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REVISTA

ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • N O V E M B R O / D E Z E M B R O 2 0 1 5 • Nº 2 8 0

1975 / 2015


pini As futuras gerações que se preparem. Com tanta qualidade, a Indústria Gráfica vai continuar a fazer parte da vida das pessoas por muito tempo.

anos

O futuro da Indústria em boas mãos

Realização


25º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI. Obrigado a todas as gráficas que inscreveram seus produtos e aos nossos patrocinadores, por sua contribuição.

Parabéns aos finalistas. AMBEV

GRAFDIL IMPRESSOS

MAGISTRAL EMBALAGENS

ANTILHAS EMBALAGENS EDITORA E GRÁFICA

GRÁFICA E EDITORA 101

MAISTYPE

ARTES GRÁFICAS E EDITORA BELTON

GRAFICA E EDITORA JEP

MIDIOGRAF - BENVENHO E CIA

ARTES GRÁFICAS FORMATO

GRÁFICA E EDITORA POSIGRAF

MMR COMUNICAÇÃO E PRODUTOS PROMOCIONAIS

ARTES GRÁFICAS PANORAMA

GRÁFICA E EDITORA SARAPUÍ

MÚLTIPLA BR

AYMORÉS EMBALAGENS

GRÁFICA JB

MXM GRÁFICA E EDITORA

BHORDO ARTES GRÁFICAS

GRÁFICA MALIRES

NITOLI INDÚSTRIA GRÁFICA

BIGNARDI

GRÁFICA NOVA FÁTIMA

ÓTIMA

BRASILGRAFICA

GRÁFICA RAMI

P+E

BRASPOR GRÁFICA E EDITORA

GRÁFICA REÚNA

PIGMA GRÁFICA E EDITORA

BRAZICOLOR

GRÁFICA SANTO ANTÔNIO

PLURAL INDUSTRIA GRÁFICA

CCD ETIQUETAS E RÓTULOS

GRAFISET

PRIMI TECNOLOGIA

CLICHERIA DP STUDIO

GRAFITUSA

PRINTBAG EMBALAGENS

COLOR SECRET SERVIÇOS GRÁFICOS

GRAFMARQUES

PROVISUAL GRÁFICA E EDITORA

COMPANHIA DA COR STUDIO GRÁFICO

HALLEY GRÁFICA E EDITORA

QUALYGRAF EDITORA E GRÁFICA

CONGRAF EMBALAGENS

HALT GRÁFICA

READY ROTULOS

CONTIPLAN INDÚSTRIA GRÁFICA

HELLOGRAF ARTES GRÁFICAS

REDE EDITORA GRÁFICA

CORGRAF GRÁFICA E EDITORA

HESCH EDITORA E ARTES GRÁFICAS

RONA EDITORA

CORPRINT GRÁFICA E EDITORA

IBRATEC ARTES GRÁFICAS

RRDONNELLEY GRAFICA E EDITORA

D´ARTHY EDITORA GRÁFICA

IMPRESUL SERVIÇO GRÁFICO E EDITORA

O ESTADO DE S. PAULO

DEGRAFICA IMPRESSOS

IMPRIMASET

SEMPRE EDITORA

DIGIPIX

IMPRIME INDUSTRIA E COMERCIO DE AUTO ADESIVOS

SOCIEDADE VICENTE PALLOTTI

DIVISA EDITORA & ARTES GRÁFICAS

INDIMAGEM GRÁFICA E EDITORA DIGITAL

STILGRAF ARTES GRAFICAS E EDITORA

EDELMANN BRAZIL EMBALAGENS

INDUSTRIA DE EMBALAGENS SANTA INÊS

SUTTO ARTES GRÁFICAS

EDITORA SÃO MIGUEL

INDÚSTRIA GRÁFICA SUL

TAMOIOS EDITORA GRÁFICA

EMPRESA FOLHA DA MANHÃ

INGRAL INDÚSTRIA GRÁFICA

TILIBRA PRODUTOS DE PAPELARIA

ESCALA 7 EDITORA GRAFICA

IPANEMA GRAFICA E EDITORA

TILIFORM INDÚSTRIA GRÁFICA

ESKENAZI INDUSTRIA GRAFICA

IPSIS GRÁFICA E EDITORA

TUICIAL GRÁFICA E EDITORA

FACFORM IMPRESSOS

KROMOS PRODUÇÕES GRÁFICAS

TYREX MERCANTIL E INDUSTRIAL

FLINK PRINT - INOVAÇÃO EM IMPRESSÃO

LEOGRAF GRÁFICA E EDITORA

UNIÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO

FORMA CERTA GRAFICA DIGITAL

LISEGRAFF GRÁFICA E EDITORA

VEKTRA GRAFICA E EDITORA

GEO-GRÁFICA E EDITORA

LOG & PRINT GRÁFICA E LOGÍSTICA

VISIONFLEX SOLUÇÕES GRÁFICAS

GH COMUNICAÇÃO GRÁFICA

LUPAGRAF- GRÁFICA LUPATINI

Patrocínio Ouro

Patrocínio Prata

Patrocínio Bronze


ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Denise Góes, Lauro Araújo, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros, Suzana Lakatos Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci Circulação: Livian Corrêa Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Leograf Capa: Laminação, Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): GreenPacking Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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Flores, acrílico sobre tela, 2008. Yugo Mabe. Edição 266

REVISTA ABIGRAF

A arte te no Brasil recente O crítico de arte e jornalista Jacob Klintowitz passeia pela expressão artística brasileira nos últimos 20 anos, tendo como base os artistas e fotógrafos que desfilaram pelas páginas da Revista Abigraf.

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Prêmio Fernando do Pini comemora 25 anos

O Oscar do setor gráfico brasileiro chega ao quarto de século desejado por 187 empresas, que enviaram 1.340 de seus melhores trabalhos na esperança de conquistar o conta-fios.

As várias cores da excelência

Neste ano, 185 gráficas disputaram os troféus de excelência gráfica em seis concursos regionais. Ao todo foram inscritas 2.163 peças, resultando em 242 troféus distribuídos entre 96 gráficas.

51 Leograf, muito além m do papel

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2015

Gráfica investe pesado na diversificação de seu portfólio, mirando o mercado de comunicação visual. Novas tecnologias e gestão de processo são as armas.


Um olhar no futuro José Marques de Melo, pensador seminal do jornalismo brasileiro, fala à Revista Abigraf sobre os caminhos e descaminhos da mídia no Brasil.

A voz do setor Com 40 anos de circulação ininterrupta, a Revista Abigraf segue lutando pela valorização da comunicação impressa, discutindo desafios, apontando tendências e promovendo a cultura.

Drupa 2016 Em novo artigo, desta vez do consultor e jornalista Sean Smyth, a impressão jato de tinta é colocada na berlinda. Cada vez mais popular, a tecnologia rompe os limites do setor gráfico e desponta no segmento de decoração.

#Abigraf50 – A Terceira Década Apresentamos mais um capítulo dos 50 anos da Abigraf, relativo à década entre 1985 e 1995, quando a entidade, amadurecida, conviveu com grandes desafios como a hiperinflação e a urgência da atualização tecnológica.

A trajetória de Manoel Galego Gráfico com índole linotipista, o fundador da Linoart, depois Typelaser e agora Mais Type é um exemplo de respeito pelas artes gráficas.

A alma das imagens 72X ISSN 0103•5

REVISTA

MBRO/DE • ANO XL • NOVE TRIA GRÁFICA ARTE & INDÚS

F 280 NOVEM BRO/DE REVISTA ABIGRA

ZEMBR O 2015

20 15 19 75 /

• Nº 2 8 0 ZEMBRO 2015

Venha conhecer o mestre do realismo fantástico e suas viagens pelo mundo da representação: Boris Kossoy, um dos maiores peritos em fotografia na atualidade, completa 50 anos de militância.

12 22 72 86 90 96

Editorial/ Levi Ceregato ......................... 6 Rotativa ................................................ 8 Notícias Gráficas/ Leograf ...................51 Pesquisa InfoTrends ............................66 Gestão/ Hamilton Terni Costa ..............68 Educação/ Walter Vicioni .....................70 Serilon/ Impressão Digital ..................76

Hubergroup/ 250 Anos ........................78 Sustentabilidade .................................82 Olhar Gráfico/Claudio Ferlauto.............84 ABTG Certificadora/Kodak ...................92 Sistema Abigraf ................................100 Há 30 Anos .......................................101 Mensagem/ Sidney Anversa Victor ....102

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EDITORIAL

finita Obras eternas, qualidade in

ca Fernando Pini fi rá G ia nc lê ce Ex de o ir le si Prêmio Bra de inovação de da ci pa ca a l ve tá go es in r demonstra se s empresas do setor da e ad id al qu da a ri ho el m e

P

matura partida, duas décadas desde a sua pre te tan por im is ma o o a an o seg ue presente, 36 anos de idade, seu legad Para quem acompanha a cad aos e a tin La ca éri e gráfico nacional. a da Am ando a excelência no parqu pir concurso de qualidade gráfic ins nte ica tif empresariado mundo, é gra capacidade de superação do ta ini inf A um dos mais expressivos do s sso evolução dos impre brasileiro e as obras obser var a contínua e rápida ta eternas de personalidades brasileiros. Mostra-se inf ini , como Fernando Pini a disposição dos empresários permitem-nos ref letir o executivos, técnicos e quanto é efêmera uma profissionais do setor em . crise econômica como a prover qualidade crescente que estamos enfrentando Tal peculiaridade é no Brasil, provocada nítida nos trabalhos de por pessoas e interesses todo o País inscritos na muito díspares em relação 25ª- edição do certame, um aos valores dos quais referencial para o setor, estamos tratando aqui. sinalizador de tendências e E são essas virtudes fico embaixador do parque grá do empresariado, brasileiro nos mercados dos trabalhadores internacionais. A constante e da sociedade civil busca pela excelência vislumbrar 2016 com contribui muito para que brasileira que nos permitem e cas mi nô eco ses cri . A crise nacional é nossa indústria enfrente as um pouco mais de esperança o com o, nd mu ser maiores do es do o grave, mas haveremos de sm as fulminantes transformaçõ me de o orç empenho nicas. O esf uir trabalhando com muito seg e ela o advento das mídias eletrô e qu perene e tecnolog ias e o Nossa indústria gráfica é tão o. sm sia investimento em máquinas ntu e e em o dos processos, mesm que a construíram! permanente aprimoramento anto a memória de todos os qu ho pen em e nd gra ham o cenários adversos, testemun competitividade. da l pro r do empresariado em lceregato@abig raf.org.b o nd rna Fe de ria mó me à a Tal postura faz justiç do Prêmio Brasileiro Pini, um dos idealizadores al honra com seu de Excelência Gráfica, ao qu expressivos técnicos nome. Ele foi um dos mais Atuou de modo do setor na América Latina. nico da Escola Senai brilhante como assessor téc etor de Tecnolog ia Theobaldo De Nigris, foi dir ira de Tecnolog ia da ABTG (A ssociação Brasile Círculo Ibero-americano Gráfica) e coordenador do cas (Cifag ). de Formação em Artes Gráfi anos de sua despedida Em 2015, transcorrem 20 14 de abril de 1995, deste mundo. Falecido em indústria gráfica fica deu imensa contribuição à Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação a qualidade e ão, vaç ino a o nd ula im est , al) brasileira (Abigraf Nacion dos processos. Nessas o contínuo desenvolvimento

Vinte anos após sua prematura despedida desta vida, Fernando Pini continua sendo um referencial de conhecimento e excelência para a indústria gráfica brasileira.

L evi C eregato

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Kiian Digital apresenta nova tinta para impressão têxtil

Concebida para atender aos pa-

Fespa Brasil Fórum percorre seis cidades O

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rganizado pela APS Feiras, responsável pela Fespa Brasil, o Fespa Brasil Fórum faz parte do reinvestimento da Fespa para gerar demanda de impressão. Cumprindo seu papel de levar conhecimento e debater tecnologia e tendências por todo o País, a iniciativa passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife no mês de outubro e, em novembro, esteve presente em Curitiba, Blumenau e Brasília. Um balanço de tudo que foi abordado nesses eventos será apresentado no 1º Encontro Nacional, dentro da Fespa Brasil 2016, de 6 a 9 de abril do próximo ano, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo. Nos eventos rea li za dos foi possível conhecer números exclusivos e atualizados do mercado através do Fespa Print Census, reforçar o aprendizado em gestão empresarial com o consultor Hamilton Terni Costa e ainda aprender técnicas com o especialista em Photoshop Alexandre Keese. Nas seis cidades percorridas, o fórum também proporcionou a apresentação de soluções de alta tecnologia e

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de muito debate sobre as atuais práticas de mercado. Para Alexandre Keese, diretor da APS Feiras, “ter a oportunidade de realizar um encontro repleto de informações como este é muito importante para a APS e a Fespa. Estamos atingindo os objetivos ao transmitir aos empresários e profissionais de impressão um panorama completo, com números exclusivos do mercado, além de ensinamentos de gestão e tecnologia. Com as informações corretas, o investimento do empresário é potencializado. Reforçamos assim o nosso compromisso com o Fespa Brasil Fórum em reinvestir o lucro da feira em ações para agregar valor ao mercado, para que este possa crescer de forma sustentável”. Ressaltando a importância dessa ação, Hamilton Costa analisa: “Em um mercado ávido por informações, buscando alternativas para novos negócios e novos nichos, a iniciativa da Fespa na realização do Brasil Fórum é excelente e muito oportuna. Passando por diferentes cidades, propiciando interação e diálogo com os participantes, o fórum

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estimula o desenvolvimento de um mercado sur preen dente e crescente em nível mundial”. Participante do evento em São Paulo, Bruno Cialone, consultor da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), destacou ser essencial que o empresário gráfico tenha conhecimento sobre gestão de empresa e tecnologia, para que seus equipamentos sejam usados em toda sua capacidade e criatividade. Para ele, as companhias gráficas precisam ser parte do resultado do cliente, uma verdadeira provedora de soluções. Nesse sentido, declara: “É preciso que ocorram muitas outras ini ciati vas como o Fespa Brasil Fórum, onde são apresentados dados estatísticos importantes de pesquisas, algo que sentimos falta no Brasil”. O Fespa Brasil Fórum tem patrocínio Ouro da Mimaki, Roland, Fix Impressoras, Vinilsul e Sign Supply; e patrocínio Prata da Alltak, Akad, Caldera, LZ, Oki, New Time, Poly Fly, IITA, Sertha Brindes, Zênite Sistemas e Havir. www.fespabrasil.com.br/ pt/forum-fespa-brasil

drões da indústria têxtil, a fabricante italiana Kiian Digital lançou na Itma — realizada de 12 a 19 de novembro, em Milão — a Digistar K- Choice, nova tinta à base de pigmento para impressão direta com cabeças de impressão Kyocera. A Digistar K- Choice oferece uma ampla gama de cores possibilitando a reprodução fiel das cores da moda e promete prolongar a vida útil da cabeça de impressão. “As novas cabeças de impressão permitem imprimir em alta velocidade e conjuntamente com a K- Choice facilitam uma elevada produtividade e rápida recuperação do investimento”, declara Marco Girola, especialista em marketing da Kiian Digital. No mesmo evento, a Kiian divulgou também a linha de tintas à base de água para impressão têxtil, tanto direta como por transferência, com cabeças de impressão Kyocera e Ricoh. www.kiiandigital.com


Antalis é patrocinadora oficial da Cop21 L

VSP lança linhas italianas da Fedrigoni G

ráficos, produtores, designers e artesãos compareceram às lojas da VSP Papéis Especiais, em São Paulo, de 14 a 16 de outubro, para conhecer as novidades das linhas italianas da Fedrigoni Papéis Brasil, líder na produção de papéis finos e papel moeda. A promoção se estende por um mês após o lançamento, dando tempo aos clientes de programar seus pedidos para testes de impressão e execução de mocapes. Foram lançadas diversas referências inéditas como papéis com fibras de algodão, cores intensas, pigmentos perolizados resistentes à luz, toque emborrachado e aveludado, texturas diferenciadas, entre

outros. A VSP dispõe de estoque de todas as novidades, para pronta entrega, e mostruários completos estão à disposição dos clientes nos showrooms da empresa. www.vsppapeis.com.br

íder europeia em distribuição de papel, soluções de embalagem e suportes de comunicação visual para profissionais, a Antalis é patrocinadora oficial da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas de 2015 (Cop21), fornecendo todo o papel que será utilizado na impressão dos documentos durante o transcorrer desse importante acontecimento internacional. O papel destinado à papelaria, pôsteres, folhetos e restante das comunicações impressas terá uma classificação de 5 estrelas no Green Star System da companhia e trata-se de papel reciclado, com Etiqueta Ecológica Europeia. A 21ª reunião da Conferência das Partes para as Alterações Climáticas (Cop21/CMP11), conhecida como Paris 2015, acontece na França de 30 de novembro a 11 de dezembro. O objetivo é a adoção de um acordo climático universal e vinculativo para limitar o aumento na temperatura global em 2 graus centígrados até 2100. Na posição de liderança europeia na distribuição de papel, a Antalis propõe-se como porta-voz da indústria do papel, desmentindo os mitos que acusam a indústria de ser uma das principais causas de desflorestamento e do aquecimento global. “A Antalis e a indústria papeleira, no geral, devem liderar como modelo e aumentar seus esforços para reduzir o impacto ambiental através, por exemplo, do aumento do uso da cogeração e das fontes de energia renováveis e promover a utilização do papel reciclado, cujo impacto no meio ambiente é realmente baixo”, explica Hervé Poncin, da Antalis Internacional. www.antalisbrasil.com.br

touch the future Idéias Inspiradoras para o sucesso A drupa é o evento que se deve visitar, em 2016: o ponto de partida de imagens muito promissoras. Foco em tecnologias do futuro. Ponto de encontro de idéias que eletrificam os mercados. Modelos de negócios inovadores e exemplos das melhores práticas vão demostrar o futuro potencial do setor da impressão nas suas diferentes vertentes: print, packaging production, green printing, functional printing, multichannel, 3D printing. O programa “drupa future visions” permite um vasto olhar para o futuro. Faça parte dele.

daily news, trends, innovations blog.drupa.com

31 maio a 10 junho 2016 Düsseldorf/Germany www.drupa.com Share

Emme Intermediação de negócios Ltda _ Malu Sevieri Alameda dos Maracatins, 1217 cj 701 São Paulo – SP _ 04089-014 _ Brasil Telefone: +55 11 2365-4313 _ +55 11 2365-4336 Email: contato@emmebrasil.com.br

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Software Arkitex para jornais tem nova versão

Produtos Epson para PME com financiamento do BNDES

ENFOQUE Impressão Lenticular 3D

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iderando o mercado na sua categoria, o software de workflow para jornais Arkitex Production, da Agfa Graphics, está com nova atualização, mostrada ao público na World Publishing Expo (WPE), e será disponibilizado ao usuário no início de 2016. Fácil de usar, com sua interface de usuário integrada, o Arkitex Produc tion mantém todos os departamentos informados sobre as operações e seu status, oferecendo resposta rápida e produtividade aumentada. Baseado em HTML5, ele pode ser acessado, com total controle, de qualquer plataforma que suporta um browser. O Arkitex Production é complementado com o Arkitex Enhance, uma série de produtos adicionais para melhorar a qualidade, fornecendo também melhor controle de custo e eficiência de produção. O Arkitex Enhance inclui IntelliTune para otimizar a imagem, Veripress para soft- proofing no console de impressão, OptiInk para economia máxima de tinta, e Sublima para nitidez de imagem. A novidade é o servidor autônomo OptiColor, que oferece transformações de cores inteligentes e automatizadas entre os padrões de impressão. CONSULTOR DE VENDAS – Em outubro, a Agfa Graphics do Brasil divulgou a contratação de Lázaro Ramos como Consultor de Vendas para a região de Minas Gerais. Ramos iniciou sua trajetória no mercado gráfico no ano de 1987, em uma pequena tipografia do interior mineiro. Ele formou-se Técnico em Artes Gráficas pela Escola Senai Theobaldo De Nigris e participou do projeto de criação do Curso Técnico do Senai Sérgio de Freitas Pacheco, em Belo Horizonte, onde foi instrutor. www.agfagraphics.com

Paranaense Hingraf representa Renz e Plastikoil Ex-diretor da Renz no Brasil, Mario Roberto Hinrichsen comunica ao

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mercado o início de atividades da sua empresa Hingraf Comércio e Representação, sediada em Curitiba (PR). Com o largo conhecimento adquirido ao longo de 30 anos na área comercial, atuando em vários segmentos e, nos últimos sete anos, na área gráfica, o executivo já firmou contratos de representação comercial com a própria Renz e com a Plastikoil. Hinrichsen está buscando novos parceiros para ampliar a oferta de produtos e assistência técnica aos clientes das marcas representadas. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones (41) 3035.5408, (41) 9996.1601 ou (41) 9276.4456. hinrichsen@hingraf.com REVISTA ABIGR AF

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acilitar o acesso de micro, pequenas e médias empresas a seus produtos é o objetivo da Epson ao ampliar, a partir de novembro, a linha disponível para financiamento com cartão BNDES para a impressora têxtil SureColor F2000 e os projetores PowerLite modelos S17 e X21. Sem equivalente nacional,

a SureColor F2000 é uma nova solução para a impressão direta em tecidos. A exclusiva tecnologia de jato de tinta Pre cision Core garante precisão e controle absolutos do processo de impressão, com maior definição de imagens. O equipamento imprime diretamente sobre tecidos e peças de vestuário de algodão, estampando uma nova camiseta a cada 27 segundos, o que a torna a impressora mais rápida de sua categoria. Fabricados em Manaus, os projetores PowerLite S17 e PowerLite X21 são adequados para exibições em pequenos e médios ambientes. Ambos têm a tecnologia 3LCD, que garante cores até três vezes mais brilhantes, conexão HDMI e wireless op cio nal, com o qual é possível projetar e controlar o equipamento por meio de notebooks, tablets e smartphones sem necessidade de cabos, com o uso de um adaptador wireless. Os portadores do cartão BNDES podem parcelar suas compras em até 48 meses, possuem crédito rotativo pré- aprovado, prestações fixas e taxa de juros atrativa. www.epson.com.br

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esler Santos, gerente de produto Prinect da Heidelberg, explica os principais pontos desse tipo de tecnologia. Como é a procura por esse tipo de tecnologia e onde ela pode ser aplicada? A impressão lenticular é tema bem discutido ultimamente, e muitos clientes a vêm buscando, pois chama a atenção e é utilizada para a impressão de brindes e material promocional com alto valor agregado. Mas para atingir o nível desejado de qualidade é preciso conhecimento técnico e ferramentas adequadas. Como esse tipo de impressão funciona? O primeiro passo é definir qual o tipo de efeito desejado: 3D ou Flip. Quanto à parte técnica é importante definir a lineatura da lente utilizada. Após isso é impressa uma chapa de teste, calculado o ajuste da resolução e definidos os parâmetros para a preparação da imagem e a gravação de chapas. Daí passamos à impressão, que utiliza tecnologia UV ou LE UV, que possibilita secagem ultrarrápida. É preciso que a máquina tenha capacidade de imprimir substratos de maior espessura e opcionais para imprimir plástico.


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ENTREVISTA Por: Ricardo Viveiros

Fotos: Álvaro Motta

José Marques de Melo

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1975–2015: A mídia no Brasil

desafio da imprensa não se restringe apenas à divulgação de notícias, embora este seja o seu mais conhecido e respeitado papel. Ao informar gera reflexão, provoca o debate e produz opiniões que enriquecem a vida sob a luz da liberdade de expressão, levando uma sociedade ao concreto desenvolvimento. Desde que foi publicada a primeira edição da Revista Abigraf, lá se vão 40 anos. Para um diá logo retrospectivo sobre a mídia com um olhar no futuro, entrevistamos um dos mais importantes e respeitados profissionais do Jornalismo e da Educação no Brasil, José Marques de Melo (ver box na página 16).

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Muito obrigado pela sua disposição em nos conceder esta entrevista. Sinto-me gratificado pela chance que vocês me oferecem, mediando este diá logo com o empresariado gráfico, até mesmo porque tenho forte identificação com esse segmento da indústria midiática. Os que acompanham minha trajetória acadêmica não ignoram a reiteração feita em várias oportunidades: considero-me um cidadão gutembergiano, não apenas por determinismo histórico, mas por dever de ofício. Entendo que o Brasil, como país emergente, tem enorme potencialidade para crescer e avançar no processo civilizatório, mas não o fará enquanto não passar pela etapa gutembergiana.


O que isso significa? Significa que tentamos queimar etapas na organização de nossa sociedade, mas não avançamos. Ficamos patinando e retrocedendo, porque saímos da civilização oral (polarizada pelo rádio) para penetrar na civilização audiovisual (cuja hegemonia pertence à televisão), sem ter passado pela civilização impressa. O fenômeno é complexo porque está imbricado com a revolução educacional, que os donos do poder, em nosso país, relegam ao esquecimento. Enquanto a população brasileira permanecer funcionalmente analfabeta, sem capacidade de ler e compreender o que está escrito, continuaremos a cultivar a “tradição do impasse” como alertava o escritor José Veríssimo, na passagem do século XIX para o século XX . Essa mesma observação foi reiterada pelo professor João Alexandre Barbosa, na passagem do século XX para o XXI, e a nossa elite no poder faz de conta que é uma besteira . . . E não toma providências. Como o senhor vê os últimos 40 anos na mídia brasileira? Vou tentar responder brevemente, mas não é uma tarefa simples. Tenho feito pesquisas que atua lizam o quadro conjuntural, desde os anos 1970. Mas, há variáveis que mudam com as conjunturas, dificultando previsões, como sugeri no livro A esfinge midiática (São Paulo, Paulus, 2004), no qual reviso criticamente a correlação entre mídia, economia e cultura, voltando ao tema no livro Brasil Democrático (Brasília, Ipea, 2010). A ideia da comunicação como alavanca civilizatória ou reguladora do progresso permeia a constituição do nosso campo, na conjuntura desenvolvimentista. Ou seja, evitando que a estagnação econômica representasse um barril de pólvora, na esteira do pós-guerra, a Organização das Nações Unidas (ONU), demonstrou preocupação com os países subdesenvolvidos. Na esperança de fomentar o crescimento econômico, retirando-os do atraso imposto pelo antigo sistema colonial, buscou elevá-los à condição de nações desenvolvidas. E como se deu esse processo? Através da redução dos níveis de pobreza e criação de oportunidades de trabalho, aumentando o mercado interno. Ao ampliar o consumo nacional, cogitava-se reduzir o fosso entre as classes sociais, evitando a eclosão de rebeliões populares. Ou seja, instaurando o progresso sem alterar as estruturas da sociedade.

Em que momento aconteceu? Nos idos de 1960, quando o desenvolvimento induzido pela industrialização tardia funcionou como artifício para exorcizar o fantasma da Revolução Cubana que invadiu o imaginário dos países latino-americanos. O processo de substituição das importações, consequência imediata da economia de guerra, alavancou um surto de progresso que nos permitiu sair do sufoco, embora grandes contingentes da população nacional permanecessem na marginalidade. Tal situação foi agravada pelas migrações campo-cidade, enfraquecendo a agricultura e formando ENQUANTO A bolsões de desempregados nas POPULAÇÃO BRASILEIRA periferias urbanas.

PERMANECER FUNCIONALMENTE ANALFABETA, SEM CAPACIDADE DE LER E COMPREENDER O QUE ESTÁ ESCRITO, CONTINUAREMOS A CULTIVAR A “TRADIÇÃO DO IMPASSE” COMO ALERTAVA O ESCRITOR JOSÉ VERÍSSIMO, NA PASSAGEM DO SÉCULO XIX PARA O SÉCULO XX.

Assim criou-se o desenvolvimento sem justiça social? Sim. A mística do desenvolvimento começava a definhar, na medida em que as mudanças sociais não se generalizavam, bene fi cian do apenas as classes médias e os trabalhadores qualificados. Logo, a academia reformulou seu referencial teórico, substituindo o conceito de desenvolvimento pelo de modernização. Tratava-se de legitimar o desenvolvimento sem justiça social, estratificando o bem- estar de poucas camadas da sociedade, o progresso dentro da ordem. O pano de fundo da questão reside, hoje, na contingência de ava liar criticamente a diretriz governamental que respaldou o PAC. Ou seja, a “aceleração” do crescimento econômico.

E não houve mais reação a esse quadro? Advogando a tese segundo a qual promover o desenvolvimento do País significa a “melhoria das condições de vida da população”, a presidente Dilma Rousseff argumentou que a palavra desenvolvimento “havia sido praticamente banida” dos programas de governo. Para fomentar o “desenvolvimento com distribuição de renda, tanto das famí lias como da renda regional”, ela reconheceu que era indispensável uma “comunicação muito mais democrática”. Nesse sentido, sua proposta mostrava-se convergente com o ponto de vista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem o desenvolvimento não é apenas um “valor”, mas novembro /dezembro 2015

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um “método”, exercitado através da democracia. Daí a peroração: a democracia “é parte inseparável do desenvolvimento”. O senhor diria que nasceu um novo tempo na comunicação a partir do Governo FHC? O novo ciclo do pensamento nacional, deslanchado na era FHC, mas continuado nos governos Lula e Dilma, conduziu a vanguarda política e sua equipe econômica a promover mudanças estratégicas na gestão do espaço público e na regulação do sistema produtivo. A superação da dependência estrutural do Brasil ao capitalismo predatório contribuiu para reordeESTIMA-SE UMA nar a pirâmide social, abrindo TIRAGEM DIÁRIA oportunidades de ascensão e DE 8 MILHÕES reduzindo os bolsões de pobreDE EXEMPLARES za. Com a ampliação do mercado interno, dinamizado pela ENGLOBANDO TODOS inclusão social, o crescimento OS JORNAIS DO PAÍS. das redes midiáticas alcançou ADMITINDO QUE CADA ritmo sur preendente. Pouco a EXEMPLAR É LIDO, pouco, a superação dos impasEM MÉDIA, POR TRÊS ses tradicionais alenta o conPESSOAS, TERÍAMOS junto da nossa população, estimulando o alcance de novos UM PÚBLICO LEITOR DA patamares civi lizatórios. ORDEM DE 24 MILHÕES.

PARA UMA POPULAÇÃO DE 203 MILHÕES DE HABITANTES, CONSTATA-SE QUE A GRANDE MAIORIA CONTINUA EXCLUÍDA DESSE BENEFÍCIO.

E deu certo? Tomando consciência dos seus problemas fundamentais, a Nação vislumbra caminhos para solucioná- los. A riqueza nacional está sendo gradativamente redistribuída em função dos programas governamentais de transferência de renda mínima para os segmentos marginalizados da sociedade. Evidência disso é a superação da linha da miséria por contingente expressivo da população periférica, de modo a ampliar e intensificar o consumo, puxando a economia para cima.

Na mídia — rádio, TV, jornal, revista, web — o que ocorreu nestes últimos 40 anos? O principal indicador do desenvolvimento da indústria midiática tem sido o fluxo dos investimentos em publicidade. Quanto maior a capacidade dos anunciantes em comprar espaço nos jornais, revistas, rádios, TVs ou internet, mais recursos terão os empresá rios do ramo para manter seus veícu los, gerando empregos para

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jornalistas e outros profissionais e, naturalmente, melhorando os produtos que difundem. Diante desta nova crise econômica, a publicidade tem demonstrado encolhimento. Isso reflete na saúde das mídias? O fenômeno da “explosão dos investimentos publicitários” manteve-se durante toda a primeira década do século XXI, absorvendo recursos em torno de 30 bilhões de reais. Mas a distribuição do bolo publicitário continua assimétrica, segundo os diferentes meios existentes no território brasileiro, combinando critérios mercadológicos e fatores políticos. Enquanto a indústria audiovisual (televisão, rádio) engole dois terços dos recursos, a mídia impressa (jornal, revista) absorve um quinto, restando quantia inexpressiva para os veícu los emergentes (internet, outdoor) e migalhas para os bolsões marginais (folkmídia). Qual sua análise sobre avanços e retrocessos, conquistas e perdas, na performance da mídia brasileira nesse mesmo período de 40 anos? Alcançando a totalidade dos 5.570 municípios e atingindo 97% de quase 65 milhões de domicí lios, a televisão constitui o principal elo entre os cidadãos e o mundo. Seu impacto sobre a sociedade nacional é incomensurável. Dela apoderam-se os vendedores de bens e serviços, bem como os mercadores da fé e da política. É compreensível, assim, que venha abocanhando a maior parcela da verba publicitária (63.3% em 2015). A programação dessas emissoras é majoritariamente nacional, em 2010 o bloco principal era ocupado pelas telenovelas (45%), que em 2015 ficam reduzidas a 13%. Por sua vez, o jornalismo foi ampliado e ba lanceado, compreendendo: telejornais (16%), entrevistas (8%) e reportagens (8%). E o rádio? Apesar de atingir 45 milhões de residências e de ser a fonte preferencial de diversão, informação e educação das classes trabalhadoras, o rádio captou em 2015 apenas 4% dos investimentos publicitários. Integrado por 4.500 emissoras, sendo 40% AM e 60% FM, o segmento radiofônico cresceu sob o signo da regionalização. Mas, ultimamente, vem sendo naciona lizado através de redes conectadas via satélite, cujas emissoras líderes estão localizadas nas duas grandes metrópoles nacionais (São Paulo e Rio de Janeiro). Em contrapartida, tem crescido muito


o universo das rádios comunitárias. São emissoras de pequeno alcance, cuja maioria ainda funciona clandestinamente, sob o comando dos movimentos sociais. Quanto aos jornais e revistas? Circunscrito aos segmentos privi legiados da sociedade, o jornal atua como formador de opinião pública. Seus usuários fazem parte da elite que integra os núcleos de poder, no âmbito do governo, sociedade civil ou na própria indústria midiática. O número de jornais totaliza 5.219, sendo diários apenas 652, mesmo assim concentrados nas regiões mais desenvolvidas. A rigor, o Brasil não possui jornal diário de circulação nacional. Há jornais de “prestígio nacional” que dão ampla cobertura aos temas de interesse social, porém o maior contingente do público leitor localiza-se na região em que o periódico se edita. Suas tiragens são pequenas comparadas às dos veícu los congêneres em outros países. Estima-se uma tiragem diária de 8 milhões de exemplares englobando todos os jornais do País. Admitindo que cada exemplar é lido, em média, por três pessoas, teríamos um público leitor da ordem de 24 milhões. Para uma população de 203 milhões de habitantes, constata-se que a grande maioria continua excluída desse benefício. Os grandes veículos estão ameaçados por novidades de mercado? Os jornais de maior tiragem são exatamente os que detêm “prestígio nacional”. Mas, sua liderança começa a ser ameaçada pelos “jornais populares”. Por isso as grandes empresas estão lançando novos títulos, com o propósito de corresponder às demandas dos trabalhadores urbanos. Alguns títulos dessa fatia de mercado chegaram a ultrapassar a tiragem dos jornais de prestígio nacional, vendendo mais exemplares ao recorrer ao estilo coloquial e pautando temas do cotidiano periférico. Sem falar, ainda, dos jornais populares, tabloides, distribuídos gratuitamente. E as revistas, como se comportam? Por sua vez, a revista constitui um veícu lo que tem avançado na conquista de público leitor, apesar da pequena participação no bolo publicitário. Sua audiência está localizada principalmente no contingente feminino, nas faixas mais jovens e na classe abastada. Trata-se de um mercado segmentado, com poucos títulos

de informação geral que são as semanais. As revistas segmentadas va riam bastante nesse quesito, e algumas têm sucesso. Como são reduzidas as tiragens e escassos os subsídios publicitários, as empresas editoras dependem financeiramente da venda avulsa nas bancas. Logo, torna-se difícil atrair os leitores potenciais, praticando preços acima da capacidade aquisitiva das classes trabalhadoras. A webmídia assusta? A internet registra ascensão vertiginosa na atua lidade. Em poucos 20 anos de difusão regular, essa nova mídia vem conquistando maior audiência. Estimada em três bilhões de usuários, dispõe de um conteúdo abrangente e variado. É evidente que tal contingente vai se ampliar nos próximos anos. Os usuários atuais já não mais pertencem aos extratos superiores da nossa pirâmide social, como ocorreu no início, pois metade situava-se na classe abastada, ficando a classe trabalhadora reduzida a um de cada 10 usuários. Quase metade já era ocupada pelo segmento jovem, oscilando entre 10 e 29 anos. Em relação ao gênero, o favoritismo do segmento masculino (49%) foi ultrapassado pela ofensiva bem sucedida das mulheres (51%). Esse panorama alterouse gradativamente na segunda década deste século, ampliando-se a presença desafiadora dos setores trabalhistas na web. Qual a razão dessa mudança? Está no protagonismo do Brasil na rede mundial de computadores. Ocupamos hoje o quarto

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José Marques de Melo e o jornalista Ricardo Viveiros

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lugar no quadro mundial dos usuários dessa mídia digital, perfazendo um total aproximado de 110 milhões. Estão na nossa dianteira, a China (649 milhões), os EUA (277 milhões) e a Índia (243 milhões). O Japão (109 milhões) figura em nossa retaguarda. A grande maioria acessa a internet para fins uti litários, embora seja expressivo o universo dos que buscam entretenimento.

J osé Marques de Melo, 72

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anos, nascido em Palmeira dos Índios (Alagoas), é graduado em Jornalismo e Direito, pós- graduado, professor catedrático, doutor e PhD em Jornalismo, titular da Cátedra de Comunicação da Unesco na Universidade Metodista de São Paulo. É presidente de Honra da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e professor-visitante em importantes universidades estrangeiras. Foi fundador, professor e diretor da Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA- USP ). É autor de mais de duas dezenas de livros sobre Comunicação. Orientou quase uma centena de teses de mestrado e doutorado. Integrou o Conselho Deliberativo do CNPq e presidiu a Comissão de Especialistas em Comunicação So cial do Ministério da Educação. Foi um dos criadores do Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo da Unicamp. Conquistou vários prêmios no Brasil e no exterior.

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Como o senhor situa a luta dos jornalistas contra a ditadura após o golpe militar de 1964, os problemas com a censura? Creio que a compreensão do papel desempenhado pelos jornalistas no golpe militar de 1964 está suficientemente equacionada no livro do brasilianista Alfred Stepan sobre a presença dos militares na vida nacional. A tese de Stepan estabelece uma relação indissociável entre as turbu lências republicanas e o poder da imprensa. A pesquisa que realizou durante o período 1945-1964, para ava liar a legitimidade dos movimentos de sedição militar, demonstrou claramente que só obtiveram sucesso aqueles golpes respaldados pela imprensa. A partir da análise dos movimentos de 1945, 1954, 1955, 1961 e 1964, é evidente que os militares brasileiros, historicamente, não se consideraram isolados do sistema político, mas, antes, ligados indissoluvelmente à política e, muitas vezes, sensíveis à opinião civil, embora não dependentes exclusivamente dela. A tradicional imagem que os militares têm de si próprios, como o “povo fardado”, está de acordo com seu papel altamente político, segundo Stepan. Como se processa essa interação entre os militares e a opinião pública, mediada pelos jornais? De que forma se deu essa interação entre os movimentos golpistas? “Os jornais [ . . .] enviam mensagens aos militares, mas [ . . .] também fornecem um fórum nacional para a exposição das opiniões de militares e políticos”, anotou Stepan. Em contraste com os movimentos vitoriosos de 1945, 1954 e 1964, o movimento fracassado de 1955 e a frustrada tentativa de 1961 ocorreram em períodos em que os civis exigiam, com menor intensidade, a intervenção dos militares no processo político. O caso concreto de 1964, simbolizado pela queda de João Goulart, merece a seguinte argumentação: a opinião pública do País fora persuadida pela propaganda de que o Brasil marchava para o caos e para o comunismo; assim, o povo estava a favor do movimento, e nós não

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tínhamos força para resistir, registrou Stepan, ao entrevistar uma de suas fontes. O senhor está terminando mais um livro, e é sobre esse assunto? Para melhor entender 1964, na tentativa de aplainar o caminho de novas gerações de jornalistas, estou organizado um livro — 1964, o ano que durou meio século. Vou tentar responder questões que meus alunos me dirigem frequentemente, desde fui anistiado pela Comissão do Ministério da Justiça. E como podemos ver o futuro? O que esperar da webmídia dentro da realidade brasileira? Ascensão vertiginosa experimenta a internet. Em duas décadas de difusão regular, essa nova mídia vem conquistando maior audiência. Estimada em 100 milhões de usuários, corresponde sintomaticamente ao patamar antes alcançado pelo jornal diário. Como dispõe de um conteúdo amplo e variado, é natural que esse contingente se amplie nos próximos anos, contando hoje com o dobro da audiência da imprensa diária. Distantes da imprensa e da internet, as comunidades empobrecidas que habitam as periferias urbanas se valem de meios rudimentares de expressão, seja para reinterpretar as mensagens recebidas diretamente da mídia massiva, seja para disseminar alternativamente suas informações, opiniões ou atitudes. Trata-se de contracultura? Sim. Porque desprovidas de suportes midiáticos e destituídas de referentes simbólicos que habilitassem ao ingresso na “Galáxia de Gutenberg”, as classes subalternas foram criando sua própria mídia (artesanal, ardilosa, criativa). Trata-se do embrião da mídia cidadã, que ganharia densidade, mas, não necessariamente, legitimidade na fase posterior à independência nacional. Conformando o sistema de folkcomunicação, essas manifestações populares permanecem vivas até hoje, coexistindo dia leticamente com a mídia massiva. As manifestações folkcomunicacionais decodificam e reinterpretam as expressões da indústria cultural e esta procura retroa limentar- se nas fontes inesgotáveis da cultura popular. O fosso entre as duas correntes reduziu-se muito lentamente durante o século XX , traduzindo a vacilação de nossas elites no sentido de eliminar as desigualdades sociais. A integração ou ao menos o diálogo entre esses dois sistemas constitui o maior desafio das vanguardas nacionais.


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José Ferraz de Almeida Junior. Edição 180

Inos Corradin. Edição 264

Fulvio Pennacchi. Edição 215

As últimas décadas da arte brasileira Arcangelo Ianelli. Edição 213

Rubens Ianelli. Edição 259

Fernando Durão. Edição 278


ARTE

O

eventos e na nossa mídia. E a confirmação no gosto popular e mercadológico dos principais artistas do chamado modernismo, no qual também cabem tendências diversas. De certa maneira, uma configuração semelhante a que ocorre nos países mais desenvolvidos do mundo. A fotografia ainda não conquistou o seu lugar definitivo no cenário brasileiro, mas se encaminha para isto. O principal é que temos alguns fotógrafos ex traor di ná rios. Maureen Bisil liat é uma das maiores fotógrafas do mundo. O seu trabalho com os índios e como comentário visual à alta literatura tem um nível de excelência único. Mario Cravo Neto, que tão cedo desta vida partiu, é provavelmente o mais brilhante fotógrafo ficcionista da nossa época. E Sebastião Salgado é o mais importante épico da nossa época. No universo da cor, tão significativo no maior país dos trópicos, a presença de Israel Pedrosa, é um marco definitivo. E as duas últimas décadas assistiram o mestre Pedrosa dedicar- se a desvendar o processo criativo refazendo- o no modo de ser, o método de cada um, dos principais pintores da história humana. Esta pesquisa nos deixa na vanguarda do pensamento estético.

Texto: Jacob Klintowitz

Beatriz Milhazes. Edição 265

centros culturais podem oferecer mais do que uma visão tópica, parcial e fragmentada. Talvez o melhor para ele fosse examinar uma coleção da Revista Abigraf, especialmente dos últimos 20 anos, para ter uma percepção abrangente e polifacetada da nossa produção. A Revista Abigraf é a nossa única publicação que dedicou à arte brasileira vinte anos de capas consecutivas e brilhantes reportagens. É uma espécie de milagre que a editoria da Abigraf e Ricardo Viveiros reproduzem todos os meses. Os últimos 20 anos da nossa arte foram polêmicos e vibrantes. E, de muitas maneiras, espantosos. Nós assistimos à consagração da arte conceitual — na qual cabem tendências diversas —, hoje quase hegemônica nos nossos

Artur, Carlos e Rubens Matuck. Edição 251

Lula Cardoso Ayres. Edição 255

Brasil foi o único país do mundo onde o sur rea lismo fracassou e não se tornou uma força ex traordi ná ria a promover transformações radicais. Nós somos tão estranhos e fantásticos que o sur rea lismo nos pareceu uma suave brisa e não um furacão. Nós sempre fomos mais sur rea listas que o sur rea lismo. Então não nos custa nada imaginar ou supor que um brasileiro culto e colecionador de arte foi abduzido por um disco voador e após percorrer ga lá xias, estrelas gigantes e buracos negros, 40 anos depois, é devolvido ao solo pátrio. Este brasileiro cósmico teria imensa dificuldade em reconhecer e entender a nossa arte. Poucos museus e

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Fernando Botero. Edição 273

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Ismael Nery. Edição 200

Tomie Ohtake. Edição 212

Carlos Oswald. Edição 252

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Jacob Klintowitz, é crítico de arte, editor de arte, jornalista, escritor. É autor de 155 livros sobre teoria de arte, arte brasileira, monografias de artistas, ficção e livros de artista.

Novos artistas, como Beatriz Milhazes e Adriana Varejão tornaram-se estelares, em razão de uma produção marcadamente individuali zada e da consagração mercadológica. Num mundo globalizado os valores de mercado tornam-se marcos referenciais. No caso de Beatriz Milhazes, há ainda o interesse de o seu trabalho ter ligação com a tradição carioca estabelecida por artistas como Fernando Pamplona e Rodrigues que uniram o popular e o erudito. A afirmação histórica dos artistas experimentalistas é um fato evidente. Experimentalismo é utilizado aqui de maneira ampla, pois se refere a muitos tipos de artistas e modos de expressão, artistas que utilizaram novos suportes, artistas que elaboraram a partir da sensibilidade minimal ou da percepção geometrizante. E artistas que propuseram novos modos de ser, com a aglutinação de vários gêneros de arte. É o caso de Lygia Clark, Hélio Oiticica, Ligia Pape, Ivald Granato, Mira Schendel, Waltércio Caldas, Tunga, Cildo Meireles, Leonilson, Wesley Duke Lee. Mesmo que a denominação Pop Art seja genérica, não se pode deixar de assinalar, sob esta ampla bandeira, a presença incisiva de artistas como Wanda Pimentel, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Antonio Manuel, Marcelo Nitsche, Geraldo de Barros, Guto Lacaz, Liana Timm, Arthur Alipio Barrio. Curiosamente, sendo o Brasil um país que ama as inovações e transgressões artísticas, mesmo as que são meramente tópicas, existe imenso prestígio de artistas que criam a partir da tradição histórica, como Bruno Giorgi, Flávio de Carvalho, Maria Bonomi, Marcello Grassmann, Octávio Araújo, Mario Gruber, Arthur Luiz Piza, Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Fayga Ostrower, Gilvan Samico, Antonio Bandeira,

Milton Dacosta, Antonio Henrique do Amaral, Tomie Ohtake, Jorge Guinle, Amilcar de Castro. A nossa época assiste a transição de um pensamento conformado ao desenvolvimento lógico positivista, iluminista, racional, car tesiano, para uma forma de percepção mais abrangente, capaz de incorporar as conquistas da ciência do macro e do micro, as pesquisas da psicologia, e as intuições da arte. Neste campo, o de um experimentalismo sensível e anímico, com amplo espaço para o sonho e o visionário, é conveniente destacar artistas como Miguel Gontijo, Rubens Matuck, Antonio Hélio Cabral, Dan Fialdini, Maria Helena Chartuni, Isabelle Tuchband, Henrique Léo Fuhro, Megumi Yuasa, Yukio Suzuki, Yutaka Toyota, Sérvulo Esmeraldo, Frans Krajcberg, Ismael Nery, Mario Cravo Jr., César Romero, Niobe Xandó, Tereza D’Amico, Roberto Magalhães. A arte não é filha de Cronos. O artista de hoje não é melhor do que o de ontem, pois a arte não evolui em linha evolutiva, como é o caso da ciência. Os artistas e a arte se aproximam por afinidades sensíveis, mais do que por décadas. No caso brasileiro, uma revista como a Abigraf, de público dirigido, que é capaz de dedicar um precioso espaço para a arte se constitui em um precioso documento sobre o nosso processo cultural. Hoje é certamente uma fonte bibliográfica indispensável para o estudioso. E uma fonte de prazer, igualmente, por as suas matérias sobre a cultura ter um alto padrão jornalístico.


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Revista Abigraf. Quatro décadas de informação Em pé: Alfried Plöger, a jornalista Tânia Galluzzi, Sidney Anversa Victor, Fabio Arruda Mortara, Levi Ceregato e Mário César de Camargo. Sentados: o editor Plínio Gramani, Pery Bomeisel e Max Schrappe

Há quatro décadas a Revista Abigraf cumpre a função de ser a voz do setor gráfico brasileiro. Há 40 anos a publicação espalha o nome da associação pelo Brasil e pelo mundo, discutindo desafios, apontando tendências, promovendo a cultura, informando e comunicando.

P 22

Texto: Tânia Galluzzi

ara marcar os 40 anos que a Revista Abigraf está completando em dezembro, a publicação reuniu na sede da entidade, no dia 23 de outubro, todos aqueles que comandaram e comandam a Abigraf nesse período para um bate-papo sobre a evolução do setor e da própria publicação. Participaram do encontro os ex- presidentes da Regional São Paulo Max Schrappe (1992/1995),

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Mário Cesar de Camargo (1995/2001), Al fried Plöger (2001/2007), Fabio Arruda Mortara (2007/2010), e Levi Ceregato (2010/2013, hoje presidente da Abigraf Nacional), juntamente com o atual presidente da Abigraf-SP, Sidney Anversa Victor (2013/2016). Convidado especial, Pery Bomeisel, fundador da Abigraf e da ABTG, completou o grupo. A seguir os principais trechos desse encontro. “O setor gráfico tem o privilégio de ter um produto que materiali za exatamente o que ele faz. A Revista Abigraf é o nosso melhor cartão de visita.” Mário César

tecnologia foi e continua sendo fundamental a proximidade com o Senai.” Max Schrappe

“O computador foi o divisor de águas. É herói e vilão. Por um lado alavancou a produtividade e por outro gerou excesso de oferta para um mercado que não existia.” Mário César

“A revolução digital foi decisiva e o processo de adaptação à nova realidade acabou com muitas empresas.” Alfried Plögger

“A internet afetou a vida de todo o planeta e brutalmente a indústria da comunicação. Criou e ceifou muitos produtos.” Fabio Mortara

EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

“O grande marco para a indústria gráfica brasileira foi a abertura das importações, no início da década de 90. E na disseminação da

“Vejo os sistemas híbridos, combinando diferentes processos, como uma importante evolução mais recente.” Levy Ceregato


Leitura indispensável

Foto: Álvaro Motta

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CRISE

“Estamos passando por uma situação muito difícil, mas para mim o momento mais crítico que já vivemos foram os anos de hiperinflação entre a década de 80 e início dos anos 90.” Max Schrappe

Plinio Gramani. A revista é a expressão mais sofisticada do que somos. Agora com a campanha Two Sides, apoiada pelo Sistema Abigraf e amplamente divulgada na revista, temos a chance de olhar para o futuro e acreditar ainda mais na mídia impressa, produto crível, reciclável, renovável e colecionável.”

“O problema do Brasil não é conjuntural e sim estrutural. A atual carga de impostos está quebrando a indústria brasileira. Digo que não sou um contribuinte, porque essa palavra denota algum tipo de colaboração. Sou um pagador de impostos.” “O empresário está sendo perseguido, injustiçado, criminalizado e hostilizado pelo governo, excessivamente presente na economia.”

Fabio Mortara

Mário César

Max Schrappe

INDÚSTRIA GRÁFICA

“A revista tornou-se uma porta de entrada privilegiada. Mais de uma vez, nas peregrinações entre os gabinetes em Brasília defendendo as bandeiras do setor, ouvi de pessoas que encontrava pela primeira vez: ‘Você é o cara daquela revista, não é?’”

“Atualmente quem consegue garantir um bom atendimento está em melhores condições.” Sidney Victor

“A formação do profis sional gráfico hoje em dia é muito boa. O Senai Theobaldo De Nigris é a escola das escolas, formando jovens atualizados, tecnicamente preparados e versáteis.” Fabio Mortara REVISTA ABIGRAF

“Participei da concorrência para a produção da revista, em 1983, e agora, olhando toda a trajetória da publicação, vejo que a Gramani foi a melhor escolha. A revista faz parte da minha vida e o Plinio Gramani está de parabéns.” Sidney Victor

“A revista é a materiali zação do nosso setor e deve continuar a trazer o novo, a apontar tendências.” Levy Ceregato

“Tenho muito orgulho da Revista Abigraf. E a alma da publicação tem nome e sobrenome:

“Não há quem resista a abrir a Revista Abigraf diante de suas capas. Ela é o nosso melhor veículo de marketing.” Alfried Plögger

“Só tenho a agradecer ao Plinio pela dedicação todos esses anos.”

Mário César

“Venho do mercado publicitário e deixo aqui registrado meu profundo agradecimento a três profissionais que me ensinaram muito quando comecei no segmento editorial com a Revista Abigraf, em 1983: Mário de Camargo, Wilson Siviero e Joseph Brunner. Com eles aprendi a sempre buscar a qualidade, a excelência, ensinamentos va lio sís simos que continuam a pautar o meu trabalho.” “Quero também agradecer todo o apoio que recebi ao longo desses 32 anos.” Plinio Gramani

“Através da Revista Abigraf mantenho vivo meu amor pela indústria gráfica. É a leitura da revista que alimenta a chama desse sentimento.” Pery Bomeisel

omemoramos com muita alegria e justificado orgulho os 40 anos de circulação ininterrupta da Revista Abigraf, cujo conteúdo é referencial do mercado e leitura obrigatória para os que atuam no setor. Suas páginas são o principal ponto de convergência e informação qualificada para todos os elos de uma das mais dinâmicas cadeias produtivas do País, a da comunicação gráfica. Editada desde 1983 pela Clemente e Gramani Editora, que lhe conferiu mais consistência, qualidade jornalística e de design, a publicação cobre, com precisão, abrangência e qualidade, os fatos, eventos nacionais e internacionais, números, tendências, novidades tecnológicas e notícias setoriais. É fonte indispensável para as empresas se po si cio na rem com mais segurança num mercado competitivo e no contexto de um mundo em permanente transformação e de uma economia complexa como a brasileira. Levi Ceregato Presidente da Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica)

Credibilidade e reconhecimento A

Revista Abigraf, em sua vitoriosa trajetória de 40 anos, conquistou o pleno reconhecimento do mercado e dos organismos técnicos do setor. É o que atestam, com justiça, a sua elevada credibilidade e os numerosos prêmios que recebeu no Brasil e no exterior. É importante enfatizar a atuação dedicada de seu publisher, Plínio Gramani, e toda a equipe. A Gramani Editora, responsável pela publicação desde 1983, tem realizado um trabalho admirável de cobertura jornalística, design e produção gráfica. Por isso, a revista é uma propaganda real do setor e das avançadas soluções de impressão. A publicação também se multiplicou. Dela derivam o Anuário Brasileiro da Indústria Gráfica e a revista Tecnologia Gráfica, uma das mais avançadas do gênero na América Latina. Os três produtos editoriais significam um importante serviço de nossa entidade ao mercado, à cadeia produtiva e a todos os que interagem com as empresas gráficas. Sidney Anversa Victor Presidente da Abigraf Regional São Paulo (Associação Brasileira da Indústria Gráfica-SP) novembro /dezembro 2015

REVISTA ABIGR AF

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REVISTA

REVISTA

ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • N O V E M B R O / D E Z E M B R O 2 0 1 5 • Nº 2 8 0

19 75 / 20 15

Nestes 40 anos de circulação, desde dezembro de 1975 a dezembro de 2015, a Revista Abigraf atravessou o tempo evoluindo e transformando-se na publicação-símbolo da indústria gráfica nacional, conquistando o respeito dos seus leitores e do mercado graças à credibilidade editorial e à qualidade gráfica e visual de suas edições.

Desde dezembro de 1975, são 280 edições ininterruptas da Revista Abigraf

A

primeira edição, com o nome de Abigraf em Revista, foi lançada em 1º– de dezembro de 1975, em substituição ao BIG, Boletim da Indústria Gráfica, que circulou por 27 anos. O preto e branco dominava a revista. As cores apareciam apenas nos anúncios e nas capas, criadas pelos alunos da Escola Senai Theobaldo De Nigris. A partir do número 89, em 1983, a revista passou a ser produzida pela Clemente e Gramani Editora (hoje, Gramani Editora). “Precisávamos de um instrumento de marketing, algo que pudesse divulgar e valorizar o setor, e a saída foi encontrar um parceiro que pudesse aprimorar a revista”, conta Max

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Schrappe. O conteúdo jornalístico e a qualidade visual evoluíram muito, conquistando o leitor através de matérias de cunho mercadológico e técnico, além do design leve e moderno. Acompanhando o esforço da Abigraf em estreitar relações com a indústria gráfica dos países vizinhos, em 1988 a revista lançou seu primeiro suplemento, português/espanhol, denominado Abigraf Iberoamerica, edição que acompanhou a Abigraf em sua participação na 37 ª– Assembleia da Conlatingraf, em Caracas, na Vene zue la. A ideia, relembra Max Schrappe, era produzir a versão brasileira da revista da Conlatingraf, porém desentendimentos com o então presidente 䉴


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Reconhecida dentro e fora do País, algumas edições extras foram dedicadas a eventos internacionais. 1988 – Edição português/espanhol, distribuída em Caracas, Venezuela, aos participantes da 37-ª Assembleia da Conlatingraf. 1989 – Edição português/inglês editada para o 4 -º Congresso Mundial da Indústria Gráfica, realizado no Rio de Janeiro. Ainda em 1989, após o término do 4 -º Congresso Mundial saiu edição extra, português/inglês, com a cobertura do evento. 1990 – Edição português/ inglês sobre a maior feira gráfica mundial, realizada em Dusseldorf, Alemanha, com distribuição no estande da Abigraf. 1998 – Edição português/francês, elaborada a convite da Fundação Biblioteca Nacional para ser a publicação oficial brasileira no Salão Internacional do Livro de Paris, com distribuição de 5.000 exemplares no evento.

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REVISTA

ARTE 08 4 t MARÇO 20 EDIÇÃO NŠ 23 ESPECIAL DA

IN DÚSTRI 200 ANOS DANO BR ASIL GR ÁFICA

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IN DÚSTRI A 200 ANOS DANO BR ASIL GR ÁFICA

A REVOLUÇÃO LI VRO DAS EM BA LAGENS HISTÓRI A DO NO BR ASIL

gens são vastas, mas nalidades das embala er ou características e funcio dos apenas a proteg dades Nosradias de hoje, as atrás esses invólucros eram destina al superou dificul o foi instalada a primei no Brasil de 200 anos dois séculos, a indústria gráfica nacion desses impressos. há 200 anos, quand recuperou-se de um nar produtos. Nestes r com qualidade as atuais exigências era proibida no Brasil editorial armaze . atende gráfica a A impressão de livrosNesse espaço de tempo, o mercado ria s e da indúst e hoje está apta tipografia no País. s e meio, graças ao empenho de livreiro atraso de três século

Avenida Rio Branco, de no centro do Rio de 1915. Janeiro, por volta a Ao fundo, à direita, sede atual da Fundação Biblioteca Nacional, inaugurada em 1910

IN DÚSTRI A 200 ANOS DANO BR ASIL GR ÁFICA Em 2008, ano da comemoração dos 200 Anos da Indústria Gráfica no Brasil, a Revista Abigraf presenteou seus leitores encartando em cada edição daquele ano uma sequência de cinco suplementos alusivos à data com os temas “Revistas e Jornais”, “Livros”, “Embalagens”, “Propaganda” e “Trajetória da Impressão”. Na última edição do ano, os leitores receberam uma embalagem para colecionar os suplementos.

Produção de cartolina multifoliada na fábrica Klabin, na década de 1950

da confederação, o argentino Antonio Tabanelli, impediram que o projeto seguisse em frente. Sempre inovadora, em abril de 1988, a revista eliminou as chamadas de capa, passando a dedicar o espaço integralmente a obras de artistas brasileiros. De Portinari a Tide Hellmeister, de J. Carlos a Almeida Junior, de OsGemeos a Manabu Mabe, os principais nomes da arte no Brasil tiveram seu trabalho valorizado nas páginas da publicação. Outras linguagens também começaram a ser prestigiadas, como história em quadrinhos, design gráfico e fotografia. QUALIDADE RECONHECIDA

Em 1990, a Revista Abigraf conquistou seu primeiro prêmio, o ComTexto de Comunicação Empresarial, na categoria Veículo de Associações, o primeiro de uma série. Naquela década a publicação ganharia cinco prêmios Aberje (1993, 94, 95, 96 e 98). Seu design único e sua alta qualidade

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editorial e de impressão tornaram-na o primeiro produto gráfico brasileiro a ganhar o cobiçado prêmio Benny, o Oscar da indústria gráfica mundial, promovido pela norte-americana Printing Industries of America (PIA), em 1997. Coroando o trabalho desenvolvido pela revista, em 1998 a Clemente e Gramani foi chamada pela Fundação Biblioteca Nacional para preparar uma edição dedicada ao Salão do Livro de Paris, no qual o Brasil havia sido o paístema naquele ano. A editora elaborou um número especial bilíngue português/francês, que constituiu a publicação oficial da participação brasileira e teve 10 mil exemplares distribuídos no evento. Em 2003, a Clemente e Gramani lançou o livro Vapt-Vupt, com uma coletânea de artigos sobre quadrinhos assinados por Álvaro de Moya e publicados na Revista Abigraf. Tal obra ganhou o Prêmio HQMix no mesmo ano, na categoria


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Uma década recheada de prêmios. Depois de receber o Prêmio ComTexto de Comunicação Empresarial, em 1990, a Revista Abigraf recebeu o Prêmio Aberje em 1993, 1994, 1995, 1996 e1998. Em 2006, conquista em dose dupla no Prêmio Anatec de Mídia Segmentada nas categorias “Capa” e “Publicação Segmentada do Ano”.

A Revista Abigraf foi o primeiro produto brasileiro a ganhar o Prêmio Benny, em Chicago, EUA, em 1997, com a edição n-º 169. Promovido pela Printing Industries of America, é a maior premiação mundial da indústria gráfica.

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A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A t  " / 0  9 9 9 7  t N O V / D E Z 2 0 1 0 t Nº 2 5 0

Edições especiais registraram os marcos na trajetória da Revista Abigraf, dedicadas aos números 100, 150, 200 e 250, esta última assinalando os 35 anos da publicação.

Sempre com muita arte e informação, suplementos são encartados periodicamente nas edições de Revista Abigraf. Em 1995, um retrospecto dos 20 anos da publicação; em 1998 um suplemento contou a história dos 190 anos da imprensa brasileira; os seis principais museus do Rio de Janeiro e São Paulo foram tema de rica edição extra trilíngue português/inglês/espanhol no ano 2000, comemorativa dos 25 anos da revista; em 2005, suplemento narrou os 40 anos as Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Livro Teórico. Dois anos depois, o acervo da revista, além de intensa pesquisa, permitiu o lançamento do livro comemorativo dos 40 anos da Abigraf, iniciando uma série de obras desenvolvidos em parceria entre a Clemente e Gramani Editora com a Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação. Vieram os livros Da Arte do Brasil, em 2006, reproduzindo as matérias sobre arte publicadas na revista e de autoria do jornalista Ricardo Viveiros; Como uma Pipa no Ar, sobre o técnico e expert em tecnologia gráfica Fernando Pini, em 2008; e 50 anos da ABTG, em 2009, em comemoração às bodas da entidade. O ano das comemorações dos 200 anos da indústria gráfica no Brasil, 2008, mereceu a publicação de livro homônimo e cinco suplementos especiais. Na busca pela elevação da qualidade, nesses últimos anos a revista incorporou novos

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temas e renovou sua proposta gráfica. Seções como História Viva, que narra a trajetória e resgata a memória de importantes personagens que ajudaram e ainda contribuem para o desenvolvimento do setor gráfico, e Sustentabilidade, colocando em evidência assunto dos mais prementes, enriquecem a pauta da publicação. Em 2006, o mercado, mais uma vez, reconheceu a excelência da Revista Abigraf. A publicação conquistou dois troféus na segunda edição do Prêmio Anatec de Mídia Segmentada, nas categorias Capa e Publicação Segmentada do Ano. Ao completar sua quarta década, com 280 edições, a Revista Abigraf mantém- se na luta pela valorização da mídia impressa. Ajustandose à nova rea lidade do mercado, a publicação segue, calçada em 40 anos de circulação ininterrupta, registrando a história do setor.


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esde que foi criado, em 1991, o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini mexe com o brio dos profissionais do setor. Na primeira edição foram inscritos apenas 117 trabalhos, soma que foi se multiplicando à medida que o concurso conquistava credibilidade, respeito e, principalmente, cumpria a função de valorizar o produto gráfico junto aos clientes. O conta-fios dourado passou a ser exibido e entendido como uma chancela de qualidade e várias vezes até um divisor de águas na trajetória das gráficas. Gerou filhotes e atualmente oito versões regionais são rea lizadas ao longo do ano, incentivando a busca pela qualidade e instigando a criatividade Brasil afora. A ideia da criação de um prêmio para o setor surgiu durante a participação de uma comitiva de empresários e diretores da Abigraf na premiação El Mejor del Año, concurso de excelência gráfica da Colômbia, em 1988. Mas, o projeto só caminhou em 1990, quando a ABTG começou a organizá-lo. Batizado de Prêmio de Excelência Gráfica, o concurso teve sua primeira edição no ano seguinte. A maior preocupação era garantir a idoneidade do prêmio; por isso a escolha da ABTG, uma entidade técnica, para capitanear a iniciativa. Tendo como base o regulamento do certame colombiano, os diretores e colaboradores da ABTG foram os responsáveis pela versão brasileira. Como jurados foram escolhidos cinco profissionais que não tivessem vínculos com gráficas participantes. Para assegurar a participação das empresas numa iniciativa totalmente nova, a equipe de marketing do Sistema Abigraf visitou as gráficas para divulgar o concurso, analisando peças e sugerindo aquelas que poderiam ser inscritas. O primeiro trabalho inscrito veio da Melhoramentos, seguido pela Bandeirantes, Rebizzi, Relevo Araújo, Antares e Pancrom.

Anúncio de lançamento do Prêmio de Excelência Gráfica, publicado em 1991

(Acima) Comissão julgadora do 1-º Prêmio, sob o comando do diretor de Tecnologia da ABTG, Fernando Pini (1-º à esquerda), analisa os trabalhos inscritos. Na foto (E/D), Nazareth Darakdjian, presidente da Abratag; Sergio Vay, assistente técnico da Escola Senai Theobaldo De Nigris; Antonio Caleffi, supervisor de Produção da MPM Propaganda; e Lucila Sommer, assessora técnica do Detec/Fiesp. São Paulo, julho de 1991. (Abaixo) Julgamento de edição recente do Prêmio, na Escola Senai

O regulamento da edição inaugural contou com apenas seis categorias, divididas em 26 segmentos. Os vencedores, escolhidos depois da ava liação de aspectos técnicos e criativos, tiveram seus trabalhos expostos no 1º– Encontro Técnico ABTG/ABTCP, em 26 de setembro de 1991. Posterior mente, as peças vencedoras competiram no 1º– Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos Theobaldo De Nigris, na Venezuela. Em 1994, o concurso passou por uma reestruturação, que definiu os moldes das edições seguintes. A base da comissão julgadora foi reformulada e ampliada, passando para 50 profissionais, entre técnicos, consultores, designers, fornecedores e fotógrafos. Naquele ano, 427 produtos foram inscritos por 89 empresas. novembro /dezembro 2015

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Hamilton Terni Costa, presidente da ABTG, e Max Schrappe, presidente da Abigraf, prestam homenagem à memória de Fernando Pini, nas pessoas de sua mãe, Maria Tereza Pini, e seu filho, André, na abertura do 5 -º Prêmio de Excelência Gráfica que, a partir daquela edição, passou a receber o seu nome. Novembro de 1995

JUSTA HOMENAGEM

Na quinta edição, em 1995, quando registrou um novo recorde de participação, 11 empresas e 565 peças, o certame passou a chamar-se Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini, em homenagem ao técnico e professor falecido naquele ano. Dois anos depois o concurso ultrapassou as mil inscrições, com 1.033 peças, de 130 empresas. Os números recordes foram sucedidos por um processo de remodelação. Os membros do júri passaram a observar características como design e funciona lidade e o julgamento, acompanhado por uma empresa de auditoria, foi dividido em duas partes. Na primeira eram determinados os três finalistas de cada categoria e na segunda os jurados escolhiam os vencedores. Estimuladas pelo crescimento e notoriedade do prêmio, naquele ano as adesões se mantiveram no mesmo patamar, com 1.034 peças, de 136 empresas. No ano 2000, com a disseminação da tecnologia digital e o aprimoramento dos recursos de pré-impressão, criou-se a categoria de Inovação Tecnológica. No aniversário de 10 anos do prêmio, 1.135 trabalhos, de 161 gráficas, foram inscritos em 11 segmentos e 62 categorias. Em abril de 2001, a ABTG iniciou um processo de certificação da qualidade interna. Por ser independente dos serviços prestados pela associação, o prêmio recebeu em 2001 a certificação ISO 9001:2000. O concurso já havia então consolidado sua posição como diferencial mercadológico, principalmente entre empresas que estavam no mesmo patamar de qualidade e atendimento. Naquele ano, 153 empresas enviaram 1.235 peças para o certame.

Cada vez mais abrangente, o Prêmio Fernando Pini chegou à 13 ª– edição batendo recordes: 1.570 produtos, de 166 empresas. Mais do que o número em si, chamou atenção a quantidade de gráficas fora de São Paulo dispostas a disputar o já consagrado Oscar da indústria gráfica. No ano anterior 28 empresas de outros estados haviam inscritos produtos e em 2003 essa soma saltou para 47, revelando não só a maior abrangência do concurso como a disseminação do empenho e valorização da qualidade. A cerimônia de entrega dos prêmios, no final de novembro, quando então eram conhecidos os vencedores, já marcava o fim do calendário de eventos do setor, reunindo mais de duas mil pessoas. Dois mil e quatro foi um ano marcante para o prêmio. Refletindo os investimentos da indústria gráfica não só na atua lização tecnológica na pré-impressão, impressão e acabamento quanto na qualificação dos recursos humanos, a 14 ª– edição foi caracterizada pela elevação do nível médio de qualidade das peças. O recorde absoluto de peças inscritas, 1.806 — até hoje não superado —,

(Acima) Bert Luis, diretor da Sun Chemical (centro) e presidente da comissão julgadora do 7-º Prêmio, tendo ao lado João Carlos Melandi (E), diretor da Gráfica Takano e coordenador do júri, e Francisco Veloso Filho, sócio da Overlake Vernizes Gráficos, que assumiu a coordenação do júri a partir da 8 -ª edição do Prêmio. Novembro de 1997 (Ao lado) Corpo de jurados do 15 -º Prêmio. Setembro de 2005

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e de empresas participantes, 174, foi acompanhado pela expansão geográfica. Estiveram presentes 14 Estados, com destaque para a maior representatividade das Regiões Nordeste (65 peças), Centro- Oeste (44 trabalhos) e Norte (um produto). O Sudeste manteve a liderança disparada, com 1.563 produtos, seguido pela Região Sul, com 134 inscrições. Tal volume de trabalhos foi selecionado e julgado por 110 profissionais. CAPILARIDADE

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Em 2005, o sucesso dos concursos regionais levou a ABTG a alterar o nome do certame, que a partir de 2006 adotou a denominação de Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. A mudança ratificava a regulamentação da participação dos outros Estados, integrando as iniciativas. A exemplo do que já acontecia com alguns concursos, como o Prêmio de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho, rea lizado pela Abigraf Regional Paraná e pelo sindicato das indústrias no Estado, o Sigep, a ideia foi ajustar os cronogramas para que os vencedores regionais pudessem participar diretamente do concurso nacional. A 15ª– edição teve 1.573 trabalhos inscritos por 164 gráficas de 14 Estados. Enfatizando a importância da normalização no setor, em 2008 uma nova categoria foi criada no segmento Inovação Tecnológica: Conformidade com a Norma NBR ISO 126472. Como destacou na época o coordenador da comissão julgadora, Francisco Veloso, as empresas brasileiras começavam a enxergar a importância da padronização e a nova categoria, criada para referenciar a qualidade REVISTA ABIGR AF

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absoluta, mensurável, ia ao encontro dessa tendência: 1.460 trabalhos, de 172 empresas participaram da primeira fase de julgamento. Com maior participação dos concursos regionais, o Fernando Pini voltou a crescer em 2012. A edição nacional atraiu 230 empresas de 18 Estados, que inscreveram 1.501 produtos. Além da mobilização da própria equipe da ABTG, as peças finalistas dos oito prêmios regionais de excelência gráfica, e não somente os vencedores, passaram a ser automaticamente inscritas no prêmio nacional. Essa tendência manteve-se em 2014 com a elevação do número de peças finalistas produzidas por gráficas de fora de São Paulo. No ano passado, o concurso registrou 1.365 produtos inscritos, confeccionados por 185 gráficas de 18 Estados. Desse total, 310 peças passaram pela primeira fase de julgamento, das quais 153 vieram de outros Estados. Paraná, com 56 itens entre os finalistas, soma 33% superior a 2013, e Minas Gerais, com 23, praticamente dobrando sua participação, tiveram as altas mais expressivas. Passados 25 anos, o desafio é seguir evoluindo. Nesse sentido a ABTG já programou para o dia 7 de dezembro, poucos dias após a cerimônia de entrega dos troféus, um café da manhã com profissionais envolvidos direta e indiretamente com o prêmio para discutir propostas de mudanças e as novidades para a edição 2016. FONTES

Revista Abigraf – 2001 a 2014 Livro ABTG 50 Anos – A Construção do Futuro, Clemente e Gramani Editora, 2009


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Com 1.340 trabalhos inscritos, produzidos por 187 gráficas, prêmio continua a espelhar a evolução e a multiplicidade do setor. Noventa e oito empresas lutam pelo troféu. Texto: Tânia Galluzzi

grande vitrine do setor gráfico brasileiro está completando 25 anos. Um quarto de século de perseverança, no qual um grupo de idealistas soube fincar pé nos objetivos traçados para seguir com o projeto de valorização do produto impresso. Se em alguns momentos foi preciso resistir às críticas mais duras, uma das principais virtudes do prêmio, talvez a maior, é a sua capacidade de abraçar o novo. A história do certame está colada à continuidade, mas igualmente à mudança, ao aprimoramento de seu regulamento na esteira da evolução da indústria. Francisco Veloso, coordenador da comissão julgadora desde o final de década de 1990, fala com propriedade desse movimento. Para ele, uma das principais conquistas do Fernando Pini é a descentralização na avaliação das peças. Dos cinco técnicos que julgaram os trabalhos na primeira versão, em 1991, salta-se para 110 pessoas em 2015, caracterizadas pela pluralidade, com o envolvimento de especia listas das diversas etapas de produção, garantindo a qualidade e a isenção do processo de escolha. Outra distinção está no próprio produto gráfico, que avançou sobremaneira. Anualmente categorias foram sendo criadas e suprimidas,

desdobradas e rea locadas, no encalço do progresso tecnológico, fomentando e calçando a criatividade de clientes, agências e estúdios de design. O regulamento de 2015 contempla 12 segmentos e 64 categorias, desde os primordiais livros e cadernos até os photobooks e displays impressos digitalmente. E nesse ponto tangenciamos a 25ª– edição do Prêmio de Excelência Gráfica, no qual duas categorias em especial mostram que a excelência está nos mais diversos nichos de mercado. Dez peças, de sete empresas, concorrem a dois contafios dourados nas categorias Inovação tecnológica e Complexidade técnica do processo, entre rótulos, capa de revista, lacre de segurança, selos de identificação e embalagens. “O valor agregado está em todo o lugar, refletindo o moto-contínuo em busca da excelência”, afirma Francisco Veloso. Essa corrente envolve todo o País. Está em São Paulo e no Ceará, no Rio de Janeiro e em Goiás, em Minas Gerais e no Paraná, e em mais 10 Estados. O Paraná repete neste ano o recorde de empresas finalistas depois da capital paulista, alcançado em 2013. Quinze gráficas paranaenses estão na disputa, com 52 produtos. Em 2015, 1.340 peças foram inscritas no Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica, desenvolvidas novembro /dezembro 2015

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em giros por minuto: Log&Print e Plural. Como em 2014, a Log&Print desponta com 19 trabalhos, reinando no meio revista. Novamente, a gráfica, que já acumula 46 prêmios Fernando Pini, não dá espaço para ninguém na categoria Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos com os cinco quadrinhos da Panini Comics na disputa. Logo abaixo aparece a Plural, com 16 peças, TECNOLOGIA, TREINAMENTO E PADRONIZAÇÃO Para Abílio de Oliveira Santana, presidente entre revistas, jornal e material promocional. do Sindicato das Indústrias Gráficas do EstaSegundo Rodney Casadei, diretor geral, a do do Paraná (Sigep), e viceexcelência da Log&Print tem presidente da federação das nome e sobrenome: padroniINSCRIÇÕES indús trias, tal resultado eszação e controle de processo. pelha a aplicação de recursos Afora o cumprimento dos pa1.340 produtos em atua lização tecnológica ao drões da norma ISO 12.647 e 187 empresas longo dos últimos cinco anos. das certificações ISO 9001 e 16 estados A própria Hellograf, coman14.000, o executivo conta que dada por Abílio Santana, é um pelo segundo ano consecutivo exemplo disso. “No ano pasmontou uma escola dentro da FINALISTAS sado fizemos o maior investiempresa, em parceria com o Semento de nossa história e pelo nai, para reciclagem do conhe302 produtos menos 40% do nosso faturacimento, com a participação 98 empresas mento hoje é fruto do que conde 22 pessoas em 2015. “Essa 13 estados quistamos a partir disso.” Funação dá sustentação à nossa podada em 1992, a Hellograf, de lítica de qualidade.” Além de fiCuritiba, adquiriu um impressora offset plana leiras de troféus — neste ano ganhou mais dois com aplicação de verniz em linha, uma dobra- Theobaldo De Nigris —, o conjunto dessas medeira folha inteira e um novo CtP, desembolsan- didas reduziu significativamente o índice de do R$ 6 milhões. “Mesmo com uma dívida em retrabalho, elevando a satisfação dos clientes. Os vencedores do concurso serão conhecieuro, não consigo imaginar o que seria da Hellograf sem esses equipamentos. Estamos sim so- dos no dia 24 de novembro, em festa no Espafrendo com a crise, mas só vamos fechar com ço das Américas, em São Paulo, cerimônia aprecrescimento porque alcançamos novas fatias sentada mais uma vez pela jornalista e locutora de mercado.” Para ele, é nos momentos de cri- Izabella Camargo, com show de encerramento se que as rotas devem ser corrigidas para que a da banda The Beatles One. Acompanhe nas próximas páginas a relação empresa possa sair fortalecida. Está é a primeira vez que a Hellograf figura entre as finalistas. completa dos trabalhos e empresas finalistas. De Curitiba vem também um dos mais fortes concorrentes ao prêmio deste ano, a Corgraf, Empresas Finalistas com 13 peças finalistas, uma a mais do que em 2014. Além dos oito conta-fios que já tem na estante, a Corgraf acumula 110 troféus no Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho, e neste ano levou dois Theobaldo De Nigris. Vicente Linares, diretor comercial, credita os bons resultados à estratégia da gráfica de colocar a excelência acima de tudo. “Ela está em cada decisão que tomamos, desde a escolha do cardápio dos funcionários. Somos do ramo e fazemos tudo com muita satisfação.” Na lista de finalistas a Corgraf é superada apenas por duas empresas, e aqui a briga se dá por 187 gráficas (duas a mais do que o ano passado). Desse total, 302 trabalhos passaram para a segunda fase do julgamento, confeccionados por 98 empresas. Depois do Paraná, o Rio Grande do Sul é o Estado mais representativo, com 36 trabalhos finalistas, de 14 gráficas, seguido por Minas Gerais, com 23 peças e 10 empresas.

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FINALISTAS POR ESTADO ESTADO

EMPRESAS

PRODUTOS

AL

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1

CE

1

2

DF

1

2

ES

5

8

GO

1

1

MG

10

23

PB

1

2

PE

3

11

PI

1

1

PR

15

52

RS

14

36

SC

2

3

SP

43

160

TOTAL

98

302


Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXV Prêmio Fernando Pini, no dia 24 de novembro de 2015.

LIVROS Livros de Texto RR Donnelley Gráfica e Editora Produto: Demonologista Cliente: Dark Side Books Artes Gráficas Formato Produto: Apaixonada por histórias Cliente: Autêntica Editora União Brasileira de Educação e Assistência Produto: Mário Quitana – Antologia Poética Cliente: EDIPUCRS Geo-Gráfica e Editora Produto: Graça Infinita Cliente: Cia. das Letras Geo-Gráfica e Editora Produto: A Menina Submersa Cliente: Dark Side Books Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: Veredas – Araquém Alcântara Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Flieg Cliente: Instituto Moreira Salles Ipsis Gráfica e Editora Produto: Impressões Priscila Prade Cliente: SIS Editora, Produção e Imagem Ipsis Gráfica e Editora Produto: Jairo Goldflus – Privado Cliente: Goldflus Produções Gráficas P+E Galeria Digital Produto: Céu Cliente: Fiat Livros Institucionais Sociedade Vicente Pallotti Produto: Uma História em Contínua Evolução Cliente: Paquetá Calçados

Log & Print Gráfica e Logística Produto: Traveller Celebrations OP 71010 Cliente: Teresa Perez Agência de Turismo

Rede Editora Gráfica Produto: Livro de Arte Cliente: Fiemg Posigraf Produto: Positivo 25 Anos Cliente: Positivo Informática MXM Gráfica e Editora Produto: Construindo Marcas – Rio Mar Cliente: D2R Comunicação Editora São Miguel Produto: Um Olhar sobre a História da Óptica Foernges Cliente: Óptica Foernges Livros Infantis/ Juvenis RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Guerra Civil Cliente: Panini Brasil RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Número Cliente: Editora Melhoramentos Ipsis Gráfica e Editora Produto: Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll Cliente: Cosac & Naify Edições P+E Galeria Digital Produto: Caixa Cofrinho Itaú Cliente: Itaú Posigraf Produto: O Aurélio com a Turma da Mônica Cliente: Editora Positivo Livros Ilustrados e Livros Técnicos RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Hoje é Dia de Feira Cliente: Editora Boccato RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Chefs Pasta Cliente: LCT RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Chefs Café Cliente: LCT Ipsis Gráfica e Editora Produto: 365 @ Rio Cliente: Soma Publicidade e Produção

Livros Didáticos Artes Gráficas Formato Produto: Maternal 2 Cliente: Pitágoras RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Português Linguagens 8º- Ano Cliente: Editora Saraiva RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: BIO Cliente: Editora Saraiva Corprint Gráfica e Editora Produto: Gramática da Língua Portuguesa – Vol. Único-La Cliente: Editora Saraiva Geo-Gráfica e Editora Produto: Tantos Traços Cliente: Editora Saraiva Guias, Manuais e Anuários Sociedade Vicente Pallotti Produto: Visual Design Cliente: Ediprom Emp. de Divulgação e Promoção Corgraf Gráfica e Editora Produto: Guia Play-it – O Boticário Cliente: O Boticário Franchising Ipsis Gráfica e Editora Produto: Guia de Turismo – The Plantel Travel Collection Cliente: Ana Carolina Monteiro Montenegro Ipsis Gráfica e Editora Produto: Anuário Made to Live 2015 Cliente: Editora Carbono Forma Certa Gráfica Digital Produto: Horizontes – Mercedez-Benz Cliente: Mercedez-Benz

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Photobook Digital Digipix Produto: Marcelle e Carlos Cliente: Fernanda Scott Digipix Produto: Índia Cliente: Fernanda Scott Indimagem Gráfica e Editora Digital Produto: Álbum de Casamento Alessandra & Marcio Cliente: Jared Windmuller Indimagem Gráfica e Editora Digital Produto: Álbum de Casamento Gabriela e Gian Carlo Cliente: Fabio Laub P+E Galeria Digital Produto: Porsche Cliente: Marcello Serpa

REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Guia de Viagens Fluir Cliente: Third Wave Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Rev. Nacional nº- 6 Cliente: Ipsis Gráfica e Editora TypeBrasil Produto: Intermarine Magazine Cliente: Grupo Evol Log & Print Gráfica e Logística Produto: The President OP 70484 Cliente: Custom Editora Log & Print Gráfica e Logística Produto: The Best of São Paulo OP 71290 Cliente: Grupo Doria – Lide Futuro Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Sociedade Vicente Pallotti Produto: Brilia Insight Cliente: Swell Importação Sociedade Vicente Pallotti Produto: Decor Game of Colors Cliente: Construtora e Pavimentadora Pavicom Leograf Gráfica e Editora Produto: Revista S/N Cliente: S/N Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Mais55 Mag Cliente: Finale Artes Gráficas

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Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista FFW Mag nº- 39/2015 Cliente: Lumi 5 Propag. Marketing e Eventos Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Log&Print Gráfica e Logística Produto: Demolidor Op 71566 Cliente: Panini Comics Log&Print Gráfica e Logística Produto: Fim dos Tempos Lanterna Verde OP 72363 Cliente: Panini Comics Log&Print Gráfica e Logística Produto: Fim dos Tempos Constantine OP 72362 Cliente: Panini Comics Log&Print Gráfica e Logística Produto: Fim dos Tempos Arqueiro Verde OP 72692 Cliente: Panini Comics Log&Print Gráfica e Logística Produto: Fim dos Tempos Liga da Justiça OP 72293 Cliente: Panini Comics Revistas Institucionais Companhia da Cor Studio Gráfico Produto: Instituto MRV Cliente: Associação MRV Midiograf-Benvenho Produto: Projeto Labis Cliente: Labis Design Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Biblioteca Mario de Andrade-69 Cliente: São Paulo Secretaria Municipal de Cultura Editora São Miguel Produto: Perfil Institucional Intervene Cliente: Intervene P+E Galeria Digital Produto: P+E Magazine Cliente: Mortein

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (B) Cliente: Empresa Folha da Manhã Sempre Editora Produto: Jornal O Tempo Cliente: Sempre Editora

Sempre Editora Produto: Jornal O Tempo – edição nº- 6793 Cliente: Sempre Editora S.A O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S. Paulo – edição nº- 44.512 Cliente: S.A O Estado de S. Paulo S.A O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S. Paulo – edição nº- 44.520 Cliente: S.A O Estado de S. Paulo Jornais de Circulação Não-Diária Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Jornal O Arqueiro Cliente: Noster Grupo Plural Indústria Gráfica Produto: APCD Jornal 50 anos – Junho 2015 Cliente: Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas Plural Indústria Gráfica Produto: Metro SP Black Microsoft – 08/10/2014 Cliente: Metro Jornal Plural Indústria Gráfica Produto: Metro SP edição 1946 – 19/12/2014 Cliente: Metro Jornal Plural Indústria Gráfica Produto: Metro SP edição 1907 – 24/10/2014 Cliente: Metro Jornal

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: Conjunto Cerveja Therezópolis Or Blanc 600 ml Cliente: Arbor Brasil Ind. de Bebidas Gráfica Rami Produto: Conjunto Cerveja Therezópolis Ebenholz/ Rubine/Elfenbein 600 ml Cliente: Arbor Brasil Ind. de Bebidas Gráfica Rami Produto: Conjunto Cerveja Therezópolis Rádio Cidade 355 ml Cliente: Arbor Brasil Ind. de Bebidas Gráfica Rami Produto: IML Copos 550 ml Skol Beats Tomorrowland Cliente: Matrixplast Produtos e Moldes Plásticos 䉴

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Ambev Produto: Conjunto de Rótulos Quilmes 1 litro Cliente: Quinza Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: IML Copos 1,1 litros Cinemark Vingadores Cliente: Matrixplast Produtos e Moldes Plásticos Ready do Brasil Indústria e Comércio Produto: Rótulo Golden Ale – Tia Nastácia Cliente: Cervejaria Krug Bier Degráfica Impressos Produto: Café La Llave Cliente: Cia Iguaçú de Café Solúvel Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais CCD Etiquetas e Rótulos Indústria e Comércio Produto: Cerveja Colorado APPIA Cliente: Cervejaria Colorado CCD Etiquetas e Rótulos Indústria e Comércio Produto: Cerveja Hop Lover Cliente: Cervejas Sazonais CCD Etiquetas e Rótulos Indústria e Comércio Produto: Cerveja Dama Bier Reserva Cliente: Dama Bier Tyrex Mercantil e Industrial Produto: Cheiro de Aconchego – Difusor de Ambiente Cliente: Alianza Indústria e Comércio de Cosméticos Degráfica Impressos Produto: Saquê Seco Sakai Cliente: Casa Di Conti Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Cachaça Cristal Tesouro da Casa Cliente: L.C Marcom Degráfica Impressos Produto: Cachaça Tesouro da Casa Ouro Cliente: L.C Marcon Gráfica Reúna Produto: Rótulo Guatambu Épico 750 ml Cliente: Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos

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Gráfica Reúna Produto: Rótulo Sopra Espumante Brut 750 ml Cliente: Rótulo Sopra Espumante Brut 750 ml Brazicolor Ind. Gráfica Produto: Salton Gerações Antonio “Nini” Salton Cliente: Vinícola Salton Etiquetas Halt Gráfica Produto: Tag – Isabela Paes Cliente: Isabela Paes Rona Editora Produto: Luiz Henriques Cliente: Luiz Henriques Lisegraff Gráfica e Editora Produto: Que Te Encante! Cliente: DS Bibas Qualigraf Editora e Gráfica Produto: TAG RTDM Feminino Winter Collection Cliente: Ind. Com. de Confecções Xavier Grafiset Gráfica e Serviços de Off-set Produto: Maria Xica Cliente: Maria Xica Tag Adesivos Flink Print – Inovação em Impressão Produto: Display de Sorvetes Cold Stone Cliente: Cold Stone Creamery MúltiplaBR Produto: Perfumes Linhas Masculinas de O Boticário Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Cachorro Dálmata – Segunda Versão Cliente: Preto em Branco MúltiplaBR Produto: Joaninha – Segunda Versão Cliente: Preto em Branco Grafiset Gráfica e Serviços de Off-set Produto: Haus Burger Bar Cliente: Haus Burger

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Corgraf Gráfica e Editora Produto: Embalagem – Cartucho Delivery Swasiht Cliente: Khemani Restaurante

Magistral Embalagens Produto: Caixa Presente Mãe e Amor 2015 Cliente: Racco Facform Impressos Produto: Caixa Cerveja Artesanal Cliente: Art Ken Indústria Gráfica Sul Produto: Kit Escolar Cliente: Acrilex Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Cartuchos Spulókis – O Boticário Cliente: O Boticário Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Granola Frutas e Super Frutas – Linea Sucralose 250 g (cada) Cliente: Linea Sucralose Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Lavande de Haute-Provence (Eva de Cologne) 300 ml Cliente: L’Occitane do Brasil Edelmann Brazil Embalagens Produto: Butterfly Princesa Cliente: Akla Indústria de Cosméticos Grafdil Impressos Produto: Embalagem Minha Primeira Melissa Cliente: Grendene Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Estojos Egeo – O Boticário Cliente: O Boticário Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Artes Gráficas e Editora Belton Produto: Caixa Light Touch Cliente: Kendra Cosméticos Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Velho Barreiro Diamond Cliente: Indústrias Reunidas de Bebidas Tatuzinho Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Johnnie Walker Black Label 1,5 lt Cliente: Diageo Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Estojo Dimitri – O Boticário Cliente: O Boticário 䉴

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Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 - Freguesia do Ó - CEP 02909-900 - São Paulo - SP 7HOHIRQHV  HPDLOYHQGDVJUDðFD#DEULOFRPEU ZZZDEULOJUDðFDFRPEU


Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Estojos Pais 2015 – O Boticário Cliente: O Boticário Embalagens de Micro-Ondulados Com e Sem Efeitos Especiais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Caixa “Destinatário Silgitz” Cliente: Laboratório de Prótese Odontológica Silgitz Ibratec Artes Gráficas Produto: Case Amandita Cliente: Mondelez International Escala 7 Editora Gráfica Produto: Caixa Grey Goose Cliente: Baccardi Escala 7 Editora Gráfica Produto: Caixa Amarula Cliente: Baccardi Escala 7 Editora Gráfica Produto: Caixa Johnnie Walker Cliente: Diageo Embalagens Sazonais Ibratec Artes Gráficas Produto: Panetone Belga Cliente: Cacau Show P+E Galeria Digital Produto: Caixa Dove Cliente: Dove Facform Impressos Produto: Embalagens Brindes Rio Ave Cliente: Rio Ave Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Cartuchos Sabonetes L’Occitane au Brésil Cliente: L’Occitane Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Panettone Bauducco 1 kg Cliente: Panduratta Alimentos (Bauducco) Sacolas Aymorés Embalagens Produto: Sacola Domizia Cliente: Baía Domizia Comércio de Confecção Printbag Embalagens Produto: Beagle Feminina Cliente: Beagle Artes Gráficas Panorama Produto: Sacola Marcelo Lopes Cliente: Merchan – Design Artes Gráficas Panorama Produto: Sacola Garbo Cliente: Garbo

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Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Sacola Malbec – O Boticário Cliente: O Boticário Embalagens flexíveis impressas em flexografia Gráfica Nova Fátima Produto: Sleeve Néctar de Maracujá Viapax Bio 1 l Cliente: Cia. de Alimentos Orgânicos VP Bio Fotolitos DP Studio Produto: Aurora Pão de Alho Cliente: Deltaplam Embalagens Fotolitos DP Studio Produto: Seara Pão de Alho Cliente: Deltaplam Embalagens Kromos Produções Gráficas Produto: Rótulo Sukiss Laranja e Acerola 1,5 l Cliente: Bebidas Poty Kromos Produções Gráficas Produto: Ypê Lilac – Amaciante Concentrado 500 ml Cliente: Química Amparo Pôsteres e Cartazes Rede Editora e Gráfica Produto: Cartaz Aneethum Cliente: Aneethum MúltiplaBR Produto: Linha Intense, Sereias Urbanas Cliente: Grupo O Boticário Braspor Gráfica e Editora Produto: Board RJ Cliente: Cia. de Bebida das Américas – Ambev Editora São Miguel Produto: Grazi Primavera Verão 2015 Cliente: Vulcabras Azaléia Editora São Miguel Produto: Grazi Massafera Cliente: Vulcabrás Azaléia Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais Leograf Gráfica e Editora Produto: Catálogo Bom Tempo Cliente: Bom Tempo Ipanema Gráfica e Editora Produto: Van Gogh Praça do Sol Cliente: Souza Andrade Construtora e Prumus Construtora Plural Indústria Gráfica Produto: Natura VIP Edição 1 Cliente: Natura

Plural Indústria Gráfica Produto: Natura VIP Edição 3 Cliente: Natura Editora São Miguel Produto: Hekla Inverno 2015 Cliente: Hekla Personalitá Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais Imprimaset Produto: Book Institucional Mansões do Lago Cliente: MRV Engenharia e Participações Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Book Colcci Mag Golden Cliente: Agência Escala Grafitusa Produto: Catálogo Alto Verão 2016 Cliente: Ilicito P+E Galeria Digital Produto: Catálogo Jaguar Cliente: Jaguar Facform Impressos Produto: Manual de Utilização dos Produtos Iquine Cliente: Tintas Iquine Relatórios de Empresas Corgraf Gráfica e Editora Produto: Catálogo – Relatório de Gestão Amapá 2014/2015 Cliente: Ministério Público do Estado do Amapá Hellograf Artes Gráficas Produto: Panorama Setorial Cliente: Sinpacel Gráfica e Editora Jep Produto: Livro Prestação de Contas Governo 2011 a 2014 Cliente: Superintendência Estadual de Comunicação Social Leograf Gráfica e Editora Produto: Relatório Credicitrus – FSC Cliente: Credicitrus Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Relatório Corsan Cliente: Corsan Folhetos Publicitários Halley Gráfica e Editora Produto: Encarte de Ofertas Pitadas Pão de Açúcar – Validade de 1 a 15/06/2015 Cliente: Cia. Brasileira de Distribuição Ingral Indústria Gráfica Produto: Mostruário Rimo Cliente: Rimo Indústria e Comércio 䉴

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8PLPSUHVVRJUi¿FREHPDFDEDGRYDOHPDLV &RP¿OPHVSDUDWHUPRODPLQDomR3URODP DEHOH]DGXUDELOLGDGHHSULQFLSDOPHQWH DUHQWDELOLGDGHGRVHXWUDEDOKRVmRYDORUL]DGRV (VyD3URODPRIHUHFHVROXo}HVFRPSOHWDVGH ¿OPHVHHTXLSDPHQWRVSDUDWHUPRODPLQDomR

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Leograf Gráfica e Editora Produto: Encarte L’Occitane Duplo Cliente: Casa Sofia Editora São Miguel Produto: Fras-Le Matrixx Cliente: Fras-le Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Folder Elementum Cliente: Cervejaria 3 Reis Kits Promocionais Braspor Gráfica e Editora Produto: Caixa Tabuleiro – O Caminho do Dinheiro Cliente: HSBC Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Kit Promocional Turismo Brasileiro Cliente: AGE Comunicação P+E Galeria Digital Produto: Jogo Masisa Cliente: Masisa Facform Impressos Produto: Display de Parede São Braz Cliente: São Braz Coffee Shop Type Brasil Produto: Pasta Prosperitate Cliente: Prosperitate Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa Indústria de Embalagens Santa Inês Produto: Expositor Cliente: Riclan MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display de Mesa Ray-Ban Optical Promo Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Ray-Ban Small Window Bronze Aviator Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Ray-Ban Round Small Window Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Oakley RX Small Window Cliente: Luxottica do Brasil Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Cynderela Cliente: The Walt Disney

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Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Monopolis Cliente: Arcos Dourados (Mc Donald’s) MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Oakley Cavendish Super Trade Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Emporio Armani Degradé Super Trade Light Cliente: Luxottica do Brasil MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Display Oakley Medina Super Trade Cliente: Luxottica do Brasil Calendários de Mesa e de Parede Cia. da Cor Studio Gráfico Produto: Calendário 2015 Cliente: Geosol Geologia e Sondagens Gráfica Santo Antônio Produto: Calendário Marbrasa Cliente: Marbrasa Tiliform Indústria Gráfica Produto: Calendários 2015 TV Record Cliente: TV Record de Bauru Grafdil Impressos Produto: Calendário Projeto Era uma Vez Cliente: Chocolate Caseiro Mercosul Facform Impressos Produto: Calendário Erotic Cliente: Renato Filho Malas Diretas Corgraf Gráfica e Editora Produto: Instituto All “Vagão Ambiental” Cliente: Instituto All Corgraf Gráfica e Editora Produto: Top Secrets – Festa da Tainha Cliente: Fundação Municipal de Turismo Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Mala Direta com Aplique TelPF – 4856 MD Nokia 930 Cliente: Vivo-Telefônica Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Pré-Venda Dia das Mães Cliente: Natura Facform Impressos Produto: Alto Astral Cliente: Globo Nordeste

COMERCIAL Cartões de Mensagem Hesch Editora e Artes Gráficas Produto: Projeto Artefatos Cliente: Centro de Altos Estudos da Conscienciologia – CEAEC Gráfica e Editora 101 Produto: Robson Andrade Cliente: CNI Gráfica e Editora 101 Produto: Confederação Nacional da Indústria Cliente: CNI Imprimaset Produto: Cartão Aniversário SICCOB Cofal Cliente: Cofal – Coop. Economia Cred. Mútuo Func. Assemb. Legislativa Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cartão de Mensagem – CR Almeida Cliente: Instituto CR Almeida Convites Rona Editora Produto: Convite Mário Mariano Cliente: Vallourec Rede Editora Gráfica Produto: Convite Casamento Débora e Bruno Cliente: Bruno Guedes Tuicial Gráfica e Editora Produto: Convite de Casamento Itagiba Cliente: Itagiba Fortunato Junior Hellograf Artes Gráficas Produto: Passaport Warung 12 Anos Cliente: Warung Grafitusa Produto: 15 Anos Isadora Chieppe Cliente: Ivan Coelho Cartões de Visita Bhordo Artes Gráficas Produto: Cartão Shape Skate Cliente: Marivan Surf e Skate Shop Gráfica e Editora 101 Produto: Cartão de Visita Perfil 252 Cliente: Perfil 252 Rona Editora Produto: Norte Comunicação DF Cliente: Norte Comunicação DF Imprime Indústria e Comércio de Auto Adesivos Produto: Worship Studio – Realizando Sonhos Cliente: Worship Studio 䉴

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1mRLQYHQWD

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Grafiset Gráfica e Serviços de Off-set Produto: Red Carpet Cliente: Grupo Austral Papelarias, certificados e diplomas Tamoios Editora Gráfica Produto: Diário de Bordo Cliente: Agência Lápis Raro Corgraf Gráfica e Editora Produto: Papelaria – Taylor Media Cliente: Taylor Media Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação Produto: Conjunto com Caneta – Linha Candy Cliente: Ótima Gráfica GH Comunicação Gráfica Produto: Papelaria – Fabianna Cavalcante Cliente: Fabianna Cavalcante Arquitetura e Urbanismo Contiplan Indústria Gráfica Produto: Diploma Cliente: Universidade Federal do Triângulo Mineiro Impressos de Segurança Visionflex Soluções Gráficas Produto: Ingresso TXT 105 × 54 mm Cliente: TCT Control Contiplan Indústria Gráfica Produto: Selo Vistoriado 2014 Cliente: Secretaria Municipal de Transportes RJ Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança Cliente: Unipac Soluções em Embalagens Primi Tecnologia Produto: Selos para Cilindros de Gás Natural Cliente: Instituto Nacional de Metrologia Primi Tecnologia Produto: Selo de Identificação Veicular Cliente: Inspeção Veicular Mercosul Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Flexível Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Univ. C.D 10×1 Frozen Cliente: Diversos

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Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Univ. C.D 10×1 Polly Cliente: Diversos Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Conjunto de Cadernos Linha Candy Cliente: Ótima Gráfica Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário Cinderella 1 matéria Cliente: Mercado Brasileiro Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Top Monster High Cliente: Tilibra Produtos de Papelaria Cadernos em Geral Rona Editora Produto: CNH Cliente: Domínio Público Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Caderno Shopping Mueller Cliente: Shopping Mueller Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Caderno Fundação Roberto Marinho Cliente: Fundação Roberto Marinho Divisa Editora & Artes Gráficas Produto: Caderno Executivo Agroceres 70 Anos Cliente: Agroceres Multimix Nutrição Animal Editora São Miguel Produto: Cadernos Florense FLRNS Cliente: Fábrica de Móveis Florense Agendas Rona Editora Produto: Sesc 2015 Cliente: Sesc Nacional Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Agenda United Medical Cliente: United Medical Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Agendas Linha Mosaico Cliente: Ótima Gráfica Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Agenda Capricho Petit Cliente: Mercado Brasileiro Facform Impressos Produto: Agenda Virtude Cliente: Quatro Ventos Comunicação Cardápios Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cardápio Braille 2014 – Subway Gostoso e Saudável Cliente: Subway Systems do Brasil

Grafmarques Ind. Editora e Serviços Produto: Cardápio Restaurante Bodega do Sertão Cliente: Restaurante Bodega do Sertão Ingral Indústria Gráfica Produto: Los Chicos Cliente: Los Chicos Restaurante Grafiset Gráfica e Serviços de Off-set Produto: Cardápio Pinguim Cliente: Boteco Pinguim Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Cardápio La Campana Cliente: Parrilha La Campana

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Carta Capital edição 17 – As Empresas mais admiradas Cliente: Editora Confiança Plural Indústria Gráfica Produto: Revista São Paulo – Restaurantes e Bares Cliente: Empresa Folha da Manhã Plural Indústria Gráfica Produto: Metrópole 30/08 Cliente: RAC – Correio Popular Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece edição 761 OP 68034 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece OP 68057 Cliente: Editora Globo Revistas em Geral Plural Indústria Gráfica Produto: Revista Kaza edição 146 Cliente: Editora Ação Plural Indústria Gráfica Produto: Shopping Cidade Jardim edição 39 Cliente: Editora Trip Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue edição 441 OP 68181 Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Casa Vogue 354 OP 68190 Cliente: Edições Globo Condé Nast


Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue 442 OP 68182 Cliente: Edições Globo Condé Nast Catálogos Promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Catálogo Dudalina Feminino com texto Cliente: Dudalina Posigraf Produto: Loja de Bolsa Cliente: O Boticário Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Pré-venda Estratégia Natal Cliente: Natura Log & Print Gráfica e Logística Produto: Catálogo Marisa 70239 Cliente: Marisa Posigraf Produto: Loja de Bolsa – ciclo 04 Cliente: O Boticário Folhetos Promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Encarte Pic Moeda Cliente: Editora Abril Log & Print Gráfica e Logística Produto: Encarte Bahia para Época OP 67538_02 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Encarte Rio de Janeiro para Época OP 67535_02 Cliente: Editora Globo D’Arthy Editora Gráfica Produto: Festival de Beleza Extra Cliente: Supermercado Extra Log & Print Gráfica e Logística Produto: Encarte Ceará para Época OP 67543_01 Cliente: Editora Globo

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Corgraf Gráfica e Editora Produto: Kit Promocional “Em 2015, Encontre a Paz” Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Ótima Indústria Com. Imp. e Exp. Produto: Portfólio Box Cliente: Ótima Gráfica Grafitusa Produto: Kit Luminous 2015 – Ano Internacional da Luz Cliente: Grafitusa

Gráfica e Editora Sarapuí Produto: Kit Sarapuí Volta ao Mundo Cliente: Gráfica Sarapuí Editora São Miguel Produto: Kit Brinde Final de Ano – 2014 Cliente: Editora São Miguel Calendários Corgraf Gráfica e Editora Produto: Calendário Parede Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Gráfica JB Produto: Calendário de Mesa Qualidade que Impressiona Cliente: Gráfica JB Provisual Gráfica e Editora Produto: Calendário Provisual Ploeg 2015 Cliente: Provisual Facform Impressos Produto: Calendário Facform Cliente: Facform Impressos Editora São Miguel Produto: Calendário de Mesa 2015 Editora São Miguel Cliente: Editora São Miguel Impressos Promocionais Vektra Gráfica e Editora Produto: Catálogo Premium Vektra Cliente: Vektra Gráfica e Editora Gráfica Rami Produto: Copo 1,1 litro – Conjuntos Brindes Rami Cliente: Gráfica Rami Corgraf Gráfica e Editora Produto: Papelaria – Corgraf Soluções Gráficas Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Gráfica JB Produto: Plaquete Eficiência e Inovação por Uma Boa Impressão Cliente: Gráfica JB Impresul Serviço Gráfica e Editora Produto: Portfólio Impresul Cliente: Gráfica Impresul Sacolas Próprias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Sacola “Sou Fashion Sou de Papel – Corgraf” Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Gráfica Malires Produto: Sacola Imprima suas ideias – Papertoy Cliente: Gráfica Malires Facform Impressos Produto: Sacola Facform Cliente: Facform Impressos

Artes Gráficas Panorama Produto: Sacola Animada Cliente: Grupo Panorama Artes Gráficas Panorama Produto: Sacola Panorama Cliente: Grupo Panorama Cartões de Visita e Papelaria Hellograf Artes Gráficas Produto: Cartão de Visita Cliente: Hellograf Gráfica Malires Produto: Caderno Imprima suas Ideias Tira e Cola Cliente: Gráfica Malires GH Comunicação Gráfica Produto: Papelaria – GH Comunicação Gráfica Cliente: GH Comunicação Gráfica Artes Gráficas Panorama Produto: Envelope Médio Panorama Cliente: Grupo Panorama Artes Gráficas Panorama Produto: Envelope Grande Panorama Cliente: Grupo Panorama

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA Impressão em Serigrafia MúltiplaBR Produto: Painel Permanente Boticário – Modelo I Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Painel Permanente Boticário – Modelo II Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Perfumes Linhas Femininas de O Boticário Cliente: Grupo O Boticário Sutto Artes Gráficas Produto: Capa Calçada Copacabana Cliente: Papeteria Convites Sutto Artes Gráficas Produto: Capa Dragão Cliente: Sutto Serigrafia

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO Inovação Tecnológica Degráfica Impressos Produto: Vinho Viapiana Via 1986 Cliente: Vinícola Viapiana Pigma Gráfica e Editora Produto: Sobrecapa “Caras” Cliente: Editora Abril

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Primi Tecnologia Produto: Lacre de Segurança Cliente: Unipac Soluções em Embalagens Primi Tecnologia Produto: Selo para Cilindros de Gás Natural Cliente: Instituto Nacional de Metrologia Ready do Brasil Indústria e Comércio Produto: Rótulo Tech Wine Cliente: L2TX Holding Complexidade Técnica do Processo Fotolitos DP Studio Produto: Teste Form DP Estudio Full HD Cliente: DP Studio Primi Tecnologia Produto: Selo para Cilindros de Gás Natural Cliente: Instituto Nacional de Metrologia Primi Tecnologia Produto: Selo de Identificação Veicular Cliente: Inspeção Veicular Mercosul Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Caixa Panetone Brasilgráfica 2014 Cliente: Brasilgráfica Indústria e Comércio P+E Galeria Digital Produto: Caixa Cofrinho Itaú Complex Cliente: Itaú

CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR NM – ISO 12.647-2 Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Heatset RR Donnelley Gráfica e Editora Produto: Planeta Hulk Cliente: Panini Brasil Nitoli Indústria Gráfica Produto: Etiqueta Evolution Turbo Eletrônico Branco 220V / 7500W Cliente: Lorenzetti Log & Print Gráfica e Logística Produto: Catálogo Marisa Cliente: Marisa Log & Print Gráfica e Logística Produto: Colheita Jequiti Cliente: SS Comércio de Cosméticos e Produtos de Higiene Pessoal

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FORNECEDORES FINALISTAS Adesivos Adecol Henkel Blanquetas Saphira Heidelberg Trelleborg Cartão para Impressão com ou sem revestimento Ibema Papirus Suzano Chapas para Impressão Agfa Antalis IBF Kodak Saphira Heidelberg Equipamentos de Impressão Digital Canon Heidelberg HP Kodak Xerox Equipamentos para Impressão Digital em Grandes Formatos Agfa HP

CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR– ISO 12.647-7 Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Digital Brilho Cliente: Stilgraf Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Digital Fosca Cliente: Stilgraf Plural Indústria Gráfica Produto: Testform ABTG (Simulando Dataset FOGRA 39L) Cliente: Plural Indústria Gráfica P+E Galeria Digital Produto: Prova P+E – Semi Glossy Cliente: P+E Galeria Digital Color Secret Serviços Gráficos Produto: Impressão Digital Cliente: Color Secret Serviços Gráficos

Equipamentos para Pré-Impressão, Sistemas e CtPs Agfa Heidelberg Kodak Papel para Impressão – Não Revestido International Paper Suzano Sistema de Provas Canon HP T&C (Epson) Software de Gerenciamento de Cores Agfa Heidelberg Kodak Tintas Flint Group Saphira Heidelberg Sun Chemical Vernizes Actega Overlake PrintVerniz

IMPRESSÃO DIGITAL EM GRANDES FORMATOS Impressão Digital em Grandes Formatos Flink Print – Inovação em Impressão Produto: Novos Sabores Cold Stone Cliente: Cold Stone Creamery MúltiplaBR Produto: Painel Nativa Spa Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Make B. Tropical Colors, Seu Look mais Exuberante Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Vitrine Especial Tropical Colors Cliente: Grupo O Boticário Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Display Tamanho Real Andressa Suita Cliente: Zigurat Confecções


REGISTRO

Fernando Pini: a pipa segue no ar Duas décadas após sua morte, o homem que inovou a educação e buscou a modernidade nas artes gráficas, segue respeitado no Brasil e no mundo como um exemplo de competência, elegância e compromisso com o desenvolvimento do setor e de seus trabalhadores. Texto: Ricardo Viveiros

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ara quem, como eu, é amigo de Fernando Pini por tanto tempo, pode parecer fácil escrever sobre ele ao cumprirem 20 anos de sua morte. Mas, não é. Pini foi alguém muito especial, portanto difícil de ser comentado. Um homem que veio ao mundo cumprir missão transformadora, conseguindo realizá-la em pouco tempo de vida. Firme no caráter, capaz no conhecimento e doce na relação humana. Cidadão responsável que manteve vivo dentro de si um menino sonhador, daqueles que adora soltar pipa e tem prazer e técnica no desafio de construí-las. Pini dominava o papel e o vento, mantendo lá no alto do céu, tremulando, sua alegria de viver. Soltava pipa quando estava com o filho, longe das máquinas gráficas, dos laboratórios de pesquisa, das salas de aula, dos auditórios lotados que o aplaudiam por todo o mundo. Pini soube equilibrar razão e emoção, fazendo do seu fascínio pelo universo gráfico, por educ a r e descobr i r novos horizontes tecnológicos, instrumentos de trabalho capazes de rever conceitos, discutir oportunidades, quebrar paradigmas. Respeitando sempre as bases sólidas da história da comunicação gráfica no mundo, um estudo permanente, lutava sempre por novas perspectivas. Pini percebeu muito antes de todos nós, que a comunicação eletrônica na Era Digital seria

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algo irreversível. Mas, estava certo de que ela não acabaria com o papel impresso se houvesse uma concreta evolução para esta plataforma. E investigava, com amor na cabeça e habilidade nas mãos, as alternativas possíveis para o setor gráfico. Tipos de papel, seu uso criativo, impressões que permitissem efeitos especiais, maiores resultados com menores custos, seus constantes desafios. Formou gerações de técnicos, aprimorou milhares de profissionais, foi um cavaleiro andante da comunicação impressa no Brasil e no mundo. Estudou inglês e espanhol, que falava tão bem quanto o português, para se comunicar mais e melhor; inventou brincadeiras e jogos lúdicos para prender a atenção dos alunos e ouvintes das palestras; sabia envolver o público e o fazer, além do aprendizado, apaixonarse pelas artes gráficas. Quando Fernando Pini morreu, em 1995, muitos projetos com os quais estava envolvido cor riam o risco de serem interrompidos drasticamente, como de fato alguns desapareceram com ele. Entretanto, o mais importante, o Prêmio de Excelência Gráfica, se manteve vivo. Foi a prova definitiva que a ideia já amadurecera o suficiente para caminhar com suas próprias pernas, e que o projeto não morreria com um dos seus maiores entusiastas. Ao contrário, por justiça passou a se chamar “Fernando Pini”. Muita coisa aconteceu, muita tinta “sujou” muito papel. E, no fim, o objetivo pelo qual Pini sempre lutou foi alcançado: o setor gráfico está evoluindo a cada dia. Basta olhar os produtos que o seu prêmio aponta como de excelência para confirmar. Pini continua vivo na qualidade da comunicação gráfica brasileira. E nos corações e mentes de todos nós. Lá no alto do céu, lutando contra o vento, mas, também provando que o papel resiste a tudo, está uma pipa no ar. Ricardo Viveiros é jornalista e escritor, autor de 33 livros, entre os quais “Como uma pipa no ar — Fernando Pini, um mestre da Comunicação Gráfica”, Clemente & Gramani Editora (2008).


GRÁFICA PAULISTA SEGUE A CARTILHA DA DIVERSIFICAÇÃO E COLOCA SUAS FICHAS EM TECNOLOGIA QUE POSSIBILITA A IMPRESSÃO EM SUBSTRATOS PLÁSTICOS.

ANO 24 Nº 106 DEZEMBRO/2015 Texto: Tânia Galluzzi

Leograf mira o segmento de comunicação visual


Fotos: Álvaro Motta

N

ão há empresário gráfico que não tenha ouvido que é preciso pensar fora da caixa, que há vida além do papel. Pois a Leograf vem colocando em prática essa estratégia. No ano passado investiu cerca de 5 milhões de euros na montagem de uma linha HUV (impressão que combina a secagem UV com a tecnologia LED), voltada sobretudo à impressão em substratos plásticos. O coração desse setor é a impressora offset plana Speedmaster CX 102-5+L com secagem LE UV, que usa lâmpadas ultravioleta de baixo consumo de energia e capacita o equipamento a rodar substratos como papel-cartão, metalizados

(E/D): Ricardo Barros Cabral, diretor de marketing, e Fábio Gabriel dos Santos, diretor e sócio


e plásticos. Instalada em fevereiro deste ano, a máquina está viabilizando a entrada da Leograf no mercado de comunicação visual, principalmente com a produção de peças de ponto de venda. “Com a percepção de que os materiais plásticos ganham uma participação expressiva em várias aplicações, decidimos investir também em uma impressora digital de grande formato e uma mesa de corte Esko. Hoje podemos fazer do mocape ao produto final, de uma peça única até a tiragem que o cliente precisar”, afirma Fábio Gabriel dos Santos, diretor e um dos sócios. Complementarmente, foram adquiridos softwares 3D para o desenvolvimento de embalagens e na expansão da capacidade da linha de laminação. Já para o segmento editorial, tradicionalmente atendido pela Leograf, a empresa investiu em uma nova linha de lombada quadrada. O empresário espera até 2019 ter o retorno do volume total de recursos aplicados. Além da atualiza ção tecnológica e abertura de novas frentes de negócio, a Leograf vem trabalhando no aprimoramento de seus processos. “Realizamos o mapeamento de todos nossos setores e redesenhamos o fluxograma dos processos de apoio e administrativo, com a


implantação do projeto POP, Procedimento Operacional Padrão, onde iniciamos as instruções de trabalho para cada departamento. Assim, hoje temos clientes homologados e com auditorias internas e externas para acompanhar cada etapa da produção gráfica e seus produtos”, comenta Ricardo Barros Cabral, diretor de marketing. A empresa implantou também um sistema de gestão da qualidade, responsável pela analise das matérias-primas, qualificação de fornecedores, recepção de auditorias externas e organização de auditorias internas. O sistema cuida ainda do gerenciamento do serviço de atendimento ao cliente, faz a gestão dos indicadores e de todos os

documentos e procedimentos, analisando e inspecionando todas as etapas produtivas. “Nosso lema é: entendemos que a busca da excelência na qualidade de nossos impressos deve ser constante. Estamos evoluindo e aperfeiçoando o nosso trabalho para atingir nosso maior objetivo, a satisfação dos clientes”, diz Fabio Gabriel. Em consequência dessa política, a empresa está homologada e certificada técnica e financeiramente para fornecer produtos gráficos para órgãos governamentais e grandes grupos nacionais e internacionais.

LEOGRAF GRÁFICA E EDITORA Rua Benedito Guedes de Oliveira, 557 (Freguesia do Ó) 02727- 030 São Paulo SP Tel. (11) 3933-3888 UNIDADE OSASCO Rua Almirante Tamandaré, 55 (Jd. Platina) 06273-100 Osasco SP Tel. (11) 3658-5000 www.leograf.com.br


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Cerca de duas mil pes soas participaram das festas de congraçamento do setor e pre miação re gio nal da qualidade do produto gráfico, rea liza das entre junho e agosto deste ano em seis capitais brasileiras, nas re giões Sul, Sudeste e Nordeste. Nas disputas pelos tro féus de excelência gráfica concorreram 185 gráficas dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e outros sete representando o Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe). Ao todo, foram inscritas 2.163 peças, resultando em 242 troféus dis tribuídos entre 96 gráficas. Os trabalhos vencedores estão inscritos automaticamente para disputar na noite de 24 de novembro, em São Paulo, ao lado dos finalistas paulistas, os tro féus do 25 -º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. PRÊMIOS DE EXCELÊNCIA GRÁFICA NOS ESTADOS – 2015 ESTADO/REGIÃO

ES

MG

NE*

PR

RS

RJ

Data

16.7

10.7

7.8

26.6

31.7

17.7

Público

200

200

150

800

400

202

Gráficas participantes

11

31

35

50

35

23

Peças inscritas

261

317

394

500

349

342

Gráficas premiadas

8

15

16

23

19

15

Número de prêmios

28

42

38

53

41

40

*O Prêmio Nordeste abrange os Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe

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ESPÍRITO SANTO

7-º Prêmio de Excelência Gráfica Padre José de Anchieta

F

ruto de parceria entre o Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Espírito Santo (Siges) e a Abigraf Regional do Espírito Santo, o Prêmio Padre José de Anchieta chegou à sétima edição com a participação em seus oito segmentos de 261 peças, inscritas por onze gráficas. Contando com a análise técnica por parte dos especia listas da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), foram concedidos 28 troféus para oito gráficas. As mais premiadas foram a Grafitusa e a GSA , com sete troféus para cada uma. A festa foi rea lizada no dia 16 de julho,

na sede da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). Para a coordenadora do Prêmio, Rosane Rossi, estimular a produtividade das gráficas e reconhecer a qualidade do produto capixaba fazem parte dos objetivos do evento. Aludindo ao atual cenário desfavorável da economia brasileira, o presidente da Abigraf Espírito Santo, João Baptista Depizzol Neto, afirmou: “Precisamos dar menos atenção à crise e trabalhar mais. Devemos olhar para a frente e enxergar além dela, investindo em pessoas, equipamentos e tecnologia”.

Gráficas premiadas 7 prêmios: Grafitusa e GSA ◆ 5 prêmios: Ingral ◆ 4 prêmios: Jep ◆ 2 prêmios: Folha ◆ 1 prêmio: Aymorés, Formar e Scribo Fornecedores premiados Gravopel, Suzano e Zênite

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015

(E/D): Rosane Rossi, gestora; Sante Dassiê; Joaquim Maia; Marcelo Carvalho; João Depizzol, presidente da Abigraf-ES; Maria Ângela Colnago e José Antônio Melotti, diretores do Siges e Abigraf-ES

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos novembro /dezembro 2015

11 261 8 28 REVISTA ABIGR AF

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MINAS GERAIS

11-º Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica Cícero

C

erca de 200 pessoas prestigiaram a cerimônia de entrega da 11ª– edição do Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica Cícero, rea lizada no auditório da Federação das Indústrias Gráficas do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no dia 10 de julho. O Prêmio Cícero é uma rea lização da Abigraf Regional Minas Gerais, com o apoio institucional do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Minas Gerais (Sigemg) e sindicatos do interior. Contando com o suporte técnico da Associação

Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), neste ano a premiação, dividida em 39 categorias, foi disputada por 31 empresas, que inscreveram 317 produtos gráficos. Quinze gráficas saíram vencedoras, levando os 42 troféus distribuídos. Repetindo o resultado do ano anterior, novamente a Rona conquistou o maior número de prêmios ficando, com nove troféus, um deles o Grand Prix de Melhor Acabamento Cartotécnico, seguida pela Formato, que recebeu sete troféus.

Gráficas premiadas 9 prêmios: Rona ◆ 7 prêmios: Formato ◆ 3 prêmios: 101, Cia. da Cor, Rede e Tamoios ◆ 2 prêmios: Bigráfica, Gemar, Halt, Imprimaset e Ready ◆ 1 prêmio: O Lutador, Primacor, Sempre e 13. Grand Prix Melhor impressão: Ready Melhor acabamento editorial: Rede Melhor acabamento cartotécnico: Rona Fornecedores premiados 2 prêmios: Heidelberg ◆ 1 prêmio: Druck Chemie, Kodak, Passalacqua, Plastific e Sun Chemical.

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015

58

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos

31 317 15 42 䉴

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A Elyon conta com o que há de mais moderno em tecnologia de impressão off-set, utilizando perfil de cor de acordo com a norma ISO 12647, com maior qualidade e fidelidade nas cores. t Sistema de provas EPSON t Impressora Digital Konica Minolta t Sistema de Gerenciamento de Cor tChapas ecológicas AZURA t CTP AGFA Avalon N8-20S t$514$3&&/T t ROLAND 700/6 cores + verniz on-line - 102x74 t ROLAND 300/5 cores com reversão 4x1 - 74x59 t HEIDELBERG SM-102/6 - 102x72 t KOMORI 6 cores + verniz on-line - 72x52 t Guilhotina POLAR 115 tGuilhotinas GUARANI 120 t Calandra-verniz UV total automática t7FSOJ[67SFTFSWBBVUPNÈUJDB t-BNJOBEPSBBVUPNÈUJDB t Dobradeira Horizon automatizada t%PCSBEFJSBT.#0 t"MDFBEFJSB)PUNFMU1635JHSB t$PTUVSB"VUPNÈUJDB t"MDFBEFJSB.VMMFS.BSUJOJ t$PSUFF7JODP

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NORDESTE

7-º Prêmio Nordeste de Excelência Gráfica José Cândido Cordeiro

I

niciativa do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Pernambuco (Sindusgraf-PE) e das Abigrafs Regionais do Nordeste — abrangendo os Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe —, realizou-se no dia 7 de agosto, no salão de eventos da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), a solenidade de entrega do 7º– Prêmio José Cândido Cordeiro. Participaram 35 gráficas dos sete Estados, com 394 trabalhos inscritos nas 41 categorias existentes. A grande vencedora foi a JB, da Paraíba, com 5

troféus, seguida de perto pela Kroma (PE) e Qua ligraf (CE), com 4 troféus cada. Por Estados, Pernambuco destacou-se com 17 prêmios, ficando em 2–º lugar o Ceará com 8 premiações. O presidente da Abigraf-PE, Valdézio Bezerra de Figueiredo, salientou a necessidade de mais união e apoio nesta hora de adversidades: “Devemos ter em mente que somos mais parceiros e menos concorrentes. E seguir o exemplo que nos une para rea lizar um evento desta magnitude que é o Prêmio Nordeste de Excelência Gráfica”. A oitava edição do prêmio deverá ser rea lizada em Fortaleza (CE).

Gráficas premiadas 5 prêmios: JB (PB) ◆ 4 prêmios: Kroma (PE) e Qualigraf (CE) ◆ 3 prêmios: Art Cart (CE), CCS (PE), Halley (PI) e MXM (PE) ◆ 2 prêmios: IGB (PE), J. Andrade (SE), Provisual (PE) e RN Econômico ◆ 1 prêmio: Diário (PE), F&A (PB), Contexto (PE), Nogueira e Cordeiro (CE) e Top (PE) Fornecedores premiados 2 prêmios: Agfa ◆ 1 prêmio: Duplicopy & Eurostar

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015

60

Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos

35 394 16 38

(E/D): Valdézio Figueiredo, presidente da Abigraf-PE; Jair Leite, presidente da Abigraf-PR; Eduardo Carneiro Mota, presidente do Sindusgraf-PE; e Abílio de Oliveira Santana, presidente do Sindicato do Paraná 䉴

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BRAINSTORM

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PARANÁ

13-º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

O

Gráficas premiadas 10 prêmios: Corgraf ◆ 5 prêmios: Hellograf e Ótima ◆ 3 prêmios: Midiograf e Múltipla BR ◆ 2 prêmios: Comunicare, DP Studio, Flink Print, Grafset, Imprime, Kingraf, Lisegraff, Malires e Posigraf ◆ 1 prêmio: Belton, Exklusiva, Idealiza, Kamaro, Masterprint, Nova Gráfica, Radial, Reproset e Tuicial. Grand Prix Melhor impressão digital: Múltipla BR Melhor impressão offset plana: Corgraf Melhor acabamento editorial: Comunicare Melhor acabamento cartotécnico: Midiograf Fornecedores premiados 3 prêmios: Quimagraf ◆ 2 prêmios: DeltaE e WG ◆ 1 prêmio: Agfa, Copygraf, Intenções, Heidelberg, Rio Branco e TLT Teletoner.

Santa Mônica Clube de Campo, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, foi palco no dia 26 de junho da grande festa que consagra a qualidade gráfica paranaense: o 13º– Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho. Organizado e promovido pelo Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (Sigep) e Abigraf Regional Paraná, com a coordenação técnica da ABTG, o evento foi prestigiado por cerca de 800 pessoas. Participaram do concurso 500 produtos, inscritos por 50 gráficas, que disputaram a premiação em 53 categorias. Entre as 23 vencedoras, o grande destaque novamente foi a Corgraf,

que levou 10 troféus para casa, incluindo o Grand Prix de Melhor Impressão Offset Plana. Em segundo lugar ficaram a Hellograf e a Ótima, com cinco prêmios cada uma. Para o presidente da AbigrafPR , Jair Leite “o momento é de crise, mas é com criatividade e busca incessante pela qualidade que vamos superar as adversidades. E o prêmio vem mostrando que as empresas estão no caminho certo”. O presidente do Sigep, Abilio de Oliveira Santana, complementa: “O que diferencia as gráficas que têm resultados das que patinam é a maneira como enxergam as oportunidades para driblar as ameaças”.

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015

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Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

50 500 23 53

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(E/D): Abílio de Oliveira Santana, presidente do Sigep; Jair Leite, presidente da Abigraf-PR; Ângelo Garbarski, presidente da Abigraf-RS e vice-presidente da Abigraf Nacional para a Região Sul; e Julião Flaves Gaúna, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional


RIO GRANDE DO SUL

11-º Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica

D

isputa muito equilibrada nos primeiros lugares marcou a festa de entrega do Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica 2015, rea lizado pela Abigraf Regional Rio Grande do Sul, em parceria com a ABTG, Sindigraf-RS, Singrapel, Singraf e DC Shopping. Mais de 400 pessoas prestigiaram o evento, que aconteceu, pela primeira vez, no salão de convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), no dia 31 de julho. Concorreram 35 gráficas com 349 produtos inscritos, das quais

19, localizadas em 12 diferentes municípios, ficaram com os 41 troféus entregues. A maior vencedora foi a São Miguel (Ca xias do Sul) com cinco prêmios, apenas um a mais que as segundas colocadas, Centhury e Impresul, ambas de Porto Alegre, e Vicente Pallotti, de São Leopoldo. Angelo Garbarski, presidente da Abigraf-RS e Sindigraf-RS, exaltou o grande empenho para o êxito do concurso, tanto por parte dos organizadores quanto das gráficas participantes, que investiram na qualidade das suas peças.

Gráficas premiadas 5 prêmios: São Miguel ◆ 4 prêmios: Centhury, Impresul e Vicente Pallotti ◆ 3 prêmios: Degráfica e Lupagraf ◆ 2 prêmios: ANS, Comunicação Impressa, Grafdil, Grafiset e UBEA ◆ 1 prêmio: Automação, Bhordo, Edelmann, Hesch, Ideograf, Papuesta, Rex e Zero Hora

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015 Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos novembro /dezembro 2015

35 349 19 41 REVISTA ABIGR AF

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RIO DE JANEIRO

12-º Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt

A

cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores do 12º– Prêmio Werner Klatt foi rea li zada no dia 17 de julho no Centro de Convenções do Sistema Firjan, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. O evento é organizado e promovido pela Abigraf Regional Rio de Janeiro e pelo Sindicato das Indústrias Gráficas do Município do Rio de Janeiro e conta com parcerias da Firjan- Senai e do Sebrae-RJ. Participaram

Gráficas premiadas 11 prêmios: Sol Gráfica ◆ 7 prêmios: Holográfica ◆ 4 prêmios: DVZ ◆ 3 prêmios: J. Di Giorgio e Stamppa ◆ 2 prêmios: Prosign e ZIT ◆ 1 prêmio: Arte Criação, Casa da Moeda, Color Set, Infinita, Nova Brasileira, Onida, Swing e TMX Fornecedores premiados 3 prêmios: Heidelberg e IBF ◆ 1 prêmio: Aliança do Livro, Konica Minolta, Registro Certo, Screen, Tintas Huber e UV Graph

NÚMEROS DO PRÊMIO – 2015

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Gráficas participantes Trabalhos inscritos Gráficas premiadas Prêmios concedidos REVISTA ABIGR AF

23 342 15 40

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do concurso 23 gráficas, com 342 trabalhos inscritos. Quinze foram premiadas e levaram para casa o total de 40 troféus. A Sol Gráfica, que no ano passado havia conquistado três troféus, deu um grande salto e foi a maior vencedora da noite, com onze prêmios. A Holográfica, que ficou em segundo lugar com sete prêmios, foi a campeã em 2014. Um público composto por 202 pessoas acompanhou a festa de premiação.


PESQUISA

Estudo revela tendências do mercado de impressão O Fespa Print Census, pesquisa inédita da Fespa promovida em parceria com a InfoTrends, foi divulgado durante as apresentações do Fespa Brasil Fórum.

Alexandre Keese, diretor da Fespa Brasil

P

rojeto de pesquisa global conduzido pela Fespa, em parceria com o renomado instituto mundial de pesquisa InfoTrends, o Fespa Print Census foi rea lizado durante a Fespa Brasil 2015, em março deste ano, colhendo opiniões dos participantes da feira com o objetivo de entender o mercado e identificar tendências para o melhor direcionamento dos investimentos. Os resultados apontaram para seis tendências globais, discutidas durante o Fespa Brasil Fórum (veja página 8), tendo como base os números e informações levantados, que servem como um farol para o futuro. O otimismo do mercado foi a primeira tendência detectada. Com base nas entrevistas foi possível sentir que o empresário, que atua principalmente na área da comunicação visual, está cada vez mais otimista em relação ao desenvolvimento do seu negócio, estando disposto a buscar novos horizontes e a lutar para o melhor futuro da impressão. A segunda tendência mostra que é indispensável entender e atender às demandas e necessidades específicas de cada cliente,

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agregando valor e criando uma aproximação forte entre o empresário gráfico e o cliente. Outro aspecto visto com força na pesquisa, a mudança da produção em massa para a customização em massa é a terceira tendência. O futuro é customizado. As grandes tiragens estão sendo gradualmente substituídas por produções personalizadas, com foco na necessidade de cada cliente, o que reforça o item anterior da pesquisa. Entender as soluções disponíveis — equipamentos, soft wares e suprimentos — é fundamental para desenvolver um planejamento eficiente que propicie oferecer a personalização de uma forma lucrativa. Para adaptar-se e atender à demanda customizada, a tecnologia digital é uma grande aliada. Esta é a quarta tendência apontada. Os empresá rios do Brasil e de todo o mundo estão planejando suas ações e investindo baseados em soluções existentes na impressão digital. Nas apresentações do Fespa Brasil Fórum, foram divulgados números que expressam o quanto o digital cresce nas mais va riadas áreas da impressão, com uma qualidade de reprodução a cada dia mais perfeita. Um exemplo do crescimento do digital é o da impressão digital têxtil — ou estamparia digital —, que está ganhando espaço e representa a quinta tendência do estudo. A revolução trazida aos setores do vestuá rio, decoração e sinalização através da impressão digital, resulta em soluções que se encaixam nas necessidades da indústria da moda, design, arquitetura e diversos outros segmentos. Para encerrar, a sexta e última tendência é a integração da impressão com a sinalização digital, indicando a percepção de que os dois setores não irão disputar espaço e sim aumentar as possibilidades criativas. O digital out of home desperta o interesse por sua alta possibilidade criativa e interativa, como ativações mobile ou por geoloca lização. Na página ao lado, o leitor encontrará os infográficos com percentuais que ilustram em números e imagens as tendências levantadas pelo Fespa Print Census.


O ESTUDO DA FESP A NA ÁREA DA IMPRESSÃO REVELA CRESCIMENTO E OTIMISMO A NÍVEL GLOBAL

1

80%

OTIMISMO

DOS

A CONFIANÇA AUME NTA COM O CRESCIMENTO DA S RECEITAS

RESPONDENTES ESTÃO OTIMISTAS EM RELAÇÃO ÀS SUAS EMPRESAS

2015 = €6,25m

2

A EXIGÊNCIA DOS CL IEN

TES PROMOVE O ESFOR ÇO CONTÍNUO DE MAIOR EFICIÊNCIA

70% DOS RESPONDENTES TÊM UMA EXPECTA TIVA DE AUMENTO DEST AS 4 TENDÊNCIAS CHAVE NOS CLIENTES

2007 = €3m

PERSONALIZAÇÃO

NÍVEL DE RECEITAS MÉDIO

3

ENTREGA “JUST-IN-TIME”

PERCEPÇÃO DAS NECESSIDADES DOS CLIENTES

EVOLUÇÃO DA OFER PRODUTOS DA PRODU TA DE ÇÃO EM

CUSTOMIZAÇÃO EM MASSA

MASSA À

4

A TECNOLOGIA DIG ITAL

27%

PERMITE A MUDANÇ A

DOS PROJETOS DE AQU APRESENTAM UM DOM ISIÇÃO ÍNIO DA IMPRESSÃO UV

OS 4 MAIS PRODUZIDOS

38%

CARTAZES GRANDE FORMATO

37%

ESTÃO IMPRIMINDO MAIS TÊXTEIS, VESTUÁRIO, DECORAÇÃO E EMBALAGEM

45%

ESTÃO A INVESTIR PARA ENTRAREM EM NOVOS MERCADOS

50%

DOS RESPONDENTES PLANEJAM INVESTIR NA ÁREA DIGITAL

CARTAZES

40%

5

CRESCIMENTO DA IM SOBRE TÊXTEIS NAS ÁR PRESSÃO EAS

DE VESTUÁRIO, DECORAÇÃO E DO S MERCADOS INDUST RIAIS

67% RELATAM

CRESCIMENTO NA ÁREA DA SINALIZAÇÃO EM SUPORTES FLEXÍVEIS

27%

JÁ ESTÃO ENVOLV IDOS NA IMPRESSÃO DE VEST UÁRIO, REGISTRANDO 81% EVOLUÇÃO NESTE SEGMENTO

6

O FUTURO DA ÁREA SINALIZAÇÃO E DIS DE PLAY (PDV)

PRODUTOS IMPRES SOS E MEIOS DIGITAIS INT EGRADOS

36% CONSIDERAM QUE O LCD E OS MEIOS DE

COMUNICAÇÃO DIRETA ESTÃO IMPACTANDO O SEU NEGÓCIO

31%

PLANEJAM TER NA SUA OFERTA NO PRAZO DE 12 MESES PRODUTOS DE SINALIZAÇÃO DIGITA L

FESPA PRINT CENS US 2015

#FESPA #SIXTREND S

INVESTIMENTO PLANEJADO

SINALIZAÇÃO

€100.000

80%

FAIXAS 49%

CICLOS MAIS RÁPIDOS


GESTÃO

AGB Photo Libraey

Hamilton Terni Costa

H

á anos escrevo, palestro, dou aulas e divulgo ideias sobre a transformação do negócio gráfico dadas as mudanças tecnológicas e de comunicação que temos vivido. O tema, recorrente, é o processo de mudança das empresas forçadas pelas circunstâncias de mercado, com origem nas novas demandas em busca de rapidez, personalização e atratividade e pela própria evolução da tecnologia gráfica que permite as adaptações a essas novas demandas. Inovação, em suma. Vivemos, claro, um ambiente de mudanças, nem sempre entendido de forma uniforme pelas empresas. Mudar é incômodo, exige esforço, novos aprendizados, novas estratégias, tecnologias e, mais que tudo, necessita de pessoas com novos pensamentos, começando pelos donos do

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negócio. Melhor seria que tudo ficasse como sempre foi, mas não é assim o mundo, em especial o que vivenciamos hoje com processos de mudança impactantes, transformadores e desafiantes. Em diferentes apresentações e aulas costumo fazer um exercício com os participantes e alunos que chamo de contexto e que tem como objetivo construir um cenário comum do momento atual e perspectivas futuras e de como isso afeta e vai afetar o negócio gráfico. Sempre com muita participação e envolvimento, as conclusões não são muito diferentes nos diversos ambientes em que as realizei, seja no Brasil ou no exterior. Gostaria de dividir essa ex periência com você leitor e, neste artigo, mostrar o quadro básico do que chamo de “roadmap”, ou roteiro da indústria gráfica que extraio dessas discussões. Uma visão do futuro da indústria.


Pois bem. Na primeira parte do exercício pergunto três coisas gerais que nos afetam atualmente, independente do setor gráfico. A primeira é o que, hoje, o cliente e o consumidor, nós mesmos, queremos das empresas quando vamos comprar um produto, quais, enfim, são as novas necessidades dos compradores. De forma geral as respostas são: atenção, rapidez, qualidade, resposta adequada, preço (que substituo por melhor custobenefício), personalização/customização, praticidade, informação, inovação e sustentabilidade, entre as mais repetidas. Em seguida pergunto quais são os fatores tecnológicos que afetam a todos nós hoje em dia. As principais respostas são: mundo digital, celular e tablets, digitalização, soft wares, tecnologias para customização, tecnologias para sustentabilidade, velocidade e logística. Na terceira questão falamos das incertezas que nos cercam: instabilidade econômica mundial, recessão, custo Brasil, recursos naturais, formação, educação. Com isso em mente rebatemos como todos esses fatores atuam em duas tendências re lacionadas ao setor gráfico. A primeira, quais são as tendências de demanda dos clientes gráficos. As principais respostas são bem diretas: produtos sob demanda, personalização/ customização de produtos, agilidade/rapidez, responsividade, padrões/certificações, menores tiragens, serviços, melhor custo beneficio, praticidade/ facilidade. A outra tendência é a tecnológica. Em resumo, as respostas são: impressão digital, web-to-print, digitalização dos processo, automação e integração de sistemas, soft wares e workflow, produção enxuta (lean), integração papel, e digital, parceria e redes de fornecimento. Isto feito, propiciamos um debate sobre como, então, deveria ser a gráfica para se adaptar a essas tendências de demanda e tecnológicas. Nas diversas vezes que proporcionamos essa discussão as respostas foram bastante estimulantes, não só pelo interesse de participação, mas, acima de tudo pela compreensão do contexto criado previamente. Apresento então as características e tendências da gráfica pensada a partir desse contexto: uma empresa que, se voltada exclusivamente a material impresso, terá mais competição, não só de outras gráficas, mas de outros meios de comunicação e, para isso, terá que ser cada vez mais eficiente e produtiva para permanecer no mercado. Um negócio que, se pensado

estrategicamente pelos benefícios que o cliente requer, tem muitas oportunidades, em especial se incorporar aplicações multimídias e soluções específicas de marketing, de conteúdo editorial, de projetos de embalagem, logística ou de produtos de consumo personalizados. Que incorpore serviços aos seus produtos para criar diferenciais e maior valor agregado. Com processos de produção flexíveis incorporando, em muitos casos, mais de um sistema de impressão incluindo, na maior parte dos casos, a impressão digital em processos customizados às necessidades dos clientes, de uma só unidade a milhares, com respostas rápidas, redução de desperdícios e sustentabilidade. Enfim, uma empresa flexível, ágil, tecnologicamente atua lizada e fortemente digital. Apresento então as características e tendências da gráfica pensadas a partir desse contexto: uma empresa que, se voltada exclusivamente a material impresso, terá mais competição, não só de outras gráficas, mas de outros meios de comunicação. Um negócio que, se pensado estrategicamente pelos benefícios que o cliente requer, tem muitas oportunidades, em especial se incorporar aplicações multimídias e soluções específicas de marketing, de conteúdo editorial, de projetos de embalagem, logística ou de produtos de consumo personalizados. Com processos de produção flexíveis que incorporem, em muitos casos, mais de um sistema de impressão incluindo, necessariamente, a impressão digital em processos customizados às necessidades dos clientes, de uma unidade a um milhão ou mais, com respostas rápidas, redução de desperdícios e sustentabilidade. Tudo certo, mas já existe mesmo gráfica assim? É claro que sim, vá rias aliás, com diferentes nuances, mas apresentando pelo menos parte dessas características. No  Brasil podemos citar a Antilhas, a Arizona, a Meta Solutions, a Laborprint, a Digipix, algumas das lojas Alphagraphics, a SJTech, e vá rias outras, já pecando aqui pela omissão. Mas queria me fixar em uma gráfica, a ita liana Rotomail. Na feira Graph Expo do último setembro, em Chicago, pude me encontrar com empresários de três empresas gráficas, uma ita liana e duas norte- americanas com modelos de negócio que se aproximam dessa descrição.

Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é diretor geral da ANconsulting, www.anconsulting.com.br, diretor para a América Latina da NPES, ex-presidente da ABTG é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-graduação Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Marketing Industrial.

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EDUCAÇÃO

Foto: Cesar Mangiacavalli

Walter Vicioni Gonçalves

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ostaria de compartilhar algumas ideias, a partir de um livro que me caiu às mãos por acaso, e cujo tema prendeu-me a atenção, de imediato. “O Herói de Mil Faces”, de Joseph Campbell. Campbell ficou conhecido por seus estudos e constatações sobre o universo mítico. Para ele, mitos são as máscaras de Deus, por intermédio das quais os homens, em todos os lugares, têm procurado se relacionar com as maravilhas da existência. Campbell, apoiado em conceitos emprestados da psicologia de Carl Jung, estudou histórias e mitos de vários povos e concluiu que existe um padrão recorrente em todos eles: um herói (ou uma heroína), cuja jornada é percorrida em doze etapas. A Jornada do Herói, como ele denominou o percurso, não é uma invenção, se não o resultado de uma observação inteligente. Heróis e heroínas podem ter cada um sua fisionomia e seu traço; contudo, o caminho a ser percorrido por todos é análogo: recebem um chamado, partem à procura do que desejam, enfrentam inimigos e situações adversas, alcançam a recompensa almejada e, finalmente, regressam transformados. Como Don Quixote, por exemplo. Tudo começa quando, em seu mundo comum, o herói recebe o apelo. Num primeiro momento, pensa em recusá-lo, mas algo inusitado ou um mentor que surge de repente encorajam-no a seguir adiante em sua cruzada. Atravessa o primeiro portal e sofre provações de vida ou morte, tem de eliminar inimigos para permanecer vivo, sofre infor túnios ainda mais penosos, até que, perto da morte, com o auxílio de um

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aliado inesperado, o herói se salva, conquista sua prenda e pode regressar vitorioso ao seu mundo comum. Mas já não é mais o mesmo da partida. Aprendeu na carne o que sua alma o desafiara a aprender. As doze etapas da jornada do herói podem ser identificadas em filmes, novelas, óperas, narrativas, nas histórias que ouvimos e contamos e, por que não, em nossa própria existência. Podemos viver o mistério da jornada em cada um de nossos dias, com os sonhos que sonhamos, as escolhas que fazemos, as metas que estabelecemos e a maneira com que encaramos desafios e adversá rios. E cada dia traz consigo uma recompensa. Basta enxergar. Vivemos tempos bicudos, escreveu Mário Quintana. Lá fora, a crise dos refugiados, uma crise humanitária imensa, com registros cotidianos de tragédias estampadas nos jornais ou nas telas da televisão, às quais assistimos impotentes. No Brasil de tantos mares, meu sentimento é de igual tristeza. Como país, nós ainda não aprendemos a aproveitar as ondas que vêm e que vão. Temos desperdiçado oportunidades urgentes no que diz respeito à transformação do país ou na criação de uma cultura democrática de fato. Estamos sendo chamados a reconstruir um país, onde tudo funcione, onde haja respeito à coisa pública e à diversidade, onde as pessoas vivam para concretizar seus sonhos. Onde exista confiança e justiça. Onde exista esperança. Constatei no livro de Campbell que nós somos os heróis de nossas vidas. Estamos aqui para viver as pequenas coisas do

dia-a-dia como se fossem grandes feitos. Para aprendermos e nos transformarmos. Para enxergar as maravilhas da existência e finalmente, alcançar a estrela sonhada. A escolha de atender ao chamado e vivermos como heróis é só nossa. Nesse contexto, não poderia deixar de citar o papel dos docentes do nosso país. Verdadeiros heróis na jornada que rea lizam nas escolas ao incitarem os alunos à aventura do conhecimento e do aprendizado; como mentores que os estimulam e preparam para enfrentar mares cada vez mais revoltos. No final das contas, os responsáveis pela formação dos líderes de que nosso pobre país rico tanto carece. Diz um ditado que mares calmos não fazem bons marinheiros. Continuemos, pois, fazendo bem feito o nosso trabalho, com afinco, orgulho e alegria e confiemos na mudança da direção dos ventos e em nossa perseverança na busca do bem comum! Afinal, ondas são passageiras. Mares mais calmos hão de vir! E quando isso acontecer, teremos nos transformado em melhores marinheiros, fortalecidos por termos tido a coragem de atender ao chamado e nos lançarmos ao mar. Por termos tido a coragem de aprender e de nos transformarmos naquilo que ansiávamos ser. Aqui externo meu orgulho em ser professor. Em cada uma de suas doze etapas! Walter Vicioni Gonçalves Diretor regional do Senai-SP, superintendente do Sesi-SP e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo


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ARTIGO ESPECIAL

Tecnologicamente, o jato de tinta é o estado da arte. Empresarialmente, é o caminho para a reengenharia do mercado da impressão e para ganhar dinheiro. Com certeza, isso não é ficção. Extrapolando o setor gráfico e de embalagem, o jato de tinta está progredindo rapidamente na impressão têxtil, na cerâmica e na decoração industrial/ arquitetônica. Desponta agora o novo cenário da impressão 3D, para a qual o jato de tinta constitui um importante impulsionador. Na Drupa você terá a oportunidade de verificar tudo que o jato de tinta pode fazer pela sua empresa. Texto: Sean Smyth

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Jato de tinta. Estado da arte ou ficção?

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odos os pais conhecem a pergunta — “Já chegou?” —, assim como conhecem a resposta — “Falta pouco”. Convivi toda a minha vida profissional com a tecnologia da impressão e ouvi isso durante muitos anos. No caso do jato de tinta essa questão é recorrente, e, apesar deste ainda não ser um processo totalmente concluído, estamos muito próximos disso. Entre as gráficas que alcançaram os resultados desejados com a utilização do processo jato de tinta posso citar como ótimo exemplo a Real Digital Inter national, sediada no sul de Londres. Em 2004, a empresa foi fundada com base na crença de que seria possível otimizar a produção de materiais transacionais e de mala direta utilizando uma solução de jato de tinta flexível. Foi feito um investimento em estrutura e num fluxo de trabalho com sistemas de acabamento para cortar, dobrar, intercalar e inserir quase tudo. Eles inventaram a impressão jato de tinta web duplex em cores, de elevada qualidade e grande formato, com 650 mm, através da montagem de um par de impressoras jato de tinta de passagem única com um sistema de transporte flexível. Além disso, a Real Digital desenvolveu novos revestimentos de papel para obter uma qualidade adequada às marcas

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líderes de mercado, possibilitando a impressão de mensagens e revistas personalizadas. O êxito foi comprovado pelos bons resultados nos negócios com rentabilidade satisfatória, incluindo a conquista de vários prêmios. Dez anos depois, em 2014, a empresa, sempre atenta à evolução tecnológica, atualizou seus processos com linhas duplex Screen Jet520, mas promete não parar por aí. David Laybourne, diretor executivo da Real Digital, comenta: “A tecnologia jato de tinta deu-nos a flexibilidade necessária para oferecermos soluções capazes de responder às exigências dos clientes e também de buscarmos novas oportunidades de negócios”. CUSTOS VIÁVEIS DE TINTAS SÃO ESSENCIAIS

Os custos das tintas podem tornar as médias e grandes tiragens com elevada cobertura do insumo pouco econômicas para o jato de tinta


na comparação com a impressão analógica. Os fornecedores otimizam suas margens de lucro e isso dificulta a adoção do jato de tinta nas aplicações de impressão comerciais, editoriais e de embalagens. As elevadas e recorrentes receitas obtidas com a venda de consumíveis são atrativas para os fornecedores, mas os prestadores dos serviços de impressão têm dificuldades para absorver esses custos. O preço elevado da tinta está afastando potenciais clientes do jato de tinta. OS SUBSTRATOS TAMBÉM SÃO IMPORTANTES

Uma barreira antiga para a adoção mais ampla do jato de tinta, em especial nas impressões comerciais, sempre foi a necessidade de usar papéis com tratamento especial e a incapacidade de imprimir com eficácia em suportes com revestimento brilhante. A nova geração de impressoras jato de tinta está eliminando esses fatores, conforme explica Peter Wolff, diretor do grupo de impressão comercial da Canon Emea: “Com as mais recentes introduções ao sistema do ImageStream, foi ampliada ainda mais a gama de aplicações ao nosso alcance, devido à capacidade de impressão em suporte com revestimento mate, silk ou gloss. Agora tornou- se possível executar mais serviços, como a impressão de revistas, de catálogos e outras, em jato de tinta com todos os benefícios em termos de individua lização e de conteúdos para clientes específicos sem o custo adicional relativo a papéis com tratamento es pecial para jato de tinta. Isso proporciona às gráficas comerciais a oportunidade de combinar uma vasta gama de aplicações em uma única impressora digital com a qualidade e produtividade da impressão offset”. OS LIVROS NA LINHA DE FRENTE

O custo da produção na jato de tinta é diferente do custo na impressão analógica, sendo mais baixo na pré-impressão e preparação, mas a tinta é mais cara, muitas vezes bem mais cara. Isso significa que a impressão jato de tinta em grandes tiragens, com elevada carga de tinta, não é economicamente eficaz, razão pela qual muitas gráficas não se mostram receptivas a mudar para o processo. Na produção de livros, porém, existem vantagens na combinação do

jato de tinta e o acabamento em linha, com a oferta de cadernos dobrados, intercalados e colados prontos para a aplicação da capa e o corte final de livros em qualquer formato ou paginação com o mínimo de perdas, principalmente no caso de livros monocromáticos. A flexibilidade da impressão jato de tinta permite a produção de livros com economia no custo geral, reduzindo ainda o estoque e os riscos da publicação. O mesmo já está acontecendo com os livros coloridos. No caso de outros produtos ainda não é tão comum constatar os benefícios da mudança para jato de tinta. Os processos analógicos estão bem preparados para minimizar os custos ao mesmo tempo que oferecem elevada qualidade. Isso irá mudar à medida que as empresas adquirirem equipamentos de jato de tinta, conhecerem suas possibilidades e explorarem as novas oportunidades. Certamente o novo equipamento proporcionará um maior retorno sobre o investimento na impressão de muitos produtos.

2014. Muitos já adotaram esta solução, inclusive a finlandesa HansaPrint, uma empresa com receita anual de 70 milhões de euros, especia lizada nos setores varejista e editorial. O diretor Jukka Saariluoma ficou feliz com os resultados: “Antes de experimentar a Ricoh Pro VC60000 não acreditava que seria possível esta grande mudança da impressão offset para a jato de tinta. Mas a nova impressora mudou minha opinião. Nossos clientes estão entusiasmados com o nível de qualidade e a maior flexibilidade, migrando muitos trabalhos de offset para jato de tinta”. O mundo da impressão está mudando e já se prevê um crescimento acentuado e contínuo dos volumes e faturamento da impressão jato de tinta. A Smithers Pira projeta que o faturamento da impressão jato de tinta no setor gráfico e de embalagem triplicará nesta década, passando de 23 milhões de euros em 2010 para 70 milhões de euros em 2020 (em valores atua lizados), com previsão de crescimento de 12,7% entre 2015 e 2020. Só a HP registra um volume de produção dos seus clientes superior a 100 bilhões de páginas de jato de tinta desde 2009, um indicador claro das tendências do mercado, com outros fabricantes de impressoras jato de tinta apresentando também volumes em rápido crescimento. ALÉM DA IMPRESSÃO TRADICIONAL

São muitas as aplicações da impressão jato de tinta. Existe a codificação e marcação, a correspondência, a numeração e codificação de segurança, a impressão fotográfica, os grandes formatos (alimentação folha a folha, de bobina ou híbrida), os sistemas de impressão de mesa plana, a web estreita, os tubos e formatos irregulares, bem como a web larga de alta velocidade e a alimentação de folhas, para citar apenas algumas. Além da impressão convencional, o jato de

UMA OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO

Neste ano muitos gráficos ingressaram na impressão jato de tinta, com lucratividade. A Ricoh colocou-se na linha de frente em termos de qualidade com a impressora Pro VC60000, de alta velocidade, lançada em

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tinta revolucionou a impressão em ladrilhos cerâmicos e apresenta um forte crescimento entre os têxteis e outras aplicações de decoração industriais, desde canetas e sticks de memória até vidros arquitetônicos e laminados decorativos. Desta forma, o jato de tinta proporciona oportunidades de expansão para outras áreas que, normalmente, não são atendidas pela impressão tradicional. “Não faz muito tempo, o jato de tinta foi elogiado como uma alternativa aos sistemas de impressão convencionais devido à sua capacidade de executar folhas únicas, tiragens curtas e impressões personalizadas. Mas essa tecnologia também entra em outras áreas nunca antes relacionadas com a indústria da impressão e é desa fiada a oferecer velocidades e volumes mais altos para substituir alguns dos sistemas tradicionais. Isso resulta em uma dinâmica interessante na indústria da impressão”, ressalta Paul Adriaensen, diretor da Agfa Graphics PR . Sob uma perspectiva técnica, algumas das grandes vantagens do jato de tinta são a sua inovação no novo e melhor controle das cabeças de impressão, melhores tintas e a mais ampla seleção de papéis com tratamento para jato de tinta prontamente disponíveis e mais econômicos. Novas aplicações são desenvolvidas quase diariamente, como, por exemplo, a instalação pela Canon de linhas para imprimir boletins de votação na Nigéria. PENSANDO NA TINTA

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Fabricantes aplicam muito dinheiro no desenvolvimento de novas tintas com bom desempenho nas cabeças e que ofereçam uma excelente qualidade de impressão. Esse investimento é alto, mas resulta em melhores propriedades da tinta, com maiores níveis de densidade e, consequentemente, uma qualidade mais semelhante ao offset e com menor cobertura. Agora existem também mais substratos que atuam melhor com o jato de tinta, complementados por melhorias na gestão da cor. Há muitas REVISTA ABIGR AF

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formas das tintas de jato de tinta chegarem ao mercado. Alguns fabricantes de equipamentos desenvolvem fórmulas e produzem as suas próprias tintas; outros vendem tintas feitas sob licença por especialistas do produto. No caso do jato de tinta de grande formato, existem muitos fornecedores de tinta terceirizados que competem com os fabricantes originais. Essa talvez seja a vertente mais rentável do mercado para os usuários finais, com as milhares de máquinas vendidas anualmente consumindo milhões de litros de tinta. Mas não é o caso dos sistemas de elevado desempenho, em que os fornecedores dos equipamentos fornecem eles próprios a tinta adequada. Fabricante independente, a Collins Inkjet vende uma série de tintas para impressão jato de tinta com inovações em muitas aplicações, como a nova cura de feixes de elétrons e tintas à base de água para impressoras de passagem única de alta velocidade. Chris Rogers, vice-presidente de vendas e marketing da Collins, demonstra otimismo e confiança quando diz: “O nosso modelo empresa rial é o de uma empresa de tintas tradicional; a nossa escala de produção permite-nos oferecer preços das tintas com menores margens de lucro. Essa estratégia revelou ser bem-sucedida ao longo de 25 anos e parece que as empresas fabricantes começam agora a concordar. Perceberam que a forma mais rápida de aumentar a participação de mercado é através de preços justos para os seus consumíveis, e nós podemos ajudá-los nesse processo. Quando os clientes veem preços competitivos para uma tecnologia de jato de tinta mais eficiente, a predisposição dos gráficos para a mudança é muito maior”.

próximos anos. Os mercados de jato de tinta atuais são majorita ria mente novos. A produtividade, a qualidade e a economia levam o jato de tinta a fazer frente à impressão offset plana e a flexografia de banda estreita, com a flexografia de banda larga e a rotativa offset mantidas sob a mira. Não obstante alguns fornecedores de jato de tinta poderem ser culpados de hipérbole (perdão, em alguns casos são muito culpados!), é bom ver os utilizadores e clientes tomarem suas pró prias decisões. Dito isto, é certo que continuaremos

vendo melhorias na produtividade e na relação custo/benefício do jato de tinta. Estão chegando ao mercado alguns formatos e sistemas totalmente novos. Pelo menos alguns deles estarão em exposição na Drupa. O que também é novidade é eles estarem firmemente direcionados para o centro nevrálgico da impressão offset e flexográfica. A escolha do modo de impressão difere por um ou mais motivos: para reduzir o custo, melhorar a qualidade, conseguir melhores níveis de assistência ou fazer coisas novas. Com o jato de tinta, as gráficas podem englobar esses quatro motivos, e certamente existirão outros mais. Flexibilidade. Agilidade. Potência.

NOVAS OPORTUNIDADES DE MERCADO

O processo jato de tinta está no mercado há um bom tempo. Hoje em dia aplica-se muito dinheiro no desenvolvimento de cabeças de impressão, de tintas, de substratos, de soft ware de controle, de meios de transporte, de secagem e de sistemas de impressão completos. Apesar desses investimentos terem produzido mudanças no mundo da impressão, isso é quase nada quando comparado com o que deverá ocorrer nos

Sean Smyth acumula 30 anos de experiência em empresas de impressão e de embalagem. Atualmente presta serviços como consultor e jornalista. Foi editor da revista Digital Labels & Packaging e agora é editor técnico da Whitmar Publications.


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IMPRESSÃO DIGITAL

(E/D) Flavio Mazaro, diretor corporativo; Cássio Tottene, diretor presidente; e Leonardo Schmidtke, diretor executivo

Serilon amplia atuação no mercado Com uma ampla estrutura que cobre todo o Brasil e acordos de distribuição com as principais marcas do mercado gráfico, empresa paranaense está preparada para continuar crescendo. Texto: Ada Caperuto

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mercado de comunicação visual é um dos segmentos gráficos que melhores resultados tem conquistado nos últimos tempos, dada a diversificação de produtos e abrangência de aplicações. Fundada em 1986, a paranaense Serilon ocupa posição de destaque entre os fornecedores de produtos e soluções para serigrafia. De acordo com diretor executivo Leonardo Schmidtke, na trajetória da Serilon existe o “antes” e o “depois” da impressão digital. “Certamente é um divisor de águas que transformou a empresa. A empresa foi capaz de se adaptar às novas tecnologias e evoluir em

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um novo cenário, e construiu base sólida para ampliar oportunidades”, comenta. Com sede em Londrina, a Serilon firmou recentemente acordos de distribuição para todo o território nacional do portfólio de produtos da EFI, líder em inovações para tecnologia digital, e a Esko, fornecedora global de soluções integradas para as indústrias de impressão comercial e editoração de embalagens e etiquetas, sinalização e displays. “A expectativa, após a consolidação dos treinamentos comerciais e técnicos, é de que em 2016 estaremos aptos a executar o planejamento e dar o retorno esperado”, analisa o executivo. Presente em todo o País por meio de 32 unidades de negócios, apoiadas por centros administrativos e de distribuição — um total de 700 funcionários —, a empresa comercia liza impressoras digitais de grandes formatos e outros equipamentos, tintas para banners e outdoors, além de materiais como lonas, vinil adesivo, mantas magnéticas e produtos para serigrafia. De acordo com Schmidtke, hoje a impressão digital é o principal negócio da Serilon, mas uma fatia importante do share está concentrada em lonas, tintas e adesivos, o que confere à empresa a liderança nacional, concentrada principalmente em birôs de impressão digital, em que sobressaem os segmentos


de comunicação visual em toda sua gama de aplicações como o mais forte mercado cliente. Além disso, há quatro anos, a empresa investe em dois novos modelos de negócios on-line, a Estamparia Serilon e a Serilon Crafts. RESULTADOS E PLANOS

Empresa essencialmente importadora, a Serilon tem sido diretamente afetada pelo atual cenário econômico e pela variação cambial. Isso atinge o custo do produto, exatamente em um momento complicado para que o repasse se dê na mesma proporção. A estratégia tem sido reduzir margens e reforçar os cuidados e atenções no desenvolvimento das pessoas para lidarem com a situação e reagirem com excelência. “O ano de 2015 conseguiu reunir fatores complexos e normalmente excludentes: custos extremamente elevados e demanda menor, ou seja, um desafio enorme para equilibrar e ajustar toda a estrutura à nova rea lidade. Acredito que é cíclico e passageiro, mesmo que por motivos diferentes, por esta razão não cortamos times e nem diminuímos nossa capacidade de atender o cliente. Obviamente aproveitamos para fazer a lição de casa, mas mantemos o foco nas pessoas, que são o mais importante”, diz Schmidtke. Nem por isso a Serilon pretende modificar sua estratégia de crescimento, que está amparada em um fluxo contínuo de iniciativas em três horizontes, que a empresa define como H1, H2 e H3. “Investir e ampliar os geradores de caixa, construir opções futuras viáveis e acreditar em projetos de longo prazo, simultaneamente é a forma como tratamos o crescimento.

Claro que o cenário vivido em 2015 tira a previsibilidade dos cronogramas, mas não tira o ímpeto do planejamento. Já em 2016 teremos novidades”, adianta. E o que o mercado pode esperar? A Serilon pretende desenvolver duas novas linhas de produto direcionadas à sustentabilidade, ampliar a atuação no mercado gráfico com as máquinas EFI (Jetrion), fortalecer as linhas de produtos líderes em razão das novas oportunidades advindas da crise 2015–2016 e abrir novos espaços. “A ideia é segurar os investimentos em estrutura de distribuição, concentrando os recursos para ser e fazer melhor”, conclui Schmidtke.

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TINTAS

Vista da unidade industrial na Alemanha

Hubergroup:

novo nome e investimentos

No ano em que completou dois séculos e meio de existência, a holding alemã investiu em dosadores e laboratórios das unidades brasileiras. Texto: Laura Araújo

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om 250 anos de história e dez de atuação no Brasil, a fabricante de tintas Hubergroup se despede de 2015 com fôlego renovado. A subsidiária da holding alemã mudou seu nome de Hostmann-Steinberg para Hubergroup Brasil, acompanhando a nova orientação inter nacional da marca, e realizou uma série de investimentos. Mesmo diante de uma conjuntura econômica pouco favorável. “Esses investimentos estavam planejados, e a empresa decidiu que, apesar do momento, eles eram necessários para consolidar nossa participação no mercado”, explica Richard Möller, diretor da Hubergroup Brasil. Sem prever uma recuperação para a economia brasileira ou um incremento da atividade

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gráfica em 2016, a companhia pretende aumentar a qualidade dos serviços oferecidos e cativar ainda mais sua carteira de clientes. “A Hubergroup é uma empresa fami liar, por isso temos uma preocupação grande com a qualidade dos materiais e a relação com nossos clientes. O objetivo não é ser a maior, e sim a companhia mais querida”, afirma. NA FAMÍLIA HÁ DOIS SÉCULOS E MEIO

A Hubergroup nasceu em 1765, com Mathias Mittermayr. Seu enteado, George Hub, expandiu a produção, e a empresa passou para as mãos de seu filho, Michael Hub, que especializou a produção em tintas gráficas. Nas décadas seguintes, a empresa cresceu e incorporou subsidiá rias pela Europa e América do Norte. Uma dessas fábricas era a Hostmann-Steinberg. Foi com essa marca que o grupo se instalou no Brasil, em 2005. “Na época, estudou- se a possibilidade de comprar uma empresa local, mas decidiu-se montar a estrutura do zero, com a mesma cultura


da matriz europeia”, acrescenta Möller. Ainda segundo ele, a empreitada teve sucesso. O zelo com a qualidade das tintas e o atendimento ao cliente são os mesmos vistos nas outras 150 subsidiárias. A pesquisa e desenvolvimento de tintas para offset, flexografia e rotogravura, marcas da Hostmann-Steinberg, também estão entre as prioridades da Hubergroup brasileira. INVESTIMENTOS PROGRAMADOS

“Nossa produção é 100% voltada para a indústria gráfica, e cada uma das nossas unidades é voltada para um segmento”, diz Möller. A matriz, em São Bernardo do Campo (SP), atende os nichos de impressão offset, plana e UV, além de abrigar laboratórios de desenvolvimento e controle de qualidade. A unidade de Três Rios (RJ) é voltada ao mercado de rotativas e heatset, e a segunda fi lial, em Osasco (SP) oferece insumos para flexografia e rotogravura. Parte dessa estrutura foi aprimorada neste ano. “Estamos fazendo atua lização de laboratórios em controle de qualidade e desenvolvimento de tintas e cores especiais, de tintas líquidas e offset”, conta o diretor. Na unidade de São Bernardo foi instalado um novo sistema dosador Tecos- Bruhin TYP  V/44 . “É o mesmo equipamento utilizado na nossa matriz na Alemanha. Ele permite uma produção de tintas e cores especiais sem igual no Brasil. Se o cliente pedir uma tinta especial, caso esta já tenha sido desenvolvida, entregamos o material em 15 minutos”. Já em Osasco foi inaugurado um novo dispersor da marca Netzsch, voltado à produção

da tinta Gecko Branco Concentrado. “Essa tinta branca, que tem características especiais quanto ao brilho e cobertura, começa a ser produzida localmente, e com isso oferecemos ao cliente um produto mais acessível”, informa o diretor. EXPECTATIVAS

Möller avalia que 2015 não foi, de fato, o melhor momento para o setor gráfico. “Vemos uma queda nos negócios da indústria de modo geral, e em cada segmento atendido pela Hubergroup vemos reflexos diferentes”. Ele afirma que a empresa não viu sua participação no mercado cair, embora o volume de vendas para o segmento de impressão plana, por exemplo, tenha caído. Já o segmento de heatset foi o que apresentou melhor resultado. A fabricante busca o equilíbrio entre cautela e o intuito de rea lizar novos investimentos. “Não imaginamos uma retomada da economia brasileira até o segundo semestre de 2016, mas vamos conviver com esse cenário. Nós temos rea lizado investimentos programados e ações de desenvolvimento. Talvez os resultados não venham tão rápido quanto gosta ría mos, mas nossa estrutura, investimentos e as respostas que os clientes têm dado em relação aos produtos são positivos”, pondera Möller.

Richard Möller, diretor da Hubergroup Brasil

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SUSTENTABILIDADE

Desde a instituição do WED, diversos protocolos mundiais têm ajudado a alavancar as ações em torno da sustentabilidade. Texto: Ada Caperuto

Dia do Meio Ambiente: os avanços em quatro décadas data foi instituída há mais de 40 anos pela Organização das Nações Unidas. Em 5 de junho de 1972, quando teve início a Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano, em Assembleia Geral, foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED – sigla de World Environment Day). Com 113 países participantes, o evento também marcou a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a assinatura da Declaração da ONU sobre o Meio Ambiente Humano. Muitos eventos seguiram- se à reu nião histórica da Suécia, novos documentos foram redigidos. O que se observa é que, de maneira

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geral, o modo de falar e tratar da sustentabilidade vem mudando. Muitos conceitos, programas, ações, resoluções e demais medidas ambientalmente sustentáveis, pautadas por tais documentos, são hoje adotados por integrantes de microuniversos (pessoas, empresas, cidades) ou macro (corporações mundiais, países e organismos multinacionais). O primeiro documento a dar esse tipo de diretriz surgiu dez anos mais tarde, em 1982, com a publicação da Carta Mundial para a Natureza. O texto traz cinco princípios gerais, que, de um modo geral, enaltecem a importância de cuidar do planeta, procurando equilibrar as demandas populacionais e


a necessidade de preservar a vida e os recursos ambientais. Em 1987, a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento lançou o documento intitulado Nosso Futuro Comum, que reafirmou a Carta Mundial. Cinco anos mais tarde foi rea lizado o evento Rio 92 ou Eco 92, no Rio de Janeiro, com a participação de 178 países. Na ocasião foi adotada a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Seus 27 princípios reafir mam as diretrizes da Conferência de Estocolmo e propõem estabelecer uma parceria transnacional, por meio de novos níveis de cooperação entre os Estados, setores chave da sociedade e indivíduos, em nome da sustentabilidade. Porém, o mais consistente resultado da Rio 92 foi a definição da Agenda 21, documento que ressalta a importância do compromisso efetivo com as soluções para os problemas socioambientais. VINTE ANOS DEPOIS

Em 2012, nosso país voltou ao centro das atenções no que tange à sustentabilidade, com a rea lização da Rio+20. O tema WED daquele ano foi “Economia Verde: ela te

inclui?”, que busca questionar até que ponto este conceito está inserido no cotidiano das populações ao redor do mundo. Com a participação de 188 países, a conferência também lançou luzes sobre o tema da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. O texto final do encontro, com o título “O futuro que queremos” é o mais longo e complexo já elaborado pelos integrantes do Pnuma. Além de reafirmar os princípios da Rio 92 e de planos de ação anteriores, o documento avalia o progresso alcançado até o momento e as lacunas restantes na implementação dos resultados das principais reuniões de cúpula sobre o desenvolvimento sustentável e abordagem de desa fios novos e emergentes. Quatro décadas depois da criação do Dia Mundial do Meio Ambiente, os quatro objetivos escolhidos pela ONU seguem idênticos. Em síntese, busca- se mostrar o lado humano das questões ambientais, conscienti zando e capacitando pes soas, empresas e demais organismos sobre a importância de assegurar hoje a qualidade ambiental do planeta de amanhã.

Protocolo latino-americano de produção limpa na indústria gráfica Em novembro, a Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) anunciou que lançará um protocolo comum de produção limpa para o setor no continente. Acordo nesse sentido foi firmado no 24º Congresso da entidade, realizado no Rio de Janeiro, de 30 de setembro a 2 de outubro. As diretrizes do protocolo serão reunidas no Guia Básico para Implantação de Produção Limpa na Indústria Gráfica Latino-Americana. A iniciativa resulta de um trabalho coordenado por Juan Ladrón de Guevara, diretor do Conselho de Produção Limpa do Chile; Antonio Hernández, presidente da Associação da Indústria Gráfica do Panamá (Adigrap); e Márcia Biaggio, engenheira consultora da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG ). Engajada nas questões ambientais e disposta a orientar as empresas do setor que representa, a Abigraf vem, há décadas, atuando na elaboração e divulgação de publicações com este enfoque. A entidade, em parceria com o Sindigraf-SP e a ABTG , já lançou os seguintes títulos: Guia de Coleta Seletiva e Guia de Reciclagem de Excedentes Industriais; Manual Técnico-ambiental da Indústria Gráfica – Metodologia de Prevenção à Poluição, Identificação e Redução de Resíduos em Processos Gráficos; Cartilha Ambiental – Álcool Isopropílico; e Aspectos Ambientais do Comércio Internacional.

Desmatamento e resíduos sólidos Dois dos principais problemas ambientais brasileiros, o desmatamento e a destinação de resíduos sólidos, estão no alvo das políticas públicas. Enquanto o primeiro dá sinais de que está sendo controlado, o segundo não avança como deveria. O relatório “Avaliações de Desempenho Am bien tal”, divulgado em 4 de novembro pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE ), revela a política de Estado e um plano de ação para controle do desmatamento, assinada pelo Brasil em 2004, que resultaram na redução em 75% na taxa anual de desmatamento da região amazônica. De acordo com Angel Gurría, secretário- geral da OCDE , isso se refletiu na redução das emissões de gás de efeito estufa em 40% desde 2000. No início de outubro deste ano foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Coordenado pelo deputado Victor Mendes (PV/MA ) e integrado por 222 parlamentares, o grupo trabalha a efetiva aplicação da Lei 12.305/10, criada para regularizar a destinação de resíduos sólidos em todo o Brasil. O objetivo é debater temáticas como a adoção da logística reversa nos municípios, os planos de gerenciamento, a inclusão social de catadores, além da destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos. O prazo final para entrega dos planos e adequação dos munícipios de todo o País, inicialmente 2 de agosto de 2015, foi prorrogado para 31 de julho de 2018 para capitais e regiões metropolitanas, 2019 para cidades de fronteiras e os que possuem população acima de 100 mil habitantes, e 31 de Julho de 2020 para municípios com 50 mil pessoas e 2021 para os menores que 50 mil habitantes.

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1000 pictogramas Pictogramas são ilustrações simplificadas que tem por objetivo comunicar rápida e precisamente ideias e conceitos de maneira não verbal. São modelos visuais que, em geral, apresentam apenas o que é indispensável para o reconhecimento dos assuntos retratados.

mini Rio de Fábio Lopes

www.minirio.com.br

Fábio Lopez, designer carioca, é mestre pela ESDI/UERJ e professor da PUC/Rio. Trabalhou na criação da marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e desenvolveu a identidade visual do Centro Carioca de Design. Integra o conselho curador da Bienal Tipos Latinos e desenvolve selos postais para os Correios. É palestrante, consultor, escreve coisas estranhas e não larga o caderno de notas.

sm The energy and enthusia s a delight wa ers ign of the young des about the challenges — it makes me optimistic we face in this new era of type design. Sumner Stone USA

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ATYPI SP In his view what was remarkable or especially attractive at the congress of ATypI in São Paulo?

The Brazilian people are some of the nicest Na minha opinião, os destaques foram as palestras de Kevin Larson, I ever met world-wide! Priscila Farias, Claudio Rocha, Toshi Omagari e Jan Middendorp. They definitely made Também foi interessante a Seção Acadêmica. this year’s conference Miguel Catopódis Argentina special for me. Also the location/FAAP and catering was excellent and very interesting, and to learn about Brazilian type history and local lettering. But it’s not only for the talks that we go to these conferences.

ATypI SP showed that type designs a truly global enterprise. The local/FAAP and international presentations meshed very comfortably, demonstrating that the concerns and trends in type design span borders, and that the region has very mature professional and educational communities.

A variedade de temas e abordagens foi o que mais me interessou. Ao lado das informações objetivamente significativas, destacou-se a competência de algumas apresentações – senso de timing, senso de humor, qualidade visual. A organização impecável do time brasileiro foi outro ponto alto.

Gerry Leonidas Inglaterra

Rodolfo Capeto Brasil

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Indra Kupferschmid Alemanha

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Dalton Maag & Alessia Nicotra Inglaterra


Olhar amoroso sobre encantos mil O projeto mini Rio constitui uma extensa coleção de pictogramas e ilustrações criadas com o objetivo de homenagear e apresentar visualmente o patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. ¶ O trabalho é uma iniciativa independente, levou cerca de dezessete meses para ficar pronto e foi uma excelente oportunidade para pesquisar novas histórias e ferramentas profissionais. Não comecei o projeto mini Rio sabendo que faria cem pictogramas, mas depois de criar umas 10 ilustrações sobre a cidade percebi que poderia expandir esse exercício […] Assim, fui criando uma listagem de assuntos, até estabelecer como meta a emblemática contagem centenária. ¶ Inicialmente não sabia se encontraria uma centena de ideias para criar, mas logo percebi que o mais difícil seria definir o que deixar de fora desse planejamento inicial. O processo de definição de conteúdo foi bastante desafiador. Apesar de ter feito uma grande pesquisa e analisado cada possibilidade, deixei coisas importantes de fora e talvez tenha incluído pictogramas que para algumas pessoas não são tão representativos. ¶ Algumas decisões foram meramente visuais: certas ideias não geraram boas

ATypI 2015, embedded in tropical heat and the impressive beauty of inner São Paulo, was an experience on its own. Shaped by the charismatic local team, visitors and speakers, spiced by international expertise and an overall vivid exchange, the focus lay on two main aspects; one, not surprisingly, on regional type and graphic design, the other on business. The first offered wonderful insights to indulge into, the second came like long-awaited. Rests of romanticism (if there were any) concerning producing, promoting and selling typefaces are gone, whereas a well-balanced, refreshing shift towards reality – facing, naming and discussing it – took place. To be continued!

representações gráficas, enquanto outras funcionaram muito bem com essa técnica de desenho. […] E outros pictogramas não existem simplesmente por que eu não conheço todos os lugares e histórias do Rio de Janeiro. ¶ Constatei que minha cidade tem uma complexidade cultural impressionante, e é legal viver em um lugar tão especial, mesmo que nem tudo sejam flores. Esse é outro aspecto importante do projeto: mini Rio não constitui uma apresentação idealizada da cidade. Eu queria falar das lindas paisagens, mas também dos problemas de uma megalópole, suas contradições e perigos. Não coloquei os problemas em foco, mas tampouco os deixei de fora. ¶ Fábio Lopes.

40 anos da Revista Abigraf

Foi a primeira vez que participei e fiquei impressionado principalmente com a participação brasileira, não apenas por estarmos sediando o evento, mas principalmente pela riqueza e variedade dos trabalhos e estudos apresentados. PS. Ainda não entendo muito bem o porquê dessa paixão brasileira pela tipografia vindo logo em seguida ao futebol. José D’Elboux Brasil

Atypi São Paulo 2015, gathered so many different people from different backgrounds and companies together in one place around typography, sharing the new studies, very high level workshops and mostly the faboulous exchanges it generated around letters in all their forms and in all the languages. I strongly believe it is an unique experience, that wakens inspiration, and opens to new perspectives. Jackie Stewart França

Sonja Knecht Alemanha

Jianguo Zhang & Qui Yin China

Tom Mulligan USA novembro /dezembro 2015

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1985–1995

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Renovação e profissionalismo

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1 Mesa de abertura do IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica, realizado em 1989, no Rio de Janeiro. (E/D) Pery Bomeisel e Max Schrappe, representando os líderes gráficos brasileiros; Kazuo Suzuki, presidente da Federação Japonesa; German Gorri, presidente do Comitê Internacional do WPC4; e Giorgio Gianolli, presidente da Comprint International 2 Delegação brasileira na 46 -ª Assembleia da Conlatingraf, em Assunção, Paraguai, junho de 1992 (E/D): Peter Rohl (ABTG); Murilo Lima Trindade (Abigraf-RS), Antonio Carlos de Araujo Navarro (Abigraf Nacional); Marcone Reis Fagundes (Abigraf-MG), Ildeu da Silveira e Silva (Abigraf-MG), Marco Aurélio Paradeda (Abigraf-RS) e Luiz Vasone (Abigraf-SP) 3 Em 1992, a Abigraf participou das comemorações dos 25 anos da Conlatingraf, no Paraguai, com a presença de Sidney Fernandes e Rubens Amat Ferreira. Aparecem na foto (E/D): Enrique Silvera (Uruguai), Antonio Tabanelli (Argentina), Sidney, Rubens, Francisco Valdiviezo (Equador), Juan Manuel Colombo (Argentina) e Néstor Méndes Nuñez (Paraguai)

Depois de enfrentar os difíceis momentos econômicos dos anos 1980, a Abigraf Nacional adentrou a década de 1990 totalmente amadurecida e pronta para realizar novos projetos. Texto: Ada Caperuto

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o comemorar seus 20 anos de fundação, em junho de 1985, e em meio à intensa evolução tecnológica mundial, a Abigraf Nacional convivia com dificuldades que fazem parte da gênese da indústria gráfica nacional, e que persistem até os dias de hoje. Dentre eles está a questão das gráficas filantrópicas, estatais, religiosas e sindicais, que não sofrem o mesmo tratamento tributário que as empresas privadas. Além disso, o setor estava inserido em um cenário econômico desfavorável. Naquele período, os empresários viviam um momento de incerteza, gerado, principalmente,

pela perspectiva de uma inflação superior a 200%, uma vez que, no primeiro ano do governo do presidente da República, José Sarney, ela havia atingido 225,16%. Por outro lado, o período marcou a entrada do setor no panorama inter nacional das artes gráficas. Com apoio da entidade, os empresá rios começaram o participar das mais importantes feiras de negócios do mundo. Em 1986, onze empresas nacionais expuseram na Drupa, em Düsseldorf, na Alemanha. Liderados pela Abigraf, que organizou uma caravana, cerca de 800 brasileiros visitaram, pela primeira vez, o maior e mais importante evento do setor.


PRESIDENTES

Henry Victor Saatkamp, um dos fundadores da Abigraf Regional Rio Grande do Sul, recebe diploma de reconhecimento do presidente da Abigraf-RS Marco Aurélio Paradeda, acompanhado por (E/D): Luiz Mario Guedes Villar, presidente da Abigraf-SC; Luiz Vasone, presidente da Abigraf-SP; Max Schrappe, presidente da Abigraf Nacional; e Luiz Carlos Mandelli, presidente da Fiergs. Encontro de Industriais Gráficos do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, dezembro de 1987

Chegando ao final daquela década, os problemas com a inflação persistiam. Em 1987, durante a gestão do ministro Luis Carlos Bresser a inflação passava dos 366%, chegando a 933% no final de 1988, já na gestão de Maílson da Nóbrega. Uma das saídas para superar as dificuldades macroeconômicas foi buscar a qualificação das empresas. Este foi um dos motivos que levou a Abigraf a agregar naquele ano a Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), entidade sem fins lucrativos, criada em 1º– de julho de 1959, com o objetivo de pesquisar, discutir e divulgar assuntos técnicos. A partir de então, o organismo tornou- se seu braço técnico, com

fundamental importância no processo de desenvolvimento do setor no País. Ainda em 1988, agora sob o título de Revista Abigraf, a publicação oficial do setor gráfico brasileiro começava a se destacar com as matérias de artes que estampavam a capa e a reportagem de abertura das edições. A solução mostrou-se ideal, transformando-se em uma das grandes atrações da revista, que até hoje sur preende o leitor a cada edição pela beleza de imagens e riqueza de texto. Por tal motivo, as edições passaram a ser integralmente impressas em quatro cores, com 116 páginas em média e tiragem de 18 mil exemplares. Os resultados seriam percebidos com a conquista de

Sidney Fernandes Gestão 1981 / 1987

Max Schrappe Gestão 1987 / 2002 Congressos Brasileiros da Indústria Gráfica Período: 1985/1995 • Sétimo Congresso: Foz de Iguaçu / PR 15 a 19 de maio de 1987 • Oitavo Congresso: São Paulo / SP 7 a 10 de agosto de 1990 • Nono Congresso: Brasília / DF 8 a 11 de outubro de 1993

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Max Schrappe foi escolhido pelo jornal Gazeta Mercantil como um dos Líderes Empresariais de 1989 e recebeu o troféu das mãos de José Mindlin, que tem à sua esquerda Antonio Ermirio de Moraes e Claudio Bardella

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Os diversos Grupos Empresariais que integram a entidade fazem reuniões periódicas em suas instalações. Na foto, reunião do Grupo de Embalagens, realizada em setembro de 1999

Em 1991, para estimular a qualidade no setor, a Abigraf criou o Prêmio de Excelência Gráfica, sob organização da ABTG. Dois anos mais tarde a Abigraf promoveu o “Ano da Qua lidade e Produtividade na Indústria Gráfica Nacional”. Ou seja, marcos históricos que deram forma às intenções da associação no sentido de ampliar a qualidade dos impressos produzidos no Brasil. De fato, estes foram os dois primeiros movimentos de uma década extremamente profícua para a entidade. REGIONALIZAÇÃO

Ao completar sua gestão na presidência da Conlatingraf, Sidney Fernandes ganhou placa comemorativa da Abigraf pelo seu bom desempenho à frente da entidade latino-americana, entregue por Max Schrappe. 5 de novembro de 1987

uma série de prêmios, entre eles o “Comtexto de Comunicação Empresarial” (1989) e vários prêmios “Aberje” (1993, 94, 95, 96 e 98). Entrando em nova fase de crescimento e inter naciona lização, a Abigraf, sob a presidência de Max Schrappe, sediou de 6 a 10 de maio de 1989, no Centro de Convenções do Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, a quarta edição do World Print Congress (WPC). O congresso mundial da indústria gráfica, organizado a cada dois anos, com o objetivo de reunir profissionais de diferentes setores que mantêm um relacionamento com a indústria de impressão, contou com a presença de 1.155 pessoas de 33 países.

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Durante aqueles dez anos, a Abigraf deu continuidade ao movimento de instalação de novas regionais. Em 1986 surgiu a Abigraf Regional do Espírito Santo, que elegeu Wil lian Sinval Festa como líder. Naquele mesmo ano, as empresas gráficas do Nordeste assistiram a criação da Abigraf Regional Piauí, fundada por Antonio Hermanni Normando Almeida. Graças ao empenho dos dirigentes da Abigraf Nacional e dos empresá rios de cada um dos Estados, até 1989 foram criadas onze regionais, porém cinco delas (Ala goas, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia) ficaram inativas alguns anos depois, em função de dificuldades encontradas ao longo do percurso. Em 1994, a Abigraf Distrito Federal foi oficia lizada por seu primeiro presidente, Antônio Carlos de Araújo Navarro, porém a entidade era reconhecida desde 1987, por conta do Sindicato das Indústrias Gráficas do Distrito Federal (Sindigraf-DF), que sempre manteve um estreito relacionamento com a Abigraf Nacional.


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HISTÓRIA VIVA

Manoel Galego Fundador da saudosa Linoart, Manoel Galego é personagem querido da indústria gráfica paulista, que valorizou e ajudou a fazer prosperar.

Foto: Álvaro Motta

Tânia Galluzzi

G

M

anoel Galego passeia pela gráfica com um sorriso gravado no rosto: “Esse cheiro, esse barulho, me fazem bem”. Ao notar sua presença, os que o conhecem param instanta nea mente o que estão fazendo para cumprimentá-lo com reverência e satisfação. Os mais antigos na gráfica repetem: “Grande Galego, bom te ver!” Claudia, uma das filhas, comenta orgulhosa: “É sempre assim, quem conviveu com meu pai guarda muito respeito por ele.” Respeito por um homem que amava seu ofício, que soube construir uma

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empresa e envolver os filhos nessa empreitada, um empresário generoso e conci liador. Depois de uma rápida passagem como office boy em uma seguradora, Galego, então com 13 para 14 anos, foi levado por um amigo que já trabalhava na área para conhecer uma linotipo. “Tomamos o bonde até o Largo da Concórdia, onde estava a gráfica Relevo Universal. Assim que vi a linotipo fiquei fascinado e quis saber tudo sobre ela”, conta Galego no livro Duas Partes – A Imagem Escrita, produzido em 2008 por conta dos 200 anos da indústria gráfica no Brasil e os seus 60 anos de militância no setor.


Esse fascínio continua até hoje. As madrugadas insones ele passa digitando e não há período que Galego goste mais de lembrar do que os anos em que se dividia entre o Estadão e o Jornal da Tarde. Linotipista disputado, era conhecido por sua dedicação, eficiência e comprometimento. O ofício, muito valorizado entre as décadas de 1940 e 1960, ele aprendeu na Escola Senai Roberto Simonsen e na Felício Lanzara, além da prática na gráfica Siqueira, que pertencia a Adhemar de Barros, na época governador do Estado. Com ajuda de Claudia, Galego vai juntando os recortes de sua trajetória. A memória anda fugidia desde que sua esposa Alda, sua outra grande paixão, teve um problema na coluna que a impede de andar. “Ele ficou sem chão”, conta a filha, que trabalhou com Galego por 30 anos. Concluído o curso de linotipista em 1951 — “fui da primeira turma da Muniz de Souza” —, Galego foi para a Revista dos Tribunais. “Quando levei meu primeiro salário pra casa meus pais choraram de felicidade. Era mais do que eles ganhavam juntos.” De lá para a Editora Abril, onde conheceu Mino Carta, que o levou para o Estadão e depois para compor a primeira turma de linotipistas do JT. No livro Duas Partes Galego conta como deixou o jornalismo diário: “Os gráficos tinham muito prestígio junto à família Mesquita, proprietária do Estadão. Em 1970, depois de uma viagem de estudos, um dos diretores do jornal nos chamou para dizer que, como consequência das novas tecnologias, a linotipia estava com os dias contados e que até no máximo 1980 a fotocomposição dominaria o mercado. Trabalhei até 1971 no jornal. Depois desse período, me associei com Antonio Zina, vendemos nossas casas para levantar capital e montamos a Linoart”. A Li noart marcou época e chegou a compor cinco mil páginas por mês para o Círculo do Livro. Foi o tempo áureo na linotipia. Com a evolução tecnológica, a empresa passou para Linoart Fotocomposição, até a dissolução da sociedade. Em 1985, Galego e os filhos, já formados, montaram a TypeLaser. Nevaldo na área técnica, Neise e Cláudia na parte comercial, e Nivia, a caçula, na criação. Os três mais velhos já trabalhavam com o pai e por 13 anos os cinco dividiram a mesma rotina profissional. De birô de fotocomposição a TypeLaser virou gráfica premiada e há três anos, já como TypeBrasil, uniu-se à Mais Artes Gráficas para criar a Mais Type. A mudança, que marcou a

(Alto) Manoel Galego (E) comemorando a abertura da Linoart com seu sócio Antonio Zina. 1972 (Ao lado) Galego com o filho Nevaldo. Agosto de 1997 (Acima) As filhas de Galego. Atrás, Neise e Nivia. À frente, Claudia. Agosto de 1997

saída de Nevaldo, coincidiu com a doença da esposa de Galego, e ele parou de trabalhar. Galego encerra o texto do livro Duas Partes dizendo: “quando me perguntam a minha profissão, respondo com muito orgulho que não sou empresário, sou gráfico”. Se lhe perguntassem hoje, talvez a resposta fosse outra: “sou linotipista e sempre serei.” novembro /dezembro 2015

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CERTIFICAÇÃO

Kodak conquista primeiro Selo Ouro da ABTG Certificadora

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m solenidade realizada no dia 26 de outubro, no Hotel Tulip da Alameda Lorena, em São Paulo, o presidente da Kodak Brasileira, Gilberto Farias, recebeu do diretor da ABTG Certificadora, Bruno Mortara, os certificados equivalentes aos Selos Ouro e Bronze, conquistados, respectivamente, pelas chapas Kodak Sonora e Kodak Tril lian. As chapas Kodak Sonora inscreveram seu nome na história da ABTG Certificadora ao conquistar o primeiro Selo Ouro concedido pela instituição. Essa importante conquista foi obtida graças ao principal diferencial das chapas Sonora, sua tecnologia sustentável comprovada pelo fato de dispensar totalmente a necessidade de processadora, eliminando, dessa maneira, o uso de químicos e água. A certificação outorgada pela ABTG Certificadora tem validade de dois anos. “As chapas Sonora atendem aos requisitos máximos e, por isso, receberam o Selo Ouro da certificação, o que significa a melhor performance ambiental”, esclarece a coordenadora de certificação da ABTG Certificadora, Aline Rodrigues. Na oportunidade, Bruno Mortara elogiou a iniciativa da Kodak em submeter seus produtos à ava liação e também enfatizou a necessidade de se investir em soluções cada vez mais sustentáveis para a indústria gráfica. Além disso, o diretor destacou o trabalho que vem sendo rea lizado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABTG) no âmbito de medir e analisar a pegada de carbono dos produtos gráficos, calcular esses índices e trabalhar junto a empresários e fabricantes para estimular a adoção crescente de soluções de mínimo impacto ambiental. “Temos trabalhado para mostrar a importância da sustentabilidade para a indústria gráfica e, no caso dessas certificações, vejo com muito bons olhos estas novas conquistas da Kodak”, afirmou. Por sua vez, o presidente da Kodak Brasileira reforçou que a certificação promovida pela ABTG Certificadora é uma conquista para a indústria gráfica brasileira. “Faço votos para que outros players também obtenham essa certificação”, disse Gilberto Farias. ABTG CERTIFICADORA

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Criada em 2011, é a única certificadora brasileira especia li zada no setor gráfico. Entre suas atribuições está um conjunto bastante amplo de REVISTA ABIGR AF

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certificações, várias delas vinculadas ao Inmetro. Também conta com uma equipe de auditores formada por especia listas em normas da indústria gráfica. “Para a certificação, são rea lizadas auditorias no cliente com o objetivo de verificar a conformidade com a norma para a qual ela está sendo solicitada. Uma vez que os critérios da norma são atendidos, depois de uma análise minuciosa por parte de especia listas da área (auditores), a certificação é concedida por um prazo determinado”, explica Aline Rodrigues, prosseguindo: “O Selo Qua lidade Ambiental para Chapas de Impressão Offset é entregue a produtos que ofereçam as melhores práticas de fabricação de chapas destinadas a esse processo. Para fazer essa auditoria, a ABTG Certificadora avalia o impacto ambiental que os fornecedores exercem durante todo o seu processo, desde a fabricação ao descarte final, através da ava liação do ciclo de vida do produto. São considerados os estágios de extração de recursos, fabricação, uso, armazenamento, embalagem e transporte. A metodologia de base é a Norma ABNT NBR ISO 14040:2001, que aborda os princípios e estrutura para a gestão ambiental. Entre os critérios de certificação, há três níveis de requisitos (Selo Bronze, Prata e Ouro), correspondentes às chapas tipicamente utilizadas com BPF (Boas Práticas de Fabricação)”.

Gilberto Farias, presidente da Kodak Brasileira, exibe o certificado, ao lado do diretor da ABTG Certificadora Bruno Mortara

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REALIZAÇÃO


Criado em 2005 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 18 bibliotecas em todo o Estado desde então. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços para serem equipados com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Chegamos à marca de 18 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamental para a escolha dos espaços que recebem as novas bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


F OTOG R A F I A

Foto: Sabrina Meira

Texto: Tânia Galluzzi

“Suas fotografias, tenham elas intenções realistas ou fantásticas, superpõem ao universo visível uma camada de sugestões misteriosas. Seja numa brusca exclamação visual, seja num envolvimento que progride vagaroso, mas certeiro, desencadeiam em nós o inesperado, o indefinível e o estranho.” Jorge Coli

1 Hommage à Kubrick (da série Hommages). Alemanha Ocidental, 1983


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Viagens fantásticas

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2 A Noiva (da série Viagem pelo Fantástico). Franco da Rocha, SP, 1970 3 Hommage à Hitchcock (da série Hommages). Paris, França, 1988 4 Surpresa na Estrada (da série Viagem pelo Fantástico). Periferia de São Paulo, 1970

á tanto para contar. Mas tanto já foi dito. Analisado. Corro os olhos pelas imagens. Misteriosas, instigantes, repletas de significados. Receio atrapalhá-las com minha intromissão. Mas alto lá! Sou amante das letras, companheira fiel e dedicada. Elas não vão me faltar agora que tenho a oportunidade de falar de um dos maiores peritos em fotografia da atua lidade. Afinal ele, generoso como o mestre que é há 40 anos, abriu as portas de seu estúdiocasa a mim e a você, leitor da Revista Abigraf. Proponho-me, então, o exercício da concisão. Quero deixar espaço para que você conheça o trabalho de Boris Kossoy. Aceite meu convite. Não tenha pressa. Porque o artista não teve. Cada detalhe foi pensado. Cada situação escolhida para desestabilizar, ficções criadas para enfatizar a própria rea lidade. 4

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A dicotomia entre o aparente e o oculto regem a obra de Boris Kossoy, sendo ele o pioneiro do rea lismo mágico na fotografia, um dos poucos seguidores brasileiros do movimento literário que projetou a América Latina nos anos 1960, capitaneado por nomes como Gabriel García Marquez e Julio Cortázar. Ele foi também um dos precursores na publicação de livros com trabalhos autorais no Brasil. Uma Viagem pelo Fantástico, de 1971, esgotado há 30 anos, mudou o rumo de sua carreira. No ano anterior imagens suas já haviam sido incorporadas ao acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma), e hoje espalham-se por instituições como o Metropolitan, a Bibliothèque Nationa le de France e a Pinacoteca do Estado. Seu primeiro contato com a fotografia aconteceu aos 14 anos e as duas imagens registradas por aquele menino inquieto representam, segundo o próprio Kossoy, uma síntese de tudo que ele já fez. Avenida São João e O disco voador trazem o documental e o ficcional em sua primeira ex periência como fotógrafo. Antes de a fotografia e a pesquisa acadêmica tomarem conta de sua vida, Kossoy combinou o processo com as artes gráficas. No ano em que se formou em Arquitetura pelo Mackenzie, – 1965, ele transformou seu escritório, no nº 266 da Rua Marquês de Itu, região central da capital paulista, no Estúdio Ampliart, inicialmente produzindo painéis fotográficos para decoração de interiores e de estandes em feiras e depois, no final da década de 60, retratos. Nesse meio tempo fundou a Posters Promoções Gráficas com o arquiteto Livio Levi, o artista plástico Wesley Duke Lee e Albert Ades. Os pôsteres eram vendidos em bancas de jornal e tra ziam personagens brasileiros como Chico Buarque e Caetano Veloso.


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REPRESENTAÇÕES

Vamos dar um salto porque a cronologia de Kossoy é extensa, e mesmo resumida no livro Boris Kossoy – Fotógrafo, de 2010, ocupa mais de 10 páginas. As fotos que você vê aqui fazem parte da exposição Imago – Sobre o Aparente e o Oculto que ficou em cartaz entre setembro e outubro em Basel, na Suíça, comemorando os 50 anos de fotografia do pesquisador. A mostra, com 88 obras e que deve percorrer outros países europeus, coloca lado a lado as imagens mais conhecidas de Kossoy — como o arlequim na curva de uma estrada —, produzidas no início dos anos 70, com séries mais recentes, fazendo-as dia logar e manifestar a forte influência do cinema, dos quadrinhos e da literatura na obra do artista. Da complexidade de sua pesquisa imagética vem a outra faceta de Kossoy, talvez a mais conhecida, a do historiador e teórico da fotografia, com mais de 10 livros publicados, entre eles Hercule Florence, a descoberta isolada da fotografia no Brasil (com edições em espanhol e alemão), Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro e Fotografia e História. “O trabalho teórico nasceu para que eu pudesse entender meu próprio trabalho fotográfico”, afirma Kossoy. Com inúmeras exposições e vários prêmios, Kossoy continua a dar aula para alunos de pósgraduação na Universidade de São Paulo (USP) e a viajar para registrar o mundo. “Sigo tentando em minhas fotografias, enfim, ir além do objeto explícito, além do aparente, da aparência, matéria-prima da fotografia, sua rea lidade exterior; busco nas imagens pistas para a recuperação histórica de sua gênese, assim como dos fatos que representam. Me refiro, pois, ao que a câmera não registra, o oculto da representação, sua rea lidade interior.”

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5 Sem título. Othmarschen, Hamburgo, Alemanha, 1990 6 Sem título. São Paulo, SP, 2009 7 A mulher e a Cidade (da série Viagem pelo Fantástico). Fotomontagem. São Paulo, 1971 8 Vitrine Vive. Madrid, 2012

BORIS KOSSOY www.boriskossoy.com

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Setor gráfico da América Latina se despede de Patricio Hurtado Alvarado A comunidade gráfica latino-americana recebeu com consternação a notícia do falecimento de um dos seus mais importantes líderes.

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m 25 de outubro, a indústria gráfica latino-americana se cobriu de luto ao saber da morte de Patricio Hurtado Alvarado, presidente da Associação dos Industriais Gráficos do Chile (Asimpres), presidente da Confederação LatinoAmericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) no período de 1999–2001 e Líder Gráfico das Américas em 2014. Natural de Santiago do Chile, onde nasceu no dia 8 de maio de 1951, Patricio Hurtado era filho de Benjamín Hurtado Echeverría, empresário que fundou a Asimpres e a Conlatingraf. Durante sua vida empresarial, à frente da Gráfica Ben- Hur, Patricio foi reconhecido por sua integridade e ética nos negócios, assim

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como por ser um inimigo da concorrência desleal. Em nota de condolências encaminhada ao presidente da Asimpres, Nelson Cannoni Berd, o presidente da Conlatingraf, Fabio Arruda Mortara, definiu a personalidade de Patricio como um “líder por excelência”. O presidente da Conlatingraf também destaca a comoção que atingiu a comunidade gráfica latino-americana e sua postura de apoio às entidades que representam os países- membros, em particular as de menor porte. Sem que o soubesse, Patricio estava se despedindo de seus companheiros da Conlatingraf ao participar da 79ª Assembleia Ordinária da entidade, realizada em 30 de setembro, no Brasil.

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Em Defesa do Setor

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elatamos abaixo o estágio atual de três das diversas iniciativas que contam com ações em preen di das pelo Sistema Abigraf na defesa dos interesses do setor gráfico. CARTÃO BNDES : Visando fomentar a competitividade da indústria gráfica brasileira, após diversas ações realizadas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a partir de agosto todos os tipos de papéis de imprimir e escrever, desde que não acondicionados para venda a varejo, passaram a ser considerados dentre os produtos financiáveis pelo Cartão BNDES, o qual consiste em uma linha de crédito disponibilizada para as empresas de micro, pequeno e médio portes, com juros diferenciados e pagamento parcelado em até 48 meses. Os tipos de papéis já cadastrados nesta modalidade no site do Cartão BNDES poderão ser consultados acessando: www.car taobndes.gov.br ® Categorias de Produtos ® Insumos ® Setor Cultural ® Papel de Imprimir e Escrever. PROJETO DE LEI 2396/15 : Apresentado pelo deputado federal Walter Ihoshi (PSD-SP) na Câmara dos Deputados, este projeto reduz a “zero” as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o

Financiamento da Seguridade So cial (Cofins), incidentes sobre a receita bruta decorrente da atividade de impressão de livros no Brasil. Após ter sido aprovado em sua versão original na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, foi encaminhado à Comissão de Finanças e Tributação tendo sido designado como relator o deputado federal Júlio César (PSD/PI). CONFLITO TRIBUTÁRIO : O projeto que objetiva acabar com o conflito tributário entre ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) e ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) vigente há décadas na indústria gráfica, foi aprovado recentemente na Câmara dos Deputados e retornou ao Senado para apreciação, onde tramitará como SCD – Substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto do Senado, sob o nº 015/2015. Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJC foi nomeado relator o Senador Roberto Rocha (PSB/MA). O texto, de interesse da indústria gráfica nacional, inicialmente aprovado no Senado, foi confirmado na Câmara.


Sidney Fernandes assume presidência da Conlatingraf

Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 102, de novembro/dezembro de 1985

Papel nacional O

(E/D): Plácido Loriggio, 1-º secretário e Max Schrappe, presidente

Max Schrappe reeleito Em outubro, o empresário Sidney Fernandes, presidente da Abigraf Nacional, assumia a presidência da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). Ele se tornou assim o segundo brasileiro a ocupar tal cargo naquela entidade. Entre suas prioridades estavam as ações em prol da união do setor na região e as medidas no sentido de desestatizar a indústria gráfica na América Latina, além de agilizar o desenvolvimento de novas tecnologias e estabelecer um maior intercâmbio de experiências com os países do “primeiro mundo”.

World Print Congress O

Rio de Janeiro foi anunciado como sede do IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica, a ser realizado em 1989. De acordo com Sidney Fernandes, o fator que pesou na escolha da cidade foi a infraes tru tu ra turística da Cidade Maravilhosa. A responsabilidade pela promoção do evento ficaria a cargo da Abigraf e Conlatingraf.

N

o dia 17 de dezembro de 1985 foi empossada a diretoria da Abigraf Regional São Paulo para o triênio de 1985 a 1988, com Max Schrappe reeleito para a presidência. Na oportunidade, foi inaugurada oficialmente a nova sede da entidade, abrigando também a Abigraf Nacional e o Sindigraf-SP, na Rua Marquês de Itu, 70, 11º andar, no centro da capital paulista.

Um ano de 10 ª- Fiepag bons resultados A edição 102 apresentou um ba-

A Revista Abigraf de novembro/

dezembro de 1985 trouxe um balanço do ano que se encerrava. No editorial, o presidente da Abigraf- SP, Max Schrappe, avaliou 1985 como um ano bom, com progressos em todos os segmentos do negócio gráfico, com certo nível de renovação de equipamentos nos parques gráficos, mas, principalmente, com o ganho de consciência dos empresários, que passaram a entender a importância de defender sua categoria, buscando soluções para os problemas de todos.

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lanço da 10ª Fiepag – Feira Inter nacional de Embalagem, Papel e Artes Gráficas, realizada de 14 a 20 de outubro de 1985. Repleta de lançamentos, a feira foi marcada pelos reflexos do reaquecimento das atividades do setor. Um aspecto sobressaiu: os produtos nacionais com pe tiam em pé de igualdade com os importados. De acordo com os organizadores, quando a feira foi lançada, em 1969, cerca de 80% dos expositores eram estrangeiros. Em 1985, perto de 90% das empresas eram brasileiras.

Crescimento

o contrário dos três anos anteriores, 1985 apresentou surpresas agradáveis, principalmente no setor industrial de máquinas e equipamentos gráficos, setor que registrou crescimento de 8% na comparação com 1984. A expectativa era para uma expansão ainda maior, entre 10% e 12%, no ano de 1986.

setor de papel e celulose registrou crescimento no ano: 4,5% em relação ao ano anterior. Mas, apesar dos bons resultados para a indústria gráfica e para o setor papeleiro, uma divergência marcou o ano de 1985. Havia uma série de problemas com o insumo, como: umidade fora do padrão, poeira na superfície, falta de uniformidade em relação à gramatura e espessura. “Hoje, o gráfico adquire o produto e muitas vezes tem de prepará-lo antes de usar”, afirmou Max Schrappe. O diretor da Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose, Raul Calfat, defendeu o setor afirmando que “os grandes fabricantes nacionais de papel e celulose estão muito bem equipados para que a produção seja a mais homogênea possível.”

10º– Congraf A edição também trouxe um balanço do 10º Congraf, realizado no início de outubro, em Brasília (DF). O evento reuniu 400 empresários gráficos brasileiros e latino- americanos, que acompanharam um temário focado em temas ainda hoje atuais, mas que, claro, par tiam de perspectiva distinta há três décadas: administração/recursos humanos; mudanças estruturais no fluxo do comércio ex terior de produtos gráficos; desafios da produção de livros na AL; novas tecnolo gias; e a informática nas artes gráficas.

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MENSAGEM

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a es que sejam os obstáculos, ior ma r Po ca áfi Excelência Gr rário, revigora O 25º- Prêmio Brasileiro de ignação não abate! Ao cont ind o sec rín int do ica signif írito animal que envolve o esp o Fernando Pini, além de seu ad am ch o ração. e estímulo à busca permanente da supe na o, iad como referencial de mercado sar pre em l ainda , uma mensagem e, apesar do governo, o Brasi qu o qualidade, contém, em 2015 iss or É p , te: a coragem Planeta. Nosso extraordinária muito relevan a das maiores economias do um é o iad sar pre do em PIB não se constrói nos determinação e integridade s gabinetes dos políticos, ma gráfico, que desaf ia a sim nas fábricas, nas lojas, crise, a mediocridade e a nos serviços, no campo! corrupção que permeiam É exatamente por isso a política, para mostrar que o Prêmio Brasileiro a sua arte e demonstrar de Excelência Gráfica à Nação que a tinta Fernando Pini teve tantas sobre o papel suja a inscrições neste ano de mão de quem trabalha, crise. São os gráficos que, mas lava a alma dos ignorando a pequenez que ganham a vida com dos imorais, buscam ética e dignidade! digna de seu Por maiores que a própria vitória, conquista a, mi no eco na s da tra con emente da en sejam as dif iculdades orço. Por isso, independent esf e, tam cer do te ores! en am o e troféus, são todos venced açã os gráficos participam maciç fic ssi cla , sos ces nto dos pro empenhados no aprimorame , na busca de na criatividade, na inovação sidney@congraf.com.br cia rên cor con a ar nt fre novas soluções para en alternativas para das mídias eletrônicas e em recessão impõe vencer os obstáculos que a te, travado por ao mercado. É o bom comba sesperança. quem jamais se rendeu à de m nas gráficas Tais valores, que se encontra se, a rigor, a todo o de distintos portes, aplicamo, cujos protagonistas, parque empresarial brasileir , certamente repudiam empregados e empregadores ade fiscal, a ironia a corrupção, a irresponsabilid da mais os impostos, da tentativa de aumentar ain onsistência das fica os juros escorchantes e a inc Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação sinalizar soluções de es az ap inc , ) cas bli f-SP pú igra (Ab cas lo políti Regional São Pau do crescimento. que conduzam à retomada

A tinta sobre o papel suja a mão de quem trabalha, mas lava a alma dos que ganham a vida com ética e dignidade!

Sidney A nversa V ictor

102 REVISTA ABIGR AF

novembro /dezembro 2015


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Revista Abigraf Nº 280  
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