Abolsamia 113

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outubro / novembro 2018

Nº113 OUTUBRO / NOVEMBRO 2018

abolsamia.pt

A REVISTA DA MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA

TESTE EM CAMPO: CASE IH MAXXUM 145 + MASSEY FERGUSON 6713 Ano XXV . Nº 113 Bimestral out / nov 2018 Diretor Nuno de Gusmão Preço: € 6,00 Cont. / ISSN 2183-7023

MOTORES AGRÍCOLAS ONDE SÃO CONSTRUÍDOS TECNOLOGIA ISOBUS UM CASO PRÁTICO EM PULVERIZAÇÃO

Entrevistas / Artigos / Novidades / Exclusivos / As presenças

Nº113 - Ano XXV

ESPECIAL

AGROGLOBAL Todas as novidades apresentadas na maior feira de campo portuguesa


Máximo desempenho e continuidade operacional. Fazer com que funcione bem e por muito tempo. Esta é a nossa missão. Os elevadores telescópicos para a agricultura são máquinas para a mobilidade dos materiais, capazes de garantir e aumentar a produtividade das empresas agrícolas. Potência, conforto e tecnologia, mas também personalização máxima, são os aspectos fundamentais dos telescópios Faresin Industries. Uma gama que propõe modelos com comprimentos do braço de 6 a 11 metros, com capacidade de elevação de 2,6 a 7 toneladas, capaz de oferecer a solução certa para cada tipo de trabalho.

CONSIGO NO TERRENO. Carta de precisão

Novo i m p o r t a d o r e xc l u s i vo p a r a E s p a n h a e Portugal

Análise de dados

Condutivímetro

ECU

Caudalímetro Adufa Prop. Elétrica

Medição de velocidade e sentido de movimento

N Medição da variabilidade

SMALL RANGE

COMPACT RANGE

MIDDLE RANGE

HEAVY DUTY RANGE

Configurações disponíveis:

Configurações disponíveis: CLASSIC / AGRITOP / GLS / VPS

Configurações disponíveis: CLASSIC / AGRITOP / GLS / VPSe

Configurações disponíveis: CLASSIC / GLS / VPSe

Capacidade máxima de elevação de 3 t

Capacidade máxima de elevação de 3 t para 4,5 t

Capacidade máxima de elevação de 6 t para 7 t

Altura máxima de 7 m a 9 m A gama Compact Range pode-se utilizar

Altura máxima de 7 m a 11 m A gama Middle Range tem 24

Altura máxima de 9 m a 10 m Os três modelos da nova gama Heavy Duty,

onde são necessárias as

configurações, adaptadas para empresas

criados para o sector da

indicado para todas as situações em que as estruturas e os

características da máquina standard, garantindo assim a manobrabilidade com

de construção que procuram uma máquina dúctil e que, graças às novas

construção, oferecem potência, precisão e controle. Disponíveis com vários tipos de

ambientes de trabalho têm espaços limitados. Com 1,93 m de altura e 2 m de largura, permite ter desempenhos tanto

d i m e n s õ e s r e d u z i d a s . To d o s o s desempenhos em dimensões compactas.

tecnologias aplicadas, permita poupar o manuseio e altos desempenhos. A gama multifunção com soluções

transmissão, velocidade máxima de 40 km /h e 4 modalidades de orientação nas configurações GLS e VPSe. Grande capacidade de mobilidade

aptas para todos os usos na agricultura.

de material sem reduzir o desempenho de

CLASSIC / AGRITOP Capacidade máxima de elevação de 2,6 t Altura máxima até 6 m O elevador telescópico 6.26 da gama Small Range é o modelo

em obras como em espaços fechados sem comprometer o seu desempenho. O m o t o r Ya n m a r 7 0 H P

uma máquina standard,. Especialmente solicitada nas instalações de biogás pelo seu notável desempenho.

4F garante toda a potência necessária para as operações de mobilidade.

Consulte a nossa rede de distribuidores

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CARACTERÍSTICAS:

• PRECISÃO DE ESPALHAMENTO • CUMPRIMENTOS DAS NORMAS EUROPEIAS • PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE • CONSOLA DE MONITORIZAÇÃO • MELHORAMENTO E AUMENTO DA PRODUÇÃO • MOMENTO CERTO, QUANTIDADE CERTA, LOCAL CERTO

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K

Aplicação Tecnologia de taxa variável (VRT - DPA)


EDITORIAL

“OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA”

N

o rescaldo de duas grandes feiras nacionais, é tempo de voltar a equacionar questões importantes: Faz sentido, num país com a dimensão do nosso, continuar a manter duas grandes feiras no mesmo ano? Traz verdadeiro proveito às empresas expositoras? Desconheço a existência de algum inquérito neste sentido, não dispondo de “dados” que esclareçam acerca da vontade dos empresários, mas todos os anos assisto a um sem fim de protestos e discussões em volta do tema, entre responsáveis pelos negócios, nas vésperas dos acontecimentos. As razões do descontentamento são várias, mas num ponto todos estão de acordo: duas feiras com uma dimensão

nacional representam um investimento demasiado grande para um país tão pequeno. É bom não esquecer que, a juntar a estas duas grandes feiras, Portugal conta ainda com inúmeras feiras regionais onde as empresas distribuidoras de equipamentos também acabam por investir, direta ou indiretamente. É verdade que não estar onde a concorrência está pode fazer mossa, e só os maiores de todos podem dar-se a esse luxo e ditar tendências. É verdade que “quem não aparece, esquece”. Mas não será já tempo de juntar esforços e unir vontades em nome duma feira agrícola ainda melhor?

Francisca Gusmão

TEMOS UMA REVISTA MELHORADA Na continuação do lançamento do nosso novo site, trazemos-lhe agora uma revista em papel com conteúdos mais técnicos a par com uma nova organização dos temas e uma paginação mais moderna e arejada para proporcionar uma leitura mais fácil. Esperamos que goste.

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SUMÁRIO REGUL ARES

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EMPRESAS 06 Notícias

TECH 14 Onde são feitos

os motores agrícolas? 26 Agricultores & Tecnologia 28 Tecnologia Isobus

PRODUTO

36 Fendt De vento em popa 40 Lemken Juwel 7 M e a Rubin 10 44 ToTy® Case IH Maxxum 145 Massey Ferguson 6713 52 Claas Novos produtos 56 Krone BigX 1180

40

FLORESTA 112 Notícias 120 Prime-Tech

28

CONCESSIONÁRIOS 124 Regiões 142 Miraldino

52

146 Os 11 Mandamentos

dos concessionários

148 Maquicorredora 150 Torre Marco 152 Momentos New Holland 154 Agenda 156 Dois dedos de conversa

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OUTUBRO / NOVEMBRO 2018 68

56 ESPECIAIS

60 PRODUÇÃO VEGETAL

Confira os dados do mais recente relatório sobre a produção vegetal publicado pelo INE 68 AGROSEMANA

Bridgestone patrocinou Agrolympics 72 AGROGLOBAL

44

Neste especial falamos das principais presenças e novidades da feira

122 ANTIGAMENTE ERA ASSIM...

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72

A Fella já é centenária

VOTE NOS 10 FINALISTAS DO

TRACTOR OF THE YEAR© 2019 Esta sondagem da revista abolsamia pretende recolher a opinião dos leitores em relação aos modelos concorrentes às quatro categorias do prémio: Campo aberto, Melhor Utilitário, Melhor Especializado e Melhor Design. No dia 7 de novembro 2018, na EIMA (Itália) será atribuído o prémio oficial escolhido pelos membros do júri.

https://poll.app.do/tractor-o-the-year-2019 abolsamia outubro / novembro 2018 www.abolsamia.pt

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EMPRESAS // notícias

TRELLEBORG

TRELLEBORG ABRE novo centro logístico na Europa A Trelleborg inaugurou um centrou logístico e um novo escritório comercial em Evergem, Bélgica. As novas instalações incluem um armazém de 10.000 m2 e escritórios para a sede comercial. Com um stock de pneus superior a 70.000 unidades, a Trelleborg pretende assim dar resposta aos armazéns europeus e aos principais clientes da região a partir deste centro logístico recém-inaugurado. O conceito é: “Just In Time”, que significa mesmo a tempo, em inglês. Na data de abertura, em julho, Paolo Pompei, presi-

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dente da Trelleborg Wheel Systems, afirmou ser uma honra “cortar a fita e celebrar este momento especial na cidade de Evergem, na Bélgica.” Mais de 150 convidados assistiram à inauguração, incluindo clientes, jornalistas, representantes locais e funcionários da marca. Para a Trelleborg, Evergem representa “o coração do negócio de material de construção e de pneus e um importante polo, devido à sua posição estratégica na Europa, bem como à sua proximidade com mercados estratégicos”. “Agora estamos instalados num local moderno e privile-

giado, com equipamentos de última geração, projetados de acordo com os últimos padrões tecnológicos da Trelleborg, o que significa que podemos atender ainda melhor os nossos clientes a partir deste centro”, afirmou Paolo Pompei. O novo edifício foi construído no local onde se situava a histórica fábrica Bergougnan,

que foi construída no início de 1900 e adquirida pela Trelleborg Wheel Systems em 1988. Em 2002, a Trelleborg mudou parte da produção para o Sri Lanka, mas manteve instalações em Evergem, nomeadamente o centro de operações de modo a abastecer o mercado europeu e do Oriente Médio, atendendo a mais de 50 países.

“AS NOVAS INSTALAÇÕES INCLUEM UM ARMAZÉM DE 10.000 M2 E ESCRITÓRIOS PARA A SEDE COMERCIAL.”

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BTS

NOVO T4 FNV

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A New Holland escolhe lubrificantes

SEGURO E PRODUTIVO.


EMPRESAS // notícias

MUSTANG PASSA A “MUSTANG BY MANITOU” A Manitou Group anunciou a alteração da imagem corporativa da sua marca Mustang para “Mustang by Manitou”. A alteração é extensível a todos os continentes em que a marca opera. Arnaud Boyer, VP Marketing & Product Development, afirmou: “Com a transição da marca para Mustang by Manitou, o grupo combina a força de uma rede estruturada com a forte consciência da marca Manitou”. O Grupo Manitou engloba três marcas, a Manitou, a Gehl e a Mustang by Manitou.

GRIMME

Novas instalações da Grimme na Bélgica A Grimme inaugurou as novas instalações na cidade de Roeselare, a cerca de 90km de Bruxelas. O terreno com um 1 ha de área aloja um edifício de 2.900 m², que inclui sala de exposições, oficina, escritórios e um depósito de peças de reposição. No discurso de abertura para mais de 80 convidados, Franz Grimme sublinhou a importância da Bélgica nos negócios daquela empresa familiar há mais de 60 anos. O responsável aproveitou para agradecer aos 20 funcionários pelo compromisso para com a marca e o mercado belga. A Bélgica é o maior exportador mundial de produtos de batata congelados, sendo também muito bem-sucedida no cultivo de beterrabas e vegetais. O alto grau de mecanização requer um serviço muito profissional e um fornecimento rápido de peças de reposição. A nova localização da Grimme pretende, assim, dar respostas a estas crescentes necessidades dos clientes. Todos os funcionários colaboraram com a transferência de instalações de Houthem para Roeselare.

TIA HALL OF FAME PARA ARVIND PODDAR Arvind Poddar, presidente e diretor executivo da BKT, foi eleito vencedor do prestigioso galardão TIA Hall of Fame Award, a maior distinção outorgada pela Tire Industry Association e um dos galardões mais importantes da indústria dos pneus em todo o mundo. A primeira edição do prémio teve lugar em 1985.

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Assumindo que o uso de químicos pode vir a ser limitado no futuro, a Lemken comprou a Steketee, que produz soluções de controlo de ervas daninhas com recurso a tecnologia de ponta.

A Nokian Tires recebeu o prémio Favorite’2018 dos clientes no ranking de satisfação do consumidor da revista de negócios alemã Focus Money and Deutschland Test.

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EMPRESAS // notícias

Valtra e Nokian definem recorde de velocidade na neve Um trator Valtra não tripulado, equipado com pneus Nokian, estabeleceu um novo recorde de velocidade a limpar neve, ao circular numa estrada fechada ao trânsito a 73.171 km/h. A Nokian Tyres e a Valtra estabeleceram o recorde mundial de remoção de neve com um trator não tripulado. O recorde de velocidade foi alcançado em março de 2018 com um trator Valtra T254 Versu, equipado com pneus Nokian Hakkapeliitta TRI. Operado sem condutor, o trator removeu a neve numa estrada fechada ao trânsito do sul da Finlândia a 73.171 km/h. Trata-se do segundo recorde mundial alcançado pela Nokian Tires e pela Valtra em temperaturas negativas. Em 2015, os dois fabricantes finlandeses juntaram-se ao famoso piloto de rali Juha Kankkunen para definir o atual recorde de

MECALAC

velocidade num trator no gelo - 130,165

MECALAC compra carregadoras compactas PICHON A Mecalac, especialista francesa em equipamentos de construção, tornou-se uma das maiores fornecedoras de carregadoras compactas de rodas, depois de adquirir a produção destas máquinas da também francesa Pichon. Com vigência a partir de 1 de janeiro de 2019, a Pichon cessará a produção de carregadoras compactas de rodas para se concentrar no seu negócio principal de cisternas e reboques distribuidores de chorume e estrume. Complementando as atuais carregadoras de rodas da Mecalac, fabricadas na Alemanha, a

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km/h. Para o feito usaram um Valtra T234 Versu com pneus Nokian Hakkapeliitta TRI.

linha de máquinas da Pichon (26 a 75 cv), fabricada em Landivisiau, na Bretanha, será distribuída sob a marca Mecalac através da sua rede mundial de revendedores. Tal ocorrerá em 2019, após uma atualização do motor para fazer face aos regulamentos de emissões Stage V. A Mecalac e a Pichon também chegaram a um acordo segundo o qual as carregadoras compactas de rodas continuarão a ser distribuídas sob a marca Pichon, permitindo à marca manter o seu negócio agrícola com uma linha de máquinas tecnicamente evoluída.

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EMPRESAS // notícias

NOVIDADE DO MÊS

KUBOTA NOVO CENTRO

DE I&D ATÉ 2020

JOHN DEERE COMPRA FABRICANTE DE PULVERIZADORES PLA A Deere & Company assinou um acordo para adquirir a PLA, fabricante argentina de pulverizadores, semeadoras e produtos especializados para agricultura. “A aquisição da PLA reforça o compromisso da John Deere para com os seus clientes na medida em que continuamos a apostar na inovação, na rentabilidade e na tecnologia e serviços para melhorar a produtividade”, afirmou John May, Presidente de Soluções Agrícolas e Tecnologia da Informação na Deere. Fundada em 1975, a PLA foi a primeira empresa a fabricar pulverizadores automotrizes na América Latina e apresenta soluções inovadoras aos seus clientes desde então. Com sede na Argentina e fábricas em Las Rosas (Argentina) e Canoas (Brasil), a PLA tem aproximadamente 450 funcionários e atualmente comercializa produtos em quatro continentes.

AGRIA & MILLASUR

Com o objetivo de reforçar a expansão no mercado europeu de tratores, a Kubota vai investir 55 milhões de euros na criação de um novo Centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D), localizado em Crépy-en-Valois, França. A data de conclusão é 2020. Este novo centro é apresentado como ‘Centro de Competências de Engenharia’ para o mercado agrícola. Servirá também de base para atividades de investigação e pesquisa da Kubota em território europeu. Como parte do processo de globalização, a Kubota pretende continuar a desenvolver produtos adaptados às necessidades dos mercados em que opera. No caso europeu, o mercado exige cada vez mais tratores tecnologicamente avançados. Assim, o novo centro apostará no desenvolvimento de máquinas capazes de satisfazer essa procura. Presente em cerca de 110 países, a Kubota aposta no crescimento internacional, com investimentos recentes a acelerar a expansão. Desde que, em 2017, foi criada a Kubota Holding Europe B.V., a empresa tem vindo a reforçar a sua identidade corporativa no continente europeu.

AGRIA É REPRESENTADA PELA MILLASUR A firma espanhola Millasur passa a

máquinas para agricultura,

representar os equipamentos da

espaços verdes e limpeza de

Agria Werke em Espanha e

pavimentos.

Portugal. A histórica marca alemã Agria comercializa pequenas

Uma das mais recentes novidades do seu catálogo é um destroçador ligeiro, comandado à distância, para limpeza de vegetação em zonas de forte pendente. A Agria está sediada em Möckmühl e conta com mais de 70 anos de experiência no fabrico de máquinas para trabalho de solo e espaços verdes.

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ECONOMIA NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL GARANTIDA OU DEVOLVEMOS O SEU DINHEIRO * GARANTIA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Se utilizar mais do que o nosso consumo de combustível alvo, iremos reembolsar a diferença.

B Ó N U S P O R E F I C IÊ N C I A

Se utilizar menos do que o nosso consumo de combustível alvo, pagaremos-lhe um bónus de 2x a diferença.

T R AT O R E S 6 R (6 C IL IN D R O S), 7R, 8 R

AS16096.1POR_PT_100

A garantia de consumo de combustível inclui agora os tratores das séries 6R (6 cil.), 7R e 8R e aplica-se apenas ao modo de transporte.

O PROGRAMA DE GARANTIA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEL. S E JA M A I S P R O D U T I VO. G A R A N T I D O. * O programa de garantia de consumo de combustível estará em vigor e será oferecido somente pelos concessionários John Deere entre as datas 1 de novembro de 2017 e 31 de outubro de 2018 para todos os tratores novos das séries 6R (6 cilindros), 7R e 8R, nunca comercializados por meio da venda retalhista, comprados ou adquiridos em acordos de ‘leasing’ entre ditas datas. Será preciso fazer a inscrição de forma efetiva no programa com o concessionário John Deere da sua zona. O programa de garantia só é válido para aplicações de transporte (acima de 20 km/ h) de acordo com os dados JDLink fornecidos. Entre em contacto com o concessionário John Deere da sua zona para saber mais detalhes sobre o documento de inscrição.


EMPRESAS // notícias

Máquinas da Ovlac passam a ter branco nas cores

1º SEMESTRE FOI POSITIVO para a Manitou As vendas líquidas da Manitou aumentaram 17% durante o primeiro semestre deste ano, para € 941 milhões (em comparação com € 805 milhões no

A Ovlac vai mudar a combinação de cores das suas máquinas, com o verde a ser substituído pela cor branca. O objetivo é que a combinação entre o vermelho típico da marca e o branco ajude a distinguir a Ovlac da concorrência. A mudança na paleta de cores surge no seguimento da aposta da Ovlac em inovação e desenvolvimento, com vista a aumentar a competitividade dos seus produtos, sem descuidar a imagem da marca. Todos os modelos das gamas da Ovlac vão passar a ter branco onde antes estava o verde, mantendo-se sempre a predominância do vermelho tradicional. As primeiras peças com a nova composição e cores já saíram da fábrica.

período homólogo de 2017). O crescimento foi particularmente forte na construção civil e na agricultura. Enquanto € 169 milhões (+ 15%) das vendas líquidas de metade do ano da Manitou foram geradas nas Américas, as vendas na Europa aumentaram em um terço, para € 671 milhões. Dado o bom desempenho dos primeiros seis meses, a empresa espera encerrar o ano com um crescimento da receita superior a 15%. No ano passado, a Manitou registou uma faturação de € 1,6 biliões. Neste ambiente favorável, o grupo Manitou continuará a expandir a sua gama de produtos, a aumentar as quotas de mercado e a incrementar a produção, afirma Michel Denis, presidente e CEO do grupo Manitou.

100

anos de John Deere

O ano de 1918 assistiu ao início de uma história de sucesso: a John Deere adquiriu a Waterloo Gasoline Engine Company e lançou-se na produção de tratores.

CEAT em Portugal pela mão da SAFAME Comercial A SAFAME Comercial fez um acordo com o

NOVA GAMA

fabricante de pneus CEAT Specialty para a

A nova gama de pneus agrícolas radiais

distribuição exclusiva da marca na Penín-

CEAT Specialty, destinada a tratores pe-

sula Ibérica. Este acordo permite à SAFAME

quenos e médios é composta pelo Farmax

Comercial estender a sua oferta no seg-

R85 e R70 e pelo Farmax R65v para tratores

mento dos pneus agrícolas e industriais

grandes. Para os estreitos temos o modelo

para 85 referências e alargá-la, a curto

Farmax RC e nos de pneus de flutuação

prazo, com modelos para todos os tipos de

o Floatmax FT e RT. A gama agrícola fica

tratores (largos e estreitos), flutuação, piv-

completa com os modelos agroindustriais

ots, ceifeiras e maquinaria de construção.

Lift Pro e Loadmax MP.

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Tratores para Especialistas

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Carraro Tractors Distribuidor Autorizado Portugal e Espanha

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TECH //

EUROPA • • • • • • • • • • • •

AMÉRICA DO NORTE

• Caterpillar • Cummins • John Deere Power Systems

Cummins Deutz FPT Industrial JCB Power Systems John Deere Power Systems Kohler Liebherr Man Engines MTU Perkins Volvo Penta Zetor

AMÉRICA DO SUL

• FPT Industrial • AGCO Power

ONDE SÃO FEITOS

OS MOTORES AGRÍCOLAS 14

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SABIA QUE O motor Diesel ou motor de ignição por compressão é um motor de combustão interna inventado pelo engenheiro alemão Rudolf Diesel. Em 23 de fevereiro de 1893 Rudolf Diesel recebeu a patente para o seu motor de autoignição. Diesel passou a sua primeira infância na França, mas no início da Guerra Franco-Prussiana, em 1870, a sua família foi forçada a sair, assim como muitos outros alemães. Aos 14 anos, Diesel escreveu uma carta aos pais dizendo que queria ser engenheiro. Em 1880, Diesel formou-se com as mais altas honras do Royal Bavarian Polytechnic de Munique e mudou-se para Paris. Diesel recebeu várias patentes alemãs e americanas pelo seu novo design de motor.

ÁSIAÁSIA • • • • • • • •

Agco • Agco Power Power Doosan • Doosan Daedong • Daedong Industrial Industrial Co Co Kubota • Kubota SDF • SDF Sonalika • Sonalika TMTL • TMTL Engines Engines Yanmar • Yanmar

D

esde que Rudolf Diesel inventou o motor de ignição por compressão, que ficou conhecido pelo seu nome, muitos outros construtores se tornaram conhecidos nesta indústria. A globalização, os desenvolvimentos tecnológicos e a estratégia das empresas levaram ao surgimento de novos fabricantes que fornecem as

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Em 29 de setembro de 1913, Diesel deixou Antuérpia a bordo de um navio a vapor para uma reunião da Consolidated Diesel Manufacturing Company em Londres. Pediu para ser acordado às 6h15, mas a sua cabine estava vazia, sua cama não tinha sido aberta e ele nunca mais foi visto vivo.

motorizações para tratores e máquinas agrícolas automotrizes. Dos Estados Unidos ao Japão, passando pela América do Sul, pela China, pela Índia e, obviamente, pela Europa. As fábricas que constroem os “corações” das nossas máquinas estão localizadas nas mais diversas latitudes. Nesta edição mostramos-lhe quem são os players deste mercado e onde são construídos os motores dos tratores que por cá mais operam.

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TECH // Onde são feitos os motores agrícolas?

BRANSON

50.000 unidades por ano é a capacidade de fabrico da fábrica europeia

AGCO POWER EM 2004 a Agco comprou o negócio de tratores da Valmet (agora Valtra), adquirindo também os motores Sisu, atualmente sob o nome Agco Power. Os investimentos em engenharia e montagem na fábrica de Linnavuori, na Finlândia, possibilitaram o aumento da capacidade de fabrico para 50.000 unidades por ano, e permitiram introduzir progressivamente os motores na totalidade das gamas de tratores e ceifeiras debulhadoras Massey Ferguson, nas versões de 6, 7 e 12 cilindros. Atualmente, os motores diesel Agco Power de 3,3 e 4,4 litros equipam as séries de tratores Fendt

200 e 300 Vario. Também os tratores Challenger, vendidos na Europa sob a marca Fendt, viram os seus motores CAT substituídos pelos Agco Power de 9,8 e 16,8 litros. O principal cliente OEM em agricultura é a JCB com os seus tratores Fastrac. A Agco Power também fabrica motores na Argentina, em General Rodríguez, perto de Buenos Aires (capacidade para 3.000 unidades), no Brasil, em Mogi das Cruzes, São Paulo (30.000 unidades) e também na China, cidade de Changzhou, (30.000 unidades) onde fabrica os motores de 3 e 4 cilindros para potências entre os 70 e os 130 cv.

CATERPILLAR A Caterpillar mantém a presença nos motores para aplicações agrícolas através das unidades Cat vendidas como Perkins utilizadas pela Claas nas ceifeiras Avero e Lexion 760. Os carregadores telescópicos da Cat são equipados com motores construídos na fábrica de Peterborough da Perkins.

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A Kukje Machinery, mais conhecida em Portugal pela marca Branson, é um fabricante de tratores e maquinaria agrícola sul-coreano. Em 1995 estabeleceu a sua própria unidade de produção de motores e em 2002 estabeleceu um acordo para fabricar alguns motores para a Cummins.

CUMMINS Marcas como a JCB (carregadores de rodas) e a Bargam (pulverizadores) utilizam motores Cummins fabricados em Darlington, Teesside, Inglaterra. Também a Agrifac recorre ao Cummins de 9.6 litros de até 420 cv da marca inglesa para o seu Condor Endurance. A Versatile é a principal cliente a nível de tratores. A sua gama equipa somente com Cummins. Já a John Deere utiliza o QSX15 nos seus modelos mais potentes, na série 9R/RT/RX. Os motores de 4.5 e 6.7 litros derivam da joint venture entre a European Engine Alliance com a New Holland e a Iveco Trucks, que se dissolveu em 2008 quando a FPT Industrial do Grupo FIAT adquiriu a totalidade da fábrica de Turim construída para fabricar os novos motores. Do mesmo modo, a Cummins adquiriu a fábrica de Rocky Mount, na Carolina do Norte, EUA, originalmente montada com a Case Corporation como Consolidated Diesel Corporation (CDC).

DAEDONG O fabricante sul coreano fabrica a maioria dos motores instalados nos tratores Kioti mas assinou em 2016 um contrato de cinco anos com a Doosan onde ficou estabelecido que esta forneceria um total de 6300 motores diesel de 3,4 litros.

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15. Lage & Lage Chaves • Vila Real 16. Maquidiana Évora 17. MJCP - A.A. Estremocense Estremoz • Évora 18. Motor 9 Angra do Heroísmo • Açores 19. Pedreira & Pedreira Valença • Viana do Castelo 20. Pinto & Filho Tortosendo • Castelo Branco 21. Plamir Mogadouro • Bragança 22. Retroguarda Pera Moço • Guarda 23. Tractorave Macieira da Maia • Porto 24. Tractosorraia Coruche • Santarém 25. Trancosauto Trancoso • Guarda 26. Xerocar Moimenta da Beira • Viseu

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DEUTZ-FAHR é uma marca de

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TECH // Onde são feitos os motores agrícolas?

DEUTZ Nas marcas de tratores, o Grupo SDF recorre aos motores diesel da fábrica de Colónia, na Alemanha, que são também usados, por exemplo, nos Fendt Vario de 130 a 396 cv. Ainda nos tratores, a Argo Tractors é um cliente mais recente, tendo adotado os novos motores compactos Deutz nalguns dos seus modelos da Landini e McCormick de 70 a 136 cv. Também a Zetor utiliza agora estes motores para os seus modelos mais pequenos, Hortus e Major, e para o Crystal de 6 cilindros, bem como a TYM para o seu T1304 (CRDI de 4cilindros e 127 cv).

Noutros equipamentos, a Deutz equipa os pulverizadores automotrizes Chafer Interceptor, Hardi Alpha e todos os Sands com motores TCD 6.1, vários empilhadores telescópicos, como Claas, Faresin, Kramer, Manitou e Merlo, e ainda os carregadores de rodas da Schaffer, Tobroco e da Weidemann. O fabrico de motores para mercados locais é feito na Argentina em cooperação com a Agco e através de uma joint venture na China. Em 2017, forneceu mais de 21 mil motores diesel para fabricantes de veículos agrícolas num total de 161.646 unidades.

DOOSAN INFRACORE

FPT INDUSTRIAL

Para além do referido contrato por 5 anos com a Daedong, a Doosan Infracore (DI) fornece o seu motor G2 para outras marcas que não apenas a Bobcat nos setores dos equipamentos para construção e das máquinas agrícolas. É o caso da Tong Yang Moolsan, um dos quatro maiores fabricantes coreanos de equipamentos agrícolas. A longo prazo, a DI planeia aumentar as suas vendas de motores G2 de 37.000 unidades em 2015 para 100.000 unidades em 2020. As mini-pás carregadoras da Bobcat (incluindo os telescópicos da marca Massey Ferguson) ou o TYM 1104 equipam com motores DI, para além dos equipamentos pesados de construção da Lovol Industries que iniciaram uma joint venture para fabricar e utilizar os motores na China.

A FPT Industrial é a unidade da CNH Industrial para o fabrico de motores que equipam os tratores, empilhadores telescópicos e ceifeiras debulhadoras da New Holland, da Case IH e da Steyr. Quase metade das 606.700 unidades fabricadas em 2017 foram adquiridas por unidades CNH. A restante parte foi para clientes tais como a Argo Tractors, com motores de 110 a 310 cv para modelos Landini e McCormick, e a Claas, com motores de 75445 cv para as séries Elios 200 e Axion 800 e 900, para além dos especializados que saem da fábrica da Agritalia (MF, JD, Claas e os próprios Carraro). A FPT Industrial produz motores de 3,4 a 6,7 litros em Itália, o Cursor de grande capacidade e os novos motores V20 em França. Produz também motores na Argentina, no Brasil e na China.

606.700

unidades fabricadas em 2017

ISEKI Sedeada em Matsuyama e Tóquio, Japão, a Iseki é a terceira maior empresa de maquinaria agrícola japonesa. Fabrica tratores, implementos de sementeira e colheita, componentes e os motores dos seus próprios equipamentos

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JOHN DEERE POWER SYSTEMS É a divisão da Deere & Co responsável pelo fabrico de motores e outros componentes. Possui fábricas em Saran, perto de Orleans, França, e em Waterloo, EUA, que equipam tratores, ceifeiras debulhadoras e ensiladoras, e também máquinas de outros fabricantes. A Claas utiliza motores Deere no Arion 500 e 600 construídos em França; e a Kuhn está entre os fabricantes de unifeeds que utilizam motores Deere.

CLAAS E KUHN

JCB POWER SYSTEMS A JCB Power Systems, que tem a sua fábrica em Foston, perto de Derby em Inglaterra, equipa a maioria dos carregadores ligeiros para construção e agricultura da própria marca com motores de 4,4 e 4,8 litros até 173 cv. Entre os fabricantes de equipamentos de origem está a Briggs Irrigation que usa motores JCB para conjuntos de bombas, e a firma italiana Mazzotti faz o mesmo para as versões mais pequenas dos seus pulverizadores.

equipam com motores Deere


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KOHLER

Continuando a ser mais conhecido pelos seus pequenos motores a gasolina, o fabricante norte-americano entrou nos motores a diesel após a aquisição, em 2007, da italiana Lombardini e posteriormente introduziu o seu motor diesel para aplicações exigentes. O Goldoni Ronin 40/50 equipa com Kohler, bem como os BCS Valiant 600 ou o Vithar L80 AR, e alguns modelos Antonio Carraro. A primeira aplicação do novo KDI de 3,4 litros num trator deu-se com a nova série Arbos 5000 construída pela filial italiana do grupo chinês Lovol.

LIEBHERR MACHINES BULLE No cantão de Freiburg, na Suiça, a Liebherr Machines Bulle SA desenvolve e fabrica motores a diesel e a gás, para além de outros componentes, que são usados na própria marca e fornecidos a outros fabricantes. Um desses casos é a Krone, para quem fornece motores V8 de 687-898 cv para as ensiladoras BigX 680 a 880. Um acordo comercial com efeitos a partir de 2019 e relativo a motores de 4 e 6 cilindros com a Deutz (motores) poderá ajudar a canalizar mais unidades para o setor agrícola.

1890

ANO EM QUE FOI FUNDADA

A EMPRESA, NO JAPÃO

KUBOTA Os motores pequenos são um negócio importante para o principal fabricante japonês de equipamento ligeiro de construção e agrícola. A Kubota afirma ser líder do mercado global de motores diesel abaixo dos 100 cv embora também fabrique unidades mais potentes - uma nova serie de quatro cilindros que debita até 210 cv está a caminho. Para além de equipar os tratores Kubota, também conta com a Avant,

Dieci, Manitou, Merlo, Schaffer e Tobroco entre os seus clientes de manipulação de cargas com motores maioritariamente entre os 50-75 cv. Nos tratores destacam-se vários modelos Antonio Carraro, em especial o Mach 4 R. A BCS também recorre à Kubota para alguns modelos A Kubota também fabrica na China, Indonésia e Tailândia para consumo local.

MAN ENGINES A divisão de motores tem vindo a ganhar peso no seio da empresa alemã que se dedica sobretudo ao fabrico de camiões e autocarros. Desta forma, montou uma unidade de negócio independente que se dedicará em exclusivo ao fornecimento de motores MAN a outros fabricantes de equipamento, nomeadamente agrícola.

O ex-libris desta nova aposta concretizou-se no regresso à gama da Fendt após uma longa ausência, com uma unidade de 12,4 litros de 380-500 cv para os tratores da série 1000 Vario. A Agco usa ainda este mesmo motor para a nova ceifeira Ideal. A Claas e a Krone são mais dois utilizadores destes motores nas suas ensiladoras mais potentes, de até 1078 cv.

LS O fabricante de tratores coreanos iniciou-se no negócio em 1977 numa parceria com a FIAT. Em 1984 assinou um protocolo com a Mitsubishi, tendo muitos dos seus tratores equipado com motores japoneses. Hoje em dia, a marca fabrica os seus próprios motores numa unidade de produção recentemente construída.

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MITSUBISHI

SCANIA

A Mitsubishi Heavy Industries (MHI) foi a primeira empresa japonesa a construir motores diesel, tendo desde essa altura sido pioneira na introdução de várias tecnologias. Equipam com motores Mitsubishi o TYM T273 HST ou o Hurlimann Prince, por exemplo.

Os colhedores de ervilhas fabricados pela PMC Harvesters em Fakenham, Norfolk, equipam com um Scania DC13 de 12,7 litros e 438 cv, ao passo que o novo espalhador de três rodas da Ploeger equipa com o 9,3 litros DC09 de 400 cv. O maior motor Scania também debita 500 cv na colhedora de batatas de quatro linhas DeWulf Kwatro.

MTU

500CV

É uma divisão da Rolls Royce Power Systems, com raízes na MercedesBenz, sediada na Alemanha, que se dedica à construção de grandes motores diesel e sistemas de propulsão. A Claas será, a partir de 2019, um grande cliente, através de um acordo assinado em 2017, para o fornecimento de 4000 a 5000 motores por ano para equipar as

suas ensiladoras Jaguar e ceifeiras Lexion, para além dos tratores Xerion. As ensiladoras mais pequenas da Krone equipam com motores MTU de 490-626 cv, a Grimme utilizaos exclusivamente para as suas colhedoras de beterraba e batata e a unidade Holmer da Agrifac utiliza o 15,6 litros de 626 cv para o HexxTraxx.

500.000 motores por ano 22

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é quanto debita o maior motor da scania

PERKINS Os motores Perkins equipam mais de 300 modelos diferentes de tratores. Entre os seus clientes estão muitos fabricantes de equipamento original incluindo a Massey Ferguson, Claas, Lindner, Landini, McCormick, TYM, Hürlimann, Manitou, Hattat, Farmtrac, Iseki, Weidemann e Stara. A sua gama, compreendendo máquinas agrícolas, florestais e para espaços verdes, vai de 8.2 a 597 kW (11-800 cv) A sua fábrica de Peterborough, em Inglaterra tem capacidade para até 500.000 motores por ano, fabricando desde os pequenos

Séries 400 e os compactos Série 850 (que derivam de um motor FPT) às séries de motores de 4/6 cilindros 1100 e 1200. A gama de nova geração de motores Syncro de 1,7 a 3,6 litros espera por máquinas compactas e potencialmente um trator até 134 cv. Vários empilhadores telescópicos e pequenos carregadores Kramer e Weide-mann equipam com motores Perkins e os motores de marca Cat dos empilhadores Caterpillar são fabricados na fábrica de Peterborough. A Perkins possui unidades de produção nos EUA, Brasil e China.

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SDF O construtor dos tratores Same, Deutz-Fahr e Lamborghini substituiu a mítica geração de motores “1000” pelos Common Rail de última geração FARMotion de 2,9 e 3,8 litros, construídos na sua fábrica de Ranipet, na Índia. Estes são instalados: nos tratores Deutz-Fahr 4E, 5D, 5G, 5D F/S/V; nos modelos equivalentes da Same Argon, Dorado, Explorer e Frutteto F/S/V e Virtus; na Lamborghini nos modelos Crono, Spire, Strike, Spire F/S/V e Spark 4f; nos Hürlimann XE, XA, XB, X F/S/V e XL. E ainda nos Claas Atos 200 e 300.

SONALIKA O fabricante indiano conhecido em Portugal pela marca de tratores Solis também fabrica motores entre os 30 e os 90 cv, de 3, 4 e 6 cilindros que equipam a sua gama.

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YANMAR

VOLVO PENTA

5 MILHÕES DE UNIDADES

vinte anos após a sua abertura A escavadora de valas de drenagem Mastenbroek é uma das máquinas que equipa com os motores Volvo Penta Diesel de 5, 8 e 13 litros com potências até 400 cv da unidade de fabrico de motores do fabricante de camiões, autocarros e máquinas de construção sueco. Uma unidade de 13 litros que desenvolve 469 cv também equipa a colhedora de batatas AVR Puma3 e as colhedoras de beterraba Holmer Exxact da Agrifac com potências de 469 a 612 cv. Os motores Volvo Penta de quatro cilindros equipam os misturadores Kverne-land Siloking.

A fábrica japonesa de Biwa da Yanmar é especializada em motores diesel compactos de três e quatro cilindros até 100 cv. Em 2015 atingiu o marco dos 5 milhões de unidades, vinte anos após a sua abertura. As séries TNV equipam alguns dos v, Faresin, Kramer e Weidemann, bem como os carregadores e telescópicos da italiana MultiOne, e os tratores compactos da McCormick e Landini, e ainda os tratores da própria Yanmar. O Tigre 3200 e o TN da Antonio Carraro são também exemplos de tratores que equipam com motor Yanmar.

POTÊNCIA motores de DE 400CV 5, 8 e 13 litros

ZETOR Apesar da baixa produção de tratores de cerca de 3200 unidades por ano, a Zetor continua a fabricar os seus próprios motores de quatro cilindros, 4.15 litros, para os modelos Proxima e Forterra de 78-147 cv, e para alguns fabricantes independentes.

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TECH //

HOLANDESES LIDERAM no uso de tecnologias

U

m estudo da DLG-Agrifuture Insights sobre o uso da tecnologia informática na gestão dos negócios levado a cabo num conjunto de países europeus — Alemanha, França, Grã Bretanha, Holanda, Polónia e Rússia — deu o primeiro lugar aos agricultores holandeses. As conclusões apuradas basearam-se na taxa de utilização de smartphones por profissionais da agricultura na Holanda:

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mais de 80%, o dobro do observado na Grã-Bretanha ou em França. A Rússia ficou em segundo lugar com mais de 60% e a Alemanha ocupa o terceiro lugar com pouco menos de 60%. Enquanto isso, só cerca de metade dos agricultores polacos usam um smartphone. Os agricultores holandeses também ficaram à frente quando se trata de descarregar aplicações para os seus smartphones, com quase 80% reconhecendo esta prática. Mais de 60%

dos agricultores franceses e alemães usam aplicações, assim como mais de 50% dos agricultores da Rússia e da Polónia, mas os profissionais da agricultura da Grã-Bretanha são os mais relutantes com menos de 50%. Como era de esperar, o uso de internet e e-mail corporativo foi elevado entre os agricultores questionados, com os holandeses a um nível consideravelmente mais alto que os demais, com cerca de 93% e 97%,

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// Holandeses lideram no uso de tecnologias

respetivamente. Os russos mostraram o menor uso da internet nos seus negócios, pouco mais de 60%, enquanto os agricultores profissionais polacos eram os utilizadores de e-mail mais relutantes, com cerca de 55% de aceitação. A estrutura da agricultura moderna russa, onde explorações grandes e bem equipadas são geridas com a ajuda de consultores e outros especialistas, ajuda a explicar os números que mostram o uso de software especializado nas explorações do país. Cerca de 66% dos agricultores profissionais na Rússia utilizavam software de gestão agrícola e de apoio à decisão, uma taxa muito superior à de qualquer outro país. E o mesmo se aplica ao uso de sistemas de comunicação com consultores agrícolas. A única categoria de software em que os russos não lideravam era a de

sistemas de gestão de rebanhos, onde os agricultores holandeses lideravam com as suas unidades de produção de leite e porcos. Curiosamente, o uso de redes sociais era relativamente baixo entre os profissionais da agricultura que participaram neste inquérito. Mesmo entre os holandeses, menos de 30 por cento reconheceu o uso destas ferramentas de networking. Os agricultores da Grã-Bretanha e da França registraram uma utilização especialmente baixa, de cerca de 10%. As conclusões foram conseguidas através de inquéritos a 2.000 agricultores orientados para o futuro, com inquéritos realizados durante os meses de fevereiro/ março no hemisfério sul e durante os meses de agosto/setembro no hemisfério norte.

80% 60%

dos profissionais da agricultura na Holanda, utilizam smartphones

é a percentagem de agricultores franceses e alemães que usam aplicações

97%

INSIGHTS Lançado no final de 2017, o DLG-Agrifuture Insights substitui e alarga o âmbito dos inquéritos Trendmonitor Europe da DLG. O DLG-Agrifuture Insights proporciona aos seus assinantes uma melhor compreensão dos desenvolvimentos que ocorrem nas regiões agrícolas mais importantes do mundo, numa altura em que o sector e o seu ambiente estão a mudar rapidamente, e as tecnologias, mercados e relações de mercado, estruturas e processos que estão em estado de transição.

dos agricultores questionados utilizam a internet e o e-mail corporativo

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TECH //

TECNOLOGIA ISOBUS Como criar um mapa de prescrição e utilizar um pulverizador de jato projetado a Taxa Variável numa operação de monda de pré-sementeira LU Í S A LC I N O CO N C E I Ç ÃO, I P P I N S T I T U TO P O L I T ÉC N I CO D E P O RTA L EG R E , E S CO L A SU P. AG R Á R I A E LVA S , I C A A M - I N S T I T U TO D E C I Ê N C I A S AG R Á R I A S E A M B I E N TA I S M E D I T E R R Â N I C A S , I N S T I T U TO D E I N V E S T I GAÇ ÃO E FO R M AÇ ÃO AVA N Ç A DA ,U N I V E R S I DA D E D E É VO R A , N Ú C L EO DA M I T R A J OÃO E S T U R R I C A , I P P - I N S T I T U TO P O L I T ÉC N I CO D E P O RTA L EG R E , E S CO L A SU P. AG R Á R I A E LVA S.

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// Tecnologia ISOBUS

N

um momento em que o conceito de agricultura de precisão é uma realidade presente nas explorações agrícolas em Portugal, importa conhecer as máquinas capazes de implementar as decisões de carisma agronómico tomadas na ótica deste conceito. Neste artigo descreve-se o caso prático de criação de um mapa de prescrição e utilização de um pulverizador de jato projetado para a aplicação de um herbicida a taxa variável bem como o respetivo ganho económico que este tipo de tecnologia pode implicar na conta de cultura. São muitas as razões que podem estar na origem da aplicação de fatores de produção a taxa variável, também conhecida por tecnologia vrt ou vra, acrónimos dos termos anglo-saxónicos de variable rate tax e variable rate application, respetivamente. A variação da densidade por hectare de semente numa parcela de acordo com o tipo de solo ou a eliminação da sobreposição

IMPLEMENT ECU 1

de semente nas cabeceiras de uma parcela, a necessidade de ajustar o débito de fertilizantes em função do desenvolvimento vegetativo de uma cultura ou no caso da aplicação de um herbicida a variação da dose em função das diferenças de densidade de plantas infestantes a mondar são exemplos comuns nas nossas parcelas que requerem a utilização de máquinas de distribuição de produtos a taxa variável. A sua principal e grande vantagem para as máquinas convencionais é o facto de poderem de forma automática ajustar as calibrações de distribuição em função das condições reais da parcela ou da cultura. O princípio através do qual pode ser realizada uma operação de distribuição a taxa variável pode ser por ajuste da calibração em

função de interpretação sensorial das condições da cultura em tempo real ou a partir de um mapa de prescrição construído com base nas observações de campo realizadas. Em qualquer uma das opções, a realização da tarefa requer que máquinas operadoras (alfaias) e tratores sejam compatíveis na gestão da informação necessária ao funcionamento dos respetivos mecanismos de automação. Uma solução de compatibilidade é através da aplicação da Norma ISOBUS. ISOBUS, CONCEITO E FUNCIONALIDADES

ISOBUS, é o nome pela qual é conhecida a Norma ISO 11783, que se refere ao protocolo de comunicação em série e transferência de dados em rede em tratores, máquinas agrícolas

ISOBUS, é o nome pela qual é conhecida a Norma ISO 11783

UT T-ECU

JOYSTICK

Figura 1 ISOBUS, comunicação de dados e comando de funções entre trator, máquinas operadoras e terminais externos (AEF,2018).

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TECH //

e industriais independentemente do fabricante e entre sistemas móveis e softwares de gestão de exploração (Figura 1). Em termos práticos, torna-se assim possível que os componentes de sistemas de automação; sensores, controladores e atuadores comuniquem na mesma língua possibilitando a execução de uma instrução criada. Existem diferentes funcionalidades associadas a este protocolo que podem ser conhecidas através do sítio na internet da Agricultural Industry Eletronics Association (AEF) em https://aef-isobus-database.org. No Quadro 1 apresentam-se as principais funções atualmente disponíveis no sistema ISOBUS. No caso da aplicação de produtos a taxa variável a partir de um mapa de prescrição, são necessárias as funcionalidades UT, TC-BAS e UT-

TECU ECU do Trator Básico

Unidade de controlo eletrónico do trator, responsável pela gestão e transmissão de informação deste às máquinas operadoras. Para esta funcionalidade, são necessários, uma tomada na traseira do trator e uma saída do terminal no cabo

04

TC-BAS Controlador de Tarefas

Função que permite a importação e exportação de dados para controlo de funções da máquina operadora. Na troca de dados entre o sistema de gestão da parcela e o controlador de tarefas do trator/máquina é usado o formato ISO-XML.

07

TIM Gestão do Trator pela Máquina Operadora

O TIM possui a capacidade de comunicação bidirecional, permitindo que uma máquina controle automaticamente funções específicas do tractor, por exemplo, o controlo de velocidade de avanço do trator por uma enfardadeira, função do volume de forragem a ser enfardado.

30

comunicação de funções representam pelo facto de requererem vários monitores no interior da cabina de um trator. CASO DE ESTUDO

O nosso caso de estudo tem por base a simulação de realização de uma monda de pré-sementeira com um herbicida de contacto numa cultura forrageira em sementeira direta. Os ensaios decorreram na herdade experimental da Comenda do INIAV Elvas numa área de aproximadamente 32 ha. A construção do mapa de prescrição fez-se com base numa visita de campo e numa imagem de satélite do índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI) obtida à data da operação através da plataforma AgroInsider (http://www.agroinsider. com/#1) (Figura 2). Através da imagem de satélite foi possível identificar 3

FUNCIONALIDADES DISPONÍVEIS NO SISTEMA ISOBUS

QUADRO 1

01

SC, sendo que é necessário criar um ficheiro eletrónico com as doses pretendidas num software de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e em seguida transferi-lo para a máquina operadora através do respetivo monitor de bordo. Atualmente, os fabricantes de tratores e máquinas agrícolas desenvolveram programas simplificados de SIGs para maior facilidade do utilizador comum e compatibilidade com os hardwares e firmwares instalados nos monitores de bordo. Em termos físicos nas máquinas agrícolas a presença do protocolo ISOBUS observa-se pela presença de um cabo e uma tomada próprios, sendo toda a operacionalidade de funções conseguida pela ativação de um ícone no monitor do trator. Desta forma, é desde logo eliminada a desvantagem que outros sistemas de comando e

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02

UT Terminal Universal

Compatibilidade de operar com uma máquina operadora de qualquer fabricante apenas com um terminal ou monitor

05

TC-GEO Controlador com Georreferenciação

Capacidade adicional de gestão de dados georreferenciados, por exemplo quando se pretende a aplicação de um mapa de prescrição.

08

LOG Registo de dados

Registo de dados totais ou parciais, independentemente da tarefa em curso, possíveis de serem ser exportados como um arquivo ISO-XML e usados em sistemas telemáticos. Por exemplo, área total ou quantidade total de um produto de colheita, ou qualquer outro dado que o dispositivo possa enviar.

03

AUX-N Controle Auxiliar

Compatibilidade de utilização de comandos auxiliares no controlo de uma máquina operadora, como por exemplo um joystick

06

UT-SC Controle de Secções

Controlo automático de secções, permite a abertura e fecho automático de secções num pulverizador, semeador em linhas ou distribuidor centrífugo, baseado na posição por GPS e no grau desejado de sobreposição.

09

ISB Atalho ISOBUS para Corte de Funções

Possibilita a desativação de funções anteriormente ativadas numa máquina através de um terminal ISOBUS, nomeadamente quando várias máquinas operadoras estão a ser controladas por um único terminal.

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zonas com distintas densidades de biomassa resultante da presença de plantas infestantes e assim delinear a construção do mapa de prescrição a taxa variável com 3 doses diferentes de herbicida. Dado tratar-se de um herbicida de contacto e seguindo as indicações do produto fitofarmacêutico, determinaramse 3 doses de aplicação a 1% de concentração do produto, de 100, 200 e 250 l/ha em que a dose mais elevada deverá corresponder às zonas observadas com menor densidade de plantas. TRATOR NEW HOLLAND T6.155 AUTO COMAND + PULVERIZADOR AMAZONE UF 1801 + SOFTWARE PLM

Para a realização da operação mecanizada foram utilizadas duas máquinas de demonstração, um trator New Holland T6.155 AutoComand e um Pulverizador Amazone UF 1801 (Figura 3) cuja compatibilidade de funções ISOBUS foi confirmada através do sítio da AEF (Figura 4). Os mapas de prescrição foram criados no software Precision Land Management (PLM) da New Holland. As funcionalidades do software incluem o registo, mapeamento e ferramentas para a análise estatística e da conta de cultura das parcelas de trabalho. Podem ser

Figura 2 Mapa do índice de NDVI da vegetação de plantas infestantes obtido através da plataforma da AgroInsider em que as manchas vermelha, amarela e verde correspondem a zonas de baixa, media e elevada densidade de plantas infestantes.

Figura 3 Trator New Holland T6.155 com pulverizador Amazone UF 1801 (em cima), cabo e tomada de ligação ISOBUS (em baixo à esquerda) e monitor IntelliView™ com terminal virtual para leitura e programação de funções ISOBUS.


TECH //

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DAS MÁQUINAS E SOFTWARE UTILIZADOS NOS ENSAIOS TRATOR NEW HOLLAND T6.155 Tecnologia para agricultura de precisão Antena GPS NH 372/ Terminal Virtual ISOBUS Class III com Unidade USB para transmissão de dados Cabine de segurança com suspensão e isolamento acústico de 69 dBA

Figura 4 Verificação de compatibilidade entre trator e máquina operadora utilizados no ensaio.

Tração/Caixa de velocidades Dupla 4x4/ Auto Command™ de variação contínua Motor/Número de cilindros ECOBlue™ HI-eSCR norma Tier 4B / 4 cilindros Potência nominal/máxima 125/155 cv Distância entre eixos (mm)/Peso(kg) 2642/ 5430

PULVERIZADOR AMAZONE UF 1801 Tecnologia para agricultura de precisão Controlador Amatron 3 com Terminal Virtual ISOBUS Capacidade (l) 1920 Bomba 250 l/min Regulador de pressão elétrico com controlo de seções eletromecânico Depósito para auto enchimento e auto lavagem Largura de trabalho (m) /nº de setores 21/9 Largura e transporte (m) 2.90 Peso em vazio (kg) 1304 Abertura, fecho eletromecânico com controlo de altura automático (0.5 – 2.20m)

SOFTWARE PRECISION LAND MANAGEMENT Precision Land Management MAPPING, Versão 2017.06.00.36 Compatibilidade Microsoft Windows

32

abolsamia outubro 2018

criados mapas de prescrição de taxa variável, criados ou editados traçados de trabalho e fazer a impressão de relatórios sobre a utilização, custo e quantidades de produtos (sementes, fertilizantes ou produtos fitofarmacêuticos) e manutenção do equipamento. Com esta versão é ainda possível sobrepor diversos mapas topográficos e de rendimento para avaliar a performance de trabalho e comparar os dados de vários anos que permitam identificar as áreas que produzem consistentemente com alta ou baixa produtividade. Adicionalmente podem ser suportados módulos específicos para gestão pecuária e de rega. Apenas como referência, nos ensaios realizados o software foi operado a partir de um computador portátil de 15,6’’ com um microprocessador Intel Core i3-7020U a 2,3 GHz, 3 MB de cache e 4 GB de memória RAM. MAPA DE PRESCRIÇÃO E TAXA VARIÁVEL

Após se terem definido as doses variáveis que se pretendem aplicar, o diagrama da Figura 5 e a Figura 6 mostram a sequência de etapas e de procedimentos necessários à construção do mapa de prescrição e, um exemplo de uma versão impressa de um desses mapas, respetivamente.

Construído o mapa, é apenas necessário transferi-lo para o monitor do trator que simultaneamente funciona como controlador do pulverizador. Neste monitor a transferência de dados é feita a partir de um Pen Drive, sendo que a sequência de operações necessárias à ativação da função ISOBUS (Figura 7) se faz de acordo com o diagrama apresentado na Figura 8. A partir deste momento com a função ISOBUS ativada, de acordo com o mapa de prescrição o pulverizador

“Construído o mapa, é apenas necessário transferi-lo para o monitor do trator que simultaneamente funciona como controlador do pulverizador”

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// Tecnologia ISOBUS

Criar Novo Projeto

Definir Fator de produção

Identificar áreas de aplicação

Atribuir doses variáveis

Exportar e imprimir

• Cliente • Fazenda (propriedade) - Talhão (parcela) Georreferenciar

Identificar o Fator de Produção/suprimento (definindo a dose padrão, máxima, mínima e se for o caso o grau de diluição ou concentração)

PIVOT FORRAGEM MONDA PRÉ SEMENTEIRA Cliente: INIAV Fazenda: Herdade da comenda Talhão: Pivot Forragem Data: 22/10/2017 Min App Rate: 0,000l/ha

Job Name: Pivot Forragem Job Type Job Area: 0,00ha Applied Area: 32,002 ha Monda pre sementeira: 53,621 litros Custo Unitário: 2,80 €/l

• Editar contorno da parcela • Incluir polígono(s) - Dividir polígono(s)

• Identificar o fator de produção • Selecionar taxa variável - Débitos pretendidos Marcar polígonos de aplicação

•Terminal - Formato ISO XML - Guardar como (atribuir nome e selecionar a USB pen drive) •Map Booklet Printing - PDF

Figura 5 Sequência de etapas e de procedimentos na construção do mapa de prescrição.

Figura 6 Versão impressa do mapa de prescrição com a indicação das doses e respetivas áreas de aplicação.

OBRIGADO por sua visita ao nosso stand

Em Portugal, com Portugal

Desde 1960 a família Antonio Carraro conta com o contributo de clientes e concessionários meticulosos, prontos a pôr a própria dedicação e excelência ao serviço dos seus clientes no mundo inteiro. Hoje a nossa família cresce também em Portugal :

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TECH //

RESUMO DA CADEIA CINEMÁTICA DO PROCESSO

1

2

TC Grower identificação do projeto - Fazenda - Parcela

3

TC Map importação do mapa

CONTROLADOR TERMINAL VIRTUAL

ATUADOR(ES)

Antena e recetor do trator

monitor IntelliView™/ ISOBUS

Regulador de pressão e electroválvulas de comando dos setores da rampa de pulverização

De acordo com a informação da localização Identifica a posição do geográfica e velocidade trator e lê a velocidade de informa os atuadores da deslocamento dose programada no mapa de prescrição

Figura 7 Ativação da função ISOBUS no monitor IntelliView™ do trator para comando e transferência de dados à máquina operadora

ISOBUS TC Main

SENSOR DE GPS

4

TC Prescription importação do fator e doses a taxa variável

“Nos 32 ha distribuíram-se um total de 53,6 litros de herbicida ao invés de 80 litros” ajusta a dose programada em função das coordenadas geográficas em que se encontra. Da mesma forma, no caso de haver sobreposição no traçado de trabalho, o(s) respetivos setore(es) da rampa de pulverização são desativados para evitar desperdício de calda. Com esta operação, nos 32 ha distribuíram-se um total de 53,6 litros de herbicida ao invés de 80 litros no caso da utilização de pulverizador convencional a uma dose fixa de 250 l/ha Esta diferença representa além de uma vantagem ambiental, uma vantagem económica para o agricultor

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abolsamia outubro / novembro 2018

já que representa uma significativa redução na conta de cultura de 73.6€ se considerarmos o preço do herbicida a 2,80€/l. EM CONCLUSÃO

À presente data, a implementação de decisões de carácter agronómico tidas com base no conceito de agricultura de precisão requer implicitamente soluções práticas do ponto de vista da mecanização agrícola. Neste artigo demonstrou-se como a tecnologia ISOBUS e o uso de um software dedicado podem ser

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Resume Ativar função Pause Parar função

Ajusta a pressão para a dose prescrita e fecha setor(es) no caso de sobreposição de área trabalhada

Figura 8 Sequência das operações necessárias à transferência de dados para o trator/máquina operadora e ativação do mapa de prescrição a partir de um Pen Drive.

ferramentas facilitadoras do processo de distribuição de produtos a taxa variável no caso de uma operação de monda de pré-sementeira. Apesar de poderem estar associados custos de investimento inicial mais elevados neste tipo de máquinas, os ganhos na conta de cultura associados ao rigor de funcionamento garantem uma qualidade acrescida na realização deste tipo de operações, tanto mais no caso dos produtos fitofarmacêuticos em que cada vez mais importa ter soluções tecnológicas que permitam a sua utilização com o menor impacte ambiental possível. Agradecimentos Este artigo foi escrito no âmbito do projeto MechSmart Forages. Os autores agradecem a disponibilidade dos meios concedidos no âmbito do consórcio constituído pelas entidades publicas e privadas: INIAV Elvas, CNH Industrial, Farming Agricola, Vicent Giralt, MFMendes, Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos, AgroInsider, Fertiprado, Terrapro, APOSOLO, Willem Carp.

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NOVIDADE

Talento natural. A nova TUCANO. A natureza apresenta-nos sempre novos desafios. A nova TUCANO está preparada com a tecnologia MONTANA e DYNAMIC POWER para todos os trabalhos. Um novo conceito de trabalho aumenta a inteligência e o conforto, melhorando o rendimento. A possibilidade de escolha é ainda maior: seis novos modelos juntam-se aos já existentes. Equipadas com motores Mercedes que cumprem com a normativa “Stage V”, oferecem potências entre os 245 e 381 CV. Um autêntico talento natural. tucano.claas.com


Fendt

PRODUTO // em foco

de vento em popa

Com 3.050 matrículas e uma quota de mercado de 24,2%, a Fendt ficou em primeiro lugar no primeiro semestre de 2018

T

anto no setor dos tratores como no Full Line, a Fendt mostra um crescimento estável no mundo. Na Conferência de Imprensa AGCO/Fendt que aconteceu na localidade alemã de Wadenbrunn, em agosto passado, Peter-Josef Paffen, Vice Presidente Brand Director Fendt EME e Presidente da Administração AGCO/ Fendt, mostrou-se satisfeito com os últimos desenvolvimentos do mercado e do negócio. “O ambiente económico da indústria de engenharia agrícola europeia permanece positivo. Os resultados mensais do Barómetro Empresarial CEMA mostram um crescimento estável nos primeiros sete meses de 2018 ”, disse Peter-Josef Paffen. Referindo-se em particular à Alemanha, Paffen afirmou que, para a Fendt, o mercado de tratores alemães continua a ser o mercado mais importante. Um terço da produção

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abolsamia outubro / novembro 2018

anual é entregue a clientes alemães. “Com 3.050 matrículas e uma quota de mercado de 24,2%, a Fendt ficou em primeiro lugar no primeiro semestre de 2018. Também estamos satisfeitos com a aceitação positiva no mercado de tratores de grande potência, acima de 300 hp - Fendt 900 e Fendt 1000 Vario. Nesse segmento, a Fendt ocupa o primeiro lugar, com quase 40% de participação de mercado e 366 unidades matriculadas”, disse Paffen. A EUROPA OCIDENTAL E CENTRAL CONTINUA A SER A REGIÃO DE VENDAS MAIS IMPORTANTE. “A melhoria das condições económicas em muitas regiões e setores de produto no seio da agricultura europeia,

resultaram num aumento da procura de tratores e máquinas agrícolas em 2017. Esse desenvolvimento positivo sente-se também no primeiro semestre de 2018. Em 2017, atingimos um novo recorde de 8,6 por cento e em 2018 atingimos a marca de 9 por cento pela primeira vez “, disse Paffen que explicou as razões para este desenvolvimento: “Uma das razões é a nossa completa e atraente gama de tratores Fendt, de 70 hp até 517 hp, para profissionais em todas as áreas. Os parceiros independentes de distribuição Fendt na Europa também desempenham um papel decisivo. Por exemplo, nos mercados de volume de França e Itália: em França, estamos a consolidar o terceiro lugar que conquistámos em 2017 com novos aumentos nas vendas

O objetivo da estratégia Fendt 2020, apresentada em 2017, é tornar a marca Fendt num Full Liner global e digital

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PRODUTO // em foco

20.000

TRATORES EM 2020 “O ano de 2017 foi um excelente ano para a Fendt. Conseguimos aumentar as vendas de tratores em cerca de 10 por cento para 15.020 unidades. Esta tendência positiva continuou no ano corrente. Esperamos vendas de tratores na ordem das 16.800 unidades até ao final deste ano. Isso é mais de 12%. O que significa que estamos no caminho certo para atingir o objetivo estratégico da Fendt para 2020 de vender cerca de 20.000 tratores”, disse Paffen. P e t e r-J o s e f P a f fe n , V i ce P re s i d e n t B ra n d D i re c t o r F e n d t E M E e P re s i d e n t e d a A d m i n i s t ra çã o AG CO/ F e n d t

unitárias e nas quotas de mercado. Em Itália, temos perspectivas de aumentar o número de vendas de tratores para mais de 1.000 unidades pela primeira vez na história da empresa. FORA DA EUROPA, OS PRIMEIROS RESULTADOS POSITIVOS DAS INICIATIVAS ESTRATÉGICAS TAMBÉM ESTÃO A APARECER. “Pela primeira vez vamos vender mais de 800 tratores (Fendt e Challenger) na América do Norte este ano. O volume médio nos últimos anos rondou as 400 unidades. Isto deve-se principalmente ao novo Fendt 1000 Vario. Também demos os primeiros passos com o Full Line na América do Norte. Aqui, a nova ceifeiradebulhadora AGCO IDEAL é apenas vendida sob a marca Fendt. Esse é um compromisso claro com a marca nesta região. O sólido desenvolvimento de negócios da Fendt na América do Norte permite um aumento prematuro do número planeado de tratores para 2000 a médio prazo. O objetivo anterior era de 1000 unidades.” Paffen disse ainda que a Fendt também conseguiu aumentar significativamente o volume na Austrália/Nova Zelândia. “Das cerca de 200 a 300 unidades no passado, vendemos 427 tratores Fendt em 2017. A

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abolsamia outubro / novembro 2018

nossa meta para 2018 é um volume de vendas de 550 unidades.” Referiu igualmente que a marca planeia vender cerca de 1.000 tratores em toda a região APA da AGCO (Ásia-Pacífico e África). Em África, o foco principal será o mercado sul-africano. FULL LINER GLOBAL E DIGITAL

Não é apenas na gama de tratores que a Fendt mostra um crescimento constante. O mesmo se aplica a toda a linha Full Line . “Com as nossas quatro linhas de produtos (tratores de rastos, enfardadeiras, reboques auto-carregadores e equipamentos de aplicação), 2018 está a correr bem. Este ano, colocaremos 110 tratores de rastos no mercado. O crescimento das ceifeiras-debulhadoras vendidas também é sólido: 450 unidades, 100 a mais do que no ano anterior. As enfardadeiras de fardos retangulares estão a melhorar de ano para ano. Em 2018, estão previstas 125 unidades; e das novas enfardadeiras de fardos redondos devemos colocar mais de 600 unidades no primeiro ano. As gadanheiras, volta-fenos e encordoadores da fábrica da AGCO de Feucht também são um êxito. Um total de 2600 colhedoras de forragem deverão ser entregues até ao final de 2018, mais do dobro do ano anterior. Os reboques

70 DE EUROS

MILHÕES

“É através da equipa de Investigação e Desenvolvimento que os produtos e tecnologias sustentáveis são criados. Agora temos cerca de 500 engenheiros trabalhando em futuros desenvolvimentos de tratores e colhedores de forragem. Pela primeira vez, o orçamento para esta área está previsto ultrapassar €70 milhões”.

NOVOS LOCAIS

MAIS EMPREGADOS Conforme anunciado, a AGCO assumiu as duas unidades de Waldstetten e Wolfenbüttel com cerca de 300 funcionários. No final de dezembro de 2017, existia um total de 4.928 pessoas empregadas nas seis fábricas da AGCO na Alemanha. Devido ao desenvolvimento dos negócios, o número de funcionários aumentou em todas as fábricas. Em meados de 2018, 5.239 pessoas estavam empregadas.

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// Fendt de vento em popa

carregadores da fábrica de Waldstetten têm tido muita procura. No primeiro ano de vendas foram colocadas no mercado mais de 100 unidades”, disse Paffen. AGRICULTURA DO FUTURO FENDT

No final da sua apresentação, Paffen falou sobre o estado de desenvolvimento dos futuros projetos Robot Xaver, Fendt e100 Vario e Agricultura de Precisão: “O Xaver é uma plataforma de sistema para tarefas ligeiras de alta precisão. O sistema está configurado para suplementar o trator inteligente executando determinados trabalhos como a sementeira, o controlo mecânico das ervas daninhas, a fertilização e a observação de plantas duma forma mais produtiva, flexível e precisa. O nosso trator compacto a bateria Fendt e100 Vario também está a gerar interesse. As baterias atuais de alto desempenho permitem a operação de um trator de cerca de 50 quilowatts num ambiente municipal. No final do ano, vamos construir o próximo e100 Vario. A empresa norte-americana Precision Planting, que faz parte da AGCO Grupo há um ano, fabrica sensores e atuadores especiais que garantem uma profundidade de sementeira precisa para sementes sob condições variáveis. O objetivo é uma emergência otimizada e maiores rendimentos. Os sistemas estão definidos para serem testados na Europa pela primeira vez este ano.”

“Quando a minha máquina se avaria, sei que o meu distribuidor tem a peça que preciso para repará-la”. Tudo o que necessita para manter o seu negócio em marcha. Encontrar a peça de substituição que necessita, às vezes pode ser uma tarefa complicada. Lembre-se que os distribuidores da Kramp oferecem a maior variedade de peças, assegurando a resposta certa às suas necessidades. Conheça mais sobre nós e encontre o distribuidor Kramp mais perto de si na nossa página web.

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PRODUTO // em foco

PRONTA PARA LAVRAR Com mais de 4000 modelos vendidos, a Diamant 11 teve uma performance de destaque entre a gama de charruas de grandes dimensões da Lemken, motivo suficiente para que a marca lançasse a sua sucessora, a Diamant 16. A nova coqueluche azul estará disponível em versões até nove ferros em 2019.

LEMKEN

VERSÕES LAPIDADAS

A Juwel 7 M e a Rubin 10 são a linha da frente da Lemken para o mercado português a partir da campanha de 2019

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// Lemken: versões lapidadas

N

o final de Agosto a Lemken voltou a convidar a imprensa especializada para dar a conhecer as principais novidades da marca para o próximo ano. No que se refere ao mercado português, os principais destaques são a Juwel 7 M e a Rubin 10. No entanto, não podíamos deixar de mostrar a nova Diamant 16, a joia da coroa de uma marca que vem alargando a sua gama para lá das charruas há já alguns anos. JUWEL 7 M

Em 2016, num evento realizado na Hungria, a Lemken introduziu a Juwel como substituta da EurOpal e da VariOpal. Em 2018, a charrua mais “leve” da marca vê a sua gama alargada com uma versão de seis ferros, o que significa uma largura de trabalho maior em relação às já existentes. Esta charrua montada tem um mecanismo de reversão hidráulico (UniTurn) com ajuste mecânico de inclinação. Um ponto a destacar é o seu curto eixo de rotação (120mm) e o diâmetro do quadro (120 mm). O modelo de seis ferros da Juwel destina-se a tratores de 100 a 120 cv de tamanho médio. De recordar que a par da versão M de ajuste mecânico da largura de trabalho, a Juwel continua a estar disponível na versão MV de ajuste variável contínuo. Quanto aos corpos da charrua, de série mantêm-se os Dural, estando disponíveis como opcional os DuraMaxx.

A Juwel 7 M e MV de seis ferros estará disponível em 2019. RUBIN 10

Desde 2001 que a grade de discos compacta da Lemken é reconhecida pela sua eficiência e velocidade de trabalho. Agora, chega até aos agricultores a versão Rubin 10, dotada de vários melhoramentos. A diferença mais notória é mesmo a nova disposição dos discos de ambos os lados do implemento, que assegura uma maior estabilidade e permite uma passagem mais precisa, mesmo para quem utilize GPS. Mantém-se a possibilidade de escolha entre a versão montada e semi-suspendida e as larguras de trabalho variam entre os 2.50 e os 7 metros. A Rubin 10 entrará em produção em 2019.

A Rubin 10 entrará em produção em série em 2019


PRODUTO // notícias

FENDT

LINHA VERDE FENDT 2019

PARA A CAMPANHA DE 2019 A FENDT APRESENTA VÁRIAS NOVIDADES NA SUA LINHA PARA ERVA. FAZEMOS-LHE UM RESUMO. GADANHEIRAS E JUNTADORES

de rotor duplo pode ser girado

A partir de 2019 a situação vai

de fardos redondos. No futuro

A Fendt lança finalmente a sua

para a esquerda ou direita de

mudar, passando também a

irá substituir as 1125 F, 2125 F e

primeira gadanheira de pivot

forma a produzir um ou dois

disponibilizar a gama de menor

2125 F ProFi, complementando

central. Depois da aquisiçãoo

cordões. A largura de trabalho

dimensão, nomeadamente

as 4160 V e a Fendt 4180 V de

da Fella, o fabricante alemão

é de 3,60m a 6,30m para um

o MS, o MR e o MR Profi. Nas

câmara variável. Para já, os

de tratores vinha-se mantendo

único cordão, ou até 7,00m no

versões maiores, os já referidos

modelos apresentados são a

na gama já existente. Con-

modo de cordão duplo.

PR e XR, a marca introduziu vári-

Rotana 130 F e as enfardadei-

as melhorias, nomeadamente

ras/plastificadores Rotana 130 F Combi e Rotana 160 V Combi.

siderou agora que chegou o momento de inovar introduzindo

KATANA

uma linha para profissionais e a

uma máquina que não existia

Para o novo modelo de 2019

possibilidade de incorporar um

até agora: o Slicer TKC com

da sua ensiladora, o fabricante

afiador de facas.

condicionador de dedos e o

alemão investiu num novo pick-

TRC com condicionador de

up, o P3003 Maximum, num novo

ENFARDADEIRAS

tanto para enfardadeiras de

rolos. Os dois modelos estrão

pack Heavy Duty (HD), e criou

E PLASTIFICADORES

câmara fixa como variável, com

disponíveis com larguras de 3

ainda a opção de um chassis

Rotana. Este é o novo modelo

fardos de diâmetros entre os

e 3,5 metros respetivamente.

comfort para implementos para

da nova linha de enfardadeiras

0,90 e os 1.30 m.

O sistema de suspensão é de

milho de maiores dimensões.

A par e como complemento da Rotana, surge também o Fendt Rollector 130. Disponível

molas, similar ao utilizado por vários fabricantes nas gadan-

REBOQUES CARREGADORES

heiras frontais.

Desde que a Fendt adquiriu a

Nos juntadores, a Fendt

“linha de verde” da Lely que

também inovou o Former, intro-

apenas vinha comercializando

duzindo um modelo de “junta-

o PR e o XR, no que a reboques

mento lateral”. O Former 1502

carregadores diz respeito.

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“ROTANA É O NOVO MODELO DA NOVA LINHA DE ENFARDADEIRAS DE FARDOS REDONDOS DA FENDT”

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PRODUTO // notícias

SISTEMA DE PESAGEM DAS BIG PACK

KUHN

KRONE PASSA A EQUIPAR AS SUAS ENFARDADEIRAS COMPRIMA X-TREME COM SISTEMA DE PESAGEM DE FARDOS INSTANTÂNEO. Instalado na mesa de plastificação, o sistema determina de forma instantânea o peso do fardo ao chegar à mesa, mostrando a informação no terminal instalado na cabine. Com uma precisão de ±3 %, o sistema beneficia tanto operadores como clientes finais. Os sistemas de pesagem estão disponíveis nas enfardadeiras BiG Pack e em alguns modelos de reboques forrageiros desde 2011.

Série GMD 1021 F A KUHN APRESENTOU A SUA NOVA GADANHEIRA FRONTAL TODO-O-TERRENO DE MONTANHA. O fabricante francês alargou a sua gama de gadanheiras frontais compactas com o lançamento da série GMD 1021 F. Com duas larguras de trabalho disponíveis (GMD 2721 F e a GMD 3121 F), esta é uma máquina bastante compacta e leve (pesa 575kg), adaptando-se de forma perfeita a trabalhos em zonas declivosas. A série GMD 1021 F é portanto, a gadanheira certa para explorações de montanha, adaptando-se perfeitamente ao relevo através do seu sistema que reduz a pressão sobre o solo. Para tal, contribui também uma articulação tipo pêndulo com um alcance de +/- 8°. A barra de corte que equipa a GMD 1021 F é a Optidisc, conhecida pela sua robustez e ausência de manutenção.

80 CV a mais de 300 CV. Preserve o seu terreno de compactação e torne as suas operações agrícolas mais produtivas. Proteja os seus cultivos como se fossem pedras preciosas. www.trelleborg.com/wheels/es

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PRODUTO // Teste em campo

Case IH Maxxum 145

No prémio ‘Trator do Ano 2019’, o Maxxum 145 ActiveDrive8 encaixa na categoria de ‘Campo Aberto’ e está entre os finalistas nomeados. É um trator de média potência, com todo o recheio de tecnologia das séries de topo da Case IH.

F

oi na Áustria, país onde a Case IH tem o seu quartel-general, que tivemos contacto com o Maxxum 145 ActiveDrive8 Multicontroller. Fizemos simulação de trabalho com carregador e utilizámos dois destroçadores Maschio combinados – modelo Bufalo na frente e Giraffona atrás – para desfazer uma cultura de

cobertura. Esta experimentação realizou-se no contexto do TOTY, onde o Maxxum concorre à categoria mais alta do prémio. São as 10,5 toneladas de carga máxima admissível que o enquadram neste patamar reservado aos grandes. Mas tratando-se de um 4 cilindros na fronteira dos 150 cv, tem uma aptidão muito mais versátil do que o carimbo ‘Campo Aberto’ à partida sugere, podendo facilmente alternar entre a preparação de solo, o tratamento das culturas,

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o carregador frontal ou as deslocações em estrada. LINHA MAXXUM

Prevê 5 modelos, dos 116 aos 145 cv de potência nominal, sendo o modelo testado aquele que ocupa o lugar de topo. Para além desta ActiveDrive8, os Maxxum podem ainda ser configurados com a caixa ActiveDrive4, de 4 velocidades powershift, e com a caixa CVXDrive, de variação contínua.

O s p r i n c i p a i s co m a n d o s e s t ã o re p a r t i d o s p e l o p i l a r d i re i t o d a ca b i n e e p e l o a p o i o d e b ra ço .

MOTOR FTP DE 4,5 LITROS

O bloco empregue é um 4 cilindros que alcança os 155 cv de potência máxima. Através de gestão eletrónica de potência (boost), são adicionados mais 20 cv para trabalhos com TDF e em transporte. TRANSMISSÃO ACTIVEDRIVE8

Com 8 relações distribuídas por 3 gamas, na ActiveDrive8 a gama A (que se sobrepõe à B)

É através do joystick Multicontroller que o condutor controla a transmissão ActiveDrive 8.

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CGFH NGVR

CHARRUAS DE 3 OU 3+1 FERROS REVERSÃO HIDRÁULICA CORPOS DE PONTA REVERSÍVEL A 180°

NONSTOP HIDRO-PNEUMÁTICO MONTAGEM NOS 3 PONTOS 100-200 CV

GRADES DE DISCOS PESADAS REBOCADAS COM RODAS NO CENTRO OFFSET OU “V” ABERTURA E NIVELAMENTO HIDRÁULICO DOS CORPOS

TRANSPORTE LONGITUDINAL DISCO APAGADOR 140-320 CV

GDM CH3LA

INCORPORADORES DE RESTOLHO E PREPARADORES DE CAMA DE SEMENTEIRA SISTEMA DE 3 PONTOS

DISTÂNCIA ENTRE CORPOS 1100 MM. 2 LINHAS DE DISCOS RECORTADOS MONTADOS EM SENTIDO OPOSTO 80-220 CV CHÍSEIS ARTICULADOS NONSTOP COM MOLAS DE TENSÃO DUPLA 3 LINHAS DE DENTES COM BICOS REVERSÍVEIS PARA MAIOR RESISTÊNCIA

LINHA DE DISCOS DE NIVELAMENTO LISOS DE 450 MM 130-360 CV

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PRODUTO // Teste em campo

cobre velocidades até 10,7 km/h, para trabalhos pesados, e como extra pode incluir superlentas. A gama B (que se sobrepõe à C) é aquela que mais se usa no campo, indo dos 4,3 aos 18,1 km/h, e a gama C, essencialmente para transporte, vai dos 13,5 até aos 53 km/h. A caixa possui várias funcionalidades de apoio à condução. É o caso do efeito ‘kick-down’ que, ao pisar-se o pedal de condução de forma brusca, leva a caixa a reduzir, fazendo uma recuperação. Ou a passagem automática de relações, que permite passar de forma automática as 8 relações da gama A e também de forma automática as 16 relações da gama B e C, podendo o operador configurar o regime do motor a que pretende que a passagem de relação se concretize. Outra função a destacar é a ‘embraiagem no travão’, que permite parar em cruzamentos e retomar a marcha sem usar a embraiagem. É útil também no campo, por exemplo para aproximações com carregador.

Mesmo com o carregador instalado, o acesso aos pontos de manutenção faz-se de forma desimpedida.

A coluna de direção é muito sóbria, à semelhança das gamas superiores da Case IH.

HIDRÁULICO

A Case IH propõe uma versão de sistema hidráulico mais básico, com distribuidores mecânicos e bomba de 80 L/min, e outra mais sofisticada, com distribuidores eletrónicos e bomba de 113 L/min com fluxo variável. Esta segunda versão inclui um maior leque de programações e memorizações. O elevador frontal é um equipamento extra. PREÇO

ELETRÓNICA A BORDO

Ao estilo dos modelos Case IH de segmento alto, a coluna de direção do Maxxum está despida. É no apoio de braço, que inclui o joystick MultiController e o monitor, que estão situados os principais comandos. Adicionalmente, também à direita, no pilar A da cabine, estão alguns manómetros e dois visores digitais que fornecem informações essenciais sobre o funcionamento do trator.

APRECIAÇÃO

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O ISOBUS de classe III e um evoluído sistema de gestão de cabeceiras (HCMII) para controlo de sequências com alfaias, bem como o AccuTurn Pro, para realização da manobra no final da torna e reentrada na linha através de guiamento automático, são soluções tecnológicas que estão disponíveis no Maxxum.

Numa configuração básica, com distribuidores mecânicos, bomba de 80 L/min e suspensão na cabine, o Maxxum 145 Multicontroller ActiveDrive8 tem um PVP recomendado de 115.034 Eur. Numa configuração avançada, com distribuidores elétricos, bomba de 113 L/min, gestão de cabeceiras, suspensão no eixo e na cabine, autoguiamento, monitor AFS 700 Pro, entre outros extras, o PVP recomendado é de 144.936 Eur.

Subimos para o Maxxum e com um pouco

manobras de cabeceira de forma

de desatenção podemos ser levados a

autónoma. Para além da renovação

pensar que estamos num Puma ou num

estética e algumas alterações de detalhe

Optum, dadas as semelhanças

impostas pela Mother Regulation, o

comparativamente com as linhas

grande destaque desta geração

superiores. No contacto que tivemos com

Maxxum Multicontroller é a transmissão.

o trator, comprovámos que o Maxxum é

Nesta variante ActiveDrive8, o condutor

um modelo de segmento profissional,

tem ao dispor um variado menu de

onde a Case IH disponibiliza um bom

opções e automatismos para poder

nível de automatizações, com destaque

adaptar o trator à especificidade de

para o sistema AccuTurn Pro, que recorre

cada tarefa, e com menor intervenção

ao guiamento automático para fazer as

humana nos passos que são repetitivos.

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MOTOR Fabricante / modelo Nº de Cilindros/ cilindrada Potência nominal /máxima com boost Binário máximo / reserva Nível de emissões

FPT / NEF 4.5 4 / 4.485 cm3 145 cv / 175 cv 650 Nm / 40% Fase IV / Tier 4F

TRANSMISSÃO Configuração Velocidade máx.

Powershift robotizada 24/24 53 km/h

HIDRÁULICO Capacidade de elevação Fluxo da bomba (opcional)

Traseira: 7.864 kg Ft: 3.100 kg 80 (ou 113) L/min

DIMENSÕES Distância entre eixos Carga máxima admissível

2.684 mm 10.500 kg

A direção adaptativa permite ajustar o rácio de voltas do volante que são necessárias para virar as rodas de extremo a extremo.

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PRODUTO // Teste em campo

MASSEY FERGUSON 6713

É um dos candidatos ao prémio ‘Trator do Ano 2019’ na categoria de ‘Melhor Utilitário’ e uma aposta da marca para clientes que procuram um trator de especificações médias que, sem estar na crista da onda tecnológica, disponha de tudo o que é essencial nos dias de hoje.

A

convite da Massey Ferguson, fomos até Beauvais, em França, para tomarmos o pulso a este convencional de 130 cv. Para comprovarmos que tem uma vocação de “faz-tudo”, experimentámo-lo em estrada, acoplado a um reboque monocoque L’artésienne, a movimentar cargas com um carregador MF, e em campo com um cultivador de bicos Lemken Korund 8. Os trabalhos

decorreram no campus da UniLaSalle, uma escola de agronomia que tem parceria com a MF.

Repartida por três séries (MF 4700, MF 5700 e MF 6700), a linha MF Global vai dos 75 aos 130 cv, sendo o 6713 o modelo cimeiro.

LINHA GLOBAL

Hidráulico de regulação eletrónica, inversor eletro-hidráulico com ajuste de sensibilidade, e comandos elétricos para a embraiagem, dupla tração, bloqueio do diferencial e TDF. Estes são exemplos do que os MF da linha Global oferecem, posicionandoos a meio caminho entre o básico e o tecnológico.

MOTOR AGCOPOWER DE 4,4 L

De fabrico finlandês, é um bloco de 4 cilindros com provas dadas. Disponibiliza 130 cv de potência máxima e cumpre as normas da Fase IV através de um sistema de turbina all-in-one (DOC+DPF) que se caracteriza por ocupar muito pouco espaço. Permite fixar uma memorização de regime.

No posto de condução, encontramos um ambiente de trabalho ao estilo MF, com os principais comandos distribuídos pela consola direita e pelo pilar central da cabine.

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abolsamia outubro / novembro 2018

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BETTER VALUE. SMARTER CHOICE.

MODESTO

Não importa quantos hectares de cultivo tenha, um agricultor nunca se gabará disso. Geralmente é uma pessoa modesta. Mas essa modéstia anda de mãos dadas com orgulho. O orgulho que sente pelos seus produtos. É por isso que não hesita em investir no melhor equipamento. E aqui é onde entra a Alliance com os seus melhores pneus. Mais de 2300 pneus diferentes para tratores, ceifeiras debulhadoras, pulverizadores, cisternas e reboques. Excelente qualidade a um preço muito razoável. É aquilo que os agricultores procuram. Porque adquirir um bom produto é muito importante. MELHOR VALOR. ESCOLHA MAIS INTELIGENTE.

Alliance Tire Europe BV: De Entree 59, 1101 BH Amsterdam Zuidoost - The Netherlands • Tel: +31 (0)20 2184 770 • Fax: +31 (0)20 2184 771 • Contact: info.europe@atgtire.com • www.atgtire.com

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PRODUTO // Teste em campo

TRANSMISSÃO MECÂNICA DE 12 RELAÇÕES O funcionamento desta caixa é muito prático, contando apenas com 2 gamas. São 6 velocidades dedicadas a trabalhos de campo, até aos 12 km/h, e outras 6 velocidades essencialmente para transporte. A embraiagem elétrica e o inversor eletrohidráulico com regulação de sensibilidade são soluções que contribuem para o conforto de utilização. HIDRÁULICO DEBITA 98 L/MIN O sistema hidráulico é composto por uma bomba de 33L/min dedicada à tração e à direção e por uma bomba de 58 L/min (standard) dedicada aos serviços externos. Opcionalmente, esta pode debitar 98 L/min, o que é aconselhável para trabalhos mais exigentes, por exemplo com carregador. Os comandos externos nos guardalamas fazem parte do equipamento de base. CABINE Num posto de condução que é sóbrio, os comandos são de rápida adaptação. O painel de instrumentos combina mostradores analógicos com um visor digital. A geometria de pilares inclui duas janelas laterais traseiras, que podem servir para ventilação natural do habitáculo quando o condutor optar por não ter o sistema de climatização ligado.

A abertura superior (visio roof) com proteção FOPS é um extra que a marca disponibiliza para facilitar a visibilidade em altura ao operar com carregador.

PREÇO O PVP aconselhado à rede portuguesa de concessionários para o MF 6713 situa-se nos 84.500 Eur. Foi considerada a versão com cabine e ar condicionado, com travão de reboque pneumático e hidráulico, bomba hidráulica de 57 L/min e pneus nas medidas 540/65R38 + 440/65R28.

APRECIAÇÃO A bateria e o filtro de ar ficam à mão, mal se abre o capot.

O MF 6713 revelou um agradável

se no mercado não só pelas

desempenho nas diferentes

especificações mas também pelo

tarefas em que o

preço, a lista de equipamentos

experimentámos, inclusive com o

standard é interessante,

carregador cuja instalação e

havendo ainda a possibilidade

comandos estão desenhados de

de o cliente adicionar alguns

fábrica especificamente para

extras em função das tarefas que

este trator.

pretende realizar com maior

Em termos de facilidade de

50

abolsamia outubro / novembro 2018

regularidade. Ainda assim, o

manuseamento e rapidez de

elevador hidráulico dianteiro é

adaptação, é pegar e andar.

uma das ausências notadas na

Para uma série que visa afirmar-

lista de opcionais.

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CONFORTO RENTABILIDADE EFICIÊNCIA MANITOU CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MOTOR Fabricante / modelo Nº de Cilindros/ cilindrada Potência nominal /máxima Binário máximo / reserva Nível de emissões TRANSMISSÃO Configuração Velocidade máx. HIDRÁULICO Capacidade de elevação Fluxo da bomba (opcional)

Agco Power / 4.4 Eco 4 / 4.400 cm3 125 cv / 130 cv 540 Nm / 33% Fase IV / Tier 4F

Mecânica 12/12 40 km/h

Traseira: 5.200 kg 57 (ou 98) L/min

NOVAS MLT

SHARE

THE VI

SION

A nossa prioridade é tornar o seu negócio rentável! A vantagem das novas MLT NewAg: as máquinas mais cómodas do mercado, que otimizam o tempo investido no seu manipulador telescópico e melhoram a sua eficiência com um acesso de cabine simples, visibilidade total e uma redução significativa dos níveis de ruído da cabina (73dB). Manitou, a opção mais inteligente para a sua jornada de trabalho!

newag.manitou.com DIMENSÕES Distância entre eixos Carga máxima admissível

2.500 mm 8.500 kg

Para alcançar uma maior capacidade de carga, o MF 6713 equipa com um eixo traseiro reforçado.

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PRODUTO // em foco

CLAAS

se

EM TODA A GAMA www.abolsamia.pt


// Classe em toda a gama

A Claas voltou a realizar a sua conferência de verão para apresentar os novos produtos da sua gama à imprensa europeia, num evento realizado na Áustria.

T E X TO S E BA S T I ÃO M A R Q U E S

E

m 2017, perto da fábrica de Harsewinkel, a Claas mostrou os desenvolvimentos feitos na sua gama de tratores, com melhoramentos tanto nas séries Arion como Axion. Este ano, a marca levou mais de 50 jornalistas, de 22 países, até à Schoditsch Farm (ver caixa), localizada na cidade austríaca de Welgersdorf, perto da fronteira com a Hungria, para apresentar diversas novidades transversais à sua gama de produto: alargamento da gama de gadanheiras frontais Disco Move, melhoramentos na enfardadeira Rollant, a nova ceifeira Tucano, três novos modelos da pá carregadora Torion e uma nova frente de corte Convio Flex.

ROLLANT As enfardadeiras de fardos redondos e câmara fixa continuam a ser aposta da marca. Assim, a nova Rollant 540 RC apresenta algumas características que consideramos bastante interessantes, como o chassis reforçado, novos rolos e a possibilidade de optar por rede ou filme no embalamento. ENFARDAMENTO

A Rollant 540 produz fardos com diâmetro de 1,25m e largura de 1,22m. A câmara de enfardamento é formada

por 16 rolos fabricados em aço com 4 mm de espessura. O seu perfil dentado permite uma melhor rotação mesmo em situações de humidade elevada.

MAIS I N FO MAÇÃO 1

A Rollant 540 pode

ser equipada

LUBRIFICAÇÃO

opcionalmente com o

As correntes são lubrificadas por uma bomba excêntrica com um fornecimento de óleo a partir de um depósito de 6,3 litros. A lubrificação é feita onde e quando é necessário, nos pontos de rotação das correntes de ligação. Todos os pontos de lubrificação estão localizados no lado direito da máquina. Opcionalmente está disponível a lubrificação central, sendo o intervalo de lubrificação definido no terminal da máquina.

sistema MPS II. Este sistema possibilita uma adicional compressão antecipada do fardo e uma formação uniforme do mesmo.

PICK-UP E FACAS 328648

O pick-up tem uma largura de 2,10 metros, estando disponível opcionalmente um rolo duplo nivelador. Este opcional tem especial utilidade para cordões particularmente largos e pequenos promovendo uma formação mais uniforme do fardo. O sistema de corte, opcional, tem 15 facas com um tamanho de corte teórico de 70 mm. Em caso de bloqueio, a câmara de corte pode ser baixada a partir do comando central da cabine, um sistema extremamente fácil para o operador e que permite minimizar as perdas de tempo. De destacar também uma exigência menor de potência para recomeçar o processo.

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PRODUTO // em foco

N o co ra çã o d a D i s co M ove e s t á u m ca b e ço t e d e s e n h a d o co m c i n e m á t i ca i n t e g ra d a .

SCHODITSCH FARM Criada em 1995, localiza-se na Áustria, perto da fronteira com a Hungria e da cidade de Szombathely. É um negócio de família pertencente a dois irmãos, com duas explorações, uma na Áustria e outra na Hungria, separadas por 20 km. A exploração austríaca é dedicada à produção de leite e de carne, e a húngara à produção agrícola que serve de alimentação ao gado.

REDE OU FILME 326522

Áreas de negócio Produção de leite e engorda de novilhos Área total das duas explorações 946 ha Efetivo 355 vacas, 155 das quais leiteiras Produções agrícolas Trigo de inverno, colza de inverno, milho e cevada Parque de máquinas 4 tratores, dois carregadores telescópicos Scorpion, Alfaias variadas Horsch e Rauch Ceifeira debulhadora Claas Lexion 770

40%

dos custos totais da empresa são com maquinaria

Na Rollant 540, o utilizador pode escolher entre um embalamento com rede ou com filme. Alterar o modo de embalamento é uma operação realizada sem necessidade de recorrer a ferramentas. Um rolo de substituição — de rede ou de filme — também pode ser transportado na máquina. Com o sistema opcional Comfort, as definições do sistema de embalamento podem ser feitas diretamente a partir da cabine.

DISCO MOVE 3600 E 3200 Construída na fábrica de Bad Saulgau, a gadanheira frontal Disco Move vê a sua gama alargada com os novos modelos 3600 e 3200 que podem, ou não, incluir condicionador. A Claas aproveitou ainda para incluir alguns melhoramentos como um novo design do cabeçote que permite uma maior liberdade de movimentos em relação ao engate frontal do trator e que se traduz num melhor acompanhamento da superfície do terreno.

Destacam-se ainda os cardans de baixa manutenção, com juntas universais e com lubrificações a cada 250 horas. TERRENOS IRREGULARES

A principal novidade da Disco Move, a par do alargamento da gama, é o seu cabeçote agora mais manobrável e com suspensão integrada. A Claas construiu um equipamento capaz de seguir as irregularidades do terreno de até 600 mm para cima e 400 mm para baixo. Para além disso, a gadanheira também é capaz de girar lateralmente a partir do ponto central. O novo cabeçote integra de série uma suspensão hidráulica denominada Active Float que elimina a necessidade de pontos de engate de molas de suspensão no trator. Como opção, o controlo de mecanismo da Disco Move pode ser incorporado na unidade de controlo de gadanheiras triplas; a gadanheira é então controlada a partir do terminal de operação central.

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// Classe em toda a gama

“Os novos modelos da gadanheira frontal Disco Move e os melhoramentos na enfardadeira Rollant 540 foram o principal destaque para os mercados ibéricos”

OUTRAS NOVIDADES

D ISCO M OVE 360 0 E 320 0

As novas gadanheiras estão disponíveis com largura de corte de 3 e 3,4 metros, e podem vir sem condicionador (F), com condicionador de dentes (FC) ou de rolo (FRC). 1

Depois de no ano anterior a marca se ter centrado especialmente na apresentação de tratores, este ano fez uma aposta mais abrangente, alargando gamas e introduzindo melhoramentos em equipamentos já existentes.

As novas Disco Move podem também equipar com um conjunto de luzes retrácteis e painel avisador, bem como espelhos de ângulo aberto para melhor visibilidade e proteções laterias. 2

TORION

A parceria entre a Claas e a Liebherr vai de vento em popa. E são agora adicionados à gama já existente, novos modelos de pás carregadoras de 5, 6 e 9 toneladas. Os três novos modelos do Torion Sinus — 956, 644 e 537 — situam-se entre os pequenos Torion 535 e os 1177 da gama média. Destaca-se a velocidade no solo de até 40 km/h. CONVIO FLEX

No que toca a frentes de corte, a Claas apresentou a nova Convio Flex e a Convio. Enquanto a última é ideal para colheitas de debulha convencional, como cereais e colza, a Convio Flex, com a sua barra de corte floxível, apresenta também excelentes performances em culturas

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como a soja, ervilha e erva. Estas novas frentes de corte estão disponíveis para a Lexion em larguras de trabalho de 10.8, 12.3 e 13.8 metros. TUCANO

Na Tucano, as principais novidades são: o novo terminal CEBIS, o alargamento da gama e o sistema Montana de autonivelamento em declive. Pela primeira vez, nesta gama os modelos podem ser equipados com o sistema Montana. O sistema de assistência ao operador Auto Crop Flow que controla o fluxo da colheita, o Auto Slope que controla a velocidade da ventoinha, estão também disponíveis nesta ceifeira, tal como um depósito com capacidade de até 11.000 litros. A Tucano 580 passa a ser o modelo de topo da gama.

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PRODUTO // em foco

KRONE

BIG BIG

A Krone apresentou a sua máquina mais potente de sempre. A denominada BiG X 1180 debita 1165 cv de potência

E

56

ste modelo passa a ser o cabeça de uma série de quatro modelos – 680, 780 e 880 que vêm substituir os atuais Big X 700, 770, 850 e 1100- e será alimentado pelo recente Liebherr V12 de 1165 cv, o que a converte na ensiladora automotriz mais potente do mercado. A

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alteração ao nível do motor é talvez a mais significativa, já que o motor de origem suíça vem substituir o anterior MAN de 1078 cv que alimentava a BiG X 1100. No entanto, há outras novidades introduzidas que se estendem também aos restantes modelos da série. Nomeadamente, a suspensão independente no eixo traseiro, o ajustamento automático das contra-

facas e um novo condicionador de rolos chamado OptiMaxx. Ao nível dos opcionais destacam-se o sistema de enchimento automático EasyLoad que utiliza imagens em 3D captadas através de uma câmara para encher de forma automática o reboque, e a possibilidade de monstar a cabine com o sistema de elevação Krone lift cab. A BiG X 1180 já está disponível para encomenda.

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PRODUTO // em foco

MEDIR A HUMIDADE E OS NUTRIENTES O sensor online AgrNIR (opcional) fornece informação precisa sobre a humidade e os nutrientes da colheita. O sensor é fabricado pela Dynamica Generale, uma empresa com vasta experiência na área. Indicadores como matéria seca, amido, proteína bruta, gordura bruta, fibra ADF e fibra NDF, podem ser consultados e processados por várias aplicações de software.

NOVA CABEÇA DE CORTE XCOLLECT

A par da apresentação da BiG X 1180, a Krone apresentou também a nova gama de cabeças para milho XCollect, que se junta à já existente EasyCollect. A XCollect inclui três modelos com diferente largura de trabalho – o 600-3 (8 linhas, 6m), o 750-3 (10 linhas, 7.50m), e o 900-3 (12 linhas, 9m). Característica distintiva desta nova gama é a separação entre função de corte e alimentação como ações separadas. Também disponível está um chassis hidráulico integrado de transporte para os XCollect, que, ao retirar peso do eixo frontal da ensiladora, melhoram o conforto do operador e facilitam a homologação. De referir também a reduzida manutenção, o mecanismo de retração hidráulico está mais rápido, e todas a XCollect são

compatíveis com qualquer modelo BiG X fabricado depois de 2009. KRONE SMARTCONNECT: GERIR DADOS DE FORMA PRÁTICA

Foi criado para que o operador apenas tenha que trabalhar. É basicamente um elemento de hardware que permite a gestão transparente dos dados e facilita a vida do prestador de serviços, especialmente no que se refere à documentação de tempos úteis e horas trabalhadas da máquina. O SmartConnect foi desenvolvido em conjunto pelas divisões de veículos comerciais e agrícolas da Krone, e o hardware foi testado em milhares de camiões. Esta é uma especificação standard nos novos modelos da série BiG X.

“Para além do Big X 1180, há outras novidades: a suspensão independente no eixo traseiro, o ajustamento automático das contra-facas e um novo condicionador de rolos chamado OptiMaxx. ”

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PRODUTO //

PRODUÇÃO

VEGETAL

o que se faz cá Sim, o azeite teve o ano mais produtivo de sempre. Mas já viu os números do kiwi e da amêndoa? FO N T E P R O D U Ç ÃO V EG E TA L , PA N O RA M A 2 01 6/2 01 7 I N S T I T U TO N AC I O N A L D E E S TAT ÍS T I C A ( I N E )

O

interesse pelos cereais de outono/ inverno tem vindo a decrescer nos últimos anos, face aos baixos preços nos mercados internacionais e às baixas produtividades. 2017 foi mesmo o ano com a superfície instalada mais baixa desde que existem registos estatísticos sistematizados. O mesmo tem vindo a acontecer

com o milho. Inversamente, as produções de amêndoa, kiwi e azeite dispararam na útima campanha. No caso do azeite, o ano transacto protagonizou mesmo a campanha mais produtiva desde 1915, o primeiro ano em que se sistematizaram os registos estatísticos. Confira estes e outros dados no mais recente relatório sobre a produção vegetal publicado pelo INE.

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// produção vegetal

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PRODUTO //

CEREAIS DE OUTONO/INVERNO A superfície instalada rondou os 121,1 mil hectares, a mais baixa desde que existem registos estatísticos. sistematizados, tendo contribuído para esta situação o desinteresse por estas commodities face aos baixos preços nos mercados internacionais e às baixas produtividades. A produção baixou alcaçando as 193,6 mil toneladas.

180 160

103 t 300

140

250

120 100

200

80

150

60

100

40

50

20 0

2013

2014

2015

TOTAL CEREAIS *

2016

2017

2015

2016

2017

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal (*) Inclui trigo, centeio, aveia, cevada e triticale.

PRODUÇÃO DE MILHO PARA GRÃO

900 800

120

700

100

600

80

500 400

60

300

40

200

20

100 2013

2014

2015

TOTAL CEREAIS *

2016

2017

0

MED. QUINQ (2013-17)

2013

2015

2016

2017

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

PRODUÇÃO DE ARROZ

ÁREA DE ARROZ 200 180 160

30

140

25

120

20

100

15

80 60

10

40

5 0

2014

TOTAL CEREAIS *

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

35

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2014

TOTAL CEREAIS *

103 t 1000

A campanha do arroz decorreu de forma distinta nas principais regiões produtoras. Globalmente a produção rondou as 179,8 mil toneladas.

62

2013

MED. QUINQ (2013-17)

ÁREA DE MILHO PARA GRÃO

0

No milho de regadio houve um aumento de produtividade.

0

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal (*) Inclui trigo, centeio, aveia, cevada e triticale.

CEREAIS DE PRIMAVERA/VERÃO A área semeada decresceu 2,4% face a 2016, devido aos baixos preços do milho nos mercados mundiais e à reduzida disponibilidade hídrica da campanha conduzindo ao replaneamento das áreas das culturas mais consumidoras deste recurso, como é o caso do milho. No milho de regadio houve um aumento de produtividade face a 2016.

PRODUÇÃO DE CEREAIS DE OUTONO/INVERNO

ÁREA DE CEREAIS DE OUTONO/INVERNO

20 2013

ARROZ

2014

2015

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

2016

2017

0

2013

ARROZ

2014

2015

2016

2017

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

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// produção vegetal

TOMATE PARA A INDÚSTRIA A superfície contratada foi próxima da observada em 2016 (19,6 mil hectares). A produtividade situou-se nas 84,4 toneladas por hectare, o que corresponde a um acréscimo de 2,9%, face a 2016. A fase final da campanha foi influenciada pela ocorrência de fortes ataques de mosca branca e de ácaros, que prejudicaram o desenvolvimento da planta e afetaram a maturação do fruto. Houve registo de produtores que não alcançaram produtividades de 60 toneladas por hectare, valor mínimo previsto na legislação para o pagamento específico por superfície ao tomate para transformação.

PRODUÇÃO DE TOMATE PARA INDÚSTRIA

ÁREA DE TOMATE PARA INDÚSTRIA 10 t

10 ha

3

3

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

2013

2014

2015

TOMATE PARA INDÚSTRIA

2016

2017

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0

2013

2014

2015

2016

TOMATE PARA INDÚSTRIA

2017

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

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MINIATURAS


PRODUTO //

GIRASSOL Registou-se uma redução de 26,1% na área semeada que rondou os 13.460 ha, resultado da opção de não realização da cultura face às disponibilidades hídricas. As searas apresentaram uma grande heterogeneidade no desenvolvimento, observando-se um decréscimo na produção de 20,7% que atingiu as 20.814 toneladas.

BATATA A batata de regadio alcançou rendimentos unitários próximos das 23,6 toneladas por hectare. A produção global de batata (regadio e sequeiro) registou um aumento de 14,2%, face a 2016, atingindo 515.030 toneladas, suportado pelos incrementos da área plantada que foi de 23.735 ha e da produtividade (+12,1%).

ÁREA DE BATATA

PRODUÇÃO DE BATATA

103 ha

103 t

30

600

25

500

20

400

15

300

10

200

5

100

0

2013

BATATA

2014

2015

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

2016

2017

0

2013

BATATA

2014

2015

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal

2016

2017

515 mil toneladas


// produção vegetal

HORTÍCOLAS Em 2017 a área total de hortícolas foi de 34 647 hectares (+3,9%, face a 2016), sendo que a produção manteve o nível alcançado na campanha anterior (936,1 mil toneladas). A abóbora foi a cultura que ocupou maior área (2 946 hectares), seguida da couve-brócolo (2 885 hectares). A couve-brócolo foi a única brássica que aumentou a área de cultivo, já que a couve-repolho (2 689 hectares), a couve-lombarda (1

239 hectares), a couve-tronchuda (993 hectares) e a couve-flor (681 hectares) registaram um decréscimo conjunto de 1 659 hectares (-22,9%, face a 2016). O tomate para consumo em fresco foi a cultura hortícola com maior produção, ultrapassando as 97 mil toneladas, seguido pela cenoura (92 mil toneladas), a couve-repolho e a abóbora (ambos com produções próximas das 75 mil toneladas).

Em 2017 a abóbora foi a cultura que maior área ocupou num total de 2.946 hectares

ÁREA DAS PRINCIPAIS CULTURAS HORTÍCOLAS 103 ha 4 3 2 1 0

ABÓBORA

BRÓCULO

REPOLHO

ALFACE

CENOURA

GRELOS

CEBOLA

O tomate para consumo foi a cultura hortícola com maior produção

2015 2016 2017

Fonte INE I.P., Inquérito à Horticultura

PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS CULTURAS HORTÍCOLAS

103 t 120 100 80 60 40 20 0

TOMATE FRESCO

CENOURA

REPOLHO

ABÓBORA

CEBOLA

PIMENTO

ALFACE

2015 2016 2017

A produção de cenoura foi aproximadamente de 92 mil toneladas

Fonte INE I.P., Inquérito à Horticultura

PLANTADORAS AUTOMÁTICAS AUTOMOTRIZES

E.N.118 - Km 45 • Apart. 45 2121-901 Salvaterra de Magos Tel. 263 507 022 Tlm. 934 564 165 Fax. 263 507 485 geral@pulvilava.pt www.pulvilava.pt

PULVERIZADORES

CONCESSIONÁRIO OFICIAL

MÁQUINAS PARA TOMATE


PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS CULTURAS FRUTOS SUPERFÍCIE Maçã Pêra Cereja Figo

2015 14006 12115 6286 4329

2016 14399 12110 6350 4103

2017 14786 12564 6215 4130

Pêssego Ameixa Damasco Amora Framboesa Groselha Mirtilo Kiwi Banana Ananás Laranja Limão Tângera Tangerina Toranja Amêndoa Avelã/ Castanha/ Noz

3750 1788 422 1325 775 106 88 2305 1034 58 16722 2383 967 117 20 35595 33830

3872 1799 430 1481 911 107 120 2380 1041 59 16844 2397 983 112 21 35718 35165

3902 1782 561 1703 1108 117 126 2650 1038 56 16977 2398 997 113 22 36759 37896

HORTÍCOLAS SUPERFÍCIE

2015

2016

2017

Abóbora (inclui butternut) Couve-repolho Grelos (nabo e couve) Cenoura Alface Melão Couve-brócolo Cebola Couve-lombardo

3056 2844 2313 2158 2149 2105 2061 1785 1451

2941 3726 1325 1886 2181 1641 2554 1945 1531

2946 2689 1963 2056 2284 1651 2885 1689 1239

Tomate fresco Ervilha Couve-tronchuda Melancia Nabo Alho-porro Couve-flor Espinafre Pimento Feijão-verde Alho Courgette Fava Morango

1447 1140 1111 1052 947 853 655 595 579 571 524 446 392 321

1375 716 1288 1109 1145 877 716 611 967 513 152 572 297 394

1323 1556 993 1110 912 819 681 536 1209 694 239 464 421 314

FRUTOS PRODUÇÃO Ameixa Cereja Damasco Figo Maçã Pêra Pêssego Amora Framboesa Groselha Mirtilo Kiwi Banana Ananás Laranja Limão Tângera Tangerina Toranja Amêndoa Avelã/ Castanha/ Noz

2015 324994 141186 46899 24536 17714 3039 2893 12659 4436 617 221 28331 24258 1052 246639 37778 15452 1429 214 27628 14512

2016 241611 137805 32347 26067 7362 3161 2330 16972 6572 752 293 21075 26224 998 299583 37636 15440 1406 229 26780 13349

2017 329371 202277 41646 29515 19563 3402 4575 17880 9840 1040 388 35411 27844 948 319743 37669 15382 1383 237 29875 25031

HORTÍCOLAS PRODUÇÃO Cenoura Tomate fresco Abóbora (inclui butternut) Melão Cebola Alface Couve-lombardo Couve-brócolo Grelos (nabo e couve) Melancia

2015 97494 9635 73226 61036 59374 56910 40445 33579 30507 29099

2016 95673 95462 75282 45074 69929 51988 41989 30512 13992 31727

2017 92034 97205 74788 39588 64247 56345 32236 37060 29768 30957

Couve-tronchuda Alho-porro Pimento Nabo Ervilha Courgette Couve-flor Espinafre Feijão-verde Morango Fava Alho Morango

28660 25303 23306 19467 18796 17878 14102 9925 9695 9659 3049 1695 321

38623 26054 34105 32024 10420 26307 16009 709 9359 10753 3037 2622 394

25943 22708 58543 19988 11810 24141 14434 6498 11067 9347 2892 2660 314


2017 seco e quente

PRODUÇÃO DE AZEITE 10 hl 3

1600 1400 1200 1000 800

O ano agrícola 2016/2017 em Portugal

600

continental caracterizou-se, em

400

termos climatéricos, pelo registo de

200

valores de precipitação abaixo do

0

2013

2014

AZEITE

2015

2016

2017

média do período 1971-2000.

MED. QUINQ (2013-17)

As áreas de pastagem de sequeiro,

Fonte INE I.P., Inquérito Anual à Produção de Azeite

AZEITE A produção de azeite ultrapassou 1,47 milhões de hectolitros, correspondendo à campanha mais produtiva desde 1915 (ano a partir do qual existem registos sistemáticos). Para este resultado foram decisivas as condições meteorológicas favoráveis, bem como a gestão criteriosa das regas dos modernos olivais intensivos, que permitiram a maturação em boas condições de grande parte dos frutos.

VINHO A produção de vinho alcançou os 6,6 milhões de hectolitros (+12,3% face à vindima de 2016), maioritariamente de qualidade superior.

normal e temperaturas superiores à

semeadas e espontâneas,

A PRODUÇÃO DE AZEITE FOI A MAIS PRODUTIVA DESDE 1995

registaram um desenvolvimento inicial normal, tendo beneficiado da precipitação do início de outono e da disponibilidade hídrica e temperaturas amenas do inverno. Com o começo da primavera o cenário alterou-se, devido ao aumento das temperaturas e à

PRODUÇÃO DE VINHO

fraca precipitação, situação que

10 hl 7 000 3

antecipou a conclusão do ciclo vegetativo. Esta situação encurtou

6 800

o período de disponibilidade

6 600

forrageira das pastagens, obrigando

6 400

à utilização precoce de alimentos

6 200

conservados (fenos e silagens),

6 000

normalmente reservados para o período invernal, de paragem ou

5 800

menor desenvolvimento vegetativo

5 600

das pastagens. O aumento da

5 400 5 200

procura destes alimentos teve como

2013

VINHO

2014

2015

MED. QUINQ (2013-17)

Fonte Instituto da Vinha e do Vinho

2016

2017

consequência o desvio para a produção de forragem/silagem de culturas que tinham como objetivo inicial a produção de grão.


Especial

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AgroSemana

leva milhares de visitantes à Póvoa de Varzim Entre 30 de agosto e 2 de setembro de 2018, terão passado aproximadamente 85.000 visitantes pela 6.ª edição da AgroSemana – Feira Agrícola do Norte, realizada no Espaço AGROS em Argivai, na Póvoa de Varzim.

S 68

egundo a organização, a componente técnica e profissional foi um dos fatores diferenciais da programação do evento, que contou com diversos workshops ligados à área agrícola, dirigidos a um público diversificado. Destacamos a palestra da

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empresa Interfire em conjunto com a ACT acerca das condições de trabalho e da sinistralidade com veículos agrícolas, onde se realçou a importância de usar os sistemas de segurança em trabalho. Em parceria com os Bombeiros da Póvoa do Varzim decorreu uma simulação de um desencarceramento por capotamento do trator que atraiu muitos agricultores.

O Agrolympics Europeu reuniu as escolas que se classificaram em primeiro lugar de cada um dos 19 países concorrentes. Em Portugal, a primeira classificada foi a EPAPL de Ponte de Lima.

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Das empresas que comercializam equipamentos agrícolas marcaram presença a Auto Agrícola São Cristóvão, a ADJ, a AGROS, a Bridgestone, a Corbar, a Operação Direta, a Repoutiz, a Repsol, a Torremarco e a MAN. A revista abolsamia, patrocinadora do Espaço Máquinas esteve presente com um stand durante o evento e pode testemunhar o empenho que a organização, os expositores e os restantes intervenientes tiveram para que estes 4 dias fossem proveitosos em termos de negócios e trocas de ideias. O grande destaque da edição de 2018 foi a realização do Agrolympics Europeu que, pela primeira vez em Portugal, reuniu 132 estudantes agrícolas de 19 países europeus, num espírito de competição saudável, testando a sua perícia e capacidades em diversas provas de cariz agrícola. No rescaldo do evento, a organização confirma que “o objetivo passa por dar continuidade ao crescimento sustentado da AgroSemana e reforçar a Feira como um evento de referência do setor agrícola”.

N a co m p e t i çã o a n í ve l e u ro p e u P o r t u g a l s a g ro u - s e ca m p e ã o , s e n d o o s re s t a n t e s l u g a re s d o p ó d i o o c u p a d o s p e l a S é r v i a e S u í ça .

O grande destaque da AgroSemana foi o Agrolympics Europeu realizado pela primeira vez em Portugal

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Colheita máxima de azeitonas, em menos tempo e com menor esforço. Conseguir a eficácia desejada e menos esforço no trabalho é uma realidade com a ampla gama de varejadores STIHL. Máquinas fiáveis e robustas, equipadas com motores potentes e rápida aceleração para obter um ótimo rendimento na colheita. Os varejadores da STIHL foram concebidos para cobrir todas as necessidades atuais que o varejo tradicional não consegue alcançar: redução clara de custos, menor necessidade de mão-de-obra e uma recolha exemplar da azeitona.

Unicamente em concessionários STIHL perto de si. Encontre-os em www.stihl.pt

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Especial

OLIMP CA A Bridgestone é um dos patrocinadores dos Jogos Olímpicos. Aproveitando o ensejo apoiou a organização dos Agrolympics Europeu, competição que decorreu durante a Agrosemana e viu a equipa portuguesa sagrar-se campeã da Europa.

D

esde 2014 que a Bridgestone é um Olympic Top Partner, distinção ao alcance de muito poucas entidades. A aposta da marca deve-se a um património desportivo com mais de 100 anos que se concretiza na máxima “Chase your dream” (persegue o teu sonho, em português). Como forma de envolver o público agrícola no espírito olímpico, a Bridgestone decidiu também apostar no Agrolympics Europeu, competição que consiste numa espécie de olimpíadas agrícolas e que teve a sua fase final em Portugal. Telmo Montenegro, Gestor de Produto da Bridgestone Portugal, explica a aposta.

Eq u i p a B r i d g e s t o n e p re s e n t e n a fe i ra .

Porquê a aposta da Bridgestone no Agrolympics?

A Bridgestone Europe apoia o Agrolympics na sequência de várias parcerias que tem estabelecido com a Agros nos últimos cinco anos. Desta vez, surgiu a oportunidade de apoiarmos o campeonato europeu de Agrolympics. Está em tudo relacionado com aquilo que vai acontecer em 2020 em Tóquio, onde a Bridgestone será patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos. Como tal, queremos envolver o nosso público agrícola no espírito olímpico, tentando ainda juntar a parte comercial e o rejuvenescimento do sector.

O V T-Tra c t o r e s t eve e m t e s t e n o s t a n d d a B r i d g e s t o n e ( ve r ca i x a ) .

A nível nacional, a Bridgestone apoiará mais alguma iniciativa deste género?

Sim, vamos apoiar. Para já ainda não podemos adiantar muito mas posso confirmar que teremos vários atletas olímpicos portugueses a serem apoiados de perto por nós e a visitar várias cidades do nosso país. Os nomes desses atletas ainda não estão “fechados”.

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VT-TRACTOR No stand, a Bridgestone aproveitou para fazer uma demonstração do VT-Tractor. Entrevistámos Ricardo Cardoso para falar do pneu de baixa pressão da marca. Ricardo, qual o objetivo desta iniciativa?

O que aqui estamos a fazer é uma demonstração do nosso Bridgestone VTTractor, que é um pneu com uma tecnologia que permite diminuir os níveis de compactação do solo. De que forma é que este pneu poderá ajudar o agricultor?

A compactação do solo é um factor extremamente importante para os agricultores, visto que, quanto maior, menor a rentabilidade do solo. Assim, se conseguirmos contribuir para que tal não aconteça, estaremos a ajudar os nossos agricultores.

VX TRACTOR Outro dos destaques da Bridgestone na Agrosemana foi o VX Tractor, um pneu resistente para tratores de grande potência. Telmo Montenegro explicou a mais valia deste pneu. “Não é um pneu de baixa compactação. É um pneu para tratores grandes mas não se destina a ser usado com baixas pressões. Destina-se sim a tratores que fazem muita estrada, a clientes que querem uma carcaça mais resistente. Assim, lançámos o VX Tractor com índices de carga superiores aos existentes no mercado. Mas não se pense que se destina somente ao transporte. É um pneu que foge à tecnologia dos pneus de baixa pressão e através do qual procuramos massificar as medidas principais nos tratores acima dos 150 cv mas que sejam de utilização diária sem a necessidade de andar a encher e esvaziar o pneu. Há várias culturas onde não se justifica utilizar uma tecnologia tão evoluída e com um preço mais alto como é o caso dos pneus de baixa pressão. O mercado está a começar a reagir, o parque de máquinas está a começar a ser renovado e para potências maiores, e a Bridgestone tem a sua estratégia bem definida há algum tempo que passa por produtos específicos e de tecnologia avançada. O VX Tractor vem neste sentido”, concluiu.

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E como é que o Bridgestone VT-Tractor consegue diminuir a compactação?

Tivemos de construir um pneu capaz de aguentar pressões de insuflação muito mais baixas do que as utilizadas na maioria dos pneus no mercado. Através desta pressão mais baixa, em média 0,8 bar, conseguimos aumentar a pegada e, assim, diminuímos a compactação. O que aqui pretendemos mostrar é uma comparação entre um pneu standard, com uma pressão habitualmente utilizada no meio de 1,4 bar, e um VT-Tractor, com pressão de 0,8 bar. Para tal, utilizamos um tapete equipado com sensores que mede em tempo real a força que está a ser aplicada sobre o solo. Através da análise das respetivas pegadas poderemos avaliar in loco os níveis de compactação gerados por um e pelo outro. Porque é que devemos optar por um pneu especial para baixas pressões?

Esta capacidade para trabalhar em baixas pressões do VT-Tractor apenas é possível devido a um desenvolvimento tecnológico grande por parte da Bridgestone. Seria fácil pensar que apenas precisaríamos de baixar a pressão de um pneu standard de forma a conseguir os mesmos objetivos mas a verdade é que tal utilização anómala tem vários riscos, para o pneu e, consequentemente, para o utilizador. Aspetos como o desenho do piso e do talão do pneu, ou a construção da carcaça foram especialmente concebidos para este pneu e para o desafio que é a deformação gerada no pneu pela baixa pressão de ar. E que outras vantagens traz a tecnologia de baixa pressão?

Para além do já referido aumento de rentabilidade do solo, podemos ainda elencar o aumento de tração, ou um menor consumo de combustível. Toda a gama Bridgestone apresenta esta solução tecnológica que já está a ser utilizada nos campos do nosso país. 1,40 bar

0,80 bar

R e s u l t a d o s d o e n s a i o : O V T-Tra c t o r co m 0 , 8 b a r d e p re s s ã o co m p a ra t i va m e n t e co m u m p n e u s t a n d a rd co m 1 ,4 0 b a r t eve -9,0 % d e p re s s ã o m é d i a , + 5 , 6% d e á re a d e co n t a c t o e - 3 , 2 % d e p re s s ã o m á x i m a .

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6ª EDIÇÃO

VALADA DO RIBATEJO

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50.000 mil visitantes

7de relvado HA

120 mĂĄquinas

19 culturas

em trabalho

agrĂ­colas

365 expositores

62 patrocinadores

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Especial Agroglobal

Tel. 263 519 800 • divagricola@auto.industrial.pt • https://divisaoagricola.autoindustrial.pt

AUTO-INDUSTRIAL

Manuel Ba ioneta

COM O ALVO NA

SEMENTEIRA DE OUTONO

Especialista em alfaias agrícolas, a francesa Kuhn já tem os olhos postos na próxima sementeira, depois de o stock para a linha verde ter praticamente esgotado. iminente campanha de outono irá contar com novos produtos da Kuhn, alguns deles evoluções de soluções já existentes, com particular destaque para o semeador de milho Maxima 3. “O nosso forte tem sido a linha verde, material para forragem e as vendas processaram-se muito bem, e só não foram melhores por não termos determinados modelos para fornecer, pois não havia em stock. Vende-se agora menos máquinas e o que se vende é para sementeira, para a campanha do outono. Mas também temos os unifeeds, que têm estado a sair bem”, disse Manuel Baioneta, responsável da marca em Portugal. Foi na semana anterior à

A

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Agroglobal, no encontro anual de final do verão – Kuhn Summer News - que a construtora revelou aos seus distribuidores europeus as novidades para a próxima época. Manuel Baioneta assim explanou o seu destaque: “Há muitas mudanças no paralelograma do elemento da sementeira do Maxima 3, com quatro posições, seja o elemento de (des)lastragem, seja pelo seu acionamento elétrico e isobus, ou mecânico, que fica à escolha do agricultor. É interessante o modelo de oito linhas, o TRR, que é rebocado, pois quando em transporte as linhas viram hidraulicamente para a frente, na direção da lança do semeador. E a parte da turbina é articulada, permitindo ao trator fazer viragens de 90 graus.”

INOVAÇÃO E POUPANÇA

Quanto aos unifeeds, o encontro técnico da marca anunciou o final da produção dos sem-fim horizontais. Outra gama em desenvolvimento são os Centramix, isto é, os unifeeds fixos, com motor elétrico. Ali foi dito que, ao fim de um ano, uma grande exploração teria a máquina paga através dessa poupança. “Nesta feira apostámos num distribuidor de adubo, um semeador Megant 600 para cereais, um triturador de resíduos, principalmente para restolho de milho, uma gadanheira, um juntador de feno, uma enfardadeira e duas máquinas de preparação de solos, uma charrua Vari-Master de quatro corpos e um Striger, estas em demonstrações de campo com a McCormick”, disse Manuel Baioneta.

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Tel. 263 519 800 • miguel.vieira@auto-industrial.pt • www.tractorluso.pt

RECLAMAR LUGAR

TRACTORLUSO

NAS POTÊNCIAS MÉDIA-ALTA A McCormick quer garantir posição também entre os grandes.

om várias frentes de trabalho no horizonte, a McCormick quer ter mais representatividade na faixa de mercado nas potências média-alta, sem tirar o pensamento dos minis e especializados. A recente passagem da representação da marca para a Auto-Industrial não faz Miguel Vieira hesitar nos objetivos e modo de atuação: “Falta conhecer melhor e completar a rede de concessionários. Mas a aposta é aumentar a potência do histórico dos tratores McCormick. Para isso, temos uma gama muito interessante. O mercado português adequa-se aos especializados e aos minis e aí temos que estar fortes.” Mas há mais. Diz o responsável da marca que existe um forte desejo de reforçar a posição nos tratores de potência média-alta, entre os 120 e os 300cv. Estamos, também, a fazer trabalho junto dos concessionários das zonas do Ribatejo e Alentejo para aumentar a penetração das potências mais altas naquelas regiões”, justificou.

C

PREMIADO EM CAMPO

Os destaques da McCormick foram diretos para o X6, trator da gama premium, considerado o Melhor Utilitário de 2018 na eleição do júri do “Tractor of the Year”. Em demonstração de campo estiveram os 420 (120cv) e 430 (130cv), o primeiro com suspensão no eixo da frente e na cabina, acoplados, respetivamente a um Striger 4L e a uma charrua de quatro ferros VM123, ambos da Kuhn.

M i g u e l V i e i ra , re s p o n s á ve l p e l a m a rca .

Existe um forte desejo de reforçar a posição nos tratores de potência médiaalta, entre os 120 e 300cv

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Especial Agroglobal

Tel. +34 933 779 957 • jmventura@antoniocarraro.com • www.antoniocarraro.it

ANTONIO CARRARO

TODOS MERECEM UM

ANTONIO CARRARO O fabricante de tratores compactos italiano marcou pela primeira vez presença na Agroglobal. Há uma grande reputação da marca em Portugal fruto da qualidade dos nossos tratores. É um património que temos de estimar. Ano após ano, cada vez mais agricultores percebem que também eles podem e merecem ter um Antonio Carraro”. Palavra de Josep Ma Ventura, Export Area Manager da marca, em entrevista à abolsamia.

MAIS CONCESSIONÁRIOS

No sentido de mostrar às pessoas todas as vantagens da Antonio Carraro foi necessário reforçar a equipa de concessionários. “Duplicámos o número de concessões desde 2016 mas o nosso objetivo passa por atingirmos os 20 em 2020 (12 atualmente). Para Josep, “a falta de proximidade é um obstáculo à concretização de negócios. “Não queremos que os nossos clientes ou potenciais clientes tenham que se deslocar muito até encontrar um ponto de venda. Quem compra um Antonio Carraro não compra apenas um trator, compra também um serviço de excelência e a proximidade é um dos pontos chave”. DUPLICAR A QUOTA DE MERCADO

Mostrando-se “muito satisfeito” com os resultados atingidos até ao momento, não escondeu que pretende “duplicar o market share nos próximos quatro anos” ainda que reforce que a intenção passará sempre por destacar-se “pela qualidade e não pelo número de tratores vendidos”. DAS VINHAS DO DOURO AO OLIVAL DO ALENTEJO

A Antonio Carraro apresenta uma gama ampla, com oferta tanto no segmento dos mini-tratores, como também em potências mais altas, dirigidas a clientes altamente profissionalizados. Neste sentido, Josep Ma Ventura destacou “o bom trabalho realizado no Sul” sem, no entanto, deixar de apontar a novas metas. “O Centro e Norte têm muito potencial para uma marca com uma gama tão completa como a nossa. Temos tratores que se adaptam a cada caso para resolver os problemas específicos de cada cliente”. Exemplo disto é o crescimento da marca em culturas tão diversas como o kiwi, os pequenos frutos, o amendoal ou a vinha. SÉRIE R, UM TRUNFO IMPORTANTE

A Série R é um passo tecnológico de peso, nomeadamente a transmissão hidrostática de variação contínua. “Consideramos que será um salto para a Antonio Carraro que nos permitirá entrar num segmento de mercado restrito. Faremos uma Tour pelo país no próximo ano onde mostraremos as suas vantagens”, finalizou.

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Tel. +34 949 208 210 • fhortamachado@comeca.es • www.comeca.es

COMECA

UM NOVO PLAYER NO MERCADO PORTUGUÊS

Sediada em Guadalajara, Espanha, a Comeca conta com 54 anos de presença no mercado espanhol. Detém a representação de diversas marcas e desde o 1º semestre deste ano passou a atuar em Portugal.

rancisco de Horta Machado é o gerente da sucursal portuguesa. “Montar uma rede de concessionários é um desafio muito interessante”, afirmou, demonstrando o seu entusiasmo com este novo projecto e a confiança no potencial de mercado das marcas representadas pela firma espanhola. A Comeca distribui em Portugal as marcas: Elho, Unia, Yanmar, Orec, DelMorino, Nardi, Gridalbi & Salvia e Agrisem.

F

PRESENÇA NA AGROGLOBAL

“A gama de produtos da Comeca é muito variada, mas faremos uma aposta mais forte em alguns equipamentos que estão apontados como mais propensos à agricultura

portuguesa”, sublinhou. As marcas Unia e Elho, mostradas na Agroglobal, estão para já no topo das prioridades. ELHO, PARA OS TRABALHOS DE PRODUÇÃO FORRAGEIRA

Originária da Finlândia, a Elho é uma marca premium de vocação forrageira, com encordoadores, volta-fenos, plastificadoras e gadanheiras. Neste segmento, o destaque é a inovadora gadanheira Duett 7300, destinada a tratores com condução reversível. Equipa com duas folhas de corte e acondicionador. Máquina desenhada para prestadores de serviços e explorações de grandes dimensões. Na Agroglobal, a alfaia da Elho que esteve exposta é a despedregadora Scorpion 550, de funcionamento hidráulico através de fluxo contínuo.

Preparada para 5,5 m de largura de trabalho, esta máquina de apanhar pedra destina-se a tratores com mais de 180 cv. Armazena a pedra num depósito e tem capacidade para fazer a descarga em altura, até aos 2,90 m. UNIA, PARA OS TRABALHOS DE PREPARAÇÃO DE SOLO

É o maior fabricante de alfaias da Polónia e está em grande crescimento noutros mercados. Possui na sua gama diversos tipos de alfaias para preparação de solo e semeadores, destinados a tratores a começar nos 50 cv e até para lá dos 300 cv de potência, “com preço bastante competitivo” e caracterizadas por “uma grande robustez”. À Agroglobal a Comeca trouxe uma grade rápida, um cultivador e um descompactador.

Fra n c i s co H o r t a M a c h a d o

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Especial Agroglobal

CONTINENTAL

PEGADA PORTUGUESA

DE LOUSADO PARA TODO O MUNDO Apenas um ano volvido desde o lançamento dos pneus standard Tractor70 e Tractor85 para a agricultura, o fabricante alemão escolheu a Agroglobal para fazer novos lançamentos mundiais, TractorMaster e CombineMaster, duas gamas premium também com o selo “made in Portugal”.

unidade fabril da Continental Mabor situada na freguesia de Lousado, concelho de Vila Nova de Famalicão, anda nas bocas do mundo pelas melhores razões, pois é dali que sairão os pneus que hão-de equipar maquinaria agrícola de todo o mundo. Para isso foi executado um

A

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investimento de 49 milhões de euros para adequar a fábrica à nova função, que também passou a dispor de um centro de pesquisa e desenvolvimento e departamento de testes, para o qual foram alocados 2,5 milhões de euros. Novas responsabilidades implicaram, também, mais mãode-obra qualificada, pelo que foram

contratados mais 125 colaboradores. “Estamos de regresso, mas a nossa ligação à agricultura tem 90 anos, altura em que produzimos o primeiro pneu para o setor”, historiou a alemã Frauke Wiekberg, responsável de vendas e marketing de pneus especializados para os mercados europeu, do médio

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Tel. 252 493 623 • nuno.rebelo@conti.de • www.continental-pneus.pt/industriais

oriente e África. A mudança de estratégia operada pelo Grupo aconteceu em 2004, ao vender todo o negócio agrícola a um dos seus concorrentes, a Mitas, entretanto adquirida pela Trelleborg em 2016. Dessa forma, retomados os direitos de licenças de construção pela Continental, e uma vez de regresso ao solo agrícola “relançámos o nosso portfolio na Agritechnica [em Hannover, Alemanha], em Novembro de 2017. Até ao final do ano teremos 50 medidas disponíveis para o mercado, e outras 50 em 2019”, explicou a responsável alemã.

centro do piso, o que a marca diz aumentar o tempo de vida útil do pneu, ao mesmo tempo que proporciona um desgaste uniforme e maior conforto de condução. No perfil do CombineMaster a geometria do núcleo do talão é em forma de hexágono, a fim de assegurar melhor transmissão de binário da jante para o solo. “É o que procuramos na agricultura: reduzir a compactação do solo e aumentar a tração, possibilitando maior conforto em estrada”, sintetizou Nuno Rebelo. NEGÓCIO EM CRESCIMENTO

EFICIÊNCIA E BAIXA PRESSÃO

Com os Tractor70 e Tractor85, equipamento standard para trator, a Continental sustenta que a tecnologia empregue conduz a maior eficiência de operação e estabilidade em estrada, seja pela carcaça de nylon - que permite elevado nível de flexão, aumentando o contacto da banda de rodagem com o solo, daí resultando maior tração e menor compactação do solo -, seja pela configuração reforçada do talão, com inúmeras voltas de fio único sem pontos de soldadura – possibilita maior flexão da parede lateral e resistência à fadiga, da mesma forma que suporta o mesmo peso, mas com menos 0,2 bar de pressão quando comparado com outros pneus standard. Já os neófitos TractorMaster e CombineMaster, da gama premium, respetivamente para trator e ceifeira, partilham a mesma base tecnológica, mas com caraterísticas reforçadas (sistema D.fine), com aumento de 5% da superfície dos tacos, com sobreposição dos mesmos no

Para Pedro Teixeira, presidente do Conselho de Administração da Continental Pneus de Portugal, o mercado agrícola nacional pode valer, a breve prazo, dez milhões de euros, mas com fortes possibilidades de crescimento. Acrescenta Nuno Rebelo, gestor de negócio em Portugal para pneus especializados, que o segmento A2 (jante igual ou superior a 24 polegadas) onde a Continental se insere, equipa cerca de 65% do parque agrícola nacional e vale aproximadamente 32 mil pneus por ano (o que compreendendo uma esperança média de vida de 15 anos, representa um parque de 450 mil pneus), tendo-se registado um crescimento anual de 3% nos últimos 2 anos. “A estratégia, a médio prazo, será olhar o mercado agrícola como o fazemos para o segmento, por exemplo, dos produtos para movimentação de cargas, onde a Continental é referência”, explicitou Pedro Teixeira, justificando uma postura premium que a marca quer salvaguardar:

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PERFIS

DOS PNEUS

TRACTORMASTER DIMENSÕES Série 60* 65

70* 75* Largura (mm) 650 – 900 Diâmetro (plgs) 38’ – 42’

85*

COMBINEMASTER DIMENSÕES Série 60* 65 70* 75* Largura (mm) 650 – 900 Diâmetro (plgs) 32’ – 38’

85*

* em preparação

Eq u i p a d a C o n t i n e n t a l P n e u s

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Especial Agroglobal Acima de tudo pesou a confiança depositada na qualidade dos nossos colaboradores, facto que muito nos orgulha.” O arranque da produção teve início em setembro de 2017 com os Tractor70 e 85, estando já em produção as duas novas gamas, embora ainda em lenta cadência, na ordem das duas/três toneladas por dia, uma vez que ainda há investimentos em curso. De acordo com Pedro Carreira, assim que a projeto entrar em velocidade de cruzeiro a fábrica de Lousado terá capacidade para atingir a produção de 40 toneladas/dia.

»

“Isto não acontecerá da noite para o dia, pois teremos que conhecer o mercado e os nossos clientes. Vamos ter que batalhar, mas na certeza que temos um potencial enorme de crescimento.” Mas se premium costuma significar preços de venda mais elevados, Nuno Rebelo afiança que a marca vai ser competitiva neste mercado. OPÇÃO PELA QUALIDADE

A opção dos dirigentes alemães pelo fabrico dos pneus agrícolas na unidade fabril da Continental Mabor e Continental ITA em Lousado, onde são produzidos produtos para turismo, todo-o-terreno e telas têxteis, teve muito mais a ver com a qualidade das instalações e dos meios técnicos e humanos, e muito menos com os

custos de produção da operação em Portugal. Pedro Carreira, presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, enfatizou estas questões: “[Lousado] Não é, de longe, o local com menores custos de produção. Acontece que, em 22 fábricas espalhadas pelo mundo, a decisão por Lousado teve a ver com o facto de dispormos de meios técnicos e humanos para levar a tarefa a cargo, levando a melhor sobre a Roménia e a Eslováquia, que também tinham passado à short list para efeitos de decisão. A execução do investimento, que contou com incentivos do Estado português, também importante na tomada de posição, tem sido feito num antigo armazém de logística para armazenamento que temos na fábrica.

SOLUÇÕES DIGITAIS

Todos estes pneus poderão ser equipados com tecnologia ContiPressureCheck, ou seja, com sensores de temperatura e de pressão, com possibilidade de serem remotamente controlados através de dispositivos móveis. Um sensor é firmemente alojado no interior da carcaça do pneu e através de uma centralina e de ligação ao satélite, o operador, no escritório da exploração, ou o próprio motorista, acedem ao portal da Continental, através de um tablet ou telemóvel, e saberão, em tempo real, qual a temperatura e a pressão em cada um dos pneus. O sistema tem também a possibilidade de alertar o operador para o aumento ou diminuição da pressão e temperatura dos pneus.

NEGÓCIO EM PORTUGAL VALE 1200 MILHÕES DE EUROS

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O grupo Continental terminou 2017

que compreendem cinco unidades:

com 44 mil milhões de euros em

em Lousado, a Continental Mabor

vendas a nível mundial, conta

(Fabrico de Pneus), a Continental

com 235 mil colaboradores e está

Pneus (Marketing & Vendas) e a

presente em 60 países. Para estes

Continental ITA (Fabricação de Telas

valores, a Continental em Portugal

Têxteis); em Palmela, Continental

entrou com 1,2 mil milhões de euros

Lemmerz (Linha de Montagem(pneu/

de facturação, ocupando 2700

jante) e a Continental Teves (Fabrico

colaboradores e duas localizações

de sistemas de travagem).

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Especial Agroglobal

ENTREPOSTO MÁQUINAS

PASSADEIRA VERMELHA PARA

O MAXXUM

Distinguido como “Máquina do Ano 2018”, prémio atribuído na Agritechnica, na Alemanha, o Maxxum foi o principal destaque da Case IH, diretamente da fábrica para os certames da AgroSemana e Agroglobal. Agora anda em tournée de demonstrações pelo país.

s representações do Entreposto Máquinas estiveram em força e em número na feira de Valada, tanto a maquinaria da Case IH como os pequenos sul-coreanos Branson, mas o trabalho em campo de um Maxxum 135 deixou orgulhoso o gestor de produto Carlos Domingues, tantos eram os destaques a reter. “Este 135 está equipado com a

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novíssima transmissão ActiveDrive 8, de 24x24 Power Shift, com três gamas para complementar, sendo que a gama B faz a totalidade dos serviços agrícolas de campo, pois começa com velocidades de trabalho muito reduzidas, até aos cerca de 13km/h sem prejuízo de binário”, especificou Carlos Domingues, que não esqueceu a possibilidade que a gama tem de poder ser equipada com a transmissão CVX.

EQUIPAMENTO SUPERIOR

Na série Maxxum há quatro modelos de 4 cilindros e um modelo de 6 cilindros, que preenchem um intervalo de potência (nominal) entre os 116 e os 145 cv. O Maxxum 135, que fez demonstração de campo com alfaia Lemken (grade de discos rápida ligeira) estava equipado com kit completo de luzes led (360º), assento Grammer (dual motion), sistema AccuTurn, que dispensa

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Tel. 218 548 200 • entreposto.maquinas@entreposto.pt • www.entrepostomaquinas.pt

intervenção do operador nas inversões de marcha e joystick para comando de carregador frontal. “Depositamos muitas esperanças nesta gama, pois apesar de ser um convencional há espaços nos pomares que necessitam de potência mais elevada e o Maxxum adapta-se muito bem a esse tipo de trabalhos, desde que lhe seja permitido entrar, pois tem via mais larga”, explicou o gestor de produto do Entreposto Máquinas. NOVA ESPERANÇA

Se o Maxxum já é premiado e concorre ao TOTY 2019 na categoria “Campo Aberto” com o 145 Multicontroller, também para o prémio “Utilitário” estará o Farmall A, representado na

Agroglobal. Esperança nacional está também depositada na gama de especialistas Quantum. Um CL 100 de vias mais largas, que esteve em campo na vinha com pulverizador Tomix, e um 90F. “O mercado dos especializados emergiu e está a mexer bem. É por isso que depositamos muitas esperanças no Quantum”, explicou Carlos Domingues. Outros pequenos profissionais representados foram os da gama Luxxum, também com caixa robotizada, com transmissões 32x32 (8 relações Power Shift em 4 gamas, e TDF de 4 regimes para adequação a todo o tipo de alfaias) e os Puma e Optum, apenas com transmissão de variação contínua CVX.

Ca rl os Do m i ng u es , g esto r d e p ro d u t o d a C a s e I H e B ra n s o n

TENDÊNCIA

OS NÚMEROS

BRANSON

O aumento da irrigação no Alentejo está a exigir novas opções e mais tratores especializados para o amendoal e o olival, enquanto no Norte o mesmo se passa com kiwis e mirtilos, novos pomares de marmelos e outras culturas menos comuns.

Ainda com o último trimestre pela frente, a Case IH espera números de vendas semelhantes aos do ano passado, ainda que o desejo seja de crescimento.

Os tratores sul-coreanos começaram a ser comercializados pelo Entreposto Máquinas no segundo semestre de 2016 e os resultados têm sido satisfatórios. Estiveram expostas três gamas, duas com três cilindros série 00 (de 21 a 28cv), a F (34 a 45cv), e duas com quatro cilindros, a 25 (35 a 60cv) e a K (75cv).

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Especial Agroglobal

FORTE SAGAR

TERRENO PARA

PESOS PESADOS A ceifeira Fendt 6335C, a segunda vendida em Portugal, mas a primeira para a colheita de arroz, foi o principal destaque do stand da Forte/ Sagar, que também exibiu os tratores Landini. O possante Fendt 1050 voltou a captar muita atenção, tanto que houve fila para trepar ao posto de comando.

J

oão Lopes, responsável pela Forte e pela Sagar, do Grupo AutoIndustrial, esclareceu que mesmo não se tratando de uma estreia absoluta em Portugal, pois já outra tinha sido vendida, a Fendt (6335C) é a primeira com especificação para a colheita do arroz. Aquela máquina, exibida sem a cabeça de colheita (o cliente

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pondera ainda a aquisição do kit para trigo), irá começar a operar na zona de Benavente, vendida que foi para uma sociedade agrícola de Ponte de Sor, que cedeu a unidade para a exposição. “É um marco histórico e esperamos que seja a primeira de muitas”, comentou João Lopes, mesmo que deixando claro quão difícil e incerto é este específico mercado.

BONS TRIMESTRES, SEMESTRE DUVIDOSO

Os dois primeiros trimestres de vendas não foram nada maus para a Forte/Sagar, mas o otimismo esmorece um pouco quando a previsão para a totalidade do segundo semestre já não é tão lisonjeira. “No final do ano passado forçou-se muito com o anúncio da entrada em vigor

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Tel. 210 009 752 • joao.lopes@forte.pt • www.forte.pt • www.sagar.pt

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JOÃO LOPES Responsável pela Forte e pela Sagar, do Grupo Auto-Industrial.

das novas regulamentações, mas temos de viver com as regras do jogo”, concede João Lopes. Com muito pragmatismo à mistura quando analisa outros fatores laterais ao mercado, João Lopes admite que o reequilíbrio no mercado das vendas só acontecerá no último semestre do próximo ano, estimando que atinja as 4500/5000 unidades: “[Vou ser político, pois já tenho muitos anos disto] O principal fator que faz influenciar as vendas já não são as boas condições de mercado quando se antevê um bom ano agrícola, mas sim os subsídios e as suas regras de atribuição. É verdade que o primeiro trimestre foi influenciado com a reposição de tratores por força dos incêndios e da necessidade de mais maquinaria para a limpeza dos terrenos. Ninguém o esperava, mas são fatores que hoje interferem demasiado no negócio.”

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CONCEITO DE SUCESSO

O outro destaque foi para o Fendt 1050, o mesmo que saiu na capa da revista abolsamia nº107, e que foi emprestado pelo cliente para a mostra na feira. Precisamente o primeiro de três que já foram vendidos. “Venderíamos mais se a cultura do tomate estivesse mais rentável. Mas não há dúvidas que seja um trator único no género, muito versátil”. É um conceito de grande sucesso para a Fendt e seguramente será o modelo mais potente em exposição”, justificou o responsável da Forte/Sagar. VERSATILIDADE NO CAMPO

Nas demonstrações de campo, o Fendt 1050 fez trabalho com grade de discos da Galucho, o 939 com o chisel 17B da Kverneland (também da Forte) e um 312 com o distribuidor de adubo Bogballe M2 Plus. Um Landini exibiu capacidades com um pulverizador Rocha.

CEIFEIRA FENDT 6335C A segunda vendida em Portugal, mas a primeira para a colheita de arroz, e foi o principal destaque do stand da Forte/Sagar.

LANDINI Trator Landini em trabalho de campo numa vinha, com um pulverizador Rocha.

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GALUCHO

ATENTOS ÀS

EXIGÊNCIAS DOS CLIENTES Novas linhas de reboques e cisternas, de maior capacidade, e melhoramentos nas charruas de ferros. Estes foram os destaques a que a Galucho quis dar mais enfoque nesta edição da Agroglobal. fabricante de São João das Lampas aproveitou a Agroglobal para demonstrar em condições reais alguns dos seus equipamentos — nomeadamente reboques, charruas e grades de discos— que durante três dias executaram trabalhos nos campos de demonstração da feira. Mas foi nos reboques e nas cisternas que concentrou as principais evoluções na sua gama de produto, nomeadamente com modelos de maior capacidade. A aposta na diversidade da gama é um desafio que continua a nortear

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a Galucho, como nos já nos tinha dito José Justino, Presidente e Administrador Executivo, por ocasião da Feira Nacional de Agricultura: (…) É exatamente a diversidade da nossa oferta que nos dá uma vantagem acrescida no mercado nacional. Este é um dos grandes desafios que nos propomos ultra-passar que é continuar a fazer máquinas como quase um “fato à medida” e no entanto manter as nossas linhas de produção eficientes.” A estratégia do fabricante nacional, que está muito perto de

celebrar 100 anos, passa também pelo crescimento da marca nos mercados internacionais. Como referiu o presidente da Galucho, “a nossa política comercial na internacionalização passa por reforçar e encontrar novas parcerias para a distribuição em exclusivo em cada um dos mercados que definimos como prioritários.” Recorde-se, a este propósito, o acordo estabelecido recentemente com a Farming Agrícola para a distribuição exclusiva dos seus equipamentos no mercado de Espanha.

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Tel. 262 741 204 • jinaciolda@jinaciolda.pt • www.jinaciolda.pt

JOHN DEERE

GAMA COMPLETA NA AGROGLOBAL

“A relevância que a Agroglobal tem vindo a adquirir nos últimos anos foi um elemento chave para a nossa decisão de ter uma presença direta e reforçar a imagem da John Deere”, afirmou Enrique Guillén.

esde os tratores mais básicos até aos mais tecnológicos, e sem esquecer as alfaias para sementeira, pulverização e fenação, a John Deere levou a sua gama em peso até à Agroglobal. O principal destaque vai para três tratores recém-apresentados – 6250R, 5125R e 5100GL – que têm como finalidade aplicações agrícolas muito distintas.

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SÉRIE 6R NO LIMIAR DOS 300 CV

O John Deere 6250R, que é o modelo mais potente da variante ‘Extra Large’ dos 6R, esteve em exibição no stand da marca. “É um trator com uma grande densidade de potência, com um peso por cv muito baixo, muito eficiente, e que é procurado essencialmente para trabalhos de transporte”, adiantou Diogo Camarate, diretor comercial da John Deere em Portugal. Com uma potência nominal de 250 cv, é graças à gestão inteligente de potência que este modelo atinge os 300 cv em trabalhos de transporte. SÉRIE 5R COM ESPECIFICAÇÕES PREMIUM

Os 5R são tratores convencionais de tamanho médio, com potência entre os 90 e os 125 cv, e especificações premium,

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acima da série 5M. Estão muito vocacionados para explorações mistas e trabalho com carregador frontal. Na Agroglobal esteve o 5125R, com 125 cv de potência nominal e 10 cv adicionais para trabalhos de transporte. Uma das unidades equipava com carregador frontal desenhado e fabricado pela John Deere especificamente para os seus tratores. Segundo os responsáveis da marca, este é “um produto com muito potencial em Portugal” para clientes exigentes, que procuram maior conforto de utilização. SÉRIE 5GL PARA CULTURAS DE ALTO VALOR

A série 5 GL com cabine arredondada de baixo perfil é o trunfo da John Deere para as culturas em que é preciso proteger as árvores e não derrubar os frutos. “Neste segmento, as cabines são cada vez mais procuradas, com o agricultor a pensar na sua proteção, porque são tratores que trabalham muitas horas na aplicação de produtos químicos com atomizador”, explicou Diogo Camarate. As primeiras unidades do 5GL estão a ser entregues, tendo como destino sobretudo os pomares com copas muito fechadas e as produções em pérgola.

E n r i q u e G u i l l é n , d i re t o r g e ra l d a J o h n D e e re I b é r i ca

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E m co n j u n t o co m o I N E S C-T EC , a P i o n e e r e o u t ro s p a rce i ro s , n u m e n s a i o d e ca m p o , e s t eve a c i s t e r n a H e rc u l a n o co m V RT e D PA p a ra q u e o s a g r i c u l t o re s p re s e n t e s p u d e s s e m t e s t e m u n h a r o s a va n ço s a l ca n ça d o s a t ra vé s d e s t a s t e c n o l o g i a s .

HERCULANO

A PAR COM A

AGRICULTURA DE PRECISÃO A Herculano foi uma das empresas patrocinadoras da 6ª edição da AgroGlobal – Feira das Grandes Culturas, onde apresentou uma cisterna e um reboque espalhador de estrume inteligentes.

resente com as suas quatro áreas de produto — reboques, cisternas e reboques para distribuição de estrume, grades de discos e outras alfaias, a Herculano destacou-se nesta edição da feira pela apresentação de algumas novidades no âmbito da agricultura de precisão: uma cisterna e um reboque espalhador de estrume inteligentes. Como nos referiu João Montez, diretor comercial da Herculano Alfaias Agrícolas, “Este foi o nosso primeiro passo

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nesta nova área de digitalização da agricultura 4.0, fruto da parceria com o INESC-TEC, com o objetivo de desenvolver produtos para a agricultura de precisão. Um passo não apenas importante do ponto de vista da sustentabilidade dos recursos, como também necessário face às normativas europeias tendencialmente mais rígidas, que exigem maior controlo nos processos de fertilização por forma a reduzir a quantidade de azoto aplicado”, disse aquele responsável. Em relação a outros produtos da gama,

acrescentou: “Também estamos concentrados em desenvolver as nossas grades de discos, não apenas com maiores dimensões mas também com mais incorporação de tecnologia. Queremos caminhar a par e passo com a agricultura de precisão.” João Montez também se referiu à reestruturação que tem vindo a ser feita na empresa para a melhoria dos processos produtivos: “Temos feito grandes esforços de melhoria em várias frentes para sermos cada vez mais rápidos na resposta ao pedidos dos nossos clientes.”

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Eq u i p a H e rc u l a n o p re s e n t e n a A g ro g l o b a l .

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PARCERIA Assinatura de protocolo com o INESC TEC, com a presença do ministro da agricultura.

JOÃO MONTEZ Dir. comercial, Herculano Alfaias Agrícolas.

RICARDO TEIXEIRA Administrador da Herculano, no colóquio Agricultura de Precisão.

DESTAQUES NA FEIRA REBOQUE ESPALHADOR DE ESTRUME Apresentado na FIMA 2018, equipa com sistema DPA (DISTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL AO AVANÇO). Controlo do espalhamento em função da velocidade do trator. CISTERNA A cisterna integra sistema DPA e VRT (distribuição de adubo a taxa variável consoante as necessidades de fertilização do terreno) e sensores que detectam os níveis de NPK presentes no depósito, preparada para ISOBUS.

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GRUPO JOPER

G ra d e d e b i co s ro t a t i va J o p e r co m d e s co m p a c t a d o r R i b a t ej o

“CONTINUAMOS A CRESCER

EM PORTUGAL E NO MUNDO” Continuando a bater redordes, o grupo JOPER em 2017 foi o 2º fabricante português em volume de negócios.

grupo especialista em alfaias e pulverização agrícola com as marcas Joper, Tomix e Ribatejo continua a marcar presença nas mais variadas mostras nacionais e internacionais. Regressado de Moçambique deteve-se na Agroglobal e preparase para outros certames em Itália,

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França e Espanha. Samuel Pereira, administrador do Grupo, diz que “o ano tem corrido bem e as empresas estão em crescimento. Adverte, porém, que terão de o fazer de forma sustentada, pois persiste a dificuldade de contratação de colaboradores, ao mesmo tempo que a carteira de encomendas continua a aumentar.

MECANIZAR

Tão rápido se coloca o dedo na ferida quanto se mostra o curativo. “Temos instalações e equipamentos de produção, mas falta mão de obra. Temos conseguido aumentar a produção mas ainda não é suficiente para satisfazer o aumento das vendas. Estamos a mecanizar e a robotizar ainda mais o processo produtivo.”

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Tel. 261 330 900 • 261 335 620 • 263 516 436 • joper@joper.com.pt / tomix@tomix.com.pt / ribatejo@ribatejo.com.pt • www.joper.com.pt / www.tomix.com.pt / www.ribatejo.com.pt

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ANOS DE EXPERIÊNCIA A Joper foi fundada em 1941 (77 anos), a Ribatejo tem 99 anos e passou para o controlo da Joper em 2013, que em 1997 também já assegurara a

semeador. Poder-se-ia fazer tudo com uma só passagem, o que é ótimo”, disse Samuel Pereira. A ESTRELA DA TOMIX

Nos campos de pulverização e amanho andaram os TOMIX: “O pulverizador rebocável Campo 30 com barra de 18 metros e manga de ar; o atomizador rebocável GoldStar, novidade em demonstração, que se distingue pelo baixo consumo de potência ao trator e menos ruído, bem como os rebocáveis de aspiração inversa circular; o Circular para pomar com formação mais densa e o Palmeta para pomares com formação em palmeta, que comparando com a pulverização convencional, não tem deriva para cima do equipamento e do operador”. “Mas a estrela continua a ser o pulverizador com painéis recuperadores com capacidade de 600, 800 e 1000 Litros. A calda pulverizada que não fica na planta regressa ao interior do depósito. Uma máquina que gera sempre muita atenção nas demonstrações”, referiu Paulo Damião, gerente da Tomix. A Joper levou à Agroglobal uma grade de bicos rotativa (GBR), unidade que está a gerar grande expetativa na marca. “Apresentamos uma de três metros, combinada com um descompactador da Ribatejo, e que ainda poderia levar mais uma combinação atrás, no caso, um

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maioria do capital da Tomix, esta também já idosa de 94 anos. O conjunto das empresas, como Grupo industrial, soma 270 anos de experiência.

SAMUEL PEREIRA Administrador do Grupo Joper.

NOVOS PRODUTOS

Com algumas novidades para breve, mas sem as revelar, o dirigente do Grupo explica que tudo tem o seu tempo e hora e que agora é o momento de pensar em consolidar a gama dos atuais produtos.

PAULO DAMIÃO Gerente da Tomix.

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Tel. +34 673 566 259 • pita@lemken.com • lemken.com

J o s é P i t a , A l b e r t o P i ñ e ro , M i q u e l F l i x e Yve s D e sj a rd i n s

LEMKEN

UMA JOIA

NA LAVOURA E NÃO SÓ A Lemken apostou forte na gama de trabalho de solo nesta edição da Agroglobal. A Rubin, a Diamant e a Zirkon foram as principais atrações mas o fabricante alemão não quer ficar por aqui.

á seis anos com presença direta na Península Ibérica através de uma filial, a Lemken conseguiu triplicar a sua faturação em Espanha e duplicar no mercado português. Alberto Piñero e José Pita, Area Sales Managers da filial ibérica são, por isso, uma equipa satisfeita com os resultados.

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NÃO SÃO SÓ CHARRUAS

ZIRKON

Relativamente a este ponto, o responsável afirmou que “a Lemken já não são só charruas, chíseis e grades-rotativas, hoje em dia temos uma gama completa de equipamentos e somos líderes tecnológicos em produtos como os semeadores ou os pulverizadores”.

É uma grade-rotativa para tratores de 60 até 408 cv de potência. O novo perfil inclinado das facas aumenta a força total e oferece mais espaço para o rotor e os rolamentos, para que se mantenham sempre limpos.

DIAMANT MAIS CONCESSIONÁRIOS NO SUL

No entanto, o trabalho não está terminado e há duas áreas em que a empresa deposita especial atenção: a rede de concessionários, que está em alargamento sobretudo no sul do país, e a reputação da marca como especialista em trabalho de solo.

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É uma charrua reversível semisuspendida concebida especialmente para as grandes explorações. É extremamente ágil em manobras devido ao espaço entre o cabeçote e o sistema de volta, o que lhe confere muita versatilidade e permite trabalhar em cabeceiras estreitas.

RUBIN

Ao contrário de uma grade convencional, esta grade de discos compacta tem os discos côncavos dentados dispostos em duas filas com um afastamento de 107 cm, o que permite uma mistura cuidadosa do solo e da vegetação. O afastamento entre discos de 250mm também merece destaque visto permitir uma menor ocorrência de bloqueios.

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Tel. 266 759 300 • info@manuelfialho.pt • www.manuelfialho.pt

ALFAIAS FERRAND E STIRMOT

NO ESPAÇO DA MANUEL FIALHO, LDA A Ferrand e a Stirmot são marcas especialistas que vêm reforçar a oferta de alfaias no panorama nacional. A primeira está focada na viticultura e a segunda no encordoamento de forragens.

variedade de equipamentos expostos pela firma Manuel Fialho Lda retratava a ampla gama de marcas que detém no seu portfólio. Por se tratar de duas alfaias recém-chegadas ao mercado português estavam em lugar de destaque no stand um intercepas da Ferrand e um encordoador da Stirmot.

A

INTERCEPAS FERRAND PARA ACOPLAMENTO FRONTAL

A firma alentejana expôs na Agroglobal um novo modelo de intercepas desenvolvido pela Ferrand, uma conceituada marca francesa que é especialista em alfaias para viticultura. Rui Rosado, comercial na Manuel Fialho Lda, explicou à revista abolsamia que esta é a primeira máquina disponível em Portugal na variante de acoplamento frontal ao chassis do trator. Nesta versão polivalente HDI3000L são vários os acessórios opcionais disponibilizados para tarefas como a deservagem, a mobilização e remoção de resíduos com vassoura.

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Destinado ao desempenho em simultâneo em ambos os lados de uma fila de vinha, pesa 530 kg e não é uma alfaia muito exigente para o trator, podendo por isso ser acoplada a um vinhateiro de baixa dimensão e potência. O PVP é de 12.048 Eur.

MANUEL FIALHO

ENCORDOADOR STIRMOT ACIONADO POR FLUXO CONTÍNUO

A Stirmot, sediada em Valladolid, dedica-se exclusivamente aos encordoadores, dispondo já de diversos modelos. Um dos mais impressionantes é o Stirmot HEV, que trabalha ligado a uma enfardadeira, permitindo que o encordoamento e a enfardação sejam feitos numa única passagem. À Agroglobal o importador trouxe o HSL-155, um modelo montado cuja largura de trabalho pode variar entre os 3,20 m e os 6,40 m, consoante a abertura da lança. Este encordoador é posicionado na lateral do trator e distingue-se por não fazer uso da TDF. O movimento rotativo dos pentes faz-se através de fluxo de óleo em contínuo. O PVP é de 17.135 Eur.

O operador controla a alfaia através de um joystick elétrico. Pode regular a altura, ajustar a largura de trabalho entre os 2 e os 3 m, e a inclinação dos acessórios.

Opcionalmente, o Stirmot HSL-155 pode ser equipado com um sistema de rolo em espiral na parte superior, que melhora o deslizamento de forragens mais verdes.

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Especial Agroglobal MANITOU

CADA VEZ MAIS PESO NO

SETOR AGRÍCOLA

Especialista na movimentação e elevação de cargas, a Manitou Portugal está a conquistar terreno no mercado agrícola, optando por ir ao encontro do agricultor e das explorações e demonstrando a versatilidade dos seus produtos. Manitou Portugal e os seus Concessionários não têm perdido descanso a ligar para clientes sem tempo para atender o telefone, e é por isso que vão ter com eles, ao mais recôndito minifúndio e pomar, a uma vacaria ou aviário, às grandes explorações ribatejanas e alentejanas. Os resultados têm sido muito satisfatórios e serão melhores quando se vencerem algumas mentalidades.

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João Nogueira, coordenador de rede da Manitou Portugal, não lhes poupa [aos concessionários] elogios pelo bom trabalho que tem sido desenvolvido: “Não é nas feiras que se fazem muitos negócios. A nossa política tem sido ir ao local, para mostrar as vantagens dos produtos. Só assim conseguimos mudar algumas mentalidades. Muitas vezes deixamos a máquina na exploração durante dois, três dias, para o potencial cliente experimentar,

e depois conversamos sobre a sua utilidade. O agricultor ainda não está muito ciente das vantagens deste tipo de maquinaria, mas depois de experimentar não quer outra coisa.” Tais vantagens começam logo por se explicar no tipo de amostragem que a marca elegeu para a Agroglobal. “São máquinas essencialmente agrícolas e para armazenagem. Trouxemos uma mini-pá carregadora que é usada nas vacarias, pequena, muito

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Tel. 263 200 900 • comercial.mpt@manitou-group.com • www.manitou.com/pt

manobrável em espaços curtos. Mas também a gama de telescópicos com homologação de trator agrícola. Para conduzir estes veículos basta ter carta de tratorista e poderão ser abastecidos com gasóleo agrícola, para além de terem engate de reboque. São só vantagens”, disse João Nogueira, para quem a era do trator com carregador frontal está ultrapassada por este tipo de veículos. Sobre a Homologação CE, aponta outras vantagens: “Trouxemos a nova gama de carregadores New AG MLT, que está homologada como trator agrícola. Para isso basta que o operador esteja habilitado com carta de trator pesado. Dantes não se podia circular com reboque na estrada,

nem se podia utilizar gasóleo agrícola sem receio de ser autuado. Agora, com a certificação CE estas máquinas são equiparadas a tratores, o que faz toda a diferença e dá grandes vantagens aos agricultores ou às explorações agrícolas. E isto também tem feito aumentar o negócio.” VENDA E ALUGUER EM BOM RITMO

O ano 2017 correu bem para a Manitou Portugal, com aumento do volume de negócio estimado em 25% e as vendas dos telescópicos dispararam para as 200 unidades anuais. “Há empresas com trabalhos sazonais que não justificam a compra do equipamento. Para

isso a Manitou Portugal e sua rede de Concessionários têm feito um trabalho notável de aconselhamento aos clientes”, acrescenta João Nogueira. O melhor aconselhamento resulta de uma prática que a marca quer que seja a mais responsável possível, como diz João Nogueira: “Não vou vender uma carregadora de última geração a quem tenha apenas dez vacas, pois não faz sentido, mas a partir de 100 vacas já o faz.” Só na fileira florestal é que o negócio tem sido menos otimista. “Seria muito melhor se os projetos a subsídios fossem aprovados, mas não o têm sido. Está tudo parado”, rematou João Nogueira.

J o ã o N o g u e i ra , co o rd e n a d o r d e re d e d a M a n itou Por tug a l

DESTAQUES NA FEIRA EMPILHADOR MC18 Transmissão 4x2 (ou 4x4), motor Kubota diesel, suficientemente estreito para operar na área dos pomares e na zona de armazenamento, com 3500kg e capacidade de carga de 1800kg

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CARREGADOR NEW AG MLT635 Carregador telescópico, motor Deutz diesel (130cv) com capacidade de elevação de 3500kg a 6,08m

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NEW HOLLAND

RENOVAÇÃO EM VÁRIAS

CATEGORIAS DE PRODUTOS Produtos com tecnologia de ponta, mas também produtos com especificações mais básicas. É para estas duas direções que apontam as novidades da New Holland. Porque cada tipo de agricultura impõe diferentes necessidades.

o seu espaço, a New Holland expôs uma ceifeira-debulhadora da gama CX, equipada para arroz, e enfardadeiras para fardos retangulares e cilíndricos. Nos tratores, a oferta era extensa, desde os ligeiros T3 aos imponentes T7 Heavy Duty, estando em primeiro plano os modelos recémapresentados: T7.215 S, T6.175 Dynamic Command e T4.75 S.

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“Apresentamos aqui na Agroglobal a gama para as grandes culturas e também a gama de tratores especializados, compactos, que atraem um cliente que começa a vir a esta feira”, afirmou Fernando Garcia, diretor geral da New Holland Portugal. T7.215 S, ALTA POTÊNCIA COM ESPECIFICAÇÕES SIMPLES

Para tarefas que exigem menos tecnologia, há agricultores que

procuram um trator de alta potência mas com um nível de especificações que não inflacione o preço de compra. Para dar resposta a essa necessidade, a New Holland acrescentou a variante “S” aos tratores da série 7. Com motor de 6 cilindros e 210 cv, o T7.215 S, que esteve em exibição na Agroglobal, é o modelo mais potente com estas características. Equipa com distribuidores mecânicos e com uma caixa “Power Command” 18/6.

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MAIS

DETALHES

FERNANDO GARCIA Diretor geral da New Holland Portugal.

T6.175 DYNAMIC COMMAND, COM CAIXA ROBOTIZADA

A juntar à transmissão Electro Command, de 16 velocidades, e à transmissão Auto Command, de variação contínua, a New Holland estreia na série T6 uma transmissão powershift robotizada de 24 velocidades. Denominada Dynamic Command, esta caixa com tecnologia de dupla embraiagem disponibiliza 8 relações distribuídas por 3 gamas. Uma das grandes vantagens é a possibilidade de se optar pelo modo automático, através do qual 8 relações em cada grupo podem alternar autonomamente sob carga. O momento de passagem entre relações é configurável. Dependendo da tarefa a realizar, o operador pode definir até que limite pretende que o regime do motor desça ou suba para que se dê a troca de relação. No fundo, é uma caixa desenhada para aplicações onde o operador precisa

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de ajustar constantemente a velocidade de avanço, mas sem ter de o fazer repetitivamente. Com motor de 4 cilindros e 175 cv de potência máxima com boost, neste trator a experiência de condução aproxima-se da proporcionada por uma caixa de variação contínua, inclusive com a possibilidade de ter ISOBUS de classe III no pack de equipamento.

T7.315 HEAVY DUTY Na área de demonstração esteve o T7.315, que é um dos pesos pesados da marca. Imponente e pintado de ‘Blue Power’, despertava a atenção dos visitantes.

T4.75 S, PARA OPERAÇÕES LIGEIRAS

Com motor de 3 cilindros e 75 cv, é o mais potente da gama T4 S, que se caracteriza por disponibilizar especificações simples. Está vocacionado para explorações pequenas, ou então como trator de apoio para trabalhos ligeiros, como espalhar fertilizante ou encordoar feno. Nesta série, o cliente pode escolher a versão de plataforma ou a versão de cabine.

T3.80F Para o setor da fruta, a New Holland teve em exibição a linha T3F, um especializado de baixo perfil disponível em versão plataforma.

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Especial Agroglobal

SDF PORTUGAL

Tra t o r p re p a ra d o p a ra a u t o - g u i a m e n t o

NO CAMPO COM...

AGROSKY

Desmistificar a complexidade do uso de tecnologia ligada à agricultura de precisão e estar cada vez próxima dos clientes. Estes são os dois objetivos prioritários da filial portuguesa do Grupo SDF. rnaldo Caeiro e José Luís Mendes receberam-nos no stand que agrupava as três marcas da SDF. Este ano, como nos foram explicando, “o stand foi arrumado de uma forma diferente por forma a separar a zona estática da zona de ação e, nesta última, ter um talhão exclusivamente dedicado

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à agricultura de precisão onde todos os tratores estão equipados com o sistema de guiamento automático Agrosky desenvolvido pelo Grupo. É por aqui que começa a conversa com Arnaldo Caeiro. “Ainda há alguma falta de conhecimento no mercado da tecnologia ligada à agricultura de precisão, refere o diretor da filial. Normalmente, as pessoas

referem-se genericamente a agricultura de precisão como ‘GPS’ e o que nós queremos é que as pessoas liguem o dito ‘GPS’ à marca Agrosky, da mesma forma que dizem ‘caixa TTV’ quando falam em ‘transmissão de variação contínua’, explica. Apresentado pela primeira vez na feira agrícola de Bolonha, EIMA, em 2011, o Agrosky é definido pelo grupo

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Tel. 217 653 550 • sdf.portugal@samedeutz-fahr.pt • www.same-tractors.com/pt-pt • www.deutz-fahr.com/pt-pt • www.lamborghini-tractors.com/pt-pt

SDF como “um sistema avançado de agricultura de precisão que, graças à conexão com recetores de satélites, permite a condução automática do equipamento otimizando a produtividade e os custos de gestão.” Foi José Luís Mendes (JLM), administração de vendas e marketing, quem conduziu a apresentação de produto que se seguiu. CARREGADORES FRONTAIS

Na zona estática, começou por referir o spot dedicado aos carregadores frontais, em parceria com a empresa Mowers que comercializa os equipamentos de elevação de cargas da Stoll na Península Ibérica. Em foco, um carregador com um implemento fabricado por um parceiro externo

I m plemento especia l fa b r i ca d o p e l a Ta n co

D e u t z- F a h r 51 1 5 D S T T V co m n ova ca b i n a d e ca t e g o r i a 4

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exclusivamente para a Stoll, que pega nas bolas de fenossilagem, cortaas e segura o plástico que depois é depositado num recipiente de reciclagem. DEUTZ-FAHR 5115 DS TTV

O segundo destaque foi para o novo Deutz especializado de variação contínua, modelo 5115 DS TTV, a que JLM se referiu como “a jóia da coroa deste ano”, e do qual já há 3 unidades vendidas. Equipa com transmissão de variação contínua (TTV), Active Drive (sistema de gestão da tração e da suspensão do eixo da frente), cabina de categoria 4, totalmente nova, e plana — “É a única cabina de um trator especializado completamente plana”, frisou. De destacar ainda a pala

traseira do teto da cabina, que pode ser recolhida ou inclinada, ideal para trabalhar com porta-paletes traseiro. No total, a série disponibilizará 4 modelos mas para já está disponível a versão S. (As versões F e V estarão disponíveis durante o próximo ano). DEUTZ-FAHR WARRIOR

Na área reservada à alta potência todos os olhares convergiam no guerreiro da Deutz. “O Warrior, o nosso trator especial da Série 7, é o nosso trator mais galardoado, inclusive é o trator mais vendido em Portugal na gama de potência acima de 200 cv”, disse JLM. E rematou: “Este ano devemos terminar o ano com 10 unidades vendidas de 250 cv. Estamos muito orgulhosos deste trator.”

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D e u t z- F a h r Wa r r i o r

S é r i e A g ro t ro n co m ca i x a R C S h i f t

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Especial Agroglobal S a m e A rg o n

ISOBUS “ N a La m b o rg h i n i q u i s e m o s m o s t ra r a o s n o s s o s c l i e n t e s q u e t e m o s t ra t o re s d e a l t a p o t ê n c i a e . . . m u i t o e l e g a n t e s . .” J L M

Tra t o r p re p a ra d o p a ra a u t o - g u i a m e n t o . A t u a l m e n t e é p o s s í ve l u m a p re c i s ã o d e 2 c m , a t ra vé s d e e s t a çã o f i x a R T K o u , d u m a fo r m a m u i t o m a i s e co n ó m i ca , a t ra vé s d o s i s t e m a G S M co m b a s e n a s a n t e n a s d e co m u n i ca çõ e s m óve i s ; n e s t a m o d a l i d a d e , o a g r i c u l t o r t e m a p e n a s q u e , i n ve s t i r n u m m ó d u l o G S M e n u m a a s s i n a t u ra d u m ca r t ã o d e d a d o s n o r m a l .

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SÉRIE AGROTRON RENOVADA

Nova paragem para falar da renovada Série Agrotron, com caixa RCShift, caixa ZF, completamente nova de 72 km/h. “O resultado desta caixa é extraordinário comparado com o antecessor. Os clientes têm gostado muito. Também nesta família de tratores as vendas têm subido, fruto do esforço da marca. Tem sido um trabalho da filial estar junto do agricultor, essa é a estratégia principal e é a comunicação de todos os envolvidos neste evento, é estar próximo do cliente, os clientes experimentarem os nossos tratores, é isso que tem feito subir as vendas, inclusivamente nas maiores potências”, concluiu aquele responsável. SAME ARGON MAIS ATRATIVO

Também os “ultra-míticos” Argon da Same, como os definiu JLM foram alvo de importantes melhoramentos: novo motor FARMotion, Stage 3B, dupla tração e bloqueio dos diferenciais com comando eletro-hidráulico, regulação da coluna de direção e ventoinha

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visco-estática. Melhoria importante: o túnel da plataforma foi reduzido para metade, de 15 para 7,5 cm. “Esta família de tratores representa ainda um quarto das nossas vendas em Portugal. Os nossos concessionários estão muito satisfeitos com os melhoramentos que foram feitos nesta série.” EM CAMPO COM O SISTEMA DE AUTO-GUIAMENTO AGROSKY

Antes de passarmos à experiência de conduzir os dois tratores equipados com Agrosky, JLM explicou a tecnologia subjacente a estes sistemas de precisão: “Os tratores Deutz TTV vêm equipados de fábrica com pré-instalação de Agrosky, ou seja, na coluna de direção estão instaladas as spool valve necessárias para que o trator se possa conduzir automaticamente, sem virar o volante e sem necessidade de qualquer instalação posterior. Quando um cliente adquire um TTV em Portugal, para poder fazer uma condução autónoma com uma precisão de 2 cm apenas tem que adquirir uma antena.

Associado ao sistema Agrosky temos uma tomada Isobus (traseiro e frontal), Power Beyond e câmara de visão traseira. Podemos considerar que o Isobus é a coluna cervical onde passa toda a inteligência entre a alfaia e o trator. O Power Beyond representa a capacidade de reunir todo o óleo que o trator produz numa só tomada, fornecê-la completamente à alfaia quando ela pedir (através da linha LoadSensing) e devolver o óleo novamente ao trator através desta linha de retorno de grande caudal. JLM

JLM exemplificou: “Quem adquire um TTV em Portugal não adquire apenas uma transmissão melhorada, adquire um trator com um pacote tecnológico com um valor bastante atrativo. A tendência é para que, no futuro, não exista trator ou alfaia, mas sim um conjunto. Ou seja, quando um trator estiver ligado a uma enfardadeira podemos chamar-lhe um conjunto de enfardamento. Para isso é importante que a alfaia possa comunicar com o trator e que o trator possa comunicar com a alfaia em sintonia, para poderem tomar decisões autónomas. Dou um exemplo: se tivermos um trator equipado com Isobus e Power Beyond com um terminal universal compatível com uma enfardadeira, o objetivo é que a enfardadeira não avise apenas que tem que abrir a câmara para largar o fardo (como acontece até agora), mas que atue diretamente na transmissão do trator, faça parar o trator para largar o fardo e determine que o trator se ponha novamente em andamento, tudo sem a intervenção do operador.”

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PULVERIZADORES ROCHA E m t ra b a l h o , n o eve n t o e s t i ve ra m o p u l ve r i za d o r p n e u m á t i co M i t t o s d e q u a t ro fa ce s e o p u l ve r i za d o r i n ve r s o C ro n o s R B T L1 .7 2 0

NO CAMINHO DA PRECISÃO

A Pulverizadores Rocha aproveitou a Agroglobal para mostrar o trabalho que tem realizado nas suas novas linhas de produção e expôs as suas soluções para a agricultura de precisão. Queremos ter os melhores produtos e todos adaptados aos mercados em que estamos presentes”. Este foi o desígnio traçado por Sérgio Oliveira, Diretor de Marketing e Comercial da Pulverizadores Rocha, SA, na FIMA 2018. Na Agroglobal, o fabricante de Milheirós expôs, dentro da sua “trilogia” de produtos, os principais argumentos na área da pulverização para os mercados europeus mais profissionalizados.

1600L+Frontal com barra 18 metros e computador Bravo 400S.

A par e passo com as últimas tendências na agricultura, a Pulverizadores Rocha expôs na Feira um equipamento preparado para agricultura de precisão. Trata-se de um Ellegance Prime EVO

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Pode ser usado como navegador GPS ou como computador de aplicação, capaz de gerir todo o processo de pulverização

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Controlo da sobreposição através da abertura/fecho automático dos sectores em função da cobertura/ localização identificada pelo GPS

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ISOBUS - Protocolo que permite controlar todo o processo de pulverização através da consola existente no trator

MITTOS ST

Construído para os mercados do norte da europa (para onde vai 90% da produção deste equipamento), pode ser usado no tratamento de várias culturas, como o morango, a framboesa e o tomate (com barra horizontal) e, genericamente, para todas as culturas feitas em camalhões. TURBINA D.1060

COMPUTADOR BRAVO 400 S

COMPUTADOR BRAVO 400 S

Montada num pulverizador Silent NVSDC 2000, a turbina D.1060 apresenta o maior diâmetro de turbina alguma vez fabricado pela Pulverizadores Rocha. Destina-se a aplicações muito exigentes, como por exemplo pomares de laranjeiras.

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Especial Agroglobal

STIHL

O FUTURO É A BATERIA

O futuro mostra baterias, o presente traz novidades e o passado é de recordes.

m 2023, a Stihl terá 83 modelos diferentes energizados por bateria, seja com novos produtos, seja por substituição e melhoria das atuais gamas. As novidades de final de ano são muitas e anunciaram-se os resultadosrecorde de 2017, financeiros, de vendas e do crescimento da força

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produtiva. A Stihl, construtora alemã de máquinas e ferramentas, não deixará de ter produtos com motor a gasolina, onde ainda está a base da sua força de vendas, mas é certo que as unidades alimentadas por bateria serão cada vez mais usuais. Essa nova filosofia empresarial tem sido recompensada com resultados financeiros de monta: em 2017, o

Grupo Stihl faturou 3,8 mil milhões de euros, vendeu dez milhões de unidades motrizes e já soma 16 mil funcionários em todo o mundo. Presente na Agroglobal pela primeira vez, e logo como patrocinadora e com um stand de 2000 m2, a filial portuguesa acompanha essa tendência de aumento de visibilidade, notoriedade

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Tel. 219 108 200 • info@stihl.pt • www.stihl.pt

e crescimento, com 20 milhões de euros faturados em 2017, um crescimento anual de 10% desde 2015. Durante o encontro regional com concessionários, Juvenal Martins, gerente da Stihl Portugal, explicou a razão do sucesso: “O ano está a ser fantástico. Iremos atingir um novo recorde de faturação, muito devido às motosserras e roçadores a gasolina, principalmente devido às limpezas obrigatórias dos terrenos, que levou a uma entrada massiva de clientes. Adicionalmente houve novos concursos para novas equipas de sapadores florestais, e estas têm optado por equipamentos Stihl. É um ano excecional e com a melhor notoriedade de sempre.” Motores a gasolina, ainda, mas também em Portugal a mutação para a bateria está a ser dinâmica: “Ainda não atingimos o ponto desejado, mas no final do ano atingiremos vendas de 4000 máquinas a bateria e estima-se um crescimento de 400% no período entre 2015 e 2019. O futuro passa por estas gamas a bateria”, disse Juvenal Martins. Mantendo-se ainda vedada a entrada das grandes superfícies de retalho à distribuição dos produtos Stihl, outra novidade anunciada aos concessionários será a integração no universo Stihl, a partir de 2019, da gama de jardinagem da Viking.

NOVIDADES

MOTOSSERRA MSA 220 (BATERIA)

Atualiza o modelo MSA200, da linha profissional para abates de árvores de médio diâmetro, com velocidade de corrente de 24 metros/segundo (+8 m/s que a MSA 200). Disponível a partir de janeiro 2019. BATERIA AP 300 S

Em conjunto com a MSS 220, esta nova geração de baterias de amperagem aumentada garante mais 25% de energia e autonomia e 20% na capacidade de corte. MOTOSSERRA MAS 161 T (BATERIA)

Máquina para poda, com 40% de aumento da velocidade da corrente e +15% de potência garantida pelos

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novos motor e carreto. Disponível no último trimestre de 2018. MOTOSSERRA MS 500I (GASOLINA)

Primeira motosserra de injeção eletrónica de gasolina, adequada a trabalho florestal de abate e corte de grandes dimensões, com ajuste automático à temperatura e altitude. Disponível no último trimestre de 2018. SOPRADOR BR 800 C-E (GASOLINA)

Utensílio destinado a jardinagem, paisagismo e serviços municipais, provido de mochila e novo arnês, é mais potente, com força de sopro de 41N e velocidade máxima do ar de 107 m/s.

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Especial Agroglobal

Tel. 210 009 730 • geral@tractoresibericos.pt • www.tractoresibericos.pt

TRACTORES IBÉRICOS

CAMPEÃO DE VENDAS INVESTE NA IMAGEM

Para a empresa Tractores Ibéricos, que distribui a maquinaria agrícola da Kubota, o grande projeto deste ano é a aposta na melhoria da imagem corporativa na sua rede de concessionários.

om presença registada em todas as edições da Agroglobal, a Tractores Ibéricos diz-se empenhada em investir ainda mais na imagem da marca japonesa Kubota, campeã de vendas no mercado português em 2017. Bruno Pignatelli, diretor geral da Tractores Ibéricos, revela que a presença na feira demonstra quão empenhada está a empresa em “acompanhar a evolução do mercado, com modelos de tratores mais potentes e de alta tecnologia, para além de uma completa linha de equipamentos e alfaias.” Em suma, que “a Kubota está tecnologicamente ao nível dos melhores”.

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APOSTA FORTE NA REDE DE CONCESSIONÁRIOS

Sobre as vendas, tem sido de acordo com o projectado para este ano pois confrontámo-nos com o final de várias series de tractores no final de 2017 e a sua substituição/introdução de novas séries e modelos a ocorrerem, espaçadamente, ao longo deste ano (exemplo da nova linha M4002 de 65cv e 73cv que apenas chegou agora em agosto ao nosso mercado). Bruno Pignatelli diz : “Não sei se vamos acabar o ano como líderes do mercado [17,34% de quota em 2017, com 1041 novas matrículas], gostaríamos de o ser, mas não será fundamental. O que importa para este ano é que estamos a trabalhar na melhoria da nossa rede e

os concessionários, em conjunto com Tractores Ibéricos, estão a investir na imagem corporativa, pois esse é o grande projeto para este ano”, disse. A reformulação da imagem corporativa das concessões tem merecido grandes esforços. Os aspetos visíveis referem-se especificamente à identificação das fachadas, bem como à colocação de totems e demais elementos identificativos da marca em zonas designadas. Bruno Pignatelli está convicto de que este passo é fundamental para reforçar a identificação dos clientes com a marca Kubota e apontou o final do ano como limite para a conclusão do processo.”

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AS NOVIDADES SÉRIE M 7172 A série 7002 é a evolução da 7001, para faixa de potências até 170cv, com transmissão Powershift de 6 velocidades. Destaca-se pelo menor consumo, pois a potência e binário máximos são alcançáveis em regimes mais baixos, respetivamente às 1900 e 1500rpm.

SÉRIE MGX ATUALIZADA Os novos MGX-IV, disponíveis no final do ano, diferenciam-se da série MGX-III, que vêm substituir, sobretudo por integrarem algumas atualizações impostas pela ‘Mother Regulation’. A série tem 5 modelos, dos 104 aos 143 cv. Os dois modelos de entrada (M95GX-IV e M105GX-IV) equipam com motor Kubota de 4 cilindros e 3,8 litros. Os restantes três (M115GX-IV, M125GX-IV e M135GX-IV) equipam com um motor

de 4 cilindros Kubota, com 6,1 litros de cilindrada. Mantém-se a transmissão semi-powershift de 24 velocidades (8 relações powershift distribuídas por 3 gamas). A disponibilidade de corrente elétrica foi reforçada com a instalação de um alternador de 150 amperes, a

duma renovação radical. A cabina, melhorou tanto em dimensão como na qualidade dos acabamentos, possuindo uma melhor ergonomia, visibilidade e comodidade, sendo em tudo igual à da linha M5. Também como na linha M5, a nível de transmissão pode vir equipado com transmissão 18x18 ou 36x36 (Hi-Lo) Motores de fase 3B de 65 e 75 cv e eixo dianteiro estreito para melhor adaptabilidade a determinados cultivos. “

pensar na alimentação de todos os equipamentos eletrónicos.

LINHA M4002 Os novos tratores mais compactos da Série M, que vem substituir os antigos modelos M6060 e M7060, foi alvo

Tel. 243 326 606 • maquigarden@netcabo.pt • www.maquigarden.pt

ROBOT DE DESMATAÇÃO TELECOMANDADO

MAQUIGARDEN

A Maquigarden expôs o Green Climber MDB, ideal para a limpeza das matas e agricultura. Green Climber é uma máquina de lagartas, com destroçador de facas e martelos. Tem capacidade de trabalhar a uma distância de 300 metros com o telecomando. Trabalha em segurança, em terrenos com declives de 60º graças ao afastamento das lagartas até 1700 mm. Possui uma estrutura robusta com 7 apoios de motor, radiador e bomba hidráulica. O motor equipa com sistema de lubrificação patenteado, para lubrificação garantida em grandes inclinações.Equipa com todo o tipo de alfaias agrícolas. Em exposição estavam os modelos LV300 e LV600, com as seguintes características técnicas: Inclinação máx. 60º em todas as direções; velocidade de trabalho 8/9 km/h; Potência do motor 30,2 cv e 56 cv,respetivamente; largura de corte: 1,15 m.

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Especial Agroglobal

Tel. 268 337 040 • geral@tractomoz.com • www.tractomoz.com

TRACTOMOZ

APOSTA FORTE

NA VINHA E NO OLIVAL A Tractomoz, concessionária John Deere, marcou presença na Agroglobal. Subsolador co m r i p p e r

Tr i t u ra d o r d e re s t o s d e p o d a

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a completa gama de equipamentos para a vinha e olival, no stand da Tractomoz tinha principal destaque o atomizador Friuli já apresentado com detalhe em edições anteriores da revista.

ATOMIZADOR REBOCADO DE 2 LINHAS com

recuperador de calda Friuli Sprayers Drift Recovery para o tratamento das vinhas, ideal para vinhas planas. Disponível em 4 versões, de 600 a 3.000 litros para tratores com potência a partir de 80 cv. PRÉ-PODADORAS JUMAR PARA OLIVAL (simples e duplas). Fazem o topping cortando na horizontal ou na vertical. Os movimentos são controlados eletrohidraulicamente por comando interno. Indicadas para terrenos planos ou plantações muito jovens. DESPAMPANADEIRA JUMAR DE FACAS PARA A VINHA com duplo L invertido, para a poda em verde. Corte Buggy v i b ra d o r a u t o m o t r i z

vertical de 1,80m, composto por 5 lâminas. Corte horizontal de até 87 cm com 2 ou 3 lâminas. Ideal para as culturas de vinha em socalcos ou em encosta. PRÉ-PODADORAS JUMAR “CORTA SAIAS” para os

rebentos baixos (simples e duplas). Equipam com um sistema mecânico de sondas, sem danificar o tronco da árvore. Indicado para olivais intensivos e super-intensivos. VIBRADOR AUTOMOTRIZ M120 (BUGGY) HALCON

com abertura de pinça para troncos de ø 20-60 cm e ø 15-40 cm. Condução fácil por joystick. Substitui um trator com carregador frontal. Ideal para olivais tradicionais ou intensivos. TRITURADOR DE RESTOS DE PODA HALCON com

pick-up para ramos com ø 15 a 20 cm. Reversível, com dupla caixa. Largura de trabalho de 1,80 m. SUBSOLADOR HALCON COM RIPPER, desde 3, 5, 7 P ré - p o d a d o ra

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D e s p a m p a n a d e i ra d e fa ca s

braços com rolo destorroador traseiro e engate aos 3 pontos do trator.

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Tel. 212 388 680 • joao.pimenta@valtra.com • www.valtra.pt

VALTRA CONNECT

VALTRACTOR

Conseguir saber em tempo real e de forma remota onde estão os seus tratores. Estas e mais 53 outras funções foram as principais propostas da Valtra na Agroglobal através do seu sistema Valtra Connect.

Valtra destacou no seu stand uma nova aplicação destinada aos clientes finais, concessionários e serviços técnicos, chamado Valtra Connect. João Pimenta, diretor da Valtra em Portugal explicou esta aplicação duma maneira simples: “Valtra Connect significa estar conectado com a máquina remotamente, portanto este é um software que permite monitorizar uma série de parâmetros como sejam o desempenho do trator, os códigos de avaria, os códigos de serviço, as áreas trabalhadas, as horas que faltam para a próxima revisão, ou a localização do trator via google maps. É, por isso, uma ajuda para gerir frotas.” No total, o Valtra Connect permite monitorizar remotamente 56 funções do trator. O utilizador pode também ver no mapa as localizações por onde o trator passou. Mais ainda, os técnicos da Valtra podem utilizar o sistema para verificar 98 outros factores como, por exemplo, se o trator transmitir um código de avaria, o técnico é notificado automática e instantaneamente podendo aconselhar e assim reduzir os tempos de paragem das máquinas.. Utilizando uma ferramenta de deteção de avaria, o técnico de serviço pode rever a performance do trator até ao momento da avaria e, em muitos casos, reparar ou cancelar a avaria ou o código de avaria, também de forma remota. Este sistema pode ser disponibilizado num telemóvel, iPad, ou computador.

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De fábrica, todos os tratores das Séries N e T Versu e Direct vêm com este sistema, que também pode ser equipado em modelos mais antigos destas séries. Para usar este serviço, é necessário aceder ao site www.valtraconnect.com e registar-se no sistema com os dados do trator. Se o cliente autorizar a Valtra a monitorizar os dados do trator, é-lhe enviada uma confirmação. O acesso ao

serviço é feito mediante o pagamento de uma anuidade. Em Portugal deverá começar ainda este ano a ser introduzido, de forma experimental.

O seu operador tem o pé pesado? Com o Valtra Connect pode saber no momento e de forma remota os consumos do seu trator. Bem como os sítios por onde andou...

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Especial Agroglobal

Tel. 252 692 484 • varziagro@varziagro.com • www.varziagro.com

VARZIAGRO

EQUIPAMENTOS QUE IMPRESSIONAM PELA QUALIDADE Manuel Costa, diretor geral da Varziagro, é adepto deste conceito de feira e considera mesmo que a Agroglobal é “a única a nível do país em que vale a pena apostar.”

empresa da Póvoa de Varzim especializada em máquinas e equipamentos para a agricultura apostou uma vez mais na Agroglobal com um grande stand onde expôs novidades das suas marcas representadas e uma seleção de equipamentos representativos de todas as fileiras da agricultura. Manuel Costa, diretor geral da Varziagro, é adepto deste conceito de feira desde o início, e considera mesmo que esta é “a única a nível do país em que vale a pena apostar”. O negócio também tem corrido bem à Varziagro, “em linha com os anos anteriores e com boas perspectivas para o resto do ano”, e re-força: “Continuamos sempre a apostar em produtos de qualidade.”

A

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ENFARDADEIRA PÖTTINGER IMPRESS 125 F MASTER

DESTAQUES

A Série Impress oferece duas variantes de equipamento no modelo de câmara fixa, de câmara variável e de combinação com embaladora: Master e Pro.

ENFARDADEIRA PÖTTINGER

GADANHEIRAS PÖTTINGER NOVA CAT

A construção da Alpha Motion baseiase numa cinemática sofisticada do chassis que resulta numa adaptação perfeita ao solo para proteger a erva e a própria máquina. As gadanheiras frontais AlphaMotion da Pöttinger existem em 4 modelos, com larguras de trabalho de 2,62 a 3,04 metros. Exigem tratores com potência desde os 55 cv.

s Rotor Liftup de nova tecnologia, que permite que a forragem entre na câmara de enfardamento de forma tangencial permitindo um fluxo natural. s Unidade de corte Flexcut 32, com até 32 facas e sistema de segurança individual das facas. s Facas reversíveis Twinblade, que permitem uma dupla vida útil. s Unidade de corte giratória, com sistema único de mesa de facas extensível Easy Move.

OUTROS EQUIPAMENTOS PRESENTES s Gama Pöttinger de trabalho de solo e forrageira s Semeadores Monosem s Trituradores florestais Berti s Máquinas de rega Ocmis

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OUTRAS PRESENÇAS Ca b e n a

São José Pneus / BKT

S o b ra l p n e u s / A l l i a n ce

Ag ro - R i b a t ej o

Co t e s i

Ag ro n e g ó c i o s

abolsamia

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Especial Agroglobal

Fa r m i n g A g r i co l a

Dispnal / Galaxy

G ê B ê Cê

M a s c h i o/G a s p a rd o

S e co m i l

Expansão

M a q u i r u ra l

La g o a l va / H o r s c h

Samuel Salgado

Lo p ez G a r r i d o

M itas

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P u l v i l a va

A s ce n d u m

U n i t ra c t o re s

D i s p n a l/P e t l a s

M a g n i f l o ra

M ov i t e r

Ve n t i s e c

Vi nomatos

Tre l l e b o rg

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FLORESTA // notícias

ATG

NOVIDADES DA ATG NA INTERFORST, EM MUNIQUE O group ATG (Alliance Tire Group) vai

Forestar 644 III, a ATG introduz no

trabalho extremos. Testado em campo

apresentou na Interforst, que decorreu

mercado dois pneus inovadores que se

pela empresa florestal alemã Kohler num

entre 18 e 22 de julho em Munique, novos

distinguem pela elevada tração e

forwarder HSM 208F durante cinco anos, o

produtos do seu catálogo de pneus para

performance.

Alliance F344 ELIT proporcionou um desempenho perfeito e deixou o cliente

a floresta. RESULTADOS COMPROVADOS PARA O ELIT

impressionado e totalmente convencido,

baixa pressão Alliance F344 ELIT, os

No seguimento de anos de pesquisa, o

de acordo com a ATG.

modelos Alliance Forestar 643 III e

modelo ELIT (Engineered Low Inflation

Forestar 644 III, todos pensados para um

Tire) revelou ter uma pegada maior,

FORECASTER 643 E 644 PROMETEM

melhor desempenho na floresta.

menor pressão do solo, elevada tração e

Com o Forestar 643 III e o Forestar 644 III,

maior eficiência de combustível.

a ATG acrescenta dois novos modelos à

Os destaques incluem os pneus de

A gama Alliance F344 ELIT destaca-se pela elevada capacidade de proteger

Está construído para ter longa vida útil,

gama Forestar. A baixa deflexão lateral é

o solo mesmo em transporte de cargas,

juntamente com um desempenho e

uma característica importante: as paredes

quando comparada com os modelos

estabilidade excecionais, ao mesmo

laterais não se desviarão mais do que 5%,

standard de pneus florestais. Com os

tempo que funcionam com pressão de

mesmo carga plena, garantindo assim

modelos Forestar 643 III e Alliance

insuflação reduzida, em ambientes de

máxima estabilidade.

A ATG INTRODUZ NO MERCADO DOIS PNEUS INOVADORES QUE SE DISTINGUEM PELA ELEVADA ALLIANCE FORESTAR 643 III

ALLIANCE FORESTAR 644 III

ALLIANCE F344 ELIT

Criado e desenvolvido para

Garantia de máxima

Desempenho perfeito com

uma máxima tração e um

estabilidade, mesmo em

menor pressão no solo,

desempenho de excelência

carga plena, graças à baixa

elevada tração e maior

em todas as circunstâncias.

deflexão lateral.

eficiência de combustível.

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TRAÇÃO E PERFORMANCE.

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FLORESTA // notícias

Transmissão hidrostática no novo Alstor Pela primeira vez, o pequeno e ágil forwarder

TREEMETRICS

da Alstor vem equipado com transmissão

IOTREES a Internet das árvores

hidrostática e diferenciais bloqueáveis à frente e atrás. Esta atualização tem como objetivo conseguir uma transmissão suave e potente mesmo a baixas rotações. O modelo é o “V” e

Treemetrics - Uma plataforma ba-

forma a ter uma utilidade prática,

seada na nuvem (cloud), destinada

numa abordagem a que podemos

à análise de dados florestais em

chamar de floresta de precisão.

larga escala, é a inovação apre-

Com base nessa informação, os

sentada na Elmia Wood pela firma

gestores florestais podem por

irlandesa Treemetrics.

exemplo monitorizar a sanidade

Alstor. “Mas também estamos a perceber que

O projeto Iotrees, como é apeli-

dos povoamentos, fazer estimati-

os empreiteiros estão a complementar as suas

dado, consiste num dispositivo ele-

vas de crescimento das árvores,

frotas de máquinas com as nossas pequenas

trónico dotado de sensores, que se

e tomar decisões com base em me-

máquinas - para intervir em áreas menores e

instala nas árvores com o objetivo

dições concretas.

em zonas sensíveis.” As atualizações no 840 Pro

de medir diversos parâmetros-chave com periodicidade regular. “Uma vez por mês, este aparelho acorda e transmite informação

Este projeto contou com o en-

foi apresentado pela primeira vez na Elmia. “O nosso mini-forwarder de oito rodas destina-se a proprietários individuais de florestas que fazem o seu próprio trabalho”, explica Gösta Gustafsson, representante da

incluem também mudanças no chassi e no

volvimento da Agência Espacial

guindaste. “A capacidade de carga é de três

Europeia e da IBM, entre outras

toneladas, o que representa um aumento de

entidades.

acerca da árvore (o diâmetro do

500 kg em relação ao modelo anterior. A versão standard do guindaste é de 5 metros com uma garra com amortecedor de oscilação. ”O 840

tronco, por exemplo) através de

Pro também pode ser equipado com uma

uma rede de telemóvel ou via sa-

cabeça de harvester.

-télite”, explicou Enda Keane, CEO da Treemetrics. Pode também ser usado para contar o número de insetos capturados numa armadilha com feromonas, e transmitir regularmente essa contagem para análise. O Iotrees permite fazer a recolha e transferência de um grande volume de informação (Big Data), que

O IOTREES PERMITE FAZER A RECOLHA E TRANSFERÊNCIA DE UM GRANDE VOLUME DE INFORMAÇÃO

deverá depois ser processada de

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abolsamia outubro 2018

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FLORESTA // notícias

PALFINGER

PALFINGER oferece NOVA GRUA para máquinas florestais

A

s gruas da empresa austríaca Palfinger Epsilon são comuns nos reboques autocarregadores. Na Elmia Wood, a empresa aumentou a sua oferta para a floresta com um protótipo especialmente desenvolvido para forwarders. Trata-se duma unidade completa, cuja versão apresentada, a S11F107, tem um alcance de 10,7 metros e é fabricada em aço de alta resistência tornando-a até oito por cento mais leve que as gruas compará-

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veis. A iluminação LED de trabalho vem incorporada na grua. Para além disto, o design da extensão telescópica torna-a menor na posição de transporte. Markus Prenninger, gerente de vendas da Palfinger, destaca ainda outros benefícios deste protótipo: “Todos os componentes elétricos e hidráulicos funcionam dentro da grua. Nada fica do lado de fora, mas é fácil ter acesso a todos os cabos e tubos se for preciso substituir qualquer coisa. ” A Palfinger Epsilon apresentou outro protótipo

na feira: uma grua para reboques auto-carregadores. Trata-se de uma atualização radical das séries Q existentes, que são gruas de classe intermédia. O modelo exibido foi o Q14L. A grua é feita de aço de alta resistência, tornando-a 10% mais leve. Tem

o maior alcance da sua classe a 11 metros e a sua velocidade foi aumentada em 15% graças a uma maior pressão hidráulica e a novos cilindros. Esta grua também tem todos os seus cabos e tubagens embutidos. A iluminação de trabalho LED embutida é standard.

“A LANÇA DA GRUA PALFINGER EPSILON É MOSTRADA EM SEÇÃO TRANSVERSAL. TODOS OS SISTEMAS ELÉTRICOS E HIDRÁULICOS FUNCIONAM NO INTERIOR DA GRUA.”

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TERRI

PRIMEIRO TERRI SOBRE RODAS Desde que a Terri lançou o seu primeiro trator em 1972, os rastos têm sido uma característica marcante das máquinas da empresa. Na Elmia Wood o Terri 34c com rodas fez a sua estreia. “O Terri é um forwarder ágil para terrenos húmidos com baixa capacidade de carga”, diz Hans Johansson, diretor de vendas da Terri. “Avança sem deixar sulcos no chão. Notámos uma procura por um forwarder Terri para condições um pouco melhores, em terrenos mais firmes. Mas que tivesse a mesma agilidade e acessibilidade que desenvolvemos ao longo de 45 anos. Aqui está.” O Terri 34c é um forwarder de oito rodas, com 2,05 metros de largura, 6,7 metros de comprimento e 5,5 toneladas de peso. “Oito rodas proporcionam uma operação confortável e contribuem para uma baixa pressão no solo. A máquina tem uma distância ao solo de 0,7 metros e o bogie na unidade de trator foi movido para a frente em 20 cm para uma ótima distribuição de peso.”

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ROTTNE

NOVO MODELO H8D DA ROTTNE

UM SUCESSO MUITO ESPERADO

A

Rottne vendeu dez harvesters do seu novo modelo H8D sem que ninguém fosse autorizado a vê-los. Todos tiveram que esperar pela estreia mundial na Elmia Wood. A reação? Ainda melhor do que o esperado! Havia um grande interesse na Elmia Wood por toda a gama de equipamentos da Rottne. No entanto, duas máquinas atraíam particular atenção: uma, está claro, era a H8D que nunca havia sido exposta anteriormente. Uma das vantagens deste novo modelo, que surpreendeu tanto os compradores como o público em geral, é o facto de ser apenas ligeiramente mais pesada apesar dos vários melhoramentos que normalmente adicionariam peso. “Na prática, o peso total é o mesmo”, disse Tobias Johansson, CEO da Rottne. No papel, é 700 kg mais pesada, mas

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na prática as coisas são diferentes. Uma das inovações é a presença de um motor hidráulico em cada um dos quatro cubos das rodas. Cada motor pesa 100 kg, mas os alugadores não precisam mais de encher as rodas com água para aumentar a acessibilidade da máquina. A segunda atração foi o forwarder F11D, apresentado no início do ano. É um desenvolvimento do mais pequeno e mais vendido forwarder da Rottne, o F10. Apesar do nome, este novo e reforçado modelo pesa 12 toneladas. Este é um segmento de mercado em que a Rottne tinha, até recentemente, uma presença limitada. “Já o vendemos em países como a Alemanha, a Suíça, a República Checa e os Estados Unidos”, disse Johansson. A avaliar pela resposta na Elmia Wood, o H8D e o F11D formarão uma equipa com muita procura.

A H8D CONTA COM A PRESENÇA DE UM MOTOR HIDRAÚLICO EM CADA UM DOS QUATRO CUBOS DAS RODAS.

100 kg É O PESO DE CADA UM DOS MOTORES

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FLORESTA // notícias

HAGLÖF SWEDEN

ULTRA-SOM E LASER NUM NOVO INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO A Haglöf Sweden desenvolve e fabrica

BUETOOTH E IR

sistemas de medição profissionais para

Este dispositivo também pode ser usado

uso no campo. O seu produto mais re-

para medir uma superfície, altura ou

cente, o VL5 Vertex Laser, é um disposi-

ângulo, para determinar rapidamente

tivo completo de medição que combina

o tamanho e o volume de uma pilha de

medição com ultrassom e laser.

aparas de madeira, como um relascó-

“O VL5 Vertex Laser é destinado a medições precisas. É perfeito para preparar e implementar planos e realizar

pio e ainda para uma série de outros trabalhos. Se estiver numa fase de transição e

muitas outras tarefas ”, afirma Jonas

precisar calcular o número de plantas

Wikner, gerente de marketing da marca.

necessárias, basta medir os pontos em

Pode utilizar o laser para medir até 700

cada canto para obter a área exata.

metros com alta precisão.”Se existi-

Todos os dados são armazenados na

rem muitos ramos e outros obstáculos

unidade e podem ser exportados dire-

no percurso onde está a trabalhar, é

tamente para o Excel ou Google Earth.

possível mudar para o uso de ultrassom

A unidade comunica via IR e Bluetooth. A

e transponder e dessa forma conseguir

combinação dos dois métodos de medi-

medir” através “dos obstáculos”.

ção torna o instrumento muito flexível.

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Opel apresenta a versão Ultimate, mas ainda não lança o modelo por cáErumquos quam repro corrorepudis alit inctur sum blaut et expero occat. Ame et sandendam, nobit aut pore est

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FLORESTA // notícias

ALEMANHA

INDÚSTRIA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS COM CRESCIMENTO RECORDE DE 14%

D

e acordo com a associação

diretor administrativo da VDMA, Bernd

posição de liderança, com as vendas

alemã VDMA, os fabricantes

Scherer.

resultantes de negócios com parcei-

O clima extremamente seco das

ros locais a aumentarem 19% nos dois

últimas semanas parece ainda não

primeiros trimestres, atingindo € 1,4 mil

satisfeitos com os resultados semes-

ter afetado as vendas de máquinas

milhões.

trais. A indústria alcançou um cresci-

agrícolas na Alemanha e na Europa.

Da mesma forma, quase todos os

mento recorde, com um aumento de

“Nos próximos meses, no entanto, é

países da Zona Euro registaram bons

14% no volume de negócios para 5 mil

provável que os novos pedidos dimi-

resultados. França, o mercado de

milhões de euros.

nuam um pouco”, acrescenta Scherer.

exportação mais importante para

de máquinas agrícolas e tratores na Alemanha estão

a indústria, regista números impres-

“Atualmente estamos a trabalhar

sionantes depois de um ano difícil.

favorável. Em média, as fábricas

FORTE DESENVOLVIMENTO NA ZONA EURO

estarão a funcionar em plena capa-

O aumento no primeiro semestre

se não foram afetados pela seca,

cidade nos próximos três meses. Isso

deve-se, em grande parte, à evolu-

agora estão a beneficiar particu-

representa um pico muito superior ao

ção dinâmica dos mercados na Zona

larmente dos preços favoráveis dos

valor habitual em agosto”, afirma o

Euro. O mercado alemão continua em

cereais”, explica Scherer.

num ambiente de mercado muito

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“Como os agricultores franceses qua-

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// Prime-tech unitratores

A GAMA MAIS INOVADORA NO SETOR DAS MÁQUINAS FLORESTAIS, BIOMASSA E RECICLAGEM O mercado alemão continua em posição de liderança, atingindo € 1,4 mil milhoes.

Também os negócios internacionais aumentaram bastante desde o início do ano. “O facto de a taxa de câmbio do euro ter caído notavelmente é, sem dúvida, uma vantagem para as nossas exportações”, diz Scherer.

QUEDA LIGEIRA A LESTE

ESTILHADORAS COM MOTOR A GASOLINA OU A DIESEL

Depois de um forte aumento no ano passado nos principais mercados da Europa de Leste, a indústria tem agora de lidar com algumas baixas. No primeiro semestre de 2018, foram exportadas para a Rússia e Ucrânia máquinas agrícolas e tratores no valor de cerca de 400 milhões de euros. Com o baixo preço dos cereais a fazer-se sentir, as

Estilhadoras a trator

Triturador Florestal

máquinas de colheita foram especialmente afetadas pelas quedas. A indústria alemã de fabricantes está preocupada com a política protecionista do governo russo. Os agricultores russos procuram processos de modernização, mas são repetidamente travados.

Triturador autoalimentado para olival

Triturador lateral

“De momento, os regulamentos de localização para a produção de tratores estão muito apertados”, segundo Scherer. Estão a ser preparadas regras detalhadas em que, por exemplo, a proporção de criação de valor local é definida para cada etapa do processo.

Triturador agrícola

Trituradora agrícola com desplaz. hidráulico

OTIMISMO CAUTELOSO Embora a VDMA Business Climate Index, que é baseado numa pesquisa representativa dos principais gestores da indústria europeia de máquinas agrícolas, tenha recentemente caído um pouco, ainda está num nível muito alto.

Triturador hidráulico

Destroçador florestal agrícola

A VDMA espera um bom resultado para a indústria para todo o ano de 2018. “A carteira de pedidos existente garante a certeza de vendas nos próximos meses. No entanto, esta almofada irá gradualmente diminuir no final do ano”, explica Scherer em comunicado.

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Trituradora autoalimentada de olivo

Triturador florestal para carregadoras

CRTA. VILABLAREIX, 18-20 (POL. IND. MAS ALIU) 17181 AIGUAVIVA (GIRONA) T. +34 972 40 15 22 • F. +34 972 40 01 63 cial@venturamaq.com

abolsamia outubro 2018

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Veja a Galeria de Fotos em

FLORESTA //

www.flickr.com/abolsamia

Tel. 239 421 176 • comercial@unitractores.pt • www.unitractores.pt

MAIS I N FO R MAÇÃO

O baixo centro de gravidade e a distribuição de peso permitem-lhe operar em encostas com declives acentuados. Segurança do operador: vidros à prova de choque, dupla saída de emergência no topo e num dos lados da cabine, estrutura de segurança que protege a cabine da queda de árvores, ROPS/FOPS. É dirigida a empreiteiros que trabalhem na limpeza de terrenos de difícil acesso e na preparação de solos para plantações.

TROPA DE ELITE

A

ANTI-FOGO

Unitractores, a PrimeTech e a Tapada de Mafra levaram a cabo, no dia 18 de julho, uma demonstração de máquinas para prevenção e combate a incêndios. Esta iniciativa, que visa promover a silvicultura preventiva, contou com o apoio da ANEFA, ICNF, e da REN.

O EVENTO

Numa jornada que contou com mais de 100 pessoas na assistência, houve lugar a uma apresentação teórica de variados temas ligados à silvicultura preventiva, seguida de uma demonstração em campo das máquinas da PrimeTech. Entre os palestrantes estiveram.

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Pedro Torres, presidente da ANEFA, Paula Simões, diretora da Tapada de Mafra, Rogério Carvalho, gerente da Unitractores, e João Gaspar, em representação da REN.

300, os dois modelos de entrada de gama, que compreende um total de seis modelos, entre os 160 e os 600 cv de potência.

A MÁQUINA

A PRIMETECH NA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS

Apresentado pela primeira vez em Portugal em 2014 (ver edição 94 da nossa revista), o trator florestal PrimeTech é uma máquina automotriz de dimensões compactas capaz de trabalhar com um conjunto de implementos de fabrico FAE para levar a cabo vários tipos de trabalho nas florestas, na agricultura e na construção civil. Nesta demonstração estiveram em campo a PT-175 e a PT-

Este equipamento diferencia-se por ser capaz de trabalhar em terrenos com declives pronunciados onde um trator convencional não conseguiria entrar. Pode ainda ser equipada com vários tipos de implementos: destroçador para limpeza de terrenos, aceiros e caminhos, subsolador para trituração de cepos, preparação de terrenos para plantação, e triturador de pedras.

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A SSINATU R A S

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A revista da mecanização agrícola

OUTUBRO 2017

DEZEMBRO 2017

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Morada

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À ordem de NUGON, LDA envie para: R Nelson P. Neves, Lj.1 e 2 2670-338 Loures - Portugal

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Telm

E-mail

Assinale com X uma das seguintes opções:

AGRICULTO R O U

EMP REG ADO DE EX P LOR AÇ ÃO

Agrícola Pecuária Mista Florestal Tamanho da exploração - hectares:

Prestador de serviços Fabricante Importador/Concessionário Técnico Especializado

Professor Estudante Outro


Antigamente era assim... //

A´ ´Fella

´

ja e centenaria

A

ideia surgiu ainda durante o apogeu da I Grande Guerra, quando a Alemanha carecia de maquinaria agrícola, e assim que a indústria metalúrgica começava a deixar de servir o esforço bélico. Mas a ideia daqueles que seriam os fundadores da Fella, Josef Hackl e Albert Löffler, para mecanizar a colheita de forragens só bem mais tarde ganharia letra de forma. Haveriam de desenvolver inovadoras tecnologias agrícolas reconhecidas em todo o mundo, tendo ganho uma dimensão tal que captaram a atenção de gigantes da mecanização agrícola. Desde 2011 que a empresa é detida a 100% pelo grupo norte-americano AGCO. A Fella, especialista alemão de equipamento

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forrageiro, fundado em Feucht, próxima de Nuremberga, na Baviera, sul da Alemanha, teve no início de vida uma atividade improvável, a trabalhar madeiras e na produção de móveis. Unida depois à Isaria, uma empresa que produzia rádios (mais tarde adquirida pela Siemens) e à Harzprodukte-Fabrik (fabrico de móveis), adquiriu, em 1923, uma empresa de camiões e em 1924 iniciou a produção de charruas. Hoje, o seu portfólio é vasto, com uma extensa gama de gadanheiras, de discos e de tambor e volta-fenos. DIFERENTES DÉCADAS, DIFERENTES TENDÊNCIAS

A capacidade produtiva da Fella sempre foi vasta, mas sujeita a tendências de mercado e/ou procura, até que, em 1980, a empresa decidiu concentrar-se no fabrico de produtos para a colheita de forragem verde: no final dos anos 50, já tinham sido produzidas 100 mil

gadanheiras; nos anos 60, a produção incidiu particularmente na construção de silos de torre e de reboques autocarregadores; nas décadas de 60 e 70, em trituradores dos mais variados tipos e tamanhos.

Fella

NOME DE ORIGEM INCERTA Não é clara a origem do nome Fella, ainda que comummente tida como derivada do vocábulo egípcio fellah, o que significa agricultor ou camponês. No antigo Egipto, tal designação era usada para classificar aqueles que realizavam as obras faraónicas. O vocábulo continua em uso corrente, mas para designar estratos sociais das classes mais desfavorecidas.

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PRINCIPAIS

1918 Começou por ser uma fábrica de grades de madeira, a Bayrische Eggenfabrik AG, localizada na pequena localidade de Feucht.

1953 A FELLA desenvolve o primeiro condicionador com um pequeno rotor, produto medalhado pela Associação Alemã de Agricultura.

1980 Nova filosofia de marca: especialização em produtos para colheita de forragens verdes.

2011 No final dos anos 50, já tinham sido produzidas 100 mil gadanheiras.

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O Grupo AGCO assume posição maioritária (100%) na Fella, cabendo a esta assumir-se como centro de competências da AGCO para o setor de colheita de forragens verdes na Europa.

MARCOS

1932 Surgem os primeiros cortadores, volta-fenos, ancinhos e coletores de feno.

1954 A Jupiter é a primeira ceifeira-debulhadora da marca a surgir no mercado.

2004 A Fella passa a ser controlada pela Argo, tornando-se subsidiária a 100% pela Laverda.

2015 Alteração de designação corporativa da Fella Werke GmbH para AGCO Feucht GmbH. O Grupo AGCO já é detentor de outras marcas de maquinaria agrícola: Challeger, Fendt, Valtra e Massey Ferguson.

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REGIÕES

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Nunca foi tão fácil promover a sua empresa e vender as suas máquinas vNova Área Pessoal vMicrosite visível para dispositivos móveis vEstatísticas de desempenho de vendas

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USADOS | Tratores: NH TD80 c/carreg. • Ford 3000 • Ford 2600 Same Delfino 35 • Fiat 540 • Agrifull Jolly 50 • John Deere 2200 • Motocultivadores: Bertolini MTC 318 • Goldoni

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DF Agrolux 80 • Valtra 6400 c/reboque e grua florestal • Carraro 8.100-4 • Valmet 4100 • Kubota L4630 • Deutz-Fahr Agroplus 60 • JD 1850 • JD 6100 MAIS USADOS NO MICROSITE

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Usados: Trator TYM 60 cv (semi-novo) • Rototerra Maschio 3 mts c/ semeador de discos p/ erva • Unifeed Gillioli 6 m3 • Fresa Agrovil 1,80 mts c/ 6 facas

EUROPA

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PORTO & NORTE LISBOA & VALE DO TEJO

CENTRO

VILA REAL | BRAGANÇA

Tratores: Claas Celtis 446 RX • Lamborghini 774-80N • MF 6455 Dyna 6 • NH TN 55 14.800€ • Renault 70-14F 14.800€ • Fiat 70-60S DT • Kubota M 7060 27.500€ • JD 6220 • Carreg. frontal MX • Enfardadeiras: Mascar 150 • JD 359 • Gadanheira cond. Kuhn FC/303GC • Mini-giratória Volvo ECR 88 PLUS 32.500€ • Mini-giratória Cat 305 CR 25.500€ • Pá carregadora de rastos Bobcat 864

MAIS USADOS NO MICROSITE

Usados New Holland: 35-66 DT • TCE 50 • TN55STD • TN65D • 80-66DT • TL90 • Tratores de rastos: 55-75 CF • TK65F • TK70FA • TK80MA • TK100A • Ford: 3600 • 2600 • John Deere: 1030 • Same: Solaris 35 DT • Solaris 55 DT • Argon 60 DT ⁄ Argon 70 DT • Massey Ferguson: 135 • 220 DT • Valmet: 4100

EUROPA

AÇORES

ALGARVE

ALENTEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

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PORTO & NORTE

BRAGANÇA | PORTO

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO ALENTEJO ALGARVE

MAIS USADOS NO MICROSITE

AÇORES Usados Lamborghini Runner 450 • Shibaura S320 • David Brown 1190 • Mitsubishi MT300D

EUROPA

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PORTO & NORTE ALENTEJO

LISBOA & VALE DO TEJO

CENTRO

PORTO | AVEIRO

AÇORES

ALGARVE

Deutz-Fahr Agroplus 320 F • Charruas: Galucho 2F-12” • Galucho 2F-13” • Ribatejo 1F-14” • Pulverizador Stagric 400 L c/ barra 10mts

EUROPA

MAIS USADOS NO MICROSITE

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PORTO & NORTE

AVEIRO | VISEU | GUARDA

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO ALENTEJO ALGARVE

JOSÉ NETA MARIANO DOS SANTOS

MAIS USADOS NO MICROSITE

VENDA & ASSISTÊNCIA Máquinas para floresta e jardim s Motobombas s Tratores e alfaias agrícolas s Ferramentas para construção civil s Tubagens e acessórios

AÇORES

TRATORES

MAQ. LAVAR

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EUROPA

E. N. 233 — 6300-010 Adão - Guarda Telefone 271 979 629 s Tlm 964 326 566 Email: josenetamariano@sapo.pt www.josenetamaquinasagricolas.com

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PORTO & NORTE

GUARDA | COIMBRA

CENTRO

MAIS USADOS NO MICROSITE

MAIS USADOS NO MICROSITE

Várias tratores e alfais usadas em bom estado

MAIS USADOS NO MICROSITE

ALENTEJO

LISBOA & VALE DO TEJO

Consulte-nos antes de comprar

ALGARVE

TRATORES USADOS: Ford 6600 • Ford 1710 • LS R50 4RM • Kubota L2050 • Same Delfino 35 (2RM) • Same Titan 160 DT • Shibaura SE2540

Stock de tratores e alfaias usadas em bom estado - Consulte-nos antes de comprar

DB 1390 • Deutz-Fahr: Agrokid 45 • DX 50 • JD 2040 • Pasquali 986 • Same: Solaris 35 • Minitaurus 2RM • Corsaro 70 • Empilhador Nissan TX 420 • Grade de discos Galucho 18x24” • Rotofresa 2,60mts • Rototerra Pottinger 3,00mts

EUROPA

AÇORES

MAIS USADOS NO MICROSITE

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PORTO & NORTE

COIMBRA | CASTELO BRANCO | LEIRIA

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

CONCESSIONÁRIO

ALENTEJO

Usados: Goldoni star 55 • JD 5500N • JD 1445F • Kubota L2050 • Kubota D1410 • NH 1720 SSS • NH TN60A • MF 1250 • Hurliman H481 • Shibaura M330 • Shibaura SD3243

USADOS: Tratores: Claas Ares 617 ATZ • Claas Ares 616 RZ • Claas Arion 430CIS • Same Falcon 50 • Várias Charruas e fresas Galucho • Reboque Herculano HMB 8 Ton.

ALGARVE

E. N. 111, nº3 - 3025-563 S. Silvestre Tel. 239 961 306 • Telem. 966 422 492 E-mail: geral@tractogricola.pt www.tractogricola.pt

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AÇORES

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MAIS USADOS NO MICROSITE

CENTRO

PORTO & NORTE

LEIRIA | SANTARÉM

MAIS USADOS NO MICROSITE

Tratores: IMT, 539 1.500€ • Deutz-Fahr 230 14.500€ • Daedong T2600-4wd • Same Dourado 70 12.000€ • John Deere 1446F 12.000€ • New Holland TS115A 6.000€ • Adubador Rocha kc 500 • Forquilha Herculano 450€ • Grade rotativa Maschio Drago DC-3000 3.500€

LISBOA & VALE DO TEJO

USADOS: • Reboque Friel giante AFW 268 • Ensiladora Claas Jaguar 870 (2018) • Semeador Monosem 6 linhas monoshox

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ALGARVE

ALENTEJO

USADOS: Kubota, L-295 DT • Hinomoto, E-23 • Iseki 3210 • Same Solaris • Agria 8800 • Grua florestal Costa G3000 • Mini-dumper 2.200€ • Reboque agrícola Herculano SIE

MAIS USADOS NO MICROSITE

USADOS: Rototerra Maschio, SUPER COBRA 2,5 MTS 5.500€ • Tesouras de poda Electrocoup, F.3005, 750€ • Charrua Galucho 3F 14hidr. • Reboque Galucho 5000KG Plantador Ferrari 3 linhas • Polvilhador de 5/7 linhas • Plantador CHECCHI & MAGLI Wolf 1 linha • Fresa Joper 1 polegada 40

EUROPA

AÇORES

USADOS: TRATORES: Barreiros 70 • Case MXM120 Pro c/ carreg., IH 284 • Deutz-Fahr: 5506, D8006 DT • Fendt 309 DT • Fiat: 70-66 DT, 140-90DT, TKM95M (rastos) • Ford: 4600, 7610 III DT c/ car. fr., 7610 c/ car. fr., 7840 DT c/ grua flor. • John Deere: 2030, 2250 DT, 3040, 5500N • Landini: Rex 80F, 10000S MK II, 6830 (rastos) • Massey Ferguson: 2640 DT c/ cab., 3050 c/ cab., 3630 DT, 390, 399 DT c/ cab. • New Holland: TD90D, TM135, TN85A DT, TN95FA, TS100A, TM135 • Same: Laser 130 c/ carre., Dorado S100, Explorer 90 TOP c/ car. fr. e cab., Explorer 90C (rastos), Explorer 90 TOP II (2002), Frutteto 75, Frutteto 75 DT, Silver 80 DT • Universal 445 • Ursus: 3512, 3512 (MF240) • Yanmar 1300 c/ fresa • Valmet 8100 MINI-ESCAVADORA Bobcat LS170 • TRATORES P/ PEÇAS: Carraro Agroplus 85DT • Case IH: 284, 845 DT • Deutz-Fahr: Agrotron 130, DX3.50 DT • Ebro 6079 DT • Fendt: 280, 307 DT, 308 DT, 309C • Fiat: 100-90 DT, 110-90DT, 140-90 DT, 35-66 DT, 45-66 DT, 60-66 DT, 70-75, 80-66 DT • Ford: 1710, 1720 DT, 1920, 2600, 5640 DT, 6610, 7740 DT • Hinomoto: C144 DT, C174 • Hürlimann: Prince 45 DT, XA306 DT, XA607 • Iseki: 4270, 4320 DT • John Deere: 1950 DT, 340 DT, 3350 DT, 4400 DT, 5500 DT, 6100, 6110 DT, 6300 DT, 6510, 6610, 6620 DT, 6800, 946 DT, 1070, 2140, 2040, 2650, 2850-3350, 3650, 5300, 5615F, 6200 • Kubota: L2550 DT, L285 • Lamborghini: 235, 874-90 DT, Premium 950 DT • Landini: 6550, 8860 DT, Globus 60, Trekker 90 (rastos), Trekker 90F (rastos), Rex 80, Mistral 50, Mistral 40, Globus 75, Tecnofarm 90 • Massey Ferguson: 1030, 174 DT, 290, 3090 DT, 3650 DT, 375 DT, 390 DT, 394S, 396 TC (rastos), 4270 DT, 4345, 5435, 6180 DT, 6290, 6480, 8130 (1997), 3655 DT • New Holland: M100 DT, M160 DT, T4030, TDD90D, TL90 DT, TNF95 DT, TS115A DT, TD3.50, T4030F, T4.90F, T4050, T5050, TK 4050, TM135, TM160, TN55V • Renault 120-54 DT, 60 • Same: Argon 50 DT, Delfino 35 DT, Dorado 70 DT, Laser 110 DT, Laser 150 DT, Minitaurus, Rock 60 (rastos), Solar 60 DT, Solaris 45 DT • Steyr: 9094 DT, 975 DT • Valmet: 1150, 455 DT, 6400 DT, 655 DT, 8000 DT, 805 DT, T130 DT • Yanmar: 241, 336D DT

MAIS USADOS NO MICROSITE

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PORTO & NORTE

SANTARÉM

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO

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ALENTEJO ALGARVE

MAIS USADOS NO MICROSITE

AÇORES

Tractores: NH 7840 • NH T4030N • Fendt 412 VARIO • Ford 8340 • Ceifeira deb: Claas Mea 204 • Claas 68 SR • Charruas: Galucho CHF 3/4F • Samoras 3F • Cisterna 4000lts • Depósitos Rau 200lts p/Fendt GTA • Enfardadeira Claas, Rollant 255 Roto Cut • Grade discos Galucho 32X26 • Grade rápida Kverneland Qualidisc 6MT • Pulverizador Hardi, MAS-1800-FLE • Subsolador Pegoraro 7 ferros

EUROPA

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MAIS USADOS NO MICROSITE

CENTRO

PORTO & NORTE

SANTARÉM MAIS USADOS NO MICROSITE

MAIS USADOS NO MICROSITE

LISBOA & VALE DO TEJO

TRATORES USADOS: • Intern.Harvester 644A • Lamborghini 974-90 • MF 394S • NH 1920 SSS

ALENTEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

Maquinas usadas em stok

EUROPA

AÇORES

ALGARVE

Ford 3930 4 RM • Iseki TE 4300 F de 1989 • Agria 8830 DT DE 1983 • Same Explorer 90 4 RM 1991 • MF135 1978 • Fiat L 65 1997

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PORTO & NORTE

LISBOA

MAIS USADOS NO MICROSITE

CENTRO

Trator Fiat 480 €4.000 • Caixas carga p/ trator CCA100 1,00 mts €295 • CCA150 1,50 mts €400 • Charruas: 5F 1,60 mts (vinhateira) €750 • Galucho 1F-14” 90º • Fresas: Galucho FN1700 (2x) • Escarificador Galucho 7D • Reboques: Galucho 4000 kg B3 • Galucho 5000 kg B3

LISBOA & VALE DO TEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

ALENTEJO

USADOS: Tratores: Carraro Agriup 80F c/ 8500 h. • NH TN95F c/ 2886 h. • NH TN95F c/ 7000 h. • Lamborghini 660 V • A. Carraro Tigrone 5500 (isodiamétrico) • Goldoni 933 S (isodiamétrico) • Landini 5500 • Same Frutteto 80

ALGARVE AÇORES EUROPA

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PORTO & NORTE CENTRO

LISBOA | SETÚBAL

TRATORES: • Shibaura ST 445 RM • Fiat 45-66 DT • New Holland TNF 90 DT

ALENTEJO

LISBOA & VALE DO TEJO

USADO: Pulverizador 1500L (rebocável)

ALGARVE

USADOS: Goldoni star 55 • JD 5500N • JD 1445F • kubota L2050 • Kubota D1410 • NH 1720 sss • NH TN60A • MF 1250 • Hurliman H481 • Shibaura M330 • Shibaura SD3243

AÇORES

MAIS USADOS NO MICROSITE

EUROPA

Tratores: JD 6530 Premium • JD 6820 Premium • JD 6830 Premium • JD 6910 • JD 6125R • JD 6630 Premium • JD 6930 Premium • JD 6420s • Fendt 718 Vario TMS • Enfardadeira NH BB9060AR • Plastificadoras: de fardos Kuhn SW 1604 • Kuhn SW 1604 • Telescópicas agrícolas: JCB 531-70 Agri Plus • Manitou MLT 634-120 LSU Turbo

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MAIS USADOS NO MICROSITE

PORTO & NORTE

SETÚBAL | PORTALEGRE | ÉVORA

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO

Trator especializado Massey Ferguson 394 S - 14.800€ Charrua Galucho 1F-13 - 550€ • Despampanadeira Industrias David corte lateral - 2.000€ • Despampanadeira Ero LK/UE U Invertido - 3.500€ • Despampanadeira OMD Corte lateral - 800€ • Pulverizador Fantini 500Lts - 600€ • Triturador Mila, MV - 150 - 1.350€ • Vindimadora Ero - 43.000€ MAIS USADOS NO MICROSITE

ALENTEJO ALGARVE MAIS USADOS NO MICROSITE

AÇORES

Vasta Gama de máquinas usadas: Tratores: New Holland T4.95 • Renault CERES 345 • Rastos Massey Ferguson C-294 • Volta-fenos Vicon ANDEX 423 - 1 ROTOR • Volta-fenos Vicon ANDEX 724 Bombas • Charrua Kverneland2F14 • Chisel Horizont, CHISEL 9-11 • Destroçador Serrat 1.80MTS • Enfardadeira Fiatagri Heston 4700 • Enfardadeira Gaspardo SR712 • Escarificador de relvados 11/15 • Frente de milho Moresil • Fresa Galucho 1.80MTS • Gadanheira Vicon 6 discos Extra 428 • Gadanheira condicionadora John Deere 324 • Grade de discos Herculano 22-26 • Grade de discos Galucho GLHR 24-26 • Grade de discos Galucho GLHR 28-26 • Grade de discos Galucho A2CP 22X24

MAIS USADOS NO MICROSITE

EUROPA

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PORTO & NORTE CENTRO

ÉVORA | BEJA

WWW.AGROVISUL.PT

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A SUA PREFERÊNCIA, A MELHOR ESCOLHA!

Usado: Claas Ares 696RZ - €25.000,00

ALENTEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

AÇORES

ALGARVE

USADOS: Tratores: Claas Celtis 446RC (2005) • Massey Ferguson 394 • Renault 70-14 F Vindimadoras: Alma (rebocável) • Alma linha 100 (automotriz)

EUROPA

Processador Timberjack 1270B Auto carregador florestal FMG 910

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PORTO & NORTE

BEJA

CENTRO LISBOA & VALE DO TEJO

Tractores: Deutz-Fahr: DX4.50 - €11.500 • Agroplus 75 • Agroplus 75 c/frontal • DX4.70 - €12.000 • Landini Legend 145 (2001) - €19.500 • Ford 5610 c/frontal • Hurliman 90cv • Semeador Pneumático Telesc. 6 linhas • Gadanheira cond. Fella

ALENTEJO ALGARVE AÇORES EUROPA

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MAIS USADOS NO MICROSITE

PORTO & NORTE

FARO | AÇORES | EUROPA

CENTRO USADOS MF390 • JD 5620 • Charrua Kuhn Vari master 123 • Cist.Herculano 4000 • Encord.feno Vicon Andex 703 • Enfard. Gallignani, 3200 • Ensiladora Claas Jaguar 860 • Fresa Agric • Gadanheira de discos Fella, SM 270 • Plastificadora de fardos Tanco 580 S • Plast. fardos Gallignani G400S • Pulv.Rocha

MAIS USADOS NO MICROSITE

LISBOA & VALE DO TEJO

MAIS USADOS NO MICROSITE

MAIS USADOS NO MICROSITE

ALENTEJO ALGARVE

https://poll.app.do/tractor-o-the-year-2019

EUROPA

Esta sondagem da revista abolsamia pretende recolher a opinião dos leitores em relação aos modelos concorrentes às quatro categorias do prémio: Campo aberto, Melhor Utilitário, Melhor Especializado e Melhor Design. No dia 7 de novembro 2018, na EIMA (Itália) será atribuído o prémio oficial escolhido pelos membros do júri.

AÇORES

VOTE NOS 10 FINALISTAS DO TRACTOR OF THE YEAR© 2019


CONCESSIONÁRIOS //

MIRALDINO

75 ANOS

DE HISTÓRIA

N

o passado dia 15 de setembro a empresa Miraldino festejou 75 anos de vida. A assinalar esta significativa data, uma grande festa juntou no dia 23 de setembro passado, nas instalações da empresa, muitos dos que a ela estão ligados. Nas palavras do atual gerente, José Manuel Severo Mendes, “a história da nossa vida é a história da nossa Empresa, da nossa Família, dos nossos Fornecedores, dos nossos Colaboradores e dos nossos Clientes, dos seus insucessos e da alegria dos seus sucessos.” Como as imagens falam por si, aqui fica uma mostra do que foi um dia de festa com todos os colaboradores, clientes e fornecedores.

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// Miraldino: 75 anos Tel. 268 551 170 • geral@miraldino.pt • www.miraldino.pt

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CONCESSIONĂ RIOS //

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E.N. 118, Azeitada, 2080-321 Benfica do Ribatejo 243 589 222 961 724 400 geral@agridirect.pt www.agridirect.pt


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CONCESSIONÁRIOS //

T

MANDAMENTOS do concessionário

irando os condutores de táxi, a maioria das pessoas que possui um automóvel de passageiros não tem a sua segurança económica dependente do colapso do seu veículo. Acresce que, nos tratores não há transportes públicos nem carros de substituição. Como tal, a máquina não deve avariar. Mas e se avariar mesmo? Bom, nesse caso o concessionário terá que concertá-la rapidamente. A qualidade da assistência é, claramente, um dos principais fatores na classificação de um concessionário como “bom” ou “mau”. Mas há mais.

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A bolsamia entrevistou agricultores, representantes de marcas e, obviamente, concessionários, para trazer até si os 11 mandamentos do “Concessionário de máquinas agrícolas”. O AGRICULTOR

Para o agricultor, fosse do norte ou do sul, grande ou pequeno, as condições para se ser um bom concessionário estavam bem claras. Todos enumeram 1) ter um bom stock de peças, sobretudo das peças de desgaste; 2) ter uma boa assistência3) Mecânicos com formação;

4) proximidade geográfica; 5) “mente aberta para ouvir o cliente”. O CONCESSIONÁRIO

Para a maioria dos concessionários, a capacidade de resposta para servir o cliente, vinha sempre em primeiro lugar. Logo depois vinha o stock (“ter peças, muitas peças!”). No entanto, a par dos aspetos materiais, foram os aspetos relacionais que mais sobressaíram nestas entrevistas. Para os concessionários, o concessionário ideal deve ser “um parceiro dos clientes”, “verdadeiro”, e ter “um contacto muito próximo”. A noção de

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// 11 mandamentos do concessionário

que a venda é apenas um dos aspetos esteve sempre presente, destacando o “acompanhamento, sempre e em todo o lado (não só na entrega da máquina)”, mas também nos cursos e formações. O TAMANHO IMPORTA?

“É um erro ter poucos concessionários. Haver mais permite melhor acompanhamento. Áreas muito grandes impedem um acompanhamento “em cima”. Esta visão do negócio vem de um concessionário e tem vindo a ser desafiada pela política de algumas marcas que têm optado por ter menos concessionários mas atribuindolhes zonas cada vez maiores. A ideia é fazer com que estes “megaconcessionários” possam ter acesso a mais clientes permitindo-lhes assim apostar em maiores infraestruturas,

mais empregados, melhor assistência, etc. Mas afinal, quem tem razão? Dificilmente alguém terá uma resposta absoluta. INTERROGAÇÕES DOS CONCESSIONÁRIOS

Como é que construímos a nossa concessão quando temos uma área tão vasta para cobrir e tão poucas unidades para vender? Como é que organizamos a nossa logística e a que custo? Como é que amortizamos os nossos investimentos comerciais? Como é que chegamos aos agricultores? A pressão colocada pelos fabricantes sobre o mercado faz com que, por vezes, objetivos irrealistas sejam colocados aos concessionários que, desta forma, sentem que não existe espaço para “margens saudáveis”.

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MANDAMENTOS

ter um bom stock de peças ter uma boa assistência ter mecânicos com formação proximidade geográfica mente aberta para ouvir o cliente vendas boas contas boa cobertura da região boa imagem sucessão ser um parceiro dos clientes

COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA AGRICULTURA E ESPAÇOS VERDES

www.tractomoz.com geral@tractomoz.com

Estremoz - Sede Z. Ind. - Apartado 41 T.. 268 337 040 • F. 268 337 049

Beja Z. Ind. - Pç. da Cooperação, 10 T./F. 284 329 278

Évora Z. Ind. Horta Figueiras, R. Armando A. Silva, 47 T. 266 701 558 • F. 266 777 250

Ferreira do Alentejo Z. Ind. - Lote 23 T. 284 739 944 • F. 284 739 946

Coruche Z. Ind. -Monte Barca, Lt.6 T. 243 678 041 • F. 243 689 206


Tel. 268 889 300 • geral@mcorredora.com • www.mcorredora.com

CONCESSIONÁRIO EM FOCO // Maquicorredora

Veja a Galeria de Fotos em www.flickr.com/abolsamia

DIA DE

PORTAS ABERTAS

A Maquicorredora e a Sulcate Peças são duas empresas jovens sediadas em Vila Viçosa vocacionadas para a comercialização e prestação de serviços no setor das máquinas agrícolas. Em julho passado abriram a casa aos seus clientes.

N

o passado sábado, dia 14 de julho, Inácio Mira e Manuela Busca, sócios gerentes das empresas Maquicorredora e Sulcate Peças, promoveram uma jornada de Portas Abertas onde juntaram cerca de 200 pessoas, entre clientes, fornecedores, colaboradores e amigos. A SULCATE PEÇAS NASCEU EM 1995

A empresa dedica-se desde o seu início à comercialização de peças. Atualmente conta com uma equipa comercial de 6

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pessoas, num total de 14 empregados. A área de atuação a abrange a zona a sul do Tejo até ao Algarve e o distrito de Castelo Branco. A Sulcate Peças representa as principais marcas de peças para máquinas e equipamentos industriais. Entre as marcas de prestígio que a empresa representa estão a americana Quaker (óleos), a Itr, a Bell e a Beta Ferramentas. A Sulcate tem uma frota de 5 carros comerciais e 1 para a distribuição.

MAQUICORREDORA É MAIS RECENTE.

Formada em 2001, dedica-se ao comércio e assistência de máquinas e equipamentos para a agricultura e construção. Representa desde 2013 os tratores Lamborghini para os distritos de Évora e Portalegre e parte de Beja, e o ano passado colocaram quase 20 unidades no mercado. Entre as outras representadas estão as marcas: Bobcat, Doosan, Faz e Benafer (da Herkulis), BCS, Galucho, Herculano, Rocha, Joper/ Tomix, Eurotrac, Pulveragro e Irbal.

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TORRE MARCO

UM ENCONTRO DE PROFISSIONAIS

Nos dias 19 e 20 de julho, as instalações da empresa Torre Marco, em Vilarinho, Vila do Conde, foram palco duma exposição de produtos dedicada a profissionais, proporcionando apresentações e explicações técnicas de produtos, dentro de cada área de trabalho.

A

Torre Marco é uma empresa com mais de 30 anos de experiência, com sede em Vila do Conde e filiais em Amarante, Albergariaa-Velha, Monção, Barcelos e Vilamoura. Focada nos setores da agricultura e dos espaços verdes, a Torre Marco considera que uma iniciativa como a Expo que se repetiu uma vez mais este ano, faz sentido. Nas palavras de Albino Gil Gomes, diretor financeiro, esta é uma ocasião que “proporciona o contacto entre os técnicos das fábricas e os profissionais que usam os equipamentos.” No rescaldo da 2ª edição da Expo Torre Marco, entrevistámos este responsável. Nesta 2ª edição da Expo Torre Marco tiveram mais de 700 pessoas. Relativamente à 1ª edição quais as foram as principais diferenças e novidades?

Claro que os eventos deste tipo apenas se mantêm relevantes se forem evolutivos e se usarmos a experiência anterior para tentar uma melhoria continua. Nesta edição focámos ainda mais o setor profissional e tecnológico. As soluções de Agricultura de Precisão foram o “produto estrela” da Expo, tivemos mais de 80 pessoas a assistir às diferentes

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palestras sobre o tema nos dois dias do evento. Em termos de equipamento, a reintrodução da Bauer no nosso portefólio de equipamentos tanto na divisão de rega como nas cisternas de chorume, os reboques forrageiros Krone, o tractor John Deere 6250 R (o maior da nossa fábrica de Mannheim) e a nossa nova representação de pulverizadores, Pulveragro, tiveram bastante aceitação por parte dos visitantes. Qual o feedback dos vossos clientes a estes eventos? Traduzem-se em mais negócios?

Quando começámos com este evento achámos que só fazia sentido se fosse algo que acrescentasse valor aos visitantes profissionais. O público alvo do evento são as empresas profissionais da agricultura, silvicultura e jardim, não necessariamente nossos clientes. O feedback é positivo pois é um exercício de

aprendizagem nos dois sentidos. Ao colocarmos técnicos das fábricas em contacto com os profissionais que usam as máquinas obtêm-se sinergias muito interessantes, e é essa a proposta de valor do evento, não sendo o acréscimo de negócio per si um motivo final, mas sim uma consequência de um posicionamento de setor da Torre Marco. Pretendem continuar a fazer este evento? Estão previstas algumas novidades para o ano?

Este evento segue uma lógica bienal, por isso o próximo evento realizar-se-á em 2020. A lógica é apresentar algo novo, algo que muitas vezes ainda não está massificado na nossa agricultura mas que entendemos que seja uma maisvalia trazer. Pensamos que a Agricultura de Precisão e a sua constante evolução será sempre o grande “guarda-chuva” no evento dos próximos anos.

O público alvo do evento são as empresas profissionais da agricultura, silvicultura e jardim.

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// Torre Marco Tel. 252 661 840 • geral@torremarco.com • www.torremarco.concessao-jd.com/

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CONCESSIONÁRIOS //

1

2 1 Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas

da Universidade de Évora João Rego (NH PT), Prof. Simão Abelho, Prof. Anacleto Pinheiro e alunos da Universidade de Évora, Escola Superior Agrária de Elvas e ISA”. 2 Fialho Correia & Lampreia | Vindim. New Holland 9090X

Cliente: Agroprecisão. Na foto: João Palmar (NH PT), Bruno (Casa Agr. Bulhão Martins), Carlos Prates (Técnico Lampreia), Bulhão Martins (Cliente), Manuel Rita (cliente) e Vitor (operador). 3 Jopauto | New Holland Boomer 35 Cliente: Maria Natércia S. A. Dias. Na foto, Armando (marido). 4 Fialho Correia & Lampreia | New Holland T7.315HD

Cliente: Cavaleiro de Ferreira Bulhão Martins Agricultura. Na foto: Carlos (Operador) e João Rego (NH PT). 5 Etelgra | NEW HOLLAND TD3.50 Empresa: Monte da Cortiça Lda. Na foto, Tiago Ramos (Etelgra) e Nuno Vinhas (Cliente).

3

4

MOMENTOS NEW HOLLAND 152

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5

// New Holland

7

6 6 Jopauto | Trator New Holland Boomer 35 - José Duarte (cliente), Jorge (comercial Jopauto). 7 Auto Agrícola Sobralense | New Holland T 3.55 F - Na foto:, Ao volante, Samuel Rodrigues Figueira e seu filho Carlos Figueira (clientes); atrás, Manuel (colaborador da AAS). 8 Auto Agrícola Sobralense | NEW HOLLAND Boomer 50 - António Jorge Águas (cliente) e Pedro Ferreira (comercial AAS Viseu) 9 Etelgra | New Holland Boomer 35 - Empresa:Afonsivil, Lda. Na foto, Carmen Pereira (cliente) e Mário Cananão (Etelgra). 10 Fialho Correia & Lampreia | New Holland T5.105 - Na foto: António Ferreira de Matos (cliente), Francisco Pulido (comercial FCL) e Joaquim Ferreira de Matos (cliente).

8 9

10 abolsamia outubro / novembro 2018

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CALENDÁRIO

DE FEIRAS

OUTUBRO 2018 02 a 06 03 a 05 07 a 10 08 a 12 08 a 11 10 a 12 15 a 16 16 a 18 23 a 25 24 a 27

World Dairy Expo Sommet de I’Elevage Saudi Agriculture Agroprodmash SIPSA-SIMA Agri World Feira dos Gorazes de Sendim Sunbelt Ag Expo Fruit Attraction Feira Int. Do Bovino Leiteiro

Estados Unidos França Arábia Saudita Rússia Argélia Japão Portugal Estados Unidos Espanha Itália

NOVEMBRO 2018

07 a 11 EIMA Itália 08 a 10 Tecnoagro Peru 13 a 16 EuroTier Alemanha 15 a 17 TecFresh Portugal 16 a 18 XIX Fórum Nac. Apicultura C. Branco Portugal 20 a 22 Vinitech-Sifel França 29 a 03/12 Agrama Suiça

DEZEMBRO 2018 13 a 16

Agro Eurasia

Turquia

Agriflanders SOL & Agrifoood International Green Week Berlin Enolitech Agraria

Bélgica Itália Alemanha Itália Espanha

Agrar Unternehmertage AGROFARM Fuit Logistica World AG Expo Mersin Agrodays Fruyver Bio Fach Tier & Technik SIMA Salon International de L’agriculture Oleotec Oleomaq Enomaq Tecnovid

Alemanha Rússia Alemanha Estados Unidos Turquia Espanha Alemanha Suíça França França Espanha Espanha Espanha Espanha

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JANEIRO 2019 10 a 13 15 a 17 18 a 27 30 a 01/02 30 a 2/02

FEVEREIRO 2019 05 a 08 05 a 07 06 a 08 12 a 14 14 a 14 14 a 17 13 a 16 21 a 24 24 a 28 23 a 3/03 26 a 01/03 26 a 01/03 26 a 01/03 26 a 01/03

Mais informação em: www.abolsamia.pt/pt/feiras



DOIS DEDOS DE CONVERSA COM...

apresentação Nome

Marco André Marques Jordão Idade

22 anos Onde trabalha

Agri-Valpranto, Figueira da Foz Por conta própria ou por conta de outrem?

Por conta própria

Qual é a dimensão da exploração?

Cerca de 70 hectares

Qual é a atividade da exploração/empresa?

Orizicultura

Usa as redes sociais para divulgar o dia-a-dia no campo?

Sim

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MARCO JORDÃO [jovem produtor de arroz carolino do Baixo Mondego]

B

em-vindo à “Dois dedos de conversa com”, uma rúbrica onde conhecemos um pouco melhor os agricultores e tratoristas do nosso país. Porque “se o campo não planta, a cidade não janta”. Desta vez estivemos à conversa com Marco Jordão, produtor de arroz carolino na Figueira da Foz.

Como entrou? A sua família trabalha no campo e é daí que vem a ligação ao setor?

No ano de 1969, o meu avô decidiu investir em terrenos para cultivo e na maquinaria necessária. Com o aumento da área cultivada, teve necessidade de um “braço direito”, o meu pai. Sempre acompanhei de perto o trabalho deles e vem daí a minha proximidade com a agricultura. Infelizmente, os dois já faleceram, estando eu atualmente a gerir a exploração.

conduzir o trator ao seu colo. Era sinónimo de bastante felicidade! Aos 15 anos, com o falecimento do meu avô, tornei-me eu o “braço direito” do meu pai, começando a efetuar as operações de campo sozinho. Todas aquelas idas ao campo em criança não foram em vão! Tem intenção de procurar outro trabalho?

Não, sinto-me bastante realizado a nível profissional. Para além da paixão que me move e me dá força para melhorar dia após dia, a minha exploração carrega um grande valor sentimental. É um orgulho imenso dar continuidade a esta atividade familiar. Como se amanha? Qual é a melhor parte de trabalhar na agricultura?

Para mim, é o prazer de chegar ao campo e ver as bonitas searas espigadas, fruto de um trabalho duro e de muito empenho.

Com que idade se começou a interessar por máquinas agrícolas?

Qual é a parte mais frustrante de trabalhar na agricultura?

Desde tenra idade que a minha grande paixão são as máquinas agrícolas. Lembro-me de, em criança, ir para campo com o meu pai para

Tudo o que não está ao meu alcance e que não consigo controlar tornam-se o mais frustrante de trabalhar na agricultura. Falo,

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por exemplo, das condições atmosféricas inconstantes, das infestantes e pragas. Para além disso, algo que me deixa insatisfeito são as avarias mecânicas imprevisíveis na dita “hora do aperto”, que colocam em causa todo o trabalho a fazer. Quando está no trator, o que prefere ouvir? (o barulho do motor, música)?

Música, sempre que possível! Faz com que não seja um trabalho tão massacrante e monótono. É notória a diferença entre trabalhar um dia num trator com ou sem música. Gostava de trabalhar noutro ramo?

Não, mas atualmente, aliado à orizicultura, estou a iniciar uma exploração de bovinos de engorda. É uma paixão recente, mas com um futuro promissor. Dar massa e limpar o filtro fica para outro dia?

Não, sou muito cauteloso quando toca a evitar avarias. É fundamental para o bom desempenho da maquinaria que esteja sempre lubrificada, limpa e com todos os níveis retificados.

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E para lá da agricultura?

O que é que faz quando não está a trabalhar para a exploração? Pela necessidade de desenrascar avarias de última hora, aprimorei a técnica da mecânica, um trabalho que gosto muito de fazer. Por isso, no que está ao meu alcance, faço as reparações das minhas máquinas e nos tempos livres por conta doutrem. O que é que o faz rir?

Os trabalhadores da exploração são jovens e amigos, criando muitas vezes um ambiente propício à brincadeira e com muitas aventuras à mistura. Nunca colocando o trabalho em causa, são sempre momentos muito divertidos. O que é que o chateia?

Falta de profissionalismo e de humildade, pois são valores que aprecio bastante. Se ganhasse a lotaria, qual seria a primeira coisa em que ia investir?

Como sou produtor de arroz Carolino do Baixo Mondego IGP, iria investir numa linha de empacotamento de arroz e de pré cozinhados com marca própria, para chegar às grandes superfícies e de estar ao alcance do consumidor comum. É leitor da abolsamia? De que rubricas?

Sim, desde muito novo que sou leitor da revista, tendo muitos exemplares em casa que fui guardando ao longo do tempo. A minha rubrica preferida são as Provas de Campo, acompanhando-as atualmente via digital.

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250 €

DIRETOR

NUNO DE GUSMÃO

REDAÇÃO

NUNO DE GUSMÃO, FRANCISCA GUSMÃO, JOÃO SOBRAL, SEBASTIÃO MARQUES E CARLOS BRANCO

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FRANCISCA GUSMÃO, AMÉRICO RODRIGUES E CATARINA GUSMÃO

DESIGN E PRÉ-IMPRESSÃO

SOFIA MARQUES

MULTIMÉDIA

FRANCISCO MARQUES

WEBSITE

CATARINA GUSMÃO E ANA MARIA BOTELHO

PROPRIEDADE

NUGON - PUB. E REP. PUBLICITÁRIAS, LDA.

CONTRIBUINTE

502 885 203

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JORGE FERNANDES, LDA R. QTA. CONDE MASCARENHAS, Nº9, VALE FETAL 2825-259 CHARNECA DA CAPARICA

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ISSN

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Os textos e fotos de autor são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publi-reportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade. abolsamia segue o AO90, embora nem todos os colaboradores tenham adotado a nova grafia. Estatuto Editorial www.abolsamia.pt/estatuto-editorial-e-distribuicao

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Medição de velocidade e sentido de movimento

N Medição da variabilidade

SMALL RANGE

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MIDDLE RANGE

HEAVY DUTY RANGE

Configurações disponíveis:

Configurações disponíveis: CLASSIC / AGRITOP / GLS / VPS

Configurações disponíveis: CLASSIC / AGRITOP / GLS / VPSe

Configurações disponíveis: CLASSIC / GLS / VPSe

Capacidade máxima de elevação de 3 t

Capacidade máxima de elevação de 3 t para 4,5 t

Capacidade máxima de elevação de 6 t para 7 t

Altura máxima de 7 m a 9 m A gama Compact Range pode-se utilizar

Altura máxima de 7 m a 11 m A gama Middle Range tem 24

Altura máxima de 9 m a 10 m Os três modelos da nova gama Heavy Duty,

onde são necessárias as

configurações, adaptadas para empresas

criados para o sector da

indicado para todas as situações em que as estruturas e os

características da máquina standard, garantindo assim a manobrabilidade com

de construção que procuram uma máquina dúctil e que, graças às novas

construção, oferecem potência, precisão e controle. Disponíveis com vários tipos de

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outubro / novembro 2018

Nº113 OUTUBRO / NOVEMBRO 2018

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