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Editorial por Nuno de Gusmão

Viva,

a Agricultura Portuguesa Fartos, por obrigados sistematicamente a informar sobre o que de tão mau tem acontecido a imensas famílias, com a atual austeridade imposta, resolvemos desta vez publicar as boas notícias que a agricultura do nosso país tem para dar, convencidos como estamos de que a importância da atividade agrícola cada vez mais se impõe como fundamental para a recuperação da economia. Do último ano, são de realçar os seguintes factos: • Portugal foi o 5º país da UE com maior rentabilidade no setor agrícola, por trabalhador, com o rendimento da atividade primária a crescer 9,3%; • o défice da balança agroalimentar diminuiu 15%, ou seja 500 milhões de euros, graças à diminuição das importações e à subida das exportações; • a produção de milho alcançou uma das mais elevadas produtividades a nível mundial (21 ton/ha)e os responsáveis querem agora mais áreas de regadio no Alqueva para aumentar o autoabastecimento; • as vendas de azeite no estrangeiro já valem 224 milhões de euros e subiram cerca de 15%; e as de vinho aumentaram pelo terceiro ano consecutivo, tendo ultrapassado pela primeira vez a barreira dos 700 milhões de euros; • no tomate para a indústria foi alcançada uma produtividade recorde (93,5 ton/ha); • no setor da cortiça somos líderes com uma quota de 62 por cento correspondente a 715.922 hectares de montado de sobro. Ainda outros indicadores apontam para que o setor primário continua a dar mostras de ânimo: o investimento médio anual feito pelos jovens agricultores que conseguiram obter fundos do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) já equivale a 16% do capital investido no setor agrícola; e as ajudas diretas aos agricultores, no valor de 320 milhões de euros, poderão vir a ser pagas antecipadamente o que, a acontecer, permitirá que o clima se mantenha favorável ao investimento. Atualmente, em Portugal, o Proder está com 68% da execução, 2% acima da média da União Europeia. A confirmar este estado de graça registou-se o aumento de quase 20% nas matrículas de tratores agrícolas novos nos primeiros sete meses deste ano relativamente a período homólogo do ano passado. A análise positiva da atual situação da agricultura do nosso país, sendo de louvar, não invalida porém que o setor deixe de reivindicar o indispensável para que continue a singrar, na medida em que os nossos agricultores, no desafio que têm de enfrentar face aos seus congéneres externos, se encontram em inferioridade de condições no que respeita a praticamente todos os meios de produção.

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Sumário

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44 New Holland Novidades em ceifeiras debulhadoras e enfardadeiras em estreia nos campos de França.

Nesta edição 6 Antigamente era assim... O nascimento do automóvel.

30 Estatísticas Registo de maquinaria nova de janeiro a junho, no mundo. Matrículas de tratores de janeiro a junho, em Portugal. Os tratores mais vendidos em Espanha, no mês de junho.

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Rechega de cortiça

Massey Ferguson

A opinião de dois produtores florestais sobre o reboque ideal para zonas com acentuado declive.

Conheça as novidades em tratores e equipamentos que a marca vai apresentar na Agritechnica.

38 Trator do ano 2014 Lista de nomeados já é conhecida.

40 Tecnologia Desenvolvimentos no ISOBUS.

54 Space 2014 Equipamentos premiados.

58 Segurança Na capa Manuel Fialho, Lda. faz 30 anos página 34

Acidentes mortais na agricultura e floresta. www.abolsamia.pt www.facebook.com/abolsamia

Diretor Nuno de Gusmão • Propriedade Nugon - Publicações e Representações Publicitárias, Lda., Contribuinte 502 885 203 • Registo 117122 • Depósito legal 117.038/97 • Sede R. S. João de Deus, 21, 2670-371 Loures Escritórios R. Nelson Pereira Neves, Lj.1 e 2 — 2670-338 Loures • T. 219 830 130 • F. 219 824 083 Email: abolsamia@abolsamia.pt • Redação Nuno de Gusmão, Francisca Gusmão, João Correia, João Sobral • Publicidade Francisca Gusmão, Américo Rodrigues • Cartoonista Nelson Martins • Pré-impressão Catarina Gusmão, Sílvia Patrão • Assinaturas João Correia (joaocorreia@abolsamia.pt) • Impressão Jorge Fernandes, Lda, Rua Quinta Conde de Mascarenhas, Nº9, Vale Fetal - 2825-259 Charneca da Caparica - Tel. 212 548 320 • Tiragem 10.000 ex. Os textos e fotos, bem como os anúncios registados com “a bolsa m.i.a.®” são propriedade da Nugon,Lda., pelo que não podem ser reproduzidos sem a devida autorização, por escrito, da mesma.

64 Floresta Novidades em equipamentos.

72 Jardinagem Corta-relvas apeados.

78 Tratores do mundo Marcas indianas.

85 Regiões Concessionários, Máquinas usadas.

Errata à edição Nº 87 - página 38: Na legenda à foto do Dr. Carlos Sousa, onde se lê ‘responsável de Vendas Diretas da Repsol’, deve ler-se ‘responsável pelo distribuidor Repsol Direto’. O responsável da unidade de Vendas Diretas em Portugal é o Eng.º Amando Oliveira.

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Nome/ Name

Entrevista

Campeonato da Lavoura

Morada/ Address

Manuel Fialho, Lda - trinta anos da empresa, em retrospetiva.

Sob o lema: “Que a paz cultive os campos”, realizou-se em Alberta, no Canadá, em julho, a 60ª edição do Campeonato do Mundo de Lavoura que juntou 57 concorrentes, provenientes de 29 países.

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62 Arco de segurança ativo Conheça o conceito revolucionário Air-rops, que se expande automaticamente em caso de capotamento.

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A vida no campo

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O nascimento do automóvel Muitos fabricantes de automóveis, de marcas atualmente existentes ou daquelas que já desapareceram, durante um determinado tempo construíram também tratores agrícolas; o que nos leva, desta vez, nesta nossa rubrica de abertura Antigamente Era Assim, a publicar O nascimento do automóvel, na medida em que os dois setores, em termos fabris, sempre se encontraram.

No percurso de 104 km que o patenteado Motorwagen de Karl Benz fez, o enchimento do depósito foi feito numa farmácia, que hoje representa um ponto turístico, como indicamos mais à frente.

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Antigamente era assim... O primeiro veículo autopropulsionado do mundo, ensaiado pelo inventor Cugnot, na Arsenal de Paris em 1770.

Nicolas-Joseph Cugnot

Nicolas-Joseph Cugnot (1725 —1804)

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epois de terem sido descobertos o motor de vapor de água como fonte de energia, a transmissão por engrenagens e outros tantos intervenientes mecânicos indispensáveis para a auto locomoção, a começar pela roda, em 1765 o francês NicolasJoseph Cugnot apresentou publicamente o primeiro veículo autopropulsionado do mundo: um veículo de transporte de carga e passageiros, de três rodas, construído em madeira, com direção por leme à roda dianteira e com motor com caldeira frontal, embora com as dificuldades de condução

e manobras inerentes, bem destacadas na figura acima. Apesar do muito que falta ao engenho de Cugnot para conseguir chegar ao nível de apuramento atingido pelos automóveis de hoje, a circunstância de alguém ter sido capaz, pela primeira vez, de converter o movimento de um pistão num movimento rotativo ligado à deslocação por rodas, projeta o cientista citado para o estatuto de inventor do Automóvel. O invento em questão foi ao encontro da razão que preside e motiva a maioria das descobertas, o que, infelizmente, de um modo

geral se prende com as necessidades da Guerra. Com efeito, a máquina em causa, com capacidade para carregar até 4 toneladas, foi idealizada para utilização no exército francês. Mas apesar da importância da descoberta, o invento só teve continuidade, em desenvolvimento, muitas décadas depois, quando surgiu o motor de explosão por combustível fóssil. Segundo consta em documentos dessa época, a razão que levou ao termo desta experiência teve a ver com as falhas de comando no sistema de direção da máquina, ao ter chocado violentamente contra o muro

de uma habitação, causando enormes prejuízos (o que curiosamente representa também um marco histórico, por ser considerado como o primeiro acidente de viação a nível mundial…). No entanto, Luís XV atribuiu a Cugnot uma pensão de 600 francos anuais como prémio pelo seu trabalho inovador e, mais tarde, Napoleão Bonaparte renovou-lhe igualmente o seu apoio. Pelo muito que representa como raiz da origem do Automóvel, a máquina de Cugnot encontrase devidamente preservada no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris.

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Karl Benz Os primeiros automóveis de que há memória surgiram como fruto de sucessivas e constantes inovações experimentais em adaptações tecnológicas trocadas entre os vários engenheiros intervenientes, concorrentes do ramo da indústria automóvel de então, que aprendendo uns com os outros gradualmente foram desenvolvendo os seus projetos em torno de objetivos comuns: viajar com rapidez, comodidade, e, sobretudo, com um mínimo de esforço para os ocupantes e um máximo de segurança possíveis.

Karl Friedrich Benz (1844 - 1929)

Motorwagen, o primeiro carro motorizado

A

ter que atribuir o exclusivo da invenção, ou melhor, a paternidade do automóvel moderno, a maioria dos entendidos aponta como principal responsável o alemão Karl Benz, com a introdução, em 1885, de sua autoria, do motor de combustão interna a quatro tempos numa máquina de locomoção autopropulsionada denominada Motorwagen (com

patente datada de 29 de Janeiro de 1886, em Mannheim). O primeiro Motorwagen (carro motorizado, traduzido à letra) montado sobre 3 rodas, foi comercializado de 1886 a 1893. Depois de 7 anos de produção, com 3 diferentes versões concebidas, em 1894 o triciclo Motorwagen foi descontinuado a favor de um novo modelo de 4 rodas, o não menos famoso Benz Velo.

Como pioneiro, o patenteado Motorwagen de Karl Benz já dispunha do essencial, com especificações a concorrerem para o bom desempenho que o modelo veio a ter ao longo dos anos em que foi construído. Como projeto acabado, equipava com motor traseiro (página seguinte) contendo uma série de inovações de “vanguarda”, construção de tubagem em aço e painéis de madeira; rodas com jantes em

aço e piso de borracha maciça; sistema por engrenamento à roda dianteira direcional acionado por manípulo de “volante”; molas helicoidais no eixo traseiro e transmissão por correntes em ambos os lados; assim como o simplificado sistema de transmissão por correia de velocidade única com variação de binário. A primeira motorização utilizada era de 1 cilindro a 4 tempos com 954 c.c., para uma

O primeiro modelo de automóvel de 4 rodas, “Benz Velo”.

O primeiro “Motorwagen”, de Karl Friedrich Benz.

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Antigamente era assim...

Por trás de um grande homem está uma grande mulher

E O motor e a restante mecânica do “Motorwagen”.

potência de 0.7 kW (0.9 cv) a 250 rpm. Com a evolução, os últimos modelos desta primeira série já disponibilizavam uma potência de 1.5 kW (2 cv), atingiam uma velocidade máxima de 16 km/h e beneficiavam de notáveis caraterísticas no chassis e na mecânica em geral. De 1894 a 1901, a Benz & Co. atingiu o seu primeiro recorde de vendas com o modelo “Velo”, tendo sido construídas cerca de 1.200 unidades . Tratavase de um veículo ligeiro, de baixo custo, com notáveis melhoramentos sobre a anterior série de 3 rodas no que respeita ao conforto, travagem, direção, estabilidade e segurança.

O fabrico do “Velo” é considerado, por muitos, como o início do que viria a ser a produção em série. Por curiosidade e por procurarmos mencionar notícias de interesse aos nossos leitores relacionadas com eventos únicos, informamos que, segundo a História, a 1ª carta de condução de que há memória foi passada em 1 de Agosto de 1888 em nome de Karl Friedrich Benz. Seguidamente e porque como o velho ditado reza que “por trás de um grande Homem… está uma grande Mulher”! —, passamos a falar da contribuição profissional que Bertha Benz deu ao seu marido.

m termos profissionais, a comparticipação que Bertha Benz, a linda mulher de Karl Benz deu ao marido foi fundamental para a realização do seu ideal. Procurando acompanhá-lo no seu trabalho, já percebia o suficiente para o ajudar a encontrar soluções para a série de contratempos que ocorreram nas múltiplas experiências necessárias à descoberta do que ainda não tinha sido comprovado por alguém. Em 1886, quando Benz inventou o automóvel, em Mannheim, Alemanha, ninguém manifestava qualquer interesse em comprálo, pelas dúvidas e incertezas

Bertha Benz (1849 - 1944)

que pairavam na cabeça das pessoas com posses para o adquirir. Por desconhecimento na prática, sem todas as garantias de um bom desempenho da máquina, os testes eram feitos em pequenos percursos, acompanhados por mecânicos assistentes, com paragens constantes ao mais pequeno sintoma ou ocorrência de falhas técnicas… …era preciso usar de ousadia, acreditando no projeto, arriscando passar por cima de eventuais problemas, resolvendo-os na altura ou avançando com eles, sem o que a sua comercialização nunca mais teria lugar. Bertha Benz pretendia demonstrar ao marido que o automóvel se poderia tornar num êxito financeiro, uma vez mostrada a sua utilização ao mundo inteiro. E, destemidamente, convencida a confiar na máquina, acreditando no invento, Bertha Benz lançou mãos à obra. Assim, ocultando a sua intenção ao marido, que a proibia, por segurança, de conduzir o veículo na sua ausência: no princípio de Agosto de 1888, juntamente com dois dos seus filhos, Eugen e Richard (de 14 e 15 anos), fez o percurso de Mannheim até Pforzheim num dos automóveis recentemente construídos, o Benz PatentMotorwagen Nr.3. A viagem, num trajeto de 104 km, distância nunca antes

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Gravura retirada de um livro da Michelin, da autoria do pintor Léandre, onde ao fundo se vê a imagem velada de um automóvel, cuja legenda diz: “no início do século, nas províncias recuadas, a chegada dos primeiros automóveis era vivida como um cataclismo suscitando o maior pavor à população”.

A farmácia que hoje representa um ponto de interesse turístico, por se tratar do primeiro posto de combustível do mundo.

percorrida por um automóvel, teve o seu início na madrugada do citado dia e a chegada ao anoitecer do mesmo dia. Como principais avarias: uma paragem por obstrução na alimentação do combustível, resolvida com a limpeza do respetivo tubo por meio de um gancho de cabelo de Bertha; e um fio desligado, reparado com o recurso a uma liga das meias da condutora. Em número de paragens, há que dar também igual enfoque ao abastecimento de combustível, não em relação a panes ou demoras, mas na medida em que em termos históricos o enchimento do depósito foi feito na farmácia que hoje representa um ponto de interesse turístico, por se tratar do primeiro posto de combustível do mundo. O carro utilizava a ligroína (espécie de óleo volátil extraído do éter de petróleo, só vendido nas farmácias). O referido posto de abastecimento ainda existe, situado em

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Stadtapotheke, Wiesloch, a alguns quilómetros a sul de Heidelberg. No dia seguinte, a viagem de volta decorreu sem incidentes, na medida em que Bertha optou por um trajeto menos montanhoso, dada a dificuldade que o Motorwagen acusava em subidas. E, em dois dias seguidos, o automóvel de Benz percorreu 194 km. Durante o trajeto, as pessoas assustavam-se e fugiam à passagem do automóvel (gravura acima), mas no fundo a viagem beneficiou de imensa publicidade, como Bertha tinha previsto. O relato da viagem propôs a Karl Benz uma série de conselhos úteis que foram aproveitados com base nas sugestões da sua mulher, nomeadamente no que respeita à introdução de uma mudança adicional para as subidas. Para comemorar o facto histórico, em 2008 as autoridades alemãs aprovaram oficialmente a Bertha Memorial

Route como roteiro turístico e histórico, pelos seus 194 km de cultura industrial alemã. O caminho original tomado por Bertha Benz conduz a uma das mais pitorescas regiões da Alemanha, a região dos vinhos de Baden. Este roteiro do património industrial alemão inclui algumas estradas romanas na planície setentrional do curso alto do Rio Reno, passa ao longo de uma serra muito arborizada (Odenwald) e segue através do vale do rio Pfinz na direção de Pforzheim, para o Norte da Floresta Negra (Schwarzwald). Para além de outros interessantes pontos turísticos, no percurso pode ver-se o Primeiro Posto de Abastecimento Automóvel atrás citado e visitar-se o Museu do Automóvel Dr. Karl Benz, ilustrado na foto à esquerda.


Antigamente era assim... Os tratores Mercedes-Benz

1915

1950

Daimler

Unimog

Stand de tratores agrícolas e veículos comerciais Daimler.

Começando por ser um veículo de 4RM multi funcional, com pneus iguais à frente e atrás, passou a enquadrar-se no setor agrícola uma vez equipado com o essencial.

E

1928

1972

Mercedes-Benz

MB Trac

Trator diesel, em versão de estrada.

A Daimler-Benz produziu o MB-trac, mais orientado para a agricultura de grande escala. O novo veículo, com tecnologia Unimog, funcionava como um autêntico trator agrícola.

m 1926 é criada a companhia DaimlerBenz, que dá um futuro comum ao património de invenções de Karl Benz e do seu contemporâneo Gottlieb Daimler. É a partir de então que os veículos produzidos pela empresa passam a usar a designação Mercedes-Benz.

Tanto Daimler como Benz fabricaram tratores no início dos anos 20. Tanto Daimler como Benz fabricaram tratores no início dos anos 20, tendo Benz sido pioneiro na montagem de motor diesel no seu modelo lançado em 1922. A partir de 1950, altura em que a Mercedes Benz comprou a Boeringer Unimog, a Companhia

passou a interessar-se pelo mercado da mecanização agrícola e florestal, na medida em que os veículos de multiaplicações Unimog já dispunham de tração às 4 rodas, de tomada de força e de 3 pontos de engate de alfaias. Em 1972, surgiram no mercado os primeiros tratores MB Trac. Os MB Trac começaram por equipar com

motores de 65 HP, tendo a sua gama depressa se estendido por muitos escalões de potência, com modelos que atingiram os 230 HP. Em 1980 o design dos MB Trac foi vendido à empresa Schluter e a sua produção durou até 1991. A produção total de tratores MB Trac atingiu as 41.000 unidades. (continua na próxima edição) ABOLSAMIA · setembro / outubro 2013

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Empresas Nasce a CNH Industrial CNH

Os acionistas da CNH Global, multinacional americana de máquinas agrícolas e equipamentos para construção, deram no final de julho a aprovação final para a fusão da empresa com a Fiat Industrial SpA, através dum acordo que vai criar o terceiro maior fabricante de bens de capital do mundo e o segundo maior de máquinas agrícolas, depois da também americana Deere & Co. Assim que o processo tiver sido finalizado, as empresas vão mudar o seu nome para CNH Industrial. A operação foi iniciada há mais de um ano para criar uma única empresa com uma estrutura mais simples, focada em motores, camiões, máquinas agrícolas e equipamentos para construção.

Nova marca TPPARTS® TPPARTS®

O Grupo Tractores de Portugal comunicou, em julho, a sua nova área de negócio e lança a marca TPPARTS®. Com a TPPARTS®, o Grupo pretende dinamizar um novo segmento de comercialização de peças relacionadas com o setor agrícola, e abranger áreas distintas como: peças de desgaste para alfaias agrícolas; material de desgaste associado a equipamentos de pulverização, sementeira e fertilização; transmissões; cavilhas, terceiros pontos; material elétrico (iluminação, lâmpadas, …); bancos e respetivos acessórios. O objetivo desta nova área de negocio é complementar a oferta atual, adicionando novos segmentos de produto ao negócio da comercialização de peças originais, mantendo o nível de qualidade definido pelos clientes. Estes novos produtos podem ser encontrados em diversos estabelecimentos especializados na comercialização de material agrícola (incluindo alguns concessionários das marcas distribuídas pelo Grupo Tractores de Portugal). Segundo o comunicado à imprensa, “a gama de produto TPPARTS® apresenta um muito competitivo posicionamento de preço no mercado, que irá permitir a satisfação plena das necessidades de um muito importante e vasto número de clientes do setor agrícola.” Como responsável do produto TPPARTS® foi nomeado Pedro Cardador. E-mail: pedro.cardador@tractoresdeportugal.com

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Claas cresce na China CLASS

O potencial de crescimento da Ásia levou a Claas a fazer uma aquisição maioritária da empresa chinesa Shandong Jinyee Machinery Manufacture Co. Ltd. Com fábricas nas províncias de Shandong e Daging, duas regiões predominantemente agrícolas no Nordeste e no Centro da China, produz ceifeiras debulhadoras principalmente para milho e trigo. Conforme anunciado pela Claas, em 16 de julho foi assinado um contrato neste sentido entre o acionista chinês e a Claas, que aguarda ainda aprovação das autoridades competentes. O porta voz da administração da Claas, Theo Freie, referiu a este proósito: “A China é o mercado maior e com mais rápido crescimento em engenharia agrícola na Ásia - um mercado no qual a Claas tem estado representada há muitos anos. Ao

adquirir a participação maioritária da Jinyee, estamos a criar capacidade de produção local de máquinas voltadas para o mercado chinês. Temos unidades de produção nos mercados da Europa Ocidental e Central, bem como nos EUA, na Rússia e na Índia. A aquisição de uma fábrica na China é mais um passo em direção à Ásia, uma etapa que se encaixa no nosso objetivo a longo prazo nessa área.” Nas fábricas de Jinyee fabricam-se ceifeiras e motocultivadores. Fundada em 1958, teve uma faturação que rondou 70 milhões de euros em 2012 e emprega cerca de 1.000 pessoas. Da esquerda para a direita: Hans-Jörg Mast, CLAAS, (Tesouraria e Finanças) Jinying Ma, Presidente Shandong Jinyee Maschinery Manufacture Co. Ltd.


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Empresas Site com nova versão móvel John Deere Parts A John Deere anunciou uma nova versão móvel do seu site de peças – jdparts.deere.com – desenhado para utilizar a tecnologia de smartphone para ajudar os clientes a gerir as suas operações de forma mais eficiente. O novo site user-friendly permite que os clientes acedam à informação relativa às peças essenciais dos equipamentos através dos seus dispositivos portáteis, a partir de praticamente qualquer local. “Os nossos clientes estão geralmente em deslocação, e não podem esperar para voltar aos seus escritórios para encomendar peças essenciais”, disse Shawn Riley, gerente de operações de comercialização de peças. “Pediram-nos uma versão móvel do site de peças para que pudessem fazer pedidos quando e onde precisavam, e nós respondemos”. Assim, como a versão desktop do site, a nova versão móvel permite que os clientes acedam rapidamente a informações sobre peças, preços, disponibilidade, e que encomendem peças online. Os clientes podem procurar por peças de catálogo, modelo, número de parte, ou palavras-chave para localizarem as peças e acessórios apropriados. Projetado para qualquer telefone móvel habilitado para web, ou tablet, a versão móvel é fácil de usar. Também possui um link local para encontrar o concessionário John Deere mais próximo. Para aceder a todos os recursos do site, os clientes terão de abrir contas através dos seus concessionários John Deere.

Portal web em 15 idiomas Trelleborg

A Trelleborg lançou um novo portal web em língua chinesa, onde os utilizadores podem aceder às informações da empresa, incluindo a sua presença global, os seus produtos mais recentes, inovações e soluções técnicas. Esta ferramenta segue-se à inauguração, em 2012, de uma nova fábrica em Xingtai, Hebei, (China) de pneus especiais de elevado desempenho, sendo a Trelleborg a primeira empresa global a estabelecer uma presença na China para a produção de pneus agrícolas. Paolo Pompei, presidente da Unidade de Negócios de Pneus Agrícolas e Florestais, da Trelleborg

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Wheel Systems, referiu na ocasião: “A China é hoje um dos principais mercados da Trelleborg. O seu grande desenvolvimento projetado para os próximos anos reforça a nossa estratégia de estabelecer uma plataforma sólida neste país.” Através desta nova plataforma de comunicação, a Trelleborg pretende

mostrar aos profissionais agrícolas os benefícios da tecnologia Trelleborg radial. Para partilhar as suas iniciativas e resultados de testes, a Trelleborg tomou um rumo claro para a comunicação online. “O site Trelleborg Wheel Systems está agora disponível em 15 línguas. Um site local para cada mercado é definitivamente uma ferramenta chave para reforçar a competitividade e notoriedade da marca em cada país, juntamente com uma presença ativa nos principais canais de comunicação social”, conclui Pompei. www.trelleborg.com


O pequeno gigante tem agora uma cabina grande.

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Empresas Novo portal web mais completo Grupo SDF A Same deutz-Fahr inaugurou um novo portal web dedicado aos temas corporativos. Assim, o Grupo consolida num único site os aspetos fundamentais relativos à empresa. O novo portal apresenta os principais aspetos da empresa, os seus valores e atividades produtivas mais importantes em termos de tecnologia e marcas comerciais. Desenvolve-se em quatro áreas principais: perfil da empresa, história da empresa, presença internacional; I+D e Serviços. A partir desta página corporativa poderá aceder-se aos sites das marcas e correspondentes redes de venda. www.samedeutz-fahr.com

2º trimestre com bons resultados AGCO

Num comunicado de imprensa divulgado no final de julho, a AGCO comunicou uma receita líquida de aproximadamente US $ 3,0 mil milhões durante o segundo trimestre de 2013, o que representou um aumento de aproximadamente 13,3% em relação às vendas líquidas do segundo trimestre de 2012. As receitas líquidas para os primeiros seis meses de 2013 foram de aproximadamente US $ 5,5 mil milhões, um aumento de aproximadamente 9,8% em relação ao mesmo período em 2012. Neste período, o crescimento das vendas foi comum a todas as regiões, com maiores crescimentos na América do Sul e na Ásia/ Pacífico. Resultados de vendas por regiões: América do Sul +28%; Ásia/Pacífico (“APAC”) +18%; Europa/África/ Médio Oriente (“EAME”) +12%; América do Norte +8%. “O forte desempenho da AGCO no segundo trimestre produziu lucros record e margens operacionais superiores a 10%”, afirmou Martin Richenhagen, Chairman, Presidente e CEO. “Uma procura elevada do mercado na América do Norte e do Sul gerou um crescimento nas vendas e na produção. Baixos níveis de inflação nos custos do material, juntamente com as nossas iniciativas de melhoria da margem também contribuíram para os nossos melhores resultados”, disse Richenhagen. “Os níveis elevados de rentabilidade na

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agricultura continuaram a impulsionar a procura global de equipamentos agrícolas neste trimestre”, declarou Richenhagen. “As vendas norte-americanas do setor continuam fortes, e as previsões de colheitas são animadoras relativamente ao ano passado. Os preços das colheitas diminuíram, mas permanecem em níveis atraentes. Na Europa Ocidental, a procura do mercado é variável. Os impactos remanescentes de uma má colheita de 2012 e uma Primavera fria e húmida estão a afetar negativamente as vendas do setor no Reino Unido, Finlândia e sul da Europa. Fortes níveis de procura continuam nos maiores mercados europeus da Alemanha e da França. As vendas estão fortes no Brasil, onde a melhoria da produção agrícola, o reforço dos programas de financiamento do governo e os preços favoráveis dos cereais estão a impulsionar investimentos em equipamentos agrícolas. O crescimento da população e a transição para dietas mais ricas em proteínas deverão fazer aumentar o consumo de alimentos e a procura de cereais, fornecendo um suporte a longo prazo para o rendimento agrícola na nossa indústria”. A Agco prevê que a procura global da indústria deverá ser relativamente incipiente em 2013 em comparação com 2012. Prevê crescimento na América do Sul e América do Norte, e modestas quebras para a Europa Ocidental. As vendas líquidas da Agco deverão variar de 10,8 mil milhões de dólares para US $ 11,0

mil milhões. O aumento da margem bruta deverá ser parcialmente compensado pelo aumento das despesas em desenvolvimento de mercado, e em engenharia para atender aos requisitos de emissões Tier 4 final. “Seguindo o forte desempenho no segundo trimestre, a Agco está no caminho certo para mais um ano de lucros record. A nossa perspetiva para os meses restantes deste ano permanece sólida”, disse Richenhagen. “As nossas prioridades em 2013 estão focadas em cumprir objetivos de melhoria de margens e em continuar a desenvolver investimentos estratégicos para melhorar os nossos resultados a longo prazo. Esses investimentos incluem a construção de uma unidade de produção na China, bem como investimentos significativos no desenvolvimento de novos produtos e na expansão de mercado”.

Vendas Retalho 1º Tratores semestre Comparação 2013 com 1º semestre 2012

Ceifeiras debulhadoras

América Norte

11%

41%

América Sul

26%

58%

Europa Ocidental

(4%)

(11%)

Comparação com 1º semestre 2012


Empresas Mahindra Tratores regista crescimento de 15% Mahindra A Mahindra & Mahindra Ltd. Sector Farm Equipment (FES), uma empresa do Grupo Mahindra responsável por uma faturação de USD 16,2 mil milhões, anunciou os seus números de vendas de tratores relativos a julho de 2013. As vendas situaram-se em 17.771 unidades no mercado interno, contra 15.495 unidades em julho de 2012, o que representou um crescimento de 15%. As vendas totais da empresa também cresceram 12% situando-se em 18.469 unidades em julho de 2013. As exportações nesse mês situaram-se em 698 unidades. No ano fiscal 2012-13, as vendas de tratores no mercado interno superaram as 221 mil

unidades, e no mercado global (mercado interno mais exportações) alcançaram 235,452 unidades. O Grupo Mahindra tem sede em Mumbai, Índia, e emprega mais de 155 mil pessoas em mais de 100 países. Está presente nas principais indústrias, desfrutando de uma posição de liderança em tratores, veículos utilitários, pós-venda, tecnologia da informação, entre outras. Tem uma forte presença no agricultura, aeronáutica, peças, serviços de consultoria, defesa, energia, serviços financeiros, equipamentos industriais, logística, imobiliário, aço, e veículos comerciais.

Objetivo cumprido: 250.000 tratores New Holland Fiat Índia A New Holland Fiat Índia, uma das principais empresas de máquinas agrícolas na Índia, celebrou em junho a produção do 250.000º trator saído da linha de montagem do seu estabelecimento de Greater Noida. Esta importante meta foi alcançada três anos apenas após a produção do 150.000º trator da New Holland. A NHFI tem vindo a ampliar a sua gama de oferta e atualmente fabrica já as gamas tecnologicamente mais desenvolvidas na classe de potência de 32 a 75 cv. A empresa produz também a série 8000 de motores de 3 e 4 cilindros Tier 3,

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caixas de velocidades, eixos e outros componentes. É a primeira empresa na Índia a oferecer soluções completas, desde a sementeira à colheita, com uma ampla gama de alfaias e máquinas. A sua oferta de produtos inclui máquinas para a colheita da cana de açúcar, soluções para a biomassa, enfardadeiras e gadanheiras. A NHFI tem em curso um plano para aumentar a capacidade de produção do estabelecimento de Greater Noida, que atualmente produz 40.000 tratores por ano. Cerca de 25% da produção é exportada para cerca de 50 países, sobretudo em África, Médio Oriente, América do Norte e Austrália.


Volta ao mundo em 60 dias EUA

Agricultura californiana tem falta de mão de obra

Itália

Medidas para revitalizar a agricultura O governo italiano aprovou um decreto lei com medidas para revitalizar o setor agrícola, com o objetivo de recuperar a competitividade e desburocratizar. O imposto sobre o gasóleo para aquecimento das estufas, que atualmente tem a mesma taxa aplicada a todos os produtos petrolíferos destinados ao uso na agricultura é reduzido para 25 euros por 1000 litros, desde que os candidatos produzam apenas em estufas. A medida teve início em 1 de agosto de 2013 e durará até ao final de 2015 para combater a perda de competitividade no setor de horticultura e hortícolas. Além disto, com a aprovação deste decreto lei o Departamento de Transportes Terrestres perde a jurisdição exclusiva no que concerne à homologação de máquinas agrícolas. Assim, passam a ser reconhecidas as homologações de organizações estrangeiras delegadas pelas autoridades competentes dos respetivos países europeus, de acordo com a legislação comunitária.

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O setor agrícola da Califórnia está em perigo por falta de trabalhadores e espera a aprovação da lei da reforma migratória que está atualmente em estudo no Congresso norte americano. Uma investigação recente da Universidade da Califórnia revela que a falta de trabalhadores no campo pode tornar-se crónica na região. Os autores deste estudo, Diane Charlton e J. Edward Taylor, referem que os dados económicos mostram uma tendência decrescente no número de camponeses do México rural, a principal força de trabalho para a agricultura norte americana, e ao mesmo tempo um aumento das explorações agrícolas no país vizinho, depois de uma década em declínio”. Acrescentam ainda que “produtores mexicanos e americanos estão competindo por um número cada vez menor de trabalhadores”. O que explica que “20% da produção agrícola da Califórnia se tenha mudado para o México”, refere o presidente da Western Growers, Tom Nassif. As razões para a deslocação da produção para cinco quilómetros ao sul da fronteira não só tem a ver com a escassez de mão-de-obra, mas também com motivações económicas. Os produtores californianos concordam que “ao sul da fronteira não têm de pagar segurança social aos trabalhadores nem deixá-los participar dos benefícios, mas os produtos passam livremente de um lado para outro no âmbito do Acordo de Livre Comércio”. Para os autores da pesquisa da Universidade da Califórnia a chave para resolver o problema da escassez de trabalhadores na agricultura reside, mais que na política de imigração, em gerir bem os recursos e alterar o tipo de culturas e as tecnologias utilizadas”. Atualmente cerca de 2 milhões de pessoas trabalham nos campos dos Estados Unidos, e calcula-se que aproximadamente 1,5 milhões são indocumentados. A Califórnia é o primeiro Estado dos EUA em termos de produção agrícola.

UE

Produção de cereais superior à do ano passado Este ano, a produção total de cereais na UE-27 deverá ultrapassar os níveis de 2012 e a média dos últimos cinco anos. A previsão publicada pela Comissão Europeia fornece estimativas de rendimento para as principais culturas em toda a União Europeia e identifica as áreas mais afetadas por condições de stress. A previsão para os cereais (trigo, cevada, milho e outros cereais) é de 5,2 toneladas por hectare em toda a UE, mais de 5% acima da última campanha e acima da média dos últimos cinco anos. A área total utilizada na União Europeia para cereais em 2013 é ligeiramente superior (1,3%) em comparação com 2012. Por culturas, as previsões de rendimento individuais na UE-27, em comparação com o ano passado, são as seguintes:
 - Cereais: trigo mole: 5,5 t/ha (2,1%); trigo duro: 3,3 t/ha (6,4%); cevada: 4,7 t/ha (6,3%); milho em grão: 7,1 t/ha (16,3%). - Oleaginosas e tubérculos: colza: 3,0 t/ha (-4,1%); girassol: 1,9 t/ha (14,0%); batata: 30,1 t/ha (1%); beterraba: 65,65 t/ha (+0,2%).


Volta ao mundo em 60 dias MOÇAMBIQUE

Contra a privatização da terra Trinta organizações não-governamentais moçambicanas anunciaram o lançamento, para breve, de uma campanha nacional “contra a privatização da terra, usurpação e saque de todos os recursos naturais” em Moçambique, que inclui “técnicas de resistência à invasão dos territórios”. A decisão foi tomada após uma reflexão de três dias promovida pelos participantes da oficina da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS). “Na conclusão da UPMS verificou-se que o assunto da terra preocupa todos os setores da sociedade, exigindo o reforço de ações conjuntas para defender a lei de terras e rejeitar toda e qualquer tentativa de privatização da terra”, afirma o comunicado. A organização aponta a extração mineira em Tete, a exploração florestal no norte do país, os programas do agronegócio como o Wambao e o controverso Prosavana - um programa milionário a ser implementado no norte de Moçambique - como algumas das circunstâncias “reveladoras de situações de neocolonialismo que devem ser combatidas”. Exemplificando, a União Nacional de Camponeses de Moçambique estima que “só o Prosavana vai usurpar terras, expulsar camponeses e contaminar os solos de cerca de 14 milhões de hectares de terra, ao longo do chamado corredor de Nacala”.

Itália

Lei sobre o consumo da terra

UE

Fipronil proibido Bruxelas proibiu o uso de Fipronil, um inseticida que se acredita pôr em risco as abelhas, a partir de fevereiro do próximo ano, tendo o Comité Permanente da Cadeia Alimentar e Saúde Animal dado o seu aval à proposta da Comissão Europeia. A proibição vem na sequência de um parecer científico da Autoridade Europeia da Segurança Alimentar que indica que as sementes tratadas com pesticidas contendo Fipronil representam um sério risco para a população das abelhas europeias. Este inseticida vem juntar-se a outros que desde maio já constavam na lista dos proibidos: clotianidina, imidaclopride e tiametoxame. O Fipronil pode ser usado em estufas e ainda nas sementes alho francês, chalotas, cebolas e hortaliças brássicas (como couves de Bruxelas, couve flor e brócolos), que são colhidas antes de florir.

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O Conselho de Ministros italiano deu luz verde para o projeto de lei sobre a contenção do consumo de terra e a reutilização de solos construídos. “Temos planeado - disse a ministra da Agricultura, Nunzia De Girolamo - um mecanismo para definir a extensão máxima de superfície consumível, através dum forte envolvimento das autoridades regionais e locais, numa batalha que é de todos por um bem fundamental como a terra.” Acrescentou a ministra, “com esta lei, introduzimos um princípio fundamental na gestão do território, que é a prioridade da reutilização e da regeneração, o que permitirá a recuperação de áreas degradadas já construídas. De acordo com esta nova lei o conceito de “terras agrícolas” passa a considerar que todo o país tem fins agrícolas, independentemente do seu uso, e o conceito de

“consumo do solo” significa a redução da área agrícola em resultado de intervenções de impermeabilização, urbanização e edificação que não estejam relacionadas com a atividade agrícola. Falta definir, pelo Ministério da Agricultura, depois de consultadas as autoridades regionais, a extensão máxima de solo agrícola consumível para cada região de Itália. Esta Lei prevê várias medidas das quais destacamos o impedimento da conversão de terras agrícolas que receberam ajudas do estado ou europeias para outras atividades não agrícolas durante 5 anos. É incentivada a recuperação da habitação rural para facilitar a manutenção, renovação e restauração de edifícios existentes, ao invés da construção de novos projetos urbanos.


Volta ao mundo em 60 dias TIMOR

UE

Novo biodiesel

Pequenos agricultores beneficiados

Samuel Freitas, primeiro timorense a concluir o doutoramento em Portugal, na Universidade de Aveiro, desenvolveu um biodiesel a partir de sementes de pinhão-manso e nogueira de Iguapé, árvores nativas de Timor-Leste. O biodiesel, fabricado a partir de óleos vegetais extraídos de sementes do pinhão-manso e da nogueira de Iguapé, poderá ser usado não só pelo parque automóvel como também para a produção de eletricidade”, explica Samuel Freitas. O recém-doutorado timorense revela que desenvolveu a investigação precisamente a pensar numa forma barata, eficaz e limpa de obter combustível que possa ajudar a produzir energia elétrica. “Fui incentivado a desenvolver este tema pois parte da ilha ainda não tem eletricidade”, diz Samuel Freitas, adiantando que a metodologia que utilizou “pode perfeitamente ser usada

Os pequenos agricultores vão passar a receber mais dinheiro da Política Agrícola Comum (PAC), cujo orçamento ascende a 50 mil milhões de euros para os próximos sete anos. No final da reunião que obteve o acordo entre negociadores da Comissão, Conselho e Parlamento Europeus, o comissário europeu para a Agricultura, Dacian Cioloș, disse que “30% dos pagamentos diretos, que representam a maior fatia da PAC, vão ser reorientados para as práticas agrícolas mais ecológicas e que se encaixam nas metas de produção sustentável”. Até agora, 80% dos subsídios eram entregues a 20% dos agricultores que possuem grandes explorações. Os perdedores serão, assim, países como a França, Alemanha, Itália e Espanha; mas para Portugal é uma boa notícia. O acordo tem ainda de ser votado no Parlamento Europeu e aprovado pelos governos dos 27.

em Timor numa escala industrial”. O investigador timorense esclarece que as matérias-primas não faltam em TimorLeste para obter o biodiesel, já que o pinhão-manso e a nogueira de Iguapé são árvores que crescem espontaneamente por todo o arquipélago timorense. Outra das vantagens que aponta é que, ao contrário de outras culturas usadas para a produção de biodiesel, as sementes em causa, das quais se extrai o óleo que transforma em combustível, “nem sequer são utilizadas para fins alimentares”.

EUA

Agricultura inteligente Pela primeira vez, executivos de Silicon Valley, berço das principais empresas globais de tecnologia, encontraram-se com responsáveis de empresas agrícolas, universidades e investidores para desenvolver inovações móveis e sensores que ajudem na criação de explorações agrícolas inteligentes. Segundo o Financial Times, os projetos irão ser desenvolvidos pelo Steinbeck Innovation Cluster, situado em Salinas Valley – onde decorre parte do cenário do livro As Vinhas da Ira, do autor norteamericano John Steinbeck, que dá o nome ao instituto. Salinas Valley, na Califórnia, movimenta anualmente cerca de €6,1 mil milhões em investimentos em agricultura, produzindo frutos

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e vegetais durante nove meses por ano, sendo a maior região produtora de morangos, alface e brócolos dos Estados Unidos. De acordo com o Financial Times, estão já a ser testados sensores para o solo que ajudam a monitorizar os níveis de humidade através do iPad. Outros dispositivos monitorizam culturas de vegetais desde o momento em que estes são colhidos até que chegam às prateleiras do supermercado, avaliando possíveis contaminações. O projeto contará com um investimento inicial de €19,1 milhões, sendo que Silicon Valley entrará com 80% do valor. Os restantes 20% serão investidos por empresas como a Taylor Farms ou a Driscoll’s.


Volta ao mundo em 60 dias Inspeções Obrigatórias nos tratores agrícolas UE Em 2012, a Comissão Europeia apresentou uma proposta que visa reforçar as inspeções periódicas dos veículos a motor no espaço da UE. De acordo com estudos técnicos, as falhas técnicas dos veículos são a principal causa de acidentes no espaço da UE. A finalidade da proposta é estabelecer normas harmonizadas atualizadas para a inspeção técnica periódica dos veículos a motor e seus reboques, a fim de reforçar a segurança rodoviária e a proteção do ambiente. Pretende a Comissão, com esta proposta, contribuir para o objetivo de reduzir para metade, até 2020, o número de vítimas mortais em acidentes de viação, preconizado nas orientações para a política de segurança rodoviária de 2011 a 2020. A proposta contribuirá também para a redução das emissões associadas à manutenção deficiente dos veículos rodoviários. De acordo com a proposta todos os tratores com velocidade superior a 40 km/h passariam a estar obrigados a

realizar Inspeções Periódicas Obrigatórias na UE. Os reboques com mais de 750 kg de peso também passariam a estar obrigados às mesmas inspeções. O plenário do Parlamento Europeu (PE) pronunciou-se em julho passado sobre esta norma que regula as inspeções técnicas de veículos. Os eurodeputados são da opinião de que os reboques que pesam menos de duas toneladas deveriam estar isentos destas inspeções. Também estão a favor de que apenas os tratores usados que se desloquem em estradas públicas sejam submetidos a estas inspeções periódicas. Estas categorias de veículos estão, na atualidade, excluídas do sistema comum, pelo que as suas inspeções são da competência dos Estados Membros. Em Portugal, estas máquinas não estão obrigadas a inspeções periódicas. Já em Espanha os tratores têm que passar pela inspeção periódica a partir dos 8 anos, que são bianuais entre os 8 e 16 anos e anuais quando superam os 16 anos.

As emendas aprovadas pelo Parlamento à proposta da Comissão forneceram a base para as negociações com o Conselho, com o objetivo de chegar a um texto definitivo. Em 2007 a BAGMA (Associação Britânica de Máquinas Agrícolas e de Jardinagem) levou a cabo um grande levantamento sobre o estado mecânico dos tratores. Técnicos da BAGMA analisaram 420 tratores de variadas idades e 105 implementos (reboques, enfardadeiras, gadanheiras,

etc.) e concluíram que mais de 65% dos tratores tinham falhas que os tornavam inseguros para andarem em estrada. De acordo com este estudo, dos 250.000 tratores registados no Reino Unido, cerca de 170.000 não passariam a inspeção obrigatória e não poderiam circular nas estradas da UE. A lista das falhas é longa e inclui problemas detetados em pneus, travões, travão de mão, direção, buzinas, luzes, gancho de engate, resguardos da tdf, assento, entre outros.

Projetos agrícolas em Angola Argentina A Argentina vai abrir uma linha de crédito de 75 milhões de euros para financiar projetos agrícolas em Angola. De acordo com o relato feito pela agência Bloomberg, a agricultura, a microgenética, a criação de um laboratório de vacinação de gado, bem como a área alimentar e a formação foram alguns dos setores que ambos os países identificaram como importantes. As áreas onde a cooperação poderá ser mais intensa passam também pela saúde, ensino superior e transferência de tecnologia, entre outras, sendo que para a implementação de projetos agrícolas.

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Volta ao mundo em 60 dias

MUNDO

Recorde histórico para cereais Segundo o relatório trimestral “Perspetivas de colheitas e situação alimentar” publicado em julho pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), as previsões apontam para que a produção mundial total de cereais aumente cerca de 7% em 2013 face ao ano passado, ajudando a repor os stocks mundiais e aumentando as esperanças de mercados alimentares mais estáveis em 2013/14. Este aumento poderá elevar a produção mundial de cereais até 2.479 milhões de toneladas, alcançando um novo recorde. De acordo com este relatório, a produção mundial de trigo em 2013 deverá rondar as 704 milhões de toneladas com um aumento de 6,8% face a 2012. A produção mundial de cereais secundários situar-se-á nas 1.275 milhões de toneladas

(+9,7%). No que concerne ao arroz, a previsão aponta para 500 milhões de toneladas (+1,9%). Relativamente à segurança alimentar, a FAO identifica vários pontos críticos no globo: - a Síria, onde a produção de trigo em 2013 caiu de forma significativa devido ao conflito, que afetou também severamente o setor pecuário; - o Egito, devido aos distúrbios sociais e a descida das reservas cambiais; - a África central, por prevalecerem graves condições devido à escalada do conflito que afeta cerca de 8,4 milhões de pessoas na República Centro Africana e na República Democrática do Congo; - na África ocidental, a situação alimentar é em geral favorável na maioria da região do Sahel depois de uma colheita de cereais em 2012 superior à média, no entanto um grande número de pessoas continuam a ser afetadas pelos conflitos e pelos efeitos persistentes da crise alimentar de 2011/12. - a África oriental, onde ainda persiste preocupação pelos conflitos na Somália, Sudão e Sudão do Sul, que afetam, no conjunto, 6,5 milhões de pessoas. - Na República Popular Democrática da Coreia persiste a insegurança alimentar crónica, calculando-se em 2,8 milhões o número de pessoas vulneráveis e que precisam de ajuda alimentar até à próxima colheita de outubro. - No total, há 34 países que necessitam de ajuda alimentar externa, dos quais 27 se encontram em África.

Rússia

Fim a cartel dos fertilizantes O preço dos fertilizantes pode baixar até 25%, depois do desmantelamento de um cartel na Rússia e Bielorrússia. Os russos da Uralkali decidiram quebrar a “joint venture” que tinham com a empresa bielorrussa Beloruskali. Juntas, as duas empresas formavam o maior cartel mundial de produção de potassa. Segundo os peritos, o preço desta matéria-prima pode descer, nos próximos meses, dos 400 para os 300 dólares por tonelada, devido ao aumento da concorrência. O desmembramento do cartel faz da norte-americana Canpotex a maior produtora mundial de potassa. A decisão dos russos fez cair as ações de todas as principais empresas deste setor, no mundo inteiro. Um analista russo comparou a notícia ao que seria o efeito no preço do petróleo se a Arábia Saudita decidisse abandonar a OPEP.

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África

Comércio regional é escasso Os 54 países de África têm a maior área cultivável do mundo, mas as trocas comerciais entre eles na agricultura representaram apenas 15% do total entre 2007 e 2011, segundo o relatório Desenvolvimento Económico em África – 2013. Assim, conclui o relatório nesta matéria, “dada a disponibilidade da terra arável em África e a necessidade de importar alimentos, devia haver espaço para alargar o leque de produtos agrícolas produzidos e comercializados entre africanos através de políticas agroindustriais apropriadas”. Dando como exemplo a África do Sul e o Gana, que têm uma balança comercial positiva nas trocas comerciais agrícolas com o resto do mundo, mas não têm a agricultura como uma das cinco maiores áreas de exportação para África. O relatório apresentado pela UNCTAD afirma que isto significa que “existe espaço para responder melhor às necessidades africanas de alimentos dentro da região, através de uma melhoria na produção agrícola nestes países”. O relatório afirma que o dinamismo do setor privado é essencial para o crescimento económico em África, principalmente o comércio entre países deste continente.


Barómetro

Registo de maquinaria nova de janeiro a junho, no mundo Alemanha

No segundo maior mercado europeu de tratores, foram registados 17.553 tratores no primeiro semestre deste ano, o que, quando comparado com o mesmo período de 2012, representa um decréscimo de 3,0%. Recorde-se que no ano passado foram vendidos 36.264 unidades, o valor mais alto desde 1983. A VDMA (Federação de Engenharia da Alemanha) estima que o registo de tratores novos atingirá as 35.000 unidades no final deste ano. O segmento acima dos 50 cv deverá ter a fatia de leão com cerca de 29.000 unidades. Espanha

Relativamente ao acumulado no primeiro semestre, foram comercializados 3.962 tratores contra 4.462 de igual período de 2012, o que se traduz numa baixa de 11,21%. Nas restantes máquinas automotrizes de janeiro a junho foram vendidas 758 unidades contra 774 em igual período de 2012, o que representa -2,07%. Nos reboques assiste-se a uma estagnação, uma vez que na primeira metade de 2013 foram comercializados 2.490, menos 17 unidades que na primeira metade de 2012. Segundo a ANSEMAT (Associação Nacional de Maquinaria agropecuária, florestal e espaços verdes), as perspetivas atuais

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mostram a dificuldade em definir o comportamento do mercado durante este ano, marcado pela crise de confiança em geral e pela dificuldade para aceder a financiamento, sem esquecer o comportamento e estabilidade das produções agrícolas. França

De janeiro a junho deste ano foram matriculados 17.094 tratores em comparação com 15.360 do ano passado, o que se traduz num crescimento de 11,29%. A AXEMA prevê um crescimento de 10% relativamente ao ano recorde de 2008, o que significa que o mercado francês de máquinas agrícolas novas poderá alcançar este ano 5,6 mil milhões de euros. Itália O mercado italiano de máquinas agrícolas mantém a tendência negativa no primeiro semestre de 2013. Segundo a FederUnacoma (Federação Nacional de Construtores de Máquinas Agrícolas), no período janeiro a junho houve uma quebra de 3% para os tratores (10.267 em 2013 comparativamente com 10.589 registados em 2012), bem como para os reboques com uma diminuição de 7,6% (4.756 em 2013 contra 5.147 no primeiro semestre de 2012). Em contraste com as ceifeiras debulhadoras, que apresentaram um crescimento de 24,2% (231 nos

primeiros 6 meses de 2013 contra 186 em igual período de 2012). Nos últimos cinco anos (entre 2008 e 2012) o mercado italiano de tratores contraiu 29%, o das ceifeiras debulhadoras 38,3% e o dos reboques 18,6%. Reino Unido Os registos de tratores caiu quase 20% nos seis primeiros meses de 2013 comparativamente com o mesmo período do ano passado, de acordo com a AEA (Associação dos Engenheiros Agrícolas). Esta quebra baixou para 6.677 o número de matriculações no Reino Unido de tratores agrícolas acima dos 50 cv. O primeiro semestre do ano passado foi excecionalmente forte, graças a um cenário agrícola favorável, além de subsídios de investimento. África do Sul

Segundo a SAAMA (Associação Sul Africana de Máquinas Agrícolas), de janeiro a junho deste ano venderam-se 3.867 de tratores, o que representa uma baixa de 4,6% comparativamente com igual período de 2012. Nas ceifeiras debulhadoras, de janeiro até junho de 2013 foram comercializadas 246, mais 28 unidades que no primeiro semestre de 2012, o que se traduz num crescimento de 12,8%. Muitos agricultores anteciparam a compra da sua

ceifeira debulhadora por causa da desvalorização do Rand que está a provocar uma subida generalizada dos preços das máquinas agrícolas. A SAAMA prevê que as vendas de tratores em 2013 deverão situar-se entre as 7.000 e as 7.500 unidades, cerca de 5 a 10% menos que em 2012. Brasil

De acordo com os dados da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) as vendas de máquinas agrícolas não param de subir, impulsionadas pelo Programa Governamental de apoio à compra de máquinas agrícolas. No primeiro semestre deste ano, foram matriculados 32.545 tratores contra 25.567 do primeiro semestre de 2012, o que representa um crescimento de 27,3%. Nas ceifeiras debulhadoras, no primeiro semestre foram transacionadas 3.929 ceifeiras contra 2.328 em igual período de 2012, o que representa um crescimento de 69%. Canadá

Os agricultores canadianos continuam a investir, segundo os dados da AEM (Associação dos Fabricantes de Equipamentos). Após 2 anos muito bons com vendas acima da média, 2013 aparentemente vai no mesmo caminho. Desde janeiro até junho foram


Estatísticas matriculados 13.231 tratores contra 12.217 vendidos em igual período de 2012. No mesmo período, venderamse mais 1007 ceifeiras debulhadoras, o que representa um aumento de 21,5% em comparação com as 829 unidades vendidas na primeira metade de 2012. EUA

Pelo sexto mês consecutivo, as vendas de tratores e ceifeiras debulhadoras estão acima dos valores dos últimos três anos. Segundo a AEM (Associação dos Fabricantes de Equipamentos), na primeira metade deste ano já se matricularam 104.332 tratores, contra 93.377 em igual período de 2012, representando um crescimento de 11,7%. No que respeita a ceifeiras debulhadoras, na primeira metade do ano foram matriculadas 4.590 unidades contra 3.128 no primeiro

semestre de 2012, o que significa um crescimento de 46,7%. Apesar deste boom, os agentes do setor esperam para a segunda metade deste ano um mercado mais “magro” mas mesmo assim acima da média dos últimos três anos. Rússia De acordo com a associação russa de fabricantes de máquinas agrícolas, Rosagromash, as importações de tratores e ceifeiras debulhadoras na Rússia continuam a baixar. Desde o início do ano até ao final de maio, foram importados 17.504 tratores contra 20.235 unidades em igual período de 2012, o que significa uma redução de 13,5%. Já nas ceifeiras debulhadoras a quebra nas importações foi de 42,1%. Até maio de 2013 foram importadas 1.708 unidades contra 2.950 do ano passado.

Os tratores mais vendidos em Espanha no mês de junho Ao contrário do que se passa em Portugal, em Espanha as matriculas de tratores agrícolas são publicadas, mensalmente, por marca e por modelo. Assim, duma forma completamente transparente, todos os players sabem como progride o mercado. No mês de junho, o tratores mais vendidos em Espanha

foram os modelos 6150M e 6230 da John Deere, que totalizaram 253 unidades (31,5% do total de junho). Seguiu-se a New Holland com o TD4040F e o T5070, e 148 unidades (18,4%). Em terceiro lugar ficou a Case IH com o JXU105A e 68 unidades vendidas (22,1%).

Portugal Mercado de tratores subiu 20% Matrículas de tratores agrícolas novos janeiro a julho

2885 2411

971

1113

1085

1296

355

Compactos

Convencionais

476

Especiais

2012 2013

No mês de julho de 2013 foram matriculados 373 tratores agrícolas novos, o que significa um acréscimo de 29,5%, face ao mesmo mês do ano anterior. Por tipo de tratores, foram matriculados 187 tratores convencionais, 122 tratores compactos e 64 tratores especiais (fruteiros e vinhateiros) o que significa variações homólogas positivas de 40,6%, de 15,1% e de 30,6%, respectivamente. Em termos de valores acumulados nos primeiros sete meses de 2013, foram matriculados um total de

Total

Origem: IMTT Fonte: ACAP

2.885 tratores novos o que representa um acréscimo do mercado de 19,7%, relativamente ao mesmo período do ano anterior. Nestes valores acumulados, registou-se um crescimento generalizado do mercado. Quanto à distribuição do mercado de tratores novos por classes de potência, os escalões que vão dos 30 aos 73kw representaram 63,4% do total das matrículas, os escalões até aos 29kw representaram cerca de 22,1% e os escalões com mais de 73kw representaram 14,5%.

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Produto Empilhadores de rasto contínuo HINOWA

Hinowa, o fabricante italiano de Nogara (Verona), especializado em plataformas elevatórias, lançou no mercado uma gama singular de empilhadores porta-paletes, caracterizados por serem movidos por rasto contínuo. A novidade proporciona a possibilidade de podermos dispor da máquina em qualquer tipo e condição de piso, como também permite trabalhar em subidas e descidas, o que não está ao alcance da maioria dos modelos clássicos de 2 rodas motrizes. E, em relação à categoria todo-o-terreno, em termos de patinagem o sistema de locomoção por lagartas supera o das 4 rodas motrizes. O leque de oferta comporta 5 modelos com capacidade de cargas para caixas e paletes de 900 a 2.000 kg e o rasto contínuo equipa com um sistema de alargamento de via para efeitos de segurança em zonas declivosas e em terrenos irregulares. Os novos monta-cargas foram concebidos para a agricultura, espaços verdes, floresta, construção civil, entre outros.

Novos Profi CVT são apresentados ao público Steyr

MF beneficia do sistema ‘Fuse Technologies’ ‘Fuse Techologies’ Graças à abordagem ‘Fuse Technologies’ desenvolvida pelo grupo AGCO, a MF vai beneficiar de uma ferramenta tecnológica que facilita a comunicação e a compatibilidade não só entre os equipamentos da sua gama mas também com os de outros construtores. Este sistema é garantido pela divisão ‘Soluções Tecnológicas Avançadas’ (ATS) do Grupo AGCO e para além de pretender ultrapassar os obstáculos de compatibilidade entre equipamentos, vai facilitar

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a todo o universo MF – clientes, concessionários, staff, agrónomos etc. – um controlo mais minucioso do funcionamento das máquinas, bem como a partilha de informação relevante, por exemplo ao nível da monitorização da produtividade, e mapeamento de parcelas. Ainda no âmbito deste sistema integrado de informação, irá entrar em funcionamento um serviço de apoio ao cliente dedicado aos clientes MF, possibilitando que recorram a aconselhamento técnico durante 21 horas/7 dia por semana.

A marca austríaca acaba de dotar a série Profi de uma transmissão de variação contínua (CVT) de 2 gamas, tecnologia de dupla embraiagem, e controlo ativo de paragem, que bloqueia o trator em encostas sempre que este é imobilizado. Os 3 modelos, de 110, 120 e 130 cv, equipam com motor FPT de 4,5 litros que cumprem os standards da Fase IIIB/Tier 4i. Um sistema EPM garante 22 cv adicionais. Em modo económico os Profi CVT podem circular a 50 km/h a um regime de 1750 rpm. Ainda para reduzir o consumo, 30 seg. após o operador ter saído da cabina, o motor desce das 850 para as 650 rpm, a menos que o sistema hidráulico esteja em funcionamento. O multicontroller concentra agora mais funcionalidades (inversor incluído) e é iluminado para melhorar o trabalho noturno. O travão elétrico de estacionamento é acionado a partir da coluna de direção, sendo automaticamente ativado quando se desliga o motor e desativado quando se inicia a marcha.


cAtros 3001*

cultivador de discos compactos

*

• Na versão arrastada, o conjunto de rodagem está integrado, já que o rolo compactador de anéis de borracha serve como roda de transporte. • Ajuste da disposição das duas filas de discos, através de pinos excêntricos. • Nivelação do terreno mediante as duas filas de discos côncavos com amortecimento, através de quatro elementos de borracha que oferecem proteção frente a sobrecargas.

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Manuel Fialho, Lda.

30 anos ao serviço da agricultura

A Manuel Fialho, Lda. é sobejamente conhecida como uma das principais empresas ligadas à comercialização de máquinas agrícolas no nosso país. A propósito da comemoração do seu trigésimo aniversário entrevistámos Manuel e Óscar Fialho, irmãos de sangue e parceiros de negócio. 34

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Entrevista Fotos e texto abolsamia

Abolsamia:

Como começou a vossa

atividade?

Estrada da Igrejinha e ocupavam 212 m2, nas atuais instalações ocupamos 2141 m2.

Manuel Fialho

Ao fim de seis anos a trabalhar na empresa do meu pai, a Fialho & Irmão, senti necessidade de avançar com um negócio meu e arranquei com a Manuel Fialho em 1983. Poucos meses depois, o meu irmão Óscar terminou o serviço militar e entrou para a sociedade e alguns anos mais tarde, com o crescimento do negócio, entrou também o meu irmão António. Óscar Fialho A veia empreendedora vem de família, já o nosso avô esteva ligado aos setores do olival/azeite, trabalhava em lagares e máquinas fixas.

Quando iniciaram a atividade que tipo de material comercializavam e que serviços prestavam? M.F. Estivemos desde sempre ligados ao comércio de máquinas agrícolas e ao serviço de oficina. No entanto, na fase de arranque da empresa, entre 1983 a 1987, chegámos a ter duas representações de tratores, a Yanmar e a Same. Em termos de alfaias trabalhávamos essencialmente com os fabricantes nacionais Galucho e Tomix. Aliás, foi por causa da Galucho que tivemos de pegar em tratores, porque só davam a representação a quem tivesse tratores e foi nessa altura que, através do diretor e fundador da revista abolsamia, Nuno Gusmão, arranjámos a representação da marca Yanmar. Depois, deixámos de ter tratores porque não nos interessava em termos de negócio. Quando acabámos com os tratores estávamos a direcionar-nos para a importação e começámos a arranjar uma rede de concessionários no país. Em 1987 começámos a importar charruas Non-Stop, fomos aliás os primeiros a fazê-lo em Portugal. Como evoluiu a vossa estrutura? M.F. Quando arrancámos tínhamos apenas um funcionário, Salvador dos Santos Pereira, que se reformou no ano passado com 86 anos de idade. Atualmente somos 13, contando connosco. As primeiras instalações eram em Évora na

O.F. Brevemente, inauguraremos novas instalações na zona industrial de Évora com cerca de 2100 m2, totalmente vocacionadas para o comércio de máquinas e alfaias agrícolas. As marcas que comercializam são em exclusividade? Quais as suas proveniências e quais as que mais vendem? M.F. Só trabalhamos com marcas em exclusividade para o nosso país. Representamos marcas principalmente de Espanha e Itália, apesar de também importarmos máquinas de França e alguma coisa de Inglaterra. Os equipamentos que mais vendemos são os carregadores frontais Tenias e os unifeeds Seko. Só unifeeds já devemos ter vendido cerca de 600 unidades em cerca de 18 anos. Estas duas marcas são das mais importantes em termos de faturado mas não representam a maioria da nossa faturação. A grande diversidade de marcas que vendemos permite-nos “espalhar os ovos por várias cestas”. A nossa oferta engloba os setores agrícola e florestal. O único setor que não temos oferta é o da jardinagem.

Vendem diretamente ou através de concessionários? M.F. Das duas formas. Na nossa zona de implementação vendemos diretamente ao público, no resto do país vendemos essencialmente através da revenda. Também vendemos algum equipamento para as Regiões Autónomas. De que meios para assistência dispõem? Têm muitas peças em stock? M.F. Temos muitas peças em stock, nomeadamente para os casos específicos das máquinas para alimentação animal e das máquinas de campanha, temos o cuidado de ter sempre em stock as peças de maior consumo, porque os equipamentos não podem parar. No que concerne à assistência técnica, temos 3 mecânicos e um carro assistência completamente equipado. O nosso pessoal recebe formação técnica quer nas nossas instalações quer nas instalações dos fabricantes com quem trabalhamos. Têm grandes empresas como clientes? M.F. Diretamente, e através dos nossos revendedores, somos fornecedores de grandes produtores ligados ao azeite e ao vinho, como a Fundação Eugénio de Almeida, Sogrape, Bacalhôa, Finagra, entre outros.

Os 3 irmãos Fialho, Manuel, Óscar e António em outubro de 1985.

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Entrevista

O.F. Mas estes grandes clientes não representam uma percentagem muito grande na nossa faturação. As nossas vendas estão bastante “pulverizadas”. Como é a empresa Manuel Fialho, Lda. tem enfrentado estes tempos de crise? M.F e O.F. Até agora não tivemos necessidade de fazer qualquer tipo de alteração. Não despedimos ninguém, continuamos com as mesmas representações e, inclusive, estamos a investir em instalações novas. Qual é o segredo? M.F. O segredo é simples, é com muito trabalho. Faturamos cerca de 3 milhões de euros por ano e a dimensão da nossa estrutura está perfeitamente adequada à realidade. O.F. Outra razão é que nunca funcionámos com “gorduras” e, como tal, não tivemos necessidade de fazer cortes. Quais são as vossas expectativas para o futuro? M.F. Encaramos o futuro com otimismo e simultaneamente com alguma preocupação. Estamos num negócio que necessita de adaptação permanente; vamos continuar a trabalhar tal como temos feito até aqui, e vamos estando atentos. O.F. As perspetivas para a agricultura não são más. Em termos globais acreditamos que será um dos setores com mais potencial, e nós estamos cá. Falou em adaptação permanente. Notam alterações nos vossos clientes? O.F. Bastantes. Agora há muita agroindústria, muita gente doutros setores de atividade a estabelecer negócios na agricultura e que aplicam o modelo de gestão industrial neste setor. M.F. Os agricultores são hoje muito mais exigentes. Antes vendia-se o mesmo tipo de equipamento a praticamente toda a gente, agora existem opcionais para quase tudo, que

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ÓSCAR FIALHO

Sócio-gerente, responsável pelo setor administrativo.

adaptam a máquina ao trabalho especifico. Fartamo-nos de vender unifeeds e é muito raro vendermos duas máquinas iguais. A propósito, refiro um projeto muito interessante que estamos a desenvolver em parceria com uma marca que representamos. Trata-se da primeira vindimadora para socalcos, que iremos entregar no início de setembro. Há dois anos atrás fomos contactados pela Symington Family Estates, um dos maiores produtores de vinho do Douro, que nos lançou o desafio de conceber uma máquina de vindimar adaptada a socalcos. Contactámos um dos nossos fornecedores, a empresa italiana Imeca, especializada em equipamentos para a vinha,

e depois de muitas reuniões e ensaios conseguimos finalizar uma máquina que vai ser entregue no início de setembro para trabalhar já na próxima vindima. Não houve lugar à adaptação de um modelo já existente, mas neste caso à conceção de um modelo completamente novo. Nesta máquina rebocada, a câmara de vindima situa-se lateralmente e faz a recolha da uva na linha ao lado da entrelinha por onde se desloca. É uma máquina de dimensões compactas para conseguir trabalhar, em algumas situações, em espaços com menos de meio metro.


Trator do Ano 2014

Trator do ano 2014

A revista abolsamia é membro do júri por Portugal.

Vem aí a fase mais fascinante do ‘Tractor of the Year®’

Lista de nomeados já é conhecida O júri do concurso internacional ‘Tractor of the Year®’ [TOTY], de que fazem parte 23 órgãos de comunicação especializada, entre os quais a revista abolsamia em representação de Portugal, já procedeu às votações que selecionaram os tratores nomeados. Como noticiámos no número anterior, os trabalhos da presente edição do TOTY foram iniciados em Itália no passado mês de maio, num importante evento onde os diversos fabricantes submeteram à apreciação do júri o conjunto de modelos que formaram a lista de pré-

nomeados. Agora, apurada que está a lista final de nomeados, composta por 7 tratores convencionais e por 4 tratores especializados, segue-se a fase dos testes de campo que tem início no mês de setembro. Esta é verdadeiramente a etapa mais fascinante do

Como vê o futuro das explorações familiares? 2014 – Ano Internacional da Agricultura Familiar

A Comissão Europeia (CE) irá realizar em Bruxelas, a 29 de novembro deste ano, uma conferência sobre o tema que a ONU escolheu para assinalar o ano de 2014: a agricultura familiar. Os cidadãos, e também as organizações interessadas, poderão contribuir para os trabalhos desta conferência respondendo a um questionário anónimo, disponível on-line. O objetivo é reunir informação sobre o papel e principais desafios da agricultura familiar, as prioridades para o futuro, bem como sobre possíveis formas de apoiar a explorações. O período de consulta prolonga-se até ao dia 11 de outubro. Os resultados serão sintetizados e apresentados durante a conferência e ficarão disponíveis no site da Direção Geral de Agricultura da CE. Este é um tema de grande importância para a UE, já que no espaço comunitário existem à volta de 12 milhões de explorações, das quais a maioria é de agricultura familiar.

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‘Tractor of the Year®’! É a etapa em que ficam de lado os catálogos das especificações técnicas, em que arregaçamos as mangas e calçamos umas botas, e nos pomos ao volante. E na verdade, para se ter uma boa perceção acerca das inovações e do carácter de cada trator não há como

experimentá-lo no campo. É o que nos preparamos para fazer. E será já no próximo número d’abolsamia que partilharemos convosco as reportagens acerca de cada uma das provas. Os vencedores do TOTY serão conhecidos em novembro, durante a feira Agritechnica.

‘Água Sólida’ pode saciar pequenas árvores Hydroplan / Solid Rain

Algumas empresas, entre as quais a brasileira Hydroplan e a mexicana Solid Rain, estão a promover um método de armazenamento de água que promete ajudar a agricultura e a floresta em zonas áridas. Em seco, o produto que vendem assemelha-se a açúcar. Quando se junta água, transforma-se num gel gelatinoso que é capaz de reter humidade no solo. Sendo os primeiros anos os mais críticos para o sucesso das plantações florestais, devido ao período sem disponibilidade de água que atravessam durante o Verão, esta parece ser uma solução promissora se não vierem a ser apontados inconvenientes ao seu emprego. A utilidade deste gel será ainda maior nas arborizações feitas em terrenos onde a rega não é viável. No Brasil o método tem vindo a ser utilizado essencialmente nas plantações de eucaliptos.


Patrocínio:

Da pura mecânica aos ambientes virtuais

Desenvolvimentos no ISOBUS

O ISOBUS é um protocolo universal de comunicação que permite a conexão entre os tratores, os implementos e computadores.

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um passado não muito longínquo, toda a informação relativa ao modo de levar a cabo as tarefas agrícolas mecanizadas estava concentrada na cabeça dos operadores. E a ligar os tratores às alfaias havia essencialmente uma conexão mecânica, através dos três pontos do hidráulico, e dependendo da alfaia, uma ligação de TDF, tubagens hidráulicas e, em alguns casos, para garantir a iluminação, uma conexão elétrica. Ter à mão um alicate, um martelo, e uma chave inglesa, possibilitava fazer a afinação de uma alfaia e era quase sempre a garantia suficiente para se conseguir resolver algum problema inesperado.

Hoje, no contexto de uma agricultura profissional, em que fatores como a precisão, a eficiência e a produtividade fazem parte das preocupações diárias de quem gere as explorações, os tratores e as alfaias evoluíram e evoluiu também o modo como ambos comunicam entre si. Para além das ligações tradicionais, surgiu há uns anos uma ligação eletrónica: o ISOBUS. As potencialidades das novas ferramentas eletrónicas têm-se revelado muitíssimo vastas, a ponto de podermos dizer que as máquinas agrícolas atravessam uma época extraordinária de transformação. O funcionamento e os parâmetros de regulação de muitos implementos agrícolas são hoje comandados a partir de um ambiente intangível, o Terminal

Universal (TU), através do qual o operador gere a comunicação que se estabelece entre o trator e a alfaia que tem acoplada. Neste contexto, é necessário que os operadores acompanhem a evolução e se mantenham atualizados, porque quando se depararem com problemas para resolver ao nível de um TU, a solução já não pode ser encontrada recorrendo a um alicate, nem a uma chave inglesa e ainda menos à martelada. Vamos ver em seguida quais têm sido as evoluções mais recentes no domínio do ISOBUS e de que modo é que o processo de certificação que está agora a ser implementado pode ajudar os profissionais do campo nas funções que desempenham numa exploração agrícola.

Nova Era na Certificação de Dispositivos ISOBUS (Parte I) O número de funcionalidades disponíveis nos dispositivos eletrónicos expandiu-se bastante nos últimos anos, proporcionando agora aos operadores de máquinas novas possibilidades de manuseio concentradas num único aparelho: o Terminal Universal. Em decorrência destas inovações técnicas tornou-se necessário assentar a

certificação em novos moldes. É por isso que o domínio do ISOBUS está a entrar agora numa nova era no seio da AEF.

O que é e para que foi criada a AEF A AEF (Agricultural Industry Electronics Foundation) foi criada em 2008, por 7 grandes fabricantes de maquinaria agrícola e por duas associações


Tecnologia industriais do sector, como uma entidade internacional independente que tem por objetivo contribuir para melhorar a aplicação da eletrónica no setor da maquinaria agrícola. Hoje é constituída por mais de 140 membros, na sua grande maioria fabricantes da Europa e da América do Norte.

O ISOBUS é a 1ª prioridade da AEF O ISOBUS permite a comunicação entre um trator e os vários implementos que estejam equipados com esta tecnologia,

e potencialmente entre estes e o escritório de uma exploração onde se trabalhe com software de gestão agrícola. A principal incumbência da AEF é promover o ISOBUS e a sua aceitação como padrão de comunicação universalmente aceite e garantir que os equipamentos eletrónicos que recorrem a este sistema funcionam de modo adequado e compatível. A existência de um padrão comum tem vantagens para os fabricantes que podem assim fabricar um equipamento num continente e vendê-lo em qualquer parte do mundo, sabendo que este será

compatível com os dispositivos aos quais vai ser conectado, e sem que enfrente obstáculos de qualquer tipo ao nível de regulamentação. Naturalmente, os agricultores e os prestadores de serviços saem também beneficiados porque podem tirar proveito de equipamentos que, seja qual for a sua marca, realmente funcionam em conjunto. Mas como sabemos o mundo da eletrónica é muito complexo, e a maioria de nós já alguma vez sentiu dificuldade em fazer um computador comunicar com uma impressora, ou um telemóvel

com um auricular, por exemplo. O mesmo pode acontecer entre um trator e uma alfaia que recorram a uma ligação ISOBUS. Posto isto, é para dar resposta às mais recentes inovações que a AEF tem em marcha um novo enquadramento técnico que vai submeter os equipamentos a um Teste de Conformidade (TC) mais rigoroso. Como veremos na próxima edição, todos os equipamentos que passem neste TC obtêm uma certificação e passarão a constar na nova Base de Dados AEF, o que trará vantagens concretas para os utilizadores. Continua na próxima edição.

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Eventos Canadá organizou

Campeonato Mundial de Lavoura 2013 Depois de em 2012 os melhores do mundo na modalidade de lavoura terem viajado até aos Balcãs, mais precisamente até à Croácia, em 2013 foi a vez do continente americano receber esta importante competição que tem como lema: “Que a paz cultive os campos”.

A 60ª edição do Campeonato do Mundo de Lavoura realizouse em Alberta, no Canadá, em julho, e juntou 57 concorrentes, provenientes de 29 países. As provas foram realizadas nos campos da universidade de agronomia Olds College.

No foco das atenções Alguns concorrentes concentraram em si as atenções. O escocês Andrew Mitchell Jr., que se sagrou campeão de 2012 na categoria

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convencional, e que voltou a representar o seu país este ano. Os dois concorrentes do Quénia, por representarem o único país africano que integra a ‘World Ploughing Organisation’ 1 (WPO). E as duas raparigas austríacas pelo encanto feminino que levaram para uma competição que tradicionalmente é decidida entre homens. No final Andrew Mitchell Jr. não conseguiu defender o seu título de campeão, mas ficou

num nada desprestigiante 4º lugar. Os quenianos livraram-se dos últimos lugares, o que para um país que não tem tradição nesta modalidade, e que agora se estreia, também não está mal. E as raparigas deram a ver que lavrar com um trator também é com elas, e tanto assim é que subiram as duas ao pódio. Barbara Klaus, de 24 anos, venceu na categoria convencional, e Margareta Heigl, de 21 anos, ficou em 2º lugar na categoria reversível. O

vencedor desta categoria foi o irlandês John Whelan. Perguntámos a Anna Marie McHugh, a secretária geral da WPO, se a participação das duas jovens austríacas foi inédita, ou se pelo contrário já tinham concorrido mulheres anteriormente: “Não é a primeira vez que temos competidoras femininas no Mundial de Lavoura. Acontece de tempos a tempos ao longo dos anos. Já tínhamos tido uma campeã do mundo anteriormente, quando


Barbara Klaus venceu na categoria convencional, e Margareta Heigl ficou em 2º lugar na categoria reversível

a austríaca Helga Wielander venceu a competição que foi organizada na Suécia em 1993. Mas é bastante certo que este é o primeiro ano em que tivemos em simultâneo duas concorrentes”.

A competição O campeonato do mundo é disputada entre os campeões de cada país, e a lavoura é feita à maneira antiga, sem recurso a quaisquer instrumentos. Apenas são usadas balizas de sinalização para se conseguir um alinhamento certinho. Já em termos de afinação dos

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equipamentos, cada um é livre de fazer como achar melhor, notando-se que 25 há uma grande diferença 5 ao nível do tipo de pneus escolhidos. 0 Quando os concorrentes terminam a parcela que lhes calhou, entram em ação os elementos do júri, observando, por vezes fazendo medições nas leivas, e comparando o resultado do trabalho de cada concorrente com o dos restantes. Como nos explicou Anna Marie McHugh, “Não existe um campeão absoluto. Uma vez que existem duas competições completamente separadas, há dois campeões diferentes, um na categoria convencional e o outro na categoria reversível.”

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À margem da competição Os primeiros dias foram dedicados a uma componente turística que prevê a visita às mais importantes casas agrícolas e aos locais emblemáticos de Alberta. E em complemento às provas, fizeram parte do programa uma demonstração de lavoura com cavalos, uma exposição de equipamentos agrícolas antigos com mais de 150 exemplares, e um 100 passeio de tratores antigos. 95 A próxima edição da prova realiza-se em França, em75 setembro de 2014.

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A WPO, em português Organização 0 Mundial de Lavoura, é a entidade que organiza o campeonato. A prova é realizada todos os anos, sempre num país diferente. 1

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Revista ABOLSAMIA quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013 09:08:25

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NEW HOLLAND

Novidades em ceifeiras debulhadoras e enfardadeiras Em julho, a New Holland convidou a imprensa especializada europeia para a apresentação dos seus mais recentes avanços em matéria de ceifeiras debulhadoras e enfardadeiras.

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conferência de imprensa teve lugar na histórica cidade francesa de Troyes, situada na região de Champagne-Ardenne, e foi complementada com uma apresentação em campo onde os jornalistas puderam testar a nova enfardadeira de fardos redondos Roll-Belt™com câmara variável, e as novas séries de ceifeiras dubulhadoras CX7000 e CX8000 Elevation e TC5000 com cinco sacudidores.


Reportagem Fotos e texto abolsamia

Enfardadeiras Roll-Belt TM As novas enfardadeiras de fardos redondos de câmara variável Roll-Belt™ são as substitutas da série BR7000 e prometem um aumento da capacidade até +20%. Estão disponíveis nas configurações de 1,5 ou 1,8 metros de altura e 1,2 metros de largura, e a câmara variável pode ser calibrada para produzir fardos a partir de 0,9 metros de diâmetro. A potência mínima da TDF é de 70 cv. Correias sem-fim extra largas Quatro correias de 273 mm de largura e feitas a partir de materiais especificamente estudados para o efeito asseguram a maior área de contacto com a colheita, evitando perdas e otimizando a formação do fardo. Aspetos a destacar das novas Enfardadeiras Roll-Belt TM

Até 20% de capacidade acrescida O recolhedor foi redesenhado por forma a aumentar a capacidade de embalamento em até 20%. Estão disponíveis configurações de 2 ou 2,3 metros. O recolhedor de barra de 4 dentes é adequado para palha,

Fardos mais densos até 5% comparativamente com a BR7000.

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Galeria de imagens Para visualizar mais fotos desta reportagem consulte o nosso site www.abolsamia.pt/net/galerias-imagens

A construção das correias sem-fim extra largas evitam perdas

existindo também uma versão ‘heavy-duty’ com barra reforçada, de 5 dentes em borracha, ideal para silagem ou para terrenos pedregosos e irregulares. É possível armazenar mais de 2 rolos de rede.

Alimentação suave Estas enfardadeiras integram, opcionalmente, um rolo auxiliar à alimentação, inicialmente introduzido na BigBaler, com dois transportadores superiores e dois transportadores inferiores, que tornam mais eficiente a transferência da colheita do recolhedor para o alimentador permitindo uma alimentação uniforme e constante quando as paveias têm larguras irregulares.

Rodas Para tornar mais rápida a mudança de configuração de transporte para campo, as Roll-Belt dispõem de rodas reguladoras de profundidade articuladas e rebatíveis, bastando levantá-las e bloqueá-las na posição de trabalho, sem uso de ferramentas.

que garantem o máximo desempenho de corte fino.

Tecnologia DropFloor evita bloqueios Para minimizar perdas de tempo na desobstrução de enfardadeiras, a New Holland introduziu a funcionalidade “DropFloor”. Operada a partir da cabina, permite rebaixar a base do rotor quando existem bloqueios ao rotor provocados pela acumulação do produto colhido, criando espaço adicional na zona de alimentação e permitindo assim o prosseguimento da recolha.

Flexibilidade do enfardamento Para melhorar a flexibilidade do enfardamento, é possível escolher o rotor SuperFeed™ standard com os conhecidos dedos em “W” da New Holland. O rotor de 455 mm de diâmetro mantém uma elevada produtividade em todas as colheitas. A variante CropCutter proporciona os fardos mais densos, com 15 facas integradas,

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O levantamento das rodas dispensa ferramentas.

Fardos mais densos A adição de um segundo cilindro hidráulico de densidade de cada lado da câmara permite controlar a taxa de expansão das correias quando a pressão atinge um nível pré-definido, e aumentar a densidade dos fardos em até 5% comparativamente com a série BR7000.

Várias opções de atadura O sistema de enrolamento de rede “bico de pato” está agora mais próximo do próprio fardo, o que significa que é necessário ainda menos tempo para obter uma cobertura

completa. Nos modelos somente com opção de rede podem ser armazenados até dois rolos de rede adicional.

Facilidade de manutenção Os distintos resguardos laterais de peça única abrem-se à largura máxima para facilitar a manutenção. O interruptor de segurança localizado na barra de atrelagem permite o corte da alimentação de corrente elétrica aumentando a segurança dos operadores durante a mudança de rede ou a inspeção de bloqueios.

Compatibilidade Isobus A enfardadeira Roll-Belt é totalmente compatível com Isobus. O monitor Bale Command™ Plus II avançado está incluído de série e permite aos operadores controlarem até quatro padrões de enrolamento e memorizarem até 20 registos de contagens de fardos individuais, o que se torna especialmente vantajoso para prestadores de serviços.


Reportagem

Ceifeiras-debulhadoras convencionais CX7000 e CX8000 Elevation “A máquina com sacudidores mais potente do mundo, com até 490 cv de potência”, proporciona, segundo a New Holland, “uma inigualável qualidade de palha e a amostra de grão mais limpa para os grandes agricultores profissionais e prestadores de serviço de todo o mundo. Desde que a gama CX foi lançada, em 2001, foram produzidas mais de 10.000 ceifeiras-debulhadoras CX.

Aspetos a destacar das novas ceifeiras-debulhadoras convencionais CX

Opti-Fan™ O sistema Opti-Fan™, equipado de série em todos os modelos, compensa o impacto das inclinações ascendentes e descendentes no desempenho de colheita. O operador define a velocidade da ventoinha com o terreno nivelado e o sistema ajusta-a automaticamente quando a ceifeira-debulhadora percorre uma subida ou descida no terreno. Ao subir encostas, a velocidade é reduzida para

assegurar que o material não se desloca demasiado rapidamente sobre as cirandas, provocando perdas, e ao descer uma encosta a velocidade aumenta para evitar grandes acumulações.

Opti-Clean™™ O sistema Opti-Clean™ está equipado de série nas máquinas especificadas com uma sapata de limpeza auto-niveladora, melhorando o desempenho de limpeza em até 20%.

Sacudidores Opti-Speed™ ™ Este sistema, que proporciona uma produtividade até 10% superior, varia automaticamente a velocidade do sacudidor, em função da inclinação do campo. O operador apenas tem de selecionar entre quatro predefinições: trigo, milho, colza e arroz.

Depósitos de grão Todos os depósitos de grão foram significativamente

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aumentados; e a CX8080 & CX8090 Elevation beneficiam agora de um depósito de 11.500 litros de capacidade máxima. Além disso, a velocidade de descarga atinge agora os 125 litros/segundo, assegurando o esvaziamento do depósito de grão de maior dimensão em apenas 90 segundos.

Rastos de borracha SmartTrax™™™ O sistema de rastos de borracha SmartTrax™ concebido internamente pela New Holland é disponibilizado nos modelos CX7090, CX8080 e CX8090 Elevation. A estrutura triangular inovadora reduz a pressão sobre o solo em até 57%, comparativamente

às máquinas com rodas. É disponibilizado com duas larguras de via: 24” (610 mm), para conformidade com a restrição de largura de transporte de 3,5 metros, e 30” (760 mm).

Cabina melhorada por dentro e por fora - Toda a gama está equipada com o monitor táctil a cores extra largo IntelliView™ IV, de 26,4 cm, que permite a monitorização dos parâmetros de colheita. - Melhoramento em até 55% da propagação de luz para a dianteira da ceifeira-debulhadora. - Novo assento com almofadas fundas e regulação otimizada.

Modelo

Nº de sacudidores

Potência máxima de ceifa (kW/hp[CV]) ECE R120

Tamanho do depósito de grão (I)

Área de limpeza sob controlo de vento (m2)

CX7080

5

220/299

9000

5,4

CX7090

5

240/326

10000

5,4

CX8070

6

240/326

9500

6,5

CX8080

6

265/360

11500

6,5

CX8090

6

330/449

11500

6,5

O Sensor Opti-FanTM compensa o impacto das inclinações do terreno na produtividade da colheita.

As novas TC 5000 A New Holland lança a nova gama de ceifeiras-debulhadoras TC5000 com cinco sacudidores, novo design e especificações melhoradas. Em 2013 será entregue a 50.000ª enfardadeira TC, fabricada desde 1992. 48

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Reportagem

Aspetos a destacar da nova gama de ceifeiras-debulhadoras TC5000

controlos, de forma a permitir uma calibração intuitiva dos principais parâmetros, incluindo as regulações das cirandas. O ergonómico CommandGrip gere todos os parâmetros da barra de corte e da descarga.

Monitor InfoView™™ ™: análise imediata da colheita Na Cabina A cabina Conforto Harvest Suite™ é 27% maior, com mais 23% de área envidraçada, para proporcionar uma melhor visibilidade. O nível de ruído foi reduzido para apenas 74 dBA. O novo design da consola do lado direito permite integrar todos os principais

O monitor InfoView™ II de fácil leitura, está dividido em cinco secções, cada uma apresentando informações específicas, incluindo regulações de debulha e o estado da colheita, bem como o nível de enchimento do depósito e indicadores de combustível.

Opti-Fan™™ ™ O sistema Opti-Fan™, opcional nesta série, compensa o impacto das inclinações ascendentes e descendentes no desempenho de colheita.

O sistema de gestão de resíduos Dual-Chop garante o corte super fino de todo o material.

A alavanca CommandGrip gere os parâmetros da barra de corte e da descarga.

SmartSieve™™ ™ A tecnologia SmartSieve™, opcional, é ideal para operações em terreno com ondulação pois é capaz de alterar automaticamente o ângulo de lançamento do grão na ciranda compensando até 25% de inclinação lateral, evitando a acumulação de grão e palha. Isto aumenta a capacidade de limpeza em até 30% durante o trabalho em condições de carga pesada. Barras de corte As barras de corte Varifeed™ Heavy Duty de 4,87 – 6,03 metros, com um ajuste de facas de 575 mm, proporcionam uma excelente flexibilidade colheita-a-colheita, em todas as condições de trabalho. A tecnologia AutoFloat™ II opcional ajusta automaticamente a altura da barra de corte de forma a seguir os contornos do terreno. O tamanho do depósito de

grão foi aumentado para 6400 litros nos modelos TC5070 e TC5080. Além disso, uma velocidade de descarga de 72 litros/segundo permite assegurar que o maior dos depósitos de grão possa ser esvaziado em menos de 90 segundos.

Sistema Dual-Chop™™ ™ O sistema de gestão de resíduos Dual-Chop™ assegura um corte super fino de todo o material. A palha finamente cortada é então espalhada uniformemente ao longo de toda a largura da barra de corte, tornando-a perfeita para operações de sementeira direta. Deteção precisa de humidade™™ ™ O sistema avançado de detecção de humidade, opcional, transmite ao monitor na cabina as leituras de humidade em tempo real.

Modelo

Nº de sacudidores

Potência máxima de ceifa (kW/hp[CV]) ECE R120

Tamanho do depósito de grão (I)

Área de limpeza (m2)

TC5060

5

TC5070

5

175

5.200

4,30

227

6.400

4,30

TC5080

5

258

6.400

4,30

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Produto

Massey Ferguson revela as novidades que lançará na Agritechnica

Os novos MF 5600 serão apresentados ao público pela primeira vez em novembro, na feira Agritechnica, que se realizará na Alemanha, e ficarão disponíveis no mercado em 2014.

Novos MF 5600 de 4 cilindros completam a gama MF 5600

No final de 2012 a Massey Ferguson apresentou na EIMA, em Bolonha, a sua nova série 5600. Os três modelos desvendados nessa altura equipam com motor de 3 cilindros, e cobrem uma faixa de potência entre os 85 e os 105 cv. Embora a opção por um motor de 3 cilindros parecesse

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interessante, já que resulta num trator mais ligeiro, com boa visibilidade, e com baixo consumo, ficou-se com a sensação de que alguma coisa faltava nesta série. E de facto assim era, como agora melhor se percebe. Para os clientes que necessitam de maior robustez, e que

eventualmente não apreciam o caráter de um 3 cilindros, que se nota sobretudo num ‘martelar’ menos suave, o que não significa que seja ruidoso, pois estes 3 cilindros AGCO Power são até consideravelmente silenciosos, a MF desenvolveu três novos modelos, agora com motor de 4

cilindros, que vêm completar a série 5600. Os novos 5611 (110 cv), 5612 (120 cv), e 5613 (130 cv), substituem a série 5400 e ainda os MF 6445 e MF 6455. A oferta da marca fica reforçada neste segmento, já que os 5600 e os 6600 sobrepõem-se na faixa de potência dos 120/130 cv.


Principais caraterísticas: • Motor AGCO Power de 4 cilindros, com 4,4 litros de cilindrada. Um sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva) de 2ª geração e um catalisador de oxidação diesel (DOC) permitem cumprir as normas antipoluição Fase IIIB/ Tier 4i. • Para reduzir o consumo, o regime do motor passa automaticamente de 850 rpm para 720 rpm quando a transmissão está em neutral e o travão de mão é acionado. • Transmissões Dyna-4 (16/16) ou Dyna-6 (24/24), com passagem para neutral através do pedal de travão. • Pré-instalação de fábrica para carregador frontal. • Sistema hidráulico com comandos mecânicos ou por joystick eletrónico, e fluxo entre 58 e 110 L/min. • Suspensão da cabina (opcional) e dois níveis de equipamento: Essential e Efficient. • Três diferentes tetos disponíveis: Slimline, Visio e Standard. • Suspensão no eixo frontal (opcional). • Intervalo de manutenção de 500 horas.

Renovação na série topo de gama série 8700 A atual série 8600 da Massey Ferguson está no mercado desde 2009 e encontra-se no topo da gama proposta pelo construtor. Essencialmente tendo por objetivo incluir um motor atualizado, a marca está a preparar a renovação desta série, que passará a designar-se MF 8700. Tal como acontece com os modelos que vêm completar a série 5600, os novos 8700 serão dados a conhecer ao público em novembro, no salão Agritechnica. Estes tratores estarão

equipados com os motores AGCO Power mais recentes, que cumprem as normas Fase IV/Tier 4 Final em matéria de emissões poluentes. Para tal, este bloco de 8,4 litros de cilindrada recorre a tecnologia SCR de 3ª geração e a um catalisador DOC. Um elemento externo de recirculação dos gases de escape (EGR) é também utilizado para reduzir a temperatura e cortar o consumo de combustível e de AdBlue. Será ainda incluído nos MF 8700 um sistema de refrigeração de maior capacidade.

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Os cinco modelos que compõem a série – MF 8727 (270 cv), MF 8730 (295 cv), 8732 (320 cv), MF 8735 (350 cv), e MF 8737 (370 cv) – cobrem exatamente a mesma faixa de potência da série anterior, embora todos beneficiem de um acréscimo de 30 cv com recurso ao sistema de gestão eletrónica da potência (EPM). Ao atingir aos 400 cv (EPM) o MF 8737 será o trator mais

potente jamais fabricado pela MF. Mas as novidades não se ficam apenas pelo motor. Evoluções ao nível da transmissão, assim como da cabina, onde iremos encontrar um painel de instrumentos redesenhado e de maior dimensão, farão também parte dos novos MF 8700. Os dois níveis de equipamento propostos são o Efficient e o Exclusive.

Outros lançamentos na gama Massey Ferguson

Empilhadores telescópicos Ceifeiras Debulhadoras Os modelos convencionais MF Centora e as ceifeiras de alto rendimento MF Delta entram numa nova geração. Incluem a cabina Skyline, e um amplo conjunto de

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desenvolvimentos ao nível dos mecanismos de colheita e agricultura de precisão. Poderão equipar com sistema de rastos ATRAK para menor compactação do solo.

A Série MF 9000 Xtra recebe um novo motor Deutz, de 3,6 litros, conforme às normas Fase IIIB/ Tier 4i, disponível com potência de 100 ou 122 cv dependendo do modelo. Passa a incluir as funcionalidades do inversor no joystick.


Produto Enfardadeiras O aperfeiçoamento dos modelos de fardos retangulares de grande dimensão MF 2100 deu origem à série MF 2200. Com 6 diferentes modelos a variarem na dimensão da câmara entre os 80X70 e os 120X130 cm, esta série está preparada para retirar o máximo partido das funcionalidades AGCOMMAND. Também nos fardos retangulares pequenos houve renovação, surgindo agora a MF 1840, baseada na anterior MF 1839. Ambas as séries são fabricadas em Hesston, nos EUA.

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SPACE 2013 Equipamentos premiados O SPACE é um dos salões europeus de referência dedicados ao setor da pecuária. Este ano, entre 10 e 13 de setembro terá lugar mais uma edição deste certame que, como é habitual, se vai realizar no Parque de Exposições da cidade francesa de Rennes. Apresentamos de seguida os equipamentos premiados pelo Innov’Space.

Securitank DURAPLAS O sistema Securitank é uma combinação entre um depósito de armazenamento de fertilizante líquido em PEHD e uma bolsa flexível. A bolsa flexível é colocada no interior do depósito (21 a 50.000 litros), o que permite a obtenção de um tanque de parede dupla. Assim, os agricultores não precisam de construir uma bacia de retenção à volta do seu depósito, porque a retenção faz-se entre as duas paredes. A Securitank possui uma caixa metálica estanque, um limitador de enchimento do depósito e um disjuntor diferencial. Uma bomba de elevação em inox pode ser colocada dentro do depósito para o enchimento dos pulverizadores se não se dispuser de uma bomba suficientemente potente. A aspiração e o enchimento fazem-se através de duas válvulas situadas à altura de um homem. O depósito é facilmente deslocável com um telescópico. www.duraplas.net

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SPACE 2013 Rennes - França 10-13 setembro 2013

SPACE 2013

Eco-Distribuição Eco-Epandage identifica os futuros distribuidores de estrume e de chorume inteligentes que beneficiarão, a partir do fim de 2013, de uma certificação ambiental. Esta certificação é aberta a todos os construtores de equipamentos de distribuição e não tem caráter obrigatório. Os futuros distribuidores com a certificação Eco-Epandage são máquinas de elevado rendimento, aptas a respeitar as quantidades (ton/ha ou m3/ha) inseridas Pichon/ Rolland

pelo utilizador. O distribuidor mantém essa dose mesmo quando muda de velocidade. Assim, um distribuidor certificado apresenta um débito regular do início ao fim da operação. O distribuidor de chorume, obrigatoriamente equipado com um localizador ou um sistema de mangueiras, permite uma melhor valorização do azoto amoniacal. O respeito do solo é garantido por uma carga sobre o eixo inferior a 13 toneladas e uma pressão

de contacto inferior a 15 bar. Eco-Epandage é o resultado de uma colaboração única e excecional entre os fabricantes, utilizadores (agricultores, empresários, CUMA) e investigadores. As empresas Pichon e Rolland, bem como as Câmaras de Agricultura da Bretanha, Irstea e Vetagrosup conduziram este projeto para os benefícios da valorização da fertilização orgânica. www.pichonindustries.fr

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SPACE 2013 Pesagem embarcada KRONE Instalado sobre a enfardadeira embaladora Krone Comprima CV 210 XC, o sistema de pesagem embarcada tem vantagens tanto agronómicas como técnicas. Instalado sobre a deformação do chassis da mesa de embalamento, este sistema inovador indica no terminal de comando instalado na cabina, o peso de cada um dos fardos. Este sistema permite conhecer o rendimento da parcela enfardada, com ou sem embalamento, faturar o serviço de acordo com a tonelagem recolhida, bem como ajustar a pressão de aperto do fardo para obter uma densidade homogénea. Os quatro sensores de força DMS, peças centrais do sistema, estão ligados diretamente ao chassis, de cada lado do ponto de rotação da mesa de embalamento. As medições são efetuadas antes do fardo ser embalado, enquanto a máquina está parada, no momento em que a porta da câmara de compressão se volta a fechar. Este sistema tem uma margem de erro máxima de 2%. Integrados no chassis, os quatro sensores não geram qualquer peso sobre a máquina. www.krone-agri.fr

Emily Connect EMILY

A Emily apresentou uma nova caixa de controlo Bus Can, a que chamou Emily Connect. Atualmente, cada acessório tem a sua própria caixa de controle na cabine, o que para além de não ser muito intuitivo, requer energia elétrica. Com este sistema, o utilizador só precisa de uma caixa para controlar uma implemento com vários acessórios Emily (baldes misturadores distribuidores Melodis, baldes distribuidores Vega e Omega, baldes distribuidores de concentrado Duo-mix, desenroladora fixa, entre outras…). A Emily é o primeiro fabricante de acessórios de manutenção a utilizar esta tecnologia em carregadores frontais, telescópicos, carregadoras, entre outros equipamentos. www.emily.fr

NOVACAT 262 e 302 com braço de engate hidráulico A marca austríaca alargou a sua gama de gadanheiras Novacat, de que já faziam parte os modelos 402, 442 e 352, ao lançar a nova geração Novacat 262 e 302, ambas disponíveis nas variantes ED (condicionadora de lâminas) e RC (condicionadora de rolos). A 262 apresenta uma largura de trabalho de 2,62 m, e a 302 uma largura de 3,04 m. O elemento central destes dois Pöttinger

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modelos é o braço inferior de engate com macaco hidráulico que permite engatar a alfaia de forma mais rápida e segura. Com este sistema, um dos braços da gadanheira sobe ou desce de maneira a que os munhões fiquem alinhados e em posição horizontal e assim se adapte à geometria do trator. Este sistema otimiza ainda a distribuição de peso e proporciona uma distância ao solo de 50 cm, do lado esquerdo.


Segurança

Acidentes mortais na agricultura e florestas aumentaram nos últimos anos As estatísticas oficiais relativas a acidentes envolvendo máquinas agrícolas registam números que apesar de já serem muito trágicos, parecem claramente não demonstrar a realidade que se passa no terreno. Quem trabalha no setor e acompanha as notícias que semana após semana vão dando conta de acidentes, a maioria por capotamento, e muitos deles mortais, fica com a impressão de que pairam sobre o mesmo números reais ainda muito mais assombrosos. Acidentes de trabalho não mortais entre 2000 e 2010 ANO

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Todos setores

233824

244571

247740

236910

233803

228584

237139

237133

239787

217176

215091

Setor agrícola

6928

7168

7064

7196

6944

6227

6714

5755

6114

7651

6977

% agrícola

2,96

2,93

2,85

3,04

2,97

2,72

2,83

2,43

2,55

3,52

3,24

Fonte: Elaborado a partir de dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento/MSSS

Acidentes de trabalho mortais entre 2000 e 2010 ANO

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Todos setores

368

365

357

312

306

300

253

276

231

217

208

Setor agrícola

25

27

39

22

20

21

23

16

23

19

28

% agrícola

6,8

7,4

10,9

7,1

6,5

7

9,1

5,8

10

8,8

13,5

Fonte: Elaborado a partir de dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento/MSSS

Acidentes na estrada envolvendo máquinas agrícolas ANO

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Nº acidentes

89

69

79

78

81

77

69

76

60

57

66

75

Nº vítimas mortais

35

33

32

24

31

34

35

29

24

25

23

27

Fonte: Elaborado a partir de dados da ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária)

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Acidentes de trabalho nos setores agrícola e florestal O panorama nacional no que toca aos acidentes de trabalho nos setores agrícola e florestal é bastante desanimador. Os números da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) falam por si, mas, muito mais do que números, são pessoas que todos os anos perdem a vida ou ficam feridos durante a sua atividade profissional. Pela análise dos dados fornecidos pela ACT respeitantes ao período de 2000 até 2010 concluise que a percentagem de acidentes de trabalho no setor agrícola e florestal no número de acidentes total tem ganho dimensão nos últimos anos. Agravado pelo facto do número de acidentes de trabalho ter vindo a diminuir ao longo do período deste estudo, redução essa que não é acompanhada pelos setores agrícola e florestal.


Acidentes rodoviários envolvendo máquinas agrícolas No que concerne aos acidentes rodoviários envolvendo máquinas agrícolas a situação tem melhorado substancialmente. Se no início da década passada morriam um pouco acima de 30 pessoas nas estradas por ano, mais recentemente o número de mortes baixou um pouco. Uma das razões deve-se à introdução e melhoria dos dispositivos de segurança das máquinas agrícolas mais modernas. Mas estes números não refletem a realidade uma vez que parte dos acidentes ocorre fora da jurisdição da ANSR, em pleno campo. As estatísticas totais deviam juntar acidentes na estrada,

notificações à ACT e registos das seguradoras, o que ainda está por fazer. Por outro lado, haverá muitos acidentes com algum aparato, mas dos quais não resultam consequências para o operador, que nunca chegam a ser reportados. No entanto, estes dados servem como referência. Segundo o último estudo da ANSR o tipo de sinistro mais mortífero é o capotamento, responsável por 71% das mortes, seguindo-se o despiste simples com 11%. Entre 2000 e 2009, cerca de 17% das vítimas mortais tinham mais de 75 anos e 16% entre 70 e 74 anos. A idade avançada, a antiguidade da frota, o excesso de horas de trabalho e o álcool são as principais explicações para a ocorrência destes acidentes, de acordo com a ANSR.

Portugal reforça Sensibilização Em 2012, e no âmbito do Plano de Ação para o combate aos acidentes de trabalho na agricultura, florestas e pecuária, a ACT realizou, em parceria com outras entidades públicas e sociais, 75 ações de formação e sensibilização e quase 250 visitas inspetivas, envolvendo milhares de produtores, trabalhadores, técnicos e inspetores do trabalho. O Plano de Ação desenvolvido teve duas valências fundamentais: sensibilização, aconselhamento e formação, por um lado, e ação inspetiva por outro. Na vertente da formação e sensibilização destacam-se 13 seminários com a presença de 700 participantes e 14 workshops com 406 dirigentes e técnicos de cooperativas e associações agrícolas. Nas ações de sensibilização implementadas estiveram presentes cerca de 1700 produtores agrícolas, pecuários e florestais. Quanto à vertente inspetiva, de cariz fortemente pedagógico, foram realizadas 246 visitas em 213 empresas e 219 locais de trabalho,

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Segurança sendo abrangido um número superior a 1200 trabalhadores agrícolas e florestais. Os instrumentos de ação inspetiva mais utilizados foram a notificação para tomada de medidas com prazo (428), a Notificação para apresentação de documentos (139) sendo ainda levantados 11 autos de Notícia, 4 autos de Advertência e efetuadas 2 Recomendações. Como resultado da intervenção realizada verificou-se que quase 60% das 428 medidas com prazo foram cumpridas, e quase 50% das medidas encontram-se em acompanhamento por parte dos serviços da ACT.

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O caso do Reino Unido Portugal não é um caso isolado, como demonstra a edição de Maio da revista britânica “Farm Contractor & Large Scale Farmer” que dedicou o editorial ao tema “As máquinas podem matar”. Baseando-se nos resultados de uma conferência sobre o assunto realizada naquele país, o texto informava que “apesar de apenas 2% da população ativa [inglesa] trabalhar na agricultura, atualmente mais de 20% das mortes em acidentes de trabalho ocorrem neste setor”. O conferencista Mark Cooper, que é investigador de acidentes, alertou para o facto de que “desenhar máquinas

mais seguras é apenas metade da batalha, a outra metade tem a ver com o operador, o elemento humano”. Cooper levantou uma questão na qual devemos refletir: “Com um sistema ROPS [arco de segurança] tem-se a perceção de que o risco é menor, por isso algumas pessoas adaptam a sua condução, e em resultado correm mais riscos”. O editorial da congénere britânica d’abolsamia encerra com esta ideia: “Está certo que os fabricantes se devem empenhar em construir maquinaria segura mas claramente a educação e a formação são também essenciais”.


Feiras

2013

26

26 28nov.

a

respetivamente no dia 26 de novembro (Fileira vinha/vinho, em parceria com o Instituto Francês da Vinha e do Vinho; e no dia 27 de novembro: (Fileira frutas e legumes, em parceria com o Centro Técnico Interprofissional das Frutas e Legumes).

SALÃO INTERNACIONAL

VINHA-VINHO, FRUTAS – LEGUMES, OLIVICULTURA PARQUE DAS EXPOSIÇÕES DE MONTPELLIER - FRANÇA

O PARCEIRO DO SEU SUCESSO! SO! NO

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+de

ADE S

150

NO

3 razões para ir ao SITEVI 2013:

ADE S

• Descobrir as inovações e as novidades: descobrir materiais e equipamentos, e as últimas tendências do setor, participando nas conferências técnicas, económicas, sociais e também em ateliês interativos e em visitas de campo. • Visitar a região do LanguedocRoussillon: uma região dinâmica que possui um real savoir-faire nas duas fileiras, vinha-vinho e frutas-legumesolivicultura, com possibilidade de visitas a explorações e a caves. • Contactar organizações profissionais das duas fileiras, trocar informações sobre as boas práticas e partilhar as suas experiências. Podem ser organizados encontros com os atores chave das duas fileiras.

DAS FILEIRAS

O Sitevi, salão internacional das fileiras vinha-vinho e frutas-legumes, vai realizar-se também este ano no Parque de Exposições de Montpellier, França, entre os dias 26 e 28 de novembro. Situado no coração da bacia mediterrânica, na 1ª região vitícola da Europa, o Sitevi pretende responder a todas as necessidades das explorações, reunindo as principais marcas de equipamentos para a viticultura, arboricultura e hortifruticultura: material de viticultura, material e equipamento para caves, acondicionamento-embalagem, materiais polivalentes, materiais para as culturas de frutas, legumes e olivicultura, energias renováveis, serviços… São esperados para esta edição cerca de 760 expositores e 1.062 marcas, e estarão representados 22 países. Em 2011 registaramse 49 mil entradas das quais 83% eram viticultores e 75% vinicultores; 62% dos visitantes estavam envolvido na fileira das frutas e legumes. Nos Sitevi decorrem também grandes encontros internacionais, realizados sob a forma de debates e conferências com a presença de peritos internacionais. Serão ainda organizados dois dias temáticos,

EDIÇÃO

VID

SITEVI 2013

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ABOLSAMIA · setembro / outubro 2013

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AIR-ROPS

Arco de Segurança Ativo

uma solução que vem de Espanha Em Espanha os acidentes mortais envolvendo tratores originam todos os anos entre 80 a 100 vítimas mortais. Perante esta autêntica tragédia, uma equipa de especialistas em segurança laboral pôs mãos à obra para encontrar uma solução que contribuísse para baixar estes números. A ideia de desenvolver um sistema com estas características nasceu no âmbito de um projeto levado a cabo em conjunto pelo Instituto de Salud Pública y Laboral de Navarra (ISPLN), e pela Universidade Pública de Navarra (UPNA). Foram feitos diversos testes para estudar

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a viabilidade do sistema, assim como a resistência das estruturas empregues, tudo respeitando os parâmetros de regulamentação da OCDE e da UE, e o resultado é a conceção de um mecanismo de segurança ativa que se baseia num princípio semelhante ao dos airbags dos automóveis. Apenas atua no preciso momento em que a sua necessidade de proteção é detetada.

Os arcos de segurança rebatíveis

Embora os atuais arcos rebatíveis ROPS possam ser eficazes no nível de proteção que oferecem ao condutor, acontece com frequência que devido às condições do trabalho – ou porque se tem de andar debaixo da copa das árvores ou porque se trabalha ora dentro, ora fora de um estábulo ou armazém – os operadores os


Segurança usem rebatidos. É possível que algumas vezes assim andem por esquecimento ou mesmo por desmazelo, mas outras vezes é porque em certas tarefas se tornaria incómodo andar constantemente a dobrar ou desdobrar o arco.

O arco de acionamento automático O que há de revolucionário no conceito Air-Rops é ele permitir que o arco ande constantemente rebatido, mantendo o baixo perfil do trator, e também constantemente ativo, porque se expande automaticamente em caso de capotamento, sem depender da intervenção do condutor. Como o capotamento se dá na grande maioria dos casos em terrenos inclinados, estes técnicos decidiram usar esse fator na arquitetura do novo arco. Assim, sempre que o trator atinge um grau de inclinação na ordem dos 45 a 50°, há um sensor que dispara e faz libertar um gás

sob pressão que por sua vez origina a expansão telescópica do arco. Esta solução pode ser aplicada não apenas a tratores, independentemente da sua antiguidade, mas também a outro tipo de máquinas e a ATV’s. A empresa recomenda no entanto que “o Air-Rops deve ser usado em conjunto com um cinto de segurança de tipo ventral, que assegure a permanência do condutor num espaço seguro”, impedindo que seja projetado no momento do capotamento. A empresa entretanto criada para comercializar este mecanismo pretende agora promovê-lo junto das marcas de tratores, e anuncia que está em condições de disponibilizar o Air-Rops adaptado a 4 níveis de resistência em função do peso da máquina: até 500, 1000, 2500 e 5000 kg. As diferentes configurações são as que podemos ver nas imagens. Em suma, são adicionados mais arcos consoante a dimensão e o peso da máquina.

também a este nível que Ignacio Arana, uma das pessoas por detrás do Air-Rops, entende que o sistema pode dar um contributo muito importante: “Pensamos que o projeto pode mudar o arquétipo de construção das cabinas de modo a que a segurança seja assegurada por arcos autoexpansíveis e as cabinas se libertem da necessidade de proteger e se especializem em otimizar o campo de visão, a ergonomia, a estética, entre outras propriedades”.

Uma nova era para as cabinas Os fabricantes têm aplicado inovações muito consideráveis na arquitetura das cabinas dos tratores. Por um lado têm-se empenhado em que estas proporcionem cada vez mais segurança em caso de impacto, e por outro que garantam muita visibilidade em todas as direções. Este é um caminho que se tem ido fazendo aos poucos, mas naturalmente não é um compromisso fácil de obter. É

Futuro Embora seja ainda cedo para sabermos se esta solução virá a ser bem sucedida, e isso dependerá do interesse que ela desperte tanto junto dos utilizadores como dos fabricantes, e naturalmente do seu preço final, a equipa que concebeu o Air-Rops e que o desenvolveu até ao ponto atual merece o nosso aplauso. É uma proposta realista, com utilidade prática, que traz a esperança de poder afastar a nuvem sombria que paira sobre o sector.

ABOLSAMIA · setembro / outubro 2013

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Reboque para rechega de cortiça

Um conceito a pensar No mercado nacional são comercializados diversos tipos de reboque, muitos deles concebidos e fabricados por empresas portuguesas. Na lista de modelos disponíveis, podemos encontrar os reboques convencionais com taipais simples ou duplos e os convencionais de caixa cónica. Nos segmentos mais especializados encontramos os reboques florestais para rechega de madeira, os porta-máquinas, os porta-fardos, os reboques com caixa em inox para recolha de uva, reboques para recolha de algodão, azeitona ou amêndoa, para transporte de gado, para forragem, e possivelmente ainda mais um ou outro que nos tenha escapado. E no entanto, quando mais uma

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campanha de tiragem de cortiça chega ao fim, há um aspeto sobre a rechega desta matéria-prima que nos faz refletir. No país que tem a maior área de montado de sobro (acima dos 715.000 ha em 2010, de acordo com o último IFN) e que é o maior produtor mundial de cortiça, e onde os fabricantes nacionais de reboques têm vindo a conceber modelos especializados dirigidos às mais diversas aplicações, continua a não existir um reboque pensado e concebido de raiz para a cortiça. Os modelos que vêm sendo mais utilizados na rechega e transporte de cortiça são os convencionais de taipais, normalmente entre as 6.000 e as 8.000 toneladas de peso bruto, com rodado duplo. Não tendo tais reboques sido

Já nas zonas de serra com acentuado declive (...) talvez valesse a pena pensar na conceção de um modelo especialmente desenhado para este ambiente. concebidos para esta função, cada utilizador – prestador de serviços ou proprietário florestal – faz algumas adaptações mais ou menos artesanais de modo a adequá-los da melhor forma

possível à tarefa. Nas zonas de charneca, onde a rechega é muitíssimo menos exigente, esta questão nem se põe, pois um reboque convencional cumpre perfeitamente a função. Já nas zonas de serra com acentuado declive, onde as condições de manobrabilidade são severas para o conjunto trator/ reboque, e exigentes tanto para o tratorista como para o molheiro que arruma a cortiça no compartimento de carga, embora um reboque convencional faça o trabalho, por uma questão de segurança e de eficiência da operação talvez valesse a pena pensar na conceção de um modelo especialmente desenhado para este ambiente. Fica lançado o desafio!


Business Floresta Testemunhos A revista abolsamia conversou com dois profissionais do ramo, que nos adiantaram algumas ideias acerca de como, na sua opinião, poderia ser um reboque especializado para fazer rechega e transporte de cortiça.

Luís António Parreira

António Gamito Sobral

É produtor florestal, tem 74 anos, e faz rechega de cortiça de produção própria e também como prestador de serviços. Possui dois reboques: um Fialho e um Galucho. A principal alteração que fez em ambos foi uma extensão do malhal, o que também obrigou a que reforçasse a estrutura de fixação ao estrado: “Devido à maneira como eu carrego a cortiça, que é ao correr com o reboque, fiz um acrescento de 60 cm no malhal. Um reboque de 4,60 m passa a ter um comprimento de 5,20 m acima de 1 m de altura”. Quando perguntámos que inovação

gostaria de ver implementada num reboque destinado à cortiça, o Sr. Cortes, como é conhecido, indicou uma que entende que é prioritária: “A arrumação da cortiça de atravessado em relação ao estrado do reboque é o sistema mais usado. E neste caso, para tornar o trabalho mais cómodo, penso que devia existir um mecanismo hidráulico que levantasse e baixasse os foeiros e que os recolhesse, porque as pessoas continuam a carregar e a descarregar cortiça praticamente como se fazia há mais de 35 anos quando eu comecei a trabalhar no fanico na ajunta de cortiça”.

É agricultor e prestador de serviços, tem 47 anos, e está dedicado sobretudo ao ramo florestal, fazendo rechega de cortiça durante o Verão e rechega de madeira durante o resto do ano. Possui três reboques: um Herculano e um Galucho, e um reboque florestal A. Costa. Para carregar cortiça, nos reboques convencionais soldou argolas metálicas ao malhal que permite fixar 3 foeiros de madeira, e instalou 2 foeiros de ferro na secção traseira, que são recolhidos manualmente quando se descarrega. A nossa conversa rondou acerca do que diferencia os dois tipos de reboques: “No reboque florestal consigo manobrar muito melhor no meio do arvoredo por causa do desvio hidráulico da lança. Facilita

bastante”. Luís António deixa ainda no ar a seguinte ideia: “Consigo ir a sítios onde com um reboque normal não chego porque disponho de mais tração e capacidade de travagem. Mas não posso carregar cortiça com o reboque florestal, desde logo porque não tem estrado nem báscula. Para juntar cortiça penso que devia haver um reboque mais rebaixado, que tivesse algumas funções do reboque florestal e fueiros com macaco na parte de trás, que recolhessem para debaixo do estrado ou se desviassem para os lados durante a descarga”.

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Espécies Arbóreas Indígenas de Portugal Continental ICNF

Um guia alusivo às árvores autóctones nacionais encontra-se disponível no site do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Editado por este instituto, o documento constitui uma interessante ferramenta para todos quantos se interessam pela conservação da natureza e pela promoção da biodiversidade. Este guia aponta que “a diversificação da composição da floresta […] deve assentar sobretudo nas espécies indígenas” e pretende contribuir para o fomento da sua “utilização nas arborizações na natureza e nos espaços urbanizados”. A identificação das espécies é acompanhada de fotos da sua ramagem, flor ou fruto, e caraterísticas distintivas ao nível do tronco ou copa. Alguns mapas e grafismos demonstram ainda em que regiões, e em que época do ano, é recomenda a plantação de cada espécie. Além deste guia, a secção ‘Gestão Florestal’ do site do ICNF disponibiliza ainda um conjunto de outros documentos informativos de acesso livre, entre os quais uma secção respeitante ao montado. www.icnf.pt

Plantas de Portugal, autóctones ou naturalizadas Projeto Flora-On

O Flora-On é um portal com informação fotográfica, geográfica, morfológica e ecológica, sistematizada, de todas as espécies de plantas vasculares autóctones ou naturalizadas (exceto espécies ornamentais ou cultivadas) listadas para a flora de Portugal (Açores e Madeira em desenvolvimento). O portal funciona de modo dinâmico e interativo e pretende tornar intuitiva e simples a procura de informação e a identificação de espécies de plantas da flora portuguesa.

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Este projeto foi lançado ao público em Fevereiro de 2012 sob a coordenação da Sociedade Portuguesa de Botânica e está a ser desenvolvido com base no trabalho voluntário de botânicos, naturalistas e investigadores. Foi concebido com o objetivo de facultar ao público especializado e não especializado o acesso gratuito, simples e intuitivo à informação científica das plantas que ocorrem em Portugal. Segundo o Flora-On, o projeto visa criar laços de colaboração com um maior número de botânicos, investigadores e

instituições científicas, apelando sobretudo à disponibilização de registos fotográficos e geográficos das espécies vegetais, com o objetivo de construir um Atlas atual e rigoroso da flora de Portugal. O portal tem um aspeto muito atrativo, desde logo pela qualidade das fotografias disponibilizadas, é de fácil consulta e permite a pesquisa por uma enorme variedade de critérios, desde caraterísticas, época de floração, altitude, entre outros. www.flora-on.pt


Floresta Tornar o transporte de madeira mais eficiente Foi recentemente patenteado na Suécia um sistema que pretende revolucionar o transporte de madeira. O método e os equipamentos envolvidos já são usados noutros setores de atividade, como por ex. no transporte de resíduos sólidos provenientes da construção civil, mas ao pretenderem aplicá-los ao transporte de madeira o objetivo é tornar o processo mais eficiente. Os promotores da ideia consideram que quanto mais Green Wood Logistics

vezes a madeira é mudada, mais se danifica, e que quanto mais tempo permanece em pilhas, a aguardar que seja transportada para a indústria, mais altera as suas caraterísticas. E há aplicações onde este fator conta. Assim, propõem que os troncos sejam acondicionados em módulos de carga logo na floresta. Toda a restante sequência de transporte consiste em fazer deslocar esses módulos sem voltar a mexer na madeira. Apesar de reconhecerem que

esta estratégia logística põe em causa rotinas solidamente estabelecidas no setor florestal, obrigando a alterar o modo como

hoje se trabalha, afirmam que essas mudanças trarão significativos ganhos de eficiência.

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Pellets a mais ou floresta a menos? ANEFA

Bancada para processamento de lenha havel A empresa finlandesa Oy Hassinen Veljekset (Havel) concebeu uma bancada destinada sobretudo aos utilizadores particulares. Este modelo KlapiMaster 15 permite cortar e rachar lenha com cerca de 30-50 cm de diâmetro. O corte é executado com qualquer moto-serra universal, que é instalada num suporte próprio. E o rachador funciona com um motor de combustão Briggs & Stratton de 6,5 cv ao qual está ligado um veio com uma ponta de fuso. A estrutura tem a particularidade de poder ser desmontada, em pouco mais de 5 minutos, e facilmente transportada. A peça mais pesada pesa apenas 18 kg e a mais comprida mede 1,60 m, o que faz com que seja possível deslocá-la no interior de um carro ou arrumá-la numa arrecadação quando não estiver a ser usada. É vendido na Finlândia por cerca de 1600 euros.

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Em nota de imprensa, a ANEFA (Associação Nacional das Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente) dá conta do contexto positivo que o negócio das pellets atravessa, com a produção nacional a rondar as 700.000 toneladas por ano e a procura a antecipar uma tendência de crescimento no mercado mundial. Mas existe a preocupação de que uma exagerada solicitação de material lenhoso, sobretudo sobrantes, origine uma pressão excessiva sobre a floresta. É por isso que se começa a falar na possibilidade de limitar a produção industrial de pellets no nosso país. Entretanto, a ANEFA defende que a solução tem de ser encontrada no sentido oposto: “Portugal deve apostar prioritariamente em ações de arborização e melhoria dos povoamentos existentes […] em particular do pinheiro bravo”. É um alerta para que não se deixe esmorecer este negócio emergente por haver floresta a menos, e um sinal aos produtores para que não desprezem o interesse económico que o pinheiro bravo pode vir a ter no futuro. Fonte: Anefa


Floresta Processadora de corte para reboque florestal hypro Uma processadora de corte instalada num reboque florestal é uma solução fora do comum, mas o fabricante sueco Hypro decidiu apostar no conceito. A ideia resultou de algumas encomendas feitas por clientes e passou agora à produção em série. Esta processadora 755 VB é alimentada através da grua do reboque, que também a coloca e retira, e pode processar varas com diâmetro

entre os 5 e os 45 cm, até uma velocidade máxima superior a 3 m/segundo. Este pode ser um acessório interessante para quem precise de uma processadora mas não queira fazer um grande investimento, já que tem um preço de venda mais baixo do que um modelo destinado aos 3 pontos do hidráulico, composto por lança e guindaste. Foi concebida para se adaptar à generalidade dos reboques e, de acordo com

a marca, a facilidade com que se consegue retirar faz com que seja fácil alternar entre a rechega e o corte. A Hypro

fabrica uma gama de implementos florestais praticamente na sua totalidade destinados a tratores.

Ventura presente na Elmia Maquinas Forestales Ventura

A Ventura marcou presença na Elmia Wood 2013 onde expôs a sua ampla gama de máquinas para a floresta e biomassa. As trituradoras florestais e a estilhaçadora de tambor 1320 foram o destaque nesta edição. Durante o evento realizaram-se várias demonstrações, podendo ver-se em tempo real as máquinas em trabalho.

A Ventura é uma empresa espanhola que está no mercado desde 1953, especializada no fabrico e distribuição de maquinaria florestal, agrícola e de obras públicas. Tem uma vasta rede de distribuidores e conta com a experiência de uma equipa profissional e devidamente qualificada nas vendas e assistência pós-venda sempre pronta a dar resposta aos seus clientes.

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Aconselhamento técnico para montado de sobro

Equipamento compacto para limpeza florestal Ebeaver Ebeaver

Há dois anos o sueco Johan Dagman apresentou o Ebeaver como um equipamento destinado à rechega de sobrantes para biomassa. Recentemente, adaptou-o à limpeza de matas ao adicionar-lhe uma lâmina de corte da marca finlandesa Mense. Este acessório costuma ser usado só em máquinas maiores mas o fluxo hidráulico (240 bars de pressão e 96 L/min) do Ebeaver é adequado para uma lâmina deste porte. O Ebeaver enquadra-se na tendência de se usar equipamentos

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telecomandados compactos, que permitem escolher com maior precisão o que é para cortar e o que é para ficar na floresta. Dagman acredita que a sua criação terá um impacto positivo no ambiente de trabalho. Como a limpeza florestal apeada implica grande exigência física e dispêndio de tempo, o Ebeaver pretende melhorar estes aspectos: o pessoal poderá alternar entre os utensílios manuais e este equipamento que tem a vantagem de ser mais fácil de operar e de despachar mais área.

Corticeira Amorim No âmbito da iniciativa europeia ‘Business & Biodiversity’, a Corticeira Amorim, em parceria com o ICNF, a Quercus e o WWF, estão a disponibilizar aconselhamento técnico aos produtores florestais. Este serviço é gratuito, pode ser solicitado até ao final de 2013 através do preenchimento de um formulário de candidatura disponível em www. sustentabilidade.amorim.com, e prevê que as propriedades selecionadas sejam visitadas por especialistas, que depois prepararão um relatório técnico. Apenas serão consideradas as propriedades que apresentem uma área florestal de sobreiro não inferior a 50 ha, ou as que possuindo uma área menor estejam integradas numa ZIF, e que não possuam certificação do seu sistema de gestão. O programa tem como objetivo a implementação de melhores práticas de gestão florestal do montado, que contribuam para inverter a tendência de declínio do sobreiro.


Floresta Estilhaçadora de tambor Castor 1320 Ventura A empresa Ventura, máquinas forestales, S.L. comercializa a estilhaçadora de tambor Castor 1320 sendo a única companhia espanhola que fabrica esta máquina de alto rendimento para a trituração de todo o tipo de madeiras, quer sejam árvores inteiras, ramagem, raízes, podas de jardinagem ou produções agrícolas, de forma rápida e obtendo como resultado uma estilha de grande qualidade.

Esta estilhaçadora pode estar equipada com um motor Scania 488cv diesel/Iveco 354cv diesel/Iveco 510cv diesel, com uma abertura de trabalho de 62x134cm, um rolo triturador de 89x132cm com facas ou martelos de widia intercambiáveis, o que a torna uma máquina muito polivalente e de grande produtividade. Opcionalmente pode-se entregar com suspensão a 80km/h com travões ABS.

E-mail: ventura@venturamaq.com

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Com ou sem tração, motorizados, elétricos ou a bateria

Corta-relvas apeados Os mais pequenos corta-relvas apeados, a começar pelos modelos elétricos, destinam-se a superfícies da ordem dos 100 aos 300 m2. São aconselháveis para extensões de dimensão limitada, face aos seus congéneres acionados por motores de combustão interna ou aos tratores corta-relvas. Os aparelhos de condução apeada também podem ser equipados com tração ao rodado, em situações de maiores áreas a tratar, tornando a operação mais cómoda com a máquina a puxar pelo condutor, o que é sobretudo apreciável quando se tem de trabalhar em declives acentuados, face ao peso a suportar, da máquina, em manobras. Por questões de segurança, nessas condições de trabalho mais difíceis, as máquinas apeadas podem igualmente servir de auxiliares aos tratores corta-relvas, em relvados implantados em parcelas declivosas, onde os tratores não oferecem a

necessária estabilidade. Os corta-relvas apeados são máquinas leves, de condução simplificada e sem esforço, com comando de operação intuitiva, capazes de cortar, à altura desejada, à volta de árvores, de outros obstáculos e em espaços super-apertados. Em relação ao material cortado, as máquinas recolhem a relva através do respetivo saco ou, no caso de modelos equipados com o recorte da relva cortada (conhecido genericamente por mulching), a relva assim esmiuçada é deixada no terreno onde funciona como fertilizante, uniformemente

Os aparelhos de condução apeada também podem ser equipados com tração ao rodado, tornando a operação mais cómoda com a máquina a puxar pelo condutor.

Cortadores de relva apeados com motores elétricos

Corta-relvas movido a bateria. Fácil manuseamento devido à redução de peso.

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distribuída por toda a mancha verde. O corte de relva implica, em relvados devidamente implantados e cuidados, uma frequência por vezes semanal. Para quem verdadeiramente goste de jardinagem, devido à facilidade da operação, a obrigação de aparar a relva torna-se numa prática recreativa e com um resultado final agradável com o aparecimento de um deslumbrante tapete uniformemente verde.

Nas principais marcas, a gama inclui mais de meia dúzia de modelos com especificações (aproximadas), como: potência de 800 a 1.600 W, largura de corte (30 a 45 cm), altura de corte (23 a 80 mm), peso de 10 a 30 kg e preços (com IVA) que podem variar de 50 a 150 € (nos modelos mais pequenos), até 600 € para os de maior potência. A nova gama elétrica de cortadores de relva acionados por bateria (lítio), embora


Jardinagem de custo um pouco mais elevado, equipada com todos os requisitos dos modelos elétricos por fio, beneficia ainda de ser substancialmente mais leve.

Corta-relvas com tração, equipado com motor a gasolina para trabalhar em grandes áreas.

Cortadores de relva apeados com motores a gasolina Nas principais marcas, a gama inclui um leque de escolha muito mais elevado de modelos, com máquinas de 2 e 4 rodas, das categorias classificadas como médias, grandes e profissionais, com especificações (aproximadas), como: potência bruta de 5 a 7 cv, largura de corte (40 a 55 cm), altura de corte (15 a 85 mm), peso de 35 a 70 kg e preços (com IVA) que podem variar de 350 a 950 € (na gama média), 1.200 a 1.400 € para os de maior potência, até 2.000 € para modelos profissionais e especiais. A área recomendada para a utilização dos cortadores de relva com motorização de combustão interna vai desde os 1.500 aos 5.000 metros.

Corta-relvas com sistema de auto-propulsão variável para se adequar às diferentes condições de corte bem como à velocidade do operador ao caminhar e ainda um sistema antivibração AVS.

Consoante as marcas, de acordo com as especificações, montam como equipamento standard ou extra: motor de arranque, sistema de recolha de relva com ventoinha, sistema antivibração, defletor traseiro de cortado, kit mulching, kit de adubação profissional, tração às rodas, rodado com terceira roda para manobras em redor de obstáculos, reforços exteriores contra choques, sistema de transmissão de velocidade variável, depósito de combustível alargado, entre outros.

Notas finais • Alguns corta-relvas podem funcionar como aspiradores de folhas e outros detritos, com recolha nos respetivos sacos. • A segurança pessoal e de terceiros é praticamente garantida, basta largar o manípulo que o travão motor pára a máquina de imediato. • Apenas as reparações e os ajustes, na zona das lâminas, devem ser sempre executados com a máquina desligada da tomada elétrica ou do motor a gasolina, e: nos modelos elétricos, trabalhar sem a relva estar molhada. • Para um corte correto em todos os sentidos, as lâminas devem ser afiadas regularmente. Com o gume afiado, as folhas não ficam desfiadas e a relva agradece.

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Vitivinicultura Ouro e Prata para vinhos portugueses

vinalies internationales®

é um concurso internacional de vinhos, organizado pela União dos Enólogos de França, que tem por objetivo enfatizar a capacidade de maturação dos vinhos e salientar aqueles que atingem um elevado nível de qualidade, na opinião de um júri (no caso, um grupo de 100 juízes). Os concursos da Vinalies Internationales® são de uma exigência máxima em termos de rigor na entrega de elementos relativos à identidade, a práticas de campo e à enologia empregue nos produtos apresentados a concurso. A última edição da Vinalies Internationales® decorreu em Paris de 1 a 5 de março passado, tendo Portugal sido premiado com 20 medalhas de Ouro e 48 de Prata nos seus vinhos do Porto e Douro

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Alentejo, Península de Setúbal, Bairrada, Lisboa, Dão e Tejo. A lista de vinhos portugueses premiados com Medalhas de Ouro, é a seguinte: Generosos (Porto): Ferreira 10 anos Ferreira 10 anos branco - Ferreira 20 anos Duque de Bragança - Ferreira Dona Antónia Reserva - Sandeman 10 anos - Sandeman 20 anos - Rosé 10 anos Infanta Isabel. Tinto: Adega de Pegões Alicante Bouschet Setúbal 2010 - Águia Moura em Vinhas Velhas Reserva Douro 2008 - Azul Portugal Douro 2011- Badula Colheita Seleccionada Tejo 2011 -Barão de Vilar Grande Reserva Douro-Callabriga Douro 2010 - Papa Figos Casa Ferreirinha Douro 2011-Herdade do Peso Reserva Alentejo 2009 - Casa Ermelinda Freitas Cabernet Sauvignon Setúbal 2010 - Marquês de Marialva Grande Reserva Bairrada 2008 - Cistus Reserva Douro 2008 - Ameias Aragonês Setúbal 2010 - Vale da Poupa Douro 2009.

Custo de instalação e manutenção de uma vinha

cálculo de custos O preço a pagar pela instalação de uma vinha nova ou pela reestruturação de uma vinha, com a inclusão de todas as despesas a isso inerentes, é da ordem dos €13.000 por hectare, segundo dados fornecidos por responsáveis do principal setor da Quinta da Aveleda, à ‘Vida Económica’. No que respeita ao total dos custos anuais relacionados com a manutenção da cultura, a sua soma pode atingir os 2.600 a €3.000 por hectare, na região do Minho, com produções até aos 10.000 kg de uva. Partindo do princípio de que o ano correu de feição, que os encargos fixos e varáveis não excedem os €2.600/ha e que a produção atingiu os 13 500 kg permitidos pela CVRVV, a receita obtida permite um custo/benefício aceitável, sobretudo tendo em conta o apoio a fundo perdido concedido pelo programa Vitis. Os valores atrás indicados, em termos de custos, são meramente indicativos, e as propriedades em causa são de pequena a média dimensão.


Curiosidades

Os VANT na agricultura veículo aéreo não tripulado

Concebidos para serem utilizados em fins militares, como a grande maioria dos desenvolvimentos tecnológicos, os Vant - Veículo Aéreo Não Tripulado - ou Drones (de ‘zangão’, em inglês) são aviões controlados à distância por meios eletrónicos e computacionais. Os seus inventores inspiraram-se nas bombas voadoras alemãs do tipo V-1, assim como nos inofensivos aeromodelos rádio controlados. Alguns são pequenos como um inseto. Outros, maiores, podem chegar aos 25 kg. Estas máquinas voadoras de última geração foram concebidas, projetadas e construídas para serem usadas em missões muito perigosas, até aí executadas por seres humanos nas áreas de inteligência militar, apoio e controlo de tiro de artilharia, apoio aéreo a tropas de infantaria e cavalaria no campo de batalha, controlo de mísseis de cruzeiro, entre outros. Mais tarde, os Drones têm sido aplicados em atividades de patrulhamento urbano, costeiro, ambiental e de fronteiras, atividades de busca e resgate, entre outras e, finalmente, em agricultura de precisão. Em agricultura de precisão, os Drones podem ser extremamente úteis na recolha de informações sobre o estado das culturas (crescimento, falhas em linhas de sementeira, doenças e pragas, necessidade de humidade no

solo, etc.) e a necessidade de tratamentos, assim como na recolha de informação para mapeamentos. A operação dos Drones, face à das aeronaves, executada a baixa altitude e a velocidade de deslocação mais lenta, permite um nível de impressão fotográfica incomparavelmente mais nítida, mais precisa e detalhada; a operação não oferece quaisquer riscos; acaba por ser mais prática (com o Drone transportável numa caixa portátil, (de 2 a 5 kg de peso); tem um custo muitíssimo mais barato (por compra ou aluguer); e, é muito mais amiga do ambiente. No que respeita à utilização de Drones para operações culturais, já há empresas que disponibilizam modelos de maior potência, adaptados com sistemas para a aplicação de fertilizantes, pesticidas e herbicidas. Voando em planos rasos junto às culturas a tratar, os Drones, face às aeronaves guiadas por piloto embarcado, para além das vantagens atrás citadas, oferecem uma economia substancial no aproveitamento de produtos químicos, devido à quebra da deriva daí resultante.

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Perfume proibido grasse • frança

No sul de França, os produtores de alfazema e de perfumes estão descontentes porque a Comissão Europeia está a iniciar uma batalha que atinge o coração do setor. No sul de França, os produtores de alfazema e de perfumes estão descontentes porque a Comissão Europeia está a iniciar uma batalha que atinge o coração do setor. Um relatório científico de mais de 300 páginas dita a interdição radical de três substâncias naturais, e a limitação de muitas outras que estão normalmente presentes nos perfumes, devido ao seus efeitos alergénicos. O que significa que os artesãos perfumistas têm de refazer praticamente todas as

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suas fórmulas. Na cidade francesa de Grasse, conhecida como a capital do mundo da perfumaria, este relatório veio provocar uma onda de choque. A lista de 179 substâncias a erradicar ou a limitar implica extensas modificações no método de trabalho que podem custar mais de 100 milhões de euros. A cidade planeia candidatar-se à Unesco protegendo a arte da perfumaria como Património Imaterial da Humanidade.

Fábricas vegetais sustentáveis fukushima • japão

A 25 km da zona de exclusão nuclear de Fukushima, no Japão, foi inaugurado um grande projeto de agricultura sustentável totalmente alimentado por energia solar. A ideia foi de Eiju Hangai, um ex-executivo da Tepco que havia deixado a empresa meses antes de o desastre nuclear acontecer, como forma de acelerar o processo de recuperação das comunidades afetadas na zona. O Fukushima Recovery SolarAgri Park ergue-se numa superfície de 2,4 hectares e contém mais de dois mil painéis solares que alimentam duas estufas enormes em forma de cúpula insufladas a

ar. As cúpulas abrigam camas de sementeira hidropónicas usadas para produzir vegetais e simultaneamente isolam as culturas hidropónicas de qualquer risco de contaminação radioativa. A temperatura e os níveis de humidade nas estufas são mantidos em níveis ótimos através dum sistema computorizado.


Curiosidades

O pai dos telemóveis martin cooper

A 3 de abril, Martin Cooper, hoje com 84 anos de idade, recebeu o prémio Charles Stark Draper Prize, concedido pela N. Academy of Engineerings (NAE), considerado no meio como o “Nobel da Engenharia”. O prémio Charles Stark Draper foi criado pelo Draper Laboratory, em 1988, para homenagear o seu fundador, Charles Stark Draper, pioneiro na navegação inercial. O importante galardão reconhece aqueles que contribuíram para o avanço da tecnologia e que ampliaram o reconhecimento público sobre a importância da engenharia e da tecnologia para o mundo. O citado acontecimento deve-se à circunstância de, há precisamente 40 anos da data atrás referida, no dia 3 de Abril de 1973, Martin Cooper ter entrado para a História ao fazer a primeira ligação mundial pública num telefone celular, que na época apresentava uma dimensão e o peso de um tijolo (cerca de 1 kg), como mostra a foto que junto mostramos. A proeza histórica, da primeira chamada telefónica efetuada por um aparelho portátil entre duas pessoas, teve lugar no centro da Sexta Avenida em Nova Iorque, tendo como interveniente o seu inventor, Martin Cooper, através de um aparelho por

si desenvolvido na empresa americana Motorola. Martin Cooper, o engenheiro eletrotécnico a quem o mundo inteiro hoje deve a possibilidade de utilização de um telefone móvel, foi responsável pelo departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da americana Motorola e ainda exerce funções na sua empresa ArrayComm dedicando-se à pesquisa tecnológica no que respeita ao melhoramento da antena inteligente e ao aperfeiçoamento das redes wireless (sem fio). Conhecido por ser uma pessoa simples, bem disposta e engraçada, pela nobreza normalmente conferida a quem realmente é importante, entrevistado ultimamente pela televisão inglesa sobre as qualidades do seu invento, respondeu: “o telemóvel que inventei, face aos de agora, até tinha a vantagem da sua autonomia ser limitada, por ter sido desenvolvido com o propósito de simplesmente comunicar sobre o essencial. O

A caminho duma nova revolução agrícola edward cocking

Edward Cocking, investigador na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, anunciou uma descoberta que poderá reduzir a poluição associada à utilização massiva de fertilizantes na agricultura. Cocking desenvolveu uma tecnologia que permitirá que a maioria das culturas capture o azoto do ar, em vez de a partir do solo, acabando com a dependência dos fertilizantes. A fixação do azoto é vital para que as plantas sobrevivam e cresçam. No entanto, apenas um número muito pequeno de plantas, a maioria das leguminosas (como a ervilha, feijão e lentilha) têm a capacidade de fixá-lo a partir da atmosfera, com a ajuda de bactérias. A descoberta de Cocking consiste numa técnica capaz de inserir bactérias fixadoras de azoto nas células das raízes das plantas. Segundo o pesquisador, a técnica não é nem modificação genética nem

facto do meu celular pesar tanto e ter um curto espaço de tempo de atuação, tinha por objetivo não aturar quem é capaz de falar ao telefone horas sem fim ou, preferencialmente, utilizar

bioengenharia, já que usa tão somente uma bactéria natural, que tem a capacidade de fixar o azoto a partir do ar. Inserida no interior das células das plantas através da semente, a bactéria dá a cada célula a capacidade de fixar azoto diretamente da atmosfera. Segundo Cocking, que batizou sua tecnologia de N-Fix, as sementes da planta são revestidas com estas bactérias a fim de criar uma relação simbiótica mutuamente benéfica - e produzir azoto naturalmente. A Universidade já licenciou a tecnologia para a empresa Azotic Technologies, que vai tentar obter autorização para o uso do N-Fix em vários países, incluindo o Brasil.

o aparelho para namorar à distância, em vez de o fazermos para marcar um encontro onde o contacto personalizado, como deve ser, tem com tudo muito mais a ver”.

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ÍNDIA

Tratores do mundo

A economia e a agricultura indianas

A economia da Índia é a décima maior do mundo e a terceira mais desenvolvida da Ásia em termos de produto interno bruto (PIB) nominal, atrás apenas das economias do Japão e da República Popular da China.

E

m agricultura, os principais produtos cultivados são: chá, algodão, trigo, juta, arroz, tabaco, milho, cana-deaçúcar, entre outros. O chá, o tabaco e o algodão são explorados em grandes áreas com monoculturas voltadas para a exportação, fruto da época em que os ingleses colonizaram a região. Em pecuária, a Índia tem o 1º lugar com o maior rebanho bovino do mundo (embora não comercializável internamente por razões ligadas à religião) e, em gado caprino e ovino, o país detém, respetivamente, em termos de produção, o 2º e 4º lugar do ranking mundial. Entretanto, apesar da Índia ser considerada como tendo uma das economias de mais

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rápido crescimento a nível mundial (com crescimento anual do PIB da ordem dos 10%), devido à grande densidade populacional (estimada em mais de 1,2 biliões de habitantes), o rendimento per capita é consideravelmente baixo: 135ª posição, segundo o Fundo Monetário Internacional e 122ª posição pelo critério de paridade do poder de compra, de entre 182 países e territórios do mundo. Na Índia, cerca de 50% da população (600 milhões de pessoas) depende diretamente da agricultura para se sustentar e sobreviver, contribuindo com 18% do PIB. Mais de 40% da população (aproximadamente 440 milhões de pessoas) vive abaixo da linha de pobreza,

face à existência de uma classe média crescente, calculada em 300 milhões de pessoas.

Os tratores indianos No tocante ao setor a que a nossa revista está ligada, a Índia, à semelhança da sua

vizinha China, começou a dispor de fábricas de tratores, máquinas e alfaias há cerca de meio século, as quais, tendo como único alvo o mercado doméstico, fora do seu país deixavam muito a desejar em termos de exigências mínimas de qualidade. Depois dos


Escort

Hmt

médio porte, como em paralelo sucedeu com fabricantes de outros países asiáticos (Japão, Coreia, China), os tratores começaram por ter a classificação de ‘mini’, passando depois, pela procura do mercado, a equiparem com motores mais potentes. Com a tendência de mercados externos a apelar por maiores potências, já há marcas indianas, embora poucas, com tratores na classe média/alta. E, os fabricantes indianos, com as maiores facilidades em mão-de-obra barata e sem tantos entraves no rigor das leis de fabrico para se desenvolverem, em breve vão começar a anunciar o lançamento de tratores de gama alta, tendo como alvo prioritário a exportação. Algumas das fábricas indianas multinacionais de tratores atingiram já uma grande dimensão empresarial e, de ano para ano estão melhor apetrechadas, dado que os avultados lucros permitem o investimento, uma vez que a comercialização anual atinge um número de unidades vendidas internamente e exportadas que não é comparável com o melhor ano de vendas das marcas

Shaktimaan

construtores indianos ultimamente terem copiado e aprendido com os maiores construtores de fábricas europeias e americanas que recorrem, localmente, aos seus serviços de baixo custo, os mesmos já começam a oferecer produtos com caraterísticas concorrenciais com as marcas de origem ocidental, pese embora, na sua aceitação estar, como aliciante, o melhor preço. Na Índia, como 70% da terra arável se encontra dividida por parcelas de dimensão inferior a 1 hectare, portanto sem condições, em tamanho, para o trabalho de tratores de

mais consagradas do mercado mundial. Como exemplo, citamos a Mahindra, cujas vendas, em termos de volume de unidades lideram com uma grande margem o mercado internacional da especialidade. Exportando para os 6 Continentes e com uma quota parte de vendas de 40% no mercado doméstico, têm ultimamente atingido a extraordinária soma anual de 200.000 unidades. O ano passado, a Mahindra comemorou a saída de fábrica do seu 2.000.000º trator. Das principais marcas nacionais de tratores, destacamos, entre outros: a Mahindra, a Escort, a Hmt e a Shaktimaan. Na Índia, os principais construtores de tratores fabricam igualmente diverso material agrícola, como alfaias, máquinas de colheita, motocultivadores, pulverizadores, semeadores, etc. Este tipo de estabelecimento fabril pertence normalmente a um grande Grupo empresarial que reúne, em departamentos separados, indústrias diversas como: veículos multiusos, máquinas industriais, componentes para automóveis e aviões, ar condicionado... e,

nalguns casos, até estão incluídos, no Grupo, negócios de imobiliário, seguros, etc. E, à semelhança do que tem acontecido na Europa (Roménia, ex-Jugoslávia), Turquia, mas sobretudo na China, também na Índia existem fábricas que produzem e comercializam localmente (e não só), sob licença, ou a pedido, tratores das mais importantes marcas

internacionais: de um modo geral modelos de pequena/média potência, não tão sofisticados como os originais mas equipados com o estritamente necessário para serem bem aceites em mercados menos exigentes. Como corolário dos serviços prestados à agricultura pela Mahindra, depois de bem implantada e representada no mercado externo, nomeadamente na América Latina, a marca indiana vai passar a montar 3 modelos de tratores no estabelecimento fabril do Grupo Gildemeister, situado no Rio Grande do Sul (Brasil), uma zona vocacionada para a indústria de tratores.

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Mahindra

Tratores do mundo


Momentos New-Holland 2013

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Retratos do Mundo New-Holland em Portugal de lés-a-lés.

www.facebook.com/ NewHollandAgriculture

Momentos

New-Holland “O Trator X” Uma equipa de 4 estagiários da fábrica da New Holland em Basildon no Reino Unido, com idades entre 18-19 anos, projetou e construiu o primeiro trator movido pela gravidade que alguma vez saiu daquela fábrica. O veículo foi feito de propósito para a famosa competição internacional de descida “Red Bull Soapbox Race”, que teve lugar na Alexandra Palace em Londres no passado dia 14 de julho. A construção demorou 10 semanas e foi finalizada com uma pintura azul estilo New Holland, rodas brancas, escape cromado e a bandeira do Reino Unido no capot.

Etelgra Lda. Ceifeira NH CR 8070 José Barata, Francisco Barata, Carlos, José Carlos (Etelgra Lda.), Mário Cananão (Etelgra Lda.), Nelson Carrasquinha (Etelgra Lda.).

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New Holland 2013

Auto Agrícola Sobralense NH T3030 Anacleto Neves Pereira e esposa.

Miraldino Filipe Mendes NH T 6.175 Victor Champalimaud Jardim.

Auto Agrícola Sobralense

Auto Agrícola das Meãs

NH T7.235 Classic Felismino (Mirromate).

NH T5.95 Dual Command José Carlos (Auto Agrícola das Meãs), Maria Reis Correia, Sandra Isabel Reis Melo e António Melo.

Varanda & Cordeiro

Varanda & Cordeiro

NH T6.120 Marco Esteves - Granja, Miranda do Douro.

NH T4020 Alberto Fernandes - Prado de Gatão, Miranda do Douro.

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setembro

“Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.”

15 setembro de 1765 Nasce Bocage, Setúbal.

É bem conhecido o carácter irreverente de Bocage. Com efeito, da sua pena contundente saíram sátiras impiedosas, críticas ao modelo de sociedade, ao governo, aos poderosos de uma maneira geral. O novo-riquismo, a mediocridade, as convenções sociais, o clero, os médicos, os avarentos e os literatos, entre outros, também foram objecto da sua observação rigorosa e da sua crítica corrosiva.

Ilustração de Jorge Miguel www.jorge-miguel.com

Manuel Maria de Barbosa l’Hedois du Bocage

Bocage publicitário Um proprietário de uma casa de banhos, amigo de Bocage, pediulhe que redigisse um letreiro para a tabuleta da casa. O poeta, sempre gozador, escreveu: “Banhos frios. Também os temos quentes para senhoras a 200 réis, com lençóis.” O homem ficou muito contente e mandou pintar a placa. Dias depois aparece novamente o dono da casa dos banhos

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DIAS MAIS RELEVANTES

Dia 7 – Dia do Brasil • Dia 8 – Dia Internacional da Alfabetização • Dia 16 – Dia da Proteção da Camada de Ozono • Dia 21 – Dia da Doença de Alzheimer; Dia Internacional da Paz • Dia 22 – Dia do Calendário; Equinócio de Outono • Dia 23 – Dia do Mar • Dia 27 – Dia Mundial do Turismo. DURAÇÃO DIAS E NOITES

Dia 1 em Lisboa, o sol nasce às 7h06min. e põe-se às 20h07min. Dia 30: nasce às 7h32min. e põese às 19h21min. Dia 1 no Porto, o sol nasce às 7h01min. e põe-se às 20h07min. Dia 30: nasce às 7h30min. e põese às 19h18min.

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ao poeta, a dizer-lhe que os vizinhos não tinham gostado do letreiro, e seria bom corrigi-lo. Disse o poeta: -Ponha, então, assim: “Banhos frios. Também os temos para senhoras quentes de 200 réis, com lençóis”. O homem ficou muito contente, mas correu a consultar os vizinhos. Meia hora depois tornava ele a casa

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do poeta para lhe dizer que os vizinhos acharam “pior a emenda do que o soneto”. Bocage, aborrecido já com aquela história, exclamou: - Olhe, meu amigo, ponha então assim: “Banhos frios. Com senhoras não queremos negócios quentes. Nem quentes, nem frios, nem por 200 réis, nem por nada, nem com lençóis, nem sem lençóis.”

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FERIADOS MUNICIPAIS

Dia 3 – Silves • Dia 7 – Arganil; Faro (Distrital); Vendas Novas • Dia 8 – Lagoa; Lamego; Mangualde; Marco de Canavezes; Marvão; Montemor-o-Velho; Murtosa; Nazaré; Odemira; Ourique; Ponta do Sol; Sabrosa • Dia 10 – Moita • Dia 11 – Amadora • Dia 13 – Alcoutim • Dia 15 – Fundão; Setúbal (Distrital) • Dia 16 – Tondela • Dia 19 – Vila de Rei • Dia 20 – Ponte de Lima • Dia 21 – Sever do Vouga; Soure; Viseu (Distrital) • Dia 22 – Sardoal • Dia 29 – Cabeceiras de Basto; Fornos de Algodres; Penela; Resende; Tarouca.

Agenda FISCAL

Até dia 2: IUC - pagamento do IUC de veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no mês anterior. Até dia 10: IRS - entrega da declaração mensal de remunerações • IVA pagamento do imposto apurado no mês de julho pelos sujeitos passivos abrangidos pela periodicidade mensal. Até dia 20: IRC/SELO pagamento das importâncias retidas, no mês anterior. • IRS - Segundo pagamento

por conta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares de titulares de rendimentos da categoria B. Até ao dia 25: IVA (entrega do ficheiro SAFT). Até ao dia 30: IRC - Segundo pagamento por conta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas • IUC pagamento do IUC de veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês. Consulte: www.portaldasfinancas.gov.pt


outubro “Logo que Outubro venha, procura a lenha.”

21 setembro 27 de outubro

Dia Internacional da Paz

Mudança para a hora de inverno

Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra.

Atrasar os relógios 60 m à 1 hora UTC

E a propósito de Paz, deixamos aqui uma sugestão de leitura: Papa Francisco, conversas com Jorge Bergoglio, publicado inicialmente em 2010, com o nome “O Jesuíta”. Trata-se de um livro em formato de entrevistas, sobre o Homem que está a surpreender o mundo, um homem com grande presença e carisma, em paz consigo e com os outros. Ao lê-lo podemos ficar a saber o seu percurso de vida, desde o desembarque da sua família italiana no porto de Buenos Aires, a sua infância, juventude... É um livro único, sobre o Papa que veio do fim do mundo para nos surpreender com toda a sua simplicidade e bondade. A não perder.

Ainda o Bocage... Já era habitual o Bocage ser convidado para os chás do comendador Augusto Xavier da Silva, amigo do da família do poeta. Certa vez o comendador quis pregar uma partida ao vate setubalense e sem este saber deu-lhe uma chávena de chá a ferver e disse: - Dá-se um prémio a quem tomar o chá mais depressa! O Bocage apressou-se a levar a bebida à boca e ao escaldar-se deixou transparecer uma careta de dor deixando escapar um ruidoso traque! Logo exclamou:

“Foge desgraçado, Que morres escaldado!”

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DIAS MAIS RELEVANTES

Dia 1 – Dia da Música; Dia do Idoso • Dia 4 – Dia do Animal • Dia 5 – Dia Internacional do Professor; Implantação da República – Feriado Nacional • Dia 9 – Dia Mundial dos Correios • Dia 10 – Dia da Saúde Mental • Dia 12 – Dia de Espanha; Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais • Dia 16 – Dia da Biblioteca de Alexandria; Dia Mundial da Alimentação • Dia 17 – Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza • Dia 20 – Dia da Internet; Dia da Osteoporose • Dia 24 – Dia das Nações Unidas • Dia 27 – Dia dos Jornalistas pela Paz • Dia 28 – Mudança para a hora de Inverno (atrasar os relógios 60 m à 1 hora UTC) • Dia 29 – Dia da 3ª Idade.

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FERIADOS MUNICIPAIS

Dia 1 – Vila Nova de Cerveira • Dia 7 – Oliveira de Frades; Oliveira do Hospital; Gondomar; Vieira do Minho • Dia 9 – Machico • Dia 11 – S. João da Madeira • Dia 15 – Mogadouro • Dia 16 – Câmara de Lobos • Dia 20 – Covilhã; Terra de Bouro • Dia 22 – Grândola • Dia 27 – Lagos. DURAÇÃO DIAS E NOITES

Dia 1: em Lisboa, o sol nasce às 6h33min. e põe-se às 18h19min. Dia 31: nasce às 7h03min. e põese às 17h37min. Dia 1: no Porto, o sol nasce às 6h31min. e põe-se às 18h16min. Dia 31: nasce às 7h05min. e põese às 17h31min.

Agenda FISCAL

Até dia 10: IRS - entrega da declaração mensal de remunerações • IVA - pagamento do imposto apurado no mês de agosto pelos sujeitos passivos abrangidos pela periodicidade mensal. Até dia 21: IRC/SELO pagamento das importâncias retidas, no mês anterior. • IRS - Segundo pagamento por conta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares de titulares de rendimentos da categoria B. • IVA - Entrega da

Declaração Recapitulativa pelos sujeitos passivos do regime normal mensal Até ao dia 25: IVA (entrega do ficheiro SAFT). Até ao dia 31: IRC – Segunda prestação do pagamento por conta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas • IUC - pagamento do IUC de veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês. Consulte: www.portaldasfinancas.gov.pt

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Calendário

o selo mais caro do mundo O Three-Skilling Yellow é o selo mais popular do mundo e isso deve-se ao facto de ser o mais caro de sempre. O selo foi vendido recentemente num leilão, em Genebra, na Suíça, e estima-se que o seu valor tenha sido superior a 1,82 milhões de euros, valor recorde pelo qual tinha sido vendido em 1996.

9 de outubro Dia Mundial dos Correios mais vale tarde do que nunca

Com “apenas” 112 anos de atraso, o correio da cidade escocesa de Aberdeen entregou uma carta enviada da Austrália, escrita em 1889. “A carta foi enviada por Colin em 4 de Janeiro de 1889 e chegou a Aberdeen há poucos dias. Todo este tempo esteve caída atrás dum móvel”, declarou o chefe dos carteiros locais. A demora foi tão grande que a missiva não pode ser enquadrada em nenhuma das categorias de “correspondência atrasada” do correio. “Quem tiver em seu poder essa carta, por favor, entre em contacto connosco, porque podemos abrir uma nova categoria”, declarou um porta voz do Livro dos Recordes do Guinness. “Temos um registo anterior (sobre correspondência atrasada), mas é de apenas dois ou três anos de atraso.” Quando os carteiros chegaram ao número 32 da rua Carden Place em busca da “senhorita Wardrop”, encontraram um consultório de dentista. Não se sabe qual é o teor da missiva, mas tudo indica que seja uma carta de amor. Um pouco atrasada.

O Three-Skilling Yellow foi emitido em 1855 na Suécia e o seu aparecimento foi acidental. A cor normal do Three-Skilling era verde, enquanto o Eight-Skilling era amarelo, mas, graças à troca de placas de impressão, o selo Three-Skilling saiu com a cor trocada e foi o único exemplar impresso com a cor amarela.

1º selo português

Selo de 25 reis de 1853

Black penny

O selo mais antigo do mundo

8 de Outubro, Lisboa Fórum para o Futuro da Agricultura, na Fundação Champalimaud conferência

“O desafio agro-florestal - produzir, salvaguardando o ambiente” A European Landowners’ Organization e a Syngenta organizam a conferência regional do 6 º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA),

que será realizada em Lisboa no dia 8 de Outubro de 2013. Este evento segue a conferência que foi realizada em Março em Bruxelas. Mais informações: www.forumforagriculture.com

FEiras internacionais

setembro

Feira

País - Cidade

Site

10 a 13

Space

França - Rennes

www.space.fr

outubro

Feira

País - Cidade

Site

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Agric. Equipment

Letónia - Riga

www.aml-ramava.lv

9 a 12

koneagria

Finlândia - Jyvaeskylae

www.koneagria.fi

22 a 23

Agromashov

Israel - Tel Aviv

www.mashovgroup.net/en

22 a 24

Expobioenergia

Espanha - Valladolid

www.expobioenergia.com

23 a 26

Elmia Agric. Mach. & Cultivation

Suécia - Jonkoping

www.elmia.se/sv/lantbrukmaskin

29 a 31

Interagro

Ucrânia - Kiev

http://interagro.in.ua

30 out a 3 nov

Indagra Farm

Roménia - Bucareste

www.indagra.ro

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Regiões 10 de outubro

Máquinas

Dia da Saúde Mental

USADAS Classificados por distrito Loucura Subjectiva Às vezes não tenho tanto a certeza de quem tem o direito de dizer quando um homem é louco e quando não é. Às vezes penso que não há ninguém completamente louco tal como não há ninguém completamente são até a opinião geral o considerar assim ou assado. É como se não fosse tanto o que um tipo faz, mas o modo como a maioria das pessoas o encara quando o faz.

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Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura! Ser doido-alegre, que maior ventura! Morrer vivendo p’ra além da verdade. É tão feliz quem goza tal loucura Que nem na morte crê, que felicidade! Encara, rindo, a vida que o tortura, Sem ver na esmola, a falsa caridade, Que bem no fundo é só vaidade pura, Se acaso houver pureza na vaidade. Já que não tenho, tal como preciso, A felicidade que esse doido tem De ver no purgatório um paraíso... Direi, ao contemplar o seu sorriso, Ai quem me dera ser doido também P’ra suportar melhor quem tem juízo. » António Aleixo, in “Este Livro que Vos Deixo...”

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Viana do Castelo • Braga Compra e venda de máquinas agrícolas usadas

USADOS: Colhedor de milho • Colhedora/ /desfolhadora • Enfardadeira • Espalhador de estrume (coelhos e aves) • Tapete monta-espigas de 8 mts • Rotorfresas Semeador pneumático para milho Volta-fenos 4 corpos

Auditor - S. Pedro - 4980 Ponte da Barca Tel. 258 452 652 • Tm. 934 944 850 costa.usados@gmail.com

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AGRIPALMEIRA Comércio de Máquinas Agrícolas, Lda. CONCESSIONÁRIO:

USADOS Tractores: Lamborghini Crono 574-70 DT • Massey Ferguson 135 • Renault 551 • Motocultivador Barbieri gasolina (como novo) • Reboque tribasculante REPRESENTANTES Lubrificantes Av. do Cávado, n. 239 - Palmeira • 4700-690 Braga Tel. 253 626 190 • João Correia 968 042 691 agripalmeira@gmail.com

SERVIMOR

www.servimor.pt

Guinchos Florestais • Modelos de tambor duplo • Modelos de tambor único

DIVERSAS MÁQUINAS DE OCASIÃO EM STOCK

OFICINAS E PEÇAS: Gândara - Correlhã • 4990-300 Ponte de Lima Tel. 258 741 911 • Fax. 258 742 341 • E-mail. geral@servimor.pt www.abolsamia.pt/clientes/servimor

Anibal A. Cunha Macedo USADOS Tractores: Fiat 500 DT (1983) - 6.500€ • John Deere 1845 FA DT (1996) - 13.500€ • Kubota L245 (1983) - 4.500€ • Kubota L2500 DT (2004) - 12.000€ • Kubota L2550 DT (1988) - 7.500€

Aluguer e Venda de Máquinas Agrícolas

Ceifeira debulhadora Bourgoin TZ6 5.500€ • Colhedores de milho: Agrovil CM1 • PZ - 800€ • Corta-milhos Mengele • Charruas: Galucho 3F 10 14 - 1.800€ • Herculano 1F-14 - 2.100€ • Ribatejo 1F-14 - 600€ • Fresas: p/ motoenxada - 125€ • Agrovil 1.70 FR - 1.150€ • Grade de discos Herculano 1620 - 950€ • Reboque espalhador de estrume 9800 - 2.250€ • Semeadores: (2x) Monosem PNU • Nodet 3000 - 1.500€ • Motogadanheira Benassi - 750€ • Volta-fenos: Deutz-Fahr - 950€ • Galfre - 1.600€ • Kuhn - 1.250€ • Morra H2M (p/ peças) • Mais stock de peças e máquinas usadas em bom estado.

USADOS Tractores: Ford 2600 • Hürlimann XT910.6 - 18.000€ • John Deere 5400 - 16.000€ • Kioti T2600 4W - 7.000€ • Renault 57 • Renault 651 • Shibaura S318 Corta-milhos Agrovil 1L • Motocultivador Grillo c/ alfaias c/ reboque e fresa • Semeador Gaspardo 4L

R. Carvalhas, 1 | 4705-638 Trandeiras - Braga Tel.253 682 991 / 965 512 174 • Fax.253 682 991 www.abolsamia.pt/clientes/anibalmacedo

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Máquinas Agr. e Florestais

Importador

Rachadores de Lenha

Guincho Florestal

EN 201 (Braga - P.de Lima) - Lugar de Moinhos Marrancos - 4730-280 Vila Verde Telf./Fax 253 991 991 - Tm. 968 026 118/966 132 897 E-mail: hitraf.maquinas@gmail.com www.abolsamia.pt/clientes/cti

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Braga • Vila Real • Bragança Venda e Reparação de Máquinas Agrícolas

Deutz-Fahr: Agrolux 70 DT - 15.000€ • D4006 - 5.500€ • DX 3.50 DT - 12.500€ • DX 3500 DT - 15.000€ • Iseki 3210 DT 7.450€ • NH: TD90D DT - 16.500€ • TS110 DT • Shibaura SE2500 - 5.350€ • Valtra A85 DT - 22.500€ Várias alfaias usadas em stock TRACTORES E MÁQUINAS AGRÍCOLAS Tel.253 882 459 • Fax.253 880 336 • Tlm. 917 245 166 Rua do Gaioso nº 238 - Roriz - 4750-658 Barcelos

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Concessionário dos tractores

USADOS: Tractor: Deutz-Fahr Agroplus 100 • Ensiladora Claas 690 automotriz • Rototerra 3,00 mts • Semeador 4 L p/ milho telescópico Rua do Fetal-4755-017 Alvelos - Barcelos Tel. 253 831 588 • Tlm. 962 423 131

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USADOS: Tractores: Agrifull 55 SC (rastos) 5.000€ • Fiatagri 55-85 (rastos) - 8.500€ • Lamborghini C533 (rastos) - 4.750€ • Lamborghini C554 (rastos) - 7.000€ • New Holland 1220 - 8.000€ • Same Dorado 66 DT 25.000€ • Motoenxadas: Kipor 510L - 1.185€ • Kipor KL200 - 440€ • Mais alfaias usadas

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Bragança • Porto

USADOS Tractores: Fiat 450 (1978) • Fiat 60-66 S (1988) • Ford 2600 • Ford 3910 (1987) • John Deere 1850 DT (1990) • Kubota L2500 DT (2000) • Lamborghini 674-70N DT (1994) • Massey Ferguson 240 DT (1992) • Mitsubishi D1600 • Same Silver 80 DT (1997) • Universal 350 (1983) • Corta-forragem JF FH1300 • Bio-triturador Honda BIO190 • Gadanheira Gaspardo • Riper Branco Carvalho 5 D • Carregadores frontais: Herculano B45 • Galucho F

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CONCESSIONÁRIOS

ASSISTÊNCIA E PEÇAS Tractores: Case IH 4230 DT • Ford 3930 • Lindner 1750 DT • Lindner Geotrac 50 • Lindner Geotrac 80 • Massey Ferguson 135 • Ursus 3512 • Ensiladora John Deere 5730 automotriz • Motocultivador Goldoni 14 cv Rio Mau • 4480 Vila do Conde Tel. 252 652 588 • Fax. 252 653 428 Tlm. 91 757 23 08 / 91 721 18 83

CONCESSIONÁRIO PARA DISTRITO DO PORTO

R. de Lagoa, 184 - 4485-378 Macieira da Maia Vila do Conde • Tel. 252 661 230 / 496 Fax 252 661 496 • Email: tractorave@sapo.pt www.abolsamia.pt/clientes/tractorave

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USADOS Tractores: Iseki TU140 DT • Iseki TU170 DT • Iseki TU1700 • Kubota L1501 DT • Mitsubishi D1100 DT • Mitsubishi ST1540 DT • Yanmar F15D DT • Mais alfaias em stock R. de Santiago, nº 329 - Amorim 4495-130 P. Varzim • T./ F. 252 691 721 Email: adelino.lopes.mecal@sapo.pt

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Departamento Comercial

Rua Dr. Valentim Figueiredo, nº 152 4755 - 144 Courel | Barcelos Fax: 252 951 724 • agricourel@portugalmail.com António Martins: 917 605 892 | Ilido Martins: 938 527 379 Armindo Martins: 933 775 700 | Vitor Araújo: 912 840 890

• Agitadores de Fossa • Caixa de Carga Basculantes • Calcador de Terra Cilindro • Carregadores

• Capinadeira Corta Matos • Charrua Descentrada • Cisternas • Derregadores / Derregadores Minis - Abre Regos

• Forquilhas Traseiras / Traseiras p/ transportar fardos • Fresas e Escarificadores • Grades de Dentes • Gruas Hidráulicas com engate aos 3 pontos

• Pás Niveladoras (Arrastadores) • Rachadores • Reboques • Semeador de Batata

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Distrito • Distrito • Distrito Aveiro AFONSO DE OLIVEIRA COSTA & FILHOS, LDA.

Comércio de Máquinas e Alfaias Agricolas, Lda

Concessionário

ALFAIAS

USADOS Tractores: Massey Ferguson 135 • Mitsubishi MT300 (2RM) • Renault 60 • Same Laser 130 • Ursus 3512 • Giratória de rastos Hitachi EX 30 Tel. 231 510 110 / Fax. 231 510 116 • Moita 3780 Anadia • Email: acosta9000@sapo.pt

Tractores Usados: • Agria 9900 • John Deere 1020 Lezírias • 3780-175 S. Lourenço do Bairro - Anadia Tel.: 231 516 360 • Fax 231 104 593

RURAL ANTUÃ

Concessionário

Comércio de Máquinas Agrícolas, Lda.

Comércio e Reparação de Máquinas e Alfaias Agrícolas

IMPORTADOR DE MÁQUINAS E PEÇAS ORIGINAIS

CONCESSIONÁRIO

CONCESSIONÁRIO PARA O DISTRITO DE AVEIRO

Envio para todo o pa ís

Importador de automotrizes, gadanheiras, enfardadeiras e outras máquinas

USADOS Tractores: Deutz-Fahr 4007 • Deutz-Fahr Agrokid 45 DT • Iseki 3210 DT • Motocultivador Ferrari 14 cv c/ reboque • Semeadores: Gaspardo SP520 • Sfoggia 4L • Unifeed Comag 6 m3 • Fresa Galucho Tel. e Fax: 234 932 253 • R. das Gatas, 28, Apt. 21, 3800-781 Eixo - Aveiro E-mail: joseduartefesteves@sapo.pt

E.N. 109, Nº173, 3840-041 Calvão - VGS Tel. 234 781 112/234 782 701 Fax 234 782 065

Máquinas Agrícolas e Lubrificantes

Rua Padre António Garrido — Arrotinha — 3860-385 Estarreja Tel 234 841 465 • Fax 234 843 106 • Email ruralantua@sapo.pt

Daniel Alves da Mota Reparação de máquinas Agrícolas Benac e Bearn

Peças para desfolhadoras de milho

Venda de Usados Consulte-nos! 910 265 682 967 391 962 Rua das Televinhas 166 Corga do Lobão 4505-468 Lobão Tlm: 910 265 682 / 967 391 962 Email: andremota1993@hotmail.com www.abolsamia.pt/clientes/danielmota

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Distrito Aveiro• •Distrito Viseu • Guarda Distrito Auto Henrique Bráz & Filhos, Lda

MOTA

Fabricante de Máquinas Agrícolas

TRACTORES • ALFAIAS • EQUIPAMENTOS FLORESTAIS Mosteirô - Fermêdo, 4540-376 - Arouca Tel: 256 922 295 • 256 928 110 Fax: 256 928 109 • Tlm: 937 516 263 Email: ahenriquebraz@sapo.pt

• Descascadeiras e britadeiras de amêndoa e avelã • Limpadores de azeitona eléctricos e para tractor • Elevadores com tina em inox para transporte de uvas • Apanha vides e ramos • Debulhadoras de cereais • Capinadeira corta matos • Plantadores de batata • Arrancadores de batata • Descaroladores de milho • Calibradores p/ frutos secos (castanha, avelã, amêndoa) • Rachadores de lenha

Fábrica - Tel. 232 607 076 • Fax 234 781 356 Tlm. 939 262 886 - Águas Boas - 3560-010 Sátão E-mail: jose.l.mota@hotmail.com www.abolsamia.pt/clientes/mota

COMÉRCIO, ASSISTÊNCIA E REPARAÇÃO DE MÁQ. AGRÍCOLAS E EQUIP. INDUSTRIAIS, LDA. Concessionário

Concessionário dos tractores

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Tractor usado: • Deutz-Fahr DX3.500 c/ carregador frontal. E. N. 221 - Cruz da Menoita - Menoita 6300-160 Guarda • T. 271 215 329 Tlm. 966 048 565 / 964 589 427 Email: retroguarda@gmail.com

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Distrito • Distrito • Distrito Coimbra

Usados Tractores: Claas Ares 616 RZ • Fiat: 450 Vigneto (1973) • 480 • 640 (1978) • Ford 1900 (1981) • Hürlimann Prince 435 DT (1996) • John Deere 2650 • Kubota B7001 • Landini DT 8860 (1997) • Massey Ferguson 165 (1970) • New Holland TN 55 • Same: Falcon (1981) • Falcon 50 (1980) • Solar 50 (1990) • Solaris 35 (2003) • Shibaura 2240

Concessionário Concessionário

TRACTORES E ALFAIAS, NOVOS E USADOS

• Venda de alfaias novas e usadas • Comércio e reparação de equip. agrícola • Venda de peças multi-marcas

Casa Meada - 3040-584 Antanhol - Coimbra Tel. 239 438 599 • Fax. 239 438 148 Tlm. 919 374 605 Email: antunes-alvaro@clix.pt

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Nogueiras · Cadima - 3060 Cantanhede T. 231 441 392 · F. 231 443 813 Tlm. 964 027 060 E-mail: sargaco_cruz@hotmail.com

Pedros (Fig. da Foz) • 3080-761 Bom Sucesso T.231 441 297 • F.231 441 615 Tmv. 966.006.755 • Email adacurcio@iol.pt

USADOS Tractores: Deutz-Fahr D5006 • Fiat 45-66 DT • Ford 1710 • Kubota L2550 DT • Same Falcon 50 • Shibaura SP6040 DT (turbo) • Cavadora Joper 3090-431 - Alqueidão, Figueira da Foz Telf.: 233 940 871 • Fax: 233 940 378 Email: geral@agromondego.pt


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Tractores usados sem matrícula: • Iseki TU1700 - 4.250€ • Kubota 7000 3.000€ • Kubota B1600 - 3.900€ • Shibaura D23F - 5.250€ • Fresa Galucho FN1900

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USADOS Auto-carregador Timberjack 230 • Máquinas de corte: Timberjack 1270 A • Timberjack 870 A • Timberjack 870 B • Máquinas de Rechega: Timberjack 1110 D • Timberjack 1110C (8 rodas) • Skiders: Timberjack 225 • Timberjack 240 B c/ pinças • Tractor Massey Ferguson 298 DT c/ guincho

Pampilhosa da Serra Tel. 235 598 022 • Fax 235 594 764

DB TRACTORES AGRÍCOLAS, LDA Chão Sto. André, 1 R/C Esq T. 272 320 771 • F. 272 328 471 6000-088 Castelo Branco

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Castelo Branco • Leiria ESPÍRITO SANTO CONCESSIONÁRIO

Usados: Agrifull 80 DT • Fiat 50-66 DT • Ford 1300 • Iseki: 1901 - 195 - TU 1700 DT • Kubota 1702 DT • Massey Ferguson: 1230 168 • New Holland: TN55 - TS90 • Same Explorer 70 DT • Shibaura ST333 DT

USADOS: Tractores: • Fiat 420 • Ford 2910 • New Holland 1220

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USADOS: Tractores: Branson 6530R • Fendt 614 LS turbomatik • Fiat 160-90 • Fiat 750 • Fiat 88-94 DT • Massey Ferguson 595 • New Holland 110-90 • Arrancadores de batata • Cavadora • Ceifeiras debulhadoras • Charruas • Chisel • Colhedoras de forragem • Corta-silos • Descarolador de milho • Distribuidor de sementes • Encordoador de feno • Enfardadeiras • Ensiladoras • Espalhador de estrume • Estilhaçador • Frentes de cereal • Frentes de milho • Fresas • Gadanheira de discos • Grade de discos • Grua industrial • Pá niveladora • Plantador • Pulverizador • Retro-escavadoras para tractor • Retroescavadora • Rotorfresa • Rototerras • Semeadores • Triturador de palha • Unifeeds • Volta-fenos • Furgão • Veja mais máquinas e peças desmontadas no MICROSITE www.abolsamia.pt/clientes/maquifetal

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USADOS Tractores: Agrifull A80 DT (1989) - 9.500€ • Lamborghini 880F DT c/ cab. (2001) - 17.500€ • Landini 4500 (rastos) 4.500€ • Landini 75F (1997) • LS N47 (2006) - 8.500€ • New Holland 70-66 DT c/ cab. (1997) - 17.000 • Pulverizador Rocha 600 Lt - 1.500€ • Reboque espalhador de estrume Galucho - 5.500€ • Triturador Maschio CR190 - 1.500€ • Retroescavadora New Holland NH95 - 17.000€

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Concessionário

USADOS Tractores: Fendt Favorit 512C • Kubota ME 5700 • New Holland 7740 • Enfardadeiras: Claas Quadrant 1200 • Hesston 4700 • Morra MR1200 • Reboques: Fliegl Gigant ASW 268 • Joskin 6500/18 • Gilibert Delta 110 • Vasto stock de máquinas e alfaias usadas em stock Sede: Urb. Fonseca, Lt.9 • Tel.236 942 125 3105-439 Vermoil - Pombal Pq. Expo: IC2/N1 - Travasso - Pombal Tel.Peças: 236 942 036 Fax: 236 942 122 www.agrovergeira.pt • geral@agrovergeira.pt

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USADOS Tractores: Massey Ferguson 1010 DT • Massey Ferguson 274C (rastos) • Ceifeira debulhadora New Holland 8055 (T/M) • Motocultivador Ferrari c/ fresa • Reboque Herculano HM 24.000 kg • Fresas: Joper 1,00 mts • Joper 2,60 mts • Mais alfaias usadas em stock - consulte-nos R. Alexandre Herculano - 2000-532 Póvoa Santarém Tel. 243 429 567 • Fax. 243 429 730 E-mail. geral@agripovoa.pt

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Reboques: Galucho 12 ton. • Galucho 5000 kg trib. • Galucho 6250 kg trib. • Galucho 7500 kg • Joper 10000 kg p/ vinha • Fresa Joper 1,40 mts • Grade de discos: 7D p/ vinha • Vinhateira em X • Galucho 18D • Escarificadores: Galucho 5D • Galucho 9D • Rototerras: Agrator 2,50 mts • Maschio 2,05 mts • Multifresa 3 L p/ tomate • Vibrocultor extensível p/ vinha • Semeador Gaspardo p/ milho • Vasto stock de alfaias usadas - consulte-nos R. Ferreira de Castro - 2070-656 Vila Chã de Ourique Tel. 243 789 980 • Fax. 243 789 988 Telem. 917 820 997 / 917 460 860 / 916 672 550

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TRATORES USADOS: Barreiros 70 • Case-IH 585 DT • Deutz-F.: 5506 - 8006 DT • Fendt 309 DT • Ford 4630 • JD 1030 • JD 2030 • JD 2250 DT • JD 2850 DT • JD 3040 • Landini 10000 • MF 135 • MF 3630 DT • MF 5445 DT c/cab. Cabena • NH L85 DT • Same: Explorer 90C R • Silver 80 DT • Silver 110 DT • Universal 445 • Valmet 805 • Valmet 8000 DT c/cab. • ESCAVADORAS: Mini esc. Bobcat LS170 • Retros: Case 580 Super K • MF 50 • EMPILHADORES: Isuzu: 2,5 t (diesel) • Manitou: 2 t (diesel) - MB 3 t (diesel) • ÚLTIMAS AQUISIÇÕES P/ PEÇAS: Tratores: Carraro Agroplus 85 DT • Deutz-F.: Dx 3.50 DT - Agrotron 130 • Ebro 6079 DT • Fendt 280 - 307 DT - 308 DT • Fiat: 35-66 DT - 45-66 DT - 60-66 DT - 80-66 DT - 100-90 DT - 110-90 DT • Ford: 1720 DT - 2600 - 5640 DT - 6610 - 7740 DT • Hinomoto C144 DT• Hürlimann: Prince 45 DT - XA306 DT • Iseki 4320 DT • JD: 946 DT - 3040 DT - 3350 DT - 4400 DT - 5500 DT - 6100 - 6300 DT - 6620 DT - 6800 • Kubota: L285 - L2550 DT • Lamborghini: 235 - Premium 950 DT - 874-90 DT • Landini: 65 DTF - Globus 60 - Trecker 55 (rastos) - 8860 DT • MF: 174 DT - 3650 DT - 396 TC (rastos) - 1030 - 2640 DT - 3090 DT 4270 DT - 6180 DT • NH: TDD90D - TS115A DT - M100 DT - M160 DT - TNF95 DT - TL90 DT • Renault 120-54 DT • Same: Solar 60 DT - Laser 110 DT - Solaris 45 DT - Delfino 35 DT - Laser 150 DT - Minitaurus - Argon 50 DT - Dorado 70 DT - Rock 60 (rastos) • Valmet: T130 DT - 455 DT - 655 DT - 805 DT - 6400 DT - 8000 DT • Yanmar 336D DT – 241 • Telescópica: JCB 525-67 • Manitou MLA 627 Maniscopic • Retro: Case: 580 G - 580 Super K • CAT 428 • Fermec 860 DT • JCB 3CX • Komatsu WB97R • New Holland LB110 DT • Eixos: Merlo tracção

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EQUIPAMENTO AGRÍCOLA NOVO e USADO Tractores usados: Fiat 100-90 DT c/ cabina • Fiat 1000 c/ cabina Cabena (100 cv) • Vasto stock de alfaias e máquinas usadas E.N. 118 - Azeitada - 2080-403 Benfica do Ribatejo Tm: 936 001 380 • T: 243 589 222 F: 243 589 759 E-mail: apolinariosirmaos@sapo.pt

www.apolinarios.pt www.abolsamia.pt/clientes/apolinariosirmaos

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Santarém Importador Pulverizadores

Carregadores

R. Escola Velha - 2100-607 Branca - Coruche Tel. 243 60 50 54 • Fax 243 60 50 96 geral@agrogaspares.pt

Tractores usados: Agrifull A80 DT • Lamborghini 880F DT • Landini 4500 (rastos) • Landini 75F • LS N47 • New Holland 70-66 DT • Reboque espalhador de estrume Galucho • Triturador Maschio CR190

E. N. 114-3, nº 1048 • 2120-209 Foros de Salvaterra T. 263 507 287 • F. 263 504 682 • T./F. 263 504 792 Email: gerencia@agrimagos.pt www.agrimagos.pt

Venda de Máquinas e Alfaias Agrícolas

USADOS: Tractores: Case-IH 845 DT c/ car. fr. • Fendt 309 c/ cab. A/C • Fendt 309CI c/ cab. A/C e car. fr. • Fendt 309C c/ cab. A/C • Fendt 515 • Fendt 926 Vario • Fendt Xilon 524 • Hürlimann SX1500 • J. Deere 3650 c/ cab. A/C • J. Deere 6400 c/ cab. A/C • Renault 70-14 SP DT c/ car. fr. • Renault Temis 610X c/ cab. A/C • Grades de discos: Galucho GLHR 24x24" • Galucho GLHR 28x24".

Tractores: Fendt 103 • Ford 4600 • Massey Ferguson 165 • Abre regos Galucho • Charruas: Galucho 2F-10" • Galucho 2F-14" Hidr. • Escarificadores: Galucho 7 bicos • Ribatejo 5 bicos • Fresas: Joper 1,10 mts • Joper 1,60 mts • Lâmina Galucho 2 mts • Porta-paletes 1600 kg • Vibrocultor Kongskilde

USADOS: Tractores: Hürlimann XT909 (95 cv) c/ carregador frontal Tenias B3 • New Holland T6050 (2008) (126 cv) • Grade de discos Herculano HVR 22x26"

www.abolsamia.pt/clientes/ovs ABOLSAMIA · setembro / outubro 2013

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Santarém • Lisboa

Tractor New Holland TS110 c/ cab. • Ceifeira debulhadora John Deere 1055R (M/T) • John Deere 1075 (p/ peças) • Colhedora de batata Barigelli Universal T • Pulverizador Hardi MK600 • Charruas: Galucho Europa CHF 412/18 • Galucho D428 H c/ 4 discos • Corta-relvas: John Deere R47 S • John Deere R47 VK

www.abolsamia.pt/clientes/jinacio

CONCESSIONÁRIO

Tractores usados: Ford: 6600 DT - Dextra 2000 • Hinomoto C174 • John Deere 2020 • Massey Ferguson 188 • New Holland TC21D • Same: Laser 110 DT - Silver 80 VDT • Satoh S750D • Suzue M1803D Rendufas • 2350-077 Chancelaria - Torres Novas T. 249 791 903 • F. 249 791 235 Tlm 917 821 144

USADOS: Tractor Valtra 6400 (2003) - 15.000€ • Empilhadores: 2500 kg (diesel) c/ motor Mercedes • Moffet 1600 kg

www.abolsamia.pt/clientes/amagrinabao

A. A. Alburitelense, Lda.

Concessionário

JUSTO PEREIRA

Tractores usados: USADOS Tractores: Fiat 450 Special - 3.500€ • Ford 1700 (1983) - 4.500€ • Ford 2000 - 2.500€ • Ford 2000 - 2.750€ • Iseki 3210 DT (1985) 6.000€ • John Deere 1850 DT (1989) - 10.000€ • Mitsubishi MT18 DT - 5.000€ • Pasquali 946 DT (1985) - 2.500€ • Yanmar 1300 DT c/ fresa 3.500€ • Yanmar KE160 (2005) - 6.500€ Alburitel — 2490 Ourém Tel. 249 566 404/249 561 147 • Fax 249 566 536 E-mail: geral@alburitelense.com www.abolsamia.pt/clientes/alburitelense

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• Kioti LB1914 DT • Landini Mistral 40 DT c/ 140 horas

Rua de S. Bernardo, 316 6120-214 Cardigos • Telf. 274 860 120 Tlm. 966 040 963 • Fax 274 860 129 Email: rts_lda@aeiou.pt

Stock de usados: Tractores e Motocultivadores Tractores japoneses Revistos de mecânica

Rua das Chãs • 6120 Mação Tel./Fax. 241 572 389 • Tlm. 968 013 272

USADOS: Tractores: JCB 530-70 Agri Super (2004) c/ cab. • John Deere 6520 Premium (2006) • Enfardadeiras: McHale Fusion (2005) (rolos) c/ plast. • New Holland BB940A c/ RotoCutter • Volta-fenos Vicon Fanex 903 (2006) c/ 8 corpos • Rolos: 6,30 mts (hidráulico) • Fialho 3,00 mts (Ø 16") Casais da Granja • 2630 Arruda dos Vinhos Tm. 917 214 708 - Fax 261 317 807 Email: jcpsaramago@gmail.com www.jcsaramago.com


Lisboa

www.abolsamia.pt/clientes/jinacio

USADOS Tractores: Deutz-Fahr 160 cv c/ cab. • New Holland TD 80 cv DT (2006) • Enfardadeira Welger D4000 • Rotorfresas: Agric 2,20 mts• Maschio 3,00 mts • Charrua Vogel & Noot 2/3 H. • Fresa Joper 2,40 mts

COMÉRCIO DE PEÇAS E AUTOMÓVEIS, LDA.

Concessionário dos Tractores

USADOS: Tractores: Carraro 5.1000 DT • David Brown 990 • Lamborghini 553 (rastos) • Landini Powerfarm 95 c/ cab. e inversor (2007) • Motocultivador Pasquali 14 cv • Pulverizadores: 1500 L (rebocável) • 200 L c/ turbina • Tomix 200 L • Distribuidor de adubo 1 L c/ subsolador

IMPORTADOR

• Tesouras electrónicas • Atadores • Despampanadeiras • Pre-podadoras • Máquinas de vindimar

AGENTE OFICIAL

E.N. 9 - Zona de Charnais - Merceana - 2580-087 • Tel 263 769 862 • Fax 263 760 169

STOCK DE MÁQUINAS USADAS CONSULTE-NOS ANTES DE COMPRAR

DIVIAL JP. Tractores de rastos • Motoagrícolas Transcar • Motocultivadores de 5 a 14 cv • Motogadanheiras

PEÇAS para toda a gama com entregas a nível nacional em 24 horas

Motoenxadas

a gasolina e diesel Ferramentas manuais de corte, tesouras de poda, jardinagem, corta-sebes, serrotes

E.N. 9 - Charnais - 2580-082 Merceana Tel. 263 766 020 • Fax. 263 766 029 info@divial.pt • www.divial.pt

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Lisboa • Setúbal SAPAGRIC,

Lda.

Com. de Máq. Agríc., Viaturas e Acessórios, Lda.

Tractores

Tractores usados: Carraro F80 • Ferrari RS 50L • Fiat 470 DT • Goldoni Compact 604 • Hürlimann XF80 c/ cab. • Iseki 3110 • John Deere 5510N c/ cab. e carregador frontal • Massey Ferguson 8130 c/ cab. • New Holland TDT 170 c/ hidráulico e TDF frontal • Same Centurion 75 • Same Drago 120

Alfaias

Motocultivadores

USADOS Tractores: Holder AG3 • International 484 • Gadanheira corte duplo • Reboque espalhador de estrume 5000 kg Empilhadores: Manitou • Yale 3.000 kg Av. Nª Sra. da Purificação, 92 • Sapataria 2590-430 Sobral de Monte Agraço Tel 261 78 63 27 • Tmv. 91 722 78 08 Fax 261 78 50 53 • E-mail: sapagric@sapo.pt

J. BARREIRÃO DUARTE TRACTORES USADOS: Case-IH 733 DT • David Brown 880 • David Brown 995 • Ford 3710 DT c/ car. fr. Galucho • Landini 75 cv • (2x) Massey Ferguson 135 • Massey Ferguson 35 X • Renault 60

Tel. 219 613 180 • Tlm 917 300 953 Seixal - S. João das Lampas 2710 Sintra

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Explorer 75 (2005) c/ carregador frontal Tenias Pulverizador Tomix 1000 L (2002) Fresa Joper JF-0R-140

Concessionário

www.maquisintra.pt

EQUIPAMENTOS USADOS:

Tractores: Case IH JX 1090 U • Claas 456 RX • David Brown 885V • David Brown 995 • Fiat 100-55 (rastos) • Fiat 450 V • (2x) Fiat 70-65 (rastos) • Ford 1910 DT • Lamborghini C553 (rastos) • Massey Ferguson 1260 DT • Massey Ferguson 135 • Renault 70 S • Same Explorer II 90 DT

R. da Indústria - Casal do Rodo 2640-216 Encarnação Tel 261 855 316 • Tlm. 965 103 782 Fax 261 858 737 Email: martinho.j.r@clix.pt

Tractores: New Holland TDD80 DT (2004) • Same

www.abolsamia.pt/clientes/sobralense

www.abolsamia.pt/clientes/nobreprata

AGROMAR

USADOS:

Tractores: Case IH JX 95 DT • Hürlimann 361 DT • Kubota L295 DT • Lamborghini R503 DT • New Holland TD3.50 DT (2012) c/ 300 horas • New Holland TL80 DT • Cavadora Gramegna 6 pás (como nova) • Várias alfaias Galucho: reboques, fresas, charruas, grades de disco, chiseis e escarificadores. Av. 10 de Agosto, 180 - Pobral 2655-135 Carvoeira MFR Tel: 21 960 90 10 • Fax: 21 960 90 18 geral@maquisintra.pt

Mecânica Auto Terrugense,Lda. TRACTORES

MOTOENXADAS e MOTOCULTIVADORES

R. 25 Abril, 28 - Igreja Nova - Mafra • Tel. e Fax.: 219 279 391 • Tel. 219 270 956 Filial: R. Teresa de Jesus Pereira, 41 - Torres Vedras • Tel. 261 324 442 E.mail: autoigrejanova@gmail.com

SEVERINO MATOS CARDOSO & SUCESSORES, LDA.

M. FORRAGEIRO MÁQUINAS P/ JARDIM

de 20 a 45 CV

ALFAIAS

Largo de Sto. António - 2710 Terrugem - Sintra Tlm. 964 017 864 - 963 388 206 • F. 219 618 304 email: autoterrugense@sapo.pt

USADOS Same Explorer 70 • Reboque Herculano 3500 kg • Charrua Galucho 1F-13" 45º • Grade discos 16x20” • Subsolador Xico FER 300 BOMBAS • REGAS • TUBOS • QUADROS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS • ALFAIAS AGRÍCOLAS • MONTAGEM E ASSISTÊNCIA

R. Sabugueiro, 4 - 2950-734 Qta. do Anjo (Palmela) T. 212 336 500/ 212 870 192 • F. 212 336 515 geral@smcsucrs.com • www.smcsucrs.com

Av. Liberdade, 89 • 2965 Águas de Moura Tel e Fax 265 912 333 • Tmv 965 806 599


Setúbal • Portalegre • Évora

www.abolsamia.pt/clientes/jinacio

CORDEIRO, RAMOS & ROMÃO, LDA Comércio e Reparação de Máquinas Agrícolas Pneus - Mecânica Geral

Com. e Rep. de Aut. e Máq. Agríc. CONCESSIONÁRIO

Importador:

Revendedor

Paraíso do Alentejo - 7570 Grândola Tel. 269 442 476 - Fax 269 498 145

Usados: Semeador Monosem 4L Motoenxada Honda F560 • Tractocarro UFO

R. Tenente Coronel Salgueiro Maia 7570-310 Grândola • Tel./Fax 269 441 084 e-mail: jjromaolda@gmail.com

TRACTORES E MÁQUINAS AGRICOLAS DE OCASIÃO TRACTOR: Fendt 105 S (2RM) • CEIFEIRA DEBULHADORA Claas Mercator 75 • VIBROCULTOR Kongskilde Vibro Flex 11 bicos • CHISEL Zazurca 11 bicos

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Évora Júlio, Caeiro & Marques,Lda. Comércio de Máq. Agrícolas, Peças e Reparações

Tractores Enfardadeiras Ceifeiras

USADOS Tractores: Fiat 60-66 DT • John Deere 6910 c/ cab. A/C • UTB 643 DT • Ceifeira debulhadora John Deere 1170 c/ cab. A/C • Tapete transportador 7,80 mts

Vasto stock de tratores e máquina agrícolas usadas em bom estado CONSULTE-NOS

Pq. Ind. e Tecn. de Évora Rua Circular Nascente, Lote - 23 7005 - 326 ÉVORA Tel : 266 701 772 • Fax. 266 703 040 E-mail: caeiro@sapo.pt

R. Dr. António José de Ameida Apart. 106 - 7002-502 Évora Tel. 266 739 250 • Fax. 266 739 251 E.N. 121,Km 70 - C.P.1051-7800-249 Beja Tel. 284 327 387 - Fax. 284 327 395 www.abolsamia.pt/clientes/lagril

Concessionário

Agente oficial

AQUIDIANA

Máquinas e Equipamentos Agrícolas, Lda. USADOS Tractores: Case IH 845 DT • Fendt 307 c/ cab. e car. fr. • Fendt Farmer 309 LS • Massey Ferguson 394C (rastos) • Massey Ferguson 4355 c/ car. fr. • Renault 120-54 (120 cv) • Vibrocultor 39 braços (articulado) • Destroçador florestal Berti 1,80 mts • Pick-up New Holland 447 (recolhe e condiciona forragem) • Charruas: Kverneland EG 4F • Kverneland ES 3F • Escarificadores: Galucho E-13D • Galucho E-9D • Grades de discos Galucho: A2CP 22x24" c/ rodas • GLHR 22x24" • GLHR 24x24" • GLHR 24x26" • GPR 16x28" • GPR 16x28" c/ rodas Diversas gadanheiras usadas + condicionadoras Mais alfaias usadas em bom estado

Zona Indust. nº 1 - Lt. 29 - 7000 Évora • T. 266 706 537 • F. 266 743 674 • maquidiana@clix.pt www.abolsamia.pt/clientes/maquidiana

www.abolsamia.pt/clientes/etelgra

P

Mariano J. Pegacho, Lda.

Oficina de Automóveis, Máquinas Agrícolas e Industriais

Concessionário

USADOS Tractores: Fiat 80-66 c/ car. fr. • Massey Ferguson 4270 DT c/ PowerShift • Steyr 145 cv (muito bom estado) • Triturador Fialho eléctrico trifásico Parq. Ind. • 7045-663 Vimieiro ARL Tel. 266 467 202 • Fax 266 468 118

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Évora • Beja ALTO ALENTEJO

USADOS Tractores: Case IH 2150 DT c/ car. fr. • Claas Nectis 257 c/ cab. • Landini 7800 (rastos) c/ lâmina • Renault 70-14 c/ car. fr. • Renault 80-14 F • Renault Fructus 140 c/ cab. • Same Falcon 50

Tractores: Fendt 308 LSA - 9.990€ • Fendt 312 c/ vibrador - 17.500€ • Ford 8340 DT - 15.000€ • John Deere 2850 c/ cab. 11.000€ • John Deere 5090M Spirit 25.000€ • John Deere 6220 Premium 22.500€ • John Deere 6320 Premium 27.500€ • John Deere 6930 Premium 52.500€ • Massey Ferguson 399 12.500€ • Massey Ferguson 4245 c/ cab. A/C - 19.990€ • Massey Ferguson 4270 19.990€ • Massey Ferguson 699 DT 6.000€ • New Holland TM155 - 32.500€ • Same Antares 100 • Trituradores: Lagarde GN 250 • Perfect BK-210-H • Serrat Trigon 1800 - 2.250€ • Unifeed Compar Space Mix - 22.500€ • Várias alfaias usadas em stock - Consulte-nos

Máquinas Usadas:

Tractor Case IH JX 100 U Mais alfaias usadas em stock

Tlm: 966 924 178 / 963 053 206

CAMEIRINHA MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Tractores usados: • Fiat 80-66 DT (80 cv) • Same 110 cv

Tractores: Deutz-F. 7206 - 5.500€ • Deutz-F.r DX 4.70 - 11.000€ • MF 4235, c/ pneus novos - 12.000€ • MF 175 4.000€ • Same Laser 110, c/ vibrador fr.Halcon+pneus novos - 6.000€ • Grades discos Fialho 24x24", c/ rodas e ab. hidr. - 3.500€ • Compressor Berardinucci p/ 8 tesouras poda - 1.900€ • Vibrador p/ colheita azeitonas Berardinucci Tornado • Volta-fenos Kuhn GA 7822 • Semeadores: Amazone E301 (4 linhas) • Gaspardo SP520

R. D. Afonso III, 7800-050 Beja • Tel. 284 313 300 Email comercial@cameirinha-ma.pt

www.abolsamia.pt/clientes/agrivilhena

LAMPREIA

TRACTORES: Agrifull: 110 DT - 12.500€ • 140 - 8.000€ • 65 DT - 8.500€ • 80 - 6.500€ • 80 DT • 80 DT - 12.000€ • Carraro 920 - 7.500€ • Case-IH: 1125 - 7.500€ • 1394 DT - 5.000€ • 70 cv c/ car. fr. Galucho - 8.000€ • 7455 - 7.500€ • 90 cv - 9.000€ • 955 - 6.000€ • Caterpillar: D3 (rastos) - 9.000€ • D4D (rastos) - 7.000€ • D5D (rastos) - 10.000€ • Deutz-Fahr: 110 cv c/ car. fr. - 10.000€ • 130 cv c/ cab. - 8.000€ • 70 cv - 8.000€ • 7806 DT - 7.000€ • Deutz-Fahr D40 S - 1.500€ • Ebro: 1025 - 7.000€ • 684 - 1.000€ • Fiat: 110-90 c/ cab. A/C - 17.000€ • 140-90 c/ cab. A/C - 17.500€ • 420 - 2.000€ • 55-65 R • 80-66 - 10.000€ • 80-66 DT • 90-90 - 11.000€ • Fiat 90C (rastos) 15.000€ • Fiatagri 140-90 c/ cabina • Ford: 5000 - 2.500€ • 5610 DT - 10.000€ • 5610 DT - 10.000€ • 6600 - 3.000€ • 6610 - 7.000€ • 6610 DT - 6.000€ • 6810 DT - 6.000€ • 7600 DT - 5.500€ • 7610 • 7610 DT - 6.000€ • 7610 DT - 10.000€ • 8210 • 8210 - 10.000€ • TW 25 - 5.000€ • International 745-S • Itma 80 cv (rastos) - 5.500€ • John Deere: 2030 • 2130 - 2.500€ • 2850 • 3040 - 5.000€ • 3150 • 3350 - 10.000€ • Lamborghini: 106 - 7.500€ • 80 cv (rastos) - 10.000€ • 874-90 - 12.000€ • Landini 7680 - 7.500€ • Massey Ferguson: 390 DT - 10.000€ • 4370 DT • New Holland: 6640 • 80-66 DT - 15.000€ • 8670 • 8670 c/ cab. A/C - 30.000€ • TD90D • TK100 (rastos) - 20.000€ • TL100 - 17.500€ • TL100 c/ cab. A/C - 20.000€ • TM165 • Renault: 120 cv - 10.000€ • 95 cv c/ cab. A/C - 10.000€ • Same: 100 - 6.000€ • 70 cv - 5.000€ • 80 cv - 5.000€ • 85 cv - 5.000€ • 95 cv - 7.500€ • Valmet 1180 - 15.000€ • Zetor: 70 cv - 5.000€ • 80 cv - 5.000€ Bomba - 2.500€ • Carregadores frontais: Fialho p/ Fendt - 2.500€ • Galucho: p/ Fendt - 1.500€ • Profissional p/ Same - 3.000€ • Ceifeiras debulhadoras: Case-IH 1440 c/ cab. A/C - 20.000€ • Claas 68 (rastos) (A) - 7.500€ • Fiatagri 3500 (rastos) (A) - 10.000€ • John Deere: 1055 - 12.500€ • 1075 - 12.500€ • Laverda: 112 (rastos) (A) - 7.500€ • 132 (rastos) (A) - 7.500€ • 3400 - 15.000€ • 3650 - 15.000€ • M100 - 10.000€ • M120 - 4.000€ • M132 - 10.000€ • M152 - 10.000€ • New Holland: 8040 - 10.000€ • 8050 12.500€ • 8050 (rastos) (A) - 7.500€ • Charruas: Galucho: 2F-14" hid. - 1.000€ • 2F-16" hid. - 2.000€ • 3F-13" hid. - 2.000€ • Chisel Halcon 7x9 - 2.000€ • Cisterna 5000 lts - 2.000€ • Enfardadeiras: 1200 (f. gigantes) - 5.000€ • 2100 c/ picador - 30.000€ • Claas 1150 - 15.000€ • Hesston (f. gigantes) - 5.000€ • John Deere: rolos c/ câm. fixa - 10.000€ • rolos c/ câm. var. - 10.000€ • Rivieri Casalis c/ carrinho - 15.000€ • Ensiladora John Deere 1 linha - 1.500€ • Frentes de milho: Laverda 4 linhas p/ 3500 • New Holland 4 linhas p/ 8040 • Gadanheira New Holland 1500 - 5.000€ • Gadanheira condicionadora Laverda automotriz - 5.000€ • Grade de discos: Galucho 28x24" - 2.000€ • A2CP 24x24" - 3.250€ • GLHR 28x26" - 7.000€ • GPR 16x28" - 5.000€ • Máquinas de rega 3.000€ • Riper: 3F - 1.200€ • Galucho 5F - 2.000€ • Semeadores: Gaspardo 4 linhas c/ adubador - 2.000€ • Massey Ferguson: 3,00 mts - 2.500€ • 4,00 mts - 4.000€ • Monosem 4 linhas - 6.000€ • Stara Sfil 3,00 mts - 10.000€ • Tarara Denis D100 - 1.500€

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REBELO Máquinas e Acessórios, Lda. Concessionário

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