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R E V I S TA T E C N O L O G I A G R Á F I C A 8 5

ANO XVII Nº 85 VOL. I 2013 ISSN 1678-0965

A REVISTA TÉCNICA DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO

ExpoPrint Digital/ Fespa Brasil 2013 Conheça os principais lançamentos do evento voltado para impressão digital e grandes formatos

Entrevista

Diretor da Tetra Pak fala dos avanços da empresa no Brasil na reciclagem de embalagens

Tutorial

Use o Photoshop para simular o estilo gráfico oriental

Gestão

Lean production, quando menos é mais

Como Funciona

Tudo o que você quer saber sobre web-to-print


Volume I – 2013 Publicação da ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, Rua Bresser, 2315 (Mooca), CEP 03162‑030 São Paulo SP  Brasil ISSN: 1678-0965 www.revistatecnologiagrafica.com.br ABTG – Telefax (11) 2797.6700 Internet: www.abtg.org.br ESCOLA SENAI – Fone (11) 2797.6333 Fax (11) 2797.6309 Presidente da ABTG: Reinaldo Espinosa Diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris: Manoel Manteigas de Oliveira Conselho Editorial: Andrea Ponce, Bruno Mortara, Enéias Nunes da Silva, Manoel Manteigas de Oliveira, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Simone Ferrarese e Tânia Galluzzi Apoio Técnico: Vivian de Oliveira Preto Elaboração: Clemente e Gramani Editora e Comunicações editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159.3010  gramani@uol.com.br Jornalista Responsável: Tânia Galluzzi (MTb 26897) Revisão: Giuliana Gramani Projeto Gráfico e Arte da Capa: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Premier AG Laminação Brilho e Hot Stamping: (fitas MP Brasil): UVPack Acabamentos Especiais Assinaturas: 1 ano (4 edições), R$ 40,00; 2 anos (8 edições), R$ 72,00 Tel. (11) 3159.3010 Apoio

Esta publicação se exime de responsabilidade sobre os conceitos ou informações contidos nos artigos assinados, que transmitem o pensamento de seus autores. É expressamente proibida a reprodução de qualquer artigo desta revista sem a devida autorização. A obtenção da autorização se dará através de solicitação por escrito quando da reprodução de nossos artigos, a qual deve ser enviada à Gerência Técnica da ABTG e da revista Tecnologia Gráfica, pelo e-mail: abtg@abtg.org.br ou pelo fax (11) 2797.6700

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Digital e moderninho

er digital virou moda, sinônimo de modernidade. Só que para nós, que vivemos da indústria gráfica, ser digital tem implicações mais profundas e complexas, muito além do que exibir o último modelo de smarthphone, ou carregar um tablet ou um ultrabook pra lá e pra cá. Porém, muitos dos empresários que estão incorporando agora tal tecnologia e até mesmo aqueles que comandam empresas que já nasceram nessa seara embarcam nessa onda cool e incorrem no erro de acreditar que ao se tornarem “digitais” estão a salvo dos impactos das mudanças no universo da comunicação. Um amplo estudo realizado pela Primir (Print Industries Market Information and Research Organization) e parcialmente divulgado pelo The Seybold Report em janeiro deste ano dá conta do tamanho desse choque. Mesmo tendo sido publicada em 2012, a análise Impact of Electronic Technologies on Print [O impacto das tecnologias eletrônicas na impressão] continua muito atual, uma vez que cobre o período entre 2009 e 2014 e vai além. Calcado no mercado norte‑americano, ele mostra que no intervalo de cinco anos deverão ter deixado de ser impressas 3,9 trilhões de páginas. A maior perda, 47%, acontece no segmento jornal, seguido pelas revistas e catálogos, cada um com 15%. Depois estão os impressos promocionais (11%), listas telefônicas e similares (5%) e malas diretas (2%), com a mesma porcentagem perdida pelos livros (surpreendente, não?), sendo os impressos transacionais e os relatórios anuais os menos afetados (1%). Salta aos olhos o fato de que entre as áreas menos atingidas estão justamente as mais beneficiadas pela impressão digital (transacional, transpromocional e livros). Contudo, em se tratando de mídia impressa, ninguém está a salvo, e as projeções do estudo sinalizam que até 2024 todos os segmentos, sem exceção, perderão até 50% de seu volume de páginas impressas. O que mais me chama a atenção, contudo, são as razões para essa mudança. A computação em nuvem é uma delas, mostrando que o que tem levado as pessoas, e sobretudo as empresas, a migrarem da mídia impressa para a eletrônica é o desejo de serem mais eficientes em sua comunicação, de se comunicarem de forma mais racional e instantânea e, neste ponto, o quesito preço deixa de ser um fator decisivo. É uma mudança de hábito. Ok, o Obama não é o nosso presidente, incontáveis previsões não se confirmaram e não me agrada apoiar prognósticos apocalípticos. No entanto, com esses números em mãos precisamos pensar nas oportunidades que estão aí e que, mesmo utilizando as mais modernas tecnologias, não se pode baixar a guarda. Digital ou analógico, é imprescindível ser o mais eficiente possível, principalmente tendo em vista a rápida obsolescência dos sistemas digitais. Do contrário, o tal lucro aparente pode ser simplesmente aparente e você pode acabar sentindo o peso das mudanças muito antes de as projeções se concretizarem.

Bruno Mortara, diretor da ABTG Certificadora e superintendente do ONS27 VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Sumário 10

Conheça os principais lançamentos da ExpoPrint Digital e Fespa Brasil

Eventos

42

Diretor da Tetra Pak discute a reciclagem de embalagens no Brasil

52

A tecnologia Memjet para impressão digital jato de tinta

Entrevista

Spindrift

Tutorial

Lean Production Gestão

Os ecos da EcoPrint Gestão Ambiental

Uma breve história da Linotipo Tipografia

Manual de Avaliação Técnica em Impressão Offset

36

Produção Gráfica

22 26 32

Cartilha de Boas Práticas – Volume 2

44 48

Medição de calço de cilindro

55

Web‑to‑print Gestão

Notícias Produtos Literatura e sites Cursos

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ANO XVII Nº 85 VOL. I 2013 ISSN 1678-096 5

A REVISTA TÉCNIC A DO SETOR GRÁFIC O BRASIL EIRO

ExpoPrint Digit al/ Fespa Brasil 2013

Conheça os princip do evento voltad ais lançamentos digital e grandeso para impressão formatos

Digitec

Impressão

IA GRÁFIC A 85

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R E V I S TA T ECNOLOG

O estilo gráfico oriental no Photoshop

Entrevista

Diretor da Tetra dos avanços da Pak fala empresa no Brasil na recicla gem de embalagens

Tutorial

Use o Photoshop para simular o estilo gráfico oriental

Gestão

Lean production, quando menos é mais

Como Funciona

Tudo o que você quer saber sobre web-to-print

CApa: cesar mangiacavalli imagem: AGB photo


PRODUTOS

Suzano lança Super 6 Plus

Kodak anuncia nova série de escâneres i3000

N

o final de janeiro, a Kodak anunciou o lançamento de sua nova série de escâneres profissionais i3000, formada por equipamentos que cobrem formatos de página que vão do A4 ao A3 . A série engloba os modelos i3200 e i3400, ambos adequados para qualquer am­ bien­te cuja demanda seja produtividade. “Ocupando uma área de apenas 43,2 × 38,1 cm, esses escâneres compactos de produção A3 pos­suem recursos avançados que pro­p or­cio­nam maior produtividade para qualquer negócio”, esclarece Vanilda Grando, gerente de vendas da Divisão Kodak Document Imaging na América Latina. Os modelos contam com um painel de usuá­rio com visor LCD que exibe mensagens re­la­cio­na­ das ao nome ou status da tarefa. As empresas e os integradores podem personalizar essas mensagens de acordo com o fluxo de negócio de cada clien­te, exibindo atalhos de tarefas pré-​ ­configurados, como cor, tipo e destino dos arquivos. São compatíveis com os drivers TWAIN, ISIS e com as plataformas Win­dows e Linux. A facilidade de integração com a maioria das ferramentas

de digitalização e ge­ren­cia­men­ to de fluxo de documentos do mercado possibilita que a série i3000 seja a solução ­ideal para am­bien­tes de produção. Os escâneres da série i3000 pos­suem recursos avançados de tratamento de imagens por meio da tecnologia Perfect Page da Kodak, a qual as torna mais nítidas, permite a extração de dados de forma precisa e rápida e pro­ por­cio­na maior produtividade. Equipados com um alimentador automático de documentos (ADF) tipo elevador para até 250 folhas, o i3200 e o i3400 tra­ cio­nam os documentos a partir de um sistema de transporte de papel con­f iá­vel que po­si­cio­na os documentos da forma ­ideal para obter a máxima clareza de imagem à medida que são capturados pelas câmeras de produção. A dupla iluminação LED também ajuda a pro­p or­cio­nar imagens mais nítidas e com estabilidade de cores, garantindo o início das digitalizações de forma mais rápida. Outro destaque é a possibilidade de se trabalhar com digitalização duplex (frente e verso) e velocidade de 80 folhas/minuto ou 160 imagens/minuto.

E

m janeiro, a Suzano Papel e Celulose apresentou um novo papel-​­cartão duplex, o Super 6 Plus, que chega ao mercado com menores gramaturas e maior rigidez. A sexta geração da família Super 6, produzida na unidade de Suzano (SP), é recomendada principalmente para o mercado alimentício e de hi­gie­ne e limpeza. O Super 6 Plus apresenta o verso mais homogêneo e oferece melhor qualidade de impressão e rigidez su­p e­rior, sempre alinhadas à atua­ç ão sustentável da companhia. O novo produto está disponível em 225 g/m², 240 g/m², 260 g/m², 275 g/m², 295 g/m²,

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320 g/m² e 340 g/m², trazendo ganhos de área, ou seja, mais embalagens impressas por quilo de papel-​­cartão adquirido, sem perder a qualidade. “Este é mais um importante benefício que a Suzano traz para o mercado, desenvolvido com base em pesquisas, equipamentos de primeira linha e a seleção das melhores ma­té­rias-​­primas”, explica Lucimary Henrique, gerente executiva de estratégia e mar­ke­ting da Suzano Papel e Celulose. O papel-​­cartão Super 6 Plus está sendo co­mer­cia­li­za­ do tanto no mercado interno quanto nos paí­ses da América Latina onde a Suzano atua. www.suzano.com.br

Akad oferece o novo Contex IQ 2490 como solução de escâner profissional

Akad está trazendo para o mercado na­cio­nal o escâner de grande formato IQ 2490 de 24 polegadas, equipado com Gigabit Ethernet e alimentação de folha solta. O produto traz a tecnologia pa­ten­tea­ da CIS , com novos módulos. Oferece conexão direta para rede placa Gigabit ethernet e dá suporte às digitalizações de tamanho A1/D.

A resolução óptica é de 1.200 dpi, com fun­cio­na­li­da­ de de captura de cores inteligente indexada de 8 bits, ­ideal para reduzir o tamanho dos arquivos de ­backup. O equipamento possibilita manuseio de documentos com até 24 polegadas (61 cm) de largura, digitalização com face para cima e com um toque. www.akad.com.br

kodak.com/go/docimaging VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Nova linha de equipamentos da Brother chega à Gomaq

A

Gomaq apresentou em fevereiro a nova linha de impressoras e multifuncionais da Brother, mul­ti­na­cio­nal japonesa presente em mais de 100 paí­ses. A empresa irá disponibilizar ao mercado oito modelos de impressoras e 10 multifuncionais. Os produtos são desenvolvidos focando em

Durst otimiza Gamma 75HD-R e lança impressora para tecidos

A

Durst anunciou em fevereiro um pacote de inovações para o hard­w are de sua impressora Gamma 75HD-R , equipamento jato de tinta projetado especificamente para o segmento de revestimentos cerâmicos. Entre os novos recursos está o sistema de cabeçote com dupla recirculação de tinta, que permite redução nos tempos de parada de máquina para limpeza dos cabeçotes, garantindo expressivo ganho de produtividade. Outra novidade é o sistema Gamma FX Module, módulo es­p e­cial­men­te desenvolvido para acrescentar duas barras adicionais (além das cinco já existentes como padrão) que possibilitam o uso de efeitos especiais de impressão, am­ plian­do a gama de aplicações que podem ser obtidas, com alta qualidade, em impressos sobre mídia cerâmica.

6 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013

No mês an­t e­r ior a Durst apresentou a impressora Kappa 180, voltada para mí­dias que não o papel, principalmente tecidos. O equipamento utiliza o sistema de cabeçotes Qua­droZ, o mesmo que equipa os demais modelos da série Durst, porém numa versão adaptada à produção de tecidos e apta a produzir com as tintas Kappa Inks, que oferecem padrão oito cores (CMYK mais os padrões especiais azul, vermelho, laranja e cinza) com possibilidade de ajustes finos de densidade, permitindo a am­plia­ção do gamut tonal e a reprodução de tonalidades mais difíceis. A resolução máxima atingida é de 1.056 × 600 dpi e o tamanho dos pontos pode va­riar de 7 a 21 picolitros, dependendo da necessidade de qualidade e definição. A velocidade estimada é de 600 m²/hora. www.durst.com.br

DCP8112DN

diferentes perfis de consumidores e oferecem tecnologia compatível com as exi­gên­cias diá­rias de todas as empresas, independente do porte. “Além disso, a Brother oferece através da Gomaq mo delo s ide ais para uso doméstico, que são práticos, econômicos e muito compactos”, afirma Danilo Munhos, responsável pelo departamento de mar­ke­ting da Gomaq.

HL-6182DW

Entre os modelos mais sofisticados estão a DCP8112dn, mul­t i­f un­c io­nal a laser com rede de tamanho compacto, combinando impressão monocromática com digitalização em cores; a MFC-8712dw, mul­ti­ fun­cio­nal laser monocromática que pro­por­ cio­na excelente custo/ benefício; e a HL-6182dw, impressora a laser de alta velocidade com rede wireless e duplex automático, que imprime até 40 páginas por minuto. www.gomaq.com.br

MFC-8712DW


Pensando no futuro? Nós podemos ajudá-lo.

Pós-graduação e extensão universitária

Novos cursos da faculdade SENAI Extensão universitária (ensino a distância):

Gestão da produção na empresa gráfica Pós-graduação:

Desenvolvimento e produção de embalagens flexíveis Extensão universitária Otimização do processo offset para a qualidade e produtividade Controle de processo na impressão offset Gestão da qualidade na indústria gráfica Green Belt estratégia lean-seis sigma Gestão estratégica da indústria gráfica Gestão estratégica de pessoas Marketing industrial

Pós-graduação Tecnologia de impressão offset : qualidade e produtividade Planejamento e produção de mídia impressa Gestão inovadora da empresa gráfica

Faculdade SENAI de Tecnologia Gráfica e Escola SENAI Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 - Tel: 2797-6300/6301/6303 - www.sp.senai.br/grafica


NOTÍCIAS

Gráficas de nove estados conquistam o Prêmio Fernando Pini

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calendário da indústria gráfica em 2012 foi mais uma vez encerrado com a festa de entrega do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. O evento aconteceu no dia 27 de novembro no Espaço das Américas, em São Paulo, que recebeu para a 22ª‒ edição do concurso cerca de 2.000 pes­soas. Além das 42 gráficas vencedoras, que

levaram 68 tro­féus, 14 fornecedores foram pre­mia­dos em 16 ca­te­ go­rias. Entre as gráficas vi­to­rio­sas, 25 estão localizadas em São Paulo, sete no Rio Grande do Sul, três no Paraná, duas em Minas Gerais e as demais nos estados do Espírito Santo, ­Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Nove gráficas conquistaram o conta-​­fios dourado pela primeira

vez. Entre as mais pre­mia­das não houve surpresas. Há três anos a paulista Ipsis e a pernambucana Facform se revezam na liderança. Desta vez a Ipsis recebeu cinco tro­féus e a Facform quatro, mesmo número alcançado pela Log&Print (SP), que desde 2010 vem obtendo tal resultado. A GSA (ES) e a UVPack (SP) completam o quadro das mais pre­

mia­das, cada uma deixando sua marca em três ca­te­go­rias. A cerimônia encerrou-se com a apresentação do cantor Jorge Aragão. O evento foi patrocinado pelo Sebrae, In­ter­na­tio­nal Paper, Agfa, Epson, HP, Kodak, Newmse/Xerox, Grupo Bignardi, Colacril, Goss In­ter­na­tio­nal, Heidelberg, Henkel, Ibema, Muller Martini, Prolam e Real Graphics.

ABTG Certificadora é aprovada pelo Inmetro em mais uma norma

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ABTG Certificadora acaba de ser acreditada pelo Inmetro para certificar empresas que trabalhem em conformidade com norma específica para o processo gráfico. Com isso, a ABTG Certificadora tornou-se o único organismo certificador no País habilitado a auditar as empresas seguindo os parâmetros da norma ABNT NBR 15936 – Tecnologia gráfica – Qua­li­da­de no processo de reprodução. Como explica Bruno Mortara, diretor da ABTG Certificadora, diferentemente da ISO 9001, que atesta a gestão da qualidade das empresas de forma geral,

8 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013

a norma NBR 15936 está focada na indústria gráfica, estabelecendo parâmetros para requisitos produtivos como recepção de arquivos, sistemas de provas físicas e virtuais, confecção de chapas e impressão, comprovando a capacidade da empresa de produzir com qualidade e consistência todas as etapas do processo gráfico. “No trabalho de preparação para essa certificação, as empresas acabam percebendo que pos­suíam controles inadequados ou mesmo a inexistência deles, sendo obrigadas a se ajustarem, o que traz maior con­f ia­bi­li­da­de e previsibilidade

ao processo gráfico”, diz Bruno. As gráficas Pre­mier e da Editora Abril foram as primeiras a ser auditadas e receber a certificação. Segundo o diretor, esta certificação agrega valor internamente, que é rapidamente percebida pelos clien­tes e pelo mercado, crian­d o um importante di­fe­ren­cial competitivo às in­dús­trias do setor. Outra novidade é a certificação através da norma para processos de provas de validação, que entrou em vigor em dezembro do ano passado. Trata-se da norma ABNT NBR ISO 12647-8 – Tecnologia gráfica – Controle do processo de separações de cores em meios tons, prova e impressão – Parte 8: Processos de provas de validação a partir de dados digitais. Mais flexível que a Parte 7 (provas contratuais), a nova versão traz alvos e to­le­rân­ cias para a produção de provas de verificação em impressoras à base de toner com controlador (máquinas eletrofotográficas com RIP), geralmente equipamentos de produção, e não máquinas específicas para a geração de provas. “O mercado brasileiro é extenso e um

grande número de gráficas não possui sistemas sofisticados para a produção de provas de contrato. Essa norma vem atender a esse público, possibilitando a existência de uma referência vi­ sual padronizada que pode servir como um documento mínimo para os acordos comerciais com seus clien­tes, assim como uma orien­ta­ção básica para os impressores do provedor gráfico”, comenta o diretor da ABTG Certificadora. Ele afirma que, a partir do momento que os clien­tes começam a perceber o valor dessa prova, ela se torna um produto, alavancando seu valor unitário. Também ganhou nova versão a norma ABNT NBR 15540 – Tecnologia gráfica – Análise de sistema de segurança – Requisitos, a qual a ABTG Certificadora já certificava. A norma especifica os requisitos para a gestão de segurança dentro de gráficas que produzam documentos de segurança. Agora mais robusta, a norma é utilizada por seis empresas e o mercado já conseguiu que o requisito de conformidade faça parte dos principais editais públicos do setor.


Programação de cursos e seminários ABTG – 1º- semestre 2013

Cursos regulares

Plano de resíduos sólidos: Como a gráfica pode atender os requisitos da política nacional – Lei nº‒ 12.305 Data: 25 de março, 9h às 18h Formação de orçamentista gráfico Data: 22 e 23 de abril, 18h45 às 21h45 Produção gráfica Data: 20 de maio, 9h às 18h Como administrar uma gráfica familiar Data: 27 de maio, 9h às 18h Como aumentar as vendas no mercado competitivo Data: 18 a 20 de junho, 18h45 às 21h45 Cursos integrados

Ciclo de gestão para formação e reciclagem de gestores gráficos – 27 horas Data: 4 a 7 e 11 a 14 de março, 18h45 às 21h45 Tudo o que você precisa saber para calibrar seu sistema de impressão offset com base na norma ISO 12647-2 – 27 horas Data: 8 a 11 e 15 a 18 de abril, 18h45 às 21h45

Sistema de segurança empresarial na indústria gráfica de segurança – 24 horas Data: 6 a 9 e 13 a 16 de maio, 18h45 às 21h45 Gestão PCP com produtividade + operação offset – 27 horas Data: 3 a 6 e 10 a 14 de junho, 18h45 às 21h45 Seminários técnicos

Sustentar e ser sustentável na gráfica digital: como viabilizar seu negócio sem agredir o meio ambiente Data: 29 de abril Pacote de desconto para empresas

Pacote “Mais um” A cada 5 inscrições da mesma empresa, em qualquer curso da grade de 2013, a sexta inscrição é gratuita. Pacote Fidelidade 20 Feche 20 inscrições em quaisquer cursos, até 31/5/2013, e ganhe 5 inscrições gratuitas em qualquer curso até o final do ano. Pacote Fidelidade 25 Feche 25 inscrições em quaisquer cursos, até 31/5/2013, e ganhe 7 inscrições gratuitas em qualquer curso até o final do ano.

Pacote Universitário 5% de desconto para inscrições com 30 dias de antecedência Turmas de universitários * Obs.: os descontos não são (Artes Gráficas, Publicidade cumulativos e estão sujeitos e Propaganda, Mar­ke­ting, ao limite de alunos nas turmas. Desenho Industrial, Design e Comunicação) poderão Para obter mais informações: contratar um curso fechado Site: www.abtg.org.br nas seguintes condições: Telefone: (11) 2797-​­6700 a) A turma deverá ter Fax: (11) 2797-​­6716 um mínimo de 25 e máximo Atendimento: abtg@abtg.org.br de 40 alunos Cursos: curso@abtg.org.br b) Valor por aluno: R$ 190,00 ABTG nas redes sociais: a R$ 220,00 Twitter: @abtg_grafica c) O curso será realizado no Facebook: www.facebook.com/ Auditório da ABTG, com toda abtggrafica a estrutura para aulas. Rua Bresser, 2315 – Bloco G Descontos para inscrições (Mooca) 03162-​­030  São Paulo  SP antecipadas IR 88x125Tecnologia Grafica_Layout 1 22.02.13 10:53 Seite 1

Berlin, Düsseldorf, Frankfurt/M, Hamburg, Hannover, München, Regensburg, Stuttgart

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da localidade de Berlin, Alemanha A pedido dos autorizados vendemos pela melhor oferta a partir: Impressora rotativa calcográfica 4 cores Kochsiek AB 2.230 mm, 2 envernizadoras Kroenert e Drytec com secadora UV, ano fabr. 99/00 Impressora rotativa calcográfica 3 cores Kochsiek AB 2.230 mm, envernizadora Wematech, ano fabr. 97/06

VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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ESPECIAL Tânia Galluzzi

Integração deve comandar ExpoPrint Digital/Fespa Brasil 2013

Feiras evidenciam a proximidade entre fornecedores de soft­wares, insumos, sistemas de impressão e acabamento, concentrados em oferecer soluções eficientes e, sobretudo, que gerem produtos mais rentáveis para seus clientes.

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inguém mais discute a qualidade e a apli­ cabilidade da impressão digital. Para al­ guns, a tecnologia já deixou até de ser tra­ tada como di­fe­ren­cial, incorporada que está à produção. O foco agora está na construção de um conjunto de soluções que possibilite a cria­ ção de peças exclusivas, desenhadas para o público que o prestador de serviços pretende atingir, com a máxima efi­ciên­cia. E esse pacote é in­di­vi­dua­li­z a­ do, moldado segundo os objetivos de cada gráfi­ ca, cada estúdio, cada bureau. Na esteira dessa de­ manda caem os limites entre os fornecedores, cada vez mais próximos para incrementar os recursos da tecnologia digital. “Não veremos nas feiras grandes novidades, e sim o que foi lançado na Drupa 2012. O que é novo é esse diá­lo­go intenso, essa sinergia em toda a cadeia”, comenta Paulo Addair Da­niel Filho, um dos coor­de­na­do­res do Digitec, grupo de impressão digital da ABTG . Segundo o es­pe­cia­lis­ta, quem visitar a ExpoPrint Digital Latin America e a Fespa Brasil 2013, que acon­ tecem de 13 a 16 de março em São Paulo, deve estar atento aos insumos para impressão. Pa­péis especiais e finos com formatos específicos serão mostrados, vá­rios já homologados pelos fabricantes de impresso­ ras digitais. “O gráfico começa a entender o benefício

de trabalhar com insumos certificados.” Wi­liam Cor­ rea, também coor­de­na­dor do Digitec, estende esse conceito para as tintas e substratos plásticos, rígidos e flexíveis. Ele destaca a tinta branca, antes restrita aos equipamentos com tecnologia electroink. Ela es­ tará na feira na forma de toner seco em máquinas digitais com tecnologia eletrostática, podendo ser aplicada tanto sobre pa­péis escuros quanto em mí­ dias sintéticas transparentes. Numa evolução natural, as novas impressoras apresentam melhor resolução e menor custo unitário de impressão. Po­si­cio­na­da por Die­ter Brandt, presidente da As­so­cia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equi­ pamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afei­ graf), como o maior evento da indústria de artes gráficas das Américas em 2013, a ExpoPrint Digi­ tal, somada à Fespa Brasil, contará com 190 expo­ sitores, que ocuparão os 14.700 metros quadrados do Pavilhão Azul do Expo Center Norte. A expec­ tativa é de um público entre 10 e 12 mil profissio­ nais. A ExpoPrint Digital é promovida pela Afeigraf, enquanto a Fespa Brasil 2013 é um evento da euro­ peia Fespa, Fe­de­ra­tion of ­Screen and Digital Prin­ ters As­so­cia­tion. Ambas são organizadas no Brasil pela APS Feiras & Eventos e contam com o apoio da Abigraf, ABTG e Sindigraf-SP.

Produtos e lançamentos

Apresentamos em seguida os principais produtos e lançamentos que o visitante verá durante o evento. Todas as empresas expositoras da ExpoPrint Digital e da Fespa Brasil 2013 foram contatadas pela reda­ ção e constam desta lista as que en­via­ram as infor­ mações até a data de fechamento da publicação. 10 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013


Expoprint DIGITAL

Alphaprint Alphaprint Comércio Importação e Exportação A-4, Rua 1, Av. A Av. Pedroso de Morais, 131 05419-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 2164-​­1900 vendas@alphaprint.com.br www.alphaprint.com.br

Tel. (11) 4146-​­4299 formflex@formflex.com.br www.formflex.com.br Produtos

Impressos de segurança, ingressos com segurança, certificado de autenticidade, selos de autenticidade e cupons de sorteios. Lançamentos

Ingressos com tinta de segurança invisível vermelha.

Produtos

Soluções de impressão digital colorida da HP Indigo, impressão digital P&B da Canon/Océ; equipamentos EFI Rastek e Epson para comunicação vi­sual; mesa de corte Esko; linha de acabamento da Duplo e Ricall; consumíveis das marcas Alchemy Plastics, Cathay APP, Gilman Brothers, Isoforma, Magnum Magnetics, Máxima, Oracal, Sihl, Silvatrim, Trian­gle e Ultraflex.

Lançamentos

Impressora digital Epson SureColor S30

nicole@comprint.com.br www.comprint.com.br Produtos

Sistema para acabamento de etiquetas autoadesivas da ABG ; impressora offset digital da HP ; impressão jato de tinta DOD monocolor e sistema para personalização de cartões da Atlantic Zeiser; sistemas para confecção de cartões de crédito, smart cards e smart labels da Melzer; jato de tinta para codificação, marcação e identificação da Hitachi; laser nas tec­no­ lo­gias CO ², YAG e fibra para marcação, identificação e codificação da Macsa. EFI METRICS Metrics Sistemas de Informação F-4, Rua 1, Av. F R. Cincinato Braga, 340, 15º andar 01333-​­010  São Paulo  SP Tel. 2199-​­0100 livia.teixeira@efi.com www.efimetrics.com.br

Calcgraf Calcgraf Informática e Consultoria D-6, Rua 1, Av. D R. Teixeira da Silva, 660, 12º andar 04002-​­033  São Paulo  SP Tel. (11) 3885-​­0500 karina@calcgraf.com.br www.calcgraf.com.br

Produtos

Impressoras Linoprint C 901 e Speed­mas­ter SX 52-4 Anicolor. Workflow Prinect mostrando a integração completa (es­pe­cial­men­te entre offset e digital) com Prinect Digital Print Manager, Prinect W2P Manager, Prinect Scheduler, Prinect Prepress Manager e Prinect Mobile.

Produtos

Sistema de gestão EFI Metrics. Lançamentos

Integração do Sistema EFI Metrics com o servidor EFI ­Fiery. Soluções de web-to-​­print: a solução inclui um conjunto de ferramentas e módulos complementares, além da integração com o ­Fiery, e opções de implantação flexíveis para atender as diversas necessidades de impressão dos clien­tes auxiliando no crescimento de receita. Produtos

GPrint, sistema integrado de gestão ( ERP ) es­pe­cia­li­ za­do para a indústria gráfica, que atende as ­­áreas de mapa de custos, orçamentos, planejamento e controle da produção, pós-​­cálculo, CRM , suprimentos, faturamento, NF -e, financeiro e ge­ren­cia­men­to. Webgraf, ERP em plataforma web (cloud computing).

HEIDELBERG Heidelberg do Brasil Sistemas Gráficos e Serviços E-4, Rua 1, Av. E Alameda África, 734/ 756 06543-​­306  Santana de Parnaíba  SP Tel. (11) 5525-​­4403 martina.ekert@heidelberg.com www.heidelberg.com

ICAL Indústria e Comércio Auxiliadora E-12, Rua 2, Av. E Rodovia BR-​­470, km 141, nº 6380 89160-​­000  Rio do Sul  SC Tel. (47) 3531-​­2000 ical@ical.net.br www.icalsc.com.br

FORMFLEX Form Flexografia Indústria Gráfica E-9, Rua 1, Av. E R. Itajubá, 360 06341-​­160  Carapicuiba  SP

Lançamentos

Sistema de orçamento para comunicação vi­sual, que contempla cálculo automático de emendas, cobrança de atividades por perímetro e va­ria­ções produtivas conforme a mídia. Comprint Comprint Indústria e Comércio de Materiais Gráficos C-12, Rua 1, Av. C R. Gilberto Sabino, 135 05425-​­020  São Paulo  SP Tel. (11) 3371-​­3371

Produtos

Máquinas, equipamentos e insumos para encadernação e cria­ção de fotolivros e presentes personalizados com fotos; soft­wares que facilitam a elaboração destes produtos; álbuns fotográficos. Lançamentos

Hot Book, máquina para montar blocos de fotos que VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Expoprint DIGITAL

compõem o mio­lo de um fotolivro, com capacidade máxima de fotolivros de até 30 × 45 cm (fechado) com 80 lâminas/fotos. IS SUPRIMENTOS IS Suprimentos Importação e Comércio de Materiais Xerográficos F-12, Rua 2, Av. F R. Kabul, 285 05301-​­020  São Paulo  SP Tel. (11) 3832-​­1972 igorsotero@issuprimentos.com.br www.issuprimentos.com.br Produtos

Tel. (11) 3613-​­1000 info@mullermartini.com.br www.mullermartini.com.br Produtos

Encadernadoras de lombada quadrada de até 18.000 livros/h;. alceadeiras-​­grampeadeiras de até 14.000 revistas/h; encadernadoras de capa dura para livros e fotolivros; acabamento para livros e revistas impressos digitalmente, para tiragens de 1 até 500 exemplares, com capacidades de até 8.000 livros/hora; dobradeiras MBO e acabamento Bograma. Produtos

Prensa 4 × 1, prensa multiuso 8 × 1, card system, hot stamping digital, encadernadora hotmelt. KONICA MINOLTA Konica Minolta Business Solutions do Brasil C-14, Rua 2, Av. C R. Cubatão, 320, 10º andar 04013-​­001  São Paulo  SP Tel. (11) 3050-​­5300 patricia.otsuji@bs.konicaminolta.com.br www.konicaminolta.com.br

OBJECTIF LUNE Mundimeta Consultoria e Representação Comercial G-18, Rua 2, Av. G Av. Nossa Senhora de Copacabana, 73, 7º andar 22020-​­002  Rio de Janeiro  RJ Tel. (21) 3042-​­9600 sales@br.objectiflune.com www.objectiflune.com

Océ Arizona 460 GT, equipamento versátil para clien­ tes que desejam am­pliar suas aplicações UV ; Océ ColorWave 650 para impressão de grandes formatos; Océ Va­rioP­rint 6250 Ultra, impressora duplex folha solta de alta produção, com velocidade de até 250ppm. Lançamentos Océ Arizona 460 GT/XT, com mesa de vácuo inteli-

gente, mais de seis zonas setorizadas. Este equipamento apresenta a mesma qualidade da pre­mia­da linha Arizona, além do di­fe­ren­cial da impressão de verniz localizado. RICOH Ricoh do Brasil C-9, Rua 1, Av. C Av. das Américas, 4.200, Bl.2, 4º andar 22640-​­102  Rio de Janeiro  RJ Tel. (21) 2430-​­1300 aklevenhusen@ricoh.com.br www.ricoh.com.br

Produtos

Produtos

Impressoras da série bizhub C7000, C8000 e a 70 hc (todos modelos coloridos) e a impressora P&B bizhub Press 1250. Lançamentos

Bizhub 70 hc, modelo que amplia o gamut de cores além de incorporar a tecnologia de impressão da Konica Minolta, como toner Simitri HD e baixo consumo energético. Na área P&B, destaque para a bizhub Press 1250, que substitui o modelo 1200. MULLER MARTINI Müller Martini Brasil Comércio e Representações F-8, Rua 1, Av. F R. Iporanga, 132 05036-​­110  São Paulo  SP

12 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013

Soft­wares para captura de for­mu­lá­rios inteligentes com código de barras, captura de assinatura em papel em tempo real com a data e hora exata e geo­lo­ ca­li­za­ção do momento da assinatura; web-to-​­print com módulos B2B e B2C , impressão sob demanda; transpromo; documentos promocionais di­re­cio­na­dos; mala direta personalizada; controle avançado de acabamento, incluindo código de barras para insersoras e envelopadoras. Lançamentos

PlanetPress Suite, PrintShop Mail Suite e Printsoft PReS Suite, com fun­cio­na­li­da­des como cross media e workflow em papel com captura de documento tran­sa­cio­nal manuscrito sem utilização de escâneres. OCÉ BRASIL Océ-​­Brasil Comércio e Indústria B-8, Rua 2, Av. B Av. das Nações Unidas, 11.857, 1º andar 04650-​­031  São Paulo  SP Tel. (11) 3053-​­5317 luciana.segantini@oce.com www.oce.com.br

Lançamentos

Impressora digital colorida Pro C901 Graphic Arts Edi­ tion. Equipamentos de impressão digital monocromática, Pro 907EX , e colorida Pro C751EX , com servidores ­Fiery, que garantem uma elevada qualidade de impressão. Para mercado de pequenas tiragens, nova MP C5502 acoplada ao ­Fiery, com impressão em super A3 e algumas opções de acabamento. Duplicador DD4450, tamanho A3 , para grande produção de muitas có­pias do mesmo original; e impressora colorida de grande formato, MP CW2200SP, com tecnologia de tinta gel, que garante alta produtividade e resistência, além de secagem ultrarrápida. SCANSYSTEM D-10, Rua 1, Av. D R. Manoel da Nóbrega, 111, conj. 71 04001-​­080  São Paulo  SP Tel. (11) 3285-​­5199 rmonteiro@scansystem.com.br www.scansystem.com.br


Expoprint DIGITAL

TAKELOG UNIMASTER GROUP Takelog Logística de Comércio Exterior Pavilhão E-7, Rua 1, Av. E Av. Indianópolis, 882 04062-​­001  São Paulo  SP Tel. (11) 3160-​­9051 mar­ke­ting@takelog.com.br www.takelog.com.br

Produtos

Escâneres de grande formato a cores Colortrac, para documentos de 25 até 56 polegadas de largura (linha SmartLF SC e GX ) e impressoras de grande formato Epson modelos SP 7700 e SP 9700. Lançamentos

Novos modelos de escâneres de grande formato SmartLF SC 25, para documentos com até 25 polegadas de largura (formato DIN A1), e SmartLF 36, para documentos com até 36 polegadas de largura (formato A0 ). T&C T&C Treinamento Consultoria e Comercial A-10, Rua 1, Av-A Av. Valdemar Ferreira, 159 05501-​­000  São Paulo  SP

Tel. (11) 2177-​­9400 tecshopping@tecshopping.com.br www.tecshopping.com.br Produtos

Impressoras e sistemas Epson, Konica Minolta, Dai­ nip­pon ­Screen, Summa, Scodix e Amsky. Lançamentos

Impressora Epson SureColor SC‑S30670, com tecnologia de impressão ­Printhead Mi­croPie­zo Advanced TFP e tinta Epson UltraChrome GS2, quatro cores, largura máxima da mídia de 1,62 m e resolução máxima de 1.440 × 1.440 dpi. Bizhub Press C7000P, com tecnologia de impressão de laser eletrostático, velocidade de 71 ppm ( A4 Transversal), resolução de 1.200 × 1.200 dpi e formato de papel de até 330 × 487 mm.

Produtos

Assessoria completa (door to door) para toda a logística na­cio­nal e in­ter­na­cio­nal de aquisição de equipamentos, bem como matéria-​­prima e suprimentos, abrangendo consultoria em câmbio. Lançamentos

Importação e exportação de máquinas e equipamentos; armazenagem e distribuição; movimentação de equipamentos sensíveis ou pesados. 

VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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3M 3M do Brasil C-39, Rua 5, Av. C Rodovia Anhanguera, km 110 13181-​­900  Sumaré  SP Tel. (19) 3838-​­7000 rnbreda@mmm.com www.3m.com.br

Produtos

Pa­péis para impressão digital jato de tinta, pa­péis transfer para laser ou co­pia­do­ra colorida e aplicação em tipos de tecidos diversos, pa­péis transfer para laser para tecidos algodão na cor branca e colorido, em po­liés­ter e PV, filme de recorte de uma única cor.

Lançamentos Papel AP17, Free Style, para camisetas escuras (impresso com toner branco); papel AP17, Su­b liart, Produtos Filmes de PVC para impressão digital, para recorte ele-

trônico e para envelopamento automotivo; lonas para impressão; fitas VHB e dupla face; aces­só­rios; espátulas; escovas para rebites; filme para mascaramento. Lançamentos

Adesivo da série 1080 Chrome para envelopamento automotivo, novos filmes coloridos calandrados para recorte eletrônicos e me­lho­rias nos filmes de PVC D1000 e D3000. AMICA SYSTEMS Amica Tecnologia Digital BC-18, Rua 3, entre avenidas B e C R. dos Trilhos, 1512, sala 5 03168-​­009  São Paulo  SP Tel. (11) 2268-​­4253 vendas@amicasystems.com.br www.amicasystems.com.br

DANFEX DIGITAL Anfegua Industrial de Laminação D-18, Rua 2, Av. D Alameda Glete, 249 01215-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 2061-​­7721 vendas@danfex.com.br www.danfex.com.br

Lançamentos

Sistema Morpho II 180: impressora one-​­pass, monocromática e UV, largura de 108 mm. Sistema Morpho C108P : impressora one-​­pass, quatro cores e secagem UV, largura de 108 mm. art hot transfer Art Hot Transfer Distribuidora E-29, Rua 4, Av. E R. Fortunato Ferraz, 840 05093-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 3831-​­8568 artes@arthot.com.br www.arthot.com.br

14 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013

Lançamentos

Tintas de cura ul­tra­vio­le­ta e à base de água (sublimação). Amethyst A50‑MPUV, tinta para equipamentos de impressão digital com cura UV, capaz de produzir materiais em va­cuum form sem quebra nem perda de cores na impressão. ENDUTEX BRASIL BC-22, Rua 3, entre avenidas B e C R. Frederico Ritter, 1111 95660-​­000  Três Coroas  RS Tel. (51) 3546-​­2000 trading@endutexbrasil.com.br www.endutexbrasil.com.br

Produtos

Têxteis técnicos revestidos em PVC e lonas 100% recicláveis para impressão digital até 5 metros de largura para aplicações in­door e outdoor. Materiais compatíveis com tintas à base de solvente, ecossolvente, UV e látex. Lançamentos

Recytex e Terratex (100% recicláveis). Coleção E-​ ­Decorin, com soluções para decoração de in­te­rio­ res. Coleção Sublitex, com opções de artigos têxteis para impressão por sublimação (direta ou transfer), tintas látex ou UV.

Laminadoras térmicas e a frio, refiladoras, cortadora para substratos rígidos e semirrígidos. Impressoras UV híbridas, rolo a rolo e flatbed da marca Dilli, e impressoras têxteis do tipo Ggarment (impressão direta em camisetas) da Anajet.

Tecnologia e peças de impressoras digitais em regime OEM . Sistemas Morpho e Vênus de impressão digital in­dus­trial com tecnologia One-​­Pass para in­dús­ trias gráficas, de rótulos, de codificação e marcação e de embalagens.

Tintas pigmentadas com solventes leves para indústria de impressão digital de grande formato e para alta resolução com certificado ecológico da Nutec Digital Ink.

para sublimação em tecidos escuros; insumos para fotopresentes.

Produtos

Produtos

Produtos

DIGI+SOLUÇÕES PARA COMUNICAÇÃO VISUAL RC Comércio de Suprimentos para Comunicação Visual C-25, Rua 4, Av. C R. Padre Adelino, 1588 03303-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 2095-​­4846 mar­ke­ting@digisuprimentos.com.br www.digimais.com.br

EPSON Epson do Brasil Indústria e Comércio C-30, Rua 4, Av. C Av. Tucunaré, 720 06460-​­020  São Paulo  SP Tel. (11) 3956-​­6620 ewanke@epson.com.br www.epson.com.br Produtos

Impressora Epson SureColor S30670, solvente, de alta resolução, rea­li­za impressões a velocidades de até 57 m²/h. Possui cabeça de impressão fotográfica mi­cro­ pie­zo TFP, 1.440 × 1.440 dpi reais e a fórmula mais recente da tinta solvente ecoa­mi­gá­vel.

Lançamentos

Impressoras sublimáticas SureColor F6070 e F7070, com tinta original e garantia de um ano. F1 SUPRIMENTOS NFA Comércio Importação e Exportação de Produtos de Informática D-31, Rua 4, Av. D Rua dos Ferroviários, 175 13572-​­200  São Carlos  SP


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Tel. (16) 3413-​­9470 atendimento@f1suprimentos.com.br www.f1suprimentos.com.br Produtos

Sublimação e comunicação vi­sual, com soluções completas para impressão que vão desde equipamentos pequenos, mé­dios e grandes formatos até suprimentos como tinta e mí­dias. Lançamentos

Garment Print para 6 camisetas, impressão direta sobre tecido. Prensa térmica plana 80 × 100 cm 100% automática. Plotter sublimático para produção / qualidade × velocidade. FUJIFILM Fujifilm Sericol Brasil Produtos para Impressão C-45, Rua 5, Av. C Av. Vereador José Diniz, 3400 04604-​­901  São Paulo  SP Tel. (11) 5091-​­4097 walter.tolosa@fujifilm.com.br www.fujifilm.com.br

cio­nal em geral. Laminadora ma­nual de pequeno formato U-​­Coa­ter. Dobradeira de fôlder e ma­te­rial pro­mo­cio­nal Aerofold. IBF IBF – Indústria Brasileira de Filmes A-24, Rua 3, Av. A R. Lauro Muller, 116, 10º andar 22290-​­900  Rio de Janeiro  RJ Tel. (21) 2103-​­1025 mar­ke­ting@ibf.com.br www.ibf.com.br

Produtos

Tintas sublimáticas digitais, plotters Epson. Lançamentos

Plotter Epson com largura de 1,60 m para sublimação. KONITA BRASIL E FAX CARGO Letícia Candido Araújo D-30, Rua 4, Av. D R. José Nonato Ribeiro, 197 38400-​­066  Uberlândia  MG Tel. (34) 3214-​­4645 atendimento@faxcargoltda.com.br www.faxcargoltda.com.br

T FILIAL SÃO PAULO

Produtos

Chapas de alumínio analógicas e digitais para impressão offset e produtos químicos.

Produtos

Chapas ecológicas, térmicas e vio­le­tas. ITEM PLASTIC CORP. E-26, Rua 4, Av. E No. 1-11, Lai-​­Kan Liao Chia-Li Dist. Tainan City  72261  Taiwan R.O.C. Tel. 886-6-​­7263361 ada@itemplast.com.tw www.itemplast.com.tw

T

FILIAL SÃO PAULO

Produtos

Máquinas de impressão digital de pequeno, médio e grande porte, tintas para impressão digital.

Lançamentos KTP II , chapa positiva térmica para CtP.

MARABU Marabu do Brasil Comércio e Indústria C-26, Rua 4, Av. C R. Pierre Lafage, 147 05163-​­060  São Paulo  SP Tel. (11) 3901-​­8290 info@marabu.com.br www.marabu.com.br

Lançamentos Acuity LED 1600, máquina de cura UV LED de alta de-

finição com branco e verniz. UVistar Pró8, máquina de cura UV híbrida com alta velocidade no rolo a rolo (450 m²/h). Tintas para o segmento de sublimação, linha Subly+. FURNAX Furnax Comercial e Importadora C-22, Rua 3, Av. C R. Visconde de Parnaíba, 771 03045-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 3277-​­5658 mar­ke­ting@furnax.com.br www.furnax.com.br Produtos

Equipamentos para corte e refile, dobradeiras, laminadoras, plotter de recorte Mimaki, encintadora Tapit e contadora de papel. Lançamentos

Aerocut 4, equipamento para rea­li­zar corte e refile de cartões de visita, fôlderes e ma­te­rial pro­mo­

Produtos

Vinil adesivo, filme de laminação, mí­dias para impressão jato de tinta, película adesiva, película autoadesiva, fita de montagem, filmes metálicos, vinil colorido, filme glitter, filme de vinil, vinil autoadesivo, de laminação e de PVC transparente, adesivos. Lançamentos

Mídia para impressão jato de tinta, filme adesivo e vinil colorido. J-​­TECK J-​­Teck Global Tintas Sublimáticas Digitais C-33, Rua 5, Av. C R. Panamá, 333 88338-​­185  Balneário Camboriú  SC Tel. (47) 3267-​­8400 vendas@j-​­teck3.com.br www.j-​­teck3.com.br

Produtos

Tintas serigráficas, tampográficas e digitais, lonas para impressão e sistemas de bulks para alimentação de plotters. Lançamentos DI-LS e DI-JV, tintas ecossolventes para impressoras Roland e Mimaki; DX‑SHE , tinta sublimática para impressão direta e indireta de tecidos; e DUV-R , tinta para aplicação em equipamentos de impressão UV

com cabeças Konica e Xaar.

VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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METTALFORMA Mettalforma Comercial Tecnologia em Máquinas e Equipamentos D-26, entre ruas 3 e 4, Av. D R. Falchi Gianini, 886 03136-​­040  São Paulo  SP Tel. (11) 5092-​­3929 comercial@mettalforma.com.br www.mettalforma.com.br

vendas@newsino.com.br www.newsino.com.br Produtos

Impressoras offset planas, guilhotinas, guilhotinas trilaterais, grampeadeiras, máquinas de corte-​­vinco, hot stamping, máquinas de costurar cadernos, dobradeiras, furador de chapa de alta precisão. Lançamentos

Dobradeira e coladeira de cadernos OKI Oki Data do Brasil Informática B-20, Rua 3, Av. B Av. Alfredo Egidio de Souza Aranha, 100, Bloco C, 4º andar 04726-​­170  São Paulo  SP Tel. (11) 3444-​­3592 thais.theodoro@okidata.com www.okidata.com.br

Lançamentos XR‑640, impressora de grande formato com 162 cm de

largura e recorte integrado, duas cabeças de impressão po­si­cio­na­das em linha, com a tinta Eco-​­sol MAX2, que pro­por­cio­na alta definição. RE‑640S , impressora sublimática de 160 cm, ­ideal para produzir bandeiras, banners, painéis, estampas e vestimentas. Equipada com sistema de rebobinador de mídia integrado, velocidade de até 32,10 m/h. WEKO Weko América Latina Equipamentos Industriais C-29, ente ruas 4 e 5, Av. C R. Albany, 140 89130-​­000  Indaial  SC Tel. (47) 3333-​­1320 info@weko.net.br www.weko.net.br

Produtos

Máquinas de corte e de gravação para os segmentos metal e não metal; soft­wares de simulação e usinagem. MIMAKI BRASIL Mimaki Brasil Comércio e Importação C-18, entre ruas 2 e 3, Av. C Av. General Valdomiro de Lima, 275 04344-​­070  São Paulo  SP Tel. (11) 3207-​­0022 vendas@mimakibrasil.com.br www.mimakibrasil.com.br

Produtos

Impressoras digitais para as ­­áreas de comunicação vi­sual, têxtil e in­dus­trial. Lançamentos JFX500‑2131, impressora jato de tinta com formato de mesa e cura UV LED de alta precisão, com área

de impressão de 2.100 × 3.100 mm resolução de até 1.800 dpi, seis cabeças de impressão com três configurações e velocidade de até 60 m²/h. UJF‑6042, impressora de mesa plana com cura UV LED, com área de impressão de 610 × 420 mm, espessura de impressão de até 15 cm, resolução de até 1.800 dpi e pode operar com até sete cores. NEW SINO New Sino Comércio de Máquinas e Materiais Gráficos E-39, Rua 5, Av. E Av. Rangel Pestana, 1000 03002-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 3229-​­7224

Produtos Produtos

Impressoras e multifuncionais. Lançamentos

Impressora digital colorida de pequeno porte, com cartucho de toner na cor branca, que possibilita a utilização em mí­dias de transferência para su­per­fí­cies escuras. OPEN PRESS Open Press Comercial e Editora E-44, Rua 4, Av. E R. Cunha Gago, 176 05421-​­000  São Paulo  SP Tel. (11) 3853-​­4558 vendas@openpress.com.br www.openpress.com.br Produtos

Assistência técnica, compra e venda de máquinas digitais usadas e consumíveis. Lançamentos

Assistência técnica 24 horas, backup de impressão.

Sistema de aplicação de produtos químicos e umidificação por rotores, cortador de ourelas de malhas e tecidos, abridores/desenroladores de malhas e tecidos. Lançamentos

Cond-it, con­di­cio­na­dor para preparação de tecidos e malhas para impressão digital, utilizando a nova tecnologia Spectrum para aplicação dos produtos químicos; sistema de sensores Ires desenvolvidos para utilização no sistema de corte de ourelas automatizado da Weko e também para a introdução da rama. ZÊNITE Zênite Sistemas BC-12, Rua 2, entre avenidas B e C R. Itaguaí, 866 30775-​­110  Belo Horizonte  MG Tel. (31) 3419-​­7300 comercial@zsl.com.br www.zsl.com.br

ROLAND DG Roland DG Brasil Importação e Exportação B-24, Rua 4, Av. B R. San José, 743 06715-​­862  Cotia  SP Tel. (11) 3500-​­2646 michelle.fernandes@rolanddg.com.br www.rolanddg.com.br Produtos

Equipamentos para impressão solvente, impressoras sublimáticas, impressoras UV.

Produtos

GWorks So­lu­tion 2.0, sistema integrado de gestão ( ERP ) es­pe­cia­li­za­do em impressão digital e comunicação vi­ sual: orçamentação, produção, financeiro e controles gerenciais. Estrutura modular que atende também os segmentos de offset, flexografia, serigrafia. Lançamentos Módulo de PCP (planejamento e controle de produção),

que possibilita um monitoramento em tempo real da produção e calcula com precisão o horário de entrega dos trabalhos. Módulo de CRM , responsável por atender uma completa gestão de re­la­cio­na­men­to com os clien­tes e fornecedores da empresa.

16 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013


TUTORIAL

Thia­go Justo

Oriente-se no Pho­to­shop

O

estilo gráfico orien­tal é uma grande fonte de inspiração. No campo das artes, es­pe­cial­men­te na pintura, teve grande in­f luên­cia na construção do movimento im­pres­sio­nis­t a, sendo nítida sua presença em obras de grandes mestres, como na de Van Gogh, por exemplo. Hoje vou mostrar como manipular imagens para que estas imitem o estilo gráfico das pinturas chinesas, que é muito próximo do modo de fazer da caligrafia chinesa de ideo­gra­mas. Este tu­to­rial vai explorar algumas características deste

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VOL. I  2013

estilo: pinceladas soltas e precisas, grandes ­­áreas de cor e verticalidade do lay­out. Requisitos: Adobe Illustrator e Adobe Pho­to­shop. Para ini­ciar, se­le­cio­ne uma imagem que vai compor seu trabalho. Será preciso tirar o fundo da imagem; para isso você pode usar as ferramentas de seleção do Pho­to­shop ou a ferramenta Pathfinder. Não se preo­cu­pe muito com a precisão nesta etapa, pois será aplicado o filtro de aquarela do Pho­to­shop que irá “borrar” as bordas da imagem utilizada.


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Crie um novo documento. Para este trabalho eu abri um documento de 12 × 27 cm (1). O background (a camada do plano de fundo) do arquivo será nosso papel, onde todas as demais coisas serão aplicadas por cima. Vamos aplicar uma cor e uma textura nesta camada. Utilizei um tom pastel amarelado e apliquei uma textura de canvas com pouco relevo, para imitar o papel usado para fazer aquarelas (2 e 3). Abra a imagem do tema escolhido e tire seu fundo; depois se­le­cio­ne a imagem sem o fundo e copie

para dentro do arquivo com a textura de papel (4 e 5). Mude o estilo de mistura da camada (Blend) para Multiplicação (6). Aplique o filtro de aquarela na imagem do tema. Eu deixei a intensidade das sombras em zero para não escurecer muito a imagem. Todavia, cada imagem pode ter o filtro configurado de acordo com o efeito desejado (7 e 8). Agora é a vez das pinceladas. Como o efeito desejado é o de aquarela, podemos digitalizar algumas imagens de pinceladas feitas em aquarela ou utilizar VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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pin­céis prontos que imitam pinceladas de aquarela. Eu trabalhei com o pacote de pin­céis Bittbox’s Watercolor Brushes II, que é gratuito e pode ser facilmente encontrado no site www.bittbox.com. Para utilizar, faça o down­load do arquivo e carregue os pin­céis. Para isso se­le­cio­ne a ferramenta pincel e, com o botão direito, abra a janela de pin­céis do Pho­to­shop. Clicando no submenu aparecerá a opção de carregar pin­céis (9 e 10). Escolha um dos pin­céis de aquarela e comece a fazer as manchas de cor. Eu escolhi a cor usando a ferramenta conta-​­gotas em cima de um tom de vermelho presente no tecido da imagem. Mas você também pode formular uma cor nova (11). Antes de fazer as pinceladas, crie uma nova camada no documento; só depois faça as pinceladas nesta nova camada. Trabalhe com diferentes


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pin­céis, diferentes tamanhos e diferentes opacidades. Se as manchas invadirem ­­áreas indesejadas da imagem, você poderá utilizar a ferramenta borracha para apagar tais ­­áreas de cor. Quan­do terminar mude o blend da camada para Multiplicação também (12, 13 e 14). Utilize os pin­céis de aquarela também para aplicar algumas pinceladas de cor branca, com opacidade

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em 10%, no plano de fundo, como se fosse ­criar manchas de água no papel da aquarela. Finalize aplicando alguns textos na imagem. Eu utilizei o texto com o mesmo tom de vermelho que usei nas pinceladas (15). Feito! Agora é explorar as dicas e ­criar seus pró­prios lay­outs, lembrando que é possível utilizar outros elementos da cultura orien­tal, como ideo­gra­mas, texturas e padrões geo­mé­tri­cos.

Thiago Justo é instrutor de pré‑impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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GESTÃO

Jorge Correia, Miguel Delgado e Tânia Araújo

Lean Production: – é [=] a [+] Less is only more where more is no good.

N

FRANK LLOYD WRIGHT

os dias atuais, as inovações da tec­ nologia de impressão, internet e soft­wares altamente sofisticados, assim como a si­tua­ç ão de crise mun­dial, levam muitas gráficas a pensar se­ ria­men­te em se adaptarem ao presente para sobreviverem no futuro. Neste contexto, no último encontro ­anual da Apigraf (As­so­cia­ção Portuguesa das In­ dús­trias Gráficas de Comunicação Vi­sual e Transformadoras de Papel) em Braga, um dos oradores do evento, Ricard Casals, levou o público a pensar numa questão: que organi­ zação cria­ría­mos hoje, se ini­ciás­se­mos nova­ mente a nossa empresa? Ao parar para pen­ sar nesta questão, a maioria dos em­pre­sá­rios gráficos ficou sur­preen­di­da, até mesmo in­ dignada, com a ine­fi­ciên­cia das suas pró­prias empresas. Sem grandes dificuldades, todos chegaram à mesma conclusão de que, organi­ zados e estruturados de forma diferente, até mesmo com menos recursos, se­riam capazes de ter uma produtividade igual ou su­pe­rior. Ao chegarem a uma conclusão que nem foi uma surpresa, por que os nossos gráficos não tomaram quase nenhuma medida para contornar a si­tua­ção? Provavelmente porque mentalidades são difíceis de mudar. Ao lon­ go das últimas décadas, a produção gráfica tem sido as­so­cia­da a um método produtivo em massa. Os em­pre­sá­rios foram vivendo segundo o lema do “fazemos o que vende­ mos”, diversificando a sua área de produção 22 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I  2013

de acordo com as necessidades que o clien­ te procurava, mesmo que para isso a sua ca­ pacidade técnica não fosse a mais adequa­ da. Isto lhes transmitia um falso sentimento de segurança, fazendo que ficassem confor­ táveis num mercado em constante cresci­ mento, mantendo boas margens (que per­ mi­tiam muitos erros), de forma a crescer e investir desmesuradamente. Para termos uma noção do problema, en­ tre 2006 e 2009 a capacidade produtiva na indústria europeia aumentou cerca de 30%. Contudo, a procura aumentou apenas 1%. Estima-se que na Europa, no mercado da im­ pressão offset, a capacidade excedente seja de 15% a 20% (Apigraf, 2011). Dian­te desses números, uma das consequências inevitáveis é a queda abrupta dos preços. E como chegamos a este ponto? Para es­ ses números con­tri­buí­ram diversos elemen­ tos, tais como uma enorme combinação de fatores econômicos; uma recessão sem pre­ cedentes; as alterações tecnológicas que tor­ naram a impressão muito mais fácil e com preparações muito mais rápidas e que origi­ naram uma crescente substituição de meios impressos por meios digitais; a concorrência de produtos gráficos importados da China e de outros paí­ses emergentes; o surgimento de plataformas web-to-​­print e a transferência de publicidade para a internet. Dian­te desses novos ce­ná­rios, neste mo­ mento a grande questão para a esmagado­ ra maioria das empresas da indústria gráfica é: como sobreviver? Uma possível solução é tentar con­t ra­r iar essa mentalidade de produção em massa.

Seguindo prin­cí­pios consagrados pela Toyota durante a Segunda Guer­ra Mun­dial, com a lean pro­duc­tion [produção enxuta], a gráfica, sem recorrer a grandes investimen­ tos e reduzindo custos, tenderá a introduzir simplificações e me­lho­rias de produtivida­ de e a es­pe­cia­li­z ar-se num determinado se­ tor de produção. Quan­to mais es­pe­cia­li­z a­ da for a empresa, mais efi­cien­te ela poderá ser, con­ti­nuan­do assim a satisfazer os clien­ tes com va­rie­da­de e qualidade nos produtos, sendo estes vendidos a baixo custo. Se os japoneses, que saí­ram devastados da Segunda Guer­ra Mun­dial, com uma eco­ nomia débil, em desvantagem e quase sem recursos, com a sua grande força de vonta­ de, espírito de so­li­da­rie­da­de e organização, conseguiram desenvolver e aplicar esse mé­ todo na indústria automobilística, por que não aplicar essa mesma metodologia na in­ dústria gráfica (com as devidas adaptações e tendo em conta a sua especificidade)? E o que é este conceito de lean pro­duc­ tion? Trata-se de uma forma mais abrangente de interpretar a produtividade, guiando-se pela utilização de apenas o que é necessário, nem mais cedo, nem mais tarde. Ela utiliza um conjunto de técnicas e es­tra­té­gias que visam reduzir custos e gastos em todas as fases de produção, de forma a melhorar o desempe­ nho da empresa, simplificando e eliminando o que não é necessário para satisfazer o clien­ te, sem que para isso haja perda de qualidade. Dentro de todo esse processo, os des­per­ dí­cios, que chegam a representar até 95% do tempo total de produção, têm um grande peso que não acrescenta qualquer valor ao


produto ou serviço final. Tendo essa no­ ção, as empresas, equivocadamente, tentam orien­tar o seu esforço de forma a maximi­ zar os 5% restantes, ignorando as inúmeras vantagens de se otimizarem as atividades que geram os 95% de desperdício. Assim, podemos afirmar que o objetivo do lean printing ou lean thinking é reduzir ou eliminar o dispensável, os des­per­dí­cios. E o que pode ser feito para reduzir estas si­ tua­ções que são passíveis de ser dispensadas do processo produtivo? 1. Uma casa arrumada torna-se mais fun­c io­nal. Isto quer dizer que a gráfica deve começar por simplificar a sua organização. O lay­out da empresa deve ser es­ truturado de forma a minimizar todo tipo

de transporte e movimentações des­ne­ces­ sá­rios: a entrega das ma­té­rias-​­primas deve ser feita no local (ou muito perto de) onde vão ser utilizadas; as ferramentas e ma­té­rias-​ ­primas ne­ces­sá­rias a certa operação (quer produtiva ou de manutenção) devem estar perto do posto de trabalho, e não num ar­ mazém afastado; o processo de produção deve estar en­ca­dea­do (onde os processos e os equipamentos se­riam otimizados para facilitar o fluxo contínuo do trabalho, e não organizados por seção ou tipo). 2. Uma gráfica não deve ter mais do que precisa. Assim, ela deve pensar em formar para reduzir os recursos produtivos. Essa re­ dução pode incluir vender o equipamento mais antigo e que não é utilizado, mantendo

o equipamento mais produtivo trabalhando de forma mais contínua e eficaz, em mais turnos; desfazer-se de instalações obsoletas ou dispensáveis, que não são utilizadas na sua totalidade. No caso da impressão flexo­ gráfica de etiquetas, há empresas que con­ seguiram utilizar o seu próprio equipamen­ to de forma a alterar a configuração/lay­out das impressoras e combiná-lo com métodos lean para acelerar essa transição. 3. Uma gráfica não deve fazer “provisões”. Com uma perspectiva diferente, de­ vemos reduzir também outro tipo de recur­ so produtivo: suprimir excessos em tiragens e de consumíveis, ou seja, eliminar o exces­ so de estoque e de produção. Para a gráfi­ ca, não é viá­vel (em termos financeiros e

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de espaço) ter grandes estoques de produ­ tos por transformar, par­cial­men­te transfor­ mados ou já acabados. Assim, a empresa tem vantagem ao optar por uma carteira de fornecedores just in time que satisfaça rapidamente as suas necessidades ime­dia­ tas de ma­te­rial (evitando custos adicionais e eventuais de­te­rio­ra­ções do ma­te­rial). Ou­ tra solução é ne­go­ciar com os clien­tes um plano de entrega que seja viá­vel para ambas as partes. Também é possível arranjar siste­ mas que ajudem a controlar o estoque e a fazer estatísticas do gasto de consumíveis, de forma a tirar o melhor proveito das deci­ sões de compra e, a cada trabalho, retificar os excessos e corrigir erros. 4. Se o clien­te não precisa, por que produzir? O excesso de produção é outro pro­ blema gráfico que precisa ser so­lu­cio­na­do. Numa época em que a economia não per­ mite excessos, não faz sentido con­ti­nuar a produzir algo quando a necessidade do clien­te já se encontra satisfeita! A produ­ ção deve ser sob medida, nem a mais nem a menos, e o estoque dos trabalhos em cur­ so deve ser planejado e reduzido para um nível mínimo, de forma a não interferir na produtividade do operador. 5. Será que colocar a máquina para trabalhar a uma velocidade maior faz que consigamos entregar o trabalho a tempo? A redução dos tempos não produtivos abarca planejar con­ve­nien­te­men­te um tra­ balho, ou seja, ter uma ideia real dos tem­ pos de preparação/ajuste das máquinas e dos tempos de produção efetiva em cada fase do processo; saber analisar as causas dos problemas que originam estes tempos não produtivos (reposição ou troca de ma­ te­rial, tempos de espera, ava­rias, falhas hu­ manas, erros de pré-​­impressão) e tentar cor­ rigi-​­los; fazer que as ma­té­rias-​­primas sejam entregues na hora certa e no local indica­ do; fazer que o produto seja entregue e re­ tirado das estações de trabalho sem haver interrupções no trabalho. 6. Pode ser que o clien­te não note! Um dos lemas que todas as gráficas de­ve­riam 24 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I  2013

seguir é o da redução de erros e defeitos, já que estes estão na origem dos des­per­dí­cios mais frequentes em qualquer processo de produção. Estes defeitos podem acontecer por conta de transporte ou armazenamento de­fi­cien­te ou de problemas internos de qua­ lidade, por isso cada fun­cio­ná­rio deverá ter o máximo de cuidado nas suas tarefas visan­ do evitar qualquer tipo de defeito, uma vez que isso poderá significar ter de refazer todo o trabalho produzido an­te­rior­men­te. Uma solução seria detectar eventuais problemas logo na pré-​­impressão, crian­do manuais de procedimentos e documentos com recomen­ dações de boas práticas. Pode ser inclusive necessário explicar alguns detalhes técnicos diretamente ao clien­te, para que ele decida o que pretende fazer. No caso do departa­ mento produtivo, o fun­cio­ná­rio deverá ter certeza de que dispõe de toda a informação necessária para rea­li­zar o trabalho, verifican­ do se tem todo o ma­te­rial para a produção. 7. As va­ria­ções na qualidade podem significar a perda de um clien­te e por isso os profissionais devem conhecer e com­preen­der as especificações de cada trabalho, dos ma­ teriais a serem usados e do processo de pro­ dução. As empresas também devem formar profissionais com mais autocontrole e poder de decisão, de forma a saberem onde e quan­ do ­atuar para produzir o efeito pretendido. 8. Se o trabalho pode ser executado em três etapas, por que complicar? A redução das etapas de produção pode gerar resul­ tados bastante interessantes. Essa redução pode envolver reduzir (ou eliminar) as ope­ rações repetitivas (como os ajustes de ima­ gem na pré-​­impressão e na impressão; evitar trabalho dobrado nas repetições de produ­ tos ao guardar os dados). Pode também sig­ nificar apenas planejar linhas de produção mais eficazes (ligar um CtP ou linhas de aca­ bamentos a uma máquina de impressão). 9. A gráfica deve fun­cio­nar como um bailado, em que todos dançam sincronizados. A redução do pes­soal indireto e das che­f ias in­ter­me­diá­rias pode ser interpreta­ da como uma filosofia lean. Uma gráfica

burocrática, com uma hierarquia altamente confusa, tenderá a complicar todo o proces­ so, fazendo que haja falhas de comunicação e, even­tual­men­te, erros de produção. Todos os fun­cio­ná­rios devem sentir-se motivados em contribuir para o objetivo pri­mor­dial da empresa: servir o clien­te da melhor forma. 10. Os trabalhos precisam ser planejados como um todo. Os processos inade­ quados dão origem a todos os des­p er­dí­ cios e inadequações, e isto pode resumir-se a si­tua­ções com design mal concebido, fa­ lhas nas instruções das ordens de traba­ lho ou instruções pouco claras; requisitos dos clien­tes que não são definidos a prio­ ri ou que são pouco específicos. Para con­ tra­riar um processo que não se adequa ao objetivo final do produto, a empresa deve apostar na padronização do trabalho, com indicações claras e concisas. Com isto, verificamos que a implementa­ ção sustentável da filosofia lean pode trans­ formar uma empresa gorda numa empresa magra, permitindo reduzir custos, melho­ rar processos e manter as equipes motiva­ das e empenhadas. Estas características per­ mitem que se utilizem melhor os recursos e que se encontrem ferramentas para tor­ nar o fluxo de trabalho mais fluido e pro­ dutivo, exigindo para isso uma constante atua­li­z a­ção por parte de todas as pes­soas envolvidas no processo. Contudo, a maior dificuldade de um em­ presário que não tenha começado ainda a desenvolver o sistema lean na sua empre­ sa é mesmo o começar. Pequenas coisas ou pequenos ajustes podem ter resultados ime­ dia­tos. Mas é fundamental fazê-lo com for­ mação e estar preparado para seu desenvolvi­ mento, ser claro nos objetivos e ter a certeza de que toda a equipe com­preen­de as vanta­ gens destas alterações no longo prazo. Jorge Correia, Miguel Delgado e Tânia  Araújo são alunos do curso de mestrado 

em Tecnologias Gráficas do Instituto  Superior de Educação e Ciências (Isec),  localizado em Lisboa, Portugal. Julho 2012.


SUA GRÁFICA PODE ESTAR SAUDÁVEL, MAS É SEMPRE BOM FAZER UM EXAME.

A ABTG está lançando o Exame Nacional de Avaliação para Capacitação dos Profissionais Gráficos - ENAC, uma ferramenta que tem como objetivo revelar o nível de aptidão das atividades que os profissionais de sua gráfica exercem. Com os resultados do ENAC, sua gráfica poderá: aumentar a produtividade, promover treinamentos para melhoria dos pontos fracos identificados, contratar assertivamente e muito mais.

Fale com a ABTG, e saiba como aplicar o ENAC em sua gráfica. Afinal, uma impressão só é boa quando passa pelas mãos dos melhores profissionais.


GESTÃO AMBIENTAL Laurel Brunner

Ecos da EcoPrint

Por que alguém iria promover um novo evento voltado para artes gráficas com o atual clima econômico do setor? Esse era o questionamento que muitas pessoas estavam fazendo no último ano quando os organizadores britânicos FM Brooks anunciaram a EcoPrint 2012.

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Em quase todas as várias sessões houve interação entre apresentadores e público.

ada a queda nos números em todas as feiras do segmento gráfico nos mer­ cados desenvolvidos, a adição de um evento específico ao calendário euro­ peu foi uma loucura cu­rio­sa, es­pe­cial­ men­te em um ano de Drupa. Ou não foi? A Eco­ Print 2012, rea­li­z a­da nos dias 26 e 27 de setembro, em Berlim, atingiu suas metas em número de ex­ positores e, mais importante, atendeu a uma mul­ tidão de profissionais de todos os paí­ses, com inte­ resses ao longo de toda a cadeia de suprimento do setor. Alguns visitantes eram concorrentes es­pian­do o movimento de seus ad­ver­sá­rios, mas o evento foi re­chea­do de reuniões entre gráficas de toda a Euro­ pa. A EcoPrint 2012 marcou o início de uma nova série de conversações dentro da indústria. Essas conversas foram a principal atração para a maioria dos profissionais que participaram do pro­ grama de dois dias. Os corredores podem ter esta­ do tranquilos, mas as con­fe­rên­cias estavam lotadas. O programa abrangeu o impacto am­bien­tal e a sus­ tentabilidade dos materiais de impressão a partir de praticamente todos os ângulos e ideias. Com inú­ meras palestras si­mul­tâ­neas não foi surpresa o fato de o evento não ter tido um movimento pesado.

No entanto, havia sempre um burburinho. As pes­ soas iam às sessões oferecendo ideias básicas para melhorar a sustentabilidade das empresas, identifi­ cando preo­cu­pa­ções-​­chave enfrentadas pela indús­ tria gráfica e apresentando sugestões para ajudar as empresas a reduzirem seus impactos ambientais. Felizmente, essa feira não foi mais uma série de con­fe­rên­cias dominadas por expositores empurran­ do o “verde” de suas tec­no­lo­gias. Em vez disso, os organizadores reuniram um conjunto vasto e eclé­ tico de palestras, destinado a fomentar discussões, argumentações e encorajar novas formas de pen­ sar sobre as questões verdes. Em uma das palestras, por exemplo, o público foi convidado para o “Think Pink” por uma empresa de consultoria es­pe­cia­li­z a­ da no segmento de mar­ke­ting direto e impressão de dados variáveis, que trabalha para reduzir o des­ perdício e obter maiores taxas de resposta. Segundo Gerhart Maert­te­rer, fundador da Schwarzspringer-​ ­direkt e cria­dor do conceito “Think Pink” (aparen­ temente decorrente de uma preferência da moda pela cor rosa), estima-se que a impressão de dados estáticos produza uma resposta de 2% e gere des­ perdício de 98%, em comparação com a resposta de 29% e 61% de re­sí­duos para impressão de dados


variáveis. Matemática não parece ser o ponto forte de Maert­te­rer, mas ele está certo quando se trata de taxas de retorno mais atrativas dos dados vari­ áveis. Os retornos (e os des­per­dí­cios) ob­via­men­te va­riam de acordo com a “saú­de” dos dados. Cada vez mais os dados estão se tornando localizados e os meios para entregá-​­los mais diversificados, de anexos de e-​­mail até pendrives. Nessa e em outras apresentações da EcoPrint a mensagem foi de que a redução do impacto am­ bien­tal depende do aumento das taxas de retorno e do corte de des­per­dí­cios. A redução dos re­sí­duos não está re­la­cio­na­da apenas ao corte dos excessos na impressão, mas ao aumento da efi­ciên­cia do pro­ cesso, em outras palavras, à eficácia dos dados. Exis­ tem exemplos de empresas de impressão digital cujo sucesso é ba­sea­do neste principio, com dados total­ mente aproveitados em todos os canais e com a im­ pressão no coração das campanhas. Como Gerhart Maert­te­rer colocou na EcoPrint: “Gráficas não ga­ nham o su­f i­cien­te na impressão; elas precisam de ganhos adicionais, para além da impressão”. Mesma música, novos timbres

Até aí já sa­bía­mos. O problema é conhecido, mas como podem as gráficas fazer jus ao seu po­ten­ cial assim como tantos outros provedores de mí­ dia ao seu redor? Nós estamos debatendo isso há anos e vemos que a questão se resume a educação, atua­ção proa­ti­va e comunicação, coisas em que as gráficas não são muito boas. Segundo Eric van den ­Bruel, diretor de mar­ke­ting da Sappi, as gráficas não devem repetir o mesmo erro da indústria papeleira e precisam ouvir seus clien­tes. Ele lembrou ao pú­ blico da EcoPrint que “nunca nos comunicamos o su­f i­cien­te com nossos clien­tes” e isso tem levado a vá­rias fa­lên­cias na indústria de papel. “Em fun­ ção disso, achamos que as gráficas precisam olhar para além de seu próprio quintal para conseguir ver e entender o que está acontecendo no planeta e nestes tempos difíceis”. Van den ­Bruel tinha uma massa de estatísticas para apoiar seu argumento principal, de que a im­ pressão em papel é sustentável. Não há novidade nisso, no entanto é preciso insistir porque a men­ sagem ainda não chegou a todos. Muitas pes­soas na plateia da EcoPrint não sa­biam que o papel e a impressão con­tri­buem apenas com 0,6% do to­ tal de emissões da Europa. Ou que 540 milhões

de toneladas de CO₂ são sequestradas em produ­ tos de papel e madeira por ano, e que a indústria de papel gera 27% da energia da bio­mas­s a euro­ peia. Aprendemos, ainda, que 45% mais árvores são plantadas a cada ano do que são cortadas e que apenas 11% das árvores derrubadas na Europa se destinam à fabricação de papel. É esse o tipo de informação que precisa ser compartilhada e que as gráficas precisam levar aos seus clien­tes. Também é importante que a indústria opere de forma coe­sa, a fim de avançar. Uma opção são ini­cia­ti­vas como o Programa Carbono Impressão Equilibrada da Ricoh ou o projeto de impressoras neutras de carbono da HP. Outra solução é a indús­ tria estabelecer algumas metas em seu próprio rit­ mo, como uma redução de 10% por ano em emis­ sões. No entanto, isso requer uma direção comum, coor­de­na­ção e coleta de dados responsável, além de uma liderança forte. A EcoPrint pode estar po­si­cio­na­da de forma a li­ derar esse processo. Contudo, precisa atingir as ba­ ses da indústria e trabalhar em estreita colaboração com as as­so­cia­ções da indústria gráfica. Trabalhar junto a organizações como a Intergraf (federação in­ter­na­cio­nal de as­so­cia­ções gráficas) e as­so­cia­ções locais. Será que eles podem desenvolver programas para seus membros com o objetivo de ajudar na re­ dução do impacto am­bien­tal? Como esse tipo de programa tem um benefício econômico claro, fica­ mos perplexos e frustrados sem entender por que esses esforços ainda não foram feitos. O homem com um plano

De longe, a apresentação mais significativa da Eco­ Print veio do doutor Hans Joa­chim Schellnhuber, fundador do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático. E esse homem tem um currícu­ lo im­pres­sio­nan­te: Prêmio Nobel da Paz 2007, como parte do Painel Intergovernamental sobre Mudan­ ças Climáticas, e comenda da Rainha da Inglaterra. Ele é também conselheiro da chanceler alemã An­ gela Merkel e da administração Obama. A expli­ cação calma e lúcida de Schellnhuber sobre o que está acontecendo com o nosso planeta foi inequí­ voca e assustadora, mas ele tem algumas ideias de como a catástrofe pode ser evitada. Os analistas do Instituto Potsdam trabalham ex­ clusivamente para entender os impactos ambien­ tais e modelar uma solução de desenvolvimento VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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sustentável em nível mun­dial. A apresentação de Schellnhuber mostrou por que o ano de 2020 é tão importante para as metas de redução das emissões: trata-se do momento em que se espera o auge das emissões e que se atinja um ponto crítico e irrever­ sível no meio ambiente. Schellnhuber, que também dirige a reunião ­anual sobre sustentabilidade glo­ bal, da qual participam os 20 últimos vencedores do Nobel nessa área, diz que é preciso “uma revolução in­dus­trial que mude tudo em nossa vida”. O grupo apresentou sete inovações cardeais que são a base possível dessa revolução.

O debate sobre a importância das normas e certificados ambientais para os relatórios de impacto ambiental e de conformidade deu aos participantes muito o que pensar.

As sete inovações cardeais

1. Integração de fontes de energia renovável, com base em redes com tecnologia supersmart grid (re­ des inteligentes de transmissão e distribuição de energia com base na comunicação interativa en­ tre todas as partes da cadeia de conversão de ener­ gia), como um meio de reduzir subs­t an­cial­men­ te as emissões de combustível e de fazer com que seja fornecida a energia necessária com o mínimo de desperdício. Isso requer o desenvolvimento de fontes de energia renováveis, como a energia eó­li­ ca, solar e das marés, bem como alguns meios de armazenar energia. 2. Plus Energy Houses, edi­f í­cios que produzem energia em vez de consumi-la. O revestimento do edifício pode ser um gerador de energia, por exem­ plo, com painéis solares com base em células so­ lares orgânicas transparentes. Telhados e facha­ das também podem ser pintados com materiais fotovoltaicos para geração de energia. 28 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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3. E-​­mobilidade modular, conceito que visa a não termos de ligar os veí­cu­los elétricos à rede. Eles po­ dem obter sua energia a partir de fontes alternati­ vas, como as rodas ou a Transferência Indutiva de Potência (IPT) em pavimentos ou a partir de célu­ las solares em estradas. Isso já está sendo testado em Turim e Genova, na Itália, onde micro-​­ônibus estão sendo carregados com energia tipo IPT. Estra­ das solares transformam entradas em redes power grid descentralizadas, de autoprovisão de energia, que podem gerar energia, manter-se limpas de neve e gelo e ge­ren­ciar fluxos de tráfego. 4. Sistemas otimizados de produção in­dus­trial com uma abordagem cradle-to-​­cradle, nos quais não só nos preo­cu­pa­mos com os insumos e seu descarte, mas com seu reú­so como matéria-​­prima na produ­ ção in­dus­trial. Este é um território fa­mi­liar para a in­ dústria gráfica, que tem uma longa história de reci­ clagem de papel. O conceito aplica-se igualmente aos têxteis, por exemplo, com tecidos como algodão ou camisetas a partir de garrafas de plástico. 5. Planejamento urbano holístico, que combi­ na prin­c í­p ios de planejamento rural e urbano para reduzir o impacto am­bien­tal. A arquitetura mul­ti­f un­cio­nal usa edi­f í­cios como torres de con­ venção, além de fornecer habitação, es­cri­tó­rios e lojas de varejo. 6. Gestão sustentável de bio­mas­sa, meio de decar­ bonização ba­sea­do no maior plantio de árvores, vi­ sando à captura do carbono equivalente às emis­ sões. Produtores de celulose e papel já são muito ativos nessa área. Na Austrália, o governo criou a Ini­cia­ti­va de Agricultura de Carbono para fornecer incentivo econômico para pro­prie­tá­rios de terras que reduzam a poluição de carbono, seja através de redução de emissões ou sequestro de carbono por meio do plantio e recuperação de pastagens. 7. O abastecimento regenerativo de água e a uti­ lização de turbinas de vento para transformar ven­ to em água é a última das sete inovações sugeri­ das. A dessalinização solar é uma tecnologia que usa a energia solar para dessalinizar a água do mar. A Miracle Turbine desenvolvida pela Eole Water colhe energia do vento e também extrai umida­ de, com um condensador que usa a condensação recolhida para produzir água fresca. Essa tecnolo­ gia está sendo testada no deserto de Nager, em Is­rael, e no Qatar.


O ponto mais importante levantado por Schellnhuber é que no mundo pós-​­fóssil precisa­ mos de um novo contrato entre a ciên­cia e so­cie­ da­de. Para esse fim, o Instituto Potsdam criou o programa Artistas em Residência, para obter inte­ ração entre artistas e cien­tis­tas. Ian McEwan, autor de Reparação e Amor sem fim, é o primeiro artista a participar do programa. Próximos passos da EcoPrint A intenção da FM ­Brooks com a EcoPrint 2012 era

c­ riar algo diferente, um novo espaço em que os pro­ fissionais de mídia pudessem aprender mais sobre o impacto am­bien­tal da impressão. Ao invés da ex­ pansão ha­bi­tual, e altamente lucrativa, do número de estandes e apresentações de tecnologia, a ênfa­ se da EcoPrint estava nas ideias e debates. Isso nos faz lembrar as primeiras edições do Seminário Sey­ bold, quando não havia literalmente nenhuma pes­ soa visitando os estandes por horas a fio, pois esta­ vam nas palestras do seminário. Como agora, há 30 anos os profissionais da in­ dústria gráfica estavam confusos, inseguros quan­ to ao que de­ve­riam estar se perguntando. Hoje em dia, as questões referentes à pré-​­impressão e à tec­ nologia nas artes gráficas foram em grande parte respondidas e a indústria está se concentrando na sua sustentabilidade e sobrevivência. A EcoPrint 2012 representou um marco, uma base sólida so­ bre a qual questões podem con­ti­nuar sendo feitas e as conversas con­ti­nuam. Mitos e mágicas do destintamento (deinking)

Vamos ser claros: os consumidores não se preo­cu­ pam como os materiais são reciclados, contanto que eles possam ser reciclados. O ponto importante para todos nós na indústria gráfica é que qualquer coisa que amea­ce a credibilidade da reciclagem de papel impresso é pre­ju­di­cial à sobrevivência desta indústria a longo prazo. Os de­sa­f ios para a recicla­ gem de materiais impressos com tecnologia digital prejudicam a credibilidade da sustentabilidade da impressão, em todos os sentidos da palavra. A reciclagem do papel ob­via­men­te ajuda a im­ pressão a ter um impacto am­bien­tal cada vez me­ nor. No entanto, com a mistura de substratos, tintas e toners, mudanças de métodos convencionais de destintamento estão sob pressão. Novas tec­no­lo­

O evento inaugural da EcoPrint gerou um público satisfatório e contou com apoio internacional.

gias são ne­ces­sá­rias para processar a diversidade de pa­péis impressos que entram nas cadeias de forne­ cimento de reciclagem. Esta é a questão no centro da disputa entre os representantes da indústria de destintamento e os grandes fabricantes, es­pe­cial­ men­te os de impressoras digitais. A briga se resume a um problema de tecnologia e método. Usinas de destintagem basicamente lavam os pa­péis impressos de modo a remover os corantes. Quan­do se trata de remover tintas offset e toners para produzir celulose de menor qualidade, como é o caso, por exemplo, do papel jornal, o processo é estabelecido, comprovado e rentável. Mas a indús­ tria está mudando. Agora temos volumes cada vez maiores de impressos com novos toners e tec­no­ lo­gias entrando no ciclo de reciclagem das usinas de destintagem. Isso inclui toners líquidos, tintas com cura UV, tintas convencionais para flexogra­ fia e tintas à base de água. Todos esses insumos re­ querem tec­no­lo­gias de destintagem mais agressi­ vas do que aquelas que são utilizadas para retirar a tinta offset e o toner seco. Os compostos quími­ cos da tinta e do substrato, assim como o volume de impressão, estão mudando con­ti­nua­men­te, cau­ sando uma alteração na qualidade dos insumos que estão entrando nas usinas de destintagem. A ne­ cessidade de novas tec­no­lo­gias de destintamento é inegável e fundamental. Felizmente, existem novas usinas de reciclagem sendo cons­truí­das para a produção de celulose ade­ quada à fabricação de pa­péis de alta qualidade, bem como papel jornal. Tais usinas estão liderando o ca­ minho para o futuro da nossa indústria. Elas apoiam VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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a crescente necessidade da produção de substratos de alta qualidade a partir de ma­té­rias-​­primas reci­ cladas, adequados para impressão digital e con­ven­ cio­nal. Elas podem destintar praticamente qualquer coisa, incluindo impressos digitais. O ponto aqui é que os rumores de que a destintagem é difícil ou cara causam medo de forma totalmente equivocada. Com Algumas das coisas que a tecnologia correta é possí­ aprendemos na EcoPrint vel, embora possa não ser tão rentável, destintar as tintas di­ ◆◆ Sustentabilidade, reciclagem, redução do gitais, flexográficas e com cura impacto ambiental e pegada de carbono são UV. A indústria deve reconhe­ problemas de todos. cer que confundir o mercado ◆◆ A indústria gráfica precisa de liderança e bases com argumentos er­rô­neos so­ de engajamento se deseja explorar suas forças bre a possibilidade de destin­ de sustentabilidade. tagem de materiais impressos ◆◆ Gráficas devem se transformar em provedores digitalmente mina a credibili­ de mídia. dade da sustentabilidade da ◆◆ Certificações, tal como a EcoEtiqueta da União impressão. Dá aos consumi­ Europeia, têm valor apenas se tiverem critérios dores uma razão para ques­ de medição sólidos e responsáveis. tionar o impacto am­b ien­t al ◆◆ Fabricantes de sucesso colocam a reciclagem da impressão digital e afastare a redução do impacto ambiental como questão se dela. Isso não pode, de ne­ central do desenvolvimento de seus produtos. nhuma forma, ser bom para ◆◆ Normas são um meio para melhorar o a indústria gráfica. É hora de desempenho do negócio. discutir não sobre o que não ◆◆ A política ambiental e sua comunicação devem pode ser feito, mas sobre o que estar no centro do negócio. pode ser feito. ◆◆ Gráficas e seus clientes precisam de educação e consciência das normas e selos ambientais. É preciso ouvir os clientes e responder às suas necessidades. ◆◆ O meio ambiente e a economia da indústria gráfica andam de mãos dadas. ◆◆ A diminuição dos custos através da redução de desperdícios e maior eficiência são os primeiros passos para a diminuição do impacto ambiental. ◆◆ Associações internacionais do setor estão bem colocadas para tomar a iniciativa da liderança. ◆◆ Se continuarmos a ignorar o aquecimento global, o planeta começará a entrar em colapso até o final do século. ◆◆

O drama do destintamento

O fato de alguns tipos de im­ pressão serem adequados para a maioria dos processos de re­ ciclagem e outros não, é muito vago para a maioria dos com­ pradores de produtos im­ pressos. Eles tendem a procu­ rar con­ve­niên­cia sem culpa e, como regra, de não se interes­ sar por detalhes técnicos e di­ ferenças entre a impressão com toner ou jato de tinta. Mas não de­ve­r ía­mos dar mais crédito aos consumidores e compradores de impressão, ou, pelo menos, incentivá-​­los a pensar mais? Afinal, é um problema coletivo e não apenas dos fabricantes de tinta, recicladores ou fabrican­ tes de papel. O lado bom da reciclagem de papel

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impresso é que não há problema com a remoção de toners de impressão digital, assim como nos mate­ riais advindos da impressão offset. A parte que ain­ da precisa de um pouco de pesquisa e desenvolvi­ mento é a destintagem dos impressos que utilizam certos tipos de jato de tinta. Po­de­ría­mos fazer mais com uma comunicação positiva. O novo site da Digital Printing Deinking Al­lian­ce (www.thedpda.org) vai ajudar a educar o mercado e fornecer um meio de compartilhar no­ vas ideias. Os departamentos de mar­ke­ting dos fa­ bricantes também po­de­riam divulgar mais o tra­ balho que está sendo desenvolvido para melhorar a reciclagem dos impressos. Nós temos uma res­ ponsabilidade coletiva porque, no final, a alegação de que algumas impressões digitais não podem ser recicladas prejudica todas as formas de impressão, incluindo a própria digital. Será que o problema é na verdade econômico e não tecnológico? Se as empresas estão dispos­ tas a investir em tec­no­lo­gias de destintamento e as pes­soas estão dispostas a pagar pa­péis recicla­ dos como premium com base em ma­té­rias-​­primas pro­ve­nien­tes de pa­péis impressos com tecnologia jato de tinta e toner líquido, não há problema. Mais usinas de reciclagem com tecnologia de ponta vão entrar em fun­cio­na­men­to para processar volumes crescentes enquanto os consumidores estiverem dispostos a pagar o preço. Even­tual­men­te, o cus­ to do processamento do ma­te­rial deve cair seguin­ do as regras básicas de oferta e procura. Enquan­ to isso, podemos estar dian­te de uma si­tua­ção na qual os fabricantes de celulose estejam esperando por impressões digitais e tintas totalmente des­tin­ ta­véis, enquanto os fabricantes de equipamentos digitais estão aguardando mais investimentos em usinas de destintagem com tecnologia de ponta. Isso realmente não é bom. A destintagem está madura para receber inven­ ções e inovações. Suas limitações atuais estão levan­ do o mercado para um novo futuro. Espera-se que nele todas as formas de impressão possam ser des­ tintadas com sucesso. Do contrário, o futuro para o ma­te­rial impresso pode parecer sombrio. Tradução autorizada do boletim Spindrift,

publicação produzida pela Digital Dots, empresa de consultoria na área gráfica, publicado em novembro de 2012.


A mรญdia de maior impacto no setor grรกfico

BRAINSTORM

Maior tiragem, maior qualidade, maior segmentaรงรฃo

REVISTA *44/t

Revista Abigraf

ARTE & INDรšS TRIA GRรFICA t ANO XXXVII t MAIO/JUNHO

9

2 0 1 2 t Nยบ 2 5 9

O maior e mais importante veรญculo do setor grรกfico brasileiro

REVISTA ABIGRA F 259 MAIO/J UNHO 2012

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Anuรกrio Abigraf INDรšSTRIA GR BRASILEIRODA

16ยบ ANUARIO BRA SIL DA INDUSTRIA GR EIRO AFICA

16ยบ ANรšARIO

t&YDMVTJWPCBODPEFEBEPT DPNJOGPSNBรŽรœFTTPCSF JOEรžTUSJBTHSรˆmDBTEFDJEBEFTEFUPEP P#SBTJMFGPSOFDFEPSFTEFJOTVNPT  NBUรSJBTQSJNBT FRVJQBNFOUPT TJTUFNBTFTFSWJรŽPT QBSBPTFUPS t$POTVMUBEPEVSBOUFPTEJBTEPBOPQPSFNQSFTรˆSJPT  FYFDVUJWPTFDPNQSBEPSFTEBJOEรžTUSJBHSรˆmDBQSPEVUPSFT EBTBHรODJBTEFQSPQBHBOEBEJSJHFOUFTEFNBSLFUJOH FDPNQSBTEBTNBJPSFTFNQSFTBTEP1Bร“T t%JTUSJCVJรŽรPKVMIP

รFICA

O รบnico diretรณrio do setor grรกfico nacional

2012

Tecnologia Grรกfica

ANO XVI Nยบ 82 VOL. II 2012 ISSN 1678-0965

O veรญculo tรฉcnico da indรบstria grรกfica brasileira

A REVIS TA Tร‰CN ICA DO SETOR GRรF ICO BRAS ILEIR O

t"SUJHPTFYDMVTJWPTEPTNBJTEFTUBDBEPTFTQFDJBMJTUBTHSรˆmDPT OBDJPOBJTBCPSEBOEPUPEPTPTUFNBTEPTFUPS TVBUFDOPMPHJB  QSPDFTTPT TJTUFNBT NBUรSJBQSJNBT FRVJQBNFOUPT FUD t"SUJHPTFYDMVTJWPTEB4FZCPME t$IFHBEJSFUBNFOUFร‹TNรPTEPTEJSFUPSFT HFSFOUFT FDIFGFTEFQSPEVรŽรPEBTHSรˆmDBTEFUPEPP#SBTJM

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82

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Efeito Bauhaus no Photoshop

Entrevista

Eduardo Buck, da Canon, fala a presenรงa na sobre empresa no mercado grรกfic o.

Gestรฃo

Nรฃo venda preรงo . Venda valor.

Normalizaรงรฃo

O uso de XML para controle de processos em tecnologia grรกfic a


TIPOGRAFIA

UMA BREVE HISTĂ“RIA DA LINOTIPO

A Linotipo ĂŠ um Os primeiros experimenequipamento de tos com a composição mecomposição mecânica cânica de textos ocorreram que compreende quatro a partir da dĂŠcada de 1820, partes fundamentais: mas a engenhosa e comos magazines, ou plexa invenção de Ottmar depĂłsitos de matrizes; Mergenthaler, em 1886, foi o teclado, o mecanismo a primeira a obter ĂŞxito comercial. Graças Ă sua de fundição e o praticidade e qualidade tĂŠcnica, conseguiu se impor mecanismo de distriao mercado tipogrĂĄfico, especialmente para a probuição das matrizes. dução de jornais e livros. Basicamente, a sua A segunda metade do sĂŠculo XIX assistiu a uma operação consiste em: sucessĂŁo de inventos, com a crescente busca pela reunir as matrizes em mecanização e aumento da produtividade, em uma linha de texto; pesquisas com materiais e processos que desemespaçå-la automaticabocavam necessariamente no empreendedorismo. PHQWHDĘĄPGHDOFDQŠDU A Linotipo ĂŠ considerada uma das mais imporDPHGLGDSUHGHĘĄQLGD tantes contribuiçþes para o avanço das artes grĂĄposicionar a linha ficas desde o surgimento dos tipos mĂłveis, desencomposta no mecanismo volvidos por Gutenberg hĂĄ quase 560 anos. O de fundição; transferir a inventor, cientista e empresĂĄrio norte-americaimagem dos caracteres no Thomas Edison qualificou a Linotipo como das matrizes para uma “a oitava maravilha do mundoâ€?. EDUUDGHPHWDOHSRUĘĄP devolver as matrizes O relojoeiro alemĂŁo Ottmar Mergenthaler Ă s suas posiçþes originais (1859-1899) emigrou para os EUA em 1872 nos magazines, para nova e o seu primeiro emprego foi em uma loja utilização. de instrumentos cientĂ­ficos, na cidade de

Washington. Uma das atividades ali desenvolvidas era a confecção de protótipos para as invençþes dos clientes, para atender a uma exigência do departamento de patentes norte-americano. Mergenthaler logo se destacou nessa função. Em 1883, ele foi encarregado de desenvolver o protótipo de uma måquina de escrever, que compunha linhas de texto com tinta litogråfica em tiras de papel para serem transferidas diretamente para

CLAUDIO ROCHA ĂŠ tipĂłgrafo, editor da revista Tupigrafia e diretor da OTSP, Oficina TipogrĂĄfica SĂŁo Paulo

32 TECNOLOGIA GRĂ FICA 

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a pedra litogråfica. O projeto se mostrou problemåtico e foi solicitado a Mergenthaler uma outra solução. Ele começou a trabalhar em um novo projeto, batizado como Rotary Matrix Machine, que utilizava punçþes para gravar letras em baixo-relevo sobre fitas de cartão umedecido ( papier-mâchÊ ), que serviriam como matrizes para estereotipia. Esse projeto tambÊm não chegou a resultados satisfatórios, mas gerou o conceito de produzir linhas de texto inteiras. FinalmenBiblioteca do Congresso, EUA, Prints & Photographs Division. Foto de Harris & Ewing

Claudio Rocha


te, o projeto foi abandonado e Mergentha- as matrizes pelos canais que as levavam para ler iniciou suas próprias pesquisas, em um o reunidor. A Blower Linotype foi colocada em funcionamento pela primeira vez em 3 caminho diverso. Em 1885, ele finalizou a construção de um de julho de 1886, no jornal New York Triequipamento que utilizava barras metálicas bune. O nome Linotype é derivado da excom matrizes do alfabeto completo, em bai- pressão line-of-type, cunhada por Whitelaw xo-relevo, e produzia linhas de texto fundi- Reid, editor do jornal, durante a apresendas em metal. Esse equipamento ficou co- tação do equipamento. Além de compor as páginas do diário nonhecido como Band Machine. Enquanto os equipamentos de composição vaiorquino, a Blower foi utilizada pela emmecânica inventados até então produziam presa para compor o primeiro livro em lilinhas com tipos já fundidos, sua invenção notipo, o The Tribune Book of Open-Air combinava a composição de textos com a Sports, em 1887. Mais de 200 Blowers foram fundição de tipos – por meio de matrizes produzidas, sendo que 10 delas foram vendidas para a Inglaterra. de metal – em uma única operação. Logo ele intuiu que poderia agilizar o Ottmar Mergenthaler dedicou-se, então, a processo de composição utilizando ma- aperfeiçoar a Blower. Assim, em 1890, chetrizes de metal separadas, cada uma com gou ao mercado a Linotype Model 1 Square um único caractere. Assim, no mesmo Base, com mudanças importantes. Além de ano, ele iniciou a construção de um novo solucionar definitivamente o sistema de dismodelo, que realizava as operações de tribuição de matrizes, ele eliminou o sistecomposição, fundição e distribuição de ma de ar comprimido: no novo modelo, as uma maneira bastante veloz (era possível matrizes desciam em direção ao reunidor compor uma linha enquanto outra estava pela ação da gravidade, acondicionadas em sendo fundida e uma terceira estava sendo distribuída). Mergenthaler afirmou, em uma palestra naquele período: “A não ser que seja inventado algum sistema de impressão, no qual os tipos não sejam necessários, estou convencido de que o método empregado em nossa invenção será dominante no futuro, não apenas por ser econômico, mas principalmente por sua qualidade superior”.

O início da produção Esse equipamento recebeu o apelido de “blower” (ventilador ou ventoinha) por causa do jato de ar comprimido que conduzia

Acima, a Linotype Model 1 Square Base, produzida a partir de 1890, e a primeira a apresentar o aspecto visual que caracterizou o equipamento nas décadas seguintes. A Blower Linotype, de 1886 (mostrada nas duas imagens no alto à esquerda), é considerada a primeira “line-o-type”, executando automaticamente as operações que a tornaram um sucesso comercial: composição, fundição e distribuição. Embaixo, à esquerda, o selo comemorativo do centenário de nascimento de Ottmar Mergenthaler, que viveu apenas 45 anos. Na página à esquerda, a Band Machine, que teve somente dois protótipos produzidos: um se encontra no Smithsonian Institute, em Washington e o outro, no Museum of Printing, em North Andover.

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combinar as variações regular, com a bold, italic ou versalete em uma mesma linha. A Elektron, lançada em 1964, foi a última, mais avançada, mais rápida e mais produtiva máquina de composição a quente lançada pela Linotype Company. Produzia até 15 linhas de jornal por minuto, sendo operada A Linotipo Modelo 14 por fita de papel codificada, com a opção de possuía, além dos três funcionamento manual. Foi idealizada para magazines principais, proporcionar todas as facilidades de operacom 90 canais, três ção, com aumento sensível de produtividade. magazines auxiliares Entre os aperfeiçoamentos, estão o teclado com 34 canais, que com teclas de pressão, sensíveis ao toque; permitiam acomodar o disparo das linhas para fundição, antes fontes completas feito por meio de uma alavanca, passou até corpo 60. Os a ser feito por um botão de pressão; indiversos magazines corporação de sistemas hidráulicos, tanto eram operados por na movimentação dos magazines quanto um único teclado, na justificação das linhas, garantindo um compondo linhas com funcionamento silencioso e suave, mes30 ou 42 paicas de mo em altas velocidades; um sistema de medida máxima. reunião contínua de matrizes eliminou o movimento do componedor e a conEmbaixo, à direita, um novo magazine, colocado em posição sequente interrupção da digitação. Antes, capa de material elevada, na parte frontal do equipamento. nessa operação, o linotipista era obrigado promocional da Foram produzidas 360 Linotipe Square Base, a aguardar o despacho das linhas para reModelo 31, o mas poucas sobreviveram. Uma delas en- tomar a digitação do texto. equipamento standard contra-se no International Museum of da Linotype. Foi Printing, em Carson, na California. etaoin shrdlu produzida desde o final Em 1892 surgiu a Simplex Linotype Model 1, da década de 1930 até a e já no ano seguinte fez sucesso na Feira Em 2012, foi lançado um documentário de década de 1970. Mundial de Chicago. Foi também a primei- 72 minutos, celebrando a trajetória da Linora a usar matrizes com dois caracteres. tipo, dirigido e produzido por Doug Wilson Na extensa lista de equipamentos produzi- (www.linotypefilm.com). No filme podemos Embaixo, na página dos pela Linotype Company, em constan- ver diversas Linotipos ainda operacionais, funà direita, capa de te renovação, sempre buscando aumentar cionando da mesma maneira que fizeram por material promocional da Linotype Elektron, a eficiência operacional e os recursos técda década de 1960. nicos, encontramos os seguintes modelos: Linotype Square Base, modelos 1 (Simplex), 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 (magazine simples e magazine duplo), 9, 10, 11, 12, 14 (com magazine simples e magazine duplo), 14 (com três magazines laterais), 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26 e 26 (com três magazines laterais), 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35 e 36. Foram produzidos também, os modelos K, L, M, Ideal, Special, Comet, Junior Linotype, Lead and Rule Caster, Elektron,Elektron II, Elektron Mixer e Elektron Ace, All-Purpose Linotype, modelo 13 (Alemanha) e os modelos 48 e 50 (Inglaterra). Os modelos 6, 7, 11 e 12 eram idênticos aos modelos 4, 5, 8 e 9, respectivamente, com a diferença que os primeiros fundiam linhas mais largas. A Linotype Model 3, de 1898, trouxe novos recursos: fundia linhas com tamanhos até corpo 14 e possuia dois magazines para uso simultâneo, por intermédio de uma chave no teclado. Também foi aperfeiçoado o uso das matrizes com duas letras, permitindo 34 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013


mais de cem anos, em pequenas grĂĄficas ou praxe: quando um linotipista cometia um Acima, um orgulhoso em museus, por todo o mundo. Em algumas erro de digitação, ao invĂŠs de substituir mecânico de linotipo. passagens, o aspecto emocional ĂŠ evidenciado, manualmente as matrizes erradas, a sorevelando a estreita ligação dos profissionais lução mais rĂĄpida era fundir a linha com Acima, Ă esquerda: com esse equipamento centenĂĄrio. problema e compĂ´-la novamente. E, como imagem de uma peça Uma dessas passagens marcantes ĂŠ a repro- uma linha sĂł podia ser fundida depois de promocional mostrando dução de um trecho do antigo documentĂĄ- completa, o modo mais rĂĄpido de finalizĂĄ- um telecompositor rio Farewell, Etaoin Shrdlu, dirigido por Carl -la era correr o dedo sobre o teclado, digi- acoplado, Ă  direita do Schlesinger, que registrou a noite da Ăşlti- tando a sequĂŞncia de teclas. Dessa maneira, teclado. Esse sistema ma edição do jornal The New York Times no era composta a sequĂŞncia “etaoin shrdluâ€?, permitia que o texto sistema tipogrĂĄfico de impressĂŁo, compos- que corresponde Ă s duas colunas verticais a ser composto to em linotipo, no dia 2 de julho de 1978. Ă  esquerda, no teclado. fosse transmitido a O estranho tĂ­tulo se refere a uma antiga A presença da expressĂŁo etaoin shrdlu tordistância, por uma linha nou-se um “cĂłdigoâ€? para assinalar ao revisor que a linha deveria ser descartada na WHOHJUÂŁĘĄFD7DPEÂŤP SHUPLWLDTXHXPDĘĄWD montagem da fĂ´rma tipogrĂĄfica. Ocasionalmente, uma linha com a sequĂŞn- SHUIXUDGDFRGLĘĄFDGD cia etaoin escapava Ă  revisĂŁo e era impres- com a medida da linha sa inadvertidamente. A sequĂŞncia comple- e outros comandos ta do teclado – etaoin shrdlu cmfgyp para as diversas funçþes wbvkxj qz – era usada para testar o equi- da Linotipo, fosse pamento, sendo considerada uma linha processada a uma de teste e, portanto, tambĂŠm nĂŁo deveria velocidade de digitação ser impressa... constante. O equĂ­voco ocorria com certa frequĂŞncia e a expressĂŁo acabou sendo incorporada ao Oxford English Dictionary e ao Webster's Unabridged Dictionary. ĆˆĹťĆ‹ĹşĆŒĹźĆˆĆ‡ĆŒĆŽĆ…Ć?ĹşĹ˝ĹşĆŒ History of Composing Machines - A Complete Record of the Art of Composing Type by Machinery, John S. Thompson, 1904. O Manual Oficial da Linotype, Mergenthaler Linotype Company, traduzido e editado pela Linotypo do Brasil S.A., 1940. Intellectual Property Law for Engineers and Scientists,b Howard B. Rockman, 2004. VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRĂ FICA

35


PRODUÇÃO GRÁFICA

O que é um produto de qualidade?

H

á muito tempo o quesito qualidade deixou de ser um di­fe­ren­cial. O mercado, cada vez mais exigente e competitivo, anseia por produtos com excelentes padrões de qualidade. Mas você sabe especificar o que é um produto gráfico de qualidade? A Comissão de Estudo de Processos em Impressão Offset do ABNT/ONS-27 elaborou o Ma­nual de ava­ lia­ção técnica de não conformidade em impressão off­ set para auxiliá-lo nesta tarefa. A sua função é apontar possíveis defeitos que comprometam o impresso e classificá-​­los de acordo com os níveis de qualidade dos produtos previstos nesta cartilha, procurando auxiliar clien­tes e fornecedores na ava­lia­ção de não conformidade de materiais impressos em sistema offset. O ABNT/ONS-27 é o Organismo de Normalização Se­to­rial, con­f ia­do pela As­so­cia­ção Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) à As­s o­cia­ç ão Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), que visa coor­de­nar as atividades de normalização do mercado gráfico brasileiro e participar das discussões internacionais das normas pertinentes ao setor. A ABNT é a representante ofi­cial do Brasil na Organização In­ter­na­cio­nal de Normalização (ISO), cuja missão é promover o estabelecimento de normas e padrões globalmente aceitos, com o objetivo de facilitar a troca in­ter­na­cio­nal de bens e serviços e auxiliar o intercâmbio in­te­lec­tual, cien­tí­f i­co, tecnológico e econômico entre as nações. As normas técnicas, tanto nacionais como internacionais, contêm especificações técnicas, cri­té­rios, regras e definições de características para garantir que materiais, produtos, processos e serviços atendam aos objetivos a que se propõem. Na área gráfica, estas normas definem desde especificações para insumos até cri­té­rios de qualidade para produtos finalizados. Nesta edição publicamos os cinco primeiros itens da cartilha (nível de qualidade do produto, atributos de impressão, falta ou sobra de elementos da arte, registro e diferença de cor). Acompanhe os demais na próxima edição. NÍVEL DE QUALIDADE DO PRODUTO (NQP)

O nível de qualidade do produto classifica os va­ria­ dos tipos de impressos segundo a exigência do grau 36 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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de conformidade de reprodução em relação à prova con­tra­tual. Os níveis de qualidade do produto estão classificados conforme segue: Nível I: alta qualidade

São classificados como nível I os produtos que exigem absoluta conformidade entre a prova con­tra­ tual e o impresso de produção. A informação transmitida requer elevada aproximação na reprodução de detalhes e cores. Podem ser citados como exemplos anún­cios de páginas inteiras e catálogos de luxo, entre outros. Nível II: boa qualidade

São classificados como nível II os produtos que exigem um bom grau de conformidade entre a prova con­tra­tual e a produção impressa. A informação transmitida requer boa aproximação na reprodução de detalhes e cores. Podem ser citados como exemplos publicidade de produtos, livros de arte, catálogos de moda e arquitetura, entre outros. Nível III: qualidade básica

São classificados como nível III os produtos que exigem conformidade média na reprodução em relação às provas contratuais. A informação transmitida requer aproximação aceitável na reprodução de detalhes e cores. Podem ser citados como exemplo seções editoriais de revistas, publicações das ­­áreas de via­gens e carreiras, entre outros. CLASSIFICAÇÃO DE DEFEITOS

A classificação de defeitos qualifica a importância da não conformidade para cada nível de qualidade do produto. O grau do defeito determinará a aceitação ou a rejeição do produto final. Os defeitos são classificados em duas ca­te­go­rias: Va­ria­ção aceitável: são des­vios da conformidade que, embora graves, não impedem a utilização do produto ou afetam a informação. Por exemplo: registro, tonalidade e outros. Va­ria­ção não aceitável: são des­vios da conformidade que impossibilitam a utilização do produto ou afetam a informação. Por exemplo: troca de cor, falta de texto e impossibilidade de leitura, entre outros.


ATRIBUTOS DE IMPRESSÃO

Método de avaliação

Serrilhado

Ava­lia­ção vi­sual.

É o contorno irregular de uma imagem reproduzida em baixa resolução.

Tolerâncias

Método de avaliação

Ava­lia­ção vi­sual. Tolerâncias NQP

Não conformidade

Todos os níveis

Imagens ou textos serrilhados

NQP

Não conformidade

Todos os níveis

Falta ou sobra de elementos

Não aceitável

REGISTRO Não aceitável

FIQUE POR DENTRO Resolução de imagem

As imagens exibidas na tela do computador são formadas por bilhões de partículas denominadas pixel. Pixel é a abre­via­tu­ra de picture element; é o menor elemento que constitui uma imagem digital, seja ela capturada por uma câmera fotográfica digital ou obtida por meio do es­ca­nea­men­to de um original. A quantidade de pixels por polegada li­near (ppi) que constitui uma imagem digital é chamada de resolução de entrada. Em artes gráficas, a resolução de entrada está diretamente ligada à li­nea­tu­r a que uma imagem terá quando impressa. Isto quer dizer que o valor da resolução de entrada deve ser configurado de acordo com o valor da li­nea­tu­ra a ser empregada. Um arquivo utilizado para imprimir um ma­te­ rial com 70 lpi, por exemplo, não terá a mesma resolução de um arquivo utilizado para imprimir um ma­te­rial com 300 lpi. Existe um cálculo, amplamente utilizado e aceito no mercado, que determina que a resolução de entrada de uma imagem deve ser duas vezes maior que o valor da li­nea­tu­ra com a qual ela será reproduzida, e multiplicada pelo fator de am­plia­ ção ou redução, caso a imagem tenha sido es­ca­ nea­da. O produto deste cálculo é a resolução de entrada mínima que o arquivo digital deve possuir. Resoluções abaixo do valor obtido reproduzem imagens com bordas serrilhadas, as populares escadinhas, o que acaba comprometendo a qualidade da imagem impressa. FALTA OU SOBRA DE ELEMENTOS DA ARTE

Em relação ao arquivo original, é a ausência ou a presença de imagens, ilustrações, gráficos ou textos pertinentes ou estranhos à arte, respectivamente. Geralmente este problema está re­la­cio­na­do a falhas de interpretação do RIP (Raster Image Processor).

Registro é o po­si­cio­na­men­to correto da sobreposição entre todas as lâminas das cores da impressão. A falta de registro pode ser entre dois ou mais componentes de uma imagem ou texto impresso. Método de avaliação

Ava­lia­ção vi­sual auxiliada por um conta-​­fios com escala gra­dua­da em 0,05 mm. Procedimento

Escolher uma área com a maior densidade de cor e medir o maior dis­t an­cia­m en­to entre as cores que compõem a imagem. Textos vazados facilitam a medição. Tolerâncias NQP

Variação

Nível I e II

Até 0,1 mm

Nível III

De 0,2 mm a 0,3 mm

NQP

Variação

Nível I e II

Maior que 0,1 mm

Nível III

Maior que 0,3 mm

Aceitável

Defeito crítico

DIFERENÇA DE COR

Diferença de cor é a va­ria­ção de cor entre dois impressos idênticos analisados sob condições de vi­ sua­li­z a­ção padrão. Por meio da diferença de cor é possível ava­liar o grau de fidelidade da folha padrão em relação à prova con­tra­tual e a oscilação de cor durante o processo. Diferença perceptível: é a diferença entre a prova con­tra­tual e o impresso que, analisada sob condições de vi­sua­li­za­ção padrão, apresenta va­ria­ções oca­sio­ na­das somente pela diferença entre os substratos utilizados e/ou processos de impressão. Diferença objetiva: é a diferença entre a prova con­ tra­tual e o impresso que, analisado sob condições de vi­sua­li­za­ção padrão, apresenta alterações de cor sem pre­juí­zo da informação. Por exemplo: um gramado que se apresenta mais amarelado ou mais azulado em relação à prova; uma roupa marrom que VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

37


se apresenta mais amagentada ou mais amarelada em relação à prova. Diferença crítica: é a diferença entre a prova con­ tra­tual e o impresso que, analisado sob condições de vi­sua­li­z a­ção padrão, apresenta alteração de cor com pre­juí­zo da informação. Por exemplo: tons de pele que se tornam verdes; um gramado que se torna marrom. Método de avaliação

Ava­lia­ç ão vi­sual sob condições de vi­sua­li­z a­ç ão padrão. Tolerâncias NQP

Variação

Todos os níveis

Diferença perceptível

Nível II e III

Diferença objetiva

NQP

Variação

Nível I

Diferença objetiva

Todos os níveis

Diferença crítica

Aceitável

Não aceitável

Quan­do a diferença de cor é detectada, convém que o impresso seja ava­lia­do com o uso de um espectrofotômetro, de acordo com os cri­té­rios de medição da norma ABNT NBR NM ISO 13.655. Neste caso, o impresso deve conter uma tira de controle e as to­le­rân­cias passam a ser controladas pela va­ria­ção do DE .

Desta forma, uma cor é expressa por um conjunto único de três coor­de­na­das que representam a mesma cor em qualquer parte do mundo. Pelo sistema colorimétrico CIE Lab é possível comparar duas cores distintas calculando-se a distância geo­mé­tri­ca entre uma e outra dentro do espaço cromático. Esta distância é denominada diferença de cor ou DE . Tanto as coor­de­na­das CIE Lab como o DE podem ser facilmente conhecidos utilizando-se um espectrofotômetro. A Norma ABNT NBR NM ISO 12.647-2 traz as coor­de­na­das CIE Lab correspondentes aos sólidos das cores CMYK e suas sobreposições impressas sobre cinco tipos de pa­péis diferentes. Normalmente, uma prova de cor, e, por conseguinte, a produção impressa, é ava­lia­da adotando-se as coor­de­na­das CIE Lab da ABNT NBR NM ISO 12.647-2 como alvo com uma tolerância de até 5 para o DE . As coor­de­na­das CIE Lab correspondentes às demais porcentagens de cores CMYK podem ser encontradas nos datasets Fogra, desenvolvidos de acordo os cri­té­rios da ISO 12.647-2 para diferentes tipos de pa­péis: Recomendação simplificada baseada na Norma NBR ISO 12.647-2

Dataset

Papel tipo 1 e 2: couché (brilho ou fosco) e cartão revestido

Fogra 39L

Papel tipo 3: LWC

Fogra 45L

Papel tipo 4: offset sem revestimento

Fogra 47L

Os datasets Fogra estão disponíveis no endereço eletrônico http://www.fogra.org/

Tolerâncias FIQUE POR DENTRO NQP

Variação

Todos os níveis

E até 5

NQP

Variação

Todos os níveis

E acima de 5

GLOSSÁRIO

Aceitável

Não aceitável

Padrões de cor para o processo

O sistema colorimétrico CIE Lab foi desenvolvido pela Com­mis­sion In­ter­na­tio­na­le de L’Eclairage para quantificar cores e compará-​­las numericamente entre si. O espaço cromático do sistema de cor CIE Lab é um espaço tri­di­men­sio­nal que com­preen­de três eixos determinantes: o primeiro (L) define os valores de luminosidade; o segundo (a) define as va­ria­ções entre o vermelho e o verde e, por fim, o terceiro (b) define as va­ria­ções entre o amarelo e o azul vio­le­ta. 38 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I  2013

Atributos de qualidade: são aqueles que têm a pro­ prie­da­de de afetar a qualidade de um produto impresso quando fogem da especificação. Exemplo: registro, formato, carga de tinta e outros. Prova de contrato: prova que tem a capacidade de mostrar todas as possibilidades cromáticas do processo final da impressão, conforme normas ISO 12.647. As provas precisam ser calibradas e caracterizadas conforme a norma ISO 12.647-7 em vigor. Nos casos em que não forem fornecidas provas, a gráfica manterá as especificações para o processo conforme a norma ISO 12.647 do processo de destino com suas to­le­rân­cias. Condição de vi­s ua­l i­z a­ç ão padrão: padrão de vi­sua­li­z a­ção nas condições definidas pela norma ISO 3664:2000. Folha padrão: folha impressa, aprovada pelo clien­ te ou responsável da gráfica, cujo resultado se iguala à prova de pré-​­impressão e, por isso, é usada como referência para o resto da tiragem (Graphos).

Grupo Elaborador do Manual de Avaliação Técnica de Não Conformidade em Impressão Offset Coordenador: Amauri Costa, Editora Abril – acosta@abril.com.br Secretária: Maíra da Costa Pedrom, ABTG – mcosta@abtg.org.br Membros: Alan Wigmir, Log & Print – alan.alves@logprint.com.br Antonio G.C. Menezes, Day Brasil – am@printecblankets.com Antonio Guedes, Editora Abril – gantonio@abril.org.br Antonio Paulo Rodrigues Fernandez, Senai – aprff@bol.com.br Aparecido D. de Oliveira, IGB – aparecido.donizete@igb.com.br Cleber de Souza Mello, Suzano – cleberm@suzano.com.br Gisele Ambrósio dos Santos, ABTG – gsantos@abtg.org.br José Luiz Solsona da Silva, Senai – solsona_1@hotmail.com Marcelo Sartori, Senai – sartoma@gmail.com Maria Ligia L. Domene, Innovapack – ligia.domene@innovapack. com.br Marta Vaz Paschoal, Colorprint – marta@graficacolorprint. com.br Silvio Nicola Silva, Senai – tecnicografico@ig.com.br


A pesquisa é sobre o mercado, mas os resultados vão aparecer na sua gráfica. Está disponível a melhor ferramenta para a administração de cargos, salários e benefícios da Indústria Gráfica Paulista! O material contém apresentação, metodologia, relação das empresas participantes e distribuídas por porte e segmento, gráficos analíticos, medidas estatísticas, além de análise de política de RH. São 67 empresas participantes, 266 cargos setoriais descritos e pesquisados (veja relação no verso), 6 segmentos analisados, cerca de 16.789 profissionais de amostra.

Investimento Não-Associados - R$ 1.300,00 Associadas SINDIGRAF-SP e ABIGRAF-SP - R$ 650,00 (Desconto de 50%) Execução

Realização

Para mais informações ligue para (11) 3232-4500 ou escreva para sindigraf@sindigraf.org.br www.sindigraf.org.br

RAZÃO SOCIAL/ EMPRESA CNPJ BAIRRO SOLICITANTE

ENDEREÇO CIDADE

PREÇO POR EXEMPLAR ASSOCIADAS SINDIGRAF-SP/ ABIGRAF-SP (e demais regionais) NÃO-ASSOCIADAS RECIBOS EM NOME ( ) DA EMPRESA ( ) SOLICITANTE BANCO Nº AGÊNCIA

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( ) R$ 650,00 ( ) R$ 1.300,00

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VÁLIDO ATÉ

ASSINATURA PREENCHA, DESTAQUE E ENVIE PELO FAX 11 3232-4507 OU PELO CORREIO PARA: RUA DO PARAÍSO, 529 – PARAÍSO – SÃO PAULO – SP – CEP 04103-000 – BRASIL


RELAÇÃO DOS CARGOS PESQUISADOS ÁREA DE PRÉ-IMPRESSÃO GERENTE DE PRODUÇÃO, GERENTE DE PRÉ-IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE PRÉ-IMPRESSÃO, OPERADOR DE TRÁFEGO, OPERADOR MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR TRATAMENTO IMAGEM DIGITAL, OPERADOR DE CTP E/OU CTF, OPERADOR DE SCANNER, OPERADOR DE MONTAGEM CONVENCIONAL, COPIADOR (CHAPAS, CLICHÊS, ETC.), ARQUIVISTA DE FILMES E/OU FORMAS DE IMPRESSÃO, REVISOR DE PRÉ-IMPRESSÃO – FOTOLITO/DIGITAL, PROJETISTA GRÁFICO, DESIGNER GRÁFICO, OPERADOR DE SISTEMA DE PROVA DIGITAL, OPERADOR DE IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, AUXILIAR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE SCANNER OPERADOR IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, MONTADOR DIGITAL. PREMEDIA GERENTE DE PRODUÇÃO (PREMEDIA), LÍDER DE RECEPÇÃO DE FOTOLITO, RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO JR. RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO PL., RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO SR., AUXILIAR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), LÍDER DE OPI, REVISOR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), OPERADOR DE SCANNER, FINALIZADOR, LÍDER DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA JR.,OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA PL., OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA SR., ASSISTENTE DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR 3D, ASSISTENTE DE CRIAÇÃO 3D, OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM JR., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM PL., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM SR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO JR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO PL., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO SR. ÁREA DE IMPRESSÃO GERENTE DE IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPRESSÃO, LÍDER DE IMPRESSÃO, ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS JR., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS PL., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS SR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS JR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS PL., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS SR., OPERADOR IMPRESSÃO ELETRÔNICA / DIGITAL, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 4 A 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 8 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 10 CORES, IMPRESSOR OFFSET PLANA MONOCOLOR (OFICIAL), IMPRESSOE OFFSET PLANA BICOLOR (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 4 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 6 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 8 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 10 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA – MONOCOLOR, IMPRESSOR OFFSET ROT. 4 CORES (H. SET/SEC.QUENTE), IMPRESSOR OFFSET ROT. 6 OU MAIS CORES (C.SET/SEC.FRIO), IMPRESSOR FLEXOGRAFIA, IMPRESSOR FLEXOGRAFIA (1/2 ODICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSE 6 OU MAIS CORES (HEAT SEAT), 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET PLANA, 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA, 2º AJUDANTE IMPRESSÃO OFFSET, REBOBINADOR, BOBINADOR, COLORISTA, IMPRESSOR DE SERIGRAFIA, OPERADOR DE GUILHOTINA. ÁREA DE ACABAMENTO GERENTE DE ACABAMENTO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ACABAMENTO, LÍDER DE ACABAMENTO, OPERADOR CORTE E VINCO AUTOMÁTICO, OPERADOR CORTE E VINCO MANUAL, OPERADOR PROCESSO INTEGRADO, OPERADOR MÁQUINA COSTURA, OPERADOR DE ALCEADEIRA, OPERADOR DE DOBRADEIRA, OPERADOR MÁQUINA COLAGEM (EMBALAGEM), OPERADOR DE GRAMPEADEIRA, OPERADOR GUILHOTINA, OPERADOR MÁQUINA MONT. CAPA AUTOMÁTICA, PLASTIFICADOR, OPERADOR MÁQUINA COSTURA (1/2 OFICIAL), OPERADOR MÁQ. ACAB. PROC. INTEGRADO (1/2 OFICIAL), AJUDANTE GERAL / AUXILIAR DE ACABAMENTO, BLOQUISTA, AJUDANTE DE ACABAMENTO, OPERADOR DE ACABAMENTO, 1/2 OFICIAL DE ACABAMENTO. MANUTENÇÃO GERENTE DE MANUTENÇÃO, SUP. MANUTENÇÃO MECÂNICA/ELÉTRICA/ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO MECÂNICA, TÉCNICO ELETRÔNICO, ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), AUXILIAR DE MANUTENÇÃO, ENCANADOR DE MANUTENÇÃO, LÍDER DE MARCENARIA, MARCENEIRO, AJUDANTE DE MARCENEIRO, SOLDADOR DE LONA, AJUDANTE DE SOLDADOR DE LONA, PINTOR, SERRALHEIRO. PRODUÇÃO/PCP GERENTE DE PCP, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PCP, ANALISTA DE PCP JR OU I, ANALISTA DE PCP PL OU II, ANALISTA DE PCP SR OU III, ASSISTENTE DE PCP, PROGRAMADOR DE PRODUÇÃO, APONTADOR DE PRODUÇÃO, GERENTE DE TI SUPORTE E PRODUÇÃO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA GARFO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA CLAMP, LUBRIFICADOR, EMBALADOR. CONTROLE DE QUALIDADE GERENTE DE CONTROLE DE QUALIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTROLE DE QUALIDADE, ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE JR., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE PL., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE SR., INSPETOR DE CONTROLE DE QUALIDADE. ALMOXARIFADO SUPERVISOR/COORDENADOR DE ALMOXARIFADO, ALMOXARIFE JR., ALMOXARIFE PL., ALMOXARIFE SR., AUXILIAR DE ALMOXARIFADO.

COMERCIAL GERENTE COMERCIAL, SUPERVISOR/COORDENADOR COMERCIAL, ANALISTA DE VENDAS JR., ANALISTA DE VENDAS PL., ANALISTA DE VENDAS SR., EXECUTIVO DE CONTAS JR., EXECUTIVO DE CONTAS PL., EXECUTIVO DE CONTAS SR., ASSISTENTE DE VENDAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO JR., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO PL., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO SR., ASSISTENTE DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GERENTE DE SISTEMAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE SISTEMAS, ANALISTA DE SISTEMAS JR. ANALISTA DE SISTEMAS PL., ANALISTA DE SISTEMAS SR., ANALISTA DE SUPORTE JR., ANALISTA DE SUPORTE PL., ANALISTA DE SUPORTE SR., ASSISTENTE DE SUPORTE. FINANCEIRO GERENTE FINANCEIRO, SUPERVISOR/COORDENADOR FINANCEIRO, ANALISTA FINANCEIRO JR., ANALISTA FINANCEIRO PL., ANALISTA FINANCEIRO SR., ASSISTENTE FINANCEIRO, AUXILIAR FINANCEIRO, ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA JR., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA PL., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA SR. ASSISTENTE DE CRÉDITO E COBRANÇA, AUXILIAR DE CRÉDITO E COBRANÇA. SUPRIMENTOS GERENTE DE SUPRIMENTOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE COMPRAS, COMPRADOR TÉCNICO JR., COMPRADOR TÉCNICO PL., COMPRADOR TÉCNICO SR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) JR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) PL., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) SR., TÉCNICO DE MATERIAIS. RECURSOS HUMANOS GERENTE DE RECURSOS HUMANOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS JR., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS PL., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS SR., ASSISTENTE DE RECURSOS HUMANOS, AUXILIAR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE PESSOAL JR., ANALISTA DE PESSOAL PL., ANALISTA DE PESSOAL SR., ASSISTENTE DE PESSOAL, AUXILIAR DE PESSOAL, MÉDICO DO TRABALHO (4 HORAS), ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO, TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO JR., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PL., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO SR., TÉCNICO DE ENFERMAGEM DO TRABALHO, AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO TRABALHO. MEIO AMBIENTE SUPERVISOR/COORDENADOR DE MEIO AMBIENTE, ANALISTA DE MEIO AMBIENTE JR., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE PL., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE SR., TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE. CONTABILIDADE GERENTE DE CONTABILIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTABILIDADE, CONTROLLER, ANALISTA CONTÁBIL JR., ANALISTA CONTÁBIL PL., ANALISTA CONTÁBIL SR., ASSISTENTE DE CONTABILIDADE, AUXILIAR DE CONTABILIDADE, ANALISTA FISCAL JR., ANALISTA FISCAL PL., ANALISTA FISCAL SR., ASSISTENTE FISCAL, AUXILIAR FISCAL, ANALISTA DE CUSTOS JR., ANALISTA DE CUSTOS PL., ANALISTA DE CUSTOS SR., ASSISTENTE DE CUSTOS, AUXILIAR DE CUSTOS. ORÇAMENTOS SUPERVISOR/COORDENADOR DE ORÇAMENTOS GRÁFICOS, ORÇAMENTISTA GRÁFICO JR., ORÇAMENTISTA GRÁFICO PL., ORÇAMENTISTA GRÁFICO SR., ASSISTENTE DE ORÇAMENTOS, AUXILIAR DE ORÇAMENTOS. EXPEDIÇÃO/FATURAMENTO SUPERVISOR/COORDENADOR DE EXPEDIÇÃO, LÍDER DE EXPEDIÇÃO, ASSISTENTE DE EXPEDIÇÃO, AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE FATURAMENTO, FATURISTA JR., FATURISTA PL., FATURISTA SR., ASSISTENTE DE FATURAMENTO, AUXILIAR DE FATURAMENTO. LOGÍSTICA GERENTE DE LOGÍSTICA, SUPERVISOR/COORDENADOR DE LOGÍSTICA, ANALISTA DE LOGÍSTICA JR. ANALISTA DE LOGÍSTICA PL., ANALISTA DE LOGÍSTICA SR., ASSISTENTE DE LOGÍSTICA, AUXILIAR DE LOGÍSTICA. ATENDIMENTO AO CLIENTE GERENTE DE ATENDIMENTO AO CLIENTE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ATENDIMENTO, ANALISTA DE ATENDIMENTO JR., ANALISTA DE ATENDIMENTO PL., ANALISTA DE ATENDIMENTO SR., ASSISTENTE DE ATENDIMENTO. ADMINISTRATIVA ASSISTENTE ADMINISTRATIVO, AUXILIAR ADMINISTRATIVO, SECRETÁRIA DE DIRETORIA, ASSISTENTE DE DIRETORIA, RECEPCIONISTA, TELEFONISTA (6 HORAS), MOTORISTA DE DIRETORIA, MOTORISTA DE VEÍCULOS LEVES, MOTORISTA DE VEÍCULOS PESADOS.

TOTAL 266 CARGOS

Execução

Realização

Para mais informações ligue para (11) 3232-4500 ou escreva para sindigraf@sindigraf.org.br www.sindigraf.org.br


SITES

LITERATURA

Theobaldo De Nigris

A Escola Senai Theo­bal­do De Nigris está com novo site. Além de mais bonito e dinâmico, ele traz novas seções e possibilidade de matrículas online nos cursos de Formação Ini­cial e Con­ti­nua­da. Aproveite todas as possibilidades e vantagens oferecidas por esse canal de comunicação. http://grafica.sp.senai.br

PDF explicado

Pantone

O único site certificado da Pantone no Brasil está de cara nova. Bem mais

John Whitington Livro conciso, oferece uma apresentação prática da principal linguagem de descrição de página utilizada por programadores, usuá­rios avançados e profissionais nos ramos de pesquisa, publicação eletrônica e impressão. Ilustrado por muitos exemplos, o livro mostra, entre outras dicas, como ­criar um arquivo PDF simples a partir do zero utilizando um editor de texto e como trabalhar com o lay­out e o con­teú­do de um arquivo PDF, assim como com a sintaxe de seus objetos e cria­ ção de gráficos vetoriais e imagens rasterizadas em PDF, lidando com elementos de transparência, espaços de cores e padrões. Editora Novatec www.novatec.com.br

completo e com novas seções, o site está mais leve e adaptado para smartphones. A página possibilita interatividade do usuá­rio com toda a linha de produtos e ten­dên­cias segmentados por ca­te­go­rias, con­teú­do publicitário direto e com cuidado es­pe­cial na qualidade das imagens. Desenvolvido com alta tecnologia (compatibilidade com todos os navegadores e dispositivos) e avançado em recursos para web, o novo site apresenta design moderno e com diversos elementos para navegação. www.pantone.com.br

Durst

O novo site mantém as características do site-​­matriz corporativo da Durst, porém também traz con­teú­do inédito para clien­tes e imprensa do Brasil. A principal novidade é a disponibilização de alguns perfis de cores para as máquinas da Durst co­mer­cia­li­za­das no País. Uma vez que os clien­tes e técnicos estejam devidamente “logados” na página, é possível fazer down­load desses perfis para calibração das máquinas e, assim, obter a qualidade total da tecnologia de impressão dos equipamentos das linhas Rho e Omega. Os perfis estão disponíveis no link Down­load e in­cluem dados dos equipamentos Rho 320R e 350R, Rho 700, Rho 750, Rho 800 e 800 HS, Rho 900 e Rho 1000. www.durst.com.br

Design de embalagem – do mar­ke­ting à produção Celso Negrão e Eleida Pereira Camargo Esta obra aborda três ­­áreas fundamentais no desenvolvimento de embalagens: mar­ke­ting, projeto e produção, re­la­cio­nan­do-as de maneira acessível, sem, contudo, deixar de esclarecer especificidades fundamentais de cada uma delas. Por essa razão, não se destina apenas a profissionais, mas também a estudantes de ­­áreas correlatas, interessados em obter conhecimentos sobre um dos segmentos industriais que mais cresce no país: o universo da embalagem. Editora Novatec www.novatec.com.br

VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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ENTREVISTA Tânia Galluzzi

Tetra Pak Brasil, referência mundial em reciclagem

E

ngenheiro químico formado pela Uni­ camp, com mestrado em Engenharia Am­bien­tal, Fernando von Zuben co­ manda a área de meio am­bien­te da Tetra Pak no Brasil, hoje referência mun­dial. Ele iniciou sua carreira na Monsanto, passan­ do pela Shell e Nestlé, onde ocupou cargos nas ­­áreas de pesquisa e desenvolvimento, in­ clusive de embalagens e produção, e sempre esteve envolvido nas atividades da área am­ bien­tal. Em 1995 foi convidado pela Tetra Pak para ­criar a gerência de meio am­bien­te. Foi transferido para a Sué­cia em 1999, atuan­do na área atual­men­te denominada “Global Envi­ ronment”. Retornou ao Brasil em 2002, quan­ do assumiu a diretoria de meio am­bien­te. 42 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I  2013

Informações da própria Tetra Pak dão conta de que 28% da produção brasileira de embalagens Tetra Pak é reciclada. Qual é esse per­cen­tual na Europa e nos Estados Unidos? Fernando von Zuben – Na Europa 34% do volume da produção é reciclado e nos Esta­ dos Unidos esse montante representa 8%. Qual país lidera o ranking de reciclagem de embalagens Tetra Pak? Quais fatores determinam esse resultado? FZ – Os paí­ses que lideram o ranking são Bélgica e Alemanha, justamente por te­ rem um sistema de coleta seletiva bem estruturado.

O que a Tetra Pak tem feito para elevar esse per­cen­tual no Brasil? Há alguma prática que possa ser trazida de fora para cá? FZ – Visando ­criar alternativas para reciclar a embalagem longa vida, a Tetra Pak inves­ tiu no desenvolvimento de tec­no­lo­gias que transformam os materiais em caixas de pa­ pelão, telhas e placas para construção civil, canetas, vassouras etc. Atual­men­te, cerca de 33 empresas brasileiras reciclam os materiais das embalagens da Tetra Pak, gerando em­ pregos e renda em uma cadeia de recicla­ gem que cresce ano a ano no País. No Bra­ sil, a área de meio am­bien­te da Tetra Pak se tornou referência mun­dial, principalmen­ te pelo desenvolvimento destas tec­no­lo­ gias de reciclagem. Uma delas é a primeira tecnologia do mundo capaz de separar as camadas de plástico e alumínio das emba­ lagens. O conhecimento desenvolvido no País está sendo compartilhado com as ou­ tras unidades da empresa no mundo e já é considerado um dos principais desenvolvi­ mentos ambientais da história recente. Além disso, a Tetra Pak foi pioneira na ação de aproximar as coo­pe­ra­ti­vas de catadores e as empresas recicladoras. Com o objetivo de aumentar a quantidade de ma­te­rial dessas ini­cia­ti­vas e qualificar o trabalho, a Tetra Pak também promove a doa­ção de materiais e prensas para as coo­pe­ra­ti­vas, além de acom­ panhá-​­las para que consigam efetivamente es­coar o ma­te­rial que recebem. Essa ini­cia­ti­ va contribuiu de forma significativa para que muitas consolidassem o seu trabalho. Pensando no Brasil, quais são os principais de­sa­f ios para elevar a reciclagem? FZ – A reciclagem de embalagens longa vida pós-​­consumo gera emprego e renda, além de promover a conservação am­bien­tal e a cidadania. No entanto, atual­men­te os maio­ res obstáculos na cadeia de reciclagem são promover a coleta seletiva nos mu­ni­cí­pios e fazer o ma­te­rial separado pelas coo­pe­ra­ti­ vas chegar aos recicladores, seja por falta de ações do poder público, seja por falta de in­ formação e participação da população. Des­ de 2002, a Tetra Pak, afora as ações de apoio a prefeituras e coo­pe­ra­ti­vas, rea­li­za um tra­ balho de campo para fomentar a cadeia de reciclagem de suas embalagens.


Como a Tetra Pak vê a nova Política Na­ cio­nal de Re­sí­duos Sólidos? Qual o papel da empresa nesse cenário? FZ – A Tetra Pak é uma das maiores apoia­ doras da Política Na­cio­nal de Re­sí­duos Só­ lidos, já que desde muito cedo tivemos a coragem de inovar, investindo em uma lide­ rança forte na área am­bien­tal. O desenvol­ vimento de ações para fomentar a recicla­ gem de suas embalagens tem sido um dos principais focos da Tetra Pak nos últimos anos. Elas envolvem todas as partes da ca­ deia: a cons­cien­ti­z a­ção da população para fazer a separação dos materiais recicláveis em suas re­si­dên­cias, o fomento às ini­cia­ti­ vas de coleta seletiva, a orien­ta­ção e cessão de equipamentos e ferramentas de traba­ lho às coo­pe­ra­ti­vas de catadores, o acom­ panhamento da destinação de ma­te­rial aos recicladores e o desenvolvimento de tec­ no­lo­gias para transformar as embalagens em novos produtos. No Brasil, quais são os principais subprodutos da reciclagem das embalagens Tetra Pak? Os três materiais que a compõem são igualmente aproveitados? FZ – A embalagem longa vida é formada por três materiais: papel, alumínio e po­lie­ti­le­no. A primeira etapa da reciclagem consiste em separar o papel dos demais elementos. O tra­ balho é feito em um equipamento denomi­ nado Hidrapulper, uma espécie de grande liquidificador que solta as fibras de papel com água. Elas seguem para processamen­ to, onde se transformam em bobinas para a fabricação de caixas, tubetes (utilizados em bobinas de papel nas duas fábricas da Tetra Pak) e papel para impressão, feito a partir da mistura de uma porcentagem das fibras recicladas com papel sulfite. O que sobra é uma massa de plástico e alumínio. O ma­ te­rial é enfardado e encaminhado para em­ presas que irão transformá-lo em produtos como telhas, placas, pellets (grãos) para in­ jeção ou para laminação de peças plásticas e parafina, recuperando o alumínio na forma metálica. No primeiro caso, a mistura é tri­ turada e prensada até a eliminação de toda a água. Em seguida, o ma­te­rial é fundido e depois res­f ria­do para, então, adquirir o for­ mato desejado: telhas ou placas para cons­ trução civil. Essas peças vêm conquistando

um mercado cada vez maior, graças a sua alta durabilidade e seu valor agregado. Ou­ tra vantagem é que elas são leves, flexíveis e pos­suem boa absorção acústica. No caso das telhas, elas são mais resistentes à degra­ dação e oferecem melhor conforto térmi­ co em comparação com as telhas comuns; o am­bien­te fica mais confortável, uma vez que o alumínio reflete os raios infraverme­ lhos do sol, diminuindo a absorção de calor. Já a técnica de peletização foi desenvolvida no Brasil pela Tetra Pak e vem sendo aplica­ da desde 1998. A transformação da mistu­ ra de plástico e alumínio em grãos permitiu am­pliar a forma de utilização do ma­te­rial, que hoje é matéria-​­prima para a fabricação de peças plásticas, como vassouras, bolsas, sacolas, embalagens, canetas, capas de ca­ dernos, pastas e objetos de escritório, en­ tre outras. Hoje, mais de dez empresas fa­ bricam peças a partir dos pellets, que, por sua vez, são produzidos por duas reciclado­ ras no Estado de São Paulo.

Os maiores obstáculos na cadeia de reciclagem são promover a coleta seletiva nos municípios e fazer o material separado pelas cooperativas chegar aos recicladores. A Tetra Pak tem algum controle sobre os produtos fabricados a partir da reciclagem de suas embalagens? FZ – Todo o conhecimento e técnicas de reciclagem desenvolvidos são repassados para empresas parceiras; no entanto, a Te­ tra Pak não tem qualquer controle sobre a cadeia. O uso de plástico verde desenvolvido a partir de cana-de-​­açúcar nas embalagens Tetra Pak será am­plia­do? Outras ma­té­ rias-​­primas estão sendo desenvolvidas? FZ – Em dezembro de 2009 a Tetra Pak assi­ nou um acordo com a Braskem, petroquími­ ca líder na América Latina e sua fornecedora global de plástico, para ser a primeira em­ presa fabricante de embalagens cartonadas

para alimentos líquidos no mundo a utilizar o po­lie­ti­le­no verde de alta densidade, pro­ duzido a partir da cana-de-​­açúcar. A fábri­ ca da Braskem começou a ser cons­truí­da no Rio Grande do Sul em 2009 e iniciou suas atividades em 2010. A partir de fevereiro de 2011, a Tetra Pak passou a utilizar o ma­te­rial na produção de tampas plásticas, e, em um futuro próximo, talvez seja possível inserilo na própria composição das embalagens, uma vez que a Braskem planeja desenvol­ ver projetos para fabricar também o po­lie­ ti­le­no verde de baixa densidade, empregado nos filmes plásticos que integram as cama­ das internas das embalagens da Tetra Pak. O processo de fabricação do “plástico ver­ de” da Braskem contribuirá para a redução global das emissões de gases de efeito es­ tufa em relação aos processos tradicionais e para a formalização do trabalho na área rural. Além disso, o po­lie­ti­le­no será obtido de uma matéria-​­prima renovável, rea­f ir­man­ do o compromisso da Tetra Pak de buscar sempre a utilização de fontes renováveis. Cada tonelada de po­lie­ti­le­no verde produ­ zida elimina 2,5 toneladas de gás carbôni­ co (CO₂) da atmosfera. A nova embalagem Tetra Pak que pode ser desmontada já está em uso no Brasil? Em caso negativo, qual a perspectiva para que isso aconteça? FZ – A embalagem Tetra Evero com topo re­ movível ainda não foi lançada no País e por enquanto não há previsão de lançamento. Quais os principais projetos da Tetra Pak na área de reciclagem para os próximos cinco anos? FZ – No Brasil, as práticas de gestão da Te­ tra Pak demonstram que é possível con­ci­ liar sucesso em­pre­s a­rial com uma postu­ ra so­cial e am­b ien­t al­m en­te responsável. A empresa pretende dar continuidade ao trabalho fundamental de fomento às ini­ cia­ti­vas de coleta seletiva das embalagens pós-​­consumo, em consonância com a Polí­ tica Na­cio­nal de Re­sí­duos Sólidos, ao desen­ volvimento de tec­no­lo­gias de reciclagem e sua transferência para empresas reciclado­ ras, à educação am­bien­t al e à busca pela utilização de fontes de energia limpas e ma­té­rias-​­primas renováveis. VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA 43


GESTÃO

W2P

Hamilton Terni Costa

A

Web-to-​­print: afinal, que negócio é esse?

s plataformas web-to-​­print (W2P), aquelas que permitem a geração de impressão a partir de sites específicos na internet, vêm ganhando importância nos últimos anos como geradoras de novos ne­gó­cios para muitas gráficas. Ainda que estejam na fase ini­cial de ascensão no Brasil, é im­pres­sio­nan­te o que já representam no mercado norte-​­americano. Segundo dados da InfoTrends, a co­mer­cia­li­za­ção ou geração de ne­ gó­cios através dessas plataformas já ultrapassa 23% de toda a produção gráfica naquele país, devendo atingir 30% até 2014. Seu crescimento ­anual é estimado em 20%, contra 1,1% do crescimento total do mercado. São números robustos, que mostram a força e a importância desse tipo de aplicação. Além disso, reforçam a tese de que as gráficas hoje devem usar a internet como parte integrante de seus ne­gó­cios, até como sua principal fonte de novas oportunidades.

No senso comum costuma-se entender webto-​­print basicamente como comércio eletrônico, e-​­commerce. Ledo engano. Essa é só uma das facetas de sua utilização. Há muito dizemos que W2P é um guarda-​­chuva onde cabem diversas possibilidades de aplicação, de acordo com os objetivos e es­tra­té­gias das empresas. Ele é, na verdade, a ponta de lança da comunicação da empresa com seus clien­tes e parte de seu fluxo ope­ra­cio­nal, em que o clien­te se envolve na origem do processo a partir da definição do que e como fazer. Costumamos definir pelo menos cinco es­tra­té­ gias que atendem a objetivos específicos quando se utilizam essas plataformas: 1. Aumento de vendas. Essa am­plia­ção se dá através de comércio eletrônico aberto ao público em geral. É o que se chama de B2C, ou seja business-to-​ ­consumer, ou venda ao consumidor, com disponibilização de um conjunto de produtos como cartões de visita, folhetos, etiquetas, ma­te­rial de papelaria, documentos e uma infinidade de opções de acordo com cada fornecedor. Em geral são produtos predeterminados, com um conjunto definido de opções de formatos, tipo de papel, quantidade de cores etc. A empresa mun­dial­men­te mais exitosa nessa operação é a VistaPrint (vistaprint.com), que, com fábricas na Holanda e no Canadá, atende mais de 20 paí­ses, exclusivamente pela web, tendo mais de 10 milhões de clien­tes. Ela explora o mercado de empresas individuais e mi­croem­pre­s as unicamente atendendo em todas as suas necessidades de ma­te­rial impresso. São pequenos pedidos, mas processados de forma automatizada, o que permite a produção de mais de 30.000 ordens de serviço por dia. Mais do que a oferta, seu segredo está no foco e automatização da produção. Outra ini­cia­ti­ va bem sucedida é a mimeo.com. No Brasil já há vá­rias como a zocprint.com.br, paperexpress.com. br, joox.com.br e printi.com.br. Esta última é nova, mas vem com uma proposta interessante. 2. Fidelização do clien­te. Acontece por meio de acessos individuais por senhas dentro do site da gráfica, no qual o clien­te encontra seus produtos já predefinidos junto ao seu fornecedor, somente

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ordenando sua execução e/ou even­tual personalização de acordo com seus interesses. Esse modo de venda é o que se chama de B2B, business-to-​­business, referindo-se ao re­la­cio­na­men­to entre empresas. É o que faz, por exemplo, a Ford Caminhões, que disponibiliza através de um site montado pela AG Direct (agdirect.com.br) todos os materiais promocionais para sua rede de revendas em todo o Brasil. As revendas entram nesse site, escolhem o ma­te­ rial que vão utilizar, personalizam com seu logo e endereço e mandam imprimir na gráfica ao qual o site está plugado. 3. Portal do clien­te. Essa ferramenta, via­bi­li­z a­da pelo web-to-​­print, facilita a disponibilização de antigos e novos trabalhos do clien­te. Dentro do site da gráfica, com acesso via senha, o clien­te abre um portal com seu nome e com recursos para o desenvolvimento de trabalhos a serem en­via­dos para a impressão. Podem ser trabalhos pré-​­ajustados ou mesmo novos trabalhos, pois os recursos online permitem esse desenvolvimento. É também um sistema B2B que facilita a interface entre o clien­te e a gráfica com o envio de arquivos, especificações e provas; agiliza a produção e o tempo de entrega e elimina bu­ro­cra­cias. 4. Velocidade. Tanto no B2C como no B2B a estratégia aqui é diminuir o tempo entre a cria­ção e a entrega do ma­te­rial gráfico, permitindo ao clien­te decidir na última hora o que quer, quando quer e como quer, dentro de parâmetros estabelecidos. O clien­te é um vendedor ativo da gráfica nas 24 horas do dia, sete dias por semana. Dependendo do fluxo de produção e do sistema da gráfica, a ordem e produção são automáticas. É o caso de sites de autoedição de livros, como o clubedosautores.com.br ou de fotos, como a uniko.com.br ou digipix.com.br. Nesses sites, abertos, o clien­te passa a ser o autor e editor de seu livro ou quem determina de que forma quer suas fotos e em que tipo de mídia: álbum, revista e outras aplicações, como canecas e camisetas. 5. Segurança. Quan­do o objetivo é segurança, o web-to-​­print permite uma va­ria­ção dentro das plataformas B2B , em que os clien­tes podem en­viar e controlar seus arquivos de dados, em es­pe­cial para impressões com dados variáveis, ou mesmo estabelecer sequências de produção de diferentes itens que compõem kits como manuais de carro e outros. É uma va­ria­ção dos antigos sistemas EDS , ou intercâmbio eletrônico de dados, com as vantagens das interfaces gráficas que podem permitir até o controle de produção de ma­te­rial customizado por meio VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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W2P

da checagem de diferentes modelos dos lotes a serem impressos, com o objetivo de identificar se o texto corresponde à ilustração etc. Hoje no Brasil já estão disponíveis vá­rias plataformas mundiais para a implementação de soluções web-to-​­print: Pageflex, PTI , B2Cprint, XmPie, EFI , Pressero e OnPrintShop são algumas das que já têm algum tipo de suporte local. Nem sempre é uma escolha fácil. Menos pelas plataformas em si, mais pela própria definição prévia das empresas sobre o que efetivamente querem fazer com tal sistema. Essa indefinição leva, muitas vezes, a gastos des­ne­ces­sá­rios e poucos resultados. Por isso orien­ ta­m os as empresas a responderem pelo menos sete questões antes de se aventurarem a oferecer soluções web-to-​­print: 1. Para quem se vai vender? Para empresas, consumidores finais ou para ambos? B2B ou B2C? 2. O que se vai vender? É comum vermos empresas correrem para colocar o sistema no ar, mas ficam indecisas sobre que tipo de produtos ofertar. 3. Para onde vender, geo­gra­fi­ca­men­te? É fundamental ter essa resposta para que sejam estabelecidos 46 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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custos locais como fretes, tipo de faturamento e impostos incidentes, que podem va­riar por país ou re­gião. 4. Como a empresa vai querer pagar o sistema? Por aluguel, nos moldes dos chamados SaaS, soft­ ware as a service, em que o sistema está no servidor da empresa que aluga, ou através da compra da licença, permitindo a instalação nos servidores da gráfica ou do prestador de serviços? Esses custos são determinantes no retorno da operação, es­pe­cial­men­te na fase ini­cial. 5. Como se dará a ava­lia­ç ão, montagem e liderança da equipe interna? Se não houver foco para isso, pouco irá acontecer. Para ter foco é preciso ter gente envolvida e com responsabilidades definidas. É necessário, muitas vezes, vender essa ideia internamente para que ela possa prosperar sem atritos ou mesmo boicotes. Essa é uma etapa delicada e es­sen­cial. 6. Quem será seu parceiro tecnológico? Qual o sistema? O que ele oferece para os clien­tes? Mais do que o ponto de vista da produção de materiais, o que deve predominar é a visão do clien­te quanto à facilidade de uso do sistema. Se a relação do clien­te com o sistema não pro­por­cio­nar boas ex­pe­riên­cias, será muito difícil avançar com essa oferta. 7. Já definiu como será a gestão de mudanças? É es­ sen­cial traçar um plano que permita à empresa se preparar e se adequar às novas opções de trabalho que virão a partir do momento em que o sistema estará no ar. O processo de adaptação interna é fundamental para o sucesso ou fracasso da ini­cia­ ti­va. Também acrescento aqui o planejamento da comunicação e da promoção do novo sistema implantado. Como as pes­soas e as empresas vão encontrá-lo no vasto mundo da internet? Como vão operá-lo e como o sistema vai atendê-lo? Em linhas gerais, os sistemas web-to-​­print merecem atenção es­pe­cial das gráficas brasileiras e daqueles que podem c­ riar novos modelos de co­mer­ cia­li­z a­ç ão e re­la­cio­na­men­to com os clien­tes. Será inevitável que sua utilização cresça no Brasil e, se não tão fortemente como nos Estados Unidos, tampouco será desprezível, muito pelo contrário. Hamilton Terni Costa, hterni@anconsulting.

com.br, é diretor geral da ANconsulting, www.anconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e Abraform, e é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra a matéria de Gestão Estratégica.


UMA SEMANA QUE VAI MUDAR SUAS IMPRESSĂ•ES

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Veja como foi a primeira edição:

Evento Educacional Visita de alunos do SESI-SP à praça Victor Civita.

INFORMAÇÕES www.abigraf.org.br

Personalidade do Ano Reconhecimento a uma personalidade que tenha trabalhado em prol de um Brasil mais competitivo em 2011.

5Âş Ciclo de Sustentabilidade Destaque Sustentabilidade na Cadeia Produtiva.

(g-.,#,6q' )0#'(.) Encerramento da SIGRA 2012 com uma Corrida de Rua.

REALIZAĂ‡ĂƒO


ara darmos continuidade ao ma­te­rial publicado na edição an­te­rior, o Digitec disponibiliza o con­teú­do da segunda cartilha, Boas práticas para a arte-​­finalização e geração de arquivos para impressão digital – Volume 2. Neste volume, elencamos as principais recomendações e boas práticas para a arte-​­finalização e geração de arquivos para impressão digital com tecnologia eletrostática. Arte-​­finalização dos arquivos digitais Produção gráfica

Ao produzir impressos sangrados, disponha os elementos po­si­cio­na­dos a pelo menos 5 mm além dos limites de corte da página a fim de evitar filetes brancos quando o ma­te­rial for guilhotinado. Espaços de cores

Parte das impressoras digitais pode simular a impressão offset e outros processos analógicos. Contate seu prestador de serviços gráficos para saber qual espaço de cor (RGB ou CMYK) é o mais indicado para arte-​­finalizar seus arquivos e se o equipamento consegue simular a impressão de cores especiais (spot colors como, por exemplo, Pantones). Preenchimentos e efeitos especiais

Como regra geral, a carga máxima de sobreposição de tinta não deve ultrapassar o valor de 320% de cobertura, sob pena de perda de qualidade na impressão. O per­cen­tual mínimo de retícula com impressão garantida na maioria dos tipos de papel e impressoras digitais gira em torno dos 4%. Grandes ­­áreas de cores chapadas podem vir a ser impressas com manchas. Evite-as sempre que possível. O uso de efeitos especiais como sombras, trans­pa­rên­cias e dégradés também deve ser evitado e, se for inevitável, eles devem ser rasterizados (convertidos para imagens bitmap). Aplicativos

Utilize aplicativos profissionais para editoração eletrônica tais como InDesign, QuarkXP­ress, PageMaker, Pho­to­shop, Illustrator e CorelDraw para ­criar os arquivos que serão utilizados na impressão. 48 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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Evite utilizar aplicativos de escritório como Microsoft Office, Lotus SmartSuite, Corel WordPerfect, StarOffice, pois estes não geram arquivos bons o su­f i­cien­te para produzir impressos com qualidade nas impressoras digitais de tiragem co­mer­cial e in­dus­trial. Fontes

Use pre­fe­ren­cial­men­te fontes de padrão Post­Script – Type1 ou OpenType que tenham boa procedência. Evite utilizar fontes de padrão TrueTy­pe, sobretudo as que acompanham os sistemas operacionais. Todos os arquivos PDF obri­ga­to­ria­men­te têm de estar com as fontes utilizadas na dia­gra­ma­ção embutidas internamente. Isto é obtido ao se marcar a opção “Embed All Fonts” no momento de se gerar um EPS , PS ou PDF. Evite, dentro do possível, converter os textos em curva. Se utilizar essa opção, certifique-se de que o texto manteve a legibilidade. Nunca aplique a cor preta composta nos textos (cor composta por C100 M100 Y100 e K100 ou porcentagens semelhantes), pois isso dificulta se­ria­men­te o registro na impressão. Imagens bitmap

Sugerimos prio­ri­ta­ria­men­te a utilização de formatos TIFF ou PSD para salvar suas imagens. Caso prefira salvar suas imagens no formato JPG, é recomendável que se utilize o fator de qualidade máximo. A resolução mínima das imagens é de 250 ppi e a recomendada 300 ppi. Arquivos do tipo Li­neart (alto contraste ou traço) devem estar a pelo menos 600 ppi. A imagem deve ser gerada no mesmo tamanho de sua utilização final, aplicada a 100%. Ilustrações vetoriais

Evite o uso de objetos vetoriais muito complexos (excesso de nós). Formatos de arquivos de impressão

Apesar de os servidores de impressão do equipamento suportarem vá­rios formatos, tais como TIFF e JPEG , é altamente recomendável que o usuá­rio dê preferência por arquivos no formato PDF, se possível em conformidade com as normas ISO 15.930 (PDF/X-1a ou PDF/X-3).


Geração de arquivos PDF InDesign CS4 ou superior

Configure as telas de acordo com as sugestões a seguir.

3) Opção Compression

1) Arquivo — Exportar Opções General

No campo Adobe PDF Preset, se­le­cio­ne a opção High Qua­lity Print. Nos campos Standard e Compatibility, respectivamente, escolha op­cio­nal­men­te a norma e a versão do PDF que deseja gerar. 4) Opção Marks and bleeds

2) Opção General

5) Opção Output VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA

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6) Opção Advanced

8) Opção Summary Na próxima edição, seguimos com as sugestões para geração de

arquivos PDF em CorelDraw XS ou superior.

Membros do Digitec elaboradores das cartilhas

 utor e editor: Ricardo Minoru Horie,  A Bytes & Types – minoru@bytestypes.com.br Autor: André Liberato, Konica Minolta  – andre.liberato@bs.konicaminolta.com.br Colaboradores: Lara Venegas Vargas, Kodak Brasil – lara.vargas@kodak.com Paulo Addair, Thomas Greg & Sons – paulo.addair@thomasgreg.com.br

7) Opção Security

Finalize exportando o arquivo

Cursos Digitec Como tirar maior proveito da ID sob demanda para sua empresa Data: 19 e 20 de março, das 18h às 22h

Como desenvolver uma venda assertiva na impressão digital Data: 2 e 3 de abril, das 18h às 22h

50 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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Mídias para impressão digital: Como obter melhores resultados Data: 21 e 22 de maio, das 18h às 22h

Como expandir seus negócios utilizando comunicação visual e impressão digital para grandes formatos Data: 25 de junho, das 9h às 18h

Acabamentos/ Enobrecimentos para impressão digital Data: 16 e 17 de julho, das 18h às 22h

Local: ABTG Rua Bresser, 2315 (Mooca) 03162-​­030 São Paulo SP Tel. (11) 2797.6333


A SUA PARTE PODE PARECER PEQUENA, MAS FAZ TODA A DIFERENÇA NO MUNDO

O Prêmio ABIGRAF de Responsabilidade Socioambiental foi criado para estimular e reconhecer práticas corretas e inteligentes nas áreas social e ambiental para toda indústria gráfica brasileira.

REALIZAÇÃO

INFORMAÇÕES www.abigraf.org.br


SPINDRIFT Nessan Cleary

Memjet, observando a cachoeira

Um das tecnologias de impressão jato de tinta mais interessantes no momento é a da Memjet. Essencialmente, a Memjet vende uma cabeça de impressão térmica, que é muito rápida, tem qualidade de imagem muito boa e é significativamente mais barata que a maioria de suas concorrentes. A tecnologia está por aí já há alguns anos, principalmente em impressoras de etiquetas para escritórios, mas agora estamos começando a ver algumas impressoras comerciais interessantes com essa tecnologia embarcada.

A

tecnologia Memjet foi desenvolvida pela Sil­ver­brook Re­search, liderada por Kia Sil­ ver­brook, que tinha sido o responsável pela área de pesquisa e desenvolvimen­ to da Canon na Austrália. Ele começou a trabalhar no projeto em 1994 e, em 2002, montou um pro­ jeto separado, a Memjet, li­cen­cian­do a tecnologia para essa empresa co­mer­cia­li­z á-la. Mas a tecnolo­ gia demorou mais tempo do que o esperado para desenvolver-se e ganhar espaço de mercado e Sil­ ver­brook desentendeu-se com seus investidores, le­ vando a uma série de ações judiciais. Elas já foram resolvidas, deixando a Memjet no controle do seu portfólio de patentes e de seu próprio destino. Sil­ ver­brook permanece como consultor do conselho diretivo e continua a dirigir a Sil­ver­brook Re­search como uma entidade completamente separada. A cabeça de impressão Waterfall

A cabeça de impressão Memjet tem um design do tipo drop on demand térmico, com o codinome Waterfall. É cons­truí­da utilizando a tecnologia MEMs, ou Micro Electro Mechanical Systems, que gera dispo­ sitivos muito pequenos, com apenas alguns milíme­ tros. A cabeça em si tem 222 mm de largura e contém 70.400 bicos ejetores de tinta, número significativa­ mente maior do que o da maioria das outras cabe­ ças de impressão. Ela pode disparar até 700 milhões de gotas por segundo, o que contribui para a rapi­ dez dos sistemas que utilizam tal tecnologia. Cada gota tem apenas 1,1 picolitro de volume, e a Memjet afirma que a redução na quantidade de tinta utili­ zada ajuda a diminuir o tempo de secagem. A reso­ lução é 1.600 × 1.600 dpi a uma velocidade de nove metros por minuto, ou 1.600 × 800 dpi a 18 metros por minuto. No entanto, a Memjet não está apenas

A cabeça de impressão Memjet é concebida como uma matriz da largura de uma página, 222 mm, contendo cinco canais de tinta. É considerada um consumível e é de fácil substituição nos equipamentos.

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vendendo a cabeça: ela desenvolveu um sistema de impressão completo, que inclui a cabeça, todos os componentes eletrônicos as­so­cia­dos e os canais de tinta, tornando extremamente fácil para qualquer OEM começar a utilizar essa tecnologia. O ponto fraco do cabeçote ­atual é sua vida útil relativamente curta, assim como em outras soluções térmicas. Isto, ob­via­men­te, depende de vá­rios fato­ res, desde o tipo de aplicações e da cobertura de tinta usada até o quão bem a máquina é mantida. Jeff Bean, gerente de mar­ke­ting da Memjet, estima que cada cabeça deva durar 18 meses ou 50.000 páginas sob uso típico de escritório, com base nas normas ISO (20% de tinta colorida e 5% de tinta preta). Ele acrescenta que, para impressoras de eti­ quetas, cada cabeça deve durar o equivalente à eje­ ção de cinco litros de tinta, considerando uma co­ bertura de 70% da página. É mais difícil determinar a vida do cabeçote para impressos de grande for­ mato, porque algumas implementações são para projetos de CAD e outras para sinalização. A Memjet está desenvolvendo uma segunda ge­ ração de cabeças, que deverá estar disponível no início de 2014. Con­ti­nua­rá a ser uma cabeça térmi­ ca, mas vai levar tintas pigmentadas e oferecer uma vida útil maior. Há uma terceira geração sendo pes­ quisada, embora possa estar a mais ou menos cin­ co anos de distância do consumidor. Essa cabeça da terceira geração será uma cabeça de impressão mecânica, de modo que deve ter uma gama mais ampla de tintas, incluindo solvente e UV. A Memjet também fornece tinta para seu ca­ beçote, que atual­men­te é uma tinta aquosa à base de corantes. As tintas são otimizadas para a apli­ cação, seguindo cri­té­rios como secagem, caracte­ rísticas de brilho e densidade óptica. Por enquan­ to todas as implementações Memjet imprimem CMYKK , mas o quinto canal pode ser usado para cores especiais ou até para uma tinta transparen­ te para envernizamento. O presidente da empresa, Len Lauer, diz que não é difícil produzir cores espe­ ciais, mas acrescenta: “Nós ainda não tivemos uma alta demanda para isso”. Impressoras de etiquetas e envelopes

Atual­men­te, a Memjet é dividida em aplicações para escritório e co­mer­cial, que se subdivide em etiquetas e grande formato. Cada unidade pega os mecanismos


básicos de impressão e constrói uma solução em tor­ no disso. Os produtos iniciais visavam aos segmen­ tos corporativo e de etiquetas. A empresa Lomond, por exemplo, agora possui uma segunda geração da sua impressora colorida EvoJet Office, que tem uma nova bandeja de alimentação ma­nual. A velocida­ de de impressão é de 60 ppm em 1.600 × 800 dpi, e 30 ppm em 1.600 × 1.600 dpi de resolução. Have­ rá também uma EvoJetOffice Pro, dispositivo mul­ ti­f un­cio­nal com um alimentador de documento automático de 20 ppm e um escâner de 1.200 dpi. A Toshiba Tec disse que está avaliando a tecnolo­ gia Memjet para etiquetas e logísticas de impressão, em decorrência de um acordo para o desenvolvi­ mento de uma gama de impressoras multifuncionais capazes de produzir 60 páginas por minuto. A Memjet também demonstrou a AstroJetM2, da Astro Machine Corps. Desenvolvida a partir da AstroJet M1, a M2 é uma impressora colorida que possui um alimentador com capacidade de 5.000 folhas e pode imprimir acima de 3.600 páginas no tamanho A4 ou 9.000 envelopes por hora. Memjet e o grande formato

As impressoras corporativas e para etiquetas uti­ lizam somente uma cabeça, mas para o mercado de grandes formatos o mecanismo de impressão Memjet envolve uma matriz de cinco cabeças de impressão juntas, resultando em uma única linha com largura de impressão de 1.067 mm e capacida­ de de ejetar cerca de 3,5 bilhões de gotas de tinta por segundo. No entanto, como a Memjet utiliza tinta à base de água, a tecnologia é adequada ape­ nas para aplicações in­door, enquanto a maior par­ te do mercado de grande formato é voltado para materiais que vão ficar ao ar livre. O sistema tam­ bém não tem a qualidade de imagem equivalen­ te ao nível das melhores máquinas de grande for­ mato da Epson e Canon, utilizadas em aplicações fotográficas e de prova. Não obstante, a Océ tem trabalhado com a Me­ mjet para desenvolver um dispositivo inteiramen­ te novo de grande formato, com o codinome Pro­ ject Velocity. Exibido pela primeira vez na Drupa, foi fortemente derivado do portfólio CAD da Océ, mas Paul Whi­tehead, gerente in­ter­na­cio­nal de desen­ volvimento de ne­gó­cios da Océ, diz que, devido ao retorno depois da sua apresentação, o projeto está agora mais focado no mercado de sinalização. Whi­ tehead explica: “O mercado de sinalização e imagens de grandes formatos gostou do fato de que, apesar de utilizar materiais diferentes aos usados nas suas aplicações normais, o equipamento conseguia dar saí­da em 500 folhas A0 por hora”.

O Velocity utiliza configurações padrão de gran­ de formato da Memjet, com cinco cabeças alinha­ das juntas, pro­por­cio­nan­do uma largura de impres­ são de 106 cm. Possui cinco canais de cor, com a Océ utilizando o conjunto de tintas CMYKK pa­ drão por enquanto, mas Whi­tehead diz que não há razão para não oferecer cores especiais, ou ou­ tras combinações de cores no futuro, dependendo das necessidades do mercado. O sistema pode im­ primir até 500 folhas formato A0 a 1.600 × 800 dpi, ou metade desse número a 1.600 × 1.600 dpi. A Fuji Xerox também demonstrou uma solução de grande formato para a Memjet em conjunto com a Caldera, uma vez que o sistema usa um RIP Cal­ dera. Ele estava programado para ser lançado pri­ meiro no mercado Ásia-​­Pacífico, até o final de 2012. O sistema utiliza o padrão Memjet para mecanismos de impressão de grande formato, tendo largura de impressão de 106 mm, rodando a 300 mm por se­ gundo a 1.600 × 800 dpi, ou 150 mm por segundo a 1.600 × 1.600 dpi. É um dispositivo de alimenta­ ção a bobina, destinado, sobretudo, aos mercados técnicos e de produção gráfica. É uma máquina de quatro cores, utilizando tintas aquosas à base de corante padrão, da Memjet. A companhia húngara Own-X também possui uma máquina de grande formato, a WideStar 2000, com o mecanismo Memjet padrão de cinco cabe­ ças com um tamanho de impressão de 1.067 mm. A Own-X possui igualmente um dispositivo de im­ pressão de etiquetas a bobina, a Speeds­tar 3000, que utiliza apenas uma cabeça para uma largura de im­ pressão de 220 mm. Tanto a Speeds­tar 3000 quan­ to a WideStar rodam a 30 cm por segundo com uma resolução de 1.600 × 1.600 dpi em preto, ou 1600 × 800 dpi em cor. Há também uma impresso­ ra de envelope, a Pagestar, que pode produzir uma página A4 ou dois envelopes por segundo. A Xanté foi o primeiro sistema para grandes for­ matos OEM a utilizar cabeças Memjet, apresentando

Este é o sistema da Memjet para impressão de etiquetas, que usa uma única cabeça Memjet, contendo cinco canais de tinta e comandos eletrônicos necessários.

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O projeto Velocity da Océ foi mostrado como protótipo na Drupa, principalmente visando ao mercado de desenho técnico. Mas seguindo o feedback da feira, a Océ está agora centrando-se no mercado gráfico.

A Delphax Élan é uma das impressoras mais marcantes mostradas na Drupa. Trata‑se de um sistema jato de tinta, mas na família das impressoras voltadas para os mercados transacionais e de mala direta, custando cerca de metade do preço da maioria dos produtos concorrentes.

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a Excelagraphix 4200 na Graph Expo em 2011. É um dispositivo com um alimentador de folhas ma­nual que possui a mesma velocidade e resolução que os outros dispositivos. Impressoras comerciais

Entretanto, em 2012 a Memjet começou a entrar no mercado de impressão co­mer­cial. Na Drupa, a Del­ phax mostrou a Élan, uma impressora SRA2 de alta velocidade voltada para o mercado de malas dire­ tas, transpromo e impressão de livros. A Élan usa 16 cabeças Memjet, utilizando uma matriz de oito ca­ beças de cada lado para impressão duplex. Aceita folhas do formato máximo de 450 × 640 mm, atra­ vés da soma de cabeças em linha. Ela pode produ­ zir até 500 páginas A4 coloridas a 1.600 × 800 dpi ou 250 páginas a 1.600 × 1.600 dpi. Ex­cep­cio­nal­men­te para uma impressora Me­ mjet, possui seis ao invés das cinco cores habituais, dando ao CMYK mais duas cores especiais. A Del­ phax também desenvolveu uma tinta MICR para o equipamento (magnética para controle de segu­ rança de documentos) que a Memjet está testando atual­men­te. Ela inclui aplicação de verniz em linha op­cio­nal, que permite imprimir em uma va­rie­da­ de de substratos, de 60 a 350 g/m². É provável que tenha um preço extremamente baixo, menos de 500.000 euros, de­sa­f ian­do os fabricantes já consoli­ dados neste mercado maduro, onde as impressoras normalmente custam mais de um milhão de euros.

A Élan deve estar disponível em 2013, enquanto a Delphax vai con­ti­nuar a desenvolver outras im­ pressoras Memjet, incluindo uma versão B1 da Élan alimentada a folha e uma impressora de alimenta­ ção contínua. A Delphax também vende impres­ soras de etiqueta ba­sea­das na Memjet, fabricadas pela Colordyne, assim como a Colordyne tem um acordo para vender a Élan.

A Colordyne usou a cabeça Memjet em uma nova etapa para o seu mais recente dispositivo, o CDT1600 PC Sprint, uma impressora bobina a bobi­ na de banda estreita. É uma máquina colorida, com uma cor es­pe­cial. Ela utiliza cinco cabeças, mas com as cabeças empilhadas uma após a outra através de uma largura de bobina de 220 mm. O nome do có­ digo interno para essa configuração é Ham­merhead, atingindo velocidade de 48,7 mpm. A Delphax tam­ bém pode usar esse arranjo para suas impressoras. A resolução é de 1.600 × 1.200 dpi. A última a anun­ciar um dispositivo com tecno­ logia e cabeçotes Memjet é a SuperWeb Digital, empresa americana que faz impressoras rotativas. Ela tem uma nova série DCOMM que será destina­ da a mala direta, etiqueta/flexo e mercado de im­ pressões comerciais. Existem quatro modelos, co­ meçando com a base DCOMM 100 . Ele imprime quatro cores mais uma es­pe­cial em um único lado, roda a uma velocidade de 48,7 mpm a 1.600 × 1.200 dpi e imprime uma mancha no tamanho A4 em até 216 × 355 mm. Há também uma versão A3 no for­ mato até 439 × 558 mm e há versões duplex de am­ bos. Existem vá­rias opções, incluindo uma unidade de revestimento em linha para revestimentos UV ou aquosos, perfuração em linha e corte. A SuperWeb também vai adi­cio­nar uma linha de cabeças Memjet às suas impressoras offset atuais para uma solução híbrida capaz de personalização da cor. Conclusão

Inevitavelmente, já que todos os OEMs estão utili­ zando a mesma cabeça de impressão básica, todos os dispositivos em uma determinada classe têm es­ pecificações semelhantes em termos de produtivi­ dade e resolução. O principal di­fe­ren­cial é que cada OEM desenvolve o seu próprio sistema de transpor­ te de mídia. No entanto, agora estamos começan­ do a ver alguma va­ria­ção, como os OEMs jogando com o número de cabeças em uso, o que a Mem­ jet está ativamente encorajando. Len Lauer afirma: “Gos­ta­ría­mos de fazer cada vez menos sistemas de impressão, nos concentrando nas cabeças”. Claramente, veremos fabricantes fazendo muito mais uso dessas cabeças por elas oferecerem uma maneira relativamente barata de desenvolvimento de dispositivos de impressão, conquistando uma fatia do mercado de impressão jato de tinta.

Tradução autorizada do boletim Spindrift,

publicação produzida pela Digital Dots, empresa de consultoria na área gráfica, publicado em novembro de 2012.


IMPRESSÃO Juergen Seidel

P

Medição de calço de cilindro, definindo a métrica de pressão

ara garantir a qualidade na impressão, o controle do aumento do valor de transferência de tom ou tone value in­crea­se (TVI) está ganhando cada vez mais importância. Uma das causas para um aumento incorreto de valor tonal pode ser uma configuração errada e/ou um cálculo errado do calço das blanquetas e chapas. Neste artigo, vamos tratar dos métodos para determinar a espessura dos calços e sua aplicação prática na montagem dos cilindros.

Informações gerais sobre a estrutura do cilindro

Os cilindros de chapa e de blanqueta são equipados com ­anéis guia em ambos os lados: no lado do sistema de movimento e no lado do operador. São discos de metal que rolam em contato ou não (depende do fabricante), mantendo constante a distância entre os cilindros da chapa e da blanqueta (1). O anel guia equilibra pequenas imprecisões dos cilindros e irregularidades no sistema de engrenagens VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA 55


Blanqueta Calço Calço

0,00 a 0,05 mm

Cilindro porta-chapa

Diâmetro primitivo

Ø 220 Anel guia

Ø 219

Calço

0.5 (rebaixo)

Chapa

1 0,1 a 0,15 mm

Calço de cilindro

2

PC Cilindro porta-chapa

Anel guia

Ø 220

de propulsão de entrada e saí­d a da impressora. A limpeza regular e manutenção dos ­anéis guia são muito importantes. Os ­a néis guia do porta-​­c hapa e do porta-​ ­blanqueta têm exatamente o mesmo diâ­me­t ro, idêntico ao da circunferência primitiva, relativa ao ponto médio de contato entre as engrenagens dos cilindros. Isto assegura velocidade neutra de rolamento dos a­ néis guia entre si. O objetivo é conseguir extrema precisão, sem deformações dimensionais, na transferência dos pontos da retícula, a partir da chapa para a blanqueta. Para tanto, a velocidade de superfície de ambos os cilindros, considerando-se o diâ­me­tro total, tem de ser idêntica. A montagem da chapa, assim como da blanqueta, pode requerer um calço subjacente entre a chapa ou blanqueta e o respectivo cilindro, fruto do rebaixo do cilindro. Neste quesito deve-se cuidar para que a diferença entre o anel guia e o rebaixo do cilindro seja preen­chi­do totalmente pelo calço. Para uma impressão perfeita, limpa e sem manchas, que se­riam aceitáveis em termos de TVI , as ­­áreas de contato entre os dois cilindros devem 56 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I  2013

Cilindro e diâmetro primitivo

ter uma pressão (penetração) de 0,1 a 0,15 mm (2). Essa pressão é conseguida com o uso de pa­péis calibrados de calço sob a blanqueta, até que o conjunto atinja o nível do anel guia. Se necessário, na montagem de chapas, pa­péis de calço podem ser usados até que as chapas ultrapassem o anel guia em aproximadamente 0,10 a 0,15 mm (acima do seu nível). A espessura total da montagem pode ser verificada com o auxílio de um relógio comparador (3). Ø 220

Ø 219.3

PB Cilindro porta-blanqueta

Pressão métrica

Anel de medição

Ø 219.4

0.35

Superfície metálica

Diâmetro primitivo

Cilindro porta-blanqueta

Cilindro de Impressão ou Contrapressão

rebaixo

Ø 213.6

3.2

0,10 mm – 0,15 mm

3


4

Rebaixo e montagem

teb tea

a b

fe fe

fe = início da folha te = fim da folha

Juergen Seidel, do Centro de Formação Poligráfica em Chemnitz, Alemanha. Tradução autorizada

do Printers’ Guide nº- 90, distribuído pela PrintPromotion em agosto de 2012.

O relógio comparador

Existem re­ló­gios comparadores analógicos e digitais. Ambos são usados para medir a diferença de altura entre a blanqueta/chapa montada e seu anel guia. As montagens devem seguir rigorosamente as especificações encontradas nas instea truções de fun­cio­na­men­to teb da impressora utilizada. teb Como foi descrito an­te­ tea rior­men­te, as cir­cun­fe­rên­ cias dos cilindros de chapa e de blanqueta devem ser idênticas. No entanto, durante a impressão podem fe ocorrer problemas re­l a­ cio­na­dos ao processo e os mesmos devem ser corrigidos. Por exemplo, na impressão offset con­ven­cio­nal com sistema de molhagem, o problema da expansão de papel não pode ser evitado. Especificamente trabalhos de grande formato em materiais não revestidos são propensos a problemas de expansão de papel (alterações nas dimensões). Isso porque o substrato se expande paralelamente à direção das fibras do papel assim que entra em contato com a solução de molha e a tinta. A expansão resultante pode ser de até vá­ rios décimos de milímetro. Essa expansão pode ser compensada de diferentes maneiras: 1. O uso de um soft­ware es­pe­cial na pré-​­impressão (compensando na forma). 2. Alongamento da chapa de impressão na unidade da cor que tem uma separação de cor mais curta (é difícil e consome muito tempo). 3. Aumento da circunferência do cilindro da chapa na unidade em questão, o que resulta em uma diminuição do comprimento da imagem impressa. Isto significa que são aumentadas as folhas calibradas de calço sob a chapa, por exemplo, na primeira unidade de impressão de uma máquina (4). A adição de calço encurta a imagem impressa em aproximadamente três vezes a espessura do calço (por exemplo: um calço adi­cio­nal de 0,10 mm encurta a imagem impressa em aproximadamente 0,30 mm em relação ao formato máximo da folha). Para se controlar o alongamento do papel recomenda-se o uso de papel de banda estreita (com orien­ta­ção de fibra paralela ao eixo do cilindro).

5

Retícula desejada (ponto (ponto sem sem distorção) distorção)

Retícula Retícula com slur (ponto (pontocom comdistorção) distorção)

No entanto, a utilização de calço adi­cio­nal pode resultar também em diferentes diâ­me­tros de cilindro e, por consequência, em velocidades superficiais diferentes entre dois cilindros. Isso provoca um defeito de impressão chamado de slurring (5), que são manchas causadas pelo deslizamento do papel. A causa é o fato de os cilindros de chapa e blanqueta não rolarem entre si com a precisão necessária, e sim um cilindro rolar com uma velocidade cir­cun­fe­ren­cial um pouco maior que a do outro. O slurring, é claro, também causa um aumento de valor tonal na unidade de impressão em questão. Por isso ele precisa ser verificado pe­rio­di­ca­men­te e mantido dentro de to­le­rân­cias conhecidas e admitidas. A extensão do slur pode ser facilmente verificada por meio do patch de controle slur na tarja de controle de impressão. 6

SLUR

SLUR

SLUR

SLUR

O patch de controle, em geral, contém linhas verticais e horizontais, linhas estas que, após serem impressas, devem ser claramente reconhecíveis (6). Se ficarem borradas ou não puderem ser vistas de forma clara, indicam que houve problemas de slurring durante a impressão, o qual deve, na medida do possível, ser examinado e so­lu­cio­na­do. Além disso, uma folha de calço adi­cio­nal sob a blanqueta não causa uma redução do comprimento da imagem impressa, somente acaba resultando em um aumento excessivo do valor tonal. O cilindro de impressão (contrapressão) não tem um anel guia, uma vez que a folga entre o mesmo e a blanqueta deve ser va­riá­vel, dependendo da espessura do ma­te­rial. VOL. I  2013  TECNOLOGIA GRÁFICA 57


CURSOS

Desenho de Faca de Corte e Vinco (40h) – R$ 658,00

Senai Cursos Gratuitos 2013 Técnicas de Vendas (40h) 2ª‒ a 6ª:‒ 22/4 a 8/5, 18/3 a 1/4, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Técnicas de Negociação (20h) 2ª‒ a 6ª:‒ 25/2 a 1/3, 20/5 a 24/5, 17/6 a 21/6, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Rotina de Departamento Pessoal (60h)

2ª‒ a 6ª:‒ 3/6 a 21/6, 24/6 a 12/7, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Técnicas Contábeis (60h)

2ª‒ a 6ª:‒ 25/3 a 15/4, 24/6 a 12/7, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Impressor de Corte e Vinco Automático para Deficientes Auditivos (80h) 2ª‒ a 5ª:‒ 11/3 a 11/4, 22/4 a 28/5, das 13h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído e ter deficiência auditiva.

INICIAÇÃO PROFISSIONAL Aplicação em Hot Stamping (40 h) – R$ 950,00 2ª‒ a 5ª:‒ 18/3 a 9/4, 10/6 a 2/7, 26/8 a 17/9, 18/11 a 10/12, das 19h às 22h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído e ter concluído o curso de impressor de corte e vinco automático.

Copiador de Chapas Offset (28h) – R$ 411,00

Sábados:4/5 a 22/6, 19/10 a 14/12, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

58 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2013

Sábados: 16/3 a 20/4, 4/5 a 8/6, das 8h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído

Encadernador Manual de Livros (32h) – R$ 336,00

Sábados: 27/4 a 22/6, 20/7 a 14/9 e 5/10 a 14/12, das 8h às 12h ou das 13h às 17h. Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental concluído

Impressor de Corte e Vinco Automático (80h) – R$ 848,00 Sábados: 6/4 a 15/6, 6/7 a 14/9 e 21/9 a 14/12, das 8h às 17h. 2ª‒ a 6ª:‒ 15/4 a 4/6, 8/7 a 21/8, 23/9 a 11/11, 19/8 a 1/10, 28/10 a 11/12, das 19h às 22h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Impressor de Corte e Vinco Manual (32h) – R$ 492,00

Sábados: 23/3 a 20/3, 11/5 a 8/6, 20/7 a 10/8, 14/9 a 5/10 e 23/11 a 14/12, das 8h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Impressor de Serigrafia (64h) – R$ 678,00

Sábados: 13/4 a 8/6, 20/7 a 14/9 e 28/9 a 7/12, das 8h às 17h. 2ª‒ a 5ª:‒ 6/5 a 11/6, 29/7 a 3/9 e 4/11 a 10/12, das 19h às 22h. Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental concluído.

Meio Oficial Impressor Flexográfico Banda Larga (80h) – R$ 925,00

Sábados: 20/4 a 29/6, 6/7 a 14/9 e 21/9 a 14/12, das 8h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Meio Oficial Impressor Offset em Máquina Monocolor  (60h) – R$ 743,00 Sábados: 6/4 a 25/5, das 8h às 17h. 2ª‒ a 5ª:‒ 11/3 a 11/4, 22/4 a

28/5, 3/6 a 4/7, das 19h às 22h. 2ª‒ a 5ª:‒ 17/6 a 27/6 e 1/7 a 11/7 das 8h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Colorimetria Aplicada aos Processos Gráficos (32h) – R$ 510,00

Sábados: 20/4 a 15/6, das 8h às 12h. Requisito de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à produção gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Colorista Gráfico (Preparação de Tintas Líquida e  Pastosa) (40h) – R$ 464,00 Sábados: 11/5 a 15/6, 10/8 a 14/9 e 19/10 a 30/11, das 8h às 17h. Requisitos de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à impressão offset, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Densitometria Aplicada aos Processos Gráficos (32h) – R$ 510,00

Sábados: 20/4 a 15/6, 20/7 a 14/9 e 5/10 a 14/12, das 13h às 17h. Requisito de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à produção gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Fluxo de Caixa (40h) – R$ 270,00

Sábado: 20/4 a 15/6, das 8h às 12h. Requisitos de acesso: 16 anos  completos, ensino médio concluído.

Ilustrator para Pré‑Impressão (32h) – R$ 561,00 Sábados:20/4 a 15/6, 20/7 a 14/9 e 5/10 a 14/12, das 8h às 12h. 2ª‒ a 5ª:‒ 17/6 a 1/7, das 19h às 22h. Requisitos de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à editoração eletrônica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais. Para todos os cursos: o (a) aluno (a) deverá comprovar ter 16 anos completos e ensino fundamental con­cluí­d o (verificar exceções). Alunos menores de idade deverão comparecer para matrícula acompanhados por responsável. Apresentar cópia do histórico ou certificado do ensino fundamental, RG, CPF, comprovante de residência e comprovantes do pré-requisito para simples conferência. A Escola Senai reserva-​se o di­rei­ to de não ini­ciar o programa se não hou­ver o número mínimo de alunos inscritos. A programação, com as datas e valores pode ser alterada a qualquer momento pela escola. A Escola atende de 2 ‒ª a 6‒ª, das 8h às 21h, e aos sábados das 8h às 14h.

Escola Senai Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 (Moo­ca) 03162-030  São Paulo  SP Tel. (11) 2797.6333 Fax: (11) 2797.6307 Senai-SP: (11) 3528.2000 senaigrafica@sp.senai.br www.sp.senai.br/grafica


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Revista Tecnologia Gráfica Nº 85  
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