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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 288 MARÇO/ABRIL 2017

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I I • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 7 • Nº 2 8 8

ENTREVISTA COM DIRETOR DO SEBRAE-SP IVAN HUSSNI

UMA GRANDE CONQUISTA O FIM DO CONFLITO TRIBUTÁRIO ICMS x ISSQN

OS BONS VENTOS DO SEGMENTO DE COMUNICAÇÃO VISUAL


PROJETO_BIBLIOTECA_ANUNCIO_42X28cm.pdf

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30/06/16

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Criado em 2005 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 22 bibliotecas em todo o Estado desde então. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços para serem equipados com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Chegamos à marca de mais de 20 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamental para a escolha dos espaços que recebem as novas bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897) e Ricardo Viveiros Colaboradores: Dieter Brandt e Hamilton Terni Costa Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Leograf e Lis Gráfica Lombada quadrada: Abril Print Capa: Impressão em Fine Metal 5 cores com aplicação de verniz UV em papel couché brilho 170g/m2: Leograf Laminação: Metalizada (com filme Prolam): Lamiprint Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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Fragmentos Rítmicos, óleo sobre tela, 80 × 80 cm, 1997

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Quebra-cabeça dionisíaco

A serigrafia o revelou. O Concretismo o inspirou. A Arte Cinética abriu seus horizontes. A geometria o eternizou. Assim é a trajetória de Dionísio Del Santo, que tão bem soube brincar com as cores, as linhas e a luz.

28 Feira supera edições anteriores

A ExpoPrint Digital/Fespa Brasil 2017, realizada em março, recebeu mais de 15 mil visitantes. Expositores relataram fechamento de negócios e retomada de projetos.

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Panorama mundial da embalagem

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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Estudo de mercado da NPES revela os números do mercado de embalagens impressas. Segmento deve atingir US$ 286 bilhões em 2020. O papelão ondulado continua a representar a maior fatia.


Empresas de qualquer porte podem inovar

O recado é de Ivan Hussni, diretor do Sebrae-SP, entidade que vem se aproximando cada vez mais do setor gráfico com o objetivo de colaborar na capacitação dos profissionais.

A vez do grande formato

Em busca por novas fontes de receita, gráficas investem na impressão em grande formato para atender os segmentos de comunicação visual e sinalização.

Conquista do setor

Aprovação da Lei Complementar n-º 157 dá cabo do conflito tributário entre o ISSQN e o ICMS, encerrando um longo capítulo da história da indústria gráfica nacional.

O homem das rotativas

Conheça a trajetória de Joaquim Bastos, químico que virou gráfico e acompanhou toda a transformação tecnológica do universo da impressão, da tipografia ao digital.

Viagens imagéticas

Usando todos os recursos disponíveis hoje, o fotógrafo Jackson Carvalho cria composições impactantes, que possibilitem ao espectador dialogar com as imagens.

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A capa desta edição foi impressa no processo Fine Metal, utilizando materiais metalizados com uma tecnologia exclusiva desenvolvida pela Leograf. Para tornar isso possível, a Leograf aprimorou o software que permite imprimir sobre laminação prata, garantindo, assim, cores metalizadas em qualquer substrato.

Capa: Músicos, óleo sobre tela, 85 × 115 cm, 1985 Autor: Dionísio Del Santo

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Rotativa ............................................... 8 Comunicação Visual ........................... 24 KBA/Novo diretor ............................... 30 Economia/Índice de Confiança ............ 32 Antalis reforça área comercial ............. 34 Feira do Empreendedor ...................... 42

Manroland Brasil ................................ 44 Feira Escolar 2017 ............................. 46 Sustentabilidade/Polpel Fibras ............ 48 HP Indigo VIP Event ............................ 50 Há 30 anos ........................................ 62 Sistema Abigraf ................................. 64 Mensagem/Carlos Jacomine............... 66 março /abril 2017

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EDITORIAL

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Sociedade em mutação

ntes, cada qual com endemos a seg mentos difere At pta rru nte ini mos processos sequência gularidade, e para isso usa sin Estamos assistindo a uma sua ão est os cid estág ios muito estabele empresas encontram-se em As os. fic ecí de mudanças. Princípios há esp os ad alização solidamente paviment distintos na corrida pela atu sendo contestados, limites canismos s me uta por absol tecnológ ica e na busca têm sido rompidos, verdades rau que muitas cenário de de gestão, sem contar o deg estão caindo por terra. Tal ando timento es separa as gerações no com vez incertezas traz um forte sen os m motivar a momentos Precisa das empresas. Como unir e de insegurança. Em muitos ra pa os nt ju á preocupado r est e ta a es rad participação daquele qu nos sentimos como numa est os r-se em novos iras que possam em se reinventar, em inseri onde desapareceram as barre da resiste às m os aproveitar este mercados, e o gráfico que ain de proteção que estabelecia o na guerra as faixas transformações e aposta tud omento de m limites da via, assim como tas no final ão. de preços para pagar as con o da çã za e toda e qualquer sinalizaç ili ob m a resposta. do mês? Ainda não temos ess A reação de cada um a esse ra pa de da cie so ntudo ar-se Vivemos tempos dif íceis. Co cenário é diversa. Ensimesm as os m romper costurar ré ricos pela possibilidade de e ag uardar a tormenta passa e qu s ser ve. as no is eir is o a ma band com aquilo que não ma uma alternativa, porém nã ar ra que eg universo desejamos carr E precisamos estar juntos pa adequada em se tratando do mento de cobra possamos aproveitar este mo empresarial. O imobilismo ra costurarmos ções mobilização da sociedade pa um alto preço das organiza s carregar. que se fecham para o novo. as bandeiras que desejamo ra, uto sed cia Remando contra essa tendên clichê: temos um de o mã r peço licença para lançar lceregato@abig raf.org.b por interesses ar lut ra pa só o Nã . ças for de unir ente eficaz e cujo valor comuns — estratégia altam o com a aprovação foi recentemente comprovad 6 que acabou com de Lei Complementar 157/1 × ISSQN —, mas o conflito tributário ICMS próximos passos. sobretudo para discutir os cisam ser esmiuçadas A cesta de questões que pre temas mercadológ icos, é larga e profunda. Abrange comportamentais, técnicos, administrativos e dutiva. E aqui incluo envolvendo toda a cadeia pro ações e do sindicato. a própria atuação das associ e não é suf iciente, Adaptar-se à nova realidad e ainda está sendo mesmo porque essa realidad punhar as rédeas da construída. Precisamos em s da corrente, para mudança, fortalecendo os elo fica Bra sileira da Indústria Grá o que melhor nos cabe. del mo o Presidente da Associação s os fica rm Grá tra ias con ústr en Ind das tos to jun a fic igraf Nacional) e do Sindica grá (Ab ria úst nd A i o. afi digraf-SP) Esse é um enorme des no Estado de São Paulo (Sin os os sentidos. tod em de ida ers div a pel se caracteriza-

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Ações prioritárias da Receita Federal incluem papel imune P

Menno Jansen (centro), presidente da QIPC, com troféu comemorativo dos 20 anos de parceria, ladeado por Christoph Müller (E), diretor geral, e Thomas Potzkai, chefe de serviços e gerenciamento de projetos, da KBA-Digital & Web Solutions

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Parceria entre KBA e QIPC completa 20 anos

coo­pe­ra­ção entre a Koe­nig & Bauer (KBA), a mais antiga e segun­ da maior fabricante de impressoras do mundo, e a Q.I. Press Controls (QIPC ) começou em 1997, ape­ nas um ano depois do surgimen­ to da QIPC. Na época, foi oferecida à start-​­up a oportunidade de inte­ grar seus recém-​­desenvolvidos ca­ beçotes de varredura de registro às impressoras rotativas offset da KBA para fins de testes. Passadas duas décadas, a QIPC é a grande parcei­ ra da KBA para controles automá­ ticos de registro e cor, incluindo tanto os pedidos para novas má­ quinas, a exemplo das rotativas

KBA Cortina encomendadas neste

ano pela gráfica de jornais Cold­ set Printing Partners, da Bélgica, quanto pedidos de modernização de outras empresas. A importân­ cia das soluções para reformas e me­lho­rias é evi­den­cia­da no ­atual projeto desenvolvido em gran­ de escala para as gráficas que im­ primem os jornais do grupo Aus­ trian Me­dia­print. No futuro, além das impressoras rotativas offset comerciais e para jornais, as duas empresas estenderão sua colabo­ ração para as áreas ­­ da impressão digital e embalagem.

ela primeira vez, o desvio de finalidade do papel imu­ ne passou a compor a lista dos principais alvos de fis­ calização, atrás apenas dos setores de bebidas e cigar­ ros, conforme o Plano ­Anual de Fiscalização de 2017 da Receita Federal do Brasil, di­ vulgado no dia 2 de março. Para intensificar ainda mais o combate às fraudes fiscais re­la­cio­na­das ao pa­ pel imune e à concorrên­ cia des­leal, a Receita cria­ rá grupos de fiscalização específicos para esse se­ tor, abrangendo todos os Estados e elos da cadeia produtiva. Identificada e comprovada a ocorrên­ cia de desvio de finalida­ de, a Fiscalização cobrará os tributos devidos lavran­ do as Representações Fis­ cais para Fins Penais ao Mi­ nistério Público Federal. Espera-​­se, com essa ação, minimizar os atos ilícitos

tri­bu­tá­rios que retiram cer­ ca de R$ 300 milhões por ano da arrecadação do governo federal, estados e mu­n i­c í­p ios, de acordo com o último levantamen­ to rea­li­za­do pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Como se sabe, Papel Imune é a denominação de todo papel destinado à impressão de livros, jornais e pe­rió­di­cos, conforme o Artigo 150 da Constituição Federal, que veda instituir imposto para esse fim. Seu objetivo é via­bi­li­zar e am­ pliar o acesso à informação, difundir o conhecimento e o hábito da leitura, e forta­ lecer a educação, por meio da isenção de impostos como IPI, Pis/Cofins, ICMS e Imposto de Importação, representando em média uma diferença de até 36% na carga tributária, quando comparada aos tributos pa­ gos pelo papel co­mer­cial.

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Acre e Amazonas aderem ao Recopi Nacional

Dando um importante passo

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no combate aos crimes de eva­ são fiscal, os governos dos es­ tados do Acre e do Amazonas aderiram em abril às disposi­ ções do Convênio ICMS 48/13, que estabelece o sistema de Registro e Controle das Opera­ ções com o Papel Imune Na­cio­ nal. As próximas etapas são a REVISTA ABIGR AF  março /abril 2017

regulamentação e a habilitação do sistema que exigirá o cre­den­ cia­men­to do contribuinte des­ ses estados que rea­li­z ar ope­ rações com papel destinado à impressão de livro, jornal ou pe­ rió­di­co. Atual­men­te, 25 estados e o Distrito Federal são sig­na­tá­ rios do Convênio, dos quais 16 — Ala­goas, Bahia, Cea­rá, Distrito

Federal, Espírito Santo, ­G oiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, ­Piauí, Pa­ raná, Rio de Janeiro, Santa Cata­ rina, Sergipe e São Paulo — já incorporaram as regras às suas legislações es­ta­duais e habilita­ ram o sistema. Amapá, Rio Gran­ de do Norte e Roraima regula­ mentaram recentemente, mas

ainda não habilitaram o siste­ ma. Outros sete estados — Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pa­raí­ba, Rio Grande do Sul e Tocantins — aderiram ao convênio, porém até o momen­ to não editaram decretos re­cep­ cio­nan­do as suas regras. O único estado que continua sem aderir ao Recopi Na­cio­nal é Roraima.


Livro apresenta características e desempenho do couché Publicação técnica, o livro “Couché – Papel e papel­ cartão revestidos”, de autoria de Paulo Dragoni, acaba de ser lançado pela Senai­SP Edito­ ra. Destinada aos profissionais que atuam no setor gráfico e na área da fabricação de papel, a obra contém uma série de informações que po­ derão ajudar a esclarecer dúvidas em relação a essa matéria­ prima, con­ siderada uma das mais onerosas no processo gráfico. O autor destaca de forma prática as características dese­ jadas no papel couché, as matérias­ primas utilizadas, o processo de pre­ paração da tinta e seus elementos estruturais. São abordados também os tipos de viscosímetro, reolo gia, coaters industriais e suas aplicações,

secagem, calandragem, bem como os ensaios laboratoriais normalmen­ te realizados nos papéis revestidos. Químico formado pela Universida­ de de Mogi das Cruzes, pós­graduado em Tecnologia de Fabricação de Pa­ pel pela ABTCP (USP) e técnico em Celulose e Papel pela Escola Senai Theobaldo De Nigris, Paulo Drago­ ni, a partir de 1970, atuou na Cia. Su­ zano de Papel e Celulose, Cia. de Pa­ péis Yasbek (Ripasa), Cia. Brasileira de Papel (Cibrap) e Gretisa S.A. Fábrica de Papel. Ministrou aulas nos cursos técnicos de fabricação de papel pela Theobaldo De Nigris e atualmente presta consultoria nessa mesma área. A publicação está disponível no site www.senaispeditora.com.br.

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Agfa Apogee recebe certificação de Preflight GWG2015 D

iretamente de Ghent, Bélgi­ ca, o Ghent Workgroup anunciou no final de março que o fluxo de trabalho do Apogee Prepress da Agfa foi aprovado na certifica­ ção de preflight em PDF mais re­ cente do GWG. A certificação ob­ tida pela Agfa inclui o software de preflight já certificado Enfocus Pit­ Stop integrado ao Apogee, além do mecanismo de preflight pró­ prio da Agfa, o que garante aos usuários do Apogee a certeza de que seu fluxo de trabalho testa­ rá os arquivos em PDF de entrada com o maior rigor possível, inde­ pendentemente da opção esco­ lhida. A identificação de eventuais

problemas ou erros no proces­ samento de arquivos economiza tempo e materiais, permitindo aos produtores gráficos detectar fa­ lhas recorrentes no trabalho grá­ fico fornecido, pro porcio nando melhores fluxos de trabalho, de criatividade e de produção. Formado em junho de 2002, o Ghent Workgroup é uma reu­ nião internacional de associações e fornecedores da indústria na Eu­ ropa e nos Estados Unidos, com o objetivo de estabelecer e difun­ dir especificações de processo de melhores práticas nos fluxos de trabalho de artes gráficas. www.gwg.org

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Esko inaugura centro de treinamento no Brasil Com o objetivo de estreitar o

relacionamento com os clien­ tes no Brasil e garantir o me­ lhor uso de suas soluções em soft ware, a Esko inaugurou em abril, em São Paulo, a Esko Learning Academy, centro de treinamento voltado à disse­ minação das melhores práticas e à simplificação dos proces­ sos. Este é o terceiro centro de treinamento da Esko no mun­ do — os outros dois estão ins­ talados em Gent, na Bélgica, e em Ohio, nos Estados Unidos. “Sentimos a necessidade de participar mais ativamente do dia a dia de nossos clientes no mercado gráfico, oferecendo treinamentos personalizados que otimizem desde a área de pré­impressão até a logística, e garantam ao trabalho a qua­ lidade final esperada”, explica

Luiz Furlan, gerente de Costu­ mer Service da Esko na Améri­ ca Latina. Os treinamentos, dis­ poníveis para todos os clientes da marca, com ou sem contra­ to, abrangem diversas solu­ ções Esko, entre elas as de de­ senvolvimento estrutural de embalagens, com o Ar tiosCad; automação de fluxos de tra­ balho, com o Automation En­ gine; e de calibração de cores, padronização e gama esten­ dida, com o Pack Proof e Equi­ nox. Há ainda a possibilidade de treinamentos na planta do cliente ou em fornecedores, além da grade de cursos para clientes, que estará disponível em breve. De janeiro ao final de março, vinte profissionais já tinham sido treinados na Esko Learning Academy. www.esko.com/pt


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SBB atinge 150 milhões de Bíblias produzidas

Klabin tem novo presidente

Connect recebeu clientes Seminário debate internacionais da EFI o segmento

Clientes da EFI, procedentes de

No dia 30 de março, a Klabin Ir­

de embalagens

37 países, reuniram­se de 17 a 20 de janeiro no Hotel Wynn, auditório do Senai Barue­ em Las Vegas (EUA) para a EFI ri recebeu, no dia 6 de abril, Connect 2017, uma das confe­ profissionais para um debate rências de usuários mais anti­ sobre o segmento de emba­ gas e bem­ sucedidas do setor lagens no Brasil e no mundo. de impressão. Neste ano, a Con­ Na oportunidade, foram ana­ nect apresentou novos avanços lisados os números do merca­ tecnológicos da EFI, como a es­ do, as tendências do segmento treia da maior impressora de si­ e como as atuais tecnologias e nalização eletrônica da empresa as transformações da sociedade e novas impressoras LED e bo­ estão impactando e mudando bina a bobina. As impressoras conceitos atuais e futuros. Vutek 5r e 3r LED de produção Organizado e realizado pela bobina a bobina foram projeta­ APS Feiras e AN consulting, o das para serem tecnicamente as evento teve início, em vídeo, mais avançadas do setor. Com com Thayer Long, presidente velocidades de impressão de da as so cia ção representativa até 4.896 pés quadrados (apro­ dos fornecedores da indústria ximadamente 446 metros qua­ gráfica nos Estados Unidos, que drados) por hora em resoluções discorreu sobre a pesquisa pro­ de até 1.200 dpi, a Vutek 5r, de 5 movida pela entidade através

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metros, e a Vutek 3r, de 3 metros, prometem o máximo desempe­ nho, eficiência e qualidade. do Primir, organização dedica­ Para a produção de uma am­ da ao estudo do mercado grá­ pla va rie da de de itens de si­ fico com a finalidade de verifi­ nalização eletrônica, incluindo car e projetar o panorama da murais de parede, cortinas de indústria global de embalagens teatro e outras aplicações super­ impressas. Em seguida, Hamil­ grandes contínuas, foi lançada ton Terni Costa, diretor da AN­ na Connect a maior impressora consulting e representante da da EFI para essa finalidade, a Vu­ NPES no Brasil, mostrou os da­ tek FabriVu 520, de 5,20 metros. dos do estudo dando uma visão Além das novas impresso­ das embalagens impressas no ras, a EFI divulgou a versão 5 mundo e destacando a previ­ das ofertas do fluxo de traba­ são de crescimento de 5,2% do lho completo do Productivi­ segmento até 2020, em pesqui­ ty Suite, destacando também sa feita com 26 países, incluindo as tecnologias de última gera­ o Brasil (veja artigo à página 38). ção de produção de DFE (front­ O painel “Mercado brasileiro end digital) Fiery, que oferecem de embalagens impressas”, me­ alta qualidade e produtividade diado por Bruno Cialone, pre­ na impressão digital. sidente do Conselho Consulti­ www.efi.com vo da ABTG, teve a participação

de Sidney Anversa Victor, di­ So cie da de Bíblica do Brasil retor da Congraf e presidente (SBB) divulgou no dia 3 de janei­ da Abigraf­SP; Miguel Troccoli, ro que havia acabado de alcançar diretor da PTC e presidente da a marca de 150 milhões de Bíblias Abflexo; e Eduardo Chede, di­ e Novos Testamentos impressos retor da ArtPrint. Duas pales­ desde 1995, ano em que inaugu­ tras encerraram o seminário. rou a Gráfica da Bíblia, hoje um Aislan Baer, diretor da Projeto dos maiores complexos mundiais Pack, falou sobre “Como ajus­ dedicados à produção de Escritu­ tar­se ao mercado e as exigên­ ras. A Gráfica da Bíblia, com seus cias dos brand-owners”. Por sua 216 colaboradores, tem no domí­ vez, a presidente da Associação nio técnico da impressão e da en­ Brasileira de Embalagem (Abre), cadernação em papel fino um dos Gisela Schulzinger, discorreu seus principais diferenciais. sobre o tema “Novos tempos A organização brasileira é des­ exigem novas atitudes”. tacada pelas Sociedades Bíblicas O evento teve o apoio da Unidas (SBU) — aliança mun dial Abflexo/FTA–Brasil, Abigraf–SP, presente em mais de 200 países ABTG, Afeigraf, ConverExpo Latin e ter ritó rios e da qual a SBB faz America, ExpoPrint Latin Ame­ parte —, por estar na vanguar­ rica, ExpoPrint Digital e Senai. da da distribuição de Escrituras.

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mãos e Companhia (KIC), contro­ ladora da Klabin S.A., anunciou o executivo Cristiano Cardoso Teixeira como seu novo presidente, Somente em 2015, a SBB distribuiu em substituição a Fabio Schvarts­ 7,62 milhões de Bíblias, superando man, que ocupava o cargo há seis todos os outros países do mundo. anos e deixa a companhia para as­ De suas instalações saem exem­ sumir a presidência da Vale. Cris­ plares em português, inglês, fran­ tia no ingressou na companhia cês, árabe e até em ioruba, idioma em 2011 como diretor de Supply falado em países africanos. Do to­ Chain. Em 2015 assumiu o cargo tal produzido, cerca de 20% desti­ de diretor executivo das divisões na­se ao mercado externo, expor­ Papelão Ondulado, Sacos Indus­ tado para mais de cem países das triais e Papéis Sack Kraft, tendo Américas, África, Ásia e Europa. sido nomeado neste ano diretor Além disso, a SBB oferece Escri­ executivo de Conversões e Co­ turas para pessoas com deficiên­ mercial Papéis. Aos 43 anos, o exe­ cia visual e auditiva, crianças e jo­ cutivo, graduado em Administra­ vens, assim como aos enfermos, ção de Empresas, acumula mais aos encarcerados, imigrantes, fa­ de 20 anos de experiência, com mílias, estudantes, e também dis­ atuação em diferentes segmentos põe da Bíblia em formato digi­ da indústria, como embalagens, tal, como o aplicativo Bíblia Plus celulose e papel, florestal, madei­ e e­books variados. ra in dus trializada, não ferrosos, www.sbb.org.br cerâmico, óleo e gás.

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ENTREVISTA Por Tânia Galluzzi

Fotos: Patrícia Cruz/Sebrae-SP

Ivan Hussni

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“Não podemos baixar a guarda”

iretor do Sebrae-SP desde 2012, Ivan Hussni é empresário do setor de hotelaria e alimentação. Em mais de uma década de vida pública, teve forte atuação como líder empresarial: foi presidente da Associação Comercial de Rio Claro, vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de SP, chefe de gabinete

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da presidência da Associação Comercial de São Paulo. Também ocupou as Secretarias Municipais de Turismo, Desenvolvimento Econômico e de Governo de Rio Claro. Formado em administração pela PUC Campinas, Ivan tem especialização em Turismo e Meio Ambiente no Senac e pós-graduação em Gerente de Cidade na Faap. Nesta entrevista, o diretor do Sebrae fala do desempenho das micro e pequenas empresas e dos projetos voltados à indústria gráfica.


Em entrevista ao Estadão em fevereiro do ano faz mais importante ainda. O planejamento passado, o senhor afirmou, diante do resultado não é só essencial para a abertura do empreendo levantamento do próprio Sebrae-SP apontan- dimento, mas também para cada passo que a do queda de 14,3% no faturamento das micro e empresa pretende dar. Além disso, é preciso pequenas empresas paulistas em 2015, que 2016 ter um diferencial para se destacar da concorseria um ano de muita tensão, e que o sinal ama- rência. Também é vital ter um controle rigororelo estava aceso. Um ano depois, como o senhor so das finanças do negócio. É necessário reduavalia o cenário atual? Continuamos no amarelo? zir custos sem perder qualidade, buscar acordos mais favoráveis com Sim, con ti nua mos fornecedores, ne gono amarelo, mas com ciar prazos de pagauma nova perspectimento, trocar díviva. De acordo com os Estamos sempre em das mais caras por dois últimos levantadívidas menos onementos do Sebrae-SP, contato com a Abigraf rosas quando possío faturamento das discutindo as demandas vel, rever seu portmicro e pequenas emdo segmento e possíveis fó lio de produtos, presas paulistas meinvestir em mar kelhorou. Em dezembro parcerias para unirmos ting para deixar sua do ano passado, a alta esforços em prol do marca mais presente foi de 7,6% na compano mercado. Inovar ração com o mesmo desenvolvimento das é outro ponto- chave mês de 2015. Em jaMPEs da indústria gráfica. e não é ne ces sa rianeiro deste ano, o famente caro nem uma turamento aumentou exclusividade de em3,9% em relação a japresas grandes e com neiro de 2016. Ainda não podemos baixar a guarda. Temos que pla- muito capital. Empresas de qualquer porte ponejar sempre, atentos às novas tendências de dem inovar. Pode ser uma mudança de produmercado. Porém, dois meses de alta no fatura- to ou serviço ou mudança de processo, isto é, mento das micro e pequenas empresas após 23 mudanças na rotina da empresa capazes de meses de queda é um sinal positivo, sem dúvida. promover aprimoramentos. Pequenas providências podem ser muito benéficas para o negócio, basta ter um olhar atento para o mercado, Quais segmentos lideraram essa alta? Esse resultado positivo foi puxado pelo setor de os clientes e as tendências. serviços, que apresentou crescimento de 14,1% no faturamento sobre janeiro de 2016. Indús- Quando e por que o Sebrae-SP começou a se aprotria e comércio apresentaram recuo na mesma ximar do setor gráfico? Quais são as metas do Sebrae para a indústria gráfica? comparação de 6,2% e 2%, respectivamente. O Sebrae-SP começou a se aproximar por meio Como está o nível de confiança do micro e do da parceria na feira Escolar Office Brasil 2016, pequeno empreendedor? onde se firmou o projeto Papelaria Modelo No geral, ele está mais con fiante. A  parce- rea lizado com grande sucesso. la dos 46% que esperam melhora ou, pelo menos, estabilidade, é maior que a parcela dos Qual a sua avaliação dessa ação? 38% que falam em piora da situação. Com re- Participamos da Escolar Office com a Papelaria lação à economia, 50% creem em manutenção de Sucesso com o nosso corpo técnico rea lizando quadro atual e 34% vislumbram avanços do visitas guiadas com os visitantes pelo espanesse mesmo período. ço, orientando sobre os pontos de gestão fundamentais para quem já tem uma papelaria. Não existem fórmulas mágicas, mas que posturas O resultado foi bastante positivo com a passao pequeno empresário industrial pode adotar em gem de 1.300 visitantes em quatro dias de feimomentos de retração como o atual? ra. Além disso, mais de 400 pessoas assistiram Em qualquer tipo de negócio, o empresário deve nossas palestras. Na Feira do Empreendedor priorizar o planejamento. Na crise, planejar se 2017 montamos a Papelaria de Sucesso, que

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recebeu mais de 2.900 visitantes nos quatro dias capacitações para os associados da Abigraf obda feira, voltada para o público interessado em terem melhores resultados por meio de uma boa abrir uma papelaria ou até mesmo aquele que gestão do negócio online. já atua na área. Além do espaço, que também teve visitas guiadas para os empreendedores, Independente desses projetos especiais, como o foram entregues dois materiais aos clientes, a micro e o pequeno empresário gráfico podem se cartilha Aumente suas Vendas e o Guia de Inves- beneficiar dos serviços oferecidos pelo Sebrae-SP? timento. A cartilha, voltada para o mercado de Temos várias soluções voltadas para esse merpapela rias, foi desenvolvida em parceria com cado, desde diag nósticos, consultoria na ema Abigraf. Ela traz dicas para os empreende- presa, oficina de inovação, até melhoria do prodores, aponta dados do mercado e tendências. cesso produtivo e implantação de ferramentas O guia, produzido especialmente para a Feira de controle produtivo. do Empreendedor 2017, traz informações impor tantes sobre a infraestrutura ideal Temos várias soluções para montar uma voltadas para o papel a r ia, com capital de giro, micro e o pequeno dicas de mar keempresário gráfico, t i n g , s u ge st ão desde diagnósticos, de tíquete médio ideal, entre outras consultoria na empresa, informações.

oficina de inovação, até melhoria do processo produtivo e implantação de ferramentas de controle produtivo.

Haverá também uma ação conjunta Abigraf+Sebrae na feira Serigrafia Sign FutureTextil, em julho, correto? Do que se trata? Qual é o objetivo? Nosso escritório na região leste da capital está estruturando uma parceria envolvendo o Sebrae Móvel para atendimento e palestras de empreendedorismo, mercado e finanças durante a feira. Há outras atividades específicas programadas para o segmento gráfico? Sim, estamos sempre em contato com a Abigraf discutindo as demandas do segmento e possíveis parcerias para unirmos esforços em prol do desenvolvimento das MPEs da indústria gráfica. Atualmente estamos conversando para inserir os cursos EADs do Sebrae- SP no portal da Abigraf- SP e a capacitação das gráficas que desejam entrar no comércio eletrônico. O objetivo do projeto é oferecer

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PUBLIEDITORIAL

ALPHACOLOR E HP

dão novo passo em parceria HP Indigo 20000 reforça linha de produção de empresa referência em impressões de rótulos e embalagens. Alphacolor prevê aumento de impressões digitais A inovação e a busca incansável pela qualidade estão no DNA da Alphacolor. A empresa é referência no mercado gráfico de impressões de rótulos adesivos, etiquetas e embalagens flexíveis e só chegou a este nível de excelência porque não teve medo de abraçar o novo. Há 9 anos, a Alphacolor e a HP iniciaram uma parceria na impressão digital para ampliar o leque de opções de produtos oferecidos aos clientes. Tudo começou com um exemplar da HP Indigo 4500, que depois evoluiu para os modelos Indigo 6000, 6600 e 6800. O mais recente resultado dessa parceria é a chegada da impressora HP Indigo 20000 à linha de produção, no ano de 2016. A Alphacolor precisava otimizar a produção e diminuir os custos e o uso de recursos para o processo de impressão de rótulos personalizados, termoencolhíveis e embalagens flexíveis para as diferentes marcas que procuram seus serviços. A HP trouxe a solução. “A relação de quase uma década permitiu a indicação da HP 20000 para o desejo da Alphacolor em ampliar as suas

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impressões digitais ao menor custo possível”, explica Renato Barbieri, diretor de artes gráficas da HP. A impressora digital da HP permite oferecer rótulos flexíveis em alta resolução para atender as diferentes demandas dos clientes. Também trouxe mais flexibilidade para viabilizar qualquer tipo de pedido, independentemente do porte do cliente, da quantidade contratada ou das opções de cores.

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Além de tempo, qualidade e atendimento ao cliente, a Alphacolor teve ganhos de sustentabilidade. A impressora digital eliminou o uso de água e também o tempo gasto para a preparação. A HP ainda oferece apoio no descarte correto de resíduos com o programa de devolução de suprimentos. Além disso, a HP Indigo conta com materiais com vida útil mais longa, o que reduz a necessidade de substituições e desperdícios. O uso de mídia também é otimizado. A prensa foi projetada para minimizar o consumo de mídia e para imprimir apenas o que for necessário e quando for necessário.

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Dionísio Del Santo

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ARTE 1

Mundos fantásticos

O

s donos da terra, os ín­d ios botocu­ dos, foram dizimados pelos conquista­ dores portugueses que deram ao lugar o nome de Arraial da Barra de San­ ta Maria. Mais tarde, surgiu o muni­ cípio de Colatina, ali bem no centro geo­g rá­f i­ co do Estado do Espírito Santo, às margens do caudaloso Rio Doce. No pe­r ío­do entre as duas grandes guerras mundiais, imigrantes ita­lia­ nos e alemães chegaram promovendo o desen­ volvimento da lavoura de café e, mais tarde, na cria­ção de gado bovino. Dio­n í­sio Del Santo veio ao mundo em 1º de janeiro de 1925, no auge do progresso da ci­ dade. Por falta de condições locais, vai estu­ dar no Seminário São Francisco de Assis, em Santa Teresa, na mesma re­g ião do Estado. Aos 15 anos faz seus primeiros desenhos. Uns cin­ co anos depois, segue para o Rio de Janeiro para estudar pintura na As­so­cia­ção Brasileira de Desenho (ABD), com aulas de modelo-​­v ivo e teo­r ia das cores.

Boa parte de sua obra lembra um quebra-​ ­cabeça, montado em formas geométricas distribuídas de maneira precisa no espaço. As cores, bem dosadas, são contrastantes. O que poderia ser algo frio, tem a emoção do processo criativo na construção de sonhos. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA)

1 Símbolos Cosmológicos, óleo sobre tela, 50 × 70 cm, 1983 2 Fragmentos Rítmicos, óleo sobre tela, 80 × 80 cm, 1997

2

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3

4

3 Mulher sentada, óleo sobre tela, 150 × 85 cm, 1985 4 Mulher a Cavalo, óleo sobre tela, 76 × 56 cm, 1979

Para sobreviver, atua em publicidade e artes gráficas. Nessa época, descobre o Concretismo, mas não entra no acalorado debate do Neo­con­ cre­tis­mo. Desenvolve um cuidadoso trabalho na técnica de gravura, notadamente xilo e serigra­ fia. Produz guaches com as temáticas figurati­ va e geo­mé­tri­ca. Acontece sua primeira exposi­ ção in­di­vi­dual na Galeria Relevo, em 1965, então um badalado ponto cultural ca­r io­ca. A SERIGRAFIA

É na serigrafia que seu processo cria­ti­vo evolui e começa a ser reconhecida pela crítica e pelo público. As obras, algumas abstratas, conquis­ tam prê­mios e integram acervos públicos e par­ ticulares. Em 1967, na 9ª Bie­nal In­ter­na­cio­nal

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de São Paulo, recebe o Prêmio de Aquisição. Vie­ ram outras láu­reas, entre as quais o Prêmio de Melhor Exposição de Gravuras, em 1975, da As­ so­cia­ção Paulista dos Críticos de Arte (APCA), também na capital paulista. Nos anos 1970, Del Santo faz experimen­ tos na Arte Cinética. Seus estudos geo­mé­t ri­ cos que se originaram no Concretismo, estabe­ lecem uma ruptura com o estático pretendendo uma transformação não apenas representada, como de fato caracterizando movimento. Esse tipo de cria­ção teve origem na França, em mea­ dos da década de 1950, com uma inovadora ex­ posição, intitulada “Le Mouvement”, na Ga­ leria Denise René, em Paris. Foram expostas obras de Calder, Duchamp, Tinguely, Palatinik e Klein, entre outros. Del Santo, muito tempo depois, encantou-​­se com essa ideia. Para ele, algo que surge de uma ciên­cia exata, a Física, para dar vida à obra e ge­ rar sensações no público com a dinâmica funda­ mentando a estruturação do trabalho. O artista capixaba cria a série “Cor­déis”, na qual a cinética se faz presente nas cordas inseridas na superfí­ cie das telas, o relevo sobre a pintura. Explora o espaço com grande elegância e qualidade, de­ finindo linhas para o cheio e o vazio, o positi­ vo e o negativo. Propõe uma via­gem a mundos fantásticos como enigmáticos puzzles. Se­r iam as ondas na correnteza das águas do Rio Doce em Colatina ou as frenéticas asas dos beija-​­f lores de Santa Tereza que, guarda­ dos na bagagem da alma, inspiraram e provo­ caram Del Santo? Ninguém sabe. Mas, é certo, 


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5 Fragmentos Rítmicos, óleo sobre tela, 100 × 100 cm, 1997 6 Menino e Gato, óleo sobre tela, 50 × 65 cm, 1967

seu trabalho delicado e preciso, sempre sob pura emoção o tornou um dos mais respeitados seri­ grafistas do Brasil. A incansável busca de apri­ moramento técnico, a pesquisa constante no uso da cor, a extrapolação dos limites da forma o fizeram um reconhecido mestre. O MÁGICO ARTESÃO

Del Santo lecionou no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e na Escola de Ar­ tes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), também no Rio. Pode-​­se afirmar que foi inimi­ tável, descobridor de uma linguagem inédita, pes­soal e livre. Capaz de mesclar o figurativo com o geo­mé­tri­co em perfeita harmonia, trans­ parecendo es­pe­cial abstração. Capaz de um má­ gico domínio das tonalidades, gerando volumes e despertando movimentos. 6

REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFICA • ANO X LII • MAR ÇO/AB

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RIL 2017 • Nº 2 8 8

REVISTA ABIGRA F

288 MARÇO /ABRIL

2017

ARTE & IN DÚSTRI

ENTREVIST A COM DIRETOR DO SEBRAE-SP IVAN HUSS NI

UMA GRANDE O FIM DO CON CONQUISTA TRIBUTÁRIO FLITO ICMS x ISSQ N

OS BONS VENT DO SEGMENTO OS COMUNICAÇÃODE VISU

AL

Capa

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Dionísio Del Santo, Músicos, óleo sobre tela, 85 × 115 cm, 1985 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2017

Muitas vezes, ao nos determos frente a um quadro de Del Santo, surge a sensação de que há, no artista, algo de crian­ça. Um certo primi­ tivismo de artesão aparece, seja na pintura, no desenho ou na serigrafia. Não importa a técnica escolhida para revelar sua alma cria­ti­va, re­vo­lu­ cio­ná­ria e bem humorada. Mas, com certeza, sem­ pre trazendo um resultado maduro, consistente. Interessante observar que, mesmo sem con­ tato mais próximo com o ex­te­rior, notadamente na Europa, Del Santo estava conectado — embo­ ra jamais dependente —, com o que se pratica­ va em muitos paí­ses à mesma época em que, no Brasil, ele rea­l i­za­va sua obra. Entre os anos 1940 e 1970, as escolas concretista, neo­con­cre­ tis­ta e abstrata in­f luen­cia­ram, ou pelo menos incomodaram, quase todos os artistas e críticos. O interesse construtivo desse tempo foi de­ terminante para o avanço da gravura. O geo­mé­ tri­co apareceu, fez sucesso e se eternizou. Dio­ní­ sio Del Santo talvez seja o brasileiro que melhor entendeu e explorou tudo isso. E com seu jeito pe­cu­liar, se divertindo com o desafio do espaço, traçando linhas, colorindo volumes, exploran­ do a luz. Enfim, fazendo da arte um jogo ótico que, embora pareça inocente, tem a malícia de questionar sua utilidade. O artista morreu em 20 de janeiro de 1999, poucos dias antes de com­ pletar 64 anos, deixando uma grande produção de desenhos, telas, gravuras, guaches. O que­ bra-​­cabeça de sua vida chegara ao fim, mas sua obra segue de­sa­f ian­do o público e a crítica.


O momento é de fortalecimento do setor gráfico *Danilo Dementev Alves

V

ivemos um tempo de crise financeira e muitas incertezas. Um dos segmentos mais questionados dos últimos anos, o mercado gráfico, necessita de uma ampla discussão sobre a situação da indústria desse setor em nosso país. Neste meu primeiro ano na presidência da Heidelberg do Brasil, pude perceber que a Abigraf Nacional e suas coirmãs estaduais, numa ação conjunta e dirigida especificamente ao fortalecimento do mercado gráfico do País, têm um desempenho fundamental para o fortalecimento do setor. Além disso, é importante que as gráficas promovam a atualização tecnológica e de gestão. Nesse sentido, no final do ano passado, durante um evento da Abigraf Nacional, tive a oportunidade de apresentar a nova filosofia da Heidelberg e como podemos contribuir sendo um provedor de soluções e não mais um provedor de equipamentos ou peças e serviços. Essa é a grande mudança desses últimos anos, a indústria gráfica está passando por uma revolução e temos de estar presentes neste momento crucial. Hoje, as três áreas de negócios da companhia — equipamentos; serviços e peças; e consumíveis — estão num equilíbrio positivo, mostrando o sucesso da nossa opção de sermos um parceiro confiável durante todo o processo de produção de um impresso. Quando assumi a presidência da Heidelberg a empresa já passava por um redirecionamento de mercado, com a revisão de todos os procedimentos internos; como nos enxergávamos e, principalmente, como o mercado nos percebia. Foi criada uma nova estratégia de marketing global, começando pelo logotipo da Heidelberg, onde “H” ganhou cores: azul, amarelo e verde, cada cor referindo-se a uma área do negócio, mostrando a integração e harmonia entre todas as nossas vertentes. Nosso novo slogan, “nós somos mais do que máquinas”, deixa claro ao cliente e ao mercado o novo posicionamento: não queremos ser apenas um fornecedor de equipamentos, um provedor de serviços, um provedor de consumíveis. Queremos entender a sua indústria, o seu processo e aumentar sua produtividade e lucratividade.

Percentual de vendas Heidelberg do Brasil Últimos 5 anos fiscais 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% AF12

AF13

AF14

■ Consumíveis ■ Serviços

AF15

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■ Equipamentos

Tempos de crise significam redução de custos, mas algumas empresas ainda carregam a mentalidade de que se produzirem mais lentamente o equipamento não se desgastará e o custo será menor. Esse é um grande engano, porque na realidade sua disponibilidade não vai aumentar, os problemas vão se agravar, vai haver um overtime, ou seja, gastar mais tempo para fazer a mesma tarefa. Uma das abordagens que utilizamos, como parceiros, é mostrar como otimizar processos e tempos de set-up de nossos equipamentos e fazer com que o retorno do investimento seja o mais breve possível. Mostrar ao gráfico que, se investir em tecnologia, em produtividade, ele se torna mais competitivo. E mais, vai ter condições de buscar novos nichos e oportunidades, porque se ele está confortável com o que produz hoje, não significa necessariamente ser competitivo. Nesse momento, para aumentar sua produtividade e seus lucros, oferecemos a nova Heidelberg. *Danilo Dementev Alves é presidente da Heidelberg do Brasil


COMUNICAÇÃO VISUAL Texto: Tânia Galluzzi

Em busca de novas oportunidades, setor gráfico ajusta seu foco na impressão em grandes formatos visando atingir o mercado de comunicação visual.

O

s sinais do interesse da indústria gráfica pelo mercado de comunicação vi sual estão por toda a parte. A começar pelos resultados da ExpoPrint Digital/Fespa Brasil 2017. Essa tendência fica mais evidente no âmbito mundial, principalmente pela profusão de pesquisas que a comprovam, algo praticamente inexistente no Brasil em se tratando do segmento de sinalização e comunicação visual. O 4º relatório Drupa Global Trends, análise da Messe Düsseldorf divulgada em março, sinaliza a corrida das gráficas comerciais, afetadas pelas mídias digitais, por novas fontes de receita em serviços de maior valor agregado. “Com os dados acumulados em quatro anos, é possível indicar que não existem sinais de crescimento [no segmento comercial], com a notável exceção da impressão de grande

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formato, com elevação de 37% em 2013 para 50% em 2016”, assinala a Drupa Global Trends. Corrobora com esse indicativo o resultado da pesquisa da norte-americana In-Plant Printing & Mailing As so ciation (IPMA ) rea li zada em meados de 2016 em parceria com o site WhatTheyThink. Nela, três itens relacionados ao grande formato aparecem entre as dez melhores oportunidades de negócio para os próximos 18 meses segundo as gráficas pesquisadas. Produtos em grande formato são apontados como a melhor oportunidade, com 36%; sinalização figura em quinto lugar, com 18%, e materiais promocionais diferenciados em décimo, com 9%. Se Eden Ferraz, diretor financeiro e um dos sócios da P+E, tivesse participado dessa pesquisa certamente teria engrossado a fileira dos que acreditam no potencial da comunicação visual.


Criada em São Paulo em 2010 para atender o mercado promocional, a P+E está desde o final do ano passado com uma nova unidade voltada para a sinalização. O empresário conta que a diversificação foi impul sionada pelos próprios clientes. “Compramos uma mesa de corte da Esko, pensando em cortes especiais em papel, e os clientes começaram a questionar por que não aproveitávamos os recursos do equipamento para fazer materiais para sinalização.” Atendendo a pedidos, foi montada uma estrutura num espaço próximo à sede da gráfica, que já conta com a tecnologia de impressão digital UV com tintas látex da HP. O alvo é a produção de materiais de alta qualidade para ambientes internos e externos.

Todos querem o PDV O ponto de venda é hoje o espaço mais

Caminho semelhante foi trilhado pela Pigma. Com 27 anos de estrada, há quatro anos, com o objetivo de oferecer um pacote completo ao cliente promocional, incorporou a comunicação visual. Em 2015, 10% da receita da Pigma vinha desse mercado, 20% da impressão digital sob demanda e 70% da divisão offset. Hoje a fatia da comunicação visual aumentou ligeiramente. A participação das peças promocionais e editoriais caiu para 65% e o peso de banners, adesivos, lonas e painéis subiu para 15%. Aos olhos de Flávio Medeiros, um dos diretores da gráfica paulista, trata-se do campo com maior potencial, inclusive motivando novos

disputado no universo da comunicação visual. É dentro dele que marcas e produtos travam a batalha pela atenção do consumidor e a lista de impressos que um PDV comporta é longa e cheia de estrangeirismos. Estamos falando de displays, totens, wobblers, stoppers, faixas de gôndola, móbiles, adesivos de piso e vitrine, entre tantos outros. E o investimento das redes de varejo segue massivo. “A comunicação visual no ponto de venda é fundamental. Por mais que tenhamos campanhas na grande mídia, é no ponto de venda que acontece a compra por impulso”, comenta Luciane Gomes, gerente de Marketing e Trade da Giraffas, uma das maiores redes de fast-food do País, com 415 unidades pelo Brasil. Além de ações pontuais seguindo o calendário do varejo, a Giraffas troca duas vezes por ano todo o material de PDV , que eles chamam de enxoval. Não só o layout é alterado em função da entrada de novos

produtos. As próprias peças sofrem mudanças, a partir do desempenho de cada uma, medido constantemente. “Elas fazem muita diferença nas vendas”, diz Luciane. Exemplo recente é o topo de monitor divulgando uma sobremesa que não está no cardápio. “Está funcionando superbem, o que significa que esse é um ponto quente que podemos explorar mais.” Nas últimas duas trocas de enxoval a rede manteve o mesmo investimento. Mas a gerente de marketing afirma que o investimento deve aumentar à medida que a economia se aquecer. “Embora como franqueador não tenhamos aumentado a aplicação de recursos na comunicação nos pontos de venda, estamos incentivando os franqueados a complementarem o material de divulgação.” Segundo a executiva, com a retomada do consumo a rede pretende não só ampliar o investimento nas lojas, como também aproveitar outros espaços, sobretudos nas unidades dentro de shoppings.

investimentos. “Para 2018 estamos pensando em investir em offset com secagem UV para a produção, entre outros itens, de placas de identificação”, afirma o empresário. SOB PRESSÃO

Depois de também distribuir os ovos em várias cestas, em 2013 a Neoband|w escolheu o campo confiando no seu taco para responder

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às demandas em comunicação visual. No final de 2012 a empresa abandonou a estratégia de diversificação iniciada em 2009, optando por investir tudo no negócio de maior faturamento e melhor rentabilidade, a impressão em grandes formatos, então responsável por 58% da receita. Para tanto, partiu em busca de um parceiro capaz de fortalecer a posição da Neoband nesse segmento, papel preenchido pelo Grupo WK ,

Treinamento O

utro fator vem aproximando as gráficas comerciais do segmento de comunicação visual, além da necessidade de encontrar caminhos mais rentáveis. A evolução tecnológica. De acordo com Eduar do Franco, diretor do Grupo Arte Visão, nos últimos anos boa parte das empresas que já atuavam na área migrou da serigrafia para a impressão digital, tecnologia com a qual as gráficas já estão familiarizadas. A preparação da mão de obra é, inclusive, um dos principais focos do Grupo Setorial de Comunicação Visual da Abigraf- SP ,

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liderado por Eduardo. “Estamos articulando com o Senai a possibilidade de a instituição oferecer algum tipo de treinamento nessa área.” Apesar do agravamento da crise, o empresário comenta que o mercado de comunicação visual se manteve estável no ano passado. “Estamos apostando em 2017. Os clientes começam a se movimentar, sinalizando um ano positivo para o setor.”

focado em comunicação visual e impressão digital, do qual a Neoband assumiu o parque fabril e a carteira de clientes. Entre 2013 e 2016, o faturamento do que era a unidade de sinalização cresceu 55%. “Se compararmos a receita total da Neoband em 2013, somando a divisão gráfica e a de sinalização, com o faturamento atual, o crescimento foi de 20%”, afirma Arnaldo Peres Junior, diretor comercial. A nova configuração deu à empresa de São Paulo musculatura para atender as grandes redes de varejo e para brigar num mercado em que cada segundo conta. Os prazos para a execução das peças são curtíssimos e não há margem de erro. “Recentemente um cliente veio aprovar um trabalho, sendo que o arquivo ainda nem tinha sido enviado. A concorrência no varejo é muito forte e leva vantagem quem consegue colocar primeiro a campanha no ponto de venda.” Sem considerar a jornada em três turnos e a capacidade produtiva, é preciso contar também com uma boa estrutura de montagem e acabamento, com recursos específicos para os materiais de sinalização, incluindo até marcenaria. Mas para o diretor comercial da Neoband|w o fator humano é o quesito mais importante. Trabalhando sob pressão, a equipe comercial e de atendimento tem de saber ava liar cada trabalho, confrontando as exigências do cliente com a capacidade produtiva da empresa. “A habilidade do profissional é fundamental para minimizar os riscos.” A responsabilidade das equipes não está atrelada somente aos prazos e à rentabilidade de cada trabalho, mas em garantir a performance do produto após a sua instalação. Arnaldo cita o exemplo de lonas promocionais e de sinalização usadas num GP de Fórmula 1, que em nenhuma hipótese podem rasgar, indo parar no meio da pista. E aqui chegamos numa das novas vertentes da comunicação visual: a exploração do mobi liário urbano, que vai desde os pontos de ônibus e relógios até os espaços no Metrô. Arnaldo explica que se trata de uma mídia quase sem concorrência, sobretudo em São Paulo pós-Lei Cidade Limpa. Ele elenca ainda os espaços dentro dos shoppings, como a decoração de escadas e elevadores, como uma alternativa que vem sendo abraçada pelos clientes, afora os próprios outdoors, que continuam fortes nas outras cidades.


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FEIRA

Recorde de público marca Fespa Brasil 2017 / ExpoPrint Digital Direcionado aos segmentos de impressão digital e comunicação visual, o evento aconteceu entre os dias 15 e 18 de março no Expo Center Norte, em São Paulo. Texto: Tânia Galluzzi

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omo primeiro evento do ano, a expectativa era grande. Mais do que isso, a feira seria uma boa oportunidade para comprovar se os sinais de que a economia começa a se recuperar são efetivos. E para o alívio geral, os números mostram que sim. Um novo ânimo foi sentido na ExpoPrint Digital/Fespa Brasil 2017. A feira registrou quebra de recorde em visitação. Foram 15.154 visitantes únicos, superando as três edições anteriores da feira no País: em 2016, 12.816 pessoas estiveram na

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mostra; no ano anterior, 14.236; e em 2013, 13.184 profissionais participaram do evento. A soma dos expositores, porém, caiu: 82 neste ano, contra 100 em 2016. Entre os expositores ouvidos pela Revista Abigraf, o clima era de otimismo. Alguns relataram que logo entre o segundo e terceiro dia já haviam batido a meta prevista para toda a feira. A Xerox é um bom exemplo. Em meados da quinta-feira a empresa anunciou que em apenas três horas de feira já havia vendido uma iGen 150, impressora digital colorida voltada para os mercados editorial, promocional e de fotolivros. A máquina foi adquirida pela carioca Pixel House, especializada em fotografia digital. “A ExpoPrint Digital/Fespa Brasil foi um sucesso. Foram quatro dias de corredores lotados, com profissionais vindos de todos os estados. Estamos com a missão cumprida”, comemorou Alexandre Keese, diretor da Fespa Brasil. Eduardo Sousa,

presidente da Afeigraf, rea lizadora da ExpoPrint Digital, afirmou que na feira foi vista a busca por novas soluções, ideias e conceitos que serão integrados nos parques gráficos do Brasil. “Caravanas com empresários vieram de todas as partes do País e isso prova que a confiança está em alta e os investimentos voltaram.” Em sua segunda participação na feira, a Convertech, especia lizada em mídias para impressão digital, alcançou bons resultados. A empresa levou para o evento a proposta de mostrar novas aplicações para seus produtos, com soluções aliando sofisticação e custos competitivos. “Está sendo proveitosa a nossa presença. As pessoas estão buscando coisas diferentes, e é justamente o que estamos mostrando”, comentou Mara Rubia da Silva, diretora da empresa. Atuando no mesmo nicho de mercado, a Sansuy também se mostrou satisfeita com o evento. A ExpoPrint Digital/


Fespa Brasil representou o retorno da empresa às feiras depois de um longo pe­r ío­do de ausência. “A feira foi uma grata surpresa, principalmente pela qualidade do público”, afirmou Rogério Otsuka, gerente de produto. A marca esteve presente com a linha Sanlux de lonas para comunicação vi­sual. Esta edição da feira contou pela primeira vez com a participação da DuPont. O principal objetivo foi apresentar o Tyvek ao setor gráfico e de sinalização. “A feira esteve bem movimentada, muita gráfica buscando inovação, e foi o que nós trouxemos para o mercado: inovação com o substrato para impressão Tyvek”, disse Marina Valente, gerente de contas Tyvek no Brasil. Entre as vantagens do produto, a executiva destacou a versatilidade do ma­te­r ial, que pode substituir o papel e o plástico na produção dos mais va­r ia­dos produtos gráficos, desde banners e cartazes até livros e manuais, podendo ser impresso em offset, flexografia, rotogravura, serigrafia e até termotransferência. totalmente

reciclável, o Tyvek é um não-​­tecido produzido com fibras de po­l ie­ti­le­no de alta densidade, com estrutura 50% mais leve que o papel e 400% mais leve que a lona. Ainda na sea­ra dos substratos, a Serilon, nome forte na distribuição de produtos para comunicação vi­sual, priorizou a família de vinis autoadesivos da Starpac, que pertence ao grupo Serilon. “Decidimos participar aos 48 minutos do segundo tempo”, brincou Fábio Cestari, gerente re­g io­nal da

Serilon, “e mesmo com uma estrutura simples está valendo muito a pena. A maioria dos profissionais que têm passado aqui são formadores de opi­nião, que vêm para falar de ne­gó­cios.” Acreditando na recuperação da economia, o executivo afirmou sentir maior con­f ian­ça no mercado. “Alguns clien­tes já estão fazendo estoques.” Sidnei Marques, diretor de operações da Ampla, fabricante na­cio­nal de impressoras de grande formato, também assinalou a retomadas dos investimentos. “Na edição do ano passado não fechamos ne­gó­cios na feira e até agora já temos três intenções bem encaminhadas”, comentou o diretor no dia 17. A próxima edição da ExpoPrint Digital/Fespa Brasil está marcada para o mês de março de 2019, novamente na cidade de São Paulo. Em 2018 será a vez da ExpoPrint Latin America, de 20 a 24 de março nos Pavilhões Azul e Branco do Expo Center Norte. A feira tem rea­li­za­ção da Afeigraf e ocorrerá paralelamente à Conver­ Expo, feira do setor de conversão digital promovida pela Abflexo/FTA‑Brasil. março /abril 2017  REVISTA ABIGR AF

29


CONTRATAÇÃO

KBA do Brasil inicia nova fase

D

epois de  anos de Heidelberg, os dois últimos cuidando dos projetos digitais da fabricante alemã, e mais três anos na HP Indigo, Paulo Faria acaba de aceitar seu maior desafio profissional: comandar as operações da KBA do Brasil. No cargo desde o dia 27 de março, o executivo, formado em Engenharia Mecânica e especia li zação em Marketing, tem como missão primeira incrementar as equipes de suporte técnico e vendas para atender e manter fiel a base já instalada, sobretudo na seara da embalagem, trazer a KBA de volta ao jogo no cenário comercial e dar os primeiros passos no mundo digital. “Estou muito confiante, principalmente pelo retorno que estou tendo dos clientes.” O entusiasmo está também calcado em números. Em setembro a Koenig & Bauer completa 200 anos. É o mais antigo fabricante de impressoras offset do mundo. E a empresa tem mais do que a longevidade para comemorar. Nos últimos 18 meses viu o valor de suas ações subir de 9 para 54 euros. O crescimento do faturamento foi acompanhado pelo aumento das margens. O lucro bruto subiu de 27% em 2014 para 29,7% em 2016, com o resultado antes de juros e impostos (Ebit) saltando de 5,5 milhões de euros há três anos para 81 milhões em 2016, quando a KBA registrou receita de 1,1 bilhão de euros. No mesmo período, a empresa atingiu 25% de participação no mercado mundial de offset planas, 45% no segmento de máquinas para impressão de embalagens (cartuchos) e 60% de market share em sistemas com formato gigante, acima do B1 (707 mm × 1.000 mm).

DOMÍNIO NA ÁREA DE EMBALAGEM

Segundo Paulo Faria, a despeito da dureza da crise, a KBA ampliou sua presença no Brasil. “De cada 10 máquinas vendidas nos últimos dois anos para o mercado de embalagem, sete levam a marca KBA . Estamos investindo e contratando, reforçando as equipes para estarmos ainda mais disponíveis para os clientes.” Com posição consolidada nessa área, a KBA do Brasil olha para o segmento comercial. O diretor aposta na recuperação dos mercados editorial e promocional e quer estar pronto para tal, assim como vai preparar o terreno para o início das vendas da KBA VariJet 106. Lançada na Drupa 2016 e em fase de teste, a máquina é a porta de entrada da KBA no mundo digital. Desenvolvida em parceria com a Xerox, o modelo traz sistema híbrido (offset + inkjet) com foco na produção de cartuchos em pequenas tiragens. Outra novidade para esse mesmo universo vem da Espanha. Em julho de 2016 a KBA concluiu a compra da Iberica, fabricante de sistemas de corte e vinco, ampliando seu poder de fogo no campo das embalagens. KBA www.kba.com

Foto: Álvaro Motta

Paulo Faria assume a direção geral da subsidiária com o compromisso de consolidar a marca no segmento de embalagem, fortalecê-la no mercado comercial e iniciá-la no digital.

30 REVISTA ABIGR AF

março /abril 2017


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ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

SONDAGEM DA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA

Pouco a pouco volta a confiança

A consulta desenvolvida pela Abigraf nos três primeiros meses do ano mostra uma pequena, mas animadora, evolução no grau de confiança do empresário gráfico nacional, antevendo uma gradual melhora no panorama do mercado.

I

ndicando algum otimismo dos empresários, ainda que modesto, o Índice de Confiança (IC) do Empresário da Indústria Gráfica Brasileira atingiu, no primeiro trimestre de 2017, a marca de 51,6 pontos, em uma escala de 0 a 100. Apesar de o otimismo não estar tão disseminado, a melhora do IC é bem-vinda, tendo em vista a queda observada no trimestre anterior. O IC avançou 3,3 pontos em relação ao quarto trimestre de 2016, com recuo de 1,0 ponto no Índice de Situação Atual (45,8 pontos) e aumento de 7,6 pontos do Índice de Expectativas (57,4 pontos). Isso significa que o empresário gráfico está mais confiante no futuro, provavelmente por conta dos acertos na política econômica do governo, que se manifestam em inflação baixa e redução da taxa de juros do Banco Central, mas ainda não vê melhora no seu negócio. No recorte por porte de empresas (Tabela ), o microempresário segue pessimista, ainda que com alguma melhora na margem. Embora a componente expectativas esteja em linha com os demais portes, a percepção em relação

à situação atual continua abaixo da linha de 50 pontos. A confiança das empresas de médio e grande porte também subiu em relação ao trimestre anterior, registrando valores sensivelmente acima da linha neutra de 50 pontos. Esse é um bom resultado, pois o grupo tem maior participação na produção do setor, ainda que seja menos numeroso. PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS

Este é um tema importante para a maioria das empresas, sendo que 55% dos empre sários costumam ava liar a produtividade de seus TABELA 1 – IC POR PORTE DE EMPRESA (0–100) IC ATUAL

IC EXPECTATIVA

IC

Micro

41,3

55,8

48,5

Pequena

46,8

56,8

51,8

Média

50,0

59,3

54,6

Grande

55,8

63,5

59,6

IC

45,8

57,4

51,6

PORTE

ÍNDICE DE CONFIANÇA (0–100) 60

55

50

45

40

35

30 2T14

3T14

4T14

1T15

■ Situação atual Elaboração: Decon/Abigraf

32 REVISTA ABIGR AF

março /abril 2017

2T15

3T15

■ Expectativas

4T15

1T16

■ IC (média)

2T16

3T16

■ Média histórica

4T16

1T17


TABELA 2 – QUAIS OS TRÊS PRINCIPAIS FATORES QUE IMPACTAM NEGATIVAMENTE A PRODUTIVIDADE DE SUA EMPRESA? PORCENTAGEM DE RESPOSTAS

Fatores Estruturais

Gestão

1

2

3

Qualidade de mão de obra

26%

14%

 7%

Complexidade tributária

22%

13%

 8%

Escala/volume de produção

11%

 8%

12%

Qualidade e atualização tecnológica dos equipamentos utilizados na empresa

10%

10%

11%

Infraestrutura de transporte

 2%

 1%

 4%

Qualidade dos insumos e matérias-​­primas

 8%

10%

 8%

Desperdício

 6%

 8%

 9%

Métodos de gestão

 5%

 7%

 7%

Desempenho dos fornecedores (prazo, confiabilidade etc.)

 3%

 8%

10%

Qualidade do fornecimento de energia

 3%

 3%

 2%

NR 12

 2%

 3%

 5%

Processos

 1%

 7%

 8%

Serviços utilizados pela empresa (manutenção, assistência técnica, informática etc.)

 1%

 5%

 7%

Qualidade dos serviços de telecomunicações

 1%

 3%

 2%

TABELA 3 – HÁ OUTROS ELEMENTOS RELEVANTES IMPACTANDO A PRODUTIVIDADE DE SUA EMPRESA? SE SIM, QUAIS? Conjuntura econômica

27%

Concorrência desleal

17%

Juros/ falta de crédito/ dificuldade de financiamento

15%

Custos de produção

10%

Demanda

 6%

Inadimplência

 6%

Burocracia

 6%

Mercado de trabalho

 4%

Passivo trabalhista

 4%

Licitações do governo

 4%

TABELA 4 – EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO, QUAL A PERSPECTIVA PARA 2017? Aumentar bastante

 3%

Aumentar

47%

Manter

39%

Diminuir

 9%

Diminuir bastante

 2%

trabalhadores por meio de indicadores mensuráveis. Indicadores de produtividade podem ser uma importante ferramenta para identificar problemas no processo produtivo. Os principais fatores que afetam negativamente a produtividade das empresas são decorrentes de fatores estruturais, que não estão sob o seu controle, como a qualidade da mão de obra e a complexidade tributária (Tabela 2). Este último é um item que penaliza bastante o Brasil nos rankings de competitividade mun­dial.

O empresário, enfrentando o am­bien­te de ne­gó­cios hostil, acaba comprometendo a gestão de sua empresa, e tem nos problemas com desperdício e métodos de gestão os fatores que mais impactam sua produtividade. Este reconhecimento é importante. É o primeiro passo para a correção de rumos. Além dos itens citados an­t e­r ior ­m en­t e, 24% dos em­pre­sá­r ios elencaram outros fatores que também con­tri­buem para a redução da produtividade. Os mais citados foram o quadro conjuntural, que engloba a insatisfação com a si­t ua­ç ão político-​­econômica do País, e a concorrência des­leal. Ques­tões ligadas ao fi­n an­c ia­men­to/concessão de crédito são pouco citadas, o que é um bom resultado (Tabela 3). Mostra que poucas empresas estão produzindo menos do que gos­ ta­r iam por conta de questões financeiras. O resultado vai ao encontro da sondagem rea­l i­za­da no último trimestre de 2016 abordando a si­tua­ ção financeira das empresas, quando 40% dos em­pre­sá­r ios gráficos disseram que o acesso ao crédito por parte de sua empresa está normal. O empresário gráfico está otimista quanto à produção para 2017. Para 50% a expectativa é de que haverá aumento na produção (Tabela 4). No quarto trimestre de 2015 essa parcela representava apenas 31% do total. Enfim, o quadro econômico é ainda frágil, es­pe­cial­men­te para as mi­croem­pre­sas, mas já há sinais de melhora ainda que tê­nues. Enquanto isso, o empresário se mostra mais con­f ian­ te no futuro. Ava­lia­mos que este quadro mais benigno irá se consolidar ao longo do ano, conforme o efeito do relaxamento monetário se ma­te­r ia­l i­zar na atividade econômica.

33 março /abril 2017  REVISTA ABIGR AF


DISTRIBUIDORA

Antalis reforça área comercial

Não basta ter produtos de qualidade, onde e quando o cliente precisar. Em tempos bicudos, o que vale é estar ao seu lado, envolvendo-se no processo produtivo para ajudá-lo a obter os melhores resultados.

“Q

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REVISTA ABIGR AF

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SUPORTE DO E-COMMERCE

Fotos: Álvaro Motta

ue re mos expandir nossa presença geográ fica e ser reconhecidos pelo valor agregado, com alto nível de serviços no mercado gráfico, amplo portfólio de produtos e capacidade para desenhar soluções integradas para nossos clientes.” Assim Jesus Quintero, diretor geral da Antalis Brasil, define os objetivos da empresa para 2017. E para chegar a isso, a Antalis conta agora com a ex periência de Daniel Eraldo, que assumiu a gerência comercial no dia 1º de fevereiro. Técnico gráfico formado em Administração, com pós-graduação em Gestão Empresa rial e Inovação Tecnológica, Da niel Eraldo, entre outras funções, trabalhou por 16 anos na Kodak e mais quatro na Zanatto Soluções Gráficas. Sua missão no curto prazo é reorganizar a equipe de vendas, preparando-a para caminhar com desenvoltura pelos quatro segmentos de atuação da Antalis hoje: papéis, insumos gráficos, substratos para comunicação visual e embalagens de proteção. Além de ser capaz de detectar oportunidades para vendas complementares, o time comercial deve atuar como consultor, entendendo o negócio do cliente e indicando produtos que possam torná-lo mais rentável. Três frentes compõem a força de vendas: telemarketing, vendedores externos e representantes em outros Estados. Somando o pessoal do marketing, são 42 profissionais focados nas necessidades do mercado. Atualmente, papéis e insumos gráficos correspondem a 65% da receita da distribuidora e a meta é crescer em papéis especiais, sobretudo com a geração de demanda, e na seara da comunicação visual, que contribui com 25% do faturamento. Os planos incluem ainda o incremento na área de embalagens de proteção, pouco explorada pela Antalis. Descolada do universo

Jesus Quintero, diretor geral

Daniel Eraldo, gerente comercial

da impressão, o campo engloba itens usados pela indústria e pelo varejo, principalmente no comércio eletrônico, para proteger e preencher os espaços va zios nas embalagens, substituindo o plástico-bolha e seus derivados pelo papel.

Outra ação programada para 2017 é o incremento das vendas pelo canal de e-commerce que a Antalis criou no ano passado. Hoje, entre 4 a 6% da receita da distribuidora vem daí e a intenção é alcançar os 25%. “O canal não elimina o contato com o vendedor. Ele serve de apoio, sendo usado pelo cliente principalmente quando precisa repetir um pedido”, afirma Daniel Eraldo. A cesta de produtos será também ampliada. Devem entrar impressoras inkjet, num primeiro momento, e depois plotters para o segmento de comunicação visual, e sistemas automáticos para embalagens de proteção. Está ainda na lista de projetos de médio prazo a abertura de pequenos centros de distribuição, objetivando reduzir o tempo de resposta dos pedidos de papel e substratos para comunicação vi sual. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina devem ser os primeiros beneficiados. Com essas iniciativas, a meta, de acordo com Jesus Quintero, é fechar 2017 com crescimento entre 10 a 15% sobre o ano anterior. A julgar pelo primeiro trimestre, “um pouco melhor do que o esperado”, as projeções serão confirmadas. ANTALIS www.antalis.com.br


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TRIBUTAÇÃO

Aprovação de lei complementar no final de 2016, acaba com o conflito ICMS x ISSQN no setor gráfico, iniciado há mais de três décadas, luta na qual estiveram envolvidas as várias diretorias da Abigraf em todos esses anos. Texto: Tânia Galluzzi

O fim de um equívoco

O

dia  de dezembro de  marcou 0 encerramento de uma pendenga jurídica envolvendo o setor gráfico, que se arrastou por aproximadamente 35 anos. Na data, o presidente Michel Temer sancionou a Lei Complementar nº 157, dando fim ao conflito de normas tributárias entre o ISSQN, Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, e o ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Sobre Prestação de Serviços de Transporte e de Comunicação. Um dos itens da lista de serviços anexa à Lei Complementar 116/2003, agora alterada pela LC 157/2016, mais precisamente o item 13.05 (ao lado), esclarece de uma vez por todas a questão referente à tributação de produtos gráficos.

36 REVISTA ABIGR AF

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“13.05 – Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS.”


O texto aprovado no final de dezembro corresponde à proposta defendida pela Abigraf Nacional e adotada pelas gráficas há anos. Se da atividade desenvolvida resultar produto personalizado e de uso exclusivo daquele que o encomendou, sobre a operação incidirá o ISSQN. Quando o produto, mesmo personalizado, for destinado à posterior operação de comercialização ou industria lização, ficará sujeito ao ICMS. De acordo com Flávio Marques Ferreira, diretor da Abigraf Nacional, e Nílsea Borelli Rolim de Oliveira, gerente do Departamento Jurídico da entidade, a sanção da lei representa o fim da insegurança jurídica para as gráficas de todo o País. “A questão esteve na pauta diária da Abigraf nos últimos 20 anos. Foram tantas idas e vindas, tantas discussões, viagens a Brasília, reuniões, e finalmente podemos dar esse assunto por encerrado”, comenta a advogada. O envolvimento de Flávio Marques é ainda anterior, iniciado na gestão de Max Schrappe à frente da entidade, em 1986. “O problema do conflito tributário mobilizou todos os presidentes e diretores da Abigraf desde a década de 1980, por representar o risco de pesadas multas. Mas temos de lembrar os nomes de Ronaldo Baumgarten e Vitor Zanetti, que iniciaram essa luta”, ressalta Flávio Marques. A controvérsia se estendeu por tanto tempo, segundo Nílsea Borelli, em função de vários fatores: legislação tributária complexa, atos administrativos equivocados, jurisprudência ba sea da em interpretação também equivocada, afora a voracidade arrecadatória dos municípios. No passado, a posição era de que os impressos em geral eram produtos industria lizados, incidindo sobre eles o ICMS e o IPI. Porém, diante da frequente jurisprudência dos tribunais — indicando que, na produção dos chamados impressos personalizados e de uso exclusivo do encomendante, a gráfica agia como prestadora de serviços —, as secretarias da fazenda deixaram de exigir o então ICM sobre tais operações. DISTORÇÃO TRIBUTÁRIA

O imbróglio começou quando algumas prefeituras, ba seadas na jurisprudência existente, editaram por tarias dispondo que o ISSQN incidiria também na confecção de produtos como rótulos, etiquetas, bulas, embalagens e manuais técnicos e de instrução. Tais produtos estariam sujeitos ao ICMS e também ao ISSQN. E a raiz do problema estava na interpretação do termo

Há 32 anos a Revista Abigraf nº- 99 (maio/junho 1985) já trazia na sua matéria de capa a luta da Abigraf contra a bitributação em São Paulo.

composição gráfica, previsto na redação original do ítem 13.05 da lista de serviços. Ao invés de seu significado real — arranjo ou disposição de tipos, formatação de textos digitados, editoração de textos, paginação —, desconsiderou-se a acepção técnica do termo. Passou a ser entendido que composição gráfica seria o mesmo que confeccionar um produto gráfico, englobando aí a própria impressão. Diante do impasse, as gráficas acabaram adotando um procedimento comum: incidência do ISSQN quanto a produtos personalizados e de uso exclusivo do cliente, como um cartão de visita, e incidência do ICMS para produtos que, mesmo personalizados, fossem destinados à comercia li zação ou industria li zação, como uma embalagem de cosmético. Mas esse procedimento, lembra a advogada, não afastava o risco de autuação. Para solucionar a questão, a Abigraf Nacional articulou a apresentação de um projeto de lei complementar, em 2001. Apesar de aprovado na Câmara e no Senado, o projeto foi vetado em 2009 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou cedendo à pressão dos prefeitos, ciosos das receitas tributárias. A entidade voltou à carga em 2012, com projeto de lei semelhante ao elaborado em 2001, já com a redação que consta na lei aprovada no final de 2016. Mais quatro anos foram necessários para a tramitação do projeto nas duas casas legislativas. Na reta final, a proposição passou a contar com o apoio da Frente Parlamentar do Setor Gráfico e Mídia Impressa, criada em agosto de 2015 em Brasília com o objetivo de defender o setor gráfico brasileiro e a mídia impressa no âmbito do Congresso Nacional. A LC 157/2016, ao alterar a LC 116/2003, que dispõe sobre o ISSQN, serve agora como parâmetro para a atuação dos municípios e do Distrito Federal.

37 março /abril 2017

REVISTA ABIGR AF


GESTÃO

O mundo das embalagens impressas Hamilton Terni Costa

cada três anos, a NPES — associação norte-americana dos fabricantes de equipamentos e insumos gráficos — atua liza, através de seu organismo Primir, responsável por estudos de mercado, as estatísticas mundiais do setor gráfico, através do denominado World Wide Market for Print (WWMP). Desde a última edição, publicada em 2014, o estudo é rea li zado pela Intelligence Unit, que, entre outras atividades, edita a conceituada revista The Economist. Tais estatísticas, rea li zadas nos mais importantes mercados gráficos mundiais, retrata a evolução dos diferentes segmentos da indústria gráfica, produção e tendências. Ela serve de base para os impressores, fabricantes de equipamentos, de tecnologias e fornecedores de insumo, a nor tearem suas ações mercadológicas e comerciais para os anos vindouros. A recente atua li zação dessas estatísticas, desta vez, foi dividida em duas partes. A primeira, rea lizada no fim de 2016, com perspectivas até 2020, aborda, especificamente, o mercado mundial de embalagens impressas. A segunda, em execução ao longo deste ano, abordará os segmentos de impressão comercial, de marketing e editorial e será divulgada, provavelmente, durante a próxima feira Print 17, a ser rea lizada em Chicago (EUA), de 10 a 14 de setembro. QUADRO 1 – MERCADO MUNDIAL DE EMBALAGENS IMPRESSAS 2016

2020

América do Norte 33,0%

América do Norte 31,5%

US$ 244 bilhões

ÁsiaPacífico 43,7%

Europa Ocidental 18,8%

América Latina

2,5%

38

US$ 286 bilhões

Europa Ocidental 18,4%

Europa Central e Oriental 1,1% Oriente Médio 0,5% África 0,4%

América Latina

2,6%

Nota: % da soma dos 26 países deste estudo. Fonte: Economist Intelligence Unit.

REVISTA ABIGR AF

ÁsiaPacífico 45,6%

março /abril 2017

Europa Central e Oriental 1,1% Oriente Médio 0,5% África 0,4%

Anual mente rea li za mos para a NPES, na América Latina, eventos para a divulgação dos excelentes conteúdos da Primir e, ao mesmo tempo, procuramos divulgar as grande feiras norte-americanas, sempre atendendo aos interesses de impressores da região. Neste ano não foi diferente, em especial por se tratar de um ano da Print, sempre importante por ser a maior feira gráfica do ano no continente, reali zada pouco mais de um ano após a Drupa. A pesquisa do mercado de embalagens impressas, dentro do WWMP, foi denominada de Global Oppor tunities for Packaging 2011-2020. Seu levantamento foi feito em 26 países que representam 80% do PIB e 70% da população mundial. Na América Latina foram pesquisados os mercados do Brasil, México, Colômbia e Chile. Por quê um levantamento específico de embalagens impressas? Porque esse segmento representa hoje 43% da produção gráfica mundial, com boas possibilidades de atingir 50% do total nos próximos anos. Em boa razão por ser a embalagem um material gráfico não substituível pelo mundo digital, ao contrário de outros produtos impressos, e, em boa parte, por não somente proteger os produtos que contém, mas, também, por permitir a informação e o marketing desses produtos. Protege e comunica. Porém, os principais motivos para a maior utilização de embalagens estão relacionados a fatores demográficos e sociais, como a crescente urbanização, o crescimento da classe média nos países emergentes e a consequente melhoria nos níveis de renda e pelas mudanças de hábito de consumo dos consumidores no fracionamento de compras, em especial de alimentos. O mercado mundial de embalagens impressas deverá atingir 286 bilhões de dólares em 2020, sendo regiões com os maiores mercados, por ordem de tamanho, a Ásia, os Estados Unidos e a Europa Ocidental, vindo a América Latina em quarto lugar (quadro ). O crescimento médio anual previsto de 2016 até 2020 é de 5,2%, com sua maior parte advindo dos países emergentes (6% a.a.), à frente dos países desenvolvidos (2,9% a.a.). Sem dúvida, um crescimento considerável.


QUADRO 3 – CRESCIMENTO ANUAL MÉDIO POR PAÍS

Neste estudo, quatro segmentos de embalagens impressas são predominantes: de papelão ondulado, de embalagens flexíveis, de cartão semirrígido, e os rótulos e etiquetas. Há ainda um quinto segmento de menor participação no mercado global, incluindo latas e plásticos rígidos (quadro 2). Vamos dar uma olhada em cada um desses segmentos em nível global e depois particularizar para a América Latina e o Brasil. Ao fim, mostraremos as recomendações do estudo para os que já estão ou querem se aventurar nesses mercados. As embalagens de papelão ondulado representam hoje o maior segmento do mercado global de embalagens impressas, com 36% do total. O maior mercado e o de crescimento mais lento, em es­pe­cial nos paí­ses desenvolvidos, devendo perder pelo menos um ponto de participação até 2020. São embalagens tradicionais, largamente usadas para a entrega de produtos, com alto consumo ligado à expansão da internet e sua multiplicidade logística. De forma geral, são embalagens simples mas que vêm sendo incrementadas com códigos de localização que remetem a controles de tracking e informações sobre o produto (QR codes). As embalagens de micro-​­ondulado, revestidas de papel ou cartão têm, por seu lado, um grande po­ten­cial, em es­pe­cial com as novas máquinas de impressão QUADRO 2 – MERCADO DE EMBALAGENS IMPRESSAS DE 2011 A 2020 Flutuação da taxa de câmbio com crescimento moderado. Dólar EUA x moedas locais US$ 286 bi 7% US$ 231 bi 7% 36%

US$ 244 bi 7% Média anual 5,2%

36%

Média anual 5,2%

35%

20% 20%

20%

12%

12%

25%

25%

12% 26%

2011 2016 2020 ■ Flexível ■ Cartão semirrígido ■ Outras

■ Rótulos/Etiquetas ■ Ondulado

Nota: % da soma dos 26 países deste estudo. Média de crescimento anual em moedas locais. Fonte: Economist Intelligence Unit.

7,8%

Colômbia

7,4% 5,4%

México

6,2% 6,9%

América Latina

6,0% 6,8%

Chile

5,7% 7,6%

Brasil

4,6% ■ 2011–2015  ■ 2016–2020

Nota: Os valores apresentados são do crescimento anual cumulativo para cada país em termos de moedas locais. O crescimento da região é a média das taxas de crescimento anual por países na região. Fonte: Economist Intelligence Unit.

digital que começam a ser instaladas com impressão direta em materiais revestidos, atendendo a nichos específicos e pequenas tiragens feitas em conjunto. Vimos um bom número dessas novas máquinas sendo mostradas ou anun­ cia­das na última Drupa e as veremos em campo já a partir deste ano. O mercado global das embalagens de papelão ondulado é estimado em 101,3 bilhões de dólares e o crescimento previsto no pe­r ío­do é de 3,5%. O segmento de embalagens flexíveis é o segundo maior mercado mun­d ial de embalagens impressas, detendo 25% do total, com um valor estimado em 73,2 bilhões de dólares e o primeiro em per­cen­tual de crescimento, com 5,2% a.a. Há uma tendência de mudança gra­dual de caixas rígidas para embalagens flexíveis. Isso está ligado ao fato de serem embalagens mais leves, facilitando o transporte, muito atrativas e também sustentáveis. São embalagens que, mesmo em contato direto com o produto, têm muito pouca migração de tinta. Vêm crescendo no seu desenvolvimento as chamadas embalagens inteligentes e com aplicações de segurança. É o segmento de embalagem com maior po­ten­cial de crescimento entre todos. O segmento de embalagens em cartão semirrígido é o terceiro maior mercado, seja em tamanho, com 57,3 bilhões de dólares e 20% do mercado total, seja em previsão de crescimento, com 5,2% a.a. As embalagens em cartão, da mesma forma que as flexíveis, têm forte crescimento em paí­ses com classe média crescente, como ocorre em muitos dos paí­ses emergentes. Com frequência elas são combinadas a outras embalagens, materiais flexíveis ou mesmo rótulos. Ainda que gra­dual­men­te venham

39 março /abril 2017  REVISTA ABIGR AF


QUADRO 4 – CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL POR SEGMENTO DE EMBALAGENS EM REAIS Flexíveis Rótulos e etiquetas Cartão

Ondulado

Outras

Total

7,8% 4,8% 7,6% 4,6% 7,6% 4,7% 7,3% 4,4% 7,7% 4,7% 7,6% 4,6%

■ 2011–2015  ■ 2016–2020 Fonte: Economist Intelligence Unit.

perdendo algum terreno para as embalagens flexíveis, elas também têm as vantagens de reciclagem e sustentabilidade. O segmento de rótulos e etiquetas é o quarto maior mercado, com 12% do total e um faturamento de 34,6 bilhões de dólares, mas é o segundo em projeção de crescimento, com 5,2%. Apresenta um forte crescimento na utilização de impressão digital para o atendimento de baixas tiragens e aplicações específicas. Ainda que o processo de impressão digital corresponda somente entre 3% a 5% da produção de embalagens em geral, cerca de 75% de seu uso está nesse segmento. Muitas gráficas estão focando em wraps e luvas por serem mercados crescentes e por terem um ampla área de impressão e, consequentemente, boa possibilidade de comunicação ao consumidor. Na América Latina, o estudo mostra os quatro mercados já citados: Brasil, México, Colômbia e Chile, indicando a previsão de crescimento de 6% a.a. até 2020. Dos quatro mercados analisados, ainda que o Brasil tenha o maior tamanho, é o que apresenta a menor previsão de crescimento, pouco menos de 5% a.a. até 2020. Embora não seja um número ruim, ele é bem menor do que o aumento ocorrido até 2014 (quadro 3). O Brasil, em razão dos seus problemas políticos e econômicos, caiu, neste pe­ río­do, de país com o terceiro maior crescimento per­cen­tual no mundo, em 2013, para o 20º lugar em 2015. Mesmo assim, mostra uma expectativa de melhoria para os próximos anos.

40 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2017

O quadro 4 mostra a previsão de crescimento por segmento de embalagens no Brasil até 2020, comparativamente ao pe­r ío­do de 2011 a 2015. O estudo mostra também cinco di­re­c io­ na­do­res demográficos e ma­croe­co­nô­mi­cos de mudança no mercado de embalagens impressas: o crescimento econômico, em es­p e­c ial dos paí­ses emergentes e mais especificamente da China e da Índia; o fenômeno da urba­ nização, pois 54% da população mun­d ial vive hoje nas cidades, com novos hábitos de consumo; a crescente classe média nos paí­ses emergentes, como alteração no estilo de vida; o flu­ xo global dos ne­gó­cios e a possível nova onda de pro­te­c io­n is­mo que, junto com a questão das taxas de câmbio e o aumento do dólar, podem aumentar a produção local de embalagens em detrimento da importação. No que se refere à dinâmica da própria indústria, o estudo foca como di­re­cio­na­do­res as inovações tecnológicas com o desenvolvimento das embalagens inteligentes; a revolução da IoT (internet das coisas) e o mundo cloud, com maior flexibilização da produção e maior produtividade; as questões do am­bien­te e sus­ tentabilidade, com o envolvimento da indústria no chamado paradoxo da embalagem, que protege e comunica, mas gera lixo no meio am­ bien­te; na crescente produção de lotes peque­ nos, que visa atender a grupos cada vez mais específicos de consumidores; e a di­fe­ren­c ia­ ção de produtos, que atende a busca de produtos di­fe­ren­cia­dos, premium, que saiam do homogêneo, em que a embalagem ajuda a mudar a percepção dos produtos e a di­re­cio­nar preços. Por fim, o estudo indica que a indústria deve se envolver com toda a cadeia de valor da produção das embalagens, indo do suporte a clien­tes e a consultoria em projetos à busca de materiais mais leves e recicláveis, a abertura às inovações tecnológicas na produção e o controle das embalagens em todo seu ciclo de vida, do design à sua reciclagem ou descarte. Sem dúvida, uma ampla visão dos segmentos de maior prevalência na indústria gráfica e não menos de­sa­f ian­tes. Um mercado que exige e exigirá um ampla integração com o clien­ te e seu clien­te final para o atendimento dos novos requisitos e das novas demandas. Hamilton Terni Costa (hterni@anconsulting. com.br) é diretor geral da AN Consulting (www.anconsulting.com.br) e diretor para a América Latina da NPES.


SEBRAE-SP

Feira do Empreendedor bate recorde de visitantes O maior evento de empreendedorismo do País recebeu 140 mil pessoas no Anhembi. Entre os espaços-modelo, a Papelaria de Sucesso mostrou como atrair o consumidor e aumentar as vendas.

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Foto: Patrícia Cruz/Sebrae-SP

Texto: Tânia Galluzzi

REVISTA ABIGR AF

março /abril 2017

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ais de  mil pessoas passaram pela Feira do Em­ preende dor do Sebrae­ SP, rea lizada entre os dias 18 e 21 de fevereiro no Anhembi, em São Pau­ lo. O número é recorde entre todas as seis edições do evento. Com o tema Cidade Empreendedora, o evento reuniu em um am­ biente de 40 mil m² empreendedores e inte­ ressados em abrir um negócio próprio, com 424 expositores, lojas­ modelo, institui­ ções de crédito e uma extensa programa­ ção de palestras, além de espaços voltados para consultoria e diagnóstico empresarial. No ano passado a feira contou com 369 ex­ positores e público de 133 mil visitantes. “O movimento gerado na feira reforça nos­ sa crença de que 2017 é o ano da retomada

da nossa economia. Mais importante que os números, foi a certeza de que fizemos a diferença para os que estavam pensan­ do em montar uma empresa e para os em­ presários que buscavam saídas da crise e formas para crescer”, afirmou Paulo Skaf, presidente do Sebrae­SP. Entre os visitantes da feira, mais da metade (50,8%) tem intenção de abrir uma empresa nos próximos 24 meses, enquan­ to 20,7% já possuem uma empresa forma­ lizada. Em relação à motivação da visita, 57,1% das pessoas estavam interessadas em participar dos cursos, palestras e se­ minários oferecidos; 34% queriam pesqui­ sar sobre equipamentos, fornecedores e serviços; e 8,8% procuravam ideias para abrir uma nova empresa.


Foto: Cris Castello Branco Foto: Rogério dos Santos Camilo

Dos 140 mil visitantes, 2.900 estiveram na Papelaria de Sucesso. Esse contingente foi formado tanto por pro­prie­tá­r ios de pa­pe­la­ rias quanto pes­soas interessadas em apos­ tar no setor, de acordo com Tamara Murari Braga, analista de ne­gó­cios do Sebrae‑SP. “A  maior parte está em fase de planeja­ mento e nesse sentido as palestras ajudam muito”, afirmou Tamara. A ini­cia­ti­va repete o modelo desenvol­ vido pela primeira vez pelo Sebrae-​­SP para a Escolar Office Brasil 2016, quando mais de mil pes­soas passaram pelo local. O espa­ ço na Feira do Em­preen­de­dor, organizado

com o apoio da Abigraf‑SP, da Francal Fei­ ras, da feira Escolar Office Brasil e da MP Papeleiras, mostrou como manter uma pa­ pelaria que chame a atenção do consumi­ dor, com fachada e vitrine bem montadas, produtos corretamente dispostos e arma­ zenados e otimização do espaço interno. “Essa é uma ação muito positiva, que ajuda os papeleiros e os interessados em entrar nesse segmento a melhorar a gestão de sua loja e a saber como e no que investir”, ob­ servou Bea­triz Bignardi, diretora se­to­r ial do Grupo Em­pre­sa­r ial de Cadernos da Abi­ graf‑SP. A cada meia hora palestras eram rea­l i­za­d as — com direito a filas de espera

Foto: Cris Castello Branco

Foto: Cris Castello Branco

Foto: Cris Castello Branco

PAPELARIA DE SUCESSO

na entrada do estande —, abordando tópi­ cos como mix de produtos, uso de mo­bi­liá­ rio adequado, gestão de estoque e definição de diferenciais competitivos. “Além do pon­ to de venda, o Sebrae está aqui à disposi­ ção para ajudar no planejamento do negó­ cio”, afirmou a analista de ne­gó­cios. Afora as palestras, os visitantes receberam ma­ te­r ial impresso com dicas para aumentar as vendas em uma papelaria. A rea ­l i­z a­ç ão da 7ª edição da Feira do Em­preen­de­dor do Sebrae‑ SP já está con­ firmada para 2018. Mais informações no 0800 570 0800. março /abril 2017  REVISTA ABIGR AF

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CONSOLIDAÇÃO

Manroland comemora resultados Em cinco anos, a divisão de máquinas planas vendeu 500 impressoras. Subsidiária brasileira também faz a lição de casa e não descuida da assistência técnica.

H

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á cinco anos, quando o Grupo Langley comprou a divisão de máquinas planas da Manroland após a insolvência da marca secular, o mercado olhou com desconfiança. Não faltou quem apostasse que Tony Langley, fundador e presidente da holding, cairia fora ao se deparar com as dificuldades do setor, possivelmente vendendo a Manroland para algum empresário chinês. Os rumores não se confirmaram e três fatores servem como pás de cal. Primeiro, porque já se passaram cinco anos e a Manroland vem continuamente apresentando números positivos. Segundo, pela compra da DruckChemie, há dois anos, reforçando o vínculo do grupo com a indústria de impressão. E, por fim, pelas declarações do próprio Tony Langley, que se intitula um Rolander. “Estou no grupo desde 1999 e estava na reunião em janeiro deste ano quando ele se disse um aficionado da marca. Ele gostou do setor e mostra grande interesse pela empresa”, afirma Bruno Garcia, diretor- presidente da Manroland do Brasil. O clima de confiança está firmado principalmente nos bons resultados. Desde a aquisição, como explica Bruno, o grupo trabalha com o firme propósito de manter-se no azul. “A Manroland se estruturou para um break even de 500 castelos de impressão por ano e estamos chegando a essa meta desde 2012. No ano passado superamos os 600 castelos.” O balanço de 2016, divulgado pelo Grupo Langley em fevereiro, indicou faturamento de € 314,8 milhões para a divisão Manroland Sheetfed, contra € 291,9 milhões em 2015. O grupo registrou lucros pré-fixados de € 122,7 milhões sobre um faturamento de € 900,9 milhões, valor cerca de 15% acima em relação ao ano anterior. REVISTA ABIGR AF

março /abril 2017

MERCADO BRASILEIRO

Para o Brasil, o ponto de equilíbrio está em 30 castelos, marca que também está sendo atingida e até superada segundo Bruno. A meta já foi muito mais ambiciosa. Nos primeiros anos desta década, a participação do mercado nacional alcançou 10% do saldo mundial. Em 2010 foram vendidos 120 castelos de impressão. Acompanhando o ritmo mundial, no ano passado o número mágico foi igualmente ultrapassado com um único pedido: quatro máquinas oito cores e uma quatro cores, totalizando 36 unidades de impressão, para a Multimarcas. Dessas, três foram entregues no primeiro semestre de 2016. Para este ano está programada a entrega de uma impressora longa, com 14 castelos, uma 700 Evolution, modelo Ultima, configurada para as necessidades da Copag, localizada em Manaus. Outra 700 Evolution, seis cores, deve ser instalada na Escala 7, em São Paulo, ainda em 2017, ambas referentes a pedidos

fechados em 2016. “O nosso foco, considerando as vendas dos últimos quatro anos, é o segmento de embalagem. É difícil negociar mos máquinas abaixo de seis cores.” Mais do que vender heavy metal, a prioridade da Manroland do Brasil, nas palavras do executivo, é assegurar a qualidade do serviço prestado ao cliente no pós-venda. As novas máquinas da família Evolution continuam com dois anos de garantia, incluindo troca de peças e manutenção preventiva, dentro do conceito de top performance adotado mundial mente pela Manroland objetivando manter as impressoras altamente produtivas.

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FEIRA

De casa nova, Escolar Office Brasil amplia oportunidades Com a mudança para o Expo Center Norte, a principal feira de produtos para papelarias, material escolar e de escritório oferece uma nova experiência a expositores e visitantes.

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Fotos: Ag. Riguardare/Comodo/Francal Feiras

Texto: Tânia Galluzzi

REVISTA ABIGR AF

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ntre as atualizações que a Escolar Office Brasil – Feira Inter nacional de Produtos para Papelarias, Esco­ las e Escritórios vem implementan­ do nos últimos anos, a grande novidade da edição deste ano, que acontece de 23 a 26 de julho, é a mudança para o Expo Center Nor­ te. O novo endereço vai proporcionar não só mais conforto, como também uma nova ex periência aos visitantes e expositores. A proposta é que a nova planta e os estan­ des mais abertos facilitem o acesso e o con­ tato entre expositores e visitantes, poten­ cia lizando as oportunidades de negócios. Considerada a feira das grandes marcas, a Escolar Office Brasil apresenta ao merca­ do anualmente milhares de produtos como

cadernos, instrumentos de escrita, desenho e medição, mochilas, estojos e lancheiras, papéis, pastas, embalagens, papelaria fina, entre outros, e também serviços, como softwares de gestão, métodos e plataformas. MAIS NEGÓCIOS

Na edição 2017, a Escolar Office Brasil vai rea lizar pela primeira vez a Rodada de Negócios e ampliar a bem­ sucedida ex pe­ riência com as caravanas de compradores. As Rodadas de Negócios são reuniões pré­ agendadas entre compradores convidados pela organização da feira e expositores que oferecem produtos e serviços do interesse desses compradores. Com isso, as empre­ sas expositoras ganham a oportunidade


de entrar em contato direto com grandes clien­tes potenciais, com reais possiblida­ des de concretizar ne­gó­cios e am­pliar sua carteira de clien­tes. As reu­niões acontecem fora dos estandes, num am­bien­te reserva­ do e exclusivo, e não têm qualquer custo adi­cio­nal para as empresas interessadas. Com as caravanas, promovidas em par­ ceria com entidades do varejo (sindicatos, as­so­c ia­ções comerciais, câmaras de diri­ gentes lojistas), a feira subsidia a vinda, em ônibus fretados, de compradores de ci­ dades com distância de até 300 km da ca­ pital paulista. Em sua maioria, são prio­r i­ za­dos os pequenos e mé­d ios varejistas, ou aqueles que nunca tiveram oportunidade de visitar a feira. Repetindo o sucesso de anos an­te­r io­ res, a Escolar Office Brasil abrigará a Pa­ pelaria Mais, uma área exclusiva onde se concentram empresas expositoras que tra­ balham com papelaria fina e artigos espe­ ciais, de maior valor agregado e voltados a pontos de venda que co­mer­cia­li­zam produ­ tos sofisticados. Outro espaço implementa­ do em 2016 e que está de volta é a Papela­ ria Modelo. O local simula uma papelaria de verdade, onde são aplicadas moder­ nas técnicas de organização, sinalização e

merchandising. A Papelaria Modelo fun­cio­ na­rá nos quatro dias da feira com um sis­ tema de visitas guiadas por es­pe­cia­lis­tas, de modo que os visitantes possam tirar o melhor aproveitamento da ex­pe­r iên­cia. A feira contará ainda com o Seminário de Educação Escolar Office Brasil. Em sua quarta edição, o evento rea­li­za­do numa par­ ceria da Francal Feiras com a Abigraf-​­SP, vem se consolidando como o fórum apro­ pria­do para debater os de­sa­fios na Educação. É um espaço de convergência entre profes­ sores, diretores de escolas, coor­de­na­do­res, pedagogos e demais profissionais de edu­ cação que visitam a feira com as empresas expositoras que atendem este segmento.

ESCOLAR OFFICE BRASIL 2017 – 31ª- FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS PARA PAPELARIAS, ESCOLAS E ESCRITÓRIOS Data: 23 a 26 de julho (domingo a quarta‑feira) Horário: das 11h às 20h (dia 26, das 11h às 18h) Novo local: Expo Center Norte Promoção e organização: Francal Feiras Patrocínio: Abigraf São Paulo Apoio: Abfiae – Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório; Adispa – Associação dos Distribuidores de Papelaria; Brasil Escolar – Rede Nacional de Papelarias; e Simpa – Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região. Informações pelo telefone: (11) 2226‑3100 Site: www.escolarofficebrasil.com.br | Twitter: @OfficeEscolar | Facebook: officepaperbrasil | Google+: Office Brasil Escolar Entrada gratuita e restrita aos profissionais do setor março /abril 2017  REVISTA ABIGR AF

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SUSTENTABILIDADE

Conceito inovador de reciclagem A primeira fábrica do País a adotar a produção de matériaprima para a fabricação de papel a partir da reciclagem do liner está instalada em Guarulhos, na Grande São Paulo.

ORIGEM

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Fotos: Divulgação

C

om o objetivo de mudar o universo da reciclagem, através de um conceito inovador, sustentável, de baixo custo e sem a geração de efluentes, a Polpel Fibras foi fundada em 2014. A empresa possui soluções adequadas e ecologicamente corretas no tratamento de resíduos, especialmente para papéis de difícil reciclagem, com alta resistência a umidade (RU), que normalmente não são reciclados na forma convencional, destacandose o liner, base do autoadesivo. Através da Polpel, esses materiais, que tinham como destino os aterros sanitários, retornam ao início da cadeia produtiva do papel, já reciclados na forma de polpa celulósica, sendo totalmente reutilizados. Para o processamento industrial, a Polpel recebe de seus parceiros o liner — papel de proteção que se descarta dos materiais autoadesivos — e o transforma em polpa celulósica, matéria-prima para a produção de outros tipos de papel, principalmente os do tipo tissue. “Produzimos uma polpa celulósica denominada ‘polpel celulose’, de alta qualidade, referenciada por institutos renomados no Brasil, sem a necessidade de cultivo (plantio e derrubada) de eucaliptos. Isso significa que desenvolvemos um produto com base em uma tecnologia exclusiva, na qual o papel liner passa por uma série de processos químicos e físicos até ser transformado em uma polpa que é encaminhada para os fabricantes de papéis. O processo não gera efluentes porque há uma estação de tratamento que permite o reaproveitamento de toda a água utilizada”, detalha Marcelo Peixoto, executivo da companhia, ressaltando que é uma tecnologia inovadora e única no mundo.

A tecnologia utilizada pela Polpel começou a surgir há muitos anos, quando um dos sócios da empresa, ao constatar e não se conformar com a quantidade de liner gerada e destinada a aterros sanitários, se dedicou a desenvolver um projeto que tornaria possível reciclar esse tipo de material através de um processo limpo e de baixo custo. Concretizado, hoje esse processo permite que as empresas reduzam seus custos com aterros e tenham na Polpel importante parceira no atendimento ao Plano de Gerencia mento de Resíduos Sólidos (PGRS). Entre os parceiros que enviam periodicamente seus resíduos para serem reciclados na Polpel, estão a Natura, Grif Rótulos e Etiquetas e Grupo Angeloni. Essas parcerias já se estendem aos segmentos de higiene pessoal, fabricação de equipamentos, tintas artísticas, limpeza, gráficas, cosméticos e laboratórios. Atendendo a demanda dos parceiros na solução de outros tipos de papéis, além do liner, os técnicos da Polpel criaram para uso próprio um equipamento hidrapulper/desagregador, com características exclusivas para transformar papéis com alta resistência a umidade em polpa celulósica reciclada. A lista de clientes da empresa compreende, para citar alguns, a Damapel, Inpel, São Miguel e Bonsucesso, que colocam nas redes de supermercados produtos do tipo tissue, como papéis higiênicos, guardanapos e papéis toa lha, elaborados com a utilização da “polpel celulose”. Em busca da conquista do mercado inter nacional, em março a Polpel participou da 17ª edição da AWA Liner Expo Chicago, congresso dedicado à indústria do liner. Convidados pelos organizadores do evento, em razão do reconhecimento à tecnologia inovadora que desenvolveram e começa a chamar a atenção de outros países, seus executivos proferiram palestra sobre “Reciclagem do liner”. POLPEL www.polpel.com


ENCONTRO

Fotos: Osvaldo Cristo

HP Indigo reúne gráficos de 51 países em Israel

Entre 27 e 30 de março aconteceu em Israel o HP Indigo Worldwide VIP Event. Organizado pela HP, o encontro apresenta as soluções da empresa a clientes e prospects. Texto: Tânia Galluzzi

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este ano o evento contou com a participação de cerca de 500 profissionais, de 51 países, sendo a chinesa a maior delegação, seguida pela norte- americana. Cinco brasileiros de três empresas estiveram presentes, entre eles os empresá rios Alexandre de Almeida, da gráfica paulista Elyon, Alexandre Santos, da gaúcha ANS, e Alberto Foroni, da fabricante paulista de cadernos Foroni. Ciceroneados por membros da equipe da HP Indigo, tanto da matriz quanto de seus respectivos países — mobilizando um contingente de quase 200 pessoas —, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a fábrica da HP Indigo em Kiryat Gat, área próxima à capital Tel Aviv, num giro que envolveu a apresentação das principais impressoras digitais para os segmentos comercial, de embalagens e etiquetas e rótulos, além da visita à fábrica das tintas eletrofotográficas. Destaque para a HP Indigo 50000, impressora rotativa colorida formato B1 duplex. Lançada na Drupa 2016, a máquina conta com dois grupos impressores, imprimindo frente e verso a uma velocidade de 32 m/min, 770 páginas em cores formato A4 por minuto. O alvo é a produção de fotolivros, publicações, malas diretas e outros materiais promocionais.

Na palestra de abertura, no dia 28, Alon BarShany, diretor geral da HP Indigo, afirmou que, em se tratando de impressão digital, a melhor forma de mensurar a produtividade é contabilizar a quantidade de trabalhos que podem ser feitos por dia. A empresa comemorou no início do ano a instalação da 500ª impressora da Indigo Série 4, tecnologia presente em 46 países. Do total de máquinas HP Indigo já vendido, dois terços atendem ao segmento comercial, sendo que o segmento de embalagem é o que apresenta o maior crescimento. Além de soluções como a plataforma PrintOS, sistema operacional de produção de impressão com aplicativos para dispositivos móveis e para a web lançada em fevereiro de 2016 e que já conta com 1.950 gráficas e 4.500 usuários registrados, a HP Indigo está investindo em novas tintas, expandindo o leque de cores e efeitos, com novas opções fluorescentes e recursos voltados ao segmento de segurança, como tintas termocrômicas. O programa incluiu também um seminário sobre inovação e a apresentação de aplicações di ferenciadas utilizando a tecnologia HP Indigo. Os palestrantes principais foram Mooly Eden, ex-vice-presidente da Intel, e Jim Benedict, diretor de marketing da GLS, provedor norte-americano de soluções de impressão. A agenda foi concluída com a visita a gráficas que utilizam equipamentos HP Indigo. Para Alexandre de Almeida, a viagem ajudou-o a amadurecer a ideia de investir em impressão digital. “Desde a Drupa estamos negociando com a HP, processo que foi interrompido momentaneamente por conta da mudança da sede da gráfica, que demandou um grande investimento financeiro e de tempo. Não tínhamos como tocar dois projetos dessa magnitude de uma só vez. A viagem serviu para que voltássemos a conversar e para entender melhor como a HP Indigo pode se encaixar em nosso modelo de negócio.” Fundada em 2004, a Elyon atua na produção de livros, revistas e embalagens promocionais e no ano passado foi transferida para uma nova planta, com quase 5.000 m2, próxima à Rodovia Raposo Tavares. A jornalista viajou a convite da HP Indigo.


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Foto: Álvaro Motta

Os buliçosos anos 60. Um jovem curioso, extrovertido e determinado, pronto para beber o mundo a talagadas. Uma empresa arrojada, pioneira na adoção de novos processos. Está aí o molde para a formação de um gestor industrial, forjado nas artes gráficas e lapidado na indústria de impressão, homem que, partindo da tipografia e alcançando a tecnologia digital, soube se reinventar para se manter necessário.

Joaquim Bastos Neto

O homem das rotativas

A

passagem de Joaquim Pires Teixeira Bastos Neto pela antológica Companhia Lithographica Ypiranga marcou definitivamente sua carreira. A transformação tecnológica, as pessoas que estiveram ao seu lado e, sobretudo, à sua frente, a vivência do mercado, naqueles vinte e poucos anos, se tornaram fundamentais para Joaquim. Nascido em Santos, litoral de São Paulo, Joaquim mudou-se para a capital em 1961 para estudar. Não queria Direito, nem Medicina. Encontrou- se na Quí mica. Estagiou na Villares e em uma companhia de seguros até receber uma ligação do engenheiro e conterrâneo Nilde Ribeiro dos Santos, chamando- o para trabalhar na Cia. Lithographica. “Ela havia sido

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comprada dois anos antes pelo grupo Folha e a ideia do Dr. Nilde era preparar um triunvirato para comandar a empresa. Junto comigo entraram Luiz Carlos Menotti Del Picchia Vallim e Enrico Rastelli. Como eu tinha um perfil mais técnico, pendi para a produção.” Entre as instalações da Cia. Lithographica e do grupo Folha, Joaquim acompanhou a produção do primeiro livro impresso com chapas de alumínio, viu sair para as bancas o primeiro jornal do País a ser rodado em offset, o Cidade de Santos (que serviu de teste para a Folha de S.Paulo, pioneira no offset entre os grandes jornais). Na ânsia por inovação que morava em Carlos Caldeira Filho e Octávio Frias de Oliveira, donos do grupo, Joaquim passou um ano e meio


nos Estados Unidos para aprender todo o possível sobre planejamento e instalação de parques gráficos. E muitas outras via­gens vi­r iam. Primeiro como gerente de produção e depois como diretor in­dus­t rial do grupo, Joaquim acompanhou a Cia. Lithographica em uma de suas melhores fases, quando perdia apenas para a gráfica da Abril em capacidade no segmento edi­to­r ial. “Tínhamos 14 máquinas planas e cinco rotativas. Chegamos a fazer 70% de todas as revistas de banca, ex­ce­tuan­do os títulos de editoras com gráficas pró­prias, incluindo toda a tiragem mensal da Seleções do Rea­der’s Digest”. Depois de participar da implantação da fotocomposição na gráfica da Folha de S. Paulo e da migração de todos os jornais do grupo para o offset, Joaquim passou a dedicar-​­se só à Cia. Lithographica, onde permaneceu até 1983. Atendendo ao convite de Domingo Alzugaray, assumiu a administração da gráfica recém-​­cria­da pela Editora Três. “Começamos produzindo só as publicações da casa, mas vendo o tempo ocio­so das máquinas acabei convencendo o Alzugaray a abrir para terceiros. ”O contato com as editoras era diá­r io e em 1988 seu passe mudou de mãos. Werner Roth o convocou para rees­tru­tu­rar a W.Roth. Ao sair, indicou Emilio Batista, parceiro desde os tempos de CLY, para o seu lugar. Em 1992 foi a vez de atender ao pedido de Dorival Padilla, que pretendia comprar uma rotativa. Joaquim ficou na Padilla até 2000, ao lado de Claudio Strufaldi, responsável pela

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produção, envolvendo-​­se no planejamento e construção de uma nova planta fabril. NOVOS DESAFIOS

A cada novo projeto em rotativa o nome de Joa­ quim vinha à baila. Foi assim em 2000, quando foi para a Ocea­no; no ano seguinte com a

1 Joaquim e Fernando Blanco, da Makro: parceria bem‑sucedida no sistema de endereçamento. Padilla. Outubro de 1996. 2 Coordenador do ONS 27, Joaquim ao lado de Friedrich Dolezalek, da Fogra e presidente do TC130 – ISO, durante reunião realizada em São Paulo. Setembro de 2005

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Toda essa expertise foi usada também em prol do mercado. Em 1995, pelas mãos de Plácido Loriggio, envolveu-​­se com o Organismo de Normalização Se­to­r ial, o ONS27, da ABTG, do qual foi coor­de­na­dor entre 1998 e 2005. Durante sua gestão vá­r ias reu­niões do TC 130, Comitê de Tecnologia Gráfica da ISO, foram rea­li­za­das no Brasil. No ano seguinte, Joaquim participou da cria­ção do Giro, Grupo de Impressores com Rotativa Offset, ­atual Abro, As­so­cia­ção Brasileira de Empresas com Rotativa Offset, entidade na qual também foi membro da diretoria.

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3, 4 e 5 Joaquim teve participação ativa no Fórum de Debates Revista Abigraf – Produtividade da Indústria Gráfica Nacional, realizado na sede do Sistema Abigraf, em São Paulo, no dia 9 de junho de 1999. Ele aparece ao lado do consultor Sérgio Rossi Filho; de Delézio Fornari, diretor da Gráfica Hamburg; e de Cláudio Baronni, diretor da Abril Gráfica 6 Em fevereiro de 1999, na Padilla Indústria Gráfica, onde permaneceu de 1992 ao ano 2000 7 Joaquim, Décio de Freitas (fundador da D’Arthy), Benedito Lins e Domingo Alzugaray. Coquetel da Samab em 1988, a bordo de um dos navios que traziam papel para o Brasil.

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Marprint, depois com a Prol e a Padilla novamente após a compra da empresa pela Ocea­no, dirigida por Hercílio de Lourenzi. Em 2008 assumiu a área in­dus­trial da Aquarius até ser requisitado por Mario Cues­ta — que havia sido seu companheiro na W.Roth —, para projetar uma nova gráfica, a GMA . Depois de três anos entre planejamento e montagem, de novo a compra de uma rotativa foi o mote para Joaquim levar seu conhecimento para outra parada: em 2012 ele vestiu a camisa da D’Arthy, fundada por seu amigo Décio de Freitas e hoje comandada pelo filho dele, Eduar­do.

Aos 76 anos, Joaquim permanece como diretor na D’Arthy. Pelo menos até o próximo convite. Incitado a comparar passado e presente, afirmou: “A tecnologia hoje me assombra. É espetacular. Mas sinto nostalgia da postura pro­fis­ sio­nal que tínhamos lá atrás. Fico imaginando aon­de che­ga­r ía­mos se naquela época tivéssemos todas essas ferramentas na mão”. Casado há 51 anos com Regina Célia, nenhum dos quatro filhos do casal enveredou pelas artes gráficas. “Eu não deixei”, brinca Joaquim. Será?


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Jackson Carvalho

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F OTOG R A F I A

Puro drama

N

ão há espaço para o acromatismo no trabalho de Jackson Carvalho. Dramáticas, as imagens cria­das pelo ala­goa­no de 49 anos seduzem pela beleza, apuro técnico e intensidade. Não importa o que esteja dian­te de suas lentes — e ele orgulha-​­se de ser um generalista —, há uma aura de gran­ dio­si­d a­de em cada clique que vem arrebatando en­tu­sias­tas pelo mundo. Longe de ser força de expressão, Jackson é hoje mais conhecido fora do Brasil do que aqui dentro, muito por conta dos canais que escolheu para divulgar seus ensaios e, sobretudo, pelos prê­m ios que amealhou nos últimos anos. Num primeiro momento a carreira do fotógrafo, que vive em Ca­r ua­r u (PE), parece me­ teó­r i­ca. Em 2009 comprou sua primeira câmera pro­fis­sio­nal e percebeu que precisava capacitar-​ s­ e para lidar com ela. Preparou-​­se, partiu para o mercado, inscreveu-​­se em uma comunidade in­ ter­na­cio­nal de fotografia, ganhou visibilidade, prê­mios e espaço em revistas gringas e ga­le­r ias

Paisagem urbana, vida selvagem, arquitetura. Com liberdade interpretativa e de intervenção, Jackson Carvalho percorre cenários buscando composições impactantes, que permitam ao espectador dialogar com a imagem. Tânia Galluzzi

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em terras estrangeiras. Todo esse movimento trouxe seu trabalho de volta ao País pelas mãos da Saphira & Ventura, uma das maiores ga­le­ rias de arte do mundo, que abriu uma unidade em São Paulo no início deste ano com quatro imagens dele em seu acervo. De fato, sua trajetória sempre orbitou a imagem, como ele gosta de frisar. Isso desde os sete anos, quando sua tia Diva lhe deu de presente uma câmera descartável. Adolescente, apaixonou-​­se pela computação gráfica e passou a encarar com naturalidade os dois dias de via­ gem que separavam a pequena Batalha, no sertão de Ala­goas, de Recife, para onde corria em busca de informação sobre o tema. Uma animação cria­da para uma fábrica de sorvetes o levou

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para Ca­r ua­r u em 1991 e a habilidade para usar cria­ti­va­men­te os recursos na nova tecnologia o colocou dian­te da equipe da TV Asa Branca, afi­l ia­d a à Rede Globo em fase de implantação. Jackson acabou assumindo a produção co­mer­ cial e de mar­ke­ting da nova emissora, a primeira afi­l ia­d a da Globo a ter um departamento de computação gráfica, e nos cinco anos seguintes foi responsável por montar a mesma estrutura em outras unidades no Nordeste. Depois de ex­pe­r iên­cia com uma produtora de vídeo, em 1995 montou uma agência de publicidade, a Interativa, ­atual Intertotal. PRÊMIOS E EXPOSIÇÕES

Vislumbrando uma oportunidade no mercado local — Ca­rua­ru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o polo de confecção de Pernambuco, o terceiro maior do País —, Jackson partiu para a fotografia de moda em 2009. Com a boa receptividade, tanto do mundo ­fashion quanto do publicitário, quatro anos depois criou o Arte Digital Studio, ao mesmo tempo em que se lançava no segmento de fotografia fine art. Da comunidade One Eyeland veio o primeiro de uma série de prê­mios, ainda em 2013, abrindo caminho para o seu trabalho em veí­cu­los es­pe­cia­l i­ za­dos em fotografia e gerando interesse de galeristas. Entre os vá­r ios prê­mios conquistados estão o Trie­ren­berg Super Circuit e o Prix de La Photographie Paris. Jackson acaba de participar da ArtExpo, feira de arte rea­li­za­d a em Nova York no final de abril, e já estão programadas três exposições in­di­v i­duais na metrópole americana e uma na capital francesa.


SINDIGRAF_BOLETIM_AN 21x28.pdf

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02/02/16

17:26

A HISTÓRIA DA

INDÚSTRIA GRÁFICA. TODO ACERVO A UM CLIQUE DE DISTÂNCIA.

INDÚSTRIA

DA

DO SINDICATO ÔRG ÀO OFICIAL AS R IA S GRA FIC DAS IN D U S T ÔRGÁODEOFICIA SÀO L PAU DO LO SINDICATO DO ESTA NO N ÚM ERO 2

DAS IN DU STRIA S G RÁFIC E D 1.oAS SÃO PA U LO , NO ESTAD O DE SÁO PAULO ÔR

GRÁFICA

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O Boletim da Indústria Gráfica (BIG), teve sua primeira edição em 1949 e, tinha como objetivo divulgar informações pertinentes ao setor gráfico como dados econômicos, cursos, palestras, eventos e anúncios. E agora, a história da Indústria Gráfica contada através desse acervo, está disponível on-line para consulta.

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Jackson continua atuan­do como fotógrafo publicitário, mas é nos ensaios que a sua expertise em unir produção e pós-​­produção fica ainda mais evidente. Isso não significa que toda foto tenha de ser intensamente trabalhada. A pre­ mia­d a série Candy Eyes, de 2015, contou apenas com pequenas correções de pele. Outras, como a Encapsuled, são cuidadosamente cons­ truí­d as. “Sempre busco ­criar si­tua­ções em que eu possa explorar de forma conceitual via­gens imagéticas las­trea­das por re­fe­rên­cias históricas e da minha própria vida.”

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JACKSON CARVALHO https://500px.com/jacksoncarvalho REVISTA ABIGR AF  março /abril 2017


Núcleo Gráfico SP Pesquisa Aplicada Informação Tecnológica Assessoria Técnica e Tecnológica Curso de Aprendizagem Industrial, Cursos Técnicos, Curso Superior, Cursos de Pós Graduação e

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Cursos de Formação Inicial e Continuada. As Escolas Senai Theobaldo De Nigris, Fundação Zerrenner, João Martins Coube e José Ephim Mindlin, integradas, concentram-se na formação profissional para a cadeia produtiva da mídia impressa. Esse grupo de escolas do Estado de São Paulo constitui-se hoje, no mais importante núcleo de ensino profissionalizante nas áreas de celulose, papel e tecnologia gráfica no hemisfério sul.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 110, de março/abril de 1987

O

setor vivia a expectativa das consequências, positivas e negativas, do fim do Plano de Estabilização Econômica, ou Plano Cruzado, ocorrido em meio ao rescaldo dos ajustes iniciados após a decretação do Cruzado II, que havia liberado as empresas para alterarem os preços, congelados desde a criação do plano. No seu editorial, Luiz Vasone, presidente da Abigraf-SP, ressaltava a necessidade de melhoria da qualidade das matérias-primas, prejudicada em razão da proibição de reajustes. “Ainda hoje, deparamo-nos com insumos básicos de qualidade inferior, o que resulta na perda de produtividade das empresas, além do consequente prejuízo no resultado final do produto. Com a volta da economia de mercado e os preços em níveis reais, espera-se o retorno da qualidade dos produtos”.

L íderes gráficos nacionais, com poder decisório nas federações e centros das indústrias em diferentes Estados do Brasil, empenhavam-se no sentido de que seus liderados formassem fileiras junto aos órgãos classistas para o desenvolvimento de uma política setorial eficiente. Ocupando cargos de liderança em instituições representativas da indústria nacional, cinco empresários gráficos relataram à Revista Abigraf suas ações e iniciativas em prol da valorização e luta em defesa dos interesses do setor gráfico brasileiro. Foram eles: José

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Conrado de Azevedo Santos, presidente da Abigraf-PA e segundo-secretário da Federação das Indústrias do Pará; Ildeu da Silveira e Silva, presidente da Abigraf-MG e da Federação das Indús trias de Minas Gerais; Jorge Aloysio Weber, secretário do sindicato e da Abigraf-PR e presidente da Federação e Centro das Indústrias do Paraná; Luiz Esteves Neto, vice- presidente da Abigraf-CE e presidente da Federação das Indús trias do Cea rá; e Sidney Fernandes, presidente da Conlatingraf e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

om a inauguração da fábrica em Betim (MG), a Divisão Embalagem das Indústrias Klabin de Papel e Celulose somava seis unidades. A nova planta, com 150 funcionários, estava capacitada para produzir 3,5 milhões de metros quadrados por mês de caixas de papelão ondulado, para suprir a demanda do mercado regional. A Klabin investiu US$ 4 milhões nessa nova unidade e projetava faturar US$ 8,5 milhões ao ano na primeira fase de operação. A produção total de embalagens da empresa, incluindo Betim, era estimada em 30 milhões de metros quadrados por mês. REVISTA ABIGR AF

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Quando o jovem relojoeiro alemão Ottomar Mergenthaler inventou a linotipo, em 1886, então vivendo nos Estados Unidos, não poderia imaginar que a sua criação só viria a ser substituída quase um século depois, com o surgimento da fotocomposição. Em 1987, Francisco Cantero, ex-linotipista espanhol, naturalizado brasileiro, na época gerente industrial do Diário do Comércio, afirmou que a linotipo era perfeita, fazendo tudo o que o computador fazia, só que mecanicamente. Descontando o exagero do autor do livro “Arte e Técnica da Imprensa Moderna” (1960) e do “Dicionário Técnico da Indústria Gráfica” (1983), a justificar a definição de perfeição, a linotipo nos seus 100 anos de existência sofreu pouquíssimas modificações. Valentim Rigamont, proprietário da Artestilo Compositora Gráfica e vice- presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria Gráf ica de 1962 a 1964, acreditava que as empresas linotipadoras re sis ti riam por mais 15 anos, no máximo. “A automação ocupará todo o mercado”.


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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

AMÉRICA LATINA

Conlatingraf lança guia de produção limpa Projeto desenvolvido durante a gestão de Fabio Arruda Mortara à frente da entidade, o guia contribui para melhorar os processo de produção limpa nas gráfica latino-americanas.

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ealizada no dia 15 de feverei­ ro no Centro de Convenções de Fort Lauderdale, na Flórida (EUA ), a Assembleia Ex traor di­ ná ria da Confederação Latino­ Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) contou com a par­ ticipação de lideranças de nove países­membros da entidade: Bra­ sil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, México, Pana­ má, Paraguai e Uruguai. A dele­ gação brasileira foi composta por Levi Ceregato, vice­presidente da Conlatingraf e presidente da Abi­ graf Nacional; Wagner J. Silva, di­ retor de Estatística da Conlatingraf e gerente geral da Abigraf; Fabio Arruda Mortara, ex­presidente da Conlatingraf; e Ismael Guarnelli, assessor da diretoria da Afeigraf. Durante a assembleia houve o lançamento oficial do Guia de Pro­ dução Limpa, projeto desenvolvi­ do no período da gestão do bra­ sileiro Fabio Mortara, que presidiu a Conlatingraf por dois mandatos (2014–2016). O guia tem como ob­ jetivo contribuir para melhorar os processos de produção das indús­ trias gráficas na América Latina. REVISTA ABIGR AF

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Representantes da Kodak e Ri­ coh, patrocinadoras do guia, esti­ veram presentes e mostraram as possibilidades de negócios, inves­ timentos e novas tecnologias para a América Latina, comparecendo também um profissional da Agfa. Entre os temas abordados na assembleia, falou­ se sobre a si­ tuação econômica de cada país, perspectivas de desenvolvimento e iniciativas de boas práticas que cada nação pretende promover em sua região. Levi Ceregato ex­ pôs os dados da indústria gráfica brasileira e as perspectivas para os próximos anos. O atual presidente da Conlatingraf, o chileno Rober­ to Tapia Mac Donald, apresentou o relatório de atividades da enti­ dade no primeiro trimestre deste ano. Merece destaque o momento da homenagem prestada ao ame­ ricano Ike Savitt, cofundador do prêmio “Líder Gráfico das Améri­ cas”, cuja cerimônia realizou­ se no dia seguinte. LÍDER GRÁFICO DAS AMÉRICAS Na noite do dia 16, na feira Gra­ phics of the Americas Expo and

Conference, também em Fort Lau­ derdale, aconteceu a solenidade de entrega do prêmio “Líder Grá­ fico das Américas 2017”. O home­ nageado foi Roberto Tapia, atual presidente da associação chilena Asimpres e da Conlatingraf, que recebeu placa desta última em reconhecimento à sua atuação e contribuição em prol do desen­ volvimento e valorização da in­ dústria gráfica latino­americana. Fabio Arruda Mortara, pelos re­ levantes serviços à indústria grá­ fica da América Latina e por ter presidido a Conlatingraf durante duas gestões, foi o indicado para Líder Gráfico 2018 e receberá a premiação no próximo ano. PRÊMIO THEOBALDO DE NIGRIS Na mesma noite, ocorreu a entre­ ga dos prêmios do XXIII Concur­ so Latino­ Americano de Produ­ tos Gráficos Theobaldo De Nigris, disputado por 529 peças inscri­ tas. Foram distribuídos 54 troféus de ouro, 45 de prata e 51 certi­ ficados para oito países (página ao lado). O México conquistou o maior número de ouros (20),

seguido de perto pelo Brasil (18). Vieram em seguida o Chile, com 8, Colômbia, com 5, e Panamá, Paraguai e República Dominica­ na, com um cada. O Peru, que também participou do concurso, não ganhou ouro. PRÊMIO BENJAMIN HURTADO A exemplo do que sucede todo ano, durante a assembleia extraor­ dinária é feita a indicação de uma personalidade para receber o Prê­ mio Benjamin Hurtado, que tem por objetivo prestar homenagem aos gráficos com uma trajetória de sucesso, que contribuem de forma significativa para potencia­ lizar e fortalecer a atividade grá­ fica no seu país e na América La­ tina. O escolhido deste ano foi o brasileiro Paulo Gonçalves, só­ cio­diretor da Gonçalves Indústria Gráfica, com parques gráficos es­ pecializados em embalagem ins­ talados no município de Cajamar (SP) e na cidade do México. Pau­ lo Gonçalves receberá a premia­ ção e o reconhecimento da Con­ latingraf em novembro deste ano, em Santiago do Chile.


GRUPOS EMPRESARIAIS THEOBALDO DE NIGRIS PRÊMIOS OURO PARA O BRASIL 5 Prêmios – P+E Caixas para Livros, Catálogos, Biografias e Outros Produto: “Welcome Kit Splendor Eztec” Cliente: Eztec Impressão Digital ou Sob Demanda Produto: “Porsche” Cliente: Almap Papelaria Pessoal ou de Escritório Produto: “Cartão de Visita HP” Cliente: HP – Hewllet Packard Menção Honrosa a Produtos com Inovação Produto: “Cofrinho Itaú – As Aventuras de Tostão” Cliente: Itaú Livros Feitos em Impressão Digital ou Híbrida Produto: “Céus” Cliente: Fiat 2 Prêmios – Facform Sacolas com Processos Especiais Produto: “Sacola Santa Cruz de Corpo e Alma” Cliente: Clube Santa Cruz Estojos para Produtos Multimídia Produtos: “Música Fenai” Cliente: Fenai 2 Prêmios – Leograf Agendas Impressas em 4 ou Mais Cores Produto: “Caderno Leograf” Cliente: Leograf Catálogos de Produtos Produto: “Catálogo Poéme – Coleção 2016 Cliente: Nova Noiva 2 Prêmios – Plural Periódicos e Diários Produto: “Metro SP nº 2344” Cliente: Metro Jornal

Criatividade e competência

Encartes Produto: “Serafina nº 94” Cliente: Empresa Folha da Manhã 1 Prêmio – Antilhas Caixas ou Embalagens com Dobras e Processos Especiais Produto: “Cartucho Linha Nostra” Cliente: Café Pacaembu 1 Prêmio – Brazicolor Etiquetas Autoadesivas com Processos Especiais Produto: “Marco Luigi Champenoise 10 Anos” Cliente: Vinícola Marco Luigi 1 Prêmio – Log & Print Revista Impressa em Rotativa Produto: “Casa Vogue nº 366” Cliente: Edições Globo Condé Nast 1 Prêmio – Malires Especialidades Miscelâneas Produto: “Menu La Borella Piz­za” Cliente: La Borella 1 Prêmio – Nova Fátima Flexografia – Material Termoencolhível Produto: “Vodka Czaroff” Cliente: Bebidas Joinville 1 Prêmio – Ótima Cadernos em 1, 2 ou Mais Cores Produto: “Floral” Caderno Fichário” Cliente: Ótima Gráfica 1 Prêmio – Sobral Caixas ou Embalagens com Pregas sem Processos Especiais Produto: “Animados Zoo” Cliente: M. Dias Branco

XXIII CONCURSO THEOBALDO DE NIGRIS PAÍS Brasil

PRÊMIOS

TRABALHOS INSCRITOS

Total

187

18

15

20

 53

México

139

20

13

18

 51

Chile

109

 8

10

 7

 25

Colômbia

 33

 5

 3

 2

 10

Peru

 37

 3

 3

  6

Rep. Dominicana

  3

 1

 1

  2

Panamá

  4

 1

 1

  2

Paraguai

 17

 1

  1

TOTAL

529

54

45

51

150

F

oi muito bom ter estado na Ex­ poPrint Digital/Fespa Brasil 2017. Além da qualidade da feira em si, desde a apresentação dos estandes, passando pela escolha dos produ­ tos ofertados, até o nível do públi­ co, o evento representou um sopro de ânimo em nossas almas combali­ das. Os sinais ainda são tímidos, mas pelo menos já estamos voltando a falar em projetos e investimentos. Foi importante, também, apesar de pouco agradável, estar lá para tomar conhecimento da estratégia de alguns fornecedores de equipa­ mentos digitais de impressão. Ávi­ dos pelo mercado de baixas tiragens, eles vêm buscando formas para al­ cançar diretamente os editores, con­ tornando as gráficas ao colocar suas máquinas dentro das casas publica­ doras. Não estou aqui me referin­ do às editoras que, como a própria Scortecci, atendem a um nicho bas­ tante específico, o de autores inde­ pendentes. O alvo dos fabricantes de impressoras digitais é formado pelas editoras de mercado, e a proposta é tentadora: imprima em casa os livros fora de catálogo, aquela porção de títulos normalmente encaixada na chamada cauda longa. Com isso, a editora cortaria os custos de impres­ são e estaria sempre pronta para sa­ tisfazer o consumidor. Sabemos que se trata de um en­ godo. Olhando apenas o custo uni­ tário do produto o editor pode ter a falsa ideia de que vale a pena colo­ car uma impressora naquele espa­ ço ocio­so, porém, mesmo ignoran­ do o investimento no equipamento em si, até em regime de arrendamen­ to, existe uma série de outros custos envolvidos, como a manutenção de instalações adequadas ao fun­cio­na­ men­to dos sistemas, a necessidade de linhas de pós-​­impressão e de mão de obra qualificada para operar tais máquinas. Penso que esse modelo de negócio, que não é novo e já quebrou vá­rias editoras, volta agora muito por

conta da crise. É preciso encontrar saí­ das, mesmo que elas envolvam pas­ sar por cima de seus parceiros. Entendo que devemos trabalhar em outra direção. Um segmento de mercado é forte e relevante na me­ dida em que cada um dos elos da ca­ deia produtiva é respeitado. Nunca foi tão importante ­atuar em sintonia com seus pares. Nesse sentido a Abi­ graf planeja rea­li­zar reu­niões com os detentores de tecnologia e com os editores para identificar demandas e proposições de ambos os lados. Não acredito que incorporar o processo de impressão para dar va­ zão a obras fora de catálogo seja uma boa alternativa para o segmen­ to edi­to­rial e seus números decres­ centes. A não ser que a editora quei­ ra montar uma gráfica. Mas nesse caso a conversa é outra e a atividade tem de ser encarada como uma uni­ dade de negócio (estou aqui fazen­ do um exercício de memória e só me vem à mente a FTD como exemplo bem sucedido). A solução para os li­ vreiros passa pela elevação do preço dos títulos. Desde 2005 o preço mé­ dio vem caindo na esteira de uma ló­ gica populista de que livro no Brasil é caro. Já vimos onde esse artifício de segurar os preços na ponta pode le­ var. Mas esse é assunto longo, mere­ ce espaço exclusivo, e será abordado em outra oportunidade. Por que não deixar a impressão de livros em pe­ quenas tiragens com os gráficos? João Scortecci Diretor Setorial do Grupo Empresarial Editorial

● Ouro  ● Prata  ● Certificado de Qualidade

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MENSAGEM

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ivismo? Será que vale a pena o associat inar que a união de

É também dif ícil imag o, ind ist ass os am est e qu s nça s benefício do que Diante de todas as muda nossos esforços traria meno e a ític pol à as ad on aci ependentemente do principalmente aquelas rel qualquer ação individual, ind se reab , ria ciá viden a um de nós. anho e da expressão de cad às reformas trabalhista e pre tam s ato a maturidade ações, sindic balho das entidades ref lete tra O o debate do valor das associ ar os atingem a todos, ssam represent sso seg mento e seus resultad no e outras agremiações que po de s específicos. o isolada que possa trazer interesses coletivos de grupo independentemente da açã se mpa ocu pre des ida organização. ent efício único para qualquer Por outro lado, as próprias ben um er rec ofe m ssa e precisa ser ade que po untariado é uma virtude qu vol O com a percepção da atrativid vo eti col sse vido reforça o intere objetivos concretos e despro com a tad rci para manter forte o elo que exe um nh eresse individualmente, ne de qualquer vaidade ou int na solução de questões que, um, com bem ado pessoal que supere o de nós poderá ter um result que m age ido em troca de uma aprendiz mais efetivo que o grupo un tod s para os Chegou a hora de avaliar traga benefícios mútuo em torno de um consenso. . os envolvidos nesta jornada tunidades e or Chegou a hora de avaliar op as da or fav a a Por tudo isso, sou utenção an m as oportunidades e discutir a ir ut sc di que ra pa nto união de nossa indústria s do manutenção ou realinhame to en m ha in al re a ou um ideia juntos possamos construir dos interesses de forma a a a rm fo ade interesses de de futuro, cuja responsabilid consolidar uma posição que, ão siç po pouco a tam um ou r ar uro consolid não podemos delega seg uramente, ref lita no fut uções ta sol fli as re o ignorar, imag inando que que, seguramente, de cada um de nós, quer com o aleatória com no futuro de cada um de virão de formapo. pessoa física ou jurídica. apenas passar do tem Isto seria como pessoa Como participante da er qu s, nó tando car des o , como torcer num jog Abigraf, Abro e Sindigraf-SP rídica. ju ou ica fís campo. em a possibilidade de entrar reafirmo a importância É chegado o momento de de estarmos alinhados e reafirmar a força coesos na construção de nos posicionarmos e assim ões est qu r eça der en ssa ra o futuro. indústria que queremos pa uma agenda positiva que po da o: com s tai rá pelo nosso Gráfica, associativismo só sobrevive O relevantes para a Indústria o tad por eremos o de impostos do papel im vergência de valores que qu con e o ◆ A sobretaxaçã orç esf sil Bra no nossas organizações. grama dos livros didáticos ◆ O fut uro do pro imprimir para o destino de ca áfi Gr ria úst Ind a da NR 12 para ◆ As adequações didáticos rmas de qualidade dos livros ◆ A revisão das no jacomine@plural.com.br o fic grá nto me seg do s posto ◆ A cadeia de im lhista e as oportunidades ba tra a ◆ A reform para a Indústria Gráfica orização do impresso ◆ As ações de val desvio de finalidade ◆ O combate ao do uso do papel imune técnica e a formação ◆ A capacitação de obra. profissional de nossa mão as alg uns pontos en ap são É certo que estes sobrevivência e importantes cujo impacto na , um de nós, é, seg uramente competitividade, para cada s lidar individualmente crucial se não conseg uirmo um deles. e adequadamente com cada

C arlos J acomine

rial de rotativa s offset Diretor administrativo e seto o e vice-presidente da Abr

66 REVISTA ABIGR AF

março /abril 2017

da Abigraf-SP


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Revista abigraf 288  
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