, alimentação saudável, redes de troca e preservação ambiental. Esses relatos mostram tensões entre produtividade imediata e preservação da diversidade, cultura e sustentabilidade. A conclusão reforça que as sementes crioulas são essenciais para a biodiversidade, segurança alimentar e manutenção do conhecimento tradicional. Valorizar e utilizá-las na escola e nas famílias contribui para a continuidade dessas práticas e para a preservação das futuras gerações.
Energia sustentável: a descoberta do poder de economizar
EMEF Alfredo Scherer - Venâncio Aires/RS
Pesquisadoras: Júlia da Cruz Nunes e Thalita Manuella Marcilio Rasch
Professora orientadora: Fernanda Saldanha
O projeto “Energia sustentável: a descoberta do poder de economizar”, desenvolvido pelo Grupo Ambiental Mãe Terra e pelo Grêmio Estudantil da EMEF Alfredo Scherer teve como propósito conscientizar a comunidade escolar sobre o consumo responsável de energia elétrica. Ele surgiu da necessidade de responder à crise climática, ao aumento das tarifas, ao uso excessivo de eletrônicos e à importância de adotar práticas mais sustentáveis. A pergunta que orientou o trabalho foi: como a energia elétrica poderia ser consumida de forma mais sustentável? Partindo da hipótese de que a redução do tempo de uso de equipamentos faria diferença, buscou-se sensibilizar a comunidade escolar por meio de ações educativas, investigativas e criativas. A metodologia adotada foi interdisciplinar e envolveu pesquisas, levantamento de dados e práticas de sensibilização. Os estudantes aplicaram formulários às famílias para conhecer os hábitos de consumo, criaram o mascote Lampadinha, confeccionaram placas da campanha “Desliga que economiza!”, investigaram a conta de luz, mapearam as lâmpadas da escola, elaboraram um semáforo tarifário e construíram uma maquete de escola sustentável com energia solar. Durante o projeto, os
estudantes compreenderam que o uso consciente da energia dependia de atitudes coletivas. As ações resultaram em mudanças de comportamento dentro da escola. As plaquinhas de conscientização passaram a ser utilizadas diariamente, e os cards informativos publicados nas redes sociais (@estudantesprotagonistas) ampliaram o alcance da campanha. A maquete projetada estimulou debates sobre a adoção de energia solar e outras práticas sustentáveis. Um dos resultados mais expressivos foi a redução real no consumo de energia, comprovada pela comparação entre as contas, evidenciando que o envolvimento coletivo gerava impacto concreto tanto no orçamento quanto no meio ambiente. Além disso, o projeto incentivou as turmas do 8º e 9º anos a participarem da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), na qual a escola obteve destaque com sete medalhas de bronze e 13 menções honrosas, demonstrando o aprofundamento do conhecimento adquirido. O projeto consolidou-se como uma experiência significativa, que desenvolveu o protagonismo estudantil e provou que a energia elétrica pode ser usada de forma mais responsável, desde que haja sensibilização, ações práticas e colaboração de toda a comunidade escolar.


Fitorremediação como solução sustentável
EMEF Coronel Thomaz Pereira - Venâncio Aires/RS
Pesquisadoras: Bianca Gabriela Royer e Milena da Silva Faleiro
Professora orientadora: Karen Veber de Melo
Este projeto científico investiga o uso da fitorremediação como alternativa sustentável para recuperar áreas alagadas e contaminadas, especialmente diante dos frequentes episódios de enchentes que afetam o município de Venâncio Aires. Esses eventos têm provocado acúmulo de lixo, esgoto e resíduos químicos, gerando riscos à saúde da população e prejudicando o solo e a água. Nesse contexto, a fitorremediação surge como uma técnica ambiental viável, de baixo custo e baseada no uso de plantas capazes de absorver, transformar ou imobilizar poluentes presentes no ambiente. O estudo será desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Thomaz Pereira e envolve a construção de miniestações de fitorremediação utilizando espécies como aguapé, alface-d’água, taboa, junco, girassol e capim-vetiver, reconhecidas por sua eficiência na retirada de metais pesados, nutrientes em excesso e compostos orgânicos. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica, montagem dos sistemas com materiais acessíveis e acompanhamento periódico das plantas e da qualidade da água, buscando identificar alterações visuais e estruturais ao longo do processo. Além de seu caráter ambiental, o projeto possui forte dimensão educativa, articulando ciência,


sustentabilidade e participação estudantil. Alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 4, 6, 11, 13 e 15, a iniciativa visa promover o protagonismo juvenil, estimular práticas investigativas e fortalecer a consciência ambiental. A proposta incentiva os alunos a compreenderem, de forma prática e contextualizada, os desafios ecológicos enfrentados pela comunidade e possíveis soluções ambientais de baixo custo. Embora ainda em andamento, espera-se que as miniestações demonstrem a eficácia das plantas no processo de descontaminação e que os resultados possam ser compartilhados com a comunidade escolar e local. Assim, o projeto busca contribuir tanto para a formação crítica dos estudantes quanto para a construção de estratégias sustentáveis no enfrentamento dos problemas ambientais da região, fortalecendo a escola como espaço de transformação social e ambiental.
Céus e campos: a influência da astronomia na agricultura e na vida do agricultor de Venâncio Aires
EMEF Dom Pedro II - Venâncio Aires/RS
Pesquisadores: Luiza Vitória Fischer e Deivid Luis Ferreira Sehn
Professora orientadora: Kelly Patricia Treib do Nascimento
O projeto "Céus e Campos: A Influência da Astronomia na Agricultura e na Vida do Agricultor de Venâncio Aires" nasceu de uma maneira muito orgânica, diretamente da curiosidade vibrante dos nossos alunos do 4º ano. Essa curiosidade se intensificou quando abordamos os temas de solstício e equinócio em sala de aula e o diálogo se expandiu naturalmente para as fases da lua. Para nossa surpresa e satisfação, muitos alunos começaram a compartilhar suas próprias observações e o conhecimento que traziam de casa: o tempo certo de plantar e colher fumo, nossa cultura predominante, de acordo com as diferentes fases da lua. Esses relatos, baseados na experiência de seus pais agricultores, acenderam uma luz sobre a profunda conexão entre o que se observa no céu e as práticas diárias no campo. Objetivo Geral: Promover a compreensão da interrelação entre a astronomia e a agricultura, valorizando os saberes científicos e tradicionais, e reconhecendo seus impactos na vida e na economia dos agricultores de Venâncio Aires. O projeto será desenvolvido em etapas, com atividades diversificadas e envolventes, como: visitas a propriedades, estudos das fases da lua com criação de maquetes, criação de jogo de tabuleiro, palestras técnicas com Parceiros da EMATER, STRVA, TABACOS MARASCA e pais de alunos que são fumicultores e plantação de verduras de acordo com as fases da lua, na horta da escola. Resultados Esperados: Compreensão Ampliada da Astronomia e Agricultura: Queremos que os estudantes
identifiquem as fases da lua e entendam as diferentes crenças e práticas agrícolas a elas associadas. Eles verão como a observação do sol sempre foi crucial para a agricultura, desde os tempos antigos até hoje, através da construção e uso do observatório solar. Conexão com a Realidade Local: Esperamos que os alunos compreendam os desafios climáticos enfrentados pelos agricultores de Venâncio Aires nas safras de fumo desde 2020, notando como diferentes tipos de solo reagem a essas variações.
Gota a gota: irrigação inteligente por gotejamento
EMEF Marino da Silva Gravina - Boqueirão do Leão/RS
Pesquisadoras: Fabieli Greiner Zagna e Steffany Raissa Santos da Silva Professora orientadora: Merice Barbon


Este trabalho surgiu da necessidade de viabilizar uma forma prática e caseira de irrigar hortaliças e verduras e ao mesmo tempo economizar água. Sabemos que no verão, a falta de água e a seca muitas vezes inviabilizam a manutenção da irrigação das hortas pelas famílias. Nossa proposta de pesquisa veio para ajudar a desenvolver um sistema de irrigação de forma econômica e baixo custo. Os objetivos abordados foram o de desenvolver a pesquisa científica com estudantes do Ensino Fundamental de forma curiosa e crítica, envolver a comunidade na criação de um sistema de irrigação econômico e inteligente, incentivar o cultivo de hortaliças e verduras pelas famílias dos estudantes e contribuir com a reutilização e reciclagem de materiais bem como com a economia de água. A agricultura em nosso município representa a maior fonte de economia das famílias e em nossa comunidade 91% das famílias desenvolvem a agricultura familiar como sustento. O cultivo de hortaliças e verduras é essencial para a qualidade de vida das famílias e a redução dos gastos mensais com alimentação. É neste cenário que desenvolvemos este trabalho científico, na busca resolver um grande problema - a irrigação - no cultivo de verduras e hortaliças nas propriedades familiares, especialmente no verão
quando a estiagem judia os colonos. Para isso desenvolvemos o sistema de irrigação por gotejamento. A irrigação por gotejamento é uma técnica que leva a água direto na raiz da planta, gota por gota, sem desperdício. Esta é uma técnica de irrigação com: baixo custo; prático, economia de água e com responsabilidade ecológica. Essa pesquisa mostrou como funciona a irrigação por gotejamento, a sua importância para a economia de água e como ela pode ser utilizada pela comunidade em hortas e jardins. Os resultados obtidos com o desenvolvimento do projeto de pesquisa nos mostraram que o desenvolvimento das plantas não sofreu alterações, muito pelo contrário, não faltou irrigação e ela se desenvolveu até mesmo melhor que a planta com irrigação tradicional. Reduziu em até 80% o gasto de água comparado com a irrigação tradicional das plantas (com regador ou balde). Concluímos com esta pesquisa que o sistema de irrigação por gotejamento é eficaz, econômico e prático. É uma alternativa altamente viável para as propriedades rurais, especialmente no cultivo de hortaliças e verduras. Este trabalho começou este ano e está na fase inicial. Nosso objetivo principal agora é fazer com que a comunidade possa usá-lo no cultivo das verduras e hortaliças.

Percepção e evocação de memórias: estudo
e ações investigativas sobre o envelhecimento
EMEF Professor Arlindo Back - Arroio do Meio/RS
Pesquisadoras: Jordana Donesca Veber Fischer, Larissa Ziani e Milena Tatsch
Professor orientador: Róger Sullivan Faleiro
Vivemos, no Brasil, um período em que a população idosa cresce de forma significativa (15%), superando previsões de pesquisadores (13%) (Soares et al., 2010). Esse cenário impõe a necessidade de novas investigações sobre aspectos que impactam a qualidade de vida na velhice, entre os quais se destaca a memória, que tende a apresentar maior vulnerabilidade em decorrência do envelhecimento (Yassuda et al., 2005). Considerando essa realidade, estudantes do 9º ano desenvolveram uma pesquisa com o objetivo de investigar a percepção e a evocação de memórias em idosos. O ponto de partida da pesquisa foi a observação, pelos estudantes, de dificuldades recorrentes em familiares idosos, como a troca de nomes e a repetição de narrativas. Na sequência, os alunos pesquisaram conceitos de memória implícita e explícita, relacionando-os ao filme, e realizaram fichamentos de artigos da base SciELO com as palavras-chave “memória” e “idosos”, utilizados como fundamentação teórica para este trabalho. Também foram discutidos conceitos de memória de curto e longo prazo, além de estruturas cerebrais envolvidas no armazenamento e na evocação de informações. Para direcionarmos o conhecimento obtido para a esfera científica, buscou-se construir o corpus através de pessoas que pertencem ao círculo social dos estudantes, totalizando em média 8 sujeitos de 72 a 84 anos. Para coleta de dados, aplicaram-se dois instrumentos: o MAC-Q
O papel ecológico do gambá e uma solução robótica para afastá-lo com respeito
EMEF Santo Antônio de Pádua - Mato Leitão/RS
Pesquisadoras: Emili Maria Mariano e Luisa Gabriela de Azeredo Professora orientadora: Fabiola Fridolina Griesang
(Memory Assessment Clinics Questionnaire), elaborado por Crook et al. (1992), que avalia a autopercepção de memória e o Teste de Identificação de Figuras (Nitrini et al., 2004) - dividido em quatro etapas: percepção visual, memória incidental, memória verbal e reconhecimento. O MAC-Q estabelece que pontuações iguais ou superiores a 25 sugerem comprometimento subjetivo, enquanto valores inferiores indicam percepção dentro do esperado. Já o Teste de Reconhecimento de Figuras, por sua vez, mensura objetivamente a capacidade de evocação e reconhecimento em diferentes condições de estímulo. Para obtermos dados mais claros, foram comparados a percepção de cada indivíduo sobre sua própria memória, conforme o teste MAC-Q, e seu desempenho no teste de Reconhecimento de Figuras. No que se refere aos resultados, comparando-os com as notas de corte de cada teste, a maioria dos entrevistados apresenta poucos indícios de baixa desenvoltura no reconhecimento de figuras, mas há uma autopercepção dos sujeitos de que sua memória já apresenta alguns problemas, o que pode estar relacionada a outros tipos de armazenamento que não são contemplados pelos testes realizados, como a memória de longo prazo. No entanto, o sujeito que possuía uma idade mais avançada (84 anos) apresentou dificuldades em todas as etapas do teste MAC-Q, assim como no teste de Reconhecimento de Figuras, o que, podemos inferir, que o déficit de memória pode ser mais acentuado nessa faixa etária.


Este trabalho teve como objetivo principal desenvolver uma solução ética e tecnológica para afastar gambás de áreas urbanas e residenciais sem causar-lhes danos, ao mesmo tempo em que promove a conscientização sobre sua importância ecológica. Apesar de muitas vezes serem vistos como sujos ou perigosos, os gambás exercem um papel fundamental no controle de pragas como escorpiões, cobras e insetos, contribuindo para o equilíbrio ambiental. A pesquisa incluiu levantamento teórico, aplicação de questionário com a comunidade escolar e construção de um protótipo robótico utilizando a plataforma Arduino. O dispositivo, equipado com sensores de presença, foi programado para emitir estímulos graduais (luz, som e movimento) ao detectar o animal, afastando-o de forma respeitosa. Os dados coletados mostraram que, embora o gambá seja mal compreendido, grande parte das pessoas apoia

métodos não agressivos para afastá-lo. Os resultados obtidos reforçam a viabilidade do uso da tecnologia como ferramenta de convivência com a fauna silvestre e evidenciam a importância de ações educativas para transformar a percepção da população sobre esses animais. O projeto uniu ciência, robótica e educação ambiental, contribuindo para a formação de uma consciência ecológica e cidadã.
ASSOCIAÇÃO
DOS FUMICULTORES
DO BRASIL - AFUBRA
Diretoria
• Marcilio Laurindo Drescher – Presidente
• Romeu Schneider – Vice-Presidente
• Marco Antonio Dornelles - Secretário
• Carlos Joel da Silva - II Secretário
• Fabricio Murini - Tesoureiro
• Benício Albano Werner - II Tesoureiro
Conselho Deliberativo
• Enivalda Pereira Furbringer
• Geraldo Back
• Gilmar Damaso da Silveira
• Hilário Kuneski
• João Francisco Bortoli
• José Sirlei Dias de Araújo
• Mário Ilo Grützmacher
• Nilson Braz Loch
• Ornélio Sausen
• Thadeu Wensing
• Valdir Storer
COORDENAÇÃO REGIONAL
Araranguá:
Suplente do Conselho Deliberativo
• Giovane Luís Weber
• Ibanês Roggia
• Marcelo da Silva Leite
Conselho Fiscal
• Alceu Romar Mergen
• Cláudio Fengler
• Heitor Álvaro Petry
Suplentes do Conselho Fiscal
• Agnaldo Soares Martins
• IIvo Alberto Bartzen
• Sérgio Luiz Reis
COORDENAÇÃO GERAL
Adalberto Sidnei Huve (Coordenador Geral)
José Leon Macedo Fernandes (Coordenador Pedagógico)
Márcio Castro Guimarães (Coordenador Operacional)
Vivian Padilha Nardi (Assessora Administrativa)
Gustavo Edvino Crummenauer (Assessor Operacional)
Daniel Rustichelli Lazoski (Assessor Operacional)
Francisco Gabriel Almeida Damiani e Alexandre Marchesini
Arvorezinha:
Vitor Luiz Kock e Alex Bonelli
Cachoeira do Sul, Candelária e Agudo:
Carlos Alberto Loewe, Márcio Vasconcelos da Rosa, Rafael Cassio Wachholz, Guilherme Cardoso,
Juliano Carlos Rohers e Juliano Berri
Camaquã:
Claudiano Bender Schmechel e Maicon Konrad Colognese
Francisco Beltrão:
Cássio Voese e Atacir Nicolodi
Herval do Oeste:
Alceu Hoffamnn e Mariza Lamperti Buffon
Imbituva e Irati:
Carlos Roberto Stadler, Emerson Luís Cararoa e Lazaro Ramon Bock
Jaguari:
Fábio Igor Fuchs e Nataniel Maria Sampaio
Rio do Sul e Ituporanga:
Geison José Schmoeller, Rafael da Silva, Zeli de Lurdes Mees e Patric Marciano Barp
Rio Negro e Mafra:
Edemar Pedro Konkel, Henrique Felczak e Andreia de Melo Soares
São Lourenço do Sul e Canguçu:
Geber Conrad Ehler, Marcos Efraim Lessa Jung, Emerson Luís Padilha Cardoso e Daniel Holz Prestes
Sobradinho e Arroio do Tigre:
Jonimar Moura de Oliveira, Rodrigo Eichelberger e Leandro Muniz Schafer
São Miguel do Oeste: Jandir Stock e Cleuze Fachin Martins Pinto
Tubarão e Braço do Norte:
Hilário Boing, Lércio Heidemann, Jayson de Medeiros Mendes e Venício Aguiar Ascari
Venâncio Aires:
Luiz Carlos da Silva e Tiago Dutra Maracci