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REVISTA REVISTA

ISSN 0103•572X

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• 271 A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • M A I O / J U N H O 2 0 1 4 Nº

REVISTA ABIGRAF 271 MAIO/JUNHO 2014

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I I I • J U L H O / A G O S T O 2 0 1 8 • Nº 2 9 6

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ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • J U L H O / A G O S T O 2 0 1 6 • Nº 2 8 4

de Arte nas capas ISSN 0103•572X

da Revista Abigraf REVISTA ABIGRAF 284 JULHO/AGOSTO 2016

REVISTA

REVISTA ABIGRAF 282 MARÇO/ABRIL 2016

REVISTA ABIGRAF 296 JULHO/AGOSTO 2018

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 6 • Nº 2 8 2

PRESIDENTE DA CBL VÊ NA PNLL UM DIVISOR DE ÁGUAS PARA O MERCADO EDITORIAL

COMERCIALIZAÇÃO ONLINE DE PRODUTOS GRÁFICOS ESTÁ CRESCENDO RAPIDAMENTE

SERIGRAFIA SIGN RECEBE MAIS DE 36 MIL VISITANTES E MUDA SEU NOME PARA FUTURE PRINT


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ISSN 0103•572X

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• 271 A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • M A I O / J U N H O 2 0 1 4 Nº

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I I I • J U L H O / A G O S T O 2 0 1 8 • Nº 2 9 6

Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Eduardo Franco, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Evanildo da Silveira e Gracia Martin Colaboradores: Alfredo Aquino, Domingos Ricca e Hamilton Terni Costa Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e acabamento: Lis Gráfica Capa: laminação, reserva de verniz e hot stamping (fitas MP do Brasil): Lamimax Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

REVISTA ABIGRAF 271 MAIO/JUNHO 2014

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ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • J U L H O / A G O S T O 2 0 1 6 • Nº 2 8 4

de Arte nas capas ISSN 0103•572X

da Revista Abigraf REVISTA ABIGRAF 284 JULHO/AGOSTO 2016

REVISTA

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 6 • Nº 2 8 2

REVISTA ABIGRAF 282 MARÇO/ABRIL 2016

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Capa: criação de Cesar Mangiacavalli, com obras de Almeida Júnior, Edivaldo, Ismael Nery, Arcangelo Ianelli, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Manabu Mabe e Antonio Gomide REVISTA ABIGRAF 296 JULHO/AGOSTO 2018

REVISTA ABIGRAF

PRESIDENTE DA CBL VÊ NA PNLE UM DIVISOR DE ÁGUAS PARA O MERCADO EDITORIAL

COMERCIALIZAÇÃO ONLINE DE PRODUTOS GRÁFICOS ESTÁ CRESCENDO RAPIDAMENTE

SERIGRAFIA SIGN RECEBE MAIS DE 36 MIL VISITANTES E MUDA SEU NOME PARA FUTURE PRINT

PARA O MERCADO EDITORIAL PNLE UM DIVISOR DE ÁGUAS PRESIDENTE DA CBL VÊ NA

CRESCENDO RAPIDAMENTE DE PRODUTOS GRÁFICOS ESTÁ COMERCIALIZAÇÃO ONLINE

SEU NOME PARA FUTURE PRINT DE 36 MIL VISITANTES E MUDA SERIGRAFIA SIGN RECEBE MAIS

Um museu imaginário

Em abril de 1988, a Revista Abigraf passou a estampar em suas capas as obras de artistas brasileiros dos mais diferentes estilos, escolas e técnicas. Passados 30 anos e 180 capas, o conjunto dessas capas, sem que isso sequer fosse projetado quando surgiu a ideia, tornou-se um verdadeiro Museu Imaginário. Um museu dos sonhos. Com esta edição, estamos oferecendo aos nossos leitores encarte com uma seleção de 60 capas, para relembrar e desfrutar imagens que encantaram.

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O embate do papel

Lutando para reduzir a perda de competitividade do setor gráfico, a Abigraf discute o aumento do papel com a Suzano e consegue fazer com que ele seja aplicado de forma gradual.

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Defina sua proposta de valor 4

FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

julho /agosto 2018

A partir de exemplos de várias iniciativas inovadoras dentro do segmento gráfico, o consultor Hamilton Costa propõe uma reflexão sobre o que você está ofertando ao seu cliente.


Expositores satisfeitos

A 32-ª Escolar Office Brasil agrada os fabricantes de caderno presentes com estande na feira, que destacaram o contato com novos clientes como um dos pontos altos.

FuturePrint 2019

Serigrafia Sign, encerrada em 28 de julho, lança sua nova marca, em sintonia com a diversificação de processos nos segmento de sinalização e comunicação visual.

Revistas literárias

Em meio aos percalços que o mercado editorial tem vivido, duas publicações impressas carregam a bandeira da produção de livros no Brasil, explorando as conexões entre a literatura e outras áreas.

A trajetória de Vicente Aleixo

Empresário e líder setorial contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria gráfica mineira, defendendo a união e a formação de redes de relacionamento.

Os encantos da Bahia

O fotógrafo Reinaldo Giarola dedica-se a retratar a cultura baiana e seus símbolos, perpetuando cenas e ofícios que têm perdido espaço no mundo moderno.

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Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL, fala sobre a sanção da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), entre outros assuntos. Para ele, a política significa um divisor de águas.

9772526558006 issn 2526-558x

Um norte para o livro

a revista dos livros — ano dois, número quatorze, agosto de dois mil e dezoito — R $ 19 Giannetti e a esperança visionária de Mangabeira Maria Rita Kehl por Christian Dunker • Um guia de políticasUnger • Gabriel Cohn lê fhc Os índios e o Supremo, por públicas, por Ilona Szabó Conrado Hübner Mendes de Carvalho • Renato Terra e o Brasil do Casseta

Livros para explicar o Brasil literatura

Um roteiro de leitura dos contos de Machadoda vida e de Assis Benjamin Moser música

Três violões brasileiros: Canhoto, Garoto e Raphael Rabello Cacá Machado

literatura

As memórias do editor que descobriu Kafka Alcino Leite Neto economia

O livro de David Harvey sobre a nova servidão por dívidas Bianca Tavolari

história

Novecentos anos de Portugal contados em 250 páginas Paulo Lopes Lourenço cultura pop

Videogames, o novo campo de batalha dos exércitos moralistas

Hegel e o Haiti, por Pedro Daniel Galera Paulo Pimenta Elvira Lobato e o financiamento— Uma livreira judia em fuga, por Maíra Nassif — Godard eleitoral — listão: uma seleção de 129 lançamentos 68, por J. G. de Lima em 25 áreas

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Sucessão Familiar/Domingos Ricca ..... 44 Rotativa ............................................... 8 Sistema ............................................ 52 Editora Moderna /50 anos .................. 35 Sigep/75 anos ................................... 56 Fornecedor/Müller Martini .................. 31 Há 30 anos ........................................ 57 Gráfica/Sutto Serigrafia ...................... 28 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 58 julho /agosto 2018

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EDITORIAL

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Porto seguro

nto ria. Superado o estranhame ha an mp aco o nã to tex iver lendo este to dizer No momento em que você est contato com o papel (esquisi do l cia ini s da o imeiro turn porcionada estaremos às vésperas do pr o?) e a falta de interação pro nã o, iss a olh esc a com parmos rmou que “aquele eleições. Além de nos preocu pelas redes sociais, Joel afi , ras ma Câ s na ver ções os tempo de leitura sem distra dos candidatos que desejam ras num Estado rendeu muito mais do que ho no Senado e comandando o a tre um computador alternando en e o País, temos de aprender picadas s Além de nos artigo a ser escrito, notícias driblar as fake news. Todo s não as preocuparmos selecionadas a esmo, e-mail estão preocupados em como a semana erir no com a escolha dos lidos, artigos abertos há um notícias falsas podem interf ixei que plo do ndidatos que ca e mensagens inesperadas. De resultado do pleito, a exem rnais, Unidos. desejamos ver nas a decisão dos editores dos jo que aconteceu nos Estados No mar de informações no Câmaras, no Senado e não o número de cliques ou um meus orça onde e comandando o algoritmo que identifica e ref qual estamos imersos e por tura”. Estado e o País, interesses, guiasse minha lei as fake news têm nadado com as temos de aprender a Como saldo final da experiência, eleio tranquilidade, mesmo com tivas driblar as fake news. afirmou que iria separar um horár várias e muito válidas inicia papel. do dia para ler notícias no de capturá-las, o porto seguro As constatações de Joel certamente está na mídia inião, para mim, mas tradicional. E, na minha op Pinheiro não são novidade e um res se ão az A r . dia impressa especificamente na impressa foi muito bom saber que a mí e qu o te en tam jus e, pacto ad a uma palavra, credibilid a proporcionar o mesmo im ua tin con is na jor de falando iliarizadas. mais precisamos agora. Estou pessoas, digamos, não fam em com os, mã s na cê tem e revistas, como esta que vo Ponto para nós! reputação a um com , tar con ra pa ia uma histór o trabalho de r lceregato@abig raf.org.b a zelar, cujas páginas trazem os fat r ata dicados a rel profissionais da notícia, de , ouvir várias versões, que realmente aconteceram com a verdade. Isso enfim, com um compromisso te, a ausência de não signif ica, necessariamen cada vez mais deve, posicionamento. Ele pode, e ma clara, transparente. estar presente, porém de for al de abril li, Eu não estou sozinho. No fin relato interessante em um jornal impresso, um , colunista da de Joel Pinheiro da Fonseca passar uma semana Folha. Ele foi convidado a veículos impressos, informando-se apenas por fica ultado foi uma leitura Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação hábito que não tinha. O res Indústrias Gráfica s das to dica e, Sin do et e al) ern ion int que na (Abigraf Nac digraf-SP) mais profunda e ref lexiva do no Estado de São Paulo (Sin al ger em e qu os nt su as com o tat de quebra, o con

L evi C eregato

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Henkel apoia trabalho voluntário Há duas décadas, a Henkel criou um programa para engajar seus colaboradores e aposentados em trabalhos vo luntários: a iniciativa Make an Impact on Tomorrow (Impacte o Amanhã). Para marcar esses 20 anos, a empresa doou 90 mil euros (cerca de R$ 400 mil) para três projetos no Nepal, Guatemala e Vietnã. Desde o começo da iniciativa, a companhia já apoiou quase 14 mil projetos beneficentes em mais de 100 países — incluindo o Brasil, por meio da Fundação Fritz Henkel —, não só com doação de material e dinheiro mas também com o tempo de seus funcionários, concedido em forma de licença remunerada. Os programas agraciados incluem auxílio a creches e escolas, suporte para projetos educacionais, programas de férias para crianças de famílias em vulnerabilidade so cial, apoio ao Special Olympics — organização internacional para portadores de deficiência intelectual — e voluntariado em orfanatos de Uganda, entre outros. Em 2018, foram selecionadas 21 propostas que favorecerão 12.700 pessoas na América Latina. No Brasil, cinco projetos impactarão 5.000 pessoas.

Nova linha de tintas sublimáticas da DuPont D

entro do mercado de impressão têxtil digital, o segmento de sublimação é visto como um dos que apresenta maior crescimento. A projeção mundial é que este mercado atinja 900 milhões de metros quadrados de tecidos impressos pelo processo de sublimação já em 2021. “O crescimento fenomenal da impressão com sublimação digital visto nos últimos anos se deve, principalmente, às tecnologias de simplificação do fluxo de trabalho, além do desenvolvimento tecnológico de tecidos à base de poliéster”, comenta Leonidas Andrade, gerente de vendas e marketing para a DuPont Artistri na América Latina. Atenta ao potencial deste mercado, a DuPont Advanced Printing lançou a linha de tintas sublimáticas DuPont Artistri, desenvolvida a partir dos desafios impostos pelo processo de sublimação, em especial pela busca por pretos de

alta saturação. Segundo a empresa, as tintas Artistri, disponíveis em diversos níveis de viscosidade para se adequarem a diferentes cabeças de impressão, garantem um processo de sublimação com baixo consumo de energia, perfeito para otimizar o fluxo de transferência da tinta. O novo port fólio de produtos de sublimação é composto pelas tintas DuPont Artistri Xite S1500, S2500 e S3500, destinadas à impressão em substratos têxteis de poliéster. A fabricante destaca como principais características da linha Artistri os seguintes aspectos: padrões de cores excepcionais, com pretos ricos e profundos; grande saturação de cor; ótimo desempenho de jateamento durante a impressão; e redução da necessidade de limpeza das cabeças e do tempo de parada durante a impressão. http://artistri.dupont.com.br

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ERRAMOS

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Na matéria de Arte publicada na nossa edição nº 295 sobre o importante pintor e grande personalidade da colônia japonesa no século passado, erramos na data do seu falecimento. Nascido em 22 de março de 1906, na província de Tochigi, Japão, Tomoo Handa faleceu no dia 1º de agosto de 1996 (e não 1966, como publicado), no Brasil.

Tomoo Handa

Ninguém como ele retratou o imigrante japonês no Brasil

as obras clássicas, no ano de 1956 viajou pelo Japão, França, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal. Dominando as técnicas da pintura a óleo e aquarela, sua obra é um retrato fiel da presen­ ça dos isseis1 na paisagem rural brasileira, que aqui vieram sonhando construir seu futuro em uma nova pátria. 1 Naturais do Japão que emigram para as Américas

Nikkey Palace Hotel (1985) e no Banco de Tokyo, agência Campinas (1993). Realizou duas expo­ expo sições especiais. Uma, em 1993, no Museu His­ His tórico da Imigração Japonesa, com quadros elaborados nas décadas de 1940 e 1950, doa­ dos ao acervo do museu, e outra, comemorati­ comemorati va do Centenário do Tratado de Amizade Bra­ Bra sil­Japão, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 1995. Para estudar e apreciar

Capa

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Autor, Título, Técnica. 000 × 000 cm, 0000 REVISTA ABIGR AF

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PINTOR E ESCRITOR

Inte lec tual, profundo observador e dotado de rara sensibilidade, além de pintor, Tomoo Handa foi também escritor, lançando três li­ vros no idioma japonês: Ainda Estou em Viagem (1966), no qual descreve os costumes brasilei­ ros; O Imigrante Japonês – História de Sua Vida no Brasil (1970); e O Amor Nunca se Acaba (1985), em homenagem póstuma à sua esposa. O livro O Imigrante Japonês, que narra a trajetória de adaptação e progresso dos seus conter râ neos pioneiros e é considerado o livro referência so­ bre a história da imigração japonesa no Brasil, teve a edição traduzida para o português lan­ çada em 1987. Sobre Tomoo Handa, o professor titular de História da Faculdade de Filosofia, Letras

e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e ex­ presidente do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, no seu livro Sob o Signo do Sol Levante – Uma História da Imigração Japonesa no Brasil, Shozo Motayama, escre­ veu: “Em toda sua obra, seja como pintor seja como escritor, ele privilegiou a vida e os costu­ mes do imigrante nipônico na terra brasileira que ele tanto amou. Graças ao seu esforço, po­ demos apreender a saga ingente e quase esque­ cida dos pioneiros vindos do longínquo país do Sol Levante para plantar a boa semente da sua cultura neste abençoado solo dos brasileiros”. Nascido em 22 de março de 1906, na provín­ cia de Tochigi, Japão, Tomoo Handa faleceu no dia 1º de agosto de 1966, no Brasil.

5 maio /junho 2018

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julho /agosto 2018

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Ecofuturo lança o livro Educando na Natureza

Organização mantida pela Su-

zano Papel e Celulose, o Instituto Ecofuturo lançou o livro “Educando na Natureza”. A obra é um desdobramento do programa Meu Ambiente, iniciativa realizada desde 2010, que busca apresentar a natureza como espaço educador. O projeto proporciona a alunos e professores da rede pública do entorno do Parque das Neblinas (reserva ambiental da Suzano, gerida pelo Ecofuturo) oportunidades de reconexão com a natureza e para o desenvolvimento da consciência ambiental. Além de textos leves, sugestões de atividades e

citações de educadores e ambientalistas, o livro reproduz artes produzidas por estudantes que já participaram do programa Meu Ambiente. O material é indicado para ser utilizado por educadores de diversas disciplinas que desejam trabalhar o tema dentro e fora das salas de aula, por pais ou qualquer adulto que também desempenha seu papel educador de sensibilizar as crianças e jovens para o respeito à natureza.“O projeto tem como objetivo inspirar e despertar o desejo de vivenciar os ambientes naturais e sua bio diver sidade, seja em

uma floresta, na praça perto da escola ou mesmo no quintal ou varanda de casa, propondo reflexões a respeito do contato do homem com a natureza e todo o po ten cial educador e transformador dessa relação”,

afirma Paulo Groke, diretor de sustentabilidade do Ecofuturo. O livro está disponível para download no site do instituto. Para mais informações, visite ecofuturo.org.br ou acesse o perfil no Facebook.

9 julho /agosto 2018

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Bobst Latinoamerica tem novo CEO E

(E/D) Alan Liao/VSP, Kiyti Hatori/Inventário, Simone Timbó/Operação Papel, Sonia Rodrigues/Arjowiggins, Patricia Almeida/Antalis, César Lopes/Nova Papel, Dirceu Murakami/Escrisam, Daniel Eraldo/Antalis; (agachada) Kamila Abramovic/Antalis; (na frente) Cristiane Bolaina/Antalis, Mara Mendes/VIP Papers, Eliana Ribeiro/VIP Papers.

Pré-lançamento de papéis especiais Arjowiggins

A Antalis do Brasil realizou em sua sede, em São

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Paulo, no dia 9 de agosto, o pré-lançamento da Coleção de Papéis Especiais da Arjowiggins 2018. Essa primeira etapa de divulgação das novidades foi direcionada para os principais dealers desse mercado: Art Comercial, Cortepel, Dritter, Emgraf, Escrisam, Inventário, L2 Papéis, Nova Papel, Operação Papel, Só Papel, Vip Papers e VSP. Sônia Rodrigues, gerente comercial e de marketing da Arjowiggins do Brasil, apresentou aos participantes do evento as novas linhas da empresa lançadas mundialmente. A coordenadora de produtos para papéis especiais da Antalis, Cristiane Bolaina, informou sobre os produtos que a companhia trará para o Brasil, com a ampliação das linhas Mettalics, Conqueror e Keaykolour. Na linha dos papéis especiais Mettalics, serão incluídas sete novas cores; na Conqueror, duas; e na Keaykolour, virão 16 novas cores em altas gramaturas. Todos esses papéis foram expostos aos presentes e houve a distribuição de amostras e catálogos impressos. Para melhor conhecimento da estrutura física e organizacional da Antalis foi feito um tour pelas suas instalações, sendo percorridas as áreas responsáveis de cada parte do processo de vendas REVISTA ABIGR AF

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e da logística, que chamou a atenção dos clientes pelos cuidados de armazenamento e manuseio dos materiais. Na oportunidade, Jesus Quintero, presidente da Antalis do Brasil, ressaltou a importância do trabalho em equipe entre a distribuidora e as revendas para alcançar os melhores resultados e o sucesso do novo port fólio. As vendas foram abertas ao mercado em um evento realizado na sede da Abigraf no dia 21 de agosto para clientes, designers, influenciadores e agências de publicidade. www.antalis.com.br

duardo Petroni é o novo CEO da Bobst Latinoamerica desde julho, em substituição a Norberto Wiederkehr, que anunciou sua saÍda do grupo. Anteriormente, o executivo atuou no grupo holandês Océ Technologies — adquirida pelo grupo japonês Canon em 2012 — durante 32 anos, até o início deste ano, tendo exercido a função de diretor comercial e managing director para a América Latina, baseado em São Paulo. Ele estabeleceu um novo hub para a América Latina, com base no Brasil, para o grupo Océ, líder global em imagem digital e impressão industrial. Petroni é graduado em Administração Educacional – Pedagogia pela Universidade de São Carlos (UFSCar) e pós- graduado em Marketing pela Escola Su pe rior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. Sediada em Itatiba (SP), a Bobst Latinoamerica concentra-se em quatro objetivos estratégicos: organização eficaz, excelência operacional, pessoas e crescimento. A companhia é uma das principais fornecedoras mundiais de equipamentos e serviços para fabricantes de embalagens e etiquetas nas indústrias de papel-cartão, papelão corrugado e materiais flexíveis. Fundada em 1890 por Joseph Bobst, em Lausanne, Suíça, a Bobst está presente em mais de 50 países, administra 14 plantas industriais em oito países e emprega cerca de 5.400 pessoas em todo o mundo. A empresa registrou no ano de 2017 um faturamento consolidado de 1.529 milhões de francos suíços. www.bobs1t.com


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F

ambiente digital complementou meu conhecimento além das áreas de acabamento e offset tradicional”, relembra. Para Paulo Faria, diretor geral da empresa, “é uma contratação importante e necessária em função de nosso crescimento no Brasil. Cesar tem o perfil ideal para ampliar a entrega de soluções da Koenig & Bauer, que é líder na impressão de embalagens cartonadas e tem tecnologia de sobra para atender os mercados de impressão comercial e editorial”.

ornecedora global de software e hardware para design de embalagem, automação, work flow e produção, a Esko anunciou em julho a aquisição da Blue Software, empresa de software de gerenciamento de rótulos e arte baseada em Chicago, Illinois (EUA), da Diversis Capital e da Schawk Solutions. “Nossas soluções de hardware e software digitalizam, automatizam e conectam o desenvolvimento de embalagem ao fluxo de produção, desde conceitos virtuais de design em 3D até a impressão, embalagens acabadas, displays de lojas, e imagem e conteúdo para e-commerce. Com esta aquisição, reforçamos a posição da Esko como uma empresa inovadora em tecnologia para a indústria de embalagem”, enfatiza Udo Panenka, presidente da empresa. A combinação do software de gerenciamento de rótulos e arte da Blue com a Plataforma Esko para Marcas aprofunda o investimento da Esko nas indústrias onde a produção de embalagens tem papel de destaque. A melhoria da expertise e da tecnologia nas duas empresas permite a ambas entregar aos clientes uma funcionalidade avançada mais rapidamente. Fazem parte ainda da família Esko, a Enfocus, que oferece soluções em automação e ferramentas PDF de controle de qualidade para gráficas, editoras e designers gráficos, e a MediaBeacon, com soluções de digital asset management. Empresa do grupo Danaher, a Esko possui 1.500 colaboradores em todo o mundo e sua sede está localizada em Gent, na Bélgica.

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www.esko.com

Koenig & Bauer contrata Cesar Del Nero

Depois de investir em um novo

escritório e na ampliação do estoque de peças, sob o comando de Paulo Faria, a Koenig & Bauer (BR) fortalece sua equipe com a contratação do executivo Cesar Del Nero. Técnico gráfico formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional (Senai), com espe cialização em offset e flexografia, Del Nero acumula mais de 30 anos de experiência na área gráfica, com passagem por destacadas empresas do setor, inclusive no segmento digital. “A ótima experiência no

Esko anuncia aquisição da Blue Software

Futura Imbatível agora é FuturaIM U

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ma das principais gráficas webto-print do Brasil, a Futura Imbatível, que faz parte do grupo WBL Gráfica e Editora, acaba de apresentar seu novo posicionamento de marca e modelo de negócio ao mercado e muda o nome para FuturaIM . O grupo gráfico da WBL ocupa atualmente 6.000 metros quadrados de área, possui 1,3 mil pontos de retirada de material no País, 15 lojas físicas e 450 colaboradores. Entre as mais de 70 soluções da empresa para imREVISTA ABIGR AF

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pressão de materiais figuram cartões de visita, fôlderes, pastas, revistas, adesivos, banners, brindes promocionais e muitos outros. A nova marca foi desenvolvida pela agência Good To Connect, resultando de uma consultoria de negócios com projeto criativo e uma imersão de 650 horas de trabalho em toda a estrutura da empresa. “Sabíamos que a Futura Imbatível já havia alcançado seu crescimento orgânico muito antes do mercado web- to-print

evoluir no Brasil. Por isso, o desafio foi criar um posicionamento apresentando tudo o que há de mais tecnológico e inovador na empresa e, assim, acompanhar sua expansão”, declarou Thiago Buchler, presidente da agência. Agora, a Futura Imbatível passa a assinar Futura IM , apresentando na sua nova imagem uma identidade visual mais clean, moderna e alinhada às tecnologias avançadas de impressão. “A nova marca está acompanhando nos-

so novo momento no mercado gráfico. Estamos mais fortes, sagazes e encorpados. O ‘ IM ’ representa nosso desejo de conti nuar sendo im pres sio nantes, impecáveis e imbatíveis”, acentua Felipe Augusto, gerente de operações da FuturaIM. Para 2019, está prevista a ampliação do parque gráfico do grupo WBL para 8.000 m² de área ocupada, com a instalação de novos equipamentos. www.futuraim.com.br


Durst Brasil amplia serviços do Repair Center Único centro de reparos de cabeças de impressão fora da matriz na Itália, o Repair Center da Durst Brasil, sediado no município de Campinas, em São Paulo, oferecia esse tipo de serviço apenas para os equipamentos Gamma, voltados à produção cerâmica. Agora, com a expansão de sua capacidade, os clientes da ampla base instalada de impressoras a jato de tinta UV Rho (grandes formatos e comunicação visual), de todo o território brasileiro, passam também a usufruir do serviço mais ágil de suporte e restauro de cabeças de impressão.

“A grande base instalada de equipamentos Durst na área de comunicação visual tornou viável essa nova etapa em nosso Repair Center”, explica Ricardo Pi, diretor da Durst Brasil. “Agregando as funções de análise e reparo das cabeças de impressão Rho, queremos garantir que os clientes tenham o mínimo de prejuízo e tempo de máquina parada durante a manutenção e ainda recebam serviço de suporte técnico de excelência em tempo bastante reduzido.” Para Guilherme Poggianelli, gerente de operações da empresa, os clientes vão

no equipamento em tempo menor do que se houvesse a necessidade de importar esse item, e a um custo muito inferior ao de se comprar uma cabeça nova.”

ganhar em agilidade, velocidade e qualidade nos serviços. “Com a estrutura atual, temos condições de realizar reparos nas cabeças de impressão Rho em dois ou três dias e reinstalar o módulo

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Renata Ferrari

America UV, novidade no mercado de impressão digital

Para atender a uma demanda industrial por im-

pressos com personalização digital de qualidade, durabilidade e produzidos diretamente em uma gama de materiais rígidos e flexíveis, chegou ao mercado nacional a America UV Digital Technology Systems, especializada em tecnologia digital de impressão. A companhia comercializa sistemas completos para o segmento UV, com impressoras digitais, tintas, substratos/mídias e softwares. “Apresentamos inovações de sistemas de impressão digital, tintas e softwares — que gerenciam milhões de cores — desenvolvidos para empresas que precisam homologar seus impressos junto aos clientes, ofertando expertise acima da média. Gráficas que demandam produtos com mais

cores, além daquelas que trabalham com comunicação visual em material rígido e flexível, estão entre o público-alvo da America UV ”, relata o diretor Eliel Schemiko. Segundo ele, um dos diferenciais da empresa é a ancoragem das tintas HND Ink com os sistemas de nanotechnology, cura UV e tintas cerâmicas. O diretor acrescenta que as soluções de impressão America UV são preparadas para atender desde as pequenas gráficas até grandes fabricantes. “Oferecemos sistemas flexíveis com variação de produtividade e híbridos para empresas nas quais o espaço físico e a otimização do tempo de máquina precisam ser considerados, até linhas industriais para impressão em materiais planos e rígidos”, conclui Schemiko. www.americauv.com

Suzano lança papel-cartão para copos descartáveis

E specífico para a confecção

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de copos descartáveis, a Suzano Papel e Celulose lançou em agosto o Bluecup, papel-cartão desenvolvido no Brasil a partir do eucalipto. Esse mercado atualmente é abastecido por produtos de fontes não renováveis ou por papéis procedentes da Ásia, Europa e América do Norte. As características físicas do novo produto vão contribuir para o crescimento do mercado

gráfico nacional em segmentos onde as ações de marketing são mais intensas, sobretudo entre os consumidores dos setores de fast food e redes de café e sorvetes. “Este é um mercado que movimenta no Brasil aproximadamente 580 mil toneladas por ano, porém os produtos de fontes renováveis respondem por uma fatia bastante reduzida desse volume. Temos, portanto, um grande potencial

de evolução e queremos ajudar os convertedores de copo a desenvolverem esse mercado”, diz Leonardo Grimaldi, diretor executivo de papel da Suzano Papel e Celulose. A Suzano terá uma rede composta por 24 pontos para a distribuição do produto em todo o País, a partir da qual os convertedores terão acesso facilitado a estoques e a produtos convertidos. www.suzano.com.br

Repense Consultoria promove campanha “Faça as pazes com seu sistema”

Consultoria especializada na gestão de custos, produção e vendas, a J. Ferrari, liderada pelo consultor José Ferrari, agora tem novo braço: a Repense Soluções em Gestão, com foco na melhoria da utilização dos sistemas gerenciais nas gráficas e seus fornecedores. Renata Ferrari, executiva responsável pelos projetos da empresa, reforça a importância de melhorar a subutilização dos recursos tecnológicos disponíveis nas empresas, trabalhando para que os gestores melhorem suas competências individuais, necessárias para acompanhar as constantes mudanças. “Estamos antenados nas novidades e tendências em gestão com foco espe cial em ajudar as empresas a aproveitarem o melhor dos seus recursos tecnológicos e equipes”, explica Renata. Graduada em sistemas de informação com especialização em gestão de projetos e MBA em gestão estratégica de TI pela FGV-SP, ela atua na indústria gráfica há mais de 20 anos, passando por empresas de sistemas e em grandes gráficas de segmentos variados. Também atua voluntariamente no conselho de governança do PMI São Paulo (Project Management Institute). www.repensenet.com

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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Foto: Daniel Deak

Luís Antônio Torelli

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“A PNLE é um divisor de águas”

uas semanas antes do início da ª Bienal Inter nacional do Livro de São Paulo, Luís Antônio Torelli, presidente da CBL , entidade promotora da feira, conversou com a Revista Abigraf sobre a aguardada aprovação da Lei Castilho, a necessidade de o setor partir para o enfrentamento de problemas recorrentes e sobre o principal evento do setor neste ano.

No dia 13 de julho foi sancionada a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), conhecida como Lei Castilho1 , considerada o primeiro marco legal da história do Brasil voltado à formação de leitores. O que isso representa para o mercado editorial? Sem nenhum exagero, a PNLE é para mim um divisor de águas. A partir disso teremos, definitivamente, os projetos voltados para o livro e a leitura como

uma ação de Estado e não de governo. Isso significa que esses planos não ficarão mais a mercê de mudanças de ministros e secretários. Desde  vínhamos tentando sem sucesso emplacar o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL)2 , que, com a PNLE, vira também uma política de Estado. O governo tem agora seis meses para formular as propostas juntamente com o Ministério da Educação e da Cultura e a sociedade civil e vai ter que determinar a verba para a execução dessas propostas para os próximos  anos. Qual é o papel das entidades para que esse programa realmente se efetive? A estruturação do PNLL contará com a participação da sociedade civil e das entidades. Temos de levar as nossas propostas e ficar muito atentos para saber o que será implementado. Isso é muito bom, porque

1 José Castilho Marques Neto, ex-secretário executivo do PNLL, Plano Nacional do Livro e Leitura, e principal formulador do texto aprovado. 2 O PNLL foi lançado em 2006 e instituído oficialmente pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011.

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Não só eu como todos que vão participar da Bienal veem o evento como um grande salva-pátria. Em junho já tínhamos  mil ingressos vendidos pelo site, o que é um ótimo sinal. As pessoas estão acreditando na Bienal também pelas mudanças que promovemos na edição passada, resolvendo problemas como longas filas e corredores estreitos. Em uma pesquisa feita em ,  dos frequentadores disseram A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasi- que voltariam à Bienal e eles estão cumprindo aquileiro Ano-Base 2017 demonstrou uma queda de 1,95% lo que declararam. A Bienal depende muito de públino faturamento total com relação ao ano ante rior. co, não só de quantidade, mas também de um público interessado. Em  a programação já foi ampliada e Esse encolhimento já era esperado? Sim. Estamos vivendo uma crise monumental e o agora teremos . horas de programação excelennosso setor não ficou imune a isso. A crise no mer- te. Teremos novidades, como a Jornada Profissional. cado editorial tem duas vertentes: uma é essa que Dois dias antes da abertura ao público,  profissioacompanhamos diariamente e envolve toda a econo- nais do livro participarão de rodadas de negócios, sendo  compradores convimia e a outra advém do fato de dados da América Latina,  não termos feito a nossa lição editores do Emirado Árabe de de casa. Compomos um setor Sharjah — convidado de honque, apesar da sua importânSem nenhum exagero, cia, é muito fechado, empurrara  — e  editores apoiaa PNLE é para mim mos os problemas com a barridos pelo Bra zi lian Publishers. ga em função da sazonalidade um divisor de águas. das compras governamentais. No dia 28 de junho, o senhor A partir disso teremos, Mas agora a crise nos atingiu e o presidente do Sindicato definitivamente, os em cheio, alcançando inclusiNa cio nal dos Editores de Live as nossas duas maiores revros (Snel), Marcos da Veiprojetos voltados para des: Saraiva e Cultura. Temos ga Pereira, se reuniram com o o livro e a leitura como de enfrentar questões como a presidente Michel Temer em uma ação de Estado consignação. Não sou contra a Brasília. Como foi o encontro? consignação, e sim contra esse Ficamos impressionados pore não de governo. estado de coisas. É completaque fomos atendidos em temmente sem sentido colocar o po recorde. Pedimos a audiênlivro em consignação e depois cia e na semana seguinte ela ter de ficar pedindo pelo amor foi marcada, e o presidente de Deus para receber os relatórios. Outro ponto é a já tinha uma boa noção da dificuldade que estamos enorme concentração de livra rias no eixo Rio- São enfrentando. O Michel Temer pediu a presença do Paulo. Temos . livrarias para cinco mil e tantos presidente do Banco do Brasil para que pudéssemos municípios, mas se você se afasta um pouquinho de expor os problemas e encontrar alguma solução, soSão Paulo já encontra cidade, inclusive de porte mé- bretudo para duas questões: linhas de crédito mais dio, que não tem nenhum ponto de venda. Como po- acessíveis para as pequenas e médias livrarias e a redemos fomentar a leitura se as pessoas não têm onde negociação da dívida das duas grandes redes. Agoencontrar os livros? Daí a importância da Bienal do ra, a próxima reunião será com o BNDES. O mercaLivro e de eventos literá rios espalhados pelo País. do editorial era um dos maiores consumidores do Saindo do diag nóstico e partindo para a ação, crédito do Cartão BNDES, porém, com a crise, deslançaremos na Bienal um passo a passo para quem de o ano passado, os bancos vêm reduzindo esse quiser empreender em livra rias. O ma nual mos- crédito. Estamos tentando reverter isso, pedindo trará como montar uma livraria, a escolha da lo- ajuda às instituições e ao governo federal, como já calização, como determinar seu acervo, entre ou- aconteceu com outros setores. tros pontos. O ma nual foi elaborado pela CBL em parceria com a FEA /USP. Podemos esperar alguma novidade nesse sentido ainda neste ano? Estamos às portas da Bienal. Quais são as expectativas Sim, exatamente para que possamos enfrentar esse para o segundo semestre e para 2019? segundo semestre. teremos pessoas realmente comprometidas com o livro envolvidas. Esse é o nosso papel. Não só da CBL , mas de todas as entidades de alguma forma ligadas ao mercado editorial, como o pessoal das livrarias, para que possamos sair desse marasmo e tornar o nosso setor como ele deve ser, podendo contribuir muito para o desenvolvimento do nosso país.

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ESCOLAR OFFICE BRASIL

Escolar movimenta o mercado de papelaria Realizada de 5 a 8 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira foi aprovada pelos expositores, satisfeitos com a qualidade dos visitantes. Texto: Tânia Galluzzi

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oltamos aos números de . Este tem sido um bom ano e aqui na feira chegamos ao sucesso alcançado há cinco anos. Foi um evento excelente.” Assim Thiago Bayszar, gerente de vendas da Teca Produtos de Papelaria, avaliou a ª edição da Escolar Office Brasil. E ele não foi o único. Todos os expositores entrevistados no último dia da Escolar pela Revista Abigraf elogia ram a feira, considerando- a melhor do que a promovida em . O contato com novos clientes foi o ponto alto, na opi nião de Thiago. “O lojista está mais animado, atrás de novidades, o que nos favorece”, comentou o gerente. Ele também elogiou as Rodadas de Negócios. “Participei de três e em uma fechamos a venda.” Rea lizadas desde , as reuniões entre expositores e compradores convidados renderam neste ano R$  mil em negócios imediatos e outros

R$ , milhões para os próximos  meses. Isso

sem contar as vendas nos próprios estandes das  empresas participantes da feira. Júlio Cesar Rissato, responsável pelo trade marketing da Tilibra, classificou a Escolar  como a melhor dos últimos três anos. “Foi melhor do que esperávamos. Recebemos tanto grandes clientes quanto a visita de muitos lojistas que não compravam da Tilibra. O movimento no domingo foi excelente”, afirmou Júlio. O executivo também classificou  como um bom ano para a empresa, cuja receita advém majoritariamente da venda de cadernos. Outro expositor tradicional desse segmento, a Confetti, igualmente reportou desempenho positivo. “Devemos crescer mais de  em comparação a ”, disse Carlos Rettmann, presidente da empresa. O empresário considera a feira importante para apresentar suas linhas a novos clientes. “Para nós, a feira, mesmo menor, foi muito boa, conseguimos nos destacar bem. Mas eu preferiria que todos os fabricantes de cadernos estivessem aqui para


que o lojista pudesse comparar nossas linhas com as dos concorrentes.” Carlos referia- se à ausência de marcas importantes como Foroni, Jandaia, Credeal e São Domingos. Da lacuna deixada por elas se aproveitaram empresas como a carioca Cicero, pela primeira vez na Escolar. Criada há  anos, ela atua especialmente no nicho premium e a intenção de participar da feira foi justamente a de se aproximar do volta às aulas. Para tanto, desenvolveu uma linha de cadernos universitários e brochura para incrementar seu mix de produtos, composto por agendas, blocos, planners e os famosos bullets journals (onde a pauta é substituída pelo pontilhado), sucesso nas redes sociais. “Valeu muito a pena estar aqui”, atestou Graziela Marques, gerente comercial. CONTEÚDO

Ao longo de quatro dias, a Escolar  ofereceu mais de  horas de conteúdo técnico, em palestras como a de abertura, ministrada pelo economista Ricardo Amorim, a programação do Escolar Ex perience e do Seminário de Educação. Uma das atrações mais concorridas, o Painel e-Commerce levou profissionais do varejo e outros para falarem do comércio eletrônico voltado exclusivamente ao setor de material escolar, de escritório e papelarias. Valeska Oliveira, gerente de Negócios da Escolar , acredita que esse modelo é outro fator de sucesso da feira. “Batemos muito nesta tecla. Conteúdo somado a relacionamento gera

resultados”, disse a executiva. “Quando o varejista está mais bem informado, ele se sente motivado a fazer os ajustes necessários para vender mais e melhor, movimentando os negócios da feira e do mercado como um todo.” Nesse sentido caminhou o º Seminário de Educação Escolar Office Brasil, numa parceria da Francal Feiras, organizadora da feira, com a Abigraf-SP. Rea lizado na manhã do dia , reuniu cerca de  profissionais, entre professores, diretores de escolas, coordenadores e pedagogos e demais profissionais. Guilherme Moreira, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fez a primeira palestra, discutindo o cenário econômico e sua relação com a educação. Ele repassou os problemas estruturais e enfatizou a importância da educação para o fortalecimento do País. “Pes soas qualificadas aceleram o motor da economia.” Em seguida, para o painel A Práxis Educativa, foram convidadas quatro educadoras: Solange Petrosino (Editora Moderna), Márcia Padilha (Criamundi), Zilda Kessel (Beacon School) e Julci Rocha (Instituto Singularidades). A programação completou-se com a apresentação do projeto Sementes de Amor, por Bete Freitas, e a palestra Desafios práticos e conceituais para avaliação no contexto educacional atual, por Ocimar Muñoz Alvarez (USP).

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COMUNICAÇÃO VISUAL

Serigrafia Sign agora é FuturePrint Durante a feira, realizada de 25 a 28 de julho, foi feito o lançamento da nova marca, alinhada com a diversificação de processos no segmento de sinalização e comunicação visual. O evento atraiu 36.800 profissionais ao Expo Center Norte, em São Paulo. Texto: Tânia Galluzzi

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a edição da Serigrafia Sign FutureTextil abriu as portas de cara nova. Ao longo de quase três décadas, a feira procurou agregar as novas tecnologias ao seu nome, refletindo a evolução do mercado. Agora chegou o momento de incorporar definitivamente essa transformação, sobretudo em função da multiplicação das soluções disponíveis para o mercado de sinalização e comunicação visual, como afirmou Li liane Bortoluci, diretora da Informa Exhibitions, no penúltimo dia do evento. “Conduzimos um longo estudo, envolvendo toda a cadeia, e chegamos a FuturePrint, que consegue abranger a impressão como um todo e indicar para onde queremos ir.” A nova marca atende também a estratégia de inter naciona lização da feira. A novidade foi mantida em segredo até a abertura do evento e, de acordo com Liliane, foi bem recebida. Um dos que aprovaram a mudança foi Danilo Ribeiro, gerente de marketing e produto da Mimaki, presente com um dos maiores estandes. “Me parece saudável, uma vez que as empresas visitantes não são mais segmentadas por processo ou apenas focadas na comunicação vi sual. Essa diversificação é extremamente benéfica para a evolução do nosso mercado e das possibilidades de produtos acabados feitos em uma impressora, independente do processo usado”. Para o executivo, o ponto alto foi a qualificação do público. “A feira sempre foi reconhecida pela grande visitação, mas pudemos notar nessa última edição uma maior variedade REVISTA ABIGR AF

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de clientes dentro da cadeia gráfica, sendo empresas de comunicação visual, gráficas rápidas, gráficas offset ou mesmo flexográficas, fato importante dentro do cenário de possibilidades que a Mimaki pode gerar”. O principal lançamento foi a impressora colorida 3DUJ-553. Segundo a Mimaki, trata-se do primeiro equipamento 3D que possibilita a impressão de mais de 10 milhões de cores por meio da tecnologia UV e cura UV Led. A máquina emprega tecnologia jato

Liliane Bortolucci, diretora da feira

de tinta, seis cores, área de construção das peças de 50 × 50 cm e altura de até 30 cm. Eliel Schemiko, diretor da America UV, também se mostrou satisfeito com a feira. “Recebemos um público qualificado, brasileiros e estrangeiros, interessados em agregar valor aos produtos industriais inserindo mais cores.” A empresa, focada no segmento UV, oferecendo impressoras digitais, tintas, substratos e soft wares, estreou em feiras do setor. A America UV iniciou


na edição de 2017. “Atendemos clien­tes com necessidade de investir e evoluir em seus processos de impressão e os resultados alcançados mostram que é cada vez maior o número dos que entendem os diferenciais e buscam pela tecnologia de impressão HP Látex. Isso se dá principalmente pela versatilidade da tecnologia e a necessidade de produzir peças di­fe­ren­c ia­d as, cria­t i­vas e rentáveis”, declarou Thia­go Fabbrini, es­pe­ cia­lis­ta em impressoras de grande formato. O estande tinha sofá impresso, cortina personalizada, quadros em canvas, em papel, suas operações em novembro de 2017. “Ficamos surpresos com o número de pes­soas buscando novas mí­d ias. Na parte química, as tintas digitais japonesas HND -​­Ink foram bem recebidas em função da ancoragem e fixação. Também apresentamos os sistemas Prime UV Led, impressora flatbed para personalização de materiais rígidos, e a Tinny UV Led, mais compacta e capaz de imprimir em materiais plásticos”, afirmou o executivo. Conforme Ricardo Lie, diretor de novos ne­gó­cios da Ampla, a visitação da feira comprovou a volta do investimento no setor. “Percebemos um amadurecimento dos referenciais do mercado em relação à aplicação das diferentes tec­no­lo­gias de impressão digital, o que contribui para a consolidação da imagem de segurança e con­f ian­ça da marca Ampla”. A empresa apresentou a terceira geração da New Samba XT RR UV Led, voltada a chapas rígidas leves e mí­dias flexíveis, agora com 16 cabeças Ricoh Gen5, e a impressora plana Elite FB 2514 HD, que incorpora os be­ne­fí­cios da impressão direta com cura fria UV Led sobre rígidos. A oportunidade de mostrar a tecnologia de impressão UV gel presente na impressora Océ Colorado 1640 foi ressaltada por Ma­nuel Valente, supervisor de vendas da Canon. De acordo com ele, ne­gó­cios foram fechados na feira, inclusive do modelo 1640. O equipamento utiliza tinta UV, desenvolvida pela Canon, que congela ins­ tan­ta­nea­men­te ao entrar em contato com a mídia. Cabeças inteligentes, combinadas a um sistema UV Led, ­atuam sem adi­cio­nar calor pre­ju­d i­cial à mídia. A máquina comporta dois rolos de substratos diferentes fun­cio­nan­do ao mesmo tempo.

No estande da Oki a principal meta foi apresentar as possibilidades de negócio abertas por suas soluções. “Tenho certeza de que esse objetivo foi cumprido. Tivemos um retorno muito positivo dos visitantes e geramos diversas oportunidades de negócio”, comentou Luiz Carli, diretor geral. Os produtos que mais chamaram a atenção foram a Pro6410NeonCo­lor, impressora Led A4 que imprime em cores neon, ­ideal para quem quer c­ riar produtos personalizados, e a Pro8432WT, impressora A3 com toner branco, que possibilita a produção de transfer em tamanho A3 para aplicação em tecidos claros ou escuros. “Pela procura que tivemos durante o evento, acredito que esse produto em breve se tornará um sucesso de vendas aqui no Brasil.” O interesse por novas aplicações também incrementou a visitação no estande da HP. Os resultados superaram os alcançados

além de materiais de comunicação para um food­truck como caixa de luz, cavalete, jogo americano e avental personalizado. O estande da Abigraf agregou diversos parceiros e atividades, com destaque para a Sala de Crédito, organizada em parceria com a ­Fiesp e atendimento do Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Sicredi. A Escola Senai Theo­bal­do de Nigris apresentou os novos cursos focados no mercado de comunicação vi­sual, integrando o ciclo de palestras temáticas no auditório F ­ iesp/Abigraf‑SP/Sindigraf‑SP. As 15 palestras foram assistidas por mais de 350 pes­soas. Promovida e organizada pela Informa Exhi­bi­t ions, a FuturePrint estará novamente no Expo Center Norte entre os dias 10 e 13 de julho do próximo ano. FUTURE PRINT www.informaexhibitions.com.br julho /agosto 2018  REVISTA ABIGR AF

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PAPEL

Esforços para virar o jogo

Enfrentando grandes desafios, a Abigraf luta para minimizar perda de competitividade do setor gráfico, sentando à mesa com a Suzano para negociar o aumento do papel. Texto: Gracia Martin

E

m tempo de transformações e re­ tração econômica, a indústria gráfi­ ca se vê diante de vários desafios e busca soluções para manter­se até o momento da retomada. De acordo com Levi Ceregato, presidente da Abigraf Nacional, nos últimos cinco anos o mercado encolheu cerca de %. A perda veio em decorrência de diversos fatores, como o não crescimen­ to do PIB e as transformações impostas pelas mídias eletrônicas. Contudo, o setor é otimista e perseve­ rante, se posicionando frente a essas e ou­ tras questões para superar as dificuldades. Recentemente, o anúncio de novo aumen­ to do papel, matéria­prima que representa um peso considerável no custo do produto impresso, gerou perplexidade. Programa­ do para entrar em vigor em julho passado, o reajuste de 14,% em papéis revestidos e de cerca de 8% a 9% em outros papéis mo­ bilizou o setor. A Abigraf se reuniu com a Suzano, principal fornecedor do mercado brasileiro, para tratar do assunto. A nego­ ciação passou por três estágios, segundo Levi Ceregato. Primeiro, buscando que não houvessem aumentos; depois, que fossem reduzidos; e, por fim, diz ele, “tivemos que

nos conformar com o aumento, mas apli­ cado de forma gradual, em três parcelas mensais. Não foi o almejado. Vamos preci­ sar absorver esse custo, mas teremos uma melhor condição para isso”.

Levi Ceregato, presidente da Abigraf Nacional

Leonardo Grimaldi, diretor executi­ vo de papel da Suzano se refere à reunião com a Abigraf como “bastante produtiva e marcada pela troca de conhecimentos e impressões sobre o mercado gráfico bra­ sileiro”. Comenta que foram discutidas al­ ternativas para limitar a alta de custos no julho /agosto 2018

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papel couché, a partir da adoção gradativa e sustentável de novos preços no mercado e ressalta: “essa aproximação é es­sen­c ial para que possamos buscar constantemente a melhoria de nossas operações e de nossa capacidade de atender diferentes públicos”. Vicente Amato Sobrinho, presidente executivo da As­so­cia­ção Na­cio­nal dos Dis­ tribuidores de Papel (Andipa), observa que “de janeiro de 2017 até junho de 2018, os pa­ péis, em sua maioria, foram majorados em cerca de 40%, o que é incompatível com a inflação registrada, em torno de 4,5%.” Ele destaca que os aumentos são balizados pelo câmbio, que tem desvalorizado ex­traor­d i­ na­r ia­men­te o real, e pela valorização da ce­ lulose, commodity cujo preço é determinado pelo mercado in­ter­na­cio­nal. De fato, os movimentos da celulose afe­ tam o preço do papel, mas o presidente da Abigraf afirma que esse é um ponto de re­ flexão para o setor. “As in­dús­trias plantam no Brasil, a mão de obra é brasileira, os cus­ tos também. O natural se­r iam correções ba­sea­das nos custos internos.”

Leo­nar­do Grimaldi, diretor executivo de Papel da Suzano

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A indústria gráfica tem dificuldade para repassar rea­jus­tes a seus clien­tes. Se­ gundo Levi Ceregato, “o setor continua pra­ ticando os mesmos preços de um ano atrás”. Ele assegura que isso tem sido possível gra­ ças à modernização do setor. “Investimos US$ 4 bilhões em equipamentos importa­ dos nos últimos cinco anos. Estamos agre­ gando tecnologia, inovando em processos de produção”, justifica. REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2018

DISTRIBUIÇÃO E IMPORTAÇÃO

O setor está apreen­si­vo por vi­ven­ciar um ciclo de declínio em sua produção física in­ dus­trial e forte compressão das margens de lucro. Essa rea­li­da­de também atinge o se­ tor de distribuição de papel. Amato expli­ ca que a maioria dos clien­tes atendidos por

que não seja pego de surpresa. “Muitas fá­ bricas de couché no mundo estão fechando ou migrando para a produção de outros ti­ pos de pa­péis, sendo assim, a oferta tende a diminuir. Os aumentos nos preços da celu­ lose não têm perspectiva de arrefecimento até o final de 2019”, alerta o executivo. No Brasil, Levi Ceregato assinala que já não se produz couché em altas grama­ turas (acima de 250 g/m²), ficando o gráfi­ co dependente da importação, que esbarra em dois aspectos: o câmbio e os impostos. Flavio Ignacio defende um mercado mais aberto e competitivo e enfatiza a necessi­ dade do esforço conjunto, envolvendo di­ versas entidades, para buscar junto às au­ toridades minimizar a taxa de importação.

Vicente Amato Sobrinho, presidente da Andipa

distribuidores são gráficas mé­dias e peque­ nas, que estão em si­tua­ção crítica, com pou­ co serviço, competição acirrada, capital de giro in­su­f i­cien­te e que compram cada vez menos. Ele assinala a tendência de gráficos de micro e pequeno porte não manter esto­ ques, o que obriga os fornecedores de pa­ pel a ter agilidade no processo de aprova­ ção do crédito, pon­tua­li­da­de nas entregas e produtos diversificados. “Quem não aten­ de a esses quesitos não sobrevive. Além de tudo, é necessário praticar preços compe­ titivos e prazos de pagamentos sem custo financeiro exorbitante”, ressalta ele. A ex­ pectativa do setor é de que o acordo com os gráficos também valha para a distribuição. “O mesmo deve acontecer com os distribui­ dores, se bem que esse tipo de ne­go­cia­ção é de empresa para empresa e nem sempre os resultados são idênticos.” Quan­do o assunto é importação de pa­ pel, o setor gráfico também encontra obs­ táculos. Na opi­nião de Flavio Ignacio, di­ retor da Sappi Mercosul, a tendência de elevação do preço do papel con­ti­nua­rá. Ele explica que é de fundamental importân­ cia o setor gráfico brasileiro acompanhar o comportamento do mercado global, para

Flavio Ignacio, diretor da Sappi Mercosul

A Abigraf já se mobiliza nesse sentido. Em recente reu­nião com o Ministério da In­ dústria, Comércio Ex­te­r ior e Serviços, plei­ teou a eliminação ou a significativa redu­ ção da proteção tarifária. O presidente da entidade explica que o imposto de impor­ tação varia entre 12 e 14%, dependendo do tipo de papel, e entende que a medida possa ser temporária, mas é imprescindível nes­ te momento. Na expectativa de um parecer favorável em breve, ele esclarece que o as­ sunto passará pela análise do Grupo Técni­ co sobre Alterações Tem­po­rá­r ias da Tarifa Externa Comum do Mercosul. A indústria gráfica está empenhada em reverter o qua­ dro ­atual e aposta no futuro. “Neste ano es­ timamos crescimento de 0,5 a 1%, pequeno mas positivo”, prevê Levi Ceregato.


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O impresso discute o impresso a revista dos livros — ano dois, número quatorze, agosto de dois mil e dezoito — R$ 19 Giannetti e a esperança visionária de Mangabeira Unger • Gabriel Cohn lê fhc Maria Rita Kehl por Christian Dunker • Um guia de políticas públicas, por Ilona Szabó de Carvalho Os índios e o Supremo, por Conrado Hübner Mendes • Renato Terra e o Brasil do Casseta

Livros para explicar o

Brasil

literatura

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história

Um roteiro de leitura da vida e dos contos de Machado de Assis

As memórias do editor que descobriu Kafka

Novecentos anos de Portugal contados em 250 páginas

Benjamin Moser

Alcino Leite Neto

Paulo Lopes Lourenço

música

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cultura pop

Três violões brasileiros: Canhoto, Garoto e Raphael Rabello

O livro de David Harvey sobre a nova servidão por dívidas

Videogames, o novo campo de batalha dos exércitos moralistas

Cacá Machado

Bianca Tavolari

Daniel Galera

Hegel e o Haiti, por Pedro Paulo Pimenta — Uma livreira judia em fuga, por Maíra Nassif — Godard 68, por J. G. de Lima Elvira Lobato e o financiamento eleitoral — listão: uma seleção de 129 lançamentos em 25 áreas

Elvira Lobato e o financiamento eleitoral — listão: uma seleção de 129 lançamentos em 25 áreas Hegel e o Haiti, por Pedro Paulo Pimenta — Uma livreira judia em fuga, por Maíra Nassif — Godard 68, por J. G. de Lima Cacá Machado

Garoto e Raphael Rabello Três violões brasileiros: Canhoto, música Benjamin Moser

Duas revistas literárias se propõem a divulgar a produção editorial brasileira e a explorar as ligações entre a literatura e as outras áreas do saber. Texto: Evanildo da Silveira

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Bianca Tavolari

a nova servidão por dívidas O livro de David Harvey sobre economia Alcino Leite Neto

Daniel Galera

batalha dos exércitos moralistas Videogames, o novo campo de cultura pop Paulo Lopes Lourenço

dos contos de Machado de Assis Um roteiro de leitura da vida e

que descobriu Kafka As memórias do editor

contados em 250 páginas Novecentos anos de Portugal

literatura

literatura

história

crise pegou o mercado editorial de jeito e nesse cenário, levando- se em conta ainda que se lê muito pouco no País, não era de se esperar que surgissem revistas impressas dedicadas aos livros. Mas, do ano passado para cá, foram lançadas duas, a Quatro Cinco Um, que chegou às bancas e a algumas livrarias em 0, e a Olympio, que começou a circular em maio deste ano. Em seu texto de apresentação, a Olympio se posiciona como uma revista literária “independente, fundada e editada em Belo Horizonte, tendo à frente a escritora e ensaísta Maria Esther Maciel”. O eixo editorial da publicação é “a ideia de transversalidade, na qual se estabelecem interseções da literatura com os demais campos artísticos e áreas do saber”. A revista destaca a ficção, a poesia e os ensaios

contemporâneos, “incluindo ainda perfis e entrevistas, tradução de textos literá rios, relatos de viagem, ensaios visuais e fotográficos”. Maria Esther acha instigante o nascimento de revistas literárias num momento de crise como o que o Brasil vive. “Não tenho uma explicação objetiva para o fenômeno”, admite. “Trata-se de um movimento espontâneo, provocado pela necessidade de criar outras possibilidades de debate e reflexão sobre literatura, artes e cultura, que não se circunscrevam necessariamente ao espaço vir tual.” Para ela, parece que está havendo um retorno ao impresso, uma retomada do papel, da revista como um objeto manuseável. “A isso se soma também, a meu ver, a criação de várias editoras alternativas. Percebo, ainda, um movimento no sentido de revalorização das livrarias


Maria Esther Maciel, responsável pela Olympio: 300 exemplares vendidos no dia de lançamento

de rua. Os motivos para isso ainda estão para ser pensados. Acho que é um cenário que surge em decorrência de uma inquietude, de um desejo de ‘respiro’ em meio às grandes e pequenas vio­lên­cias da rea­li­da­de.” MERCADO ESPECIAL

Paulo Werneck, sócio-​­fundador e editor da revista Qua­tro Cinco Um, afirma que esse tipo de veí­cu­lo tem um papel fundamental na articulação cultural. Werneck, jornalista e tradutor literário, conta que ele e sua sócia, Fernanda Dia­mant, lançaram a revista com a convicção de que existe um mercado edi­to­r ial muito produtivo e rico no País. “Ele é im­pres­sio­nan­te”, diz. “Há muitas editoras interessantes e para todos os gostos e tipos de leitor. Livros em vá­ rios idio­mas são traduzidos no Brasil, porque somos um país multicultural.” Werneck foi curador da Flip, Festa Literária In­ter­na­cio­nal de Paraty, por três edições e primeiro editor do caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo. Ele comenta que desses “postos de observação” percebeu que existe uma produção edi­to­r ial muito rica no Brasil, mas ao mesmo tempo um gargalo na hora da divulgação. “As informações sobre os livros que estão saindo no Brasil não circulam. Aparece cada vez menos nos jornais”, constata. Na Olympio, diz Maria Esther, a literatura é vista a partir de seus cruzamentos com outras artes e ­­áreas do saber, tempos, espaços e na­cio­ na­li­da­des diferentes. “Prio­r i­za­mos as interseções. Daí nossa preferência por escritores e artistas que transitam em diferentes espaços de cria­ção e reflexão, com enfoques mais prismáticos das questões li­te­rá­rias, culturais e políticas.”

Em época de crise econômica não seria de se esperar que esse tipo de revista, com um público específico e restrito, sobrevivesse de vendas em bancas ou anún­cios. Por isso, elas optaram pelo caminho das par­ce­r ias. A Qua­tro Cinco Um, por exemplo, conta com o apoio de fabricantes de papel e gráficas. “Um dos segredos do êxito é o fato dela ser um projeto cultural, que não visa o lucro”, diz Werneck. “A revista fala de mais de vinte ­­áreas da produção edi­to­r ial brasileira e não apenas de literatura. Que­re­mos mostrar que seja qual for o assunto de interesse de uma pessoa há um livro sobre ele.” No caso da Olympio, o primeiro número foi autofinanciado. “Agora estamos buscando par­ ce­r ias para a rea­li­za­ção das próximas edições”, conta a escritora. “Entramos em editais de fomento à cultura e vamos tentar obter patrocínio de editoras e empresas dispostas a investir em projetos culturais. Espero que encontremos os recursos su­fi­cien­tes para via­bi­li­zar­mos a permanência da publicação, que será semestral.” Se depender da receptividade do leitor, a sobrevivência está garantida. “Ela foi muito boa. Publicamos o primeiro número no final de maio e conseguimos vender 300 exemplares no dia do lançamento em Belo Horizonte.” A Editora Autêntica está cuidando da distribuição e, pelos re­la­tó­r ios dos últimos dois meses, a edição já está quase esgotada. “Não esperávamos essa acolhida tão boa. Parece que há, mesmo, uma demanda por revistas li­te­rá­rias impressas. Agora vamos focar, cada vez mais, na qualidade dos próximos números.”

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Paulo Werneck e Fernanda Diamant, sócios da Quatro Cinco Um: convicção de que existe um mercado editorial muito produtivo e rico no País

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SERIGRAFIA

Sutto busca proximidade com o cliente Voltada para o segmento de impressos finos, a Sutto Serigrafia quer estreitar o contato com agências de propaganda e empresas especializadas em festas e casamentos. Texto: Evanildo da Silveira

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saída encontrada pela Sutto Serigrafia para enfrentar a crise econômica é a busca por novas alternativas e nichos de mercado nos segmentos em que atua: impressos diferenciados, papelaria corporativa e embalagens de luxo. Para isso, a Sutto, localizada no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista, vem buscando aproximar- se ainda mais das agências de propaganda e de empresas especia lizadas no ramo de festas e casamentos. Como outras empresas do setor gráfico, a Sutto atravessa  com queda nas vendas, que, no seu caso específico, gira entre  a , o que a levou a diminuir o quadro de funcionários visando a redução de custos. A equipe atual é formada por onze pessoas. Segundo Ricardo Cafarro Sutto, sóciofundador, a empresa, que em  completará  anos de existência, iniciou suas REVISTA ABIGR AF

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Ricardo Cafarro Sutto, sócio-fundador

atividades tendo na bagagem uma equipe de profissionais com dez anos de ex periência. “Nosso principal objetivo é atender as necessidades de nossos clientes, seja com ideias, produtos ou serviços”, garante. “Para isso, firmamos parcerias com empresas que atuam no mercado com os mesmos ideais e que dão importância e incentivam a especia lização de seus profissionais.” Sutto diz que o que caracteriza e define a empresa é a qualidade dos seus produtos e

a pontualidade na entrega das encomendas. “Preferimos dizer não a um trabalho do que aceitá-lo e entregar com atraso”, assegura. Os resultados dessa política compensam. Além da satisfação dos clientes, a Sutto Serigrafia já ganhou dois Prêmios Brasileiros de Excelência Gráfica Fernando Pini ( e ), na categoria Impressão Serigráfica, e dois no Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos Theobaldo De Nigris ( e ). “O Prêmio Fernando Pini é um dos grandes estímulos para a elevação da qualidade gráfica. Para essa indústria representa muito mais do que um troféu, é o reconhecimento de que ela está indo no caminho certo. No caminho do futuro.” Ele conta que após a premiação de , sua empresa foi também finalista na mesma categoria em todos os anos até . Para continuar nesse trajeto vitorioso, Ricardo Sutto espera que a economia nacional se recupere nos próximos meses e volte a crescer no ano que vem. “Por enquanto não dá para fazer nenhuma previsão. O cenário é uma incógnita. Estamos aguardando uma melhora no mercado para retomarmos nossos investimentos.” SUTTO Www.sutto.com.br


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PÓS-IMPRESSÃO

Müller Martini

compra parte da Kolbus e domina acabamento editorial Diante do encolhimento do mercado gráfico no mundo, empresa suíça fortalece sua posição para oferecer soluções inovadoras continuamente. Texto: Tânia Galluzzi

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quisições e joint ventures entre fornecedores são práticas às quais o mercado gráfico está acostumado. Porém, uma chamou es pe cial atenção no início deste ano. No final de janeiro, sur preendendo até mesmo os que militam no segmento de pós-impressão, a Müller Martini anunciou a compra das operações da Kolbus voltadas para o acabamento editorial (leiase capa dura e flexível). “Foi inesperado porque nunca se comentou nada a respeito. As duas empresas estavam bem economicamente e conseguiram manter as negociações em sigilo até a assinatura final”, afirma Alexandre Luz. Com  anos de indústria gráfica e responsável pela implantação da Kolbus do Brasil em , Alexandre assumiu a diretoria da Müller Martini Brasil no dia  de maio. Segundo o executivo, a consolidação mostra a confiança da Müller Martini no mercado editorial. Há cinco anos, a companhia suíça havia adquirido a divisão de coladeiras e grampeadeiras da Heidelberg e a compra da Kolbus reforça ainda mais a sua posição. A operação fez surgir a Müller Martini Buchbindesysteme GmbH, que absorveu os  funcionários da unidade da Kolbus dedicada à

Alexandre Luz, diretor geral da Müller Martini Brasil

pós-impressão editorial, em Rahden, no Norte da Alemanha. Ela se une ao parque fabril da Müller Martini já existente, composto pelas duas fábricas suíças e uma alemã. A Kolbus seguirá com a operação da planta destinada às armadoras de capa e à produção de cartuchos para embalagens de luxo, também em Rahden. A integração está sendo um sucesso tanto na matriz quanto no Brasil, nas palavras de Alexandre Luz. As duas marcas serão mantidas. “O senhor Bruno Müller [CEO da Müller

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Vareo, da linha Müller Martini, para acabamento sequencial em livros de formatos diferentes

Martini] deixou muito claro. O objetivo é atender o cliente da melhor forma possível, dentro da rea lidade de cada um, trabalhando com as duas linhas.” Para os que questionam a sobreposição de produtos, Alexandre completa: “Os fãs de Kolbus poderão continuar comprando Kolbus e o mesmo acontecerá com os que preferem Müller Martini. E para os clientes novos, que estão entrando nesse mercado, estudaremos caso a caso a solução mais adequada”. Situação inversa aconteceu com a linha de grampeadeiras Heidelberg, que se tornaram Müller Martini. OPORTUNIDADES

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Por aqui, o desafio de Alexandre Luz é lidar com um dos mercados gráficos mais afetados pela crise, o comercial. “Se o segmento comercial está deprimido, em compensação, o nicho atendido pelas gráficas re li gio sas continua aquecido, com projetos importantes nos últimos anos.” E o executivo aposta na retomada dos investimentos também no comercial. “A capacidade instalada diminuiu com o fechamento de grandes gráficas. Num primeiro momento isso é ruim, porém aqueles que permaneceram vão ter condições de trabalhar com margens mais razoáveis e de forma mais eficiente. Acredito num equilíbrio nos próximos anos.” Otimista com relação a , Alexandre coloca como objetivos da Müller atender as novas demandas e dar o melhor suporte possível para as máquinas instaladas. Para tanto, conta com uma equipe técnica de oito profissionais contratados e treinados na matriz. A empresa oferece aos clientes vários programas de melhoria contínua. A intenção é manter os equipamentos produtivos até que a gráfica esteja pronta REVISTA ABIGR AF

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para a transição para máquinas com maior automação até chegar às digitais. Contando apenas as grampeadeiras (Müller + Heidelberg), a base instalada no Brasil é de  máquinas. “Pensando em linhas de capa dura e flexível, unindo Müller e Kolbus, arrisco a dizer que temos praticamente  do mercado, o que é uma responsabilidade enorme.” A Müller Martini Brasil assumiu todos os funcionários da filial da Kolbus, formando um time de  profissionais. A empresa também será representante exclusiva no Brasil das linhas de armar capas e embalagens da marca alemã. A expectativa positiva com relação ao próximo ano não se apoia apenas em previsões. Três projetos de peso alimentam tal disposição. Em julho foi finalizada a instalação de uma Sigma Line na Log&Print, pertencente ao Grupo Print Laser, integrada à rotativa digital. Na FTD está começando a rodar uma linha completa de lombada quadrada da Kolbus e uma outra será montada em setembro na Geográfica. Além disso, foi liberada em agosto a venda no Brasil da Vareo, máquina capaz de dar acabamento a livros de formatos diferentes em sequência. Focada no mercado digital, a Vareo tem sido um sucesso mundial segundo Alexandre Luz, com  unidades rodando apenas na Amazon, que já encomendou mais algumas. O diretor espera um bom desempenho do modelo também por aqui. MÜLLER MARTINI www.mullermartini.com/br


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EDITORA

Moderna chega aos 50 anos Uma das mais importantes marcas do segmento de livros didáticos, a Moderna comemora a data ajustando-se às mudanças trazidas pela Base Nacional Comum Curricular e com a entrada de Ilan Brenman para o seu time. Texto: Evanildo da Silveira

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undada em  pelo professor Ricardo Feltre, a Editora Moderna, uma das principais casas publicadoras de livros didáticos do País, chega aos  anos enfrentando um grande desafio: fazer a adequação de todo o seu catálogo à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), já aprovada para o Ensino Fundamental, e compreender como esse ajuste se dará no Ensino Médio. São muitas as mudanças propostas. O Ensino Médio será alterado na forma, com aumento de carga horária e a construção dos “itinerários formativos”, de acordo com os quais o aluno terá oportunidade de escolher a área de seu interesse. Também haverá alterações no conteúdo, com a publicação da BNCC do Ensino Médio, hoje em análise e debate no Conselho Nacional de Educação (CNE). Além dessas mudanças, impostas de fora para dentro, a Moderna tem seus próprios planos. “Podemos destacar a chegada de Ilan Brenman como nosso novo autor exclusivo, cuja obra será relançada em breve”, conta José Ângelo Xavier, diretor geral de Educação. “Estamos cuidando desse projeto com muito carinho e atenção. Em pouco tempo, a obra completa de Ilan, um dos mais

respeitados escritores de livros infantis no Brasil, estará disponível.” Segundo Xavier, a história da Moderna começou com a edição e publicação de material didático para escolas e alunos dos mercados público e privado. Hoje a empresa

José Ângelo Xavier, diretor geral de Educação da Editora Moderna

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continua focada no mundo escolar, com  do seu faturamento vindo de livros para esse segmento e de soluções para a escola, ficando os outros  com a linha de publicações infantis e juvenis. A empresa também se destaca no Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD), que atualmente é dividido em três ciclos: Ensino Fundamental  e  e Ensino Médio. “A Moderna tem participação diferente em cada segmento, mas, em média, ficamos com uma fatia entre  e  do PNLD.” O diretor conta que, no decorrer dos anos, diversos títulos e linhas de ne gócios surgiram, “sempre produzidos com a preocupação de levar ao estudante o domínio da linguagem, o desenvolvimento de habilidades e valores para a cidadania”. “A busca constante por características inovadoras em suas obras e serviços, a oferta de apoio pedagógico e o investimento em pesquisas foram os principais eixos de atuação da editora.” SANTILLANA

Em , a empresa deu uma guinada em sua trajetória. “Seguindo tendências do mercado editorial, o professor Feltre decidiu vender a Moderna ao Grupo Santillana, de origem espanhola e que está presente na América Latina há mais de  anos”, conta Xavier. Além do Brasil, o grupo está presente em  países, entre eles Espanha,

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Portugal, Reino Unido e nações de língua espanhola da América Latina. Atualmente, a Santillana Brasil atua em três frentes de negócios, todas destinadas ao ensino básico, que são livros, sistemas de ensino e projetos, e vendas públicas. De acordo com o executivo, a Santillana conta com cerca de  profissionais, entre matriz e filiais do grupo no Brasil. Ela atende quase  milhões de alunos em todo o País e está presente em mais de  mil escolas. Em , vendeu  milhões de livros nos  países onde atua, sendo  milhões localmente. Xavier atribui esse sucesso a uma das principais características da Moderna, que é a preocupação com a qualidade dos produtos, alinhados com a rea lidade dos alunos e professores. “Outro aspecto importante é nossa busca constante pela inovação em produtos e processos, em um ambiente de trabalho informal, de comunicação simples

e direta, com muito respeito entre as pessoas. Toda nossa produção é local, feita por profissionais brasileiros.” Integrada aos novos tempos, a editora faz investimentos intensos em conteúdos educacionais digitais há alguns anos. “Todas as obras da Moderna, especial mente os livros didáticos, são acompanhadas de conteúdos digitais, portais para as coleções e recursos para alunos e professores.” Quanto ao relacionamento com os fornecedores de impressão, a Moderna possui uma diretoria responsável pela Produção Industrial e Logística. As gráficas são escolhidas por meio de um processo de qualificação e homologação, com o objetivo de verificar a capacidade técnica e de produção, entre outros fatores.

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A gráfica Uber, a venda online e equipamentos sob demanda.

Afinal, qual é mesmo a sua proposta de valor? s mudanças tecnológicas que estamos vivenciando não têm paralelos na história. Nos negócios isso é muito evidente, quando vemos as chamadas empresas exponenciais, as que aceleram seu crescimento rapidamente e são disruptivas de todo o seu setor. Os exemplos são conhecidos, como a Uber, maior empresa de taxis no mundo sem ter um único carro, ou a AirBnb, maior rede de hotéis no mundo sem ter nenhum quarto ou, localmente, o Banco Original, com mais de um milhão de correntistas sem ter nenhuma agência. Há vários outros exemplos bem conhecidos e divulgados. Mas, e no nosso setor? Quais as empresas que são gráficas sem terem uma só máquina? Há várias. Uma delas, a , de origem portuguesa, há três anos no Brasil e que aluga turnos de gráficas e faz suas vendas por seu site de web- to-print com uma intensa propaganda digital. O mesmo modelo inicial da Printi, antes de fazer parte do grupo Cimpress e montar sua própria operação e incorporando a Aquarela posterior mente. Ou ainda a Gelato

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(www.gelato.com), empresa norueguesa com acordos operacionais ao redor do mundo e que faz a inter mediação entre marcas e suas necessidades de impressão globalmente. A Cimpress (www.cimpress.com), um dos grupos de maior crescimento no setor gráfico mundial, e líder no modelo de customização de massa, composto por  empresas, entre elas a famosa Vistaprint, atua em diferentes países na Europa, Américas e Ásia. Um modelo invejável de dinamismo e foco em sua proposta de valor com milhões de clientes. São novos modelos de negócio que estão mudando a indústria, trazendo facilidades e serviços a seus clientes através de plataformas online dirigidas a seu público-alvo. E arrebatam multidões e muitos milhões. É nessa esteira que várias gráficas estão apostando ao gerarem novas oportunidades através de lojas online com plataformas como a brasileira Isidora (www.isidora.com.br), em plena expansão não só no Brasil como na América Latina e Europa. A comercia li zação online de produtos gráficos é verdadeiramente crescente. Nossa


estimativa é que já chegue hoje a R$  mi- trabalho em sí. Entrou, produziu, entregou. Ralhões mensais, comercia lizados direta ou indi- pidez de entrega e margens estreitas, ganho no retamente. De forma direta, com venda através volume total produzido. E que representa hoje das lojas abertas (BC) e das lojas exclusivas a em dia um bom percentual do produto gráfico clientes (BB), modalidade que apresenta maior comercial produzido no Brasil. Falando de modelos de negócio, a Heidelvelocidade de crescimento. Um cliente, através de acesso específico no site da gráfica, abre um berg, em seu processo de reinvenção, lançou, site com seu logo e todos os seus produtos já pre- neste ano, um novo modelo de venda de equiviamente ali colocados mediante contrato e pre- pamentos offset copiando os moldes de comerços estabelecidos. Ele pode personalizar e ter cia lização de há muito usado pelos vendedores acessos específicos por departamento ou unida- de impressão digital. Não é bem uma venda, de de negócio ou região, com esquemas de apro- mas o aluguel de máquinas que são pagas por vação e controle. Só na plataforma Isidora, mais folhas impressas. Um modelo que chamamos de servitização — adiciode  empresas clientes compram dia ria mente nar serviços a produtos, seus produtos gráficos como já descrevemos em dessa forma. artigos anteriores. A comercialização online A modalidade inEssa é uma verdadeidireta a que me refera revolução nos moldes de produtos gráficos ri acima é o espantoso tradicionais de comeré verdadeiramente mercado de gráficas de cia li za ção de equipacrescente. Nossa revenda, com absoluto mentos analógicos por destaque para a Atual embutir, na pré-venda, estimativa é que Cards e seus vários sites todo um estudo do nejá chegue hoje a paralelos, seguida pela gócio do cliente e enR$ 200 milhões mensais, Futura In, Zap Gráfica, tendimento de sua nea própria Printi e uma cessidade ope ra cional, comercializados direta dezena de outras de através de uma consulou indiretamente. menor porte. toria que investiga os São vendas feitas por níveis de produtividaoutras gráficas, vendede que a empresa tem dores ou revendedores — que atingir para poder milhares deles pelo País —, que saem às ruas e pagar o equipamento e se tornar rentável. fecham pedidos, depois repassados, via online, Um tiro certo naquilo que é o maior empecipara essas centrais de impressão, um verdadei- lho da produtividade nas empresas gráficas: ro hub de centralização e distribuição de impres- o setup de máquinas. sos. Com preenchimento de folhas de máquinas Quantas e quantas empresas acabam por impressoras pela junção de diferentes trabalhos comprar mais equipamentos, terem mais mão sendo feitos conjuntamente. Em grade ou em de obra, pelo fato de suas máquinas ficarem gangue, como se diz no jargão (traduzido do in- mais de  ou  do tempo paradas por glês gang run printing). Um repasse de produção troca de trabalhos ou ineficiências. Horas desque acaba por manter pequenas gráficas de fa- perdiçadas que acabam sendo compensadas chada, sem necessidade de fabricação própria, por outros equipamentos para poderem ter a só repassando a essas centrais de manufatura, produção mínima requerida. Com a automaque têm de operar com alta eficiência operacio- ção de processos, eficiência de planejamento e nal, o mais automatizadas possível. Quem está melhor aproveitamento, menos equipamentos no mercado sabe muito bem disso. produzem mais em menos tempo. Um mercado extremamente sensível a preOutro fator fundamental para essa guinada ço, com qualidade média e sem personaliza- da Heidelberg e que vai mexer com os conceitos ções ou atenções especiais, além do próprio enraizados em muitas empresas que endeusam

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seus equipamentos, é o que frequentemente co- no que você produz, para quem e porque eles locamos em nossas exposições e consultorias: compram de você. Imagine que tudo o que os meios de produção têm que estar alinhados está na sua produção é oca sional. São mecom a proposta de valor, com os benefícios que ros instrumentos que permitem que você faça o melhor para as empresas e pes soas levamos a nossos clientes ou mercado-alvo. Dentro de um mundo estático, com pou- que estão comprando o seu produto. Por que cas mudanças e fortes barreiras de entrada na compram? O que você oferece de diferente? aquisição de equipamentos, fazia todo o sen- O seu equipamento? Ou sua maneira de fazer, tido possuir o maquinário e construir uma de atender e de entendê-los? operação que visava ao Perceba que, no funlongo prazo. Não mais. do, o que vale mesmo é Hoje, toda a plataforesse diferencial que você ma produtiva da empreestá entregando. Seja até Quantas e quantas sa tem que ser flexível e mesmo preço, se você empresas acabam mutável de acordo com tiver bom acesso a maa mudança das demanté rias- primas e muita por comprar mais das e das necessidades produtividade. Ou será equipamentos, terem dos clientes. Como já o pelo serviço que você mais mão de obra, pelo são os soft wares de opeestá prestando? Ou será ração e as plataformas pelas soluções que você fato de suas máquinas digitais, como citamos está entregando e que ficarem mais de 60% ou acima. Os equipamenfazem o trabalho a ser 70% do tempo paradas tos servem enquanto feito dentro do cliente existir aquela demanda que o está comprando? por troca de trabalhos e são trocados e adapSim, todos nós comou ineficiências. tados quando novas depramos ou alugamos mandas surgem. E têm serviços ou produtos que de ser pagos nesse períofazem um trabalho para do de tempo. O que nem nós. O tempo todo. E desempre é fácil, convenhamos. cidimos baseados nisso e as empresas também. Quando realizei minha análise sobre a úl- Elas compram de fornecedores que as entendem tima Drupa fiz uma observação que chamei de e as completam. Na grande maioria dos casos. “um equipamento para cada um”. Falei isso ao A isso chamamos proposta de valor. A da ver o desenvolvimento de diferentes equipa- Cimpress, lá do começo do artigo, é fazer pementos em folhas ou mesmo rotativas, portan- quenas quantidades personalizadas pelo preço do cabeças de impressão inkjet para diferentes de grande quantidades com facilidade de comusos e situações. Quis dizer que hoje podemos pra e escolha. A da Gelato é oferecer um servi— e devemos — ter equipamentos específi- ço de logística global a marcas internacionais. cos para o projeto, ou para o cliente, ou para o A da plataforma Isidora é a de oferecer ferramentas para a gráfica levar soluções para seus mercado específico em que atuamos. Isso não é novo, claro. Na verdade, sempre clientes finais. A da Heidelberg é de fazer sua foi assim de certa maneira. Grandes equipa- empresa mais produtiva e rentável. Afinal, qual é a sua proposta de valor, nesmentos podiam e podem ser customizados de acordo com os requisitos de produção. A gran- se nosso mercado em plena transformação? de diferença, no entanto, é o acesso a esses Já pensou seriamente nisso? equipamentos hoje em dia, além dos custos de customização estarem baixando. Ainda mais Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting. quando não se precisa ter sua propriedade. com.br é diretor da AN Consulting, Pois pensemos nessa situação. Olhe para www.anconsulting.com.br e diretor para sua fábrica, olhe seus equipamentos e pense América Latina da APTech (antiga NPES)

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HISTÓRIA VIVA

Da quebra da empresa em que trabalhava, Vicente Aleixo fez surgir uma gráfica e, mais que isso, um dirigente que há mais de 20 anos confia na força do setor.

Vicente Aleixo

Tânia Galluzzi

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icente de Paula Aleixo Dias gosta de dizer que um acidente de percurso o colocou no mundo gráfico. Em , de casamento marcado, esse mineiro de Belo Horizonte começou a trabalhar na Companhia Nova Administração, empresa que faliu quatro anos depois. Vicente viu na adversidade uma oportunidade de se tornar independente. Pediu dinheiro emprestado, arrematou em leilão a linha telefônica e a impressora offset Multilith da divisão gráfica da empresa e abriu, em , o Centro Gráfico Editoria. A partir daí iniciou sua trajetória como empresário e, especialmente, como líder setorial que muito contribuiu para o desenvolvimento da indústria gráfica em Minas Gerais. O Centro Gráfico começou pequeno, fazendo de tudo um pouco, mas já com o viés promocional que é mantido até hoje na Primacor Gráfica e Editora, aberta em . Nesse início, sua principal dificuldade era a formação de preço. Vicente queria entender como compor os custos e não apenas seguir as tabelas praticadas pelo mercado. Foi então bater na porta do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais (Sigemg) e da Abigraf-MG em busca de orientação. Não encontrou informações suficientes e de orientando virou orientador. “Comecei a pesquisar, fui parar no Sebrae e acabei levando esse conhecimento para as entidades, formatando um curso de formação de preço.” Em , Vicente Aleixo foi convidado por Marcone Reis Fagundes para compor a chapa para a nova gestão da Abigraf-MG, tornando- se diretor- secretário das entidades. “Sempre considerei fundamental o convívio entre os empresários gráficos, a troca de informações e ex periências que isso proporciona”, comenta Vicente. REVISTA ABIGR AF

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Gráfico por acaso PRESIDENTE EM DUAS GESTÕES

Por  anos, o empresário participou ativamente tanto da re gio nal mineira da Abigraf quanto do sindicato. De diretorsecretário das entidades passou a vicepresidente e depois presidente em duas gestões, / e /, sendo também responsável pela condução das negociações sindicais com os trabalhadores até . Foi ele o responsável pela elaboração do boletim informativo, no início dos anos , que mais tarde se tornaria a revista Cícero. No mesmo período, colaborou com Jacques Ubiratan no projeto da aquisição da sede própria da Abigraf-MG. Ainda em meados da década passada, mais precisamente em , liderou a criação do Prêmio Cícero de Excelência Gráfica. A atuação de Vicente não ficou restrita aos limites do Estado e nem do segmento gráfico. Vem participando da Abigraf Nacional, tendo sido eleito vice- presidente da Re gião Sudeste para o quadriênio /, foi presidente da Federação

das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e atualmente é diretor do Centro das Indústrias (Ciemg), além de vogal titular na Junta Comercial do Estado (Jucemg). Em , Vicente fundou a gráfica Primacor, no bairro Calafate, em Belo Horizonte, focada no mercado promo cional. Há cinco anos decidiu apostar também na tecnologia digital aumentando o port fólio de serviços da empresa. Seus quatro filhos já estiveram ao seu lado na Primacor. O mais velho, Henrique,  anos, administrador de empresas, começou ainda no Centro Gráfico, permanecendo na Primacor por seis anos. Igor, , engenheiro de controle e automação, está na gráfica desde o início da Primacor e atualmente é responsável pela produção. Lua na,  anos, formada em Relações Públicas, trabalhou por  anos com o pai, e o caçula, Diogo, , engenheiro de produção, é diretor comercial. Aos  anos, Vicente não pensa em parar. Quer continuar a envolver pessoas, disseminando a importância da formação de redes de relacionamento.


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Governança corporativa nas empresas familiares: profissionalização e sucessão A governança corporativa é a melhor alternativa para perpetuação da empresa familiar e do sonho do fundador(a).

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o ser considerada forma predominante de empresa em todo o mundo, a empresa familiar ocupa uma grande parte do tecido econômico e social. Representando parte significativa do conjunto das empresas privadas existentes no País, uma das maiores preocupações de seus dirigentes é a sobrevivência dessas organizações. Fazer com que um empreendimento tenha sucesso e se perpetue ao longo das gerações é o sonho dourado para grande parte dos fundadores de negócios fami liares. Para as pessoas, as duas coisas mais importantes em suas vidas são família e trabalho. Compreender o poder das organizações de natureza fami liar é entender que as relações são emocionais, tanto no âmbito da família quanto no ambiente empresarial. A empresa fami liar possui valores que os fundadores compartilham com filhos e filhas. Quando a próxima geração sucede os negócios que os pais empreenderam, é esperado que compreendam melhor os aspectos culturais que respaldam a dinâmica organizacional. Transferir os valores e as características que tornaram a empresa consolidada no mercado para as próximas gerações é pontochave para que o processo sucessório ocorra de forma eficaz. Os herdeiros precisam REVISTA ABIGR AF

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assimilar e incorporar as bases que formaram a organização, de maneira que haja a continuidade dos negócios, mantendo os valores mas modernizando a gestão. O motivo do fracasso de muitas empresas é que, quando o herdeiro assume a gestão, ele desconsidera todo o trabalho já rea lizado, acreditando que possa renovar. Com certeza, a segunda geração também possui ex periências para acrescentar no empreendimento. No entanto, é preciso conciliar a implantação de inovações que irão gerar novas oportunidades, com a credibilidade corporativa, desenvolvida pelo fundador ao longo dos anos. Com o processo sucessório, toda a cultura organizacional deve ser compreendida e colocada em prática pelos sucessores, de maneira a per petuar a postura que a empresa assume diante de seus colaboradores, do mercado e da comunidade em que está inserida. Para tanto, é necessário desenvolver uma comunicação eficaz, que apresente às novas gerações quais são as bases que sustentaram os negócios. O primeiro passo para uma boa sucessão e profissionalização é a governança corporativa. O QUE É GOVERNANÇA CORPORATIVA?

O termo Governança Corporativa corresponde ao sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração e diretoria. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor

da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. Podemos entender ainda a governança corporativa como a estrutura de relacionamentos e correspondentes responsabilidades de sócios, conselheiros e executivos, definidas estas da melhor maneira, de modo a encorajar as empresas a terem o desempenho econômico como objetivo principal. É valor, apesar de, por si só, não o criar. Isto somente ocorre quando ao lado de uma boa governança temos também uma gestão organizacional eficiente, eficaz e efetiva. Cada empresa tem sua metodologia de trabalho e cultura própria; faz-se necessário, além de cultivar, respeitar esta cultura que direcionou uma empresa ao sucesso. Quando a empresa é fa mi liar, os valores da família são repassados para a organização. O que se espera é que os valores e o contorno cultural sejam mantidos e as ações modernizadas ao longo do tempo, como forma de adaptação ao mercado. O processo de Governança Corporativa está calcado no fato de que toda organização, fami liar ou não, seja regida pela transparência em sua gestão, permitindo que os valores fundamentais que regem a dinâmica empresarial não sejam corrompidos ao longo do tempo.

Domingos Ricca Sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento e da revista Empresa Familiar. www.empresafamiliar.com.br


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Reinaldo Giarola


A Bahia em cores e texturas

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esde que trocou São Paulo por Salvador, em mea­dos da década de 1980, Reinaldo Gia­ro­la é encantado pelas cores da primeira capital do Brasil. Mesmo envolvido com outras atividades, a fotografia sempre o acompanhou, estando lá no momento em que decidiu abraçar o universo da decoração e a fine art. Nascido em São Paulo, em 1968, Reinaldo começa a fotografar na adolescência. Usando intuitivamente a técnica de longa exposição, brincava de retratar cenas noturnas em cores fortes. Em 1984, a família muda-​­se para Salvador e o cenário policromático o motiva ainda mais a con­t i­nuar clicando. Porém, outros caminhos te­r iam de ser trilhados antes. Em 1992,

Reinaldo deixa o quinto ano de Veterinária para tirar o brevê. Depois de três anos voan­do, torna-​­se sócio em uma fi­lial da Ford Models (depois Mega Model) em Salvador e começa a fotografar as modelos. Por sete anos sua rotina fica preen­chi­da de ensaios, catálogos, imagens para site, quando decide deixar para trás o mundo da moda. Torna-​­se representante de grifes, percorre o Nordeste até a arte entrar na sua vida por meio de um amigo co­le­c io­n a­dor. “Vendo obras de artistas que retratavam a Bahia, sobretudo Carybé e Pier­re Verger, decidi montar um banco de imagens com cenas diá­r ias e tão comuns que acabam passando desapercebidas, como as marisqueiras nas marés baixas, os pescadores e os saveiros.”

F OTOG R A F I A

O trabalho do fotógrafo Reinaldo Giarola debruça-​­se sobre símbolos da cultura baiana, perpetuando ofícios que têm perdido espaço na vida moderna. Tânia Galluzzi

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REINALDO GIAROLA www.reinaldogiarola.com.br REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2018

Em 2009, um arquiteto pede para usar uma de suas fotos num am­bien­te da Casa Cor, despertando em Reinaldo o interesse pelo mercado de decoração. As cores saturadas valorizam a geo­g ra­f ia da re­g ião, os rios, o mar, as praias, os ofí­c ios manuais. Somando a técnica fotográfica à ex­pe­r iên­c ia como piloto vêm as imagens aé­reas, o litoral nordestino visto de cima, as cam­boas1, os caiaques ala­goa­nos, o cenário baiano. O mar, as ca­noas e os saveiros

tornam-​­se o principal tema de sua fotografia, que ganha novo ângulo com o uso de drones. “A tecnologia dos drones evoluiu muito de dois anos para cá, incluindo a qualidade das imagens, possibilitando as fotos em 90°, também chamadas fotos de mergulho.” Essas imagens estão agora em setembro na exposição Bahia Cores e Encantos, no Palacete das Artes, em Salvador. A mostra, em conjunto com o fotógrafo Gustavo Góes, traz o co­ti­dia­no da cidade, das jangadas às baianas. Inserido no segmento de decoração e no mercado fine art, Reinaldo está com dois projetos de livro engavetados, um sobre saveiros e outro sobre as ca­ noas. “A Baía de Todos os Santos chegou a ter mais de 1.500 saveiros trazendo mer­ca­do­r ias do Recôncavo Baiano para a capital, meio de transporte que se tornou obsoleto com o advento do caminhão. Foi cria­da até uma fundação, a Viva Saveiros, para ajudar na preservação desse patrimônio, mas a si­tua­ção ­atual é bem ruim. Cheguei a fotografar os últimos 20, que ha­v iam sido reformados, mas hoje devemos ter no máximo doze.” Do mesmo mal padecem as ca­noas, que dependem ainda de troncos maciços para existir, e outras manifestações culturais como o Terno das Almas2 e as baianas. “É toda uma cultura que está se perdendo.” Não, se depender de Reinaldo Gia­ro­la e seu olhar encantado.

1  Conjunto de estacas usadas na pesca flu­v ial para reter o peixe, quando o nível do rio baixa, ou à contracorrente.

2  Ri­t ual rea ­l i­za­do no pe­r ío­do da Qua ­res­ma, semelhante a uma procissão, no qual os moradores das cidades vão às ruas, à noite, com len­çóis brancos para cantar e orar pelas almas dos mortos.


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Gráficas preveem competição acirrada no 1º‑ Prêmio Paulista Empresas que estão apoiando a iniciativa apostam no alto nível das peças inscritas e no incentivo às boas práticas.

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o final de setembro serão anun cia dos os vencedores da primeira edição do Prêmio Paulista de Excelência Gráfica Luiz Metzler, criado para valori‑ zar o empenho dos gráficos do Estado de São Paulo em bus‑ ca da qualidade e da supera‑ ção das expectativas de seus clientes. As empresas concor‑ rem em 11 segmentos, subdivididos em três categorias: melhor im‑ pressão, melhor acaba‑ mento e melhor design e inovação, num total de 33 ganhadores. A expectativa das gráficas que estão par‑ ticipando é alta. “Espe‑ ramos ter uma compe‑ tição mais equilibrada em nosso segmento de atua ção”, afirmou Carlos Jacomine, di‑ retor geral da Plural. Segundo o execu‑ tivo, a gráfica decidiu apoiar a iniciativa por se tratar de um certame regional. Para Tia go Guissi Sanchez, supervisor de qualidade e assis‑ tência técnica da Tilibra, a inicia‑ tiva pode ajudar a divulgar pro‑ dutos, além de representar uma oportunidade de reconhecimen‑ to técnico, motivando a empre‑ sa a se superar. “Decidimos par‑ ticipar por se tratar de evento alinhado a outras iniciativas que participamos e apoiamos, como o Prêmio Fernando Pini e o Prê‑ mio Vinícius Viot to Coube, na re gião de Bauru.” Ele também enxerga o concurso como um

elemento de promoção de um relacionamento saudável entre as empresas do setor, valoriza‑ ção do produto gráfico e forta‑ lecimento da associação. “A ex‑ pectativa é de um aquecimento para o Fernando Pini. Como o Es‑ tado de São Paulo corresponde a grande parcela da produção na‑ cional, esperamos altíssimo nível

técnico e de qualidade nos tra‑ balhos, servindo de termômetro para o que virá no prêmio na‑ cional”, comentou o supervisor. Na Jandaia, o entendimen‑ to é de que o prêmio pode de‑ monstrar a relevância de cada fabricante em sua área, direcio‑ nando as boas práticas do mer‑ cado. “Ele também abre uma janela para a qualidade dos pro‑ cessos de fabricação”, opinou Valter Rodrigues, coordenador de produção. Alison Simão, analista de marketing da Indemetal, elogiou a concisão do regulamento e o

modelo de inscrição. “É uma óti‑ ma iniciativa.” Já José Carlos Riz‑ zieri, diretor superintendente da Rami, enalteceu a decisão de ho‑ menagear Luiz Metzler. “Tenho recordações muito boas dele e não poderia deixar de estar pre‑ sente em uma iniciativa que nos remete ao amigo”, disse o em‑ presário. “Acho que vai ser uma competição acirrada pelo grau de especia‑ lização das empresas. Estou ansioso pelo re‑ sultado.” Animada com a perspectiva de ver a Leograf brilhar, Danie‑ la Nogueira, analista de marketing ressaltou o fato de o concurso ava‑ liar critérios como cria‑ ti vi da de, atratividade e inovação. A cerimônia de en‑ trega dos troféus pro‑ mete ser ágil e di‑ nâmica, segundo a Abigraf‑ SP, rea li za do‑ ra do concurso. A coordenação técnica do Prêmio Paulista está sob a responsabilidade da ABTG. Rea li za ção: Abigraf‑ SP. Coordenação técnica: ABTG. Oferecimento: Heidelberg. Patrocínio Ouro: Afeigraf. Patrocinio Prata: Serigrafia Sign Future‑ Textil. Apoio institucional: Aba, Abap, Abflexo FTA , Abiea, Abi‑ graf Na cio nal, Abimfi, Abitim, ABPO, Abre, Abro, ABTCP, Ana‑ tec, Andipa, Aner, ANJ, Assin‑ grafs, Sindigraf‑SP, Sindjore, Sin‑ grafs, Ibá, IED São Paulo, IVC , Sinapel, Two Sides.

Singrafs celebra seus 25 anos Festa foi realizada em São Caetano do Sul.

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a noite de 22 de junho foram comemorados os 25 anos de fundação do Singrafs, Sindicato das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista. A celebra‑ ção aconteceu durante o 11º jantar em homenagem ao Empresário Gráfico, realizado pela Assingra‑ fs, Associação das Indústrias Grá‑ ficas do ABC e Baixada Santista, com apoio do sindicato. Realiza‑ do no Buffet Samyr, em São Cae‑ tano do Sul, o encontro contou com a participação de 150 convi‑ dados. As gráficas Mácron, Meca, Interprint, Ápice e NSC também foram homenageadas. Em seu discurso, Antônio Ga‑ meiro, presidente do Singrafs, lembrou o grupo de “empresá‑ rios gráficos idealistas que traba‑ lhou vo lunta ria mente, varando noites”, para que a trajetória da entidade pudesse ser construída. “São 25 anos, meus amigos, su‑ perando todo o tipo de dificulda‑ de. Recentemente, enfrentamos com muita coragem a maior cri‑ se da história da indústria gráfica. Por isso, estamos aqui para deixar de lado os problemas e relembrar os momentos de superação, por‑ que, apesar de tudo, continuamos juntos, unidos, fortalecidos em nossa determinação.” O líder se‑ torial lembrou ainda as parcerias firmadas com a Abigraf‑SP, o Se‑ nai, o Sebrae e a ABTG. Estiveram presentes Sidney Anversa Victor, presidente da Abigraf‑SP, e Walter Vicioni, diretor regional do Senai e superintendente do Sesi. Fonte: Boletim Infografs, julho de 2018

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O deputado federal Vicentinho (centro), ladeado por Levi Ceregato e Wagner Silva

Abigraf em defesa do setor A Abigraf Nacional acompanha em Brasília três importantes projetos de interesse da indústria gráfica. Projeto de Lei 7867/14: de auto‑ ria do deputado federal Vicen‑ tinho (PT‑SP) na Câmara dos De‑ putados em 6 de agosto de 2014, dispõe que os livros didáticos ad‑ quiridos direta ou indiretamente pelo Poder Público por meio do Programa Na­cio­naL do Livro Di‑ dático (PNLD) e programas simi‑ lares, de empresas editoras ou in­dús­t rias gráficas se­dia­das no Brasil, deverão ser impressos por empresas instaladas no País, ve‑ dada a terceirização de qualquer das etapas a empresas se­dia­das no ex­te­rior, sendo esta mesma condição aplicada aos livros con‑ templados pelos incentivos fis‑ cais da Lei Rouanet. Após ter sido aprovado sem nenhuma emen‑ da na Comissão de Desenvolvi‑ mento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), Comissão de Cultura (CCULT) e na Comissão de

Educação (CE) da Câmara dos De‑ putados, foi en­via­do para a Co‑ missão de Constituição e Justi‑ ça e de Cidadania (CCJC), na qual teve designada como relatora a deputada federal Maria do Ro‑ sário (PT/RS), que já protocolou seu parecer favorável à aprova‑ ção, sem emendas, e aguarda vo‑ tação. Uma vez aprovado na Câ‑ mara, seguirá para apre­cia­ção no Senado Federal. Por esse motivo, o gerente geral, Wagner Silva, e o presidente Levi Ceregato, da Abi‑ graf Na­cio­nal, reuniram-​­se no dia 16 de maio último com o depu‑ tado Vicentinho no seu gabine‑ te, em Brasília (DF), com o obje‑ tivo de definir as es­tra­té­gias que possam acelerar a tramitação do projeto no Congresso. Projeto de Lei 2396/15: de auto‑ ria do deputado federal Walter

Ioshi (PSD -​­SP) na Câmara dos De‑ putados, este projeto reduz a “zero” as alíquotas da contribui‑ ção para o PIS/Pasep e da Contri‑ buição para o Fi­nan­cia­men­to de Seguridade So­cial (Cofins), inci‑ dentes sobre a receita bruta de‑ corrente da atividade de impres‑ são de livros no Brasil. Após ter sido aprovado em sua versão ori‑ ginal na Comissão de Desenvol‑ vimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Depu‑ tados, foi encaminhado à Comis‑ são de Finanças e Tributação, ten‑ do sido designado como relator o deputado federal Júlio César (PSD/ PI), com o qual a Abigraf Na­cio­nal reuniu-​­se no dia 5/6/18, no seu gabinete na Câmara dos Deputa‑ dos, e, depois de serem apresen‑ tados os argumentos da indús‑ tria gráfica favoráveis à aprovação do projeto, o deputado manifes‑ tou sua disposição em atender o pleito sem a inserção de emen‑ das, porém necessitaria antes pe‑ dir que a Receita Federal apre‑ sentasse parecer sobre a renúncia fiscal para os próximos anos. Nes‑ sa mesma data, o gerente geral e o presidente da Abigraf Na­cio­nal, juntamente com uma delegação de presidentes de sindicatos da

indústria gráfica de vá­rios Esta‑ dos, reuniram-​­se com o deputa‑ do Walter Ioshi para definir es­ tra­té­gias que possam acelerar a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados. Projeto de Lei 4967/16: de auto‑ ria do deputado federal Luiz Lau‑ ro Filho (PSB/SP) na Câmara dos Deputados, exige que os impres‑ sos de propaganda dis­tri­buí­dos em locais públicos sejam feitos com ma­te­rial reciclado e bio­de­ gra­dá­vel, entre outros aspectos. Atual­men­te, o projeto encontra-​ s­ e na Comissão de Desenvolvi‑ mento Urbano da Câmara, cujo relator é o deputado federal Alex Manente (PPS/SP), que já havia se pro­nun­c ia­d o favoravelmen‑ te à sua aprovação. No dia 5 de junho último, contudo, Wagner Silva e uma delegação de presi‑ dentes de sindicatos da indústria gráfica de vá­rios Estados, em reu­ nião com o deputado, manifesta‑ ram a posição da indústria gráfica contrária à aprovação do projeto, apresentando diversos argumen‑ tos técnicos e comerciais. Ao final, o deputado comprometeu-​­se a convocar uma Au­diên­cia Pública para discutir o tema.

Sistema Indústria reúne lideranças de vinte sindicatos gráficos Presidentes de sindicatos de todo o País participaram do evento.

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o dia 5 de junho realizou-​­se o 4º Intercâmbio de Lideran‑ ças Setoriais da Indústria Gráfi‑ ca, promovido pela Confedera‑ ção Na­cio­nal da Indústria (CNI), em sua sede, em Brasília. A ini­ cia­ti­va tem como objetivo pro‑ mover a difusão de soluções do Sistema Indústria, o compartilha‑ mento de Boas Práticas Sindicais

e a aproximação com o Poder Legislativo Federal para o en‑ caminhamento de demandas e informações sobre projetos de lei que possam impactar posi‑ tivamente o setor. Comparece‑ ram ao encontro vinte presiden‑ tes de sindicatos empresariais da indústria gráfica de todo o País. Representando a Abigraf

Levi Ceregato; Camilla Cavalcanti e Diana Neri (CNI) e Bruna Rabelo Lozer (Findes)

Na­cio­nal, estiveram presentes e participaram na composição da mesa de abertura Levi Cerega‑ to e Ju­lião Flaves Gaú­na, presi‑ dentes executivo e do Conselho

Diretivo da entidade. A gerente executiva do Desenvolvimento As­so­cia­ti­vo da CNI, Camilla Ca‑ valcanti, foi a responsável pela organização do evento. julho /agosto 2018  REVISTA ABIGR AF

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Cerimônia marca os 95 anos do Sindigraf‑SP Líderes do setor relembram a contribuição do sindicato para o setor sem deixar de apontar os atuais desafios.

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o dia 25 de junho foi rea­li­z a­ da sessão solene na Assem‑ bleia Legislativa de São Paulo alu‑ siva aos 95 anos do Sindicato das In­dús­trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf‑SP). Proposta e presidida pelo deputado Wel‑ son Gasparini (PSDB), a solenidade contou com a presença do a­ tual e de ex-​­presidentes da entidade, bem como de dirigentes de orga‑ nizações ligadas ao setor gráfico. O primeiro a falar foi Wagner Silva, gerente geral da Abigraf, Abigraf‑SP e Sindigraf‑SP, que fa‑ lou do orgulho em trabalhar para a entidade voltada a uma indús‑ tria focada na disseminação do conhecimento. O executivo desta‑ cou o papel fundamental de todos os colaboradores, abrindo espaço para a homenagem com entrega de medalhas para toda a diretoria do sindicato e para os três fun­cio­ ná­rios mais antigos: Nilsea Borelli Rolim de Oliveira, gerente do de‑ partamento jurídico, Ana Cristina

Vieira do Prado, secretária da di‑ retoria, e Rogério Camilo, coor­de­ na­dor de relações com o mercado. Em seguida, Max Schrappe, detentor da gestão mais longeva do sindicato, entre 1986 e 2001, enalteceu a presença do produto gráfico no co­ti­dia­no das pes­soas. Ele lembrou também uma de suas principais contribuições para a en‑ tidade, a pro­f is­sio­na­li­za­ção de sua estrutura. A palavra passou para Mário Cesar de Camargo, respon‑ sável pelo comando do Sindigraf de 2004 a 2010. Agudo, o empre‑ sário afirmou que em seu pe­río­do a frente da entidade jamais pen‑ sou que o sindicato chegaria pró‑ ximo ao seu centenário com futu‑ ro incerto. “Nos últimos cinco anos a indústria gráfica perdeu grandes operações. Que­ro dar aqui um gri‑ to de alerta. Só há uma forma de as empresas sobreviverem, por meio de consolidações. Os for‑ necedores já fizeram a lição de casa.” Para ele, a manutenção das

gráficas frente às atuais dificulda‑ des representa um desafio quase hercúleo e nesse sentido o papel do sindicato é justamente indicar o caminho da consolidação. Assumindo o contraponto, Fa‑ bio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf entre 2010 e 2016, apontou avanços de sua gestão, como a cria­ção do Comitê da Ca‑ deia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem, no âmbito da ­Fiesp, o impulso ao Projeto Bi­blio­te­cas – Leitura para Todos, que criou e revitalizou espaços públicos de leitura em pequenos mu­ni­cí­pios paulistas, e o engajamento na Two Sides, campanha mun­dial de valorização da mídia impressa. Levi Ceregato, ­atual presiden‑ te (2016/2019), relembrou um pouco da história da entidade e sua importância ao longo de sua existência. Falou dos atuais de­ sa­fios, tanto do setor quanto do próprio sindicato ante a extin‑ ção da contribuição compulsória,

sa­l ien­t an­d o a necessidade de mudança de postura do empre‑ sário gráfico. “A indústria gráfi‑ ca precisa mudar o negócio e não de negócio. Mudar de rumo e não de ramo.” A cerimônia foi encerrada com um desabafo enfático do deputa‑ do Welson Gasparini. Depois de saudar os 95 anos do sindicato, o político conclamou o em­pre­sa­ria­ do gráfico a ajudar a mudar o Bra‑ sil. Na política desde 1959 e pres‑ tes a se aposentar, uma vez que não concorrerá na próxima elei‑ ção, Gasparini queixou-​­se da falta de líderes, enfatizando a necessi‑ dade de rea­ção e envolvimento da população na política. “A elei‑ ção é a oportunidade ­ideal para castigar quem não presta, dei‑ xando de fora de cargos públicos, e eleger quem tem valores.”

Sindicatos realizam Exposição da Indústria Gráfica no Piauí Iniciativa das lideranças gráficas do Piauí, exposição fez parte das comemorações do Dia da Indústria Gráfica.

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o pe­río­do de 22 a 24 de ju‑ nho, no Teresina Shopping, o Sindicato das In­dús­trias Grá‑ ficas no Estado do P­ iauí (Sind‑ grapi), juntamente com o Sindi‑ cato das In­dús­trias Gráficas de Teresina (Sigrat) e a As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica – Re­gio­nal ­Piauí (Abigraf‑PI) rea­li­ za­ram a I Exposição da Indústria Gráfica, com peças históricas e estandes de empresas do se‑ tor. A abertura, na sexta-​­feira,

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dia 22, contou com a presen‑ ça do presidente do Sindicato das In­dús­trias Gráficas no Esta‑ do de São Paulo (Sindigraf‑SP) e da Abigraf Na­cio­nal, Levi Cere‑ gato, além dos presidentes dos Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado de Sergipe (Sindgrafi‑ ca‑SE), Walter Castro, e Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Esta‑ do do Maranhão (Sindigrafma), Roberto Carlos Moreira. O ge‑ rente geral da Abigraf Na­cio­nal,

Wagner José da Silva, apresen‑ tou palestra abordando os nú‑ meros, demandas e conquistas da indústria gráfica. Em segui‑ da, foi desenvolvido painel so‑ bre a importância da indústria gráfica na so­cie­da­de, com a par‑ ticipação dos presidentes do Sindgrapi, Roberto Ferraz, e da Abigraf‑ PI , James Hermes dos

Santos, além dos presidentes do Sindgrafica-​­SE e do Sindigrafma, assim como do presidente do Sindigraf‑SP e Abigraf Na­cio­nal. Luiz Gonzaga Andrade, presi‑ dente do Sigrat, assinalou que a exposição fez parte das comemo‑ rações do Dia da Indústria Grá‑ fica, celebrado na­cio­nal­m en­te no dia 24 de junho.


Você sabia que o papel é feito de árvores plantadas exclu sivamente para essa finalidade? Todos os dias no Brasil são plantados o equivalente a cerca de 500 campos de futebol de novas florestas para a prod ução de papel e outros produtos.

O Brasil tem 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas. As indústrias que usam essas árvores conservam outros 5,6 milhões de hectares de matas nativas. que o papel que vem Você gostará ainda mais de revistas impressas sabendo arte corretamente. de árvores plantadas, é reciclável e biodegradável. Desc Seja um consumidor responsável. Fonte: Relatório Ibá 2017, Indústria Brasileira de Árvores Two Sides é uma organização global, sem fins lucrativos, criada em 2008 por membros das indústrias de celulose, papel e comunicação impressa. Two Sides promove a produção e o uso responsável da impressão e do papel, bem como esclarece equívocos comuns sobre os impactos ambientais da utilização desse recurso. O papel, por ser proveniente de florestas certificadas e gerenciadas de forma sustentável, é um meio de comunicação excepcionalmente poderoso, de fonte renovável, reciclável e biodegradável.


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Uma história de 75 anos O Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (Sigep) completa sete décadas e meia de atuação na defesa dos interesses e na busca do desenvolvimento do setor gráfico paranaense.

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m­pre­sá­rios gráficos pa­ra­naen­ ses, percebendo que te­riam mais força agrupando-​­se em uma entidade, cria­ram, em 1937, o Sin‑ dicato dos Empregadores em Ar‑ tes Gráficas e Classes Anexas, que seria o em­b rião do Sigep. Dois anos depois, em razão de decre‑ to do governo Getúlio Vargas que autorizava uma única as­so­cia­ção congregando empregadores e trabalhadores, houve mudança no estatuto da entidade, que passou a se chamar Sindicato das In­dús­ trias Gráficas do Estado do Paraná, reconhecida ofi­cial­men­te pela De‑ legacia Re­gio­nal do Trabalho em 1º de julho de 1943. Em novembro do mesmo ano, o Sigep juntou-​­s e a outros sin‑ dicatos para a cria­ção da Fede‑ ração das In­d ús­t rias do Estado do Paraná (Fiep). O empresário Heitor ­Stockler França, membro do Sigep, foi escolhido para pre‑ sidir a Fiep, exercendo o cargo por 13 anos.

A partir dos anos 50, com Os‑ car Schrappe Sobrinho na presi‑ dência, o Sigep estabeleceu pon‑ tos estratégicos de atua­ção, com destaque para a organização de um cadastro de empresas em Curitiba e no in­te­rior e o pedido para que o governo evitasse a cria­ ção de gráficas em autarquias. A concorrência desleal das gráficas do governo ­no mercado, aliás, foi um dos motivos que incentivou os em­pre­sá­rios gráficos nacionais a organizar o I Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em 1965, oca­ sião em que foi fundada a As­so­cia­ ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Na­cio­nal). Qua­tro anos mais tarde surgiria a Abigraf‑PR. Em 1970, com o desenvolvi‑ mento in­dus­trial no Estado, o Si‑ gep investiu, com sucesso, na captação de novos afi­lia­dos. Com mais só­cios, o sindicato se profis‑ sionalizou e expandiu seus ser‑ viços. A necessidade de discu‑ tir avanços para o setor levou à

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cria­ção do I Encontro dos Indus‑ triais Gráficos do Paraná, rea­li­za­do de 19 a 22 de maio de 1971. Nos anos 80, o governo proi‑ biu as gráficas estatais, mas mui‑ tas delas con­ti­nua­vam fun­cio­nan­ do. Para enfrentá-​­las, Cristovam Linero Sobrinho explicava em pa‑ lestras a importância de se ela‑ borar corretamente o preço de venda. A desestatização acabou sendo o tema principal do 7º Con‑ gresso Brasileiro da Indústria Grá‑ fica, em Foz do Iguaçu, de 15 a 18 de maio de 1987. No início da década de 90, o Sigep aderiu à tecnologia com a aquisição de computador para facilitar suas demandas adminis‑ trativas, como o cadastro de no‑ vos as­so­cia­dos. O crescimento do número de afi­lia­dos, que chegou a 1.500, e o desenvolvimento de cursos, palestras e treinamentos, levou o sindicato a ter sua sede própria, em um edifício co­mer­cial, no Centro Cívico, com 500 metros quadrados, inaugurada em 2002. Para estimular a competitividade

e a qualidade no setor, também em 2002, surgiu o Prêmio Pa­ra­ naen­se de Excelência Gráfica Os‑ car Schrappe Sobrinho, que inte‑ gra a Semana do Dia do Gráfico, em 25 de junho, e acontece de‑ pois do InformAção — Fórum Pa­ ra­naen­s e de Ten­d ên­cias para a Indústria Gráfica, cria­do em 2001. ATUALIDADE Hoje, o Sigep representa cerca de 1.500 gráficas, que empregam 10 mil pes­soas e con­tri­buem para o desenvolvimento econômico do Estado. Para Abilio de Oliveira San‑ tana, presidente da entidade, os 75 anos devem ser comemorados, mas também exigem reflexão. “Sinto orgulho de ser o presiden‑ te nesta data tão representativa. Ao mesmo tempo, a responsabi‑ lidade aumenta porque estamos vivendo um momento de neces‑ sidade de reinvenção na forma de gerir a entidade por conta da cri‑ se, que ainda não passou, e da não obri­ga­to­rie­da­de da contribuição sindical. Talvez estejamos passan‑ do por um dos momentos mais di‑ fíceis da história do sindicalismo e é preciso que todos reflitam so‑ bre isso. O desafio é equilibrarmos o atendimento de qualidade aos gráficos sem comprometermos a saú­de financeira do sindicato”. Nesse sentido, diz Abilio, a lição de casa vem sendo feita corretamen‑ te. “Nos últimos anos o Sigep tem conseguido oferecer uma série de be­ne­fí­cios aos fi­lia­dos, sem se des‑ cuidar das finanças. Isso é resulta‑ do de uma forma diferente de ge‑ rir a entidade, em que buscamos par­ce­rias, inclusive com a Fiep, repensamos ações e reforçamos aos em­p re­s á­r ios a importância do as­so­cia­ti­vis­mo”. (Colaboração: Ed Carlos Rocha – RT Press)

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Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 118, de julho/agosto de 1988

Os 100 anos da Paranaense

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om sede em Curitiba e filiais em São Paulo e Blumenau, a Impressora Paranaense comemora 100 anos em agosto. Sua história está entrelaçada à própria história do Estado do Paraná. Desmembrada de São Paulo, a Província do Paraná foi fundada em 1853. Seu primeiro governador, Zacarias de Góes e Vasconcellos, desejava ver divulgados os atos oficiais de seu governo e chamou Cândido Martins Lopes, gráfico de Niterói, para montar e dirigir uma oficina tipográfica, a Typographia Paranaense. Em abril de 1854, o estabelecimento lança o semanário Dezenove de Dezembro, data associada à instalação da nova província. A gráfica cresceu e, em 1988, mudou o nome para Impressora Para naense, após o Barão do Cerro Azul, Ildefonso Pereira Correia, tornar-se sócio de Jesuíno Lopes, filho de Cândido Lopes. A gráfica prospera. O barão morre em 1894 e, oito anos depois, Francisco Folk compra as ações da viúva. Em 1912, há a fusão da Impressora com a Lithographia Max Schrappe & Cia. Passam-se mais dez anos e, em 1922, todos os ativos e passivos da Paranaense ficam sob o controle da firma individual de Max Schrappe. Ele encaminha seus três filhos, Werner Schrappe, Max Schrappe Júnior e Oscar Schrappe Sobrinho, para estudar na Academia de Artes Gráficas de Leipzig, transferindo-lhes, em 1928, a administração da empresa. Em dezembro de 1940 a empresa transforma-se em sociedade anônima, passando a operar como Impressora Paranaense S/A. Vieram, então, os tempos modernos, com plantas industriais em Curitiba, Blumenau e São Paulo. Já como uma das líderes em embalagens de papel-cartão no Brasil e sob o comando da terceira geração dos Schrappe, em 1972 é iniciado o projeto de expansão e modernização das instalações industriais de Curitiba, sede da empresa. Neste ano de 1988, em que está completando o seu centenário, sob o comando de Dieter Hellmuth Schrappe, presidente, e dos seus primos, os irmãos Werner Egon Schrappe, diretor financeiro e de recursos humanos, e Max Heinz Gunther Schrappe, vice-presidente do conselho, a Pa ra naense é uma empresa de ponta, atua lizada tecnologicamente, conta com mais de 1.500 funcionários e fatura 3,8  milhões de dólares por mês.

Adolpho Bloch, cidadão do mundo Com 10 anos de idade, o menino judeu Adolpho Bloch começou a

trabalhar na gráfica de seu pai, em Kiev, Rússia, em 1918. A gráfica ia de vento em popa, porém, com o terror imposto pelo regime estalinista, sua família vendeu tudo e fugiu do país. Passaram pela Romênia, Alemanha e Grécia. Chegaram à Itália, em Nápoles e, finalmente, em 1922, ao porto de Gênova, de onde partiram para os Estados Unidos. Porém, pararam no Rio de Janeiro para passar duas semanas e de lá nunca mais saíram. Adolpho começou a trabalhar em uma pequena papelaria. Com o tempo, comprou uma pequena impressora e começou sua gráfica. Em 1950, cansado de ser gráfico, desejava editar uma revista no gênero da Paris-Match. Mas, precisava de um título. Seu primo, Pedro Bloch, sugeriu: “Manchete”. Imediata mente, Adolpho Bloch mandou registrar o nome. Naquela época, ele tinha uma pequena rotativa offset que, durante cinco dias da semana, imprimia as revistas infantis de Adolpho Aizen e de Roberto Marinho. Sobravam dois dias para a Manchete. O primeiro número da revista saiu em 1952 e esgotou-se em poucas horas. Semanal, Manchete foi um sucesso e passou a disputar leitores com O Cruzeiro, de Assis Chateaubriand. Veio o grande salto. Alguns anos depois, Adolpho Bloch resolveu investir em duas grandes unidades. Uma área de 60.000 m2, em Parada de Lucas, abriga modernas e completas instalações de pré-impressão, impressão e acabamento, com grandes máquinas de rotogravura e offset, além de fábrica de tintas e resinas e oficina de manutenção industrial. Lá, com 2.000 funcionários, são produzidos milhões de exemplares de revistas, álbuns, livros, material didático e enciclopédias. No outro parque gráfico, em Água Grande, as Empresas Bloch dispõem de mais de 40.000 m2, com um depósito que pode armazenar até 10 mil toneladas de papel. Mas, Adolpho Bloch não se limitou à área da comunicação impressa. Nas instalações da Água Grande possui estúdios para a gravação de programas da Rede Manchete de Televisão, um campo onde ingressou há pouco tempo. Tem também quatro estações FM no Rio, São Paulo, Brasília e Recife e uma AM no Rio. julho /agosto 2018

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MENSAGEM

Insegurança e ansiedade

m nosso setor. ta en m or at el áv ac pl im e is Incerteza política e cr

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entre manter ível. Estamos numa sinuca leg ine , aço esp ma ca nesse s como está ou embarcar nu no me Eu não queria falar de políti ou is ma do tu trosa. permite ficar quieto. ista e provavelmente desas lic mas o cenário atual não me be ra tu en av a impressão se aproxima nos A disputa presidencial que o nem terminou, mas tenho an se Es l. asi ra futuro do Br traz insegurança quanto ao que só poderemos comemora ruim de E junto com esse sentimento criação do Prêmio Paulista ler — o ao vem a ansiedade em relaçã Excelência Gráfica Luiz Metz . As incertezas sobre que é uma enorme conquista para futuro de nossas empresas setor A polarização das opiniões o futuro do País, os gráficos paulistas. Nosso a desde no” economia e de da políticas fez surgir o “fenôme enfrenta uma crise gravíssim editorial nossas empresas o futuro Jair Bolsonaro. O título do 2012 e as incertezas sobre ssas ulo do não podem do jornal O Estado de S. Pa do País, da economia e de no pedir ume nos impedir de último dia 14 de agosto res empresas não podem nos im onal”. continuar fazendo de continuar fazendo a nossa parte, a situação: “Um voto irraci para ssas a nossa parte. Ele não tem propostas claras que é trabalhar duro por no ís, dores. os principais assuntos do Pa famílias, clientes e colabora tizar saúde como educação, economia, E — porque não? — conscien portância de e trabalho, além de prometer quem for possível sobre a im e qu a ess ça for — o com ça nça política e diálogo abert resolver tudo na base da for ura seg s mo ter . ito Congresso se ele l. Mesmo certamente ele não terá no ade para reconstruir o Brasi ied soc a m. empolga itar e depositar As opções também não me do poucas opções para acred ten ro va Ál in, ckm delas do Al tamente analisar cada uma cer Três ex-governadores, Geral as, nç era esp livrar bora experientes responsabilidade pode nos Dias e Ciro Gomes, que em com er olh esc e se s Estados, não prazo. e até bem avaliados em seu mas imensuráveis em curto ble pro de ves gra s ma er proble mostraram capazes de resolv e segurança pública, sidney@congraf.com.br de infraestrutura, educação . ará Ce ou á ran Pa , por exemplo, em São Paulo ão Amoêdo, com ideias Jo io Há também o empresár ividade parlamentar novas, nenhuma representat tes) e com propostas (o que o deixa fora dos deba ipais questões do pouco objetivas para as princ ista Marina Silva, País. Temos ainda a ecolog vida, mas que não com uma bonita história de erança e gestão que me parece ter o perfil de lid ar em Fernando a Nação precisa. Isso sem fal Paulo, que não deixou Haddad, ex-prefeito de São que será o candidato saudades em muita gente e fica Bra sileira da Indústria Grá star a validade Presidente da Associação ) f-SP igra (Ab lo do PT assim que a justiça ate Pau Regional São la continuar sendo da Lei da Ficha Limpa e Lu

Sidney A nversa V ictor

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Revista Abigraf Número 296  

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