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R E V I S TA

I S S N 0103•57 2 X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I V • S E T E M B R O / N O V E M B R O 2 0 19 • N º 3 0 3

MARKUS HEERING, DIRETOR DA VDMA: DEPOIS DE UMA DÉCADA DE TRANSFORMAÇÃO, O SETOR GRÁFICO ESTÁ SE ESTABILIZANDO

REGIÃO SUL ROMPE HEGEMONIA DO SUDESTE E COLOCA MAIOR NÚMERO DE PEÇAS FINALISTAS NO 29º PRÊMIO FERNANDO PINI

GESTÃO: INTERAÇÃO INTERNAEXTERNA SERÁ CADA VEZ MAIS COMUM E DITARÁ A ATITUDE DA GRÁFICA JUNTO AOS CLIENTES


ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 529 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Fábio Gabriel, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Rogério Camilo, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Administração, Redação e Publicidade: Tels. (11) 3232-4537 e (11) 3887.1515 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Eunice Dornelles e Evanildo da Silveira Colaboradores: Domingos Ricca, Fabio Behrend, Hamilton Terni Costa, Nelson Alves dos Santos e Roberto Nogueira Ferreira Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Editoração Eletrônica: Studio52 Laminação capa e aplicação de hot stamping com fitas MP do Brasil: GreenPacking Impressão e acabamento lombada quadrada: Lis Gráfica Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3232-4537 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

Cromocosmologia, acrílica sobre tela, 80 × 80 cm, 1987

REVISTA ABIGRAF

FERNANDO DURÃO O artista da capa

Fernando Durão nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 29 de maio de 1952. Aos 17 anos, em 1969, muda-se para o Brasil, morando no Rio de Janeiro, onde frequenta ateliês de jovens artistas. No ano seguinte, transfere-se para São Paulo. Vê sua carreira como artista visual crescer rapidamente. Participa de exposições no Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Museu da Arte Brasileira, Memorial da América Latina, entre outros. Realiza exposições individuais em importantes galerias de arte no Brasil e no exterior, com destaque para Portugal, Alemanha e Argentina. Desde 1977, dirige galerias de arte, espaços culturais e desenvolve inúmeros projetos como curador e artista. Participou da diretoria de diversas entidades de arte e fotografia. Atualmente, é presidente-curador da Up-Art – Projeto Art+.

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Ainda mais abrangente

Na esteira do crescimento dos prêmios regionais do Sul, a 29-ª edição do Prêmio Fernando Pini tem número recorde de finalistas da região, quebrando o predomínio do Sudeste.

44 Agentes ou expectadores

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

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O consultor Hamilton Costa convida o leitor a refletir sobre formas de a indústria gráfica tirar proveito de novos modelos de negócio como as plataformas digitais.


Trabalho e reforma tributária

Grupo de Líderes da Abigraf Nacional discute com especialistas as propostas para um novo regime tributário e o mercado de trabalho e os reflexos da indústria 4.0.

Tecnologia e qualificação

Markus Heering, diretor da associação alemã VDMA, fala sobre o momento da indústria de impressão no mundo e os desafios enfrentados pelas gráficas e por seus fornecedores.

De braço dado com o digital

Os palestrantes do Print Summit 2019 mostraram a relevância e as aplicações da comunicação impressa em um mundo digital e a necessária conexão com as novas mídias.

A trajetória de Umberto Giannobile

De torneiro mecânico a líder setorial, conheça as peripécias e caminhos trilhados por esse mezzo italiano mezzo brasileiro que lutou e venceu no mercado de etiquetas.

Uma história por ser vista

O fotojornalista José Pinto, falecido em outubro, deixa pronto um livro com mais de 900 imagens da Região Amazônica, feitas com muita paixão e à espera de patrocínio.

35 Pronta e disposta

Lis Gráfica continua a acreditar no mercado editorial e prevê um 2020 positivo, com a elevação no lançamento de títulos.

14 16 40 54 58 Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Bobst/Pedra Fundamental .................. 49 Rotativa ............................................... 8 Comportamento/Nelson Alves ............. 50 Encontro de Líderes ........................... 14 Conexão Brasília/Roberto Nogueira...... 51 Afeigraf ............................................. 18 Sucessão/Domingos Ricca.................. 52 Prêmio Paraná ................................... 30 Regional Espírito Santo ....................... 62 Prêmio Rio Grande do Sul ................... 32 Regional Rio de Janeiro ...................... 63 Prêmio Santa Catarina........................ 34 Congresso Internacional ABTG ............ 64 Actega/Nova Fábrica .......................... 42 Sistema Abigraf ................................. 66 Pré-Drupa ......................................... 43 Há 30 Anos........................................ 69 Nilpeter/100 Anos .............................. 48 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 70 setembro /novembro 2019

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EDITORIAL

Recuperação

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dministrativa A fundamental ReformadoAgoverno. é o novo objetivo

Reforma da almente saiu a tão esperada fin to, cri es do de sen á Setembro reg istrou inf lação No dia em que este texto est ia. nc idê ev Pr do tregou ao menor desde 1998, favorecen 5 de novembro, o governo en a , 4% ,0 –0 vo de seu no os, Congresso a primeira parte mente a queda da taxa de jur iva cis de il. as Br Mais que chegou em outubro ao pacote de reformas, o Plano ica. menor nível da série histór Ele representa um passo o, A Selic continua alta, contud fundamental no sentido de s a redução começa a favorecer mais uma das reformas da Reforma da s oi ep D r a aqueles que desejam financia quais o País tanto precisa, sta, hi al ab Tr . a aquisição da casa própria administrativa. O objetivo te saiu en m al fin A esfera econômica sinaliza é mudar a gestão das contas rada pe es o tã a um ano de recuperação pela públicas com a criação de um a da rm fo Re ruir frente, da qual poderão usuf novo marco institucional. cia. ên id ev Pr uiram aqueles que na crise conseg O pacote envolve, ainda, ra aproveitar o tempo ocioso pa a divisão dos recursos do s e em suas pré-sal, que, estima-se, deve ir em eficiência, em processo est inv s fre co s no os 15 an ria, nos resta injetar R$ 400 bilhões em equipes. Além da batalha diá o nt nju co se Es is. ipa ra que a esfera política não pa públicos estaduais e munic cer tor ora ag o des. ver aprovad de medidas, que desejamos is uma vez, a criar dif iculda ma a, nh ve o ad ompanh com celeridade, deve ser ac entivo ao r lceregato@abig raf.org.b por um novo programa de inc 29 e 18 tre en emprego, voltado a jovens ram dos 55. anos e para os que já passa papel, muito Por enquanto, tudo está no mas a cerimônia distante da nossa realidade, mostrou que, de apresentação do pacote o, havia uma pelo menos naquele moment o Legislativo, trégua entre o Executivo e sário para que clima absolutamente neces sobressaltos. o País caminhe sem tantos je anunciadas Tal postura e as medidas ho nto para 2020. i C eregato ev L me fazem olhar com mais ale a fica ist im ot do Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação Porém, o que tem me deixa Gráfica s ias ústr Ind das to dica Sin á o é o que já est (Abigraf Nacional) e do digraf-SP) com relação ao próximo an no Estado de São Paulo (Sin a, ist alh ab Tr ma posto. Depois da Refor

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Heidelberg amplia estoque de peças no Brasil

Ahlstrom-Munksjö implanta projeto de sustentabilidade

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(E/D): Rogério Leão, Região Sudeste; Marcelo de Paula, Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; Haroldo Junior, Região Sudeste; Elder Machado, supervisor de Vendas Internas; Matheus Santos, todas as regiões; Allan Lima, Região Sul e Bruna Nuevo, Região Sudeste

Para garantir prazos menores de entrega e facilitar a sua opera­ ção logística, a Heidelberg do Brasil passou a dispor, desde julho, de um estoque local de peças 50% maior. Segundo o responsá­ vel pelo departamento de Peças da Heidelberg, Elder Machado, essa ampliação no estoque “vai garantir uma cobertura maior do port fólio para as máquinas, a redução no prazo de entrega e no custo logístico, pois as peças já estão no Brasil. Contamos também com uma equipe interna de vendas que oferece o su­ porte necessário para esclarecer qualquer dúvida técnica sobre as peças originais, além da nossa equipe de especialistas técni­ cos para atendimento in loco nos clientes”. A Heidelberg adver­ te que somente as peças originais podem garantir os melhores resultados para os equipamentos, incrementando a performan­ ce e qualidade dos impressos, evitando paradas inesperadas durante a produção e aumentando a vida útil das máquinas. “Procuramos estar ao lado do cliente de todas as formas possí­ veis, oferecendo um trabalho de alta qualidade e uma orienta­ ção precisa para suas necessidades. Além disso, quando o clien­ te recebe a impressora, entregamos um Guia de Componentes do Equipamento e um CD ­Rom multimídia com uma função de busca intuitiva que ajuda a identificar a peça específica que ele necessita”, conclui Elder.

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www.br.heidelberg.com

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e uma ideia da colaboradora Bruna Belli surgiu o projeto Ames – Ahlstrom­Munksjö Envolvimento Sustentável, introduzido na planta da empresa em Louveira (SP). O projeto consiste em uma mudança na forma como era feita a separação de resíduos e sua posterior destinação. Bruna juntou­se a Hélcio Tagliaferro, geren­ te de Saúde e Segurança, e com o apoio do plant manager Mar­ celo Pinton, os três constituiram um grupo composto por um in­ tegrante de cada área para estabelecer projetos que atingissem a todos da planta. O nome do projeto foi sugerido por Katia Lot­ to, da área de qualidade, agregando às iniciais da empresa (AM) a questão do envolvimento com a sustentabilidade, ao mesmo tempo remetendo à palavra amor, sentimento que move uma ação sustentável. O objetivo do projeto é desenvolver um siste­ ma de controle e redução dos resíduos recicláveis e orgânicos com base na cultura da organização, que respeita a sustentabi­ lidade. Desde o primeiro dia de agosto, todos os colaboradores principiaram a separação dos resíduos em suas áreas e, em ape­ nas um mês, foi possível notar a diferença. Ao final do mês fo­ ram enviadas aproximadamente quatro toneladas de lixo reciclá­ vel para uma cooperativa de catadores, que hoje dá emprego a cerca de 40 famílias da cidade. Após a realização de uma sema­ na sustentável no final de setembro, o grupo planeja desenvol­ ver outras atividades para que a pegada sustentável se mante­ nha e impacte a comunidade do entorno, através do plantio de árvores, limpeza de áreas próximas à unidade, arrecadação de ali­ mentos e brinquedos para entidades carentes, e treinamento de segurança para a cooperativa que recebe os resíduos. Sentindo os resultados do projeto, o diretor­presidente da A­M Brasil, Valmir Piton, decidiu que Louveira atuará como uma planta piloto e, em breve, tudo que nela for aprendido e tes­ tado será repassado para as demais unidades da companhia, em Caieiras (SP) e Jacareí (SP). www.ahlstrom-munksjo.com


Ceará se destaca na produção de papelão reciclado

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eflexo de uma sociedade cada vez mais engajada em proteger a natureza e consequência de uma tendência no setor, o mercado de papelão reciclado está em alta. Segundo informações da Associa­ ção Nacional de Aparistas de Pa­ pel (Anap), em 2018 foram coleta­ das 5,09 milhões de toneladas de aparas de papelão, volume 2,4% maior que no ano anterior. No Estado do Ceará, um dos maiores produtores de caixas de papelão do País, a Santelisa Em­ balagens, do Grupo Telles, man­ tém na sua unidade de Aquiraz uma produção totalmente susten­ tável, com embalagens 100% fei­ tas a partir de aparas de papelão

usado. Nos últimos anos, a em­ presa investiu um montante de R$ 50 milhões em inovação e mo­ dernização das máquinas, tendo registrado um aumento de 20% em seu faturamento no primeiro semestre deste ano. A questão ambiental é uma preocupação dominante na em­ presa. Desde sua inauguração em 1992, a fábrica, que surgiu a par­ tir da escassez de embalagens na re gião, já produzia papelão a partir do bagaço de cana­ de­ açúcar. Hoje a Santelisa abastece 800 clientes nas regiões Norte e Nordeste e tem capacidade para produzir 100 toneladas/dia de bo­ binas, em um ambiente autossus­

tentável no qual a energia consu­ mida vem das placas fotovoltaicas instaladas na unidade.

HISTÓRIA Com sede em Fortaleza, o Grupo Telles é formado por sete empre­ sas: Santelisa Embalagens, Agro­ paulo, Ceará Mirim, iPark Comple­ xo Turístico, Naturágua, Ypetro e

Yplastic. Mais antiga empresa fa­ miliar do Brasil, o Grupo começou em 1846 com o português Dario Telles de Menezes, produtor de aguardente de cana­de­açúcar na fazenda Ypióca, em Maranguape (CE). A bebida abriu caminho para uma trajetória de sucesso que atravessa cinco gerações. www.santelisa.com.br

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Operação em São Paulo contra fraude no papel imune Foi deflagrada no dia 30 de outubro

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pela Secretaria da Fazenda e Planeja­ mento do Estado de São Paulo, com apoio da Polícia Civil, a operação Papiro. O objetivo é desmantelar fraude fiscal envolvendo empresas que comerciali­ zam papel utilizando­se de forma irre­ gular da imunidade tributária prevista na Constituição Federal e no Código Tri­ butário Nacional. A Secretaria da Fazen­ da estima que 16 empresas tenham si­ mulado operações com papel como se fossem utilizá­lo na impressão de livros, jornais e periódicos, porém deram desti­ nação diversa a esse papel, deixando de recolher R$ 20 milhões aos cofres públi­ cos de 2015 a 2019. Participam da ação 53 agentes fiscais de rendas e 12 poli­ ciais civis da Divisão de Crimes contra a Fazenda do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania da Polícia Civil para executarem trabalhos em 18 alvos, além de promotores do Grupo de Atuação Especial contra a Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado. Os des vios do produto não tributa­ do para outras finalidades cons tituem ato ilegal e prática de concorrência des­ leal. A operação objetiva apreender livros, documentos fiscais, controles paralelos e realizar cópia e autenticação de arquivos digitais, ampliando o conjunto probató­ rio a ser utilizado nas esferas fiscal e pe­ nal, no sentido de desarticular a fraude, desqualificar as empresas simuladas e as pessoas interpostas, assim como res­ ponsabilizar os articuladores e beneficiá­ rios do esquema. Os alvos da ação estão localizados nos municípios de São Paulo (10), Santa Branca (4), Arujá (2), Santa Isa­ bel (1) e Santo André (1). A Abigraf Nacional e suas Regionais aplaudem essa iniciativa e combatem de forma permanente a prática do ilícito de­ corrente do uso indevido do papel imune, seja através de campanhas de conscien­ tização ou apoio às ações de fiscalização. REVISTA ABIGR AF

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Abro e Abigraf lançam Selo Papel Legal

Por iniciativa da Associação Brasileira de Em­

presas com Rotativa Offset (Abro) e da Associa­ ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Na­ cional), foi lançado o Selo Papel Legal durante o Print Summit, evento realizado no dia 29 de outubro, na ESPM Tech, em São Paulo. O selo, desenvolvido pelas entidades em conjunto com a Baluar te Certificadora, visa a certificar o uso do papel gráfico como forma de transmi­ tir maior segurança no mercado sobre a legali­ dade de sua destinação, seja ele imune ou não. Para receber a certificação, a gráfica deve pas­ sar por auditorias periódicas, que avaliarão as ações em concordância com as diretrizes e con­ formidades estipuladas. Também devem seguir procedimentos adequados que podem variar de acordo com o porte da empresa. O proces­ so envolve a participação de um comitê de de­ senvolvimento, do qual fazem parte represen­ tantes de gráficas de vários portes e membros de entidades ligadas ao setor papeleiro, como a Associação Nacional de Distribuidores de Papel (Andipa) e a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

“O Selo Papel Legal tem como objetivo es­ timular boas práticas por parte das gráficas, e informar ao mercado que o papel usado para o impresso que está em suas mãos seguiu todas as regras éticas e tributárias. É uma espécie de compliance entre as gráficas e visa a combater práticas ilegais, que causam prejuízo aos cofres públicos e à cadeia produtiva, que sofre com a concorrência desleal e tem que arcar com os custos de fiscalização e tributação”, salienta Til­ son Castelucci, executivo de negócios da Abro.

Adeus a Nivaldo Deliberalli

Faleceu no dia 31 de ou­

tubro o ex­ diretor comer­ cial da revista Publish, Ni­ valdo Deliberalli, em decorrência de compli­ cações de um câncer na bexiga, que tratava des­ de 2012. Nivaldo estava com 63 anos, era designer de formação, trabalhou como desenhista in dus­ trial e depois, indo para a área editorial, como arte finalista. Atuou em editoras e revistas como Abril, Plano Editorial, Visão e IDG, como con­ tato publicitário e pos teriormente como gerente e diretor comercial. Por volta de 2002, Nivaldo passou a deter a marca Publish no Brasil, após tratativas com a edito­ ra IDG. Fundou a Dabra Editora, que depois se transformou em Luz Editorial. De 2002

a 2015 foram produzidas mais de 100 edições da Publish, além de lançar no mercado gráfico editorial o primeiro site e newsletter eletrônico entre as pu­ blicações da área e a TV Publish, primeiro canal de entrevistas em vídeo no segmento. Nos últi­ mos anos, principalmen­ te após meados de 2016, quando vendeu a marca Publish, voltou­se com mais afinco a uma de suas paixões, a psicanálise e o compor­ tamento humano. Também era apreciador das artes, principalmente pintura, escultu­ ra e música. Cantou em muitos corais e to­ cava diversos instrumentos. Deixou dois fi­ lhos: o jornalista e músico Flavius Deliberalli, e o psicólogo e músico Felippe Deliberalli.


FSC comemora 25 anos pensando no futuro

Megaplanta da WestRock é inaugurada em Porto Feliz

Como parte de sua estratégia

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de expansão no País, a WestRock inaugurou no dia 3 de outubro, no município de Porto Feliz (SP), um grandioso parque gráfico de embalagens de papelão ondula­ do que consumiu um investimen­ to de mais de US$ 125 milhões e teve suas obras iniciadas em 2017. Voltada à produção e oferta de soluções em embalagens para o mercado, a unidade é, segundo a multinacio nal, uma das maio­ res e mais modernas do mundo. Preparada para produzir mais de 400 milhões de metros quadrados de papelão ondulado anualmente, a fábrica representará um aumen­ to de mais de 25% na capacidade nacional da WestRock. Ocupando uma área total de 230 mil m², a unidade tem mais de 83 mil m² de área construída e pos­ sui 32 docas. Está aparelhada com equipamentos de alta tecnolo­ gia, totalizando uma máquina de pré­impressão, nove impressoras e duas onduladeiras. Principal matéria­ prima utili­ zada na fábrica de Porto Feliz, o papel HyPerform é proveniente de florestas plantadas, certifica­ das FSC e PEFC Cerflor. A mega­ planta tem capacidade para pro­ cessar 250 mil toneladas de papel, e faz parte do negócio integrado WestRock. Suas florestas (SC e PR) abastecem com fibra virgem de alta qualidade a Fábrica de Papel REVISTA ABIGR AF

de Três Barras (SC). Esta, por sua vez, atende Porto Feliz, bem como as outras unidades de papelão on­ dulado localizadas em Blumenau (SC), Araçatuba (SP) e Pacajus (CE). “Todos os produtos WestRock são recicláveis, biodegradáveis, com­ postáveis e amigáveis ao meio ambiente. Mas, quando se trata de sustentabilidade, a WestRock vai além: o seu negócio é rege­ nerativo. Nossas florestas planta­ das capturam toneladas de gases de efeito estufa da atmosfera, aju­ dando na neutralização de 8,4 ve­ zes mais emissões do que são ge­ radas por suas operações no Brasil. Elas também contribuem efetiva­ mente para uma maior biodispo­ nibilidade de água e colaboram para uma maior biodiversidade da fauna e da flora, protegendo da extinção muitas espécies”, desta­ ca Jairo Lorenzatto, presidente da WestRock no Brasil. A unidade de Porto Feliz traz ainda ao Brasil a HyGraphics, ino­ vadora tecnologia de impressão em papelão ondulado, inédita na América do Sul, capaz de im­ primir em qualidade fotográfica bobinas que serão convertidas em embalagens. Com um total de 50 mil fun­ cionários, a West Rock possui mais de 320 operações e escritórios na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. www.westrock.com.br

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Quando iniciou suas ativida­ des em agosto de 1994, em Oaxaca, no México, com ape­ nas três funcionários, o Forest Stewardship Council (FSC) co­ meçava a sua caminhada na luta pelo manejo responsável das florestas no mundo. Por ter nascido no país, o Méxi­ co ocupa importante lugar na história e sentimento da ins­ tituição. Em 2003, a sede foi transferida para Bonn, na Ale­ manha, e, ao longo do tempo, o FSC ampliou a sua atuação transformando­se em uma or­ ganização reconhecida mun­ dialmente, estruturada hoje com 50 escritórios em cinco continentes e 355 funcionários. No dia 25 de setembro, com o lema #Bosques Para­ Todos ParaSempre, o FSC co­ memorou 25 anos com um olhar para o futuro, estenden­ do sua atuação e procurando facilitar o acesso à certificação aos pequenos pro prie tá rios florestais e comunidades, as­ sim como ampliar ainda mais

a área certificada nas flores­ tas tropicais, como uma con­ tribuição destinada a preser­ vá­las para as gerações futuras. “O FSC tem muito o que co­ memorar. Crescemos para nos transformarmos na solução mais confiável do mundo para o manejo florestal sustentável. Questões tais como a crise cli­ mática e uma diminuição da bio di ver si da de nas florestas do mundo são emergenciais e estamos comprometidos mais do que nunca em trabalhar no sentido de oferecer solu­ ções para esses desafios. Nos­ sos primeiros 25 anos são o alicerce dos próximos 25 anos de trabalho, a fim de assegurar que as florestas permaneçam para as próximas gerações”, declarou Kim Carstensen, diretor geral da instituição. Em todo o mundo, cerca de 200 milhões de hectares de florestas e mais de 33 mil produtos estão certificados pelo selo FSC. www.fsc.org

ERRATA PRÊMIO PAULISTA TEVE 200 TRABALHOS INSCRITOS Ao contrário do que divulgamos no quadro de destaque dos nú­ meros do 2º Prêmio Paulista Luiz Metzler na nossa edição anterior (nº 302, julho/agosto 2019), em lugar de 155 peças, a competição recebeu a inscrição de 200 trabalhos.


PALESTRAS Por: Tânia Galluzzi

Grupo de Líderes discute trabalho e reforma tributária Encontro reuniu 60 empresários e executivos, que debateram as propostas de reforma tributária e o mercado de trabalho versus a indústria 4.0.

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ara falar de dois dos principais desafios da indústria hoje, o mercado de trabalho ante a automação e o regime tributário brasileiro, o Grupo de Líderes da Abigraf Nacional promoveu um encontro no dia 3 de outubro na sede da entidade. O primeiro tema foi abordado por Teresa Coelho Moreira, professora da Escola de Direito da Universidade do Minho, em Portugal, e o segundo, a reforma tributária, por Marcelo Salomão, coordenador e professor do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários da Escola Paulista de Direito. Teresa Moreira concentrou-se em exemplificar as ações da comunidade inter nacional no sentido de repensar os contratos de trabalho diante de questões como

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automação, inteligência artificial (IA), robótica e impressão 3D. “Em junho, a Organização Inter nacional do Trabalho defendeu a colocação do homem no centro das discussões. Sabemos que a inteligência ar tificial veio para ficar. O que precisamos é desenvolver uma IA centrada na figura humana, que trabalhe ao lado do homem e não substituindo-o”, afirmou a pesquisadora. Segundo a doutora em Ciências Jurídico-Empresariais, só é possível lidar globalmente com os cenários desenhados pela indústria 4.0. “O que assusta é a substituição dos postos de trabalho por máquinas, mas as outras revoluções industriais já falavam do desemprego tecnológico”, lembrou Teresa. “Há custos, há resistências, porém a automação também mostra novas formas de pensar o trabalho.” Nessa concorrência homem/máquina, é essencial apostar na formação. Outro tema em discussão na Europa é o controle do desempenho do trabalhador via algoritmos. Em maio, o Conselho Europeu se reuniu para propor maior transparência na utilização dos algoritmos, possibilitando

Os palestrantes Marcelo Salomão e Teresa Coelho Moreira, com o presidente da Abigraf Nacional, Levi Ceregato

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a criação de canais para que se possa questionar as ava liações e lidar com as queixas. Na Alemanha, várias plataformas digitais se uniram para a definição de um mecanismo de ouvidoria que centralize as reclamações dos trabalhadores. “Vamos precisar de um novo Direito Coletivo que promova o diá logo entre os agentes sociais.” A professora da Universidade do Minho abordou ainda o uso do tempo e os abusos cometidos diante do fato de estarmos disponíveis a qualquer hora em qualquer lugar. “Temos de colocar a dignidade da pessoa humana na centralidade das discussões.” REFORMA TRIBUTÁRIA

Marcelo Salomão, mestre em Direito Tributário, instigou os participantes a refletirem sobre as duas propostas de reforma tributária atualmente em discussão. “Será que a constituição precisa de reforma?”, questionou o professor, complementando com a informação de que o sistema tributário brasileiro é considerado por especia listas internacionais um dos cinco melhores do mundo. “O problema é que as normas infraconstitucionais não cumprem a Constituição.” De acordo com o professor, dificilmente a reforma tributária proporcionará a tão desejada redução na carga tributária. “Querem transformar nove impostos em um [PEC 110/2019]. Mas, como conci liar os interesses da União, dos Estados e dos municípios?”. Crítico do fato de haver dois projetos em tramitação, e não apenas um, Marcelo afirmou que é uma pena o fato de os dois projetos estarem focados no consumo e não na renda, como acontece na Europa. “Olhem para o setor de vocês e pensem bem antes de dizer que a solução é a reforma.” A Abigraf aproveitou o encontro para entregar os troféus aos vencedores do XXV Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos Theobaldo De Nigris, promovido pela Conlatingraf (veja página xx).


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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Foto: Messe Düsseldorf, Constanze Tillmann

Markus Heering

A solução está na qualificação Revista Abigraf aproveitou o Pré-Drupa 2020, realizado pela ABTG e a Emme Brasil (ver matéria na página 43), para entrevistar o diretor da associação alemã de fabricantes de máquinas e equipamentos (VDMA), Markus Heering. A turnê mundial de divulgação da feira alemã começou em 10 de setembro, na Cidade do México e percorre 27 países, nos cinco continentes, até março do próximo ano. No dia 3 de outubro foi feita a apresentação em São Paulo, no auditório da Escola Senai Theobaldo De Nigris. Acompanhe os principais pontos dessa conversa.

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O estudo mais recente da Messe Düsseldorf, o Drupa Global Trends, indica que os gráficos, em geral, estão otimistas. Por quê? Há mais de uma década o setor passa por uma transformação, mas por outro lado, o negócio gráfico entrou num período de estabilização. Como sempre, onde há transformações há oportunidades. Se olhamos para as embalagens, esse mercado está crescendo mundialmente, com taxas entre 3% e 4% nos mercados já desenvolvidos, e entre 8% e 10% nos em desenvolvimento. Além da busca pela lucratividade, qual é na sua opinião o maior desafio para as gráficas hoje? Pensando nas gráficas ao redor do mundo veremos a mesma situação. Os clientes querem ter o seu produto entregue no prazo, com mais qualidade do que o trabalho anterior e com menor preço. O ponto é como a empresa reage a isso. Acredito que a resposta esteja na combinação entre aporte tecnológico — que abre oportunidades como a automação — e uma equipe muito bem treinada. E essa é uma questão delicada. Em alguns mercados como o alemão temos questões envolvendo os funcionários, relacionadas aos investimentos e aos custos trabalhistas. Soma-se a isso as mudanças demográficas. Hoje na Alemanha 60% da população tem mais de 50 anos, o que torna os custos trabalhistas ainda mais altos do que em outros países. A automação, a digitalização e a mudança do perfil de artes gráficas para o industrial é algo que muitas gráficas têm de fazer. Um bom exemplo são as gráficas online, que têm aproveitado as transformações de forma lucrativa e vêm crescendo entre 10% e 15% ao ano. A solução está na educação. Em algumas regiões, como na Ásia e mesmo na América Latina, percebemos como a falta de qualificação da mão de obra pode prejudicar empresas que estão atua lizadas em relação à tecnologia, mas não conseguem usufruir de todos os benefícios dos sistemas pelo desconhecimento dos colaboradores. E o maior desafio para os fornecedores? Nossos desafios são diferentes. O mais óbvio está no fato de os clientes estarem mudando. Tradicionalmente, o setor era formado por empresas fami liares que atuavam dentro do conceito de artes gráficas. O fornecedor conhecia o dono da empresa, o qual encontrava anualmente ou a cada quatro, cinco anos para a compra de uma nova máquina. Isso mudou para uma estrutura industrial. O investimento em

equipamento de impressão é muito mais alto do que há um par de anos. A obtenção de crédito para o financiamento dos investimentos também é um problema, uma vez que os bancos têm dúvida com relação ao futuro do negócio. A automação também pode ser um desafio. O que vemos em algumas áreas é que os próprios gráficos não estão certos sobre o futuro. Se o cliente não sabe, não tem ideia do que vem pela frente, não vai investir em novas tecnologias. Nós, como fabricantes, temos de informar os clientes sobre as oportunidades, as possibilidades, dar a nossa visão mostrando que vale a pena acreditar. Ainda se discute na Alemanha e na A automação, a Europa a morte do livro impresso? digitalização e a Essa discussão surge de tempos mudança do perfil de em tempos, porém o segmenartes gráficas para o to editorial mudou e ainda está industrial é algo que mudando. Eu acho que a questão muitas gráficas têm não está apenas na concorrência de fazer. Um bom com o e-book e a mídia eletrônica. exemplo são as Nós vemos que os altos volumes gráficas online, que não acontecem mais, há uma tendência das baixas tiragens. têm aproveitado as Se for preciso imprime- se metransformações de nos de forma mais frequente, o forma lucrativa e vêm que significa que a flexibilidade crescendo entre 10% é um desafio para os impressores e 15% ao ano. de livros. Eu pessoalmente acredito no futuro do livro impresso, talvez não na forma como vimos até hoje. Um exemplo são os photobooks, populares na Alemanha e na Europa. A produção é a mesma, mas não no volume. Eu acredito que a leitura de livros impressos no futuro será um luxo. Os jovens, por exemplo, buscando se afastar das telas, podem enxergar na leitura de livros convencionais uma oportunidade para o detox digital. Mas o livro impresso mantém sua importância na Alemanha e na Europa, ainda mais do que na América do Norte e na Ásia, onde o e-book e a leitura nos celulares está mais disseminada. Com relação à impressão funcional, sobre substratos como cerâmica, tecido, produtos voltados para o mercado de decoração, há gráficas atuando nessa área na Europa? Não a indústria gráfica clássica. É outro negócio. Não vemos, por exemplo, uma gráfica que produz embalagens dizer que vai imprimir tecido ou circuitos eletrônicos. Isso não funciona. setembro /novembro 2019

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Embalagens de papel mantêm curva ascendente no primeiro semestre

BOLETIM ECONÔMICO Nº 3

A atividade de impressão e reprodução de gravações acumula queda de 8,9% no primeiro semestre de 2019’’ Fonte: PIM-PF /IBGE

Agosto de 2019 Dados de janeiro a junho de 2019

18

F

oi divulgado no final de setembro o terceiro Boletim Econômico da Afeigraf, As­so­cia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para Indústria Gráfica. Os números sinalizam o encolhimento de 5,9% no segmento gráfico, na comparação entre junho de 2019 e igual pe­r ío­do no ano passado. Entre as seis atividades analisadas para a definição do desempenho geral da indústria gráfica, a única que segue com números positivos é a fabricação de embalagens em papel, papel-cartão e papelão ondulado, com elevação de 2,4% na comparação entre junho de 2019 e junho de 2018, e de 2,9% confrontando-​­se o desempenho no primeiro semestre deste ano com o resultado de 2018. O boletim trimestral é na verdade a face visível de um trabalho que a Afeigraf iniciou no começo de 2019, Desempenho geral do setor que é o acompanhamento do comportamento do mercado por meio do estudo dos números do setor. A entidade contratou uma empresa es­pe­c ia ­l i­z a­d a, a Web­se­to­r ial Consultoria Econômica, que desde então vem se debruçando sobre os indicadores dos vá­r ios segmentos que compõem o universo da impressão. Até agora os boletins têm trazido o cruzamento de dados se­cun­d á­r ios pro­ ve­n ien­tes de organizações governamentais e entidades de classe como IBGE, Receita Federal, Banco do Brasil e F ­ iesp. Mas o alvo da

Crescimento em alguns segmentos atendidos pela indústria gráfica, como produtos alimentícios (0,2%) e fabricação de bebidas (5,7%), pode explicar elevação de 2,9% na produção de embalagens de papel no primeiro semestre, segundo o Boletim Econômico da Afeigraf.

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica.

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Brasil. O setor industrial acumulou queda de 1,6%, nos seis primeiros meses de 2019. Entre as atividades, as indústrias extrativas (-13,7%) exerceram a maior influência negativa sobre o resultado do índice. Entre os setores relacionados à indústria gráfica ou consumidores de seus produtos, destacamos os seguintes desempenhos no semestre e em doze meses, respectivamente: fabricação de produtos alimentícios (0,2% e -4,6%); fabricação de bebidas (5,7% e 2,0%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,1% e 3,3%); fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-0,4% e 2,8%); impressão e reprodução de gravações (-8,9% e -4,7%). A atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos acumula queda de 10,4% no semestre e de 6,8% em doze meses. A indústria acumula nos últimos doze meses queda de 0,8% e permanece com a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018. Na comparação de junho de 2019 com junho de 2018, a indústria encontra-se retraída em 5,9%.

Jorge Maldonado

REVISTA ABIGR AF  setembro /novembro 2019

Raymond Trad

Afeigraf, como comenta Jorge Maldonado, membro do grupo de estudos econômicos, é a coleta e análise de dados pri­m á­r ios, com informações obtidas diretamente nas gráficas. “É nesse estágio que estamos agora e as informações que vamos obter serão de vital importância”, afirma Maldonado. A meta é desenhar um panorama detalhado do setor gráfico no Brasil, desde o contingente de gráficas ativas, passando pelo perfil dessas empresas, os fatores que têm in­f luen­cia­do o desempenho de cada parcela do mercado, até a movimentação na demanda por equipamentos, sistemas e insumos. “Há tempos a indústria gráfica convive com a ausência de números. Nos faltavam parâmetros que indicassem para onde estamos caminhando, os hábitos de investimento, curvas de rentabilidade. Dessa lacuna nasceu esse trabalho”, comenta Raymond Trad, também integrante do grupo de estudos econômicos da Afeigraf. Os primeiros resultados da pesquisa devem ser divulgados no início de 2020. “Por enquanto temos retratos de momento que estão sendo compartilhados com o mercado por meio dos boletins. Com o tempo, essas fo­to­g ra­f ias vão compor um filme indicando ten­dên­cias que nos permitirão fazer projeções ba­sea­das em dados reais”, diz Ludwig All­goe­wer, presidente da Afeigraf. Os as­so­cia­dos da entidade terão acesso às análises completas e os dados gerais con­ti­nua­rão a ser divididos com o mercado por meio dos boletins econômicos e através de newsletter. AFEIGRAF www.afeigraf.org.br


Müller Martini –Your strong partner. A encadernadora compacta de lombada quadrada VAREO é ideal para acabamento de impressos offset e digital. A VAREO, com acionamento por servo-motores independentes em cada uma das suas 3 garras, e com velocidade máxima de 1.350 ciclos por hora, oferece ótima flexibilidade, usando adesivos Hotmelt ou PUR! Não importa se as tiragens são médias, pequenas ou até mesmo 1 único exemplar por pedido, a VAREO é a encadernadora «todo terreno» para máxima qualidade. Graças aos tempos de ajuste extremamente curtos (menos de um minuto na troca de formato A4 para A5), e ajustes instantâneos da espessura, a VAREO é ideal para produzir de forma econômica e sem perdas.

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A força que vem do Sul

Pela primeira vez, a hegemonia do Sudeste foi rompida no Prêmio Fernando Pini. Empresas da Região Sul emplacam 172 produtos finalistas, enquanto São Paulo e Espírito Santo ficam com 123. Por: Tânia Galluzzi

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abrangência nacional é perseguida pelo Prêmio Fernando Pini desde o início dos anos 2000. Em 2004, ABTG e Abigraf comemoravam o fato de a edição daquele ano ter motivado a inscrição de empresas de 14 Estados, cinco a mais do que em 2003, saudando a expansão geográfica do certame. Agora o Fernando Pini quebra uma nova barreira. Pela primeira vez o Sul ultrapassa o Sudeste em número de trabalhos inscritos e finalistas, consolidando o

que o coordenador do Fernando Pini, Francisco Veloso, chama de cultura pró-prêmio. “Os concursos regionais no Paraná e Rio Grande do Sul já têm forte tradição e presença importante no concurso nacional, atuação reforçada com a criação da versão catarinense, em 2017. O resultado de 2019 rompe a preponderância paulista, que era uma característica do Prêmio Fernando Pini.” Os vencedores dos concursos regionais são automaticamente inscritos como finalistas no prêmio nacional.


INSCRITOS POR ESTADO ESTADO

Neste ano, a Região Sul soma 172 produtos finalistas (Santa Catarina 31, Paraná 92 e Rio Grande do Sul 49), de 41 empresas, contra 123 da Região Sudeste (São Paulo 122 e Espírito Santo 1), produzidos por 37 gráficas. No total, 151 empresas, de 15 Estados, enviaram 1.122 produtos para o concurso, sendo 658 do Sul e 287 do Sudeste. Em 2018, 1.165 produtos e 160 organizações disputaram os troféus. Além da excelência sulista, Francisco Veloso destaca outro aspecto desta edição. “No ano passado vimos a expansão da impressão digital no prêmio, o que é natural por refletir a penetração da tecnologia no mercado brasileiro. Porém, ela está limitada às baixas tiragens”, afirma o coordenador do certame. “Assim como em 2018, nesta edição o digital continua presente em trabalhos diferenciados, quase conceituais. Obviamente, os custos para grandes tiragens são mais altos, mas sinto falta de produtos de maior volume, principalmente na indústria de embalagens, como vemos lá fora.” Ele credita o fato à ausência de projetos estruturados dentro dos convertedores. Olhando para os produtos, os destaques de 2019 segundo Veloso são rótulos e livros. “Os rótulos sempre apresentam inovações interessantes, com combinações criativas que integram muito bem os recursos gráficos ao design das peças.” Nos

EMPRESAS

FINALISTAS POR ESTADO

PRODUTOS

ESTADO

EMPRESAS

PRODUTOS

AL

2

5

CE

2

2

CE

6

69

ES

1

1

ES

1

5

GO

1

1

GO

1

1

PE

3

3

MA

4

12

PR

17

92

PE

12

48

RS

14

49

PI

4

11

SC

10

31

PR

31

280

SE

1

1

RJ

1

1

SP

36

122

RN

1

1

Total

85

302

RS

21

184

SC

15

194

SE

2

22

SP

48

281

TO

2

8

151

1.122

Total

livros, chamaram a atenção do coordenador as obras em capa dura, com soluções diferenciadas como costura aparente. FORNECEDORES

Com relação ao regulamento deste ano, Veloso ressaltou a cria ção da categoria Inovação Tecnológica para os fornecedores. Diferente das demais 17 cate gorias, nas quais concorrem por meio da votação das gráficas finalistas, na nova categoria

equipamentos, soft wares, matérias-primas, insumos e prestação de serviço são avaliados, a partir de descritivo técnico, por uma comissão formada por jurados do Fernando Pini. “Tivemos vários inscritos, com cases interessantes. Essa categoria promete”, diz Veloso. Assim como as gráficas, os fornecedores vencedores serão conhecidos no dia 26 de novembro, em festa no Espaço das Américas, em São Paulo. Mas duas categorias já têm vencedor. Falta apenas com quais produtos. A Ipsis emplacou cinco finalistas na categoria Livros Culturais e de Arte e são da Primi as cinco peças que concorrem em Impressos de Segurança.

Conheça nas páginas seguintes as empresas e os trabalhos finalistas que disputarão os troféus deste ano.

INSCRIÇÕES

FINALISTAS

1.122 produtos 151 empresas 15 Estados

302 produtos 85 empresas 9 Estados

21


Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXIX Prêmio Fernando Pini, no dia 26 de novembro de 2019.

LIVROS Livros de Texto Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Lei de Drogas Cliente: Rodrigo Mendes Delgado Eskenazi Indústria Gráfica Produto: O Naturalista Cliente: Editora Gente Geo-Gráfica e Editora Produto: O Diário de Nisha Cliente: Darkside Geo-Gráfica e Editora Produto: A Pequena Sereia & O Reino das Ilusões Cliente: Darkside Geo-Gráfica e Editora Produto: Jesus Freak Cliente: Basileia Editora e Distribuidora Geográfica Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: O Tempo da Cerâmica – Denise Stewart Cliente: Editora Superbacana Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rio – Rafael Duarte Cliente: Bambalaio Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Gabriel Wickbold, 2ª edição Cliente: Gabriel Wickbold Ipsis Gráfica e Editora Produto: Marina Linhares – Alguém Passa por Aqui e Deixa Alguma Coisa Cliente: Marina Linhares Decoração de Interiores Ipsis Gráfica e Editora Produto: Yutaka Toyota – Conversa com o Universo Cliente: Ateliê Yutaka Toyota Marcenaria e Serralheria Artesanal Livros Institucionais Corgraf Gráfica e Editora Produto: 70 Anos Fecomércio Paraná Cliente: Federação do Comércio do Paraná Elbert Indústria Gráfica Produto: Cia. Teatral em Cena Cliente: Associação Cia. Teatral em Cena

Associação Nóbrega de Assistência e Educação Social Produto: Oswaldo 80 Anos Cliente: Instituto Independente do Livro Maxi Gráfica e Editora Produto: This is Latin America Cliente: Ebanx Maxi Gráfica e Editora Produto: O Voo da Juriti Cliente: Cooperativa Juriti Livros Infantis/Juvenis Ipsis Gráfica e Editora Produto: HQ Lady Killer Cliente: DarkSide Entretenimento FTD Educação Gráfica e Logística Produto: O Museu da Emília Cliente: FTD Educação FTD Educação Gráfica e Logística Produto: De que Cor é o Vento Cliente: FTD Educação Malires Gráfica Editora Produto: Os Sete Amigos Cliente: Humanidades Educação Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Chapeuzinho e o Leão Faminto Cliente: Brinque Book Editora Livros Ilustrados e Livros Técnicos Tipotil Indústria Gráfica Produto: Orquídeas Nativas de Florianópolis Cliente: Marcelo Vieira Nascimento Ipsis Gráfica e Editora Produto: Apenas um Olhar Cliente: Fabienne Bezerra Ipsis Gráfica e Editora Produto: Brasil Arquitetura e Decoração – Ícones Cliente: Victória Books Maxi Gráfica e Editora Produto: Tfádalo – A Arte da Culinária Árabe Cliente: Saben Forma Certa Gráfica Digital Produto: Lugares de Memórias: Locus e Personas Cliente: Instituto SEB

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Livros Didáticos Gráfica e Editora Posigraf Produto: Coleção Professor SPE G3 Cliente: Editora Positivo FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Coleção Toni Itinerários – Volume 2 – Aluno Cliente: FTD Educação Eskenazi Indústria Gráfica Produto: NexStation 4 – Student’s Book + Passport Cliente: Macmillan do Brasil Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Read My Activities 1S Cliente: International School Gráfica e Editora Posigraf Produto: SPE EM – Volume 1 Cliente: Editora Positivo Guias, Manuais e Anuários Corgraf Gráfica e Editora Produto: The Book Made by Dani Dalledone – Amigurumis Cliente: Danielle Dalledone Reback Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Manual Eneagrama Cliente: Eneagrama Leograf Gráfica e Editora Produto: Guia Atlax Cliente: Editora DMR P+E Galeria Digital Produto: Anuário do Clube de Criação Cliente: Clube de Criação P+E Galeria Digital Produto: Game de Integração Klabin Cliente: Klabin Photobook Digital ANS Impressões Gráficas Produto: Photobook 1º Ano Maite Cliente: Fabiane Fraga Grafiset Produto: Photobook Laura Reis Cliente: Rodrigo Reis World Laser Impressões Produto: Photobook Costa Amalfitana Cliente: HT Moto Turismo

Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Photobook Gabriel Cliente: Michele Szurmiak P+E Galeria Digital Produto: Photobook Bope Cliente: Guto Ambar

REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Tipotil Indústria Gráfica Produto: Archive Cliente: Romeu Correa – Lúrzer’s Int’l Archive Ipsis Gráfica e Editora Produto: Constance Zahn Weddings nº 6 – Edição Anual Cliente: Constance Borges Zahn Ipanema Gráfica e Editora Produto: Opus 29 Cliente: Opus Incorporadora Eskenazi Indústria Gráfica Produto: POP-SE Cliente: A2 Design Gráfico Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Caderno Globo Cliente: Globo Comunicação Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Praça Nilo, Julho 2018 Cliente: Wolens Empreendimentos Imobiliários Ipsis Gráfica e Editora Produto: Expressions nº 100, Edição Especial Cliente: SM Silver Magazine Midiograf – Benvenho Produto: Loofting – Jeans Wear Cliente: Loofting Confecções Maxi Gráfica e Editora Produto: ABC Design Cliente: In-Folio Editora


Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Agência Cliente: Editora Meio & Mensagem Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Hellograf Artes Gráficas Produto: Almanaque Porto Sustentável Cliente: Governo do Estado do Paraná Graciosa Gráfica e Editora Produto: Vamos Cuidar dos Dentes Brincando – Reedição Cliente: Sesc Midiograf – Benvenho Produto: Educação Ambiental Cliente: Instituto Sicoob Malires Gráfica Editora Produto: Come & Play Cliente: Influx Revistas Institucionais Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: A União Faz a Vida – Sicredi Pioneira Cliente: Sicredi Pioneira RS Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Todeschini 80 Anos Cliente: Todeschini Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rev. Nacional 14 Cliente: Ipsis Gráfica e Editora Braspor Gráfica e Editora Produto: Mostra Artefacto 2019 Cliente: Zkat Serviços Gráficos Malires Gráfica Editora Produto: Pré-Impressão nº 116 Cliente: Sigep

JORNAIS Jornais Diários Impressos em ColdSet Editora Jornal do Commercio Produto: Jornal do Commercio, edição 18/06/2019 Cliente: Jornal do Commercio Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S. Paulo, edição nº 32.905 Cliente: Empresa Folha da Manhã S.A. O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo, edição 29/07/2019, nº 45.940 Cliente: O Estado de S. Paulo S.A. O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo, edição 02/09/2019, nº 45.975 Cliente: O Estado de S. Paulo S.A. O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo, edição 04/09/2019, nº 45.977 Cliente: O Estado de S. Paulo

Jornais de Circulação Não Diária Corgraf Gráfica e Editora Produto: Jornal Report 360 g Cliente: Opus Múltipla Comunicação Integrada Gráfica e Editora Posigraf Produto: Jornal Gazeta do Povo Cliente: Gazeta do Povo Elbert Indústria Gráfica Produto: Jornal Bellatendenza Cliente: Móveis e Decoração Bellacatarina Gráfica Natal Editora Produto: Jornais Ô Catarina Cliente: Fundação Catarinense de Cultura Plural Indústria Gráfica Produto: Le Monde Diplomatique Brasil, edição 137 Cliente: Le Monde Diplomatique Brasil

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos Convencionais com e sem Efeitos Especiais 43 Gráfica e Editora Produto: Nescafé Origens do Brasil Cliente: Nestlé Brasil Gráfica Rami Produto: Special Dog Prime 18 litros Cliente: Poliotto Importação e Exportação de Plásticos Gráfica Rami Produto: Vinagre Divino 750 ml Cliente: Dom Divino Alimentos Gráfica Rami Produto: Aguardente Composta Ouro 965 ml Cliente: Companhia Muller de Bebidas Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Use Collor Pó Descolorante White 500 g Cliente: Rei dos Cosméticos Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Ogg Digital Gráfica Produto: Cervejaria Haus Bier Cliente: Haus Bier Gráfica Nova Fátima Produto: Salaminho Frimesa Cliente: Frimesa Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Chocolate Enigma Wheatwine Cliente: Salvador Ind. Com. de Cervejas Artesanais Brazicolor Indústria Gráfica Produto: L’Jaica Witbier Cliente: L’Jaica Cervejas Artesanais

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Degráfica Impressos Produto: Chá Baobah Cliente: Indústria de Sucos Quarta Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Alem Bier Dark Sour Cliente: Vinhos Monte Reale Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Giaretta Reserva Bella Merlot Rosé Cliente: Vinícola Giaretta Automação Comércio e Indústria de Impressos Produto: SR Mosteiro 500 ml Cliente: Dreher Cervejas Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Fino Chardonnay Cliente: Caderode Indústria de Móveis Mack Color Gráfica Produto: Spiced Rhum San Basile Cliente: Destilaria Bizantina Ind. Com. de Bebidas Etiquetas 43 Gráfica e Editora Produto: Tag Bollz Amêndoa 50% Cacau Cliente: Chocolates Weissburg Grafiset Produto: Barber Shop Cliente: QOD Barbershop Grafiset Produto: Barber Shop 2 Cliente: QOD Barbershop Malires Gráfica Editora Produto: Etiqueta Cadarço Cliente: JL Cadarços Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Tag Grampo Envoke Cliente: Envoke

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos ANS Impressões Gráficas Produto: Caixa para Postais Cliente: Tag Comércio de Livros Rosset Artes Gráficas e Editora Produto: Teste da Bochechinha Cliente: Mendelics Análise Genômica Ibratec Gráfica Produto: Cartucho Luminous White Edição Limitada Cliente: Colgate Malires Gráfica Editora Produto: Happy Baby Cliente: Lik Luc Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Embalagem Caneca Cliente: Escudero

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos 43 Gráfica e Editora Produto: Casillero del Diablo – Reserva Natal 2018 Cliente: VCT – Vinícola Concha y Toro Leograf Gráfica e Editora Produto: Embalagem Welcome Offer – Intenso 100 cápsulas Cliente: Nespresso 43 Gráfica e Editora Produto: Kit Kat Chocolatory – I Love Brazil Cliente: Nestlé Brasil 43 Gráfica e Editora Produto: Kit Kat Chocolatory – I Love Gringos Cliente: Nestlé Brasil 43 Gráfica e Editora Produto: Kit Kat Chocolatory – I Love Dark Cliente: Nestlé Brasil Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais 43 Gráfica e Editora Produto: Casillero del Diablo – Reserva Natal 1920 Cliente: VCT – Vinícola Concha y Toro Grafdil Impressos Produto: Caixa para Bombons Sabores Clássicos Cliente: Chocolates Vienna Gráfica Celer Produto: Caixa para Tablete 100 g Cliente: Chocolate Caseiro Planalto Emibra Ind. Com. de Embalagens Produto: Flocos de Neve Cliente: Kopenhagen Emibra Ind. Com. de Embalagens Produto: Enfeite Minikop Cliente: Kopenhagen Embalagens de Micro-Ondulados com e sem Efeitos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Embalagem Roca Select Cliente: Incepa Revestimentos Cerâmicos Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cesta de Natal Holanda Cliente: Overseas Import. Export. de Cosméticos Grafdil Impressos Produto: Caixa Fueltech FT450 com alça Cliente: Fueltech Gráfica Suprema Embalagens Produto: Caneca 60 Anos Cartonagem Jauense Cliente: Cartonagem Jauense Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Embalagem 2 Cervejas Dunkel Cliente: Asgard Cervejaria Embalagens Sazonais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Prepare-se para Invasão Roxo e Rosa – Tic Tac Cliente: Studio Madcreative Design


ˍperfeição em destaque

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Produtividade e ergonomia

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Ótima Gráfica Produto: Caixa Colcci Cliente: Colcci P+E Galeria Digital Produto: Caixa Articulada Vingadores Cliente: Promomania/Cinemark 43 Gráfica e Editora Produto: Essencial Feminino – Natal 2019 Cliente: Natura 43 Gráfica e Editora Produto: Humor Miniembalagem Natal 2019 Cliente: Natura Sacolas Printbag Embalagens Produto: Sacola Lacoste Cliente: Lacoste Malires Gráfica Editora Produto: Sacola Passion 2019 Cliente: Passion du Chocolat Leograf Gráfica e Editora Produto: Sacola Farm Cliente: Farm Rio Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Congresso ABC 2019 Cliente: ABC – Associação Brasileira de Cosmetologia Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Prêmio Embanews 2019 Cliente: Embanews Embalagens Flexíveis Impressas em Flexografia 43 Gráfica e Editora Produto: L Carnitine 3000 – Suplemento Cliente: ADS 43 Gráfica e Editora Produto: Rótulo para Antitranspirante Jato Seco BOCC Bella Woman 150 ml Cliente: BOCC Comércio de Perfumaria Gráfica Fatimense – Catuaí Rótulos Produto: Cerveja Tomorrowland Cliente: Farra Bier Tiliform Indústria Gráfica Produto: Embalagem Linea Stévia Forno e Fogão – Stand-Up Pouch Cliente: Linea Alimentos Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Promocional Abre Cliente: Abre – Associação Brasileira de Embalagem Embalagens Impressas em Suportes Metálicos – Latas Industriais para Alimentos e Bebidas Metalgráfica Renner Produto: Embalagem Cônica 99 – Gran Mestri Cliente: Gran Mestri Doceira Campos do Jordão (Santa Edwiges) Produto: Linha Lata Puxador Sam’s – Sequilho e Butter Gotas de Chocolate Cliente: Santa Edwiges

Doceira Campos do Jordão (Santa Edwiges) Produto: Lata Laço Butter Cookies 150 g Cliente: Santa Edwiges Doceira Campos do Jordão (Santa Edwiges) Produto: Kit Premium Latão Cliente: Santa Edwiges

PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes Braspor Gráfica e Editora Produto: Cartazete Original Cliente: Ambev Malires Gráfica Editora Produto: Star Wars Cliente: Amaury Alves Filho Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartaz Nós Somos o Meio Cliente: Erasto Braspor Gráfica e Editora Produto: Cartazete Stella Cliente: Ambev P+E Galeria Digital Produto: Pôster Bope Cliente: Guto Ambar Catálogos Promocionais e de Arte sem Efeitos Gráficos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: There For You – Rocca Cerâmica Cliente: Incepa Revestimentos Cerâmicos Nova Gráfica e Editora Produto: Educatius Cliente: Educatius International Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Le Riad Bontempo Cliente: Novotempo Franchising Editora Gráficos Burti Produto: Catálogo Juliana Paes – Triumph Cliente: Triumph Midiograf – Benvenho Produto: Catálogo Dygran + Size Cliente: Dygran Confecções Catálogos Promocionais e de Arte com Efeitos Gráficos Especiais Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Catálogo Etnos Cliente: Santander Cultural Cromo Gráfica e Editora Produto: Catálogo Pituchinhu’s Mini Cliente: Pituchinhu’s Ind. Com. Confecções Grafitusa Produto: Trendbook Cliente: Biancogres P+E Galeria Digital Produto: Portfólio Leo Burnett Cliente: Agência Leo Burnett P+E Galeria Digital Produto: Catálogo Nissin Cliente: Agência Dentsu Brasil/Nissin

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setembro /novembro 2019

Relatórios de Empresas Hellograf Artes Gráficas Produto: Sanpac Tecnologia Ambiental Cliente: Sanpac Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Relatório de Sustentabilidade Cliente: Alliance One Grafiset Produto: Jeito Santa Casa de Ser Cliente: Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Ipsis Gráfica e Editora Produto: Relatório Anual de Sustentabilidade 2018 – Grupo Sabemi 45 Anos Cliente: Sabemi Seguradora Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Museu do Amanhã Cliente: Museu do Amanhã Folhetos Publicitários Corgraf Gráfica e Editora Produto: Aqui Dentro Está a Solução Definitiva Cliente: Dow Agrosciences Industrial Hellograf Artes Gráficas Produto: Feras In Wonderland Cliente: Multiplicativa Hellograf Artes Gráficas Produto: Nossa Tradição é Inovar Cliente: Famiglia Zanlorenzi Gráfica Volpato Produto: Portfólio Mineirinho Pão de Queijo Cliente: Mineirinho Pão de Queijo Ideograf – Gráfica e Editora Gaúcha Produto: Fôlder Sirena Cliente: Dallasanta Empreendimentos Kits Promocionais ANS Impressões Gráficas Produto: Santa Lata Speciale Cliente: Dio Santto Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Kit 4 Sal para Churrasco Cliente: Gonzalo P+E Galeria Digital Produto: Caixa Kit Smirnoff Cliente: CP+B/Diageo Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Kit para 19 Amostras – Promocional Cliente: Vivix P+E Galeria Digital Produto: Vortex Cliente: Vortex Midia Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa Ativaonline Gráfica e Editora Produto: Glorifier Capim Limão Cliente: L’Occitane

MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Ray-Ban Holliday Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Arnette Small Window Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Avon Sun Care+ Cliente: Avon Cosméticos Typebrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Cubo Frozen Cliente: SC Johnson Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Portal Ajax Cliente: Colgate Palmolive Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Mala Bienal – Display de Livros Cliente: Learning Factory Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Standee Harry Potter Cliente: Universal Studios MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Bvlgari Super Trade Light Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Chão Oakley AFA Sport Good Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos Calendários de Mesa e de Parede Gráfica Natal Editora Produto: Calendário 2019 Cliente: Essential Editora Ye Produto: Calendário Calçadas SP Cliente: Arjowiggins / Calçadas SP / Yemni FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Calendário Ressignificarte 2019 Cliente: FTD Educação Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Calendário Macopá Cliente: Macopá Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Calendário Dale Cliente: Dale Carnegie

COMERCIAL Cartões de Mensagem Infographics Gráfica & Editora Produto: Convite Caixa Faculdade 8 de Julho Cliente: Faculdade 8 de Julho


Midiograf – Benvenho Produto: Marca Páginas Geek Freak Cliente: Midiograf Personale – Impressão Digital Malires Gráfica Editora Produto: Dia da Mulher Biogênisis Cliente: Biogênises Bagô Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Cartão Mensagem Aniversário Cliente: Fiep P+E Galeria Digital Produto: Cards de Mensagens Tarot Audi Cliente: Almap/Audi Convites em Geral Gráfica Natal Editora Produto: Malas Diretas Ultra Pool Party Cliente: P12 Impresul Serviço Gráfico Produto: Convite Maria Cristina Cliente: Maria Cristina Patrzykot Ans Impressões Gráficas Produto: Convite Maria Eduarda Cliente: Luciane de Bem Ans Impressões Gráficas Produto: Convite 15 Anos Mariana Cliente: Claudia Rosane Malires Gráfica Editora Produto: Convite Vingadores Nicolas 7 Anos Cliente: Marcelo Giovanonni Convites de Formatura Corgraf Gráfica e Editora Produto: Colação de Grau PUC PR 2019 Cliente: Associação Paranaense de Cultura Hellograf Artes Gráficas Produto: As Mil e Uma Noites Cliente: Multiplicativa Ideograf – Gráfica e Editora Gaúcha Produto: Convite Arquitetura Urbana Cliente: Traços Design Malires Gráfica Editora Produto: Engenharia Elétrica Federal Cliente: Stillus Convites Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Convite de Formatura Curso de Medicina Turma 2018 Cliente: Studio Aquatro Cartões de Visita Arcus Indústria Gráfica Produto: Cartão de Visita Cliente: Acrel Importadora Grafiset Produto: Trybo Design Cliente: Trybo Design Print Gráfica e Serviços Produto: Cartão de Visita Impresso no Acrílico com Corte a Laser e Verniz Cliente: Pet Shop

Midiograf – Benvenho Produto: Cartão de visita – Divertidamente Salon Cliente: Divertidamente Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartão Eneagrama Cliente: Eneagrama Papelarias, Certificados e Diplomas Mércur Embalagens e Etiquetas Produto: Uau Cliente: Uau Propaganda Gráfica Natal Editora Produto: Pastas Juliana Bicca Cliente: Juliana Bicca Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Pasta Me Gusta Cliente: Me Gusta Propaganda Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Pasta Renata Cliente: Renata Marques Arquitetura e Urbanismo Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Certificado Dale Cliente: Dale Carnegie Impressos de Segurança Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança Cliente: Iris-Id Adm Primi Tecnologia Produto: Selo de Inspeção Veicular Cliente: Centro de Inspeção Veicular Primi Tecnologia Produto: Para-brisa – GNV 1 Cliente: Centro de Inspeção Veicular Primi Tecnologia Produto: Certificado de Competência 1 Cliente: Iris-Id Adm Primi Tecnologia Produto: Selo Lacre de Segurança Cliente: Topazio Imperial Cadernos Escolares em Conformidade com a Norma ABNT NBR 15733 Ótima Gráfica Produto: Caderno Fichário Allegro Cliente: Varejistas de Papelaria e Presentes Bignardi Ind. Com. de Artef. de Papéis Produto: Caderno Espiral Universitário C.D. 1x1 – 96 folhas Harry Potter Cliente: Diversos Bignardi Ind. Com. de Artef. de Papéis Produto: Caderno Espiral Universitário C.D. 1X1 – 96 folhas Coca-Cola Cliente: Diversos Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Jolie Pet 10 matérias Cliente: Mercado Nacional Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Assassin’s Creed 10 matérias Cliente: Mercado Nacional

Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Casa Vogue, edição 401 Cliente: Editora Globo Condé Nast Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Vogue, edição 487 Cliente: Editora Globo Condé Nast Gráfica e Editora Posigraf Produto: Revista Gastronomia Angeloni (set/out 2019) Cliente: Angeloni

Cadernos em Geral Tipotil Indústria Gráfica Produto: Cadernos Duas Rodas Cliente: Mythos Produções Gráficas Grafiset Produto: Sonata Cliente: Sonata Brasil Editora Ye Produto: Planner Cliente: Fedrigoni Brasil Papéis Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Fitto Shine Cliente: Mercado Nacional Geo-Gráfica e Editora Produto: Caderno 2019 Cliente: Geográfica Agendas Ótima Gráfica Produto: Planner A5 FC Allegro Cliente: Varejistas de Papelaria e Presentes Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Planner Jornada do Eu Cliente: Luze Design Midiograf – Benvenho Produto: Ponto das Festas Cliente: G. de Almeida R. Okuno Import. Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Agenda Planner Soho M7 Cliente: Mercado Nacional Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Agenda Planner Capricho M5 Cliente: Mercado Nacional Cardápios Impresul Serviço Gráfico Produto: Press Café Cliente: Press Café Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Cardápio Diário de Delícias Cliente: Porto do Cara de Mau Pizzeria Grafiset Produto: Cardápio Spoiler Cliente: Spoiler Midiograf – Benvenho Produto: Menu de Cervejas – Galpão Nelore Cliente: Pubblicitá Comunicação e Marketing Malires Gráfica Editora Produto: King Temaki Cliente: King Temaki

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas em Geral Gráfica e Editora Posigraf Produto: Gastronomia Angeloni Cliente: Angeloni

Catálogos e Folhetos Promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Ciclo 15/2019 Cliente: Natura Gráfica e Editora Posigraf Produto: Catálogo O Boticário (do Natal do Ano Passado – Ciclo 18) Cliente: O Boticário Gráfica e Editora Posigraf Produto: Catálogo O Boticário (de 26/dez. a 31/mar. – São Luís, MA) Cliente: O Boticário Gráfica e Editora Posigraf Produto: Eudora (Ciclo 04/2019) Cliente: Eudora D´Arthy Editora e Gráfica Produto: Tumelero – Bora Fazer Cliente: Tumelero

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Ótima Gráfica Produto: Kit Caixa Quadro Cliente: Ótima Gráfica Rocha Produto: Kit Promocional Cliente: Gráfica Rocha Publi Gráfica e Editora Produto: Kit Publi Gráfica Cliente: Publi Gráfica Provisual Gráfica e Editora Produto: Kit Promocional Provisual Vale do Catimbau 2019 Cliente: Provisual Gráfica Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Brinde Antilhas 2019 Cliente: Antilhas Embalagens Calendários Corgraf Gráfica e Editora Produto: Em 2019, Viva a Vida com Sabedoria! Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Gráfica Nacional Produto: Calendário 2019 Cliente: Gráfica Nacional (Gráfica Willejack) Gráfica Natal Editora Produto: Calendário Gráfica Natal Cliente: Gráfica Natal

27 setembro /novembro 2019

REVISTA ABIGR AF


Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Calendário Belton + Sergraf Cliente: Belton Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Calendário Antilhas 2019 Cliente: Antilhas Embalagens Impressos Promocionais Gráfica Rocha Produto: Catálogo Rocha 2018 Cliente: Gráfica Rocha Impresul Serviço Gráfico Produto: Cubo Mágico Cliente: Impresul Serviço Gráfico e Editora Impresul Serviço Gráfico Produto: Kit cartões Cliente: Impresul Serviço Gráfico e Editora Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Guia de Amostras Cliente: Gráfica Lupatini Typebrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Curso Produção Gráfica MaisType Cliente: MaisType Sacolas Próprias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Sacola Amar É . . . Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Arcus Indústria Gráfica Produto: Sacola Grandes Ideias, Grandes Formatos Cliente: Arcus Ind. Gráfica Gráfica Natal Editora Produto: Sacolas Gráfica Natal Cliente: Gráfica Natal Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Sacolas 30 Anos Cliente: Gráfica Lupatini Gráfica Celer Produto: Sacola Celer Cliente: Gráfica Celer Cartões de Visitas e Papelarias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Papelaria Solução Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Gráfica Rocha Produto: Cartão de Visitas – QR Rocha Cliente: Gráfica Rocha Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Pastas UAW Cliente: Gráfica Lupatini Malires Gráfica Editora Produto: Papelaria Malires Cliente: Malires Gráfica e Editora P+E Galeria Digital Produto: Papelaria P+E Cliente: P+E Galeria Digital

SERIGRAFIA Impressão em Serigrafia Impresul Serviço Gráfico Produto: Tim Pré Cliente: Tim Gráfica Celer Produto: Rótulo Alquimia Nutrioil 120 ml Cliente: London Cosméticos Qualygraf Editora e Gráfica Produto: Tag Black Jack Cliente: Black Jack Sutto Artes Gráficas Produto: Envelope Calçada Paulista Cliente: Portal do Papel Sutto Artes Gráficas Produto: Pôster Cliente: Paper Dot Studio

Impressão Digital em Grandes Formatos Flinkprint Inovação em Impressão Produto: Buddah Cliente: Fabiano Contador Malires Gráfica Editora Produto: Kangoo Pavan Cliente: WO Comunicação Malires Gráfica Editora Produto: Painel Hotel Transilvânia Cliente: Mimi Festas Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Jardim dos 5 Sentidos Cliente: Colégio Erasto Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Árvore Paisagem Cliente: Meg Mousfi

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO

Impressão Digital em Pequenos e Médios Formatos Tecnicópias Reproduções Técnicas Produto: Cartaz Não Desista Cliente: Central de Produções GWUP Ativaonline Gráfica e Editora Produto: Kit Mesa Animação Cliente: L’Occitane Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Foto Bebê Cliente: Meg Mousfi Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Foto Las Vegas Cliente: Luciano dos Santos Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Quadro Vittorine Cliente: Vittorine

Inovação Tecnológica ANS Impressões Gráficas Produto: Caixa para Fatia de Pizza Cliente: Oca de Savoia Estádios Gráfica Celer Produto: Bivar com Acessório Cliente: Ana Paula Griesang Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Inovação Kit Dale Carnegie Cliente: Dale Carnegie Primi Tecnologia Produto: Para-brisa – GNV Cliente: Centro de Inspeção Veicular Geo-Gráfica e Editora Produto: Bíblia Sagrada Nvi Gigante – Um Tempo Especial com Deus Cliente: Geográfica Complexidade Técnica do Processo Ibratec Gráfica Produto: Bico Direcionador para Cartuchos de Detergente em Pó Cliente: Química Amparo Primi Tecnologia Produto: PI – Inspeção Veicular 2 Cliente: Piauí Inspeção Veicular Primi Tecnologia Produto: Para-brisa – GNV 2 Cliente: Centro de Inspeção Veicular P+E Galeria Digital Produto: Caixa Cachorro Pedigree Cliente: Agência Almap/masterfoods Miolo Consultoria em Mídia Impressa Produto: Revista Tupigrafia 12 / Híbrida Cliente: Oficina Tipográfica São Paulo

28 REVISTA ABIGR AF

SINALIZAÇÃO

setembro /novembro 2019

PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS Embalagens Corgraf Gráfica e Editora Produto: Lançamento Malbec Magnetic O Boticário Cliente: O Boticário Franchising Grafdil Impressos Produto: Caixa Maleta para Amostras Cliente: Iriel Ind. Com. de Sistemas Eletrônicos Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Eneagrama Cliente: Instituto Eneagrama Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Estojo Prêmio Abre 2018 Cliente: Abre – Associação Brasileira de Embalagem P+E Galeria Digital Produto: Caixa Copos Johnny Walker Cliente: CP+B/Diageo

Livros Hellograf Artes Gráficas Produto: Vire a Página Cliente: Prefeitura de Curitiba Ipsis Gráfica e Editora Produto: Kuikuro – Rita Barreto Cliente: Editora Origem Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Fato Como Esse Só Cliente: Sandra Bozza P+E Galeria Digital Produto: Livro de Arte Evolution Cliente: Guto Ambar Miolo Consultoria em Mídia Impressa Produto: Tupigrafia 12 / Capas Variáveis Cliente: Oficina Tipográfica São Paulo

DESIGN GRÁFICO Design Gráfico Corgraf Gráfica e Editora Produto: Folhetos Publicitários Aqui Dentro Está a Solução Definitiva Cliente: Dow Agrosciences Industrial Ótima Gráfica Produto: Linha Riccio Cliente: Varejistas de Papelaria e Presentes Imesp – Imprensa Oficial do Estado Produto: A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo Cliente: Imprensa Oficial do Estado Agência CBA B+G Produto: MTV Music Hack Cliente: Viacom Agência CBA B+G Produto: Sinalização Braskem Cliente: Braskem

SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade Ambiental Corgraf Gráfica e Editora Produto: Botica Recicla Cliente: In Vitro Com. de Artigos e Decoração FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Processo de Filtragem e Reúso de Água no Processamento de Chapas Cliente: FTD Educação Gráfica e Logística Plural Indústria Gráfica Produto: Gestão de Resíduos Cliente: Plural Indústria Gráfica Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Melhorias em Sustentabilidade no Setor de Impressão Offset Cliente: Antilhas Embalagens Gráfica e Editora Posigraf Produto: Logística Reversa de Livro Didático Cliente: Gráfica e Editora Posigraf


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PREMIAÇÃO PARANÁ

17º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

Data e Local: 27 de junho, no Campus da Indústria da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Curitiba, acompanhado por cerca de 350 participantes.

A

mplamente aprovadas pelas empresas e público presentes, as mudanças de local e formato do Prêmio Paranaense foram comentadas pelos presidentes do Sistema Sigep/Abigraf-PR . Para Abílio de Oliveira Santana, presidente do Sigep, “a rea lização do prêmio na Fiep quebrou paradigmas ao mostrar que é possível manter a qualidade da premiação e se adequar à rea lidade do mercado”. O presidente da Abigraf-PR , Jair Leite, assim se manifestou: “Esta edição foi um grande sucesso. Percebemos que houve aceitação da maioria em relação à mudança de local e ao formato da cerimônia, mais formal”.

GRÁFICAS PREMIADAS

Gráficas premiadas 15 prêmios: Corgraf ◆ 11 prêmios: Belton e Malires ◆ 7 prêmios: Midiograf ◆ 3 prêmios: Hellograf, Lisegraff e Ótima ◆ 2 prêmios: Posigraf ◆ 1 prêmio: Cambeflex, Fatimense, Hello Acabamentos, MaxiGráfica, Radial e Tuicial Fornecedores premiados 4 prêmios: Quimagraf ◆ 3 prêmios: DeltaE ◆ 1 prêmio: Copygraf, Fujifilm/ Antalis, Heidelberg, Inventário, Perfil, Rio Branco, Sun Chemical e Zênite

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2019

30

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

40 515 14 61

setembro /novembro 2019

Livros de texto: Midiograf ◆ Livros culturais e de arte: Midiograf ◆ Livros Institucionais: MaxiGráfica ◆ Livros infantis/juvenis: Corgraf ◆ Livros ilustrados e livros técnicos: Malires ◆ Livros didáticos: Midiograf ◆ Guias, manuais e anuários: Corgraf ◆ Photobook digital: Belton ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Tuicial ◆ Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais: Posigraf ◆ Revistas infantis/ juvenis ou de desenhos: Hello Acabamentos ◆ Revistas institucionais: Corgraf ◆ Jornais de circulação não diária: Belton ◆ Rótulos convencionais com e sem efeitos especiais: Malires ◆ Rótulos em autoadesivo sem efeitos especiais: Lisegraff ◆ Rótulos em autoadesivo com efeitos especiais: Malires ◆ Etiquetas: Belton ◆ Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos: Corgraf ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos: Malires ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos especiais: Midiograf ◆ Embalagens de micro-ondulados com e sem efeitos especiais: Belton ◆ Embalagens sazonais: Corgraf ◆ Sacolas: Malires ◆ Embalagens flexíveis impressas em flexografia: Fatimense ◆ Pôsteres e cartazes: Belton ◆ Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais: Radial ◆ Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais: Midiograf ◆ Relatórios de

empresas: Corgraf ◆ Folhetos publicitários: Corgraf ◆ Kits promocionais: Lisegraff ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: Belton ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de chão: Lisegraff ◆ Calendários de mesa e de parede: Corgraf ◆ Cartões de mensagem: Malires ◆ Convites em geral: Hellograff ◆ Convites de formatura: Corgraf ◆ Cartões de visita: Malires ◆ Papelarias, certificados e diplomas: Belton ◆ Impressos de segurança: Hellograf ◆ Cadernos escolares em conformidade com a norma ABNT NBR 15733: Ótima ◆ Cadernos em geral: Corgraf ◆ Agendas: Ótima ◆ Cardápios: Midiograf ◆ Produtos próprios – kits promocionais: Ótima ◆ Produtos próprios – calendários: Corgraf ◆ Produtos próprios – impressos promocionais: Corgraf ◆ Produtos próprios – sacolas: Corgraf ◆ Produtos próprios – cartões de visita e papelarias: Malires ◆ Inovação tecnológica: Corgraf ◆ Complexidade técnica do processo: Malires ◆ Impressão digital em grandes formatos: Belton ◆ Impressão digital em pequenos e médios formatos: Belton ◆ Embalagens – baixas tiragens: Hellograf ◆ Livros – baixas tiragens: Belton ◆ Design gráfico: Malires ◆ Sustentabilidade ambiental: Posigraf ◆ Grand Prix – Melhor impressão digital: Malires ◆ Melhor impressão offset plana: Midiograf ◆ Melhor acabamento editorial: Belton ◆ Melhor acabamento cartotécnico: Corgraf ◆ Melhor impressão flexográfica: Cambeflex

FORNECEDORES PREMIADOS Chapas para impressão/Fabricante: Fujifilm/ Antalis ◆ Chapas para impressão/Revenda: Quimagraf ◆ Equipamentos para impressão digital/Fabricante, Revenda: DeltaE ◆ Equipamentos para pré-impressão, sistemas e CtPs/Fabricante: DeltaE ◆ Equipamentos para pré-impressão, sistemas e CtPs/Revenda: Quimagraf ◆ Equipamentos para acabamento gráfico/Fabricante: Heidelberg ◆ Sistema de provas/Perfil ◆ Sistemas de custos, orçamentos, financeiros etc.: Zênite ◆ Tintas e vernizes/ Fabricante: Sun Chemical ◆ Tintas e vernizes/ Revenda: Quimagraf ◆ Papel, cartão para impressão/Revenda: Rio Branco ◆ Papéis especiais, finos e sintéticos/Revenda: Inventário ◆ Distribuidor de insumos gráficos: Quimagraf ◆ Prestador de serviço de acabamento: Copygraf ◆ Software para gerenciamento de cores: DeltaE


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PREMIAÇÃO RIO GRANDE DO SUL

15º Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica

Data e local: 9 de agosto, no Salão de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Público: mais de 300 pessoas, entre empresários, lideranças, gráficos, parceiros, fornecedores e imprensa.

N

a noite de entrega do 15º Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica, Angelo Garbarski, presidente da Abigraf-RS e do Sindigraf-RS, mostrou a sua satisfação em ver o congraçamento da indústria gráfica gaúcha em mais uma edição do concurso. “É um momento de despedida, já que teremos outra diretoria assumindo em 2020. Foi a mais bela cerimônia organizada pela nossa equipe”, ressaltou o dirigente, que encerra em dezembro a sua segunda gestão à frente das entidades.

GRÁFICAS PREMIADAS

Gráficas premiadas 6 prêmios: ANS e Lupagraf ◆ 5 prêmios: Grafiset e São Miguel ◆ 4 prêmios: Impresul ◆ 3 prêmios: Grafdil e RJR ◆ 2 prêmios: Centhury, Celer, Cromo e Ideograf ◆ 1 prêmio: Brazicolor, Degráfica e Ramaje Fornecedores premiados 5 prêmios: Heidelberg ◆ 3 prêmios: Perfil ◆ 1 prêmio: Agfa­Gevaert, Braile, Frantin, Konica Minolta, Passalacqua e Zênite

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2019

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Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

23 314 14 43

setembro /novembro 2019

Livros de texto: Grafiset ◆ Livros culturais, de arte, institucionais, ilustrados, técnicos e didáticos: Ideograf ◆ Livros infantis e juvenis: ANS ◆ Livros/ guias, manuais e anuários: São Miguel ◆ Photobook digital: ANS ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Cromo ◆ Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais: São Miguel ◆ Revistas institucionais: São Miguel ◆ Jornais de circulação não diária: RJR ◆ Rótulos em autoadesivo sem recursos gráficos especiais: Brazicolor ◆ Rótulos em autoadesivo com recursos gráficos especiais: Degráfica ◆ Etiquetas: Grafiset ◆ Adesivos: Grafiset ◆ Embalagens semirrígidas sem recursos gráficos especiais: Celer ◆ Embalagens semirrígidas com recursos gráficos especiais: Grafdil ◆ Embalagens de micro-ondulado com e sem recursos gráficos especiais: Grafdil ◆ Sacolas: ANS ◆ Pôsteres e cartazes: ANS ◆ Catálogos promocionais e de arte sem recursos gráficos especiais: Cromo ◆ Catálogos promocionais e de arte com recursos gráficos especiais: Centhury ◆ Relatórios de

empresas: Lupagraf ◆ Folhetos publicitários: São Miguel ◆ Kits promocionais: ANS ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: São Miguel ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de chão: Impresul ◆ Calendários de mesa e de parede: Lupagraf ◆ Cartões de mensagem: Ideograf ◆ Convites: Lupagraf ◆ Cartões de visita: Grafiset ◆ Papelarias, certificados e diplomas: Lupagraf ◆ Impressos de segurança: RJR ◆ Cadernos em geral: Lupagraf ◆ Agendas: Centhury ◆ Cardápios: Grafiset ◆ Produtos próprios/ kits promocionais: Lupagraf ◆ Impressos de segurança: RJR ◆ Cadernos em geral: Lupagraf ◆ Agendas: Centhury ◆ Cardápios: Grafiset ◆ Produtos próprios/kits promocionais: Lupagraf ◆ Produtos próprios/ calendários: Impresul ◆ Produtos próprios/ impressos promocionais: Impresul ◆ Produtos próprios/sacolas: Celer ◆ Impressão serigráfica: Impresul ◆ Produtos impressos em substratos sintéticos (PVC ou PP): Grafdil ◆ Inovação tecnológica: ANS ◆ Complexidade técnica do processo: Ramaje ◆ Design gráfico: RJR

FORNECEDORES PREMIADOS Chapas para impressão/Fabricante: Agfa­Gevaert ◆ Chapas para impressão/Revenda: Heidelberg ◆ Equipamentos de impressão plana/Fabricante, Revenda: Heidelberg ◆ Equipamentos de impressão digital/Fabricante: Konica Minolta ◆ Equipamentos para pré-impressão, sistemas e CtPs: Heidelberg ◆ Equipamentos para préimpressão, sistemas e CtPs/Revenda: Perfil ◆ Equipamentos para acabamento gráfico/ Fabricante, Revenda: Heidelberg ◆ Sistema de provas: Perfil ◆ Sistema de custos, orçamentos, financeiro etc: Zênite ◆ Papel, cartão para impressão/Revenda: Braile ◆ Papéis especiais, finos e sintéticos/Revenda: Passalacqua ◆ Distribuidor de insumos gráficos: Heidelberg ◆ Prestador de serviço de acabamento: Frantin ◆ Software para gerenciamento de cores: Perfil


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PREMIAÇÃO SANTA CATARINA

3º Prêmio Catarinense de Excelência Gráfica

Data e local: 11 de julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, com a participação de 200 pessoas.

C

Gráficas premiadas 9 prêmios: Rocha ◆ 6 prêmios: Arcus ◆ 5 prêmios: Elbert ◆ 4 prêmios: Natal, 43 e Tipotil ◆ 2 prêmios: Mércur e M & R ◆ 1 prêmio: Grafimax, Nacional, Printbag e Volpato

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2019

34

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

15 352 12 40

setembro /novembro 2019

onsolidado como o mais importante evento no calendário da indústria gráfica de Santa Catarina, o Prêmio Catarinense, em sua terceira edição, apresentou um crescimento de 10% no número de trabalhos inscritos e prêmios concedidos. Empresas de vá rios municípios do Estado participaram, vendo na competição uma concorrência saudável na qual o principal vencedor é o setor gráfico. O prêmio tem a ava liação criteriosa da ABTG, que ressalta o crescimento da competição. “Percebemos que durante esses três anos a qualidade subiu nos produtos finalistas”, afirmou Manoel Manteigas de Oliveira, diretor técnico da entidade. “Arrisco dizer que os produtos vencedores aqui estão acima da média e isso será visível no prêmio nacional.” Cidnei Barozzi, presidente da Abigraf Re gional Santa Catarina, organizadora do evento, destaca: “Somos um povo que tem empreendedorismo correndo nas veias. Aprendemos desde cedo que através do trabalho podemos alcançar nossos sonhos. Fazemos do trabalho nossa principal virtude e isso se reflete no que imprimimos”.

GRÁFICAS PREMIADAS Livros de texto: Arcus ◆ Livros culturais e de arte: Elbert ◆ Livros infantis/juvenis: Rocha ◆ Livros ilustrados e livros técnicos: Tipotil ◆ Guias, manuais e anuários: Arcus ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Natal ◆ Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais: Elbert ◆ Revistas institucionais: Arcus ◆ Jornais de circulação não diária: Elbert ◆ Rótulos convencionais com e sem efeitos especiais: M & R ◆ Rótulos em autoadesivos sem efeitos especiais: Grafimax ◆ Etiquetas: Nacional ◆ Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos: Mércur ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos: 43 ◆ Embalagens de microondulados com e sem efeitos especiais: JR ◆ Embalagens sazonais: 43 ◆ Sacolas: Printbag ◆ Embalagens flexíveis impressas em flexografia: 43 ◆ Pôsteres e cartazes: Natal ◆ Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais: Elbert ◆ Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais: Elbert ◆ Relatórios de empresas: Rocha ◆ Folhetos publicitários: Volpato ◆ Kits promocionais: Natal ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: 43 ◆ Calendários de mesa e de parede: Rocha ◆ Convites: Rocha ◆ Convites de casamento: Rocha ◆ Cartões de visita: Natal ◆ Papelarias, certificados e diplomas: Tipotil ◆ Pastas: Mércur ◆ Cadernos e agendas: Rocha ◆ Cardápios: Rocha ◆ Produtos próprios – kits promocionais: Rocha ◆ Produtos próprios/ calendários: Tipotil ◆ Produtos próprios/ impressos promocionais: Arcus ◆ Produtos próprios/sacolas próprias: Arcus ◆ Produtos próprios/cartões de visitas e papelarias: Rocha ◆ Produtos próprios/cadernos e agendas: Tipotil


A

Leonardo Guimarães Ferreira, diretor da empresa

os projetos de atua­li­za­ção tecnológica, in­ cluindo impressão digital, voltarão à mesa. Antes disso, os sinais de melhora devem provocar a recuperação de uma prática pré-​ ­crise. Até 2017, a inadimplência era tão bai­ xa que a Lis, assim como outras gráficas, aca­ bava de certa forma fi­nan­cian­do o negócio das editoras, operando com prazos de pa­ gamento de até 120 dias. O cenário adverso motivou a restrição ao crédito. Com o início da retomada, o empresário pensa em voltar a trabalhar com prazos mais elásticos.

Fotos: Alvaro Motta

última vez que a Lis figurou no No­ tí­cias Gráficas foi no início de 2014. Conhecido por ter os pés no chão e a cabeça na produtividade, Leo­ nar­do Guimarães Ferreira, segunda geração no comando da empresa, previa um ano di­ fícil pela frente e já havia engavetado os pro­ jetos de atua­li­za­ção. Sem endividamento, ele perseguia a excelência nos processos e o ri­ goroso cumprimento dos acordos firmados com os clien­tes, as editoras. O ano acabou sur­preen­den­te­men­te po­ sitivo em função de um fenômeno bem es­ pecífico. A gráfica foi uma das responsáveis pela impressão dos best-​­sellers Jardim Secre­ to e Floresta Encantada, da Sextante, títulos-​ ­ponta-de-​­lança da febre mun­dial dos livros para colorir. Porém, a intuição de Leo­nar­do não estava errada. Passado o encantamento, a rea­li­da­de se mostrou ainda mais aguda do que o empresário havia previsto, sobretudo com a falência do modelo de me­ga­li­vra­rias e o consequente salto na inadimplência. A saí­ da foi o enxugamento do quadro de fun­cio­ ná­rios e uma atenção ainda maior à rota da efi­ciên­cia. Investimento mesmo, apenas em uma segunda linha de encadernação. Com uma equipe 60% menor, 70 profis­ sionais, hoje a Lis consegue produzir 60% do que rodava há cinco anos. “Estamos mui­ to mais produtivos”, comenta Leo­nar­do. E a percepção do empresário, calcada no com­ portamento do segmento edi­to­rial, aponta para dias melhores. “As vendas de livros em 2018 cresceram modestamente, mas cres­ ceram, e os editores vêm sinalizando que 2019 fechará bem. Na prática, temos vis­ to um aumento no lançamento de títulos”, conta o diretor da Lis.

Oxalá o tino de Leo­nar­ do esteja novamente certo e, na próxima vez que nos encontrarmos nestas pági­ nas, a história seja de ex­ pansão frente ao vigor do mercado edi­to­rial.

Cautelosamente otimista, Leo­nar­do afir­ ma que 2020 será um ano de observação. Sem problemas financeiros e com capacida­ de ocio­sa, a gráfica pode responder de for­ ma ime­dia­ta a um aumento acelerado na de­ manda. Havendo consistência na elevação,


SoSimple passa a oferecer logística especializada Quando perguntamos ao Leonardo se, diante da depressão do segmento editorial, a Lis não caminharia para outras praias, o empresário foi categórico: não temos essa intenção. Ao invés disso, ele fez justamente o oposto. Aprofundou-​­se no problema dos clientes e saiu desse mergulho com uma ferramenta capaz de minimizar o peso que o estoque representa para as editoras. Ao lado do consultor Flávio Botana, Leo­ nar­do criou uma empresa independente, a SoSimple, e lançou, na Bienal do Livro de São Paulo de 2018, o BMSC . Trata-​­se de um serviço de informações analíticas que utiliza a tecnologia da informação para entender o comportamento do mercado com relação ao acervo das editoras, sugerindo quais títulos devem ser reimpressos, quando e em quais tiragens. “Ao especificar melhor as suas compras, a redução dos estoques e a melhoria do capital de giro acontecem naturalmente, sem afetar a qualidade das vendas da editora”, afirmou Botana na época. A ideia evoluiu e agora entra numa nova fase. “A ferramenta é um produto de inteli-

gência e vivenciamos a dificuldade de vender algo que não é palpável”, comenta Leonardo. De acordo com ele, a SoSimple nasceu para prestar serviços com o intuito de fortalecer a cadeia produtiva do livro como um todo. Assim, entra numa segunda etapa em suas operações, passando a oferecer, a partir de dezembro de 2019, o serviço de logística, com foco nas pequenas e médias editoras. “Estamos nos posicionando como uma logística pequena, especializada, altamente tecnológica, e que conta com uma ferramenta única de gestão de impressão de títulos.” Em dezembro o negócio começa a operar para a editora Intelítera e


entre fevereiro e março para a Editora Leal. Em paralelo, segue a comercialização do BMSC , que está sendo usado por várias editoras, como o grupo Companhia das Letras. Para a nova operação, a SoSimple investiu R$ 100 mil num soft­ware de logística e está alugando um espaço dentro da Lis, inicialmente com 200 posições de palete, o que significa armazenagem de até 300 mil exemplares. Está prevista uma segunda etapa, com mais 400 posições, e uma terceira, com outras 400. Quando o serviço demandar um espaço ainda maior, o plano é sair das dependências da gráfica e partir para uma área exclusiva.

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*Refrão da música Dias Melhores, da banda Jota Quest.

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Texto: Tânia Galluzzi

NOVEMBRO/2019 Texto: Tânia Galluzzi

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

Dias melhores * pra sempre


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DEBATE

Com a participação de publicitários, gráficos, fornecedores e outros profissionais da indústria da comunicação, evento debateu a importância da mídia impressa e sua interação com as mídias digitais.

Print Summit destaca novo papel da comunicação impressa

O

auditório da ESPM Tech, em São Paulo, foi palco do debate sobre a relevância e as aplicações da comunicação impressa em um mundo digital, suas transformações e valores ligados a questões como sustentabilidade e credibilidade. Esses temas estiveram em pauta durante o Print Summit 2019, que reuniu cerca de 170 profissionais no dia 29 de outubro. O encontro foi uma iniciativa conjunta da Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset (Abro), Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Carlos Jacomine, presidente da Abro

Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência e criador do PropMark há 54 anos

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Paulo (Sindigraf-SP) e Two Sides, com apoio do jornal PropMark e oferecimento da Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf). Na abertura dos trabalhos, Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência e criador do PropMark, declarou-se um apaixonado pela mídia impressa e rebateu a ideia de que a tecnologia digital veio para acabar com a impressão, afirmando que na história da comunicação muitos novos meios surgiram como “amea ças”, mas acabaram coe xis tindo e até mesmo se integrando ao que existia.


Palestrantes A primeira palestra foi ministrada por Sergio Junqueira Arantes, CEO da Eventos Expo Editora, que provou porque a morte do impresso é fake news. O palestrante utilizou como mote a proliferação de conteúdo falso comum nas redes sociais e sites, e destacou a confiança que a mídia impressa detém tanto junto a leitores, quanto a anunciantes e marcas. Segundo ele, apesar do forte impacto inicial das mídias digitais, atualmente as marcas já voltam a olhar para a comunicação impressa como uma via eficaz para atingir seus públicos. Para ilustrar, atentou ao fato de que mesmo empresas tipicamente digitais, como a Netflix, estão investindo em mídia impressa. Ao enfatizar o novo universo em que marcas ligadas à comunicação estão inseridas, Luciana Schwartz, diretora de mídia omnichannel da Agência VML , apresentou dados sobre a visibilidade das mídias online e offline no Brasil. Como comparativo, mostrou números da rea lidade francesa e do Grupo Le Figaro, reforçando o fato de que o mercado de comunicação e mídias deve se adaptar aos novos tempos, e que, apesar de veícu los de comunicação estarem lançando conteúdo online, trata-se de um ciclo em que ambas as plataformas (digital e impressa) se complementam. Cabe às empresas de mídia lançarem mão de todos os canais disponíveis de forma integrada para atingir seus públicos, sobretudo os da nova geração. O inverso também é real: plataformas de serviços online estão usando a mídia impressa para campanhas. Em seguida, Pedro Barbastefano, sócio e diretor comercial da 29 Horas Mídia Aeroportuária, falou sobre o tema A oportunidade do impresso no ambiente OOH – Out Of Home. Também oriundo do universo da mídia impressa, Pedro destacou que a comunicação out of home é um processo irreversível, mas que tem na integração com a comunicação impressa uma plataforma riquíssima para atingir públicos va riados. O palestrante citou o exemplo da revista 29 Horas, cuja versão impressa é distribuída nos aeropor tos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), ressaltando o fato de o conteúdo impresso da publicação ser complementado, com criatividade, por conteúdos exclusivos do mundo digital. Com isso, a revista, com 10 anos de mercado, tornou- se uma publicação multiplataforma. Luiz Felix, da Agência Africa, encerrou a grade de palestras do evento, em sua quarta edição, com a apresentação de dois cases em que os

Sergio Junqueira Arantes, da Eventos Expo Editora

Pedro Barbastefano, da 29 Horas Mídia Aeroportuária

Luciana Schwartz, da Agência VML

Luiz Felix, da Agência Africa

mundos online e offline foram usados com inteligência e integração para criação de campanhas premiadas: a Campanha Tagwords, para a cerveja Budweiser, e uma campanha de combate ao fake news, para a Penguin Books. O Print Summit 2019 terminou com um ciclo de debates do qual fizeram parte todos os palestrantes, respondendo a perguntas feitas pelo mediador Tiago Ferrentini (diretor operacional da Editora Referência, que publica o jornal Propmark) e pelo público. Entre os temas levantados estiveram o compromisso da comunicação impressa com o meio ambiente, credibilidade e as oportunidades abertas pela integração das aplicações offline e online. O evento também foi palco do lançamento oficial do Selo Papel Legal (ver página 10), que tem como objetivo certificar o uso do papel gráfico como forma de transmitir maior segurança ao mercado sobre a legalidade de sua destinação, seja ele imune ou não. Foram patrocinadoras do encontro a BO Paper, Compulaser Gráfica, Escala Brasil/WPS, Fespa Digital Printing, Future Print, FuturaIM, Gráfica Revelação e Plural Indústria Gráfica, tendo também o apoio da Aba, Abap, Aberje, ABTG, Aner, ANJ, Antilhas Embalagens, APP, ESPM, Fenapro, Portal do Papel, Printbag e PropMark. setembro /novembro 2019

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NOVAS INSTALAÇÕES

Nova fábrica da Actega do Brasil produz valor agregado para a indústria de embalagens Pessoas, tecnologia e modernidade são a receita da nova fábrica da Actega do Brasil.

A

Actega do Brasil, uma das quatro divisões do Grupo Altana, iniciou as operações da sua nova fábrica em novembro, pronta e preparada para desenvolver e produzir tintas de impressão, esmaltes, vernizes, adesivos, compostos de PVC para bebidas e vedantes para a indústria de embalagens. Ao desenvolver insumos que agregam valor à indústria de embalagens e oferecer serviços diferenciados para atender a demanda de seus clientes, a Actega se destaca como uma das mais importantes fabricantes do segmento. “Com soluções inovadoras e tecnologia de ponta, nossos produtos apresentam alta resistência química e durabilidade física”, destaca Andrei Sot keviciene, gestor da empresa no Brasil. Instalada no km 53 da Rodovia Castello Branco, no município de Araçariguama (SP), a unidade foi pensada para integrar pessoas,

processos e tecnologia. A nova casa da Actega do Brasil está distribuída em 21 áreas, estrategicamente montadas em 12 mil metros quadrados. A estrutura permite expandir o atendimento no Brasil e América do Sul. Andrei Sot keviciene, ressalta que a instalação da nova fábrica comprova o compromisso do Grupo com o mercado sul- americano. “É uma região com forte tendência de crescimento, especialmente no setor de embalagens. Cientes dessa evolução, preparamos a nova fábrica para desenvolver e produzir insumos que atendam com exatidão diferentes demandas de nossos clientes”. A unidade também conta com um moderno laboratório de 500 m². Todo o projeto foi elaborado em harmonia com os valores do Grupo Altana, que tem como pilar trabalhar de forma segura e com responsabilidade ambiental. O investimento mostra que a empresa está preparada para sustentar a vanguarda tecnológica. Novos equipamentos de alta performance para dispersão e moagem de tintas de impressão, fabricação de vernizes base-água e UV, bem como coletores de resíduos foram adquiridos para a unidade. O movimento de retomada da economia claramente contribui para a expectativa positiva que orienta os próximos passos da Actega do Brasil. “Para liderar é preciso confiar e investir. A rea lidade da empresa é positiva e todos são bem-vindos à nova casa”, convida Andrei. ALTANA

Com sede na cidade alemã de Wesel, a Altana é um grupo global de química especia lizada, com quatro divisões: Byk, Eckart, Elantas e Actega, com mais de 6.000 colaboradores em todo o mundo. ACTEGA www.actega. com. br www.altana.com

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PRÉ-DRUPA

Abrace o futuro

Embrace the future

é o mote da Drupa 2020, cuja apresentação prévia ao público brasileiro foi feita em setembro durante evento realizado na Theobaldo De Nigris.

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o dia 25 de setembro, a ABTG e a Emme Brasil (representante da Messe Düsseldorf) promoveram uma noite de palestras sobre o que será a Drupa 2020. Considerado o maior evento do mundo para a indústria da impressão e da comunicação, a feira, que acontece entre 16 e 26 de junho do próximo ano na cidade de Düsseldorf, na Alemanha, contará com 1.651 expositores de 50 países e espera receber 250 mil visitantes. O Pré-Drupa 2020 aconteceu no auditório da Escola Senai Theobaldo De Nigris, em São Paulo, e recebeu 150 pessoas, entre profissionais do setor e estudantes. O encontro reuniu a diretora geral da Drupa 2020, Sabine Geldermann, o diretor da associação alemã de fabricantes de máquinas e equipamentos (VDMA), Markus Heering, e Hamilton Terni Costa, consultor de gestão e estratégias de mercado e diretor da AN Consulting. Eles abordaram temas como inovação e novos mercados, tendências na produção de embalagens, impressão funcional, impressão 3D e indústria 4.0.

Sabine Geldermann, diretora geral da Drupa 2020, e Markus Heering, diretor da associação alemã de fabricantes de máquinas e equipamentos (VDMA)

Os trabalhos foram abertos por Carlos Suria ni, presidente executivo da ABTG. Ele lembrou que a associação vai à feira para dar suporte e acolher os brasileiros, além de estar programando um evento pós-Drupa com o objetivo de debater as principais tendências com quem esteve e com aqueles que não puderam ir à Alemanha. Hamilton Costa apresentou um roteiro com as principais forças que devem moldar o futuro da indústria gráfica, relacionando-as com o que possivelmente será exposto na Drupa 2020, como digitalização, sustentabilidade e customização. “As plataformas de produção estão cada vez mais fluidas, flexíveis, como as plataformas de serviços. A verdade é que não sabemos o que imprimiremos daqui a cinco, seis anos, nas máquinas compradas hoje.” Na esteira dessa tendência, o consultor aposta na construção de equipamentos customizados, capazes de se moldar a diferentes aplicações. Em seguida, Sabine Geldermann detalhou a estrutura da próxima Drupa, destacando áreas especialmente voltadas à inovação. No Drupa Cube, o visitante poderá assistir a palestras e sessões interativas, focadas em mostrar o que acontece quando a tecnologia vai ao encontro dos negócios. O Drupa Innovation Park atuará como uma incubadora de novas tecnologias e aplicações, enquanto o Touchpoint Packaging funciona rá como uma plataforma de relaciona mento para desenvolvedores de produtos e detentores de marcas. A feira abrigará também o Touchpoint 3D fab+print e o Touchpoint Textile, com palestras e demonstrações sobre impressão 3D e têxtil. Assim como há quatro anos, o estande da HP será o maior, ocupando todo o 17º pavilhão. O diretor da VDMA encerrou o Pré-Drupa destacando o que chamou de megatendências, entre elas o uso da inteligência ar ti ficial (conexão total com os clientes, vir tua lização dos equipamentos facilitando a manutenção à distância etc.) e a economia circular. “A sustentabilidade é questão fundamental que só será equacionada se toda a cadeia de produção estiver envolvida. E nós, fabricantes de equipamentos, temos de oferecer soluções que possibilitem não só a reciclagem quanto o reúso.” setembro /novembro 2019

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GESTÃO

Hamilton Terni Costa

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o começo deste ano, a Volkswagen e a Amazon Web Service ( AWS) anuncia ram um acordo plurianual para a construção de uma plataforma digital de produção, chamada de VW Industrial Cloud para conectar e gerenciar as plantas da montadora alemã e toda a sua rede de fornecimento. A nova plataforma, segundo a notícia divulgada no site Business Insider, integrará os dados de mais de 30.000 instalações, incluindo as 122 fábricas e 1.500 parceiros de sua cadeia de suprimentos. O objetivo é usar a computação nas nuvens da AWS e os serviços de Internet das Coisas (IoT) para aumentar a eficiência das fábricas, melhorar a flexibilidade de produção e incrementar a qualidade dos veícu los. Um autêntico exemplo de aplicação das chamadas tecnologias habilitadoras da indústria 4.0, que passam pela integração de sistemas, robotização, IoT, computação nas nuvens, entre outras. Algo que vem sendo maciçamente difundido nos últimos anos e que começamos a ver o seu desenvolvimento na prática. As plataformas digitais, por definição, são aplicações tecnológicas que permitem a integração entre diversos participantes, juntando interesses e pes soas. É a criação de um ambiente em que compradores e vendedores, ou usuários e fornecedores de serviço, interagem e completam transações. É como operam o Uber, o Airbnb e todas as principais empresas de tecnologia. É o chamado modelo de plataformas, ou a Economia de Plataforma, utilizado pela Apple, o Google, a Amazon e tantas outras. E no qual já estamos inseridos no nosso dia a dia através dos serviços que ordenamos via digital. Com todo o processo de transformação digital pelo qual, gradual mente, vão REVISTA ABIGR AF

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As novas economias e a gráfica. Participamos ou assistimos? passar (imagina-se) ou já estão passando as empresas, a participação em plataformas será cada vez mais uma rea lidade nos seus sistemas operacionais e de comercialização. Aliás, bem além disso. Ela ultrapassa a questão da comunicação e de vendas e entra na interação na construção e fabricação de produtos e da prestação de serviços. As plataformas digitais também vêm permitindo o desenvolvimento do que se convencionou chamar de Economia Compartilhada. Por definição, um sistema econômico baseado na troca, reutilização, compartilhamento e acesso a produtos, serviços e conhecimento. É um compartilhamento de recursos humanos, físicos ou mesmo intelectuais. E que também geram novos negócios, como o Waze, que usa dados e alertas de tráfego compartilhados pelos usuários. Outra forma é o desenvolvimento de marketplaces, em que pessoas e empresas podem compartilhar produtos e serviços dentro de interesses comuns. Um modelo econômico que vem crescendo ex ponencialmente é a chamada Economia de Assinatura. É a contratação por meio de assinatura mensal, semestral ou anual de serviços e produtos. É como pertencer a um clube. Clube do vinho, clube de filmes ou conteúdos como o Netflix ou o Globoplay, clubes de comida, de meias e cuecas . . . de tudo, enfim. Há hoje toda uma disposição econômica baseada em novos modelos de negócio, em geral proporcionados pelas crescentes aplicações digitais, que vêm gerando novos mercados, novos negócios e novas possibilidades de crescimento. É, sem dúvida, um novo mundo que se abre para quase todos os setores econômicos. Sendo assim, onde nosso setor pode tirar ou está tirando proveito disso? Será mesmo que o mundo gráfico se enquadra

nesses novos conceitos e aplicações? Um setor tradicional que, segundo muitos digitólogos, está fadado a desaparecer frente ao mundo digital? Pois bem, eu não tenho dúvidas que tirará proveito, sim. Mais do que podemos, devemos incorporar esses novos conceitos aos nossos negócios. E o mais urgente possível. Como diversas empresas gráficas ou seus fornecedores já estão fazendo. Entrando no bojo do processo de transformação digital que, obrigatoriamente, todos terão que passar. Ou não sobreviverão. Começo com a questão das plataformas. Primeiro, não há possibilidade de atendermos as novas demandas de mercado sem estarmos atrelados a alguma plataforma operacional. Claro, ainda há muitas empresas que estão na base da planilha excel, ou até menos do que isso. Mas falo de uma demanda que é cada vez mais exigente em termos de prazos curtos e soluções imediatas, buscando o melhor custo benefício (o que, para muitos, representa o menor preço). E para atender a isso a resposta deve ser dada na hora. O que já acontece com quem tem ofertas digitais via web-to-print, por exemplo. Para se preparar para esse básico a empresa tem que cumprir o que chamo de fundamentos. Ou seja, ter um sistema de custos, um sistema de orçamento e uma base de planejamento e controle de produção. Além de um sistema de qualidade que corresponda ao exigido e nas possíveis repetições do trabalho. A junção disso é um sistema operacional digitalizado que mantenha a base da operação sob controle. Um  ERP (enterprise resource planning). Junta-se a isso a questão de gestão do processo, com o PCP e os controles de produção interligados gerando re latórios de produtividade e utilização de mate rial.


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Na terceira parte, integra-​­se um sistema de controle de estoques, emissão de notas fiscais e controles de contas a pagar e a receber. Enfim, nada muito além do que a maioria já sabe e já opera. A questão começa quando se desenvolvem serviços adicionais aos clien­tes, os quais exigem outras plataformas que ofereçam e ge­ren­c iem esses serviços. Sejam serviços de facilitação de compras, como no citado web-​­to-print, tanto na modalidade B2C (aberto ao mercado-​­a lvo) quanto, es­ pe­cial­men­te, nos modelos de B2B com sites fechados para os clien­tes, via contrato, nos quais estes podem especificar o trabalho, personalizar e acompanhar a produção. Além disso, há empresas que desenvolvem plataformas para uso do clien­te, como a Visto, da Arizona, que permite aos

executivos de mar­ke­ting dos clien­tes ge­ren­ cia­rem suas campanhas e acompanharem os resultados. Ou a da More Vang, dos Estados Unidos, que pro­por­cio­na aos clien­tes cria­rem suas campanhas online e impressas diretamente em sua plataforma. Essa integração com os clien­tes é outro caminho que se am­plia­rá, tendendo ao infinito. Os pró­prios ERPs, com a incorporação de Inteligência Ar­ti­f i­cial, já começam a se comunicar com eles e detectar sua satisfação ou não sobre o trabalho rea­li­za­do e, até mesmo, contatar seus fornecedores de papel e colocar um pedido. O sistema Twist Print, feito no Chile, já faz isso. A cada trabalho um email é en­v ia­do ao clien­te. Se sua resposta é positiva, um emoji de uma carinha sorrindo acompanha os próximos trabalhos desse clien­te em todas as etapas

da produção. Caso o clien­te tenha reclamações, um emoji com uma carinha de mau humor segue junto com os trabalhos. Ao se clicar nela vê-​­se o que aconteceu com o clien­te e suas reclamações, para que os operadores possam tomar pro­v i­dên­cias já no trabalho seguinte. Essa interação interna-​­externa será cada vez mais comum e ditará o comportamento da produção — e da gráfica — ante as demandas dos clien­tes. No mesmo sentido, a plataforma, a partir da ordem de serviço, checa o estoque e, caso necessite, já emite uma ordem de compra do ma­te­r ial, de acordo com contratos pre­v ia­men­te estabelecidos. Já nas aplicações possibilitadas pelo que descrevemos da economia compartilhada, há caminhos que podem possibilitar setembro /novembro 2019  REVISTA ABIGR AF

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bons ne­gó­cios na utilização ou mesmo na oferta de marketplaces. Uma imensa loja vir­t ual, reunindo ofertantes que compartilham seus produtos e serviços a consumidores e usuá­r ios. Tome-​­se o caso da ELO 7, um marketplace de extremo sucesso, que pro­por­c io­na ofertas a quem procura artigos de decoração, festas, casamentos, artesanatos e coisas afins. Dezenas de impressores participam oferecendo produtos como convites, ma­te­r ial de festa infantil, ma­te­r ial de decoração, e por aí vai. Há oportunidades na cria­ç ão de mar­ ket­places, o que, certamente, é algo mais difícil, mas está em gestação em algumas empresas gráficas que buscam c­ riar um am­bien­te que reú­na diversos interessados em um tema como celebrações, por exemplo. Além das ofertas específicas da gráfica, há a possibilidade de se ter ofertas de parceiros coad­ju­van­tes como bufês, músicos, designers, decoradores e um mundo de outras coisas. Uma espécie de ELO 7 mais focado. Mais não posso dizer. Citei em parágrafo an­te­r ior o crescimento da chamada economia de assinatura, conhecida entre nós também como economia as­so­c ia­t i­v a. Nos Estados Unidos, recebe a denominação de subscribe ou subs­crip­tion. Os termos ainda estão se formando, mas ela já se mostra poderosa como modelo de ne­gó­cios. Ini­c ial­men­te, vamos ver o seguinte. Há todo um movimento econômico vindo de empresas industriais na busca da transformação de produtos em serviços. Ou, explicando melhor, na geração de serviços aos clien­tes a partir da base de produtos das empresas. Há, pode-​­se dizer, uma concorrência cada vez maior em cada tipo de produto. Basta ver os diferentes modelos REVISTA ABIGR AF  setembro /novembro 2019

de automóveis por categoria ou as inúmeras va­ rie­da­des de pães de forma, para ficar em algo mais tri­v ial. Agregar serviços aos produtos implica am­pliar a relação com os clien­tes, aumentar as chances de faturamento ao acrescentar funções que representam custos aos clien­tes ou, até mesmo, ­criar novas capacitações que fidelizem os clien­tes aos produtos oferecidos. É o caminho que gigantes mundiais fizeram e estão fazendo. A  IBM é um exemplo típico. De produtora de mainframes e computadores ­pessoais para uma gigante de serviços e inteligência, como a Watson. Quem acompanha meus artigos já sabe que falo disso há anos. Pois bem, ao se transformarem em prestadoras de serviços, a sua distribuição pode-​­se dar em diferentes formas, distintas das vendas originais que exigem a transferência de posse e grandes estruturas comerciais. Com a transformação digital em curso, muitos desses serviços podem ser compartilhados e divididos em um maior número de clien­tes, que passam a pagar valores acessíveis e de mais fácil aceitação, suprindo suas necessidades e oferecendo ex­pe­ riên­cias e utilidades. Como na oferta que a Amazon faz para seus só­cios prime. No caso do setor gráfico vemos o crescimento desse modelo já há algum tempo, principalmente vindo dos fornecedores do setor. Já era um modelo adotado pelos fabricantes de impressoras digitais, seja nos contratos de alu­g uéis a grandes empresas, seja nas impressoras digitais colocadas em linhas de produção gráficas. No entanto, o caso mais emblemático, nesse sentido, é o da Heidelberg, que passou a ofertar, desde o ano passado, suas máquinas offset cobrando por folha impressa, não pela transmissão de posse do equipamento. Calcada em uma forte prestação de serviço, através de con­sul­to­r ias que determinam os níveis de produtividade que a gráfica pode alcançar com a otimização do processo e a automação da produção. Com base nisso, o pagamento por folha

impressa passa a ser um ganho em relação à produtividade alcançada. Os sistemas operacionais em grande parte já são oferecidos de forma digital, nas nuvens. Não há mais necessidade de a gráfica ter seus pró­prios servidores para acolherem esses soft­wares como antes. Em consequência, as instalações se tornaram mais baratas e os serviços são cobrados em valores mensais. Todos os soft­wares SaaS (soft­ ware as a service) usam esse modelo. São as instalações de web-​­to-print, por exemplo. Na outra ponta, começam a surgir ofertas de produtos impressos que usam tal modelo. Na área edi­to­r ial há alguns casos de sucesso que merecem ser men­cio­na­dos. É o caso da TAG Edi­to­r ial, com um clube de livros que tem uma curadoria es­pe­cial. Um autor renomado faz a escolha do livro do mês, que é uma surpresa para quem vai recebê-​­lo. Fora isso, o embalamento e todo o ma­te­r ial que compõe o pacote que chega nas mãos do clien­te são especiais, atrativos e que aumentam sua ex­pe­r iên­cia positiva. As tiragens dos livros mensais passam dos 60.000. Muito acima dos livros comuns, que mal chegam a 1.000 exemplares vendidos. Na área infantil, a Leiturinha também segue esse modelo. Em função da faixa de idade da crian­ça, um livro é entregue mensalmente. Um sucesso. As novas eco­no­m ias vão surgindo no bojo da transformação digital. São novos modelos de negócio que pro­pi­ciam am­plia­ ções de mercado e a construção de novas ofertas para encantar os clien­tes, nunca tão exigentes como agora. São modelos à disposição das empresas gráficas que sabem mover-​­se além do tra­d i­cio­nal, na busca de alternativas que aumentem o valor agregado aos seus clien­tes e as coloquem adian­te, muito adian­te, da simples reprodução de originais, seu negócio básico. Que tal conhecer esses novos modelos e começar a participar dessas novas eco­ no­m ias? Ou, então, só resta ficar assistindo aos concorrentes prosperarem sem entender exatamente o porquê. Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting.com.br, e diretor para a América Latina da APTech (antiga NPES).


Publieditorial

Máquina da Koenig & Bauer chega na FuturaIM para imprimir o presente e antecipar o futuro

Uma das maiores gráficas da América Latina investe para liderar a demanda de impressão online Esq./dir.: Wellington Luiz, diretor comercial, e Willington Bekmer, diretor executivo

m todo e qualquer segmento há com­ pa­nhias que preferem esperar o mer­ cado rea­gir para começar a investir e outras que ­criam caminhos para moldar o próprio futuro. A ­ liás é sobre o presente e o futuro do mercado de impressão que vamos falar neste momento, citando a Futura IM Gráfica Online como exemplo de vanguarda. Fundada em março de 1998 (como Fu­ tura Imbatível), a FuturaIM Gráfica Online atende diferentes demandas. Recentemen­ te, investiu em uma plataforma digital ro­ busta que po­si­cio­na a gráfica em diferen­ tes meios e canais digitais. Outra novidade foi a mudança de logo. E não é de hoje que a FuturaIM investe no mercado online. Desde 2004, a gráfica alicerça a sua trajetória de sucesso. Não é à toa que hoje é considerada uma das maio­ res provedoras de impressão da América Latina. É fato que ao lado de toda empre­ sa de sucesso, há pes­soas que têm o dom de ge­ren­ciar. Neste momento surgem os nomes de dois irmãos: Willington Bekmer e Welling­ ton Luiz, que começaram a carreira como vendedores de uma pequena gráfica sempre com a mentoria do saudoso pai, Jorge Eustáquio. Com ex­pe­riên­cia su­f i­cien­te para gerir uma gigante do setor gráfico, Willington

firmou-​­s e no cargo de diretor executi­ “A impressora Rapida 106‑8 SW LED é o que há de mais moderno no mundo da impres­ vo e Wellington é diretor co­mer­c ial da são offset. Nosso sistema de inspeção em ­Futura IM. Competitivos por natureza, os irmãos gestores mostram visão aberta para linha, Qua­li­tro­nic Color Control, é capaz novos investimentos. É o caso da recen­ de checar cada folha a 18.000sph alia­da à te instalação da Rapida 106‑8 SW LED da tecnologia de servomotores da Koe­nig & Koe­nig & Bauer, que chega para otimizar o Bauer, que pro­por­cio­na operações si­mul­tâ­ sistema produtivo da Futura IM. neas e independentes. Robusta e com tec­ “O equipamento da Koe­n ig & Bauer nologia de ponta que sur­preen­de positiva­ possui tecnologia que está acima de qual­ mente, os equipamentos da Koe­nig & Bauer quer outra impressora offset. Outros di­ estão sendo produzidos para as necessida­ ferenciais são a qualidade de impressão, des do mercado contemporâneo”, diz Faria. agilidade no setup e velocidade produtiva. Ao a­ liar parque gráfico moderno com Analisamos todos os fabricantes de impres­ uma plataforma de vendas con­f iá­vel, a Fu­ soras e chegamos à conclusão que a má­ tura IM já sente o retorno chegando. Ain­ da mais quando a perspectiva econômica quina que detém a melhor tecnologia é a é positiva. Na visão do diretor co­mer­cial Koe­nig & Bauer”, considera Wellington. da Futura IM há, no Brasil, uma demanda Na prática, a impressora da Koe­nig & reprimida em função da gestão dos anos Bauer atende ao objetivo da Futura IM que é se tornar referência nas grandes ten­dên­ an­te­rio­res. “Acreditamos que 2019 entrará cias do mercado gráfico. “Há um grande para a história como um ano de retomada mercado de impressão que pode ser explo­ do crescimento. Estamos preparados com rado. Essa demanda consiste em atender um dos parques gráficos mais modernos pequenas tiragens cada vez mais persona­ do Brasil”, ressalta Wellington. lizadas que são di­re­cio­na­das a um públi­ Afinal como diz o novo slogan da co específico. O negócio é cada vez mais Futura IM: “Você pensa, a gente imprime”. pessoa a pessoa”, observa Wellington. Paulo Faria, diretor geral da Koe­n ig & Bauer (BR), comemora a nova parceria e acredita que a nova impressora vai am­ pliar o mercado de atua­ção da Futura IM.


COMEMORAÇÃO Por: Tânia Galluzzi

Nilpeter completa 100 anos

Jantar com a participação de descendentes dos fundadores celebra o aniversário da fabricante de sistemas para produção de rótulos e embalagens flexíveis.

Acima (E/D), Lars e Peter Eriksen, proprietários da Nilpeter. Abaixo, Rubens Wilmers, diretor geral para a América Latina

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N

o dia 30 de outubro foi rea li zado no restaurante Figueira Rubaiyat, em São Paulo, jantar alusivo ao centenário da Nilpeter, empresa de origem dinamarquesa há 16 anos está no Brasil. Cerca de 120 pes soas, entre clientes e parceiros, participaram da comemoração, que contou com a presença de Lars e Peter Eriksen, respectivamente terceira e quarta geração da família proprietária da companhia. Atuando hoje como fabricante de impressoras para rótulos e embalagens flexíveis, a Nilpeter nasceu no dia 1º de maio de 1919, em Copenhague, pela iniciativa de dois amigos, Christian Nielsen e Axel Petersen, com a finalidade de prestar assistência a impressoras de jornal. O primeiro equipamento com a marca Nilpeter, uma Simplex, impressora semirrotativa, foi lançada em 1924, cuja versões chegaram a ser fabricadas até os anos de 1970. Entre as décadas de 1960 e 1970, a fábrica deixa a capital e segue para a cidade de Slagelse e uma organização para vendas internacionais é estabelecida. Nesse período, a empresa lança sua primeira impressora flexo, a

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Rotolabel F-200. Ela se torna um marco no desenvolvimento das impressoras flexográficas e continua formando a base das atuais impressoras flexográficas rotativas. Em 1981, o diretor geral da Nilpeter A. Eriksen morre. Seu filho, Lars Eriksen, assume a liderança da empresa. Uma nova planta fabril é cons truí da e rapidamente se torna famosa por sua arquitetura inovadora — sem paredes internas no saguão de fabricação, e sem portas fechadas ou escritórios. Nas décadas seguintes, a inovação foi uma constante, como a flexografia UV, a impressão serigráfica rotativa, o sistema computer-to-plate e a impressão multissubstrato. Em paralelo, a Nilpeter estende seus braços para vários países, com a aquisição de empresas, abertura de escritórios comerciais e novas plantas, alcançando o Oriente Médio e a Ásia. Desde 2013, a Nilpeter do Brasil, sob o comando de Rubens Wilmers, é responsável pela assistência técnica na América Latina. A empresa já prestava esse serviço antes, porém de forma esporádica, estruturando-se para tal há seis anos. Esse viés ganhou ainda mais corpo com a inauguração de seu centro técnico em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 2018. E, de acordo com Peter Eriksen, a presença da marca na região continuará forte. “Sabemos que o sucesso dos nossos clientes é o nosso sucesso. Para todos os países há bons e maus momentos, mas no final do dia nos sentimos bem confortáveis aqui e vamos conti nuar investindo”, afirmou Peter durante o jantar. NILPETER www.nilpeter.com.br


EMPREENDIMENTO

Bobst lança pedra fundamental das suas futuras instalações Com as obras em andamento, está prevista para meados do próximo ano a mudança da Bobst para novas e modernas instalações, onde se concentrarão todas as atividades da empresa.

N

o dia 16 de setembro, a Bobst Latinoamérica do Sul iniciou oficialmente as obras de suas futuras instalações na cidade de Itatiba (SP), com o lançamento da Pedra Fundamental do novo prédio. Vários convidados participaram do evento, incluindo o prefeito municipal de Itatiba, Douglas Oliveira, e outros representantes da administração municipal, re cep cionados pelo time responsável pelo desenvolvimento do projeto e dos planos futuros da empresa. O prefeito agradeceu a parceria e o compromisso de longa data que a Bobst tem com a cidade e a confiança em sua administração, pois, ao investir no município, a empresa colabora para seu crescimento sustentável, gerando benefícios à sua população, direta e indiretamente. “É um ato simbólico neste momento de crise e depressão econômica que uma empresa como a Bobst, que está há muitos anos no mercado e em Itatiba,

(E/D): Augusto Silveira Franco, arquiteto responsável pelo projeto; Eduardo Petroni, CEO da Bobst Latinoamérica do Sul; Douglas Oliveira, prefeito de Itatiba; e Luciano Consolini Filho, responsável pela construção

continue a investir no município em um local mais moderno e tecnológico, contribuindo para o crescimento econômico da cidade”. Eduar do Petroni, CEO da Bobst Lati noa mérica do Sul, exaltou em seu pronuncia mento a infraestrutura que a cidade proporciona às empresas nela sediadas. O executivo relatou os principais pontos do projeto, que prevê a otimização dos processos produtivos, áreas para proporcionar treinamentos e ex periências di ferenciadas aos clientes e parceiros, além de espaços inspiradores para os colaboradores. Tudo isso, em uma construção moderna, considerando diversos aspectos ambientais, fazendo desta uma das obras mais sustentáveis da empresa no mundo. Por fim, garantiu que a transferência da operação da atual unidade no bairro da Ponte para o novo local está sendo planejada para que não haja nenhum impacto aos clientes e demais parceiros. “Nossa expectativa é de crescimento para o próximo ano e para todos os outros. Acreditamos não só no crescimento da Bobst como também no avanço do Brasil”, ressaltou. Responsável pela construção, Luciano Consolini Filho reafirmou seu compromisso com a Bobst na entrega de um prédio com os mais altos padrões de qualidade. “Tenho um grande orgulho com

essa rea lização da Bobst. Vai ser um lugar que trará bem- estar aos colaboradores e muita tecnologia para a cidade”. Já Augusto Silveira Franco, arquiteto responsável pelo projeto, deu ênfase à sustentabilidade. “O projeto sempre teve o pensamento em sustentabilidade e que fosse desenvolvido de forma rápida e prática, com materiais de ponta. Temos buscado continuamente a arquitetura moderna, arrojada e funcional, pensando num resultado a longo prazo”. Com muito entu siasmo, a equipe de projeto da Bobst, que compreende diversas áreas funcionais da empresa, comemorou o início oficial da construção. “Este time vem se desdobrando desde o anúncio do projeto para que cada detalhe seja tratado com cuidado, e assim a nova unidade transpire a cultura e os valores da Bobst: Confiança, Respeito, Paixão e Desempenho”, destacou Eduardo Petroni. Finalizando a cerimônia, a obra recebeu a benção do padre Genildo, da Paróquia Santa Rita, que atende a região onde estarão localizadas as novas instalações. As obras deverão estar concluídas no segundo trimestre de 2020, ocasião em que as operações da Bobst serão totalmente transferidas para o novo endereço. BOBST www.bobst.com

Time do Projeto BBR New Home, com autoridades locais, parceiros e padre Genildo

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COMPORTAMENTO

Trabalho real em um mundo virtual

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m um passado não tão distante, existia um modelo de sociedade em que as circunstâncias de vida, os acontecimentos e a rea lidade do dia a dia aproximavam as pessoas e tudo acontecia em busca do todo e de forma presencial. Não percebemos, mas em algum momento começamos a deixar tudo isso para trás. E o que é “tudo isso”? Estou me referindo a um tempo em que os nossos coachings eram nossos pais, nossos avós, pessoas mais velhas, companheiros de trabalho, um amigo, um vizinho, um irmão ou até mesmo alguém que conhecemos no ônibus, na padaria ou em qualquer outro lugar. Tínhamos o hábito de conversar, trocar ideias e ex periências e, com isso, enriquecer nosso conhecimento de vida, estreitando nosso relacionamento e nossos laços de amizade. Ao invés disso, hoje pagamos pequenas “fortunas” para que “estranhos” nos digam como e quando devemos fazer algo, como devemos trabalhar, nos vestir, falar, até mesmo como devemos nos comportar e que atitude devemos

Ingram Image

Nelson Alves

assumir perante a nossa própria vida. Onde ficaram os nossos sonhos? Errar e acertar faz parte da vida, é através desse exercício que evoluímos e crescemos como pessoas e profissionais. Entendo perfeitamente que a vida moderna nos priva do nosso maior bem que é o tempo. Mas precisamos atentar que junto com essa vida agitada, corrida e quase sem tempo, também vieram “os kits” (estresse, úlceras e gastrites nervosas), tendo como resultado uma permanente ansiedade, que é o mal do século XXI. O computador e o celular se transformaram em nossos “melhores amigos”, a tecnologia vir tual tomou conta de

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nossas vidas, invadiu as nossas casas e as nossas mentes, tudo é resolvido em um clicar de dedos. O ser humano nunca esteve tão próximo da solidão, mesmo tendo milhares de conexões e seguidores em suas redes sociais. Basta olhar à sua volta e você verá inúmeras pessoas em grupos falando ao celular, alheias a tudo o que está acontecendo ao seu redor e com quem as cerca. O mais triste é que essas pessoas pouco conversam entre si, e podem ser colegas de sala de aula, de trabalho, de academia, enfim, do dia a dia. Muitas vezes sequer sabem o nome umas das outras. Afinal, não se pode desviar a atenção do celular. Isso é mais importante que tudo, não é mesmo? O advento da internet, a globalização, os celulares e as redes sociais inegavelmente conectaram o mundo, mas cadê o coração e o cérebro que antes nos guiavam? Foram substituídos por tablets, notebooks e que tais? O mundo evoluiu muito nas últimas duas décadas e isso trouxe grandes conquistas para a humanidade. Mas, como pessoas, precisamos retomar o que temos de mais precioso que é a capacidade de pensar, o nosso feeling, a nossa intuição, a nossa sensibilidade, o sexto sentido. Somente o ser humano é dotado dessa capacidade infinita chamada emoção. Tenho aplicado diariamente na minha empresa, na minha vida pessoal, o exercício de conversar, de perguntar, de ouvir antes de falar e, principalmente, exercer o maior de todos os exercícios que é o de me colocar na posição do “outro”, sem abdicar de toda a tecnologia que temos à mão. Os resultados têm sido gratificantes. Apesar de toda a revolução tecnológica, ainda e somente a máquina humana é capaz de sentir o cheiro das flores, da chuva caindo no asfalto quente e do aroma do café feito no coador. Seguiremos avançando a cada dia, as descobertas tecnológicas inegavelmente vêm para facilitar e melhorar nossas vidas, mas não para nos substituir. Fica aqui uma reflexão: o que você está fazendo para mudar esse quadro? Nelson Alves dos Santos é mestre em Administração de Negócios e professor universitário nelson.alves@consultoriafulltime.com.br www.consultoriafulltime.com.br


CONEXÃO BRASÍLIA

Joanna Marini

2019: O ano do nada! Roberto Nogueira Ferreira

proxima- se o fim do ano legislativo e nada. Nada de Reforma da Previdência. Nada de Reforma Tributária. Nada de Reforma Política. Considerando que o Congresso Nacional funciona de terça a quinta, corre-se o risco de nada de relevante ocorrer nesses pouco mais de 30 dias úteis de trabalho parlamentar. Pelo menos no que interesse ao povo brasileiro. Comissões Especiais. Seminários. Congressos. Palestras pagas. E nada. 2019 é o ano do nada. O  PIB deve crescer pouco mais de 0,5%, ou seja, nada. E de nada em nada, nada.

Cantada em verso e prosa, a reforma tributária nada no mar das vaidades de especia listas do nada. Não é trivial fazer uma reforma tributária — isso já foi dito nesta coluna — em clima de normalidade política. Mais ainda quando vagabundo é o adjetivo da moda na capital da República. O que vai acontecer nesse festival de baixaria? Nada. De twitter em twitter: nada! Toda construção é obra coletiva, ninguém faz nada sozinho. Só o nada se constrói a sós. Isso como regra em situa ção de normalidade. No Brasil, contrariando a regra, o coletivo produz o nada. Pode ser que até o fim de 2019 seja aprovada a Reforma Previdenciária. Já a Reforma Tributária, esta tem um longo passado pela frente.

Enquanto se debate como modernizar o obsoleto, a economia tradicional derrete pela força inexorável da tecnologia ainda incompreendida no mundo político. Bases tributárias tradicionais cor roídas. Movimentações globais — de informações, recursos, bens e serviços — escrevem um novo mundo não capturado pela ciência tributária e trabalhista. Não sei no que isso vai dar. Talvez dê em nada. Marcos Cintra, secretário da Receita Federal, perdeu o posto por falar em IUT – Imposto Único sobre Transações. Roberto Campos, o mestre do liberalismo econômico, inteligência privi legiada, balançou convicções tradicionais, há 20 anos, ao afirmar que: “Somente agora, na idade da informática, surge uma base tributária suficientemente simples e abrangente para permitir receitas adequadas com baixas alíquotas, a transação bancária, com moeda eletronicamente manipulável e transferível. Pode- se, assim, tributar o conjunto ao invés de tributar vários subconjuntos: renda, produção, circulação e consumo de bens e serviços” (ver A Reforma Essencial – Geração Editorial, 2002, pg. 63). O mundo econômico transita agora por essas vias digitais. A tributação ficou para trás. O Brasil continua a tributar o arroz, o feijão e a banana. Enquanto a nova economia transita por vias virtuais despercebidas pela política. O que Roberto Campos diria hoje, 20 anos depois? Enquanto se brinca de fazer “reforma tributária”, o ano se aproxima do fim e nada de reforma tributária, revigorando o título do segundo livro da série “A Reforma Essencial II – Esqueçam a Reforma Tributária” (Editora Senac, 2016). Enquanto as reformas definham, já se discute a eleição presidencial de 2022. O Brasil não é para amadores. Enquanto os profissionais debatem, os amadores pagam a conta. (*) roberto@rnconsultores.com.br Autor de A Reforma Essencial I – Uma Análise, sob a Ótica Empresarial, dos Bastidores e das Propostas de Reforma Tributária (2002) e A Reforma Essencial II – Esqueçam a Reforma Tributária (2016). (Este texto foi escrito no dia 18 de outubro, antes da aprovação final da Reforma da Previdência.) setembro /novembro 2019

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SUCESSÃO

A cultura familiar e seus reflexos no processo sucessório Domingos Ricca

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m dos grandes desafios das empresas fa mi lia res é saber de que maneira rea lizar a manutenção e adaptação de sua cultura aos novos tempos, frente às novas demandas, tecnologias ou tendências de mercado. A pergunta recorrente a cada mudança de geração é: como garantir que os valores corporativos sejam transferidos aos sucessores, e continuem a fazer parte da cultura organizacional? Dados estatísticos referentes aos negócios familiares apontam que cerca de 30% das empresas sobrevivem à segunda geração, e somente 5% chegam à terceira. Isto ocorre, sobretudo, devido à ausência de um processo de preparação dos sucessores, que muitas vezes são formados nas universidades mas não entendem a rea lidade corporativa, a dinâmica organizacional e seus reflexos nos direcionamentos estratégicos. A cultura afeta diretamente o comportamento organizacional, a forma de atuação da empresa junto ao mercado, e sua representatividade no desenvolvimento da localidade. As empresas fami liares têm atuação local, em sua grande maioria. Na comunidade em que atuam são reconhecidas pessoalmente, e, em muitos casos, possuem o sobrenome do fundador, sendo essa uma referência de toda uma linhagem fami liar. A cultura orga ni zacional nas empresas fa milia res, portanto, se traduz de forma muito peculiar, a saber: ◆ Por meio da lealdade de seus colaboradores; ◆ pela relação estreita entre membros da família e corpo organizacional; ◆ pela proximidade com clientes, fornecedores, bancos, e demais instituições; e

pela figura carismática do fundador, que é visto como um empreendedor vi sioná rio, cujo esforço demandado para o fortalecimento da empresa é exemplar. Todos estes pontos são extremamente importantes para a manutenção dos valores e da cultura da empresa familiar. Mesmo que haja desvantagens, as referências culturais ainda são mais significativas que os problemas ocasionados. São problemas das empresas fami liares: ◆ A relação com os colaboradores se apresenta de maneira paternalista; ◆ a proximidade entre a família empresária e aqueles com os quais ela se relaciona pode desencadear ausência de profissionalização nos processos corporativos; e ◆ o carisma do fundador é difícil de ser transmitido. Assim sendo, a única maneira de manter cultura e desenvolvimento, é por meio de ações de governança corporativa. É preciso profissiona lizar sem perder a essência do negócio. Toda empresa fami liar precisa passar por processos de profissiona lização, pois entende-se que uma empresa sem regras formais e processos estruturados não estará preparada para atender ao aumento de membros da família, tendo em vista que esta cresce ex ponencialmente. Dessa forma, o número de sócios será maior em virtude de herança. Transparência e prestação de contas são fundamentais para a harmonia da empresa e da família. Famí lias em conflitos e brigas constantes tornam a empresa fami liar fraca. Há que se manter a boa governança para que exista uma base profissional nas ações dos gestores organizacionais, quer sejam eles membros da família, ou não. Mesmo com a adoção de práticas e normas explícitas, uma regra, que traduz os valores do fundador, não pode ser corrompida: “A família deve servir à empresa, e não a empresa servir à família”. Os fundadores, em geral, adotam esta prática, e definitivamente, ela é fundamental para que os negócios de família sobrevivam e sejam a base de sustento das próximas gerações. ◆

Domingos Ricca é sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento ricca@empresafamiliar.com.br www.empresafamiliar.com.br

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HISTÓRIA VIVA Por: Tânia Galluzzi

Umberto Giannobile

Foto: Tânia Galluzzi

O nome de Umberto Giannobile está tão vinculado ao segmento de rótulos e etiquetas que muitos não fazem ideia de que antes do papel e cola havia parafusos, geradores e altos-fornos. Por 20 anos ele trabalhou em diversas empresas nas áreas de manutenção e controle de qualidade, aguçando seu olhar para o que viria depois.

Dos parafusos às etiquetas 54

trajetória profissional de Umberto Giannobile tem início em 1962. Aos 13 anos, Giannobi le começa a estudar na Escola Senai Roberto Simonsen e em seguida a trabalhar nas Indústrias Matarazzo como torneiro mecânico. Esse era o caminho dos adolescentes para muitas famílias de imigrantes que chegavam ao Brasil no

pós-guerra. Naturais de Campli, na província de Teramo, região ita liana de Abruzzo, os Giannobi le (pai, mãe e quatro filhos) vieram para o Brasil em 1952 para trabalhar na lavoura de café, no Paraná. Depois da primeira geada, trocam o Sul pelo bairro da Vila Esperança, em São Paulo, e o patriarca consegue uma colocação na fábrica de papel Santa Therezinha (atual Santher).


Em 1966, um anúncio no Estadão chama sua atenção. A Varig estava em busca de alunos do Senai para atua­rem na manutenção de suas ae­ ro­n a­ves. Competindo com dois mil inscritos, Umberto fica entre os 60 mais bem colocados e parte para o hangar da companhia aé­rea no ae­ro­por­to de Congonhas, depois de dois anos de estudo, em tempo integral, sub­si­d ia­dos pela empresa. Estuda inglês, aprofunda-​­se em mecânica de manutenção, e acaba se preparando para responder a uma outra mensagem no Estadão, desta vez da Embratel, que estava instalando as redes de micro-​­ondas no Brasil. Umberto almejava a independência financeira para se unir a Maria Raquel, portuguesa que chegou a São Paulo com a família em 1965. Depois de quatro anos, Gian­no­bi­le troca a Embratel pela Cosipa, dedicando-​­se ao controle de peças entregues pelos fornecedores. Mais quatro anos, já como supervisor de qualidade, passa por cargos em empresas menores até entrar como sócio na CMPR , cria­d a para fornecer válvulas. “Depois de seis meses não tínhamos vendido nem um parafuso e decidimos partir para outro ramo, a produção de etiquetas.” Junto com Roberto Kohit Yassuda cria, em 1982, a Gian­koy Au­toa­de­si­vos. “Investimos em tipografia, serigrafia, flexo e corte e vinco e partimos para o mercado”, conta o empresário. Um ano e meio mais tarde a so­cie­d a­de estava desfeita e Umberto segue com sua Gian­ koy ao lado de um de seus cunhados no bairro do Ta­t ua­p é. A  empresa cresce e chega a ter 50 fun­cio­ná­r ios nos idos de 1990. 3

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1 (E/D) A nora, Alessandra; os filhos, Ricardo e Camila; e a esposa, Raquel, com Umberto 2 Na feira Embalaminas, em Belo Horizonte, Umberto ao lado dos diretores da Abiea à época (E/D): Davidson Tomé, da Gráficos Sangar, e Anibal Ultramari, da Light Print Etiquetas. Abril de 2007 3 Membros da diretoria reeleita para a gestão 2008–2010

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4 Camila, Raquel e Umberto, ladeados pelos amigos José Carlos (Multilabel) e esposa. Encontro Nacional de Convertedores, em Angra dos Reis (RJ), agosto de 2008 5 Com Davidson Tomé, companheiro na diretoria da Abiea em três mandatos 6 Diretoria reeleita para o mandato 2008–2010

depois da Abigraf‑SP. Não demorou muito para que seu jeito expansivo e assertivo chamasse atenção e Gian­no­bi­le passa a dedicar parte de seu tempo às questões setoriais. O novo milênio traz para Umberto a responsabilidade de conduzir a A ­ biea por cinco gestões (2002/2004, 2004/2006 e 2016/2018 como presidente, e 2006/2008 e 2008/2010 como vice). “Meus esforços sempre foram no sentido de mu­ ni­ciar os as­so­cia­dos com informações para que pudessem tomar decisões acertadas. Por isso, trabalhei em prol das pesquisas de mercado, dos encontros nacionais, da rea­li­za­ção de cursos e 5 palestras e da participação em feiras.” Ele relembra com carinho do congresso rea­li­za­do na Costa do Sauipe (BA) em 2006, que atraiu 400 profissionais e, mais recentemente, do estudo de mercado, lançado no final de 2018. Hoje, Umberto faz parte do conselho fiscal da A ­ biea e é diretor se­to­rial da Abigraf. “O mercado não está fácil. Máquinas cada vez menos acessíveis, inadimplência alta, estamos o tempo todo brigando por preço.” Dian­te da comoditização das etiquetas, Umberto defende a proximidade com o clien­te. “Temos de preservar o re­la­cio­na­men­to.” Para enfrentar esses e outros de­s a­f ios, Gian­no­bi­le conta com seus três filhos: Ricardo, ASSOCIATIVISMO Procurando respostas para os de­sa­f ios de em­ 48 anos, com quem divide a direção da empresa, preen­der no Brasil na década de 1980 (restri- André, 44, produção, e Camila, 37, no adminisção às importações, poucas opções de matéria-​ trativo-​­financeiro. Com uma retaguarda dessas, fica mais simples esticar a via­gem a­ nual de Um­prima, bitributação etc.), Umberto se aproxima primeiro da As­so­c ia­ç ão Brasileira das In­dús­ berto e Raquel à Itália para desfrutar de uma das paixões do casal, a gastronomia. Saluti! trias de Etiquetas e Rótulos Adesivos, A ­ biea, e

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FAZER 20 ANOS PENSANDO NO FUTURO É COISA NOSSA. A Leograf completou 20 anos buscando imprimir um futuro cada vez mais bonito, sempre usando as cores da tecnologia, da inovação e da sustentabilidade. Antecipar as tendências para inovar sempre também é coisa nossa. Para saber mais, entre em contato com nossos representantes e siga a Leo nas redes sociais. Você vai curtir.

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JosĂŠ Pinto

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F OTOG R A F I A

Amazônia clama

F

alar de José Pinto é resgatar uma fase heroica do fotojornalismo brasileiro. Quando começou, na década de 1950, entrou para uma trupe de jornalistas que mostrava as faces então pouco conhecidas da selva amazônica e dos sertões do Brasil. Como descreveu o jornalista Ewaldo Dantas Ferreira, José Pinto foi um dos únicos fotógrafos a assinar reportagem com Assis Chateaubriand e o segundo a ter uma foto creditada na primeira página do Estadão (até o final da década de 1960, as imagens levavam apenas a assinatura da agência de notícias ou do próprio jornal). Foi a intimidade com a Região Norte que catapultou José Pinto para a grande imprensa nacional. Nascido em 27 de novembro de 1930, em Belém, no Pará, em uma família de fotógrafos, desde criança convivia com o laboratório fotográfico do pai. Adolescente, já dominava o processo de revelação e também operava as antigas máquinas fotográficas, rea lizando pequenos trabalhos no estúdio instalado na loja da família. Seguindo os passos do pai e de dois irmãos mais velhos, começou a trabalhar para os jornais locais O Liberal, A Vanguarda e Província do Pará. Até que, em abril de 1952, acontece o acidente com o voo Pan Am 202. O avião, um Boeing 377, fazia a rota Buenos Aires/Nova York, conhecida como Presidente, caindo em uma área desabitada no Maranhão, na manhã do dia 29, em função de uma falha mecânica, levando consigo a vida dos seus 50 ocupantes. Caminhando pela selva, José Pinto foi um dos três jornalistas a chegar primeiro ao local do acidente, vencendo a concorrência com a imprensa mundial. O arrojo lhe rendeu o convite para integrar a equipe da revista O Cruzeiro e a mudança para São Paulo. Iniciava-se um rosário de coberturas históricas como a rebelião na colônia cor recional da Ilha Anchieta, com a fuga de 300 presos; a localização de 70 barcos da frota soviética no Atlântico Sul; a saga dos irmãos Villas Bôas entre os índios do Xingu; a guerrilha na Serra do Caparaó; a revolta dos índios Gaviões. Zé Pinto trabalhou ainda nos jornais Última Hora, Jornal da Tarde e Estadão, e nas revistas Veja, Manchete, Placar e Afinal, onde atuou até os anos de 1990.

RECONHECIMENTO

A carreira profícua lhe proporcionou dezenas de prêmios, com destaque para o de melhor capa pela APCA , em 1986, pela foto O beijo da criança na máscara de Tancredo Neves, publicada na Afinal; e o de terceira melhor foto da Copa do Mundo de Futebol, no mesmo ano, concedido pela Adidas/Fifa. Em 1996, José Pinto lançou o livro Natureza Cidade, patrocinado pela Volkswagen do Brasil, mostrando a natureza que persistia na capital paulista. E agora está prestes a ser lançado o projeto de muitos anos, Amazônia Gente. A obra, grandiosa (584 páginas), traz mais de 900 fotos, colhidas ao longo de 80 mil quilômetros de floresta, e comentários de 250 personalidades, entre escritores, poetas e jornalistas. “Não é apenas um livro de fotos de arte que José Pinto produziu e carrega debaixo do braço em busca de patrocínio. É o retrato de uma vida inteira dedicada a chamar a atenção de quem interessar

À procura de patrocínio para a versão impressa, está para ser lançada digitalmente a obra Amazônia Gente, fruto do trabalho de uma vida do fotojornalista José Pinto. Tânia Galluzzi

O amigo de décadas e entusiasta do projeto, o sertanista Orlando Villas Bôas, segura um banner ainda com o antigo título Amazônia Homem

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possa. E seu livro e sua luta para registrar uma Amazônia que exige a todo o tempo o respeito que se deve a um verdadeiro ser vivo, merecem a atenção, o interesse e o apoio de quem é, no mínimo, sensato”, escreve o jornalista Paulo Vieira Lima. Em função da saúde debilitada de José Pinto, o projeto é agora tocado por um de seus filhos, Iuri Moraes. Ele conta que o livro obteve duas autorizações para a captação de patrocínio através da Lei de Incentivo à Cultura, porém não se conseguiu fechar todas as cotas. “Decidimos levar uma versão digital ao público, que será lançada em volumes, em breve, no Brasil e no ex terior. Mas conti nua mos a trabalhar para materia lizar o trabalho no formato impresso.” Quem sabe agora, no momento em que os olhos do mundo novamente se voltam para a região.

José Pinto faleceu no dia  de outubro, em São Paulo, mesmo dia em que este texto foi redigido. Ele deixa dois filhos: Iuri, , formado em Comunicação Social, que trabalhou como repórter-fotográfico e hoje está no mercado financeiro, e Jerônimo Moraes,  , for mado em Jornalismo e repórter da TV Cultura.

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REGIONAIS

Carlos Di Giorgio

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional Rio de Janeiro (Abigraf-RJ)

ABIGRAF REGIONAL RIO DE JANEIRO Gestão 2016/ dezembro 2019 DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho 1º Vice-Presidente: José Carlos Fassarella Meneghetti 2º Vice-Presidente: Antônio Ivo Daflon dos Santos Diretor Administrativo: Alexandre dos Santos Meneghetti Diretor Administrativo Adjunto: Márcio Vitória Amorim Diretor Financeiro: Osmar D’Almeida Santos Filho Diretor Financeiro Adjunto: Cláudio Davanzo Suplentes Ruy Sérgio Lopes de Carvalho, Vicente de Paulo Di Giorgio, Sergei da Cunha Lima, André Luiz da Silva Teixeira, Renata Gomes Daflon dos Santos, Carlos Augusto Andrade Di Giorgio e Mássimo Antônio Pericle Panajotti CONSELHO FISCAL Membros efetivos Rogério Fara de Vitá, Roberto da Rocha Salgado e Mucio Matheus Capobiango Membros suplentes Valter Zanacoli Júnior, José Magno Vargas Hoffmann e Aderbal Carvalhães Falcão

62 REVISTA ABIGR AF

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A

Sistema Sigraf/ Abigraf-RJ, sempre se reinventando

maior e mais longa crise jamais vivida pelo Estado do Rio de Janeiro, aliada ao fim da obrigatoriedade do imposto sindical, poderiam justificar a redução das atividades sindicais na indústria gráfica em 2019. Se as empresas estão sofrendo com a forte redução do mercado, por que suas entidades representativas não iriam desacelerar também? O Sistema Sigraf/Abigraf-RJ entendeu que uma agenda propositiva era mais necessária do que nunca, trabalhou incessantemente para que sua atuação não sofresse revés algum e, mais do que isso, buscasse soluções para o setor. Essa, portanto, foi a tônica da atuação neste ano. As atividades e ações rea lizadas mantiveram o mesmo ritmo dos anos anteriores, calcadas na prestação de serviço e na representação junto aos poderes públicos. As empresas associadas conti nuam, por exemplo, contando com ampla assessoria jurídica trabalhista e fiscal, bem como recebendo circulares quase diárias sobre questões técnicas, jurídicas, legislativas e sobre o mercado, em um importante trabalho de inteligência setorial. Foi preciso se reinventar, e o Sistema Sigraf/Abigraf-RJ mais uma vez foi pioneiro ao capita near, com total apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a fusão entre os sindicatos do município e do Estado. Juntos, passaram a dividir despesas e ampliaram suas atividades. Esse trabalho chegou a ser tema de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que entrevistou o presidente do Sistema, Carlos Di Giorgio.

Um dos destaques da programação do GrafRio — conjunto de ações lançado no início de todos os anos — foi a rea lização do 16º Prêmio Werner Klatt, agora bienal. O número de peças inscritas chegou a 513, um crescimento de quase 60% em relação à edição anterior. Outro destaque que teve grande ressonância entre os associados foi a rea lização do Programa + Gestão: Jornada Lean e da Transformação, promovido pela Firjan. O curso teve duração de dez meses, com foco na busca por melhorias internas e desenvolvimento de novos e competitivos modelos de negócios. É preciso ressaltar a parceria com a Firjan e o Sebrae-RJ. Com o apoio destas duas entidades, foi possível rea lizar mais. A Firjan possibilitou, por exemplo, caravanas de empresários para a Fespa Brasil e Future Print, feiras rea lizadas em São Paulo. Leva a assinatura do próprio presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, a carta enviada ao governador Wilson Witzel sobre a atuação desleal da Imprensa Oficial do Estado, que estaria oferecendo ao mercado produtos e serviços, o que é proibido por decreto estadual. O Sebrae está preparando para o próximo ano uma agenda de ações específicas para o setor gráfico. A parceria com a escola de artes gráficas também foi reforçada, e as empresas associadas tiveram acesso a cursos gratuitos, como gerenciamento de cor e manutenção básica de impressora. A escola tem atuado ao lado do Sistema Sigraf/Abigraf-RJ, direcionando seus esforços para a formação de uma mão de obra capaz de suprir as necessidades do setor.


Nova liderança feminina é empossada no Siges/Abigraf-ES

N

o dia 7 de agosto, no Salão da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo e do Centro da Indústria do Espírito Santo (Sistema Findes/Cindes), em Vitória, foi rea lizada a cerimônia de posse da nova diretoria do Siges/Abigraf-ES. Mantendo o comando das entidades gráficas capixabas em mãos femininas, Maria Angela Colnago, presidente no triênio 2016/2019, foi substituída por Christine Samorini, que exercerá a função na gestão 2019/2022. Pioneira, Maria Angela destacou na oportunidade algumas ações de sua gestão. Disse que sempre buscou uma relação mais próxima e direta com os associados e que também entende suas necessidades, mas ressaltou o fato de que, durante muitos anos, foi a única mulher na diretoria do Siges/Abigraf-ES. “Me orgulho de ter preparado o espaço para mais uma presidente”. A empresária agradeceu ainda todo o apoio que recebeu dos demais membros da diretoria e, especial mente, da gestora do sindicato, Rosane Rossi. Um comentário era unânime na posse da nova presidente: Christine Samorini vem se preparando há muito tempo para este desafio. Leonardo de Castro, presidente do Sistema Findes/Cindes, destacou que Christine tem um alinhamento muito grande com os princípios que têm guiado a boa gestão sindical, no sentido de criar uma agenda conectada realmente com as dores do empresário, que faça da representação coletiva um caminho para aumentar a competitividade nas empresas associadas, sempre preocupada com temas como inovação, produtividade, desenvolvimento de mercado e questões da área tributária.

O presidente do Sindigraf-SP e da Abigraf Nacional, Levi Ceregato, apontou o trabalho arrojado, corajoso e as boas ideias como os destaques na nova diretoria. “Precisamos de pessoas que se disponham a trabalhar pela coletividade e que tenham capacidade e competência para isso”. A nova presidente garante que esses e tantos outros incentivos recebidos aumentam a sua responsabilidade e mostram que o Siges/Abigraf-ES tem, de fato, uma representatividade importante. “O esforço com que foi conduzido pelas últimas gestões reforça essa garantia. Se por um lado isso aumenta minha responsabilidade, por outro há uma certeza de que a entidade está no caminho certo”. Além dos mencionados Leonardo de Castro e Levi Ceregato, participaram do evento o secretário de Desenvolvimento do Estado, Paulo Meneguelli; o deputado estadual Lorenzo Pazolini, o vereador de Vitória, Mazinho dos Anjos; o presidente da Heidelberg do Brasil, Ludwig Allgoewer; o gerente executivo comercial da Suzano, Guilherme Monteiro; assim como lideranças empresariais, diretores da Findes e dos sindicatos patronais.

Christine Samorini

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional Espírito Santo (Abigraf-ES)

ABIGRAF REGIONAL ESPÍRITO SANTO Gestão 2019/2022 DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Christine Samorini 1ª Vice-Presidente: Lorena Scopel Depizzol 2º Vice-Presidente: Alexandre Cunha Tavares Diretor Administrativo: Dionísio Elasio Marianelli Diretor Administrativo Adjunto: Elias Colnago Diretor Financeiro: Bruno Morandi Tavares Diretor Financeiro Adjunto: Marcelo de Oliveira Carvalho Suplentes Antonio Vieira, Brunorio Serafini de Oliveira, Eros Nicco Guimarães, Lúcio Melotti, Rodrigo Sangali, Rômulo Samorini e Vinícius Martinelli Bertolo CONSELHO FISCAL Membros efetivos Ubirajara Tavares Dias, José Antonio Melotti e Elias Carvalho Soares Membros suplentes Alfeu Ribeiro de Oliveira Filho, Fernando da Silva Cerri e João Baptista Depizzol Neto

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REVISTA ABIGR AF


Congresso de Tecnologia Gráfica bate recorde A impressão digital serviu de pano de fundo para todas as apresentações, porém pouco se falou da tecnologia em si. Acertadamente, os organizadores optaram por convidar profissionais capazes de mostrar as estratégias daqueles que estão lucrando e crescendo com a tecnologia.

F

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oi preciso colocar cadeiras extras no auditório do centro de convenções Milenium, em São Paulo, para acomodar os participantes do 3º Congresso In­ter­ na­cio­nal de Tecnologia Gráfica, rea ­l i­za­do no dia 22 de agosto. O encontro superou as edições an­te­r io­res, atraindo 280 participantes. “Este foi o congresso de maior alcance que já promovemos, incluindo a presença de profissionais de vá­r ios Estados. A principal lição que tiramos é que, tendo ou não impressão digital, o mais importante é pensar como digital para nos tornarmos mais ágeis e para que possamos alimentar nossas máquinas”, afirmou Carlos Su­r ia­ni, presidente da ABTG, rea­li­za­do­ra do simpósio ao lado da APS Eventos Corporativos. A conferência foi apresentada por Francisco Veloso Filho, conselheiro da ABTG, que destacou o alcance do evento, com participantes de 14 Estados. Um deles foi Dio­ go Aguilera Aleixo Dias, da Primacor, de Belo Horizonte (MG). “Estou participando pela primeira vez e foi ex­cep­c io­nal. Estamos atentos às novidades e ten­dên­cias e é REVISTA ABIGR AF  setembro /novembro 2019

Carlos Suriani, presidente da ABTG, abriu o encontro

a impressão digital é capaz de produzir no mercado de personalização na arquitetura. Numa das palestras mais elo­g ia­d as, Sandra Rosalen falou sobre pós-​­impressão digital. Mestre e doutoranda pela Universidade de Wuppertal, Alemanha, a es­pe­cia­ lis­ta mostrou como e por que as gráficas estão perdendo dinheiro ao ne­gli­gen­cia­rem a pós-​­impressão. A pesquisadora foi enfática: as gráficas chegam a ter uma perda geral de 50% em uma linha de produção na qual a impressão é digital, mas o acabamento não. Edson Benvenho, sócio-​­diretor da Mi­ dio­g raf e da Rea­li­da­de Aumentada Brasil, iniciou as palestras da tarde mostrando com exemplos práticos como a rea­li­d a­de aumentada pode alavancar a produção de impressos. Bruno Mortara, superintendente do ONS27, coor­de­na­dor do TC130/WG13 e professor de pós-​­gra­dua­ção na Faculdade de Tecnologia Senai Theo­bal­do De Nigris, subiu ao palco para abordar o ge­ren­cia­men­to de cores na impressão digital. O congresso foi finalizado com a apresentação das táticas para am­plia­ç ão de mercado de três com­pa­nhias que seguem crescendo a despeito da crise, através de Felipe Augusto, gerente de operações da FuturaIm, Rodrigo Abreu, máster fran­quea­ do e CEO de franchising da Alphagraphics, e Paulo Estrella Fagundes, coor­de­na­dor de mar­ke­ting da Braspor. O congresso foi patrocinado pela HP, Ricoh, Agfa, Canon, Chambril, Koe­nig & Bauer e Papirus, com patrocínio ins­ti­tu­cio­ nal da Afeigraf, Drupa, Fedrigoni e Heidelberg, e apoio da Digital Printing, ExpoPrint Latin America, Fespa Brasil e Two Sides. A próxima edição, cujo tema será Gestão da Tecnologia e da Inovação, ocorre no dia 20 de agosto de 2020.

sempre bom ter nossos conceitos reciclados. Com certeza estarei aqui no próximo ano.” Os trabalhos começaram com a norte-​­americana Pat MacGrew, diretora sê­ nior da Keypoint Intelligence, que ofereceu um panorama da indústria de impressão a­ tual, tendo como base as tec­no­lo­g ias inkjet e toner. Ela transmitiu um aviso fundamental: ao fazer um novo investimento, o empresário precisa olhar cuidadosamente e verificar se se trata da solução certa para atender seus clien­tes, visando maximizar as margens do seu negócio. Eduar­d o Oliveira, fundador da Tergoprint, expandiu a mente dos participantes mostrando a infinidade de opções que A norte-americana Pat MacGrew falou sobre as tecnologias inkjet e toner


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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Jornadas de Impressão agitam Bauru, Jaú e Ribeirão Preto Como faz há muitos anos, a Abigraf Regional São Paulo continua a promover programa de palestras para os gráficos do interior paulista.

O

projeto Jornadas de Impressão está de volta. O objetivo é levar conheci­ mentos técnicos e de gestão a em­pre­sá­ rios e colaboradores da indústria gráfica paulista em forma de palestras e trocas de ex­pe­riên­cia com profissionais reno­ mados do setor. As jornadas acontecem sempre em dois dias si­mul­tâ­neos, com carga horário de três horas por dia. Em Bauru e Jaú foram quatro dias intensos de jornada, promovidas pela sec­cio­nal de Bauru. O diretor de in­te­ rio­ri­z a­ção da Abigraf‑SP, Ricardo Carri­ jo, comemora os resultados. “Atingimos os nossos objetivos. Tivemos 70 inscri­ tos em cada uma das cidades e a par­ ticipação de técnicos e em­pre­sá­rios de empresas de outras cinco cidades da re­ gião”. Para Carrijo, a atua­li­da­de e rele­ vância dos temas discutidos faz a dife­ rença. “Que­re­mos sempre manter todos os nossos em sintonia com o mercado, isso é fundamental”. Em Ribeirão Preto, a jornada aconte­ ceu nos dias 9 e 10 de outubro e contou

com a participação de 60 profis­ sionais, entre em­pre­sá­rios e téc­ nicos. “As jornadas da impressão são a ferramenta ­ideal para a Abi­ graf‑SP cumprir uma de suas prin­ cipais missões, que é manter seus as­so­cia­dos a par de todas as no­ vidades que envolvem nosso ne­ gócio e mais uma vez a jornada foi um sucesso aqui na re­gião de Ribeirão Preto”, disse Wilson dos Santos, presidente da Abigraf‑SP Sec­cio­nal Ribeirão Preto.

Ribeirão Preto

Jaú

Bauru

Encontro das Abigrafs do Nordeste Dirigentes da Abigraf Nacional e líderes de seis regionais do Nordeste participaram de evento em Aracaju.

A

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tendendo ao convite da Abigraf Re­ gio­nal Sergipe e do Sindicato das In­ dús­trias Gráficas do Estado de Sergipe, reuniram-​­se em Aracaju, no dia 18 de se­ tembro, as lideranças das Abigrafs de Ala­ goas, Bahia, Pa­raí­b a, Pernambuco, ­Piauí, além do Estado an­fi­trião. Como convida­ dos especiais, representando a Abigraf Na­ cio­nal, estiveram presentes o presidente executivo Levi Ceregato, o presidente do Conselho Diretivo Ju­lião Flaves Gaú­na, e o gerente geral Wagner Silva. Sob o tema “Conquistas e Demandas Setoriais”, o encontro foi rea­li­z a­d o pela manhã na sede da Federação das In­dús­ trias do Estado de Sergipe. Na abertura, foi exibido vídeo ins­ti­tu­cio­nal sobre Sergipe,

seguindo-​­se uma apresentação da Abigraf Na­cio­nal e palestra da economista Zeina Latif sobre o setor gráfico na­cio­nal. Após almoço servido no local, os participantes

rumaram para o auditório do Sebrae, onde assistiram palestra sobre inovação e deba­ teram assuntos de interesse da indústria gráfica da Re­gião Nordeste.


Abigraf São Paulo empossa diretoria para gestão 2019/2022

Almoço de confraternização e homenagem em Ribeirão Preto Seccional homenageou Sidney Anversa Victor, reeleito para novo mandato de três anos à frente da Abigraf Regional São Paulo.

A nova diretoria traz como novidade a constituição de um Conselho Consultivo, que atuará em seis diferentes áreas.

C

om registro de chapa única, o que dispensa as formalidades referentes à votação e apuração, foi divulgada no final de setem­ bro a composição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal, com seus respectivos suplen­ tes, da Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Regional do Estado de São Paulo (Abigraf­SP) para o triênio 2019/2022. A nova gestão assume no dia 29 de no­ vembro e a solenidade de posse ocorre em 6 de dezembro. O presidente Sidney Anver­ sa Victor, reeleito, anunciou que foi criado o Conselho Consulti­ vo da entidade, afirmando: “A in­ dústria é 4.0 e o gráfico também tem que ser. A ideia de criar o conselho é para que estejamos ainda mais preparados para as mudanças em nosso negócio, o que vem acontecendo numa velocidade incrível”.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA – REGIONAL SÃO PAULO Gestão 2019/2022 DIRETORIA EXECUTIVA Membros Efetivos – Presidente: Sidney Anversa Victor ◆ 1º Vice-Presidente: João Ricardo Scortecci de Paula ◆ 2º Vice-Presidente: Flavio Tomaz Medeiros ◆ Diretor Administrativo e Editorial: Carlos Roberto Jacomine da Silva ◆ Diretor Administrativo Adjunto: Levi Ceregato ◆ Diretor Financeiro: Luiz Gornstein ◆ Diretor Financeiro Adjunto: Umberto Giannobile Membros Suplentes – Felipe Salles Ferreira, Fabio Gabriel dos Santos, Beatriz Duckur Bignardi, Flávio Marques Ferreira, Reginaldo Soares Damasceno e André Machado CONSELHO FISCAL Membros Efetivos – Wilson dos Santos, José Ricardo Scareli Carrijo e Valdomiro Luiz Paffaro Membros Suplentes – Ricardo Marques Coube, Ricardo Cruz Lobato e Ricardo Cafarro Sutto DIRETORES SETORIAIS Editorial: Carlos Roberto Jacomine da Silva ◆ Rótulos e Etiquetas: Umberto Giannobile ◆ Embalagem: Felipe Salles Ferreira ◆ Promocional: Fabio Gabriel dos Santos ◆ Impressos de Segurança: André Machado ◆ Cadernos: Beatriz Duckur Bignardi ◆ Interiorização: José Ricardo Scareli Carrijo ◆ Serigrafia: Ricardo Cafarro Sutto CONSELHO CONSULTIVO Relações Institucionais: Luiz Gornstein ◆ Inovação e Tecnologia: Fabio Gabriel dos Santos ◆ Sustentabilidade: José Ricardo Scareli Carrijo ◆ Micro e Pequenas Empresas: Ricardo Cafarro Sutto ◆ Comunicação e Novos Negócios: Rodrigo Abreu ◆ Capacitação: Elcio de Sousa

Momento em que Sidney Anversa Victor recebia a homenagem por parte de (E/D) Wilson dos Santos, presidente, e Sander Luiz Uzuelle, diretor, da Abigraf Seccional Ribeirão Preto

P

ara celebrar o término das Jornadas de Impressão a Abigraf­SP sempre promo­ ve um almoço com a presença dos par­ ticipantes, parceiros e personalidades lo­ cais. Este ano, a seccional de Ribeirão Preto aproveitou a chance para homenagear o presidente da Abigraf Regional São Pau­ lo, Sidney Anversa Victor, que segue para seu segundo mandato seguido. “Fiquei realmente emocionado com a recepção que tive em Ribeirão Preto, tanto que na hora de falar, me faltaram palavras, foi uma grande honra ter o trabalho dessa primei­ ra gestão reconhecido com tanto carinho”, disse Sidney. Para o presidente da seccio­ nal, Wilson dos Santos, a homenagem a Sidney é o reconhecimento pela conduta que o dirigente da entidade sempre mos­ trou. ”Sidney é ético, transparente e gene­ roso. Ele não tem nenhum problema em dividir com outros gráficos o conhecimen­ to e as lições que aprendeu como empre­ sário bem­sucedido. Ele inspira a todos nós, é um exemplo de que é possível vencer, por isso decidimos homenageá­lo”.

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

XXV CONCURSO LATINOAMERICANO DE PRODUTOS GRÁFICOS THEOBALDO DE NIGRIS

Paranaense Belton foi a maior vencedora brasileira As gráficas brasileiras tiveram um bom desempenho no concurso realizado no México. o término do Congresso e As­ sembleia Geral Extraordinária da Conlatingraf, o Concurso Theo­ baldo De Nigris recebeu a ins­ crição de 384 trabalhos. Foram distribuídos 64 troféus Ouro e 49 Pratas entre nove países partici­ pantes, dos quais dois, Panamá e República Dominicana, não tive­ ram nenhuma conquista. CLASSIFICAÇÃO GERAL PAÍS

E

ntre as 17 gráficas brasileiras que conquistaram o Prêmio Theobal­ do De Nigris 2019, o lugar de honra ficou com a Artes Gráficas e Editora Belton, de Curitiba (PR), que ganhou três troféus Ouro. Foi seguida pela Plural Indústria Gráfica, de Santa­ na de Parnaíba (SP), e a 43 Gráfica e

Editora, de Blumenau (SC), com dois Ouros cada. O Brasil, com 17 Ouros e 16 Pratas, ficou em segundo lugar no cômputo geral, superado pelo país­sede, o México, que acumulou 31 Ouros e 19 Pratas. Rea li za do na capital mexica­ na, na noite de 22 de agosto, após

VENCEDORES BRASILEIROS EMPRESA

● ●

Belton/ PR

3

2

Plural/ SP

2

1

43 Gráfica/ SC

2 —

Sobral/ CE

1

2

Antilhas/ SP

1

1

Automação/ RS

1

1

Catuaí/ PR

1

1

Escola Senai TN

1

1 1

FTD/ SP

1

Leograf/ SP

1 —

México

31

19

Posigraf/ PR

1 —

Brasil

17

16

RB/ SP

1 —

Chile

11

11

Sutto/ SP

1 —

Venezuela

2

1

Corgraf/ PR

— 3

Paraguai

1

1

Braspor/ SP

— 1

Peru

1

1

Eskenazi/ SP

— 1

Costa Rica TOTAL

● Ouro ● Prata

1

Loyola/ SP

— 1

64

49

Total

17 16

● Ouro ● Prata

México sedia assembleia da Conlatingraf e congresso latino-americano de jovens O presidente e o gerente geral da Abigraf Nacional representaram o Brasil nos eventos promovidos pela Conlatingraf e a Canagraf.

E

m parceria com a Câmara Nacional da In­ dústria de Artes Gráficas, Canagraf, a Con­ federação Latino­Americana da Indústria Grá­ fica, Conlatingraf, realizou assembleia geral extraordinária e o congresso latino­americano de jovens, entre 20 e 22 de agosto, na Cidade

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do México. Participaram os presidentes e re­ presentantes das associações de nove países. Na ocasião, o Brasil foi representado por Levi Ceregato e Wagner Silva, respectivamente, presidente e gerente geral da Abigraf Nacional. No dia 20, os participantes seguiram para a cidade de Pueblo, onde foram re cep­ cionados pelo presi­ dente da Canagraf lo­ cal, Juan Sanchéz. Lá, ao longo do dia, as­ sistiram às palestras “Redesenhando sua Zona de Conforto”, “Diversidade e Renta­ bilidade Tecnológica”

e “Talentos de Ação”, regressando no final da tarde ao Hotel Fiesta Americana, na Cidade do México. No dia seguinte, desenvolveram­se os trabalhos da assembleia nas instalações cen­ trais da Canagraf. No último dia, o programa foi iniciado com nova apresentação da pales­ tra “Redesenhando sua Zona de Conforto”, se­ guindo­se os painéis Convergência Tecnológi­ ca e Sustentabilidade, para encerrar­se com a palestra máster “O Poder da Mudança”. Ainda no dia 22, foi realizada cerimônia protocolar com as presenças dos presidentes Bruno Ga­ licia Landaverde, da Canagraf; Emmanuel Ro­ jas Bolanõs, da Conlatingraf, que deixa o cargo, e do novo líder da entidade, Hector Cordero Popoca; e da chefe do governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nºs 125 e 126 de setembro/outubro e novembro/dezembro 1989

Uma trajetória brilhante A

bolsa de estudos que obteve no Senai, onde dá aulas há dez anos, permitiu a Fernando José Pini frequentar o curso de pósgraduação em Engenharia Gráfica, oferecido pela Escola Técnica Supe rior de Engenheiros Industriais de Terressa, ligada à Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha. Formado

em Administração de Empresas pela USP e com o curso de técnico gráfico rea lizado no Senai, Pini foi habilitado a cursar a escola. Foram nove meses, com uma carga horária de 914 horas, 554 de aulas teóricas e 360 de está gios práticos. O aproveitamento de Fernando Pini na Catalunha rendeu-lhe o primeiro

lugar, com a nota média final mais alta da turma de 11 alunos, composta por mais um brasileiro, uma chilena e oito espanhóis. Um dos professores foi German Gorri, que presidiu o Comitê Organizador Inter nacional do IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica rea li zado em maio {1988} no Rio de Janeiro. Pini, que também atuou por três anos como chefe de impressão da Asbahr, escolheu para a tese de conclusão do curso o tema “Informática e Eletrônica nas Novas Tecnologias de Artes Gráficas”, tendo como orientador Ricard Casals. Retornando ao País, Pini, que também é diretor de Tecnologia da ABTG, se sente como “um multiplicador das informações para os colegas, a comunidade gráfica brasileira e, naturalmente, para os alunos”. (nº 125)

Os códigos de barras vêm aí P

eter Hicks, um dos fundadores da Automatic Identi fication Machinery Association, da Inglaterra, e expert do código de barras, assinou artigo na Revista Abigraf nº 126 sobre a chegada da novidade ao Brasil. “Um exército de barras pretas e brancas está marchando sobre o Brasil. Há mais de 15 anos observo esses invasores úteis. Encontrei- os pela primeira vez nos Estados Unidos quando ainda eram uma curiosidade. Meus colegas ingleses diziam que jamais conquistariam o Reino Unido. Mas conquistaram. Até os japoneses sucumbiram a eles. Durante a minha segunda visita ao Brasil tenho a nítida impressão do deja vu. ‘Que utilidade

tem para nós?’, ou “Quero ver para crer”, são comentários frequentes. A única diferença entre o Brasil e outros países é a questão dos aparelhos de leitura ótica, na sua maioria, produzidos em larga escala no Oriente ou nos EUA. Porém, o avanço no setor de aparelhos de leitura oferece hoje muitas alternativas que substituem os scanners de laser tipo slot, usados no PDV, ou as pistolas manuais de laser. A  tecnologia está a ponto de produzir diodos de laser que emitem luz no espectro visível; já existem scanners manuais usando CCD (charge couple device), capazes de decodificar em alta velocidade. A  caneta ou bastão ótico são de fácil fabricação no parque

Tatiana Belinki, com Caio Fernando Abreu

Homenagem merecida N

o dia 24 de outubro, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro fez a entrega do Prêmio Jabuti 89 aos vencedores das suas 16 categorias. Em homenagem ao trabalho desenvolvido na literatura brasileira em geral e particularmente na infanto-juvenil, o “Prêmio Personalidade Literária do Ano” foi entregue por Ziraldo à escritora Tatiana Belinky, como reconhecimento à importância da sua obra. (nº 126)

Inflação descontrolada indus trial brasileiro. Não há dúvida quanto aos benefícios da codificação, especialmente no Brasil: inflação alta, grandes redes de lojas, grande variedade de produtos. Tão logo seja o equipamento adequado e instalado, as lojas usarão o sistema de leitura ótica no terminal de ponto de venda. Os fabricantes devem desde já economizar tempo e esforço, codificando seus produtos. Com certeza, os códigos de barras estão chegando ao Brasil”.

N

o editorial da edição nº 125, Luis Vasone, presidente da Abigraf Regional-SP, comentou o seguinte: “Não há dúvidas, vida de industrial gráfico é difícil. São inúmeros os malabarismos que ele tem de fazer e de se submeter para sobreviver nesse mercado. Suas principais armas são qualidade, prazo e custo — fatores que pesam bastante em sua atividade — e notadamente criatividade. E todos nós precisamos muita criatividade para enfrentar uma inflação desse tamanho, que já chegou aos 524,03% neste ano, até o mês de setembro”.

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MENSAGEM

ecolagem d a ra a p to n ro p o d tu e o ã Nova gest ar alto.

libera o País para vo a ci ên id ev Pr da a m or ef R Aprovação da

F

icro e Pequenas Empresas, M e, ad ilid ab nt ste Su o nto para avançar. A e Novos Negócios, Capacitaçã o Finalmente o Brasil está pro açã nic mu Co ou im evidência já an O objetivo aprovação da Reforma da Pr onal e Comunicação Visual. ssi ofi Pr ão est a da economi ados com as o mercado e alguns setores nter nossos associados anten ma é de cen rea e qu o s, que negócio mudanças em nosso setor, sentindo um aumento nos e qu ito de a acontecem em velocidade mu nos empresários a esperanç a já é scer grande. Af inal, se a indústri chegou a hora de voltar a cre que ser. o 4.0, os gráficos também têm O que o País de forma consistente. É clar o as Aproveito para lembrar que esperava desde que ainda falta muito, com abertas. ca, nossas portas estão sempre os anos 90 agora reformas Tributária e Políti cada sde Queremos uma Abigraf-SP está começando mas o que o País esperava de iva. ndo vez mais forte e representat a acontecer. os anos 90 agora está começa os pode a livre, Acredito que a união de tod a acontecer. Juros em qued se de volta fazer com que deixemos a cri combate ao déficit fiscal, a isso menos sustos da confiança no Brasil, tudo maneira mais rápida, com de o lad ssa no ra lmente pa não mudou: é um grande alento principa is confiança. Nossa missão ma e as siv ces su do ficos sofren r lutando para ajudar os grá ua indústria gráfica, que vem tin con s mo va ua ação. desemprego contin perdas nos últimos anos. O  r, com muito trabalho e dedic era sp pro a ar, tiz nto se concre alto, mas quando o crescime Um grande abraço a todos! . tar tra con a r lta vo ficaremos felizes em sitivo, nossa sidney@congraf.com.br E no meio desse cenário po e. nt fre la pe ato diretoria terá mais um mand Abigraf-SP, agora Continuo na presidência da e-presidente. O time com João Scortecci como vic desaf ios pela frente: é o mesmo e temos grandes alternativas, ajudar fomentar novos negócios e às mudanças nossos sócios a se adaptarem da mais a qualificação tecnológ icas, incentivar ain ficos no meio político, profissional e dar voz aos grá vidos pelo governo fazendo com que sejamos ou sejam atendidas. e para que nossas demandas temos uma Para o triênio 2019-2022 um conselho grande novidade. Criamos fica Bra sileira da Indústria Grá s áreas de na Presidente da Associação tes tan en res rep com ) o f-SP consultiv Regional São Paulo (Abigra ção e Tecnologia, va Ino , ais ion uc tit Ins s õe Relaç

Sidney A nversa V ictor

70 REVISTA ABIGR AF

setembro /novembro 2019


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Revista Abigraf 303  

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