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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 276 MARÇO/ABRIL 2015

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 5 • Nº 2 7 6


100 anos produzindo papel para você imprimir.

No começo, era o pioneirismo da indústria de papéis Gordinho Braune, em Jundiaí, fundada em 1915. Incorporada pelo Grupo Bignardi em 1970, a tradição foi renovada com a marca Bignardi Papéis e uma nova visão estratégica, adequada ao mercado brasileiro. Em seguida, vieram grandes investimentos em tecnologia, inovação e novos produtos. Agora, aos 100 anos, a tradição ganha novo fôlego, alinhada com as mais rigorosas políticas ambientais e certificada

AF An ATACADO 42x28.indd 1

Pensando nos100 anos que temos pela frente.

internacionalmente na produção de linhas de papéis offset e reciclados para impressão e uso escolar, cumprindo papel de destaque na educação de milhões de jovens brasileiros. Conheça melhor a Bignardi Papéis e seus produtos: www.bignardipapéis.com.br.

Boa idade para pensar no futuro.

4/14/15 10:35 AM


100 anos produzindo papel para você imprimir.

No começo, era o pioneirismo da indústria de papéis Gordinho Braune, em Jundiaí, fundada em 1915. Incorporada pelo Grupo Bignardi em 1970, a tradição foi renovada com a marca Bignardi Papéis e uma nova visão estratégica, adequada ao mercado brasileiro. Em seguida, vieram grandes investimentos em tecnologia, inovação e novos produtos. Agora, aos 100 anos, a tradição ganha novo fôlego, alinhada com as mais rigorosas políticas ambientais e certificada

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Pensando nos100 anos que temos pela frente.

internacionalmente na produção de linhas de papéis offset e reciclados para impressão e uso escolar, cumprindo papel de destaque na educação de milhões de jovens brasileiros. Conheça melhor a Bignardi Papéis e seus produtos: www.bignardipapéis.com.br.

Boa idade para pensar no futuro.

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Sem título, 60 × 73 cm, 1955

REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Laura Araújo, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci

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O Departamento Econômico da Abigraf (Decon) traça o perfil do setor no Rio de Janeiro, que detém o segundo maior PIB do País e ocupa a mesma posição no quesito geração de emprego na indústria gráfica.

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XL • MAR ÇO/ABRIL

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FUNDADA EM 1965

REVISTA ABIGRAF 276 MARÇO/A BRIL

Resultado não foi bom, mas poderia ter sido pior, principalmente se comparado à retração de 4,3% na indústria de transformação.

2015

Setor registrou queda de 2% em 2014

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

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Recriando o que testemunhava da vida com pinceladas expressivas, correndo entre tons escuros e cheios de sombras e cores explosivas, Inimá de Paula tornou-se um mestre do expressionismo.

A indústria gráfica fluminense

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Gráfica Stamppa Capa: Laminação, Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil), HD Soluções

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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Imagens de intensa beleza

Capa: Arrozais do Japão, 81 × 100 cm, 1974 Autor: Inimá de Paula

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Fespa Brasil/ExpoPrint Digital recebe público maior

Número de visitantes é 8% maior do que na edição anterior. Feira passa a ser anual e incluirá o segmento de rótulos em 2016, com a incorporação da Brasil Label.

A roda da mudança não para

Mesmo com um quadro de estagnação, eventos e ações no início do ano mostram que as mudanças não param, sobretudo a aproximação das empresas por meio da tecnologia.

Gráficas se ajustam à NR-12

Abigraf-SC, Sebrae e Senai-SC se unem para treinar as equipes e subsidiar a adequação das empresas à norma relativa à segurança dos operadores de máquinas.

Sangue de marqueteiro

Joaquim Dias construiu na publicidade e no marketing uma carreira movida pela vontade de empreender, de superar as expectativas e de contribuir para o desenvolvimento da indústria.

Coletor de imagens

Explorando cenários em transformação, Ricardo Hantzschel cria imagens cheias de dramaticidade, que despertam o olhar do observador para universos próximos do desaparecimento.

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Stamppa fortalece-se como grupo impressor

Aos 30 anos, empresa encerra ciclo de investimentos com poder de fogo renovado para atender os segmentos editorial, promocional, de baixas tiragens e comunicação visual.

24 50 56 72 82 Editorial/ Levi Ceregato................................... 6 Rotativa ......................................................... 8 Entrevista/ George Ryan ...............................18 Grupo Bignardi/ 100 Anos ............................28 Lei Antidumping ...........................................32 Heliocolor/ Weilburger ..................................34 Educação/ Walter Vicioni ..............................54 Sustentabilidade ..........................................58 Núcleo Loguin..............................................60 Conlatingraf .................................................61

Líder Gráfico das Américas ...........................62 Agfa ............................................................64 Bottcher ......................................................66 DscoopX/ HP ...............................................68 Memória/ Tomie Ohtake................................70 Olhar Gráfico/ Cláudio Ferlauto .....................76 Quadrinhos/ Álvaro de Moya .........................78 Há 30 Anos..................................................85 Sistema Abigraf ...........................................86 Mensagem/ Sidney Anversa Victor.................90 março /abril 2015

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EDITORIAL

É

apel imune p o d o id ev d in so u ao e at b m Co se desenvolvido

tem A indústria gráfica brasileira reto uso cor ao to pei res anos, em qualidade, o os dir im un últ s dif signif icativo no do mo É muito importante de ria úst ind da e relações com eia produtiva ico, exportação, marketing lóg no tec e do papel imune em toda a cad ort ap se arturais atividade devem sujeit todas as dif iculdades conjun nta fre En do. rca gráfica. Todos os setores de me o ís os, estabelecendo no Pa nal, mas se destaca no abalam a manufatura nacio às leis, normas e procediment e qu de ta du con , ial luindo aqui a eração soc responsabilidade social, inc da cio rcí um referencial elevado de int exe e a ític de da vida balizamento da pol o meio ambiente, a qualida com ção pa ocu pessoas físicas e jurídicas, pre a nci o jurídico. A prevalê ulação em geral, com da economia e enquadrament de seus colaboradores e da pop nte sta ba do mo de imita, informação, bem como desse conjunto de regras del ensino, o acesso à cultura e o al qu na a aci ocr i o primeiro re uma dem sso com o ético e o legal. Fo mi pro acentuado, a diferença ent com o tam pei ngresso idade legal e se res lo, a propor oficialmente (Co mp exe por or, o Estado propicia equanim set al ime permissivo, no qu ca/2011, em Foz do direitos e deveres, e um reg Nacional da Indústria Gráfi as, pid rom cor são e pem % do PIB à educação. açu/PR) a destinação de 10 minorias prevaricam, corrom Igu ia. ue firme no combate s da maior isso, a Abigraf Nacional seg r Po em detrimento dos interesse da em caráter esse princípio do do papel imune, não só evi ind No contexto da economia, uso ao da legalidade. acia também deve preventivo, como na defesa e ivo cat legalidade inerente à democr edu o poder e nem a de classe, às quais dade, obviamente, não tem nti manifestar-se nas entidades A e s do esa def ções, mas tem a vidade e a iva de fiscalizar e aplicar san gat rro cabe a leg ítima representati pre sem é tudes corretas e. Assim, não orientar, alertar, cobrar ati de ção iga distintos setores de atividad obr s estatutários sejam térios técnicos sejam do razão que os seus dirigente e contribuir para que os cri s ele a be Ca os. ad do os procedimentos associ hecimento de todos, facilitan eleitos pelo voto direto dos con da e tad von estabelecendo ente com a de fornecedores e gráficas e rte pa realizar governança condiz por a a, tez setor, com cer à fiscalização. maioria votante. E, no nosso parâmetros justos e corretos o er qu e de en def ios contra o sár A firme posição da entidade maioria absoluta dos empre os itiv pet com is cia feren a atitude de ilegal do papel imune é um uso legal do papel imune. Di uso de da evi setor e um lização ind à imagem institucional do to pei não devem pautar-se na uti res de, da ali ioria das mas sim na qu ento tácito aos direitos da ma im hec on uma imunidade tributária, rec ento e trabalho. o podem ser aviltados produtividade, bom atendim gráficas brasileiras, que nã to líci s no me que provocam Por isso, não é viável e muito práticas isoladas do mercado, por as tic prá com a em as leis. conivênci aldade na concorrência e fer igu qualquer gesto de defesa ou des io tór da m de modo pre de uma minoria que atente ia e, de modo ainda r contra os interesses da maior lceregato@abig raf.org.b  seja, Ou al. leg rco ma o tra con mais ag udo, deve compactuar e nenhuma entidade de classe ticas que firam a ética sequer ficar omissa ante prá de leis do País. do mercado e/ou o conjunto s que a Abigraf É com base nessas premissa ira da Indústria Gráfica) Nacional (A ssociação Brasile meza e transparência, tem se posicionado, com fir pel imune de tributos. contra o uso indevido do pa melhor forma as suas Ao ag ir assim, exercita da ivas democráticas, responsabilidades e prerrogat ia do setor, que se pois defende a grande maior cia e respeito às leis pauta pela ética na concorrên pel imune de impostos fica brasileiras. E é ilegal usar pa Bra sileira da Indústria Grá aa Presidente da Associação sej o nã e qu de da ali fin tra para qualquer ou (Abigraf Nacional) revistas e periódicos. is, na jor , ros liv de o ssã pre im

L evi C eregato

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Anuncio PRO T-3 OFFSET.pdf

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Ausência de processadora, química, goma, água ou resíduo NOVA PRO-T3 Não há nada melhor C

M

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K

“O uso de uma processadora não se faz mais necessário, portanto, eliminamos a química, a água e a energia consumida por ele. Esta opção não é apenas a mais ecológica, mas que também nos permite economizar dinheiro.” Alex Greenman, Sócio e diretor de vendas da Axis Printing Ltd

Brillia HD PRO-T3 A chapa mais avançada do mercado T3 não requer processadora, química, goma ou água, além de não produzir nenhum resíduo. Esta chapa pode melhorar seus custos, reduzir a mão de obra, acelerar a produção e aumentar sua sustentabilidade. A produção de chapas verdadeiramente ecológica. Sustentabilidade é bom. Não há nada melhor. PRO-T3.

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ENFOQUE

Mudanças na FespaBrasil/ ExpoPrint Digital

ISMAEL GUARNELLI, DIRETOR DA APS FEIRAS

A partir de 2016, a Fespa Bra­

Logomarca comemorativa dos 50 anos da Xerox no Brasil

Fundada no Rio de Janeiro em 15

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Epson une moda com impressão digital em Nova York

m uma proposta inovadora, a Epson selecionou 11 estilistas das Américas dispostos a incor­ porar uma revolução tecnológi­ ca em suas coleções utilizando a tecnologia de sublimação digi­ tal para criar novos estilos. Pre­ cedendo a temporada de inver­ no do New York Fashion Week, encontro de maior prestígio da moda mundial, a empresa pro­ moveu o evento Digital Coutu­ re Project – Epson NYFW 2015, no “Industria Superstudios”, mí­ tico estúdio de Nova York, refe­ rência de criatividade, modas e tendências. Destacados profis­ sionais da imprensa internacio­ nal, a elite do mundo da moda, celebridades e membros da so­ ciedade nova­iorquina estavam entre os 200 participantes. A representante brasileira foi Ma ria na Morrell, aluna da

graduação em Design de Moda do Istituto Europeo di Design – IED São Paulo, selecionada após concurso realizado entre os alu­ nos da instituição. Além de Ma­ riana, apresentaram coleções os estilistas Pilar Briceño (Co­ lômbia), Ay Not Dead (Argenti­ na), Moah Saldaña (Peru), Mar­ co Antonio Farías (Chile), María Elisa Guillén (Equador), Pine­ da Covalin (México), Leonor Sil­ va, representando o Caribe (Ve­ nezuela/Miami), Maggie Barry (Costa Oeste dos Estados Uni­ dos) e Esosa (Costa Leste dos Estados Unidos). Todas as co­ leções foram inspiradas no fu­ turo da moda e na sublimação digital, e elaboradas com as im­ pressoras para sublimação Su­ reColor Série F da Epson, tam­ bém exibidas durante o evento. www.epson.com.br

de junho de 1965, a Xerox do Brasil lançou uma logomarca criada es­ pecialmente para celebrar as cin­ co décadas de atuação em nosso país. Para ressaltar a sinergia en­ tre a Xerox e o País ao longo de meio século, a área de Comuni­ cação da companhia desenvol­ veu esse conceito integrando o mapa brasileiro à imagem dos 50 anos. Comemorando esta im­ portante data, a Xerox promove diversas atividades ao longo de 2015. Em fevereiro, participou do Rio Open, principal torneio de tê­ nis da América Latina, com espa­ ço exclusivo, comandou o Me­ dia Center e desenvolveu ações de ativação do público. Em abril, apresentou lançamentos na Ex­ poPrint Digital. Nas duas opor­ tunidades a empresa realizou ex­ posição com fotografias em uma linha do tempo com a sua história. O público também pode con­ ferir a trajetória da Xerox e deter­ minados momentos da história do País em posts com imagens nas redes sociais. Junho, em especial, será marcado por ações envol­ vendo os colaboradores, executi­ vos, clientes e o público em geral.

sil/ExpoPrint Digital se torna anual e incluirá uma terceira mostra, a Brasil Label, direcio­ nada ao setor de rótulos. O que motivou a mudança da periodicidade? A mudança foi um pedido de nossos expositores e visitan­ tes. Tanto o setor de impressão digital como outros presentes na feira — comunicação visual, estamparia digital, soft wares etc — estão constantemen­ te atualizando suas soluções e aprimorando toda a cadeia de produção. Com isso, é ple­ namente possível promover uma feira anual que sempre demonstre novidades. Por que a Brasil Label foi incluída e o que muda no evento com a incorporação do setor de rótulos? Existe uma demanda grande no setor de impressão de ró­ tulos e etiquetas atualmen­ te no mundo todo. No Brasil não é diferente. O aumento do consumo nos últimos anos trouxe com ele a necessida­ de da ampliação da impres­ são de embalagens, rótulos e etiquetas de todos os tipos. É um setor que traz oportuni­ dades ao profissional de im­ pressão como, por exemplo, nos rótulos especiais ou cus­ tomizados. Pensando nesse nicho, decidimos abrir um es­ paço para o segmento. Assim, o evento do próximo ano abri­ ga três áreas: Fespa Brasil, Ex­ poPrint Digital e Brasil Label.

www.xerox.com.br REVISTA ABIGR AF

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As tintas fluorescentes da Kiian Digital: libere a sua imaginação. As tintas fluorescentes estão disponíveis nas seguintes séries: HD-ONE, K-ONE, HI-PRO, nos tons Amarelo, Rosa, Verde e Azul. Descubra a nossa gama de cores fluorescentes.

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F

Heidelberg promove campanha para os planos de manutenção

Oferecendo muitas vantagens,

como a redução de 15% no va­ lor das peças originais e garantia am­plia­da de 3 para 6 meses, além de suporte remoto por telefone/ internet, a Heidelberg do Brasil está promovendo a campanha “A hora é agora”, composta por pla­ nos de manutenção com 5% para contratos novos. Prova da satisfa­ ção dos clien­tes com os planos de manutenção da Heidelberg, con­ forme informações da empresa, é o alto índice de renovação, em torno de 96%. Os planos disponi­ bilizam 12 módulos de serviços, a exemplo de manutenções pre­ ventivas, corretivas, treinamentos

operacionais, remanejamento de máquinas, ge­ren­cia­men­to de co­ res, entre outros, e podem ser contratados e customizados de acordo com as necessidades de cada empresa. Nas manutenções anuais das impressoras mais de 80 itens são verificados, lubrifica­ dos, ajustados e trocados por téc­ nicos es­pe­cia­li­z a­dos. Após cada intervenção, o clien­te recebe um relatório detalhado dos procedi­ mentos rea­li­za­dos, apontando as futuras necessidades e as prio­ri­da­ des a serem consideradas. Infor­ mações: telefones 0800.940.9008 / (11) 4003.8502 / (11) 5525.4577.

Ibema aumenta produção de papel‑cartão

oi assinado um acordo de operação no dia 18 de março entre a Ibema, terceira maior fabricante de papel-​­cartão do Brasil, e a Suzano Papel e Celu­ lose, me­dian­te o qual a Suzano passa a ser acio­nis­ta em conjun­ to com a Ibemapar, ­atual acio­ nis­ta da empresa. A transação foi via­bi­li­za­da através da venda da unidade de Embu (SP) por parte da Suzano, por R$ 50 mi­ lhões, valor que será pago por meio de transferência da dí­ vida da Suzano para a Ibema no mesmo montante, soma­ da ainda a um pagamento de R$ 8 milhões. Ao final de todas as etapas previstas no proces­ so, a Suzano contará com 49,9% da empresa, ficando a Ibemapar

com 50,1%. Na nova configura­ ção, a Ibema terá duas unida­ des fabris, localizadas em Embu (SP) e em Turvo (PR), que, juntas, têm a capacidade total de pro­ dução ­anual de 140 mil tone­ ladas de papel-​­cartão. A Suza­ no, tal como a Ibemapar, tem direito a dois assentos no Con­ selho de Administração da Ibe­ ma. A gestão da empresa segui­ rá de maneira independente. A operação depende ainda da aprovação do Conselho Ad­ ministrativo de Defesa Econô­ mica (Cade) e demais órgãos reguladores. Por isso, a transa­ ção só será concretizada após a conclusão de todas as etapas previstas no processo. www.ibema.com.br

ID Laser Graph, nova solução de corte e gravação a laser

contratos.serviços@heidelberg.com

Afeigraf e Paper Express são os novos membros da Two Sides No mês de fevereiro, a As­so­cia­

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ção dos Agentes de Fornecedo­ res de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afei­ graf) e a gráfica Paper Express tornaram-​­se sig­na­tá­rias da Two Sides Brasil, ini­cia­ti­va que tem como objetivo desvendar os mitos em relação à impressão em papel. De acordo com Klaus Tie­de­mann, presidente da Afei­ graf, “A Two Sides é uma ini­cia­ ti­v a bem sucedida em vá­rios paí­ses do mundo e sua vinda para o Brasil vem a somar mui­ to no apoio às práticas corretas

e principalmente à distribuição de informações verdadeiras so­ bre a impressão. Ser membro da Two Sides é ajudar a lutar para que o setor seja respeita­ do no País”. Para Fabio Arruda Mortara, diretor da Paper Ex­ press e country manager da Two Sides no Brasil, a fi­lia­ção da sua empresa representa o respei­ to aos prin­cí­pios da campanha: fornecimento responsável de materiais, produção responsá­ vel, impressão e design respon­ sável, consumo responsável e descarte responsável.

A fabricante catarinense Auto­ matisa, se­dia­da em São José, lan­ çou a máquina de corte e gra­ vação a laser ID Laser Graph, projetada es­pe­cial­men­te para au­ mentar a capacidade de produção na área de acabamento e melho­ rar a qualidade final do produto gráfico. Ao pro­p or­cio­nar com o sistema laser uma gama infinita de facas “virtuais”, a nova máqui­ na atende a baixas tiragens, pe­ didos muitas vezes in­viá­veis pelo

custo se utilizadas facas tradicio­ nais, sem perda de ma­te­rial para o preparo do corte, além de eli­ minar todo tipo de estoque físico. Atuan­do desde 2001 na fabri­ cação e co­mer­cia­li­za­ção de equi­ pamentos a laser de pequena e média potência, a Automatisa de­ senvolve soluções industriais para corte e gravação a laser atenden­ do diversos setores da indústria no Brasil e na América Latina. www.automatisa.com.br

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RV&A de casa nova R

esponsável pela assessoria de comunicação da Abigraf há mais de 20 anos e pela produção de matérias para a Revista Abigraf desde 1993, a Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comuni­ cação (RV&A) está de casa nova. Ao ingressar em seu 28º ano de atividades ininterruptas, a empre­ sa, que é uma das mais concei­ tuadas do setor e, recentemen­ te, conquistou o selo “Agência de Confiança 2015”, da revista Negócios da Comunicação (pesquisa sob metodologia da Harvard Business School), dá mais um passo no sentido de aprimorar os seus serviços. Depois de funcionar du­ rante 15 anos no bairro de Vila Madalena, zona oeste da capital paulista, a nova sede agora está

instalada na rua Capote Valente, nº 176, no bairro de Pinheiros, na mesma região. O presidente da RV&A, o jorna­ lista, escritor e crítico de arte da

um novo salto de qualidade quanto à localização; ao edi­ fício de três andares, jardins e dependências; à moder­ na arquitetura de interiores; ao mobiliário e aos equipa­ mentos ainda mais funcio­ nais e de ponta; ao redimen­ sionamento da tecnologia da informação (TI); e à amplitude da capacidade de prestação de serviços. Esta nova sede valori­ za, principalmente, a integração de nossos colaboradores em um espaço de trabalho cuidadosa­ mente planejado para potenciali­ zar a qualidade, volume, rapidez, segurança, eficiência e eficácia na constante e crescente busca de resultados”, afirma Viveiros.

Revista Abigraf explica que a mu­ dança em relação às instalações atuais não é apenas física. “Para nossa empresa, entre as 10 maio­ res do País no setor, trata­ se de

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Câmara Brasileira do Livro tem nova diretoria

Com a plataforma “Mais livros em

Konica Minolta inaugura escritório em Santa Catarina No dia 25 de março, a Konica

Minolta anunciou a inaugura­ ção oficial da sua subsidiária no Sul do País, com escritório da Konica Minolta Business Solu­ tions do Sul localizado em Flo­ rianópolis, dotado de toda a in­ fraestrutura comercial e técnica para atender aos clientes catari­ nenses. Participaram do even­ to Takahito Mitsuhashi, diretor da Konica Minolta Brasil e pre­ sidente da Konica Minolta Busi­ ness Solutions do Sul; Ronaldo Arakaki, gerente de marketing, ne gó cios e vendas da Konica Minolta e diretor da subsidiária Sul; e Flavio Peng, gerente de vendas do escritório em Santa Catarina. Estiveram presentes também o presidente da Abi­ graf Regional SC, Cidnei Barozzi;

Imprint Brasil leva nove gráficas para a Paperworld 12 REVISTA ABIGR AF

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o presidente do Sigraf Flo ria­ nópolis, João Cardoso; e André Aguiar, membro da diretoria. Vale destacar que a Koni­ ca Minolta foi o parceiro esco­ lhido para fornecer tecnologia à sede da Abigraf­SC. Na opor­ tunidade, Ronaldo Arakaki res­ saltou que os aspectos mais destacados pelos clientes ao escolherem os produtos da Ko­ nica Minolta são a capilarida­ de e capacidade da empresa em atender suas necessidades com rapidez, acrescentando: “Nossa presença em regiões es­ tratégicas, com unidades em São Paulo, Manaus, Porto Ale­ gre, Santa Catarina e reven­ das em todo o Brasil, é parte fundamental desse sucesso”. www.konicaminolta.com.br

todos os sentidos”, a chapa presi­ dida por Luís Antonio Torelli foi eleita pelos associados da Câmara Brasileira do Livro, no dia 26 de fe­ vereiro, para comandar a entidade no biênio 2015/2017. Uma das me­ tas da nova diretoria é estruturar uma organização social que viabi­ lize as propostas do Plano Nacio­ nal do Livro e Leitura (PNLL). Para os novos gestores da CBL, mesmo com o envolvimento do Ministério da Cultura (Minc), do Ministério da Educação (Mec) e da Fundação Bibliote ca Nacional nos progra­ mas de incentivo cultural, algu­ mas medidas se perdem com a troca de governantes e ministros. Por esses e outros motivos, é im­ portante que a entidade assuma um papel de apoio tanto à inicia­ tiva privada como à pública, a fim de que a leitura se torne um há­ bito comum para o cidadão bra­ sileiro. Entram também na pauta da nova gestão propostas como “Leitura nos parques”, incluindo bibliotecas ambulantes, além de premiação específica para autores de obras infantojuvenis.

Unidade de promoção de ne­

KPG, Magic Notes, Ótima, Reipel e

gócios internacionais da Associa­ ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Expor­ tações e Investimentos (Apex Bra­ sil), a Imprint Brasil levou nove grá­ ficas para a Paperworld 2015, em Frankfurt, na Alemanha. De 31 de janeiro a 2 de fevereiro, as empre­ sas Bignardi, Confetti, DAC, Foroni,

Teca tiveram a oportunidade de reunir­se com potenciais compra­ dores dos cinco continentes, atua­ lizar­se em relação às novidades e ainda apresentar a excelência grá­ fica da papelaria brasileira. Para receber os clientes internacionais, a Imprint Brasil contou com es­ tande de 26 metros quadrados e o apoio do agente co mercial

DIRETORIA DA CBL GESTÃO 2015/2017 Presidente: Luís Antonio Torelli, RM Perez Editora EPP, Trilha Educacional ◆ Vice-Presidente Administrativo e Financeiro: Vitor Tavares da Silva Filho, Distribuidora Loyola de Livros ◆ Vice-Presidente de Comunicação: Luciano Monteiro, Grupo Santillana ◆ Vice-Presidente Secretário: Hubert Alquéres, Bandeirantes Comércio de Material Didático, Editora Jatobá ◆ Diretores Editores: Alexandre Martins Fontes, Editora WMF Martins Fontes; Susanna Florissi, Editora Galpão; Daniela Manole, Editora Manole e Marcio Borges, Panini Brasil ◆ Diretores Livreiros: Antonio Erivan Gomes, Cortez Editora e Livraria; Marcus Teles C. de Carvalho, Leitura Distribuidora e Representações; Flavio Seibel, Livraria da Vila e Marcos Pedri, Distribuidora Curitiba de Papéis e Livros ◆ Diretores Distribuidores: Paulo Victor de Carvalho, Inovação Distribuidora de Livros; Nassim Batista da Silva, Bookmix Comércio de Livros; José de Alencar Mayrink, Editora e Distribuidora Lê; e Julio Cesar A.S. da Cruz, Catavento Distr. de Livros ◆ Diretores Creditistas: Karine Pansa, Girassol Brasil Edições; Luiz Antônio de Souza, Editora Globo; Eduardo Reis, Editora Vale das Letras e Carolina Braga Leal, Árvore de Livros

contratado para promover a in­ dústria gráfica nacional nos Esta­ dos Unidos, que constitui, junta­ mente com os países da América Latina, um importante destino para os produtos brasileiros.

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Lançada a nova série da impressora Novajet 3308 Distribuidora do produto no Bra­

Kodak iniciou 2015 com quatro Kick Off Meetings Sob o slogan “Winning Around

the World’ (Vencendo ao redor do mundo), a Kodak realizou a edição 2015 do seu “Kick Off Meeting”, reunindo revendedo­ res e representantes nas cida­ des de Puer to Vallarta (México), Miami (EUA), São Paulo (Brasil) e Buenos Aires (Argentina). O ob­ jetivo foi apresentar e alinhar es­ tratégias para o caminho do su­ cesso da Kodak na região. Cada

sessão contou com uma agen­ da padronizada: dois dias de apresentações e um dia dedica­ do a um encontro com canais e parceiros de vendas com de­ bates sobre as metas para 2015. Segundo a Kodak, mais de 200 participantes, de 49 empresas­ parceiras da companhia, além de profissionais de vendas, es­ tiveram presentes nos eventos. www.kodak.com.br

sil, a Akad está apresentando ao mercado a impressora solvente de grande formato Novajet 3308 sé­ rie K512, que imprime imagens de alta qualidade de até 720 × 1.440 dpi, com largura útil de 3,20 m. A velocidade maxima, no modo 180 × 720 dpi com duas passa­ das, chega a 80 m²/h quando ins­ talada com 8 cabeças de impres­ são Konica Minolta KM512MN de 12 picolitros, e a 40 m²/h, quando instalada com 4 cabeças de im­ pressão Konica Minolta KM512MN de 14 picolitros. O sistema de ali­ mentação é rolo a rolo e acompa­ nha rebobinador de mídia (takeup). É utilizada na impressão de banners, painéis, faixas, decora­ ção de ambientes, displays, ima­ gens para pontos de venda, ade­ sivação automática e ampliações entre outras aplicações. www.akad.com.br

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Inca digital lança impressora de mesa e grande formato

estinada a empresas que pro­ curam investir em máquinas pa­ drão de médio porte, a Inca Di­ gital lançou a impressora UV Inca Onset LT de mesa e grande for­ mato, de alta produtividade e referência de desempenho em qualidade de impressão com o uso de um array de largura to­ tal de cabeçotes de impressão, o que elimina a formação de fai­ xas. A capacidade da Onset LT em evoluir de um dispositivo de qua­ tro cores e 265 m²/h para um dis­ positivo de oito cores totalmente especificado no campo ofere­ ce aos usuários uma impressora muito flexível. REVISTA ABIGR AF

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O modelo Onset R40iLT inicial pode ser uma impressora de mesa manual de array de largura total e 3,14 × 1,60 m, com opções de qua­ tro, cinco ou seis cores e veloci­ dades de impressão de 265 m²/h em substratos de até 50 mm de

espessura, equivalentes a 40 fo­ lhas de cobertura completa/h. A Onset R40iLT apresenta todos os recursos de design inteligentes da Onset R40i, incluindo 14 cabeço­ tes de impressão Fujifillm Dimatix Spectra de picolitros, uma mesa de vácuo com 15 zonas, um siste­ ma de sensores UV e detectores mecânicos de altura de substrato. A série Onset agora oferece 18 modelos diferentes e três siste­ mas de manuseio, permitindo às empresas escolherem a impres­ sora mais adequada com a me­ lhor combinação de produtivida­ de, qualidade e opções de tinta.

Chega ao Brasil o aplicativo Enfocus PitStop 13 Simultaneamente ao lança­ mento mun dial, em abril, a Starlaser oferece ao merca­ do nacional o Enfocus PitStop 13, aplicativo que representa a nova geração da consagra­ da linha de ferramentas para conversão e validação de PDF certificadas para uso em artes gráficas. A principal novidade da versão 13 é a possibilida­ de de se trabalhar com mais itens automatizados de preflight (verificação) e, também, acrescentar automaticamen­ te áreas de sangria, permitin­ do que ela seja gerada mes­ mo que não exista no arquivo original. Outra inovação é a possibilidade de customizar o idioma e o conteúdo das men­ sagens de erro no relatório de verificação, optando, inclusi­ ve, por idiomas em que o soft­ ware ainda não tenha sido dis­ ponibilizado. Os recursos da biblioteca do aplicativo tam­ bém foram otimizados com a introdução do preflight restrictions, o qual permite que verificações e ajustes incluí­ dos em um perfil de verifi­ cação fiquem limitados a de­ terminados aspectos de um PDF, como uma caixa de tex­ to do PDF, uma determinada página ou páginas, uma área particular ou elementos es­ pecíficos de um PDF e mui­ tas outras características que fazem com que as opções para customizar o preflight sejam vir tualmente infinitas. www.starlaser.com.br

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EXECUTIVOS

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OKI DATA AMERICAS

SUZANO PAPEL E CELULOSE

GRUPO FURNAX

XEROX DO BRASIL

GRÁFICA ELYON

Sergio Horikawa Vice-Presidente

José Luiz Stape Gerente Executivo de Tecnologia Florestal

Walter Ingham Gerente de Produtos Komori

Christiane Savaget Gerente de Comunicação

Marco Antonio Tiburcio Gerente Comercial

OKI DATA AMERICAS Vice­ presidente sê nior para a América Latina e membro do Conselho de Administração da Oki Data, Sergio Horikawa foi promovido em março à vice­ presidência da Oki Data Ameri­ cas Inc., sediada em Monte Lau­ rel, Nova Jersey (EUA). Horikawa iniciou sua carreira na compa­ nhia em 1998 como diretor de marketing da Oki Data do Bra­ sil, assumindo em 2001 a dire­ toria de vendas por canais e no­ meado no ano seguinte diretor de vendas da operação brasileira. Em 2003 foi promovido a gerente geral e, em 2008, tornou­se presi­ dente da Oki Data do Brasil, car­ go que ocupou até julho de 2013, quando passou a vice­presidente sênior para a América Latina. Ele é também membro do Conselho de Administração da Oki Data Americas e da Oki Data México e do Conselho Consultivo da Oki Data do Brasil. Horikawa tem gra­ duação em Engenharia Aeronáu­ tica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica e em Eletrônica pela Escola Federal de São Paulo, além de pós­graduação pela Fun­ dação Getúlio Vargas. Com a mu­ dança, Mit suaki Takahara retor­ na para a Oki Data Corporation, REVISTA ABIGR AF

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após exercer o cargo de vice­ presidente executivo da Oki Data Americas desde 2013. SUZANO PAPEL E CELULOSE Buscando reforçar a competitivi­ dade estrutural e elevar o pata­ mar tecnológico da sua área flo­ restal, a Suzano Papel e Celulose contratou José Luiz Stape para exercer a gerência executiva de Tecnologia Florestal. Stape é for­ mado em Engenharia Florestal e Agronômica pela Universida­ de de São Paulo, com mestrado também pela USP e doutorado/ PhD pela Colorado State Univer­ sity (EUA), tendo iniciado a carrei­ ra na área florestal na antiga Ri­ pasa. Em seguida, investindo no setor acadêmico, foi professor de Silvicultura na USP. Atuou depois como professor de Ecofisiologia e Silvicultura na North Carolina Sta­ te University (EUA). Nos últimos seis anos, foi codiretor da Forest Productivity Cooperative (Coope­ rativa de Produtividade Florestal). GRUPO FURNAX Representante oficial da linha de equipamentos Komori no Brasil, o Grupo Furnax anunciou no final de março a contratação de Walter Ingham para o cargo de gerente

de produtos Komori. Essa inicia­ tiva faz parte de uma série de in­ vestimentos estratégicos da Fur­ nax para fortalecer ainda mais a marca Komori no mercado e tem por objetivo oferecer maior suporte tanto à equipe de ven­ das como aos clientes. Natural de Miami, Flórida (EUA), Ingham é formado pela Universidade do Havaí e atua no mercado gráfico há mais de 20 anos. Ele iniciou sua trajetória profissional na Komori EUA como instrutor e passou por diversas áreas da empresa, tor­ nando­se responsável pelos trei­ namentos e apresentações aos clientes no Centro de Treinamen­ to Komori, em Chicago (EUA). XEROX DO BRASIL Responsável pelas áreas de mar­ keting e e-commerce da Xerox do Brasil, Christiane Savaget assu­ miu também a gerência de co­ municação e passa a responder por toda a parte estratégica de comunicação na cio nal da em­ presa. Ela cuida agora de todo o direcionamento das ações de comunicação da Xerox junto à imprensa. Economista, com es­ pecialização em marketing e ad­ ministração, Savajet desenvolve estratégias para comunicação de

marketing, branding, exposições internas e externas, incluindo as ferramentas de e- business, pu­ blicidade e iniciativas para a di­ vulgação e promoção da marca. GRÁFICA ELYON Economista, 59 anos, há 32 anos na indústria gráfica, dos quais 14 no segmento edi to rial e 18 no promocional, Marco Antonio Tiburcio assumiu em fevereiro a ge­ rência comercial da gráfica Elyon. Além do crescimento sustentável da empresa, um dos principais projetos do executivo é tornar a Elyon uma referência no merca­ do promocional, através da ex­ celência nos processos e diver­ sificação dos serviços. Tiburcio ocupou a gerência comercial na RWA, Atrativa e Litokromia e a di­ retoria comercial custom web na Plural, divisão dedicada a ma­ teriais promocionais com valor agregado e acabamentos diferen­ ciados. É coautor do livro Transpromo, da coletânea do Gedigi/ Abigraf, publicado pela Editora Scortecci. Participou em congres­ sos internacionais sobre a indús­ tria digital e aplicações dos con­ ceitos em palestras no Brasil para compartilhamento do conheci­ mento e melhoria do segmento.

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ENTREVISTA

George Ryan

Parceria entre PAF e Conlatingraf em favor da indústria gráfica latino-americana George Ryan, presidente da Printing Association of Florida (PAF) e da feira Graphics of the Americas (GOA), fala sobre a conjuntura da indústria gráfica no continente e as ações de intercâmbio do setor. Texto: Laura de Araújo

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Flórida cultiva uma estreita relação com a América Latina. Além de abrigar uma vasta colônia hispânica, o estado norte-americano funciona como uma espécie de entreposto para os negócios dos países mais ao sul, com vistas ao restante dos Estados Unidos. É nos escritórios de Miami, por exemplo, que os bancos daquele país processam as operações rea lizadas por seus representantes no Brasil, México e Chile, antes de remetê-las às filiais localizadas na região de Nova York. Esse papel de mediador se estende à indústria gráfica. É na Flórida que

acontece anualmente a feira Graphics of Americas (GOA), reunindo líderes do setor de todo o continente para troca de ex periências de mercado e atua lização sobre novas máquinas, tecnologias e recursos. George Ryan, presidente da Printing Association of Florida (PAF), organizadora da GOA , falou à Revista Abigraf sobre o momento que a indústria gráfica atravessa nos Estados Unidos e na América Latina. Ele ressaltou as principais ações de intercâmbio entre os gráficos das duas Américas e a parceria com a Conlatingraf — este ano presidida pelo empresário brasileiro Fabio Arruda Mortara.

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Gostaríamos que o senhor comentasse o atual momento da indústria gráfica nos Estados Unidos, e especialmente na Flórida. Como o setor está neste início de 2015? A taxa de crescimento da indústria gráfica nos Estados Unidos em 2014 foi de modestos 2,0%. O Produto Interno Bruto (PIB) do país, por sua vez, avançou 2,5%. Ou seja, o crescimento da indústria de impressão está abaixo da economia em geral. As previsões para o crescimento do PIB em 2015 é de 2,6%, um razoável aumento em relação a 2014. O setor gráfico da Flórida reflete o que está acontecendo em um nível nacional. Os dados reportados a nós pelas gráficas do estado indicam um trabalho constante durante todo o ano de 2014. Parte desse desempenho é atribuído às eleições intercalares [pleito realizado no mês de novembro, que elegeu os membros do Senado e da Câmara dos Representantes]. Como resultado da redução da impressão de propaganda política, houve neste primeiro trimestre de 2015 um abrandamento da taxa de crescimento do setor. Como esse cenário pode ser comparado ao latinoamericano? A taxa de crescimento do PIB da indústria gráfica na América Latina em 2014 foi de 1,3%, praticamente metade do índice do setor nos Estados Unidos. As previsões para o crescimento da atividade em 2015 é de 2,5%, um aumento significativo em relação a 2014 e em pé de igualdade com a estimativa de 2,6% para os EUA . De acordo com um relatório recente, a indústria gráfica da Flórida perdeu cerca de 50% de suas empresas e postos de trabalho entre 2009 e 2014. A que se deve esse resultado e como a Printing Association of Florida tem se posicionado em relação a esse cenário? A grande recessão foi a principal razão para a diminuição do número de empresas e de postos de trabalho. Houve uma diminuição da procura de impressão em 2009 e, como resultado, registrou-se uma retração de 20% no volume de impressão. As empresas reduziram seus preços para atrair mais demanda e, em muitos casos, estavam oferecendo impressão abaixo do custo de papel. Muitas delas foram forçadas a fechar as portas e sair do mercado, devido a essa prática de preços predatórios. Para dar suporte aos empresários nesse momento de crise, a PAF organizou seminá rios sobre composição de orçamentos em relação a horas de trabalho, formação de preços e estratégias de vendas para as gráficas.

Os seminários foram oferecidos na Conferência (GOA) organizada pela PAF, e em diferentes localidades do estado. Além disso, a PAF realizou seminários para informar os gráficos a respeito dos descontos postais criados pelo governo dos Estados Unidos para aumentar o volume de impressos distribuídos via correio. O volume postal dos Estados Unidos realmente aumentou, e em 2014 as empresas relataram que a prática de preços predatórios diminuiu dentro do mercado. Qual é a relação entre a indústria de impressão norte- americana e a da América Latina e o que podemos aprender uns com os outros? A PAF tem um sólido relacionamento com a indústria gráfica da América Latina há mais de 40 anos. Nessa relação, a GOA tem sido historicamente o canal para que as gráficas da América Latina tomem contato com novas tecnologias e processos desenvolvidos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. A GOA abraça esse papel de canalizador de conhecimentos e técnicas, e faz questão de cultivar essa posição entre os fornecedores do setor. Além disso, a PAF tem ministrado seminários em espanhol dentro da GOA , para compartilhar com os empresários latinos dicas sobre como aumentar os lucros das empresas, melhorar ferramentas de administração, aumentar a produtividade dos equipamentos e funcionários e implementar novas tecnologias. Os instrutores vêm de vários países da América Latina, Estados Unidos, Espanha e Portugal. Na última edição da feira, em 2015, 460 membros do setor participaram desses 20 seminários em espanhol. Os participantes recebem um certificado comprovativo da sua participação. É muito bom viajar a negócios pelas gráficas de toda a América Latina e ver os certificados dos seminários GOA expostos nas paredes. Como a PAF vê as ações desenvolvidas conjuntamente com a Conlatingraf? Desde o ano 2000, a Conlatingraf vem participando com eficientes iniciativas e resultados nas assembleias em conjunto com a GOA. Por sua vez, a PAF oferece bolsas de estudo para que empresários e representantes do setor da América Latina possam comparecer aos cursos e seminários rea lizados anualmente aqui nos Estados Unidos. Para nós, essa parceria indica que tanto a PAF quanto a Conlatingraf e seus membros espalhados pelo continente têm em comum o firme compromisso de prover ferramentas e conhecimentos que melhorem o desempenho da indústria gráfica dos países latinos-americanos. março /abril 2015

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ARTE

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O silencioso poeta das cores que gritam

tanhomi é uma pequena cidade in­te­ rio­ra­n a de Minas Gerais, tem cerca de 12.000 habitantes. Surgiu no final do sé­ culo XIX das lutas de conquistadores con­ tra os ín­dios Botocudos. Fica a 360 km da capital do Estado, vive da agro­pe­cuá­r ia. Mas, é um município importante no mapa das artes. Ali, entre as montanhas e o vale banhado pela Bacia do Rio Doce, aben­çoa­do pelas festas do Sa­ grado Coração de Jesus, nasce em 7 de dezem­ bro de 1918, o desenhista, pintor e professor, Inimá José de Paula. Ou, simplesmente, Inimá. Como veio ao mundo artista, aos sete anos de idade sur­preen­de os professores com seus de­ senhos. Inimá perde a mãe muito cedo, melan­ cólico e inquieto perambula pelas ruas prestan­ do atenção às casas, pes­soas, paisagens. Com o pai fotógrafo o menino passa horas observando não apenas a arte de captar imagens, mas como revelá-​­las usando o suporte do papel. O retoque nas fotos, alguns em cores, têm interesse es­pe­ cial para ele que ajuda o pai na delicada tarefa. Passa a pensar no que poderia haver além do real. E é assim que, desde então e para sempre, coloca sentimento em tudo o que faz. Aos 16 anos, com a morte do pai, sozinho no mundo parte em busca de oportunidades. Vai para Juiz de Fora (MG) cumprir o servi­ ço militar, obter a documentação para traba­ lhar, além de seguir com os estudos. Desenhis­ ta pensa em ser pintor. Pelas ruas da cidade, nas folgas do quartel e da escola, observa e fo­ tografa o que lhe parece interessante. Assim, caminha e descobre sua nova cidade, encon­ tra o Núcleo Antonio Parreiras. Aprende as primeiras técnicas com artistas ex­pe­r ien­tes, e se torna uma promessa modernista mesmo pintando no estilo acadêmico da época. Inimá sobrevive com o dinheiro da modes­ ta herança, o que economizou do exército (fi­ cou três anos, era “o pintor fardado”) mais o que ganha desenhando móveis, retocando fo­ tos e, até mesmo, pintando paredes. Em 1940,

aos 22 anos, segue para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Trabalha como retocador em es­t ú­d ios fotográficos, integra-​­se ao meio ar­ tístico, conhece Dacosta, Sigaud, Pancetti, Ta­ kao­k a e outros. Agora caminha pelas si­nuo­sas e bucólicas ruas do bairro de Santa Teresa não apenas garimpando imagens, como sentindo o que está escondido no co­ti­d ia­no. A razão de viver é a emoção de pintar. Em 1944, por uma boa proposta, Inimá vai retocar fo­to­g ra­f ias no Cea­rá. Em Forta­ leza conhece artistas modernos como ele, to­ dos jovens e inovadores: Jean-​­Pier­re Chabloz, Barrica, Antonio Bandeira, Mario Barata e Al­ demir Martins. Uma rápida evolução artística, mesmo sendo autodidata, lhe permite ser con­ siderado maduro. O compromisso de c­ riar com qualitativa técnica e absoluta liberdade, colo­ cando a emoção em busca de novas dimensões ex ­pres­sio­nis­tas, caracterizam o seu informa­ lismo nesse início de carreira. É clara a força das cores nas pinceladas ex­ pressivas de Inimá, construindo poé­t i­c a que lhe permite ir dos tons escuros, som­brios como certos rincões da alma, até a explosão das cores

Artista discreto, falava pouco, foi desenhista e pintor que encantado com o fauvismo tornou-​ ­se um mestre do expressionismo. Criou desenhos e pinturas com estilo único e marcante. Suas cores, em pinceladas fortes, deram à arte uma obra de qualidade e intensa beleza. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA)

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1 (página ao lado) Meninos e Cavalo Azul, 118 × 75 cm, 1971 2 (página ao lado) Rua de Ouro Preto, 66 × 55 cm, 1949 3 (página ao lado) Inverno na França, 49 × 65 cm, 1950 4 O Casarão Antigo, Santa Tereza, 55 × 46 cm, 1952

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5 Arredores de Paris, 59 × 73 cm, 1959 6 Morro Carioca, 80 × 54 cm, 1967 7 Autorretrato, 82 × 65 cm, 1951 8 Jardim da Vila, 146 × 114 cm, 1970

MUSEU INIMÁ DE PAULA contato@museuinimadepaula.org.br REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X L • MARÇO /AB

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ARTE & IN DÚSTRI

Capa

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Arrozais do Japão, 81 × 100 cm, 1974

mais vivas na busca da felicidade — mesmo que pareça algo inatingível. Não faz a pintura do que vê, mas a re­cria­ção do que sente em rela­ ção à imagem colhida no testemunho da vida. O homem si­len­cio­so, introspectivo, produz te­ las sonoras, reveladoras, instigantes. Um con­ flito que gerou intensa sensibilidade. Quer no figurativo ou no abstrato, mas, acima de tudo no fauvismo/ex­pres­sio­nis­mo que permeou sua trajetória, Inimá emo­cio­na e faz pensar. Em 1947, volta ao Rio de Janeiro expõe em respeitadas ga­le­r ias, participa de importantes bienais e salões nos quais conquista muitos prê­mios. Um deles, no I Salão Na­cio­nal de Arte Moderna (1952), possibilita-​­lhe via­jar a Fran­ ça. Estuda desenho e pintura na Académie de La

Grand Chaumière e na École Na­tio­na­le Supérieure des Beaux-​­Arts, em Paris, frequenta os ateli­ ês do pintor futurista Gino Severini e do escul­ tor e pintor, então fauvista, André Lhote (que mais tarde se tornaria cubista). A temporada europeia, o contato com os artistas modernos e a exploração dos grandes museus, consolida o compromisso de Inimá com o modernismo. Desde então, o artista que já era insatisfeito com o estado de coisas da arte brasileira, torna-​ ­se ainda mais re­vo­lu­cio­ná­r io. “Aprendi vendo”, diz ao lhe cobrarem quantas telas havia pinta­ do na Europa. Ele quase não trabalhou fora do País, queria apenas evoluir. No Brasil, após os estudos na França, Inimá torna-​­se próximo de duas figuras relevantes: Candido Portinari e Oscar Nie­me­yer. Ambos comunistas, levam Inimá a se fi­liar ao parti­ do. Embora cons­cien­te dos problemas sociais do País, o artista não vê sentido em uma arte engajada apenas por ideo­lo­g ia. É preciso falar também ao coração de todos e, nem sempre, a tendência neor­rea­lis­ta alcança tal propósito. Em 1969, Inimá volta a viver em Minas, mora em Belo Horizonte. Nessa fase, sofrendo um pe­r ío­do depressivo, o artista mostra suas preo­c u­pa­ções políticas na série de “Favelas”. O Brasil estava sob a ditadura militar e experi­ mentava um suposto “desenvolvimento econô­ mico”. Suas telas não abrem mão da beleza es­ tética, mas fazem corajosa crítica so­cial. Inimá le­c io­na Pintura na Escola de Belas Artes e na Escola Guignard. O artista via­ja pelo Brasil e o Mundo, expõe sua obra. Vanguardista, faz uma releitura da arte. Inimá pinta até o final da vida. Aos 80 anos de idade e 60 de carreira, rea­li­za o sonho de ver cria­d a uma fundação com o seu nome. Morre em 13 de agosto de 1999, na capital do seu Estado. Embora sempre inquieto, repousa em paz na História da Arte do Brasil.

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EXPOSIÇÃO

Fespa Brasil/ ExpoPrint Digital passa a ser anual Feira cresce em número de visitantes e de expositores e em 2016 incorporará a Brasil Label. Texto: Tânia Galluzzi

(E/D): Michael Ryan, exhibition manager da Fespa UK; Patrícia Guarnelli, gerente financeira, e Sandra Keese, diretora, da APS Feiras; Eduardo Buck, diretor da ExpoPrint Digital; Klaus Tiedemann, presidente da Afeigraf; Ismael Guarnelli, presidente da APS Feiras; Lascelle Barrow, presidente da Fespa UK; Neil Felton, CEO da Fespa UK e Alexandre Keese, diretor comercial da APS Feiras

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m um ano pra lá de complicado como o que estamos vivendo, registrar o aumento na visitação de uma feira de equipamentos e sistemas é sim motivo para comemoração. Posicionando-se como o primeiro evento de negócios importante de 2015 no setor de impressão digital e comunicação visual, a Fespa Brasil/ExpoPrint Digital atraiu para o Expo Center Norte, em São Paulo, entre os dias 18 e 21 de março, 14.236 visitantes únicos, soma 8% superior à edição anterior, rea lizada em 2013. O índice coincide com o aumento da área de exposição, que cresceu para abrigar 439 marcas, número 12% maior do que no ano retrasado. A resposta positiva veio a calhar com os planos dos organizadores. Desde 2011, a APS e a Fespa, vêm estudando o mercado visando a oferecer a melhor solução. Assim decidiu por promover a feira no início do ano, começando em março de 2013 e mantendo seu posicionamento em março de 2015. Agora a feira passa a ser anual, com a próxima edição já confirmada: 6 a 9 de abril de 2016. Outra novidade anunciada é a incorporação de uma terceira feira na mesma data e local: a Brasil Label, iniciativa promovida entre a APS Feiras e a Fespa voltada para o segmento de rótulos. Entre os expositores entrevistados pela Revista Abigraf o balanço segue a mesma toada. Eduardo Buck, diretor da ExpoPrint Digital e gerente de vendas da Canon, comentou que a feira foi um novo marco para a Canon do Brasil, pois, em meio às incertezas da economia,

mostrou que a empresa continua a investir no País. Com um volume de visitantes equivalente à edição anterior, os resultados da Calcgraf foram positivos. “O público é basicamente formado por médias e pequenas empresas e, como temos soluções desenhadas para esse perfil, pudemos aproveitar bem o evento”, afirmou Karina Escobar, diretora da empresa. Para José Luis Gutiér rez, presidente da Heidelberg do Brasil, o fluxo de visitantes e a qualidade do público sur preenderam. “Fechamos negócios na área de acabamento e os lançamentos da linha Linoprint, chamaram muito a atenção do público”. Para a Epson, de acordo com a gerente de produtos Evelin Wanke, a movimentação gerada pela feira ajudou a alavancar as vendas do mês de março em 30%. Na Konica Minolta, os resultados colhidos no evento superaram em mais de 10% as projeções iniciais. “Estamos otimistas para os próximos meses, apesar de cientes das dificuldades”, disse Sean Maximo, especia lista de produtos. A Ricoh também saiu satisfeita com o cumprimento dos objetivos, contabilizando mais de três mil visitantes em seu estande. No campo dos fabricantes de sistemas digitais de impressão, a Xerox foi outra a atingir suas metas. “Como tivemos um elevado índice de visitação durante o evento, comemoramos os principais objetivos completados”, comentou Luis Iglesias, diretor executivo de Artes Gráficas. Antonio Dalama, diretor da Rotatek, ressaltou o comportamento um tanto hesitante do gráfico tradicional frente à tecnologia digital.

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“O número de visitantes pode ser considerado muito bom. Contudo, as visitas ainda têm caráter especulativo, por questões tecnológicas e não econômicas. A mudança de modelo de negócio, com as condições apresentadas pelo mundo digital, faz com que o empresário gráfico esteja buscando enquadrar-se no novo modelo”. NOVIDADES

Com relação à inovação tecnológica, a feira foi econômica, parte em razão da proximidade com a ExpoPrint, rea lizada há oito meses. Entre os lançamentos efetivos estavam os dois novos modelos da linha Linoprint, da Heidelberg, as impressoras digitais Linoprint CV e Linoprint CE , apresentadas na Alemanha em janeiro e mostradas pela primeira vez na América Latina

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na Fespa/ExpoPrint Digital. A maior inovação está na versão CV, que pode imprimir com cinco cores, oferecendo o branco ou verniz de alto brilho como cor adicional. O equipamento alcança velocidade de 90 páginas A4 por minuto, aceitando papéis texturizados e filmes sintéticos. Para o segmento de comunicação vi sual chamou a atenção a nova integrante da consagrada família Océ Arizona 6100. A nova 6170, mostrada há três meses nos Estados Unidos, tem como diferencial a velocidade. A impressora de mesa é capaz de produzir 33 placas no formato 1,22 × 2,44 m por hora mantendo a qualidade pela qual a linha 6100 é conhecida. O alvo são as empresas de comunicação visual que atendem os grandes varejistas. Uma solução que vale ser conferida foi levada pelo publicitário Thiago Cid e pelo analista de sistemas Henrique Magalhães. Trata-se do CotaPrint, site que promete fazer a ponte entre gráficas e cliente. Desde outubro, quando foi lançado, acumula o cadastro de 500 gráficas de todo o País, que pagam uma mensalidade para constar no banco de dados da plataforma. Através da página, o cliente solicita, gratuitamente, o orçamento de qualquer produto ou serviço. O pedido é enviado às gráficas que informaram estar habilitadas a fazer aquele tipo de serviço e elas, por sua vez, podem entrar em contato com o cliente via e-mail ou por telefone para apresentar seu preço. O formato do negócio não é uma novidade na Internet. Mas o CotaPrint se destaca pela simplicidade e por não interferir no processo de orçamentação da gráfica.

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BIGNARDI, 100 ANOS

Uma boa idade para pensar no futuro Preparada para enfrentar os desafios do setor de papel, a Bignardi analisa possibilidades de investimento. Texto: Tânia Galluzzi

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o dia 10 de março a Bignardi Papéis completou um século. Com o nome de Gordinho Braune & Cia, começou a operar como distribuidora de papel pela iniciativa do fazendeiro Antonio Cintra Gordinho e do engenheiro Herman Braune, que se tornaram protagonistas do progresso industrial da região de Jundiaí (SP). Em 1925, através da aquisição de sua primeira máquina de papel (o segundo equipamento fabricado pela Voith no Brasil), deu inicio à fabricação de seu portfólio de produtos. Dois anos depois, de forma pioneira, iniciou a utilização da celulose de eucalipto para a produção de seus papéis. Visando diversificar seus negócios, em 1972 a Jandaia Indústria Gráfica

comprou a Gordinho Braune, que passou a ser chamada de Bignardi Papéis em 2003, compondo o Grupo Bignardi com a Cadernos Jandaia e o Atacado Jandaia. Nesses 100 anos a empresa cresceu significativamente, passando de uma comercia lização inicial da ordem de seis mil toneladas anuais para as atuais 100 mil toneladas anuais, sendo que destas, 60 mil toneladas são de produção própria e o restante vem de uma parceria estratégica de produção e distribuição fechada há alguns anos com a Inter national Paper. Sua longa história foi marcada por duas gestões, a dos fundadores que perdurou até 1972 e após pela família Bignardi, liderada pelo José Bignardi Neto, empresário do segmento gráfico

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que teve a ousadia e competência para investir num segmento com alta exigência em recursos, conhecimento e capital. A própria Jandaia está próxima de uma data redonda. Fundada por José Bignardi Neto para con feccionar cadernos e listas telefônicas, completará 60 anos em 2016. “Temos observado atentamente o mercado procurando entender o que virá, tarefa complexa principalmente frente ao quadro de instabilidade que estamos vivendo. Sabemos que as crises são seletivas, eliminando quem não tem competência e fortalecendo os bem estruturados, como a Bignardi”, afirma Ricardo Bignardi, diretor comercial e financeiro do grupo. A diretoria aponta a grande pressão de custos como um dos principais desafios. Eles lembram que na época da implantação do real os preços do papel e do aço no mercado inter nacional se equiparavam, o que não ocorre mais, com vantagem clara para o aço. A combinação de elevação da oferta nacional e a concorrência inter nacional provocaram a queda, tornando o papel brasileiro muito barato. “O desafio é a rentabilização”, comenta Alexandre Duckur, diretor comercial da Bignardi Papéis.

 (E/D) Sentados: José Bignardi, presidente, e Beatriz Bignardi, diretora financeira, do Grupo Bignardi. Em pé: Ricardo Bignardi, diretor comercial, e Ivan Bignardi, diretor industrial, do Grupo Bignardi; Alexandre Duckur, diretor comercial da Bignardi Papéis; e Thiago Bignardi (terceira geração), executivo de marketing do Grupo  Montagem da máquina de papel MP1, na década de 1920

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 Vista da planta industrial da então Gordinho Braune & Cia., na década de 1920  Máquina de papel MP-1 em operação, 1930

A máquina de papel, instalada em 2008 na fábrica de Jundiaí (SP), tem capacidade para a produção de 50 toneladas de papel por ano

PAPEL HÍBRIDO

A questão sobre a mesa da diretoria do grupo é justamente qual de suas três áreas de atua ção merece maior aporte de recursos: cadernos, papel ou atacado de papelaria. Um dos projetos em desenvolvimento é o papel híbrido, voltado para o segmento de imprimir e escrever. As pesquisas já estão bem adiantadas. Falta definir a coloração final do produto e seu nome, quesitos-chaves para garantir um bom posicionamento de mercado. Acertadas essas questões, a Bignardi deve apresentar o papel no segundo semestre. A novidade sustenta a bandeira recicladora da companhia e casa muito bem com o momento vivido pelo País, sobretudo pelo Estado de São Paulo. “Os especificadores, os designers gráficos, estão sempre buscando novidades, e hoje, mais do que nunca, estão atentos às questões ambientais. O novo papel pode evidenciar algumas características da Bignardi, como o fato de

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nunca consumir menos de 40% de aparas em seu processo industrial e de deter o benchmarking mundial em reúso da água no campo em que atua”, afirma Alexandre Duckur. A Bignardi já está utilizando o papel híbrido nos cadernos que a Jandaia exporta para os Estados Unidos. O produto leva essa designação por combinar três fibras: aparas gráficas, pasta mecânica branqueada e celulose. Cumprindo as funciona lidades de um offset legítimo, terá como alvo os segmentos escolar e didático. Possivelmente, o papel híbrido terá uma coloração entre o gelo e o bege, o chamado off-white. Com 32 anos de ex periência na área de papel, Alexandre argumenta que o modelo de papel reciclado no Brasil esgotou-se e que o objetivo da Bignardi com o lançamento é justamente reposicionar o produto. “Depois do boom do papel reciclado em meados da década passada, os agentes econômicos optaram por algo mais barato, também apoiados na importação, o que minou o papel reciclado. Não acredito que a demanda diminuiu por opção do consumidor”. Com a nova linha, a ideia é migrar toda a produção para a composição híbrida.

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CHAPAS

Governo sobretaxa importação de chapas pressensibilizadas

Decisão final sobre ação antidumping saiu no início de março e atinge produtos europeus, norte‑americanos e asiáticos. Texto: Tânia Galluzzi

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O

governo brasileiro, encer­ rando um processo ini­c ia­do em fevereiro do ano passado, decidiu pela existência de dumping nas exportações para o Brasil de cha­ pas pressensibilizadas de alumínio para im­ pressão offset ori­gi­ná­rias da China, Estados

Unidos, Hong Kong, Taipé Chinês e ­União Europeia. A decisão final foi publicada no Diá­r io Ofi­cial da ­União no dia 5 de março. A decisão afeta principalmente Kodak e Fujifilm, que se pro­nun­cia­ram não só no sentido de respeitar a decisão como de con­ ti­nuar a trabalhar com suas linhas no País.

Gilberto Fa­rias, presidente da Kodak

Evandro Matteucci, diretor geral da divisão de Sistemas de Impressão da Kodak

Mutsuki Tomono, diretor-​ p­ residente da Fujifilm do Brasil

Levi Ceregato, presidente da Abigraf Na­cio­nal

Luiz Nei ­A rias, presidente da IBF

Paulo Amaral, diretor comercial da Agfa

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Em entrevista coletiva, Gilberto Fa­rias, pre­ sidente da Kodak, afirmou que nada muda para o mercado brasileiro, tanto com rela­ ção aos preços, quanto no que se refere aos contratos presentes e futuros. “Em nenhum momento praticamos dumping no merca­ do brasileiro. Apesar de não concordarmos com a decisão, sobretudo pelo fato de ter sido colocado numa mesma categoria um produto sem similaridade na­cio­nal, que é a chapa sem processamento químico da li­ nha Sonora, respeitaremos a decisão. Não vamos repassar essa sobretaxa ao merca­ do. Não haverá aumento de preço”. Segundo Evandro Matteucci, diretor geral da divisão de Sistemas de Impressão para Ásia, Améri­ ca Latina, Orien­te Médio e África, a sobre­ taxa terá um impacto sobre a companhia, porém ele será absorvido em função do comprometimento da empresa com o Brasil. De acordo com o presidente da Kodak, a medida representa um retrocesso tecnológi­ co por limitar o uso das chapas sem proces­ samento. “A decisão pode reduzir o número de players. Os grandes importadores pode­ rão con­ti­nuar a a­ tuar no mercado na­cio­nal, porém outros dificilmente virão”. O Brasil é hoje o maior comprador mun­d ial de cha­ pas Sonora. Cerca de 2.200 gráficas usam as chapas sem processamento da Kodak no mundo, das quais 200 estão no Brasil. Entre 2013 e 2014, a linha alcançou crescimen­ to de 300% em termos de volume no País. Procurada pela Revista Abigraf, a Fuji­ film respondeu com um comunicado ofi­cial de Mutsuki Tomono, diretor-​­presidente da Fujifilm do Brasil. “Ba­sea­da na con­f ian­ça conquistada ao longo de mais de 50 anos no mercado brasileiro, a Fujifilm do Brasil respeita a decisão do governo sobre a prá­ tica de dumping nas exportações de chapas pressensibilizadas de alumínio para im­ pressão offset para o Brasil, e informa que adota es­tra­té­g ias para não onerar o merca­ do. A empresa continua trabalhando com seu port­fó­lio, prezando pela qualidade, tec­ nologia e serviço com a integridade que o seu principal parceiro, o clien­te, merece”.

A Abigraf Na­cio­nal participou do pro­ cesso po­si­cio­nan­do-​­se contrária à ação antidumping, alegando não haver similaridade entre as chapas digitais pressensibilizadas de alumínio importadas e o produto fabri­ cado no Brasil. “Sempre fomos favoráveis à indústria na­cio­nal. O que nos preo­cu­pa é a possibilidade da cria­ção de uma reserva de mercado e da elevação do preço ou mesmo falta do produto”, comentou Levi Ceregato, presidente da Abigraf Na­cio­nal. O OUTRO LADO

De acordo com Luiz Nei ­A rias, presiden­ te da IBF, empresa que impetrou a ação, não existe a possibilidade de fechamento de mercado. “O fluxo de importação con­ti­ nua­rá até mesmo porque as taxas antidumping não são proibitivas”. A empresa recor­ reu ao Departamento de Defesa Co­mer­cial do Ministério do Desenvolvimento, Indús­ tria e Comércio Ex­te­r ior (Decom), por con­ siderar a existência da prática de dumping, provocando a concorrência des­leal e o dese­ quilíbrio no mercado. “Com relação à possi­ bilidade de desabastecimento, ela também não se concretizará. Nossa linha de chapas sem processamento já está sendo co­mer­cia­ li­za­d a, com fornecimento garantido para os volumes que estão sendo solicitados”. Luiz Nei lembrou que entre 2007 e 2012 os importadores de chapas offset também estiveram sujeitos ao antidumping e que a IBF não se beneficiou disso para elevar os preços. “Sempre fomos parceiros da indús­ tria gráfica, afinal dependemos do setor. E agora não será diferente”. A Agfa, que igualmente fabrica no Bra­ sil chapas sem processamento, manteve-​ ­se neutra, não se envolvendo no processo. Ques­tio­na­do sobre o assunto, Paulo Ama­ ral, diretor da Agfa Graphics do Brasil, po­ sicionou-​­se favorável à importação, desde que em condições equânimes. O executi­ vo afirmou que a Agfa con­t i­nua­rá inves­ tindo na fabricação de chapas no Brasil e que está apta a suprir as necessidades da indústria na­cio­nal.

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VERNIZES

Principal meta é incrementar a linha de vernizes UV, incialmente com importação e depois com produção local.

Heliocolor agora é Weilburger Antigos e novos proprietários da Heliocolor após a assinatura do contrato: (E/D) Heinz Wimber; Manfred Stadtel, diretor geral da Grebe Corporate Services; Günter Korbacher, diretor geral da Weilburger Graphics; Flávio de Castro e Márcio Bertossi

N Arno Dürr, diretor de vendas da Weilburger Graphics

Günter Korbacher, diretor da Weilburger Graphics

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o início de fevereiro a Weilburger Graphics, fabricante alemã de vernizes gráficos, anunciou a compra da Heliocolor. De acordo com Márcio Bertossi, o único dos três sócios da Heliocolor que permanece na empresa, a aproximação entre as companhias aconteceu em 2014, quando a Heliocolor começou a buscar um parceiro na área de tecnologia. “Nosso principal negócio sempre foi a linha de vernizes à base de água, embora também trabalhássemos com UV, porém de forma modesta”. Das duas mil toneladas fabricadas pela Heliocolor no ano passado, 80% foram vernizes à base de água e 20% vernizes UV, emulsões de silicone e vernizes à base de epóxi. A planta fabril de 5.000 m está localizada em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. Em princípio pouca coisa muda, segundo Marcio Bertossi, até o início do ano responsável pela área industrial e agora atuando como administrador. A novidade é a importação e comercia lização de vernizes UV, que até o final deste ano passarão a ser fabricados em São Bernardo, tanto para a impressão offset, quanto flexográfica e serigráfica. Atualmente a capacidade máxima de produção é de aproximadamente seis mil toneladas por ano. “Devido aos nossos bons negócios e desempenho de vendas na América do Sul vínhamos procurando por uma fábrica adequada há tempos. A Heliocolor foi o nosso foco preferencial para uma aquisição porque todo o conjunto se encaixa perfeitamente. Por um lado, produz com um padrão de qualidade constante e elevado e por outro, a filosofia da empresa, os objetivos gerais e todo o ambiente de produção se ajustam perfeitamente aos da

Weilburger”, comentou Günter Korbacher, diretor geral. “Do nosso ponto de vista, apenas as vendas de vernizes de cura UV ainda são um pouco baixas, mas vamos mudar isso rapidamente com o nosso conhecimento e ex periência. O importante para nós é que as instalações de produção e a infraestrutura são projetadas para capacidades muito maiores”. Márcio não tem prazo para deixar a empresa que criou há 25 anos ao lado de Heinz Wimber e Flávio de Castro. Sua tarefa é comandar a fase de transição, sobretudo a implantação e consolidação das novas tecnologias e adaptação dos produtos às necessidades da indústria nacional. CONHEÇA A WEILBURGER

Fundada em 1879 como fábrica de tintas Otto Stauber na cidade alemã de Fürth, na Bavaria, a Weilburger Graphics GmbH é fabricante de acabamentos de impressão para embalagens, rótulos e impressões em geral. A empresa faz parte do grupo Grebe, fabricante de médio porte de revestimentos industriais, com 11 instalações produtivas em todo o mundo, atendendo os segmentos de impressão offset plana, rotativa e envernizamento off-line, além das áreas de serigrafia, flexografia, impressão banda estreita e impressão digital. No Brasil, a Weilburger possui uma unidade em Sorocaba (SP), que produz revestimentos antiaderentes para metais, plásticos e vidros, utilizados na produção de panelas, óculos e vidros decorados para cosméticos, entre outras aplicações. HELIOCOLOR www.heliocolor.com.br

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Encadernadora de lombada quadrada Acoro

Mesa de corte Acorta, da Agfa

Criada em 1985, a história da Stamppa confunde­se com a trajetória de seu fun­ dador, Luiz Carlos Gaglianone. O empre­ sário teve sua primeira experiência profis­ sional no segmento gráfico com um amigo de seu pai, antes mesmo de ingressar na fa­ culdade. O pai possuía um restaurante no centro do Rio, e um de seus clientes apro­ veitou um andar vago no mesmo edifício para abrir uma gráfica. Luiz passou a fre­ quentá­la e logo despontou como colabo­ rador importante para o desenvolvimento do negócio, tornando­se um dos sócios. A empresa passou por um período de am­ pliação, culminando com a compra de ou­ tra gráfica, o que exigiu a transferência para um novo local. Na década de 1970, Luiz foi convida­ do para trabalhar na divisão promocional de uma multinacio nal inglesa espe ciali­ zada na produção de impressos de segu­ rança. Poucos meses depois, essa divisão foi vendida para um grupo gráfico norte­ americano. Na nova organização Luiz per­ maneceu liderando a operação industrial por 12 anos. Chamado para assumir a dire­ ção de uma unidade da companhia nos Es­ tados Unidos, Luiz sentiu que era hora de abrir seu próprio negócio. Em 1983 uniu­se a um grupo financeiro para iniciar sua grá­ fica no bairro da Penha, também na Zona Norte, com olhos no segmento promocio­ nal. Em dois anos, o empresário assumiu a

totalidade do negócio, fazendo nascer a gráfica e editora Stamppa. Novos mercados No ano 2000 a empresa mudou­se para um novo parque industrial, no bairro de Ramos, em uma área de 2.500 m2, posteriormente ampliada para 8.000 m2. Nos anos seguin­ tes, a gráfica consolidou­se como um for­ necedor de qualidade, aparelhada com

Detalhe da mesa de corte Acorta, da Agfa

tecnologia de ponta. Quatro anos depois, o grupo inaugurou a divisão Stamppa Sign, mirando o mercado de sinalização e gran­ des formatos, acompanhando o florescimen­ to do setor no Brasil. No restante da década, a Stamppa Sign cresceria mais de 100% ao ano. Essa evolução reforçou a estratégia de dividir a operação em três núcleos: Stamppa Sign, Stamppa Digital, voltada para as baixas tiragens, e Stamppa Gráfica, calcada no pro­ cesso offset, que se mantém na liderança em termos de faturamento. O grupo abriga ainda um braço editorial, composto por quatro se­ los: Ao Livro Técnico; Escrita Fina, voltada para o público infantojuvenil; Tinta Negra, com tí­ tulos de literatura geral; e Nossa Casa, focada em obras de autoajuda e ecumênicas. Em 10 anos de atividade, os selos colecionam alguns Jabutis, como o conquistado pelo livro O Tea­ tro e Eu, biografia do ator Sergio Britto, que le­ vou o primeiro lugar na categoria Biografia. O  reconhecimento vem igualmente do pró­ prio setor gráfico, por meio do Prêmio Wer­ ner Klatt de Excelência Gráfica. Só na última edição foram cinco troféus. Atualmente o grupo domina a cadeia com­ pleta de produção, contando inclusive com estrutura para distribuição em todo o Brasil, além de serralheria própria e departamento de projetos especiais (totens, letreiros, ilumi­ nação com LED etc) para dar vazão aos traba­ lhos de comunicação visual. Segundo Marco Antonio Ribeiro, diretor comercial da Stamppa

Sign, a maior demanda continua com as lonas para eventos e peças para pontos de venda, mas a adesivação de frotas tem crescido signi­ ficativamente. “Entre nossos clientes estão os grandes shopping centers, assim como a parte institucional de algumas áreas do transporte público e privado. Investimos em tecnologia e com isso estaremos mais fortes e completos para atender industrialmente o segmento de PDV no comércio varejista e nas Olimpíadas de 2016”. Para Luiz Carlos, agora é hora de for­ talecer a posição conquistada pela Stamppa, atentando sobretudo para a elevação da pro­ dutividade e otimização dos processos. “Cre­ dibilidade é o nosso maior patrimônio e com­ petitividade em âmbito nacional o principal diferencial”, afirma o empresário.

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Texto: Tânia Galluzzi

ANO 23 Nº 102 ABRIL/2015 Texto: Tânia Galluzzi

GRUPO CARIOCA FINALIZA CICLO DE INVESTIMENTO E FORTALECE SUA ATUAÇÃO NOS SEGMENTOS EDITORIAL, PROMOCIONAL, DE COMUNICAÇÃO VISUAL E DIGITAL PARA BAIXAS TIRAGENS.

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

Stamppa, 30 anos construindo credibilidade


Impressora Heidelberg Speedmaster 102 CD, 5 cores + verniz em linha

Luiz Carlos Gaglianone, fundador da empresa

E

m 2014, a Stamppa investiu cerca de R$ 12 milhões em atualização tecno­ lógica. A  ação encerrou uma fase de aplicação de recursos que durou seis anos, ampliando as possibilidades do Grupo Gráfico Stamppa no atendimento aos merca­ dos promocional e editorial, incluindo peque­ nas tiragens, e de comunicação visual. O  in­ vestimento teve como destino a compra de três impressoras offset folha inteira e três do­ bradeiras, na área gráfica, e uma máquina de

corte, mais um equipamento híbrido de im­ pressão (substratos rígidos e flexíveis) para si­ nalização. A instalação do último sistema deve ser concluída agora em maio e com isso a em­ presa finaliza essa etapa com capacidade ins­ talada de 300 toneladas de papel por mês na divisão offset e 120 mil metros quadrados por mês na divisão de sinalização. Com 220 fun­ cionários e área construída de 8.000 m2, a em­ presa consolida­se como nome forte do setor gráfico no Rio de Janeiro.

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Encadernadora de lombada quadrada Acoro

Mesa de corte Acorta, da Agfa

Criada em 1985, a história da Stamppa confunde­se com a trajetória de seu fun­ dador, Luiz Carlos Gaglianone. O empre­ sário teve sua primeira experiência profis­ sional no segmento gráfico com um amigo de seu pai, antes mesmo de ingressar na fa­ culdade. O pai possuía um restaurante no centro do Rio, e um de seus clientes apro­ veitou um andar vago no mesmo edifício para abrir uma gráfica. Luiz passou a fre­ quentá­la e logo despontou como colabo­ rador importante para o desenvolvimento do negócio, tornando­se um dos sócios. A empresa passou por um período de am­ pliação, culminando com a compra de ou­ tra gráfica, o que exigiu a transferência para um novo local. Na década de 1970, Luiz foi convida­ do para trabalhar na divisão promocional de uma multinacio nal inglesa espe ciali­ zada na produção de impressos de segu­ rança. Poucos meses depois, essa divisão foi vendida para um grupo gráfico norte­ americano. Na nova organização Luiz per­ maneceu liderando a operação industrial por 12 anos. Chamado para assumir a dire­ ção de uma unidade da companhia nos Es­ tados Unidos, Luiz sentiu que era hora de abrir seu próprio negócio. Em 1983 uniu­se a um grupo financeiro para iniciar sua grá­ fica no bairro da Penha, também na Zona Norte, com olhos no segmento promocio­ nal. Em dois anos, o empresário assumiu a

totalidade do negócio, fazendo nascer a gráfica e editora Stamppa. Novos mercados No ano 2000 a empresa mudou­se para um novo parque industrial, no bairro de Ramos, em uma área de 2.500 m2, posteriormente ampliada para 8.000 m2. Nos anos seguin­ tes, a gráfica consolidou­se como um for­ necedor de qualidade, aparelhada com

Detalhe da mesa de corte Acorta, da Agfa

tecnologia de ponta. Quatro anos depois, o grupo inaugurou a divisão Stamppa Sign, mirando o mercado de sinalização e gran­ des formatos, acompanhando o florescimen­ to do setor no Brasil. No restante da década, a Stamppa Sign cresceria mais de 100% ao ano. Essa evolução reforçou a estratégia de dividir a operação em três núcleos: Stamppa Sign, Stamppa Digital, voltada para as baixas tiragens, e Stamppa Gráfica, calcada no pro­ cesso offset, que se mantém na liderança em termos de faturamento. O grupo abriga ainda um braço editorial, composto por quatro se­ los: Ao Livro Técnico; Escrita Fina, voltada para o público infantojuvenil; Tinta Negra, com tí­ tulos de literatura geral; e Nossa Casa, focada em obras de autoajuda e ecumênicas. Em 10 anos de atividade, os selos colecionam alguns Jabutis, como o conquistado pelo livro O Tea­ tro e Eu, biografia do ator Sergio Britto, que le­ vou o primeiro lugar na categoria Biografia. O  reconhecimento vem igualmente do pró­ prio setor gráfico, por meio do Prêmio Wer­ ner Klatt de Excelência Gráfica. Só na última edição foram cinco troféus. Atualmente o grupo domina a cadeia com­ pleta de produção, contando inclusive com estrutura para distribuição em todo o Brasil, além de serralheria própria e departamento de projetos especiais (totens, letreiros, ilumi­ nação com LED etc) para dar vazão aos traba­ lhos de comunicação visual. Segundo Marco Antonio Ribeiro, diretor comercial da Stamppa

Sign, a maior demanda continua com as lonas para eventos e peças para pontos de venda, mas a adesivação de frotas tem crescido signi­ ficativamente. “Entre nossos clientes estão os grandes shopping centers, assim como a parte institucional de algumas áreas do transporte público e privado. Investimos em tecnologia e com isso estaremos mais fortes e completos para atender industrialmente o segmento de PDV no comércio varejista e nas Olimpíadas de 2016”. Para Luiz Carlos, agora é hora de for­ talecer a posição conquistada pela Stamppa, atentando sobretudo para a elevação da pro­ dutividade e otimização dos processos. “Cre­ dibilidade é o nosso maior patrimônio e com­ petitividade em âmbito nacional o principal diferencial”, afirma o empresário.

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Texto: Tânia Galluzzi

ANO 23 Nº 102 ABRIL/2015 Texto: Tânia Galluzzi

GRUPO CARIOCA FINALIZA CICLO DE INVESTIMENTO E FORTALECE SUA ATUAÇÃO NOS SEGMENTOS EDITORIAL, PROMOCIONAL, DE COMUNICAÇÃO VISUAL E DIGITAL PARA BAIXAS TIRAGENS.

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

Stamppa, 30 anos construindo credibilidade


Encadernadora de lombada quadrada Acoro

Mesa de corte Acorta, da Agfa

Criada em 1985, a história da Stamppa confunde­se com a trajetória de seu fun­ dador, Luiz Carlos Gaglianone. O empre­ sário teve sua primeira experiência profis­ sional no segmento gráfico com um amigo de seu pai, antes mesmo de ingressar na fa­ culdade. O pai possuía um restaurante no centro do Rio, e um de seus clientes apro­ veitou um andar vago no mesmo edifício para abrir uma gráfica. Luiz passou a fre­ quentá­la e logo despontou como colabo­ rador importante para o desenvolvimento do negócio, tornando­se um dos sócios. A empresa passou por um período de am­ pliação, culminando com a compra de ou­ tra gráfica, o que exigiu a transferência para um novo local. Na década de 1970, Luiz foi convida­ do para trabalhar na divisão promocional de uma multinacio nal inglesa espe ciali­ zada na produção de impressos de segu­ rança. Poucos meses depois, essa divisão foi vendida para um grupo gráfico norte­ americano. Na nova organização Luiz per­ maneceu liderando a operação industrial por 12 anos. Chamado para assumir a dire­ ção de uma unidade da companhia nos Es­ tados Unidos, Luiz sentiu que era hora de abrir seu próprio negócio. Em 1983 uniu­se a um grupo financeiro para iniciar sua grá­ fica no bairro da Penha, também na Zona Norte, com olhos no segmento promocio­ nal. Em dois anos, o empresário assumiu a

totalidade do negócio, fazendo nascer a gráfica e editora Stamppa. Novos mercados No ano 2000 a empresa mudou­se para um novo parque industrial, no bairro de Ramos, em uma área de 2.500 m2, posteriormente ampliada para 8.000 m2. Nos anos seguin­ tes, a gráfica consolidou­se como um for­ necedor de qualidade, aparelhada com

Detalhe da mesa de corte Acorta, da Agfa

tecnologia de ponta. Quatro anos depois, o grupo inaugurou a divisão Stamppa Sign, mirando o mercado de sinalização e gran­ des formatos, acompanhando o florescimen­ to do setor no Brasil. No restante da década, a Stamppa Sign cresceria mais de 100% ao ano. Essa evolução reforçou a estratégia de dividir a operação em três núcleos: Stamppa Sign, Stamppa Digital, voltada para as baixas tiragens, e Stamppa Gráfica, calcada no pro­ cesso offset, que se mantém na liderança em termos de faturamento. O grupo abriga ainda um braço editorial, composto por quatro se­ los: Ao Livro Técnico; Escrita Fina, voltada para o público infantojuvenil; Tinta Negra, com tí­ tulos de literatura geral; e Nossa Casa, focada em obras de autoajuda e ecumênicas. Em 10 anos de atividade, os selos colecionam alguns Jabutis, como o conquistado pelo livro O Tea­ tro e Eu, biografia do ator Sergio Britto, que le­ vou o primeiro lugar na categoria Biografia. O  reconhecimento vem igualmente do pró­ prio setor gráfico, por meio do Prêmio Wer­ ner Klatt de Excelência Gráfica. Só na última edição foram cinco troféus. Atualmente o grupo domina a cadeia com­ pleta de produção, contando inclusive com estrutura para distribuição em todo o Brasil, além de serralheria própria e departamento de projetos especiais (totens, letreiros, ilumi­ nação com LED etc) para dar vazão aos traba­ lhos de comunicação visual. Segundo Marco Antonio Ribeiro, diretor comercial da Stamppa

Sign, a maior demanda continua com as lonas para eventos e peças para pontos de venda, mas a adesivação de frotas tem crescido signi­ ficativamente. “Entre nossos clientes estão os grandes shopping centers, assim como a parte institucional de algumas áreas do transporte público e privado. Investimos em tecnologia e com isso estaremos mais fortes e completos para atender industrialmente o segmento de PDV no comércio varejista e nas Olimpíadas de 2016”. Para Luiz Carlos, agora é hora de for­ talecer a posição conquistada pela Stamppa, atentando sobretudo para a elevação da pro­ dutividade e otimização dos processos. “Cre­ dibilidade é o nosso maior patrimônio e com­ petitividade em âmbito nacional o principal diferencial”, afirma o empresário.

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Texto: Tânia Galluzzi

ANO 23 Nº 102 ABRIL/2015 Texto: Tânia Galluzzi

GRUPO CARIOCA FINALIZA CICLO DE INVESTIMENTO E FORTALECE SUA ATUAÇÃO NOS SEGMENTOS EDITORIAL, PROMOCIONAL, DE COMUNICAÇÃO VISUAL E DIGITAL PARA BAIXAS TIRAGENS.

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

Stamppa, 30 anos construindo credibilidade


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BALANÇO Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Resultados da indústria gráfica brasileira em 2014

O setor gráfico nacional fechou o exercício de 2014 com uma queda de 2% na produção física industrial – número que seria pior não fosse o bom desempenho no terceiro trimestre –, apresentando um resultado final melhor que os 4,3% negativos registrados pela indústria de transformação.

E

m um ano em que a atividade econômica frustrou tanto — con­ trapondo um PIB real próximo de zero à expectativa anunciada pe­ los analistas no começo do ano de cresci­ mento de 2% —, o resultado do setor pode ser considerado ra zoável, em especial por não sur preender com uma queda muito maior do que a prevista.

DESEMPENHO GERAL

Levantamento rea li za do pelo Departa­ mento de Estudos Econômicos da Abigraf Nacional aponta que o setor gráfico bra­ sileiro encerrou 2014 com 20.630 empre­ sas ativas, empregando aproximadamente 213 mil pessoas. Na produção, segundo o IBGE, a indústria gráfica, embora com re­ cuo de 2%, teve um desempenho melhor que a indústria de transformação, que caiu 4,3%. Os investimentos do setor também registraram queda, de 17%, na importação de máquinas e equipamentos, totalizando US$ 975 milhões contra US$ 1,17 bilhão em 2013. Em relação ao comércio exterior, as exportações totalizaram US$ 289,61 mi­ lhões e as importações US$ 493,82 milhões. O saldo da balança comercial registrou déficit de US$ 204,21 milhões, um resultado 24,3% menor que em 2013.

PRODUÇÃO

A produção física da indústria gráfica (IG) caiu 3,1% no quarto trimestre de 2014 em relação ao mesmo perío do do ano ante­ rior, segundo cálculos da Abigraf, a par­ tir da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Na mesma comparação, a indústria de transformação encolheu 5,5%. Frente ao terceiro trimestre, a retração do setor foi de 6,5%. O recuo já era espera­ do diante da alta de 6% obtida pela IG entre julho e setembro de 2014, apontada como consequência do “aquecimento transitó­ rio” trazido pelo aumento de encomendas durante a campanha eleitoral. No acumulado de 2014, a queda de 2% ficou acima das projeções de 1,7% divulga­ das pela Abigraf no início do ano. De qual­ quer forma, o recuo da produção trouxe demissões, inevitáveis em um contexto de margens comprimidas devido às pres­ sões de custos. Estimativas da Abigraf in­ dicam aumento médio de custos, incluindo mão de obra e insumos, de 8% sobre 2013. Como resultado, o emprego formal do se­ tor diminuiu 2,4% em 2014. Outra conse­ quência da queda da produção física foi a retração nos investimentos, com diminui­ ção de 17% na importação de máquinas e equipamentos gráficos. O lado positivo foi

NÚMEROS DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO 2010

2012

2013

2014

N-º Estabelecimentos (Rais)

20.007

20.527

20.631

20.630

20.630

N-º Funcionários (Rais)*

220.796

222.382

224.644

218.198

213.034*

11,04

10,83

10,89

10,58

10,33

$ 1,394

$ 1,384

$ 1,214

$ 1,172

$ 975,31

Funcionários / Estabelecimento Investimentos realizados (importação de máq. e equipamentos gráficos) (US$ bi FOB) Balança Comercial (US$ mi FOB)

40

2011

– $ 160,89

– $ 295,53

– $ 238,69

– $ 269,62

– $ 204,21

Exportação (US$ mi FOB)

$ 248,97

$ 269,32

$ 298,16

$ 279,10

$ 289,61

Importação (US$ mi FOB)

$ 409,87

$ 564,85

$ 536,85

$ 548,73

$ 493,82

*2014 – baseado em estimativas mensais do Caged. Fonte: MTE/Rais e MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

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Indústria gráfica

4T 14/3T 14 COM AJUSTE SAZONAL

4T 14/4T 13

– 3,1%

– 6.5%

– 1,1%

– 0,7%

0,5%

1,1%

0,0%

Indústria de transformação

– 4,3%

– 5,5%

– 2,0%

Bens de consumo semi e não-duráveis

– 2,5%

– 3,5%

– 1,2%

0,5%** —

Fonte: IBGE. *Projeção estimativa Abigraf. **Boletim Focus do BC

INVESTIMENTOS REALIZADOS PELA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA IMPORTAÇÕES DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (US$ milhões) 1.813 1.430

1.394

1.384 1.214

1.173

1.004

2007

2008

2009

975

2010

–12%

–3%

–17%

2012

2013

2014

2011

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA x TAXA MÉDIA DO CÂMBIO 650

2,50

550 450

2,00

250

1,50

150 50

Importação

201 4

201 3

201 1

Exportação

201 2

201 0

– 150

1,00

200 7

– 50

R$ / US$

350

0,50

– 250 0,00

– 350 ■

Saldo

Taxa de câmbio

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

Os segmentos editorial e promocional res­ ponderam por 60% dos desligamentos. Em relação a 2013, os postos de trabalho na in­ dústria gráfica encerraram 2014 com retra­ ção de 2,4%, totalizando 213.034 empre­ gos ativos. No ano foram admitidos 78.929 funcioná rios e desligados 84.093, ambos com queda, respectivamente, de 4% e 3%.

41 março /abril 2015

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2015*

– 2,0%

Embalagens de papel e papelão

200 9

De acordo com os dados do Caged – Ca­ dastro Geral de Empregados e Desempre­ gados do Ministério do Trabalho e Em­ prego (MTE), em 2014 houve redução de 5.164 postos de trabalho formais na in­ dústria gráfica brasileira. Quando compa­ rado ao ano anterior, isso representa uma redução de 2,4%, o que é mais um reflexo do difícil momento do setor. No mês de de­ zembro, em 2014, pudemos observar mar­ ca histórica com a redução de 3.143 postos de trabalho, 26% a mais que o ano de 2013.

2014

200 8

EMPREGO

PRODUÇÃO FÍSICA

US$ milhões (FOB)

a redução de 25% no déficit comercial do setor, equivalente a US$ 204 milhões — re­ sultado de crescimento de 4% nas exporta­ ções e encolhimento de 10% nas importa­ ções. A depreciação cambial foi o principal motor desse desempenho. O quadro econômico não autoriza oti­ mismos. Para este ano, as perspectivas de aumento da massa sa larial real são modes­ tas. E, como se trata de uma variável­chave para o desempenho do setor, a previsão é de nova queda na produção física da IG, com estimativa de 1,1% de recuo em 2015. Tal projeção poderá ser revista devido a fatores ainda imponderáveis, como a amea­ ça de racionamento de água e de energia e o risco de contaminação da economia por um efeito cascata da Operação Lava­Jato, uma vez que a penalização dos investimentos da Petrobras e das empreiteiras pode compro­ meter também a saúde financeira de sua rede de fornecedores. De qualquer forma, vale mencionar que, em períodos de con­ tração do PIB, a IG tende a alcançar melhor performance do que a média da indústria. Também a alta do dólar poderá favore­ cer a IG a partir do segundo semestre, me­ lhorando a competitividade do setor. Vai depender do compromisso do governo com a disciplina fiscal e monetária, para que o efeito inflacionário do câmbio seja modes­ to. Mas, vale ressaltar, a depreciação cam­ bial é contracionista no curto prazo, com aumento nos preços de insumos, máquinas e equipamentos. O setor poderia se benefi­ ciar apenas à medida que os custos de cur­ to prazo sejam compensados pela melhora da balança comercial.

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PARTICIPAÇÃO DOS SEGMENTOS GRÁFICOS NAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS – 2014

21,7% 20,7%

36,5%

Exportação 

0,3% 0,8%

0,2% 0,1%

Fo

En

ve lo

pe s

s ár io ul rm

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C

ito

oc io ■

0,9% 1,8%

6,9% 2,6%

10,5%

7,0%

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C

ar

es

Em

ba la ge ns

7,1%

1,5%

sc ai s

10,1%

Fi

32,9%

Et

38,5%

Importação

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

importações foram China 39%, Espanha 17% e Suí­ça e Estados Unidos com 8% cada. Cartões impressos formaram o terceiro principal bloco de produtos gráficos impor­ tados, com 20,7% do valor total. As transa­ ções no pe­r ío­do atingiram US$ 102,1 mi­ lhões, 5% in­fe­r io­res às importações de 2013. Os principais fornecedores interna­ cionais foram Estados Unidos 34%, Suí­ça 27% e França 11%. No outro extremo da balança co­mer­ cial, embalagens foi o segmento que mais exportou no pe­r ío­do — US$ 111,6 milhões, correspondentes a 38,5% das exportações gráficas —, com aumento de 3% em rela­ ção a 2013. Pela ordem, os principais im­ portadores das embalagens brasileiras fo­ ram Ve­ne­zue­la com 20%, Uruguai com 20% e Paraguai com 8%. O segmento de cartões impressos destacou-​­se como o segundo

INVESTIMENTO

Os investimentos em máquinas e equi­ pamentos gráficos em 2014 apresenta­ ram um forte recuo de 17% em relação a 2013. Na comparação an­te­r ior, entre o pe­ ríodo de 2013 e 2012, a queda tinha sido de apenas 3%. Todos os segmentos gráfi­ cos apresentaram retração nos investimen­ tos, mas o destaque negativo ficou com a impressão offset rotativa, que teve uma re­ dução de 61% em relação a 2013. Vale des­ tacar, porém, que a média de investimen­ tos nos últimos seis anos foi da ordem de US$ 1,2 bilhão, o que demonstra que a in­ dústria gráfica brasileira tem capacidade para renovar seu parque gráfico.

DESTINO E ORIGEM DOS PRODUTOS GRÁFICOS EM 2014 Exportações

Importações

EUA 13% Outros 28%

Colômbia 5%

Venezuela 11% Uruguai 10%

México Peru 8% 5% Bolívia 6% Chile Argentina 7% 7%

Outros 16%

China 25%

França 4% Alemanha 4% Itália 5%

EUA 19% Suíça 8%

Reino Unido 6% Hong Kong 6% Espanha 7%

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

COMÉRCIO EXTERIOR

42

Conforme dados da Secretária de Comér­ cio Ex­te­r ior, do Ministério do Desenvol­ vimento, Indústria e Comércio Ex­te­r ior (Secex/MDIC), no ano de 2014, as exporta­ ções brasileiras de produtos gráficos tota­ lizaram US$ 289,61 milhões, representan­ do aumento de 3,8% sobre o ano an­te­r ior. Em relação às importações houve forte re­ cuo de 10%, totalizando US$ 493,82 mi­ lhões. Como consequência, o saldo da ba­ lança co­mer­c ial continuou negativo, mas apresentou boa melhora: o déficit que era de US$ 269,62 milhões em 2013 foi reduzido para US$ 204,21 milhões em 2014.

Nas importações de produtos gráficos o destaque foi para os itens editoriais (como livros e revistas), equivalentes a 36,5% do total. As compras nesse segmento foram de US$ 180,47 milhões, o que representa redu­ ção de 3% em relação a 2013. Os principais paí­ses fornecedores no segmento edi­to­r ial foram: China 24% e Hong Kong, Reino Uni­ do e Estados Unidos com 15% cada. As im­ portações de produtos do segmento de em­ balagem ocuparam a segunda posição do ranking, com 21,7% do total, corresponden­ tes a US$ 107,31 milhões. Houve redução de 21% ante 2013. As principais origens dessas

com melhor desempenho monetário: res­ pondeu por 32,9% do total exportado pelo setor no ano, equivalentes a US$ 95,36 mi­ lhões. Apesar desse desempenho, o seg­ mento recuou 1% frente ao ano an­te­r ior. México (16%), Chile (14%) e Argentina (11%) cons­ti­tuí­ram os principais destinos dos cartões impressos brasileiros. O seg­ mento de cadernos, terceiro maior expor­ tador do setor, ficou com 10,5% do total. Suas exportações somaram US$ 30,3 mi­ lhões. Estados Unidos (77%), Porto Rico (6%), Paraguai e República Dominicana (3% cada) foram os maiores compradores.

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ECONOMIA Texto: Ada Caperuto Dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Um retrato da indústria gráfica do Rio de Janeiro Os empresários que responderam ao levantamento feito pela Revista Abigraf revelam um cenário de expectativas preocupantes.

S

egundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, de R$ 504,2 bilhões em 2012, o Estado do Rio de Janeiro possui 1.595 empresas do setor gráfico, que empregam 18.347 pessoas (Ministério do Trabalho – MTE/Rais). De acordo com o IBGE e as estimativas do Departamento Econômico da Abigraf, a produção gráfica do Rio de Janeiro em 2014 representou 15,3% (R$ 7 bilhões) de tudo que foi produzido pelo setor — o segundo melhor desempenho do País, atrás somente de São Paulo. O Estado é também o segundo maior gerador de empregos, com 8,4% da mão de obra empregada, contra 43,6% do primeiro colocado, São Paulo. Em relação ao número de empresas, a posição no ranking é a quinta, com 7,7% do total e tendo acima, pela ordem, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. De acordo com dados de 2013 do MTE, a maioria dos estabelecimentos atua no segmento promocional, embora o ramo editorial empregue um terço da mão de obra fluminense. Outro aspecto relevante é que o nicho de cartões impressos e de segurança, apesar de reunir apenas 1% das empresas, soma 16% da mão de obra no Estado; isso se deve ao baixo desenvolvimento

tecnológico nesse setor, necessitando assim de mais mão de obra especia lizada. O porte dos estabelecimentos é muito semelhante ao nacional. A indústria gráfica RESUMO DOS INDICADORES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Área (km²)

43.777,95

População (2014)

16.461.173

Densidade demográfica (hab/km²) PIB (bilhões R$)

365,23 504.221.371

PIB per capita (R$)

31.064,63

Número de municípios

92

Fonte: IBGE

DISTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS GRÁFICAS NO BRASIL

Outros 19% SP 29%

CE 3% GO 4% BA 4%

SC 6% RJ 8%

MG 11% RS 8%

PR 8%

Fonte: MTE/Rais. Elaboração: Decon/Abigraf

DADOS GERAIS DA INDÚSTRIA GRÁFICA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E NO BRASIL – 2011 E 2013 2011 RIO DE JANEIRO

Número de Estabelecimentos Número de Funcionários

PARTICIPAÇÃO (%)

RIO DE JANEIRO

BRASIL

% NO PERÍODO PARTICIPAÇÃO (%)

RIO DE JANEIRO

BRASIL

1.581

22.389

7,06%

1.595

20.630

7,73%

1%

– 8%

19.587

222.382

8,81%

18.347

218.198

8,41%

– 6%

– 2%

– 0,1%

0,1%

1%

2%

Número de Funcionários / Estabelecimento

12,4

9,9

11,5

10,6

Valor Bruto da Produção Industrial (R$ bilhão)

6,90

44,4

15,54%

7,00

45,4

4,51%

Balança Comercial (US$ FOB milhões)

44

BRASIL

2013

– 33,17

– 294,51

– 31,21

– 269,62

6%

8%

Exportação (US$ FOB milhões)

4,29

269,32

1,6%

3,80

279,10

1,4%

– 11%

4%

Importação (US$ FOB milhões)

37,46

563,83

6,6%

35,01

548,73

6,4%

– 7%

– 3%

Fonte: MTE/Rais, AliceWeb/MDIC, PIA/IBGE. Elaboração : Decon/Abigraf

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DISTRIBUIÇÃO DO EMPREGO DO SETOR GRÁFICO NO RIO DE JANEIRO E NO BRASIL POR FAIXA DE REMUNERAÇÃO E POR NÍVEL DE ESCOLARIDADE Distribuição por faixa de remuneração Ignorado

1,8% 1,5%

Mais de 20,0 (SM)

1,4% 0,5%%

15,01 e 20,00 (SM)

1,9% 0,6%

■ Rio de Janeiro ■ Brasil

Doutorado

0,0% 0,1%

Mestrado

0,3% 0,1% 14,4% 10,2%

48,5%

Ensino Médio completo

24,6% 31,3%

2,01 e 4,00 (SM)

3,6% 4,1%

Ensino Superior incompleto

14,0% 10,6%

4,01 e 7,00 (SM)

57,2% 8,7% 9,6%

Ensino Médio incompleto

46,0% 47,3%

1,01 e 2,00 (SM)

17,6% 12,8%

Ensino Fundamental completo

2,7%

6,8%

Ensino Fundamental incompleto

3,4%

Analfabeto Fonte: MTE/Rais 2013. Elaboração: Decon/Abigraf

fluminense tem 96,8% de micro e pequenas empresas (até 49 funcioná rios), que juntas empregam 50% ou 9.086 da força de trabalho do setor e possuem em média seis funcionários. As empresas de médio e grande porte têm 2,8% e 0,4% da parcela

Estabelecimentos

Micro 79,7%

Funcionários

Grande 30,3%

Pequena 17,1%

Média 2,8%

5,8%

0,0% 0,1%

dos estabelecimentos e embora as empresas com até 49 funcionários possuam metade da parcela de empregos, proporcionalmente, em relação à média nacional as que mais concentram mão de obra são as de pequeno (21%) e grande porte (30%).

DISTRIBUIÇÃO DE ESTABELECIMENTOS E FUNCIONÁRIOS POR PORTE

Grande 0,4%

■ Rio de Janeiro ■ Brasil

Ensino Superior completo

7,6% 4,8%

7,01 e 15,00 (SM)

Até 1,00 (SM)

Distribuição por nível escolar

Média 20,2%

Micro 20,6%

Pequena 28,9%

Fonte: MTE/Rais. Elaboração: Decon/Abigraf

Conforme o IBGE, o Estado do Rio de Janeiro está dividido em 92 mu nicípios, sendo que 77 são marcados pela presença de pelo menos um estabelecimento gráfico, segundo o levantamento do MTE. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) concentra 80% das empresas e 90% da mão de obra ativa no setor. O percentual de gráficas localizadas na capital é bastante elevado: 54% do total, ou 863 empresas, seguido de Niterói e Duque de Ca xias, com 4% cada. Consequentemente, a força de trabalho da indústria gráfica na capital fluminense é mais concentrada que nas demais regiões, com 69%, ou 12.624 funcionários. A balança comercial gráfica do Estado é historicamente deficitária: nos últimos dez anos, o saldo médio foi negativo em US$ 18 milhões. Nas exportações, os principais produtos gráficos comercia lizados foram os do ramo editorial, que somou US$ 2,14 milhões em negócios e se manteve em evidência também nas importações, março /abril 2015

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NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS E FUNCIONÁRIOS POR MESORREGIÃO ESTABELECIMENTOS MESORREGIÕES

FUNCIONÁRIOS

FUNCIONÁRIOS/ ESTABELECIMENTO

QUANTIDADE

PARTICIPAÇÃO (%)

QUANTIDADE

PARTICIPAÇÃO (%)

Noroeste Fluminense

43

2,7%

319

1,7%

7,4

Norte Fluminense

53

3,3%

243

1,3%

4,6

Centro Fluminense

78

4,9%

434

2,4%

5,6

Baixadas

56

3,5%

254

1,4%

4,5

Sul Fluminense

93

5,8%

515

2,8%

5,5

Metropolitana do RJ

1.272

79,8%

16.582

90,4%

13,0

Total

1.595

100,0%

18.347

100,0%

11,5

Fonte: MTE/Rais. Elaboração: Decon/Abigraf

com uma parcela de US$ 13,34 milhões. O  segundo setor que mais exporta é o pro­mo­c io­nal, com 20%, seguido pelo de etiquetas, com 10%. OPINIÕES

A reportagem da Revista Abigraf consultou gráficas de todo o Estado do Rio de Janeiro. Poucos foram os em­pre­sá­r ios que se manifestaram dian­te de questões sobre desempenho do negócio, problemas que afetam o setor e perspectivas para o ano de 2015 — e todos eles estão instalados na capital fluminense. Apesar da amostra reduzida, o que se vê nesse retrato par­cial é um cenário de insegurança. Para a empresa NB Nova Brasileira Serviços Gráficos, que atua há 20 anos no

segmento pro­mo­cio­nal, embora a demanda nominal tenha apresentado crescimento de 5% em 2014 na comparação com o ano an­te­r ior, existem sinais de desaquecimento no primeiro trimestre. De acordo com o diretor Thia­go Castelo Branco Lund, a demanda caiu 20% em relação a igual pe­r ío­do do ano passado. O presidente do Sindicato das In­dús­ trias Gráficas de Petrópolis, Valter Zanacoli, explica a si­t ua­ção. “Os me­gae­ven­tos que aconteceram no Brasil, como Copa do Mundo e eleições, não im­pul­sio­na­ram a indústria gráfica como se esperava. Ao contrário, tivemos diminuição significativa, tendo em vista que a economia estava voltada para outros segmentos mais específicos para esses eventos”. Diretor da centenária

Editora Vozes, Zanacoli informa que, em 2014, a empresa registrou queda de vendas de 27% em relação ao ano an­te­r ior. “Muitos clien­tes já sinalizaram a redução de grande parte de lançamentos de livros, assim como diminuição na quantidade de exemplares nas tiragens, e isso impacta diretamente na nossa produção”. O movimento também ficou abaixo do planejado para a Holográfica Editora, de acordo com o diretor Antônio Ivo Daflon dos Santos, vice-​­presidente da Abigraf Re­g io­nal Rio de Janeiro. Exceção aos casos apresentados, a J. Di Gior­g io & Cia, que tem mais de 80 anos de atividade e é es­pe­cia­li­za­da no segmento pro­mo­cio­nal e edi­to­r ial, registrou crescimento de 9% em 2014. “Apesar de toda a crise enfrentada pela maioria dos setores desde o final do ano passado, inclusive alguns segmentos do setor gráfico, nossa empresa tem se mantido estável, inclusive no ano de 2015”, informa o diretor Carlos Di Gior­g io Sobrinho, presidente da Abi­ graf‑RJ. Na opi­nião de Ivo Daflon, são dois os principais problemas que afetam o desempenho do setor no Estado: guerra de preços e carência de qualificação pro­f is­sio­ nal. Mas Thia­go Lund acrescenta à lista a alta carga tributária, que inibe os investimentos, e a falta de mão de obra. A mul­ti­ na­cio­nal Valid vem envidando esforços para so­lu­cio­nar um desses entraves. “Investimos bastante na qualificação de profissionais.

DISTRIBUIÇÃO DOS MUNICÍPIOS FLUMINENSES POR NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS E ESTABELECIMENTOS ESTABELECIMENTO

PARTICIPAÇÃO

FUNCIONÁRIOS

PARTICIPAÇÃO

FUNCIONÁRIO / ESTABELECIMENTO

Rio de Janeiro

  863

 54%

12.624

 69%

14,6

Niterói

   66

  4%

   331

  2%

 5,0

Duque de Caxias

   56

  4%

   440

  2%

 7,9

Petrópolis

   49

  3%

   936

  5%

19,1

São Gonçalo

   48

  3%

   831

  5%

17,3

São João de Meriti

   41

  3%

   324

  2%

 7,9

Nova Friburgo

   41

  3%

   212

  1%

 5,2

Volta Redonda

   32

  2%

   251

  1%

 7,8

Nova Iguaçu

   32

  2%

   126

  1%

 3,9

Campos dos Goytacazes

   29

  2%

   106

  1%

 3,7

Outros

   338

 20%

 2.166

 11%

 6,4

Total

1.595

100%

18.347

100%

11,5

MUNICÍPIOS

46

Fonte: MTE/Rais. Elaboração: Decon/Abigraf

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A companhia tem diversos programas de estágio e capacitação desde a base, como o programa Menor Aprendiz. Esse perfil desenvolvedor é percebido como um di­fe­ren­ cial pelo mercado”, diz Patrícia Piñeiro, diretora de Recursos Humanos da empresa, que, em 2014, procurou maximizar a efi­ciên­cia ope­ra­c io­n al e a diversificação geo­g rá­f i­c a das receitas, a fim de buscar o crescimento. “Em 2015, estamos sofrendo os reflexos do aumento de preço nos principais insumos da gráfica, tendo em vista o aumento do combustível, dos juros, da energia elétrica, mas, principalmente, pela indefinição econômica que se instalou no mercado”, pontua Valter Zanacoli. Ele não deixa de fora da lista a carga tributária e a complexidade da legislação, que extinguem

o po­ten­cial de competitividade das empresas. “Sofremos com a concorrência des­leal daqueles que estão na informalidade e que, por não cumprirem a legislação trabalhista e am­bien­tal, ob­v ia­men­te podem oferecer um preço muito menor”, diz o sindicalista. Di Gior­g io aponta também para a falta de fi­nan­cia­men­to, uma vez que a indústria gráfica é considerada pelas instituições financeiras como um setor de risco. Dian­te disso, são cautelosas as opi­ niões dos em­pre­sá­r ios que se dispuseram a atender ao levantamento. A incerteza prevalece nas manifestações de Ivo Daflon e de Thia­go Lund, que, dian­te da perspectiva de continuidade na baixa demanda, garantem que não estão previstos investimentos em me­lho­r ias nem a contratação de mão

de obra. Para a Valid, contudo, as dificuldades podem representar um estímulo para vislumbrar novos caminhos. “Vemos pela frente um ano de­sa­f ia­dor, mas com muitas oportunidades de crescimento”, diz Patrícia Piñeiro. “O cenário político e econômico do País não aponta boas expectativas para este ano e também para 2016, mas vamos trabalhar muito para alcançar nossos objetivos, seguir o planejamento estratégico e buscar atingir nossas metas”, diz Zanacoli. Mais con­f ian­ te, Di Gior­g io tem um ponto de vista diverso. “Apesar de todos os problemas que enfrentamos, sou otimista, acredito no Brasil e na indústria gráfica brasileira. ­A liás, crise mesmo só estou vendo a hídrica, além de alguns políticos aproveitadores”.

IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES POR SEGMENTO EM US$ FOB (MILHÕES) Importações SEGMENTOS

2011

2012

2013

2014

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

Editorial (livros e revistas)

17,94

2,15

12,79

1,65

13,10

1,81

13,34

1,81

Etiquetas

 8,81

0,65

 9,62

0,26

 9,37

0,24

 3,79

0,21

Promocional e Comercial

 2,75

0,37

 2,20

0,26

 5,08

0,35

 2,32

0,27

Fiscais

 1,00

0,70

 1,24

0,87

 1,35

1,01

 1,54

1,41

Embalagens

 3,44

1,17

 3,68

1,17

 4,07

1,14

 1,49

0,72

Cartões impressos

 2,81

0,01

 4,45

0,00

 1,51

0,00

 0,33

0,00

Formulários Contínuos

 0,05

0,00

 0,08

0,00

 0,17

0,00

 0,27

0,00

Cadernos

 0,63

0,46

 0,51

0,38

 0,32

0,20

 0,19

0,16

Envelopes

 0,05

0,02

 0,04

0,01

 0,04

0,00

 0,05

0,01

Total

37,48

5,53

34,61

4,61

35,02

4,76

23,32

4,60

Exportações SEGMENTOS

Editorial (livros e revistas)

2011

2012

2013

2014

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

2,88

0,41

3,76

0,23

2,05

0,17

2,14

0,20

Promocional e Comercial

0,41

0,03

0,49

0,03

0,64

0,06

0,71

0,02

Etiquetas

0,54

0,08

0,56

0,09

0,66

0,06

0,35

0,03

Embalagens

0,14

0,02

0,15

0,01

0,11

0,01

0,11

0,02

Envelopes

0,02

0,00

0,05

0,01

0,07

0,01

0,09

0,02

Cadernos

0,02

0,00

0,21

0,00

0,21

0,00

0,04

0,00

Formulários contínuos

0,22

0,01

0,15

0,01

0,04

0,00

0,03

0,00

Cartões impressos

0,00

0,00

0,01

0,00

0,01

0,00

0,02

0,00

Fiscais

0,03

0,00

0,03

0,00

0,01

0,00

0,02

0,00

Total

4,26

0,55

5,41

0,38

3,80

0,31

3,51

0,29

47

Fonte: MDIC. Elaboração : Decon/Abigraf.

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EM 2015, A FESTA

É NO BRASIL

Em plena Cidade

Maravilhosa RE ALIZAÇÃ O

COORDENAÇÃO

C OOR DENA Ç Ã O INTER N A C I O N A L

C O O RD E N AÇÃO T É CN I CA

XXIV CONGRESSO

APOIO

16º CONGRESSO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

LATINO-AMERICANO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

XXII THEOBALDO

DE NIGRIS CONCURSO LATINO-AMERICANO DE PRODUTOS GRÁFICOS


EM 2015, A FESTA

É NO BRASIL

Em plena Cidade

Maravilhosa REALIZ AÇÃ O

COORDENAÇÃO

C OOR DENA Ç Ã O INTER N A C I O N A L

C O O RD E N AÇÃO T É CN I CA

XXIV CONGRESSO

APOIO

16º CONGRESSO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

LATINO-AMERICANO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

XXII THEOBALDO

DE NIGRIS CONCURSO LATINO-AMERICANO DE PRODUTOS GRÁFICOS


GESTÃO

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Hamilton Terni Costa

Em um ano parado, a roda da mudança não para lguns fatos chamaram a atenção neste último mês de março. No meio do mês, a Printi (www.printi.com. br), empresa vir­t ual es­pe­c ia­l i­z a­ da na venda de produtos gráficos pela inter­ net, divulgou um press re­lea ­s e na imprensa se­to­r ial gráfica apontando uma expectativa de faturamento de R$ 30  milhões em 2015, após, segundo eles, terem crescido 190% em 2014. Afirmaram ainda que o fator propulsor

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do crescimento deste ano será o aumento da oferta corporativa, ou seja, o que no jargão des­ sa área se chama de B2B — negócio a negócio em que a gráfica estabelece um site específico para o clien­te, com seus produtos, facilitando o trabalho de compras. Fato relevante e inte­ ressante por se tratar de uma empresa que nem gráfica tem. Eles já ha­v iam anun­cia­do, no ano passado, a ne­go­cia­ção de parte da empresa — per­cen­tual não claramente divulgado — com

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a in­ter­n a­c io­n al Vista Print, uma gigante do setor gráfico, com vendas exclusivamente on-​ ­line, com plantas no Canadá e Holanda e uma base de 11 milhões de clien­tes. Durante a feira ExpoPrint Digital, evento rea­li­za­do na manhã do dia 19, reuniu-​­se um grupo de empresas para o lançamento da Co­ munidade de Usuá­r ios da Plataforma Isidora de web-​­to-print (www.isidora.com.br). A no­ tícia não é cabotina por termos tido parte no processo, mas somente para mostrar que o de­ senvolvimento da plataforma e sua incorpora­ ção por algumas dezenas de empresas já come­ ça a se transformar em rea­li­da­de. A maioria em processo de aprendizagem dos diferentes mo­ delos de negócio adotados, outras já com avan­ ços bem interessantes. O lançamento da comu­ nidade vem para ajudar essas empresas a terem onde se espelhar, permitir a troca de ideias e ex­pe­r iên­cias e os impactos nas organizações, pois a adoção de ferramentas como essa, se bem aproveitadas, permitem uma revisão de processos, maior produtividade e ajudam no quebra-​­cabeças da construção do que chama­ mos de plataforma de oferta aos mercados-​­alvo. Mais à frente voltaremos ao assunto. Falando em comunidade, no início do mês tivemos o décimo Ds­coop norte-​­a mericano, coo­pe­ra­ti­va de usuá­r ios de impressão digital da HP, desta vez em Washington e, como sempre, com uma im­pres­sio­nan­te presença de mais de 2.200 pes­soas. Mais de 120 palestras apresen­ tadas e, como novidade, um evento paralelo, mais fechado, para o lançamento do Jetcomm, grupo de usuá­r ios das rotativas HP de inkjet. Como parte de todo o evento, uma feira com mais de 100 expositores. Como sempre uma forte energia dos participantes nas busca de informações, novos aplicativos e novos mode­ los de negócio que vêm se destacando mun­dial­ men­te com a utilização da impressão digital. Nesse aspecto, a aposta no crescimento de apli­ cações na área de embalagem ficou bem claro. Já que havia men­cio­na­do a ExpoPrint Di­ gital, a feira, rea­li­za­da junto com a Fespa Bra­ sil, foi, sem dúvida, um destaque importante no mês. Não tenho o número de visitantes, mas te­ nho a percepção de vá­r ios dos expositores rela­ tando que o evento tinha superado todas as ex­ pectativas em termos de ne­gó­cios, interesses e possíveis ne­gó­cios. A rea­li­da­de é que muitos não nu­triam fortes expectativas dian­te do quadro econômico que estamos vivendo e, portanto, a

boa surpresa foi ver não só a quantidade de vi­ sitantes, mas os resultados positivos de vá­r ios dos participantes. Isso já levou a APS, organiza­ dora do evento, a lançar outra feira no próximo ano, desta vez com foco em rótulos e etiquetas. Vamos ver se emplaca. O que nos dizem todos esses fatos? Que apesar das dificuldades econômicas do mercado brasileiro e as estatísticas setoriais mostrando estagnação e até mesmo decréscimo em certos segmentos, as mudanças não param. Tomemos os movimentos ao redor da ado­ ção de soluções com web-t​­ o-print que relatamos no início. Só refletem um processo irreversí­ vel não só de incorporação do uso da internet e a digitalização em vendas e mar­ke­ting do se­ tor gráfico — tal qual vemos em outros seto­ res —, como a sua in­f luên­c ia na automação de processos internos das gráficas. As pesqui­ sas mundiais mais recentes, tal como a libera­ da pela Drupa no final do ano passado com o rótulo de global insights, foca justamente o im­ pacto da internet na gráfica e o fluxo do digi­ tal. Relata as mudanças das demandas de ma­ teriais gráficos pelo impacto das comunicações digitais, assim como ressalta o crescimento do e- ​­commerce como um todo e a mudança para a customização de massa. Aponta que 51% das empresas entrevistadas já desenvolvem algum tipo de uso de web-​­to-print, que gra­dual­men­te vai ganhando importância no volume de ven­ das, ainda que somente 14% dos respondentes afirmem que o sistema representa ao menos 25% de suas vendas. Em mercados mais desen­ volvidos, como o norte-​­americano, a venda de ma­te­r ial gráfico através de alguma plataforma de web-​­to-print já atinge 30% do total, segundo as pesquisas da Infotrends. Sobre o e-​­commerce como um todo, sua uti­ lização no Brasil também é fortemente crescen­ te tendo atingido o volume de R$ 39 bilhões de reais em 2004, segundo a As­so­cia­ção Brasilei­ ra de Comércio Eletrônico (Abcom), o dobro do valor de 2011. Os produtos mais vendidos pela internet são os re­la­cio­na­dos a moda, a eletrô­ nicos e beleza. Com a diferença, em relação ao ma­te­r ial gráfico, de que eles não precisam ser produzidos quando comprados. O gráfico sim, daí a importância de se trabalhar com platafor­ mas que tenham interface gráfica que já liberam arquivos prontos para impressão ou, do contrá­ rio, o processo produtivo se torna um gargalo caso se tenha sucesso na venda.

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Outro aspecto desse processo é o que a Prin­ ti anunciou na sua estratégia para este ano. Crescer nas vendas corporativas. E estão cer­ tos, pois desenvolver sites de compra exclusivos e específicos para os clien­tes da gráfica não só aumenta sua fidelização como são uma exten­ são do negócio ­atual da gráfica, enquanto que o e-​­commerce — ou a venda aberta ao mercado — é um novo negócio que precisa ser definido em termos de clien­tes-alvo e produtos, ser promo­ vido e ge­ren­cia­do como um novo negócio. Daí porque a pesquisa da Infotrends mostra que as vendas chamadas de B2B nos Estados Unidos são o dobro das vendas na modalidade B2C. Na rea­li­d a­de todos estamos ainda apren­ dendo a lidar com esse universo. Muitas gráfi­ cas sabem que esse é um caminho fundamen­ tal, mas ainda sofrem por não terem a expertise necessária para dar esse passo. Assusta. Por isso mesmo o lançamento de grupos que pos­ sam trocar ex­pe­r iên­cias e informações, como a comunidade feita pela Isidora, podem ter papel importante nesse desenvolvimento. No auxílio ao processo de mudança. Mudança foi também uma palavra-chave no Ds­coopX em Washington. Mudança na in­ corporação de serviços e mais valor agregado ao negócio indo além da impressão. Es­tra­té­g ias-​ ­chave, táticas e novas abordagens de ne­gó­cios per­mea­ram muitas das apresentações deixan­ do claro que as gráficas que seguem os cami­ nhos de novos serviços como os de mar­ke­ting, bases de dados, mídia digital e, em es­pe­c ial, as que procuram construir uma plataforma de oferta de serviços como me referi acima, vem crescendo de 8 a 10% acima da média das em­ presas do setor. E investindo em novas tec­no­ lo­g ias, pois a plataforma de oferta vem mudan­ do. Se assim não fosse a Quad Graphics (www. qg.com) não teria feito uma opção de compra de mais de 20 rotativas T da HP para sua divi­ são de livros. Uma aposta firme na flexibilida­ de, custo e produtividade das inkjets em um mercado tra­d i­cio­nal como o edi­to­r ial. Flexibilidade também é o que se encontra em eventos como a ExpoPrint Digital/Fespa. A produção digital em diferentes tipos de subs­ tratos indo do tecido ao metal, aplicações das mais diversas incluindo materiais promocio­ nais in­d i­v i­dua ­l i­za­dos que começam a invadir as plantas de produção de gráficas comerciais e um horizonte de crescimento pela frente na produção de grandes formatos. Um mercado

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que há alguns anos parecia que tenderia da estagnação da impressão serigráfica à limita­ ção de outdoors nas grandes cidades, mas que mostra um intenso vigor com as soluções para pontos de venda, decoração e tecidos. Só não vimos ainda por aqui, com mais des­ taque, a chamada impressão fun­cio­nal e a im­ pressão de eletrônicos, dois dos novos segmen­ tos mais crescentes. A fun­cio­nal, embutida hoje em fábricas de móveis e cerâmicas, entre outras, imprimindo móveis, pisos e azulejos. A eletrô­ nica, imprimindo circuitos eletrônicos, displays de mostradores de celulares e tablets, etiquetas de rádio frequência, wea­ra­bles — computação para vestir — e uma infinidade de aplicações. Ambas em crescimento acelerado. Enfim, sei que misturei vá­r ias coisas — umas mais ligadas ao Brasil, outras nem tanto. Mas a rea­li­da­de é que o processo de mudança é contínuo em nosso setor, por mais que muitos pensem que tudo continua como antes e lutam para achar saí­das em um mercado difícil pelas restrições políticas e econômicas que enfrenta­ mos. Mesmo assim muitos estão buscando e en­ contrando alternativas através de novas formas de entendimento do que o clien­te hoje busca e precisa. Através de novas proposições de valor que não se atém somente ao esplendor da repro­ dução, ainda que essa tenha, sem dúvida, o seu valor. Os que estão construindo e montando o seu quebra-​­c abeças tecnológico que vai com­ por a sua plataforma de ofertas di­fe­ren­cia­das aos seus clien­tes e mercados-​­a lvo. Plataformas que permitam a construção de soluções de co­ municação, de mar­ke­ting, de logística, de proje­ tos di­fe­ren­cia­dos de embalagens ou, até mesmo, a de simplesmente facilitar uma compra on-​­line de quem quer somente um novo cartão de visi­ tas, simples, rápido e com bom custo-​­benefício. Simplesmente só quis mostrar que a roda da mudança não para. Nós é que muitas vezes paramos em zonas de conforto que não exis­ tem mais. Isso pode ser bom e ruim. Depende de como você encara esse desafio. Hamilton Terni Costa, hterni@anconsulting. com.br, é diretor geral da ANconsulting, www.ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e Abraform e é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​ ­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Marketing Industrial.

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Sem título-1 1

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EDUCAÇÃO

Por uma ética na educação

Walter Vicioni Gonçalves

Hoje em dia, a educação brasileira tem desacertos e contradições que a nossa vã filosofia não consegue compreender, parafraseando o celebrado bardo inglês.

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H

ouve época, até a década de 60 do século passado, em que a escola pública era de boa qualidade e reservada para poucos. Com atraso em relação a outros paí­ses também em desenvolvimento, foi ini­cia­do, então, um processo irreversível de democratização do ensino, chegando, atual­men­te, ao atendimento de 98% da população em idade de ensino fundamental. Uma con­se­quên­cia da expansão da oferta de vagas, sem prévia formação e valorização dos profissionais da educação e de adequação da base física, foi a queda da qualidade do ensino público. As elites da so­cie­da­de brasileira passaram, então, a utilizar-​­se de instituições privadas de ensino, capazes de pro­p or­ cio­n ar formação su­f i­c ien­te para assegurar, ao término do ensino médio, ingresso nas melhores universidades públicas. Surge, assim, um perverso contrassenso: os pobres (também no­mea­dos pelo ridículo eufemismo “populações economicamente vulneráveis”) frequentam a escola básica gratuita e só conseguem ingressar, quando conseguem, no ensino su­p e­r ior pago; os ricos pagam por educação básica de boa qualidade e ingressam nas universidades gratuitas. Recentemente, as políticas de cotas para egressos de escolas públicas e para outros segmentos discriminados da população buscam amenizar tais distorções. Dentro da sala de aula também se observam estranhas contradições e perplexidades. O professor, que antes da men­ cio­n a­d a democratização era so­c ial e economicamente valorizado, sofreu profunda transformação no perfil de ingresso e no desempenho da profissão. Antes,

havia, por assim dizer, um conspícuo orgulho e enaltecimento so­cial do pro­f is­sio­nal do ensino. Havia, também, um compromisso de exercer a docência com dedicação e empenho na formação das novas gerações. Havia, pois, uma ética do magistério, pela qual o professor se nor­tea­va em toda a sua trajetória pro­fis­sio­nal no sentido de formar corações e mentes, segundo os valores e padrões de uma so­cie­da­de civilizada. Com as mudanças apontadas de expansão da oferta de educação básica, altera-​­se, também, o nível e o compromisso dos profissionais do

ensino. Há uma visível perda de interesse e de prestígio da profissão. O professor deixa de ser “modelo” de comportamento e de expressão dos valores e da cultura da comunidade. O ­atual am­bien­te de trabalho do professor apresenta adversidades de va­r ia­das naturezas: inadequação dos currículos às populações ex­c luí­das, falta de apoio didático, instalações pre­cá­r ias e de­fi­cien­tes, amea­ças e concretização de vio­lên­cias pessoais etc. Mas, acima de tudo, dada a formação exigida e o grau de responsabilidade da missão, pesa

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muito na balança a baixa, em certos casos ofensiva, compensação financeira. Nesse caso, fica perfeitamente coe­ren­ te que parcela significativa do professorado faz de conta que ensina e os alunos fazem de conta que aprendem. Ou seja, aquela ética de antanho virou de ponta-cabeça. Torna-​­se absolutamente urgente e estratégico para o País e para a so­cie­da­de que um projeto de reforma da educação seja liderado pelo Estado, independente de partidos, ideo­lo­g ias e governos de plantão. Projeto esse que resgate a importância do

papel do professor e, consequentemente, recupere e fortaleça a ética de uma educação fundada em i­ deais e valores de so­l i­da­ rie­d a­de humana, de honestidade, de respeito mútuo, de proteção da coisa pública, de cidadania e de democracia. Essa ética pode ser representada pelas faces de uma moe­da: de um lado, há o compromisso do professor de exercer com dedicação a profissão e a arte de ensinar e, de outro, há o direito, cons­t i­t u­c io­nal­ men­te assegurado, da crian­ça e do jovem de aprender. Isso tudo requer, ao mesmo

tempo, uma renovação radical no processo de gestão da escola, cujo diretor é, indiscutivelmente, o fator de dinamização e manutenção do processo de mudança. Dessa forma, estaremos via­bi ­l i ­z an­do um desejo de toda a so­cie­da­de, ou seja, o de fazer com que a excelência de ensino que, no passado, era reservada a poucos, seja estendida a todos. Walter Vicioni Gonçalves Diretor Regional do Senai-​­SP e Superintendente do Sesi-​­SP

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SUSTENTABILIDADE

Gráficas se adequam aos princípios de segurança da NR-12 Parceria entre Abigraf-SC e Sebrae subsidia custos com inventário de máquinas; norma vai além do maquinário, lembra consultora. Texto: Laura Araújo

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especificidade das leis e normas brasileiras é uma velha conhecida dos empresários de diversos setores. Uma delas, a Norma Regulamentadora número 12, que diz respeito à segurança dos funcionários que trabalham com maquinário, foi atua li zada em 2010 e desde então ocupado diversos setores da indústria — inclusive o gráfico. “As principais dificuldades para adequar a gráfica à NR12 foram o alto custo de implementação e dúvidas sobre como fazer isso. Na verdade, o gráfico não sabia ao certo o que queria a norma e como atendê-la”, conta Enéas Ribeiro, proprietário da MEG Gráfica, de Criciú ma (SC). Um cenário bastante comum, segundo Marcia Biag gio, consultora da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG). “Os principais problemas apontados pelos gráficos são os custos, sobretudo da adequação de máquinas antigas. Muitas empresas que fazem

esse tipo de serviço não fazem preços compatíveis com o porte do mercado gráfico”, observa. Foi para esclarecer os principais pontos da NR12 e ajudar os empresários rumo à adequação que a Abigraf Regional de Santa Catarina firmou uma parceria com o Sebrae e o Senai (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina , Fiesc). O treinamento é oferecido para os empresários associados à Abigraf e ao sindicato regional, e oferece apoio financeiro aos gráficos que desejam implementar a nova NR12. O programa, até o momento, se concentra na rea li zação do inventário de máquinas das empresas, primeiro passo para quem deseja se adequar à regulamentação. “Como entidade organizada precisamos ser práticos e levar ao associado algumas soluções. E foi o que fizemos: participamos de diversas reuniões para conhecer a norma e encontramos através do Sebraetec uma solução”, explica Cidnei Barozzi, presidente

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da Abigraf-SC e proprietário da Gráfica Arcus, em Chapecó. “Entendemos que a adequação das empresas à norma terá impacto inclusive na competitividade das empresas”, completa. INICIATIVA EM SANTA CATARINA

Percebendo que seus associados tinham dúvidas quanto às exigências da NR12, ou que não conseguiam acomodar os gastos com essa adequação ao orçamento das empresas, a Abigraf Regional de Santa Catarina articulou sindicatos, entidades e criou um programa de esclarecimentos e incentivos sobre a norma. Nele, os recursos do Sebraetec — braço do Sebrae voltado para iniciativas de inovação em pequenas empresas — serão utilizados para subsidiar em até 80% os custos da rea lização do inventário de máquinas, que será rea li zado pelo Senai/SC e pela Fiesc. O subsídio vale para gráficas fi liadas à Abigraf, aos sindicatos do Estado e que tenham faturamento anual de até R$ 3.600.000. “Em média, estimamos que a economia de cada indústria que adere ao convênio seja de R$ 3.200,00, visto que o serviço prestado pelo Senai tem o custo médio de R$ 4.000,00 por empresa e a gráfica que se encaixa no perfil do subsídio precisaria arcar com apenas R$ 800,00”, contabiliza. As gráficas com faturamento maior também podem participar. “As empresas que não se encaixam dentro desse faturamento, para receber o subsídio, também podem procurar o sindicato da sua região, a fim de darem início ao processo de inventário, por um preço especial para a indústria de R$ 120,00 a hora/consultoria”, destaca o presidente da Regional. “O subsídio tem sido o grande atrativo para as gráficas, e é um tipo de iniciativa que mostra que o associativismo é a melhor opção para o empresário”, completa. A adesão dos gráficos catarinenses ao programa tem sido expressiva. Nove sindicatos gráficos do Estado estão envolvidos, e até o momento 103 empresas aderiram ao programa. Uma delas é a MEG Gráfica. “A iniciativa foi muito bem recebida. Aqui em Criciú ma tivemos 11 gráficas no encontro de apresentação do projeto e todos aderiram na hora. Além delas outras três

entraram depois”, afirma Enéas Ribeiro. “A Abigraf teve papel fundamental para nos trazer a solução e o Sebrae ajudando financeiramente fez com que muitas gráficas fiquem em dia com a NR12. Hoje conseguimos entender melhor o que a norma nos pede, com isso podemos trabalhar para nos adequar ao que ela pede”, relata. MUITO ALÉM DO MAQUINÁRIO A versão anterior da NR12 datava de 1978.

Aos 32 anos, em 2010, a lei foi revista e atualizada. O documento em vigor conta sobretudo com especificações para o uso seguro de diversas máquinas, equipamentos e tipos de instalação. “Independentemente da indústria, o objetivo é que o trabalhador não consiga acessar um ponto de perigo da máquina com risco de se machucar, especialmente os que oferecem riscos mais graves como mutilação e esmagamento”, explica Cidnei Barozzi. “Todavia, vale ressaltar que algumas exigências podem dificultar o manuseio das máquinas, interferindo na produtividade, além de representar um elevado custo para a adaptação”, diz. Mas o empresário não deve se concentrar apenas na questão do maquinário e se esquecer de outros itens da NR12, como os que dizem respeito ao arranjo físico, instalações e circulação dos funcioná rios, para citar alguns. “A  NR12 vai além das máquinas e trata de questões como desníveis, escadas e rampas na planta de operação, aspectos ergonômicos e procedimentos de trabalho e segurança, por exemplo. O empresário que ainda estiver confuso sobre a norma deve ler com calma todos os seus itens e começar sua adequação a partir de itens como esses, que demandam menos recursos e especia lização”, orienta Marcia Biag gio. Ela lembra ainda que a NR12 conversa com outras normas do Ministério do Trabalho, principalmente com as número nove e 10. “Elas envolvem itens adicionais como capacitação, qualidade do ambiente de trabalho em geral e a noção da formação da cultura de uma empresa”, explica. “As normas não dizem respeito somente a aspectos técnicos mas também à qualidade do local de trabalho em geral e da vida de quem trabalha ali”, acredita.

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SUSTENTABILIDADE

Gráfica potiguar melhora o ambiente de trabalho com programa ambiental

A WP, de Natal (RN), mantém projeto de separação e reciclagem de resíduos desde 2002. Case participou do 3-º Prêmio Abigraf de Sustentabilidade. Texto: Laura de Araújo

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om o objetivo de diminuir os impactos ambientais dos resíduos gerados na linha de produção, a Gráfica WP, localizada no bairro de Alecrim, na capital do Rio Grande do Norte, Natal, desenvolveu um programa chamado “Imprima Verde”. Com ele, a empresa garante que os resíduos da sua produção serão descartados de modo a gerar o mínimo impacto ambiental possível. “A iniciativa surgiu porque a gráfica sentiu a necessidade de dar um destino mais adequado aos seus resíduos”, esclarece o diretor Wallace Pereira. Criado há 13 anos, o projeto foi um dos cases inscritos no último Prêmio Abigraf de Sustentabilidade. O processo de separação dos resíduos é feito por todos os funcionários, enquanto um parceiro especia lizado nessa tarefa encaminha os materiais para reciclagem e venda. Parte do dinheiro arrecadado com a comercia lização desses itens remunera esta empresa parceira e outra parte retorna à WP para a cobertura de custos ligados ao programa e ações voltadas para os funcionários.

COLETA E DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS

O processo se inicia na planta da gráfica, com a segregação dos diferentes tipos de resíduos, a partir de recipientes indicados com cores diferentes. “A estrutura necessária para esta prática é a mesma do processo normal de produção na gráfica, uma vez que os próprios colaboradores separam os resíduos gerados. São necessários apenas os locais destinados ao acondicionamento dos materiais antes da destinação final. Na metodologia para promover a coleta seletiva, são utilizadas as próprias bombonas dos produtos químicos, porém sinalizadas para este fim”, explica o diretor. Na etapa seguinte entram em ação outros atores e mecanismos. As aparas de papel são

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recolhidas duas vezes por semana por outra empresa parceira, que encaminha o material para uma recicladora. Os valores arrecadados com a venda dos resíduos de aparas também custeiam o serviço rea li zado. Já o gerenciamento dos resíduos das chapas de alumínio e embalagens de produtos químicos se dá por meio do armazenamento destes em uma área específica, sendo poste rior mente vendidos para empresas licenciadas. MÚLTIPLOS RESULTADOS

A empresa conta que, após a implementação da coleta seletiva dos resíduos gerados, foi percebida uma diminuição do acúmulo de entulhos no ambiente de trabalho. “Consequentemente, houve melhoria nas condições de trabalho, tornando o ambiente mais organizado, limpo e seguro”, afirma Wallace. Também houve um impacto positivo na mentalidade dos colaboradores da WP. Através de relatos, a empresa observou que o programa criou entre os funcionários uma sensação de bem-estar geral, além da percepção de que os impactos ambientais gerados pela gráfica diminuíram. A relação com a comunidade e os clientes da gráfica é beneficiada pelo programa. “O gerenciamento dos resíduos auxilia a melhora do entorno, uma vez que garante o menor impacto possível ao local e imediações, e ao meio ambiente como um todo. Os clientes também são favorecidos com a certeza de estarem adquirindo um produto ambiental mente correto, cuja matéria-prima possui selo de origem florestal, que garante a utilização de papel de florestas sustentáveis”, diz Wallace. Vale mencionar que parte do montante arrecadado com a venda de resíduos é destinado a atividades sociais da empresa, como confraternizações, idas ao cinema e eventos de lazer em geral.

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A INDÚSTRIA GRÁFICA ESTÁ

CADA VEZ MAIS VERDE

A ABTG acredita em um futuro mais sustentável para a indústria gráfica. Por este motiivo, acabamos de lançar o Selo de Qualidade Ambiental ABTG Certificadora, um símbolo de diferenciação e reconhecimento às empresas cujas práticas contribuem para a preservação do meio ambiente e melhor qualidade de vida desta e das gerações futuras.

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METODOLOGIA INTEGRADA

Sistema de gestão da Núcleo Loguin tem duas nova ferramentas

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Luiz Gonzaga d’Avila Filho, diretor comercial da Núcleo Loguin

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vendas, produção, compra e esto­ mpresa de cagem de materiais, área finan­ prestação de A empresa promete ceira e faturamento e mais o GI ser viços na agregar inteligência à área de gestão em­ gestão das gráficas com Indicadores. Esse sexto módulo pre­s a­r ial, a Núcleo ERP robusto e serviços cria uma interface de comunica­ Loguin acaba de lan­ de suporte operacional. ção e respostas rápidas e precisas çar dois novos módu­ com o ge­ren­cia­men­to de todos os Texto: Tânia Galluzzi los de seu sistema de eventos de movimentação regis­ gestão (ERP) Gráfica In­ trados no sistema, trazendo in­ teligente. Trata-​­se do GI RKW on-​­line, vol­ formações sobre a margem de contribuição, a evo­ tado para a automação do cálculo dos custos lução do faturamento e da produtividade da área operacionais, e o GI Infoweb, que permite ao de vendas, entre outros processos. A gráfica pode optar pela versão avançada do clien­te da gráfica a vi­sua­li­za­ção do status de seus pedidos. Com o GI RKW on-​­line, todos os custos contrato, que soma o módulo GI DRE, GI Diag­no­ operacionais da gráfica são recalculados automá­ se, GI RKW on-​­line, GI Log, GI CIP e GI Alertas. tica e pe­r io­d i­ca­men­te, possibilitando um moni­ Com o GI DRE o gestor da gráfica pode acompa­ toramento rápido e preciso dos custos da empre­ nhar as oscilações do lucro líquido da empresa sa. Já o GI Infoweb é um recurso de informação vendo na tela do computador o resultado da ope­ eletrônica, via internet, que aproxima o clien­te ração contábil do DRE, Demonstrativo de Resul­ da gráfica ao disponibilizar a posição dos pedi­ tado de Exercício. O GI Diag­no­se gerencia o pró­ dos, desde o pedido de compra até os volumes de prio sistema, indicando em tempo real even­tuais produtos acabados armazenados na gráfica. atrasos em apontamentos como o fechamento do Há 16 anos no mercado, a Núcleo Loguin co­ dia pelo departamento financeiro, zelando pelo meçou prestando consultoria às gráficas no uso bom fun­c io­na­men­to do ERP. O  GI Log é usado dos sistemas de gestão do mercado. Em 2012 de­ para a programação, reprogramação e controle de senvolveu seu próprio ERP, o Gráfica Inteligente, entregas de pedidos, segundo os prazos fixados que vem sendo aprimorado desde então. “Nossos com os clien­tes, enquanto com o GI CIP o gestor principais diferenciais são o suporte ope­ra­cio­nal pode fixar metas e monitorar unidades produ­ que oferecemos aos clien­tes e o conjunto de fer­ tivas de acordo com o planejamento de produ­ ramentas de análise de desempenho, que, inte­ ção e entrega de produtos. O GI Alertas fun­cio­na grados, chamamos de metodologia GI de gestão”, como uma intranet para solicitar ações internas conta Luiz Gonzaga d’Avila Filho, diretor co­mer­ que convirjam em agilização de procedimentos, cial. O empresário explica que a Núcleo Loguin facilitando o envio e recebimento de mensagens. extrapola a locação e implantação de um ERP ao A versão máster inclui mais 13 módulos, en­ acrescentar um acompanhamento permanen­ globando desde o controle de qualidade por meio te dos dados da gráfica, rea­l i­za­do por profissio­ do registro e análise de lotes de produção, pas­ nais identificados com a gestão do negócio gráfi­ sando pelo SPED contábil e fiscal, orçamento plu­ co. “É um tripé formado por sistema, consultoria ria­nual, controle do pagamento de comissões, até e desenvolvimento de recursos de TI, que não a automação da cobrança e do pagamento ele­ só fornece as ferramentas como também ajuda trônicos. Nas três versões, o sistema é instala­ o clien­te a extrair e interpretar os indicadores do nos servidores da empresa e, de acordo com apurados, transformando gráficas tradicionais Luiz d‘Avila, a implantação e o treinamento das em gráficas inteligentes”. equipes para a operação dos módulos básicos é A Núcleo Loguin presta serviços às gráficas rea­l i­za­da em até 90 dias. por meio de três modalidades de contrato, com NUCLEO LOGUIN validade de 24 meses. A versão básica contempla www.nucleologuin.com.br cinco módulos envolvendo o ge­ren­cia­men­to das

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ASSEMBLEIA

Líderes gráficos latino-americanos reuniram-se em Miami Nove países-membros da Conlatingraf discutiram em assembleia extraordinária os desafios, as mudanças e as ações para superar as atuais dificuldades do mercado.

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residentes e representantes de as so ciações de diversos paí ses da América Latina e dos Estados Unidos, sob o comando de Fabio Arruda Mortara, reuniram-se em Miami (EUA) no dia 25 de janeiro, por ocasião da assembleia geral ex traordi ná ria da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). A presença de Gustavo Morales, presidente da Associação da Indústria Gráfica do Paraguai (AIGP), referendou a continuidade e fortalecimento das ações propostas na refundação da Conlatingraf, conduzida por ele em 2012. O presidente da Printing Association of Florida (PAF) mostrou o cenário americano e a rea lidade das gráficas nos Estados Unidos, aproveitando para tecer comentários sobre a Graphics of the Americas (GOA), que seria rea lizada nos três dias seguintes. Conhecedor do mercado americano, o presidente da Associação Colombiana da Comunicação Gráfica (Andigraf), Manuel Fabian Ruiz Laverde, colaborou na apresentação. Wagner J. Silva, vice-presidente de Estatísticas e Estudos Econômicos, expôs o estágio atual consolidado da sistematização dos dados econômicos dos países associados e reiterou a importância da constante atua li za ção dessa base. Encerrou afirmando que, com isso, a entidade passa a ser vista pelas economias mundiais como representante de um bloco econômico de importância. Trazendo ex periências de seu país, o Chile, e da sua ex periência na própria Conlatingraf, o 1º– vice-presidente Roberto Tapia contribuiu com temas relevantes para o desenvolvimento da indústria gráfica em toda a América Latina. O vicepresidente de Capacitação Antonio Hernández (eleito Líder Gráfico das Américas

2015) colocou em ava liação o Programa Inter nacional para Produção Limpa, com indicação do desenvolvimento de publicação única, a ser utilizada por todas as gráficas da região. Mike Burgstein, diretor de Relações Internacionais da PAF/GOA , apresentou ideia para o Prêmio Theobaldo De Nigris que facilita a logística de envio dos produtos e a participação dos vencedores no Prêmio Benny, promovido pela Printing Industries of America (PIA). O vice-presidente de Marketing e Comunicação da Conlatingraf, Héctor Cordero, e o vice- presidente de Concursos e Prêmios, Igor Archipovas, propuseram a alteração e adequação do logotipo da entidade, que passará a incorporar o ano da fundação; o novo site, www.colatingraf.net, totalmente remodelado; e os materiais de comunicação completamente reformulados e disponíveis em inglês e português. Levaram ainda o projeto para o Congresso Latino-Americano, bem como a proposta de revisão do regulamento do Prêmio Theobaldo De Nigris, incorporando pequenas atua lizações necessárias em razão das mudanças no mercado gráfico inter nacional. A Afeigraf, representada por seu assessor Ismael Guar nel li, convidou a todos para a ExpoPrint Digital, que aconteceria de 18 a 21 de março, em São Paulo, e informou que a feira passará por uma reformulação no

seu calendário de rea lização. Também estiveram presentes ao evento Enrique Orozco e Maria Elena de Turcios (El Salvador), Jaime Ojeda Torrent (Chile), Rainer Wagner (Costa Rica) e Luiz Nei Arias (Brasil).

Participantes da Assembleia Geral Extraordinária da Conlatingraf Presidente: Fabio Arruda Mortara (Brasil) ◆ Vice-presidente: Roberto Tapia (Chile) ◆ Brasil: Wagner J. Silva e Igor Archivopas, gerente geral e gerente de mar ke ting da Abigraf; Ismael Guarnelli, assessor da Afeigraf; Luiz Nei Arias, presidente da IBF ◆ Colômbia: Manuel Fabián Ruiz Laverde, presidente da Andigraf ◆ Costa Rica: Rainer Wagner, consultor ◆ Chile: Jaime Ojeda Torrent, consultor ◆ El Salvador: Enrique Orozco e María Elena de Turcios, presidente e gerente geral da Acoaceig ◆ Estados Unidos: George Ryan e Michael Burgstein, presidente e diretor da PAF/GOA ◆ México: Héctor Cordero Popoca, diretor da Canagraf ◆ Panamá: Antonio Hernández, presidente da Adigrap ◆ Paraguai: Gustavo Morales, presidente da AIGP março /abril 2015

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HOMENAGEM

Antonio Hernández é o Líder Gráfico das Américas 2015 Costa-​­riquenho, presidente da Associação da Indústria Gráfica do Panamá (Adigrap) desde 2009, foi escolhido pela Conlatingraf para receber a láurea neste ano.

Cria­do em 1982, o prêmio Líder Gráfico das Américas é um dos mais pres­ti­g ia­dos eventos da indústria, prestando reconhe­ cimento às lideranças em áreas ­­ como ad­ ministração, tecnologia, ne­gó­cios e demais contribuições à indústria, à comunidade e à so­cie­da­de como um todo.

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m sua longa ex­pe­riên­cia no setor gráfico, o empresário Antonio Her­ nández teve a oportunidade de vi­ ven­ciar — e coor­de­nar — algumas das mais importantes transformações tecnológicas na fi­lial panamenha do jornal La Na­ción, onde atuou no início de sua carreira. Essa ex­pe­r iên­cia, que hoje é aplicada em seu car­ go de diretor co­mer­cial da empresa Servi­ gráficos, na Cidade do Panamá, faz dele um nome forte para a indústria em toda a Amé­ rica Latina. Este é um dos motivos que le­ vou a Confederação Latino-​­A mericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) e a Prin­ ting As­so­cia­tion of Florida (PAF) a escolhe­ rem seu nome para receber o título de Líder Gráfico das Américas 2015, láu­rea entregue no final de fevereiro, durante a Graphic of the Americas (GOA), promovida pela PAF. Antonio Hernández, ou simplesmen­ te Tony, como é conhecido, nasceu em San José, na Costa Rica. Gra­dua­do em Geo­lo­gia, ele começou a trabalhar na indústria gráfi­ ca em 1992 no jornal Costa Rica Today. Mais tarde coordenou as atividades de impressão do jornal La Na­ción, também em seu país de origem, fazendo pela primeira vez a in­ tegração entre as plataformas Mac e PC, as­ sim como a substituição da pré-​­impressão analógica por digital. Adi­cio­nal­men­te, ad­ quiriu ex­pe­riên­cia na área co­mer­cial do diá­ rio, onde trabalhou durante algum tempo. Em 1996, Tony se mudou para o Pana­ má para implantar o primeiro parque grá­ fico do jornal La Na­ción fora da Costa Rica, com o nome de Servigráficos Panamá. Ele coordenou a instalação de todos os equipa­ mentos e, mais tarde, colocou a companhia

Líderes Gráficos da América Latina

entre os líderes da pré-​­impressão no mer­ cado local. Pos­te­r ior­men­te, em 1999 co­ meçou a trabalhar na Graphic World, uma das primeiras empresas panamenhas a contar com impressoras com mais de qua­ tro cores. Em 2001, ao adquirir partici­ pação na Servigráficos Panamá, que foi vendida pelo jornal La Na­ción, ele se tor­ nou seu diretor co­mer­cial. Tomou então a frente da reen­ge­n ha­r ia da empresa, que passou a ­atuar como gráfica co­mer­c ial e hoje mantém importante participação do mercado panamenho. Outro motivo importante para a es­ colha de seu nome para Líder Gráfico das Américas 2015 é que Tony é o presidente da entidade se­to­r ial As­so­cia­ção da Indústria Gráfica do Panamá (Adigrap) desde 2009. Sua gestão tem como principal meta am­ pliar as ini­c ia­t i­vas de capacitação, para o que vem alian­do-​­se a fornecedores do setor. Por isso mesmo, desde 2005, ocupa a vice-​ p ­ residência de capacitação da Conlatingraf.

1984, Esteban Ramallo, Porto Rico ◆ 1985, Armando De Armas, Venezuela ◆  1986, Adolfo Carvajal, Colômbia ◆ 1987, Armando Birlain, México ◆  1988, Nassin Yarhi, El Salvador ◆  1989, Max Heinz Gunther Schrappe, Brasil ◆ 1990, Manuel Soberon Salgueiro, México ◆ 1991, Herman Zupan, Argentina ◆  1992, Francisco Valdivieso, Equador ◆  1993, Néstor Mendez Nuñez, Paraguai ◆  1994, Juan Antonio Alduncin Garcia, México ◆  1995, Luis Vera Giannini, Chile ◆  1996, Alfried Karl Plö­ger, Brasil ◆  1997, Alberto Umaña Carrizosa, Colômbia ◆  1998, Ángel Moreno Biciana, Costa Rica ◆  1999, Cesar Gonzalez Samohod, Chile ◆  2000, Antonio Tabanelli, Argentina ◆  2001, Lourival Dantas Novaes, Brasil ◆  2002, José Luis Zamora Contreras, México ◆  2003, Anselmo L. Morvillo, Argentina ◆  2004, Ernesto Salviat Wetzig, Chile ◆  2005, Mario César Martins de Camargo, Brasil ◆  2006, Fernando Leiro, Argentina ◆ 2007, Francisco Alberto Ávila Ruiz, México ◆  2008, Félix Enrique Cortés Pinto, Equador ◆  2009, Juan Carlos Sacco, Argentina ◆ 2010, Hernán Carlos Aguirre Vargas, Chile ◆  2011, Juan Marinetti Verderau, Chile ◆  2012, Gabriel Comelli Berruti, Uruguai ◆  2013, Gustavo Adolfo Morales Velilla, Paraguai ◆  2014, Patricio Hurtado Alvarado, Chile ◆  2015, Antonio Hernández, Costa Rica

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o ã s r e v i d s i a m

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Você sabia que as empresas brasileiras produtoras de papel obtêm 100% da celulose a partir de florestas plantadas?* A área de florestas plantadas no Brasil equivale a 2.2 milhões de campos de futebol.** Leia seu jornal favorito tranquilamente, pois o papel é feito de madeira natural e renovável.

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PACKAGING DAY

Agfa lança novidades e amplia ações direcionadas ao setor gráfico Embora a tecnologia UV tenha proporcionado a ampliação do espectro de potenciais clientes, a empresa está criando caminhos para falar diretamente com cada um dos segmentos que integram o setor de impressão. Texto: Ada Caperuto

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stratégia integrada. Assim pode ser definida a postura da Agfa no Bra­ sil para o ano de 2015. Uma amostra deste movimento está no Packaging Day, rea­li­za­do em março em seu show­room no Senai Ba­r ue­r i. O nome do evento deixa clara a intenção de investir em um nicho específico da indústria gráfica, neste caso, o de embalagens. É o único? Não, com toda a certeza. Vem mais por aí e por isso mesmo a integração de todos os esforços para alcançar os resultados deseja­ dos: am­plia­ção do port­fó­lio de soluções, refor­ ço na equipe co­mer­cial e conversa direta com os públicos que deseja atingir. Quem explica melhor esse momento da companhia é Eduar­do Sousa, gerente de mar­ ke­ting da Agfa para a América Latina. “Nos úl­ timos anos, devido à tecnologia UV, o leque de possibilidades para a impressão inkjet digital começou a se abrir. Isso permitiu uma flexibi­ lidade de substratos quase infinita. Estamos in­ vestindo muito na área digital há pelo menos cinco anos para estruturar um port­fó­lio for­ te e atender esses muitos segmentos promis­ sores”, declara. Isso se confirma com o fato de

que, hoje, a Agfa tem clien­tes como a fabrican­ te de eletrodomésticos linha branca Metalfrio e a indústria de implementos ro­do­v iá­r ios Fac­ chini. “Ao mesmo tempo, pensamos que era ne­ cessário mostrar aos gráficos que eles também podem se reinventar, atender novos nichos ou apenas fazer mais pelos seus clien­tes. Assim nasceu o Packaging Day”, completa o gerente. RECEPTIVIDADE

Sousa explica que não se trata de um simples evento, mas uma estratégia que envolveu todo um preparo an­te­r ior. “Convidamos a Assunta Camilo, do Instituto das Embalagens, como pa­ lestrante, mas ela também ajudou a desenvol­ ver os produtos que foram impressos em nos­ sos equipamentos e, para fins de comparação, no sistema con­ven­cio­nal em offset, por meio de uma parceria com a gráfica Aquarela. No dia do evento, apresentamos ambas as provas — offset e digital — e muita gente não sabia distinguir uma da outra. Ao final da palestra, que mostrou as ten­dên­cias desse mercado, levamos os convi­ dados para o nosso show­room, onde eles pude­ ram ver as máquinas em operação. Reunimos

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88 pes­soas e, no final, nosso objetivo foi atingi­ do. Mostramos para os gráficos que o UV é uma tecnologia capaz de agregar valor ao negócio dele e que o custo hoje está muito competitivo”. A ideia, revela Eduar­do Sousa, é rea­li­z ar um evento como este a cada dois ou três me­ ses. “Não temos data definida, mas o tema sim. O próximo será um Com­mer­cial Day. Faremos um processo similar para o pes­soal dos setores edi­to­r ial e co­mer­cial”. Para isso, o port­fó­lio da Agfa se consolida cada vez mais. Recentemente a empresa lan­ çou a mesa de corte Acorta, utilizada para cor­ te, vinco, refile e marcação, que possui diver­ sas ferramentas de automatização. “Somos uma empresa com quase 150 anos de atua­ção, não somos aventureiros. Oferecemos nossa própria tinta, que é uma de nossas fortalezas, com um gamut de cores excelente. Temos os soft­wares para work­f low Apogee; os equipamentos das li­ nhas Anapurna e Jeti e agora a mesa de corte”. Ainda nesse aspecto, Sousa adian­t a duas novidades em equipamentos, que de­ve­r iam ser anun­cia­das mun­d ial­men­te na feira ISA In­ ter­na­tio­nal Sign Expo 2015, no dia 9 de abril. “A Anapurna é a linha de entrada para o gráfico que está começando e quer experimentar a tec­ nologia UV. Depois, ele tem uma linha mais in­ dus­trial, que é a Jeti Titan. Estamos lançando um modelo in­ter­me­d iá­r io e outro ainda mais produtivo que a Titan”. Mas é sempre bom lem­ brar que a Agfa tem nas chapas o seu principal

Paulo Amaral, diretor comercial da Agfa Brasil

Eduardo Sousa, gerente de marketing da Agfa para a América do Sul

negócio, que responde por 40% de participação de mercado na América Latina e grande parte da receita. E para este segmento também não faltam novidades. “A família Azura está sofren­ do uma evolução com inovações a serem apre­ sentadas ainda este ano no Brasil”, adian­ta o gerente de mar­ke­ting. Para encerrar, ele avalia que o ano de 2014 foi de grandes de­sa­f ios, uma vez que o cenário ma­croe­co­nô­mi­co brasileiro já afetou um pou­ co a operação. Otimista — e muito rea­l is­ta —, Eduar­do Sousa analisa que, considerados to­ dos os fatores que incidem no desempenho dos ne­gó­cios da empresa, o ano não foi “tão ruim”. “O mercado de chapas analógicas está caindo drasticamente, mas o digital cresceu entre 1% e 2% em volume. É um bom índice para um ano de relativo recesso. Para 2015, estamos trabalhando com o budget do que foi rea­li­za­ do no ano passado. Serão novos de­sa­f ios, mas estamos trazendo inovações em produtos e crian­do es­tra­té­g ias”, esclarece. AGFA www.agfagraphics.com.br

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BÖTTCHER DO BRASIL

Böttcher mantém planos de expansão no País

Fabio Baiadori, diretor

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m março a Böttcher do Brasil completou um ano da consolidação de suas unidades e do início da fabricação de rolos de borracha no Brasil, cumprindo um planejamento traçado desde a chegada da empresa ao País, no ano 2000. Hoje, a companhia, que no mundo detém a liderança na fabricação de rolos de borracha originais para impressão offset, tem capacidade para produzir 800 metros de rolos e 5.500 metros quadrados de blanquetas por mês em sua fábrica, localizada em Jun­d iaí, a 60 quilômetros da capital paulista. A am­plia­ção da planta inaugurada em 2010, que até então cuidava da produção de químicos e auxiliares para a indústria gráfica, consumiu cerca de dois anos. O objetivo foi capacitá-​­la para também rea­li­zar localmente a confecção de cilindros de borracha para impressão rotativa heat­set e coldset, reduzindo drasticamente o tempo e o custo de produção. “O que antes consumia por volta de 180 dias, uma vez que os eixos tinham de ser en­v ia­dos para a fábrica na Alemanha a fim de serem revestidos, agora leva um tempo bem menor em se tratando dos rolos utilizados na maioria das máquinas instaladas”, afirma Cleber do Nascimento, gerente co­mer­cial. Assim como acontece nas outras 19 fábricas da Böttcher pelo mundo, o composto de borracha que recobre os cilindros é produzido Cleber do Nascimento, apenas na planta de Gels­ gerente co­mer­cial dorf, na Alemanha. Com

Ampliação da fábrica de Jundiaí (SP) traz mais eficiência e menor custo na produção de rolos de borracha e empresa conquista novos clientes.

a conclusão das obras em Jun­d iaí, as operações na unidade do bairro do Pari, em São Paulo (administração, vendas e conversão de blanquetas) migraram para aquela cidade. A elevação de efi­c iên­c ia e produtividade proporcionou à empresa um aumento de participação no segmento de rolos de borracha de cerca de 30%, como comenta o gerente co­mer­ cial. Mas há muito que crescer, mesmo porque as equipes ainda não finalizaram suas curvas de aprendizado em relação às linhas de usinagem de borracha. Hoje, 20% dos rolos de série para impressão plana ainda são importados e a meta é re­gio­na­li­zar 100% da produção em 2015. DIFICULDADES GERAM SOLUÇÕES

No campo dos químicos, igualmente parte dos itens vem da matriz. A fábrica brasileira é capaz de produzir 65 toneladas de soluções de fonte e 85 toneladas de solventes por mês. Por conta desse contexto, 2015 não tem sido um ano fácil para a Böttcher. “O comportamento do câmbio in­f luen­cia a nossa performance. O desafio é equacionar a oscilação das moe­das e reduzir o impacto para o clien­te”, afirma Cleber. A cria­ ti­v i­d a­de é, então, boa companheira. Uma das saí­das tem sido, por exemplo, estimular o uso de soluções de fonte que reduzam o uso do ál­ cool isopropílico, afetado pela elevação do dólar. Acostumada a pensar a longo prazo, os próximos passos da Böttcher do Brasil envolvem a expansão para outros setores, com a produção de emborrachados industriais para os segmentos madeireiro, metalúrgico e têxtil. ✆ BÖTTCHER www.bottcher.com.br

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DSCOOPX

Usuários HP discutem a geração de negócios DscoopX reúne 2.200 pessoas em Washington (EUA), no início de março, com a participação de 250 latino-americanos, entre os quais 70 brasileiros. Texto: Tânia Galluzzi

 Grupo constituído por clientes, jornalistas e técnicos brasileiros que participaram da apresentação da HP Indigo 30000

A

10ª– edição da conferência anual da Dscoop foi a maior entre as já realizadas, reunindo entre os dias 5 e 7 de março mais de 2.200 pessoas, entre usuários das impressoras HP, fornecedores e técnicos. Desse universo, 600 participantes eram estrangeiros, dos quais 250 latinoamericanos. O grupo brasileiro, incluindo a equipe da HP Brasil, reuniu 75 pessoas. Criada em 2005, a Dscoop, Digital Solutions Cooperative, é uma comunidade mundial que congrega gráficas e parceiros da indústria com o objetivo de partilhar ideias e informações visando ao desenvolvimento do mercado e a geração de negócios com o uso de tecnologias de impressão digital da HP, incluindo HP Indigo, Scitex, equipamentos com tintas látex e impressoras inkjet rotativas. O que começou com 250 membros, hoje soma duas mil empresas e 12 mil associados individuais. Seguindo a tendência do mercado, a conferência neste ano dedicou es pecial atenção ao segmento de embalagens, com uma grade

de nove palestras exclusivas. Completando o pacote oferecido aos participantes, a DscoopX contou com uma área de exposição que reuniu 116 fornecedores, número também recorde, entre empresas de embalagem, acabamento, substratos, mala direta, transpromo, comercial e especia lidades para o segmento fotográfico. Em encontro com a imprensa, o diretor executivoJohn Rogers afirmou que para 2016 a Dscoop planeja abrir a conferência para todos os usuários HP, deixando de ser exclusiva aos membros da comunidade. Outra ideia é envolver os designers gráficos. Ainda neste ano serão rea li zados encontros regionais na Irlanda, em junho, no Japão, em setembro (em conjunto com a Igas 2015), afora o Dscoop Days Latin America (nos moldes do ocorrido em São Paulo, no ano passado) no México, em maio, e em junho, na Colômbia. SOLUÇÕES

Aproveitando a oportunidade de mostrar seu portfólio de soluções para o segmento gráfico,

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a HP levou para a DscoopX as inovações promovidas nas impressoras digitais HP Indigo 10000, 7800, WS 6800, 20000 e 30000. Elas incluem um pacote de aprimoramentos para a HP Indigo 10000, atualizações para as impressoras digitais HP Indigo 7800 e WS 6800, possibilidades de aplicações adicionais para os modelos 20000 e 30000 e uma solução de serviços multifacetada para usuários da HP Indigo. A operação da nova unidade de verniz em linha da 30000, impressora com formato meia folha focada na produção de cartuchos, foi demonstrada para clientes e jornalistas brasileiros por Paulo Faria, gerente do segmento de embalagens da HP Brasil, e Danilo Eskenazi, diretor de vendas da Comprint. A solução aceita verniz UV e base água, assim como tintas reativas, que podem ser aplicados na totalidade do impresso ou em áreas especificas. Com velocidade de 3.450 folhas por hora para materiais 4 × 0, o foco são produtos com tiragens até 5.000 unidades. Questionados quanto à possibilidade da ampliação do formato para folha inteira, os técnicos informaram que a arquitetura da máquina está pronta para o formato maior, porém por uma questão de estratégia de mercado se manterá no 75 × 53 cm, pelo menos por enquanto. Onze unidades já estão em funciona mento, sendo sete nos Estados Unidos e as demais no México, Canadá, Israel e Alemanha. Durante a apresentação, Luca Cialone, country manager HP Indigo & Inkjet Web Press na HP, confirmou que a empresa terá o maior estande da Drupa 2016, ocupando os 9.000 metros quadrados do pavilhão 17.

 Apresentação da HP Indigo 30000  John Rogers, diretor executivo global da Dscoop, na abertura do evento

A jornalista viajou a convite da HP Brasil março /abril 2015

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MEMÓRIA

Tomie Ohtake não morreu, porque a felicidade é eterna

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reud aconselhou um paciente comunista: “Não tente fazer as pessoas felizes. Elas não querem isso”. Embora concluído em 1899, seu primeiro e revolucionário livro “A Interpretação dos Sonhos” foi lançado apenas em 1900. O editor, mesmo ansioso para faturar com o texto do “pai da Psicanálise”, reservou momento mais importante: o primeiro ano do século XX . O mundo vivia um trecho determinante e desafiador: o progresso pagava o preço da poluição; Marx mostrava que havia a miséria; a ciência fazia milagres, enquanto médicos nazistas torturavam e matavam nos campos de concentração. O aparente pessimismo de Freud seria rea lidade? Talvez a regra tenha exceção . . . Também no começo do século XX , o Brasil recebia a primeira leva de imigrantes japoneses. Homens e mulheres simples que vieram trabalhar na agricultura. Essa ordeira, atuante e inteligente raça acabou por revelar importantes artistas e escritores. Sua contribuição transcendeu o alimento da vida para dar sustento à alma. Dentre os imigrantes japoneses que se destacaram na cultura brasileira, está a artista plástica Tomie Ohtake, que morreu dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos de idade. Nascida Tomie Nakakubo, em 21 de novembro de 1913, na cidade de Quioto, centro histórico e espiritual do Japão, chegou ao Brasil em 1936 para visitar um irmão em São Paulo. A guerra sino-japonesa não a deixou voltar. Ficou no Brasil, casouse com o engenheiro-agrônomo Ohtake, e teve dois filhos, os arquitetos Ricardo e Rui. REVISTA ABIGR AF

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Tomie, como ela mesma dizia, “rabiscava” desde pequena. Ainda no Japão, teve aulas de arte no ginásio. Contrariando a tradição zen-budista, gostava de desenhar figuras ao invés de apenas algo linear, frio, traços finos sem nenhuma emoção interior. “Havia pintura japonesa tradicional, com tinta de terra, mas eu não gostava daquilo, da linha fina e dos muitos detalhes”, revelou-me em uma de nossas muitas conversas. Dentro de si fervilhavam movimentos, cores, formas. Você já segurou um peixinho vivo dentro da mão? Esta é a impressão que se tem ao ver um trabalho de Tomie, seja pintura, gravura ou escultura. É o pulsar da vida, frescor e emoção. Ela foi menina até morrer. E sapeca. Pequena grande mulher sempre bem humorada, terna, mas, ao mesmo tempo, forte e poderosa. Ela foi a mais pura tradução da palavra “autêntica”.

Com os olhinhos brilhando e um divertido sotaque, que insistiu em nunca desaparecer, filosofava: “As diferenças estabelecem semelhanças, o contraste é o elo”. Tomie era econômica ao falar. Porque o tempo é precioso e ela sempre foi muito ativa, produzia intensamente, sob rígidos critérios de qualidade. “Tempo é o que sinto mais”, disse- me quando a encontrei pintando mais de um quadro simultaneamente. Tomie Ohtake: exemplo de mulher, profissional, gente. Uma lição de amor à vida. Comprometida com a felicidade, ela não apenas foi feliz mas, com sua obra, faz as pessoas felizes. Freud até poderia ter razão quando afirmou que as pessoas não querem ser felizes, mas Tomie é exceção à regra como o próprio psicanalista nunca discordou existir. . . Fre ud e x pl ic a . Tomie justifica. Tomie Ohtake foi homenageada com capa e matéria em duas edições da Revista Abigraf: n-º 157 (abril 1995) e n-º 212 (julho 2004)

Ricardo Viveiros, jornalista e escritor. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica).

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HISTÓRIA VIVA

Joaquim Dias Joaquim Dias construiu sua carreira buscando desafios, garimpando oportunidades para desenvolver ideias inovadoras. Nessa corrida já se vão mais de 70 anos dedicados à publicidade e ao marketing.

Foto: Álvaro Motta

Tânia Galluzzi

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Fome de viver

onhece aquele ditado: “quem vai adiante bebe água limpa”? Pois bem, em sua vida profissional Joaquim Dias sempre se fartou de água fresca. Ao vê-la turva, era o primeiro a buscar alternativas para reestabelecer seu estado natural, trabalhando sem medir esforços. Porém, percebendo que o mal vinha da nascente, partia em busca de um novo regato sem hesitação, quando não era convidado a partilhar de outra fonte.

A inquietação tem sido a força motriz em 72 anos de atividade. Mais de 14 empresas tiveram Joaquim entre seus colaboradores. Uma história guiada pelo desejo de empreender, de exceder expectativas, de contribuir para o desenvolvimento de um setor e de fazer jus aos laços de amizades. Nascido em São Paulo no dia 27 de agosto de 1931, Joaquim começou a trabalhar aos 12 anos, como office- boy da revista Avante

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Cruzados,, editada pela Arquidiocese de São Paulo e impressa na Gráfica Siqueira. Aluno do Colégio São Luiz, aos 15 passou a cuidar do periódico Líder Mariano para depois, já com o ensino médio completo, ocupar-se da área comercial da sucursal do jornal ca rioca Tribuna da Imprensa.. Depois de uma rápida passagem pela revista Publicidade & Negócios,, pioneira no setor, Joaquim voltou à Tribuna.. “Ganhei muita ex periência. Tinha de ter jogo de cintura, uma vez que não era fácil conquistar anunciantes para uma publicação politicamente combativa como a Tribuna.” O caminho natural foi o curso de Jornalismo da Fundação Cásper Líbero e o de Propaganda e Marketing na ESPM, nas quais fez parte das primeiras turmas na década de 1950. Passando por outras revistas como 7 Dias na TV e Casa e Jardim, já em meados dos anos 1960 foi convidado a trabalhar como gerente de promoção de vendas do setor têxtil da Moinho Santista, iniciando seu relacionamento com o setor têxtil. “De uma hora para outra fui obrigado a olhar para o ponto de venda e também para a área industrial.” Nas décadas seguintes Joaquim se tornaria um expert

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1 Em programa da TV Excelsior (SP), promovendo os tecidos Pervinc 70 da Santista Têxtil, em 1965 2 Ao lado de jornalistas do vespertino paulistano A Gazeta, na sucursal de SP do jornal Tribuna de Imprensa (agosto 1958) 3 Em 1962, quando diretor comercial da revista 7 Dias na TV

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4. Coquetel “Folhas”, no Hotel Comodoro (SP). Joaquim, terceiro da esquerda para a direita, entre publicitários, 1959

edição, Marcelo Prado, filho de Roberto, chamou Joaquim para integrar a equipe do Iemi em 2000. O projeto expandiu-se para as indústrias moveleira e calçadista, abrindo espaço para a mente criativa de Joaquim. Foto: Álvaro Motta

PLENITUDE EXISTENCIAL

no segmento, atuando nos departamentos de vendas e de marketing de tecelagens, confecções, fiações e ma lharias. De algumas saiu por detectar estratégias ineficazes ou a possibilidade de estagnação, de outras para honrar antigas alianças. Em comum a possibilidade de tocar projetos desafiadores. Em 1985 Joaquim conheceu Roberto Prado, criador do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), que caminhava para especializar-se no mercado têxtil. Três anos depois o Iemi soltou o primeiro senso da indústria têxtil, que se transformaria, com a colaboração de Joaquim e de outros, no relatório macroeconômico do segmento. Para delinear o Brasil Têxtil, lançado em 2001 e caminhando para sua 15ª–

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Octogenário, Joaquim alterou pouco sua rotina de trabalho. A jornada diária foi reduzida de 14 para oito ou nove horas. “Acho que ainda estou aqui porque não tem mesmice”. Além de estar sempre matutando sobre novos produtos, Joaquim é responsável pela gestão de conteúdo do instituto nas redes sociais. Quase no final da entrevista, Joaquim dá a pista da razão para tamanha vitalidade. “Quando criança eu era muito franzino, estava constantemente doente. Então com 12 anos e estudando no Colégio São Luiz, uma das freiras da Escola Santa Mônica que gostava de mim resolveu me levar ao médico. Depois do exame, enquanto eu me vestia, o médico confidenciou a ela que eu tinha um vírus no pulmão e que viveria no máximo até os 18 anos. Ouvindo aquilo, decidi que tinha que aprender tudo muito rápido, tinha de aproveitar cada minuto, e desde então planejo minha vida de seis em seis anos. Ultimamente tenho revisado meus planos anualmente”, diverte-se Joaquim.

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Imagens cintilantes.

Ilustrado por imagens de embalagens de frutas das feiras livres de São Paulo,

Camille Paglia, Editora Apicuri, 2014.

Cadernos do olhar#08

Uma viagem através da arte. “Precisamos reaprender a ver. Em meio a tamanha e neurótica poluição visual, é essencial encontrar o foco, a base da eabilidade, da identidade e da direção da vida. As crianças, sobretudo, merecem ser salvas desse turbilhão de imagens tremeluzentes que as vicia em dirações sedutoras e fazem a realidade social, com seus deveres e preocupações éticas, parceria eúpida e fútil. A única maneira de ensinar o foco é oferecer aos olhos oportunidades de percepção eável – e o melhor caminho para isso é a contemplação da arte. Olhar para a arte exige sossego e receptividade, mas é uma empreitada que reaura nossos sentidos e produz uma serenidade mágica. […] As belas artes eão encolhendo e recuando no mundo inteiro. Videogames em animação digital e esportes na TV têm muito mais energia e variedade, além de um impao muito mais significativo sobre as gerações mais jovens. As artes eão travando um combate de retaguarda, com sua própria sobrevivência em jogo. Os museus têm adotado a publicidade e as mesmas técnicas de marketing inventadas por Hollywood para atrair multidões […] mas os grandes cartazes continuam sendo os Velhos Meres ou a pintura impressionia, e não a arte contemporânea. Nenhum eilo galvanizado surgiu desde a Pop Art, que matou a vanguarda ao abraçar a cultura comercial. […] E entretanto, por quinhentos anos, desde a aurora do Renascimento, as mais complexas e particularmente expressivas obras de arte já produzidas no mundo foram executadas em pintura – da têmpera e óleo ao acrílico. O declínio da pintura desconeou futuros artias de sua mais nobre linhagem.” […] A queão mais importante acerca da arte é: o que permanece, e por quê? as definições de beleza e os padrões de goo mudam conantemente, mas padrões persientes subsiem. Defendo uma visão cíclica da cultura: os eilos crescem, egam ao ápice e decaem, para tornarem a florescer, num renascer periódico.

Em tempos de máquinas tentadoras e mágicas, uma sociedade que esquece a arte corre o risco de perder a alma.

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A linha de influência artíica pode ser via claramente na cultura ocidental, com várias interrupções e recuperações, desde o Egito antigo até hoje – uma saga de cinco mil anos que não é (como diria o jargão acadêmico) uma “narrativa” arbitrária e imperialia. Grande número de objetos teimosamente concretos – não apenas “textos” vacilantes e subjetivos – sobrevivem desde a antiguidade e as sociedades que moldaram. A civilização é definida pelo direito e pela arte. As leis governam o nosso comportamento exterior, ao passo que a arte define nossa alma. Às vezes a arte glorifica o direito, como no Egito; às vezes desafia a lei como no Romantismo. O problema com as abordagens marxias que hoje permeiam o mundo académico (via pós-eruturalismo e Escola de Frankfurt) é que o marxismo nada enxerga além da sociedade. O marxismo carece de metafísica – io é, de uma inveigação da relação do homem com o universo, inclusive a natureza. O marxismo também carece de psicologia: crê que os seres humanos são motivados apenas por necessidades e desejos materiais. Ele não consegue dar conta das infinitas refracções da consciência, das aspirações e das conquias humanas. Por não perceber a dimensão espiritual da vida ele reduz reflexivamente a arte à ideologia […]. REVISTA ABIGR AF

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Eduardo Braga&Patrícia Rezende. Como foi o início de sua formação? Minha formação na FUMA, de 1988 a 1992, foi muito rica na construção de novos olhares, novos pensamentos, comportamentos e posicionamentos metodológicos criativos para o design. Tudo estava em formação e transformação. Era uma ebulição em tempo integral. Aconteceu a mostra de design na IBM organizada pelo Romeu Dâmaso; o Centro de Design estava se organizando, participamos ativamente como aluno e depois como monitor e mais tarde como professor orientador do pensamento, construção, implantação e criação projetual do Laboratório de Design Gráfico, que tinha em sua marca a sua afirmação máxima: Elaboratório de Design Gráfico. Este projeto foi “bancado” e coordenado pela Bernadete Teixera. Vivia a escola em tempo de três turnos: pela manhã, como estudante, à tarde no laboratório e à noite monitor nas cadeiras de Análise Gráfica e Processos e Materiais de Impressão. O quarto turno era de discussão incessante sobre design, debates conceituais que varavam a madrugada. E se tudo isso não bastasse, no laboratório e nas aulas tínhamos grandes profissionais do mercado, cada um com sua expertise, abertos, sinceros e dispostos a formar uma geração profissional. E além desse quarto turno, o que acontecia? No meio de tudo isso, existia o “universo FUMA de ser”. Muita música, fotografia, aquela vontade de descobrir e fazer. Mais tarde, junto com alguns membros do laboratório e da sala, montamos “o processo” CASA NÃO, uma espécie de grupo, que hoje seria chamado de coletivo. Um local de discussão sobre design e suas convergências – importante frisar que na FUMA já se discutia e praticava o design único como profissão, ou seja a junção dos cursos em uma plataforma curricular integrada – onde era proibido falar a palavra ‘não’ durante as discussões. As discussões rendiam dias e noites, finais de semana e se transformavam em projetos como a tipografia desenhada para o livro de termos técnicos do IEPHA. Somam-se a isso as palestras, participações em mostras e cursos de profissionais como o Silvio Silva, da Lumen Design, de Curitiba; Alvaro Guillermo, Lucy Niemeyer, Adélia Borges, Gilberto Strunck e outros grandes profissionais, professores e pensadores do design. A estrutura curricular atrapalhava ou já continha desafios? Estávamos em um lugar mágico, em um momento único. Foram cinco longos anos de quatro turnos diários de envolvimento. Lembro-me de um curso com o Carlos Righi – Um provável futuro para o design –, em que ele abordou, em 1991, temas que ainda hoje são atuais: biodesign, a teoria dos fractais, caos e prossêmica. Neste cenário compreendi que tinha que conhecer muito bem quatro disciplinas: semiótica, materiais e processos de produção, metodologia. Aqui cabe uma ressalva – existia um debate e a briga clássica na escola sobre metodologia projetual – tínhamos a defesa da metodologia científica e tínhamos a visão do Márcio Lambert que entendia e defendia que design era comunicação, o que soava uma heresia apesar de toda modernidade da escola.

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de.

Tipografia Ubuntu Design Dalton Maag Produção Dalton Maag Ltd.

Uma vez tempos atrás quatro jovens se acreditavam mais importantes que Jesus.Existe macã mais famosa que a do Paraíso? Steve Jobs deve ter pensado algo semelhante: a minha é mais do que a de Adão&Eva. Ponto.

Após ter se livrado das listras coloridas do arco íris e da moda passageira do visual 3D ela pede um reposicionamento: ficou velha e está apodrecendo.

Essa fruta popular e saborosa pode representar a maçã com sicuta que Alan Turing preparou para dar fim às suas pesquisas e à sua vida.

E, além do mais, a mordida não tem origem semântica: um antigo colaborador da empresa, afirmou em off, que a mordida foi criada para distinguí-la da minúscula cereja. Claudio Ferlauto, Olhar Gráfico

Outros —mal intencionados— afirmam ser a macã da Tipografia EHU Sans Design Eduardo Herrera Fernandez, Leire Fernandez Iurritegui, Daniel Rodriguez Valero, Maia Prez Mena. Copyright University of Basque Country, 2013.

Branca de Neve; alguns ingênuos, lembram a de Adão e Eva; e os cientistas afirmam referir-se ao caso de Newton com a gravidade.

Uma poma és Una frUita de forma rodona, amb la pell prima i de color verd, groc o vermellós. la polpa és forta, de color grogUenc i en algUnes varietats té Un gUst Una mica àcid. a la part de dins, té Uns pinyols petits de color fosc. les pomes es mengem crUes, bUllides, fetes al forn, en compota i en melmelada. Diccionari de la lengua catalana. Enciclopèdia Catalana, 2000.

Olhar Gráfico

Claudio Ferlauto

Pessoas, designers inovadores de Belo Horizonte e arredores. De onde se originaram suas ideias atuais? Esta plataforma, somada à nossa curiosidade natural, o desejo pelo novo, pela tecnologia e tudo o que aprendi em minhas viagens e anos intercalados de trabalho com meu pai – um comerciante nato, dedicado, rigoroso consigo e com os outros, muitas vezes visionário, ávido pelas culturas por onde andava e sua curiosidade natural de quem não estudou – e as minhas variadas amizades em diversas esferas sociais e a vivência em um bairro com uma cultura muito particular (de onde vem também Jimmy Leroy) lançaram as bases para o que penso e faço hoje, a Pessoas Comunicação de Marcas. Mas existiram outras etapas? Importante relatar que minhas passagens pela Rede Minas de Televisão e pela Usiminas como estagiário, aliás primeiro estagiário de design nestas empresas, me mostraram dois lados opostos e complementares do design. O design para o design, a favor da linguagem, do pensamento e do posicionamento cultural e o design a favor do posiconamento produtivo, imperativo, operacional, funcional e executivo. Formado em 1992, em 1993 já lecionava. Levamos a fundo as experimentações em sala de aula. Ali extrapolamos as normas, métodos e chutamos para o ar considerações, observações e senões. Extraímos resultados inimaginávies dos alunos. Foram anos de vivência e eficiência impressionantes. Tudo que construímos na FUMA nos serviu 100%. Neste início de carreira tive como meu primeiro cliente na Tribo. In Design a pequena grande gigante transnacional Unilever. Trabalhamos com eles por treze anos e vivenciamos, praticamos, e principalmente planejamos ações completas de design, misturando o nosso universo de caos ao planejamento e rigor executivo britânico. Nos demos bem, nossa relação era de cumplicidade e complementação. Eles tinham a estratégia, o planejamento impecável que extraiam de nós a criatividade, a produção apurada e o desenvolvimento metodológico. Essa parceria abriu portas para nós e vieram a Coca-Cola, a Fiat, a Bosch, várias pequenas empresas e várias grandes nacionais como Banco Mercantil do Brasil, Banco Rural, o Governo Federal. Como foi a evolução desse processo para a Tribo.In? Como todo novo processo que te extrai o máximo, ele também satura o que de melhor você faz e ao término do contrato com a Unilever tínhamos um processo de trabalho surpreendente, que extrapolava as fronteiras do design para a época: tinhamos design thinking, gestão de marca e várias dessas ferramentas atuais do design, que usamos em projetos inovadores para a ABB–Asea Brown Boveri, Arturo´s, Rede Globo, dentre outros. Nesta época, 2003, estávamos cansados da FUMA – que agora era UEMG – e já estávamos na PUC em uma proposta fantástica de criar um curso de comunicação integrada com design. Me envolvi e vi muito de todas as áreas da comunicação, me interessei pela gestão

de marcas e logo estava aprendendo e lecionando no pioneiro curso de pós-graduação de Gestão de Marcas de Belo Horizonte. E isso levou a novos caminhos? Resolvemos que era hora de repensar nossa atuação, função e empresa. Em 2001 partimos para a gestão de marcas como foco de trabalho, abolimos a nossa sede física e passamos a trabalhar totalmente na nuvem (na época era FTP), com uma proposta de trabalho compartilhado, remoto e planejado. Não interessavam mais projetos de design e sim a estratégia criativa. Lancei essas bases ao implantar nos cursos de design da FUMEC, na disciplina de Gestão do Design. Somei as vivências acadêmica e profissional e praticamos de 2001 a 2010 a expansão e afirmação conceitual da Tribo. In como uma empresa de gestão estratégica criativa do design. Vieram os projetos de gestão e design para as marcas Rede Minas, o projeto Vota Brasil para o TSE/Governo Federal, o vitorioso, não menos difícil e compensador projeto de gestão de marca e design para o Bazar Guri, uma empresa familiar do interior, que até os 48 anos de existência nunca tinha contratado nenhum serviço de design. Fizemos a gestão da marca por mais de dez anos e obtivemos resultados fenomenais. O formato era simples: empresa na nuvem, acesso remoto, equipe virtual, presença estratégica via pensamento de design, atendimento, gestão e criação de design minha. Mais um ou dois profissionais por marca apoiados em um pequeno departamento de comunicação nas empresas e a eficiente invisível gestão executiva financeira da Patricia Rezende. A base eram contratos anuais remunerados por fee mensais em escalas bem definidas de custo hora de presença e onipresença, com planejamento eficiente, controle operacional, livre acesso a todos os departamentos e escalões da empresa e presença cativa na diretoria e conselhos para participar efetivamente da tomada de decisão e criação das matrizes gráficas. Some-se a isso a evolução constante no meio acadêmico na PUC e na FUMEC. Tudo isso empacotado em um dia de sempre 12 a 16 horas, mas muitas vezes de 18 horas intermináveis de trânsito, celular, reuniões, mapeamentos, percepções, estudo da busca pela autenticidade, pelo novo mais uma vez. E, finalmente, algum sinal no final do túnel? Um novo jeito de realizar os sonhos do quarto turno? Em 2010, uma parada. As horas de nuvem, quilometragens, salas, reuniões, crianças e nenhum esporte me levaram a uma parada. Nos afastamos da universidade e fizemos uma revisão do projeto de vida. Em 2011 planejamos a criação das Pessoas Comunicação de Marca: um ano para pensar em um projeto novo e enfim a descoberta das Pessoas. Não que eu não as conhecesse: estava com elas todo o dia, todos os dias, as mapeava, delineava, mas não as tinha em pensamento e sim em planejamento. Agora só trabalhamos com as pessoas. março /abril 2015

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QUADRINHOS

Quadrinhos ingleses no espaço A série Ministério do Espaço, com texto criativo de Warren Ellis e desenhos maravilhosos de Chris Weston, recria a ficção científica britânica.

MINISTÉRIO DO ESPAÇO Formato: 19 × 28 cm Devir Livraria 96 páginas, 4 cores www.devir.com.br/hqs

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGR AF

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editora Devir continua com seu trabalho de lançar álbuns de quadrinhos fugindo do lugar- comum do gênero. A obra Ministério do Espaço, iniciada no ano 2000, vem num pacote em capa dura, papel couché e excelente impressão, fazendo jus aos belos desenhos de Chris Weston. Mas, o mérito maior é do escritor Warren Ellis. Ellis foi influenciado pelos quadrinhos ingleses do piloto Dan Dare, de Frank Hampson, dos anos 1950 (publicado no Brasil pelo Suplemento Juvenil), ), que teve como colaborador à

época o futuro guru da ficção científica, Arthur C. Clarke. O texto, que lembra os roteiros cinematográficos de Quentin Tarantino, fala de uma fictícia versão da história onde quem conquista o espaço não são os soviéticos, nem os norte-americanos, mas, simplesmente, os súditos da Rainha do Reino Unido! No fim da Segunda Guer ra Mundial, os americanos levaram o cientista alemão Werner von Braun, criador das temíveis bombasvoadoras aos Estados Unidos, para criar seu programa espacial. Porém, a União Soviética, que também tinha o seu especia lista em foguetes, Sergei Pavlovich Korolev, saiu na frente, com o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1959. A conquista do espaço

tornou- se um jogo político entre Kennedy e Kruschev. Já Warren Ellis, no Ministério do Espaço, não deixa dúvidas. Foi um conterrâneo de James Bond que chegou lá primeiro. Pelo menos nesta graphic novel, que mostra que mesmo sem as duas pernas o piloto inglês bombardeia e mata russos e americanos, para abrir caminho aos britânicos. E xce lente f icção científica, texto criativo, belíssimos desenhos, cores deslumbrantes, quadrinhos tipicamente ingleses em su a pesquisa histórica e visual. Merece um lugar na bibliote ca ou gibiteca dos leitores.

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F OTOG R A F I A

Extrativista de imagens

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natureza explorada pelo fotógrafo é feita de concreto, vigas de ferro, vidro, asfalto. É também lunar, vasta, pouco hospitaleira. O produto, imagens carregadas de dramaticidade, enfatizada pela escolha do PB, revelando universos a poucos passos do desaparecimento. Seja espalhando as artesanais pinholes por cantos estratégicos da capital paulista, cidade em constante construção e desconstrução, seja acompanhando a rotina de trabalhadores que não terão a chance de transmitir seu ofício para os filhos, a coleta de Ricardo Hantzschel é farta e multifacetada. Como afirmou o também fotógrafo e curador Eduar­do Castanho, Ricardo é um fotógrafo documentarista sutil, que usa o solo seguro da rea­li­da­de para decolar em busca das grandes altitudes do in­cons­cien­te. Às imagens somam-​­se processos de revelação e am­plia­ção alternativos, revalorizando o significado de cada reprodução. O envolvimento de Ricardo, 51 anos, com a fotografia é antigo. Aos oito anos ganhou uma câmera de um tio e aos 10 viu pela primeira vez uma imagem se formar no laboratório caseiro de sua madrinha. “Entendi naquele momento que a fotografia faria parte da minha vida de alguma forma”, conta Ricardo. Ele acabou estruturando seu mundo em torno da fotografia. Formado em Jornalismo pela PUC de São Paulo (e pós-​­gra­dua­do em Fotografia e Mídia pelo Senac), Ricardo começou a trabalhar aos 23 anos como fotojornalista, primeiro na revista Imprensa e depois na Iris Foto. O passo seguinte foi a fotografia co­mer­cial, as publicações de grandes empresas, aproveitando sua habilidade em retratos, além dos re­la­tó­r ios anuais e o still de joias. Em paralelo, a paixão pelo laboratório químico e pela pesquisa com materiais o levou a uma ex­pe­r iên­cia de um ano como laboratorista-​­chefe do Museu da Imagem e do Som e à es­ pe­cia­li­za­ção em có­pias fine art para exposições. No final da década de 1990, inoculado pelo vírus do trabalho autoral, Ricardo partiu para projetos pessoais, ini­cian­do pelo Porto de Santos. Sem se dar conta, ele prin­ci­pia­va uma série de ensaios sobre ce­ná­r ios e ofí­cios em transformação. Os quatro anos de via­gens a Santos renderam a exposição À Sombra do Porto, em 1999. No final de 2002, Ricardo agarrou

a oportunidade de fotografar o Complexo Pe­ ni­ten­c iá­r io do Carandiru poucos dias antes de sua demolição. Os detalhes desse cenário abandonado transformaram-​­se em imagens múltiplas emolduradas em caixas de madeira e ferro, cons­truí­d as com os restos do próprio Carandiru, expostas em 2004. RELEITURAS

Aos poucos, Ricardo foi colocando de lado a fotografia co­mer­cial em prol dos projetos pessoais e também da atividade como docente. Ainda nos anos de 1990 atuou como professor e orien­ta­dor de Fotografia do Museu Lasar Segall e desde 2000 é professor da gra­dua­ção e pós-​ ­g ra­dua­ção da Faculdade de Fotografia do Senac. Com mais espaço para a experimentação, aprofundou-​­se na câmera pinhole, máquina fotográfica sem lente, cons­truí­da artesanalmente a partir de caixas ou latas vedadas, com um ou mais pequenos ori­f í­cios. Da pesquisa pela técnica veio o ensaio A Cidade Múltipla, em 2003, vencedor do Prêmio Porto Seguro de Fotografia, numa releitura de pontos referenciais da capital paulista e, em 2006, a concepção do projeto Cidade Invertida. Ma­te­r ia­li­za­do em um trailer transformado em câmara obscura e laboratório

Não importa a técnica, ou, muitas vezes, ela é fundamental. Ricardo Hantzschel age como um coletor de imagens, ávido por registrar cenários em extinção ou em profunda transformação. Tânia Galluzzi

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1 Ensaio “Sal”, Joel Galinha 2 Ensaio “A Sombra do Porto”, açúcar 3 Ensaio “Vestígios do Carandiru”, banheiro, pavilhão 8 4 Pesquisa de materiais para o ensaio “Sal”

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5 Ensaio “Vestígios do Carandiru”, cela Água, pavilhão 8 6 Ensaio “Sal”, Boreal 7 Ensaio “Sal”, Pavão 8 Ensaio “Cidade Múltipla”, Largo da Memória

PB, que já percorreu cerca de 20.000 km, o Ci-

dade Invertida reú­ne fotógrafos, educadores e artistas em projetos culturais re­la­c io­na­dos à fotografia objetivando tornar a linguagem fotográfica numa ferramenta propulsora de cultura. “Mais do que ensinar a fotografar, o objetivo é fazer com que as pes­soas aprendam a ver e deixem de ser passivas dian­te das imagens que habitam seu co­ti­d ia­no”. Para dar continuidade a esse trabalho, Ricardo está reformando seu estúdio para que o espaço também possa abrigar aulas e workshops.

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RICARDO HANTZCHEL www.fotopositivo.com.br www.cidadeinvertida.com.br

A mais recente incursão do fotógrafo num am­bien­te em mutação esteve em cartaz entre fevereiro e março no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Com 33 imagens, a exposição Sal documenta o processo de extração ma­nual do sal nos mu­ni­cí­pios de Ara­r ua­na e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Usando diferentes câmeras, da pinhole à digital, Ricardo registrou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2015, um modo de produção que se mantém inalterado desde o século XIX e que, segundo ele, tende a se extinguir na próxima década. Para a impressão das imagens, vencedoras do XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez, Ricardo recuperou a técnica do papel salgado, cria­da pelo precursor da fotografia Wil­liam Henry Fox Talbot, em 1834, na qual o papel é embebido numa solução de cloreto de sódio (sal comum) e pincelado com uma camada de nitrato de prata. A exposição marca também o lançamento do primeiro livro de Ricardo, Sal, impresso pela Ipsis. Lançado em 21 de março no 5º– Festival de Fotografia de Tiradentes, a obra terá outras duas vernissages: 28 de abril, na DOC Galeria em São Paulo, e 6 de maio, no Museu José de Dome em Cabo Frio.

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HÁ TRINTA ANOS Integração Abigraf/ABTG

Em 1985, Abigraf e ABTG não atuavam da maneira sinérgica como hoje o fazem. Assim, naquele mês de abril, a intenção da Associação era buscar a aproximação mais estreita com seu braço tecnológico, com o “objetivo de tornar possível a cooperação mútua na área técnica”. Algo que, como sabemos, veio a se concretizar com sucesso.

Participação associativa A matéria de capa da edição nº 98

Lembranças do passado D

os anos 1980 para cá a tecnologia evoluiu tão rapidamente, que é difícil acreditar que os programas de palestras da Print’85 tivessem temas como: “Aperfeiçoamento da preparação da mecânica do paste-up”, “Agora que nós temos um computador pessoal, o que fazemos com ele?”, “Produtividade crescente na tipografia” e, ainda, “Consertos mecânicos em chapas tipográficas”.

teve como título “Abigraf profissionaliza sua atuação e diversifica as atividades”. O texto mostra que, naquele momento, a prioridade das diretorias da Abigraf Nacional e da Regional São Paulo era o estímulo à maior participação na entidade, a fim de tornála cada vez mais representativa. A reportagem revela os principais pontos de defesa da entidade e as medidas a serem tomadas para cumprir as metas propostas.

Morte de Tancredo Neves

Bahia contra gráficas estatais

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ma batalha na luta contra as gráficas estatais foi celebrada no início de 1985. Ao sancionar a Lei nº 4.387, de 10 de dezembro de 1984, o governador João Durval Carneiro, pôs fim ao monopólio da Empresa Gráfica da Bahia na execução dos serviços das se cretarias e órgãos do Governo do Estado, além de trazer de volta certo otimismo ao setor. A EGBA havia provocado o fechamento de cinco gráficas comerciais e a demissão de 600 empregados até aquele momento.

Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 98, de março/abril de 1985

Impressoras multicores

A edição de 1985 da feira Print, rea li za da em abril daquele ano, em Chicago (EUA), é traduzida como a “mais colorida de todos os tempos” na história da exposição. Isso porque a tendência do momento eram os equipamentos que, pela primeira vez, possibilitavam a impressão em gama ampliada de cores com custos reduzidos e ótima qualidade. “O impressor de preto e branco é quase uma coisa do passado. Impressoras de uma cor são mais difíceis de vender hoje do que as multicoloridas”, disse William Cocoris, então executivo da Heidelberg Eastern.

O editorial histórico da edição 98 narra a reunião dos representantes da Abigraf, liderados por Max Schrappe, com Tancredo Neves, então candidato ao cargo de presidente da República. O encontro deixou as melhores expectativas possíveis, de grande confiança e otimismo. Ao tocar no tema de sua morte, em 21 de abril daquele ano, Schrappe escreve: “De nossa parte, temos consciência de que o Brasil perdeu o homem público mais adequado ao cargo de presidente no momento”.

Jornais em cores

Ainda sobre a Print 1985, a feira mostrou um movimento que iria ocorrer no Brasil em pouco tempo. Foi naquela edição que os editores dos principais jornais procuraram informações sobre como começar a produzir edições coloridas de seus diários. Isso se consolidou em 1989, quando a Folha de S. Paulo se tornou o primeiro jornal a ter a capa de suas edições diárias totalmente coloridas. março /abril 2015

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Two Sides faz balanço das ações no Brasil Conselho reuniu-​­se em março para relatar avanços da iniciativa mundial.

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m evento rea­li­za­do no dia 16 de março, a Two Sides Brasil reuniu seu Conselho para anun­ciar os re­ sultados alcançados no ano de 2014. Atual­men­te integrada por 42 entidades setoriais, a ini­cia­ti­ va global de empresas da cadeia da comunicação impressa, tem o objetivo de promover a sustenta­ bilidade da impressão e dissipar equívocos ambientais comuns, fornecendo aos usuá­rios informa­ ções verificáveis sobre por que a comunicação impressa em papel é atraen­te, prática e sustentável. Desde que foi lançada no Bra­ sil, em abril de 2014, a Two Sides tem amplificado seus números. Contando atual­m en­te com 150 participantes, a ini­cia­ti­v a soma mais de 130 inserções es­p on­ tâ­neas na mídia de todos os ti­ pos: TV, rádio, jornais impressos e meios eletrônicos da web. Às re­ portagens e ma­té­rias na impren­ sa, somam-​­s e 15 anún­c ios em jornais de grande circulação, re­ gionais e/ou setoriais, bem como outros 14 em revistas setoriais. A campanha também mar­ ca presença em feiras do setor, tendo participado da ExpoPrint Latin America, em junho último; 23º Bie­nal In­ter­na­cio­nal do Livro, em agosto, com o total de 10 mil

atendimentos; 2º Encontro Na­cio­ nal de Sindicatos; 9º Latin Ame­ rica Pulp and Paper Ou­tlook; 10º Congresso Brasileiro de Jornais; Ciclo de Sustentabilidade ABTG; Conferência Fipp-​­Aner; Semana de Tecnologia Fundação Zerren­ ner; Seminário Mudanças Climá­ ticas; 11º Seminário de Mídia Seg­ mentada – Anatec; 47º Congresso ABTCP e Conferência da Abro, to­ dos em São Paulo. Em outros esta­ dos, compareceu ao 42º Congres­ so de Jornais Regionais (Chapecó) e 1º Seminário Catarinense da In­ dústria Gráfica (Flo­ria­nó­po­lis), em Santa Catarina, bem como à feira Sign Nordeste, em Fortaleza (CE). Fora do Brasil, a Two Sides este­ ve no World Print Com­mu­ni­c a­ tion Forum, rea­li­za­do em junho, na cidade espanhola de Barcelo­ na, e no XXXIII Congresso Latino-​ ­Americano da Indústria Gráfica, em outubro, na Colômbia. Outra importante ação foi a pesquisa de mercado, com a pro­ posta de investigar “Qual a visão dos brasileiros sobre a comuni­ cação impressa e o papel?”. Rea­li­ za­do no final de julho, o levanta­ mento traz a opi­nião de duas mil pes­soas maiores de 16 anos e re­ vela: em quase todos os casos, as pes­soas acreditam que o papel

esteve representada em dois en­ contros fora do Brasil: a reu­nião de country managers na África do Sul e o Seminário de Outono, em Londres (Inglaterra). Aqui no Bra­ sil, as próximas pautas do Conse­ lho serão discutidas em três oca­ siões: 12 de maio, 4 de agosto e 10 de novembro de 2015. Ainda neste ano, uma das ações que a Two Sides começa a colocar em prática é uma campa­ nha na­cio­nal a ser rea­li­za­da em es­ colas e universidades e em trans­ portes públicos, como o metrô de São Paulo. O que chama a atenção é o fato de a ação ser algo inédito: só acontecerá no Bra­ sil. O country manager da Two Sides no Brasil, Fabio Arruda Mortara, explica os motivos. “Fi­ cou clara a necessida­ de de falar diretamen­ te com o consumidor final. Entendemos que é muito mais efi­cien­ te, pelo menos nes­ te momento, fazer es­ forços mais pontuais e menos gerais. E isso é apenas o começo de um plano estratégi­ Rosangela Valente, assessora de Comunicação co de alcance muito da Andipa, recebe de Fabio Mortara o mais amplo”. Certificado de Adesão à Two Sides Brasil ainda é a mídia mais sustentável, seja para ler cartas (55% do total de respostas), revistas (56%), livros (59%) ou jornais (46%). Em termos de comunicação com o público é preciso relatar as 16 cartas produzidas com o objeti­ vo de combater a prática de green­ washing (lavagem verde), as qua­ tro edições da newsletter, en­via­das para 40 mil pes­soas, e o website lançado em outubro, que já con­ ta com média de 10 mil visitantes mensais. Além de doze conference calls com a participação de Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, Aus­ trália e África do Sul, a Two Sides

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Reunião do Copagrem discute rumos da economia nacional Além dos dados conjunturais apresentados por especialistas, encontro tratou da questão hídrica que afeta todo o País.

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Brasil de 2015. Foi esse o pro­ tagonista da última reu­nião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), da Federação das In­dús­trias do Estado de São Pau­ lo (­Fiesp). O encontro aconteceu em 9 de março, na sede da enti­ dade, na capital paulista. A eco­ nomista Zeina Latif e o cien­tis­ ta político Carlos Melo falaram sobre a conjuntura do País, en­ quanto Hélio Fernandes Oliveira, da Sabesp, discutiu o uso ra­cio­ nal da água na indústria, e Mar­ cos Lima, do escritório da F­ iesp em Brasília, apresentou os no­ mes da bancada da indústria no Congresso e Senado. Latif foi a primeira a falar. A economista levou uma série de dados ma­ croe­co­nô­mi­cos, destacando sua relação com os principais de­sa­ fios postos ao Brasil neste mo­ mento. Até 2011, disse, o Produ­ to Interno Bruto (PIB) brasileiro evo­luía acompanhando o cres­ cimento mun­dial. Desde então, no entanto, as tra­je­tó­rias se des­ colaram. O cenário se estende à indústria. Segundo projeções, em 2014 o PIB in­dus­trial mun­ dial subiu 3,3%, e o dos paí­ses em desenvolvimento avançou 4%. Enquanto isso, a produção brasileira caiu 2,9%. O setor de serviços, que vem apresentando boa evolução nos últimos anos, também cresce menos. Para crescer novamente, des­ tacou a economista, o governo deve utilizar ferramentas como as políticas fiscal e monetária, a

A economista Zeina Latif apresentou uma série de dados macroeconômicos sobre a atual conjuntura brasileira

fim de reequilibrar as finanças públicas, estabilizar o dólar e a inflação e desinibir a atividade e os investimentos. “É preciso fazer um tratamento forte e não uma pequena die­ta, como disse o mi­ nistro Joaquim Levy”, observou.

O cien­tis­ta político e professor universitário Carlos Melo listou os principais entraves políticos que o governo federal enfrenta no momento. Esses pontos de ten­ são existem desde a relação entre a gestão Dilma e os movimentos

sociais até os meios de comuni­ cação, passando pela base alia­da, Ministério Público e a classe mé­ dia. Ainda no universo político, Lima, da F­ iesp, comentou os no­ mes que compõem as bancadas ligadas à indústria tanto no Sena­ do quanto no Congresso. A questão da água foi con­ templada na apresentação de Hélio Fernandes Oliveira, ges­ tor do Programa Uso Ra­cio­nal da Água (Pura) da companhia de sa­nea­men­to básico da cidade de São Paulo, a Sabesp. Fernandes explicou como fun­cio­na o pro­ cesso de tratamento de água feito pela empresa, e destacou que a indústria também deve en­ contrar formas de poupar água. O reú­so e diferentes maneiras de captação estão entre as possibili­ dades apresentadas pela Sabesp. Vinte entidades da cadeia do papel, gráfica e embalagem es­ tiveram presentes na reu­n ião, somando 35 participantes.

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Novos Associados Abigraf Apresentamos nesta página os novos associados da Abigraf Regional São Paulo e Abigraf Nacional.

ABIGRAF REGIONAL SÃO PAULO

Brazil Boxes Printing e Packing Es­pe­cia­li­za­da em embalagens e produtos promocionais. Além de sacolas, caixas, estojos e embalagens, a gráfica fabrica cadernos, catálogos e livros. Kits e brindes de empresas também fazem parte do port­fó­lio. Rua Ribeirão Preto, 217 Taboão da Serra/SP Telefone (11) 4685-​­9113 www.brazilboxes.com.br Contato: Claudia Lemos Roncador Botelho claudia@brazilboxes.com.br Gráfica Gilci A Gráfica Gilci está no mercado há 24 anos. A produção atende os segmentos de embalagem e edi­to­rial. Rua Dr. Caetano Estellita Pernet, 125 (Jardim Vila Formosa) São Paulo/SP Telefone (11) 2301-​­3029 www.graficagilci.com.br Contato: Renan Rodrigues graficagilci@terra.com.br

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Kromos Produções Gráficas Fundada em 1985, a Kromos mantém sede própria em Monte Mor. Depois de ­atuar durante mais de 20

anos com serviços de pré-​­impressão flexográfica para embalagens longa vida, a empresa especializou-​­se na produção de rótulos adesivos, oferecendo tecnologia de rótulos slee­ve desde 2008. Rua do Cruzeiro, 653 (Chapéu do Sol) Monte Mor/SP Telefone: (19) 3879-​­9500 www.kromos.com.br Contato: Clodoaldo José Pontim clodoaldo@kromos.com.br

Master Rótulos e Etiquetas Adesivas Fundada em 1999, a Master se especializou no oferecimento de soluções rápidas. Trabalhando com sistema flexográfico, a empresa produz etiquetas — em branco, coloridas e em policromia — e rótulos. Rua Santa Cruz, 389A Santa Cruz das Palmeiras/SP Telefone (19) 3672-​­2900 www.masterflexo.com.br Contato: Juliana Braulina dos Santos juliana@masterflexo.com

Objetiva Serviços Gráficos A Objetiva fun­cio­na desde 1976, produzindo agendas, fôlderes, embalagens, entre outros. Rua 12 de Setembro, 1.293/1.305 (Vila Guilherme) São Paulo/SP Telefone (11) 2909-​­2055 www.graficaobjetiva.com.br Contato: Eliel Sanches Junior elieljr@graficaobjetiva.com.br

ABIGRAF-​­SP SECCIONAL BAURU

Etiquepel Indústria e Comércio de Rótulos, Bobinas e Etiquetas A Etiquepel está no mercado há 20 anos e atua no segmento de etiquetas, utilizando tecnologia flexográfica na produção de etiquetas adesivas e bobinas térmicas. Além disso, co­m er­c ia­l i­z a ribbons e impressoras térmicas. Rua Antônio Machado, 3/5 (Parque Paulista) Bauru/SP Telefone (14) 3201-​­7900 www.etiquepel.com.br Contato: Angelo Ticianeli Neto angelo@etiquepel.com.br

Superia Gráfica e Embalagens Atuan­do em Bauru e re­gião, a Superia Gráfica é es­pe­cia­li­za­da em impressos promocionais e embalagens de papel. Seus principais produtos são folhetos, catálogos, fôlderes, sacolas e caixas. Rua Martim Afonso, 5-​­82 (Vila Souto) Bauru/SP Telefone (14) 3231-​­3636 www.superiagrafica.com.br Contato: Bruno Bernardes de Lima bruno@superiagrafica.com.br

ABIGRAF-​­SP SECCIONAL RIBEIRÃO PRETO

Acerta Centralizadora A Acerta trabalha com processos offset e digital, além de cuidar do design e acabamento das peças. Brindes corporativos, materiais de ponto de venda e artigos de papelaria estão entre os produtos disponibilizados. Rua Dois de Julho, 522 (Vila Tibério) Ribeirão Preto/SP Telefone (16) 3234-​­1550 www.acertacentralizadora.com.br Contato: Priscilla Cristina Gouveia Bernardi priscilla@acertacentralizadora. com.br

Klona Impressão Digital Fundada há cinco anos, a empresa atua como um birô de chapas CtP, fornecendo serviços para todos os segmentos da indústria gráfica, a partir de equipamentos de última geração. Rua Minas, 28 (Campos Elíseos) Ribeirão Preto/SP Telefone: (16) 3421-​­8100 www.klona.com.br Contato: Marcelo Fernandes klona@klona.com.br

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fabricação, promulgado pelo FDA (órgão americano regulamentador das in dús trias far macêu ti ca e alimentícia), que corrobora a qualidade de seus produtos. Rua R 01, 101 (Chácara Santa Maria II) Guaratinguetá/SP Telefone (12) 3133-7517 www.sameembalagens.com.br Contato: Sérgio José Ribeiro diretoria@sameembalagens.com.br

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ABIGRAF NACIONAL Fujifilm do Brasil A primeira fábrica da Fuji abriu suas portas em 1934, no Japão, produzindo filmes fotográficos, papel fotográfico para impressão, placas secas

Indústria de Ataduras Gessadas Cristal Localizada em Atibaia, a Cristal está em atividade desde 1946. Sediada inicialmente na capital, a empresa começou produzindo ataduras gessadas e de crepe, materiais até então importados e escassos nos tempos de pós- guerra. No atual parque industrial, produz materiais hospitalares ortopédicos e descartáveis. Rua Bela Vista, 482 Atibaia/SP Telefone (11) 4411-1511 www.industriacristal.com.br Contato: Arthur Baptista de Souza Filho arthur@industriacristal.com.br

e outros materiais fotossensíveis. A filial brasileira, a primeira fora do país de origem, foi inaugurada em 1958. Uma das líderes internacionais da área, a empresa trabalha com papéis fotográficos, soluções para a área de saúde, como Raio-X, e oferece produtos e serviços à indústria gráfica comercial e editorial, embalagens e equipamentos para a impressão digital de grandes formatos. Av. Ibirapuera, 2.315, 14, 15 e 16º andares (Indianópolis) São Paulo/SP Telefone (11) 5091-4000 www.fujifilm-latinamerica.com/br/ Contato: Anderson Chaves anderson.chaves@fujifilm.com

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s ia z a v s a s s e m ro p e s e d a Saco de mald ular a economia. Governo nada faz para estim piram contra a recuperação ns co e qu s ida ed m a ot ad o, Além diss

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ra para investir. ando-se em moeda estrangei ivid end ito mu nto ta de encomendas, sando por um mome , com mercado recessivo e fal ora Ag Embora o Brasil esteja pas da ma tivo da amortização recessão, inf lação aci ito com o aumento sig nif ica mu re sof dif ícil, com perspectiva de por l, ital importados. s, o Governo Federa anciamentos dos bens de cap fin dos meta e fuga de investimento a áre da os o ainda não estava Rousseff e os ministr ece, contudo, que o govern Par meio da presidente Dilma ve gra é as às empresas. ar que a situação não ito com as barreiras impost isfe sat econômica, insiste em afirm são s ico dos juros altos, damentos econôm desferiu outro duro golpe, o ão, ent E, como se propala e que os fun nas ape sse agrava os custos, te arg umentação fica rai ainda mais o mercado e ret que bons. Se essa não convincen to pei res cendo a produção. iva, pois é um des inibindo o consumo e encare no plano retórico, já seria noc é que , ém por ve, gra ais oneração da folha de O m des s. a stava um alento: Re à inteligência dos brasileiro se. cri a er s de atividade, destinadas a combat entos para cerca de 40 setore am pag está balizando as medidas nça agens e cadernos da tando uma doe eles os seg mentos de embal tre O resultado é que se está tra den , prevalece aquele rimento de todos os ria gráfica. No Brasil, porém úst ind aguda com placebos, em det . ca é bobagem”. Então, palmente a indústria ditado de que “desgraça pou ho vel setores de atividade, princi s ivo dut Medida Provisória 669, a que os setores pro -se o estímulo, por meio da tou cor Nada se faz de concreto par o. ent scim a em projeto de lei. de retomada do cre da pelo Senado e convertid usa rec vislumbrem a possibilidade ram spi os seus custos aumentam vidências que con m momento em que todos Nu Ao contrário, adotam-se pro s ssa sários recebem apenas se cumprem prome mercado míngua, os empre seu e contra a recuperação e não permeado de promessas na recuperação. o de maldades do governo, sac um cujos efeitos poderiam ajudar ca tri elé a mobilização, cívica e prometeu energi . Por isso, é hora de ampla ias A presidente da República vaz o com ta, a outros setores e descumpriu tal me , da indústria gráfica, aliada eira ord mais barata. Não apenas se ta con Por o”. erações, para cobrar com risco de “apagã bito das federações e confed âm no aumentou muito o preço, e s ado pes nomia. Não é mais o investimentos as concretas em prol da eco did me disso, a indústria está fazend ão raç ret to desestímulo e , num momento de el resignarmo-nos ante tan sív pos em geradores de eletricidade de o açã ha e gera empregos. ocorre com a perfur peito a quem produz, trabal res des de seus negócios. O mesmo a. ric rentar a crise híd poços artesianos, para se enf teu medidas saneadoras me pro O governo também sidney@congraf.com.br contém o déf icit público, não s ma ão, laç inf à e bat e com preços, estimula uma ciranda que alimenta a escalada dos tite los do Tesouro e aguça o ape financeira em torno dos títu to pon a o que alg uém é ingênu dos especuladores. Ou será eitos previdenciários de dir o de acreditar que se tirand enção pregados promove-se a red aposentados, viúvas e desem os tar cor Ninguém fala em da responsabilidade fiscal? os políticos contratados nos uad altos salários dos apanig ta das passagens aéreas, do cargos em comissão, da fes , e do gastos supérf luos. Ah, sim excesso de ministérios e dos ! ção rup cor da botões pelo ralo dinheiro que escorre aos bor le tro con luenciou o des Todo esse descompasso inf do real ultrapassando ão zaç ori do câmbio, com a desval exportadores e atingindo o limite interessante para os estiu em dólar para patamar letal para quem inv mover atualização comprar equipamentos e pro fica caso da indústria gráfica. Bra sileira da Indústria Grá tecnológica. Este, aliás, é o Presidente da Associação fiança às con de o vot am ) der f-SP que Regional São Paulo (Abigra Nosso setor foi um dos do PIB e ajuste da economia, o ent scim cre de s ssa me pro

Sidney A nversa V ictor

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Revista Abigraf 276  
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