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ESTE FOLHETO É PARTE INTEGRANTE DO ACERVO DO BEHETÇOHO EM FORMATO DIGITAL, SUA UTILIZAÇÃO É LIMITADA. DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS.


INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO O Acervo Eletrônico de Cordéis do Behetçoho é uma iniciativa que pretende dar consequências ao conceito de (com)partilhamento dos artefatos artísticos do universo da oralidade, com o qual Behetçoho e Netlli estão profundamente comprometidos.

INFORMAÇÕES SOBRE A EQUIPE A equipe de trabalho que promoveu este primeiro momento de preparação e disponibilização do Acervo foi coordenada por Bilar Gregório e Ruan Kelvin Santos, sob supervisão de Edson Martins.

COMPOSIÇÃO DA EQUIPE Isabelle S. Parente, Fernanda Lima, Poliana Leandro, Joserlândio Costa, Luís André Araújo, Ayanny P. Costa, Manoel Sebastião Filho, Darlan Andrade e Felipe Xenofonte


ABRAテグ BATISTA

O DESESPERO DE UM VELHO BROCHADO

2000


Certo dia eu andava pela rua de São Paulo quando um velho gritava: aí que dor no meu calo “o velho não é de nada”! Não levanta mais o talo! Aí fiquei irritado com aquela idiotice o velho choromingando fazendo mil macaquice estava inconformado dizendo tanta tolice.

“O velho não é de nada”! Chamando muita atenção do povo que ali passava ouvia-se reprovação: aqueta seu idiota tua cama é um caixão.


Manera teu preconceito fedorento e abusado a tua idade não permite ser das mulheres, gostado velho tonto e abestado vai rinchar no teu cercado! As garotas que passavam saím zombando dele aí é que ele gritava irritando a minha pele dizendo: na tua idade não há acordo que sele.

Idiota é aquele que quer ser mais do que é; velho besta, atrevido tome de si, o tal rapé faça como o macaca naquilo que se bota fé.


Uma estudante disse: teu ponteiro nem causa a velocidade de dez... “Aquilo” não se abusa; não venha com choradeira pois teu pinto só lambusa.

“O velho não é de nada”! Gritou o velho chorando, aproximou-se de mim e logo foi perguntando: que remédio tem pr’ “aquilo”? Diga-me logo fulano. Olhei e sorri pra ele com aquela indagação não me fiz muito rogado e disse comprecisão: na sua idade, só Deus, ou um milagre, meu irmão.


Ali surgiu do meu lado, da própria imaginação com o velho sacodido perdendo a sua razão por não levantar “aquilo” só dependurado pro chão. V.: até tomei catuaba gergelim com rapadura ensinaram capim santo e “ela” ficou madura despencou-se para baixo e nunca mais ficou dura! V.: só vindo de satanás esta minha situação perdi o prazer da vida o prestigio e a ação meu peru não funciona e só olha para o chão.


A.: Não se desespere, ó meu se a “tal” não funcionar você já passou batido agora vá se conformar não serve fazer macumba, no seu caso vai piorar.

A.: Quem já viu esse modelo De gritar assim, à fora já que nem mais em sonho o teu espírito namora? Não caia noutra besteira de botar mais outra nora! Uma garota alí perto soltou uma gargalhada eita velha presunçoso ele sabe: não é de nada mas sair gritando assim me deixa inconformada.


Esses velhos por aí tidos à conquistadores... de si mesmos eles são os maiores detratoras por que não se convencem que na cama são horrores?! Tempo de velho é passado quando se vai pro sexual outros vão para o campo no erotismo imoral; esse aí tá bodejando pela fraqueza natural.

Uma senhora, passando, daquilo se admirou: que velho mais sem carater? Para eu, ela falou, - ele está é recalcado: sua pipa não levantou.


Pegou uma de programa e a levou para um motel fez uma de garanhão mas foi aquele carrocel suou por todos os poros com seu pinto botando mel...

V.: - Nunca tal me aconteceu! Disse para a mocinha; a “zinha’ disse: que nada, essa bicha pendurada tá pedindo uma velinha. Foi uma só gargalhada do povo dá redondeza o velho se disfarsando naquela maior frieza; olhando pra uma moça: a sua mão ó princesa.


A moça se afastando: - sáia de mim ó vendaval não dou a mão pra defunto nem quero teu papo sem sal vá mudando de assunto eu pertenço a outro astral.

V.: - Não diga! Minha donzela quero fazer você feliz... Se quiser, caso agora como certa vez eu fiz; vamos morar em lugar que você será a atriz. A moça: nesse acredito, seria a atriz do pavor ao deitar com velho gagá que não sobe nem a vapor vá procurar tua turma desapareça, por favor.


Um gaiato: dou a receita para o velho levantar! Outros, que ía passando: vá dizendo pr’eu anotar; uma moça: quero também pra meu velho presentear.

Olha aí! Eis o exemplo de quem aposentou o peru, murmurou uma “descente” das bandas de Caruarú quem casa com velho, tem decepção a olho nu. Quero logo a receita, foi falando um cidadão; o gaiato: me escute, sem fazer-me indagação a receita é segura, foi-me trazida do Japão.


Os presentes adoraram aquela real receita um sacerdote, presente e um crente duma seita levaram pra casa, a dita e uma moça disse: eita!

- Vou levar para o meu pai porque ouvi um zum zum zum bem as três da madrugada quando subia um fartum com um cheiro esquisito uma voz: tenta mais um!

O meu pai é muito novo, não sei por que está sofrendo só escuto mamãe dizer - o que você tá querendo? Seu ponteiro nem acusa! Mas vem pra mim remexendo...


Só sei que o velho se foi pelo meio da multidão... Passados dalí, três dias veja como a confusão: todos andavam a procura do cujo e dito chorão. Querem pegar o gaiato que repassou a receita uns pirados “daquilo” sofrendo grande desfeita por pensar que tinha ela aprumada e refeita. Seu Zé, com a boca torta paralizado um pulmão por consumir a receita com grande depreciação o pai da moça brochado sem ter mais reparação.


Davi viu a “mixirica” com vômitos sem solução Andrada morreu aos pulos sem nenhuma explicação o sacerdote despencou disparado pelo sertão.

O crente ficou careca com a sua veleidade tomou um chá de sumiço de juazeiro, cidade; quem consumiu da receita teve o dom da castidade. HOMEM? Tá se acabando só tem só uma rapinha... Os rapazes de hoje, tem os traços duma “galinha” usam brincos nas orelhas e a cueca é uma calcinha.


De dez rapazes de hoje, a metade é veadagem e as garotas vão também entrando na camuflagem os velhos ficam gemendo sofrendo sua aragem.

Ainda hoje tem velho sofrendo arrependido por querer fazer reforma no seu velho “possuído” lamentando a desgraça de não mais “tê-lo” subido. FIM



O desespero de um velho brochado