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ANO XVI Nº 82 VOL. II 2012 ISSN 1678-0965

A REVISTA TÉCNICA DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO

Sacolas plásticas

R E V I S TA te c n o l o g ia g r á f i c a 8 2

Há bandidos e mocinhos nessa história? Entramos na polêmica do banimento das sacolas nos supermercados de São Paulo

Tutorial

Efeito Bauhaus no Photoshop

Entrevista

Eduardo Buck, da Canon, fala sobre a presença na empresa no mercado gráfico.

Gestão

Não venda preço. Venda valor.

Normalização

O uso de XML para controle de processos em tecnologia gráfica


Pensando no futuro? Nós podemos ajudá-lo.

Pós-graduação e extensão universitária

Novos cursos da faculdade SENAI Extensão universitária (ensino a distância):

Gestão da produção na empresa gráfica Pós-graduação:

Desenvolvimento e produção de embalagens flexíveis Extensão universitária Otimização do processo offset para a qualidade e produtividade Controle de processo na impressão offset Gestão da qualidade na indústria gráfica Green Belt estratégia lean-seis sigma Gestão estratégica da indústria gráfica Gestão estratégica de pessoas Marketing industrial

Pós-graduação Tecnologia de impressão offset : qualidade e produtividade Planejamento e produção de mídia impressa Gestão inovadora da empresa gráfica

Faculdade SENAI de Tecnologia Gráfica e Escola SENAI Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 - Tel: 2797-6300/6301/6303 - www.sp.senai.br/grafica


A praga da desinformação

Volume II – 2012 Publicação bimestral da ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, Rua Bresser, 2315 (Mooca), CEP 03162‑030 São Paulo SP  Brasil ISSN: 1678-0965 www.revistatecnologiagrafica.com.br ABTG – Telefax (11) 2797.6700 Internet: www.abtg.org.br ESCOLA SENAI – Fone (11) 2797.6333 Fax (11) 2797.6309 Presidente da ABTG: Reinaldo Espinosa Diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris: Manoel Manteigas de Oliveira Conselho Editorial: Andrea Ponce, Bruno Mortara, Enéias Nunes da Silva, Manoel Manteigas de Oliveira, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Simone Ferrarese e Tânia Galluzzi Apoio Técnico: Vivian de Oliveira Preto Elaboração: Clemente e Gramani Editora e Comunicações gramani@uol.com.br Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159.3010  gramani@uol.com.br Jornalista Responsável: Tânia Galluzzi (MTb 26897) Redação: Letânia Menezes Revisão: Giuliana Gramani Projeto Gráfico: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa Foto da capa: AGE Fotostock/ AGB Photo Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Senai Theobaldo De Nigris Laminação, Hot Stamping: (fitas MP Brasil): UVPack Acabamentos Especiais Assinaturas: 1 ano (6 edições), R$ 54,00; 2 anos (12 edições), R$ 96,00 Tel. (11) 3159.3010 Apoio

Esta publicação se exime de responsabilidade sobre os conceitos ou informações contidos nos artigos assinados, que transmitem o pensamento de seus autores. É expressamente proibida a reprodução de qualquer artigo desta revista sem a devida autorização. A obtenção da autorização se dará através de solicitação por escrito quando da reprodução de nossos artigos, a qual deve ser enviada à Gerência Técnica da ABTG e da revista Tecnologia Gráfica, pelo e-mail: abtg@abtg.org.br ou pelo fax (11) 2797.6700

N

o Di­cio­ná­r io ­Houaiss, um de seus sinônimos é ignorância. Desinformação é substantivo para informação falsa e também para falta de informação, de conhecimento. A Wikipedia vai mais longe, apontando desinformação, ou contrainformação, como o ato de si­len­ciar ou manipular a verdade. Convivemos com a desinformação desde que o homem começou a se comunicar. Através dos séculos ela tem sido usada para transformar interlocutores em joguetes e, mesmo hoje, num momento em que vivemos praticamente soterrados pela informação, ela está mais presente do que nunca. À sombra da desinformação, em questão de segundos erguemse bandeiras nas redes sociais e milhões de pes­soas tomam para si uma afirmativa como verdade absoluta, sem questionamentos, sem dúvidas, sem qualquer conhecimento prévio que aponte minimamente para a veracidade de tal afirmação. Dois casos recentes são emblemáticos. Por aqui tivemos o Movimento Gota d’Água, vídeo que contava com a participação de diversos atores, veiculado na internet, pedindo que as pes­soas assinassem uma petição contrária à construção da usina de Belo Monte, o que acabou motivando uni­ver­si­tá­rios a cria­rem outros ví­deos para apontar os erros divulgados pelas estrelas globais. E a campanha Kony 2012, de­nun­cian­ do atrocidades cometidas por Joseph Kony em Uganda, em poucos dias transformada no maior vídeo viral da história, depois contestada não só por sua su­per­f i­cia­li­da­de e erros temporais, mas também pela própria idoneidade da organização promotora da campanha. Quan­do essas causas vêm tingidas de verde ou embrulhadas em motivações politicamente corretas, a adesão é extremamente rápida. A indústria gráfica e de celulose e papel, por exemplo, luta dia­ria­men­te para desmistificar a ideia de que a produção de papel é responsável pela derrubada de nossas florestas e, mais adian­te, por danos irreversíveis ao meio am­bien­te. Outra dessas bandeiras foi levantada no início do ano na capital paulista em função da proibição da distribuição das sacolas plásticas. Muito já se falou, mas, por esta ser uma revista técnica, decidimos abordar o assunto justamente para combater a famigerada desinformação. A discussão é longa e a matéria não pretende esgotar o tema. O objetivo é fomentar o debate, apresentar os argumentos de quem é contra e de quem é favorável ao acordo firmado entre a prefeitura e algumas redes de supermercado, bem como informações técnicas sobre o produto. Convido você, leitor, a seguir o conselho da autora de peças de tea­tro e en­saís­ta Lorraine Hansberry: “Nunca tenha medo de sentar-se um pouco e pensar”. Boa reflexão! Reinaldo Espinosa Presidente executivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG)

VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

3


Sumário

Especial

44

O efeito Bauhaus no Photoshop

48

Eduardo Buck, da Canon

Tutorial

Entrevista

Design brasileiro e preocupação ambiental

26

Gestão

Gestão ambiental

Novidades em impressão digital no segmento de rótulos

30

O uso de XML para controle de processos

36

Spindrift

Normalização

Programa da FTD focado na saúde e na qualidade de vida dos colaboradores

50

Segurança e saúde

A letra impressa. Parte IV. A revolução da fotocomposição

54

Malha, estêncil e sistemas de medição para o controle de qualidade

57

Notícias Produtos Literatura e sites Cursos

6 10 35 62

ANO XVI Nº 82 VOL. II 2012 ISSN 1678-0965

A REVISTA TÉCNICA DO SETOR GRÁFIC O BRASIL EIRO

Sacolas plás

ticas Há bandidos e mocinhos nessa história? Entram do banimento dasos na polêmica supermercados sacolas nos de São Paulo

Tipografia

82

24

IA gRáfIc A

Não venda preço, venda valor

R E V I S TA T Ecnolog

16

Entramos na discussão sobre a distribuição de sacolas plásticas pelos supermercados paulistas

Tutorial

Efeito Bauhaus no Photoshop

Entrevista

Eduardo Buck, da Canon, fala a presença na sobre empresa no mercado gráfico.

Gestão

Não venda preço. Venda valor.

Normalização

O uso de XML para controle de processos em tecnologia gráfica

Serigrafia

CApa: cesar mangiacavalli imagem: agbphoto


NOTÍCIAS

O

F

Revista Tupigrafia chega à 10ª- edição

oi lançada em São Paulo, no dia 11 de abril, a 10ª‒ edi­ ção da revista Tupigrafia. Edi­ tada pela Oficina Tipográfica São Paulo, a publicação aborda temas ligados à tipografia e à caligrafia, explorando a rique­ za da cultura vi­sual brasileira que gerou e continua gerando projetos originais, além de tra­ zer o melhor do cenário tipo­ gráfico in­ter­na­cio­nal. A revis­ ta é destinada es­sen­cial­men­te aos profissionais e estudantes de design gráfico, mas interes­ sa a pes­soas ligadas à comuni­ cação vi­sual, por seu projeto edi­to­rial inovador e paginação cuidadosamente elaborada. A Tupigrafia 10, que teve o apoio da Escola Senai Theo­ bal­do De Nigris, da Heidelberg, da Arjowiggins e da APP, tem três capas diferentes, uma delas

6 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

produzida no sistema tipográ­ fico. As 136 páginas da edição apresentam, entre outros te­ mas, as mo­n o­ti­p ias tipográ­ ficas de Claudio Rocha, pro­ duzidas na OTSP; a Ephemera, coleção inusitada de pequenas peças gráficas encontradas no in­te­rior de livros do acervo da livraria Sereia; a bossa tipográ­ fica de Cesar Villela, nas históri­ cas capas de disco da gravado­ ra Elenco, produzidas no início da década de 1960; a trajetó­ ria do artista pernambucano Borges, poe­ta, gravador, tipó­ grafo, em artigo assinado por Buggy; e as incríveis estrutu­ ras tipográficas de Rubens Ma­ tuck e Maurício Tortelli, dese­ nhadas à mão, ainda na época pré-​­digital. Mais informações: vendas@tupigrafia.com.br. www.tupigrafia.com.br

Grupo Helpress faz parcerias inovadoras

grupo Helpress , que atua no mercado gráfi­ co há mais de 20 anos pres­ tando serviços de manuten­ ção offset e fornecendo peças de reposição, deu início a duas importantes par­ce­rias: com a empresa alemã Grafix GmbH e agora com a Escola Senai Theo­bal­do De Nigris. Contra­ to firmado em janeiro de 2011 com a Grafix GmbH deu ori­ gem à Grafix Brasil, objetivan­ do a co­mer­cia­li­z a­ção de equi­ pamentos, peças de reposição e assistência técnica de toda a linha de pulverizadores, ex­ tratores de pó e secadores IR e UV fabricados na Alemanha. Técnicos e vendedores da Helpress foram treinados em Stuttgart para atendimentos técnicos e con­sul­to­rias. Com o Senai, a Helpress ini­ ciou, também em 2011, ações de coo­pe­ra­ção visando apoiar a escola na manutenção de seus equipamentos, com a oferta de condições especiais para for­ necimento de peças e servi­ ços. Além disso, a empresa dis­ ponibilizou para a Theo­bal­do De Nigris uma impressora Hei­ delberg SM 72 ZP, totalmente

reformada, para ser usada no treinamento de mecânicos de manutenção. Também serão exibidos na escola, permanen­ temente, equipamentos Grafix de última geração. “Essa parce­ ria segue a nossa linha de que­ brar paradigmas no mercado, pois estamos trabalhando em conjunto com o Senai para rea­ ti­var o curso de manutenção mecânica, justamente para for­ mar mais pes­soas e gerar mais empregos para o País, além de mostrar aos nossos clien­ tes que uma empresa séria e idônea torna-se um parceiro estratégico, porque queremos que os gráficos se preo­cu­pem com seus clien­t es, não com suas máquinas”, afirma José Antonio Pereira, presidente do Grupo Helpress. Para Ma­noel Manteigas de Oliveira, diretor da Theo­bal­ do De Nigris, a parceria com a Helpress é positiva, na medida em que permite ao Senai reto­ mar aulas práticas de manu­ tenção e mostrar aos seus alu­ nos a mais nova tecnologia em dispositivos de secagem e de pulverização da alemã Grafix. www.helpress.com.br


Anunciado resultado do 1º- Concurso de Monografias Aldo Manuzio

C

N

Treinamento em gestão da tinta recebe reforço em Barueri

o dia 14 de março foi inaugurada na Escola Se­ nai Ba­rue­ri o Espaço In Hou­ se, área destinada ao treina­ mento prático em gestão da tinta. Fruto da parceria com a Tupahue, empresa es­pe­cia­ li­z a­da em tintas para impres­ são, o objetivo da ini­cia­ti­va é aproximar a rea­li­da­de de uma casa de tintas, instalada den­ tro das empresas convertedo­ ras de embalagem, dos alu­ nos do Senai. “A ideia surgiu da dificuldade de encontrar

P

profissionais devidamente ca­ pacitados para ­atuar nos nos­ sos clien­tes e para que nossos clien­tes pudessem ter mais au­ tonomia com seus pró­p rios fun­cio­ná­rios na gestão de tin­ tas”, afirmou Cristina Ladeira, gerente de mar­ke­ting da Tu­ pahue. A fabricante de tin­ tas já possui quatro unidades instaladas e em fun­cio­na­men­ to, e o Senai Ba­rue­ri é a quin­ ta unidade a contar com esse processo de es­pe­cia­li­z a­ção. www.tupahue.com.br

om o objetivo de fomentar o pensamento crítico, a aná­ lise e a pesquisa de temas rele­ vantes para o segmento gráfico, a Faculdade SenaiI de Tecnolo­ gia Gráfica organizou um con­ curso de mo­no­g ra­f ias ao qual puderam se inscrever alunos e ex-​­alunos de seus cursos de gra­ dua­ção e pós-​­gra­dua­ção. A ini­ cia­ti­va contou com o suporte e patrocínio de importantes em­ presas e instituições, todas com­ prometidas, junto com o Senai, a apoiar o desenvolvimento das empresas gráficas brasileiras. O trabalho vencedor foi A utilização de provas digitais em conformidade com a NBR 12.647‑7 como critério qualitati­ vo na compra de materiais grá­ ficos. A autora do trabalho foi Cris­tia­ne Tonon Silvestrin, aluna do curso de pós-​­gra­dua­ção Pla­ nejamento e Produção de Mídia Impressa, orien­t a­da por Bruno Mortara. Como prêmio, Cris­tia­ ne e Bruno receberam uma via­ gem à Drupa 2012 com todas as despesas pagas.

Segundo o corpo de jurados, “o trabalho de Cris­tia­ne tratou de uma tendência irreversível que é a aplicação de normas técnicas” e, ainda, “propõe a solução de um problema importante para grá­ ficas e clien­tes, por meio de um método técnico-​­cien­tí­f i­co cor­ reto”. A comissão também ava­ liou que a “conclusão foi coe­ ren­te com a proposta ini­cial e totalmente embasada na fun­ damentação teó­ri­ca apresentada e na pesquisa desenvolvida”. O nome do concurso é uma homenagem ao editor, designer, tipógrafo e co­mer­cian­te do século XV, que revolucionou o negócio da produção de livros, conferindo-​­lhe grande impulso, fato que o tornou um empresá­ rio de sucesso. A rea­li­z a­ção do concurso contou com o apoio técnico e patrocínio de tradicio­ nais parceiros da escola: Abflexo, ­Abiea, Abigraf, Abraform, ABTG , Afeigraf, Agfa, Canon, Cathay, ­D uPont, Esko, Heidelberg, IBF, Kodak, Manroland, Metrics, Stig, Sindigraf e Sun Chemical.

Faculdade Senai promove trote solidário

elo quarto ano consecutivo, a Faculdade Senai de Tecno­ logia Gráfica rea­li­z a o trote soli­ dário. Assim como os trotes que tra­di­cio­nal­men­te acontecem no início dos cursos de nível su­pe­ rior, a ação objetiva integrar ca­ louros e veteranos. A diferença está nas ações desenvolvidas. O objetivo do trote solidário é promover a responsabilidade so­c ial. No caso da Faculdade Senai, isso acontece através da arrecadação de alimentos não

perecíveis, depois entregues a uma instituição beneficente, sen­ do que tais atividades também integram a disciplina de Plane­ jamento Estratégico do curso su­p e­rior. “No último semestre conseguimos arrecadar 2.500 kg, mesmo montante que entrega­ mos agora em abril”, afirma José Pires de Araú­jo Ju­nior, professor do ensino su­pe­rior. Desde 2009, a instituição escolhida é o Lar Mais Vida, que abriga crian­ç as em si­tua­ção de risco. VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA 7


Senai reformula cursos técnicos gráficos

O

alto índice de empregabilidade dos alunos egressos dos cursos do Senai SP deve-se, em grande parte, à constante atua­li­z a­ção de currículos e me­ to­do­lo­gias. Tendo como base o princípio do “aprender fazendo”, a instituição preo­cu­pa-se sempre em ajustar os programas às reais necessidades do mercado. Recentemente foram implantados o novo curso de aprendizagem in­dus­t rial Au­xi­liar de Produção Gráfica e um novo projeto pedagógico do curso su­pe­rior Tecnologia em Produção Gráfica. Agora é a vez dos cursos técnicos. A partir do segundo semestre de 2012 terão início os novos cursos de pré-​ ­impressão, impressão offset e rotogravura/flexografia. Esses novos programas tiveram seus perfis de saí­da atua­li­ za­dos a partir da análise de comitês técnicos. Formados por profissionais que ­atuam nos processos produtivos como técnicos, supervisores e diretores industriais, esses comitês definem que com­pe­tên­cias os novos profissionais formados deverão dominar. Es­pe­cia­lis­tas em educação do Senai  SP, junto com docentes da escola, cons­troem as grades curriculares a partir desses perfis. A elaboração do projeto do curso se baseia, também, no conceito de ensino com base em com­pe­tên­cias. Segundo essa metodologia, o processo de ensino deve ser di­re­cio­na­do à solução de si­tua­ções-​­problemas reais, que o futuro pro­f is­s io­ nal vai enfrentar nos seu dia-a-​ ­dia. Outra inovação é que 20% do currículo dos cursos será desenvolvido a distância. 8 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. II  2012

C

15º- Congresso Brasileiro de Embalagem acontece em agosto

om o tema Co-​­C rea­t i­v e Pack­aging: o desafio de inovar com o consumidor, o Congresso Brasileiro de Embalagem, rea­li­z a­do pela As­so­cia­ção Brasileira de Embalagem (Abre), apresentará nos dias 14 e 15 de agosto um novo formato que pro­pi­cia­rá aos participantes inovação, di­fe­ren­cia­ção e visão global do mercado através de seus quatro painéis. O evento objetiva analisar a nova dinâmica da so­cie­da­de calcada na colaboração, participação e interação, e

como a embalagem pode se tornar uma plataforma estratégica nesse novo cenário. Outra meta é explorar novas oportunidades para o setor de embalagens focadas em maior valor agregado e di­fe­ren­cia­ção. Através de quatro painéis, o congresso fará um panorama do desenvolvimento do setor no Brasil e no mundo, trazendo re­fe­rên­cias para os executivos sobre as oportunidades em diferentes mercados, os rumos na gestão do mercado de bens de consumo, as

ten­dên­cias em po­si­cio­na­men­to estratégico de produtos, o melhor entendimento da so­cie­da­ de im­pul­sio­na­da pela conexão global entre pes­soas e empresas, e as novas diretrizes no desenvolvimento de embalagens con­c i­lian­d o interação, oportunidades e sustentabilidade. 15º– Congresso Brasileiro de Embalagem Data: 14 e 15 de agosto de 2012 Horário: das 8h às 18h Local: Centro Fecomercio de Eventos Rua Dr. Plínio Barreto, 285 (Bela Vista) São Paulo / SP

Reuniões ONS27

A

presentamos aqui as datas e horários das próximas reuniões do ONS27, Organismo de Normalização

Setorial, que cuida da criação de normas para o setor gráfico. Os encontros são realizados na ABTG , Rua Bresser,

2315, Mooca, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 2797-6715 ou no site www.abtg.org.br.

Programação Oficial ONS 27 – 2012 CE/CEE

Horário

Julho

Agosto

Setembro

CE 00:0001.84

Segurança em Documentação Eletrônica

08h00 – 09h00

20

17

21

CE 27:200.01

Pré-impressão Eletrônica

09h00 – 10h30

20

17

21

CE 27:200.02

Gerenciamento de Cores

10h30 – 12h30

20

17

21

CE 27:300.01

Processos em Offset

09h00 – 11h00

26

23

27

CE 27:300.03

Processos de Rotogravura

08h30 – 10h30

5

2

13

CE 27:300.04

Processos em Impressão Digital

10h30 – 12h00

19

23

20

CE 27:300.05

Processos em Flexografia

09h00 – 10h30

12

9

20

CE 27:300.06

Controle de Processo de Reprodução Gráfica

10h30 – 12h00

4

1

12

CE 27:300.07

Pós-impressão

09h00 – 11h00

24

21

25

CE 27:400.02

Tintas Gráficas

09h00 – 10h30

18

15

19

CE 27:400.03

Colorimetria

10h30 – 12h00

18

15

19

CE 27:400.07

Materiais de Ensino

10h00 – 12h00

CE 27:400.08

Rótulos e Etiquetas Autoadesivas

09h00 – 11h00

17

14

18

CE 27:400.09

Impressos de Segurança

09h00 – 12h00

31

28

CE 27:400.05

Livros Didáticos

14h00 – 17h00

09h00 – 12h00

CE 27:500.01

Questões Ambientais e Segurança

09h00 – 11h00

7

11

Legenda:

Reuniões desmarcadas

Reunião reagendada


A ABTG CERTIFICADORA ESTÁ COM NOVOS SERVIÇOS, VENHA NOS FAZER UMA VISITA.

CERTIFICAÇÃO ISO 14001 (ACREDITADO PELO INMETRO) A indústria gráfica nacional ganhou um Organismo Certificador, especializado no setor, a ABTG Certificadora. O Organismo, que já conta com as certificações ISO 9001 (Qualidade), ISO 12647-2 (Qualidade no processo gráfico), certificação de qualidade de máquinas novas e usadas e outros, foi recentemente acreditado pelo INMETRO para certificar ISO 14001 para o mercado gráfico brasileiro. Venha nos visitar e descobrir como a certificação independente e especializada na nossa indústria pode ajudar a alavancar a qualidade e gerar diferencial competitivo para sua empresa gráfica.

SEDE Rua do Paraíso, 529 - Paraíso - São Paulo / SP Telefone: (55 11) 2618-2024 E-mail: comercial@abtgcertificadora.org.br Site: www.abtgcertificadora.org.br


PRODUTOS

Drupa 2012 Conheça algumas das novidades apresentadas na Drupa 2012, que aconteceu de 3 a 16 de maio, em Düsseldorf, na Alemanha. Agfa

Assim como vá­rios fabricantes, a Agfa também procurou transitar entre os processos convencionais de impressão e a tecnologia digital através de sistemas com boa relação custo-​­benefício e ecologicamente amigáveis. Para o segmento de grandes formatos, a atração foi a impressora jato de tinta :M-​­Press Leo­pard, capaz de imprimir em substratos com até 5 cm de espessura e formato

com substratos rígidos e flexíveis, opacos e transparentes. Para o mercado de impressão co­mer­cial, a Agfa está estendendo a tecnologia ThermoFuse, aplicada à solução de pré-​­impressão, para impressoras de alto volume, como a chapa digital sem subs­tân­cias químicas :Azura TS e a :Azura CX125 COU (­Clean-​­out Unit). A empresa mostrará também dois novos CtPs de alta velocidade e volume para o segmento de jornais,

:M-Press Leopard (acima) e :Jeti 3020 Titan

máximo de 1,6 m × 3,3 m. As duas novas impressoras UV :Jeti 3020 Titan são a atração no segmento de comunicação vi­sual. Nas versões com 36 e 48 cabeçotes de impressão, os equipamentos trabalham no formato 2 m × 3 m, 10 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. II  2012

A Vutek GS3250R une qualidade e alta produtividade

EFI

Em seu estande de mais de 1.000 metros quadrados, localizado no pavilhão cinco, a EFI mostrou aos visitantes uma linha completa, que abrange todas as etapas de impressão, desde soft­wares de ge­ren­cia­men­to a integração em soluções web-to-​­print. Para os sistemas de impressão de grandes formatos, algumas das novidades são as impressoras jato de tinta UV da Vutek, incluindo a GS5000r , que traz maior produtividade, imprimindo até 288 m2 por hora (m2/h). Para o formato 320 cm, a GS3250 imprime em rolo ou em plana com tintas UV até 223 m2/h. Já a QS3250r imprime apenas em rolo, mas também de forma econômica, a 172 m2/h. A EFI teve ainda a nova impressora têxtil, por sublimação de cor, a TX3250r , que fornece impressões decorativas em têxteis com efeito real e alta velocidade de impressão. Para o segmento de impressão jato de tinta de etiquetas e embalagens, a EFI apresentou a Je­t rion 4900 , que as imprime em 21 cm de largura a

uma velocidade de 37m/min. O equipamento tem quatro cores + branco e mais de 1.000 dpi de resolução. Imprime com tintas UV em materiais absorventes e não absorventes a uma qualidade su­pe­rior. Estavam presentes também os RIPs da ­Fiery. A nova versão de sistema ­Fiery10 para o controlador oferece características suplementares à impressão de cores e é ­ideal, no caso de elevada acessibilidade simultânea, para uma integração sem problemas no ritmo de trabalho da EFI . Além disso, o pro Servidor ­Fiery XF é utilizado como RIP de alto desempenho para a impressora Vutek e foi destaque nas apresentações de produtos. A empresa levou igualmente as ultimas versões de seus soft­wares para verificação de cores, web-​­to-​­print, ge­ren­cia­men­to das gráficas e de fluxo de trabalho. Estande: Pavilhão 5, C01 www.efi.com

Esko

Para aquela que foi sua maior participação em edições da

o :Advantage N PL HS (Pallet Load, High-​­­Speed) e o :Advantage N TR HS (Trolley Load, High-​­­Speed), ambos capazes de produzir até 350 chapas por hora. Estande: Pavilhão 8A www.agfa.com

Desenho do sistema de gravação digital de chapas flexográficas da Esko


feira, a Esko anunciou no início de março algumas das soluções que apresentou na Drupa 2012. A empresa levou um amplo leque de soft­wares voltados para o design de embalagens, gestão, pré-​­impressão, ge­ren­cia­men­to de cores, automação de fluxos de trabalho e integração de processos. Com a introdução da Suite 12, a mais significativa atua­li­z a­ção de seu workflow para as in­dús­trias de embalagem, etiquetas e sinalização, o foco está novamente em agregar valor para o usuá­ rio através da introdução de novas ferramentas de produtividade e efi­ciên­cia. Fiel ao seu papel de inovadora, a Esko apresentará a próxima geração da tecnologia de chapas HD Flexo, que promete qualidade su­pe­rior tanto nas ­­áreas de altas luzes quanto nas de sombra ou chapados. A empresa também destacou suas soluções digitais de acabamento: com quatro linhas Kongsberg no estande, a Esko mostrou uma ampla gama de aplicações digitais de acabamento para embalagens e sinalização. Estande: Pavilhão 8B, A23 www.esko.com/drupa

Ferrostaal

Mantendo sua característica de arquitetura aberta, a Fer­ros­ taal levou mais de 20 es­pe­cia­lis­ tas preparados para atender de maneira personalizada os clien­ tes que visitaram os estandes de suas representadas. Ao final de cada tarde recebeu os clien­tes a bordo do exclusivo navio A-​­Rosa Aqua, que estava ancorado em frente à feira, partindo do estande da Ryobi. Entre as suas representantes, as atrações da Ryobi foram impressoras equipadas com o novo LED UV Printing System, solução otimizada para cura instantânea de impressões com alto valor agregado, assim como

reversão. Sob o guarda-​­chuva Ecológico estava a ênfase nos aspectos am­bien­tal­men­te corretos de seus consumíveis e sistemas de impressão. O item Flexibilidade tratou da ­união da impressão offset com a digital, aproximando as máquinas offset com sistema Anicolor das impressoras digitais Ricoh. Em Integração estavam os novos módulos Prinect e o conceito de simplificação do tráfego de dados. O tema Emoções abrangeu as soluções da Heidelberg focadas em impressos sofisticados e de alta qualidade, tendo como ponto central a impressora Speed­ mas­ter CX 102 . E o Final tratou de soluções de hard­ware e soft­ ware e serviços para a impressão in­dus­t rial de embalagens, incluindo consumíveis especiais para aplicações nos segmentos far­ma­cêu­ti­co e alimentício. Impressoras Ryobi com o novo sistema LED UV

para outras aplicações, como impressão sobre filmes plásticos. A Manugraph apresentou sua linha de impressoras rotativas offset de simples largura. As novidades ficam por conta da Hi­line Express, com capacidade produtiva de 45.000 cadernos por hora, e a M360, que pode rodar 36.000 cadernos por hora.

Estande: Pavilhão 1 www.ams-drupa.heidelberg.com

Speedmaster CX 102

Estande Ryobi: Pavilhão 17, C01-1, C01-2 Estande Manugraph: Pavilhão 6, E80-1 e E80-2 www.ferrostaal.com

Speedmaster XL 105-P

Heidelberg

Para essa edição da Drupa, a Heidelberg reuniu suas soluções sob seis temas: Produtividade, Ecológico, Flexibilidade, Integração, Emoções e Final. Em Produtividade, um dos destaques foram os novos itens desenvolvidos para a série Speed­mas­ter XL. A nova Speed­mas­ter XL 105‑P promete aumento de 30% em produtividade no modelo com VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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A linha de encadernação sem costura da Horizon combina os sistemas AF-566F (acima) e CABS4000S

Horizon

Com foco no segmento de livros impressos com tecnologia digital, a Horizon levou para a feira um total de 28 sistemas e soluções de acabamento, dos quais oito estavam sendo apresentados ao público pela primeira vez. Entre as novidades estão a linha de encadernação sem costura CABS4000S + AF-​­566F Digital com PSX-56, que pode ser usada tanto para offset quanto para impressão digital; o alimentador de folhas HOF-​­400 , com velocidade de até 42.000 folhas por hora no formato A4; a solução de dobra e vinco CRF-​ ­362; a linha de encadernação sem costura AF-​­566F Digital + PSX-56/ BQ-​­470 ; a dobradeira automática AFC-​­566FG , versão com configuração mais simples e intuitiva e 12 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. II  2012

novas ferramentas de controle; a encadernadora off-​­line SF-​­100 + CW-​­8 000NL ; e o sistema para dobra cruzada AF-​­746KLS . Estande: Pavilhão 13, D36-1, D36-2 www.horizon.co.jp

atua­li­za­dos do portfólio da HP Indigo com velocidades mais altas no modo aprimorado de produtividade (EPM); três modelos da impressora HP Inkjet Web de maior velocidade, com tecnologia avançada de tinta e de cabeça de impressão; e uma nova solução de impressão de alta velocidade para adição de con­teú­do monocromático ou colorido em materiais offset pré-​­impressos. O pacote de novidades trouxe ainda kit de tintas brancas, carregador automático e solução de monitoramento HP Smart­ Stream Pro­duc­tion Analyzer para impressoras industriais HP Scitex; vá­rias soluções de acabamento e fluxo de trabalho HP Smart­ S­tream, soluções de impressão pela web e sistemas de ge­ren­ cia­men­to de informações (MIS) HP Hiflex e a expansão da organização de serviços; nova mídia para os sistemas HP Inkjet Web, incluindo o primeiro papel couché com brilho com tecnologia ColorPro, disponibilizado na Apple­ton Coa­ted; e novos contratos com parceiros preferenciais de mídia HP Indigo como a Sappi, Avery Dennison, Mitsubishi e Arjo­Wiggins Graphics. As novas impressoras com formato meia folha são: HP Indigo 10000, HP Indigo 20000 e HP Indigo 30000 . A primeira é uma impressora de 75 cm com alimentação por folha que imprime

com velocidade de 3.450 folhas por hora em cores, e até 4.600 folhas por hora no modo EPM . Ela combina a qualidade de impressão correspondente à offset da HP Indigo com impressão de até sete cores, flexibilidade de substratos e frente e verso. O modelo 20000 tem alimentação contínua projetada para embalagens flexíveis, com capacidade de impressão em filmes de apenas 10 mícrons, em área de impressão de 73,6 × 110 cm e uma unidade de preparação em linha (in-​ ­line priming) para flexibilidade de substratos. Também equipada com unidade de preparação em linha, a HP Indigo 30000 conta com alimentação por folha projetada para papelões dobráveis, aceitando substratos de até 24 pontos/600 mícrons. www.hp.com/go/drupa Estande: Pavilhão 4, D60-1, D60-9

Kodak

Um dos destaques da empresa foi a nova versão de sua suí­te de aplicativos para ge­ren­cia­men­to de workflow Prinergy 6. Os visitantes que passaram pelo estande da Kodak, no pavilhão 5, puderam ver as novas ferramentas do Prinergy 6, incluindo recursos avançados para ge­ren­c ia­m en­ to de cores e controle de padrões de retícula para assegurar maior qualidade final de imagem. Na nova versão, o Kodak Prinergy

HP

Em evento pré-​­Drupa rea­li­z a­do em Is­rael no mês de março, a empresa apresentou 10 novos sistemas de impressão digital. A HP teve o segundo maior estande da feira. Os lançamentos in­cluem três modelos da próxima geração de impressoras HP Indigo, formato meia folha, capazes de produzir quase todos os trabalhos de impressão co­mer­cial e vá­rias aplicações de embalagens; três modelos

HP Indigo 10000, nova impressora meia folha


Impressora offset digital 75DI, formato B2

Presstek

Novas ferramentas no Prinergy 6, da Kodak

permite a captura de todos os dados de produção inseridos no sistema, diminuindo a necessidade de intervenção de operadores e clien­tes para novos ajustes, traz interface customizável e

ferramentas para monitoramento de produção a partir de diferentes dispositivos, incluindo dispositivos móveis. Estande: Pavilhão 5, S09-1 www.kodak.com/go/drupa

No estande da Presstek os visitantes conheceram a nova impressora offset digital Presstek 75DI , formato B2, que estava disponível nas configurações de quatro a 10 cores. O equipamento, mostrado pela primeira vez como protótipo na Ipex 2010, está agora disponível prometendo configuração em apenas seis minutos e velocidade

de até 16.000 impressões por hora. Segundo o fabricante, trata-se da impressora mais econômica do mercado para trabalhos coloridos com tiragens entre 500 e 20.000 exemplares. A Presstek também mostrou a linha de impressoras Presstek 52DI e uma ampla linha de chapas térmicas. Estande: Pavilhão 4, B03. www.presstek.com

Veja na próxima edição a cobertura completa dos lançamentos da Drupa 2012

VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Akad aposta em impressora de alta performance e escâner formato A0

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Akad ampliou em março sua linha de impressoras de cartões PVC lançando a Fargo HDP8500 , quinta geração de impressoras de retransferência com sublimação de tinta e transferência térmica de resina desenvolvida pela Hid Global. Trata-se da primeira impressora de cartões PVC da nova série in­dus­trial da HID Global, com uma maior capacidade de personalização e solução de emissão

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de cartões de alto desempenho. É es­pe­cial­men­te adequada para programas governamentais de identificação, empresas de serviços de cartão, universidades e am­bien­tes corporativos. Possui facilidades para o operador, como painel LCD com tela am­ plia­d a, sensível ao toque, e interface gráfica, comutação automática para bandejas duplas de cartões que ajudam a otimizar o tempo. A Fargo HDP8500

utiliza a tecnologia High De­f i­ni­ tion Printing, que pro­por­cio­na qualidade su­p e­rior de impressão, sendo feita primeiramente em um filme Fargo HDP, que é aplicado à superfície do cartão. Com isso, a qualidade da imagem impressa não fica comprometida por imperfeições na superfície do cartão, além de permitir a impressão até a borda de contatos do chip inteligente, e de borda a borda do cartão. No mês an­te­rior, a Akad apresentou o escâner colorido SD3650, da Contex. Com preço competitivo, o novo modelo é ­ideal para a digitalização de documentos e imagens no formato A0 (aproximadamente 914,44 mm de largura), possibilitando a captura de imagens em cores. O modelo é ­ideal para arquitetos, engenheiros, desenhistas, projetistas, entre outros, pois captura imagens

com alta qualidade, nos formatos TIFF, JPG e PDF, com até 1.200 dpi

ópticos ou até 9.600 dpi interpolados, através do soft­ware op­ cio­nal Next Image Scan. O modelo SD3650 aceita documentos com espessura de até 2 mm e é recomendado para digitalização de trabalhos como plantas de engenharia, croquis de arquitetura e urbanismo, desenhos de fachadas, desenhos de mapas e desenhos técnicos mecânicos, elétricos e hi­dráu­li­cos entre outras aplicações técnicas que necessitem de qualidade. www.akad.com.br

Fabricante europeu de filmes para laminação apresenta seus produtos no Brasil

mpresa espanhola com mais de 20 anos de ex­p e­r iên­c ia na fabricação e co­mer­cia­li­z a­ ção de filmes de polipropileno bio­rien­t a­do (BOPP), a Derprosa anunciou em março que trará seus produtos diretamente para o Brasil. Entre eles estão itens como o Soft Touch, Soft Touch Metalizado, Anti-​ ­S cratch, Ecofilm e Digi-​­Stick, destinados ao enobrecimento do produto gráfico. A gama de filmes se destaca por sua di­ fe­ren­cia­ç ão, maquinabilidade, grande aderência às tintas e facilidade para outros acabamentos de pós-​­laminação. Todos os

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VOL. II  2012

produtos podem ser se­le­cio­na­ dos na versão oxi­bio­de­gra­dá­vel, que se decompõe em um pe­ río­do in­fe­rior a 18 meses pela

ação do oxigênio, temperatura e luz ul­tra­vio­le­ta. Segundo os dirigentes da Derprosa, o Brasil é um mer­ca­

do-​­chave dentro dos seus planos de expansão. Atual­m en­ te a companhia destina mais de 65% de sua produção (cerca de 30.000 toneladas ­anuais) a 50 paí­s es, dos cinco continentes. Para isso, conta com uma potente plataforma logística interconectada em diversos pontos do planeta, que lhe permite garantir um ótimo serviço a clien­tes de toda a América Latina. O gerente de vendas da Derprosa para o Brasil é Filip Sarka, que pode ser contatado pelo email filip.sarka@derprosa.es www.derprosa.es


Day Brasil apresenta acrílico cast e extrudado

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Grupo Day Brasil está tra­ zendo ao mercado as cha­ pas acrílicas cast e extrudado, so­ lução para am­bien­tes internos e externos que cons­ti­tuem opções 100% recicláveis, atóxicas e com melhor custo-​­benefício. Produ­ zidas a partir da resina metacri­ lato de metila (PMMA), as placas de termoplástico rígido são fa­ bricadas pelo processo cast, que molda o ma­te­rial entre duas fo­ lhas de vidro. O resultado é um acrílico mais transparente, resis­ tente, moldável, claro, com boa estabilidade di­men­sio­nal e pro­ prie­d a­des ópticas. Já o mode­ lo extrudado é produzido por meio da extrusão, que aquece a matéria-​­prima e ime­dia­ta­men­te a resfria em calandras, deixando o ma­te­rial totalmente uniforme. Os principais be­ne­f í­cios do acrílico são a cristalinidade e re­ sistência à claridade e alta tem­ peratura solar. Por isso, é mais

A

durável do que os demais pro­ dutos plásticos. Versátil, pode ser utilizado para as mais dife­ rentes finalidades, como cober­ turas externas de re­si­dên­cias e am­bien­tes corporativos, decora­ ção de mo­bi­liá­rio, banheiros, es­ paços esportivos, proteções de máquinas, displays, luminosos, estandes de exposições e mui­ tos outros. As chapas pos­suem, também, uma extensa gama de cores com excelente estabilida­ de. Facilmente moldáveis, podem receber impressões e gravações e serem encurvadas, cortadas e fi­ xadas. Se comparado ao vidro, o acrílico é 50% mais leve, facilitan­ do a instalação e a manutenção. Os materiais estão disponí­ veis em medidas que va­riam de 2 mm a 24 mm de espessura, de 1.000 mm a 2.000 mm de largu­ ra e de 2.000 mm a 3.000 mm de extensão. www.daybrasil.com.br

Canon traz para o Brasil escâneres imageFormula

Canon está apresentan­ do ao mercado brasileiro seus escâneres de uso pro­f is­ sio­nal da linha imageFormula, es­pe­cia­li­z a­dos em documen­ tos e imagens. Entre os lança­ mentos está o imageFormula DR-​­C125 , com design vertical, ultracompacto e de alta per­ formance. Pequeno e potente, é ­ideal para pequenas mesas de escritório, podendo digitalizar cartões espessos ou com relevo com velocidade de até 50 ima­ gens por minuto em duplex. Outro destaque é o image­ Formula DR-​­M160 , escâner de

mesa mais robusto e mais re­ sistente, para utilização inten­ siva e volumes elevados de tra­ balho, com capacidade de até 7 mil digitalizações por dia. Já para documentos de ta­ manhos A3 , a empresa lançou o imageFormula DR-​­6030C, de­ senvolvido para agilizar fluxos maiores de trabalho, com capa­ cidade de digitalização A3 em cores em até 80 ppm (horizon­ tal). O DR-​­6030C inclui o Kofax VRS , soft­ware de processamen­ to de imagens, para garantir uma alta qualidade de imagem. www.canon.com.br

Velocidade e estabilidade de cor são destaques em novidades da Xerox

A

s impressoras digitais co­ loridas X700i e X770 foram lançadas em fevereiro ofere­ cendo boa qualidade de ima­ gem, alto desempenho e pro­ dutividade. Um dos principais atributos da X770 é a capaci­ dade de manter a velocidade de impressão mesmo em pa­ péis mais pesados, com gra­ matura de até 300 g/m2. Ou­ tro atributo do produto é o

espectrofotômetro em linha, capaz de manter a estabilidade da cor durante todo o proces­ so de impressão, possibilitan­ do mais qualidade ao trabalho final. O equipamento atinge resolução de 2.400 × 2.400 dpi e velocidade de até 70 ppm no formato A4 . A área má­ xima de impre s s ão é de 323 × 480 mm. www.xerox.com

Metrics lança ferramenta para gerenciamento do Recopi

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Metrics Sistemas de Infor­ mação apresentou no final de fevereiro sua nova ferramen­ ta para automatizar e agilizar o envio das informações ne­ces­sá­ rias ao Recopi, programa cria­do pelo governo de São Paulo para controle da imunidade de impos­ tos na compra de papel destina­ do à produção de livros, jornais ou tabloides. Para conceder os be­ne­fí­cios, é exigido das empre­ sas cadastradas o envio eletrôni­ co de informações à autoridade fiscal, tais como demonstrativo de quantidade de pa­péis adqui­ ridos internamente, importados, remetidos para outras plantas ou efetivamente consumidos. Visando ajudar seus clien­tes a cumprir essa nova obrigação, a Metrics criou o módulo Recopi,

incluso em sua plataforma de gestão integrada. A ferramenta permite a extração automática de dados como saldo de pa­péis tributados ou imunes e itens re­ la­cio­na­dos ao processo produ­ tivo, como índice de re­sí­duos, perdas e volume transformado em produtos cobertos ou não pelo Recopi. As informações são transferi­ das eletronicamente para o site da Secretária da Fazenda e auto­ maticamente en­via­das ao Siste­ ma de Reconhecimento e Con­ trole de Operações com Papel Imune (Recopi). Isso elimina a necessidade de digitação de da­ dos e diminui as chances de er­ ros que po­de­riam comprometer a concessão dos be­ne­f í­cios. www.metrics.com.br VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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ESPECIAL Letânia Menezes

AGB Photo Library

A sacolinha plástica, vítima do próprio sucesso

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esenvolvidas no final dos anos 1950, as sacolinhas plásticas se espalharam rapidamente por todo o mundo. Uma das invenções mais práticas do nosso tempo, elas se tornaram vítimas do próprio sucesso. Nos primeiros anos deste século, com uma produção mun­dial que beira um trilhão de unidades por ano (estimativa da Environmental Pro­tec­tion Agency, dos Estados Unidos), as sacolinhas de po­lie­ti­le­no são encontradas em qualquer canto da natureza, nos mares e em terra. Descartadas sem o devido cuidado, são apontadas como vilãs do meio am­bien­te. Em 2002, a Irlanda foi um dos paí­ses pioneiros, e ainda um dos poucos, a promover

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a redução do uso das sacolinhas com a cria­ção do imposto de 22 centavos de euro por unidade. A queda do seu uso foi de 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolas alternativas, como as de papel e de outros materiais, é destinado a um fundo que promove a reciclagem de lixo e ini­cia­ti­vas ambientais. Em 2010, a capital americana, Washington, passou a cobrar uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada, e em apenas um mês foi registrada uma queda de 85% no uso. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia. Já na Califórnia, em agosto de 2010, os legisladores rejeitaram um projeto de lei que proibia o uso de sacolas plásticas em todo o estado.


Em São Paulo, o caminho escolhido foi diferente. Poder público e comércio decidiram banir as saco­ las de plástico, envolvendo a cidade numa batalha ju­di­cial. Em 18 de maio de 2011, o prefeito Gilberto Kassab sancionou a lei 15.374 para eliminar o uso de sacolas de plástico — não só as de supermer­ cado — de todo comércio até o final daquele ano. Em 29 de junho, o Tribunal de Justiça de São Pau­ lo suspendeu, em caráter liminar, a eficácia da lei a pedido do Sindicato da Indústria de Ma­te­rial Plás­ tico do Estado de São Paulo. Em 16 de novembro, decidiu manter a suspensão da lei. Mesmo assim, no dia 25 de janeiro deste ano os supermercados da capital paulista deixaram de for­ necer as sacolinhas. Os consumidores ficaram com a opção de pagar R$ 0,19 por uma sacola de plás­ tico bio­de­gra­dá­vel, comprar uma reutilizável por R$ 1,99 ou usar caixas de papelão. A campanha é liderada pela Apas (As­so­cia­ção dos Supermerca­ dos Paulistas), que em maio de 2011 firmou proto­ colo de intenções com o governador de São Pau­ lo, Geraldo Alckmin, para banir do Estado o uso das sacolas plásticas. Como houve uma intranqui­ lidade dos consumidores nos supermercados, no dia 3 de fevereiro deste ano, por ini­cia­ti­va do Mi­ nistério Público do Estado de São Paulo e do Pro­ con  SP, foi assinado um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Apas para que as sacolinhas voltassem a ser dis­tri­buí­ das durante 60 dias. Ficou proibido ter sacolinhas plásticas pagas, as chamadas biodegradáveis, e os supermercados devem disponibilizar, durante seis meses, sacolas retornáveis de 5 cm × 40 cm × 40 cm por no máximo R$ 0,59. Se não tiverem, devem fornecer outra pelo mesmo valor com qualidade e tamanhos su­pe­rio­res. No dia 3 de abril, quando terminou o prazo para os consumidores e as redes de supermercado de São Paulo se adaptarem ao acordo, o consumidor con­ti­nua­va dividido. Parte das pes­soas entrevista­ das pelos veí­cu­los de comunicação se mostrava in­ dignada com a decisão, enquanto outras apoiavam o fim das sacolinhas.

sacolas plásticas. “A ideia era que o consumidor fosse às compras munido de sua própria sacola, de pano, de lona ou de ma­te­rial reciclável”, explica. “Os super­ mercados estão refletindo uma demanda da so­cie­ da­de, cada vez mais atenta às questões ambientais”. Nessa briga de gigantes — as redes de supermerca­ dos e a indústria do plástico —, o consumidor e o ecomar­ke­ting parecem entrar apenas como coad­ju­ van­tes. “As sacolinhas plásticas têm sido penalizadas er­ro­nea­men­te”, afirma Alfredo Schmitt, presidente da As­s o­cia­ç ão Brasileira da Indústria de Embala­ gens Plásticas Flexíveis (­Abief). Para ele, “estão ten­ tando fazer a maior transferência de renda de um setor da economia para outro, sem que se ofereça nada em troca. Os consumidores pagam a conta e os supermercados vão ficar com os R$ 220 mi­lhões que gastam por ano nas sacolinhas plásticas”. A Apas diz estar alinhada com a Política Na­cio­ nal de Re­sí­duos Sólidos (PNRS), assinada pelo pre­ sidente Lula em 2010, que obriga a so­cie­da­de brasi­ leira a rever seus conceitos sobre a questão do lixo. Mas esclarece que “não houve uma proibição, e sim uma campanha que propõe a substituição das saco­ las descartáveis pelas reutilizáveis”. Para Sanzolo, “o foco da ação está no fim da cultura do descarte, e não na ‘demonização’ do plástico, que sem dúvida tem dado grande contribuição à vida moderna”. De qualquer forma, a disputa está nas ruas e são muitos embates. Além do TAC, no dia 9 de março o Conselho Na­cio­nal de Autorregulamentação Pu­ blicitária (Conar) anunciou sua condenação à cam­ panha da Apas. E apontou algumas das principais questões da polêmica, ao considerar incorreta a afirmação de que a sacolinha plástica é descartável, uma vez que já foi comprovado seu reúso.

João Sanzolo, diretor de sustentabilidade da Apas, conta que a campanha denominada “Vamos ti­ rar o planeta do sufoco” foi inspirada numa outra, lançada pela prefeitura de São Paulo em agosto de 2007, para que os paulistanos reduzissem o uso de

Antilhas

A polêmica

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Extrusa-Pack

Uma pesquisa Datafolha de maio de 2011, que aponta preferência de 84% dos consumidores pelas sacolas plásticas, mostra que 88% dos usuá­rios de sacolas plásticas costumam reutilizar essas embalagens, 7% descartam as sacolas e 6% dizem que mandam para reciclagem. Em questão que permitia múltiplas escolhas, os entrevistados que reutilizam as sacolas indicaram como finalidade do reúso o acon­di­cio­na­men­to de lixo (96%), o recolhimento de sujeira de animais (51%), a utilização para transportar outros objetos (66%), o uso para separar o lixo a ser levado para reciclagem (39%), para armazenar mantimentos (26%), guardar roupas (17%) ou a utilização como matéria-​­prima para con­fec­cio­nar outros produtos (4%). O Conar também não aceitou como correta a informação de que, ao banir a sacolinha, o problema do meio am­bien­te estaria resolvido. Há pesquisas que indicam o contrário. Estudos

Um estudo da Agência Am­bien­t al da Inglaterra, divulgado no primeiro semestre de 2011, indicou que as sacolinhas plásticas de supermercado causam menos danos ambientais que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez. A pesquisa explica que sacolas de papel, plástico resistente (polipropileno) e algodão consomem mais matéria-​­prima e energia para sua fabricação. Por isso, te­riam que ser reutilizadas 3, 11 ou 131 vezes, respectivamente, para causar menos danos ambientais que uma sacola plástica usada apenas uma vez. Os pesquisadores Chris Ed­wards e Jonna Meyhoff Fry acompanharam o ciclo de vida (extração da matéria-​­prima, manufatura, distribuição, uso, reú­so e descarte) de cada modelo. Em cada uma das etapas do ciclo de vida, foi contabilizada a quantidade de gases causadores do efeito estufa emitidos pelo consumo de energia na fabricação e no transporte das mer­ca­do­rias, além dos des­per­dí­cios de materiais durante o processo. Resultado: uma sacola plástica comum emite 1,5 kg 18 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

de gás carbônico e outros gases que con­tri­buem para o aquecimento global. O dado já considera que 40% desse tipo de sacola é reutilizado com frequência para acon­di­cio­nar o lixo em casa. Já o ciclo de vida das outras sacolas tem um impacto bem maior: papel (5,53 kg), plástico resistente (21,5 kg) e algodão (271,5 kg). Isso é o que explica a necessidade de tantos reú­sos para neutralizar a fabricação desses modelos, de acordo com a pesquisa. Enquanto a polêmica continua, os consumidores vão fazendo suas opções e se adaptando a novas formas de transportar suas compras. O grande pre­juí­zo fica com a indústria brasileira. Muitos em­ pre­sá­rios estão de­so­rien­ta­dos, sem saber o que fazer com suas máquinas e seus empregados. Procurados para falar sobre a si­tua­ção, alguns evitaram dar declarações, embora tenham comentado que “a si­tua­ção está muito ruim”. A indústria

Airo Campera, sócio pro­prie­t á­rio da ABC Embalagens, desabafou: “A si­tua­ção está terrível. Já demiti 15 fun­cio­ná­rios e tive uma queda de 70% na demanda só no mês de fevereiro”, conta ele, que fundou a empresa em São Bernardo do Campo (SP) há 41 anos. “Dá dor no coração demitir fun­cio­ná­ rio que está com você há 10, 15, 20 anos”. Sua empresa processava de 60 a 70 toneladas/mês e, em fevereiro, a produção caiu para 7 toneladas. “Já fui ver uma máquina para produzir a sacola reutilizável. Custa 300 mil reais”, diz ele. “Como não sei o que vai acontecer, vou aguardar”. Gisele Barbin, gerente co­mer­cial da Extrusa-​­Pack, uma importante fabricante de sacolinhas plásticas instalada em São Paulo, disse que a si­tua­ç ão ainda está indefinida. “É difícil opinar sobre o projeto dos supermercados”, diz ela. “É um item pro­mo­cio­ nal deles”. Barbin conta que, para enfrentar a proibição de sacolinhas plásticas, a empresa iniciou a produção das sacolas biodegradáveis, depois proibidas pelo TAC, e também sacolas retornáveis, utilizando os mesmos equipamentos. Ela prefere não revelar o per­cen­tual de queda na demanda das sacolinhas plásticas e não dá detalhes da unidade montada só para fazer sacolas retornáveis. Já a CBS Elos do Brasil, empresa com capacidade de 2.300 toneladas/mês com unidades fabris em São Paulo e no Rio de Janeiro, produziu alguns lotes de sacolas retornáveis e desistiu. “Não tenho preço para competir com as sacolas importadas da


A sacola plástica e suas versões

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Extrusa-Pack

á alguns anos vem crescendo o interesse de fabricantes de materiais plásticos em desenvolver alternativas “verdes” para a pro­ dução de filmes. Entretanto, apesar de atual­ men­te essas possibilidades ditas como susten­ táveis já estarem disponíveis, a lei nº 15.374 proí­be os fabricantes, distribuidores e estabele­ cimentos comerciais de inserir em sacolas plás­ ticas a rotulagem degradáveis, assim como as ter­mi­no­lo­gias oxidegradáveis, oxibiodegradáveis, fotodegradá­ veis, biodegradáveis e mensagens que indiquem suposta vanta­ gem ecológica de tais produtos. Conheça as diferenças entre os materiais hoje disponíveis.

Sacola plástica con­ven­cio­nal As sacolas plásticas convencionais dis­tri­buí­das em supermerca­ dos são feitas de po­lie­ti­le­no de alta densidade ( PEAD ), um polí­ mero sintético produzido a partir da rea­ção do etileno, gás pro­ve­ nien­te do nafta — matéria-​­prima ex­traí­da do petróleo. Possui boas pro­prie­da­des mecânicas, tais como resistência à tração, rasgo e perfuração, mesmo a baixas espessuras. Além de possuir todos os atributos técnicos ne­ces­sá­rios para a produção de sacolas, ele apresenta como vantagem o baixo custo. A sacola feita com PEAD pode ser reciclada ou reutilizada. Na maioria dos casos ela é reutilizada como saco de lixo, o que resulta na grande quantidade desse ma­te­rial depositada em aterros sa­ni­tá­rios e lixões.

Polímeros verdes Os polímeros verdes recebem essa denominação porque são pro­ duzidos a partir de ma­té­rias-​­primas de fontes renováveis. No Bra­ sil, a petroquímica Braskem já produz em larga escala os po­lie­ ti­le­nos de baixa e de alta densidade a partir da cana-de-​­açúcar. Esses materiais pos­suem as mesmas características de seus contratipos produzidos a partir do petróleo, apresentando como principal vantagem a utilização de matéria-​­prima pro­ve­nien­te de fonte renovável, porém não são biodegradáveis.

Polímeros biodegradáveis De acordo com a norma NBR 15448-1, polímeros biodegradáveis são aqueles que apresentam degradação por processos bio­ló­gi­ cos, sob ação de microrganismos, em condições naturais adequa­ das, cuja finalização aconteça em até 180 dias e os re­sí­duos finais não apresentem resquício de toxicidade ou possibilidade de da­ nos ao meio am­bien­te. As sacolas produzidas com esse polímero devem atender aos requisitos da norma NBR 15448-2: 2008. Os polímeros biodegradáveis podem ser produzidos a partir de fontes naturais renováveis, como milho, celulose, batata e ca­ na-de-​­açúcar, ou a partir do petróleo. Dentre os polímeros bio­ degradáveis, o que tem atraí­do mais atenção é o po­liá­ci­do lácti­ co ( PLA ), um po­liés­ter alifático sintetizado a partir do ácido lático obtido de fontes renováveis, como o amido de milho ou cana-de-​

­açúcar. Apresenta boas pro­prie­da­des mecâni­ cas, rigidez e transparência. Em condições nor­ mais de uso, o PLA é muito estável e mantém suas pro­prie­da­des durante anos. As sacolas de PLA se degradam rapidamente tanto em condi­ ções ae­ró­bi­cas quanto anae­ró­bi­cas de compos­ tagem. Por serem obtidas a partir de fontes re­ nováveis, causam menor impacto am­bien­tal por conta de sua origem e apresentam um balanço positivo de dió­xi­do de carbono ( CO² ) após a compostagem.

Polímeros oxibiodegradáveis Os polímeros oxibiodegradáveis utilizados na fabricação de sa­ colas são obtidos por meio do uso de um aditivo no processo de transformação do polímero con­ven­cio­nal. Ele acelera a degrada­ ção oxidativa do polímero na presença de luz e calor, reduzindo sua vida útil para 18 meses, aproximadamente. Essa tecnologia, conhecida por d2w e co­mer­cia­li­za­da no Bra­ sil pela Res Brasil, foi desenvolvida pela empresa britânica Sym­ phony Plastics. O aditivo não altera as pro­prie­da­des do políme­ ro antes de ini­ciar o processo de degradação. O polímero não é compostável, mas pode ser reciclado juntamente com outros polímeros convencionais pelo processo mecânico.

Sacolas retornáveis As sacolas retornáveis podem ser produzidas com materiais va­ria­ dos, como TNT, tecido, lona, ráfia, po­lie­ti­le­no de baixa densidade ( PEBD ), po­lie­ti­le­no de alta densidade ( PEAD ) e tecido de politeref­ talato de etileno ( PET ) reciclado. No geral são mais resistentes que as sacolas descartáveis e apresentam maior durabilidade. As sacolas con­fec­cio­na­das com materiais poliméricos são 100% recicláveis. Os be­ne­fí­cios para o meio am­bien­te ao se uti­ lizar estas sacolas se percebem em função do aumento do volu­ me de compras e frequência de utilização, quando comparadas às sacolas descartáveis. Muitos podem se questionar porque a lei sancionada pelo pre­ feito Gilberto Kassab e depois suspensa pelo TJ proíbe a distribui­ ção de sacolas plásticas descartáveis, mas permite a venda de sacolas retornáveis, que muitas vezes podem ser produzidas com o mesmo ma­te­rial ou provir da mesma matéria-​­prima. A justifica­ tiva está no ciclo de vida de cada uma: enquanto a sacola des­ cartável será em geral reutilizada em um curto espaço de tempo, por exemplo, como saco de lixo para pos­te­rior depósito em ater­ ro sanitário, a sacola retornável, apesar de ter o mesmo fim da opção descartável, terá um ciclo de vida maior, uma vez que será utilizada diversas vezes até seu descarte final. Giselen Cristina Pascotto Wittmann, engenheira de materiais, e Juliana Coelho de Almeida, tecnóloga gráfica. Ambas são professoras da Escola Senai Theobaldo De Nigris. VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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China, Viet­nã e Malásia. Não posso fazer um lote de 10 mil, o mínimo para meu equipamento é 30 mil”, comenta Eduar­do Diez, diretor da CBS Elos. “A China aceita o pedido de 10 mil a um preço mais barato que o meu e num prazo mais curto. Chega aqui em uma semana”. A CBS tem uma gama mui­ to grande de produtos, a maior parte em plástico, embora também fabrique em papel. “Não colo­ quei todos os ovos numa única cesta. Não depen­ do de um produto e de um clien­te”, explica Diez, que analisa a si­tua­ção das empresas dian­te da proi­ bição das sacolinhas de plástico: “Muitas pararam e precisam se reinventar. O mercado está com ofer­ ta maior do que a demanda. É preciso ‘roubar’ o clien­te e o único argumento é o preço”. O aumento da concorrência também foi cons­ tatado pela CRP Plásticos, com capacidade para 600 toneladas/mês. “As in­dús­t rias estão se re­di­ re­cio­nan­do para outros nichos”, constata Carlos Hugo, gerente in­dus­trial da empresa, que traba­ lha com extrusão de filmes e não atua diretamen­ te com as sacolinhas de plástico. “Mesmo assim, estamos sendo afetados. Se hoje temos 40 empre­ sas na concorrência, elas chegarão a 200 até o final deste ano. Desde o último trimestre do ano passa­ do sentimos que há uma migração para o merca­ do de embalagens laminadas e, em es­pe­cial, para o ter­moen­co­lhí­vel”, diz ele. “Aos olhos do consumi­ dor final parece uma medida positiva, mas o pro­ blema é em médio prazo. Há uma canibalização do mercado. Empresas de pequeno e médio por­ te que fabricam as sacolinhas vão deixar de existir. As grandes vão ­atuar em outros nichos”. A própria CRP já está se rees­tru­tu­r an­do para ­atuar nesse novo cenário de concorrência ainda mais acirrada. Adquirida pelo grupo espanhol Plas­ tigaur no final de 2011, está instalando novos equi­ pamentos para ter ganho de produtividade, entre os quais uma máquina alemã, a primeira do País. “Quan­do os novos concorrentes chegarem, já esta­ remos um passo à frente”, desafia Carlos Hugo. “Ago­ ra é um momento crítico de tomadas de decisões nas empresas que a­ tuam com as sacolinhas”. A Antilhas, uma das gigantes do setor de emba­ lagens em plástico e papel, com sede em São Paulo e fornecedora de 12 mil pontos de venda, diz es­ tar se preparando — e também a seus clien­tes — desde o primeiro semestre do ano passado para enfrentar o fim das sacolas plásticas. Embora não produza as sacolinhas usadas nos supermercados, 20 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

P

Outras cidades também se mobilizam

elo menos 23 cidades brasileiras, em 17 es­ tados, já contam com legislação para res­ tringir o uso das sacolinhas plásticas. No Rio de Janeiro foi aprovada lei es­ta­dual em julho de 2010 determinando que os estabelecimen­ tos devem promover a coleta e substituição das sacolas plásticas (os ca­rio­cas as chamam de “sacos”) no prazo de um ano para empre­ sas de médio e grande porte, dois anos para pequenas empresas e três anos para mi­croem­ pre­sas. Os supermercados não retiraram as sa­ colas de circulação, mas ofereceram o descon­ to de R$ 0,03 a cada cinco itens comprados aos consumidores que não usassem os sacos. Mes­ mo assim, a Confederação Na­cio­nal de Comér­ cio de Bens, Serviços e Turismo e a Federação do Comércio do Rio de Janeiro entraram na justiça contra a nova legislação. Em Americana, in­te­rior de São Paulo, a lei municipal de junho de 2010 que proí­be saco­ las plásticas em geral está sendo cumprida. O comércio utiliza embalagens de papel e sa­ colas reutilizáveis. Já em Belo Horizonte, onde entrou em vigor em abril de 2011 uma lei proi­ bindo o uso de sacolas plásticas, a restrição se limita aos supermercados. É frequente o co­ mércio con­ti­nuar usando as sacolas de plás­ tico. Porto Alegre aprovou uma lei em janeiro de 2011 que obriga os supermercados a tro­ car sacolas plásticas por biodegradáveis, mas o prazo de implantação é de um ano. Sem qualquer lei, a cidade de Jun­diaí, a 58 quilômetros de São Paulo, implantou a proi­ bição das sacolinhas plásticas a partir de um acordo, selado em agosto de 2010, entre Apas, prefeitura e comércio. O sucesso da ini­cia­ti­va é propagado pela Apas, que elegeu a cidade para implantar o projeto-​­piloto da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”. A entidade encomendou pesquisa ao Ibope, rea­li­za­da um ano após o início da mudança, na qual 77% dos entrevistados são favoráveis à não utili­ zação de sacolas descartáveis nos supermer­ cados e 73% não concordam com o retorno das sacolas descartáveis.


O ciclo de vida

Na opi­nião de Claudia Sia, a proibição das sacoli­ nhas de plástico “foi um caminho simplório” para tratar de questões complexas de sustentabilidade. Ela considera necessário analisar o ciclo de vida de cada produto para determinar seu impacto am­bien­ tal: “O papel consome mais da natureza no início de seu ciclo de vida, e o plástico consome mais no final. A grande discussão é saber qual é o mais sus­ tentável”. Para ela, “a lei não olhou para essas ques­ tões. Só olhou para a proibição do plástico”. Eduar­ do Diez, da CBS Elos do Brasil, concorda. “O que se vê hoje é muito barulho por uma preo­cu­pa­ção súbi­ ta com o meio am­bien­te. Há interesses econômicos envolvidos e muita gente levando vantagem com o discurso am­bien­tal”, diz ele. “O plástico é um ma­te­ rial reciclável e não é o vilão. Então vamos proibir o automóvel? Se não educar, não adian­ta. Qualquer ma­te­rial tem que ter descarte correto”. Airo Campera, da ABC Embalagens, também acha que o meio am­bien­te é um argumento usa­ do de forma indevida. “Que­rem proibir a sacolinha plástica para os supermercados economizarem”, diz ele. “Qua­se tudo o que se compra está emba­ lado em plástico, até mesmo o pão. E tem mais: o copo de plástico, o prato de plástico, os talheres, o azeite, o vinagre. E só a sacolinha polui?”. Car­ los Hugo, da CRP Plásticos, acha que se criou uma oportunidade para as redes de supermercados re­ duzirem seus custos com embalagem e ainda ter um selo verde para seu mar­ke­ting. “O Estado não está suprindo a necessidade de educação. Afinal, a sacolinha não vai sozinha para o bueiro. Há ne­ cessidade de um esforço para implantação da po­ lítica de tratamento de re­sí­duos sólidos, que está a passo de tartaruga”.

AGB Photo Library

a empresa fornece para muitos de seus clien­tes sacolas de plástico, que também estão proibidas. “Quan­do uma grande rede, como a Pernambuca­ nas ou a Renner, fizer um movimento para essa mudança, tenho condições de absorver com fa­ cilidade”, explica Claudia Sia, gerente de mar­ke­ ting e planejamento da Antilhas. “Em 2011, inves­ timos quase US$ 10 mi­lhões em novas máquinas para impressão e produção de embalagens de pa­ pel. Neste ano, vamos adquirir nove máquinas para fazer o acabamento”. Ela revela que o objetivo da empresa, que atual­men­te processa 3,6 milhões de toneladas/ano, é dobrar de tamanho até 2015.

Os números

Nesta disputa com indiscutíveis interesses econô­ micos, é difícil encontrar números de cada uma das partes que sejam equivalentes. A Apas informa que o País produz anual­men­te 21,5 bilhões de sacolas, sendo 6,6 bilhões somente no Estado de São Pau­ lo. Já o presidente da Abief, Alfredo Schmitt, garan­ te que a produção no País é bem menor, de 12,9 bi­ lhões de unidades, sendo que o Estado de São Paulo consome 5,2 bilhões. Segundo Schmitt, houve uma queda de 28% no consumo desde 2007, quando eram produzidas 18 bilhões de sacolinhas. A redução é resultado de quatro anos da campanha da Plastivida, Abief e Ins­ tituto Na­cio­nal do Plástico (INP) pela educação do consumidor com o Programa de Qua­li­da­de e Con­ sumo Responsável de Sacolas Plásticas. Também há o incentivo ao uso de sacolas plásticas certificadas, fabricadas dentro da norma ABNT 14 e identificadas com o Selo de Qua­li­da­de ­Abief-INP, que garante sua capacidade de suportar 6 quilos e de reú­so. Dian­te da polêmica e da falta de dados conclu­ sivos, fica a indagação: banir as sacolinhas de plás­ tico é um caminho ou uma falta de visão sistêmica? Os que condenam as sacolinhas dizem que elas le­ vam um século para se decompor, entopem buei­ ros e sufocam animais marinhos. Os defensores da sacolinha argumentam que basta entrar num su­ permercado e procurar em suas gôndolas algo que não use o plástico e se perguntam o motivo de elas terem sido escolhidas como vilãs. Justamente elas, tão leves, hi­giê­ni­cas e práticas. VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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A disputa pelo Grand Prix da Indústria Gráfica já começou.

Faça o download do regulamento no site:

www.fernandopini.org.br

Realização:

Apoio Institucional:


GESTÃO

José Pires de Araujo Júnior

Venda valor e não preço

A

estratégia de venda mais adotada no mercado gráfico é oferecer preços menores do que os praticados pela concorrência. Essa postura tem sua validade, mas sacrifica muito a empresa como um todo, além de não se manter como vantagem competitiva por muito tempo. A competição por preço é muito utilizada para tomada de market share ou para empresas que estão entrando no mercado, porém é fundamental que essa estratégia seja trocada depois que a empresa estiver po­si­cio­na­da. Para a utilização da estratégia de preço baixo, deve haver na empresa um foco muito grande nos controles de des­per­dí­cios por toda a fábrica e nos custos de insumos e matéria-​­prima. Contudo, é importante lembrar que quem se concentra em preço baixo atrairá clien­tes que só se preo­cu­pam com o custo de aquisição e não será fácil conquistá-​­los. Definição de valor

Para definirmos valor é necessário entender o que é satisfação. Para o economista e es­pe­cia­lis­t a em

mar­ke­ting Philip Kotler, satisfação é a sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação do desempenho percebido de um produto em relação às expectativas do comprador; portanto, valor é uma percepção do clien­te. O quadro abaixo mostra como se dá a formulação do valor para o clien­te. Porém, os clien­tes não chegam a expressar nem 10% do que real­men­te querem. Cabe à empresa entender essas necessidades e transformá-​­las em uma vantagem competitiva. Portanto, o valor não é visível nem tangível, pois se trata de uma percepção do clien­te, algo que deve ser entendido e percebido pelas empresas para poderem atender os clien­tes na essência das suas necessidades. A formação do valor é desenvolvida dentro da empresa. De acordo com Mi­chael Porter, autor de diversos livros sobre es­tra­té­gias de competitividade, a formação do valor da empresa obedece a ordem apresentada no quadro da página ao lado. O quadro nos mostra dois grandes grupos de atividades desenvolvidas pela empresa: as atividades de apoio e as atividades pri­má­rias, que somadas

Determinantes do Valor Entregue ao Cliente Valor da imagem Valor do pessoal Valor dos serviços

Valor total para o cliente

Valor do produto Valor entregue ao cliente

Custo monetário Custo de tempo Custo de energia física Custo psíquico Kotler (2000): Mar­ke­ting para o século XXI

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Custo total para o cliente


Formação do valor na empresa, segundo Porter Infraestrutura da empresa Gerência de recursos humanos

Atividades de Apoio

Desenvolvimento de tecnologia

Margem

Aquisição

Atividades Primárias

Logística interna

Operações

pro­por­cio­nam o lucro através do atendimento às necessidades dos clien­t es de um determinado segmento de mercado. O valor é hoje o centro do planejamento de mar­ke­ting e de vendas, uma vez que o clien­te só irá manter um re­la­cio­na­men­to co­mer­cial com a em­ presa que oferecer o maior pacote de valor que ele poderá perceber como importante. Para que isso aconteça, é necessário desenvol­ ver uma proposição de valor ouvindo os clien­tes e entendendo o que eles real­men­te consideram im­ portante. É preciso identificar prováveis possibilida­ des de negócio, oferecendo serviços que venham a so­lu­cio­nar problemas dos clien­tes que eles nem imaginam que possam ser equacionados de outra forma. A cria­ção de valor é feita ouvindo o clien­ te, suas necessidades e desejos. Com isso é possí­ vel com­preen­der o que ele real­men­te precisa e che­ gar naquilo que você pode oferecer para resolver o problema. Desta forma cria-se um vínculo que faz com que o clien­te procure a gráfica toda vez que tiver um problema para ser resolvido. Esse modelo traz vantagens significativas para as empresas que o adotam, entre elas o benefício sustentável de o clien­te procurar a gráfica em bus­ ca de soluções, e não apenas dos menores preços. Mas não podemos descartar que ainda existirá a disputa por um preço menor. Isso é uma rea­li­da­de. Talvez alguns clien­tes não consigam ou não quei­ ram entender as vantagens de terem seus problemas

Logística externa

Marketing e Logística de Vendas serviço

resolvidos de maneira mais efetiva, con­ti­nuan­do a buscar preço no mercado. A mudança de um conceito estratégico para ou­ tro não é das decisões mais fáceis para um execu­ tivo da área gráfica ou de qualquer outra área, mas é necessário que haja coragem e força de vontade para mudar e buscar novos espaços. O pior que podemos fazer é não acreditar que pode haver novas saí­das para um mercado que a cada dia traz um novo desafio e coloca em cheque tudo que fazemos há tanto tempo. Ser empresário no Brasil é difícil, ser empresá­ rio gráfico é complicado. Temos de nos adequar às novas tec­no­lo­gias e mí­dias, mas ainda temos uma importância fundamental para a so­cie­da­de brasileira, que é preciso ser lembrada. O Brasil está passando por um momento impor­ tantíssimo, no qual o aumento da classe C é mui­ to expressivo. Esse contingente está consumindo mais, estudando mais e as gráficas precisam fazer parte desse crescimento. Mas para isso é necessá­ rio adaptar-se a esse novo cenário. Hoje se torna fundamental enxergar as necessidades dos nossos clien­tes e dos clien­tes deles para adequar as solu­ ções a um nicho de mercado específico, que traga mais resultados financeiros para a gráfica. José Pires de Araujo Júnior é professor de

graduação e pós-​­graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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GESTAO AMBIENTAL

Vivian de Oliveira Preto

ZéCar. Design brasileiro e preocupação ambiental

D

urante os últimos seis anos tenho fre­ quentado palestras e exposições de tra­ balhos de designers renomados com o in­ tuito de agregar repertório e de mostrar para os meus alunos a importância de um projeto bem elaborado, com conceito e planejamento de produção bem de­li­nea­dos. De todas as palestras e exposições a que assisti, a que mais me impres­ sionou foi a do designer e escultor Chico Bicalho, no evento Boom SP – Design. O trabalho desse designer tem uma preo­cu­pa­ ção am­bien­tal perene em todas as etapas do pro­ cesso. O conceito do produto passa uma imagem positiva de baixo impacto am­bien­tal para crian­ças e adultos. A produção do ma­te­rial e da embalagem é planejada para ser ecologicamente correta e uma porcentagem do

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lucro da venda é revertida para projetos de reflo­ restamento. Uma cadeia produtiva perfeitamente focada no meio am­bien­te. Chico Bicalho é um designer conhecido mun­ dial­men­te pelos seus projetos de “brinquedos de corda”, que com o tempo se tornaram itens de co­ le­cio­na­dor. A sua história pro­f is­sio­nal teve início em Nova York, em uma loja de sobras industriais do pós-​­guerra, onde ele passou a utilizar os moto­ res amon­toa­dos para fazer brinquedos. No início de carreira ele chegou a fazer 150 peças por dia, montadas à mão. Hoje uma empresa chinesa pro­ duz os brinquedos em escala in­dus­trial. Suas pe­ ças são dis­tri­buí­das em vá­rios lugares do mundo, entre eles o museu Guggenheim. Todos os brinquedos fabricados por Bicalho são à corda e isso já reflete sua preo­cu­pa­ção


com o meio am­bien­te. “Detestaria saber que milha­ res de pilhas se­riam usadas e descartadas para dar movimento a esses brinquedos. As engrenagens e mecanismos são para mim como órgãos em movi­ mento e o fato de que a corda dura um tempo limi­ tado é importante. À pilha, eles per­de­riam a graça rápido, porque se­riam muito ‘automáticos’. Movidos à corda, eles forçam a atenção e a participação ativa das pes­soas, porque a duração é limitada, ela aca­ ba aos poucos, como uma ‘vidinha’ curta, e a gen­ te tem que interagir para que haja movimento de novo. Quan­do alguém dá corda, de uma maneira, dá vida a esses bichos, e, de uma certa forma, todo brin­ quedo de corda é um encantamento nesse sentido” (Chico Bicalho, palestra Boom Design – SP). Além do conceito do brinquedo, o artista par­ ticipa também da cria­ção das embalagens para os seus produtos. No início, eles eram vendidos em sa­ cos de papel azul, com o nome do brinquedo em letras grandes. O problema era que em certas cir­ cuns­tân­cias o produto não vendia, uma vez que não se sabia do que se tratava. A embalagem escondia o produto e as pes­soas acabavam não se interessando. E quem comprava jogava a embalagem fora porque ela não tinha nenhum valor agregado. Após alguns estudos o designer chegou à con­ clusão de que uma embalagem transparente seria a melhor solução para a revenda em lojas e museus. As pes­soas vi­sua­li­z a­riam o produto e fi­ca­riam cu­ rio­sas para ver como o brinquedo fun­cio­na. Além disso, o produto é co­le­cio­ná­vel, e para este públi­ co é importante ter embalagens duráveis, práticas

e que permitam a vi­sua­li­z a­ção. A ideia é que a em­ balagem interfira pouco no produto e permita a vi­sua­li­z a­ção do brinquedo exposto. O ma­te­rial es­ colhido na época foi o PVC, que, com o tempo, foi trocado pelo PET. Em 1996, o designer se envolveu em um proje­ to de reflorestamento com um grupo de amigos na tentativa de recuperar uma área devastada da Mata Atlântica. Foram muitas ações para an­ga­riar fundos para o projeto e uma delas foi a cria­ção de um brinquedo chamado ZéCar. O objetivo é que os ro­yal­ties sejam 100% revertidos para o projeto Mil Folhas, que envolveu a comunidade de Petró­ polis, alunos de escolas públicas e pes­soas de ou­ tras partes do mundo. Hoje a área está recupera­ da e o projeto está se preparando para ­criar um banco genético de bro­mé­lias. O projeto rendeu um ma­nual de reflorestamento para pes­soas lei­ gas que pode ser baixado gratuitamente do site www.projetomilfolhas.com. O case do ZéCar serve como referência para todos no mercado. É uma demonstração de que é possível ­aliar conceito ecologicamente correto, pro­ cesso de produção e lucratividade. Em 2011 a fabri­ cante dos brinquedos Kik­ker­land solicitou a alunos participantes do World­skills (competição in­ter­na­ cio­nal de formação pro­f is­sio­nal) que fizessem novas propostas para a embalagem do brinquedo. Vivian de Oliveira Preto é professora de Design

Gráfico e coordenadora de formação continuada da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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A Label Expo Europe acontece em Bruxelas, em frente à imponente estrutura Atomium, que se tornou o marco mais conhecido da cidade.

Escrito no rótulo

A cada dois anos é realizada a Label Expo na Europa, dando ao público uma visão geral de um interessante mercado. Neste artigo, destaque total para as novidades em impressão digital.

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VOL. II  2012

O

mundo das etiquetas e embalagens engloba vá­rias ­­áreas, mas o que mais tem nos interessado ao longo dos últimos anos tem sido o crescimen­ to da tecnologia digital no setor. Os principais fornecedores há anos são a HP Indi­ go e a Xeikon, porém há cerca de dois anos tive­ mos a oportunidade de ver uma série de novos for­ necedores entrarem nesse espaço e essa tendência continuou na Label Expo Europe 2011 (rea­li­za­da em Bruxelas, de 28 de setembro a 1º‒ de outubro). Um dos temas principais do evento foi a inte­ gração das linhas de conversão com a impressão digital. A EFI, por exemplo, aproveitou a oca­sião para lançar sua nova impressora Je­trion 4900, que inclui recorte eletrônico, além da impressão. Es­sen­ cial­men­te, ela usa o mesmo mecanismo de impres­ são da Je­trion 4830, com as mesmas tintas CMYK ,

mais tinta branca, dis­tri­buí­das por cabeçotes Xaar 1001 e com impressão em uma única passada. Ela tem uma largura de bobina maior, igual à largura de impressão, de 210 mm. Jason Oliver, diretor sê­ nior de vendas mundiais da EFI Je­trion, diz que isso dá mais flexibilidade no futuro. A unidade de aca­ bamento oferece recorte eletrônico a laser, usan­ do uma dupla de lasers de alta potência da empre­ sa SEI Laser Converting. Ela também inclui a divisão de bobinas em bobinas estreitas e remoção de es­ queleto. O equipamento fun­cio­na com os subs­ tratos padrão de flexografia, bem como uma vasta possibilidade de pa­péis, tiras e filmes. A HP apresentou duas novas impressoras da fa­ mília Indigo. A de maior destaque é a WS6600, que vem com uma nova unidade em linha de aplicação de primer. Ela utiliza um novo primer desenvolvido es­pe­cial­men­te pela Michelman. Esse tratamento


A EFI adicionou o recorte eletrônico a laser, em linha, à sua impressora jato de tinta Jetrion 4900.

permitirá que os clien­tes utilizem o mesmo substrato em suas impressoras analógicas e Indigo, sem a necessidade de preparo do ma­te­rial, suprindo uma das grandes desvantagens da plataforma Indigo. A impressora roda a uma velocidade de 40 metros por minuto. A HP divulgou o clien­te St-​­Luc Labels & ­Packaging, de Nazareth, na Bélgica, como sendo o primeiro a possuir uma WS6600. Há também um novo modelo, o mais básico, WS4600, que pode executar trabalhos em cores a uma velocidade de 21 metros por minuto, além de uma nova tinta invisível, rea­ti­va a luz UV, concebida para satisfazer as necessidades de impressos de segurança, principalmente para o mercado far­ma­cêu­ti­co. A HP tem ainda um novo DFE (digital front end), computador da EskoArtwork que recebe, processa e ripa os arquivos, o qual terá desempenho na saí­ da 20% su­pe­rior aos atuais DFE s. Fica claro, quando se fala com usuá­rios finais, que a integração com o fluxo de trabalho EskoArtwork, incluindo o novo Au­to­ma­tion Engine, é um ponto forte na hora de vender o conjunto. É importante notar que o servidor de impressão de embalagens também se integra com os sistemas de gestão de informação Cerm da Heidelberg e Tailored So­lu­tions LabelTraxx. A HP também melhorou o uso da opção de tinta branca, de modo que agora é possível entintar uma camada de branco su­f i­cien­te­men­te opaco em uma única impressão. Chris Morgan, vice-​­presidente sê­nior da divisão de soluções gráficas da HP, afirmou que a área de rótulos e embalagens foi a de maior crescimento da

Indigo. A AB Graphics demonstrou sua Digicon Série 2, em linha com uma impressora WS6000 e com uma nova opção de acabamento duplo para que os clien­tes possam facilmente alternar entre diferentes tipos de acabamento em trabalhos de prazo muito curto. Por sua vez, a HP informou que as impressoras de etiquetas Indigo podem trabalhar com o novo sistema off-​­line da Gallus. A Spartanics mostrou uma nova impressora muito interessante em seu estande, resultado de uma parceria com a empresa es­pe­cia­lis­ta em tinta INX In­ter­na­tio­nal. A NW140 , impressora digital a bobina, de banda estreita e base UV, usa cabeçotes Xaar 1001 dispostos em sete unidades de impressão, sendo a primeira uma unidade de pré-​­revestimento, possibilitando aos clien­tes o uso de praticamente qualquer substrato que pos­suam. Essa é seguida pela unidade do branco, cia­no, magenta, amarelo, preto e, finalmente, o revestimento de um verniz. Existem pequenas lâmpadas de secagem depois das estações de revestimento e do branco, para a cura par­cial, que fixa as cores de processo, e também antes da aplicação de verniz, com cura total por LED após as estações de impressão. O equipamento também possui um sistema totalmente integrado de unidade de recorte a laser Spartanics X140. Thomas O’Hara, presidente da Spartanics, explicou: “Nós integramos todos os sistemas de modo que, se você tiver um arquivo de Illustrator, é só fazer o down­load e ele cria a linha da faca, em conjunto com o arquivo ripado para a impressão”. Ele acrescentou: “Desenvolvemos nosso VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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A Spartanics demonstrou uma impressora digital de etiquetas, baseada em cabeças da Xaar 1001, que incorpora o recorte eletrônico a laser.

próprio soft­ware para impressão e recorte. Isso de­ termina como o laser fun­cio­na em termos de po­ tência e velocidade, para evitar que este queime as bordas e para dar um corte bem fino”. A Sparta­ nics já tem reputação comprovada nesse mercado pelos sistemas de recortes a laser de alta potência que oferece. A impressora tem uma largura de bo­ bina de 160 mm e largura de impressão de 140 mm, mas O’Hara diz que eles estão trabalhando com a Xaar para aumentar a largura em uma possível ver­ são futura. Sem contar os cabeçotes de impressão e os LEDs, a Spartanics fabricou todos os componen­ tes da impressora, o que tem ajudado a manter o custo baixo, cerca de 280 mil euros, uma estratégia que tem ob­via­men­te im­pres­sio­na­do seus clien­tes, uma vez que, apesar de a Label Expo ter sido a pri­ meira demonstração pública dessa máquina, eles já ha­viam vendido quatro delas no terceiro dia. Uma série de empresas mostrou soluções ba­sea­ das na Memjet. Acreditamos que a Memjet tem a capacidade de real­men­te abalar o setor de impres­ são, pois ela promete boa qualidade de impressão com velocidades ex­cep­cio­nal­men­te elevadas e a custos bastante baixos. Es­sen­cial­men­te, a Memjet desenvolveu um cabeçote de impressão muito rá­ pido, de passada única, com uma largura de im­ pressão de 220 mm. Ele tem uma vida útil limitada, mas é barato o su­f i­cien­te para ser vendido como um item de consumo. Possui cinco cabeças (cin­ co cores), com a empresa fornecendo um conjun­ to de tintas à base de água, CMYKK . A resolução é de 1.600 × 1.600 dpi a uma velocidade de nove me­ tros por minutos, ou 1.600 × 800 dpi a 18 metros por minuto. A tecnologia Memjet já está presen­ te em vá­rias impressoras de etiquetas de mesa, in­ cluindo a Rapid X1 e a X2, vendidas pela Im­pres­sion Technology Europe, e a Speeds­tar 3000, da empresa húngara Own-X. A divisão de grandes formatos da 32 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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Memjet também desenvolveu um módulo de im­ pressão, utilizando-se de uma matriz de cinco ca­ beças, combinadas com canais de tinta e um siste­ ma de controle. Vimos isso na prática, em setembro, quando a Xanté lançou uma impressora de gran­ de formato, a 4200, na GraphExpo. A Own-X apro­ veitou a Label Expo para lançar outra impressora de grande formato usando o módulo Memjet, a Wide­Star 2000. Assim como outros dispositivos que pos­suem cabeçotes da Memjet, esse tem um con­ junto de tintas aquosas CMYKK e imprime a uma velocidade de 30,5 cm por segundo. A Allen Datagraph apresentou um sistema de acabamento de mesa, o iTech Centra HS , que deve ser até quatro vezes mais rápido que o sistema Cen­ tra ­atual. Ele usa lâminas de faca de baixo custo para cortar as etiquetas e pode lidar com qualquer for­ mato e tamanho com até 356 mm de largura, pas­ sando direto de um projeto para outro sem a ne­ cessidade de fazer facas. Ele roda a partir de um arquivo ve­to­rial, como os produzidos pelo Illus­ trator, e usa marcas de registro para compensar problemas de distorção ou de escala. A Allen Datagraph também mostrou um siste­ ma de impressão e conversão abrangente, chama­ do de iTech AXXIS SR Digital Label System. A em­ presa distribuiu nos últimos dois anos um pacote composto de um sistema de impressão de mesa e unidades de acabamento de rótulo. O novo sistema combina tudo isso em uma só unidade, com uma Epson B-​­500DN como mecanismo de impressão jato de tinta que pode imprimir rolos de até 216 mm de largura e com até 720 dpi de resolução, mais a capacidade de laminar e cortar digitalmente a ma­ triz de rótulos, junto com a remoção do esqueleto, para diminuir re­sí­duos. A Xeikon mostrou uma tecnologia muito in­ teressante, chamada VariLane, que se baseia em


poderosas ferramentas de imposição no seu DFE (digital front end). Es­sen­cial­men­te, isso permite que os usuá­rios reú­nam diferentes trabalhos em conjunto em toda a largura da bobina, independentemente do tamanho desses trabalhos. Isso pode po­ten­cial­ men­te economizar substrato, reduzindo des­per­dí­ cios. O programa vai ser oferecido como um plugin para a DFE X800. A empresa também ampliou a gama de substratos para suas impressoras de eti­ quetas Série 3000. No evento, ela demonstrou o substrato (de po­lie­ti­le­no) Cast PE , da MACtac, e também pode agora imprimir um substrato bio­de­ gra­dá­vel da Fasson. A Xeikon atribuiu essa maior fle­ xibilidade no substrato ao toner QA‑I, apresentado na Ipex do ano passado. A Durst exibiu sua impressora Tau 150, junta­ mente com algumas im­pres­sio­nan­tes amostras de etiquetas. Ela está disponível tanto na versão quatro cores quanto na colorida de oito, e é possível adi­ cio­nar cores extras para a versão CMYK . Por exem­ plo, acrescentando laranja e vio­le­ta, é possível repro­ duzir até 95% das cores Pantone. Pode-se também adi­cio­nar um branco mais verniz. A qualidade de impressão é excelente, mesmo com texto de corpo

quatro e com efeitos metálicos. A máquina roda a uma velocidade de 48 metros por minuto, usando os cabeçotes de impressão da Xaar 1001. Ela utili­ za LEDs para a cura entre a tinta branca e as outras cores, e novamente antes de passar o verniz, mas a cura principal é feita por lâmpadas UV. Ra­fael Carbo­ nell, diretor-​­geral da Durst (Espanha), explica: “Acre­ ditamos que o LED não é bom o su­f i­cien­te para a cura final. Se você quer curar a uma velocidade de 48 metros por minuto, então o LED não é su­f i­cien­ te­men­te potente. Você tem de colocar muitos ini­ cia­do­res na tinta, o que acarreta o risco de blo­queio dos bicos. É preciso encontrar o equilíbrio entre a velocidade e a potência do UV ”. Além disso, a Durst vende uma unidade de acabamento dedicada, a Ro­ toworx 330, que também está disponível em uma va­ria­ção para aplicação de verniz digital, que pode produzir texturas va­rian­do a cada rótulo. A CSAT, recentemente adquirida pela Heidel­ berg, exibiu seu sistema iTS600. O sistema utiliza tintas UV Agfa combinadas com cura LED e é re­ frigerado por água. Tem uma largura de impres­ são de até 420 mm e é capaz de imprimir na maio­ ria dos substratos comuns de rótulos, incluindo

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papel, filmes e plásticos. A resolução é de 600 dpi e a velocidade de 48 metros por minuto. A im­ pressora pode ser usada como um sistema autô­ nomo, conectada diretamente a uma unidade de acabamento, mas também pode ser integrada a uma linha já existente. A Heidelberg demonstrou o seu Linoprint Dri­ veline B no estande da Gallus. O equipamento tam­ bém usa tinta UV e vai trabalhar com substratos sen­ síveis, tais como materiais compostos e embalagem blister (como em embalagens de comprimidos). Ele roda a uma velocidade de 24 metros por minuto com bobinas de larguras de até 340 mm. A Epson exibiu sua impressora de etiquetas Sure­ Press, que foi ofi­cial­men­te lançada na Ipex no ano passado. Ela utiliza tintas de base aquosa e oferece alta qualidade de impressão, mas, sendo uma im­ pressora de múltiplas passadas, não tem a produ­ tividade das outras jato de tinta (passada única). No entanto, a Epson encontrou um interessante nicho para ela na produção de pequenas tiragens de alta qualidade, bem como provas e protótipos. A GM também apresentou uma pequena unidade de acabamento no estande da Epson. A Domino exibiu sua N600i, que vimos pela pri­ meira vez na Ipex no ano passado. Este ainda é um produto em desenvolvimento, como disse o geren­ te de produtos Jon Pritchard: “Tivemos muito traba­ lho para nos certificarmos de que podemos atingir os padrões internacionais de cor”. A Domino tam­ bém trabalhou para integrar o fluxo de trabalho da EskoArtwork. Pritchard afirmou: “Pensamos que o alvo será o mercado de flexo. O ponto de cruza­ mento de custos com a flexo é de 80 a 100.000 ró­ tulos. Imagino que os clien­tes terão uma flexo e uma dessas ao lado, ge­ren­cia­das pelo mesmo fluxo de trabalho da EskoArtwork. Estamos tentando fazer uma transição simples para os clien­tes”. A impres­ sora deve produzir impressão de boa qualidade a uma velocidade de 50 metros por minuto, embo­ ra possa rodar em até 75 metros por minuto, com uma bobina de 333 mm. A japonesa Shiki levou para a feira um dispo­ sitivo com um novo conceito, o PicoJet, que deve estar disponível em 2012. É um dispositivo de qua­ tro cores com cabeças de impressão Kyocera e tin­ tas com cura de LED UV. A impressora roda a uma velocidade de 50 metros por minuto, com largu­ ra de 216 mm e resolução de 600 dpi. A máquina é bem pequena e, apesar de ser uma unidade au­ tônoma, deve também ser possível desenvolver uma versão em linha. A Kodak exibiu sua tecnologia traceless para apli­ cações de segurança. O sistema foi desenvolvido 34 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

A empresa japonesa Shiki mostrou o protótipo de impressora jato de tinta que possui uma velocidade impressionante de 50 metros por minuto, apesar de seu tamanho relativamente pequeno.

pela CreoS­ci­tex, mas a Kodak aprimorou significati­ vamente o original. Trata-se es­sen­cial­men­te de um pó muito fino, contendo agentes de identificação, que pode ser misturado com tintas ou outros ma­ teriais, como plásticos. O resultado é que um códi­ go pode ser encaixado em um elemento de rótulo ou na embalagem e só pode ser lido com um lei­ tor es­pe­cial, o que torna difícil para os falsificadores reproduzirem tal código. Nesta matéria só cobrimos os sistemas puramen­ te digitais que foram concentrados em um único galpão. No entanto, muitos dos sistemas conven­ cionais também fornecem soluções para impres­ são digital, através de opções em linha ou disposi­ tivos de conversão projetados para serem usados com uma impressora digital. Então, fica claro que não só há mais soluções digitais como o conceito de etiquetas digitais está agora muito mais disse­ minado, comparando-se ao que foi visto na edição passada da Label Expo. Principalmente porque o se­ tor de rótulos está enfrentando a mesma pressão de diminuição de prazos que o resto da indústria de impressão já sentiu. Mas a diferença desse seg­ mento é que muitos desses sistemas digitais estão sendo incorporados pelos fabricantes aos sistemas convencionais, visando à integração no am­bien­te de produção de embalagem e rotulagem. Tradução autorizada do boletim Spindrift,

publicação produzida pela Digital Doots, empresa de consultoria na área gráfica, publicado em outubro de 2011.


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VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Normalização

O uso de XML para controle de processos em tecnologia gráfica

Bruno Mortara

O

uso do código XML se disseminou a partir dos anos 2000, es­p e­cial­ men­t e em troca de dados entre sistemas de informação. Os da­ dos assim codificados não são fa­ cilmente legíveis, apesar de estarem sob a forma de texto. O uso de vá­rios símbolos juntamente com os textos (com codificação Unicode para poder ser representada em muitos idio­mas) e endenta­ ção (uso de re­cuos) abundante dificulta a leitura humana. Na rea­li­da­de, o maior uso destes arqui­ vos é para troca de informações entre sistemas e programas de informática.

Histórico XML é a sigla de Extensible Markup Language e é

uma linguagem de marcação que define um con­ junto de regras para a codificação de documentos em um formato que é tanto legível por humanos quanto por máquinas. Foi definido na especificação XML 1.01, produzida pelo W3C — consórcio in­ter­ na­cio­nal que define regras para a Internet —, como especificação aberta e disponível gratuitamente. O desenvolvimento desse padrão visou à simpli­ cidade, generalidade e usabilidade através da inter­ net. Existem em muitos sistemas operacionais lingua­ gens e aplicativos de leitura de XML , os chamados APIs (Ap­pli­ca­tion Program Interfaces), cuja função é possibilitar a importação, exportação ou manipu­ lação de dados ou representações de imagens em XML . A aceitação do formato foi tão grande que a partir de 2009 centenas de linguagens ba­sea­das em XML foram desenvolvidas, incluindo RSS, Atom, SOAP e XHTML . Formatos ba­sea­dos em XML se tor­ naram o padrão de produtividade para ferramen­ tas de escritório, incluindo o Microsoft Office (Offi­ ce Open XML), OpenOffice.org (OpenDocument) 1  XML 1.0 Specification. W3.org. Obtida em 22/08/2010.

36 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

e iWork, da Apple. O XML também tem sido em­ pregado como linguagem base para protocolos de comunicação, tais como XMPP. TC130 e XML

A comunidade gráfica normalizadora in­ter­na­cio­nal, o TC130 da ISO, já está se interessando pelo XML há tempos, mas ainda não fizemos muitas normas utilizando o formato. A primeira norma a ser desenvolvida foi a ISO 28178 – Graphic technology – Exchange format for colour and process control data using XML or ASCII text, de 2007, que possibilitou que as leituras fei­ tas por instrumentos, como espectrofotômetros ou colorímetros, fossem armazenadas e trocadas não somente em ASCII (texto puro), como tam­ bém em XML . A norma atribui nomes de campos e estrutura de dados. Dessa maneira, uma leitura feita em uma fábrica na No­rue­ga com um instru­ mento Gretag pode ser comparada, por um apli­ cativo, aos resultados obtidos em sua fi­lial nos Es­ tados Unidos através de um instrumento X‑Rite. Muitas vezes, essa norma é utilizada internamen­ te em programas como o iOne Profiler ou o Pro­ fileMaker, sem que o usuá­rio se dê conta. An­te­ rior­men­te, a norma ISO 12642‑1 definia o formato de troca de dados de caracterização utilizando tags e palavras-​­chave em ASCII. Infelizmente, ape­ nas alguns fornecedores de soft­ware implemen­ taram esse padrão, o que resultou em problemas para o pro­f is­sio­nal gráfico ao trocar dados de me­ dição advindos de diferentes fabricantes. Agora, com a ISO 28178 , que define um formato de troca de informações de controle de cor e processos, e os metadados ne­ces­sá­rios à sua interpretação ade­ quada, fica possibilitada toda forma de troca ele­ trônica usando arquivos XML ou ASCII. Ela mantém a legibilidade humana dos dados, além de permitir a legibilidade por sistemas.


O site da Adobe disponibiliza informações sobre XMP, enquanto ainda não é norma ISO.

As outras normas ba­sea­das em XML ainda se encontram em fase de produção. Algumas já estão indo para publicação e venda e outras ainda estão começando a ser discutidas e escritas. São quatro as normas com base em XML em desenvolvimento: ◆◆ ISO 16684-1 – Graphic technology – Extensible metadata platform (XMP) spe­ci­f i­ca­tion – Part 1: Data model, se­ria­li­za­tion and core pro­per­ties. Foi aprovada e está esperando publicação na secretaria geral da ISO. ◆◆ ISO 17972-1 – Graphic technology – Colour data exchange format (CxFx) – Part 1: Re­la­tionship to CxF3. Está ainda em elaboração e discussão.

XMP

João

◆◆

Pedro

Maria

ISO 17972-2 – Graphic technology – Colour data exchange format (C xF/x) – Part 2: Scanner target

data. Está em estágio ini­cial de elaboração. ◆◆

ISO 17972-3 – Graphic technology – Colour data exchange format (C xF/x) – Part 3: Scanner target

Paulo

Lúcia

Ativos digitais editados em equipe com apoio de metadados XMP, assim o fluxo de trabalho controla processos.

data. Está em estágio ini­cial de elaboração.

Caixa de diálogo “Informações do arquivo” no Photoshop. VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Aplicativo iPhoto, onde as imagens podem ser procuradas pelo local onde foram tiradas.

A seguir veremos um resumo dessas normas, quais questões visam atender ao fluxo de produ­ ção gráfica e como o XML facilita ou permite que este padrão fun­cio­ne. Normas com XML especialmente pensadas para armazenar metadados A norma ISO 16684-1 – XMP: Especificação de me-

tadados é derivada direta da especificação Adobe XMP, conjunto de esquemas e di­cio­ná­rios XML de­

senvolvido pela Adobe para servir de metadados de imagens e arquivos digitais, que foi submetida ao TC130 para ser transformada em uma norma ISO. Foi rapidamente aprovada e está aguardando pu­ blicação na secretaria central da ISO. Essa facilida­ de se explica pela enorme aceitação de mercado e pela necessidade de padrões públicos e estáveis por parte dos desenvolvedores. Qualquer pessoa que utilizou aplicativos da Ado­ be nos últimos anos já está empregando o XMP (Extensible Metadata Platform), a tecnologia que per­ mite embutir informações a respeito de um arquivo, conhecidas como metadados, no próprio arquivo. No Adobe Bridge, o centro de controle de navega­ ção do pacote de edição Adobe Crea­ti­ve Suite, o XMP é ainda mais poderoso e fácil de usar, poden­ do ser definido e aplicado a inúmeros arquivos si­ 38 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

mul­t a­n ea­m en­te e até com estruturas de dados personalizadas. Os metadados XMP são como um cartão de vi­ sita digital que se pode anexar a todos os ativos di­ gitais que forem sendo cria­dos. Imagens, lay­outs, logos, todos podem conter metadados em XMP. Os dados embutidos podem ser informações como autor, direitos autorais, descrição, palavras-​­chave e outras informações. Além disso, pode-se usar XMP para recuperar fo­to­gra­f ias em bases de dados, ba­ sean­do-se nos metadados. Isso é extremamente útil, pois independe da ferramenta de armazena­ gem. Imagine se, em um estúdio fotográfico, com dezenas de milhares de fo­to­gra­f ias digitais, alguém precisasse de uma foto do banco de imagens que contivesse o in­te­rior de uma casa. A pesquisa por nome de arquivo “casa” certamente seria um fra­ casso. Já a pesquisa por metadados “in­te­rior” teria chances muito maiores. Em trabalhos de equipe, o XMP pode ajudar no ge­ren­cia­men­to de arquivos e fluxo de trabalho. Ao longo do fluxo de trabalho, os metadados vão sendo incorporados aos ativos digitais (arquivos), na medida em que cada membro da equipe altera, aprova ou simplesmente participa do fluxo do do­ cumento. Qualquer membro da equipe pode ler, atua­li­z ar e modificar os metadados em qualquer ponto durante o processo de produção.


Uma das aplicações transparentes para o usuá­ rio comum é a adição de metadados feita pelas câ­ meras digitais. Os metadados gerados pela câme­ ra são conhecidos como EXIF (Ex­chan­gea­ble Image File Format). O EXIF é codificado em Adobe XMP e por isso qualquer ativo com esses metadados fica disponível para as aplicações do Adobe Crea­ti­ve Suite ao longo do fluxo de trabalho. Ao se abrir uma foto digital no Pho­to­shop, a caixa de diá­lo­ go “Informações do arquivo” revela muito sobre aquela foto, como a marca e modelo da câmera, velocidade do obturador, f-​­stop, distância focal e outras pro­prie­da­des. Para exemplificar as possibilidades de uso de metadados em XMP, apresentamos duas das mais novas aplicações: o Geo­tag — no qual os dados da localização onde foi feita a foto são embutidos nos arquivos através das informações do GPS do smartphone da câmera digital — e o Face Re­cog­ni­tion,

pelo qual as pes­soas reconhecidas são marcadas na área correspondente da foto, através de dados embutidos em XMP. No entanto, o XMP, enquanto aplicação prática de XML, ainda tem alguns problemas de implemen­ tação e normalização dentro das artes gráficas: ◆◆ Ausência de uma linguagem de descrição le­ gível para as máquinas (por exemplo, modo Relax NG) ◆◆ In­con­sis­tên­cias entre diferentes esquemas XMP, como o uso de “título” (que pode dizer respeito a uma profissão ou ao nome de um documento) ◆◆ Ausência de um guia de boas práticas ou norma in­ter­na­cio­nal ◆◆ Ausência de consistência na interface gráfica dos campos (aparência e consistência) ◆◆ Possibilidade de ambiguidade na interpretação do XMP, pois não há um registro central. (Dicionários centralizados explicam e aplicam significados a

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VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Detecção de rosto, feita por aplicativo, cria metadados para atribuir reconhecimento.

palavras-​­chave como cores, unidades de medição, parâmetros, relações entre objetos, como em um di­cio­ná­rio. A partir desse “di­cio­ná­rio” são cria­dos códigos XML , re­fe­ren­cian­do-se a estes, e todos os envolvidos na comunicação ficam livres de ambiguidades). A fim de resolver essas de­fi­ciên­cias do XMP, a ISO está desenvolvendo dois novos projetos que complementam a família da norma ISO 16684-1 – XMP: Especificação de metadados: a ISO 16684-2 – Validação formal de XMP, que fornece ferramentas para verificar os esquemas e a sintaxe quanto à sua aplicação correta, e a norma ISO 16684-3 – Sintaxe XML para descrever elementos XMP UI. Essas normas darão boas possibilidades de consistência e validação dos dados embutidos, assim como dos elementos de interface de usuá­rios. Comunicação de cores com precisão usando o XML

Um novo conjunto de normas está surgindo para possibilitar a definição de troca de especificação de cores. Essa família de normas é ba­sea­da em uma implementação do XML , desenvolvida pela X‑Rite, dedicada à comunicação de cores, chamada de CxF. O CxF é um novo padrão que permite a comunicação, de modo fácil e preciso, de todos os aspectos co­mer­cial­men­te significativos da cor. Além disso, o CxF é definido de uma forma completamente aberta para que todos os aspectos de uma cor possam ser comunicados, mesmo quando o aplicativo e as características de cor sejam desconhecidos. 40 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

Segundo a X‑Rite, “encontrar o meio padronizado i­deal para facilitar a comunicação de cores tem sido discutido há anos e muitas abordagens diferentes foram tentadas. Normalmente, a comunicação de cores é feita hoje em dia com o uso de valores de medição colorimétrica, como CIE-Lab, XYZ , RGB , densidade e CMYK , ou valores de medição espectral. Esses valores são muitas vezes comunicados em formatos pro­prie­tá­rios, que não pre­veem a comunicação fora daquele uso restrito (aplicação-​ ­aplicação, usuá­rio-​­aplicação). Hoje o comércio é ba­ sea­do em um fluxo de trabalho em geral de forma digital. O uso da tecnologia da internet na distribuição e logística cria uma demanda ainda maior por um método padronizado de comunicação de cores. Uma nova linguagem universal para comunicar cores deve simplificar o processo, não importa onde a informação é necessária”.2 Nesta discussão a grande evolução, além da linguagem com codificação flexível, é o conceito de comunicar cores independentemente de dispositivo ou processo. Em geral, as cores são comunicadas através de receitas de cores ou formulações que consistem em valores CMYK , ou o uso de sistemas de cores tipo Pantone, Toyo ou HKS . Quan­do são usadas definições ba­sea­das em dispositivo ou processo para a comunicação de cores, os parâmetros de produção atri­buí­dos a essas coordenadas de cor devem ser usados para garantir a 2  http://www.colorexchangeformat.com/documents/ literature/CxF/CxF_whitepaper.pdf.


integridade da comunicação. Por exemplo, além de especificar Pantone 315 numa embalagem, devo especificar o Lab, o ganho de ponto ou TVI, o tipo de substrato utilizado e a transparência da tinta; caso contrário, nunca chegarei à referência. Uma maneira de evitar esse obstáculo é utilizando espaços de cores ICC do tipo Named. Essa abordagem é usada por empresas e organizações como Pantone, RAL, NCS , Toyo e HKS. Em tal abordagem, os valores colorimétricos ou espectrais são atri­buí­dos aos nomes de cores. A comunicação então é feita com o nome da cor. O modelo de aparência CAM (Colour Appearence Model) coberto pelo CxF

A percepção humana de cor não é, em última análise, possível de ser definida completamente por um valor de medição colorimétrico de uma amostra em Lab. Outros fatores como as cores circunstantes e o nível de iluminância sobre a amostra são tão importantes quanto o valor colorimétrico em si. Uma abordagem possível para esse problema pode ser encontrada na publicação da norma da Comissão In­ter­na­cio­nal de Iluminação, CIE 131‑1998 – CIE 1997 interim color ap­pea­ran­ce model – ­CIECAM 97s. Até hoje as normas técnicas gráficas trabalham com o modelo an­te­rior ­CIELAB, de 1976, e ainda não houve consenso sobre como incorporar as me­lho­rias do modelo mais ­atual. Além disso, o modelo ­CIECAM 97s leva em consideração variáveis que o modelo ­CIELAB 76 não levava, como outras condições que afetam a percepção humana de cores. Entre elas estão o ângulo da emissão ou reflexão, como tipicamente observado em su­per­f í­cies metálicas, que pode ser medido através de um gônio-​­espectrofotômetro, também ainda não incorporado às normas gráficas. Nessa si­tua­ção, a cor é definida por um conjunto de curvas angulares, dependentes de refletância. O ­CIECAM 97s considera também o substrato e os efeitos de fluo­res­cên­cia sobre o mesmo — como no uso de bran­quea­do­res ópticos — e como isso afeta a cor significativamente. Em muitas aplicações, homogeneidade e estrutura da amostra são importantes na comunicação da cor. Uma forma de resolver esse problema é comunicar cores de imagens especiais numa combinação de informações colorimétricas e espectrais. Outras características a serem julgadas são o brilho do substrato e o tamanho, a posição e forma da amostra sendo observada/medida.

Aspectos comerciais e técnicos da comunicação de cores cobertos pelo CxF

Quan­do as cores são alvo de comunicação co­mer­ cial, como na compra de ma­te­rial de embalagem ou na definição da cor da capa de um livro, elas devem estar dentro de certa tolerância colorimétrica. A tolerância é definida em DeltaE e o modelo matemático utilizado pode ser ­CIELAB , CMC, dE94 ou dE2000. Além disso, dependendo da aplicação, outros fatores, como resistência à luz e a produtos químicos ou bio­ló­gi­cos, devem ser comunicados. Para comunicar uma cor é preciso também que se comuniquem informações sobre os instrumentos de medição, como a configuração físico-​­óptica do instrumento utilizado. Medições de uma mesma amostra usando um instrumento com geo­me­tria 45°/0° ou com um instrumento de geo­me­tria esférica não irão ser equivalentes. Há também os filtros de polarização, a fonte de luz física que serve para iluminar a amostra (D65, A , D50) e o observador padrão utilizado para fazer os cálculos matemáticos (2°, 10°). Além de tudo o que já foi dito, quando se trabalha no segmento de embalagens, há atributos

Site da X‑Rite, onde estão as informações sobre CxF VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Preparação de alvo para caracterizar uma cor especial

Preparação de alvo para caracterizar uma cor especial Substrato Substrato

Sólido Substrato Substrato

Região Região impressa impressa comcom preto preto Número mínimo de de patches: 3 3 Número mínimo patches: Número recomendado: 11 11 Número recomendado: incluindo sólidos e substrato incluindo sólidos e substrato

Requisito da ISO 17972-4, para determinação de cores especiais, em CxF.

42 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

essenciais para as cores especiais, como lote, recei­ ta de misturas de cores, preço de pigmentos, resis­ tência à luz da cor, descrições, notas de aplicação, co­men­tá­rios e dicas de preparação. Tudo isso pode ser embutido em um arquivo CxF, como metadados. A ISO 17972 representa uma nova família de nor­ mas que amplia o armazenamento de caracteriza­ ções, fornecendo um esquema flexível para facilitar a troca de dados de cor e processo com os recursos adicionais ba­sea­dos no padrão CxF3. Na ISO 17972 , a Parte 1 explica a relação dos componentes da família com a implementação de XML , o CxF3. As normas propostas irão incluir per­ fis de elementos de dados ne­ces­s á­rios para uma va­rie­da­de de ­­áreas de aplicação. O comitê TC130 está coletando informações relativas a elemen­ tos de dados ne­ces­sá­rios para vá­rios processos e fluxos de trabalho. A Parte 2 deverá abranger a provisão para trans­ mitir requisitos para o armazenamento de alvos de escâner. Foi acordado que ela deve ser um ma­ pea­men­to exato e que a descrição geral deve fazer referência à antiga norma ISO 12641 (carta de co­ res para escâner) com um anexo informativo para facilitar o uso. A Parte 3, intitulada Graphic technology – Co­ lour data exchange format (CxF/X) – Part 3: Output target data, deverá incluir os elementos ne­ces­sá­rios para o armazenamento de dados de caracterização (ISO 12642-2 [ECI‑2002 ou IT.8‑7/4] e ISO 22178) sob a forma de arquivo codificado em CxF. A Parte 4, intitulada Graphic technology – Colour data exchange format – Part 4: Spot colour cha­rac­ te­ri­sa­tion data (CxF/X-4), define um formato de tro­ ca de dados de medição espectral de tintas para

fornecer um meio de caracterizar tintas de cores especiais para permitir impressão e provas confiá­ veis para produtos que foram projetados com es­ sas tintas. Foi acordado que se dará continuidade à ISO 17972‑4 e será preparado um projeto para cir­ culação. Acredito que a norma dessa família que terá um impacto mais visível na comunidade gráfi­ ca será a Parte 4, Spot colour cha­rac­te­ri­za­tion data (CxF/X-4), que define um formato de troca de dados de medição espectral de tintas para fornecer um meio para caracterizar tintas de cores spot, permi­ tindo a confecção de provas e impressão confiáveis de produtos projetados utilizando essas tintas. Para definir mais precisamente uma cor es­pe­cial é feita uma prova de laboratório tipo IGT, onde a cor es­pe­cial é impressa em escala sobre substrato de referência branco e preto, registrando-se assim as características colorimétricas da cor es­pe­cial em 100%, bem como em ­­áreas reticuladas. Além disso, a impressão sobre o preto de escala da cor es­pe­ cial determina o nível de transparência da mesma, possibilitando que o sistema de provas (monitor ou física) simule a mistura daquela cor es­pe­cial com outras cores de modo preciso e con­f iá­vel. Apesar de o XML ser um velho conhecido dos profissionais de tecnologia da informação, o forma­ to começa agora a ser utilizado pelos profissionais de comunicação gráfica. Além de ajudar a organi­ zar acervos de ativos digitais como documentos e imagens no caso do XMP, ou família de normas ISO 16684‑1, o XML participa ativamente das determi­ nações de cores de amostras, cartas de cores, cria­ ção de dados de caracterização (que originam os perfis de cor), tabelas de escâneres e determinação mais precisa das cores especiais. Em relação à ISO 17972-4 de cores especiais, espera-se que uma con­ sequência direta de sua publicação e adoção seja a sua incorporação nos futuros membros da família PDF/X toda vez que o usuá­rio precisar utilizar uma cor es­pe­cial. O grande be­ne­f i­ciá­rio será o clien­te fi­ nal, com cores especiais definidas precisamente e de forma não ambígua. Quem sabe naquele momen­ to poderemos nos libertar das famosas “cartelas de densidade” e fornecer aos nossos clien­tes provas e impressões confiáveis, usando cores especiais! Bruno Mortara é diretor da ABTG Certificadora

e superintendente do ONS27. É também professor de pós‑graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica e da graduação da Faculdade de Fotografia do Senac.


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TUTORIAL

Bauhaus no Pho­to­shop

Thia­go Justo

E

m recente visita ao site do MoMa, o mu­ seu de arte moderna de Nova York, que possibilita o acesso vir­tual a todo o ma­te­ rial de algumas exposições que já aconte­ ceram por lá, me deparei com uma fotogra­ fia muito interessante que fazia parte da exposição de 2009 sobre a Bauhaus, primeira escola de design do mundo, cria­da em 1919, uma das maiores e mais importantes expressões do Modernismo no design e na arquitetura. Essa fotografia sem título, de 1931, é de um artis­ ta alemão até então desconhecido para mim: Hajo (ou Hans-​­Joa­chim Rose, 1910–1989). Achei muito interessante o efeito gráfico da fotografia, como se fosse um retrato cons­ti­tuí­do por um edifício (1). Fiquei imaginando como foi o processo de pro­ dução da imagem. Provavelmente o artista fez uma revelação com uma dupla exposição de imagens diferentes e algum tipo de mascaramento. The Museum of Modern Art, New York. Department of Imaging Services. Photo: Jonathan Muzikar, 2009. Artists Rights Society (ARS), New York / VG Bild-​­Kunst, Bonn

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1


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6

Num mundo cada vez mais digital e com a fotografia analógica escassa, imaginei como seria reproduzir esse efeito sem a ajuda de um am­plia­dor ou dos negativos das fo­to­gra­f ias, usando apenas fotografia digital e o Pho­to­shop. Depois de algumas tentativas, acho que cheguei a um resultado bem próximo. Confira as etapas da produção neste tu­to­rial. Requisitos: Adobe Pho­to­shop. A primeira etapa do trabalho é escolher duas imagens com que você pretende trabalhar. Feito isso é só abri-​­las no Pho­to­shop (Ctrl+O). Para este tu­ to­rial escolhi imagens com o mesmo tema retratado por Hajo: um retrato e uma fotografia de pré­dios da cidade (2).

O primeiro passo é converter a imagem dos pré­ dios em tons de cinza (grayscale). Para isso utilize o menu Image ➠ Mode ➠ Grayscale (3). Depois crie uma nova camada neste documento (menu Layer ➠ New ➠ Layer ou pelo atalho Ctrl + Shift + N), se­ le­cio­ne toda a camada (Ctrl + A) e pinte essa camada de branco (4). Se não estiver com a janela de camadas aberta, abra-a (Window ➠ Layer). Agora transforme a background layer em camada simples. Para tanto, basta dar um duplo clique em cima dela. Po­si­cio­ne a camada que você pintou de branco abaixo da camada da imagem dos pré­ dios (5). Arraste a imagem do retrato para o mesmo arquivo da imagem dos pré­dios e po­si­cio­ne de acordo com a sobreposição de imagens que você pretende fazer (6). VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

45


7

9 8

Se a imagem estiver em RGB ou CMYK, o Pho­to­ shop já a transforma automaticamente em tons de cinza. Se precisar, use o comando de brilho e con­ traste (menu Image ➠ Adjustments ➠ Bright­ness/Contrast) para aumentar o contraste das imagens (7). Se­le­cio­ne a camada do retrato e abra a janela dos canais de cor (Channels). Como a imagem está em grayscale, ela possui somente um canal de cor: o preto (8). Clique na janela do canal com a tecla Ctrl ou Command pres­sio­na­da. Isso faz com que a imagem do canal se torne uma seleção. Com a se­ leção ativa, inverta-a (menu Select ➠ Inverse ou pelo atalho Shift + Ctrl + I) (9). Volte na janela das camadas (layers), se­le­cio­ne a camada da cidade e tire a vi­sua­li­z a­ção das demais camadas do documento. Depois crie uma másca­ ra rápida clicando no botão “Add layer mask” da camada. Ao ­criar a máscara, esta fica vinculada à imagem da camada (10). 46 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. II  2012

10


11

12

Deste modo você consegue mascarar a imagem da cidade somente nas áreas ­­ de grafismo da imagem do retrato, conseguindo um efeito bem próximo de fo­to­gra­f ias com dupla exposição (11). Agora, deixe visível o fundo branco. Se quiser uma imagem mais escura, basta duplicar a camada que possui a máscara. Pronto! Para finalizar, você pode excluir as camadas não visíveis e achatar a imagem (12). Veja como fica a imagem final (13) Para obter mais informações sobre a Bauhaus e conferir todo o ma­te­rial da exposição, inclusive outros trabalhos de Hajo, visite o site do Moma em www.moma.org/interactives/exhibitions/ 2009/bauhaus.

13

Thiago Justo é instrutor de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

47


ENTREVISTA Tânia Galluzzi

Eduardo Buck

“O gráfico precisa repensar seu negócio”

U

m dos principais interlocutores da Canon com o mercado grá­ fico, Eduar­do Buck, gerente de grandes contas, tem larga ex­pe­ riên­cia na construção de ne­gó­cios de suces­ so ba­sea­dos em par­ce­rias de longo prazo. Gra­dua­do em Mar­ke­ting e Gestão de Ne­ gó­cios na Escola de Engenharia Mauá, espe­ cializou-se no mercado de impressão para artes gráficas. Atual­men­te, desenvolve par­ ce­rias para o fomento e disseminação da cul­ tura de impressão digital por intermédio das as­so­cia­ções e com os principais clien­tes do segmento de impressão sob demanda.

48 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

A quantas anda a participação da Canon, no Brasil e no mundo, no segmento de impressoras digitais de alto volume, P/B e cor? Eduar­do Buck – A Canon tem ganhado for­ ça junto ao mercado mun­dial, principalmen­ te pela sinergia obtida com a integração de nosso time de desenvolvimento com o da Océ. Muitas alterações nos equipamentos surgiram, melhorando o desempenho das novas máquinas. Um bom exemplo é a evo­ lução da ImagePress 7010, equipamento de impressão colorida quatro cores. A linha de equipamentos ImagePress 1135, preto e bran­ co, tem sido um destaque para a impressão em segmentos verticais, tais como impres­ são de livros, escolas, print for pay etc. O re­ torno recebido de nossos clien­tes tem de­ monstrado grande força e po­ten­cial para a Canon nesses segmentos.

A Canon lançou recentemente a impressora DreamLa­bo 5000, com foco no mercado fotográfico de alta qualidade. O que representa esse lançamento? EB – Esse produto é um marco para a Canon na impressão de fotografia de arte. Repre­ senta um grande desafio, pois é de alta per­ formance e um novo mercado para aden­ trarmos. Precisamos desenvolver aplicações efetivas para gerar valor às empresas que farão uso dessa nova tecnologia. Quais são os principais diferenciais desse equipamento? E o perfil do clien­te para essa impressora? EB – Esse equipamento tem como grande di­fe­ren­cial sua qualidade de impressão de fotos, por rea­li­z ar passagem sua­ve de tons, principalmente em ­­áreas de real­ce e som­ bra, cons­t ruí­d a com base em sete cores:


azul, magenta, amarelo, preto, cinza, photo magenta e photo azul. A impressora utiliza a tecnologia de processamento de imagem que faz uso de toda a grande gama de cores com tecnologia jato de tinta colorida da Canon, garantindo a impressão de imagens com alto desempenho. Em comparação com o papel fotográfico con­ven­cio­nal, nossas tintas usam um componente que permite ao papel absorver mais rapidamente o composto de cores. Alia­do à produtividade, esse componente nas tintas garante alta densidade e cores mais vivas. O sistema de alimentação de tintas é composto por duas unidades. Com isso, o operador poderá rea­bas­te­cer os tanques do equipamento sem a necessidade de parada, garantindo maior produtividade e efi­ciên­cia. Com relação ao papel, outro di­fe­ren­cial é a dupla alimentação de mídia, que traz como vantagem a troca dos rolos de papel sem a parada do equipamento. A DreamLabo 5000 será vendida no Brasil? EB – Estamos estudando o mercado brasileiro para verificar a via­bi­li­da­de de lançamento. Em função do respeito que a Canon tem por seus clien­tes, antes do lançamento temos que preparar toda a área técnica, com certificação ATSP, que garante que nossa estrutura de atendimento esteja apta em padrões internacionais. Alia­do a isso, temos de manter um estoque de peças e suprimentos no Brasil, alinhado à quantidade de equipamentos a serem instalados. Sendo assim, neste momento ainda não temos previsão de lançamento. Dentre os mercados atendidos pelas im­ pressoras digitais P/B e coloridas de alto volume, quais são os mais promissores? Por quê? EB – Um dos mercados que enxergamos com grande po­ten­cial é o de impressão webto-​­p rint, pois temos diversas possibilidades com a interação dos consumidores finais, em sintonia com os novos soft­wares de gestão e de fluxo de trabalho. As tiragens

estão diminuindo e a quantidade de pedidos está aumentando, o que demonstra uma tendência para as pequenas tiragens. E para as impressoras jato de tinta de grande formato, qual nicho merece hoje mais atenção? EB – Para a Canon o mercado de provas é uma grande oportunidade, pois atual­men­te temos poucos concorrentes e a tecnologia de impressão da família IPF, linha X300, com uso das tintas de tecnologia Lucia com 12 cores,tem um gamut expandido, o que garante aos usuá­rios um excelente resultado na impressão de provas contratuais.

Com o advento da impressão digital temos a oportunidade de sair da commodity e caminhar para a diferenciação Foi divulgado no início de março que a Canon e a Océ levarão um portfólio con­ junto para a Drupa 2012, com foco em serviços para o desenvolvimento de ne­ gó­cios. Qual é a expectativa para a fei­ ra e quais serão as principais novidades da Canon/Océ? EB – A Canon e a Océ estarão presentes em conjunto num grande estande na Drupa 2012. Esperamos que o mercado brasileiro possa participar conosco neste importante evento mun­dial para nossa indústria. Temos novidades e somente quem nos visitar terá a oportunidade de conhecê-​­las de antemão. Qual sua opi­nião sobre a penetração da impressão digital no universo do gráfico tra­di­cio­nal no Brasil? A assimilação da tecnologia por aqui acontece da mesma forma que em outros paí­ses ou existem diferenças marcantes?

EB – Tenho visitado e conversado com vá­ rias gráficas, sejam elas tradicionais ou digitais, minha percepção é que os em­pre­sá­ rios precisam montar um plano de trabalho para ini­ciar a conversão que está em andamento. Entendo que muitos precisam repensar o negócio gráfico. Com o advento da impressão digital temos a oportunidade de sair da commodity e caminhar para a di­fe­ren­cia­ção. O que a Canon tem feito para se aproxi­ mar da indústria gráfica na­cio­nal? EB – Temos desenvolvido ações de mar­ ke­ting apoiados no conceito da geração de valor para a cadeia de impressão. Não buscamos somente vender a solução, mas utilizar os recursos para geração de receita e margem de contribuição. Formamos uma parceria com uma consultoria es­pe­ cia­li­z a­d a para desenvolver um plano de ne­gó­cios customizado para o atendimento a cada empresa gráfica. Buscamos com esta consultoria analisar e planejar quais tipos de produto são a essência da gráfica e quais são os caminhos para introduzir novos produtos e aplicações com seus pró­prios clien­tes. Temos colhido bons resultados. Esperamos que o mercado gráfico entenda nossa metodologia de trabalho e tire proveito dessa oportunidade, que está aberta para todos. Há dois anos a Canon consolidou a aqui­ sição da Océ e de lá para cá tem fir­ mado par­c e­r ias com vá­r ias empresas. O senhor acredita que a consolidação de empresas no segmento de impressão digital con­ti­nua­rá? EB – O mercado de impressão está sofrendo uma transformação. Assim como a indústria gráfica, os fornecedores estão entendendo que juntos somos mais fortes e as si­ner­gias estão ocorrendo. Sinceramente entendo que esse caminho não tem volta e novas par­ce­rias estão por vir. Agora o foco é o acabamento e inteligência de mercado. Vamos ver o que virá por aí! VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA 49


SEGURANÇA E SAÚDE

André Luiz Mores

FTD investe na saúde e na qualidade de vida dos seus colaboradores

Investir em saúde, segurança e bem-estar traz bons resultados, garantindo para a empresa a possibilidade de contar com profissionais motivados e saudáveis, aumentar a produtividade e reduzir os custos gerados pelas doenças ocupacionais.

N

a busca frenética por resultados, pre­fe­ren­ cial­men­te com alto rendimento e baixo custo, precisamos nos questionar até que ponto os meios que utilizamos para obter a produtividade esperada comprometem a saú­de e expõem os profissionais ao risco de adoe­cer. Focar somente na produtividade pode comprometer os resultados. Pro­f is­sio­nal doen­te não produz. A lógica é simples. As empresas, ao tentarem extrair o máximo da capacidade produtiva dos profissionais, sem se preo­cu­par em adotar meca­ nismos que lhes garantam condições de trabalho seguras e saudáveis, fatalmente cria­rão am­bien­tes e si­tua­ções que os deixarão doen­tes. A implantação do Programa de Prevenção e Rea­bi­li­ta­ção de Doen­ças Ocupacionais e Crônicas (­PPRDOC) na Editora FTD, em São Paulo, nasceu da necessidade de: ◆◆ Aprimorar a aptidão física e a capacidade de trabalho dos profissionais ◆◆ Prevenir as doen­ç as ocupacionais e crônicas ◆◆ Rea­bi­li­t ar e reintegrar os profissionais afastados e em tratamento aos seus postos de trabalho ◆◆ Reduzir os custos com questões trabalhistas e assistência médica ◆◆ Reduzir o elevado número de queixas, consultas, atestados médicos e dias perdidos ◆◆ Pro­p or­cio­nar um am­bien­te de trabalho saudável

profissionais afastados e em tratamento, previnam e reduzam o número de queixas, atestados médi­ cos e afastamentos gerados pelas doen­ças ocupa­ cionais. Os profissionais atendidos foram divididos em dois grupos de controle: ◆◆ Grupo 1 – O foco do trabalho rea­li­z a­do esteve voltado para a rea­bi­li­ta­ção dos profissionais com queixas instaladas ◆◆ Grupo 2 – Foco na prevenção por meio da melhoria da aptidão física e da capacidade de trabalho Após um ano de implantação (2010–2011), os resultados foram significativos. Grupo 1: Reabilitação

Os gráficos trazem indicadores gerados a partir do acompanhamento e monitoramento de 37 pro­ fissionais com queixas classificadas como doen­ça Aumento ou redução de atestados, consultas, dias perdidos e custos decorrentes 100%

0

–100%

O que é o programa? O PPRDOC é uma proposta inovadora que vem ao

encontro da necessidade das empresas de pos­suí­ rem mecanismos que melhorem o con­di­cio­na­men­ to físico e a capacidade de trabalho, rea­bi­li­tem os 50 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. II  2012

Antes-PPRDOC

Durante PPRDOC

Depois-PPRDOC

Atestados médicos Consultas médicas ■ Dias perdidos ■ Custos gerados pelos dias perdidos ■ ■


Evolução dos índices de capacidade física Antes do PPRDOC

Depois do PPRDOC

Dados antropométricos

Peso

82,73

80,94

Circunferência da cintura

93,61

86,76

Circunferência do quadril

98,04

96,76

Composição corporal

IMC

25,07

24,97

% Gordura corporal

17,84

16,61

Gordura corporal total

13,72

12,72

Excesso de peso

  3,48

2,94

Massa magra

Massa magra

61,38

62,11

Dinamometria escapular

Direita Esquerda

27,55

31,71

28,81

32,38

Preensão manual

Direita

36,19

39,48

Esquerda

34,05

36,48

Flexão de ombro

Direito Esquerdo

24,00

32,71

24,00

32,71

Abdução de ombro

Ombro direito

21,14

26,71

Ombro esquerdo

19,43

25,14

ocu­pa­cio­nal (CID M), identificados na primeira e se­ gunda etapas do ­PPRDOC e acompanhados antes, durante e após a participação na terceira etapa do programa. As tabelas se referem ao: ◆◆ Número de consultas médicas ◆◆ Número de atestados médicos ◆◆ Número de dias perdidos ◆◆ Custo gerado pelos dias perdidos (valores referentes aos dias pagos sem produtividade) No pe­río­do em que acompanhamos diretamen­ te (em média 2,5 meses) os 37 colaboradores com queixas, conseguimos reduzir em 85,3% as consul­ tas médicas; 93,7% os atestados médicos; 92,6% os dias perdidos e 87,1% os custos com os dias perdidos, sem produtividade.

É importante destacar que, mesmo após o tér­ mino do acompanhamento específico dos cola­ boradores com queixas instaladas, rea­li­z a­do no Centro de Con­di­cio­na­m en­to Físico e Rea­b i­li­t a­ ção (CCFR), o trabalho de con­di­cio­na­men­to e rea­ bi­li­ta­ção aplicado contribuiu para que os indica­ dores apresentados con­t i­n uas­s em mostrando reduções significativas. Grupo 2: Prevenção

No Grupo 2, cujo foco do trabalho é a prevenção, conseguimos melhorar significativamente as capa­ cidades físicas que in­f luen­ciam diretamente na pro­ dutividade, na segurança, na saú­de e no bem-​­estar dos profissionais atendidos. Confira os resultados obtidos na média do grupo em composição cor­ poral, força e resistência nas musculaturas de om­ bro e punho. Os resultados correspondem a média de um grupo de 18 colaboradores, que rea­li­z a­ram cerca de 32 sessões de con­di­cio­na­men­to físico. Nos resultados da composição corporal e mas­ sa magra, podemos perceber uma redução signifi­ cativa do peso em excesso e da gordura corporal e um aumento da massa magra, o que significa que, mesmo não perdendo peso, os profissionais subs­ti­ tuí­ram a gordura por músculo. Melhorar a compo­ sição corporal é de suma importância para diminuir o risco do desenvolvimento de doen­ças crônicas, como hipertensão, obesidade e dislipidemia. Os resultados referentes à dinamometria de preen­s ão ma­nual e dinamometria escapular e os testes de abdução e flexão de ombros também apresentam aumentos significativos na força e na resistência muscular de ombro e punho. Músculos mais fortes e resistentes permitem que os profissionais desempenhem suas atividades, to­ lerando a exigência física e muscular, sem ficarem expostos ao risco de uma doen­ça os­teo­mus­cu­lar re­la­cio­na­da ao trabalho. André Luiz Mores é consultor em ergonomia

e saúde ocupacional. andre.mores@grupomca.com.br

VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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a letra impressa •parte 4 a revolução da fotocomposição

Claudio Rocha

Nesta série de artigos estão sendo examinados os processos de fabricação de tipos, passando por seus diversos estágios de produção no sistema tipográfico, na fotocomposição e no sistema digital. Nos artigos anteriores foram apresentados os processos manual e mecânico de produção de punções, a confecção de matrizes e a composição mecânica. O próximo irá abordar as fotoletras, as letras transferíveis e as composers. A fonte utilizada no título e legendas deste artigo é a Palatino Sans, criação de Hermann Zapf e Akira Kobayashi, de 2006. Para o texto foi utilizada a Monotype Bembo, versão digital da fonte produzida no século XV por Francesco Griffo sob encomenda do editor Aldus Manutius.

CLAUDIO ROCHA é tipógrafo, editor da revista Tupigrafia e diretor da OTSP, Oficina Tipográfica São Paulo

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Após 4.000 anos de escrita manual e 5 séculos de composição tipográfica – inicialmente com tipos móveis e depois com equipamenos mecânicos – a fotocomposição chegou ao mundo gráfico na metade do século xx como um sistema revolucionário, baseado no processo fotográfico e vinculado ao desenvolvimento tecnológico da impressão offset. Novos horizontes no mundo da criação publicitária e do design editorial requeriam soluções elaboradas e complexas para a composição de layouts cada vez mais sofisticados. O sistema conhecido como “composição a frio” veio inicialmente como resposta dos fabricantes de equipamentos de “composição a quente” (sistemas mecânicos que utilizavam caldeiras com uma liga de metal em ponto de fusão para produzir tipos). Aliada à fotolitografia, a fotocomposição incorporava novas possibilidades de manipulação do texto composto e aumentou significativamente a produtividade e a qualidade nas artes gráficas. Os primeiros experimentos na composição fotográfica de textos ocorreram na década de 1920, mas pesquisas nessa área foram re­ alizadas ainda no século XIX. O pioneiro foi o engenheiro húngaro Eugene Porzolt, que projetou em 1894 a primeira máquina de fotocomposição. Mas, esse tipo de equi­ pamento só veio a se tornar viável comercial­ mente na década de 1950. O primeiro equi­ pamento de fotocomposição que chegou ao mercado foi a Lumitype, em 1947, inventa­ do pelos franceses Louis Marius Moyroud e Rene Alphonse Higonnet e o primeiro livro a ser produzido sem o uso de tipos de metal foi publicado em 1953, tendo sido compos­ to em uma Lumitype Photon 100. As matri zes portavam caracteres transpa­ rentes, vazados em negativo, que eram

projetados em papel fotográfico, proces­ sado quimicamente. Os textos eram pro­ duzidos em colunas a serem diagramadas e coladas (paste-up) sobre uma folha de papel, gerando uma arte­final. Esse sis­ tema, porém, era mais adequado para a composição de tex tos em cor pos meno­ res, apresentando limitações na amplia­ ção dos caracteres. Isso ocorria porque – diferente dos tipos móveis, que possuíam matrizes para corpos específicos – as fon­ tes em fotocomposição eram geradas por meio de uma mesma matriz, com o uso de lentes para ampliar ou reduzir o tama­ nho das letras. Outra diferença fundamental entre os dois sistemas é que todos os equipamentos de fo­ tocomposição permitiam que o espaço en­ tre os caracteres variasse livremente, fosse ele mais aberto ou mais fechado, inclusive


com a possibilidade dos caracteres se sobre­ porem. Esse recurso era praticamente im­ possível no sistema de composição a quente.

Três gerações Os equipamentos de fotocomposição de pri­ meira geração eram adaptações dos antigos equipamentos de composição mecânica. Tan­ to a Linotype, quanto a Monotype e a Inter­ type modernizaram seus equipamentos, in­ cluindo um sistema de telecomposição, no qual uma fita perfurada, codificada por im­ pulsos transmitidos telefonicamente, ativava o teclado da fotocompositora. As matrizes no sistema anterior, com os ca­ racteres em baixo­relevo, foram substituídas por matrizes com a imagem dos caracteres e a unidade de fundição foi trocada por uma unidade fotográfica. Assim, surgiram a Fotosetter (1947) e a Fo­ tomatic (1963), ambas derivadas da Inter­ type; a Linofilm (1950), derivada da Lino­ type; e a Monophoto (1957), derivada da Monotype.

Por causa de suas limitações mecânicas, es­ ses primeiros equipamentos não eram mui­ to produtivos. Para se estabelecer definitiva­ mente, os projetos tiveram que ser repensados em termos de funcionalidade. A solução veio com a produção de matrizes fotográficas gra­ vadas em um disco giratório. A segunda geração de fotocompositoras é ca­ racterizada pela redução das partes móveis a basicamente duas peças: um disco ou tam­

Sucesso na Drupa de 1958, a fotocompositora semi-automática Diatype foi lançada pela type foundry H. Berthold AG, de Berlim. Esse equipamento, ideal para a composição de textos curtos, possuía um comando analógico que permitia variar progressivamente a espessura e o tamanho dos caracteres, indo do corpo 4 ao corpo 36. Movimentando o gatilho frontal, o operador selecionava os caracteres em um disco de vidro giratório, com a imagem do tipo vazada em negativo (abaixo). Um disco comportava 190 caracteres e sinais. Na página ao lado, a capa de uma brochura promocional (1950) explica visualmente o funcionamento da Fotosetter, uma fotocompositora de primeira geração.


A fotocompositora Linotype CRTronic 360 (acima), foi o primeiro sistema compacto para a composição de textos. Os dados eram arquivados em disquetes de 5¼”. Abaixo, um disco de matrizes da Letterphot Vario, equipamento alemão produzido em 1971. A fonte nessa matriz é Avant Garde, criação de Herb Lubalin, de 1970, com suas ligaturas características.

bor giratório contendo as matrizes dos carac­ trabalho levaria alguns meses para ser con­ teres e um dispositivo óptico composto por cluído se fosse executado em uma Linotipo. prismas ou espelhos, que direcionavam o fei­ Uma terceira geração – eletrônica – surgiu xe de luz fornecido por um flash eletrônico. nos anos 1960, na qual todas as partes mó­ A velocidade de produção aumentava à me­ veis foram suprimidas e a movimentação dos dida que a tecnologia evoluía. Nesse ponto, dispositivos ópticos foi eliminada. As foto­ as fotocompositoras chegavam a gerar 28.000 compositoras com tubo de raio catódico (en­ caracteres por hora. A Photon­Lumitype 713 tre elas a CRTronic e Linotron) utilizavam (1957) tinha uma performance superior, ge­ um princípio análogo ao da televisão: um rando 70.000 a 80.000 caracteres por hora. feixe de elétrons varria a matriz com os ti­ A Lumizip 900 (1959) introduziu um sistema pos e transferia a imagem para uma tela lu­ mais aperfeiçoado ainda, no qual as lentes fa­ minosa que em seguida era reproduzida em ziam o movimento de leitura enquanto a ma­ um papel fotográfico. triz permanecia fixa. A velocidade de saída, A fotocompositora Digiset, lançada em 1965, em uma fita magnética, ia de 200 a 600 carac­ suprimiu até mesmo a matriz com a ima­ teres por segundo, ou mais de 2 milhões por gem dos tipos, utilizando a informação bi­ hora. O primeiro livro composto com uma nária de caracteres armazenados na memória. Lumizip, o Index Medicus (1964), foi um mar­ A combinação de fotocompositoras e com­ co para a fotocomposição. Suas mais de 600 putadores auxiliava na hifenação e justifi­ páginas foram geradas em 12 horas. O mesmo cação de textos, demonstrando que a inser­ ção da computação seria o caminho natural no mundo das artes gráficas. obras consultadas: Baines, Phil & Haslam, Andrew. Type and Typography. Watson-Guptill, N. York, 2002. Mandel, Ladislas. Developing an awareness of typographic letterforms. Electronic Publishing, Vol. 6(1). University of Nottingham,1998. Druet, Roger. La Civilisation de l’Ecriture. Fayard et Dessain et Tolra, Paris, 1976. Boag, Andrew & Wallis, Lawrence. One Hundred Years of Type Making, 1897-1997. The Monotype Recorder, Surrey, 1997.

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SERIGRAFIA Dave Dennings

Compreenda

V

a geometria da malha, a resolução do estêncil e os sistemas de medição para o controle de qualidade ocê montaria uma padaria sem colheres ou copos de medição? Aqui estão cinco ferramentas básicas para medição e controle da qualidade do estêncil em telas serigráficas.

Ferramentas básicas

Durante o processo de preparação do estêncil, há cinco variáveis que devem ser medidas e controladas para manter sua consistência e, assim, alcançar uma boa repetibilidade do estêncil: 1. Umidade no estêncil durante a exposição. 2. Espessura da emulsão. 3. Aspereza do revestimento. 4. Cura completa do estêncil. 5. Resolução, nitidez e reprodução da gra­dua­ção tonal. Para cada uma dessas cinco variáveis, existem ferramentas específicas de controle e medição como medidores de umidade e temperatura, de espessura, rugosímetro, calculadora de exposição e microscópio. Medição de umidade e temperatura

O higrômetro/termômetro, medidor de umidade relativa e temperatura, é uma ferramenta básica para a secagem e armazenamento das telas. Como os sistemas típicos de estêncil são afetados tanto pela umidade quanto pela temperatura, essa ferramenta é es­sen­cial para qualquer oficina de serigrafia. Para obter um estêncil de qualidade, é necessário que a secagem da forma seja feita em um am­bien­te com umidade relativa abaixo de 50% e temperatura de cerca de 37°C. Quan­do não for possível utilizar cabines de secagem, deve-se pelo menos elevar a temperatura da sala, pois o ar quente é capaz de absorver mais umidade do que o mesmo volume

de ar frio. Isso ajudará a remover a água do revestimento. O uso de aquecedores e desumidificadores ajudará a obter um equilíbrio ­ideal entre umidade relativa e temperatura. Por ser considerado um instrumento de medição de baixo custo — cerca de R$ 80 —, não há desculpa para não adquirir um higrômetro/termômetro para uso em salas de armazenamento de telas serigráficas. Controle da espessura do estêncil

As va­ria­ções de espessura do estêncil podem afetar consideravelmente a qualidade da impressão. Por isso, a menos que o emul­sio­na­men­to seja feito de forma automática em uma máquina devidamente configurada, é preciso verificar regularmente a espessura do estêncil. Para sistemas em que o emul­sio­na­men­to da tela é feito ma­nual­men­te, um dispositivo de medição, como um medidor de espessura, é a melhor ferramenta para controlar a qualidade da matriz. Com base em ex­p e­riên­cias vi­ven­cia­das nessa área, existem duas recomendações básicas re­la­cio­ na­das à espessura no estêncil que devem ser levadas em consideração para garantir uma impressão de qualidade: 1. Para impressões em geral, isto é, trabalhos que não exigem detalhamento extremo e/ ou aplicação de tinta UV, uma aplicação que gere acúmulo de emulsão correspondente a cerca de 20% da espessura da malha geralmente pro­ por­cio­na uma excelente resolução de impressão e boa definição da borda. Por exemplo: se a espessura da tela for de 50 mícrons, o acúmulo de emulsão sobre a tela deve ser de 10 mícrons. Uma medida de 20% da malha fornece acúmulo su­f i­cien­te de emulsão no lado de impressão para VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Endurecimento incompleto Endurecimento incompleto devido à interferência da água

➡ ➡ ➡ ➡ Emulsão com secagem incompleta Moléculas de água

Sensibilizador Diazo

Retícula incompleta Aditivos

PVA Luz UV

efetivamente elevar os fios da superfície do substrato na borda da impressão. Isso ajudará a reduzir a perda da imagem impressa, permitindo que a tinta preen­cha toda a área de grafismo. A definição da borda melhorará muito. Geralmente é recomendado um mínimo de 10 mícrons. 2. Aplicações que exigem maior detalhamento, trabalhos em tom contínuo ou em quadricromia e com aplicação de UV normalmente requerem menor espessura de estêncil. Recomenda-se que o acúmulo de emulsão seja de aproximadamente 10% da espessura da malha, ou pelo menos de 4 a 5 mícrons. Essa espessura dará ao estêncil uma folga su­f i­cien­te da malha no lado do substrato, como men­cio­na­do, mas reduzirá a espessura total da tela (malha mais emulsão), de forma que seja possível imprimir detalhes bem finos sem vazar tinta. Nos dois casos, se a cobertura de emulsão for muito fina, ela não selará devidamente a malha. A tinta acabará entrando nas ­­áreas de contragrafismo, o que causará o efeito serrilhado nas bordas

Acúmulo de emulsão

Depósito de tinta – acúmulo de emulsão

Acúmulo da emulsão = depósito adicional de tinta úmida Espessura da malha

3 mícrons de acúmulo de emulsão = 3 mícrons de depósito de tinta úmida 58 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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das imagens. Outras consequências da espessura abaixo do ­ideal são imagens com borrões, redução do ponto nas ­­áreas claras e ganho de ponto nas ­­áreas escuras. No caso de espessuras acima do recomendado, as bordas das ­­áreas de grafismo têm paredes verticais muito altas, que dificultam o preen­chi­men­to completo pela tinta. Se a tinta não puder preen­ cher a área, podem aparecer buracos e se ela encher a área, pode se depositar de­ma­sia­da­men­te no substrato na hora da impressão. Em qualquer caso, a espessura da emulsão em relação à da malha é um fator crítico para manter a qualidade do estêncil, representando, portanto, um item a ser controlado. As alterações na espessura da camada de emulsão podem causar va­ria­ ções de cor, baixa resolução das bordas, borrões e outros defeitos de impressão. Suavização de arestas

Utilizado para medir a rugosidade da superfície seca da emulsão que terá contato com o substrato, o rugosímetro é o instrumento que mostra a diferença média entre os cinco pontos mais altos e os cinco pontos mais baixos, podendo imprimir um perfil da medição. Essa diferença recebe o nome de Rz. Su­ per­f í­cies lisas são mais indicadas, por pro­por­cio­na­ rem um melhor contato entre o substrato e a forma de impressão, produzindo uma camada de tinta uniforme e uma imagem mais nítida. O rugosímetro pode ser utilizado para medir a rugosidade de substratos não têxteis. Para obter uma imagem impressa com maior nitidez, recomenda-se um valor de rugosidade (Rz) in­fe­rior a 10 mícrons. Mais especificamente, para a combinação entre o Rz da forma e o do substrato, um valor entre 12 e 15 mícrons é ­ideal. Se o valor de Rz for mais alto ou a forma mais áspera, a tinta estará propensa a fluir para debaixo da borda da matriz, causando efeito serrilhado e borrões na impressão. Tipicamente os valores de Rz mudam de acordo com o acúmulo de emulsão. Quan­to maior for a espessura de estêncil, mais lisa será a superfície e mais baixo o Rz. O desafio está em alcançar a sua­vi­da­de buscada sem um acúmulo de emulsão muito espesso. Algumas aplicações, como as de detalhes finos, com luz UV ou quadricromias, requerem pouco acúmulo de emulsão, mas necessitam de suvidade para gerar uma imagem nítida. Nesses casos, o rugosímetro é uma ferramenta muito va­lio­sa. Depois de estabelecido um padrão, é necessário medir frequentemente a espessura da cobertura de emulsão e oca­sio­nal­men­te verificar o valor Rz.


Como determinar a exposição correta

Uma grande porcentagem dos problemas em serigrafia está diretamente ligada a uma exposição inadequada do estêncil. Por conta disso, a utilização de uma calculadora de exposição é muito va­lio­sa para o controle do tempo correto. Por se tratar de um equipamento de baixo custo, não se deve abrir mão de utilizá-lo em testes de filmes. Existem vá­rios modelos de calculadoras de exposição disponíveis. A maioria são filmes com cinco ou seis elementos de uma mesma imagem, de maneira que se pode ava­liar e comparar diferentes tempos de exposição. Geralmente, cada elemento está coberto por um filtro de densidade progressivamente diferente, ou seja, com escala gra­dual de gris e com densidades ópticas diferentes, para simular tempos de exposição va­ria­dos. Utilizando uma exposição longa (normalmente o dobro do tempo estimado para uma exposição adequada) é possível fazer a prova e ainda ver representações de seis tempos de exposição diferentes. Por exemplo: se for feita a exposição de uma tela com um calculador de exposição de seis minutos, que depois será revelada e secada, na ava­lia­ção da forma o segmento identificado pelo número 0,5 representa um tempo de exposição de três minutos (6 minutos × 0,5 = 3 minutos). O operador determina o tempo de exposição correto examinando os diferentes segmentos. Oca­sio­nal­men­te, o tempo de exposição correto corresponde a um valor in­ter­me­diá­rio entre a reticulação total da emulsão (durabilidade máxima) e a resolução máxima. Deve-se verificar o tempo de exposição com frequência, mesmo que a unidade de exposição tenha um integrador. Considerando as altas porcentagens de problemas oca­sio­na­dos por exposição inadequada do estêncil, uma calculadora de exposição é provavelmente um dos equipamentos mais importantes para se ter em um estúdio de serigrafia. Vendo de perto

O microscópio, ferramenta de am­plia­ção de imagem, é usado em serigrafia para analisar o estêncil e as características da emulsão mais de perto. Um microscópio com am­plia­ção de 50 a 60 vezes oferece boa capacidade para ava­liar a resolução, reprodução de tons con­tí­nuos e nitidez da forma. A resolução depende da cor e da espessura da malha, da qualidade da emulsão e da qualidade da fonte de luz. Também é possível ava­liar a resolução do estêncil com maior precisão quando se utiliza o microscópio em conjunto com os detalhes finos do

Malha S contra malha T

Resolução da malha S contra a malha T Malha T

Malha S

calculador de exposição. O ponto de continuidade da malha é a capacidade que a emulsão tem de reproduzir corretamente a forma de uma imagem. Para verificar isso é preciso comparar a imagem final com a imagem presente na película positiva. Quan­ do a borda da imagem passa perto dos fios da malha, a emulsão tem a tendência de oscilar sobre a linha ao invés de manter a forma da imagem do filme positivo. Se a emulsão possuir um bom ponto de continuidade da malha, a imagem impressa irá corresponder exatamente à imagem original. Observe que estamos falando de forma, e não de tamanho. Por exemplo: um operador poderia produzir um texto de 10 pontos que estivesse correto em tamanho, mas não conseguir reproduzir com precisão a forma da letra “O”. Um microscópio mostraria que, embora a altura da letra e a largura da linha estejam corretas, a parte circular poderia estar distorcida e o ponto de continuidade da malha abaixo do padrão. A definição das bordas descreve o quão definida, lisa e reta é a parede da borda de impressão do estêncil. Embora essa seja uma característica bem sutil, não é menos importante do que as outras duas. Por essa razão, uma am­plia­ção de 50 a 60 vezes pode ser necessária para ava­liar com precisão a qualidade. Uma baixa definição de borda afeta negativamente a resolução e o desprendimento da tinta em sua transferência. As emulsões que pos­suem excelente definição de borda mostram uma borda nítida e limpa na parede do estêncil ou borda de impressão. Tempo de ferramentas

Cinco ferramentas podem ser utilizadas para medir e controlar as cinco variáveis que in­f luen­ciam a qualidade geral do estêncil. Algumas delas, como o VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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microscópio, o higrômetro/termômetro e a calculadora de exposição, são econômicas e controlam as causas dos principais problemas dos la­bo­ra­tó­rios de serigrafia. Outras, como o medidor de espessura e o rugosímetro, são mais caras, mas aumentam significativamente o nível de controle. Especificamente, é recomendado o uso do medidor de espessura quando se deseja repetir a qualidade da matriz. Compreendendo a geometria da malha e a resolução do estêncil

Para com­preen­der a geo­me­tria da malha e a resolução do estêncil é preciso entender primeiramente que a malha e o estêncil devem trabalhar em conjunto, com o objetivo de imprimir com a melhor qualidade de resolução. Em segundo lugar, deve-se saber que cada um possui uma função única. Às vezes, confunde-se o papel deles e o quanto e como cada um pode in­f luen­ciar o produto impresso. Vamos primeiro considerar cada um separadamente e depois discutir como eles se re­la­cio­nam. Geometria da malha

A geo­me­tria da malha é simplesmente a composição tri­di­men­sio­nal da estrutura da malha. Há duas características específicas que afetam a geo­me­tria da malha: a densidade (fios por polegada) e o diâ­ me­tro do fio. Isso também pode ser chamado de massa do tecido. O espaçamento e o diâ­me­tro dos fios determinam também o tamanho da abertura da malha, espessura, porcentagem de área aberta e a inclinação do pano (o ângulo de ondulação dos fios). A escolha da densidade de malha vai de acordo com a quantidade de tinta que se deseja depositar sobre o substrato.

Resolução do estêncil

Resolução de impressão do estêncil

2 fios + 2 aberturas da malha

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1 fio + 1/2 abertura da malha

Resolução do estêncil

A resolução pode ser classificada de três maneiras: 1. Resolução química, que se refere à capacidade que a emulsão fotográfica tem de reproduzir as linhas finas, normalmente representada pela largura das linhas mais finas que podem ser reveladas no positivo e negativo. 2. Resolução da matriz, que é a capacidade de produzir com precisão um detalhe fino no tamanho correto sobre a tela exposta. 3. Resolução de impressão, que se refere à capacidade de reproduzir detalhes finos sem tamanho correto sobre o substrato. Atual­men­te a tecnologia pro­por­cio­na emulsões com qualidade e capacidade para produzir linhas tão pequenas quanto 4 mícrons. Essa seria a resolução química de uma emulsão em particular. A resolução química é a única classificação que não é in­f luen­cia­da pela malha, mas sim pela química da emulsão e pelo tamanho de suas partículas. A resolução química é ava­lia­da expondo uma película de emulsão da mesma forma que se expõe uma película indireta antes de montar a malha. A malha afeta diretamente as outras duas classificações. Malha e resolução

A malha aumenta a equação dos aspectos da espessura e da refração da luz. A espessura da malha, sua massa e cor podem limitar a capacidade da emulsão de produzir linhas finas. Quan­to maior a espessura da malha, mais grossa a camada de emulsão necessária para obter uma boa cobertura e gerar um estêncil de superfície lisa (valor Rz). Quan­to mais fina a malha, mais fácil será chegar à espessura especificada e mais liso será o estêncil. Quan­to mais grossa for a espessura total do estêncil, maiores as chances de refração da luz, o que causa serrilhamento dos detalhes finos. A refração e a reflexão da luz dentro da malha são in­f luen­cia­das pela massa, cor e ângulo em que a luz incide sobre a tela durante a exposição. Uma malha branca reflete a luz e nunca produzirá a mesma resolução de um tecido tingido, que absorve a luz refletida, aumentando assim a resolução do estêncil. Um fio mais grosso significa maior reflexão da luz, o que acarreta uma resolução mais baixa. A unidade de exposição pode limitar ainda mais a resolução do estêncil quando a sua saí­da de luz é difusa. Além disso, a malha também interfere na resolução do estêncil devido ao fato de os fios tenderem a blo­quear detalhes muito finos, reproduzindo com menos precisão a imagem desejada. Por outro lado,


é preciso um número relativamente maior de fios na malha para que se possa suportar pontos muito pequenos e linhas muito finas. Se os pontos forem menores que a abertura da malha, alguns deles simplesmente cairão através da malha. No caso inverso, os fios podem blo­quear o ponto negativo se a abertura for muito pequena. Nessas si­tua­ções é importante contar com uma seleção de diâ­me­tros de fios. Ao se­le­cio­nar uma malha com fios mais finos, maiores serão as chances de alcançar a melhor resolução possível. Um fio mais fino reduz a espessura do tecido e a interferência dos fios sem de­te­rio­rar a opacidade e a transferência de tinta. Na verdade, a transferência de tinta melhora. Um fio mais fino aumenta a abertura da malha e a porcentagem de área aberta. Por exemplo, uma malha com densidade de 380 fios por polegada e diâ­me­tro padrão de fio de 34 mícrons corresponde a uma espessura de tela de 55 mícrons, uma abertura de malha de 23 mícrons e uma porcentagem de área aberta de 12,1. Uma malha com densidade de 380 fios por polegada e diâ­me­tro de fio de 31 mícrons corresponde a uma espessura de tela de 49 mícrons (uma redução de 10,9%), abertura de malha de 32 mícrons (28% de aumento) e porcentagem de área aberta de 23,3 (um aumento per­cen­tual de 92,6). Essas especificações são para malhas PeCap LE . Malhas de outros fabricantes podem apresentar alguma va­ria­ção. A malha 380-31 absorverá mais tinta, independentemente de ser uma malha mais fina e de perfil mais baixo. Recomendações

Utilizar malhas de baixo alongamento e com diâ­ me­tros de fio menores, como o tafetá, permite obter a resolução mais fina possível do estêncil. Essa recomendação oferece os seguintes be­ne­f í­cios: 1. Uma estrutura de superfície mais lisa, que pro­ por­c io­na um estêncil mais liso e técnicas de revestimento mais simples. 2. Quan­to menor a massa do fio, maior será a área aberta, o que significa menor chance de a malha distorcer a imagem. 3. A espessura de tela mais fina torna a impressão mais fácil, pois permite que a tinta se desprenda da tela com maior facilidade e a transferência seja mais efi­cien­te. Nesse caso, a resistência do tecido é sacrificada em favor da resolução. Ao optar por fios mais finos, procure utilizar telas de baixo estiramento, já que podem manter valores mais altos de tensão e o tecido pode ter mais resistência. Se possível, a linha mais fina e o menor ponto a ser impresso devem ser do tamanho da abertura

Resolução do estêncil

Resolução do estêncil Malha 305

Uma malha com densidade maior permite uma resolução maior Malha 355 da malha mais dois diâ­me­tros de fios combinados, ou ter uma largura de duas vezes o tamanho da espessura total da tela (malha mais estêncil). Isso irá melhorar a transferência de tinta para o substrato, pois a tinta pode aderir a uma área maior da superfície do substrato e essa aderência a desprende do substrato. Se o menor detalhe for menor do que isso, a tinta forma uma alta coluna similar a um túnel grudado nas paredes que representa uma maior área de superfície. Um estêncil mais grosso não só aumenta a área de superfície no estêncil, como também as maiores partículas da emulsão aumentam a área de superfície no túnel de tinta. Isso po­ten­cia­li­za o atrito com o fluxo de tinta, resultando em um destacamento mais fácil entre a tinta e o estêncil se a emulsão tiver partículas de pequeno tamanho, ou seja, emulsão com alto teor de sólidos, permitindo a impressão em alta resolução. Escolha uma malha que permita tela fina e emulsão com pequenas partículas e com uma química que possibilite alta resolução. Essa combinação, devidamente revestida e exposta com uma lâmpada de alta resolução, pro­por­cio­na­rá o melhor detalhe de impressão possível. Conclusão

Quan­do se está buscando alcançar a maior resolução possível, devem ser considerados todos os aspectos da preparação do estêncil. Isso inclui a química da emulsão, os tipos de equipamentos utilizados no laboratório de serigrafia e as características da malha. Não se pode esperar que a emulsão pro­por­ cio­ne todo o seu po­ten­cial se ela for limitada pela malha ou pelos equipamentos.

Dave Dennings é gerente

técnico do grupo de pesquisa aplicada da Kiwo, fornecedora mundial de químicos e tecnologia para serigrafia.

Tradução autorizada

de artigo publicado no boletim da Specialty Graphic Imaging Association (SGIA). VOL. II  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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CURSOS

ABTG Junho Problemas e Soluções de Pré‑Impressão

Data: 4 a 6 de junho Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Ricardo Minoru Horie Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Julho Produção Gráfica para Vendedores

Data: 2 a 4 de julho Horário: 9h às 18h Instrutor: Ana Cristina Pedrozo Investimento: R$ 290,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 390,00 para não associados e R$ 190,00 para estudantes.

Custos e Formação de Preço para a Indústria Gráfica

Data: 10 a 13 de julho Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Flavio Botana Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Mecânica Básica para Impressores Offset

Data: 24 a 26 de julho Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Ronaldo Massula Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Agosto Problemas e Soluções na Pós‑Impressão

Data: 14 a 16 de agosto Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Jairo Oliveira Alves

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Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Gestão, Liderança e Equipes de Alta Performance

Data: 28 a 31 de agosto Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Cristina Simões Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Senai Iniciação Profissional Criação e Desenvolvimento de Personagem de Cartoon (42h) – R$ 480,00

Sábados: 4/8 a 27/10 das 8h às 12h Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental concluído.

Montador de Fotolito (56h) – R$ 498,00

Sábados: 11/8 a 29/9, 20/10 a 15/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Copiador de Chapas Offset (28h) – R$ 411,00

Sábados: 4/8 a 22/9, 20/10 a 15/12 das 8h às 12h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Meio Oficial Impressor Offset em Máquina Monocolor (60h) – R$ 743,00

Sábados: 21/7 a 15/9, 29/10 a 8/12 das 8h às 17h 2ª‒ a 5ª:‒ 18/6 a 17/7, 23/7 a 21/8, 27/8 a 25/9, das 19h às 22h30 Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Meio Oficial Impressor Offset em Máquina Monocolor de Pequeno Formato (60h) – R$ 743,00

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Meio Oficial Impressor Flexográfico Banda Larga (80h) – R$ 1.450,00

Sábados: 7/7 a 15/9, 22/9 a 15/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Meio Oficial Impressor Flexográfico Banda Estreita (80h) – R$ 1.450,00 Sábados: 7/7 a 15/9, 22/9 a 15/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Encadernador Manual de Livros (32h) – R$ 336,00

Sábados: 4/8 a 29/9, 6/10 a 15/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental concluído.

Operação de Guilhotina Linear (28h) – R$ 390,00

Sábados: 4/8 a 22/9, 6/10 a 8/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h 2ª‒ a 5ª:‒ 5/6, 11/6 a 26/6, 2/7 a 17/7, 23/7 a 9/8, 13/8 a 28/8, 3/9 a 18/9, 24/9 a 9/10, das 19h às 22h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Montador de Faca de Corte e Vinco (40h) – R$ 528,00 Sábados: 4/8 à 1/9 e 6/10 a 24/11 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Impressor de Corte e Vinco Manual (32h) – R$ 492,00 Sábados: 4/2 a 31/3, 14/4 a 23/6, 4/8 à 29/9 e 6/10 a 15/12 das 8h às 12h e das 13h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído.

Impressor de Corte e Vinco Automático (80h) – R$ 848,00 Sábados: 14/1 a 24/3, 31/3 a 30/6, 7/7 a 15/9, 22/9 a 15/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos e ensino fundamental concluído. Para todos os cursos: o (a) aluno (a) deverá comprovar ter 16 anos completos e ensino fundamental con­cluí­d o (verificar exceções). Alunos menores de idade deverão comparecer para matrícula acompanhados por responsável. Apresentar cópia do histórico ou certificado do ensino fundamental, RG, CPF, comprovante de residência e comprovantes do pré-requisito para simples conferência. A Escola Senai reserva-​se o di­rei­ to de não ini­ciar o programa se não hou­ver o número mínimo de alunos inscritos. A programação, com as datas e valores pode ser alterada a qualquer momento pela escola. A Escola atende de 2 ‒ª a 6‒ª, das 8h às 21h, e aos sábados das 8h às 14h.

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Revista Tecnologia Gráfica Nº 82  
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