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Actualidad

Economia ibérica julho 2019 ( mensal ) | N.º 265 | 2,5 € (cont.)

CCILE atribui prémios

à Gestora e Empresário Ibéricos do Ano pág. 50

Empresas portuguesas com produção em Espanha pág. 38

VI Torneio Ibérico de Padel CCILE pág. 56


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Índice

Foto de capa

índice

Sandra Marina Guerreiro

Nº 265 - julho de 2019

Actualidad

16. Seguradora Berkley

Economia ibérica

Diretora (interina) Belén Rodrigo Coordenação de Textos Clementina Fonseca Redação Belén Rodrigo, Clementina Fonseca, Olga Hernández (estagiária) e Susana Marques (editora)

Copy Desk Julia Nieto e Sara Gonçalves Fotografia Sandra Marina Guerreiro Publicidade Rosa Pinto (rpinto@ccile.org) Assinaturas Sara Gonçalves (sara.goncalves@ccile.org)

Grande Tema

entra em Portugal com foco no middle-market

Empresas portuguesas con fabricación en España 38.

Projeto Gráfico e Direção de Arte Sandra Marina Guerreiro Paginação Sandra Marina Guerreiro Colaboraram neste número Eduardo Serra Jorge e Nuno Almeida Ramos Contactos da Redação Av. Marquês de Tomar, 2 - 7º 1050-155 Lisboa Telefone: 213 509 310 • Fax: 213 526 333 E-mail: actualidade@ccile.org Website: www.portugalespanha.org Impressão What Colour is This? Rua do Coudel, 14, Loja A 2725-274 Mem-Martins Distribuição VASP – DISTRIBUIDORA DE PUBLICAÇÕES Sede: Media Logistics Park, Quinta do Grajal – Venda Seca 2739-511 Agualva-Cacém Nº de Depósito Legal: 33152/89 Nº de Registo na ERC: 117787

Editorial 04.

Opinião 46.

Estatuto Editorial: Disponível em www.portugalespanha.org As opiniões expressas nesta publicação pelos colaboradores, autores e anunciantes não refletem, necessariamente, as opiniões ou princípios do editor ou do diretor. Periodicidade: Mensal Tiragem: 6.000 exemplares _________________________________________ Propriedade e Editor CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LUSO-ESPANHOLA - “Instituição de Utilidade Pública” NIPC: 501092382 Av. Marquês de Tomar, 2 - 7º 1050-155 Lisboa Comissão Executiva Enrique Santos, António Vieira Monteiro, Luís Castro e Almeida, Ruth Breitenfeld, Eduardo Serra Jorge, José Gabriel Chimeno, Ángel Vaca e Maria Celeste Hagatong

Portugal en la industria española, una presencia muy sana

Principais alterações ao Código do Trabalho - Eduardo Serra Jorge

Atualidade 14.

Sodexo prepara nova oferta e serviços no domínio dos benefícios sociais

18.

Grupo Norte crece en el área de trabajo temporal y outsourcing

22.

El Fórum dos Portugueses en España cumple 25 años

E mais...

06. Apontamentos de Economia 26.Marketing 32.Fazer Bem 36.Ciência e Tecnologia 46. Advocacia e Fiscalidade 48.Vinhos & Gourmet 50.Eventos 60. Setor Automóvel 62.Barómetro Financeiro 64.Intercâmbio Comercial 66.Oportunidades de Negócio 68.Calendário Fiscal 69.Bolsa de Trabalho 70.Espaço de Lazer 74. Statements

Câmara de Comércio e Indústria

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Portugal en la industria española,

una presencia muy sana

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ste mes damos enfoque a las empresas portuguesas que cuentan con unidad o unidades de fabricación en España. Es cierto que no se trata de un número muy excesivo si lo comparamos con la presencia de negocios lusos en territorio español (muchos de ellos en el sector servicios) pero no por ello debe de darse menos importancia. Se trata de sectores específicos, de la industria en distintas áreas como son el agroalimentario, el corcho, los derivados de madera, la energía o el vidrio. En algunos casos, como ocurre con la corchera Amorim (en la foto), esta presencia viene ya de hace años, concretamente desde los 70. Y en este caso concreto vemos como el mercado español es también una fuente de materia prima para el grupo portugués. Hay otros casos como el de Sonae Indú st ria que adquirió una compañía española en 1993, Tafisa, cuando ésta se encontraba en dificultades y su presencia aportó estabilidad que se tradujo con el paso de los años en consolidación y crecimiento internacional del grupo. Y hoy ya no hablamos ni de Tafisa ni de Sonae Indústria sino de

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Sonae Arauco, una de la s mayo re s empre s a s del mu ndo de soluciones de productos derivados de la madera. En otros c a sos, como el de Efacec, la presencia comercia l d io pa so a la presencia industria l ya que E spa ña ha sido una prolongación natura l y esperada de la actividad y negocio del gr upo. Las empresas portuguesas tienen mucho que aportar al mercado español, aunque se trate de un tejido empresarial fuerte. Siempre pueden surgir oportunidades y es la combinación de lo mejor de los dos países lo que convierte a estos proyectos en únicos. Como ocurre con Sovena, es la segunda empresa de aceite de oliva más grande del mundo y el mayor suministrador de marca privada de este sector.

Líder indiscutible en Portugal, en el mercado español goza de la primacía en la Península Ibérica en términos de aceites envasados. Durante unos años fue proveedor único de la marca blanca de aceites de Mercadona, Hacendado, lo que le permitió consolidar su posición. Es en este tipo de negocios en los que puede ver realmente la sintonía ibérica y la complementariedad entre ambas economías. El capital que viene de fuera es bueno si con él se salvan empresas o se añade valor a la compañía. Y si además el origen de dicho capital es portugués todo se queda en un mismo territorio, la Península Ibérica, cuyo crecimiento beneficia todos.  E-mail: brodrigo@ccile.org


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apontamentos de economia apuntes de economÍa

RE/MAX Portugal adquire RE/MAX França

Presente em Portugal há 19 anos, com 312 agências e 7.443 agentes, a RE/MAX Portugal, a maior imobiliária a operar em território nacional e líder na mediação, aposta na expansão internacional, com a compra da

rede de franchising da marca crescimento contínuo em Portugal. em França, atualmente com Queremos crescer, inovar, impulsio52 franqueados, e cujo valor nar negócio, incorporando os valode investimento será de dois res que nos tornaram líderes em milhões de euros. Portugal.”, sublinha o presidente da “Os objetivos traçados para RE/MAX Portugal. esta operação pautam-se Com a entrada no mercado francês, pelo crescimento da rede, as perspetivas da RE/MAX assenbem como o reforço do posi- tam na construção de uma forte cionamento forte e compe- rede de franchising , que “aposte titivo naquele mercado. A na formação contínua dos agentes estratégia delineada para imobiliários, uma vantagem comeste ano tem como meta as petitiva para a qualidade dos servi80 agências na cidade de ços”, adianta Manuel Alvarez. Paris e zonas circundantes da O responsável refere ainda que capital, também designada “estamos a viver um novo ciclo de de região da Ilha de França”, crescimento da empresa, agora a enquadra a empresa liderada nível internacional e que prima por por Manuel Álvarez (na foto) e conseguir potenciar uma rede de Beatriz Rubio. franchising robusta e competitiva Na decisão da compra da RE/ em França. A médio prazo é nosso MAX França, “esteve o forte objetivo transmitir o conceito de potencial de desenvolvimento indústria imobiliária ao mercado da marca naquele país e que virá a francês, centrado no recrutamento ser fomentado através da aplicação e retenção dos melhores profissiodo modelo de negócio que existe nais do mercado, e que possibilita em Portugal”. “Estamos a replicar obter equipas motivadas e produem França o modelo de negócio tivas, prestando o melhor serviço que tem sido exemplo de sucesso e possível aos clientes”.

COSEC automatiza a admissão e regulação de sinistros e antecipa indemnizações Em 2018 a COSEC, seguradora líder em Portugal nos ramos do seguro de créditos e caução, registou uma subida de 23,2% nas ameaças de não pagamento das vendas a crédito, face a 2017. Cerca de 57% destas ameaças resultaram em pagamentos de indemnização por parte da COSEC aos seus segurados. Por forma a encurtar os prazos de pagamento de indemnização, a COSEC desenvolveu uma forma inovadora de admitir e regularizar automaticamente os sinistros na COSECnet, a plataforma de gestão online da apólice de seguro de cré-

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ditos da companhia. Aplicável a valores de crédito inferiores a cinco mil euros, serão automatizados online cerca de 60% dos processos de sinistros assumidos pela companhia, permitindo aos segurados receberem o aviso de pagamento de um sinistro no primeiro dia do prazo contratualmente previsto para o seu pagamento, diminuindo o prazo de recebimento da indemnização devida. “Esta solução permite, assim, uma antecipação do prazo de pagamento da indemnização, sem custos adicionais para o segurado.

Representa mais um passo no plano de transformação digital da COSEC, com uma clara melhoria do serviço para com os seus segurados, reforçando o compromisso da companhia na centricidade no cliente”, explica ainda Maria Celeste Hagatong, presidente do conselho de administração da seguradora. A COSEC é a seguradora líder em Portugal nos ramos do seguro de créditos e caução, “oferecendo as melhores soluções para apoio à gestão e controlo de créditos, bem como garantias de seguro caução”, garante a companhia.


Breves Delta Q chega ao mercado da grande distribuição polaco A Polónia é a mais recente aposta da Qalidus, Qharacter, aQtivus, Qonvictus Delta Q. A marca portuguesa de café e Origem Malay. encapsulado estabeleceu um acordo “É com muita satisfação que entramos de distribuição com a Biedronka, cadeia no mercado polaco, em parceria com a de retalho da Jerónimo Martins neste Biedronka, líder no retalho na Polónia. mercado, para a disponibilização dos O acordo estabelecido prevê a entrada seus produtos em mais de 2.900 lojas das marcas Delta Cafés e Delta Q, mas de 1.100 localidades. outras oportunidades estão a ser avaliaO sistema Delta Q entra neste novo das de acordo com as nossas prioridamercado com duas máquinas: a Qool des estratégicas e potencial de mercado”, Evolution e a Milk Qool Evolution. Esta avança Rui Miguel Nabeiro, administraúltima está pensada para quem gosta dor do grupo Nabeiro-Delta Cafés. de preparar bebidas com leite fres- O mesmo responsável afirma que a preco, nomeadamente galão ou capuccino. sença na Polónia confirma a importânPara isso, conta, com um depósito extra. cia e o peso das exportações no grupo: A Delta Q leva consigo também cinco atualmente, representam mais de 30% variedades de cápsulas, incluindo da faturação.

Schindler Portugal obtém a nova norma para a saúde e segurança no trabalho A Schindler, uma das marcas líde- veis diretos de saúde e segurança, res mundiais em mobilidade vertical, sendo ainda incentivada a consulacaba de alcançar a certificação ISO ta, participação e comunicação dos 45001 em Portugal. O novo padrão processos de gestão e tomada de internacional para a saúde e segu- decisão aos colaboradores de todos rança no trabalho passa, assim, a os níveis. Com a certificação ISO vigorar na empresa a nível ibérico, 45001 é encorajada a sinalização uma vez que já era reconhecida pela de situações perigosas, com posnorma em Espanha. sibilidade de adoção de medidas Com 425 colaboradores em Portugal, preventivas ou de ações corretivas, a Schindler ascende ao lote restrito assim como a sugestão de áreas de organizações com elevada com- de melhoria e posterior feedback a preensão das questões que impactam mudanças propostas. na forma como as responsabilidades De acordo com Arantzazu Molina, de Saúde e Segurança são geridas, Diretora Técnica da Schindler Ibéria, desde o momento do planeamen- “a certificação ISO 45001 é um feito to estratégico até à concretização que não teria sido possível sem o das atividades no âmbito da mon- envolvimento, direto e indireto, da tagem, manutenção e modernização vasta equipa de colaboradores da de ascensores, escadas mecânicas, Schindler Portugal, cujo empenho tapetes rolantes e plataformas. e espírito de liderança nas matérias Os requisitos de responsabilidade de Saúde e Segurança faz diariaassumidos pela Schindler Portugal mente a diferença nos processos e passam a incluir a administração resultados da empresa - estamos de da empresa, além dos responsá- parabéns.”

Grupo Garland aumentou faturação 5%, para 120 milhões de euros Em 2018, o grupo Garland faturou 120 milhões de euros (M€), registando um crescimento de 4,9% face a período homólogo para os mesmos negócios. A média de crescimento anual do Grupo Garland é, desde 2016, de 5,5%. As empresas internacionais do grupo, que é um dos líderes no setor de transportes, logística e navegação, nomeadamente a Ocidenave España, com escritórios em Valência e Barcelona, a Garland Maroc, com sede em Casablanca, e a chilena Anacondaweb, faturaram um total de 33,3 milhões de euros, mais 9,9% do que em 2017. A área internacional, com que o grupo arrancou em 2014, representa já 27,9% da faturação global. Num ano em que todos os negócios do core business da Garland refletiram crescimento, a Logística foi o que viu o seu volume de negócios crescer mais, designadamente 20,1%. Em Portugal, o volume de negócios alcançado situou-se nos 91,3 milhões de euros, mais 3,5% do que em 2017. Para esta boa performance, muito contribuiu o crescimento de 20,1% na faturação da Garland Logística, empresa mais recente do grupo, e aquela que mais tem absorvido investimento, nomeadamente em instalações logísticas. Custo de vida em Lisboa está mais acessível A capital portuguesa cai dois lugares no ranking da Mercer, comparando com o ano anterior, passando para a 95ª posição. De acordo com o estudo “Global Talent Trends 2019” da Mercer, 65% das empresas, de uma forma transversal a todas indústrias e países, estão a utilizar programas de mobilidade para melhorar as suas estratégias no que se refere à gestão dos seus colaboradores. Para tal, as empresas precisam de avaliar cuidadosamente o custo dos “pacotes de remuneração para expatriados”. O 25º estudo anual “Custo de Vida” da Mercer conclui que um conjunto de fatores, incluindo flutuações cambiais, custo da inflação no que se refere a bens e serviços e a volatilidade dos preços de alojamento, contribuem para o custo geral dos “pacotes de expatriados” para colaboradores em tarefas internacionais. De acordo com o estudo global sobre o Custo de Vida de 2019 da Mercer (“Cost of Living Survey”), Lisboa desceu duas posições no ranking, passando da 93ª

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Breves posição em 2018, para o 95º lugar em 2019. Após uma subida expressiva de 44 posições o ano passado, a capital portuguesa encontra-se agora estável no ranking do custo de vida da Mercer. Através do estudo foi ainda possível concluir que o preço da gasolina em Lisboa é dos mais elevados tendo em conta as restantes cidades do ranking. Por outro lado, e comparativamente com a cidade mais cara do ranking, o preço de arrendamento de um apartamento T3 nas zonas nobres de Lisboa ronda os 3.150 euros e em Hong Kong, por exemplo, ronda os 12.910€euros. Porto de Leixões regista o melhor quadrimestre de sempre na movimentação de carga Entre janeiro e abril deste ano, o Porto de Leixões movimentou mais de 6,6 milhões de toneladas de mercadoria, numa variação homóloga de 5% que representa o melhor registo de sempre em período homólogo Em termos gerais, os movimentos acumulados de janeiro a abril de 2019, por comparação aos períodos homólogos, são máximos, entre outros, no total de carga, na carga contentorizada e na carga ro-ro, em contentores, quer em número, quer em TEUs, na arqueação bruta (GT) total e, também, no número de passageiros. Os valores de número de navios e de GT relativos a navios de cruzeiro foram também os mais elevados de sempre. De facto, face ao mesmo período do ano anterior, Leixões cresceu a dois dígitos na maioria dos segmentos: 14% na carga geral; 18% na carga fracionada; 12% na carga contentorizada e 19% na carga roll-on/roll-off (mercadoria que embarca e desembarca em cima de rodas). Por sua vez, também os contentores tiveram um crescimento assinalável, quer em número (14%), quer em TEUs (13%). Quanto ao número de navios que circularam em Leixões nestes primeiros quatro meses do ano, os valores são notáveis, registando-se o maior crescimento de sempre (13%) em GT, o que revela a dimensão e capacidade cada vez maior dos navios que entram e saem de Leixões. Também no que concerne a passageiros o Porto de Leixões pontuou de forma absolutamente positiva, registando um crescimento de 22%, para 23.854 turistas que entraram na região através desta infraestrutura portuária.

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Novo Banco lança novo depósito estruturado

O Novo Banco disponibiliza desde o dia 3 de junho, o novo depósito estruturado – NB ECO Economia Circular – indexado ao desempenho das ações de três empresas: Caterpilar Inc., Renault SA e Danone SA, que fazem parte do índice “MSCI World ESG Leaders”, e que se destacam pela sua capacidade de aplicação do conceito de economia circular. O Depósito Estruturado NB ECO Economia Circular, denominado em Euros, poderá ser subscrito a partir de 500 euros, tem garantia do capital aplicado e rendimento mínimo garantido. Na data de vencimento (7 julho de 2021), paga uma remuneração sobre o montante depositado igual a 2,60% (1,273% TANB), se as cotações de fecho dos ativos subjacentes na data de observação final (2 de julho de 2021) forem iguais ou superiores às respetivas cotações de fecho na data de início (3 de julho

2019), ou 0,05% (0,024% TANB), caso contrário. Esta oferta surge com base no atual paradigma do modelo económico linear que pode estar a chegar ao fim, sendo substituído pela economia circular, baseada numa visão sistémica inspirada na observação da natureza. Esta economia é, por definição, um sistema industrial que permite a regeneração e recuperação dos materiais utilizados. A indústria linear cuja produção se baseia em matérias-primas em bruto, venda, utilização e no fim de vida, o lixo, é substituída pela economia circular com recuperação dos materiais, o uso de energia renovável e a eliminação do uso de produtos químicos tóxicos, que prejudicam a reutilização e o retorno à biosfera e ainda a eliminação de resíduos, através de novos produtos, sistemas e modelos de negócio.

Vivafit reforça presença na Índia A marca portuguesa de ginásios para mulheres Vivafit, acaba de assinar mais um contrato de franchise para a abertura de um novo centro na Índia. Na cerimónia de assinatura do acordo, na embaixada de Portugal, estiveram presentes Pedro Ruiz, CEO da Vivafit, Ajay Jain, sócio investidor da Vivafit India, Manisha Ahlawat, CEO da Vivafit Índia, Sofia Batalha Encarregada de Negócios da Embaixada em representação do Embaixador, Luísa Lino, Delegada do AICEP na Índia e Diretora da confederação do desporto em Portugal e a famosa atriz de Bollywood, Mandira Bedi, que é a nova embaixadora da marca na Índia. Com um investimento de cerca de 100 mil euros, o novo centro vai inaugurar em

agosto de 2019, na cidade de Gurgaon. Presente na Índia desde 2011, a Vivafit está empenhada num plano de expansão rápida neste mercado, com um grande foco no norte da Índia, onde prevê abrir 50 centros até ao final de 2020. “Estamos a trabalhar de perto com os nossos parceiros na Índia, neste plano de expansão, pois acreditamos que pode ser um dos mercados mais importante para a Vivafit. Além disso, agora contamos com a Mandira Debi para representar a marca na Índia, além de ser uma celebridade e de estar alinhada com os nossos valores de vida saudável através do exercício físico e de bons hábitos alimentares, vai aumentar o reconhecimento da marca neste mercado“, comenta Pedro Ruiz, CEO da Vivafit.


EDP e Engie criam joint-venture para liderar eólicas no mar A produção de energia eólica, offshore , fixo e flutuante estão na base da joint-venture que a EDP e a francesa Engie vão criar. Controlada em partes iguais pelas duas entidades, a nova empresa promete ser o veículo exclusivo da EDP, através da EDP Renováveis, e da Engie, para oportunidades eólicas offshore em todo o mundo. Em comunicado, a elétrica portuguesa indica ainda que a joint-venture será um dos cinco maiores operadores a nível global na área, combinando a competência industrial e a capacidade de desenvolvimento das duas empresas. O memorando de entendimento estratégico para a sua criação foi assinado em maio por António Mexia, CEO da EDP

e presidente da EDP Renováveis (EDPR), e Isabelle Kocher, CEO da Engie. De acordo com os termos do documento, a EDP e a Engie combinarão os seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na joint-venture , iniciando com um total de 1,5 GW em construção e quatro GW em desenvolvimento. O objetivo é vir a atingir os cinco a sete GW de projetos em operação ou construção e os cinco a 10 GW em desenvolvimento avançado até 2025. A Europa, Estados Unidos da América e algumas regiões asiáticos serão os principais alvos da joint-venture , que tenciona ser autofinanciada.

DBRS melhora rating do Millennium bcp A agência de notação financeira DBRS melhorou o rating do Millennium BCP enquanto emissor de longo prazo para “BBB” ( low ), o primeiro grau de investimento. A melhoria da classificação parte do anterior rating “BB” ( high ). A melhoria do rating pela DBRS é justificada pela redução da exposição ao crédito malparado e pela rentabilidade do banco no mercado doméstico. A DBRS relata que o BCP “reduziu o stock de non-performing exposures (NPEs), além de melhorar a rentabilidade no mercado interno. No entanto, os ratings continuam a refletir o custo do risco ainda elevado e o elevado stock de NPEs, que, embora tendo melhorado, permanece acima dos pares europeus”. A perspetiva estável leva em conta “a posição de financiamento estável do banco e os rácios de capital

aceitáveis”. Uma subida do rating exigiria uma redução adicional dos NPEs, bem como um longo histórico de geração de lucros em Por tugal, diz a DBRS. Além disso, “uma maior clareza em torno das perspectivas de rentabilidade na Polónia, como resultado das recentes propostas sobre hipotecas denominadas em francos suíços, seria um pré-requisito para qualquer atualização adicional”, adianta a agência, citada pelo “Jornal Económico”. O CEO do BCP, Miguel Maya, considerou que a reavaliação mais positiva do rating traduz “o esforço contínuo e bem-sucedido do Millennium bcp na melhoria da qualidade do balanço e o persistente trabalho realizado para aumentar a eficiência e a rendibilidade do banco”, cita a mesma publicação económica.

Breves Chronopost lança novo serviço low-cost de entrega de encomendas entre lojas Pickup As compras online e os marketplaces não param de crescer e os modelos de negócio são cada vez mais variados. É a pensar neles que a Chronopost, empresa líder no mercado doméstico do transporte expresso em Portugal, criou uma solução logística adaptada às necessidades dos compradores e dos vendedores. Trata-se de um serviço low-cost, que consiste em enviar e levantar encomendas de uma loja Pickup para outra, sem necessidade de imprimir qualquer etiqueta de expedição. “A nossa missão é perceber as necessidades dos clientes, apreendendo as suas preferências e receios, com o objetivo de apresentar-lhes soluções completas e inovadoras que não só correspondam, como excedam as suas expetativas. O novo serviço Shop2Shop é a nossa aposta para as expedições de quem pretende enviar encomendas a partir da rede Pickup, entre lojas, e de uma loja para casa. Quem envia a encomenda não tem necessidade de imprimir etiquetas de expedição, recebendo um QR Code no seu smartphone, o que afirma igualmente a constante inovação que a Chronopost traz ao mercado e a preocupação com soluções paperless e sustentáveis do ponto de vista ambiental”, refere Olivier Establet, presidente da Chronopost Portugal e Seur Portugal. Nova empresa espanhola vai investir na compra e reabilitação de casas em Portugal A espanhola Homes Experience está a investir na sua expansão internacional e prevê entrar em Portugal e Itália, através da Homes.ag, ainda este ano, com um investimento inicial de 300 mil euros nos dois países. “A empresa não se expande por meio de instalações comerciais, mas o investimento está voltado para tecnologia e equipamentos”, diz o fundador e presidente da Homes Experience, Francisco Morán, à “EjePrime”, citado pelo site “Idealista.pt”. Da holding Homes Experience fazem parte a Aquí Tu Reforma e a Compropiso, responsável pela compra, reabilitação e posterior venda de casas, e que faturou 4,9 milhões de euros em 2018 e espera alcançar os 7,4 milhões até ao final deste ano. A terceira empresa, Aquí Tu Reforma, começou a dar os primeiros passos em janeiro deste ano, e pretende transformar-se numa rede de franchising na área das reformas de casas. A companhia, que conta atualmente com 15 franqueados em carteira, pretende também “dar o salto” para o mercado europeu dentro de um ano.

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Gestores

em Foco

Alberto Laplaine Guimarães (na foto), atual secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, foi recentemente eleito presidente da Comissão Executiva da Casa da América Latina, instituição que agrupa o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Câmara Municipal de Lisboa, as embaixadas Latino Americanas e um conjunto de empresas e entidades. A CAL visa estreitar os laços culturais, económicos e institucionais de Portugal e de Lisboa com o mundo ibero-americano, em particular com os países da América Latina. A Tetra Pak nomeou Ramiro Ortiz (na foto) como o novo diretor-geral da Tetra Pak Ibéria, a partir de 1 de julho, após a nomeação de Alejandro Cabal, que ocupou o cargo nos últimos quatro anos, como vice-presidente de Soluções de Embalagem, tornando-se assim o novo responsável pelo desenvolvimento do portefólio da empresa. Ramiro Ortiz ocupava, desde 2016, o cargo de Global Key Account Director da conta global da Coca-Cola, tendo entrado na empresa em 1999. Antes de ocupar o seu cargo atual, desempenhou vários cargos de direção no Grupo, entre os quais se destaca o seu percurso na liderança do departamento de vendas e gestão de contas chave no Brasil e na Suécia.

Alberto Teixeira, copresidente do grupo Ibersol, vai receber o Prémio Carreira 2019, a distinção máxima atribuída anualmente pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP) a um diplomado que se tenha destacado pela carreira profissional e percurso cívico, e assim contribuído para afirmar esta escola como “instituição de excelência” no ensino e na investigação em Economia e Gestão. O gestor licenciou-se em Economia, pela FEP, e trabalhou quase duas décadas no grupo Sonae, da área da indústria (em Portugal e Espanha), à Distribuição e na holding –, a quem viria a comprar a Ibersol em 1997, em conjunto com o sócio e amigo António Pinto de Sousa. Desde então, cimentou ainda mais a sua longa carreira empresarial, onde exerceu diversas funções de topo, primeiro no grupo Sonae e atualmente no grupo Ibersol, que explora na Península Ibérica insígnias como a Pizza Hut, Burger King, KFC ou Pans & Company, entre outras marcas próprias e franqueadas., destaca ainda a FEUP

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Renováveis criam quase 60 mil postos de trabalho entre 2010 e 2017 Os desafios da penetração das renováveis no sistema elétrico nacional, a situação atual das renováveis na política energética e mais concretamente no Plano Nacional de Energia e Clima para 2030 (PNEC 2030), os requisitos técnicos para a produção eólica e os desafios que a tecnologia enfrenta na concretização das metas estabelecidas, bem como a bancabilidade dos projetos e a concorrência com a tecnologia fotovoltaica em termos de custo nivelado de energia (LCOE), foram alguns dos temas abordados ,a última conferência da APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis. Durante a conferência realizada no passado dia 18 de junho, no Porto, subordinada ao tema “A Energia Eólica – Presente e Futuro”, apresentaram-se ainda projeções para uma descarbonização mais eficaz da economia, assinalando-se as principais

perspetivas para as energias eólica e fotovoltaica, num debate que contou com a participação de especialistas da rede elétrica, académicos, empresas e autoridades locais. Entre 2010 e 2017 verificou-se que as renováveis, através de um investimento industrial superior a 650 milhões de euros, criaram em Portugal cerca de quatro mil empregos diretos e 51 mil indiretos. Durante esse período foi também possível verificar que as exportações de componentes resultantes do cluster industrial desenvolvido atingiram, em média, cerca de 278 milhões de euros por ano, sendo que em 2017 se exportaram cerca de 400 milhões de euros. O crescimento do setor renovável contribuiu para a redução da dependência energética externa do país, tendo esta ficado pelos 80% em 2017, quando em 2007 havia atingido os 83%.

Almeirim recebe investimento de 50 milhões e mais de 180 empregos A empresa 52-Fresh vai instalar uma unidade de transformação de cenouras em Almeirim, num novo investimento que vai permitir a criação de 183 novos postos de trabalho, segundo uma notícia do “Jornal de Negócios”. A 52-Fresh e a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal no passado dia 25, o contrato para a construção da nova unidade de produção, que irá representar um investimento da ordem dos 50 milhões de euros, adianta a mesma publicação. A unidade destina-se a transformar cenouras pequenas, cujo fim será a exportação, e o projeto surge no âmbito de programas de incentivos fiscais e financiamento. Desde 2017, foram anunciados dois grandes projetos a estrear no município ribatejano, já que a Sumol+Compal tinha já anunciado recentemente um novo plano de investimentos, de 65 milhões de euros, a realizar até 2021. A intenção

deste novo investimento será duplicar a capacidade de armazenamento e expedição, reduzir a pegada de CO2 e adotar embalagens mais amigas do ambiente. Durante uma visita do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, à fábrica de Almeirim, no passado dia 17 de maio, o presidente da Sumol+Compal, António Eusébio, apresentou o “maior programa plurianual de investimento” da empresa e a parceria com a Tetra Pak que permite à marca Compal ser a primeira a nível mundial a utilizar uma nova embalagem “mais amiga do ambiente, mais funcional, ergonómica e leve”. “No total, cerca de 80 milhões de investimento e mais de 250 novos postos de trabalho”, resume o presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Miguel Ribeiro, sobre estes dois novos investimentos no concelho, o da 52-Fresh e o da Sumol+Compal.


apuntes de economĂ?a

apontamentos de economia

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Breves Acciona prevé 2.000 millones de euros de inversión renovable en España La última junta de accionistas de Acciona confirmó el cambio de estrategia de la compañía hacia el mercado español de renovables. Después de años marcando distancias debido a la incertidumbre regulatoria y las rebajas a la retribución de este tipo de tecnologías, el presidente de Acciona ha dibujado un escenario de fuertes inversiones en España en los

próximos años. “Hoy en España tenemos 1.600 megavatios (MW) de proyectos con derechos de conexión y el objetivo de aumentar a 2.000 MW durante los próximos 18 meses”, dijo el máximo responsable de la empresa. En términos de inversiones, esta cartera de proyectos equivale a unos 2.000 millones de euros. “Acciona va a contribuir al esfuerzo inversor en renovables en España gracias a la mejora de las perspectivas regulatorias en lo referente a la volatilidad la revisión periódica de retribución de los activos”, señaló. La base de esta estrategia es el Plan Nacional Integrado de Energía y Clima aprobado hace unos meses por el Gobierno saliente. Dulcesol entra en nuevas categorías y pasará a llamarse Vicky Foods Los dueños de Dulcesol han decidido cambiar el nombre del grupo para que refleje su entrada en nuevas categorías más allá de la panadería y la bollería, un “giro” a nivel estratégico

de cara a un 2019 que prevén cerrar con una subida de ventas del entorno del 3%, hasta rondar los 350 millones de euros. El consejero delegado de la empresa, Rafael Juan, ha anunciado que la matriz pasará ahora a denominarse Vicky Foods en homenaje a su madre, cofundadora de la compañía. El grupo está conformado por cerca de cuarenta sociedades y filiales entre España y el extranjero, y se divide en tres categorías: panadería y bollería bajo la marca Dulcesol (que supone más del 90% de sus ingresos), productos “funcio-

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Cepsa y Redexis crearán la mayor red de repostaje de gas natural en España Redexis y Cepsa han alcanzado un acuerdo para la creación de la mayor red de estaciones de repostaje de gas natural vehicular (GNV) en España, con el objetivo de ampliar la oferta de soluciones energéticas y fomentar la movilidad sostenible. Ambas compañías se comprometen a dotar a España de una red de cobertura nacional de infraestructuras de recarga de gas natural para vehículos ligeros y pesados, de fácil acceso y con tiempos de carga similares al repostaje de los hidrocarburos tradicionales. Mediante una inversión de 30 millones de euros en el periodo 2019-2021, Redexis acometerá la construcción

y mantenimiento de 50 «gasolineras» ubicadas en estaciones de servicio de Cepsa en España, con depósitos de GNL (gas natural licuado, utilizado por el transporte pesado de larga distancia) y GNC (Gas Natural Comprimido, utilizado por todo tipo de vehículos en ámbito regional e interregional), de cuyo suministro y comercialización se encargará Cepsa.

Indra compra ITP con un préstamo de BNP y una ampliación de capital de 500 millones La compra de ITP Aero por parte de Indra supondrá una transformación en la cuenta de resultados del grupo participado por el Estado y la Corporación Financiera Alba, ya que sus ingresos

serán más recurrentes y procederán más del área civil y de defensa en lugar de la de tecnología. Pero también provocará un cambio sustancial en la estructura financiera del grupo presidido por Fernando Abril-Martorell, con dilución incluida para los accionistas.

Según aseguran fuentes próximas a la operación, Indra va a comprar entre el 70 y el 75% del capital de ITP Aero, que hace tres años, cuando la ingeniería vasca Sener vendió su 50% a Rolls-Royce, se valoró en su totalidad en 1.355 millones. Por tanto, la transacción rondará los 1.000 millones de euros, importe que equivale casi el 60% de la capitalización actual del comprador. La operación se espera cerrar en julio y se va a financiar con un préstamo que va a estar dirigido por BNP Paribas. El banco francés es la entidad financiera de cabecera de Indra y quien dirigió la colocación de bonos de 300 millones realizada en abril de 2018.


Breves El Corte Inglés Empresas facturó 327 millones, impulsado por las reformas en el sector hotelero nales y a lo largo del año pasado ha tratado con más de 7.500 clientes y llevado a cabo más de 5 millones de operaciones. Según ha explicado el director general de esa área de negoLa compañía dirigida por Jesús cio, Víctor Liñero, los negocios de Nuño de la Rosa está apostando por “vestuarios y suministros tienen un su división El Corte Inglés Empresas, peso algo mayor pero prácticamente que se encarga de la comerciali- están todas al 50%. Los negocios de zación de soluciones para empre- obras y equipamientos están impulsas y organismos. Se divide en dos sando nuestro crecimiento”. Según grupos: el suministro de vestuario y la compañía, la distribución de venta otros suministros como la vajilla en por tipología la lidera el vestuario la hostelería, por un lado, y las obras con un 34%, seguido de las obras y equipamientos de edificios. Esta con un 32%, mientras que otros división facturó en 2018 327 millones suministros y equipamientos cuende euros, cuenta con 600 profesio- tan con un 17% cada uno.

nales” con la enseña Be Plus, y bollería congelada (dirigida sobre todo a Horeca) con el nombre comercial Hermanos Juan. La compañía, con sede en el municipio valenciano de Gandía y que emplea a más de 2.400 personas, produce anualmente más de 150 mil toneladas de alimentos. Telepizza aprueba salir de Bolsa y prevé unas ventas de 1.200 millones este año La junta general de accionistas de grupo Telepizza, donde el fondo KKR tiene el 62% del capital, ha aprobado la exclusión de las acciones de la compañía de las bolsas de valores de Madrid, Barcelona, Bilbao y Valencia, con el respaldo del 96,32% de los accionistas. El objetivo de la compañía es centrar los esfuerzos en desarrollar la alianza con Pizza Hut. Telepizza prevé cerrar este año con unas ventas de más de 1.200 millones de euros, según señaló el presidente y consejero delegado, Juan Pablo Juantegui, en su discurso en la junta. Esto supone adelantar 10 años las previsiones de crecimiento del grupo. Según Juantegui, el impulso en Latinoamérica y la estrategia de conversión de tiendas Telepizza a Pizza Hut “está dando ya resultados positivos”. Las ventas de Telepizza hasta marzo alcanzaron los 306 millones de euros, casi el doble que un año antes. Tinsa compra la alemana On-geo

Iberdrola culmina el segundo mayor parque eólico marino del mundo East Anglia One será el mayor parque eólico marino del mundo cuando entre en funcionamiento en el año 2020, gracias a una capacidad instalada de 714 MW, que suministrará energía limpia a cerca de 600 mil hogares ingleses. Ubicado en el mar del Norte, a 48 kilómetros de la costa de Suffolk (Reino Unido), se trata del mayor proyecto desarrollado por una empresa española en la historia, con una inversión de unos 2.800 millones de euros. El parque ocupará una extensión de 300 kilómetros cuadrados y dispondrá de 102 turbinas de siete MW de potencia unitaria provistas por Siemens Gamesa.

Los aerogeneradores tendrán una altura total de 235 metros. Se tenderán dos cables marinos de 85 km de longitud para transportar la electricidad hasta la costa. Estos cables se conectarán con los terrestres en una instalación específica. Desde allí partirán seis cables subterráneos de 37 kilómetros cada uno para transportar la energía hasta la estación convertidora en tierra.

Tinsa, la mayor firma de tasación inmobiliaria en España, da un paso más en su proyecto de expansión con la compra de la firma alemana especializada en software de valoración On-geo al conglomerado británico DMGT. Esta transacción supone para Tinsa desembarcar en el mayor mercado inmobiliario europeo. On-geo, con 17 años de historia y sede en Múnich, facturó unos 33 millones de euros en 2018 y cuenta con una plantilla de 150 personas. La compañía germana desarrolla y suministra software de valoración e información de mercado a entidades financieras, consultoras, agencias inmobiliarias y tasadoras. En este negocio, On-geo cuenta con una cuota de mercado del 40% en Alemania. Tinsa, por su parte, cerró 2018 con una cifra de negocios de 128,7 millones de euros y prevé alcanzar una facturación global superior a 160 millones de euros este año. Cerca del 50% de sus ingresos proceden de la actividad internacional. La compañía cuenta ya con más de 1.000 empleados en plantilla.

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Sodexo prepara nova oferta e serviços no domínio dos benefícios sociais

Sendo uma das principais empresas a atuar em Portugal no segmento dos benefícios sociais, a Sodexo prepara-se agora para lançar um novo portal com funcionalidades adicionais, maior autonomia e comodidade na gestão do subsídio refeição através do Sodexo Refeição Pass. O mercado dos benefícios extrasalariais está em crescimento em Portugal, numa altura em que o mercado de trabalho vive uma fase de pleno emprego e as empresas procuram reter os melhores colaboradores.

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Texto Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

s vantagens da atribuição de benefícios sociais aos colaboradores passam, muitas vezes, despercebidas pelas empresas, mas esta vertente pode ser essencial para fidelizar e reter alguns dos profissionais das empresas e outras organizações. Para Nelson Lopes, chief executive officer da Sodexo Portugal, uma multinacional lider em serviços de qualidade de vida, presente em 80 países, este tipo de benefício pode “refletir-se na produtividade e no bem-estar dos colaboradores de forma acentuada, marcando ainda a diferença face à concorrência”. 14 ACT UALIDAD€

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A Sodexo, em Portugal, iniciou a sua atividade em 2015, especializando-se na gestão de benefícios sociais, através do Sodexo Refeição Pass. Com este cartão, a empresa garante “uma interacção personalizada junto dos seus clientes e consumidores”, num serviço ágil e de qualidade e com uma experiência de utilizador user-friendly, frisa ainda a Sodexo. Este serviço de cartão refeição foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com os “Prémios Cinco Estrelas” e “Escolha dos Profissionais”, na categoria cartão de refeição, “traduzindo a preferência dos clientes, parceiros e consumidores. Estes prémios,

reconhecem o trabalho efetuado diariamente pela Sodexo”, segundo Nelson Lopes, que considera que estas distinções “constituem mais um estímulo para continuarmos a nossa missão, na promoção de um benefício social com significativos impactos na nossa economia, e convencendo cada vez mais empresas a apostar na inovação e desenvolvimento de novas ferramentas de gestão, na aplicação de novas tecnologias– sobretudo no domínio digital– e na excelência do serviço prestado”. Atualmente, mais de um milhão de portugueses já usufruem de subsídio refeição pago pela sua entidade patronal em cartão refei-


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ção ou título refeição. Nelson Lopes salienta ainda que o “segmento continua a crescer e que o Sodexo Refeição Pass já é utilizado diariamente por cerca de 200 mil consumidores. Estes consumidores são os colaboradores de cerca de 12 mil empresas que aderiram ao Sodexo Refeição Pass, um número que cresceu exponencialmente se pensarmos que há quatro anos, quando foi adquirido ao Millennium bcp, eram cerca de nove mil as empresas aderentes”, adianta o Assim, além das novidades em que o subsídio refeição é usado mesmo responsável. termos de serviços está em desen- para a finalidade a que se desti“Gerimos atualmente cerca de 200 volvimento uma nova oferta para na: refeições e bens alimentares”, milhões de euros de subsídio refeição, a “melhoria da qualidade de vida comenta Nelson Lopes. por ano, através do Sodexo Refeição dos colaboradores”, que irá envolver Segundo Jose Capilla, chief finanPass, e somos já o segundo player do “atividades relacionadas com a saúde, cial officer da Sodexo, as quesbem-estar e nutrição, em articula- tões de ordem fiscal, em Portugal, mercado”, adianta Nelson Lopes. Para este crescimento, também ção com os nossos parceiros”, revela ainda tornam este produto muito contribuíram, os “clientes espanhóis o mesmo gestor. atrativo para as empresas e para Além do website SodexoBeneficios. os seus colaboradores, já que as que temos, por via da inter-ligação entre as duas economias, pois mui- pt, o Sodexo Refeição Pass “é ainda empresas beneficiam da isenção de tas empresas têm atividade nos dois apoiado por uma app inovadora, segurança social e os colaboradores mercados”, destaca Nelson Lopes. que permite consultas de saldo e dos impostos sobre o rendimento, “Ao longo destes quatro anos, pagamentos online na rede Sodexo. aumentando desta forma o seu rencimentámos a nossa posição no mer- O Sodexo Refeição Pass é o único dimento líquido face ao que iriam cado e, preparamos novos desafios que oferece uma plataforma online receber em numerário. para apresentar às empresas e aos de descontos aos seus utilizadoJose Capilla frisa mesmo que o sisseus colaboradores”, revela o mesmo res– o Sodexo Club– desenvolvido tema em Portugal é muito diferente responsável. O nosso objetivo este para oferecer uma ampla oferta do espanhol, onde a utilização deste ano, é tornar o cliente capaz de de promoções e descontos exclusi- tipo de benefício obedece a regras gerir, de forma fácil, segura e autó- vos, numa experiência de utilização mais especificas, através das quais as noma, o subsídio de refeição. Por única”, refere o mesmo gestor. empresas podem, por exemplo, defiisso está em processo de criação um “A área digital é uma forte apos- nir os dias e horários de consumo novo portal online, que vai permitir ta da Sodexo Portugal”, garante para os seus colaboradores. realizar as operações de gestão rela- Nelson Lopes. Relativamente à performance cionadas com o subsidio de refeifinanceira da empresa em Portugal, ção e cartões Sodexo Refeição Pass, Mercado em crescimento por adianta que o último exercício fispossibilitando maior rapidez, maior razões fiscais cal, terminado em agosto passado, autonomia, e sobretudo maior quaA Rede Sodexo conta, em “correu muito bem, atingimos o lidade no serviço prestado, a par de Portugal, com “milhares de restau- break-even no final do terceiro um maior controlo e rigor nas ope- rantes e supermercados aderentes. ano de atividade e, agora, já temos rações associadas ao cartão Sodexo Investimos na qualificação da Rede lucros”, revelou ainda o gestor Refeição Pass. Sodexo, por forma a garantirmos financeiro.  JULHO DE 2019

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Seguradora Berkley entra em Portugal com foco no middle-market De origem norte-americana, a Berkley acaba de entrar no mercado português, através da sucursal espanhola. Frederico Gil lidera a expansão da companhia de seguros para o mercado português, onde pretendem conquistar a confiança de mediadores e clientes. O gestor sublinha que a inovação nos segmentos de seguros para empresas e a proximidade são os trunfos da companhia.

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Texto Susana Marques smarques@ccile.org Foto Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

que se deve a decisão de se expandirem para Portugal, a partir da sucursal espanhola da Berkley?

soluções transfronteiriças inovadoras tanto para o mercado corporativo português como para o espanhol, até porque muitas vezes as empresas têm atividade e presença em ambos os lados da fronteira.

A decisão de entrar em Portugal tem vindo a ser estudada há já alguns anos pela Berkley que está presente no mercado espanhol desde Que expectativas têm relativamente 2006 e era visto como um passo lógi- ao mercado português? co que, a partir da sucursal espanhola, As nossas estratégias comerciais e o se fizesse este movimento estratégico nosso posicionamento de mercado para Portugal. são sempre baseados numa visão de Existem muitas sinergias entre os longo prazo. A nossa intenção é fazer dois países que podemos aproveitar, com que o mercado de mediadores além de sermos capazes de fornecer em Portugal nos identifique a curto 16 ACT UALIDAD€

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e médio prazo como um “parceiro” sério, solvente e eficiente a quem pode confiar as apólices dos seus clientes, conseguindo, a médio e longo prazo, ser identificada como uma empresa de referência especializada para determinados setores ou linhas de negócio em seguros. Quais os segmentos de negócio que apresentam um maior potencial para a Berkley, em Portugal? Que produtos ou serviços possui a Berkley para os clientes empresa?

O nosso posicionamento será foca-


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Foto Berkley

do especialmente em soluções de seguros para o middle-market, ou seja, preferencialmente profissionais, pequenas e médias empresas que necessitam de um serviço de alta qualidade e de produtos com amplas coberturas, adaptados às suas necessidades. Estamos a iniciar a atividade oferecendo soluções nas diversas linhas de negócio do ramo de Responsabilidade Civil (D&O, RC Ambiente, RC Profissional (incluindo àrea saúde) e RC Geral/Exploração) disponibilizando varias coberturas e opções de capital até 10 milhões de euros. Também estamos a estudar e a oferecer soluções para o mercado de Linhas Financeiras (D&O, BBB e so). Definitivamente, oferecemos fle- Que passos já deu a Berkley para aborRC Profissional). As nossas opções de xibilidade e múltiplas soluções para dar o mercado português? seguro também passam por soluções o mercado e para os nossos futuros Uma das caraterísticas que nos difede Co-Seguro ou 2º Layer (em exces- clientes em Portugal. rencia positivamente em Espanha é

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o grau de proximidade que oferecemos ao mercado e ao mediador e não queremos que seja diferente em Portugal, pelo que um dos investimentos importantes que fizemos foi estabelecer uma equipa humana permanente em Portugal para poder prestar um serviço de qualidade e um apoio comercial próximo dos mediadores. Outro ponto muito importante que temos vindo a preparar há mais de um ano foi a necessária adaptação de todas as apólices e documentos à legislação e obrigações de seguros em Portugal sempre assessorados por pessoas e entidades de reconhecido prestígio no setor de seguros. Também estamos a preparar para Portugal o acesso de mediadores à nossa plataforma BE-Net, para que, no dia-a-dia, possam, além de outras funcionalidades, ser autónomos em cotar e emitir propostas e apólices online. O arranque desta ferramenta está previsto para 2020. Em maio, realizámos dois eventos importantes de apresentação da empresa, em Lisboa e no Porto, com a presença de mais de 150 mediadores, o que nos permitiu, de forma mais direta e oficial, transmitir os nossos valores e objetivos relativos ao mercado português. 18 ACT UALIDAD€

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“Pretendemos que Portugal se consolide como uma das agências mais relevantes da Berkley na P.I., quer em tamanho, quer em dinamismo”

como a responsabilidade institucional, estratégia orientada para as pessoas e transparência. Entendemos o negócio dos nossos clientes como se fosse o nosso próprio negócio. Acresce que um dos fatores diferenciadores da Berkley, como já referimos, é a sua proximidade com o mercado real e com os mediadores, proporcionando soluções eficazes e inovadoras, adaptadas às reais necessidades dos clientes. Para isso, faremos um trabalho de constante adaptação ao mercado e às suas necessidades específicas, através de uma constante escuta ativa dos mediadores, uma colaboração efetiva com o mercado e, se eles nos permitirem, desafiando o status quo, através da inovação. Como perspetiva a evolução do setor dos seguros nos próximos tempos, a nível global? Que oportunidades identifica? O que poderá ser mais crítico para o setor?

Como em todos os outros setores, a digitalização de procedimentos, a capacidade de resposta quase online/ de imediato, a capacidade de rápida adaptação às mudanças, a flexibilidade nas respostas e no posicionamento, já são fundamentais para o sucesso de hoje e no futuro ainda serão mais. Desde que possamos adaptar-nos Por último, mas não menos impor- continuamente às exigências do mertante, é o serviço em caso de sinistro, cado, quero acreditar que as empreque também se prestará localmente. sas especializadas, como a Berkley, poderão aproveitar melhor as oporQual poderá ser o valor da carteira de tunidades, pois entendo que seremos prémios em Portugal daqui a um ano? mais eficazes de impulsionar o nosso O nosso objetivo é que dentro de know how num determinado nicho três anos Portugal se consolide como de mercado, fornecendo soluções uma das agências mais relevantes da mais rápidas, eficientes e “Taylor Berkley na Península Ibérica, quer Made” (por medida) para responder em tamanho, quer em dinamismo. às necessidades dos clientes. Em todos os setores, é fundamental Qual é a mais-valia da Berkley face a para a sobrevivência de qualquer outras seguradoras? empresa, a capacidade e a velociA Berkley é apresentada ao mercado dade de adaptação às mudanças com uma excelente solvência finan- e às exigências da sociedade, que ceira (A +), apoiados por importan- estão sempre à frente das leis e das tes valores pelos quais nos guiamos empresas. 


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Grupo Norte crece en el área de trabajo temporal y outsourcing El presidente de Grupo Norte, José Rolando Álvarez, destaca la buena situación en la que se encuentra Portugal, y las ventajas que supondría, tanto para España como para Portugal, establecer diferentes acuerdos ibéricos.

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Texto Olga Hernández olga@ccile.org Foto Actualidad€ actualidade@ccile.org

rupo Norte, compañía española especializada en Grupo Norte cuenta la prestación de servicios con más de 40 años de ya en Portugal con experiencia, continua cremás de mil empleados ciendo en Portugal, donde actua en el área de selección y contratación en su área de trabajo de recursos humanos. temporal, y con más Según el presidente de Grupo Norte, José Rolando Álvarez, la de 100 en su área de compañía “tiene como rasgos difeoutsourcing renciales en su propuesta de valor el compromiso, la cercanía y la innovación”. Este proyecto, que nació en 1972 como una pequeña empresa vadoras que generan valor en sus familiar dedicada a la limpieza, se clientes. Con presencia en los mercados de ha transformado hoy en la empresa líder de servicios integrados, espe- España, Chile, y Perú, Grupo Norte cialistas en crear soluciones inno- entró en Portugal a finales de 2016,

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tras la necesidad de muchos de sus clientes de establecer diferentes proyectos en el mercado luso. “Portugal es uno de los países de la Unión Europea con mayor crecimiento”, destaca José Rolando Álvarez. “Es por esto que uno de nuestros principales objetivos es traer empresas españolas a Portugal, y viceversa, y así crear un potente mercado ibérico” continúa. La compañía de servicios ya cuenta con nueve delegaciones en las ciudades más importantes del país (desde Oporto, a Lisboa, Setúbal, Torres Vedras, Covilhã, entre otras) y con cerca de 30 personas gestionando la estructura de la empresa en Portugal. La empresa de servicios centra


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su estrategia en el pais luso como empresa de trabajo temporal y outsourcing, aunando los tres elementos que conforman su diferenciación: personas, procesos y tecnología Entre los sectores en los que centra su actividad se encuentra la industria, el área de transportes y servicios logísticos, la hostelería, el sector agroalimentario, entre muchos otros. Grupo Norte, que no cesa en su crecimiento, cuenta ya en Portugal con más de mil empleados en su área de trabajo temporal, y con más de 100 en su área de outsourcing. La marca ExpertiaGN ofrece un servicio global

mo, proporcionan un asesoramiento jurídico personalizado. Y trabajan Para el área de talentos, el grupo mediante seis principios básicos: desarrolló la marca ExpertiaGN, experiencia, cobertura ante imprecon la que ofrece consultoría y “un vistos, reducción de costos, calidad servicio global, dirigido a todo tipo en su servicio, medios humanos y de compañías y sectores, con solu- flexibilidad y rapidez”, adelanta el ciones en todo el ciclo de vida de mismo responsable. un empleado en la empresa, desde la “Portugal ha sabido recomponerse atracción, formación, fidelización y, muy bien de la crisis, convirtiénen su caso, salida”. dose hoy en día en un gran país Grupo Norte ofrece a sus clientes para estudiar y trabajar” prosigue “un conocimiento, técnico y práctico José Rolando Álvarez. Con una tasa sistematizado de ámbito empresarial, de paro del 6,3%, en Portugal, el sectorial, organizacional y humano. presidente de Grupo Norte augura Cuenta con una bolsa de candi- un futuro laboral muy prometedor datos que está permanentemente en Portugal, destacando su potente actualizada y evaluada, y asimis- oferta de empleo cualificado centra-

do en las nuevas tecnologías. “El futuro está en las nuevas tecnologías, dentro de unos años no se cubrirán puestos de empleo que lleven a cabo las funciones básicas de la creación de un producto, sino una persona que sepa manejar un robot que la realice por él”, subraya José Rolando Álvarez. “Por eso, es el momento de que los jóvenes se formen en dichas áreas” puntualiza. Asimismo, como alegato a las empresas españolas, José Rolando Álvarez recalca “el buen país que es Portugal para invertir”, ensalzando su gran potencial exportador, por su buena ubicación para transportar mercancías entre sus principales ciudades y a otros países, a través de sus puertos, principalmente. Casi 50 años después de su creación, Grupo Norte se ha convertido en una de las empresas de mayor prestigio en su sector. La compañía española cuenta ya con más de 1.700 clientes, y una facturación total de 200 millones de euros, esperando alcanzar los seis millones de euros en Portugal. A nivel global, el grupo tiene otras áreas de especialización en el dominio de recursos humanos, desde los servicios de limpeza, servicios de asistencia social (ayuda a domicilio, escuelas, etc.) o empleos para personas discapacitadas.  JULHO DE 2019

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El Fórum dos Portugueses en España cumple 25 años Con motivo de las Bodas de Plata de la organización se entregaron los Premios Fórum a empresas y deportistas portugueses con una trayectoria profesional muy destacada en el país vecino. Delta Cafés, grupo Luis Simões y Banco Caixa Geral fueron las compañías elegidas y Luis Figo y Carla Sacramento los atletas galardonados.

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Texto Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

a han pasado 25 años desde que un grupo de El Fórum dos portugueses residentes Portugueses se creó en España decidiesen constituir el Fórum dos hace 25 años para Portugueses. Desde entonces, esta apoyar a la comunidad organización sin fines lucrativos, presidida por Manuel Pereira lusa en España y reforRamos, ha dado apoyo a la comuzar el intercambio culnidad lusa a la vez que ha abierto vías de intercambio cultural entre tural de los dos países los dos países ibéricos. “Seguimos decididos a mejorar la relación de España y Portugal tratando vió para conmemorar las Bodas de que se conozcan y entiendan de Plata. El evento tuvo lugar el mejor”, afirmó el presidente del pasado 13 de junio en el Hotel Fórum durante la cena que sir- Palace de Madrid, una cena que 22 ACT UALIDAD€

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reunió a 150 personas, presidida por el Embajador de Portugal en España, Francisco Ribeiro de Menezes. El acto estuvo precedido por una prueba de vinos en la que 18 productores portugueses dieron a conocer sus mejores productos. El 25º aniversario fue una ocasión que sirvió también para homenajear y agradecer a algunas entidades por su apoyo mostrado al Fórum a lo largo de todos estos años. El comendador Rui Nabeiro, en representación de Delta Cafés, José Luis Simões, presidente del grupo Luis Simões, y João Plácido Pires, administrador del Banco


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Caixa Geral, recibieron un galardón en reconocimiento a su labor en el mercado español. Las tres empresas cuentan con una fuerte presencia y estructura en España y han acompañado y patrocinado los distintos eventos. Además el Fórum quiso distinguir a dos deportistas portugueses de élite, muy queridos en España, cuyas destacadas carreras contribuyeron para la buena imagen de Portugal en todo el mundo. El futbolista Luis Figo, que jugó en el Barcelona y en el Real Madrid, y la atleta olímpica Carla Sacramento, que fué “oro” en los Mundiales de Atenas, en la prueba de 1.500 metros. Los dos deportistas viven actualmente en Madrid, con sus respectivas familias. Los cinco galardonados con los Premios Fórum se unen a la lista encabezada por el rey Juan Carlos I, el primero en recibirlo, seguido del decorador portugués Duarte Pinto Coelho y del Cuerpo Militar de Intervención español que participó en los incendios del verano de 2017 en Portugal. Desde 1995, el Fórum dos Portugueses realiza distintos eventos, en su mayor parte en Madrid, siendo los más conocidos la cena de Navidad y la cena para celebrar el Día de Portugal. A lo largo 24 ACT UALIDAD€

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Gobierno António Guterres y José Manuel Durão Barroso, el presidente del Gobierno de España, Felipe González, el alcalde de Madrid, José María Álvarez del Manzano, antiguos ministros portugueses como Ernâni Lopes y Paulo Portas y españoles como Federico Trillo. Entre las prioridades del Fórum ha estado siempre la de ayudar a aquellos portugueses en dificultades o con riesgo de exclusión apoyando de forma económica y anímica su integración social. Y dentro del ámbito social de esta organización también destaca su patrocinio a la asociación lusa Novo Futuro para estar presente cada año en un mercadillo solidaCada año organirio. El dinero recaudado se destina zan encuentros con a apoyar a niños desamparados. altas personalidades Además, a lo largo de este tiempo el Fórum ha organizado también de los dos países y eventos culturales como la visita a fomentan actividades exposiciones del Museo Nacional de Arte Reina Sofía. Una de ellas, culturales la del poeta portugués Fernando Pessoa, “Todo arte es una forma de todos estos años han logrado de poesía”, que tuvo un gran éxito. Durante los próximos años el reunir a distintas personalidades tanto portuguesas como españo- Fórum dos Portugueses quiere las. Han participado como invi- seguir realizando las mismas actitados de honor los presidentes de vidades y además, según avanza su la República lusa Mário Soares, presidente, “alargar el ámbito de Aníbal Cavaco Silva y Marcelo actuación a otras ciudades además Rebelo Sousa, los ex-jefes de de Madrid”. 


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EDP anuncia marca Let’s Go para a música e desporto H

á mais de 20 anos que a EDP leva a sua energia a milhares de portugueses em eventos de desporto e há mais de uma década em eventos de música. Esta tem sido uma energia contagiante, que tem sabido desafiar-se ao longo dos anos e que tem, acima de tudo, estimulado os portugueses a ter uma vida mais saudável, a ultrapassar limites, a dançar, a viver, a fazer acontecer… a “ir”. Chegou, no entanto, o momento de tornar esse convite ainda mais claro. Um convite que a marca assina com um claim de comunicação mobilizador: “Let’s Go”. “Saia de casa, seja genuíno, seja mais livre, tire proveito de tudo” – estes são apenas alguns dos apelos positivos que a EDP faz no manifesto que materializa este novo posicionamento de marca.

Sinónimo de experimentar, de arriscar, de ver oportunidades e muito mais. “Let’s Go” é uma forma de estar que a marca quer assumir e entregar à comunidade, através de todas as experiências que proporciona e irá proporcionar nos próximos meses. Representa uma forma de comunicar mais descontraída, próxima e divertida. Daí que todos os elementos que compõem a nova linha gráfica representem diversidade de cores e formas, apostando em imagens emotivas, bem-dispostas e autênticas. Pela primeira vez, a EDP introduziu o seu novo posicionamento na música e no desporto com uma campanha teaser , sem qualquer associação à marca. Numa campanha multimeios, o novo claim de comunicação começou a aparecer

discretamente no cinema, televisão, imprensa, digital e através de influenciadores, sem que nenhum dos portugueses desconfiasse que por detrás se encontrava a marca EDP. A campanha marca o arranque da comunicação deste novo posicionamento que irá viver em diversas ações para o público, em ativações na música e no desporto. A primeira iniciativa teve lugar há alguns dias, no “Autocarro EDP Let’s Go”, com a distribuição de bilhetes para os festivais de verão, dorsais para maratonas, entradas duplas para as competições de surf que a EDP apoia e para o World Bike Tour. “Let’s Go” é, assim, “uma música portuguesa, nova e com ritmo que convida a dançar e que já pode ser ouvida nas rádios nacionais”. 

Bankinter tem nova assinatura “N unca deixe de procurar” é a nova assinatura do banco espanhol Bankinter, que acaba de lançar uma nova campanha focada

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em histórias de vida numa altura em que alarga a oferta com um crédito à habitação com taxa fixa a 10 anos. A campanha, presente em

televisão e canais digitais ao longo das próximas quatro semanas, tem como objetivo “reforçar o posicionamento da marca no mercado português, sob o mote “quando desiste de procurar, está a desistir de encontrar melhor. Nunca deixe de procurar”. Segundo explicou Vítor Pereira, diretor de produtos, CRM e marketing do Bankinter Portugal, o objetivo da campanha “é refletir uma proposta de valor diferenciadora, com vantagens únicas para atuais e potenciais clientes e posicionar o Bankinter num patamar de qualidade e exigência permanente”. Sublinha também que o lançamento da nova taxa fixa a 10 anos “vem reforçar o posicionamento do Bankinter como player de referência no crédito à habitação”. 


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Primeira ativação da parceria Volkswagen-UEFA teve lugar em Portugal P arceiro oficial de mobilidade para a UEFA, a Volkswagen esteve presente na fase final da Liga das Nações, decorrida em Portugal, com a cedência de mais de uma centena de viaturas de apoio à organização do torneio. Este foi o primeiro evento de ativação da marca no âmbito desta parceria de quatro anos, a qual tem foco no ID.3, o primeiro membro da nova família de elétricos da Volkswagen, que chegará ao mercado em 2020. A fase final da Liga das Nações – que decorreu no Porto e em Guimarães de 5 a 9 de junho – foi palco da primeira ativação da Volkswagen em torno da mobilidade elétrica, ao mesmo tempo que marcou o início das ações de lançamento do futuro ID.3. Simultaneamente, outros tantos motoristas foram submetidos a uma intensiva ação de formação pela Volkswagen Driving Experience, a entidade da marca responsável pelos cursos de condução em segurança. Para além disso, durante a fase final

da Nations League, a Volkswagen disponibilizou veículos e-Golf e e-up!, 100% elétricos, para transporte do grande público a partir da Casa da Música, enquanto um showroom de mobilidade elétrica no recinto exterior do Estádio do Dragão, no Porto, disponibilizava informação sobre o ID.3. “A união entre futebol e seleções é a combinação mais poderosa para juntar pessoas num espirito entusiasta e de celebração. A Volkswagen

quer fazer parte desses momentos”, destaca Nuno Serra, diretor de Marketing da Volkswagen. A Volkswagen é “Parceiro oficial de mobilidade” das competições entre seleções nacionais da UEFA desde 2018 e por um período de quatro anos. Para além da Liga das Nações, esta arceria engloba o UEFA Euro 2020, o Campeonato Europeu feminino, o Campeonato Europeu de sub-21 e o Futsal Euro. 

Cereais do Alentejo já é uma marca A

Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) está a lançar a marca Cereais do Alentejo, através da qual pretende agregar e promover a fileira dos cereais na região. No entender da associação, a nova marca contribuirá também para o desenvolvimento económico e social de Portugal, uma vez que pretende combater a dependência alimentar externa e consolidar o aumento das áreas de produção. Num horiznonte de um par de anos, a ANPOC prevê gerar um volume de negócios no valor de

2,5 milhões de euros, ao envolver cerca de 10 mil toneladas de cereais e uma área cultivada de mais de 3300 hectares. «Nos últimos 30 anos, a área de produção em Portugal baixou de 900 mil hectares para cerca de 200 mil. Há que inverter esta tendência e tornar o setor mais atrativo. Ao criar uma marca única, que une produtores, investigação e indústria dos cereais estamos a dar o primeiro passo», afirma José Pereira Palha, presidente da ANPOC. Em comunicado, o responsável sublinha ainda como a criação da marca surge na sequência do lança-

mento da “estratégia nacional para a promoção de cereais em Portugal e de um contexto em que a segurança alimentar e saúde pública são cada vez mais exigentes”. Na fase de arranque da marca, a associação celebrou um contrato com a Germen e com a Sonae para a comercialização de produtos produzidos com cereais do Alentejo. Foi assinado também um protocolo com a Cerealis e Auchan para a comercialização e uma parceria com a Cerealis para a produção de massas com o selo Cereais do Alentejo (edição limitada).  JULHO DE 2019

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Epson apresenta novas impressoras EcoTank mono para negócios

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o seguimento do sucesso da gama EcoTank, a Epson anunciou dois novos modelos para completar o seu portfólio de impressoras mono com sistema de tanque de tinta (ET-M1170, ET-M2170). Proporcionando uma alternativa às impressoras a laser, estas impressoras duráveis, rápidas e energetica-

mente eficientes foram criadas para utilizadores individuais e negócios que procuram uma solução de baixo custo para imprimir um grande volume de documentos em preto e branco. Maria Ors, product manager da Epson Ibérica, afirma: “As nossas impressoras de sistema de tanque

de tinta a cores alcançaram mais de 30 milhões de vendas mundialmente, já que provaram ser um sistema de impressão confiável, económico e eficiente. Estes novos modelos EcoTank mono pretendem consolidar o sucesso da gama, fornecendo aos utilizadores individuais e pequenos negócios – como oficinas e pequenas empresas de contabilidade – uma solução para reduzir drasticamente o custo por página. Estamos tão convencidos e comprometidos com a qualidade da nossa família de impressoras EcoTank que estendemos a garantia do produto para três anos. Para tal, convidamos qualquer comprador da EcoTank a registar o seu produto em Epson.pt para usufruir desta extensão”, salienta a empresa. A económica EcoTank oferece uma solução fundamentalmente diferente das impressoras a laser. Oferecendo um custo extremamente baixo por página, é possível imprimir-se até 11 mil páginas em preto com o conjunto de garrafas de tinta incluídas na impressora. 

Polvo da Brasmar é novamente escolhido como “Sabor do ano” P rova “cega”, feita por consumidores, avaliação da satisfação geral da experiência de consumo e apreciação do aspeto, odor, textura e sabor do produto. Foi assim que o “Polvo Limpo Ultracongelado” da Brasmar foi distinguido com o selo “Sabor do Ano 2019”. Um prémio que a empresa, líder destacada a nível nacional e um dos cinco maiores players ibéricos no setor de produtos do mar congelados, recebe, pela terceira vez consecutiva, na categoria de Polvo Limpo. “É uma grande satisfação

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para a Brasmar que o nosso Polvo seja distinguido pela terceira vez consecutiva Sabor do Ano, reflexo do reconhecimento dos consumidores e mostra da diferenciação do nosso produto”, ressalva Pedro Cunha, diretor da Área de Negócio do Polvo. A especialização na área da elaboração e comercialização de cefalópodes é uma aposta estratégica da Brasmar, que tem no polvo um dos seus produtos-estrela. Anualmente, vende em média 2.500 toneladas de polvo, que

comercializa há 13 anos, contando há três com uma unidade de produção própria. A qualidade e a versatilidade do polvo da Brasmar têm-no feito chegar, sobretudo, aos mercados nacionais e internacionais. O selo “Sabor do Ano” é a única certificação baseada nas qualidades gustativas dos produtos do setor alimentar. É escolhido por consumidores e, por isso, estabelece uma referência de qualidade que inspira a confiança de quem escolhe os artigos e marcas distinguidos. 


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Cortiça inspira encontro de culturas na Bienal de Veneza L eonor Antunes criou um piso de cortiça com desenhos de Carlo Scarpa para o Palazzo Giustinian Lolin, onde está instalada a representação oficial portuguesa/ Pavilhão de Portugal, na 58ª edição da Bienal de Veneza, patente até 24 de novembro de 2019. A matéria-prima, que remete para a identidade nacional, foi integrada no projeto desenvolvido especificamente para o piso inferior e para o piso nobre deste palácio histórico do séc XVII. Também nesta Bienal, inserido na mostra “Dysfunctional”, Nacho Carbonell expõe a luminária “Inside a Forest Cloud” (na foto), num diálogo criativo e eloquente com o imponente Ca’ d’Oro, um dos mais destacados e concorri-

dos palácios do Grand Canal. Cristina Amorim, administradora da Corticeira Amorim, realça o facto de que “a cortiça enquanto matéria-prima tem sido trabalhada por artistas de forma muito interessante, sob várias vertentes. Cativados pelas suas características enquanto matéria natural,

renovável e sustentável, designers e arquitetos expressam a partir dela a sua criatividade, desde conceitos visuais que remetem à natureza – como é o caso de “Inside a Forest Cloud”, de Nacho Carbonell, ou que sustentam o resultado de reflexões artísticas – como é o caso de “A seam, a surface, a hinge, or a knot”, de Leonor Antunes. É uma honra poder colaborar em iniciativas desta relevância e notoriedade”, adiantou a artista. Nesta 58ª edição, a Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia tem como lema “May You Live In Interesting Times” e curadoria de Ralph Rugoff, diretor da Hayward Gallery, de Londres. 

Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos DR

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Av. Marquês de Tomar, Nº 2, 7º, 1050-155 Lisboa Tel: 213 509 310 Fax: 213 526 333 Mail: ccile@ccile.org Site: www.portugalespanha.org

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Urban Nature chega a todo o país com uma nova embalagem

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marca portuguesa de snacks naturais Urban Nature, que surgiu no mercado em 2018 para mostrar que é possível satisfazer as pausas do dia com receitas simples, práticas e equilibradas, chega agora a todos os Pingo Doce do país com uma nova embalagem, mais prática. Atenta aos clientes, que procuravam uma opção ainda mais leve e ecológica, com uma dosagem mais adequada às suas necessida-

des, a marca apresenta um packaging em formato de saco, produzido com menos 80% de plástico, em dois tamanhos diferentes, para prolongar os momentos de felicidade dos consumidores. Dos oito produtos da marca, dois - os Amendoins com Sésamo e os Crocantes de Granola - estarão disponíveis em todos os espaços Pingo Doce, podendo ainda ser possível encontrar em muitos outros pontos de venda os

restantes snacks da gama, como as Crackers de Sementes e as Pipocas com Chocolate. Com uma loja online que regista crescimentos acima de 100%, a marca pretende estender, nos próximos três meses, este canal a outros mercados europeus e avançar para a exportação dos snacks até ao final do ano. “A loja online é um canal privilegiado para ouvir o nosso cliente foi nessa escuta ativa que sustentámos grande parte destas mudanças – e não há nada mais importante! Outras alterações que levámos a cabo surgiram da necessidade de nos tornarmos mais amadurecidos, de forma a enfrentarmos da melhor maneira os desafios que se avizinham – uma distribuição mais alargada, uma loja online com menos fronteiras, um primeiro pé na exportação, entre outros desafios”, afirma Maria Villas-Boas, fundadora da Urban Nature. 

Pedras Sabores lança edição limitada de verão A

Pedras Sabores lançou um novo sabor, em edição limitada. Maracujá é a mais recente novidade da gama concebida com água com gás 100% natural e vem juntar-se às três variedades: Limão, Frutos Vermelhos e Maçã, esta última que regressa também numa edição sazonal. A marca do Super Bock Group desenvolveu uma campanha para anunciar o lançamento deste novo sabor, com o conceito criativo “Descobre as Outras Cores da Natureza”, que desafia os consumidores a conhecerem as quatro variedades desta gama. O anúncio está disponível na televi30 ACT UALIDAD€

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são, publicidade outdoor e nos meios digitais. É também através deste conceito cria-

tivo que a marca vai ativar a sua presença em festivais de música e pontos de venda. 

Textos Olga Hernández olga@ccile.org Fotos DR


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Toalhas da Accor dão origem a árvores T endo encerrado o ano de 2018 com um portefólio de 4.780 hotéis a funcionar e outros 1.100 em projeto, a gestão do grupo Accor (com presença em 100 países) eleva a sua responsabilidade ambiental a outro nível. Através do programa de RSC Planet 21 - Acting Here do grupo hoteleiro Accor já cumpriu um quarto de século e está cada vez mais solidificado. A matéria ambiental assume uma elevada importância dentro do programa e um dos maiores desafios que o grupo enfrenta neste sentido é economizar os recursos naturais preciosos, como a água e a energia. A iniciativa da Accor pretende ainda apoiar os agricultores locais. No nosso país, só no primeiro ano do

projeto, entre 2015 e 2016, foram plantados mais de 76 hectares com 32 espécies diferentes. Segundo os últimos dados, correspondentes a 2018, Portugal foi o terceiro país da Europa, atrás de França e Espanha, que mais árvores plantou no contexto deste projeto. No ano passado foram um total de 6.436 árvores e plantas locais plantadas em várias áreas além de Mértola, como Ponte de Sôr, Portel, Almodôvar ou Alcoutim, entre outras. Através do programa Plant for the Planet, a Accor colabora em Portugal com a Associação de Defesa do Património de Mértola – ADPM, em apoio aos agricultores nacionais para o desenvolvimento de um modelo agrí-

cola sustentável e restauração do ecossistema. No âmbito desta iniciativa, os hotéis do Grupo convidam os seus hóspedes a reutilizar as suas toalhas de banho, contribuindo assim para a poupança de água do serviço de lavandaria. 50% do total dessas poupanças reverte para projetos de agroflorestação. A região do Alentejo caracteriza-se por ter solos pobres de pouca capacidade produtiva, e condições climáticas adversas, com verões extremamente secos. Estas particularidades ambientais, somadas à baixa densidade populacional, fazem com que na região, historicamente, tenha-se investido pouco em melhoras agrícolas. Desde 2015, Accor trabalha na zona em colaboração da ADPM. 

Foto Jonathan Hyams / Save the Children)

Fundação C&A doa 10 milhões de euros até 2022 para crianças carenciadas

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C&A e a Fundação C&A renovaram a sua colaboração com a organização independente global Save the Children, líder na luta pelos direitos das crianças. Depois do sucesso dos últimos três anos de colaboração, a Fundação C&A irá doar à Save the Children 3,36 milhões de euros anuais durante os próximos três anos, de forma a aumentar o o alcance da parceria. Uma das principais ações da Save the Children para proteger as crianças de conflitos e stress são 32 ACT UALIDAD€

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os Espaços Seguros para Crianças. Estes ambientes protegidos são estabelecidos em comunidades afetadas por crises e catástrofes e dão às crianças a oportunidade de brincar, fazer amigos, aprender e ganhar liberdade de expressão, no sentido de as ajudar a recuperar do sofrimento físico e mental pelo qual muitas passaram. “A C&A e a Fundação C&A têm um grande historial de ajuda e reforço das comunidades, centrando-se em ajudar as famílias, especialmente as crianças dos locais onde estamos presentes.” comenta o diretor de Sustentabilidade da C&A e conselheiro da Fundação C&A, Jeffrey Hogue. “Como grande defensor dos direitos das crianças e com décadas de experiência

a trabalhar com crianças em situações de crise em todo o mundo, a Save the Children tem as competências e o conhecimento necessário para criar Espaços Seguros, criados especificamente para cobrir as necessidades particulares das crianças. Esses espaços devolvem-lhes a sensação de normalidade e segurança e ajudam a reconstruir as suas vidas”, afirma Hogue. A Global Humanitarian Partnership, criada pela Fundação C&A, C&A e Save the Children, estabeleceu-se em 2015 e centrou-se na resposta humanitária e na redução do risco de catástrofes. O duplo objetivo dos primeiros três anos de colaboração centrava-se em trabalhar estrategicamente com a Save the Children para ajudar as comunidades a prepararem-se e responder antes das catástrofes, por um lado, e colaborar com a C&A para cativar os clientes e colaboradores a unirem esforços com a Save the Children, por outro. 


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BPI E Fundação La Caixa lançam segunda edição de programa de dinamização de regiões fronteiriças em Portugal O BPI e a Fundação La Caixa lançam a segunda edição em Portugal do programa “Promove – Dinamização de Regiões Fronteiriças”. Esta iniciativa tem como objetivo apoiar projetos-piloto inovadores, estratégicos para o desenvolvimento das áreas onde se localizam e replicáveis para outras regiões com características semelhantes, bem como ideias com potencial de se converterem em projetos-piloto inovadores. O programa destina-se a projetos e ideias localizados numa das três áreas geográficas seguintes: - Municípios das NUTS III Alto Tâmega e Terras de Trás-os-Montes e ainda os municípios de Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa da NUTS III Douro; - Municípios das NUTS III Beiras e Serra da Estrela, e Beira Baixa; - Municípios das NUTS III Alto Alentejo e Baixo Alentejo e ainda os municípios

de Alandroal, Borba, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz e Vila Viçosa da NUTS III Alentejo Central. Os apoios são concedidos sob a forma de subsídio ao investimento e podem atingir um máximo de cinco mil euros por ideia inovadora e de 150 mil euros por projeto, um aumento em relação aos 100 mil euros atribuídos em 2018. As candidaturas podem ser apresentadas até 31 de julho de 2019 e devem ser lideradas por empresas, sob qualquer forma jurídica e dimensão, entidades do sistema científico e tecnológico nacional ou outras entidades privadas sem fins lucrativos, individualmente ou em regime de consórcio. Em caso de consórcios, as candidaturas podem incluir, ainda, entidades da administração central e local e do setor público empresarial, bem como grupos informais que atuam para o bem comum. No caso das candidaturas de ideias com potencial para se tornarem projetos-piloto inovadores, as candidaturas devem ser

lideradas e constituídas por estudantes do ensino superior que, no momento da apresentação da candidatura, se encontrem inscritos nos ciclos de licenciatura, mestrado ou doutoramento em universidades e institutos politécnicos localizados nas áreas geográficas indicadas. O programa apoiará projetos e ideias em domínios como a prevenção de riscos naturais e reforço das capacidades de adaptação às alterações climáticas, e gestão eficiente dos recursos, nomeadamente em ecossistemas transfronteiriços, a criação ou consolidação de novos polos de especialização que contribuam para atrair recursos humanos qualificados e investimentos empresariais orientados para mercados externos, em torno de projetos empresariais focados na inserção em cadeias de valor internacionais, através de redes de clientes e de fornecedores, entre outros. Na primeira edição do programa, foram apoiados projetos em Bragança, Guarda, Proença-a-Nova e Elvas. 

Iberdrola promove “Startup Challenge” contra impacto das alterações climáticas A

Iberdrola, uma das maiores companhias energéticas do mundo, criou o programa “Startup Challenge”, que visa descobrir e apoiar ideias inovadoras que façam face às ameaças naturais que afetam a indústria energética global. O primeiro de uma série de concursos planeados consistiu em pedir aos empreendedores e à comunidade de startups que apresentassem ideias para ajudar a combater o impacto das alterações climáticas e dos fenómenos meteorológicos na rede elétrica. O aumento da temperatura e a maior frequência de fenómenos meteorológicos adversos são um grande desafio para as operadoras de redes elétricas em todo o mundo. Fortes rajadas de vento, subida do

nível das águas, calor extremo, gelo e neve podem causar grandes danos e interrupções. A Iberdrola está interessada em ouvir ideias que possam ajudar tanto na prevenção de problemas como na recuperação da rede, após fenómenos como estes. No âmbito da prevenção, as áreas abrangidas pelo concurso incluem a planificação, operação, manutenção e engenharia para monitorizar e gerir melhor os ativos elétricos antes de serem danificados. Para melhorar a recuperação do serviço, as ideias podem incluir soluções que contribuam para a minimização do impacto da interrupção do fornecimento em residências e empresas. Armando Martínez, Diretor de Redes do grupo Iberdrola, afirma que “os fenó-

menos meteorológicos, que cada vez têm maior intensidade e frequência, representam um verdadeiro desafio para os operadores de redes elétricas. Até mesmo os equipamentos concebidos e desenvolvidos com as mais elevadas especificações podem ser completamente destruídos pelas tempestades mais violentas”. O projeto vencedor terá a oportunidade de concretizar um teste-piloto, combinando as competências da empresa selecionada com os recursos e conhecimento de mercado da Iberdrola, e, se bem sucedido, a empresa vencedora poderá tornar-se fornecedora da Iberdrola, que, através do seu programa de startups PERSEO, também avaliará a possibilidade de realizar um investimento no capital dessa empresa.  JULHO DE 2019

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Efacec carrega primeiro veículo autónomo de transporte público em Portugal A

Efacec está a participar no projeto pioneiro do primeiro veículo autónomo de transporte público em Portugal, em fase de teste em Cascais. Além de assegurar o carregador deste veículo, a empresa está a produzir outros sete carregadores públicos para veículos elétricos, a serem instalados no município, que vão integrar a rede do sistema MobiCascais. Intitulado Easy Mile 10, este veículo não-tripulado é totalmente elétrico e está equipado com uma bateria de 30.72 kWh, que permite um intervalo de operação estimado até nove horas diárias, contando para isso com o carregador concebido e instalado pela Efacec em Cascais, no campus da Universidade NovaSBE, em Carcavelos. No âmbito deste projeto, a Efacec forneceu ainda a sua solução View4Grid, uma plataforma CPMS (charge point management system de automação

para a gestão e monitorização de infraestruturas de rede inteligente, que permite gerir e acompanhar ao minuto o carregamento do veículo autónomo, medir e controlar o acesso, carga e estado da rede. Este sistema será integrado por sua vez na plataforma de gestão da cidade de Cascais, que integra numa só ferramenta várias componentes de gestão e monitorização do trânsito, transportes públicos e as necessidades de manutenção de estradas. A Efacec disponibiliza uma gama completa de carregadores elétricos para os segmentos privados, públicos, rápidos, ultrarrápidos e wireless, contando entre os seus principais clientes alguns dos mais renomados fabricantes de automóveis, operadores de infraestruturas de carregamento, utilities e empresas do setor petrolífero e gás, à escala mundial. Em complemento às soluções de mobilidade elétrica, a Efacec tem a capaci-

dade técnica de produção e engenharia para desenvolver sistemas de produção de energia (solares, microgrids e sistemas de gestão – SCADA) e produtos (transformadores, inversores solares, equipamentos para média e alta tensão). O destino da produção é essencialmente exportação, para mercados exigentes e sofisticados, como os Estados Unidos da América e a Europa. Atualmente os carregadores Efacec estão presentes em 45 países, de norte a sul (da Lapónia à África do Sul) e de oeste a leste (do Havai à Austrália). A Efacec está a participar, de forma ativa, em sete dos maiores projetos de mobilidade elétrica a nível mundial. A tecnologia concebida em Portugal está a equipar centros de excelência e desenvolvimento de grandes fabricantes automóveis, e a dar suporte à infraestrutura de carregamento de grande dimensão localizadas, predominantemente, na Europa e EUA. 

Nestlé assinala Dia Mundial dos Oceanos e recolhe três toneladas de lixo

CMundial dos Oceanos, a Nestlé omo forma de assinalar o Dia

levou a cabo uma iniciativa global de limpeza de zonas costeiras – Nestlé Clean-up Day – em 66 locais em dezenas de países. Em Portugal, uma equipa de 80 colaboradores e as suas famílias limpou, no passado dia 7 de junho, a praia da Cova do Vapor, na Costa da Caparica, tendo conseguido recolher 3.410 quilos de lixo, maioritariamente plástico, que foram posteriormente separados e encaminhados para reciclagem. Aos voluntários Nestlé juntaram-se ainda 45 crianças com idades entre os sete e os nove anos, da Escola EB1 Trafaria – uma das escolas inseridas no programa de educação

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alimentar “Nestlé por Crianças mais Saudáveis” – e enquanto os adultos recolhiam o lixo na praia as crianças participaram numa aula sobre biodiversidade marinha e aprenderam a reciclar com o workshop “transformar o lixo em arte”. “Enfrentar o desafio do lixo plástico requer uma mudança comportamental e a Nestlé está comprometida em liderar mudanças duradouras e

impactantes e em dar o exemplo começando dentro da empresa”, reforça Gonçalo Granado, diretor de Comunicação da Nestlé Portugal. Esta ação teve ainda como parceiros a Junta de Freguesia da Trafaria, a Câmara Municipal de Almada, a Amarsul, a Extruplás, a Sociedade Ponto Verde e a L’Oreal. No seu total, estiveram envolvidos, em todo o mundo, cerca de cinco mil colaboradores da Nestlé, acompanhados por familiares. Esta foi mais uma iniciativa alinhada com o compromisso do grupo “em atingir, até 2025, a neutralidade plástica, com 100% das suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis, e proteger os recursos para as gerações futuras”. 

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Endesa se compromete a reducir en un 75% los plásticos de un solo uso en cinco años E ndesa acaba de poner en marcha la iniciativa “Plásticos Zero”, basada en reducir al máximo el consumo de plásticos de la compañía en los próximos cinco años. El objetivo de esta iniciativa, que se enmarca dentro del Plan de Sostenibilidad de Endesa, empieza por eliminar los plásticos en un 28% en 2019 hasta conseguir una reducción del 75% para 2023. Se trata de un proyecto participativo que ha nacido de la iniciativa de algunos empleados concienciados con la importancia de poner freno a los plásticos y que propusieron a la compañía tomar medidas efectivas para reducir el consumo de plásticos en los centros de trabajo. Fruto de esta propuesta se decidió poner en marcha un plan efectivo basado en reducir los residuos de plástico no solo en los centros de trabajo sino

en toda la compañía, alineado así con el compromiso de Endesa por la Economía Circular. Las primeras acciones se están implementando en las oficinas de Endesa y se centran en la eliminación de los plásticos de un solo uso, es decir, aquellos objetos plásticos que utilizamos con un carácter desechable. En este sentido, una de las mayores acciones ha sido eliminar todas las botellas de plástico de las máquinas de vending y sustituirlas por briks de cartón mixto, lo que va a suponer la eliminación de más de 400 mil botellas de plástico al año en todos los centros y oficinas de Endesa. Además, cada empleado ha recibido una botella de vidrio con el objetivo de que la reutilicen diariamente y contribuir así todavía más a la eliminación de residuos.

Otras acciones que ya se están poniendo en marcha también son la eliminación de todos los vasos de plástico y paletinas de las máquinas de café por otros compostables. Esta medida supondrá la eliminación de más de un millón de vasos de plástico por año. Por otro lado, se van a sustituir muchos envases por otros menos perjudiciales para el medio ambiente. El plan “Plásticos Zero” va a alcanzar todas las áreas de la compañía antes de 2023, lo que supone que los clientes de Endesa también se verán beneficiados y alcanzar así unos resultados notables para el medio ambiente. Endesa se adelanta así a la normativa aprobada por el Parlamento Europeo que prohíbe los artículos de plástico de usar y tirar más populares a partir de 2021. 

Vieira de Castro está apostando por envases 100% reciclables V ieira de Castro está apostando por envases 100% reciclables, abandonando gradualmente los envases de plástico. Según el comunicado de la Câmara de Vila Nova de Famalicão, en Vieira de Castro “la sostenibilidad no es sólo un concepto, es ya una práctica industrial”. “La marca está en busca de materiales que protejan los productos de la misma forma que el plástico”. En el comunicado, Vieira de Castro indica que está trabajando con diferentes socios para desarrollar soluciones más ecológicas que mantengan las características organolépticas de los artículos y que puedan pasar por el ecodesign de los envases, sin poner en cuestión la calidad de los productos. “La preocupación por el medio ambiente no debe ser moda o artifi-

cio, sino una motivación real y consciente por un planeta sostenible para todos los seres que lo habitan”. “No hay otro camino”, subraya Vieira de Castro, añadiendo que “este enfoque se inserta en la política de sostenibilidad de la empresa: eliminar, reducir, sustituir y transformar, dando seguimiento a la estrategia europea para los plásticos”. Fundada en 1943 y con sede en Vila Nova de Famalicão, Vieira de Castro es el mayor fabricante portugués de galletas, almendras y caramelos. Ha llegado a los 75 años y está invirtiendo 12 millones de euros, proyectando una nueva fábrica de galletas en los próximos tres años. La empresa está viviendo una “revolución interna” y las prioridades son la reorganización, el aumento de la

capacidad de producción y la innovación. Esto significa registrar un crecimiento de más del 30% en dos años, de los 35,5 millones de euros facturados en 2017 a los 38 millones de 2018 y los 49 millones previstos en 2019, subraya el comunicado. En el comunicado, la Câmara de Vila Nova de Famalicão destaca además que Vieira de Castro exporta el 50% de lo que produce para medio centenar de mercados, teniendo en Brasil, Irlanda, Inglaterra, Angola, Cabo Verde, Francia y Japón su núcleo duro de destinos de exportación. 

Textos Olga Hernández olga@ccile.org Foto DR JULHO DE 2019

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Bancos preveem um crescimento de receitas resultante do open banking D e acordo com o estudo global da Accenture “It’s Now Open Banking, Do You Know What Your Commercial Clients Want From It?”, a maior parte dos grandes bancos mundiais afirmou que o fornecimento de serviços de open banking aos seus clientes comerciais é uma iniciativa estratégica nos seus programas de transformação digital. Muitos dos bancos esperam que o open banking os ajude a alcançar um crescimento de dois dígitos nas suas receitas. Este tipo de plataforma permite aos clientes comerciais dos serviços financeiros a partilha dos seus dados de forma segura com terceiros, tornando mais fácil a transferência de fundos, a comparação de produtos e a gestão de contas através de um interface de

programação de aplicações (API). De acordo com o estudo da Accenture, 90% dos grandes bancos a nível mundial pretende oferecer serviços de open banking aos seus clientes, e mais de metade (54%) acredita que estes serviços podem aumentar as suas receitas até 10%, enquanto que cerca de 35% espera um crescimento até 20%. O relatório da Accenture, realizado com base num questionário a mais de 750 executivos de bancos globais, PME e grandes multinacionais, conclui que os clientes da banca comercial procuram o mesmo que os clientes da banca de retalho: processos mais inovadores e uma melhor experiência, processos em que o open banking pode ajudar. No que diz respeito aos principais benefícios da utilização de uma plataforma de

open banking, os inquiridos indicaram maioritariamente o acesso a serviços bancários cómodos e inovadores, o que foi referido por 30% dos executivos de grandes multinacionais e 23% dos executivos de PME. Os clientes da banca comercial esperam também que este regime aberto lhes permita chegar a mais clientes e parceiros (o que foi referido por 19% dos executivos das maiores organizações e 25% das PME) e otimizar os seus processos (segundo 17% dos executivos das grandes empresas e 20% das PME). Em relação às áreas de negócio que poderiam melhorar através do open banking, tanto os responsáveis de PME como os das grandes empresas, referiram a área de pagamentos, financiamento e de gestão de tesouraria. 

Indico investe em empresa de venda de alimentação para animais

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Indico Capital Partners, que lançou o primeiro fundo de Venture Capital nacional, independente e privado, focado em investir em fases iniciais de startups, acaba de anunciar o seu quarto investimento na Barkyn, numa ronda no montante de 1,7 milhões de euros. A Barkyn é um serviço de subscrição online para animais de estimação, em que os clientes recebem um pack mensal com ração de qualidade, snacks e brinquedos personalizados, e o servi36 ACT UALIDAD€

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ço inclui ainda uma veterinária online dedicada. Além de Portugal, a Barkyn opera em Espanha e Itália e foi uma das oito startups selecionadas pela Google para o seu programa de crescimento que decorreu no ano passado em Madrid. Fundada por empreendedores experientes, a equipa liderada por antigos gestores da Rocket Internet, da Farfetch e da Prozis viu o negócio crescer 300% em 2018 e, atualmente, entrega mais de 40 toneladas de ração por mês. O investimento de 1,7 milhões de euros, liderado pela Indico e com a participação da All Iron Ventures e dos business angels Shilling Capital Partners e 7 Graus, vai permitir à Barkyn acelerar o desenvolvimento de novos produtos e sua expansão para novas geografias europeias. André Jordão, fundador e CEO da Barkyn (na foto, à dir., junto ao outro fundador, Ricardo Macedo), afirma

que “o mercado dos animais de estimação está a crescer exponencialmente a nível global e é, atualmente, um dos de maior crescimento em termos de bens de consumo online. As pessoas estão a passar mais tempo e a gastar mais dinheiro com os seus animais de estimação, que são considerados membros da família”. “Estamos a construir o futuro do e-commerce, com uma personalização e conveniência extremas”, adianta o co-fundador da Barkyn. Stephan Morais, managing general partner da Indico, salienta que “estamos entusiasmados com a incrível capacidade de execução da equipa, num mercado online com um crescimento muito rápido. O modelo de negócio é robusto, com margens interessantes, num negócio tipicamente de margens reduzidas, o que demonstra o excelente historial e a determinação dos empreendedores”, considera ainda. 


Ciencia y tecnología

ciência e tecnologia

Primeira aplicação móvel da PHC acelera o poder de decisão das empresas A

PHC Software, multinacional portuguesa especializada no desenvolvimento de ferramentas inovadoras de gestão, acaba de lançar um conjunto de novas funcionalidades para o pacote PHC CS. Com vista ao aumento de eficácia na gestão das empresas, são ao todo 75 as novidades, de que se destacam a integração com a primeira aplicação da empresa para telemóveis, a adaptação às novas regras da faturação eletrónica e melhorias de experiência de utilização ao nível do desempenho e do aspeto gráfico. A primeira aplicação para telemóvel da PHC, intitulada PHC Notify, permite enviar notificações em tempo real diretamente do software para o dispositivo do utilizador, simplificando e acelerando a tomada

de decisão dentro das organizações. O acompanhamento das alterações legais é também uma prioridade visível na resposta que o PHC CS dá no âmbito da faturação eletrónica na contratação pública, assim como a melhoria ao nível da experiência de utilização, através de processos administrativos mais automatizados e simplificados, uma navegação mais intuitiva e melhorias visuais. Entretanto, a empresa foi distinguida pela Câmara Municipal de Oeiras com a “Medalha Municipal de Mérito”, pelo seu contributo para o desenvolvimento de Oeiras e de Portugal. A condecoração, atribuída no contexto da celebração dos 260 anos da elevação de Oeiras a concelho e visa “distinguir cidadãos e institui-

ções que se destacam e contribuem para tornar Oeiras num município de excelência”, foi entregue a Ricardo Parreira, CEO da PHC Software (na foto, à dir.). 

FCTUC estuda deteção precoce de pragas florestais O uso combinado de informação obtida através de imagens fornecidas pelo programa europeu de satélites de observação da Terra Copernicus e por drones é eficaz na deteção precoce de pragas florestais, especialmente do nemátode da madeira do pinheiro, indicam os primeiros resultados do projeto europeu FOCUS, liderado por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Com um financiamento de 1,9 milhões de euros da União Europeia, através do programa Horizonte 2020, o projeto FOCUS – Forest Operational monitoring using Copernicus and UAV hyperSpectral data –, que envolve equipas dos departamentos de Ciências da Terra, Ciências da Vida e Engenharia Civil da FCTUC, centra-se no desenvolvimento de métodos inovadores para a deteção e monitorização remota, através de satélites e veículos aéreos não tripulados, de

pragas e doenças florestais. “Num território florestal de grandes dimensões é extremamente difícil e dispendioso detetar a presença de árvores doentes através dos métodos tradicionais. Com os nossos sistemas, o objetivo é precisamente detetar as árvores infetadas que estão nesses contextos mais complexos, de forma detalhada, para permitir que os utilizadores da floresta possam ir aos locais corretos efetuar as ações de remoção (abate de árvores), evitando que o problema se alastre”, explica Vasco Mantas, investigador do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC e coordenador do estudo. O objetivo final do projeto, iniciado há um ano, é contribuir para “um serviço operacional e acessível, desenvolvido num projeto anterior, que monitorize todo o território florestal e faça chegar informação aos utilizadores finais, que também participam neste projeto, entre os quais

associações de produtores florestais, centros de investigação ligados à floresta, como é o caso do SerQ, e indústrias do setor”, refere. O projeto conta ainda com parceiros da Noruega e Bélgica. Embora o FOCUS pretenda abranger várias perturbações da floresta, no momento o caso de estudo é a deteção de árvores afetadas pelo nemátode da madeira do pinheiro (doença da murchidão do pinheiro), um problema complexo com elevado impacto económico nas regiões afetadas. “A grande mais valia destas tecnologias inovadoras que os investigadores estão a desenvolver com recurso a drones e satélites é, desde logo, as grandes manchas de floresta que conseguem monitorizar”, e de uma forma mais rápida e eficaz em termos de dispêndio de horas, de recursos humanos e materiais do que os métods convencionais, exemplifica Vasco Mantas. 

Textos Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org Fotos DR JULHO DE 2019

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grande tema gran tema

Empresas portuguesas con fabricación en España, una vía para consolidar y globalizar los negocios Corticeira Amorim, Sogrape, Sonae, Barbosa & Almeida, Efacec o Lactogal son algunas de las compañías lusas que cuentan con unidades del producción en España. El país vecino es para muchas empresas portuguesas una pieza clave en su negocio aunque todavía son pocas las que dan el paso de fabricar en él alguno de sus productos. Las que lo han hecho han dado un salto consustancial abriéndose a nuevos mercados.

E

Textos Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

l año pasado, cerca de seis mil empresas portuguesas exportaron para el mercado español y alrededor de 400 compañías con sede en España tienen capital luso. De ellas, menos de una veintena fabrican también en territorio español. Una cifra que puede no ser muy abultada pero teniendo en cuenta la proximidad de los dos mercados, tiene una gran importancia. “Los tejidos productivos, portugués y español, son complementarios, el grado de

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integración de las cadenas de pro- el caso de los sectores, en general veedores y producción de bienes y industriales, con exigencias de “justo servicios es elevado y la proximidad a tiempo” rigurosas, en los sectores entre Portugal y España asociada al de logística donde por complemensaber hacer y a la calidad del produc- tariedad y hasta a veces la creación to portugués son la mezcla que cons- conjunta requieren proximidad o tituye la base de este modelo”, indica integración, en sectores como los Luís Moura, consejero Económico agrícolas pecuarios dependientes y Comercial de la Embajada de del acceso a materias primas perePortugal en España y director de cibles o de difícil transporte, o en AICEP en España. “No obstante, sectores industriales y servicios que en no pocos casos, es necesario algo requieren proximidad con el clientes más que una presencia física de o el consumidor final”, puntualiza. los dos lados de la frontera. Tal es La localización es una decisión de


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la empresa, “que trata de potenciar los beneficios de una y otra, sabienLa corchera Amorim do que en cualquier caso cuentan con el apoyo y acompañamiento de está presente en el AICEP”, añade Luis Moura. mercado español Empresas portuguesas del sector del vino como las bodegas LAN o desde los años 70 y Aura están produciendo en España, España es al mismo ambas propiedad de Sogrape. Otras pertenecen al sector de los alimentiempo fuente de matetos, como Ovo Foods, de Derovo, ria prima y un mercado Sovena, Lactogal o Tomates del Sur, del grupo Sugal. En la parte indusimportante para alitrial encontramos a Vidrio Barbosa mentación, aislamien& Almeida, Efacec, la corchera Amorim o Sonae Arauco. to y sobre todo tapones En algunos casos, la presencia en de corcho España es ya duradera y esencial para el desarrollo global del negocio. Es el caso de la corchera Amorim, presente en el mercado español desde los es uno de sus principales productoaños 70. España es al mismo tiempo res», explica Carlos de Jesus, director fuente de materia prima y un mer- de Marketing y Comunicación de cado importante para alimentación, la Corticeira Amorim. Una materia aislamiento y sobre todo tapones prima procedente del territorio espade corcho (en la foto). “Existe una ñol que se utiliza en el 70% de las relación importantísima. Este nego- ventas de la corchera. cio se basa en el corcho y España Fue en los años 70 cuando la empre-

sa lusa realizó inversiones en España en dos áreas. Por un lado, en la de los tapones de corcho en la zonas de La Rioja y Cataluña. Y por otro, a nivel forestal, comprando importantes superficies de alcornocales. Portugal es un mercado pequeño para el negocio de Amorim, representando el 5% del total. Por ese motivo, “no estar en España no es concebible para nosotros. No es el primer mercado para Amorim pero sí es esencial para las ventas y las exportaciones", matiza el responsable. Cuentan con cuatro grandes fábricas de preparación y almacenamiento en Extremadura y Andalucía y dos plantas en Cataluña. Desde esta región se exporta mucho para fuera. La prioridad de este grupo es crecer de forma orgánica pero a lo largo de su historia las adquisiciones de otras empresas han sido decisivas para consolidar este negocio. “Tenemos una dimensión muy grande, no cerramos los ojos a las oportunidades que surgen”, reconoce Carlos de Jesus. JULHO DE 2019

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grande tema gran tema

Sonae, presente en España hace 25 años

Sonae Arauco es una de las mayores empresas del mundo de soluciones de productos derivados de la madera. La empresa es el resultado de la unión de dos importantes actores del sector de la madera: Sonae Indústria y Arauco. Ambas comparten el mismo objetivo de llevar la madera aún más lejos y la visión empresarial a largo plazo. La empresa actualmente cuenta con una plantilla de 3.000 empleados distribuidos en nueve países (Portugal, España, Alemania, Sudáfrica, Reino Unido, Francia, Holanda, Suiza y Marruecos), cuenta con 23 plantas industriales y comerciales, vende sus productos en 80 países y su facturación ronda los 800 millones de euros. Rui Correia , CEO de Sonae Arauco, explica cómo ha sido la evolución de la compañía en el mercado español. Tafisa comenzó su actividad a mediados de los años 50. ¿Qué supuso para esta empresa local la entrada de Sonae Industria en 1993? La entrada de Sonae Indústria en el accionariado de Tafisa en 1993 supuso una consolidación de la compañía en un momento complicado

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para ella, como consecuencia del impacto de la crisis española posterior a los grandes eventos de 1992 (Olimpiadas de Barcelona y Expo Universal de Sevilla) y las diferencias de criterio existentes entre los principales grupos accionariales entonces presentes en los órganos de administración. Sonae Industria aportó una estabilidad necesaria en un momento clave para poder avanzar con seguridad en los años siguientes en la consolidación y crecimiento internacional del grupo. Desde el control de la empresa portuguesa, ¿cuáles han sido los grandes hitos de Tafisa? A partir de la entrada de Sonae Industria los grandes ejes se centraron en la eficiencia industrial y la internacionalización hacia mercados de gran potencial de crecimiento. En primer lugar, se procedió a la integración corporativa ibérica de las diversas instalaciones productivas de ambos Grupos en España y Portugal agrupándolas en dos compañías conjuntas, que mejoraron significativamente la gestión y

la eficiencia de estos negocios en los años siguientes, lo que permitió concentrar nuestros esfuerzos en el crecimiento internacional, mediante la adquisición del grupo alemán Glunz, con una amplia implantación de mercado en los países centroeuropeos y Reino Unido, así como las nuevas inversiones en Brasil. En paralelo, Tafisa seguía también apostando por el crecimiento de sus filiales en Canadá y Sudáfrica y años más tarde se amplió aún más nuestra presencia en esta región con la adquisición de nuevas instalaciones industriales al grupo SAPPI. Tras unos años de integración y ajuste a las circunstancias económicas de todos estos mercados, en 2016 se cerró la alianza con Arauco, que ha supuesto un nuevo hito en esta compañía que en breve cumplirá los 75 años. ¿Hay un cambio de estrategia del negocio al juntarse estas dos grandes compañías? Tras la jointventure entre Sonae Indústria y Arauco, Sonae Arauco definió una nueva estrategia del enfoque de negocio, con el objetivo de posicionarse como la empresa preferida de nuestros clientes, empleados y proveedores, así como de todas las entidades con las que mantenemos relaciones. La forma en que se estructuró el proceso de evolución del mercado se basa en tres pilares fundamentales: el desarrollo de soluciones decorativas, el crecimiento de asociaciones con clientes industriales y el desarrollo de una oferta integrada de sistemas de construcción. En este contexto, se está llevando a cabo un plan de inversiones muy importante en varios frentes de acción: optimizar nuestros activos industriales (inversiones en plantas, logística, nuevos


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equipos, mejoras de los sistemas existentes) y formar a nuestra gente, reclutando nuevas competencias, simplificando y mejorando nuestros procesos y sistemas de información. ¿Cómo se han complementado ambas compañías? Tanto Sonae Indústria como Arauco son empresas con un amplio knowhow en el sector de soluciones de madera, un conocimiento que, en el caso de Arauco, cubre toda la cadena de valor, es decir, el sector forestal. Ambas empresas comparten una visión de negocio a largo plazo, basada en rigurosos principios de ética, transparencia y crecimiento sostenible. En el momento de la joint-venture, Arauco tenía la intención de hacer crecer su actividad en Europa y, dado que compartía valores con Sonae Indústria y la misma forma de hacer negocios, se consideró que se cumplían las condiciones para la creación de la joint-venture que tuvo lugar en 2016. ¿Qué mercados tienen más peso en las exportaciones? Alemania y la Península Ibérica son los principales mercados de Sonae Arauco. Fuera de Europa, Sudáfrica es el mercado más importante. ¿Hay planes de seguir abriendo nuevos mercados? ¿Cuáles? Actualmente, Sonae Arauco está presente en 80 países. El objetivo de la compañía es consolidar su presencia en los mercados clave y aumentar la participación en otros. Está prevista una inversión para el 2019 de más de 100 millones de euros. ¿Qué impacto va a tener en los resultados? Las inversiones realizadas desde la

creación de la empresa, así como las que están en curso, responden a una estrategia concertada de Sonae Arauco que pretende ser el referente en el ámbito de las soluciones de madera. Para ello, están mejorando sus activos en todos los países en los que tienen unidades industriales, están invirtiendo en el desarrollo de las competencias de los empleados, desarrollando nuevos modelos de cadena de suministro, e invirtiendo en el desarrollo de una colección de productos decorativos que son a la vez robustos e innovadores. Con el plan implementado, un modelo de negocio diseñado a cinco años, la compañía espera tener las condiciones para una mayor creación de valor para sus accionistas, contribuyendo también al crecimiento de las exportaciones en los países donde están presentes con activos industriales. ¿Qué importancia tiene la innovación en el sector de los tableros de madera? Para la compañía, la innovación es esencial y es la mejor manera de diferenciarse de los otros actores empresariales, siendo este sector altamente competitivo. Las colecciones de productos decorativos de la compañía son fuertes e innovadores. La nueva colección Innovus es un claro ejemplo de ello, con un catálogo completo con 200 decorativos que permite crear más de 260 combinaciones con acabados diferenciadores, entre los cuales destacan cinco nuevos: Stucco, Cosmos, Flow, Fusion y Spirit. La colección Innovus es una apuesta clara en ofrecer soluciones nuevas, completas y flexibles capaces de responder a las expectativas de sus clientes en todo el mundo.

Efacec La presencia física de Efacec y sus negocios en España es anterior a 2007, inicialmente en una vertiente de representación comercial y servicios centrada en Madrid y después de 2010, con actividad industrial en la provincia de Tarragona (foto en la pág. 42). Efacec está fundamentalmente en el negocio de la energía, tanto como fabricante de una gama completa de productos y equipos para producción, transmisión y distribución de energía eléctrica (alta tensión), como contratista con elevadas competencias en áreas de subestaciones eléctricas, energías renovables, tranvía y

Armenio Vale, de Efacec: “España, como país vecino, ha sido una prolongación natural y esperada de la actividad y negocio del grupo” tratamiento de aguas y residuos. En el presente, Efacec mantiene una estructura comercial y servicios en Madrid y, en Santa Bárbara (Tarragona), una actividad vertical de fabricación y comercialización de centros de transformación para distribución y producción de energía en alta tensión. El grupo Efacec, desde el 2000 tiene una estrategia de fuerte internacionalización ya con referencias de negocio y actividad en 65 países del mundo. “España, como país vecino, ha sido una prolongación natural y esperada de la actividad y negocio del grupo”, explica Armenio Vale, director general de Efacec Equipos Eléctricos. de Santa Bárbara (Tarragona). Entre sus clientes se encuentran desde compañías eléctricas, promotores de energías renovables a instaladores eléctricos. “Hay todo un conjunto imporJULHO DE 2019

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grande tema gran tema

Otros sectores

El grupo vitivinícola portugués Sogrape adquirió en 2012 Bodegas LAN con el fin de agilizar el crecimiento de la empresa en los mercados internacionales y potenciar la comercialización de sus vinos en nuevos canales. Sogrape se pudo servir de su red de distribución para potenciar las exportaciones de vinos LAN en los más de 120 países en los que tiene presencia actual. Han pasado de una facturación de 18,5 millones a los 25 millones de euros registrados en 2018. Para reforzar esta posición Sogrape se hizo en el 2018 con Bodegas Aura, en la localidad de Rueda. Una adquisición que su-

puso, según su CEO, Fernando da Cunha Guedes, “la intención de ganar escala en España, tanto por el aumento de la oferta relativa a este origen como por el refuerzo inevitable de la distribución en este mercado, en particular en el canal on-trade”. Desde 2017 las bodegas LAN aseguran la distribución de Mateus en España. Las marcas producidas por dichas bodegas representan el 10% de las ventas consolidadas del grupo Sogrape. Las exportaciones de la bodega corresponden al 40% del total de la facturación. Presencia importante en el mercado español es la de la vidriera lusa

Barbosa & Almeida que se hizo con la Vidriera Leonesa en 1999 a través de una oferta pública de adquisición de acciones, por la que logró primero el 54,3% del capital social, para hacerse después con la totalidad del mismo (ver también la edición nº 262). En España esta compañía se conoce oficialmente como BA Glass Spain y en los últimos años ha invertido más de 50 millones de euros en la modernización y ampliación de sus fábricas de León y Villafranca de Barros (Extremadura). Otro ejemplo es el de Lactogal, cuyo desembarco en España se produjo en 1996 fundamentalmente a través de leche líquida y una parte muy importante de su negocio en el mercado español se basa en la venta de un producto con marca blanca, entre ellos el de Mercadona. El año pasado Covap compró la planta de Lactogal en el municipio lucense de Meira. La empresa lusa recogía directamente en el campo español unas 410 mil toneladas de leche al año y tras esta venta redujo aproximadamente un 40% su aprovisionamiento. Lactogal conserva factorías en Pontedeume – A Coruña, Santander y Ávila.

tante de clientes en España, tanto para proyectos internos como para exportación, principalmente para Sudamérica donde la presencia de las empresas españolas es significativa”, añade el responsable. Como planes en España a corto/ medio plazo, esperan “un crecimiento sostenible, un incremento de la cota y presencia a todo el territorio de España, teniendo en cuenta la necesidad en nuestro negocio de certificación y homologaciones inherentes a cada una de las compañías eléctricas que operan en España y también en la Red Eléctrica nacional”. 42 ACT UALIDAD€

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tema grande tema Plano de Mobilidade do Programagran Integral de Qualificação e Emprego (PICE)

Com o Plano de Mobilidade do Programa Integral de Qualificação e Emprego (PICE), as Câmaras de Comércio em Espanha, em conjunto com a CCILE, irão ajudá-lo a encontrar talento jovem na procura ativa de oportunidades de trabalho ou estágios na União Europeia. Poderá integrar na sua equipa de pessoal jovens com: • Um elevado nível em idiomas. • Uma formação e experiência adaptadas às suas necessidades. • Uma atitude e motivação para empreender uma nova aventura no estrangeiro. • Competências profissionais necessárias para desempenhar as suas tarefas e funções de forma profissional. Como funciona As Câmaras de Comércio encarregam-se de selecionar os perfis que mais se adequam às necessidades da sua empresa e oferecem uma formação virada para a mobilidade. Além disso: • Através da plataforma-Câmaras a nível europeu, a sua empresa terá entre os jovens uma projeção e reconhecimento internacionais. • Facilitamos-lhe o contacto com candidatos selecionados, possuidores de qualificações e competências necessárias para se integrarem num novo trabalho. • Realizamos um acompanhamento exaustivo da estadia do jovem na sua empresa. • Colocamos à sua disposição uma pessoa de contacto na Câmara que o ajudará durante o processo de acolhimento dos jovens. • Como empresa colaboradora, poderá obter o Selo de Empresa Comprometida com o Emprego Jovem. Para mais informações: www.programapice.es Contactos: Maria Luisa Paz mpaz@ccile.org / 918 559 614

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grande tema gran tema

Sovena El grupo Sovena es la segunda empresa de aceite de oliva más grande del mundo y el mayor suministrador de marca privada de este sector. Líder indiscutible en Portugal, en el mercado español goza de la primacía en la Península Ibérica en términos de aceites envasados (en la foto). En el año 2002, Sovena adquirió los activos de Agribética en Sevilla, responsable del refinado y el envasado de aceites de semillas, en su mayoría aceite de oliva. La consiguiente integración en Sovena Ibérica de Aceites, permitió un crecimiento espectacular del grupo que se convirtió en el número uno de la Península Ibérica. Más tarde, en el 2005, el grupo también abrió Tagol Ibérica de Aceites en España para facilitar su acceso al mercado de semillas de girasol en ese país. Su entrada en el mundo de la agricultura se produjo en 2006 con Soprolives pero es en 2007, mediante la asociación con Atitlan, cuando se crea Elaia, el proyecto agrícola más ambicioso. El objetivo es plantar alrededor de diez mil hectáreas de olivares y alcanzar un control más amplio de toda la cadena de valores del mercado. También en 2007 se creó Agrodiesel, la fábrica 44 ACT UALIDAD€

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de 114 millones de litros de aceite de oliva envasados y 60 mil toneladas de aceite de oliva a granel y presencia en más de 60 mercados diferentes. Sovena España cuenta con una plantilla al cierre de 2018 de 423 personas, dos fábricas para el envasado de aceite de oliva y el molturado, refinado y envasado de aceite de girasol ubicadas en Brenes (Sevilla) y Andújar (Jaén). Además, tiene una fábrica de aderezo de aceituna en Plasencia para la comercialización de aceituna de mesa, y dos almazaras en Jaén, ubicadas, respectivamente, en la localidad de Villanueva de la Reina y en Jaén capital. Asimismo, desde junio de 2014 Sovena controla el 50% de Agroproducciones Oleaginosas (AgroPro), proyecto en Sovena España el que también cuenta con el mismo mantiene desde porcentaje de participación ACOR y que se creó para aglutinar las hace más de actividades de compra de semillas y una década un comercialización de aceite de semillas alimentario en España.
“Sovena compromiso España mantiene desde hace más de constante con el una década un compromiso constante con el sector primario español, sector primario con el que trabaja con el objetivo de español, con el implementar mejoras que contribuyan a reforzar la sostenibilidad de que trabaja con la cadena agroalimentaria”, indican el objetivo de desde la compañía. En 2018, Sovena España ha colaimplementar borado con un total de 339 almazamejoras ras (203 cooperativas y 136 industriales), ubicadas en Andalucía, se construyó junto a las instalacio- Extremadura, Castilla-La Mancha, nes de Tagol. Comunidad Valenciana, Región Sovena España volvió a conso- de Murcia, Cataluña, Aragón y lidar en 2018 su crecimiento, al Madrid. Les ha comprado un total alcanzar unas ventas en volumen de 144.700 toneladas, al tiempo de 240 millones de litros de aceite que ha seguido trabajando conjunenvasado, frente a los 238 millones tamente con dichas almazarasen el de litros del ejercicio precedente. Ha sistema de calidad total implantado realizado inversiones por valor de por la compañía. Paralelamente, y 4,3 millones de euros para mejorar en contexto de su implicación en el la eficiencia de sus instalaciones. impulso y desarrollo del sector priLidera por décimo tercer año con- mario, Sovena España mantiene en secutivo la exportación de aceite de explotación dos almazaras propias oliva de España, con un volumen en la provincia de Jaén. 


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opinião opinión

Principais alterações ao Código do Trabalho

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inda este ano, iniciar-se- tenham até 250 trabalhadores -á a implementação da (em vez dos atuais 750). proposta de lei n.º 136/ - Está prevista a aplicação de XIII apresentada pelo uma taxa anual de 2% para a Governo tendo em vista Segurança Social sobre as empreefetuar alterações substanciais ao sas que abusem dos contratos de Código do Trabalho, já aprovadas trabalho a termo. A taxa será na generalidade no Parlamento aplicada sobre a massa salarial em 18 de julho de 2018 e que se dos trabalhadores com contraencontram atualmente a ser dis- tos a termo, sendo progressiva cutidas na Comissão Parlamentar até 2% e terá em conta a média de Trabalho. dos contratos a prazo em cada Foram propostas designadamensetor de atividade. A taxa será te as seguintes alterações: aplicada quando as empresas ultrapassarem a média de con1 – Contratação a termo: tratos a termo prevista em cada - A duração máxima dos contratos setor, prevendo-se o primeiro a termo certo (que é atualmente pagamento da nova taxa no final de três anos, com a possibilidade 2019. As médias setoriais de de três renovações), vai passar que servem de base para calcua ter o limite máximo de dois lar a taxa sobre os contratos a anos. O número de três renoprazo são ajustadas anualmente vações mantém-se; no entanto, e será reavaliada a necessidade estas não podem ser superiores de manter ou não a taxa. Não ao período de duração inicial do contam para a média as contracontrato. tações a prazo que não sejam da - A duração máxima dos contratos responsabilidade do empregador, a termo incerto será reduzida como é o caso de substituições (dos seis anos) para quatro anos. de baixa por doença ou licença - Vai deixar de prever-se a possiparental, por exemplo. bilidade de contratar a termo jovens à procura do primeiro 2 – Trabalho temporário e outemprego e desempregados de sourcing longa duração. Contudo, admi- - Os contratos de trabalho a termo temporários terão um limite de te-se a contratação a termo de 6 renovações (atualmente inedesempregados de muito longa xistente na lei), exceto quanduração (desempregados há do o contrato seja celebrado mais de dois anos). - Passa a ser permitida a con- para substituição de trabalhador ausente ou temporariamente tratação a prazo para as novas impedido de trabalhar. empresas e estabelecimentos que 46 ACT UALIDAD€

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Por Eduardo Serra Jorge*

- As empresas passam a ser obrigadas a informar o trabalhador temporário sobre o motivo subjacente à celebração do contrato entre a empresa utilizadora e a empresa de trabalho temporário. Se as regras não forem cumpridas, a empresa utilizadora fica obrigada a integrar o trabalhador com contrato sem termo. - Reforço dos direitos para os trabalhadores em outsourcing , equiparando-os aos dos trabalhadores que trabalham ao lado mas que dependem diretamente da empresa. 3 – Período experimental: - Alargamento para 180 dias do período experimental dos contratos sem termo celebrados com trabalhador à procura de primeiro emprego ou em situação de desemprego de longa duração. - O período de estágio profissional anterior à celebração do contrato vai contar para efeitos de período experimental. 4 – Contratos de muito curta duração: - A duração máxima dos contratos de muito curta duração será alargada (de 15 dias) para 35 dias. - Permite-se que este tipo de contrato possa ser celebrado nos setores com atividade sazonal ou cujo ciclo anual de atividade apresente irregularidades de natureza estrutural ou


opinión

aprovação de 65% dos trabade mercado. Assim, podem ser lhadores após consulta por voto celebrados sempre que haja um secreto. “acréscimo excecional e substancial da atividade da empresa” em - Será possível, através da modalidade de banco de horas grupal, vários setores (atualmente só era aumentar o período normal de possível no setor agrícola e no trabalho até duas horas diárias turístico), ficando preservada a com um limite de 50 horas duração máxima anual de 70 semanais e 150 horas por ano. dias com o mesmo empregador. - Caso o número de trabalhadores seja inferior a 10, e na ausência 5 – Banco de horas: de representante dos trabalha- A modalidade de banco de dores, será previsto um regime horas individual será eliminada. especial de consulta sob superContudo, os bancos de horas visão da Autoridade para as já instituídos por esta via manCondições do Trabalho (ACT). têm-se durante um ano após a entrada em vigor das novas regras, de modo a permitir um 6 – Trabalho suplementar: O princípio do tratamento mais período de adaptação as emprefavorável será alargado ao pagasas. - No caso de banco de horas mento do trabalho suplementar. através de acordos de grupo, Na prática, a norma prevista no só pode ser aplicado caso haja Código do Trabalho e que estipula

opinião

a forma como é pago o trabalho extra só pode ser afastada por convenções coletivas se elas forem mais favoráveis do que a lei. 7 – Contestação de despedimentos: A proposta facilita o acesso de quem é despedido aos tribunais. Trata-se da revogação da regra que hoje presume que um despedimento é aceite quando o trabalhador aceita a compensação. Ainda não existe uma data prevista para a implementação das medidas supra indicadas, mas certamente ocorrerá até ao fim da presente legislatura, ou seja até outubro de 2019.  * Partner da Eduardo Serra Jorge & Maria José Garcia Email: esjmjg@esjmjgadvogados.com

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Vinhos & Gourmet

vinos & Gourmet

Conserva de salmão em escabeche vence Ecotrophelia Portugal A

Salmar, uma conserva de salmão em escabeche com salicórnia, produto desenvolvido por alunos do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, é o grande vencedor do “Ecotrophelia Portugal 2019”. O galardão foi entregue no final de maio, numa cerimónia que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, e que reuniu representantes da indústria agroalimentar e das entidades do sistema científico envolvidas na iniciativa (na foto). Em segundo lugar, ficou o Delichí, uma bolacha salgada com farinha de tempeh (produto de soja do sudoeste asiático) de chícharo, cebola e ervas, que venceu também a distinção “Born from Knowledge”, atribuída pela Agência Nacional de Inovação (ANI). A terceira posição foi ocupada pelo InstaTwice, uma

reinvenção das tradicionais sobremesas aletria e arroz doce. O prémio Ecotrophelia Portugal, iniciativa dinamizada pela PortugalFoods, promove a eco-inovação, o empreendedorismo e a competitividade, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos alimentares inovadores e sustentáveis para o setor agroalimentar. A edição deste ano envolveu 11 instituições do ensino superior e resultou na criação de 20 produtos, dos quais 10 chegaram à final, sendo avaliados tendo por base critérios como inovação de produto, sustentabilidade, embala-

gem, propriedades organoléticas e credibilidade de mercado. De acordo com o Tiago Brandão, diretor de projeto do Super Bock Group, em representação do júri, o grande vencedor destacou-se pelo valor que trouxe a um produto subaproveitado, mas sobretudo pela capacidade da equipa em promover o produto. 

Bons Rapazes segundo a Lavradores de Feitoria

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epois da estreia de sucesso, de um branco “descomplicado” (de 2016) e um tinto “gastronómico” (de 2014), repete-se a parceria com a assinatura Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria. A segunda edição de ambos os vinhos, do Douro, esteve à prova, com grande sucesso, no “The Gentlemen’s Market – Bons Rapazes”, o evento que aconteceu nos dias 11 e 12 de maio, em Lisboa. Este evento resulta de uma parceria promovida pela dupla de Bons Rapazes,

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mentores do site de moda e lifestyle Bonsrapazes.com. O mesmo aconteceu quando, há cerca de três anos, o ator Pedro Teixeira e o consultor de social media Tiago Froufe (na foto) se embrenharam na aventura de criar vinhos com cunho próprio. Isto sem descurar a supervisão da equipa de enologia da Lavradores de Feitoria. Depois da primeira edição, estão agora no mercado o Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria Branco 2017 e o Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria Reserva Tinto 2015, com um preço de venda ao público (PVP) de cinco e 11 euros, respetivamente. “À semelhança de Pedro Teixeira e Tiago Froufe, o Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria Branco 2017 apresenta um

perfil jovem e fresco, graças às variedades de uva vindimadas em vinhas entre os 25 e os 30 anos. E não só. Estas características também se devem ao conjunto de castas tipicamente durienses – Malvasia Fina, Gouveio e Síria –, às quais se juntou a Sauvignon Blanc, dona de uma frescura e complexidade aromática ainda mais exuberantes. Após a fermentação e o estágio, ambos, decorridos em inox, o resultado traduz um vinho de cor citrina limão”, adianta a adega. Criado em setembro de 2000, é um projeto único, que resultou da união de 15 lavradores, proprietários de 18 quintas, distribuídas pelos terroirs do Douro, repartidas pelas três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. 


vinos & Gourmet

Vinhos & Gourmet

Taylor’s Port abre loja e sala Visconde de provas em Lisboa de Borba Rosé 2018 apresentado para refrescar o verão A

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Taylor’s, uma das antigas e reputadas casas de vinho do Porto, ruma até Lisboa e abre a sua primeira loja e sala de provas, junto ao Chafariz Del Rei. Com uma localização privilegiada, no turístico e histórico bairro de Alfama, a nova loja e sala de provas da Taylor’s contempla uma ampla oferta de vinhos do Porto da prestigiada casa e pretende ser uma janela aberta para a promoção do vinho do Porto na cidade. “O vinho do Porto é um ícone de Portugal, aqui e no mundo, e a Taylor’s um dos seus exponentes máximos. Cada vez mais, queremos propiciar experiências que promovam a tradição, história e cultura do país para as pessoas que nos visitam, seja no Porto, Gaia ou Douro, a nossa origem, mas também, a partir de agora, em Lisboa. Para nós, é absolutamente fundamental criarmos cada vez mais entusiastas de vinho do Porto, sejam turistas ou portugueses, que o mantenham vivo e o valorizem como um dos grandes clássicos vinhos do mundo”, justifica Adrian Bridge, CEO da Taylor’s. O novo espaço divide-se entre a loja,

no piso inferior, e três salas de provas, no piso superior. Na sala de provas, é possível degustar 15 vinhos a copo, entre os quais alguns ícones da casa, como o Taylor’s Vintage 1994, ou o Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage 2015. Para quem quiser aprofundar o conhecimento sobre a marca, sugere-se a “Introdução à Taylor’s”, uma prova de cinco vinhos que representam o perfil da casa: Taylor’s Chip Dry, Taylor’s LBV, Taylor’s Tawny 20 anos, Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage 2015 e Taylor’s Vintage 2009. Além do vinho do Porto, a oferta estende-se a outro do ex-libris da casa, o azeite proveniente da sua emblemática Quinta de Vargellas, acompanhado com pão. Os petiscos incluem uma seleção de queijos ou de enchidos portugueses, amêndoas torradas, entre outros. Nos doces, podem ser provadas as trufas de chocolate negro ou o inevitável pastel de nata. E com o tempo quente a tomar conta da cidade, este é o local e a altura ideais para provar o cocktail de assinatura da marca, o Taylor’s Chip Dry Tónico. 

Marcolino Sebo Wines and Oils apresenta o seu Visconde de Borba Rosé 2018, obtido a partir das castas Aragonez e Alfroucheiro. Um novo rosé que é, como destaca a marca do produtor alentejano, “particularmente apropriado para os dias quentes que se aproximam”. Apresenta cor rosada viva, aroma complexo de frutos vermelhos e flores silvestres, sabor frutado, fesco, ligeiramente acídulo, encorpado e com boa persistência. O Visconde de Borba Rosé 2018 aconselha-se a tomar como aperitivo, ou em companhia de grelhados, peixes e mariscos, a uma temperatura ideal de 10º/ 12º centígrados. Foram engarrafadas cinco mil unidades, com um preço de venda ao público (PVP) recomend ado de 3,5 euros. Todo o processo de produção decorreu sob a direção do enólogo Jorge Santos. 

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“É urgente reinscrever a preocupação com a produtividade e com a eficiência na gestão e no trabalho do SNS” A celebrar o seu 40º aniversário, o Sistema Nacional de Saúde português obteve a maior 02

dotação orçamental de sempre e conta com a maior força de trabalho de sempre, mas continua a travar a batalha da produtividade, sublinhou a ministra Marta Temido, num encontro promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, no passado dia 5 de junho, em Lisboa. No mesmo evento, receberam os prémios de empresário e gestora ibéricos do ano, respetivamente, Francisco Dezcallar e Carla Rebelo. Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

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Gestora Ibérica do Ano: Carla Rebelo O “Prémio de Gestora Ibérica do Ano” foi atribuído pela CCILE a Carla Rebelo, diretora-geral da Adecco Portugal, desde 2015. Enrique Santos, presidente da CCILE, assinalou que, sob a gestão de Carla Rebelo, “nos últimos três anos, a sua empresa em Portugal cresceu quase 50% em vendas e aumentou o número de colaboradores em quase 40%, de 170 para 230”. A gestora atribui precisamente o sucesso da filial

portuguesa “ao trabalho de equipa” e garantiu que continuarão “a trabalhar para fazer mais e melhor”. No setor dos recursos humanos, Carla Rebelo foi diretora 04 da Hays Brasil e da Kelly Services Brasil. Na Holanda, foi senior group controller da Randstad Holding, passando a CFO da Randstad Portugal. Antes, a gestora exerceu funções no domínio da contabilidade, gestão financeira e reporting, em diversas multinacionais.

Empresário Ibérico do Ano: Francisco Dezcallar Em Portugal, há quase 40 anos Francisco Dezcallar lidera a Seines, um grupo de empresas do sector de serviços em Contabilidade, Financeira, Fiscal e Gestão de Recursos Humanos, fundado em 1982 e com presença em Portugal e em Espanha, mais recentemente. Ao receber o prémio de “Empresário Ibérico do Ano”, Francisco Dezcallar sublinhou que “o capital humano

é que faz uma empresa” e salientou “o esforço continuado de mais de 30 anos no mercado português”. O desafio agora é o mercado05 ibérico, avançou o empresário. O presidente da CCILE, Enrique Santos, realçou “a visão abrangente do empresário sobre o negócio a que preside” e o facto de ser “um verdadeiro líder da comunidade espanhola que vive em Portugal”.

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“Num mundo caracterizado pela globalização, a relação entre os setores da saúde e do comércio e indústria não suscita qualquer surpresa”, reconheceu a ministra da Saúde, oradora principal de um encontro empresarial organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), no passado dia 5 de junho, em Lisboa. Marta Temido continuou a sublinhar a ligação entre economia e saúde, a ministra, referindo que “a influência e o impacto da circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas na organização dos sistemas de saúde e na própria saúde dos indivíduos e das populações são crescentes”. Observou também o dinamismo em áreas como “a indústria farmacêutica e dos dispositivos, o turismo da saúde, a mobilidade da força de trabalho da saúde, a telemedicina e o mercado da prestação de cuidados de 58 ACT UALIDAD€

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saúde”, que “têm conhecido uma expansão assinalável”. Marta Temido comentou ainda que “atingir a cobertura universal de saúde permanece como um desafio por superar em muitos países do mundo, facto que não terá sido alheio a que, em 2019 e pelo segundo ano consecutivo, a Organização Mundial de Saúde escolhesse este tema para assinalar o dia mundial de saúde”. A ministra recordou que “o conceito de cobertura universal de saúde é simples e claro – cuidados de saúde de qualidade para todos, onde e quando deles necessitem, e proteção financeira face aos custos da doença” e lembrou também que “em Portugal, o direito à proteção da saúde tem guarida constitucional desde 1974”. O sistema de saúde português “é, hoje, um sistema misto”. Trata-se de um “sistema universal em que toda a população está

coberta”, que é “maioritariamente financiado por impostos gerais, ainda que com presença de seguros de saúde e de pagamentos diretos das famílias” e “em que a prestação é essencialmente assegurada por prestadores públicos, sem prejuízo da presença e articulação com operadores privados e sociais”. A assinalar o 40.º aniversário, “o Serviço Nacional de Saúde trouxe aos portugueses notórios ganhos em saúde traduzidos em indicadores de que estávamos muito distantes na década de setenta”, como “a diminuição da mortalidade materna e infantil, o aumento da cobertura vacinal e o aumento da esperança de vida”, frisou Marta Temido. A atual titular da pasta da Saúde considera que estes ganhos se devem “à ação dos determinantes sociais da saúde, mas também à organização dos serviços de saúde centrada no


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SNS, que evoluiu da abertura à população dos postos das Caixas de “Não está em causa Previdência e de uma mão cheia de que investir na saúde hospitais públicos, para uma rede composta por mais de mil unidades seja um dos melhode cuidados de saúde primários, cerca res investimentos de meia centena de estabelecimentos hospitalares e outras tantas unidades sociais e económide saúde pública, com uma oferta que, cos; está em causa nos últimos anos, passou a incluir cuidados continuados e paliativos, saúde obter mais valor do oral e hospitalização domiciliária”. No entanto, “num contexto de pres- investimento que reasões demográficas e epidemiológicas, lizamos” de uma sociedade mais esclarecida e mais informada, de inovações tecnológicas tão disruptivas quanto caras, co em que se tem procurado instilar temos bem consciência do muito que, um sentimento de desencanto face ao sempre e inexoravelmente, há por fa- resultados do sistema de saúde portuzer em matéria de saúde”, ressalvou a guês, de insegurança face ao desemministra. Consciente das críticas de penho dos serviços de públicos saúde que o setor da saúde tem sido alvo, a e de insatisfação face ao trabalho do governante realça os aspetos positivos: SNS, cumpre-nos a todos não apenas “Mas, num momento do ciclo políti- contrariar a mensagem mas também

não desistir de trabalhar para melhorar a prestação de cuidados de saúde. Como a generalidade dos portugueses, depois de anos de grandes dificuldades, o SNS tem vindo a recuperar a normalidade do seu funcionamento. No ano de 2019, o SNS conta com a maior força de trabalho de sempre (130.800 profissionais) e a mais elevada dotação orçamental de sempre (10.110 milhões de euros). Ainda assim, ultimamente, falar do estado do SNS tem sido reclamar pela afetação de mais recursos. Mais recursos humanos, mais financiamento. Ora, sem prescindir de reconhecer que a saúde tem custos crescentes, neste momento, é urgente reinscrever a preocupação com a produtividade e com a eficiência na gestão e no trabalho do SNS. Os cidadãos contribuintes e os cidadãos utentes reclamam-no. Precisamos de fazer mais, mas, sobretudo, precisamos de fazer melhor.” Nesta JULHO DE 2019

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batalha por uma maior produtividade tre os quais Portugal e Espanha, que entre cidadãos nascidos em Portugal e do setor, “não está em causa que in- aponta “o receio de ficar doente e não cidadãos oriundos de outros países” e vestir na saúde seja um dos melhores obter cuidados apropriados”, como “Portugal tem sido reconhecido a nível investimentos sociais e económicos; sendo “o risco social e económico internacional como um país inclusivo, está em causa obter mais valor do in- mais receado”. Da mesma forma, o o que é particularmente evidente no vestimento que realizamos.” estudo mostra que “a melhoria dos que diz respeito à prestação de cuidaDurante a sua intervenção, a minis- serviços públicos de saúde é a primei- dos de saúde”, nota a ministra acrestra citou o recente relatório da OCDE ra prioridade identificada n área das centando que “Todos os cidadãos “Risks that matter”, baseado num in- políticas sociais”. estrangeiros que se encontrem em quérito aos cidadãos de 21 países enO SNS português “não distingue Portugal há mais de 90 dias podem 01.Francisco Dezcallar, Marta Temido, Carla Rebelo e a embaixadora Marta Betanzos 02. A ministra da Saúde, Marta Temido 03.Sofia Semedo, Rodrigo Ourives, Luísa Dezcallar, Francisco Dezcallar, Kate Vasconcelos, Hugo Ferreira, Maite Torres, José Manuel, Filipe Almeida 04.Marta Betanzos, Marta Temido, Carla Rebelo, Ruth Breitenfeld, Sandra Carvalho, Manuela Barber e Margarita Hernández 05.Marta Temido entrega prémio Gestora Ibérica do Ano a Carla Rebelo 06.Francisco Dezcallar recebe prémio Empresário Ibérico do Ano, das mãos de Marta Betanzos 07.Marta Betanzos, Ángel Vaca e Marta Temido 08.Nuno Amado e Jose Carlos Sítima 09.Manuel Alvarez, Mercedes Valdés e Conceição Zagallo 10.Luisa Cinca, Ruth Breitenfeld, Maria Elisa Ferreira e Arturo Manzanares 11.Pedro Ruiz, Ángel Vaca e Cecílio Oviedo 12.Manuel Moran, Eugénia de la Huera, Carla Rebelo, Maria Elisa Ferreira e Joan Camps

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13.Ana Mazale, Sofia Meirinhas, Luís Pina, Olga Gonçalves e Sandra Carvalho 14.Mari Suárez, Augustin Galán, Maria Rodríguez e Kathleen Gönczy 15.Elmar Derkitsch, Joaquim Amaro, Betty Viúla e Manuel Cordeiro 16.Luis Lucas, Marta Almeida, Francisco Contreras e Arturo Manzanares 17.Eva Falcão, António Martins Victor, Nuno Guilherme e Jorge Vieira 18.Enrique Santos, Marta Temido, Marta Betanzos e Nuno Amado 19.Julia Nieto, Cristel Molné, Maria Celeste Hagatong e Geneviève Renaux 20.Juan Francisco Montalbán, Mercedes Valdés, Kathleen Gönczy e Cecílio Oviedo 21.Ruth Breitenfeld, José Carlos Sítima, Carla Rebelo e Francisco Dezcallar 22.Marta Temido, Marta Betanzos e Nuno Amado 23.Pedro Monteiro, Ángel Vaca e Enrique Santos 24.Manuel Alvarez, Joan Camps, Manuela Barber e Margarita Hernández 25.Carla Rebelo, Enrique Santos e Francisco Dezcallar


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aceder aos serviços públicos de saúde, sendo que para aqueles que aqui se encontram há menos tempo estão disponíveis serviços públicos gratuitos de saúde materna, saúde infantil e urgências”. Também “está disponível o serviço de tradução telefónica, que pretende ajudar os cidadãos estrangeiros a ultrapassar a barreira da língua, melhorando o atendimento e tornando-o mais efetivo”. Marta Temido salientou que “se é certo que o sistema de saúde português garante uma resposta pública de elevada qualidade técnica e profissional, o país também possui uma boa cobertura e resposta por parte do setor privado da saúde”, o que “garante aos investidores

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estrangeiros, às empresas estrangeiras, aos seus colaboradores e familiares uma resposta segura em termos de cuidados de saúde”. A rematar a sua intervenção, a ministra concluiu que “Portugal é um 25 país moderno, inovador e competitivo, onde vale a pena investir; um país onde os siste- do Ano” a Francisco Dezcallar, presimas sociais e, em especial, o sistema dente do grupo Seines, e o prémio de de saúde, dão respostas às necessida- “Gestora Ibérica do ano” a Carla Rebedes dos cidadãos, independentemente lo, diretora-geral da Adecco Portugal (ver caixas). Estes prémios relativos ao do local onde nasceram”. No mesmo evento, a CCILE entre- ano de 2018 resultam de uma eleição gou o prémio de “Empresário Ibérico da Junta Diretiva da CCILE.  PUB

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Torneio Ibérico de Padel cada vez mais procurado por adeptos do desporto Foi, mais uma vez, animado e renhido o Torneio Ibérico de Padel CCILE, que este ano regressou a Lisboa, ao campo da Rackets Pro, junto ao estádio universitário. A sexta edição desta prova demonstrou, novamente, que esta é uma modalidade privilegiada para a prática desportiva, integrada numa vida ativa e saudável, em qualquer idade.

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Texto Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

putou a prova de forma intensa, num oi mais uma ocasião para trei- modalidade. A dupla vencedora, constituída por total de seis jogos, mas apesar de nar a forma física e passar um dia animado, no convívio com Pedro Mendonça e Diogo Mendonça algum domínio sobre os dois advera comunidade luso-espanhola, (em destaque na foto em baixo), dis- sários, contou também um pouco como frisaram os participantes do VI Torneio Ibérico de Padel CCILE, que se realizou no passado dia 8 de junho, no campo da Rackets Pro EUL, em Lisboa. Este ano, apesar de contar com menos praticantes inscritos, o torneio acabou por se tornar, como noutros anos, uma prova agradável, mas intensamente disputada pelas 22 duplas participantes, com idades entre os 16 e os 55 anos. Muitos dos participantes estiveram pela primeira vez neste torneio amador, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria LusoEspanhola (CCILE), e que começa a 02 ser conhecido entre os praticantes da

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com a chamada “sorte de principiante”, pois foi esta a sua primeira participação no Torneio Ibérico. Os dois amigos, que se iniciaram na modalidade há oito anos e que jogam juntos há cerca de três, mantêm uma prática regular, o que contribuíu, seguramente, para o bom desempenho na prova, que obrigou a um grande esforço físico. “Já ganhámos alguns torneios, assim como já fizémos algumas finais, nomeadamente há dois anos, quando fomos vice-campeões nacionais de mais de 45 anos”, adianta Diogo Mendonça. Quanto às dificuldades impostas pela prova, que durou uma manhã e se prolongou ainda pela tarde fora, o mesmo gestor refere que “teve momentos difíceis, especialmente nos quartos de final e no segundo set da final”.

Ambos os jogadores vencedores salientam ainda que se tratou de um evento “muito bem organizado, com prémios fantásticos, e com um ambiente de muita convivência e boa disposição”. Motivação para uma vida mais saudável Na sua entrevista no final do torneio, Pedro Mendonça quis ainda introduzir o facto de ser vegetariano, um dado que considera importante, aliado à condição física. “Costumo evidenciar que sou um atleta de 53 anos, com uma alimentação de base vegetariana estrita. Este facto para mim é importante, porque acho que sou o único jogador do circuito Federação Portuguesa de Padel (FPP)” nessa situação, adianta o atleta. Os atletas participantes demons-

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tram, assim, que o desporto e uma alimentação saudável são elementos muito importantes para o bem-estar físico e mental, e, neste âmbito, a prática de padel pode ajudar a ganhar estes hábitos de vida mais saudáveis. Também os patrocinadores do evento realçaram a adesão crescente à modalidade por parte dos portugueses, que podem assim beneficiar de uma atividade desportiva divertida e salutar. “Patrocinamos este tipo de eventos, porque combinam com os valores da empresa”, frisa Ruth Breitenfeld, vice-presidente da Cepsa em Portugal. Para a gestora, esta é uma iniciativa que deve ser apoiada, por estar a crescer no país e por ser “saudável, desportiva e de bem-estar, que também integra diferentes culturas”, nomeadamente de Portugal e Espanha, adianta. Sublinhando que a JULHO DE 2019

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empresa petrolífera espera continuar a patrocinar o evento da CCILE em edições futuras, Ruth Breitenfeld comenta, ainda, que “a Cepsa é a empresa espanhola com o coração mais português!”, remata a gestora, que é igualmente vice-presidente da Junta Diretiva da CCILE. 58 ACT UALIDAD€

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Outra empresa patrocinadora que de eventos com grande visibilidade, não quer perder este torneio de já que os nossos potenciais clientes âmbito empresarial, estando presen- estão aqui”. O padel é um desporto te desde a primeira edição, é o El que nos últimos seis anos tem vindo Corte Inglés Portugal. Manuel Paula, continuamente a ganhar adeptos em diretor de Marketing desta cadeia em Portugal, e, portanto, “desde essa Portugal, refere que “é muito impor- altura, não paramos de vender raquetante para nós participar neste tipo tes e itens para jogar padel”, continua


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o mesmo responsável, enquadrando Nuno Guilherme (na quarta foto “organização e boa disposição entre a importância da modalidade para a da pág. 57), manifestando assim a todos”. Assim, além da final disputada no cadeia de distribuição, e sublinhan- intenção de voltar para as edições do a identificação da marca com os futuras e melhorar a performance quadro A, com Pedro Mendonça e valores deste desporto. face ao que realizaram no passado Diogo Mendonça a baterem a dupla dia 8 de junho. de Pedro Miguel Ramos e Vitor Jogadores querem regressar no Outra dupla que também seguiu Marques (por 6-1 e 6-4), realizou-se próximo torneio para o quadro B foi a de João Pedro ainda a final do quadro B, com a “Nós ganhámos experiência para o Quaresma e Ali Sarafaz García, que dupla constituída por Pedro Caroço próximo ano”, comenta a rir a dupla destacou, todavia, o interesse desta e Vasco Teixeira a baterem a equipa formada por João Paulo Nunes e modalidade e deste torneio, pela Nélson Azevedo/ Manuel Oom.  01. Ruth Breitenfeld, Pedro Mendonça, Pedro Miguel Ramos, Diogo Mendonça, Vítor Marques e Manuel Paula na foto final dos vencedores e dupla vencida do torneio

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02.Pedro Mendonça e Diogo Mendonça a receberem o troféu correspondente ao primeiro lugar da prova, entregue por Ruth Breitenfeld, vice-presidente da Junta Diretiva da CCILE

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Setor automóvel sector automóvil

Por Nuno Ramos nrc.gmv@gmail.com

Audi e-Tron

O primeiro SUV da marca 100% elétrico Já está no mercado nacional o primeiro SUV elétrico da Audi, disponível com dois níveis de equipamento. Os preços do Audi e-Tron começam nos 84.251 euros.

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ival de modelos como o Mercedes-Benz EQC ou o Jaguar I-Pace, o novo Audi e-tron, anuncia-se como um dos modelos 100% elétricos com maior autonomia, só suplantado pelo adversário britânico, que anuncia 470 quilómetros. Com 4.901 mm de comprimento, 1.935 mm de largura e 1.616 mm de altura, este SUV elétrico situa-se entre os seus tios, Audi Q5 e Q7. Com uma distância entre eixos de 2.929 mm, o e-tron tem espaço para cinco ocupantes e uma capacidade de carga na bagageira de 660 litros. A este número ainda se tem de somar os 60 litros do compartimento dianteiro, ideal para guardar os cabos de carre60 ACT UALIDAD€

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gamento. Com os bancos traseiros nas pistas visuais que se trata de um rebatidos a capacidade de carga da carro elétrico. Já no interior do habitáculo, o rebagageira aumenta para 1.725 litros. No que diz respeito à imagem ex- plicar de soluções conhecidas dos terior, o Audi e-tron mantém-se fiel modelos de topo do construtor de à grelha Singleframe, um dos prin- Ingolstadt, como é o caso do Audi cipais elementos que identificam os Virtual Cockpit ou dos dois ecrãs Audi, neste modelo, com “miolo” táteis a cores que preenchem a consola central, de 10,1 e 8,8 polegaespecífico, de cor mais clara. Tem elementos específicos como das. Caso optem pelos retrovisores a colocação do nome “e-tron” na virtuais, dois ecrãs de sete polegadas frente, tal como acontece com as surgem colocados nas portas. No entanto existe uma inovação versões RS. As jantes de desenho específico, aerodinamicamente oti- peculiar e completamente diferenmizadas e apontamentos cromáti- te de dos veículos de produção no cos em laranja, como o nome ou as mundo. A Audi trocou os espelhos opcionais pinças de travão. Laranja retrovisores, por pequenas câmaras porque, é a cor dos cabos de alta colocadas no exterior, as imagens tensão que podemos encontrar nos são apresentadas em ecrãs OLED automóveis elétricos, dando peque- nas portas, com sete polegadas de


sector automóvil Setor automóvel

dimensão e definição de 1.280px 800px. Este foi um dos pontos mais interessantes e inovadores deste novo SUV. Ainda que, já existam marcas que utilizam um retrovisor central digital, nesse, os ecrãs são, precisamente no mesmo local onde estão os espelhos. Quanto à motorização, o e-tron está disponível com dois motores elétricos com uma potência total equivalente a 408 cavalos e um binário máximo de 664 Nm, disponível, praticamente desde o arranque, com uma autonomia de 417 quilómetros e um consumo combinado de 24,6–23,7 kWh/100km. O e-tron está também disponível com vários modos de condução. No modo “D”, a potência nos dois eixos é de 360 cavalos e pode ser desenvolvida durante um período máximo de 60 segundos. Para tirar proveito da potência máxima dos 408 cavalos durante um período máximo de oito segundos é necessário selecionar o modo de condução “S”. Neste último modo, o e-tron é capaz de uma aceleração dos zero aos 100 km/h de 5,7 segundos e de uma velocidade máxima, limitada eletronicamente, de 200 km/h. O carregamento das baterias poderá ser efetuado em 30 minutos até 80% da sua capacidade, caso recorra

distintas. A Basic, que custa 84.251 euos e apresenta logo nos equipamentos soluções como o infotainment MMI com navegação Plus e Touch Response, a direção assistida progressiva, suspensão pneumática adaptativa e as jantes Aero de 19 polegadas. Já por 85.781 euros, está disponível o Audi e-Tron Advance, a um posto de carregamento rápido que adiciona à oferta as jantes de 20 de 150 kW, que ainda são pouco co- polegadas e elementos decorativos a muns, mas que a Audi também está cinzento Manhattan e prata Selenite. a desenvolver, através da rede Ionity, Para transmitir alguma segurança (consórcio entre várias marcas de au- ao mercado, relativa aos veículos de tomóveis para o desenvolvimento da propulsão elétrica, a Audi dá quatro infraestrutura elétrica), que espera ter anos de garantia ou 80 mil quilóme1200 postos de 150 kW até ao final tros, enquanto a bateria está assegudeste ano na Europa. rada durante oito anos ou 160 mil Este novo Audi tem duas versões quilómetros.  PUB

Sponsors Oficiais Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola

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barómetro financeiro

barómetro financiero

Atividade económica e clima económico diminuem em maio maio, o indicador de confiança dos Ee omconsumidores aumentou na área Euro indicador de sentimento económico

diminuiu. No mesmo mês, os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de -3% e 0,6%, respetivamente (-0,4% e 8,4% em abril). Em Portugal, o indicador de atividade económica, disponível até abril, e o indicador de clima económico, disponível até maio, diminuíram. O indicador quantitativo do consumo privado diminuiu em abril, refletindo um contributo positivo menos expressivo de ambas as componentes, consumo duradouro e não dura-

Taxa de inflação desce para 0,4%

douro, adianta o INE. O indicador de FBCF acelerou em abril, devido ao contributo positivo mais intenso das componentes de máquinas e equipamentos e de material de transporte. Considerando a atividade económica da perspetiva da produção, e em termos nominais, verificou-se uma diminuição homóloga na indústria e um abrandamento nos serviços. Em termos reais, observou-se uma diminuição menos expressiva do índice de produção da indústria, enquanto o índice de produção da construção revelou um crescimento homólogo mais acentuado.

Exportações crescem menos que importações

A variação homóloga do índice de preços no Em abril de 2019, as exportações e as importações de bens registaram variaconsumidor (IPC) foi 0,4% em maio de 2019, taxa ções homólogas nominais de 3,2 e 10,9%, respetivamente, desacelerando aminferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à do bas face ao mês anterior (+4,6% e +11,3% em março, respetivamente), adianta mês anterior. O indicador de inflação subjacente o INE. (índice total excluindo produtos alimentares "Destaca-se o aumento das exportações e das importações de material de não transformados e energéticos) registou uma transporte (+11,6%e + 24,7%, respetivamente), em resultado principalmente variação homóloga de 0,5%, taxa inferior em 0,3 das transações de outro material de transporte (maioritariamente aviões)", rep.p. à registada em abril. fere a mesma fonte. A variação mensal do IPC foi 0,1% (0,6% no mês Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 4,7% e precedente e 0,4% em maio de 2018). A variação as importações 9,9%, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1.337 média dos últimos doze meses fixou-se em 1%, milhões de euros, registando um aumento do défice de 334 milhões de euros taxa idêntica à registada no mês anterior. em relação a abril de 2018. Já o índice harmonizado de preços no consumidor Em termos de variações homólogas mensais, o crescimento das importações (IHPC) português registou uma variação homóloga deveu-se, sobretudo, à evolução registada no comércio intra-UE (+11,5%). Já de 0,3%, taxa inferior em 0,6 p.p. à do mês anterior as exportações diminuíram 3,4% (+6,4% do que em março de 2019), em resule inferior em 0,9 p.p. à estimativa do Eurostat para tado da diminuição no comércio intracomunitário (-6,5%), dado que o comércio a área do Euro. extra-UE apresentou um aumento (+7,6%).

Desemprego cai para nível mais baixo dos últimos 28 anos O número de desempregados registados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) continua a cair e atingiu, em maio, o valor mais baixo dos últimos 28 anos. Os números divulgados no final do mês passado referem que os 305.171 desempregados registados nos centros de emprego representam uma redução de 12,9% face ao período homólogo e de 5% em relação a abril. Assim, desde dezembro de 1991 que não se verificava um número de inscrições tão baixo, quando o IEFP registava cerca de 297 mil desempregados. A diminuição do desemprego registado face ao ano passado

ocorreu em todos os grupos, “com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem 1.º ciclo do ensino básico”. Olhando para a inscrição de desempregados ao longo do mês de maio, registaram-se nos serviços 38.202 desempregados, um número inferior ao de maio de 2018 (-0,8%) e superior ao do mês anterior (+1,5%). As ofertas de emprego recebidas durante o mês totalizaram 13.561 em todo o país, o que representa um aumento homólogo de 5,5% e de 29,6% em relação a abril. Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org

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intercâmbio comercial intercambio comercial

Intercambio comercial luso español en el primer cuatrimestre de 2019

A

continuación publicamos cuatrimestre del año ascendió a los las estadísticas del comer- 3.378,3 millones de euros y la tasa cio hispano portugués re- de cobertura se situó en los 192,3%. El comercio entre los dos países cientemente hechas publicas por Datacomex-Esta- en el mes de abril respecto al mes dísticas de comercio exterior espa- anterior tuvo un ligero descenso en ñol referentes a los cuatro primeros ambos los sentidos, en el caso de la oferta española la quiebra fue del mese del año. Según dos datos del cuadro 1 que 0,07% y en la demanda española recoge la balanza comercial espa- fue del -7,9%. En la distribución geográfica del ñola con Portugal se constatan movimientos divergentes es decir las comercio exterior español reflejada ventas españolas crecieron un 4,4% en los cuadros 2 y 3, el mercado (6.777,3 millones de euros en 2018 portugués mantiene sus posiciones frente a los actuales 7.072,4 millo- relativas alcanzadas en las últimas nes) y las compras registraron una décadas, es decir la cuarta posición ligera quiebra del 2,9% (3.787,4 en el ranking de los principales millones de euros en 2018 frente a clientes de España (7,4 % del total de las exportaciones españolas) y la los actuales 3.678,3 millones). El saldo comercial en este primer octava posición en el ranking de

proveedores (3,4% de las importaciones totales españolas). Como es conocido, el mercado español sigue manteniendo su posición de liderazgo como principal socio comercial de Portugal. España absorbe más del 25% de las exportaciones portuguesas y la cuota de España en las importaciones totales portuguesas en estos cuatro primeros meses del año superaron el 30%. Se habrá de destacar asimismo la importancia de los mercados francés y alemán, que en conjunto, en dicho periodo, superaron los 25% del comercio exterior español. Por lo que a la distribución sectorial se refiere (cuadros 4 y 5) ambos cuadros están encabezados por la

Balanza

1.Balanza comercial de España con Portugal en enero-abril de 2019 VENTAS ESPAÑOLAS 19

COMPRAS ESPAÑOLAS 19

Saldo 18

Cober 18 %

ene

913 960,29

828 775,05

190,68

1 724 280,06

883 855,16

840 424,90

195,09

feb

1 706 821,40

873 899,16

832 922,24

195,31

1 619 549,72

907 007,03

712 542,69

178,56

mar

1 812 053,31

984 166,48

827 886,83

184,12

1 772 798,36

1 024 557,96

748 240,40

173,03

abr

1 810 815,75

906 315,91

904 499,84

199,80

1 660 720,07

972 023,11

688 696,96

170,85

may

-

-

-

-

1 870 420,80

1 012 520,48

857 900,32

184,73

jun

-

-

-

-

1 768 703,00

1 056 754,24

711 948,76

167,37

jul

-

-

-

-

1 792 110,10

1 050 599,30

741 510,80

170,58

ago

-

-

-

-

1 659 938,34

841 414,54

818 523,80

197,28

sep

-

-

-

-

1 719 811,59

899 423,91

820 387,68

191,21

oct

-

-

-

-

1 974 638,16

1 020 896,56

953 741,60

193,42

nov

-

-

-

-

1 927 320,92

964 117,13

963 203,79

199,91

dic

-

-

-

-

1 595 440,58

928 133,49

667 307,09

171,90

7 072 425,80

3 678 341,84

3 394 083,96

192,27

21 085 731,70

11 561 302,91

9 524 428,79

182,38

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

64 ACT UALIDAD€

JULHO DE 2019

Cober 18 %

VENTAS COMPRAS ESPAÑOLAS 18 ESPAÑOLAS 18

1 742 735,34

Total

Saldo 19


Rankings 2.Principales países clientes de España enero-abril de 2019

partida 87-Vehiculos automóviles (las ventas españolas se sitúan en los 524,2 millones de euros y las compras en los 767,7 millones). Otras importantes partidas de la oferta española son la partida 84-máquinas y aparatos mecánicos con 532,5 millones de euros y la 27-combustibles, aceites minerales con 521,6 millones. En la demanda española destacan, asimismo, la partida 39materias plásticas y sus manufacturas, con 292,7 millones de euros, y en la tercera posición la partida 84-máquinas y aparatos mecánicos, con 532,5 millones. Las CC.AA. de Cataluña, Madrid y Galicia encabezan el ranking de las ventas españolas a Portugal y en conjunto este grupo de regiones representa el 54% de la oferta española que supera los 3.817,5 millones de euros. En el sentido contrario, es decir, las compras españolas a Portugal están lideradas por Madrid, Galicia y Cataluña, que en conjunto representan el 50% de las compras españolas, que en dicho periodo superarón los 1.833,2 millones de euros. 

Las empresas que deseen información más concreta sobre el comercio bilateral deberán ponerse en contacto con la Cámara que con mucho gusto les facilitará los datos: Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola Email: ccile@ccile.org

Orden País

Importe

4.Ranking principales productos comprados por España a Portugal enero-abril de 2019 Orden Sector

Importe

1

001 Francia

14 536 026,66

1

87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

2

004 Alemania

10 662 034,40

2

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

292 697,95

3

005 Italia

7 686 243,91

3

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

280 158,34

4

010 Portugal

7 072 425,79

4

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

228 287,43

5

006 Reino Unido

6 804 955,90

5

72 FUNDICIÓN, HIERRO Y ACERO

205 659,03

6

400 Estados Unidos

4 486 321,63

6

48 PAPEL, CARTÓN; SUS MANUFACTURA

131 895,78

7

003 Países Bajos

3 334 528,50

7

94 MUEBLES, SILLAS, LÁMPARAS

130 859,89 129 456,81

8

204 Marruecos

2 879 742,10

8

73 MANUF. DE FUNDIC., HIER./ACERO

9

017 Bélgica

2 627 128,87

9

03 PESCADOS, CRUSTÁCEOS, MOLUSCOS

10

060 Polonia

2 088 932,59

11

720 China

2 039 834,59

12

039 Suiza

1 747 452,59

13

412 México

1 348 439,26

14

052 Turquía

1 346 020,49

524 278,09

117 304,36

TOTAL

3 678 341,84

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

5.Ranking principales productos vendidos por España a Portugal enero-abril de 2019 Orden Sector

Importe

15

208 Argelia

1 170 556,11

16

952 Avituallamiento terceros

1 138 201,89

1

87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

767 790,94

17

038 Austria

850 995,90

2

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

532 454,35

18

061 República Checa

850 305,97

3

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

521 624,78

85 APARATOS Y MATERIAL ELÉCTRICOS

444 078,98 422 773,25

19

009 Grecia

844 247,29

4

20

951 Avituall.y combust. intercambios comunitarios

818 369,68

5

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

6

02 CARNE Y DESPOJOS COMESTIBLES

227 616,22

7

72 FUNDICIÓN, HIERRO Y ACERO

208 285,97

8

62 PRENDAS DE VESTIR, NO DE PUNTO

189 041,79

9

48 PAPEL, CARTÓN; SUS MANUFACTURA

SUBTOTAL

74 332 764,12

TOTAL

95 778 008,18

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

3.Principales países proveedores de España enero-abril de 2019 Orden País 004 Alemania

13 600 273,53

2

001 Francia

11 357 395,61 9 399 624,55

3

720 China

4

005 Italia

6 687 752,39

5

400 Estados Unidos

4 825 549,29

6

003 Países Bajos

4 226 348,48

7

006 Reino Unido

3 754 138,25

8

010 Portugal

3 678 341,85

9

052 Turquía

2 691 983,87

10

204 Marruecos

2 503 209,47 2 373 126,89

11

017 Bélgica

12

060 Polonia

1 900 857,37

13

288 Nigeria

1 577 961,78

14

412 México

1 569 436,37

15

208 Argelia

1 565 120,82

16

664 India

1 537 348,16

17

732 Japón

18

061 República Checa

19

039 Suiza

20

632 Arabia Saudí SUBTOTAL TOTAL

7 072 425,80

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

Importe

1

184 472,55

TOTAL

6.Evolución del intercambio comercial 2019

7.Ranking principales CC.AA. proveedoras/clientes de Portugal enero-abril de 2019 CC.AA.

VENTAS ESPAÑOLAS 18

1 525 155,46

Cataluña

1 580 340,32

Madrid, Comunidad de

643 953,15

1 498 115,95

Madrid, Comunidad de

1 212 506,84

Galicia

611 967,97

1 340 353,91

Galicia

1 024 607,98

Cataluña

577 237,11

1 318 531,29

Andalucía

684 270,16

Andalucía

371 871,13

Castilla-La Mancha

480 979,68

Comunitat Valenciana

307 331,57

Comunitat Valenciana

419 436,92

Castilla y León

281 286,88

78 930 625,29 106 846 883,40

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

COMPRAS ESPAÑOLAS 18

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

JULHO DE 2019

AC T UA L I DA D € 65


oportunidades de negócio

oportunidades de negocio

Empresas Portuguesas

Oportunidades de

negócio à sua espera

BUSCAN

REFERENCIA

Empresas de distribuición en la área de la tele asistencia

DP190201

Empresas españolas com actividad en el sector agrícola

DP190202

Empresas españolas de distribuición de velas

DP190401

Empresas españolas distribuidoras de productos alimenticios Gourmet/Delicatessen.

DP190402

Empresas portuguesas exportadoras para Barcelona

DP190501

Empresas españolas de calzado

DP190502

Universidades Españolas

DP190503

Empresas españolas que produzcan vasos de plástico

DP190504

Empresas portuguesas que producen piezas de inyección de aluminio

DP190505

Empresas españolas de equipamiento industriales en la zona de Galicia

DP190506

Empresas españolas de inyección de plástico

DP190507

Empresas españolas que fabrican ropa de lino

DP190601

Empresas Espanholas PROCURAM

REFERÊNCIA

Empresas portuguesas de limpeza Empresas portuguesas distribuidoras de produtos alimentares. Empresas portuguesas produtoras de têxtil Empresas portuguesas distribuidoras de bacalhau Empresas portuguesas de limpeza Empresas de produtos alimenticios bio orgânicos Empresas de distribuição de conservas Empresas portuguesas de transporte no norte de Portugal Empresas que compram carne de coelho em Portugal Empresas de artigos de puericultura textil para bebés

DE181201 DE190101 DE190102 DE190103 DE190201 DE190202 DE190203 DE190301 DE190401 DE190601

Legenda: DP-Procura colocada por empresa portuguesa; OP-Oferta portuguesa; DE - Procura colocada por empresa espanhola; OE- Oferta espanhola

Las oportunidades de negocios indicadas han sido recibidas en la CCILE en los últimos días y las facilitamos a todos nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un fax (21 352 63 33) o un e-mail (ccile@ccile.org), solicitando los contactos de la referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de las mismas. As oportunidades de negócio indicadas foram recebidas na CCILE nos últimos dias e são cedidas aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um fax (21 352 63 33) ou e-mail (ccile@ccile.org), solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo das mesmas.

66 ACT UALIDAD€

JULHO DE 2019


oportunidades de negocio

oportunidades de negĂłcio

JULHO DE 2019

AC T UA L I DA D â‚Ź 67


calendário fiscal calendario fiscal >

Julho Prazo Até

Imposto

Declaração a enviar/Obrigação

S T Q Q S S D S T Q Q S S D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

Entidades Sujeitas ao cumprimento da obrigação

Observações

10

IVA

Declaração periódica mensal e respetivos anexos, relativa às operações efetuadas em maio/2019

Contribuintes do regime normal mensal

10

Segurança Social

Envio da declaração de remunerações com as contribuições relativas ao mês de junho/2019

Entidades empregadoras

10

IRS

Entrega da declaração mensal de remunerações, relativas a junho/2019

Entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS (ainda que isentos ou excluídos da tributação)

15

IRC/IRS/IVA/ Selo

IES /Declaração anual, referente ao exercício de 2018

Sujeitos passivos do IRC, com período de tributação coincidente com o ano civil e sujeitos passivos do IRS com contabilidade organizada

15

IVA

Comunicação dos elementos das faturas emitidas em junho/2019

Sujeitos passivos do IVA

22

IRS/IRC/ Selo

Pagamento das retenções na fonte de IRS e IRC efetuadas ou do Imposto do selo liquidado em junho/2019

Entidades devedoras dos rendimentos e do Imposto do selo

22

Segurança Social

Pagamento das contribuições relativas a junho/2019

Entidades empregadoras

22

IVA

Entrega da declaração recapitulativa relativa às transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços realizadas em junho/2019

Contribuintes do regime normal mensal, ou do regime trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens tenha excedido 50.000 € no trimestre em curso ou em qualquer dos quatro trimestres anteriores

22

IVA

Entrega da declaração recapitulativa relativa às transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços realizadas no 2º trimestre/2019

Contribuintes do regime trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens não tenha excedido 50.000 € no trimestre em curso ou em qualquer dos quatro trimestres anteriores

22

IRS

1º Pagamento por conta do IRS 2019

Sujeitos passivos de IRS com rendimentos empresariais e profissionais

31

IRS/IRC

Envio da declaração mod. 30 – Rendimentos pagos ou colocados à disposição de não residentes, em maio/2019

Entidades devedoras dos rendimentos

Obtenção de n.º de identificação fiscal especial para o não residente

31

IVA

Pedido de restituição do IVA suportado em 2018 noutro Estado membro da EU

Sujeitos passivos do IVA

Pode ainda ser enviada até 30 de setembro

31

IRC

1º Pagamento por conta do IRC de 2019

Sujeitos passivos de IRC que desenvolvam a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, cujo período de tributação seja coincidente com o ano civil

31

IRC

1º Pagamento adicional por conta (derrama estadual) do exercício de 2019

Sujeitos passivos de IRC que desenvolvam a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, que tenham tido no ano anterior um lucro tributável superior a 1.500.000€

68 ACT UALIDAD€

JULHO DE 2019

- Por transmissão eletrónica de dados (faturação eletrónica), em tempo real, através do webservice da AT; - Por envio do ficheiro SAF-T(PT), mensalmente, através do Portal da AT; - Por inserção direta no Portal da AT

É aplicável aos sujeitos passivos isentos ao abrigo do artº 53º do CIVA, que tenham efetuado prestações de serviços a sujeitos passivos de outros Estados-membros quando tais operações se considerem aí localizadas


bolsa de trabajo Bolsa de trabalho

Página dedicada à divulgação de Currículos Vitae de gestores e quadros disponíveis para entrarem no mercado de trabalho Código

Sexo

BE190104

F

Data de Nascimento Línguas

BE190105

F

BE190106

M

BE190107

M

BE190108

F

21/07/1994

BE190109

M

02/11/1976

BE190110

M

BE190111

F

BE190112

M

24/10/1980

11/03/1977

Área de Atividade

PORTUGUÊS/ ITALIANO/ INGLÊS

FINANÇAS E CONTABILIDADE

ESPANHOL/ GALEGO/ INGLÊS/ ITALIANO/ ALEMÃO/PORTUGUÊS

COMERCIAL

ESPANHOL/ INGLÊS/ ALEMÃO/ PORTUGUÊS

GESTOR DE PROJETOS

ESPANHOL/ PORTUGUÊS

INFORMÁTICA

PORTUGUÊS/ INGLÊS/ ESPANHOL/ ALEMÃO/ FRANCÊS

SECRETARIADO DE DIREÇÃO

PORTUGUÊS/ INGLÊS/ FRANCÊS

FISCALIDADE E CONTABILIDADE

PORTUGUÊS/ INGLÊS/ POLACO

ECONOMIA E FINANÇAS

INGLÊS/ ESPANHOL/FRANCÊS

SECRETÁRIA / TÉCNICA ADMINISTRATIVA

INGLES/ FRANCÊS/ESPANHOL

GESTOR DE MERCADO EXTERNO

BE190113

M

ESPANHOL/ INGLÊS/ FRANCÊS/ PORTUGUÊS

AUDITOR FINANCEIRO

BE190114

F

15/12/1978

INGLÊS/ ESPANHOL

ASSISTENTE ADMINISTRATIVA

BE190115

M

05/08/1973

FRANCÊS/ INGLÊS/ ESPANHOL

CONSULTOR / GESTÃO

BE190116

F

ESPANHOL/ INGLÊS

ADVOCACIA

Os Currículos Vitae indicados foram recebidos pela CCILE e são cedidos aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo dos mesmos. Los Currículos Vitae indicados han sido recibidos en la CCILE y los facilitamos a nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando los contactos de cada referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de los mismos.

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novembro de 2014

ac t ua l i da d € 69


espaço de lazer

espacio de ocio

Ferroviário: cultura e gastronomia entre o sol e a lua Perto da estação de Santa Apolónia, em Lisboa, no topo do Clube Ferroviário de Portugal, o terraço-bar que animou as noites do verão passado ganha este ano um novo argumento: a comida do chefe Vitor Hugo.

N

Texto Susana Marques smarques@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

o terraço do Ferroviário, há três cenários em competição: quem decidir passar o final do dia neste terraço lisboeta, terá que dividir os seus sentidos entre o rio Tejo, o palco, ocupado com diferentes espetáculos, e os pratos preparados pela equipa liderada pelo chefe Vitor Hugo. A possibilidade de jantar no Ferroviário é a grande novidade desta temporada do espaço, explorado desde há dois anos pelo grupo Champ. Nuno Correia Pereira, um dos sócios responsáveis pelo grupo, explica como identificaram a oportunidade: “Sentimos que era importante complementar a forte vertente cultural do espaço

70 ACT UALIDAD€

JULHO DE 2019

com a gastronómica. No anterior bar, já era possível petiscar, mas percebemos que as pessoas que vinham ao Ferroviário tomar um copo ao fim da tarde, queriam continuar e ficar para jantar, se tivessem essa possibilidade. Outras vinham só depois do jantar para assistir aos espetáculos. Havia ali um vazio entre as 21 e as 23 horas. Sentimos que havia a oportunidade de manter as pessoas por cá, a comer.” O passo seguinte foi desafiar o chefe Vitor Hugo (com quem o grupo Champ trabalha nos restaurantes Peixola e São Jorge), a elaborar uma carta para este projeto. “Tentei chegar a uma carta democrática, com pratos leves e que façam brilhar ingredientes de verão”, começa por explicar o chefe, acrescentando que o


espaço pede uma carta diferente da do Peixola (onde o peixe é a estrela) e da do São Jorge (que procura homenagear a cozinha tradicional portuguesa). “Queremos marcar essa diferença e agradar a um público que sabemos que é heterogéneo, favorecendo a oportunidade de partilhar e conhecer novos sabores”, observa Vitor Hugo. O chefe, que trabalhou no 100 Maneiras, de Ljubomir Stanisic, no Eleven (chefiado por Joachim Koerper), no Armazém F, na casa México, no CCB, no Justa Nobre das Torres de Lisboa e no Rio’s, em Oeiras, mantém-se inclinado para os produtos do mar, o que é visível na lista de pratos de peixe e de entradas: camarão salteado, gengibre e lúcia-lima; vieiras coradas com creme de acelga e crocante de arroz (o primeiro prato de que se lembrou); ostras (do Sado) ao natural; gaspacho de morango com uva preta; salada de brie panado com vinagrete de sésamo e queijo de cabra corado com espuma de melão. Nos pratos de peixe, os protagonistas

Foto Clube Ferroviário

espaço de lazer

Foto Clube Ferroviário

espacio de ocio

são o salmão corado, couscous de legu- a pannacota, curd de abacaxi e hortelã. mes com especiarias, legume grelhado e Esta carta manter-se-á até outubro. molho de estragão é uma das opções, e A Champ irá avaliar se faz sentitambém o cherne corado, acompanhado do manter o restaurante a funcionar de puré de bolbo de funcho com leite de depois do verão (uma vez que é a coco e salada thai. Outra possibilidade é única parte coberta do espaço e pode a salada de camarão com fruta, iogurte ser vedada lateralmente também. grego e togarashi (mistura japonesa). Já a “carta” da programação do As propostas de carnes do chefe palco do terraço do Ferroviário vai vão do peito de frango corado, com mudando, havendo espaço para difetagliateli em pesto de noz e manjeri- rentes estilos musicais, bem como cão, com tomate cereja assado. Pode para teatro, stand up comedy, entre pedir também bao de porco, kimchi, outro géneros. Nuno Correia Pereira spring onion e salada asiática ou acém adianta que possuem uma banda resiredondo grelhado, rosbife fatiado ou dente e que estão abertos a propostas ainda hamburger de black aungus. de outros artistas. “Todos os meses Entre os acompanhamentos, pode teremos uma noite de música portuoptar entre polenta crocante, chips guesa, com um artista português. de batata, coleslaw. Há sempre molho O Ferroviário mantém a sala de chimichurri e bearnaise. espetáculos do clube a funcionar todo A lista de sobremesas integra o prato o ano, com um pequeno bar e uma que já é a imagem de marca do chefe, o carta diferente da do terraço.  petit gateaux de caramelo com gelado Ferroviário de frutos vermelhos do Peixola. “Está na Rua de Santa Apolónia 59, Lisboa carta porque os clientes o exigem”. Os Telefones: 217651869 mais “atrevidos” poderão arriscar provar JULHO DE 2019

AC T UA L I DA D € 71


espacio de ocio

Agenda cultural Livro

“Estuário”, de Lídia Jorge, o vencedor do XXIV Grande Prémio de Literatura atribuído pelo grupo DST

A escritora portuguesa Lídia Jorge, com a sua obra “Estuário”, foi a vencedora do XXIV Grande Prémio de Literatura atribuído pelo grupo empresarial DST (sedeado em Braga), que distingue, alternadamente, obras de prosa e de poesia. A obra foi publicada em maio do ano passado e “retrata a vulnerabilidade de um homem, de uma família, de uma sociedade e do próprio equilíbrio da Terra, relatados pelo olhar de um jovem sonhador que se interroga sobre a fragilidade da condição humana”, sublinha o grupo empresarial, em comunicado. O júri foi composto pelos escritores Vítor Aguiar e Silva, José Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, elegeu o romance de Lídia Jorge “pela elevada qualidade da sua escrita, absorvendo e reelaborando fragmen-

tos de um quotidiano mutacional, com fortes sequências efabulatórias e personagens com notória densidade social e psicológica”. O prémio, no valor de 15 mil euros, foi entregue no passado dia 28 de junho, no Theatro Circo, no âmbito da inauguração da Feira do Livro de Braga. Nascida em Boliqueime (Faro), em 1946, Lídia Jorge é também autora de outros romances premiados, como “O Cais das Merendas” e “Notícia da Cidade Silvestre”, ambos distinguidos com o Prémio Cidade de Lisboa, ou “O Vento Assobiando nas Gruas”, distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, em 2002. Lídia Jorge recebeu ainda o Prémio LusoEspanhol de Arte e Cultura, em 2014. 72 act ualidad€

juLho de 2019

Mostra Espanha 2019

Música é a aposta forte do mês de julho Até ao final do ano, a Mostra Espanha continuará a animar várias cidades portuguesas, com espetáculos de música, dança e teatro, bem como com cinema, conferências e exposições. Neste âmbito, destaque para a obra Pátera de Titulcia, “uma das mais extraordinárias peças de prata da proto-história da Península Ibérica, procedente do Museo Arqueológico Regional de la Comunidad de Madrid”, que pela primeira vez se expõe fora de Espanha, mais precisamente no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, até 29 de setembro. Em parceria com a Associação Flamenco Atlântico, que organiza o Festival Flamenco de Atlântico, a Mostra Espanha 2019 inclui na sua programação o espetáculo “Bailándote” com Ursula e Tamara López, em tributo ao falecido músico Paco de Lucía. As bailarinas atual no dia 13 de julho, em Lagoa, no Auditório Carlos do Carmo. A música será uma das apostas fortes do mês de julho da programação da Mostra Espanha, nomeadamente através da colaboração com o Festival de Música de Alcobaça. Assim, no dia 19 de julho, o Mosteiro de Lorvão, em Penacova, acolhe o concerto coro La Trova “Ai mi dios”, com obras do repertório religioso desde a Idade Média até à atualidade. Nos dias 20 (Mosteiro de São Bento de Cástris, em Évora) e 21 de julho (Museu Nacional do Vinho, em Alcobaça), o mesmo grupo proporciona “amargas vides, alegres vinos”, um concerto que explora a cultura vínica e gastronómica dos povos mediterrânicos. Também este mês, no dia 19 (Claustros Igreja da Graça, em Torres Vedras) e no dia 20 (Museu do Dinheiro, em Lisboa), a Orquestra Sinfónica de Castela e Leão propõe o Projeto Ibérico Oquestral, que junta jovens músicos de Andorra, de Portugal e de Espanha para um concerto inserido na Temporada Darcos. A Orquestra da Extremadura, por sua vez, leva à Praça do Giraldo, em Évora, no dia 24 , o Tributo a Elvis presley “If I can dream”. Homenageada foi também a cantora portuguesa Mariza. A fadista recebeu no passado dia 18 de junho (foto em cima), o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, no evento de inauguração oficial do evento Mostra Espanha 2019, que contou com as presenças da ministra da Cultura de Portugal, Graça Fonseca, e do ministro da Cultura e Desporto de Espanha, José Guirao. O prémio, atribuído pelos governos de Portugal e de Espanha, no valor de 75 mil euros, reconhece a obra de um criador no âmbito da arte e da cultura, que fomente a comunicação e cooperação cultural entre os dois países.

Foto Sandra Marina Guerreiro

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Exposição

“Blank”, de Irma Blank, na Culturgest A primeira retrospetiva internacional e a primeira exposição individual em Portugal da artista alemã Irma Blank apresenta-se na Culturgest, com a curadoria de Johana Carrier e Joana P.R. Neves. O trabalho da artista, de 85 anos, parte da “experiência perturbadora da mudança do seu país natal, a Alemanha, para o país do seu marido, Itália, em 1955”. Irma Blank é uma “leitora ávida e amante da língua” e descobriu que “não existe a palavra certa”. Foi assim que nasceu a sua primeira série de Eigenschriften (“auto- escritos” ou “escritos por si própria”), no final da década de 1960. “A artista, que utiliza o seu próprio corpo, gestos, presença e respiração como ferramentas, considera que todo o seu trabalho é autobiográfico e uma forma de escrita encarnada universal”, lê-se na sinopse da mostra. A Culturgest informa que “a exposição abrange todos os períodos de produção da artista, das primeiras séries aos trabalhos mais recentes, com atenção especial aos livros feitos à mão”. O comunicado sublinha ainda que “tal como aconteceu com tantas outras mulheres da sua geração, a sua obra foi ignorada durante demasiado tempo, estando agora a receber, finalmente, a atenção que merece”, acrescentando que “nos seus trabalhos encontra-se uma interseção entre as representações linguística e visual, na medida em que procura uma forma de purificar a lingua-

gem, libertando-a de significado. A linha, por tradição um instrumento do desenho, serve aqui para desprover a palavra de conteúdo e criar uma transmissão universal.” O título da exposição, Blank, é um jogo de palavras com o apelido da artista: “A palavra “blank” reflete, quer em alemão, língua-mãe da artista, quer em inglês, a sua dedicação a um processo minimalista de escrever sem palavras. “Luminoso”, “despido”, “vazio”, “absoluto”, todas estas palavras cabem também no significado de “blank” em ambas as línguas, contribuindo para definir o processo desta artista, que começou com uma forma de deslocação linguística e cultural, e a levou a questionar o limites da comunicação e da expressão.”

Até 8 de setembro, na Culturgest, em Lisboa Textos Susana Marques smarques@ccile.org Fotos DR

Exposição do World Press Cartoon 2019, nas Caldas da Rainha A dupla espanhola Javier Carbajo e Sara Rojo venceram o World Press Cartoon (WPC) com uma caricatura do presidente da Síria, Bashar al-Assad. Essa é uma das obras que poderá ver no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, até ao dia 28 de julho. Ao todo estao expostas “279 caricaturas, cartoons editoriais e desenhos de humor que fazem a história de todo um ano, olhares de diferentes culturas, obras em que os cartoonistas retratam e criticam o andar do Mundo com a acutilância do sorriso”. Na mostra estão representadas 147 publicações de 49 países e foram selecionados por um júri internacional de cartoonistas que reuniu nas Caldas da Rainha, em fevereiro, e que integrou, para além do diretor do salão, o português António

Antunes, Cássio Loredano do Brasil, Manuel Peres de Portugal, Maria Picassó e Piquer de Espanha e Óscar Grillo de Inglaterra. Além da dupla espanhola, foram também premiadas obras provenientes do Brasil, Bulgária, Cuba, França, México, Portugal e Turquia. O segundo prémio de desenho também foi para um espanhol, Joaquín Aldeguer, autor da obra “Angela Merkel”. O terceiro prémio foi para “Martin Luther King”, do autor brasileiro Cau Gomez. Na categoria desenho de humor, ganhou o mexicano Boligán, com a obra “Reload”. O segundo prémio foi para “Cheias em Veneza”, do português André Carrilho, e o terceiro para “Autocarros”, do autor francês Constantin Sunnerberg.

Até 28 de julho, nas Caldas da Rainha

junho de 2019

ac t ua l i da d € 73


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Statements Para pensar

“É inequívoca a adesão massiva dos consumidores portugueses a soluções de mobilidade, que usam para descobrir e avaliar novos produtos e serviços, bem como para fazer compras online. Isto torna preocupante a perceção dos líderes de opinião na área digital quanto à falta de conhecimento de muitos gestores de topo e à falta de investimento das empresas portuguesas no desenvolvimento da experiência digital dos seus clientes. Estão-se a perder oportunidades de mercado (...) Ainda assim, a utilização de meios de pagamento pelos portugueses denota algum conservadorismo, com uma utilização pouco expressiva de homebanking ou de modalidades de pagamento inovadoras, como o MBWay ou os cartões contactless” Bruno Padinha, EY Advisory Leader, “Computer World”, 9/6/19

“Um avanço importante [para a generalização da energia ‘limpa’] poderia ocorrer se os países eliminassem os subsídios aos combustíveis fósseis que estão impulsionando a energia suja” Rana Adib, secretário executivo da REN21, rede global que divulga informações atualizadas relevantes para o debate sobre energia e sustentabilidade, no segundo “Relatório Global de Status Renewables 2019”, onde se confirma que, pelo quarto ano consecutivo, a capacidade adicional de energia renovável que foi instalada é maior do que a proveniente de combustíveis fósseis e de energia nuclear combinados – cerca de 100 gigawatts, apenas da energia solar fotovoltaica, foram adicionados em 2018; no entanto, a falta de políticas ambiciosas e constantes para impulsionar a descarbonização nos setores de aquecimento, resfriamento e transporte indica que os países não estão a maximizar os benefícios da transição para a sua população, incluindo o ar mais limpo e a segurança energética

“Las relaciones entre España y Portugal pasan por un muy buen momento” Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, em entrevista ao “Canal Sur TV”, 31/5/19

“Hay riesgo de fuga de empresas a Portugal. Su Gobierno de izquierdas es pragmático” Íñigo Fernández de Mesa, presidente de la Comisión de Economía de CEOE y ex-secretario de Estado de Economía, “El Mundo”, 3/6/19

”[La situacion de la economía española] es muy positiva. Llevamos muchos años creciendo por encima de la media europea y teniendo superávit exterior con inflación baja. Dicho esto se van viendo algunos síntomas de desaceleración en los últimos meses y hay que aprovechar el momento para tomar medidas que garanticen que el crecimiento sea duradero” 74 ACT UALIDAD€

JULHO DE 2019

Idem, ibidem


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Actualidade Economia Ibérica - nº 265  

Edição de julho 2019

Actualidade Economia Ibérica - nº 265  

Edição de julho 2019

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