Jornal do Concelho - Julho 2010

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JULHO DE 2010

O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

Actividades realizadas durante o ano lectivo

Semana da leitura no JI Fratel 1º Ciclo do Fratel - Dia da alimentação

Atelier “O corpo”

OPINIÃO

Os Computadores no Ensino

N Concurso de chapéus

Concurso de presépios

Easter Egg Hunt

Sarau

Semana da Leitura - Representação de “Os ovos misteriosos”

Projecto Fénix - Ninho de Matemática

ão será novidade para nenhum dos nossos leitores que desde há alguns anos o Ministério da Educação tem apostado na generalização do acesso aos computadores e à Internet. Foi feito um investimento sem precedentes nas escolas, dotando-as de material informático de última geração incluindo computadores, rede de banda larga, quadros interactivos, etc. Por outro lado, foram criados programas que fornecem aos jovens que estão matriculados em qualquer ano da escolaridade obrigatória a possibilidade de terem acesso a computadores portáteis e acesso à Internet em condições muito vantajosas. Parece, no entanto, ter passado quase despercebido um estudo recente, no qual um grupo de investigadores da Universidade de Duke, Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, procurou saber se a introdução de computadores no ensino melhora ou prejudica a aprendizagem. A tarefa não se afigurava fácil, tendo em conta que são múltiplos os factores que justificam as melhorias ou os retrocessos escolares. Como forma de contornar esta dificuldade, os referidos investigadores analisaram uma amostra de 150 mil jovens durante cinco anos. Foram analisados os resultados dos alunos na Matemática e na leitura antes e depois da introdução do computador para o estudo em casa. Ao contrário do que se poderia supor, os resultados não melhoraram. Os rapazes registaram mesmo algum retrocesso. O estudo mostra, ainda, que os rapazes oriundos

de meios mais desfavorecidos tiveram um retrocesso ainda maior que os outros. Poder-se-ia concluir, então, que não se deve usar o computador no ensino? Nada mais errado. O que este estudo mostra, de uma forma breve, é que: · O computador não é – por si só – solução para os problemas de aprendizagem; · Quando mal utilizado, o computador pode ser pernicioso devido à distracção constante que pode fomentar: e-mail, mensagens instantâneas, jogos, redes sociais são uma constante tentação; · O tempo de estudo (com computador) em casa deve ser cuidadosamente monitorizado pelos pais, por duas razões: para controlar as distracções e pela facilidade, no caso de o aluno estar a resolver exercícios interactivos (na “Escola Virtual”, por exemplo), da resolução aparecer após sucessivas tentativas e erros. Assim, e citando o estudo anteriormente referido: o desafio de pais e professores é “assegurar que os alunos utilizam as tecnologias da i n f o r m a ç ã o convenientemente”. Prof. Luís Costa Fontes: Crato, N. (2010) “Computadores no Ensino” in Expresso, Lisboa, 10 de Julho de 2010; Clotfelter, C. T., Ladd, H. F. & Vigdor, J. L. (2008) Scaling the Digital Divide: Home Computer Technology and Student Achievement, Duke University, [on-line] [disponível em] http://www.hks.harvard.edu/ pepg/PDF/events/colloquia/ Vigdor_ScalingtheDigitalDivide.pdf


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