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Apoios

Sitio das Feiteiras de Baixo | São Vicente – Madeira Tel: (351) 291 840 160 | Fax: (351) 291 840 169 Email: info@estalagemdovale.com | Site: www.estalagemdovale.com Facebook : www.facebook.com/estalagemdovale Concepção geral, sistematização e análise dos dados Guido Gouveia Revisão ACINM Prof. Duarte Mendes Logotipo e Design gráfico Ziraa Impressão e Acabamento MEIO, Publicidade & Marketing 1ª edição Novembro 2013 2500 exemplares O texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Tel :+ 351 291 850 050 Fax:+ 351 291 853 933 Movel :+ 351 96136082 Email: info@hoteleuromoniz.com website: www.hoteleuromoniz.com

Bibliografia

Fontes

Geologia do Arquipélago da Madeira, Carvalho, A.M. G.; Brandão, J.M. (1991), 1ª edição, Museu Nacional de História Natural Recursos Hídricos da Ilha da Madeira, S. Prada, M. A. Gaspar, M. O. Silva, J.V, Cruz, M. M. Portela, G. R. Hora Elucidário Madeirense, Padre Fernando Augusto da Silva e Carlos Azevedo de Meneses, 1940-1946 Veredas e Levadas da Madeira, Raimundo Quintal, 1994 A floresta Laurissilva da Madeira – Património Natural, Secretaria Regional do Ambiente (SRA), 2004 Arquitectura Popular da Madeira,Victor Mestre, 2002 Boaventura, Evangelização, devoção e património cultural, António Marinho Matos 2003 As Reservas Marinhas da Ilha da Madeira, Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, 2012 Descubra as áreas Protegidas do Arquipélago da Madeira, Serviço do Parque Natural da Madeira, 2012 Madeira Paraíso Natural, Funchal, 2011.Secretaria Regional do Ambiente (SRA)

GEOCID Madeira – Cartografia Direcção Regional de Estatística da Madeira (DRE), Secretaria Regional do Plano e Finanças Turismo da Madeira, Direcção do Turismo da Região Autónoma da Madeira Direcção Regional de Florestas e Conservação da Natureza (DRFCN), Secretaria Regional do Ambiente da Região Autónoma da Madeira (SRA) Direcção Regional dos Assuntos Culturais, Imóveis classificados, Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU). Delegação Regional da Madeira do Instituto Geográfico e Cadastral, Direcção de Serviços de Informação Geográfica e Cadastro (DSIGC) Câmara Municipal do Porto Moniz

Madeira Câmara Municipal de São Vicente Câmara Municipal de Santana Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) Instituto doVinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais Serragem da Achadinha, Serragem de São Jorge, Santana Madeira Biosfera MARMAC, Conhecimento, Promoção e Valorização para utilização sustentada de Áreas Marinhas Protegidas da Macaronésia, Universidade dos Açores Grutas e Centro de Vulcanismo de São Vicente, Sociedade de Desenvolvimento do Norte, Vice-Presidência do Governo Regional da Madeira Núcleo Museológico ROTA DA CAL Montanha Madeira: Canyons Madeira

Porto Moniz, São Vicente e Santana

Geologia 9 Água 15 Património 27 Gastronomia 45


Introdução 1 MACARONÉSIA O nome é originário do grego e significa “ilhas abençoadas” ou “ilhas afortunadas “, termo utilizado pelos antigos geógrafos para as ilhas a oeste do estreito de Gibraltar. A região biogeográfica da Macaronésia inclui as ilhas das Selvagens e os arquipélagos da Madeira, dos Açores, das Canárias e de Cabo Verde. Inclui também o chamado “enclave macaronésio africano” situado entre o arquipélago das Canárias e de Cabo Verde. Toda esta região partilha muitas características biológicas com comunidades de plantas e animais únicas.


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LAURISSILVA Laurissilva é o nome dado a um tipo de floresta húmida subtropical, endémica da Macaronésia, composta, maioritariamente, por árvores da família das lauráceas nomeadamente o loureiro, o vinhático, o til, e o barbusano. A palavra Laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque). É um dos habitats, no mundo, com maior índice de diversidade de plantas por km². A Região Autónoma da Madeira apresenta, ainda, a maior e a mais bem conservada mancha de floresta Laurissilva da Região Biogeográfica da Macaronésia. Dos cerca de 35 640 ha de floresta regional, considera-se que 15 000 ha correspondem à floresta natural que constituem a floresta Laurissilva. É Reserva Biogenética do Conselho da Europa desde 1992. Em 1999 obteve a distinção, pela UNESCO, de Património Mundial Natural, o único do género até ao momento em Portugal. Aproximadamente 90% da floresta Laurissilva classificada localiza-se nestes concelhos. No limite inferior da Laurissilva, ou da floresta exótica, estão localizados os campos agrícolas, com os seus característicos poios irrigados através das Levadas.

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DADOS GERAIS A área total da ilha é de 736,75 Km2. A área total destes três concelhos do Norte da Ilha é de 252,20 Km2 que equivale, aproximadamente, a 35% do território, com a seguinte distribuição por concelho: Concelho do Porto Moniz: 80,40 Km2 (1) Concelho de São Vicente: 78,70 Km2 (2) Concelho de Santana: 93,10 Km2 (3) A população residente nos três concelhos corresponde a 6% da população total residente na ilha num total de 16 153 habitantes, com a seguinte distribuição por concelho: Concelho do Porto Moniz: 2 711 habitantes (4) Concelho de São Vicente: 5 723 habitantes (4) Concelho de Santana: 7 719 habitantes (4) Clima: Ameno. Verão com uma temperatura média de 24 °C e o inverno com temperatura média de 17 °C. (1) Dados Câmara Municipal do Porto Moniz (2) Dados Câmara Municipal de São Vicente (3) Dados Câmara Municipal de Santana (4) INE - Censos 2011


4 Caracterização dos concelhos

Concelho do Porto Moniz Feriado Municipal: 22 de Julho Freguesias: Achadas da Cruz, Porto Moniz, Ribeira da Janela e Seixal. A sua primitiva colonização, deve ter acontecido no terceiro quartel do século XV. O Porto Moniz fez inicialmente parte do município de Machico. A 31 de Outubro de 1835, em pleno reinado de D. Maria II, o Porto Moniz foi elevado à categoria de concelho. O seu nome está associado a um dos mais ancestrais povoadores, Francisco Moniz, de ascendência nobre e natural do Algarve, que se instalou em torno da Capela de Nossa Senhora da Conceição. O povoamento ali surgido dedicou-se à criação de gado, à plantação de cereais e à extracção de madeiras. Por volta do século XVIII, a actividade principal passou a estar mais relacionada com a vitivinicultura, seguindo-se a cultura da batata, que no século XIX constituía a base produtiva e de alimentação. Actualmente o concelho do Porto Moniz tem uma economia muito mais diversificada, onde se destaca, para além das actividades do sector primário, o sector turístico na área da restauração e da hotelaria.


Concelho de São Vicente Feriado Municipal: 25 de Agosto (aniversário da criação da vila) Freguesias: São Vicente, Ponta Delgada e Boaventura. É um dos mais extensos concelhos da Região Autónoma da Madeira. Cerca de 68% do seu território é coberto por floresta. Os primeiros locais a serem povoados terão sido São Vicente e Ponta Delgada, provavelmente, em meados do século XV. O concelho de São Vicente foi elevado a vila e sede de concelho a 25 de Agosto de 1774, resultado da divisão da capitania de Machico. A atribuição do nome São Vicente, segundo a lenda, deve-se ao facto de este santo ter aparecido na cova de um rochedo, à foz da ribeira, onde foi edificada uma capela em sua homenagem. No sector primário destaca-se a actividade agrícola e a actividade pecuária na criação de aves, suínos e caprinos. No sector secundário predominam a indústria de mobiliário, cimento, panificação e a extracção de inertes e areias. No sector terciário predominam as actividades ligadas ao pequeno comércio e aos serviços de hotelaria aliado ao turismo rural e restauração.

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Concelho de Santana Feriado Municipal: 25 de Maio Freguesias: São Roque do Faial, Faial, Santana, Ilha, São Jorge e Arco de São Jorge. Cerca de 1/3 do Concelho é ocupado pela floresta Laurissilva. O concelho de Santana foi criado em 1832. A freguesia de Santana, criada a 2 de Junho de 1564, é actualmente sede de concelho Foi elevada a cidade a 1 de Janeiro de 2001. Até 1862, o concelho era composto por seis freguesias: Porto da Cruz (1577), São Roque do Faial (1848), Faial (1550), Santana (1564), São Jorge (1515) e Arco de São Jorge (1676). A partir de 1852, o Porto da Cruz passou a fazer parte de Machico. Em 1989 foi atribuído oficialmente o estatuto de freguesia à Ilha. A agricultura tem sido a base da actividade económica do concelho, ocupando 60% da população activa. As áreas da fruticultura e horticultura têm maior índice de investimento. Actualmente também são importantes o comércio e a prestação de serviços na hotelaria e restauração. Santana foi berço de um dos principais escritores portugueses, Baltazar Dias, dramaturgo do século XVI, poeta popular.


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Formação Geológica do ARQUIPÉLEGO O arquipélago da Madeira, que compreende as ilhas da Madeira, de Porto Santo, das Selvagens e das Desertas, é de origem vulcânica e localiza-se no oceano Atlântico. O grupo formado pela Madeira, Desertas e Porto Santo teve origem numa “Pluma” quente, originada a partir do Manto Superior. No caso da Madeira, este tipo de vulcanismo está localizado no interior da Placa Africana. A ilha da Madeira divide-se em dois grandes maciços: - O Maciço Vulcânico Central, que ocupa a região central da ilha. É atravessado por uma rede densa de filões orientados em todas as direcções, havendo certa convergência para a zona do Pico Ruivo, constituindo a morfologia das principais ribeiras. - O Maciço Vulcânico do Paul da Serra que corresponde a uma plataforma estrutural mantida por derrames basálticos levemente inclinados para SW. As primeiras escoadas deste complexo basáltico foram mais extensas ocupando a totalidade da superfície planáltica, chegando mesmo a descer ao longo dos vales então existentes, atingindo o mar.

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Estes episódios recentes - Escoadas Modernas - estão confinados aos vales das ribeiras de S.Vicente, do Seixal e de Porto Moniz. As costas viradas a Norte são, no conjunto, mais abruptas, elevadas e contínuas, do que as voltadas a Sul. Em torno da Madeira, formaram-se calcários recifais, sendo actualmente conhecido na ilha, o afloramento de calcários recifais de S.Vicente. Entre as rochas piroclásticas, existe uma grande variedade de materiais, desde enormes blocos a cinzas muito finas, passando pelo termo intermédio como o chamado “feijoco” e o “lapilli”, ou areão, de aspecto vesicular e esponjoso. Estes, muitas vezes de tonalidade escura, amarelada ou avermelhada, são usados na construção sob a designação de “pedra mole”.


Geologia 9

Maciรงo Montanhoso Central


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NÚCLEO MUSEOLÓGICO ROTA DA CAL Este núcleo está localizado no Sítio dos Lameiros, Concelho de São Vicente. É um espaço museológico, de iniciativa privada, que na sua vertente cultural, educativa e turística, pretende valorizar e promover o património natural e construído. O afloramento calcário do Barrinho é uma das ocorrências deste tipo de geologia na Ilha da Madeira actualmente conhecida. Este núcleo tem uma área aproximada de 12 000 m2. Existem duas pedreiras de pedra calcária, um forno de cal (que laborou até à década de 60 do século XX) e outros imóveis de apoio à produção agrícola nomeadamente palheiros, poios (socalcos) de cultivo e levadas. As primeiras referências históricas à produção de cal em São Vicente remontam ao século XVII. Está classificado desde 2005 como Conjunto de Interesse Público Regional.

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GRUTAS E CENTRO DE VULCANISMO Sítio do Pé do Passo, São Vicente www.grutasecentrodovulcanismo.com

Estão localizados na falésia do lado oposto à Ribeira de São Vicente, no fundo do vale, onde se iniciou a formação da Ilha. As grutas formaram-se a partir de uma erupção vulcânica, há 890 mil anos, no Paul da Serra, que veio descendo até o mar. A parte exterior da lava ficou exposta a temperaturas mais baixas que solidificou rapidamente enquanto que no seu interior continuava a correr com muitos gases, formando assim uma série de tubos de lava que constituem este complexo. Este conjunto de oito “túneis vulcânicos” apresenta um desenvolvimento total de mais de 1000 metros de comprimento, cuja altura máxima varia entre 5 a 6 metros. É o maior que se conhece na Ilha da Madeira. O Centro de Vulcanismo alia “Cultura e Conhecimento”, num pavilhão, que permite que os seus visitantes possam assistir à recriação da evolução geológica das grutas e à simulação do nascimento do Arquipélago da Madeira. 2

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PARQUE FLORESTAL DO PICO DAS PEDRAS PARQUE FLORESTAL DAS QUEIMADAS O Parque Florestal do Pico das Pedras localiza-se a 5 km de Santana. Neste local situa-se o Centro de Informação sobre a Floresta Natural da Ilha - Floresta Laurissilva. Daqui, podemos partir para vários passeios a pé e aceder ao Parque Florestal das Queimadas, pela levada do Caldeirão Verde. O Parque Florestal das Queimadas constitui um local isolado, a 20 min a pé do Parque Florestal Pico das Pedras, situado a 900m de altitude. Aqui encontramos a casa de abrigo das Queimadas, uma construção de telhado de colmo, destinada aos guardas florestais, que ainda mantém as características originais das antigas casas de Santana. Localizados nos limites da Laurissilva, nestes parques poderão ser observadas a flora da floresta originária da Madeira, estando presente muitos endemismos vegetais, alguns deles raros. Também poderão ser observadas algumas das aves da Fauna da Ilha.

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Achada do Teixeira - Pico Ruivo Distância: 2.8 km (+2.8 km regresso) Duração: 1.5h Altitude máxima: 1862m Altitude mínima: 1535m Início: Achada do Teixeira Fim: Achada do Teixeira

Este trilho sobe até ao Pico Ruivo. Junto à casa de abrigo do Pico Ruivo tem acesso a outros 3 trilhos: Vereda da Ilha, Vereda do Pico Areeiro e Vereda da Encumeada. Esta área integra a rede europeia de sítios de importância comunitária, Rede Natura 2000, com o nome de maciço montanhoso central, abrangendo os picos mais altos e as cotas de 1200 m de altitude.


O trilho sobe ao longo do “lombo”, que separa as encostas do Faial das de Santana. Proporciona, do lado esquerdo, magníficas paisagens sobre o vale da Ribeira Seca, encimada pelo Pico das Torres, e ao fundo o Pico do Areeiro; e do lado direito, temos as “empenas” da serra de Santana, onde se pode observar o Parque Florestal das Queimadas e a Achada do Marques que surge no meio do vale da Ribeira dos Arcos. Para o interior existe o vale da Ribeira Grande que se inicia nas “bocas” do Caldeirão Verde e do Caldeirão do Inferno. 5

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PICO RUIVO Situa-se na freguesia da Ilha no concelho de Santana. Com os seus 1862 m de altitude, é a terceira montanha mais alta de Portugal e a mais alta do arquipélago da Madeira, onde a rocha é um elemento importante da paisagem. Apresenta dois tipos principais de cobertos vegetais: as formações de urze e uma vegetação dominada por plantas de porte herbáceo.

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ACHADA DO TEIXEIRA Lozalizado em Santana, este local, em dias de boa visibilidade, tem vista panorâmica de todo o Concelho. Existe uma curiosa formação rochosa basáltica, que se encontra depois de passar pela casa de abrigo, denominada de “ Homem em pé”.

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Recursos hídricos da ilha da Madeira Os recursos hídricos subterrâneos na Madeira, constituem a principal fonte de abastecimento dos seus 267 785 habitantes (censos 2011). A captação faz-se através de galerias, túneis, furos e do aproveitamento de nascentes. A recarga ocorre, predominantemente, nas zonas altas e planas da ilha, proveniente da chuva, sendo esta complementada por água proveniente do nevoeiro retida pela vegetação. O volume anual de recursos subterrâneos consumido no abastecimento público, indústria, rega e produção de energia é de 185 000 000 m3.

Ribeiras

As ribeiras são aqueductos naturais que correm geralmente nos leitos de profundos e apertados vales e de caudais abundantes no Inverno. Nascem nas faldas da cordilheira central e vão lançar-se ao oceano.

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Principais ribeiras existentes nestes concelhos: Ribeira do Tristão: nasce no Pico da Pedreira.Tem por afluente o ribeiro do Calvário e dos córregos dos Agriões e das Lages. Ribeira da Janela: tem origem no Paúl da Serra, Fontes do Rabaçal e Assobiadouro. É uma das mais extensas e caudalosas da ilha. Ribeira do Seixal: nasce no Pico do Assobiadouro. Recebe as águas dos ribeiros das Voltas e das Quebradas. Ribeira de São Vicente: nasce nos Picos dos Ferreiros e da Cumeada. Recebe as águas da ribeira da Vargem, ribeira do Passo, ribeira Grande, ribeiro do Atalho, entre outros. Ribeira dos Moinhos: nasce na serra da Boaventura. Ribeira do Porco: nasce na boca das Torrinhas. É uma das mais caudalosas da ilha. Ribeira de São Jorge: nasce no Pico do Canário. Recebe as águas dos ribeiros do Canário, Grande e do Tombo da Furna. Ribeira do Faial: nasce no Pico Ruivo. É também conhecida pelo nome de ribeira Seca. Recebe as águas da ribeira da Metade e do Ribeiro Frio.

Restaurante Varadouro / Juncos / S.Vicente tlf: +351 291 842 062 | e-mail: sonialaura@sapo.pt Especialidades:Ventrecha de atum, Polvo à lagareiro e leitão à bairrada


Ă gua 15

Lagoa do Fanal, Ribeira da Janela


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APROVEITAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS 1

LEVADAS A rede de levadas é um espantoso exemplo da intervenção do Homem na Natureza. A origem das levadas deveu-se à necessidade de trazer a água das vertentes orientadas a norte, onde abunda, para o lado sul da ilha, onde se situaram, desde sempre, a maioria das plantações. As levadas começaram a ser construídas no século XVI. As mais recentes datam da década de 1940. Estes canais têm, na Madeira, uma extensão superior a 1 400 km. Integram-se num conjunto de áreas protegidas, das quais se destacam o Parque Natural da Madeira e o Parque Ecológico do Funchal. Alguns percursos existentes nos concelhos: PR - Pequenas Rotas Percursos Pedestres existentes na Região Autónoma da Madeira, oficialmente homologados pela SRA - Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

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PR 7 Levada do Moinho (Ribeira da Cruz - Lamaceiros) Este trilho tem início na ER 101, junto à Ribeira da Cruz, que separa os concelhos do Porto Moniz da Calheta. A levada do Moinho é assim conhecida por terem existido no seu trajecto, vários moinhos de água, dos quais encontram-se as ruínas de três: moinho das Achadas, moinho das Cancelas e o moinho da Levada Grande. PR 9 Levada do Caldeirão Verde (Queimadas - Caldeirão Verde - Caldeirão do Inferno) Este trilho tem início no Parque Florestal das Queimadas e percorre a esplanada da levada do Caldeirão Verde, a 990 metros de altitude, no concelho de Santana. Esta levada construída no séc. XVIII, tem a sua origem nas cabeceiras da ribeira de São Jorge. Transporta a água para o regadio dos terrenos agrícolas da freguesia do Faial. Tel :+ 351 291 850 050 Fax:+ 351 291 853 933 | Movel :+ 351 96136082 Email: info@hoteleuromoniz.com | website: www.hoteleuromoniz.com


PR 10 Levada do Furado (Ribeiro Frio - Portela) Este trilho tem início no Ribeiro Frio, concelho de Santana à cota 860m de altitude, e percorre a esplanada da levada da Serra do Faial. Desce até à zona dos Lamaceiros e finaliza no miradouro da Portela, no concelho de Machico. Esta levada é uma das mais antigas pertencentes ao estado, com finalidade de irrigar os terrenos agrícolas do Porto da Cruz. PR 14 Levada dos Cedros (Fanal - Curral Falso) Este trilho tem início da ER 209 junto à zona do Fanal no planalto do Paúl da Serra e, acompanhando a levada dos Cedros, chega à freguesia da Ribeira da Janela. A levada dos Cedros tem a sua origem no Lombo do Cedro a 1000 metros de altitude. Esta levada, construída no séc. XVII, constitui uma das mais primitivas existentes na ilha. PR 16 Levada Fajã do Rodrigues (Fajã da Amã – São Vicente) Este trilho tem início nas Ginjas no concelho de SãoVicente e percorre a esplanada da levada da Fajã do Rodrigues.Traçada a uma altitude de 580 metros,nasce no leito da Ribeira do Inferno,que separa as terras do Seixal das de SãoVicente,até ao sítio da Achada do Loural, com finalidade de irrigar os campos agrícolas de SãoVicente. PR 18 Levada do Rei (Quebradas - Ribeiro Bonito) O trilho tem início na Estação de Tratamento de Águas nas Quebradas em São Jorge e finaliza junto à madre da levada, no Ribeiro Bonito, localizado em área protegida da floresta Laurissilva. Outros percursos existentes nos concelhos não homologados: Levada do Norte Este percurso tem início na Boca da Encumeada e percorre toda a zona oeste de S. Vicente a uma altitude de 1000 m. Foi construída na década de 50 do séc. XX com o objectivo de fazer mover a Central Hidroeléctrica da Serra d’Água e servir o regadio da costa sul da ilha, nomeadamente as zonas altas da Ribeira Brava, do Campanário e do Estreito de Câmara de Lobos. Levada do Galhano - Lamaceiros Este percurso tem início junto à Lagoa dos Lamaceiros, no Porto Moniz. Tem uma extensão de cerca de 15 Km até à sua origem, no lugar do Galhano, na freguesia da Fajã da Ovelha, à cota 410 m na margem direita da Ribeira da Janela. Sítio do Serrão | 9240 - 046 Boaventura Tel: 00351 291 860 888 | Fax: 00351 291 863 877 Email: office@solar-boaventura.com www.facebook.com/solar.deboaventura

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FONTES E FONTANÁRIOS A inexistência de uma rede de água canalizada, promoveu a criação e construção de diversos fontanários e fontes em toda a ilha para abastecimento de água aos domicílios madeirenses, abastecidos por água de nascente. A mais antiga fonte conhecida encontra-se junto à entrada do Porto do Porto Moniz, construída no séc. XVIII. Na freguesia de São Roque do Faial, concelho de Santana, realiza-se anualmente a 23 de Junho, o Concurso de Fontanários, no qual a população local enfeita os fontanários que serão avaliados e premiados. O mesmo acontece na freguesia de S.Vicente. Algumas fontes e fontanários existentes nos concelhos:

Porto Moniz

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Fontanário de 1887, Sítio da Vila, Rua Forte de São João Batista Monumento de Valor Local desde 2000. Fonte tipo nicho, urbano, integrado no muro de uma residência particular, frente à Igreja Matriz. Estrutura de alvenaria rebocada e pintada com espaldar, taça e pavimento de cantaria basáltica da região.

Seixal

Fontanário de Santo António, Construído a 1 de Março de 1939 é Monumento de Valor Local desde 2000. Fontanário de espaldar de alvenaria rebocada, revestido a azulejos e pintura rosa. Outrora, este fontanário foi local de passagem e convívio da população local e forasteira. Situava-se na confluência do caminho que ligava São Vicente a Porto Moniz.


Fontanário do Largo O Redondo, Sítio do Açougue Está integrado num muro limite de terreno agrícola na estrada municipal. Estrutura de alvenaria rebocada e pintada, espaldar e taça de cantaria de basalto da região.

S.Vicente

Existem vários fontanários espalhados por toda a freguesia, alguns deles em cantaria preta. Grande parte deles foram construídos em 1939, época em que instalada a primeira grande rede de água potável. São exemplos os fontanários da Vargem de Cima, Feiteira de Cima, Feiteira de Baixo, Passo, Poiso e vila de S.Vicente na Rua da Praça no adro da Igreja.

Ponta Delgada

Fontanário do Açougue - Construído em pedra de cantaria preta, antigamente este local era ponto de passagem dos viajantes que percorriam a Estrada Real 23. Fontanário do Terreiro - Está construído no sítio do Terreiro no cruzamento da estrada que ligava o centro da Ponta Delgada à Igreja Matriz do Sr. Bom Jesus com o caminho do Terreiro. Fontanário da Igreja - Está situado à entrada da Igreja Matriz. Este fontenário veio substituir o Poço dos Romeiros, que em séculos passados, matou a sede a muitos romeiros devotos do Sr. Bom Jesus.

Boaventura

Fontanário da Fajã do Penedo - É um fontanário embutido num nicho de alvenaria com pia em cantaria preta. Está localizado junto à Casa Paroquial da Fajã do Penedo. Fontanário construído sob o adro da Igreja de Santa Quitéria. É dos poucos fontanários conhecidos na ilha construída com cantaria vermelha.

Santana

Fontanário de Santa Ana / General Craveiro Lopes Monumento de Valor Local pela DRAC em 2000. Este fontanário foi inaugurado a 1 de Junho de 1955 e localiza-se junto à Igreja Paroquial de Santana.

Ilha: Fontanário da Achada de Marques, construído em 1939. São Jorge

Fonte dos Namorados - É um fontanário com pintura em azulejos azuis e brancos que recria a freguesia em tempos passados, a igreja paroquial e a imagem que actualmente faz parte do brasão desta freguesia.

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SERRAGEM DE ÁGUA, Achadinha, São Jorge 2ª, 6º feira, e Domingo: 14:00h às 18:00h; 4ª feira: 10h00 às 12h30 / 14h00 às 18h00 Esta serragem é um Espaço Museológico da única serra movida a água em funcionamento na Madeira. É alimentado pela água da levada do Rei. Era utilizada para cortar e transformar a madeira para poder ser trabalhada. Desde 1998 é considerada Monumento de Valor Local pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC).

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MOINHO DE ÁGUA, Achadinha, São Jorge Todos os dias 10h00 às 12h30 / 14h00 às 18h00 Este moinho de água, alimentado pelas águas da levada do Rei e recentemente restaurado, conta com mais de trezentos anos. É o último moinho movido a água em funcionamento na Madeira. Ainda mói trigo, milho, cevada e centeio.

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CENTRAIS HIDROELÉCTRICAS A energia produzida pelas centrais hidroeléctricas, renovável e não poluente, aproveitam a energia latente contida nas grandes massas de água, nomeadamente marés, rios e ribeiras. A Gestão da rede de Centrais Hidroeléctricas é da responsabilidade da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM). 5

Central da Ribeira da Janela

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Central Fajã da Nogueira

Esta Central ficou concluída em 1965 e está situada na foz da Ribeira da Janela, concelho do Porto Moniz. Esta central utiliza águas conduzidas pelo canal da Ribeira da Janela até o sítio dos Lamaceiros, sobranceira à foz da ribeira, à cota de cerca de 410 metros. A extensão do canal da Ribeira da Janela é de 14.631 metros. Esta central foi a última das centrais hidroeléctricas construídas na segunda fase do plano hidroagrícola iniciado na década de cinquenta e entrou em funcionamento em 1971. Esta central é alimentada por águas provenientes do Caldeirão do Inferno, na cabeceira da Ribeira de S. Jorge, transportada pela levada do Juncal. A Central da Fajã da Nogueira está implantada junto na Ribeira da Ametade, na freguesia de São Roque do Faial, concelho de Santana a 625m de altitude. Estas duas Centrais Hidroeléctricas são projectos da autoria do Arq. Raúl Chorão Ramalho. 5

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POÇOS DE LAVAR COMUNITÁRIOS Estes poços serviam para que a população lavasse as suas roupas, em locais onde havia água abundante e constituem uma forte herança cultural do modo de vida das populações destes concelhos. 7

Alguns poços de lavar existentes nos concelhos: Achadas da Cruz: Achada da Arruda, Casa da Dolores, Pinheiro Ribeira da Janela: Ribeiro Escuro Seixal: Sítio da Portada Ponta Delgada: Ribeiro da Fonte Santana: Junto à Câmara Municipal Ilha: Poços do Granel São Jorge: Poços da Ribeira Funda Arco de São Jorge: estão localizados junto à Igreja, no sítio da Quebrada.

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AQUÁRIO DA MADEIRA www.aquariodamadeira.com O Aquário da Madeira foi inaugurado em 2004. Localiza-se no Porto Moniz, no Forte de São João Baptista. Esta antiga fortaleza foi construída para proteger a zona costeira do desembarque por parte dos mouros no séc. XVII e XVIII. O Aquário possui 11 tanques temáticos, com mais de 70 espécies que povoam os mares madeirenses.

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> Madeira´s Directory of companys, products and services

> Diretório de empresas, produtos e serviços da Madeira

9 RESERVA NATURAL DO SÍTIO DA ROCHA DO NAVIO

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O nome Rocha do Navio provém do naufrágio de uma escuna de nacionalidade holandesa que ocorreu no século XIX, em consequência de ventos fortes. Localizado em Santana, a Reserva Natural do Sítio da Rocha do Navio tem uma área total de 1710 hectares e um comprimento total de 6259 metros. É exclusivamente marinha e delimitada entre a Ponta do Clérigo, a este, e a Ponta de São Jorge, a oeste, e a linha definida pela preia-mar máxima e a batimétrica dos 100 metros, incluindo o Ilhéu da Rocha das Vinhas e o Ilhéu da Viúva. É Reserva Marinha desde 1997 para proteger este delicado ecossistema marítimo. Aqui encontrará aves marinhas como o garajau e a cagarra. Em Junho de 2011, a UNESCO atribuiu a distinção de “Reserva da Biosfera”, onde se procura conciliar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável.

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10 Teleférico da Rocha do Navio

diretorio.

torio.

Funcionamento diário: 10h00-18h00 Construído em 1997 para os agricultores locais poderem mais facilmente aceder às suas plantações, está aberto também aos visitantes. Garante o acesso à Reserva Natural da Rocha do Navio.

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11 11 LAGOS, PRAIAS E PISCINAS NATURAIS

Alguns locais existentes nos concelhos: Concelho do Porto Moniz

As Piscinas Naturais do Porto Moniz, situadas entre rochas de lava que são enchidas pela maré. Piscinas Naturais do Seixal Praia do Calhau da Fonte (Seixal) Lagoa do Fanal (Ribeira da Janela) Complexo Balnear da Laje, também conhecido por “Praia da Jamaica” está escondido entre rochedos. Concelho de São Vicente Complexo Balnear de São Vicente. Disponibiliza infra-estruturas de apoio aos desportos náuticos, bem como restaurante e bar, solário e uma promenade com 620 metros que liga o Varadouro à Baía dos Juncos. Complexo Balnear da Ponta Delgada. Inclui duas piscinas de água salgada, solários, bar, balneários e serviços de primeiros-socorros.

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Concelho de Santana

Calhau de São Jorge - Pequena praia de calhau e uma lagoa de água doce. Existe um Complexo Balnear que conta com três piscinas, um restaurante, solário e infra-estruturas de apoio. Complexo balnear na Ribeira do Faial. Possui uma pequena praia de calhau, uma piscina natural de água salgada, uma piscina infantil, um campo de jogos de areia, um pavilhão polidesportivo, solário, parque infantil, bar e restaurante, balneários e primeiros-socorros. Lugar do Tenente (junta às piscinas municipais) 9270-095 Porto Moniz | Tel: 291 850 080 | Fax: 291 850 089 Email: pensaosalgueiro@live.com.pt | www.pensaosalgueiro.com


12 CANYONING

A Ilha da Madeira possui condições excepcionais para a prática de canyoning, fruto das suas características geológicas, climáticas, hidrológicas, naturais e turísticas. É considerada pelos profissionais de canyoning, um dos melhores locais da Europa. Alguns Percursos existentes nos concelhos:

Canyoning Ribeira do Inferno - Ext.3100mt, desnível 570mt. Cerca de 22 rapeis. Maior rapel 30mts. Canyoning Ribeira João Delgado - Ext. de 2500mt, desnível 1380mt. Canyoning Ribeira da Pedra Branca Canyoning Ribeira do Seixal - Ext. de 3200mt, desnível 875mt. Canyoning Ribeira do Hortelã - Ext. de 2650mt, desnível 885mt. Canyoning Ribeira Água do Vento - Ext. de 1600mt, desnível 945mt. Canyoning Ribeira das Voltas - Ext. de 600mt, desnível 260mts. Canyoning Ribeira Funda - Maior rapel 60mts. Canyoning Ribeira do Passo - Ext. de 1500m com um desnível de 610m. Canyoning Ribeira de Água D’alto Canyoning Ribeira Poço do Bezerro - Ext. de 2500mt, desnível 350mt. 12

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Entre o Azul do Mar e o Verde da Costa da Laurissilva Vila do Porto Moniz – T. +351 291 850 150 www.hotelmonizsol.com


Breve resenha histórica do povoamento do arquipélago Primeiros aldeamentos e Construções primitivas O arquipélago começou a ser povoado no ano de 1420. Foi dividido em três capitanias com a nomeação dos respectivos Capitães donatários: A ilha da Madeira foi dividida em duas, fixando-se uma linha divisória Este/ Oeste entre a Ponta de Oliveira (Caniço) e a terminar na Ponta do Tristão (Porto Moniz). A terceira é a ilha do Porto Santo. Capitania de Machico: Tristão Vaz Teixeira (1440) Os actuais concelhos de Porto Moniz, São Vicente e Santana faziam parte desta Capitania. Capitania do Funchal: João Gonçalves Zarco (1450) Capitania do Porto Santo: Bartolomeu Perestrelo (1446) A maior dificuldade encontrada foi o abundante arvoredo que revestia toda a superfície das terras. Os povoadores, contando apenas com a amenidade do clima e com a fertilidade do solo, dedicaram-se à construção das suas habitações e na formação de pequenos aldeamentos denominados por “fazendas povoadas”, onde se construíram muitas capelas, transformando-as em “curatos” e “capelanias”, que foram sedes das futuras freguesias oficialmente constituídas. As construções primitivas, aproveitando a madeira como matéria-prima abundante e o colmo (palha de trigo) resultado da plantação de cereais, permitiram ao homem recorrer a estes meios para construir as suas habitações.

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O povoamento da ilha da Madeira teve o seu maior desenvolvimento na segunda metade do século XV, e na primeira metade do seguinte, resultado do aumento da actividade agrícola e das indústrias dela derivadas, como foram o fabrico do açúcar e do vinho, assim como a exportação das madeiras.


Patrim贸nio 27 Casa Redonda, S茫o Jorge


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Património Militar 1

Forte São João Baptista, Porto Moniz Rua Forte de São João Batista. Em 1730 o Porto Moniz, que era a enseada mais importante do norte da Madeira, foi alvo de uma tentativa de desembarque, que foi repudiada pelo capitão Francisco Ferreira Ferro, evitando que levassem muitas pessoas cativas e embarcações que estavam no dito porto. Para evitar outro semelhante assalto, construi-se, na boca do porto, um forte com duas peças de artilharia. Foi construído ainda uma casa de vigia e alojamento para os soldados. Em Novembro de 1730, o forte foi dotado com outras três peças de artilharia, transferidas das fortalezas do Funchal para maior prontidão na defesa do dito lugar. Em 1751 o forte foi reconstruido e passou a ter uma configuração pentagonal. 2

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Fortim do Faial, Sítio do Tojal, Faial Construído no início do século XX, este Fortim é local de vigia contra invasores. De planta semicircular, possui dez canhões de fraca potência, apontados para o mar, que eram disparados nos festejos dedicados a Nossa Senhora da Natividade. Estes canhões, segundo consta, pertenciam aos barcos ingleses do séc. XVIII e XIX. Possui uma casa de apoio onde se situa a sala de exposições da Junta de Freguesia de São Roque do Faial. Deste ponto é possível observar, em dias claros, a ilha do Porto Santo, a serra da Penha d’Águia e a parte norte da Ponta de São Lourenço.


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Farol do Porto Moniz Estrutura composta por torre hexagonal implantada a uma altura de 3m em relação ao solo e a 65m em relação ao nível do mar. Alimentado a energia solar, tem um alcance luminoso de 8 milhas náuticas. A sua construção data de finais do séc. XX.

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Farol da Ponta de São Jorge Estrutura composta por torre cilíndrica de 14m de altura e edifício anexo. Implanta-se a uma altitude de 271 metros. Possui uma lâmpada principal que lhe confere um alcance luminoso de 15 milhas. A sua construção data de 1959.

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Património Religioso

Algumas igrejas e capelas existentes nos concelhos:

Concelho do Porto Moniz 5

Igreja Matriz Porto Moniz A actual igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, orago da Paróquia, terá sido edificada entre os anos de 1660 a 1668. Possui um valioso altar-mor.

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Igreja de Santa Maria Madalena, Sítio da Santa, Porto Moniz É um dos templos mais antigos da costa norte da Ilha da Madeira. No mês de Julho realiza-se uma romaria em honra de Santa Maria Madalena

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Igreja de Nossa Senhora do Livramento, Achadas da Cruz A primitiva capela com invocação de Vera-Cruz, nas proximidades do sítio do Calvário, foi construída no séc. XVI. Uma nova capela foi erigida no mesmo local e ampliada no séc. XX dando origem à configuração da actual igreja.

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Igreja Nossa Senhora da Encarnação, Ribeira da Janela A primeira capela de invocação a Nossa Senhora da Encarnação, foi destruída por uma aluvião em 1558. A actual igreja foi construída em 1699. 5

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Tel: 291 852 778 Email: olhosdaagua2010@hotmail.com

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Rua Eng. Américo, nº 3 9270 - 095 Porto Moniz Tel: +351 291 853 194 Email: pocadosarcos@gmail.com


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Igreja de Santo Antão, Seixal Santo Antão é o padroeiro desta freguesia desde a sua criação, em 20 de Junho de 1553, sendo comemorada a sua festa a 17 de Janeiro, data da sua morte. A devoção a Santo Antão é muito antiga e terão sido os primeiros colonos que trouxeram esta crença para a Madeira. Representado com um porco, o povo deu-lhe o significado de protector dos animais domésticos. No Porto Moniz, com as comemorações deste santo, encerram-se as comemorações do Natal.

Concelho de São Vicente 10 Igreja Matriz de São Vicente A construção da primeira ermida data do último quartel do séc. XV, mas foi em 1692 que ficou concluída a construção da actual igreja. De planta longitudinal, esta igreja, é composta de nave central e duas laterais, sendo a central mais alta. Possui torre sineira de base quadrangular, adossada à esquerda, com o coruchéu coberto com azulejos azuis e brancos. A fachada principal é composta por portal maneirista de arco de volta perfeita rematada por cruz em cantaria cinzenta da região. A capela-mor, separada por alto arco de triunfo pintado, apresenta retábulo em talha dourada neoclássico e está separado da nave central por uma grade. Na parede lateral esquerda existe um fontenário em cantaria pintada, com características maneiristas. 9

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31 Contactos: RESTAURANTE ORCA ROTUNDA DAS PISCINAS Nº 4 - 9270-095 PORTO MONIZ TEL: 291 850 000 - FAX: 291 850 019 EMAIL: restauranteorca @hotmail.com

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11 Capela de São Vicente, Sítio do Calhau, São Vicente É conhecida também por Capela de Nossa Senhora do Calhau. Dedicada a S.Vicente, é um dos ex-libris do Concelho. Construída em 1692, esta capela de pequeníssimas dimensões e linhas simples, foi escavada num bloco de basalto existente no centro da foz da ribeira de São Vicente, no exacto local onde se diz ter aparecido o santo. De planta longitudinal, possui fachada em empena com portal de arco em cantaria encimada por cruz latina. O interior, em estilo barroco, preserva um belo altar e um tecto com pinturas de São Vicente. Esta capela, que resistiu a aluviões, foi restaurada em 1885 mantendo o seu traçado simples e original. 12 Capela Torre de Nossa Senhora de Fátima, São Vicente Pequena capela de invulgar tipologia em torre. Fachadas de grande simplicidade e num estilo revivalista tardio. O som do seu relógio mecânico é audível em toda a freguesia. 13 Capela de Nossa Senhora do Livramento, São Vicente O pequeno templo maneirista foi erguido em 1683 e mostra planta simples rectangular, de uma só nave. Fachada em empena com sineira em cantaria de basalto.

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14 14 Igreja do Bom Jesus / Santuário do Senhor Bom Jesus, Ponta Delgada Construção da Capela do Senhor Bom Jesus em finais do séc. XVI que, provavelmente, esteve na origem da igreja, de estilo neomaneirista de planta longitudinal, com frontispício em empena. No interior a estrutura das capelas e do arco triunfal são pintados, os retábulos são em talha branca e dourada neoclássica e a Sacristia preserva elementos barrocos. 15 Capela dos Reis Magos, Ponta Delgada Foi construída pelos proprietários no início deste século. Destaque para o retábulo com três telas invocando a Adoração dos Reis Magos, São João Baptista e um bispo da Igreja. 16 Igreja Paroquial da Boaventura O primeiro lugar de culto terá sido a ermida de São Cristóvão, da qual não restam vestígios. Em 1728 foi autorizada a construção de nova capela, a qual foi inaugurada em 1731, sendo posteriormente reconstruída em 1835 (igreja actual). O curato da Boaventura foi criado a 4 de Fevereiro de 1733, mas dependente do curato de Ponta Delgada, até à sua elevação a paróquia a 18 de Novembro de 1836. 15

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Concelho de Santana 17 Igreja Paroquial do Arco de São Jorge No séc. XVII, a freguesia possuía uma Capela dedicada à Nossa Senhora da Piedade. Hoje, nada resta dessa Capela, só o nome do local, sítio da Ermida, onde ela existiu. A actual igreja, dedicada a S. José, foi construída em 1744. 18 Igreja Matriz de São Jorge A primeira igreja desta freguesia, Igreja do Calhau, foi construída em 1475 no sítio do Calhau. Desta primitiva Igreja, entretanto destruída, restou apenas uma imagem do Santo, São Jorge, e uma caixa de esmolas de três chaves mandada construir em 1647, que se encontram na nova igreja. A nova e actual igreja foi edificada no séc. XVIII sobre os alicerces de uma pequena capela do séc. XV, e ficou concluída a 17 de Setembro de 1761, sendo o quarto templo e quinta sede paroquial a servir esta paróquia. É considerada um dos mais belos exemplos do barroco rural português. Composta por uma nave única e uma capela-mor mais baixa e estreita, com torre sineira e sacristia adossadas. Possui uma importante obra de talha dourada, sobressaindo a do altar-mor e o púlpito. É Monumento de Valor Local, pela Direcção Regional de Assuntos Culturais (DRAC) desde 1995.

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19 Capela de São Pedro, São Jorge Em 1598 existiam na ribeira de São Jorge duas ermidas, a de São Sebastião e a de São Pedro que foram destruídas por intempéries e aluviões. A construção da actual capela no Sítio de São Pedro data de finais do séc. XVII. É uma pequena capela de planta longitudinal simples com fachada principal composta por portal de arco em volta perfeita, de expressão maneirista, encimado por friso e cornija em pedra de cantaria da região. O tecto interior é em madeira e possui um retábulo-mor rococó. 20 Igreja Matriz de Santana A Igreja Matriz de Santana foi construída em 1698. A igreja actual, praticamente, não apresenta vestígios da sua traça original, fruto das obras de reconstrução levadas a efeito em 1745. A torre sineira e a sacristia, inicialmente edificada no lado norte, foi transferida para o lado sul. Este monumento apresenta um estilo barroco. Possui um altar-mor, com um retábulo de talha dourada e uma tela no centro que representa Santa Ana e São Joaquim. 21 Capela de Santo António, Sítio da Achada de Santo António, Santana A Capela de Santo António data do século XVI e foi uma das primeiras Ermidas a serem edificadas no concelho de Santana. Foi reedificada em 1730. O seu nome é oriundo de Santo António, patrono dos pastores locais.

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22 Igreja Matriz do Faial A sua primeira igreja situava-se perto da ribeira. Em 1753 foram realizadas as obras de talha dourada do altar-mor, assim como da residência paroquial. A igreja ficou concluída em 1785. A igreja seria novamente reconstruida na primeira metade da década de sessenta, após um incêndio que destruiu por completo o espólio da antiga igreja paroquial. O dia da Natividade da Virgem, sua padroeira, é a 8 de Setembro. 23 Capela da Penha de França, Faial Construída no ano de1685, é uma pequena ermida de nave única edificada dentro de uma “penha”, bloco vulcânico de cantaria vermelha. Apresenta fachada com portal em cantaria vermelha com arco de volta perfeita encimada por uma cruz. A sineira é definida por pequena abertura com arco de volta perfeita na mesma fachada. Actualmente realiza-se uma romaria anual no terceiro domingo de Outubro. 24 Igreja Paroquial São Roque do Faial A primeira igreja foi erguida em 1551 no Chão da Ribeira. Em 1883 a igreja foi completamente destruída. Hoje existe nesse mesmo local uma réplica da igreja como recordação. A actual Igreja Paroquial foi construída em 1925 no Chão do Cedro Gordo.

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tlf: +351 291 575 070 Localização: Ribeiro Frio


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Património Civil 25 Poios Poios são a designação local dada aos socalcos escavados nas encostas, suportados normalmente por muros e contrafortes em pedra de basalto de origem vulcânica para contenção das terras. Com a construção dos pequenos socalcos em solos aráveis, conseguiram as gerações passadas, edificar uma das mais belas paisagens humanizadas, vencendo a orografia da Ilha. São as mais ricas peças de património cultural madeirense, da intervenção do Homem na Natureza. Revelam a persistência na conquista de terrenos para a agricultura que garantiram a produção do sustento dos seus habitantes. 26 Estrada Regional (ER) 101 Com a necessidade de garantir acessos rodoviários entre as freguesias dos concelhos, foi construída uma das mais impressionantes estradas esculpidas nas imponentes e íngremes encostas de basalto desta costa, serpenteando profundas ribeiras e atravessando em “furados” onde a própria pedra é o seu firme suporte. Constitui um forte legado do grande esforço destes habitantes na conquista do seu território. 26

37 Tel :+ 351 291 850 050 Fax:+ 351 291 853 933 | Movel :+ 351 96136082 Email: info@hoteleuromoniz.com | website: www.hoteleuromoniz.com


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VEREDAS As veredas são caminhos pedonais que foram “lavradas” pelas encostas da ilha com o objectivo de estabelecer ligação às localidades da zona sul e zona norte da ilha para as trocas comerciais, como o vinho produzido, que vendiam e/ou trocavam por outros productos. Também garantia o acesso à floresta para exploração dos recursos lenhosos. Alguns percursos existentes nos concelhos:

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PR 1 - Vereda Areeiro - Este trilho liga os dois picos mais altos da ilha: Pico Ruivo (1862m) e Pico do Arieiro (1817m), percorrendo parte da área do Maciço Montanhoso Central, área integrante Rede Natura 2000. PR 1.1 - Vereda da ilha - Este trilho inicia-se na casa de abrigo do Pico Ruivo e termina na freguesia da Ilha. Caracteriza-se por um desnível de 1376 m, tem uma extensão de 8,2 Km e tem a duração de 3h. No Vale da Lapa este trilho tem ligação ao percurso que liga o Pico das Pedras e as Queimadas ao Caldeirão Verde. PR 1.2 - Vereda Pico Ruivo - Este trilho sobe até ao Pico Ruivo (1862m). Na zona da Boca das Torrinhas entre as Torrinhas e o Pico do Jorge, cruza-se com a antiga vereda que liga a freguesia da Boaventura ao Curral das Freiras. PR 11 Vereda dos Balcões - Este trilho tem início e fim na estrada regional E.R.103 no Ribeiro Frio numa extensão de 1,5 Km (+ 1,5 Km regresso), com uma duração de 1h30m. PR 13 - Vereda do Fanal - O percurso tem início na ER 209, no Paúl da Serra (Assobiadouros) e termina junto ao Posto Florestal do Fanal, possibilitando o acesso à Ribeira da Janela, através dos percursos PR14 Levada dos Cedros e PR15 Vereda da Ribeira da Janela. PR 15 - Vereda da Ribeira da Janela - Este percurso liga o centro da Ribeira da Janela à área florestal sobranceira entre os 400 e os 820m de altitude. Tem início junto à ER 209, na zona do Curral Falso e termina na mesma estrada, no centro da Ribeira da Janela. PR 17 - Caminho do Pináculo e Folhadal - Este percurso permite acompanhar três levadas diferentes: Levada do Monte Medonho, Levada do Caramujo construídas antes de 1900 e a Levada do Norte. Tem como pontos principais de interesse a Lagoa do Caramujo, a Casa de Abrigo do Caramujo e vistas sobre o vale de S.Vicente. O trilho tem início junto à E.R. 110, na subida da Encumeada para o Paúl da Serra (Lombo do Mouro) e finaliza na Encumeada. Tem uma extensão de 14Km, uma duração de 6h 30m, numa altitude entre os 1620m e os 1000m.


27 PR 21 - Caminho do Norte - O percurso tem início na Boca da Encumeada e termina no sítio da Ribeira Grande no Concelho de S. Vicente. Desenvolve-se entre as cotas 1000 e 320m de altitude. PR 22 - Vereda Chão dos Louros - O percurso, sendo ele circular, pode ser iniciado em vários pontos do seu trajecto. Permite percorrer a área envolvente do Parque Florestal do Chão dos Louros (Rede Natura 2000), aceder à Ribeira Grande a partir da ligação existente do PR21-Caminho do Norte e no Miradouro natural existente no percurso ter vistas sobre todo o vale de São Vicente. Outros percursos existentes nos concelhos não homologados: Percurso do Ribeiro Frio - Tem início no Ribeiro Frio na freguesia de São Roque do Faial, e termina na Portela. Tem uma extensão de 10 Km. Vereda da Entrosa - É um troço difícil da antiga Estrada Real 23. Estabelece a ligação entre a freguesia do Arco de S. Jorge e o sítio de S. Cristóvão na freguesia da Boaventura cruzando a Ribeira do Porco. No trajecto encontramos uma área com as ruínas de antigos armazéns, moinhos e engenhos de açúcar. Queimadas - Caldeirão Verde - Queimadas - Este percurso tem uma extensão de 6 Km e tem a duração de 1h30. Vereda do Calhau das Achadas - Este percurso pedestre inicia-se no teleférico das Achadas da Cruz. Dá acesso à praia. Posto Florestal do Fanal - Vereda da Cavaca - Chão da Ribeira O percurso tem início junto ao Posto Florestal do Fanal. A 50m, existe um miradouro natural conhecido por “Fio”, porque dali partia um cabo metálico, utilizada pela população do Chão da Ribeira no Seixal, para transporte de materiais. Seguimos pela Vereda da Cavaca de terra. PR - Pequenas Rotas Percursos Pedestres existentes na Região Autónoma da Madeira, oficialmente homologados pela SRA - Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

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28 Alguns locais e edifícios de interesse existentes nos concelhos: 28 Calhau das Achadas, Porto Moniz A fajã das Achadas da Cruz, ou Calhau das Achadas, é uma fajã que se foi formando ao longo dos tempos com a queda de diversas derrocadas no litoral. Para o apoio à actividade agrícola que se desenvolve no “calhau”, foram construídos pequenos armazéns agrícolas e lagares para a produção do vinho. Todos estes trabalhos eram feitos utilizando apenas as veredas de acesso pedonal. Posteriormente foi construído o fio de carga, que permitia o transporte de materiais. Em 2004 foi inaugurado o teleférico, que permitiu o transporte de pessoas. Aqui é possível efectuar uma caminhada, iniciando-se junto ao teleférico e descendo até ao Calhau, podendo depois subir do lado oposto em direcção à Santa. 29 Chão da Ribeira, Seixal Este sítio alberga um dos mais bem conservados aglomerados dos denominados ‘Palheiros’, que eram utilizados como pequenas arrecadações de apoio à agricultura e como abrigo à criação de animais. Actualmente, estas construções são essencialmente utilizadas como refúgios de fim-de-semana. Pelas encostas deste vale estende-se uma das mais bem preservadas manchas da Laurissilva. Aproveitando a abundância de água todo o ano na ribeira do Seixal, existe uma produção de trutas que pode ser visitada todo o ano.

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30 Ruínas Calhau de São Jorge A povoação da freguesia de São Jorge acontece em 1425. Foi neste local onde nasceu a freguesia de São Jorge que serviu também de defesa militar e de porta de entrada e saída de mercadorias, tendo sido o mais importante pólo comercial do Norte da Ilha da Madeira. Podemos ainda encontrar as ruínas do Núcleo Primitivo da freguesia onde foram construídos, nomeadamente, engenhos de cana-de-açúcar no início do povoamento. Das antigas construções, o arco de entrada do calhau é das mais bem conservadas. A primeira igreja foi construída em 1475, neste sítio. Desde 2003 este núcleo é classificado como Monumento de Interesse Municipal. 31 Casa elementar de São Jorge Também designada de casa redonda, esta modelo de habitação é construída em madeira (estrutura e revestimento) com cobertura de colmo (palha de trigo) de “quatro águas”. Estas casas, em certas circunstâncias, poderiam ser transportáveis, para mudar de sítio ou apenas para nivelar. Actualmente ainda existem na freguesia, casas habitáveis, que podem ser visitadas. 30

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32 Sítio da Achada do Marques, Ilha A palavra «Achada» significa uma terra chã localizada a uma certa altitude, normalmente com vertentes acentuadas acima e abaixo da plataforma. A Achada do Marques é uma pequena povoação quase plana situada a cerca de 450m de altitude, envolvida por altas montanhas que está integrada no Parque Natural da Madeira classificada como área de Paisagem Protegida. Esta classificação tem como objectivo preservar não só a natureza e a paisagem, mas também, os hábitos e tradições deste sítio. Dispersos pelos poios, os palheiros que guardam as vacas, fornecem o adubo orgânico para a policultura. Graças ao seu microclima, produz limões de excelente qualidade. 33 Casa do Ladrilho - Casa-Museu Dr. Horácio Bento de Gouveia, Ponta Delgada Trata-se de uma casa típica madeirense, onde nasceu o professor, jornalista e escritor madeirense Horácio Bento de Gouveia. É um excelente exemplar da arquitectura civil e popular do Séc. XVIII. A sua planta é irregular, com cinco lojas térreas e um andar residencial no piso superior e foi construída em pedra, cantaria e madeira da região. No ano de 1986 a casa foi adaptada a Casa-Museu. A 27 Outubro 1993 foi considerada edifício de Valor Cultural Local.

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34 Museu do Vinho e da Vinha, Arco de São Jorge Este museu Inaugurado a 29 de Setembro de 2005, encontra-se localizado numa antiga adega recuperada onde estão expostos os instrumentos utilizados para produzir o vinho. Poderá observar os lagares e provar ou adquirir uma variedade de vinhos de mesa e licorosos. Na parte exterior deste espaço, existem jardins com várias árvores da Laurissilva.


35 Postos de Transformação A chegada da energia eléctrica Os postos de transformação são instalações onde se procede à transformação da energia eléctrica de média tensão para baixa tensão, alimentando a rede de distribuição. Alguns foram projectados pelo Arq. Raúl Chorão Ramalho, caracterizados pelas suas duas empenas revestidas em pedra de basalto da região. A sua gestão é da responsabilidade da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM).

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Alguns miradouros existentes nos concelhos: Miradouro de Ribeira da Lage, Porto Moniz As escarpas da Ribeira da Lage oferecem deslumbrantes vistas sobre o mar, onde se podem ver os pequenos ilhéus existentes espalhados pela costa. Miradouro do Cortado - Localizado na antiga Estrada Regional, na zona do Faial, permite uma vista panorâmica sobre o centro do concelho. 36 Miradouro da Ribeira da Janela Também conhecido pelo miradouro em homenagem ao Dr. Francisco Rodrigues Jardim, este miradouro fica situado junto à igreja da Ribeira da Janela. Daqui pode-se admirar a vista do vale da Ribeira da Janela desde a serra até ao mar e ver parte do ilhéu da Ribeira. 37 Miradouro do Véu da Noiva Miradouro na estrada antiga que liga São Vicente ao Seixal. O miradouro recebe o nome de Véu da Noiva, devido à proximidade de uma queda de água, que jorra uma forte torrente pela encosta, que pela espuma que produz, faz lembrar o véu de uma noiva.

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A gastronomia típica regional Os seus solos muito férteis e clima ameno propiciaram o cultivo de uma grande variedade de productos hortícolas que fazem parte na confecção de diversos pratos. Alguns productos hortícolas predominantes:

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TRIGO - O cultivo do trigo no arquipélago é tão antigo como o do seu povoamento. Dizem muitos historiadores que a principal razão para povoar as ilhas da Madeira foi a de encontrar terrenos onde semear o pão que faltava no país. É semeado desde Dezembro até Março e a colheita é feita nos meses de Junho e Julho. MILHO (maçaroca). - Originária da América, a sua introdução na Madeira é posterior à do trigo, cevada e centeio. Segundo alguns estudos, a cultura do milho foi introduzida no ano de 1847. A papa da farinha de milho, conhecida por “milho” era a base da alimentação da sua população e é confeccionado ainda nos dias de hoje. SEMILHA (batata) - Começou a ser cultivada na Madeira em 1760. O seu nome deriva da palavra espanhola “semilla” que parece vinha escrita numa etiqueta que acompanhou os primeiros tubérculos que vieram para a ilha, importados de Canárias. BATATA - É uma raiz tuberculosa originária da América do Sul. Terá sido introduzida na Madeira durante o século XVII. O cultivo de batata ocorre, na Ilha da Madeira, até a uma altitude de 700 metros. É utilizada na confecção de pão caseiro e na doçaria e consumida cozida ou assada como acompanhamento. INHAME - A primeira espécie foi introduzida, provavelmente em 1640. Esta planta já era usada pelos povos do Egipto e da antiga Grécia. A sua colheita, desde a sua plantação, poderá demorar até dois anos e faz-se geralmente entre Março e Abril. São plantados em lugares encharcados e húmidos. COUVE - Supõe-se ser originária das rochas marítimas de Inglaterra e costa francesa da Mancha. As couves podem ser cozidas, cortadas em pequenos pedaços e são utilizadas na confecção de sopas. FEIJOEIRO - Muito cultivada nas hortas madeirenses é originária, ao que parece, da América. O feijão-verde, conhecido pelo nome de “vaginha” ´é muito utilizado como acompanhamento na confecção de pratos e de sopas.


Gastronomia 45


Alguns pratos típicos destes concelhos: Arroz de lapas - Lapa é um molusco que adere aos rochedos na costa marítima. Podem ser consumidas grelhadas, de escabeche e em arroz de lapas. Sopa de couve - É uma das mais típicas da Ilha. É feita com couve, abóbora, semilha, batata, carne de porco salgada e segurelha. Peixe frito - Este prato de peixe é acompanhado normalmente com semilhas murchas com sal. Semilhas cortadas com feijão e maçarocas - É uma dos pratos típicos desta região e pode ser acompanhado com carne ou peixe. Caldo da Romaria - Este prato está associado às festas religiosas na romaria do Senhor Bom Jesus, na Ponta Delgada (1º Domingo de Setembro) e na romaria de Nossa Senhora do Rosário (1º Domingo de Outubro). É um prato de confecção simples que servia para saciar o apetite dos romeiros. É confeccionado com carne de vaca com osso, banha de porco e legumes cultivados no campo. Carne Vinho e Alhos - É um prato associado à época natalícia, elaborado com carne de porco que é deixada a marinar numa mistura de alho, vinagre de vinho, louro e outras ervas aromáticas. Carne da Noite - Carne de porco com ervas aromáticas. É assim designada por ser a primeira carne consumida ao jantar no dia da matança do porco. Sopa de Peixe - Este prato é confeccionado com os peixes mais consumidos pela população.

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Sopa de Trigo - Esta sopa, nutricionalmente bastante rica, servia de sustento para os homens do campo durante todo o dia de trabalho. É confeccionada com carne de porco salgado e legumes cultivados no campo (trigo, feijão, semilha, batata, pimpinela, cebola, abóbora amarela, ervas aromáticas e pimenta). Sítio do Calhau - 9240-018 São Vicente Tel: +351 291 842 338 - Faz +351 291 842 114 Email: restaurantequebramar@gmail.com www.facebook.com/restaurante.q.mar


Vinhos com Denominação de Origem Protegida “MADEIRENSE” Vinhos com Indicação Geográfica Protegida “TERRAS MADEIRENSES” Desde o final da década de 70 do século passado, a Região iniciou os estudos da adaptação de várias castas regionais, nacionais e estrangeiras, para a produção de vinhos de mesa. Em 1984 foram plantados campos experimentais com uma selecção inicial de castas. Fruto dos resultados obtidos, alguns viticultores lançaram-se neste novo desafio, iniciando-se por volta de 1993 as primeiras plantações destinadas exclusivamente ao vinho de mesa. Actualmente, o vinho de mesa de qualidade produzido na Madeira pode ter duas denominações: Vinhos com Denominação de Origem Protegida “MADEIRENSE” e Vinhos com Indicação Geográfica Protegida “TERRAS MADEIRENSES”, para os vinhos de mesa brancos, tintos e rosados ou rosés. Castas Autorizadas CASTAS BRANCAS: Verdelho, Arnsburger, Terrantez, Sauvignon Blanc, Malvasia Cândida, Chardonnay, Tália, Sercial, Chenin Blanc, Alvarinho Lilaz, Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida Branca, Malvasia Fina, Malvasia Branca de S. Jorge e Carão de Moça. CASTAS TINTAS: Tinta Negra, Maria Feld, Malvasia Roxa, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez e Syrah.

Sítio da Vila - 9270-095 Porto Moniz Tel: +351 291 853 180 - Fax: +351 291 853 725

Email: restaurantecachalote@gmail.com www.facebook.com/restaurante.cachalote

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Feiras agrícolas / Feiras Gastronómicas Exposição Regional da Anona Freguesia do Faial, Concelho de Santana - Data: Fevereiro/Março Foi criada em 1990 para promoção deste fruto com elevada produção nesta freguesia. Oportunidade para saborear doçaria e licores confeccionados com este fruto. 2 Exposição Regional do Limão Freguesia da Ilha, Concelho de Santana - Data: Maio Exposição criada para promoção deste fruto com elevada produção nesta freguesia. Oportunidade para saborear pratos, doçaria e licores confeccionados com este fruto. Feira Agro-pecuária do Porto Moniz Freguesia da Achadas da Cruz, Concelho do Porto Moniz - Data: Julho Realizada todos os anos e organizada pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, esta feira tem o objectivo de fomentar o desenvolvimento da actividade agro-pecuária. Até 1980 a feira foi conhecida pelo nome de “Feira do Gado”, onde eram expostos apenas animais. A partir desse ano, a feira estendeu-se à agricultura. 3 Feira das Sopas do Campo Freguesia da Boaventura, Concelho de S.Vicente - Data: Junho Organizada pela Casa do Povo da Boaventura, realiza-se todos os anos. Oportunidade para ver e provar as boas sopas do campo feitas a partir de productos locais, nomeadamente, a sopa da côrte, a sopa de cebola, a sopa de abóbora, a sopa de trigo, a sopa de agrião, a sopa de milho malhado, o caldo da romaria e a açorda. Mostra de Iguarias de Natal Freguesia da Boaventura, Concelho de S.Vicente - Data: Dezembro Realiza-se todos os anos e convida a provar as tradicionais iguarias de Natal (pratos, doçaria e licores). Marca o início das festividades de Natal na Boaventura. Feira Gastronómica de Santana - Data: Julho Organizada pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais e Ambiente, através da Direcção de Serviços de Extensão Rural e a Câmara Municipal Santana. 1

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Restaurante Bútio – Hotel Moniz Sol **** Com especialidades da Cozinha Regional e Internacional A-la-Carte Aberto ao Publico na Vila do Porto Moniz – T. +351 291 850 150 www.hotelmonizsol.com


Promotor

Mapa Porto Moniz, São Vicente e Santana Criada em 2004, esta associação tem como objectivo principal a promoção e defesa dos seus associados, no sector de Comércio e Serviços, Industria e Turismo. A sua intervenção abrange três concelhos do Norte da ilha: Porto Moniz, São Vicente e Santana, estabelecendo parcerias entre eles e promovendo a sua divulgação. Dá apoio administrativo e institucional, contribui para a formação empresarial e profissional, melhorando a actividade Empresarial dos concelhos. Rua Forte de São João Baptista nº4, 9270-095 Porto Moniz, Ilha da Madeira Telef: +351 291 853 313 / Telm: +351 925 790 574 / Fax: +351 291 853 313 http://acinmadeira.weebly.com

Consultoria económica e financeira Estudos de viabilidade económica Candidatura a incentivos públicos Apoio à criação, gestão e internacionalização de empresas Serviços de contabilidade Consultoria fiscal Tlf.: +351 291 098 234 e-mail: geral@freitagconsulting.net

Pensão Salgueiro - Lugar do Tenente (junta às piscinas municipais) 9270-095 Porto Moniz | Tel: 291 850 080 | Fax: 291 850 089 Email: pensaosalgueiro@live.com.pt | www.pensaosalgueiro.com


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