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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 294 MARÇO/ABRIL 2018

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I I I • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 8 • Nº 2 9 4

PAULO WERNECK: A DIVULGAÇÃO É O GARGALO PARA O SUCESSO DOS LANÇAMENTOS EDITORIAIS

EXPOPRINT LATIN AMERICA BATE RECORDE COM MAIS DE 50 MIL VISITANTES

AQUISIÇÕES E LANÇAMENTOS MOVIMENTAM O SEGMENTO DE RÓTULOS E ETIQUETAS


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Mario ANUNCIO_MAISTYPE_DUPLA_.pdf - PG-1 - Trim: 420 x 280 mm - Abril 14, 2018 - 13:36:03


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ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Eduardo Franco, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva

Enrique Rodríguez. Indochina, arquitetura do papel, 55 × 55 cm, 2007

REVISTA ABIGRAF

22 Universidade do Papel

Criada pelo designer e artista plástico Enrique Rodríguez, a Universidade do Papel é uma iniciativa inovadora que proporciona vivências artísticas a partir do papel.

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Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897) e Evanildo da Silveira Colaboradores: Dieter Brandt e Hamilton Terni Costa Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e acabamento: Nywgraf Papel: BO Art 90g/m2 da BO Paper Capa: laminação e hot stamping com relevo (fitas MP do Brasil): Lamimax Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Crise nos Correios

Para driblar os altos preços e as falhas nas entregas, gráficas e editoras buscam rotas alternativas que encurtem as distâncias e facilitem a logística.

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Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

O distante horizonte da Indústria 4.0 4

FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

março /abril 2018

O consultor Hamilton Terni Costa repercute o estudo da Confederação Nacional da Indústria sobre a atual situação da indústria nacional frente aos desafios da inovação.


Os livros e suas dores

O jornalista Paulo Werneck, editor da revista literária Quatro Cinco Um, discute o panorama atual do mercado editorial e a importância de uma revista sobre livros nesse contexto.

ExpoPrint recebe seu maior público

A ExpoPrint/ConverExpo 2018 atraiu 50.216 pessoas ao Expo Center Norte. Em cinco dias, foram negociados mais de R$ 900 milhões em equipamentos e sistemas.

Autoadesivos seguem crescendo

Aquisições e novos produtos agitam o segmento de rótulos e etiquetas. A indústria de bebidas tem sido uma das mais beneficiadas na retomada da economia.

O comunicador Armando Ferrentini

Em plena atividade, o publicitário, empresário, advogado e jornalista continua à frente do jornal PropMark e da Editora Referência, colaborando para a evolução do mercado.

Água na boca

Há mais de 20 anos, Luis Vinhão vem se dedicando à fotografia de gastronomia, estimulando nossos sentidos ao valorizar a beleza dos alimentos.

Os 95 anos do Sindigraf-SP REVISTA ISSN 0103•5 72X

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Doze empresas gráficas paulistas reuniram-se em 1923 e deram o passo inicial no que viria a se transformar na entidade que é hoje o Sindigraf-SP.

REVISTA ABIGRAF 294 MARÇO/A BRIL

2018

ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XLIII • M ARÇO/ABRIL

PAULO WERNE CK: A É O GARGALO PARA DIVULGAÇÃO DOS LANÇAMENTOS O SUCESSO EDITORIAIS

EXPOPRINT LATIN AMERICA BATE RECORDE COM DE 50 MIL VISITAN MAIS TES

AQUISIÇÕES E LANÇAM ENTOS MOVIMENTAM O SEGMENTO DE RÓTULOS E ETIQUETAS

Capa: Indochina, arquitetura do papel, 55 × 55 cm, 2017 Autor: Enrique Rodríguez

20 26 46 50 56 62

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Rotativa ............................................... 8 Destaques ExpoPrint .......................... 30 Papel e celulose/ BO Paper................. 34 Koenig & Bauer – 200 anos ................ 38

Embalagem/70 anos da Macron ......... 48 Fornecedor/Nilpeter ........................... 52 Prêmio Paulista Luiz Metzler ............... 64 Há 30 anos ........................................ 65 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 66 março /abril 2018

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EDITORIAL

A roda volta a girar

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interesse eleições extrapolam qualquer as s Ma do. um ref lexo do merca rág io decisivo, um Feiras representativas são . Estamos diante de um suf ial erc com nto eve O poPrint 2018. os rumos do E não foi diferente com a Ex momento que pode def inir Expo e não podemos levou para os corredores do País nas próximas décadas uperação sabilidade. Center Norte o início da rec nos eximir de nossa respon e de as propostas A ExpoPrint vai da economia e a necessidad É nossa obrigação analisar fica aproximam ecoar por vários atualização da indústria grá dos candidatos que mais se ade o de sdobrando daquilo que queremos para nossa cid nacional depois de um períod de , es es m imento. e instrumento ag uda contenção do invest e para o Brasil, usando ess e os et oj pr s quadros como o Seg mentos fundamentais, democrático para retirar do l. pe pa do s sinalizam tirando-o criticamos, editorial e o de embalagens, políticos aqueles que tanto es prévias s alinhadas esse movimento. Informaçõ substituindo-os por pessoa s da as ven sil. Os desaf ios são da ABPO dão conta de que com a reconstrução do Bra rço ma em % 2,1 ram superá-los. de papelão ondulado cresce Estamos no caminho para s. ito mu do, ssa pa período do ano em comparação ao mesmo r janeiro a março a alta lceregato@abig raf.org.b sendo que no acumulado de u nto me au bém tam ros foi de 3,66%. A venda de liv a elevação de 8,76% um no primeiro trimestre, com or no comparativo em volume e 14,28% em val do Snel/Nielsen. com 2017, seg undo estudo dência me impede Estamos escaldados e a pru tente no setor gráfico, de falar em retomada consis rante a feira e sobretudo mas os negócios fechados du itantes indicam um o ânimo de expositores e vis ecoar por vários meses cenário promissor. A feira vai presários gráficos, entre os fornecedores e os em do-os do papel. Só então desdobrando projetos e tiran de sua quarta edição. saberemos a real dimensão movimentar nossas Outros dois eventos devem ndo e as eleições. impressoras. A Copa do Mu em outros anos em Certamente não será como fica verbas publicitárias Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação função da pulverização das fica s Grá ias ústr Ind das to dica a (Abigraf Nacional) e do Sin podemos esperar alg um digraf-SP) pelos vários meios, contudo no Estado de São Paulo (Sin s. sso pre im tos du pro elevação na demanda por

L evi C eregato

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ENFOQUE Uma chapa para todas aplicações

BRAD KRUCHTEN*, presidente da Divisão de Sistemas de Impressão da Kodak, falou durante a ExpoPrint sobre o lançamento da chapa Sonora X, que promete atender praticamente todas as gráficas offset.

Fábrica da Suzano em Imperatriz-MA

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Suzano adquire a Fibria Celulose

ompra da Fibria Celulose S.A. pela Suzano Papel e Celulose cria uma gigante mundial na área de celulose, avaliada no valor de R$ 84 bilhões. A assinatura de acordo que resultará na soma dos ativos e bases acionárias das duas empresas foi anunciada em 16 de março e a operação será concluída após a aprovação pelas assembleias de acionistas da Suzano e da Fibria e também pelos órgãos reguladores, entre outras condições precedentes usuais

para esse tipo de transação. Superadas essas etapas, a Suzano passará a ser a maior empresa brasileira do agronegócio e a quinta maior companhia não financeira do Brasil, atrás apenas da Petrobras, Ambev, Vale e Telefônica. A companhia resultante dessa união terá 37 mil colaboradores (diretos e terceiros), com 11 unidades industriais e capacidade de produção anual de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e de 1,4 milhão de

toneladas de papel, com volumes anuais de exportação de cerca de R$ 18 bilhões e investimentos anuais previstos para este ano de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. “Estamos transformando em realidade o sonho de criar uma empresa que será um orgulho para o Brasil em um setor no qual o País já nos orgulha: o agronegócio”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose. www.suzano.com.br

Em andamento fusão entre Goss e Manroland Web Systems

Foi divulgada em março a notí-

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cia da fusão entre dois grandes fornecedores da indústria gráfica mundial, a Goss International e a Manroland Web Systems, ambos tradicionais fabricantes e prestadores de serviços de sistemas de impressão rotativa offset para jornais, produtos comerciais e embalagens. O setor Contiweb da Goss não está in cluí do na transação. Manifestando-se sobre a operação, Alexander Wasserman, CEO da Manroland Web REVISTA ABIGR AF

março /abril 2018

Systems, declarou: “A Manroland está no bom caminho para um sucesso permanente. Queremos continuar a abrir este caminho crian do si nergias, apoiando a continuação das nossas atividades de Pesquisa e Desenvolvimento e reforçando o nosso enfoque na inovação”. Para Mohit Uberoi, CEO da Goss, “esta associação irá permitir-nos alcançar importantes sinergias que nos ajudarão a servir otimamente aos nossos clientes. A fusão

nos proporcionará oferecer cada vez mais os melhores produtos e serviços”. Dependendo da aprovação regulamentar, a previsão é de que a fusão seja concluída ainda neste ano. Os atuais acionis tas da Goss, a American Indus trial Partners, e da Manroland, o Possehl Group (Lübeck), continuarão a ser coproprietários da nova empresa. www.gossinternational.com/pt-pt/ www.manroland-web.com/en/

Qual o principal di fe rencial da chapa Sonora X? Trata-se de uma chapa livre de processamento que pode substituir qualquer chapa sem queima. Ela só não atende altíssimas tiragens ou quem usa chapas violeta. A Sonora X foi amplamente testada, em vá rios clien tes, e não houve nenhum problema. Acreditamos que 80% do mercado de offset poderá utilizá-la, incluindo gráficas comerciais com impressão plana e rotativa heatset e coldseat, fabricantes de embalagem e empresas que trabalhem com UV e UV de baixo consumo de energia. Nosso objetivo é tornar a impressão mais sustentável, permitindo que todas as gráficas eliminem o processamento e os produtos químicos da gravação das chapas. Quais são as perspectivas para o produto no Brasil? O mercado brasileiro foi o que melhor aceitou as chapas Sonora. Considerando todo volume de chapas que vendemos no Brasil, 75% são sem processamento. Hoje 20% do mercado de chapas offset no mundo corresponde à tecnologia process free e apostamos num crescimento ainda mais acelerado agora. *Duas semanas depois da ExpoPrint, a Kodak anunciou a aposentadoria de Brad Kruchten (veja página 18).


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Antilhas neutraliza emissão de CO₂

Editores brasileiros participam de feira na Itália N

Certificado emitido por meio

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do Projeto Redd+ Jari Amapá atesta que a Antilhas neutralizou toda a emissão de CO² em suas atividades corporativas, referente a dois anos de produção, em 2015 e 2016. As emissões foram reduzidas a partir de atividades do referido projeto, que contribui para a conservação de 220 mil hectares de floresta amazônica nativa e sua bio­di­ver­si­da­de. Isso significa a compensação de gases nocivos por meio de ações que REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

evitam o desmatamento e mantém a natureza viva. “Seguimos prin­cí­pios de respeito ao meio am­b ien­te, sempre colocando em prática a nossa política de sustentabilidade, pois entendemos que, como qualquer outra atividade, a produção de embalagem deve ser feita de maneira responsável. Só assim vamos garantir ganhos sustentáveis e econômicos reais”, destaca Sandra Ramos, gerente de RH e Sustentabilidade da Antilhas. www.antilhas.com.br

o período entre 26 e 29 de março, 17 editoras brasileiras participaram da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, e geraram negócios de cerca de US$ 400 mil em exportações, número superior à previsão inicial na casa dos US$ 340 mil. O volume corresponde aos negócios fechados e expectativas para os próximos 12 meses. Com um espaço destinado a reuniões, displays customizados para a exibição de títulos e uma exposição exclusiva de livros ganhadores do Prêmio Jabuti, o estande brasileiro proporcionou às editoras toda a infraestrutura necessária para impulsionar suas exportações. Além de encontros com editores da América Latina e Emirados Árabes, foram realizadas 360 reuniões pelos editores brasileiros. Também foram feitos contatos com 23 países em diferentes atividades no transcorrer do evento. “Nosso resultado neste ano superou as expectativas. A presença do Brasil tem se consolidado a cada ano e isso reflete

positivamente em nossos negócios”, destacou Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de Relações Internacionais da Câmara Brasileira do Livro (CBL). A presença brasileira foi viabilizada através do projeto Brazilian Publishers, uma parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O objetivo do Brazilian Publishers é fomentar negócios internacionais da indústria editorial brasileira, levando editoras, autores e livros brasileiros ao exterior. A comitiva nacional contou com a participação da Girassol Brasil, Editora Bom Jesus, FTD Educação, Melhoramentos, Editora do Brasil, Todolivro, Editora Projeto, Carochinha, DSOP Financial Education, Sesi-SP Editora, Pallas Editora, Grupo Cia. das Letras, Callis Editora, Cortez Editora, Editora Imeph, Cria Editora e a Trilha Editora fizeram parte da delegação nacional que participou do evento na cidade italiana. www.cbl.org.br


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Fujifilm e Xerox fecham acordo No dia 31 de janeiro, a Fujifilm anun-

Tardes tipográficas na OTSP A Oficina Tipográfica São Paulo (OTSP), instalada dentro da Escola Senai Theobaldo De Nigris, no bairro da Mooca, na capital paulista, abre suas portas para os amantes da tipografia. O primeiro encontro aconteceu no dia 7 de abril com a exposição de uma Ludlow, engenhoso equipamento de composição mecânica inventado na década de 1910 e projetado para fundir linhas de texto em bloco a partir de matrizes individuais, dispostas e justificadas em um componedor manual.

EDITORAÇÃO VINTAGE – Nesse curso, que será iniciado em junho, os alunos participarão da edição do número 12 da revista Tupigrafia, a primeira e única revista brasileira de tipografia e caligrafia, editada por Claudio Rocha e Tony De Marco. A edição será produzida da mesma maneira como eram feitas as publicações na metade do século passado, com textos compostos em linotipo, títulos em tipos móveis e impressão tipográfica. Informações: cursos@oficinatipografica.com.br

ciou a compra do controle da Xerox. As duas empresas mantêm há 56 anos uma joint venture, a Fuji Xerox, com atuação na região da Ásia-Pacífico. Pelo acordo divulgado em janeiro, a Fuji Xerox pagará US$ 6,1 bilhões para comprar os 75% que os japoneses detêm nesse negócio. A Fujifilm usará esses recursos para comprar 50,1% de novas ações que serão emitidas pela Xerox. A nova empresa, com receita anual estimada em US$ 18 bilhões, manterá a marca Fuji Xerox e será listada na bolsa de Nova York sob o mesmo símbolo da Xerox. O atual executivo-chefe da companhia, o americano Jeff Jacobson, comandará a nova empresa. Seu objetivo é buscar expansão no segmento de impressoras jato de tinta, sistemas de digitalização de documentos e inteligência ar tificial. A expectativa é que a operação esteja concluída entre julho e agosto. Fonte: Jornal Valor Econômico. Procuradas pela Revista Abigraf, ambas as empresas afirmaram, por meio de suas assessorias, não terem porta-vozes para esse assunto no Brasil.

Cartazeamento digital no varejo, uma inovação tecnológica Destinado a tornar a comuni-

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cação no ponto de venda mais atraente e uniforme, “o car tazeamento eletrônico, processo de gerar cartazes promocionais por meio de softwares aplicativos via impressoras digitais, é uma inovação tecnológica que tem como principal benefício a criação fácil e rápida de cartazes e permite a utilização de uma ampla gama de imagens de produtos, fontes e cores variadas que fortalecem o poder de persuasão de compra”, explica em artigo Luiz Carli, diretor geral da Oki Data. Para ele, uma das principais vantagens que o car tazeamento

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eletrônico pode trazer é a comunicação uniforme, pois permite a padronização da comunicação do ponto de venda, sendo especialmente interessante no caso de redes de lojas. Luiz Carli alerta, porém, para alguns cuidados que devem ser tomados para que essa inovação resulte em ganhos efetivos: “Muito embora o car tazeamento eletrônico na maioria das vezes traga redução de custos, o projeto não deve ser encarado única e exclusivamente sob este ponto de vista. Um dos pontos de atenção é a correta escolha dos softwares de car tazeamento.

São muitos disponíveis no mercado e cabe ao varejista identificar o que mais se adequa às suas necessidades atuais e futuras. A definição do tipo de papel é também muito importante e deve- se decidir entre um papel pré- impresso ou um papel em branco”. Com relação à escolha da impressora, Luiz Carli explicita: “É preciso identificar o modelo que melhor atende às necessidades atuais, no que diz respeito ao padrão de impressão a ser utilizado: impressões coloridas ou monocromáticas, em papéis A4, A3 ou Super A3, bem como

a gramatura dos papéis. É recomendável investir em equipamentos com especificações superiores à necessidade atual, de forma a evitar ter de refazer o investimento num futuro próximo. Impressoras A3, coloridas, com suporte a gramaturas superiores a 200 g/m² são as mais versáteis para este tipo de aplicação. Ainda assim, deve ser avaliado bem o fornecedor a ser contratado, que tenha equipamentos de qualidade, robustez e que ofereça uma ampla rede de atendimento de assistência técnica com cobertura para toda a região”. www.oki.com/br/printing/


Faten Polo (2ª-, E/D), da Warner Bros, com Rodrigo Rocha, coordenador de Produtos, Ivan Bignardi, diretor, Thiago Dias, analista de Marketing, e Fabricio Pardo, todos da Jandaia Cadernos

Jandaia Cadernos conquista Prêmio Warner Bros N

a 15ª edição do prêmio Melhores do Ano Warner Bros, a Jandaia Cadernos teve excelente desempenho. Foi indicada para três ca­ te­g o­rias e saiu vencedora em duas: Expressão em Li­cen­cia­men­ to e Melhor Li­cen­cia­do do Ano. Além dessas duas ca­te­go­rias, o prêmio tem outras seis: Inovação em Li­cen­cia­men­to, Maior Crescimento do Ano, Melhor Exposição para Pro­prie­da­de Li­cen­cia­ da, Melhor Ação Pro­m o­cio­nal,

Melhor Execução no Varejo e Melhor Ex­p e­riên­cia de Marca. Todas são disputadas pelas diversas empresas li­cen­cia­das da divisão, sendo ho­m e­n a­g ea­d os os melhores trabalhos, projetos e produtos executados no último ano. O prêmio Expressão em Li­ cen­cia­men­to, em reconhecimento aos li­cen­cia­dos que se destacaram por trabalhar seus produtos de forma integrada com a Warner Bros, desde a cria­ç ão até

o lançamento no mercado, foi conquistado pela Jandaia após a análise de todo o processo rea­ li­z a­do para desenvolver e lançar os produtos, consagrando-​ ­a como o melhor li­cen­cia­d o a cumprir todas as etapas com excelência. Já o troféu de Melhor Li­ cen­cia­do foi conferido à Jandaia pelo conjunto da obra, enaltecendo a empresa que melhor desenvolveu produtos, implementou projetos e ações, superou as metas e alcançou destaque em todas as ações implementadas. A solenidade de pre­mia­ção ocorreu no dia 22 de março no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. www.cadernosjandaia.com.br

HP fornece equipamentos para o grupo Print Laser No dia 20 de março, a HP Inc.

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anunciou a venda da sua primeira impressora HP Page Wide Web Press T470 HD na América Latina, juntamente com uma HP Indigo 12000, para o Grupo Print Laser. Com um investimento de cerca de R$ 50 milhões em equipamentos de impressão e acabamento, in­fraes­tru­tu­ra, treinamento, soft­ ware e contratação de novos fun­ cio­ná­rios, o grupo gráfico paulista, que já produz livros em impressão digital, amplia sua capacidade no atendimento à demanda de baixos e mé­dios volumes e passa a oferecer impressões personalizadas de alta qualidade, print-​ ­on-demand e gestão de con­teú­do. Imprimindo atual­men­te mais de 2 bilhões de páginas/mês, sendo 200 milhões com tecnologia digital, o Grupo Print Laser faturou R$ 400 milhões em 2017. “Nossa meta de crescimento é dobrarmos REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

o faturamento até 2020. Com as impressoras digitais vamos crescer 30% em receita já em 2018 e dobrar a nossa margem ebtida em relação a 2017”, afirma o presidente Aristeu Batista. Por sua vez, o diretor da HP Indigo para a América Latina, Fernando Alperowitch, observa: “Muitas pes­soas acreditaram que o mercado de impressão estava acabando, mas na verdade ele está se reinventando. O que vemos agora é a ascensão da impressão digital, que permite a personalização das peças e um leque de opções muito maior”. A impressora digital HP PageWide

T470 oferece alto volume e alta

qualidade de impressão jato de tinta à base de água, produzindo mais de 8.700 páginas/minuto em cores. Foi projetada para o mercado de livros comerciais, álbuns de fotos em cores, folhetos, revistas e catálogos de varejo. A HP Indigo 12000 representa uma solução para a impressão digital de qualquer aplicação co­mer­cial em qualquer substrato, tem capacidade para produzir mais de 2 milhões de folhas em cores por mês, imprimindo até 4.600 folhas de 736,6 mm (29") em cores por hora. www.hp.com/br

David Galton, da Asahi, recebe prêmio da Efia P

or sua destacada contribuição ao setor flexográfico, David Galton, diretor co­mer­cial na Europa da Asahi Photoproducts, foi pre­ mia­do pela As­so­cia­ção Europeia da Indústria Flexográfica (Efia) em reconhecimento à sua trajetória pro­f is­sio­nal, recebendo o troféu que representa a mais alta distinção outorgada pela entidade. Galton tem sido uma figura-​­chave na indústria da impressão há mais de 30 anos. Iniciou sua carreira in­dus­ trial no London College of Printing, fez doutorado na Universidade de ­Leeds e continua sendo um pesquisador ativo, além de ser autor de numerosos artigos e documentos técnicos. Foi presidente da Efia durante 5 anos, de 2009 a 2015. Começou sua carreira pro­f is­sio­nal no departamento de I+D, da Ilford Films, e depois com a técnica de litografia na Polychrome no princípio dos anos 1980. Pos­te­r ior­m en­te, trabalhou para a Asahi Chemical e no setor flexográfico a partir de 1985. Ocupa seu cargo na Asahi Photoproducts há mais de 30 anos.


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contrato de manutenção e serviços ProServ 360° Performance da Manroland integra o ProServ Supreme em um pacote ainda mais completo de serviços para garantir que a impressora esteja sempre operando em sua máxima eficiência. Ele inclui um serviço de TelePresence, no qual uma conexão de acesso remoto diagnostica trabalhos realizados junto à gestão integrada de manutenção da máquina para diagnosticar e consertar eventuais problemas de funcio namento. ServiceKits — Um dos fatores mais importantes para impressões perfeitas é a transferência correta da folha na impressora, com a mais absoluta precisão, o que somente é obtido com um fechamento de pinça que garanta tolerâncias de registro precisas. Os Service-Kits da Manroland são disponibilizados para manter a qualidade de impressão durante a vida útil da impressora, com uma vantagem significativa em relação à aquisição de peças individuais. Antes e depois da instalação é feita uma prova para assegurar que o registro da máquina tenha sido otimizado. Upgrades — Mudanças nas condições de mercado e modificações tecnológicas necessitam de um upgrade, mesmo entre as fases de investimento. Para isso, o Printservices oferece diversas possibilidades de reajuste para aumentar a eficiência da produção e valor do produto. A Manroland dispõe ainda de upgrades para todos os sistemas de impressão e produtos do Printnetwork. www.manrolandsheetfed.com/pt-BR REVISTA ABIGR AF

março /abril 2018

Inovar para surpreender na criação de embalagens

Livro aborda controle de qualidade do suporte

Abflexo conta a história da flexografia no Brasil

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novação na Embalagem é o título do novo livro do designer e professor Fabio Mestriner. Lançado no final do ano passado pela M. Books, trata- se de um manual prático de como criar embalagens que agregam valor a partir da percepção do consumidor. A obra apresenta um método simples em seus passos, mas surpreendente nos resultados, desenvolvido ao longo de 10 anos de estudos e pesquisas acadêmicas, testado em sala de aula e aplicado com sucesso em projetos reais do mercado. Baseada na percepção de valor do consumidor, a metodologia pode ser usada por todos aqueles que desejam inovar na embalagem de forma segura. Autor de três livros didáticos sobre design e gestão estr até gic a d e e mb ala g e m , adotados por mais de 30 universidades no País, Fabio Mestriner foi presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e representante do Brasil na World Packaging Organization (WPO). É professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem no Instituto Mauá de Tecnologia.

écnico em Celulose e Papel, formado pela Escola Senai Theobaldo De Nigris, Paulo Dragoni lançou pela Senai-SP Editora o livro “Controle de Qualidade do Papel para Impressão”. A obra, que além do papel abrange papel- cartão e papelão ondulado, avalia de maneira simples e objetiva as suas características físicas, mecânicas e ópticas, analisando também a importância do controle dessa matéria-prima em cada processo de impressão, para não haver desperdícios, não gerar impressos com defeitos, evitar reclamações e até mesmo devolução por parte dos clientes, entre outros temas. O público-alvo do livro é composto por impressores, compradores de papéis e representantes comerciais das gráficas, assim como fabricantes de papéis e assistentes técnicos. Paulo Dragoni é também químico formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e pós- graduado em Tecnologia de Fabricação de Papel pela ABTCP (USP-SP). É autor do livro “Couché Papel e Papelcartão Revestidos” e coautor do livro “Papel”.

ealizado pela Associação Brasileira Técnica de Flexografia, foi lançado no dia 20 de março, no estande da Abflexo/FTABrasil na ExpoPrint, o livro “História da Flexografia no Brasil”, com texto da jornalista Lúcia de Paula. A obra resgata a memória dos primeiros passos de uma indústria que começou no final dos anos 1920 com algumas impressoras importadas, em um mercado incipiente, e hoje apresenta uma flexografia moderna, evoluída e de padrão internacional. A ideia inicial de escrever essa história partiu em 2006 do presidente na época e um dos fundadores da associação, Nelson L.B. Teruel. Aproximadamente 100 empresas contri buí ram com informações e dados sobre suas trajetórias na flexografia e 60 profissionais do setor em todo o País concederam entrevistas contando o que vivenciaram nessa indústria, ou o que ouviram de seus pais ou avós. O livro traz uma linha do tempo com os principais desenvolvimentos do processo de impressão flexográfica no Brasil e uma breve história do princípio da flexografia fora do País, remontando aos primeiros inventores de impressoras a anilina no final do século 19 nos EUA e na Europa.

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Kodak homenageia os 40 anos da Zanatto (E/D) Gilberto Farias, presidente da Kodak Brasileira; Joaquim Ventura, diretor comercial da divisão de Embalagens da Kodak; Edison José Gonçalves, diretor geral da Zanatto; Brad Kruchten, diretor mundial da divisão de Sistemas de Impressão da Kodak; Adair Zanatto, presidente da Zanatto; Grant Blewett, diretor mundial da divisão de Embalagens da Kodak; Patrícia Pinheiro, gerente de contas PSD, Brasil Sales e Luis Medina, diretor de vendas da Kodak para a América Latina

A

s celebrações pelos 40 anos da Zanatto Soluções Gráficas, completados em fevereiro, prosseguem. Durante a rea li za ção da ExpoPrint 2018 a empresa foi ho me na gea da com uma placa

comemorativa entregue no estande da Kodak, alusiva aos serviços prestados ao mercado gráfico como distribuidora de soluções. Tradicional parceira da Kodak no Brasil, a Zanatto já foi várias vezes

premiada como uma das melhores distribuidoras de soluções da Kodak na América Latina, principalmente devido ao desempenho de vendas das chapas Sonora livres de processamento.

A empresa curitibana, com filiais em São Paulo e Porto Alegre, também distribui com sucesso as soluções para flexografia das fa mí lias Kodak Flexcel NX e NX Advantage. “Grande parte do sucesso comercial da Zanatto passou, e ainda passa, pela escolha de bons parceiros. E, com isso, me refiro a marcas líderes de mercado, que investem em tecnologia e em produtos de primeira linha. A Kodak é uma dessas parceiras, cujos produtos temos orgulho de comercializar para o mercado gráfico do Brasil”, disse Adair Zanatto em agradecimento à homenagem. www.zanatto.com.br

EXECUTIVOS COREL BRASIL

KODAK

X-RITE E PANTONE

AMPLA

Flávio Tedesco

John O’Grady

Ondrej Kruk

Sidnei Marques

Gerente de Canais no Cone Sul

Presidente de Sistemas de Impressão

Presidente

Diretor de Operações

COREL BRASIL Há dez anos atuando como gerente de Canais na multinacional de soft ware de design gráfico Corel Brasil, o executivo Flávio Tedesco passa a responder também pela função no Cone Sul, estendendo sua atua ção para o Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina.

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KODAK Deixando os cargos de presidente da Divisão de Consumo e Filme e gerência geral da Divisão REVISTA ABIGR AF

março /abril 2018

de Sistemas de Impressão, John O’Grady assumiu, a partir de 24 de abril, a presidência da Divisão de Sistemas de Impressão da Kodak em nível mundial. O’Grady substitui Brad Kruchten, que está se aposentando após 36 anos de trabalho na Kodak. X-RITE E PANTONE A X- Rite Incorporated e a Pantone LLC anun ciaram em março a nomeação de Ondrej Kruk para o cargo de presidente. Kruk exerceu, nos últimos três anos,

Ricardo Augusto Lie

Diretor de Negócios

a gerência geral da Altec, que também pertence ao Grupo Danaher, e ocupou diversos cargos de gerenciamento na Videojet. O executivo, fluente em tcheco, inglês, alemão e espanhol, obteve MBA pela Harvard Business School e se graduou, com mestrado, na Universidade de Economia em Praga. AMPLA No cargo de diretor de Operações da Ampla desde 2014, Sidnei Marques foi anunciado na

Adriano Coelho

Diretor Técnico

ExpoPrint como o novo sóciodiretor da empresa. Marques assume a partir de agora a gestão da Ampla, ao lado dos só ciosfundadores Ricardo Augusto Lie, diretor de Ne gó cios, e Adriano Coelho, diretor Técnico. A mudança é parte integrante de um processo sucessório planejado pelo sócio- fundador e, até então, presidente executivo da Ampla, Lie Tji Thjun. Hoje no Conselho Administrativo, Lie Tji Thjun passa o bastão aos três executivos.


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ENTREVISTA Texto: Evanildo da Silveira

Paulo Werneck

O editor brasileiro é um guerrilheiro por natureza

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ditor, jornalista e tradutor literário, Paulo Werneck produz desde maio de  a revista Quatro Cinco Um, es pecia li zada em literatura. Com  anos de ex periência em editoras, trabalhou na Companhia das Letras e Cosac Naify, tendo participado da elaboração do manual de edição e estilo de ambas. Foi o editor responsável pela criação do caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, e curador de três edições da Festa Literária Inter nacional de Paraty (Flip). Nesta entrevista, Paulo Werneck fala do mercado editorial e suas dores, e o porquê de uma revista sobre livros.

20 REVISTA ABIGR AF

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Depois de três anos de queda, o mercado editorial começa a apresentar uma ligeira recuperação. Como vê o atual cenário? O mercado editorial é sensível à economia. Ele vive uma crise intrínseca, que tem a ver com a educação, com o investimento que a sociedade, tanto do ponto de vista público quanto privado, faz no livro. Mas certamente nos momentos de crise econômica, de recessão, o mercado de livros sofre mais. Acho que o crescimento agora está relacionado com a recuperação econômica e com certos ganhos de produtividade que os editores estão conseguindo de alguma forma rea lizar, assim como os livreiros. Essa recuperação foi muito sentida na livraria, que foi o principal canal de crescimento.


Como os editores vêm conseguindo esses ganhos? O editor brasileiro é um guerrilheiro por natureza. Dos grandes aos menores, eles têm estratégias de guerrilha na condução das editoras para lidar com os múltiplos desafios que existem na atividade. Eu tenho visto, por exemplo, projeto de pequeno porte com inovações muito grandes. São editoras que estão ganhando agilidade, conseguindo furar o bloqueio que há, às vezes, de algumas livrarias, unindo forças, fazendo lançamentos em conjunto. O editor brasileiro sempre foi acostumado a viver em crise e sabe encontrar estratégias de sobrevivência. Quais os principais desafios hoje? Atualmente, o livro tem um esquema de lançamento parecido com o do cinema. Quer dizer, você tem um dia D, um lançamento, que geralmente é num fim de semana ou numa data qualquer, para esse livro entrar no mercado. Isso é decisivo. Se ele for mal nas primeiras semanas, fatalmente irá mal ao longo de sua trajetória. Então hoje, saber organizar e lidar com as questões industriais e de divulgação e colocar o livro no momento certo são ações que desafiam o editor. Mais algum? O fim das políticas públicas de compras de livros. O Brasil se tornou conhecido, desde a época do Fernando Henrique e depois com o Lula, pela aquisição de altos volumes pelo governo. Foi uma época de recordes de produção em algumas áreas, como infanto- juvenil e juvenil, por exemplo. Mas essas políticas públicas foram interrompidas e só agora, timidamente, estão recomeçando. As editoras tiveram de se tornar menos dependentes das compras públicas, tiveram que criar mecanismos para sair disso.

muita alta de editoras interessantes, para todos os gostos e tipos de leitor. Percebemos que existe uma produção editorial muito rica e ao mesmo tempo um gargalo na hora da divulgação. A informação sobre os livros que estão saindo no Brasil circula cada vez menos nos jornais. Eu e a Fernanda criamos uma asDos grandes sociação sem fins lucrativos [Associação Quatro Cinco Um]. aos menores, os Um dos segredos do êxito da editores brasileiros revista é a preo cupação de têm estratégias ser um projeto cultural, que de guerrilha na não visa ao lucro. Pretendecondução das mos que a revista seja como editoras para lidar uma página de cinema — que traz todos os filmes que escom os múltiplos tão em cartaz — só que de lidesafios que existem vros. Queremos mostrar tona atividade . dos os livros que estão sendo publicados no Brasil. Como você avalia o lançamento da revista Olympo1 , previsto para maio? É um sinal de recuperação do mercado? Revistas literárias têm um papel fundamental na articulação cultural. Essa nova revista será muito bem-vinda. É um bom sinal. Mas sinceramente não acredito que seja um indício de recuperação do mercado. É um indício cultural. Mas acho bom que a revista seja lançada num contexto econômico mais positivo, pois para ela vai ser melhor. Para o mercado também, porque quanto mais produtos bons existirem, melhor.

O livro eletrônico vai em algum momento superar o impresso? Talvez num futuro remoto. Mas em médio prazo as pesquisas não apontam para isso. Do ponto de vista de mercado, de consumo, de leitura das pessoas, essa substituição ainda não está à vista. O que o levou a lançar a revista Quatro Cinco Um num momento de crise? Eu e minha sócia, Fernanda Dia mant, lançamos a revista com a percepção de que existe um mercado muito produtivo e rico. O mercado brasileiro é impressionante. Há uma quantidade

Paulo Werneck e a sócia Fernanda Diamant lançaram em 2017 a revista literária Quatro Cinco Um

1 Revista editada pela crítica Maria Esther Maciel, o arquiteto Maurício Meirelles, o designer Júlio Abreu e o jornalista José Eduardo Gonçalves

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Universidade do Papel

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ARTE

Viver a arte, viver o papel

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tura em papel, porém sem abrir mão do suporte celulósico, a Universidade encampou o estudo e a discussão de métodos e substratos, atraindo tanto pes­soas interessadas em aprender quanto artistas que usam o papel das mais va­r ia­das formas. Localizado no Baixo Augusta, re­g ião valorizada pela revitalização da zona central da capital paulista, o galpão vem se transformando num reduto de convivência, no qual tudo gira em torno do papel. “Acredito no poder transformador da arte. E o papel é um ma­te­rial amigável, fácil de se trabalhar, que está no nosso co­ti­d ia­no.” Além dos cursos e dos projetos sociais, a agenda de eventos da Universidade do Papel só tem crescido. A novidade mais recente é o Paper Day, cuja primeira edição aconteceu no dia 4 de março. Feira rea­li­za­da na própria Universidade,

Enrique Rodríguez é o nome por trás de uma iniciativa inovadora, a Universidade do Papel. A ideia é proporcionar vivências artísticas transformadoras, utilizando o papel como matéria-​­prima. Tânia Galluzzi

Fotos: Universidade do Papel

nrique Rodríguez já era um designer e artista plástico bem-​­sucedido quando um infarto sacudiu a árvore de sua vida, espalhando folhas secas em solo fértil. Há três anos, seu coração cismou que o Butão — enquanto Enrique escalava o Himalaia —, era um bom lugar para fazer uma pausa. Formado em Arquitetura e Desenho In­dus­ trial pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, país onde nasceu em 1968, Enrique iniciou sua carreira pro­f is­sio­nal em São Paulo, cidade em que vive há 28 anos. Apaixonado por papel desde a infância, fascínio alimentado pelos livros pop-​­up, em 1997 ele decidiu tornar-​­se independente, dedicando-​­se à arquitetura em papel. Cria­da por ele, a técnica envolve a sobreposição de estruturas tridimensionais de papel em diferentes medidas, crian­do jogos cenográficos de luzes e sombras por meio do recorte de formas orgânicas e geo­mé­tri­cas. Fundamentado na arquitetura em papel, o designer passou a desenvolver projetos corporativos e residenciais. Seu nome transformou-​­se numa marca, chamando a atenção da indústria, levando-​­o a produzir coleções para porcelanas, azulejos, móveis e lu­mi­ná­r ias no Brasil e no ex­te­r ior. Chegamos então ao Butão. Como acontece com boa parte das pes­soas que passam por ex­ pe­r iên­cia semelhante, as cinco pontes de safena fizeram Enrique repensar suas motivações. “Decidi me dedicar a projetos sociais e a ensinar o que aprendi.” Em parceria com o Hospital Albert Einstein, o artista começou pela comunidade de Paraisópolis, usando a arquitetura em papel como instrumento gerador de renda. Enrique estava pronto para desativar o galpão no qual produzia as peças comerciais, mas decidiu transformá-​­lo num espaço para receber pequenos grupos e compartilhar sua técnica. “O objetivo foi ­criar um ponto de acolhimento, onde pudéssemos fazer não cursos ou oficinas e sim pro­por­cio­nar ex­pe­r iên­cias artísticas.” Nasceu, assim, em agosto de 2015, a Universidade do Papel. Não se restringindo à arquite-

23 março /abril 2018  REVISTA ABIGR AF


a mostra reuniu artistas e empresas em torno da valorização do papel. Patrocinado pela Suzano, parceira da Universidade em todas as suas ações desde o início deste ano, o Paper Day expôs, entre outros trabalhos, as esculturas de João Colagem, os prints em risografia de Luis Bue­no, os origamis de Verônica Jam­ko­jian e as

flores de Priscila Nakamura. Participaram também o Portal do Papel, Ar­jo­w ig­g ins, Sutto Serigrafia, Ogra, Teca Papelaria, Leo­g raf, Mercado do Papel e Caligrafia Gavinho. O evento contou ainda com o apoio da Abigraf e da Ibá. A ideia é que o Paper Day aconteça a cada dois meses. Em escala bem menor, Enrique continua a fazer peças comerciais, mas segundo o artista a prio­r i­da­de é a Universidade do Papel.

✆ UNIVERSIDADE DO PAPEL Rua Matias Aires, 61, unidade 4 Tel. (11) 3266.2526 01309-​­020  São Paulo  SP enrique@universidadedopapel.com.br www.universidadedopapel.com.br

REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X LIII • MA RÇO/A

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BRIL 201 8 • Nº 2 9 4

REVISTA ABIGRA F 294 MARÇO /ABRIL

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ARTE & IN DÚSTRI

PAULO WERN É O GARGALO ECK: A DIVULGAÇÃO PARA O SUCE DOS LANÇAMEN SSO TOS EDITO RIAIS

Capa

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EXPOPRIN T LATIN AME BATE RECO RICA RDE COM MAIS DE 50 MIL VISITANTES

AQUISIÇÕES E MOVIMENTAM LANÇAMENTOS DE RÓTULOS O SEGMENTO E ETIQUETAS

Indochina, arquitetura do papel. 55 × 55 cm, 2017 Obra de Enrique Rodríguez REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

A Universidade do Papel promove em sua sede cursos, ações sociais e eventos, com foco na criação e aplicação de conceitos artísticos utilizando a arte milenar em papel no desenvolvimento de projetos corporativos, institucionais e pessoais


nos vemos em

20 22 Realização:

Organização:


FEIRA

ExpoPrint 2018:

visitação ultrapassa os 50 mil Impulsionada pela superação dos efeitos recessivos, a quarta edição da ExpoPrint Latin America recebeu seu maior público, batendo a marca de R$ 900 milhões em negócios gerados. Texto: Tânia Galluzzi

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odemos dizer que a Expo­ Print/ConverExpo 2018 foi a feira certa, no momento cer­ to. A organização, nas mãos da APS Marketing de Eventos, fez sua parte ao ampliar a abrangência da feira e ao pro­ movê­la habilmente, tanto por aqui quanto no exterior. Os expositores idem, apresen­ tando sistemas adequados ao cenário atual e preparando suas equipes para falar sobre tecnologia e oportunidades de negócio com visitantes interessados e informados. E o público, 50.216 pessoas (contra 48.866 em 2014), coroou esse esforço, indo ao Expo Center Norte disposto, quando não a com­ prar, a aprofundar­ se em recursos que elevem a produtividade ou representem saídas para novos segmentos.

Com duração de cinco dias, entre 20 e 24 de março, dois dias a menos do que na edição anterior, a feira deste ano contou com 326 expositores, que apresentaram mais de 750 marcas, mesmo volume de­ monstrado em 2014. A visitação inter na­ cional foi destaque, contabilizando 4.684 profissionais vindos de toda a América La­ tina e outras partes do mundo. Essa inter­ naciona li zação intensificou­ se há quatro anos, quando 4.082 visitantes estiveram em São Paulo para o evento. Para Eduardo Sousa, presidente da As­ sociação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf), rea li zadora da Expo­ Print, foi unânime nos corredores a supera­ ção das expectativas. “Além da esperança de


retomada econômica, há muita gente quali­ ficada e disposta e investir em tecnologia. E é preciso destacar a qualidade dos expo­ sitores. Foi uma feira completa, com todas as tec­no­lo­g ias.” A mesma visão tem Eudes Scarpeta, presidente da As­so­cia­ção Brasi­ leira Técnica de Flexografia, Abflexo/FTA-​ ­Brasil, rea ­l i­z a­do­r a da ConverExpo, que aconteceu em paralelo à ExpoPrint, di­re­ cio­na­da ao segmento de conversão de fle­ xíveis, corrugados e rótulos. “Para a Abfle­ xo, a parceria com a APS foi muito boa pela combinação das audiências. Muitas empre­ sas que pos­suem impressão offset têm inte­ resse na diversificação, seja em rótulos ou embalagens. Foi um ganha-​­ganha”. A feira conseguiu apresentar um pano­ rama bastante amplo do universo da im­ pressão, tanto nos processos tradicionais quanto no digital, cada vez mais presente. Até a tecnologia 3 D esteve representada, dos formatos pequenos a soluções de gran­ de porte. Unindo todas as pontas e agregan­ do inteligência ao negócio, não faltaram al­ ternativas em soft­wares, desde a gestão até a via­bi­li­za­ção de plataformas de venda de ma­te­r ial impresso pela internet. ESPAÇO VALORIZADO

O maior estande foi ocupado pela Furnax. “A feira era uma incógnita em função da crise e superou as expectativas. Vende­ mos mais de dez equipamentos. A meta era maior, mas para a equipe co­mer­cial foi muito positivo, com o aumento das opor­ tunidades para os próximos meses”, afir­ mou Caio Nakagawa, gerente geral, no

Entre os maiores estandes estava tam­ bém o da Bobst, com área su­f i­cien­te para expor a máquina de corte-​­v inco Novacut 106 ER e a dobradeira-​­coladeira Expertfold 80. Segundo Norberto Wie­der­kehr, CEO da Bobst no Brasil e América Latina, a feira foi um sucesso. Ao final do terceiro dia, a fabri­ cante de sistemas de acabamento contabili­ zava a venda de três coladeiras para empre­ sas localizadas no Brasil, Equador e Chile. “Recebemos muitos latino-​­americanos, que vie­ram com interesses definidos e dispos­ tos a investir. Mas no geral, o brasileiro ainda está reticente.” Para Fa­bia­no Peres, supervisor de reven­ das da Canon, a ExpoPrint foi “uma ferra­ menta espetacular para movimentar o mer­ cado de produção gráfica, tão importante para a Canon”. A marca expôs pela primei­ ra vez no Brasil quatro impressoras digitais:

Océ Colorado, imagePress C10000VP/ C8000VP, va­r io­P rint140/130/115 e ima­ gePress C650. As duas últimas foram usa­ das na feira para a produção dos jornais diá­r ios de maior circulação na Argentina, o Clarín e o esportivo Olé. Ainda na sea­ra digital, a Oki também registrou bom movimento em seu estan­ de, de acordo com Cris­tia­ne Borato, super­ visora de mar­ke­ting. “Convidamos nossos

penúltimo dia. Entre as vá­r ias soluções, o executivo destacou a impressora offset Li­ throne GL37, da Komori, formato A 1, capaz de atender os segmentos edi­to­r ial, pro­mo­ cio­nal e de embalagens, e a máquina para produção de sacolas de papel com alça, com largura entre 18 e 43 cm.

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revendedores e eles estão fechando ne­gó­ cios.” A Oki aproveitou para lançar a Pro­ 8432WT, impressora LED A3 com toner branco, e a Pro6410 NeonCo­lor, a primei­ ra LED no Brasil a rea­li­zar impressão com toner neon, segundo a empresa. Ne­lia­ne Miguel, responsável pela área de mar­ke­ting da Antalis, elogiou a quali­ ficação e o interesse dos visitantes. “Rece­ bemos muita gente atrás de novidades que

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possam abrir oportunidades de negócio.” Participando em conjunto com a Fujifilm, a Antalis incrementou a linha de insumos para comunicação vi­sual. Entre as novida­ des, o Coa­la Magnético, composto de vinil eletrostático e manta magnética. Na mesma linha seguiu Katia Dala­ ma, gerente da Rotatek Brasil. “A gente REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

participa da ExpoPrint desde o começo. É uma feira muito boa e bem visitada. Esta­ mos felizes este ano. Desde o primeiro dia recebemos muitos visitantes focados e com interesse. Tivemos boa quantidade e boa qualidade em visitação.” A empresa desta­ cou em seu estande a impressora jato de tin­ ta mono, hexa e hepta color Letera 330-A. A feira foi exitosa também para a Papirus. “Tivemos a oportunidade de mostrar as aplicações do nosso recente lançamento, o novo cartão Vitaliner, um produto versá­ til que foi desenvolvido para atender desde cartuchos leves à acoplagem em mi­croon­ du­la­do ou onda B”, afirmou Elia­ne Dantas, responsável pela ­área de mar­ke­ting. Além do próprio estande, a performance dos pa­ péis-cartões da Papirus pôde ser conferida nos espaços de parceiros como T&C, Bobst, HP (Alphaprint) e Furnax.

Na linha dos insumos, a Prolam, es­pe­ cia­l i­za­da em termolaminação, apresentou novos filmes e a termolaminadora automá­ tica SW‑820, ­ideal para filmes BOPP e PET. VENTOS DO NORTE

Consolidada como o evento mais importan­ te do setor na América Latina, a feira trouxe para o Brasil os principais executivos de vá­ rios fabricantes, como a Heidelberg. Supe­ rado o pe­río­do de ajustamento em nível glo­ bal, a empresa procurou transmitir a ideia de nova fase e apostou na presença do CEO Rainer Hundsdörfer para reforçar a impor­ tância do mercado brasileiro, ao lado do novo presidente da fi­lial brasileira, Ludwig All­goe­wer. Rainer afirmou que a meta para os próximos três anos é alcançar os 3 bi­ lhões de euros de faturamento, o que exi­ ge taxas de crescimento nunca alcançadas.


corretas como a Energy Elite Eco, apresen­ tada na feira e que começa a ser produzida na unidade brasileira em agosto. “O mer­ cado offset no Brasil e no mundo conti­ nua imenso e muito consolidado. É claro que há tecnologias complementares como

Para tanto, aposta na otimização das solu­ ções, visando ao aumento da eficiência dos clientes. Os dois lançamentos da ExpoPrint, a impressora offset plana Speedmaster CX 75 e a corte e vinco Easymatrix 106 CS , foram comprados na feira. Ste faan Va nhoo ren, presidente da Agfa, igualmente enfatizou a representa­ tividade do Brasil. O País corresponde a 5% do faturamento global da Agfa Graphics. Em 2018 serão investidos 500 mil euros na fábrica da Agfa em Suzano (SP), sobretudo para a produção de chapas ambientalmente

a impressão digital inkjet e a flexográfi­ ca, mas podemos esperar uma vida longa para o offset”, disse Paulo Amaral, diretor comercial da Agfa Graphics no Brasil. Outro estrangeiro que prestigiou a fei­ ra foi Günter Korbacher, diretor geral da

Weilburger, que há três anos comprou a Heliocolor, fabricante de vernizes. “Esta­ mos muito otimistas. Nossa missão é dar suporte aos clientes, possibilitando o de­ senvolvimento de produtos especiais”, de­ clarou o executivo. O principal alvo é o seg­ mento de embalagens e rótulos, sobretudo para a indústria alimentícia, para o qual a Weilburger lançou um verniz base d’água para contato direto com o alimento. Segun­ do Claudio Vieira, diretor geral da Weilbur­ ger Brasil, a participação da empresa no mercado nacional gira entre 15 e 18%.

29 março /abril 2018

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ESPECIALISTAS DA SCPC FALAM SOBRE INADIMPLÊNCIA, CRÉDITO E CADASTRO POSITIVO

EXPOPRINT LATIN AMERICA EXPOSITORES APRESENTAM NOVIDADES PARA O SETOR

27º- PRÊMIO FERNANDO PINI TRINTA E CINCO GRÁFICAS E ONZE FORNECEDORES PREMIADOS

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Unidade do Grupo BO Paper localizada em Arapoti (PR)

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Grupo de origem chilena aposta na fibra termomecânica, da qual é o maior produtor da América Latina, oferecendo alternativas para o mercado editorial e de embalagens. Texto: Tânia Galluzzi

BO Paper amplia leque de produtos

Marcelo Santos, diretor comercial

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março /abril 2018

gênese da BO Paper é a celulose termomecânica de alto rendimento (TMP). A partir dela, produz, há 61 anos, papel jornal, papel para imprimir e escrever e papéis revestidos de baixa gramatura. Mas, nesse período, a forma como as pessoas se comunicam sofreu profundas mudanças. Para se adaptar aos novos cenários, a BO Paper voltou-se para sua essência, explorando as características dessa matéria-prima para criar produtos que se destacam pelo alto rendimento. Ao longo de 2017, a empresa realinhou e ampliou seu portfólio, oferecendo opções capazes de alcançar o mesmo resultado com gramaturas mais baixas, sem comprometer a maquinabilidade e a printabilidade, lançando o que ela vem chamando de offsets e couchés alternativos. Diferentemente do offset tradicional, que leva em sua composição 90% de celulose química de eucalipto e 10% de pasta mecânica, o novo papel não revestido contém 50% de fibras mecânicas e 50% de celulose química, o que lhe confere propriedades específicas. “Como a TMP tem um grau de refino menor do que a celulose química, o corpo das fibras é maior, proporcionando uma trama mais fechada. Com isso, conseguimos atingir o mesmo corpo e opacidade com menor gramatura”, afirma Marcelo Santos, diretor comercial.

O novo offset chega em duas versões. Com foco na impressão heatset, o BO Max Eco tem gramaturas entre 50 g/m² e 80 g/m² e alvura elevada. Posicionado como um papel off white com corpo e opacidade superiores, o BOok Ivory destina- se à impressão heatset e coldset, com gramaturas entre 65 g/m² e 85 g/m². RENDIMENTO MAXIMIZADO

A ênfase ao rendimento também vale para a linha de papéis revestidos (LWC). “Conseguimos entregar o mesmo corpo de um couché 80 g/m² com um papel 74 g/m², por exemplo”, diz o diretor comercial. As opções vão desde o couché 100% fibra mecânica de baixa gramatura (52 g/m²), ao MWC de alta alvura — aliando TMP e celulose química —, com gramaturas entre 65 g/m² e 90 g/m², passando pelo LWC sem alvejante ótico voltado para o mercado inter nacional de embalagens flexíveis, com gramatura de 60 g/m². De acordo com o executivo, o objetivo para 2018 é consolidar os novos itens, posicionando a BO Paper como fornecedor relevante de offset e couché a partir de 2019. O mergulho nas propriedades das fibras termomecânicas deve se refletir nas demais famílias de produtos. Na seara dos autoadesivos, está em análise a produção de liners de baixa gramatura (glassine). Hoje, a BO Paper é o maior


fornecedor de liner de média gramatura (58 a 90 g/m²) para o mercado brasileiro, com 60% de market share. A empresa produz também o frontal, detendo 35% de participação. Completando a estratégia, o grupo está expandindo a oferta da própria TMP, da qual é autossuficiente. Em junho deste ano começa a operar na fábrica de Arapoti (PR) uma nova desaguadora de pasta termomecânica, que deve ampliar em 60 mil toneladas anuais a atual produção, de 300 mil toneladas/ano. Esse adicional se destinará à produção tanto de embalagens quanto de papéis. “Percebemos que há uma demanda reprimida de TMP na produção de embalagens de polpa moldada, como caixas de ovo e estruturas internas para embalagens de eletroeletrônicos”, comenta Marcelo. “Essa necessidade está latente na própria indústria de papel e cartão, que normalmente recorre a pequenos fornecedores com produção irregular, os chamados pasteiros.” Nesse sentido, o insumo pode gerar valor na produção desde tissue até papelcartão, passando pelo imprimir e escrever.

O Grupo BO Paper

A BO Paper surgiu em 2016, após a compra da fábrica de Arapoti (PR ), pertencente à Stora Enso, pela chilena Papeles Bío Bío (PBB ). Dois anos antes, a Pisa já havia se tornado subsidiária integral do grupo chileno. O Grupo BO Paper, que nasceu em 1957, opera atualmente com três unidades, capazes de produzir aproximadamente 500 mil toneladas de papel por ano: Papeles Bío Bío, em San Pedro de La Paz Concepción, no sul do Chile, BO Paper Arapoti, em Arapoti, e BO Paper Pisa, em Jaguariaíva, ambas no Paraná.

BO PAPER http://www.bopapergroup.com

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LOGÍSTICA

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GRÁFICAS E EDITORAS BUSCAM SAÍDAS PARA A CRISE NOS CORREIOS Preços altos, falhas nas entregas, atrasos. Os problemas enfrentados por quem depende dos Correios se acumulam. Transportadoras e até empresas de ônibus se apresentam como alternativas.

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Texto: Evanildo da Silveira

á vai longe o tempo em que a Em­ presa Brasileira de Correios e Telégra­ fos (ECT) ou, simplesmente, Correios, era um exemplo de eficiência e uma das companhias públicas mais elogiadas do País. A falta de investimentos e as inter fe­ rências políticas, sem contar a carência de estrutura para atender à grande demanda pelo despacho de produtos vendidos pela in­ ternet, levaram a empresa a ser identificada com atrasos, áreas com restrições de entrega e altos custos. Entre os setores atingidos es­ tão as editoras e a indústria gráfica, que co­ meçam a procurar — e a encontrar — alter­ nativas para a distribuição de seus produtos. Segundo Luís Antônio Torelli, presi­ dente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a própria ECT admite que não está num REVISTA ABIGR AF

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bom momento. “Temos feito muitas reu­ niões com os Correios e há duas semanas [final de fevereiro] eu estive com o presiden­ te da empresa, Guilherme Campos, e ele foi enfático ao dizer que os Correios passam por uma fase muito ruim”, conta Torelli. “A nossa ideia era que eles retomassem o frete especial para livros, mas o presiden­ te disse que isso é impossível diante das dificuldades da empresa.” O fundador da Editora Scortecci, João Scortecci, que também é membro da direto­ ria da Abigraf­SP, atribui parte dos proble­ mas dos Correios à explosão do e-commerce. “Hoje todo mundo quer comprar pela inter­ net e os produtos têm de ser entregues”, diz o editor. “Temos uma loja vir tual e, no caso do Rio de Janeiro, onde a situação é mais grave, as mercadorias simplesmente não es­ tão sendo entregues. Muitas são roubadas, desaparecem. Assaltam os caminhões para pegar produtos eletrônicos e os livros ficam abandonados. E o seguro pago pelos Cor­ reios como indenização é insignificante.” Os altos custos dos Correios também afetam as editoras e as gráficas. “Antes, o frete de um livro representava apenas uma

porcentagem do preço de capa”, afirma Scor­ tecci. “Agora, como o valor médio do livro está defasado, há casos em que o valor do frete é quase igual ao do produto, inviabi­ lizando o negócio.” A falta de segurança em algumas regiões agrava o problema. “Em al­ gumas áreas, a empresa não entrega mais na residência do comprador. O produto fica numa central na qual o cliente tem que ir para retirar sua compra”, comenta Scortec­ ci. Levantamento do jornal Folha de S.Paulo aponta que em 43,6% dos endereços da capi­ tal fluminense há algum tipo de restrição. SAÍDAS

Para vencer esses obstáculos, muitas em­ presas estão procurando formas alternati­ vas de entrega. É o caso da gráfica online Fu­ tura Imbatível, de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, que produz de cartões de visita e folhetos, a banners e ímãs de geladei­ ra. Segundo seu proprietá rio, Wellington Luiz Martins de Souza, em 2014 a gráfica começou a trocar os Correios por transpor­ tadoras e empresas de ônibus. Atualmente, apenas 20% de suas vendas são despacha­ das pela ECT. Para isso, a FuturaIm fechou


par­ce­r ias e montou uma rede de balcões de apoio. “Hoje temos mais de 750 deles es­ palhados por todo o País. Com isso, nos­ sos clien­tes não ficam reféns dos Correios.” De acordo com o empresário, a escolha da forma de entrega é feita pelos compra­ dores. “A maioria prefere retirar na ro­do­ viá­r ia de sua cidade ou na mais próxima”, diz o dono da FuturaIm. “O custo da en­ trega por transportadora ou ônibus é mui­ to mais barato, cerca de um terço do valor cobrado pela ECT.” Segundo Wellington de Souza, essa é uma tendência que veio para ficar. “As transportadoras começam a ver o e-​­commerce como um excelente negócio, abrindo o leque de opções. Essas com­pa­ nhias estão comprando caminhões de me­ nor porte para atender o mercado de ven­ da pela internet.” O presidente da CBL , que é diretor da editora Trilha Edu­ca­cio­nal, re­ força a perda de espaço por parte dos Cor­ reios. “Só usamos os serviços da ECT para pequenas remessas. Mesmo assim, com

preços muito altos. Por isso, para nós os Correios perderam relevância.” Outro problema apontado por Torelli é a falta de atua­li­za­ção. “Um exemplo é o fato de poucas agên­cias aceitarem cartão de dé­ bito ou crédito. Como se não bastasse, há mais um obstáculo se­r iís­si­mo, que é a res­ trição das ­­áreas de entrega. Isso é terrível. Gera confusão, pois a empresa não divul­ ga claramente quais ­­áreas ela não atinge.” Procurada pela Revista Abigraf para fa­ lar sobre o aumento na tarifa relativa aos serviços de encomenda no início de março, a ECT se manifestou por meio de nota: “Em relação ao rea­jus­te de preços das encomendas, informamos que a política co­mer­cial da empresa busca o menor impacto possível nas praças mais relevantes para o e-​­commerce brasileiro. A média do rea­jus­te é de 8% para os objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e es­ta­dual, que representam a maioria das postagens rea­li­za­das nos Correios. O rea­jus­ te se aplica a todos os usuá­r ios de serviços de

encomendas (Sedex e PAC), também utilizados pelo e-​­commerce. O per­cen­tual varia de acordo com a origem e o destino. Para as postagens à vista, em agên­cias, os Correios disponibilizam o sistema de cálculo de preços e prazos na internet, por meio do endereço http://www2. correios.com.br/sistemas/precosPrazos/.”

CORREIOS NO VERMELHO • Rombo no faturamento em 2017 – R$ 1 bilhão • Funcionários demitidos em todo o País em 2017 – 8 mil • Funcionários demitidos no Estado de São Paulo desde 2011 – 4 mil • Despesas com a folha de pagamento – 75% dos custos • Perfil das entregas – Queda de 12,5% nas correspondências; aumento de 30% nas encomendas (2016) Fonte: Jornal Bom Dia Brasil, 28 de fevereiro de 2018

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Koenig & Bauer alcança melhor resultado em 200 anos No ano em que completou dois séculos, o mais antigo fabricante de sistemas de impressão do mundo registra o melhor desempenho de sua história, com vendas superiores a 1,2 bilhão de euros

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mbalagens e serviços. Esses foram os pilares para o recorde de faturamento da 1 Koenig & Bauer em 2017 . No ano fiscal encerrado em março último, a empresa contabilizou aumento de 8,7% na carteira de pedidos e de 4,3% na receita, em relação ao período anterior. Em comunicado divulgado no dia 22 de março, o CEO Claus Bolza-Schünemann afirmou: “Além do sucesso do sistema de corte e vinco rotativo, o forte aumento nos novos contratos para as máquinas de corte e vinco de mesa excedeu substancialmente nossas expectativas”. O crescimento da receita e do lucro do grupo foi igualmente apoiado pela expansão da prestação de serviços. Os ganhos gerados pelo negócio de serviços aumentaram de 23,5% em 2016 para 25,6% no ano passado. A meta é que essa fatia chegue aos 30% até 2021. Mundialmente, a Koenig & Bauer detém 25% do mercado 1 Para marcar os 200 anos, o grupo voltou às suas origens e alterou sua logomarca, substituindo a sigla KBA pelo nome Koenig & Bauer.

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O estande da Koenig & Bauer despertou grande interesse dos visitantes na ExpoPrint 2018

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Paulo Faria, diretor geral no Brasil

de máquinas planas e 45% do segmento de impressoras planas voltadas para a produção de embalagens, segundo dados do grupo. No Brasil, também impulsionada pelo segmento de embalagens, a Koenig & Bauer apresentou sua mais alta participação no mercado de máquinas offset, superando os 40%. Contribuiu para isso a venda de três impressoras Rapida 75 Pro, duas já montadas e em operação na Nitoli e na Coppola, ambas de São Paulo, e uma que esteve em exposição na ExpoPrint Latin America 2018 e seguiu para a Rex, no Rio Grande do Sul. ESTOQUE LOCAL

Atuando no País desde o ano passado como subsidiá ria e não apenas como representante da marca, a Koenig & Bauer do Brasil deixou no final de 2017 o escritório em Perdizes para se acomodar em Pinheiros, outro bairro da zona oeste da capital paulista. A mudança aconteceu em função do crescimento da equipe após a contratação de novos técnicos, somando 32 colaboradores. Além do novo endereço, a empresa decidiu estruturar um estoque local. Até então armazenadas no Porto de Santos, agora as peças de reposição estão num galpão em Barueri, inaugurado no começo de abril. “O novo estoque contempla a necessidade dos nossos clientes e nos diferencia com atendimento mais ágil e eficiente”, comenta Paulo Faria, diretor geral da Koenig & Bauer do Brasil. A despeito do novo espaço, o executivo ressalta que mais de 80% dos serviços de manutenção requeridos são rea lizados de forma remota. ✆ KOENIG & BAUER DO BRASIL Novo endereço Rua Capitão Antônio Rosa, 376, cj. 81 (Jardim Paulistano) 01443-010, São Paulo SP Tel. (11) 3803-7560 www.koenig-bauer.com


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GESTÃO

Hamilton Terni Costa

O jogo para a indústria 4.0 se chama inovação. Como estamos?

manchete do jornal O Estado de S. Paulo de 4 de fevereiro deste ano es­ tampava: “Mais da metade da indús­ tria do País tem tecnologia defasa­ da”. E em destaque mostrava que 38,9 % do PIB industrial brasileiro, representado por 14 seto­ res industriais — entre os 24 existentes — en­ contrava­ se “em posição mais vulnerável na corrida da indústria 4.0”. Esses não são núme­ ros do jornal, mas, sim, de um excelente estudo da CNI – Confederação Nacional da Indústria, denominado Oportunidades para a Indústria 4.0 – Aspectos da Demanda e Oferta no Brasil, publicado no fim de 2017. Tal estudo apresenta uma análise da chama­ da indústria 4.0 e seus impactos na produção industrial, faz também uma interessante análi­ se setorial da indústria brasileira, e as compara inter nacionalmente, mostrando a estrutura de

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oferta das tecnologias habilitadoras da indús­ tria 4.0 com propostas de políticas direcionadas à oferta e à demanda da indústria 4.0. O desdobramento desse estudo é relevan­ te. Na análise setorial há 14 setores mais vul­ neráveis, entre eles o nosso impressão e reprodução de gravações; mas também o de móveis, químico; farmaquímicos e far macêuticos e vá­ rios outros relacionados no final deste artigo. Porém, para melhor entendimento e pos­ terior análise do nosso setor, quais os critérios que o estudo leva em conta para essa classifica­ ção? Eles têm como base as tecnologias habili­ tadoras da indústria 4.0, a saber: IoT – internet das coisas, big data, impressão 3D, computação nas nuvens, sensores e atuadores, novos mate­ riais, sistemas de simulação, sistemas de cone­ xão máquina­máquina, infraestrutura de comu­ nicação, manufatura híbrida, robótica avançada


e inteligência ar­ti­fi­cial. A integração dessas tec­ no­lo­g ias na produção, configura a revolução, conforme cita o estudo, e exemplifica: “a incor­ poração da robótica avançada, dos sistemas de conexão máquina-​­máquina, da IoT e dos sen­ sores e atua­do­res utilizados nos equipamen­ tos possibilita que as máquinas ‘conversem’ ao longo das operações industriais”, além de per­ mitir a conexão das etapas da cadeia de valor, desenvolvimento de novos produtos, projetos, produção e até o pós-​­venda. Na rea­li­da­de, “per­ mite maior integração horizontal da produção”. Com essas premissas foram estabelecidos cri­té­r ios quantitativos para se entender como a indústria será possivelmente afetada por essas mudanças em cada setor in­dus­t rial. São eles: produtividade (com o índice de valor adi­cio­na­ do por empregado), grau de abertura do setor (com coe­f i­cien­te de importação e coe­f i­cien­te de exportação) e capacidade de adoção das tec­no­ lo­g ias (com o coe­f i­cien­te chamado de Taxa de Inovação, que é obtido verificando-​­se a propor­ ção de empresas que desenvolveram algum tipo de inovação, de produto ou processo), sobre o número total de empresas do setor. Com tais cri­té­r ios os setores industriais fo­ ram analisados e classificados em dois grupos por tipo de produção: in­dús­t rias de processo contínuo (IPC) — processos de produção com interrupções mínimas — e onde se enquadra o setor gráfico, junto com far­ma­cêu­ti­co, quími­ co, papel e celulose, metalurgia e outros. E in­ dús­trias de processo discreto (IPD) — proces­ so produtivo dividido em etapas de usinagem, soldagem, montagem, entre outras —, onde se enquadram a indústria têxtil, calçados, arti­ gos de borracha, equipamentos de informática, veí­cu­los automotores e outros. A cadeia produtiva discreta, IPD, é mais complexa do que a IPC, pelo envolvimento de fornecedores na montagem de partes, peças e componentes. Suas inovações em processos e em produtos são igualmente importantes. A cadeia produtiva contínua, IPC, geralmente envolve maior escala de planta e cadeia de va­ lor menos complexa. Nesse tipo de empresa, as inovações em processo são mais determinantes para ganho de produtividade e as inovações em

produtos são mais raras, tendendo a apresentar menores taxas de inovação. Para fazer a classificação dos setores foram determinados dois fatores principais: a produ­ tividade do trabalho e o coe­f i­cien­te de expor­ tação, que melhor refletem a competitividade dos setores, e dois fatores auxiliares: coe­f i­cien­ te de importação e a taxa de inovação. Como se pode ver no quadro abaixo: INDICADORES DE COMPETITIVIDADE

VARIÁVEIS AUXILIARES

Produtividade

Coeficiente de Importação

Coeficiente de Exportação

Taxa de Inovação

Enfim, o resultado de toda essa sistemá­ tica resultou na definição de quatro grupos de setores: Grupo A: setores industriais com maior po­ten­cial para serem os líderes na adoção das tec­no­lo­g ias 4.0. Têm maior produtividade e al­ tos coe­f i­c ien­tes de exportação. Eles precisa­ rão das novas tec­no­lo­g ias para se manterem competitivos. Grupo B: setores com elevado po­ten­c ial para liderar esse processo de incorporação de tec­no­lo­g ias. Têm alta produtividade, mas baixos coe­f i­cien­tes de exportação. Grupo C: setores com baixa taxa de produ­ tividade e alto coe­f i­cien­te de exportação. Ape­ sar da produtividade, têm competitividade na exportação devido a fatores como disponibili­ dade de recursos naturais. Grupo D: setores mais sujeitos a sofrerem com a nova onda tecnológica. Segundo o estu­ do, “as empresas deste grupo correm o maior risco, pois têm produtividade e coe­f i­cien­te de exportação relativamente baixos”. Em curto prazo, as empresas podem con­ti­nuar a produ­ zir devido ao seu conhecimento do mercado e à sua tradição em­pre­sa­r ial. Contudo, elas se­ riam cada vez mais empurradas para um seg­ mento do mercado mais tra­d i­cio­nal, em que a concorrência entre as empresas será mais for­ te. Esse é o grupo que reú­ne a grande maioria dos setores, o que mostra um grande desafio para a indústria brasileira.

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Nos quadros abaixo estão os setores enqua­ drados de acordo com essa classificação: GRUPO A – NIVEL ALTO – ALTOS NÍVEIS DE COMPETITIVIDADE, EXPORTAÇÃO E TAXA DE INOVAÇÃO

Extrativista Alimentícia Bebidas Fumo Papel e celulose GRUPO B – NIVEL MÉDIO – ALTA PRODUTIVIDADE, BOA TAXA DE INOVAÇÃO, MAS EXPORTA POUCO

Derivados de petróleo e biocombustíveis Metalurgia Informática e eletrônicos Veículos, reboques e carrocerias GRUPO C – NÍVEL INTERMEDIÁRIO – ALTA EXPORTAÇÃO, MAS BAIXA INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Madeira GRUPO D – NÍVEL BAIXO – BAIXA PRODUTIVIDADE E POUCA EXPORTAÇÃO

Minerais não metálicos Químicos Farmaquímicos e farmacêuticos Impressão e reprodução de gravações Móveis Vestuário Máquinas e equipamentos Máquinas e materiais elétricos Borrachas e plásticos Produtos de metal Têxteis Couros e calçados Outros equipamentos de transporte

CONCLUSÃO.

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Vivemos, por todas as condições inerentes ao Brasil, uma si­tua­ção nada confortável no setor in­dus­trial ante o processo de transformações advindas da chamada indústria 4.O, o que nos coloca em uma posição que requer mudanças REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

efetivas de políticas públicas, revisão de car­ ga tributária, desonerações, peso do Estado e muitas outras. Só queria, no entanto, enfatizar a posição do setor gráfico apresentada nesse estudo e fazer algumas colocações referentes a produtividade e incorporação das tec­no­lo­g ias habilitadoras. Como foi exposto, o setor de impressão, por suas características, mostra inovações mais acen­t ua­d as no que refere a processos do que produtos. Inovar no processo não significa so­ mente incorporar novos equipamentos, mas torná-​­lo mais efi­cien­te e produtivo, Inovar não é só fazer mudanças radicais, mas também fa­ zer me­l ho­r ias graduais e constantes. Para mui­ tas gráficas é muitas vezes mais fácil — e pra­ zeroso — colocar mais equipamentos do que ganhar produtividade com o que se tem, come­ çando pelo treinamento mais efetivo de seus co­ laboradores, melhor organização e sistemas de gestão e de controles. Não preciso aqui repetir o que muitos já têm falado. Só quero enfatizar que as tec­no­lo­g ias habi­ litadoras da Print 4.0, como chamamos, já estão sendo disponibilizadas. Na automação de pro­ cessos via work­f lows e sistemas de gestão nas nuvens, sistemas de venda como web-​­to-print e gestão de clien­tes online, de plataformas que começam a ser plugadas com diferentes soft­ wares que cumprem funções que vão da pré-​ ­impressão ao acabamento, dos equipamentos com capacidade de autoajustes, correções de trabalho, comunicação com clien­tes e provas de forma remota, fluxos con­tí­nuos de produ­ ção, integração e comunicação de máquina a máquina e muitas outras tec­no­lo­g ias que gra­ dual­men­te estão sendo disponibilizadas, in­ corporando Rea­li­da­de Aumentada, Inteligência Ar­ti­f i­cial e IoT, internet das coisas. A decisão dos em­pre­sá­r ios é con­ti­nuar so­ brevivendo na medida do possível e sendo ar­ rastados a nichos de mercado cada vez mais competitivos, ou gra­dual­men­te, com deter­ minação, foco estratégico e liderança a cami­ nhar para essa nova rea­li­d a­de que acabamos de mostrar. Não é fácil, es­pe­cial­men­te em um país como o nosso. Mas quem disse que ser em­ presário é fácil? Inovar, ou tentar sobreviver. Eis a questão.

Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting.com.br e diretor para América Latina da APTech (antiga NPES)


MERCADO

Aquisições e lançamentos movimentam segmento de rótulos e etiquetas

Fornecedores de adesivos estão otimistas com relação a 2018, trazendo novas soluções e investindo nas plantas fabris Texto: Flavius Deliberalli

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O

pior já passou. Com sinais de estabilidade na economia, o segmento de adesivos e autoadesivos industriais para rótulos e etiquetas começa a vislumbrar dias melhores. De acordo com Umberto Giannobile, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas (Abiea), de modo geral, o setor de autoadesivos no Brasil segue em crescimento. “Há quase um ano temos visto e sentido uma retomada no setor”, analisa o dirigente. Segundo o presidente da Abiea, as empresas têm trabalhado no sentido de otimizar processos e reduzir custos, focando no cliente final. Tecnologias mais sustentáveis podem ajudar os empresários do setor a driblar a crise para retomar, de vez, o caminho do crescimento. Exemplos são os liners 100% recicláveis, como o BOPP e o PET, e novas tecnologias que possibilitam a reciclagem do liner em papel siliconado, o que não era possível no passado,

de acordo com Giannobi le. Algumas empresas oferecem a logística reversa desse resíduo, com a recompra do liner plástico, inserindo-o novamente na cadeia produtiva. Outra opção são os rótulos linerless, que ao contrário dos rótulos autoadesivos convencionais não têm liner. “Esses rótulos não geram nenhum tipo de resíduo, além de possibilitar que o cliente tenha uma maior quantidade de rótulos por rolo, diminuindo sensivelmente o número de paradas na linha de rotulagem para trocas”, destaca o dirigente. OPÇÕES EM ADESIVOS

A Avery Dennison reforça o discurso de otimismo do presidente da Abiea. “O Brasil tem muito potencial para expansão do nosso mercado. Saindo de um ambiente de recessão, esperamos um crescimento orgânico”, conta Flavio Marques, diretor de vendas e operações comerciais da empresa, que, no último ano, experimentou uma elevação de 8,7% em sua receita líquida, em âmbito mundial. Dentro da sua linha de produtos, se destaca o adesivo SNP, para aplicações far macêuticas, e as combinações de frontal filme transparente e liner PET, que resultam em rótulos com o efeito no-label look, destinado ao mercado de bebidas. O diretor da Avery Dennison conta que novos produtos devem ser anunciados para o mercado brasileiro no mês de setembro, durante a LabelExpo. Segundo ele, a empresa também deve aplicar recursos em 2018 visando a um crescimento contínuo. Tendo em vista reforçar sua presença em mercados estratégicos na América Latina, a H.B. Fuller investiu no mercado brasileiro com a aquisição da Adecol, concluída em dezembro de 2017. “A inclusão da Adecol ajuda na estratégia de crescimento da H.B. Fuller para mercados emergentes, uma vez que permitirá o fornecimento com mais eficácia de produtos adesivos especiais aos clientes-chave na região do Mercosul”, declara Roger Rebiere, diretor de vendas da empresa na América Latina. O investimento feito no País engloba ainda a ampliação da planta de Gua ru lhos (SP)


da Adecol e a inauguração de um novo centro de tecnologia, na mesma re­g ião. De acordo com a empresa, o Brasil é o maior mercado do segmento de rótulos e etiquetas na América Latina e consome 58% do volume da re­g ião. “Com a aquisição da Adecol, é uma tendência natural que a H.B. Fuller se aproxime do setor gráfico”, destaca o executivo. A presença reforçada da empresa no mercado brasileiro já pôde ser sentida na ExpoPrint 2018. Na feira, foi apresentada uma nova linha de adesivos para embalagens flexíveis. Após um pe­r ío­do caracterizado como de recuperação em 2017, a Henkel espera um ano mais consistente, es­pe­cial­men­te no que diz respeito aos rótulos para bebidas. Para esse segmento a empresa lançou o Aquence XP 1190, adesivo para rótulos de garrafas retornáveis resistente à umidade e baixas temperaturas. O Aquence XP 1190 é capaz de manter o rótulo por até 30 dias em um balde de gelo, ao mesmo tempo em que permite sua remoção com facilidade quando em contato com uma solução alcalina com água a 80°C. A solução diferencia-​­se também pela produtividade. Ao invés dos 30 g de adesivo por hectolitro normalmente utilizados, são ne­ces­sá­r ios apenas 10 g para a mesma quantidade de envase. De acordo com

Aldo Santos, gerente de contas-​­chave de Adesivos Industriais da Henkel, o mercado de garrafas PET e o de cervejas artesanais devem representar boas oportunidades neste ano. “Há uma demanda por produtos di­f e­r en­c ia­d os nas gôndolas”, diz o executivo. A Colacril também contabiliza avanço em sua atua­ç ão. Em 2017, a produtora de autoadesivos para rótulos e etiquetas registrou um crescimento de 10% em relação ao ano an­te­ rior. “O ano de 2017 foi bastante positivo”, revela Mauro Lerner, diretor co­mer­c ial da empresa. “Estamos otimistas para 2018. Os dados divulgados pela As­so­cia­ção Brasileira de Embalagem revelam que a produção física de embalagens tem projeção de aumento de 2,96%”, completa Lerner. O diretor co­mer­cial informou ainda que a Colacril está trabalhando no desenvolvimento de novos produtos, especificamente na linha de filmes para flexografia e digital. A empresa deve aplicar cerca de R$ 90 milhões nos próximos anos, incluindo uma nova laminadora, obras em in­f raes­tru­tu­ra e a am­plia­ção da área de corte, estoque e expedição.

ABIEA www.abiea.org.br AVERY DENNISON www.averydennison.com/pt/home.html HENKEL www.henkel.com.br H.B. FULLER www.hbfuller.com.br COLACRIL www.colacril.com.br março /abril 2018  REVISTA ABIGR AF

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EMBALAGEM

Mācron comemora 70 anos

N

o dia - de março de , Aurélio Ferreira e seu pai, Antônio Ferreira, se tornaram proprietários da Tipografia Itaim, no bairro de mesmo nome, na zona oeste da capital paulista. Começava aí uma trajetória de 70 anos, ou 613.200 horas de trabalho, que sedimentaram o que é a Mācron hoje, uma empresa de 250 funcioná rios, es pecia li zada na produção de cartuchos para o segmento far macêutico, dez vezes premiada pela entidade do setor como melhor fornecedor em sua categoria. A festa, que recebeu cerca de 250 pessoas no espaço Villa Blue Tree, aconteceu na data do aniversário, na primeira quinta-feira de março, unindo passado, presente e futuro. Logo na chegada, um painel conduzia os convidados pela história da empresa, cadenciada pelos principais fatos de cada período no mundo. A linha do tempo podia ser acompanhada também nos tablets disponíveis e mais: baixando um aplicativo de realidade aumentada, era possível ainda assistir pelo celular ao vídeo alusivo aos 70 anos.

Fotos: Divulgação

Gráfica reuniu parceiros, clientes e fornecedores para celebrar a data, compartilhar suas conquistas e mostrar sua nova identidade visual.

Frank Gilse Bach (D), diretor de vendas da Gradient System Integration, veio da Alemanha especialmente para participar da festa

Felipe Salles Ferreira, gerente de Planejamento Estratégico e Marketing da Macron

Durante o jantar, Felipe Salles Ferreira, gerente de Planejamento Estratégico e Marketing, a quarta geração no comando da Mācron, lembrou o início da gráfica, mas sobretudo enfatizou o fato de a empresa estar preparada para o futuro. O empresário ressaltou a parceria inter nacional com a Gradient System Integration, da qual a Mācron é representante oficial da ferramenta Pixel Proof (soft ware de inspeção digital para materiais impressos) para a América Latina desde 2011. Para apresentar a nova logomarca da empresa, Felipe pediu aos convidados que utilizassem o aplicativo de rea lidade aumentada Zappar para interagirem com o logo. Desde o ano passado, a rea lidade aumentada incorporada às embalagens faz parte do portfólio da gráfica. Segundo o gerente de Planejamento, a estratégia da empresa para 2018 é reforçar a missão de oferecer soluções inteligentes em embalagens. “Os investimentos neste ano estão focados no desenvolvimento e na capacitação dos colaboradores.” A empresa aplicará mais de meio milhão de reais num reestudo do fluxo produtivo e na qualificação de seus funcionários. A festa de aniversário foi encerrada com um pocket show de Luiza Possi. MĀCRON INDÚSTRIA GRÁFICA www.macron.com.br

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HISTÓRIA VIVA

“Tenho a felicidade de ter histórias para contar”. Assim começa a conversa com Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência. Publicitário, empresário, advogado e jornalista, Ferrentini é acima de tudo uma mente inquieta procurando brechas para novos desafios. Texto: Tânia Galluzzi

Foto: Tânia Galluzzi

Armando Ferrentini

Militante da comunicação os  anos, completados no dia 27 de janeiro, Armando Ferrentini pode orgulhar-se de ser agente e partícipe dos principais movimentos da publicidade no País, valorizando os profissionais da área, incentivando a qualidade e discutindo caminhos. Fundador do jornal Propaganda e Marketing, hoje PropMark, foi responsável também pela criação do Prêmio Colunistas ao lado de Eloy Simões e Cícero Silveira, o mais tradicional concurso da publicidade brasileira, que no ano passado comemorou seu cinquentenário. É também responsável pelo Prêmio Marketing Best e presidente do conselho deliberativo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Foi ainda presidente da ADVB, diretor comercial do jornal Diário Popular, diretor de propaganda da Sociedade Esportiva Palmeiras e vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. Essa intensa vida associativa evidencia sua vocação. “Eu queria era seguir a carreira política. Se o golpe militar não tivesse acontecido, possivelmente teria me lançado vereador”, conta Ferrentini. Tudo é possível, mas em 1964 ele já

estava envolvido com uma missão que seria determinante em sua carreira: estruturar o departamento comercial do Diário Popular, que até então vivia do balcão de anúncios. Levado para o periódico pelo irmão mais velho, Nelo, ele precisava tornar o jornal conhecido no meio publicitário. A saída foi a criação de uma coluna semanal sobre o mundo da propaganda. Em 21 de maio de 1965, Ferrentini assinou pela primeira vez a coluna Asterístico. “Muita gente pensa que a grafia incorreta foi proposital, mas foi erro mesmo, que passou por todo mundo, inclusive pelo revisor”, diverte-se Ferrentini. De uma coluna, logo a seção, já com o nome corrigido, passou a ocupar três, depois página inteira, até tornar-se um caderno dentro do jornal. FORÇA DO IMPRESSO

Foram 20 anos de Diário Popular. O Asteriscos projetou Ferrentini e o inseriu definitivamente no universo da propaganda a ponto de motivá-lo a publicar em São Paulo a revista Propaganda, que pertencia à Associação Brasileira de Propaganda. Em 1972 ele e o irmão haviam criado a Editora Referência e quatro anos depois


Fotos: arquivo pessoal

(Ao lado) Armando Ferrentini (E) entrega o Prêmio Colunistas 82/83, na categoria Promoção, a João Dória Jr. 1983 (Abaixo) Ferrentini (1º- esq.) toma posse como diretor da Sociedade Esportiva Palmeiras sob a presidência de Paschoal Byron Giuliano (3ºa partir da esquerda). 1972

começaram a produzir a Propaganda. Em 1984 Ferrentini deixou o Diário Popular e levou o Asteriscos para a Gazeta Esportiva a convite de Mauro Salles, diretor da Fundação Cásper Libero. Uma pendência judicial com o jornal o impediu de usar o nome e por sugestão de Mauro Salles o caderno passou a se chamar Propaganda & Marketing. “O apoio do Mauro foi decisivo, mas sabíamos que era uma incoerência um espaço sobre propaganda num jornal esportivo e pouco tempo depois começamos a produzi-lo pela editora. Primeiro ele era impresso na gráfica da Folha, mas depois meu irmão, que havia sido linotipista, optou por montarmos uma pequena estrutura para que pudéssemos assumir também a impressão.” Nello faleceu em dezembro de 2016, mas antes disso, em 2008, um dos filhos de Ferrentini, Tiago, foi para a editora, da qual hoje é diretor executivo. Casado há 48 anos com Clarice, o publicitário tem mais duas filhas, Tatiana e Junia. Em 2015, comemorando seus 50 anos, o jornal

(Acima) Ferrentini, no início da Referência Gráfica

PropMark mudou de formato, do standard para o tabloide, e de suporte, adotando o papel couché. A tiragem de 10 mil exemplares foi mantida. Além do jornal, a Editora Referência produz as revistas Propaganda e Marketing,, impressas pela Referência Gráfica, que também atende o mercado editorial. Para Ferrentini, a mídia impressa entra agora em uma nova fase, passado o tsunami provocado pelos meios digitais. “Os recentes escândalos de vazamento de dados e a proliferação das notícias falsas começam a provocar uma revisão no valor do digital como meio de comunicação. Já entendemos que o impresso não desaparecerá e o principal pilar será a credibilidade”, diz Ferrentini. “Não é possível termos meios nos quais todos são comunicólogos, com declarações e notícias sem fundamento, muitas vezes apócrifas, prejudicando pessoas e empresas. Este é um momento muito bom para o impresso se reposicionar. E a responsabilidade é nossa.”

(Acima) O título da coluna “Asterístico”, iniciada em 1965 no Diário Popular, estava incorreto, mas a ideia deu tão certo que a coluna atravessou o tempo e foi a origem da atual revista PropMark

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FORNECEDOR

Nilpeter comemora desempenho positivo Com soluções que se destacam pela automação, Nilpeter deve alcançar resultado inédito na América Latina e se prepara para inaugurar centro técnico em São Paulo.

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U

ma conjunção de fatores transformou um ano sofrível em um 2017 positivo para a Nilpeter. Até meados do segundo semestre, a subsidiária brasileira enfrentou a baixa demanda reforçando a prestação de serviços, assim como tem feito boa parte dos fornecedores de equipamentos. O cenário virou logo após a Label Expo Europe 2017, no final de setembro, em Bruxelas, onde a empresa dinamarquesa lançou uma nova linha de impressoras flexográficas banda estreita. Hasteando a bandeira da automação, as soluções foram bem aceitas não só pelo mercado europeu quanto pelo latino-americano, beneficiando a Nilpeter do Brasil. “Além de garantir a repetitibilidade, a nova linha proporciona redução de custo para o convertedor ao possibilitar a produção de rótulos com a menor perda possível”, afirma Rubens Wilmers, diretor geral da Nilpeter do Brasil. Somando-se a isso os primeiros sinais de recuperação da economia nacional, o resultado foi a venda de sete impressoras entre outubro e dezembro, a melhor performance em três anos.

Rubens Wilmers, diretor geral da Nilpeter do Brasil

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Na sua nova sede, em São Caetano do Sul, a Nilpeter está instalando um centro técnico para atender a América Latina

PRESENÇA FORTE NA AMÉRICA LATINA

A fi lial brasileira beneficiou-se também com o desempenho da marca nos países vizinhos. Cinquenta por cento de seu faturamento vêm da instalação e manutenção dos equipamentos em toda a América Latina, sendo que desse percentual, 80% são de serviços fora do Brasil. E o ano fiscal que se encerra em junho deve ser marcado pelo recorde de vendas desde que a Nilpeter instalou a primeira máquina na Colômbia, na década de 80. Serão 38 impressoras, incluindo as vendidas para o Brasil. O maior comprador foi o México, com 12 equipamentos. Com 15 anos de atividade, a Nilpeter do Brasil é responsável pela assistência técnica na região desde 2013. Já prestava esse serviço antes, porém de forma esporádica, estruturandose para tal há cinco anos. A empresa mantém atualmente um time de 22 técnicos, dos quais 10 são brasileiros. “É muito mais barato manter uma equipe local, sem contar a questão da língua. O cliente ganha em agilidade e qualidade de atendimento e a empresa com a redução de custo”, diz Rubens Wilmers. Essa estratégia ganha reforços. Desde janeiro em um novo endereço em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, a empresa está montando um centro técnico no novo espaço para atender a América Latina. As primeiras soluções, uma impressora digital Trojan T2 e uma revisora Rotoflex com sistema de inspeção automática Nikka, já chegaram. Até agosto estarão funcionando também uma impressora flexográfica banda estreita com cura híbrida UV e LED e uma impressora digital para produção de etiquetas da Trojan. De acordo com o diretor, todo mês os clientes receberão, gratuitamente, cursos teóricos e práticos e o centro servirá igualmente para testes e desenvolvimento de soluções com parceiros na área de consumíveis. A cesta de benefícios aos clientes é completada com uma linha de crédito própria, com taxa de juros menores e o equipamento como garantia.


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Luis Vinhão

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F OTOG R A F I A

Sensualidade à mesa s imagens cria­das por Luis Vinhão têm o poder de nos provocar. Centradas no alimento e absolutamente sedutoras, despertam no observador o desejo de sa­bo­rear as de­lí­cias ali retratadas, atraindo o olhar e abrindo o apetite mesmo no mais estóico dos mortais. Essa sempre foi a intenção. “Minhas fotos têm de dar vontade de comer. Quan­do alguém chega e diz — nossa, que fome! —, aí sei que está tudo certo.” Para atingir esse objetivo, além de contar com a habilidade dos cozinheiros, ele apela para o minimalismo, centrando suas

lentes naquilo que real­men­te importa. Ce­ná­rios altamente produzidos estão fora do seu cardápio. A comida, tratada com a devoção de quem passou a infância na padaria do pai, é estrela única. Como num retrato, texturas e sombras são bem-​­v indas. Tudo em prol da autenticidade. Desde que descobriu a linguagem das imagens aos 17 anos, Luis faz foto de alimento. Formado em Publicidade na ESPM, deu aula na Escola Panamericana de Arte por 10 anos (onde fez o primeiro curso de fotografia), até montar seu próprio estúdio em 1995. Vendia seus ensaios em ga­le­r ias aqui e ali, mas as coisas

As fotos de Luis Vinhão têm um objetivo claro, estimular nossos sentidos. Com mais de 20 anos de dedicação à gastronomia, fotógrafo opta pelo minimalismo, valorizando a beleza dos alimentos e das preparações. Tânia Galluzzi

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começaram mesmo a andar dois anos depois, no momento em que conseguiu entrar nas agên­cias com seus retratos, still life e . . . culinária. Até os anos 2000, a fotografia publicitária ocupava todo o seu tempo. Ele decidiu então investir num outro tema que gosta muito, paisagens urbanas, aproveitando suas via­gens e enxergando oportunidade no segmento de fine art, na época ainda em­brio­ná­r io no Brasil. Quan­do a gastronomia estourou por aqui, com a profusão de programas de televisão e a valorização do ofício de cozinhar, a pegada minimalista do trabalho de Vinhão, antes vista

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LUIS VINHÃO www.luisvinhao.com REVISTA ABIGR AF  março /abril 2018

com certo desdém, virou di­fe­ren­c ial. “Hoje, ­chefs e donos de restaurantes me procuram para que eu retrate a comida em si. Mesmo as capas de revistas e os editoriais estão mais limpos.” Mas nem só de pão vive o homem. A ideia de fazer um livro com imagens de cidades e sua gente continua viva, apesar de engavetada em função do trabalho co­mer­cial. A venda de fo­to­g ra­f ias para decoração mantém-​­se, reforçada recentemente com a série Imperfeitos, uma releitura do gênero natureza-​­morta. Expor suas cria­ções é outra possibilidade. Vinhão já participou de três coletivas, porém a gourmetização do mundo não tem deixado brechas em sua agenda. E o próximo projeto segue nessa linha. Ele começa a trabalhar agora em um livro que vai contar a história da gastronomia na América Latina. “Vamos aos lugares onde nasceram as receitas, fotografar os locais, costumes, paisagens e, lógico, as preparações.” A previsão é de que o livro seja publicado entre o final de 2019 e o começo de 2020.


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Noventa e cinco anos em prol da indústria gráfica No dia 17 de fevereiro, o Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf‑SP) completou 95 anos. A entidade chega a esta data representando aproximadamente 7.000 empresas e trabalhando para continuar disseminando conhecimento, visando ao fortalecimento do setor.

“O

Sindigraf é um marco para a representatividade do setor gráfico no Estado de São Pau­ lo. Das primeiras demandas na década de 1920 à sua consolida­ ção como fórum para as ne­go­cia­ ções coletivas, o sindicato conso­ lidou-​­se como peça fundamental na cadeia produtiva da indústria de impressão, aglutinando ideias e pes­soas e fomentando o aper­ feiçoamento pro­f is­sio­nal”, afirma Levi Ceregato, presidente.

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Eleito para a gestão 2016/2019, Levi é o 19º líder da instituição. Antes dele passaram pelo sindi­ cato figuras fundamentais para a construção do que é o setor hoje, como Humberto Rebizzi, Felício Lanzara, Orestes Romiti, Theo­ bal­do De Nigris, Max Schrappe, Mário César de Camargo e Fabio Arruda Mortara. O marco ini­cial do surgimento da entidade aconteceu em 1923 com a fundação da As­s o­cia­ç ão

dos Industriais e Co­m er­c ian­tes Gráficos de São Paulo. A cidade começava a mostrar seu viés in­ dus­trial e o mercado gráfico re­ fletia esse movimento, assistindo à multiplicação de equipamen­ tos. Em 1931, em decorrência dos movimentos políticos que cul­ minaram com o regime do Es­ tado Novo do presidente Getú­ lio Vargas, seis anos depois, e por exigência do decreto 19.770, re­ gulamentou-​­se a vinculação

as­so­cia­ti­va das classes patronais e ope­rá­rias e a unicidade sindical. O objetivo era estimular a cen­ tralização e o nascimento de en­ tidades desse gênero que fos­ sem subordinadas diretamente ao poder estatal. Num cenário em transforma­ ção, três intervenções modifica­ ram a nomenclatura do sindicato dos gráficos. A primeira, ainda em 1931, fez mudar o nome da entida­ de para Sindicato dos Industriais

“Seção de fotogravura e ‘photolitographia’ da Melhoramentos, na década de 1920. Há um toldo para proteção contra a poeira e notam-se as chapas de vidro secando junto a pipetas usadas para manuseio das soluções químicas”. (Do livro “Artes Gráficas no Brasil: Registros 1746–1941, de Ademar A. de Paula e Mario Carramillo Neto).

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Levi Ceregato, atual presidente

e Comerciantes Gráficos de São Paulo. Três anos mais tarde, novo decreto trouxe a denominação de Sindicato dos Industriais Gráfi­ cos de São Paulo. Finalmente, em 1939, o enquadramento legal pro­ vocou nova alteração, dessa vez para Sindicato da Indústria da Ti­ pografia no Estado de São Paulo. FORTALECIMENTO Um dos primeiros resultados na luta contra a estatização da ativi­ dade no País aconteceu no início da década de 1940. Com a edição do decreto 2.130, o Estado elimi­ nou as oficinais gráficas de todos os órgãos públicos, incorporando­ as à Imprensa Nacional. Um ano mais tarde o Sindicato da Indústria da Tipografia no Estado de São Paulo fundiu­se com o Sindicato das Indústrias da Encadernação e

da Gravura, dando origem ao Sin­ dicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sigesp, hoje Sindigraf­SP), reconhecido oficial­ mente em fevereiro de 1944. Na­ quela época, a entidade propu­ nha­ se a tornar o empresariado gráfico mais forte e representati­ vo e mostrava­ se consciente da necessidade de investir na forma­ ção de mão de obra especializada para elevar a qualidade do impres­ so brasileiro. Nesse sentido, atuou em parceria com o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado de São Pau­ lo, participando ativamente da criação da Escola Senai de Artes Gráficas Felício Lanzara. Em 1949, a entidade criou uma seção destinada a pesquisas e es­ tudos, denominada Departamen­ to de Pesquisas em Artes Gráfi­ cas. Para divulgar os resultados foi criado o Boletim da Indústria Gráfica (BIG), que foi o primeiro veícu­ lo informativo do setor, marcando o início da discussão dos proble­ mas da categoria. O boletim cir­ culou até o fim de 1975, surgin­ do em seu lugar, em dezembro, a Revista Abigraf. Na conturbada década de 1960, das discussões promovidas pelo sindicato surgiu a ideia de fundar uma entidade que pudesse

FUNDADORES A necessidade da criação de uma entidade que representasse e defendesse os interesses da indústria gráfica paulista, levou um grupo de 12 empresas a constituir, em 1923, na cidade de São Paulo (na época com cerca de 600 mil habitantes), a Associação dos Industriais e Comerciantes Gráficos de São Paulo. Foram elas: Companhia Melhoramentos de São Paulo, Klabin Irmãos & Cia., Companhia Litographica Ypiranga, Companhia Paulista de Papéis e Artes Gráficas, Folhinhas Scheliga S/A, Rosenhain S/A Indústria e Comércio, Assumpção Teixeira Indústria Gráfica S/A, Hennies & Cia. Ltda., Martinelli Monteiro & Cia., Lanzara S/A Gráfica Editora, Indústrias Reunidas Irmãos Spina e Tipografia Camargo Ltda.

SINDIGRAF

O primeiro logotipo do Sindigraf-SP, adotado na década de 1950, foi criado pelo professor Antônio Sodré C. Cardoso e desenhado pelo artista Gèza Kaufmann. Na época, Sodré explicou: “Ele traz uma lente atravessada por um raio de luz, uma analogia à atividade fotográfica ou fotomecânica dos fotoliteiros, às clicherias e a qualquer outro processo gráfico em que são necessárias a luz e a fotografia”. Dentro de uma visão geral, o logotipo simbolizava a atividade gráfica com seus equipamentos, matérias-primas e especializações. Ele foi utilizado até junho de 2002.

Buscando uma nova apresentação visual mais moderna e condizente com a grande evolução da tecnologia gráfica, do mercado e da própria realidade da entidade, o Sindigraf-SP optou por uma mudança radical na sua logotipia. Criado pela agência Nuts Design, incumbida de reestudar os logotipos das três entidades do Sistema Abigraf (Sindigraf, Abigraf e ABTG), o designer atendeu solicitação do sindicato de uma identificação imediata com a associação, e fez uma inversão da logomarca da Abigraf, transformando o A no S do Sindigraf, com a manutenção das cores amarela e vermelha. O novo logotipo, implantado em julho de 2002, continua sendo utilizado até hoje.

centralizar e defender os interes­ ses do empresariado perante o governo federal. O movimento provocou a organização do I Con­ gresso Brasileiro da Indústria Grá­ fica, culminando com a criação da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Já nos anos de 1990, adequan­ do­se às exigências do mercado, o Sindigraf­SP firmou­se como enti­ dade responsável pela represen­ tação das empresas gráficas, pas­ sando a eleger, a partir de 1994, delegados que atuariam no inte­ rior da Fiesp, iniciando as ações cooperadas com a federação. Nos anos seguintes, o órgão aproximou­se ainda mais das en­ tidades afins, promovendo inú­ meras ações como o lançamento do Guia Técnico Ambiental da In­ dústria Gráfica, a criação do Banco de Empregos e a realização da Se­ mana de Artes Gráficas, seguindo a estratégia de contribuir para o

aprimoramento profissional, para a atualização da gestão empre­ sarial e o incentivo às boas práti­ cas. Vale destacar ainda o Projeto Bibliotecas. Criado em 2005 pelo Sindigraf­SP e pela Abigraf­SP, a iniciativa já inaugurou 22 biblio­ tecas em todo o Estado, em par­ ceria com as prefeituras munici­ pais e com o apoio das seccionais Ribeirão Preto e Bauru da Abigraf. Hoje, o grande desafio para o Sindigraf­SP é adequar­se à nova legislação sindical sem abrir mão dos serviços prestados ao setor e do apoio às atividades das en­ tidades correlatas. “Vamos conti­ nuar trabalhando e respaldando as iniciativas que tenham como finalidade a evolução da indús­ tria gráfica. E contamos com o envolvimento das gráficas para que em 2023 estejamos comemo­ rando nosso centenário”, finaliza Levi Ceregato. www.sindigraf.org.br março /abril 2018

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Abigraf-SP lança Prêmio Paulista de Excelência Gráfica Luiz Metzler Concurso terá 11 segmentos, divididos em três categorias. O julgamento acontece em agosto e a cerimônia de entrega no mês seguinte.

C

om o objetivo de valorizar a indústria gráfica do Estado, aproximando­a ainda mais de seus clientes, a Abigraf­SP está lançando o Prêmio Paulista de Excelência Gráfica Luiz Metz­ ler. “Como acontece em outros Estados, acreditamos na rele­ vância de um prêmio regional, prestigiando o que é produzido em São Paulo. É um sonho an­ tigo, que agora vejo realizado”, afirma Sidney Anversa Victor, presidente da entidade. O concurso, com coordena­ ção técnica da ABTG, contem­ plará 11 segmentos: Pro mo­ cional, Editorial, Impressos de Segurança, Cadernos Escolares, Embalagem Cartonada, Emba­ lagem Micro­ ondulada, Rótu­ los e Etiquetas, Comunicação

Visual, Impressão Rotativa Off­ set, Displays e Embalagens Fle­ xíveis. Cada um terá três catego­ rias: Melhor Impressão, Melhor

Acabamento e Melhor Design & Inovação, totalizando 33 tro­ féus Luiz Metzler. O julgamento terá fase única, em agosto, com os vencedores sendo anuncia­ dos em cerimônia programa­ da para setembro. “Estamos desenhando uma festa bonita,

que privilegie o relacionamento sem abrir mão do objetivo prin­ cipal do prêmio, que é destacar a excelência da indústria gráfica paulista”, diz Sidney. As empresas que inscreve­ rem seus trabalhos receberão ingressos para a festa. Os par­ ticipantes ganharão no início do evento o catálogo com os trabalhos concorrentes. Assim como nos demais concursos regionais, os vencedores serão automaticamente inscritos no Prêmio Fernando Pini. O julgamento será realizado por um colegiado misto, com­ posto por profissionais gráfi­ cos, designers, publicitários e professores de instituições liga­ das ao universo da comunica­ ção impressa.

O embaixador das artes gráficas O Prêmio Paulista homenageia um profissional que, apesar de ter nascido e iniciado sua vida profis-

sional em Porto Alegre, construiu sua carreira na capital paulista, onde viveu por 41 anos até seu falecimento, em 2010. Luiz Metzler nasceu em 1941 no município gaúcho de Novo Hamburgo e aos 15 anos começou a trabalhar na empresa da família, a Typographia do Centro, na capital do Rio Grande do Sul. Depois de dois anos de estudos na Alemanha, em 1969 Metzler mudou-se para São Paulo a convite da Gutenberg, justamente por falar alemão. Na Gutenberg, então representante da Heidelberg no Brasil, aprendeu muito, sobretudo por ter de acompanhar todos os treinamentos como intérprete. Ele era também o responsável por ciceronear executivos e técnicos que vinham da Alemanha para cá. Metzler permaneceu na Heidelberg como relações públicas até a Drupa de 2008. Em quatro décadas, acompanhou e incentivou o desenvolvimento da indústria gráfica, a profissionalização do setor e os avanços não só na qualidade do serviço em si, mas na gestão do negócio. Além do papel e tinta, Metzler era apaixonado por fotografia, registrando incontáveis eventos do setor ao longo de sua trajetória.

Programa de treinamento do Sebrae chega ao setor gráfico Iniciativa já conta com vinte empresas participantes.

N

o dia 8 de fevereiro, a Abi­ graf­SP e o Sindigraf­SP, em parceria com o Sebrae SP, de­ ram início à primeira turma do Programa Setor Segmento – Indústria Gráfica. No evento de lançamento, que aconte­ ceu no escritório do Sebrae em Santana, zona norte da capital paulista, Wagner Sil­ va, gerente geral da Abigraf, apresentou um panorama da indústria gráfica brasileira, en­ quanto Alexandre Keese, dire­ tor comercial da APS Marke­ ting de Eventos, falou sobre tendências para o segmento gráfico. Esteve presente tam­ bém a gestora do Sebrae­SP, Camila Patrício. O programa, com duração de aproximadamente cinco meses, conta com consulto­ ria personalizada e diversas oficinais e treinamentos na área de finanças, marketing, manufatura enxuta, planeja­ mento estratégico e vendas. Novos temas serão incorpora­ dos no decorrer do programa dependendo da demanda do grupo, que hoje conta com 20 empresas. A iniciativa faz par­ te dos objetivos das entidades em buscar projetos que cola­ borem para melhorar os resul­ tados das gráficas e o ambien­ te de negócios do setor. Uma nova turma deve ser formada no segundo semestre.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 116, de março/abril de 1988

C om

a expectativa de receber cerca de 60 mil visitantes, a 11ª- Feira Inter nacional de Embalagem, Papel e Artes Gráficas (Fiepag) terá início no dia 11 de maio de 1988, no Parque Anhembi, em São Paulo. São esperados também entre 700 a 1.000 empresá rios e executivos gráficos latino- americanos, principalmente dos países do chamado Cone Sul. Rea lizada a cada três anos, a feira ocupará uma área aproximada de 24.000 m2, com 320 estandes e 450 empresas expositoras. Segundo Evaristo Nascimento, diretor da feira, “com o ‘breque’ dado nas importações, cresceu a participação nacional, com exceção de alguns produtos de extrema importância: produtos químicos, filmes e máquinas só fabricadas no ex terior, que continuam a entrar no mercado brasileiro”.

Desde a edição

(E/D) Raul Calfat, presidente da Papel Simão; Michel Jacques Giordani, presidente, e Ilan Shinazi, gerente de produtos, da Arjomari do Brasil

A Arjomari do Brasil associou-se à Indústria de Papel Simão

para lançar, no mercado nacional, a linha de papéis coloridos Color Plus. Existente na Europa há dez anos, com uma variedade de 100 cores, a linha de papéis especiais Color Plus começa a ser produzida em 12 tonalidades pela Indústria de Papéis de Salto, empresa formada pela união entre a Arjomari francesa e a brasileira Simão.

Fundada em 1944 no bairro do Jacarezinho, Rio

de Janeiro, por dois jovens alemães — Eckerhard Schoch, especialista em vendas, e Fritz Pawlitzki, técnico em tintas —, a Tintas Supercor deu seus primeiros passos com um trabalho quase artesanal na produção de tintas e vernizes para a indústria gráfica brasileira. Passados 44 anos, com sede e duas unidades industriais na cidade onde foi criada, e filiais em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, a empresa é hoje grande fornecedora do setor gráfico, principalmente para os maiores grupos editoriais do País, entre eles Bloch e Vecchi. Sob o comando de Roberto Ricardo Schoch, diretor industrial, e Kurt Anton, diretor superintendente,

n º 115 (ao lado), com capa criada pelo designer Felipe Taborda, e esta (acima), ilustrada pelo também designer Oswaldo Miranda (Miran), a Revista Abigraf está passando por modificações tanto no conteúdo editorial quanto no visual. Incorporamse agora novos logotipo e diagramação, além de novas seções e outras novidades que, a cada bimestre, o leitor encontrará nas suas páginas. E mais um detalhe importante: daqui em diante, as capas da revista passam a refletir a criatividade do artista gráfico brasileiro.

a Supercor inaugura agora a sua planta na cidade de Guarulhos, em São Paulo, com 22.000 m2 de área construída dentro de uma área total de 39.000 m2, o que consumiu um investimento superior a oito milhões de dólares.

(E/D) Kurt Anton, diretor superintendente, e Roberto Ricardo Schoch, diretor industrial

Evaristo Nascimento, diretor da Fiepag

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MENSAGEM

s paulistas o ra a p o v si u cl x e io m rê p Um

D

versei com o abertura da ExpoPrint, con Na cio iní no á Ser goewer, que aconteceu. e da Heidelberg, Ludwig All ent sid Demorou, mas finalmente pre de sta uli l legado que ção do Prêmio Pa ação do prêmio. “O principa cri a ou de setembro a primeira edi rov ap ria tzler. Agora a indúst usiasmo e o amor pelo Excelência Gráfica Luiz Me Metzler nos deixou foi o ent . seu de r ma mente cha ra mio pa impresso. Ficamos profunda gráfica paulista tem um prê imento z que produ emocionados com o reconhec Não era justo que o Estado or ficasse da Abigraf-SP à fig ura dele”. mais de 50% do PIB do set a absoluta os mi Por isso tudo, tenho certez dependente apenas dos prê a ulista de de de suas Prêmio Paulist que, ao instituir o Prêmio Pa nacionais para que a qualida er, a tzl . Af inal, Excelência Gráfica Luiz Me enageia Luiz m ho empresas fosse reconhecida rtou duas prêmios diretoria da Abigraf-SP ace te em vários Estados existem an am um r, ficos do nosso Metzle o o Estado vezes. Por prestigiar os grá reg ionais e não fazia sentid r aquele sas s Artes Gráficas Estado e também por homesnapilgea da com maior número de empre ares do prêmio. que, sem dúvida, foi um do gráficas não ter seu próprio negócio. Estou er desenvolvimento de nosso A homenagem a Luiz Metzl um grande una. sa conquista, que considero des oso ulh não poderia ser mais oport org ou já ouviu falar dele. tzler para as próximas Quem é do ramo conheceu reforço ao legado de Luiz Me do pa ocu pre ficos paulistas! , sempre es. Parabéns a todos os grá açõ Amante das Artes Gráficas ger um era ele também com os jovens mais carentes, o maior relações i fotógrafo muito especial. Fo sidney@congraf.com.br O filho dele, l. na cio na a fic grá ria úst públicas da ind a realizado quando os Carlos, diz que o pai “ficav o”. Felicitas, a filha, ficou clientes dele tinham sucess :“É o reconhecimento honrada com a homenagem as Artes Gráficas”. do amor e dedicação dele pel sários brasileiros a Além de incentivar os empre tzler era grande entusiasta participarem da Drupa, Me qualidade. Transformou da formação profissional de em profissionais de centenas de jovens carentes Brasil, se aperfeiçoaram respeito, que estudaram no carreiras sólidas na no exterior e desenvolveram ente de marketing Eliane indústria gráfica. Como a ger o telefonista na Gutenberg. Almeida, que começou com dou de área, virou assessora Guiada pelo mestre, ela mu ou na Alemanha e não comercial da empresa, estud do Metzler deixou a parou mais de crescer. Quan lberg, Eliane foi junto Gutenberg e foi para a Heide crianças da rua e fica com o mentor. “Eu o vi tirar Bra sileira da Indústria Grá gráfica. ria Presidente da Associação úst ind da res do lha ba ) f-SP transformá-los em tra Regional São Paulo (Abigra o. Esse é o prêmio”. mi prê um is ma as en ap é o Esse nã

Sidney A nversa V ictor

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