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R E V I S TA

I S S N 0103•57 2 X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I V • M A I O / J U N H O 2 0 19 • N º 3 0 1

EDUARDO YAMASHITA VÊ COM BONS OLHOS A ENTRADA DOS GRÁFICOS NO SEGMENTO DA COMUNICAÇÃO VISUAL

MAIS DE 650 MARCAS ESTARÃO PRESENTES NA FUTUREPRINT E ORGANIZADORES ESPERAM RECEBER 36 MIL VISITANTES

O MERCADO DE RÓTULOS E ETIQUETAS DEMONSTRA UMA GRANDE DOSE DE RESILIÊNCIA E SE MANTÉM PROMISSOR


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R E V I S TA

I S S N 0103•57 2 X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I V • M A I O / J U N H O 2 0 19 • N º 3 0 1

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 529 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Fábio Gabriel, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Rogério Camilo, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3232-4537 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897) e Evanildo da Silveira Colaboradores: Domingos Ricca, Hamilton Terni Costa, Nelson Alves dos Santos e Roberto Nogueira Ferreira Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Editoração Eletrônica: Studio52 Papel do miolo: Lumistar 83 g/m², da BO Paper Impressão capa: BMF Laminação capa e aplicação de hot stamping com fitas MP do Brasil: GreenPacking Impressão miolo: BMF e Lis Acabamento lombada quadrada: HR Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3232-4537 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

maio /junho 2019

Nossa capa

O Mestrado do Sol, tinta acrílica sobre tela, 160 × 120 cm, 2019

Antonio Peticov

REVISTA ABIGRAF 301 MAIO/JUNHO 2019

REVISTA ABIGRAF

EDUARDO YAMASHITA VÊ COM BONS OLHOS A ENTRADA DOS GRÁFICOS NO SEGMENTO DA COMUNICAÇÃO VISUAL

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MAIS DE 650 MARCAS ESTARÃO PRESENTES NA FUTUREPRINT E ORGANIZADORES ESPERAM RECEBER 36 MIL VISITANTES

O MERCADO DE RÓTULOS E ETIQUETAS DEMONSTRA UMA GRANDE DOSE DE RESILIÊNCIA E SE MANTÉM PROMISSOR

FuturePrint

Feira voltada à impressão e à comunicação visual reúne mais de 650 marcas no Expo Center Norte, em São Paulo, com a expectativa de receber 36 mil visitantes.

Olhar global

O consultor Hamilton Costa analisa o cenário da indústria gráfica no mundo a partir dos dados de estudo recente da Messe Düsseldorf, o Drupa Global Trends.

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Congraf instiga empresários

Realizado em Porto Alegre, congresso bate recorde de público, atraindo 560 profissionais, incentivando-os a pensar em novos formatos, em crescimento e inovação.


Oportunidades na comunicação visual

Um dos principais especialistas do setor, Eduardo Yamashita, fala sobre tendências tecnológicas e de mercado e da necessidade premente de se investir em capacitação.

Rótulos e etiquetas continuam a crescer Mesmo nos anos mais agudos da crise, setor amplia em 23% sua produção, que em 2020 pode bater os 470 milhões de metros quadrados de laminados.

Setor se despede de Ruoppoli

Muito atuante, Carlos Alberto Ruoppoli participou ativamente do nascimento e desenvolvimento da Afeigraf, trabalhando com afinco para a realização e consolidação da ExpoPrint.

Comprometimento e paixão

Fundador da Gráfica Rami, referência no segmento de rótulos, José Carlos Rizzieri conta detalhes de sua trajetória profissional, marcada pela perseverança e senso de oportunidade.

É noite, tudo se sabe

Exposição reúne o trabalho de onze fotógrafos latino-americanos que recorrem às horas noturnas para pensar a região, revelando as inquietações e a poética em oito países.

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Que mercado é esse?

Ao completar 15 anos, Afeigraf realiza pesquisa para entender como as novas tecnologias estão sendo acolhidas pelo mercado e para detectar tendências.

18 30 43 44 52 Editorial/ Levi Ceregato......................... 6 Conexão Brasília/Roberto Nogueira...... 49 Rotativa ............................................... 8 E-social/Sheila Saad Ricca ................. 50 Afeigraf/ 15 anos ............................... 16 Seccionais Bauru e Ribeirão Preto ....... 56 Escolar Office Brasil ........................... 42 Acordo Sindigraf-SP e ABTG/ONS27 ... 56 Memória/Carlos Alberto Ruoppoli ........ 43 Há 30 Anos........................................ 57 RH/Nelson Alves dos Santos ............... 48 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 58 maio /junho 2019

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EDITORIAL

ís? Por que acreditar neste Pa

aior do que a crise. m é l si ra B O . ís pa o ss no Temos de voltar a ter fé em

N

blemas caos, que ag igantam os pro o m ala rop e p qu . er a essa pergunta. seu viés político-partidário Não tem sido fácil respond de ção fun em a, al e a analógic ouvida durante A cada dia, a mídia tradicion s de espalhar a mensagem mo Te te ren tor a nos dão um s, juntos, repensar sem falar nas redes sociais, ngraf. A hora é agora. Vamo Co o sa en im a eas rmos ess o nosso negócio, tomar as réd de motivos para abandona nal, uitos de nossa trajetória profissio nau chamada Brasil. Em m por pressão estimular os colaboradores momentos, ela nos dá a im iclagem outros, meio de treinamentos e rec de estar desgovernada; em eixamos de D m la de conhecimento a pensare parece estanque, limitada pe enxergar aquilo sem os empresários nossa linha de produtos para falta de ventos, flutuando e qu os ria. que possamos surpreender perspectiva, presa na calma estrangeiros os de clientes. Não há saída, tem São tantos os problemas inuam a nt co o nd ra a afoga olhar de forma diferente pa enfrentados que acabamos r: todo o nosso ve igmas s nossa rotina, quebrar parad nosso otimismo. Esquecemo enso potencial. im os para seguir em frente. que já vivenciamos e superam mos de Podemos sim acreditar outras tempestades. Deixa ios sár nós! enxergar aquilo que os empre no Brasil, porque ele somos sso no o o tod : estrangeiros continuam a ver tinua a existir e r lceregato@abig raf.org.b imenso potencial. Sim, ele con l asi Br O  var isso. o agronegócio está aí para pro es de alimentos é um dos maiores produtor ção de açúcar, do mundo, é líder na exporta posição que tem café, suco de laranja e soja, ra outros itens. tudo para ser estendida pa turais, não nos falta Não nos faltam recursos na serenidade para olhar força de trabalho. Nos falta no de forma isenta e as propostas do novo gover fundamentais, como crítica, apoiando os pontos e questionando aquelas a Reforma da Previdência, istas e aprimoradas. que podem e devem ser rev fica voltar a ter fé em Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação Mais do que isso, temos de Indústrias Gráfica s das to dica Sin do e se. al) cri ion a do que (Abigraf Nac digraf-SP) nosso país. O Brasil é maior no Estado de São Paulo (Sin les ue aq e qu do res lho me e es ior Nós somos ma

L evi C eregato

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As empresas que estão sobressaindo na nossa indústria são aquelas que aparecem com produtos inovadores desenhados para atender as necessidades de seus clientes no acelerado mundo digital de hoje em dia. Elas não estão olhando para trás para ver como eram as coisas. Elas estão olhando para a frente da forma que as coisas devem ser. E elas estão se saindo bem. Na PRINT® 19, você encontrará as mentes criativas atrás de algumas dessas fascinantes novas empresas e escutar palestrantes como Nicholas Thompson, editor chefe da revista Wired, apresentando o futuro do negócio. A discussão será franca, honesta, e, talvez, um pouco desconfortável. Mas isso pode ser exatamente o que você precisa para poder sobreviver. Vejo você lá.

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Literatura brasileira valorizada em feira de Buenos Aires Oito editoras brasileiras estive-

Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica Foi divulgada a programação

criativo da impressão digital em de palestras do 3º Congresso In- “Inovando com personalização ternacional de Tecnologia Gráfi- e customização em novos nica, que será realizado no dia 22 chos de mercado”. O diretor code agosto, no Espaço Milenium, mercial da NeoBand, Arnaldo em São Paulo. Sob o tema “Im- Peres Junior, especialis ta com pressão digital: o futuro é ago- mais de 35 anos na indústria grára”, o evento é promovido pela fica, vai falar sobre “A integração As so cia ção Brasileira de Tec- de impressão digital e analónologia Gráfica ( ABTG) e APS gica”. Sandra Rosalen, pesquisadora científica na cadeira de Eventos Corporativos. A palestra de abertura será pós-impressão e embalagens na proferida por Pat Macgrew, di- Alemanha, com “Pós-impressão retora Sênior da Keypoint Intelli- digital integrada”, vai mostrar gence, empresa de pesquisa e que a pós-impressão pode ser a análise de mercado nas áreas resposta em como agregar vade produção gráfica e impres- lor ao material impresso. Por sua são digital, com o tema “Estado vez, o sócio-diretor da Midiograf da arte e tendências das tecno- e da Realidade Aumentada Brasil, logias toner e inkjet”. Em segui- Edson Benvenho, com “Impresda, Eduardo Oliveira, fundador são digital integrada ao munda Tergoprint, aborda o alcance do digital”, vai discorrer sobre as

oportunidades que surgem com a integração das mídias. Sob o tema “Estratégias para ampliação de mercados”, empresas de sucesso contarão o que fizeram e fazem para conquistar novos clientes e fidelizar os atuais, representadas por: Paulo Estrella Fagundes, coordena dor de Marketing da Braspor; Felipe Augusto, gerente de Operações da FuturaIM Gráfica Online; e Rodrigo Abreu, master franqueado e CEO da Master Franquia Brasileira das AlphaGraphics. O Congresso tem o patrocínio institucional da Afeigraf, Drupa, Fedrigoni e Heidelberg; patrocínio ouro da HP; e bronze da Agfa e Papirus. Inscrições: www.congressotecnologiagrafica.com

Parceria global Kodak Alaris e Softexpert A Kodak Alaris, empresa global desenvolvedora de

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soluções de captura de documentos que simplificam os processos de negócios, e a SoftExpert, fornecedora de software e serviços para automação, firmaram parceria para ofertar seus produtos e soluções no mercado mundial, com a expectativa de gerar US$ 5 milhões em negócios nos próximos três anos. A Kodak Alaris produz linhas de escâneres, software e serviços distribuídos em uma rede

de canais de vendas em todo o mundo e trabalha para facilitar o entendimento de informações com soluções conectadas e inteligentes, habilitadas por ciência da imagem. Com um número superior a dois mil clientes em 37 países, a SoftExpert vem se consolidando no mercado internacional. Recentemente, a companhia conquistou nos Estados Unidos os clientes Atlas Aerospace, Exedy America Corporation, Frito Lay, General Dynamics e Nortek Inc.

ram presentes na Feira Inter nacional do Livro de Buenos Aires, que ocorreu de 25 de abril a 13 de maio. Elas participaram da Jornada Profissional, de 23 a 26 de abril, com o apoio do Bra zilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Os encontros realizados pela delegação nacional geraram US$ 239 mil em negócios fechados e expectativas para os próximos 12 meses. Considerando o momento atual da economia argentina, esses números demonstram que a literatura brasileira permanece valorizada no mercado internacional e com resultados positivos”, declara Fernanda Dantas, gerente de Relações Internacionais da CBL e gerente do projeto Brazilian Publishers. Além das editoras, duas escritoras brasileiras, Ana Paula Maia e Bianca Santana, também marcaram presença na feira argentina. Ana Paula Maia, que compôs o grupo de debate “La ficción literária y audiovisual: encuentros y distancias”, lançou no evento a sua obra Enterre seus Mortos, traduzida para o espanhol pela editora argentina Eterna Cadencia. Já Bianca Santana apresentou seu livro Inovação Ancestral de Mulheres Negras: Táticas e Políticas do Cotidiano, que reúne textos de 26 mulheres negras brasileiras e foi lançado no dia 30 de abril. www.cbl.org.br

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HÁ 15 ANOS APOIANDO A indústria GRÁFICa e mantendo em sintonia os principais fornecedores DO MERCADO Juntos por grandes objetivos. ASSOCIADOS


Bobst apresenta novos equipamentos Convertedores e fabricantes participaram de open house promovido no Competence Center da Bobst Latinoamérica no dia 9 de maio, em Itatiba (SP). Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer as máquinas de corte e vinco da linha Novacut, modelos 106 E 3.0 e 106 ER, juntamente com a dobradeira- coladeira Expertfold 80, inovações que prometem proporcionar automação, alto desempenho e competitividade. A empresa destacou as atuais iniciativas de modernização em andamento, como parte da estratégia de transformação para o crescimento, no sentido de ajudar seus clientes a obter um fluxo de trabalho mais automatizado e conectado, com desempenho otimizado e rentável. “Estamos impulsionando a transformação no setor de embalagens

com base em digitalização, automatização e conexão, o que torna a cadeia produtiva mais ágil e flexível”, declarou Eduardo Petroni, CEO da Bobst Latinoamérica do Sul. Durante o evento, Helcio Takeda, da Pezco Economics, proferiu palestra sobre crescimento sustentável no Brasil. Segundo a Bobst, a Novacut 106 E 3.0 faz sua primeira aparição na América do Sul e é reconhecida pela capacidade de cortar e vincar

diferentes tipos de produtos e materiais de maneira produtiva, ergonômica e muito econômica. Já a máquina de corte e vinco modelo 106 ER incrementa a produtividade de toda a operação de conversão e conta com separação de pose em linha, entregando pilhas prontas para serem enviadas diretamente para a dobradeira-coladeira. A Expertfold 80 permite a produção de diferentes tipos de embalagem e materiais a velocidades de até

450 metros por minuto. O modelo apresentado conta com recursos adicionais como Accubraille GT, para a aplicação de braile; Speedwave 2, equipamento livre de ganchos para o processo de dobra e cola de embalagens de fundo automático em alta velocidade, com enorme precisão; e Cartonpack 4, que oferece empacotamen to inteligente e automático em velocidades de até 200.000 c/h. www.bobst.com

Klabin comemorou 120 anos

Maior produtora e exportado-

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ra de papéis para embalagens do Brasil, a Klabin completou 120 anos de história no dia 19 de abril e comemorou a importante data com o lançamento de um novo posicionamento institucional sob o conceito “Transformar o futuro é a nossa matéria-prima”, inspirado no poder transformador da companhia e no seu compromisso com a geração de valor compartilhado, com o objetivo de contribuir para a construção de um mundo melhor. O novo REVISTA ABIGR AF

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posicionamento tem como peça central um vídeo-manifesto, que mostra como a empresa, ao longo de sua trajetória, se tornou especialista em transformar, ressaltando o foco na sustentabilidade. Para marcar a data, a empresa também lançou um site mais moderno, intuitivo e com novas sessões de conteúdo, além

de disponibilizar uma playlist em seu canal no Spotify, com um resgate histórico de músicas que marcaram as décadas dos últimos 120 anos. As canções estão acessíveis no perfil klabin.sa. No sentido de resgatar a memória da empresa, estão programadas exposições nas fundações Ema Klabin (SP), Eva Klabin

(RJ, e no Museu da Casa Brasileira (SP), assim como uma série de atividades voltadas às comunidades instaladas nas regiões onde possui operações, honrando seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento social, cultural e ambiental. O vídeo- manifesto da campanha pode ser acessado no canal da companhia no Youtube, por meio do link www.youtube. com/klabininstitucional. Mais informações: www.klabin.com


Protótipo do novo dispositivo de cura

Nova técnica para determinar grau de cura das tintas UV Durante o IST UV Days 2019, realizado de 13 a 16 de maio, em Nürtingen, Alemanha, a HuberGroup apresentou a NewV Cure, técnica inovadora baseada na ciência para determinar o grau de cura das tintas UV. Embora as tintas UV estejam ganhando popularidade e ofereçam um processo de cura de alta velocidade, tem sido difícil determinar rápida e definitivamente se a impressão está adequadamente

curada. Na falta de métodos confiáveis, a maioria dos operadores verifica subjetivamente a qualidade da cura usando testes físicos como limpeza com algodão, arranhões ou o uso de um polegar, além de caracterização química. No entanto, o grau de cura afeta a dureza, a robustez, o comportamento de migração e a capacidade de processamento adi cio nal de um filme de tinta. Na verdade, a cura

inadequada afeta negativamen- de um produto impresso”, explite a usabilidade e a qualidade do ca a Dra. Carina Sötebier, chefe produto impresso. do Laboratório Central de Aná“Nossa nova abordagem ba- lises da HuberGroup. Roland seada na ciência fornece uma Schröder, gerente de Produto avaliação fácil e objetiva da cura UV da HuberGroup, acrescenta: por UV em poucos minutos. Para “Com a cura da NewV, terminadeterminar o nível de cura das mos todos os métodos subjetitintas UV, usamos um líquido de vos da determinação de cura e teste e um dispositivo de teste criamos um novo padrão para eletrônico. Ao testar um extrato o gerenciamento da qualidade predefinido, a NewV Cure pode na cura por UV ”. identificar o nível de qualidade www.hubergroup.com

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Acordo de cooperação X-Rite e Colorgate D

Prêmio Paulista cresce na segunda edição

Revisar o regulamento a cada edição,

refletir o que acontece no nosso mercaadequando critérios de julgamento, seg- do, que está em constante movimento. mentos participantes e categorias às mu- O resultado é que o nosso Prêmio Paudanças do mercado, é uma das premissas lista, além de ter melhorado como um do Prêmio Paulista de Excelência Gráfi- todo, também cresceu”, comemora o preca Luiz Metzler. Nesta segunda edição, sidente da Abigraf Regional São Paulo, os produtos concorrem entre seus se- Sidney Anversa Victor. tores industriais ou de mercado. No seOs trabalhos inscritos serão dividitor de embalagens, por exemplo, produ- dos em nove segmentos, subdivididos tos destinados à indústria de alimentos em 28 cate go rias, que receberão trodisputam apenas com outros semelhan- féus nas modalidades “Melhor Imprestes. Serão contemplados nove segmen- são e Acabamento” e “Melhor Design e tos: Promocional, Editorial, Impressos de Inovação”. Todas as peças concorrentes Segurança, Cadernos, Embalagens, Em- disputam os 28 troféus na modalidade balagens Flexíveis, Rótulos e Etiquetas, “Melhor Impressão e Acabamento”. Para Comunicação Visual (sinalização) e Im- cada segmento haverá um prêmio destipressos em Rotativa Offset. “A primeira nado à modalidade “Melhor Design e Inoedição do prêmio foi um grande suces- vação”, totalizando assim 37 troféus, quaso. Mas, seguindo o exemplo do patro- tro a mais do que na primeira edição do no Luiz Metzler, que sempre buscava o prêmio. Data, local e horário da cerimônia aperfeiçoamento em tudo que fazia, a di- serão divulgados em breve. As inscrições retoria da Abigraf-SP, em conjunto com a e o regulamento da premiação estão no site www.premiopaulista.com.br. ABTG, fez mudanças no regulamento para

uas grandes companhias do segmento de cores, a X-Rite e a ColorGate, anunciaram na Fespa 2019, realizada de 14 a 17 de maio, em Munique, na Alemanha, um acordo de cooperação para o desenvolvimento conjunto de soluções para gerenciamento de cores, principalmente com foco em cores especiais de marcas. Em um primeiro passo, o PantoneLive passará a oferecer o novo Spectral Spot Module, criado pela ColorGate. O principal objetivo é atender às demandas crescentes por qualidade e fidelidade de cores de marcas corporativas, sobretudo no compartilhamento de informações para produção em plantas remotas de pré-impressão e impressão. Sem dados espectrais, o compartilhamento de cores exatas através da cadeia de suprimentos pode ser complicado, levando a inconsistências de cores, retrabalho e a consequente perda de tempo e dinheiro. A união entre as soluções PantoneLive e Spectral Spot Module criará uma ferramenta baseada em nuvem para sistemas de provas e compartilhamento assertivo de dados de cores entre profissionais de criação e impressão. Ademais, produtores e proprietários de marcas terão acesso a uma ampla gama de dispositivos de impressão industrial digital para produção de etiquetas, rótulos e impressão digital para embalagens de papelão ondulado. Por meio do Spectral Spot Module, é possível a caracterização espectral de cores de modo preciso, tanto para aplicações de impressão comerciais quanto industriais e, assim, melhorar a precisão da reprodução, especialmente quando reproduzida usando impressão digital. O módulo suporta descrições de cores exatas no formato C xF/X4, de acordo com a ISO 17972-4:2018.

Epson tem novo diretor-presidente no Brasil A Epson anunciou no dia 29 de abril a troca do seu comando no Brasil. Fábio Neves, que ocupava o cargo de vice- presidente para a América Latina na Videojet, empresa do grupo Danaher, é o novo diretor- presidente, em substituição a Fernando Stinchi, promovido a vice- presidente de Marketing da América Latina. Com MBA

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Executivo pela Fundação Dom Cabral e graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade da Amazônia (Unama), Fábio Neves foi vice-presidente executivo de Marketing, Vendas e Serviços da Xerox no Brasil e CEO da Pitney Bowes Semco no País. Na Videojet, iniciou sua trajetória em 2015 como general manager para o Brasil e, em 2018,

foi alçado à vice-presidência para a América Latina. Por sua vez, Fernando Stinchi ocupava o cargo de diretor-presidente da Epson do Brasil desde maio de 2015. Agora, trocará a subsidiária da empresa em Barueri (SP) pela sede da companhia em Long Beach, nos Estados Unidos, passando a fazer parte da Epson Americas. www.epson.com.br


Procure por material certificado FSCÂŽ


Printi renova equipamentos e otimiza capacidade de produção

Tarsus e APTech anunciam aliança estratégica Tarsus Group, dona e organizado-

Plataforma de produtos perso-

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nalizados, a Printi investiu em novas máquinas para aumentar sua produtividade. Desde a instalação dos equipamentos, em março, o tempo de execução do processo de produção caiu de 40 para 4 minutos. A projeção é de que a empresa aumente sua capacidade de impressão em pelo menos 30%. Uma operação que dependia de cinco máquinas, hoje conta com apenas três, que fazem todo o serviço muito mais rápido. Isso porque os equipamentos substituídos demandavam muitos acertos manualmente. Agora, o maquinário recém-chegado cumpre esse protocolo automaticamente e com mais velocidade.

As três Speedmas ter XL 106, adquiridas da Heidelberg do Brasil, têm alto nível de automação e, juntas, podem imprimir até 54 mil folhas por hora. São equipadas com o sistema push to stop, que possibilita a troca de trabalhos de forma automática e autônoma e o exclusivo sistema Intellistart 2, que revolucionou o sistema de trocas, com uma preparação eficiente da impressão e a geração automática de setup com otimização de tempo. Os equipamentos contam com o Prinect Press Center XL 2 e oferecem fácil operação, graças à excelente ergonomia e à operação intuitiva. A nova geração de estações de controle aproveita todo o potencial disponível

para minimizar o tempo perdido em cada serviço de impressão. Pela primeira vez, múltiplos pedidos de follow-up podem ser preparados e encaminhados enquanto a produção está em andamento. Como parte desse processo, o sistema de medição de cores Prinect Impress Control 2, com a função Quality Assist, coloca a máquina em produção imediatamente após as exigências de qualidade serem atendidas. O sistema de secagem DryStar (LE UV/Led UV) faz parte do conceito de “folha seca”, ou seja, a tinta cura ins tantaneamente, com vários benefícios para todo o processo de produção da gráfica, além do ganho de tempo. www.heidelberg.com/br

ra das feiras Labelexpo e Brand Print Global Se ries, e a APTech (Asso ciation for Print Techno logies), dona e organizadora da feira Print, anunciaram em maio uma ação conjunta no lançamento da feira Brand Print Americas 2020. O novo evento substituirá a Print 2020 e ocorrerá integrada à Labelexpo Americas 2020, no Centro de Convenções Donald E. Stephens, em Rosemont, Illinois (EUA), de 15 a 17 de setembro do próximo ano. A Brand Print Americas proporcionará aos gráficos, convertedores e proprietários de marcas o acesso às mais variadas tecnologias, inovações e soluções de impressão. Pesquisas mostram que está havendo uma crescente diversificação na indústria gráfica. Marcas que requerem qualidade em rótulos e embalagens também precisam de materiais impressos para atender outras necessidades de marketing como pontos de venda, cartazes, catálogos, mala direta e muito mais. A soma de experiência e conhecimento da Tarsus, líder global na área de impressão de rótulos e embalagens, e da APTech, entidade líder no setor de impressão comercial nos Estados Unidos, com a realização conjunta dos dois importantes eventos, si mul ta neamente e sob o mesmo teto, vai oferecer uma variada gama de sinergias e oportunidades para impressores, convertedores, fabricantes, fornecedores e criativos. mram@brandprint-expo.com

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Roger Chartier vai abrir convenção de livrarias

Tendo como tema central “A li-

vraria sustentável”, a 29ª Convenção Nacional de Livrarias será realizada nos dias 28 e 29 de agosto, no Hotel Windsor – Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A convenção, organizada pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), busca possibilitar a troca de experiências, apresentar novas metodologias de administração para o varejo, prospectar o futuro do negócio e contribuir para o crescimento do segmento livreiro. Com o apoio já confirmado do Instituto Francês e da Embaixada da França no Brasil, o evento contará na abertura com a presença de Roger Char tier, discorrendo sobre “Novas formas de leitura e o papel do livro em papel”. Francês de Lyon, Roger Char tier é um dos mais importantes pensadores da história cultural, especialmente da história do livro e da leitura. É professor-titular da cadeira de Escrita e Cultura da Europa Moderna no Collège de France desde 2007. Atua como professor convidado em diversas universidades

Comprint inaugura Demo Center

Inaugurado no final de abril, o

pelo mundo, incluindo a Universidade da Pensilvânia, e ministra palestras nos mais diferentes países. É membro, entre outros, dos conselhos editoriais da Revue de Synthèse (Paris) e da Revista Mana: Estudos de Antropologia So cial (Rio de Janeiro). Os demais temas propostos para a edição 2019 são: Produto livro: inovações nas técnicas de vendas e o novo consumidor brasileiro; A livraria sustentável; Plataformas online; A hora e a vez das livrarias independentes; O varejo físico do livro: crise ou oportunidade?; O comércio do livro didático no Brasil; e Políticas públicas para o segmento do livro. www.anl.org.br

Demo Center Comprint está equipado com o que há de mais atual nas áreas de impressão digital gráfica, marcação e codificação e impressão 3D. É um espaço onde clientes e prospects podem testar as soluções com os próprios trabalhos. “Uma coisa é o cliente receber uma amostra já impressa. Outra, bem diferente, é o profissional estar ao lado da máquina, vendo-a rodar em 10 minutos o arquivo de um de seus clientes mais exigentes”, comenta Raymond Trad, CEO da Comprint. Nas visitas, cada cliente terá um dia inteiro para testar o equipamento com o apoio da equipe de Customer Business Development. Afora as visitas individuais, o Demo Center será utilizado no treinamento de operadores daqueles que adquirirem as soluções e em eventos dedicados a nichos de mercado.

A abertura do Demo Center representa a conclusão de um ciclo de renovação pelo qual a Comprint passa há cinco anos. Em 2014, a empresa iniciou várias ações e um processo de profissionalização em todos os níveis, incluindo o estabelecimento de um conselho consultivo com membros da sua equipe e agentes externos. Em 2017, Raymond Trad assumiu a direção geral da Comprint. A infraestrutura foi ajustada, novos cargos e planos de carreira definidos, além da decisão estratégica de concentrar- se na comercialização de sistemas digitais e seus consumíveis, e na prestação de serviços re la cio na dos. Em três anos, o time de vendas dobrou. Hoje, de seus 47 colaboradores, 16 integram a equipe comercial e 14 estão no pós-venda e assistência técnica. www.comprint.com.br

Suzano e seu presidente conquistam prêmios

Pela terceira vez, o presidente

da Suzano, Walter Schalka, foi eleito o Executivo de Valor na categoria Papel, Papelão e Celulose. O prêmio, entregue em cerimônia realizada na noite de 28 de maio, em São Paulo, é uma iniciativa do jornal Valor Econômico. Os vencedores são escolhidos a partir de indicações de empresas de recrutamento de executivos (headhunters) ligadas à Association of Executive Search Consultants (Aesc) e pelo voto do

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). “Compartilho essa premiação com nossos mais de 15 mil colaboradores, profissionais que fazem a Suzano diariamente, que inspiram e transformam, que geram e compartilham valor e que sabem que só é bom para nós se for bom para o mundo”, afirma Schalka, que assumiu a presidência da Suzano Papel e Celulose em 2013 e recentemente conduziu a fusão da companhia com a Fibria,

permanecendo no cargo da empresa resultante, a Suzano. Na mesma noite, a Suzano foi reconhecida na categoria Merger & Acquisitions, que avalia operações de fusões e aquisições, conquistando o Prêmio Golden Tombsto ne, do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças. Além disso, a área de finanças da empresa se destacou na categoria Operação de Emissão de Títulos da Dívida. “Essa homenagem é um importante

reconhecimento do trabalho de excelência que nossa equipe busca desenvolver diariamente e, principalmente, do engajamento para que a operação de fusão entre as companhias fosse bem sucedida”, ressalta Marcelo Bacci, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da Suzano. O executivo teve papel fundamental no processo de fusão entre a Suzano e a Fibria, concluído em janeiro deste ano. www.suzano.org.br

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ASSOCIAÇÃO

Diretoria (gestão 2018/2020)

Afeigraf investe em estudo de mercado

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Ludwig Allgoewer

undada em 26 de março de 2004, a Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica, Afeigraf, completou 15 anos. Ao longo desse período, foi responsável pela criação e consolidação da maior feira do setor na América Latina e uma das mais expressivas em termos mundiais, a ExpoPrint. E mais. Uniu os detentores da tecnologia em torno de uma missão, a de disseminar conhecimento, promovendo e apoiando uma série de ações capazes de fomentar a discussão em torno dos assuntos mais relevantes para os profissionais do setor. Nor teada por esse mesmo propósito, a associação está rea lizando um estudo aprofundado do segmento de impressão com o objetivo de traçar um perfil claro do setor, envolvendo as gráficas e os fornecedores de insumos, sistemas e equipamentos. “A meta é entender o comportamento das tecnologias, como estão sendo encaradas e acolhidas pelo mercado”, afirma Ludwig Allgoewer, presidente da Afeigraf e da Heidelberg do Brasil. Para tanto, foi criado um grupo de dados estatísticos, que está coordenando o trabalho de uma empresa especia lizada em estudos econômicos contratada para realizar a pesquisa. A princípio, a análise terá duas etapas. A primeira debruça- se sobre dados secundá rios (informações já publicadas e disponíveis para consulta) referentes à importação e exportação de maquinário e o investimento em serviços entre 2016 e 2018, tendo o IBGE como uma das principais fontes. Os resultados desse levantamento básico serão divulgados em meados de junho, e a ideia é que sejam atua lizados trimestralmente. Na segunda fase, serão colhidos e analisados dados pri má rios, obtidos por meio de entrevistas/questionários

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Presidente

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envolvendo gráficas e fornecedores (associados ou não), capazes de mostrar um panorama detalhado, com informações como total de empresas em atividade, porte desses agentes e comportamento da demanda por consumíveis, equipamentos e serviços. A expectativa é de que esse trabalho esteja concluído no final de 2019. “A pesquisa trará valor ao setor gráfico, atendendo a um dos objetivos fundamentais da Afeigraf”, comenta Ludwig. Ainda no campo do conhecimento, a associação fortalecerá a Trends of Print, levando- a para vá rias cidades, em diferentes re giões. Conferência gratuita lançada em 2008 para discutir inovação tecnológica e tendências de mercado, é rea lizada poucos meses depois da Drupa, resumindo os pontos centrais evidencia dos na feira alemã. Na  mesma linha, será intensificado o patrocínio a eventos de entidades correlatas que sigam esse caminho. Em outra frente, a Afeigraf está estudando a questão do regime de ExTarifário com a finalidade de ajudar empresas que buscam a redução temporária da alíquota do imposto de importação (quando não há produção nacional equivalente), lançando mão inclusive da ex periência de outros associados. A atual gestão pretende igualmente intensificar as ações de marketing e comunicação, procurando fazer o link entre as marcas Afeigraf e ExpoPrint e aprimorando a divulgação dos serviços prestados pela entidade, além de ampliar o quadro atual de associados, hoje com 21 empresas.

Diretores

Eduardo Sousa

Edmilson Freitas

Michel Guttmann

Richard Möller

Conselho Fiscal/ Boletim Setorial

Jorge Maldonado

Raymond Trad


2 anos! E bons motivos para comemorar

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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Fotos: Tânia Galluzzi

Eduardo Yamashita

Que venham os gráficos!

E

duardo Yamashita é um dos principais es pe cia listas em comunicação visual no Brasil. Formado em Química com Atribuições Tecnológicas pela Universidade Federal de São Carlos, em 1991, Eduardo iniciou sua trajetória como trainee na antiga Tintas Renner. De lá foi para a 3M, onde fez uma longa carreira tanto na área técnica quanto de marketing e gerencia mento, atendendo o mercado de comunicação visual. Ainda na 3M começou a fazer palestras e a participar de workshops, treinamentos e feiras. Após a saída da companhia, em 2011, passou a dedicar-se integralmente à consultoria, com breves passagens pela Sansuy e Avery Dennison. Nesta entrevista, Yamashita, que é colaborador da ABTG, fala do atual cenário da comunicação visual, das principais tendências e da necessidade de investir em treinamento e capacitação.

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Comunicação visual ou sinalização? Como devemos chamar esse mercado? Gosto de usar comunicação visual, apesar de saber que se trata de um termo muito amplo. Por que não sinalização? Porque para mim sinalização faz parte do guarda-chuva de comunicação visual. Dentro da comunicação visual temos dois segmentos: a sinalização e a decoração, de veícu los e ambientes. O empresário gráfico está sempre buscando oportunidades de mercado, principalmente em momentos de crise, e atualmente os olhos da indústria de impressão estão voltados para a comunicação vi sual. Como o senhor analisa esse movimento? Acho muito saudável a entrada de gráficas na comunicação visual, porque são profissionais, empresá rios que entram no jogo de verdade,


com noção de negócio, de custo, de lucratividade. São players que só vêm agregar, por mais que não entendam especificamente do setor. O risco está em uma pessoa que compra uma impressora, coloca literalmente no fundo do quintal e começa a produzir. Esse sim pode deturpar o mercado. Com o avanço das tecnologias, equipamentos e materiais tornaram- se mais acessíveis, atraindo aventureiros. Obviamente não sou contra essa redução de custo. Sou contra pessoas que entram no mercado sem se prepararem, sem se profissiona lizarem.

a sublimação está muito forte, empregada em equipamentos que trabalham tanto com tinta látex quanto com cura UV.

Por que a sublimação1 está crescendo? Quais são as vantagens em relação à impressão direta? A sublimação é uma impressão direta. Antigamente imprimia-se no papel e depois fazia-se a transferência. Hoje já temos equipamentos que imprimem diretamente no substrato com tintas sublimáticas. Esse processo cresce sobretudo por se adaptar a vários tipos de substratos. Vou dar um exemplo que aponta essa tenDentre as tecnologias de impressão digital hoje dência. Tecido. Atual mente, se você faz uma disponíveis, quais as mais promissoras? serigrafia numa camiseta, a área que recebe a Começamos há 20 anos impressão fica espessa, com a impressão eledura ao toque. Isso não trostática, na qual priocorre com a sublimameiro imprimia- se no ção. O caimento é uma Para mim, a maior papel e depois transfegrande vantagem da tendência no segmento ria- se para o vinil. Desublimação, proporciode comunicação visual pois vieram as impresnando um produto final é o crescimento da sões diretas, com tintas melhor acabado. Apesar base solvente, cera e oudesse processo não resublimação, independente tras. Hoje, o que está presentar a maior duda tecnologia. Isso baseado predominando são os rabilidade do mercado no que está acontecendo equipamentos com tinhoje, a impressão subliem outros países. tas à base de solvente, e mática está avançando as tec nologias de cura rapidamente e teremos logo, pelo menos na EuUV e base d’água [tinropa e nos Estados Unita látex]. Pensando nos dois mercados, decoração e sinalização, a tecno- dos, materiais com vida útil similar aos usados em equipamento solvente. logia solvente continua a dominar, com grande oferta de equipamentos e insumos. A cura UV e a base d’água chegam com o apelo da sustenta- Além da sublimação, o senhor vi sua li za algubilidade. Estão caminhando, já evoluíram bas- ma outra tendência externa que deve chegar ao Brasil em breve? tante, mas ainda são muito custosas. Tomara que eu esteja errado, mas acredito O custo é então o principal fator que freia a dis- que não veremos o surgimento de novas tecseminação mais rápida dessas duas tecnologias? nolo gias e sim a aplicação do que já existe Eu diria que o custo e a menor oferta de mí- em novos mercados, ou seja, a multiplicação dias compatíveis. Os fabricantes de substratos das aplicações. Dentro das quatro vertentes estão se aprimorando, oferecendo novos pro- nas quais divido a comunicação vi sual — sidutos, mas ainda há muito o que se caminhar. nalização e decoração, de ambientes e de veícu los  —, a bola da vez é a decoração de amE entre base d’água e UV, qual delas tem mais bientes, com grandes fornecedores de mídia chance de crescer no Brasil? apostando pesado nisso. Ambas são boas candidatas para substituir a solvente. E aí a sublimação, que é um proces- E nesse nicho de decoração, qual tendência deve so e não uma tecnologia, também entra. Para emplacar mais rapidamente? mim, a maior tendência no segmento de comunicação visual é o crescimento da sublimação, 1 Processo de passagem de um pigmento diretaindependente da tecnologia. Isso baseado no mente do estado sólido para o gasoso, sob a ação que está acontecendo em outros países. Lá fora, de calor.

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Acredito muito na substituição da lona pelo tecido. Porém, o tecido não substitui todas as aplicações da lona. Por exemplo, o outdoor era em papel e foi substituído pelo frontlit de lona. Ainda não temos um tecido que a substitua nessa aplicação. Mas já temos tecidos que podem ser usados no lugar da lona para a produção de banners, e aí a sublimação entra para conferir leveza e flexibilidade ao material. A impressão 3D começa a ser ofertada para o segmento de comunicação vi sual, sobretudo para a produção de peças para decoração de eventos e vitrines. Qual a sua visão sobre essa tecnologia? Vejo como mais uma ferramenta para quem atua nesse mercado no sentido de ampliar a oferta de produtos.

Sobre a entrada dos gráficos nesse segmento, não sei se compensa do ponto de vista empresarial, mas eu gostaria que eles viessem, por trazerem know-how de negócio, de gestão, agregando novas ideias e produtos.

Falamos sobre várias tecnologias e processos. Como o senhor vê a gestão da produção nas empresas de comunicação visual? Há muita oportunidade para evolução. Várias empresas trabalham hoje com solvente, látex, UV e sublimação. Elas precisam de soft wares de gestão que lhes permitam entender e aproveitar as capacidades de cada equipamento, que

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lhes possibilitem perceber que talvez seja melhor ter apenas uma ou duas tecnologias, terceirizando alguns processos. Já temos programas disponíveis, capazes de lidar com qualquer ambiente. E as oportunidades de ganho não estão só na gestão de processo, mas também de matérias-primas. Quando se faz gestão com as ferramentas hoje disponíveis paramos de deixar o dinheiro ir para o ralo. Concluindo, como o senhor enxerga o mercado de comunicação visual no Brasil? Com um potencial muito grande. Contudo, as empresas continuam brigando dentro de um único viés, o do preço por metro quadrado. Para deixarmos de disputar o mesmo pedaço da piz za, precisamos nos especia li zar tecnicamente, conhecer os materiais, entender toda a capacidade e recursos dos nossos equipamentos, ampliando a cesta de produtos. E voltando ao que falávamos no início da entrevista, sobre a entrada dos gráficos nesse segmento, não sei se compensa do ponto de vista empresarial, mas eu gostaria que eles viessem, por trazerem know-how de negócio, de gestão, agregando novas ideias e produtos.


Sempre acompanhando a evolução e integrando as soluções e tecnologias de impressão nos mercados de serigrafia, sign e têxtil, a feira está de cara nova.

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SERIGRAFIA, SIGN E TÊXTIL

A comunicação visual em discussão São esperados mais de 36 mil profissionais na FuturePrint, que acontece de 10 a 13 de julho no Expo Center Norte, em São Paulo.

N 22

o dia 10 de julho, a FuturePrint abre as portas para receber a comunidade que milita nos segmentos de impressão e comunicação visual. Mais de 650 marcas estarão expondo produtos e soluções numa área de 25 mil metros quadrados, pelos quais devem passar cerca de 37 mil visitantes de todo o Brasil. “Este é nosso primeiro ano com o nome FuturePrint, que surge como uma evolução da já tradicional Serigrafia Sign FutureTextil. O novo conceito vem acompanhado de mais conteúdos relevantes, inovações, troca de informações e demonstrações práticas, capazes de gerar oportunidades de negócios a partir de ex periências únicas, promovidas pelas atrações disponíveis na feira”, afirmou Liliane Bortoluci, diretora da feira, poucos dias antes do evento. Ela destacou que nesta edição o evento mantém as atrações Fórum FuturePrint, Circuito de Impressão Digital Têxtil – Future Têxtil, REVISTA ABIGR AF

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o Serigrafia em Ação, o Fórum Acrílico, o DecorPrint, a Sala de Crédito, e o Sebrae Móvel, além do novo espaço Sublimação em Ação, desenvolvido a partir da demanda do mercado em ter um ambiente dedicado a demonstrações práticas da técnica, e o Fórum Future Têxtil. O Fórum FuturePrint acontece nos quatro dias da feira, com uma agenda de palestras gratuitas abordando temas como sublimação, substratos vinílicos, indústria 4.0, impressão 3D, comunicação visual no design de interiores e suprimentos. Já o Circuito de Impressão Digital Têxtil é um espaço interativo e destinado àqueles que desejam conhecer o processo por trás da confecção de produtos têxteis e que utilizem a impressão digital. Os visitantes serão guiados por todo o circuito e seus sete pilares, tendo início na pesquisa de mercado e término no acabamento do produto. O Fórum Acrílico será rea lizado na manhã do dia 11, abordando a evolução do material na comunicação vi sual, novidades em chapas acrílicas, precisão de corte e colagem. No Serigrafia em Ação, empresas do setor apresentam, ao longo da feira, o processo serigráfico, desde a preparação da arte final, fotolito, revelação, gravação

de matrizes e impressão de diversos efeitos em serigrafia têxtil e comunicação visual. Na mesma linha, o Sublimação em Ação reúne palestras e workshops sobre o mundo da sublimação para o público que pretende ou já está inserido no segmento. Completando as atividades paralelas à exposição, o Sebrae Móvel oferece diag nóstico empresa rial com plano de ação para melhoria dos negócios, e a Sala de Crédito Fiesp, Abigraf e Sindigraf- SP, um ambiente no qual o empreendedor pode se re lacionar com instituições financeiras e conhecer formas de financiamento. Veja a seguir os principais produtos e lançamentos da feira

29ª FUTURE PRINT Feira de Tecnologias de Impressão para os Mercados de Serigrafia, Sign e Têxtil Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 (V. Guilherme), São Paulo SP De 10 a 13 de julho de 2019 4ª a 6ª-feira: das 13 às 20 horas Sábado: das 10 às 17 horas


Apresentamos aqui os principais produtos e lançamentos que o visitante verá durante o evento. Para todas as empresas expositoras com participação confirmada até o dia 31 de maio, a Revista Abigraf transmitiu um formulário a ser preenchido e constam desta lista as que enviaram informações até a data de fechamento da publicação. ALTERNATIVA Ind. e Com. de Conf. Andressa Estande A021 Rua Antonio Ribeiro, 1561 89258-400 Jaraguá do Sul SC (47) 3370-5014 www.alternativafotoproduto.com.br vendas@alternativafotoproduto.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Canecas, camisetas, almofadas, pantufas, chinelos, quadros MDF, toalhas. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Camisetas para sublimação, em diversas cores e modelos. AMERICA UV America UV Digital Technology Systems Estande L068 Avenida Fagundes Filho, 141/145 04304- 010 São Paulo SP (11) 2275-4230 www.americauv.com atendimento@americauv.com RINCIPAIS PRODUTOS

Especialista em sistemas digitais e inovação química HND-INK UV LED, a mais nova opção para personalização digital em produtos industriais. Trabalha com um software que gerencia 16 milhões de cores, além de uma eletrônica modular para o mercado de Comunicação Visual.

(11) 4783-9797 artenobre@artenobre.com valdecialencar@artenobre.com PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressora digital Elite 3208, nas tecnologias solvente e UV Led. Impressora digital Cromalux UV Led, equipamento profissional com cabeça de impressão micropiezo para aplicações UV de até 1,70 m de largura. APLASTEC Aplastec Plásticos Técnicos Estande L084 Rua Joaquim Nabuco, 150 09530-120 São Caetano do Sul SP (11) 4221- 6887 www.aplastec.com.br jorge@aplastec.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Fitas dupla face adesivas para: ACM, comunicação visual e vidros. Fitas banana. Fitas siliconadas. Fitas VHB. Fitas adesivas industriais. Fitas de espuma. Espumas de vedação. Peças técnicas sob medida. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Fita dupla face reposicionável APLIKE PRODUTOS ADESIVOS Aplike Produtos Adesivos Estande N081 Av. Alda, 1893 09910-170 Diadema SP (11) 4056-3977 www.aplike.com.br erica@aplike.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Logística junto a um fabricante de PS e de mídias flexíveis, para distribuição especial em grandes volumes. AMPLA IMPRESSORAS DIGITAIS Ampla Produtos para Comunicação Visual Estande D006 Av. Maringá, 691 83324-432 Pinhais PR (41) 3525-9300 www.ampladigital.com.br ampla@ampladigital.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Completa linha de impressoras digitais rolo-a-rolo, híbrida e flatbed, nas tecno lo gias solvente, ecossolvente, sublimação e UV Led, tintas genuínas, peças, acessórios e serviços.

Mídias de Impressão, películas e papéis auto-adesivos para o mercado de sinalização e serigrafia. Vinis para revestimento e decoração, máscaras de transferência, vinis para recorte, filmes de laminação.

Letras caixa, letras bloco, letras em acrilico, MDF, PVC expandido, impressão UV rígido e flexível, totens, fachadas de ACM. Led.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Impressoras Colorado 1640, que contam com a inovadora tecnologia UVgel: uma tinta UV, desenvolvida pela Canon, que congela instantaneamente ao entrar em contato com a mídia. Impressora imagePress 650, que oferece uma excelente qualidade de impressão e alta velocidade de 65 ppm. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Colorado 1640. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Letras caixas em diversos formatos, modelos e materiais com e sem iluminação. BLUTRADE Blutrade Importação Exportação de Produtos Gráficos Estande L049 Rua Johann G.H. Hadlich, 950, galpão 1 89032-400 Blumenau SC (47) 3340- 0157 www.blutrade.net.br marketing@blutrade.net.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Suprimentos e equipamentos para impressão digital, sinalização, serigrafia e têxtil. Distribuidora exclusiva da marca Intercoat, fabricante alemão de vinis de qualidade premium. Detentora de marcas próprias: Stargloss (vinis, tecidos e lonas), LightForce (Leds), VolkerTech (equipamentos).

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Linha Aplimage, mídias de impressão digital. Vinil Blockout branco removível. Linha de poliéster ouro e prata para impressão digital. Vinis para recorte. Máscaras de transferência. Novos modelos da Linha Aplikdecor. ARTE NOBRE LETRAS Arte Nobre Indústria, Comércio e Serviços de Comunicação Visual Estande L022 Rua Francisco Damico, 275 06785-290 Taboão da Serra SP

CANON Canon do Brasil Indústria e Comércio Estande M011 Av. do Café, 277, torre B, 6º andar 04311- 000 São Paulo SP (11) 4950-5291 www.canon.com.br

CLEAR INDÚSTRIA DE PAPÉIS Clear Indústria de Papéis Estande E002 Rua dos Lírios, 318 32150-340 Contagem MG www.clear.ind.br

PRINCIPAIS PRODUTOS

Linha completa de insumos para o mercado de sublimação. Papéis INK para imprimir e escrever. Folhas de E.V.A. Bobinas térmicas. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Tinta e papel de sublimação OX. CM COMANDOS LINEARES CM Comandos Lineares Estande E074 Av. Engenheiro Alberto de Zagottis, 760 04675- 085 São Paulo SP (11) 5696-5000 www.cmcomandos.com.br vanderson.santos@cmcomandos.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Equipamentos VolkerTech: laminadora indicada para laminar impressões; dobradeira CNC, para fabricação de letras caixas; máquina de cura UV, fabricação de acrílico frontal em letra caixa.

Soluções para proteger aplicações de missão crítica das oscilações e quedas de energia. Impressões digitais exigem arte, técnica, máquinas, insumos de qualidade e todo o trabalho pode ser perdido ou comprometido se houver interrupção de energia no processo. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Nobreaks da linha Dominion SP, disponíveis nas potências monofásicas de 3,75 maio /junho 2019

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PRINCIPAIS PRODUTOS

Distribuidor Epson de impressoras de grande formato. Sublimação, DTG, comunicação visual, label, CAD, foto e proofing.

a 12 kVA e onda senoidal recomendada para cargas sensíveis, ideais para aplicações onde a continuidade da operação é de vital importância. CONTORNO PAINÉIS TRIFACE Gimenez e Gimenez Estande N022 Rua Jorge Leopoldo Weber, 2061 98700- 000 Ijuí RS (55) 3332-7418 www.indcontorno.com.br contato@indcontorno.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Painéis triface.

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Agora o painel triface pode ser controlado por um aplicativo no celular. DEVITOR MÁQUINAS J. J. da Silva Máquinas Estande A001 Rua O Constitucional, 177 13060-504 Campinas SP (19) 3381-7601 www.devitormaquinas.com.br jailsonjota@hotmail.com

Ar tioscad, Studio, Automation Engine e I- Cut Suite, que trabalham em total sinergia entre si e com mesas de corte Kongsberg.

de cura UV Led com vida longa e baixo consumo de energia); capacidade de altura máxima: 10 mm; largura da impressão: 1,60 cm.

FANTASTIC BRINDES Rubens Bitelli Lorenzetti Estande A007 Av. Alberto J. Byington, 1808 06276- 000 Osasco SP (11) 3901-5526 www.fantasticbrindes.com.br fantastic@fantasticbrindes.com.br

GLOBAL QUÍMICA & MODA Global Química & Moda Estande E006 Rua Major Paladino, 128 05307- 000 São Paulo SP (11) 99170- 6493 www.gqm.com.br comercial@gqm.com.br

PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Fabricação própria de diversos produtos plásticos: copos, canecas, taças, baldes de gelo, baldes de pipoca, squeezes e garrafas, coqueteleiras, espelhos de bolsa, óculos, ioiô, frisbee, cofres, portacomprimidos, entrte outros.

DUPONT ARTISTRI DuPont Advanced Printing Estande CD050 Al. Itapecuru, 506 06454-915 Barueri SP (11) 4166-8122 www.dupont.com leonidas-bispo.andrade@dupont.com

Linha de copos biodegradáveis, material que transforma todo resíduo em material orgânico, tendo como resultado H²O, CO ² e humus. A decomposição ocorre em até dois anos, assim que o material for descartado de forma irregular.

Epson SureColor F9370, produz impressões econômicas, em alto volume, com precisão e eficiência, ideal para: têxtil, confecções, moda, decoração e comunicação visual.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Portfólio de produtos de sublimação composto pelas tintas DuPont Artistri Xite S1500, S2500 e S3500, para impressão em substratos têxteis de poliéster. Tintas pigmento P5000, P1500 e P2500.

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FLEXMAG Flexmag Produtos Magnéticos Estande G071 Rua Dom Aguirre, 607 04671-245 São Paulo SP (11) 3294-3655 www.flexmag.ind.br flexmag@flexmag.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Mantas magnéticas (natural, adesivada e com vinil), película magnética, tinta magnética, produtos magnéticos para sinalização e publicidade, ímãs de neodimio. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Manta magnética com vinil para impressão em alta resolução. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Tintas DuPont Artistri sublimáticas, com padrões de cores excepcionais, pretos ricos e profundos; grande saturação de cor; excelente desempenho de jateamento durante a impressão. PRINCIPAIS PRODUTOS

Máquinas aplicadoras de ilhós e solda banner. Máquina aplicadora de ilhós DV Zero para comunicação visual. Aplicadora de ilhós DV 50 e 51 para fabricação de sacolas. Aplicadora de ilhós DV 54 para tags. Máquina solda banner de 1,5 m, 10 mm 220 v. Máquina solda banner 1 m, 10 mm, 220 v.

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DSI SISTEMAS DE IMPRESSÃO DSI Sistemas de Impressão Estande G004 Rod. RS 324, km 108 99670- 000 Ronda Alta RS 0800 647 1643 www.lojadsi.com.br administracao@dsionline.com.br REVISTA ABIGR AF

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ESKO Esko-Graphics do Brasil Comércio Produtos Tecnológicos Estande D044 Rua Prof. Aprígio Gonzaga, 78, 10º and. 04303- 000 São Paulo SP (11) 3550-1311 www.esko.com.br info.la@esko.com

FUJIFILM Fujifilm do Brasil Estande M017 Av. Ibirapuera, 2315, 15º e 16º andares 04029-200 São Paulo SP (11) 5091-4000 www.fujifilm.com.br fsao.marketing@fujifilm.com

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

A Esko fará demos com os soft wares

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Irá apresentar a campanha Minha Primeira Epson, focada em quem está começando do zero no segmento de impressão digital, destacando as vantagens das máquinas de impressão digital da Epson. GLORY LASER High-Pec Ind. e Com. de Máquinas Estande C034 Avenida Henry Ford, 486 A/B 03109- 000 São Paulo SP (11) 4306-2220 www.glorylaser.com.br marketing@glorymaq.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Máquinas de corte e gravação a laser. Navstar, modelo adequado para corte de alta velocidade e grande formato. GS-CE, com mesa intercambiável, tampa de proteção e gabinete completo, protege o operador contra a radiação. Fol-20: máquina de gravação a laser. Grava metais e não metais, desde plásticos e ligas de alta dureza.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Acuity Led 1600 II. Acuity Led R. Acuity Select Series. Onset X 1 X2 X3. Spyder X. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Máquina de corte a laser para metal. Além das máquinas de gravação a laser, estarão presentes as máquinas FOL-20, Router e CO ².

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Soluções integradas de hardware e software para grandes produtores de embalagens, etiquetas, displays, sinalizações e uma ampla gama de materiais de pequeno a grandes formatos.

PRINCIPAIS PRODUTOS

A Global Química e Moda é especializada na distribuição de máquinas de impressão e impressoras digitais, além de suprimentos para impressão digital e serigrafia, como tintas, papéis de impressão, glitter e foil. Tem em seu port fólio marcas como Epson, Sensient, Neenah Coldenhove, Lamberti e Aeoon.

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Acuity Led 1600 II. Equipamento híbrido (rolo a rolo ou mesa fixa); lâmpadas

GRAFIARA Grafiara Indústria Gráfica Estande D081 Av Geraldo Turazzi, 130 14210- 000 Luis Antonio SP (16) 3983-1129 www.grafiara.com.br


HP HP Brasil Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos Estande N011 Alameda Xingu, 350, 8º andar 06455-911 Barueri SP (11) 3064-5000 www.hp.com.br contato@showroomhp.com.br

MAQUINATEC PRENSAS TÉRMICAS Fabiano do Rosário Mendonça Costa Estande A015 Rua Rio Branco, 45 32371-490 Contagem MG (31) 2552-8963 www.maquinatec.com.br vendas@maquinatec.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Brindes sublimáticos: agendas, cadernetas e cadernos.

Prensas térmicas bocas de jacaré 40 × 35, 40 × 50 e 40 × 60. Prensas térmicas BD deslizante 50 × 70, 85 × 65, 85 × 75, 100 × 70. Prensa térmica 85 × 75,100 × 70, 100 × 80 pneumatica. Prensa térmica 165 × 100 pneumatica com dois berços. Máquina de fazer chinelos. Prensa rotativa para canecas acrílicas.

HAVIR José Havir Filho Estande E018 Av. Engenheiro Álvares, 6410 02413-200 São Paulo SP (11) 29765233 www.havir.com.br marketing@havir.com.br

MAX DTG Marcelo Gonçalves Santos Júnior Estande MN086 Rua Leocadia Ferreira de Brito, 154 37160- 000 Campos Gerais MG 35 3853 1097 www.maxdtg.com.br maxdtg@gmail.com

PRINCIPAIS PRODUTOS

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Materiais promocionais para revenda: folhinhas, blocos, refis, agendas, cadernos, calendários de mesa e parede.

Impressoras HP Látex, base água, de 1,37 m a 3,20 m e soluções de impressão e recorte HP Látex com 1,37 m e 1,62 m.

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Transfer Flip Flop para personalização de chinelos de PVC de maneira rápida, prática e econômica. HOLDPRINT SISTEMAS Holdprint Sistemas Inteligentes Estande I028 Rua Joaquim P. Soares, 560, sala 202 93510-320 Novo Hamburgo RS (51) 3035- 6369 www.holdprint.com.br holdprint@holdprint.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Soft wares de gestão voltados para os setores de comunicação visual, têxtil, serigrafia e gráfica digital.

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Solução de impressão e recorte HP Látex. IS SUPRIMENTOS IS Suprimentos Importação e Comércio de Materiais Xerográficos Estande M054 Rua Marco Aurélio, 720 05048- 000 São Paulo SP (11) 3832-1972 www.issuprimentos.com.br igor@issuprimentos.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

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Impressora UV Led Slim. Impressora UV para películas de unha. Impressora DTG com aplicação de silk.

Encadernadoras hot melt. Máquinas de corte a laser. Guilhotinas elétricas. Os produtos são importados da China e, além da garantia, a instalação é realizada por técnicos da IS Suprimentos.

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Máquina de Corte a laser 1325 com maior área de corte e um tubo laser de maior potência. JC ISOTEX JC Comércio de Suprimentos para Impressão Digital Estande F012 Rua Larival Gea Sanches 547 02409- 000 São Paulo SP (11) 2203-3641 www.jcisotex.com marketing@jcisotex.com PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

PRINCIPAIS PRODUTOS

Impressoras UV Led automatizadas para brindes em geral (capinhas de celular, chaveiros, MDF, acrílicos, medalhas, troféus, pen cards, canetas, em qualquer superfície plana). Impressora UV para rótulos e etiquetas. Impressora UV para películas de unha. Impressoras DTG para camisetas e tecidos. Impressora DTG com silk.

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Máquina para transfer contínuo MTC1800, possui cilindro aquecido com óleo térmico, garantindo a uniformidade de temperatura em toda a superfície. Adequada às normas NR10 e NR12.

Tintas sublimáticas, pigmentos e reativas. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Isonik RT-K13, tinta reativa digital para impressão direta em substratos têxteis.

MOGK MÁQUINAS Mogk Indústria e Comércio de Máquinas Estande B033 Rua 2 de Setembro, 2877 89052-505 Blumenau SC (47) 3323-5844 www.mogk.com.br mogk@mogk.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Carrossel automático MCA. Carrossel automático Mini- MCA. Calandras. Polimerizadeiras/secadoras. Misturadores de tintas. Flash- Cure. Mesas térmicas. Equipamentos para flocagem. Sugador de flocos. Máquina para transfer contínuo de fitas. Prensas térmicas automáticas e manuais.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Copos, canecas, baldes, champanheiras e demais utensílios reutilizáveis, fabricados em PS cristal, PP e PE. NOVA ERA / COLOP Ind. de Artefatos de Madeira Nova Era Estande A039 Rua Antônio do Campo, 85 04459- 000 São Paulo SP (11) 2179- 6110 www.ne.com.br novaera@ne.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Impressora portátil e-mark, máquinas para fabricação de carimbos, material para confecção de carimbos automáticos, carimbos tradicionais, canetas carimbos, datadores, numeradores, tintas, almofadas, placas para gravação laser. maio /junho 2019

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PSG PEÇAS E SUPRIMENTOS GRÁFICOS Marimaq Indústria e Comércio Estande A036 Rua Joinville, 140 86990- 000 Marialva PR (44) 3232-8555 www.psgsuprimentos.com.br psg@psgsuprimentos.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

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E-mark, dispositivo de impressão portátil que funciona em combinação com um aplicativo no qual é possível fazer impressão em uma grande variedade de materiais apenas deslizando o aparelho sobre a superfície.

Produtos voltados para acabamento pósimpressão. Laminadoras, guilhotinas, mesa montadora de capa dura, furadeiras, grampeadores, vincadeira e serrilhadeira digital. Insumos para laminação, como filmes bopp, holográficos, bopp com glitter, foils especiais.

OKI Oki Data do Brasil Estande D054 Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha, 100, bloco C, 5º andar 04726-170 São Paulo SP www.oki.com/br/printing

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Nova versão 19 da Família Flexi, com motor de 64 bits e diversas ferramentas de produtividade. Novidades dos softwares Box&Display, FlexiTextile Pro e fluxos avançados com PixelBlaster. SID Sid Signs Equipamentos e Suprimentos Estande L007 Alameda Xingu, 1176, Alphaville Indl. 06455- 030 Barueri SP (11) 3336-9000 www.sidsigns.com.br ana@sidsigns.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

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Vincadeira e serrilhadeira digital. Grampeador de mesa de 1 e 2 cabeçotes. REVENDA BRINDES Revenda Brindes Comércio de Brindes Estande D049 Rua Tenente Francisco Ferreira de Souza, 1525 81630- 010 Curitiba PR (41) 3598-4044 www.revendabrindes.com.br comercial@revendabrindes.combr

SILKSMAQ Silksmaq Ind. e Com. Estande C005 Av. Marechal Arthur Costa e Silva, 181 13487-220 Limeira SP (19) 99166-4709 www.silksmaq.com.br contato@silksmaq.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Máquina transfer giro laser rotativo 360 Super Giro. Impressoras serigráficas cilíndricas e planas. Esticadores e reveladoras de tela.

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PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Equipamento Pro8432WT, modelo A3, para impressão rápida e de alta qualidade em papel transfer, além de papéis especiais e coloridos.

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PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

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Ecobanner. Base laminada para impressão de banners com tintas pigmentadas, látex, laser, ecossolvente e solvente. Produto de acordo com a legislação ambiental europeia. REVISTA ABIGR AF

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VP MÁQUINAS E SUPRIMENTOS Kapale Indústria Importação e Exportação Estande N028 Rua Francisco Coimbra, 282 03639- 000 São Paulo SP (11) 2647-5402 www.vpmaquinas.com.br vendas@vpmaquinas.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

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Linha gráfica: Ecobanner, Ecobanner OutDoor. Linha transfer: filmes de recorte têxteis. Linha sublimação: filmes termocolantes para sublimação. OBMs, vinil termocolante.

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Soluções para impressão e sublimação, dentre elas a impressora multifuncional Epson WF-C20590.

Equipamentos para transformação de material termoplástico. Máquinas de dobras desde 30 cm até 2,00 m de comprimento, com capacidade de dobra para materiais de 1 a 25 mm de espessura. Máquinas de colagem, gabaritos, tupias, politriz. Suprimentos: polidores, massas e esferas de algodão e malha.

Chaveiros e imãs emborrachados feitos de Plastisol.

PROMAFILM Promafilm Estande J027 Rua Marquês de Santo Amaro, 965 03214- 080 São Paulo SP (11) 2211- 0096 www.promafilm.com comercial@promafilm.com

(mesa e plotter de recorte digital); Scodix (enobrecimento digital); Amsky(CtP); Konica Minolta (impressoras laser).

Equipamentos. Suprimentos. Ferramentas para comunicação vi sual e envelopamento.

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Impressoras preparadas para a era digital, com recursos especiais para a produção de peças personalizadas e aplicações via transfer, toner branco Pro8432WT, C941, C942 e C711WT.

le Pro, EnRoute, Box&Display, PixelBlaster e ColorBox.

Estação completa de transformação de acrílico e termoplástico.

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Os visitantes poderão tirar fotos com os personagens oficiais que estarão presentes na feira: Thanos, Aquaman, Jason e Chewbacca. SAI SA International Latam Estande M028 Rua José Osvaldo, 335 02250- 010 São Paulo SP (11) 2949- 6069 www.thinksai.com marceloc@thinksai.com PRINCIPAIS PRODUTOS

Flexi, FlexiPrint Ultimate, FlexiTexti-

Máquina Super Transfer Giro para personalização de brindes em acrílico, plástico, borracha, madeira crua e isopor. T&C T & C Treinamento, Consultoria e Comercial Estande G006 Av. Valdemar Ferreira, 159 05501- 000 São Paulo SP (11) 2177-9400 www.tecshopping.com.br vendas@tecshopping.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Equipamentos representados: Epson (provas digitais, sinalização, fotografia e sublimação); Screen (CtP térmico e impressoras print on demand); Summa

ZÊNITE SISTEMAS Zênite Sistemas Estande N023 Rua Itaguaí, 866 30775-110 Belo Horizonte MG (31) 3419-7300 www.zsl.com.br vendas@zsl.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

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AUTOADESIVOS Por: Tânia Galluzzi

Consumo de laminados deve chegar a 470 milhões de m2 em 2020 Análise encomendada pela Abiea aponta aumento de 23% na produção nacional de rótulos e etiquetas autoadesivas entre 2014 e 2017. Rótulo corresponde a 64% do total produzido.

pós uma lacuna de 10 anos, a Abiea divulgou no final de 2018 o Estudo do Mercado Brasileiro de Rótulos e Etiquetas Adesivas. Rea li zado pelo Imei Inteligência de Mercado a partir de 1 entrevistas com empresas do setor , a análise objetivou dimensionar a evolução da oferta do mercado de rótulos e etiquetas no Brasil, com foco nos dois principais elos produtivos, os laminadores, responsáveis pela produção do autoadesivo, e os convertedores, gráficas que 1 14 Laminadoras e 127 convertedores responderam à pesquisa

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transformam essa matéria-prima nos rótulos e etiquetas que identificam os produtos que chegam ao consumidor final. Um dos dados que mais chama a atenção nesse levantamento é a re si liência do setor frente à crise que assolou o País nos últimos anos. O estudo revela que, entre 2014 e 2017, a produção total do frontal adesivo cresceu 18%, subindo de 490 milhões de metros quadrados para 578 milhões em tal período. A expansão no liner autoadesivo foi ainda maior, acumulando uma expansão de 20% entre 2014 e 2017, subindo de 407 milhões de metros quadrados para 490 milhões. Nesse mesmo intervalo, a


produção nacional de rótulos e etiquetas autoadesivas evoluiu 23%, saindo de 344 milhões de metros quadrados em 2014 e chegando aos 2 424 milhões em 2017. Até 2020, a estimativa é de um aumento de 10,8% em relação a 2017, atingindo um consumo de 470 milhões de metros quadrados de laminados. “Esses números mostram que, mesmo diante das dificuldades, trata-se de um mercado em ascensão”, afirma Élvio Filho, presidente da Abiea e diretor de marketing do Grupo Venture. O rótulo, identificado na pesquisa como adesivo prime label, é o produto de maior representatividade em termos de volume, correspondendo a 64% do total produzido pelo setor. Em segundo lugar estão as etiquetas autoadesivas, denominadas no estudo como etiquetas e rótulos VIP, com 16%, que são aquelas que recebem a impressão de dados variáveis, usadas, por exemplo, para a identificação e endereçamento de produtos. A pesquisa aponta que o maior comprador de rótulos e etiquetas no Brasil é o setor alimentício, que absorve cerca de 27% do volume produzido. Em segundo lugar, empatados com 14%, estão o segmento cosmético e o far macêutico, seguido pelo de bebidas em geral, com 9%. Para o presidente da Abiea, o mercado de rótulos se mantém promissor. Porém, só serão beneficiadas pela tão aguardada retomada da economia, as empresas que se capacitaram para tal. “Antigamente, quando a demanda se aquecia, todas as empresas acompanhavam esse movimento. Agora, apenas as eficientes conseguirão prosperar, porque a pressão sobre os preços é cada vez maior, assim como sobre o câmbio. Nossos custos e tributos também não diminuirão. A única saída é a eficiência. O dinheiro da gráfica está dentro da gráfica.” Além da questão econômica, Élvio aponta o uso de matérias- primas e processos sustentáveis como um dos principais desafios para o setor. “Dentro da indústria alimentícia, nosso principal consumidor, vem crescendo ex ponencialmente o segmento de orgânicos. Precisamos apresentar respostas para esse mercado. É  fundamental conhecer as oportunidades e reconhecer os riscos.”

AVANÇOS EM AUTOADESIVOS E IMPRESSÃO DIGITAL

Partindo do desafio apontado pelo presidente da Abiea com relação à demanda por produtos com menor impacto ambiental, a Revista Abigraf procurou fornecedores de insumos e impressoras digitais para levantar as opções disponíveis. Das 13 empresas contatadas, sete forneceram informações até o fechamento desta edição. Veja as soluções apresentadas. AUTOADESIVO

Arconvert A empresa destaca a linha de papéis tree-free, que não contém fibras de celulose, como o autoadesivo Cotone Bianco, 100% produzido com fibra de algodão puro, planta que é renovada anualmente, voltado sobretudo para produtos de alto valor agregado. Outro exemplo apontado por Carolina Zorzetto, da área de marketing e comunicação, é o autoadesivo Materica, fruto de uma composição entre fibra de algodão e fibras de celulose recicladas e puras. Há também a linha de papéis Savile Row Tweed, autoadesivo feito com uma mistura de

2 A diferença entre a produção dos rótulos e etiquetas e do autoadesivo explica- se, segundo a Abiea, em função da parcela de etiquetas sem impressão, vendidas em folha diretamente ao consumidor final

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pasta ecológica livre de cloro (ECF), com relevo em máquina simulando tecido, conferindo característica mais rústica ao autoadesivo. Os três produtos estão disponíveis para o mercado brasileiro, sendo compatíveis com vários processos de impressão e recursos de acabamento. Avery Dennison Entre as propostas da empresa para colaborar com a redução do impacto ambiental na cadeia produtiva está, segundo Isabella Galli, gerente geral, o portfólio Clear Intent, calcado em matérias-primas provenientes de florestas com manejo responsável e soluções que facilitam o reuso, a redução e/ou a reciclagem. Dentro dessa

linha, uma das inovações é o CleanFlake, autoadesivo que facilita a reciclagem de embalagens PET, permitindo separação limpa do rótulo e adesivo da embalagem. O Clean Flake possui uma tecnologia em que o adesivo especial adere à garrafa PET até o fim de seu ciclo de uso, desprendendo-se da embalagem quando a força coesiva do adesivo é quebrada no reciclador, durante o processo de reciclagem. Classificada como uma solução plug & play, compatível com os processos existentes em toda cadeia de valor, permite a reciclagem de PET para rPET, preservando a matéria-prima, e está disponível com PP Clear (para um visual no label look) e PP Branco. IMPRESSORAS DIGITAIS

Durst Dentro do segmento de impressão digital para rótulos, a Durst possui como carro-chefe a Tau 330 RSC, equipamento que emprega as tintas de baixa migração desenvolvidas pela empresa. No modelo, o sistema de cura UV foi atua lizado para lâmpadas UV Led, que consomem menos energia, como afirma Ricardo Pi, diretor geral. A máquina utiliza tecnologia inkjet, atingindo velocidade de produção de 78 metros por minuto, ou cerca de 1.485 m² por hora, com resolução de 1.200 × 1.200 dpi. A impressora pode ser equipada com até oito cores (CMYK mais branco, laranja, violeta e verde), permitindo simular até 95% do espaço de cores Pantone. Tem arquitetura flexível, podendo trabalhar como uma solução única ou ainda ser integrada a sistemas de acabamento em linha da Omet XFlex-X6. A largura máxima acomodada é de 330 mm de mídia.

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Epson Evelin Wanke, gerente de negócios, ressalta a linha ColorWorks, es pe cial mente o modelo C 7500G. Trata-se de uma impressora colorida criada para atender às demandas de maneira mais confiável, personalizada, econômica e que possui tintas pigmentadas a base d’água, sendo atóxica e aprovada para diversos tipos de aplicação sem impacto ao meio ambiente e ao consumidor final. Os principais benefícios da impressora digital são qualidade, confiabilidade e versatilidade em materiais para impressão, como papéis não revestidos, papéis brilho e semibrilho, filmes e bopp. O equipamento atinge até 300 milímetros por segundo, ou 18 metros de impressão li near por minuto e aposta na nova cabeça de impressão PrecisionCore, componente essencial para garantir a alta resolução de impressão (600 × 1.200 dpi). Uma das vantagens proporcionadas pela C 7500G, de acordo com a gerente, é a eliminação de custos associados à pré-impressão e armazenagem, já que o equipamento foi desenvolvido com foco na criação de edições limitadas, baixas tiragens, personalizadas com dados variáveis e sob demanda, com impressão em apenas uma etapa, atendendo às necessidades específicas do negócio. Konica Minolta A proposta da empresa para o segmento de rótulos é a AccurioLabel 190, que na seara da sustentabilidade vale- se, como aponta Ronaldo Arakaki, diretor, do menor consumo de energia

graças à tecnologia de toner com fusão a temperaturas menores, e componentes de hardware que podem ser reciclados. A máquina foi desenvolvida para atender às necessidades dos impressores de rótulos e etiquetas que precisam encurtar seus processos, ganhar agilidade, economia e agregar valor por meio dos benefícios da tecnologia digital, como produção em baixas tiragens e, também, personalização ou impressão de várias versões de um mesmo produto em larga escala. É um equipamento quatro cores (CMYK), com resolução de 1.200 × 1.200

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e UV. No setor de conversão, a máquina vem com uma estação de meio corte, um laminador, que pode aplicar películas de cold stamping, um rebobinador de esqueleto, cortador longitudinal e dois eixos rebobinadores de saída. A primeira Digital One do Brasil foi recentemente adquirida pela mineira Artvac.

dpi e 8 bits de profundidade, acomodando mídias com até 330 mm de largura. O equipamento dispensa tratamento prévio de substratos e trabalha com materiais que vão de 60 a 250µ. Mark Andy A Digital One é a impressora digital de entrada da Mark Andy que trabalha com tecnologia de toner sólido e quatro cores. Segundo Miguel Troccoli, gerente geral da PTC, representante da marca no Brasil, o toner sólido é formado basicamente de partículas de poliéster e pigmentos naturais, fabricados sem aditivos ou veículos pesados. Em função dessa estrutura simples e limpa não existe perigo de contaminação para os produtos que receberão a etiqueta ou rótulo produzido por esse processo. O excedente de toner que não é fixado no substrato é recolhido pelo próprio sistema e armazenado dentro do equipamento em compartimento específico e, em muitos casos, pode até ser reaproveitado. Na mesma máquina está incorporada uma estação de impressão flexográfica que pode ser utilizada para aplicação de vernizes a base d’água

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Sunnyvale João Fortes, gerente de produto, destaca a impressora inkjet industrial Domino N610i, que a Sunnyvale está comercia lizando com exclusividade no Brasil. O equipamento possui sistema automático de limpeza dos bicos de impressão, quando necessário, e caracteriza- se por possuir poucas partes sujeitas a desgaste, envolvendo unicamente a tinta e a solução de limpeza, usada em baixa quantidade. De acordo com o executivo, a máquina é capaz de atender com excelente custo-benefício e alta qualidade, demandas por impressos em pequenas quantidades por versão do trabalho, mas que totalizam grandes volumes totais de produção. Isso, devido à robustez do equipamento, que suporta fluxos ininterruptos de produção para os trabalhos mais exigentes. Pode ser configurada com até sete cores para aplicações envolvendo tons especiais, tem velocidade máxima de até 75 metros por minuto. Possui resolução de 600 × 600 dpi e conta com o StitchLink, sistema que calibra automaticamente os cabeçotes usando micromotores para um alinhamento preciso dos conjuntos de jatos de impressão em níveis de precisão micrométrica, possibilitando impressão perfeita em qualquer largura de material.


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GESTÃO Por: Tânia Galluzzi

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Um olhar global sobre a indústria. E a visão não é tão ruim. Será? Ingram Image

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o mês de maio a Messe Düsseldorf publicou mais um reporte, o sexto, do Drupa Global Trends, referente a 2018. Reportes que começaram em 2014, dois anos antes da última Drupa e que seguem sendo publicados. Como característica, eles procuram ter uma visão mundial das tendências do setor tanto do ponto de vista das gráficas como do ponto de vista dos fornecedores. A cada ano são entrevistadas pessoas de comando de um grupo de empresas das diferentes regiões do mundo e que, obrigatoriamente, estiveram na Drupa. Não é uma distribuição equitativa ao que seria a participação de cada região no PIB mundial da indústria, tem um acento um pouco mais europeu e um pouco menos asiático, mas não deixa de ter um sabor global. Além disso é um dos poucos estudos mundiais com consistência de dados, considerando- se os seis anos de pesquisa em linha (de 2013 a 2018). REVISTA ABIGR AF

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Observando-se as indústrias gráficas participantes percebemos que, das 620 empresas presentes na pesquisa, 58% são de toda a Europa, incluindo a Rússia; 7% são sediadas nos Estados Unidos; 15% são da América do Sul e Central; 4,5% da África; 3,5% da Austrália e Ocea nia; igual número do Oriente Médio; e 8,5% de toda a Ásia. Deve-se levar em conta que as questões são respondidas por região. Quanto a especia lização das empresas respondentes temos 42% delas classificadas como Comercial, o que inclui: impressos comerciais, for mu lá rios, mala direta, impressão transacional, fotoprodutos e impressos de segurança (ou seja, a junção de comercial, promocional, transacional e segurança); 22% como Editorial, englobando a impressão de revistas, jornais, catálogos, livros de qualquer tiragem, incluindo os sob demanda, e acabamentos editoriais; 31,5% como de Embalagens, entrando nesse tópico as de cartão, as flexíveis, as corrugadas, rótulos e etiquetas; e 4,5% classificadas

como Funcional. Esta última entrou como uma categoria destacada a partir dos dois últimos levantamentos e que inclui uma miscelânea de coisas como impressão 3D, impressão em cerâmica, impressão de eletrônicos, impressão em tecidos, impressão para decorações e outros. ALGUNS DOS PONTOS PRINCIPAIS DO RELATÓRIO

Comparativamente aos anos ante riores pode- se dizer que, no geral, a indústria gráfica mundial mostra uma melhor perspectiva. Com destaque para os Estados Unidos e Ásia, seguidos pelo Oriente Médio e Austrália/ Oceania. A perspectiva da América do Sul é um pouco mais baixa e aí a influência da situação no Brasil e Argentina deve pesar. No global, a confiança atinge 50%. Nada mau. Claro que se observamos a previsão para 2018 e o que de fato aconteceu, percebe-se, em todas as regiões, que ela foi maior do que o rea lizado. É sempre a esperança


drupa Global Trends

Principais avaliações financeiras das gráficas Crescimento comunicado

Índices da pesquisa realizada pela Messe Düsseldorf – 2018 Receitas

43%

Preços

21%

31%

Utilização

26%

46%

17%

Margens

19%

41%

Quebra comunicada

Receitas

34%

Preços

22%

39%

23%

Margens

10%

44%

Principais avaliações financeiras dos fornecedores Crescimento comunicado Quebra comunicada

Confiança econômica das gráficas por região ao longo do tempo

Confiança do fornecedor nos setores de mercado % de balanço líquido positivo v negativo

% de balanço líquido positivo v negativo Previsão 2018 Europa

Áust./Oceânia

América N

Oriente Médio

América S/C

Ásia

Realidade 2018 Previsão 2019

África

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da melhora, o que queremos que aconteça, mas que nem sempre se rea liza. Em uma visão mais financeira dos resultados, as tendências observadas nas pesquisas anteriores se mantêm, ou seja, para 43% das empresas as receitas melhoraram, contra 26% que dizem ter piorado. Para 31%, os preços melhoraram, enquanto 26% dizem estar pior. Para 46%, a utilização dos equipamentos aumentou, enquanto diminuiu para somente 17%. Mas as margens conti nuam caindo: 41% declararam que estão piores, enquanto somente 19% indicam melhorias nesse item. Alguma melhora de preços, melhora de receitas, melhora de ocupação, mas queda de margens. Evidencia o que muitos tem sentido na prática. Uma eventual recuperação de preços não tem provado melhora nas margens, que seguem sendo cada vez mais apertadas. Daí a necessidade extrema de melhoria de produtividade, de fazer mais com menos. É uma ordem geral, não tem como fugir disso. O reporte procura analisar também questões mais pertinentes dos citados segmentos: Comercial, Editorial, Embalagem e Funcional. Observa- se que, nos quatro, todos apontaram queda nas margens, incluindo, portanto, Embalagens e Funcional. Muito estranho para o Funcional, segmento que é novo, mas que já mostra uma competição acelerada. Os números gerais do reporte podem ser vistos nos quadros da página anterior. O relatório, no entanto, apresenta um tom otimista. Como relata em suas linhas iniciais: “Na generalidade, a impressão global encontra-se em boa forma. A maioria dos nossos indicadores globais subiu ao longo dos últimos cinco anos; e apesar de existirem alguns indicadores importantes de desafios no futuro, estes estão normalmente associados a problemas não relacionados com a impressão, nomeadamente a política e as condições econômicas em geral. Obviamente, algumas regiões apresentam um melhor desempenho que outras. Do mesmo modo, existem mercados mais fortes e mais fracos. No entanto, de um modo geral, a indústria mostra-se confiante apesar da recessão global e do impacto dos suportes digitais.” Claro que há duas maneiras de se olhar para tudo isso. A mais otimista e a mais pessimista, igual ao copo meio cheio. Para os pessimistas, basta ver esses números REVISTA ABIGR AF

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para deduzir que tudo vai de mal a pior. Os que já desistiram do negócio ou estão a ponto de. Mas precisamos olhar isso tudo com mais perspicácia. Olhando- se o global e comparando a sequência dos levantamentos desses relatórios nesses últimos anos, podemos entender que a indústria se mostra mais otimista porque a questão de substituição de produtos gráficos por equivalentes digitais, ainda que real, não conseguiu terminar com a impressão. Como muitos previam há dez anos. E que, apesar de tudo, continua a necessidade de se imprimir os mais variados tipos de materiais. As dificuldades econômicas e políticas vêm inibindo maiores volumes de impressão do que os aspectos de sua eventual substituição. Melhor exemplo que o Brasil, impossível. Aqui temos as duas circunstâncias, aumento do digital e a maior recessão da nossa história, da qual ainda não nos recuperamos. Uma imensa pedra caiu sobre o setor. Não foi o único, claro, mas que em uma situação normal estaríamos imprimindo muito mais, não há dúvida. Voltando ao ponto da substituição de produtos, a realidade é que com o avanço do digital pôde-se comparar mais claramente, do ponto de vista do consumidor, o que é melhor de forma impressa do que em forma digital. É uma escolha pessoal, de praticidade de uso, de utilidade e conformidade. E nem todos optam pelo digital. Nós mesmos, agimos assim no nosso dia a dia. Além disso, há toda uma gama crescente de produtos impressos que vêm se estabelecendo, especialmente com o desenvolvimento da tecnologia de impressão digital. O que chamamos da nova indústria de impressão e que vem ganhando espaço em diferentes produções industriais como a eletrônica, têxtil, cerâmica, moveleira, automotiva e outras. Ainda que estejam como parte do processo de produção em fábricas desses setores, nada impede que gráficas possam — e várias no exterior já o fazem — serem fornecedores desses materiais, até mesmo gerenciando áreas de impressão nos seus clientes. As inúmeras aplicações da impressão na chamada área funcional, indo de decorações à impressão 3D, são diversificações importantes. Ao ponto de já ser um segmento

medido em relatórios como este da Drupa. Mesmo que esta amostragem indique margens menores do que antes, ainda que isso não signifique prejuízos. O crescimento de embalagens impressas é o exemplo mais utilizado na afirmação da continuidade da impressão em suas variadas formas. Por não ter substituto eletrônico imediato, pela urbanização da população e mudança dos hábitos de vida, pela diversificação de produtos e por aí vai. Creio que todos já sabem disso. As dúvidas existenciais são, claramente, nos segmentos Comercial e Editorial, fortemente atingidos pelo mundo digital. Há toda uma reconfiguração da oferta editorial de jornais e revistas, enquanto o livro impresso resiste bravamente e, nem de longe, foi substituído pelo e-book, mesmo com o crescimento do audiobook e da desconstrução do livro, esse sim, possivelmente, seu maior vilão em potencial. O que isso significa? A criação de histórias, em rea lidade, na criação de ex periências relevantes para os que têm interesse e possam se envolver e interagir. Muito ligado a marcas e conceitos, em que a sucessão de ex periências criam histórias compartilhadas e curtidas. Nada a ver com um livro como o concebemos normalmente, mas não deixa de ser um competidor em um aspecto mais amplo e com mais engajamento de público. Uma história, sem dúvida, para próximos capítulos. Em trocadilhos. Enfim, temos que olhar essas interessantes pesquisas rea li zadas pela Messe Düsseldorf para a Drupa em seu conjunto, em sua continuidade. Se analisarmos desde o primeiro reporte, veremos que houve uma recuperação da indústria nos países desenvolvidos e a manutenção de sua vitalidade nos países emergentes, na Ásia principalmente. Essa recuperação é um fator de otimismo. Em países onde a substituição da impressão é mais forte, a recuperação mostra a contínua necessidade de se imprimir. Sigamos imprimindo, pois há um mundo pela frente. Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting.com.br, e diretor para América Latina da APTech (antiga NPES)


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17º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica -

Congraf supera recorde Com a proposta de abordar importantes perspectivas sobre o momento atual da indústria gráfica e da economia brasileira, o 17º Congraf recebeu em Porto Alegre seu maior público.

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ovamente no Rio Grande do Sul, após 23 anos, foi rea lizado no dia 18 de maio, na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre, o 17º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica (Congraf). Sob o tema “Pensar e fazer diferente”, o evento superou o recorde de público das edições anteriores, com a presença de 560 pessoas, entre líderes, empresários e profissionais do setor, de todo o Brasil, instigados pela proposta de buscar conhecimento para crescer e inovar em suas empresas. O congresso, considerado o evento mais importante do setor, foi organizado e promovido pela Abigraf Nacional, em conjunto com a Abigraf Regional do Rio Grande do Sul. A abertura da cerimônia contou com a participação do cantor gaúcho Thomaz Machado, vencedor do The Voice Kids 2017, que interpretou o Hino Nacional, Em seguida, o vicepresidente da Abigraf- RS , José Mazzarolo, deixou uma mensagem de fé, mostrando a importância do congraçamento, para trazer uma unidade de pensamento e ideal. “Feliz, orgulhoso e emocionado”. Com estas palavras, o presidente da Abigraf-RS e do

Sindigraf-RS, Angelo Garbarski, mostrou a sua satisfação em ter o Congraf de volta ao RS. “Alcançamos o recorde deste evento, com 560 participantes. Precisamos fazer diferente, pois o mundo atual pede mudanças. Temos que estar sempre atua li zados, seja através de cursos ou de atividades como esta. Hoje, teremos a oportunidade de trocar ex periências e fazer novos negócios em prol do conhecimento do setor gráfico brasileiro”. Com uma atitude inusitada, Ju lião Flaves Gaú na, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, surpreendeu os presentes plantando bananeira no palco e provocando os participantes a pensarem e fazerem diferente. “Mudar o nosso modelo de negócio é agora ou nunca e precisamos seguir em frente”. Otimista com a retomada do desenvolvimento, o presidente da diretoria executiva da Abigraf Nacional, Levi Ceregato, salientou: “Já sobrevivemos a vá rios planos políticos e trocas de moedas. Tempos difíceis criam homens fortes. A importância é levar conhecimento, inovações, para que os empre sá rios possam regressar aos seus destinos, com informações úteis aos seus negócios”.


PALESTRAS

Seis palestrantes de alto nível prenderam a atenção dos participantes com assuntos relativos a vendas, gestão, tendências e inovações do mercado nacional e inter nacional. Na parte da manhã, o autor e consultor em Vendas Marcelo Caetano mostrou que vender mais barato é o caminho mais rápido para o sofrimento, em “Chega de desconto? Então, venda valor”. O associado e estrategista- chefe da BTG Pac tual Asset Management, João Scandiuzzi, analisou os principais desafios do governo, que passam pela articulação política, produtividade e retomada do crescimento, com o tema “Chegou o momento: o que esperar da economia brasileira?”. Já Arthur Igreja, empresário, investidoranjo e cofundador da AAA Plataforma de Inovação, enfatizou que é preciso estar atento às mudanças do modelo de negócios, falando sobre “O que fazer para inovar no seu negócio?”. À tarde, o jornalista, mentor e treinador Daniel Müller convidou os presentes a refletir sobre os rumos da vida pessoal e do negócio, com “Você está cada vez melhor?”. O professor Luiz Marins, também antropólogo e consultor de empresas, na palestra “Os desafios da execução: por que as coisas não acontecem na empresa?”, observou que o grande problema das empresas nem sempre está na falta de planejamento, mas sim nos passos seguintes. As palestras foram encerradas com um destaque inter nacional. Michael Makin, ex- presidente e CEO da Printing Industries of America e presidente do Fórum Mundial de Impressão e Comunicações e do Fundo Fiduciá rio de Bolsas de Estudo de Impressão e Gráfica, abordou

“Para onde caminha a indústria gráfica? Retratos do mercado norte-americano e tendências mundiais”, apresentando dados econômicos que demonstram a força da indústria gráfica nos Estados Unidos. OPINIÕES

“Foi motivacional e estimulante. O resultado daqui vai ser de muita reflexão. Vamos procurar muitas respostas de maneiras diferentes para que se possa tomar atitudes e melhorar. Cada vez melhor”, falou o congressista Caetano Basto, diretor técnico da Impresul, mencionando o tema de uma das palestras. Já Eladio Vieira da Cunha, diretor da Gráfica Jacuí, de Cachoeira do Sul, afirmou: “Achei que o evento se transformou numa alavanca no sentido de reposicionar a cabeça dos empresários do setor gráfico, de olharem com novos olhos sua posição de mercado, sua posição de enfrentamento das difíceis situações em que o mercado se encontra. E mais: transmitindo um caminho de segurança, de novidade, de busca de inovação para que se possa enfrentar as dificuldades do dia a dia”. Para o diretor da Abigraf-SP, João Scortecci, “foi um evento grandioso, com palestrantes de alto nível. As gráficas passam por transformações, boas ou não, e isso vai se refletir no mercado. Passamos a fase de desafio e agora estamos numa etapa de refundação da indústria”. O evento contou com o patrocínio Platinum da Fedrigoni, Passalacqua Papéis e Suzano; Prata, da FuturePrint, Afeigraf e Heidelberg; e Bronze, da Megaprint, Agfa e Müller Martini. Santa Catarina, em 2022, será a sede do 18º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica.

Fotos: Dudu Leal

Representando a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Antonio Claudio Salce citou a importância do setor para o País. “A indústria gráfica acompanha o que há de mais avançado no mundo todo. Com a 4ª Revolução Industrial, há uma ruptura no modelo, precisamos nos adaptar”. O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, declarou: “Precisamos apoiar as reformas do governo, assim como as mudanças no ambiente do trabalho e as demais alterações estruturais que o País precisa”. O vicepresidente da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), Héctor Cordero, lembrou que há uma crise do setor em toda a América Latina. “Há instituições sólidas para resolver os problemas, que encontrarão saídas para recuperar o crescimento no Brasil”.

Conteúdo extraído de textos de Cláudia Boff, Diego Castro e Laura Schenkel, e do site da Abigraf

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FEIRA

Novas ações, espaços diferenciados e conteúdo da feira vão ajudar os lojistas a fidelizar clientes, vender mais e melhorar os resultados.

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rincipal evento de negócios no País para o segmento de produtos para papelarias, material escolar, escritórios, utilidades e presentes, a Escolar Office Brasil chega à 33ª edição, de 4 a 7 de agosto, no Expo Center Norte, com novidades. O evento está ainda mais voltado a oferecer soluções, serviços e ex periências para o lojista aumentar as vendas e melhorar seus resultados. A chegada de novas empresas à feira e o retorno de marcas tradicionais ampliam as opções disponíveis para os visitantes. A Escolar passa também a contemplar novos nichos para gerar mais resultados aos lojistas, como o segmento de brinquedos. Numa ação inédita para incrementar a rea li zação de negócios, neste ano a Escolar lançou a Maratona do Representante Comercial. Pela mecânica do desafio, os representantes comerciais do segmento de pape la rias devem indicar pre via mente os lojistas que eles convidarão para visitar a feira. No terceiro dia da rea lização (6 de agosto), será feita a checagem daqueles que efetivamente compareceram, e os três representantes que tiverem levado o maior número de lojistas vencem a maratona. O primeiro colocado recebe como prêmio um cruzeiro marítimo inter nacional, enquanto o segundo e terceiro ganham um cruzeiro em circuito nacional. REVISTA ABIGR AF

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Escolar 2019 oferece soluções para modernizar o varejo de papelarias Além de todos os negócios rea lizados nos estandes, a feira contará com mais uma edição das Rodadas de Negócios, conjunto de reuniões pré-agendadas entre compradores convidados e expositores. Na edição de 2018, as 211 reu niões entre 39 expositores e 19 compradores convidados, de 11 Estados, renderam R$ 628 mil em negócios imediatos e prospectaram outros R$ 3,5 milhões para os 12 meses seguintes. ESPAÇOS DIFERENCIADOS

Aliada a essas ações, neste ano a tradicional Papelaria Modelo, presente em diversas edições da feira, se transforma na Papelaria-Livraria Conceito, uma instalação prática e moderna que vai mostrar ao lojista como construir um ambiente inovador e atrativo, que conjuga dois segmentos em apenas uma loja. Esse conceito, além de otimizar custos e maximizar a utilização dos espaços, gera incremento de potenciais consumidores e eleva significativamente o mix de produtos oferecidos, pois o mercado do livro tem passado por diversas transformações e uma delas é exatamente a pulverização na comercia lização. A curadoria da loja fica novamente por conta do SebraeSP, Escritório Capital Norte, que, além de técnicas de gestão e vendas, abordará o visual merchandising, uma estratégia de marketing que transmite a mensagem de forma

mais efetiva ao público consumidor, agregando valor aos produtos e transformando o ponto de venda num local encantador e organizado. O espaço está sendo desenvolvido pela parceria entre a Francal Feiras, Abigraf-SP, Sebrae-SP, CBL , Abfiae e ANL . O conhecimento e a nova visão do varejo complementam as ações da Escolar Office Brasil para modernizar papelarias e lojas. O Escolar Ex perience está mantido como o ciclo de palestras dinâmicas e interativas sobre temas de interesse do varejo. Todos os dias, top speakers abrem a programação das palestras, abordando temas como visual merchandising, novas tendências do varejo e gestão. Também faz parte da programação o Painel E-Commerce, desenvolvido em parceria com a E- Commerce Brasil, com conteúdo relevante sobre comércio eletrônico voltado à indústria e ao varejo. ESCOLAR OFFICE BRASIL 2019  33ª FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS PARA PAPELARIAS, ESCOLAS E ESCRITÓRIOS Data: 4 a 7 de agosto (domingo a quarta-feira) Horário: das 11h às 20h (exceto dia 7, das 11h às 18h) Local: Expo Center Norte Promoção e organização: Francal Feiras Apoio: Abigraf-SP; ABFIAE – Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório; Adispa – Associação dos Distribuidores de Papelaria; Brasil Escolar – Rede Nacional de Papelarias; e Simpa – Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região. Site: www.escolarofficebrasil.com.br


MEMÓRIA

Adeus a Carlos Alberto Ruoppoli

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rês dias antes de completar 71 anos, faleceu em São Paulo, no dia 28 de maio, Carlos Alberto Ruoppoli, vítima de metástase de um melanoma. Profissional atuante no setor gráfico, foi responsável pela implantação do plano de expansão de vendas da impressora Roland Pratica no Brasil, na década de 1980, ao lado de Mario Barcelos. Participou ativamente da fundação e desenvolvimento da Afeigraf, posicionando-se como um dos que mais trabalharam para a rea lização e consolidação da ExpoPrint. Paulistano, formado em Engenharia Mecânica e Administração, Carlos Alberto atuava no segmento de máquinas operatrizes até ingressar, no final de 1981, na Intergrafica Print & Pack, IPP, como gerente comercial. Iniciava-se uma parceria duradoura com Mario Barcelos, que já fazia parte da empresa e meses depois assumiria a sua presidência. “O Carlos Alberto era muito organizado, detalhista, e conseguia colocar em ordem e dar forma aos projetos que eu esboçava. Foi peça-chave não só na disseminação da Roland Pratica, fabricada pela Man Roland no Brasil, quanto, mais tarde, na introdução da Ryobi e de outras marcas japonesas no País”, relembra Barcelos. “Ele gostava de ajudar as pessoas, era um homem de fácil contato, nos completávamos muito bem”, acrescenta. Foi como diretor da IPP/Ferrostaal que Ruoppoli uniuse a executivos de outras 14 empresas para a fundação

da Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica, Afeigraf, em março de 2004. Entusiasta da ideia de promoção de uma feira nacional à altura do potencial do mercado gráfico brasileiro, Carlos Alberto trabalhou intensamente para a rea lização da ExpoPrint Latin America, materia lizada em meados de 2006. Ele continuou a batalhar pelo sucesso do evento nas três gestões seguintes da Afeigraf, nas quais foi membro do conselho fiscal e do consultivo entre 2006 e 2012. “Carlos Alberto foi certamente um dos principais atores no processo de criação da entidade e da ExpoPrint. Acessível, inteligente e detentor de uma visão diferenciada, sempre tinha muito a contribuir, afora o bom humor ímpar”, rememora Eduardo Sousa, ex-presidente da Afeigraf. No final de 2011, Ruoppoli encerrou sua trajetória profissional como diretor geral de operações de equipamentos da empresa na qual ingressara 30 anos antes. Voltou-se, então, à família que construiu ao lado da esposa, Beatriz. O casal teve três filhos, Ana Carolina, Maurício e Camila, que lhes deram quatro netos. “Faríamos 44 anos de casados em julho”, conta Beatriz. “Carlos tornou-se amigo pessoal de muitos empresários para os quais vendeu equipamentos. Depois que se aposentou, viajamos muito”. E ela faz questão de frisar: “Quero que todos saibam que ele morreu tão dignamente quanto viveu”.

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HISTÓRIA VIVA Por: Tânia Galluzzi

Perseverança, senso de oportunidade e muito trabalho. Com esses ingredientes, José Carlos Rizzieri construiu uma empresa de sucesso, a Gráfica Rami, referência no mercado de rótulos.

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José Carlos Rizzieri De contabilista a convertedor

omprometimento e amor ao trabalho fazem parte do repertório de José Carlos Rizzieri desde cedo. Nascido em 1951, na cidade de Serra Negra, em São Paulo, iniciou seu caminho profissional aos 12 anos de idade num escritório de contabilidade no município de Jundiaí, para onde a família havia se mudado dois anos antes. “Comecei como office boy e achava uma maravilha trabalhar. Saí seis anos depois para montar meu próprio escritório na área”, conta Rizzieri. Aos 18 anos, ele possuía formação técnica e iniciava o curso de Direito. Nessa época, Jundiaí já havia descoberto sua vocação

industrial, crescia em importância, e Rizzieri soube aproveitar essa onda. Em 1978, seu escritório de contabilidade atendia cerca de 120 clientes, ávidos por impressos fiscais, comerciais e itens de papelaria. Atento, José Carlos decidiu apostar no ramo, unindo-se posteriormente à irmã, Maria Aparecida, na abertura de uma pequena tipografia. “Não tínhamos grandes aspirações. Queríamos aproveitar a demanda das empresas que já eram nossas clientes, fornecendo com rapidez os materiais de que elas precisavam”, afirma o empresário. O nome veio do bairro no qual a gráfica se instalou, Vila Rami, onde permanece até hoje.


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No início da década de 1990, a Rami era uma gráfica generalista. Na cesta de produtos, o item que mais crescia era o rótulo, e, com os olhos da inovação, o empresário resolveu buscar alternativas para tal aplicação, entusiasmado pela possibilidade de trazer equipamentos modernos a partir da abertura às importações ocorrida no início do Governo Collor. “Em 1991 compramos nossa primeira impressora KBA , iniciandose aí uma frutífera parceria que dura até hoje e de quem já adquirimos oito equipamentos”, orgulha-se José Carlos. VISÃO

Ele não imaginava, porém, que o universo da impressão iria seduzi-lo a ponto de fazêlo trocar faturas e balanços por tinta e papel. “Existe uma paixão na materia lização do produto gráfico”, afirma Rizzieri. A empreitada deu certo. Em 1981 foi comprada a primeira offset monocolor, e a Gráfica Rami passou a sobressair em função da qualidade e do preço competitivo. Três anos depois, Rizzieri encerrou a dupla jornada, vendendo ao sócio sua parte no escritório de contabilidade e advocacia.

Cinco anos mais tarde, a chegada de um equipamento de maior porte selou o foco da Rami no segmento de rótulos. A preocupação do empresário era a qualidade, fazendo-o optar por uma impressora capaz de rodar substratos metalizados em alta velocidade. “Pesquisei muito, fomos às feiras, visitamos gráficas no exterior, e conseguimos trazer algo diferente.” Na época, os rótulos metalizados fabricados no Brasil eram, em sua maioria, impressos em rotogravura ou flexografia. Com a offset, a Rami conseguiu subir a régua da qualidade, ingressando com força na área de rótulos. “Foi uma explosão, passamos a atender empresas de outros Estados, não conseguíamos responder a toda a demanda.” A partir daí, a Rami tornou-se referência no

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1 Na infância, com a irmã Maria Marlene 2 Diretoria da Rami, com troféus conquistados no Prêmio Fernando Pini. O superintendente José Carlos Rizzieri (centro), ladeado por (E/D): Marcos Ribeiro (comercial), Amarildo Estivaneli (industrial), Gelson Gasparotto (novos negócios) e Fernando Rizzieri (projetos)

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3 Fachada do prédio-sede da Rami 4 José Carlos com a esposa Regina 5 José Carlos com o pai, Virgilio, e as irmãs (sócias) Maria Aparecida e Maria Marlene

segmento, acumulando prêmios, entre os quais 19 Fernando Pini e um Luiz Metzler, oferecendo rótulos em substratos metalizados, em couché e para o processo de in mold label. Uma das pioneiras nesse tipo de rótulo, a Rami é, segundo seu fundador, a maior produtora de rótulos in mold label da América Latina. Dentro da gráfica, Rizzieri acompanha todos os setores, mas confessa que o que lhe dá maior prazer é ver a produção. Três de seus quatro filhos estão ao seu lado e fazem jus à tradição da família. Sílvia, publicitária, está na Rami desde os 14 anos, atuando na área comercial. Fernando, 41, começou com a idade do pai, 12 anos, e está no departamento de projetos, e Bruno, 36, toca a área de Suprimentos. 5

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Há ainda a Gabriela, 19 anos, filha de seu segundo casamento. “Acredito que dei minha contribuição por conta das inovações que introduzimos no mercado. Quando olho para trás, me sinto recompensado pelo trabalho rea lizado e pelos resultados obtidos.” O empresário ainda reserva tempo para colaborar com a Apae de Jundiaí, a primeira criada no Estado de São Paulo, onde Rizzieri atua há 31 anos e da qual foi presidente por cinco mandatos.


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RECURSOS HUMANOS

Uma nova geração de profissionais está surgindo! Nelson Alves

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ivemos, às vésperas da década de 2020, o ápice das redes sociais e da tecnologia, em que tudo é feito na palma da mão, sem precisar sair do conforto de casa, sem enfrentar filas, trânsito ou desgastes desnecessários. O jovem que hoje está entrando no mercado de trabalho tem uma visão de futuro e de vida muito diferente das gerações das décadas de 1960, 1970 e 1980, quando se pensava primeiro em fazer uma carreira e passar por muitos anos em uma mesma empresa. Era um tempo em que as pessoas começavam a trabalhar pensando em um dia se aposentar, abriam mão de pequenos sonhos, como viajar ou até mesmo sair do País, pois afinal éramos o país do futuro, lembra- se dessa frase? Mas, o que mudou? Com o advento da internet, da globalização e agora com a reforma da prev idência, as novas gerações, compostas por pessoas que estão na faixa etária dos 18 aos 25 anos e, principalmente, as gerações que virão, não têm mais essa visão de mundo e, acima de tudo, do País. Há uma descrença muito grande nos rumos que o País tem tomado nos últimos tempos. A falta de oportunidades de trabalho para os jovens, tem feito com que eles busquem cada vez mais oportunidades em outras nações, como Canadá, Inglaterra, Austrália etc. O jovem do Brasil atual busca fazer intercâmbio, conhecer novas culturas, e não acredita mais na falsa segurança de uma carteira de trabalho assinada. Afinal, fica difícil para um jovem de 18 anos, em início de carreira, imaginar

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que ele terá de contribuir e esperar por mais de 40 anos para talvez, se estiver vivo e saudável, usufruir de uma possível aposentadoria. Os jovens dos anos 2020 são futuristas e ao mesmo tempo vivem o presente, são empreendedores. Cada vez mais nos deparamos com empresas abertas por jovens em diversas áreas do conhecimento, mas, em particular, nas áreas de tecnologia e entretenimento. É comum jovens terem o seu próprio canal na internet e começarem a gerar as suas próprias receitas, fazendo o seu próprio horário de trabalho e, mais importante, sem perder em qualidade de vida. O jovem dos anos 2020 é empreendedor e procura viver a vida no hoje e não fazer planos para um futuro distante. Agora, vem alguns questionamentos: em um país onde a educação e a cultura são tratadas com tanto descaso, onde as verbas são as primeiras a serem reduzidas, onde os jovens não são ouvidos, qual a perspectiva que eles terão no seu próprio país? Será que os nossos políticos já pararam para pensar que, com as mudanças das leis trabalhistas, com a reforma da previdência e, sobretudo, com a mudança do perfil dos nossos jovens, estamos perdendo os nossos talentos e o futuro da nossa nação? Uma grande mudança já está ocorrendo. As novas gerações estão trabalhando cada vez mais em home office, são micros e pequenos empresários que sonham em crescer em suas profissões e alcançar oportunidades em território estrangeiro. Eles não querem para suas vidas o mesmo sofrimento enfrentado pelos pais e avós, buscam liberdade de expressão, locomoção e liberdade de poder escolher o próprio caminho. O futuro da Nação deveria ser tratado como prioridade pelos nossos políticos, mas infelizmente vejo um futuro sombrio. De um país que não valoriza a educação, onde o professor é tratado como um “qualquer”, o que realmente podemos esperar?! Nelson Alves dos Santos é administrador de empresas e docente nelson.alves@consultoriafulltime.com.br www.consultoriafulltime.com.br


Joanna Marini

CONEXÃO BRASÍLIA

Roberto Nogueira Ferreira

Recursos do FNDE e da Lei Rouanet geram emprego e renda na Ásia. E o Senado Federal tem a chave para acabar com essa anomalia

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esde 2014, a Abigraf Nacional e os Sindicatos da Indústria Gráfica de todo o País atuam pela aprovação de um projeto de lei, de apenas dois artigos, de redação objetiva e cristalina, por meio do qual se pretende pôr fim ao uso inadequado de recursos orçamentários e de renúncias fiscais do Imposto de Renda, resultantes na impressão de livros fora do Brasil. No art. 1º, o objeto são as compras feitas por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), geridas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), e o que se deseja é que a Lei obrigue que a impressão de livros por meio desse programa seja feita pela indústria gráfica nacional. No art. 2º, o objeto é ainda mais nobre, ao se referir ao que vem sendo feito no País em relação aos projetos de edição de livros beneficiados pela Lei Rouanet (Lei 8.313, de 1991), sabendo- se que os benefícios dados aos projetos enquadrados pelo Ministério da Cultura configuram na prática renúncia fiscal do Imposto sobre a Renda. Qual é o conceito básico deste projeto? Recursos orçamentários e renúncias fiscais devem gerar emprego e renda no Brasil. Simples assim. Intenção naciona lista moderna e positiva que, de tão simplista, arrasta-se no Congresso Nacional há cinco anos! A Ásia já responde por mais de 60% das importações de livros pelo Brasil. Esse é um dos efeitos perversos da inércia de nossos congressistas, que não se apercebem da grandeza da proposta, talvez porque ela — a proposta — vise tão somente ao interesse nacional, e o interesse nacional parece meio fora de moda. Adiciono: do total das indústrias gráficas nacionais, 80%

são microempresas; 16,9%, empresas de pequeno porte; 2,6% são de médio porte e apenas 0,5% são grandes empresas. Depois de consumir R$ 1,4 bilhão em 2018, estima-se que em 2019 o PNLD consumirá R$ 1,1 bilhão. Se não toda, mas a esmagadora maioria dessa dotação orçamentária continuará gerando emprego e renda fora do País, enquanto o projeto de lei adormece no Congresso Nacional, como se o interesse nacional não tenha relevância para os parlamentares depois de eleitos. Esses recursos, originá rios do orçamento do FNDE e do Incentivo Fiscal da Lei Rouanet, nada mais são que tributos que nós pagamos — e de veriam obrigatoria mente gerar emprego e renda no Brasil. É disso que estou falando! É questão de bom senso! Mas quando ele não existe, o jeito é o Congresso Nacional usar de suas prerrogativas e aprovar legislação capaz de restaurá-lo. No momento em que projeções sobre o comportamento da economia brasileira são desanimadoras — com previsão de mais um ano de crescimento medíocre do PIB —, a indústria nacional e seus trabalhadores agradeceriam por essa atitude. PS. A matéria em pauta está contida no PLC 137, de 2018, já aprovado na Câmara dos Deputados. Atualmente, o PLC 137, de 2018, está em análise da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Peça ao senador de seu Estado para dar uma “mãozinha” a fim de aprovar o PLC o mais rápido possível! Roberto Nogueira Ferreira é sócio-proprietário, há 34 anos, da RN Consultores (Brasília), onde atua como consultor da Abigraf Nacional. roberto@rnconsultores.com.br www.rnconsultores.com.br maio /junho 2019

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E-SOCIAL

Gestão de pessoas nas empresas familiares

Sheila Saad Ricca

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Ingram Image

E-Social é uma ação do Governo Federal que tem por objetivo a unificação dos dados dos empregados, sendo que a emissão se dará por meio do envio da folha de pagamento, emitida ao Ministério do Trabalho pelos empregadores, por meio de Certificado Digital. Para garantir que o processo ocorra sem gerar maiores problemas para as empresas, há que se estabelecer uma estrutura vinculada à área de Recursos Humanos, com condições de gerir as obrigações e os preceitos da lei trabalhista. Alguns pontos a considerar são característicos das empresas fami liares e podem desencadear transtornos vinculados ao E-Social, a saber: ◆ É muito comum não haver descrição dos cargos, sendo que o objetivo desta é estabelecer as competências inerentes a cada posição hierárquica da empresa. É preciso definir as responsabilidades e o perfil exato de cada cargo. O ideal é fazer o colaborador assinar a descrição de sua função, de forma a garantir que está ciente de suas atividades, minimizando assim problemas trabalhistas. ◆ Nas organizações de natureza fa mi liar, é muito comum que colaboradores antigos tenham sa lários maiores do que aqueles contratados há menos tempo, ainda que atuem no mesmo cargo, ou exerçam as mesmas funções. Cargos ou funções iguais devem possuir o mesmo salário, considerando-se um período menor do que dois anos. Esta é a lei e o termo para isto é “Isonomia Sa larial”. Porém, muitos colaboradores têm sa lários diferentes, mesmo tendo cargos ou funções iguais e possuindo menos de dois anos de diferença em relação às suas contratações.

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Muitas vezes há falta de uma política de remuneração, inclusive critérios para enquadramento de benefícios. O salário deve ser definido a partir das especificidades do cargo, e o colaborador terá aumento quando houver uma promoção, ou quando for data-base da categoria. Contudo, muitos empresários têm uma relação tão próxima com seus colaboradores, que se alguém solicita um aumento ele é dado sem que haja uma análise prévia dos reflexos desta decisão. A adoção de alguns benefícios permite dedução fiscal, porém muitos empresários desconhecem esta possibilidade. Não são raras as empresas que não exercem as funções de RH, rea lizando apenas as atividades inerentes ao Departamento Pessoal. Neste caso, fica faltando o desenvolvimento de ações importantes para monitoramento do desempenho dos colaboradores, processo de recrutamento e seleção adequados, política de remuneração consistente, ações vinculadas a saúde e segurança no trabalho, treinamento e desenvolvimento, entre outras. Quando existentes, todos estes aspectos podem refletir em um aumento de produtividade do colaborador. As atividades de Recursos Humanos podem ser rea li zadas por meio da operaciona li zação das ferramentas de gestão de pessoas, mas devem ser planejadas e desenvolvidas estrategicamente, de forma a permitir que as ações estejam atreladas aos objetivos gerais da organização. Em se tratando de empresas fami liares, a adoção de práticas e políticas de Recursos Humanos permite a incorporação de critérios de profissiona li zação que aumentam a longevidade organizacional, oferecendo bases sólidas para as próximas gerações de sucessores.

Sheila Saad Ricca sheila@empresafamiliar.com.br www.empresafamiliar.com.br


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Diรกlogos

sobre a noite 2

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F OTOG R A F I A

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stá em cartaz até o dia 11 de agosto no Itaú Cultural, em São Paulo, a exposição Ainda Há Noite/Nos Queda la Noche. Com mais de 300 imagens, a exposição revela as inquietações e a poética de fotógrafos oriundos de oito países da região. Vinculada à quinta edição do Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, a exposição, assim como o evento, tem curadoria do catalão Claudi Carreras e do brasileiro Iatã Cannabrava. A mostra apresenta dez projetos de 11 fotógrafos e um editor origi ná rios da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatema la, México, Peru e Uruguai, além da Espanha e do Reino Unido. Sob o véu do tema, a noite, as imagens dia logam com assuntos contemporâ neos presentes na região, da onipresença dos celulares, passando pela violência, manifestações sociais e resi liência, ao trabalho noturno e à memória. Apresentadas em suportes diversos, as imagens recorrem às horas noturnas para pensar a América Latina. A série Píxeles, do argentino

Por: Tânia Galluzzi

Alejandro Chaskielberg, traz uma mescla de poesia e crítica ao propor entender as pessoas como pixels de uma grande imagem global. Grupos de homens e mulheres estão juntos em bucólicas paisagens noturnas iluminadas apenas pelas luzes coloridas que saem dos seus celulares e as hipnotizam. Do Chile vem a série da dupla Alejandro e Cristóbal Olivares, Chile 874. Embora capturadas naquele país, as imagens carregam uma truculenta rea lidade conhecida nos demais ter ritórios sul- americanos. As fotos registram o período entre 2011 e 2013, quando professores, estudantes e seus pais, aos milhares, tomaram as ruas do Chile para protestar contra o governo e o lucro obtido com as políticas educacionais. O número 874 representa a quantidade de jovens presos em um único dia. História natural do silêncio, do colom biano Jorge Panchoaga, também trata da violência sofrida pelos cidadãos latino-americanos. A série aborda um período em que, segundo o fotógrafo, uma geração de homens e mulheres

“Muito se fala da América Latina como o território da identidade sonhada, antes mesmo de ser inventada ou descoberta. Se o conceito de identidade latino-americana segue sendo polêmico, o que envolve a noite da região não fugiria disso.” IATÃ CANNABRAVA E CLAUDI CARRERAS

1 (página ao lado) Alejandro Chaskielberg. Salinas. Série Píxeles, 2019 2 (página ao lado) Ignacio Iturrioz. Série Purgatório, 2014-2017 3 (página ao lado) Luisa Dörr. As policiais. Série Basal, 2019 4 Gihan Tubbeh. Série De Tiempo en Tiempo un Volcán Estalla, 2018

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entrou no mundo da clandestinidade nas diferentes cidades colombianas, como refúgio ou pela articulação da economia do narcotráfico com a sociedade. Em Insídia, o guatemalteco Juan Brenner faz uma metáfora entre a imprudência de tirar fotos à noite na Cidade da Guatema la, uma atividade ousada, e a atitude despreocupada dos seres notívagos. Um ensaio sobre a resi liência daqueles que foram tocados pela violência em algum momento de suas vidas é o que se vê na série de fotografias Lucier naga, que são como vaga-lumes ou pirilampos, do mexicano Yael Martínez. Em sua obra, o artista explora os efeitos da pobreza e do crime organizado em Guer rero, um dos mais carentes e violentos estados mexicanos. 8

5 Alejandro Olivares e Cristóbal Olivares. Série Chile 874, 2011–2013 6 Ignacio Iturrioz. Série Purgatório, 2014–2017 7 Juan Brenner. Série Insidia, 2019 8 Jorge Panchoaga. Série História Natural del Silencio, 2019

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9 Yael Martínez. Luciérnaga, 2019 10 Archive of Modern Conflict (editado por Kalev Erickson). Luar no Amazonas , Brasil, 1928. Série Moon Shadows, 2019 11 Cristina de Middel e Bruno Morais. Série Boa Noite, Povo, 2019

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A perua na Gihan Tubbeh evoca uma fala feminina em De tiempo en tiempo un volcán estalla (De vez em quando, um vulcão explode). As suas imagens sugerem uma jornada onírica e alegórica à condição feminina dentro do universo. Por sua vez, a brasileira Luisa Dörr apresenta, em Basal, os trabalhadores noturnos que mantêm a cidade pulsante para que, ao despertar, tudo esteja em pleno funcionamento. A dupla hispano-brasileira Cristina De Middel e Bruno Morais utiliza narrativas construídas para ilustrar o atual contexto econômico e político, usando animais noturnos como atores

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improvisados. A série Boa noite, povo, investiga, por meio de experimentos semiperformáticos, a relação que existe entre o cultural e o natural. O icônico Palácio Salvo, um prédio de 95 metros de altura e 27 andares situado em Montevidéu, é o pano de fundo usado pelo uruguaio Ignacio Itur rioz para rea li zar Purgatório. Ele viveu por alguns anos no edifício que abriga um universo particular. Inaugurado em 1928, na época foi considerado a torre mais alta da América do Sul. Moon shadows, série editada pelo norteamericano Kalev Erickson é proveniente do Archive of Modern Conflict, um acervo particular sediado em Londres. As imagens exploram as relações entre o consciente e o inconsciente. Representam momentos fugazes encontrados entre o estar acordado e adormecido, fragmentos de sonhos lúcidos e memória fundidos para produzir narrativas incertas. maio /junho 2019

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Bauru e Ribeirão fazem balanço de suas gestões Os presidentes das Abigrafs Seccionais dos dois importantes centros do interior paulista falam sobre suas lutas e realizações.

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ealizar projetos e manter o vínculo com os associados foram os principais desafios das diretorias das Seccionais da Abigraf-SP em Bauru e Ribeirão Preto nos últimos três anos. No comando das entidades, Paulo Gomes D’Almeida e Wilson dos Santos enfrentaram a crise econômica evitando abandonar projetos, encerrando suas gestões em novembro com o sentimento de dever cumprido. Paulo D’Almeida, que assumiu a presidência da seccional Bauru em 6 de dezembro de 2016, conta que as atividades da associação, apesar das dificuldades, seguiram o planejamento mirando, sobretudo, a reciclagem do conhecimento e a interação das gráficas da cidade e da região. O presidente da seccional Ribeirão Preto, Wilson dos Santos, que está completando seu segundo mandato — conduziu a entidade entre 2007 e 2010 — e

Paulo D’Almeida, presidente da seccional Bauru

Wilson dos Santos, presidente da seccional Ribeirão Preto

permanecerá à frente da seccional por mais três anos, diz que em sua atual gestão foram realizados vários eventos. “Promovemos caravanas para as principais feiras do setor, reinauguramos bibliotecas, organizamos palestras, Summit de Comunicação, Jornada de Impressão e a Festgraf, juntamente com a Asso ciação dos Profissionais de Propaganda.” Ele destaca também as parcerias firmadas. “Estamos sempre de portas abertas para nossos associados

e também para aqueles que não são, trazendo informações, conhecimento e apoio.” Segundo D’Almeida, sua gestão à frente da seccional Bauru buscou manter as empresas do setor informadas sobre resoluções, por tarias e leis que as beneficiam quanto à redução de custos, impostos e melhorias. “Procuramos ainda aumentar nosso port fólio de parceiros para atender de maneira mais ampla nossas afiliadas com os benefícios de descontos

especiais em serviços e produtos”, acrescenta. “Na cidade, entre 2018 e 2019, fechamos parcerias com escola de idiomas, faculdade e clínica de exames ocupacionais.” O cenário enfrentado pelos dois líderes setoriais foi bastante complexo em função da recessão e da instabilidade política. “Mas o setor está sobrevivendo, buscando com otimismo novos modelos de negócio”, comenta Wilson dos Santos. Paulo D’Almeida lembra que as dificuldades econômicas obrigaram as empresas a cortar custos, o que levou à perda de associados em todo o Estado de São Paulo. “Fizemos ajustes no nosso orçamento e um refinamento no planejamento de atividades para conseguirmos realizar palestras, caravanas e outras ações sem perder a qualidade e a frequência. Também, buscamos valorizar nosso prêmio regional para atrair mais participantes e patrocinadores.”

Sindigraf-SP mantém apoio à normalização Com a renovação do contrato, o sindicato continua a prover parte dos recursos necessários para as atividades do ONS27.

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om a posse da nova diretoria da ABTG para o triênio 2019/2022, acaba de ser renovado o acordo da associação com o Sindigraf-SP. Dessa forma, o sindicato permanece como entidade que provê parte dos recursos para a realização das atividades do Organismo de Normalização Se to rial, ONS27. Segundo Levi Ceregato, presidente do Sindigraf-SP, o convênio agora assinado prevê maior proximidade entre a entidade e o ONS27, objetivando entender e atender possíveis demandas de grupos empresariais na área de normas. Para tanto, além de reuniões perió dicas, está sendo programado um encontro anual, no qual

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as comissões de estudo do organismo setorial apresentarão suas ações aos membros do sindicato, visando o alinhamento com as necessidades do mercado. No Brasil, o órgão responsável pela publicação de normas técnicas é a ABNT, que em 1993 outorgou à ABTG tal tarefa, por meio do ONS27, com relação aos temas pertinentes à indústria gráfica. O ONS27 opera através de comissões de estudo, das quais participam representantes de toda a cadeia produtiva, além dos governos, institutos e universidades. Como explica Bruno Mortara, superintendente do ONS27, no setor gráfico as normas técnicas

têm a função de determinar se os produtos seguem os padrões de qualidade da indústria por meio de requisitos, alvos, tolerâncias e amostragens. Nesses 26 anos, o ONS27 foi responsável pela publicação de 65 normas, boa parte delas equivalentes nacionais de normas internacionais ISO, orientan do compradores, produtores e fornecedores de insumos a proceder de acordo com as melhores práticas mundiais. “Além disso, a adoção das normas ISO permite que a indústria gráfica brasileira seja percebida pelos parceiros externos como uma indústria transparente e em linha com níveis internacionais de qualidade”, afirma Bruno.

Outro aspecto levantado pelo superintendente é a elaboração de normas nacionais, respondendo aos interesses das gráficas brasileiras. “O sucesso do ONS27 é dado pela participação dos membros voluntários, assim como pela adoção das normas traduzidas ou elaboradas localmente. Livros didáticos, provas do Enem e cartões de crédito são apenas alguns exemplos de produtos que são produzidos hoje em conformidade com as nossas normas.” A participação nas comissões de estudo é voluntária e atualmente mais de 800 profissionais estão cadastrados como colaboradores nas 13 comissões ativas.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 123, de maio/junho de 1989

WPC-4 superou expectativas Pery Bomeisel,

sempre atuante

Mesa composta para a cerimônia de abertura do Congresso

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e 6 a 10 de maio de 1989, o Rio de Janeiro foi o centro das atenções da indústria gráfica mundial. Lideranças e profissionais de 33 países, incluindo o nosso, reuniram-se no IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica (WPC-4), rea lizado no Centro de Convenções do Hotel Nacional. O maior já rea lizado, o WPC-4 foi acompanhado por 1.155 pessoas, sendo 789 congressistas e 366 acompanhantes. Além do Brasil (317 congressistas e 71 acompanhantes), o continente americano foi representado por 13 países: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia (16 congressistas e 5 acompanhantes, a maior comitiva das Américas, fora o Brasil), Equador, Estados Unidos (10 congressistas e 9 acompanhantes), México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Da Ásia, vieram a China, Hong Kong, Índia, Japão (60 congressistas e 17 acompanhantes), Taiwan e Malásia. A Austrália enviou 16 representantes (11 congressistas e 5 acompanhantes). A Europa participou com 14 países: Alemanha (54 congressistas e 26 acompanhantes), Andorra, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França (35 congressistas e 20 acompanhantes), Grã-Bretanha, Itália (47 congressistas e 40 acompanhantes), Países Baixos (35 congressistas e 26 acompanhantes), Portugal, Espanha (99 congressistas e 91 acompanhantes, maior delegação estrangeira), Suécia e Suíça. O evento foi organizado e promovido pela Abigraf Nacional, presidida por Max Schrappe, e a Comprint International, com apoio da Confederação Internacional da Indústria Gráfica (Intergraf) e da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). O Comitê Diretivo Internacional foi comandado pelo espanhol German Gorri, ficando o Comitê Nacional sob a liderança de Pery Bomeisel. Foram cinco dias de congraçamento entre empresários gráficos do mundo inteiro, três dos quais dedicados às sessões de trabalho, com debates e palestras. No dia 9, com a participação de 54 representantes de 33 países, ocorreu a inédita reunião de presidentes, executivos e dirigentes das entidades gráficas mundiais. Desse encontro resultou uma declaração de intenções, prevendo a cooperação de todas entidades com a finalidade de incrementar o desenvolvimento do setor em nível internacional. No  encerramento do evento, anunciou-se a Índia como país-sede do V Congresso Mundial, em 1993.

Pery, com a sua única filha, Mônica, durante o IV Congresso Mundial

Na seção “Perfil”, a Revista Abigraf nº 123 narrou a trajetó–

ria de Pery Bomeisel, que sempre esteve entrelaçada à Abigraf. Teve participação decisiva na organização do I Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, rea lizado em junho de 1965, no qual foi fundada a Abigraf Nacional. Depois disso, em todas as iniciativas importantes da Abigraf lá estava ele. Desde a primeira, sempre fez parte das diretorias da entidade. Em 1968, foi um dos fundadores da Abigraf Regional São Paulo. Em 1989, atuou fortemente no IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica, exercendo a presidência do Comitê Diretivo Nacional do Congresso (veja ao lado). Nas palavras de Pery, seu lema é “trabalhar, trabalhar, trabalhar”. Aos 63 anos, membro fiel do Rotary há 28 anos, Pery é diretor da Asbahr Indústria e Comércio de Embalagens e presidente da Weldotron do Brasil Sistemas de Embalagens. Na Weldotron, uma joint venture com a empresa americana desde 1971, sentiu de perto a importância de um desenvolvimento tecnológico inteligente: “Muito se fala do custo da tecnologia. Na Weldotron nunca gastamos um dólar com isso. Recebi desenhos e informações, que foram fundamentais, queimamos etapas. Não tínhamos recursos para começar um negócio grande. Eu e um mecânico montávamos máquinas adequadas ao mercado brasileiro. A empresa foi crescendo. Começamos a fazer peças no Brasil e no segundo ano já fabricávamos alguma coisa por aqui. Hoje fabricamos tudo. Temos até máquinas desenvolvidas no Brasil, adequadas ao nosso tipo de produção e para as nossas condições econômicas, que são amplamente aceitas nos Estados Unidos. Algumas coisas até são copiadas da gente.” Economista atuário pela USP, uma especificação profissional que poucos poderiam ostentar no Brasil, Pery foi colega de turma de Delfim Netto. “Fui presidente do centro acadêmico duas vezes e, numa delas, o Delfim, que, mais tarde, foi o ministro mais forte que este país já teve, foi o meu vice.” maio /junho 2019

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MENSAGEM

mios É tempo de pensar em prê

ria, pronta para st dú in a ss no e ta al em tá O papel-cartão es

A

crescer.

i balizar essa Um dos termômetros que va ito mu iu est inv s en o, o nosso lag comportamento é, porque nã A indústria gráfica de emba de a nç da mu er nd ate ssão & preparada para nas últimas décadas e está ulista de Excelência em Impre Pa io êm Pr as sm me s mericano na com as inscrições o mercado brasileiro e sul-a n Luiz Metzler, que já está sig De s do rca me es nt quem is exige sua segunda edição. Af inal, a condições dos maiores e ma ra pa as ert ab uma a consciência de de nós não gostaria de ver do mundo. Nos últimos anos, a, neta embalagem inovadora, bonit que é preciso preservar o pla ens prática, enfim, uma criação se ampliou e hoje, embalag o nã s nó de m ue te, Q en ssa ipalm sensacional e inédita da no práticas, charmosas e princ r ve de ia ar st go s um féu indústria levar um dos tro sustentáveis e recicláveis, são m ge la ba ntece o na hora do uma em para casa? E depois, como aco diferencial importantíssim , ta ni bo a, or ad inov cesso, duto vai com qualquer produto de su consumidor escolher qual pro ar lev , ica át cia a pr ên consci essa embalagem ser copiad ver levar para casa. Essa nova s éu of um dos tr ver aa no mundo todo? Eu adoraria coletiva é um prêmio para tod ? sa ia que sempre para ca isso em agosto, na cerimôn cadeia produtiva do papel, i e e agora va de entrega do nosso prêmio. investiu na sustentabilidad to. imen colher os frutos desse invest já investe no sidney@congraf.com.br A indústria de papel-cartão s, vei dá gra de bio , tos du lançamento de novos pro nte e de custo não nocivos ao meio ambie às empresas mais baixo, que possibilitem leza, as texturas de embalagens explorar a be do papel-cartão. e as inf initas possibilidades er a futura Estamos ansiosos para atend s, copos, talheres, demanda por caixas, sacola s feitos de canudinhos e outros utensílio servação do papel. Essa tendência de pre rara de sermos planeta é uma oportunidade s pessoas com aquilo protagonistas na relação da soluções simples que consomem, oferecendo fica Bra sileira da Indústria Grá is e alinhadas úte Presidente da Associação pre sem s ma s, da ) ica f-SP ist igra ou sof Regional São Paulo (Ab ndo moderno. com as necessidades do mu

Sidney A nversa V ictor

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