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ANO XV Nº 79 VOL. IV 2011 ISSN 1678-0965

A REVISTA TÉCNICA DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO

Sistemas integrados de gestão

R E V I S TA te c n o l o g ia g r á f i c a 7 9

Automatize a administração de sua gráfica e ganhe eficiência e produtividade

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Volume IV – 2011 Publicação bimestral da ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, Rua Bresser, 2315 (Mooca), CEP 03162-030 São Paulo SP  Brasil ISSN: 1678-0965 www.revistatecnologiagrafica.com.br ABTG – Telefax (11) 2797.6700 Internet: www.abtg.org.br ESCOLA SENAI – Fone (11) 2797.6333 Fax (11) 2797.6309 Presidente da ABTG: Reinaldo Espinosa Diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris: Manoel Manteigas de Oliveira Conselho Editorial: Andrea Ponce, Bruno Mortara, Manoel Manteigas de Oliveira, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa e Tânia Galluzzi Apoio Técnico: Vivian de Oliveira Preto Elaboração: Clemente e Gramani Editora e Comunicações gramani@uol.com.br Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159.3010  gramani@uol.com.br Jornalista Responsável: Tânia Galluzzi (MTb 26897) Redação: Elisabete Pereira Revisão: Giuliana Gramani Projeto Gráfico: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosária Scianci e Livian Corrêa Foto da capa: AGE Fotostock/ AGB Photo Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Senai Theobaldo De Nigris Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora Laminação, Hot Stamping: (fitas MP Brasil) UVPack Acabamentos Especiais Papel: couché fosco Nevia APP 90 g/m² (miolo) e couché fosco Nevia APP 170 g/m² (capa), fornecidos pela Cathay BR Assinaturas: 1 ano (6 edições), R$ 54,00; 2 anos (12 edições), R$ 96,00 Tel. (11) 3159.3010 Cathay-GuiaEspecialExpoprint-Abigraf247-c.indd 3

5/27/2010 9:00:48 PM

Apoio

Esta publicação se exime de responsabilidade sobre os conceitos ou informações contidos nos artigos assinados, que transmitem o pensamento de seus autores. É expressamente proibida a reprodução de qualquer artigo desta revista sem a devida autorização. A obtenção da autorização se dará através de solicitação por escrito quando da reprodução de nossos artigos, a qual deve ser enviada à Gerência Técnica da ABTG e da revista Tecnologia Gráfica, pelo e-mail: abtg@abtg.org.br ou pelo fax (11) 2797.6700

Vamos falar de comunicação

P

assados três anos, teremos a oportunidade de, mais uma vez, participar do maior encontro de empresários e profissionais gráficos do País. O 15 º‒ Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, que vai acontecer de 8 a 11 de outubro em Foz do Iguaçu, promete ser um sucesso de público. Até o momento em que fechávamos esta edição as inscrições já estavam superando as expectativas. O tema geral do evento, “Crescendo com o Brasil”, remete ao bom período pelo qual a nossa economia vem passando, desde que o Plano Real logrou controlar a inflação. Atravessamos bem a crise de 2008 e seguimos crescendo. Sem dúvida, há muitos problemas estruturais a serem resolvidos. Sem dúvida, há outra crise, talvez pior que a anterior, se apresentando. Sem dúvida, há o avanço da concorrência das mídias eletrônicas. No entanto, novas oportunidades surgem a todo o momento e há muitas razões para sermos otimistas. Um exemplo? Recentemente a Folha de S.Paulo noticiou o lançamento, com sucesso, da primeira revista brasileira desenvolvida para iPad. Trata‑se da Noo, com matérias sobre estilo de vida. Desde o seu lançamento, no início de agosto, a publicação já teve 4.000 downloads. Diante do êxito, seus editores planejam, entre outras coisas, lançar uma versão impressa da publicação! A todo o momento aparecem casos semelhantes confirmando que o futuro será a convergência e integração entre mídias eletrônicas e impressas. O Congraf vai discutir tudo isso — cenários econômicos, tendências de mercado e de tecnologia, oportunidades trazidas pelos grandes acontecimentos esportivos que o Brasil vai sediar. Enfim, o objetivo maior é fomentar a reflexão e o debate sobre estratégias para crescer e lucrar com o excelente negócio que é a comunicação. Aliás, se esse é o nosso negócio, não faz sentido ficarmos isolados; vamos nos comunicar nesse grande evento! Manoel Manteigas de Oliveira Diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris Diretor Técnico da ABTG

VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

3


Sumário 12

Sistemas integrados de gestão para todos os bolsos e perfis de empresa

30

Sidney Silveira, da Starlaser, fala sobre controle do processo

50

Turbine seus gráficos no Illustrator

Especial: Gestão

Entrevista

Tutorial

Spindrift

A norma 12647‑8

36 44

26

Normalização

Padronização na impressão offset e a norma ISO 12647

Notícias Produtos Literatura e sites Cursos

6 10 46 58

ANO XV Nº 79 VOL. IV 2011 ISSN 1678-096

5

A REVISTA TÉCNIC A DO SETOR GRÁFIC O BRASIL EIRO

SiStemaS integradoS de geS

tão Automatize a adm de sua gráfica inistração e ganhe eficiência e prod utividade

Impressão

Problemas e soluções na impressão de hot stamping Acabamento

56

79

22

Gestão ambiental

Soluções para o aprimoramento automático de imagens

32

Tipografia

Gestão

Conheça um pouco mais sobre gestão ambiental

Produção de matrizes de tipos de metal

A gRáfIc A

20

R E V I S TA T EcnologI

Seis Sigma, a estratégia gerencial que gera lucro

Seis Sigm a

Saiba mais sobre a famosa estrat que gera lucro égia

Tipog rafia Claudio Rocha apresenta o proce de fabricação dos sso tipos de metal

Tutor ial

Turbine seus gráficos no Illustrator

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NOTÍCIAS

Chegou ao mercado a certificadora que entende a linguagem do gráfico

C

ria­da com o objetivo de fornecer certificações para o merca­ do gráfico na­cio­nal, a ABTG Certificadora acaba de ser acredi­ tada pelo Instituto Na­cio­nal de Metrologia, Normalização e Qua­ li­da­de In­dus­trial (Inmetro) para a aplicação da Norma Técnica ISO 9001:2008 . Essa norma é uma certificação voltada para a gestão da qualidade, destinada às empresas que necessitam demonstrar a capacidade de fornecer produtos ou serviços que atendam às especificações do clien­te, além dos requisitos legais. A ABTG Certificadora conta com auditores es­pe­cia­li­z a­dos na indústria da comunicação gráfica. Sua missão é dar con­f ia­bi­li­da­de às empresas e fornecedores do setor, através da ava­lia­ção da con­ formidade de seus processos, produtos e sistema de gestão com as normas técnicas vigentes. Fa­mi­lia­ri­z a­da com a linguagem do pro­f is­sio­nal gráfico, a ABTG Certificadora está altamente capacitada para atender às especifici­ dades do setor. Nesse sentido, além de ­criar um di­fe­ren­cial compe­ titivo de consistência e qualidade para seus clien­tes, ela agrega valor à marca e pode, através de certificações, contribuir para que as em­ presas que se submeterem à aplicação de normas técnicas ocupem um lugar de destaque no competitivo mercado gráfico. Sem contar a norma ISO 9001, a ABTG Certificadora oferece uma série de outras certificações e cursos, desenvolvidos para atender às necessidades da indústria gráfica e de toda a cadeia produtiva. Entre eles estão a certificação para sistema de segurança em con­ formidade com a norma ABNT NBR 15540, tintas gráficas em con­ formidade com a norma ISO 2846-1 e sistemas de prova física em conformidade com a norma ABNT NBR ISO 12647-7. Para saber mais, acesse: www.abtgcertificadora.org.br.

6 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

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Oferta de qualificação profissional para celulose e papel é ampliada

mbora mais conhecida pelos diversos programas de for­ mação oferecidos ao segmento gráfico, a Theo­bal­do De Nigris também tem uma importan­ te atua­ção preparando profis­ sionais para as in­dús­trias de ce­ lulose e papel. Além do curso técnico de Celulose e Papel, de­ senvolvido nas pró­prias fábricas, o Senai também vem promo­ vendo dois programas de qua­ lificação pro­f is­sio­nal — Au­x i­ liar de Produção de Celulose e Au­x i­liar de Fabricação de Pa­ pel. Com duração de 160 horas cada um, esses cursos são uma excelente oportunidade para

a ini­cia­ç ão pro­f is­sio­nal nessas in­dús­trias. Os programas vêm sendo oferecidos em cidades do in­te­rior de São Paulo — Ame­ ricana, Caiei­r as, Mogi-​­G ua­ç u e Piracicaba — onde estão lo­ calizadas in­dús­trias de celulo­ se e de papel. Os cursos são gratuitos para os candidatos que declaram não ter recursos para o seu custeio. A grade curricular inclui pro­ cessos de obtenção de polpa e fabricação de papel, matemática aplicada, química geral e organi­ zação do trabalho e gestão. Nos últimos doze meses foram for­ mados mais de 300 estudantes.

IV Simpósio sobre Tecnologia na Fabricação de Embalagem

N

os dias 20 e 21 de setem­ bro foi rea­li­z a­do em São Paulo o IV Simpósio In­ter­na­cio­ nal sobre Tecnologia na Fabrica­ ção de Embalagem. Promovido pela Específica Organização de Eventos, o simpósio objetiva co­ laborar na busca de excelência em todos os aspectos de produ­ ção e qualidade, respeitando as exi­gên­cias ambientais. O evento englobou os prin­ cipais setores da área, ou seja, aço, alumínio, plástico, vidro, pa­ pel e papelão, com enfoque na apresentação de novas tec­no­ lo­gias de impressão, processos

e máquinas, respeitando sem­ pre a proteção am­bien­tal. Além dos temas sobre sustentabilida­ de, reciclagem, design e pegada logística, foi promovido um de­ bate sobre a Política Na­cio­nal de Re­sí­duos Sólidos, envolvendo as principais entidades do setor e o deputado federal Arnaldo Jar­ dim. O encontro contou com a participação es­pe­cial dos profes­ sores Jochen Hol­laen­der e Sven Sängerlaub, do Instituto Frau­ nhofer – IVV, da Alemanha, Laér­ cio Romeiro, da Poli-USP, e Eneias Nunes da Silva, da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris.


A

Abigraf divulgou em agos­ to os dados econômicos relativos ao primeiro semestre de 2011. Levando-se em conta o pe­río­do que vai de julho de 2010 a junho de 2011, o setor re­ gistrou um crescimento de 0,8% em relação aos doze meses an­te­ rio­res (de julho de 2009 a junho de 2010). No entanto, a produ­ ção recuou 0,7% na comparação entre o primeiro semestre de 2011 e os seis primeiros meses de 2010. A queda reflete o res­f ria­ men­to da atividade da indústria brasileira registrada no pe­río­do. Os dados têm como base a Pes­ quisa In­dus­trial Mensal de Pro­ dução Física (PIM-PF), do IBGE . Dentro da indústria gráfi­ ca, ainda em comparação com o primeiro semestre de 2010, a maior queda foi registrada no segmento de embalagens

Offtex e Senai iniciam parceria

A

Offtex Indústria e Comér­ cio Têxtil foi a primeira fa­ bricante de camisas molhado­ ras da América Latina. Líder de mercado, é a única empresa a fabricar na­cio­nal­men­te camisas molhadoras ajustáveis, produzi­ das a partir de ma­te­rial sintético encolhível. Esse tipo de camisa encolhe em água morna e agar­ ra-se ao rolo, evitando folgas e facilitando a colocação. Além disso, a camisa encolhível tem maior durabilidade que as con­ vencionais e não solta re­sí­duos como os tecidos de algodão. Esse ma­te­rial passou a ser doa­do re­ gularmente para a Escola Senai Theo­bal­do De Nigris pela Offtex. As camisas serão usadas pelos alunos de todos os cursos offset

Produção da indústria gráfica cresce 0,8% nos últimos 12 meses

oferecidos pela escola. Afora a doa­ç ão das camisas molhado­ ras, a Offtex também está dis­ ponibilizando ao Senai palestras e orien­ta­ção técnica por es­pe­ cia­lis­tas em sistemas de molha. Segundo João Benetti, diretor da Offtex, a parceria com o Senai é vista como uma grande conquis­ ta para a empresa. “É através das escolas gráficas que são forma­ dos os profissionais do futuro, que devem estar sempre atentos e cien­tes dos melhores produtos do mercado, sua boa utilização e manutenção. O aluno de hoje é o pro­f is­sio­nal do futuro, que deve reciclar seu conhecimen­ to, atua­li­z an­do-se, para juntar teo­ria e prática no tão concor­ rido mercado gráfico”.

impressas de plástico, cuja pro­ dução recuou 16,3%. Em contra­ partida, a divisão de produtos gráficos editoriais cresceu 9,2%. Apesar do recuo de 0,7% re­ gistrado no primeiro semestre de 2011, a estimativa de cresci­ mento ­anual da indústria gráfi­ ca é de 2% em 2011. Segundo o presidente da Abigraf, Fabio Ar­ ruda Mortara, a atividade do se­ tor no segundo semestre é tra­ di­cio­nal­men­te mais aquecida. “É típico do primeiro semestre um crescimento mais tímido. O segundo semestre normal­ mente é mais forte para o se­ tor gráfico, já que as ­­áreas pro­ mo­cio­nal e caderneira são mais ativas nesta época do ano”, afir­ ma Mortara. “Com a aproxima­ ção das festas de Natal, o setor de embalagens também tende a crescer”, completa.

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NOTÍCIAS

Conheça a programação do 15º- Congraf Mídias sociais, sustentabilidade, convergência, mercados e oportunidades são alguns dos temas de destaque na 15-ª edição do mais importante evento do setor gráfico nacional.

A

15ª– edição do Congraf, Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, vai acontecer em outubro, em Foz do Iguaçu, e será essencial para quem busca atualização profissional e oportunidades de negócios. O evento terá palestras que mostram o futuro, apresentadas por especialistas como Fá­ bio Mestriner, coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e Walter Longo, men­ tor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm. Organizado pelo Abi­ graf Nacional, com o apoio da Abigraf Regional Paraná e da ABTG , o even­ to deve reunir cerca de 800 pessoas. A seguir o temário completo.

9h30 às 10h30 – Planejamento de Investimentos: Estruturando o Seu Crescimento de Forma Economicamente Sustentável, Flavio Botana (Sala 1) 10h30 às 10h50 – Perguntas e respostas (Sala 1) 10h50 às 11h10 – Café

de Mídias ou Substituição? Bruno Mortara (Sala 1)

11h10 às 12h10 – Oportunidades para a Indústria Gráfica no Segmento de Embalagem, Fábio Mestriner (Sala 1)

12h10 às 12h30 – Perguntas e respostas (Sala 1)

12h10 às 12h30 – Perguntas e respostas (Sala 1)

19h45 às 20h45 – Palestra de abertura – Perspectivas para um Brasil Melhor, Henrique Meirelles

15 às 15h45 – Apresentação das Atividades da ABTG Certificadora e do ONS 27 no Brasil (Sala 1)

21 às 23h – coquetel

15h45 às 18h – Apresentação das Atividades de Normalização Desenvolvidas pelos Países Participantes (Sala 1)

15 às 18h – Discussão Sobre o Plano de Trabalho Conjunto para Divulgação das Normas na América Latina, Bruno Mortara (Sala 1)

8 de outubro de 2011 (1º- dia) 19 às 19h45 – Abertura oficial/ composição da mesa e pronunciamento dos presidentes

9 de outubro de 2011 (2º- dia) 9h30 às 10h30 – O Perfil do Novo Consumidor – Geração Y, Sidnei Oliveira (Auditório) 10h30 às 10h50 – Perguntas e respostas 10h50 às 11h10 – Café 11h10 às 12h10 – O Poder das Mídias Sociais para os Negócios, Mariela Castro (Auditório) 12h10 às 12h30 – Perguntas e respostas (Auditório) 9h30 às 10h30 – O Futuro da Gráfica e a Construção de Valor nas Relações Comerciais, Hamilton Terni Costa (Sala 1) 10h30 às 10h50 – Perguntas e respostas (Sala 1) 10h50 às 11h10 – Café 11h10 às 12h10 – Tendências Tecnológicas: Convergências

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15h30 às 16h30 – Os Novos Desafios da Competitividade – Ibema (Auditório) 17 às 18h – Em definição (Auditório)

10 de outubro de 2011 (3º- dia) 9h30 às 10h30 – Economia Criativa, Sustentabilidade e Futuros, Lala Deheinzelin (Auditório) 10h30 às 10h50 – Perguntas e respostas (Auditório) 10h50 às 11h10 – Café 11h10 às 12h10 – Copa do Mundo e Olimpíadas: Oportunidades nos Negócios, José Carlos Brunoro (Auditório) 12h10 às 12h30 – Perguntas e respostas (Auditório)

12h10 às 12h30 – Perguntas e respostas (Auditório) 12h30 às 13h – Palestra de Encerramento: Balanço do 15º– Congraf – Oportunidades e Ameaças na Visão do Empresário Gráfico, Mário César Martins de Camargo (Auditório) 13 às 13h30 – Encerramento Oficial, Fabio Arruda Mortara (Auditório)

15h30 às 16h30 – Palestra International Paper (Auditório) 17 às 18h – Palestra Metrics (Auditório) 12h30 às 13h30 – Palestra Técnica: Um Panorama Atual da Impressão Digital, Bruno Mortara

11 de outubro (4º- dia) 9h30 às 10h30 – Educação de Qualidade como Fator de Sustentabilidade do Desenvolvimento, Cesar Callegari (Auditório) 10h30 às 10h50 – Perguntas e respostas (Auditório) 10h50 às 11h10 – Café 11h10 às 12h10 – A Inovação e o Futuro da Comunicação Voltada ao Consumo, Walter Longo (Auditório)

Data: 8 a 11 de outubro Abertura: 8 de outubro, a partir de 19h Palestras: 9 a 11 de outubro, das 9h30 às 13h30 Feira: dias 9 e 10, das 8 às 17h; dia 11, das 9 às 12h Local: Hotel Mabu Thermas & Resort, Avenida das Cataratas, 3175, Foz do Iguaçu (PR) Pacotes para congressistas: Must Tour Viagens e Turismo Tel (11) 3284.1666 ou www.musttour.com.br Informações e inscrições: www.congraf.org.br ou (11) 3164.3193


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PRODUTOS

Diginove mostra tecnologia de hot stamping Therm-O-​­Type

E

m julho a Diginove apresentou novo modelo para aplicação de hot stamping, o Therm-O-​­Type Foilfuser. Todas as amostras im­ pressas e testadas no equipamento foram feitas nos pa­péis da VSP Pa­péis Especiais, incluindo as linhas Relux, Cons­tel­la­tion, Color Plus Metálico (Arjowiggins), Color Plus (Arjowiggins) e Luxcent. Silvane Salamoni, diretora da Diginove, mostrou o passo a pas­ so para finalização de um impresso digital e para a confecção de pe­ ças promocionais, como convites, papelaria personalizada e outras, usando aplicações de laminação fosca e brilhante possibilitadas pelo novo Therm-O-​­Type Foilfuser. O di­fe­ren­cial do sistema é a possibilidade de se aplicar hot stamping frente e verso ou, ainda, três cores diferentes de hot stamping num mesmo processo. Tudo acontece de forma relativamente sim­ ples. A base (papel) recebe a imagem impressa em preto simples (toner). Ao passar pela máquina, o hot stamping é aplicado ape­ nas nas ­­áreas impressas. A entrada de mídia é automática e po­ dem ser usadas lâminas brilhantes ou foscas. O modelo Foilfuser é ­ideal para acabamento es­pe­cial em convites diversos, impressos finos feitos em tecnologia digital sob demanda e papelaria que use pa­péis especiais não texturizados, por exemplo. Juntamente com o Therm-O-​­Type Foilfuser, a Diginove tam­ bém está co­mer­cia­li­z an­do um novo filme es­pe­cial para laminação fosca e com brilho que suporta altas temperaturas, sendo, portan­ to, ­ideal para processos que envolvam reen­tra­da na máquina im­ pressora; desta forma é possível imprimir na laminação e pos­te­rior­ men­te aplicar o foil (filme de hot stamping). Entre a gama de cores, são mais de 40 disponíveis, que aderem ao toner independente da marca da impressora, além do Filme C, que é transparente, imitando assim o verniz localizado. www.diginove.com.br

Konica Minolta traz a bizhub Press C6000 para o Brasil

C

om o lançamento do modelo bizhub C6000 , mul­ti­f un­cio­nal colori­ da recomendada para o mercado publicitário, a Konica Minolta am­ pliou seu portfólio da linha bizhub Press no Brasil. O equipamento rece­ beu o prêmio de “Melhor impressora colorida de produção de 2011” pela Eu­ro­pean Digital Press As­so­cia­tion. “O fato de a bizhub Press C6000 ter recebido um prêmio tão significativo é a comprovação da qualidade dos produtos que a Konica Minolta oferece aos seus clien­tes. Por isso, vamos investir no equipamento no Brasil, em um mercado que exige excelên­ cia em produção”, afirmou Deise Sandrin, gerente na­cio­nal de vendas e mar­ke­ting da Konica Minolta no Brasil. A grande novidade para esse equipamento é o Controlador de Impres­ são Konica Minolta IC-​­601, rico em recursos de calibração, ge­ren­cia­men­ to de cor e impressão com retícula estocástica (FM e ED). O sistema ainda combina flexibilidade de mí­dias, tornando a produção dos mais diversos tipos de trabalhos muito mais fácil. O di­fe­ren­cial desse modelo é a quali­ dade de imagem e baixa temperatura de fusão em papel espesso, permi­ tindo maior flexibilidade com pa­péis diferentes, mantidos pelo Toner Poli­ merizado Simitri HD, produzido de maneira sustentável e cujos resultados trazem menos impactos ao meio am­bien­te. A bizhub Press C6000 oferece ainda mais qualidade de imagem, durabi­ lidade, flexibilidade, con­f ia­bi­li­da­de e capacidade de volume, além de impri­ mir 60 páginas por minuto, com formatos máximos de papel de 330 × 487 mm, gramatura máxima de 300 g/m² e resolução de 1.200 × 1.200 dpi, 8 bits. O equipamento possui o avançado sistema de cores Sead II, que com­ bina um conjunto de inovações técnicas que garante a reprodução das cores com qualidade e alta velocidade. O sistema de diag­nós­ti­co remoto da Konica Minolta, o CS Remote Care, oferecerá suporte assim que a bizhub Press C6000 estiver em total ope­ ração. A análise constante permite a geração automática de re­la­tó­rios e monitoramento de peças e suprimentos de maneira totalmente proa­ti­va, assegurando a efetividade máxima do equipamento. konicaminolta.com.br

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VOL. IV  2011


Arjowiggins lança papéis para impressão digital de rótulos e etiquetas

A

Arjowiggins estreou no mercado de rótulos e etiquetas com o lançamento da linha de pa­péis Witcel Labels Digital para impressão digital de rótulos e etique­ tas de produtos na 5ª‒ Label La­ti­noa­me­ri­ca (Feira e Conferência In­ter­na­cio­nal de Eti­ quetas Adesivas, Rótulos e Identificação de Produtos), que aconteceu em junho, em São Paulo. Com texturas sofisticadas e uma referência com acabamento metaliza­ do, a linha Witcel Labels Digital inova pela apresentação di­fe­ren­cia­da que confere a produtos sofisticados como vinhos, cachaças, azeites, geleias e outros. As es­tra­té­gias de mar­ke­ting, incluindo a crescente atua­ção de gifting no mundo corporativo, po­ dem se be­ne­f i­ciar dessa nova linha, pois suas ações geralmente demandam pequenas tiragens e requerem alta qualidade de apresentação. A linha possui texturas di­fe­ren­cia­das e já contém acabamento primer em sua su­ perfície, aumentando a produtividade na confecção de rótulos e etiquetas, além de conferir uma ótima qualidade vi­sual ao produto final. Além de ser um produto com certificado FSC , essa é a primeira linha de pa­ péis especiais produzida na América do Sul homologada pelo Rochester Institute of Technology – Printing Ap­pli­ca­tions Laboratory para impressão em HP Indigo.

Tidland apresenta eixos desbobinadores ultraleves

O

s novos eixos ultraleves para diâ­me­tros de tubete de 3" e 6", fabricados pela Tidland, são cada vez mais utilizados nas operações de desbobinamento e rebobi­ namento, permitindo aos fabricantes e convertedores de papel a redução de até 50% do peso do eixo. Os sis­ temas trazem maior segurança ao operador da máquina, maior produtividade e menos riscos trabalhistas. A configuração do eixo ultraleve, as­so­cia­da à liga de duralumínio, permitiu triplicar o número de apli­ cações em 2010. Graças a esses aspectos técnicos, a Tid­land pode oferecer eixos ultraleves para aplicações mais robustas a preços mais econômicos. As deflexões sob carga foram di­mi­nuí­das em até 20% e as velocida­ des críticas aumentadas pro­p or­cio­nal­men­te, permi­ tindo o emprego desses eixos em aplicações até então consideradas impossíveis. www.tidland.com.br

www.arjowiggins.com.br

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ESPECIAL Elisabete Pereira

Administração 3.0

Para atender às atuais exigências do mercado quanto à agilidade, confiabilidade e segurança, fornecedores de sistemas de gestão inovam em soluções que auxiliam o gráfico a gerenciar seu negócio e ajudam na tomada de decisões sobre preço, controle de qualidade e redução de custos.

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sobrevivência do negócio gráfico é cada vez mais dependente da for­ ma como a informação que chega à empresa é processada e entregue de volta ao mercado. A rapidez com que os dados circulam pelo vá­rios departamentos, a con­f ia­bi­li­da­de da operação, a segurança na in­vio­ la­bi­li­da­de dessas mensagens e a inteligência aplica­ da à análise dos dados configuram um di­fe­ren­cial competitivo importante, que in­f luen­cia diretamen­ te a produtividade e, consequentemente, a lucrati­ vidade. Afinal, estamos falando da maneira como a empresa é administrada, operação que nas últi­ mas duas décadas ganhou importantes alia­dos, os sistemas integrados de gestão. De maneira geral, os sistemas de gestão volta­ dos para o setor gráfico são soft­wares que auto­ matizam o ge­ren­cia­men­to da empresa, cobrindo ­­áreas como orçamento, emissão de ordens de ser­ viços, planejamento e controle de produção, com­ pras e faturamento, contas a pagar, pós-​­cálculo e estoque. O clien­te pode adquirir o pacote comple­ to, com todas as ferramentas, ou comprar módu­ los específicos. Outra possibilidade é a integração com os sistemas de fluxo de trabalho (workflow), unindo administração e produção e fechando o ciclo da automação. Antes restritos às grandes corporações, os sis­ temas de gestão — que no mundo da Tecnologia da Informação atendem pela alcunha de ERP (En­ terprise Resource Planning) — perderam gordu­ ra e ganharam em agilidade e leveza para atender

à estrutura e caber no bolso das pequenas e mé­ dias gráficas. Lutando para ­aliar robustez, precisão e flexibilidade, os fornecedores vêm desdobrando seus produtos e am­plian­do as soluções através das modernas tec­no­lo­gias disponíveis em TI. Os novos sistemas chegam num momento em que o empresário gráfico está mudando sua forma de pensar o negócio, de acordo com Walter Guimarães, sócio-​­diretor da mineira Zênite Sistemas. O setor está investindo em pro­f is­sio­na­li­z a­ção e os sistemas de gestão são fundamentais nesse proces­ so, pois aceleram a tomada de decisões, organizam os fluxos dentro da empresa e mostram o retorno da atividade. “De nada adian­ta comprar uma im­ pressora de última geração se não houver um siste­ ma para ajudá-lo a ge­ren­ciar a produção e precificar corretamente os serviços”, afirma Walter. Osmar Barbosa, presidente da Metrics, também concorda que a área está crescendo em todos os segmentos. “É a única maneira de a empresa con­ trolar e extrair o máximo de seus recursos”. Para se ter uma ideia dessa evolução, em 20 anos oito mil gráficas passaram a usar soft­wares para ge­ren­cia­ men­to dos ne­gó­cios e a previsão para os próximos seis anos é que outras sete mil também comecem a utilizar essas ferramentas. Os números, citados por Ra­fael Passos, CIO (­chief in­for­ma­tion officer) da Bremen Sistemas, mostram a evolução e o po­ten­cial desse segmento. “Se tra­ çarmos uma convergência entre esses ponteiros, notamos que o mercado de soluções em TI cresce num ritmo muito forte”, sa­lien­ta.


mesmo os servidores da empresa, desde que haja conexão com a internet. “A cloud computing ofere­ ce grande po­ten­cial de escalabilidade e, ao mesmo tempo, é verde, ou seja, preserva o meio am­bien­ te. Mas alguns fatores têm que ser ava­lia­dos com critério na utilização dessa tecnologia para que as empresas não prejudiquem o andamento de seus ne­gó­cios”, analisa o sócio-​­diretor da Zênite. Ra­fael Passos, da Bremen, aponta dois fatores de­ terminantes para a expansão da cloud computing: o aumento do número de fornecedores de soluções na área de TI para pequenas e mé­dias empresas e os resultados gerados pela implantação de soft­wares

“De nada adianta comprar uma impressora de última geração se não houver um sistema para gerenciar a produção e precificar corretamente os serviços”. Walter Guimarães, da Zênite.

Para Valdir Santos Souza Filho, diretor co­mer­cial da Ecalc, o emprego dessa tecnologia é um cami­ nho sem volta. “O soft­ware ajuda a compilar rapida­ mente vá­rias informações, auxiliando na tomada de decisões importantes, como a compra de um novo equipamento ou o foco numa área pouco explora­ da, mas que se mostra lucrativa. Isso tudo poderia ser apurado sem nenhum sistema, mas geraria um enorme esforço e consumiria um tempo pre­cio­so de que o empresário não dispõe mais”. Nas nuvens

O brasileiro, por natureza, gosta muito de novida­ des tecnológicas e a cloud computing (computação em nuvem) é palavra de ordem em se tratando de sistemas de gestão. A computação em nuvem utili­ za a memória e as capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores comparti­ lhados e interligados por meio da internet. Dessa forma, tanto os dados quanto os pró­prios progra­ mas não precisam ser instalados e armazenados nos computadores e servidores da empresa. Tudo fica disponível na web, con­teú­do que pode ser acessa­ do de qualquer lugar do mundo por dispositivos como desktops, no­te­books, smartphones, tablets e

“Nosso sistema de gestão é um dos mais maduros do mercado”. Osmar Barbosa, da Metrics.

de gestão na década de 90 nas grandes empresas. “A cloud computing é uma rea­li­da­de inquestioná­ vel. Naturalmente os serviços na nuvem vão to­ mar conta do mercado. Com isso, cairá a necessida­ de do investimento em determinadas soluções de hard­ware”, afirma o diretor co­mer­cial da Ecalc. Na opi­nião de Osmar Barbosa, da Metrics, a tec­ nologia cloud computing está começando. O que existe, afirma, são sistemas hospedados em um ser­ vidor, na internet, no qual a empresa aluga um espa­ ço. A maioria das grandes empresas ainda mantém a estrutura interna e um dos motivos para isso é a segurança. “A Metrics está fazendo testes com esse modelo de aplicativo. Se alguém quiser contratar, já temos o produto disponível, que possivelmente passaremos a co­mer­cia­li­z ar a partir de 2012”. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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“O mercado de soluções em TI cresce de modo avassalador”. Rafael Passos, da Bremen.

De acordo com Walter Guimarães, da Zêni­ te, as gráficas de grande porte ainda preferem os sistemas instalados nos computadores internos, pois costumam fazer uma análise mais crítica so­ bre qualquer mudança e seus impactos. “A tecno­ logia de cloud computing ainda possui algumas res­ trições no uso para o ge­ren­cia­men­to das principais atividades da empresa, principalmente no Brasil, onde não temos uma estrutura de internet com qualidade e os riscos podem ser altos”. Além da segurança dos dados, outra questão le­ vantada é a velocidade e a garantia de banda de co­ nexão, que se mantém muito abaixo das necessida­ des atuais no Brasil. O executivo da Zênite aponta mais um empecilho: na nuvem, o usuá­rio geralmen­ te precisa abrir vá­rias telas para fazer a mesma ope­ ração, o que seria feito em uma única tela nos sis­ temas tradicionais. “A internet no Brasil é uma das mais inseguras do mundo, conforme estudos, tanto que nove dos dez maiores hackers do mundo estão aqui”, concorda Ra­fael Passos, da Bremen. No entan­ to, ele acredita que o País está evoluindo e a pre­ visão é que, entre cinco e dez anos, seja tão segura quanto viá­vel a utilização de soft­wares na web. O CIO da Bremen afirma que atual­men­te existem tec­no­lo­gias, inclusive gratuitas, que permitem ter um sistema instalado na própria empresa, com garantia de segurança dos dados e acesso pela internet de 14 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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qualquer lugar, online, conectado diretamente. Ele informa que a Zênite optou por utilizar a tecnologia de cloud computing em um modelo misto, ou seja, mantém a estrutura e garantia de segurança para o clien­te com as informações em sua empresa e o acesso à internet pode ser feito normalmente. Mas caso a mesma pare de fun­cio­nar, o sistema conti­ nua operando por três dias, independente da web. Pioneira nessa área, a Calcgraf lançou em 2010 um sistema de gestão ba­sea­do em cloud computing cujos principais diferenciais, via­bi­li­z a­dos pela com­ putação em nuvem, são o custo zero de implanta­ ção e a operação simplificada. “Quan­do o clien­te questiona a segurança das informações, argumen­ tamos que ter seu banco de dados em um datacenter traz mais segurança às informações dele, e não o contrário. Isso porque a estrutura de segu­ rança e de backup de um datacenter é muito mais robusta do que aquela que a gráfica consegue ter internamente, em função dos altos custos que esse tipo de operação exige”, afirma Karina Escobar, di­ retora da Calcgraf. Ela comenta que, quando um hacker decide atacar uma empresa, nenhum siste­ ma de segurança está 100% garantido, esteja ele protegendo um datacenter ou um banco de dados local. “É preciso lembrar também que de uma for­ ma ou de outra os dados da empresa já trafegam

“Um dos aspectos mais importantes na implantação de sistemas de gestão é o suporte”. Valdir Santos Souza Filho, da Ecalc.


“As gráficas sabem que os sistemas de gestão significam revisão de processos, modernização e maior competitividade”. Karina Escobar, da Calcgraf.

pela internet co­ti­dia­na­men­te em transações ban­ cá­rias, envio de e-​­mails e outras operações”. A di­ retora informa que os datacenters utilizados pela Calcgraf estão localizados no Brasil e são homolo­ gados por instituições financeiras conhecidas pelo rigor na segurança das informações. Desafios

O principal desafio na implantação de sistemas de gestão é a mentalidade da administração da em­ presa, envolvendo o comprometimento das pes­ soas com o projeto e a qualificação pro­f is­sio­nal, na opi­nião do presidente da Metrics. “O treinamen­ to é uma parte fundamental”, afirma. A resistência por parte das equipes que havia há alguns anos, porém, ficou para trás. Segundo Karina Escobar, da Calcgraf, as gráficas sabem que precisam implantar sistemas de gestão e entendem que isso significa revisão de processos, modernização e maior competitividade. Para o executivo da Bremen, o maior desafio é a cons­cien­ti­z a­ção dos envolvidos no projeto, princi­ palmente os usuá­rios do soft­ware de gestão. “É pre­ ciso cons­cien­ti­z á-​­los de que lançar todas as infor­ mações corretamente é o modo mais eficaz de se obter ponteiros precisos para a tomada de deci­

são”. Ele acrescenta que a Bremen oferece consul­ toria, e não simplesmente treinamento, com a pre­ sença dos profissionais desde a implantação até a operação perfeita da ferramenta. O ritmo da implementação depende da si­tua­ ção da empresa, segundo o diretor co­mer­cial da Ecalc. “No caso da gráfica que ainda não usa ne­ nhum soft­ware, o processo é tranquilo, dentro do prazo previsto. Basta um trabalho de entendimen­ to e explicação dos procedimentos. Se a empresa não utiliza soft­ware, mas usa planilhas e processos bem definidos, a implantação é fácil e, com base nas informações disponíveis, conseguimos inclusive diminuir o prazo previsto”, explica. Contudo, se a empresa já utiliza algum soft­ware, Valdir Souza garante que essa é a mais complexa das implantações. “Além de instalar uma ferramen­ ta nova, com conceitos diferentes, é necessário lidar com os ví­cios do sistema an­te­rior e também mostrar aos envolvidos que, muitas vezes, o que eles vinham fazendo poderia ter sido feito de maneira mais sim­ ples e automática. Isso normalmente causa um des­ conforto nos operadores e requer mais tempo para que todos os conceitos sejam absorvidos”. Novidades

Sem contar as atua­li­z a­ções frequentes, os forne­ cedores estão acrescentando ferramentas aos sis­ temas, procurando antecipar as necessidades das gráficas. Este ano, a Metrics recebeu ofi­cial­men­te a certificação JDF (Job De­f i­ni­tion Format) para suas ferramentas de gestão. Desenvolvido pelo CIP4, con­ sórcio in­ter­na­cio­nal formado por fabricantes glo­ bais de tecnologia gráfica, do qual a Metrics parti­ cipa desde 2004, o JDF permite a cria­ção de fluxos de produção completamente automatizados atra­ vés da troca de instruções entre o sistema de ges­ tão, soft­wares e equipamentos de pré-​­impressão, impressão e acabamento. A Calcgraf apresentou em março uma versão mais enxuta de seu sistema de gestão ba­s ea­do em cloud computing. Focado nas micro e pequenas gráficas, trata-se de um sis­ tema intuitivo, que não exige conhecimento pré­ vio para operação e com um custo mensal aces­ sível. Já a Bremen promete lançar uma ferramenta de gestão de re­la­cio­na­men­to com o clien­te (CRM) que auxiliará as gráficas a aumentar sua participa­ ção de mercado. Ecalc e Zênite devem igualmen­ te lançar ferramentas inovadoras ainda neste ano, porém não puderam dar mais detalhes. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Principais sistemas de gestão para o setor gráfico EasyCalc

A paulista Ecalc iniciou suas atividades em 1996 com foco em soluções informa­ tizadas para a indústria gráfica. Seu prin­ cipal produto é o EasyCalc, sistema que engloba a parte de orçamentos e gestão co­mer­cial. Ele oferece também um pode­ roso recurso de re­la­tó­rios gerenciais que são configurados de acordo com a neces­ sidade do usuá­rio e contêm as informa­ ções ne­ces­sá­rias dependendo da área de atua­ção e da estrutura da gráfica. Com­ porta serviços terceirizados e consegue escolher a melhor opção entre fazer in­ ternamente determinado processo ou ter­ ceirizar em um ou mais fornecedores. Ou­ tras ferramentas completam as soluções da Ecalc. O Express cobre operações ad­

GWorks Solution 2.0

A Zênite, de Belo Horizonte (MG), foi fun­ dada em 1994 e conta com mais de 1.300 clien­tes, de pequenos a grandes, em todos os setores da indústria gráfica (offset pla­ no e rotativo, grandes formatos, formulá­ rio contínuo, flexográfico, embalagens, se­ rigráfico, digital, fotolito e acabamentos). O destaque da empresa é o GWorks So­ lu­tion 2.0, sistema ge­ren­cial modular que permite total integração da gráfica e ofe­ rece a opção de contratar módulos especí­ ficos (contábil, PCP e CRM , dentre outros). É configurável conforme a necessidade e pode ser utilizado por vá­rios usuá­rios si­ mul­ta­nea­men­te, assim como em no­te­books para vendedores. Os procedimentos são 16 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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ministrativas, como cálculo de impostos, comissões ou juros. Para o planejamento e contro­ le da produção há o Eplan; para re­la­cio­na­m en­to com clien­tes, o EC­lient; além do EGraf, solu­ ção de orçamentos via internet. Os soft­wares são flexíveis, sem a necessida­ de de intervenções de programação. Mui­ tos dos processos novos são cadastrados pelo próprio usuá­rio do sistema. Os sis­ temas possibilitam a integração com a in­ ternet e com centrais telefônicas digitais, permitindo o armazenamento do histó­ rico do re­la­cio­na­men­to com o clien­te e a atua­li­z a­ção automática de dados. A in­ tegração e customização são estudadas

caso a caso e desenvolvidas de acordo as necessidades de cada gráfica. Custo – Os valores dependem dos mó­ dulos e número de usuá­rios. A taxa men­ sal de manutenção vai de R$  250,00 a R$ 20.000,00 e a implantação pode va­riar de zero a R$ 100.000,00. Ecalc (11) 3847-​­1999 www.ecalc.com.br

automatizados e o sistema esco­ lhe a impressora mais adequa­ da para rodar o serviço visando ao menor preço de venda, con­ siderando itens como monta­ gem, produtividade, aproveita­ mento do papel, chapa e tinta. As telas são interativas e permi­ tem o acesso a vá­rias informa­ ções re­la­cio­na­das aos dados nelas inseri­ dos. Pode ser acessado pela internet e a empresa está finalizando testes de inte­ gração do sistema com telefonia digital integrada com o sistema de CRM . Custo – As mensalidades va­r iam de R$ 175,00 para pequenas empresas (ver­

são Lite), e de R$ 500,00 a R$ 900,00 para empresas mé­dias e grandes (versão Stan­ dard e Full), dependendo da versão e módulos contratados. Zênite (31) 3419-​­7300 www.zsl.com.br


Metrics Printware

A paulista Metrics foi cria­d a em 1995 e atua em todos os segmentos da indús­ tria gráfica: edi­to­rial, pro­mo­cio­nal, emba­ lagens rígidas e flexíveis, etiquetas e im­ pressão digital. A empresa desenvolveu o Metrics Printware, lançado na ExpoPrint 2010, sistema modular de gestão integra­ da das ­­áreas co­mer­cial, de produção e ad­ ministrativa, fornecendo informações para decisão, embasadas em re­la­tó­rios e gráficos que apontam os pontos positivos e nega­ tivos. Organiza os processos, possibilitan­ do vi­sua­li­z ar todas as ­­áreas a partir de um painel de controle único. Além de ofere­ cer integração pela internet, como pedi­ dos e visitas, aceita a inclusão de dados e

sugestões sobre o que a grá­ fica precisa. Tem um módulo de controle de terceiros, onde podem ser armazenados da­ dos sobre os usuá­rios de to­ das as empresas. Na área de produção, o sistema também permite o monitoramento da operação das máquinas de impressão e acabamento da produção pelo iPhone. Custo – O valor de implanta­ ção varia caso a caso. Começa a partir de R$ 10 mil. O custo de manutenção mensal fica entre R$ 600 e R$ 1.500, dependendo da quantidade de módulos e de usuá­rios.

Metrics (11) 2199 0100 www.metrics.com.br

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Principais sistemas de gestão para o setor gráfico Webgraf

Fundada em 1983, a Calcgraf inovou ao de­ senvolver soft­wares de gestão específicos para o segmento gráfico. Até então volta­ da para empresas de grande e médio porte, no ano passado ela investiu fortemente na cria­ção de uma solução adequada às gráfi­ cas com até 50 fun­cio­ná­rios. Desse esfor­ ço nasceu o Webgraf. Intuitivo, compacto e de fácil utilização, o soft­ware usa a inter­ net como plataforma, reduzindo a zero o custo de implantação e permitindo ao grá­ fico acessá-lo a qualquer hora e de qualquer lugar. Em março de 2011 a Calcgraf lançou uma nova versão do módulo de orçamen­ to, o Webgraf Light. Mais enxuto e igual­ mente eficaz, atende as mi­croem­pre­sas que buscam soluções de baixo custo de manu­

Wingraph

A Bremen Sistemas, de Blumenau (SC), é 100% voltada para o desenvolvimento de sistemas de gestão para a indústria gráfica. Possui duas versões de soft­wares de gestão modular integrada: o Wingraph Pró, para empresas com mais de 50 fun­cio­ná­rios, e o Wingraph Light, para empresas meno­ res. A ferramenta se­le­cio­na automatica­ mente as máquinas para impressão, com convergência de resultados apresentados em tela, que podem ser configurados para que o critério utilizado seja o do menor cus­ to de impressão, de matéria-​­prima ou tem­ po de impressão. Pode ser compartilhado por até 200 usuá­rios ao mesmo tempo, in­ clusive com vá­rios na mesma tela, rea­li­zan­ do a mesma operação. Há funções específi­ 18 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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tenção. O GPrint, sistema integra­ do de gestão, completa a cesta de produtos. Robusto e abrangente, ele está dividido em 10 módu­ los, via­bi­li­z an­do o controle total da gráfica, inclusive trabalhan­ do de forma integrada com os sistemas contábeis e fiscais. Custo – O custo para a aquisição da licença de uso, suporte e atua­li­za­ção do módulo de orçamento do Web­graf é de R$ 380,00 por mês. Para o sistema com­ pleto, o valor sobe para R$ 600,00. O pre­ ço cai se a gráfica optar pelo Webgraf Li­ ght: o custo para a aquisição da licença de uso, suporte e atua­li­z a­ção é R$ 180,00 por mês e não há custo de implantação.

Caso o clien­te opte pelo GPrint, o preço varia em função dos módulos contrata­ dos e número de usuá­rios, com licenças de uso a partir de R$ 700,00 e implantação a partir de R$ 3.000,00. Calcgraf (11) 3885 0500 www.calcgraf.com.br

cas para o controle de serviços terceirizados: um editor de fór­ mulas permite calcular orça­ mento e qualquer espécie de serviço, inclusive no PCP. Também permite integração com a internet, facilitando o acesso dos clien­tes a informa­ ções sobre o po­si­cio­na­men­ to do trabalho através do site da gráfica. A integração com centrais telefônicas está entre a lista de prio­ri­da­des que a empresa preten­ de implementar no Wingraph em breve. Custo – Representa, em média, de 1% a 5% do retorno obtido com a implantação do Wingraph e é calculado conforme o nú­ mero de horas adequado para consulto­

ria, implantação e treinamento. A mensa­ lidade varia de acordo com o número de licenças de uso adquiridas. Bremen Tel. (47) 3035 1022 www.bremen.com.br


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8 a 11 de outubro de 2011

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Palestra de abertura Perspectivas para um Brasil melhor

Lala Deheinzelin

Economia criativa, sustentabilidade e futuros

Sidnei Oliveira

O Perfil do novo consumidor - Geração Y

José Carlos Brunoro

Copa do Mundo e Olimpíadas Oportunidades nos negócios

Mariela Castro

O Poder das Mídias Sociais para os negócios

Flavio Botana

Hamilton O futuro da gráfica e a construção Terni Costa de valor nas relações comerciais

Bruno Mortara

Walter Longo

Cesar Callegari

Planejamento de Investimentos Estruturando o seu crescimento de forma economicamente sustentável

Educação de qualidade como fator de sustentabilidade do desenvolvimento

Oportunidades para a Indústria Gráfica

Tendências tecnológicas - convergências de Mídias ou substituição?

Fabio Mestriner no segmento de embalagem

A inovação e o futuro da comunicação voltada ao consumo

Mário César Martins de Camargo

Palestra de encerramento Balanço do 15º CONGRAF - Oportunidades e ameaças na visão do empresário gráfico

A 15ª edição do CONGRAF vai acontecer em outubro, em Foz do Iguaçu, e será essencial para quem busca atualização profissional e oportunidades de negócio. O evento terá palestras que mostram o futuro do mercado e fazem toda a diferença na sua empresa.

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GESTÃO

Seis Sigma. Estratégia gerencial que gera lucro

Oziel Branchini

O

Seis Sigma é um método ge­ren­cial estruturado e estruturante que tem como objetivo aumentar radicalmente a lucratividade das empresas que o adotam, tendo como foco a satisfação das pes­soas afetadas por essas empresas. Para o Seis Sigma, as va­ria­ções são fontes de pre­juí­zo para o clien­te e para o negócio. Por isso, a estratégia utiliza procedimentos estatísticos visando identificá-​­las e em seguida elaborar um plano de ação para redução dessas va­ria­ ções. Os procedimentos estatísticos aumentam a con­f ia­bi­li­da­de dos dados e orien­tam melhor as tomadas de decisões, bem como con­tri­buem para a remoção dos elementos que causam desperdício, ine­f i­ciên­cia e insatisfação aos clien­tes. A meta do Seis Sigma é levar o índice de defeito/falha próximo ao zero: 3,4 defeitos ou falhas para cada milhão de operações rea­li­z a­das, ou o equivalente a 99,99966% de produtos sem defeitos. Por isso ele tem de­s en­c a­dea­do verdadeira revolução nas empresas que o adotam integralmente. O termo Six Sigma foi cunhado no final de 1985 por Bill Smith, um engenheiro sê­nior da área da qualidade da Motorola. Em 1987 a Motorola oficializou este termo como marca registrada. Desde sua implantação, pelo presidente Bob Galvin, o sistema vem gerando lucro de forma radical. No seu aniversário de 20 anos a revista iSix­Sigma de janeiro/fevereiro de 2007 publicou artigo informando que os ganhos calculados atri­buí­dos ao Seis Sigma chegam ao valor de US$ 427 mi­lhões. Esses ganhos foram conseguidos pelas 500 maiores empresas americanas, classificadas pela revista Fortune, as quais adotavam o Seis Sigma como estratégia ge­ren­cial. Na década de 80 os Estados Unidos se encontravam sob forte pressão dos produtos japoneses, o que serviu de estímulo para que fosse cria­do, em 1987, por lei pública, o Prêmio Na­cio­nal da Qua­li­ da­de Malcolm Baldrige, nome que homenageia o Secretário de Comércio dos Estados Unidos da gestão de 1981. O objetivo desse prêmio é estimular

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as empresas a melhorar a qualidade de seus produtos e processos, rompendo com a si­tua­ção que manteve a produtividade das empresas americanas in­fe­rior à de suas principais concorrentes nos últimos vinte anos. O modelo Baldrige ba­s ea­do no Prize, Japão, ins­ti­tuí­do em 1951, por in­f luên­cia direta de W.E. Deming (1900–1993), um dos mais conceituados es­pe­cia­lis­tas em controle estatístico de processo. A base do Seis Sigma também veio dos conceitos e prin­cí­pios pregados pela ge­nia­li­ da­de de Deming. No Brasil, o Prêmio Na­cio­nal da Qua­li­da­de, implementado em 1992, adotou integralmente, em seu primeiro ciclo de pre­mia­ção, os cri­té­rios do prêmio na­cio­nal dos Estados Unidos, o Baldrige Na­tio­nal Qua­lityA­ward. A Motorola foi a primeira empresa a receber o prêmio Malcolm Baldrige em 1988, o que se repetiu em 2002. No entanto, o que chamou a atenção dos examinadores do prêmio, em 1988, foi o Seis Sigma, que possibilitava à empresa chegar próximo do zero defeito. Muitos autores atri­buem o prêmio conquistado pela Motorola aos resultados obtidos com o programa. Depois de a Motorola ganhar o Baldrige, outras empresas se interessaram em saber o que era o Seis Sigma. Todo esse interesse resultou na disseminação dessa estratégia e na sua implantação em empresas como Al­liedSig­nal, ABB e General Electric. Na década de 90 ocorreu um crescimento acen­ tua­do do Seis Sigma por causa da divulgação dos enormes ganhos financeiros alcançados pelas empresas que o adotaram. Um dos principais fãs do Seis Sigma é Jack Welch, que o implantou na GE em 1995 e é mantido até hoje. Ele foi o oitavo presidente da empresa e durante o seu mandato a capitalização de mercado da GE aumentou US$ 400 bi­lhões, transformando-a na organização mais va­lio­sa do mundo. Jack Welch afirma que “nada se compara à eficácia do Seis Sigma na hora de melhorar a efi­ciên­cia ope­ra­cio­nal da empresa, aumentando a produtividade e reduzindo custos (…). Acelera a velocidade de lançamento de produtos, com menos defeitos, e


reforça a leal­da­de dos clien­tes. Em termos simples, o Seis Sigma é uma das grandes inovações em gestão do último quarto de século, além de se constituir em ferramenta extremamente poderosa para im­pul­sio­nar a competitividade da empresa”. Seis Sigma na indústria gráfica

Uma pesquisa publicada no relatório Análise Se­to­ rial da Indústria Brasileira de Gráficas com Rotativas Offset de 2009 e 2010, da As­so­cia­ção Brasileira de Empresas com Rotativa Offset (Abro), indicou que 5% das gráficas pesquisadas utilizavam o Seis Sigma em 2008 e que em 2009 este número passou para 10%. Mesmo havendo um crescimento expressivo do uso desta metodologia entre as gráficas, o número de empresas que empregam efetivamente o Seis Sigma nesse setor é muito baixo quando comparado com outros segmentos da economia, como o de autopeças e as empresas americanas já citadas. Muitas vezes o que ocorre é o preconceito de que o Seis Sigma é uma ferramenta complexa e destinada às grandes corporações e empresas que pos­suem uma estrutura mais robusta. A proposta do Seis Sigma é basicamente resolver problemas, entendendo-se como problema um desvio em relação ao planejado ou a um padrão pré-​ ­estabelecido com causa desconhecida. Transformar um problema em um projeto no qual se planeja a solução é um dos primeiros passos do Seis Sigma. O tempo gasto hoje pelas gráficas na busca de soluções, como para a redução do tempo improdutivo das impressoras, o aumento da efi­ciên­cia global dos equipamentos de impressão e acabamento e para a redução de perdas de papel e outros insumos, pode ser utilizado aplicando a metodologia Seis Sigma. A prática tem demonstrado que ela pode e deve ser usada em qualquer tipo de empresa que tenha como meta a melhoria da performance do negócio, ou seja, ser cada vez mais efi­cien­te, lucrativa e competitiva. Para isso é necessário treinar pes­soas nessa metodologia visando formar líderes obstinados na busca de redução de custo e aumento de produtividade. A metodologia Seis Sigma pegou emprestadas as denominações utilizadas nas lutas marciais: faixa branca, faixa amarela, faixa verde e faixa preta ou, em inglês, que é a forma mais comum de utilizar, white belt, yellow belt, g­ reen belt e black belt.

Lucratividade

Ganhos radicais

Seis Sigma

Ganhos incrementais Iniciativas não sistêmicas

Imagem ilustrativa: Oziel Branchini

Tempo

Para a formação de um ­green belt, que tem condições de trabalhar em 90% dos problemas de uma gráfica, são ne­ces­s á­rias 80 horas de treinamento nas ferramentas Seis Sigma. Para o bom aproveitamento do treinamento, o candidato a ­green belt deve ter um projeto para ser desenvolvido durante o curso. Esse projeto pressupõe uma meta específica que deve ser atingida no intervalo de quatro a seis meses, que é o prazo dos projetos Seis Sigma. O método estruturado para o alcance dessa meta é a utilização de cinco etapas denominadas DMAIC (Define, Mea­su­re, Analyse, Improve e Control). Resumidamente: 1. Define (Definir): os problemas e si­tua­ções a serem melhorados – Escopo do projeto. 2. Mea­su­re (Medir): para obter informações e dados – Foco do problema. 3. Analyse (Analisar): as informações coletadas – Determinar a causa do problema. 4. Improve (Melhorar): os processos – Implantar soluções. 5. Control (Controlar): os processos aperfeiçoados, a fim de gerar um ciclo de melhoria contínua na busca da excelência ope­ra­cio­nal– Garantir a meta do projeto. Para contribuir com as empresas que estão buscando a excelência ope­ra­cio­nal, a Escola Senai Theo­ bal­do De Nigris, no mês de junho deste ano, formou a primeira turma de “­Green belts – Estratégia lean Seis Sigma”, com abordagem focada em aplicações práticas específicas para a indústria gráfica. Os alunos receberam treinamento de 80 horas nas ferramentas Seis Sigma com ênfase no pensamento sistêmico, pensamento estatístico e ganhos radicais da lucratividade, que é a razão de ser de um projeto Seis Sigma. Oziel Branchini é consultor de empresas e professor de pós-​­graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Também ministra o curso de extensão universitária Green Belts – Estratégia Lean Seis Sigma no Senai. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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GESTÃO AMBIENTAL

Foto: AGB Photo Library

Rodolfo Magalhães Ferrarezi

Conhecendo um pouco mais sobre gestão ambiental

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egundo o Artigo 225 da Constituição Fe­ deral, “todos têm direito ao meio am­bien­ te ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e es­sen­cial à sadia qualida­ de de vida, impondo-se ao poder público e à cole­ tividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Após séculos de crescimento e consumo de­ sen­f rea­do, o ser humano começou a sofrer as con­ sequências de suas ações e perceber que precisa­ va rever seus conceitos e atitudes em relação ao meio am­bien­te. Podemos considerar que a déca­ da de 1960 marcou o início das discussões sobre a questão am­b ien­t al. De lá para cá muita coisa mudou. Hoje não somente as pes­soas e os órgãos públicos estão cada vez mais preo­cu­pa­dos com o assunto. Instituições privadas estão adotando me­ didas que visam à preservação do meio am­bien­ te e até implantando departamentos responsáveis pela gestão am­bien­tal. A gestão am­bien­tal é uma prática relativamente recente, que vem ganhando espaço nas instituições públicas e privadas. Pode ser entendida como a ad­ ministração das atividades econômicas e sociais no sentido de ra­cio­na­li­z ar o uso de recursos naturais — renováveis ou não. Ela busca implementar práti­ cas que garantam a conservação e preservação da bio­di­ver­si­da­de e a redução do impacto am­bien­tal das atividades humanas. A ideia de que a implantação da gestão am­bien­ tal como modelo para resolver problemas re­la­cio­na­

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dos ao meio am­bien­te requer altos investimentos, gera custos e é um privilégio de grandes empre­ sas pode ser um po­si­cio­na­men­to equivocado de pes­soas que deixam de considerar, em suas ava­lia­ ções, a cria­ti­vi­da­de do ser humano para desenvolver soluções inovadoras e economicamente viáveis. Esta prática introduz a va­riá­vel am­bien­t al no planejamento em­pre­s a­rial e, quando bem aplica­ da, permite a redução de custos diretos pela dimi­ nuição do desperdício de ma­té­rias-​­primas e de re­ cursos cada vez mais escassos e mais dis­pen­dio­sos, como água e energia. Também podem ser reduzi­ dos custos indiretos, representados por sanções e in­ denizações re­la­cio­na­das a danos ao meio am­bien­te ou à saú­de de pes­soas. Um exemplo prático de políticas para a inserção da gestão am­bien­tal em empresas tem sido a cria­ ção de leis que obrigam a prática da responsabilida­ de pós-​­consumo, fazendo com que os fabricantes de determinados produtos, como pneus, ba­te­rias e lâmpadas, por exemplo, sejam obrigados a destinar corretamente estes materiais após seu uso. À medida que a so­cie­da­de vai se cons­cien­ti­zan­ do da necessidade de se preservar o meio am­bien­ te, a opi­nião publica começa a pres­sio­nar as em­ presas para buscarem meios de desenvolver suas atividades econômicas de maneira mais ra­cio­nal. O próprio mercado consumidor tem se­le­cio­na­do os produtos que consome em função da responsa­ bilidade so­cial das empresas que os fabricam. Des­ sa forma, surgiram va­rias certificações, tais como as


da família ISO 14000 , que atestam que uma deter­ minada empresa rea­li­z a suas atividades com base nos preceitos da gestão am­bien­tal. A rea­va­lia­ção dos processos produtivos sob o foco dos seus aspectos ambientais certamente au­ xiliará as in­dús­trias gráficas, assim como as empre­ sas de uma forma geral, na busca de uma maior par­ ticipação nos mercados na­cio­nal e in­ter­na­cio­nal, tornando-as mais competitivas. A indústria gráfica brasileira caracteriza-se por um alto nível tecnológico. Muitas empresas obti­ veram importantes avanços em termos de inova­ ção, o que contribuiu para a melhoria de sua pro­ dutividade e da qualidade de seus produtos, com efeitos positivos sobre os seus aspectos ambientais. No entanto, há ainda um grande número de em­ presas com processos e equipamentos antigos, que necessitam de adequação. Para os interessados em ini­ciar um trabalho vol­ tado à gestão am­bien­tal na indústria gráfica ou em

conhecer mais sobre o assunto, deixamos aqui a recomendação de um excelente ma­te­rial, o Guia técnico am­bien­tal da indústria gráfica, elaborado a partir de parceria firmada entre a Cetesb, o Sin­ digraf-SP, a ABTG e a ­Fiesp. Esse documento orien­ ta sobre novas formas conjuntas de ação na ges­ tão am­bien­tal, com o objetivo de assegurar maior sustentabilidade nos padrões de produção. O guia está disponível em versão impressa, CD e para down­load: http://bit.ly/prNhUe

Rodolfo Magalhães Ferrarezi é consultor

técnico de tintas offset na SunChemical do Brasil, instrutor nos cursos de formação continuada na Escola Senai Theobaldo De Nigris, pós-​­graduando em Administração Estratégica pela Fundação Instituto de Administração, graduado em Tecnologia de Produção Gráfica e técnico gráfico em impressão offset pela Escola Senai Theobaldo De Nigris.

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VO C Ê S A B E O QUE ACONTECE

CA DA V E Z QU E U M L I V RO, UM CADERNO, UMA EMBALAGEM, UMA REVISTA OU UM FOLHETO

É IMPRESSO? UMA NOVA ÁRVORE DA EDUCAÇÃO, DA INFORMAÇÃO E DA DEMOCRACIA É PLANTADA.

A cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa vem realizando uma campanha de informação sobre o que produz para a sociedade. Esclarecer dúvidas e, principalmente, traz à luz da verdade algumas questões ligadas à sustentabilidade. A principal delas é deixar claro que, as árvores destinadas à produção de papel provêm de florestas plantadas, e que essas são culturas, lavouras, plantações como qualquer outra. Somos uma indústria alinhada com a ecologia e a natureza, ou seja, as nossas impressões são extremamente conscientes porque utilizamos processos cada vez mais limpos. E, mesmo assim, buscamos todos os dias novas tecnologias de produção que respeitem ainda mais o equilíbrio do meio ambiente. Somos uma indústria que traz prosperidade para o País e benefícios para todos os brasileiros. Temos imenso orgulho de saber que cada vez que imprimimos um caderno, um livro, uma revista, um material promocional ou uma embalagem, estamos levando conhecimento, informação, democracia e educação a todos. Imprimir é dar veracidade, tornar palpável. Imprimir é assumir compromisso. Imprimir é dar valor. Principalmente à natureza.

IMPRIMIR É DAR VIDA.

ENTIDADES PARTICIPANTES: ABAP, ABEMD, ABIEA, ABIGRAF, ABIMAQ, ABITIM, ABRAFORM, ABRELIVROS, ABRINQ, ABRO, ABPO, ABTCP, ABTG, AFEIGRAF, ANATEC, ANAVE, ANDIPA, ANER, ANL, ARTEFATOS, BRACELPA, CBL, FIESP E SBS. C A M PA N H A D E VA L O R I Z A Ç Ã O D O PA P E L E D A C O M U N I C A Ç Ã O I M P R E S S A . Acesse e saiba mais:

Imagem de eucalipto

www.imprimiredar vida.org.br


SPINDRIFT Paul Lindström

Poupando tempo e ganhando qualidade

Com cada vez mais imagens entrando no fluxo de trabalho editorial e cada vez menos tempo para lidar com elas manualmente, pode ser uma boa ideia usar as excelentes soluções para aprimoramento automático de imagens disponíveis no mercado.

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inda há alguns pioneiros no mercado. Você pode chamá-​­los de veteranos se quiser. Mas há também recém-​­chegados oferecendo soluções e recursos interessantes na área de aprimoramento automático de imagens. Um dos veteranos é o Arkitex Intellitune, da Agfa, parte do pacote de ferramentas de workflow Arkitex. É uma solução ba­sea­da em servidor com clien­tes para Mac e PC e pode ser automatizada tanto por scripts quanto com XML . Uma característica es­pe­cial destacada pela Agfa é o processamento mul­ti­di­men­sio­nal (MDP), que analisa as imagens usando qualidade es­pa­cial, geo­me­tria, características tonais e valores de cor na análise. Isso significa que a ferramenta identifica os tons de pele não só pela proximidade da cor do bege, por exemplo, mas também verifica se essa área tem a forma de um rosto antes de ajustar as cores para o tom de pele considerado ­ideal. O uso do MDP na aplicação de nitidez eletrônica também depende do uso an­te­rior de um filtro de nitidez. Além de interagir bem com outros componentes de fluxo de trabalho do pacote Arkitex, o Intellitune também pode trabalhar com soluções de terceiros através do XML . Corte, rotação, re­di­men­ sio­na­men­to e conversões de cores podem ser ações automatizadas. O Intellitune pode até deduzir qual era o perfil ICC original, se ele foi removido, e reinstalar um perfil ICC ao aprimorar a imagem dentro do maior gamut possível. Outra função é calcular a economia de tinta ao preparar as imagens para saí­da. Até agora a maioria dos sistemas Intellitune vendidos pela Agfa foi para a produção de jornais.

A Binuscan é outra veterana no setor e oferece vá­rias opções para aprimorar a qualidade e otimizar as cores. O principal produto é o IPM Workflow Server, em que IPM significa automação de produção de imagem (Image Pro­duc­tion Au­to­ma­ tion). O fundador da Binuscan, Jean-​­Marie Binucci, criou a empresa de soft­wares quando não conseguiu encontrar um aplicativo de retoque de imagem bom o su­f i­cien­te para usar no departamento de reprodução de sua gráfica. A técnica chamada Reco (reconstrução e correção) foi originalmente desenvolvida para melhorar a qualidade de imagens digitalizadas, mas ainda é usado pela Binuscan e foi melhorada para trabalhar também com imagens captadas por câmeras digitais. Toda a imagem é analisada, não apenas o histograma, e a saturação, o contraste e o USM eletrônico (Unsharp Mask) são otimizados. Depois disso pode ser feita a conversão das cores, bem como a otimização da tinta e ajustes para a configuração de acordo com a ISO e condições de impressão que foram aplicadas. O  IPM Workflow Server também tem plug-​­ins e extensões para soft­ wares de lay­out, como Adobe InDesign e QuarkX­ press, para instruir o JobManager (parte do IPM) a processar automaticamente as imagens. A empresa suí­ça Colour-​­Scien­ce, talvez menos conhecida, também conta com uma gama de soft­ wares de aprimoramento de imagem em seu portfólio. O soft­ware Q-​­Enhancer é oferecido em muitas versões, desde a edição para ini­cian­tes até a versão de servidor. Entre os seus im­pres­sio­nan­tes recursos está o Local Sharpness Enhancement (LSE), que


preserva tons sua­ves e delicados de pele e/ou ­­áreas mais ho­mo­gê­neas como o céu, sem ­criar o resultado grosseiro e granulado que os filtros de nitidez eletrônicos podem produzir, como o do Pho­to­shop. Reconhecimento fa­cial e remoção de olhos vermelhos, assim como remoção de artefatos JPEG , são outras características que também se destacam. O Elpical nasceu como componente de imagem digital da Hasselblad e, paralelamente à distribuição da solução para gestão de ativos digitais 4LeafC­lo­ver, também disponibiliza o Claro, soft­ware de aprimoramento de imagem. O Claro vem em duas versões — a independente Claro Single, de um usuá­rio, e a edição de servidor chamada Claro Premedia. O termo que a Elpical usa para descrever as funções de melhoria é “dinâmica não destrutiva”, que significa que uma série de algoritmos é aplicada durante a análise e que as ações tomadas não irão comprometer a qualidade da imagem original. Identificar os tons de pele e aperfeiçoá-​­los é um ponto forte, assim como otimizar a quantidade de nitidez eletrônica. As imagens podem ser processadas através de hotfolders pré-​­configurados, mas também através de plug-​­ins do InDesign. Se uma imagem parece precisar de correções extremas, o Claro pode encaminhá-la para ser tratada ma­nual­ men­te no Pho­to­shop, por um operador. Ele pode analisar e processar tanto imagens simples quanto dentro de PDFs e pode ser programado através de XML para automação e integração com sistemas editoriais, por exemplo. A Fujifilm, outra pioneira na área, tem uma poderosa solução de servidor de imagem chamada XMF C-​­Fit. Ela foi originalmente desenvolvida para la­bo­ ra­tó­rios de fotografia, mas encontrou seu espaço nos sistemas de fluxo de trabalho de artes gráficas através do Fujifilm XMF RIP System. Uma das características únicas do C-​­Fit é a Fujifilm Ap­pea­ran­ce Mapping Technology, que, simplificando, combina as tec­no­lo­gias de Rendering Intent Per­cep­tual e Relative Colorimetric do ge­ren­cia­men­to de cores ICC, ao converter de RGB para CMYK . Assim ele tornará a imagem CMYK resultante mais vibrante e colorida, correspondendo melhor ao original RGB. Além de aprimorar imagens simples, o C-​­Fit também pode melhorar as imagens dentro de um arquivo PDF de múltiplas páginas. Esses aprimoramentos são feitos com a tecnologia Image Intelligence, marca registrada da Fujifilm que usa presets chamados JobTickets para diferentes tipos de imagens e fluxos de trabalho. Os algoritmos do Image Intelli-

gence podem corrigir o balanço de branco e otimizar exposições, remover olhos vermelhos, tornar tons de pele mais sua­ves e ajustar a nitidez. Funções mais re­la­cio­na­das ao processo de impressão também podem ser aplicadas, como interpolação, re­ di­men­sio­na­men­to, recorte, rotação, limite de tinta e conversão de formatos de arquivo. Uma empresa promissora é a Imsense, fundada pelo professor Graham Finlayson, ­atual chefe de tecnologia. O professor Finlayson foi pre­mia­ do com a medalha Da­vies da Royal Photographic So­ciety em 2009 por seu trabalho com processamento de imagem. Uma parte importante do trabalho da Imsense envolve compressão dinâmica, e há boa­tos de que a Apple usa essa tecnologia na função HDR em iPhones e iPads, embora não seja possível confirmarmos isso. A capacidade de extrair detalhes incríveis de imagens de dados brutos é chamada de Eye-​­Fidelity pelo Imsense, que começou a oferecer esse recurso na implementação para parceiros OEM . Um dos primeiros a implantar a tecnologia Eye-​­Fidelity da Imsense foi o soft­ware onOne, mas pode ser que a Imsense desenvolva suas pró­prias soluções para consumidores no futuro. Na internet é possível assistir algumas das apresentações que a empresa fez das suas tec­no­lo­gias — com certeza você vai ficar tão im­pres­sio­na­do como nós ficamos! KlearVi­sion é outra empresa, talvez menos conhecida dentro das artes gráficas, porém com vá­rios soft­wares para aprimoramento de imagem. O seu produto principal é o Suite Kolor-D, que usa o que a KlearVi­sion chama de Image Expert System (IES), tecnologia para preparar imagens para a saí­da. Entre os algoritmos que podem ser aplicados às imagens estão: correção de brilho, ajuste de tom, correção de cor, corte, balanço de gris, nitidez eletrônica adaptativa, redução de ruí­do, aperfeiçoamento de tom de pele, contraste adaptativo e remoção de olhos vermelhos. A solução completa para fluxos de trabalho suporta o uso de hotfolders, contudo a KlearVi­sion também disponibiliza soluções independentes para usuá­rios individuais. A Kodak oferece uma série de plug-​­ins para o aprimoramento de imagens. O Kodak Digital SHO Pro aperfeiçoa as ­­áreas de mínimas e máximas, enquanto o GEM Digital Pro reduz o ruí­do e o efeito granulado. Finalmente, o Digital ROC Pro corrige e restaura o equilíbrio de cores nas imagens. Esses plug-​­ins são voltados principalmente para operações manuais e com um único usuá­rio, mas o sistema VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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Kodak Prinergy RIP oferece ge­ren­cia­men­to de cores e de economia de tinta como soluções ba­sea­das em servidor. Porém, até onde sabemos, ele não inclui aprimoramento automático de imagens. A OneVi­sion, fornecedora de soluções em fluxos de trabalho de preflight e pré-​­impressão, oferece um soft­ware de aprimoramento de imagem chamado Amendo. Ele fun­cio­na em diferentes partes da imagem separadamente, identificando ­­áreas como tons de pele, céu ou vegetação. Após as modificações serem feitas, o usuá­rio pode ras­trear que ­­áreas foram afetadas. O processamento da imagem melhora tanto detalhes nas mínimas e máximas como nas cores. O soft­ware aplica nitidez eletrônica otimizada e pode remover olhos vermelhos. A interface do usuá­rio é através de um navegador de web, como acontece com todos os módulos da OneVi­ sion, porém, se mais retoques forem ne­ces­sá­rios, o Amendo pode encaminhar a imagem para qualquer outro módulo do OneVi­sion Suite, ou para um programa de terceiros, como o Adobe Pho­to­shop. A empresa de soft­wares onOne assumiu vá­ rios dos produtos de processamento de imagem da Extensis quando esta decidiu se dedicar inteiramente às soluções de Digital Asset Management (DAM) e ge­ren­cia­men­to de fontes. Entre os produtos de aprimoramento de imagem da onOne está o Perfect Photo Suite, que na verdade contém sete soft­wares independentes em um único pacote. O módulo PhotoTune utiliza a tecnologia Eye-​­Fidelity de Imsense, já men­cio­na­da. Ele não só processa imagens HDR, mas também usa a tecnologia Eye-​­Fidelity para ajustar e corrigir todas as imagens digitais no que se refere ao brilho, contraste, cor e curva tonal. Outras ferramentas inclusas são FocalPoint, Pho­toTools, PhotoFrame, Mask Pro, Perfect Resize e Perfect Layers. Os módulos fun­cio­nam como plug-​­ins no Adobe Pho­to­shop, mas também podem ser usados no Adobe Ligh­troom e no Apple Aperture, ou de forma autônoma. Talvez a melhor maneira de usar os módulos do pacote Perfect Photo seja abrir a janela Ex­ten­sion do Pho­to­shop e então se­le­cio­nar as opções onOne. Posto desta forma, pode parecer que é necessário trabalhar cada imagem ma­nual­men­ te no Perfect Photo, mas é possível agrupar em lotes quantas imagens forem necessárias através da função de exportação, se­le­cio­nan­do o processo e o preset que se deseja aplicar. Como existem tantas funções e efeitos que podem ser usados em todos os plug-​­ins, o onOne de28 TECNOLOGIA GRÁFICA 

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senvolveu um assistente que orien­ta novos usuá­ rios através das etapas típicas para alcançar um bom resultado final no processo de aprimoramento. No momento em que o usuá­rio esteja mais fa­ mi­lia­ri­za­do com o programa, o assistente pode ser alternado para o modo Pro. A ­Screen, fabricante de soluções de fluxo de trabalho de alta qualidade, CtPs e impressoras digitais, oferece soft­wares de aprimoramento de imagem tanto dentro de PDFs, através do plug-in ColorGenius para Adobe Acrobat, quanto através da versão de servidor. A ­Screen usa o know-​­how de ge­ren­cia­men­ to de cores desenvolvido para o soft­ware para escâner que ela produziu no escâner de mesa Cézanne e nos vá­rios modelos de tambor an­te­rio­res. A ­Screen estava entre as primeiras a aplicar uma forma básica de inteligência ar­ti­f i­cial na análise de imagens e processamento de cor e isto foi desenvolvido e aplicado no ColorGenius. O Acrobat DE é uma versão autônoma e ba­sea­da em servidor, enquanto tanto a versão light, chamada ColorGenius LE (que é fornecida gratuitamente com o sistema True­f low RIP), quanto a ColorGenius AC fun­cio­nam como plug-​­ins para o Acrobat. O ColorGenius fun­cio­na aplicando à imagem uma seleção de palavras-​­chave que emprega diferentes algoritmos que podem ser vi­sua­li­za­dos, mas não serão real­men­te aplicados até que o PDF seja ripado. Dessa forma, o arquivo original não é alterado. A ­Screen chama isso de aplicar uma “receita” para as diferentes imagens dentro do PDF. Esta não é uma lista completa de soluções de aprimoramento de imagem, mas já é um bom começo para quem está considerando qual dos muitos soft­wares receberão mais atenção e serão testados. Acreditamos que é possível economizar bastante tempo e, em paralelo, aumentar o nível de qualidade em geral. Alguns desses programas foram testados e o resultado é, muitas vezes, sur­preen­den­ te. Mesmo um operador qualificado precisaria de muito tempo para alcançar um result ado similar no Pho­to­shop, e às vezes é real­men­te impossível reproduzir ma­nual­men­te o que um soft­ware faz em apenas alguns segundos, aplicando algum algoritmo inteligente. Isso chega a ser quase assustador, mas também é muito útil! Tradução autorizada do boletim Spindrift,

publicação produzida pela Digital Doots, empresa de consultoria na área gráfica, publicado em junho de 2011.


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ENTREVISTA Tânia Galluzzi

mercado sobre o que era o processo, incluindo os pró­prios fornecedores. Pensava-se em ge­ren­cia­men­to de cor por partes. Só o monitor, só a impressora offset, partes isoladas. Mas a gestão da cor começa no monitor e vai até a impressora, envolve um conjunto de ações. Hoje o segmento gráfico começa a enxergar o processo dessa forma. Além disso, há mais ferramentas disponíveis, com preços mais acessíveis, via­bi­li­zan­do o ge­ren­cia­men­to da cor. Os cases de sucesso estão aparecendo aqui e ali, mostrando os be­ne­f í­cios práticos desse ge­ren­cia­men­to, não só com relação à qualidade e repetitibilidade da impressão, mas também redução do tempo de setup e economia de insumos como a tinta. O gráfico está percebendo que só será mais produtivo se for mais efi­cien­te e o ge­ren­cia­men­ to de cor está deixando de ser um bicho de sete cabeças. Porém, temos muito que evoluir. Falando como diretor da Starlaser, não percorremos nem 5% do mercado.

Sidney Silveira “A decisão de implantar o gerenciamento de cor tem de vir de cima”

A

rotina de Sidney Maurício Silveira, diretor-​­pro­prie­tá­rio da Starlaser, é mostrar ao mercado que investir em soft­wares de controle de processo não é mais um luxo exclusivo das grandes gráficas, e sim uma necessidade para quem quer manter-se competitivo. Formado em Administração pelo Mac­ ken­zie, pós-​­gra­dua­do em Mar­ke­ting pela ESPM e em Gestão Em­p re­s a­r ial pela Trevisan, Sidney Silveira atua no setor gráfico 30 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. IV  2011

desde 1993, desenvolvendo ações e produtos para a evolução do mercado. Os primeiros sistemas de ge­ren­cia­men­ to de cor foram implantados no Brasil há mais de uma década. Qual a razão de parte do mercado ainda desconhecer esse processo? Sidney Silveira – Durante muito tempo foi vendida aos gráficos uma ideia que não era correta em função do desconhecimento do

Quan­do a gráfica começa a pensar em ge­ren­cia­men­to de cor? SS – Tirando as gráficas de ponta, que tra­di­ cio­nal­men­te saem na frente em termos de tecnologia, a gráfica corre atrás disso quando os problemas aparecem, como no momento em que um clien­te importante devolve um ma­te­rial porque a cor está fora das especificações, ou quando sente-se pres­sio­na­da por clien­tes que estão exigindo o cumprimento de padrões mundiais. O gráfico fica entre perder um grande clien­te, por exemplo, e investir 70, 100, 200 mil reais em um sistema de ge­ren­cia­men­to de cor. O sistema ainda é visto como um item caro. Só que uma gráfica com impressão rotativa consegue recuperar esse investimento em um mês e meio. Ela imprime melhor, gasta menos papel e outros materiais, polui menos o meio am­bien­te. A nova geração de em­pre­sá­rios gráficos vem com uma cabeça mais aberta, com­preen­de melhor a função do ge­ren­cia­men­to de cor. O gráfico da velha guarda tem dificulda­ de de investir em sistemas que não deem resultados diretos?


SS – É, ele não investe porque é intangível. Eu brinco aqui com o pes­soal. Dá vontade de comprar uma geladeira, colocar o soft­ware lá dentro e então entregar para o clien­te. Procuramos mostrar para as gráficas que às vezes nem é preciso adquirir mais uma máquina impressora, que a agilidade e a redução no setup pro­por­cio­na­das pelo controle do processo pode permitir que ele tenha a mesma capacidade produtiva com um número menor de equipamentos. Outro mito é que ge­ren­cia­men­to de cor é só para gráfica grande. Atual­men­te existem soluções para todos os bolsos, para gráficas pequenas, mé­ dias e grandes. Digo que não demora muito e o ge­ren­cia­men­to de cor será como curso de pós-​­gra­dua­ção: você faz para con­ti­nuar no mercado de trabalho, e não mais como um di­fe­ren­cial no currículo. Vamos imaginar que eu tenho uma grá­ fica e quero implantar o ge­ren­cia­men­to de cor. Por onde começar? SS – Há duas formas de começar. A primeira é padronizar a impressão, e junto com isso vem o treinamento. Não vendemos produtos sem treinar a equipe da gráfica para que se torne autossuficiente. Os fun­cio­ná­ rios são treinados in loco, aprendendo desde informações básicas sobre teo­ria da cor até a operação do soft­ware. Você vai precisar de um densitômetro, de um espectrofotômetro e do programa que faz o controle do processo na pré-​­impressão, ge­ren­cian­ do variáveis como ganho de ponto e trapping. Isso pensando em impressão offset. Você pode preferir começar pelas provas, padronizando-as para que sigam os padrões internacionais da norma ISO 12647 e fazendo que com se tornem uma referência real. Você vai precisar de uma impressora digital jato de tinta pro­f is­sio­nal com pelo menos oito cores, um espectrofotômetro e o soft­ware para ge­ren­cia­men­to das provas. A gráfica terá de ter também um monitor pro­f is­sio­nal, que permita ajustes finos, possibilitando ao operador vi­sua­li­ zar na tela o mesmo que será reproduzido pelo sistema de prova.

Vencida essa primeira etapa, a gráfica de­ seja aprimorar o controle do seu processo produtivo. Qual é o passo seguinte? SS – Ela pode trabalhar com dois soft­wares que ­atuam em frentes diferentes: na otimização do uso da tinta e na automação do ajuste dos arquivos. O primeiro programa permite a redução da carga de tinta usando algoritmos que compensam o CMY através do preto. Essa compensação torna a impressão mais nítida, mais limpa, pois usa uma carga menor de tinta. É possível reduzir em até 30% a carga de tinta sem mudar o tom

O gerenciamento de cor será como curso de pós‑graduação: você faz para continuar no mercado de trabalho, e não mais como um diferencial no currículo. da cor. O soft­ware controla isso no momento em que o arquivo está sendo ripado. Mas é preciso estar com a manutenção da impressora offset em dia. O outro soft­ware, que também roda quando o arquivo é ripado, faz a separação e os ajustes nos arquivos com relação à cor. Se você der o mesmo arquivo para três operadores diferentes, cada um vai fechá-lo de uma forma. Esse soft­ware equilibra a cor em arquivos que compõem um mesmo produto. Através de um único comando, o operador pode mudar os parâmetros de cor do arquivo de um trabalho que seria impresso em offset e que agora será produzido em flexo. O programa pode seguir padrões pré­vios ou estabelecidos pela gráfica. Pensando em parques gráficos híbridos, é esse soft­ware que vai permitir que um mesmo arquivo seja impresso em offset e digital com resultados semelhantes. Cumprindo todas essas etapas, o gráfico terá a segurança de que o que ele vê no monitor é exatamente o que será impresso. Erros podem acontecer, mas você diminuirá as variáveis.

Quan­to tempo demora todo o processo? SS – Quinze dias, se estivermos falando em uma única impressora, trabalhando com o mesmo papel e com a mesma tinta. Sim, porque não há padronização se a cada dia a gráfica trabalha com fornecedores e insumos diferentes ou não controlados. Mas para a implantação do ge­ren­cia­men­to de cor dar certo o apoio do dono, do gestor da gráfica, é imprescindível. A decisão tem de vir de cima para baixo. Por quê? SS – Porque, se a decisão não for firme, o processo pode ser prejudicado por um ou outro fun­cio­ná­rio que não quer mudanças em sua rotina. Desculpas como “estava com pressa e não medi a densidade” são comuns e comprometem o cronograma de implantação, assim como não medir a solução de molha, trabalhar cada dia com uma tinta, deixar o espectrofotômetro guardado na sala do diretor e tantas outras práticas. O controle do processo produtivo é fundamental. É preciso trabalhar com fornecedores confiáveis e controlar a qualidade das ma­té­rias-​­primas que entram na gráfica. Isso tanto para offset quanto para flexo, roto ou digital. E depois que está tudo fun­cio­nan­do corretamente é preciso con­ ti­nuar monitorando para que o processo se mantenha alinhado. Quan­do os resultados começam a apa­ recer no caixa da gráfica? SS – O ganho em produtividade vai depender da gráfica e de como era o seu processo produtivo antes do ge­ren­cia­men­to de cor. Indicativos vêm da comparação, por exemplo, do número de folhas usadas no ajuste da máquina antes e depois, que tende a cair, e do tempo de setup, que também diminui. Essa conta pode ser feita de outra forma. O controle do processo e o ge­ren­ cia­men­to de cor podem, por exemplo, evitar que um trabalho de R$ 500 mil seja devolvido, queimando a gráfica com aquele clien­te que representa nada menos que 60% do seu faturamento. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA 31


TIPOGRAFIA

a letra impressa •parte 1 produção de matrizes de tipos de metal

Claudio Rocha

Nesta série de artigos serão examinados os processos de fabricação de tipos, passando por seus diversos estágios de produção no sistema tipográfico, na fotocomposição e no sistema digital. O próximo artigo irá abordar os sistemas mecânicos de produção de matrizes e o processo de fundição dos tipos. A fonte utilizada no título e legendas deste artigo é a Palatino Sans, criação de Hermann Zapf e Akira Kobayashi, de 2006. Para o texto foi utilizada a Monotype Bembo, versão digital da fonte produzida no século XV por Francesco Griffo sob encomenda do editor Aldus Manutius.

CLAUDIO ROCHA é tipógrafo, editor da revista Tupigrafia e diretor da OTSP, Oficina Tipográfica São Paulo

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Quando lemos um texto impresso disposto em colunas opticamente ajustadas, com palavras legíveis e letras harmoniosas, não nos damos conta dos processos envolvidos na elaboração de uma fonte tipográfica. Para viabilizar a reprodução gráfica de registros escritos os designers de tipos percorrem um caminho que envolve princípios técnicos e estéticos, adequando a composição de textos aos sistemas de impressão. Desde o início da tipografia, no século XIV, essa dinâmica foi estimulada por fatores estéticos que impulsionaram a evolução tecnólogica das artes gráficas. Como salienta Ladislas Mandel, em seu livro Escritas, Espelho dos Homens e das Sociedades (Edições Rosari), “as grandes transformações nas formas das letras não se devem a fatores técnicos e tecnológicos, mas principalmente a aspectos culturais, econômicos e mercadológicos.”

Na fabricação dos tipos móveis, o desenho

de uma letra era materializado em um caractere pela combinação de quatro operações manuais sucessivas: o entalhe das punções, a gravação das matrizes, a fundição e o acabamento dos tipos. Essa técnica foi utilizada por mais de 400 anos, até surgir a produção mecanizada de punções e matrizes, ocorrida no século XX. O punchcutter, ou puncionista, era o responsável pela transcrição do desenho original dos caracteres para uma pequena barra de aço recozido, chamada punção, na qual eram esculpidas as formas das letras, algarismos e demais signos da escrita, com o sentido de leitura invertido. Em seguida, essa barra de aço era endurecida por aquecimento para ser golpeada sobre outra peça de metal, gerando assim a matriz do tipo a ser fundido. O trabalho de esculpir uma punção exigia extrema precisão, especialmente em corpos pequenos. O tempo necessário para a produção

de uma única punção era em média de quatro horas. Vale ressaltar que era necessária uma punção para cada caractere de cada corpo do tipo a ser fundido... em alguns casos uma fonte chegava a ter mais de duzentos caracteres. Existiam duas técnicas combinadas de produção de punções: o uso de contrapunções de aço, com o formato das áreas internas das letras, que eram golpeadas sobre a punção (ver ilustração abaixo) e o entalhe com uma ferramenta conhecida como graver, ou gravador, semelhante a uma goiva. Essa ferramenta era


Punções do tipo Tallone, produzidas pelo francês Charles Malin, em 1955, por encomenda do editor Alberto Tallone,

usada para desbastar o metal, definindo os matrizes era feita pelo punchcutter. Em algucontornos externos das letras e alternativa- mas type foundries haviam profissionais esmente para escavar o miolo das letras. Eram pecialmente treinados para essa função, os utilizados diferentes tamanhos e formatos “justificadores”, que também deveriam ter hade gravers, dependendo dos detalhes buscados bilidade e experiência. no design da letra. Pequenas limas também Apenas as matrizes costumavam ser comereram utilizadas nos estágios iniciais. Contra- cializadas; as type foundries e os punchcutters punções eram indicadas na produção de ca- independentes mantinham consigo as punracteres que apresentavam os mesmos perfis, ções, como forma de preservar suas criações. como o p, p, d e b, agilizando todo o processo. A técnica de gravação de punções era passaQuando o punchcutter finalizava a operação, a da diretamente para um aprendiz, perpetuanpunção era endurecida para poder penetrar do esse conhecimento. Na metade do século o metal da matriz a ser gravada. Durante o processo de entalhe eram feitas verificações progressivas do resultado do trabalho, por meio de provas conhecidas como smoke proofs: a punção era posicionada sobre a chama de uma vela para escurecê-la com a fuligem e ser então pressionada sobre o papel.

a fabricação da matriz A batida da punção sobre a superfície de uma outra barra de metal macio (geralmente cobre ou latão) gerava uma imagem da letra em baixo-relevo. Nesse estágio, a barra de metal era chamada de drive ou strike (batida). Para concluir a produção da matriz, a barra precisava ser “justificada” para encaixar no molde. Alguns ajustes eram necessários para que os tipos fossem fundidos com espaçamento padrão, tanto nas laterais quanto na altura, garantindo assim o seu perfeito alinhamento. Além disso, as superfícies da barra e da letra em baixo-relevo deviam estar exatamente paralelas, para garantir uma boa reprodução. Por fim, o baixo-relevo devia ter uma profundidade específica e controlada, para que os tipos apresentassem altura uniforme. Quando finalizada, a matriz recebia em sua base, ou nas laterais, letras ou números para identificar o autor e/ou o corpo do tipo. Nem sempre a gravação e a justificação das

Acima, punção e matriz da letra H, em imagem do livro The practice of typography, de 1900, escrito pelo tipógrafo e historiador norte-americano Theodore Low De Vinne. Na página à esquerda, ilustração representando as etapas da produção de uma punção. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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e fundi-los, como Nicolas Jenson, Claude Garamond e William Caslon, entre outros. Mas Aldus Manutius, editor pioneiro que atuou em Veneza nos séculos XV e XVI, requisitou os serviços do punchcutter Francesco Griffo para dar vida às suas ideias, produzindo matrizes de tipos notáveis. A dupla Manutius-Griffo também inovou ao produzir, em 1500, o primeiro tipo itálico, baseado em uma escrita manual contemporânea surgida no Vaticano e conhecida como cancellaresca. Hermann Zapf, um dos maiores calígrafos e type designers de todos os tempos, sustenta que os punchcutters merecem mais crédito por sua obra no passado da tipografia. August Rosenberger, funcionário da type foundry alemã Stempel, trabalhou com Hermann Zapf em diversas fontes, entre elas Palatino, Melior e Optima, e recebeu de Zapf todo o reconhecimento e consideração. Charles Malin, um parisiense que trabalhou para a Monotype e também produziu pun-

Matrizes do tipo Tallone, em corpo 24, produzidas por Charles Malin, sob encomenda de Alberto Tallone.

Punções de Claude Garamond em exposição no museu Plantin Moretus, em Antuérpia, na Bélgica. Garamond deixou o trabalho inacabado, tendo sido finalizado pelo punchcutter Jacques Sabon e depois utilizado pelo editor Cristopher Plantin a partir do ano de 1567.

XIX ocorreu a única experiência de ensino conhecida, na Imprimerie Nationale em Paris, aprimorada durante gerações até atingir padrões elevados de qualidade. Poucas décadas depois do surgimento da tipografia na Alemanha de Gutenberg o ofício de tipógrafo se difundiu por vários países da Europa, ligado desde o início à produção de fontes para a edição de livros. Nesse período, a atividade do tipógrafo-editor se iniciava necessariamente com a fundição dos tipos para a impressão de suas obras, já que ainda não existiam tipos disponíveis para aquisição e eram, portanto, um patrimônio intransferível, uma “marca registrada”. Em alguns casos, o próprio tipógrafo se encarregava de projetar o tipo, esculpir as punções 34 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

ções e matrizes de maneira independente, com toda sua experiência, participava ativamente do processo criativo. Entre seus “clientes” estiveram – além das conceituadas type foundries Monotype e Deberny & Peignot – o editor italiano Alberto Tallone e o editor e estudioso de tipografia alemão, naturalizado italiano, Giovanni Mardersteig, ambos responsáveis por verdadeiras obras-primas da história do livro ocidental. obras consultadas: Tracy, Walter. Letters of Credit. David R. Godine Publisher, Boston, 1986. Smeijers, Fred. Counterpunch. Hyphen Press, Londres, 1996. Lawson, Alexander. Anatomy of a Typeface. David R. Godine Publisher, Boston, 1990.


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NORMALIZAÇÃO

Bruno Mortara

Uma possível solução tropicalizada para as provas

U

ma das questões que me impeliram a escrever este artigo foi a percepção de que as provas digitais contratuais, ba­sea­das na ISO 12647-7, estão presentes ainda em uma quantidade relativamente restrita de empresas, notadamente nas grandes cidades, es­pe­cial­men­te nas capitais. Ferramentas importantíssimas para a cadeia produtiva, as provas de­ve­riam ser muito mais disseminadas. O que impede que isso aconteça? A primeira razão é a complexidade de um sistema de provas certificado, de sua operação, as constantes calibrações, insumos e custo unitário caros e baixa produtividade. A maioria das gráficas acaba utilizando um equipamento a laser, eletrofotográfico, para produzir provas, mas sem nenhum critério de calibração ou simulação de impressão. A ISO, percebendo isso, fez a norma 12647-8, que tem como título original Tecnologia Gráfica – Controle de pro-

36 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

cessos para a produção de separações de cores, prova e impressão – Parte 8: Provas de Validação diretas a partir dos dados digitais. Trata-se de uma versão mais flexível da Parte 7, já conhecida do mercado brasileiro, como sendo a norma de controle de produção de provas contratuais. Por flexível entendamos menos restritiva, pois, se por um lado o objetivo é o mesmo — simular em uma impressora digital uma impressão feita em outro processo ou tipo de equipamento —, por outro foi concebida voltada para os processos com base na eletrofotografia, sabidamente mais produtivos e com custo unitário significativamente menor, porém menos precisos. A família ISO 12647

Para quem já ouviu falar na 12647 e ainda não teve a oportunidade de se debruçar sobre a norma aí vai um resumo. É a família de normas de processo grá-


fico, a nossa principal norma, que consiste de vá­rias partes: Parte 1, Parâmetros e métodos de medição; Parte 2, Offset plano ou rotativo com forno; Parte 3, Offset rotativo sem forno sobre papel de jornal; Parte 4, Rotogravura edi­to­rial; Parte 5, Serigrafia; Parte 6, Flexografia; Parte 7, Provas contratuais e Parte 8, Provas de validação. A primeira parte da 12647 é de 1996 e a última está prestes a sair do forno do TC130 da ISO.

Por que uma Parte 8?

Por serem complexos, os sistemas de provas contratuais são relativamente caros e exigem operação e manutenção cuidadosa. O preço, as constantes calibrações e os cuidados com insumos e operação tornam o produto da Parte 7 (12647-7), as provas contratuais, mais adequado a empresas bem estruturadas e com cultura e controles de qualidade já implantados. Para as demais empresas, que não desejam fazer um investimento específico em sistemas de provas — mas que investiram em sistemas de produção em eletrofotografia (equipamentos ba­sea­dos em toner, comumente chamados de impressoras a laser) —, foi concebida a Parte 8, com to­le­r ân­cias maiores e padrões mais simples de serem atingidos. Sim, é verdade que ainda assim é preciso calibrar, possuir um espectrofotômetro etc., porém a grande vantagem é que a impressora é aquela mesma na qual são feitos os trabalhos de tiragens maiores, isto é, a impressora digital de produção. O produto final da Parte 8 é uma prova de validação. As provas de validação não devem substituir provas certificadas contratuais de acordo com

O contexto da norma

Nos fluxos de trabalho gráficos há sempre a necessidade de uma representação vi­sual da aparência do arquivo a ser impresso, normalmente utilizada como parte do acordo entre o clien­te e a gráfica. Esta representação constitui a garantia das características de cor, curvas tonais, registro, completeza de grafismos, tamanho etc. Ao simular o processo de impressão que será utilizado para a tiragem total, a prova de contrato ajuda o impressor a controlar e comparar os resultados obtidos em máquina, offset por exemplo, sabendo que aquela prova é a expectativa do clien­te. 2

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Combination:

Testform 2d: Uniformity 4 (50/0/0/0)

Digital Print Evaluation

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CB_300309

45

printing direction

Exemplo de test form de uniformidade, neste caso do ciano. VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

37


Tabela 1 – Valores de brilho de substratos típicos Tipo de substrato

Unidade

Brilho nominal

1

Branco brilho (ex.: Couché brilho)

> 60

Branco semimatte (ex.: Couché matte ou Supercalandrado — SC)

20-60

Branco matte (ex.: Papel não revestido)

< 20

a ISO 12647-7, e, sempre que uma gráfica puder fazer ou contratar fora uma prova con­tra­tual, estará no caminho adequado. No entanto, no Brasil há inúmeros casos nos quais não há uma prova con­tra­tual no raio de centenas de quilômetros e, para eles, uma prova de validação se torna uma ferramenta pre­cio­sa para a gráfica, no sentido de se comprometer a entregar um produto com aquela aparência, e para o clien­te, que concorda em aceitar o produto final desde que tenha aparência semelhante àquela da prova de validação. Valores de cor do substrato das ­áreas de impressão

A escolha do substrato a ser utilizado para cria­ção de uma impressão de validação é ba­sea­da no conhecimento do substrato que o clien­te usará na impressão final ou de produção e as capacidades do equipamento. A melhor escolha é utilizar o mesmo substrato da produção final. Quan­do não se conhece o substrato em que será feita a produção final, aquele utilizado para a impressão de validação deve ser de cor branca na face e sem nada impresso no verso, para não in­f luen­ciar as medições a serem feitas. Em aplicações em que o substrato a ser utilizado para a impressão de produção é conhecido mas não é compatível com o equipamento para ­criar a impressão de validação, o substrato se­le­cio­na­do pode ser impresso para simular o final, com fina camada de toner (o RIP deve ser ajustado para isso) e a diferença de cor entre a simulação e o substrato final deve ser menor que Delta E de 3. Quan­do houver possibilidade de se medir com um instrumento de laboratório adequado (com luz incidente em 75° com um instrumento em conformidade com a norma ISO 8254-1), o brilho do substrato de validação deve ser de até 15 unidades de brilho em relação ao substrato de impressão de produção. Quan­ 38 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

do não houver um instrumento em mãos, é aconselhável que se siga o brilho do substrato final, seja ele sem brilho, fosco, semibrilho ou brilho (Tabela 1). Os requisitos de cor

Os requisitos de simulação de cores para as provas de validação são definidos com restrição menor que a da Parte 7. Na Tabela 2, que consta da norma 126478 , estão listados os requisitos e to­le­rân­cias para as ­­áreas de grafismo de provas de validação. Em comparação com a norma de provas contratuais ISO 12647-7, podemos ver que houve uma adaptação clara (um aumento das to­le­rân­cias em quase todos os requisitos) com relação às capacidades de qualidade e repetibilidade dos equipamentos de eletrofotografia (impressoras digitais). Veja a Tabela 3 da norma 12647-7. Uniformidade por folha impressa do sistema de impressão de validação

Um dos parâmetros que a norma regulamenta e se detém de maneira mais específica é quanto à uniformidade na folha. É sabido que em sistemas ba­ sea­dos em toner a distribuição do mesmo pode apresentar defeitos, como a falta de cobertura em Tabela 2 – Tolerâncias para a reprodução dos patches em tarja de controle de provas de Validação quando comparados a uma condição de impressão caracterizada (Dataset) unidade: 1 Patch na prova de Validação

Todos os patches da tarja de controle Patches C,M,Y,R,G,B Patches de grises compostos e de cinzas

Tolerância

Máximo ∆E*ab ≤ 8 Média ∆E*ab ≤ 3 Máximo |∆H*ab| ≤ 4 a Média ∆Ch ≤ 2,5 b

Patches do gamut da ISO12642-2 de acordo com o Anexo C

Média ∆E*ab ≤ 4

Todos os patches da ISO 12642-2

Média ∆E*ab ≤ 3 95% percentil ∆E*ab ≤ 6

a Em ∆H se usa o módulo b ∆Ch é a diferença de cromaticidade Cielab entre duas cores de luminosidade próxima projetada sobre um plano de luminosidade constante no espaço de cores Cielab colour space. É calculado do mesmo modo que o ∆Ec na ISO 12646. Nota 2: Estas tolerâncias se aplicam somente à certificação de sistemas de provas de validação. Também podem ser usadas para a certificação de gráficas. Estas tolerâncias são inadequadas para uso diário em produção, uma vez que aumentariam muito os custos de produção e diminuiriam a produtividade destes sistemas. A experiência indica que um fator de 1,5 vez estas tolerâncias é um ponto de partida razoável  para ajustes diários em produção.


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Tabela 3 – Tolerâncias para a reprodução dos patches em tarja de controle de provas contratuais ISO 12647-7 quando comparados a uma condição de impressão caracterizada (Dataset) unidade: 1 Descrição do controle do alvo

Tolerância

Cor do substrato de impressão simulando a condição de impressão

∆E*ab ≤ 3

Todos os patches da tarja de controle

Máximo ∆E*ab ≤ 6 Média ∆E*ab ≤ 3

Segunda escala de retícula composta por primárias C, M, Y, rusticamente replicando as cores da primeira escala para uma condição de impressão média (“balanço de grises”) (mesmo Média número de patches como para cores da primeira escala)

Média ∆H ≤ 1,5 b

Outros patches do gamut

Média ∆E*ab ≤ 4

Todos os patches da Norma ABNT NBR NM-ISO 12647-2

Média ∆E*ab ≤ 4 95% percentil ∆E*ab ≤ 6

­­ áreas fortemente entintadas após uma sequência de impressões da mesma página (starving). Para isso, a norma propõe a impressão de test forms, que devem apresentar um desvio padrão menor que 1,5 em L*, a* e b* e uma diferença máxima de cor Delta E Cie­lab de 2. Os test forms devem resultar em leituras na mesma folha com des­vios menores que Delta E de 2, o que garante que o toner recebeu uma distribuição homogênea ao longo da folha de produção. Um ponto bastante importante em um sistema capaz de gerar provas de validação é que este seja capaz de repetir a “façanha” a qualquer momento. A diferença de cor Cie­lab máxima entre as amostras de cada cor não deverá exceder Delta E de 2,5 nos sólidos (chapados) e Delta E de 3 nas ­­áreas reticuladas. Outros aspectos de qualidade

Quan­do se pretende certificar um sistema de provas de verificação por um laboratório cre­den­cia­do, as análises são mais profundas quanto à qualidade e con­f ia­bi­li­da­de do sistema. É aqui que uma certificação de uma gráfica se separa de uma certificação de um equipamento específico. Neste contexto, para o atributo de permanência das cores deve-se esperar o pe­río­do de estabilização de impressão especificado pelo fabricante e devem 40 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

ser efe­tua­dos testes de abrasão mecânica, solidez de tinta, brilho do conjunto de tintas, reprodução da escala tonal e poder de resolução do sistema de provas. Para cada um destes atributos a norma traz uma série de ensaios a serem feitos. Além disso, a norma solicita que sejam impressas junto aos grafismos do clien­t e as seguintes informações: ◆◆Nível de conformidade (impressão de validação de acordo com a norma ISO 12647-8) ◆◆Nome do arquivo ◆◆Nome do sistema de validação ◆◆Tipo de ma­te­rial de substrato ◆◆A condição de impressão simulada ◆◆Data e hora da produção ◆◆Data e hora da última calibração ◆◆Tipos de corantes ◆◆O perfil de ge­ren­cia­men­to de cores utilizado ◆◆Nome e versão do RIP ◆◆Tipo de revestimento ◆◆Tipo de simulação de papel Conclusão

A indústria gráfica irá se be­ne­f i­ciar com a tradução e adoção da norma ISO 12647-8 no Brasil, tarefa que se inicia em breve no âmbito do ONS27, na ABTG . É uma tarefa que normalmente demora cerca de um ano e, assim que a norma estiver traduzida, pretendemos fazer uma cartilha para disseminar mais facilmente seus conceitos. Se conseguirmos espalhar a ideia e as tec­no­lo­ gias da norma ISO 12647-8 sem desestimular aqueles que já investiram ou pretendem investir em sistemas mais precisos de provas — as de contrato, ou Parte 7 —, o mercado gráfico terá centenas ou milhares de gráficas com condições de ­c riar uma prova de referência para seus clien­tes a um custo bastante ra­zoá­vel e com enormes be­ne­f í­ cios para as relações comerciais — o clien­te sabe o que espera receber e o impressor sabe aquilo que deverá imprimir —, dando um novo dinamismo para a comunicação impressa. Bruno Mortara é superintendente do ONS27,

coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.


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IMPRESSÃO

Fábio Uva e Daniel Nato

Estudo de caso: padronização na impressão offset e uso da norma ISO 12647

Q

uan­d o falamos em qualida­ de de um impresso, o julga­ mento costuma ser subjetivo, já que cada pessoa tem um gosto diferente e o que pode ser bom para um pode não ser bom para outro. No entanto, a gestão da produção in­ dus­trial exige que os processos e os produ­ tos obedeçam a especificações mensuráveis, para que a qualidade possa ser garantida e a repetibilidade dos processos assegurada. Esse é o objetivo da padronização — garantir a qualidade adequada do produto final de acordo com especificações que atendam às exi­gên­cias e às necessidades do clien­te. A impressão offset é um processo ana­ lógico com centenas de variáveis. Isso torna seu controle muito mais complexo que o de sistemas de impressão digital, por exemplo. Para tornar esses controles mais efi­cien­tes existem diversos equipamentos que permi­ tem mensurar parâmetros de processo. A maioria das gráficas ainda utiliza o mé­ todo de comparação vi­sual para o ajuste das cargas de tinta. O impressor compara a fo­ lha de acerto que acabou de ser impressa com a prova digital aprovada pelo clien­te e faz os ajustes dos tinteiros tentando obter folhas de acerto com tonalidades mais pró­ ximas da prova. Depois de considerar a car­ ga acertada, a maioria dos impressores se­ gue controlando vi­sual­men­te as va­ria­ções ao longo da tiragem e fazendo correções quando ne­ces­sá­rias. Certamente esse não é o melhor método, porque a visão huma­ na não é um “instrumento” con­f iá­vel. Os re­ sultados obtidos são alterados pela fadiga do operador, condições de iluminação, re­ 44 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. IV  2011

flexos sobre as folhas de acerto e de prova etc. O correto é rea­li­z ar esse controle por meio de instrumentos de medição, como densitômetros e espectrofotômetros. Es­ ses aparelhos permitem identificar, inclusi­ ve, va­ria­ções de cor in­fe­rio­res à capacidade de percepção da visão humana. Não basta, no entanto, contar com os equipamentos de medição. É necessário es­ tabelecer padrões para as variáveis a serem controladas. Normas ISO devem ser usadas como referência. A série de normas ISO 12647 orien­ta a respeito dos parâmetros para uma impressão adequada. A primeira parte dessa série estabelece a terminologia e conceitos técnicos ne­ces­sá­rios à padronização. As nor­ mas 12647-2 e 12647-3 tratam especificamen­ te de offset e estabelecem os principais pon­ tos de controle as­so­cia­dos aos substratos, tintas e ganho de ponto. Os parâmetros de carga de tinta não são definidos como valo­ res densitométricos, mas como valores co­ lorimétricos (L*a*b*) a serem medidos sobre ­­áreas sólidas (chapados) das quatro cores e das cores se­cun­dá­rias. Densidades são va­ lores relativos — servem para comparar en­ tre si folhas de uma mesma tiragem, com a mesma tinta e mesmo substrato. Isso sig­ nifica que impressões com valores densito­ métricos iguais podem resultar em cores diferentes se tiverem sido produzidas com tintas ou substratos diferentes. No entan­ to, uma vez estabelecidos os valores a se­ rem buscados sob condições padroniza­ das, a densitometria passa a ser um método efi­cien­te de controle de processo. Para se determinar os valores densitomé­ tricos a serem buscados durante o acerto da

impressora pode-se fazer um estudo preli­ minar conforme se descreve a seguir, com base em um caso real. Para esse estudo uti­ lizou-se um test form. Os procedimentos descritos a seguir serviram para determinar a carga de tinta ­ideal (valores densitométri­ cos medidos sobre a impressão sólida) com base na norma ISO 12647-2 . Esse trabalho também é necessário para a implementa­ ção de sistemas de ge­ren­cia­men­to de cores. Tal implantação com­preen­de três etapas: calibração, caracterização e conversão. Calibração

Trata-se do ajuste do equipamento de im­ pressão com base nas orien­t a­ções do fa­ bricante. Foi utilizada uma impressora Hei­ delberg Speed­mas­ter 52, de quatro cores. A máquina foi completamente limpa, inclu­ sive com a desmontagem da rolaria. Os rolos foram verificados para checagem de imper­ feições nas su­per­fí­cies, dureza, regularidade de diâ­me­t ros e desgastes de rolamentos. A seguir, a rolaria foi montada e regulada. Também foram checadas e ajustadas as blan­ quetas. Foi utilizado um torquímetro para garantir a tensão correta na esticamento. Foi igualmente verificada a altura correta das blanquetas em relação ao anel-​­guia. Com a impressora corretamente ajustada (calibrada) imprimiram-se test forms sobre os três tipos mais comuns de papel — cou­ ché brilho, couché fosco e offset. O acer­ to da tintagem buscou alcançar os valores L*a*b* definidos pela norma para os pon­ tos de controle. Esses valores foram me­ didos com espectrofotômetro, também seguindo especificações da norma.


Resumo dos resultados obtidos mostrando ∆E Lab com relação aos valores normatizados Suportes

Cores

∆E

Densidade

Preto

4,28

1,65

Cyan

2,64

1,40

Os pa­péis couché e as tintas get IT8 , que foi adaptado no test Couché brilho – 115 g/m² Magenta 4,70 1,40 utilizados no estudo estavam em form e impresso já com as curvas Amarelo 4,19 1,10 conformidade com a especifica­ habilitadas e com as densidades ção da norma em termos de va­ pré-​­definidas nos três suportes. 6,25* Preto 1,65 lores colorimétricos L*a*b*. O pa­ Desta maneira, aguardou-se Cyan 4,11 1,35 Couché fosco – 115 g/m² pel offset, no entanto, estava um a secagem total da tinta confor­ Magenta 4,36 1,40 pouco fora das especificações, me estabelecido an­te­rior­men­ Amarelo 4,60 1,05 encontrando-se levemente azu­ te e de tal modo que a leitura Preto 2,01 1,30 lado. Como não foi possível en­ dos targets pudesse ser rea­li­z a­ Cyan 3,85 1,05 contrar um offset inteiramente da através do soft­ware da pro­ Offset – 120 g/m² dentro da norma, aceitou-se a va para cria­ção do perfil ICC (In­ Magenta 4,57 1,10 utilização desse substrato, que ter­na­tio­nal Color Consortium), Amarelo 3,75 0,95 dentre os disponíveis apresen­ *No suporte couché fosco, o preto só atingiu um ∆E aceitável pela norma com densidade de em que o sistema foi alimenta­ tava o menor desvio. As folhas 1,80. No entanto, decidiu-se utilizar uma densidade mais baixa para prevenir a ocorrência de do e a prova teve sua fase de de test form consideradas boas problemas como decalque, secagem lenta da tinta etc. conversão con­cluí­da. — ou seja, impressas em conformidade com péis, os valores estavam acima do que a nor­ Após o término da calibração da pro­ a norma — servem de referência para a de­ ma recomenda. Criou-se então uma tabela va, os impressores puderam trabalhar com terminação dos valores densitométricos e foi gerada uma curva no soft­ware RIP para densidades (carga de tinta) padronizadas. a serem seguidos durante o controle de compensação do ganho de ponto para os Dentro dessa condição, a prova de cor di­ cargas de tinta no processo de impressão, três pa­péis. Novas chapas foram co­pia­das gital jato de tinta se assemelhava o su­f i­cien­ desde que mantidas as mesmas condições segundo essas curvas. Usando as mesmas te para evitar maiores demoras no setup de padronizadas durante o estudo. Todas as ca­ densidades, porém com as curvas de ganho impressão e a própria prova tornou-se facil­ racterísticas de insumos e ma­té­rias-​­primas de ponto já habilitadas, foi possível fazer a mente reproduzível e con­f iá­vel, evitando o foram documentadas para se garantir impressão e analisar os resultados. uso dos recursos de regulagem do tinteiro essa padronização. Papel offset: Os valores de ganho de pon­ para ajustes tonais demorados. Fator impor­ to ficaram dentro da faixa tolerada pela tante a ser men­cio­na­do é que o modelo de Caracterização norma. Nas ­­áreas de sombras, o contraste impressora offset utilizado nesta empresa Imprimiram-se 1.000 folhas em cada papel, aumentou e o entupimento diminuiu. permite que o CIP3 seja alimentado de forma sob as condições definidas an­te­rior­men­ Couchés: A compensação foi muito alta e, diferente para cada tipo de substrato (cou­ te. Separaram-se das tiragens completas por isso, os valores ficaram baixos, o que di­ ché brilho, fosco e papel offset, por exem­ amostras de 10 folhas. Essas folhas foram minuiu o contraste e fez as imagens ficarem plo), crian­do-se interpretações mais preci­ analisadas após 24 horas para se garantir “lavadas” e, principalmente, com os tons de sas para os diferentes tipos de papel, uma a secagem completa e a estabilização dos pele prejudicados. Foi necessário gerar nova vez que eles pos­suem características distin­ valores colorimétricos. A medição foi feita curva de ganho de ponto. O test form foi tas de cobertura, absorção etc. Com isso, os com um espectrodensitômetro. reimpresso, obtendo-se resultados sa­tis­fa­tó­ ajustes serão otimizados e haverá um ganho No terceiro dia foram co­pia­d as novas rios. Os dois pa­péis apresentaram ganhos de considerável de produtividade. chapas do test form e feitas novas impres­ ponto próximos de 12% nas ­­áreas de meio Esse processo deverá ser repetido pe­ sões sobre os três tipos de pa­péis. Essas fo­ tom (área de 50% na tarja de controle). rio­di­ca­men­te para um rea­li­nha­men­to. Su­ lhas foram usadas para análise de ganho de Aprovadas as curvas de ganho de pon­ gere-se que seja feito trimestralmente, ponto (característico da máquina nessas to para cada um dos três pa­péis, o workflow semestralmente ou sempre que se perce­ densidades), do trapping, do contraste re­ de pré-​­impressão foi ajustado. berem diferenças maiores ou que forem al­ lativo de impressão e do balanço de grises. terados os principais insumos e regulagens Os impressos foram tirados com as densida­ Conversão do equipamento. ❧ des pré-​­estabelecidas conforme indicação O próximo passo foi solicitar o target de da tabela com os resultados obtidos. calibração de prova ­ideal para leitura do Fábio Uva é coordenador técnico Ao ava­liar-se o ganho de ponto, perce­ soft­ware da gráfica (soft­ware de ge­ren­cia­ e Daniel Nato é vendedor técnico beu-se que em todas as cores, nos três pa­ men­to e saí­da de prova), neste caso o tar- da Antalis do Brasil VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA 45


SITES

LITERATURA

Printbill www.printbill.com.br/responsabilidadesocioambiental A Printbill lançou seu novo hotsite sobre responsabilidade so­cioam­bien­tal. Com o desdobramento dos projetos em que se envolveu, a empresa descobriu que os elementos principais para a aplicação de ações socioambientais não são o recurso financeiro, as teo­rias ou os sistemas complexos, mas sim a ini­cia­ti­va, as par­ce­rias e o vo­lun­t a­ria­do. “O hotsite foi a forma mais sustentável que encontramos para dividir nossas ex­pe­riên­cias. Julgamos de extrema importância compartilhar esses cases para que outras empresas e profissionais repensem o tema”, explica o superintendente geral Rogério Junqueira.

O Cartaz – Prêmio Design Museu da Casa Brasileira Claudio Ferlauto – Coleção: Fundamentos do Design Essa obra é um olhar sobre a produção e a cria­ção de uma coleção de cartazes que vai se tornando uma das mais perenes e importantes do Brasil, graças ao trabalho e à constante inovação do concurso, que desde 1995 escolhe e premia um projeto gráfico para representar o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. Usando o concurso como contexto, o autor ressalta as transformações ocorridas no design gráfico desse pe­río­do. Edições Rosari www.rosari.com.br

Elementos do Estilo Tipográfico – Versão 3.0

Braga www.braga.com.br A Braga Produtos Adesivos, de Hortolândia ( SP ), está com novidades em seu site. Com o con­teú­do am­plia­do e lay­out e formato mais modernos, o novo portal reflete o momento que a empresa vive: comemoração de seus 30 anos de atividades no setor de pa­péis e filmes autoadesivos e a inauguração de uma nova fábrica, em Três La­goas ( MS ), que tem a evolução da tecnologia como meta contínua de crescimento. O novo site traz em sua estrutura mais facilidade de acesso às informações da linha completa de produtos e serviços, tornando mais dinâmica a escolha do produto certo para a aplicação desejada. Outra facilidade de interação é a disponibilidade para down­load de informativos e textos técnicos. Am­plian­do a interação com o internauta, agora é possível receber todas as informações desejadas cadastrando-se na página de contatos, além de en­viar sua opi­nião ou solicitações.

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Robert Bringhurst Este livro de enorme sucesso, traduzido para idio­mas como russo e grego, foi o primeiro sobre tipografia publicado pela Cosac Naify. Escrita e projetada pelo tipógrafo, en­saís­t a e poe­t a norte-​­americano Robert Bringhurst, a obra reú­ne e discute em profundidade os conhecimentos que a história da tipografia ocidental transformou em tradição ao longo dos últimos 600 anos, respaldada por uma linguagem acessível, que a tornou uma unanimidade entre os designers gráficos do mundo inteiro. O título é inspirado em conceitos do filósofo Walter Benjamin. “O estilo literário é o poder de mover-se livremente pelo comprimento e pela largura do pensamento linguístico sem deslizar para a banalidade. Estilo tipográfico, neste sentido amplo da palavra, não significa nenhum estilo em particular, ‘meu estilo’, ‘seu estilo’, ‘neo­clás­si­co’ ou ‘barroco’, mas o poder de mover-se livremente por todo o domínio da tipografia e de agir a cada passo de maneira gra­cio­sa e vital, sem ser banal”, afirma Bringhurst. É essa pretensão de dar ao leitor as informações ne­ces­s á­rias para alcançar essa liberdade instrumental, e sobretudo in­te­lec­tual, que diferencia o livro de Bringhurst dos manuais práticos, dos com­pên­dios históricos e dos volumes in­ tro­du­tó­rios sobre o assunto. O livro contém glossário inglês-​­português, de caracteres, de termos tipográficos, de designers de tipos e de fundições tipográficas e catálogos de fontes com e sem serifa. Cosac Naify http://editora.cosacnaify.com.br


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o dia a dia é muito comum nos depararmos com gráficos que servem para ilustrar números e resultados. Entretanto, a maior parte deles tem um mesmo aspecto vi­sual. Para muitos, todos parecem exatamente iguais. Para fugir desse padrão, que tal usar a ferramenta de gráfico do Illustrator? Com ela você vai conseguir fazer gráficos bem mais interessantes, manipulando-os como vetor e fazendo com que fiquem bem mais atraen­tes que as velhas colunas coloridas numeradas.

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Requisitos: Illustrator CS5 Abra um novo documento no Illustrator (Ctrl+N). Comece se­le­cio­nan­do a ferramenta de gráfico (J). Você terá vá­rias opções de gráfico, como gráfico de linha e de piz­z a, entre outros. Para este tu­to­rial eu escolhi o gráfico de colunas. Com a ferramenta se­le­cio­na­da, clique e arraste dentro da área de trabalho, determinando a área que o gráfico ocupará. Feito isso, uma caixa de diá­lo­go se abre e nela você pode digitar os valores que farão parte do gráfico.


Nessa caixa existem vá­rias opções para o preen­chi­ men­to dos valores e de como os valores serão plotados. Você também pode importar os valores de uma planilha pré-​­existente. Eu deixei todas as opções padrão e cliquei no botão Apply (aplicar) (1). Com o gráfico pronto vamos começar a melhorar o seu vi­sual. Vou aplicar perspectiva e profundidade ao gráfico usando o efeito de 3D do Illustrator, que deve ser usado separadamente nas colunas e nos números e texto que compõem o gráfico. Para isso, duplique-o e mantenha esta cópia de lado para usar mais tarde. Com um dos gráficos se­le­cio­na­do peça para desagrupar os elementos (Shift+Ctrl+G). O Illustrator exibirá um alerta explicando que, depois de desagrupar, as informações contidas no gráfico não poderão ser mais editadas. Clique em OK (2).

Utilize o comando desagrupar do botão direito até que todos os elementos estejam desagrupados. Apague os números e as linhas do gráfico e fique somente com as colunas. Mude a cor de todas para um tom de cinza e retire o contorno fino preto que vem no padrão do gráfico (3). Agrupe as colunas se­le­cio­na­das do gráfico (Ctrl +G) depois clique em Effect ➠ 3D ➠ Extrude & Bevel. Na caixa para configurar o efeito, você terá vá­rias opções de ângulos, rotações e perspectivas. Você pode testar diferentes valores. Para vi­sua­li­z ar basta clicar no botão pre­view. Depois de escolher os valores clique em OK (4). A próxima etapa é expandir o efeito. Vá em Ob­ ject ➠ Expand Ap­pea­ran­ce, depois desagrupe todas as partes usando o comando Object ➠ Un­ group ou o atalho Shift+Ctrl+G. Com isso você terá

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a possibilidade de editar separadamente as partes que compõem o gráfico (5). Eu optei por dar um efeito gra­dien­te nas colunas do gráfico. O Illustrator possui uma grande bi­blio­te­ ca de combinação de cores e gra­dien­tes, que facilitam muito na hora de escolher ou combinar cores. Para esse gráfico, eu utilizei a paleta Brights (6). Se­le­cio­ne cada uma das partes dos gráficos e aplique um preen­chi­men­to gra­dien­te. Depois de aplicado o preen­chi­men­to é possível editar o efeito na janela gra­dien­te (Window ➠ Gra­dient) (7).

Agora é a vez das linhas e números que irão compor o gráfico. Se­le­cio­ne a cópia do gráfico que ficou separada no começo do trabalho, desagrupe os elementos e apague as colunas do gráfico. Faça duas linhas tracejadas, uma mais espessa na parte su­pe­ rior e outra mais fina na parte in­fe­rior. Para fazer as linhas in­ter­me­diá­rias use o recurso de blend do Illustrator. Com as duas linhas se­le­cio­na­das vá em Object ➠ Blend ➠ Blend Op­tions, escolha a opção Spe­ci­f ied Steps e em Sparcing escolha 4 steps.

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A informação que o mercado quer está aqui. Noticiário dinâmico, atualizado diariamente. Artigos de experts do setor, trazendo o conteúdo da revista técnica da indústria gráfica nacional e internacional.

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VOL. IV  2011


Agora faça o Blend: Vá em Menu Object ➠ Blend Make (8). Em seguida, aplique o efeito 3D nessas linhas e números. Você deve usar os mesmos valores que usou nas colunas, somente o Extrude Depth deve permanecer 0 para não dar profundidade aos números, pois isso dificultaria a leitura (9). Po­si­cio­ne as linhas em cima do gráfico. Para melhor fusão dos elementos dê um pouco de transparência (Window ➠ Transparency) nas linhas. Eu utilizei um valor de 60% (10). Para dar mais rea­lis­mo ao gráfico, faça um retângulo com preen­chi­men­to preto, na mesma perspectiva que o gráfico, utilizando a ferramenta Pen Tool (P). Aplique um Gaussian Blur (Effect ➠ Blur ➠ Gaussian Blur), depois aplique uma transparência de 40% e coloque embaixo de todos os elementos para simular uma sombra do gráfico (11). ➠

12

Para finalizar, faça o título do gráfico. Aplique o efeito 3D Extrude & Bevel. Os valores terão de ser um pouco diferentes para que o texto fique com ângulo e perspectiva correspondente às colunas. Você pode con­ti­nuar ajustando o efeito 3D mesmo depois de ter clicado em OK. Basta se­le­cio­nar o objeto com o efeito aplicado e na paleta Ap­pea­ran­ ce e clicar duas vezes sobre o efeito que ele abrirá novamente a caixa de diá­lo­go para editá-lo (12). O gráfico está pronto. Agora você já consegue dar aquela turbinada nos gráficos chatos e fazer todo mundo prestar mais atenção nos seus números! Thiago Justo é instrutor de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.


ACABAMENTO

Problemas e soluções na impressão de

Tobias Meyer

A

hot stamping

impressão feita com películas de hot stamping é um sistema utilizado há mui­ tas décadas no Brasil. Na maior parte desse pe­r ío­d o, o método foi empre­ gado para impressos finos e de pequena quan­ tidade, como convites e embalagens de produ­ tos de alto valor agregado. Essa restrição se dava por dois motivos: a carência de máquinas que pu­ dessem imprimir em grandes formatos e com boa produtividade e o elevado custo do ma­te­rial. Essa rea­li­da­de mudou há alguns anos. Atual­men­ te, com a grande oferta de maquinário e a queda brusca no preço do produto, a decoração dos mais diversos impressos está sendo feita com hot stamping. Temos casos de embalagens com altas tira­ gens e até revistas com pe­rio­di­ci­da­de mensal que utilizam este acabamento. Com essa mudança de mercado, a principal difi­ culdade encontrada é obter bons profissionais para a execução dos serviços. Antes poucos, quase arte­ sãos, dominavam a técnica. Agora há uma demanda ime­dia­ta por pes­soas aptas a executar a tarefa. A técnica de aplicação é um processo simples, que alia temperatura, tempo e pressão. O primeiro passo é a escolha da película correta. Na ilustração pode ser vista a fita hot stamping com a separação das diferentes camadas de que ela é composta. Todas essas camadas são importantes e in­f luem diretamente na qualidade final da aplicação. A cama­ da do adesivo deve ser compatível com a superfície

Filme suporte Desmoldante Laca de Proteção Metal Adesivo

56 TECNOLOGIA GRÁFICA 

VOL. IV  2011

sobre a qual será feita a aplicação para garantir trans­ ferência e ancoragem adequadas. A camada de me­ tal determina a cor da fita hot stamping. A laca de proteção tem a finalidade de proteger a camada de metal e é ela que determina se o hot stamping aplicado poderá ou não receber impressão pos­te­ rior (película overprintable ou não). O desmoldante está re­la­cio­na­do com a área de aplicação. Um des­ moldante mais “duro” é ­ideal para impressão de ­­áreas pequenas a mé­dias, permitindo ótima defini­ ção para letras e grafismos com ­­áreas em negativo e em positivo. Por fim, temos o filme suporte, que é uma película de po­liés­ter que serve como veí­cu­ lo de transporte para as outras camadas. Feita a escolha da fita mais adequada, é preciso ainda ter alguns cuidados com o acerto de máqui­ na. A especificação técnica da temperatura de de­ terminada película é apenas o parâmetro ini­cial de ajuste. Para regular a temperatura certa de um ser­ viço é preciso considerar o substrato sobre o qual será feita a aplicação, o tipo de máquina utilizada, a área de aplicação e as condições do am­bien­te. Para ajuste de pressão, é recomendado que seja utiliza­ do apenas o necessário para que os clichês encos­ tem por igual no substrato. Feito isso, será preciso fazer calços sobre a chapa do padrão para corrigir imperfeições da máquina e dos clichês. É importante fazer uma proteção sobre os cal­ ços — utilize chapas plásticas com 1 mm de baque­ lite, epóxi ou polipropileno. Algumas máquinas pos­


suem regulagem de velocidade. Este é um recurso que pode auxiliar na transferência do hot stamping, principalmente em ­­áreas de aplicação cha­ padas onde normalmente é mais difícil conseguir uma transferência completa. Nunca faça o acerto de máquina utilizando ape­ nas um parâmetro. A perfeita combinação de tem­ peratura, pressão e velocidade garante a execu­ ção de um trabalho com mais qualidade e menor número de paradas de máquina. Processos an­te­rio­res à aplicação do hot stamping podem influir diretamente na qualidade final do produto. A tinta offset precisa estar totalmen­ te seca para ancorar a impressão hot stamping. Em trabalhos que tenham impressão chapada de co­ res escuras é necessário um tempo maior de seca­ gem. Para impressos que tenham aplicação de la­ minação BOPP, é importante saber a procedência do ma­te­rial, que ne­ces­s a­ria­men­te precisa ter tra­ tamento corona. Também é importante obede­ cer à recomendação de temperatura de laminação especificada pelo fabricante. Temperatura em ex­ cesso pode danificar a camada do BOPP, causando

dificuldade na aplicação. O hot stamping pode ser aplicado sobre vernizes à base d´agua e à base de solvente sem dificuldades. Para aplicação sobre ver­ niz UV há sé­rias restrições. Por utilizar silicone na sua formulação, esse verniz impede a ancoragem de outros acabamentos sobre ele. Há no mercado vernizes pró­prios para aplicação do hot stamping. Recomendo que sejam feitos testes antes da exe­ cução do serviço e que na produção seja seguida a mesma receita do teste, inclusive a camada aplica­ da. O verniz UV pode ser aplicado sobre uma im­ pressão hot stamping sem problemas, desde que o ma­te­rial utilizado seja overprintable. Faça pre­fe­ren­cial­men­te a estocagem das bobi­ nas de hot stamping na posição vertical. Peso exces­ sivo pode danificar o ma­te­rial, causando vincos no filme e dificuldade para fazer o corte das bobinas. É recomendado que o local de estocagem mante­ nha uma temperatura am­bien­te entre 9 e 26°C e umidade do ar entre 30 e 60%. Tobias Meyer é técnico da Crown Roll Leaf do  Brasil, com 14 anos de atuação no mercado gráfico.

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VOL. IV  2011  TECNOLOGIA GRÁFICA

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CURSOS

Cursos ABTG Outubro Novas Tecnologias para a Redução do Tempo de Acerto na Impressão Offset Data: 4 a 6 de outubro Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Pedro Casotti Investimento: R$ 320,00 para as­so­ cia­dos ABTG, Abigraf, Abraform, Sin­ grafs e ­Abiea; R$ 420,00 para não as­so­ cia­dos e R$ 220,00 para estudantes.

PCP – Segmento Editorial Data: 18 a 20 de outubro Horário: 18h45 às 21h45 Instrutor: Thomaz Caspary Investimento: R$ 320,00 para as­so­ cia­dos ABTG, Abigraf, Abraform, Sin­ grafs e ­Abiea; R$ 420,00 para não as­so­ cia­dos e R$ 220,00 para estudantes.

Formação de Líderes de Produção Data: 25 de outubro Horário: 9h às 18h Instrutor: Cristina Simões Investimento: R$ 290,00 para as­so­cia­ dos ABTG, Abigraf, Abraform, Sin­grafs e ­Abiea; R$ 390,00 para não as­so­cia­ dos e R$ 190,00 para estudantes.

Novembro Formação de Inspetores da Qualidade Data: 10 de novembro Horário: 9h às 18h Instrutor: Márcia Biaggio Investimento: R$ 290,00 para as­so­cia­ dos ABTG, Abigraf, Abraform, Sin­grafs e ­Abiea; R$ 390,00 para não as­so­cia­ dos e R$ 190,00 para estudantes.

Cursos Senai EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Requisito de acesso: ensino su­pe­rior completo.

Green Belt Estratégia Lean-​­Seis Sigma (80h) (Novo) – R$ 1.200,00 Controle de processo na impressão offset (30h) – R$ 735,00 58 TECNOLOGIA GRÁFICA  VOL. IV  2011

Gestão da qualidade na indústria gráfica (30h) – R$ 735,00 Gestão estratégica da indústria gráfica (30h) – R$ 735,00 Gestão estratégica de pessoas (30h) – R$ 735,00 Mar­ke­ting industrial (30h) – R$ 735,00 Otimização do processo offset para a qualidade e produtividade (45h) – R$ 1.101,00 INICIAÇÃO PROFISSIONAL Montador de fotolito (56h) – R$ 498,00 Sábados: 1/10 a 26/11 das 8h às 17h

Copiador de chapas offset (28h) – R$ 411,00 Sábados: 1/10 a 26/11 das 8h às 12h

Meio oficial impressor offset em máquina monocolor (60h) – R$ 743,00 Sábados: 1/10 à 03/12 das 8h às 17h 2ª‒ a 5ª:‒ 10/10 a 16/11 das 19h às 22h

Meio oficial impressor offset em máquina monocolor de pequeno formato (60h) – R$ 743,00 Sábados: 1/10 a 3/12 das 8h às 17h

Meio oficial impressor flexográfico banda larga (80h) – R$ 1.450,00 Sábados: 1/10 à 17/12 das 8h às 17h

Meio oficial impressor flexográfico banda estreita (80h) – R$ 1.450,00 Sábados: 1/10 à 17/12 das 8h às 17h 2ª‒ a 6ª:‒ 21/11 a 2/12 das 8h às 17h

Encadernador manual de livros (32h) – R$ 336,00 Sábados: 1/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental con­cluí­do.

Operação de guilhotina linear (28h) – R$ 390,00 Sábados: 08/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h 2ª‒ a 5ª:‒ 3/10 a 19/10, 24/10 a 10/11, 16/11 a 1/12, 5/12 a 19/12 das 19h às 22h

Operador de dobradeira (28h) – R$ 390,00

Sábados: 8/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h 2ª‒ a 5ª:‒ 3/10 a 19/10, 24/10 a 10/11, 16/11 a 1/12, 5/12 a 19/12 das 19h às 22h

Impressor de corte e vinco automático (80h) – R$ 848,00

Sábados: 1/10 a 17/12 das 8h às 17h

Impressor de serigrafia (64h) – R$ 678,00

Sábados: 8/10 a 10/12 das 8h às 17h Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental con­cluí­do.

Gravação eletromecânica (32h) – R$ 450,00

Requisitos de acesso: 14 anos completos e ensino fundamental con­cluí­do.

Métodos e técnicas de preservação e conservação de acervos (96h) – R$ 890,00

Requisitos de acesso: 16 anos comple­ tos, ensino médio con­cluí­do.

Fotógrafo de registro documental (30h) – R$ R$ 217,00

Requisitos de acesso: 16 anos comple­ tos, ensino médio con­cluí­do.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Impressor flexográfico banda larga (160h) – R$ 2.290,00 Impressor rotográfico (176h) – R$ 2.410,00 Assistente de conservação preventiva (362h) – R$ 3.275,00

Requisitos de acesso: 18 anos comple­ tos e ensino médio con­cluí­do.

APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Pho­to­shop para pré-​­impressão (32h) – R$ 564,00 Sábados: 1/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h

Illustrator para pré-​­impressão (32h) – R$ 561,00 Sábados: 1/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h

InDesign para pré-​­impressão (32h) – R$ 510,00 Sábados: 1/10 a 3/12 das 8h às 12h ou das 13h às 17h Requisitos de acesso: comprovar co­ nhecimentos e ex­pe­riên­cias an­te­rio­ res referentes à editoração eletrôni­ ca, adquiridos em outros cursos, no trabalho ou por meios informais. Para todos os cursos: o (a) aluno (a) deverá comprovar ter 16 anos completos e ensino fundamental con­cluí­do (verificar exceções). Alunos menores de idade deverão comparecer para matrícula acompanhados por responsável. Apresentar cópia do histórico ou certificado do ensino fundamental, RG, CPF, comprovante de residência e comprovantes do pré-requisito para simples conferência. A Escola Senai reserva-​se o di­rei­to de não ini­ciar o programa se não hou­ ver o número mínimo de alunos inscritos. A programação, com as datas e valores pode ser alterada a qualquer momento pela escola. A Escola atende de 2‒ª a 6‒ª, das 8h às 21h, e aos sábados das 8h às 14h.

Escola Senai Theobaldo De Nigris Rua Bresser, 2315 (Moo­ca) 03162-030  São Paulo  SP Tel. (11) 2797.6333 Fax: (11) 2797.6307 Senai-SP: (11) 3528.2000 senaigrafica@sp.senai.br www.sp.senai.br/grafica


Sinônimo de Versatilidade em Equipamentos Gráficos. A Rotatek fabrica impressoras rotativas modulares que possibilitam a combinação de diferentes tipos de tecnologias, como offset, flexografia, serigrafia, rotogravura, laminação, hot stamping e cold stamping, com acabamento em linha. Além do inovador conceito “OSC”, para troca de formatos de repetição pelo sistema de camisas. Nosso objetivo é prover soluções versáteis e capazes de imprimir em diferentes tipos de substratos. As impressoras Rotatek possuem módulos que, de acordo com a configuração, podem transformá-la em uma solução multi-tarefas, para diferentes tipos de trabalhos. Nós oferecemos a solução. A imaginação fica por sua conta.

Sistema “OSC”, Offset Sleeve Change. Troca de formatos por camisas.

Alameda Juruá, 376 06455-010 - Barueri/SP T: (55 11) 3215-9999 www.rotatek.com.br

Revista Tecnologia Gráfica Nº 79  
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