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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 298 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I V • N O V E M B R O / D E Z E M B R O 2 0 1 8 • Nº 2 9 8

ENTREVISTA: ZEINA LATIF E FERNANDO SCHÜLER ANALISAM O BRASIL QUE VEM AÍ EM 2019

PERFIL DOS FINALISTAS DO PRÊMIO FERNANDO PINI MOSTRA UMA PRESENÇA RELEVANTE DO DIGITAL

PAPÉIS EFÊMEROS: UM ACERVO DE IMPRESSOS QUE PASSAM MAS DEIXAM MUITA HISTÓRIA


Ecoline

FAZ BEM PRA TODO MUNDO. Fomos buscar no mundo todo as melhores soluções para ter um sistema de produção gráfica com baixo impacto ambiental.


Ecoline tem 4 princípios de sustentabilidade 1. Produto final apto a ser reciclado 2. Redução do lixo sólido 3. Uso de vernizes e tintas atóxicas 4. Uso de papéis certificados e reciclados

Faz bem pra todo mundo. Faz bem para o planeta, para a sua marca, para as pessoas. Saiba mais sobre o sistema Ecoline em leograf.com.br


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REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Eduardo Franco, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897) e Evanildo da Silveira Colaboradores: Alfredo Aquino, Domingos Ricca, Hamilton Terni Costa, Nelson Alves dos Santos e Roberto Nogueira Ferreira Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e acabamento: Braspor Gráfica e Editora Capa: laminação soft touch e hot stamping (fitas MP do Brasil): Green Packing Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

Papéis efêmeros

Exposição apresenta acervo inédito do Museu do Ipiranga, explorando o design de impressos cujo destino mais comum é o descarte imediato após o uso.

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O digital chega a redutos analógicos Edição 2018 do Prêmio Fernando Pini vê a impressão digital tornar-se ainda mais relevante. O troféu mais cobiçado do setor é disputado por 86 empresas e 305 produtos finalistas.

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Apoio Institucional

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XLIV • N OVEMBRO/D

EZEMBRO 201 • 8 Nº 2 9 8

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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novembro /dezembro 2018

REVISTA ABIGRAF 298 NOVEMB RO/DEZE

MBRO 2018

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

ENTREVISTA: ZEINA E FERNANDO SCHÜL LATIF ANALISAM O BRASIL ER QUE VEM AÍ EM 2019

PERFIL DOS FINAL PRÊMIO FERNA ISTAS DO NDO MOSTRA UMA PRESE PINI NÇA RELEVANTE DO DIGITAL

PAPÉIS EFÊME ROS: ACERVO DE IMPRE UM SSOS QUE PASSAM MAS DEIXAM MUITA HISTÓRIA

Capa: Rua da Quitanda, óleo sobre tela, 51 × 60,5 cm, 1858 Autor: Benedito Calixto Acervo: Museu Paulista da Universidade de São Paulo


Como será o Brasil em 2019?

A Revista Abigraf convidou a economista Zeina Latif e o cientista político Fernando Schüler para discutir o que se pode esperar do novo governo nos próximos meses.

A excelência na Região Sul

Entre junho e setembro Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina realizaram a entrega de seus prêmios regionais. O concurso catarinense foi o que mais cresceu, dobrando o número de inscrições

Centro de excelência

Senai Cimatec, de Salvador, que reúne 10 instituições, fecha parcerias com o objetivo de expandir sua atuação junto à indústria gráfica.

Ahlstrom-Munksjö reforça posição

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Empresa conclui a compra da MD Papéis, investe na fábrica de papéis especiais em Jacareí e de papéis filtrantes em Louveira.

Retratos do Velho Chico

Há oito anos o fotógrafo Delfim Martins vem documentando as obras de transposição do Rio São Francisco, trabalho que agora, com a conclusão do projeto, deve virar livro.

Nesta edição não está sendo publicada a seção História Viva. Ela voltará no próximo número.

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Sucessão/Domingos Ricca.................. 52 Rotativa ............................................... 8 Conexão DF ....................................... 56 20 anos Heidelberg do Brasil .............. 26 RH/Nelson Alves dos Santos ............... 64 Fornecedor/Druckchemie ................... 46 Há 30 anos ........................................ 65 Gestão/Hamilton Terni Costa ............... 48 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 66 novembro /dezembro 2018

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EDITORIAL

Cartas na mesa

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er o que está nd te en os am is ec pr o, çã ei el Passada a próximos passos. por vir para planejarmos os

estões políticas, ruçam diariamente sobre qu deb se o com ra do ece embasamento ista esclar econômicas, somando sólido e s iai Esta edição traz uma entrev soc sta mi no eco Schüler e com a cia prática. cientista político Fernando teórico com ampla experiên dia o re sob mentar ar fal a a ad tig desses subsídios para funda os am cis Pre Zeina Latif. A dupla foi ins lsonaro. As dúvidas são para estarmos prontos seg uinte à eleição de Jair Bo o só nossas decisões quanto nã s iro sile bra antes de es 57,8 milhõ para cobrar dos novos govern inúmeras, mesmo entre os o: retomada outubro. aquilo que nos foi prometid que o elegeram no dia 28 de pregos, adura da economia, geração de em Af inal, despindo-se da arm ento. Não vim vol os mais seg urança, desen r que vestimos para enfrentar ua in nt co os m Va ras de lav com a estamos aqui para ecoar pa oponentes e sendo francos do in eteiros. imprim manhãs ordem e repetir gestos marqu imagem que vemos todas as s de s com nossas emos confiança e atitu Temos sérios compromisso no espelho, quase nada sab com aqueles que subirá propositivas para equipes, nossos parceiros e sobre as propostas daquele rentamos enf 1º de que amamos. Tudo o que País melhor. um a rampa do Planalto no dia nos ensinado, quê? nos últimos anos há de ter janeiro. E sabemos pouco por sília pode posituras ou nos relembrado, que Bra Pois muito mais do que pro do o chamado ir ar distante, mas acaba ouvin concretas, o que vimos de Ja est s na s, çõe en int que reivindicar. nha foram s. Porém, é preciso saber o rua Bolsonaro durante a campa s da ele e qu do e atitudes mente pistas tinuar imprimindo confiança con s quais buscamos desesperada mo Va . ivo a preparado. fe do poder execut s para um País melhor. Estej iva sit po poderia vir a fazer como che pro homem, numa Mais uma vez votamos no nos livrar daqueles r fig ura que entendemos poder lceregato@abig raf.org.b er hec con sem , ses cri s da r que nos jogaram na pio égias que serão usadas os instrumentos e as estrat e isso nos custará. para tal, muito menos o qu da seção Entrevista Nesse sentido, o conteúdo que Fernando e Zeina merece ser absor vido. Não próprio presidente eleito nos tragam respostas que o es da dupla podem nos não tem. Mas as observaçõ to que fez dos adversários ajudar a entender o contex e está por trás da escadas para o capitão, o qu iores colégios eleitorais vitória de outsiders nos ma tra-argumentar, com do País, e como podemos con que vaticinam o f im lucidez e não bravatas, aos são da direita. da democracia com a ascen s? Há espaço real A que devemos estar alerta fica Bra sileira da Indústria Grá E o que dizer de Sergio Presidente da Associação ias Gráfica s ústr Ind das to para as prementes reformas? dica Sin do e (Abigraf Nacional) urança? Vale muito digraf-SP) Moro como ministro da Seg no Estado de São Paulo (Sin e qu s sta ali eci esp is do s do ta conferir o ponto de vis

L evi C eregato

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FLEXI BI LI DADE ABSOLUTA ENTRE

OFFSET E DI GI TAL

Quandoamai sexper i ent epr ov edor adesi st emasdei mpr essãodomundo semovi ment apar aat enderasuagr áf i ca,v ocêpodet ercer t ezadeum at endi ment odeexcel ênci a. Assol uçõesdei mpr essãodaKoeni g&Bauerat uam em si ner gi ar ealcom ar eduçãodecust oseaf l exi bi l i dadedepr odução. Acr edi t amos que não há bar r ei r as ent r ei mpr essão of f sete di gi t al . Cr i amospr opost asper f ei t aspar aconsol i darpr oj et osi nédi t os.Chegouo moment o de col ocar a sua gr áf i ca par a pr oduzi r com f oco em cust omi zaçãoev al oragr egado.

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Akad completou 30 anos

Fundada em 1988 por André Kovesi, a Akad comple­

Agfa apoia projeto fotográfico sobre idosos

Projeto fotográfico denominado “Faces

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do envelhecimento: olhares sobre o in­ visível” foi encampado pela Unidade de Referência à Saú­de do Idoso – Ursi Cida­ de Ademar, a partir da sugestão de Ga­ brie­la Goldstein, uma das suas fisiotera­ peutas. Localizada na zona sul de São Paulo, a Ursi, que presta assistência a idosos em si­tua­ção de fragilidade, deci­ diu retratar as diversas velhices e mos­ trar que envelhecer é um ato singular e democrático. Desenvolvido pela equi­ pe mul­ti­pro­f is­sio­nal da unidade, com fo­to­gra­f ias de Ale Bi­gliaz ­zi, o projeto ganhou ainda mais alma e visibilidade. O objetivo da exposição que foi montada é despertar o olhar para esse público, sua invisibilidade e as múlti­ plas velhices como espectadores e, ao nos atentarmos à velhice do outro, ter­ mos a possibilidade de nos apro­priar do nosso próprio envelhecimento. O proje­ to evoluiu e, com a articulação de Ma­ria­ na Bon­gior­no de Carvalho, nu­tri­cio­nis­ta da Ursi Cidade Ademar, e Patricia Si­rian­ ni, supervisora de Serviços de Saú­de da

Ursi/PAI, conquistou o apoio da ini­cia­ti­ va privada através da Agfa Ge­vaert do Brasil e Top Supply, empresas atuan­ tes na indústria gráfica brasileira. Am­ bas abraçaram a causa e via­bi­li­za­ram a reprodução das fo­to­gra­fias com so­ luções de impressão digital e de papel sintético autoadesivo Synapses Agfa no show­room da Top Supply. Fiel aos seus valores corporativos em relação à responsabilidade sócio-​ a­ m­bien­tal, com inúmeras ações inclu­ sivas e de diversidade, a Agfa trouxe a exposição para a sua sede no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo, durante a semana de 29 de outubro. “Para a Agfa Ge­vaert do Brasil, participar deste lindo projeto é uma satisfação enorme e um orgulho muito grande. Esta ini­cia­ti­va possui muita identidade com as nossas ações e valores. Gostaria de parabenizar tanto a Ursi/PAI Cidade Ademar quanto a OS-​­Santa Catarina em parceria com a Prefeitura de São Paulo”, enfatizou Pau­ lo Amaral, diretor co­mer­cial da empresa. www.agfagraphics.com/global/pt_br

tou 30 anos no dia 12 de setembro. É o próprio fun­ dador quem relembra o fato mais marcante da Akad nessas três décadas. Com apenas três anos de ati­ vidade, a empresa vendeu em 1991 a primeira im­ pressora jato de tinta colorida de grande formato instalada no Brasil, abrindo as portas para um novo mercado com inúmeras aplicações. No início, desti­ nada exclusivamente para uso in­door, tinha as qua­ tro cores básicas CMYK , que combinadas já pro­du­ ziam um grande gamut de cores. Eram vendidas poucas unidades por ano. Com o tempo, a Akad foi demonstrando o produto para um número cada vez maior de clien­tes e se orgulha de ter sido a empre­ sa pioneira deste mercado. Desde então, o cresci­ mento dos equipamentos Novajet no mercado foi incessante. Am­plian­do a oferta de soluções de im­ pressão digital de grande formato com novos mode­ los, a Novajet desenvolveu-​­se tecnologicamente até chegar aos lançamentos mais recentes, os modelos Novajet ecossolvente, sublimática e UV. A linha de impressoras de crachás e cartão PVC também ocupa lugar de destaque no port­fó­lio da Akad, via­bi­li­zan­do a emissão de milhões de creden­ ciais a cada ano. Esses equipamentos são destina­ dos a uma grande va­rie­da­de de mercados, incluin­ do o corporativo (identificação e controle de acesso), edu­ca­cio­nal (carteirinha estudantil, identificação de fun­cio­ná­rios e controle de acesso), governo (cartei­ ras de identidade e habilitação, identificação militar, serviços de polícia, bombeiros e am­bu­lân­cias), saú­ de (cartões de convênio e assistência médica, planos de saú­de e assistência funerária), as­so­cia­ções e fun­ dações (carteiras de as­so­cia­dos), entre muitos outros. A Akad distribui as impressoras Novajet de gran­ de formato ecossolvente, solvente, sublimática e UV, plotters de recorte e equipamentos de corte e gra­ vação a laser Novacut, impressoras Datacard e HD Fargo de cartões PVC, suprimentos e peças originais, para sinalização, identificação, laser e impressão sublimática e de grande formato com mesa plana. www.akad.com.br

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Printi ocupa nova sede A Printi, plataforma de produ­ tos personalizáveis, anunciou no início de novembro a mu­ dança de sua sede para o Largo da Batata, ou o “potato valley”, no bairro paulistano de Pinhei­ ros, re gião conhecida por abri­ gar startups e empresas focadas em inovação. O novo endereço será compartilhado com a equi­ pe do Canary, fundo que fomen­ ta o ecossistema de startups brasileiras, também co­ cria do pelos fundadores da Printi, o húngaro­alemão Mate Pencz e o alemão Florian Hagenbuch. Diego Luz, CEO da Printi, co­ memora: “A gráfica online cres­ ceu e foi muito além em apenas

seis anos. Por isso, estamos nos mudando, para que a nossa sede acompanhe nossa evolução e expansão. Em 2018, chegamos a um novo nível de maturidade operacional. Estruturamos nos­ sa organização com uma direto­ ria completa, ampliamos nossas frentes de atuação e nossa capa­ cidade de produção. O próximo ano também será marcante. De­ pois de abrirmos a primeira loja física da Printi, teremos outras quinze lojas em São Paulo e 100 franquias por todo o Brasil, além dos pontos de retirada”. A empresa, que completou seis anos no mercado brasilei­ ro em agosto, tem hoje cerca

Diego Luz, CEO da Printi com o novo logo da empresa

de 500 fun cio ná rios, ultrapas­ sou a barreira de startup para ser uma das líderes de mercado, fa­ turou R$ 100 milhões em 2017 e espera encerrar 2018 com o dobro desse valor.

NOVO VISUAL – Outra mudança é a nova identidade visual da marca, que passou por uma mo­ dernização, com o projeto todo desenvolvido internamente. www.printi.com.br

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WestRock vai ampliar fábrica de papel em Três Barras

Parceria da FuturaIM com a francesa GeoPost

Visando ao mercado sul­ame­

ricano, a gráfica web- to- print FuturaIM acaba de fechar par­ ceria com a multinacional fran­ cesa GeoPost, responsável pela expansão do projeto de pon­ tos de pick-up na Europa. O ob­ jetivo da FuturaIM é tornar­se a maior gráfica com pontos de pick-up (pontos de retirada) da América Latina. Conceito trazi­ do ao Brasil pela GeoPost após adquirir participação acionária na transportadora JadLog, pon­ tos de pick-up são referência no e- commerce e muito utilizados na Europa, Estados Unidos e

Ásia. Isso facilita a compra para o consumidor e a logística para a empresa, porque possibilita realizar a compra online e retirar o impresso na localização mais próxima ao cliente. A FuturaIM está em expansão e pretende chegar a dois mil pontos de pickups em todo o Brasil até janeiro de 2019, para atender a estima­ tiva de mil pedidos neste siste­ ma de entrega. Além da parce­ ria com a GeoPost, a FuturaIM estuda novos projetos de en­ trega como a Express e a Same Day Express, previstos para 2019. www.futuraim.com.br

Fábrica de Três Barras

Com a aprovação de um inves­

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timento de US$ 345 milhões, a WestRock vai ampliar a sua fá­ brica de papel instalada em Três Barras (SC). Com isso, essa uni­ dade terá sua capacidade total de produção da linha de papéis de alta performance HyPerform passando das atuais 470k me­ tric tons/ano (520k short tons/ ano) para 685k metric tons/ano (750k short tons/ano). Os pa­ péis HyPerform são produzi­ dos a partir de fibras virgens de eucalipto e pinus, vindas das operações florestais WestRock e, segundo a fabricante, ofere­ cem resistência superior com gramaturas reduzidas, além de melhor uniformidade em perfis de gramatura, espessura e umi­ dade, que juntos conferem ga­ nhos de desempenho significa­ tivos no processo de produção. A expansão faz parte do pla­ no estratégico de longo prazo

da empresa visando ampliar o seu negócio integrado, que, a partir do início de 2019, passa a contar com aumento significa­ tivo de sua capacidade de pro­ dução de papelão ondulado, quando as operações da nova unidade de Porto Feliz (SP), fru­ to de investimento de mais de US$ 125 milhões em 2018, es­ tarão em sua capacidade total: mais de 400 milhões de metros quadrados de papelão ondula­ do ao ano. Além da unidade de Porto Feliz, a West Rock conta com mais três unidades de pa­ pelão ondulado: Blumenau (SC), Araçatuba (SP) e Pacajus (CE), estrategicamente localizadas. Com o investimento, a empre­ sa também mira no mercado de papel kraft de alta performan­ ce, para atender, de forma con­ sistente, os clientes dos merca­ dos doméstico e de exportação. www.westrock.com.br

Heidelberg adquire o grupo internacional MBO

Expandir suas ofertas no crescente mercado de operações de acaba­ mento para produtos digitalmente impressos. Com esse propósito, a Heidelberger Druckmaschinen AG (Heidelberg) está adquirindo o grupo internacional MBO, com plantas de produção localizadas em Oppenwei­ ler e Bielefeld (Herzog + Heymann), na Alemanha, bem como em Pe­ rafita, na região de Porto, Portugal, e sucursais de vendas nos Estados Unidos, na França e na China. As operações adquiridas representam um volume de vendas de cerca de 50 milhões de euros. A marca MBO, consolidada mundialmente como fornecedora confiável para as indús­ trias de encadernação e acabamento há mais de 50 anos, será mantida. Essa operação proporcionará à Heidelberg ampliar seu acesso a no­ vos clientes na área farmacêutica e irá agregar sistemas de mala direta ao seu port fólio de impressão offset, destinados às grandes empresas de marketing. Rainer Hundsdörfer, CEO da Heidelberg, comenta: “A aqui­ sição planejada do grupo MBO nos permite alcançar um crescimento mais sustentável e lucrativo, alavancando novas tecnologias e nichos de mercado. Com o port fólio digital da MBO, estamos preenchendo uma lacuna que havia com nossos clientes, ajudando­os a alcançar um pro­ cesso industrial contínuo rumo ao futuro digital. Esperamos ver siner­ gias em nossa própria cadeia de valor agregado, o que também trará benefícios perceptíveis aos clientes”. Sujeita à concordância de autoridades antimonopólio, a aquisição deverá ser concluída provisoriamente até o final deste ano. www.heidelberg.com

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Penguin Random House assume controle da Companhia das Letras

Como divulgado na edição de 30

de outubro no jornal Valor Econômico, a Penguin Random House aumentou sua participação na Companhia das Letras de 45% para 70%, assumindo o controle acionário da empresa. Os irmãos Luiz e Lilia Moritz Schwarcz, fun­ dadores da editora, continuam no grupo como sócios minoritários,

reduzindo a sua participação so­ cietária de 36,5% para 30%. A fa­ mília Moreira Salles, que detinha 18,5% das ações, retira­se do ne­ gócio. Essa mudança já era previs­ ta no contrato de venda assinado em 2002, quando o maior gru­ po editorial do mundo assumiu 45% das ações da editora. www.companhiadasletras.com.br

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Embalagem brasileira do perfume CR7 supera desafio A Congraf Embalagens teve de enfrentar um grande desafio para atender a uma encomenda do seu cliente Jequiti, fabricante de cos­ méticos. Tratava­se de imprimir a embalagem do perfume mascu­ lino CR7, fragrância consagrada em diversos países do mundo e re­ presentada no Brasil pela Jequiti, seguindo rigorosamente o padrão de qualidade da versão internacional. Para isso, a Congraf apresen­ tou diversas e exclusivas opções de acabamento em mockup vir­ tual, nas quais o cliente pôde visualizar como ficaria o resultado final da caixa e avaliar o custo/benefício. Atendidas todas as exi­ gências de qualidade, o cartucho foi impresso em cartão tríplex 300 g/m², metalizado, com seis cores especiais na frente e duas co­ res especiais no verso, ambas em tinta UV, seguindo­se o proces­ so de corte e vinco e colagem. Já o berço recebeu a impressão na mesma cor do fundo em duas capas, posteriormente acopladas em um miolo ondulado onda “F”. “A Congraf é nossa parceira e, especialmente nesse projeto, pela importância de manter a originalidade pré­ estabelecida no mer­ cado internacional, a fabricante de embalagens contribuiu muito em replicar exatamente as cores e também na impecável impres­ são realizada no cartão metalizado, o que certamente deman­ da muita qualidade técnica”, salientou Rafael Castro, gerente de Produto em Perfumaria da Jequiti. Para Sidney Anversa Victor Ju­ nior, diretor industrial da Congraf Embalagens, “tanto a fragrân­ cia masculina CR7 como sua embalagem, refletem o caráter único e vibrante do astro do futebol”. www.congraf.com.br

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Konica Minolta comemora 30 anos de Brasil

Para implantar uma nova em­

presa em solo brasileiro, em 1988 desembarcaram em Manaus os executivos japoneses Keni­ chi Umeda, Shinji Chiga e Atsuo Takemoto. Foi o início da Minol­ ta no Brasil, que, em 2003, após a joint venture anunciada mun­ dial men te com a Konica, pas­ sou a operar com o nome de Ko­ nica Minolta Business Solutions do Brasil. Em celebração aos 30 anos de atuação direta no País, a empresa reuniu colaborado­ res, clientes e parceiros no Hotel

Tropical, na capital amazonense, nos dias 5 e 6 de outubro. A ce­ rimônia contou com a participa­ ção de executivos da subsidiária brasileira e diretores da Koni­ ca Minolta do Japão e da Maru­ beni, acionista da Konica Minol­ ta. Esteve presente também a cônsul­ geral do Japão em Ma­ naus, Hitomi Sekiguchi. Durante o evento, foi anunciado que, nes­ te ano, a Konica Minolta Business Solutions do Brasil passa a figurar entre as dez principais subsidiá­ rias da empresa no mundo em

vendas de equipamentos colo­ ridos de Produc tion Printing. A empresa possui sede adminis­ trativa em São Paulo, matriz em

Manaus e filiais em Porto Alegre e Florianópolis, além de estrutura de venda direta em Recife. www.konicaminolta.com.br

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Vencedores do Prêmio Lide de Educação e Inovação 2018. Maria Augusta Bottino Gonçalves Santos, da equipe de Sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose, representando a empresa, é a terceira na primeira fila, da esquerda para direita

Suzano ganha prêmio de educação

Vencedora na categoria Edu­

Brasil tem bom desempenho na Feira do Livro de Frankfurt

Superando as expectativas de ne­

go­cia­ções, o Brasil teve uma par­ ticipação positiva na Feira do Li­ vro de Frankfurt, maior evento mun­dial do setor, rea­li­za­do de 10 a 14 de outubro. As 27 editoras nacionais presentes co­mer­cia­li­za­ ram 700 mil dólares em exporta­ ção de direitos autorais e livros fí­ sicos durante o evento e previstos para os próximos 12 meses. Por meio do Bra­z i­lian Publi­ shers, projeto de fomento a ex­ portações do con­teú­do edi­to­rial brasileiro, fruto de parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promo­ ção de Exportações e Investimen­ tos, os profissionais do mercado

edi­to­rial na­cio­nal tiveram conta­ to com representantes de mais de 30 paí­ses e rea­li­za­ram mais de 500 reu­niões em apenas cinco dias de evento. Além disso, foram efe­tua­ dos três matchmakings exclusivos para as editoras do Bra­zi­lian Pu­ blishers, um deles com paí­ses da América Latina e dois com a China. “Participar de eventos interna­ cionais é pri­mor­dial para o setor edi­to­rial brasileiro apresentar pro­ dutos e fazer ne­gó­cios com pro­ fissionais de todo o mundo. É em eventos como esse que consegui­ mos dar visibilidade para o nos­ so país”, declarou Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

que oferece oportunidades de cação, a Suzano Papel e Celu­ qualificação pro­f is­sio­nal para lose foi reconhecida como uma jovens em si­tua­ção de vulnera­ incentivadora da educação no bilidade so­cial; além do Projeto Brasil pelo Prêmio Lide de Edu­ Golfinho, na Bahia, e do Instituto cação e Inovação 2018. A empre­ Ecofuturo, organização mantida sa foi ho­me­na­gea­da no dia 16 de pela Suzano, que tem a promo­ outubro, em São Paulo, durante ção da leitura como um dos pila­ o 5º Fórum Na­cio­nal de Educa­ res nor­tea­do­res de sua atua­ção. ção e Inovação. Os organizado­ “A educação é um direito funda­ res do evento, Instituto Ayrton mental e, também, a base para Senna e Lide – Grupo de Líderes se construir um futuro mais sóli­ Empresariais, escolheram a com­ do, justo e igualitário. A Suzano, panhia pelo apoio a diversos por meio de seus projetos, ofe­ projetos na área de educação, rece oportunidades para crian­ como o Suzano na Escola, em ças e jovens em si­tua­ção de vul­ parceria com a Ju­nior Achie­ve­ nerabilidade so­cial e acredita no ment, que capacita vo­lun­tá­rios poder transformador do apren­ para compartilhar conhecimen­ dizado na vida de cada aluno”, tos e ex­p e­riên­c ias do merca­ ressalta Marcela Porto, geren­ do de trabalho com jovens em te executiva de Comunicação fase escolar; o Formare Aprendiz, Corporativa da Suzano. parceria com a Fundação Iochpe, www.suzano.com.br

www.cbl.org.br

Conlatingraf realiza assembleia na Costa Rica

No dia 1º de novembro ocorreu

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a 82ª Assembleia Ordinária da Confederação Latino-​­Americana da Indústria Gráfica (Conlatin­ graf) em San José, Costa Rica, com a participação de represen­ tantes do Brasil, Argentina, Chi­ le, Costa Rica, Estados Unidos, Gua­te­ma­la, México, Peru e Ve­ ne­zue­la. Os trabalhos ini­cia­ram com a apresentação das ativida­ des rea­li­za­das pela confederação

em 2018, bem como o relato dos projetos previstos para os pró­ ximos meses. Seguiram-​­s e ex­ posições e debates analisando a si­tua­ç ão econômica, políti­ ca e as expectativas de desen­ volvimento da indústria gráfi­ ca em cada país, além da troca de ­i deias e ex­p e­r iên­cias relati­ vas às boas práticas que se po­ dem promover na re­g ião. En­ cerrando o encontro, após uma

REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2018

apresentação da indústria gráfi­ ca latino-​­americana, o mandato da ­atual diretoria, por unanimid, foi prorrogado até junho de 2019, oportunidade em que, duran­ te a Assembleia Ex ­traor­di­ná­ria

marcada para a Cidade do Mé­ xico, o a­ tual presidente da Con­ latingraf, Em­m a­n uel Rojas, da Costa Rica, fará a transmissão do cargo a seu sucessor. www.conlatingraf.net


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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Fernando Schüler Zeina Latif

E agora, José?

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Uma enorme expectativa paira no ar com relação à gestão do novo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e os rumos da economia e da política a partir de 1º de janeiro. Para discutir o Brasil em 2019, a Revista Abigraf convidou a economista Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, e o cientista político e professor do Insper, Fernando Schüler. REVISTA ABIGR AF

É possível explicar o fenômeno Jair Bolsonaro? Fernando Schüler – Há diversas razões que levaram à vitória de Bolsonaro. Ele soube expressar um sentimento muito difuso, na sociedade, que reflete o envelhecimento do sistema político, o ar ti ficia lismo do mundo partidário, e evidentemente a crise ética no âmbito da segurança pública. Bolsonaro é o antídoto da “ordem” em meio à percepção de caos e insegurança. É um fenômeno conhecido na ciência política, curiosamente desprezado por boa parte dos acadêmicos que opinaram nessas eleições. Parte da academia embarcou na retórica

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fácil da “ameaça fascista”. Não é fascismo o que está em jogo, é algo que Francis Fukuyama [filósofo e economista político] identificou: nas democracias atuais, há momentos em que o sistema como um todo se mostra frágil, incapaz de governar e resolver problemas. Há uma perda vertiginosa de governabilidade. Em parte, ele chama isso de vetocracia. Um sistema dominado por grupos de interesse, inclusive associados à corrupção. Daí o apelo ao líder antissistema, que se dispõe a “passar o País a limpo”. É claro que tudo isso é muito vago e impreciso. A democracia de massas é assim. Bolsonaro estabelece


O que esperar dos primeiros 100 dias de mandato do novo presidente? Zeina Latif – Espera- se que a agenda de reformas esteja bem definida e que comecem as negociações para sua aprovação no Congresso, com prioridade para a reforma da previdência. Seria inadequado dar prioridade para medidas asso ciadas à questão de segurança e aos costumes. A vitória em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Fernando Schüler – O ideal seria que Bolsonaro Gerais de pessoas que construíram suas carreiras apresentasse um projeto consistente de reforma fora da política segue essa mesma linha? política ao País. É um tema sobre o qual não há Fernando Schüler – É evidente que pesou, nas consenso, mas precisa avançar. Os eleitores deeleições estaduais, em particular no centro-sul ram um recado muito claro sobre isso, nas eleido País, a onda Bolsonaro. ções. De minha parte, gostaPenso que São Paulo é um ria que o governo avançasse caso um pouco diferente em em três direções: o voto disrelação a Minas e Rio de Jatrital misto, o fim do finanA elite intelectual neiro. Em São Paulo, pesou o ciamento público a campae política não o fato de o PSDB estar no gonhas e a introdução do voto reconhece [o homem facultativo. Mas há muiverno há  anos, com bons comum], no fundo tos outros pontos. No mais, resultados. São Paulo não o despreza. Mas ele penso que é importante eleviveu uma crise fiscal aguganhou o jogo. ger prioridades. Por óbvio, a da, nestes anos, e tem um Fernando Schuler reforma da previdência é a padrão de governança que primeira delas. Mas há a renão se pode comparar com forma do sistema tributáos demais Estados da Rerio e uma retomada vigorogião Sudeste. O Rio de Janeiro é um caso à parte. O tema da segurança sa do programa de reforma do Estado. Acho que pública cumpre um papel muito particular, e se pode esperar, nos  primeiros dias, um fora figura de um juiz austero, com um forte dis- te avanço, no Congresso, das chamadas pautas curso na lógica “lei e ordem” faz toda a diferen- conservadoras. Itens como a redução da maioça. E há também o fato óbvio da vinculação de ridade penal e flexibilização do estatuto do deEduardo Paes com Sérgio Cabral. Em Minas sarmamento. São temas que conversam diretaGerais ocorreu talvez o fenômeno mais rele- mente com a base eleitoral de Bolsonaro e estão vante das eleições estaduais. O Partido Novo muito claras na cabeça do novo presidente. terá sua vitrine. Se as políticas pró- mercado de Zema de fato funciona rem, o Novo abre O senhor acredita que os ânimos da população um espaço de crescimento espetacular. De um se arrefecerão ou a militância contrária a Jair modo geral, a so cie dade decidiu apostar na Bolsonaro manterá o caldo social em ebulição? mudança, com uma clara inclinação favorá- Fernando Schüler – Penso que há um certo canvel a políticas pró-mercado. Isso é uma gran- saço da sociedade com a retórica estridente, a de novidade no Brasil, mas pode levar, logo ali oposição pela oposição e a intransigência políadiante, a uma imensa frustração. Depende tica. É evidente que, no universo das redes soda capacidade da nova elite política agir com ciais, a gritaria e o radicalismo irão continuar. bom senso e responsabilidade. O segredo é não confundir a sociedade com o um contato direto com o que gosto de chamar de “homem comum”. O cidadão atomizado, que paga seus impostos e não pertence a essa ou àquela demarcação ideológica ou política. Ele flutua pelas redes sociais e pertence à maioria inorgânica da sociedade. A elite intelectual e política não o reconhece, no fundo o despreza. Mas ele ganhou o jogo.

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que se passa na internet. A arena digital mu- processo permanente. Diria que estamos diante dou para sempre a democracia. Ela é um am- de um momento novo da política brasileira, que biente de baixo custo para o discurso radical e traz incertezas. Se o governo conseguir sustenirresponsável, e isso veio para ficar. O desafio tar sua base e aprovar um conjunto expressivo é produzir consensos parciais e gradativos em de reformas, sem lançar mão das tradicionais torno de proposições de médio alcance. Refor- moedas de troca no Congresso, terá feito uma mas localizadas, medidas que melhorem o am- pequena revolução política no País. biente de negócios, incentivem a produtividade, aperfeiçoem programas sociais. O resultado Com a vitória de Jair Bolsonaro, o senhor acrevai aparecer com o tempo, e a sociedade irá en- dita que a democracia está em risco como afirtender, no momento certo. Ninguém deve ter mam seus opositores? As instituições brasileia ilusão de que a oposição irá colaborar com o ras estão suficientemente fortes para resistir a governo. Do mesmo modo que tivemos o “fora eventuais ataques? Fernando Schüler – Isso não passa de discurFHC ”, depois o “fora Temer”, teremos o “fora Bolsonaro” e toda a mesma conversa intransigente. so de campanha. É evidente que o histórico de Bolsonaro gera preo cupaMas isso ocorrerá especialmenção e dá margem à dúvida sote em ambientes ainda controbre sua fé democrática. O ponlados pela esquerda, que são as to é que, até agora, tudo não universidades estatais, sindiA crise foi passou de retórica. O  PT, nos catos, alguns setores da mídia. superada, o que Somos uma democracia instáanos de , tinha uma retónão significa que vel, de baixo consenso. Caberá rica muito avessa à democracia. é guerra vencida. ao novo governo saber operar Depois se ajustou. A democraZeina Latif neste ambiente incerto. cia é assim, vai incluindo, moderando, ajustando os atores Jair Bolsonaro conseguirá fapolíticos à regra do jogo. É evizer os acordos necessários para dente que isso só funciona se o garantir a governabilidade? sistema de freios e contrapesos é vigoroso. E é Fernando Schüler – Bolsonaro não terá nenhu- esse precisamente o caso do Brasil. Nós temos ma dificuldade em organizar sua base no Con- um judiciá rio independente e uma sociedade gresso. Com exceção dos partidos de esquerda e civil forte, organizada, com uma mídia igualdo PSDB (que deverá ficar independente do go- mente atuante e livre. Não há espaço, no Braverno), todos os demais partidos devem apoiar, sil, para recuos de traço autoritário. Por fim, tede um modo geral, o novo governo. A questão mos uma Suprema Corte atuante (até demais), central é ter uma agenda clara, apostar em uma que funciona como guardiã da sociedade de diboa arrancada nos primeiros  dias e fazer reitos. Muitos intelectuais estrangeiros ainda uma gestão competente da base política. O pre- veem o Brasil como uma espécie de república sidente eleito começou bem, estabelecendo um de bananas. Mas não somos. novo patamar de relação política com o Congresso. Ele atende ao recado das urnas. O elei- É possível prever como deve se comportar a ecotor indicou claramente que quis mudar os ter- nomia nos próximos meses? A fase mais aguda da mos da negociação política, em Brasília. O foco crise foi efetivamente superada? é menos cooptação, via instrumentos tradicio- Zeina Latif – Sim, foi superada, o que não signais, e mais alinhamento a pautas e progra- nifica que é guerra vencida. Na ausência de remas. O ponto é que isso supõe uma enorme ca- formas fiscais que deem condições para o País pacidade de diá logo e convencimento, em um estabilizar a dívida/PIB nos próximos anos, o

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risco de frustração com o crescimento vai aumentar. Veremos pressão na cotação do dólar, na inflação e na Selic. Os próximos meses deverão ser positivos. Não se pode desperdiçar o momento para avançar nas reformas. Olhando para o programa de governo de Jair Bolsonaro, do ponto de vista econômico, a quais pontos os empresários devem estar atentos? Zeina Latif – Não há um plano muito claro por ora, mas apenas linhas gerais que têm o mérito de ter um viés liberal e ortodoxo. Os sinais dados por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro e seus conselheiros políticos são, no entanto, ambíguos. Não está clara a profundidade da agenda de reformas, e tampouco a capacidade política de Bolsonaro para executá-la. O novo presidente será capaz de diminuir o peso do Estado? Nesse sentido, quais áreas de veriam ser atacadas com urgência? Zeina Latif – Não se trata de reduzir número de ministérios e fazer algumas privatizações. Diminuir o peso do Estado requer reformas, muitas constitucionais, para cortar despesas e reduzir renúncias tributárias. Além disso, é necessário reduzir o inter vencionismo estatal. Tarefa nada fácil. Fernando Schüler – O Brasil desenhou um ótimo programa de reforma do Estado, ainda nos anos de , no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique. Ele produziu a Emenda Constitucional , de . Despois disso, tivemos a Lei de Responsabilidade Fiscal, de , e um ímpeto reformista, nos primeiros dois ou três anos do governo Lula. Mais recentemente, houve avanços importantes no Governo Temer,

em temas como a PEC do Teto, reforma trabalhista, governança das estatais, a nova TLP [Taxa de Longo Prazo, do BNDES] e a nova lei das terceirizações. O Brasil sabe e pode fazer reformas, apenas anda muito devagar. Bolsonaro tem uma oportunidade histórica de acelerar esse processo no primeiro ano de seu governo. Há um novo Congresso simpático a reformas, ao menos em tese. O foco me parece claro: um amplo programa de desestatização da economia e da sociedade. Regras iguais para todos, abertura comercial, simplificação tributária, contratualização da prestação de serviços públicos. É correto esperarmos de Jair Bolsonaro uma agenda liberal? Zeina Latif – Em termos. Precisamos aguardar. Uma agenda liberal envolveria, por exemplo, acabar com regimes especiais de aposentadoria, o que não está claro se será feito. Envolveria também a privatização da Eletrobras, o que foi negado por Bolsonaro na campanha. Outra ponderação é que a agenda de simplificação de regras e redução da insegurança jurídica para atrair investimento privado exige esforço técnico e político, e diá logo com o sistema judiciário. Não está claro o peso que será dado a essa agenda. Fernando Schüler – Me parece que sim. Paulo Guedes não entraria em um governo se não fosse para fazer avançar uma clara pauta modernizadora. É óbvio que governos são um espaço de luta política, luta por ideias. O Brasil é um país imensamente corporativista e com tradição de dependência do Estado. O ponto é que é possível avançar. No último ano, subimos  posições no ranking do Doing Business, do Banco Mundial, que mede a qualidade do ambiente novembro /dezembro 2018

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de negócios. Isso não aconteceu por acaso. Fomos o país que mais fez reformas modernizantes na América Latina no último período. Muitas delas custaram caro, politicamente, como a reforma trabalhista e a nova lei das terceirizações. É esse o desafio de quem defende uma agenda liberalizante, que eu chamaria de agenda republicana. Tem que disputar dentro do governo, no Congresso e na sociedade. Como a senhora vê a proposta de reforma tributária do PSL, que prevê simplificação e unificação de tributos federais e a descentralização e municipalização de impostos, além da revisão do pacto federativo? Zeina Latif – Não temos detalhes, mas uma simplificação da estrutura tributária enfrentará grande resistência de setores e segmentos que seriam prejudicados. Vimos um ensaio disso nas discussões sobre a simplificação da PIS-Cofins e do ICMS. Não vejo espaço para descentralização de impostos, pois o governo federal não pode abrir mão de arrecadação no momento. Também não vejo amadurecimento do debate sobre a revisão do pacto federativo. Será possível realizar a reforma da previdência com a nova configuração do Congresso? Zeina Latif – Sim. O risco é a reforma ser muito tímida, insuficiente para, de fato, recuperar a confiança dos investidores no País. Fernando Schüler – O ideal seria fazer uma parte da reforma ainda este ano. O presidente Temer quer e não tenho dúvidas que colocaria o que lhe resta de força nessa aprovação. É seu legado. O ponto central é que falta consenso dentro da equipe do novo governo. Onyx Lorenzoni

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deixou claro que não gosta da reforma, e o mesmo fizeram vários líderes ligados a Bolsonaro. Engana-se quem pensa que a equipe do novo governo é uniformemente liberal e modernizante. Não é. Há muita coisa junta ali. Conservadorismo, corporativismo militar, tradiciona lismo político e, sem dúvida, muita gente com visão de mercado e aberta a reformas. A nova configuração do Congresso é tendencialmente mais favorável às reformas. A esquerda preservou uma base de  votos, na Câmara. Em tese, há pouco mais de  deputados com os quais o governo pode trabalhar. Penso que a reforma não avança se não se estabelecer um regime diferenciado para as carreiras militares e de polícia. Mas não tenho dúvida que a reforma irá acontecer. O que representa a ida de Sérgio Moro para o governo? Fernando Schüler – Vejo com grande naturalidade a ida de Moro para o governo. Ele sempre acentuou a ideia de que a prevenção à corrupção, no futuro, implicaria a tomada de um conjunto de decisões que caberia ao sistema político tomar. Acho completamente sem sentido a onda de críticas, por parte da oposição, de que sua ida compromete a Lava-Jato. Pelo contrário. Ajuda a blindar a operação e reforça a sua pauta, no plano institucional. O Brasil precisa aprender a tomar decisões sem ficar refém da retórica desse ou daquele partido político. O empresário gráfico, assim como vários outros setores, reduziu drasticamente os investimentos. É hora de voltar a investir? Zeina Latif – Sim, mas com cautela. Há ainda muitas incertezas no ambiente econômico.


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IMPRESSOS EFÊMEROS Por: Tânia Galluzzi

Memórias gráficas

Impressos de vida curta falam muito sobre os hábitos e costumes dos brasileiros nos séculos XIX e XX.

H

á os que passam por nossas vidas e são rapidamente descartados. Há os que são fundamentais por um período e depois perdem sua função, tendo o mesmo destino dos primeiros. Em  comum, o fato de serem testemunhas involuntá rias das práticas da sociedade, servindo como documentos de época e ajudando a entender as mudanças de hábito. Eles são os papéis efêmeros, motivo de exposição recente no Sesc Ipiranga, que deve percorrer várias cidades.

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Com curadoria de Solange Ferraz de Lima e Chico Homem de Melo, a mostra Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano reúne cerca de  peças do acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido como Museu do Ipiranga, revelando os costumes dos brasileiros entre os séculos XIX e XX . Grande parte do acervo pertence à Coleção Egydio Colombo (–), doada para o Museu do Ipiranga em . O arquiteto e professor de História da Arte preservou, durante duas décadas, os mais variados rótulos e embalagens. Para a


Ingram Image

exposição, foram selecionados alguns papéis de bala, como Dulcora e Juquinha, santinhos católicos, filipetas de oráculos, rótulos de aguardente, de fogos de artifício e de fósforos, entre outros. “Conforme reuníamos o material, que foi complementado por coleções particulares, fomos expandindo o sentido de efêmero. Além dos itens de descarte rápido, trouxemos mídias que desapareceram, como as partituras com capas ilustradas utilizadas nos saraus entre as décadas de  e , assim como catálogos de moda do Mappin e cadernos de caligrafia”, explica Chico.

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pergunta-se Solange para em seguida responder: “Porque são itens que viabi li zam as nossas vidas. Os cardápios, por exemplo, mediam a nossa relação com os restaurantes, a cartilha viabi li za a aprendizagem, o que os torna, documentos de uma época”, afirma Solange, diretora do Museu Paulista. EVOLUÇÃO NA IMPRESSÃO

Todos esses itens foram agrupados em três eixos temáticos principais, Consumo, Educação e Cultura, e dois transversais, Técnicas de Impressão e Design. Além dos materiais presentes no cotidiano, a exposição traz peças icônicas, como cartazes de Andy Warhol, revistas de design nacionais e internacionais e capas clássicas de livros e discos. “E por que colecioná-los?”,

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De acordo com ela, existe o interesse do Sesc na itinerância da exposição, possivelmente num formato um pouco menor. Questionada sobre a possibilidade de um recorte por processo de impressão, Solange mostrou-se bastante receptiva à ideia. “Adoraria montar uma mostra para explorar as mudanças na impressão, algo que se encaixa perfeitamente numa das três linhas de pesquisa do Museu do Ipiranga, a do universo do trabalho. Poderíamos mostrar a variedade de processos utilizados nos séculos XIX e XX , a beleza do saber fazer, a cultura visual impressa.” A diretora explica que, diferente de outras instituições dedicadas à preservação de obras de arte, o foco do Museu do Ipiranga é a história da cultura material, explorada em três vertentes: cotidiano e sociedade, na qual se enquadram os papéis efêmeros; universo do trabalho; e história do imaginário. Desde , quando


Ingram Image

foi fechado em função de problemas hidráu licos e elétricos, a equipe do museu tem se esforçado para manter viva a área de pesquisa. Para tanto, o acervo, a administração e as atividades educativas foram transferidas para sete imóveis na região do Ipiranga. O esvaziamento atende também as necessidades do projeto de restauro, modernização e ampliação do edifício, aprovado em  após concurso vencido pelo escritório H+F Arquitetos. “A fase de elaboração do projeto executivo vai até abril de , quando as obras deverão ser iniciadas. Recebemos aporte financeiro da Petrobrás, do Santander e do IRB e estamos cadastrando o projeto de obra na Lei Rouanet para a captação de recursos”, afirma Solange.

A coleção à qual pertencem as peças que compõem a exposição Papéis Efêmeros faz parte do Serviço de Documentação Textual e Iconográfico e está agora guardada num imóvel ao lado do museu e pode ser consultada mediante agendamento prévio. O Museu Paulista da Universidade de São Paulo conserva em seu acervo mais de 500 impressos da coleção “Papéis Efêmeros”. Mais conhecido por Museu do Ipiranga, ele está fechado desde 2013 e terá suas obras de restauro, modernização e ampliação iniciadas em 2019 para a reabertura em 2022, como parte das comemorações do bicentenário da Independência

MUSEU PAULISTA DA USP

www.mp.usp.br

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REESTRUTURAÇÃO

Heidelberg reformula atendimento comercial e reinaugura PMC A meta é proporcionar mais sinergia e contato integral com o cliente, que passa a contar com uma interface única para suas compras de equipamentos, consumíveis, peças e serviços.

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S

incronismo e agilidade. Esses são os objetivos da reestrutu ração promovida pela Heidelberg em agosto em seu departamento comercial. “O cliente agora é atendido por um único vendedor, que conhece suas necessidades e prioridades, sendo possível guiá-lo da melhor forma para qualquer tipo de compra ou demanda. A mudança está sendo chamada por nós de Atendimento °, que traz o conceito de one face to the customer”, afirma Ludwig Allgoewer, presidente da Heidelberg do Brasil. O time de vendas tem comando compartilhado. Arno Buss, na empresa desde , é responsável pelo atendimento em todo o Brasil, com exceção da Região Sudeste. Alexandre Machado, com  anos de Heidelberg, lidera a equipe de vendas para os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. “A nova estrutura traz mais velocidade, proporcionando a unificação de processos”, diz Alexandre. “O mercado pedia isso. O cliente queria ser atendido por um vendedor que tivesse uma visão holística do negócio dele, que pudesse atuar como um consultor”, complementa Ludwig.

(E/D) Alexandre Machado, gerente de Vendas da Região Sudeste; Mario Paris, gerente de Serviços; Ludwig Allgoewer, presidente; e Arno Buss, gerente de Vendas das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul

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A nova política acompanha a par e passo o bom desempenho da Heidelberg em , ano em que a companhia completa duas décadas de Brasil. Os resultados, segundo seu principal executivo, vêm se revelando muito melhores do que o esperado, com vendas que superam os  castelos de impressão. “A crise obrigou as empresas a se ajustarem, visando a eficiência máxima. E isso acabou nos ajudando. Logo que assumi em janeiro, mesmo antes da ExpoPrint, já sentía mos o início da recuperação, especialmente a procura por parte de empresá rios com pensamento estratégico, que, vislumbrando a retomada, começaram a investir buscando produtividade, velocidade e integração de processos.” NOVAS DEMANDAS

A primeira onda, nas palavras de Ludwig Allgoe wer, trouxe os convertedores de embalagem, não por acaso no segmento menos erodido pelo contexto econômico e político. O alvo dessas empresas foram equipamentos de grande formato e alta velocidade. Num segundo momento, a Heidelberg viu o retorno das gráficas comerciais, vislumbrando os benefícios da tecnologia de cura LED na impressão offset. A terceira leva, a atual, está buscando equipamentos ½ e ¼ de folha, afora o aporte de recursos na pósimpressão. A reboque desse movimento, cresce a demanda por consumíveis, peças e serviços. Fechando o círculo, em  e  de novembro a Heidelberg reinaugura oficial mente o Print Media Center (PMC), na Escola Senai Theobaldo De Nigris, no bairro da Mooca, em São Paulo. O espaço vinha funcionando pontualmente desde o final de , e agora retoma uma agenda contínua, expondo duas linhas completas para a produção de embalagens e impressos comerciais, da pré-impressão ao acabamento. HEIDELBERG www.heidelberg.com/br


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Por: Tânia Galluzzi

A mancha do digital se espalha

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Materiais produzidos pelo processo que provocou disrupção no universo da impressão ganham espaço no 28º- Prêmio Fernando Pini, entre os 305 trabalhos de 86 gráficas finalistas. REVISTA ABIGR AF

relação de finalistas do Prêmio Fernando Pini é, sem dúvida, a lista mais aguardada do mês de outubro entre as gráficas que enviam produtos para o maior concurso do setor no Brasil. Quem entra, comemora. Muitos dos que ficam de fora aproveitam para conferir quais concorrentes tiveram melhor sorte. Olhando a listagem deste ano, um fato chama a atenção: a presença marcante da paulista P+E. Participante do prêmio desde sua fundação, em , a empresa, que sempre apostou na tecnologia digital, concorre em nada menos que  das  categorias do Fernando Pini, em algumas com mais de uma peça. No total, seu nome aparece  vezes como finalista. De acordo com Francisco Veloso Filho, coordenador do concurso desde a década de , neste ano as plataformas digitais alcançaram espaços predominantemente analógicos. No caso da P+E, ela só ficou de fora dos segmentos dominados pela impressão offset rotativa

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(Revistas, Jornais e o próprio segmento Rotativa Offset Heatset) e o de Impressão Serigráfica. “Acredito que as empresas aprenderam a vender a solução digital, agregando mais valor ao produto, ou estão conseguindo atender necessidades específicas, como prazos muito curtos”, diz Veloso. “Mas não posso afirmar que é uma tendência. De repente, essa mancha pode diminuir em ”, complementa ele. O crescimento da presença de produtos impressos digitalmente no prêmio já era esperado e, ao longo dos últimos anos, a comissão organizadora procurou evitar a segregação do processo, movimentando-se pontualmente para responder às solicitações do mercado. Em , a tecnologia apareceu pela primeira vez no regulamento do concurso com a criação da categoria Photobook Digital. No ano seguinte, foi criada a categoria Impressão Digital em Grandes Formatos, e em  Impressão Digital em Pequenos e Médios Formatos. Afora a P+E, outras duas empresas que carregam a palavra digital em seu


nome figuram entre os concorrentes de : a curitibana Ogg e a paulista Forma Certa, ambas finalistas com dois produtos. Isso não significa que outras gráficas não tenham usado tal processo na produção de trabalhos que estão concorrendo ao conta-fios dourado. O quadro de finalistas já revela, também, dois vencedores, ambos de São Paulo. A MMR , que emplacou cinco produtos na categoria Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda; e a Plural, que, como no ano passado, é a vencedora antecipada da categoria Revistas Semanais. Entre as gráficas com maior número de trabalhos finalistas, após a P+E, aparecem as paranaenses Mariles e Corgraf com  e  peças, respectivamente, e, com , a Plural. NOVIDADES

A ª edição do Prêmio Fernando Pini traz ainda duas novas categorias: Design Gráfico e Sustentabilidade. A intenção da primeira é aproximar os criativos da indústria, valorizando uma fase fundamental dentro da cadeia produtiva, e da segunda é reconhecer e incentivar os esforços de gráficas e fornecedores no desenvolvimento de soluções ambientalmente corretas. “Conseguimos massa crítica suficiente para termos os cinco finalistas em Design, e acreditamos que as inscrições só tendem a crescer nessa área”, comenta Francisco Veloso. Os critérios de ava liação envolvem escolha de materiais, funciona lidade e adequação do projeto, aproveitamento dos recursos gráficos disponíveis, uso criati vo dos fundamentos da linguagem visual e qualidade do produto em geral. Em Sustentabilidade, serão premiados, a partir da análise do descritivo técnico, aperfeiçoamentos em produtos ou processos que resultem em redução do impacto ambiental. Três gráficas e dois fornecedores concorrem nessa categoria. No total,  empresas disputam o prêmio, representadas por  produtos. Neste ano foram inscritas . peças, de  empresas, vindas de  Estados, o que significa uma queda de  em relação a . A redução se deve, segundo Francisco Veloso, principalmente em função da suspensão dos concursos das Abigrafs Minas Gerais e Espírito Santo, assim como do Prêmio Brasileiro de Excelência em Etiquetas e Rótulos Autodesivos, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas (Abiea), bem como da postergação para o final de novembro do prêmio organizado pela Abigraf-RJ. Os vencedores desses

INSCRIÇÕES

FINALISTAS POR ESTADO ESTADO

EMPRESAS

PRODUTOS

CE

2

2

ES

1

1

PB

1

3

PE

4

11

PI

1

1

PR

21

91

RS

14

36

SC

9

22

SP

32

137

TO

1

1

Total

86

305

1.165 produtos 160 empresas 14 Estados FINALISTAS 305 produtos 86 empresas 10 Estados

certames eram automaticamente inscritos no Fernando Pini. Merece destaque, contudo, o crescimento da participação dos estados da Região Sul (RS, SC e PR) entre os finalistas, com  empresas e  produtos, contra  empresas e  produtos no ano passado. Os vencedores do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica serão conhecidos no dia  de novembro, em festa que ocupará o Espaço das Américas, em São Paulo. Conheça nas páginas seguintes as empresas e os trabalhos finalistas que disputarão os troféus



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Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXVIII Prêmio Fernando Pini, no dia 27 de novembro de 2018.

LIVROS Livros de Texto Associação Jesuíta de Educação e Assistência Social – Edições Loyola Produto: Lecionário Semanal vol. II Cliente: Edições Loyola Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro O Vermelho e o Negro Cliente: Editora Martin Claret Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas Cliente: Editora Carambaia Associação Jesuíta de Educação e Assistência Social – Edições Loyola Produto: Coleção Sermões 12 volumes Cliente: Edições Loyola Geo-Gráfica e Editora Produto: Edgar Allan Poe vol. 2 Cliente: Darkside Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Magna – Cristiano Xavier Cliente: Vento Leste Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Seydou Keïta Cliente: Instituto Moreira Salles Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Caretas Maragojipe – João Farkas Cliente: João Paulo Farkas P+E Galeria Digital Produto: Livro de Arte Polícia Ambiental Cliente: Guto Ambar P+E Galeria Digital Produto: Livro de Arte do COE Cliente: Guto Ambar

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Livros Institucionais Midiograf – Benvenho e Cia. Produto: Livro Intertecne Cliente: Intertecne Consultores Associados Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Ecofuturo – A Vida que a Gente Quer Cliente: Venosa Comunicação e Design Ipsis Gráfica e Editora Produto: Concreto e Cristal: O Acervo do Masp nos Cavaletes de Lina Bo Bardi Cliente: Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Fibria Riqueza Compartilhada Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora Leograf Gráfica e Editora Produto: Livro Ellus 45 Anos Cliente: Ellus Jeans Livros Infantis/Juvenis Corgraf Gráfica e Editora Produto: Caranguejo – Mecenato – Chicolam Cliente: Menino Caranguejo – José Francisco Peligrino Xavier Malires Gráfica e Editora Produto: O Planta – Um Bípede Entre Plantas Cliente: Gustavo Ravaglio RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Diário de Um Nerd – Supernerd Cliente: Ciranda Cultural Geo-Gráfica e Editora Produto: Uma Dobra no Tempo Cliente: Darkside

Geo-Gráfica e Editora Produto: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban Cliente: Editora Rocco Livros Ilustrados e Livros Técnicos Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Gastronomia Cliente: Colégio Dante Alighieri RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Decorações de Janelas 15 Anos Cliente: Decorbook RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Hideko Honma Cliente: Demasi Design P+E Galeria Digital Produto: Livro Ilustrado Natura Mães Cliente: África/Natura P+E Galeria Digital Produto: Book Whiskas – O Gato Mais Curioso do Mundo Cliente: Almap/MasterFoods Livros Didáticos Gráfica e Editora Posigraf Produto: Conquista Grupo 3 Cliente: Editora Positivo Gráfica e Editora Posigraf Produto: Just for Kids Cliente: Editora Positivo Eskenazi Indústria Gráfica Produto: American Inside Out Evolution Cliente: Macmillan do Brasil FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Superaccíon vol. 4 – Mestre Cliente: Editora FTD FTD Educação Gráfica e Logística Produto: Superaccíon vol. 5 – Aluno Cliente: Editora FTD


Guias, Manuais e Anuários Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Arquitetura e Decoração 2018 Cliente: Girafa Comunicação Art Laser Gráfica e Editora Produto: Elite Design Cliente: FRS Comunicação Integrada Hawaii Gráfica e Editora Produto: Decor Year Book Miami vol. 3 Cliente: Editora Copacabana Rocha Gráfica e Editora Produto: Anuário Casa Cor 2018 – Santa Catarina Cliente: SC Premium Promotora de Eventos P+E Galeria Digital Produto: Manual do Churrasco Tramontina Cliente: JWT/Tramontina Photobook Digital Ogg Digital Gráfica Produto: Elvis Experience Cliente: Campanário Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Photobook Crystianne Cliente: Crystianne P+E Galeria Digital Produto: Photobook Bia Cliente: Bia P+E Galeria Digital Produto: Photobook COE Cliente: Guto Ambar P+E Galeria Digital Produto: Photobook by Ambar Cliente: Guto Ambar

REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Tuicial Indústria Gráfica e Editora Produto: Revista Menu Festval do Mês de Março Cliente: Supermercado Festval Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rev. Nacional edição 10 Cliente: Ipsis Gráfica e Editora Corprint Gráfica e Editora Produto: Revista Bravo edição dezembro 2017 Cliente: Bagnoli & Werneck Editora

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Tipotil Indústria Gráfica Produto: Revista Archive Cliente: Romeu Correa – Lúrzer’s Int’l Archive Facform Impressos Produto: Revista Mensch Cliente: André Porto Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Núcleo Decor Frescor Elegante Cliente: NPDD Associados Graciosa Gráfica e Editora Produto: Presença Marista Cliente: Grupo Marista Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Revista Biamar – Rússia Abaixo de Zero – 3ª edição Cliente: Biamar Malhas e Confecções Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista FFW edição 43/2017 Cliente: Lumi 8 Propaganda, Marketing e Eventos Elbert Indústria Gráfica Produto: Sua Casa Cliente: Supernova Editora Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Armas Vivas Extragenes Cliente: Idovino Cassol Grafiset Produto: Músicas do Nosso Natal Cliente: GGE – Gerdau Gráfica Editora Comunicação Impressa Produto: A Cobra Que Usava Chinelo Cliente: Federação Espírita Arcus Indústria Gráfica Produto: Gibi Guerreiros da Chape Cliente: SG Artes RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Poodle de Montão Cliente: Editora Liberty Revistas Institucionais Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Vamos Latam edição 26 Cliente: Latam Airlines Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Revista Sicredi Pioneira – A União Faz a Vida – 2017 Cliente: Sicredi Pioneira RS

Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Vamos Latam edição 27 Cliente: Latam Airlines Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Zum 14 Cliente: Instituto Moreira Salles RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Portfólio de Agências 2018 Cliente: Meio & Mensagem

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S. Paulo (a) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S. Paulo (b) Cliente: Empresa Folha da Manhã O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo edição 45.592 Cliente: O Estado de S. Paulo O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo edição 45.550 Cliente: O Estado de S. Paulo O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo edição 45.569 Cliente: O Estado de S. Paulo Jornais de Circulação Não Diária Plural Indústria Gráfica Produto: Le Monde Diplomatique Brasil edição 128 Cliente: Le Monde Diplomatique Brasil Ogg Digital Gráfica Produto: Acontece Associação Grupo O Boticário Cliente: Grupo O Boticário Artes Gráficas e Editora Belton Produto: O Arqueiro Cliente: Grupo Noster Plural Indústria Gráfica Produto: Destak edição outubro de 2017 São Paulo Cliente: Destak Brasil Editora Plural Indústria Gráfica Produto: Le Monde Diplomatique Brasil edição 133 Cliente: Le Monde Diplomatique Brasil


PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos Convencionais com e sem Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: Rótulos para Cerveja Black Princess 600 ml Cliente: Cervejaria Petrópolis Gráfica Rami Produto: Copos 550 ml Divino Fogão – O Touro Ferdinando Cliente: Matrixplast Produtos e Moldes Plásticos Gráfica Rami Produto: Balde 18 litros Retangular Pedigree Cliente: Bomix Indústria de Embalagens Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Aged Cachaça 51 Gold Cliente: CMB Pirassununga Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Toddy Protein 280 g Cliente: Pepsico Bahia Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Rótulo Cerveja Vienna Lager 600 ml Cliente: Wensky Bier FlinkPrint Inovação em Impressão Produto: Corte Bordalês Cliente: Vinícola Franco-Italiano Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Panizzon Suco de Laranja 1,5 litro Cliente: Sociedade de Bebidas Panizzon Grafimax Indústria Gráfica Produto: Rótulo Cachaça Spezia Premium 750 ml Cliente: Spezia P+E Galeria Digital Produto: Rótulo Autoadesivo Stella Artois Cliente: CP+B/Diageo Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Rótulo Cerveja Red Submarine 500 ml Cliente: Gobe Brew

Degráfica Impressos Produto: Vinho Branco Espumante Natural Brut Lírica Cliente: Hermann Vinhos e Vinhas Degráfica Impressos Produto: Vinho Tinto Seco Fino Distinto Afonso Gasparin Cliente: Vinícola Don Affonso Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Marzarotto Pleno Merlot Cliente: Sociedade de Bebidas Massarotto Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Salton Gerações Edição Limitada Cliente: Vinícola Salton

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Malires Gráfica e Editora Produto: Nouv Fast Food Cliente: Nouv Restaurante Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Caixas Linha Festas Cliente: Mahogany Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Freixenet Mía Cliente: Freixenet Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Tanqueray Cliente: Diageo Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Tanqueray 1 litro + 2 taças Cliente: Diageo Brasil

Etiquetas Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Fazendo Arte Cliente: Fazendo Arte Grafdil Impressos Produto: Tag Ravanello PP Preto Cliente: Zommer Indústria do Vestuário Grafiset Produto: Haus Cliente: Haus Burger Grafiset Produto: Dump Skateboard Cliente: Dump Elbert Indústria Gráfica Produto: Tags Kestal Cliente: Kestal

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais 43 Gráfica e Editora Produto: Caixa Brut – Devil’s – Casillero del Diablo Cliente: VCT – Vinícola Concha y Toro Mércur Embalagens e Etiquetas Produto: Gran Mestri Reserva Cliente: Gran Mestri Alimentos Escala 7 Editora Gráfica Produto: Estojo Sebastian Professional Cliente: Savoy Indústria de Cosméticos Brasilgrafica Produto: Cartucho Ferrero Rocher Cubetto 75 g Cliente: Ferrero do Brasil 43 Gráfica e Editora Produto: Chivas Cliente: Innerworkings

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Caixa Carinho Cliente: Coopefars Grafdil Impressos Produto: Caixa Milk Cliente: Laboratório Industrial Famacêutico Lifar Grafiset Produto: Caixa de Hambúrguer Cliente: Rappi Grafitusa Produto: Korui Cliente: Korui Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Cartucho Kit Clair Cliente: Aché

Embalagens de Micro-Ondulados com e sem Efeitos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Heineken Cliente: Condor Super Center Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Molhos e Temperos para Churrasco Cliente: Gonzalo Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Caixa de Vinho Dale Carnegie Cliente: Dale Carnegie Malires Gráfica e Editora Produto: Caixa para Bolo Cliente: Gelateria Gelato Café & Arte FacForm Impressos Produto: Caixa Espumante Rio Sol Cliente: Vinhos Rio Sol

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Embalagens Sazonais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Kinder Natoons Cliente: Ferrero do Brasil Indústria Doceira e Alimentar Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Press Kit Meu Malvado Favorito 3 Cliente: Ferrero P+E Galeria Digital Produto: Caixa Sanfona Ypióca Cliente: Futurebrand/Ypióca P+E Galeria Digital Produto: Caixa Comemorativa Johnnie Walker Cliente: CP+B/Diageo 43 Gráfica e Editora Produto: Fazendinha Baton Cliente: Nestlé Sacolas Hellograf Acabamentos Gráficos Produto: Teatro Dr. Botica – Sacola Palco de Fantoches Cliente: Fundação O Boticário Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacolas Linha Premium Cliente: O Boticário Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Congresso ABC 2018 Cliente: Associação Brasileira de Cosmetologia Printbag Embalagens Produto: Sacola M – Colcci Mateus Cliente: Colcci Publi Gráfica e Editora Produto: Sacola Santices Cliente: Santices Dona Santa Embalagens Flexíveis Impressas em Flexografia Fotolitos DP Studio Produto: Ração Dog Brazil 15 kg Cliente: Clicheria DP Studio Catuaí Rótulos Produto: Sr. White Cliente: Carranca Cervejaria Gráfica Fatimense Produto: Elsa e Anna – Frozen Cliente: Plasútil Grafimax Indústria Gráfica Produto: Sleeve Atun en Trozos en Aceite 170 g Cliente: Gomes da Costa Grafimax Indústria Gráfica Produto: Sleeve Red Horde Energy Drink 2 litros Cliente: 101 do Brasil

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PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes Hellograf Artes Gráficas Produto: Ilapeo Câncer de Mama – Interativo – Autoexame Cliente: Ilapeo Leograf Gráfica e Editora Produto: Cartaz Petrópolis 3D com Moldura Cliente: Cervejaria Petrópolis Tipotil Indústria Gráfica Produto: Cartaz Trick Nick Cliente: Rovitex Indústria e Comércio de Malhas P+E Galeria Digital Produto: Pôster Baden Cliente: Produceria/Ambev FacForm Impressos Produto: Cartaz Olhar Cliente: Ampla Comunicação Catálogos Promocionais e de Arte sem Efeitos Gráficos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Keune Haire Cosmetics Book de Soluções Cliente: Overseas Importadora e Exportadora de Cosméticos Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Catálogo Bartzen Cliente: Bartzen Indústria e Comércio de Móveis Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Catálogo Float Cliente: Cyrela Leograf Gráfica e Editora Produto: Catálogo Vicunha Book Color Cliente: Vicunha Têxtil P+E Galeria Digital Produto: Catálogo Promocional Cyrela Cliente: Cyrela Catálogos Promocionais e de Arte com Efeitos Gráficos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Danielle Arte Graphic Design Cliente: Danielle Arte Midiograf – Benvenho e Cia. Produto: Catálogo Tigrara Cliente: Tigrara Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Catálogo de Produtos Tissot Cliente: Tissot & Cia.

Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Book Ford Mustang Cliente: ESZ Comunicação P+E Galeria Digital Produto: Catálogo Panasonic Roadshow Cliente: Panasonic Relatórios de Empresas Corgraf Gráfica e Editora Produto: Helisul 45 Anos – Paixão por Voar, Realizando Sonhos Cliente: Helisul Táxi Aéreo Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: 130 Anos Cliente: Livonius Assessoria e Consultoria de Seguros Gráfica Editora Comunicação Impressa Produto: Relatório Social de Marca Grupo Zaffari 2016 Cliente: Companhia Zaffari Rocha Gráfica e Editora Produto: A Rentabilidade do Pensamento Coletivo Cliente: Sicoob – Cooperativa Central de Crédito de Santa Catarina Gráfica Natal Editora Produto: Relatório Anual Cliente: Quanta Previdência Folhetos Publicitários Gráfica e Editora Posigraf Produto: Fôlder Aprende Brasil Cliente: Editora Positivo Midiograf – Benvenho e Cia. Produto: Escudo A Hora da Aventura Cliente: Retropunk Publicações Malires Gráfica e Editora Produto: Fiat Toro Cliente: Fiat P+E Galeria Digital Produto: Cenário Fiat Cliente: Agência Sunset FacForm Impressos Produto: Mala Direta Dantas Suassuna Cliente: Dantas Suassuna Kits Promocionais Midiograf – Benvenho e Cia. Produto: Embalagem Choco Chef Jazam Cliente: Jazam Hawaii Gráfica e Editora Produto: Caixa Promocional Fósforo Cliente: Alpargatas


P+E Galeria Digital Produto: Kit Promocional Bradesco Cliente: FutureBrand/Bradesco P+E Galeria Digital Produto: Kit Promocional Finish Cliente: Agência Sunset TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Kit XTC Cliente: Extreme Team’s Challenge Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Avon Epic Expositor Cliente: Avon Cosméticos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Avon Ultramatte Cliente: Avon Cosméticos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Maleta Avon Color Trend Cliente: Avon Cosméticos

MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Glorifier Vogue Eyewear Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Ray Ban Blaze Collection Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos

MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Vitrine Super Trade Dolce & Gabbana Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos P+E Galeria Digital Produto: Display de Chão Dino Cliente: Danone

Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Thor Ragnarok Cliente: The Walt Disney Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Ilha Glade Quebra-Nozes Cliente: Ceras Johnson – SCJ Escala 7 Editora Gráfica Produto: Portal Colgate Cliente: Colgate Palmolive

Calendários de Mesa e de Parede Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Calendário de Mesa Macopá Cliente: Macopá Malires Gráfica e Editora Produto: Calendário Divesa 2018 Cliente: Divesa Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Calendário 2018 Luze Cliente: Luze Design Datacerta Editora Produto: Calendário Cliente: Fênix Acabamentos Gráfica Natal Editora Produto: Calendário 2018 Essential Cliente: Essential

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COMERCIAL Cartões de Mensagem Corgraf Gráfica e Editora Produto: O Boticário 30 Anos de uma Linda Parceria Cliente: O Boticário Franchising Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartão de Mensagem Árvore de Natal Cliente: Dale Carnegie Malires Gráfica e Editora Produto: Cartão de Natal Lume Cliente: Lume Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Cartão de Final de Ano Global Cliente: Globalfilters P+E Galeria Digital Produto: Cards com Mensagens com Ímã Johnnie Walker Cliente: CP+B/Diageo Convites em Geral Malires Gráfica e Editora Produto: Convite Dia do Síndico Cliente: Secovi Maxi Gráfica e Editora Produto: The Youth of the Future Cliente: Puc-PR ANS Impressões Gráficas Produto: 15 Anos Rafaela Carús Cliente: Vanessa Carús GB Brasil / Fábrica de Convites e Impressos Especiais Produto: Convite Aniversário do Miguel Cliente: Miguel P+E Galeria Digital Produto: Convite Air France Cliente: Air France Convites de Formatura Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Convite de Formatura Curso de Medicina 2018 Cliente: Studio Aquatro Ideés Studio Gráfico Produto: Arquitetura e Urbanismo UTFPR Formandos 2017 Cliente: Comissão de Formatura de Arquitetura e Urbanismo UTFPR Ideés Studio Gráfico Produto: Direito Seune Formandos 2017 Cliente: Comissão de Formatura de Direito Seune Formandos 2017

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Ideés Studio Gráfico Produto: Administração Secal e a História da Revolução Industrial Cliente: Comissão de Formatura de Administração Secal 2017 Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Convite Formatura Engenharia Civil Cliente: Thales Eduardo Cartões de Visita Corgraf Gráfica e Editora Produto: Dico Kremer Máquina Fotográfica Cliente: Estúdio Fotográfico Dico Kremer Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartão de Visita Eneagrama Cliente: Eneagrama Grafiset Produto: Babushka Cliente: Babushka Bhordo Artes Gráficas Produto: Cartão de Visita Piquet Blindagem Cliente: Piquet Blindagens Halley Gráfica e Editora Produto: Cartão de Visita Papa Recall Cliente: Eclética Comunicação Papelarias, Certificados e Diplomas Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Certificado Ieneagrama Cliente: Instituto Ieneagrama Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Pasta Najanet Cliente: Najanet Franquias Elbert Indústria Gráfica Produto: Modelo Ana Schurmann Cliente: Ana Schurmann P+E Galeria Digital Produto: Papelaria Cliente: ORM TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Papelaria Olímpia Cliente: Keenwork Design Impressos de Segurança Primi Tecnologia Produto: CIPP Cliente: Inmetro Primi Tecnologia Produto: Certificado Abrace 2 Cliente: Abrace Certificadora

Primi Tecnologia Produto: Selo de Inspeção Veicular Cliente: Centro de Inspeção Veicular Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança 2 Cliente: Iris-Id Adm Via Code Impressos de Segurança Produto: Ingresso Van Gogh Cliente: Sold Out Ingressos Cadernos Escolares em Conformidade com a Norma ABNT NBR 15733 Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário Jolie Cliente: Mercado Nacional Ondagráfica Indústria e Comércio Produto: Caderno Preto Coração Cliente: Meg & Meg Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Conjunto de Cadernos Fichários Linha Pink Stone – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caderno Fichário Linha Romantic – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes Bignardi Indústria e Comércio de Artefatos de Papéis Produto: Caderno Espiral Universitátio Capa Dura 10 × 1 Harry Potter Cliente: Bignardi Indústria e Comércio de Artefatos de Papéis Cadernos em Geral Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caderno Organizador Efeito Orna Cliente: Orna Malires Gráfica e Editora Produto: Caderno Sumatra Cliente: Sumatra Gráfica Editora Comunicação Impressa Produto: Caderno 2018 Cliente: Colégio Anchieta Tecnograf Gráfica e Editora Produto: We Are One Nufarm Cliente: Nufarm P+E Galeria Digital Produto: Caderno Dia das Crianças Foguete Cliente: Agência Publicis Brasil


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Agendas Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Agenda Dapi Cliente: Dapi Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Planner Linha Pink Stone – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Planner Redação 2018 Cliente: Jana Rabelo Malires Gráfica e Editora Produto: Agenda Rudegon 2018 Cliente: Rudegon P+E Galeria Digital Produto: Agenda Fichário Cliente: Trace

Revistas em Geral Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Vogue edição 480 Cliente: Globo Condé Nast Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Casa Vogue edição 389 Cliente: Globo Condé Nast Plural Indústria Gráfica Produto: Revista National Geographic Brasil edição 210 Cliente: Content Stuff Plural Indústria Gráfica Produto: Revista 29 Horas edição 105 Cliente: Meta 29 Gráfica e Editora Posigraf Produto: Gastronomia Angeloni – nov/dez 2017 Cliente: Angeloni

Cardápios Corgraf Gráfica e Editora Produto: Bodega Bar Petiscaria Cliente: Bodega Bar Petiscaria – Maurício Scheuer Junior Midiograf – Benvenho e Cia. Produto: Cardápio Applebees Cliente: Applebees RJ Grafiset Produto: Tokyo Sushi Cliente: Tokyo Sushi Gráfica JB Produto: Cardápio Pimenta Nativa Cliente: Pimenta Gourmet Gráfica JB Produto: Cardápio Pérsia Esfiha Diferente Cliente: Pérsia Esfiha

Catálogos e Folhetos Promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Carmen Steffens primavera/verão 2019 Cliente: Carmen Steffens Gráfica e Editora Posigraf Produto: Loja de Bolsa 03/2018 Cliente: O Boticário Gráfica e Editora Posigraf Produto: O Boticário – ciclo 8/2018 Cliente: O Boticário Leograf Gráfica e Editora Produto: Vivara – Dia dos Pais Cliente: Vivara Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Book Richards Cliente: Richards

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Época edição 1013 Cliente: Editora Globo Plural Indústria Gráfica Produto: Revista São Paulo edição 384 Cliente: Empresa Folha da Manhã Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Carta Capital edição 974 Cliente: Editora Confiança

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Forma Certa Gráfica Digital Produto: Kit Flip 2018 Cliente: Forma Certa Calendários Corgraf Gráfica e Editora Produto: Em 2018, Faça da Excelência a sua Essência! Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Hellograf Artes Gráficas Produto: Viaje, Sonhe, Crie – Balão 2018 Cliente: Hellograf Rocha Gráfica e Editora Produto: Calendário Rocha 2018 Cliente: Rocha Gráfica e Editora Provisual Gráfica e Editora Produto: Calendário Provisual 2018 – A Arte de Jota Borges Cliente: Provisual Gráfica e Editora FacForm Impressos Produto: Calendário da Copa do Mundo Cliente: FacForm Impressos

PRODUTOS PRÓPRIOS

Impressos Promocionais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Workshop Lançamento dos Óculos Card Board 3D Realidade Virtual Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Malires Gráfica e Editora Produto: Malires 25 Anos Cliente: Malires Gráfica e Editora Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Save Meca Cliente: Impresul Rocha Gráfica e Editora Produto: Kit Realize – Gráfica Rocha Cliente: Rocha Gráfica e Editora 43 Gráfica e Editora Produto: Fôlder 43 Cliente: 43 Gráfica e Editora

Kits Promocionais Maxi Gráfica e Editora Produto: Olhares de uma Cidade Única Cliente: Maxi Gráfica Vektra Gráfica e Editora Produto: Kit Vektra Cuba 2018 Cliente: Vektra Gráfica e Editora Gráfica JB Produto: Caixa Kit Vibe Brazuca Gráfica Jb Cliente: Gráfica JB Provisual Gráfica e Editora Produto: Kit Provisual 2018 – A Arte de Jota Borges Cliente: Provisual Gráfica e Editora

Sacolas Próprias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Quanto Mais Você Insiste na Excelência, Mais Perto Você Está da . . . Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Malires Gráfica e Editora Produto: Um Mundo de Possibilidades Cliente: Malires Gráfica e Editora Antilhas Gráfica e Embalagens Produto: Sacola Antilhas Flexíveis Cliente: Antilhas Flexíveis Gráfica Natal Editora Produto: Sacolas Gráfica Natal Cliente: Gráfica Natal


FacForm Impressos Produto: Sacola Projeto Escolar Cliente: FacForm Cartões de Visitas e Papelarias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Perfeição e Paixão: Somos Apaixonados pelo que Fazemos! Cliente: Corgraf Gráfica e Editora FlinkPrint Inovação em Impressão Produto: Portfólio Cliente: FlinkPrint Inovação em Impressão Malires Gráfica e Editora Produto: Cartão Malires Cliente: Malires Gráfica e Editora Malires Gráfica e Editora Produto: Caderno Malires Cliente: Malires Primi Tecnologia Produto: Crachá Universidade Primi Cliente: Primi Tecnologia Impressão em Serigrafia Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Minibanner Vivo Controle MG Cliente: Vivo Cor Fotolito e Editora Produto: Stopper Vivo Cliente: Vivo ANS Impressões Gráficas Produto: Save The Date Cliente: Vanessa Carús Sutto Artes Gráficas Produto: Pôster Trem das 11 Cliente: Paper Dot Studio Sutto Artes Gráficas Produto: Divulgação Fonte Rudolf Titling Cliente: NowType

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO Inovação Tecnológica Corgraf Gráfica e Editora Produto: Fôlder Óculos Realidade Virtual O Boticário Clube Viva Surf Cliente: In Vitro Comércio de Artigos e Decoração Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança Cliente: Iris-Id Adm

Mācron Indústria Gráfica Produto: CT Agrovet Plus 1 × 50 ml Cliente: Elanco Saúde Animal P+E Galeria Digital Produto: Livro Dermodex Cliente: Havas/Dermodex Forma Certa Gráfica Digital Produto: Cartuchos HP Mosaic Cliente: HP Brasil Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos Complexidade Técnica do Processo Primi Tecnologia Produto: Selo de Inspeção Veicular 3 Cliente: Centro de Inspeção Veicular Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança 3 Cliente: Iris-Id Adm Primi Tecnologia Produto: Universidade Primi Cliente: Primi Tecnologia Brasilgrafica Produto: Panettone Brasilgrafica 2017 Cliente: Brasilgrafica P+E Galeria Digital Produto: Whiskas – O Gato Mais Curioso do Mundo Cliente: Almap/MasterFoods Conformidade com a Norma ABNT NBR ISO 12647-7 – Provas Digitais Plural Indústria Gráfica Produto: Testform ABTG (simulado Dataset Fogra39L) Cliente: Plural Indústria Gráfica Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Digital Cliente: Stilgraf Artes Gráficas e Editora

SINALIZAÇÃO Impressão Digital em Grandes Formatos Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Cartaz Boticário Linha Men Cliente: Promova Eventos Malires Gráfica e Editora Produto: Sobremesas Bar do Victor Cliente: Bar do Victor Malires Gráfica e Editora Produto: Parque Fazendinha Cliente: Kinder Park Neoband Soluções Gráficas Produto: Maior Rótulo Heinz do Mundo Cliente: Heinz Brasil

P+E Galeria Digital Produto: Foto de Cavalo Cliente: Guto Ambar Impressão Digital em Pequenos e Médios Formatos FlinkPrint Inovação em Impressão Produto: Vegas Cliente: Ebanx Malires Gráfica e Editora Produto: Restauração de Equipamentos Cliente: Serralheria e Tornearia Fernandes Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Coleção Mena Kaho Reservado Merlot Cliente: Vinicola Mena Kaho AlexRuiz Representações Produto: Route 66 Cliente: Teacher’s Qualygraf Editora e Gráfica Produto: Quadros Febracis Cliente: Livraria Febracis

PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS Embalagens de Baixas Tiragens FlinkPrint Inovação em Impressão Produto: Caixa Peppa Pig Nesh Vit Cliente: Nunes Farma Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Embagem Abajur Dale Carnegie Cliente: Dale Carnegie Nova Gráfica e Editora Produto: Tubo Coca-Cola Jeans Cliente: Madruga Papéis Danielle Arte Produto: FAB – Estados Unidos do Brasil Cliente: Danielle Arte P+E Galeria Digital Produto: Caixa Kit Kat Cliente: Nestlé Livros de Baixas Tiragens Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Livro Capa Dura Boneco Biscoito Cliente: Editora Pensa Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Livro Capa Dura Dia Dia Belo Dia Cliente: Editora Pensa

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Hellograf Artes Gráfica Produto: Rocka Sutra Cliente: Mundo Livre FM P+E Galeria Digital Produto: Livro Looks Cliente: Guto Ambar FacForm Impressos Produto: É Frevo no Pé Cliente: Erick Vasconcelos

DESIGN GRÁFICO Design Gráfico Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Design Karine Kawamura/Lumen Design – Linha Noir – Ótima Cliente: Lojistas Papelaria e Presentes

TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Kit XTC 2 Cliente: Extreme Team’s Challenge Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Reserva 51 Única Cliente: CMB – Pirassununga Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: SBP 30 Noites Cliente: Zobele Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Ovo de Chocolate Amargo Lindt Excellence Cliente: CRM

SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade Ambiental Plural Indústria Gráfica Produto: Sistema de Gestão Integrado Cliente: Plural Indústria Gráfica Geo-Gráfica e Editora Produto: Central de Reciclagem de Solução CRS-02 Cliente: CRS-02 Druck Chemie Brasil Produto: Logística Reversa e Sustentabilidade Cliente: Jody J. Santos Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Redução de Resíduos no Processo Gráfico Cliente: Mercado Nacional Agfa Gevaert do Brasil Produto: Sustentabilidade Cliente: Agfa

Parabéns aos finalistas 2018 Agfa-Gevaert do Brasil Alexruiz Representações ◆ ANS Impressões Gráficas ◆ Antilhas Gráfica e Embalagens ◆ Arcus Indústria Gráfica ◆ Art Laser Gráfica e Editora ◆ Artes Gráficas e Editora Belton ◆ Bhordo Artes Gráficas ◆ Bignardi Indústria e Comércio ◆ Brasilgráfica Indústria e Comércio ◆ Brazicolor Indústria Gráfica ◆ Catuaí Rótulos ◆ Centhury Artes Gráficas Editora ◆ Congraf Embalagens ◆ Cor Fotolito e Editora ◆ Corgraf Gráfica e Editora ◆ Corprint Gráfica e Editora ◆ Danielle Arte ◆ Datacerta Editora ◆ Degráfica Impressos ◆ Druck Chemie Brasil ◆ Edições Loyola ◆ Editora São Miguel ◆ Elbert Indústria Gráfica ◆ Empresa Folha da Manhã ◆ Escala 7 Editora Gráfica ◆ Eskenazi Indústria Gráfica ◆ Facform Impressos ◆ Flinkprint Inovação em Impressão ◆ Forma Certa Gráfica Digital ◆ Fotolitos do Studio

O Estado de S.Paulo Ogg Digital Gráfica ◆ Ondagráfica Indústria e Comércio ◆ Ótima Indústria e Comércio ◆ P+E Galeria Digital ◆ Plural Indústria Gráfica ◆ Primi Tecnologia ◆ Printbag Embalagens ◆ Provisual Gráfica e Editora ◆ Publi Gráfica e Editora ◆ Qualygraf Editora e Gráfica ◆ 43 Gráfica e Editora ◆ Rocha Gráfica e Editora ◆ RR Donnelley Editora e Gráfica ◆ Stilgraf Artes Gráficas e Editora ◆ Sutto Artes Gráficas ◆ Tecnograf Gráfica e Editora ◆ Tilibra Produtos de Papelaria ◆ Tipotil Indústria Gráfica ◆ Tuicial Indústria Gráfica e Editora ◆ TypeBrasil Qualidade em Gráfica e Editora ◆ Vektra Gráfica e Editora ◆ Via Code Impressos de Segurança.

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FTD Educação Gráfica e Logística GB Brasi ◆ Geo Gráfica e Editora ◆ Graciosa Gráfica e Editora ◆ Grafdil Impressos ◆ Gráfica Editora Comunicação Impressa ◆ Gráfica e Editora Posigraf ◆ Gráfica Fatimense ◆ Gráfica JB ◆ Gráfica Natal Editora ◆ Gráfica Rami ◆ Grafimax Indústria Gráfica ◆ Grafiset Gráfica e Serviços de Off-Set ◆ Grafitusa ◆ Halley Gráfica e Editora ◆ Hawaii Gráfica e Editora ◆ Hellograf Acabamentos Gráficos ◆ Ideés Studio Gráfico ◆ Impresul Serviço Gráfico e Editora ◆ Ipsis Gráfica e Editora ◆ Leograf Gráfica e Editora ◆ Lisegraff Gráfica e Editora ◆ Lupagraf – Gráfica Lupatini ◆ Macron Indústria Gráfica ◆ Malires Gráfica e Editora ◆ Maxi Gráfica e Editora ◆ Mércur Embalagens e Etiquetas ◆ Midiograf – Benvenho ◆ MMR Comunicação ◆ Neoband Soluções Gráficas ◆ Nova Gráfica e Editora

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EXCELÊNCIA GRÁFICA

Santa Catarina cresce nas premiações da Região Sul

Prêmio Paranaense

Prêmio Catarinense

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As festas de entrega dos tro féus de Excelência Gráfica nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, como ocorre todos os anos, cons tituíram momentos de congraçamento da categoria e a celebração da qualidade do produto gráfico. Ao todo, foram distribuídos 136 prêmios para 46 gráficas em solenidades acompanhadas por mais de mil pes soas, público composto por lideranças, empresários e profissionais da indústria gráfica, assim como fornecedores e autoridades locais. O destaque ficou com a premiação caçula. Santa Catarina deu um salto em relação à sua primeira edição no ano passado, com números expressivos: 50% de crescimento em trabalhos inscritos e 40% em troféus entregues. Agora, a expectativa gira em torno da premiação nacio nal, o Prêmio Fernando Pini, em São Paulo, no dia 27 de novembro, no qual todas as 136 peças vencedoras já figuram como finalistas, levando o desejo de conquistar muitos troféus para o Sul. Neste ano tivemos o lançamento do Prêmio Paulista e deixaram de ser realizadas as premiações de Minas Gerais e Brasília, enquanto o Rio de Janeiro marcou a sua cerimônia para o dia 30 de novembro, data pos terior ao fechamento desta edição da revista. REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2018

Prêmio Gaú

cho

PRÊMIOS DE EXCELÊNCIA GRÁFICA NOS ESTADOS – 2018 ESTADO

PR

RS

SC

22 jun

27 jul

27 set

Público

500

300

200

Gráficas participantes

40

23

20

Peças inscritas

492

263

315

Gráficas premiadas

17

14

15

Número de prêmios

55

39

37

Data


PARANÁ

16º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

O

rganizado pelo Sigep e Abigraf-PR , o Prêmio Pa ra naense conta com a auditoria e coordenação da ABTG. Referindo- se ao crescimento do prêmio em relação ao ano anterior, mesmo em momento de dificuldades na economia, Abílio de Oliveira Santana, presidente do Sigep, afirmou: “É uma mostra bem clara de que o empresário gráfico está se reinventando para achar o seu lugar no mercado”. Jair Leite, presidente da Abigraf-PR, parabeniza a todos os participantes, ganhadores ou não, e também aos patrocinadores, por darem vida ao prêmio e fazerem dele uma das principais premiações no setor gráfico brasileiro.

GRÁFICAS PREMIADAS Livros de texto: Belton ◆ Livros culturais e de arte: Lisegraff ◆ Livros institucionais: Midiograf ◆ Livros infantis/ juvenis: Malires ◆ Livros ilustrados e livros técnicos: Midiograf ◆ Livros didáticos: Posigraf ◆ Guias, manuais e anuários: Corgraf ◆ Photobook digital: Ogg Digital ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Midiograf ◆ Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais: Corgraf ◆ Revistas infantis/ juvenis ou de desenhos: Graciosa ◆ Revistas institucionais: Malires ◆ Jornais de circulação não diária: Ogg Digital ◆ Rótulos convencionais com e sem efeitos especiais: Lisegraff ◆ Rótulos em autoadesivo sem efeitos especiais: Lisegraff ◆ Rótulos em autoadesivo com efeitos especiais: Lisegraff ◆ Etiquetas: Corgraf ◆ Embalagens semirrígidas sem efeitos

gráficos: Tuicial ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos: Malires ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos especiais: Malires ◆ Embalagens de micro-ondulados com e sem efeitos especiais: Lisegraff ◆ Embalagens sazonais: Ótima ◆ Sacolas: Malires ◆ Embalagens flexíveis impressas em flexografia: Catuaí Rótulos ◆ Pôsteres e cartazes: Malires ◆ Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais: Tecnicópias ◆ Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais: Malires ◆ Relatórios de empresas: Hellograf ◆ Folhetos publicitários: Malires ◆ Kits promocionais: Corgraf ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: Corgraf ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de chão: Corgraf ◆ Calendários de mesa e de parede: Malires ◆ Cartões de mensagem: Corgraf ◆ Convites em geral: Malires ◆ Convites de formatura: Lisegraff ◆ Cartões de visita: Belton ◆ Papelarias, certificados e diplomas: Belton ◆ Impressos de segurança: Ogg Digital ◆ Cadernos escolares em conformidade com a norma ABNT NBR 15733: Ótima ◆ Cadernos em geral: Ótima ◆ Agendas: Malires ◆ Cardápios: Corgraf ◆ Produtos próprios – kits promocionais: Maxi Gráfica ◆ Produtos próprios – calendários: Ótima ◆ Produtos próprios – impressos promocionais: Malires ◆ Produtos próprios – sacolas: Corgraf ◆ Produtos próprios – cartões de visita e papelarias: Corgraf ◆ Inovação tecnológica: Belton ◆ Complexidade técnica do processo: Cambeflex ◆ Impressão digital em grandes formatos: Belton ◆ Impressão digital em pequenos e médios formatos: Belton ◆ Embalagens – baixas tiragens: Danielle Arte ◆ Livros: baixas tiragens: Belton ◆ Design gráfico: Karine Kawamura ◆ Melhor impressão digital: Belton ◆ Melhor impressão offset plana: Midiograf ◆ Melhor acabamento editorial: Midiograf ◆ Melhor acabamento cartotécnico: Ótima ◆ Melhor impressão flexográfica: Gráfica Fatimense.

Data e local: 22 de junho, no Santa Mônica Clube de Campo, em Colombo, região de Curitiba, com a participação de 500 convidados. O concurso apresentou crescimento de 11% no número de gráficas participantes e de 17,3% em produtos inscritos.

Gráficas premiadas 12 prêmios: Malires ◆ 10 prêmios: Corgraf ◆ 8 prêmios: Belton ◆ 6 prêmios: Lisegraff ◆ 5 prêmios: Midiograf e Ótima ◆ 3 prêmios: Ogg Digital ◆ 1 prêmio: Cambeflex, Catuaí Rótulos, Danielle Arte, Fatimense, Graciosa, Hellograf, Maxi Gráfica, Posigraf, Tecnicópias e Tuicial. Design: Karine Kawamura

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2018 Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos novembro /dezembro 2018

40 492 17 60 REVISTA ABIGR AF

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RIO GRANDE DO SUL

14º Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica

Data e local: 27 de julho, no Salão de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), com a presença de mais de 300 pessoas, entre lideranças, parceiros, fornecedores e convidados, além de representantes de mais de 20 gráficas gaúchas.

Gráficas premiadas 7 prêmios: Grafiset ◆ 6 prêmios: Editora São Miguel ◆ 4 prêmios: Bhordo e Grafdil Impressos ◆ 3 prêmios: Art Laser, Impresul e Lupagraf ◆ 2 prêmios: ANS e Cor Fotolito ◆ 1 prêmio: Brazicolor, Centhury, Comunicação Impressa, Degráfica e RJR

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2018 Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos

23 263 14 39

44 REVISTA ABIGR AF

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“E

stou feliz por reunirmos colegas de todas as demais partes do Estado. Cumprimento todos que inscreveram suas peças neste Prêmio Gaúcho, que possui impressos muito bem produzidos”. Com essas palavras, Angelo Garbarski, presidente da Abigraf- RS , que promove anual mente o concurso, agradeceu à família gráfica do Rio Grande do Sul. Outras instituições que colaboraram para o êxito da premiação foram a Abigraf Nacional, o Sindigraf- RS , o Singrapel, o Singraf-RS e a Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG). Esta última foi a responsável pelo julgamento dos trabalhos concorrentes, na sua sede em São Paulo.

GRÁFICAS PREMIADAS Livros de texto: Editora São Miguel ◆ Livros culturais, de arte, institucionais, ilustrados, técnicos e didáticos: Art Laser ◆ Livros infantis e juvenis: Comunicação Impressa ◆ Guias, manuais e anuários: Art Laser ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Art Laser ◆ Revistas periódicas de caráter variado com recursos

gráficos especiais: Editora São Miguel ◆ Revistas infantis, juvenis ou de desenho: Grafiset ◆ Revistas institucionais: Editora São Miguel ◆ Revistas de circulação não diária: RJR ◆ Rótulos convencionais com e sem recursos gráficos especiais: Grafiset ◆ Rótulos em autoadesivo sem recursos gráficos especiais: Brazicolor ◆ Rótulos em autoadesivo com recursos gráficos especiais: Degráfica ◆ Etiquetas: Grafdil ◆ Adesivos: Grafiset ◆ Embalagens semirrígidas sem recursos gráficos especiais: Grafiset ◆ Embalagens de micro-ondulados com e sem recursos gráficos especiais: Grafdil ◆ Pôsteres e cartazes: Bhordo ◆ Catálogos promocionais e de arte sem recursos gráficos especiais: Lupagraf ◆ Catálogos promocionais e de arte com recursos gráficos especiais: Impresul ◆ Relatórios de empresas: Lupagraf ◆ Folhetos publicitários: Editora São Miguel ◆ Kits promocionais: Editora São Miguel ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: Grafdil ◆ Displays e materiais de ponto de venda de chão: Cor Fotolito ◆ Calendários de mesa e de parede: Cor Fotolito ◆ Cartões de mensagem: Grafiset ◆ Convites: Grafiset ◆ Cartões de visita: Bhordo ◆ Papelarias: Grafiset ◆ Impressos de segurança: ANS ◆ Cadernos em geral: Editora São Miguel ◆ Agendas: Centhury ◆ Cardápios: Bhordo ◆ Kits promocionais: Lupagraf ◆ Calendários: Impresul ◆ Impressos promocionais: Impresul ◆ Impressão serigráfica: ANS ◆ Produtos impressos em substratos sintéticos: Grafdil ◆ Inovação tecnológica: Bhordo


SANTA CATARINA

2º Prêmio Catarinense de Excelência Gráfica

J

á na sua segunda edição, o Prêmio Catarinense apresentou sensível evolução nos seus números, com 315 produtos inscritos por 20 gráficas, em 37 categorias. “Um crescimento significativo da participação de nossas gráficas, com cerca de cem produtos a mais inscritos na premiação e dez novas categorias, se comparado ao ano passado, o que vem consolidar a nossa premiação regional. É um aumento que evidencia a qualidade dos produtos impressos em nosso Estado e mostra a importância da rea lização do Prêmio Catarinense de Excelência Gráfica”, comemorou Cidnei Barozzi, presidente da Abigraf-SC.

GRÁFICAS PREMIADAS Livros de texto: Arcus ◆ Livros culturais e de arte: Natal ◆ Livros infantis/ juvenis: Arcus ◆ Livros ilustrados e livros técnicos: Tipotil ◆ Guias, manuais e anuários: Rocha ◆ Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais: Tipotil ◆ Revistas

periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais: Elbert ◆ Revistas infantis/ juvenis ou de desenhos: Arcus ◆ Revistas institucionais: Sul Oeste ◆ Jornais de circulação não diária: Arcus ◆ Rótulos convencionais com e sem efeitos especiais: Mércur ◆ Rótulos em autoadesivos sem efeitos especiais: Grafimax ◆ Rótulos em autoadesivos com efeitos especiais: Baumgarten ◆ Etiquetas: Elbert ◆ Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos: Elbert ◆ Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos: 43 ◆ Embalagens sazonais: Volpato ◆ Sacolas: Natal ◆ Embalagens flexíveis impressas em flexografia: M & R ◆ Pôsteres e cartazes: Tipotil ◆ Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais: Tipotil ◆ Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais: Tipotil ◆ Relatórios de empresas: Arcus ◆ Folhetos publicitários: Elbert ◆ Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa: Elbert ◆ Calendários de mesa e de parede: Natal ◆ Convites: Rocha ◆ Cartões de visita: Rocha ◆ Papelarias, certificados e diplomas: Elbert ◆ Pastas: Elbert ◆ Cadernos e agendas: Nacional ◆ Cardápios: Natal ◆ Produtos próprios – calendários: Rocha ◆ Produtos próprios – impressos promocionais: Rota ◆ Produtos próprios – sacolas próprias: Natal ◆ Produtos próprios – cartões de visita e papelarias: Mayer ◆ Produtos próprios – cadernos e agendas: Nacional

Data e local: 27 de setembro, no Salão de Eventos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, prestigiado por cerca de 200 convidados, entre empresários, representantes de gráficas, fornecedores e autoridades. Cresceu 50% em trabalhos inscritos e 40% em troféus entregues.

Gráficas premiadas 7 prêmios: Elbert ◆ 5 prêmios: Arcus, Natal e Tipotil ◆ 4 prêmios: Rocha ◆ 2 prêmios: Nacional ◆ 1 prêmio: Baumgarten, Grafimax, Mayer, M & R, Mércur, 43, Rota, Sul Oeste e Volpato.

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2018 Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos

20 315 15 37

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ATENDIMENTO Texto: Evanildo da Silveira

Ao comemorar seus 20 anos, a meta da empresa é fortalecer o atendimento em todo o País.

I

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Druck Chemie amplia rede de distribuidores

nstalada no Brasil há  anos, com fábrica em Valinhos (SP), a Druck Chemie Brasil, es pe cia li za da em produtos químicos para a indústria gráfica e no gerencia mento de resíduos, quer expandir seu atendimento para todo o território nacional. Para isso, aposta em parcerias. “Em função da extensão do Brasil, elas são vitais para o sucesso do negócio”, afirma Larissa Roberta Bonazzio, gestora comercial da companhia. Ela cita como exemplo o que a empresa vem fazendo em Curitiba. “Reconhecendo o potencial da região, há anos a Druck Chemie desenvolve um árduo trabalho com representantes e distribuidores locais”, diz Larissa. “O saldo é o reconhecimento da nossa seriedade e a retomada da parceria com a WG Comércio de Materiais Gráficos. Essa empresa possui quase  anos de existência e uma trajetória íntegra, idônea e, por isso, será a distribuidora exclusiva de insumos Druck Chemie.” A companhia fechou outro acordo este ano, dessa vez com a NSS Representações, de Salvador. Em Brasília, a Druck Chemie conta com a SCF Produtos Gráficos que é sua parceira há mais de quatro anos. “Estamos muito satisfeitos e otimistas. Acreditamos que a relação de negócios deve ser de ganha-ganha em toda a cadeia, assim geramos crescimento econômico sustentável”, comenta a executiva. A empresa conta ainda com duas filiais, uma em Contagem (MG) e outra em Canoas (RS), que replicam o fornecimento de insumos e a prestação de serviços oferecidas pela matriz de Valinhos. REVISTA ABIGR AF

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Hoje a Druck Chemie fornece insumos químicos es pe cia li zados e serviços para a indústria de impressão e gráficas, com um port fólio de mais de  produtos. “A localização estratégica possibilita à empresa, que possui frota própria de caminhões, trabalhar com o sistema de tournée de entregas, no qual a cada dia os veícu los se encontram em uma rota, seja mensal, quinzenal ou semanal.” SUSTENTABILIDADE

Ela está também na área de gerenciamento de resíduos. “Nós completamos o ciclo de utilização de matérias-primas desde o fornecimento até o acompanhamento do produto final, por meio da recuperação e gerenciamento do lixo e utilização de embalagens retornáveis, oferecendo soluções inovadoras”, comenta Larissa. Uma das soluções adotadas pela empresa é o procedimento denominado blend. Trata-se de um processo que mistura resíduos compatíveis, gerando assim um produto al-

ternativo ou matéria-prima utilizada para abastecer fornos de cimenteiras. “Nesse sistema, o lixo é totalmente descaracterizado, dando origem a uma mistura com tipos específicos de materiais de alto poder calorífico”, explica a gestora comercial. Para manter e am pliar sua posição no mercado, a Druck Chemie Brasil também tem investido em pesquisa e desenvolvimento. “Em parceria com a Escola Senai Theobaldo De Nigris foi possível neste ano ministrar dois cursos voltados para aprendizagem dos colaboradores nas áreas de offset e flexografia. Agora, estamos empenhados na divulgação da linha de produtos para flexografia que é uma novidade em nosso portfólio.” A companhia está apostando ainda em certificações como a alemã Fogra para garantir segurança e valor agregado ao produto final dos clientes. O foco está, principalmente nas embalagens alimentícias, far macêuticas, produtos de higiene, linha pet e embalagem de brinquedos.

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GESTÃO

Hamilton Terni Costa

Um projeto de inovação para o setor

M

uito poucos, no setor gráfico, conhecem o Senai Cimatec localizado em Salvador, Bahia. Um extraordinário centro tecnológico, um dos maiores do Brasil, dentro da organização do Senai Nacional, o Cimatec é um modelo integrado que combina ensino e prestação de serviços de alta tecnologia com escola técnica, centro universitário, centro tecnológico e áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, Em uma área de . m² e com mais de US$  milhões de investimento, o centro possui  áreas de competência, incluindo laboratórios na áreas de plástico, robótica, soft wares, entre muitos outros. Compõem a organização nada menos do que três Institutos Senai de Inovação, seis Institutos Senai de Tecnologia e uma unidade do Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (veja quadro abaixo).

Institutos Senai Cimatec • Institutos Senai de Tecnologia • Institutos Senai de Inovação: de Conformação & União de Materiais, de Automação e de Logística • Centro de Supercomputação • Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial • BIR – Brazilian Institute of Robotics

Seus números são impres sionantes: sua escola técnica tem  cursos com . matriculas, sendo  deles classificados com o melhor desempenho do País. Seu centro universitário é considerado como a melhor instituição de ensino superior em Engenharia do Norte/Nordeste com . matrículas, 


professores permanentes, nove bacharelados,  es pecia li zações, dois cursos de mestrado e dois cursos de doutorado. Seu centro tecnológico tem  doutores,  mestres e mais de  projetos de pesquisa em andamento, com mais de R$  milhões em projetos de PD&I. Possui ainda o segundo mais potente supercomputador da América Latina e acordos com os principais centros tecnológicos do mundo, incluindo institutos alemães e norte-americanos. Em suma, uma potência em pesquisa e desenvolvimento a serviço da indústria brasileira e inter nacional instalada no País. O setor gráfico, nesse complexo, ainda possui uma tímida representatividade em expansão. Para tanto, o Senai Cimatec acaba de fechar parceria com duas consultorias do setor: a AN Consulting e a Projeto Pack, além de firmar acordo operacional com a Escola e Faculdade Senai Theobaldo De Nigris de São Paulo. A base dessa parceria é a formatação de projetos voltados a empresas gráficas brasileiras que estejam buscando soluções e inovação em seus negócios. As consultorias serão agentes de difusão, captação e orientação de projetos dentro do setor envolvendo empresas gráficas voltadas ao promocional, marketing, editorial, comercial, embalagens de cartão e flexíveis, rótulos e etiquetas e processos offset, flexográfico e de impressão digital. No desenvolvimento desses projetos entra toda a estrutura do Senai Cimatec incluindo financiamentos via Finep e Sebrae.

Mais do que nunca, o setor precisa de inovações e melhoria de produtividade. Sejam inovações tecnológicas, sejam inovações em modelos de negócio que permitam às empresas acompanharem a evolução dos seus clientes e os desafios que as novas formulações oriundas da indústria . vêm gradualmente impondo a todo o setor industrial mundial. E o Brasil não pode ficar fora disso. No começo deste ano, em outro artigo, citei um excelente estudo elaborado pela CNI no final de : oportunidades para a indústria . — aspectos da demanda e oferta no Brasil. Recorro a ele, novamente, para melhor exemplificar as necessidades setoriais para uma ação como a que está sendo proposta. Em termos de inovação o setor gráfico brasileiro não pode ser considerado um exemplo. No estudo, dentro dos parâmetros estabelecidos para comparação entre setores industriais e seus congêneres internacionais, vê-se o seguinte quadro referente ao que se chama de setor de impressão e reprodução de gravações:

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REVISTA ABIGR AF


Bastam esses números para observarmos o quanto precisamos melhorar em termos de inovação e também em produtividade. Essa iniciativa do Senai Cimatec, pois, é um estímulo às empresas que queiram avançar e progredir com base em projetos bem estruturados. No estudo da CNI, dentro das formulações de políticas para os caminhos da indústria no Brasil, apresenta-se a seguinte matriz de produto × processo na indústria .: Produto Tradicional Tecnológico Convencional

1

2

4.0

3

4

Processo

Taxa de inovação (percentual de empresas): ,, que representa o número de empresas com inovações sobre o total de empresas. Como comparação, a média dos setores industriais brasileiros com a chamada produção contínua, onde se classifica o nosso setor, está em ,. ◆ Média da taxa de inovação inter nacional:  ◆ Produtividade por trabalhador (US$ mil/trabalhador): ,, contra ,, se comparado com a média dos setores brasileiros e , se comparado à média inter nacional. ◆

50

Hamilton Terni Costa hterni@ anconsulting.com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting. com.br e diretor para América Latina da APTech (antiga NPES) REVISTA ABIGR AF

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O investimento em processos e produtos através de projetos específicos tem como objetivo levar empresas que estejam no quadrante  (processo convencional × produto tradicional) a almejarem posições que as coloquem no quadrante  (produto tecnológico × processo convencional) e idealmente no quadrante  (processo . e produto tecnológico). Nas empresas gráficas, classificadas dentro do setor produtivo contínuo (que tem interrupções mínimas do processo produtivo), os impactos das transformações, segundo o estudo, tendem a ser concentrados em “melhorias no processo produtivo e na integração digital da cadeia entre clientes e fornecedores”. Isso significa que um forte trabalho na revisão dos processos produtivos, produtividade e digitalização dos controles, ou seja, workflows automatizados e plataformas digitais interconectadas a clientes pode ser um dos caminhos a serem trilhados no desenvolvimento desses projetos. Alia-se a isso uma revisão dos modelos de negócio junto com a implementação de estratégias que permitam a exploração de novos nichos de mercado ou de novas ofertas integradas a serviços que assegurem maior rentabilidade. Essas são, pois, as ambições desse programa lançado no fim de novembro em evento no Senai Barueri em São Paulo. Vale a pena inteirar- se e buscar participação. Em um momento de possível recuperação econômica, o desenvolvimento de um projeto de inovação com tamanha retaguarda pode ser essencial para a construção de um caminho inovador e próspero para sua empresa.


SUCESSÃO

As mulheres na sucessão –

A liderança feminina na empresa familiar

Domingos Ricca

U

Ingram Image

m dos principais problemas em uma organização fami liar é o processo sucessório, a transição entre o pai (fundador) e a segunda geração, normalmente porque o patriarca tem por objetivo a per petuação do seu negócio, ao qual se dedicou dias e noites durante a maior parte da sua vida. O fundador não quer que sua empresa venha a desaparecer após a sua morte. Seu sonho é que haja uma fonte de sustento para as gerações que virão, e que este seja o legado que ele deixará para os seus. O problema maior da sucessão ocorre quando o sonho do fundador não é o mesmo sonho do filho (herdeiro), mas e se o sonho do pai for o mesmo sonho da herdeira? As mulheres ficaram durante muitos anos relegadas ao papel de mãe e esposa. A partir da década de  iniciaram um processo de luta por igualdade de direitos, permitindo a consolidação da imagem de profissionais competentes, e com qualidades tais que garantam o gerenciamento eficaz de organizações de diversos perfis. Suas conquistas aconteceram por meio de um processo longo e lento que se estende até os dias atuais. As empresas fa mi lia res começaram a apresentar maior destaque para a gestão das herdeiras, que por anos não puderam assumir as organizações que seus pais criaram. Este era um espaço ocupado pelos filhos. O fator mais importante para que isso ocorra é acreditar no potencial e na capacidade das herdeiras no processo de sucessão fami liar. Hoje as filhas estão sendo qualificadas e preparadas, e por terem uma maior afinidade e proximidade com o fundador, acabam por assumir muito facilmente a cultura da gestão, entendendo o modelo de liderança e sua importância no processo de

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per petuação da empresa. Tem mais tato e sensibilidade para lidar com os problemas de divergências fami liares. Os aspectos positivos que uma alma feminina pode oferecer na gestão de uma empresa fa mi liar estão calcados no fato de a sucessora ter, muito frequentemente, a imagem do pai como o herói de sua vida. Na empresa ela consegue gerir com uma destreza maior, pois assimila perfeitamente os valores que sustentam a organização. Entende o poder da credibilidade e da palavra, por ter uma convivência maior com o fundador, além da intuição e sensibilidade para tomar decisões. Pesquisa rea lizada demonstra que apenas  das mulheres esperavam entrar no negócio da família. Entre as razões que elas deram para ingressar na empresa estão: ajudar a família, ocupar uma posição que ninguém deseja, e insatisfação com o outro emprego. Outro fator constatado é que as mulheres pesquisadas não haviam planejado seu ingresso nas empresas fami liares, entrando na organização apenas para apoiar a família durante uma crise, ou porque as outras opções no mercado eram ainda mais indesejáveis. A sucessão fa mi liar deve ser planejada com antecedência na presença do fundador, pois ninguém melhor que ele para transmitir os valores e a cultura da instituição, bem como todo o conhecimento, caso a herdeira necessite enfrentar momentos de crises, doenças ou até mesmo a morte do criador da organização, o que poderia abalar o equilíbrio do negócio fami liar. Domingos Ricca www.empresafamiliar.com.br Sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento e da revista Empresa Familiar.


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EXPANSÃO

A Ahlstrom-Munksjö investiu US$ 420 milhões na aquisição da unidade fabril da MD Papéis Especiais em Caieiras

Ahlstrom-Munksjö quer crescer regionalmente A empresa está aplicando recursos da ordem de R$ 520 milhões na conclusão da compra da fábrica da MD Papéis e na flexibilização da planta de papéis especiais em Jacareí. A meta é crescer na América Latina. Por: Evanildo da Silveira

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C

om o objetivo de aumentar sua participação no mercado nacional e da América Latina, a AhlstromMunksjö está investindo R 520 milhões em seus negócios no Brasil. Desse total, R 420 milhões foram gastos na aquisição, em abril, da MD Papéis Especiais, localizada em Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo, e R 100 milhões para aumentar a capacidade de produção e melhorar a flexibilidade de

Luciano Neves, diretor comercial na América Latina

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sua fábrica em Jacareí (SP). Além disso, a companhia — uma das líderes mundiais na produção de papéis especiais —, vem aplicando cerca de R 12, milhões por ano, desde 2011, em sua planta de Louveira (SP), focada no atendimento do mercado automotivo com papéis filtrantes. Segundo Luciano Neves, diretor comercial na América Latina, a empresa vem rea lizando esses investimentos por acreditar no potencial desses mercados. “No caso da aquisição da MD, ela se deu principalmente pela nossa visão mais ampla, que objetiva uma atuação regional e não apenas no País.” O executivo não tem uma estimativa precisa do aumento das vendas da empresa em 2019, mas diz que a perspectiva é positiva, com um crescimento que deverá ser maior do que os prováveis 2% de 201, pois a economia do País está começando a se recuperar. “Nosso desempenho tem a ver com o segmento de embalagens, o primeiro a crescer quando a retomada acontece.” A fábrica adquirida em Caieiras teve vendas líquidas de cerca de R 2 milhões, em 201. Com a compra, a Ahlstrom- Munksjö estima benefícios anuais de sinergia de até R 2 milhões, principalmente devido à otimização de negócios sobrepostos. Combinada à unidade de


Jacareí, a fábrica de Caiei­ras dobrará a capacidade ­anual de produção de pa­péis especiais da Ahlstrom-​­Munksjö no Brasil. Além disso, o negócio possibilitará à empresa contar com a fabricação local de papel decorativo — afora outros segmentos já atendidos no Brasil, como papel filtrante automotivo, embalagens e re­lea­se liners — e fortalecer sua liderança global também nesse segmento. Isso faz parte da estratégia da empresa de estar próxima dos clien­tes, com o fornecimento local como forma de am­pliar suas opções e oferecer vantagem competitiva por meio da redução de estoques e custos agregados. Contribui ainda o fato de os produtos até então fabricados pela MD estarem alinhados ao port­fó­lio global da Ahlstrom-​­Munksjö e complementarem as soluções desenvolvidas es­pe­cial­men­te em Jacareí. MAIOR CAPACIDADE

O projeto de Jacareí está previsto para ser con­ cluí­do no terceiro trimestre de 2019 e expandirá a capacidade de revestimento e calandragem na máquina de papel. Isso possibilitará que a Ahlstrom-​­Munksjö ofereça produtos revestidos em linha mais efi­cien­tes e de alta qualidade nos segmentos de rótulos autoadesivos, rótulos colados (wet glue), etiquetagem, comunicação vi­sual, embalagem flexível e impressão por sublimação. De acordo com o executivo, a atua­li­za­ção da linha de produção também melhorará a flexibilidade da empresa para oferecer uma gama maior de produtos. Para Lu­c ia­no Neves, com esses investimentos, a empresa vai reforçar sua posição no mercado de embalagens flexíveis, autoadesivos e rótulos de forma geral. “Vamos ter uma participação bem expressiva em toda a América Latina”, diz. “Com a aquisição da fábrica de Caiei­ras também poderemos oferecer ao mercado gráfico pa­péis de baixa gramatura.” Um exemplo é o lançamento do papel para bulas de medicamento. “Estamos fazendo um trabalho junto às gráficas e aos la­bo­ra­tó­r ios para apresentar essa nossa linha, que está bem completa. O papel para bula, por exemplo, tem baixa gramatura (45 g/m²), não solta pó e tem um desempenho de impressão muito efi­cien­te. É possível imprimir mais rápido, aumentando a produção por hora da máquina.”

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Joanna Marini

CONEXÃO BRASÍLIA

Roberto Nogueira Ferreira

Que labirintos nos esperam em 2019?

E

screvo a menos de  dias do início do governo do presidente eleito Jair Bolsanaro. O que se sabe é muito pouco para uma ava liação consistente, mas alguns sinais emitidos pela futura equipe econômica, liderada pelo economista Paulo Guedes, permitem algumas especulações. Paulo Guedes é um ex periente economista do mercado financeiro. Ele sabe que é fundamental, para o sucesso de sua empreitada, acabar com o déficit fiscal o mais rápido, se possível em . Para isso, necessário será agir com rigor em cortes de gastos da União e das estatais federais, como exemplo para que estados e municípios adotem a mesma postura. Reformar a previdência é tarefa urgente e importante, mas ainda que a atual proposta seja aprovada no Congresso Nacional em , os resultados não serão imediatos. Alcançar resultados na outra face do déficit — nas receitas — não é tarefa fácil como alguns ingênuos imaginam. Em  a economia se crescer será, mais uma vez, em ritmo lento, menos de . A receita tributária brasileira tem enorme dependência do comportamento da economia — produção e comercia lização de bens e serviços. Com a economia em ritmo lento, a receita segue na mesma velocidade. Alterações tributárias com efeito imediato são impensáveis, seja do ponto de vista político ou técnico. Sem passar pelo Congresso Nacional resta ao Executivo elevar alíquotas do IPI, via Decreto, mas essa é uma opção desastrosa e que não gera a receita necessária, mas ajuda a destruir a indústria nacional. Sobre a questão fiscal e tributária, só para ilustrar, transcrevo o que disse na Câmara dos Deputados, em , o então Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente: “Mais que uma reforma tributária, é indispensável uma reforma fiscal, que também abranja o lado do gasto, com intersecções com as reformas pre videnciá ria e fiscal e, por essas razões, seria também necessária uma reforma política, porque dela fará parte a discussão de questões federativas”. Vinte e um anos depois não fizemos nada, mas a carga tributária só aumenta, ano a ano,

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asfi xiante e burocrática, inibidora de investimentos, inimiga do emprego, da exportação e da competitividade nacional. E a indústria gráfica? Ela segue em seu labirinto de elevada tributação comparativamente às benevolências que favorecem a importação de produtos gráficos que matam empregos e destroem a renda interna. E o novo czar da economia assustou em primeiro momento ao anunciar o fim de restrições à importação de dezenas de produtos. A indústria espera que esse arroubo não se concretize. Assustou também ao anunciar o fim do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex terior, transformando-o em um mero departamento do Ministério da Economia (fusão de Fazenda, Planejamento e MDIC). É no MDIC que a indústria gráfica — por meio da Abigraf — tem pleitos relevantes, sérios e consistentes, em negociação aberta e franca com técnicos da área de comércio ex terior, que visam evitar que a indústria gráfica nacional seja esmagada por políticas externas equivocadas. O fim da especificidade técnica do MDIC é mais um labirinto a ser enfrentado. Os seis primeiros meses nos darão um norte para ava liação, no Executivo e no Congresso Nacional. Noticia boa é a aprovação, há dias, pela Câmara dos Deputados, depois de quatro anos, do PL , de . Ele ainda tramitará no Senado Federal. O ideal é sua aprovação nas duas Casas em . A Abigraf está focada e concentrada nesse objetivo. Não é tarefa trivial em meio ao turbilhão dos dias que antecedem . Mas é matéria da maior relevância para o País, pois evita que recursos orçamentários e renúncias tributárias via incentivos fiscais — que deveriam gerar emprego e renda no Brasil a partir da indústria gráfica — gerem emprego e renda em terceiros países. O caso do PL , de , é exemplar: o que é bom para a indústria e o País demora. O ruim é imediato. Roberto Nogueira Ferreira é sócio-proprietário, há 34 anos, da RN Consultores (Brasília), onde atua como consultor da Abigraf Nacional.


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O homem chega, já desfaz a natureza Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá pra cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o sertão ia alagar O sertão vai virar mar, dá no coração O medo que algum dia o mar também vire sertão SÁ & GUARABYRA

Delfim Martins

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F OTOG R A F I A Por: Tânia Galluzzi

uan­do, em 1977, Luis Carlos Sá e Guttemberg Gua­raby­ra compu­ seram a canção Sobradinho, muito já havia se falado sobre projetos en­ volvendo o Rio São Francisco. Sá & Gua­raby­ra protestavam con­ tra a construção da represa de Sobradinho, que conteria as águas represadas do rio para fazer fun­cio­nar a usina hidrelétrica de mesmo nome. Em plena ditadura, não se via nada sobre as ci­

Foto: Claudio Edinger

Os Chicos de Delfim dades que de­sa­pa­re­ce­riam sob as águas do Velho Chico, muito menos as consequências da obra. E sempre foi assim. Polêmicas acompa­ nham os planos para o Rio São Francisco des­ de o século XIX , sobretudo o mais famoso deles, a transposição do rio, que nada mais é do que a integração do São Francisco a rios tem­po­rá­ rios por meio de canais artificiais. O sonho de fazer o sertão virar mar, agora muito perto de ser integralmente concretizado, tem mais de

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dois séculos. O primeiro plano de transposi­ ção de que se tem notícia remonta à década de 1810, como registra o portal do Senado Federal. Com obras ini­cia­das pelo governo Lula em 2007, o primeiro eixo, o Leste, com 217 km, foi inaugurado em março do ano passado, be­ne­f i­ cian­do um milhão de pes­soas em 32 mu­ni­cí­pios em Pernambuco e na Pa­raí­ba. O eixo Norte, que deve estar con­c luí­do ainda neste ano, atingirá um contingente ainda maior: 7,1 milhões de pes­ soas, em 223 cidades de Pernambuco, Pa­raí­ba, Rio Grande do Norte e Cea­rá.

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Profundo conhecedor da comunhão entre o homem e a terra, em 2010 Delfim Martins viu na transposição uma oportunidade de do­ cumentar uma obra sem precedentes no País. E começou a acompanhá-​­la regularmente. “É a maior obra aquaviária do planeta, um proje­ to muito interessante. A maioria das pes­soas que é contra não conhece a rea­li­da­de da re­g ião”, comenta o fotógrafo. Há 32 anos — depois de passar pela revis­ ta Visão e de fundar, ao lado do irmão, Juca Martins, de Nair Benedicto e Ricardo Malta, a lendária agência F4 —, ele especializou-​­se no que chama de agrofotografia, unindo téc­ nica fotográfica e conhecimentos de agrono­ mia, passando a atender o mercado corporati­ vo. Aproveitando a produção não comprometida


Foto: Du Zuppani

Como norte para a documentação da trans­ posição do São Francisco, Delfim decidiu acom­ panhar não só a obra em si, mas também algu­ mas fa­mí­lias, como a do Seu Zé, cuja casa foi de­sa­pro­pria­d a. Na zona rural do distrito de Custódia, no Pernambuco, Seu Zé e a esposa veem no horizonte da nova casa um dos mui­ tos lagos cria­dos pela obra. O fotógrafo tem convivido também com pes­soas transferidas para as vilas produtivas rurais, organizadas para receber aqueles que não quiseram indeni­ zação financeira, com estrutura (escola, unida­ de de saú­de) a qual os novos moradores não dis­ punham até então. O acervo traz igualmente o trabalho documental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na coleta de amostras da fauna e da flora de locais onde houve supressão de mata.

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com seus clien­tes criou em 1991, também com Juca, mais a esposa Laura, a Pulsar, hoje o maior banco de imagens exclusivamente de­ dicado a temas nacionais. São mais de 400 mil imagens e 200  mil ví­d eos, num profundo mergulho no cenário brasileiro por meio do trabalho de 60 fotógrafos.

Recentemente, Delfim descobriu um alia­do de­ cisivo para a documentação dos novos contor­ nos do Velho Chico: o drone. “É uma ferramenta ex­traor­d i­ná­r ia. Traz um tipo de imagem antes inexistente, a perpendicular, com resultados que não se consegue de nenhuma outra forma”, derrete-​­se Delfim, atraí­do como sempre pelas novidades tecnológicas. Pelo menos dez fotó­ grafos que clicam para a Pulsar estão usando drones em suas capturas, trazendo frescor para paisagens por vezes batidas. Com a tecnologia, Delfim conseguiu dar vida nova às fotos da nas­ cente do rio, na Serra da Canastra (MG), e de sua foz, no município de Pia­ça­bu­çu, em Ala­goas. Esses oito anos de São Francisco já lhe ren­ deram mais de 10 mil imagens, das quais cerca de três mil foram editadas e duas mil co­mer­cia­ li­za­das. O livro sobre a jornada já está a cami­ nho. Sairá pela Metalivros e aguarda apenas a conclusão do eixo Norte. “Meu prazer é saber que, daqui a alguns anos, quando quiserem fa­ lar sobre a transposição, terão de se debruçar sobre o meu trabalho.” novembro /dezembro 2018  REVISTA ABIGR AF

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Nelson Alves dos Santos Administrador de empresas e docente REVISTA ABIGR AF

cenário político e econômico do Brasil nos últimos anos assolou o País em uma crise financeira e de identidade, de tal forma, que levou as empresas e os trabalhadores a um mundo de incertezas. A falta de planejamento e a corrupção em todos os níveis da sociedade, somados à falta de um programa de educação e geração de mão de obra qualificada, culminaram no caos que aterroriza a nossa sociedade. Afinal, como gerar empregos? Como gerar negócios? Se por um lado vivemos o auge da tecnologia com suas redes sociais, sistemas de última geração e aplicativos para diversas necessidades ou não, faltam investimentos na qualificação da mão de obra, treinamentos, e principalmente uma reestrutu ração nas grades de ensino em todos os níveis, para que possa haver um equilíbrio de avanço tecnológico e ao mesmo tempo capacitação das pessoas a operar e administrar todo esse conhecimento. Nos perguntamos diariamente, como gerar negócios em um cenário de crise? O Brasil ainda vive a síndrome da necessidade de um herói, um salvador da pátria. Na verdade, precisamos que os empresá rios e a sociedade, juntos em um novo modelo de gestão, entendam a importância e o papel das consultorias neste novo cenário, o departamento de RH precisa ser visto como fator decisivo na gestão, e é preciso criar uma nova visão, mas como enxergar as adversidades de forma a gerar novas oportunidades de negócios e crescimento? A gestão emocional pode fazer toda a diferença. A importância na gestão de Recursos Humanos e as práticas de reengenharia de pessoas diante da crise, atitudes e resultados, podem identificar os medíocres e as maçãs podres da sua empresa. Converse com a sua equipe, tome decisões e faça a sua empresa fluir.

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A liderança e motivação dos profissionais é algo que precisa ser trabalhado diariamente nas empresas e na nossa sociedade, afinal, nem tudo se resume apenas a salário. Valorize o RH, ele fará a diferença! Identifique a posição × qualidade de cada funcionário. Cuide da mente, do corpo e do espírito, busque o equilíbrio, faça da pressão algo prazeroso e com ótimos resultados, avalie a importância do coaching para a sua empresa e para os seus profissionais. O olho do tigre é uma técnica que mantém o profissional faminto em busca de resultados, tornando-o um profissional mais atento e observador. Visua lize as ameaças, planeje e busque os negócios. Inove! Seja água, terra, fogo e ar, saiba se adaptar às situações. Monitore seu posicionamento e mantenha o foco, comunique-se para alcançar as suas vitórias, compartilhe o seu sucesso, exercite a humildade. O sábio é humilde, o arrogante é um ignorante. Liderar é uma arte e não se aprende nos livros. Hoje, as organizações buscam pessoas com características e qualidades que somem resultados com os da empresa, assim trazendo benefícios para ambas as partes. A imagem que você transmite pode dizer muito sobre você. Apesar do que muitos acreditam, atingir seus objetivos na carreira ou nos negócios não significa que a parte difícil acabou. Quais são, porém, as estratégias adequadas para manterse no topo? Potencia lizar o olho do tigre e expandir seu território com um passo a passo prático e objetivo, reafir mar sua posição no mercado e avançar, ampliar seus horizontes, aumentar sua eficiência e tornar-se indispensável. Descobrir seu valor pessoal e não permitir a estagnação de sua carreira ou de seus negócios, em suma, o mercado de trabalho e as empresas precisam entender a necessidade de investir no ser humano, na sua qualificação física e mental e principalmente na sua valorização, pois assim os resultados virão, independente de crise ou não.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 120, de novembro/dezembro de 1988

Tilibra, 60 anos Brunner, “o papa das artes gráficas”

A presidente da empresa, Olga Viotto Coube, com os diretores (E/D) Caio Coube, Luiz Antonio Carvalho e Ricardo Coube

Estávamos em 1928, quando João Batista Martins Coube, com 28

anos e curso primário incompleto, resolveu abrir em Bauru a Typografia Brasil. Ninguém acreditava no sucesso do empreendimento, a não ser ele próprio e a esposa Carmem. Tanto, que venderam sua única propriedade, uma casa, para empregar 18 contos de réis no negócio, iniciado em um local modesto e com quatro funcionários. João e Carmem estavam certos. A empresa cresceu e expandiuse também para o comércio de papelaria. Em plena Segunda Guerra Mundial, em 1944, transformou-se na primeira sociedade anônima de Bauru, com o nome de Tipografias e Livrarias Brasil S/A. Cinco anos depois, João sur preendia novamente, inaugurando uma sede com quatro andares, ficando a loja no andar térreo e a gráfica nos pavimentos superiores. Um quarto de século após a fundação, em 1953, a empresa contava com o que havia de mais moderno em equipamentos, tinha 362 funcionários, nove filiais no Estado e onze representantes no restante do País. Em 1962, a gráfica passou a ocupar uma área construída de 6.000 m2, em uma área total de 40.000 m2. Com o falecimento de João em 1970, Henrique, o mais velho dos quatro filhos, assumiu a presidência da empresa. A superintendência ficou com Sérvio e a diretoria administrativa e a industrial com Ruben e Edmundo, respectivamente. Edmundo licenciou-se para se candidatar a prefeito de Bauru e foi eleito. Houve nova mudança no nome da empresa, que se transformou na Tilibra S/A Comércio e Indústria Gráfica. No início dos anos 80, a família passa por um duro golpe com o falecimento em curto espaço de tempo de Henrique, Sérvio e Edmundo. Ruben passa a presidir a Tilibra, ao lado da terceira geração da família: Ricardo, filho de Edmundo; Caio, filho de Sérvio e Luiz Antonio Carvalho, genro de Henrique. Nos cargos de gerência, ficaram Vinícius, Pedro Henrique e João Batista, filhos, respectivamente, de Sérvio, Henrique e Edmundo. Ao completar seis décadas de atividade, em 1988, a Tilibra tem como diretora-presidente Olga Viotto Coube. Ligadas à empresa-mãe, existem as seguintes empresas: em Campinas e prestes a mudar-se para Bauru, a Tiliform, que produz formu lários contínuos; em São Paulo, a TBD, empresa atacadista distribuidora de produtos de papelaria; e, em Bauru, o grupo Lojas Tilibra, com loja na própria cidade e também em São José do Rio Preto, Araçatuba, Lins, Marília e Adamantina.

Assim ficou conhecido no setor o imigrante suíço Josef Brun-

ner, que chegou ao Brasil em 1952. Irrequieto e exigente e com profundo conhecimento técnico, tornou-se um paradigma da inovação e da excelência da qualidade na indústria gráfica nacional. Acumulou ex periência trabalhando durante sete anos em empresas das áreas fotográfica e gráfica. Em 1959 abriu sua empresa, a Fotolito Graphis, em Porto Alegre. No ano seguinte, por implicações legais, o nome foi mudado para Gráficos Brunner. Seus negócios foram impulsionados por um grande cliente: a Varig. Em 1961, a Varig transferiu sua sede para o Rio de Janeiro e Brunner optou por mudar-se e instalar sua gráfica no bairro do Brook lin, em São Paulo. Dois anos depois, adquiriu a Foto Postal Colombo, que produzia cartões postais em preto e branco e passou a imprimi-los em cores. Sua busca incessante pela excelência gráfica, levou-o a unir-se à Suzano, na pesquisa por um papel de melhor qualidade, e à Tintas Lorilleux, para desenvolver a primeira linha de tintas brilhantes fabricada no Brasil. Em 1964, importou da Europa uma fotocomponedora e, no ano seguinte, o primeiro escâner e uma máquina reveladora, avanços tecnológicos que fizeram da sua gráfica uma das melhores e de maior qualidade no País. Brunner, então, dedicou-se a pesquisar uma escala cromática que retratasse verdadeiramente as cores brasileiras. Surgiu a Linha Tropical, ou “333”, como era chamada pela fabricante, a Lorilleux. Diferente das convencionais, tinha padrões próprios para as regiões Norte, Centro e Sul do Brasil. Ela chegou a ser exportada para os Estados Unidos e Holanda, e no mercado nacional ficou conhecida como Escala Brunner. Afastou-se da direção da gráfica em 1985, entregando o comando ao seu filho, Ronald. Mas continua mexendo nas máquinas e acompanhando a impressão dos livros de arte que produz para a sua nova empresa, a Mundo Cultural Editora, com o apoio da Lei Sarney. novembro /dezembro 2018

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