abolsamia 132 (jul/set 2022)

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julho / setembro 2022

abolsamia.pt

Atomizador com sistema H3O: a inovação que irá mudar o modelo atual de proteção das culturas especiais.

A REVISTA DA MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA

16

Ano XXIX . Nº 132 | Bimestral julho / setembro 2022 | Diretora: Catarina Gusmão

NOMEADOS AO TRACTOR OF THE YEAR 2023

ESPECIAL

FNA SANTARÉM

SISTEMA H3O

Premiado na FIMA 2018 como Novidade Técnica na categoria de Soluções de Gestão Agronómica

l

Regulação do atomizador em função da massa vegetal

l

Redução da deriva entre os 45 e os 48%

l

Poupança de produto fitossanitário em aproximadamente 25%

l

Redução do consumo de combustível, devido à baixa potência exigida, em até 5l/h

l

Registo e armazenamento dos dados na plataforma, durante os tratamentos, de forma ordenada

l

Consulta e análise dos dados para tomada de decisões no futuro

l

Emissão de caderno de campo com total precisão

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Preço: € 6,00 Cont. | ISSN 2183-7023

Nº132 - Ano XXIX

O FUTURO É JÁ ALI

NA HERCULANO

A INOVAÇÃO NÃO PÁRA COMO A EMPRESA SE TEM ADAPTADO À AGRICULTURA 4.0

MERCADOS

A opinião de representantes das marcas

EXPOFLORESTAL

Reportagens na feira


A LONG WAY

TOGETHER

AGRIMAX TERIS Por mais difíceis que sejam as suas necessidades, AGRIMAX TERIS é o seu melhor aliado para todas as operações de colheita. De fato, este pneu radial é capaz de juntar caraterísticas extraordinárias de tração e capacidades de carga elevada, com uma estabilidade excecional. Graças ao seu composto, ao ombro e ao talão reforçados, AGRIMAX TERIS assegura uma elevada resistência à perfuração, bem como uma excelente agilidade de manobra e conforto na condução. AGRIMAX TERIS é a resposta da BKT para ceifeiras-debulhadoras que proporcionam ótimas prestações sem prejudicar a sua colheita.

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JOSÉ ANICETO & IRMÃO, LDA

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3


4

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julho / setembro 2022

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a

“Caro leitor, Editorial

Os agricultores holandeses protestaram em julho contra os planos do governo que pretende exigir que usem menos fertilizantes e reduzam o número de animais, que pode conduzir ao fecho de algumas explorações. Servindo-se dos seus fiéis tratores, bloquearam supermercados, centros de distribuição e estradas.

Sebastião Marques CHEFE DE REDAÇÃO

J

unho ficou marcado por mais uma edição da Feira Nacional da Agricultura. Aparte a ausência direta de algumas das principais marcas, saltou à vista uma evidência que já todos sabíamos: a Agricultura profissional portuguesa está a mudar. No evento, que também já deu pelo nome de Feira do Ribatejo, foi notório o crescimento no que à oferta de equipamentos para culturas especializadas diz respeito: do olival ao amendoal, da vinha ao pomar, cada vez mais se vê uma aposta de todos os agentes portugueses em equipamentos para estas áreas.

Também o tipo de agricultor muda e a crise, que já está instalada - exceto para o Ministério da Agricultura que continua a adiar o pagamento do prometido adiantamento de parte da ajuda vinda da PAC – pode ter o condão de acelerar esta mudança. Agricultores ou grupos de investidores que veem na Agricultura um investimento seguro e que, assim, vão

Achterhoek-Nieuws

comprando ou arrendando cada vez mais área, tornandose ainda mais profissionais, e pretendendo rentabilizar o investimento feito em máquinas, ao máximo. Este tipo de exigências nem sempre se coaduna com as possibilidades da rede de distribuição das marcas que, assim, vão tentando fazer um acompanhamento mais próximo. Com ou sem ajudas, o que também é claro é o investimento dos fabricantes portugueses em Investigação

e Desenvolvimento de novos produtos. Como comentou connosco Sérgio Oliveira, responsável da Pulverizadores Rocha, “é impressionante como marcas oriundas de um mercado tão exíguo conseguem bater-se nos principais mercados da Europa”. Cada vez se trabalha melhor em Portugal e, também indesmentível, é a ligação exemplar de instituições académicas, como por exemplo o INESC TEC, ao tecido produtivo que permitem o aparecimento de avanços tecnológicos

no nosso mercado e a exportação para países como França ou a Nova Zelândia. ​ ontinua o drama da C falta de mão de obra e dos preços elevados, que dificultam o trabalho do dia a dia nas empresas. A Guerra traz um clima ainda maior de incerteza e obriga os empresários a uma gestão quase diária. Seria bom que “quem manda neste país”, pelo menos, não dificultasse ainda mais as coisas.

DIRETORA Catarina Gusmão ASSESSOR DE DIREÇÃO Bruno Meneses REDAÇÃO Sebastião Marques (sebastiaomarques@revista-abolsamia.com) · João Sobral (joaosobral@ abolsamia.pt) PUBLICIDADE Catarina Gusmão (T. 913 469 299 · catarinagusmao@abolsamia.pt) · Américo Rodrigues (T. 917 769 014 · americorodrigues@abolsamia.pt) MARKETING DIGITAL Hugo Neves (marketingdigital@revista-abolsamia.com) DESIGN E PRÉ-IMPRESSÃO Victor Manfredo (prepress@abolsamia.pt) COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Rui Reis PROPRIEDADE Nugon - Publicações e Representações Publicitárias, Lda (Contribuinte 502 885 203 · Registo ERC 117122 · Depósito legal 117.038/97) SEDE/EDITOR R. S. João de Deus, 21, 2670-371 Loures ESCRITÓRIO/REDAÇÃO R. Nelson Pereira Neves, Lj.1 · 2670-338 Loures (T. 219 830 130) IMPRESSÃO Jorge Fernandes Lda · R. Q.ta Conde de Mascarenhas 9, 2820-653 Charneca de Caparica TIRAGEM MÉDIA 4.000 exemplares ISSN 2183-7023 GERÊNCIA Nuno Gusmão e Catarina Gusmão SÓCIOS Nuno Gusmão (35%), Ana Gusmão (35%), Francisca Gusmão (15%), Catarina Gusmão (15%). ASSINATURAS Hugo Neves (marketingdigital@revista-abolsamia.com) · T. 21 983 0130) Os textos e fotos de autor são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publireportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade. A abolsamia segue o AO90, embora nem todos os colaboradores tenham adotado a nova grafia. Estatuto Editorial www.abolsamia.pt/estatuto-editorial-e-distribuicao

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julho / setembro 2022

abolsamia

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MERCADOS

n° 132 | julho / setembro 2022

10 Portugal 14 Europa 16 A visão de representantes das marcas

EMPRESAS 18 Notícias RESULTADOS FINANCEIROS

Sumário

20 Motivação de 2021 ajuda a enfrentar 2022

EM FOCO

22 Na Herculano a inovação não pára

26 Lisagri inaugura novas instalações em Leiria

28 P. Rocha: “O nosso tempo de entrega médio são 10 dias. Antes eram 30”

32 Galucho: “Construir uma

máquina para a vida é um trabalho de equipa”

36 Entreposto assenta raízes em Almeirim

38 Antonio Carraro:

Formar para vencer

40 Maquiguarda de regresso às portas abertas

42 TopCon, Tama e

Yokohama: A tecnologia ao dispor do setor agrícola

44 Shapetek: Arco de

proteção inspirado nos descapotáveis

ESPECIAL FNA

PRODUTO

47 Santarém: o futuro é já ali

68 Valtra Q cobre segmento dos 225 aos 305cv

48 Grupo Argo 50 Agrimiranda 52 Agrifaia 53 Apolinários Irmãos 54 Auto-Industrial, SA

CULTURAS ESPECIALIZADAS 70 Enovitis in campo: Premeia a inovação na viticultura

56 Dieci 57 Forte/Sagar 58 J. Inácio 60 Tractomoz 62 Tractores Ibéricos 63 Herkulis

TRACTOR OF THE YEAR 64 Tractor of the Year em ano de

EIMA com 16 modelos a bordo da competição

28 8

abolsamia

julho / setembro 2022

112

48


TECH 74 Volvo põe à prova a

propulsão a hidrogénio num dumper

75 A Igus apresenta o cobot mais leve do mundo

EXPERIÊNCIA GLOBAL Bologna, 19-23 ottobre 2021

76 Robots para apanha

de framboesa estão ao serviço em Portugal

75

77 Amos Power: robots

elétricos para vinha e culturas em linha

78 O herbicida sustentável na forma e inovador no conteúdo

78 Kubota prevê lançar

um trator a célula de combustível em 2025

79 AgXeed apresenta novo autónomo, agora em versão de rodas

PNEUS 80 Notícias

32

NA FLORESTA ESPECIAL EXPOFLORESTAL

BOLONHA 9 -13 DE NOVEMBRO 2022

84 Unitratores 86 Hitraf 87 Afonso O. Costa 88 Notícias

CONCESSIONÁRIOS 92 Regiões 108 Momentos New Holland

DIA DE FOLGA

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE MÁQUINAS PARA AGRICULTURA E JARDINAGEM

107 AgroAruil: a feira saloia

Exposições especializadas

110 O mestre das miniaturas em cortiça

112 Nasceu o Homem do

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Trator na mítica EN2

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abolsamia

9


Portugal O discurso de prudência quanto ao último trimestre deste ano continua bem vincado, mas as matriculações voltam a aumentar: no fim do primeiro trimestre, o crescimento era de 14,5% em relação ao período homólogo do ano anterior e no fim de maio, tomando a mesma medida de comparação, a subida já é de 17,08%. A Solis continua a destacar-se nas unidades vendidas e o escalão 51-120cv reforça a sua preponderância, ganhando quase um ponto percentual em relação ao escalão abaixo de 50cv. O mercado das matrículas em Portugal continua em contra-ciclo com a restante maioria dos países europeus – exceção feita ainda aos países dos Balcãs e alguns países de Leste -, registando novo aumento em relação aos dados que havíamos fornecido após o primeiro trimestre. No fim de maio, o aumento situou-se nos 17,08% - sensivelmente mais três pontos percentuais do que no fim de março (14,5%) - mas trata-se de um contexto ainda marcado pelas entregas que as marcas tinham atrasadas e foram fazendo ao longo dos primeiros cinco meses do ano. Assim, a perspetiva quanto ao futuro, nomeadamente em relação ao último trimestre do ano, aponta para uma quebra, até pelo facto de os aumentos de preços de matérias-primas e energia serem agora iguais ou maiores do que os

10

abolsamia

Número de matriculações aumenta e contra-ciclo mantém-se que se verificavam em março, efeitos de uma guerra cujo impacto só deverá ser palpável na reta final do ano [ver análise dos especialistas]. “Provavelmente na próxima edição d’abolsamia [outubro] já se começa a notar a quebra, que a meu ver será inevitável”, confessou-nos Fernando Garcia, diretor-geral da CNH Industrial. Mais um sinal de que estes primeiros cinco meses refletem atualização de entregas pode ser constatado pelo facto de todos os meses de 2022 registarem mais de 500 tratores matriculados, quando este número por mês só foi ultrapassado em três ocasiões em 2021.

Escalão 51-120cv continua a alargar o fosso Analisando os segmentos de potência mais vendidos, o escalão 51-120cv confirma a tendência de profissionalização da agricultura em Portugal, com 52,3% dos matriculados (registava 51,6% no fim de março), com o escalão abaixo dos 50cv a ficar já aquém dos 40% que registava em março (39,3%) comprovando a queda. Quanto aos segmentos de maior potência, o de 121-200cv continua na mesma linha – 7,19% contra 7,40% em março – enquanto o escalão acima de 200cv matriculou em abril e maio (18) mais do que matriculara no primeiro trimestre (16), chegando aos 34 tratores matriculados (1,19%).

julho / setembro 2022

Top 3

de matrículas (por unidades)

433

Solis

374

New Holland

310

Kubota www.abolsamia.pt


mercados

MERCADOS

2.851 unid. + 17%

Marcas

A Solis continua, neste campo, a ditar leis: leva 433 tratores matriculados, 76,6% da totalidade de tratores vendidos em 2021, quando apenas estão contabilizados os números até maio, ou seja, nem meio ano. Entre os cinco primeiros, que não alteraram posições, volta a destacar-se a quebra da Deutz-Fahr – em março era de 14% e no fim de maio já ascende a cerca de 23% em relação ao período homólogo do ano anterior -, tendo as restantes marcas aumentado matriculações em relação a maio de 2021, mesmo que o crescimento da New Holland tenha sido residual (2,19%). unid.

unid.

Marca

2022

2021

% Var.

2022

Solis

433

224

93.30

15.19

9.20

New Holland

374

366

2.19

13.12

15.03

% Mercado

Kubota

310

244

27.05

10.87

10.02

219

185

18.38

7.68

7.60

Deutz-Fahr

181

235

-22.98

6.35

9.65

Kioti

149

149

0.00

5.23

6.12

Same

109

90

21.11

3.82

3.70

Farmtrac

107

60

78.33

3.75

2.46

Lamborghini

92

90

2.22

3.23

3.70

Valtra

90

34

164.71

3.16

1.40

Landini

87

86

1.16

3.05

3.53

Case IH

76

47

61.70

2.67

1.93

LS

70

109

-35.78

2.46

4.48

Hürlimann

62

107

-42.06

2.17

4.39

Massey Ferguson

52

56

-7.14

1.82

2.30

Hinomoto

47

18

161.11

1.65

0.74

VST

37

16

131.25

1.30

0.66

Claas

36

26

38.46

1.26

1.07

Iseki

36

54

-33.33

1.26

2.22

McCormick

36

30

20.00

1.26

1.23

Fendt

35

17

105.88

1.23

0.70

Preet

28

5

460.00

0.98

0.21

Startrac

28

0

0.00

0.98

0.00

Branson

25

69

-63.77

0.88

2.83

E Kubota

23

0

0.00

0.81

0.00

TYM

23

56

-58.93

0.81

2

A. Carraro

19

17

11.76

0.67

0.70

Dong Feng

15

10

50.00

0.53

0.41

Lovol

13

0

0.00

0.46

0.00

Ferrari

12

11

9.09

0.42

0.45

9

9

0.00

0.32

0.37

BCS

8

6

33.33

0.28

0.25

10

9

11.11

0.35

0.37

2851

2435

17.08

Carraro Outros

Sistema H3O. Um atomizador inteligente em conectividade.

2021

John Deere

Total

PORTUGAL

100.00 100.00

SISTEMA H3O

Premiado na FIMA 2018 como Novidade Técnica na categoria de Soluções de Gestão Agronómica

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Expurgámos os ATV e UTV homologados sob a categoria T e os Telescópicos. Origem: IMT / Fonte: ACAP

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abolsamia

11


Portugal

Marcas e modelos mais vendidos por segmentos de potência jan. a maio 2022

Modelo mais vendido da marca

51120cv

296

137

0

0

433

Solis 26 4WD Stage V

38

325

10

1

374

New Holland T4.75S

93

134

168

8

0

310

B2261 4 WD

34

John Deere

8

124

76

11

219

6120 M

23

Deutz-Fahr

18

139

19

5

181

Deutz-Fahr 3060

19

107

42

0

0

149

DK6020N

34

10

98

1

0

109

Same Argon 80

12

100

7

0

0

107

Farmtrac 26 4WD

96

18

70

3

1

92

Lamborghini Sprint 50

18

Valtra

0

52

33

5

90

A115

35

Landini

29

57

1

0

87

Landini 2-050

14

Case IH

0

72

3

1

76

Farmall 75A

20

LS

52

18

0

0

70

MT 3.60

18

Hürlimann Massey Ferguson Hinomoto

11

48

3

0

62

Hurlimann Prince 50

11

3

37

11

1

52

MF 5711 M

12

44

3

0

0

47

HM255NM

23

VST

37

0

0

0

37

VST Fieldtrac 927

18

Claas

0

25

8

3

36

A45 (Elios 230)

Iseki

33

3

0

0

36

TM 3247

McCormick

12

24

0

0

36

X5.35 - Cabinado

5

Fendt

0

1

28

6

35

211 VARIO F

9

Preet

28

0

0

0

28

Preet Avenger 26

27

Startrac

28

0

0

0

28

273 4WD

23

Branson

19

6

0

0

25

N00SE (Branson 2500)

E Kubota

23

0

0

0

23

EK 1-261

TYM

21

2

0

0

23

Tym T255NM

5

A. Carraro

8

11

0

0

19

Ergit - T2

4

Dong Feng

15

0

0

0

15

DF 40 (DF404G2)

4

Lovol

13

0

0

0

13

M354

8

Ferrari

8

4

0

0

12

Cobram 60 AR

4

BCS

4

5

0

0

9

Volcan K105 DS

4

Carraro

0

8

0

0

8

Agricube 105 F

3

Goldoni

2

4

0

0

6

S-100 Cabinado

2

Outros

2

1

1

0

4

Outros

1121

1491

205

34

2851

Solis New Holland Kubota

Kioti Same Farmtrac

Segundo os dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), entre janeiro e maio de 2022, foi a Solis que matriculou mais tratores e que teve o modelo mais vendido: o Solis 26 4WD Stage V registou 192 unidades transacionadas (44,3% do total dos cinco primeiros meses do ano), contabilizando precisamente o dobro do segundo modelo mais matriculado no fim de maio, o Farmtrac 26 4WD. Quanto às marcas líderes nos diferentes escalões de potência, a Solis fortaleceu o domínio abaixo de 50cv, com 296 tratores matriculados novos, mais 162 do que a Kubota. No escalão 51-120cv, a New Holland, chega aos 325 tratores matriculados , voltando a Kubota a situar-se no segundo lugar mas a 157 máquinas de distância. Nas potências mais elevadas o destaque continua a ser a John Deere: nos 121-200cv, a marca norteamericana continua a ter mais do dobro de matriculados do que a Valtra (76 contra 33), enquanto no escalão acima dos 200cv soma 11 tratores vendidos contra 6 da Fendt.

121200cv >200cv

<50cv

Marcas

Lamborghini

Total

Unid. 192

5 17

6 23

39.32% 52.30% 7.19% 1.19% Expurgámos os ATV e UTV homologados sob a categoria T e os Telescópicos. Origem: IMT / Fonte: ACAP

12

abolsamia

julho / setembro 2022

www.abolsamia.pt


+15,5% Unidades

%

Marca

2022

2021

Linhai

251

CFMoto

132

Segway Polaris

% Mercado

Var.

2022

2021

235

6.81

41.69

45.11

149

-11.41

21.93

28.60

117

0

-

19.44

55

88

-37.50

9.14

16.89

Quaddy

27

24

12.50

4.49

4.61

BRP

16

11

45.45

2.66

2.11

Hisun

3

7

-57.14

0.50

1.34

Goes

1

6

-83.33

0.17

1.15

Arctic Cat

0

1

-

-

0.19

602

521

15.55

100.00

100.00

Unidades

%

Total

+24,2% Marca

2022

2021

Var.

% Mercado 2022

2021

BRP

67

29

131.03

32.68

17.58

CFMoto

57

37

54.05

27.80

22.42

Polaris

25

33

-24.24

12.20

20.00

Corvus

12

4

200.00

5.85

2.42

Quaddy

10

15

-33.33

4.88

9.09

Segway

10

0

-

4.88

-

Kioti

6

1

500.00

2.93

0.61

John Deere

-64.29

2.44

8.48

5

14

Linhai

5

10

-50.00

2.44

6.06

KL

4

9

-55.56

1.95

5.45

Kubota

4

13

-69.23

1.95

7.88

205

165

24.24

100.00

100.00

Total

www.abolsamia.pt

mercados

Linhai manda nos ATV’s e BRP sobressai nos UTV’s Numa análise ao mercado de vendas de ATV’s e UTV’s nos primeiros cinco meses do ano, a Linhai reforçou a sua liderança de vendas de ATV’s: aumentou a distância para a CF Moto, com 251 matriculados contra 132 do concorrente mais próximo. Já nos UTV’s, se em março a diferença da CF Moto para a BRP era mínima, agora esta última tomou-lhe a dianteira: 67 matriculados versus 57 da CF Moto. Convém recordar que há um ano, a BRP só havia vendido 29 máquinas contra 37 da CF Moto. Nota final para o aumento de vendas tanto nos ATV’s (15,5%) como nos UTV’s (24,2%) em relação aos primeiros cinco meses de 2021.

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13


mercados

Portugal e Europa

Reboques descem 2,63% em relação a 2021 O mercado dos reboques no fim de maio mostra uma quebra de 2,6% em relação ao período homólogo do ano passado: foram matriculados menos 19 reboques, tendo a Galucho, a Rates e a Joper sofrido quebras significativas, três das quatro marcas que mais haviam vendido no fim de maio de 2021. Herculano, Ja&ma Reboal e Massil aumentaram os seus números, com destaque para esta última que de 27 reboques matriculados a 31 de maio do ano passado, registou agora, no mesmo período, 74 reboques transacionados. A revista abolsamia quis perceber o motivo desta quebra, quando no fim de março se registava um aumento de 21,8%. A razão poderá estar aqui , explicou João Montez, diretorcomercial da Ja&ma Reboal. “Fez-se muito stock no final do ano passado e no início de 2022 e as marcas não estão a conseguir vender e escoar o stock por todos os motivos que sabemos: aumento dos preços, custos das matérias-primas e o agricultor retrai-se na compra. A guerra afeta psicologicamente e a procura reduziu. Na Reboal temos aumentado mas são entregas atrasadas”. Refira-se que, pese embora a quebra registada, a Galucho continua a liderar o mercado de matrículas de reboques.

-2,63% 2022 Total

%

Total

%

Unid.

%

Galucho

145

20.6%

191

26.5%

-46

-24.1%

Herculano

139

19.8%

131

18.1%

8

6.1%

Rates

110

15.6%

129

17.9%

-19

-14.7%

Reboal

77

11.0%

39

5.4%

38

97.4%

Massil

74

10.5%

27

3.7%

47

174.10%

Joper

72

10.2%

132

18.3%

-60

-45.50%

Outeiro

24

3.4%

20

2.8%

4

20.00%

Costa

14

2.0%

8

1.1%

6

75.00%

Rocha

9

1.3%

3

0.4%

6

200%

Agriduarte

7

1.0%

0

-

-

-

EMG

6

0.9%

0

0.0%

-

-

26

3.7%

42

5.8%

-16

-61.90%

703

100.0%

722

100.0%

-19

-2.63%

Outros Total

Origem: IMT / Fonte: ACAP

Negócios mais fracos, mas expectativas permanecem estáveis. Índicede deDesenvolvimento Desenvolvimento Índice

ÍndiceGeral Geralde deClima Climade deNegócios NegóciosCEMA CEMA(CBI) (CBI)- -Total Total Índice

80 80 80 CBI CBI SituaçãoAtual Atual Situação

60 60 60 40 40 40

5858

ExpetativaFutura Futura Expetativa

20 20 20

-20 -20 -20

202204 202206

201206

13 201201 201208 201201 201203 201210 201203 201205 201212 201205 201207 201302 201207 201209 201209 201304 201211 201211 201306 201301 201301 201308 201303 201303 201310 201305 201305 201312 201307 201307 201309 201402 201309 201311 201404 201311 201401 201406 201401 201403 201408 201403 201405 201410 201405 201407 201412 201407 201409 201502 201409 201411 201504 201411 201501 201506 201501 201503 201508 201503 201505 201510 201505 201507 201507 201512 201509 201509 201602 201511 201511 201604 201601 201601 201603 201606 201603 201605 201608 201605 201607 201610 201607 201609 201612 201609 201611 201702 201611 201701 201704 201701 201703 201706 201703 201705 201708 201705 201707 201710 201707 201709 201712 201709 201711 201802 201711 201801 201804 201801 201803 201806 201803 201805 201807 201805 201808 201809 201807 201810 201811 201809 201812 201901 201811 201902 201903 201901 201904 201905 201903 201906 201907 201905 201908 201909 201907 201910 201911 201909 201912 202001 201911 202002 202003 202001 202004 202005 202003 202006 202007 202005 202008 202009 202007 202010 202011 202009 202101 202012 202011 202103 202102 202101 202105 202103 202104 202107 202105 202106 202109 202107 202108 202111 202109 202110 202201 202111 202112 202201 202202

000

-40 -40 -40 -60 -60 CBI=média geométrica de 1) avaliação da situação atual do -60

negócio e 2) expetativa de volume de negócios:

-80 Escala do índice de -100 a +100-, -80 -80

Índice positivo para 1) maioria dos inquiridos avalia a situação como favorável e vice versa; Índice positivo para 2) maioria dos inquiridos espera nos próximos seis meses um aumento do volume de negócio e vice versa 13 June 2022 Page 4 Contact: (comparando respetivamente comPhilip.Nonnenmacher@vdma.org o nível obtido no ano anterior)

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Evol. 22/21

Marca

Barómetro de Negócios CEMA Clima de de Negócios Negócios Clima

2021

O índice geral de clima de negócios para a indústria de máquinas agrícolas na Europa continua a diminuir ligeiramente após a queda mais acentuada que se verificou após o início da COVID 19, mantendose, apesar de tudo, num nível positivo. Em junho, o índice caiu de 16 para 13 pontos (numa escala de -100 a +100). O sentimento entre os fabricantes de equipamentos pecuários tornou-se fortemente negativo, enquanto o clima de negócios permanece bastante melhor para componentes e, em menor grau, para equipamentos para culturas aráveis. No geral, a situação atual dos negócios deteriorou-se visivelmente mais uma vez em relação ao mês anterior, no entanto, as expectativas para os próximos seis meses melhoraram ligeiramente pela primeira vez desde o início do ano. Além disso,

em relação a todo o ano de 2022, os representantes da indústria europeia preveem um aumento médio de +5% na faturação da sua empresa (inalterado em relação a março). Os aumentos de preços e a escassez do lado da oferta continuam a desafiar fortemente a indústria, mas parecem estar a moderar ligeiramente. Ao mesmo tempo, “apenas” 40% das empresas planeiam uma paragem temporária da produção devido a falta de componentes nas próximas quatro semanas. Ainda assim, os participantes na pesquisa deixaram de se mostrar totalmente otimistas em relação ao volume de negócios futuro de alguns mercados, especialmente Áustria e Polónia (além da Europa Oriental, que continua mergulhada na parte inferior do ranking de confiança), mas permanecem otimistas em relação a grandes mercados como Alemanha e França.

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ABOLSAMIA_2022_outlines.pdf 1 13/06/2022 10:09:53

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a visão de representantes

A visão de representantes das marcas abolsamia pediu a cinco especialistas uma leitura ao mercado e aumento do mesmo face ao período homólogo de 2021 bem como uma perspetiva sobre como poderá evoluir o cenário até ao fim do ano.

Fernando Garcia Diretor-Geral da CNH Industrial

“O último trimestre vai ser muito mau e só vejo uma solução” A análise de Fernando Garcia não foge àquela que já havia feito na edição de maio. “O último trimestre vai ser muito mau porque todas as marcas estão com dificuldades em gerar novas vendas. Os números que vemos são ainda relativos aos atrasos de entregas de tratores ligados à decisão do Estado quanto à renovação do parque de máquinas”, afirma. Para o diretor-geral da CNH Industrial, só haverá uma solução. “Sei que as candidaturas à renovação do parque de máquinas terminam no fim deste mês [junho]. Se o Governo for célere a responder às candidaturas, pode ser que as marcas ainda consigam fazer vendas”, explica, contextualizando face aos restantes países europeus: “No fim de maio, recebemos a informação de que todos os mercados estão em recessão, exceto os Balcãs, alguns Países de Leste e Portugal. Estamos em contra-ciclo. Mas isto vai cair porque as marcas aumentaram preços devido à inflação e o agricultor, também sujeito ao aumento nos adubos, herbicidas e sementes, perdeu poder de compra.”

Josep Maria Ventura Export Area Manager A. Carraro

“Parecem existir indicadores que apontam uma possível contração” “A chegada dos fundos e dinheiro dos projetos será muito importante. Enquanto fábrica ainda não sentimos uma contração da produção porque houve um trabalho de programação por parte dos concessionários. A partir de setembro parecem existir alguns indicadores que apontam uma possível contração, mas vamos ver. Ainda assim, a verdade é que a agricultura está cada vez mais assente em grandes grupos agrícolas, havendo muitos fundos, empresas e até indivíduos que veem na agricultura um investimento seguro nesta fase, pelo que há que esperar para ver como a situação evolui.”

Rodrigo Carvalho Nuno Gama Lobo CEO da Galucho

“Agricultores expectantes quanto a novos investimentos” Para Nuno Gama Lobo, CEO da Galucho, “o mercado nacional agrícola parece estar quase parado. Está tudo em stand-by à espera de novos quadros comunitários, da definição da PAC, e nós sentimos que os agricultores estão todos expectantes para avançar com novos investimentos.” Quanto às perspetivas de futuro, essas só poderão ser positivas caso o Governo confirme a intenção de investir na agricultura. “Acreditamos que o segundo semestre de 2022 vai ser bastante mais animado a nível nacional porque a visão do Governo terá de passar pela aposta na Agricultura.”

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Responsável pelo Desenvolvimento Comercial da Unitratores

“Parece-me que o mercado vai parar” Rodrigo Carvalho acredita que o mercado vai sofrer um bloqueio não precisando, porém, o momento exato. “A grande interrogação ao dia de hoje é saber como será o amanhã. Os prazos de entrega estão cada vez mais alargados e os preços a subir de forma muito acentuada. Na minha humilde opinião, parece-me que o mercado vai parar, originando uma quebra forte no setor. O problema é saber quando”, revela, identificando os novos desafios que se colocaram às marcas nos últimos meses: “Fazer uma gestão com entregas de 8 meses a um ano e pouco, com tudo o que isso acarreta ao nível da gestão de stocks, é extremamente desafiante.”

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mercados

Sérgio Oliveira Marketing Technician da Pulverizadores Rocha

“Antecipar os próximos meses é tremendamente difícil” “Nestes primeiros seis meses, 2022 está a ser um ano muito difícil, onde somos colocados à prova quase diariamente. Temos tido de resolver situações que, normalmente, não são um problema, seja o absentismo relacionado com a Covid ou as dificuldades de abastecimento de matérias-primas.” Sérgio Oliveira, Marketing Technician da Pulverizadores Rocha, assume que o cenário é muito irregular e que o futuro rimará com incerteza. “Nas encomendas, até ao mês de maio sentimos um volume relativamente normal. Em junho já verificámos algum condicionamento e abrandamento. Antecipar os próximos meses é tremendamente difícil porque as ferramentas à nossa disposição, e com as quais conseguíamos fazer previsões minimamente fiáveis, não conseguem dar resposta. Essa é a nossa maior dificuldade porque há várias condicionantes, como a duração da guerra, as subidas das taxas de juro, a incerteza nos incentivos…”

Bruno Pignatelli Gerente da Tractores Ibéricos

“Como é que se continuam a vender 500 tratores/ano em Viseu?” A opinião de Bruno Pignatelli em relação à evolução do mercado de matrículas de tratores mantém-se intacta, desde que falou com abolsamia na edição de maio. “O nosso mercado não costumava vender tantos tratores de 50cv e 60cv cabinados, pelo que fomos a ‘correr’ encomendar tratores desses por serem os que os projetos do Governo no programa de renovação de parque de máquinas mais beneficiaram. Ao abrigo destes, ainda haverão muitos tratores para entregar, o que ainda vai dar alguma injeção ao mercado este ano, mas, depois como será? Porque, se em alguns distritos vemos culturas tais como de olivais e amendoais em que há forte investimento, como Castelo Branco, Évora ou Beja, noutros já não se percebe assim tanto. Como se explica que no distrito de Viseu se continuem a vender cerca de 500 tratores por ano? Tanto trator para a agricultura de final de tarde ou fim-de-semana?”, questiona, antes de abordar o futuro: “A incógnita é grande, os preços não param de subir e o poder de compra do agricultor vai caindo.”

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notícias

App My Herculano já está disponível

A Herculano lançou uma aplicação móvel que irá tornar mais fácil e mais rápido o processo de configuração de produto: a app My Herculano. Através desta aplicação, o utilizador acede a um vasto conjunto de funcionalidades, como a consulta da gama disponível de produtos, características específicas do modelo pretendido e opcionais permitidos para cada um deles. Desta forma, o agricultor consegue configurar o produto consoante as suas necessidades. De acordo com Herculano, “esta é uma ferramenta de trabalho para agricultores e distribuidores Herculano, que tem como objetivo agilizar o processo de configuração e decompra de equipamentos da marca.” “Esta aplicação pretende facilitar não só o trabalho por parte do distribuidor que rapidamente tem toda a informação disponível no seu smartphone, bem como por parte do agricultor que escolhe e personaliza o equipamento mediante as necessidades”, explicou José Santos, diretor comercial da Herculano para o mercado ibérico. O download da app My Herculano está disponível em https://herculano. pt/app-my-herculano/.

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John Deere e Grupo Carraro reforçam laços para desenvolver tratores 5G

Entrada no Top 10 de registos de reboques no mercado francês Entretanto, a Axema, sindicato francês das empresas do setor dos equipamentos agrícolas e do meio-ambiente, situou a Herculano no 10º lugar das marcas com o maior número de registos de monocoques/reboques agrícolas do mercado em França. “Estes valores representam o esforço que a nossa equipa tem feito na consolidação da marca neste mercado, principalmente no que respeita à fortalecimento da relação com os nossos distribuidores locais e da qualidade inegável dos nossos produtos”, afirmou Ricardo Teixeira, administrador da Herculano, não escondendo o “orgulho” de ver a marca como única estrangeira da lista e única portuguesa a figurar no Top 10 da Axema.

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A John Deere e o Grupo Carraro, através da Carraro Agritalia, renovaram uma ligação que se mantém desde 1997 ao assinarem um novo acordo para desenvolver tratores John Deere 5G nas instalações da Agritalia, em Rovigo. “Os novos modelos Stage V 5G vão demonstrar o próximo nível de conforto, ergonomia e desempenho. Além disso, vêm com conetividade IsoBUS e são compatíveis com JDLink, permitindo a operadores e gestores visualizar e gerir o estado e desempenho das máquinas, bem como partilhar dados sem fios. A parceria com a Agritalia mostra o nosso empenho em fornecer soluções aos clientes para as culturas de alto valor”, explicou Martin Schneider, Small Tractor e HVC Lead da John Deere. Já o fabricante agradeceu a confiança. “Se os tratores que fabricamos gozam hoje de excelente reputação, muito devemos ao nosso parceiro histórico”, disse Marco Stella, diretor-geral da Carraro Agritalia.

Errata Na última edição (pág.16), publicámos a notícia dos resultados financeiros da CARRARO SPA que, erradamente, foi ilustrada com o logotipo da Antonio Carraro Spa. As nossas desculpas aos envolvidos e aos nossos leitores.

Reinhold Claas morre aos 91 anos

Reinhold Claas faleceu no passado dia 7 de junho, aos 91 anos, “deixando a família Claas, acionistas, Conselho de Administração e empregados profundamente entristecidos”. “Todos os que conheciam Reinhold Claas, apreciavam-no pela sua humildade e autoconfiança. As pessoas e o bem-estar da empresa familiar sempre foram a sua principal prioridade. Com a sua ação determinante em certas fases importantes da história da Claas, contribuiu significativamente para o nosso êxito atual”, explicou, num comunicado enviado à imprensa, Thomas Böck, atual diretor-geral da Claas. Pai de dois filhos, Volker Claas (que faleceu em janeiro deste ano, com 57 anos) e Rüdiger Claas (será o seu sucessor), Reinhold Claas esteve ainda ligado a várias organizações desportivas, especialmente de futebol e andebol, e ocupava ainda um cargo no Conselho de Supervisão e em dois Conselhos Consultivos da Claas.

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empresas

www.

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Kubota Espanha inaugura instalações em Madrid Novo Centro Integral de Formação, Maketing e Vendas servirá os mercados de Espanha, Portugal e Israel. O fabricante japonês com mais de 130 anos de história inaugurou novas instalações em Leganés, Madrid, numa cerimónia presidida por German Martinez, Presidente da Kubota Espanha e responsável da marca para os mercados de Espanha, Portugal e Israel. O evento contou com a presença de Yuichi Kitao, Presidente e Diretor Representante da Kubota Corporation. O responsável japonês destacou os investimentos feitos na Europa pelo Grupo desde 2012, tal como a compra do Grupo Kverneland,ou a construção de uma fábrica e de um centro de investigação em França. O projeto insere-se no Global Major Brand 2030, plano da empresa a nível global. Iniciado em 2020, o edifício conta com zonas para formação, armazém de peças, e escritórios. A fechar, Germán Martínez, deixou a mensagem de que esta é uma infraestrutura “de todos para todos” na Kubota, e que, “com paixão, alegria, e emoção, os melhores anos estão por chegar”.

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Bruno Pignatelli, gerente da Tractores Ibéricos, e Miguel Lucas, Administrador do Grupo Auto Industrial.

COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA AGRICULTURA E ESPAÇOS VERDES Estremoz - Sede Z. Ind. - Apartado 41 T. 268 337 040

Ferreira do Alentejo Z. Ind. - Lote 23 T. 284 739 944

Évora Z. Ind. de Almeirim, R. Artur Silva Barreiros, 7-8 T. 266 701 558

Muge Z. Ind. de Muge, Rua A - Lote 12 A - Nº 34 2125-363 Muge T. 263 151 608 / 263 098 129

Coruche Z. Ind. -Monte Barca, Lt.6 T. 243 678 041 Beja Z. Ind. - Rua da Metalúrgica Alentejana, 10 T. 284 329 278

REPRESENTAÇÕES

Bombel Est. Nac. 4, 42, 7080-303 T. 265 096 102 • Tm. 265 096 101

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março/abril 2021

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resultados financeiros

Motivação de 2021 ajuda a enfrentar 2022 Gradualmente, os grandes grupos financeiros vão revelando os resultados consolidados de 2021 e, na sua generalidade, confirmam que o ano passado foi marcado por aumentos de faturação e de lucro para as respetivas empresas. As dificuldades devido ao conflito político na Ucrânia, à falta de matéria-prima, aumento de custos e bloqueios na cadeia de abastecimento já estão a fazer de 2022 um ano bem mais complicado de enfrentar.

Same Deutz-Fahr

Argo Tractors

Recorde de tratores fabricados gera crescimento da faturação O Grupo Argo Tractors (Landini e McCormick) não divulgou os resultados financeiros relativos a 2021 mas, na recente reunião com os concessionários de Espanha e Portugal realizada em maio, Simeone Morra, Corporate Business Manager da Argo Tractors, levantou um pouco o véu em relação a este tema. Em 2021, “a faturação foi de 573 milhões de euros, o que significou uma melhoria de 33,5% em relação ao ano anterior, devido ao recorde de 15 mil tratores fabricados pelo grupo, pese embora as dificuldades sentidas na cadeia de abastecimento aos clientes.” Em consonância com este dado, Andrés Moradas, diretor-geral da Argo Tractors Ibérica, salientou o crescimento da marca McCormick na Península Ibérica, onde foram registadas 1.009 matriculações em 2021 - +7% do que em 2020 – com uma faturação de 45 milhões de euros (mais 14,6% do que no ano anterior).

Balkrishna Industries Limited

Grupo SDF atinge números financeiros históricos em 2021

Faturação de 10,9€ mil milhões com lucro líquido a subir 22%

O Conselho Fiscal do Grupo SDF (Same Deutz-Fahr) aprovou os resultados consolidados do exercício de 2021 e os registos vêm provar um crescimento assinalável em relação ao ano anterior, com a obtenção de alguns números recorde. Desde logo nas receitas, as quais ascenderam aos 1.481 milhões de euros, o que significa um crescimento de 29% em relação a 2020 (1.146 milhões de euros) - um ano que foi afetado pelo encerramento prolongado da sede de Treviglio devido à pandemia de Covid-19 - e de 17% em relação a 2019, ano pré-pandemia. Mas também o EBITDA (lucro antes de impostos) e o lucro líquido deram agora aos responsáveis do Grupo SDF razões para celebrar: o primeiro aumentou para 159M€ - mais 10,8% em relação a 2020 - e o segundo chegou aos 62,6M€, equivalente a um crescimento de 4,2%, superior a 2020 (3,4%) e 2019 (3,5%). Nota ainda para a redução de dívida global da empresa: foram abatidos 55M€ (31%), situando-se agora a posição financeira líquida com uma dívida de 122 milhões de euros.

A BKT fechou o ano fiscal de 2021/22 – 1 de abril de 2021 a 31 de março de 2022 – “com uma faturação consolidada de 10,9 mil milhões de euros e lucro líquido consolidado de 1,8 mil milhões de euros, mais 22% do que no ano anterior”, segundo diz o comunicado enviado pela fabricante mundial de pneus com sede em Bombaim, Índia. Em relação à faturação, registou-se um aumento de 46,6% em relação ao ano anterior, quando esta se situou nos 7,5 mil milhões de euros aproximadamente. Arvind Poddar, Presidente e Diretor-Geral da Balkrishna Industries Limited, congratulou-se com os resultados: “O nosso desempenho fortaleceu a estratégia de sermos mais ágeis para com os clientes. Apesar dos desafios que temos enfrentado, como a segunda onda do Covid ou a nova situação geopolítica, trabalhámos incansavelmente para atender às necessidades dos nossos clientes.”

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empresas

RESULTADOS FINANCEIROS

EMPRESAS

Faresin Industries

Crescimento no volume de negócios orgulha presidente A empresa italiana que projeta, fabrica e comercializa carregadores telescópicos para uso agrícola e industrial, entre outros equipamentos, apresentou resultados financeiros capazes de orgulhar o seu presidente. “Estamos muito satisfeitos com o nosso 2021 pois confirmámos a tendência de desenvolvimento e crescimento dos últimos anos com +17,9% no volume de negócios e +27,6% no EBITDA (lucro antes de impostos). O lucro líquido também cresceu: +12,2% em relação a 2020. Estou orgulhoso”, explicou Sante Faresin, acrescentando: “É um resultado importante até por ter sido alcançado num ano mais difícil do que 2020. Houve vários problemas estruturais que desencadearam uma crise na cadeia de abastecimento e afetaram 2021, tornando o cenário económico muito imprevisível para 2022.” Em 2021, a empresa sediada na província de Veneza registou ainda um aumento de 18,2% de máquinas vendidas em relação a 2020.

John Deere

2º trimestre: lucro líquido de 2 mil milhões de euros Num comunicado enviado à imprensa, a John Deere anunciou “um resultado líquido de 2 mil milhões de euros no segundo trimestre que terminou a 1 de maio de 2022.” “Os resultados do segundo trimestre da Deere refletem a continuidade de uma forte procura, mesmo que enfrentemos pressões na cadeia de abastecimento que afetam níveis de produção e horários de entrega”, disse John C. May, presidente e diretor-executivo da John Deere, acrescentando: “No futuro, acreditamos que a procura de equipamentos continuará a beneficiar de indicadores positivos, apesar das questões de pressões inflacionistas que afetam os custos dos nossos clientes.” A Deere & Company prevê que o resultado líquido para o exercício de 2022 oscile entre 6,6 mil milhões e 7 mil milhões de euros. “Nos primeiros seis meses do ano, o resultado líquido atribuível à Deere & Company foi de 2,86 milhões de euros, contra 2,87 milhões no mesmo período de 2021. O volume de receitas de vendas subiu 11% para 12,7 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2022 e 8% para 21,893 mil milhões no semestre”, diz o comunicado.

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Herculano

A presença em mercados como o francês ou o neo-zelandês tem impulsionado a inovação e desenvolvimento da Herculano. Entrevistámos o engenheiro responsável pelo Departamento de Inovação, Daniel Matias, e elencámos as melhorias mais recentes feitas nos equipamentos da marca. por Sebastião Marques fotografia abolsamia

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Na Herculano a Inovação não pára

A

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Herculano nasceu em 1969, numa oficina de pequenas dimensões e dedicando-se ao fabrico de pequenos utensílios agrícolas. Treze anos depois, em 1982, exporta o seu primeiro equipamento. Hoje em dia, é uma referência no mercado francês, onde já é uma das dez marcas de reboques mais vendidas, e está presente em países como a Nova

Zelândia, Austrália, Canadá, Suíça, Dinamarca, Bélgica ou Países Baixos. Trabalhar em realidades tão distintas colocou desafios muito díspares. Para dar resposta às necessidades que foram surgindo, cada vez mais concretas e exigentes, a empresa de Oliveira de Azeméis tem um Departamento de Inovação, constituído por 7 elementos, que é responsável pelo desenvolvimento de vários produtos e tecnologias

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empresas em foco lançados pela Herculano nos últimos anos. A empresa investe 30% do volume de negócio em I&D. Daniel Matias, engenheiro mecânico na empresa desde setembro de 1999, é o Diretor do Departamento e dedica-se exclusivamente ao acompanhamento da equipa e gestão dos projetos de melhoria e inovação de produto e acompanhounos numa visita ao seu Departamento para nos explicar os projetos em que têm vindo a trabalhar.

Daniel Matias, na empresa desde 09/1999, é licenciado em Engenharia Mecânica, e é, desde 2008, diretor do Departamento de Inovação.

Precisão, digitalização, e valorização dos fertilizantes orgânicos “A agricultura em Portugal vai caminhar no sentido da precisão e da digitalização. Fazermos mais com o mesmo ou até menos. Há também a vertente ambiental a ter que ser tida em conta”. Este foi o contexto inicial traçado por Daniel Matias para enquadrar todo o trabalho que o Departamento pelo qual é responsável tem vindo a realizar.

Agricultura 4.0

DESENVOLVIMENTOS RECENTES LINHA GREEN PRECISON

Assim, as principais inovações introduzidas nos equipamentos têm estado concentradas nos equipamentos dedicados à fertilização orgânica, seguindo a tendência dos mercados do norte e centro da Europa. “Temonos focado bastante na área da fertilização orgânica, através do desenvolvimento e apetrechamento das nossas cisternas, espalhadores e localizadores de chorumes. Um dos objetivos da administração da empresa é valorizar o chorume, pois queremos seguir a rota que está traçada no norte e centro da Europa, que é a valorização de subprodutos”.

Ferramentas práticas para o controlo e valorização do chorume como fertilizante natural, fornecendo ao agricultor dados precisos sobre a sua composição e quantidade a aplicar, com base nos princípios da agricultura 4.0. Esta tecnologia está disponível em 3 sistemas distintos:

Green Precision BASIC Composto por um módulo simples de instalar e usar. Através de um smartphone (ou tablet opcional), apresenta ao operador a análise do chorume com valores de Nitrogénio, Potássio e Fósforo, permitindo-lhe em tempo real decidir a quantidade a distribuir no campo, adubando a parcela de terreno corretamente, de acordo com a gestão de uma adufa automática/eletrónica.

Green Precision PRO

A agricultura em Portugal vai caminhar no sentido da precisão e da digitalização.

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Cada um dos 7 elementos que compõem o Departamento tem funções muito concretas que proporcionam um grau de conhecimento e uma especificidade muito grande em cada área de ação.

É um produto igualmente simples e fácil de instalar, mais completo, que oferece uma informação mais valiosa para uma correta adubação na parcela de terreno. Após a análise dos macronutrientes presentes no chorume, o sistema GPS/Bluetooth efetua o cálculo automático da quantidade a ser distribuída de acordo com a velocidade do trator.

Green Precision PRO + É, basicamente, o mesmo produto do Green Precision PRO, mas pode ligar-se a uma nuvem. Permite ao agricultor controlar a sua atividade agrária e conectar-se à comunicação D.A.R.P (sistema de comunicação em tempo real na Catalunha para este tipo de equipamentos).

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Herculano

CISTERNAS São os equipamentos com maior tecnologia associada e com maior customização, dispondo de um enorme leque de componentes opcionais.

Sistema de transferência de carga Quantas vezes sentiu falta de aderência e tração durante o espalhamento de chorume líquido em terrenos inclinados? Este é um dos problemas mais recorrentes, especialmente em zonas de inclinação acentuada, devido ao excesso de peso na traseira causado pela concentração chorume líquido. A solução desenvolvida pela Herculano pretende promover a estabilidade da cisterna durante o espalhamento, beneficiando a tração em zonas inclinadas, até que a cuba fique completamente vazia.

Vazio total Permite escoar totalmente a cisterna mesmo em trabalho num plano inclinado. Quando a cisterna se encontra numa descida, o líquido concentra-se todo na parte da frente da cuba. Numa descarga nesta situação, o operador nunca vai conseguir que a cisterna fique completamente vazia. O sistema Vazio Total (Slope Ground kit) é composto por um tubo flexível interior (desde a traseira da cuba até à parte da frente e inferior da cisterna), que permite que todo o líquido da cisterna quando submetido a pressão seja descarregado.

Possibilidade de aplicação de pneumáticos de grande dimensão Dependendo da utilização da cisterna, para campo ou estrada, com maior ou menor nível de compactação de solo, a escolha da roda é essencial para uma boa performance do equipamento. Atualmente a Herculano disponibiliza uma série de marcas e referências de rodas, com tamanhos que poderão ir até Ø30,5” ou Ø32”. Este aumento dos pneumáticos foi acompanhado por sistemas de travagem de grande capacidade, grandes cubos acionados por sistemas de travagem hidráulica ou pneumática.

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Braço de carga superior Este opcional está disponível para cisternas com volume igual ou superior a 14000 litros e visa facilitar o enchimento em fossas ou depósitos de difícil acesso, quer estejam enterrados ou elevados. É composto por 2 ou 3 pontos de articulação hidráulica que podem ser comandados a partir do trator. Está disponível na versão – sem acelerador de carga, com acelerador de carga na extremidade e com acelerador de carga a meio do braço.

Sistemas de suspensão hidráulica por roda, para cisterna de 2 e 3 eixos Esta é uma característica que assegura a aderência das rodas mesmo nos pisos mais irregulares, assim como travagens mais seguras mesmo nos terrenos mais acidentados. Os eixos das rodas são sempre mantidos paralelos ao chassis, conferindo uma ótima aderência à estrada e uma grande estabilidade da cisterna.

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empresas em foco

Reboque S1ET com travão de inércia

PROJETOS

PT2020 A Herculano conta com três projetos aprovados para o Acordo Portugal2020:

REBOQUES MONOCOQUES E MULTIFUNÇÕES Gama de monocoques HTP, com caixas de 5.4, 5.8, 7 e 8m

Projeto Vine and Wine Portugal - Driving sustainable growth though smart innovation: a Herculano está responsável pelo desenvolvimento de robots para monitorização, colheita e fertilização da vinha.

Gama de reboques multifunções S1ET com travagem de inércia e homologação europeia

Projeto de Máquina de colheita de mirtilo.

OPCIONAIS TRANSVERSAIS Sistema de estabilização do eixo traseiro Para-choques facilmente removível Sistema de pesagem para veículos de 2 e 3 eixos

Projeto “Smart Fertilizers”: consiste na Investigação e desenvolvimento de uma cisterna inteligente, eficiente e versátil para utilização na agricultura 4.0. Utilizando a tecnologia VRT no processo de distribuição de fertilizante orgânico no terreno de acordo com as reais necessidades de NPK.

Sistemas de lubrificação automática para todos os pontos do equipamento Sistemas de lubrificação centralizada manual www.abolsamia.pt

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Lisagri

Lisagri inaugura novas instalações em Leiria e apresenta nova tesoura elétrica

A apresentação da nova F3020 foi também um dia de convívio com a rede de distribuidores do país, clientes, fornecedores e amigos. Entre as presenças no evento destacaram-se os proprietários da Infaco Daniel Delmas e Davy Delmas (pai e filho) e Jean-Pierre Blatché, diretor comercial, que concedeu uma entrevista à abolsamia. por Sebastião Marques fotografia abolsamia

N

o dia 14 de Maio, a Lisagri, Lda fez o três em um: inaugurou as novas instalações, em Leiria; apresentou a nova tesoura elétrica Electrocoup F3020; e celebrou o seu 37º aniversário.

Importador para Portugal desde 2008 dos equipamentos Infaco (marca francesa), a Lisagri reuniu nas novas instalações, em Ponte do Cavaleiro - Leiria, cerca de 100 pessoas para o lançamento da nova tesoura elétrica Electrocoup F3020.

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O mercado português tem vindo a crescer de forma consistente Como foram os últimos dois anos para a Infaco? Sentimos alguma perturbação, nomeadamente na capacidade de prestar apoio aos distribuidores, sobretudo porque os agricultores não pararam. Também por isso, não existiu uma contração da procura.

Como tem evoluído o mercado português e a parceria com a Lisagri? O mercado português tem vindo a crescer de forma consistente. Trabalhamos com a Lisagri desde 2008 e verificamos uma tendência de crescimento. Para a obtenção destes resultados muito contribuiu o aumento das vendas, conseguido através da entrada de dois comerciais, um para a zona Norte e outro para a zona Sul, e o apoio dado aos distribuidores (que já são à volta de 40).

Qual o posicionamento do produto da Infaco/ Electrocoup no mercado? O cliente profissional representa a maior fatia das nossas vendas. Continuamos, como sempre fomos, líderes mundiais no mercado de tesouras elétricas. Para tal, estamos empenhados na evolução dos nossos produtos. Um bom exemplo é a tesoura F3020. Note que para um profissional não é o preço o mais importante, mas sim a qualidade do serviço - uma imagem nossa há mais de 30 anos - e que queremos continuar a manter.

Que perspetivas tem para os próximos meses, tendo em conta o contexto atual de incerteza? As perspetivas são boas apesar da conjuntura atual, que impossibilita previsões claras. O mercado mundial continua a crescer porque há vários países que não utilizavam tesouras elétricas e agora usam. Ao mesmo tempo, o setor da fruta está também a aumentar. Temos um projeto de entrada em países da América do Sul, como o Brasil e o Perú, e depois também a Costa Rica e temos um potencial muito importante na fruta.

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empresas em foco A Lisagri está desde 1985 ao serviço da Agricultura. Composta atualmente por 11 pessoas (quatro gerentes, dois responsáveis comerciais, dois técnicos de manutenção, um funcionário de armazém, um funcionário de balcão de peças e um administrativo), tem ainda ao seu dispor dois carros de assistência. A empresa sediada em Leiria é importadora exclusiva para Portugal da Infaco/ Electrocoup, sendo ainda representante de marcas como: Pulverizadores Rocha, Pulverizadores Mesto, Acessórios e sistemas de Rega, Tesouras e Serrotes Manuais Metallo. As novas instalações da empresa estão localizadas na Estrada Nacional 356-2 nº.120 Ponte Cavaleiro 2410-854 Leiria.

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F3020

uma tesoura elétrica com telemetria Dispositivo de segurança sem fios de série

A nova tesoura elétrica F3020 é a 9ª geração de tesouras Electrocoup. A 1ª geração de tesouras elétricas de podar data de 1984 e foi criada por Daniel Delmas. Ao longo de 40 anos, a Infaco, empresa com 120 trabalhadores sediada em Cahuzac-sur-Vère, França, criou, fabricou e comercializou mais de 400.000 tesouras. A F3020 vem substituir a F3015, modelo lançado em 2016, após seis anos de investigação, testagem e desenvolvimento.

Estatísticas em direto Uma das principais novidades é a incorporação de uma caixa Bluetooth, opcional que oferece a possibilidade de configurar diversos parâmetros da máquina a partir do smartphone, tal como a gestão da meia-abertura, cruzamento da lâmina ou a velocidade. Além disso, esta caixa permite a leitura e análise dos dados recolhidos durante a utilização do aparelho. É assim possível ao gestor aceder a todos os dados da frota, acompanhando o progresso do trabalho nas parcelas a partir de uma plataforma web. Ainda mais, é possível consultar o estado da garantia, vídeos para correta utilização e manutenção.

Adaptável à experiência do operador A nova tesoura conta com dois modos de funcionamento: o modo Soft, de avanço progressivo da lâmina com velocidade semelhante à F3015, adequado para utilizadores menos experientes ou que pretendam ter maior controlo sobre a ferramenta, e o modo Standard, com uma velocidade 15% superior. A F3020 conta ainda com ajuste eletrónico da meia-abertura e do cruzamento da lâmina, com dez posições programáveis.

Bateria mais leve e com carregamento facilitado A nova bateria de iões de lítio Cobalto 107 Wh pesa 698 gramas face aos 810 da F3015. A tensão é de 36 volts contra os 48 do modelo antecessor. A autonomia é, de acordo com o fabricante, de 8 horas de trabalho e o carregamento poderá ser feito em duas horas não havendo já necessidade de remover a bateria do colete dado que o carregador é ligado à bateria através de um cabo. O modo paragem prolongada evita a necessidade de realizar carregamentos entre épocas de trabalho. O equipamento conta também com um sistema eletrónico integrado de gestão e de proteção dos acumuladores (BMS), e uma garantia proporcional de cinco anos.

A segurança foi, desde sempre, ponto de ordem para a Infaco. Assim, o fabricante francês dá mais um passo com a incorporação de série nas F3020 da função DSES Wireless. Este novo sistema, patenteado, de segurança sem fio é constituído por um gatilho condutor que realiza a ligação entre o corpo do utilizador e o sistema eletrónico da tesoura. Assim que a cabeça de corte entra em contacto com a mão oposta (com ou sem luva), a reabertura da lâmina da tesoura de podar é imediatamente acionada, evitando que ocorra um acidente. Opcionalmente está disponível a versão com fios do DSES.

3 em 1 Tal como as suas antecessoras, a F3020 oferece a possibilidade de trocar a cabeça de corte em função do trabalho que pretende efetuar em apenas cinco minutos. De fábrica a F3020 está disponível nas versões Standard (diâmetros de 40 mm, ideal para a poda em vinhas ou arboricultura) ou Medium (diâmetros até 45 mm, concebida para arboricultura, floresta e espaços verdes). Finalmente, o kit Maxi é ideal para o corte de videiras mais grossas e transformação de árvores de fruto, e pode cortar até diâmetros de 55 mm.

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Pulverizadores Rocha

“O nosso tempo de entrega médio são 10 dias. Antes eram 30” Entrevista com Sérgio Oliveira, Marketing Technician da Pulverizadores Rocha. A renovação levada a cabo na fábrica e a introdução de um sistema de produção diferente que revolucionou o funcionamento da empresa. A opção por manter a verticalização de todo o processo fabril como garantia da qualidade. A lógica que orienta o Departamento de Inovação e Desenvolvimento.

por Sebastião Marques fotografia abolsamia

A

Pulverizadores Rocha nasceu em 1946 com o fabrico de pulverizadores manuais de dorso. Sete décadas depois é uma referência nacional no setor da maquinaria agrícola. A fábrica, instalada em Milheirós, Maia, numa zona industrial onde já floresceu a indústria têxtil, beneficiou desde 2015 de uma considerável expansão e renovação. A nova organização da fábrica baseou-se

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na introdução de um novo sistema de produção, o Lean Production System, passando a Pulverizadores Rocha a fabricar apenas para as encomendas que tem em carteira. “Em 2015 tomámos a decisão de, mantendo as infraestruturas no mesmo local, aumentar a área e reformulá-la, tirando partido dos armazéns vizinhos que foram ficando disponíveis. Aproveitámos também este investimento que fizemos em infraestruturas de raiz para montar tudo de acordo com os princípios do Lean Production System, mudando todo o fluxo da nossa vida

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fabril. Desde essa altura até agora, todos os procedimentos foram monitorizados e melhorados diariamente”, explicou Sérgio Oliveira. Assim, a montagem passou para uma nova área de 4000 m2 e a logística para uma área de 3800 m2. No somatório das áreas novas com as que já existiam, a empresa ficou com uma área total de 13.500 m2. “A par do novo armazém para a montagem, onde está também instalado o Departamento de Engenharia e o de Inovação e Desenvolvimento, investimos no edifício da Área de Logística. Esta está dividida em duas áreas: interna, que alimenta a nossa linha de montagem, e externa, que engloba tudo o que fazemos a nível de expedições de produto acabado, basicamente, peças e acessórios. Também ela funciona com os princípios do Lean Production System”.

O que é a Metodologia Lean? A metodologia Lean resulta de uma integração de métodos e ferramentas desenvolvidos na década de 90 no setor industrial e, em particular, na indústria automóvel, onde a Toyota desenvolveu o “Toyota Production System”. O Lean Production System centra-se na eliminação/combinação/redução das atividades que não acrescentam valor e que geram desperdício e custos para a empresa.

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entrevista Produzir por encomenda para entregar em 10 dias A adoção dos princípios do sistema de produção que vai buscar as suas raízes à Toyota, teve como objetivo aumentar a produtividade da empresa. Para isso, a Pulverizadores Rocha contou com a ajuda do Instituto Kaizen, nomeadamente na fase de implementação. “Quando criámos o processo de implementação da Metodologia Lean, em conjunto com o Instituto Kaizen, fizemos vários cursos internos com equipas multidisciplinares. Num deles, por exemplo, fizemos um “jogo” onde tínhamos de montar 10 fichas elétricas e havia duas opções: montar as dez de forma seguida ou ficha a ficha. Este exemplo é paradoxal do que, para nós, Rocha, resulta: é muito mais proveitoso montar máquina a máquina do que máquinas em série. Explico porquê: antes da introdução desta Metodologia, para sermos eficientes, precisávamos de produzir 30 máquinas em série de um determinado modelo, mas só tínhamos encomendas em carteira para 10. Mas para satisfazer aquelas 10 encomendas tínhamos, na mesma, de produzir as 30, ficando com 20 em stock. Ou seja, produzíamos máquinas para as quais não tínhamos clientes. Por outro lado, tinha, na mesma, clientes à espera de encomendas de modelos diferentes que não entravam em produção enquanto aquelas 30 não terminassem de ser

produzidas”, elucidou Sérgio Oliveira. “A introdução desta metodologia permitiunos produzir apenas o que temos encomendado e darmos uma resposta mais rápida aos clientes.” Sete anos depois, os resultados não podiam ser mais satisfatórios. “O nosso lead time (tempo de entrega) médio atual são 10 dias, quando antes da introdução deste sistema estava nos 30 dias. Ao nível da percentagem de entregas que fazemos na data em que dissemos ao cliente que o faríamos, passámos de 55% para 90%. O stock e o espaço para armazenamento também reduziram bastante”.

Espaço que ficou livre acolherá ferramentas de topo Fazendo jus a um dos princípios seguidos pela empresa, a melhoria constante, o passo seguinte ao nível da fábrica é a melhoria da Área da Metalomecânica. “Ao nível dos processos tudo está implementado como desejamos. Agora vamos dar o passo seguinte, ampliando o espaço. Pela reconversão de um armazém com 2000 m2

Cada operador pode verificar as instruções de montagem das várias ordens de fabrico, através de vídeos elucidativos.

que se destinava ao produto acabado, e que ficou livre devido à estratégia de produzir apenas para as encomendas, ficará disponível uma parte para a metalomecânica. Nesta nova área instalaremos toda uma gama de ferramentas de topo, autónomas, inclusivamente a alimentação das mesmas, para o corte a laser, dobragem, e soldadura, de forma a aumentarmos a produtividade e reduzir a dependência de mão de obra. Em setembro devem estar prontas todas estas alterações”.

A montagem está instalada num armazém com 4000m2.

Robot de soldadura de chassis.

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Pulverizadores Rocha José Carlos, lidera o Dep. de Inovação e Desenvolvimento.

Verticalização de todo o processo Uma das particularidades da Pulverizadores Rocha é a concentração na sua unidade de fabrico de todas as etapas produtivas. “Temos o processo completamente verticalizado, com exceção de uma parte do tratamento de superfície. Temos a metalomecânica, onde fabricamos o chassis, a fábrica de plástico ou roto moldagem, onde fabricamos os reservatórios em polietileno, e depois temos a montagem. Fazemos todos os processos”, explicou Sérgio Oliveira. Esta opção, que não é unânime na indústria, optando várias empresas pela subcontratação de algumas fases, foi tomada no início da empresa. No entanto, ainda recentemente, voltou a ser tema de conversa internamente. “Voltámos a analisar o tema e aquilo que concluímos é que é a única forma de conseguirmos garantir com certeza absoluta a qualidade de todos os nossos componentes. Por exemplo, ao termos a metalomecânica conseguimos garantir que esta trabalha de acordo com os padrões de qualidade que queremos para o nosso produto. Claro que fazendo fora é possível fazer controlos, mas, da nossa experiência, concluímos que era mais seguro fazer em casa. O caso do polietileno, foi uma decisão estratégica tomada na altura em que os reservatórios dos pulverizadores deixaram de ser fabricados em cobre e, posteriormente, latão, na década de 70. Estando em Portugal, estávamos a uma distância grande dos principais fabricantes, localizados sobretudo em Itália. Por isso, decidimos fabricar este tipo de componentes e, uma vez iniciado o processo, foi evoluindo e hoje temos uma unidade autónoma e independente onde fabricamos para nós, Rocha, mas também para fora, para outras áreas de atividade que não a agrícola”.

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Vitor Moreira, Diretor de Produção, e Pedro Peneda, administrador, coordenam todos os processos de fabrico.

OBJETIVO 4 PRODUTOS NOVOS POR ANO Inovação e Desenvolvimento “Para onde vai evoluir a Agricultura?”, é a questão do “milhão de euros” e o motivo pela qual a Pulverizadores Rocha decidiu intensificar o investimento na área da Inovação e Desenvolvimento. “Para nós é fundamental porque entendemos que a Agricultura vai sofrer uma mudança muito grande e, dentro desta, a área principal da empresa, a pulverização, também terá alterações significativas”, referiu Sérgio Oliveira recordando o objetivo da UE de reduzir a aplicação de fitofármacos. “O Departamento de Inovação e Desenvolvimento foi durante muitos anos uma área do Departamento de Produção. Em 2017 decidimos torná-lo independente porque, se queremos criar inovações disruptivas, não podemos estar condicionados com problemas atuais e futuros de produtos existentes. É liderado pelo nosso engenheiro sénior, José Carlos, que é assessorado por três elementos. Trabalham, atualmente, todos para as nossas três áreas de produto (pulverização, distribuidores e equipamento para a vinha), mas a nossa ideia é ter um chefe de produto para cada uma das áreas”, sintetizou.

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“Existem vários níveis de inovação e, na Rocha, temos o objetivo de todos os anos, lançar quatro novos produtos. Sabemos que é diferente lançar uma ou duas linhas dentro de um produto que já existe ou criar um produto completamente novo. São níveis de complexidade diferentes. Por isso, temos uma sala de monitorização onde fazemos o acompanhamento de cada projeto. Todos os anos fazemos o acompanhamento do volume de vendas gerado pelos nossos novos produtos, sendo um produto considerado novo durante dois anos”. O I&D da Pulverizadores Rocha conta com parcerias com entidades externas, como a Faculdade de Engenharia do Porto, o INESCTEC, a Universidade de Aveiro, ou a ESAD.

À entrada da empresa somos surpreendidos por uma oliveira com mais de 650 anos.

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entrevista O ozono como tratamento ecológico

Distribuidor de adubo com sonar de detenção de árvores

A agricultura, os agricultores e os fabricantes de máquinas agrícolas começaram a perceber os enormes benefícios do ozono no tratamento de culturas.

O crescente e preocupante aumento do preço dos adubos associado à questão ambiental ligada ao uso excessivo dos fertilizantes que por ação da rega e chuvas irão depositar-se nos lençóis freáticos, conduziu-nos ao desenvolvimento e posterior utilização do sonar de deteção de árvores associado ao Distribuidor de Adubos. A colocação do adubo exclusivamente na base do tronco da árvore, possibilita a gestão correta do fertilizante e uma enorme redução no custo de produção.

A Rocha tem como objetivo desenvolver e finalizar rapidamente um projeto inovador em curso que permitirá efetuar os tratamentos das culturas minimizando os custos de produção e o impacto no meio ambiente.

Pulverizador com barra para tratamentos em grandes áreas de cultura

A turbina dupla vertical vem responder a uma tendência crescente na fruticultura de pomares altos e apertados.

A dimensão média das explorações agrícolas aumentou significativamente nos últimos anos e em correspondência direta aumentaram também as dimensões e capacidades dos tratores e alfaias. Com o intuito de acompanhar diretamente essa evolução, a Rocha tem já em finalização um projeto para um pulverizador da linha Prime Evo com capacidade para 2000 litros e a possibilidade de receber barras de aplicação com largura de trabalho de 18 e 21 metros.

Zeferino Sousa, responsável comercial.

Turbina dupla vertical Em função do constante desenvolvimento das novas técnicas e sistemas de condução utilizados em pomares intensivos a Rocha está a desenvolver um novo ventilador com duas hélices com grande capacidade de produção de ar e baixa absorção de potência perfeitamente adaptadas à evolução e necessidades dos tratamentos fitossanitários destas explorações.

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Este equipamento já se encontra em fase de testes e início da comercialização.

Recursos Humanos O Departamento de I&D é apenas um dos reflexos do investimento em recursos humanos que a empresa iniciou bem antes. “Sendo uma empresa de 1946, tinha uma estrutura algo envelhecida e, por isso, fomo-la renovando de forma gradual. Olhando para a parte da montagem e logística, temos uma média de idades próxima dos 30 anos. Mesmo nas funções de chefia temos pessoas jovens. Ao todo somos 65 pessoas e nunca é demais reforçar que a Pulverizadores Rocha são todas elas. Há uma estrutura em que temos vindo a apostar, na qual cada um é responsável por uma área e que é o verdadeiro segredo do sucesso da empresa. Temos uma estratégia bem definida, temos objetivos que gostávamos de ver materializados, e acreditamos que ainda temos potencial de crescimento”, finalizou Sérgio Oliveira.

Autocolante com nova tecnologia que faz a fusão com o plástico polietileno em testes com resultados muito interessantes.

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“Construir uma máquina para a vida é um trabalho de equipa” Nuno Gama Lobo, CEO da Galucho desde março deste ano, e responsável pela Operação da fábrica desde 2019 recebeu abolsamia para uma entrevista sobre a reformulação da unidade de fabrico que resultou num aumento de produtividade de 30%, “apenas possível graças ao trabalho de equipa”. Os planos para o curto e o médio prazo da empresa também foram temas abordados.

“A

primeira coisa que faço é dar uma volta completa à fábrica e falar com os chefes de produção. Ver as linhas de produção, verificar se há algum problema. É uma gestão que gosto de fazer, bastante pessoal e próxima”. E foi precisamente por esta rotina que iniciámos a nossa entrevista com Nuno Gama Lobo, CEO da Galucho desde março deste ano. Formado em Direito, o novo CEO da empresa de São João das Lampas, entrou em 2017 para a empresa como responsável pela parte financeira CFO, acumulando depois com a pasta da Gestão, Negócios e Operações em 2019.

por Sebastião Marques fotografia abolsamia

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entrevista

A fábrica é um organismo vivo

Como aumentar a produtividade em 30% Uma fábrica nem sempre é sinónimo de arrumação e limpeza. Não é o caso da Galucho. De “cara lavada”, com ruas largas, sinalização, áreas sequenciais e zonas específicas para arrumação dos desperdícios, o aspeto limpo e arrumado tem sido alvo de elogios de quem visita a fábrica sintrense. “Todas as pessoas têm ficado surpreendidas”, enalteceu Nuno Gama Lobo. “Aquilo que fizemos foi repensar a organização e a arrumação da fábrica, sequenciando os trabalhos. Conseguimos juntar todas as linhas por tipo de produto, juntando equipas e otimizando processos”, começou por explicar. “Esta alteração deu-nos um aumento de produtividade muito grande. Comparando com 2017, temos menos 90 colaboradores e produzimos mais 30% (número de unidades e capacidade de produção)”. A par da reorganização da unidade, a empresa continua a investir na robótica, não só através da compra de novos equipamentos, mas, sobretudo da recuperação de robots que se encontravam inoperantes. “Grande parte do investimento que fizemos em robótica foi não só a adquirir novos robots, mas também a restaurar equipamentos que já cá estavam. Temos também um novo robot para soldar chassis que nos permite duplicar a capacidade de produção, que passou de 13h para 5h. Estamos a passar toda a soldadura manual para robotizada. O objetivo é em cinco anos ter 95% da soldadura robotizada. Olhando apenas para a secção de soldadura e basculante da área de transportes, tivemos um aumento de produtividade de 300% em 2019 fazíamos 7 unidades por mês e ao dia de hoje fazemos 28.” www.abolsamia.pt

Com duas cabeças de trabalho e uma plataforma de alimentação automatizada, solda dois equipamentos ao mesmo tempo e faz o trabalho de oito trabalhadores. Soldará os chassis tanto de reboques agrícolas, como de estrada, e ainda das grades. Oferece maior qualidade da soldura, maior resistência, um cordão uniforme, sem paragens, nem diferenças térmicas, o que permite maior resistência e robustez na soldadura.

Uma equipa de duas pessoas está exclusivamente dedicada às melhorias da fábrica, nomeadamente pintura e reparações. Toda a fábrica está agora decorada por vinis que identificam cada uma das áreas de trabalho. Todos os trabalhadores estão já fardados com a nova farda.

Outra das grandes alterações implementadas foi a alteração da lógica do plano de produção: produz-se por plano e não por encomenda. Esta medida teve uma repercussão imediata, reduzindo o prazo médio de entrega em 1/3, estando agora nos 48 dias. O plano é feito através da análise dos anos passados e resulta num stock de produto acabado valorizado em metade do existente com a lógica anterior. Ainda no interior, mas chegados já à parte da pintura, Nuno Gama Lobo, fez uma paragem mais longa para explicar que esta é a área que terá mais alterações até ao final do ano. “É onde mais podemos aumentar a produtividade neste momento. Estamos a rever processos e já teremos melhorias visíveis no processo de pintura e qualidade do produto final no primeiro trimestre do próximo ano”, vincou. Também a zona exterior foi alvo de remodelações, de forma a permitir mais e melhor arrumação de stock, utilizando no parque de reboques o método FIFO (First In, First Out). “Nos últimos dois meses aproveitámos para reorganizar o parque externo, arrumando-o por tipo de equipamento, criando uma zona nova só para resíduos, e outra apenas para produto acabado circulante agrícola. Assim, temos neste momento três parques distintos dentro da fábrica: reboques e cisternas agrícolas, maquinaria agrícola, e equipamentos de transporte. Esta tripartição facilita não apenas a gestão do parque, como também permite um controlo visual mais rápido e eficiente. Todos os equipamentos são inspecionados pela Qualidade. Nada sai sem estar a 100%. Este passo adicional introduzido em novembro de 2020, já teve reflexos na redução do número de de reclamações. É um processo de melhoria continua que queremos cada vez mais promover, para prestarmos um serviço de ainda maior qualidade e cada vez mais eficiente aos nossos clientes”, explicou.

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Nuno Gama Lobo, CEO da Galucho

Em jeito de conclusão sobre o tema da fábrica, Nuno Gama Lobo traçou os próximos passos. “O nosso objetivo ao nível do fabrico é incrementar ainda mais a qualidade do produto acabado. Temos, do ponto de vista estrutural, máquinas com muita qualidade, temos feito melhorias ao nível do design e de acabamentos finais, e é precisamente nestes últimos e na pintura que queremos melhorar ainda mais. A fábrica é um organismo vivo, um trabalho que nunca acaba e, por isso, teremos de estar sempre a evoluir. Temos que continuar a modernizar-nos, porque um dos desafios do futuro continuará a ser a escassez de mão de obra especializada em todas as empresas industriais da Europa, e a resposta que a Galucho procura é através da inovação, da robotização e da automação de processos. Onde esta aposta se traduzir em aumento de produtividade e de qualidade do produto final, a Galucho apostará forte”.

“Uma empresa portuguesa não pode vender só em Portugal”

Sachador para a floresta foi o primeiro fruto da equipa de I&D

Instado a comentar onde gostaria de ver a empresa daqui a cinco anos, Nuno Gama Lobo falou sobre o património “genético” da empresa, a aposta na exportação, e sobre a gama de produto que, acredita, terá que ser expandida para tocar em áreas como a vinha ou o olival. “Daqui a cinco anos gostaria que a Galucho continuasse a ser vista como a marca de referência que é, uma empresa fiável, e duradoura. Não queremos apenas ser mais, mas também transmitir mais. Não é fácil ser inovador com 100 anos de história, mas é possível. Os 100 anos não têm que ser um peso, mas sim um orgulho. Há um passado a enaltecer e respeitar, mas que não nos deve impedir de olhar para o futuro. E, para isso, devemos fazer jus ao ADN da Galucho, do qual a inovação faz parte. Se queremos estar presentes nos grandes mercados agrícolas da Europa, que é uma aposta da Administração, temos que continuar a inovar. Uma empresa portuguesa não pode vender só em Portugal. A aposta na exportação é uma opção estratégica para nós. Será certamente uma das áreas onde concentraremos esforços do ponto de vista comercial nos próximos anos. A par de querermos manter a liderança no mercado Português, o que é vital e estratégico para nós, queremos estar presentes em mercados europeus maduros e regulares que nos obriguem a ser melhores. A agricultura está a evoluir e daqui a 10 anos não poderemos estar a vender as mesmas máquinas que vendemos hoje algumas serão iguais, mas 20 a 30% serão diferentes. Há uma franja de equipamentos que podemos desenvolver, áreas de atividade onde queremos alargar a nossa gama de produtos, como o olival ou as árvores de fruto, mas que temos debaixo de olho, quer seja diretamente ou através de parcerias. Estamos no terreno e a melhorar todos os dias”.

Quase exclusivamente dedicado no apoio à fábrica, o departamento de engenharia da empresa encontravase limitado no que à investigação e desenvolvimento de novos produtos diz respeito. Por isso, em 2021 foi criado o Departamento de Inovação, Investigação e Desenvolvimento, dedicado única e exclusivamente a desenvolver novos produtos, tanto para a área agrícola como para os transportes. A equipa é composta por quatro engenheiros mecânicos, dois para a área agrícola e dois para a dos transportes. Procurámos pessoas com experiência na área do desenvolvimento de produtos mecanizados. O primeiro fruto deste departamento foi lançado na Agroglobal, o sachador para a floresta mas já este ano surgirão dois novos produtos na área agrícola. “Tínhamos muita dificuldade em criar produto novo porque o nosso departamento de engenharia estava muito focado no melhoramento do produto existente e no apoio à fábrica. Assim, criámos uma equipa totalmente autónoma e independente, exclusivamente dedicada ao desenvolvimento de novos produtos. Mesmo fisicamente os departamentos estão separados. O objetivo é todos os anos ter produto novo. Lançámos o sachador para a floresta no ano passado já fruto desta equipa, e lançaremos mais dois produtos na área agrícola e dois na dos transportes durante este ano. Para 2023 já estão na calha outros dois. Queremos aumentar de forma exponencial a nossa gama para a floresta, vinha, fruta e olival. A Galucho a partir de 2021 passou a aplicar 5% do volume de negócio em Inovação & Desenvolvimento”, explicou o CEO da Galucho.

Existem neste momento três parques distintos dentro da fábrica: reboques e cisternas agrícolas, maquinaria agrícola, e equipamentos de transporte.

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entrevista Construir uma máquina para a vida é um trabalho de equipa “O ano 2021 foi um ano muito bom tanto a nível nacional como internacional. Nos primeiros cinco meses de 2022 temos um crescimento de 18%. Tendo em conta todas as contingências, como a guerra e o aumento dos preços, revela que, apesar das dificuldades, temos conseguido superá-las. Em relação ao mercado nacional agrícola, o mesmo está menos dinâmico que em anos anteriores , com os Agricultores à espera da definição de novos quadros comunitários, da definição da PAC, e nós sentimos que os agricultores estão todos expectantes para avançar com novos investimentos. Acreditamos que o segundo semestre de 2022 vai ser bastante mais animado a nível nacional porque a visão do Governo terá de passar pela aposta na Agricultura. Penso que nos próximos anos veremos menos produtores na Agricultura, mas de maior dimensão. A concentração será uma tendência natural, que permitirá economias de escala”.

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Uma das principais preocupações da Galucho nos últimos anos tem sido a procura por quadros jovens com altas qualificações. Na opinião do CEO da empresa, só assim a empresa poderá continuar a fazer jus ao seu lema: “construir máquinas para a vida”. “A nossa estabilidade financeira permitenos investir no nosso desenvolvimento, temos quadros com qualificações superiores ao que tínhamos e maior diversidade. Em 2017 tínhamos menos de dez mulheres nos nossos quadros, hoje temos mais de trinta e algumas em cargos de chefia e temos 9 nacionalidades diferentes nos nossos quadros, o que é fruto dos tempos que vivemos, mas também da aposta que estamos a fazer na internacionalização. O Investimento nos Recursos Humanos está relacionado com a necessidade de ter pessoas alinhadas com a estratégia da empresa, capazes e tecnicamente preparadas para implementar as ideias

“A Galucho aplica 5% do volume de negócio em Inovação & Desenvolvimento”, explicou o CEO da Galucho.

propostas. Por isso, nos últimos quatro anos estivemos focados em construir uma equipa jovem mas com experiência, com vivências internacionais, e com “fome” de fazer mais. A mistura entre gerações é muito importante numa empresa, mas a ambição tem de ser transversal a todos. Construir uma máquina para a vida é um trabalho de equipa”.

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Entreposto Máquinas

Entreposto assenta raízes em Almeirim As instalações de Almeirim foram inauguradas no início de julho, com o Entreposto Máquinas a reforçar a importância de ter uma estrutura próxima do cliente no Ribatejo, aposta que será replicada noutras zonas do país. A maior divulgação de equipamentos que permitam à Case IH avançar na agricultura de precisão é uma meta definida por Carlos Domingues, gestor de produto e vendas da marca. por Hugo Neves fotografia abolsamia

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trabalhar há perto de um ano – já serviram de apoio na preparação da Agroglobal de setembro de 2021 – as novas instalações em Almeirim permitem ao Entreposto Máquinas apostar num serviço em que os próprios funcionários da empresa fazem o apoio, técnico e administrativo, aos agricultores do distrito de Santarém, ao invés de optar por ter um concessionário na zona. Na inauguração oficial, feita a 2 de julho, apoiada pelas equipas de marketing, comercial e da direção, Carlos Domingues, gestor de produto e vendas da Case IH, salientou o facto de que, “mais do que as vendas, é cada vez mais importante ter um forte apoio técnico e os serviços oficinais estarem próximos dos clientes bem como apostar nas

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ferramentas que respondem às suas necessidades.” Por isso, esta aposta está a ter o retorno pretendido e responde bem à necessidade do cliente. “Termos percebido que o Entreposto Máquinas, com o produto profissional e premium da Case IH, precisava do contacto de proximidade com os clientes desta região, que são profissionais ao nível da produção de vinho, cereais, tomate e outros, foi ótimo”, explica, focando depois o discurso num serviço que a Case IH já proporciona ao cliente e que, diz, exige um reforço em virtude de contarem com este novo perfil de instalações. “Temos de dar cada vez mais ênfase às ferramentas que a Case IH tem adequadas à agricultura de precisão e fazer passar a mensagem aos agricultores da otimização de

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tempo e recursos que estas permitem. Autoguiamentos, em que os tratores repetem tarefas com uma precisão incrível, mapeamentos com registo de produção ou de adubos e fertilizantes”. Questionado sobre a aceitação deste tipo de tecnologia, o gestor de produto e vendas vê dois comportamentos: “Há alguns agricultores muito atentos a esta tecnologia e há outros que ainda mostram renitência a experimentar algo novo. A Case IH, tal como outras marcas, tem uma rede de sinal RTK que é estável e custa aproximadamente 1.000 euros+IVA a 3 anos, com cobertura total na Península Ibérica, para os tratores fazerem trabalhos de alta precisão. Em Portugal há uma rede grátis de sinal aberto RTK mas tem o senão de poder ser desconectada

em certas situações, impedindo o trabalho de precisão dos tratores nesses dias. Além de alfaias e máquinas, queremos ser reconhecidos por sermos especialistas e termos uma boa prestação de serviços no que diz respeito à agricultura de precisão.” Num dia marcado pelo convívio com clientes, Carlos Domingues fez “um balanço muito positivo” ao primeiro ano das instalações e revelou que este modelo será replicado, para já, no Alentejo: “Já temos assistência autorizada da Case IH em Évora e um comercial contratado para cobrir a zona. A próxima experiência será no Oeste, entre Torres Vedras e Alcobaça.”

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empresas em foco

Temos de apostar nas nossas ferramentas para a agricultura de precisão Carlos Domingues, gestor de produto e vendas da Case IH em Portugal

Aposta sólida na gama de compactos O Entreposto Máquinas faz também em Almeirim uma aposta sólida na sua gama de tractores compactos, sendo a Branson uma solução para uma gama mais ampla e variada. “Tendo em conta as culturas relevantes neste distrito, os compactos têm margem de progressão”, disse Cristina Vicente, gestora da marca. Em Almeirim, o Entreposto vende e assiste várias marcas. “Nas máquinas industriais, temos a divisão industrial da Case e na movimentação de cargas há a TCM e, em complemento, a Hyundai. Nas alfaias, a nossa bandeira é a Nardi, e comercializamos marcas portuguesas, caso da Joper. Também trabalhamos com marcas de carregadores frontais, como a López Garrido, mesmo tendo os próprios da Case ligados à marca francesa MX”, disse Carlos Domingues.

Oficina, armazém de peças, e escritório As infraestruturas servem, para já, o propósito da equipa. “É uma área coberta de 600 m2, divididos entre oficinas, escritórios e a zona destinada ao parque de máquinas usadas e alfaias. Temos carrinhas equipadas, que prestam apoio aqui e nas instalações dos clientes. Aqui em Almeirim somos compostos por um responsável máximo, apoio administrativo, equipa comercial, balcão de peças e mecânicos especializados.”

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As várias equipas do Entreposto estiveram presentes na inauguração oficial das instalações de Almeirim.

Luís Reguinga ganhou “uma família” em Almeirim Na inauguração das instalações do Entreposto Máquinas esteve Luís Reguinga, prestador de serviços que experimentou um trator Case IH no verão do ano passado e já conta com 7 Case IH num parque de máquinas que reúne 28 tratores. “Antes tinha de deslocar-me para longe e hoje temos aqui a solução para os problemas, mesmo ao fim-de-semana. Gosto do produto e assistência mas principalmente da humildade, do modo de abordar o cliente e já vejo as pessoas da Case como uma família”, salientou. “Em agosto de 2021, o Sr. Cação (comercial), que eu já conhecia, meteu-me em casa um trator de demonstração à consignação, para experimentar. Adorei o trator e fizemos negócio”, confessa.

Nas alfaias, a bandeira principal é a italiana Nardi mas o Entreposto também trabalha com marcas portuguesas.

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Antonio Carraro

O evento contou com a colaboração do concessionário da zona, a Irrifarm, e acolheu clientes de todo o país.

por Sebastião Marques fotografia abolsamia

A Antonio Carraro continua a apostar fortemente na valorização da sua rede de distribuição e em junho realizou mais um evento de demonstração e experimentação de máquinas para concessionários e clientes. O local escolhido foi a Herdade do Pontal, em Pegões, e contou com seis modelos da gama profissional da marca.

Formação eminentemente prática

Josep Ventura, Area Export Manager da Antonio Carraro

Um pomar para todos os concessionários

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dia começou cedo nos pomares da Herdade do Pontal, em Pegões, pertença da Agofema. A causa do alvoroço é a montagem da infraestrutura da Antonio Carraro, fabricante italiano de tratores especializados, que escolheu especificamente esta herdade para a realização de um dia de demonstrações com concessionários e seus clientes. “Decidimos realizálo na Herdade do Pontal porque dispõe de um pomar muito variado que nos permite experimentar e demonstrar as mais valias dos nossos equipamentos. De facto, só falta mesmo a vinha para termos quase todas as áreas que trabalhamos no país e, assim, conseguirmos que todos os concessionários se sintam “representados”, explicou Josep Maria Ventura, Area Export Manager da Antonio Carraro e responsável pelo mercado português.

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Formar para vencer

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Agofema faz parte do grupo Bucelfruta, cliente Irrifarm, há 11 anos. Os cerca de 130 hectares que a compõem são maioritariamente ocupados por um pomar onde existem ameixeiras, macieiras, diospireiros, pereiras, limoeiros, romãzeiras, ou damasqueiros.

Depois de uma fase em que a marca esteve especialmente concentrada no desenvolvimento de produto, com muitas mudanças ao nível de motorizações, para fazer face às regulações para as emissões, e muitas novidades ao nível de transmissões, com a incorporação dos modelos de variação contínua Infinity e TONY V, veja-se a série Tora, a Antonio Carraro tem vindo no último ano a concentrar-se em explicar todas estas inovações à sua rede de concessionários. “Este evento faz parte de uma série de quatro que se realizarão na Península Ibérica, três em Espanha e um em Portugal. Vem no seguimento da formação online que facultámos no ano passado e é composto por um dia de formação exclusiva para concessionários – realizado no dia anterior -, com componente teórica, mas, sobretudo, prática, e um segundo dia para os clientes que os concessionários entendam convidar”, resumiu o responsável. Assim, o dia iniciou-se com uma explicação teórica individualizada sobre cada um dos tratores presentes, sendo depois possível a cada um dos concessionários experimentar com os seus clientes as máquinas que pretenderam. www.abolsamia.pt


empresas

Presente apenas a gama profissional Em experimentação estiveram seis modelos da gama para utilização mais intensiva da Antonio Carraro, entre os 50 e os 75 cv. Do mais “básico” TC5800F, ao TRG8900R, foi possível ver e experimentar as tecnologias mais recentes do fabricante italiano.

SRX 6800 Tora A gama Tora foi pensada para um novo nicho de mercado onde há altos requisitos ao nível dos hidráulicos mas não tanto de potência. Com cinco modelos disponíveis de 50 e 66 cv, dão até 53l/min a baixas rotações. O banco é reversível e as alavancas estão debaixo do volante.

TC5800F Com tecnologia Actio que permite a oscilação do trator oferecendo maior estabilidade e tração.

TGF 8900R e TGF 7800S

A nossa presença em Portugal é cada vez maior. Este tipo de eventos ajudanos a mostrar as vantagens das nossas soluções. Que seja o primeiro contacto de muitos com as nossas máquinas para algumas destas pessoas. Um dia de partilha de experiências e necessidades Andrea Beltrame Product Manager AC SpA.

Tratores de potências mais elevadas com cabina baixa cat4, e 1,74 de altura mínima. Devido aos requisitos das emissões, um trator de 100 cv obrigaria a um trator de grandes dimensões. No entanto, em culturas especializadas a dimensão pode ser um handicap. Para solucionar esta questão, a Antonio Carraro equipou os seus 8900 com um motor Kubota de 100cv limitado a 75, conseguindo assim respeitar a norma de emissões. Os responsáveis da marca afirmam que no intervalo de rotações a que são realizados a maior parte dos trabalhos, tem a mesma performance que um trator de 100cv.

TR7600 Infinity Equipado com a transmissão de variação continua da marca, a Infinity.

TRG8900R São esperadas novidades nos tratores Antonio Carraro na EIMA (novembro).

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A máquina mais “corpolenta” da marca. Equipado com a recente cabine Air Cab, pressurizada e Cat.4

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Maquiguarda Foi na cidade raiana de Castelo Branco, no final do mês de maio, que a Maquiguarda, empresa nascida em 1994 pelas mãos de António Pinheiro, sóciogerente da empresa, decidiu retomar o seu habitual evento de portas abertas, que contou com a presença de mais de 200 pessoas, entre clientes e amigos.

Maquiguarda de regresso às portas abertas

publirreportagem por Bruno Meneses

(da esquerda para a direita) Leonel Gonçalves, Mário Gonçalves, Eng. Edgar Soeira, Dr. Filipe Pinheiro – Gestor Comercial, José Mário, António Pinheiro – Gerente Maquiguarda, Carolina Pinheiro – Diretora financeira, Victor Correia, António Jorge, André Pragana, Pedro Pinheiro – Gestor de peças e produto Landini, Amílcar Paredes, Célio Rodrigues – , António Ramos, Tiago Pinheiro, Eng. José Carlos, Carlos Figueira , Manuel Nunes, Diogo Paulos (em cima de roda retroescavadora).

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s convidados responderam à chamada da Maquiguarda e não era para menos, pois, para além da exposição estar repleta de muita e variada maquinaria quer para o sector agrícola, quer para o sector industrial, o ponto alto do evento antecipava a exibição de algumas das mais recentes novidades das marcas que representa, como a Kubota, a Fendt, a JCB e a Manitou, pelo que ninguém quis perder pitada das demonstrações, sobretudo porque viriam a ser realizadas em parceria com os próprios importadores das marcas em Portugal.

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empresas em foco

A Maquiguarda, para além do seu sóciogerente, conta ainda com o apoio da sua família na gestão das várias áreas do negócio. Os filhos, Dr. Filipe Pinheiro e Pedro Pinheiro, desempenham respetivamente os cargos de gestor comercial e responsável pela área de peças e todo o negócio Landini, enquanto que a esposa D. Carolina Pinheiro é diretora administrativa e financeira. A empresa beirã conta ainda nos seus quadros com cerca de 26 colaboradores, distribuídos pelos 3 distritos onde a empresa tem instalações, Guarda, Viseu e Castelo Branco. O concessionário sediado na Guarda, ultrapassou os 9 milhões de faturação em 2021, o que se traduziu num aumento de 10%, relativamente ao ano de 2020. Segundo António Pinheiro, este comportamento deveu-se ao elevado nível de motivação e vitalidade da empresa mesmo num contexto adverso como foi o da pandemia. Refira-se que a Maquiguarda tem sido ao longo dos últimos anos líder de vendas da marca Kubota em termos nacionais - conta já com 2349 unidades vendidas desde que assumiu a representação da marca - e uma das melhores ao nível europeu.

Em conversa com António Pinheiro, sócio-gerente da empresa, tentámos perceber qual o segredo para conseguir manter por tantos anos uma clientela tão fidelizada. A explicação foi simples: “Ao ter clientes que exigem equipamentos de qualidade e um bom serviço de pós-venda, sentimonos obrigados a manter marcas e produtos de grande fiabilidade e ao mesmo tempo estarmos munidos de profissionais altamente motivados e competentes para responderem aos desafios que lhes são colocados diariamente, no fundo trabalho e mais trabalho, sinto-me feliz a trabalhar”, explicou.

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Com os olhos postos no futuro, António Pinheiro referiu que apesar das dificuldades sentidas face ao contexto atual, a Maquiguarda perspetiva continuar a crescer de forma sustentada. Com tal objetivo em mente irá manter a aposta na formação e motivação dos seus trabalhadores por um lado e, por outro lado, procurar juntamente com as marcas que representa as melhores soluções para os clientes que chegam até si cada vez melhor informados.

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TopCon, Tama e Yokohama Off-HighwayTires

A tecnologia ao dispor do setor agrícola TopCon, Tama e Yokohama Off-HighwayTires apresentaram num evento único as mais recentes inovações que comprovam o avanço da agricultura. Na teoria e na prática, são experiências comprovadas e com resultados animadores para quem trabalha no campo e quer a produção cada vez mais rentabilizada. abolsamia esteve em Maastricht e trazlhe a visão sobre cada uma das inovações que visam proteger animais, ambiente e o solo. por Hugo Neves

O futuro nas mãos dos agricultores

TopCon TapFeed: a alimentação inteligente para a pecuária A alimentação a dar a um conjunto de cabeças de gado numa exploração representa cerca de 50% dos custos para o agricultor, pelo que encontrar soluções para uma gestão mais controlada e eficiente da ração no futuro é a meta. Esta foi a ideia transmitida pela TopCon, empresa que procura rentabilidade na agricultura com tecnologia acessível, num evento em Maastricht, na Holanda, onde apresentou a TopCon Agriculture Platform (TAP) Feed, um software de gestão de alimentação para gado. “O TAP Feed oferece várias vantagens: avaliar os dados de alimentação e os resultados da carga ou descarga em tempo real”, explicou Bernd Kallfass, engenheiro de sistemas e produtos da TopCon Agriculture, acrescentando: “Além disso, permite gerir de forma mais equilibrada o stock de ração, receber alertas sobre a saúde animal e perder menos tempo a verificar a qualidade e quantidade da ração.”

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Esta aplicação que pode ser descarregada gratuitamente na Playstore do Google e Apple App Store e oferece uma “solução tudo-em-um”. O unifeed inclui um dispositivo – Digistar 2810 (com display integrado) ou Digistar 2010 (mais simples) - que regista o peso da ração individual podendo ser calculado o respetivo de cada mistura até atingir o peso ideal, de forma a reduzir mais as perdas de ração. Este dispositivo, que pode ser gerido através do smartphone, envia por bluetooth os dados para a plataforma agrícola, a qual é depois gerida pelo agricultor e restantes interlocutores. Sintetizando, o TAP Feed permite gerir ingredientes, receitas e pré-misturas para vários grupos de gado (cada um tem as suas necessidades nutricionais), registando depois os dados da carga, podendo o operador do unifeed alterar os dados e configuração do dispositivo em qualquer momento.

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A Tama, empresa especialista em soluções de enfardamento de culturas, recicla os resíduos de plástico para reutilização, de forma a reduzir o desperdício, e produz redes e fios sustentáveis, contando com a ajuda de várias empresas, entre as quais, a Healix, empresa holandesa de reciclagem nos arredores de Maastricht, onde Aviv Tron, gestor ambiental do Grupo Tama, fez um alerta. “Há que abordar esta questão: os resíduos de plásticos agrícolas são um desafio a enfrentar com urgência pois 60% deles não são tratados conforme os padrões exigidos”, disse, numa conferência de imprensa. Visitámos a Healix e percebemos que o sistema de coleta – os resíduos plásticos são limpos e reprocessados em polímeros – começa nas mãos do agricultor. “Só tem de desatar o fardo, sacudir os restos de palha do plástico e depois recolhemo-lo e levamo-lo para a reciclagem”, disse Ewald Werschmann, indicando depois as metas da empresa: “Até 2025, queremos coletar 50% do tecido de rede e fio, 90% do algodão produzido e aumentar o uso de plástico reciclado nos produtos Tama num mínimo de 10% em tecido de rede, 30% em fio e 20% em algodão. Queremos ainda reduzir o uso de plástico virgem em 3% em rede, 20% em fio e 10% em algodão.” Há 8 países no Mundo a fazer a coleta mas o objetivo da Tama é que em 2025 sejam 18, pelo menos 13 deles na Europa. Países/ Zonas onde já é feita a coleta: Alemanha, Canadá, Espanha, França, Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido, Suécia.

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empresas 60 years of Galfrè agricultural machinery

Pneus Alliance VF: o trabalho de equipa a ditar leis

NOVIDADE!

VF reduziu até 40cm de profundidade”, explicou o consultor de terreno da Seges Innovation, empresa orientada para inovação na agricultura. Gerrit Vinkers, especialista em aplicações da Yokohama Off-Highway Tires, corroborou a análise feita por Henning Lyngvig: “Os resultados mostraram uma redução da profundidade, menor deslize das rodas, compactação menor e resultados da cultura do milho bem melhores nas parcelas em que foram utilizados pneus VF em vez dos convencionais.”

A Yokohama escolheu um evento conjunto com a TopCon e a Tama, em Maastricht, para apresentar os resultados dos testes feitos à tecnologia ‘Very-high Flexion’ dos pneus Alliance em solo dinamarquês, comparando com os pneus IF (Improved Flexion). Com a proteção do solo a ser cada vez mais uma preocupação do agricultor, Henning Sjørslev Lyngvig confirmou “a eficiência e alto rendimento” dos pneus Alliance VF. “Apesar das condições de condução em piso seco extremamente boas, as baixas pressões dos pneus VF reduziram para metade a profundidade do terreno de 79 mm para 45 mm e o deslizar das rodas diminuiu em 4,4 por cento, poupando também no consumo de combustível. Ao medir a densidade do solo com o penetrómetro, verificámos que a compactação do solo feita pelas trilhas dos pneus

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A demonstração foi feita na quinta Groenhof Agro, onde a TopCon e a Tama apresentaram as suas inovações agrícolas e aí, tanto Henning Lyngvig como Gerrit Vinkers foram unânimes num alerta. Com máquinas acopladas aos tratores, a tecnologia VF só é efetiva caso todos estejam equipados com pneus adequados e uma pressão de até 1,0. “Se um trator com pneus VF tiver acoplado um reboque com pneus padrão (pressão 2 a 4 bar), o efeito da menor compactação do solo é anulado”, contou Gerrit Vinkers à revista abolsamia, sorrindo quando o confrontámos com a necessidade de haver uma espécie de ‘trabalho em equipa’ para que o solo saísse a ganhar: “Esta tecnologia levou a ganhos entre 1,5 e 2,2% por hectare para o agricultor, além do aumento de rendimento. É a prova de que os pneus VF não só protegem o solo como também ajudam economicamente o agricultor.”

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Shapetek

Arco de proteção inspirado nos descapotáveis A Shapetek, empresa de Pombal, apresentou um protótipo de estrutura de proteção anticapotamento inspirado na tecnologia utilizada na indústria automóvel para viaturas descapotáveis. O conceito baseia-se numa estrutura que se encontrará recolhida e, em caso de embate, dispara. publirreportagem

por Sebastião Marques

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projeto AGRISAFE, candidato ao programa comunitário de apoio ao investimento PT2020, consiste no desenvolvimento de um sistema automático e extensível de estruturas de proteção anti-capotamento para tratores agrícolas e florestais de dimensões reduzidas, com potências até 50 cv. Inspirado no sistema utilizado para automóveis

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Shapetek descapotáveis, Extensível e automático porque o sistema se encontra normalmente recolhido, não impedindo a execução de qualquer tarefa do trator, mas automaticamente extensível, caso seja detetada, através dos sensores instalados, uma situação de capotamento do trator, entrando na posição de atuação. “O dispositivo mecânico é muito semelhante ao que se vê na indústria automóvel, no que toca aos descapotáveis. Antigamente, costumava haver um arco atrás, mas agora já não. Tudo está recolhido e, em caso de embate, dispara”, explicou o engenheiro responsável pelo desenvolvimento do Agrisafe, André Leonardo.

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A empresa sediada em Pombal iniciou a sua atividade em 2015, surgindo da identificação por parte dos seus quatro fundadores de uma vulnerabilidade do mercado na área de peças técnicas de alta precisão. A sua atividade principal foi largamente ampliada por solicitação dos clientes, consistindo atualmente na prestação de serviços nas tecnologias da maquinação, desenvolvimento de projeto mecânico, meios de controlo, ferramentas para robots bem como serviços de consultoria técnica e a processos de fabrico, contando com um corpo técnico com mais de 25 anos de experiência na área. Mais recentemente e numa perspetiva de evolução, conta também com uma equipa dedicada a projetos de I&DT. A empresa está comprometida com o cumprimento dos requisitos da Norma NP EN ISO 9001:2015.

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empresas “Queremos fazer algo que seja extremamente simples, não só em termos de maquinação, como de funcionamento. Por isso, estamos a tentar construir um sistema modular, que se adapte a vários modelos de várias marcas. A ideia é que a parte do acionamento seja universal, sendo o reforço de toda a fixação adaptável aos diferentes modelos”, continuou. “O acionamento será feito através de airbags, já homologados para a indústria automóvel. Ao termos um desses componentes que já é produzido, o preço é mais baixo”, elucidou.

O sistema encontra-se recolhido e, em caso de embate, dispara.

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Quanto aos sensores a utilizar, o engenheiro explicou que é um processo ainda em fase de estudo. “Vamos ter uma centralina e, certamente, sensores de inclinação. O passo seguinte é ver que outro tipo de sensores vamos necessitar”.

Queremos fazer algo que seja extremamente simples, não só em termos de maquinação, como de funcionamento. André Leonardo, engenheiro responsável pelo desenvolvimento do Agrisafe.

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SANTARÉM O FUTURO É JÁ ALI Com o tema “Inovação e Tecnologia”, a Feira Nacional da Agricultura (FNA) decorreu entre os dias 4 e 12 de junho no CNEMA, em Santarém. As empresas expositoras apostaram numa grande mostra de maquinaria e equipamentos, com tecnologia avançada, especialmente focados em soluções para as culturas especializadas (vinhas e pomares). O evento contou com a presença de 160 mil visitantes no somatório dos 9 dias de feira.

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ividida em zonas interior e exterior, a maioria das atrações em termos de máquinas estava situada ao ar livre, no entanto, também a Nave B contou com várias empresas que expuseram os seus equipamentos agrícolas, ficando a Nave A reservada para mais uma edição do Salão Prazer de Provar, onde marcaram presença as grandes marcas de referência na área agro-alimentar.

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SEBASTIÃO MARQUES E HUGO NEVES FOTOGRAFIA ABOLSAMIA A FNA contou ainda com a presença de alguns decisores políticos nacionais, com destaque para a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, a um evento que foi palco de discussão em relação ao futuro: registo para as 32 ações sobre o sector no Ciclo de Conferências “Conversas de Agricultura”, em que participaram especialistas de diversas áreas.

A 58ª edição da Feira Nacional da Agricultura voltou ainda a ativar a plataforma online E-FNA: desta forma, agregou 118 mil visitas de todo o mundo e 332 mil ações. No último dia do certame, a organização revelou estar a preparar a 59ª edição, apontada para decorrer entre 3 e 11 de junho de 2023. Neste especial da FNA, leia as publirreportagens das empresas aderentes.

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Grupo Argo

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO COMO PREMISSAS Pela primeira vez, o Grupo Argo marcou presença direta na Feira Nacional da Agricultura para falar da sua aposta: desenvolver os tratores mais evoluídos tecnologicamente para responder cada vez mais às necessidades dos clientes. Mas também haverá soluções menos sofisticadas pois a orientação de produto será feita em função da zona do país.

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tecnologia continua a ser a prioridade absoluta do Grupo Argo Tractors, que marcou presença direta pela primeira vez em Santarém e expôs uma panóplia de tratores na feira, todos eles modelos de Stage V. Ainda que a premissa seja oferecer aos clientes as máquinas mais evoluídas possível, o grupo tem capacidade para se adaptar a outros cenários caso seja necessário. “Em termos de estratégia do grupo Argo, continua a ser apostar cada vez em soluções tecnológicas que respondam às necessidades dos clientes e tratores muito equipados. No entanto, olhando para a realidade do nosso mercado, também cobrimos outras neces-

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sidades mais simples. Desta forma, vamos orientar mais o nosso produto em função das zonas onde nos encontramos, dependendo da procura que é feita nessa zona porque o nosso país é pequeno mas tem uma enorme variedade de procura em função de determinada zona: no Oeste, por exemplo, procuram tratores com mais especificações e mais desenvolvidos tecnologicamente, mas se formos para o nordeste transmontano, para o mesmo segmento, as necessidades já não são as mesmas”, explicou Osvaldo Cordeiro, diretor-comercial da AgriArgo Ibérica. Relativamente ao comportamento do mercado, o responsável revela que a empresa sentiu uma quebra da procura a partir do final de abril: “Sentimos uma redução na procura, que pode estar relacionada com o fim dos incentivos ao abate de tractores usados e em simultâneo o mercado português a seguir a tendência do resto da Europa em retração por consequência indireta da guerra da Ucrânia. No entanto, existem sempre oportunidades que temos que explorar e a nossa rede tem de estar com os seus departamentos comerciais mais ativos do que nunca.”

Diversos protocolos para tornar o produto mais completo Reforçando a vantagem do grupo na oferta de um produto mais ou menos sofisticado tecnologicamente, Osvaldo Cordeiro

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salienta as parcerias que a Argo Tractors tem feito no sentido de poder oferecer esse produto mais completo, ajudando também as suas redes de distribuição internacionais. “Nós conseguimos, dentro do mesmo estilo, oferecer um produto menos sofisticado tecnologicamente e outro com a máxima sofisticação tecnológica como os tratores fruteiros, que têm suspensão à frente, à cabine, gestão de frotas, sistema de gps, caixa de transmissão robotizada contínua e caixa mecânica e hidráulica. Assim orientamos o produto para necessidades diferentes”, explicou. Parte da estratégia do Grupo é o desenvolvimento de equipamentos complementares aos tratores, como carregadores frontais, intercepas, trituradores, entre outros.: “Temos acordos com alguns parceiros para aumentar a oferta que proporcionamos aos nossos distribuidores e dar maior notoriedade à marca. Nesta feira apresentamos os intercepas e os trituradores, que se adaptam na perfeição às culturas da vinha, olival ou amendoal, que têm crescido exponencialmente na Península Ibérica”, completou.

Expectativas elevadas para o segundo semestre Apesar do final do segundo trimestre mostrar alguns sinais de abrandamento, as expectativas do Grupo Argo para a segunda metade do ano são eleva-

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especial FNA das uma vez que já terá disponível toda a gama renovada Stage V, segundo Osvaldo Cordeiro: “Somos um dos fabricantes a ter disponibilidade de entrega de unidades Stage V em quase toda a gama de produto. Isso confere-nos uma grande vantagem competitiva na a medida que as diferentes marcas têm que ir esgotando o seu stock de unidades Stage 3B/IV e no segundo semestre esperamos um oferta nivelada em Stage V transversal a todas as marcas”.

Por outro lado, Osvaldo Cordeiro destaca o apoio e investimento na rede de concessionários. “Apesar das dificuldades, durante este ano e meio de trabalho, conseguimos consolidar a rede de distribuição e potenciar alguns concessionários que acreditaram no projeto desde o inicio e que viram melhorar substancialmente os seus resultados. Continuar com estes investimentos partilhados com a rede é parte da estratégia para o segundo semestre”, concluiu.

McCormick X8 e Landini Mistral 2-055 centram atenções Osvaldo Cordeiro destacou essencialmente duas máquinas, sendo que o McCormick X8 foi colocado numa das naves interiores do Cnema para “dar uma notoridade diferente à marca”. “Desde o trator de 49cv, que é o mais pequeno que temos, até ao de 310cv que está lá dentro, são todos de Stage V. Continuamos com a gama muito bem orientada para o mercado dos tratores especialistas, podemos considerar que em termos de grupo de marcas, temos um produto para os clientes de tratores fruteiros e vinhateiros de alto nível. Quanto à Landini, toda a gama está renovada mas destacaria o novo Mistral 2-055, um modelo icónico da marca, e ainda o Rex 4.120 S”, disse.

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Expandir rede de distribuição a sul do Tejo As instalações da AgriArgo Ibérica, situadas em Villamarciel (localidade espanhola junto à fronteira com Portugal), apresentam condições únicas: • Área total 6 hectares, 2300 m2 de superfície coberta •

Equipadas com espaço de exposição, sala de formação, oficina e amplas zonas para demostrações

• Preparadas para dar todo o suporte que a rede de concessionários requer Tendo em conta todas estas vantagens e pegando precisamente nesta última, é ali que se realiza, em maio de cada ano, o Encontro Anual de Concessionários Ibéricos da Argo Tractors, tendo este ano sido a primeira vez que os concessionários portugueses estiveram presentes desde que a AgriArgo Ibérica assumiu a gestão das marcas, devido ao facto de o Covid ter forçado o cancelamento do encontro em 2020 e 2021. Nessa reunião foi delineada a nova aposta destinada à rede de distribuição: “Queremos expandir a rede de distribuição, esse será o foco no segundo semestre do ano, procurando reforçá-la sobretudo nas zonas a descoberto. Neste momento, temos 80% dos concessionários a norte do Tejo e 20% a sul. Quando vemos que as marcas do Grupo Argo têm, mais do que nunca, uma gama muito adequada à nova agricultura do sul, hoje a transformação das culturas do sul aliada ao investimento e afinco que o Grupo tem colocado nos tratores de gama média e especialistas, é o mais adequado para a zona sul. Ainda temos zonas por cobrir no centro e norte mas a sul é mais notório o que temos a descoberto. Vamos concentrar mais esforços na zona sul para expandir a nossa rede”, disse Osvaldo Cordeiro.

www.argotractors.com T. +34 983 650 600 DESTAQUES

Além do McCormick X8, Osvaldo Cordeiro enalteceu ainda o novo Landini Mistral 2-055.

NOVIDADE

O intercepas da Landini foi também apresentado na FNA: adapta-se às culturas da vinha, olival ou amendoal.

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Agrimiranda

AGRIMIRANDA COMPRA FABRICANTE DE ALFAIAS JAR A Agrimiranda, empresa sediada no Bombarral, apresentou como principal novidade na Feira Nacional de Agricultura a sua mais recente aquisição, o fabricante nacional de alfaias para mobilização e transporte JAR.

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Agrimiranda, reconhecida especialista na área da pulverização, onde conta com mais de 20 anos de experiência, quer no fornecimento de peças e equipamentos, quer no aconselhamento técnico ao agricultor, trouxe à Feira uma gama bastante alargada de equipamentos. Além da sua representada há 13 anos, Geo, marca italiana com oferta de destroçadores, bio-trituradores e corta-matos, e dos distribuidores de adubo centrífugos de fabrico próprio, o principal destaque foi a vasta gama de alfaias da JAR.

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JAR: comprada e melhorada Tal como explicado à revista abolsamia por Luis Samuel, e João Miranda, gerentes da Agrimiranda, a incorporação do fabricante de Lourinhã foi um “passo natural” e, agora, a ideia é fazer crescer a marca dentro e fora do país. “A Agrimiranda representava 50% das vendas da JAR. Quando surgiu a possibilidade de adquirir a empresa, e sendo um fornecedor importante para nós, decidimos avançar”, explicou Samuel Miranda. Fernando Santos e António Calçada transitam da anterior gestão da JAR, passam a ser sócios e continuarão responsáveis por toda a produção, ficando a Agrimiranda com a comercialização. “A JAR continuará responsável pelo fabrico e a Agrimiranda por toda a comercialização, distribuição e pós-venda. Queremos fazer crescer a rede de distribuição de norte a sul do país e, inclusivamente, iniciar a exportação para mercados externos, nomeadamente o espanhol já no próximo ano”, referiu Samuel Miranda. Relativamente aos equipamentos disponibilizados pela JAR, o projeto imediato passa por uma melhoria qualitativa. “A ideia é alargar a gama de produto da empresa, fazendo também uma requalificação do produto que se traduzirá num aumento de qualidade. Este foi o feedback que nos foi dado pelos clientes em relação às necessidades

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imediatas da marca e é por aí que iniciaremos os trabalhos”, disse Samuel Miranda. Esta requalificação, acrescenta João Miranda, gerente administrativo, insere-se na visão da Agrimiranda que “procura trazer novas soluções para o agricultor, encontrando produtos novos e atuais que respondam às suas necessidades”.

Sede da Agrimiranda situada na EN nº8 (Cintrão) / Bombarral

A unidade produtiva da JAR continuará localizada nas instalações da Lourinhã.

Analisando os primeiros meses de trabalho após a aquisição, Samuel Miranda refere os desafios por que têm passado. “Os primeiros meses do ano foram bons. Os próximos causam-nos alguma apreensão. Passando a ser fabricantes, temos visto aumentos diários da matéria-prima e que estão a chegar a níveis incomportáveis. Temos feito o esforço de não refletir os aumentos de custos nos preços ao cliente”.

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especial FNA

Agrimiranda

JAR A Agrimiranda não perdeu tempo a iniciar os trabalhos de melhoria nos equipamentos da marca de Lourinhã e já foi possível atestar na FNA. O principal destaque foram os corta-matos CPL.

Fundada em 2 de outubro de 1998 por Luís e Lurdes Miranda, marido e mulher, e pelo filho Samuel, a empresa começou por se focar sobretudo na comercialização de peças e equipamentos para pulverização, através da representação da marca Tomix no Ribatejo, e distritos de Setúbal e parte do de Leiria. Em 2003 a empresa abre instalações na EN nº8 (Cintrão) / Bombarral, onde passa a contar com um armazém de 300 m2 e melhores condições, que permitiram novo impulso negocial e a representação, pouco tempo depois, de marcas como a Joper, a JAR, e da italiana Geo. Em 2017 as instalações são remodeladas, é criado um novo armazém, Em 2009 junta-se à empresa João Miranda, filho mais novo dos sócios-gerentes. Em dezembro de 2021, a Agrimiranda, adquire a JAR.

CPL 900 Uma máquina robusta pensada para profissionais e utilização não intensiva. Com patins em hardox, cabeçalho de engate, e caixas redutoras de qualidade comprovada.

CPL 1300 Máquina idêntica à CPL900 mas mais reforçada devido à chapa de 5 mm. O cabeçalho foi melhorado e tem um reforço central onde apoia o grupo cónico.

CPR 1500 e 1800 Equipamento florestal, surgiu no mercado pouco antes do início da Feira. Com dupla quinagem, tabuleiro de chapa de 8 mm, três reforços centrais de 24 mm, e mecanismo de corte todo em hardox. O procedimento de troca do material de desgaste foi simplificado e pode ser feito em casa. O modelo 1800 conta ainda com um suporte de correntes de maiores dimensões.

Outros equipamentos

GEO Na marca italiana que a Agrimiranda representa em exclusivo há 13 anos, o principal destaque foi a gama de alfaias para ATV e UTV. Nota também para os equipamentos de gama profissional da Omarv (marca adquirida pela Geo).

Gama de adubadores Montados no Bombarral, os distribuidores de adubo centrífugos, estão equipados com kit localizador, prato em inox, subsolador, e capacidades de 200 a 650 kg.

Também em exposição estiveram os vibrocultores e escarificadores, de mola dupla, caixas de carga basculantes reforçadas com chapa de 2 mm, o novo vibrocultor, e a charrua vinhateira em linha.

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www.agrimiranda.pt T. 262 601 606

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Agrifaia

O stand da empresa de Torres Vedras esteve, como habitualmente, bem recheado de máquinas e equipamentos. A principal novidade foi o VST Fieldtrack de 24 cavalos.

AGRIFAIA COM PRESENÇA REFORÇADA

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Dong Feng esteve presente com a sua já conhecida linha de tratores que vai dos 30 aos 50 cv. Em declarações à revista abolsamia, Marco Matos, gerente da empresa, confirmou que, apesar da origem longínqua, o stock de máquinas e componentes está atestado. A principal novidade foi o VST Fieldtrac 927D, de tração às quatro rodas e 24 CV de potência. “É um modelo compacto, um trator multiusos, que pelas suas dimensões e potência se torna uma máquina versátil que pode trabalhar durante todo o ano em quintas, lavouras ou empresas municipais”, explicou o gerente da Agrifaia. O trator possui direção hidráulica, transmissão mecânica, com 6 velocidades para a frente e 2 para trás. As velocidades da tomada de força no VST 927D são 540 e 760. O trator pesa

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VST Fieldtrack

MOTOR

940 kg e tem capacidade de elevação do engate traseiro de 500 kg (engate de três pontos Cat I ). O sistema ADDC, ou seja, o controle automático da profundidade de trabalho é um dos pontos de destaque do 927D. O motor é um 4 cilindros refrigerado a água e injeção direta com1306 cm3. Equipado com pneus agrícolas 6-12 dianteiros e pneus traseiros 8.3-20, tem uma velocidade mínima de 1,33 km/h e máxima de 19,57 km/h.

VST Fieldtrack 927D com motor de 24 CV.

A VST Tillers Tractors é um dos principais fabricantes de tratores mini na Índia. A empresa foi fundada em 1911 e no início a sua atividade centrava-se em produtos petrolíferos e venda de automóveis. Em 1967, perto da cidade de Bangalore, a VST Tillers iniciou a produção de pequenos motores e máquinas agrícolas, e a partir de 1984, em cooperação com a japonesa Mitsubishi Agricultural Machinery, produziu o primeiro trator mini. A VST celebrou vários acordos comerciais para a venda dos seus produtos com outras marcas, nomeadamente a Fieldtrack.

MARCO MATOS

O membro da gerência da Agrifaia mostrou-se satisfeito com o decorrer da Feira. Acompanhado na foto por Rui, colaborador.

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www.agrifaia.com T. 261 321 018 www.abolsamia.pt


especial FNA

Apolinários Irmãos A alteração de culturas também chegou ao Ribatejo e o portfólio de máquinas apresentado pela Apolinários Irmãos na FNA 2022 é prova disso mesmo. Sem descurar equipamentos típicos da cultura do milho e do tomate, a empresa sediada em Almeirim e fundada em 1974, optou este ano por conferir maior protagonismo a máquinas para a vinha e fruticultura, através das suas representadas Spedo e Maschio Gaspardo.

Spedo integra equipa

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FRUTICULTURA E VINHA GANHAM PESO

Maschio com gama “especializada”

presença do fabricante italiano especializado na conceção e fabrico de equipamentos para a preparação de cama de sementeira, e para o trabalho em vinhas, pomares e todas as plantações dispostas em fileiras, acabou por ser a maior novidade. A necessidade de dar resposta à procura por este tipo de equipamentos na zona de ação da Apolinários Irmãos e o desejo da marca de aumentar a sua presença no distrito de Santarém levou ao consumar da parceria. Para já, e tal como os equipamentos em exposição na FNA demonstraram, o foco estará nos equipamentos modulares para vinha e pomares.

Apesar do grande destaque a nível tecnológico da marca italiana ser a grade rotativa Toro Isotronic (com tecnologia Isobus), foi notória a gama alargada de equipamentos para culturas especializadas, sobretudo para a vinha. Desde o semeador pneumático para sementeira direta Diretta-V com tolva APV, o semeador Dama com largura de trabalho de três 3 metros, ou a grade rápida Veloce para vinha.

Trolley Um chassis modular que pode ser equipado com 12 implementos diferentes e adequado para linhas de 1,60 a 2,80 metros.

Giove

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Um chassis porta-alfaias versátil para o trabalho em pomares. Pode ser equipado com duas cabeças em simultâneo.

Esq. p/ dir: Rudi (Maschio Gaspardo), Sandra Mesquita com o marido João Apolinário e Rogério (Spedo).

www.apolinarios.pt T. 243 589 222

Agridirect

A empresa teve em exposição um sachador mecânico operado com recurso a câmaras que identificam a presença da cultura. O C3000 é fabricado pela Steketee, marca do Grupo Lemken.

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Auto Industrial, SA

POLIVALÊNCIA CONTINUA A SER UM TRUNFO A Kuhn destacou dois equipamentos na Feira Nacional de Agricultura: a enfardadeira combinada com plastificador FBP 3135 Intelliwrap e o semeador Megant 600, o maior em termos de envergadura e em vendas na marca. A variedade de funções faz parte do ADN de ambos os equipamentos para facilitar a vida ao operador.

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s enfardadeiras da Kuhn continuam a dar que falar e uma das razões estará relacionada com a exclusividade de um equipamento que “não existe em nenhum outro concorrente.” Para Manuel Baioneta, inspetor de vendas da Kuhn, a versatilidade e polivalência de funções e vantagens que a FBP 3135 Intelliwrap oferece faz dela uma máquina “única”. “Tem plastificador integrado e uma das vantagens é o atador a plástico que utiliza os mesmos rolos de plástico que o plastificador. A nossa máquina exclusiva utiliza plástico de plastificador no atador e tem estiramento, o que permite poupar cerca de 30% do plástico no atamento do fardo, ficando mais consistente”, explica Baioneta, ao contrário das

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outras marcas que utilizam um tipo de plástico mais fino que não tem cola nem estiramento. Mas as vantagens não ficam por aqui: “Para quem quiser armazenar determinado tipo de forragens, ainda temos o sistema 3D no plastificador: não plastifica só a envolvência do fardo, fá-lo também no mesmo sentido do atar e na quina do fardo, conseguindo uma cobertura total e perfeita do mesmo. Este sistema é exclusivo. Outro ponto importante: o peso. Utilizamos dois rolos para plastificar, de 75 cm cada, e quem trabalha com este material consegue pegar neles sozinho. Nas outras marcas, um rolo normal de película tem 1,20 1,25 metros, o que so torna mais pesados exigindo força ao operador ou a ter que pedir ajuda para o colocar no atador. Por fim, o sistema da FBP 3135 ainda permite inclinar o atador para encaixar os rolos, não sendo necessários carregá-los às costas”.

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Megant 600 semeia qualquer tipo de cereal

FBP 3135

Manuel Baioneta salienta o cariz ”único” que a enfardadeira com plastificador integrado tem.

Se a enfardadeira FBP 3135 Intelliwrap é o ex-líbris da Kuhn, houve outra máquina no stand da Kuhn a merecer até uma aula pormenorizada por parte do professor que ali levou a sua turma no dia de entrada livre na Feira Nacional da Agricultura: o semeador Megant 600. “É o maior semeador que temos e o que vendemos mais: a capacidade da tremonha é de 1.800 litros, o sistema de distribuição é centralizado pneumático e possui ainda um sistema independente de acionamento da turbina (Vario), sendo que a única coisa de que necessita do trator é a bomba que é ligada à tomada de força”, explicou Manuel Baioneta. Por semear qualquer tipo de cereais, como trigo, cevada, aveias, e até mesmo leguminosas como a fava, o Megant 600 tem tido muita saída. “A gama de que dispomos tem 4,80 metros/36 linhas, 5 metros/36 linhas, 5,60metros/36 linhas e 6 metros/40 linhas. Em transporte, fecha para uma largura de 2,95 metros, o sistema de braço é tipo vibroflex e tem um bico especial para não levantar a terra mas apenas riscá-la a fim de depositar a semente. É uma máquina para trabalhar a 12, 13kms/hora, caso o terreno assim ajude”, explicou o inspetor de vendas da Kuhn.

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especial FNA Continuar a alargar o número de concessionários João Santos, responsável comercial da Preet, deixou bem claro que o trabalho da equipa comercial antes e depois da Feira Nacional da Agricultura tem um objetivo imediato. “Estamos a alargar o nosso número de concessionários, sobretudo para podermos chegar onde ainda não temos representação. Vamos abrindo conforme a possibilidade, já temos 17 na Lovol e 15 na Preet”, revelou, antes de falar na campanha de financiamento que está a decorrer: “Temos uma campanha de 36 meses sem juros, para o cliente final. Basta o cliente dirigir-se a um dos nossos concessionários para ter acesso à campanha: 25.500 euros o de 50cv cabinado e 21.500 o 50cv plataforma.”

DESENVOLVER É A PALAVRA DE ORDEM

EM FORÇA

Depois de não terem estado expostos no ano passado, agora os modelos da Preet já marcaram presença em Santarém.

Lovol e Preet mostraram os seus modelos em Santarém mas fica a ideia de que o espaço para crescer é enorme pois ambas as marcas estão a produzir modelos com potências mais elevadas e operacionalidades mais avançadas.

Boas perspetivas para o futuro

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Auto-Industrial Divisão Agrícola, empresa do Grupo com o mesmo nome, teve em exposição os tratores da Lovol e da Preet na Feira Nacional da Agricultura. O desenvolvimento está em marcha em ambas as marcas. Miguel Vieira, gerente da Auto-Industrial, Divisão Agrícola, recebeu-nos no stand com a sua equipa comercial. Falámos com João Santos (comercial): “A Lovol já tínhamos apresentado na feira do ano passado, desta vez trouxemos também a Preet, que levámos já à Agroglobal, com os mesmos dois modelos: ambos com motor Mitsubishi, um com cilindrada

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dir. p/ esq: Miguel Vieira, gerente da Auto-Industrial Divisão Agrícola, com a sua equipa comercial.

de 1.000 (20 cv) e o outro com 1.218 (26cv). A Preet já está a desenvolver outros modelos para gamas acima. Este trator ainda vem “à moda antiga”, com o manípulo das mudanças no meio das pernas, e deverá ser alterado até ao fim deste ano com a alavanca ao lado. A caixa é uma 9 por 3”, explicou. Em relação à Lovol ficou também a promessa da chegada de tratores mais potentes para o futuro próximo: “Temos os 25cv, 35cv e os 50cv disponíveis para a União Europeia mas a Lovol também está a desenvolver tratores de 60cv, 75cv e 90cv, podendo estes até surgir mais cedo do que os da Preet.”

Contrariamente ao discurso das restantes empresas que abolsamia entrevistou em Santarém, João Santos fez um balanço otimista do mercado, deste ano até ao momento, mas já notou uma diferença de comportamento do cliente em relação a um passado recente. “No caso dos tratores de 20cv e 26cv (Preet), que não são profissionais, não tivemos quebra nas vendas, embora se veja que as pessoas hoje recorrem mais ao crédito. Em relação à Lovol, começámos muito bem o ano nos tratores de 35cv e um pouco mais parado nos de 50cv. Nos últimos dois meses, o cenário inverteu-se: a procura pelos 50cv é maior, especialmente os cabinados”, explicou, mantendo o espírito positivo quando questionado sobre o futuro: “Previsões? Temos muito boas perspetivas. Há stock para responder à procura durante este ano e mais para a frente porque mandámos vir mais unidades para colmatar lacunas que possam surgir.”

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Dieci Uma das principais qualidades apontadas aos carregadores telescópicos é a polivalência que oferecem ao agricultor. A Dieci apresentou na Feira Nacional da Agricultura mais uma prova disso mesmo: um kit para colheita de azeitona e frutos pendulares.

DIECI ENTRA NO OLIVAL E NO AMENDOAL

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solução que é, de acordo com o responsável da Dieci Portugal, Ezequiel Palmar, pioneira, permite ao operador disfrutar da maior manobrabilidade do carregador em comparação com um trator, fruto das quatro rodas serem direcionais. Pode trabalhar na colheita de qualquer fruto pendular, desde azeitona, passando pela amêndoa, pinha, pistácio, noz ou mesmo fruta para processamento industrial. Além disso, trocando o implemento, pode seguir para outra fase do processo logístico, já que a Dieci disponibiliza uma vasta gama, desde baldes, porta paletes, ou até destroçadores. A parceria está em funcionamento há mais de 3 anos nos mercados italiano e espanhol, e chega agora a Portugal. A solução, composta

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por pinça de vibração e apara-frutos, foi desenvolvida a pensar nos modelos Agri Farmers 30.7 e 26.6, ainda que na Feira estivesse montada num 32.9 e poder utilizada nas versões 30.7, 30.9, ou 34.7. O apara-frutos, disponível em duas versões, tem um diâmetro de 5 a 7m ou de 6 a 9m, sistema de desengate rápido, e capacidade para suportar 300 ou 350kg de colheita. A pinça de vibração é de última geração e tem auto-centramento e travagem automática.

CARREGADORES DIECI

Agilidade e versatilidade são atributos dos carregadores Dieci.

CIRCULAÇÃO

Todos os modelos estão aprovados para circulação em estrada.

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especial FNA

Forte | Sagar

chassis reversível com intercepas é o que mais se vende. Pode ser montado à frente, de lado e atrás do trator e equipado com faca para cortar as infestantes, rotor para esmiuçar o terreno, aiveca para desfazer os camalhões ou gadanheira para quem não faz mobilização do solo e só quer cortar as infestantes. Esta panóplia de soluções é o trunfo da IDavid”, explicou, revelando: “A IDavid desenvolveu um joystick universal e com ele é possível comandar todas as máquinas.”

SOLUÇÕES IDAVID PARA ENFRENTAR UM... GOLIAS A Forte (Grupo AutoIndustrial) vive um ano complicado a nível de entregas de tratores mas, face ao “renovado interesse dos clientes no ’greening’ e no ambiente”, a aposta centra-se num novo produto: intercepas das Industrias David. www.abolsamia.pt

MCHALE FUSION 3 PLUS

Enfardadeira combinada, com plastificador.

O segundo semestre vai ser de muita incerteza. Engº João Lopes Gerente da Forte e Sagar

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guerra virou tudo do avesso: os custos aumentaram e, com medo, as pessoas retraem-pela belga procura. O segundo semestre vai ser de muita incerteza.” João Lopes, responsável máximo da Forte (Grupo Auto-Industrial), fez, na Feira Nacional da Agricultura, uma análise ao contexto de 2022 e identificou as novas apostas para ultrapassar os atuais obstáculos. Desde logo nos equipamentos da Indústrias David, onde a Forte confia para se alavancar, segundo o gestor de vendas Bernardo Agria. “[IDavid] É uma marca com muita experiência no fabrico de intercepas e o produto já é vendido há 15/20 anos em Portugal, pois encaixa bem na parte vinhateira e pomareira, conseguindo ir do Algarve até Trás-os-Montes. Este

Além da IDavid, Bernardo Agria chamou ainda a atenção para as enfardadeiras da McHale e os semeadores da Kverneland. No primeiro caso, a estrela é a Fusion 3 Plus, uma enfardadeira combinada, com plastificador. “Metade do mercado das enfardadeiras é nosso através da McHale e a concorrência divide-se pelos outros 50%. A Fusion 3 só tem rolo de rede, já a Fusion 3 Plus, modelo mais vendido, tem um écrã táctil, pode trabalhar com Isobus e integra sensor de humidade e balança, além de um rolo de plástico”, explicou. Na Kverneland, sobressai o Semeador de milho Optima E-Drive SX. “Falamos de um semeador Isobus com cadeiras elétricas e hipótese de colocar micro-acumulador, adubo e a semente de milho, tudo eletronicamente. Os modelos mais vendidos são os de 6 linhas.” Nos tratores, a Forte expôs os Fendt e a Sagar os Goldoni, perspetivando-se que esta última aumente a dimensão da sua gama, após efetivada a compra da empresa pela belga Keestrack, mas só em meados de 2023.

KVERNELAND OPTIMA E-DRIVE SX

Semeador de milho com tecnologia Isobus.

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J. Inácio

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O 8R da John Deere, sinónimo de tecnologia, foi a principal atração num stand da J.Inácio recheado de equipamentos. Oferecer a tecnologia mais avançada ao cliente é o objetivo da J. Inácio. E a gama exposta na FNA foi ao encontro disso mesmo.

O SEGREDO ESTÁ NA TECNOLOGIA John Deere Série 8

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A Série 8 da John Deere foi, obviamente, o principal destaque. Dividida em três versões - 8R, de rodas, 8RT, de dois rastos, e 8RX, de 4 rastos – disponibiliza, na versão de rodas, cinco modelos entre os 326cv e os 458cv de potência máxima com GIP (ECE-R 120), e equipados com o motor John Deere de 9,0 l Powertech PVS e PSS. Já as Séries 8RT e 8RX contam com quatro modelos, entre os 357cv e os 458cv de potência máxima com GIP (ECE-R 120) e equipam com as mesmas motorizações do 8R.

John Deere 6 M Small Para quem fosse em busca de um trator mais versátil, a linha 6M Small seria a resposta mais adequada: tratores entre os 114cv e os 145cv com GIP (ECE-R 120), e que podem agora equipar com a transmissão hidromecânica da John Deere AutoPower.

“Todos os tratores da Série 8 podem equipar com a nova transmissão eAutoPower, a primeira IVT eletromecânica com distribuição de carga já premiada pela DLG com a única medalha de ouro na Feira Agritechnica 2019”, explicou Nuno Inácio, CEO da J.Inácio.

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PREMIADA PELA DLG A nova transmissão eAutoPower é opção em todos os tratores da Série 8.

Tecnologia avançada para servir o cliente Por apostar na avançada tecnologia de agricultura de precisão, a J. Inácio disponibiliza aos seus clientes tecnologia John Deere, como recetores e monitores de última geração, sistema de guiamento e automatização da máquina, agricultura específica de localização e gestão telemática das explorações agrícolas, tudo suportado num forte serviço de apoio ao cliente. Por sua vez, a plataforma da John Deere - www.myjohndeere.com permite que o agricultor aceda ao Centro de Operações que o ajuda na sua jornada de campo, tirando o máximo partido da máquina. Para Nuno Inácio, os clientes pedem “um parceiro que disponha da mais avançada tecnologia nesta área e que seja capaz de transferir conhecimento e dar serviço, pois todos pretendem fazer mais em menos tempo e com menores custos.”

Diversificar oferta Aumentar a variedade na oferta de produto tem sido a estratégia da J. Inácio. “Temos introduzido novas marcas e produtos de alta qualidade, como as máquinas para a viticultura da Pellenc, máquinas da Lemken para sementeira e mobilização do solo, trituradoras da TMC Cancela ou tecnologia de transporte da Fliegl. A ideia é apostar em produtos de valor para o agricultor.”

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especial FNA

PODA RASA Na Feira Nacional da Agricultura, o principal destaque da Pellenc foi a máquina de poda rasa TRP Multiviti Trailor, comercializada em França há mais de 25 anos e que ganha força em Portugal.

E

m setembro do ano passado a Pellenc chegou à Agroglobal com o ano feito em termos de vendas, em junho deste ano parece estar bem lançada novamente, apesar de Gil Grilo, representante comercial da Pellenc Portugal, considerar este “um ano estranho”.

No stand da J. Inácio, a aposta centrou-se nas máquinas para vindima. Sobressaía desde logo a TRP Multiviti Trailor. “É a menina bonita da Pellenc, uma máquina de poda rasa. Foi sempre vendida com sensor rápido, faz um corte muito perfeito. Com uma máquina destas, faz-se 95% do trabalho”. A acompanhar a TRP Multiviti Trailor, estavam a pré-podadora de discos - “cada vez se usa mais discos, é uma máquina simples e rápida, que exige menos manutenção” - e uma despampanadeira. Logo atrás surgia a desfolhadora Effeuil, outra das grandes apostas da Pellenc para este ano. “É fácil de manobrar e limpar. Normalmente, em Portugal só se desfolha virado a norte, as pessoas usam a desfolhadora sobretudo para aumentar o grau da uva em zonas mais frescas ou então para arejar as vinhas, por

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VINDIMA

exemplo, pensando nas variedades que sejam muito propensas a podridões”, explicou Gil Grilo, lembrando ainda: “Quando desfolhamos, dispomos os cachos ao vento e há logo uma diferença de qualidade. Já as pessoas que possuem vinho de qualidade e preferem fazer tudo com vindima manual, iniciam o trabalho com a desfolhadora de modo a disporem os cachos ao vindimador, tornando mais rápido e limpo o processo da vindima.”

Gil Grilo destacou a máquina de poda rasa (abaixo) mas também a pré-podadora de discos (em cima).

Novidades em breve O responsável adiantou que a Pellenc “vai ter um novo produto relacionado com tesouras e outro eletroportátil, já lançado em França” e será lançado em Portugal para a nova campanha de poda.

APOSTA

A desfolhadora Effeuil é ”fácil de manobrar e limpar” e facilita o trabalho ao vindimador.

julho / setembro 2022

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Tractomoz

UTILITÁRIOS PARA FAZER A DIFERENÇA A Tractomoz voltou a estar presente na Feira Nacional da Agricultura, com um stand mais direcionado para ATVs e UTVs, ainda que os tratores da Rentalmoz também tenham ficado na retina dos visitantes. A variedade de Utilitários apresentada em Santarém é um trunfo da empresa para tornear as dificuldades relacionadas com a retração dos clientes.

Q

uem entrava no stand da Tractomoz em Santarém, ficava de imediato impressionado ao observar as Moto-4 que faziam as honras do stand. Quer para lazer, quer para trabalho, as propostas da empresa sediada em Estremoz prendiam a atenção do visitante mais distraído. E variedade não faltou. “Marcamos presença com a nossa habitual vasta gama de representações e quisemos reforçar a nossa vinda aqui com os ATVs e UTVs. Nos primeiros, temos a gama Odes, moto-4 de 650 e 1.000 de cilindrada e ainda os dois ATVs Villain da Segway para lazer. Depois, temos o Fugleman UT10, mais vocacionado para trabalho. Há ainda o veículo de 6 lugares da CF Moto. Já na Can-Am temos o HD10 Pro, versão longa, com dois lugares e uma caixa maior em relação aos outros modelos, que permite trabalhar já numa propriedade para transportar palha e outro tipo de material”, explicou o técnico comercial Luís Pirralho, dando uma visão global do leque de utilitários que a Tractomoz apresentou em Santarém. Finalmente, saltavam à vista os tratores da Rentalmoz. “É a nossa empresa de renting que pretendemos lançar em força no mercado”, explicou.

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Cliente muito bem informado

RENTALMOZ Dar a conhecer a vertente de renting da Tractomoz também foi um dos objetivos.

LAZER

A Gama Odes teve expostos dois veículos de lazer, na foto, a menos potente de 650 de cilindrada e 52cv.

A aposta nos Utilitários também se deve ao facto de se manterem as dificuldades no que toca a entrega de tratores e peças. “Temos tido alguma dificuldade nos prazos de entrega a nível de tratores e alfaias bem como em peças, é um mal geral que está a assolar o mercado. Ainda assim, como a Tractomoz tem algum stock de material, conseguimos ultrapassar essa dificuldade e ser mais rápidos na resposta”, confessa Luís Pirralho, alertando depois para outra questão que deriva de a informação correr, nos dias de hoje, a uma velocidade elevada: “Hoje em dia, o cliente quando vem pedir algo, já sabe se temos o que ele quer. O que pergunta é se temos stock ou não, por isso, embora nos crie algum encargo, se não tivermos, também não vendemos.”

POTÊNCIA

A versão mais potente, de 1.000 de cilindrada e 84 cv, já inclui 2 lugares.

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especial FNA

Nova filial em Almeirim

Instabilidade económica dificulta o investimento

FUGLEMAN

De maior envergadura, este modelo da Segway está vocacionado para o trabalho, tendo espaço para carregar material.

O cenário provocado pela invasão da Rússia à Ucrânia dificulta o papel das empresas até porque o cliente, que já estava a readquirir novos hábitos de investimento, agora retrai-se. “Os próximos tempos não serão fáceis. As pessoas pensam duas, três e quatro vezes antes de investir até porque [além da guerra] também tem sido um ano de aumentos de preços em diversos setores o agricultor tem receio da forma como poderão correr as campanhas. Essa instabilidade dificulta o nosso trabalho”, admite Luís Pirralho, acrescentando depois: “Não é o melhor momento, porque se nota [a quebra] até na procura pelos veículos de lazer. Temos algumas situações complicadas no que toca a entrega de tratores e vamos resolvendo mas, até ao fim do ano, o cenário não irá melhorar. Tudo faremos para que, pelo menos, se mantenha assim.”

APOSTA

O stand da Tractomoz contemplou vários modelos de ATV e UTV na Feira Nacional da Agricultura.

VILLAIN SX 10E

Igualmente apropriado para atividades de lazer, este modelo tem 1000 cc de cilindrada.

Com filiais em Évora, Beja, Ferreira do Alentejo, Coruche, Muge e Bombel, além da sede em Estremoz, a Tractomoz prepara-se para inaugurar novas instalações em Almeirim. “As obras estão a avançar a bom ritmo. Contamos abrir portas dentro de 6 meses. Também esta filial contará com uma zona de exposição e loja.”, explicou Luís Pirralho, lembrando que, a par das novas instalações, também os recursos humanos da Tractomoz têm sido constantemente reforçados para cumprir uma meta que já tinha sido assumida pelo responsável Luís Mendes, quando falou à revista abolsamia no decorrer da Agroglobal em setembro do ano passado. “O serviço de pós-venda está a ser reforçado, temos trabalhado no sentido de fortalecer os nossos recursos humanos e, embora não esteja a ser fácil pela dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada.”

www.tractomoz.com T. 268 337 040

VILLAIN 1000 Este modelo da Segway tem écrã incorporado e está indicado para atividades de lazer.

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Tractores Ibéricos Presença constante na Feira Nacional da Agricultura, a Tractores Ibéricos apresentou novamente um stand com novidades: desde logo o novo trator Kubota LX-351, com caixa de transmissão mecânica, mas também os atomizadores/ pulverizadores da Kubota com o modelo XTA 2230.

D

esde há muito tempo que pedimos à Kubota que nos disponibilize um trator compacto de 30/35cv. Hoje apresentamos finalmente aqui na Feira a Linha LX, que significa um salto grande em relação ao B-26.” O discurso de Bruno Pignatelli confirmou a necessidade que a marca já tinha há algum tempo para o mercado português, com este novo trator com caixa de transmissão mecânica de 12+12 velocidades sincronizadas a mostrar-se uma máquina adequada a culturas especializadas como vinhas e pomares: possui um motor Kubota de 4 cilindros de 35cv de última geração, menos de um metro de largura e um peso mais leve do que os modelos padrão (evita a compactação do solo), além de direção assistida e do cumprimento da regulação de emissões Stage V. “Para quem não pode pagar tratores especializados caros e de grande dimensão mas precisa da potência e capacidade de carga de um trator de tamanho normal, o LX-351 cumpre esses requisitos”, explicou o gerente da Tractores Ibéricos que deu ainda destaque aos atomizadores/pulverizadores de última geração da Fede, marca adquirida pela Kubota no final de 2021. “É um produto tecnologicamente avançado e no qual iremos apostar a partir de agora”, confessou, referindo-se à tecnologia H3O, que permite ajustar a aplicação de tratamentos fitossanitários face ao volume da cultura. Estes atomizadores/pulverizadores conseguem reduzir o uso de pesticidas em 25% e a deriva até 50% bem como poupar cerca de 4 litros por hora em combustível, em relação aos equipamentos padrão. Além disso, têm ligação à internet, permitindo ao utilizador enviar ordens de trabalho e recolher mais tarde todos os dados de cada ação efetuada.

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DAR O SALTO COM O NOVO LX-351

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BRUNO PIGNATELLI

Gerente dos Tractores Ibéricos salientou a importância de contar com a Linha LX de tratores.

Tratores atrasados e entregas pendentes

TECNOLÓGICOS

Atomizadores/pulverizadores de última geração da Fede utilizam a tecnologia H3O e serão aposta imediata da Tractores Ibéricos.

SUCESSO

O trator B-26 continua a ser vendido a bom ritmo, embora Bruno Pignatelli admita que já não tem mais para entregar.

Revelando algum desconforto por ser “um evento com muitos dias”, Bruno Pignatelli lembrou que a Tratores Ibéricos “nunca falhou a presença”, reunindo mais uma vez a gama completa de tratores que vai dos 16cv aos 170cv. Ainda assim, a guerra da Ucrânia complicou o cenário já de si difícil. “Os problemas com logística e aumento de preços brutais arrastam-se desde 2021. Continuamos com muitos tratores pendentes de entrega, encomendas de máquinas que era suposto terem chegado em julho ou setembro do ano passado e ainda estamos a recebê-las... e os nossos números da quota de mercado refletem-no”, admitiu, lembrando que, até final de Maio, o mercado de tractores está cerca de 17% acima do período homologo do ano passado e quem tem stock dispõe de uma clara vantagem, sobretudo até aos 26cv: “Quem tem, tem! E perguntam-nos: ‘deixou de vender os B2261, o trator que mais vendia?’ E eu digo que não, continuamos a vender bem e sem stock. Encomendamos todos os anos mais unidades do que no ano anterior mas não temos suficientes para entrega. Vemos os números dos concorrentes que estão à nossa frente nesse segmento e têm vendido uma enormidade.”

www.tractoresibericos.pt T. 210 009 730 www.abolsamia.pt


especial FNA

Herkulis

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capinadeira ecológica da Fischer Factory foi a grande atração entre os equipamentos expostos pela Herkulis no seu stand em Santarém. “Temos algum trabalho interessante e a Mecagriminho até já me enviou um vídeo da máquina em ação. Uma capinadeira ecológica com braços móveis, capaz de fazer deservagem em pomares e vinhas. A potência dos tratores não está em causa”, explicou Mário Lopes, administrador da Herkulis. Entre os vários modelos, destacam-se os GL4 e GL5, os mais vendidos em todo o Mundo. “Corte perfeito, graças à máxima intersecção e contra-rotação dos rotores, com lâminas articuladas, mesmo em terrenos irregulares. As placas traseiras aplicadas sob as lâminas, os rolos e os braços entre filas a oscilar verticalmente permitem obter a máxima adaptabilidade da máquina a qualquer tipo de terreno. Em culturas biológicas, os dois sensores hidráulicos com entrelinhas de disco evitam que as plantas sejam danificadas no processo de deservagem”, pode

DESERVAR A PRECEITO A Herkulis chegou à FNA embalada pelas vendas feitas na Expoflorestal e a grande aposta estava à vista de todos num stand bem composto: a capinadeira ecológica com duas cabeças de corte para deservagem. Mas o intercepas BFM DB-12 com sensor hidráulico, as capinadeiras e trituradores agrícolas e florestais também dividiram atenções.

ler-se no site da Fischer Factory sobre o equipamento. Além desta capinadeira, a Herkulis apresentou ainda o Intercepas BFM DB-12 com sensor hidráulico e cabeça de fio e lâminas, além dos trituradores e guinchos florestais, disponibilizando assim um vasto leque de equipamento aos agricultores portugueses.

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A capinadeira ecológica concentrou as atenções dos visitantes no stand da Herkulis na FNA.

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A designação dos modelos vencedores espelha a visão de um júri internacional no qual a revista abolsamia tem assento em representação de Portugal.

Tractor of the Year em ano de EIMA com 16 modelos a bordo da competição Com 16 diferentes tratores propostos pelas marcas, está em marcha mais uma edição do prémio internacional ’Tractor of the Year’, que reconhece a inovação aplicada a tratores agrícolas.

16 modelos em competição Em ano de EIMA, a categoria Melhor Especializado é a que apresenta o maior número de candidatos, enquanto na categoria Melhor Utilitário os candidatos são menos do que é habitual. Já a categoria para Campo Aberto mostra um lote de propostas inovadoras, não sendo possível fazer apostas quanto a quem sairá vencedor.

Campo aberto

POR JOÃO SOBRAL

O

evento Let the Challenge Begin marca o ponto de partida para cada nova edição do TOTY. Os trabalhos tiveram lugar em Milão, Itália, nos dias 15 e 16 de junho, e contaram com a participação d’abolsamia. No decorrer dos trabalhos, reunimos com diversos projectos de media, nossos congéneres a nível europeu, e recebemos dos fabricantes as propostas de modelos candidatos. O evento contou com o patrocínio oficial da BKT e foi a primeira etapa de um processo que ficará concluído por ocasião da EIMA, em novembro. No dia de abertura deste salão, que se realiza em Bolonha, serão conhecidos os vencedores do Tractor of the Year 2023. Mas até lá, ainda vamos ter oportunidade de pôr as mãos no volante.

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Tratores para campo aberto cuja carga máxima admissível seja superior a 10.500 kg.

1

Fendt

A designação e as características técnicas estão ainda sob reserva. O modelo proposto pela Fendt posiciona-se no segmento de média-alta potência e, entre outros detalhes, segue a filosofia de funcionamento a baixo regime que a marca tem vindo a implementar.

2

JCB Fastrac iCON 4220

A passagem à Fase V serviu para adicionar outros aperfeiçoamentos a esta série. O mais visível foi aplicado no posto de condução, onde o operador beneficia de comandos repensados.

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TRACTOR OF THE YEAR 2022

3

John Deere 8RX410

Melhor Utilitário

É uma evolução dos 8RX apresentados em 2019, onde se destaca a transmissão eAutoPowr, que faz uso de dois motores elétricos refrigerados a líquido, em vez de recorrer a unidades hidrostáticas. A eAutoPowr permite o fornecimento de até 100 kW para serviços externos, através de uma tomada AEF opcional. O modelo de topo da série RX dispõe ainda de um evoluído pack tecnológico para apoio ao operador e adota um novo diferencial traseiro e um novo eixo dianteiro.

4

New Holland

Ainda sob embargo, trata-se de um modelo de média-alta potência que apresenta aperfeiçoamentos face à geração precedente.

5

Valtra Q305

Tratores convencionais com potência acima de 70 e abaixo de 150 cv, motor com no máximo 4 cilindros, e carga máxima admissível até 10.500 kg.

6

Basak 5120

Proveniente da Turquia, é um trator de especificações básicas que recorre à junção de um motor Deutz com uma transmissão ZF.

7

McCormick X6.414 P6-Drive

É o modelo do meio de uma série composta por três tratores. Dispõe de funcionalidades que o tornam multifuncional, o que inclui naturalmente o desempenho com carregador frontal.

A série Q vem posicionar-se entre as séries T e S. Com um nível de carga máxima admissível superior ao da série T, os novos Valtra Q foram pensados para operações mais exigentes e alfaias mais pesadas.

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2022 www.seac.pt julho / setembro 937113695

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8

New Holland

Ainda sob embargo, tratase de um modelo de especificações simples mas que em opção pode ser configurado com condução automática e telemetria.

A designação dos modelos vencedores espelha a visão de um júri internacional no qual a revista abolsamia tem assento em representação de Portugal.

Melhor Especializado Tratores destinados a pomares, vinhas e zonas montanhosas.

9

Antonio Carraro Mach4 Tony

A transmissão hidrostática passa a estar aplicada ao Mach4, que tem a tração assegurada por quatro sistemas de rastos. Agora com motor Fase V, conta ainda com uma cabine que oferece proteção de categoria 4.

BCS Spirit 70

Claas Nexos 260 Fase V

A série Nexos passa à Fase V de emissões e beneficia de diversas outras atualizações. O chassis foi redesenhado, com aumento da carga admissível, o teto da cabine é novo e oferece agora proteção de categoria 4, o capot está mais baixo e o painel de instrumentos apresenta uma área digital mais ampla.

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John Deere

Com as especificações ainda sob reserva e a apresentação ao público prevista para o final do ano, a nova série de especializados da John Deere rompe com o caminho que tem sido percorrido pela marca neste segmento de tratores.

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Com eixo dianteiro e rodas dianteiras direcionais, conta ainda com posto de condução reversível e possibilidade de configuração com cabine de categoria 4.

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12

Landini Rex 4-120 GT

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É um dos produtos mais maduros da Landini destinado às culturas especializadas. Entre outras tecnologias, dispõe de um sistema de direção que faz auto-alinhamento e cuja dureza é proporcional à velocidade de avanço.

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Massey Ferguson 3FR 115

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TRACTOR OF THE YEAR 2022

Esta série passa a contar com uma cabine de plataforma plana e proteção de categoria 4. Funcionalidades como brake to neutral, ajuste do rácio da direção e gestão de cabeceiras estão também disponíveis. A marca passa ainda a prever o engate de alfaias em posição ventral.

New Holland T4.120 F

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Consideravelmente revisto face à anterior geração, o novo T4F apresenta uma cabine de estrutura mais alta, com melhorias na insonorização e uma nova ergonomia de comandos. O capot surge rebaixado e os opcionais incluem a condução automática e a telemetria.

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Rigitrac SKH 60

Proveniente da Suíça, é um modelo destinado a zonas montanhosas. Conta com 4 rodas direcionais e com um movimento oscilante da cabine, para compensar a inclinação lateral e assim manter o operador em posição confortável.

Mais Sustentável Todos os modelos concorrem ao prémio Sustainable TOTY, que visa distinguir os avanços tecnológicos em matéria de sustentabilidade. Este prémio pode ser acumulado com a distinção na categoria em que o trator está inserido.

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notícias

PRODUTO

NOTÍCIAS

COBRE SEGMENTO DOS 225 AOS 305 CV Posicionam-se entre os T e os S e são o mais recente desenvolvimento da Valtra. A série Q caracteriza-se por comportar uma elevada carga máxima admissível, a apontar para a utilização de alfaias pesadas, inclusive de forma combinada em posição traseira e dianteira. POR

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JOÃO SOBRAL

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produto

A

série Q é composta por 5 modelos – Q225, Q245, Q265, Q285 e Q305 – que preenchem um intervalo de potência entre os 230 e os 305 cv e assume-se como uma espécie de variante reforçada da série T.

VIRAGEM AUTOMATIZADA Uma tecnologia disponível nos Valtra Q é a funcionalidade SmartTurn, que assume o comando durante as manobras na linha de cabeceira.

A propulsão é assegurada por um bloco Agco Power Fase V de 6 cilindros, com 7,4 litros de capacidade, que fornece um binário máximo constante entre as 1000 e as 1500 rpm. Quanto à transmissão, a Valtra recorre a uma caixa de variação contínua desenvolvida pelo Grupo AGCO que permite alcançar uma velocidade máxima de 50 km/h. Em modo EcoPower, esta velocidade pode ser alcançada a um regime de 1500 rpm. Com 9,2 toneladas de peso em vazio e uma distância entre eixos de 3050 mm (nos Valtra T é de 2995 mm) os modelos Valtra Q podem suportar uma carga máxima de 16 toneladas (13.500 nos Valtra T), onde se incluem os anéis de lastragem para as jantes traseiras que a marca propõe de fábrica.

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Para lá dos elementos estruturais, os Valtra Q dispõem de toda a tecnologia proposta pela marca nas séries T e S, com destaque para: condução automática, telemetria, viragem automática nas cabeceiras SmartTurn, eixo dianteiro com suspensão a ar Aires como equipamento standard, e condução reversível.

Recordamos ainda que o modelo de topo desta série, o Q305, integra a lista de candidatos ao prémio Tractor of the Year 2023 na categoria para Campo Aberto. A marca antevê que as primeiras unidades desta série cheguem à generalidade dos mercados europeus durante o Outono.

AJAP

Associação dos Jovens de Portugal julho / setembro 2021Agricultores abolsamia 69


prémios de inovação na viticultura

ENOVITIS

IN CAMPO

Premeia a inovação na viticultura

No âmbito da 16º edição do Enovitis in Campo, evento organizado pela Unione Italiana Vini, foram dados a conhecer os vencedores do “Desafio Inovação 2022 Lucio Mastroberardino”. O concurso visa premiar as empresas que expõem durante os eventos Enovitis in Campo e SIMEI e que apresentem produtos, tecnologias, maquinarias e serviços que se destaquem na inovação e na experimentação no campo da viticultura. 70

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Embraiagem eletrónica BCS spa Prémio Nova Tecnologia

A embraiagem eletrónica da gama Eagle 95 introduz algumas funções na gama de tratores articulados centralmente (isodiamétricos) de média-alta potência que melhoram o nível de conforto e segurança do operador, especialmente nos dias de trabalho longos e na execução de manobras repetitivas. A passagem à Fase 5 em termos de emissões poluentes implica geralmente um aumento das dimensões globais do compartimento do motor, enquanto neste caso conseguiram reduzir a altura até 80 mm, com vantagens em termos de visibilidade entre as filas da videira.

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culturas especializadas

Trator especializado

Antonio Carraro spa

Novo sistema de design nas plantações da vinha ARVAtec srl Prémio Nova Tecnologia

O inovador sistema ARVAplant Mobile propõe um método simples e eficiente para os viticultores experientes resolverem o problema do “design” da plantação de uma vinha diretamente no campo. Uma característica diferenciadora é a possibilidade de rastrear e calcular o material necessário que pode ser realizado por um único operador e em qualquer condição do solo. De particular importância é a possibilidade de programar com precisão as necessidades numéricas dos materiais antes da plantação, evitando assim o desperdício e a perda de tempo, bem como a interrupção do trabalho. O sistema, particularmente adequado à plantação manual, oferece a possibilidade real de apoio e poupança de custos para a plantação mesmo em condições de solo não adequadas à mecanização.

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Prémio Nova Tecnologia

O SRX 5800 Tora da Antonio Carraro apresenta uma série de atributos normalmente encontradas nos tratores de topo: cabina de quatro pilares e proteção de categoria 4 como adequados a Equipamento de Proteção Pessoal (EPP) em tratamentos fitossanitários, posição de condução mais baixa, até 13 tomadas hidráulicas e motores de acordo com as normas Euro 5 em termos de emissões poluentes. Apesar da sua potência relativamente limitada, apresenta características técnicas de topo.

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prémios de inovação na viticultura

Atomizador Híbrido Smart Synthesis Spa Caffini Prémio de Inovação Tecnológica

O pulverizador introduz o controlo em tempo real do fluxo de ar do ventilador em relação às características da vegetação. Isto é possível graças ao acionamento elétrico do mesmo. A regulação do volume de ar é essencial para garantir a eficácia do tratamento e limitar o fenómeno prejudicial da deriva. A utilização de injetores PWM com gestão de jato pulsado permite a formação de um fluxo de gotículas que não muda de tamanho à medida que o caudal da mistura muda.

Difusor de libertação controlada para controlo de Lobesia botrana (traça da videira) CBC (Europa) srl Prémio Nova Tecnologia

A biodegradabilidade dos polímeros L BIOOtwin ®, combinada com as características da libertação de feromonas, garantindo o seu completo desaparecimento antes da primavera seguinte à da aplicação, simplifica muito a sua gestão no terreno. O produto não necessita de ser removido, uma vez que é absorvido pelo solo e transformado em matéria orgânica (dióxido de carbono, água e biomassa).

Software de gestão Kit Cima Easy Farm C.I.M.A. spa Prémio de Inovação Tecnológica

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O kit Cima - Easy Farm é um software de gestão que lhe permite monitorizar os dados operacionais: dose média distribuída, velocidade média e pressão média de trabalho, litros de água + agroquímicos distribuídos, hectares tratados, tempo total de funcionamento e tempo real de tratamento, registo GPS do percurso seguido. O armazenamento de dados fornece um relatório do processamento. Isto permite uma maior eficiência operacional, uma melhor gestão das máquinas da empresa e a rastreabilidade das operações.

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culturas especializadas

e-Sprayer

simple | intelligent | feeding

Nobili spa Prémio de Inovação Tecnológica

O sistema e-Sprayer é inovador, não só graças à máquina totalmente eléctrica, mas também graças ao desenvolvimento de um local de trabalho interligado com a evolução do “E-SOURCE NewHolland”. O sistema totalmente elétrico permite a melhor calibração das peças de trabalho, uma maior economia de energia, uma transmissão limpa de potência e um local de trabalho manejável e ágil.

UNIFEEDS AUTOMOTRIZES de 13 m³ a 32 m³

NOTÍCIAS

CRIADA PARA VENCER No final do mês de agosto, no 38º Concurso Nacional da Raça Holstein Frísia que decorreu na AgroSemana, sagrou-se Jovem Grande Campeã Nacional a novilha M&S Jordy Adya, do produtor Miguel Matias, da Sociedade • Desde máquinas adequadas para uso em espaços confinados, Agrícola Matias & Silva. até Oàs indicadas explorações de mais de 1000 animais. sucesso desta novilhapara com 12 meses já era expectável, uma vez que conta • Gama completa caracterizada pela alta manobrabilidade, com uma genética de elite: filha de Jordy excelente funcionamento Red e Pereira Archrival M&M Arianna e mistura de alimentação rápida e (embrião importado dos Estados Unidos) está desenhado 4 fases, ajustandoexpressar todo o seu potencial genético homogénea, que economiza tempo e em combustível. e neta de MS Doorman Armani. se aos requisitos dos animais em cada e a tornarem-se altas produtoras. Ainda assim, o produtor quis assegurarfase de crescimento, e acompanhando A novilha tornou-se assim uma grande -se de que, ao crescer, este animal tiraria as vitelas e novilhas nos primeiros 24 vencedora e um exemplo dos excecionais o melhor proveito desta genética. Para meses de vida. Com este programa resultados que se pode alcançar aliando isso, contou com a ajuda do programa de é possível recriar vitelas de forma uma genética de excelência à melhor recria Kaliber (De Heus). Este programa económica e eficiente, ajudando-as a nutrição.

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Estimulação UV UV Boosting Prémio Nova Tecnologia

O sistema de emissão de UV-C é um método inovador para o controlo de certas doenças fúngicas na vinha, estimulando os mecanismos naturais de defesa da planta e respondendo assim às necessidades de redução da utilização de produtos químicos.

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O sistema de alimentação de precisão, com tecnologia NIR, permite ao agricultor distribuir uma alimentação equilibrada aos animais, segundo o determinado pelo nutricionista, isto graças a uma análise contínua dos ingredientes utilizados e o ajuste ótimo e em tempo real do seu peso.

SABE COM PRECISÃO O QUE AS SUAS VACAS COMEM? » Analisador de tecnologia NIR » Indicação do valor dos nutrientes e da matéria seca » Refaz em tempo real e de forma automática o cálculo do peso que deverá carregar para manter os valores dos nutrientes

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notícias

Volvo põe à prova a propulsão a hidrogénio num dumper O dumper articulado Volvo HX04 está em fase experimental e destaca-se por ser propulsionado a hidrogénio. É mais um projeto da Volvo CE que visa encontrar alternativas aos combustíveis fósseis, com a vantagem de um reabastecimento rápido.

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ara além da propulsão elétrica com recurso a baterias, que a Volvo já disponibiliza em veículos comerciais, a marca está agora a explorar o potencial da eletrificação através das células de combustível com recurso a hidrogénio. O desenvolvimento deste protótipo de seis rodas tem estado a ser feito nas instalações da Volvo CE em Braås, na Suécia, o mesmo local onde o primeiro dumper articulado da Volvo foi construído em 1966. Esse primeiro modelo

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ficou conhecido como Gravel Charlie, nome que serve agora de inspiração a este protótipo, que recebe a alcunha Electric Charlie. Tendo em conta que as infraestruturas de reabastecimento são uma peça importante deste processo, a Shell instalou em Braås uma estação para fornecer hidrogénio à Volvo CE. Esta estação surge também associada a um outro projeto, denominado H2Accelerate, que visa acelerar a comercialização de comerciais pesados a hidrogénio na Europa.

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7’30’’ é o tempo que o Volvo HXO4 demora a ser abastecido.

O Volvo HX04 demora 7,5 minutos a ser abastecido com 12 kg de hidrogénio, o que lhe permite trabalhar durante 4 horas. As células de combustível combinam hidrogénio com oxigénio, o que resulta num processo químico que produz a eletricidade necessária para propulsionar a máquina. Neste processo é produzido vapor de água, sendo o calor usado para aquecer o posto de condução. A Volvo CE antevê que as máquinas a hidrogénio possam chegar ao mercado já na segunda metade desta década.

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tech

NOTÍCIAS

TECH

A igus apresenta o cobot* mais leve do mundo O novo ReBeL, com sistema de engrenagens em polímero, abre novas portas aos robots colaborativos. As soluções de automação low-cost são uma realidade que passa a estar acessível para pequenas empresas e start-ups de diversos sectores.

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om o novo ReBeL, a igus apresenta agora um cobot em plástico que pesa apenas 10 kg. Juntamente com os baixos custos, baixa manutenção e operação simples, este dispositivo possibilita ideias novas e inovadoras em robótica colaborativa em pequenas empresas e start-ups, o que abrange a utilização no setor agrícola.

Em diversos sectores, os robots colaborativos de baixo peso podem ajudar a automatizar tarefas monótonas. Para permitir a implementação rápida e barata de conceitos de robótica colaborativa interativa, a igus desenvolveu a nova geração do ReBeL. O ReBel é um robot em plástico de baixo peso que tem um sistema de transmissão tribológico integrado com motor, encoder, sistema de controlo de força e controlador. Os componentes eletrónicos no sistema de transmissão permitem a colaboração entre robots e humanos (HRC). A utilização de plástico no ReBeL resulta num design compacto e leve. Com um peso inferior a 10 kg, o robot é o cobot mais leve do mercado. A sua carga útil é de 2 kg e tem um alcance de 700 mm.

de colocação em funcionamento e torna as empresas menos dependentes de outros agentes. A igus é conhecida na industria da maquinaria agrícola como fornecedora de componentes de atrito, como casquilhos, fabricados com recurso a polímeros de alta durabilidade. *Cobot é uma palavra composta de colaboração, ou seja, trabalho conjunto em rede e robots. Um Cobot é um robot que pode trabalhar em conjunto com os humanos.

O preço base é inferior a 4.000 Eur, incluindo o sistema de controlo, o que abre a possibilidade de utilizar o ReBeL em áreas onde até agora a aplicação da robótica não era viável. A redução da complexidade é outro fator a assinalar, já que o dispositivo é fornecido com um software para definir e simular os movimentos pretendidos. Isto reduz os custos

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/ setembro 2022 abolsamia PRÉ-PODADORAS • AMPARADORAS • DESPONTADORAS •julho MÁQUINA DE TIRAR VIDES • ENTRE CEPAS • ESLADROADORAS

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notícias Dois robots para apanha de framboesa desenvolvidos pela Fieldwork Robotics encontram-se ao serviço da Summer Berry Company na região de Odemira.

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s robots da Fieldwork Robotics, uma spin-out da Universidade de Plymouth, em Inglaterra, estão a trabalhar com sucesso de forma autónoma. Dada a fragilidade deste tipo de fruta, foram aplicados exigentes controlos de qualidade que vieram a demonstrar ser esta semelhante à da fruta recolhida por humanos. A empresa desenvolveu dois sistemas: um robot de apanha vertical que pode ser ajustado em função da altura das plantas; e uma plataforma horizontal que pode ser utilizada em múltiplos ambientes agrícolas e avançar através de filas de culturas para fazer a colheita sem supervisão humana. Os sistemas utilizam uma combinação de câmaras 3D, sensores e algoritmos de aprendizagem (inteligência artificial) para identificar se uma fruta está suficientemente madura para ser colhida. Os quatro braços de apanha do robot movem-se então em direção ao fruto e aplicam pressão na planta, em vez de na baga em si. Isto assegura que as framboesas, ou outro fruto similar como morangos ou amoras, não são danificadas.

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Robots para apanha de framboesa estão ao serviço em Portugal O objetivo a longo prazo é que cada robot seja capaz de colher mais de 25.000 framboesas por dia.

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FIELDWORK ROBOTICS Os quatro braços de apanha do robot movem-se em direção ao fruto e aplicam pressão na planta, em vez de na baga em si.

Os dois robots estão ainda em fase de protótipo e foram postos ao serviço da Summer Berry Company em regime de aluguer. A Fieldwork Robotics está a trabalhar para acelerar ainda mais o processo de colheita de modo que cada robot possa colher 2 kg de fruta por hora. A empresa também está focada na redução dos custos de produção, sendo de esperar que em breve os mesmos possam ser “cortados” em aproximadamente 20%. Um acordo recentemente assinado entre a Fieldwork Robotics e a multinacional Bosch também prevê o acelerar do processo de desenvolvimento da tecnologia de robótica aplicada à colheita de frutos e vegetais mais frágeis, incluindo tomate e couve-flor, por exemplo.

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tech

Amos Power: robots elétricos para vinha e culturas em linha Fruto de uma parceria com a One3 Design e a Redshield Electronics, a Amos Power apresentou dois evoluídos e disruptivos tratores 100% elétricos e autónomos. Apelidados AMOS, acrónimo que resulta das expressões Autonomous, Modular, Omni-Scalable (Autónomo, Modular e Multiutilizações), a empresa disponibiliza dois modelos: A3 e A4.

O

s preços de lançamento estimados começam nos 185000$ (176000€). O modelo A3 é mais compacto e capaz de, autonomamente, cultivar e semear, destroçar, pulverizar e lavrar vinhas, por exemplo. Já o modelo A4 é maior e mais largo, com vias que podem ser configuradas para larguras entre os 137 e os 305 cm. Este detalhe faz com que seja a solução ideal para aplicações de cultivo em linha.

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e aguardando instruções sobre se devem prosseguir ou esperar que o mesmo seja removido.

PREÇO Os preços de lançamento estimados começam nos 176 000€.

Com 46 cm de altura ao solo, o A4 está preparado para desafiar até os tratores utilitários compactos de topo movidos a gasóleo. Ambas as unidades oferecem autonomias de funcionamento de entre 4 e 8 horas, com um tempo de recarga de 2 horas ou menos. As potências máximas rondam os 75-85 cv e os AMOS são capazes de detetar obstáculos de forma totalmente automática, alertando o operador remoto para a sua presença

Como estão equipados com algoritmos avançados de inteligência artificial e duas câmaras de última geração, os AMOS conseguem “ver, interpretar e reagir” ao que está a acontecer à sua volta, garantindo ainda uma completa autonomia na ligação dos reboques e até no mapeamento de campo. Devido à sua conceção modular, os AMOS podem ser personalizados para se adaptarem à paisagem de todos os campos de ação e satisfazer as necessidades de qualquer operação. Além disso, também foram desenhados para operarem, em simultâneo, vários acessórios e máquinas, tudo numa única plataforma que pode ser conectada às restantes, já que, independentemente do modelo Amos que estiver a utilizar, eles ligarse-ão entre si sem problemas.

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TECH

NOTÍCIAS

O herbicida sustentável na forma e inovador no conteúdo

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esenvolvido pela Nufarm e a CROP. ZONE, o Nucrop é um herbicida híbrido baseado na utilização da energia elétrica para controlo das ervas e dessecação de batatas que pode ser uma alternativa aos tradicionais métodos químicos ou complementar a sua ação, reduzindo a utilização dos mesmos. O sistema Nucrop combina um líquido condutor chamado Volt. fuel, que potencia a passagem da corrente elétrica (com potências entre os 2000 e os 5000V) gerada pelo trator com um gerador ligado à TDF, e unidades especiais de alta voltagem. Através de aplicadores especiais, a corrente passa através das plantas e, dependendo do tipo de aplicador, também através das raízes e do solo. Este método destrói o abastecimento de água às plantas a tal ponto que estas secam e morrem. Ao tratar com Volt.apply Nucrop e aplicadores de longo alcance (LRA), foram observadas até agora raízes dessecadas a uma profundidade de até cerca de 15 cm. A profundidade de destruição depende também do tipo de aplicador, da humidade do solo,

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o objetivo é reduzir a pressão crescente sobre os agricultores devido à eliminação progressiva de herbicidas de base química das espécies vegetais e da quantidade de energia aplicada. A configuração atual do Nucrop foi desenvolvida e validada para a dessecação da batata, mas a Nucrop prevê expandir a gama de aplicações e irá evoluir esta configuração e validar a sua eficácia para outras áreas. O objetivo é permitir muitas aplicações com apenas algumas configurações. Ao introduzir esta solução no mercado, o objetivo é reduzir a pressão crescente sobre os agricultores devido à eliminação progressiva de herbicidas de base química e à necessidade premente de os substituir de modo eficaz, sem comprometer a qualidade do produto e do resultado final, mas conservando a vida e a qualidade do solo.

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Kubota prevê lançar um trator a célula de combustível em 2025 A Kubota anunciou que espera lançar o primeiro trator movido a célula de combustível em 2025. O primeiro protótipo deverá ficar pronto já em 2023.

O

modelo anunciado pela Kubota será o primeiro trator a nível mundial movido a hidrogénio e deverá ser lançado na Europa e nos Estados Unidos, mercados que tradicionalmente são mais recetivos a máquinas com emissões zero. De acordo com a marca japonesa, os tratores em desenvolvimento terão potências entre os 50 e os 100 cvs e apresentarão preços cerca de 40% mais elevados do que as principais alternativas a diesel. Ainda menos explorada do que a dos veículos elétricos, a tecnologia das células de combustível (fuel cell) pode ser vantajosa quando aplicada a máquinas agrícolas, por disponibilizar maior autonomia e dispensar o peso e o custo

associado à utilização de baterias. A propulsão elétrica está também nos planos da Kubota mas apenas para os modelos de pequeno e médio porte. Recordamos que o funcionamento de uma célula de combustível parte do princípio eletroquímico no qual reagem dois elementos, o hidrogénio e o oxigénio para produzir eletricidade, sendo que o único elemento resultante do processo é água. Em termos de logística, como as máquinas agrícolas são tendencialmente utilizadas num local específico, o hidrogénio pode ser uma solução interessante também devido à possibilidade de ser entregue por um fornecedor diretamente na exploração.

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Distribuidor PELLENC

GAMA COMPLETA DE MÁQUINAS PARA A VITICULTURA

AgXeed apresenta novo autónomo, agora em versão de rodas Sucedem-se as novidades ao nível das máquinas agrícolas autónomas. A AgXeed, que é uma marca emergente, acaba de revelar um novo modelo de rodas que se vem juntar ao existente modelo de rastos.

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omparativamente com o modelo de rastos da AgXeed, que disponibiliza 136 cv de potência, o novo trator autónomo é mais ligeiro e permite diferentes abordagens de largura de via. Destinado sobretudo à preparação de solo, à sementeira, e à monda, tem a propulsão assegurada por um motor Deutz de 4 cilindros, com 2,9 litros de capacidade, que fornece 75 cv (55 kW). Ao motor está associado um módulo elétrico de transmissão que assegura uma velocidade de avanço até 13,5 km/. Este módulo assegura ainda a funcionalidade de TDF, eletricamente acionada, para uma potência até 55 kW. Pode ainda disponibilizar uma

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VINDIMADORAS AUTOMOTRIZES PRÉ-PODADORAS DE PRECISÃO

ligação de alta voltagem para acionar alfaias com motores elétricos, até 700 V. A programação das tarefas é feita através de um portal dedicado. Essa ferramenta permite gerir os dados relativos às diferentes parcelas, às tarefas planeadas e à totalidade da frota Agxeed. Ao fazer a combinação de cada trator AgXeed com uma determinada alfaia, é também através do portal que se faz o respetivo ajuste de parâmetros. A deslocação do trator entre parcelas é feito com recurso a controlo remoto. Uma vez posicionado na parcela para a qual foi criada uma tarefa, o controlo remoto é desativado e o trabalho irá decorrer em modo automático com recurso a GPS. O operador pode contudo monitorizar o decorrer da tarefa à distância, recorrendo a uma câmara. Através de um menu de operação e análise, o operador tem ainda acesso às tarefas realizadas ou agendadas e ainda a um serviço de telemetria. Malte Höner, diretor de marketing da AgXeed, confirmou à revista abolsamia que Portugal não está na lista de mercados em que a marca entrará ainda este ano mas antevê que esse passo possa ser dado num futuro não muito distante.

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notícias

BKT dispõe de pneus específicos para pulverização e monda A linha de pneus BKT para pulverização e monda oferece uma variedade de produtos para várias utilizações e tipos de máquina. O pneu Agrimax Spargo está no topo desta gama e destina-se a operações de campo e transporte. Apresenta tecnologia VF que permite transportar carga a uma pressão mais baixa, limitando os efeitos da compactação do solo. Está atualmente disponível em sete tamanhos. O Agrimax RT 955 está projetado para culturas em linha e para pulverização. Destaca-se pelo seu perfil arredondado

Agrimax Spargo

e encontra-se disponível em 23 tamanhos diferentes. Já o Agrimax RT 945 está mais pensado para alternar entre as operações de campo, nas culturas em linha, e estrada. Encontra-se disponível em oito diferentes tamanhos. Por fim, o Agrimax RT 855, pensado para pulverização e estrada, é um pneu que combina capacidade de carga e um bom desempenho de flutuação. São 46 os tamanhos disponíveis.

Agrimax RT 955

Agrimax RT 945

Agrimax RT 855

e também lança pneu FL 695 para reboques A BKT acaba de lançar o pneu FL 695, adequado para reboques que transportam cargas cada vez mais pesadas em diferentes terrenos, dentro ou fora da estrada. “Trata-se de um produto agroindustrial inovador, especificamente concebido para reboques e para o transporte nos setores da construção e agricultura. Este pneu radial é extraordinariamente resistente e duradouro graças a uma lona de carcaça forte com várias camadas de aço que proporcionam proteção contra furos”, relata o comunicado da marca enviado à imprensa. Segundo a mesma nota, o FL 695 destaca-se pelo “desenho do piso exclusivo de bloco central que representa excelente estabilidade e resistência, mesmo quando sujeito a cargas pesadas” e possui “um piso profundo, que assegura uma ótima autolimpeza na utilização” quer seja dentro ou fora de estrada. Disponível no tamanho 650/55 R 26.5, o pneu FL 695 aumenta a gama da BKT e respeita a filosofia de “maior durabilidade, menor consumo de combustível e menor impacto ambiental.”

Alliance 590 apresenta sete novas medidas para maior versatilidade 80

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A Yokohama, empresa que detém atualmente a marca Alliance, apresentou as sete novas medidas do pneu Alliance 590, conferindo assim “maior versatilidade e eficiência” a uma gama adequada ao transporte para construção e agricultura. “A grande variedade desta gama e a sua flexibilidade para operar em diversos cenários, além do excelente rendimento e durabilidade do pneu, são provas irrefutáveis da sua excelentel relação qualidade-preço”, explicou Angelo Noronha, presidente da Yokohama na Europa. Revelando uma “acentuada profundidade deslizante, elevada durabilidade

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e garantia de 10 anos”, o Alliance 590 tem ainda como vantagens indicadas pelos clientes que já o utilizam a “capacidade de tração, especialmente sobre terrenos inclinados, e as propriedades de auto-limpeza”. As novas medidas são 600/55R26.5, 650/60R26.5, 650/55R26.5, 600/60R30.5, 650/65R30.5, 710/50R30.5 y 750/60R30.5, as quais se juntam à 560/60R22.5, medida original. “O Alliance 590 foi desenvolvido para alcançar maiores níveis de versatilidade, rendimento e produtividade no transporte, seja na agricultura ou construção”, finaliza Angelo Noronha.

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O seu concessionário John Deere para os distritos de Lisboa, Coimbra, Leiria, Santarém (parcial) e Setúbal

TECNOLOGIA DE AGRICULTURA

Michelin lança pneu de muito baixa pressão para pulverizadores automotrizes A Michelin lançou a Michelin Spraybib CFO (Cyclical Field Operation) gama de pneus de muito baixa pressão para pulverizadores automotrizes, com um novo modelo: VF 420/90 R 34. De acordo com a marca, a nova gama apresenta algumas melhorias em face da gama standard, nomeadamente a capacidade de carga (aumentada até 14% em condições de carga cíclica a velocidades de até 30 km/h), ação conseguida através da conceção reforçada da carcaça que proporciona até 1,3 toneladas de capacidade de carga adicional por eixo, dependendo da

medida do pneu. A conceção da carcaça, que combina as normas VF e CFO, permite ainda que as pressões de trabalho se iniciem em 0,8 bar, contra o anterior mínimo de 1,8 bar. Outra das vantagens evidenciadas nos testes realizados pela Michelin é a zona de contacto com o solo, que oferece um aumento da capacidade de tração de até 20%, além do aumento da velocidade máxima face à introdução do índice de velocidade E (até 70 km/h) em determinadas medidas. A nova linha estará disponível em 12 tamanhos.

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Pneus florestais T418 HP da Trelleborg A Trelleborg lançou os novos pneus florestais T418 High Power, cujas características são: capacidade de tração e maior estabilidade de forma a aumentar a sua produtividade e ciclo de vida. Apresentado numa feira da floresta no Brasil (Três Lagoas), o pneu mostrou resistência a cortes ou rasgos. “A nossa experiência e caráter inovador em pneus está presente nas nossas soluções avançadas de uma gama altamente especializada em pneus para os setores agrícola e florestal. Como expert em pneus, a Trelleborg antecipa-se à necessidade do cliente e oferece-lhe soluções de alto rendimento, que respeitam o ambiente”, explicou Marcelo Natalini, presidente da Trelleborg Wheel Systems, da América do Sul. O T418 High Power possui lonas blindadas e uma cinta de aço que protege a borracha contra cepos, pedregulhos e pequenas pedras, conferindo-lhe, assim, maior ciclo de vida. Este pneu está disponível nas versões 35,5L-32TL (classificação de 30 lonas) e 30,5L-32TL (32 lonas).

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FLORESTA Ponsse apresenta novas máquinas e serviços associados Moviter é a nova representante da John Deere Forestry

Komatsu compra fabricante de acessórios para plantação de árvores Galiforest bate todos os recordes na sua 6ª edição A propulsão elétrica vai ser testada na floresta 82

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Especial Expoflorestal Unitratores Hitraf Afonso O. Costa por

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Hugo Neves e Sebastião Marques

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A equipa Unitractores.

Unitratores A Unitractores marcou o regresso à feira com um stand recheado de equipamentos. Seja qual for a necessidade, no setor florestal, a empresa de Vila Nova de Poiares tem a solução: desde o corte, à rechega, passando pelo transporte de madeiras e também na parte das limpezas florestais e manutenção de espaços. Aproveitámos a ocasião para falar com Rodrigo Carvalho, responsável pelo Desenvolvimento Comercial da empresa.

“D

esde a primeira edição que a Unitractores está presente na Expoflorestal e em 2022 tal coisa não poderia deixar de acontecer”, começou por referir o responsável. “Porém, este ano, muito mais pobres devido à partida do pilar desta empresa, o meu pai Rogério. É algo demasiado recente, no entanto, o meu foco prende-se em seguir o seu legado como me foi ensinando ao longo dos anos. Esta feira foi uma homenagem ao homem que era: pai, patrão e parceiro, que apesar da sua partida, eu tento agora fazer o caminho sem a sua companhia, sem a sua bênção, sem o seu apoio”. “É difícil ter que tomar o leme deste barco principalmente de uma forma tão repentina e inesperada e num momento tão inóspito. Porém, tenho a certeza que apesar de não estar cá fisicamente ele continua a ser o meu parceiro e a acompanhar-me diariamente e continuamos a ser a equipa fantástica que fomos”, partilhou.

A sorte dá muito trabalho “Os últimos anos da Unitractores têm sido gloriosos”, assim, sem rodeios, respondeu

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“Esta feira foi uma homenagem ao HOMEM que era pai, patrão e parceiro” Rodrigo Carvalho à nossa pergunta de abertura sobre como tem corrido o negócio. “Desde 2017 que apresentamos crescimentos consecutivos atipicamente altos, alavancados também na nossa colaboração com o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas)”, explicou. Mas não se pense que tudo é sorte. “Ela (a sorte) só aparece uma vez. Se não a cuidarmos o crescimento não se mantém. Existe muito esforço e dedicação, suor, sorrisos e lágrimas”, afirmou. Recordese que desde 2019 que a Unitractores tem fornecido equipamentos e prestado assistência aos lotes de máquinas, que têm sido ganhos e adjudicados em concursos públicos internacionais pela Unitractores ao ICNF. “São já largas dezenas de equipamentos vendidos por nós e gerir tudo isso não é fácil”, completou.

Pinho é tabua de salvação dos empreiteiros florestais O setor florestal representa 95% do faturado da Unitractores, por isso, pedimos a Rodrigo Carvalho uma análise ao setor.

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“Os empreiteiros florestais têm, neste momento, uma “tábua de salvação”, que é o pinho, que está em valores nunca antes vistos. No entanto, à velocidade a que se está a cortar, vai acabar depressa”. Já relativamente à biomassa, o responsável considera que em Portugal está, praticamente, “no seu expoente máximo”: “O problema é a forma como é encarada no nosso país: não é vista como um subproduto de outra coisa”. Para levar a cabo os trabalhos na floresta tem-se assistido a uma evolução dos equipamentos ao dispor dos empreiteiros florestais. “Ao nível da capacidade de trabalho e fiabilidade dos equipamentos é bastante notória (a evolução). Se recuarmos dez anos, vemos que toda a maquinaria florestal sofreu uma grande evolução. Há preconceitos que se mantêm mas que tento combater todos os dias. Por exemplo, a aversão aos joysticks aplicados nas gruas. Hoje em dia, um comando elétrico montado numa grua num trator já está a um nível aproximado dos das máquinas de rechega. A verdade é que, quando

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experimentam, acabam por dar razão”, explicou. “Depois há o outro lado, supostamente em defesa do ambiente, com todos os requisitos ao nível das emissões a que as máquinas e tratores têm de obedecer, que provocaram uma marcada alteração nas potências”, acrescentou antes de concluir: “Antigamente trabalhávamos com tratores de 120 cv e hoje vamos quase nos 200 cv para obter praticamente o mesmo desempenho”.

PAI E FILHO

Rogério e Rodrigo Carvalho.

Reboques de topo a nível europeu

NOVO PALMS MWD

e HMWD

O reboque mecânico é a outra novidade da Palms. Tem tração sincronizada com o trator Disponível com sistema mecânico ou hidromecânico Bloqueio no diferencial Velocidade de tração até

10 km/h

Peso bruto até

18.000kg

EXPOFLORESTAL 2022

Vista aérea do stand da Unitractores.

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A Palms Mehaanikakoda (Palms), é uma marca originária da Estónia, fundada em 1992, e é representada em exclusivo em Portugal pela Unitractores desde 2019. “O primeiro equipamento que trouxe foi há três anos, precisamente para uma Expoflorestal. Três anos depois já vendemos mais de 100 gruas e 15 reboques”, relembrou Rodrigo Carvalho. “Os responsáveis da Palms costumam dizer que nós somos o cliente mais exigente ao nível das caraterísticas dos equipamentos. Só compramos a gama premium da marca”, confidenciou. Na Expoflorestal esteve à prova a série de reboques HMWD. “Apesar de ser um produto de gama alta, com um preço considerável, continua a ter bastante procura devido às suas características diferenciadas”, começou por referir o responsável da Unitractores. “Ao nível das balanças, têm boggies de uma máquina de rechega - os eixos são NAF, com

travões incorporados, bloqueio, velocidade de tração até 10 km/h. Um dos modelos que trouxemos a esta feira tem a novidade dos alargadores hidráulicos – na versão standard são manuais. A grua deste reboque também é uma novidade na marca, que além dos 10,1m de alcance é considerada uma grua de capacidade de 10 tn/m. Esta em específico está equipada com o sistema tilt, que permite que a grua permaneça com a coluna direita mesmo quando trabalha em encostas”, enunciou. Para além do reboque HMWD a Unitractores teve também exposto na feira o reboque Palms MWD, que totalmente mecânico, e acionado através da tomada de força do trator, sendo necessário que o trator tenha na tomada de força a opção de proporcional ao avanço (Ground Speed). Tal é possível, através de uma correlação entre o trator e o reboque que é ajustada através de uma caixa de transferências instalada no reboque que tem que ser customizada caso a caso em cada equipamento vendido. Em jeito de conclusão, Rodrigo Carvalho, anunciou que até ao final do ano existirão novidades. “Posso adiantar que vamos ter novos produtos antes do final de 2022. O objetivo da Unitractores é ter solução para qualquer necessidade do empreiteiro florestal”.

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Hitraf

Ligados às correntes Nem um calor abrasador impediu que a Hitraf marcasse presença na Expoflorestal com um stand bem composto e uma novidade: as correntes de aço de estrangulamento e os cabos de corda de nylon são a grande aposta. O crescimento da empresa, a nível de infraestruturas, também foi abordado. NOVIDADE

A

Hitraf - Máquinas Agrícolas e Florestais Lda marcou presença em Albergaria-aVelha, na Expoflorestal. Como importador para o país da marca Tajfun, fabricante esloveno de guinchos e processadoras de lenha, apresentou aos visitantes toda a gama de guinchos, com capacidade de arrasto de 3.5 ton a 10.5 ton., tanto na gama de manuseamento manual como com comando rádio e desenrolador de cabo. Nas processadoras de lenha optou por expor os dois modelos mais vendidos, uma com corte de troncos de até 40cm e outra com capacidade de corte de até 48cm. Na área dos guinchos foi, também, apresentado o cabo de aço retificado de 12 a 14mm e como novidade o cabo sintético que tem a mesma capacidade do cabo de aço, mas com a particularidade de ser 8 vezes mais leve. Para completar esta área, foram ainda destacadas as correntes de última geração PEWAG, corrente de 8mm em elo de varão quadrado, usadas para ‘abraçar’ os toros e fazer a ligação ao cabo.

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Aposta da Hitraf centra-se nos cabos de aço e nylon e nas correntes de estrangulamento.

COMPLETA Foi apresentada toda a gama de guinchos, com capacidade de arrasto de 3.5 a 10.5 toneladas.

Novas instalações previstas para 2024 Após uma pequena conversa com os sócios da empresa, Emílio Gomes e Jorge Rocha, foi-nos dito que no início do ano adquiriram um terreno 4 mil metros quadrados junto às atuais instalações, situadas em Marrancos, concelho de Vila Verde, onde futuramente serão construídas novas instalações e as condições ideais para dar continuidade à venda e reparação dos produtos junto aos seus clientes.

DUAS OPÇÕES

Estiveram em Albergaria-a-Velha os dois modelos mais vendidos de processadoras de lenha.

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hitraf.maquinas@gmail.com Emílio Gomes (responsável) 968 026 118

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Afonso O. Costa

Novas soluções complementam a gama florestal A enfardadeira CB600 e a cabeça de abate Feller Buncher 500 foram as novidades da Afonso O. Costa na Exploflorestal.

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presença da Afonso O. Costa na Exploflorestal teve as necessidades do cliente como principal preocupação e foi com esse intuito que a empresa de Anadia apresentou um leque considerável de equipamentos, onde sobressaíram duas novidades: a enfardadeira CB 600 e a cabeça de abate FB500. No que toca à primeira máquina, esta está bem adaptada para a rama de eucalipto e estava, no mês da feira, a ser afinada para o pinho. “É uma enfardadeira com 66 cm de diâmetro de fardo. A função da máquina é, no terreno onde a rama é produzida, compactála ao máximo para transporte. Desta forma, após retirar a madeira, seja de pinho ou de eucalipto, os subprodutos são processados no local. Uma das opções é estilhar, o que implica quase sempre um transporte intermédio da biomassa com baixa densidade, outra é fazer fardos, em que o material é compactado ao máximo, depois cintado e cortado em fardos de comprimento configurável. A enfardadeira tem sido testada para a rama de eucalipto e funciona muito bem. Agora estamos a afiná-la para a rama de pinho, e a torná-la uma máquina mais versátil”, explicou Gonçalo Ferreira, do departamento de projeto da fabricante de equipamentos para exploração florestal e agrícola. Além disso, a enfardadeira conta ainda com um ‘apoio’ especial. “Temos ainda um opcional: as sapatas que permitem que a compactadora trabalhe em cima de um reboque florestal, mas que depois ‘descanse’ em cima destes apoios de forma a libertar o reboque para o seu trabalho habitual, e permitindo o transporte do conjunto reboque-compactadora”.

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Cabeça de abate com função de acumulação Já quanto à cabeça de abate, essa tem a função de acumulação. “Tem uma capacidade de diâmetro máximo de corte de 55 cm e possui inclinação lateral para se adaptar ao local em que se encontra, com um ângulo de 30 graus para cada lado, o que facilita também no descarregar da madeira lateralmente, tornando mais rápido o empilhamento. Tem ainda a função de acumulação, isto é, corta as árvores pelo tronco uma a uma e vai acumulando. Para facilitar o corte de pés com vários troncos, a cabeça foi ainda dotada de grande abertura das garras e angulo da lança, que tem atuação hidráulica. Os comentários dos clientes têm sido muito positivos, quer pela força quer pela qualidade do corte, que pode ser feito mesmo junto ao solo, facilitando a passagem posterior com trator e reboque.”, explicou Gonçalo Ferreira, não deixando depois de dar ênfase a todos os outros equipamentos expostos em Albergaria-a-Velha: “Temos aqui expostos também os nossos reboques, sempre com tração, e gruas, os dois produtos com que nos iniciámos no fabrico das máquinas florestais há 30 anos, e as cabeças processadoras, nas quais já acumulamos mais de 20 anos de experiência. Depois, temos toda uma gama de outros produtos para a floresta, desde grifas, guinchos, pás e corta-matos. Nestes últimos, lançámos agora um modelo novo para giratória, juntando aos que já tínhamos para trator.”

Stock elevado para poder responder a imprevistos A “incerteza à volta dos preços” é uma realidade mas a Afonso O. Costa tem contornado os problemas das entregas. “Sempre optámos por fazer um stock grande de material e essa aposta tem-se revelado positiva. Ao termos um bom stock, o prazo de entrega não é afetado”, afirma, considerando que há um problema mais difícil: “O preço das matérias-primas já é um pouco incontornável. Embora tentemos absorver parte dos aumentos, não é possível evitar passar uma parte para o cliente.” Relativamente ao que falta de 2022 e ao início de 2023, é difícil fazer previsões. “Os custos aumentam continuamente e mesmo que tentemos antecipar a compra para ter vantagem mais à frente, alguns preços como é exemplo o do aço já são quase três vezes superiores ao custo normal... Previa-se que os aumentos do ano passado poderiam ser uma situação temporária mas a verdade é que o médio prazo não se afigura melhor”, admite.

SATISFAÇÃO

Cabeça de abate FB500 já a trabalhar e com feedback positivo dos clientes.

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NA FLORESTA

Ponsse apresenta novas máquinas e serviços associados A processadora Scorpion Giant e o forwarder Mammoth expandem a oferta de equipamentos da Ponsse para corte e rechega. Mas as novidades estendem-se ainda aos cabeçotes, aos interfaces e aos manuais de operador.

Na ergonomia, o destaque vai para o pára-brisa em peça única, que se estende até o teto da cabine, proporcionando maior visibilidade, e para a grua C50+, cuja lança em forma de garfo favorece a visibilidade sobre o local de corte. Disponível como opcional nesta máquina, a funcionalidade Harvester Active Crane requer o sistema de controlo Opti 5G, que atualmente está disponível na família de processadoras Scorpion.

Ponsse H8 O novo cabeçote Ponsse H8 para processadora de corte oferece maior performance. A caixa da serra é agora maior, o que torna o cabeçote uma boa opção para árvores com grande diâmetro da base. Pode ser instalado nas máquinas Ponsse Ergo, Scorpion Giant e Bear. Neste acessório, os recursos automáticos do sistema de controlo Opti controlam a velocidade de alimentação, o movimento da serra segundo o diâmetro da árvore e asseguram um corte rápido e preciso.

Ponsse Mammoth Ponsse Scorpion Giant Vem completar a gama Scorpion, que foi atualizada em 2021. Esta processadora de oito rodas foi desenvolvida para proporcionar mais tração, mesmo em condições extremas, incluindo neve, declives íngremes e terrenos macios. É compatível com os cabeçotes Ponsse H6, H7, H7HD Euca ou H8.

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É um forwarder que expande a oferta da Ponsse à categoria de capacidade de carga de 25 toneladas. Equipado com transmissão CVT, dispõe de um novo recurso chamado Ponsse Active Seat, um novo assento que gira e acompanha o ambiente de trabalho de acordo com os movimentos da grua. O Mammoth possui o maior espaço de carga na gama de produtos Ponsse: 6,8 ou 8,0 m2, dependendo da escolha do cliente.

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Com o Active Speed, a velocidade de operação do cabeçote pode ser ajustada com base na espécie da árvore e com base nos diâmetros dos troncos.

A GAMA MAIS INOVADORA NO SETOR DAS MÁQUINAS FLORESTAIS, BIOMASSA E AGRÍCOLAS

Ponsse Active Crane e sistema de informação Opti 5G

ACTIVE CABIN

Um posto de trabalho prático e silencioso com visão ampla do terreno.

É um sistema de controlo para forwarders através do qual o operador controla os movimentos da lança em vez de funções individuais. No modo Active Crane, a máquina é controlada através de duas alavancas, uma das quais controla a altura da pinça ao chão enquanto a outra controla a direção do movimento. A ativação deste controlo requer que a máquina esteja configurada com o interface de informação Opti 5G, através do qual o operador tem acesso às informações sobre o funcionamento da máquina e através do qual ajusta os diferentes parâmetros.

Serviço Manual Ponsse Active Disponível nas lojas Apple e Android, é um serviço de manual de instruções e manutenção que, através de vídeos, fornece orientações ao operador.

ESTILHAÇADORES COM MOTOR A GASOLINA OU A DIESEL TRITURADOR FLORESTAL

ESTILHAÇADORES PARA TRATOR

FRESA E TRITURADOR DE PEDRA

TRITURADOR LATERAL

TRITURADOR LATERAL HIDRÁULICO

TRITURADOR DOBRÁVEL DE ALTO RENDIMENTO

A Ponsse é representada em Portugal pela Ascendum Máquinas (https://www.ascendummaquinas. pt/pt/produtos/ponsse/) ROÇADORA PROFISSIONAL DE CHAPA DUPLA

TRITURADOR HIDRÁULICO

TRITURADOR AUTOALIMENTADO PARA OLIVAL

TRITURADOR FLORESTAL PARA CARREGADORAS

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NA FLORESTA Moviter é a nova representante da John Deere Forestry

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Expoflorestal, que decorreu em Albergaria-a-Velha de 27 a 29 de maio, serviu de palco para a apresentação da Moviter como representante da John Deere da área florestal em Portugal, num evento que reuniu mais de 100 clientes no stand e que teve como ponto alto a apresentação da máquina de rechega Forwarder 1510G. O investimento feito nos setores da floresta e ambiente nos últimos anos levou a Moviter a querer complementar a oferta neste mercado com marcas

especializadas, tornando-se agora representante da John Deere Forestry e disponibilizando uma gama de equipamentos para a floresta. “Com várias décadas de experiência no setor dos equipamentos e com uma equipa técnica qualificada, a Moviter está preparada para servir os clientes John Deere da área florestal em Portugal”, anunciou Sami Kulmala, diretor comercial da John Deere Forestry, no comunicado da Moviter enviado à imprensa. “À qualidade e à tecnologia do produto John Deere, que os clientes já conhecem bem, queremos aportar a nossa organização e a qualidade dos nossos serviços técnicos. Os clientes acreditam em nós e isso dá-nos um grande alento”, concluiu Arnaldo Sapinho, administrador da Moviter.

Komatsu compra fabricante de acessórios para plantação de árvores Às máquinas para corte e rechega de madeira, a Komatsu Forest pretende juntar os equipamentos para plantação de árvores. A Komatsu anunciou a celebração de um acordo com vista à aquisição da marca sueca Bräcke, que desenvolve e fabrica acessórios para silvicultura e era detida pela Cranab. A Komatsu e a Bräcke mantêm uma parceria desde 2014 ao nível da partilha de conhecimento, e em 2020 apresentaram conjuntamente no Brasil um bulldozer equipado com acessórios para plantação de árvores de forma totalmente mecanizada. Com a integração dos acessórios da Bräcke no seu portfólio, a Komatsu irá dispor de soluções para preparação do terreno, sementeira e plantação de árvores, o que alarga a versatilidade das suas máquinas e pretende contribuir para reforçar a mecanização da etapa de plantação.

A MELHOR GAMA COM A MELHOR ASSISTÊNCIA TÉCNICA

EFICÁCIA

SEGURANÇA

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CONFORTO DESEMPENHO

ECONOMIA DURABILIDADE

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Galiforest bate todos os recordes na sua 6ª edição Quatro anos depois, o Centro de Formação e Experimentação Agroflorestal de Sergude (Galiza) acolheu a 6ª edição da Galiforest, Feira Internacional da Floresta, que bateu todos os recordes. Segundo a organização, numa área de exposição de 13.726 metros quadrados (+16% do que em 2018) estiveram 371 empresas (+47%) de 26 países (+24%) que apresentaram máquinas, equipamentos e peças florestais com um valor superior a 40M€,

tendo estes dados feito da Galiforest a “maior edição realizada até à data em todos os parâmetros”. O número de visitantes também bateu o recorde: 7.161 - mais 27% do que os 5.627 de 2018 -, provenientes de várias zonas de Espanha e de outros países, especialmente de Portugal mas também de Itália, França, Alemanha, Finlândia ou Estónia. Houve ainda 180 demonstrações de máquinas e um programa de conferências - sobre temas como os produtos florestais não madeireiros, os serviços ecossistémicos florestais, a melhoria da planta do pinhal ou a transição digital no setor florestal –, bem como mais uma edição do Concurso de Inovação Tecnológica, com 14 novidades. A próxima edição está agendada para 2024 e a área da feira deverá ser aumentada.

A propulsão elétrica vai ser testada na floresta Depois de a finlandesa Logset ter desenvolvido uma processadora de corte com tecnologia híbrida, agora é a sueca Malwa que está a trilhar o caminho para desenvolver uma máquina combinada (processadora + forwarder) com propulsão elétrica. A marca vai testar o sistema numa 560C adaptada, em versão protótipo, e recolher as impressões do mercado. A intenção é que este tipo de máquina possa vir a ser utilizado em áreas florestais situadas na proximidade de zonas urbanas.

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Um aspecto interessante deste projeto, que envolve outros fabricantes e um instituto de pesquisa, é prever que as baterias possam ser trocadas de forma relativamente simples, de modo a que a máquina não fique indisponível durante o processo de recarga. O projeto perspectiva ainda a possibilidade de este tipo de baterias poder ser usado de forma compatível tanto em máquinas florestais como em máquinas agrícolas.

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Regiões

Concessionários

Nos anúncios com consulte as máquinas para venda em www.abolsamia.pt/pt/compra-de-maquinas

Viana do Castelo - Braga

Usados: Case CX80 • Fendt (2) Farmer 309 LSA c/ cab., 260S DT • JD 2200 • Same (2) Delfino 35, Minitauros 60 2RM • Valtra A94 SH • Gad. Kubota 8 discos corte

Usados: Agrifull Jolly 50 • Deutz DX3700 DT • JD 2200 c. front. • Lamborghini R1 55 • Pasquali 441 4RM • Steyr 540 • Armador camalhões C.Magli • Charruas usadas várias • Colh. milho 1L (2) Mengele + Pöttinger • Enfard. NH 271 • Reboque fixo • Fresas usadas várias • Sem. (2) Agrovil 2 linhas, Pijuca mec. • Volta-fenos 2mts.

Usados: Carraro Agriup 80 DT • Unifeed Gilioli 5 m3 • Charrua Galucho 2F 14” • Desensilador Tico-Tico Agrovil

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Braga - Vila Real - Bragança

Usados: New Holland (5) TN 65N, TN 75V, TL 90, TS 110 DT Cab., TK 65F rastos • Shibaura SP2540 • Enfardadeiras (3): NH 640 fardos redondos, Mascar Corsa 150, Supertino SR70.120

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Bragança - Porto

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Porto - Aveiro

Usados: Deutz Agrofarm 420 T • Landini 5500 • Bomba de rega Landini • Pulverizadores: Tomix 800L c/ barra 10mts, Rocha 600L c/ barra 10mts e bicos trijet pré-misturador

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Aveiro - Viseu - Guarda

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Castelo Branco - Coimbra

Usados: Ferrari 1100 DT • Iseki (2) 207 c/ fresa e pala, SS 330 (corta-relvas) • JD 5400 DT • Kioti seminovo 35.10DT • Kubota 175 • NH 2120 DT • Vários motocultivadores usados em stock

Usados: Ford 1700, 3.500€ • Ford 4000, 6.500€ • Kioti LK3054 4RM, 8.500€ • New Holland 1720, 9.750€ • Iseki TX 2160 F (c/ alfaias), 6.750€ • Iseki TL1900, 4.800€ • Same Delfino 35 4RM, 8.500€

Usados: Fiat 420 • Charrua Esperanças 10 pol. • Charrua Galucho F16 • Corta-mato Galucho 1,20mts. • Enfarda. Pottinger F125 Pro • Pulverizador Tomix 600L • Pulverizador Rocha 100L • Rotorfresa 2,60mts. • Tesoura de poda Pellenc Lixion com carregador, colete e mala de transporte original.

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Coimbra - Leiria

Usados: Claas (2), Arion 550, Arion 460 • Ceifeira Claas Jaguar 850 • Pá Los Antonios de 5 mts • Rototerras Herculano (2) 4mts. e 3mts.

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Leiria - Lisboa

Usados: Iseki TS1910 - 2.750€ Kubota MU85 - 12.500€ McCormick C70 LC - 19.500€ Valpadana 3675 p/ peças

Usados: Deutz-Fahr 420 S • Fiat 55-56 F • Landini 90 •McCormick F90 Cab. • NH TNF 95 • Krone Gad. reb. 3mts. • Pulv. Rocha 1000L c/torre • Plataforma de poda e colheita automotriz

Usados: Grua florestal Costa, G3000 • Motoenxada Gemar, MZ 100 - 1040 • Pulverizador Tomix 200 L • Farmtrac 80 4 RM • Ammann-Yanmar, YM-1401 S/MAT

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Lisboa

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Usados: (2x) John Deere 5515 V, 20 C • New Holland Boomer 25

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Lisboa - Santarém

Usados: Reb. Galucho 12.000Kg • Grade discos Galucho NA2C 20-22 • Pijuca 4 corpos esp. vinha • Rototerras: Maschio S Cobra 2,5m. e 3m.• Charruas: Galucho (3) 2F-10”, 3F-14”, 2F-13” • Escarif. Galucho E7D • Espalhador C.Magli plást. microgranulador • Plantador Ferrari 3 L. • Polvilhador Gaysa c/ barra hidra. 3 mts • Sachador 3 linhas hidr.

Usados: Belarus T25 A2 • Case-IH MXU 125 4WD cab. • Lamborghini (2) 774- 70 N, 874-90 DT • NH TN75 • (2x) Same Dorado 86, Explorer 85 T Usados: Tratores: JD (2) 6105M, 6910 • Same Explorer 80 • Deutz Fahr M620 Agrotron • Landini7800 rastos • Charruas: Kverneland LD85 6F. • Kverneland PB100 • Galucho 2F 16’’ • Enfardadeira Claas 3200 Rotocut • Pulverizador Kverneland 1.800 LTS • Trituradores: TMC Cancela (2) TMS 300D, TSL 300 www.abolsamia.pt

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Santarém

Usados: Landini R 5500 Ford 1920 4RM • MF 240

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Portalegre - Setúbal - Évora

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Évora

Tratores: NH, T4.75 S • Ford, 7610 • Fendt, Farmer 250 S • Chisel Hibema, 9/13 c/ Rolo • Cisternas: 4000 lts • Joper, 6000 Lts • Destr. Serrat, 1.80MTS • Enfar. Krone, Big Pack 1270 • Escar.: Relv. Galucho, 9-D • Gadanheiras: Vicon, 6 discos - E. 428 • Pente • Krone, Easy Cut R 280 • Krone, Active Mow R200 • G. discos: Razol, 22 • Galucho (3), NA2C 18X24, 20x22, GLHR 22/26 • Pulv. Tomix, P9 600 • Volta-fenos: Vicon, RS/4V • Krone, Swadro 42

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Évora - Beja

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Beja - Faro - Açores - Europa

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POR BRUNO MENESES

Aruil teve de volta a sua feira saloia Realizou-se por terras saloias, em Sintra, a 4ª edição da Agroaruil, promovida pela Sociedade Recreativa e Desportiva Aruilense.

S

edentos de mostrar o que de melhor se produz naquela região, muitos foram os expositores e convivas a marcar presença na feira, dando uma clara demonstração de vitalidade. Foi o caso dos nossos clientes, Auto Mecânica Central da Igreja-a-Nova e Auto Dias de Cipriano Francisco Dias, muito procurados pelos seus clientes e amigos, onde não faltaram as tradicionais fotos de família junto das máquinas de eleição. Para o encerramento da feira com chave de ouro, decorreu, pelas ruas da freguesia, o acarinhado desfile de tratores onde miúdos e graúdos se regozijaram com o passar das máquinas.

Auto Dias de Cipriano Francisco Dias.

Auto Mec. Central da Igreja Nova

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MOMENTOS NEW HOLLAND Entrega de New Holland T3.80 F CAB ao cliente Real Companhia Velha. Foto esq. p/ dir.: Carlos Macedo (tratorista) e Marta Cardoso (encarregada da Quinta da Granja da RCV) e Artur Lopes (Jopauto) Entrega de New Holland T475S ao cliente Afonso Coelho.

Jopauto

Cameirinha

New Holland T4.80N entregue ao cliente Mário Vieira. Foto esq. p/ dir.: Marco, Mário Vieira e Miguel Araújo (Jopauto).

Jopauto

New Holland T4.90LP entregue ao cliente Vasco Teixeira, em Fradizela (Mirandela).

Américo Pousa Grupo Lampreia Entrega de New Holland T5.115 ao cliente Daniel Leminho (Herdade do Carvoeiro) Foto esq. p/ dir.: .José Santinha, Daniel Leminho e Maria Leminho e André Candeias (Lampreia)

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Entrega de New Holland T4S.65 Cabinado ao cliente José Silva (Santa Maria da Feira)

SEAC

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Auto Mecânica Central da Igreja Nova

Presença da Auto Mecânica Central da Igreja Nova na Feira de São Pedro (Torres Vedras).

Entrega de New Holland Boomer 40 Stage V à cliente Maria de Lurdes Aguiar.

Auto Agrícola Sobralense

Entrega de New Holland T3.80F ao cliente José Paulo (Monção).

Agromonção

New Holland T5.120 EC TIER4B entregue ao cliente Nélson Salgado. Foto esq. p/ dir.: Tatiana Pinto (esposa), Nélson Salgado (cliente) e Albino Morais (Américo Pousa).

Etelgra Enfardadeira New Holland BB1270 Plus entregue ao cliente José Manuel Carvalho. Foto esq. p/ dir.: Vicente Amador (Amigo do cliente), Mário Cananão (Etelgra) e Luís Profeta (Etelgra) e José Manuel Carvalho.

Américo Pousa

Adelino Lopes Nogueira & Filhos

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New Holland Boomer 50 entregue ao cliente João Melfe, em Ferro (Covilhã). Foto esq. p/ dir.: João Melfe e José João Salvado (Adelino L. N. Fos).

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O mestre das miniaturas em cortiça

F

oi na calma e pacatez de Santiago do Escoural, interior do Alentejo, que encontrámos Joaquim Serralha, operador de máquinas e um colecionador apaixonado pelas máquinas agrícolas que têm sido a sua vida praticamente desde que nasceu. “Essa paixão nasce desde pequeno, a minha mãe até dizia que eu ainda dentro da barriga já reagia ao som dos tratores. Na altura da revolução agrícola em Portugal, com a entrada em vigor da Reforma Agrária (1975) comecei a trabalhar com os tratores, embora antes já lidasse com máquinas”, conta, explicando que foi a partir daí que nasceu o ‘bichinho’ de fazer miniaturas em cortiça, à escala. “O primeiro trator em que trabalhei, teria aí uns 9 anos e o primeiro que fiz em cortiça, foi um Ford 4000”, disse. Conforme ia trabalhando com as máquinas no campo, ia fazendo as réplicas delas em miniatura.

UMA ARTE PARA PERPETUAR

Mora em Santiago do Escoural um mestre que faz miniaturas de máquinas agrícolas à escala em cortiça desde os 13 anos. Uma arte que desenvolve há 45 anos da qual Joaquim Serralha gostaria de passar os segredos a alguém que quisesse seguir os seus passos.

por Hugo Neves

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O primeiro trator que Joaquim Serralha fez em cortiça - um Ford 4000.

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SALÃO INTERNACIONAL DAS SOLUÇÕES E TECNOLOGIAS PARA UMA AGRICULTURA EFICIENTE E SUSTENTÁVEL

dia de folga

32 exemplares feitos e outros 5 a serem fabricadas. Agora, aos 58 anos, o sonho comanda a vida: “Quero continuar a fazer miniaturas, é pena que ninguém abrace isto para o futuro. Espero que apareça alguém a perguntar “como se faz” ou a dizer “quero aprender” que eu cá estarei para poder passar a informação.”

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Na oficina que montou no topo da sua casa, onde até tem bicicletas para consertar, Joaquim Serralha guarda um largo espólio de manuais de máquinas agrícolas e é ali que encontra a serenidade para, com uma navalha, uma pedra de amolar e alguns alicates, cortar minuciosamente a cortiça e fazer as miniaturas, reunindo ao todo um lote de

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A jornada de Mário Isidoro

NASCEU O HOMEM DO TRATOR NA MÍTICA EN2 POR

HUGO NEVES

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epois de fazer várias vezes a Estrada Nacional Nº 2 de ponta a ponta de moto, Mário Isidoro cumpriu o trajeto sentado num trator Deutz 4006 de 1979 e viveu 13 inesquecíveis dias. Conviveu com desconhecidos, reencontrou amigos e fez novos, foi acarinhado e recebeu a sua nova alcunha numa viagem que ficará para sempre na sua memória. “Há 42 anos que eu ando de moto e nunca fui o homem da moto. Numa semana passei a ser o Homem do Trator.” A aventura de 13 dias de Mário Isidoro fez história: pela primeira vez, uma pessoa fez a mítica Estrada Nacional nº 2 de Portugal num trator, a uma velocidade máxima de 25/30 kms/hora, num trajeto que incluiu ainda o trajeto de Arrudados-Vinhos até Chaves e de Faro até Arruda-dos-Vinhos.

O quartel dos bombeiros era ponto obrigatório de paragem.

A revista abolsamia acompanhou esta viagem sem precedentes, até para o experimentado Mário Isidoro que já na meta final comentou: “Nenhum trator em Portugal tem tantas fotografias, nem os que são expostos na FNA”, deixando a promessa: “Este ano, se o Miguel Oliveira ganhar o Campeonato de MotoGP, eu faço neste trator os quatro cantos do país.” As imagens desta aventura falam por si mas também as histórias que o Homem do Trator nos foi contando ao longo da jornada mostram todo o entusiasmo de uma viagem há muito pensada. Visite o nosso site abolsamia.pt e facebook.com/abolsamia – e fique por dentro de todas os detalhes. Divirta-se!

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Em Arruda dos Vinhos, terra natal de Mário Isidoro, junto do Chafariz, ex-libris da vila.

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dia de folga Mário e Margarida, companheiros inseparáveis de aventuras.

À chegada a Faro, foi recebido por Pedro Alves, Diretor do Hotel AP Eva Senses e Carlos Baía, vereador da Câmara Municipal.

O capacete na frente do trator acompanhou Mário Isidoro durante toda a viagem na EN2.

PERGUNTAS

DOS NOSSOS SEGUIDORES AO “HOMEM DO TRATOR”

Qual foi o estado final dos pneus do 4006?

Impressionante... vai para o Guiness?

Estão praticamente novos, tiveram 5% de desgaste.

Creio que já houve gente a fazer mais quilómetros numa estrada, a questão é que esta une um país de ponta a ponta. E acho que como esta só há uma na Argentina, A Rota 40, e a famosa Route 66 nos Estados Unidos.

Quantos kms realizou? Quantos litros de gasóleo gastou na viagem? Fiz 1.650 quilómetros. Gastei 410€ de gasóleo, a 1.90€ o litro, por isso gastei 216 litros.

Condecoração já! Acha que merece? (risos) Não... eu já fui condecorado na concentração e na chegada a Faro e recebi uma medalha. Não é ouro mas fica bem.

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Porquê este modelo para fazer a viagem? Porque era o trator da empresa A.F.N.Prata e era o melhor para este desafio.

leia a

história

completa em abolsamia.pt

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NO CAMPO

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abolsamia

julho/setembro 2022

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A LONG WAY

TOGETHER

AGRIMAX TERIS Por mais difíceis que sejam as suas necessidades, AGRIMAX TERIS é o seu melhor aliado para todas as operações de colheita. De fato, este pneu radial é capaz de juntar caraterísticas extraordinárias de tração e capacidades de carga elevada, com uma estabilidade excecional. Graças ao seu composto, ao ombro e ao talão reforçados, AGRIMAX TERIS assegura uma elevada resistência à perfuração, bem como uma excelente agilidade de manobra e conforto na condução. AGRIMAX TERIS é a resposta da BKT para ceifeiras-debulhadoras que proporcionam ótimas prestações sem prejudicar a sua colheita.

DISTRIBUIDOR PARA A PENÍNSULA IBÉRICA

JOSÉ ANICETO & IRMÃO, LDA

Zona Industrial, Lote 38A 3060-197 Cantanhede Tel: 231 419 290 info@sjosepneus.com

www.sjosepneus.com


julho / setembro 2022

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Atomizador com sistema H3O: a inovação que irá mudar o modelo atual de proteção das culturas especiais.

A REVISTA DA MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA

16

Ano XXIX . Nº 132 | Bimestral julho / setembro 2022 | Diretora: Catarina Gusmão

NOMEADOS AO TRACTOR OF THE YEAR 2023

ESPECIAL

FNA SANTARÉM

SISTEMA H3O

Premiado na FIMA 2018 como Novidade Técnica na categoria de Soluções de Gestão Agronómica

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Regulação do atomizador em função da massa vegetal

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Redução da deriva entre os 45 e os 48%

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Poupança de produto fitossanitário em aproximadamente 25%

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Redução do consumo de combustível, devido à baixa potência exigida, em até 5l/h

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Registo e armazenamento dos dados na plataforma, durante os tratamentos, de forma ordenada

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Consulta e análise dos dados para tomada de decisões no futuro

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Emissão de caderno de campo com total precisão

tractoresibericos.pt

Preço: € 6,00 Cont. | ISSN 2183-7023

Nº132 - Ano XXIX

O FUTURO É JÁ ALI

NA HERCULANO

A INOVAÇÃO NÃO PÁRA COMO A EMPRESA SE TEM ADAPTADO À AGRICULTURA 4.0

MERCADOS

A opinião de representantes das marcas

EXPOFLORESTAL

Reportagens na feira