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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 299 JANEIRO/FEVEREIRO 2019

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I V • J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 9 • Nº 2 9 9

PRIMEIRA FEIRA DO SETOR NO ANO, A FESPA BRASIL PROMETE NOVAS SOLUÇÕES PARA A IMPRESSÃO DIGITAL

28º PRÊMIO FERNANDO PINI SOLUÇÕES DIFERENCIADAS E EXCELÊNCIA CARACTERIZAM OS TRABALHOS VENCEDORES

GRUPO DA ABIGRAF VAI A BRASÍLIA COM O OBJETIVO DE DISCUTIR CAMINHOS PARA O MERCADO DE LIVROS


ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Fábio Gabriel, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Rogerio Camilo, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897) e Evanildo da Silveira Colaboradores: Domingos Ricca, Hamilton Terni Costa, Nelson Alves dos Santos e Roberto Nogueira Ferreira Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Papel do miolo: Lumistar LD 83 g/m², da BO Paper Impressão e acabamento: BMF Gráfica e Editora Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

Hora feliz, acrílica sobre tela, 40 × 50 cm, 2018

REVISTA ABIGRAF

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A menina de Porto Feliz

Da infância tranquila, marcada pelo contato com a natureza e com a vida simples do interior de São Paulo, Ana Maria Dias tira inspiração para criar uma pintura delicada e de beleza contagiante.

40 Fespa Brasil 2019

Conheça os principais lançamentos da primeira feira que promete mostrar um amplo painel de soluções voltadas para a indústria de impressão digital. REVISTA ISSN 0103•5 72X

Apoio Institucional

ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XLIV • JA NEIRO/FEV

EREIRO 2019 • Nº 2 9 9

REVISTA ABIGRAF 299 JANEIRO /FEVERE

IRO 2019

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

janeiro /fevereiro 2019

PRIMEIRA FEIRA DO NO ANO, A FESPA SETOR BRASIL PROMETE NOVAS SOLUÇÕES PARA A IMPRESSÃO DIGITAL

28º PRÊMIO FERNA SOLUÇÕES DIFER NDO PINI E EXCELÊNCIA ENCIADAS CARACTERIZAM OS TRABALHOS VENCEDORES

GRUPO DA ABIGRA F VAI A BRASÍLIA COM O OBJETIVO DE DISCUTIR CAMIN HOS PARA O MERCADO DE LIVROS

Capa: Alegria na colheita, acrílica sobre tela, 60 × 50 cm, 2014 Autora: Ana Maria Dias


Prêmio Fernando Pini

A 28ª edição do concurso consagrou os trabalhos de 29 gráficas na busca pela excelência. Em comum, o investimento em soluções diferenciadas e a cultura voltada para a qualidade.

As transformações da indústria e as associações

Com larga experiência no assunto, o consultor Hamilton Costa discute a atual realidade das entidades de classe do setor gráfico frente as mudanças do mercado.

A trajetória de Antonio Brusco

Desde criança, entre as pilhas de papel e o cheiro de tinta, Antonio Brusco foi gráfico e editor, esteve por trás da criação do Troféu Imprensa e, ao lado dos filhos, construiu a Escala 7.

Ao índio o que é do índio

O trabalho de Renato Soares está calcado na documentação dos povos indígenas, a beleza e a força de sua cultura. E parte do que o fotógrafo arrecada volta para eles, num relacionamento baseado em confiança.

Todos pelo editorial

Abigraf cria grupo com o objetivo de encontrar caminhos para o mercado de livros e vai a Brasília para discutir a Lei do Preço Fixo, o Vale Cultura, a Lei Rouanet e o PNLL.

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BMF segue trajetória ascendente

Apostando na austeridade administrativa e eficiência, gráfica paulista fortalece-se junto às editoras de didáticos e paradidáticos e prepara-se para ampliar sua participação no segmento promocional

18 32 48 56 60 Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Conexão DF ....................................... 53 Rotativa ............................................... 8 RH/Nelson Alves dos Santos ............... 54 Palestra/Marco Antonio Villa................ 12 Há 30 anos ........................................ 59 Gráfica/Emepê ................................... 46 Sistema Abigraf ................................. 60 Inauguração PMC/Heidelberg.............. 47 Novos associados .............................. 61 Sucessão/Domingos Ricca.................. 52 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 62 janeiro /fevereiro 2019

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EDITORIAL

Cenário favorável

ano de recuperação. um am liz na si ia om on ec da Os números acreditamos em 2019. a, ic áf gr a ri st dú in da s io E nós, empresár

O

apenas com deria preencher esse espaço po Eu ero alertar apenas para mas firmes. Seguimos indicações positivas, mas qu Os passos têm sido curtos, a Senado às reformas. Não ção, mas não há dúvid mais um fato. A adesão do em ritmo de lenta recupera tão necessária o de fevereiro, íci ina que será fácil aprovar a  in ag im No se e. nt de cen as é rva ou o senador que a cu de vidência. Mas, como afirm Pre uto tit da a Ins orm a, ref Ipe do tos en o indicador de investim ista recente, “o Senado ra uma Tasso Jereissati em entrev pa tou on ap , da lica reformas”. Ap ica Pesquisa Econôm nunca foi tão propício para dança é Não se discute mais se a mu alta de 4,2% no fechamento a sua extensão. a necessária e sim qual será de 2018. O indicador mostr muito numa os m ta mos pela frente um ano de os Te de Ap da aci cap da o açã pli a am mos numa evolução a evolução propositiva trabalho. E apostabie produtiva futura da economi ico propositiva do am nte políticoopaporasitivo. lít po te en bi am . do tos en im est inv ári por meio de que seja consolidado esse cen e seja

o para qu O resultado favorável no an o consolidado esse passado foi verificado mesm da cenário positivo com a queda de 4,3% ocorri ão em dezembro, na comparaç s com o mês anterior. Um do o consumo aparente de componentes do indicador, apresentou um bom máquinas e equipamentos, O crescimento geral desempenho durante o ano. r esse componente, foi quase todo explicado po 2018 em 14,6%. que fechou o acumulado de os deixando a crise am Outro sinal claro de que est ice de Confiança do para trás é a elevação no Índ ndação Getúlio Vargas, Consumidor. Medido pela Fu pontos, o maior nível desde em janeiro ele ating iu 96,6 avanço pelo quarto mês. fevereiro de 2014, cravando scimento efetivo O Caged tem apontado cre ão está sob controle. do emprego formal, a inf laç patamares estáveis As taxas de juros estão em , sem grandes (6,5%), assim como o câmbio ando para a estabilidade. oscilações, também caminh elétrica estão com os preços O combustível e a energ ia fatores pavimentam normalizados. Todos esses nto entre 2 e 3% do o caminho para um crescime m os analistas. PIB em 2019, como prevee

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lceregato@abig raf.org.b

L evi C eregato

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fica Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação s fica Grá ias ústr Ind das to dica (Abigraf Nacional) e do Sin digraf-SP) no Estado de São Paulo (Sin


Kodak vende divisão de embalagens flexográficas No final de 2018, a Eastman

A Nilpeter continua sendo uma empresa familiar. Lars Eriksen e Peter Eriksen, a terceira e quarta geração de proprietários, leva a Nilpeter a novos marcos históricos.

Nilpeter comemora centenário em maio Sob o mote “100 Anos de Inovação”, a Nilpeter, com sede em Slagelse, na Dinamarca, vai cele­ brar seu centenário no dia 1º de maio. A come­ moração, junto aos fun­cio­ná­rios, clien­tes, parcei­ ros e fornecedores, se estenderá ao longo do ano. Fundada por dois amigos em 1919, a empresa co­ meçou com os serviços de manutenção de má­ quinas impressoras de jornal no centro de Cope­ nhague, antes de lançar sua primeira impressora semirrotativa, a Simplex, em 1924, que em di­ versas versões continuou fazendo parte da sua gama de produtos até os anos 70, quando, com a introdução do substrato autoadesivo, passou a concentrar sua atividade no mercado de rótu­ los. Empresa de gestão fa­mi­liar, a Nilpeter atual­ men­te é comandada por Lars e Peter Eriksen, pai e filho, que representam a terceira e quarta gerações de pro­prie­tá­rios. A fabricante produz, hoje, impressoras para rótulos e embalagens flexíveis em três continen­ tes: Europa, América do Norte e Ásia. Diversas

sub­si­diá­rias apoiam a estratégia corporativa de serviço global para pro­por­cio­nar um efi­cien­te su­ porte ao clien­te. Cinco modernos centros tecno­ lógicos localizados na Dinamarca, EUA, Tailândia, Índia e Brasil expõem e demonstram a tecnolo­ gia dos produtos Nilpeter aos impressores locais. Ao longo da sua existência, a Nilpeter se orgu­ lha de ter desenvolvido inovações significativas para a indústria de rótulos, tais como a impres­ são flexo UV, a impressão rotativa drop-​in e a pri­ meira impressora offset ba­sea­da em plataformas. Lars Eriksen, presidente e CEO da Nilpeter A/S, sintetiza o sentimento da empresa neste mo­ mento histórico: “A marca Nilpeter está po­si­cio­ na­da mais forte do que nunca devido a anos de importantes par­ce­rias e inovações de produtos. ( . . . ) Enquanto nos be­ne­f i­cia­mos de 100 anos de experiência, não estamos enraizados em ‘o que funcionou no passado’, mas focados em ‘o que vai fun­cio­nar no futuro’ ”. www.nilpeter.com

R eunindo todo o negócio de

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Esko tem nova fábrica de gravação de chapas flexo

gravação de chapas flexográfi­ cas, incluindo pesquisa, engenha­ ria, desenvolvimento de produto, testes e produção, a Esko, em­ presa do Grupo Danaher, trans­ feriu suas operações, no final de novembro de 2018, para uma nova e maior planta. Localizada

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na cidade de Itzehoe, na Alema­ nha, a nova instalação, em uma área de 4.300 m², abriga também um completo Centro de Ex­pe­riên­ cia para o Clien­te, no qual tanto clien­tes quanto parceiros pode­ rão vi­ven­ciar os detalhes técnicos e do negócio da flexografia. Ele foi montado com o objetivo de

Kodak Company anunciou em Rochester, NY (EUA), um acordo con­tra­tual definitivo da venda da sua Divisão de Embalagens Flexográficas para a Montagu Private Equity LLP. Uma vez fe­ chado o acordo, a divisão ope­ rará como um novo negócio in­ dependente para desenvolver, fabricar e co­mer­cia­li­zar produ­ tos flexográficos, incluindo a linha Kodak Flexcel NX. Nesta nova fase, a empresa manterá a mesma estrutura or­ga­ni­za­cio­ nal e a mesma equipe ge­ren­ cial da divisão nos últimos três anos. Chris Payne, que ocupou o cargo de presidente da divi­ são, será o CEO da nova com­ panhia. A transação deverá ser concluída ainda no primeiro se­ mestre deste ano e está sujei­ ta ao recebimento das aprova­ ções regulamentares exigidas e à aprovação das condições de fechamento do negócio. Em nota, a Kodak afirmou que, após essa transação, se concentrará em áreas de cres­ cimento, como as chapas li­ vres de processamento Sono­ ra, soluções inkjet corporativas, soft­wa­re de fluxo de trabalho e li­cen­cia­men­to de marca. http://investor.kodak.com/ investor‑relations

demonstrar a excelência da Esko em todo o ecossistema de grava­ ção de chapas, do design à pré-​ impressão, passando pelo ge­ren­ cia­men­to de cores, pré-​impressão da chapa flexo, gravação e expo­ sição, até o corte das chapas para a montagem e impressão. www.esko.com


Novo papel de baixa gramatura da Ahlstrom‑Munksjö Com o lançamento do Print­

Clas­s ic Thin Paper 45 g/m², a Ahlstrom-​M unksjö Brasil am­ pliou sua linha de papéis espe­ ciais de baixa gramatura para a impressão de bulas de remédio. O novo papel tem como carac­ terística o não desprendimento de pó durante o processo de im­ pressão e também durante o en­ vase de medicamentos, evitan­ do a contaminação do processo. Com gramaturas que va­riam en­ tre 45, 50 e 56 g/m², esses papéis especiais, produzidos na fábri­ ca de Jacareí (SP), favorecem a melhor produtividade das grá­ ficas e da indústria farmacêuti­ ca, por permitirem impressão das bulas de remédio com bai­ xíssimo resíduo de pó e eleva­ da estabilidade de especifica­ ção técnica. Os dois fatores, de acordo com a fabricante, garan­ tem menos paradas de limpeza e manutenção nos equipamen­ tos gráficos, assegurando maior estabilidade e mais velocidade no processo de impressão. Lu­c ia­n o Neves, diretor de vendas e marketing da Ahls­ trom-​Munksjö para a América

Latina, explica que a solução foi desenvolvida após a empre­ sa ava­liar as dificuldades en­ frentadas pelas gráficas e la­ bo­ra­tó­rios farmacêuticos para encontrar um fornecedor local capaz de oferecer uma linha de papéis que pro­por­cio­nas­se ga­ nhos de produtividade e me­ lhores resultados sob o aspecto am­bien­tal. “A proximidade com o dia a dia de nossos clien­tes nos permite conhecer suas ne­ cessidades, ma­pear problemas e até identificar oportunidades de melhorar processos, evitar gargalos e propor soluções que os auxiliem em seus objetivos de ne­gó­cio”. Para isso, a empre­ sa conta com um time de es­ pe­cia­lis­tas, entre engenheiros de aplicação, químicos e téc­ nicos de laboratório. Em si­tua­ ções mais complexas, em que não seja possível rea­li­zar as aná­ lises no Brasil, eles podem con­ tar com o apoio de outros dois centros de pesquisa da empre­ sa, na França, onde trabalham cerca de 100 fun­cio­ná­rios, PhDs em diversas es­pe­cia­li­da­des. www.ahlstrom‑munksjo.com

Crescimento no mercado de impressoras a laser Números apresentados pela Oki Data, de acordo com levantamen­ to coor­de­na­do pelo IDC Brasil (In­ ter­n a­t io­n al Data Cor­p o­r a­t ion), mostram que o setor de impres­ soras a laser em nosso país supe­ rou a marca de 500 mil unidades vendidas entre outubro de 2017 e setembro de 2018, o que repre­ senta um crescimento de 7% em relação ao mesmo período an­ te­rior. Os produtos da Oki Data destacaram-​se, registrando uma robusta alta de 38% no volume de vendas. “Vemos, nos últimos anos, uma forte retomada da in­ dústria de impressão, com o lan­ çamento de novas tec­n o­l o­g ias e produtos que agregam mais valor às demandas corporativas”, declara Luiz Carli, diretor geral da Oki Data no Brasil. Dentro do mercado de impres­ são a laser, o executivo reforça a importância e a participação dos equipamentos monocromáticos. “O número desses equipamentos representa mais de 92% do total de vendas do setor, alimentadas principalmente pelo menor custo de operação e de página impressa. Nesta categoria, também celebra­ mos um crescimento expressivo

de 47% nas vendas, im­pul­sio­na­ das pelos equipamentos ES4172, ES5162 e ES5112, todos com foco no am­bien­te corporativo e governo.” Carli lembra ainda que o aque­ cimento também foi im­pul­sio­na­ do em razão da ascensão de tec­ no­lo­g ias e equipamentos para impressão desenvolvidos direta­ mente para o atendimento de ni­ chos e verticais que demandam opções pró­prias. “O número de impressoras coloridas formato A3 cresceu 11% no período analisado. Esse resultado acontece em fun­ ção do desenvolvimento de equi­ pamentos de alta performance.” www.oki.com/br/printing

Joint venture entre Koenig & Bauer e Durst Phototechnik Para o desenvolvimento de soluções de im­ pressão digital e gerar valor agregado aos clien­tes, foi firmado acordo de joint venture entre a alemã Koe­nig & Bauer AG e a Durst Phototechnik AG , de Brixen, Itália. Com o compromisso de transformar o mercado de impressão digital, uma carta de intenções foi assinada por ambas as empresas. O acor­ do elegeu como sede a Alemanha e está sujeito à aprovação do controle de fusão. A parceria terá a responsabilidade pelo de­ senvolvimento, integração, fabricação e dis­ tribuição mun­dial de impressoras digitais de

às impressoras vendidas em conjunto por meio das redes globais das duas empresas, também deve ser tratado pela joint venture. A primeira ini­cia­ti­va da fusão será a fabrica­ ção da VariJet, prevista para ser lançada na Drupa 2020. O conceito modular da VariJet combina as oportunidades do jato de tinta digital com as capacidades de impressão e acabamento inline do processo offset para a impressão de embalagens. impressão base água para embalagens de papel-​cartão, cartuchos e caixas corrugadas. O negócio de tintas e serviços, re­la­cio­na­do

www.koenig‑bauer.com www.durst-​group.com

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Vem aí nova fábrica da Actega do Brasil Membro do Grupo Altana, a Actega do Brasil está investindo em nova fábrica para a produção de vernizes, tintas de impres­ são, compostos de PVC para bebidas, adesi­ vos e vedantes para a indústria de embala­ gens, unificando as duas plantas localizadas em Barueri (SP) e Guarulhos (SP), o que já fazia parte dos planos da empresa des­ de a sua entrada no País em dezembro de 2014. Conhecida como Portal do Interior, a cidade de Araçariguama (SP) foi escolhi­ da para sediar a nova planta no Brasil. Lo­ calizada às margens da Rodovia Castello

Branco, no quilômetro 53, a unidade fabril terá uma área de 12.000 m², com capacidade de expansão para 20.000 m². Andrei Sot ke vi cie ne, diretor geral da empresa no Brasil, afirma: “Estamos satis­ feitos com a possibilidade de unificar duas operações complementares e, atualmen­ te, geograficamente afastadas. Com esta união, teremos capacidade de prestar me­ lhores serviços aos nossos clientes e expan­ dir nossos negócios no Brasil e na Améri­ ca do Sul”. A companhia investiu em novos equipamentos, prove nientes da Suíça e

Alemanha. “Serão instalados equipamentos de alta performance para dispersão e moa­ gem de tintas de impressão, fabricação de vernizes base água e UV, bem como coleto­ res de resíduos e outros equipamentos, de acordo com os padrões de segurança do grupo”, informa Cláudio Rodrigues, gestor da empresa. A mudança gradual das ope­ rações ocorre durante o primeiro semes­ tre de 2019 e a Actega pretende iniciar em definitivo as operações em Araçariguama em agosto deste ano. www.actega.com.br/

Henkel apresenta adesivo para canudos de papel

Pesquisa publicada em 2015 pela revista

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científica Science revelou que a humanidade gera aproximadamente 275 milhões de to­ neladas de resíduos plásticos por ano, sen­ do que, desse total, entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas chegam aos ocea­ nos, com graves consequências. Preocupa­ das com os problemas decorrentes desse tipo de poluição e na busca de alternativas para preservar o meio ambiente, cidades brasileiras optaram por iniciar ações pela substituição do canudo plástico por canu­ dos de papel biodegradável ou reciclável. O Rio de Janeiro saiu na frente, banindo o REVISTA ABIGR AF

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uso e fornecimento de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes, come­ çando a ser seguido por outros municípios. A favor de iniciativas sustentáveis e para atender as indústrias em relação às novas necessidades do mercado, a Henkel desen­ volveu e está produzindo na planta fabril de Jundiaí (SP) um adesivo específico para apli­ cação na fabricação de canudos de papel, resistente a líquidos durante o período de uso. Sua fórmula é 100% à base de água, não contém solventes e atende as legislações relativas a contatos diretos com alimentos. O produto já está disponível.

OUTRO LANÇAMENTO – Também em Jundiaí, a Henkel começou a produzir o adesivo hotmelt à base de poliuretano Technomelt PUR 3350, para a fabricação de livros e materiais didáticos, entre outros. Segundo a fabrican­ te, o novo produto possibilita operar em menores temperaturas (20% a 25%) do que os adesivos convencionais; promove res­ friamento rápido; facilita o manuseio após a aplicação; permite operar em altas velo­ cidades em sistemas convencionais e au­ tomáticos; e proporciona menor desgaste dos equipamentos de aplicação. www.henkel.com


EFI Fiery e Landa S10 recebem certificação Fogra VPS Em janeiro, a Electronics For Imaging Inc. anunciou que a tecnologia de front end digital EFI Fiery e a impressora nano­ gráfica Landa S10 serão as primeiras a re­ ceber a nova certificação expandida do sistema de impressão FograCert, conce­ dida pela Fogra, instituto internacional de pesquisa para tecnologias de mídia. A ISO 12647­8 especificou originalmen­ te os critérios e as tolerâncias para a cer­ tificação de Sistemas de Impressão de Validação, bem como para Criação de Im­ pressão de Validação no campo. Agora, a certificação abrange sistemas de impres­ são combinados que incluem um sistema de impressão, software de gerenciamen­ to, software de gerenciamento de cores,

substrato e uma condição de impressão simulada que representa com mais preci­ são o processo atual de produção de im­ pressão. “Esta nova ‘certificação combi­ nada’ leva o sistema de testes FograCert VPS, além da validação de impressão úni­ ca, para uma avaliação da estabilidade de impressão estipulada pelo PSD, Pro­ cessStandard Digital (ISO/ TS 15311)”, afir­ mou Andreas Kraushaar, da Fogra. “Tive­ mos o prazer de trabalhar com a Landa e a EFI na realização desta certificação inédita, em conformidade com as im­ pressões de validação compatíveis com a ISO, da impressora S10 da Landa e do front end digital EFI Fiery da impressora.”

pel e Celulose e a Fibria, a Suzano (agora assim denominada) iniciou oficialmen­ te suas operações no dia 14 de janei­ ro. A companhia já nasce líder global na produção de celulose de eucalipto, além de ser uma das maiores fabrican­ tes de papéis da América Latina. A em­ presa tem uma capacidade inicial de produção de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e de 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. A com­ petitividade da Suzano pode ser medi­ da por sua presença global, registrando exportações de R$ 26 bilhões/ano para mais de 80 países e pela dimensão das operações, com 11 fábricas distribuídas pelo País e cerca de 37 mil colaborado­ res diretos e indiretos. O mais recente passo da empresa foi concluído em 14 de janeiro deste ano e é resultado de um trabalho estratégico

Disponíveis no mercado mundial desde o segundo

ao longo de 2018. A fusão obteve as aprovações necessárias de autoridades concorrenciais dos Estados Unidos, em 31 de maio; da China, em 31 de agosto; da Turquia, em 6 de setembro; da Euro­ pa, em 29 de novembro; e do Brasil, no Conselho Administrativo de Defesa Eco­ nômica (Cade), em 11 de outubro, e na Agência Nacional de Transportes Aqua­ viários (Antaq), em 14 de novembro. Em paralelo, foram realizadas com êxito as etapas previstas no mercado de capitais. Em dezembro de 2018, a com­ panhia iniciou a ne go ciação de ADSs (American Depositary Shares) na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Agora, com a conclusão da fusão, a Suzano in­ tegrou suas ações com as da Fibria e está utilizando a sigla “SUZ” na comercializa­ ção de seus papéis pelas bolsas B3, no Brasil, e na Nyse, nos EUA.

trimestre de 2018, estão chegando ao Brasil as no­ vas chapas livres de processamento da Kodak, So­ nora X e Sonora X­N, que complementam o port­ fólio da linha Sonora. Desenvolvida com base na tecnologia process free, a nova Sonora X promete eliminar barreiras que existiam nos processos das gráficas com demanda de maior desempenho. Se­ gundo a fabricante, a Sonora X dá suporte a tira­ gens maiores, com rápida gravação e capacidades robustas de uso e pode ser usada em qualquer apli­ cação de impressão típica de uma chapa sem forno. A Kodak estima que até 80% do mercado offset poderá migrar para aplicações livres de processa­ mento, incluindo grandes gráficas comerciais com impressoras por folha, empresas rotativas offset com tecnologia heatset ou coldset, gráficas offset de em­ balagens, empresas que trabalhem com impressoras UV e UV de baixo consumo de energia. Por sua vez, a nova Sonora X­N livre de processamento estende a tecnologia ao segmento da impressão de jornais. Desde a comercialização da sua primeira cha­ pa livre de processamento, em 2005, a Kodak con­ tinuou a aprimorar as capacidades dessa linha de chapas lançando em 2012 a Sonora XP e a Sono­ ra News, evoluindo agora para a Sonora X e Sono­ ra X­N. “O objetivo da Kodak é tornar a impressão mais sustentável e permitir que todas as gráficas eliminem o processamento e os produtos quími­ cos da gravação de chapa”, afirma Brad Kruchten, presidente da Divisão de Sistemas de Impressão da Kodak. Com o crescimento econômico e a sustenta­ bilidade como prioridades quando se trata de inves­ timentos estratégicos das gráficas, a Kodak prevê a tendência de aumentar o uso de chapas livres de processamento, e antecipa que 30% do volume das chapas da empresa será dessa natureza neste ano.

www.suzano.com.br

www.kodak.com.br

www.efi.com

Fusão cria uma das maiores empresas do Brasil

Resultante da fusão entre a Suzano Pa­

Kodak lança chapas livres de processamento Sonora X

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PALESTRA Por: Evanildo da Silveira

MARCO ANTONIO VILLA

“A pressão da sociedade será fundamental”

Grupo de Líderes da Abigraf recebe o historiador e comentarista Marco Antonio Villa, voz contundente contra os desmandos na política brasileira.

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Na abertura do encontro, Levi Ceregato, presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP, afirmou que daqui para a frente “o Brasil vai ser diferente e nós [da Abigraf] seremos diferentes também”. Ele apresentou Marco Antonio Villa afirmando que o his toria dor vem sendo, ao longo dos anos, “um perseguidor contundente das coisas tortas feitas por aquele partido que felizmente deixou o governo”. Ju lião Flaves Gaúna, presidente do conselho da entidade, disse que a Abigraf está muito atenta ao atual cenário. “Está havendo uma modificação na forma de se fazer gráfica e nós temos de nos acostumar com isso.” Quanto ao presidente eleito, Ju lião avaliou que “ele está indo bem, escolhendo bons ministros, o que nos faz começar a acreditar numa melhora”. Em seguida, Wagner Silva, gerente geral da Abigraf, falou sobre a história da REVISTA ABIGR AF

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associação e apresentou os números gerais da indústria gráfica. “O saldo comercial em  foi deficitário, o que é uma característica do nosso setor.” Quanto aos empregos, ele informou que o setor tem  mil postos de trabalho. “Cinco anos atrás esse número era da ordem de  mil. Foram cortados  mil postos de trabalho. Além disso, perdemos  de produção industrial.”

surgimento da “resistência da sociedade civil” e as manifestações que acabaram culminando no seu impeachment. Villa também fez referências ao governo de Michel Temer, principalmente sobre as denúncias de corrupção, que vieram à tona com a gravação de uma conversa do presidente com o empresário Joesley Batista, da JBS, em que os dois estavam “acertando suborno para Eduardo Cunha”. Segundo Villa, isso foi usado para tentar desmoralizar o moDIAS DIFÍCEIS Villa começou sua palestra fazendo um re- vimento pelo impeachment, “porque deu a entender que o Temer era produto dele”. sumo da história política do País, desde a redemocratização em , com a eleição de “Mas Temer é produto do PT ”, declarou. Tancredo Neves, sua morte e substituição “Ele foi duas vezes vice da Dilma.” por José Sarney, até os dias atuais. Ao cheQuanto às eleições presidenciais de gar a , ano da reeleição da presiden- outubro, Villa comentou que “as redes sote Dilma Rousseff, ele diz que foi um ano ciais foram o elemento quase que decisieconomicamente muito ruim. “Lembran- vo”. “O vencedor não tinha tempo de TV e do que o pior triênio econômico da história fez algo fantástico, que foi usar as redes sorepublicana do Brasil foi ,  e , ciais. Há uma mudança no comportamento produzido pela política econômica do PT.” dos brasileiros. Tem muita gente que está deixando de assistir televisão tradicional. De acordo com o historiador, Dilma “tomou posse num clima de crise econômi- É só a cabo, Netflix ou computador. Foi a eleição do Whatsapp. Todo mundo queria ca e insatisfação política”, o que levou ao participar, debater. Há um desejo de querer saber. Acabou aquela história do sujeito conformista, que pensa que nada vai mudar, que sempre foi assim. Não é verdade.” Para o historiador, depois da derrota da velha política, a pergunta que fica é: como se vai construir a nova política? “É uma questão interessante. Nós estamos assistindo isso, somos testemunhas presenciais da história.” De acordo com ele, o desafio a partir de , com a eleição das presidências da Câmara e do Senado, é como o novo governo vai obter maioria para mudar o Brasil. “O sinal do eleitor foi claro: queremos mudança”, afirmou. “Só que ainda há no Congresso a estrutura da velha política, não com o poder que tinha no passado, é verdade, mas velhos políticos ainda estão lá. Esse é o desafio, obter maioria para aprovar as mudanças necessárias. Para isso, a pressão da sociedade vai ser fundamental.”

Foto: Arquivo pessoal

O

s resultados das eleições de outubro significaram a derrota da velha política no País. Essa foi uma das principais afirmações do historiador e comentarista de rádio, TV e jornal Marco Antonio Villa, durante a palestra Passado ao presente, o que esperar do futuro do Brasil?, que ele proferiu no dia  de novembro, a convite do Grupo de Líderes da Abigraf Nacional, na sede da entidade. Participaram do evento cerca de  pessoas, entre empresários e executivos do setor.


ANUNCIO LEO.pdf

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14 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2019


ARTE

O mundo harmonioso e sereno de

Ana Maria Dias

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ilha de um casal de portugueses, Ana Maria Dias nasceu na cidade de São Paulo em 1950. Cinco anos depois, a família mudou-​­se para o in­te­ rior do Estado após seus pais terem adquirido uma pro­prie­da­de em Porto Feliz, distante 100 km da capital. A cidade, às margens do Rio Tie­tê, proporcionou-​­lhe, ao lado do irmão, uma infância maravilhosa em contato direto com a natureza. Suas melhores recordações desse pe­r ío­do foram a vivência com a simplicidade das pes­soas do in­te­r ior, as colheitas e as saborosas e abundantes frutas do pomar. A mãe alimentava o imaginário dos dois irmãos lendo fascinantes his­tó­r ias da mitologia grega, enquanto uma vizinha fazia flores de tecido,

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seda e organdi, despertando na futura artista as primeiras noções de cor, forma e equilíbrio. Tudo isso foi decisivo para a vida e a carreira artística de Ana Maria. Nos primeiros anos de estudo, encantou-​­se com os caprichados desenhos no diá­r io de uma professora e isso provavelmente motivou-​­a a fazer a Escola Normal, formando-​­se e exercendo a profissão em diversas funções em escolas da cidade. Na década de 1960 casou-​­se com o primeiro marido e continuou morando em Porto Feliz até o início dos anos 1970, quando seu pai faleceu e a família se mudou para Sorocaba (SP). Teve então a oportunidade de desenvolver um talento adormecido. Uma vizinha, que gostava de seus desenhos, sugeriu que

Tranquilidade, otimismo e amor são os principais temas da obra da pintora Ana Maria Dias. Olhar os seus quadros é penetrar em um mundo de sossego em que tudo parece possível. Parece não haver problemas ou dificuldades a serem vencidas. Os bons sentimentos predominam e o ser humano se integra à natureza. Oscar D’Ambrosio, crítico de arte

1 (página ao lado) O pequeno porto, acrílica sobre tela, 50 × 70 cm, 2018 2 (página ao lado) Galo cantando, acrílica sobre tela, 15 × 20 cm, 2018 3 Cana de açúcar, acrílica sobre tela, 40 × 50 cm, 2017

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Comentários sobre a obra de Ana Maria Dias

os aproveitasse como estampas para tecidos. O êxito foi rápido. Em 1972, suas estampas, presentes em len­çóis lançados na feira Fenit, em São Paulo, ganharam elo­g ios e venderam muito bem. Ana Maria continuou desenhando para esse fim, conquistando espaço nas in­dús­trias da área, que queriam oferecer aos seus clien­tes desenhos cria­ti­vos e coloridos.

“Ana Maria Dias porta em si a graça, a beleza e a ingenuidade em estado natural puro guardando da infância passada no interior, Porto Feliz, a marca lúdica que a faz voltada para a simplicidade e o burburinho da nossa autêntica cultura.” Luiz Ernesto Kawal, crítico de arte

O DESPERTAR DA VOCAÇÃO

“A seiva que flui nesses corpos de formas generosas, que anima o homem do campo em seu labor cotidiano, que transborda em suas procissões e festas, desperta nossos sentimentos adormecidos de homem do asfalto.”

A pintura surgiu quase por acaso. Em 1973, começou a levar para a tela, em tinta acrílica, imagens que po­voa­vam a sua infância em Porto Feliz. Fez o primeiro quadro, que logo foi publicado em uma revista de decoração. Principiou aí uma obra marcante, repleta de cores. Uma das primeiras inspirações neste início de carreira foi a convivência com um grupo de cozinheiras negras que moravam perto de sua casa em Porto Feliz. O co­ti­d ia­no de Porto Feliz, que ela considera como a principal fonte de sua pintura, é uma presença constante na obra de Ana Maria Dias. Ao longo do tempo, a pintora transportou para as telas imagens guardadas na memória: pescadores à margem de rios ou pescando com tarrafa; colheitas de cana, cacau, café, algodão e trigo; os galos, presentes em diversas telas; pes­soas indo

Dominique E. Baechler, crítico de arte

“Ana Maria Dias se vale da pintura para criar quadros da realidade. Compõe uma unidade virtual da natureza feita de esgarçamentos da memória.” Jorge Anthonio da Silva, crítico de arte

“Pincéis de pele de marta, tintas importadas do Japão, telas de linha. Ana Maria procura utilizar em seu trabalho material de alta qualidade, o que reflete sua busca obsessiva pelo melhor. Sua pintura delicada e rica em detalhes é de um otimismo contagioso.” Jacques Ardies, galerista de arte

ou voltando da feira; lavadeiras; o trem da Estrada de Ferro Sorocabana passando pela cidade; e muitas outras singelas cenas in­te­r io­ra­nas. Com uma filha, Adria­ne Sandano, que se dedica à arquitetura efêmera, ou seja, a construção de am­bien­tes para grandes eventos que são desmontados logo após o término, Ana Maria Dias é uma mulher feliz com a sua arte, que teve um grande impulso com a primeira in­d i­ vi­dual organizada por ela mesma no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, em 1980, passando depois a expor em diversas ga­le­r ias, sendo classificada como artista naïf. Cada tela da artista demora cerca de 15 dias para ficar pronta, exatamente pelo amor aos mínimos efeitos de luz e à devoção na cria­ção de cada figura. Sem rea­li­zar esboços, ela cria uma tela de cada vez com o mesmo cuidado que se gesta um filho. Os detalhes vão surgindo pouco a pouco até que a imagem final se concretize. Uma das suas cores preferidas é o amarelo, presente em numerosas imagens, principalmente nas colheitas de trigo e nas representações em que surgem maravilhosos gi­ras­sóis luminosos, que preen­chem as telas, sendo manifestações da vontade de viver da artista. O vínculo sentimental de Ana Maria Dias com Porto Feliz ainda é muito forte, embora more desde 1973 na capital paulista. Lá foi enterrado o seu pai e estão muitos de seus amigos. Isso sem contar as numerosas lembranças, que vêm à tona de diversas formas, mas sempre com cria­ti­v i­da­de, equilíbrio e delicadeza. (Adaptação do texto “Contando a arte de Ana Maria Dias”, de Oscar D’Ambrosio)

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GALERIA JACQUES ARDIES www.ardies.com

REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X LIV • JAN EIRO/

FEVEREIR

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O 2 0 1 9 • Nº 299

REVISTA ABIGRA F

299 JANEIR O/FEVE

REIRO 2019

ARTE & IN DÚSTRI

PRIMEIRA FEIRA DO SETOR NO ANO, A FESPA PROMETE NOVAS BRASIL SOLUÇÕES PARA A IMPRE SSÃO DIGITA L

Capa

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28º PRÊMIO SOLUÇÕES FERNANDO PINI DIFERENCIA E EXCELÊNC DAS IA CARACTER OS TRABALHO IZAM S VENCEDOR ES

GRUPO DA ABIGR BRASÍLIA COM AF VAI A DE DISCUTIR O OBJETIVO CAMINHOS O MERCADO PARA DE LIVROS

Ana Maria Dias, Hora feliz, acrílica sobre tela, 40 × 50 cm, 2018 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2019

4 Vendendo peixes, acrílica sobre tela, 50 × 70 cm, 2018 5 Cuidando dos gansos, acrílica sobre tela, 40 × 50 cm, 2018


AQUALI DADEQUESUAMARCAMERECE RÓTULOSMETALI ZADOS,O DESTAQUEQUESEUPRODUTO PRECI SA

METALI ZADO LI SO •ESCOVADO •TELADO

PARAUSO EM CERVEJ AS,VI NHOS,ESPUMANTES,DESTI LADOSEMUI TOSMAI S Suaspr i nc i pai sc ar ac t er í s t i c ass ãoaal t ar es i s t ênc i aàumi dadeet r aç ão,bai xoc ons umode ades i voef ac i l i dadenopr oc es s odel avagem dasgar r af as .Seudi f er enc i aléoal t obr i l hoque pr opor c i onaum vi s ualc om ef ei t osmet ál i c os . Podem s erapl i cadosver ni z esbr i l ho,f os coeacet i nado.

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28–º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini

Atualização e olho crítico

Premiação nacional consagra a excelência dos trabalhos produzidos por 29 gráficas Por: Tânia Galluzzi

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ão há fórmula mágica. Em comum entre as gráficas que figuram pela primeira vez na lista de vencedores do Prêmio Fernando Pini , o investimento em tecnologia e uma cultura voltada para a excelência. “Qua lidade faz parte da filosofia da empresa”, afirma Marcelo Peres da Silva, diretor da Gráfica Natal, vencedora na categoria Sacolas Próprias. Fundada por seus pais há  anos, a empresa, instalada em Florianópolis, SC, conquistou cinco troféus no º Prêmio Catarinense. “Nosso diferencial é sermos precursores em tecnologia na região”, conta o empresário. Voltada para o mercado promocional, em  a gráfica adquiriu uma impressora digital mirando as baixas tiragens e a personalização. Agora a Natal, com  funcionários, está de olho no segmento de cartuchos, principalmente para a indústria de cosméticos. “Fechamos  com um leve crescimento em relação ao ano anterior e estamos otimistas, chutando a acomodação para longe”, completa Marcelo. Para José Mazzarollo, diretor da Comunicação Impressa, de Porto Alegre, RS, os dois prêmios conquistados — Revistas Infantis, com

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a publicação A cobra que usava chinelo, da Federação Espírita, e Relatórios, com o relatório social do Grupo Zaffari — estão diretamente relacionados à atua lização promovida em . Foram investidos R$  milhões na renovação de todo o parque gráfico. “A meta foi elevar a qualidade e reduzir os tempos de acerto, aumentando nossa produtividade”, diz Mazzarollo. Com muitos prêmios regionais em suas prateleiras, a Comunicação Impressa atua no editorial e no promocional e vem crescendo no nicho de livros infantis. Há  anos em atividade, a gráfica tem atualmente  funcionários.

Francisco Veloso, presidente da ABTG, homenageou Aparecida Stucchi, responsável pela organização do prêmio


EMPRESAS PREMIADAS EM 2018 15 PRÊMIOS ◆ P+E (SP)

Lisegraff (PR) MaisType (SP) ◆ Malires (PR) ◆ ◆

5 PRÊMIOS Plural (SP)

1 PRÊMIO Antilhas (SP) ◆ Catuaí (PR) ◆ Facform (PE) ◆ Degráfica (RS) ◆ FTD (SP) ◆ MMR (SP) ◆ Natal (SC) ◆ OESP (SP) ◆ Primi (SP) ◆ Provisual (RJ) ◆ 43 Gráfica (SC) ◆ Qualygraf (CE) ◆ Rami (SP) ◆ Sutto (SP)

ESCOLHA CUIDADOSA

A festa de entrega do º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini aconteceu no dia  de novembro, no Espaço das Américas, recebendo cerca de  pes soas. Foram entregues  prêmios para  empresas, dos quais  ficaram com a P+E , de São Paulo, um recorde absoluto desde que a premiação foi criada, em . Plural, com cinco, e Ipsis, com quatro, ambas também de São Paulo, completam o trio mais premiado. “Acabamos nos especia lizando em trabalhos diferenciados, complexos, e isso faz diferença no Fernando Pini”, comenta Aneliese Ferraz, diretora da P+E. A gráfica também adota uma estratégia distinta para o concurso. “É preciso ter olho crítico. Quando vemos que um produto tem potencial já separamos. Mas deixamos para montá- lo apenas no período de inscrição para não comprometer detalhes como uma lâmpada de LED. Além disso, é importante ser preciso na descrição da peça e inscrevê-la na categoria certa”, explica Aneliese. Usados como ferramentas de marketing, os prêmios deste ano foram divulgados sobretudo nas mídias sociais. A empresa inscreveu  peças, das quais  tornaram-se finalistas. A maior premiação até então havia sido alcançada em :  prêmios. Com o resultado, a P+E subiu do sexto para o terceiro lugar no ranking geral do Fernando Pini, somando  troféus. No topo se mantém a Pancrom, com  conta-fios dourados, seguida de

4 PRÊMIOS ◆ Ipsis (SP)

3 PRÊMIOS ◆ Belton (PR) ◆ Corgraf (PR) ◆ Geográfica (SP) ◆ Ótima (PR) ◆ Stilgraf (SP) 2 PRÊMIOS Comunicação Impressa (RS) ◆ Escala 7 (SP) ◆ Grafdil (RS) ◆ Leograf (SP) ◆

NÚMEROS DO 28-º PRÊMIO

67

TROFÉUS São Paulo 43 (64%) Outros Estados 24 (36%)

29

TROFÉUS CONQUISTADOS POR ESTADO ESTADO

EMPRESAS

PRÊMIOS

SP

15

43

PR

6

14

PE

2

2

CE

1

1

RS

3

5

SC

2

2

Total

29

67

EMPRESAS PREMIADAS DE 6 ESTADOS São Paulo 15 (51,7%) Outros Estados 14 (48,3%)

perto pela Facform, que em  levou a melhor na categoria Calendários, agora com  troféus. Entre os fornecedores também houve quebra de recorde. A Heidelberg conquistou cinco prêmios, nas categorias Pré-impressão, Sistemas e CtPs; Soft ware de Gerencia mento de Cores; Blanquetas; Impressão Offset; e Acabamento.

19 janeiro /fevereiro 2019

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Empresa

91-08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Total

Ranking Geral do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 1991–2018 Empresa  1  2  3  4  5  6  7  8  9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

22 23

24

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27

28

20

Pancrom Facform P+E Log & Print/Globo Cochrane Ipsis Burti RR Donnelley Plural Stilgraf Brasilgrafica Ótima Escala 7 Rami Geo-Gráfica Posigraf Antilhas Corgraf MaisType Inapel Abril O Estado de S. Paulo Degráfica ABNote/Interprint/Valid Grafdil Grafiset Sky Impresul Laborprint Leograf/Braspor Oceano Primi 43 Gráfica Santa Inês Congraf Rona Formato Ibratec MMR Comunicação Peeqflex/Empax Sociedade Vicente Pallotti Tilibra Vifran GSA Ipê Multipla BR Plasc UVPack Casa da Moeda Corprint Gonçalves Magistral Malires Ogra Rosset Águia Aro Belton Compulaser Dom Bosco Efeito Visual Flink Print Folha da Manhã Gráfica Reúna Grafitusa Maredi Margraf Paper Express Print Press Santa Marta Shellmar Vektra Automação Bartira Cartonagem Hega Escola Senai Eskenazi Forma Certa Grupo Artes Kingraf Lisegraff Litocomp Lupagraf Maxigráfica Printpack Prodesmaq Qualygraf Rede Editora Sutto Tamóios/Koloro Agdirect/Alphagraphics A Notícia Artpress Catuaí Comunicação Impressa Delta Publicidade

91-08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Total 81 33 0 25 3 47 37 9 13 23 8 10 9 9 5 8 2 4 8 13 7 1 11 0 2 7 6 5 0 9 0 7 8 5 1 6 6 0 7 0 3 7 0 4 0 2 3 2 2 5 4 0 3 4 3 0 0 0 4 0 0 2 0 1 4 4 4 4 2 4 1 1 2 1 3 0 0 3 3 0 0 0 2 3 3 0 0 1 0 0 2 2 0 0 0

— 7 — 3 6 — 1 4 1 3 — 2 1 — 1 2 — 1 1 — 1 2 — — 1 2 — 1 — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — 1 1 — — — 1 1 1 — — 1 — 1 — — — — — — — — 1 — — 1 — — — — — — — — 1 — — — — — — — — 1 — — — — —

3 5 2 4 8 — 1 3 3 3 1 — 1 — 1 — 1 1 1 — — 2 — — 1 — — 3 — — — — — — — — 1 — — — — — 1 — — 1 — — — — 1 — — — — — — — — 1 — — 1 — — — — — 1 — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — 1

— 6 4 4 5 — — 2 4 3 — — 1 1 1 — 1 1 1 — — 1 — 1 1 1 — — — — 1 — — 1 1 — — — — 2 1 — — 1 — — — — 1 — — — — — — — — — — 2 — 1 1 — — — — — — — 1 — — 1 — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — —

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— 4 2 4 5 — — 2 1 2 2 2 1 1 2 1 — 1 2 — 1 — — 2 2 — — — — — 1 — 1 1 2 — — 1 — 1 — — 3 — 1 1 3 1 — — — — — — — — — 2 — — — — 1 — — — — — — — — — — — — 1 — — — — 1 — — — — — — — 2 — — — — — —

4 7 4 3 3 — — 1 1 1 1 2 1 1 2 2 1 — 1 — 1 2 — 3 1 — 1 — 1 — 2 — — — 2 — — — — 1 — — 1 — 1 2 — — — — — — 1 — — 1 — — — — — — — — — — — — — — 1 — — 1 — 1 — — — — — 1 — — — — — — 1 — — — — — —

— 6 3 3 4 — 1 5 4 — — 1 1 1 2 — 3 1 — — 1 — — 1 1 — 1 — — — — — — 1 1 — — 1 — 1 1 — — 1 1 — — 1 1 — — — — — — 3 — 1 — — — — 1 1 — — — — — — — — 1 — — — 1 — — — 1 — — — — 1 1 — — — — — — — —

— 5 10 3 3 — 3 3 1 — 2 3 2 — 1 1 1 — — — — 2 — — — — 1 — 2 — 1 — — — — — — 1 — — 2 — — — 3 — — — — — — — — — — — — — — — 1 1 — 1 — — — — — — 1 — — — — — — — — — — 2 — — — 1 2 — — — — — — — —

— 5 8 4 3 — — 2 3 — 4 2 1 1 2 — 1 3 — — — — — 1 — — — — 2 — 1 — — — — 1 — 1 — 2 — — — — — — — — — — — 2 — — — — 1 — — — 2 — — — — — — — — — — — — — — — 2 — — — — — — — — — — — — — — — — — 1

— 7 6 — 7 — 1 4 2 — 5 1 1 1 1 — 2 1 — — 1 1 — — 1 — — — 2 — 2 1 — — — — — 2 — — — — 1 — — — — — — — — 1 — — — — — — — — 1 — — 1 — — — — — — — — — — — 1 — — — 1 — — — — — — — 1 — — — — 1 — —

— 1 15 — 4 — — 5 3 — 3 2 1 3 — 1 3 2 — — 1 1 — 2 — — — — 2 — 1 1 — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — 2 — — — — 3 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 2 — — — — — 1 — 1 — — — — 1 2 —

88 86 54 53 51 47 44 40 36 35 26 25 20 18 18 15 15 15 14 13 13 12 11 10 10 10 9 9 9 9 9 9 9 8 8 7 7 7 7 7 7 7 6 6 6 6 6 5 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2

Empresa Digital Arte Divisa Edições Loyola FTD GH Ideal Idealgraf Imagem Brasil Imagem MKT Imprensa Oficial Indimagem Jandaia/Bignardi Matiz Midiograf M.W. Barroso Neoband Nova Fátima O Globo Papéis Amália Prakolar Premier Spell Printbag Provisual Ready Rótulos Real Steel São Francisco Sarapuí Tyrex Ultrapress/Alpha 29 ANS Ápice Arte & Design Athalaia Ativa Bhordo Box Print Brazicolor Caeté Claudino CMP Metalgraphica Paulista Colorpixel Cometa Contgraf Contiplan Converplast Coppola Corset Demográfica Digital Impressão Ediouro Editare/Flint Print Embalagens Mara Flamar Gráfica e Copiadora Nacional Grafimax Grafon’s Cards Graphos Grif Rótulos Hellograf Hesch Editora Impressos Portão Indemetal Infoglobo Intelcav Jelprint Kroma Leitura e Arte Lis Mácron Martigraf MC Cartões Minister Miolo Natal NB Nova Brasileira Nitoli Nova Digital Novelprint Orsa/International Paper Panorama Pigma Prosign PSP Digital Ral Print Ricargraf Romiti Suprimax Tuicial UBEA Ultraset Unibrac Viacode Vitagraf Vox Ycar

91-08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Total 2 2 0 0 1 2 2 1 2 0 0 1 2 1 2 2 0 2 0 2 0 0 0 0 0 1 2 2 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 0 0 0 1 1

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FORNECEDORES

RANKING DE FORNECEDORES 1997–2018 EMPRESA

Feito inédito! Heidelberg conquista número recorde de troféus numa só edição do prêmio o vencer em cinco categorias no º Prêmio Fernando Pini — Software de Gerenciamento de Cores, Blanquetas, Equipamentos de Impressão Offset, Equipamentos para Pré-Impressão, Sistemas e CTPs, Equipamentos para Acabamento Gráfico —, a Heidelberg do Brasil estabeleceu um novo recorde entre os fornecedores em uma única noite. O recorde anterior era da própria Heidelberg com quatro troféus por edição, conquistados nos anos de , ,  e . Os demais premiados em  foram a Suzano, com três troféus, a HP, com dois, ficando a Adecol, Agfa, Canon, Colacril, Fedrigoni e Sun Chemical com um cada. Exultante com a grande conquista, o presidente da Heidelberg do Brasil, Ludwig Allgoewer, declarou: “Ficamos muito felizes com os prêmios, eles representam o reconhecimento do mercado gráfico à qualidade dos nossos produtos. Incentivos como estes nos fazem querer trabalhar sempre mais para continuar merecendo a parceria e a confiança dos gráficos brasileiros”.

PRÊMIOS

VENCEDORES 2018 EMPRESA

PRÊMIOS

Heidelberg

5

Heidelberg

46

Suzano

3

Suzano

41

HP

2

Agfa

27

Adecol

1

HP

23

Agfa

1

Sun Chemical

13

Canon

1

Actega/ Overlake

11

Colacril

1

Müller Martini

11

Fedrigoni

1

Epson

9

Sun Chemical

1

Colacril

8

Cromos

7

International Paper

7

Day Brasi

6

Goss

6

Henkel

6

Kodak

6

Adecol

4

Arjo Wiggins

2

Avery Dennison

2

Bottcher

2

Copygraf

2

Fedrigoni

2

Fibria

2

IBF

2

Manroland

2

Adobe

1

Apple

1

Artecola

1

Canon

1

Canopus

1

Flint Group

1

Fujifilm

1

Guarani

1

Papirus

1

Prolam

1

Weilburger

1

VENCEDORES POR CATEGORIA HEIDELBERG Software de Gerenciamento de Cores ◆ Blanquetas ◆ Equipamentos de Impressão Offset ◆ Equipamentos para Pré-Impressão, Sistemas e CTPs ◆ Equipamentos para Acabamento Gráfico SUZANO Papel Revestido ◆ Papel Não Revestido ◆ Cartão para Impressão com e sem Revestimento HP Equipamentos para Impressão Digital ◆ Equipamentos para Impressão Digital em Grandes Formatos ADECOL Adesivos (Cola) AGFA Chapas para Impressão CANON Sistema de Provas COLACRIL Papel Autoadesivo FEDRIGONI Papéis finos, Especiais e Sintéticos SUN CHEMICAL Tintas

21 janeiro /fevereiro 2019

REVISTA ABIGR AF


LIVROS Livros de Texto Geo-Gráfica e Editora Produto: Edgar Allan Poe vol. 2 Cliente: Darkside

LIVROS CULTURAIS E DE ARTE Ipsis Gráfica e Editora LIVROS DE TEXTO Geo-Gráfica e Editora

Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Magna – Cristiano Xavier Cliente: Vento Leste Editora

LIVROS INSTITUCIONAIS Leograf Gráfica e Editora

Livros Institucionais Leograf Gráfica e Editora Produto: Livro Ellus 45 Anos Cliente: Ellus Jeans Livros Infantis/Juvenis Geo-Gráfica e Editora Produto: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban Cliente: Editora Rocco Livros Ilustrados e Livros Técnicos P+E Galeria Digital Produto: Book Whiskas – O Gato Mais Curioso do Mundo Cliente: Almap/MasterFoods

LIVROS DIDÁTICOS FTD Educação Gráfica e Logística

LIVROS INFANTIS/JUVENIS Geo-Gráfica e Editora

Livros Didáticos FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Super Acción vol. 4 – Mestre Cliente: Editora FTD

LIVROS ILUSTRADOS E LIVROS TÉCNICOS P+E Galeria Digital

Guias, Manuais e Anuários P+E Galeria Digital Produto: Manual do Churrasco Tramontina Cliente: JWT/Tramontina Photobook Digital P+E Galeria Digital Produto: Photobook by Ambar Cliente: Guto Ambar

REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rev. Nacional edição 10 Cliente: Ipsis Gráfica e Editora

GUIAS, MANUAIS E ANUÁRIOS P+E Galeria Digital

PHOTOBOOK DIGITAL P+E Galeria Digital

REVISTAS PERIÓDICAS DE CARÁTER VARIADO SEM RECURSOS GRÁFICOS ESPECIAIS Ipsis Gráfica e Editora

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janeiro /fevereiro 2019


PLURAL ganha 5 troféus no Prêmio Fernando Pini 2018

Em 2018 a PLURAL conquistou um dos títulos de maior prestígio na indústria gráfica

O GRAND PRIX de Melhor Impressão Offset Rotativa Heatset Por mais um ano, a PLURAL Indústria Gráfica tem a sua qualidade reconhecida recebendo 5 troféus no Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, uma das maiores e mais importantes premiações da indústria gráfica. Organizado pela Abigraf – Associação Brasileira da Indústria Gráfica e pela ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, o Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini tem como obje�vo destacar as gráficas que trabalham dentro do mais alto padrão de qualidade, reconhecendo talentos e reunindo todos que fazem parte da indústria gráfica.

Tel.: (55 11) 4152-9425 / 4152-9454 / 4152-9446

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Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista FFW edição 43/2017 Cliente: Lumi 8 Propaganda, Marketing e Eventos Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Gráfica Editora Comunicação Impressa Produto: A Cobra Que Usava Chinelo Cliente: Federação Espírita

REVISTAS PERIÓDICAS DE CARÁTER VARIADO COM RECURSOS GRÁFICOS ESPECIAIS Ipsis Gráfica e Editora

Revistas Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Zum 14 Cliente: Instituto Moreira Salles

REVISTAS INSTITUCIONAIS Ipsis Gráfica e Editora REVISTAS INFANTIS/JUVENIS OU DE DESENHOS Gráfica Editora Comunicação Impressa

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo edição 45.592 Cliente: O Estado de S. Paulo Jornais de Circulação Não Diária Plural Indústria Gráfica Produto: Le Monde Diplomatique Brasil edição 128 Cliente: Le Monde Diplomatique Brasil JORNAIS DIÁRIOS IMPRESSOS EM COLDSET O Estado de S. Paulo

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO

JORNAIS DE CIRCULAÇÃO NÃO DIÁRIA Plural Indústria Gráfica

Rótulos Convencionais com e sem Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: Copos 550 ml Divino Fogão – O Touro Ferdinando Cliente: Matrixplast Produtos e Moldes Plásticos Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Rótulo Cerveja Vienna Lager 600 ml Cliente: Wensky Bier

RÓTULOS CONVENCIONAIS COM E SEM EFEITOS ESPECIAIS Gráfica Rami

Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Branco Espumante Natural Brut Lírica Cliente: Hermann Vinhos e Vinhas Etiquetas Grafdil Impressos Produto: Tag Ravanello PP Preto Cliente: Zommer Indústria do Vestuário

ETIQUETAS Grafdil Impressos RÓTULOS EM AUTOADESIVO COM EFEITOS ESPECIAIS Degráfica Impressos

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RÓTULOS EM AUTOADESIVO SEM EFEITOS ESPECIAIS Lisegraff Gráfica e Editora

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ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Caixa Carinho Cliente: Coopefars Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Tanqueray 1 litro + 2 taças Cliente: Diageo Brasil Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais 43 Gráfica e Editora Produto: Caixa Brut – Devil’s – Casillero del Diablo Cliente: VCT – Vinícola Concha y Toro

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS SEM EFEITOS GRÁFICOS Grafdil Impressos

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS COM EFEITOS GRÁFICOS Escala 7 Editora Gráfica

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS COM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS 43 Gráfica e Editora

Embalagens de Micro-Ondulados com e sem Efeitos Especiais Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Caixa de Vinho Dale Carnegie Cliente: Dale Carnegie Embalagens Sazonais P+E Galeria Digital Produto: Caixa Comemorativa Johnnie Walker Cliente: CP+B/Diageo

EMBALAGENS DE MICRO-ONDULADOS COM E SEM EFEITOS ESPECIAIS Artes Gráficas e Editora Belton

Sacolas Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Congresso ABC 2018 Cliente: Associação Brasileira de Cosmetologia Embalagens Flexíveis Impressas em Flexografia Catuaí Rótulos Produto: Sr. White Cliente: Carranca Cervejaria

EMBALAGENS SAZONAIS P+E Galeria Digital

PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes P+E Galeria Digital Produto: Pôster Baden Cliente: Produceria/Ambev

SACOLAS Antilhas Gráfica e Embalagens

EMBALAGENS FLEXÍVEIS IMPRESSAS EM FLEXOGRAFIA Catuaí Rótulos

Catálogos Promocionais e de Arte sem Efeitos Gráficos Especiais Leograf Gráfica e Editora Produto: Catálogo Vicunha Book Color Cliente: Vicunha Têxtil Catálogos Promocionais e de Arte com Efeitos Gráficos Especiais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Book Ford Mustang Cliente: ESZ Comunicação

PÔSTERES E CARTAZES P+E Galeria Digital

CATÁLOGOS PROMOCIONAIS E DE ARTE COM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS Stilgraf Artes Gráficas e Editora

CATÁLOGOS PROMOCIONAIS E DE ARTE SEM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS Leograf Gráfica e Editora

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Relatórios de Empresas Gráfica Editora Comunicação Impressa Produto: Relatório Social de Marca Grupo Zaffari 2016 Cliente: Companhia Zaffari Folhetos Publicitários P+E Galeria Digital Produto: Cenário Fiat Cliente: Agência Sunset Kits Promocionais TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Kit XTC Cliente: Extreme Team’s Challenge

RELATÓRIOS DE EMPRESAS Gráfica Editora Comunicação Impressa

KITS PROMOCIONAIS TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora FOLHETOS PUBLICITÁRIOS P+E Galeria Digital

Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Avon Ultramatte Cliente: Avon Cosméticos Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Thor Ragnarok Cliente: The Walt Disney Calendários de Mesa e de Parede Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Calendário de Mesa Macopá Cliente: Macopá

DISPLAYS, MÓBILES E MATERIAIS DE PONTO DE VENDA DE MESA MMR Comunicação e Produtos Promocionais

COMERCIAL

DISPLAYS E MATERIAIS DE PONTO DE VENDA DE CHÃO Escala 7 Editora Gráfica

CALENDÁRIOS DE MESA E DE PAREDE Artes Gráficas e Editora Belton

Cartões de Mensagem Corgraf Gráfica e Editora Produto: O Boticário 30 Anos de uma Linda Parceria Cliente: O Boticário Franchising Convites em Geral P+E Galeria Digital Produto: Convite Air France Cliente: Air France Convites de Formatura Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Convite de Formatura Curso de Medicina 2018 Cliente: Studio Aquatro

CARTÕES DE MENSAGEM Corgraf Gráfica e Editora

Cartões de Visita Corgraf Gráfica e Editora Produto: Dico Kremer Máquina Fotográfica Cliente: Estúdio Fotográfico Dico Kremer

CONVITES EM GERAL P+E Galeria Digital

CONVITES DE FORMATURA Lisegraff Gráfica e Editora CARTÕES DE VISITA Corgraf Gráfica e Editora

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Papelarias, Certificados e Diplomas P+E Galeria Digital Produto: Papelaria Cliente: ORM Impressos de Segurança Primi Tecnologia Produto: Selo de Inspeção Veicular Cliente: Centro de Inspeção Veicular

PAPELARIAS, CERTIFICADOS E DIPLOMAS P+E Galeria Digital

IMPRESSOS DE SEGURANÇA Primi Tecnologia

Cadernos Escolares em Conformidade com a Norma ABNT NBR 15733 Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Conjunto de Cadernos Fichários Linha Pink Stone – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes Cadernos em Geral Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caderno Organizador Efeito Orna Cliente: Orna

CADERNOS ESCOLARES EM CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR 15733 Ótima Gráfica AGENDAS Ótima Gráfica

Agendas Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Planner Linha Pink Stone – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes

CADERNOS EM GERAL Ótima Gráfica

Cardápios Corgraf Gráfica e Editora Produto: Bodega Bar Petiscaria Cliente: Bodega Bar Petiscaria – Maurício Scheuer Junior

CARDÁPIOS Corgraf Gráfica e Editora

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Plural Indústria Gráfica Produto: Revista São Paulo edição 384 Cliente: Empresa Folha da Manhã REVISTAS EM GERAL Plural Indústria Gráfica

Revistas em Geral Plural Indústria Gráfica Produto: Revista National Geographic Brasil edição 210 Cliente: Content Stuff

REVISTAS SEMANAIS Plural Indústria Gráfica

Catálogos e Folhetos Promocionais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Book Richards Cliente: Richards

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Provisual Gráfica e Editora Produto: Kit Provisual 2018 – A Arte de Jota Borges Cliente: Provisual Gráfica e Editora

CATÁLOGOS E FOLHETOS PROMOCIONAIS Stilgraf Artes Gráficas e Editora

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KITS PROMOCIONAIS Provisual Gráfica e Editora


Calendários FacForm Impressos Produto: Calendário da Copa do Mundo Cliente: FacForm Impressos Impressos Promocionais Malires Gráfica e Editora Produto: Malires 25 Anos Cliente: Malires Gráfica e Editora IMPRESSOS PROMOCIONAIS Malires Gráfica e Editora

Sacolas Próprias Gráfica Natal Editora Produto: Sacolas Gráfica Natal Cliente: Gráfica Natal Cartões de Visita e Papelarias Malires Gráfica e Editora Produto: Caderno Malires Cliente: Malires

CALENDÁRIOS FacForm Impressos

Impressão em Serigrafia Sutto Artes Gráficas Produto: Divulgação Fonte Rudolf Titling Cliente: NowType SACOLAS PRÓPRIAS Gráfica Natal Editora

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO

CARTÕES DE VISITA E PAPELARIAS Malires Gráfica e Editora

Inovação Tecnológica P+E Galeria Digital Produto: Livro Dermodex Cliente: Havas/Dermodex Complexidade Técnica do Processo P+E Galeria Digital Produto: Whiskas – O Gato Mais Curioso do Mundo Cliente: Almap/MasterFoods

IMPRESSÃO EM SERIGRAFIA Sutto Artes Gráficas

Conformidade com a Norma ABNT NBR ISO 12647-7 – Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Digital Cliente: Stilgraf Artes Gráficas e Editora

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA P+E Galeria Digital

COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO P+E Galeria Digital

SINALIZAÇÃO Impressão Digital em Grandes Formatos Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartaz Boticário Linha Men Cliente: Promova Eventos Impressão Digital em Pequenos e Médios Formatos Qualygraf Editora e Gráfica Produto: Quadros Febracis Cliente: Livraria Febracis

IMPRESSÃO DIGITAL EM GRANDES FORMATOS Artes Gráficas e Editora Belton

IMPRESSÃO DIGITAL EM PEQUENOS E MÉDIOS FORMATOS Qualygraf Editora e Gráfica

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PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS Embalagens de Baixas Tiragens P+E Galeria Digital Produto: Caixa Kit Kat Cliente: Nestlé Livros de Baixas Tiragens P+E Galeria Digital Produto: Livro Looks Cliente: Guto Ambar

EMBALAGENS DE BAIXAS TIRAGENS P+E Galeria Digital LIVROS DE BAIXAS TIRAGENS P+E Galeria Digital

DESIGN GRÁFICO Design Gráfico TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Kit XTC 2 Cliente: Extreme Team’s Challenge

SUSTENTABILIDADE

GRAND PRIX

DESIGN GRÁFICO TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora

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Melhor Impressão Digital P+E Galeria Digital Produto: Photobook by Ambar Cliente: Guto Ambar

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Melhor Impressão Offset Rotativa Heatset Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Vogue edição 480 Cliente: Globo Condé Nast Acabamento Editorial P+E Galeria Digital Produto: Book Whiskas – O Gato Mais Curioso do Mundo Cliente: Almap/MasterFoods

onda vintage RetRô sem poeiRa os 26 looks que definem a nova tempoRada

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Acabamento Cartotécnico P+E Galeria Digital Produto: Caixa Comemorativa Johnnie Walker Cliente: CP+B/Diageo

ACABAMENTO EDITORIAL P+E Galeria Digital

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ACABAMENTO CARTOTÉCNICO P+E Galeria Digital

CARGA TRIBUTÁRIA FEDERAL APROXIMADA 5,15%

Sustentabilidade Ambiental Plural Indústria Gráfica Produto: Sistema de Gestão Integrado Cliente: Plural Indústria Gráfica


GESTÃO

Hamilton Terni Costa

A questão da representação setorial: como ficam as associações gráficas?

E

Ingram Image

m uma indústria em transformação, como a gráfica, como ficam as associações que a representam? Essa é uma pergunta frequente com a qual muitas dessas associações se têm deparado, já que várias delas, ao redor do mundo, estão perdendo representatividade em razão da perda de associados, diminuição ou desinteresse de participação. Em primeiro lugar quero pacificar a questão sobre a transformação, já que recebi de alguns empresá rios essa pergunta quando do lançamento do nosso livro Gráfica: uma Indústria em Transformação, no final do ano passado. Para alguns, que estão focados exclusivamente na questão da reprodução ou do processo de impressão, parece que a indústria não mudou, só incorporou novas tecnologias. Para a maioria, no entanto, é uma constatação óbvia. Ela não só se transformou, como mercados diminuíram e outros se extinguiram com o crescimento da comunicação digital, enquanto outras oportunidades surgiram com as novas aplicações através principalmente da impressão digital e a interação com o mundo online. Na rea lidade, há muito poucos mercados e negócios, se é que existem, que não foram afetados parcial ou integralmente pelo novo mundo digital. Acho que isso é indiscutível. Há, claro, diferentes graus de mudança. No setor gráfico, os mercados de nota fiscal impressa, enciclopédias, listas telefônicas, passagens aéreas e vários outros praticamente desapareceram. Embalagens e rótulos, comunicação visual, impressão de tecidos e vários outros cresceram ou seguem crescendo. Impressos editoriais tiveram fortes alterações na sua cadeia de produção e comercia lização. Novos nichos surgiram e outros ainda vão surgir. O cliente mudou em sua interação com o material impresso e em sua forma

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de comprar. Hoje ele é muito mais informado. Ele pode comprar produtos gráficos online personalizados de forma rápida ou mesmo editar e produzir um livro sem ajuda direta de uma editora e sem conhecer a gráfica, por exemplo. Enfim, sem tergiversar mais, há toda uma nova configuração de mercado e, de bojo, há toda uma nova configuração setorial. Grandes empresas podem já não ter a mesma importância de antes, ainda que inter nacionalmente o grau de aquisições e consolidações de negócio tenha aumentado na busca de percentuais de mercados perdidos e na incorporação de tecnologias visando a um melhor atendimento do cliente. Empresas menores ganharam relevância no atendimento de novos nichos como foto álbuns, por exemplo. O mercado como um todo diminuiu algo em volume, embora o faturamento mundial seja maior que no passado, com maior valor unitário pela produção em menores quantidades e na redução de estoques. Se o mercado vem mudando, se as empresas — as que conseguem — vão buscando se adaptar e reagir, se os clientes são mais exigentes em termos de prazo, qualidade e atenção, por que as entidades de classe não seriam afetadas por isso? O são fortemente, ao não devolverem ao mercado as informações e serviços que permitam uma melhor adaptação e orientação às empresas assim como proporcionar uma constante troca de ideias e ex periências. Ainda mais na rea lidade do mercado brasileiro, que é diaria mente bombardeado por novas normas e regulamentações fiscais e sustos econômicos derivados das questões políticas. Vivi a rea lidade das associações de classe por muitos anos: Abigraf-SP, Abigraf Nacional, Sindigraf, Conlatingraf, Abraform, ABTG, ABNT, Fiesp e ainda vivo ao participar como diretor de organizações internacionais como a APTech


– Association for Print Technologies, dos Estados Unidos (ex-NPES). Acho que isso me dá um certo conhecimento de causa na análise. Algumas constatações. Primeira: as entidades ligadas a processos gráficos se extinguem naturalmente ao longo do tempo quando esse processo e essa tecnologia já estão incorporados nas empresas. Foi o caso da Abraform, da PODi — que trouxemos ao Brasil para ajudar no desenvolvimento da impressão digital, das entidades de rotativas etc. Frutificam enquanto a tecnologia está na rampa de lançamento, em crescimento de utilização e de aceitação, depois murcham por não representarem, em si, um segmento de mercado. As que ainda existem, portanto, ou se reciclam e se reinventam ou irão acabar. Essa já não é, no entanto, a rea lidade das associações técnicas. Por serem generalistas elas funcionam como difusoras das diferentes tecnologias e podem ter uma função bem mais ampla ligada a divulgação, informação, treinamento, implementação e consultoria. Como, de certa forma, faz a ABTG. Mas é preciso mais. Bem mais. Pesquisas, grupos de análises, exploração e ampla discussão e divulgação de tendências. Inovação. Em diferentes sentidos. Na integração de tecnologias e na exploração de novas possibilidades oriundas dessa integração, na exposição de modelos de negócios inovadores, no uso mais aprofundado e efetivo dos canais de comunicação hoje disponíveis. Total inserção com as entidades internacionais e com os centros de pesquisa dos fornecedores de tecnologia do setor. Um passo à frente. Sempre. Segunda: a questão da representatividade da indústria. Esse é um ponto complexo e o nó górdio dessa questão. Representar a quem? E o que isso significa? De início, há uma representação institucional que é marcada pelo fato de ser um setor industrial onde se classificam diferentes Cnaes1 fiscais. Os Cnaes que são afins se agrupam em torno de um sindicato específico. Esse é o cordão umbilical dos sindicatos na estrutura da legislação que os criou. Por sua vez, são ligados às federações das indústrias, que são ligadas à Confederação da Indústrias. 1 Cnae – Classificação nacional de atividades econômicas.

Há todo um elo que precisava ser preenchido dentro de uma estrutura criada pelo Estado Novo e que visava ao seu controle pelo governo. Em função dessa legislação foram criadas, à parte, as associações de classe, como a Abigraf, que não são regidas pela legislação que regula os sindicatos. Com isso, as representações setoriais podiam ser mais autônomas, sem a dependência do Estado. Mais democráticas, portanto. No âmbito das federações, criaram-se os Centros das Indústrias – Ciesp, no caso de São Paulo. Interessante que o Ciesp original foi fundado em  e se tornou Fiesp com o advento do Estado Novo e a nova estruturação do governo Vargas. Para fugir desse enquadramento recriou- se o Ciesp em . Por que faço essa digressão? Porque isso explica a atratividade que o sindicato exerce sobre muitas pessoas. É a entidade que, até recentemente, recebia a contribuição sindical obrigatória. Consequentemente, é a que tem o caixa mais robusto, e que permite à sua diretoria a participação nas Federações das Indústrias. E essa questão é importante. Há uma escala de participação para o empresário. Na sua empresa, o empresário conhece o seu negócio. No sindicato, ou associação de classe, ele passa a conhecer melhor o seu segmento, o seu setor. Na Federação das Indústrias, ele passa a conhecer o conjunto de setores e, por consequência, a conhecer melhor a economia. Mas, principalmente, passa também a lidar mais diretamente com o setor governamental em diferentes instâncias: prefeito, câmara, organismos governamentais de toda ordem, deputados, governadores, senadores, ministros e até presidentes. Para muitos, se não para todos, é viver toda uma nova rea lidade. Que pode ser encantadora a ponto de negligenciarem seus próprios negócios. Daí porque o grande número de presidentes de sindicatos ou de associações falidos. Basta ver as sequências de retratos em muitas associações. Uma coleção de donos de empresas quebradas. Esse encantamento explica também porque muitos se per petuam nessas entidades. Os sindicatos patronais, pri mordial mente, têm a função ne go cial com o sindicato dos trabalhadores nos acordos salariais coletivos. Porém, a nova legislação trabalhista, e sua possível continuidade e aprimoramento, janeiro /fevereiro 2019

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Ingram Image

deve, cada vez mais alterar essa função. Talvez um possível recomeço para esse tipo de associação. Soma-se a isso a questão do sistema S, que é manejado a partir das federações das indústrias ou do comércio. Com um relevante e indiscutível trabalho de formação de pessoas, está posto em cheque pelo atual governo. Mudanças, possivelmente, virão. O ponto aqui fica então com as associações de classe como a Abigraf. Livre das amarras legais do sindicato, ela deve, em tese, representar os anseios e necessidades dos seus associados. Representá-los não só em ações judiciais e medidas tributárias pertinentes mas, em essência, trabalhar para o desenvolvimento dos mercados e ampliação das oportunidades. Acima de tudo, entender as mudanças atuais do mercado. Fazer as estatísticas setoriais com análises de tendências, estimular o debate e a participação. Gerar atratividade às empresas através de serviços. Úteis e de relevância. Informação, discussão, abertura. Estimular tantos quantos grupos técnicos ou setoriais possam ser formados. Trazer os clientes gráficos para a discussão. E os fornecedores também. Toda a cadeia de valor setorial. Desenvolver toda uma nova visão e reescre ver sua missão. Que, no meu ponto de vista, deveria ser a de liderar as mudanças setoriais pertinentes. Afinal, uma parte dela nem sequer se considera mais indústria e, sim, cada vez mais, serviços. Sabemos que há diferenças acentuadas entre os diferentes segmentos gráficos. Cada um tem suas particularidades. No entanto, uma das questões do mundo gráfico hoje se chama convergência. A adoção de tecnologias diversas no atendimento de diversos públicos. Em especial nas gráficas de pequeno e médio porte. A discussão dessa convergência e a abertura para além dos limites setoriais tradicionais deveria estar no centro da discussão estratégica dessas entidades. As fronteiras setoriais hoje são muito tênues. As aplicações e as tecnologias são cada vez mais transversais, multidisciplinares e intersetoriais. Por isso mesmo enfatizo a Abigraf em detrimento do sindicato. Se este tem que ser estatutariamente restrito, aquela não. O que não impede o sindicato de ajudar a patrocinar toda essa revisão estratégica e participar efetivamente da sua execução.

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Como disse antes, sou diretor nos Estados Unidos da entidade que representava os fabricantes de equipamentos e insumos para o setor gráfico, editorial e de conversão. Há dois anos fizeram uma transformação radical. Entenderam exatamente essa questão da inexistência das fronteiras. Reviram sua visão como empoderadora do sucesso dos negócios de seus associados para uma colaboração global da indústria. Mudaram seu nome para Association for Print Technologies – APTech (Associação para as Tecnologias de Impressão), e passaram a admitir também gráficas como associados, além de empresas de software e outras tecnologias. Amplia ram seu escopo, partiram para conexões com entidades de marketing e de geração de negócios. Impulsionaram a Primir, que é a entidade que rea liza pesquisas e investigações de mercado gerando base de dados, análises e tendências e recriaram sua feira Print, fazendo dela um centro de informação tecnológica, estratégia e desenvolvimento de negócios. Poderíamos ter algo assim aqui? Poderíamos, dentro de nossas proporções, claro. Uma entidade nacional que fosse, mais que tudo, estimuladora das entidades regionais e essas, efetivamente, serem ativas dentro das condições de suas regiões. Hoje, em sua maioria, o são através dos sindicatos, mais do que as Abigrafs. Com muito boas exceções, claro. Uma entidade efetivamente descentralizada que permita maior participação dos empresá rios e empresas. Chega de centralismos. As pessoas querem participar das decisões. Ninguém mais tem tempo e dinheiro para desperdiçar com questões burocráticas setoriais ou com assuntos que não lhe dizem respeito. Isso tem que ficar com um corpo administrativo profissional. Hoje, o empresário quer ter informação, troca de ex periências e a possibilidade de contribuir com algo que seja positivo ao seu negócio e ao seu mercado. Para atraílo há que se oferecer isso a ele. Num processo democrático, amplo, inteligente e participativo. Que tal reconstruirmos nossas entidades já? Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting.com.br e diretor para América Latina da APTech (antiga NPES)


INICIANDO SUAS OPERAÇÕES EM JUNHO DE 2017, A GRÁFICA REGE UMA SÓLIDA CARTEIRA DE CLIENTES DOS SETORES EDUCACIONAL E EDITORIAL, PREPARANDO AGORA INVESTIDA EM OUTROS SEGMENTOS PARA COMPLETAR SEU PORTFÓLIO.

Texto: Tânia Galluzzi

ANO 26 Nº 113 FEVEREIRO/2019 Texto: Tânia Galluzzi

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

BMF consolida-se no editorial e mira o promocional


Em abril do ano passado, o trio dirigente da BMF transformou‑se em quarteto com a entrada de um novo sócio, Luiz Coradin (3º da esquerda para a direita), que assumiu a função de diretor Financeiro da empresa. Ele somou‑ se a (E/D) José Roberto Frare, diretor Industrial; José Luiz Martins, diretor Administrativo; e Nilson Cezar Binatti, diretor Comercial

Fotos: Alvaro Motta

H

á pouco mais de um ano e meio, três profissionais com larga expe‑ riência no setor aceitaram o desa‑ fio de assumir o parque gráfico da empresa na qual trabalhavam. A econo‑ mia dava tímidos sinais de recuperação, mas a instabilidade política ameaçava a retoma‑ da. Com um quadro enxutíssimo, 47 pessoas, apostaram que conseguiriam tocar uma es‑ trutura outrora conduzida por 300 funcioná‑ rios, mas sabiam que teriam de ampliá‑lo em pouco tempo. Passados 20 meses, a gráfica encontra‑se num outro patamar. A equipe dobrou de ta‑ manho, registra pouca ociosidade e fatura‑ mento mensal dentro do planejado. “Fica‑ mos praticamente parados nos três primeiros meses da criação da BMF. As  grandes edito‑ ras foram para outros fornecedores. Gradati‑ vamente fomos reconquistando esses clien‑ tes, mostrando que tínhamos estrutura para atendê‑los, e hoje 60% de nosso faturamento vem da área educacional”, conta Nilson Cezar Binatti, diretor comercial. O trio, completado por José Luiz Martins, diretor administrativo, e José Roberto Frare, diretor industrial, sou‑ be mostrar para esse público que era capaz de responder com qualidade e agilidade lo‑ gística em prazos muito curtos. E mais. Con‑ seguiu transformar o desafio de operar com um time tão austero numa vantagem com‑ petitiva diante das margens estreitas que caracterizam a produção de livros didáticos


e paradidáticos, aproveitando as ferra‑ mentas empregadas nos tempos de Ar‑ vato para alcançar a máxima eficiência. A área administrativa, por exemplo, con‑ ta com apenas seis pessoas, sendo que o restante dos funcionários, 96, estão na produção, instalada em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Uma nova visão Depois do arranque inicial, no início de 2018, a empresa viu sua curva de cresci‑ mento se estagnar. Detectada a origem


do problema, a falta de uma cabeça regida pela matemática financeira, o trio transfor‑ mou-​­se num quarteto com a entrada de um novo sócio, Luiz Coradin, em abril do ano passado. CFO de uma mul­ti­na­cio­nal da área de educação, ele conhecia bem a rea­li­da­de da gráfica por ter colaborado na elaboração do plano de negócios. “Ele propiciou uma outra visão do negócio, fez um mi­nu­cio­so le‑ vantamento de custos e uma nova parame‑ trização orçamentária, nos tornando muito mais competitivos”, conta José Luiz. Os indi‑ cadores voltaram a subir, fazendo com que a gráfica fechasse o ano com crescimento e registrasse, em janeiro último, o melhor fa‑ turamento desde a cria­ção da BMF. Fevereiro também foi bom e março deve seguir o mesmo ritmo, im­pul­sio­nan­ do a contratação de novos representan‑ tes comerciais. O alvo é agregar novos seg‑ mentos. Em 2018, a área de acabamento foi incrementada com uma linha de lombada quadrada e agora está sendo estudada a compra da terceira impressora offset oito cores. Nada além disso, por enquanto, se‑ gundo José Roberto. “Estamos contratando três profissionais com ex­pe­riên­cia no seg‑ mento pro­mo­cio­nal para a pré-​­impressão, produção e PCP, mas, mesmo trabalhando a pleno vapor, vamos esperar a resposta do mercado para pensar em novas tec­no­lo­gias

ou produtos. Temos pes­soal, estrutura, es‑ paço e vontade. E a demanda vai indicar o caminho”, afirma Frare. Não há como negar que a consolidação pela qual passou o seg‑ mento gráfico ajudou a engordar a cartei‑ ra de clien­tes, assim como tem fortalecido as par­ce­rias com os fornecedores de ma­té­ rias-​­primas e insumos. A meta para 2019 é encerrar o ano com crescimento de 30%. BMF GRÁFICA E EDITORA Av. Dr. Alberto Jackson Byington, 3015 (Parque Industrial Anhanguera) 06276‑000 Osasco SP tel. (11) 3568.4500 www.bmfgrafica.com.br


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Fespa Brasil 2019, inclusiva e múltipla A Fespa Brasil/Digital Printing promete oferecer a mais abrangente oferta de soluções dentro da indústria de impressão digital, para diferentes segmentos. Fespa Brasil/Digital Printing, que ocorre de  a  de março no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo, abre o calendário de feiras do setor com a missão de apresentar novas tecnologias para toda a indústria. Isso inclui desde o mercado editorial, passando pela impressão comercial, a área de fotografia, comunicação visual e suas possibilidades, as revoluções na estamparia digital para vestuário e decoração, o envelopamento, as oportunidades na sublimação de brindes, as mais recentes capacidades para sinalização, o digital para embalagens, rótulos e etiquetas, entre outros nichos. Além da apresentação de soluções para todas as etapas produtivas, contando com cerca de  expositores, o evento promoverá várias atividades paralelas. Cada congresso ou ação pretende atingir um nível diferente da rotina do profissional de impressão. Todas as iniciativas são gratuitas. Entre as novidades está a primeira edição do congresso Inteligência Gráfica, a ser

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rea lizado nos dois primeiros dias de feira e focado em debater o pensamento estratégico, transmitindo conceitos de gestão, empreendedorismo e tendências futuras visando a transformação do negócio. Entender os caminhos que a indústria vem tomando, quais serão os obstáculos a serem enfrentados e como o mundo da impressão está se adaptando ao universo da internet estão entre as ideias de discussão da iniciativa Inteligência Gráfica. O congresso pretende ainda levar conceitos e dicas sobre como entender melhor os custos, como organizar a empresa, técnicas de venda, sempre com o pensamento de mostrar as boas práticas para a indústria, independente do segmento de mercado. No terceiro dia ( de março), os visitantes poderão participar da Fespa Digital Textile Conference. Será o momento de tratar da evolução do mercado de impressão digital têxtil em todas as suas facetas — moda, decoração, sinalização e outros, ressaltando como essa tecnologia vem transformando o fluxo de trabalho das empresas. O crescimento do têxtil foi um dos pontos observados pelo Fespa Print Census, pesquisa voltada a entender o mercado de impressão digital. Entre os entrevistados,  das empresas focadas na impressão têxtil afirmaram que investiram em digital, e mais  planejam fazê-lo nos próximos

dois anos. Áreas como o vestuário esportivo, o fast fashion e sinalização (soft signage) estão entre os segmentos que mais consomem impressão digital. No último dia, a feira oferecerá aos visitantes a Academia da Impressão Digital, um dia inteiro focado em boas práticas de impressão, visando a redução de tempo de preparação do arquivo, rápido setup, menor desperdício e, assim, maior lucratividade. Especia listas vão apresentar conceitos sobre gerencia mento de cores, fechamento de arquivo, dicas de pré-impressão e segredos para que o profissional gráfico consiga produzir com maior velocidade e otimizar seu fluxo de trabalho. Completam a grade de ações paralelas a Ilha da Sublimação, que vai unir, como em , showroom, palestras e workshops sobre a impressão digital por sublimação, e o já tradicional Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo, Cambea.

FESPA BRASIL 2019 / DIGITAL PRINTING 20 a 23 de março de 2018 Expo Center Norte – Pavilhão Azul Terça a sexta, das 13h às 20h – Sábado, das 10h às 17h Rua José Bernardo Pinto, 333 (Vila Guilherme) São Paulo – SP Organização APS Feiras e Eventos www.fespabrasil.com.br www.apsmarketing.com.br


Apresentamos aqui os principais produtos e lançamentos que o visitante verá durante o evento. Todas as empresas expositoras com participação confirmada até o dia 18 de fevereiro foram contatadas pela redação e constam desta lista as que enviaram as informações até a data de fechamento da publicação. tec no lo gias solvente, ecossolvente, sublimação e UV Led. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressora digital plana Elite FB 2514HD com cabeças industriais Gen5 CMYK+W e cura UV Led para substratos com até 8 cm de espessura. Possui avançado sistema de circulação de tinta para evitar a decantação do branco e oferece alta definição (HD) com resolução de até 1.200 dpi.

ALLTAK Alltak Indústria e Comércio de Adesivos Estande 755 Rua Tamotsu Iwasse, 1273 07176-000 Guarulhos SP (11) 3988-5022 www.alltak.com.br diegomkt@alltak.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Adesivos automotivos, decorativos, técnicos e para comunicação visual. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Novas cores para a linha automotiva Satin • Novidades para decoração com estampas e desenhos acompanhando as tendências de 2019 • Película de customização. AMPLA IMPRESSORAS DIGITAIS Ampla Produtos para Comunicação Visual Estande 545 Av. Maringá, 691 83324-432 Pinhais PR (41) 3525 9300 www.ampladigital.com.br ampla@ampladigital.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Soluções profissionais e industriais para impressão digital a jato de tinta, nas

APLIKE Aplike Produtos Adesivos Estande 731 Avenida Alda, 1893 09910-170 Diadema SP (11) 4056-3977 www.aplike.com.br aplike@aplike.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Películas adesivas para revestimento e decoração • Mídias para impressão digital • Vinis para envelopamento • Vinis coloridos para plotter de recorte monómerico, polimérico e translúcido • Máscaras de transferência e pintura • Vinis fluorescentes e fotoluminescentes para decoração e sinalização. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Linha Aplimage • Linha Aplikdecor • Vinil destrutível (casca de ovo), para fabricação de etiquetas de segurança com garantia de inviolabilidade. BARATO MÁQUINAS Patricia Trevisan Estande 153 Rua Santa Clara, 25 03025-030 São Paulo SP (11) 2488-4640 www.baratomaquinas.com.br flavio@baratomaquinas.com.br

PRINCIPAIS PRODUTOS

Prensas de personalização • De caneca simples, para canecas de porcelana e vidro e squeeze • Multi Função 8×1, para prato, boné, caneca, camiseta e squeeze • Plana 38×38, para camiseta, chinelo, mouse pad, almofada • Multi Transfer Invicta, para produtos em acrílico (copo long drink, balde de pipoca). PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Prensa Multi Função 10×1, personaliza prato, boné, caneca, caneta, camiseta e squeeze. BG SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS BG Soluções Tecnológicas Estande 453 Rua Lopes Teixeira, 179 91380-420 Porto Alegre RS (51) 3013-7272 www.bgsolucoes.com.br bg@bginfo.com.br

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Novo módulo de orçamento, que, além dos tradicionais cálculos, possui uma resposta muito mais eficiente, promovendo a melhor integração entre os setores e outros sistemas do segmento.

PRINCIPAIS PRODUTOS

Mesa de corte Zünd G3, S3 e D3. Tecnologia suíça de alto desempenho e qualidade de corte. Corte de materiais impressos como PS, vinil, tecido, lona, MDF, acrílico, ACM, PVC, corrugado plástico, papelão, foamboard e outros.

DIGIGRAF SOLUÇÕES PARA IMPRESSÃO Digigraf Distribuidora Comércio e Serviços Estande 243 Rua Soares de Avellar, 894 04306-020 São Paulo SP (11) 5585-5505 www.digigraf.com.br digigraf@digigraf.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

BHS 150, sistema de abastecimento e descarga automático de material de alta produtividade (não estará exposto na feira).

Impressora digital HP Indigo • Impressora de grandes formatos HP látex • Máquina de refile (eixos x/y) Fotoba • Mesa de corte iEcho • Vinil autoadesivo • Lona • Chapa rígida de papelão alveolar • Suprimentos originais HP.

BREMEN SISTEMAS Bremen Sistemas e Serviços Estande 320 Av. Antonio Abraão Caram, 820, salas 404/06/08/10 31275-000 Belo Horizonte MG (31) 2517-2323 www.bremen.com.br comercial@ bremen.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

WingraphEX, software de gestão para a indústria gráfica, com diversas ferramentas administrativas, como Orçamento, Faturamento, Financeiro, Estoque, PCP, entre outros.

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Solução de impressão e recorte HP látex • Mesa de corte iEcho, com velocidade máxima de 1,5 m/s e precisão de 0,1 mm • Cortador XY Fotoba,

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automatiza o refile de múltiplas imagens, com precisão de 1 mm, velocidade linear de 18 m/min e grande variedade de substratos flexíveis com espessura máxima de 0,08 mm. EPSON DO BRASIL Epson do Brasil Indústria e Comércio Estande 439 Avenida Tucunaré, 720 06460-020 Barueri SP (11) 3956-6859 www.epson.com.br camila.macedo@epson.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Portfólio completo para as mais diferentes aplicações: impressão corporativa e outsourcing, estamparia têxtil digital, comunicação visual, fotografia e provas de cor, cartazes, plantas, etiquetas e rótulos.

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressora S80600 com tinta base solvente para impressão de prova de cor de embalagens • Modelo T3170, Série-T, para os mercados de CAD e engenharia • Multifuncional jato de tinta corporativa WorkForce C579R, com tecnologia exclusiva de bolsas de tintas com autonomia para até 50.000 páginas. FREMPLAST TINTAS Grupo Guaru Indústria de Tintas Serigráficas Estande 621 Rua Eduardo Froner, 460 07243-590 Guarulhos SP (11) 2489-6960 Fremplast.com.br marketing@fremplast.com.br

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Homer 1800R, impressora indus trial digital sublimática de alta velocidade rolo-a-rolo • Tinta Cromajet Subli.Eco • Linha completa de tintas digitais base água e solvente. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressora Homer 1800R. GLITTER INTERNACIONAL Glitter Internacional Trading Importação e Exportação Estande 421 Rua Canatiar, 06 02314-110 São Paulo SP (11) 3637-0081/82 www.glitterdigital.com jujmarcolongo@gmail.com PRINCIPAIS PRODUTOS

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PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Solução de impressão e recorte HP Látex. REVISTA ABIGR AF

PRINCIPAIS PRODUTOS

Copo long drink • Copo long drink twister • Copo twister (300 ml, 500 ml e 700 ml) sem tampa • com tampa twister ou chantilly • Copo de whisky • Taça de champagne e gin • Squeeze • Balde de pipoca • Caneca de chopp (350 ml e 500 ml) • Caneca twister • Copo twister shot • Folha transfer • Máquina Mtek Transfer. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Máquina de personalização Mtek Transfer: personaliza mais de 300 itens, como copos, canecas, taças, baldes, canetas, tubetes, squeezes, entre outros. KONICA MINOLTA Konica Minolta Business Solutions do Brasil Estande 410 Alameda Santos, 745, 13º andar 01419-001 São Paulo SP (11) 3050-5300 www.konicaminolta.com.br karen.nakamura@konicaminolta.com PRINCIPAIS PRODUTOS

AccurioP ress C6100 • AccurioP ress C83hc (mercado fotográfico) • AccurioPress C3080P • AccurioPrint C3070L • AccurioPress 6136P • Bizhub C308 • FD-5BT (espectrofotômetro).

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Tintas e vernizes para serigrafia, tampografia e digital. MIMAKI BRASIL Mimaki Brasil Comércio e Importação Estande 411 Av. Dr. Luis Rocha Miranda, 177 04344-010 São Paulo SP (11) 3207-0022 brasil.mimaki.com marketing@mimakibrasil.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

Equipamentos em solvente, UV, látex, para impressão direta em tecidos ou até mesmo sublimação. Com impressões em diversos substratos, como em PVC, vinil, canvas, papel sintético, entre outros.

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressora sublimática TS55-1800, desenvolvida com alta produtividade, novas funções com unidades opcionais que garantem baixo custo de produção e operação contínua. MULTIVISI Multivisi Comércio e Importação Estande 713 Rua Tupaciguara, 455 38400-618 Uberlândia MG 4005-9091 www.multivisi.com.br michel@multivisi.com.br PRINCIPAIS PRODUTOS

PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Impressoras HP Látex, base água, de 1,37 m a 3,20 m • Soluções de impressão e recorte HP Látex com 1,37 m e 1,62 m.

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KMF BRINDES KMF Comércio de Brindes Promocionais Estande 271 Rua da Gávea, 1349A 02121-020 São Paulo SP (11) 2955-0060 www.kmfbrindes.com.br vendas@kmfbrindes.com.br

AccurioPress C3080P, para aplicações gráficas com 1.200 × 1.200 dpi de resolução • AccurioP ress C83hc, para mercado gráfico e fotográfico, com toner High Chroma • AccurioPress 6136P, impressora P&B com velocidade de 136 ppm, gradação tonal de 256 tons de cinza e resolução de 1.200 × 1.200 dpi • AccurioPrint C3070L. MARABU DO BRASIL Marabu do Brasil Importadora Exportadora de Tintas Estande 521 Via Anchieta, km 22-B, nº 129 09823-000 S. Bernardo do Campo SP

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Plotter de impressão digital 1,30 m.


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Verniz para proteção de impressão digital •Máquinas envernizadoras, manuais e automáticas • Aplicadores de verniz. PRINCIPAIS LANÇAMENTOS

Verniz para proteção de impressão • Verniz antivandalismo • Máquina envernizadora manual • Máquina envernizadora automática. OKI Oki Data do Brasil Estande 330 Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha, 100, bloco C, 5º andar 04726-170 São Paulo SP (11) 3444-3500 www.oki.com/br/printing oki@planin.com

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REVISTA

LADO A LADO COM A INDÚSTRIA GRÁFICA janeiro /fevereiro 2019

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EMBALAGENS Texto: Evanildo da Silveira

Emepê começa o ano investindo Dedicada ao segmento de embalagens, a Emepê encerrou 2018 de forma positiva. A empresa, localizada em Vinhedo (SP), conseguiu superar os desafios e fechar o ano com crescimento acima das projeções iniciais. Emepê está confiante que o mercado, a economia e o cenário político serão mais favoráveis em . Tanto que a gráfica adquiriu novos equipamentos, programados para chegar no início do ano, ampliando sua capacidade produtiva e preparando-a para responder às demandas dos clientes. A Emepê foi fundada em , inicialmente como uma tipografia e papelaria, com o objetivo de atender pequenos produtores agrícolas e o comércio local de Vinhedo e região. Nos anos de , a empresa teve um forte e sólido crescimento, criando a oportunidade de mudança para uma nova planta, dentro dos conceitos de conforto ambiental, produtividade e requisitos de boas práticas de fabricação. Com o objetivo de ampliar seus negócios, a Emepê se mudou, em , para um novo prédio, localizado no Distrito Industrial de Vinhedo. O espaço deixou-a próxima das principais rodovias paulistas e

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de Viracopos, o maior aeropor to de carga do Estado de São Paulo. “Essa localização traz grande facilidade logística para atender clientes de todo o Brasil e também do exterior,” diz Giuliano Ifanger, gestor comercial. De acordo com ele, hoje a Emepê é uma gráfica moderna, com  colaboradores, instalada em um terreno próprio de  mil m², com um bem estruturado parque gráfico de , mil m² de construção. “Com isso, viabi li za mos inovações em embalagens em papel-cartão e projetos de melhoria dos nossos clientes, por meio de processos ágeis, seguros e certificados”, garante o gestor comercial. FLEXIBILIDADE

Giuliano diz que a Emepê é focada no rápido atendimento das necessidades dos seus parceiros comerciais, na constante oferta de inovações e no atendimento completo, do pré ao pós-venda. “Nossa flexibilidade torna possível atender tanto às necessidades variadas e complexas de grandes multinacionais quanto aos trabalhos tradicionais e cotidia nos de pequenas e médias empresas locais”, assegura. Segundo o executivo, hoje a Emepê atua nos mercados far macêutico, cosmético, alimentício, de bebidas, material escolar e automotivo. “No nosso parque gráfico produzimos embalagens impressas em papel-cartão, com ou sem micro-ondulado,

displays, alças e envoltórios”, diz Giuliano. “Atendemos a todos os segmentos, com a aplicação de diversos tipos de acabamentos, como verniz UV, braile, relevo, hot stamping e muito mais. Nossas tec nologias estão aliadas a uma grande quantidade de cores e formatos.” O executivo também destaca as preocupações da Emepê com as questões ambientais. Em seu site, a empresa informa que todos os resíduos gerados pelo seu processo produtivo têm destino adequado, “de forma a preservar o meio ambiente e também atender à legislação vigente”. A gráfica segue as convenções relacionadas à ISO , com o objetivo de melhorar continuamente suas práticas ambientais. A Emepê garante que foi uma das primeiras gráficas de embalagens do Brasil a se preocupar em utilizar produtos químicos que não gerem impacto na natureza. Além disso, foi uma das pioneiras na adoção de matéria-prima certificada FSC, que representa praticamente  do volume total adquirido de papel-cartão. A empresa trabalha inclusive com o processo de descaracterização do material impresso a ser descartado. Ele é sugado, descaracterizado e armazenado em caçambas lacradas, que só então são enviadas para reciclagem. EMEPÊ EMBALAGENS www.graficaemepe.com.br


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Heidelberg renova Print Media Center na Theobaldo de Nigris Centro de tecnologia está equipado com linhas completas para gráficas comerciais, editoriais e de embalagem. Por: Tânia Galluzzi

HEIDELBERG DO BRASIL www.heidelberg.com/br

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os dias  e  de novembro do ano passado, a Heidelberg realizou uma open house no seu espaço na Escola Senai Theobaldo de Nigris, na Mooca, em São Paulo. “Todos nós da Heidelberg do Brasil sentimos grande alegria ao investir em novas tecnologias, aprendizado e troca de ideias. Para o gráfico brasileiro, neste momento importante da vida do País, a tecnologia, aliada a uma estratégia de crescimento, é o caminho para superar os obstáculos”, afirmou o presidente da empresa, Ludwig Allgoewer. Aberto em  a partir de um projeto mundial da companhia como Print Media Center, o espaço estava fechado desde  em função de um incêndio. Chegou a ser reaber to em , porém acabou sofrendo as consequências da crise, ficando subutilizado. Começou a

ser revitalizado no início do ano passado, recebendo atividades paralelas à ExpoPrint  e agora traz uma gama de novos equipamentos, incluindo sistemas de pré-impressão, impressão, acabamento comercial, editorial e de embalagens. A principal novidade é a impressora offset plana Speedmaster CS , quatro cores, com secagem LED UV, a primeira com tal configuração a chegar por aqui. O  PMC, por meio de demonstrações e atividades afins, está à disposição para auxiliar o aprimoramento de empresas, profissionais, clientes e fornecedores, além de aproximar os alunos da escola das novas tecnologias. Durante encontro com a imprensa do setor, Ludwig Allgoewer mostrou-se otimista com relação a . “A confiança está voltando, estamos com projetos consistentes, sobretudo no segmento de embalagem e para aqueles que estão investindo em web-to-print.” Um dos objetivos para este ano é instalar a primeira impressora digital Primefire  no Brasil. “Ela está sendo vista como um complemento ao offset, atendendo às pequenas tiragens e à demanda por personalização”, disse o presidente. Lançada na Drupa , a máquina é fruto de acordo entre a Heidelberg e a Fujifilm e já conta com  unidades vendidas em diversos países. Numa outra frente, a Heidelberg do Brasil passa, a partir de abril, a trabalhar com todo o portfólio Gallus, com foco no segmento de banda estreita. A Heidelberg pretende ainda incrementar a venda de consumíveis pela Internet por meio de uma plataforma digital.

(E/D) Ludwig Allgoewer, presidente; Cidnei Barozzi, presidente da Abigraf-SC; Alexandre Machado, gerente Comercial da Região Sudeste; e Rafael Jesus, Vendas Região Sul

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HISTÓRIA VIVA Por: Tânia Galluzzi

Foto: Tânia Galluzzi

Antonio Brusco olha para os três filhos e se emociona. “Eles alcançaram um patamar que eu nem imaginava conseguir”, afirma o fundador da Escala 7, que em outubro completará 89 anos.

A trajetória de Antonio Brusco

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bservar a gráfica a pleno vapor, ao lado dos filhos e dos netos mexe com Antonio. “É bonita, né?”, pergunta, com os olhos marejados. Assim é o empresário. “Cansei de ouvir de clientes e fornecedores, ‘seu pai tem o coração muito bom’”, conta Antonio Carlos Brusco, o primogênito. A convivência de Antonio com as artes gráficas teve início ainda na infância. Aos 12 anos começou a frequentar a empresa tocada pelo pai e o tio, a Sociedade Impressora Brasileira Brusco e Companhia, no bairro do Cambuci. “Gostava de mexer nos tipos, ver as máquinas funcionando.” Com o falecimento do tio assumiu o lugar dele, numa época em que a gráfica tinha por volta de 20 funcionários. No início ficava mais na produção, porém com o passar dos anos assumiu a verve comercial apoiada no jeito expansivo e na facilidade no trato com as pessoas.

A proximidade com os clientes do segmento editorial o motivou a enveredar por esse caminho, criando a Editora Propaganda. A televisão, que chegara ao Brasil em setembro de 190

Antonio, com o pai (E), Francisco Brusco


(E/D) Os jornalistas da revista São Paulo na TV, Plácido Manaia Nunes, chefe da Redação, e Theotônio Pavão, redator-geral, com Antonio Brusco

Antonio Brusco cuidava da administração e da impressão da São Paulo na TV, revista semanal lançada por ele, que se tornou uma das publicações de maior circulação no País

NOVO FOCO

Com a morte do pai, Antonio criou, em 1976, junto com a chegada do filho Antonio Carlos, que havia concluído o curso de Economia, a Escala 7 (escala de cores + offset), inicialmente na Avenida Carioca, entre o bairro do Ipiranga e a região central da capital paulista. O alvo continuava sendo o mercado editorial. Dois anos mais tarde, decidiu-se partir para a segmento de embalagens, que virou o foco de atenção a partir de

com a inauguração da TV Tupi, era a coqueluche, e abria novas oportunidades a cada dia. Assim surgiu a revista São Paulo na TV, inspirada em uma outra publicação semanal, a  Dias na TV. Antonio cuidava da administração e, claro, da impressão da São Paulo na TV, que chegou a ser uma das revistas de maior circulação do País. A redação era comandada pelo jornalista Plácido Manaia Nunes e tinha como redator- geral Theotônio Pavão. Desse núcleo surgiu a ideia de lançar uma premiação, aberta aos jornalistas que cobriam a TV, para prestigiar os artistas e profissionais dessa nova linguagem. Nascia, então, em 1960, o Troféu Imprensa, do qual Antonio Brusco foi um dos idealizadores e jurado entre 1961 e 1967.

Um dos criadores do “Troféu Imprensa”, do qual foi jurado de 1961 a 1967, Antonio homenageia a cantora Edith Veiga, vencedora em uma das edições do prêmio

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Nos momentos de folga, o futebol não podia faltar. Antonio (de branco, à direita), disputa a bola

Foto: Tânia Galluzzi

Instalações da Brusco e Cia., na década de 60

1982. “Sempre lutei muito para manter a gráfica ­atua­li­za­da com relação às novas ­tec­no­lo­g ias”, conta o empresário. Nessa época, Luiz Roberto, o filho do meio, formado em Engenharia Eletrônica, já estava ao lado do pai. Em 1986, Sérgio Brusco, com formação em Administração, começou a ajudar Antonio na Escala 7. A empresa crescia, e em 1996 mudou-​ ­se para um outro galpão, na mesma Avenida ­C a­r io­c a, incluindo no seu portfólio displays e bolachas de chope. Em 2001, ampliou sua capacidade com uma outra unidade. Novo salto aconteceu em 2010, com a transferência para um prédio na Rua Góis Raposo, às margens da Rodovia ­A n­chie­ta, espaço que foi substituído em 2018 por uma área de 12.000 m² em um condomínio ­e m­p re­s a­r ial próximo a outra rodovia, a Imigrantes. Antonio continua a frequentar a gráfica ­d ia­r ia­men­te. Agora assiste de camarote à ascensão dos netos, Marcelo, 30 anos, que atua na produção, e André, 28, na área c­ o­mer­cial.

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Três gerações da família Brusco comandam a Escala 7. Antonio (de camisa listrada), em companhia de (E/D): Sergio (filho), diretor comercial; André Ama (neto), gerente de marketing; Antonio Carlos (filho), diretor financeiro; Marcelo Ama (neto), gerente de produção; e Luiz Roberto (filho), diretor industrial

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SUCESSÃO

O processo sucessório e a gestão do conhecimento

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sucessão é considerada tão importante na literatura, que alguns autores definem empresa fami liar como potencial para sucessão. Ela seria, então, uma empresa cujo controle e gerenciamento seriam passados para a próxima geração da família, quer seja por vontade dos herdeiros de assumir a sucessão, quer seja pela herança propriamente dita. O maior desafio é per petuar a empresa para as próximas gerações. É preciso responder: Como transferir o conhecimento sobre a trajetória da empresa? Como fazer com que os sucessores compreendam as características do negócio profundamente? Como agir para que os conflitos vinculados às disputas internas não se instalem na empresa e na família? As estatísticas confirmam que a sucessão é uma questão tipicamente problemática: apenas  das empresas fami liares sobrevivem à segunda geração e apenas  à terceira. O herdeiro será um sucessor qualificado, à medida que haja o direciona mento de sua formação profissional, além de ava liações periódicas de performance para mensurar e orientar seu desenvolvimento. Cabe ressaltar que o melhor mentor para o sucessor durante o processo de formação é quem fundou a empresa. Aquele que conhece profundamente o empreendimento, e que vai poder orientálo sem comprometer a continuidade dos negócios da família. Porém, mesmo tendo o fundador atuante no processo de formação do sucessor, é necessário que haja uma estruturação formal do conhecimento. Exemplo: fluxo dos processos organizacionais, normas e regras corporativas, relatórios e manuais empresariais. Estes materiais são conhecimento formalizado pela organização, e deverão ser entendidos pelo sucessor. REVISTA ABIGR AF

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Além disso, o sucessor deverá acumular ex periência, ou seja, vivência que permita entender, utilizar e otimizar o conhecimento formal acumulado pela organização durante sua existência, modernizado ao longo dos anos. Para garantir que o processo sucessório seja adequado e eficaz, é fundamental considerar a gestão do conhecimento organizacional, que irá respaldar não apenas as ações de treinamento do sucessor mas também a sua educação corporativa, que proporciona rão o aprimoramento das habilidades daquele que assumirá a gestão dos negócios da família. Para entendermos melhor a gestão do conhecimento, é necessário apresentar os tipos de conhecimento disponíveis para a organização, a saber: ◆ Conhecimento tácito – adquirido a partir de ex periências pessoais; não formalizado; de difícil transferência, pois está baseado na percepção do indivíduo. ◆ Conhecimento explícito – conhecimento organizacional; formalizado por meio de manuais, materiais didáticos (treinamentos); regulamento interno, entre outras ferramentas corporativas. É de fácil transferência, em virtude de já estar estruturado. O herdeiro muitas vezes é formado a partir do conhecimento tácito do fundador, o que se traduz, geralmente, em problemas de com preensão, pois quem herda não viveu a rea lidade do seu antecessor. Para que o sucessor seja bem preparado, a transferência da ex pe riên cia de quem empreendeu um negócio é crucial para a

boa formação do profissional, mas será que isso basta? E como a segunda geração passará suas ex periências aos seus sucessores? Haverá, neste caso, a mesma riqueza de detalhes da primeira para a segunda? A formação do sucessor precisa ser planejada, o conhecimento deve ser formalizado e registrado, e é imprescindível que a modernidade seja adotada pela empresa, mas os valores e a filosofia do fundador devem ser mantidos e transmitidos às gerações futuras. A per petuação dos ne gó cios fa mi liares passa, essencialmente, pela Qua lificação dos Sucessores e pela adoção de princípios de Governança Corporativa. Estes são os pilares que sustentam a continuidade da empresa para as próximas gerações e a materia lização do sonho do fundador. Domingos Ricca é sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento e da revista Empresa Familiar. ricca@empresafamiliar.com.br www.empresafamiliar.com.br

Ingram Image

Domingos Ricca


Joanna Marini

CONEXÃO BRASÍLIA

Roberto Nogueira Ferreira

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Reforma Tributária: vai ou não vai?

á mais de duas décadas o setor empresa rial espera a modernização do sistema tributário, e que ela observe os seguintes e inegociáveis conceitos e premissas: Simplicidade. Redução da carga tributária global. Neutralidade. Respeito à capacidade contributiva do cidadão e das empresas, além de Segurança jurídica. Ao final de , anunciou-se a aprovação por Comissão Especial da Câmara dos Deputados do texto Substitutivo da PEC -A/, que dispõe sobre uma nova estrutura tributária no País. A pergunta que se impõe é se o texto atende na integralidade aos princípios acima. Sem a intenção de aprofundar a análise integral do texto — o espaço é curto, fica para a próxima edição —, não resisto à análise pontual de quatro preocupantes mandamentos inseridos no documento. . Carga Tributária: A proposta faz questão de destacar, em primeiro plano, o pressuposto básico de a reforma tributária manter o nível atual da carga tributária global. É compreensível a preocupação de natureza política — em um país que tem uma União Federal,  Estados Subnacionais, um Distrito Federal e . municípios. Neles está a força política. Mas a força econômica, aquela que tem a capacidade de gerar emprego, salário e renda e tributos que financiam as ações e o estado representado pela “força política”, essa está nas empresas, milhões, que conti nuam acreditando na capacidade empreendedora deste país. A proposta deveria sinalizar na direção da redução

gradativa da carga tributária. O pressuposto sanciona gastos em níveis elevados. O setor empresarial certamente não concorda com esse conceito. . Criação do Superfisco Nacional. O Substitutivo propõe que Lei Complementar crie o “Conselho Gestor da Administração Tributária Nacional”, que reuniria os fiscos de todos os Estados e DF e dos municípios, para administrar o IBS. Ele será financiado pelos impostos pagos pela sociedade. A intenção deveria ser simplificar, não ampliar a burocracia tributária. O Superfisco, segundo o texto aprovado teria: “garantia de unidade, indivisibilidade, independência funcional e autonomia administrativa”. Mal comparando, o Superfisco seria uma espécie de “Ministério Público tributário”, independente e autônomo, que tudo pode. . Também se propõe criar o Conselho Gestor da Administração Tributária Nacional. Composto por representantes do Ministério da Fazenda, da Secretaria da Receita Federal, das administrações tributárias dos Estados e dos municípios, a ele cabe administrar e coordenar o novo modelo. . Por fim, mas não por último e não menos importante, vale destacar negativamente a proposta da regra de transição que prevê a instituição, pela União, de uma Contribuição sobre Operações de Bens e Serviços, com alíquota de , nos mesmos moldes do IBS proposto, apenas para servir como teste da efetividade do futuro IBS. Segundo o texto, ela existiria durante quatro anos para “conhecer

o potencial do novo sistema”. O experimento por quatro anos pode ser interpretado como ausência de firmeza da proposta definitiva, que só entraria em vigência no quinto ano após sua aprovação. (O IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, novo tributo, absorveria ICMS + IPI + ISS + PIS + Cofins + Cide + IOF + Salário Educação.) Quem investiria em um país incapaz de construir um modelo que desnecessite de modelos transitórios e experimentais? E se, ao final do experimento, chegar-se à conclusão que o novo modelo não funciona, não produz os resultados esperados? Nessa hipótese, retor na ría mos ao ponto de partida, que data de mais de duas décadas de debates sem efetividade? O Substitutivo aprovado na Comissão Especial necessita análise e aprovação nos Plená rios da CD e do SF. Lamento informá-los: não vejo condições políticas de o novo governo — cuja prioridade (correta) é eliminar o déficit fiscal — aventurar-se no debate da proposta de Reforma Tributária em . Se a própria Comissão Especial da CD acenou com longa transição, o recado está dado: a priorida de é “tentar” aprovar a reforma previdenciária em . A reforma tributária, apesar da sua importância, fica uma vez mais para as calendas gregas. Roberto Nogueira Ferreira é sócio-proprietário, há 34 anos, da RN Consultores (Brasília), onde atua como consultor da Abigraf Nacional. roberto@rnconsultores.com.br www.rnconsultores.com.br janeiro /fevereiro 2019

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RECURSOS HUMANOS

A legalização do trabalho como PJ Nelson Alves

(CLT) para, imediata mente após, contratá- los como prestadores de serviço (seja como MEI ou Ltda) para executarem aquela função. O empregado que for demitido não poderá prestar serviços à mesma empresa, seja como empregado ou sócio de empresa terceirizada, nos  (dezoito) meses seguintes à demissão. Ao abrir uma empresa, o profissional passa a ser um prestador de serviços, emitindo nota fiscal e arcando com os custos de sua empresa, como contratação de contador, pagamento de tributos, previdência privada, entre outros. Embora as propostas de trabalho como PJ ofereçam sa lários mais altos, o trabalhador, então, passa a não ter carteira de trabalho assinada e nem terá direito a FGTS, º salário, férias, horas extras, reajuste sa larial, entre outros benefícios. Por conta disso, é fundamental que o trabalhador ao assumir essa nova rea lidade faça um planejamento financeiro contemplando todas as despesas e gastos que irá despender daí para frente. Por outro lado, o profissional também deixa de ter as mesmas obrigações que um funcioná rio com carteira assinada teria,

como trabalho em horário fixo e exclusividade com o empregador. O salário chega livre de impostos na conta bancária, além reforma trabalhista alterou alda facilidade para se desligar da compagumas disposições da Lei ./ nhia caso não esteja gostando do trabalho. que versavam sobre o trabalho temEntendo que poder trabalhar em mais porário, incluindo neste dispositivo a terde um local é uma das vantagens em atuar ceirização permanente, facilitando assim como pessoa jurídica. O profissional para a “pejotização” de atividades-fim (atividade vender seu tempo e passa a vender seus de principal) da empresa. Com essa modiprojetos e ideias, passa a conhecer váficação, a legislação passou a permitir que rias empresas com culturas diferentes, e se terceirize a atividade-fim da empresa, o isso traz um ganho profissional, pessoal que faz com que a primeira barreira para a e financeiro. utilização da pejotização desapareça. PoQuem contratar um PJ deve sempre rém, a legislação traçou parâmetros para consultar um profissional para criar um que isso seja possível, dentre eles: contrato onde devem constar cláu su las de proteção de limitação de remuneração, . Possuir inscrição no Cadastro Nacional tempo para execução, bem como cláu suda Pessoa Jurídica (CNPJ) las penais por descumprimento do acor. Estar registrado na Junta Comercial do, com previsão de rescisão e multas em . Possuir capital social compatível com o caso de desacordo comercial. O profissionúmero de empregados nal que está interessado em se tornar PJ Embora a lei permita a pejotização, ou deve ter um perfil empreendedor e capaseja, transformar o trabalho rea lizado por cidade de autogestão para controlar os empregados internos em prestação de sergastos e prazos de serviços solicitados viços rea lizados por empresa terceirizada pelos seus clientes. (mesmo que em atividade-fim), ela impeE as chances de obter sucesso nessa emde que empresas demitam trabalhadores preitada para, mais tarde, tornar-se um empresário são grandes. Se você ainda está em dúvida sobre DIFERENÇAS ENTRE SIMPLES NACIONAL E MEI como irá atuar, tenha em menSIMPLES NACIONAL MEI te que há uma diferença crucial entre emprego e trabalho. OBJETIVO Reduzir impostos e burocracia Regularizar trabalhadores informais Quem quer emprego, tem LIMITE MENSAL R$ 300.000,00 R$ 5.000,00 de ser com carteira assinada. IMPOSTOS A partir de 4% do faturamento R$ 46,00 Quem quer trabalho, pode se Sócios de outra empresa, pensionistas e PROIBIÇÕES — tornar um PJ, se especializar em beneficiários de programas assistenciais determinada tarefa que as emSujeito a burocracias da Receita Federal ABERTURA DA EMPRESA Online, por conta própria presas buscam, e assim trilhar e Junta Comercial uma vida em pre sa rial como Sujeito a burocracias da Receita Federal FECHAMENTO Online, por conta própria e Junta Comercial um prestador de serviços.

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Nelson Alves dos Santos é administrador de empresas e docente nelson.alves@consultoriafulltime.com.br www.consultoriafulltime.com.br

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Renato Soares

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F OTOG R A F I A

Quem é o brasileiro

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ugir de es­te­reó­ti­pos é tarefa pri­ meira para qualquer fotógrafo pro­ fis­sio­nal. Para Renato Soa­res, 52 anos, que tem os povos indígenas como tema central, essa premissa vai mais longe. A busca da melhor imagem passa ne­ces­ sa­r ia­men­te pelo filtro do respeito. “Não foto­ grafo a desgraça do outro, quero trazer o que ele tem de melhor, a beleza e a força de sua cul­ tura, do seu co­ti­d ia­no.” Mas a deferência pelos ín­d ios extrapola os cliques da câmera e alcança uma nova dimensão na medida em que se rever­ te em renda para as tribos: 33% do valor obtido com a venda das fotos de Renato são repassados para os pró­prios fotografados. A prática foi estabelecida há mais de 20 anos com a estruturação de um contrato de cessão de direitos que colocou no papel a questão éti­ ca levantada por Renato Soa­res. Acabou viran­ do praxe no principal canal de co­mer­cia­li­za­ção do seu trabalho, a agência Pulsar, maior banco de imagens dedicado exclusivamente a temas nacionais. O uso das fotos é igualmente contro­ lado. Está vetado para alguns temas, como ci­ garro e bebidas al­cóo­li­cas, ou em ini­cia­ti­vas que possam ferir os interesses do índio.

de sua vida. “Numa relação de mestre e discí­ pulo, adorava ir para a casa dele ouvir suas his­ tó­r ias. Ajudei na organização de seu arquivo, fizemos palestras juntos. É do Orlando o tex­ to de abertura do meu primeiro livro, Krahô, os Filhos da Terra, lançado em 1994.” Até então, a dedicação aos ín­d ios não paga­ va as contas, permanecendo na sea­ra do traba­ lho pes­soal. O que o mantinha eram os edito­ riais e livros de turismo, de arte, do­cu­men­tá­rios e par­ce­r ias com outros profissionais da ima­ gem como Maureen Bi­sil­liat. Foi para a publi­ cação de Krahô que Renato fez o primeiro con­ trato de cessão de direito de imagem, ini­cian­do

Para Renato Soares, o grande desafio não está em fotografar e sim em conquistar o respeito dos índios. Sua meta é criar um acervo etnográfico capaz de mostrar as nossas raízes. Tânia Galluzzi

INFLUÊNCIA DE UM GRANDE MESTRE

A reverência de Renato pelos povos indígenas vem da infância, assim como a paixão pela fo­ tografia. “Nunca quis ser outra coisa senão fo­ tógrafo.” A convivência desse mineiro, radicado em São Paulo, com os ín­d ios começou no lito­ ral paulista, onde ele costumava brincar com os guaranis. Aos 18 anos foi para a Chapada dos Guimarães (MT), fez amizade com os xa­ vantes e passou meses fotografando o grupo, a fauna e a flora. De volta à capital, pôs-​­se a ar­ quitetar como poderia viver disso. A oportuni­ dade de ouro surgiu num evento em que Rena­ to foi incumbido de fotografar Orlando Villas Bôas. “De conversar com o Orlando pra nunca mais desgrudar dele foi um tapa. Ele me abriu uma porteira de conhecimento.” O indigenista conviveu com inúmeros fotógrafos ao longo de sua vida, alguns muito próximos, e Renato aca­ bou se tornando o último fotógrafo a acompa­ nhá-​­lo, documentando as duas décadas finais

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objetivo de lucrar estavam mentindo. A imagem do índio sempre vende, tem um encantamen­ to, ainda mais nos dias atuais. Com os contra­ tos respeito o meu personagem e o meu clien­ te, que no futuro não terá problemas jurídicos. Sem contar a ação so­cial envolvida.” PROJETO AMBICIOSO

o repasse sistemático de 1/3 do valor arrecada­ do. Paulatinamente, o nome Renato Soa­res foi se tornando conhecido e respeitado na comu­ nidade indígena, via­bi­li­zan­do a dedicação ex­ clusiva ao tema. “Comecei a explicar para os ín­d ios que fotografia é dinheiro sim e que aque­ les fotógrafos que di­z iam que não tinham o

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RENATO SOARES www.imagensdobrasil.art.br REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2019

Atual­men­te, Renato passa temporadas de até seis meses nas aldeias, comprometido com a responsabilidade de mostrar o que de fato o ín­ dio é. “Preciso entrar na intimidade daquelas pes­soas, para que nem mais se deem em conta de que eu estou ali fotografando, e isso deman­ da tempo.” O diá­lo­go estabelecido revela-​­se na força e na beleza das imagens, num trabalho que já documentou mais de 60 nações indíge­ nas. “Que­ro fotografar as 305 et­nias do Brasil, 240 delas já contatadas e as demais ainda iso­ ladas. Meu projeto é mostrar quem é esse bra­ sileiro que está entranhado na nossa alma e na nossa genética e nós não nos damos conta. Setenta e cinco porcento da consanguinidade do brasileiro é indígena e a matriz é feminina. E nós achando que somos filhos de portugueses, es­pa­nhóis, nobres europeus.”


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 121, de janeiro/fevereiro de 1989

Pombo, sinônimo de agendas

Rio vai sediar o IV Congresso Mundial

Vencendo a disputa com a Ale-

João Rothschild e a sede da Pombo no bairro de Indianópolis, em São Paulo

Em 1930, Ernesto Rothschild,

que possuía uma empresa de importação e representação, fundou em São Paulo a Brindes Pombo, para produzir artefatos de couro como caixas para papel, pastas, porta-níqueis, carteiras, chaveiros etc. Cinco anos depois, desembarcava no Brasil seu irmão, o jovem imigrante alemão João Rothschild, 22 anos, trazendo na bagagem a experiência adquirida no trabalho em uma gráfica e encadernadora. Com a chegada de João, a empresa partiu para a produção de agendas. Na época, as agendas produzidas aqui eram apenas as populares Paulista e Paulistinha, usadas por contadores e comerciantes para o controle da contabilidade diária. As  agendas importadas eram consideradas objeto de luxo e algumas empresas as importavam para serem distribuídas como brindes aos seus clientes. Baseados em modelos alemães e ingleses, os irmãos Rothschild produziram suas primeiras agendas em 1936 com a colaboração da Gráfica Irmãos Spina, pois a Pombo ainda não estava equipada para tanto. No  início, enfrentaram dificuldades, já que o mercado era restrito e as tiragens pequenas, o que as encarecia. Mas, aos poucos, as pape la rias começaram a apostar no novo produto

e as empresas a encomendá-las para serem distribuídas como brinde de final de ano. Em meio à Segunda Guerra Mundial, as empresas que costumavam importá-las passaram a encomendar as nacionais e superaram as compras das papelarias, tornando- se as maiores consumidoras das agendas Pombo. Atualmente [1989], a Pombo conta com uma linha de encadernação, composta por uma linha de 10 modernas máquinas interligadas, na qual os cadernos entram e a agenda sai pronta para receber a capa. O parque gráfico, que no começo tinha apenas um facão para cortar papelão, uma guilhotina Krause e uma máquina para costura, agora ocupa 6.500 m2 que, brevemente, serão acrescidos de mais 1.500 m2. Em  1990, para comemorar os 60 anos da empresa, João vai promover uma exposição da sua grande paixão: uma coleção de agendas antigas, com 40 modelos. Dentre elas uma alemã, produzida em 1784, feita para ser exportada ao recém- independente Estados Unidos, contendo o mapa do país, as moedas e bandeiras da época, pintadas em cores, à mão. A mais cara da coleção é a menor agenda do mundo, con fec cionada na Inglaterra em 1838, medindo 2 × 1,4 cm e pesando 0,56 g.

manha Ocidental, o Brasil foi o país escolhido para rea lizar o IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica (World Print Congress), que terá como sede o Rio Janeiro, de 6 a 10 de maio. Isso só possível graças ao empenho das diretorias da Abigraf Nacional e da Conlatingraf, respaldadas pelo apoio dos países vizinhos. O terceiro congresso, promovido em Hong Kong há quatro anos, recebeu 800 participantes, quase o dobro do anterior. A expectativa é que esse número seja amplamente superado e que venham

ao Rio de Janeiro representantes de 35 a 40 países, principalmente do Japão e dos Estados Unidos, com a presença no evento, pela primeira vez, dos 40 presidentes das associações gráficas patronais de todo o mundo.

Miami homenageia Max Schrappe

O presidente da Abigraf Nacio-

nal, Max Schrappe, foi homenageado com o título de “Homem Gráfico das Américas” 1989, concedido em 27 de janeiro pela Printing Industry of South Florida, em reconhecimento à sua atuação e contribuição para o desenvolvimento da indústria gráfica. A solenidade aconteceu no dia da abertura da feira Graphics of the Americas, em Miami, nos Estados Unidos. Estiveram presentes seu irmão Werner Egon Schrappe, presidente da Abigraf- PR e diretor financeiro da Impressora Pa ra naen se; seu primo Dieter H. Schrappe, presidente da Impressora Para naense; Pery Bomeisel, diretor, e Adolpho Cy riaco, superintendente, da Abigraf Nacional; Luiz Vasone, presidente da Abigraf- SP ; Osmar Zogbi, presidente da Associação Paulista de

Papel e Celulose e diretor- superintendente da Ripasa; Raul Calfat, presidente da Papel Simão; Au relia no Costa, diretor da Cia. Suzano; e Antonio Tabanelli, presidente da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). A homenagem foi conduzida pela presidente da entidade norte-americana, Ei leen Hall.

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

(E/D) Roberto Nogueira, assessor político da Abigraf em Brasília; Guilherme Relvas, diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania; Levi Ceregatto, presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf‑SP; Henrique Pires, secretário especial de Cultura; João Scortecci, diretor setorial Editorial da Abigraf‑SP e Wagner Silva, gerente geral da Abigraf

Abigraf se articula para atacar a crise no mercado editorial A partir de grupo criado em novembro, entidade vai a Brasília e retoma discussão sobre projetos de interesse dos gráficos.

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direção da Abigraf esteve em Brasília no dia 5 de fevereiro, em encontro no Ministério da Ci­ dadania com o secretário es­p e­ cial de Cultura, Henrique Pires. Em pauta, aspirações do setor grá­ fico: a Lei do Preço Fixo dos livros e o Vale Cultura, mas também a Lei Rouanet e o PNLL, Plano Na­cio­nal do Livro e Leitura. Para João Scortecci, diretor se­ torial Edi­to­rial da Abigraf, o en­ contro foi excelente. “O secretário Henrique Pires é um leitor assíduo e entendeu que o mercado do li­ vro precisa de regulação, como acontece na maioria dos países desenvolvidos, para que toda a cadeia produtiva do livro (autores, editores, gráficos e livreiros) seja

be­n e­f i­c ia­d a.” O PL 49/2015, da senadora Fátima Bezerra, do PT, que prevê que os livros tenham preço mínimo fixado durante o pe­río­do de um ano após o lan­ çamento, está parado no Sena­ do desde o final do ano passado, quando Fátima Bezerra foi eleita governadora do Rio Grande do Norte. “O secretário nos garantiu que vai trabalhar para que o pro­ jeto volte a tramitar e, mesmo sem garantir o apoio do gover­ no, mostrou-​se favorável à ideia”, disse Scortecci. A segunda pauta em questão, o Vale Cultura, também teve boa receptividade por parte do go­ verno. Desde o final de 2016 as empresas perderam o incentivo

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de dedução do IR para que seus colaboradores pudessem inves­ tir R$ 50 por mês na aquisição de produtos culturais, como tea­tro, cinema, espetáculos e, claro, li­ vros. No final de 2017, o hoje ex­ tinto Ministério da Cultura ten­ tou convencer a área econômica do governo a renovar os incen­ tivos fiscais às empresas, sem su­ cesso. Na discussão do orçamen­ to deste ano o assunto sequer foi cogitado em Brasília. Desde en­ tão, o Vale Cultura está à míngua, mas na ava­lia­ção do presidente da Abigraf, Levi Ceregato, “as se­ mentes foram plantadas e, pela rea­ção do secretário es­pe­cial da Cultura, se forem bem regadas e adubadas, podem dar frutos”.

Henrique Pires também ga­ rantiu que vai dar es­pe­cial aten­ ção às questões do Plano Na­cio­nal do Livro e Leitura (PNLL), também conhecido como “Lei Castilho”, que foi san­cio­na­da na gestão Mi­ chel Temer e ainda espera regula­ mentação, e em mudanças na Lei Roua­net. “É preciso aumentar a contrapartida so­cial dos principais be­ne­f i­cia­dos pela Rouanet, que são artistas, produtores musicais, de cinema, editores e autores”, disse o secretário. Participaram da reunião Ro­ berto Nogueira, assessor parla­ mentar da Abigraf em Brasília, Guilherme Relvas, diretor do De­ partamento de Livro, Leitura, Li­ teratura e Bi­blio­te­cas (DLLLB) da


Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Levi Ce­ regato, presidente da Abigraf Na­ cional e do Sindigraf­SP, além do próprio secretário Henrique Pi­ res, João Scortecci e Wagner Silva, gerente geral da Abigraf. ORIGEM As discussões sobre o Preço Fixo dos livros começaram em 2015 e ganharam força por conta da re­ cuperação ju di cial das li vra rias Saraiva e Cultura. Em novembro, a Abigraf criou um grupo de tra­ balho para discutir o assunto, vi­ sando auxiliar a reorganização da cadeia produtiva do livro com o objetivo de minimizar os efeitos da crise gerada pelas grandes li­ vrarias no setor gráfico. No início de janeiro, João Scortecci con­ seguiu articular a união do setor. “Sentamos à mesa com todos os players. Estamos no mesmo bar­ co e se não formos à luta, a situa­ ção de gráficos, editores e livrei­ ros pode até se estabilizar, mas os prejuízos serão enormes.” De acordo com ele, a crise não é do livro, é do modelo de negó­ cio das grandes livrarias. “Precisa­ mos mudar esse mecanismo e a união de gráficos, editores e livrei­ ros é boa não apenas para o mer­ cado, mas para o País.” Na avalia­ ção de Scortecci, se o mercado do livro no Brasil se aproximar do modelo de negócio praticado no

Japão, na Alemanha, França, Espa­ nha, Portugal e em outros lugares da Europa, o número de leitores do País pode crescer muito. Um bom exemplo de mode­ lo de negócio a ser seguido é o do Reino Unido. Lá, uma megar­ rede com 350 lojas dominava o mercado e impunha suas regras e métricas de compra e venda de livros. À beira da falência, mudou radicalmente o modelo de negó­ cio, passando a atuar em espaços menores e oferecendo ao públi­ co produtos em acordo com as preferências locais. Quem conta é Marcos da Veiga Pereira, presi­ dente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Ele es­ teve na sede da Abigraf em 30 de janeiro, quando fez palestra para 50 pessoas. O executivo tra­ çou um retrato da crise e defen­ deu a Lei do Preço Fixo dos li­ vros, explicando em detalhes os benefícios da adoção da medida. “Temos que garantir um merca­ do sustentável. Acredito que em 2019 todos que estão aqui nes­ ta sala têm papel fundamental na refundação do mercado do li­ vro no Brasil”, afirmou. Estiveram presentes à palestra os presiden­ tes da Abigraf, Levi Ceregato, da As so cia ção Na cio nal das Li vra­ rias (ANL), Bernardo Gurbanov, e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luis Antonio Torelli, além de empresários e convidados.

Novos Associados Abigraf O Sistema Abigraf dá as boas-vindas aos seus novos filiados.

ABIGRAF REGIONAL SÃO PAULO

Criasett Rua Silveira Martins, 257 – Santa Terezinha 09210-520 – Santo André – SP Telefone: (11) 4996-5055 Contato: Luciano Saboleski l.saboleski@graficacriasett.com.br

Innovapack Embalagens Rua Iguaçu, 301 – Vila Florindo 08574-080 – Itaquaquecetuba – SP Telefone: (11) 4646-4466 Contato: Marcelo Garcia Gaspar marcelo.gaspar@ innovapack.com.br

Novaprint do Brasil Rua Santa Cruz, 101 – Ribeirão dos Porcos 12940-000 – Atibaia – SP Telefone: (11) 4411-7914 Contato: Luciano Worell Vaz lworell@novaprintdobrasil.com.br

Porto Alegre vai sediar o 17º Congraf Como acontece desde 1965, a Abigraf Nacional, com apoio da Abigraf-RS, vai realizar em maio mais uma edição do Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica.

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ob o tema central “Pensar e Fazer Diferen­ te”, o 17º Congraf pretende trazer uma vi­ são moderna que estimule o ambiente de negócios do mercado gráfico. Para tanto, con­ tará com palestrantes bastante conceituados no universo corporativo, bem como a presen­ ça de importantes empresários e líderes do

Printi Av. Cardeal Santiago Luiz Copello, 221 – Vila Ribeiro de Barros 05308-000 – São Paulo – SP Telefone: (11) 2318-1919 Contato: Renato Fortuna renato.fortuna@printi.com.br

setor, que estarão compartilhando cases de sucesso e apresentando novas práticas que possam instigar os participantes a inovar em suas empresas e na relação com os seus clien­ tes. O evento contará também com a parti­ cipação de gestores e profissionais gráficos de todo o Brasil.

SECCIONAL BAURU

Salinas Embalagem Rua Benedito Bergamasco, 35 – Distrito Industrial III 17280-000 – Pederneiras – SP Telefone: (14) 3283-8344 Contato: Daniela Salinas Borsato daniela@salinasembalagem.com.br

Superia Gráfica e Embalagens Rua Martin Afonso, 5-88 – Vila Souto 17050-270 – Bauru – SP Telefone: (14) 3231-3636 Contato: Bruno Bernardes de Lima bruno@superiagrafica.com.br

17º CONGRESSO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA GRÁFICA – CONGRAF 18 de maio de 2019, das 9h00 às 18h00 Local: Teatro do Sesi – Fiergs Av. Assis Brasil, 8787 (Sarandi) 91760-150 Porto Alegre RS Infomações: dmark@abigraf.org.br Tel. (11) 3232.4549 – Priscilla Perniciotti 61 janeiro /fevereiro 2019

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MENSAGEM

siedade n a e ça n ra e sp e s, a z e rt ce Início de ano com in o animadoras. sã 19 20 em ia om on ec da as Primeiras notíci

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. , o momento é de ansiedade sim as o esm M o an s entidades nesse stal para A principal missão de nossa muito de ter uma bola de cri ria sta Go no ver go do r respaldo s sair da crise. é defender os gráficos e busca o futuro e saber como vamo ver pre os em tar Es . e Paulo urgentes em nossas aspirações mais Mas como isso não é possível ão ser e que quer, é atentos às novas medidas qu Guedes sabe exatamente o nossos vo governo. tomadas para poder orientar hora de dar total apoio ao no um com as hora de dar Que em 2019 possamos ter associados sobre como lidar É s da coloca mudanças assim que sejam total apoio ao ambiente mais propício à retomada re sob ça em prática. A crise que avan novo governo dos negócios, com prosperidade os rag est fez r. 12 nossa indústria desde 20 e tranqüilidade para trabalha com muito a que precisam ser reparados E para encerrar, aproveito ess com e sários para anunciar trabalho por parte dos empre primeira mensagem do ano as orm ref as er faz a êmio Paulista apoio do governo, que precis que a segunda edição do Pr r. sce cre a lte vo á ís necessárias para que o Pa cia Gráfica Luiz Metzler est ên cel Ex de r ece nt aco i o que va 19! Embora ainda não se saiba mada para agosto. Feliz 20 fir con do o açã aprov com temas que dependem da do Ministério fim o sidney@congraf.com.br Congresso Nacional, como ao s do via en ais sin do Trabalho, os primeiros ca do novo governo mercado pela equipe econômi Paulo Guedes são animadores. O ministro s a reforma da estabeleceu como prioridade e simplificação de previdência, privatizações ecial da Receita tributos. Já o secretário esp abeleceu como Federal, Marcos Cintra, est de pagamento, meta a desoneração da folha a nacional espera medida que toda a indústri prática, será um há décadas e, se colocada em à reforma trabalhista. complemento interessante nós, empresários, Havia um bom tempo que tos para crer num não tínhamos motivos concre fica Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação do que o que estamos o los bu ne s no ) me te f-SP on igra riz (Ab lo ho Regional São Pau erança está renovada. enfrentando há anos. A esp

Sidney A nversa V ictor

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