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Associação dos Docentes da UFF

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Conselho de Representantes tomará posse em abril

Diretoria instala catracas no Hospital Antônio Pedro

Seção Sindical do ANDES-SN Filiado à CSP/CONLUTAS

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ANDES-SN fará de campanha pela anulação de Reforma da Previdência

32º Congresso prepara ANDES-SN para

Luiz Fernando Nabuco

período de intensificação das mobilizações


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Editorial

Agenda da diretoria

Carta do Rio de Janeiro O

32º CONGRESSO do ANDES-SN, convocado pela diretoria e sediado pela ADUFRJ-S. Sind., contando com a participação de 356 delegados, 111 observadores de 71 seções sindicais e 3 convidados, foi realizado na cidade do Rio de Janeiro - RJ, no período de 4 a 9 de março de 2013. Cidade que nos encanta, beleza cantada em prosa e verso. Maravilhosa, especialmente por suas lutas pelo direito ao trabalho, à saúde e à educação pública, à moradia, ao transporte e contra todas as formas de opressão, violência e criminalização dos trabalhadores.

Neste cenário, o 32º Congresso do ANDES-SN reafirma a história de luta deste sindicato e avança na consolidação de sua legitimidade junto à categoria. Legitimidade que se expressa no número de congressistas, na qualidade e na quantidade de textos apresentados para a discussão, nas homologações de novas seções sindicais e na chegada de novos militantes, que optaram por este sindicato. Docentes que reconhecem o ANDES-SN como o espaço de organização e de defesa de seus direitos, o que se confunde com o projeto de universidade pública e de qualidade. Projeto que só virá a ser concretizado havendo união com os demais trabalhadores e tendo como horizonte a possibilidade de construção de uma sociedade capaz de superar todas as formas de opressão e exploração. Este Congresso realiza-se após um ano de intensas lutas da classe trabalhadora e de grandes mobilizações protagonizadas pelos docentes das IES. O ano de 2013 será de forte ofensiva patronal e governista contra nossas conquistas, entre elas o contrato de trabalho, o direito à greve, à saúde e à educação pública e à aposentadoria. Para isso, definimos que nosso eixo de ação seja pautado pela luta em defesa do caráter público e gratuito da educação, condições de trabalho, salários dignos e de carreira para os docentes, ampliando a organização da categoria no ANDES Sindicato Nacional e a unidade classista dos trabalhadores. Decisão esta que nos dará o parâmetro para atuarmos nas diferentes frentes de ação do Sindicato Nacional, assim como no enfrentamento à opressão e discriminação

frente ao machismo e preconceito quanto aos diferentes e às diferentes orientações sexuais, como parte da nossa luta contra a sociabilidade imposta pelo capital. O Congresso decidiu manifestar sua posição ao projeto governista do Código Nacional de Ciência e Tecnologia, que aprofunda a transferência de recursos públicos para o setor privado, bem como reafirma seu compromisso com a valorização da sócio-biodiversidade e das populações tradicionais dos biomas ameaçados. Com relação à política educacional, definimos manter nossa posição contrária às políticas governamentais expressas em programas que precarizam as condições de trabalho dos professores, aligeiram a formação docente, tornando os professores meros produtores do conhecimento, mantivemos também nossa posição contrária à criação de mecanismos de avaliação que escapam ao controle social e que ferem a autonomia das instituições de ensino e pesquisa. Para atuarmos na luta em defesa da educação pública, investiremos na rearticulação do comitê executivo da campanha dos 10% do PIB para a educação já!, bem como na articulação com o setor da educação federal. Avançamos na área de política de comunicação definindo uma plataforma para intervir na disputa pela democratização da comunicação no Brasil. Na luta em defesa dos direitos de aposentadoria e seguridade social, mantivemos nossas estratégias que, impulsionadas pela unidade com demais segmentos, a exemplo da luta travada neste momento contra a EBSERH, nos permitirão resistir e vencer às investidas para retirar nossos direitos e conquistas. Na organização interna do Sindicato Nacional, aprovamos alterações estatutárias que aprimoram nossa estrutura e funcionamento reforçando nossa concepção e prática sindical. No sentido de concretizar as demandas e indicações das mobilizações do último encontro intersetorial, aprovamos o Fundo Único de Solidariedade Mobilização e Greve do ANDES-SN. Homologamos 5 seções sindicais, o que confirma a legitimidade do Sindicato Nacional na categoria. O Congresso também deliberou pela

atuação na luta nacional pela apuração dos crimes da ditadura civil-militar e se posiciona contra a impunidade. Aprovamos a Comissão da Verdade do ANDES-SN concretizando este compromisso. No plano de lutas geral, reafirmamos nossa ação no interior da CSP-Conlutas para ampliar sua ação junto aos trabalhadores e demais movimentos, bem como defender na Central sua atuação nos fóruns estaduais em defesa da escola pública. Para municiar nossas ações, aprovamos seminários e encontros que nos permitirão elaborar nossas análises e definir estratégias de lutas. Na luta dos setores, o Congresso definiu pela atuação no setor das particulares priorizando o fortalecimento de nossas ações e estratégias para intensificar a mobilização. Nas estaduais, enfrentaremos as questões ligadas ao financiamento com definição de um dia nacional de luta unificado. Nas federais, definimos ações pela luta unificada no âmbito do espaço de unidade de ação e fórum das entidades dos SPF para a campanha de 2013. A luta pela carreira única do professor federal segue tendo centralidade nas ações. Em ambos os setores enfrentaremos os ataques aos direitos de aposentadoria. É justo afirmar que, para chegarmos a essas definições, foram fundamentais o trabalho das seções sindicais junto à base da categoria e a democracia interna deste sindicato, que assegura o direito à expressão de posições e garante o respeito às deliberações da maioria. Por fim, reafirmamos nosso compromisso coletivo com a luta em defesa da categoria e dos interesses de nossa classe priorizando o trabalho de base pautado nos princípios da liberdade, autonomia e democracia, que norteiam nossa concepção sindical. As políticas e o plano de luta aprovados no 32° Congresso nos fortalecem para o embate articulado com os demais movimentos sociais, sindicais e estudantis que enfrentam as ações do patronato e dos governos para avançar nas conquistas da classe trabalhadora e consolidar a presença do Sindicato Nacional na vida de cada professor das IES deste país.

Veja aqui as principais atividades que a diretoria da ADUFF participou – na organização ou como convidada – no último período

Fevereiro 5 – Sindicato Itinerante: Departamento de Biologia Celular e Molecular (GCM) 6 – Sindicato Itinerante: Departamento de Psicologia (GSI) 20 – Sindicato Itinerante: Departamento de Arquitetura (TAR) e Departamento de Arquitetura e Urbanismo (TUR) 20 – Assembleia Geral da categoria 20 – Reunião do Comitê em Defesa do HUAP contra EBSERH 21 -Reunião Regional Pré32ºCongresso do ANDES-SN 26 – Assembleia Geral da categoria

Março 4 a 9 – 32° Congresso Nacional do ANDES-SN 11 - Sindicato Itinerante: Departamento de Enfermagem e Administração (MFE)  20 -Sindicato Itinerante: Departamento de Ciência da Linguagem (GCL) 21 –Marcha pela Educação organizada pelo Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública (Fedep)  22 - Ato Público “Segurança é direito de todos!”  25 - Plenária  de apoio para organizar a audiência pública sobre a situação dos metalúrgicos  27 - Sessão do Conselho Universitário

Rio de Janeiro, 10 de março de 2013

Presidente: Eblin Farage – Serviço Social • 1º Vice-Presidente: Elza Dely – Educação • 2º Vice-Presidente: Wanderson Melo – Serviço Social PURO • Secretário-Geral: Claudia March – Saúde da Comunidade • 1º Secretário: Elizabeth Carla – Enfermagem PURO • 1º Tesoureiro: Francine Helfreich – Serviço Social • 2º Tesoureiro: Angela Siqueira – Aposentada – Educação • Diretoria de Comunicação (Titular): Verônica Fernandez – Saúde da Comunidade • Diretoria de Comunicação (Suplente): Katia Lima – Serviço Social • Diretoria Política Sindical (Titular): Sonia Lucio – Serviço Social • Diretoria Política Sindical (Suplente): Ana Cristina Troncoso – Psicologia PURO • Diretoria Cultural (Titular): Dora Costa – Educação • Diretoria Cultural (Suplente): Sonia Maria – Aposentada – Farmácia • Diretoria Acadêmica (Titular): Renata de Freitas – Matemática • Diretoria Acadêmica (Suplente): Teresinha Monteiro – Aposentada – Serviço Social

Biênio 2012/2014

Gestão Mobilização Docente e Trabalho de Base

Editor Alvaro Neiva

Estagiária de jornalismo Mariana Jardim Reis

Imprensa imprensa@aduff.org.br

Sítio eletrônico www.aduff.org.br

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Jornalista Lara Abib

Projeto Gráfico e Diagramação Luiz Fernando Nabuco

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Impressão Gráfica Lance (3500 exemplares)

Rua Professor Lara Vilela, 110 - São Domingos - Niterói - RJ - CEP 24.210-590 Telefone: (21) 3617.8200


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Conselho de Representantes da ADUFF é um dos maiores já eleito Solenidade de posse será realizada no dia 26 de abril, na sede do sindicato Lara Abib

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m votação realizada nos dias 27 e 28 de fevereiro, os docentes elegeram o maior Conselho de Representantes da ADUFF-SSind em muitos anos. O pleito vem complementar a eleição para o Conselho de Representantes (CR) realizada paralelamente à eleição para a diretoria da ADUFF, em abril de 2012, quando quatro unidades já haviam escolhido seus representantes. Com a eleição de 20 novos conselheiros, o CR compreende, agora, representantes de 24 unidades da UFF, um dos maiores que a ADUFF-SSind conseguiu organizar em muitos anos. Essa representatividade e capilaridade demonstram o fortalecimento da relação do Sindicato com o conjunto dos docentes. Em apenas duas unidades houve disputas entre chapas: na Faculdade de Direito e no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF). Nas demais, foram eleitas as únicas chapas que se apresentaram. Segundo o regimento da ADUFF, o Conselho de Representantes é um órgão deliberativo, constituído por um representante de cada unidade da UFF, inferior apenas à Assembleia Geral. A instância é constituída por representantes de cada unidade da UFF, com mandato de dois anos. De acordo com o 2° vice-presidente da entidade sindical, Wanderson Melo, a ampliação do Conselho de Representantes reflete, por um lado, a incorporação de novos ativistas sindicais a partir das mobilizações, e, por outro, a estratégia da gestão atual em realizar o trabalho de base. 

Confira abaixo os titulares e suplentes do Conselho de Representantes, por unidade: Escola de Serviço Social (Niterói) Tit.:Tatiana Dahmer Pereira Supl.:Adriana Ramos Escola de Arquitetura e Urbanismo Tit.:Juarez Torres Duayer Instituto de Computação Tit.:José Raphael Bokehi Supl.:Isabel Leite Cafezeiro Instituto de Humanidades em Saúde (Rio das Ostras) Tit.:Felipe Melo da Silva Supl.:Edson Teixeira da Silva Junior  Faculdade Veterinária Tit.: Sávio Freire Bruno Supl.: Amary Nascimento Junior Instituto de Educação Física Tit.: Paulo Antonio Cresciulo de Almeida Supl.: Sérgio Ricardo Aboud Dutra Instituto de Química Tit.: Katia Maria Pinto Guedes de Oliveira Supl.: Roberto Carlos Alvim Cid Faculdade de Direito Tit.: Douglas Guimarães Leite Supl.: Rogerio Dultra dos Santos Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Turismo  “A eleição do CR é fundamental para a mobilização da categoria, uma vez que amplia a representação dos professores no sindicato, bem como a participação nos espaços de formulação, de deliberação e implementação das decisões. Nesse sentido, com o Conselho de Representantes atuante, temos um

Tit.: Claudio Roberto Marques Gurgel Supl.: Daniele Maria Oliveira de Jesus Instituto de Saúde da Comunidade Tit.: Lenita Barreto Lorena Claro Supl.: Sandra Costa Fonseca Instituto de Educação de Angra dos Reis Tit.: Andréa Cristina Pavão Bayma Supl.: Maria Onete Lopes Ferreira Instituto de Física Tit.: José Antonio e Souza Faculdade de Farmácia Tit.: Benedito Carlos Cordeiro Supl.: Ranieri Carvalho Camuzi Instituto de Ciências Humanas e Filosóficas - ICHF Tit.: Julio Carlos Figueiredo Supl.: Wilma Lucia Rodrigues Pêssoa Instituto Biomédico Tit.: José Antonio Silva Ribas Supl.: Pedro Paulo da Silva Soares Faculdade de Economia Tit.: André Guimarães Augusto Supl.: Bianca Aires Imbiriba Di Maio Bonente Faculdade de Medicina Tit.: Anna Amelia Silva Rios Supl.: Wladimir Tadeu Baptista Soares momento importantíssimo de possibilidade efetiva de construção da mobilização docente pela base e de espaços que proporcionam a democracia, na medida em que se favorece o debate, a consideração da pluralidade de posições e o encaminhamento das deliberações com unidade nas ações”, afirma Wanderson.

Faculdade de Educação Tit.: Gelta Terezinha Ramos Xavier Supl.: Mariana Paladino Instituto de Letras Tit.: Ceila Maria Ferreira Batista Rodrigues Martins Instituto de Ciência e Tecnologia – ICT (Puro - Rio das Ostras) Tit.: Eduardo Nahum Ochs Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior — (Pádua) Tit.: Lorene Figueiredo de Oliveira Supl.: Vitor Manoel Rodrigues do Nascimento Instituto de Ciências Exatas — ICEX — (Volta Redonda) Tit.: Isaque Milton Silva Moura Supl.: Renata Luz Martins Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional — ESR — (Campos dos Goytacazes) Tit.: Maracajaro Mansor Supl.: Luiz Claudio Duarte Instituto de Ciências Humanas e Sociais (Volta Redonda) Tit.: Catharina Marinho Meirelles Supl.: José Luiz Alcantara Filho

Posse A solenidade de posse dos integrantes eleitos para o Conselho de Representantes da ADUFF será realizada no dia 26 de abril, sexta-feira, às 18h, na sede da seção sindical. O evento será sucedido por um coquetel para docentes e convidados.

ADUFF lança cartilha sobre Plano de Carreira Docente e Caderno sobre Expansão da UFF Lara Abib

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este mês de março, a ADUFF-SSIND publicou dois importantes materias que têm como objetivo ampliar e aprofundar o debate sobre as reivindicações e pautas de luta do movimento docente para os próximos anos: a cartilha sobre o novo plano de carreira do Magistério Federal e a nova edição dos “Cadernos ADUFF”, que trata sobre a “Expansão e condições de trabalho docente”. O primeiro material, produzido pela assessoria jurídica da entidade sindical, traz uma análise ainda preliminar da nova lei que dispõe sobre a estruturação da carreira docente. Imposto de forma unilateral pelo governo, após a maior greve nacional da história das IFE, e rejeitado unanimemente pe-

las seções sindicais filiadas ao ANDES-SN, o Plano de Carreira e Cargos do Magistério Federal faz parte de mais uma etapa do projeto em curso da contrarreforma universitária que tem investido no empresariamento da educação, nos ataques à autonomia universitária e à desestruturação da carreira docente. “Entre os desafios mais imediatos dessa cartilha editada pela ADUFF está o de aprofundar nosso conhecimento sobre a proposta imposta pelo governo, em especial sobre as questões que dependem de regulamentações posteriores, para que, dessa forma, possamos nos organizar para continuarmos na luta por uma carreira docente que valorize professores, estudantes, técnicos e o ensino público, gratuito e de qualidade”, ressalta a presidente da seção sindical, Eblin Farage. Já a retomada dos “Cadernos ADU-

FF” é fruto do acúmulo produzido pelo Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais (GTPE) da ADUFF e traz uma avaliação consistente sobre o processo de expansão das Instituições Federais de Ensino Superior e seus reflexos na UFF. “Esperamos com essa publicação colocar à disposição da Comunidade Acadêmica mais um subsídio contra o empresariamento da educação e a certificação em larga escala, pilares da política imposta à Educação Superior no Brasil. A luta necessária pela democratização do acesso e das condições de permanência a uma Universidade Pública com qualidade não pode prescindir da análise crítica no acompanhamento dessas políticas”, destaca a vice-presidente da ADUFF e integrante do GTPE, Elza Dely Macedo.


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Segurança é direito de todos! Fotos: Luiz Fernando Nabuco

Diversos casos de violência nos arredores dos campi da UFF mobilizam docentes, técnicoadministrativos e estudantes

Docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes param em frente ao IACS, durante passeata cobrando mais segurança e outros serviços públicos para toda a população de Niterói Pedro Martins

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or conta dos últimos casos de violência ocorridos nos arredores dos campi da universidade, professores, estudantes e servidores técnico-administrativos realizaram um ato no dia 22 de março para cobrar medidas de segurança. A manifestação começou em frente à Faculdade de Economia, passou pelo IACS e foi encerrada em frente à Faculdade de Direito. A Faculdade de Economia foi escolhida como ponto de partida da manifestação, por conta do fato ocorrido no dia 15 de março, quando uma estudante foi seqüestrada e estuprada ao sair da instituição por volta das 22 horas. Durante o ato, as falas expuseram que a questão da violência é algo que tem crescido em Niterói e que não afeta

só a comunidade acadêmica, mas toda a cidade. A cobrança de políticas públicas foi destacada como ponto principal para se iniciar o debate sobre a questão. Melhoria na iluminação pública, policiamento comunitário, programa de habitação digna e acesso a cultura e lazer são algumas das propostas apontadas pelos manifestantes como medidas para conter os casos de violência. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, vereador Renatinho, apontou a diminuição do efetivo da Polícia Militar em Niterói nos últimos anos como um dos pontos de descaso dos governos, ressaltou ainda que “enquanto não houver justiça social, a violência não acabará”. Já o representante da Aduff, professor Wanderson Melo, afirmou que a política de segurança atual tem tomado o sentido de proteger os bens da universidade, através da instalação de catracas e câmeras. Para ele, não há uma preocupação com a segurança das pessoas. Também foi colocada a necessidade de chamar as comunidades situadas próximas aos campi da UFF para o debate. Segundo a discussão dos três segmentos, estas comunidades também são vítimas da violência e da ausência de

políticas públicas dos governos. Por conta da prática de criminalização da pobreza, foi ressaltado que este debate deve ser realizado com cuidado para não colocar a responsabilidade da violência no fato de a universidade ter favelas no seu entorno. Por conta disso, abrir a universidade e não tomar medidas que a isolem da cidade foi mais uma das reivindicações. Sonia Barroso, professora da Faculdade de Direito, afirmou em sua fala que “segurança não significa ficar fechado em sua própria comunidade”. Para se ter ideia do aumento da violência na cidade, vale conferir alguns indicativos sobre o assunto. Segundo reportagem publicada no caderno Niterói de O Globo de 10 de março, os casos de estupro na cidade aumentaram em 250% nos últimos quatro anos. A estatística oficial acusa ainda um aumento de 51% no número de homicídios comparando o mês de janeiro de 2012 com o mesmo mês deste ano. A violência nos arredores na universidade também não é algo novo, em 2011 estudantes protestaram na rede de microblog, o twitter, e chegaram a colocar o assunto entre os tópicos mais comentados no mundo. Na época, oito estudantes do IACS foram assaltados por dois homens armados numa moto.

Reunião com poder público Na véspera da manifestação, foi realizada uma reunião na prefeitura de Niterói com a presença do Reitor da UFF,

alguns diretores de unidade, representantes das polícias Civil e Militar e o prefeito Rodrigo Neves. Segundo o prefeito, a pauta do encontro foi um esforço maior de integração das ações das forças públicas no entorno dos campi da UFF, assim como nos espaços de convivência dos jovens e crianças das escolas da cidade. Rodrigo Neves anunciou também que lançaria, na primeira semana de abril, o projeto “Patrulha Escolar”, com dez viaturas, para atuar no entorno das escolas. E disse que a UFF vai intensificar as ações de vigilância interna e a disponibização de informações para as forças de segurança do Estado e que a Polícia Militar vai implantar a “Patrulha Universitária”, que atuará no entorno dos campi da Universidade Federal, principalmente da Zona Sul e do Centro. O diretor da Faculdade de Economia, professor Alberto Di Sabatto, esteve na reunião e relatou que o prefeito também prometeu ampliar o convênio da prefeitura com PM, que consiste em complementar salários dos policiais para que os mesmos façam hora-extra. O professor afirmou que a ronda da Polícia Militar existe atualmente no entorno das unidades, mas que é encerrada às 21 horas, enquanto as aulas vão até às 22 horas. A presidenta da Aduff, professora Eblin Farage, afirmou que a Aduff, o Sintuff e o DCE realizarão uma atividade pública na volta às aulas para dar continuidade a discussão sobre segurança.


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Instalação de catracas abre polêmica no HUAP Sem debate com a comunidade, direção do Hospital Universitária coloca roletas durante a madrugada Jesiel Araujo - Sintuff

Pedro Martins

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administração do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) instalou na madrugada do dia 18 para o dia 19 de março catracas eletrônicas na entrada do hospital. A justificativa inicial para a utilização deste sistema é o controle de acesso às dependências do HUAP, aumentando assim a segurança do local. Entretanto, professores e servidores alegam que esse debate vinha sendo feito e havia um compromisso do reitor Roberto Salles de discutir com a comunidade no Conselho Universitário sobre qual seria a melhor forma de controle e, somente depois deste debate, vir a implementar qualquer novo método. Ao ser questionado sobre a necessidade de discussão no Conselho, o diretor do HUAP, professor Tarcisio Rivello, disse que “não tem nada definido pelo Conselho Universitário de que teria de se debater lá, isso foi uma proposta do conselheiro Pedro Rosa e que está tramitando no Conselho”. Tarcisio afirmou ainda que não voltará atrás da decisão de colocar catracas e que somente o Reitor o faria desistir da implementação do novo sistema: “Nem o Conselho Universitário me fará voltar atrás. Aquilo é um órgão político”, concluiu. O diretor comentou que optar pelo controle de acesso instalando portaria acarretaria em mais custos, pois teria a necessidade de várias portarias. Além disso, este modelo apresentaria ainda o dado da subjetividade, diferenciando quem entra no hospital, já a catraca igualaria a todos. Para Tarcisio somente agora se está começando a fazer um trabalho de controle que garanta a segurança no local. Ligia Martins, dirigente do Sintuff e funcionária do HUAP, afirmou que “todos no hospital são a favor da implantação de controle de acesso às dependências do Antônio Pedro”; entretanto, “este controle pode ser realizado de diversas formas diferentes da catraca”. Para ela, a instalação das catracas se relaciona com o plano de entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares na administração do HUAP, tendo em

Catracas instaladas na entrada do Hospital Universitário Antônio Pedro durante a madrugada surpreendem a comunidade acadêmica

vista que a empresa exige o controle eletrônico de ponto e frequência. Além disso, há um tratamento diferenciado para o hospital que também seria um apontamento na preparação do novo modelo de administração. Ligia cobrou ainda que a discussão deve ser feita pelo conjunto da comunidade acadêmica e só depois implementada.

Controle de frequência Além da questão de segurança, as catracas também serão utilizadas para controle de frequência no HUAP. Crachás com cores diferentes para cada tipo de frequentador do hospital serão confeccionados, distinguindo assim estudantes, professores, servidores técnicos e administrativos, funcionários terceirizados e pacientes. Tarcisio Rivello afirmou, entretanto, que tal controle não tem relação alguma com a possível entrada da EBSERH no HUAP. O diretor revelou que há fal-

ta no controle da freqüência e que muitas vezes o ponto é assinado, o funcionário vai embora e a chefia do setor aprova mesmo assim. Segundo o professor há falta de quadros para a chefia e que isso ocasionaria este tipo de falha no controle de freqüência dos trabalhadores do hospital. Neste ponto, a divergência com os trabalhadores aumenta. Em nota, o Sintuff alega que este argumento busca desqualificar e desmoralizar os trabalhadores da universidade. Por conta do trabalho diferenciado com realização de consultas, cirurgias e outros atendimentos, fica colocada a dificuldade de utilização do mecanismo como controle de freqüência para médicos e funcionários. Segundo a professora Anna Amélia, membro do Conselho Deliberativo do HUAP, não há horário certo para muitos profissionais entrarem e saírem e até para horário de almoço. A professora citou que, por exemplo, um médico não pode parar uma

cirurgia no meio para tirar hora de almoço. Para ela, “a culpa é colocada em meia dúzia de pessoas que não trabalham, quando o que há realmente é a necessidade de uma chefia que funcione e faça este trabalho”.

Normas de segurança Será divulgado em breve um conjunto de normas de segurança para o hospital e um regimento interno. O diretor Tarcísio Rivello afirma que este material foi debatido em assembleia realizada em dezembro no hospital. Entretanto, Anna Amélia desconhece que tal conjunto de regras tenha sido discutido em assembleia ou mesmo passado pelo conselho deliberativo do HUAP. Na quarta-feira, dia 27, os servidores do HUAP fizeram uma manifestação no Conselho Universitário cobrando que a medida de controle de acesso do hospital seja discutida com a comunidade e que as catracas não sejam instaladas sem o debate.


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Congresso do ANDES-SN r do caráter público e gratuit Alvaro Neiva

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efesa do caráter publico e gratuito da educação, de condições de trabalho, salários dignos e carreira para os docentes, ampliando a organização da categoria no ANDES-SN e a unidade classista dos trabalhadores” – essa é a centralidade da luta para o movimento docente, definida pelos delegados reunidos no 32º Congresso do ANDES-SN, realizado de 4 a 9 de março, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na Plenária de Abertura do Congresso, a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, destacou a paralisação histórica das Instituições Federais de Ensino Superior, realizada em 2012, apontada como responsável por uma importante conquista política: o reconhecimento do ANDES-SN como o legítimo representante da categoria docente em todo o país. Parte do reflexo da mobilização política ao longo de 2012 pode ser percebida pelas proporções do 32º Congresso: foi o segundo maior Congresso da história do ANDES-SN, em número de participantes. Estiveram representadas 71 seções sindicais, com a participação de 356 delegados, 111 observadores, 35 diretores e três convidados. Na Plenária sobre “Movimento docente e conjuntura”, Marinalva apresentou o texto elaborado

pela diretoria do ANDES-SN. Iniciou com uma análise da crise mundial e seus efeitos no Brasil. “O governo brasileiro encontra a mesma solução que outros, ao redor do mundo: descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores, com ataques a direitos trabalhistas, e às políticas sociais, e a intensificação da privatização dos serviços públicos”, afirmou. “O momento que se abre é importante para iniciativas de unificar a luta dos trabalhadores frente aos ataques aos seus direitos, a precarização de suas condições de trabalho e a implementação da contrarreforma do Estado. É necessário fortalecer os fóruns que reúnam os lutadores classistas, investindo na unidade d e

ação. A construção da unificação classista da luta dos trabalhadores e da juventude está na ordem do dia, e é o elemento que pode potencializar as lutas de 2013”, completou.

Ato público em defesa da educação No dia 5, os participantes do Congresso se juntaram a estudantes e trabalhadores da educação em ato público no centro do Rio. Cerca de 3000 pessoas caminharam pela Avenida Rio Branco entoando palavras de ordem como “Da Copa eu abro mão, eu quero é mais dinheiro para Educação!”, e cobrando a aplicação imediata de 10% do PIB na educação pública. A manifestação foi organizada pelo ANDES-SN em parceria com o Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP). “É muito significativo para o ANDES-SN

participar desse momento, que sinaliza a unidade dos trabalhadores da educação. Os docentes organizados no sindicato vieram unir forças, numa demonstração de que nossa mobilização e disposição para a luta continua, assim como os motivos que nos levaram a protagonizar uma das maiores greves da história do nosso sindicato no ano passado”, afirmou Marinalva durante a passeata. Outro ato público do Congresso aconteceu na manhã do dia 7, em frente à entrada principal do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no Fundão. Diretora da Adufrj-SSind, Fátima Siliansky criticou a mercantilização da saúde: “Para transformar os hospitais universitários em balcão de negócios, as grandes empresas fazem um plano que viabiliza a lucratividade. E elas ainda usam os países dominados para fazer suas pesquisas de remédios, os quais, muitas vezes, fazem mal à população”.

Avançar no enraizamento da CSP-Conlutas Um dos momentos de debate acalorado do Congresso foi em relação à central sindical. Alguns docentes apresentaram uma resolução propondo “construir a unidade da classe na CUT”. “Esse Congresso representa mais uma vitória contra a tentativa de destruição do ANDES-SN iniciada há oito anos, e encabeçada pelo ex-presidente da CUT, João Felício, com a criação do Proifes. O movimento docente precisa, sim, de unidade, para resistir a


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reafirma luta pela defesa to da educação ataques como esse. É por isso que chamo o plenário a rejeitar esmagadoramente a proposta de retomar qualquer negociação com a CUT”, afirmou Oswaldo Coggiola, 2º vice-presidente da Regional São Paulo do ANDES-SN. A proposta de voltar para a CUT foi rejeitada pela imensa maioria dos delegados. Foi aprovada a resolução apresentada pela diretoria do ANDES-SN que colocava como principal desafio avançar no enraizamento da CSP-Conlutas. Foi deliberado a necessidade de intensificar a atuação do ANDES-SN na CSP-Conlutas, e seguir atuando para que a central “se fortaleça como polo aglutinador das lutas, na construção da unidade de ação com todos os lutadores que defendem os direitos dos trabalhadores contra os ataques dos patrões e dos governos”. Nesse ponto, porém, surgiu ainda a polêmica sobre a desfiliação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto da CSP-Conlutas. “Uma das fontes de vitalidade de nosso Sindicato é o fato de não apartar a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade da luta mais geral, pela transformação da sociedade. O caminho entre o Funpresp (Fundo de Previdência dos Servidores Públicos Federais) e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo, é muito curto, e é preciso que essas lutas sejam coetâneas. Por isso, é importante que nosso sindicato se esforce pela reaproximação entre CSP-Conlutas e MTST”, afirmou Felipe Brito, delegado da ADUFF. Neste sentido, foi aprovada a inclusão do texto “que na busca do fortalecimento da democracia

e da construção de uma central efetivamente sindical e popular, a direção do ANDES-SN proponha à CSP-Conlutas a retomada do processo de interlocução com o MTST”.

Carreira única e condições de trabalho são centrais na luta das IFES Um dos últimos temas debatidos no 32º Congresso do ANDES-SN foi o plano de lutas específico para o setor das Instituições Federais de Ensino (IFES). O debate central girou em torno da reestruturação da carreira docente, desmantelada pela Lei nº12.772/13, da valorização salarial e por melhorias nas condições de trabalho. Os delegados aprovaram a intensificação da luta tendo como referência a pauta do Setor das Federais e o projeto de carreira única do ANDES-SN. Para tanto, decidiram aumentar a mobilização e atualizar a estratégia para forçar o governo a estabelecer efetiva negociação e as iniciativas políticas a partir do balanço da greve de 2012 das Instituições Federais de Ensino (IFE). A pauta da campanha 2013 deverá ser amplamente divulgada e protocolada nas instâncias governamentais a partir de março. Em relação à estrutura física das IFES e necessidades de pessoal, os delegados do Congresso foram unânimes em aprovar a resolução que prevê ampliar a produção de dossiês que retratem as condições de trabalho que vivem os docentes das universidades federais.

Congresso delibera centrar esforços para marcha à Brasília em 24 de abril Na plenária que tinha como tarefa definir o plano geral de lutas do ANDES-SN, os delegados ao 32º Congresso do Sindicato Nacional deliberaram prosseguir a atuação no Espaço de Unidade de Ação tendo como referência os eixos da Plataforma Unitária do espaço que reúne diversas entidades sindicais e movimentos sociais. Acrescentaram ao texto de resolução aprovado que as “seções sindicais devem se integrar ao processo de preparação para a jornada de lutas de abril e marcha à Brasília junto às suas bases, participar dos espaços comuns que estão construindo a jornada nos estados e devem ainda envidar todos os esforços para a viabilização da marcha no dia 24 de abril de 2013”. Diversas falas dos congressistas reforçaram a importância do ato, como forma de ampliar e unificar a mobilização da classe trabalhadora neste ano

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Congresso aprova necessidade de construir encontro nacional unificado em defesa da educação pública Alvaro Neiva

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s delegados ao 32º Congresso aprovaram a proposta de que o ANDES-SN impulsione a construção de um encontro nacional sindical, estudantil e de movimentos sociais em prol da educação pública. “Em 2012, ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe empreenderam a maior greve da história das IFE, alterando significativamente o processo de mobilização. Entretanto, as lutas aconteceram de modo desarticulado, em especial no que diz respeito às greves dos setores federais e as greves estaduais e municipais”, afirmou Roberto Leher, professor da UFRJ, defendendo a necessidade de intensificar a unidade entre os diversos setores da educação. Foi deliberado uma articulação prévia entre ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe, para realizar um primeiro encontro, objetivando elaborar balanços, diagnósticos e táticas articula-

das dos trabalhadores da educação federal. Depois, em articulação com outros movimentos, iniciar um amplo processo de mobilização, com encontros temáticos e regionais, para convocar “a realização de um encontro nacional objetivando sistematizar uma agenda para a educação da classe trabalhadora em junho de 2014, contando com convidados internacionais, especialmente latino-americanos, objetivando fortalecer as lutas internacionalistas em prol da educação pública”. O Congresso aprovou ainda a rearticulação do Comitê Executivo Nacional da “Campanha pelos 10% do PIB pra a Educação Pública, já!”, o combate ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Tecnológico) e a intensificação do debate nas Seções Sindicais sobre o projeto de lei do Senado 7639/2010, conhecido como Lei das Comunitárias.

Seminários e Encontros: Para fortalecer a atuação do ANDES-SN e aprofundar o debate sobre os diversos temas compreendidos no Plano Geral de Lutas, os •

II Seminário de Mulheres do ANDES-SN;

7º Encontro Nacional Sobre saúde do Trabalhador do ANDES-SN, a ser realizado ainda no 1º semestre de 2013;

III Encontro Nacional de Comunicação do ANDESSN, precedido de Encontros Regionais Preparatórios;

II Seminário Nacional sobre Diversidade Sexual, precedido de seminários preparatórios em âmbito regional/local;

Seminário Nacional sobre

delegados ao 32º Congresso aprovaram a realização de uma série de encontros nacionais. Veja abaixo: povos indígenas e quilombolas no Brasil, com centralidade na invasão e demarcação dos seus territórios, no segundo semestre de 2013; •

III Seminário Estado e Educação, tendo como eixos: o financiamento da educação; o trabalho docente; formação docente no contexto da educação superior, em especial nos Colégios de Aplicação, Avaliação da Política de Ensino à Distância; e Avaliação do uso de novas tecnologias, no segundo semestre de 2013.

São Luís sediará o 33º Congresso do ANDES-SN F

oi aprovado por aclamação que o 33º Congresso do ANDES-SN será realizado na cidade de São Luiz, no Maranhão, sob a organização da Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma – SSind). A candidatura foi apresentada com a exibição de um vídeo sobre a cidade de São Luis, a “Ilha do Amor”. O vídeo apresentou as docentes São Luís como Patrimônio Cultural da Humanidade, por conservar a tradição de uma cidade de mais de 400 anos, maior acervo de arquitetura civil portuguesa da América Latina, mas que guarda também o legado dos africanos, através de manifestações culturais e religiosas. Além da arquitetura, o vídeo destaca a música, especialmente o reggae, que lhe deu a alcunha de “Jamaica Brasileira”, a gas-

tronomia, e o Teatro Arthur Azevedo, um dos mais antigos e imponentes do Brasil. Além dos aspectos culturais presentes do vídeo, a delegação da Apruma apresentou justificativas políticas para sediar o Congresso: a atual reitoria da UFMA tem dado demonstrações de autoritarismo e repressão contra os movimentos. A adesão à EBSERH foi decidida de forma antidemocrática e seus opositores tem sido ameaçados de processos administrativos. Por fim, a professora Cláudia Durans falou sobre a importância da realização do Congresso na conjuntura política no estado do Maranhão. Ela lembrou que o cenário político no estado é dominado por oligarquias, e que há muitos casos de conflitos agrários, provocados principalmente pela expansão do agronegócio, que afeta povos indígena, quilombolas e camponeses.

Luiz Fernando Nabuco

Alvaro Neiva

Delegados da APRUMA apresentam candidatura para sediar o 33º Congresso do ANDES-SN


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Março de 2013 • www.aduff.org.br

ANDES-SN se mobiliza para a Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência Sindicato Nacional envia materiais da Campanha “Reforma da Previdência comprada tem que ser anulada” para as Seções Sindicais

O

s materiais para coleta de assinaturas da Campanha “Reforma da Previdência comprada tem que ser anulada” foram enviados pelo ANDES-SN para as seções sindicais na última quarta-feira, dia 20 de março, junto com as orientações para a organização do abaixo-assinado, tanto no modelo eletrônico quanto no impresso. O Sindicato Nacional reforça a importância da adesão, mobilização e participação de toda a categoria. Os cartazes que compõem a campanha já haviam sido encaminhados às seções em fevereiro.   As entidades estão sendo orientadas a disponibilizarem locais de coleta de assinaturas e a incorporarem a campanha em cada um das atividades realizadas. O roteiro com as principais informações sobre os procedimentos para a coleta de assinaturas de papel pode ser acessado no site do ANDES-SN e da CSP-Conlutas. O abaixo-assinado eletrônico encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito. O documento é veiculado pelo Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, do qual o

ANDES-SN faz parte, entidades representativas de Servidores Públicos Estaduais e Municipais, CSP-Conlutas, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Auditoria Cidadã da Dívida. Possíveis dúvidas podem ser enviadas para os e-mails auditoriacidada@gmail.com e assessoria@cspconlutas.org.br. O abaixo-assinado reivindica o “reconhecimento da nulidade da Reforma da Previdência de 2003 (EC 41), devido à comprovação de compra de votos que viabilizou sua fraudulenta aprovação no Congresso Nacional, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento do processo intitulado ‘mensalão’, que condenou vários ex-integrantes do governo e partidos de sua base aliada”. O texto afirma ainda que “este ano nulo não pode continuar vigorando e provocando nefastos efeitos contra trabalhadores (as) brasileiros (as)”.  Também está prevista a realização de um ato público nacional, sem data definida, para a entrega dos abaixo-assinados.  (Fonte: ANDES-SN com informações da CSP-Conlutas)

Entidades organizam plebiscito sobre a Ebserh om o objetivo de informar e envolver a comunidade universitária e usuários dos Hospitais Universitários sobre o significado da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e os riscos que esta entidade apresenta ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à autonomia universitária, o ANDES-SN, a Fasubra, Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem), a Fenasps e a Frente Nacional Contra a Privatização do SUS encabeçam um plebiscito nacional sobre a empresa. Na avaliação das entidades, o plebiscito sobre a Ebserh é mais um instrumento que os movimentos sindicais e sociais podem utilizar para ganhar força política e dialogar com a sociedade sobre as consequências da implementação desta empresa por parte do Governo Federal. A participação do ANDES-SN no plebiscito foi deliberada durante o 32º Congresso do Sindicato Nacional, realizado no início de março, no Rio de Janeiro. No quarto dia do encontro, os participantes do congresso realizaram também uma manifestação con-

Luiz Fernando Nabuco

C

A luta contra a EBSERH tem aglutinado diversos setores nas universidades por todo o Brasil

tra a Ebserh em frente ao Hospital Universitário da UFRJ, no Campus do Fundão.

Sistematização do plebiscito Na segunda reunião da Comissão Nacional Coordenadora do plebiscito, realizada em Brasília, ficou consolidado o período de 2 a 15 de abril para a sua reali-

zação e o dia 24 para entrega do resultado em ato em frente ao MEC, aproveitando a ocasião da Marcha à Brasília, ato nacional da Jornada de Lutas Unificadas organizada pelo Espaço de Unidade e de Ação. Na circular 39/2013, encaminhada pelo ANDES-SN às seções sindicais, a entidade ressalta a importância e urgência

de que essas busquem articulação com outras entidades sindicais e estudantis para formação dos comitês nas universidades visando à realização do Plebiscito. “As urnas devem ser amplamente distribuídas, e não focando apenas os hospitais”, orienta Almir Menezes Filho, 2º tesoureiro do ANDES-SN. De acordo com o diretor do Sindicato Nacional, a Ebserh é uma ameaça à autonomia universitária em sua totalidade, pois o tipo de gestão a ser introduzido com a criação da Empresa pode se espalhar por todas as áreas de conhecimento das Instituições Federais de Ensino (IFE). Almir lembra que os comitês serão responsáveis pela coleta de votos e sua apuração, devendo encaminhar o resultado até às 17h do dia 19 de abril para a consolidação final em Brasília, pela Comissão. A votação será realizada unicamente por votos em urnas. Os modelos das células de votação e das listas de identificação serão disponibilizados via internet. (Fonte: ANDES-SN)


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Março de 2013 • www.aduff.org.br

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Milhares tomam as ruas do Rio em defesa da educação pública Erick Dau

Alvaro Neiva

Q

uase três mil pessoas tomaram as ruas do centro do Rio na tarde do dia 21 de março, na “Marcha pela Educação”. Organizada pelo Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública (Fedep), a passeata teve início na Candelária e acabou na Assembleia Legislativa. A maioria dos presentes era de estudantes. Todos os anos, o movimento estudantil realiza passeatas por todo o Brasil no dia 28 de março, Dia Nacional do Estudante. Essa data é em homenagem ao estudante Edson Luis, morto pela ditadura militar no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, no dia 28 de março de 1968. De alguns anos pra cá, no Rio de Janeiro, a tradicional passeata do movimento estudantil tem feito parte das mobilizações do Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública, contando com a participação também dos trabalhadores da educação e de outros movimentos sociais, e ampliando a pauta. “Mataram um estudante! Podia ser seu filho!”, diziam faixas e cartazes, lembrando os protestos realizados contra a ditadura, nos dias seguintes ao assassinato de Edson Luis. Nesse sentido, suas intervenções ao microfone afirmavam que 45 anos depois, as reivindicações continuam sendo muito parecidas: educação pública, gratuita e

Manifestantes tomam a Avenida Rio Branco, no centro do Rio, em defesa da educação pública

de qualidades, e as condições necessárias para completar os estudos. Maria Luisa Tambellini, professora da UERJ e representante da Secretaria Regional do ANDES-SN, destacou a importância da unidade: “muito importante estarmos todos juntos, na luta em defesa da educação pública”. A passeata percorreu toda a Avenida Rio Branco, sendo bem recebida pela população que andava pelas ruas do Centro do Rio. Antes de chegar à Cinelândia,

UFF apoia atividade de celebração ao golpe militar Parceria da Universidade com o Clube Militar é repudiada pela comunidade acadêmica Alvaro Neiva

A

divulgação da notícia de uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense e o Clube Militar do Rio de Janeiro para realização do debate “Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado” surpreendeu a toda a comunidade acadêmica. O Coletivo RJ Memória,

Verdade e Justiça, espaço do qual participam diferentes entidades, movimentos e militantes, e que tem integrantes na UFF divulgou nota pública criticando a parceria (ver quadro). O relato do evento na página eletrônica do Clube Militar deixa claro que o evento tinha como intuito justificar e legitimar as ações da ditadura civil-militar. “A Sessão Solene iniciou com o canto do Hino Nacional e teve por finalidade esclarecer os objetivos da Luta Armada, os principais acontecimentos do período e a obrigação do Estado para fazer face às ameaças criadas pelos diversos grupos armados”, diz a nota. Os estudantes que compareceram à atividade receberam diploma de participação.

manifestantes viraram na rua Araujo de Porto Alegre e retornaram em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Chegando ali, ocuparam as escadarias, onde foram ministradas aulas públicas.

Educação básica em estado de greve A passeata contou também com ampla participação de professores e funcionários da educação básica, que

O Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça vem, por meio da nota em anexo, expressar sua preocupação e reprovação com a divulgação de uma parceria desta Universidade Federal Fluminense com o Clube Militar, para a realização de evento intitulado “Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado”, a ser realizado no próximo dia 14 de março, às 14h 30min, na sede do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro. Trata-se de evento com falas restritas a posições defensoras do golpe civil-militar e da violência sistemática de Estado contra a resistência política – neste momento próximo à data do golpe de 1964, que segmentos conservadores insistem em comemorar anualmente. O debate sobre a ditadura é necessário e a universidade tem um papel importante neste processo, devendo promover espaços plurais e comprometidos com a verdade sobre

realizaram uma paralisação naquele dia 21. Na parte da manhã, fizeram uma assembleia, com quase 500 pessoas, depois dirigiram-se para o ato. A Assembleia da rede estadual do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação aprovou “estado de greve”, com a realização de uma “greve de advertência” nos dias 16, 17 e 18 de abril. No dia 18 de abril, acontecerá nova assembleia para avaliar tanto as negociações, quanto o processo de mobilização da categoria.

este passado que tanto repercute e se reproduz no presente na sociedade brasileira. Uma visão crítica ao golpe civil-militar e promotora de direitos humanos deveria ser contemplada. Lamentamos, também, que a UFF ao invés de empreender ações no sentido de esclarecer fatos sobre o passado – com a criação uma comissão da verdade interna, tal como outras universidades têm empreendido – venha a manifestar apoio a uma postura pró-golpe. Os direitos humanos não podem uma vez mais ser desconsiderados neste debate, como foram durante anos pelos sucessivos governos pós-ditadura, que ocultaram e se desresponsabilizaram dos crimes de lesa humanidade. Enfatizamos que não nos calaremos diante de movimentos antidemocráticos e enaltecedores do que foi da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente quando organizados e apoiados pela universidade pública brasileira.


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Março de 2013 • www.aduff.org.br

8 de março

ADUFF apóia atividade em comemoração ao Dia Internacional da Mulher em Campos dos Goytacazes Lara Abib

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mbora grande parte da diretoria da ADUFF estivesse envolvida com o 32º Congresso do ANDES-SN, realizado entre os dias 4 e 9 de março, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a entidade sindical não se furtou de apoiar as atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher em Campos dos Goytacazes. Ao longo dos dias que precederam o

8 de março, foi realizada no polo da UFF, em Campos, a I Semana contra a Opressão à Mulher. Uma iniciativa de estudantes e professores da instituição, o evento contou com exposições temáticas, exibição de curta-metragens, debates e oficinas. Para finalizar a Semana, movimentos sociais, estudantes, professores e trabalhadores do campo e da cidade se reuniram na Praça São Salvador, às 15h de sexta-feira, dia 8, num ato em repúdio à violência praticada contra as mulheres.

Mulheres em luta no 8 de março - ato unificado em Campos dos Goytacazes

Chega de Estupros em Rio das Ostras! Comunidade acadêmica e moradores do município exigem enfrentamento da violência sexual na cidade Lara Abib

O

Dia Internacional da Mulher também foi marcado por manifestação contra a violência em Rio das Ostras. O ato teve como objetivo alertar sobre uma estatística preocupante : o grande número de estupros cometidos na cidade. A atividade foi promovida pela campanha denominada “Chega de Estupros em Rio das Ostras” , uma inciativa de docentes da Universidade Federal Fluminense, que visa debater o tema e cobrar do poder público ações que ajudem no combate à violência. “Criamos o grupo porque mais do que professoras somos moradoras da cidade e ficamos impressionadas com

Integrantes do movimento “Chega de Estupro em Rio das Ostras” em audiência pública na prefeitura da cidade

a alta incidência de estupros na região. De lá pra cá, o grupo cresceu e virou uma campanha que já ganha contornos de movimento social, com adesão de grupos feministas, movimento sindical, estudantes, etc. A população do município recebeu a ideia muito bem”, explica a professora de Serviço Social, Paula Sirelli,

uma das fundadoras do grupo. Diante do apoio massivo, o movimento elaborou uma carta de reivindicações ao poder público, exigindo medidas urgentes para a questão. Entre as reivindicações estão o aumento do policiamento na região, a criação de uma Delegacia Especializada de Atendimen-

to à Mulher na cidade, a qualificação dos profissionais policiais para atendimento de situações de violência de gênero, em especial, violência sexual contra a mulher e a criação de campanhas educativas nas escolas. O documento já foi entregue ao prefeito da cidade, ao delegado de Rio das Ostras, à Secretária de Segurança do município, entre outros. Conforme dados do Instituto de Segurança Pública, referentes ao estado do RJ, em 2010, Rio das Ostras teve 47 casos de estupro notificados, estando dentre os mais altos índices das Regiões Norte Fluminense e Baixada Litorânea, junto com cidades como Araruama (69 casos), São Pedro da Aldeia (50 casos), Macaé (59 casos) e Cabo Frio (64 casos), sendo que a maioria destas cidades comporta um número bem superior de habitantes que Rio das Ostras. Em 2011, os casos registrados se elevam a 63. Em 2012, são 52 (cinqüenta e dois) casos de estupro , sendo que só no mês de setembro se registram 14 (quatorze) casos.

Lara Abib

O

evento, realizado no dia 12 de março, na Escola de Serviço Social da UFF, teve como objetivo debater a situação da mulher trabalhadora na sociedade capitalista. Além da

presidente da ADUFF-SSind, Eblin Farage, também compuseram a mesa a professora de História e integrante do Coletivo Nacional de Mulheres do PSOL, Danielle Jardim, e a militante feminista da Unidos pra Lutar, Eloísa Mendonça.

Zulmair Rocha - Sintuff

A convite do SINTUFF, presidente da ADUFF participa de mesa sobre Dia da Mulher

No debate, Eblin Farage ressaltou a importância da participação das mulheres no movimento sindical


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Março de 2013 • www.aduff.org.br

Jornal da ADUFF

Maré da Educação participa de manifestação contra a austeridade em Portugal Fotos: Gilberto Costa/ABr

Milhões saíram às ruas de Portugal, com faixas e cartazes questionando os ataques aos direitos e às políticas sociais

Estudantes e trabalhadores da educação ajudam a construir lutas contra austeridade fiscal e cortes nas políticas sociais

M

ilhões de pessoas tomaram as ruas de dezenas de cidades portuguesas no dia 2 de março. O lema comum das manifestações era “Que se lixe a troika! O povo é quem ordena!”. A troika é formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, e impõe aos países em crise profundos cortes nos investimentos sociais, de modo a preservar os capitais. As manifestações contaram com a participação de “Marés” setoriais, apresentando suas pautas, e mostrando como os cortes afetam diretamente os serviços públicos e, consequentemente, a vida da população. No dia 2 de março, em Lisboa, a Maré da Educação se reuniu junto do ministério da Educação, de onde partiu para se encontrar com a Maré da Saúde, e depois a Marcha unificada. As duas marés pautaram conjuntamente a defesa da Escola Pública e do Sistema Nacional de Saúde. Belandina Vaz, professora e uma das organizadoras da Maré da Educação, afirmou que “as escolas estão a entrar em falência. Não vemos uma luz no fim do túnel com este Governo, e com a troika dando as diretrizes aqui”. Mariana Gomes, aluna na

Escola Superior de Teatro e Cinema e também organizadora da Maré da Educação, explicou por que a motivação para participar na manifestação era tão grande: “Nos últimos anos, temos visto a escola pública se degradar cada vez mais”. “Ainda não posso votar, portanto não posso escolher quem me governa. Estou a ver se isto melhora, se posso ir para a faculdade”, diz a adolescente Raquel Martinho, de 17 anos, vinda das Galinheiras, um bairro de Lisboa. Ao seu lado, a irmã de 21 anos reduz suas esperanças: “talvez não haja dinheiro para isso”. No Terreiro do Paço, a manifestação pedia a renúncia do Governo. Chegavam Marés de pessoas com deficiências, depois a “maré cinzenta” dos idosos, com guarda-chuvas pretos e brancos. “Roubar os aposentados é crime”, cantavam. Manuel e Elvira Assunção, um casal de octogenários, espremeu-se pelos corredores apinhados do metrô para ir ao protesto. “Tínhamos que vir para a luta, nem que fosse de muletas!” Diluiram-se na multidão a que o analista e constitucionalista José Fontes classifica como um grande grupo inorgânico, heterogéneo, que sabe perfeitamente porque

protesta, embora mas não concorde nas soluções para o problema. “Há muitos que pedem a demissão do Governo, mas também há muitos para quem isso não faz sentido. Quando se diz ‘Governo para a rua’ também estão falando do governo anterior”, analisou.

Diversas cidades Um mar de gente ocupou a principal praça da cidade. Os organizadores do protesto, o movimento “Que Se Lixe a Troika”, anunciaram no palco “Esta é a maior manifestação de todos os tempos em Lisboa!”. Outras marés se juntavam, como da cultura, dos direitos humanos e dos

trabalhadores precarizados ou desempregados. Ainda que não isso talvez não fosse comprovado, o público estimado em Lisboa foi de 800 mil pessoas. Mais de 30 cidades portuguesas participaram dos protestos, que foram maiores do que os também multitudinários realizados em setembro de 2012. Além de Portugal, outras cidades europeias aderiram à onda de manifestações contra as diretrizes da troika, como Paris, Londres e Budapeste. (Alvaro Neiva, com agências internacionais)

Jornal ADUFF março 2013  

32º Congresso prepara ANDES-SN para período de intensificação das mobilizações

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