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REVISTA

ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • N O V E M B R O / D E Z E M B R O 2 0 1 6 • Nº 2 8 6


2 6 º

P R Ê M I O

B R A S I L E I R O

D E

E X C E L Ê N C I A

G R Á F I C A

O DESAFIO É GRANDE. O RECONHECIMENTO, ETERNO. AGRA D EC EM O S A TO D A S A S GR Á F IC A S , F OR N E CE DOR E S E A O S NO S S O S PAT R OCIN A DOR E S DE S TA E DIÇÃ O .

R ea l i z a ç ã o

Patrocínio Ouro

P a t r oc í n i o P r a t a

P a t r oc í n i o B r on z e

A p oi o d e M í d i a


PARABÉNS AOS FINALISTAS. 43 S. A. GRÁFICA E EDITORA

HALLEY S/A GRÁFICA E EDITORA

ANS IMPRESSÕES GRÁFICAS

HELLOGRAF ARTES GRÁFICAS

ANTILHAS EMBALAGENS EDITORA E GRÁFICA

IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO

ARTES GRÁFICAS E EDITORA BELTON

IMPRESUL SERVIÇOS GRÁFICOS E EDITORA

ARTES GRÁFICAS FORMATO

INDIMAGEM GRÁFICA E EDITORIA DIGITAL

ASSOCIAÇÃO JESUÍTA- EDIÇÕES LOYOLA

INDÚSTRIA DE EMBALAGENS SANTA INÊS

ASSOCIAÇÃO LITERÁRIA SÃO BOAVENTURA

INFOGRAPHICS GRÁFICA & EDITORA

- EDITORA SÃO MIGUEL

INGRAL INDÚSTRIA GRÁFICA

BENVENHO E CIA

IPANEMA GRÁFICA E EDITORA

BIGNARDI IND. E COM. DE ARTEF DE PAPÉIS

IPSIS GRÁFICA E EDITORA

BRASILGRAFICA S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO

KROMA GRÁFICA E EDITORA

BRASPOR GRÁFICA E EDITORA

LEOGRAF GRÁFICA E EDITORA

BRAZICOLOR INDÚSTRIA GRÁFICA

LISEGRAFF GRÁFICA E EDITORA

CENTHURY ARTES GRÁFICAS EDITORA

LOG &PRINT GRÁFICA E LOGÍSTICA

CLAUDINO INDÚSTRIA GRÁFICA

LUPAGRAF GRÁFICA LUPATINI

CONGRAF EMBALAGENS

MMR COMUNICAÇÃO E PRODUTOS PROMOCIONAIS

CORGRAF GRÁFICA E EDITORA

OGG DIGITAL GRÁFICA

DEGRÁFICA IMPRESSOS

OGRA INDÚSTRIA GRÁFICA

DELTA PUBLICIDADE

ÓTIMA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

DIGIPIX

P+E GALERIA DIGITAL

DIPIX GRÁFICA RÁPIDA

PANCROM INDÚSTRIA GRÁFICA

D´ARTHY EDITORA E GRÁFICA

PANORAMA EMBALAGENS

EDELMANN BRAZIL EMBALAGENS

PARLLARE INDÚSTRIA E SERVIÇOS SERIGRÁFICOS

EMPRESA FOLHA DA MANHÃ

PLURAL INDÚSTRIA GRÁFICA

ESCALA 7 EDITORA GRÁFICA

PRIMI TECNOLOGIA

ESKENAZI INDÚSTRIA GRÁFICA

PROVISUAL GRÁFICA E EDITORA

FACFORM IMPRESSOS

QUALIGRAF - EDITORA E GRÁFICA

FLINK PRINT - INOVAÇÃO EM IMPRESSÃO

READY DO BRASIL IND. E COM.

FORMA CERTA GRÁFICA DIGITAL

RONA EDITORA / RONA EMBALAGENS

GEOGRÁFICA EDITORA

RR DONNELLEY GRÁFICA E EDITORA

GRACIOSA GRÁFICA E EDITORA

O ESTADO DE S. PAULO

GRAFDIL IMPRESSOS

SOBRAL GRÁFICA E EDITORA

GRÁFICA E EDITORA POSIGRAF

SOCIEDADE VICENTE PALLOTTI

GRÁFICA E EDITORA SARAPUI

STILGRAF ARTES GRÁFICAS E EDITORA

GRÁFICA EDITORA GEMAR

TAMOIOS EDITORA GRÁFICA

GRÁFICA I3

TECNICÓPIAS REPRODUÇÕES TÉCNICAS

GRÁFICA NOVA FÁTIMA

TILIBRA PRODUTOS DE PAPELARIA

GRÁFICA RADIAL

TYPE BRASIL QUALIDADE EM GRÁFICA E EDITORA

GRÁFICA RAMI

VIACODE DIGITAL

GRAFISET

WP EDITORA GRÁFICA

GRAFITUSA

ZÊNITE GRÁFICA


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Esmeralda III, acrílica sobre tela, 160 × 300 cm, 2013

REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Denise Góes, Laura Araújo, Letícia Cardoso e Marco Antonio Eid Colaboradores: Claudio Ferlauto, Dieter Brandt, Hamilton Terni Costa, Ricardo Viveiros e Walter Vicioni Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Lis Gráfica Lombada quadrada: Abril Print Capa: Laminação e reservas de verniz, Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): Green Packing Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

Real e imaginário

Com total liberdade na escolha de suportes e técnicas, Sandra Cinto constrói pontes entre a natureza e a arte, criando elegantes metáforas poéticas, ao mesmo tempo simples e sofisticadas.

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Sucesso no Sul

Seminário Sul Brasileiro da Indústria Gráfica atrai 400 profissionais à sede da Fiesc com o objetivo de trocar experiências, enxergar novos caminhos e discutir a gestão das empresas da região.

Índice de confiança Sobe o índice de confiança

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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Levantamento da Abigraf indica um empresário ainda receoso quanto aos destinos da economia, mas apostando na melhora do quadro geral.


Novo comando nos Correios

A Revista Abigraf entrevista com exclusividade o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos. Entre outros assuntos, ele fala do resgate da confiabilidade nos serviços oferecidos pela empresa e de uma próxima novidade.

Prêmio Fernando Pini

Perto de 300 trabalhos concorrem neste ano ao conta-fios dourado. Para o coordenador do concurso, a importância do prêmio é ainda maior agora, quando pode ajudar a quebrar o clima negativo do setor.

Muitas formas de inovar

O consultor Hamilton Costa instiga o leitor em seu artigo a pensar se vale a pena inovar e quais formatos esse processo pode adquirir, citando exemplo no Brasil e no exterior.

Claudio Baronni conta sua trajetória

De engenheiro mecânico a fanático pela indústria gráfica, percorra os caminhos de um dos personagens mais ativos na história recente do setor.

Emoções reveladas

Ensaio do fotógrafo Thomas Baccaro discute a dificuldade em verbalizar emoções e descrever sentimentos por meio do trabalho de artesãos italianos.

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XL • NOV EMBRO/D

EZEMBRO 201 • 6 Nº 2 8 6

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Ma¯cron Embalagens........................... 64 Rotativa ............................................... 8 AM Produções ................................... 66 Premiações Regionais ........................ 38 Sustentabilidade ................................ 68 REVISTA ABIGRAF 285 NOVEMB RO/DEZE

MBRO 2016

Congresso Abre ................................. 54 Olhar Gráfico ..................................... 72 Capa: Mar Aberto (detalhe), acrílica sobre tela, madeira e livros, dimensões variadas, 2014 Autora: Sandra Cinto

Gestão/Hamilton Terni Costa ............... 56 Sistema Abigraf ................................. 84 Educação/Walter Vicioni ..................... 60 Há 30 anos ........................................ 89 Fedrigoni Papéis Finos ....................... 62 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 90 novembro /dezembro 2016

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EDITORIAL

Um prêmio à excelência ismo tiv e a importância do associa

s cumprem relevante da la cu ti ar e es rt fo se as cl Entidades de tores de atividade. se s do sa fe de e to en m vi ol missão no desenv

O

ações classistas, a Ao lado de outras represent o nd rna Fe ca áfi Gr ência onista das mudanças O Prêmio Brasileiro de Excel Abigraf Nacional foi protag is ma o o s, tem contribuído ção com nacionais. Em outras frente as ític Pini, que chega à sua 26 ª edi pol a, tin La como atesta o e na América tecnológ ico de nosso setor, to sal o importante do setor no País ra pa alidade do mercado realiza juntamente com é o grande referencial de qu Prêmio Fernando Pini, que es ior ma s do Tecnolog ia um bém, a Associação Brasileira de impressor nacional. É, tam , numerosas sos do Gráfica (ABTG). Há, ainda e mais importantes concur bito de volume ações que favorecem, no âm gênero no mundo, quer em des de mero de apoios e parcerias com entida a do rç de produtos inscritos, em nú fo A ern ext to os esi qu tá nosso setor e organism aporteos,de es o ism empresas participantes e no tiv cia so as ,o fica, à de alcance de sua base geográ grande a formação ocontretininauamedanto na te en es pr o de profissionais, açã cip rti pa a tecnolog ia, medida que conta com a eg tr erior e festa de en rticipação em eventos no ext pa a de gráficas de todo o País. s gráficas. ag rega dos troféus do 26º– o aprimoramento técnico da Além disso, pelo valor que tagonismo e de e Na representatividade pro Prêmio Brasileiro às peças premiadas, tornou-s voltado ao de de Excelência Gráfica político e no trabalho um real incentivo à qualida do, fica evidente o s rca do a me nci fortalecimento do ni Pi do nossa indústria, e a excelê an rn Fe . No cenário ida cada sig nif icado do associativismo nossos produtos é reconhec é importante ea, onal, da economia contemporân vez mais no plano internaci de classe fortes o de presas contem com entidades em as fator expresso na participaçã e qu o com , estamos es internacionais uito bom perceber que não É m as. lad icu nossos impressos em certam art e gris, e na satisfação jança da indústria inhos, ao constatarmos a pu o Concurso Theobaldo De Ni soz s sso no dos troféus do contratam na grande festa de entrega a, fic dos clientes do exterior que grá io sár pre em o o mundo! te enaltecer o Pini, a maior do setor em tod o nd ser viços. É muito importan rna Fe e petência, dedicação gráfico brasileiro, cuja com l são os principais r responsabilidade profissiona lceregato@abig raf.org.b iros. sile bra s sso pre im s do a nci fatores da excelê de similar à dos países Sem dúvida, temos qualida ortamos mais e não do primeiro mundo. Não exp enas devido aos fatores somos mais competitivos ap sso setor, a exemplo do internos que prejudicam no ria brasileira, como que ocorre com toda a indúst gerados, leg islação os juros altos, impostos exa ia e insegurança jurídica, trabalhista arcaica, burocrac ivos à produção. que ag regam custos excess o solucione esses Esperamos que o novo govern no plano cívico, político antigos problemas. Lutamos esse a transição política e democrático para que houv camente firme posição no Brasil, assumindo publi da presidente Dilma em favor do impeachment dia os desmandos e Rousseff e criticando na mí fica Bra sileira da Indústria Grá impedido, em numerosos Presidente da Associação ústrias Gráfica s Ind das to incompetência do governo dica Sin do e al) (Abigraf Nacion istas publicados nos digraf-SP) artigos de opinião e entrev no Estado de São Paulo (Sin ís. Pa do ção ica un com de principais veículos

L evi C eregato

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SPGPrints amplia produção de impressora digital O

O

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Nova tinta para impressão flexográfica

fabricante de tintas Hubergroup lançou nova série de tintas sob a marca Gecko Platinum, para flexografia e rotogravura, que se integra à já existente família de tintas Gecko. O novo produto utiliza um sistema de aglutinante de poliuretano (PU), enquanto as tintas clássicas da série Gecko são à base de nitrocelulose (NC). No dia 25 de outubro, mais de 100 gráficos internacionais especializados em embalagens flexíveis estiveram na Windmöller & Hölscher, fabricante de impressoras e sistemas para embalagens flexíveis, em Lengerich, na Alemanha, para uma demonstração da nova tinta. As tintas Gecko Platinum, base PU, foram desenvolvidas para atender à exigência de qualidade nos impressos produzidos em alta velocidade, com fácil manuseio e alta força de laminação. Segundo o fabricante, em se tratando de filmes REVISTA ABIGR AF

de laminação versáteis para uso em aplicações de alta exigência, como esterilização, esta combinação de características da tinta até agora vinha sendo quase impossível de se alcançar no segmento flexográfico e, principalmente, de preservar no segmento de rotogravura. “Extensivos testes de campo em combinação com vários sistemas adesivos, tanto à base de solventes quanto livres de solventes, confirmaram que a Gecko Platinum oferece valores de resistência consistentemente elevados, seja em aplicações de padrão standard ou em aplicações de alto desempenho, incluindo a esterilização. A qualidade de impressão é excelente, mesmo em designs com meios-tons finos, com 60 linhas/cm ou mais”, explica Lutz Frischmann, diretor de Gestão de Tecnologia de Tintas Líquidas, do Hubergroup. www.hubergroup.com

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sucesso nas vendas da sua impressora digital têxtil Javelin, lançada em junho na feira ITM 2016, em Istambul, na Turquia, levou a fabricante austríaca SPGPrints a ampliar a capacidade produtiva nas suas instalações em Kufstein. Após o lançamento global na ITM, foram confirmadas as vendas de seis unidades para empresas do Paquistão e de um sétimo sistema para um cliente turco. Além disso, outras vendas foram confirmadas para a Alemanha, Itália, Brasil, Índia e China. O equipamento foi também exibido, depois da ITM Turquia, na Febratex, em Santa Catarina, Brasil, em agosto; na SGIA , em Las Vegas, EUA , em setembro; na ITM Ásia, em Xangai, China, em outubro; e na ITME, em Mumbai, Índia, em dezembro. Dotada de tecnologia de jato de tinta inovadora e projetada para empresas que imprimem até dois milhões

de metros anualmente, a Javelin conta com um sistema de múltiplas passadas e com uma série de cabeças de impressão Fujifilm Dimatix Samba, com largura de 1.850 mm e ótima resolução de imagem. Os detalhes de linha fina, tons, chapados e geométricos podem ser reproduzidos com precisão graças ao recurso do tamanho da gota variável da impressora (2 pL–10 pL), em uma resolução de 1.200 dpi. Uma nova versão da impressora, de 3.200 mm de largura, para o mercado de decoração, será apresentada na Heimtextil 2017, no mês de janeiro, em Frankfurt, na Alemanha. As vendas e serviços da impressora Javelin são coorde na dos na fi lial de Boxmeer, da SPGPrints, nos Países Baixos, onde o centro de demonstração e a fábrica de tintas têxteis digitais também estão localizados. www.spgprints.com


Furnax leva clientes Komori ao Japão

O Grupo Furnax realizou entre

os dias 16 e 23 de outubro a segunda edição do Innova Tour. Neste evento a Furnax levou um grupo de clientes em uma viagem ao Japão para conhecer a fábrica da Komori Tsukuba, uma das mais modernas plantas para a produção de impressoras offset no mundo. A unidade de Tsukuba foi concebida tendo em vista a utilização sustentável dos recursos energéticos e a coexistência com a comunidade regional. Ela conta com um sistema de geração de energia com base em recursos naturais como a luz solar e a força do vento, buscando dessa maneira a diminuição do uso de energia

elétrica e da geração de CO ², tendo dentro da fábrica mais de vinte áreas que alcançaram a marca de zero emissão de CO². Durante o evento os clientes puderam conhecer a unidade fabril, fazer visitas a clientes Komori no Japão e realizar testes em equipamentos de seu interesse como a impressora Lithrone GX40RP, uma offset de alta qualidade que imprime frente e verso em uma única passada, sem reversão, com grande estabilidade e curto tempo de acerto. Devido à boa receptividade, já está prevista para 2017, no mesmo perío do, a terceira edição do Innova Tour. www.furnax.com.br

Francal Feiras faz lançamento comercial da Escolar 2017 A

gendada para 23 a 26 de julho de 2017 em novo local, o Expo Center Norte, a 31ª Escolar Office Brasil – Feira Internacional de Produtos para Papelarias, Escolas e Escritórios já está com 82% de sua área de exposição ocupada. O resultado foi alcançado em um único dia, 26 de outubro, quando a Francal Feiras recebeu empresas do setor para um café da manhã no Novotel, em São Paulo, e apresentou as ações e novidades da próxima edição. O presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, adianta que grandes marcas que não participaram das últimas edições estão voltando para a Escolar — os nomes serão divulgados em breve. “Ficamos muito satisfeitos com a receptividade do mercado às

novas ações que estamos desenvolvendo para atrair um público cada vez mais qualificado para interagir com a feira”, comemora Abdala. Em sua última edição, realizada de 7 a 10 de agosto deste ano, a feira recebeu mais de 13 mil visitantes. Cento e cinquenta expositores apresentaram suas novidades em cadernos, instrumentos de escrita e medição, mochilas, papéis em geral, embalagens, brinquedos e materiais didáticos e educativos, presentes, artigos para festas, papelaria fina, papéis em geral, suprimentos para escritório e informática, produtos e serviços para escolas, entre muitos outros itens. www.francal.com.br

Durst anuncia nova impressora têxtil N

o mês de outubro, a Durst apresentou a impressora Rhotex 325, incorporando nova tecnologia para sua linha Rhotex. O modelo lançado combina uma tecnologia ambientalmente amigável de produção com o sistema de impressão direta em mídias têxteis, podendo também trabalhar com papéis trânsferes. Exibida pela primeira vez durante a Exintex 2016, realizada em

Puebla, no México, de 18 a 21 de outubro, a Rhotex 325 atende tanto o mercado de soft signage quanto o de impressão de tecidos para

uso decorativo e mobiliário, vestuário e outros acessórios que tenham tecido como base. A impressora tem 3,20 metros de largura

e inclui o sistema de cabeçotes Durst WTS, aliando produtividade ao uso de tintas 100% livres de VOC (compostos voláteis). Sua velocidade é estimada entre 170 a até 350 m²/hora para alta produção (24 horas por dia, sete dias na semana). Dispensa tratamento prévio ou posterior de mídia, o que resulta em economia de tempo e aumento de produtividade. www.durst.com.br

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Setor florestal registra superávit na balança comercial De janeiro a setembro deste ano, o saldo da balança comercial do setor brasileiro de árvores plantadas atingiu US$ 4,9 bilhões, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2015 (US$ 4,6 bilhões). No acumulado de 2016, o valor exportado manteve-se estável em relação a igual período de 2015 (US$ 5,7 bilhões). A celulose contribuiu positivamente com US$ 4,1 bilhões (+1,3%), os painéis de madeira com US$ 177 milhões (+24,6%) e o papel com US$ 1,4 milhão (–6,4%). O volume exportado superou os números de 2015:

celulose, com 9,6 milhões de toneladas (+13,5%); papel, com 1,6 milhão de toneladas (+4,7%) e os painéis de madeira, com 734 mil m3 (+66,8%). A produção brasileira de celulose atingiu 13,8 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2016, 7,5% acima de 2015, e a de papel permaneceu praticamente estável, com uma pequena queda de 0,4%, totalizando 7,7 milhões de toneladas nestes nove meses. As vendas de papel no mercado doméstico ficaram estáveis em 4,0 milhões de toneladas. www.iba.org/pt

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X-Rite Pantone tem novo espectrofotômetro de bancada

nstrumento de medição de cor mais avançado do setor, o novo espectrofotômetro de esfera de bancada Ci7860 foi lançado pela X-Rite Incorporated e sua subsidiária Pantone LLC na feira K, em Düsseldorf, na Alemanha, no final de outubro. O Ci7860, mais novo membro da família de espectrofotômetros de bancada Ci7x00, da X-Rite, reduz o erro ao comunicar especificações de cor nas indústrias de plásticos, revestimentos ou tecidos na cadeia de fornecimento e garante alto nível de precisão e controle da cor em todo o processo de produção.

A X-Rite informa que o Ci7860 foi projetado especificamente para minimizar a contribuição da compatibilidade de instrumentos para a variação de cor, garantindo o mais preciso e consistente controle de cor. Ele representa um aprimoramento de 25% em relação a outros espectrofotômetros de esfera, o que permite que os donos de marcas criem os mais precisos padrões de cor principal e os comunique digitalmente, em lugar de amostras físicas, para os parceiros da cadeia de fornecimento. www.xrite.com


A

Quatro novas impressoras HP PageWide Web Press

HP Inc. ampliou em setembro seu port fó lio de equipamentos a jato de tinta de alta velocidade com o lançamento de quatro novas impressoras PageWide Web Press de 30 polegadas, modelos T390 HD, T390M HD, T380 -HD e T370HD. Essas máquinas representam a expansão da tecnologia High Definition Nozzle Architecture (HDNA) por todo o port fólio HP PageWide Web Press, possibilitando qualidade de impressão, pro-

dutividade e versatilidade aprimoradas, bem como oportunidades de “aplicação única”. Com base em um port fólio recentemente nomeado líder no IDC MarketScape para equipamentos a jato de tinta de alta velocidade, as novas impressoras PageWide Web Press trazem a tecnologia HDNA para a série T300, permitindo que os clientes busquem novas oportunidades. O novo portfólio T300 HD também oferece aos

CLICHÊS PARA HOT STAMPING E RELEVO

clientes uma economia atraente, imprimindo 152,40 m (500 pés) por minuto, com a melhor qualidade de impressão da categoria para aplicações de editoração personalizadas, como livros comerciais em cores, diários, catálogos de varejo, folhetos e materiais de apoio de marketing em qualquer tiragem. “Os fornecedores de serviços de impressão conti nuam a procurar uma tecnologia que

proporcione uma margem competitiva em um mercado concorrido, buscando a capacidade de proporcionar ofertas de alto valor aos clientes, enquanto aumentam também a lucratividade”, diz Renato Barbieri, diretor de Artes Gráficas da HP Inc. Brasil, prosseguindo: “Os lançamentos demonstram o compromisso da HP com a inovação, que leva a um impacto ime dia to para os ne gó cios de nossos clientes”. www.hp.com

EXECUTIVOS IBEMA PAPELCARTÃO

GRUPO FURNAX

Fábio Pereira

Marcelo Firmino

Diretor Industrial

Gerente de Produtos para Acabamento Gráfico

Desde 1997 no mercado, a Bronz’Art produz clichês e matrizes usinadas e por corrosão química. Infraestrutura completa e moderna para a produção de peças sob medida.

• Qualidade • Rapidez • Atendimento técnico CONSULTE-NOS

Rua das Três Meninas, 53 (Serraria) 09981-400 Diadema SP Fone (11) 2969.3777 bronzart@terra.com.br www.bronzartclicheria.com.br

IBEMA PAPELCARTÃO Graduado em Engenharia Mecânica, Fábio Pereira foi contratado em outubro pela Ibema Papelcartão e assumiu a diretoria in dus trial da fabricante paranaense. O executivo tem mais de 15 anos de experiência e atuação em processos de gestão indus trial, com passagens nas empresas Sogefi Filtration (Filtros Fram), Takaoka e Presstécnica. Pereira acumulará também a função de gerente da fábrica da Ibema em Embu das Artes (SP), onde ficará alocado.

GRUPO FURNAX O Grupo Furnax, estabelecido em São Paulo, comunicou a posse de Marcelo Firmino no cargo de gerente de Produtos para Acabamento Gráfico. Firmino traz uma bagagem de mais de 10 anos de experiência pro fis sio nal com atua ção no mercado gráfico. Ao longo de sua carreira, desenvolveu atividades na venda e gestão de negócios na área de equipamentos para acabamento, acumulando um amplo conhecimento desse processo gráfico.

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Feira do Livro de Frankfurt rende US$ 620 mil para o Brasil Com a comercialização durante o evento no montante de 620 mil

dólares em exportação de direitos autorais e livros físicos, cifra prevista para os próximos 12 meses, a participação do Brasil na 68ª Feira do Livro de Frankfurt superou as expectativas. Com 30 editoras brasileiras, o valor negociado ultrapassou a previsão de 550 mil dólares, e cresceu 24% em relação a 2015, quando o evento gerou 500 mil dólares em negócios. Por meio do Brazilian Publishers, projeto de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, fruto de parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), os profissionais do mercado editorial nacional entraram em contato com mais de 30 países e realizaram mais de 800 reuniões em apenas cinco dias de evento, de 19 a 23 de outubro. Durante a feira, a CBL e a Emirates Publishers Association (EPA) oficializaram a participação de Sharjah como país homenageado na 25ª Bienal Internacional de São Paulo, em 2018. Com grande população de imigrantes árabes, o Brasil é considerado pela EPA um dos principais mercados-alvo dos Emirados Árabes. www.cbl.org.br

CorelDraw Home & Student X8 chega ao Brasil Foi anunciado pela canadense

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Corel Corporation o lançamento no Brasil da nova edição da suíte de design CorelDraw Home & Student X8, formatada especialmente para uso residencial, de estudantes ou novos artistas que buscam uma ferramenta ao mesmo tempo profissional, de custo acessível REVISTA ABIGR AF

e fácil de usar para criação de arte, layout e edição de fotos. Disponível em português do Brasil, entre outros oito idiomas, o pacote completo inclui o CorelDraw ao lado do Photopaint, além de outras ferramentas gráficas, e custa R$ 599 em lojas online, redes de livrarias e revendas de produtos de informática em todo o País. Otimizado para Windows 10, o Home & Student X8 traz ferramentas para ilustração intuitiva e layout de página, apps para transformar fotos em ilustrações vetorizadas, filtros instantâneos de

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Dow e Adecol apresentam adesivo para embalagens

Dow, empresa do setor químico, e a Adecol, empresa paulista fabricante de adesivos industriais, se uniram para oferecer ao mercado de embalagens de supercongelados, bebidas e cartuchos plastificados uma inovação em adesivos: o Performelt CQ -4135. O lançamento é resultado do domínio científico da Dow e sua tecnologia exclusiva, aliado ao conhecimento de mercado da Adecol, tendo em vista o clima e as principais características das indústrias nacionais. Baseado na tecnologia Affinity, da Dow, o produto promete uma redução de 30% no custo, em comparação às soluções de colagem de embalagens disponíveis atual mente.

conteúdo, edição e efeitos especiais para imagens, inclusive em formato RAW. O pacote inclui ainda um utilitário esperto de captura de tela e o novo Guia Startup Tour, com dicas, vídeos de treinamento e templates para iniciantes. Segundo Flávio Tedesco, gerente de Canais Corel para o Brasil e a América Latina, uma vantagem extra é a inclusão na suíte das bibliotecas de imagens. Nesta nova edição, são mais de 1,3 mil imagens digitais e cliparts de alta qualidade e 100 fotos em alta resolução, tudo de uso livre. Os extras

De acordo com a Adecol, a nova resina assegura melhor estabilidade térmica e menor oxidação da formulação adesiva, proporcionando menor desgaste e temperatura de aplicação mais baixa, além de demandar manutenções menos frequentes. Os adesivos hot melt têm um grande potencial de crescimento no mercado global e é para este mercado que o desenvolvimento do Performelt CQ -4135 busca oferecer uma solução que atenda às demandas por maior segurança alimentar, melhor destaque na gôndola, redução de custo e sustentabilidade, ao diminuir o consumo energético, de água e de matérias-primas. www.adecol.com.br

incluem ainda 125 fontes tipográficas, 75 molduras, 100 preenchimentos e uma centena de modelos, criados por profissionais para cartazes, folhetos e certificados. www.coreldraw.com


Nova NOVACUT 106 ER

EXPERTFOLD

UM PACOTE DIFÍCIL DE RESISTIR A união da nova NOVACUT 106 ER com separação de cartuchos em linha com a super flexível dobradeira-coladeira EXPERTFOLD, não apenas aumenta sua produtividade, como também assegura a melhor qualidade de sua embalagem final. Como a produção de embalagens está cada dia mais exigente, essa excelente dupla é exatamente o que você precisa para estar sempre à frente de seus concorrentes.

www.bobst.com


ENTREVISTA Texto: Ada Caperuto

Em entrevista exclusiva à Revista Abigraf, o presidente dos Correios afirma que a comunicação impressa continua sendo muito importante e que há espaço para a convivência entre a mídia digital/eletrônica e a física, que devem atuar de forma complementar.

Foto: Caio Nantes/Correios

Guilherme Campos

N

“A comunicação impressa continua importantíssima”

atural de Campinas (SP), o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, tomou posse em 9 de junho, durante reu nião da diretoria executiva da estatal, em Brasília (DF), com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e membros do Conselho de Administração dos Correios e da CorreiosPar. O engenheiro civil de 53 anos,

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formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), atuou no comércio em sua cidade natal, ingressando na carreira política em 2005, como vice-prefeito de Campinas, na chapa de Hélio de Oliveira Santos (PDT), e secretário municipal de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo no mesmo município (2005–2006). Foi eleito deputado federal por dois mandatos (2007–2011 e 2011–2014).


À frente de entidades de classe, foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), por quatro mandatos, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campinas (CDL) e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) – regional Campinas, por dez anos. Durante sua posse, Campos anunciou seu compromisso em atuar em prol dos Correios, no resgate e manutenção do perfil de confiabi lidade e prestação de serviços que a empresa sempre teve. Este é um dos temas abordados nesta entrevista que o executivo concedeu à Revista Abigraf. Os Correios sempre mantiveram uma imagem que é referência em bons serviços no Brasil. O que o senhor destacaria nesta atua ção que tenha contri buído para que a empresa conquistasse esse respeito? Em primeiro lugar, nossa capilaridade: somos a única empresa presente em todos os municípios do Brasil. Além disso, temos uma credibilidade histórica, baseada na nossa eficiência e no fato de o serviço postal no Brasil ter mais de 350 anos. Ano a ano, as pesquisas de opinião nos apontam como uma das instituições de maior confiança da população brasileira. Outros fatores são os serviços adicionais que oferecemos e a facilidade de acesso às nossas agências. Como se posicionam os Correios brasileiros perante outros países da América Latina e até mesmo em relação aos Estados Unidos e países europeus, no que se refere à qualidade e diversidade de serviços prestados? Não há um mecanismo internacional de comparação da qualidade do serviço que cada correio presta em âmbito nacional, por isso, é impossível comparar, nesse quesito, os Correios brasileiros com qualquer outro correio do mundo. Em questão de diversidade, essa comparação também acaba sendo subjetiva, já que os produtos e serviços são disponibilizados para atender às demandas de cada país. No caso do Brasil, acredito que cabe destacar dois diferenciais em relação aos demais correios: o Banco Postal e o Exporta Fácil. De que se tratam esses dois serviços? O Banco Postal leva a marca dos Correios como correspondente na prestação de serviços

bancários básicos em todo o território nacional e tem como objetivos levar serviços de correspondente à população desprovida de atendimento bancário e pro porcionar acesso ao sistema financeiro. O Exporta Fácil é resultado de uma parceria entre Correios, Receita Federal, Banco Central, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e outros órgãos anuentes. O serviço atende as necessidades comerciais de empresas e pessoas físicas que querem exportar seus produtos para outros países, atendendo principalmente às empresas de pequeno e médio porte.

Somos a única empresa presente em todos os municípios do Brasil. Além disso, temos uma credibilidade histórica, baseada na nossa eficiência e no fato de o serviço postal no Brasil ter mais de 350 anos. Ano a ano, as pesquisas de opinião nos apontam como uma das instituições de maior confiança da população brasileira

Quais são as vantagens e como fun cio na o Exporta Fácil? O benefício para o cliente é a rapidez no processo de desembaraço aduaneiro, sem custos adicionais ou burocracia. Podem ser enviadas remessas de até 50 mil dólares, de qualquer cidade do Brasil, mesmo aquelas onde não há presença física da Aduana. Como dito anterior mente, o Exporta Fácil deu tão certo que foi apontado pela União Postal Universal (UPU) como um dos novembro /dezembro 2016

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instrumentos que os correios mundiais devem usar para diversificar as suas atividades e, com isso, ajudar a expandir o comércio inter nacional, além de ficar em primeiro lugar como a ferramenta de apoio mais lembrada pelos exportadores, com 70% de indicações pelas empresas, numa pesquisa feita pelo Sebrae.

O Exporta Fácil deu tão certo que foi apontado pela União Postal Universal como um dos instrumentos que os correios mundiais devem usar para diversificar as suas atividades e, com isso, ajudar a expandir o comércio internacional, além de ficar em primeiro lugar como a ferramenta de apoio mais lembrada pelos exportadores.

Quais são os outros serviços prestados pelo Correios que se destacam por sua inovação ou pela grande demanda? Um de nossos maiores destaques em termos de demanda é o envio de encomendas com diversos tipos de prazo e preço, para atender todo tipo de necessidade do cliente. Essa diversidade, agregada à capilaridade e eficiência, nos torna líderes absolutos do segmento concor rencial de entrega de encomendas no Brasil. Já pela inovação temos o e-Carta, em que recebemos os dados das mensagens de forma eletrônica e rea lizamos a impressão, o envelopamento e a entrega ao destinatário. Esse serviço cresceu 160% até agosto deste ano, em um

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comparativo com o mesmo período de 2015. Outro serviço inovador, que deve estar disponível em nossa rede no primeiro trimestre de 2017, é o de telefonia móvel celular, o MVNO, em que vamos oferecer no varejo, com marca própria, planos de voz, dados e serviços de valor agregado, além de chips. Houve um tempo que o serviço de mala- direta ameaçava ser totalmente substituído pelo digital. Esse pensamento já está mudando. Qual a importância que os Correios atribuem à comunicação impressa? Em que pese os vários prenúncios sobre o fim do papel, a verdade é que há espaço para a convivência harmônica da mídia digital (online) e da mídia física. Com a mala direta, o comprador pode ser impactado mais profundamente e atraído de forma digital, por meio de cupons/ bônus por visitar o ambiente vir tual da promoção, por exemplo. Há espaço para a mídia digital/eletrônica/online e para a física/offline, que devem atuar de forma complementar. Pode-se dizer que a comunicação impressa segue tendo o seu lugar, mas precisa comprovar sua efetividade. Portanto, para os Correios, a comunicação impressa segue sendo importantíssima, razão dos esforços da empresa em oferecer soluções complementares à mídia eletrônica. Existem algumas regiões brasileiras que são consideradas “ áreas de restrição”, a exemplo de locais próximos a comunidades de alta periculosidade no Rio de Janeiro. Como os Correios lidam com isso? A legislação brasileira nos ampara no sentido de não sermos obrigados a rea lizar entregas em locais que não ofereçam segurança ao carteiro. Porém, entendemos o papel social dos Correios e buscamos soluções que permitam rea lizar mos as entregas ao destinatário ao mesmo tempo em que garantimos a integridade e segurança de nossos empregados, como a entrega diferenciada, em que o cliente recebe um aviso para retirar sua encomenda na unidade mais próxima de casa, evitando assim que seja roubada. Também entendemos que a questão dos assaltos é um problema de segurança pública e por isso trabalhamos em parceria com órgãos de segurança dos municípios, estados e do governo federal, além de rea lizar mos investimentos em ferramentas de segurança como escolta armada e rastreamento de veícu los e encomendas, entre outras.


O senhor declarou à imprensa que os Correios estão praticamente sem recursos para se manter. Quais as medidas específicas para reverter esta situação que devem ser tomadas durante a sua gestão? Entre as principais medidas, podemos destacar a revisão de todos os contratos existentes e suspensão de novas contratações, exceto para serviços essenciais; a venda de ativos; a redução de despesas de custeio; a revisão do planejamento estratégico; e a revisão do plano de saúde para torná-lo sustentável, sem, no entanto, causar qualquer prejuízo ou retirada de direitos dos trabalhadores. A partir de 1-º de setembro, os Correios implementaram a proibição da postagem de livros como mala direta, que era mais econômica para o consumidor. Qual o motivo desta decisão? O serviço de Mala Direta dos Correios foi criado para o envio de peças promocionais, propagandas, brindes e periódicos. O envio de livros por meio do serviço de Mala Direta dos Correios nunca foi permitido. O que ocorria no passado era que vários clientes utilizavam de forma despadronizada o serviço de mala direta para a postagem de livros, além da indisponibilidade do serviço de Impresso para os clientes com contrato. Tal inconformidade ocasionava um desequilíbrio na estrutura de preços da empresa devido a cobertura de custos, visto que o transporte de livros implica em recursos diferenciados. Dessa forma, desde 1º de setembro, os Correios padronizaram o serviço de Impresso para o envio de livros. Além disso, os serviços de encomenda continuam também disponíveis para a mesma finalidade com prazos diferenciados. Qual o impacto que esta medida está gerando junto às editoras? De modo geral, esta decisão não gerou impactos negativos junto às editoras já que a maioria delas utilizava regularmente apenas os serviços de Sedex e PAC para o envio de livros. Além disso, com esta alteração, as editoras passaram a contar com a redução de 50% no preço do registro módico. Dessa forma, com a disponibilização do serviço de Impresso para os clientes com contrato, os Correios passaram a ofertar para o mercado e aos seus clientes mais uma solução aderente às necessidades deste segmento.

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Os Correios também fazem uma das mais interessantes ações sociais com as cartas de Natal, por meio das quais os consumidores podem pre sentear crianças carentes. Quais tem sido os resultados desta ação? Quais outras o senhor poderia destacar? Quanto ao Papai Noel dos Correios, nos últimos três anos recebemos quase um milhão de cartinhas em todo o País. Nosso índice de adoção tem se mantido na média de 81% e esperamos manter esse índice em 2016. A campanha deste ano está alinhada aos objetivos de desenvolvimento sustentável e aos programas governamentais que visam, entre outros objetivos, garantir a permanência das crianças nas escolas. Por isso, nossa campanha contemplará, priorita ria mente, as cartas das crianças de escolas da rede pública (até o 5º ano do Ensino Fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos. Quais outras ações nesse âmbito o senhor destacaria? Temos diversas ações que vão ao encontro do nosso dever de retribuir à sociedade brasileira a confiança em nós depositada, ainda mais por sermos uma empresa pública. Por isso desenvolvemos muitas ações sociais, mas gostaria de citar as principais. O EcoPostal, por exemplo, é um programa de doação de uniformes, malas e malotes postais sem condições de uso para entidades sem fins lucrativos que os transformam em peças artesanais, gerando emprego e renda a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em 2015, foram quase 20,4 mil peças recicladas, beneficiando 1.835 pessoas. Outro programa que cabe destacar é a Coleta Seletiva Solidária, em que doamos os resíduos recicláveis às cooperativas de catadores de materiais. No ano passado, foram 80 entidades beneficiadas, com uma média de quase 2,2 mil pessoas atendidas. Por fim, temos o Correios Solida riedade Expressa, de sencadeado quando solicitado oficialmente por autoridades governamentais, em situações de emergência ou calamidade pública. Nessa ação, recebemos donativos nas agências e rea lizamos o transporte e entrega nos locais atingidos pelas catástrofes, como enchentes, por exemplo. De 2013 a 2015, o volume total de itens arrecadados e transportados, entre roupas, calçados e alimentos, foi de 27 toneladas.


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Sandra Cinto A natureza da Arte

andra Cinto veio ao mundo em 1968, final de uma década de rebe­ liões. Uma guerra matava milhares de pessoas no Vietnã, no sudeste da Ásia. Jovens por todos os continen­ tes, em especial na América do Norte (EUA– México), Europa (França–Checoslováquia) e América do Sul (Peru–Brasil), exigiam a paz em diferentes movimentos, entre os quais o hippie. A rigor, queriam algo além: um mundo verda­ deiramente novo. E isso tudo acontecia junto e misturado com a corrida espacial, a tomada de Cuba por Fidel Castro e “Che” Guevara, a libera­ ção gay, o surgimento dos primeiros cartões de crédito, o assassinato do pacifista Martin Lu­ ther King Jr., a comunicação de massa via TV e um entusiasmo pela energia nuclear. A única certeza dessa época, era que tudo era incerto. Foi em Santo André, na Região Metropoli­ tana de São Paulo, cidade industrial, que San­ dra nasceu, cresceu e se formou em Educação Artística pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (1990). Desde pequena revelou talen­ to para o desenho, tanto quanto interesse por descobrir e entender a natureza. Entre a terra, a vegetação, a água e as nuvens do céu que, al­ gumas vezes misturavam­ se à poluição ema­ nada das chaminés das fábricas, a menina foi instigada a pensar no útil e no belo, no natu­ ral e no ar tificial. Pode haver um diá logo entre opostos? Ela provou que sim.

ano. À época, indicada pela revista Bravo!, par­ ticipou de uma coletiva, “L’Art dans le Monde”, com 100 artistas escolhidos por 36 publicações de arte contemporânea editadas em diferen­ tes países. A mostra foi rea lizada na Pont Alexandre III, na capital francesa, pela respeitada revista Beaux Arts. O que se revela no trabalho de Sandra Cin­ to é, em primeiro lugar, a liberdade na escolha dos suportes e técnicas com os quais pretende transmitir suas mensagens. Depois, a quali­ dade de seu trabalho fruto de muitos estudos, pesquisas, buscas responsáveis que, entretan­ to, não aprisionam a criação. Por fim, sua preo­ cupação em estabelecer um diá logo entre a na­ tureza e a arte, trabalhando com água, nuvens, pedras e, também, objetos que transportam cada um de nós para um sonho de paz. Seus trabalhos provocam a mais terna sensação de felicidade, são elegantes metáforas poéticas. Outro aspecto presente nos desenhos, gra­ vuras, pinturas e instalações de Sandra está na, supostamente impossível, ponte estabelecida sobre colunas de simplicidade e sofisticação. Sua inquietação não termina aí, segue no que

Foto: Yamamoto Tadasu

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ARTE

A magia da beleza natural, a partir de elementos como pedra, água e nuvens, permite uma leitura única e emocionada da vida. Arte delicada e corajosa que estabelece um diálogo entre o real e o imaginário, levando à reflexão sobre essa tal de felicidade. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA)

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CONSTRUÇÃO

Em 1988, com apenas 20 anos de idade, Sandra Cinto estreia no IV Salão Universitário de Artes Plásticas (São Paulo, SP). No ano seguinte, con­ quista o 1º Prêmio Canson de Arte sobre Papel, em coletiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (São Paulo, SP). E, desde então, não parou mais. São dezenas de coletivas e individuais pelo Brasil, incluindo a Bienal Inter nacional de São Paulo (1998). E, também, pelo mundo (EUA , França, Espanha, México, Argentina, Venezuela, Itália, Luxemburgo, Bélgica, Portugal e outros). No ano 2000, a artista recebeu bolsa da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) para rea lizar um projeto próprio, residindo na Cité des Arts, em Paris­França, por quase um

1 (página ao lado) Paisagem de uma vida [detalhe], pintura, caneta permanente s/ parede, cadeiras e peça sonora, 600 × 1865 cm, 2015 Foto: Yamamoto Tadasu 2 Imitação da água [detalhe], vista da exposição, caneta permanente e acrílica s/ tela, madeira e livros, dimensões variáveis, 2010 Foto: Everton Ballardin

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3 Sem título, caneta permanente e acrílica s/ tela, 160 × 250 cm, 2009 4 Acaso e necessidade I [detalhe], acrílica e caneta permanente s/ tela, 300 × 750 cm, 2016 Foto: Edouard Fraipont 5 Pausa [detalhe da instalação], caneta permanente e acrílica s/ madeira, dimensões variadas, 2014 Foto: Tereza Arozena 6 Paisagem de uma vida [vista da instalação], pintura, caneta permanente s/ parede, cadeiras e peça sonora, 600 × 1865 cm, 2015 Foto: Yamamoto Tadasu

ATELIÊ FIDALGA www.ateliefidalga.com.br/galerias/sandra-cinto

REVISTA ISSN 010 3•572

ARTE & IN DÚSTRI

A GRÁFIC A • ANO X L • NOVEM BR

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passa sob essa ponte: sensações subjetivas que nos provocam, instigam e fazem acreditar que vale a pena viver. Ao analisar toda sua obra, per­ cebe­se uma proposta criada e recriada passo a passo. Uma construção que, como se fosse uma cidade do futuro, é pensada desde o projeto ur­ banístico, passando pela arquitetura e até che­ gar ao paisagismo. Sempre rica em humanidade. REVELAÇÃO

Sandra Cinto conta a vida além da vida, propõe uma visão revolucionária do mundo. Consegue nos fazer viajar no tempo, considerar e recon­ siderar caminhos, olhar dentro de cada um de nós e do próximo com suavidade. Surge o de­ sejo de ser maior no coração e na mente do que na conta bancária. Ela identifica cada questão, contextua liza e debate no traço que vai e vol­ ta, cria volumes, concede à luz a oportunidade

REVISTA ABIGRA F

285 NOVEM BRO/DE

ZEMBR O 2016

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Capa

Sandra Cinto, Mar Aberto [detalhe], acrílica s/ tela, madeira e livros, dimensões variadas, 2014 6

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de revelar cores especiais. A pedra, a nuvem, a água dão movimento, ritmo e transformam em música o visual. Você está em um baile, tira al­ guém para dançar e em rodopios experimenta momentos de intensa alegria. Quando Sandra coloca barquinhos de pa­ pel, instrumentos musicais, facas, livros, esca­ das, luminárias ou móveis em seus trabalhos, tais elementos se integram com absoluta har­ monia que não causam qualquer incomodo. Pelo contrário, estimulam reflexões sem restringir o aspecto onírico tão forte em sua obra. A ar­ tista também olha dentro de si e imagina um mundo ir real que deveria ser real. Porque vi­ ver é estar, sempre, à beira do abismo. E quem gosta do risco de mergulhar no espaço, precisa ter asas. Sandra tem. E generosamente convi­ da­nos a voar com ela. Ou, também, navegar . . . Não se sabe ao certo se são rios caudalo­ sos ou mares bravios, mas as águas de San­ dra são azuis, como as nuvens são brancas e a alma pode ser preta ou laranja. O que importa mesmo, é que o timoneiro do barco seja astu­ to e saiba se comportar em momentos serenos ou em naufrágios sob as fortes ondas. Porque a vida é feita de perdas e ganhos, tal qual de­ terminam os movimentos que estão presentes no trabalho da artista. Muito se pode reconhecer da milenar arte oriental, da modernidade europeia e da brasi­ lidade na obra de Sandra Cinto. O especial, en­ tretanto, é que ela sabe se valer de cada uma dessas influências para ser única, inédita e ca­ paz de sur preender na sua constante renovação. Sandra Cinto é como um temporal que envolve o céu e a terra com suas águas, sejam gotas ou ondas. Ela cria para questionar, fazer refletir e perceber novos caminhos.


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Marca de excelência Neste ano, 81 empresas, com 298 peças, estão na disputa pelo maior prêmio do setor gráfico brasileiro. Texto: Tânia Galluzzi

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ian te das atuais cir- opinião de Veloso. A alta qualidade das pe­ cunstâncias, acredito que ças foi mantida, indicando a seletividade e a tivemos um desempenho seriedade com as quais as gráficas encaram muito positivo”. Esse é o ba­ o prêmio, destacando­se o esforço das em­ lanço de Francisco Veloso, presas em maximizar os resultados a partir coordenador do concurso e presidente exe­ dos recursos disponíveis. Principalmente cutivo da ABTG, com relação à 26ª edição do na área promocional e um pouco em em­ Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fer­ balagens, viu­se uma busca por diferencia­ nando Pini. O número de inscrições caiu de ção com o aproveitamento total dos meios. 1.340 para 1.205 peças, e de empresas par­ O coorde nador do prêmio ressaltou, ticipantes de 187 para 178, porém imagina­ também, o acolhimento do segmento cria­ va­ se, no primeiro semestre, uma queda do para a edição deste ano, Produtos de mais acentua da em fun­ Baixas Tiragens. Com três ção do pessimismo reinan­ categorias — Embalagens, INSCRIÇÕES te no setor naquele perío­ Revistas e Livros —, ele con­ do. “Acho que nos saí mos templará impressos com 1.205 produtos bem em face da situação tiragens até 100 unida­ 178 empresas atípica que estamos viven­ des, ex cetuando protóti­ 15 estados do. E a importância do prê­ pos e produtos pró prios. mio cresce em momentos “Apenas em Revistas não como esse, servindo como teremos finalistas, algo FINALISTAS um elemento motivador, já esperado. O que moti­ que pode ajudar a quebrar vou a cria ção desse seg­ 298 produtos o clima negativo.” Do pon­ mento foi o conflito gerado 81 empresas to de vista dos produtos, se por trabalhos de baixíssi­ a crise teve algum impac­ ma tiragem, como livros 12 estados to ele foi construtivo, na com seis, sete exemplares,


altamente personalizados, criados para fins específicos, que acabavam se misturando com as tiragens industriais. Mas não po­ día mos pensar apenas nos livros, tínha­ mos de olhar o prêmio como um todo, e a comissão técnica decidiu criar as três cate­ gorias, porém com uma baixa expectativa em Revistas, o que se confirmou.” Outra novidade está relacionada à ce­ rimônia em si. Neste ano a premiação dos fornecedores será rea lizada no tradicional almoço de final de ano do Sistema Abigraf, na primeira quinzena de dezembro (veja re­ lação nesta página). A finalidade é valorizar a participação dos fornecedores e otimizar a entrega dos troféus no dia 22 de novem­ bro, no Espaço das Américas, em São Paulo. Essa, porém, é a única mudança. O prêmio continua sendo o mesmo e as regras para a escolha dos vencedores também. Das 1.205 peças inscritas, confecciona­ das por 178 empresas localizadas em 15 es­ tados, 298 passaram pela primeira fase de julgamento e concorrem ao conta­fios dou­ rado. Estão na disputa 81 empresas, de 12 estados. A gráfica com maior número de indicações, 22, é a Log & Print. Frequenta­ dora assídua do concurso, a empresa, uma das maiores gráficas em capacidade de im­ pressão e acabamento da América Latina, já tem a vitória garantida em duas catego­ rias, nas quais os cinco produtos finalis­ tas são seus: Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos e Conformidade com a Norma ISP 12.647. O mesmo acontece nas categorias Embalagens Flexíveis Impressas em Flexografia e Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa, cujos vencedores anteci­ pados são a gráfica Nova Fátima, localiza­ da em Nova Fátima, no Paraná, e a MMR Comunicação, da capital paulista. Entre os finalistas com mais produtos no páreo aparecem ainda a paranaense Corgraf e a paulista P+E, ambas com 14 indicações, as paulistas Ipsis (13) e Plural (12), e a para­ naense WP/Malires, com 11.

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Adesivos ◆ Blanquetas ◆ Chapas para Impressão ◆ Equipamentos de Impressão Plana ◆ Equipamentos de Impressão Rotativa ◆ Equipamentos para Impressão Digital ◆ Equipamentos para Impressão Digital em Grandes Formatos (Equipamentos com largura mínima de 1,20 metro) ◆ Equipamentos para Pré-Impressão, Sistemas e CTPs ◆ Equipamentos para Acabamento Gráfico ◆ Papel para Impressão – Não Revestido ◆ Papel para Impressão – Revestido ◆ Papel Autoadesivo ◆ Cartão para Impressão com e sem Revestimento ◆ Sistema de Provas ◆ Tintas ◆ Vernizes ◆ Softwares de Gerenciamento de Cores ◆ Papéis Finos, Especiais e Sintéticos novembro /dezembro 2016

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Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXVI Prêmio Fernando Pini, no dia 22 de novembro de 2016.

Livros de texto Ipsis Gráfica e Editora Produto: Coleção João do Rio Teatro, Folhetim e Crônica Cliente: Editora Carambaia Associação Jesuíta – Edições Loyola Produto: Evangeliário Verde Cliente: Edições Loyola Geográfica Editora Produto: o Homem que Caiu na Terra Cliente: Darkside Geográfica Editora Produto: Os Sertões Cliente: Ubu Geográfica Editora Produto: Batman Cliente: Darkside

Livros institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Atelier Marko Brajovic Cliente: Atelier Marko Brajovic Benvenho e Cia. Produto: Ontem, Hoje e Amanhã Cliente: A. Yoshii Log & Print Gráfica e Logística Produto: Acic 95 anos Cliente: Editora Arte Escrita Facform Impressos Produto: Santa Cruz de Corpo e Alma Cliente: Santa Cruz Futebol Clube Ipsis Gráfica e Editora Produto: Giovanni Frasson – Dez Mil Novecentos e Cinquenta Dias de Moda Cliente: Luste Projetos Editoriais e Culturais

Livros culturais e de arte Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Projeto Segall Cliente: WG Ipsis Gráfica e Editora Produto: Marcel Gautherot Fotografias Cliente: Instituto Moreira Salles Ipsis Gráfica e Editora Produto: Raisonné Vik Muniz 1987–2015 Cliente: Capivara Editora Imprensa Oficial do Estado – Imesp Produto: Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil Cliente: Imprensa Oficial do Estado – Imesp Ipsis Gráfica e Editora Produto: Bienal Naïfs do Brasil 2016 Cliente: Sesc – Serviço Social do Comércio

Livros infantis/juvenis RR Donnelley Gráfica e Editora Produto: Almanaque do Fundo do Mar Cliente: Panda Books RR Donnelley Gráfica e Editora Produto: Príncipe Valente Cliente: Ediouro Artes Gráficas Formato Produto: Moscas e Outras Memórias Cliente: Instituto Cultural Aletria Log & Print Gráfica e Logística Produto: Esquadrão Suicida – Chute na Cara Cliente: Panini Comics Brasil Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Edição Especial Disney Escoteiros Mirins Cliente: Editora Abril

LIVROS

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Livros ilustrados e livros técnicos Leograf Gráfica e Editora Produto: YouTube Insights Cliente: YouTube Ipsis Gráfica e Editora Produto: Millôr: Obra Gráfica Cliente: Instituto Moreira Salles Ipanema Gráfica e Editora Produto: Todas as Cores de Brasília Cliente: Express Comunicação Ipsis Gráfica e Editora Produto: A Jornada do Rinoceronte – Érico Hiller Cliente: Hiller Studios Marketing Cultural Fotografia e Web Ipsis Gráfica e Editora Produto: Ciclo Cliente: ID Cultural Livros didáticos Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Buriti Mirim 2 Cliente: Editora Moderna Gráfica e Editora Posigraf Produto: Dicionário Ilustrado Aurelinho Cliente: Editora Positivo Provisual Gráfica e Editora Produto: Livro de Leitura e Escrita 2 Cliente: Imeph Log & Print Gráfica e Logística Produto: Projeto Teláris Ciências Cliente: Editora Ática Log & Print Gráfica e Logística Produto: Projeto Teláris Matemática Cliente: Editora Ática Guias, manuais e anuários Sociedade Vicente Pallotti Produto: Arquitetura e Decoração Cliente: Girafa Comunicação


Sociedade Vicente Pallotti Produto: Elite Design Gold Edition Cliente: FRS Comunicação Integrada Halley Gráfica e Editora Produto: Ambientes Edição Especial 2016 Cliente: IDE Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Artefacto 40 Anos – Mostra 2016 Beach Country Cliente: Euromóbile Interior Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Audiovisual Cliente: Apro/Sebrae Photobook digital Digipix Produto: Portfolio Lifestyle Cliente: Erika Verginelli Digipix Produto: Ensaio A2 Cliente: Fernanda Scott P+E Galeria Digital Produto: East African Dreams Cliente: Luigi Dias P+E Galeria Digital Produto: Details Cliente: Luis Augusto Pacheco Ambar Indimagem Gráfica e Editora Digital Produto: Casamento Porto de Galinhas Cliente: Fotógrafo Eduardo Perazzoli

REVISTAS Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Revista Florense Primavera Cliente: Fábrica de Móveis Florense Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Revista Florense Verão Cliente: Fábrica de Móveis Florense Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rev.Nacional nº 7 Cliente: Ipsis Gráfica e Editora

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Facform Impressos Produto: Revista Mensch – Sociedade Vicente Pallotti Cliente: Revista Mensch Forma Certa Gráfica Digital Produto: Revista Wow Mag Cliente: Revista Wow Mag Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais Sociedade Vicente Pallotti Produto: Revista Decor nº 113 Cliente: Art Concept Editora Sobral Gráfica e Editora Produto: Revista Vem Também, 2ª edição Cliente: Revista Vem Também Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Audi Cliente: Trip Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista TWG nº 15 Cliente: Ferrari Edições Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Revista Iate nº 40 Cliente: Revista Iate Revistas infantis/juvenis ou de desenhos Log & Print Gráfica e Logística Produto: Cavaleiros das Trevas – A Última Cruzada Cliente: Panini Comics Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Demolidor Cliente: Panini Comics Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Convergência – A Sombra do Batman Cliente: Panini Comics Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Multiverso DC Cliente: Panini Comics Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Convergência 02 Cliente: Panini Comics Brasil Revistas institucionais Sociedade Vicente Pallotti Produto: Revista Brilia Insight nº 6 Cliente: Swell Importação e Comércio de Produtos de Iluminação

Sociedade Vicente Pallotti Produto: Revista Smiles Collection Cliente: Manuel Bairros Junior Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Zum nº 10 Cliente: Instituto Moreira Salles Log & Print Gráfica e Logística Produto: R Cell Cliente: Siri Comércio e Serviço D’Arthy Editora e Gráfica Produto: Revista FAAP Maio e Junho 2016 Cliente: Trip Editora

JORNAIS Jornais diários impressos em cold set Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S. Paulo (A) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S. Paulo (C) Cliente: Empresa Folha da Manhã Delta Publicidade Produto: O Liberal Cliente: Delta Publicidade O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo, edição 18 de Agosto de 2016, nº 44.865 Cliente: O Estado de S. Paulo O Estado de S. Paulo Produto: O Estado de S. Paulo, edição 23 de Agosto de 2016, nº 44.870 Cliente: O Estado de S. Paulo Jornais de circulação não diária Plural Indústria Gráfica Produto: Especial Black Friday 26/11/2015 Cliente: Metro Jornal Plural Indústria Gráfica Produto: Le Monde Diplomatique nº 109 Cliente: Le Monde Diplomatique Brasil Plural Indústria Gráfica Produto: Especial Black Friday 27/11/2015 Cliente: Metro Jornal Log & Print Gráfica e Logística Produto: Jornal Cultural Cliente: Meca Produções


Ogra Indústria Gráfica Produto: Mural Cliente: Ogra Indústria Gráfica

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos convencionais com e sem efeitos especiais Gráfica Rami Produto: Rótulos Copo 550 ml Rock & Ribs Futebol/Atletismo Cliente: K1 Ferrammentaria e Fabricação de Utensílios Plásticos Gráfica Rami Produto: Rótulo Copo 440 ml Cônico Tomorrowland Brasil 2016 Cliente: Matrixplastic Produtos e Moldes Plásticos Gráfica Rami Produto: Rótulo Copo 750 ml Procurando Dory Cliente: Matrixplastic Produtos e Moldes Plásticos Gráfica Rami Produto: Rótulos Copo 1,1 litro Guerra Civil Capitão América Cliente: Matrixplastic Produtos e Moldes Plásticos Congraf Embalagens Produto: Rótulo e Contrarrótulo 51 Gold Aged Cachaça Brazil 700 ml Cliente: Companhia Muller de Bebidas Rótulos em autoadesivo sem efeitos especiais Flink Print Inovação em Impressão Produto: Cerveja Loira Especial Cliente: Cervejaria Alto Pico Parllare Indústria e Serviços Serigráficos Produto: Rótulo e Contrarrótulo BC Cliente: Vis Naturalis Ready do Brasil Indústria e Comércio Produto: Rótulo Cerveja Scarpas Pale Ale Cliente: Cervejaria Isla Degráfica Impressos Produto: Rótulo Cerveja Felsen 600 ml Bier Pilsen Cliente: Cervejaria Sul Serra

Degráfica Impressos Produto: Cooler com Vinho Rosado e Suco de Pêssego 1,5 litro Cliente: Irmãos Molon

Facform Impressos Produto: Embalagem Queijo de Cabra (Ariano Suassuna) Cliente: Ariano Suassuna

Rótulos em autoadesivo com efeitos especiais WP Editora Gráfica Produto: Rótulo Mandala Cliente: 100% Ever Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Brasil Intenso Chardonnay Cliente: Vinícola Salton Degráfica Impressos Produto: Vinho Tinto Fino Tannat Cliente: Dunamis Vinhos e Vinhedos Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Pedrucci Reserva Brut Cliente: Vinícola Pedrutti Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Grape Tea Salton Chá Preto Cliente: Vinícola Salton

Brasilgrafica Indústria e Comércio Produto: L’Occitane Creme de Mãos Cliente: L’Occitane do Brasil

Etiquetas Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Peace Love Music Cliente: Que Te Encante Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Apague a Luz Cliente: Schultz Operadora de Turismo ANS Impressões Gráficas Produto: Gode Cliente: Semijóias Gode ANS Impressões Gráficas Produto: Dio Santo Cliente: Dio Santo Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Ondas Kids Hot Prata Cliente: Ondas Moda Praia

Congraf Embalagens Produto: Six Pack Bohemias Game Plan Cliente: Ambev Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos Rona Editora / Rona Embalagens Produto: Rede Mel Cliente: Cidade Refúgio Grafdil Impressos Produto: Presente Barber Shop Cliente: HM Indústria e Comércio de Produtos de Beleza Edelmann Brazil Embalagens Produto: Seleção 7 Grãos 200 g Cliente: Pepsico do Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: VO Whey Bar Cliente: Integralmédica Congraf Embalagens Produto: Cartuchos Hot Wheels Shampoo + Condicionador 300 ml Cliente: Akla Indústria e Comércio Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos especiais Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caixa com Divisórias Cliente: Racco

ACONDICIONAMENTO Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos Grafdil Impressos Produto: Sabonetes Bons Fluidos Trevo Cliente: Petit Savon Indústria e Comércio Indústria de Embalagens Santa Inês Produto: Embalagem Cartonada Cliente: Brasil Kirim Indústria de Bebidas

Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caixa para Vinho Cliente: Ótima Gráfica ANS Impressões Gráficas Produto: Lata Dio Santo Cliente: Dio Santo 43 Gráfica e Editora Produto: Ypioca Cinco Chaves Cliente: Ypioca Agroindustrial Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Cartuchos Linha Nostro Cliente: Café Pacaembu

29 novembro /dezembro 2016

REVISTA ABIGR AF


Embalagens de micro-ondulados com e sem efeitos especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Embalagem Brooklin Brewery Cliente: Brazilways Comércio Importadora e Exportadora Escala 7 Editora Gráfica Produto: Caixa Wella SP Luxe Oil Cliente: P&G Procter & Gamble Escala 7 Editora Gráfica Produto: Tanqueray Promocional 2 Garrafas Cliente: Diageo Escala 7 Editora Gráfica Produto: Johnnie Walker Double Black Cliente: Diageo Escala 7 Editora Gráfica Produto: Johnnie Walker Gold Label Reserve + 2 Taças Cliente: Diageo Embalagens sazonais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Warner Bros Cliente: Warner Bros Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Casa Snoopy Cliente: Agência Greata Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caixa Design Collection 2016 Cliente: Guararapes 43 Gráfica e Editora Produto: Kit Kat Rubies Cliente: Nestlé Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Bombay Saphire The Ultimate Gin & Tonic Cliente: Bacardi Sacolas Claudino Indústria Gráfica Produto: Sacola Água de Coco Cliente: Yann Comércio, Indústria e Representações Panorama Embalagens Produto: Sacola Panetone Lindt Cliente: Lindt & Springli (Brazil) Comércio de Alimentos

30 REVISTA ABIGR AF

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Panorama Embalagens Produto: Sacola Presente Giovanna Baby Cliente: Pronova Indústria e Comércio Facform Impressos Produto: Sacola Santa Cruz de Corpo e Alma Cliente: Santa Cruz Futebol Clube Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Sacola Samsung Galaxy Note 5 Cliente: Samsung Eletrônica da Amazônia Embalagens flexíveis impressas em flexografia Gráfica Nova Fátima Produto: Antitranspirante Zinc Jequiti Cliente: Baston do Brasil Gráfica Nova Fátima Produto: Sleeve Iogurte 0% Gordura Morango 830 g Cliente: Laticínios Tirol Gráfica Nova Fátima Produto: Sleeve Cocktail Alcoólico Amendoim Exportação 750 ml Cliente: Bebidas Joinville Gráfica Nova Fátima Produto: Just Fruits Enjoy Cliente: Foodmaker Gráfica Nova Fátima Produto: Adoçante União Cliente: Stevia Farma Industrial

PROMOCIONAL Pôsteres e cartazes Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cartazes Elysée Eau de Parfum – O Boticário Cliente: In Vitro Comércio de Artigos e Decoração Braspor Gráfica e Editora Produto: Pôster Skol Beats Secret Cliente: Skol Braspor Gráfica e Editora Produto: Pôster Brahma Extra Cliente: Brahma Braspor Gráfica e Editora Produto: Pôster Skol Beats Spirit Cliente: Skol

Braspor Gráfica e Editora Produto: Pôster Skol Rio 2016 Cliente: Skol Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais P+E Galeria Digital Produto: DDB New York Cliente: DDB Worldwide Communications Group Inc. Corgraf Gráfica e Editora Produto: Planejar Móveis Cliente: Planejar Móveis Leograf Gráfica e Editora Produto: PopUp Cliente: LG Leograf Gráfica e Editora Produto: Callas Cliente: Center Noivas Braspor Gráfica e Editora Produto: Pocket Arezzo Dia das Mães Cliente: Arezzo Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais P+E Galeria Digital Produto: Book Melissa Cliente: Melissa P+E Galeria Digital Produto: Welcome Kit Splendor Eztec Cliente: Eztec Benvenho e Cia. Produto: Momentos Cliente: Patricia Lopes Benvenho e Cia. Produto: Catálogo Moikana Cliente: Moikana Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Catálogo Verão 2017 Cliente: Mixed Relatórios de empresas P+E Galeria Digital Produto: Relatório Weber Cliente: Weber Corgraf Gráfica e Editora Produto: Instituto de Pesquisa Pequeno Príncipe Cliente: Associação Hospitalar de Proteção Infantil Dr. Raul Carneiro Graciosa Gráfica e Editora Produto: Sistema Faep Relatórios 2015 Cliente: Sistema Faep


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novembro /dezembro 2016

MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Ray-Ban Large Window Display Clubround Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Prada Linea Rossa Small Window Display Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Emporio Armani (Iconic Eagle) Medium Window Dsplay Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Expositor Sobremesa Arnette Venice Beach Cliente: Luxottica do Brasil Displays e materiais de ponto de venda de chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Star Wars – O despertar da Força Cliente: The Walt Disney Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display FloorStand Cubetto Cliente: Ferrero do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Bulgari Super Trade Light Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Michael Kors Super Trade Spring Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Giorgio Armani Super Trade Frames of Life Cliente: Luxottica do Brasil Calendários de mesa e de parede Hellograf Artes Gráficas Produto: Xingu, um Rio, um Povo, uma Floresta – Calendário 2016 Cliente: Herbarium Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Calendário Araupel Cliente: Araupel

Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Calendário de Mesa Cliente: PIA Cooperativa Agropecuária Petrópolis Leograf Gráfica e Editora Produto: Calendário com Raspadinha Multi Cliente: Multi Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Calendário de Parede Sementes do Xingu 2016 Cliente: ISA Instituto Socioambiental Malas diretas Corgraf Gráfica e Editora Produto: Mala Direta RPC – Verdades Secretas Cliente: Sociedade Rádio Emissora Paranaense Gráfica e Editora Posigraf Produto: Tempo Integral 2015 Cliente: Editora Positivo Gráfica Radial Produto: Mala Direta Hexarmor Geral Cliente: Luvas Yeling Gráfica Radial Produto: Mala Direta Reuter Coleção 2016 Cliente: F. Pfutzenreuter & Cia. – Joalheria Reuter Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Vire a Chave Cliente: Man Latin American

COMERCIAL Cartões de mensagem Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cartão de Páscoa Cliente: Bom Jesus Associação Franciscana de Ensino Superior Hellograf Artes Gráficas Produto: Hard Rock Café Cliente: Hard Rock Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Cartão Libere as Emoções Cliente: Agência Um Benvenho e Cia. Produto: Dia da Vovó Cliente: Colégio Universitário


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Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Primi Cliente: Marisol Comércio e Atacado Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Conjunto Sticky Notes Cliente: Ótima Gráfica Primi Tecnologia Produto: Diploma Pampulha Cliente: Prefeitura de Belo Horizonte Primi Tecnologia Produto: Certificado Cliente: Sold Out! Ingressos Impressos de segurança Primi Tecnologia Produto: Selo de Vistoria Cliente: SMTR Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Certificado de Vistoria Cliente: SMTR Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Certificado de Vistoria CIAT Cliente: SMTR Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Diploma Pampulha Cliente: Prefeitura de Belo Horizonte Viacode Digital Produto: Ingresso Express Cliente: Sold Out! Ingressos Cadernos escolares espiralados ou costurados ou colados ou argolados ou grampeados, com capa dura ou flexível Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caderno Fichário Linha Floral Cliente: Ótima Gráfica Bignardi Indústria e Comércio de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Universitário Capa Dura 10×1 Coca-Cola Cliente: Diversos Bignardi Indústria e Comércio de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Universitário Capa Duara 10×1 O Pequeno Príncipe Cliente: Diversos

Bignardi Indústria e Comércio de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Universitário Capa Duara 10×1 Frozen Cliente: Diversos Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Hello Kitty Top Cliente: Produto para Mercado Nacional Cadernos em geral Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Papertalk Doma Design Cliente: Doma Design Benvenho e Cia. Produto: Caderno Duas Rodas Industrial Cliente: Duas Rodas Industrial Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Macopá Cliente: Macopá Associação Literária São Boaventura – Editora São Miguel Produto: Caderno Intervene Cliente: Intervene Computação Gráfica Grafitusa Produto: Ampla Cliente: Ampla Agendas Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Aprendiz Legal Cliente: Fundação Roberto Marinho Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Agenda Legrand 2016 Cliente: Legrand WP Editora Gráfica Produto: 2016 Cliente: Sumatra Facform Impressos Produto: Incríveis Jornadas Cliente: Casa Comunicação Ingral Indústria Gráfica Produto: Organizer Sistermi Cliente: Sistermi Locação de Máquinas e Equipamentos Cardápios WP Editora Gráfica Produto: Cardápio Experiências Cliente: La Borella


Ogg Digital Gráfica Produto: JPL Burgers Cliente: JPL Burgers Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Cardápio Pizzas Cliente: Kamar Comercial de Alimentos Grafiset Produto: Cardápio Pinguim Cliente: Pinguim Ingral Indústria Gráfica Produto: Cardápio Caranguejo Cliente: Caranguejo do Assis

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Catálogos e folhetos promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Look Book Animale Cliente: Animale Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Ciclo 13/2016 V2 Cliente: Natura Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Ciclo 07/2016 V5 Cliente: Natura Plural Indústria Gráfica Produto: Buddemeyer Cliente: Buddemeyer Gráfica e Editora Posigraf Produto: Loja de Bolsa Ciclo 15/2016 Cliente: O Boticário

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Revistas semanais Plural Indústria Gráfica Produto: Quem Acontece nº 822 Cliente: Editora Globo Plural Indústria Gráfica Produto: São Paulo nº 295 Melhores de SP Cliente: Empresa Folha da Manhã Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece nº 786 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece nº 787 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: IstoÉ nº 2.434 Cliente: Editora Três

Kits promocionais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Corgraf Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Corgraf Gráfica e Editora Produto: Natal Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Kit Café 2016 Cliente: Lupagraf Provisual Gráfica e Editora Produto: Mãos de Barro 2016 Cliente: Provisual Kroma Gráfica e Editora Produto: Kit Promocional Vidas e Cores do Capibaribe Cliente: Kroma Gráfica

Revistas em geral Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Casa e Jardim nº 738 Cliente: Editora Globo Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Kaza nº 150 Cliente: Editora Ação Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Casa Vogue nº 366 Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Playboy Brasil nº 488 Cliente: Playboy Brasil Gráfica e Editora Posigraf Produto: Gastronomia Angeloni Cliente: Angeloni

Calendários Corgraf Gráfica e Editora Produto: Calendário de Parede Semear Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Corgraf Gráfica e Editora Produto: Calendário de Mesa Corgraf Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Centhury Artes Gráficas Editora Produto: Calendários 2016 Cliente: Gráfica Centhury Provisual Gráfica e Editora Produto: Calendário Provisual 2016 Mãos de Barro Cliente: Provisual Facform Impressos Produto: Calendário Fixo Facform Cliente: FacForm Impressos

Impressos promocionais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Fôlder A Corgraf Descasca o Seu Abacaxi Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Zênite Gráfica Produto: Zênite Gráfica Ouse Cliente: Zênite Gráfica Panorama Embalagens Produto: Folheto Sacola Cliente: Panorama Embalagens Grafitusa Produto: Grafitte nº 10 Cliente: Grafitusa Forma Certa Gráfica Digital Produto: Apresentação Digital Forma Certa Amplie as Possibilidades Cliente: Forma Certa Sacolas próprias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Sacolas Corgraf Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Sacola Belton Gráfica Cliente: Belton Gráfica Panorama Embalagens Produto: Sacola Panorama Embalagens Cliente: Panorama Embalagens Facform Impressos Produto: Sacola Sertão Noturno Cliente: FacForm Impressos Type Brasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Sacola MaisType Cliente: MaisType Cartões de visitas e papelarias Ogg Digital Gráfica Produto: Papelaria Ogg Digital Cliente: Ogg Digital Tamóios Editora Gráfica Produto: Cartão de Visita Koloro Cliente: Tamóios Gráfica Editora Gemar Produto: Cartão Gemar Embalagens Cliente: Gemar Embalagens Gráfica I3 Produto: Cartão de Visita I3 Cliente: I3 Facform Impressos Produto: Meus Bloquinhos Cliente: FacForm Impressos

35 novembro /dezembro 2016

REVISTA ABIGR AF


INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO Inovação tecnológica Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Imaculada Hefeweisen Cliente: Imaculada Indústria e Comércio de Bebidas Primi Tecnologia Produto: Certificado de Vistoria Ciat Cliente: SMTR Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Certificado Cliente: Sold Out! Ingressos Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança Cliente: Sold Out! Ingressos Viacode Digital Produto: Ingresso Express Cliente: Sold Out! Ingressos Complexidade técnica do processo Corgraf Gráfica e Editora Produto: A Corgraf Descasca o Seu Abacaxi Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Caixa com Grooving Linha Floral Cliente: Ótima Gráfica Gráfica e Editora Sarapuí Produto: Kit Sunmax Fluid Cliente: Laboratórios Stiefel P+E Galeria Digital Produto: Quadragésimo Anuário do Clube de Criação Cliente: Clube de Criação MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Avon Life Cliente: Avon Cosméticos Conformidade com a norma ISO 12647-2:2004 Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Piccadilly Cliente: Editora Globo

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Log & Print Gráfica e Logística Produto: De Millus Cliente: De Millus Log & Print Gráfica e Logística Produto: Toda Teen Cliente: Editora Alto Astral Log & Print Gráfica e Logística Produto: Jequi Ciclo 15 Cliente: SS Comércio de Cosméticos e Produtos de Higiene Conformidade com a Norma ISO 12647-7: Provas Digitais P+E Galeria Digital Produto: Prova Semi Gloss Cliente: P+E P+E Galeria Digital Produto: Prova Gloss Cliente: P+E Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Contratual Brilho Cliente: Stilgraf RR Donnelley Gráfica e Editora Produto: Prova Digital Semimatte Cliente: RR Donnelley Gráfica e Editora Plural Indústria Gráfica Produto: Testform ABTG (Simulado Dataset Fogra39L) Cliente: Plural Sudeste

SINALIZAÇÃO Impressão digital em grandes formatos Flink Print Inovação em Impressão Produto: Porsche Design Towers Brava Cliente: Piquet Realty Flink Print Inovação em Impressão Produto: Adesivo Emita – Escola de Ministério Templo das Águias Cliente: Igreja Evangélica Templo das Águias WP Editora Gráfica Produto: Banner Pizza Cliente: La Borella Impressão digital em pequenos e médios formatos Flink Print Inovação em Impressão Produto: Painéis Sabores Cold Stone Cliente: Cold Stone Creamery

Tecnicópias Reproduções Técnicas Produto: Curitiba Budaluv – Cartaz Cliente: Moove Bar e Restaurante WP Editora Gráfica Produto: Atitute Cliente: Sumatra WP Editora Gráfica Produto: Sobremesa Cliente: Dinhas Hamburgueria WP Editora Gráfica Produto: Presente Cliente: ESP

PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS Embalagens WP Editora Gráfica Produto: Caixa Promo Cliente: Sumatra WP Editora Gráfica Produto: Caixa Promo Parafina Cliente: Sumatra Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Caixa Natal Eneagrama Cliente: Eneagrama Indústria de Embalagens Santa Inês Produto: Caixa Kit Granissimo Origem Cliente: Companhia Cacique de Café Solúvel Ingral Indústria Gráfica Produto: Caixa Achei Meu Vestido Cliente: Papelita Livros Benvenho e Cia. Produto: Livro Tarkis Saridakis Cliente: Hallha Saridakis Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Livros Eneagrama Cliente: Instituto Eneagrama Facform Impressos Produto: O Incrível Mundo dos Sonhos Cliente: Casa Comunicação Ingral Indústria Gráfica Produto: Livro Moda Cliente: Nielsen & Hodges Forma Certa Gráfica Digital Produto: Book Miagui Cliente: Miagui Imagevertising


EXCELÊNCIA GRÁFICA

Estados entregam 225 prêmios de excelência para 80 gráficas

No pe río do entre junho e outubro deste ano, foram rea li za das as ce rimô nias de entrega do Prêmio de Excelência Gráfica em seis capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro. As premiações são estaduais, exceto no caso de Fortaleza, que sediou o Prêmio da Re gião Norte/Nordeste, neste ano compreen den do os estados do Cea rá, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe. Ao todo, concorreram aos troféus 195 gráficas, com 1.814 trabalhos inscritos. As solenidades movimentaram as comunidades gráficas locais e atraíram cerca de 1.800 espectadores. Os trabalhos vencedores disputam no dia 22 de novembro com as gráficas paulistas os tro féus do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini.

PRÊMIOS DE EXCELÊNCIA GRÁFICA NOS ESTADOS – 2016 ESTADO/REGIÃO Data Público

DF

MG

NE*

PR

RS

RJ

20 out

8 jul

26 ago

24 jun

29 jul

7 out

272

200

110

600

320

300

Gráficas participantes

16

26

47

40

31

35

Peças inscritas

142

180

464

454

239

335

Gráficas premiadas

11

11

17

15

15

11

Número de prêmios

24

36

39

55

36

35

*O Prêmio Norte/Nordeste abrange os Estados de Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

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novembro /dezembro 2016


DISTRITO FEDERAL

16º Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim

(E/D) Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal; Adelmir Santana, presidente da Fecomércio; Jean Carlos Barros da Silva, da Gráfica N&B; Pedro Henrique Verano, presidente do Sindigraf-DF; e Reinaldo Espinosa, representante da Abigraf/Sindigraf-SP

N

a noite de 20 de outubro, evento de encerramento da II Semana da Comunicação Gráfica, iniciada no dia 18, foi rea lizada a festa de entrega dos troféus aos vencedores do 16º Prêmio Jorge Salim, promovido pelo Sindigraf-DF. Segundo Pedro Verano, presidente da entidade, “nesta noite foram apresentados e premiados os serviços de qualidade, de inovação e, sobretudo, a mão de obra qualificada capaz de produzir o que há de melhor no setor”. Presente ao evento, Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal, afirmou: “O Prêmio Jorge Salim já virou referência em nossa cidade. Todas as empresas

premiadas ressaltam a qualidade que temos aqui em Brasília e são garantidoras do desenvolvimento e do setor econômico da cidade”. Na abertura da II Semana, foram comemorados os 45 anos do Sindigraf-DF, na sede da entidade. Considerada o evento mais importante da indústria gráfica do Centro- Oeste, a II Semana também teve na programação o II Concurso Jovem Escritor, com a participação de cerca de 40 mil estudantes do segundo grau da rede pública, escolas particulares e militares e do Sesi, do DF. Os 100 textos selecionados pela Secretaria de Educação serão publicados no livro Jovem Escritor 2016 – Cultura e Mudança Social.

Gráficas premiadas 8 prêmios: Athalaia ◆ 5 prêmios: Coronário ◆ 2 prêmios: GH e Qualidade ◆ 1 prêmio: Esperança, Fórmula, Ipanema, Marina, N&B, Santa Clara e Teixeira

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016 Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos novembro /dezembro 2016

16 142 11 24 REVISTA ABIGR AF

39


MINAS GERAIS

12-º Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica Cícero

R

ea lizada no dia 8 de julho, no auditório da Fiemg, a festa de entrega do 12º Prêmio Cícero, promovido pela Abigraf-MG/Sigemg com o apoio da ABTG, contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas. Repetindo o bom desempenho de 2015, a Rona foi novamente a maior vencedora, com 11 troféus. Em segundo lugar ficou a Tamóios, com 8 troféus, seguida muito de perto pela Formato, com um a menos. Para o presidente da Abigraf-MG e do Sigemg, Vicente de Paula Aleixo Dias, a premiação reforça a

Gráficas premiadas 11 prêmios: Rona ◆ 8 prêmios: Tamóios ◆ 7 prêmios: Formato ◆ 2 prêmios: Impresso e Ready ◆ 1 prêmio: 101, Bigráfica, Dipix, Pusgg, Rede e Sempre Fornecedores premiados 2 prêmios: Agfa ◆ 1 prêmio: CTG, Disk Print, Druck Chemie, Millenium, Passalacqua, Sign Supply e Trelleborg

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016

40

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

26 180 11 36

novembro /dezembro 2016

qualidade da indústria gráfica mineira: “Não tenho dúvidas de que o Prêmio Cícero é a consagração da importância do nosso segmento para o Estado e da qualidade de nossos produtos”. Prestigiando o evento, Ju lião Flaves Gaúna, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, ressaltou: “O prêmio traz para nós a dimensão de que a indústria gráfica tem perseguido o caminho da qualidade ao longo dos anos e que temos potencial para sermos também impul sionadores da recuperação da economia brasileira”.


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NORTE E NORDESTE

8º Prêmio Norte e Nordeste de Excelência Gráfica José Cândido Cordeiro

I

naugurando a “itinerância” do Prêmio José Cândido Cordeiro, pela primeira vez fora de Pernambuco, o evento foi sediado em Fortaleza e, a partir de agora, percorrerá os demais estados do Norte e Nordeste nas próximas edições. Cerca de 110 representantes da indústria gráfica dos estados do Cea rá, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe, participaram da solenidade de premiação no dia 26 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Cea rá (Fiec), sob o tema “Equilíbrio permanente nas cores e nas ações”. “Nós queremos

Gráficas premiadas 6 prêmios: Provisual (PE) e Qualygraf (CE) ◆ 5 prêmios: JB (PE) ◆ 4 prêmios: Nogueira e Cordeiro (CE) ◆ 3 prêmios: Halley (PI) ◆ 2 prêmios: CCS (PE), Kroma (PE) e MXM (PE) ◆ 1 prêmio: Aaron (CE), Art Cart (CE), Claudino (CE), Diário de Pernambuco (PE), Embrasa (PE), Expressão (CE), LCR (CE), Sobral (CE) e Top (PE) Fornecedores premiados 2 prêmios: Agfa ◆ 1 prêmio: Kodak, Rio Branco e Sun Chemical

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016

42

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

47 464 17 39

novembro /dezembro 2016

que a premiação seja um incentivo para os gráficos da nossa região”, declara Valdézio Bezerra de Figueiredo, presidente da Abigraf-PE, ressaltando a importância da iniciativa. Por sua vez, Eduardo Mota, presidente do Sindusgraf-PE, enfatiza: “A cada ano provamos que é possível ir além do possível e mostramos o domínio tecnológico das empresas gráficas do Norte e Nordeste”. Promovido sob a responsabilidade do Sindusgraf-PE e da Abigraf-PE, o prêmio conta com a assessoria da ABTG no planejamento, julgamento e organização.


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PARANÁ

14º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

(E/D) Jair Leite, presidente da Abigraf-PR, e Abilio de Oliveira Santana, presidente do Sigep

A

pesar da crise econômica que domina o País, o Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho acabou sur preendendo pelo grande número de empresas participantes (40) e peças inscritas (454). Acompanhada por cerca de 600 pessoas, a festa de premiação foi rea lizada no dia 24 de junho, no Santa Mônica Clube de Campo, em Colombo, re gião metropolitana de Curitiba. Tal como no ano passado, a Corgraf foi a maior vencedora, com 16 troféus, seguida pela Midiograf, com 7, e Hellograf, com 6. Na visão em comum dessas empresas, não basta ter novas máquinas, preço competitivo, equipe Gráficas premiadas 16 prêmios: Corgraf ◆ 7 prêmios: Midiograf ◆ 6 prêmios: Hellograf ◆ 5 prêmios: Flink Print ◆ 3 prêmios: Belton, Malires, Ótima e Posigraf ◆ 2 prêmios: Lisegraff e Nova Gráfica ◆ 1 prêmio: Catuaí Print/Nova Fátima, Exklusiva, Kamaro, Primagraf e Universal Fornecedores premiados 4 prêmios: Quimagraf ◆ 3 prêmios: Delta ◆ 1 prêmio: Agfa, Copygraf, Rio Branco, Telefoner e Zanatto

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016

44

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

40 454 15 55

novembro /dezembro 2016

agressiva de vendas e boa reputação no mercado. É indispensável, principalmente nestes momentos de dificuldades, fazer do capital humano o seu diferencial. Reforçando essa tese, o presidente do Sigep, Abilio de Oliveira Santana, ressalta que nessa edição do Prêmio o que ficou evidente é que “investir em máquinas é importante, mas também é essencial investir em gente”. Na ava liação de Jair Leite, presidente da Abigraf-PR , as empresas mostraram que estão em busca de qualidade e inovação. O Prêmio Pa ra naense é rea li zado pelo Sigep/Abigraf-PR , com auditoria e coordenação da ABTG.


RIO GRANDE DO SUL

12º Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica

M

omento es pecial de confraternização da comunidade gráfica do Rio Grande do Sul, a entrega do 12º Prêmio Gaúcho apresentou uma novidade. As gráficas premiadas levaram para casa o novo troféu, criado por Bruno Caregnatto, de 18 anos, vencedor do concurso interno instituído entre os alunos de Design Gráfico do Centro de Formação Profissional Senai de Artes Gráficas Henrique D’Ávila Bertaso, de Porto Alegre. O novo troféu lembra uma cuia no formato do mapa e nas cores do Rio Grande do Sul. A cerimônia ocorreu no Centro de

Convenções da Fiergs, na capital gaúcha, no dia 29 de julho, e contou com a presença de 320 pessoas. Em disputa extremamente equilibrada, as gráficas mais premiadas foram a Centhury, com 6 troféus, a São Miguel, com 5, vindo depois a ANS e a Impresul, com 4 cada. O presidente da Abigraf-RS e do Sindigraf-RS, Angelo Garbarski, enfatizou que a premiação foi muito ágil e muitos produtos de boa qualidade puderam ser vistos, representando um grande mérito para as empresas vencedoras. O Prêmio Gaúcho é rea li zado pela Abigraf-RS em parceria com a ABTG.

Gráficas premiadas 6 prêmios: Centhury ◆ 5 prêmios: São Miguel ◆ 4 prêmios: ANS e Impresul ◆ 3 prêmios: Vicente Pallotti ◆ 2 prêmios: Comunicação Impressa, Cor Fotolito, Grafdil e Lupagraf ◆ 1 prêmio: Brazicolor, Cartonagem Hega, Degráfica, Edelbra, Imprell e Zero Hora

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016

Angelo Garbarski, presidente da Abigraf-RS/Sindigraf-RS, e Bruno Caregnotto, designer vencedor do concurso

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos novembro /dezembro 2016

31 239 15 36 REVISTA ABIGR AF

45


RIO DE JANEIRO

13º Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt

C

hancela de um trabalho incansável da indústria gráfica em busca da qualidade, da excelência, da criatividade e da superação, a solenidade de entrega do 13º Prêmio Werner Klatt foi rea lizada no Centro de Convenções da Firjan, no dia 7 de outubro, com a participação de 300 convidados. A premiação fluminense demonstra a cada ano grande maturidade, vitalidade e espaço para crescer ainda mais, rumo a todo o interior do Estado. A exemplo da edição anterior, mais

uma vez duas gráficas despontaram como as grandes vencedoras, porém invertendo as posições. Em primeiro lugar ficou a Holográfica, com 9 troféus (7 em 2015), seguida pela Sol Gráfica, com 8 troféus (11 em 2015). Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho, presidente do Sistema Sigraf/Abigraf-RJ/Funguten, que organiza e promove o evento, ressaltou a força da indústria gráfica fluminense e agradeceu o apoio e liderança do presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Gráficas premiadas 9 prêmios: Holográfica ◆ 8 prêmios: Sol Gráfica ◆ 3 prêmios: Arte Criação, DVZ e Walprint ◆ 2 prêmios: J. Di Giorgio, Onida e ZIT ◆ 1 prêmio: Rio DG, Santa Cruz e Swing Fornecedores premiados 3 prêmios: IBF ◆ 2 prêmios: Heidelberg ◆ 1 prêmio: Aliança do Livro, Epson, Horizon, Mariplast, Registro Certo, Screen, Sun Chemical e Suzano

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2016

46

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

35 335 11 35

novembro /dezembro 2016

Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho, presidente do Sistema Sigraf/Abigraf Rio de Janeiro/Funguten


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Foto: Fernando Carlotto

REGIÃO SUL

Foto: Stefany Alves

Seminário Sul Brasileiro excede as melhores expectativas

Cidnei Luiz Barozzi

Evento realizado em Florianópolis, promovido pelas regionais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, mostrou a força e a capacidade empreendedora da indústria gráfica da Região Sul. Colaborou: Ellen Ramos Gonçalves

C 48

om cerca de  participantes, o 2º Seminário Sul Brasilei‑ ro da Indústria Gráfica foi rea‑ lizado no dia 22 de outubro na sede da Federação das Indústrias de San‑ ta Catarina, em Florianópolis. O evento foi promovido em ação conjunta e estreita co‑ laboração entre as três Abigrafs regionais do Sul do País. O objetivo de estreitar os la‑ ços entre os empresários gráficos da região, promovendo maior interação e a troca de REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2016

informações entre eles, foi amplamente al‑ cançado. Houve total aprovação por parte dos presentes em relação ao seminário, com elogios à eficiente estrutura, organização e qualidade de conteúdo dos temas abordados. Logo após o café da manhã servido às caravanas dos três estados, o presidente da Abigraf Regional Santa Catarina, Cidnei Luiz Barozzi, abriu o evento dando as boas‑ vindas aos presentes e agradecendo aos co‑ laboradores. Em seguida, falou Jair Leite, presidente da Abigraf Regional Paraná, que sediará o próximo Seminário Sul Brasileiro, marcado para o dia 21 de outubro de 2017. “Temos uma grande responsabilidade pela frente e sabemos que temos muito a fazer para garantir o sucesso do próximo semi‑ nário, como este em Florianópolis. Desde já, convidamos os participantes dos outros estados para estarem presentes no Paraná”. Ângelo Garbarski, vice‑ presidente da Abigraf Na cional para a Re gião Sul,

presidente da Abigraf‑RS e presidente do Sindicato da Indústria Gráfica do Rio Gran‑ de do Sul, destacou o sucesso do evento: “É com orgulho que posso dizer hoje que este seminário ultrapassou o número de participantes do último Congresso Brasilei‑ ro da Indústria Gráfica, que teve aproxima‑ damente 240 presentes. Tudo isso é o fruto da integração e da cooperação entre San‑ ta Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul”. Prestigiando o evento, Levi Ceregato, presidente da Abigraf Nacional, ressaltou a importância da Região Sul para o cenário nacional: “Vale lembrar que 30% da popu‑ lação brasileira está aqui e pouco mais de 17% do PIB. Os presidentes das regionais dos três estados tiveram papel preponde‑ rante, envolveram‑ se, organizaram‑ se e conseguiram trazer neste sábado 400 par‑ ticipantes para o evento”. No seu discurso, Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, traçou um panorama


Fotos: Stefany Alves

Jair Leite Levi Ceregato

Angelo Garbarski

Flavio Botana Anacleto Ortigara

Marcos Biaggio

Gisela Schulzinger Bruno Cialone

do setor gráfico brasileiro e destacou a im‑ portância da atividade, “que representa cerca de 3% da indústria de transformação nacional e é formada por 21 mil estabele‑ cimentos, que empregam cerca de 200 mil trabalhadores. Em 2015, a produção do se‑ tor totalizou R 45 bilhões”. PALESTRAS

A primeira palestrante foi Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), que falou sobre “Novos tempos exigem novas atitudes”, usando o tema como uma provocação aos empresá‑ rios do setor gráfico. “A única coisa que não é transitória é a afirmação de que tudo está mudando o tempo todo. As novas tecnolo‑ gias estão trazendo cada vez mais velocida‑ de para o mercado, e para acompanhar não é necessário apenas investir, mas também nos adaptar às mudanças e termos conhe‑ cimento para lidar com as atua lizações”.

Reinaldo Espinosa

Na sequência, o presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Tecno‑ logia Gráfica (ABTG), Bruno Cia lone, dis‑ correu sobre “Mudanças frente às novas aplicações das tecnologias”. Bruno afirmou que colocar a casa em ordem é o primeiro passo para quem quer inserir essas novas tecnologias nos seus negócios. “É importan‑ te ava liar o que a empresa faz, o que ela é e quais são os limites que tem hoje. Se você precisa fazer um investimento e não tem recurso, é preciso ava liar bem. Hoje não podemos mais comprar uma tecnologia que só vai ser paga em cinco ou dez anos. Além disso, todos os empresários deveriam ter um ombro técnico, alguém que enten‑ da realmente o mercado, o que ele exige e o que pode trazer de novo para a empresa”. Encerrando a parte da manhã, o enge‑ nheiro Flávio Botana, autor do livro Manual do Gestor da Indústria Gráfica, abordou “As di‑ ferenças na ava liação de custos e formação

de preços entre offset e impressão digital”. Segundo ele, atual mente a diferença está na adaptação aos modelos de negócios es‑ pecíficos e não na qualidade da impressão. “Hoje se consegue obter um padrão de qua‑ lidade interessante em ambas tecnologias; o que diferencia mais é o conceito do produto. Um produto mais personalizado é mais ade‑ quado à impressão digital, já uma impres‑ são em maior tiragem se adapta melhor ao offset. As tecnologias estão disponíveis e a que mais interessa é a que se adapta me‑ lhor ao produto e aos negócios dos clientes”. Após o almoço, o período vespertino foi aberto por Reinaldo Espinosa, diretor de Relações Institucionais da Abigraf, com a palestra “Bem‑vindos à impressão das coi‑ sas”. Entre os novos caminhos para a indús‑ tria gráfica, Reinaldo enfatizou ser neces‑ sária uma mudança de postura por parte dos empresários e que eles precisam inte‑ grar as novas tecnologias aos seus negócios. novembro /dezembro 2016

REVISTA ABIGR AF

49


Foto: Fernando Carlotto

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“A indústria gráfica é antiga, mas não é ve‑ lha. Nós somos uma indústria absoluta‑ mente moderna, com altos investimentos em tecnologia. Precisamos agora integrar as novas mídias às plataformas digitais. Vamos surfar em uma nova onda e isso re‑ quer uma atitude diferente”. Depois, foi a vez do diretor da MB Mas‑ ter Coach, o jornalista Marcos Biag gio, com “Vendas na indústria gráfica em tempos de crise”, comentando que a crise do País atin‑ giu todos os setores e que na indústria grá‑ fica não foi diferente, mas a solução não está em baixar os preços dos produtos. “A solução é ter profissionais qualificados, buscar sem‑ pre novos clientes e oportunidades. Quem mantiver essas atitudes estará em vanta‑ gem quando o mercado se restabelecer”. A última palestra, proferida pelo pro‑ fessor Anacleto Ortigara, diretor técnico do Sebrae‑ SC, sob o tema “Competências para o sucesso: como lidar com os desafios pessoais e profissionais”, discutiu os princí‑ pios que podem tornar a vida melhor e mais motivada, conduzindo‑ a para seu maior proveito e para o despertar de um nível de consciência mais apurado. Para ele, a moti‑ vação da indústria gráfica do Sul do Brasil é perceptível. “A indústria gráfica disse não à crise e aos problemas e disse sim para as so‑ luções e ao futuro. O setor marcou um en‑ contro com o futuro e está comparecendo”. REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2016

SALDO POSITIVO

Empresá rios, executivos, gestores, pales‑ trantes e fornecedores de insumos gráfi‑ cos tiveram a oportunidade no 2º Seminá‑ rio Sul Brasileiro da Indústria Gráfica de trocar ex periências, vislumbrar novos ca‑ minhos, conhecer as tendências do setor e absorver conceitos para aprimorar a gestão dos seus empreendimentos. Paralelamente, o evento contou com a exposição de equi‑ pamentos de impressão digital e outras no‑ vidades em estandes dos patrocinadores. O presidente da Heidelberg do Brasil, Danilo Alves, garantiu a presença e apoio da empresa ao seminário no próximo ano, afirmando que eventos como esse são rele‑ vantes para a reversão da situação atual do nosso país. “Nós acreditamos que essa ini‑ ciativa motiva e, de alguma forma, marca a presença do Sul do Brasil como uma refe‑ rência nacional na retomada dos negócios e confiança no setor gráfico”. Abílio de Oliveira Santana, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas e vice‑ presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, parabenizou a indústria gráfica de Santa Catarina pela organização do evento em um momento em que os em‑ presá rios precisam de incentivo. “O País vive um momento difícil porque a política vai mal, mas temas pertinentes, como os que foram abordados nas palestras, fazem

os empresários e empreendedores refleti‑ rem e corrigirem as rotas para saírem da melhor maneira possível dessa fase”. O presidente da Abigraf Regional Santa Catarina, Cidnei Luiz Barozzi, destacou en‑ tusiasmado o sucesso do seminário. “Hoje, Santa Catarina foi o palco de um grande evento da indústria gráfica sul brasileira. O seminário atendeu a todas as nossas ex‑ pectativas, desde a presença dos exposito‑ res, o comparecimento do público e os te‑ mas das palestras, que procuraram abordar o futuro da indústria gráfica. Vale ressaltar que o evento só foi um sucesso pela dedica‑ ção de todas as Abigrafs do Sul, fornecedo‑ res e, principalmente, do público presente”. APOIO E PATROCÍNIO

O seminário teve o apoio da Fiesc, Abigraf Nacional, ABTG, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae‑SC) e dos Sindicatos das Indústrias Gráficas de Santa Catarina. Contou com o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Agência de Fomento de Santa Catarina – Badesc, Quimagraf In‑ dústria e Comércio de Material Gráfico, Sun Chemical Tintas, Bremen Sistemas, Dicapel Papéis, Helioprint, Canon, Konica Minolta, Heidelberg, Suzano Papel e Celulose, Papi‑ rus, Bonet Madeiras e Papéis, Dugraf, Ricoh e Serigrafia Sign Future Textil 2017.


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ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Foto: AGB Photo Library

Sondagem aponta elevação no índice de confiança

Os resultados da sondagem realizada pela Abigraf no terceiro trimestre superam positivamente os dois trimestres anteriores e mostram uma retomada progressiva no nível de confiança dos empresários gráficos.

C

om uma elevação expressiva de 8,7 pontos em relação ao trimestre anterior, pela primeira vez neste ano o Índice de Confiança (IC) do Empresário da Indústria Gráfica Brasileira se situa acima da linha de neutralidade de 50 pontos. Em uma escala de 0 a 100, a sondagem rea lizada no terceiro trimestre registrou a marca de 52,6 pontos, contra os 43,9 e 41,2 pontos, respectivamente, do segundo e primeiro trimestres, o que indica uma tendência crescente na confiança do empresário.

TABELA 1: IC (0 A 100) POR PORTE DE EMPRESA

3%

Otimista

25%

A situação deve permanecer a mesma

45%

Pessimista

17%

Muito pessimista

10%

TABELA 4 – JÁ HOUVE AUMENTO DE ENCOMENDAS PARA SUA EMPRESA POR CONTA DA CAMPANHA ELEITORAL ESTE ANO? Muito

12%

IC EXPECTATIVA

IC

Pouco

41%

Micro

40,9

51,2

46,1

Nada

40%

Pequena

51,3

56,4

53,8

A campanha eleitoral prejudica meus negócios

Média

58,7

63,9

61,3

Grande

62,5

56,3

59,4

IC

49,4

55,8

52,6

TABELA 2 – IC (0 A 100) POR REGIÃO

REVISTA ABIGR AF

Muito otimista

IC ATUAL

PORTE

52

TABELA 3 – QUAL SUA PERSPECTIVA PARA AS ENCOMENDAS PARA A CAMPANHA POLÍTICA?

IC ATUAL

IC EXPECTATIVA

IC TOTAL

N

45,0

55,0

50,0

NE

50,7

60,1

55,4

CO

40,6

56,3

48,4

SE

48,3

54,7

51,5

S

52,1

56,0

54,0

IC Total

49,4

55,8

52,6

novembro /dezembro 2016

6%

A alta do IC sobre o trimestre anterior foi definida pelo acréscimo de 13,5 pontos no Índice de Situação Atual (de 35,9 para 49,4 pontos) e o aumento de 3,8 pontos no Índice de Expectativa (de 52,0 para 55,8 pontos). A aproximação do Índice de Situação Atual à linha de neutralidade indica um empresário ainda um pouco receoso quanto ao quadro atual, porém com perspectivas de melhora. Em relação ao Índice de Expectativa, esse foi o segundo semestre seguido em que o indicador se manteve acima da linha de neutralidade. Os últimos registros semelhantes datam do segundo e terceiro trimestres de 2014.


Foto: AGB Photo Library

No recorte por porte de empresas (Tabela ), o IC do microempresário continua, pelo segundo trimestre consecutivo, abaixo da linha de neutralidade, embora tenha evoluído 5,9 pontos em relação ao trimestre anterior (de 40,2 para 46,1 pontos). Empresas de pequeno, médio e grande portes estão mais confiantes, com 53,8, 61,3 e 59,4 pontos, respectivamente. No âmbito regional (Tabela ), analisando o Índice de Expectativa, nota- se que, exceto o Centro- Oeste, as regiões estão vislumbrando um horizonte mais otimista, ficando igual (caso do Norte) ou acima dos 50 pontos da linha de neutralidade. O Nordeste lidera, com 55,4 pontos. O Centro- Oeste possui os patamares mais baixos — 48,4 pontos no IC Total e 40,6 no IC Atual —, se contrapondo a um otimismo moderado dos demais. Possivelmente as quebras de safra em decorrência de fatores climáticos, que afetaram a região, sejam a explicação para este resultado. Isso, porém, tende a ser passageiro pois as perspectivas de safra são agora mais favoráveis. EFEITOS DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E JOGOS OLÍMPICOS

Há uma significativa disparidade em relação à percepção dos empresá rios sobre os possíveis benefícios para o setor da rea li zação das eleições municipais e dos jogos olímpicos. Perguntados sobre a perspectiva de encomendas para a campanha política (Tabela ), 25% dos empresários declararam-se otimistas e 3% muito otimistas. No que diz respeito à demanda, o aumento foi sentido com maior intensidade por apenas 12% dos empresários, enquanto 41% relataram um aumento de encomendas pouco acentuado (Tabela ). O retorno dos jogos olímpicos foi decepcionante. Apenas 3% dos respondentes TABELA 5 – HOUVE AUMENTO DE ENCOMENDAS POR CONTA DOS JOGOS OLÍMPICOS? Sim

3%

Nada aconteceu As encomendas caíram

89% 8%

TABELA 6 – SE SIM, QUAIS PRODUTOS? Embalagem Editorial

9% 18%

Cartão

9%

Caderno

9%

Etiqueta Promocional

9% 45%

TABELA 7 – OCORRERAM CONTRATAÇÕES EM SUA EMPRESA DEVIDO AO AUMENTO DA DEMANDA GERADA PELAS ELEIÇÕES E/OU OLIMPÍADAS? Não

95%

Sim

5%

TABELA 8 – SE SIM, QUANTO EM RELAÇÃO A SEU QUADRO DE FUNCIONÁRIOS? 3%

12%

5%

29%

10%

35%

15%

6%

16%

6%

20%

12%

declararam ter ocorrido aumento de demanda (Tabela ). Caso a resposta em relação à demanda fosse positiva, os empresários deveriam especificar o segmento que foi beneficiado com acréscimo no volume de encomendas (Tabela ). Entre os que responderam positivamente, 45% são do segmento promocional e 18% do editorial. O aumento de demanda refletiu no mercado de trabalho, embora em números bem modestos. Como resultado do aumento de encomendas, 5% dos entrevistados necessitaram expandir o seu quadro de funcionários (Tabela ). Na amostra das 17 empresas que relataram as contratações, 35% aumentaram o quadro de funcionários em 10% e outros 5% acrescentaram 29% na sua mão de obra (Tabela ). CONCLUSÕES

O fato importante é que a confiança do empresário gráfico registrou alta pela segunda vez consecutiva, e isso não decorreu exatamente das eleições e muito menos dos jogos olímpicos, que tiveram contribuição relativa, principalmente o segundo evento. O destaque ficou para o encurtamento da distância entre a componente situação atual e a linha de neutralidade. O resultado da situação atual, permanecendo apenas 0,6 ponto abaixo da linha de 50 pontos, nos dá indícios da tímida inflexão do pessimismo que atinge o setor. Esperase que a retomada de confiança do empresário vá ao encontro de sinais concretos de melhoria no lado real da economia, com um aumento da demanda aliado ao ajuste no nível de estoque e estabilização no mercado de trabalho, notando- se já que as demissões conti nuam, porém com menor intensidade.

53


ABRE

Congresso de Embalagem debate perspectivas e dinâmicas do mercado

Para discutir os desafios do setor, a 17-ª edição do evento contou com a participação de empresários do setor de bens de consumo, como Luiza Trajano, do Magazine Luiza.

O

º Congresso Brasileiro de Embalagem foi rea lizado pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), nos dias 5 e 6 de outubro em São Paulo, reunindo cerca de 400 pessoas. O evento promoveu painéis que discutiram temas como as novas dinâmicas do varejo, o consumidor e o que passou a ser valor para ele, e a visão de empresas que estão incorporando o modelo de negócios do futuro. Luiza Helena Trajano, CEO da rede Magazine

Texto: Tânia Galluzzi

Em sua palestra, Luíza Helena Trajano narrou os caminhos que adotou para diferenciar sua empresa

54 REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2016

Luiza, esteve entre os palestrantes e falou sobre os desafios, os aprendizados e as conquistas de se empreender no Brasil. Para compartilhar parte de sua ex periência à frente de uma das grandes redes de varejo do País, a empresária colocou em discussão vários assuntos, entre eles os caminhos que ela escolheu para diferenciar sua empresa e agregar competitividade, o conceito de gestão multimodelo e a construção de um propósito. Os novos padrões de consumo e seus reflexos na gestão de competitividade e novas demandas, perspectivas e oportunidade do e- commerce no Brasil foram alguns dos temas explorados por outros empresários. Além disso, o congresso contou com a apresentação do 1º relatório do Observatório de Embalagens. Para Gisela Schulzinger, presidente da Abre, o mercado brasileiro enfrentou grande adversidade nos dois últimos anos, o que impôs aos empresários o desafio de encontrar novos significados para os seus negócios e se adaptar à era digital para conseguir manter a competitividade de suas empresas. “O universo digital está deixando de ser uma tendência e torna-se cada vez mais rea lidade dentro do mercado de bens de consumo. As pessoas buscam transparência, qualidade e ex periência”, ressaltou. Afora Luiza Trajano, o primeiro dia do evento foi marcado pela presença de Thomas Reiner, CEO da Berndt & Partner; Bruno Furtado, sócio da McKinsey; Alexandre Almeida, presidente da Itambé; Pedro Feliu, diretor da Nescafé Dolce Gusto – Nestlé Brasil; Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC); Vivianne Vilela, diretora executiva do E-commerce Brasil; Thibaud Lecuyer, um dos fundadores e diretor administrativo da Dafiti; Peter Schkoda, diretor comercial do Grupo Coesia; e Ju liana Seidel, gerente de desenvolvimento ambiental da Tetra Pak. Já o segundo dia contou com Fernanda Bizzaria e Heloisa Nigro, sócias da Ochhi Observatory; Angélica Salado, analista de pesquisa da Euromonitor International Jomar Beltrame; Vanderlina de Oliveira, vice-presidente da Embelleze; e Ju liano Seabra, diretor geral da Endeavor Brasil.


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Vale a pena insistir?

E

m nosso artigo na edição anterior da Revista Abigraf, enfatizamos, uma vez mais, a importância da revisão dos modelos de negócio tradicionais frente ao imenso processo de mudança que o mercado vem passando e como algumas gráficas o estão fazendo. Terminei o artigo dizendo que novos modelos não se constroem sozinhos. Exigem inovação e atitude. E é desse ponto que quero retomar, o da inovação. Inovação para muitos está associada a um processo criativo, a novas ideias que se transformam em novos produtos e novos negócios. O que não deixa de ter uma certa razão, mas definitivamente longe da concepção mais ampla do processo de inovação em uma empresa. Ainda que o genial economista Joseph Schumpeter nos anos 40 do século passado, em sua extraordinária concepção da “destruição criativa” e dos ciclos econômicos do capitalismo, mostrasse que a inovação radical de uma empresa poderia levar a uma ruptura em toda uma indústria, destruindo o existente, mas repondo emprego em novas condições, em um novo ambiente, até que novas rupturas surgissem. Aprendeuse, ao longo dos anos, que o processo inovador está também ligado a um conjunto de sistemas e a um ambiente de inovação proporcionado por instituições de pesquisa, universidades, entidades governamentais e inter-relação empresa rial que permitem o fluir de pesquisas e aplicações que geram novos produtos, novos mercados e novas indústrias. No âmbito empresa rial mudou- se a visão tradicional de inovação ligada somente a novos produtos e serviços, a novas tecnologias e a novos processos. A concepção mais atual e ampliada de inovação envolve toda a melhoria que se pode obter na empresa passando por novos processos de negócio, modelos de negócio, novos métodos de trabalho, novas competências, novas parcerias, novos ativos, novos canais de venda, novos clientes e mercado. Ou seja, tudo o que nos permite a melhor criação, captura e entrega de valor para o nosso cliente.

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Dessa forma, e para melhor entendimento, o processo de inovação na empresa pode ser incremental, semirradical ou radical. A incremental é a melhoria constante, ainda que pequena, nos processos produtivos, nos produtos, na tecnologia e em pontos de aprimoramento do nosso modelo de negócios, seja em vendas, atendimento, atenção a clientes ou rede de parcerias. A semirradical já toca em mudanças mais fortes ou em partes do nosso modelo de negócios ou em partes da nossa tecnologia. Já a mudança radical mexe mais profundamente nos dois lados: em pontos fundamentais do nosso modelo de negócios, como novas ofertas de produtos, serviços e benefícios e nossa proposta de valor a clientes, assim como em nossa tecnologia, diretamente ligada a processos produtivos ou a tecnologias que nos permitam fazer melhor as coisas, como um maior investimento em TI ou a um novo workflow automatizado (ver quadro na página ao lado). Já peço perdão ao leitor por essa digressão que meu lado professor me instiga a fazer, mas creio ser importante como conceituação de processos de mudança que vemos em empresas no mercado e que tanto referendamos a que outras o façam. Sendo assim, exemplifico. Na mesma última edição da Revista Abigraf foi distribuída a reprodução da capa com tecnologia lenticular aplicada pela Leograf (www. leograf.com.br), e por eles denominada de D. Uma tecnologia interessante que realça o sensorial no papel, uma das vantagens comparativas da impressão com o meio digital. Causou uma repercussão interessante, o que realça o que foi dito na reportagem sobre a empresa que vem se utilizando dessas inovações em processos para manter sua relevância com clientes. No entanto, outro aspecto da exposição da empresa na revista me chamou a atenção: uma página de propaganda da Leograf mostrando o que chamou de ferramentas que sua empresa (do cliente) precisa em um só lugar e expôs suas quatro divisões de negócio: Leon – comunicação


TECNOLOGIA

Nova

Semirradical

Radical

Semelhante à existente

Incremental

Semirradical

Semelhante à existente

Nova

MODELO DE NEGÓCIOS Fonte: Davila, Epstein e Shelton. Livro As Regras da Inovação

digital com criação de soft wares e mídia digital; Profile, voltada a logística; Visual lab para comunicação visual e a Leograf, a área gráfica, propriamente dita. Se contrapomos o que mostra a Leograf com o que dissemos antes, qual o processo de inovação adotado pela empresa? Seria semirradical por investir em novas tecnologias como a que chamam de D, ou mesmo uma nova área de comunicação visual, se fosse só isso. Mas ao investir, ao mesmo tempo, em novos modelos de negócio com uma nova proposição de valor aos clientes através de meios digitais, logística e outros serviços, torna-se um exemplo claro de inovação radical. Inovação tecnológica e inovação no modelo de negócios. A questão é que não vemos muitas empresas gráficas no Brasil trilhando esse caminho. Vemos, sim, várias gráficas anunciando novas máquinas ou novos processos, mostrando inovações tecnológicas de produção. Outras, como a Futura Imbatível (www.futuraimbativel.com), por exemplo, inovando na distribuição de produtos gráficos comuns em diversos pontos de entrega pelo País e com mais de 30.000 revendedores cadastrados entre empresas e pessoas físicas. Realmente incrível. Mais algumas anunciando novas formas de vendas através de sites de web- to-print, por exemplo, explorando nichos. Mas inovações radicais ainda são minoria. Inovação radical não significa necessariamente uma inovação disruptiva, termo criado por Clayton Christensen, de Harvard, e que se tornou, nos últimos anos, sinônimo de tudo que é novo, realmente inovador. Para o autor, inovação disruptiva está no desenvolvimento de produtos que contêm características básicas e funções de um produto de sucesso, mas com

preço acessível, permitindo que muito mais pessoas possam adquiri-lo, de modo que ele se torna dominante desbancando o produto original e mudando toda uma indústria. Tal como fizeram a Toyota e a Hyundai, por exemplo, ao lançar modelos econômicos de carros com design atraente e depois incorporando características encontradas em modelos de luxo e marca. O que seria disruptivo na gráfica? A Vista Print (http://www.vistaprint.com) é um exemplo, ao lançar agressiva venda exclusivamente pela internet de produtos gráficos tradicionais com foco em pequenas empresas ou empresas individuais, com tal êxito que se tornou a de maior crescimento no mundo formando o grupo Cimpress (http://cimpress.com) com 19 empresas espalhadas pelo mundo e 16 milhões de clientes, que foca na customização de massa e do qual a Printi (http://www.printi.com.br) no Brasil hoje faz parte. Por outro lado o crescimento dos meios digitais foi disruptivo para muitos impressos hoje inexistentes ou em processo de substituição, vide passagens aéreas, ou até mesmo cartões de zona azul que começam a sofrer essa concorrência. Assim como o livro impresso foi disruptivo depois dos tipos móveis e da prensa de Gutenberg. Volto à questão colocada antes. Por que não vemos tanta inovação radical no setor gráfico brasileiro ou mesmo latino-americano senão em um grupo seleto de empresas? E, por coincidência, naquelas que estão crescendo e obtendo resultados compensadores? Talvez a pista esteja na principal resposta encontrada por Andrés Oppenheimer, um jornalista mexicano investigativo, especia lizado no desenvolvimento de temas atuais e relevantes que em seu livro ¡Crear o Morir!, investiga porque na América novembro /dezembro 2016

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Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br, é diretor geral da AN Consulting, www.anconsulting.com.br, diretor para a América Latina da NPES. REVISTA ABIGR AF

Latina não avançamos na economia da inovação comparativamente a outras regiões: temos uma cultura social — e legal — que não tolera o fracasso. Na cultura inovadora do Silicon Valley, por exemplo, o fracasso é uma ex periência de trabalho que sofre a maioria dos vencedores. Os grandes criadores fracassam muitas vezes antes de triunfar, diz ele. Por aqui o fracasso é uma pecha, “é cair em desgraça”. Pode ser. Por que arriscar tanto, afinal? Por que não fazer como sempre fizemos? Já que “nada mudou, continuamos a imprimir com offset e agora com equipamentos digitais”, tal qual ouvi de um empresário gráfico recentemente. Porque é difícil, entendo, em especial na incorporação de novas capacitações, outros conhecimentos fora do técnico. Melhor ficar no que conhecemos e que entendemos: as tecnologias de reprodução impressa. É o caso da oferta de serviços de marketing por gráficas brasileiras. O que são esses serviços? Ferramentas de criação de acompanhamento de campanhas, plataformas digitais, métricas, base de dados, e-mails marketing e que tais, além de uma atitude comercial que tome parte dos processos internos dos clientes. Oferta praticamente inexistente deixada na mão das agências de marketing direto ao invés de incorporá-las dentro do negócio. Por que? Porque eles são os de marketing, os criativos. Nós entendemos de reprodução de originais . . . enquanto houver originais para serem reproduzidos de forma impressa. Pouco entendemos de soft wares, outro grande problema, uma imensa barreira para a maioria. Mas o que é o fluxo digital hoje em dia se não um conjunto de soft wares interligados? Ou este já não é um fortíssimo desafio dos birôs de impressão que vêm perdendo volume para as saídas digitais dos clientes? E para os clientes, também um desafio. Há poucas agências de criação que estão habilitadas a fazerem o link completo entre as necessidades de faturamento e bases de dados de grandes empresas de serviços e sua entrega em diferentes formas para seus clientes, impressas ou não. Quem cuida dos acervos digitais dos clientes? Quem pode oferecer serviços agregados de marketing com toda a questão de segurança de dados envolvida? Nos Estados Unidos, ao contrário, há um número crescente de empresas gráficas com essa especia lização em marketing, criando soluções que atendem a essas novas necessidades dos clientes. Acompanho as pesquisas da

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InfoTrends (http://www.infotrends.com) e, nesse segmento, eles costumam entrevistar por volta de 350 empresas gráficas com serviços de marketing. Seria de supor, pelas proporções de mercado, que deveríamos ter aqui no mínimo umas 35 gráficas envolvidas com isso. Não temos nem 10, e olhe lá se não estou exagerando. Muito pouco e um imenso desperdício de oportunidade. Em parte dessa nova demanda foi, por exemplo, onde a Arizona (http://www.arizona. global) prosperou em inovação radical do negócio fazendo toda a premedia dos clientes e ainda a gestão digital das marcas. Além de tudo com a competência gráfica de quem conhece a formação de arquivos e as artimanhas da reprodução. Praticamente uma exceção. É certo, também, que temos uma nova leva de empresas evoluindo em nichos de mercado crescentes proporcionados pelas novas tecnologias inkjet na onda do que chamo de mundo de impressão das coisas, com tecidos, artigos de decoração e materiais de pontos de venda à frente. Inovação em tecnologia, em produtos principalmente. Como há novos empresá rios vindos de outros setores, espero que também inovem em modelos de negócio, com mais atenção ao que Christensen, citado acima, enfatiza em seu novo livro Competing Against Luck (competindo contra a sorte), recém-lançado. Ele reforça sua teoria de geração da inovação pelo entendimento do “trabalho a ser feito” no cliente pelos produtos que ofertamos. Uma arguta observação sobre como nós, consumidores, não compramos produtos ou serviços, mas os “contratamos” para resolver questões que nos façam sentir melhor, nos ajudem a progredir em determinadas circunstâncias levando em conta não somente seus aspectos funcionais, mas também sociais e emocionais. Diria o amigo leitor: o que a gráfica tem a ver com isso? Nada, se seguirmos nossa vida como sempre, ou o que importa mesmo é imprimir. Ou tudo, se atentarmos porque os clientes escolhem nossos produtos ou serviços ou mesmo se o que oferecemos pode ser substituído por outro produto ou serviço que faça melhor esse trabalho para o cliente. Ou como entregarmos algo que seja relevante, vantajoso e o faça progredir. Como pessoa ou como empresa. Vale a pena o raciocínio? Vale a pena a busca da inovação radical? Ter a atitude da mudança? Pense nisso quando olhar para a frente na projeção do seu negócio.


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EDUCAÇÃO

Walter Vicioni Gonçalves

educação nacional encontra-se em persistente e grave crise. Para agravar esse quadro, três problemas tornam-se cada vez mais preocupantes. Um deles refere-se ao acúmulo e ampliação das funções do Ministério de Educação (MEC), em aparelhamento que reproduz e justifica um perverso centralismo burocratizante. Outro problema sério é o descolamento da política educacional em relação às demais políticas públicas, es pecial mente as econômicas. Além disso, é preciso promover uma profunda mudança na anacrônica organização da educação nacional. Um balanço da educação pública em 1932 — encaixado como luva nos dias atuais — mostrava que “dissociadas sempre as reformas econômicas e educacionais, que era indispensável entrelaçar e encadear, dirigindo-as no mesmo sentido, todos os nossos esforços, sem unidade de plano e sem espírito de continuidade, não lograram ainda criar um sistema de organização escolar, à altura das necessidades modernas e das necessidades do País. Tudo fragmentado e desarticulado” (grifos nossos). Esse diag nóstico fez parte do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, lançado por um grupo de intelectuais e conceituados educadores, que teve — e ainda tem — importante

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papel nos estudos sobre o que deve ser a educação brasileira. Aponta problemas que até hoje persistem, entre eles a histórica e permanente tendência para o centralismo administrativo. Nesse sentido, o Manifesto adverte que “a organização da educação brasileira unitária sobre a base e os princípios do Estado, no espírito da verdadeira comunidade popular e no cuidado da unidade nacional, não implica um centralismo estéril e odioso, ao qual se opõem as condições geográficas do País e a necessidade de adaptação crescente da escola aos interesses e às exigências regionais. Unidade não significa uniformidade. A unidade pressupõe multiplicidade” (grifo nosso). Passados 84 anos do lançamento do Manifesto, que balanço podemos fazer da organização da educação nacional e do papel do MEC? A Constituição Federal e, coerentemente, a legislação educacional apontam para um viés descentralizador. Apesar disso, observa-se um crescente centralismo das decisões no âmbito federal. Nos últimos trinta anos, foi praticamente alcançada a prioridade nacional de universalização do ensino fundamental. A essa meta quantitativa de acesso, no entanto, não correspondeu a dimensão qualitativa de permanência, progressão e conclusão na idade própria,


com padrões avançados de qualidade de ensino e aprendizagem. Nesse assunto, o MEC tem mais atrapalhado que ajudado. Para suprir a falta de professores preparados, destinam-se recursos para estimular a criação de vagas em cursos de pedagogia e licenciatu ras. Entretanto, não se exige da faculdade atender a requisitos que certamente garantiriam a melhoria do desempenho do futuro docente. Uma falha gritante é exatamente a ausência de prática durante a formação. Uma solução seria a exigência de manutenção de escola de aplicação, junto a cada faculdade, onde os futuros professores tivessem reais condições de prática profissional. O custo das ações — sem o correspondente aumento da qualidade — leva a um desperdício de recursos públicos e a uma descrença da população quanto à melhoria da educação pública. Há, consequentemente, um alto preço pago pela economia do País. Um caso flagrante de prejuízo à atividade econômica é o da excessiva e desnecessária burocratização para a inclusão de novos cursos técnicos no Catálogo Nacional, acarretando perda de oportunidades de emprego de jovens e queda da competitividade das empresas. Fica clara a contraposição entre, de um lado, a rigidez e a demora da oferta de um novo curso, e, de outro, a agilidade e a flexibilidade imprescindíveis para atendimento às demandas de um mundo em constante evolução tecnológica. Quanto à organização da educação nacional, não se pode continuar com o mesmo arranjo vertical da escola — a movimentação temporal dos alunos desde o início até o final do curso, atualmente efetivada por promoção ou reprovação em séries ou anos letivos — e com o mesmo arranjo horizontal, a distribuição espacial dos alunos por classe, por disciplina ou componente curricular. É preciso ousar para criar novo sistema, que repense desde a concepção de um Ministério da Educação até a desmontagem de uma arcaica estrutura e de um emperrado funcionamento do ensino brasileiro. Não se pode continuar com as mesmas estratégias e esperar melhores resultados. No que se refere a um órgão central da educação, diferentes nações encontraram diferentes soluções. O Canadá, por exemplo, não tem “ministério” ou “departamento” central da educação. Em vez disso, cada uma das treze jurisdições — dez províncias e três ter ritórios — mantém seu próprio ministério da educação.

A coordenação entre o governo federal e as jurisdições é efetivada por meio do Conselho de Ministros de Educação do Canadá. Na Finlândia, a educação básica fica a cargo dos municípios. O governo central é responsável pela definição de políticas públicas nacionais, pela legislação e pela coordenação do financiamento da educação. Nos Estados Unidos, o Departamento de Educação é o menor dos mi nisté rios do governo americano e cumpre um papel totalmente diferente do correspondente brasileiro, pois, naquele país, a educação é, de fato, descentralizada. O Departamento central limitase a definir políticas nacionais e a promover a igualdade de oportunidades. Na Alemanha, a responsabilidade original pela educação é atribuída aos dezesseis landers — ou estados — que mantêm seus próprios ministérios da educação. O governo federal está presente na promoção de novos programas, especialmente em matemática e educação científica, mas desempenha um pequeno papel no financiamento global da educação. Em 1964, sem qualquer orientação a partir do governo central, os landers assinaram um acordo que garante uniformidade na estrutura básica da educação alemã. Os assuntos de importância nacional são coordenados pela Conferência dos Ministros da Educação e dos Assuntos Culturais (KMF), da qual participam também senadores que atuam nas comissões de educação. O Brasil precisa, urgentemente, avaliar e rever o papel e a presença do MEC. Faz todo sentido, dentro do princípio federativo e do atendimento real às demandas locais e regionais, transferir competências e atribuições atualmente exercidas pelo MEC para os sistemas estaduais e municipais. Vê- se, pois, que é perfeitamente possível reduzir e simplificar drasticamente as funções atuais do MEC, que se limitaria, com uma estrutura muito enxuta, a continuar rea lizando a ava liação educacional e a coordenação das políticas e dos sistemas de ensino. Caberia, também, repensá-las, no sentido de tornar válida a hipótese de desaparecimento do MEC. Entre as inúmeras causas da crise educacional brasileira, sem dúvida, destaca-se a presença desnecessária, dispendiosa e perturbadora de um órgão central para essa área no governo federal. O  MEC , na configuração atual, é um retrato perfeito e acabado da hipertrofia do Estado brasileiro.

Walter Vicioni Gonçalves é diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP

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PAPÉIS FINOS

Fedrigoni: bons resultados num ano desafiador Fabricante de papéis encerrará 2016 com acréscimo de 20% no volume produzido de papéis finos para imprimir e escrever na unidade de Salto.

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1 A Fedrigoni Brasil Papéis é a primeira fábrica sob a marca Fedrigoni fora da Itália, porém a segunda levando em conta a Arconvert Brasil, estabelecida em 2009 em Jundiaí (SP), considerada a primeira planta do grupo no ex terior. REVISTA ABIGR AF

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Fotos: Álvaro Motta

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m ano e meio. Três novas linhas de produto. Um projeto de ampliação da capacidade produtiva em curso. Muito trabalho rea lizado e muito mais por vir. Num rápido balanço, assim foram os primeiros 18 meses da Fedrigoni Brasil Papéis. Em maio de 2015, o grupo de origem ita lia na anunciou a compra da fábrica de Salto, em São Paulo, então pertencente à Ar jowig gins Ltda, a primeira planta da Fedrigoni fora da Itá lia1. Desde então, a subsidiária brasileira vem direcionando seus passos no sentido de posicionar- se como um fabricante de papéis que produz especia lidades, descolando- se da atuação em um único segmento. Em um ano desafiador em função das adversidades da economia, segundo Ronald Carvalho Dutton, diretor comercial e de marketing de papéis finos, a Fedrigoni deve fechar o período com crescimento de 20% em volume produzido. No início de agosto, durante a feira Escolar Office Brasil, a empresa lançou duas linhas de blocos com a marca Fabriano. A Escolar/Desenho, com três produtos — Desenho Branco e Creme (A/A, 140/200 g/m²), Desenho Liso (A/A, 120/180 g/m²) e Multicolore Criativo (A/A, 80/120 g/m²) —, e a Layout/ Vegetal, também com três itens — Layout

Ronald Carvalho Dutton, diretor comercial e de marketing de papéis finos

Margeado (A+/A+, 70 g/m²), Layout Milimetrado (A/A, 70 g/m²) e Vegetal (A/A, 62/92 g/m²). Para o segmento de imprimir e escrever já havia apresentado a extensão

da linha de cartolinas FCard, a FCard Scuro, com cinco tonalidades que fogem dos tradicionais tons pastéis: laranja, verde, vermelho, marrom e preto, em 180, 240 e 300 g/m², e formatos 50 × 66 cm e 55 × 73 cm. Novidades estão previstas para 2017, tanto por meio da importação quanto com produção nacional, porém o executivo não quis adiantar-se. “O objetivo é nos tornarmos líderes nos segmentos onde atuamos. O papel não vai acabar. Mas é preciso entender os movimentos do mercado para que possamos nos adequar a eles”, afirma Ronald. Uma das estratégias é a duplicação da capacidade produtiva, prevista desde a aquisição de Salto. A reforma da primeira máquina de papel está perto de ser concluída e até 2018 o mesmo deve ocorrer com as outras duas. A meta estabelecida no ano passado, de conquistar novas posições nas Américas do Sul e Central, segue igualmente em curso. “Estamos com forte presença em todos os países sul-americanos e trabalhando para ampliar nossa presença na América Central”, diz o diretor.

FEDRIGONI www.fedrigoni.com.br


A HISTÓRIA DA

INDÚSTRIA GRÁFICA. TODO ACERVO A UM CLIQUE DE DISTÂNCIA.

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DO SINDICATO ÔRG ÀO OFICIAL AS R IA S GRA FIC DAS IN D U S T ÔRGÁODEOFICIA SÀO L PAU DO LO SINDICATO NO ESTA DO N ÚM ERO 2

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O Boletim da Indústria Gráfica (BIG), teve sua primeira edição em 1949 e, tinha como objetivo divulgar informações pertinentes ao setor gráfico como dados econômicos, cursos, palestras, eventos e anúncios. E agora, a história da Indústria Gráfica contada através desse acervo, está disponível on-line para consulta.

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GRÁFICA/SP

Mācron segue firme no segmento farmacêutico Gráfica mantém crescimento com produção enxuta, gestão eficiente e visão moderna do mercado.

N

o dia  de maio deste ano, a Mācron ganhou pela 10ª vez o Prê­ mio Sindusfarma 1 de Qua lida de como o melhor fornecedor gráfico na categoria cartuchos. Especia lizadíssima no segmento far macêutico, chegou a ter 98% de sua receita vinculada ao setor, percentual que hoje está em 93%. Afora o empenho de sua equi­ pe e a ex periência que a especia lização traz, o

Texto: Tânia Galluzzi

Fotos: Álvaro Motta

1 Sindicato da Indústria de Produtos Far macêuti­ cos no Estado de São Paulo

Felipe Salles Ferreira, gerente de Planejamento Estratégico; Fernando Salles Ferreira, diretor de Operações; e Maria Cecilia Cortez, diretora Administrativo-Financeira

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reconhecimento contínuo de seus clientes re­ flete uma gestão aberta para o novo e calcada no planejamento a médio e longo prazos. “Esse não tem sido um ano fácil e o maior desafio é a rentabilidade, que vem caindo e não é de hoje”, comenta Felipe Salles, gerente de Planejamento Estratégico e Marketing. Tal preocupação levou a Mācron a procurar ajuda. Desde 2009 a em­ presa faz parte do grupo Paex, Parceiros para Excelência, da Fundação Dom Cabral, progra­ ma que reúne companhias de médio porte inte­ ressadas em aumentar a competitividade e ele­ var os resultados. A troca de informações com as mais diversas empresas fez a gráfica erguer seus olhos para além dos limites de seu pró­ prio setor e abraçar ferramentas que lhe per­ miti riam analisar tendências e projetar seus passos para ciclos de cinco anos. Estratégia traçada, a Mācron conseguiu manter níveis anuais de crescimento entre 6% e 10% até 2014, quando a redução repentina na demanda por conta de uma suspensão tempo­ rária da entrega de medicamentos por parte do governo fez a taxa daquele ano cair para 2%. Cal­ cados na busca contínua pelo aumento da efi­ ciência e no rígido controle de custos, a gráfica enfrentou as turbu lências, preparando­se para neste ano reestruturar os processos produtivos a partir dos princípios da lean manufacturing (produção enxuta) e para atua lizar as áreas de impressão e acabamento. “Apesar da crise con­ quistamos novos clientes e devemos encerrar 2016 com crescimento de 10%”, diz Felipe.


Tudo começou com o chocolate Com um dos menores índices

PLANO MA¯CRON 20/20

A ex periência de 20 14 acendeu a luz amarela, mas a perspectiva de crescimento de 3% na pro­ dução de medicamentos no Brasil neste ano vai ao encontro do estudo feito pela Mācron de que o foco na seara far macêutica deve ser mantido. Para unir as duas pontas, a gráfica está inves­ tindo em segmentos correlatos, como alimen­ tos funcionais e produtos para saúde. Nes­ te ano a Mācron deve contabilizar a produção de 900 milhões de cartuchos e a expectativa é chegar em 1,1 bilhão de embalagens em 2017. Essa expansão faz parte de um projeto maior, o Plano Mācron 20/20, prevendo a pro­ dução de 2 bilhões de cartuchos em 2020. Ele envolve uma segunda planta produtiva, que responderá não só à necessidade de aumento da capacidade como servirá para garantir for­ necimento ininterrupto, suprindo exigências do mercado far macêutico. A localização da se­ gunda unidade, que funcionará ainda como hub logístico, está em análise. A Mācron continuará, também, apostando suas fichas na automação do setor. Desde 2010 ela representa no Brasil o Pixel Proof, soft ware alemão de inspeção digital para materiais im­ pressos. A partir do arquivo do cliente, o siste­ ma escaneia o impresso, verificando a qualidade de textos, códigos e dispositivos de rastreabi li­ dade. O controle é feito por lote e off-line. Um de seus principais recursos é o escaner tridimen­ sional das informações impressas em braille, medindo a altura do ponto: quanto mais alto, mais fácil será a leitura pelo deficiente visual. Já foram instalados 10 sistemas: oito em labo­ ratórios far macêuticos e dois em gráficas. “Fo­ mos questionados quanto à validade de vender o soft ware para gráficas. Mas nós acreditamos na melhoria do setor como um todo.”

Se a comercia lização do Pixel Proof é trata­ da como uma unidade de negócio distinta da produção de cartuchos, a visão de Felipe Sal­ les do setor gráfico é igualmente progressis­ ta. “Acredito na mudança do segmento gráfico por meio da modernização da gestão. A men­ talidade do empresário precisa mudar. O con­ corrente não pode continuar a ser visto como um inimigo de guerra.”

de turnover do mercado, 1,5%, e índice de satisfação interna batendo os 91% em pesquisa realizada em 2016, a Ma¯cron im­ plantou neste ano um plano de governança corporativa visan­ do sobretudo a sucessão fami­ liar. Felipe Salles é a terceira, ou quarta, geração no comando da empresa. Ele explica: “a Ma¯cron foi fundada por meu avô, Auré­ lio Ferreira em março de 1948, juntamente com meu bisavô, Antonio Ferreira. Então, sou a terceira ou a quarta geração”. A empresa nasceu na capital pau­ lista como Tipografia Itaim, da amizade de Aurélio com David Kopenhagen, que havia aberto pouco antes sua fábrica de do­ ces e chocolates na Rua Joaquim Floriano, no bairro paulistano do Itaim. A pequena gráfica ficava em frente à Kopenhagen. Catorze anos depois a gráfica mudou­ se para a Rua Fiandeiras, na Vila Olímpia, buscando espaço para ampliar a capacidade, razão que a levou, em 2004, ao seu atual endereço, às margens da Rodo­ via Imigrantes, em São Bernardo do Campo (SP). As instalações têm hoje 10.000 m² de área cons­ truída, onde atuam 250 funcio­ nários. Além de Felipe, outros dois membros da família admi­ nistram a Ma¯cron: Maria Cecília Salles Ferreira Mendonça Cortez, sua tia, diretora administrativo­ financeira, e Antonio Fernando Salles Ferreira, pai de Felipe e diretor de operações. MA¯CRON www.macron.com.br

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GRÁFICA/SP

AM, precursora em impressão digital Ela pagou o preço do pioneirismo e hoje continua a atender o segmento editorial em sua necessidade por impressão sob demanda. Texto: Tânia Galluzzi

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Trabalhando com impressão sob demanda para editoras e autores independentes, atualmente a AM conta com equipamentos para impressão digital colorida e P/B, além de sistemas de acabamento. A gráfica mantém suas origens na editoração, oferecendo também os serviços de diagramação, digitalização e tratamento de imagens. Para 2017 estão nos planos, vinculados ao início de recuperação da economia, investimentos em ferramentas que aprimorem a gestão da empresa e promovam a reciclagem de seus funcionários e a impressão sustentável, aproximando-a ainda mais das necessidades dos clientes.

Affonso saiu do banco para atuar no curso Anglo-Latino. Com o passar do tempo as apostilas foram substituídas pelos livros e em 1970 ele já tinha volume su ficiente para montar a empresa. Ini cial mente a AM fun cio nava parte na casa de Affonso e parte na residência de Massao. Depois transformou-se em uma sala dentro da Hamburg Editora Gráfica, até chegar a um endereço próprio em 1972. Criada para fazer composição gráfica, desenhos, ilustrações e paste-up, fornecendo para as gráficas a arte final para execução dos fotolitos, os primeiros anos foram de muito trabalho. “A evolução da empresa se deu com a aquisição de equipamentos de última geração, possibilitando a criação do birô de pré-impressão, fotocomposição, CtP e de impressão digital.

AM PRODUÇÕES GRÁFICAS www.amvirtual.com.br

A APOSTA NO DIGITAL

Pioneira na adoção da tecnologia que mudaria o setor, em 1992 Affonso e seu filho João Affonso Damasceno Junior, vislumbrando que o mundo caminharia para o digital, apostaram suas fichas numa impressora Xeikon. “A impressão digital surgiu como uma oportunidade de imprimir em pequenas quantidades livros, apostilas e outros produtos, até então inviáveis.”

Fotos: Álvaro Motta

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AM Produções Gráficas está localizada no tranquilo bairro da Chácara Inglesa, zona sul da capital paulista. Contrastando com a calma das praças e ruas arborizadas da região, no número 328 da Rua Ber tioga uma dezena de pessoas trabalha freneticamente para atender com agilidade o mercado editorial, oferecendo os serviços de editoração, impressão digital e sob demanda. Essa sempre foi a seara da AM, fundada em janeiro de 1970 por João Damasceno Affonso e Massao Arakawa. Suas raízes, contudo, são mais profundas, como contou Affonso à extinta revista Desktop Publishing em 2003. Nos anos de 1960 ele trabalhava no Banco Francês e Brasileiro e à noite fazia Madureza. “Eu escrevia o dia inteiro no trabalho e, depois, mais na escola. Falei para alguns professores que seria interessante se tivéssemos uma apostila. Um deles comprou a ideia, me emprestou uma máquina de escrever e fiz a apostila em mimeógrafo.” Outros trabalhos vieram até que Affonso foi rea lizar alguns serviços na Massao Ono Editora. Depois dessa ex periência, ele retornou ao trabalho no banco, mas, por insistência de um colega, Wilson Siviero, que fundaria a gráfica Hamburg, voltou a fazer apostilas. Em 1966,

Affonso e seu filho, João Affonso Damasceno Jr., comandam a empresa


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REALIZAÇÃO


SUSTENTABILIDADE

Coleta seletiva alcança apenas 18% dos municípios brasileiros Apesar de baixo, este índice vem crescendo. Nos últimos seis anos, o número de cidades que passou a contar com este tipo de programa mais que dobrou.

Foto: Alf Ribeiro/AGB Photo Library

Texto: Letícia Cardoso

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coleta seletiva é uma das ações primárias e fundamentais no que tange à busca da sustentabilidade ambiental. Ao menos deveria ser assim. De acordo com pesquisa Ciclosoft, realizada a cada dois anos pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apenas 18% dos municípios brasileiros rea li zam este tipo de programa. Os dados do Cempre mostram que, apesar de a coleta seletiva não ter sido implantada em todo o território nacional, entre

2010 e 2016, o número de cidades brasileiras que adotaram este procedimento mais que dobrou. Em 1994, ano em que foi rea lizada a primeira edição da pesquisa, apenas 81 municípios promoviam a coleta seletiva. Em 2010, este número chegou a 443 cidades; subiu para 927, em 2014, saltando, em 2016, para 1.055 mu nicípios que operam programas de coleta seletiva. Uma explicação pode estar na promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), definindo responsabilidades que devem ser


realizadas pelo poder público, cidadãos e empresas que fabricam e comercia lizam embalagens e outros produtos recicláveis. Assim como vinha ocorrendo em anos anteriores, em 2016 a concentração dos programas municipais de coleta seletiva permanece nas regiões Sudeste e Sul do País. Do total de municípios brasileiros que rea lizam esse serviço, 81% estão situados nessas regiões. O Sudeste soma 434 municípios (41%); o Sul fica com 421 (40%); o Nordeste com 102 (10%); o Centro- Oeste com 84 (8%); e o Norte com 14 (1%). Em relação à população atingida pela coleta seletiva, a pesquisa Ciclosoft aponta que cerca de 31 milhões de brasileiros (15%) têm acesso a programas municipais. Em 2014 eram 28 milhões de pessoas. A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria prefeitura em 51% das cidades pesquisadas; as empresas particulares são contratadas para executar a coleta em 67% delas; e praticamente metade (44%) apoia ou mantém cooperativas de catadores como agentes executores da coleta seletiva municipal. De acordo com o Cempre, o apoio às coo pe rati vas está ba sea do em maquinários, galpões de triagem, ajudas de custos com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimento em divulgação e educação ambiental. Vale mencionar ainda o custo médio da coleta seletiva, por tonelada, nas cidades pesquisadas, que foi de US 102,49 (ou R 389,46, na cotação de US 1,00 = R 3,80). Considerando o valor médio da coleta regular de lixo US 25,00 (R 95,00), temos que o custo da coleta seletiva ainda está 4,10 vezes maior que o custo da coleta convencional. A pesquisa 2016 indica que os materiais recicláveis mais recolhidos pelos sistemas municipais de coleta seletiva (em peso) são as aparas de papel/papelão (34%), seguidas dos plásticos em geral (11%), vidros (6%), metais (7%, somados os percentuais de metais ferrosos e alumínio) e embalagens longa vida (23%).

LOGÍSTICA REVERSA A PNRS define o termo Logística Reversa como

“instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabi lizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambiental mente adequada.” Ou seja, a visão do ciclo de vida de produtos como papel, papelão, plástico, alumínio, aço, vidro, entre outros, são a base do projeto. Em 2012, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou o edital 02/2012, com um chamamento para um acordo setorial voltado à logística reversa de embalagens que compõem a fração seca dos resíduos sólidos das cidades. Com isso, diferentes organizações se reuniram formando o Plano de Reciclagem de Embalagens, liderado pelo Cempre e entregue ao Ministério do Meio Ambiente. Até julho de 2015, a iniciativa reunia um total de 21 empresas. De acordo com a publicação Cempre Review 2015, a meta estabelecida pelo MMA para o Acordo Setorial de Embalagens, as ações das empresas deveriam abranger 258 municípios brasileiros até o fim de 2014, no mínimo, tomando como base as doze capitais da Copa do Mundo e as cidades de suas regiões metropolitanas. Porém, os resultados foram maiores do que o exigido: 371 mu nicípios foram contemplados, incluindo alguns localizados fora da região alvo da Fase 1. Esse resultado corresponde a 36,8 milhões de toneladas de resíduos por ano, correspondendo a 60,3% de todo lixo urbano produzido no Brasil. Nessas regiões, a lei de resíduos promoveu diversas ações de apoio à triagem de resíduos, retirando materiais da coleta seletiva e aumentando a produtividade da reciclagem incluindo investimentos empresariais em galpões para separação de recicláveis, capacitação, melhorias da estrutura e compra de veícu los e equipamentos.

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Criado em 2005 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 22 bibliotecas em todo o Estado desde então. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços para serem equipados com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Chegamos à marca de mais de 20 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamental para a escolha dos espaços que recebem as novas bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


OLHAR Como ensino Design: José Neto de Faria

Lúcia Bergamaschi Costa Weymar

Universidade Federal do Ceará UFC Graduação/Pós graduaçao/Especialização: Graduação Bacharelado Disciplinas Desenho, História do Design, Projeto Integrado

Universidade Federal de Pelotas Graduação em Design Gráfico e Digital Disciplina Projeto de Cartaz. Período: 2h semanais

Ação e Reinvenção do design pela educação Quando leciono, busco fundamentar o processo de ensino aprendizado em uma “situação de experiência” que promova o reconhecimento, de que o domínio sobre um determinado assunto gera um conjunto de habilidades e competências úteis ao processo cotidiano de design. ¶ Durante a “situação de experiência” precisa existir o embate entre o pensar e o fazer, entre gestão da prática e o desmonte das teorias do design, entre a compreensão de uma corrente teórica e seus contrapontos históricos, entre a manutenção e a implosão de uma tradição, entre a realidade regional e a realidade global, entre os modos de apropriação das tecnologias rudimentares ou das de ponta, entre as diferentes linguagens visuais e os processos perceptivos e cognitivos, entre o que se sente, percebe e ou que se racionaliza, entre o que queria-se projetar e o que se conseguiu projetar, e principalmente um tencionamento entre o espaço de aprendizado e o indivíduo a fim de que este possa sair voluntariamente de sua condição de inércia para uma posição ativa, de obtenção de prazer, com a tomada de posse sobre a sua realidade. ¶ Trabalho com pequenos ou médios projetos capazes de promover a “situação de experiência” necessária ao desenvolvimento das habilidades e competências propostas. Então, por exemplo, se a disciplina tem que abordar cor, temos que investigar o que é cor, temos que ir a campo fotografar o sertão, estudar como a cor é na natureza, estudar como as modulações das cores propostas pela natureza podem ser trazidas para um

projeto de embalagem (pigmento) e de um banner digital promocional (luz). Temos que entender a teoria da cor que nos permite preparar e controlar os arquivos digitais que garantem a qualidade da impressão e da exibição dos produtos e serviços de design, e brincar com os processos tecnológicos para explorar novas possibilidades de linguagem. ¶ Se ensino desenho técnico, tenho que construir um objeto para que os alunos possam entender o sentido das representações e das normatizações. Se ensino história do design, tenho que debater os conceitos dos movimentos pela elaboração de um projeto de design que sirva para reviver e confrontar as soluções em função do momento histórico. A questão não é dominar atos retóricos do design, é confrontá-los pela possibilidade de agir e construir o momento presente do design. ¶ Os processos de ensino aprendizado devem levar constantemente os indivíduos a errarem, para que a cada erro possa haver uma descoberta de novas possibilidades, e desta forma, pela prática e a reflexão, o indivíduo possa perceber que as possibilidades podem ser multiplicadas ao infinito. Acertar é monótono e entediante, porque somente demonstra a capacidade do indivíduo de reproduzir os velhos discursos. Errar deveria ser instigante se as nossas mentes não tivessem sido acostumadas a repetir mantras. ¶ Deveríamos sentir um constrangimento com o silêncio de dezenas de instituições de ensino que passam ano após ano despercebidas pela história. Deveríamos duvidar muito mais do êxito do processo de ensino que não toca a poeirenta organização social. Deveríamos entender, que a razão para que existam os diversos espaços de ensino aprendizado, é para que não se reproduza o design e sim para que se pense e reinvente o design.

Universo teórico e prática projetual Como desenvolver uma metodologia de ensino que introduza alunos ingressantes em cursos superiores de design no universo teórico e de prática projetual de cartazes, contextualizando-os tanto no escopo da disciplina quanto estimulando a importância de um aprendizado de design atrelado às múltiplas esferas da cultura e da expressão artística e autoral? ¶ Desde 2014, como professora responsável da disciplina Projeto de Cartaz, tenho variado as temáticas, mas a metodologia que venho desenvolvendo se apresenta recorrente em sua estrutura basilar. Tal estrutura refere-se à seguinte organização: primeiramente, encontros iniciais com abordagem teórica e, a seguir, divisão da turma em duplas para a proposição dos exercícios práticos. ¶ A pesquisa teórica se refere a tópicos relativos à teoria do cartaz, funções e objetivos; aos cartazes no século X, xilografias, litografias e movimentos Arts and Crafts e Art Nouveau; aos cartazes russos e a Bauhaus; aos cartazes publicitários e psicodélicos; aos cartazes poloneses, japoneses e aos cartazes políticos (segunda guerra, ditadura de Salazar em Portugal, maio de 1968 na França e ditadura militar no Brasil) e, finalmente, aos cartazes brasileiros. ¶ A análise das imagens conta com o aporte teórico de Ambrose, Meggs e Lupton e foca nos quatro princípios do design (quais sejam, tipografia, cor, composição e imagem) a partir das categorias cartazes modernos e cartazes pós-modernos, compreendendo-as muito

Tipos &

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Reconstrução, Belfast, Irlanda do Norte

Projeto Bold

“Design é...” /Merchan-Design

“Homenagem ao Titanic, reproduzindo sua forma, dimensões e posição de sua construção utilizando caracteres da família tipográfica Century Schoolbook”, por Flávio Cardamone, na pós-graduação Design Gráfico: Conceito e Aplicação, Faap, São Paulo, coordenação Carlos Perrone.

“O não texto dá forma ao caractere B da Peignot”, por Jéssica Rua na pós-graduação Design Gráfico: Conceito e Aplicação, Faap, São Paulo, coordenação Carlos Perrone.

Idealização e organização de Marcelo Lopes. “Em formato quadrado, a obra navega em oito cores, com as fotos ao estilo portrait, e as frases que definem cada olhar, único e perspicaz, sobre o universo do Design”, afirma Marcelo. Os papéis especiais foram fornecidos pela italiana Fedrigoni e os parceiros foram Sutto Serigrafia, Ipsis Gráfica e Editora, Espaço Visual e Summit Promo

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GRÁFICO de Norte a Sul 1.0 Beto Cerqueira mais a partir de um viés cultural do que cronológico e evitando, deste modo, um discurso esquemático e dual. Porém, as diferentes características entre os dois paradigmas são evidenciadas na medida em que as regras do design moderno são quebradas pela pós-modernidade, ou seja, tipografias, cor, composição e imagem se complexificam, passam a aceitar a pluralidade em detrimento da unidade, surgem elaboradas e ornamentais e não mais simplificadas e puramente funcionais, e, enfim, rompem com sistemas de legibilidade, contraste, organização espacial e se posicionam arbitrárias, independentes e livres dos preceitos modernistas menos é mais ou “a forma segue a função. ¶ Já a produção prática é ligada ao projeto de dois cartazes A3 interdependentes, isto é, unidades autônomas, mas em diálogo. No primeiro, a dupla de alunos deve homenagear um designer de viés moderno e, no segundo, um pós-moderno. Isto posto, temas como Copa do Mundo no Brasil e aniversário de quinze anos dos cursos (2014), enunciados proferidos por designers famosos e homenagem ao escritor Simões Lopes (2015), comemorações acerca dos 400 anos de morte de Shakespeare e de Cervantes e (2016), têm sido escolhidos de acordo com a agenda do semestre.

Centro de Estudos de Administração em Turismo e Hotelaria. Graduação em Design Gráfico Disciplinas Design Editorial, Fundamentos de Projeto e Identidade Visual e Tipografia.

Ensinando em meio a transformações Sou arquiteto de formação e designer gráfico por atuação. Também, por conta de atuar no design de publicações dos órgãos de turismo na Bahia, me tornei especialista de Planejamento e Marketing Turístico. No segundo ano de faculdade (1973), conheci Enéas Guerra recentemente chegado a Salvador como coordenador do setor de programação visual do órgão oficial de Turismo da Bahia. Ali aprendi a fazer, como se dizia na época, artes gráficas. Aprendi na prancheta os fundamentos tipográficos, as noções de composição, uso das cores e a produção. E assim, com essa formação, comecei a ensinar. ¶ O ano era 1995 e a escola, a atual Unifacs, uma das boas instituições de Salvador com curso de Design. Era a época do desktop publisher, os alunos querendo o computador e eu ainda nos esquadros, na prancheta, no overlay, na régua tipográfica. A disciplina – não lembro o nome –, não era propriamente de projeto, então, a falta de metodologia era minimizada. Apesar da “bagunça”, hoje encontro ex-alunos que me agradecem pelas “artes finais” das peças criadas. Algo ficou por ali... ¶ No ano 2000 iniciei “para valer” a ensinar Design na atual Unijorge onde permaneci até junho passado. Convidado para ensinar a disciplina Fundamentos e Metodologia do Projeto Gráfico, fui à luta, comprei dezenas de livros e, acho, naquele momento, me formei em Design Gráfico. ¶ Ensinar Design pressupõe, entender as rela-

ções entre quem ensina, como ensina e para quem ensina. Este último, determinante hoje por conta do contexto. Essa foi uma das razões, inclusive, de deixar a atividade. O aluno atual não quer exercer a metodologia; não quer aprender os fundamentos; não quer gerar e testar alternativas etc. Ou seja, as etapas do projeto são descartadas. Há, na maioria, o entendimento de que já sabe e que o computador ajuda. Aos 63 anos minha paciência se esgotou. ¶ Quando pude, ensinei aos meus alunos a seguirem o que os livros diziam. – Vamos resolver o problema? Vamos. Então vamos entendê-lo, fundamentá-lo, dar a ele uma representação gráfica consistente, estabelecer um link codificado com o usuário. Vamos fazer com que funcione, que dê certo. Fiz isso nas disciplinas de Projeto Editorial e de Identidade Visual. ¶ Uma questão complicadora é a grade que algumas escolas têm onde as disciplinas de base não são ministradas nos primeiros semestres. Os alunos também não têm paciência de ficar dois semestres sem criar, sem fazer marca, como dizem. Querem chegar chegando, mostrando serviço. O professor explica que tudo tem seu tempo, mas não é bem assim. A sala de aula ferve. Não é fácil. Também não tinha mais o Goethe Institut dos anos de 1970 onde belos cartazes/pôsteres expostos poderiam ajudar as aulas comentadas. ¶ É isso. Não inventei nada. Segui os mestres e os livros.

Livros “Para dar, em um curto intervalo

365typo

Fonte Graviola de Henrique Beier

Histórias de tipos, tipografia e design gráfico. Editado pela AtypI para Etapes Editions, Paris, 2016, com capítulo especial sobre o Brasil e sobre a AtypI 2015 São Paulo.

Coletivo Plomo71, Porto Alegre composto por Beier, Alice Neumann, Ana Laydner e Sauê Ferlauto. Tipografia utilizada na obra Pato Macho # 16 semanas que abalaram a Província, Edição Rosari e Cachorro Louco, 2016.

de tempo, a impressão de que uma obra tua foi envernizada, não o tendo sido, pega clara de ovo bem batida com a escova, o máximo de tempo possível, até que ela se transforme numa espuma firme, deixa que escorra por uma noite. Recolhe o que escorreu num pequeno recipiente novo e, com um pincel de vaio, aplica uma demão sobre teus trabalhos. Eles parecerão envernizados e ainda ficarão mais resistentes. Essa maneira de envernizar se dá bem com figuras esculpidas em madeira ou em pedra. Enverniza desse modo os rostos, as mãos e tudo que tiver cor da pele”.

Cennino Cennini, em O livro da arte, c. 1400.

A pintura Textos essenciais, volume 13, organização Jacqueline Lichtenstein, editora 34, 2014.

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HISTÓRIA VIVA

Foto: Álvaro Motta

Ele tornou-se referência ao carregar a bandeira do treinamento e da adoção de modernas ferramentas de gestão, liderando a gráfica Abril num de seus períodos mais pujantes. Tânia Galluzzi

Claudio Baronni Farol e porto seguro

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m janeiro de  Claudio Baronni recebeu da Abril, casa na qual trabalhou por 40 anos, a alcunha de “fanático pela indústria gráfica”. Na ocasião foi personagem da seção Quem faz a Abril no jornal interno da empresa. Como diretor de operações industriais, tinha sob sua batuta nada menos que 1.150 funcionários. Só mesmo um obstinado para liderar essa imensa equipe, então responsável por materia lizar semanalmente, entre a 1h da manhã do sábado e as 5h da manhã do domingo, a maior revista do País tanto em tiragem, 1,3 milhão de exemplares, quanto

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em influência. Não só pertinaz, mas também organizadíssimo e, sobretudo, convicto da capacidade de seus pares, sempre soube motivar as pessoas desafiando-as constantemente, impulsionando-as a alargar seus próprios limites. Em 2003 chegou à superintendência da Divisão Gráfica da Editora Abril, ponto máximo de sua carreira, na qual permaneceu até o fim da tarde do dia 13 de dezembro de 2009. Precisamente às 17h30 pousou o lápis sobre a mesa para não mais voltar. Por mais dois anos ainda permaneceu no grupo Abril, assessorando o presidente executivo na época, Giancarlo Civita, até


deixar definitivamente a empresa no dia 2 de janeiro de 2012. É justamente dessa época, quando o peso de suas decisões era maior, que Baronni sente mais saudade. “Repetiria tudo, mas a fase como diretor superintendente foi a melhor, porque tinha o poder de decisão na mão, o que tornava menos desgastante a aprovação e o encaminhamento dos projetos. MANUTENÇÃO, PORTA DE ENTRADA

Formado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da USP (Poli) em 1968, ainda nos últimos meses do curso, Baronni envolveu-se no projeto da família de sua noiva, Maria Izabel, com a qual se casaria no ano seguinte, de estruturar uma indústria de envelopes. Os pais dela possuíam uma distribuidora de papel e queriam partir para a produção. Aos 24 anos, Baronni foi para a Alemanha com a missão de escolher e comprar os equipamentos necessários, ajudando também na instalação e montagem da planta em Guaru lhos, na Grande São Paulo. Em abril de 1971 deixou a fábrica e dois meses depois, respondendo a um anúncio de jornal à procura de engenheiro de manutenção, que prometia “ótima remuneração e excelente ambiente de trabalho”, entrou para a Abril. A divisão gráfica ainda se chamava Sociedade Anônima Impressora Brasileira (SAIB), cujas instalações às margens do Rio Tietê haviam sido inauguradas sete anos antes. Degrau por degrau Baronni foi construindo sua carreira, acompanhando e por vezes liderando a evolução tecnológica. “Entrei com a linotipo

e saí com o filmless, tanto no offset quanto na rotogravura.” Da manutenção passou para projetos e instalações, depois para produção offset. Em 1985 assumiu o comando da área de impressão, em seguida a diretoria de engenharia e depois a diretoria de produção. DIFUSÃO DO SABER

Mesmo não sendo um técnico gráfico, logo no início o jovem engenheiro percebeu a necessidade do compartilhamento das informações. Ele conta que quando chegou à manutenção via muitos procedimentos empíricos. Além disso, não havia diálogo entre produção e manutenção e Baronni lutou muito para fazê-las conversar. “Os melhores mecânicos guardavam o que sabiam para si, achando que assim se tor nariam insubstituíveis, algo inadmissível nos dias de hoje. Uma pessoa com tal comportamento não podia continuar na empresa, e os que ficavam tinham de saber exatamente porque o colega foi mandado embora para começarem a compreender o valor do trabalho em equipe.” E assim foi em todas as áreas pelas quais Baronni passou. A incessante busca pelo aprimoramento acabou lhe rendendo a fama de o homem que mais

Em junho de 1971, Baronni viu no jornal O Estado de S. Paulo o anúncio que mudaria a sua vida. Ao lado, o cartão de identificação da Abril, onde desenvolveu uma trajetória de sucesso

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executiva da associação no triênio 2013/2016. “Mais uma vez fui trabalhar com gente, motivando as pessoas. Pela primeira vez em muitos anos elaboramos um planejamento estratégico, porém acho que eu poderia ter feito muito mais [um grave problema de saúde deixou-o meses fora de combate]. Hoje a ABTG está em excelentes mãos.” Se mesmo quando tinha sobre seus ombros a responsabilidade de pilotar um transatlântico como a gráfica Abril Baronni nunca deixou de tirar férias para viajar, agora então não há parada para ele e sua esposa. Na fase final de

(Acima) Baronni no Fórum de Produtividade, promovido pela Revista Abigraf. 24.08.1999 (Ao lado) Foto para entrevista publicada na revista Tecnologia Gráfica nº 32 (ABTG/Senai). Abril de 2003

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gastava com treinamento na Abril. Numa época em que a atua lização do conhecimento não era valorizada, Baronni chegou a embutir verba de treinamento em outros departamentos para garantir os recursos. Afora militante ferrenho do treinamento, Baronni também foi responsável pela introdução de indicadores de desempenho como uma ferramenta de desenvolvimento dos próprios funcionários e, consequentemente, da empresa. As equipes eram diretamente envolvidas na busca por melhores resultados e a gráfica chegou a ocupar, por alguns anos, a primeira posição entre todas as divisões da Abril como detentora do melhor clima organizacional. Acreditando que um dos principais problemas da indústria gráfica era o descompasso entre a evolução tecnológica e a reciclagem do conhecimento, Baronni levou essa bandeira para a vida associativa. O responsável por sua aproximação com as entidades do setor foi Plácido Loriggio. Contemporâ neos de Poli, trilharam caminhos semelhantes na Abril, onde Plácido sempre defendeu a presença da empresa nas entidades de classe. Tanto é que tornou-se o primeiro presidente do Organismo de Normalização Setorial, ONS, criado no âmbito da ABTG para o desenvolvimento de normas para o setor, sem contar as incursões de Plácido pela própria ABTG e pela Abigraf. “Eu percebi a importância desse movimento e acabei me aproximando e me envolvendo com a criação do Grupo de Impressores com Rotativa Offset (Giro), em 1997. Do Giro, atual Abro, do qual foi presidente entre 2004 e 2007, Baronni passou pelo conselho diretivo da ABTG, assumindo a presidência

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recuperação de uma fratura no quadril, Baronni atendeu a Revista Abigraf poucos dias antes de embarcar para um tour pela Austrália e Nova Zelândia. Viajar é a sua paixão e ele orgulhase de já ter visitado 62 países. Ao seu lado, Maria Izabel, com quem teve três filhas, Alessandra, Claudia e Daniela, e cinco netas e um neto. Revendo as estradas que percorreu, Baronni, 71 anos, diz que um dos grandes motivos para ter aceitado um cargo executivo na ABTG foi a tentativa de devolver ao mercado gráfico o que ele lhe proporcionou. “Ele me deu uma profissão, a oportunidade de acompanhar a evolução de uma tecnologia e a minha carreira profissional. Sem falsa modéstia, principalmente na Abril, nós fizemos um trabalho brilhante.” Para quem o conhece, uma afirmação não poderia ficar de fora. “Todos os meus traços, como persistência e honestidade, são apenas características. Minha única qualidade é ser corintiano!”


Thomas Baccaro

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F OTOG R A F I A

frescos milenares, retalhos de corpos, corações aprisionados, anjos, de mônios, olhares, gestos, sensações e desejos, inspiração e apropriação, o revelar do enigma através do olhar. Desses elementos é composto o mais novo ensaio de Thomas Baccaro, 41 anos, exposto na Galeria Bolsa de Arte, em São Paulo. O Diáfano de Alexitimia é a vigésima exposição individual do artista, aberta ao público até meados de novembro. A ideia agora é levá-la a outros espaços. Egresso do mercado publicitário, Thomas entrou na segunda década do século XXI com o propósito de dedicar-se cada vez mais à fotografia autoral. Em toda a sua carreira já montou 47 exposições, incluindo a mais recente. Possivelmente teria sido mais, porém a crise vem ceifando os investimentos em arte. Para O Diáfano de Alexitimia, o próprio fotógrafo imprimiu 74 imagens, reproduzidas em papel 100% algodão Belas Artes, 300 g/m², em uma impressora digital que usa pigmento mineral, uma Epson 9890. Em 11 delas Thomas interferiu diretamente com

Foto: Janete Longo

Diálogo diáfano tinta óleo e guache, resina, fibra de vidro e cera de abelha, transformando-as em obras únicas. Singular também é a região que lhe serviu de inspiração. O fotógrafo já havia estado na cidade de Pietrasanta, na Toscana, ao Norte da Itália, há três anos, aproveitando os dois meses que passou este ano na região para compor o ensaio. Escondida aos pés dos alpes Apuanos, entre montanhas rochosas e o mar Mediterrâneo, Pietrasanta é salpicada de ateliês de artistas que utilizam o mármore de Carrara em suas obras. “Pude contemplar da montanha de mármore branco, a mesma usada por Michelangelo para esculpir suas magnificas esculturas. Enquanto observava as pedras em sua forma bruta me conscientizei da dificuldade em descrever sentimentos e a facilidade em senti-los, em transformar em concreto o que é em abstrato”, afirma Thomas. Reconhecendo-se nas tantas oficinas que visitou, o fotógrafo buscou registrar a atmosfera local. A escolha do nome para a exposição tenta sintetizar esse momento. Enquanto diá fano significa transparente, límpido, a palavra

Consolidando sua trajetória autoral, Thomas Baccaro discute o que é real e imaginário ao reproduzir o trabalho de artesãos italianos. Tânia Galluzzi

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alexitimia, que vem do grego, embute em sua tradução a grande dificuldade em verbalizar emoções e descrever sentimentos. “Em meu trabalho estou ciente da importância da memória no encontro do passado com o presente, no poder do homem de tirar do bruto, da dor e da luta a verdadeira beleza, e assim transformar. A união do meu passado ao presente e ao futuro se faz nesse instante.” Em cada uma das imagens, o artista sur preende com sua capacidade de modificar, aplicando ao objeto texturas e formas. Ao criar, concede ao ser criado parte de sua alma. E apesar da áspera frieza da vida, dá a sua obra forma e sentimentos, tal qual o mármore cru, que aguarda as mãos de seu interventor para mais uma passagem em direção a quem o contempla [trecho do texto de apresentação da exposição].

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THOMAS BACCARO www.thomasbaccaro.com REVISTA ABIGR AF

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Também virão da Itália as imagens de seu próximo ensaio. Só que desta vez do extremo sul do país. Thomas quer mostrar a sua interpretação da Saline Dello Stagnone di Marsala, em Isola Lunga, na Sicília, salina cuja história remonta aos fenícios. Área reconhecida como reserva natural em 1995, é salpicada de moinhos de vento, outrora utilizados com dupla função: a moagem do sal e o bombea mento de água salgada de um reservatório para outro.


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Sidney Anversa Victor é eleito presidente da Abigraf‑SP Dentre as metas da regional paulista para a gestão 2016–2019 estão o fortalecimento do espírito associativo e o desenvolvimento de intensa ação conjunta com os Grupos Empresariais.

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m outubro, o empresário Sid‑ ney Anversa Victor foi eleito para a presidência da Abigraf Regional São Paulo. Para a ges‑ tão relativa ao triênio 2016–2019, que tem início oficial em 30 de novembro, o presidente da enti‑ dade destacou que um dos pon‑ tos positivos deste novo manda‑ to está na formação da diretoria. “Os cargos foram ocupados pelos diretores dos Grupos Empresa‑ riais da Abigraf‑SP, o que signifi‑ ca que temos na nova diretoria os executivos de algumas das mais representativas indústrias gráfi‑ cas do Estado. Isso não apenas é um ganho importante para a condução das ações da entidade, como também significa que cada segmento gráfico estará ainda mais respaldado para que me‑ didas de incentivo e promoção àquele determinado nicho se‑ jam adotadas”, declarou Sidney. O presidente definiu algumas metas estratégicas para o novo mandato. A primeira delas é au‑ mentar a base associativa. “Pre‑ tendemos fortalecer a coopera‑ ção com as empresas e demais sindicatos do setor em todo o Es‑ tado. Nosso objetivo é realmente aglutinar, buscar a união com to‑ dos os empresários de São Paulo e também formar parcerias com associações de outros segmentos correlatos. Essa união é impor‑ tante para dar mais força à bus‑ ca de soluções para os problemas do setor”, comentou. Sidney informou que irá fa‑ zer uma gestão voltada total‑ mente para o empresário gráfi‑ co. “Pretendo dar mais ênfase ao

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setor no Estado de São Paulo. Afi‑ nal, representamos praticamen‑ te 50% de todo o Produto Inter‑ no Bruto (PIB) da indústria gráfica

brasileira. A intenção é valorizar a nossa regional, incrementando nossos eventos e ações voltadas à promoção do setor”.

DIRETORIA EXECUTIVA ABIGRAF SÃO PAULO TRIÊNIO 2016/2019 Presidente: Sidney Anversa Victor ◆ 1º Vice-Presidente: Ricardo Marques Coube ◆ 2º Vice-Presidente: Flávio Marques Ferreira ◆ Diretor Administrativo: Carlos Roberto Jacomine da Silva ◆ Diretor Administrativo Adjunto: Levi Ceregato ◆ Diretor Financeiro: Luiz Gornstein ◆ Diretor Financeiro Adjunto: Umberto Giannobile SUPLENTES João Ricardo Scortecci de Paula, Fábio Gabriel dos Santos, Ricardo Cruz Lobato, Hernani Finazzi Jr., Eduardo Franco de Castro Jr., Beatriz Duckur Bignardi e Felipe Salles Ferreira CONSELHO FISCAL Wilson dos Santos, José Ricardo Scareli Carrijo e Valdomiro Luiz Paffaro. SUPLENTES Flavio Tomaz Medeiros, Elcio Molinari e Ailton Vani da Silva

GRUPOS EMPRESARIAIS – DIRETORES SETORIAIS GE Embalagens: Sidney Anversa Victor (Congraf) GE Sustentabilidade: Ricardo Marques Coube (Tiliform) GE Rotativas Offset: Carlos R. Jacomine da Silva (Plural) GE Rótulos e Etiquetas: Umberto Giannobile (Giankoy) GE Editorial: João Ricardo Scortecci de Paula (Scortecci) GE Promocional: Fábio Gabriel dos Santos (Leograf) GE Promocional/Adjunto: Ricardo Cruz Lobato (Ricargraf) GE Impressos de Segurança: Hernani Finazzi Jr. (Thomas Greg) GE Comunicação Visual: Eduardo Franco de Castro Jr. (Van Gogh) GE Cadernos: Beatriz Duckur Bignardi (Bignardi) GE Novas Lideranças: Felipe Salles Ferreira (Ma¯cron)

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CONFIANÇA NO FUTURO Fortalecer o espírito associativo e a ação conjunta também será im‑ portante para superar os proble‑ mas que decorrem do atual ce‑ nário recessivo na economia do País, de acordo com o presiden‑ te da Abigraf‑SP. Ele destacou os reflexos negativos que atingiram, em particular, o setor editorial — cujo principal cliente é o gover‑ no federal, com a compra de li‑ vros para os programas de livros didáticos voltados para as esco‑ las públicas. “A indústria, como um todo, também foi afetada por uma retração muito gran‑ de nesses últimos anos. Nossa expectativa é pela recuperação do setor industrial, o que puxará para cima, junto com ele, o nosso segmento produtivo”. Sydney também chama a atenção para a questão da trans‑ formação pela qual passa a in‑ dústria de comunicação gráfica. Embora hoje o digital não repre‑ sente mais a temida ameaça que foi até bem pouco tempo — e isto pôde ser mais uma vez con‑ firmado na segunda edição do Summit de Comunicação, que o Sindigraf‑SP ajudou a realizar —, ainda vivemos um momento de transição. O presidente da re‑ gional paulista avalia que é ne‑ cessário apoiar os gráficos neste sentido. “Teremos que continuar promovendo este processo de capacitação, diálogo e orienta‑ ção dos gráficos, conversando com empresários e gestores. Não adianta querer interromper uma corrente que já está em movi‑ mento. O que precisamos fazer


é aproveitar as oportunidades que surgem neste cenário, bus‑ car a união entre o processo di‑ gital e a impressão em papel. Tenho certeza que dará certo, pois existe uma infinidade de caminhos para isso”, defendeu. Em relação aos Grupos Em‑ presariais, trabalho que é um dos pilares de atuação da Abi‑ graf Regional São Paulo, o pre‑ sidente informa que buscará seu fortalecimento, colocando à frente de cada um deles lideran‑ ças capazes de envolver os de‑ mais empresários do segmento representado, de modo a im‑ pulsionar as ações de defesa de cada um desses grupos, além de trazer novas empresas interessa‑ das em participar das reuniões realizadas periodicamente. No balanço de sua primei‑ ra gestão — que teve, na verda‑ de, apenas dois anos, uma vez que, como vice‑presidente, ele assumiu no meio do mandato em substituição a Levi Cerega‑ to, alçado à presidência da Abi‑ graf Nacional —, Sidney Anversa Victor enumera como principais ações os ajustes na área de tri‑ butos (alteração de vencimen‑ to de impostos), segurança do trabalho (vistorias relacionadas à NR12), além da promoção do Cartão Material Escolar, no sen‑ tido de ampliar a adesão por re‑ des de ensino de todo o Brasil. “Acredito que esses dois anos foram bastante proveitosos para o setor gráfico. Agora, com a equipe da diretoria renovada, esperamos fazer um trabalho ainda melhor”, disse.

Levi Ceregato, presidente da Diretoria Executiva da Abigraf Nacional; Julião Flaves Gaúna, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional; Josair Santos Bastos, presidente da Abigraf Regional Bahia; e Antonio Ricardo A. Alban, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB)

Abigraf Nacional realiza reunião do Conselho Diretivo em Salvador Representantes das Regionais de Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e da anfitriã Bahia, reuniram-se em Salvador para analisar e discutir temas de interesse da indústria gráfica nacional.

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m 23 de setembro foi realizada, em Salvador (BA), na sede da Fe‑ deração das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), a reunião do Con‑ selho Diretivo da Abigraf Nacional, com a presença dos membros da diretoria executiva e dos presiden‑ tes de diversas Regionais da enti‑ dade. Na pauta, os aspectos admi‑ nistrativos de cada representação es ta dual, bem como as ações realizadas nos últimos meses. A mesa de abertura foi com‑ posta pelos presidentes da dire‑ toria executiva, Levi Ceregato, e do conselho diretivo, Julião Fla‑ ves Gaúna, ao lado do presiden‑ te da Abigraf Regional Bahia, Jo‑ sair Santos Bastos, e do presidente da Fieb, Antonio Ricardo Alva‑ res Alban. Ceregato e Gaúna abri‑ ram oficialmente o encontro, com breves comunicados da presidên‑ cia. Na sequência, foi iniciada a

apresentação de cada uma das Regionais, começando com a Abi‑ graf‑ GO, cujo presidente, Antonio de Sousa Almeida, abordou a con‑ corrência desleal praticada pelas gráficas de entidades imunes de impostos de seu Estado. Falando em nome da Abi‑ graf‑MS, Julião Flaves Gaúna tra‑ tou do impacto do atual cenário ma croe co nô mi co nas ne go cia‑ ções coletivas. Em seguida, Jair Leite, presidente da Abigraf‑ PR , ao lado de Reinaldo Espinosa, di‑ retor de Relações com o Mercado da Abigraf Nacional, comentou as ações da Frente Parlamentar da Indústria Gráfica e Mídia Impressa e falou sobre os projetos de lei de interesse da indústria gráfica. Espi‑ nosa também tratou das deman‑ das da Abigraf‑RJ, apresentando o planejamento estratégico do setor gráfico do Rio de Janeiro até 2025

e argumentou sobre o futuro das associações e sindicatos. A gerente do Departamento Jurídico da Abigraf, Nílsea Borelli Rolim de Oliveira, falou sobre a Frente Parlamentar Mista pelo Fim da Contribuição Sindical Obriga‑ tória, o PL 5795/2016, que trata da instituição da contribuição nego‑ cial e novas regras sobre organi‑ zação sindical, e o Recopi Nacio‑ nal. Por sua vez, o presidente da Diretoria Executiva da Asso cia‑ ção Brasileira de Tecnologia Grá‑ fica (ABTG), Francisco Veloso Filho, discorreu sobre o planejamento da entidade para o próximo ano. O encontro encerrou‑se com a apresentação do XXVI Prêmio Bra‑ sileiro de Excelência Gráfica Fer‑ nando Pini e XXIII Prêmio Theo‑ baldo De Nigris, os resultados do encontro do Grupo de Líderes e do II Summit de Comunicação.

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Os comunicadores da Rádio CBN, Mílton Jung e Leny Kiryllos, apresentaram movimentado talkshow sobre as técnicas de comunicação

Grupo de Líderes realiza encontro e tarde de autógrafos O jornalista Mílton Jung e a fonoaudióloga Leny Kiryllos lançaram obra que trata do poder da comunicação para a liderança.

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ealizada em 19 de outubro, na sede da Abigraf Nacional, a reu‑ nião do Grupo de Líderes da In‑ dústria Gráfica contou com a pre‑ sença de 80 convidados, entre empresários e representantes de indústrias gráficas e empresas na‑ cionais e multinacionais das áreas de equipamentos e insumos grá‑ ficos. O encontro foi aberto pelo presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf‑SP, Levi Ceregato, que apresentou as ações do Grupo de Líderes e abordou alguns tópicos sobre o panorama econômico do País, salientando a necessidade de o governo federal realizar a redu‑ ção dos juros para a retomada do crescimento. “Esperamos que o Copom anuncie logo mais uma re‑ dução muito além da expectativa do mercado, de 1%, para a Selic”, enfatizou, referindo‑se à reunião do Conselho de Política Monetá‑ ria, que estava sendo realizada em Brasília (DF) na data. A declaração de Ceregato fun‑ cionou como uma introdução para que a economista Zeina La‑ tif apresentasse o tema “Chegou o momento em que a economia REVISTA ABIGR AF

brasileira vai renascer?”. A eco‑ nomista‑chefe da XP Investimen‑ tos e consultora da Abigraf, apre‑ sentou consistente análise sobre a conjuntura nacional. Demonstrou que, no cenário do novo governo e da sinalização de esforços volta‑ dos à solução da crise fiscal do Es‑ tado, já se nota uma melhoria do ambiente de negócios e no grau de confian ça do empre saria do, inclusive do setor gráfico. Porém, segundo ela, “ainda es‑ tamos na UTI”, destacando não ha‑ ver alternativa para o País senão a aprovação da PEC 241 (chamada PEC do Teto de Gastos) e da refor‑ ma da Previdência. “O equilíbrio fiscal é decisivo para a redução dos juros. Porém, a sociedade não acei‑ ta mais que isso seja feito com au‑ mento de impostos ou geração de inflação. Assim, é premente a re‑ dução das despesas do governo”. COMUNICAR PARA LIDERAR Um dos momentos principais da reunião foi o lançamento do li‑ vro “Comunicar para liderar”, de autoria do jornalista e ânco‑ ra da Rádio CBN, Mílton Jung, e

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da fonoaudióloga e comentarista Leny Kyrillos. A obra trata da im‑ portância de uma boa comunica‑ ção em papéis de liderança. Eles realizaram um talkshow que des‑ pertou grande atenção de todos os presentes, que participaram de modo dinâmico, com perguntas e oportunas intervenções.

Durante a apresentação, Míl‑ ton salientou que “a comunicação precisa ser clara, direta e objetiva”. Segundo ele, as características a serem desenvolvidas para que uma pessoa seja um líder comu‑ nicador: conhecimento do tema a ser tratado; criatividade; poder

de síntese; voz bem colocada; cla‑ reza na articulação; uso adequado dos recursos vocais; bom vocabu‑ lário; postura e atitude proativa; boa expressão corporal e facial; e uso adequado dos gestos. A fonoaudióloga Leny Kyrillos acentuou que a boa comunicação não se manifesta apenas na lin‑ guagem oral, mas também na ex‑ pressão e no tom da voz. Para re‑ forçar suas palavras, exibiu filme de experiência feita pela Universi‑ dade da Califórnia (EUA), demons‑ trando que a utilização da cha‑ mada “voz do macho alfa” acaba tendo mais êxito na atenção e res‑ peito dos interlocutores. “Esse tipo mais consistente de entonação também pode ser utilizado pelas mulheres”, ressalvou. A especialis‑ ta explicou, ainda, que a postura corporal, os gestos e o olhar são fatores que impactam a comuni‑ cação. “Tudo isso pode e deve ser treinado para aprimorar a maneira de se comunicar com as pessoas”. Ao final, os autores participa‑ ram de uma sessão de autógrafos da obra, que foi disponibilizada para todos os presentes.


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NOTÍCIAS

Entidades promovem estudo de remuneração

Momento crucial

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entro das diversas áreas de atuação da indústria gráfi‑ ca, o segmento que sofreu mais mudanças e transformações foi o promocional. Nos últimos cin‑ co anos a indústria gráfica pro‑ mocional vem enfrentando inú‑ meras dificuldades, como os sucessivos aumentos das ma‑ té rias‑ primas, câmbio desfa‑ vorável, redução de tiragens, redução das margens de ven‑ da, reajustes do custo da mão de obra, queda nas verbas pu‑ bli ci tá rias, a falta de créditos bancários e o excesso de oferta da concorrência. Tudo isso resultou no enco‑ lhimento das atividades, tendo como consequência muitas de‑ missões com pesados ônus tra‑ balhistas e a paralisação da ati‑ vidade de inúmeras gráficas do segmento. Este cenário nos obri‑ ga a rever conceitos e decisões para que possamos continuar vi‑ vos e atender a um mercado que apresenta cada vez mais novas tendências exigindo eficiência, custos competitivos e soluções inovadoras, o que implica mu‑ danças e investimentos em atua‑ lização com novas tecnologias. Nos dias de hoje, o empre‑ sário gráfico é bom bardea do constantemente com informa‑ ções sobre essas novas tecno‑ logias, particularmente na área da impressão digital. A pressão para as gráficas promocionais incorporarem ao lado da tradi‑ cional impressão offset um se‑ tor de impressão digital é per‑ manente. E inevitável. Não há como deixar de pensar em uma impressora de fusão de toner p&b ou em cores, utilizando pro‑ gramas de alta complexidade na área de logística. As novas tec no lo gias da área de impressão digital estão

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Em iniciativa conjunta, o Sindigraf-SP e a Abigraf-SP iniciam a coleta de dados para estudo na área de RH.

N batendo à nossa porta, propon‑ do a substituição do proces‑ so offset convencional por im‑ pressão inkjet color fixa ou com a vantagem de imprimir ima‑ gens variadas a uma velocida‑ de que atende a produção de cadernos editoriais. Há também processos digitais para a impres‑ são de produtos promocionais e até de embalagens. Na área do acabamento gráfico já se tem a aplicação de vernizes localiza‑ dos de proteção ou de grande valor agregado, e corte e vinco a laser dispensando a faca física com cortes precisos. Levando em consideração que nosso país tem mais de 205 milhões de habitantes e a população está mais preparada que nas décadas anteriores, a tendência do marketing do con‑ vencimento é inovar em cam‑ panhas publicitárias utilizando mídias digitais e impressos in‑ teligentes, porque temos mais consumidores participando do mercado ativo, com novas carac‑ terísticas de visão e necessidade de compras, educação e lazer. Temos um grande caminho a percorrer em direção àquilo que será o futuro das artes gráficas no País, cabendo a nós empresá‑ rios nos prepararmos para deci‑ dir onde e a hora certa de investir nas novas tecnologias.

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Fábio Gabriel dos Santos Diretor do Grupo Empresarial Promocional

o mês de novembro o Sindi‑ graf‑SP e Abigraf‑SP convida‑ ram as empresas gráficas a par‑ ticipar, com suas informações, da 25ª edição do Estudo de Remuneração, Benefícios e Práticas de Gestão de RH na Indústria Gráfica Paulista que, além de demons‑ trar dados estátísticos do mercado gráfico, vai oferecer um sem nú‑ mero de análises e possibilidades. Através do estudo será possí‑ vel comparar se a empresa está pagando acima ou abaixo do mer‑ cado com sua política salarial e permitirá estabelecer outras aná‑ lises relativas à estrutura organiza‑ cional, pacote de benefícios e seu impacto financeiro, bem como medir a eficácia de seus sistemas de remuneração por resultados. Relacionamos abaixo algumas recomendações importantes, di‑ re cio na das aos em pre sá rios e executivos de RH: ◆◆ Preste atenção aos cargos em que sua empresa paga mais do que o mercado, principalmente se a diferença superar 20% e se estes cargos não forem chave para seu negócio. Esta política pode ser negativa, consumindo os seus re‑ cursos onde não há necessidade, ainda mais neste momento de contenção de custos. ◆◆ De outro lado, avalie sua capa‑ cidade de atração e retenção nas posições mais estratégicas. Se sua empresa não for competitiva, ela pode perder profissionais com for‑ te influência nos resultados opera‑ cionais, comerciais ou financeiros. ◆◆ O olhar deve recair para a remu‑ neração total, compondo salário nominal, variáveis (PLR + comis‑ são + bônus) e benefícios. Uma política saudável deve privilegiar pagamentos superiores quando os resultados do negócio possi‑

bilitarem esta prática. Por isso de‑ vemos ser cuidadosos ao dar au‑ mentos no salário fixo e ousados no fortalecimento de sistemas de remuneração sobre os resultados. Outras informações sobre Ges‑ tão Corporativa, como práticas relativas a Planejamento Estratégico, Processos de Ne gó cios, Compliance e Indicadores de Gestão complementarão o estudo e ampliarão a visão além do RH, tor‑ nando o material uma ferramenta de gestão do dia a dia. Para as gráficas associadas às entidades, em dia com as contri‑ buições, interessadas em partici‑ par da elaboração do estudo for‑ necendo seus dados, não haverá custos. Para as gráficas não asso‑ ciadas, igualmente em dia com as contribuições sindicais, o cus‑ to será de R$ 450,00 (quatrocen‑ tos e cinquenta reais), cujo va‑ lor deverá ser pago quando da adesão ao processo. Destacamos que os dados for‑ necidos pelas gráficas serão tra‑ tados com absoluto sigilo pela empresa contratada para a ela‑ boração do material, e o resulta‑ do será gerado online, permitindo comparações por porte, segmen‑ to de atuação e região, com acesso limitado a 12 (doze) meses. Não havendo interesse em participar da elaboração do es‑ tudo fornecendo dados, o resul‑ tado poderá ser adquirido pe‑ las gráficas as so cia das a um custo de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais); para as gráfi‑ cas não associadas o custo será de R$ 900,00 (novecentos reais). O re‑ sultado estará disponível a partir de fevereiro de 2017. Para mais informações con‑ sulte o Departamento Jurídico – Dejur, dejur@abigraf.org.br.


Max Feffer e Suzano

Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 108, de novembro/dezembro de 1986

Especulação ou modernização?

Mario Carramillo

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o dia 11 de dezembro, ao completar 60 anos, o vicepresidente executivo da Cia. Suzano de Papel e Celulose, Max Feffer, relembrou os velhos tempos de gráfico, “quando mexia com linotipos e as coisas eram muito duras”. Mas os tempos mudaram e o pensamento agora está voltado ao futuro da companhia que dirige, fundada em 1957. Neste ano de 1986, a Suzano detém 22% do mercado de papel de imprimir e escrever e 39% das vendas totais do setor de cartões para embalagens. Está em andamento um investimento de 70 milhões de dólares para elevar a produção de celulose de 900 mil para 1,2 milhão de toneladas diárias. A empresa decidiu realizar sociedade com a Vale do Rio Doce para a exploração de 50 mil hectares de eucalipto no sul da Bahia, com a intenção de transformar a madeira em celulose, principalmente para exportação. A sociedade Suzano-Vale terá uma participação acionária de 55% da Suzano e 45% da Vale.

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A ciranda financeira voltou a marcar presença no cenário econômico nacional e ameaça constituir-se em mais um fator de agravamento da complexa situação enfrentada pela indústria gráfica. Sobretudo para pequenos e médios empresários que, atraídos pelo lucro fácil da especulação financeira, poderão deixar de realizar negócios vantajosos e duradouros se não investirem na modernização dos seus parques gráficos. Essa foi a tônica da matéria de capa, sob o título “A caminho da modernização”, ressaltando, porém, que algumas gráficas de porte médio ex traíram bons resultados da demanda expandida gerada pelo Plano Cruzado porque renovaram a tempo seus equipamentos.

Exportação de cadernos

O segmento de cadernos é composto por 33 empresas no País, das quais apenas 10 respondem por cerca de 75% da capacidade insta­ lada. Ele produz a plena carga nos meses de setembro a fevereiro para atender a demanda do mercado nacional. Nos outros meses a produção é reduzida, operando apenas em um turno. Em razão da sazonalidade, as empresas estão investindo nas exportações para o hemisfério norte, onde as férias escolares não coincidem com as brasileiras. Segundo Caio M. Coube, diretor de marketing da Tili­ bra S.A., que lidera as vendas com 22% do mercado, “uma vez que na Europa e nos Estados Unidos nossas vendas se realizam no pe­ ríodo da entressafra brasileira, estamos mantendo nossa produção em plena capacidade. Em 1986, exportamos 2 milhões de dólares, registrando o maior desempenho já obtido nas vendas externas”.

especialista em artes gráficas e colaborador da Revis­ ta Abigraf, Mario Carramillo Netto, 45 anos, comentou em entrevista alguns aspectos da atividade do setor. Tendo iniciado na área em 1954, Carramillo declarou: “Assistimos, nestes 30 anos, o fotolito e a gráfica saírem da chapa de vidro para entrar na era do raio laser. O que aconteceu nestes anos foram grandes saltos, porque o País passou por vários ciclos econômicos que resultaram em problemas de desenvolvimento técnico das empresas. Uma fase boa foi a época da cria ção do Grupo Executivo da Indústria do Papel e Artes Gráficas (Geipag), quando entrou tecnologia nova no Brasil”. Entre outras questões, Carramillo alertou: “O mais grave continua a ser a falta de formação de mão de obra. Acho que falta coragem ao empresário gráfico para formar o seu departamento de treinamento”.

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MENSAGEM

Gestão com foco no gráfico

io gráfico, contribuindo ár es pr em ao o oi ap rá za ri Trabalho associativo priodo mercado e valorização dos impressos para ampliação

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lho associativo sso propósito é que o traba No o Sã l na gio regando efetivo da Abigraf Re o o Estado de São Paulo, ag tod ce an Minha eleição à presidência alc 9, 01 –2 , queremos nte ao triênio 2016 ociados e o mercado. Assim ass os ra pa or Paulo, para mandato refere val ova das à Regional São política associativa. A n pliar a base de gráficas afilia transcende ao exercício da am o iad sar pre em os, mais do o e a ser viç Paulo. Quantas mais tiverm gestão estará integralment deremos ampliar fortes seremos e melhor po gráfico paulista, buscando presas. ra o sucesso trabalhar para todas as em seu mercado, contribuir pa rente e ine a, ão orizaç O exercício da polític io da cíc dos negócios e crescente val er ex O entidades s e. indissociável da natureza da a tiv dos impressos pela sociedad cia so as ica lít po o quando de afio, de classe, só faz pleno sentid Para enf rentar tamanho des o id nt se o en um do setor. va diretoria só faz pl fato se reverte ao bem com convidei para integrar a no ocracia s maiores e quando de fato Esta, aliás, é a lóg ica da dem os dirigentes de alg umas da ís, o m pa as do Estad se reverte ao be que queremos para o nosso mais bem-sucedidas gráfic trumento hece os um do setor. m convertendo a política em ins co de São Paulo. É gente que con vida. á disposta de melhoria da qualidade da caminhos do êxito e que est isso na er r faz ica por e ded Por isso, começamos a compartilhar informação ser , ra nca á a po pa idade, que, mais do que nu ent parte sig nif icativa de seu tem ssa no or. set sso no stas. e o fomento de os empresários gráficos pauli os tod de a trabalhar pelo bem comum cas ssa no de para o sucesso Também contribuirá muito as entidades gráficas, meta a sinerg ia com todas sidney@congraf.com.br do gen ran ab e l na cio Na af igr a começar pela Ab ulista, bem como os as seccionais do interior pa na autonomia de cada sindicatos. Defendemos a ple ações coesas na defesa instituição, mas buscaremos nto dos mercados. das empresas e fortalecime de trabalho, a internet Sob essa nova perspectiva o inimiga, mas como aliada, não será mais tratada com a de vendas dos ser viços em especial como plataform r essa tecnolog ia de gráficos. Nossa ideia é coloca disposição das gráficas. prospecção mercadológ ica à entidades de classe Também interagiremos com de atividade. Af inal, de todos os demais setores potencial das gráficas, todo mundo é um cliente em à rotina das empresas e pois o impresso é essencial a seg mento tudo o que pessoas. Mostraremos a cad bom para seus clientes. fica uma gráfica pode fazer de Bra sileira da Indústria Grá e ser viços Presidente da Associação tos du pro s sso no os ) em f-SP ver igra Ou seja, promo Regional São Paulo (Ab precisa comprá-los! de modo direto para quem

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Revista Abigraf 286  
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