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ANO XVI Nº 81 VOL. I 2012 ISSN 1678-0965

A REVISTA TÉCNICA DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO

Qual será o tema da Drupa 2012?

Tutorial

Aumente a nitidez das imagens com o filtro High Pass

Produção Gráfica

Quais os cuidados que você deve tomar no desenvolvimento de rótulos termoencolhíveis

Entrevista Para o especialista em tipografia Claudio Rocha, o designer gráfico é um tradutor visual


Volume I – 2012 Publicação bimestral da ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, Rua Bresser, 2315 (Mooca), CEP 03162‑030 São Paulo SP  Brasil ISSN: 1678-0965 www.revistatecnologiagrafica.com.br ABTG – Telefax (11) 2797.6700 Internet: www.abtg.org.br ESCOLA SENAI – Fone (11) 2797.6333 Fax (11) 2797.6309 Presidente da ABTG: Reinaldo Espinosa Diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris: Manoel Manteigas de Oliveira Conselho Editorial: Andrea Ponce, Bruno Mortara, Enéias Nunes da Silva, Manoel Manteigas de Oliveira, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Simone Ferrarese e Tânia Galluzzi Apoio Técnico: Vivian de Oliveira Preto Elaboração: Clemente e Gramani Editora e Comunicações gramani@uol.com.br Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159.3010  gramani@uol.com.br Jornalista Responsável: Tânia Galluzzi (MTb 26897) Redação: Letânia Menezes Revisão: Giuliana Gramani Projeto Gráfico: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa Foto da capa: AGE Fotostock/ AGB Photo Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Senai Theobaldo De Nigris Acabamento: Gráfica Bandeirantes Laminação, Hot Stamping: (fitas MP Brasil): UVPack Acabamentos Especiais Papel: couché fosco Nevia APP 90 g/m² (miolo) e couché fosco Nevia APP 170 g/m² (capa), fornecidos pela Cathay BR Assinaturas: 1 ano (6 edições), R$ 54,00; 2 anos (12 edições), R$ 96,00 Tel. (11) 3159.3010 Cathay-GuiaEspecialExpoprint-Abigraf247-c.indd 3

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Apoio

Esta publicação se exime de responsabilidade sobre os conceitos ou informações contidos nos artigos assinados, que transmitem o pensamento de seus autores. É expressamente proibida a reprodução de qualquer artigo desta revista sem a devida autorização. A obtenção da autorização se dará através de solicitação por escrito quando da reprodução de nossos artigos, a qual deve ser enviada à Gerência Técnica da ABTG e da revista Tecnologia Gráfica, pelo e-mail: abtg@abtg.org.br ou pelo fax (11) 2797.6700

Renda-se à Drupa

E

stamos muito próximos da data do principal evento da indústria gráfica mun­dial. Não importa se os tempos são de crise ou de bonança. A Drupa continua concentrando atenções, suscitando discussões, apontando ten­dên­cias. Isso não significa que a feira esteja imune aos humores da economia. Os reflexos dos problemas vividos pela Europa estarão bem presentes, explicitados através do po­si­cio­na­men­to dos fabricantes de equipamentos, sistemas e insumos e do comportamento do próprio visitante. E até isso pode favorecer a Drupa. Explico. Para Lauri Müller, diretor da MDK, representante da Messe Düsseldorf no Brasil, a cu­r io­si­da­de com relação ao cenário da re­g ião pode encorpar o grupo de brasileiros na Drupa 2012. E a expectativa não é só nossa. Como já estamos ficando cansados de ouvir, o Brasil é a bola da vez e, com o câmbio favorável e com a perspectiva de bons anos pela frente, espera-se que mais de cinco mil brasileiros visitem a feira neste ano. Mesmo assim ainda estaremos atrás da China e da Índia, que devem levar, cada uma, dez mil pes­soas para Düsseldorf. Voltando o olhar para a tecnologia, a impressão digital, e mais especificamente a tecnologia jato de tinta, estará novamente em evidência, ocupando 40% da área da mostra. Porém, como sa­lien­ta Barney Cox no artigo “Qual será o tema da Drupa 2012?”, que a Tecnologia Gráfica traz para você nesta edição, desta vez os fornecedores devem apresentar resultados consistentes, e não apenas conceitos. Segundo o guru Frank Romano, 2012 será o ano da Drupa do jato de tinta turbinado e do acabamento em linha. Outros es­pe­cia­lis­tas ouvidos por Barney Cox enfatizam a integração como o ponto alto da próxima mostra. Um tema que acredito que será retomado é a equação meio am­bien­te + efi­ciên­cia. Veremos fornecedores importantes alar­dean­do seus avanços em prol da redução de custos, produção mais enxuta e aumento da produtividade. Eles também procurarão ganhar a atenção dos visitantes com ferramentas que possam garantir o espaço da mídia impressa no mundo crossmedia, provando que ela é capaz tanto de competir quanto de se unir a outros meios. Como eu disse no início, os danos causados pela si­tua­ção enfrentada pela Europa estarão lá, e os rear­ran­jos do mercado serão igualmente discutidos. Como ficam gigantes como a Manroland e a Kodak? Outras empresas ocuparão seus espaços ou não existe mais espaço a ser ocupado dentro do modelo que elas praticavam? Enfim, não há como ficar alheio à Drupa. Mesmo que você não pretenda ir à Alemanha, a Drupa virá até você de alguma forma e a revista Tecnologia Gráfica estará ao seu lado para contar para onde aponta a grande bússola da indústria gráfica. Manoel Manteigas de Oliveira, diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris

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Sumário 10

A próxima Drupa será a da integração. Você concorda?

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A aplicação de rótulos termoencolhíveis

40

O designer Claudio Rocha fala sobre tipografia

Drupa 2012

Produção Gráfica

Entrevista

14

Impressão

16

Acabamento digital e convencional

26

Manutenção como ferramenta da qualidade

28

Marketing móvel e materiais impressos

42

Produção de matrizes de tipos de metal – Parte III

48

Validade das provas digitais

52

Notícias Produtos Literatura e sites Cursos

6 8 57 58

ANO XVI Nº 81 VOL. I 2012 ISSN 1678-096

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A REVISTA TÉCNIC A DO SETOR GRÁFIC O BRASIL EIRO

Qual será o tema da Drupa 2012?

Tipografia

Gestão

Normalização

32

Aplicação da tecnologia CtS Serigrafia

56

81

Acabamento

Tutorial

Como Funciona

Seybold

Especial

Use o filtro High Pass para aumentar a nitidez

36

IA gRáfIc A

Prêmio Fernando Pini: vencedores em Inovação Tecnológica, 12.647 e Grand Prix

A aplicação de relevo em embalagens de papel‑cartão

R E V I S TA T Ecnolog

Manuseio de chapas offset

Tutor ial

Aumente a nitidez das imagens com o filtro High Pass

Prod ução Gráfi ca

Quais os cuidad que você deve os tomar no desenvolvime rótulos termoe nto de ncolhíveis

Entre vista

Para o especialista tipografia Claudi em o Rocha, o designer gráfico é um tradutor visual

capa: cesar mangiacavalli imagem: agbphoto


Pensando no futuro? Nós podemos ajudá-lo.

Pós-graduação e extensão universitária

Novos cursos da faculdade SENAI Extensão universitária (ensino a distância):

Gestão da produção na empresa gráfica Pós-graduação:

Desenvolvimento e produção de embalagens flexíveis Extensão universitária Otimização do processo offset para a qualidade e produtividade Controle de processo na impressão offset Gestão da qualidade na indústria gráfica Green Belt estratégia lean-seis sigma Gestão estratégica da indústria gráfica Gestão estratégica de pessoas Marketing industrial

Pós-graduação Tecnologia de impressão offset : qualidade e produtividade Planejamento e produção de mídia impressa Gestão inovadora da empresa gráfica

Faculdade SENAI de Tecnologia Gráfica e Escola SENAI Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 - Tel: 2797-6300/6301/6303 - www.sp.senai.br/grafica


NOTÍCIAS

Ensaios laboratoriais para as indústrias gráficas e afins

ABTG oferece pacotes de vantagens para seus cursos

P

ara quem deseja participar de seus cursos, a ABTG está oferecendo pacotes de van­ tagens. Um deles é o pacote “Mais Um”, através do qual a cada cinco inscrições da mes­ ma empresa em qualquer cur­ so, a sexta é gratuita. Há tam­ bém os pacotes Fidelidade 20 e Fidelidade 25, nos quais, fe­ chando, respectivamente, 20 ou 25 inscrições em qualquer curso até o dia 31 de maio, o inscrito ganha cinco ou sete inscrições gratuitas, em ou­ tros cursos. Por fim, há o pa­ cote Universitário, que permi­

te a turmas de estudantes de Artes Gráficas, Publicidade e Propaganda, Mar­ke­ting, De­ senho In­dus­trial, Design e Co­ municação contratar um curso fechado. Para isso é necessário atender as seguintes condições: ter entre 25 e 40 alunos, pagar de R$ 190 a R$ 220 por aluno e rea­li­z ar o curso no auditório da ABTG . A entidade dá tam­ bém 5% de desconto em to­ das as inscrições feitas até 30 dias antes da rea­li­za­ção do cur­ so. Mais informações por tele­ fone (11 2797-​­6728) ou e-​­mail (curso@abtg.org.br).

A

Theo­bal­do De Nigris colo­ ca à disposição das in­dús­ trias de papel, de celulose, gráfi­ cas, editoras e empresas em geral seus la­bo­ra­tó­rios de ensaios em pa­péis, tintas e livros. Equipada com recursos para rea­li­za­ção de ampla gama de ensaios, e com uma equipe de profissionais es­ pe­cia­li­za­dos, a escola está capa­ citada a analisar detalhadamen­ te as pro­prie­d a­des da maioria dos substratos celulósicos e das tintas de impressão – líquidas e pastosas. Também podem ser rea­li­za­dos ensaios de imprimibili­ dade, que ava­liam a relação entre tintas e substratos de impressão sob diferentes condições. Os la­b o­r a­t ó­r ios da escola contam também com equipa­ mentos para ensaios específi­

ASSINE

(11) 3159.3010 a revista técnica do setor gráfico brasileiro

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VOL. I  2012

cos em livros, determinando a resistência à tração das páginas (page pull) e à flexão (flex test). Todos os ensaios são rea­li­z a­dos seguindo as normas técnicas pa­ drão e podem ser complemen­ tados com testes em condições reais de impressão. Para isso a es­ cola conta com um completo parque gráfico. Entre os ensaios disponíveis em pa­p éis estão ava­lia­ç ão do pH, do teor de cinza, da dire­ ção de fibras, gramatura, espes­ sura, capacidade de absorção da água, aspereza e resistência su­ per­f i­cial. Para as tintas, a esco­ la pode ava­liar a moa­gem, o de­ calque (secagem), a estabilidade de tack, entre outros ensaios. M a i s i n f o r m a ç õ e s : 11 2797.6317, papel@sp.senai.br


A Theobaldo De Nigris recebe obras do Prêmio Ibema Gravura

A

escola comemorou 40 anos em novembro de 2011. Como presente de ani­ versário a Ibema, Companhia Brasileira de Papel, doou à ins­ tituição a coleção das obras vencedoras do 1º– Prêmio Ibe­ ma Gravura, que ficará em ex­ posição permanente na sede da escola. O Prêmio Ibema Gravura, voltado a estudan­ tes de cursos su­pe­rio­res e de escolas técnicas de artes grá­ ficas do Brasil, teve o apoio da ABTG e da Abigraf. O concur­ so teve por objetivo a valori­ zação da cultura da gravura, sua história e a contribuição que oferece ao desenvolvi­ mento e o progresso da so­ cie­da­de. Ao todo participa­ ram 120 trabalhos de vá­rias localidades do País. As 20 me­ lhores obras foram se­le­cio­ na­das por um júri composto pela professora da Escola de Música e Belas Artes do Pa­ raná, Uia­ra Bartira, que tam­ bém é artista plástica com conhecimento de gravura, e pelo professor da Escola Su­ pe­rior de Propaganda e Mar­

ke­ting, Fábio Mestriner, coor­ de­na­dor do prêmio. Segundo Fernando Sandri, responsável pela área de Relações Institu­ cionais da Ibema, em função do concurso a empresa re­ cebeu no dia 15 de novem­ bro em Bruxelas, na Bélgica, o Prêmio Pulp&Paper In­ter­ na­tio­nal PPI 2011, na catego­ ria Campanha Pro­mo­cio­nal do Ano. “Ficamos muito fe­ lizes em pre­sen­tear a Escola Theo­bal­do De Nigris com as obras, pois a xilogravura foi a primeira forma de impressão desenvolvida pelo homem e seu procedimento básico ain­ da permanece até os dias atu­ ais inalterado em sua essência”, esclarece Sandri. Para Ma­noel Manteigas de Oliveira, professor e diretor da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, a ini­cia­ti­v a da Ibema valoriza o produto gráfico ao relembrar suas origens artísti­ cas. “Pela alta qualidade dos trabalhos, a coleção doa­da à Theo­bal­do De Nigris marca de forma significativa a co­ memoração de seus 40 anos”.

Diginove fortalece parceria com a escola

Diginove cedeu em como­ dato, à Escola Senai Theo­ bal­do De Nigris uma máquina de hot stamping digital Therm-O-​ ­Type FT-10 , ­ideal para aplicação em impressos digitais de baixas tiragens que usam toner. O equi­ pamento estará à disposição dos alunos do Senai no setor de Im­ pressão Digital da escola. Nele, os estudantes poderão ver possibili­ dades de acabamento di­fe­ren­cia­ do em impressos promocionais feitos com tecnologia digital, tais como convites, papelaria pes­ soal ou executiva, brindes, lem­ branças etc. A Therm-O-​­Type FT-10 permite a aplicação de hot stamping sem uso de qualquer clichê. Entre os filmes também

co­mer­cia­li­z a­dos pela Diginove estão filmes brilhantes, metáli­ cos e holográficos com brilho e transparentes simulando o efei­ to do verniz localizado. “Temos reforçado nos eventos de que participamos a importância de se observar as necessidades es­ pecíficas de acabamento para os impressos digitais. A ThermO-​­Type FT-10 se encaixa nesse conceito, já que oferece uso sim­ plificado e alta qualidade para impressos em baixas tiragens ou uni­tá­rios, permitindo que os clien­tes que trabalham com hot stamping obtenham mais pro­ dutividade a um custo muito menor”, disse Silvane Salamoni, diretora da Diginove.

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PRODUTOS

VSP apresenta novidades nas linhas de revestimentos

E

m novembro a VSP Pa­p éis Especiais apresentou três novas linhas de revestimen­ tos termossensíveis e tecidos voltados para encadernação e embalagens. As linhas de re­ vestimento Raphia e Canvas apresentam textura rústica em 11 cores e, por serem ter­ mossensíveis, têm sua tona­ lidade alterada na impressão em relevo seco. Outra novi­ dade é o Tecipaper, papel te­ cido à base de po­liés­ter e al­ godão para impressão offset, serigráfica, hot stamping e re­ levo seco. O Tecipaper está disponível com acabamento fosco nas versões Natural e

N

Econatural e com acabamen­ to com brilho nas versões Bri­ lhante e Cristal. As novas linhas estão disponíveis para pron­ ta entrega em folhas gráficas, ­ideais para encadernação de

bí­blias, álbuns, livros, cadernos e agendas, entre outros. Sua maior durabilidade também garante resultados su­pe­rio­res no segmento de embalagens e artesanato em geral.

www.vsppapeis.com.br

Ricoh divulga nova multifuncional de grande formato

o final de dezembro a Ri­ coh Brasil anunciou o lan­ çamento de uma nova mul­ti­ fun­cio­nal no mercado brasileiro: a MP W3601. Caracterizado pela produtividade, design compac­ to e pela grande va­rie­da­de de funções que oferece ao usuá­ rio, o novo equipamento co­ pia, digitaliza, distribui e arquiva documentos de forma segura. A MP W3601 apresenta velocida­ de de impressão de 6,4 páginas A1 por minuto, além de supor­ tar grande va­rie­da­de de forma­ tos de papel, de A4 a A0. Além disso, o usuá­rio pode escolher entre a configuração de dois ro­ los ou da bandeja de papel adi­

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VOL. I  2012

cio­nal com capacidade para 250 folhas. O painel da nova mul­ti­ fun­cio­nal, sensível ao toque, é de fácil uso e manuseio e tem tela de LCD de 8,5 polegadas. O destaque do novo produ­ to é o design compacto: ele é o menor equipamento de sua classe, ocupando um es­ paço pequeno em am­bien­ tes corporativos e es­cri­tó­ rios, sem a necessidade de sala es­pe­cial de impressão. Outra importante caracte­ rística da MP W3601 é o escâ­ ner colorido embutido op­ cio­nal, que garante aumento da produtividade, permitin­ do rever desenhos em cores

em grande formato, adi­cio­nar co­men­t á­rios, digitalizar e dis­ tribuir os documentos. www.ricoh.com.br

Suzano amplia linha de papéis couché

A

Suzano Papel e Celulose re­ formulou sua linha de pa­ péis revestidos com o Couché Suzano Image. Com tonalidade di­fe­ren­cia­da e alinhada aos pa­ drões de qualidade das gráficas, o novo couché complementa a linha de pa­péis revestidos off-​ ­machine da Suzano. “O Couché Suzano Image garante impressão com cores muito mais vivas, ge­ rando excelentes resultados no acabamento final, já que possui tonalidade mais branca”, expli­ ca André De Marco, gerente do grupo de produtos da unidade de papel da Suzano. O novo pro­ duto substitui o Couché Suzano, tornando a linha mais moderna e adequada às solicitações do mercado na­cio­nal. O lançamento chega ao mer­ cado nas versões Matte, com baixo brilho e indicado para trabalhos em que há grande quantidade de texto, e Gloss, re­ comendado para trabalhos com imagens coloridas, por permitir a valorização dos recursos gráfi­ cos e das cores. O Couché Suza­ no Image está disponível em 90, 115, 150 e 170 g/m². A empresa também atendeu a um antigo pedido do mercado e apresentou o Kromma Gloss na versão 70 g/m². Este papel couché on-​­machine, disponível nas versões Silk (semibrilho) e Gloss (brilho), é indicado para materiais como revistas, fôlde­ res e catálogos, entre outros, e tem o custo/benefício como seu principal atrativo. www.suzano.com.br


A

Akad traz impressora de cartão PVC

Akad está lançando no Brasil a impressora compacta de cards). Oferece, também, opções de bandejas de entrada para cartão PVC Datacard CD800 , que oferece aos usuá­rios ve­ 200 cartões e saí­da para 100 cartões e a opção de colocação locidade, desempenho e con­f ia­bi­li­da­de para impressão de car­ da trava de segurança Kensington. tões. O equipamento foi projetado para atender ampla va­rie­da­ www.akad.com.br de de in­dús­trias e aplicações, incluindo programas de identificação para governo, empresas e institui­ ções educacionais que requerem maior volume e melhor qualidade de impressão na emissão de car­ tões. A Datacard CD800 possui resolução de até 300 × 1.200 dpi, o que possibilita impressão nítida e legível para códigos de barra 2D, textos finos e caracteres complexos de 2 bytes. Também conta com a nova tecnologia de impressão ­TrueMatch, garantindo que as cores na tela correspondam às cores do cartão impresso, e um novo driver de im­ pressão que utiliza recentes tec­no­lo­gias da Micro­ soft XPS para melhorar a velocidade e a qualidade da imagem. A CD800 possibilita ainda a impressão frente e verso automática (duplex), aumento na produtividade através da impressão de grandes vo­ lumes, personaliza até 220 cartões coloridos por hora (frente ou verso) ou até 165 cartões coloridos por hora (frente e verso). Além disso, possui um in­ tuitivo painel de LCD para exibição de mensagens de status e prompts úteis com interface interativa, de fácil utilização com controles de toque. A im­ one world – one drupa pressora traz conectividade padrão USB e Ethernet may 3 – 16, 2012 com servidor de impressão interno, possibilitando düsseldorf, germany aos usuá­rios o compartilhamento de recursos dis­ poníveis para impressão e controle do fluxo dos www.drupa.com trabalhos definindo ordem de prio­ri­da­de das soli­ citações. Ela utiliza o sistema ­TruePick, que permi­ Your link to more – Se afine já à drupa 2012! Aponte a sua web­ te o ajuste preciso das espessuras dos cartões, mi­ nimizando o atolamento e com fácil acesso para cam ao drupa logo com . Com o smartphone/tablet PC: baixe troca de suprimentos, economizando tempo e re­ o arquivo e instale o Junaio App gratuitamente e siga em frente. duzindo des­per­dí­cios. A Datacard CD800 permi­ Escolha o channel drupa. Com PC­Webcam acionar drupa.com/ te opcionais para implementar segurança aos car­ augmentedreality. Ajuda adicional: www.drupa.com/help tões, como o codifica­ Mais um serviço para você: informações para visitantes da dor de tar­ drupa através de webapp para iPad e diversos Android­Tablets! ja magné­ tica e o MDK Feiras Internacionais módulo de R. Barão do Triunfo, 520 -7° gravação andar - conj. 71 04602-002 - São Paulo – SP de cartões Tel.: +55 11 55 35-47 99 Fax: +55 11 50 93-60 41 inteligen­ mdk@mdkfeirasinternacionais.com.br tes (smart

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DRUPA Barney Cox

As Drupas anteriores foram definidas por uma tendência de tecnologia dominante. A última, em 2008, foi a Drupa da tecnologia jato de tinta, que sucedeu outras como a Drupa do JDF, a Drupa digital e a Drupa do CtP.

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Qual será o tema da Drupa 2012?

ual será o tema da Drupa em 2012? Com certeza haverá mais de um tema predominante. “Será a Drupa da inte­ gração”, afirma o diretor de ge­ren­cia­ men­to Eamer (sigla em inglês para re­ gião da Europa, África e Orien­te Médio) da Kodak, Philip Cullimore. “A mídia é um mundo de ­uniões — impressos e aplicativos, impressos e mídia online, impressos e tablets, impressos e comunicação móvel. E não é apenas a junção de mídia impres­ sa e outros. Há também a combinação de diferen­ tes processos de impressão, na qual a soma equi­ vale a mais do que as partes. É digital em conjunto com offset”. Transformação e transição também são temas emergentes para a Drupa 2012. E como

fornecedores podem ajudar nas mudanças com ferramentas de desenvolvimento de ne­gó­cios? “Na Ricoh acreditamos que a Drupa 2012 versa­ rá sobre transformação”, diz Graham Moo­re, dire­ tor do grupo de produção de impressão co­mer­cial da Ricoh Europa. “A tecnologia con­ti­nua­rá a pro­ gredir, mas o desafio para o prestador de serviços de impressão será unir tudo isso e ter o verdadeiro suporte de desenvolvimento de ne­gó­cios para ad­ ministrar a mudança. Alguns exemplos são a trans­ formação de “offset ou digital” para “offset e digi­ tal”, de ser fornecedor apenas de impressão para fornecedor de serviços crossmedia — e da transição de provedor de serviços de impressão (PSP) para provedor de serviços de mar­ke­ting (MSP)”.


Mapas e guias para o novo cenário

“Para que os gráficos se tornem fornecedores de mar­ke­ting eles precisam de muita ajuda, e é nesse ponto que as ferramentas dos fornecedores para o desenvolvimento de ne­gó­cios tornam-se importan­ tes”, comenta o analista de indústria Andrew Tribu­ te. “Historicamente a Drupa tem sido uma feira de tecnologia, mas ela é também de ne­gó­cios e ino­ vação”, diz o diretor de impressão pro­f is­sio­nal da Canon na Europa, David Preskett. “Vamos mostrar como nossos clien­tes têm inovado nos ne­gó­cios. Os visitantes podem provar algo que, esperamos, vai inspirá-​­los e levá-​­los mais longe”. Há um reconhecimento de que a mídia impressa, para ter seu espaço no mundo crossmedia, deve pro­ var que é eficaz tanto competindo quanto se unindo com outras mí­dias. Um dos termos que estarão por toda parte na Drupa é Romi — sigla em inglês para retorno sobre investimento em mar­ke­ting. François Martin, diretor global de mar­ke­ting da HP, acredita que a percepção que os pro­prie­tá­rios de marcas têm da mídia impressa já está começan­ do a mudar. “A mídia impressa está deixando de ser vista como um meio lento em comparação com a mídia online, para ser entendida como um meio que agrega valor através de documentos que ­criam sen­ timentos e emoções positivas quando usados cor­ retamente”. Juntamente com um maior foco na fi­ nalidade e nos ne­gó­cios de impressão estará em exibição, é claro, muito da tecnologia mais recente, já que, para qualquer aplicação ou qualquer clien­ te, melhores ferramentas são uma forma es­sen­cial de superar os mais recentes de­sa­f ios. O offset defende seu terreno

A tecnologia digital, a jato de tinta em particular, pode ter sido o centro das atenções na última Dru­ pa e também será desta vez, mas é importante lem­ brar, apesar do desenvolvimento da impressão digi­ tal, quantos impressos ainda são produzidos usando processos analógicos e que ainda não estão prontos para entrar na era digital. Estamos longe do ponto de virada em que os volumes de impressão digital ultrapassarão os de offset, argumenta Ralph Hils­ don, chefe de mar­ke­ting de produto da Agfa Gra­ phics. “A mudança está chegando, mas a tecnolo­ gia offset vai defender o seu espaço”.

O foco do desenvolvimento da impressão off­ set tem sido aprimorar a automação, o que pode reduzir custos operacionais. Muito desse foco está na redução dos tempos de preparo e troca de servi­ ços, permitindo tiragens mais curtas e rápidas. Este não é o único benefício, no entanto. Cada passo para a automação ajuda a reduzir o custo unitário do impresso, um fator importante quando se luta para manter uma boa margem e quando a impres­ são em si precisa provar seu custo-​­benefício como uma mídia para mar­ke­ting. “Vamos ver me­lho­rias em offset plana até que seja possível quase eliminar o operador”, prevê An­ drew Tribute. Ele acredita que recursos como me­ dição on-​­press irão evoluir, tornando mais rápido o controle de cor, e que será possível ler a folha inteira para identificar defeitos de impressão como man­ chas e caroços. Esses desenvolvimentos ajudarão a con­ti­nuar reduzindo o volume da tiragem viá­vel até que o offset possa produzir apenas umas 200 folhas, território hoje ocupado pela tecnologia digital. Reduzir os tempos de acerto e troca por meio da automação é fundamental para receber mais traba­ lhos rapidamente, mas tem uma utilidade restrita se as folhas impressas precisarem de muito tempo de secagem antes de serem manipuladas na próxi­ ma fase de produção. A Drupa vai apresentar vá­rias abordagens diferentes de como eliminar esse tem­ po de secagem. Uma opção é usar tinta UV curada. A última geração de lâmpadas e tintas as­so­cia­das foram projetadas para fun­cio­nar tranquilamente e por muito tempo, com baixo consumo de energia, maior vida útil da lâmpada, mais opções de arma­ zenagem e sem necessidade de refrigeração cara e extração de ozônio. A tecnologia UV é apenas uma opção e pode ser prática apenas se você está inves­ tindo em uma nova impressora. Aqueles que não procuram comprar uma máquina nova devem ob­ servar as novidades entre os fornecedores de tinta, que prometem secagem rápida das tintas conven­ cionais em algumas das fórmulas novas. Com cer­ teza, mesmo que essas tintas custem muito mais que as comuns em comparação com o preço do toner ou do jato de tinta, o custo se torna insig­ nificante. Esse é outro exemplo de como os for­ necedores para offset estão tornando o processo mais viá­vel para tiragens cada vez menores e mais rápidas, lutando contra a invasão do digital. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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A linha do tempo da Drupa, por Frank Romano

1972 Drupa da pequena gráfica comercial

1977 Drupa da pré-​­impressão eletrônica colorida

Para a offset rotativa também existem desenvol­ vimentos. “O foco está na redução dos re­sí­duos, do trabalho e, finalmente, do custo de produção de de­ terminado volume de páginas, tanto através de im­ pressoras maiores quanto de automação”, enfatiza Greg Norris, gerente de mar­ke­ting in­ter­na­cio­nal da Goss, que acredita que o próximo passo pode eli­ minar completamente algumas etapas do proces­ so. Esse tipo mais ágil de rotativa pode “roubar” al­ guns serviços que costumavam pertencer à offset plana, provando que não é apenas uma questão de analógico versus digital, mas também de considerar que tipo de alimentação é mais adequada. A Drupa do jato de tinta (de novo)

Se 2008 foi a Drupa jato de tinta, 2012 será, mais uma vez, focada nessa tecnologia digital. “2008 foi o ano do conceito de jato de tinta e 2012 será sobre os resultados no mercado”, prevê Graham Lee­son, gerente de comunicação de mar­ke­ting da Fujifilm Europe Graphic Systems. “Haverá mais impressoras jato de tinta em exposição voltadas para muitas ou­ tras aplicações”. Nos últimos quatro anos, a jato de tinta tem feito incursões significativas no mercado de impressão digital e deve con­ti­nuar nesse cami­ nho. “Em 2008 as impressoras jato de tinta de alta velocidade representavam apenas cerca de 10% do volume de impressão digital colorida no mundo”, afirma Jim Hamilton, diretor do Grupo InfoTrends. “Esse número está crescendo rapidamente. Até a Drupa 2012 terá chegado a um quarto do volume total e em 2014 será de mais de um terço”. O desenvolvimento das impressoras jato de tinta com alimentação contínua tem sido rápido, com a maioria dos fornecedores, como a HP, indo de uma única máquina para uma ampla gama de modelos com diferentes larguras, velocidades e capacida­ des. Andrew Tribute acredita que a próxima cate­ goria de impressoras jato de tinta será de produção de impressos mais acessíveis em alimentação con­ tínua, com uma velocidade de 50 metros por mi­ nuto no valor de US$ 500.000, am­plian­do o núme­ ro de gráficas que vão comprar os dispositivos, as aplicações e os volumes de impressos produzidos com essa tecnologia. Mas e quanto às máquinas de folhas em formato B2? Lee­son explica: “A alimenta­ ção contínua teve maior impulso após a última fei­ ra porque os requisitos de qualidade e, portanto, a 12 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012

1982 Drupa da fotocomposição

1986 Drupa do filme limpo

1990 Drupa da tecnologia digital

tecnologia empregada são menos sofisticados que os exigidos para alimentação a folha”. A questão é: será que a Fujifilm e as máquinas ­Screen receberão a companhia de outras impresso­ ras jato de tinta de formato B2? Quan­do essa maté­ ria foi escrita ainda era cedo demais para saber, ape­ sar de haver desenvolvimentos. A imagem que está emergindo é que a próxima geração de impressoras digitais, que veremos na Drupa 2012, será destinada a aplicações que são atual­men­te o sustentáculo do mercado e que estão sendo produzidas em impresso­ ras offset planas de formato B2. Entretanto, só porque esse é o principal formato usado em offset não signifi­ ca ne­ces­sa­ria­men­te que o seu substituto como maior motor da indústria tenha de ser idêntico em todos os aspectos, exceto pelo método de cria­ção da imagem. Automação e integração

Independentemente dos processos integrados para a impressão, os pedidos, a gestão, a produção e a distribuição de um trabalho são aspectos funda­ mentais para atender às demandas de menor custo, maior efi­ciên­cia e agilidade do mercado de produ­ tos impressos. Uma vez que esses processos sejam integrados fica mais fácil automatizá-​­los. “Um as­ pecto-​­chave da impressão digital que é frequente­ mente esquecido é a sua capacidade para ser usada em fluxos de trabalho automatizados”, opina Hamil­ ton, da InfoTrends. “A redução da intervenção do operador e a expansão das tarefas que um único operador pode executar têm importância crítica nos am­bien­tes de produção atuais”. Mas não é só na produção que a automação e a integração trazem be­ne­f í­cios. À medida que as tiragens são reduzidas e o número de serviços au­ menta, a administração e o atendimento ao clien­te se tornam parcelas cada vez mais significativas dos custos, colocando a ênfase nos sistemas ups­tream e na forma como se lida com os clien­tes. “Os fluxos de trabalho con­ti­nua­rão sendo automatizados e ha­ verá mais integração entre os sistemas, envolvendo os clien­tes e os sistemas de con­teú­do e processos de ne­gó­cios”, aponta Hilsdon, da Agfa. Impressão híbrida: mais do que a soma das partes

Não há dúvida que existe concorrência entre os pro­ cessos de impressão digital e analógica. Um visitante


1995 Drupa da produtividade aperfeiçoada (CtP, impressão direta, digital colorida)

2000 Drupa da automação de impressão e fluxo de trabalho

sábio na Drupa vai investigar cuidadosamente as úl­ timas novidades — tanto offset para tiragens me­ nores quanto digital para maiores volumes —, o que pode significar ter de reconsiderar suas pró­ prias capacidades de produção. Ao mesmo tem­ po, está se tornando claro que não é apenas uma questão de “um ou outro”, mas, como Cullimore, da Kodak, disse, esta é a Drupa da integração. Há be­ ne­f í­cios em usar as duas tec­no­lo­gias juntas. Po­ dem ser adotados sistemas híbridos de impressão que usam digital para aplicar dados variáveis sobre offset, ou manter tanto impressoras digitais quan­ to analógicas e encaminhar os trabalhos de acordo com a adequação. “A transição para o sistema digi­ tal não é abrupta, inclui mistura e fusão”, argumen­ ta Cullimore. “Algumas gráficas não podem simples­ mente transferir suas aplicações totalmente para o digital. Sistemas híbridos, que usam tecnologia di­ gital para personalizar produtos de maior tiragem, podem acrescentar algo ao sistema offset”. Greg Norris, da Goss, complementa: “Vemos uma oportunidade para integrar offset rotativa com impressão digital em sistemas híbridos”. Em­ bora ainda possa haver uma batalha entre os dois processos em alguns setores, há também o consen­ so de que cada um tem seus pontos fortes e que a melhor abordagem é combiná-​­los. “Descrevemos a divisão de trabalhos entre offset e impressão digital da seguinte forma: gráficas po­ dem usar suas impressoras offset para serviços de grandes tiragens”, diz Thomas Hauser, vice-​­presidente de mar­ke­ting e comunicação corporativa da Man­ roland. “Consequentemente, quando a empresa também tem uma impressora digital, suas opera­ ções em offset são mais rentáveis. O fluxo de traba­ lho é o ponto central em um am­bien­te de produ­ ção misto. Que­re­mos que nossos clien­tes utilizem os fluxos de trabalho existentes em conjunto com os fluxos de trabalho de metadados que controlam a impressora digital e as máquinas do acabamen­ to. Assim, os usuá­rios de offset permanecem em seu am­bien­te fa­mi­liar, mas com a impressão digital integrada ao fluxo de dados offset”. A Manroland não está sozinha nisso (Nota da redação: este artigo foi escrito antes do processo de insolvência da Manroland, ini­cia­do em novembro de 2011). Embora sua parceria com a Océ tenha sido a primeira a ser anun­cia­da entre uma fabricante de

2004 Drupa do JDF

2008 Drupa do jato de tinta

2012 Drupa do jato de tinta turbinado e do acabamento em linha

offset e uma de digital, ela foi seguida pelas par­ce­ rias da Heidelberg com a Ricoh, vendendo impres­ soras digitais para complementar sistemas offset, e da KBA com a RR Donnelley, desenvolvendo novas plataformas de impressão digital que combinam o talento da KBA para construção de impressoras com a ex­pe­riên­cia da RR Donnelley com impressão digi­ tal e híbrida e pro­prie­da­de in­te­lec­tual. Ainda pode haver mais alian­ças nas quais empresas que foram consideradas ad­ver­sá­rias tornam-se parceiras. Muitos temas = muitas razões para ir

“Para se be­ne­f i­ciar de uma feira de ne­gó­cios, é pre­ ciso ficar longe das pressões do dia a dia e aprovei­ tar a oportunidade para conhecer pes­soas e trocar ideias”, ressalta David Preskett, da Canon. “É possí­ vel conhecer aplicativos, compartilhar informações. Grandes exposições são uma das poucas oportuni­ dades para ficar longe do seu negócio e obter uma visão clara para futuras ideias de ne­gó­cios e inova­ ção”. Preskett acrescenta: “Eu acho difícil definir um tema. Ele real­men­te só se torna aparente depois de alguns dias de feira, quando fica claro o que é que os visitantes estão buscando”. Seja a Drupa da auto­ mação, da integração, do crossmedia, do jato de tin­ ta, do retorno da offset, da transformação ou qual­ quer outra Drupa, o show é feito pelo visitante. Para aproveitar ao máximo é preciso estar lá a fim de ve­ rificar com seus pró­prios olhos e atua­li­z ar-se sobre tudo aquilo que seja melhor para o seu negócio. É a sua Drupa: nos vemos em Dusseldorf.

& FEIRA MUNDIAL DE MEIOS DE IMPRESSÃO, EDITORIAL E CONVERSÃO 3 a 16 de maio de 2012 2-ª a 6-ª feira, das 10 às 18 horas Sábado e domingo, das 10 às 17 horas Recinto de Exposições de Dusseldorf Organizadora: Messe Dusseldorf Dusseldorf, Alemanha www.drupa.com Representante no Brasil MDK Feiras Internacionais Tel. (11) 5535.4799 www.mdkfeirasinternacionais.com.br

Barney Cox é consultor sênior de impressão sob demanda e publicação na Europa da empresa InfoTrends. barney_cox@infotrends.com. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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IMPRESSÃO

Antonio Aparecido Perez

Manuseio de chapas offset

O

manuseio correto das chapas deve ser observado desde o momento em que elas são recebidas na gráfica. Seu transporte e armazenamento devem seguir as recomendações do fabricante, principalmente para as chapas digitais, que são mais sensíveis às va­ria­ções de temperatura, luz e umidade. Durante a utilização é importante manter os cuidados para que as chapas não apresentem irregularidades antes da gravação e impressão. Qualquer amassamento ou envergadura irá comprometer os resultados. O transporte das chapas da pré-​­impressão para a impressão deve ser rea­li­za­do com cuidado e

Deixar o pacote apoiado na parede irá criar uma curva nas chapas, o que pode impedir que sejam carregadas corretamente na platesetter

Armazenar verticalmente as caixas pode provocar o desprendimento do pacote interno, deslocamento que pode causar danos às bordas e aos cantos das chapas

14 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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sempre com uma folha intercalando e protegendo as ­­áreas de grafismo e contragrafismo, evitando que o atrito provoque riscos. As chapas devem ser sempre armazenadas nas caixas no sentido horizontal para evitar deformações. O local deve ser fresco, longe de luz e umidade. No setor de pré-​­impressão, deixar o pacote de chapas apoiado na parede irá ­criar uma curva nelas, o que pode impedir que sejam carregadas corretamente na platesetter. Durante a impressão existem alguns cuidados importantes. Não deixe as chapas expostas à luz. Utilize químicos somente quando necessário (limpador de chapas), evitando o uso rotineiro, que pode comprometer a qualidade, provocando o desgaste da emulsão e a perda da capacidade hidrofílica das chapas. Mesmo após a utilização, evite deixar a camada das chapas exposta à luz ou ao tempo. A ação da luz sensibiliza a camada, reduz a tiragem


e em muitos casos a camada é removida quando é aplicado produto auxiliar para limpeza (limpador de chapas) para remoção de gordura ou oxidação. Nas limpezas de rotina ou no armazenamento das chapas evite deixar a água secar naturalmente. O carbonato de cálcio presente na água pode ficar impregnado após a secagem, dando origem a dois problemas: grafismo no contragrafismo e rejeição da tinta na re­gião no grafismo. Uma goma de qualidade, com aplicação correta, evitará ocor­ rên­cias de engorduramento, oxidação, perda de tempo, produtos, remoção da camada e a consequente perda da chapa. Muitas vezes, em casos de trabalhos a serem reimpressos, não se consegue aproveitar uma chapa já gravada que foi guardada para ser usada novamente. Isso porque muitas vezes não se toma o devido cuidado com a limpeza e aplicação da goma antes de armazenar a chapa. Podem acontecer falhas na aplicação da goma ou mesmo aplicação de goma em excesso.

2. Casos críticos ocorrem quando a goma é aplicada em excesso e as chapas ficam armazenadas por longo pe­río­do. Com o passar do tempo, a goma fixa-se na emulsão. Na tentativa de remoção da goma removem-se também as ­­áreas de grafismo, comprometendo a imagem e provocando a perda das chapas. 2

1

1. A chapa do cyan que ficou com falhas no momento da aplicação da goma apresentou problemas no início da impressão. No impresso apareceram manchas de gordura em virtude da falta de proteção. Para eliminar o engorduramento é necessário aplicar um limpador de chapas, que em muitos casos acarreta a perda das chapas ou redução da tiragem em virtude da redução da espessura da camada.

Os procedimentos corretos para o perfeito armazenamento após a impressão, com as chapas em máquina ou em uma mesa, são: 1. Umedecer as chapas com água utilizando esponja litográfica 2. Aplicar solvente à base de nafta (não pode ser secativo) para remover toda a tinta 3. Remover o solvente com um pano macio umedecido com água. Nunca utilizar a esponja, para evitar sua contaminação 4. Após certificar-se de que não existem ­­áreas engorduradas na chapa, aplicar goma protetora mantendo sempre o mesmo sentido e direção na aplicação, e nunca no sentido circular ou cruzando horizontal e verticalmente, evitando problemas de marcas ou dificuldade para remoção. No armazenamento após a impressão, as chapas devem ser po­si­cio­na­das no sentido vertical para facilitar o manuseio e a localização, evitando possíveis riscos e deformações. Manter em local fresco, longe da luz, pó e umidade. Antonio Aparecido Perez é suporte técnico

da Kodak do Brasil.

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CONCURSO

Fotos: Álvaro Motta

Letânia Menezes

Prêmio Fernando Pini, o mais relevante do setor no Brasil e América Latina

O

21º‒ Prêmio Brasileiro de Exce­ lência Gráfica Fernando Pini, o mais importante concurso do setor gráfico no Brasil e um dos mais respeitados da América La­ tina, consagrou 39 empresas na edição de 2011 pela alta capacidade técnica e expertise dos profissionais envolvidos no desenvolvimen­ to de cada produto. Coor­de­na­do e organiza­ do pela ABTG , com apoio da Abigraf, o prêmio teve 947 produtos inscritos, pertencentes a 164 empresas de 14 estados. O júri foi composto por 120 profissionais, sendo 70% deles técni­ cos e 30% designers gráficos. Com julgamen­ 16 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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to em duas fases, os 102 finalistas concorreram em 61 ca­te­go­rias divididas em 11 segmentos. O con­ curso distribuiu ainda prê­mios para fornecedores do setor em 13 ca­te­go­rias. A seguir, a revista Tecnologia Gráfica destaca as gráficas e produtos vencedores nas ca­te­go­rias Inovação Tecnológica ou Complexidade Técnica do Processo, Conformidade com a Norma NBR NM – ISO 12.647-2 – Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset e Provas Digitais. Também relata­ mos o passo a passo do sucesso de Atributos Téc­ nicos do Processo, o chamado Grand Prix, nas ca­ te­go­rias Melhor Impressão, Melhor Acabamento Cartotécnico e Melhor Acabamento Edi­to­rial.


Inovação Tecnológica ou Complexidade Técnica do Processo Vencedor: Brasilgráfica Produto: Linha de cartuchos Halls XS 30 drops Cliente: Kraft Foods

Os conceitos de portabilidade, modernidade e alta tecnologia foram as­so­cia­dos a essa embalagem, se­ gundo Célio Coe­lho de Magalhães, gerente de mar­ ke­ting da Brasilgráfica: “Com desenho di­fe­ren­cia­do, a embalagem exibe um novo sistema deslizante de abertura. São 30 minidrops em formato arredonda­ do”. As equipes de pesquisa e desenvolvimento da Brasilgráfica e da Cadbury Adams, atual­men­te Kraft ­Foods, trabalharam em conjunto para enfrentar o desafio de desenvolver uma nova embalagem que pudesse utilizar os equipamentos embaladores de alta performance já existentes. Para sua finalização foram feitos inúmeros testes e amostras até chegar à solução da embalagem final. “Para que isso ocor­ resse, o corte e vinco teve que ser perfeito, com vincos bem pro­nun­cia­dos e a colagem rigorosa­ mente no esquadro”, explica Célio. “Qualquer va­ria­ ção, por menor que seja, impacta sensivelmente no desempenho das máquinas embaladoras”. Como substrato foi escolhido o cartão triplex da Cia. Suzano, por ser branco em ambos os la­ dos e por sua printabilidade. Verniz ul­tra­vio­le­ta de alto brilho, alia­do ao hot stamping prata e ao alto-​ ­relevo, concedeu à embalagem uma qualidade su­ pe­rior. É uma peça única, com abertura através de zíper, sistema tipo gaveta.

Dados técnicos Formato: 65 × 53 × 13 mm Substrato: Cartão Suzano 250 g/m² Recursos de acabamento: Hot stamping, alto‑relevo, verniz UV, colagem especial Impressão: Offset Tiragem: Confidencial

Conformidade com a Norma NBR NM – ISO 12.647-2 – Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Vencedor: Log&Print Produto: Revista Shape Edição 25 Cliente: Editora Alto Astral

“Gostaria de destacar o fato de a Log & Print se ade­ quar à norma como importante ajuda no êxito da peça e como o uso das normas tem ajudado a grá­ fica como um todo”, afirma Wilson Ma­ria­no de Je­ sus, gerente técnico da Log & Print. “A implantação da norma 12.647-2 nos permite viver sem surpre­ sas na obtenção do resultado final de nossos im­ pressos, permitindo que provas de cor simulando o mesmo padrão reproduzam corretamente o re­ sultado final, dando ao clien­te segurança no produ­ to recebido”. Além dos be­ne­f í­cios ao clien­te com a implantação da norma, como maior fidelidade en­ tre prova e impresso, a gestão da produção in­dus­ trial exige que os processos obedeçam a especifi­ cações conhecidas para que a qualidade possa ser VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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são têm de estar em condições ideais, por isso ma­ nutenção e impressão têm um papel importante. Os insumos também devem ser controlados, por­ tanto compras, fornecedores e área técnica são ele­ mentos decisivos nessa etapa. “É preciso garantir que nossos insumos estejam sempre dentro de um padrão pré-​­aprovado”, explica Fábio Ga­briel. Dados técnicos

garantida e a repetibilidade dos processos assegu­ rada. A Log & Print tem sete rotativas instaladas e duas em instalação, além de cinco máquinas pla­ nas e duas digitais, cada uma com suas pro­prie­da­ des. “Como garantir que o produto impresso em cada uma delas tenha as mesmas características no final?”, indaga Fábio Ga­briel Malveis Ga­briel, ge­ rente de pré-​­impressão e responsável pelo ge­ren­ cia­men­to de cores. “Esse é o objetivo da padroni­ zação: garantir a qualidade adequada do produto final de acordo com especificações que atendam às exi­gên­cias e às necessidades do clien­te”. Também foi fundamental para o sucesso do pro­ duto a interação entre os departamentos da em­ presa, os fornecedores e o clien­te. Para cumprir as demandas da norma, os equipamentos de impres­

18 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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Formato: 202 × 266 mm Substrato: Capa couché 150 g/m²; miolo couché 70 g/m² Recursos de acabamento: lombada quadrada e hotmelt Impressão: Capa, offset rotativa com verniz UV total. Miolo, offset rotativa Tiragem: Confidencial

Conformidade com a Norma NBR ISO 12.647-7 – Provas Digitais Vencedor: Stilgraf Produto: Provas digitais brilho Cliente: Stilgraf

A Stilgraf foi uma das empresas pioneiras na implan­ tação da norma ISO 12.647-7 de provas digitais, ten­ do inclusive participado da elaboração das cartilhas de provas digitais da ABTG, através do coor­de­na­dor de tecnologia gráfica Dua­ne Gomes. Devido à exigência dos clien­tes, a implanta­ ção da norma ISO 12.647-7 foi imprescindível para 


A MÍDIA IMPRESSA NO FUTURO

A II Conferência Internacional de Impressão Digital GEDIGI-ABIGRAF 2012 (Grupo Empresarial de Impressão Digital) foi organizada com o objetivo de manter a discussão, troca de ideias e otimização de recursos para o desenvolvimento das aplicações com impressão digital no mercado gráfico brasileiro.

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11 de junho de 2012

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garantir a consistência e precisão das provas. A nor­ ma também proporcionou à Stilgraf ganhos de ren­ tabilidade no processo de produção, pois foi rea­li­ za­da em conjunto com a implantação da mesma norma no setor de impressão. Para a confecção de uma boa prova digital, é importante observar três pontos, explica Dua­ne. Primeiro: o papel deve ter uma boa capacidade de absorção e secagem da tinta. A tonalidade deve, de preferência, ser a mais próxima possível do branco de referência, para que haja o mínimo de correção via soft­ware. Segundo: a tinta em conjunto com o papel adequado deve ser capaz de reproduzir um gamut de cores maior que o de referência para to­ dos os níveis de luminosidade. Também é preciso obter va­ria­ções tonais sua­ves, garantindo precisão nas misturas das cores, balanço de gris e dégradés sem degraus, independente da quantidade de co­ res utilizada. Terceiro: deve-se utilizar algum soft­ ware que disponibilize informações su­f i­cien­tes para a análise precisa dos resultados da calibração através da leitura de testcharts. O soft­ware de calibração (ou de edição de perfis de cores) tem de permitir que se façam interações para aprimorar os resul­ tados. “Observando-se esses três pontos e aplican­ do as to­le­rân­cias da norma ISO 12.647-7, é possível obter uma prova digital consistente”, conclui Dua­ ne. “Agora, para atingir uma precisão ainda maior, como no caso da prova digital vencedora do Prê­ mio Fernando Pini, é preciso conhecimento avan­ çado, ex­p e­riên­cia, domínio do sistema de prova utilizado e muita persistência”. Dados técnicos Impressora: Epson Stylus Pro 9900 Papel: Povareskim Gloss 220 g/m² Soft­ware: GMG Color Proof 5

Melhor Acabamento Cartotécnico Vencedor: P+E Galeria Digital Produto: Gaiola TAM Cliente: TAM

Para Eden Ferraz, sócio-​­pro­prie­tá­rio e diretor finan­ ceiro da P+E , as razões do bom resultado do pro­ duto são a originalidade e principalmente o auxílio que a empresa prestou ao clien­te TAM na concep­ ção da peça. “Recebemos um esboço da ideia e, a partir daí, ini­cia­mos o trabalho de rea­li­z a­ção pro­ 20 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012

pria­men­te dito, que contou com a expertise de nossos profissionais, principalmente do respon­ sável pela área de acabamento, Eduar­do Barbosa”, comenta o empresário. Do ponto de vista técnico, os cuidados com a peça estão re­la­cio­na­dos à montagem dos diversos módulos que foram impressos, laminados, empas­ tados, corte-​­vincados e colados entre si para formar a Gaiola TAM. Para que o ma­te­rial gerasse o resulta­ do desejado pelo clien­te foi fundamental o cuidado na execução de cada uma dessas tarefas, o que exi­ giu a elaboração de uma estratégia específica para a sequência de montagem da peça e a revisão de cada parte antes da montagem final. A P+E usou insumos como os pa­péis Suzano e filmes de lami­ nação BOPP da Prolam (Sonsun), além da tecnolo­ gia de impressão HP Indigo. “Como outras empre­ sas também as utilizam, cremos que nosso principal segredo é o sucesso que temos obtido em promo­ ver a ­união de nossos colaboradores em torno do objetivo comum de oferecer aos clien­tes qualidade de serviços e atendimento”, diz Eden Ferraz. Dados técnicos Formato: Largura 30 cm × altura 39 cm Substrato: Couché fosco 150 g/m² e couché fosco 170 g/m² com laminação BOPP fosca e empastamento sobre papelão pardo 18 na caixa; cartão Supremo Duo Design 300 g/m² no folheto interno Recursos de acabamento: Corte e vinco, colagem e aplicação de argolas e plumas, além de inserção do folheto interno Impressão: Impressão digital em HP Indigo 5500 Tiragem: 36 unidades


Melhor Acabamento Editorial Vencedor: Stilgraf Produto: 35º‒ Anuário do Clube de Criação de São Paulo Cliente: Produx

O desafio apresentado pelo clien­te era o corte dourado (processo de douração das páginas do anuá­rio), que foi determinante por ser um recur­ so que chama a atenção e tem uma significativa complexidade de execução. “Mas o que vem antes de tudo se ma­te­ria­li­z ar foi tão fundamental quan­ to o processo em si”, conta David Mo­raes, geren­ te de produção da Stilgraf. Ele cita a discussão so­ bre o produto, a definição dos tipos de impressão e acabamento a serem utilizados, o planejamen­ to e a definição do plano, a interação e participa­ ção direta do produtor do anuá­rio e a qualidade de prestação de serviços dos parceiros. “Todos es­ ses fatores, sem dúvida, con­tri­buí­ram de maneira expressiva para o êxito do produto”. O processo de douração do livro, explica Mo­ raes, consiste na aplicação de uma película dourada — a mesma utilizada para hot stamping — na borda do livro. Para a aplicação, a borda do livro foi pre­ via­men­te preparada, nivelada por lixas. O equipa­ mento que aplica a douração é composto por uma parte que aquece os roletes e, à frente, há uma mesa com uma fenda móvel regulada de acordo com a espessura da borda do livro. O produto foi po­si­cio­ na­do verticalmente e prensado na fenda. A pelícu­ la dourada foi aplicada na borda do livro através de roletes pre­via­men­te aquecidos que, em contato com a película, transferem a douração para a bor­ da. “A dedicação da equipe é notória e os objetivos da empresa são claros. A busca da excelência é um processo contínuo”, conclui David.

Melhor impressão Vencedor: Ipsis Produto: Livro Terra Brasil Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora DADOS TÉCNICOS Formato: 280 x 335 Substrato: Capa dura revestida com papel couché Novatech Gloss 150 g/m2. Miolo couché Novatech Gloss 150g/m2. Recursos de acabamento: Capa laminação fosca e verniz UV reserva Impressão: Offset 4 x 4 cores Tiragem: Informação não disponível

Dados técnicos Formato: 23 × 30 cm Substrato: Luva – Papelão nº‒ 15 revestido com couché brilhante 150 g/m². Anuário – Capa dura em papelão nº‒ 15 revestido com couché brilhante 150 g/m². Miolo em couché fosco 150 g/m². Recursos de acabamento: Luva – laminação BOPP gofrada couro. Capa do anuário – Laminação BOPP brilho. Miolo costurado. Impressão: Impressão offset e offset cold foil metalizado. Tiragem: 2.500 exemplares. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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PRODUÇÃO GRÁFICA

Andressa Lé, Janayna Souza e Luciane de Lima, com a colaboração de Bruno Mortara e Marlene Dely Cruz

Cuidados no desenvolvimento de rótulos termoencolhíveis

R

ótulos são fundamentais para a co­mer­cia­li­ za­ção de produtos, facilitando a sua identifi­ cação por parte dos consumidores e, muitas vezes, contendo informações legais obri­ga­ tó­rias. Entre os rótulos produzidos pela indústria grá­ fica há aqueles feitos sobre substratos celulósicos — papel, cartão — e os feitos sobre substratos não celulósicos, tipicamente plásticos como po­lie­ti­le­ no, polipropileno e outros. Entre os rótulos impres­ sos sobre substrato plástico há uma nova tendên­ cia para a utilização dos que se moldam ao formato da embalagem, conhecidos como termoencolhíveis. Os rótulos termoencolhíveis, também chamados de slee­ves1 ou mangas2, são rótulos impressos em fil­ mes que têm a pro­prie­da­de de encolher ao serem aquecidos a determinada temperatura. Ini­cial­men­ te o slee­ve é aplicado como um invólucro em torno do frasco, moldando-se ao seu formato.

1  O sleeve termoencolhível se refere a um material que possui determinadas propriedades adequadas para a utilização em rótulos de embalagens. 2  O termo “manga” é a denominação dada ao rótulo após o fechamento de suas extremidades, antes do processo de encolhimento.

O início

A produção de termoencolhíveis começou na Fran­ ça, no início de 1970, devido à necessidade de aten­ der às novas exi­gên­cias dos mercados de produtos ali­men­tí­cios, cosméticos, far­ma­cêu­ti­cos e de lim­ peza doméstica que buscavam a combinação de quatro funções em uma única embalagem: deco­ ração, informação, proteção e promoção. No Bra­ sil, esse processo iniciou-se em São Paulo no co­ meço dos anos 1980, mas só ganhou espaço no mercado por volta de 1990. O processo preferido pelos fabricantes de rótulos termoencolhíveis em paí­ses como França, Argenti­ na, China e Chile é a rotogravura. No início de sua implantação no Brasil também foi utilizada a roto­ gravura. No entanto, devido à baixa tiragem dos lo­ tes, o processo se tornou economicamente in­viá­vel, dando lugar à flexografia. Esta, além de atender bem ao mercado de filmes em geral, também tem se apri­ morado na busca por melhor qualidade e já lidera esse mercado há alguns anos.

Exemplos de produtos com rótulos termoencolhíveis

22 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012


A

B

C

D

34 mm

30 mm 50 mm

2 mm

105 mm

40 mm

120 mm

50 mm

17 mm 17 mm

30 mm 30 mm

A – Desenho técnico do frasco com medidas. B – Milimetrado gerado a partir das medidas do frasco e aplicado sobre a arte antes da distorção. C – Arte distorcida de forma automatizada e após o ajuste do milimetrado em forma retangular. D – Visualização 3D da arte aplicada e distorcida sob o frasco.

Diferencial da tecnologia

O resultado dessa técnica é um vi­sual mais atraen­te e fun­cio­nal para a peça, que se converte num po­ deroso di­fe­ren­cial de comunicação e, consequen­ temente, facilita o processo de venda do produto. Isso o torna indicado para aplicação em embalagens com perfis assimétricos ou si­nuo­sos. Sua aplicação é extremamente eficaz, atraindo a atenção de con­ sumidores e, por consequência, tornando-se alvo de interesse de designers e pu­bli­ci­tá­rios. Para identificar os rótulos termoencolhíveis bas­ ta observar se os mesmos estão aplicados em con­ tato direto com a embalagem, adequando-se per­ feitamente ao seu formato. O efeito decorativo pode se dar em 360° ou até com o envolvimen­ to completo da embalagem, podendo servir de la­ cre para a mesma. Atual­men­te, os substratos mais utilizados para a impressão desses rótulos são os filmes de PVC (cloreto de polivinila) e o PET (po­ lie­ti­le­no tereftalato). Após o processo de impres­ são o rótulo pode ser aplicado em embalagens de diversos tipos de materiais, como vidro, metal, alumínio e plástico. Além disso, as embalagens termoencolhíveis fa­ cilitam o processo de segregação dos re­sí­duos no momento da reciclagem, já que eles são encaixados e moldados ao frasco e não pos­suem nenhum ponto de cola, facilitando assim a separação entre o filme impresso e o próprio ma­te­rial da embalagem. Apesar das inúmeras vantagens dos slee­ves, os autoadesivos predominam no mercado brasileiro e muitas vezes representam um menor custo para as empresas que almejam expor seu produto no mercado. Um dos fatores que con­tri­buem para isso é o fato de que os adesivos permitem a utilização de diferentes processos de impressão. O segredo da escolha entre um e outro está na adequação, ou seja, devem ser previstos os custos e analisado o impacto de vendas que se deseja obter. Para maior comodidade dos clien­tes, a maioria das gráficas que ­atuam nesse segmento busca forne­

cer soluções completas para os rótulos termoenco­ lhíveis, como assessoria, adaptações das artes, produ­ ção, impressão e até aplicação do rótulo no frasco. O termoencolhível na produção gráfica

Após a cria­ção da arte do produto, quando se tem uma ideia formada do resultado que se deseja al­ cançar, entramos na fase de pré-​­impressão. Essa é a etapa na qual as operações para produção de um ter­moen­co­lhí­vel se di­fe­ren­ciam de outros pro­ dutos gráficos. O primeiro desafio de se trabalhar com a pré-​­impressão de termoencolhíveis advém do fato de que a imagem que se gravou na forma e que depois foi transferida ao substrato sofrerá uma grande deformação causada pelo ter­moen­ co­lhi­men­to. As provisões feitas na pré-​­impressão, nos arquivos digitais, para compensar tais defor­ mações são de­sa­f ia­do­ras e únicas no mundo grá­ fico. Nesse sentido a distorção da arte é um pon­ to crítico durante o processo de pré-​­impressão para termoencolhíveis. A distorção na pré-​­impressão

Existem atual­men­te dois métodos para se rea­li­ zar o procedimento: o ma­nual e o automatizado. Os dois métodos necessitam que cada elemento da cria­ção esteja em camadas separadas, ou layers, pois serão distorcidos um a um de acordo com a posição que irão ocupar no frasco e do nível de deformação que aquela área sofrerá durante o acabamento (ter­moen­co­lhi­men­to). A compensação ma­nual é um trabalho mais artístico, que necessita de testes, medições, ajus­ tes e rea­jus­tes, fazendo uso de soft­wares de cria­ ção como o Pho­to­shop e o Illustrator. Esse pro­ cesso é mais lento e menos preciso se comparado ao automatizado, pois a compensação é feita ele­ mento a elemento e totalmente manipulada pelo operador. O tempo de execução também varia de acordo com a complexidade dos elementos da VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Bobina com mangas

Ar quente

Corte

Aplicação das mangas

Fluxo Esquema ilustrativo do túnel de encolhimento, com aplicação automática

arte e do próprio frasco, enquanto no processo au­ tomatizado o soft­ware faz rapidamente todos os cálculos de compensação. Já no processo automatizado é utilizado o soft­ ware Esko Art­Pro com o plug-in do Grid­Warp ou Power­Warp. Para isso, é necessário fornecer as in­ formações da faca do frasco, assim como da arte da embalagem. Com essas informações o soft­ware cal­ cula a distorção apro­pria­da para cada elemento em cada área da arte, sendo capaz de gerar uma vi­sua­li­ za­ção em 3D. Alguns elementos podem não sofrer distorção, como o plano de fundo da arte.

O termoencolhimento no acabamento

Após a etapa de impressão dos slee­ves, seguem-se alguns procedimentos essenciais para que a emba­ lagem chegue ao seu objetivo final e esteja pronta para o mercado consumidor. É nessa fase de acabamento que se encontra ou­ tro grande di­fe­ren­cial, pois os rótulos são encami­ nhados ao túnel de encolhimento (ver ilustração acima), equipamento responsável pela ação de en­ colher o slee­ve em torno do frasco. Pode-se dividir o processo de acabamento em duas etapas: a aplicação e o encolhimento.

1ª- fase – Pré-Impressão Não

corrigir

Conceito do Projeto (Frasco + Briefing)

Início – Cliente

Layout do Projeto (arte + planta técnica)

Aprovação do cliente

Sim

Gravação dos Clichês para Impressão

Sim

Aprovação final – cliente

Pré-impressão (distorção* + tratamento + finalização)

Prova (mock-up + contratual)

Não

corrigir

*Distorção – Compensação da arte na pré-impressão com o objetivo de minimizar as deformações causadas pelo encolhimento do rótulo.

2ª- fase – Impressão e Acabamento Impressão (entra bobina e sai bobina)

Acabamento (específico)

Fluxo de produção do sleeve, desde a criação da arte até a embalagem final

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VOL. I  2012

Saída em bobinas (manual/ automático)

Túnel de Encolhimento (manual/ automático)

Embalagem pronta para expedição – Fim


A aplicação das mangas nos frascos pode ser fei­ ta de forma ma­nual ou automática, dependendo dos recursos disponíveis no túnel: ◆◆ Na operação ma­nual, profissionais ficam po­si­cio­ na­dos na esteira de entrada do túnel, fazendo a abertura das mangas, já cortadas, e “vestindo” os frascos, que são colocados sobre a esteira trans­ portadora que leva ao processo de encolhimento. ◆◆ A operação automatizada ocorre quando o próprio equipamento possui um cabeçote ele­ tromecânico que rea­li­z a as operações de cor­ te da bobina para obtenção das mangas e já as aplica sobre os frascos dispostos na esteira em direção ao túnel. Na etapa do encolhimento, é possível encon­ trar diferentes tipos de túneis com diferentes tec­ no­lo­gias de aquecimento: elétricos, a vapor ou mis­ tos (combinando ar quente e vapor). Em geral, suas principais variáveis são a potência, o tempo, a velo­ cidade e a temperatura, que são definidas de acordo com o substrato e o shape (frasco). O uso da tecnologia de termoencolhíveis é alta­ mente indicado em produtos de alto valor agrega­

do. Esses itens devem chamar a atenção do consu­ midor naqueles poucos instantes em que ele está dian­te das gôndolas do supermercado, provocan­ do o impulso de compra. Esse rótulo pode ser en­ contrado em diversos segmentos, como brindes, cosméticos, produtos químicos e far­ma­cêu­ti­cos, produtos de hi­gie­ne e limpeza, alimentos, bebidas e produtos para automóveis. A tecnologia ter­moen­co­lhí­vel produz embala­ gens com vi­sual mais atraen­te e fun­cio­nal, facilitan­ do a comunicação e o processo de venda, desper­ tando novas ideias e possibilidades no mercado. Dian­te das vantagens mercadológicas obtidas com seu uso, é possível prever boas perspectivas de cres­ cimento no mercado de embalagens, tendência já observada nos paí­ses mais desenvolvidos. Andressa Lé, Janayna Souza e Luciane de Lima

são ex-​­alunas do curso técnico de Pré-​­Impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris. Colaboraram Bruno Mortara e Marlene Dely Cruz, do Naipe – Núcleo de Apoio à Inovação e Pesquisa, na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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ACABAMENTO

Ivy Sanches

Acabamento digital e convencional: unidos pelo nascimento, separados nas necessidades

O

processo gráfico digital, comparado ao processo con­ven­cio­nal, tem características diferentes que interferem diretamente na concepção do lay­out da gráfica, no fluxo de trabalho e também nas práticas operacionais, incluindo consequentemente o perfil dos colaboradores, que precisam ter o conhecimento adequado e o domínio das técnicas específicas compatíveis aos equipamentos e ao ritmo dos serviços prestados. Hoje, o que notamos no mercado de impressão digital é que seu crescimento muitas vezes está ligado às ações de empresas de pré-​­impressão, as quais, no desenvolvimento natural de seus ne­gó­cios, passam também a oferecer serviços de impressão digital. Além disso, as gráficas que atendem a grandes e mé­dias tiragens tendem a implantar em seus parques gráficos setores dedicados à impressão digital com o intuito de rea­li­z ar trabalhos especiais e também atender integralmente às necessidades de seus clien­tes. Mas, olhando mais de perto para esse cenário — que se expande em todo o mundo, inclusive no Brasil, em ritmos bem pe­cu­lia­res —, notamos algumas ressalvas. A inserção de equipamentos de impressão e alta tecnologia para atender a contento à demanda e à rapidez do mercado digital gera discussões e rea­va­lia­ções nos processos e nos equipamentos de pós-​­impressão. O todo tem de interagir de forma perfeita e integrada para suprir as expectativas de prazo, qualidade e preço, pois, nesse mercado, que já é bastante

26 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012

competitivo, não existe espaço para falhas, atrasos, custos e perdas des­ne­ces­sá­rias. Equipamentos e mão de obra têm que ser pertinentes à fluidez do processo e a configuração do equipamento de impressão deve ser coe­ren­te com a dos equipamentos de pós-​­impressão e processos de be­ne­f i­cia­men­to. Acabamento: necessidades específicas

Os processos de pós-​­impressão tradicionais, incluindo as ações básicas de acabamento, como refile, vinco, dobra e al­cea­men­to, são ne­ces­sá­rios também nos produtos da impressão digital e a qualidade exigida é a mesma, porém o tempo de acerto é outro. Salvo raras exceções, pensar num todo no fluxo de trabalho con­ven­cio­nal e digital (incluindo a pós-​ ­impressão) exige que se atente a algumas diferenças importantes. O timing de ambos os processos é diferente. Nos processos convencionais, o tempo de acerto é outro, o tempo para se ter a primeira impressão com condições de uso é outro. Sendo assim, a chegada do produto impresso para finalização também tem seu ritmo próprio, por mais ágeis e automatizadas que estejam se tornando as funções de impressão hoje em dia. Se analisarmos fria­men­te o tempo geral de produção (impressão e acabamento) de um método con­ven­cio­nal offset e de um sistema digital, notaremos que, se usarmos os mesmos métodos de acabamento, trabalharemos com uma perda de tempo


considerável, com um desperdício de ma­te­rial inaceitável e, portanto, no cômputo geral, a gráfica ficará com dificuldade de fechar sua balança. Por exemplo, a matéria-​­prima utilizada para o acerto dos equipamentos tradicionais corresponde a uma boa parte da tiragem de um produto pro­ve­nien­te de impressão digital, ou seja, é impossível perder 10 folhas em uma tiragem de 100 ou 200 exemplares. O fluxo do processo produtivo também tem de ser contínuo no digital. Em gráficas que já “nascem” digitais, geralmente há menor resistência e a tendência é procurar investir em equipamentos com tamanho, setup e tecnologia compatíveis ao mercado digital. A gráfica que nasce digital geralmente procura o máximo de competitividade e qualidade e, portanto, não tem dúvidas na hora da escolha de equipamentos que permitam e possibilitem um fluxo de produção coe­ren­te para gerar lucros e não permitir perdas e desperdício. Contudo, nas gráficas que atendem tiragens maiores e investem no segmento digital pelas razões já citadas, há a tendência de tentar aproveitar os equipamentos e o fluxo de pós-​­impressão já existente. Essa prática geralmente prejudica a receita, pois, além do gargalo no setor de acabamento, gera-se um pre­juí­zo no fluxo de serviços maiores (não ne­ces­sa­ria­men­te mais importantes). Nesses casos, o setor da impressão digital passa a ser um problema ao invés de gerar di­fe­ren­cial à gráfica e alternativas de soluções aos clien­tes, o que prejudica ob­via­men­te o retorno rápido e esperado do investimento feito nas caras máquinas de impressão digital. Enobrecimento digital

A questão vai além da simples adequação do acabamento à impressão digital. É comum, quando se pensa num impresso digital, que se trabalhe o lado emotivo do clien­te, a di­fe­ren­cia­ção não somente pela personalização como também por outros atrativos compatíveis à produção de peças promocionais muitas vezes uni­tá­rias.

Os processos de be­ne­f i­cia­men­to como verniz UV e hot stamping na impressão digital são mui-

tas vezes suprimidos devido ao alto custo e à in­ via­bi­li­da­de de terceirização em tiragens baixas. Isso contraria as necessidades e expectativas dos clien­ tes de produtos pro­ve­nien­tes de impressão digital que buscam as mesmas alternativas de enobrecimento que o processo con­ven­cio­nal em mé­dias e altas tiragens permite. Os processos de enobrecimento atual­m en­te também são possíveis e acessíveis nas produções sob demanda. Hoje, convites ou qualquer outro impresso podem ser finalizados com técnicas de hot stamping em que a fita adere diretamente ao toner sem a necessidade de confecção de clichês ou matriz e ainda simula a aplicação de verniz UV, além da laminação holográfica. Isso possibilita agregar valor ao produto gráfico sem aumentar custos, uma vez que o equipamento é compacto e relativamente barato, além de integrar-se às novas tec­no­ lo­gias, pois, por não ter clichê, permite a confecção de dados variáveis em hot stamping. Já existem equipamentos dedicados, compactos, rápidos e principalmente acessíveis para a pós-​ ­impressão no mercado digital. Hoje é possível ter vinco e dobra si­mul­ta­nea­men­te, serrilhas, vincos perfeitos nas impressões a laser, alceadeiras práticas e precisas pensadas e cons­truí­das es­pe­cial­men­ te para atender impressões sob demanda visando garantir produtividade, aperfeiçoar a qualidade e otimizar lucros. Portanto, as possibilidades e adequações técnicas devem se moldar às expectativas e necessidades impostas pelo mercado. Ser conciso na tomada de decisões e na aquisição de equipamentos gráficos é fundamental, pois um fluxo adequado com equipamentos dedicados e corretos po­ten­cia­li­z a os resultados na qualidade, atendimento de prazos, receita e rápido retorno de investimentos. Ivy Sanches é professora de Produção Gráfica na Unip (Universidade Paulista) e assessora de diretoria na Diginove. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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GESTÃO

Douglas Pinheiro

N

Manutenção como ferramenta de qualidade

o mercado gráfico ­atual, a concor­ rência entre as empresas se torna cada vez mais acirrada. Cada vez mais gráficas percebem a impor­ tância de ter um fluxo de trabalho produ­ tivo eficaz, em que sejam mínimas as ocor­ rên­cias que causem paradas de máquina e aumentem seus custos, já que gráfica vende hora/máquina, ou seja, cada minuto perdido significa pre­juí­zo para a empresa. Nessa visão, a manutenção se torna um dos fatores de fundamental importância para a sobrevivência de uma organização, garantindo o prolongamento da vida útil de equipamentos, estrutura, ferramentas e até mesmo pes­soas. De forma geral, manutenção nada mais é que qualquer técnica que visa manter e/ou prolongar o bom fun­cio­na­men­to de equi­ pamentos, ferramentas e estrutura pelo maior tempo possível. Pode parecer uma coisa simples, porém cerca de 70% das gráficas ainda não fazem a manutenção de forma correta, gerando uma improdutividade de cerca de 30% a 40%, algo considerável quando analisamos os custos de produção da empresa. No momento em que uma gráfica apli­ ca um programa ou plano de manuten­ ção está garantindo a integridade ope­r a­ cio­nal de seus equipamentos, fazendo com que tenham um mínimo de problemas que prejudicam sua produção. Contudo, quando falamos em manu­ tenção, o que vem geralmente à mente da maioria dos gerentes, diretores e chefes de 28 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I 2012

produção é máquina parada sem motivo e custo. Isso não é verdade. A manutenção vem para ser uma solução, e não um pro­ blema, algo que vai ser benéfico e trazer vá­rias vantagens para a empresa. Manutenção corretiva

Manutenção corretiva sugere corrigir um problema, alguma coisa que já ocorreu na produção e que terá de ser resolvido ime­ dia­ta­men­te, causando paradas de máquinas, atrasos na produção e maiores custos. Nor­ malmente isso acontece pelo fato de não ter sido dado a devida atenção ao proble­ ma quando ele estava ainda no início, pro­ vocando o efeito “bola de neve”. O problema estoura fatalmente na hora que você precisa estar com tudo em ordem e fun­cio­nan­do. Vamos dar um exemplo: em um dos tra­ balhos impressos, a chapa acabou danifican­ do as extremidades dos rolos molhadores. Isso oca­sio­na retenção de tinta seca nas ex­ tremidades do papel durante a impressão de formatos maiores. Porém, como normal­ mente não entra esse tipo de trabalho, a so­ lução fica para depois e acaba sendo esque­ cida. O problema ressurge no dia em que um trabalho urgente de formato máximo entra em produção. É preciso, então, parar toda a impressão para efe­tuar a substitui­ ção daquele rolo ou rolos, causando atraso na produção, aumentando a hora/máqui­ na e onerando seus custos. Os índices de manutenção corretiva dentro de uma grá­ fica devem ser os mínimos possíveis para manter o bem estar da empresa.

Manutenção preventiva

Analisando esse cenário surge a questão: como reduzir os índices de correções den­ tro da produção? A manutenção preventiva vem para so­lu­cio­nar esse problema. O termo vem de prever, antecipar, re­ solver um problema antes mesmo que ele ocorra. A manutenção preventiva é uma ferramenta eficaz de ajuda para as gráfi­ cas, pois tende a manter a boa qualidade dos equipamentos, elevando sua vida útil e vem atrelada a algo chamado plano de manutenção, que nada mais é do que a de­ terminação de onde e como será aplicada a manutenção preventiva. O plano de manutenção deve ser estu­ dado junto com as pes­soas que vão ­atuar diretamente com ele: operadores, equipe de manutenção, PCP e gerentes de produ­ ção, ou seja, todos os departamentos que serão afetados direta ou indiretamente pela implantação desse projeto. O grande problema é que, quando isso é apresentado para gerentes e diretores, muitas vezes o projeto só é visto do pon­ to de vista da máquina parada. Não se vê que a sua utilização em longo prazo ten­ de a reduzir os custos, uma vez que reduzi­ rá muito as paradas de máquinas por mo­ tivos simples, como falta de lubrificação ou por desgaste de peças-​­chave. A ques­ tão está na apresentação desses resultados em números. As vantagens ficam visíveis quando o plano é aplicado em uma gráfi­ ca onde as paradas de produção ocorrem por motivos mecânicos.


Manutenção preditiva

Aqui estamos falando de um tipo de ma­ nutenção mais específica, efe­tua­da por es­ pe­cia­lis­tas contratados — normalmente ter­ ceirizados. Por meio de equipamentos de controle e medição eles ava­liam partes do equipamento e controlam o desgaste de peças e sistemas, como, por exemplo, al­ terações nos rolos entintadores durante a impressão ou a temperatura de atrito dos meios durante o processo produtivo e como isso vai impactar a máquina. Manutenção sistemática

Esse tipo de manutenção é aplicado em si­ tua­ções em que não se pode fazer uma previ­ são de quando irá ocorrer o problema, como a queima de uma lâmpada ou um fusível. Nesses casos se aplica uma manutenção sistemática, na qual é efe­tua­da uma inspe­

ção pe­rió­di­ca para averiguar a condição das partes e se elas necessitam de substituição. O que é o plano de manutenção?

O plano de manutenção é o desenvolvimen­ to das regras e normas para a rea­li­z a­ção da manutenção. Essas questões devem ser es­ tudadas com cuidado por gerentes e líde­ res de produção, pois o plano tende a mo­ dificar diretamente a produção da gráfica. É preciso ter em mente as seguintes ques­ tões ao desenvolvê-lo: ◆◆

◆◆

Quem ficará responsável pelo controle ad­ ministrativo do projeto. Geralmente, ele fica a cargo dos líderes de produção, repre­ sentante da manutenção e o PCP. Quais equipamentos/estruturas farão parte do plano de manutenção e quais são suas especificações técnicas.

Qual é o fluxo produtivo da empresa e como o plano de manutenção vai afetá-lo. ◆◆ Qual será o tempo disponível para a manutenção. ◆◆ Necessidade de treinamento para os fun­ cio­ná­rios envolvidos direta e indiretamen­ te na execução do plano. ◆◆ Suporte à documentação: toda atividade re­la­cio­na­da com a manutenção deve ser documentada, sobretudo para que ques­ tões como quem, quando, como e por que sejam respondidas. ◆◆ Suporte à integração: é importante que os setores que acabam sendo envolvidos com o plano de manutenção tenham acesso às informações das atividades fei­ tas pela manutenção, promovendo uma interação com os demais departamentos da empresa. ◆◆

VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Garantia da qualidade: pe­rio­di­ca­men­te é analisada a característica dos impressos, sendo levantadas informações de quais problemas foram oca­sio­na­dos por mo­ tivos mecânicos e como fazer para que não se repitam. ◆◆ Análise pe­rió­di­c a de defeitos nos impres­ sos que possam ter sido causados por pro­ blemas mecânicos e identificação de ações para evitar que os defeitos se repitam. ◆◆ Testes: análise mensal dos re­la­tó­rios de ma­ nutenção para verificar o nível de ocor­rên­ cias no pe­río­do. ◆◆

Por que planejar a manutenção?

A falta de uma manutenção planejada de máquinas também provoca problemas de qualidade e a diminuição da velocidade das máquinas. Mas antes de ­criar um plano de manu­ tenção é preciso entender por que os equi­ pamentos quebram. É natural que as máqui­ nas se desgastem com o tempo. Contudo, alguns fatores, como esforço adi­cio­nal e so­ brecarga em componentes elétricos, tendem a aumentar esse desgaste, tornando a de­ pre­cia­ção do equipamento mais precoce do que o estimado. Quan­do analisamos esses problemas, podemos concluir que os prin­ cipais motivos para chegarmos nessas con­ dições são a falta de lubrificação adequada, sujeira, poeira, impurezas, filtros de­f i­cien­tes, sistemas de troca de calor e de res­fria­men­to de­f i­cien­tes e operação incorreta da máqui­ na e ferramentas em más condições de uso. Essas ocor­rên­cias tornam fundamentais as ações de prevenção no sentido de fazer com que as paradas de máquinas se tornem menos frequentes. Por isso a elaboração, exe­ cução e documentação de um plano de ma­ nutenção se torna importante para uma or­ ganização. Devem-se contemplar o plano de lubrificação (rotinas, trocas, especificação), rotina de limpeza, verificação de desgastes e troca de componentes (filtros, correias, cor­ rentes, rolamentos, componentes elétricos). Lembre-se que componentes têm vida útil determinada pelo fabricante. Uma vez 30 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. I 2012

vencido esse prazo, troque-os, mesmo que eles aparentemente ainda estejam em boas condições. Com relação à operação incorreta, a me­ lhor solução é o treinamento dos operado­ res. Elabore rotinas e procedimentos de ope­ ração da máquina e destaque os cuidados que deve haver com relação aos ajustes de máquina, lubrificação e limpeza. Reserve pe­rio­di­ca­men­te um tempo para elaboração e revisão do plano de manu­ tenção. Forme uma equipe e trabalhe em mutirão para que o tempo parado da má­ quina seja o menor possível. Antes da pa­ rada para a manutenção, certifique-se que os componentes que serão subs­ti­tuí­dos já estão disponíveis.

área enorme, com o que há de mais moder­ no em equipamentos para produção. Porém, todos buscam a melhoria de seus processos, redução dos tempos de produção e de cus­ tos e aumento do lucro. Nesse aspecto, a ma­ nutenção pode sim se tornar um di­fe­ren­cial competitivo. Uma gráfica onde existe uma li­ nha de produção constante, o mínimo de pa­ radas de máquinas por manutenções correti­ vas, e na qual os equipamentos e ferramentas estão sempre em ordem, limpos e bem cui­ dados, se torna um atrativo para os clien­tes. Isso sem falar que a possibilidade de atra­ sos é bem menor, assim como devoluções de trabalhos pelos mais diversos motivos.

Equipe de manutenção

Para que o projeto de manutenção seja bem sucedido, um ponto cru­cial deve ser aborda­ do: a cons­cien­ti­z a­ção dos profissionais en­ volvidos. Eles são as principais ferramentas para o sucesso de um projeto como esse. É importante que o fun­cio­ná­rio entenda seu papel na organização e no projeto, que a sua colaboração trará be­ne­f í­cios não só para a empresa, mas também para si próprio, que o conhecimento que ele obterá no decorrer do processo poderá lhe trazer vantagens no futuro, que sua proa­ti­vi­da­de é bem-​­vinda, deixando claro o que está sendo feito para que o pro­f is­sio­nal não sinta que isso possa se tornar algo que poderá lhe tirar o empre­ go. Caso contrário, o fun­cio­ná­rio pode dei­ xar de ser um colaborador e se tornar um sabotador, fazendo todo o investimento em um projeto vir por terra. Reú­na seus fun­cio­ná­rios, seja claro ao explicar o que está sendo desenvolvido e ouça o que eles têm a dizer, pois eles são as melhores pes­soas para dizer quais são os problemas diá­rios. Dessa forma, a proba­ bilidade de fracasso de um projeto como esse é bem menor.

A equipe de manutenção é formada pelos responsáveis pela aplicação direta do pro­ jeto, dentre eles mecânicos, operadores e PCP. São eles que vão ­atuar diretamente analisando si­tua­ções, fazendo correções, efe­tuan­do ajustes, ou seja, colocarão a mão na massa. A equipe de manutenção deve estar diretamente conectada com os seto­ res gerenciais da empresa, informando as atividades que estão sendo ou serão feitas nos equipamentos para que haja a troca de informações entre os setores. Ela também deve ser treinada para efe­ tuar as atividades que serão desenvolvi­ das para que não haja problemas durante a manutenção por falta de conhecimento da mesma. E, finalmente, a equipe deve dispor de todos os equipamentos ne­ces­sá­rios para a atividade e esses devem estar em perfeita ordem e calibrados para serem utilizados. Como transformar a manutenção em diferencial de qualidade

Quan­do pensamos em competitividade, te­ mos de ter em mente o que nós somos, onde estamos e onde queremos chegar. Muitas vezes não é de interesse de uma gráfica se tornar uma grande empresa com centenas de fun­cio­ná­rios e ter uma planta com uma

Trabalhando a ideia da manutenção com seus funcionários

Douglas Pinheiro é aluno do curso superior de Tecnologia em Produção Gráfica, da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica


» www.abtg.org.br

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TUTORIAL

Thiago Justo

S

Aumentando a nitidez de imagens usando o filtro High Pass

empre que pensamos em aumentar a nitidez da imagem no Pho­t o­s hop recorremos aos famosos filtros de sharpen (nitidez), principalmente a Unsharp Mask, ou máscara de nitidez. Neste tu­to­rial vou apresentar uma maneira diferente de aplicar nitidez nas imagens usando filtro High Pass.

1

Requisitos: Adobe Pho­to­shop.

2

Abra uma imagem que você julgue precisar de mais nitidez (Ctrl+O). Eu escolhi uma fotografia de uma agenda que está um pouco desfocada (1).

3

Depois de abrir a imagem no Pho­to­shop, duplique-a utilizando o comando Ctrl+J. Feito isso, uma nova camada, igual ao background, aparecerá (2). Vamos trabalhar neste novo layer. O primeiro passo é retirar toda a saturação da imagem. Abra a janela Hue/Sa­tu­ra­tion (Menu Image ➠ Adjustments ➠ Hue/Sa­tu­ra­t ion) usando o atalho Ctrl+Shift+U (3). 32 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012


5 4

Nesta janela é possível retirar toda a saturação da imagem arrastando a seta, o item Sa­tu­ra­ tion, para o início, ou digitando neste item o valor -10 (4). Deste modo, todas as cores irão se tornar tons de cinza (5).

6

Agora vamos aplicar o filtro High Pass (Filter ➠ Others ➠ High Pass) nesta camada (6). O filtro High Pass fun­cio­na de modo oposto ao Gaussian Blur. Ele mantém os detalhes de aresta em um raio determinado pelo usuá­rio, em locais da imagem onde ocorrem transições nítidas de cores, e suprime todo o restante da imagem, fazendo com que essas ­­áreas, onde não há transição nítida de cores, fiquem chapadas e neutras (tons de cinza).

7

Para o efeito de nitidez nesta imagem utilizei radius de três pixels (7).

VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

33


8

9

Para real­çar ainda mais a nitidez, abra a janela Levels (Menu Image ➠ Adjustments ➠ Levels ou Ctrl+L) e arraste as setas branca e preta em direção ao centro (8). Isso faz com que a imagem desta camada ganhe ainda mais contraste. Agora mude o modo de blend do layer para Overlay (9). Você também pode experimentar os blends Soft Light e Hard Light, que dão resultados diferentes de intensidade de nitidez, podendo ser melhores dependendo da imagem usada e do resultado desejado.

10 Caso tenha ficado muito nítido, você ainda pode ajustar a intensidade do efeito diminuindo ou aumentando a opacidade da camada. Deste modo, você faz um ajuste fino na aplicação de nitidez na imagem (10).

34 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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11

Pronto! Observe como a imagem ganhou detalhes e ficou bem mais nítida (11). O Sharpen com o filtro High Pass evita a formação de pixels de cores muito saturadas nas áreas ­­ de transição nítida de cores… 12

Thiago Justo

…fator que pode prejudicar a qualidade da imagem quando aplicamos outros filtros de nitidez. Agora é só aproveitar esta dica e aplicar em outras imagens (12).

é instrutor de pré‑impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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COMO FUNCIONA

A aplicação de relevo em embalagens de papel‑cartão

Erick Bernardo

A

rmazenamento e transporte do produto. Estas foram por muito tempo as principais funções das embalagens em papel-​­cartão. Porém, em um mercado cada vez mais competitivo, é necessário que sejam cria­dos atrativos para facilitar a venda do produto, agregando mais beleza e enobrecendo a embalagem. Podemos citar diversos acabamentos especiais, como laminações, vernizes especiais, aplicação de hot stamping e de relevo. O efeito de relevo é obtido através do processo de estampagem de dobra, que consiste no uso de punção e matriz, popularmente conhecidos no meio gráfico como clichês macho e fêmea. Através do uso dessas peças é possível obter o efeito de alto ou baixo relevo e até mesmo múltiplos níveis, dependendo do processo de gravação utilizado. O processo químico de gravação é o mais conhecido e utilizado, por conta da melhor relação custo/benefício e menor tempo de execução quando comparado ao processo de usinagem por fresamento. Este, por sua vez, demanda maior tempo de execução, mas permite a cria­ção de efeitos de relevos mais complexos e elaborados. De maneira geral é possível exemplificar de maneira simples o processo de aplicação de relevo com clichês.

Ini­cial­men­te a aplicação do relevo era feita separadamente do processo de corte e vinco; contudo, com a necessidade de otimização da produção, foi desenvolvido o sistema de fixação das matrizes de relevo acopladas nas facas gráficas para corte e vinco, tornando o processo muito mais rápido e barato, provocando a popularização deste tipo de acabamento. É importante também destacar a impressão de textos em braile através desse processo, atendendo às resoluções normativas ao possibilitar que pes­soas com necessidades visuais especiais possam ter informações sobre os produtos que estão adquirindo.

Desenho técnico da faca de corte e vinco com área de relevo e braile

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VOL. I  2012


De maneira geral, o desenvolvimento das matrizes é feito levando-se em conta os dados dimensionais do painel onde será aplicado o relevo, as características da arte e do substrato para que as devidas compensações sejam efe­t ua­d as e ocorra o perfeito fechamento do ferramental acoplado ao sistema. Uma dessas matrizes é capaz de gerar até 250.000 impressões, sendo necessária a rea­va­lia­ção após essa tiragem, uma vez que o desgaste pode comprometer o efeito de relevo. Diversos fatores podem interferir na aplicação do relevo. Os principais são: ◆◆ Espessura incorreta dos clichês ou dos blocos da faca onde eles são fixados, causando falha do relevo ou ruptura do substrato. ◆◆ Pouca profundidade na gravação dos clichês, impedindo que seja alcançada a máxima altura. ◆◆ Proximidade entre área de relevo e lâminas da faca.

Fixação incorreta dos clichês na faca, provocada pelo po­si­cio­na­men­to incorreto dos furos de fixação, causando o empenamento e, em casos extremos, a quebra das peças. Ao longo desses anos em que acompanho e desenvolvo projetos de relevo voltados para os mercados calçadista, far­ma­cêu­ti­co, cosmético, tabagista e outros, cheguei à conclusão de que, mesmo com o avanço da tecnologia dos equipamentos e desenvolvimento de novos processos, a ex­pe­riên­cia do operador de corte e vinco mostra-se como um dos principais fatores para que se obtenha o melhor resultado na aplicação do relevo, pois, em determinadas si­tua­ções, é necessário que se façam calços para nivelar, aumentar o efeito de relevo ou até mesmo que os blocos onde os clichês são fixados sejam desbastados para evitar a ruptura do substrato.

◆◆

Erick Bernardo é gestor de desenvolvimento

e produção da Bronz’Art Clicheria

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NESTA CAÇA AO TESOURO ENCONTRAMOS ALGO DE MU ITO VALOR: A SUA PARCERIA. AGRADECEMOS NOSSOS PATROCINADORES POR AJUDAREM A FAZER DESSE PRÊMIO UM VERDADEIRO TESOURO. ESPERAMOS QUE PARCERIAS TÃO VALIOSAS SE RENOVEM A CADA ANO. MU ITO OBRIGADO. Patrocinadores:

Realização:

Apoio Institucional:


ENTREVISTA Tânia Galluzzi

Foto: Guillaume Bétemps

N

Claudio Rocha Resguardar a tipografia é preservar o conhecimento 40 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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ascido em 1957, aos 10 anos Claudio Ro­ cha desenhava letras. Na escola era ele o responsável pela dia­gra­ma­ção do jornal do grupo de tea­tro e aos 17 já dia­gra­ ma­va as revistas e materiais impressos do Idort. Ele estava na lida muito antes de surgir a denomina­ ção designer gráfico, à qual deu corpo e importân­ cia com seu conhecimento técnico e cria­ti­vi­da­de. Artista gráfico completo e grande conhecedor de tipos, Claudio Rocha atuou como catalisador para a primeira geração de typedesigners brasileiros em mea­dos da década de 90 com ini­cia­ti­vas como a revista Última Forma Typography, em 1997. Publi­ cação independente, reunia pes­soas que tinham alguma relação com a cria­ção e o desenho de le­ tras, como Rubens Matuck, Guto Lacaz, Arnaldo Antunes, Tide Hellmeister e Eduar­do Bacigalupo, figurando como um dos primeiros meios de di­ vulgação da tipografia brasileira na comunidade in­ter­na­cio­nal do design. Mergulhado na escassa literatura sobre o tema, Claudio, entre idas e vindas como free­lan­cer e pro­ fis­sio­nal contratado (foi diretor de cria­ção na Se­ ragini Design), virou designer gráfico es­pe­cia­li­z a­do no segmento edi­to­rial. Ou melhor: tradutor vi­sual, nas suas pró­prias palavras, uma vez que sua fun­ ção é entender uma necessidade mercadológica e ma­te­ria­li­z á-la em uma peça gráfica. Da semente atirada pela Última Forma nasceu, em 2000, a revista Tupigrafia, trazendo um olhar ins­ tigante e sensível sobre as manifestações con­tem­ po­râ­neas sobre a tipografia no Brasil e no mundo, idea­li­za­da em parceria com Tony De Marco. No pe­ río­do que morou na Itália, entre 2007 e 2009, Claudio lançou a revista Tipoitalia, além de colaborar com museus, promover workshops e dar palestras. Antes disso, em 2004, criou, ao lado de Clau­ dio Ferlauto e Marcos Mello, a Oficina Tipográfi­ ca São Paulo com o ­ideal de recuperar a linguagem pe­cu­liar do sistema de impressão tipográfica e in­ serir esse meio de comunicação como um recur­ so de estilo dentro do universo digital. Agregando ateliê de composição ma­nual e impressão tipográ­ fica, a oficina posicionou-se como um laboratório no qual se experimentava a linguagem dos tipos de metal e de madeira e onde acon­te­ciam workshops abertos aos interessados em conhecer essa técnica. Em 2005, a Oficina transformou-se em uma organi­ zação não governamental, sendo transferida pos­te­ rior­men­te para a Escola Senai Theo­bal­do De Nigris,


com a qual mantém um convênio com a missão de preservar a cultura gráfica no País. Hoje Claudio Rocha, autor de livros como Projeto Tipográfico – Análise e Produção de Fontes Digitais e Tipografia Comparada: 108 Fontes Clássicas Analisadas e Comentadas, divide-se entre a rotina da Oficina Tipográfica, as aulas que ministra como professor de Tipografia e projetos pessoais. Nesta entrevista, ele fala sobre a validade da tipografia como processo de impressão na atua­ li­d a­d e e a possibilidade de combiná-la com as novas tec­no­lo­gias.

ra e também de um clichê tipográfico e transfor­ má-​­los em arquivo digital através do seu es­ca­nea­ men­to. Fizemos isso recentemente aqui na Oficina Tipográfica para a programação vi­sual de uma ex­ posição, compondo palavras com tipos de madei­ ra, digitalizando as provas desse ma­te­rial e gerando arquivos digitais para impressão em offset. O in­ verso também é possível. Elaborar um projeto no computador, produzir um fotolito e a partir des­ te fazer um clichê para impressão em tipografia. O que determina é a linguagem que se pretende para o projeto, a proposta do trabalho.

Qual o papel da tipografia hoje? Claudio Rocha – A tipografia é uma tecnologia su­ perada há duas gerações. Foi subs­ti­tuí­da pelo pro­ cesso offset e agora pela impressão digital. Só que os parâmetros da tipografia, seus prin­cí­pios, foram preservados. Resguardar a tipografia é preservar o conhecimento. Nosso objetivo é cultural, didáti­ co. Quem cria ou produz peças em tipografia tem a oportunidade de desenvolver o ra­cio­cí­nio vi­sual, deve trabalhar com os aspectos físicos do grafis­ mo e não grafismo, lidar com os espaços va­zios, ex­pe­riên­cias que a computação gráfica não possi­ bilita. Na tipografia, o designer e o gráfico se com­ plementam e o conhecimento da técnica amplia a bagagem pro­f is­sio­nal de quem se dedica a ela. Por suas características, a tipografia permite efei­ tos únicos que o gráfico pode explorar. Algumas editoras, como a Cosac Naify, utilizam a tipogra­ fia na impressão da capa de seus livros como um recurso de estilo, buscando a linguagem vi­sual própria desse sistema.

Você citou uma editora que utiliza a tipografia em seus produtos. Como está a procura pela tipografia como um recurso vi­sual? CR – Nesse aspecto, o processo tipográfico é bas­ tante valorizado. Existem oficinas tipográficas com uma nova proposta surgindo em São Paulo, em Goi­ ânia, em Belo Horizonte e outras cidades. A tipogra­ fia virou um nicho de mercado e vem sendo utiliza­ da, tanto no Brasil quanto em paí­ses como a Itália, na produção de livros, cartazes, convites, em pe­ ças com pequenas tiragens, em projetos culturais. Há mercado, porém limitado.

Ainda há gráficas produzindo impressos em tipografia no Brasil? CR – O uso é marginal. A tipografia teve uma so­ brevida com a impressão de ta­lo­ná­rios, hot stamping e para numeração de impressos. No in­te­rior e nas pe­ri­fe­rias ainda se faz envelopes e cartões de visita em tipografia, mas muitas impressoras estão sendo transformadas e utilizadas para corte e vin­ co. O uso co­mer­cial é bem restrito, mesmo porque muitos profissionais que pos­suíam o conhecimento dessa técnica já se aposentaram. É possível unir a impressão tipográfica e a digital? CR – Um recurso é tirar uma prova de prelo de uma composição com tipos de metal ou de madei­

Quais são os planos da Oficina Tipográfica para este ano? CR – Estamos dando continuidade à catalogação do acervo da Oficina e da Escola Senai. No ano passado recebemos doa­ções importantes, como a do Sesc Pompeia, que repassou para a Oficina uma grande quantidade de tipos históricos. Estamos reor­ga­ni­ zan­do todo esse ma­te­rial. Na área didática vamos manter os mesmos cursos que já estávamos ofe­ recendo: Composição Ma­nual, no qual o Marcos Mello apresenta o sistema e a linguagem da com­ posição com tipos móveis e da impressão tipográ­ fica como recurso formal no design gráfico; Gravura Tipográfica, sob minha direção, onde exercitamos as possibilidades da linguagem tipográfica na pro­ dução de cartazes; e Técnicas de Encadernação para Designers, também conduzido pelo Marcos. Também pretendemos nos concentrar na experi­ mentação e na busca da excelência técnica, ma­te­ ria­li­z an­do produtos gráficos e editoriais da própria Oficina. A OTSP não tem fins lucrativos. Vivemos de apoios e dos produtos que desenvolvemos. Pre­ tendemos aproveitar a vocação edi­to­rial da Oficina para dar corpo a projetos com caráter cultural. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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SEYBOLD Heidi Tolliver-​­Nigro

A

Aproveitando a combinação de marketing móvel e impressos

combinação de mar­ke­ting impresso com mar­ke­ting móvel (focado em celulares, tablets e afins) tornou-se um tema frequente em palestras on­ line, blogs, pesquisas da indústria e especulações sem fim. O mar­ke­ting móvel (mobi­ le mar­ke­ting) é também uma atividade altamente complexa, fragmentada e com sé­rias exi­gên­ cias tecnológicas. Profissionais de artes gráficas, se seguirem o foco errado, podem acabar com campanhas fracas ou inadequadas. A má combinação pode rapidamente consumir orçamentos, produzindo resultados in­sa­tis­f a­tó­rios. Variedade em periféricos móveis

O desafio para editores e gráficos é que o mercado móvel pode ser alvo de diferentes es­tra­té­gias de mar­ke­ting. Elas in­cluem mensagens de texto (SMS), anún­cios para plataformas móveis, códigos QR, Rea­ li­da­de Aumentada (RA), reconhecimento de imagem, desenvolvimento de aplicativos personalizados para plataformas móveis e mesmo a tecnologia conhecida como NFC (Near ­Field Com­mu­ni­ca­tions). Alguns desses mercados, como os de mensagens de texto, oferecem poucas barreiras para quem está começando e apresentam risco relativamente Para que os códigos QR são usados? Ganhar vales, descontos ou promoções

53%

Acessar informações adicionais

52%

Participar de sorteios

33%

Assinaturas para receber mais informações

26%

Acessar vídeos

24%

Efetuar compras

23%

Interagir em mídias sociais

23%

Outros

11%

Não sabe

2%

Fonte: Pesquisa da MGH sobre uso e interesse em códigos QR e entrevistas com 415 proprietários de smartphones (2/2011)

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pequeno. Outros, como o de aplicativos, exigem grandes investimentos em desenvolvimento, atua­ li­za­ções de con­teú­do e compatibilidade com a ampla va­rie­da­de de sistemas operacionais e dispositivos existentes (iPad, iPhone, celulares e tablets com Android). No seu relatório Four Steps to Crea­ting a Mobi­ le Strategy [Qua­tro passos para a cria­ção de uma estratégia móvel], a Appcelerator (empresa que oferece ferramentas para desenvolvedores de aplicativos móveis) explica o quanto é importante utilizar a estratégia correta: “O aplicativo para iPhone se tornou o caminho de entrada fundamental para aplicativos de celular. Mas a pergunta é: para onde ir? Isso depende de como você quer envolver seus clien­tes. Por exemplo, empresas de ra­dio­di­fu­ são e editores podem optar por dar continuidade com uma implementação para iPad ou tablet Android, porque as telas maiores pro­pi­ciam uma ex­pe­riên­cia melhor para o usuá­rio. Já os varejistas podem decidir se expandir para celulares com plataforma Android, a fim de conquistar o maior número de clien­tes antes, durante e depois de suas transações. Já quem tem aplicativos corporativos pode querer alcançar usuá­rios no meio co­mer­cial se expandindo em plataforma Blackberry”. O relatório diz ainda que o nível de investimento nos diferentes tipos de campanhas e a quantidade de dispositivos e sistemas operacionais suportados podem ser altos e dependem inteiramente do público-​­alvo que se deseja atingir. Código QR é mar­ke­t ing móvel

O caminho mais adequado para entrar no jogo do mar­ke­ting móvel depende do mercado-​­alvo. É provável que uma gráfica co­m er­cial não queira desenvolver aplicativos para plataformas móveis ou campanhas de Rea­li­da­de Aumentada. Mensagens de texto e códigos QR são os pontos de partida mais fáceis e apro­pria­dos.


Como o celular é usado? Abril/ 2009

Maio/ 2010

Tirar fotos

66%

76%

Enviar e receber SMS

65%

72%

Jogar

27%

34%

Enviar e receber e-mails 25% A empresa ScanLife informou recentemente que a utilização de códigos QR cresceu 1.600% em 2010, Acessar a internet 25% sendo que o número de leituras quadruplicou duOuvir música 21% rante os fe­ria­dos de fim de ano. Ela também divulEnviar e receber mensagens instantâneas 20% gou que mais de 20% das 50 maiores empresas dos Gravar vídeos 19% Estados Unidos já usaram mar­ke­ting com códigos Fonte: Pew Internet & American Life Project QR . Como esses códigos estão se tornando fa­mi­lia­ res para o público em geral e muitas vezes são imUm exemplo de como uma gráfica pode ajudar pressos em papel, este é ob­via­men­te um bom pri- o clien­te a aproveitar melhor a combinação de immeiro passo para um gráfico que queira se inserir pressos e códigos QR : no início deste ano um prono mercado de mar­ke­ting móvel. dutor de plantas incluiu um código QR no rótulo Como os códigos QR podem ser impressos em colado na parte externa dos con­têi­ne­res de flores qualquer suporte, seja em malas diretas, anún­cios de de início de estação. As plantas foram vendidas em revista, outdoors ou canecas, eles valorizam a prin- grandes lojas de artigos para casas nos Estados Unicipal atividade da gráfica, que é imprimir. De fato, dos. Ao es­ca­near o código QR, o comprador acessaum estudo recente da InfoTrends, Pro­duc­tion Soft­ va um site com informações sobre como cuidar da ware Market Ou­tlook 2011 [Perspectiva do mercado planta — informações que po­de­riam ser facilmente de produção de soft­wares inseridas no próprio rótu2011], descobriu que 36,7% lo. Teria sido mais eficaz das gráficas atual­m en­t e se o site fornecesse suUm fornecedor oferecem códigos QR . gestões de outras plangráfico que possa ajudar O estudo também retas para arranjos (com o cliente a aproveitar ao velou um interessante proimagens) e informações máximo tanto o impresso blema de percepção: apesobre o tamanho a que quanto os códigos QR tem nas 16,3% dos entrevistados a planta adulta chegaria capacidade para repetir mais na mesma pesquisa disse(com mais imagens). ram trabalhar com mar­ke­ O que também teria trabalhos deste tipo. ting móvel! É um problema sido muito efi­cien­te para curio­s o porque o sucesso estimular vendas adiciocom uma campanha de QR depende de pensar nais seria agrupar na prateleira boas combinações como um usuá­rio e otimizar sua ex­pe­riên­cia. Des- das plantas sugeridas pelo site. Um fornecedor grása forma, uma gráfica que imprime códigos QR está fico que possa ajudar o clien­te a aproveitar ao máfazendo mar­ke­ting móvel. ximo tanto o impresso quanto os códigos QR tem Essas porcentagens sugerem que poucas das capacidade para repetir mais trabalhos deste tipo. gráficas que trabalham com esses códigos com­ Nota: existem outros códigos 2D no mercado, preen­d em o po­ten­c ial dessa tecnologia para o como os códigos ScanLife EZ, Bee­tagg e Microsoft mar­ke­ting. Consequentemente, elas não devem es- Tag, além de va­rian­tes de SMS e resposta por e-​­mail, tar oferecendo um bom serviço aos seus clien­tes, como SnapTag e JagTag, que não requerem acesso que provavelmente não voltarão a fazer ne­gó­cios à internet. O consumidor só precisa tirar uma foto envolvendo códigos QR . do código e en­viar para determinado número para O que torna uma campanha de QR bem suce- receber uma imagem, um cupom, um vídeo ou oudida é a estratégia de mar­ke­ting di­re­cio­nan­do a ex­ tro con­teú­do. Existem também códigos QR com cape­riên­cia do clien­te, que começa encaminhando o pacidades mais sofisticadas, como a de possibilitar consumidor para um site desenvolvido para plata- acesso a con­teú­do dinâmico ou URLs personalizados. formas móveis, que seja fun­cio­nal e de fácil navegação, configurado para uma grande va­rie­da­de de Bom, mau e feio telefones móveis. ­Criar uma ex­pe­riên­cia produtiva Roger Marquis, fundador da 2D Barcode Stratepara o clien­te significa pensar a campanha a par- gy, tem um blog que há muito tempo é abastecitir da perspectiva do usuá­rio de celular. Perguntas do com bons e maus exemplos de códigos QR (na como “por que alguém iria ler esse QR?”, “o que o maioria maus exemplos). Na sua coleção, há his­ clien­te espera encontrar?” e “como essa ex­pe­riên­cia tó­rias de códigos que levam para páginas erradas, pode agregar valores e aumentar as vendas?” ajudam códigos ilegíveis para muitos celulares e outros que a antecipar os resultados da campanha. são desinteressantes, inúteis ou redundantes.

34% 38% 33% 30% 34%

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Campanhas ruins utilizando QR são um problema de mar­ke­ting, não de tecnologia. Existem inúmeros geradores de códigos QR no mercado, a maioria gratuita, e ­criar os códigos é fácil. Talvez fácil demais. Basta fornecer um URL e clicar. ­Brian Yea­ger, consultor sê­nior da InfoTrends, está liderando um grande estudo com múltiplos clien­ tes chamado Mobile Technology: Making Print In­ teractive [Tecnologia de plataformas móveis: tornando impressos interativos], que irá explorar o conceito das campanhas otimizadas de mar­ke­ting impresso em conjunto com mar­ke­ting móvel a partir da perspectiva dos consumidores, co­mer­cian­ tes, fornecedores de in­f raes­tru­tu­ra e dos gráficos. Durante uma recente palestra online da InfoTrends, Yea­ger mostrou alguns bons e maus exemplos do uso de códigos QR : ◆◆Mau exemplo : campanha de um remédio para res­f ria­do, na qual o código QR levava para um site para celulares que dependia de Adobe Flash Player 9, que não está disponível para iPhone. ◆◆Bom exemplo : Código QR em um anúncio de xampu, que encaminhava o leitor para um vídeo no YouTube sobre como ­criar cachos definidos sem frizz. O anúncio fornecia instruções objetivas e o vídeo oferecia um valor claro para o usuá­rio, portanto o código funcionou bem. ◆◆Mau exemplo : Um código QR impresso em um cartaz no metrô, que estava pendurado tão longe da plataforma que o código não podia ser lido. ◆◆Bom exemplo: Uma parceria entre a rede de supermercados Target e a marca de artigos para Aveda – link para o YouTube

Um bom exemplo: código QR em anúncio de xampu que leva o leitor para um vídeo no YouTube sobre como criar cachos definidos sem frizz. O anúncio fornecia instruções claras e o vídeo um conceito definido para o usuário, por isso o código funcionou bem.

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acampamento Coleman fornecia códigos QR nas etiquetas dos produtos. Esses códigos encaminhavam para informações adicionais, incluindo o estoque do produto na Target e resenhas de clien­tes. Yea­ger acrescentou ainda que ele mesmo havia comprado na Target uma estufa portátil da Coleman, infelizmente sem antes ler o código QR. “Se eu tivesse utilizado o código, teria lido as resenhas dos clien­tes e provavelmente teria comprado um produto diferente”. Mar­ke­t ing com SMS

Ironicamente, o mar­ke­ting com SMS tem maior possibilidade de dar certo, embora talvez seja menos intuitivo e menos conhecido para os gráficos do que os códigos QR . No entanto, da mesma forma que os códigos QR , o mar­ke­ting via SMS é um bom parceiro para gráficos porque os números dos celulares envolvidos numa campanha precisam ser obtidos antes de serem utilizados na própria campanha. Materiais impressos são uma boa maneira de oferecer incentivos para que as pes­soas forneçam vo­lun­ta­ria­men­te os seus números. Promoções desse tipo muitas vezes pedem que as pes­soas en­ viem mensagens de texto para determinado número em troca de algum tipo de recompensa e podem ser impressas em qualquer coisa, seja mala direta, out­door, guardanapos ou rótulos de produtos. O mar­ke­ting com SMS também permite uma resposta ime­dia­ta à promoção e não requer o uso de soft­ware es­pe­cial. Não importa se o usuá­rio tem um smartphone ou um celular antigo. Qua­se todos os celulares em uso (98%) têm a função SMS. É relativamente simples se inserir na área de mar­ ke­ting por SMS e, tal como os códigos QR , há uma oferta aparentemente infinita de provedores terceirizados. Alguns, como o i-​­Zigg, oferecem programas independentes. Outros, como o interlinkONE , oferecem soluções de mar­ke­ting integradas completas das quais o SMS é apenas um componente. Muitos oferecem assistentes de campanha para auxiliar o usuá­rio durante o processo. O mar­ke­ting via SMS pode ser tanto ativo quanto receptivo. Mar­ke­ting ativo, em geral, assume a forma de envio de SMS ou MMS para o público-​­alvo. Já o mar­ke­ting receptivo é principalmente (mas não exclusivamente) feito para geração de ­leads e para coletar e desenvolver um banco de números de celular. O processo receptivo pode precisar de um grande volume de impressos. O mar­ke­ting receptivo geralmente fun­cio­na pedindo às pes­soas que en­viem pequenos códigos numéricos por SMS para participar de algum sorteio e


ROI (retorno do investimento) de SMS chega a ser 2,6 vezes melhor do que de e-mails Transação média de varejo: US$ 50,00 E-mail

Plataforma móvel

Tamanho da base de dados

1.000.000

125.000

Custo por mensagem

US$ 0,005

US$ 0,04

12%

95%

pavam das campanhas móveis gastavam 74% mais do que os que não Visualização 120.000 118.750 participavam, e um vendedor de equipamentos esportivos cujos clien­tes de Resposta 3% 8% plataformas móveis iam à loja seis veCusto total US$ 5.000,00 US$ 5.000,00 zes mais do que os outros. A chave é Receita US$ 180.000,00 US$ 475.000,00 a relação entre as pes­soas e seus ceUS$ 36 (receita para US$ 95 (receita para ROI lulares. Se um clien­te dá seu número cada US$ 1 gasto) cada US$ 1 gasto) para um co­mer­cian­te, isso é um sinal ganhar prê­mios, como a campanha TWIST TXT da de maior afinidade, o que o torna mais propenso a Coca-​­Cola. Essas campanhas estão em muitos pro- responder às campanhas. dutos impressos, desde rótulos para embalagens de Números apresentados pela ShopText mostram san­duí­che até adesivos da grife de roupas Gap. aumento nas respostas sobre os índices de publiciCampanhas de SMS , que são relativamente sim- dade online tra­di­cio­nal. Para cupons do tipo “clique ples de produzir, provaram ser altamente eficazes para baixar”, a empresa reporta uma taxa de resposem diversos níveis. Plataformas como o ShopText ta em torno de 0,1% e o índice de conclusão do netambém permitem que os consumidores solicitem gócio é menor que 5%. Para promoções via SMS , a amostras grátis de produtos, recebam cupons para taxa de resposta é de 1,7% e o índice de conclusão imprimir em casa, participem de concursos, façam é su­pe­rior a 60%. doa­ções, ou mesmo comprem produtos em sistemas de SMS. A concorrente SnapTell usa tecnologia Marca d’água digital de reconhecimento de imagem. Quan­do o consu- e Realidade Aumentada midor tira uma foto de um livro, DVD, CD, ou ví- Reconhecimento de imagens, marca d’água digital e deo, ele recebe resenhas dos produtos, comparação Rea­li­da­de Aumentada são outras maneiras de unir de preços, descontos e muito mais. impressão e mar­ke­ting móvel. A marca d’água diCampanhas de mensagens de texto também ofe- gital é uma tecnologia de reconhecimento de imarecem o benefício adi­cio­nal de possibilitar ras­trea­ gem invisível a olho nu. Assim, o mecanismo de men­to de dados. As plataresposta não interfere no formas fornecem re­la­tó­rios design (embora marcadoElimine falhas e completos de campanha res possam ser usados para para que os clien­tes possam aprenda com seus erros antes indicar que essa tecnologia medir os índices de resposestá sendo utilizada). de oferecer esses serviços ta e de conversão por paAplicações como Digipara clientes. lavra-​­chave, tipo de mídia, marc Discover e WiMO, enlocalização e operadora. tre outras, permitem fazer A participação dos consumidores nas campa- com que o público interaja com a peça de mar­ke­ nhas de mar­ke­ting via SMS é voluntária (assim, ting, anúncio ou publicação de uma forma mais esses programas cumprem a regulamentação de consistente. Por exemplo, passando o celular sobre spam) e só acontece quando o consumidor tem uma foto do Tiger ­Woods para assistir um vídeo do algum tipo de afinidade com a marca. O resultado seu último jogo de golfe ou sobre uma imagem do é que esse público é mais propenso a responder às time de futebol americano ­Green Bay Packers para ofertas feitas por mensagem de texto e gasta mais conseguir ver um destaque do cam­peo­na­to. dinheiro quando responde. Assim como os códigos de barras pro­prie­tá­rios Afinidade, por sinal, é uma das razões pelas 2D, as marcas d’água digitais necessitam de um quais o mar­ke­ting móvel é eficaz. Steve Snyder, di- soft­ware pro­prie­tá­rio, que deve ser baixado antes retor de vendas e estratégia da Consent Media, de usar. No futuro, à medida que mais empresas agência focada em plataformas móveis, mí­dias so- entrarem no mercado, a exigência de baixar um ciais e otimização online, fez uma apresentação aplicativo de leitura vai desaparecer. Quan­to mais na Print So­lu­tion 2011 na qual mostrou dados de cedo as revistas abraçarem essa tecnologia, mais clien­tes indicando que o ROI do mar­ke­ting móvel é oportunidades elas terão de moldar o futuro. 2,6 vezes maior que o de e-​­mail. Além dessas tec­no­lo­gias ainda existe a Rea­li­ Para ilustrar, ele falou sobre um vendedor de da­de Aumentada (RA), que causa grande impacto peças automobilísticas cujos clien­tes que partici- no público, envolvendo as pes­soas em um mundo Índice de abertura da página

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Mais de 280 milhões de americanos carregam celulares Ou seja, mais de 90% da população dos Estados Unidos

2.1 trilhões de mensagens de texto foram enviadas até o final de 2010 nos Estados Unidos

Near Field Communications O NFC (Near ­Field Com­mu­ni­ca­tions) é uma tecnolo-

90% dos assinantes de serviços móveis nos Estados Unidos e na Europa Ocidental têm celulares com acesso à internet

A maioria das pessoas nos Estados Unidos carrega algum tipo de telefone móvel o tempo todo. E esses telefones são usados para mais do que fazer ligações.

de fantasia e experimentação. O retorno sobre investimento para RA , porém, é menos ime­dia­to do que para outras combinações de mar­ke­ting móvel e impressão. A novidade da RA pode im­pul­sio­nar as vendas de uma revista, mas o custo para o desenvolvimento é alto e, se a animação não for bem feita, há grandes riscos de se obter pouca resposta do público. A Rea­li­da­de Aumentada é oferecida nas versões com ou sem marcador. Na primeira, é o marcador de localização (impresso) que dá início à ex­p e­riên­cia interativa. Na Rea­li­da­de Aumentada sem marcador, o con­teú­do é as­so­cia­do a uma imagem. Por exemplo, lendo uma caixa de Legos pode-se ver as peças se juntarem para formar um brinquedo montado. Também existe a Rea­li­da­ de Aumentada em camadas, que é usada em celulares para fornecer ex­pe­riên­cias interativas, mas essa é usada mais frequentemente em aplicações móveis não impressas, como o Yelp Monocle, que sobrepõe as informações sobre um mapa ou sobre a própria paisagem ba­sea­do em informações de GPS obtidas do celular. Entre os fornecedores de soft­ware que atual­ men­te oferecem Rea­li­da­de Aumentada estão ARToolKit, FLAR-ToolKit (Flash ba­sea­do em Rea­li­da­de Aumentada), Metaio Unifeye Suite, Total Im­mer­ sion D’Fu­sion Suite, Microsoft Kinect SDK e interfaces de programação (APIs) via aplicações de Rea­li­da­de Aumentada já existentes.

Quer mais informações sobre Códigos QR? Confira o ma­te­rial QR Codes: What You Need to Know na Loja da Seybold! Este relatório de 61 páginas vai além do básico e oferece uma discussão detalhada sobre a tecnologia, vá­rios tipos de códigos de barras 2D, aplicações, estudos de caso, dicas das melhores práticas e muito mais. 46 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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gia em ascensão que utiliza ondas de rádio de curto alcance para comunicação bi­di­re­cio­nal entre celulares e objetos em uma área próxima, incluindo outros telefones. O gancho para chegar à impressão é colocar um chip NFC em cartazes, banners impressos ou lojas de varejo.

As melhores práticas para marketing móvel Clien­tes, assinantes e anun­cian­tes precisam ser lembrados do valor da mídia impressa, e aproveitar a ­união com a tecnologia de telefonia móvel é uma forma fundamental de fazer isso. Na apresentação intitulada Combinando impressos e plataformas móveis para gerar ex­pe­riên­cias envolventes, o consultor sê­nior da InfoTrends, ­Brian Yea­ger, expôs um conjunto de melhores práticas para códigos 2D. Mas elas po­de­riam facilmente servir como base de referência das melhores práticas para todas as aplicações de tecnologia móvel. Assim, onde estiver escrito “códigos QR”, leia-se SMS, Rea­li­da­de Aumentada e todas as outras oportunidades oferecidas pelo mar­ke­ting móvel. 1. Foque na ex­pe­riên­cia. Códigos são o meio. Muitos co­mer­cian­tes focam no código em si, quando o que mais importa é o link para o qual aquele código di­re­cio­na. Coor­de­ne a ex­pe­riên­cia com os objetivos da campanha. Otimize o site para vi­sua­li­ za­ção e uso em telefones móveis. Seja compatível com o maior número possível de celulares e colete informações do usuá­rio de forma segura. 2. Foque no objetivo de mar­ke­ting. A tecnologia de mar­ke­ting móvel deve apoiar um objetivo co­mer­ cial. Um código sem um objetivo é pior do que código nenhum. 3. Não abandone os prin­cí­pios do mar­ke­ting. Aproveite oportunidades para agir. Ofereça incentivos para obter respostas. 4. Considere o contexto. Po­si­cio­ne o código onde ele possa ser visto e usado. Colocar um código próximo ao meio de uma revista ou atrás de um vidro brilhante e reflexivo pode in­via­bi­li­zar a leitura e atrapalhar toda a campanha. 5. Teste, teste, teste! Certifique-se de que o código e os links estejam fun­cio­nan­do perfeitamente antes de implantá-​­los. 6. Eduque o público. Inclua uma linha ou duas de instruções orientando sobre como usar ou interagir com o código.


Hoje, a maior parte das discussões sobre o uso de NFC gira em torno de transações financeiras, em grande parte devido ao lançamento da plataforma de comércio eletrônico Goo­gle Wallet, amplamente comentado. Mas o NFC também possibilita usos de mar­ke­ting. Recentemente, essa tecnologia recebeu muita publicidade ao ser usada no Reino Unido em um pôster promovendo o lançamento do filme X-​­Men First Class. Os pôsteres inteligentes com tecnologia NFC foram dispostos em 12 pontos no centro de Londres e davam acesso a um trailer exclusivo do filme e links para a página do filme no Fa­ce­book. A motivação do mar­ke­t ing móvel

Segundo a pesquisa sobre uso de códigos QR conduzida pela MGH (em fevereiro de 2011), os elementos de motivação que mais levaram os usuá­rios de smart­pho­nes a interagir com os códigos (e certamente o mesmo é válido para outros mecanismos similares) foram ofertas, cupons ou descontos (53% dos entrevistados) e para acessar informações adicionais (52%). Outras motivações in­cluíam sorteios (33%), inscrições para receber mais informações (26%) e acesso a ví­deos (24%). Cu­rio­sa­men­te, 23% dos entrevistados também disseram ter usado os códigos QR para fazer compras, o que reflete como os consumidores vêm se sentindo cada vez mais confortáveis para comprar através de smartphones. É por isso que, pelo menos por enquanto, é importante não perder o foco com as produções chamativas que dominam as manchetes. O uso do celular entre consumidores pri­má­rios é muito prático. Na grande maioria dos casos, a combinação entre mar­ke­ting móvel e impresso foi utilizada com códigos QR ou campanhas de mensagens de texto em que o código de ativação ou o estímulo para resposta estava em formato impresso. Primeiros passos

1. Se não tiver um smartphone, compre um. 2. Comece a participar de campanhas móveis. 3. Faça a leitura de códigos QR; participe de uma campanha de SMS; baixe soft­wares de RA e brinque com as suas aplicações; baixe alguns aplicativos móveis para ver o que funciona bem e por quê. 4. Crie um site móvel para sua empresa. 5. Teste o site móvel da sua empresa em um smart­ pho­ne. Ajuste e melhore o site até que ele esteja funcionando bem. Existem provedores como Mobify, Wirenode, Mippin Mobilizer, iFly­Mobi e muitos outros. Uma simples busca no Google

pode levantar um grande número de opções, muitas delas gratuitas. 6. Encontre provedores terceirizados, como ShopText, iZigg, ou Snap­Tell, para serviços como códigos de acesso e mensagens de texto. 7. Comece a divulgar seus próprios serviços através de impressos e mensagens de texto. 8. Elimine falhas e aprenda com seus erros antes de oferecer esses serviços para clientes. Tradução autorizada do The Seybold Report,

volume 11, número 12, de 27 de junho de 2011.

Marketing móvel para editores Os editores de revistas e seus anun­cian­tes têm usado campanhas de mensagens de texto há anos, mas ainda há oportunidades para uso de SMS e códigos QR. A Rea­li­da­de Aumentada é um bom atrativo para venda de revistas em curto prazo, mas sua capacidade como uma ferramenta de venda direta em longo prazo é incerta. Em curto prazo os códigos QR oferecem aos editores grandes oportunidades não só para vender mais publicidade, mas também para enriquecer con­teú­dos. Toda vez que alguém lê um código QR, essa leitura pode ser ras­trea­da. Assim como acontece com SMS, os soft­wares mais sofisticados de QR podem informar ao anun­cian­te onde o código foi lido e em que telefone. A marca d’água digital também tem oferecido cada vez mais oportunidades, não apenas para anun­cian­tes individuais, mas também para patrocínio de marcas dentro de uma revista. Um anun­cian­te es­pe­cial pode patrocinar um jogo de caça ao tesouro, por exemplo, que envolva os leitores, pedindo que leiam códigos em anún­cios ou ma­té­rias para ganhar prê­mios. Para revistas, a Rea­li­da­de Aumentada é sedutora, mas os resultados ainda não são convincentes. Revistas têm feito ex­pe­riên­cias com RA desde 2008, mas co­men­tá­rios em blogs e artigos online sobre o tema indicaram que os resultados são inconsistentes. Ainda assim, os editores estão usando RA. O artigo de maio de 2011 da revista CAR incluiu RA e códigos QR detalhando alguns testes de estrada se­le­cio­na­dos. A Celebrity High também começou a inserir Rea­li­da­ de Aumentada em todas as edições. Os leitores têm de baixar um navegador de Rea­li­da­de Aumentada (o junaio, neste caso), mas, assim como códigos QR, os navegadores de Rea­li­da­de Aumentada acabarão se tornando padrão nos celulares, à medida que esta tecnologia ganhar espaço. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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TIPOGRAFIA

a letra impressa •parte 3 matrizes para composição mecânica

Claudio Rocha

Nesta série de artigos estão sendo examinados os processos de fabricação de tipos, passando por seus diversos estágios de produção no sistema tipográfico, na fotocomposição e no sistema digital. Nos artigos anteriores foram apresentados os processos manual e mecânico de produção de punções e confecção de matrizes. O próximo artigo irá abordar a fotocomposição. A fonte utilizada no título e legendas deste artigo é a Palatino Sans, criação de Hermann Zapf e Akira Kobayashi, de 2006. Para o texto foi utilizada a Monotype Bembo, versão digital da fonte produzida no século XV por Francesco Griffo sob encomenda do editor Aldus Manutius.

CLAUDIO ROCHA é tipógrafo, editor da revista Tupigrafia e diretor da OTSP, Oficina Tipográfica São Paulo

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A mecanização da produção representou um ganho de produtividade significativo na indústria gráfica e editorial a partir do final do século XIX. O tempo para compor textos corridos em sistemas mecânicos de composição era de seis a dez vezes menor, comparado com a composição manual. Diversos fabricantes ofereciam sistemas completos, com equipamentos de composição e fundição de tipos a partir de matrizes especialmente produzidas para esses equipamentos.Os principais fabricantes foram a norte-americana Linotype e a inglesa Monotype. A linotipo é um equipamento que com­ põe e funde linhas de texto para impres­ são no sistema tipográfico. Foi desenvolvi­ da nos anos 1880 por Otmar Mergenthaler, um imigrante alemão, em Baltimore, EUA, e fabricada até o final da década de 1970. As linotipos dominaram a produção de li­ vros e jornais graças à sua praticidade e à qualidade das suas matrizes. O nome Li­ notype vem de line-of-type e ficou conhe­ cido como “composição a quente” pelo fato de trabalhar com uma liga de metal em ponto de fusão. Nesse equipamento as matrizes são arma­ zenadas em um depósito, conhecido como magazine, que fica localizado na parte su­ perior da máquina. Completam o equipa­ mento um teclado especial, um sistema de fundição e um sistema de distribuição, ou retorno das matrizes ao depósito. Quando o linotipista pressiona uma tecla a matriz do caractere cor respondente é libera­ da através de um canal e assim sucessivamen­ te até completar a linha, justificada em uma medida previamente estipu lada. A composi­ ção das linhas ocorre no reunidor, uma peça com trilhos que tem a mesma função do

componedor na composição com tipos mó­ veis. Na próxima etapa a linha com as matri­ zes é transpor tada para o mecanismo de fun­ dição, que funde e ejeta uma linha de texto por vez. Em seguida, as matrizes são retor­ nadas automaticamente para o magazine e distribuídas nos respectivos canais, ficando disponíveis para nova uti lização. Os magazines podem ser substituídos de acordo com a natureza do trabalho, com a possibilidade de fundir linhas com tipos do corpo 6 ao corpo 36. O catálogo de fontes da Linotype era extenso e foi sendo aprimo­ rado durante décadas com a contribuição de renomados type designers, como Hermann Zapf, Adrian Frutiger e William Dwiggins.


Esse acervo de fontes representa uma heran­ as palavras aumentem, justificando as li­ ça valiosa para o design gráfico, tendo sido nhas na medida pré­definida. adaptado para a fotocomposição e poste­ As matrizes eram projetadas para cum­ riormente transcrito para o formato digital. prir diversas funções. Um sistema de den­ tes na parte interna da matriz permite que ela seja devolvida ao canal de origem após a matriz de linotipo o uso. De maneira análoga ao mecanismo A produção de uma matriz era um proces­ de chave e fechadura de portas, esses dentes so complexo, com precisão infinitesimal, possuem combinações que, ao coincidirem equivalente à fabricação de relógios. Eram com a barra de distribuição, fazem com que feitos testes contínuos de inspeção, chegan­ a matriz caia no respectivo canal e fiquem do a um total de 56 operações mecânicas novamente disponíveis para uso. Outros na produção de uma única matriz, desde detalhes na estrutura da matriz, como fen­ o corte do bloco em latão de alta qualida­ das, cortes e entalhes têm funções específi­ de, até a checagem final, feita com a pro­ cas e eram contantemente verificados du­ jeção ampliada da imagem da matriz em rante o processo de fabricação para garantir uma tela, para medições nas quais a espes­ a qualidade de gravação das letras. Ao fi­ sura de um fio de cabelo era mostrada 50 nal, as linhas de texto podem ser facilmen­ te transportadas para a montagem da forma vezes maior. A matriz apresenta a imagem da letra em tipográfica e em seguida para impressão. baixo­relevo e com o sentido de leitura invertido. A maioria das matrizes possui 2 letras para fundição, geralmente normal e itálico ou então, normal e bold, mas ape­ nas um desses caracteres pode ser fundi­ do de cada vez, para compor palavras em bold ou itálico em uma mesma linha de texto. Pequenas projeções laterais na ca­ beça e no pé da matriz alinham o carac­ tere no estilo escolhido, fundindo­o de acordo com a necessidade. As matrizes são alinhadas no reunidor e a separação de palavras é feita por meio de espaçadores, peças articuladas em aço, em forma de cunha. No momento em que a linha é enviada para fundição uma barra exerce pressão na parte inferior dos espa­ çadores empurrando­os para cima. Esse movimento faz com que os espaços entre

Acima, um conjunto de linhas fundidas pela Linotipo. Na página ao lado, matriz do e comercial nas versões regular e bold. Abaixo, o reunidor (em corte) com as matrizes e os espaçadores antes da fundição. As letras gravadas na lateral das matrizes são marcas de referência; elas permitem ao linotipista ler a linha enquanto está compondo o texto.

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Ao lado, imagem ampliada de uma matriz de corpo 10 da Monoytpe. Abaixo, imagens do livro “Words in their hand”, com fotografias de Walter Nurnberg e textos de Beatrice Warde. Cambridge Print House, 1964. A primeira imagem mostra a substituição de uma matriz com a caixa de matrizes aberta e, na segunda imagem, um operador junto ao teclado da Monotype. Acima do teclado, o carretel justificador e, ao fundo, a fita sendo perfurada.

a matriz de monotipo

Ilustrações das duas unidades independentes que formam o sistema Monotype de composição mecânica: acima, o tecladoperfurador e abaixo a fundidora-compositora. Esse sistema produz linhas justificadas automaticamente com tipos móveis, a uma velocidade de 150 caracteres por minuto.

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A Monotype foi inventada por Tolbert Lanston em 1897. Como a linotipo, foi projetada para produzir linhas de texto justificadas auto­ maticamente. As coincidências, porém, pa­ ram por aí. Enquanto na linotipo a compo­ sição é fundida em uma linha, na Monotype a linha é formada por tipos móveis. A Mo­ notype possui dois equipamentos indepen­ dentes: uma unidade de digitação – com­ posta por um teclado com um sistema de perfuração de dados em uma fita de papel – e uma máquina fundidora­compositora. Ao digitar um texto o operador do teclado perfura uma fita de papel que contém os pa­ râmetros da composição. Quando a digita­ ção é terminada, a fita perfurada é colocada na unidade de fundição, que produz com­ posições do corpo 4 ao corpo 36, em linhas de até 56 cíceros (aproximadamente 25 cm), justificadas com espacejamento uniforme entre as palavras. A fita perfurada controla o movimento do quadro de matrizes fundin­ do 3 caracteres por segundo. A composição na Monotype é baseada em um sistema matemático conhecido como Unit System. Nesse sistema, as lar­ guras de todos os caracteres e espaços de uma fonte são submúltiplos de 18 unida­ des do ponto tipográfico. Os caracteres mais estreitos, como por exemplo a letra ‘i’ tem 5/18 e o mais largo, como o ‘w’, tem 18 unidades. Esse sistema determi­ na também as medidas dos espaços para a justificação das linhas. A fonte do tipo é acondicionada na Caixa de Matrizes, que são feitas em latão. A Monotype destacou­se no design tipo­ gráfico por seu programa de releitura de tipos históricos coordenado por Stanley Morison (criador da fonte Times New Ro­ man), além da produção de fontes originais, como Bembo, Gill Sans, Dante e Centaur, entre tantas outras.

obras consultadas: O Manual Oficial da Linotype, editado em 1940 pela Mergenthaler Linotype Co. EUA. Apostila do curso de Tipografia da Escola Senai Theobaldo De Nigris Boag A. & Wallis L. The Monotype Recorder Centenary issue. Monotype Typography, Surrey,1997. Baines, Phil & Haslam, Andrew. Type and Typography. Watson-Guptill, N. York, 2002.


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NORMALIZACAO

Kátia Irie Teruya e Rafael Petermann, com a colaboração de Bruno Mortara e Marlene Dely Cruz

Validade das provas digitais, uma questão a ser definida

D

urante o ciclo de aprovação dos pro­ dutos gráficos, es­p e­cial­m en­te aqueles que envolvem um alto custo de produ­ ção, a confecção de provas de simula­ ção e sua pos­te­rior aprovação é fundamental. Esse procedimento evita perdas de tempo e de dinhei­ ro, além de ser o vínculo con­tra­tual entre a gráfica e o clien­te final. Quan­do usada como simulação do impresso, a prova tem dois objetivos: permitir ao clien­te conhe­ cer o resultado final antes da impressão e ser uma referência para a gráfica durante a impressão. Afo­ ra isso, serve como testemunho vi­sual em caso de discordância em relação ao resultado obtido. Até mea­dos dos anos 1990 as provas eram feitas a partir de fotolitos e denominadas provas analó­ gicas. Com o surgimento e disseminação dos CtPs (platesetters), as provas digitais se tornaram mais presentes e subs­ti­tuí­ram quase que totalmente as analógicas. As provas digitais são con­fec­cio­na­das por impressoras digitais, em geral jato de tinta, conecta­ das a um RIP que rasteriza os con­teú­dos vetoriais e raster da página (em geral um arquivo PDF, melhor se for um PDF/X) e faz as transformações de ge­ren­

Tira de Controle Ugra/Fogra Media Wedge V3

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cia­men­to de cores a fim de simular a condição de impressão final. Tudo isso por uma fração do custo da produção final e em um curto espaço de tempo. No entanto, um sistema de provas digitais pre­ cisa ser li­nea­ri­z a­do, calibrado, verificado e utilizar insumos de qualidade, sem contar o acompanha­ mento contínuo de sua qualidade de reprodução. Se, por um lado, é necessário utilizar as tintas re­ comendadas pelos fabricantes em suas impresso­ ras, por outro, os substratos não têm as mesmas recomendações. Os fabricantes não têm requisi­ tos técnicos bem definidos para os substratos a serem utilizados. No mercado há uma infinidade de substratos à disposição, com diferentes preços e qualidades. Porém, se há um grande número de pa­péis para provas à disposição, o mesmo não se pode dizer em relação à quantidade e qualidade de informações técnicas acerca desses produtos. Isso seria bastante útil na hora da compra. E, por falta de parâmetros, muitas gráficas acabam por tomar sua decisão ba­sea­das em cri­té­rios financeiros que não garantem o bom desempenho do substrato, gerando provas de baixa qualidade e de durabilida­ de ainda menor, como aponta Bruno Mortara em


c. Amostra (escala de azul)

a. Lâmpada de arco de xenônio b. Suporte para as amostras c. Amostra (tira de controle) Desenho esquemático da cabine de testes. No centro, as lâmpadas de xenônio (a) e ao redor os suportes de fixação (b) das amostras (c) Fonte: (Xenotest Beta LM Operating Manual – Atlas Material Testing Technology)

seu artigo sobre provas digitais: “o uso de tintas e substratos não conformes pode sim comprometer a durabilidade da prova”. Quan­do as provas sofrem de baixa durabilida­ de é sinal de que suas tintas e/ou combinação des­ sas com o papel não resistem aos efeitos da luz e desbotam. Este é o conceito de solidez de uma cor impressa. A solidez pode ser definida como a resis­ tência do impresso aos efeitos de uma fonte fixa de luz (luz de arco de xenônio filtrada), sem in­f luên­cia do am­bien­te ou, ainda, a resistência que a cor ofe­ rece quando exposta à luz direta do sol, à luz di­ fusa do dia ou à luz ar­ti­f i­cial. Isso significa o mes­ mo que durabilidade da tinta, do substrato ou da peça como um todo. Para se com­preen­der a importância da solidez é preciso pensar que todos os processos de reprodu­ ção utilizados em tecnologia gráfica têm um tempo de durabilidade de sua coloração. A partir de certo momento, as cores começam a desbotar, até que o impresso se torna totalmente diferente do original. Além da luz, há outros fatores que atingem a soli­ dez das cores impressas: os raios ul­tra­vio­le­ta, o oxi­ gênio, o ozônio, a poluição atmosférica e o contato com agentes ácidos como molduras ou embalagens em cartão ou papel com pH não neutro. grupo de estudos da Theobaldo De Nigris

Um grupo de alunos da Theo­bal­do De Nigris, do curso técnico de Tecnologia Gráfica, elaborou um estudo que investigou as seguintes questões: Qual

o tempo de durabilidade da prova impressa, ou seja, quanto tempo ela permanece colorimetricamente estável? Que tipo de substrato utilizar: homologado ou não homologado? Nesse estudo, quatro marcas de papel para prova digital — dentre elas duas homologadas pela institui­ ção alemã Fogra — foram analisadas a fim de se pes­ quisar por quantos dias a prova digital iria se manter 1 2 3 4 5 6 7 8 Imagem de uma escala de azul — blue wool scale — já submetida ao ensaio VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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la. O objetivo desta condição é procurar entender as va­ria­ções possíveis, independentemente da ação de fatores ambientais, es­pe­cial­men­te a luz. As medições das cores impressas foram rea­li­z a­ das por meio de espectrofotômetro por um pe­río­do de 60 dias, duas vezes na semana. Ensaio da NBR ISO 12040 – Lote da condição 2

Imagem de uma escala de cinza — gray scale

fiel aos valores iniciais, ou seja, qual seria a sua validade. A análise da va­ria­ção colorimétrica foi feita imprimindo-se uma tira Ugra/Fogra Media Wedge V3 (1) sobre dois lotes de amostras de cada papel e expondo-as a duas condições de iluminação: Ensaio da interação papel e tinta sem influência da luz – Lote da condição 1

As amostras foram acon­di­cio­na­das no escuro, sem nenhuma incidência de luz, e verificaram-se as va­ ria­ções colorimétricas das ­­áreas coloridas da esca­

As amostras foram analisadas utilizando-se o mé­ todo descrito na NBR ISO 12040. Essa norma espe­ cifica um procedimento para ava­lia­ção da solidez das cores e foi usada com o objetivo de se estimar o impacto sobre as ­­áreas coloridas das tarjas, em um pe­río­do de tempo de 300 dias de luz de escri­ tório. Diferentemente da condição 1, esse lote so­ freu a ação da luz em conjunto com as possíveis va­ ria­ções da própria interação do substrato com as tintas. A norma utiliza como ensaio de durabilida­ de das cores (inkfastness) um equipamento cons­ ti­tuí­do de uma cabine com lâmpadas de arco de xenônio com filtros opcionais (2), que simula uma superexposição à luz. Para se controlar essa expo­ sição foi utilizada a escala de azul (3) até que seu step 3 ficasse desbotado de modo similar ao step 3 da escala de cinza (4). O equipamento, conheci­ do como Xenotest, possui lâmpadas de xenônio de alta potência, o que possibilita a simulação de tem­ po de exposição à luz do dia. Sua lâmpada possui uma distribuição espectral bastante próxima à D50, luz normalizada pela CIE . As amostras foram expostas juntamente com a escala de azul, simulando uma exposição equiva­ lente a 300 dias de luz de escritório.

Curva Espectral – Papel D ■

 iferença de reflectância na D região do azul característico da ação dos alvejantes ópticos. (Quanto maior a diferença na região dos 457 nanômetros, maior a presença de OBA.)

Papel D – medição com filtro UV Papel D – medição sem filtro UV

Gráfico 1. Exemplo de curvas espectrais (papel D), no qual a diferença pode ser atribuída aos alvejantes ópticos

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PAPEL D

Tabela 1. Valores das medições realizadas no papel D, após ser submetido ao ensaio de solidez à luz

Ensaio da cor dos substratos

Visando conhecer os substratos utilizados nos en­ saios foram feitas leituras espectrais dos mesmos. O ensaio em questão foi feito utilizando-se dois es­ pectrofotômetros X-​­Rite i1, um com filtro UV e ou­ tro sem. A diferença dos resultados de leitura dos dois instrumentos (Gráfico 1) pode ser atri­buí­da aos alvejantes ópticos. Os fabricantes de papel adi­cio­ nam esses componentes a fim de dar um aspecto mais branco ao papel, com um entendimento de que o mercado percebe pa­péis mais azulados como mais brancos e, portanto, mais desejáveis. Resultados

Ao final dos ensaios foi possível observar que as amostras que não tiveram contato com a luz, condição 1, mantiveram os valores das ­­áreas coloridas sem va­ria­ções significativas. No entanto, as amos­ tras expostas da condição 2, que foram submeti­ das ao ensaio da NBR ISO 12040, sofreram va­ria­ções colorimétricas, algumas consideráveis. Se observar­ mos os requisitos da norma de provas físicas con­tra­ tuais, NBR ISO 12647-7, uma das amostras de papel de prova se mostrou não conforme (Tabela 1). Procurando-se estabelecer uma relação entre a instabilidade do substrato e seu con­teú­do de al­ vejante óptico, observou-se que esse substrato foi justamente aquele que apresentou a maior dife­ rença entre a curva espectral feita com filtro UV e aquela feita sem filtro UV, indicando a presença de alvejantes ópticos (OBA) na composição do papel.

Esse resultado insatisfatório demonstra que alguns substratos de prova são mais suscetíveis, em rela­ ção à solidez, à luz que outros. O estudo mostra também que há no mercado brasileiro pelo menos um substrato não conforme e isso pode compro­ meter a comunicação na cadeia produtiva, além de causar pre­juí­zos a clien­tes e fornecedores. Uma conclusão importante deste estudo foi que, sempre que for necessária a preservação da prova por longos pe­río­dos de tempo, os impressos de­ vem ser acon­di­cio­na­dos de modo a não serem ex­ postos à luz de escritório ou do sol. Assim sendo, o estudo demonstra que provas contratuais feitas com boas práticas e respeitando os requisitos da NBR ISO 12647-7 podem ser utilizadas, desde que feitas sobre substrato adequado, por um pe­río­do de tempo bastante ra­zoá­vel, de até 300 dias.

Kátia Irie Teruya e Rafael Petermann são ex‑alunos do curso técnico de pré‑impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris. Colaboraram Bruno Mortara e Marlene Dely Cruz, do Naipe – Núcleo de Apoio a Inovação e Pesquisa, na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Referências TERUYA, K. Estudo da variação colorimétrica em

impressão para prova digital / Katia Irie Teruya, Moisés Pacífico Fagundes dos Santos Silva, Rafael Petermann, Valéria Crisci; Orientação, Edigar Antunes. Trabalho de Conclusão de Curso – Escola Senai Theobaldo De Nigris, São Paulo, 2011. VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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SERIGRAFIA

Aplicação da tecnologia computer to screen

John Gittens

A

serigrafia tem passado por vá­rias inovações tecnológicas no setor de gravação de telas, entre elas a tecnologia de gravação direta, computer to ­screen (CtS). Dentre todas as vantagens, as com maior relevância são redução dos custos para confecção de matrizes, agilidade durante processo e armazenamento dos arquivos (não são mais ne­ces­sá­rios grandes estoques com os fotolitos). As três principais tec­no­lo­gias usadas em sistemas CtS são jato de tinta (tinta ou cera), laser e Digital Light Processing (DLP). Esses sistemas são muito precisos e garantem ótima con­f ia­bi­li­da­de. Como o trabalho é transferido diretamente para a tela emul­sio­na­da, a possibilidade de distorção da imagem é eliminada e o tempo de exposição reduzido, além de o tempo de ajuste da máquina também ser reduzido, pois a centralização da imagem é precisa. Jato de tinta

John Gittens é tecnólogo gráfico, formado pela Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica e é gerente regional de vendas para a América Latina da Sefar Printing Solutions.

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A tecnologia jato de tinta emprega o uso de tinta con­ven­cio­nal à base de água ou cera sólida, que são responsáveis por definir as ­­áreas de grafismo. Após o processo de impressão é feita a “queima” da emulsão, porém sem a necessidade da prensa a vácuo, já que a arte é impressa diretamente sobre a emulsão. Os sistemas jato de tinta à base de tintas convencionais geralmente utilizam cabeçotes de impressão Epson. A tinta à base de água demora algum tempo para secar completamente e pode fazer com que a repetibilidade seja afetada. Mas pesa a favor desses sistemas o fato de a substituição da cabeça de impressão ser relativamente barata quando comparada com o sistema que utiliza cera. Já o sistema jato de tinta à base de cera utiliza cera sólida derretida no próprio sistema, que emprega cabeçote pie­zoe­lé­tri­co e possui uma melhor opacidade e definição dos pontos. Isso ocorre porque a cera seca ins­tan­ta­nea­men­te na emulsão. O custo elevado da cera usada nesses sistemas deve ser levado em consideração. Laser

No caso dos sistemas CtS que utilizam um ou mais lasers para fazer a exposição da emulsão, os dio­dos sólidos (classe-3) emitem luz em um comprimento

de onda de cerca de 405 nm com uma potência de 120 mW. Este sistema é di­re­cio­na­do a empresas que utilizam o formato de pequenas matrizes serigráficas, tais como as usadas em CD/DVD, rótulos, embalagens, tubos e frascos. As vantagens do sistema laser in­cluem a eliminação de custos de produção de filmes e do processo de exposição. No entanto, uma das desvantagens é em relação à emulsão, que tem de ser de cura rápida, o que pode causar problemas na revelação. Digital Light Processing

Esse sistema não tem a utilização de consumíveis, como tinta ou produtos químicos. Em vez disso, ele trabalha fazendo a exposição diretamente na tela emul­sio­na­d a. Uma vez exposta, a tela pode ser revelada com água, como de costume. O Digital ­Light Processing (DLP) é um sistema que usa um chip semicondutor óptico chamado Digital Micromirror Device (DMD), que foi desenvolvido pela Texas Instruments em 1987. O chip DMD é coberto com quase 1 milhão de minúsculos espelhos articulados, que podem ser re­po­si­cio­na­dos rapidamente para refletir a luz para a emulsão. O chip reflete a luz emitida por uma lâmpada de exposição, em que os raios UV fazem a cura da emulsão. Tais sistemas oferecem maior flexibilidade em relação a escolhas de emulsões se comparados com os sistemas laser, que têm exi­gên­cias muito mais rigorosas em relação à emulsão utilizada. Além disso, uma espessura de emulsão consistente e regular é uma necessidade absoluta para garantir uma boa matriz. Alguns dispositivos in­cluem um monitor que ajusta a distância do cabeçote. Os modelos atuais são fabricados principalmente pela Kiwo, CST GmbH, Inc. e SignTronic AG e as resoluções va­riam de 600 dpi a 2.400 dpi, dependendo da tecnologia utilizada. Há muitas considerações para definir a escolha de um sistema. Primeiramente devemos saber qual será o uso e ob­via­men­te os consumíveis e custos iniciais são levados em consideração. Devemos também observar que cada um deles tem suas vantagens e desvantagens, mas não há dúvida que nossa indústria está se movendo fortemente para a tecnologia CtS em geral.


SITES

Baumgarten www.baumgarten.com.br A Baumgarten Gráfica, de Blumenau ( SC ), acaba de lançar um novo ambiente virtual, que divulga, entre outros aspectos, o novo planejamento estratégico, revisado em 2010. Além disto, o site foi todo reformulado com o intuito de torná-lo mais dinâmico e flexível, permitindo atualização constante. Na nova homepage, os internautas podem encontrar informações e imagens de produtos com suas marcas, contribuindo para o conhecimento do grau de desenvolvimento tecnológico da Baumgarten. A empresa também expõe a importância que a sustentabilidade, a tecnologia e a qualidade têm dentro da organização. Um dos destaques é a sustentabilidade, importante objetivo da Baumgarten. Há informações sobre o Viva, programa de sustentabilidade da empresa cujo objetivo principal é o bem-​­estar do indivíduo, e sobre o Comitê de Sustentabilidade, grupo multidisciplinar que desenvolve e monitora os trabalhos em sustentabilidade de maneira estruturada, consistente e focada em resultados.  

LITERATURA

Para ler o livro ilustrado

Sophie Van der Linden No terceiro livro da seção de história e crítica de literatura infantil da Cosac Naify, Sophie Van der Linden discute a ideia de livro ilustrado, partindo da relação entre a página branca do livro, o texto e a imagem. Com mais de 300 títulos discutidos e quase 600 imagens, exemplifica e classifica os tipos de livro ditos “para crian­ças”, e os compara com outras manifestações, como o livro-​­imagem e o livro com ilustração. A autora também faz um breve histórico deste tipo de livro que, segundo ela, remonta ao século XIX com o pioneirismo de Randolph Caldecott, adentra o século XX com Edy-​­Legrand e se consolida com o re­vo­lu­cio­ná­rio Onde Vivem os Monstros (1963), de Maurice Sendak. Há, por fim, um recorte da produção de literatura infantil francesa, real­çan­do os livros mais cria­ti­vos e que marcaram a edição na França, abrindo novas possibilidades. Complementando as discussões, Sophie traz depoimentos de editores, autores e diretores de arte. Uma va­lio­sa contribuição para o estudo crítico do livro ilustrado, que há muito extrapolou os limites da literatura infantil. Cosac Naify editora.cosacnaify.com.br

SPP-​­KSR www.sppksr.com.br A pós a integração de suas operações, a SPP-​­KSR está lançando sua plataforma de comércio online para consolidar a imagem da empresa e oferecer aos clien­tes um novo canal de compras com mais facilidades e novas ferramentas de navegação. A fusão das duas distribuidoras gerou um conglomerado de 23 filiais no País e consolidou a empresa como a maior distribuidora de pa­péis e produtos gráficos da América do Sul. Com essa mudança, amplia-se a capilaridade e presença em diferentes re­giões do Brasil, fortalecendo o canal e be­ne­fi­cian­do diretamente os seus clien­tes, com um portfólio completo de produtos gráficos. No novo portal, os compradores também con­tri­buem na navegabilidade. À medida que ava­ liam os produtos, aqueles com melhores pon­tua­ções ganham espaço de destaque na primeira página e maior visibilidade. Além disso, a SPP-​­KSR oferece dicas e artigos sobre cuidados com o manuseio do papel, técnicas de impressão, importância da certificação FSC para a cadeia de custódia e como economizar com o melhor aproveitamento do papel, entre outros temas.

Guia de Design Editorial – Manual Prático para o Design de Publicações

Timothy Samara O Guia de Design Edi­to­rial é uma referência completa para entender o design de revistas, jornais, catálogos, re­la­tó­rios anuais, boletins e materiais institucionais, entre outros tipos de publicações. Escrito pelo designer e professor Timothy Samara, este livro oferece uma visão abrangente, tanto histórica quanto ­atual, dos estilos de design e suas aplicações. Processos essenciais como organização de con­teú­do, seleção de cores, composição tipográfica e integração entre texto e imagens são investigados em profundidade. Estudos de caso com esboços, experimentações e declarações dos designers responsáveis pelos projetos de exemplo complementam a obra. Por meio da análise detalhada dos fundamentos do design e de soluções inteligentes para problemas do dia a dia, o leitor vai desenvolver um entendimento claro dos prin­cí­pios e da aplicação prática do design edi­to­rial. Bookman www.grupoa.com.br

VOL. I  2012  TECNOLOGIA GRÁFICA

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CURSOS

ABTG Março Como Aumentar a Estabilidade Controlando a Cor no Processo Gráfico

Data: 5 de março Horário: 9h às 18h Instrutor: Bruno Mortara Investimento: R$ 290,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 390,00 para não associados e R$ 190,00 para estudantes.

Formação de Inspetores da Qualidade

Data: 13 a 15 de março Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Márcia Biaggio Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Produção Gráfica

Data: 27 a 29 de março Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Ana Cristina Pedroso Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

Abril Como Eliminar os 7 Principais Desperdícios do Processo Gráfico e Diminuir os Custos

Data: 12 de abril Horário: 9h às 18h Instrutor: Rosana Aléssio Investimento: R$ 290,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 390,00 para não associados e R$ 190,00 para estudantes.

Formação de Orçamentista para a Indústria Gráfica

Data: 16 e 17 de abril Horário: 9h às 18h Instrutor: Jayme Valim Investimento: R$ 320,00 para associados ABTG , Abigraf, Abraform, Singrafs e Abiea; R$ 420,00 para não associados e R$ 220,00 para estudantes.

58 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. I  2012

Senai APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL PhotoShop para pré‑impressão (32h) – R$ 564,00

Sábados: 14/4 a 23/6, 28/7 a 22/9, 6/10 a 15/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à editoração eletrônica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Fechamento de arquivos (16h) – R$ 567,00

Sábados: 17/3 a 24/3, 2/6 a 16/6 das 8h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à utilização de soft­wares para editoração eletrônica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Gerenciamento de cores (24h) – R$ 513,00

Sábados: 5/5 a 19/5 e 29/9 a 20/10 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à pré impressão, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Produção gráfica (32h) – R$ 480,00

Sábados: 14/4 a 23/6, 28/7 a 22/9, 6/10 a 15/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à área gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Tratamento de imagens (32h) – R$ 582,00

Sábados: 14/4 a 23/6, 28/7 a 22/9, 6/10 a 15/12 das 13h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à utilização de soft­wares para pré impressão,

adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Colorimetria aplicada aos processos gráficos (32h) – R$ 510,00

Sábados: 14/4 a 23/6, 28/7 a 22/9, 6/10 a 15/12 das 8h às 12h Requisito de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à produção gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Densitometria aplicada aos processos gráficos (32h) – R$ 510,00

Sábados: 14/4 a 23/6, 28/7 a 22/9, 6/10 a 15/12 das 13h às 17h Requisito de acesso: 16 anos completos, ensino fundamental concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à produção gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Impressão offset em máquina bicolor (60h) – R$ 851,00

Sábados: 31/3 a 16/6, 21/7 a 15/9, 29/9 a 8/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à impressão offset, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Impressão offset em máquina quatro cores (60h) – R$ 1.174,00

Sábados: 31/3 a 16/6, 21/7 a 15/9, 29/9 a 8/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à impressão offset, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Orçamento de serviços gráficos (40h) – R$ 468,00

Sábados: 10/3 a 14/4, 12/5 a 16/6, das 8h às 17h Requisitos de acesso: ensino médio concluído e comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à área gráfica, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

ESPECIALIZAÇÃO PROFISSIONAL Impressor offset em máquinas com dispositivos de cura por radiação UV (80h) (Novo) – R$ 1.250,00

Sábados: 31/3 a 30/6, 7/7 a 15/9, 22/9 a 15/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: comprovar conhecimentos e experiências anteriores referentes à impressão offset em máquinas quatro cores, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais.

Assistente de conservação‑restauro (245h) – R$ 1.807,00

Requisitos de acesso: 18 anos completos ensino médio concluído e ser concluinte do curso de Assistente de conservação preventiva. Para todos os cursos: o (a) aluno (a) deverá comprovar ter 16 anos completos e ensino fundamental con­cluí­d o (verificar exceções). Alunos menores de idade deverão comparecer para matrícula acompanhados por responsável. Apresentar cópia do histórico ou certificado do ensino fundamental, RG, CPF, comprovante de residência e comprovantes do pré-requisito para simples conferência. A Escola Senai reserva-​se o di­rei­to de não ini­ciar o programa se não hou­ver o número mínimo de alunos inscritos. A programação, com as datas e valores pode ser alterada a qualquer momento pela escola. A Escola atende de 2 ‒ª a 6‒ª, das 8h às 21h, e aos sábados das 8h às 14h.

Escola Senai Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 (Moo­ca) 03162-030  São Paulo  SP Tel. (11) 2797.6333 Fax: (11) 2797.6307 Senai-SP: (11) 3528.2000 senaigrafica@sp.senai.br www.sp.senai.br/grafica


E s t a m o s ve n d e n d o e q u i p a m e n t o s g r á f i c o s e m ó t i m o e s t a d o !

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KOLBUS E N CAD E R NADO RA CAPA D U RA • Reformado pela Kolbus Alemanha em 2008 • Modelo: BF 2000 523A / FE600

Informações entrar em contato com: José Carlos - Telefone: (11) 3838-1855 e-mail: jjesus@uvpack.com.br


Alta Tecnologia produzida no Brasil

Rotatek Brasil OSC

FLEXO

Combi

Impressora modular com intercambiabilidade de processos e a vantagem do sistema de trocas de trabalho de forma rápida, prática e sem ferramentas. Uma excelente relação entre custo e beneficio.

Máquina híbrida que combina os processos offset, flexográfico, rotogravura, serigrafia, cold e hot stamping, intercambiando posições. Acabamentos em linha como, corte e vinco, auto-relevo, saídas em bobina e em folhas com pilha alta.

OFFSET SLEEVE CHANGE

Impressora rotativa combinada com tecnologia de camisas para as matrizes de impressão, permitindo utilizar o melhor de cada tecnologia em um só processo.

Pós-venda e Assistência Técnica A Rotatek Brasil possui estrutura de serviços pós-venda e assistência técnica apta a solucionar rapidamente qualquer ocorrência em seus equipamentos, inclusive através de acesso remoto. Além, da estrutura própria de produção que possibilita soluções em tempo recorde.

Presente no mercado brasileiro desde 1985, a ROTATEK BRASIL, proporciona soluções na medida certa para as diversas produções gráficas combinando processos de impressão seja em offset, flexo, rotogravura, serigrafia, cold e hot stamping, agregando sistemas de acabamento em linha com toda a automação de controle de registro e controle de cor, além do auto-zero, que permite pré-ajuste com equipamento parado, proporcionando diminuição significativa nas horas paradas e na perda de material. Com sede própria em Barueri-SP, a ROTATEK BRASIL está em constante pesquisa para manter-se competitiva com qualquer bom equipamento.

Tel.: 55 11 3215-9999 - www.rotatek.com.br

Revista Tecnologia Gráfica Nº 81  
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