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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 274 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2014

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • N O V E M B R O / D E Z E M B R O 2 0 1 4 • Nº 2 7 4


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Mulher com galgo branco, 64 × 69 cm, 2014

REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

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Arte em papel

Miguel Guiter explora o quilling, técnica secular de construção de desenhos por meio de tiras enroladas de papel, para dar vida a obras de arte.

Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva

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Elaboração: Gramani Editora Eireli Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Laura Araújo, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto e Hamilton Terni Costa Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci

Precisar não precisa, mas faz muito bem

Mesmo desobrigadas de participar das ações de logística reversa previstas pelo PNRS, muitas gráficas estão desenvolvendo projetos para minimizar os dados ocasionados pelos resíduos industriais.

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Gráfica e Editora Aquarela Capa: Laminação soft touch e reservas de verniz, GreenPacking Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil), HotGraf

ISSN 0103• 5 72X

REVISTA ABIGRAF 274 NOVEMB RO/DEZE

MBRO 2014

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

REVISTA

ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XXXIX • N OVEMBRO/D

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Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) REVISTA ABIGR AF

FUNDADA EM 1965

novembro /dezembro 2014

Capa: Picasso 1, 66 × 68 cm, 2014 Autor: Miguel Guiter

EZEMBRO 201 • 4 Nº 2 7 4


A educação, muito além de promessas

Walter Vicioni fala na seção Entrevista sobre sua experiência como candidato a deputado federal, desafio que aceitou para levantar ainda mais alto a bandeira da educação.

Prêmio Fernando Pini é disputado por 101 gráficas

Neste ano, 310 produtos estão na luta pelo Oscar da indústria gráfica. Das 101 empresas que concorrem, 13 nunca haviam se inscrito no Prêmio Fernando Pini.

Região Sul vê 2015 com cautela

Com uma produção industrial de R$ 10,8 bilhões em 2013, para o setor gráfico da Região Sul a ênfase no ano que vem continuará sendo a redução de custos operacionais, visando a manutenção da saúde das empresas.

O brasileiro e a comunicação impressa

Pesquisa inédita realizada pelo Datafolha a pedido da Two Sides joga luz sobre a forma como o brasileiro vê a comunicação impressa, revelando que o papel continua a ser o suporte preferido para a leitura.

Viajar com arte

Haroldo Castro tem três paixões: viajar com intensidade, contar histórias com imagens e admirar a natureza. Nutrindo tais amores, em 40 anos como fotógrafo conheceu nada menos que 165 países.

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Foco em resultado

Concentrando-se no segmento promocional, Aquarela busca na diversificação de seu portfólio e na agilidade no cumprimento dos prazos a saída para manter-se competitiva.

16 26 42 62 86 Nesta edição deixamos de publicar a seção “História Viva”, que voltará no próximo número. Editorial/ Levi Ceregato................................... 6 Rotativa ......................................................... 8 Gestão/ Hamilton Terni Costa ........................48 Notícias Gráficas: Aquarela ...........................51 Educação/ Walter Vicioni...............................58 Escolar Office Brasil .....................................60 Sustentabilidade ..........................................66 Samab/ Distribuidora....................................70

Feira Flexo 2014 ..........................................72 Olhar Gráfico/ Claudio Ferlauto .....................76 Quadrinhos/ Álvaro de Moya .........................78 Conlatingraf/ Prêmio Theobaldo De Nigris ......82 Workshop/ AN Consulting .............................84 Há 30 Anos..................................................90 Sistema Abigraf ...........................................92 Mensagem/ Sidney Anversa Victor.................94

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EDITORIAL

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eficiência e e ad d li ra o m e d e u q o ch m U

postos deixe de do que o nosso sistema de im mo de tes for es oçõ crescimento. ndo com em táculo e se torne indutor do obs um O ano de 2014 vai termina ser os. tiv du previdenciária e al os setores pro eradas, ainda, as reformas esp o Sã para os brasileiros, em especi a seg unda, iculdades para os meira com impacto fiscal e pri a , sta lhi ba Af inal, foram muitas as dif tra re o trabalho. cio de superação para indo os ônus dos encargos sob uz negócios, num imenso exercí red tro den el nte a conversão e até razoáv to, já foi um passo interessa pec as ste manter um nível de atividad Ne de os para s menores taxas eração da folha de pagament on des da lei das circunstâncias e uma da em rito do empresariado! à reforma política, com desemprego do mundo. Mé numerosos setores. Quanto a um e o nd Mu meteu durante a pa do al a presidente já se compro Também realizamos uma Co qu a a tod de as decida — e isso as e disputad a eleitoral, é preciso que se nh pa das eleições mais concorrid cam os ent cim cional — se a todos os aconte r no âmbito do Congresso Na rre oco e a nossa história. Em meio dev o cis  todo ciaremos 2015, é pre seria o melhor caminho. De lar pu po o nd ere e ao cenário com o qual ini ref o rig ir rumos e recuperar nosso sistema político, do, precisamos modernizar ref letir e tirar lições, para cor mo sil. Bra do o rtidos e das sustentad ecial o financiamento dos pa esp a capacidade de crescimento em a did en ent rupção. estão a ser e é um dos indutores da cor qu as, nh Nesse sentido, a primeira qu pa cam s do rra se entenda, puta e dos ânimos aci desafios, é importante que es ess s do To é que, apesar da imensa dis e da República. guém saiu derrotado. são exclusivos da president na campanha eleitoral, nin o nã em s, ore leg islativos os são venced so Nacional, os governos e res ng Numa eleição leg ítima, tod Co O  o e o iário, devem rcitaram o direit nicipais, bem como o Judic mu e is ua ad especial os eleitores, que exe est de sitivo e e cidadania. Não po bilizados nesse processo po mo e os ad gaj en ar dever do voto com dig nidad est Brasil dividido. Devem, ecermos e prestigiarmos mudanças. É hora de fortal disseminar-se a ideia de um de de cia ên sci con as atuem na cional e a s instituições, para que tod da pel sim, prevalecer o sentido na pa o os am rrogativas. e de que precis suas responsabilidades e pre de e ud nit que estamos no mesmo barco ple a nic A ú o da sociedade sso desenvolvimento. Sobretudo, há o papel decisiv trabalhar juntos para o no o, nd Mu do pa Co na Nacional será muito 14 foi il. Nesse contexto, a Abigraf derrota que tivemos em 20 civ tos jun am rer as entidades cedores sof e engajada, ao lado de todas te an quando 200 milhões de tor atu es. mã ale ociativistas e tomamos dos or e das representações ass set sso no na goleada de sete a um qu de be Ca s! todos vencedore presarial brasileiro. Nas eleições, porém, somos da indústria e do parque em com der en ent eff uss Ro lma rte para que a ao governo da presidente Di dos precisam fazer a sua pa To e tad me e ent am vimento! as. Pratic acia nos conduza ao desenvol ocr clareza a mensagem das urn dem eja des e qu o, o poder do vot do eleitorado lhe disse, com precisa ser levado em vo r mudanças. E o desejo do po lceregato@abig raf.org.b da democracia. cia ên ess e nd gra a é ta Es . consideração s pela sociedade são claras: As transformações almejada toda a máquina pública. um choque de moralidade em hamos mais seg urança Também é premente que ten nas relações com o Estado. jurídica e menos burocracia ente Dilma Rousseff Algo essencial que a presid às urnas de outubro é deverá adotar em anuência ítica econômica como maior transparência da pol da gestão fiscal, do um todo e, de modo enfático, União. Isso será decisivo orçamento e das contas da , com ref lexos nos fluxos de para o resgate da confiança etos, tanto estrangeiros investimentos produtivos dir ém deve ser aproveitado fica quanto dos brasileiros. Tamb Bra sileira da Indústria Grá realizar Presidente da Associação se ra pa s, nça da mu às io o momento propíc (Abigraf Nacional) orma tributária, ref a iad ad e da ha son tão a

L evi C eregato

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trazer vantagens para mais perto dos clientes, esse é o papel do centro de distribuição suzano.

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Investimento recorde da Klabin no Paraná E

m outubro, a Klabin comemorou 80 anos de presença no Paraná. Com a aquisição em outubro de 1934 da Fazenda Monte Alegre, local que daria origem ao município de Telêmarco Borba, a Klabin dava início à sua base florestal no Estado. Doze anos depois, em 1946, a empresa inaugurava a primeira fábrica integrada de celulose e papel de imprensa 100% na­cio­nal. Atual­men­te, a unidade de Monte Alegre está

entre as maiores fabricantes de pa­péis de fibra virgem na América Latina, produzindo kraftliner e papel-​­cartão para líquidos, utilizado em embalagens de alimentos e bebidas, e também co­ mer­cia­li­zan­do toras de madeira. Em dezembro de 2013, as áreas ­­ de florestas da Klabin no Paraná per­fa­ziam mais de 110 mil hectares de áreas ­­ para preservação e 142 hectares de ­­áreas reflorestadas com pínus e eucalipto.

PROJETO PUMA – O Paraná receberá o maior aporte financeiro privado de sua história, no montante de R$ 5,8 bilhões — excluindo ativos florestais, impostos e me­lho­rias em in­fraes­ tru­tu­ra — para as obras da nova fábrica da Klabin no município de Ortigueira, que será inaugurada em 2016 e permitirá que a companhia dobre de tamanho. O projeto será responsável pela produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, sendo 1,1 milhão de fibra curta e 400 mil de fibra longa. Parte da produção será destinada à fabricação de celulose fluff, utilizada na manufatura de fraldas descartáveis e absorventes. Com a nova fábrica, a Klabin será a primeira empresa a produzir esse tipo de celulose no Brasil. www.klabin.com.br

Abigraf inaugura escritório político no Distrito Federal Levi Ceregato, presidente da Abigraf Nacional, entre outros, estiveram presentes no evento. Na oca­sião, diversos assuntos em voga no setor gráfico na­c io­n al foram abordados. Um deles foi a lista de rea­li­za­ções da Abigraf, apresentada pelo diretor de Relações Institucionais da entidade, Reinaldo Espinosa. O 1º vice-​­presidente da (E/D) Nílsea Borelli Rolim, Antônio Eustáquio de Oliveira, vice‑presidente do Sindigraf-DF, Abigraf Na­cio­nal e presiAntonio Carlos Navarro, Levi Ceregato, Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho e Reinaldo Espinosa dente da Re­gio­nal Rio de esde 30 de outubro a indústria Zona In­dus­trial onde foi rea­li­za­da Janeiro, Carlos Augusto Di Gior­gio Sobrinho, discorreu sobre a edigráfica brasileira, por ini­cia­ti­va da a cerimônia de inauguração. Abigraf Na­cio­nal, conta com um O deputado federal Guilherme ção de 2015 do Congresso Brasiescritório político na Capital Fe- Campos, relator da MP 366/2013 leiro da Indústria Gráfica (Congraf) deral. O local fun­cio­na­rá como um (Conflito Tributário ISS  ×  ICMS); enquanto Ju­lião Flaves Gaú­n a, ponto de apoio para as ações ins- João Batista Alves dos Santos, pre- presidente do conselho diretivo e titucionais da entidade e para as sidente da Abigraf Re­gio­nal Distri- da Re­gio­nal Mato Grosso do Sul, empresas as­so­cia­das que via­ja­rem to Federal; o presidente do Sindi- falou sobre as­so­cia­ti­vis­mo e quespara Brasília. Para facilitar o acesso, graf- DF, Pedro Henrique Verano; tões jurídicas com o apoio da geo escritório ficará na sede do Sin- Antonio Carlos Navarro, superin- rente do departamento jurídico digraf- DF e Abigraf- DF no bairro tendente da Abigraf/Sindigraf-DF; da entidade Nílsea Borelli Rolim.

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Ricardo Viveiros é o novo membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

O jornalista e escritor Ricardo Viveiros, colaborador da Revista Abigraf, foi indicado, votado e aprovado como membro do Instituto Histórico e Geo­grá­fi­co de São Paulo, entidade cultural que este ano comemora 120 anos. O IHGSP congrega cien­tis­tas de inúmeras universidades públicas e privadas, brasileiras e estrangeiras, tais como: USP, UFRJ, UFBA, UFES, PUC, Macken­zie, Universidade do Sul de Mississippi (EUA), Universidade de Dallas (EUA) e Universidade Católica Portuguesa (Portugal). Presidido por Nelly Martins Ferreira Candeias, o instituto, em edifício próprio de dez andares, oferece bi­blio­te­ca, museu, auditório e salas de exposição. Dois jornalistas e escritores já eram membros do instituto: Paulo Bonfim e Laurentino Gomes. Além de Ricardo Viveiros, juntaram-​­se a eles e aos demais membros nomes da importância de José Gregori, Ives Gandra Martins, Paulo Natha­nael, Mario Albanese, Guido Palomba, Eugenia Cristina Godoy de Jesus Zerbini e João Grandino Rodas. O ato de diplomação dos novos membros do IHGSP foi rea­li­ za­do no dia 19 de novembro na histórica igreja de São Francisco, no centro antigo de São Paulo.

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O toque digital da Heidelberg.

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ENFOQUE

O conhecimento é volátil

Canon valoriza ExpoPrint Digital 2015

A impressão digital possui hoje

uma importância fundamental dentro do meio gráfico. As máquinas conquistaram seu espaço nos parques gráficos e o transformaram totalmente. Para Eduardo Buck, diretor da ExpoPrint Digital 2015 e gerente de vendas de grandes contas da Canon, hoje o digital é a realidade. “A gráfica que não possui a solução digital perde os pequenos trabalhos, que na realidade atual dos mercados em crise são maioria. Então é mandatória a aquisição de algum equipamento digital para compor o seu parque e buscar as pequenas tiragens e trabalhos diferenciados, em que se pode ter maior lucratividade”. De acordo com o executivo, a busca por trabalhos diferenciados é relevante e as empresas precisam estar prontas para alcançar este objetivo: “Existem várias tecnologias digitais, tais como jato de tinta e laser, e cada uma delas pode oferecer uma gama diferente de soluções às

gráficas e, consequentemente, aos clientes deles. O grande apelo da tecnologia digital é justamente a possibilidade de se oferecer algo diferenciado, como a impressão de dados variáveis por exemplo”.

Eduardo Buck, gerente de vendas de grandes contas da Canon e diretor da ExpoPrint Digital 2015

A impressão digital é decisiva nesse sentido em vários mercados, como o de impressão de rótulos e embalagens e web-to-print: “Já existem alguns movimentos do setor digital em direção ao uso de embalagens e rótulos, mas ainda está no começo. Precisamos do

desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo de mídias que, por exemplo, possam receber impressões digitais sem deformar, perder suas propriedades autoadesivas ou danificar este tipo de equipamento”. Com presença garantida na ExpoPrint Digital 2015, um dos focos da Canon na feira será ainda um outro segmento, o fotográfico. De acordo com Eduardo Buck, a empresa acredita que a impressão de fotografia tem um grande potencial de expansão no Brasil. “Estamos bem posicionados neste segmento. Dentro do line up de impressão fotográfica temos produtos de diversos portes, preços e funcionalidades que cobrem praticamente todo o espectro de aplicações nesse segmento”. ExpoPrint Digital 2015 Expo Center Norte/ São Paulo SP 18 a 21 de março de 2015 Quarta a sexta-feira, das 13h00 às 20h00 Sábado, das 10h00 às 17h00 Organização: APS Feiras & Eventos www.expoprintdigital.com.br

HP lança aplicativo móvel

Durante a SGIA Expo 2014, de 22 a

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24 de outubro, em Las Vegas (EUA), a HP apresentou ao mercado seu novo aplicativo HP Latex Mobile, que permite aos clientes das impressoras HP Latex série 300 monitorar remotamente suas impressoras, acompanhando a situação dos trabalhos e recebendo alertas da impressora. Em janeiro de 2015, o aplicativo será oferecido gratuitamente para smartphones por meio do Google Play e da Apple App Store, com monitoramento remoto para as impressoras HP Latex 310, 330 e 360. Com o aplicativo HP Latex Mobile os clientes podem permanecer informados sobre os trabalhos de impressão REVISTA ABIGR AF

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enquanto estiverem fora do escritório e acompanhar os projetos até a sua conclusão, além de poder monitorar o status de impressão e os suprimentos para evitar surpresas. A HP já instalou mais de 21.500 impressoras HP Latex em todo o mundo, incluindo as impressoras série 300 apresentadas em abril deste ano, com mais de 280 milhões de metros quadrados impressos pelos clientes. Na oportunidade, a HP também anunciou que as tintas HP Latex 831 agora são um componente da garantia MCS da 3M para a impressora HP Latex 360, bem como novas certificações ambientais para a linha de tintas látex

da empresa por parte da American Society for Testing Materials (ASTM, Sociedade Americana de Testes em Materiais) e a Japan Enviroment Association (Associação Japonesa do Meio Ambiente).

BRUNO SCHRAPPE, DIRETOR DE ESTRATÉGIA E INOVAÇÃO DA ARIZONA

Na última semana de outubro a Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica promoveu a Semana de Gestão e Tecnologia Gráfica. Entre os palestrantes esteve por lá Bruno Schrap pe, diretor de Estratégia e Inovação da Arizona, empresa conhecida por sua postura de vanguarda dentro do universo da comunicação. Aqui, dois momentos da palestra, calcada nos reflexos das tecnologias de natureza exponencial, capazes de mudar radicalmente o mercado. ◆ “O conhecimento é volátil. O que aprendemos hoje tem uma vida útil de cinco anos. A maior parte de nosso aprendizado vem da nossa vida profissional. Esse é um dos desafios impostos pelo rápido avanço tecnológico, que provoca também o aumento da pressão por desempenho e sobre as pessoas e instituições. Em função desse ritmo acelerado, o importante é não deixar o foco na inovação de produto, caminhando para a inovação institucional, para a aprendizagem escalável ao invés da eficiência escalável.” ◆ “A Arizona é atualmente o maior prestador de serviços de crossmedia do Brasil. E o que temos feito é justamente identificar tendências com crescimento exponencial, entendendo os desafios do mercado publicitário e ajudando-o a integrar todos os meios de comunicação, sobretudo na gestão de arquivos digitais.”

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Durante vernissage realizada em

31 de outubro no Museu Guido Viaro, no centro de Curitiba, foram anun cia dos os vencedores da 4ª Edição do Prêmio Ibema de Gravura, única premiação do Brasil neste segmento das artes patrocinado pela iniciativa privada. As 88 obras inscritas foram submetidas ao crivo do júri — composto pela artista plástica Uiara Bartira; pelo consultor na área de Design Fabio Mestriner; por Constantino Viaro, filho do pintor paranaense Guido Viaro, considerado o pai da gravura em metal; e pelo professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná Pedro Goria —, que

selecionou e entregou os prêmios aos 20 melhores trabalhos. A estudante de Desenho Industrial Amanda Godoi de Barros, da PUC-PR, foi a grande vencedora, com a obra “Rinocerontes”, feita especialmente para disputar o concurso. Ela recebeu o prêmio principal no valor de R$ 5.000,00. Os demais prêmios concedidos foram: R$ 3.000,00, para o 2º lugar; R$ 1.500,00, para o 3º lugar; R$ 500,00, para os colocados do 4º ao 10º lugar; e menção honrosa para os demais. Fernando Sandri, diretor industrial da Ibema e idealizador da iniciativa comemorou o sucesso

Foto: Rubens Nemitz Jr.

Talentos da gravura premiados em Curitiba

(E/D): Fabio Mestriner e Uiara Bartira (jurados); Márcio Peloso (2-º lugar); Amanda Godoi (1-º lugar); Pedro Goria (jurado); Toni Graton (3 -º lugar); Constantino Viaro (jurado); e Fernando Sandri, diretor industrial da Ibema e idealizador do prêmio

desta edição do prêmio: “Para nós, é uma honra valorizar, patrocinar e apoiar esta expressão artística. A gravura é, sem dúvida, o meio em que o papel cria o seu maior valor”. O Prêmio Ibema Gravura tem como objetivo promover a cultura da gravura e revelar potenciais nomes dessa arte no Brasil. Participam estudantes de design, artes gráficas, artes visuais ou outro curso que tenha referência às artes gráficas de todo o País. “Especial como o seu talento” é o slogan do prêmio, que recebeu trabalhos com técnicas de gravura como serigrafia, metal, linóleo e xilogravura.

OS VENCEDORES E SUAS OBRAS 1º lugar: Amanda Godoi Barros, “Rinocerontes” ◆ 2º lugar: Márcio Pelozo, ”Estranhos” ◆ 3º lugar: Toni Cesar Graton, “O abrir das cortinas” ◆ 4º lugar: Vitoria Albino Borges da Cruz, “Os cegos” ◆ 5º lugar: Christine da Silva Pereira, sem título ◆ 6º lugar: Barbara Arndt, “Lago mudo” ◆ 7º lugar: Mirelle Lucas, ”A destruição do frágil: nada mais adianta”

Apresenta as informações mais importantes da principal feira mundial de alimentos que acontece bienalmente em Paris. O Instituto de Embalagens, apresentará o resultado da pesquisa que será realizada no Salão Internacional de Alimentação, conferindo as novidades, inovações e tendências que refletem as mudanças constantes e ditam as tendências nos mercados alimentares do mundo.

Data: 4 de Março de 2015 l Local: São Paulo Tel: (11)3431-0727 l (11)2854-7770 12 REVISTA ABIGR AF

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◆ 8º lugar: Arthur Luiz Prati, “Caminhos de percepção” ◆ 9º lugar: Gilberto Gil Jesse de Oliveira, “Travessia” ◆ 10º lugar: Tiago dos Santos Rego, ”Eu e eu” ◆ 11º lugar: Valdir Francisco, “Tramas urbanas” ◆ 12º lugar: Silvio Cesar de Bettio, ”As coisas e os pensamentos” ◆ 13º lugar: Adriel Figuerêdo da Silva, sem título ◆ 14º lugar: Igor Rodacki, “Sem mais sentimentos” ◆ 15º lugar: Carla Maria Estima Chaves, “O sapateiro” ◆ 16º lugar: Carmen Lucia Niederhacebock, “Sizinho” ◆ 17º lugar: Anne Caroline Barbalho, “A cerca amarela” ◆ 18º lugar: Maria Teresa Calmon Abagge, sem titulo ◆ 19º lugar: Marcela Eduarda Simoni, “Filhote” ◆ 20º lugar: Maria de Lourdes Brandão Hecke – Malu Brandão, “Inquietude”.

Suzano tem novo endereço em BH

No início de outubro, a Suzano promoveu evento para apresentar a nova sede da filial de Belo Horizonte e estreitar o relacionamento com seus clientes. “Com um modelo de atuação unificada em Belo Horizonte entre a SPP-KSR e a Suzano, colocamos à disposição de nossos clientes uma estrutura diferenciada através de um amplo estoque local com mais

de 3.500 metros quadrados de área construída, maior disponibilidade de produtos, agilidade na entrega e melhor nível de serviço”, afirmou Leonardo Grimaldi, diretor comercial da unidade de negócios de papel da Suzano Papel e Celulose. Filial Belo Horizonte Av. Presidente Carlos Luz, 707 Bairro: Caiçaras Tels. 0300 777 6366 (Gráficos) 0300 313 6737 (Suzano Report)

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Mudanças na estrutura da OKI Data

Avery Dennison Ibema reforça Novo vice-presidente nomeia novo gerente quadro de executivos na MWV Rigesa Eduardo Yamashita assumiu a Há sete anos na empresa, Jai- Terceira maior fabricante de pa- Desde o início de seu ano fiscal, gerência de desenvolvimento de novos negócios da Avery Dennison com a responsabilidade de reforçar a marca e os produtos da empresa, bem como identificar oportunidades para novos negócios, cabendo- lhe construir um relacionamento direto e sólido com os usuários finais e com os principais players do mercado. Yamashita é bacharel em Química, com atribuições tecnológicas pela UFSCar, possuindo MBA em Administração pela USP e em Gestão Inovadora da Indústria pelo Senai. Somam- se às suas experiências acadêmicas as certificações do Visual Communication Installer, pela United Application Standard Group (EUA), e Talent for Business Strategy, pelo International Institute for Management and Development (Suíça). Sediada em Glendale, Califórnia, nos Estados Unidos, a Avery Dennison é líder global em materiais adesivos para rótulos e embalagens. Com operações em mais de 50 países e 26.000 funcio ná rios ao redor do mundo, a empresa registrou vendas de US$ 6,1 bilhões em 2013. www.averydennison.com

ro Lorenzatto é o novo vicepresidente do negócio de papelão ondulado da MWV Rigesa. Engenheiro químico, com especialização em administração industrial e financeira, ocupou anteriormente a posição de CFO e, depois, de diretor de operações, sendo ainda responsável pela estratégia e vendas da linha de papéis Hyperform. A MWV possui 125 unidades e 16 mil funcionários em todo o mundo e é reconhecida pela sua gestão ambiental, ocupando desde 2004 lugar de destaque no índice Dow Jones de sustentabilidade. No Brasil, a empresa emprega mais de 3 mil pessoas. Uma das líderes no mercado de embalagens de papelão ondulado, a unidade de negócios Industrial Packaging (MWV Rigesa) conta com uma fábrica de papel, quatro de embalagens de papelão ondulado e o gerenciamento de 54 mil hectares de florestas de pínus e eucalipto, incluindo 21 mil de preservação da mata nativa. Em outras áreas de atuação, em nosso país, além de uma unidade de Plásticos Primários, nos ne gó cios de Specialty Chemicals a MWV é líder no mercado de pine chemicals, dispondo de uma biorrefinaria e uma fábrica de derivativos.

pel-cartão no País, a Ibema anunciou em outubro a contratação de Fabiane Staschower para exercer a função de executiva de relacionamento com o mercado. Engenheira Química com mestrado em embalagem na Michigan State University, nos EUA, Fabiane atuará em todas as regiões do Brasil e no ex terior em conjunto com as áreas de marketing e comercial, com foco nos usuários finais, para homologar os produtos Ibema nas gráficas e seus clientes. A executiva acumula experiência na área de embalagens após atuar no Instituto de Embalagens, Consultoria FuturePack, Empax e com pesquisas em laboratórios no setor. Fundada em 1956, a Ibema emprega cerca de 800 colaboradores e produz 90 mil toneladas anuais de papel-cartão na sua fábrica em Turvo, no Paraná. Tem a sua sede administrativa em Curitiba e um centro de distribuição direta em Araucária, também no Paraná, com uma área útil de 10 mil metros quadrados, além de duas usinas hidrelétricas e uma vila comunitária. A empresa conta ainda com uma área de florestas plantadas de mais de 3.900 mil hectares de pínus e é certificada pela ISO 9000 e pela FSC.

em abril, a OKI Data está implementando importantes alterações em sua estrutura organizacional. Luiz Carli (1) passou de diretor comercial e marketing para diretor geral do escritório do Brasil, substituindo a Sergio Horikawa (2), que assumiu a vice-presidência da América Latina. Em outubro, Marcio Marquese (3) deixou a gerência de marketing e ocupou a função de diretor adjunto de vendas indiretas, controlando as áreas de revendas diretas (MPS Partners), distribuição e governo. Para o seu lugar, foi contratado Marcelo Cerri (4), que é graduado em Engenharia Eletrônica pela Faculdade de Engenharia Industrial e bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie. Anteriormente, Marcelo trabalhou na Semp Toshiba, Ingram Micro e Tech Data. No Brasil há 17 anos, a Oki Data fornece ao mercado, em mais de 30 modelos, impressoras e multifuncionais LED monocromáticas e em cores, assim como matriciais. A companhia faz parte do grupo japonês Oki Electric Industry, fundado em 1881, presente em mais de 120 países. O grupo emprega mais de 16 mil funcionários e fatura mundialmente US$ 4,5 bilhões.

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ENTREVISTA

Fotos: Álvaro Motta

Walter Vicioni

“Eu quero ser esse exemplo” Foram quatro meses de trabalho intenso, dedicação total, imersão no processo cívico e democrático de uma eleição. Na bagagem acumulada nesses 120 dias de andanças e muita conversa, Walter Vicioni traz uma visão mais apurada da realidade, a certeza de que há muito a fazer, além de um saldo eleitoral de 54.134 votos, que ele promete resgatar daqui a quatro anos. Nesta entrevista, pouco depois de retomar as atividades como diretor regional do Senai‑SP e superintendente do Sesi‑SP, Walter Vicioni fala da experiência como candidato a deputado federal (o terceiro mais votado do partido) e de sua principal bandeira, a educação. Texto: Tânia Galluzzi

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Por que o senhor aceitou o chamado do PMDB Visitando escolas pelo Estado afora, o que mais chamou sua atenção? para concorrer como deputado federal? Hoje no Brasil a educação é vista exclusi­ O posiciona mento das fa mí lias, que ten­ vamente como um direito do cidadão. Por dem a terceirizar a educação de seus filhos não ser entendida como uma ferramenta para a escola. De fato, pessoas estão passan­ de crescimento socioeconômico, acaba sen­ do a responsabilidade para a escola, como se do transformada em um instrumento polí­ os pais não fossem educadores. Disse mui­ tico, objeto de manipulação política, desli­ tas vezes durante a campanha que a educa­ gada de qualquer projeto de nação. Aceitei ção deve ir além dos muros da escola. Todos o desafio para defender a educação, mas os professores são educadores, mas nem to­ não qualquer educação, e sim uma edu­ dos os educadores são professores. Sabemos cação que alavanque o desenvolvimen­ que se educa pelo exemplo. E estão faltan­ to so cioe conômico. Veja o ProUni [Pro­ do bons exemplos no Brasil, não só na fa­ mília, em todas as áreas. grama Universidade para Na Igreja, no Congresso, Todos, criado pelo gover­ entre os governantes, na no federal em 2004 para SABEMOS QUE SE classe política. facilitar o acesso de alu­ EDUCA PELO EXEMPLO. nos carentes ao ensino su­ Essa foi a sua primeira perior através de bolsas E ESTÃO FALTANDO eleição e mesmo assim de estudos em faculdades BONS EXEMPLOS NO o senhor recebeu 54 mil particulares]. É uma ex­ BRASIL, NÃO SÓ NA votos. Como o senhor vê cepcional ferramenta de FAMÍLIA, EM TODAS AS essa aprovação? desenvolvimento para ÁREAS. NA IGREJA, NO A votação me estimula a as pessoas que não con­ CONGRESSO, ENTRE conti nuar com o Movi­ seguem ingressar nas mento dos Educadores universidades públicas. OS GOVERNANTES, pela Educação. A ideia é As instituições de ensi­ NA CLASSE POLÍTICA. lutar por uma escola pú­ no que aderem ao Pro­ blica de qualidade, prin­ Uni recebem isenção de cipalmente na educação impostos. Contudo, as faculdades acabam optando por oferecer básica, baseada em quatro eixos. O primei­ os cursos mais simples de serem implan­ ro é o professor, proporcionando formação tados, em sua maioria ligada às ciências e estrutura de trabalho adequadas, remu­ humanas e sociais, como Direito e Peda­ neração digna, reconhecimento de sua au­ gogia. Resultado? Temos excesso de ofer­ toridade e respeito profissional. O segun­ ta nessa área. Se levarmos em consideração do eixo é a jornada escolar. Muito se fala os concluintes dos cerca de 20 mil cursos da jornada em tempo integral. Só que essa superiores disponíveis, 70% pertencem jornada é vista pelos políticos como um fim em si. Eles defendem o tempo integral sem a esse universo. saber o que fazer com o aluno nesse tempo estendido. Tem de haver planejamento pré­ Qual seria então o critério? O desenvolvimento socioeconômico. O que vio. Para mim, o tempo integral é um meio o Brasil está precisando? Médicos, por para melhor desenvolver as habilidades que exemplo. Engenheiros. A quantidade de a criança vai precisar no futuro. Temos a engenheiros no Brasil atual mente, em ex periência da implantação do tempo in­ números relativos, é muito próxima à de tegral nas escolas do Sesi. Começamos em 1950, considerando a população daque­ 2007 com o primeiro ano do ensino funda­ la época. É urgente inserir a educação em mental, passando paulatinamente para as demais séries, chegando agora em 2015 ao um projeto de país. novembro /dezembro 2014

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Como o senhor pensa em le9 º‒ ano. O terceiro ponto é a var essas propostas adiante? autonomia da escola. O en­ Pretendo me candidatar no­ sino se dá na sala de aula e PRETENDO ME vamente ao cargo de deputa­ a escola precisa de autono­ CANDIDATAR do federal. Senti muito cla­ mia para fazer isso. A auto­ NOVAMENTE AO ramente a força do poder nomia atual só existe no pa­ CARGO DE DEPUTADO econômico em uma eleição. pel. Escolas boas são escolas FEDERAL. SE EU Em todas as oportunidades únicas, nas quais as equipes DEFENDO A PEDAGOGIA procurei mostrar que o meu decidem quais caminhos se­ trabalho não terminaria com guir. Isso as motiva a busca­ DO EXEMPLO, EU a minha eleição. Começaria rem sempre mais. O Estado QUERO SER ESSE com ela. E que minha can­ tem de ter o controle dos re­ EXEMPLO, MOSTRAR didatura não era um proces­ sultados, devolvendo às esco­ QUE É POSSÍVEL FAZER so mercantilista do ‘é dando las a capacidade de escolher POLÍTICA DE UMA que se recebe’. Ela não estava como alcançá­los. E o quarto FORMA DIFERENTE. vinculada à troca de favores eixo é a gestão escolar, dire­ e sim a convicções. tamente ligada à autonomia. Se eu defendo a pedago­ O gestor da escola deve ser gia do exemplo, eu quero ser um líder com independên­ cia para construir sua equipe, para administrar esse exemplo, mostrar que é possível fazer política de uma forma diferente. os recursos materiais e humanos.

Walter Vicioni, um professor W

alter Vicioni Gonçalves, 67 anos, começou a carreira de professor na década de 1960, alfabetizando crianças nas chamadas escolas rurais e nas escolas de emergência na periferia das cidades de Campinas e São Paulo. Formado em Pedagogia pelo Mackenzie, nos anos de 1970 começou a trabalhar como professor do Senai-SP , onde exerceu o cargo de diretor de escolas, entre elas a de Artes Gráficas Theobaldo De Nigris, diretor de Organização e Planejamento e diretor técnico. Especializou-se em Planejamento e Administração da Educação no International Institute for Education Planning, de Paris, em Direção Estratégica e Planejamento Empresarial na Fundação Getúlio Vargas e em Gestão de Programas de Cooperação Internacional na USP . A partir de 2006 planejou e coordenou a implantação do ensino em regime de tempo integral no ensino fundamental das escolas do Sesi-SP . Coordenou também a introdução do ensino médio articulado com o ensino técnico do Senai-SP . Em 2008 assumiu os cargos de diretor regional do Senai- SP e superintendente do Sesi-SP , sendo responsável

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pela criação das editoras Sesi-SP e Senai-SP e pela implantação do Sistema Sesi-SP de Ensino, oferecendo às escolas municipais a proposta educacional do Sesi-SP , focada no processo de aprendizagem, no qual o aluno é estimulado a pensar e buscar o saber.


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A R T E S A N ATO

As filigranas de Miguel Guiter

A

festa do Prêmio Fernando Pini deste ano conta com uma participação es­pe­cial: as filigranas de Miguel Guiter. Espalhados pelo salão do Espaço das Américas, os quadros do artesão, cria­dos com a técnica do quilling (ou filigrana), unem o tema da 24 ª‒ edição do concurso, o circo, com o papel, princípio e matéria-​­prima fundamental da indústria gráfica. Pequeníssimas peças de papel colorido, meticulosamente coladas numa base de madeira, compõem imagens da representação artística do espetáculo circense, o palhaço. Miguel Jaime Guiter lida com papel desde muito pequeno. Nascido em 1935 na província argentina de Entre Rios, na divisa com o Uruguai, ainda crian­ça cria­va imagens com a colagem de selos postais e recortes de revista. Já na cidade de Mairiporã, em São Paulo, para onde se mudou em 1970, Miguel manteve-​­se fiel ao papel, abrindo uma pequena gráfica para a produção de embalagens especiais, convites, cartões e trabalhos de encadernação. Nas horas vagas a alma artesana levava-​­o à confecção de artefatos em papel e aparas. Miguel conheceu o quilling no início da década de 1980. A técnica, a qual não se sabe exatamente quando e onde surgiu, existe há mais de 500 anos, quando artistas descobriram que estreitas tiras de papel po­d iam ser organizadas para formar belos desenhos. Possivelmente tais artesãos inspiraram-​­se na filigrana em metal, a arte de moldar prata e ouro em fios delicados. Mais acessível em relação aos metais pre­cio­sos, o papel mantinha a possibilidade de ser moldado de forma similar. Os primeiros a usarem a técnica provavelmente foram

membros de ordens re­li­g io­sas europeias. Freiras em clausura e monges, dedicados à arte de natureza re­li­g io­sa, tinham acesso a materiais pre­cio­sos reservados expressamente para esse objetivo. E entre esses estavam os pa­péis artesanais, menos va­lio­sos do que o ouro ou a prata, mas certamente mais difíceis de obter do que hoje em dia. Re­li­cá­r ios enfeitados com intrincados arabescos de papel podem ser encontrados em museus da Europa.

Com esmero e delicadeza, Miguel Guiter recupera a antiga técnica do quilling, usando-​­a na recriação de obras de arte e desenhos. Tânia Galluzzi

1 ( página ao lado) Picasso 4, 61 × 75 cm, 2014 2 Indiano, 58 × 63 cm, 2012

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DESAFIOS

De lá para cá a dedicação de Miguel ao quilling só cresceu. Hoje seu ateliê soma cerca de 150 quadros, afora os já vendidos, e um estoque de dois milhões de tijolos, como o artista chama os pequenos pedaços de papel enrolado, em 100 cores diferentes. A escolha da obra a ser reproduzida é aleatória, conta Miguel, e os maiores desafios são alcançar os tons de pele e traduzir fielmente as expressões humanas. “Um Picasso, por exemplo, é muito difícil de ser feito. Cheguei 4

3 Sagitário, 62 × 92 cm, 2007 4 Fátima-2011, 71 × 84 cm, 2011 5 Picasso 6, 57 × 78 cm, 2014

REFERÊNCIAS: The Book of Paper Quilling: Techniques & Projects for Paper Filigree – Malinda Johnston Miguel Guiter – Roberto Galvão

Atraído pela cromaticidade envolvida na combinação das tiras de papel, o artesão começou a desenvolver o quilling de forma mais intensa a partir de 1988, já estabelecido em Fortaleza. No início, Miguel cortava o papel com tesoura e estilete, ferramentas que foram substituídas pela guilhotina para dar vazão ao ritmo criativo do artista. O meio era propício: na capital cearense o artesão montou a Art Cart, voltada para o acabamento de embalagens e produtos especiais, finalista inclusive do Fernando Pini 2014 na categoria Convite de Casamento. 5

REVISTA ISSN 010 3• 572X

A GRÁFIC A • ANO X XXIX • NO VEMBR

O/DEZEMB

RO 2014 • Nº 2 7 4

REVISTA ABIGRA F

274 NOVEM

BRO/DE ZEMBR

O 2014

ARTE & IN DÚSTRI

Capa

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Picasso 1, 66 × 68 cm, 2014 REVISTA ABIGR AF

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a usar 70 cores numa mesma peça”. Dois dos quadros mais trabalhosos que Miguel já fez foram a reprodução de um centro cultural e a imagem de um hindu e seu elefante. A primeira, de 3 × 2 m, exigiu 260 mil tijolos e três mil horas de dedicação. O homem e seu animal traz peças de papel com três alturas diferentes, em 76 cores. Uma reprodução de Picasso, O Sonho, acaba de ser premiada no 9 º‒ Salão de Artes Plásticas da Associação dos Diplomados da Escola Supe rior de Guerra, que aconteceu no final de outubro no Rio de Janeiro. Pouco antes a obra de Miguel pôde ser vista em Brasília, na exposição individual Filigranas, rea li zada entre agosto e setembro no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça. Para 2015, o artista planeja expor em Bue nos Aires e Córdoba.


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Cresce o número de peças finalistas produzidas por gráficas fora de São Paulo. Dos 310 produtos que concorrem ao contafios dourado, 153 vêm de outros estados. No total, 101 empresas estão na disputa. Texto: Tânia Galluzzi

Estados igualam-se a São Paulo no número de trabalhos finalistas

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INSCRIÇÕES 1.365 produtos 185 empresas 18 estados

Fotos: Álvaro Motta

FINALISTAS 310 produtos 101 empresas 13 estados

O

Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini chega à sua 24 ª‒ edição contabilizando uma forte participação de empresas de todo o Brasil. Neste ano, o concurso registrou 1.365 produtos inscritos, confeccionados por 185 gráficas de 18 estados. Desse total, 310 peças tornaram-se finalistas, superando a primeira fase do julgamento, desenvolvidas por gráficas de 13 estados. A cada edição chama a atenção entre os finalistas a participação crescente de trabalhos produzidos em outros estados fora São Paulo, que, neste ano, já se igualaram aos paulistas representando 50% de todas as peças selecionadas para a escolha final. Paraná, com 56 itens entre os finalistas, somando 33% acima de 2013, e Minas Gerais, com 23, praticamente dobrando sua participação, tiveram as altas mais expressivas. As gráficas paranaenses, inclusive, dominam a categoria Impressão Digital em Grandes Formatos, criada neste ano, emplacando as quatro peças finalistas. Outra categoria acrescentada em 2014 é a Photobook Digital, na qual também prevalece a Região Sul. Das cinco peças na disputa, três são do Paraná e duas de uma mesma empresa de Santa Catarina. O prêmio também tem gerado interesse crescente em empresas que nunca participaram do concurso. Foram 45 as gráficas que inscreveram seus produtos pela primeira vez, das quais 13 estão no páreo, com 17 produtos finalistas. De acordo com Manoel Manteigas de Oliveira, diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris, diretor de Tecnologia da ABTG e presidente da comissão de estudos do prêmio, um número cada vez maior de empresas está tomando

conhecimento da premiação e da seriedade do processo de julgamento. “A participação contribui para a evolução do nível da qualidade dos serviços prestados pela gráfica. Para análise do patamar de qualidade alcançado, ao final do julgamento todos os participantes recebem a média obtida do seu produto, com a respectiva média dos finalistas”, comenta Manteigas. A Log&Print é desta vez a gráfica de destaque, com 20 peças finalistas. Um troféu pelo menos está garantido. Na categoria Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos todos os cinco produtos concorrentes são dela. Muito próxima está a Ipsis, disputando 19 conta-fios. A Corgraf vem em seguida, com 12 trabalhos na reta final. A cerimônia de premiação será rea lizada no Espaço das Américas, em São Paulo, na noite de 25 de novembro, tendo como mestre de cerimônias a locutora Izabella Camargo e show musical de encerramento com o roqueiro Nando Reis e a banda Os Infernais. Nas páginas seguintes apresentamos todas as empresas e produtos finalistas.

FINALISTAS POR ESTADO ESTADO

EMPRESAS

CE

2

5

DF

1

1

ES

2

12

GO

1

1

MG

11

23

PB

1

1

PE

5

15

PI

1

1

PR

14

56

RJ

3

3

RS

12

30

SC

2

5

SP

46

157

TOTAL

101

310

Empresas Finalistas

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PRODUTOS

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Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXIV Prêmio Fernando Pini, no dia 25 de novembro de 2014.

LIVROS Livros de Texto RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Filha do Sangue Cliente: Saída de Emergência Belton Produto: Filhos na Escola Integral Cliente: Colégio Atuação Bartira Gráfica e Editora Produto: O Círculo Cliente: Cia. das Letras Geo-Gráfica e Editora Produto: Eduardo Coutinho Cliente: Cosac Naify Geo-Gráfica e Editora Produto: Star Wars – A Trilogia Cliente: DarkSide Books Livros Culturais e de Arte Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Luz Negra Fotografias Cliente: Claudio Filus Ipsis Gráfica e Editora Produto: Mariana Palma Cliente: G. Ermakoff Casa Editorial Ipsis Gráfica e Editora Produto: Pantanal Terra e Água – Marcelo Krause Cliente: Underwater Prod. e Com. de Livros Ipsis Gráfica e Editora Produto: Gênesis Cliente: Capella Editorial Ipsis Gráfica e Editora Produto: Bola Cliente: Réptil Editora Livros Institucionais FacForm Impressos Produto: Escola Bolshoi Cliente: Henrique Pontual Ipsis Gráfica e Editora Produto: 100 Anos da Força de Submarinos Cliente: FGV Editora

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Ipsis Gráfica e Editora Produto: Itaú Unibanco 90 Anos – Uma história muito além dos números Cliente: Scriptori Comunicação Edelbra Gráfica Produto: Zero Hora Cliente: Grupo RBS Midiograf Produto: Curitiba e seus olhos Cliente: Juliano Lamb de Oliveira Livros Infantis/ Juvenis RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Brasil 100 Palavras Cliente: Cia. das Letras RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Histórias para dormir Cliente: DCL Log&Print Gráfica e Logística Produto: Batman Silêncio Parte 01 Cliente: Eaglemoss Collections Geo-Gráfica e Editora Produto: Mary Poppins Cliente: Cosac Naify Forma Certa CTP Digital Produto: As Barbas do Imperador Cliente: Editora Claro Enigma Livros Ilustrados e Livros Técnicos RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Oca 11 Cliente: Gomes & Garcia Editora Midiograf Produto: Receita C. Vale Cliente: C. Vale Rona Editora Produto: O Brasil da Copa Cliente: Marcio Carvalho Ipsis Gráfica e Editora Produto: Arqte – Fotografias MCA Estúdio Cliente: J. C. de Holanda Estúdio Fotográfico

Ipsis Gráfica e Editora Produto: Pantanal – Selvagem • Wild • Salvaje Cliente: Entrelinhas Editora Livros Didáticos MXM Gráfica e Editora Produto: Leitura e Escrita 2 Cliente: Imep Posigraf Produto: Histórias Matemáticas Cliente: Editora Positivo Leograf Gráfica e Editora Produto: Ei – Aluno Cliente: Kroton Editora e Distrib. Educacional Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Coleção Ser Protagonista Cliente: SM Edições Corprint Gráfica e Editora Produto: Kids Web 4 – Professor Cliente: Editora Moderna Guias, Manuais e Anuários MXM Gráfica e Editora Produto: Anuário Pernambucano de Arte 2014 Cliente: Arte Maior Galeria Ipsis Gráfica e Editora Produto: Bamboo – Anuário 2014 Cliente: SGFF Editorial Tamóios Editora Gráfica Produto: Copa do Mundo 2014 Cliente: CNI – Confederação Nacional da Indústria Ipsis Gráfica e Editora Produto: Wish Anuário 2014 Cliente: Editora Nova Criação Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Anuário A.R.P. Cliente: Associação Rio Grandense de Propaganda Photobook Digital Belton Produto: Amsterdam Cliente: Ateliê da Fotografia



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Log&Print Gráfica e Logística Produto: Vilan Etern Superman 23 Cliente: Panini Brasil Log&Print Gráfica e Logística Produto: Batman Xamã Cliente: Panini Brasil Log&Print Gráfica e Logística Produto: Guardiões da Galáxia Cliente: Panini Brasil Revistas Institucionais Posigraf Produto: Gráfica 89/90 Cliente: Posigraf CCS – Gráfica e Editora Comércio e Rep. Produto: Preá Cliente: Fundação José Augusto Artes Gráficas Formato Produto: Chega de Enganação Cliente: Sindifisco Ipsis Gráfica e Editora Produto: Unique n º‒ 4 Cliente: Com Forward Marketing Ipsis Gráfica e Editora Produto: Odebrecht – Informa Cliente: Construtora Norberto Odebrecht

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (B) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (D) Cliente: Empresa Folha da Manhã O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S. Paulo – edição 21 de julho de 2014 – n º‒ 44.106 Cliente: O Estado de S. Paulo O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S. Paulo – edição 22 de julho de 2014 – n º‒ 44.107 Cliente: O Estado de S.Paulo

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Ready Rótulos Produto: Cerveja Medieval Cliente: Cervejaria Três Lobos Gráfica Rami Produto: Guardiões da Galáxia Cliente: Plastsolution Indústria de Plásticos Gráfica Rami Produto: Pepsi David Luiz Cliente: Plastsolution Indústria de Plásticos Gráfica Rami Produto: Cerveja Therezópolis Gold Copa 2014 750 ml Cliente: Arbor Brasil Indústria de Bebidas Gráfica Rami Produto: Coleção Chico Bento Cliente: G7 Indústria e Comércio de Material Promocional Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Sozo Reserva Chardonay Cliente: José Sozo Vinhos Degráfica Impressos Produto: Suco de Uva Tinto Integral Orgânico Cliente: Adega Bianchetti Tedesco

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Grafdil Impressos Produto: Farfalle Tricolore Cliente: Mossmann Alimentos Ready Rótulos Produto: NFC Tech Wine Cliente: L2TX Holding Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: 51 Exportação Cliente: Companhia Müller de Bebidas Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Gráfica Ipê Produto: Vinho Colinas do Camará – 750 ml Cliente: S.G. Agroindustrial Degráfica Impressos Produto: Vinho Rosê Fino Seco Cliente: Quinta da Neve Vinhos Finos Grafdil Impressos Produto: Cerveja Pilsen Export Cliente: Cervejaria Urwald VPFlex Indústria Gráfica Produto: Cachaça Samanau Envelhecida Cliente: Vidalvo Costa VPFlex Indústria Gráfica Produto: Cachaça Samanau Prata Cliente: Vidalvo Costa Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Salton Paradoxo Merlot Cliente: Vinícola Salton Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Henrq Heres Merlot Cliente: Vinícola Miolo Degráfica Impressos Produto: Brut Rosé Pequizeiro Cliente: Villagio Grando Gráfica Reúna Produto: Miolo Brandy Imperial 750 ml Cliente: Vinícola Ouro Verde Gráfica Reúna Produto: Dal Pizzol Enoteca 750 ml Cliente: Vinícola Monte Lemos Etiquetas Lisegraff Produto: Que te Encante! Cliente: DS Bibas Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Zigurat Bottom Fits Cliente: Zigurat Confecções

Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Gourmet Pasta e Cacau 450 g Cliente: I.B.A.C Indústria Brasileira de Alimentos e Chocolates

Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Rota do Mar Coleção Brasilidade Cliente: Ind. Com. de Confecções Xavier Grafdil Impressos Produto: Laboterra Cliente: Laboterra Indústria e Comércio de Cosméticos Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Rota Kombi Cliente: Ind. Com. de Confecções Xavier

Escala 7 Editora Gráfica Produto: Vodka Belvedere Cliente: Moët Hennessy Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Bacardi Big Pineapple Cliente: Bacardi Brasil

Adesivos MúltiplaBR Produto: Galinha da Angola para decoração de geladeira Cliente: Preto em Branco MúltiplaBR Produto: Linha Intense Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Homenagem Dia da Mulher Cliente: Grupo O Boticário Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Siriguella Cliente: Siriguela Promoções Grafiset Gráfica e Serv. Off-set Produto: Aquarius Fresh Cliente: Vonpar

ACONDICIONAMENTO

Gráfica Santo Antônio Produto: Meu Primeiro Sapatinho Cliente: Pimpolho Produtos Infantis Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Indústria de Embalagem Santa Inês Produto: Passaport Scotch Cliente: Pernod Ricard Brasil Indústria e Comércio Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: 51 Cliente: Companhia Müller de Bebidas Ápice Artes Gráficas Produto: Herradura Cliente: Brown Forman Beverages Brisa Embalagens Produto: Lidio Carraro Cliente: Lidio Carraro Premier Spell Gráfica Fotolito e Editora Produto: Phytoervas – Óleo Rejuvenescedor 3D Cliente: Nasha International Cosméticos

Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Baby Clube Cliente: Dimed Distribuidora de Medicamentos Grafdil Impressos Produto: Sempre Bem Cliente: Dimed Distribuidora de Medicamentos Magistral Produto: Cicatriderm Cliente: Teuto Rona Editora Produto: Porto Alegre Cliente: Porto Alegre Ibratec Artes Gráficas Produto: Novo Chocolate Baton Cliente: Chocolates Garoto

Embalagens de Micro-Ondulados Com e Sem Efeitos Especiais Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cointreau + Perrier Cliente: Remy Cointreau Escala 7 Editora Gráfica Produto: Famous Grouse Cliente: Remy Cointreau Corgraf Produto: Estrela Damm Inedit Cliente: Brazilways Comércio Importadora e Exportadora

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro Produto: Castelo Disney Princesa Cliente: Chimica Baruel

Corgraf Produto: Broklyn Brewery Cliente: Brazilways Comércio Importadora e Exportadora Escala 7 Editora Gráfica Produto: Bailey’s 2 unidades Cliente: Diageo Brasil

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Embalagens em Papelão Ondulado Embalagens Mara Produto: Rochedo Vitalle Glass Cliente: Seb do Brasil Produtos Domésticos Embalagens Mara Produto: Karcher Lavadora de Alta Pressão Cliente: Karcher Embalagens Mara Produto: Veloban Passeio Cliente: Brinquedo Bandeirante Orsa International Paper Embalagens Produto: Isla Bonita Cliente: Gold Fruit Embalagens Sazonais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Porta CDS Cliente: Paramount Facform Impressos Produto: Galo da Madrugada Cliente: Globo Nordeste MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Gaveta Avon Luxe Cliente: Avon Cosméticos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Mega Cilios Avon Cliente: Avon Cosméticos MMR Comunicação e Prod. Promocional Produto: Avon Luxe Cliente: Avon Cosméticos Embalagens Impressas em Suportes Metálicos – Latas Decoradas Aro Exp. Imp. Ind. e Comércio Produto: Panettone com Amêndoas Feliz Natal Cliente: Bagley do Brasil – Arcor Aro Exp. Imp. Ind. e Comércio Produto: BR Mania Cliente: Pandurata Bauducco Metalgráfica Palmira Produto: Cervegela Itaipava Cliente: Alumiart Falcão Indústria e Comércio Embalagens Impressas em Suportes Metálicos – Latas Industriais Aro Exp. Imp. Ind. e Comércio Produto: Metalatex Elastic Premium Cliente: Sherwin Williams

32 REVISTA ABIGR AF

Metalgráfica Palmira Produto: Queijo Polenghi Serve-Open Cliente: Bonprole Metalgráfica Palmira Produto: Jaguar Tampa Bocaço Cliente: Jaguar Indústria e Comércio de Tintas WS Real Print Com. e Serv. Produto: Óleo Composto Nossa Ceia Cliente: Metal Latina Sacolas Corgraf Produto: Noivas e Eventos Cliente: Casual Editoração e Serviços Printbag Embalagens Produto: Dudalina Feminina – Classic Cliente: Dudalina Printbag Embalagens Produto: Dudalina Masculina – Classic Cliente: Dudalina Printbag Embalagens Produto: Tramontina – Elegance Cliente: Tramontina Brisa Embalagens Produto: Lança Perfume Cliente: Lança Perfume

PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes MúltiplaBR Produto: Make B. Barroco Tropical Cliente: Grupo O Boticário Editora São Miguel Produto: Grazi Azaleia Cliente: Vulcabras Azaleia Gráfica e Editora 101 Produto: Muquifu Cliente: Perfil 252 Rede Editora Gráfica Produto: Aneethun Cliente: Aneethun Elyon Soluções Gráficas Produto: Cartazes Cliente: Agência Duca Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais Belton Produto: Barigui Park Royale Cliente: Hafil Inc Desenvolvimento Imobiliário Braspor Gráfica e Editora Produto: V House Boutique Residencial Cliente: V House

Ipanema Gráfica e Editora Produto: Casa Opus Areião Cliente: Opus Incorporadora Premier Spell Gráfica Fotolito e Editora Produto: Ford Cliente: Ford do Brasil Gráfica Editora Aquarela Produto: MIS – David Bowie Cliente: Vicente Gil Arquitetura e Design Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Colcci Cliente: Escala FacForm Impressos Produto: Innside Barra Cliente: Rio Ave Grafitusa Produto: Trend Book 2014 Biancogres Cliente: Biancogres P+E Galeria Digital Produto: Riosul Cliente: Heads Midiograf Produto: Acostamento Cliente: Pasquini & Pasquini Confecções Relatórios de Empresas Lisegraff Produto: Por Que Investir em Pinhais Cliente: Prefeitura Municipal de Pinhais Rona Editora Gráfica Produto: Mendes Junior Cliente: Mendes Junior Artes Gráficas Formato Produto: Relatório de Gestão 2010/2014 Cliente: Federação das Unimeds Rede Editora Gráfica Produto: Relatório de Parceria 2013 Cliente: Inhotim Grafitusa Produto: Caminhos para o Desenvolvimento Cliente: Findes Folhetos Publicitários Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Mapa Itaú Cliente: África Corgraf Gráfica e Editora Produto: Dunlop Cliente: Sumitomo Rubber do Brasil



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GL Systems Certification

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11/6/14 4:20 PM


Bigráfica Produto: Greco Cliente: Greco Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Pop Up Naprix Cliente: Libbs Farmacêutica Gráfica Editora Aquarela Produto: MIS – David Bowie Cliente: Vicente Gil Arquitetura e Design

Escala 7 Editora Gráfica Produto: Como Treinar seu Dragão 2 Cliente: Arcos Dourados (McDonald’s)

Kits Promocionais Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Preciosidades que Inspiram Cliente: Grupo O Boticário Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Ibema 2014 Cliente: Ibema Ativaonline Editora e Indústria Gráfica Produto: Modelo Pasta com canetas Cliente: Faber Castell P+E Galeria Digital Produto: Livraria Cultura Cliente: Livraria Cultura P+E Galeria Digital Produto: Klabin Cliente: Klabin

Escala 7 Editora Gráfica Produto: Ilha Equestria Cliente: Hasbro do Brasil

Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa Escala 7 Editora Gráfica Produto: Pierre Cardin Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos P+E Galeria Digital Produto: Cubo Adidas Cliente: Adidas MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Empório Armani Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Dolce Gabbana Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos MMR Comunicação e Produtos Promocionais Produto: Ray Ban Envision RX Cliente: Luxottica Brasil Produtos Óticos e Esportivos

Impressos Portão Produto: Viva Porto Alegre Cliente: Impressos Portão

Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Prosign Indústria e Comércio Produto: Barraca São João Cliente: Coca-Cola

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Escala 7 Editora Gráfica Produto: Transformers Cliente: Hasbro do Brasil Artfix Indústria Gráfica Produto: Fix Honda Cliente: Honda

Calendários de Mesa e de Parede Magistral Produto: Phoenix Carros e modelos 2014 Cliente: Phoenix Studio Magistral Produto: Phoenix Carros 2014 Cliente: Phoenix Studio Corgraf Gráfica e Editora Produto: Dunlop Cliente: Sumitomo Rubber do Brasil Facform Impressos Produto: Receitas do Brasil Cliente: Tecpel/Papier

Malas Diretas Facform Impressos Produto: Império Cliente: Globo Nordeste Leograf Gráfica e Editora Produto: Net Cliente: Net Leograf Gráfica e Editora Produto: Welcome RED Cliente: Redecard Grafitusa Produto: Cupula Justina Cliente: Instituto Besc Grafitusa Produto: Tudo Começa na Natureza Cliente: Finart Publicidade

COMERCIAL Cartões de Mensagem Corgraf Gráfica e Editora Produto: A festa das festas – Bom Jesus Cliente: Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus

Corgraf Gráfica e Editora Produto: Mensagem Cliente: Grupo O Boticário Tamóios Editora Gráfica Produto: Cartão de Natal Cliente: Cristiana e Robson Tamóios Editora Gráfica Produto: Cartão de Aniversário Cliente: Milplan Engenharia Gráfica Santo Antônio Produto: Cartão de Natal Cliente: Findes Convites Midiograf Produto: Queens Cliente: Vectra Construtora Companhia da Cor Studio Gráfico Produto: Fundação BNP Paribas Cliente: Instituto Cultural Flávio Gutierrez P+E Galeria Digital Produto: Skol Tomorrowland Cliente: Skol Premier Spell Gráfica Fotolito e Editora Produto: Vip Tour Israel Cliente: HP do Brasil Gráfica Editora Aquarela Produto: MIS – David Bowie Cliente: Vicente Gil Arquitetura e Design Cartões de Visita Bhordo Artes Gráficas Produto: Violino Cliente: Suellen Caprara Bhordo Artes Gráficas Produto: Sling Cliente: Etiquetário Corgraf Gráfica e Editora Produto: Dico Kremer Cliente: Dico Kremer Gráfica i3 Produto: Lu Henriques Cliente: Lu Henriques Grafiset Gráfica e Serviços de Off-set Produto: Café do Porto Cliente: Café do Porto Papelarias, certificados e diplomas Corgraf Gráfica e Editora Produto: Pasta Cliente: Paraná Equipamentos Gráfica Santo Antônio Produto: Sinesia Karol Livros de Agradecimento Cliente: SK Confecções



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P+E Galeria Digital Produto: Onstrategy Cliente: Onstrategy – Isabelle Penelmuter GH Comunicação Gráfica Produto: Institucional Cliente: Clínica Eliana Lopes Sutto Artes Gráficas Produto: Thais Pepe Cliente: Thais Pepe Impressos de Segurança Contiplan Indústria Gráfica Produto: Cédula “Zero Real” de Cildo Meireles Cliente: Cildo Meireles Casa da Moeda do Brasil Produto: Cédula de Vinte Gourdes (Haiti) Cliente: Banco Central do Haiti Primi Tecnologia Produto: Selo de Vistoria Cliente: Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Cartões de Identificação de Transporte Cliente: Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Selo Caminhão Frigorífico Cliente: Instituto Nacional de Metrologia Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Flexível Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Linha Botanical Cliente: Ótima Gráfica Ind. Com. Imp. Exp. Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Coke Girls Cliente: Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Polly Pocket Cliente: Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Mila & Co. Cliente: Bignardi Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Jolie Cliente: Tilibra Produtos de Papelaria

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Cadernos em Geral Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Volvo Cliente: Volvo Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Metrohm Cliente: Metrohm Tamóios Editora Gráfica Produto: Caderno Cliente: Vaccinar Indústria e Comércio Litocomp Indústria Gráfica e Editora Produto: Notebook Cliente: Lenovo Typebrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Rock Comunicação Cliente: Rock Comunicação Agendas Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Fundação Roberto Marinho Cliente: Fundação Roberto Marinho Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Legrand Cliente: Legrand Posigraf Produto: Caixa Econômica 2014 Cliente: Caixa Econômica Federal Facform Impressos Produto: Retratos para um País Cliente: Quatro Ventos Comunicação Grafitusa Produto: Ser Feliz é um Luxo Cliente: Fricote Cardápios Corgraf Gráfica e Editora Produto: Cardápio Braille 2014 – Subway Cliente: Subway Systems do Brasil Gráfica & Copiadora Nacional Produto: Ilha Camarões Cliente: Grupo Ilha Gráfica JB Produto: Kanpai Cliente: Kanpai Restaurante Grafitusa Produto: Experimente o Melhor Cliente: Izumi Gráfica Santo Antônio Produto: Coronel Picanha Cliente: Carlos Augusto Peixoto Barbarioli

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Plural Indústria Gráfica Produto: Carta Capital edição 785 Cliente: Carta Capital Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece edição 723 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece edição 727 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece edição 706 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Época edição 819 Cliente: Editora Globo Revistas em Geral RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Harper’s Baazar n º‒ 24 Cliente: Carta Editorial Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue edição 433 Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue edição 429 Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue edição 430 Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Casa Vogue edição 345 Cliente: Edições Globo Condé Nast Catálogos Promocionais Posigraf Produto: Loja de Bolsa Cliente: Grupo O Boticário Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Ciclo 17/2013 V2 Cliente: Natura Plural Indústria Gráfica Produto: Natura Especial Perfumaria e Maquiagem n º‒ 1 Cliente: Natura Sociedade Vicente Pallotti Produto: Via Marte Cliente: Calçados Marte Log & Print Gráfica e Logística Produto: Dafiti Mag 12 Cliente: Dafiti

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Encartes e Folhetos Promocionais Plural Indústria Gráfica Produto: Metro Black Friday 29/11/2013 Cliente: Metro Jornal Plural Indústria Gráfica Produto: Metro Black Game Show 25/10/2013 Cliente: Metro Jornal Sociedade Vicente Pallotti Produto: Panvel n º‒ 9 Cliente: Dimed Distribuidora de Medicamentos Sociedade Vicente Pallotti Produto: Páscoa Cliente: Cia Zaffari Com. e Ind. D’Arthy Editora Gráfica Produto: Pão de Açúcar Especial de Limpeza Cliente: Cia Brasileira de Distribuição Jornais Plural Editora e Gráfica Produto: Metro Black 05/05/2014 Cliente: Metro Jornal Plural Editora e Gráfica Produto: Metro Especial Marisa 08/03/2014 Cliente: Metro Jornal Plural Editora e Gráfica Produto: Metro Campinas 25/04/2014 Cliente: Metro Jornal Plural Editora e Gráfica Produto: Metro SP – Olla 05/09/2014 Cliente: Metro Jornal Log & Print Gráfica e Logística Produto: Publimetro Campinas edição 06/02/2014 Cliente: SP Publimetro

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Ótima Ind. Com. Imp. Exp. Produto: Portfólio Box Cliente: Ótima Gráfica Exklusiva Produto: Copa do Mundo 2014 Cliente: Exklusiva Gráfica Editora Grafitusa Produto: Collection 2014 Dionísio Del Santo Cliente: Grafitusa

P+E Galeria Digital Produto: P+E – Mesa Cliente: P+E Galeria Digital

Grupo Panorama Produto: Animada Cliente: Artes Gráficas Panorama

Typebrasil Qualidade em Gráfica e Editora Produto: Pimenta Maistype Cliente: Maistype

Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Institucional Cliente: Antilhas

Calendários Posigraf Produto: Positivo 2014 Cliente: Grupo Positivo

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA

Provisual Gráfica e Editora Produto: Provisual Gráfica é Show de Bola Cliente: Provisual Gráfica

Impressão em Serigrafia MúltiplaBR Produto: Lindas do Brasil Cliente: Grupo O Boticário

Facform Impressos Produto: Carnaval de Pernambuco Cliente: Gráfica Facform Impressos

MúltiplaBR Produto: Make B. Cliente: Grupo O Boticário

Posigraf Produto: Positivo 2014 Cliente: Grupo Positivo

MúltiplaBR Produto: Maison Lumieré P&B Cliente: Lumenlab

P+E Galeria Digital Produto: P+E – Parede Cliente: P+E Galeria Digital

Art Cart Artes Gráficas Produto: Casamento Juliana e Marcel Cliente: Juliana e Marcel

Impressos Promocionais Compulaser Gráfica e Editora Produto: Gráficos & Designers Cliente: Compulaser Gráfica e Editora

Sutto Artes Gráficas Produto: Folhas Cliente: Ara Vartanian

IMPRESSÃO DIGITAL EM GRANDES FORMATOS

Midiograf Produto: Midiograf Cliente: Midiograf NSA Ind. Com. de Etiquetas e Tags Produto: Tendências Verão 2016 – Heaven and Moon Cliente: NSA Ind. Com. de Etiquetas e Tags Facform Impressos Produto: Conheça Nossa História Cliente: Facform Impressos Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Produto: Acabamentos Cliente: Antilhas

Impressão Digital em Grandes Formatos Malires Produto: Maquiagem Cliente: Aimée MúltiplaBR Produto: Integridade Cliente: Grupo O Boticário MúltiplaBR Produto: Linha do Tempo – Churrasqueira Brand Senses Cliente: Grupo O Boticário Editare / Flink Print Produto: Cold Stone Creamery Cliente: J.J.F Franquias

Sacolas Próprias Nova Gráfica Produto: Nova Gráfica Cliente: Nova Gráfica Corgraf Gráfica e Editora Produto: Corgraf Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Facform Impressos Produto: Fernando de Noronha Cliente: Gráfica Facform Impressos

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO Inovação Tecnológica RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: A Corte do Ar Cliente: Saída de Emergência Brasil

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Degráfica Impressos Produto: Espumante Brut Casa Geraldo Cliente: L C Marcon Indústria P+E Galeria Digital Produto: Coleção Livros no Extrato Itaú Unibanco Cliente: Itaú Unibanco Lata de Luxo Com. Imp. Exp. Produto: Lata Promocional Maxi Meios Preta Cliente: MultiMaxi Comunicação Integrada Premier Spell Gráfica Fotolito e Editora Produto: Testeira LG Smart – WEB OS Cliente: LG Electronics do Brasil Complexidade Técnica do Processo MúltiplaBR Produto: Maison Lumière Cliente: Lumenlab Facform Impressos Produto: Embalagem Especial Galo da Madrugada Cliente: Globo Nordeste Editora São Miguel Produto: Kit Copa do Mundo 2014 – Caxias do Sul Cliente: Prefeitura Municipal de Caxias do Sul Artfix Indústria Gráfica Produto: Painel em Artflat Carregadores de Sangue Cliente: Agência Publicis Brasil Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Caixa Panettone Brasilgráfica 2013 Cliente: Brasilgráfica Indústria e Comércio

CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR NM – ISO 12.647-2 Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Heatset Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Shape Cliente: Editora Alto Astral Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Glamour Cliente: Edições Globo Condé Nast Log & Print Gráfica e Logística Produto: Marisa Cliente: Marisa

38 REVISTA ABIGR AF

FORNECEDORES FINALISTAS Adesivos Artecola CBC Flex Henkel Blanquetas Heidelberg Trelleborg Chapas para Impressão Agfa Antalis Heidelberg IBF Kodak Equipamentos de Impressão Plana Heidelberg Manroland Equipamentos de Impressão Rotativa Goss International Brasil Groupwork (Manroland Web Systems) Equipamentos para Impressão Digital Canon Heidelberg HP Kodak Equipamentos para Pré-Impressão, Sistemas e CtPs Agfa Heidelberg Kodak Equipamentos para Acabamento Gráfico Heidelberg Müller Martini

Papel para Impressão – Não Revestido APP International Paper Suzano Papel para Impressão – Revestido APP Suzano Papel Autoadesivo Avery Dennison Colacril Cartão para Impressão Com ou Sem Revestimento APP Ibema Papirus Suzano Sistema de Provas Canon HP Kodak T&C (Epson) Tintas Cromos Flint Group Heidelberg Sun Chemical Toyo Ink Vernizes Heidelberg Overlake Terceirizadas Fornecedoras de Serviços de Acabamento Gráfico Copygraf Mérito

Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Vogue Cliente: Edições Globo Condé Nast

Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Contratual Fosca Cliente: Stilgraf

RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Burda Cliente: Burda International

Ipsis Gráfica e Editora Produto: Prova Digitais Ipsis Gráfica e Editora Cliente: Ipsis Gráfica e Editora

CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR – ISO 12.647-7 Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Contratual Brilho Cliente: Stilgraf

P+E Galeria Digital Produto: Prova P+E – Semiglossy Cliente: P+E Galeria Digital Gráfica e Editora Aquarela Produto: Conformidade com a Norma NBR ISO 12.647-7 Cliente: Gráfica Aquarela

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ECONOMIA Texto: Ada Caperuto Dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Indústria gráfica na Região Sul em compasso de espera

Embora muitas empresas dos três estados que compõem a Região Sul tenham registrado desempenho positivo em 2014, os empresários preferem ter cautela e aguardar a definição dos rumos da economia no ano que vem.

I

mportante polo econômico, turístico e cultural, a Re­g ião Sul do Brasil com­preen­ de três estados e possui diversificada base econômica. Com área ter ­r i­to­r ial su­pe­r ior a 281 mil quilômetros quadrados, o Rio Gran­ de do Sul tem 497 mu­ni­cí­pios e população de 11,2 milhões de pes­soas (2011). O Estado regis­ trou Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 263,3 bi­ lhões, em 2011, o quarto maior do Brasil. O PIB de Santa Catarina é o sexto do Brasil, registran­ do, em 2011, R$ 169,5 bilhões. Com 295 mu­ni­ cí­pios e área total de 95,7 mil quilômetros qua­ drados, o Estado tem uma população estimada

em 6,7 milhões de habitantes. O Paraná ocupa uma área de 199,8 mil quilômetros quadrados, onde vivem aproximadamente 10,4 milhões de pes­soas, dis­tri­buí­das em 399 mu­ni­cí­pios. A eco­ nomia pa­ra­n aen­se é a quinta maior do País, com PIB de R$ 239,4 bilhões em 2011. O setor gráfico da Re­g ião Sul viu o valor da sua produção in­dus­trial aumentar 2% entre 2011 e 2013, atingindo o total de R$ 10,8 bi­ lhões. Os três estados somam 4.732 estabele­ cimentos ou 22,9% do total na­cio­nal. A média do porte das empresas é de aproximadamente nove fun­cio­ná­r ios por estabelecimento, sendo

DISTRIBUIÇÃO DO EMPREGO NA INDÚSTRIA GRÁFICA POR PORTE DE EMPRESA –2013 0,4%

Número de funcionários

De 250 ou mais

0,3%

■ Brasil ■ Região Sul

1,0%

De 100 a 249

0,8% 1,7%

De 50 a 99

1,8% 6,0%

De 20 a 49

5,9% 82,2%

Até 19

81,1% 8,7%

Nenhum

10,1%

Fonte: MTE/RAIS 2013. Elaboração: Decon/Abigraf

DADOS GERAIS DA INDÚSTRIA GRÁFICA NA REGIÃO SUL DO BRASIL – 2011 E 2013 TEMAS

42

2011 SUL

BRASIL

2013* PARTICIPAÇÃO

SUL

BRASIL

% NO PERÍODO PARTICIPAÇÃO

SUL

BRASIL

Número de Estabelecimentos

 4.727

 20.527

23,0%

 4.732

 20.630

22,9%

0,1%

0,5%

Número de Funcionários

45.221

222.382

20,3%

44.613

218.198

20,4%

– 1,3%

– 1,9%

Número de Funcionários / Estabelecimento

10

11

9

11

– 1,4%

– 2,4%

Valor Bruto da Produção Industrial (R$ Bilhão)

10,6

44,4

23,87%

10,8

45,4

23,79%

2%

2%

Balança Comercial (US$ FOB milhões)

30,08

– 295,53

82,25

– 269,54

173%

– 9%

Exportação (US$ FOB milhões)

121,57

269,32

45,14%

145,25

279,10

52,04%

19%

4%

Importação (US$ FOB milhões)

91,49

564,85

16,20%

63,00

548,64

11,48%

– 31%

– 3%

*Estimativa. Fonte: MTE/RAIS, AliceWeb/MDIC, PIA/IBGE. Elaboração : Decon/Abigraf

REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2014


DISTRIBUIÇÃO DO EMPREGO DO SETOR GRÁFICO NA REGIÃO DO SUL E NO BRASIL POR FAIXA DE REMUNERAÇÃO – 2013 Ignorado

1,5% 1,9%

■ Brasil ■ Região Sul

Salários mínimos

0,5% que 82,2% do total contam com Mais de 20,00 0,2% até 19 empregados. A re­g ião ocu­ pa 44.613 dos 218.198 postos de 0,6% Entre 15,01 e 20,00 trabalho oferecidos pelo setor em 0,2% todo o território na­cio­nal. Na ba­ 4,8% Entre 7,01 e 15,00 lança co­mer­c ial, o desempenho 2,3% positivo tem sido crescente, com 10,6% Entre 4,01 e 7,00 índices muito su­pe­r io­res à média 7,7% na­cio­nal e expansão de 173% em 2013 sobre 2011. Entre 2,01 e 4,00 O Paraná emprega o maior nú­ mero de fun­cio­ná­r ios: 17.946, em Entre 1,01 e 2,00 um total de 1.715 estabelecimen­ 3,4% tos, a maioria deles na capital ou Até 1,00 3,1% na re­g ião metropolitana, como a Corgraf Gráfica e Editora, do mu­ Fonte: MTE/RAIS. Elaboração: Decon/Abigraf nicípio de Colombo. A empresa, es­ pe­c ia­l i­z a­d a em materiais promo­ cionais e embalagens, registrou crescimento Ajir Gráfica e Editora, de Curitiba, e a Mi­d io­ de 8,06% no volume de serviços nos nove pri­ graf, de Londrina. “Foi um ano marcado pela meiros meses de 2014, em relação a igual pe­ inconstância, mas isso nos motiva a a­ tuar de río­do do ano an­te­r ior, de acordo com o gerente maneira mais estratégica, com uma visão de administrativo-​­f inanceiro Paulo César Cechin. ge­ren­cia­men­to global que envolve todos os se­ O mesmo não ocorreu na Ipê Rótulos Adesivos tores da empresa”, opina Lysandro Santana, ge­ e For ­mu ­lá­r ios, de Cambé. “Este ano foi mui­ rente co­mer­c ial da Hellograf Artes Gráficas, to difícil, com juros extremamente altos, falta da capital pa­ra­naen­se. Segundo maior empregador da re­g ião, o Rio de crescimento e PIB muito baixo”, enumera o diretor Alceu Malucelli Ju­nior sobre a empre­ Grande do Sul gera 14.985 empregos, em 1.739 sa que está em atividade há 64 anos e deverá gráficas. No Estado, os bons resultados deram a fechar o mês de dezembro com resultado um tônica, com crescimento das empresas va­r ian­ pouco in­fe­r ior ao de 2013. O mesmo cenário do entre 5% a 15%, No primeiro caso estão a adverso foi o que assistiram a Gráfica MB e a Impresul Serviço Gráfico, de Porto Alegre, e

31,2% 32,6% 47,4% 52,0%

DISTRIBUIÇÃO DO EMPREGO DO SETOR GRÁFICO NA REGIÃO DO SUL E NO BRASIL POR NÍVEL ESCOLAR – 2013 10,2%

Ensino Superior completo

7,7% 4,1%

Ensino Superior incompleto

5,0% 57,4%

Ensino Médio completo

54,1% 9,6%

Ensino Médio incompleto

12,0% 12,8%

Ensino Fundamental completo

14,1% 5,8%

Ensino Fundamental incompleto Analfabeto

7,0%

■ Brasil ■ Região Sul

0,1% 0,1%

Fonte: MTE/RAIS. Elaboração: Decon/Abigraf

43 novembro /dezembro 2014  REVISTA ABIGR AF


a Gráfica Rex, de Nova Candelária. No segun­ do, a Box Print, de Campo Bom, es­pe­c ia ­l i­za­ da em embalagens, com três divisões de ne­gó­ cios, apresenta um balanço muito positivo, de acordo com o diretor Marco Antônio Schmitt. “Estamos com um crescimento acima da nossa meta, que era de 15%”, comemora. Com um total de 11.682 fun­cio­ná­r ios dis­ tri­buí­dos em 1.278 empresas, o Estado de San­ ta Catarina possui vocação mais acen­tua­da para o segmento de embalagens. Em relação ao de­ sempenho nos nove primeiros meses de 2014, José Fernando da Silva Rocha, vice-​­presidente da Abigraf-SC e diretor da Rocha Gráfica e Edi­ tora, do município de Palhoça, afirma que a de­ manda ficou abaixo do esperado. “Foi um ano difícil, com fortes oscilações, em um mercado altamente competitivo. As eleições nada agre­ garam e o mês da Copa foi um desastre. Esta­ mos trabalhando muito para manter a empresa

44

viva”, resume. O mesmo ocorreu com a Print­ bag Embalagens, de Camboriú, que deverá ter crescimento zero, de acordo com o diretor ad­ ministrativo-​­financeiro Jocemar Bonapaz Mel­ ler. “As gráficas que forneceram materiais para as campanhas eleitorais recuperaram ligeira­ mente seu faturamento. O segmento de em­ balagens foi o mais instável e deverá fechar este ano com um pequeno crescimento com­ parado a 2013”, avalia Cidney Barozzi, ­atual presidente da Abigraf- SC e diretor da Arcus Indústria Gráfica, de Chapecó. CONCORRÊNCIA

Falta de mão de obra qualificada e inconsistên­ cia da demanda foram os principais problemas apontados pela Corgraf, do Paraná. Encontrar fun­cio­ná­r ios es­pe­cia­li­za­dos também é uma real dificuldade para empresas distantes da capital pa­ra­naen­se, como a Ipê, mas Alceu Malucelli Ju­n ior também cita a concorrên­ NÚMERO DE EMPRESAS E EMPREGO POR ESTADO E CAPITAL – 2013 cia acirrada como impeditivo a um NÚMERO DE % SOBRE NÚMERO DE % SOBRE FUNCIONÁRIOS / mercado mais saudável. A guerra de FUNCIONÁRIOS TOTAL ESTABELECIMENTOS TOTAL ESTABELECIMENTO preços, na opi­nião de Lysandro San­ Paraná 17.946  40% 1.715  36% 10,5 tana, da Hellograf, acaba levando o empresário “para a beira do abis­ Curitiba 15,2  7.303  41%   481  28% mo”. Com ela todos saem perdendo, Rio Grande Sul 14.985 1.739  34%  37%  8,6 ao abrir mão da lucratividade e da Porto Alegre  2.398  16%   355  20%  6,8 qualidade. “Está cada vez mais di­ Santa Catarina  26%  27%  9,1 11.682 1.278 fícil coor­de­nar o binômio efi­ciên­ Florianópolis    476   4%    85   7%  5,6 cia e produtividade com os custos”, Total 44.613 100% 4.732 100%  9,4 acrescenta, Jair Leite, presidente da Abigraf-PR e diretor da Ajir. Fonte: MTE/RAIS 2013. Elaboração: Decon/Abigraf. A guerra de preços também é a principal amea­ça no Rio Grande DISTRIBUIÇÃO DO NÚMERO DE EMPREGO E ESTABELECIMENTOS do Sul, de acordo com Marco An­ POR ESTADO DA REGIÃO SUL – 2013 tônio Schmitt diretor de ne­gó­cios da Box Print. A competição, mas Emprego Gráficas com outras mí­d ias, é o ponto crí­ tico men­cio­na­do por Arthur Adal­ berto Schabbach, vice-​­presidente da Abigraf-RS e diretor da Print Pa­ per Editora Gráfica, de Porto Ale­ Santa Catarina Santa Catarina 26% Paraná gre. Para Celso Lermen, diretor co­ 27% Paraná 36% mer­c ial da Gráfica Rex, é preciso 40% adi­c io­nar a esta conta o aumento abusivo do preço do cartão. “Esta­ mos em um momento de transição. Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 34% 37% Teremos gráficas se unindo e outras encerrando suas atividades. Só o tempo e a força do mercado pode­ rão trazer uma perspectiva melhor”, Fonte: MTE/RAIS 2013. Elaboração: Decon/Abigraf. opina Angelo Garbarski, presidente da Abigraf-RS e diretor da Impresul. REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2014


VALORES CONSOLIDADOS ANUAIS DO COMÉRCIO EXTERIOR DA INDÚSTRIA GRÁFICA NA REGIÃO SUL DO BRASIL PERÍODO

SALDO COMERCIAL

IMPORTAÇÃO

% VARIAÇÃO ANUAL EXPORTAÇÕES

% VARIAÇÃO ANUAL IMPORTAÇÕES

2000

 40,4

26,4

14,0

2001

 40,4

28,0

12,4

0%

6%

2002

 40,8

23,4

17,4

1%

– 16%

2003

 52,6

 9,4

43,2

29%

– 60%

2004

 71,7

 9,2

62,5

36%

– 2%

2005

 73,0

13,9

59,1

2%

51%

2006

 92,5

18,2

74,2

27%

31%

2007

 89,0

28,2

60,8

– 4%

55%

2008

 95,2

46,2

48,9

7%

64%

2009

 93,7

48,2

45,5

– 2%

4%

2010

110,3

76,4

33,9

18%

58%

2011

121,6

91,5

30,1

10%

20%

2012

137,8

71,2

66,6

13%

– 22%

2013

145,3

63,0

82,3

5%

– 11%

Fonte: AliceWeb/MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

DISTRIBUIÇÃO DAS EXPORTAÇÕES E DAS IMPORTAÇÕES NA REGIÃO SUL DO BRASIL – 2013 (Em US$ milhões FOB) 99,24

6,50

Promocionais

1,79

Produtos editoriais (livros e revistas)

0,03

0,01

Formulários

0,03

Fiscais

5,51

0,77

Etiquetas

0,08

0,00

Envelopes

Embalagens

2,69

■ Exportações ■ Importações

24,77

4,05

Cartões impressos

2,20

Cadernos

3,04

37,66

Reduzir custos operacionais deve ser a tônica das empresas no Para­ ná em 2015. “Não vislumbramos investimentos no curto prazo, em razão das incertezas sobre o desem­ penho da economia”, afirma Paulo César Cechin, da Corgraf. Por outro lado, para quem já fez investimen­ tos neste ano, como a Ipê e a Hello­ graf, a postura só pode ser de oti­ mismo. Jair Leite, da Ajir, também men­cio­na ser este um momento de­ cisivo para a permanência de mui­ tas empresas no mercado. “As ex­ Fonte: AliceWeb/MDIC. Elaboração Decon/Abigraf pectativas para os próximos anos não são boas em razão do mercado, política in­ preo­cu­pa­ção. Já para Celso Lermen, da Gráfica terna e custo Brasil. Tudo isso, leva o empresário Rex, “cautela” é a palavra-​­chave. A postura é a mesma em Santa Catarina, ao a rever seus ne­gó­cios, rea­jus­tan­do custos, enxu­ gando quadros de colaboradores para sobrevi­ menos na Printbag Embalagens, já que o ano ver em um cenário mais competitivo”, opina Ed­ promete ser difícil. “Creio que, no momento, son Benvenho, gerente co­mer­cial da Mi­d io­g raf. o maior desafio seja permanecer no mercado, A contenção também será regra nas em­ manter a empresa enxuta, aperfeiçoar conhe­ presas do Rio Grande do Sul, como afirma o cimentos e, principalmente, evoluir no quesi­ presidente da Abigraf-RS. “Enquanto o mer­ to gestão”, analisa José Fernando da Silva Ro­ cado se ajusta, estamos com uma política de cha, da Rocha Gráfica e Editora. “Nosso parque cortes de gastos, aumento de produtividade e gráfico está maior que a necessidade do clien­ foco em mercados mais rentáveis. Con­t i­nua­ te, a solução seria a economia crescer para que mos com metas ousadas para 2015, esperando esse po­ten­c ial pudesse ser utilizado de ma­ crescer 10% ao ano. Vamos alcançá-​­la nem que neira mais adequada. Desta forma, o setor te­ seja comprando briga com o impossível”, anun­ ria uma forte recuperação no mercado, voltan­ cia Angelo Garbarski. Equilibrando-​­se entre o do a fazer investimentos e a atua­li­z a­ç ão de desestimulo e a esperança, os em­pre­sá­r ios da seus equipamentos”, sentencia Cidney Barozzi, Print Paper e da Box Print, olham o futuro com presidente da Abigraf-SC.

16,38

CAUTELA

3,46

É a mesma sentença proferi­ da pelas lideranças de Santa Cata­ rina. “O setor está sofrendo fortes transformações. Con­ti­nua­rá forte, porém não do mesmo tamanho”, diz José Fernando da Silva Rocha, vice-​­presidente da Abigraf-SC. Cid­ ney Barozzi, presidente da entida­ de, comenta que o setor sofre com o excesso de burocracia, leis fiscais e trabalhistas que não estimulam a competitividade e a dificuldade de cumprir a legislação NR12. “O go­ verno precisa recuperar a con­f ian­ ça do empresário com regras mais claras e que não mudem frequen­ temente, e dar mais incentivo para as empresas que desejam investir em equipamentos”, diz.

EXPORTAÇÃO

novembro /dezembro 2014  REVISTA ABIGR AF

45


REALIZAÇÃO

COORDENAÇÃO

C OOR DENA Ç Ã O INTER NA C IONA L

C O O R D E N A Ç ÃO T É CN I CA

APOIO


EM 2015, A FESTA

É NO BRASIL

Em plena Cidade

Maravilhosa XXVIII CONGRESSO

16º CONGRESSO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

LATINO-AMERICANO DA INDÚSTRIA GRÁFICA

XXII THEOBALDO

DE NIGRIS CONCURSO LATINO-AMERICANO DE PRODUTOS GRÁFICOS


GESTÃO

Da venda de impressos para a venda de serviços: a plataforma é a chave

AGB Photo Library

Hamilton Terni Costa

H 48

á uma mudança si­len­cio­sa na in­ dústria de manufatura nos últimos anos. Mais do que vender produ­ tos a indústria cada vez mais ven­ de serviços. E por que? Por diversas razões, en­ tre elas: 1) cada vez mais os produtos estão se des­ma­te­r ia­li­zan­do — da máquina fotográfica, do tocador de música, o relógio ou a agenda para um aplicativo no smartphone, do impresso para o digital; 2) muitos produtos industriais já são ne­go­cia­dos em função do resultado que pro­por­ cio­nam ao clien­te, pelo seu desempenho, como o aluguel de impressoras em es­cri­tó­r ios ou o alu­ guel de empilhadeiras em fábricas. Em ambos os casos os fornecedores cobram pelo tempo hora de uso, ou clique, se responsabilizam por ma­ nutenção, troca de equipamentos, di­men­sio­na­ men­to da produção; 3) produtos são entregues já aplicados na fábrica do clien­te, como fabricantes de autopeças que ajudam a montar parte de car­ ros ou fabricantes de embalagens que cuidam da operação dos equipamentos de embalamen­ to dos clien­tes; 4) em função do cumprimento

REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2014

de normas técnicas e certificações que acabam por padronizar os produtos dos fornecedores ficando, assim, sem di­fe­ren­cia­ção. Olhando do ponto de vista do comprador e do consumidor, vemos que a sua leal­da­de não é para produtos e, sim, para sua utilidade, para as soluções que oferecem. Clien­tes não são leais a produtos, são leais ao que os produtos fazem por eles, como no caso do iPod na substituição do CD ou a injeção eletrônica versus o carbura­ dor. Além disso, para a indústria, uma estra­ tégia de vendas ba­sea­d a em serviços oferece maiores possibilidades de produzir diferenciais. Essa orien­ta­ção a serviços tem um estranho nome na literatura acadêmica: servitização e sua opção leva a toda uma jornada de capacita­ ção e de mudanças na indústria que pretende aumentar o seu volume de serviços. Para exem­ plificar essa opção lembramos de casos clássicos como a Rolls Royce, fabricante de turbinas de ­avião, que implantou o serviço chamado power by the hour, onde cobra a turbina pelo seu tem­ po de uso, e, para deixá-​­la disponível a maior


parte do tempo, inovou em todo o atendi­ conjunto com o clien­te, por isso ele é uma mento de manutenção, descentralizando coautoria entre a empresa fornecedora e o o atendimento e evitando grandes para­ clien­te. O foco em serviços exige uma mu­ das e recuperação do equipamento. A  GE, dança mental nas empresas industriais em outro exemplo, inventora das lâmpa­ pois os produtos passam a ser plataformas das de bulbo e uma das líderes mundiais para a entrega de serviços para os clien­tes, nesse setor, acaba de informar que toda soluções produtos-​­serviços que entregam essa sua divisão, dada a durabilidade das valor que é percebido pelo clien­te no mo­ novas lâmpadas de LED, vai pôr foco em mento em que o usa. Como consequência, grandes projetos de iluminação pública e mudanças organizacionais nos fabrican­ privada. Outra vez, de produtos a servi­ tes são ne­ces­sá­r ias, como uma nova abor­ ços. Da mesma forma fazem as empresas dagem de mar­ke­ting e de vendas, mais con­ de compartilhamento de tempo de uso de sultiva. Exige também uma adequação da helicópteros e a­ viões executivos: ao invés de visão de produção em relação aos clien­tes, vendê-​­los aluga seu tempo entre diversos toda uma capacitação das pes­soas no sen­ clien­tes baixando assim custos e evitando tido de atendimento, respostas. E obriga ao preo­cu­pa­ções com pes­soal, horas paradas, desenvolvimento ou incorporação gra­dual de novas tec­n o­l o­g ias manutenção etc. Igual­ através de plataformas mente, o crescente ser­ de operação, com a par­ viço de carros comparti­ PLATAFORMA É A ticipação de fornecedo­ lhados em Paris, Dallas CONSTRUÇÃO DA res que complementam a e outras cidades. Quem oferta ao clien­te. Explico é sócio do sistema sim­ BASE OPERACIONAL isso melhor à frente. plesmente pega o carro E SOLUÇÕES VIRTUAIS O que isso tudo, afi­ que está em diferentes COM AS QUAIS nal, tem a ver com a grá­ localidades e, depois de LEVAMOS A NOSSA fica? Tudo, porque o se­ usá-​­lo, o devolve no mes­ OFERTA DE VALOR, tor gráfico está também mo ou em outro ponto NOSSAS SOLUÇÕES, passando por esse mes­ de retirada, sem preci­ mo processo de transi­ sar ser dono do carro, tal PARA OS CLIENTES, ção a serviços. Vejamos. qual já se faz com a bici­ NOSSOS COAUTORES Em artigos an­te­r io­ cletas em vá­r ias cidades NESSA CONSTRUÇÃO. res, neste ano, fiz refe­ como São Paulo. Por fim, rência a uma das pesqui­ cito a Cemex do México, sas mundiais, publicada hoje uma das maiores fa­ bricantes de cimento do mundo que, mais em fevereiro, feita pela organização da Dru­ do que vender cimento, tem, nas pe­r i­fe­r ias pa sobre o setor gráfico mun­d ial chamada das principais cidades, um serviço de aju­ Global Trends, com três conclusões princi­ da à construção ou reforma de casas com pais: a primeira é a de que os mercados nor­ plantas, engenheiros e capatazes que dão te-​­a mericano e europeu estavam voltan­ suporte ao clien­te em suas necessidades. do a investir; a segunda, era a constatação do crescimento da impressão digital mun­ Enfim, os exemplos são inúmeros. Toda essa transformação segue a uma dial­men­te; mas a outra, que mais chamou lógica de serviços, como vem sendo difun­ a atenção, reproduzo aqui: “a indústria grádida há pelo menos dez anos. A de que o fica está no meio da transição de uma indústria serviço é intangível, marcado, em es­pe­ focada em produtos para uma indústria focacial, pela interação entre pes­soas ou dis­ da em serviços. A demanda por novas soluções positivos de serviços disponibilizados às e modelos de negócio que melhor reflitam as pes­soas. A ex­pe­r iên­cia do clien­te com es­ necessidades dos clien­tes é clara”. Muito claro, mas quais as razões? Pri­ ses serviços deixa marcas, recordações, boas ou más, com maior permanência que meiro, porque essa é uma característica os pró­prios produtos. O serviço não é esto­ de mercados comoditizados, com redu­ cável. Ele é produzido no momento do seu ção de margens e aumento da competi­ uso por parte do clien­te, na presença e em ção. No caso das gráficas, também pelo

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50

aumento da competição dos novos meios digitais que estão “des­m a­t e­r ia ­l i­z an­d o” impressos. Em segundo lugar, pela mu­ dança na demanda dos produtos com pra­ zos de entrega cada vez mais curtos, in­ tegração do papel com os meios digitais, personalização e customização dos tra­ balhos e maior necessidade da integração gráfica-​­clien­te para redução de des­per­d í­ cios em tempo e materiais. Mas para exemplificar esses serviços que estão sendo adi­cio­na­dos pelas gráficas, voltemos à pesquisa da Drupa que aponta exemplos: web-t​­ o-print, dados variáveis, de­ sign cria­ti­vo, gestão do acervo digital, web sites e analíticos da web, email mar­ke­t ing, mar­ke­t ing de mí­d ias sociais, armazena­ mento e logística, entre outros, va­r ian­do o grau de adoção de acordo com a es­pe­cia­li­ za­ção da gráfica. Claro que essas são clas­ sificações genéricas, sistematizadas para efeito de pesquisa, mas não há dúvidas que agregar serviços estimula o faturamento e melhora margens, como demonstra um es­ tudo lançado em setembro deste ano pela Infotrends sobre o mercado gráfico norte-​ a­ mericano, no qual as gráficas que tiveram um crescimento acima de 10% apresen­ tam pelo menos 25% do seu faturamen­ to oriundo de serviços de valor agregado, per­cen­tual bem acima do mostrado pelas gráficas que cresceram menos. Voltar-​­se à prestação de serviços ou de soluções ao clien­te exige transformações como muitas vezes relatamos. Primeiro, a de foco estratégico de acordo ao segmento de mercado no qual trabalhamos. Se tra­ balhamos com embalagens, por exemplo, sermos fornecedores de projetos, além de imprimir. Se trabalhamos com pro­mo­cio­ nal, sermos fornecedores de serviços de mar­ke­ting, Se trabalhamos com edi­to­r ial, sermos gestores de con­teú­do do clien­te. E por aí vai, como um di­re­c io­na­dor, um ponto de referência futuro na jornada de transformação da empresa. Com o avanço da tecnologia, agregar serviços aos nossos produtos gráficos ga­ nha um novo componente de peso: a pla­ taforma tecnológica ope­ra­c io­nal. A inte­ gração dessas três dimensões — produtos, serviços, plataforma — é que será o di­fe­ ren­cial competitivo das empresas gráficas daqui para a frente. Mas o que significa REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2014

plataforma, afinal? É a integração dos di­ ferentes soft­wares que integram a gráfica aos seus clien­tes, de acordo com sua ofer­ ta de serviços, mais os soft­wares de gestão internos, o seu work­f low — ou fluxo de tra­ balho. Exemplos de soft­wares que integram a gráfica aos clien­tes: web-​­to-print, automa­ ção de mar­ke­ting, gestão de documentos, gestão de con­teú­do de clien­tes, autoedição de livros, foto-​­á lbuns, mí­d ias sociais, apli­ cativos para mobile, de dados variáveis etc. Alguns analistas identificam e definem a plataforma por esses termos, mas prefi­ ro ir além. Para mim, a plataforma abran­ ge e abrangerá cada vez mais toda a base produtiva da empresa, o que inclui o con­ junto dos seus equipamentos produtivos.

CLIENTES NÃO SÃO LEAIS A PRODUTOS, SÃO LEAIS AO QUE OS PRODUTOS FAZEM POR ELES, COMO NO CASO DO IPOD NA SUBSTITUIÇÃO DO CD OU A INJEÇÃO ELETRÔNICA VERSUS O CARBURADOR. Por quê? Pense comigo. Os equipamentos de produção são cada vez mais específicos e definidos de acordo com o tipo de serviço que vamos produzir. Esses equipamentos, ao contrário do que acontecia no passado, já não são pensados para durar 20 anos ou mais. Não digo isso nem pela robustez do equipamento, mas, sim, porque não sabe­ mos os produtos que estaremos fazendo da­ qui a 20 anos. Tome o exemplo dos equipa­ mentos digitais. Mesmo com atua­li­za­ções constantes, passado um tempo eles têm que ser subs­ti­tuí­dos pois novos materiais, soft­ wares e configurações são desenvolvidos. Muito bem, plataforma para mim é um quebra-​­cabeças que armamos e cons­truí­ mos com o foco no e do clien­te, nas solu­ ções e serviços que oferecemos a ele junto com nossos produtos físicos. É a constru­ ção da base ope­ra­cio­nal e soluções virtu­ ais com as quais levamos a nossa oferta de valor, nossas soluções, para os clien­ tes, nossos coautores nessa construção. Exemplifiquemos, para não ficar no vazio.

Arizona. Com sua plataforma Visto inte­ gra o clien­te, agên­cias de propaganda e as diferentes mí­d ias de saí­d a, impressas ou não. Ge­ren­ciam o acervo digital dos clien­ tes, fazem produções gráficas online, mu­ni­ ciam as agên­cias com os arquivos e padrões dos clien­tes, controlam as propagandas e prestam serviços aos profissionais de mar­ ke­t ing dos clien­tes simplificando re­l a­tó­ rios de gestão e efi­ciên­cia de comunicação. Uma plataforma de soluções de mar­ke­ting. Printi-​­V istaprint. Com uma plataforma de web-​­to-print a Printi se tornou a porta de entrada da Vistaprint no Brasil. Total­ mente vir­tual, com foco em empresas in­ di­v i­duais e pequenas empresas, oferece so­ luções online para muitas das necessidades de comunicação dessas empresas, incluin­ do web sites, campanhas de malas diretas personalizadas e um processo produtivo automatizado e dinâmico. Uma platafor­ ma completa para cria­ção de comunicações pessoais e corporativas. Courier. Chegou ao Brasil ao comprar a Digital Page, com foco na área edi­to­r ial, principalmente livros, possui sistemas e soluções que atendem a autores, editoras, distribuidores, li­va­r ias e leitores. Uma ver­ dadeira plataforma de gestão de con­teú­ do que entrega títulos de acordo com suas expectativas de mercado: impressos um a um, baixas e mé­d ias tiragens em impres­ são digital, grandes tiragens ou todo digi­ tal, incluindo autopublicação e produção edi­to­r ial própria. Antilhas. Ao antecipar demandas, dese­ nhar, produzir e ge­ren­c iar estoques de embalagens e entregas de cadeias de fran­ quias, a Antilhas leva a função de logística à sua máxima concepção influindo direta­ mente em todo o seu processo produtivo, equipamentos, in­ven­t á­r ios e rede de en­ tregas em todo o Brasil. Uma plataforma logística exemplar.

Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting. com.br é diretor geral da ANconsulting, www. anconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Mar­ke­ting Industrial.


A AQUARELA AMPLIA O MIX DE PRODUTOS PARA CONQUISTAR OS CRIATIVOS COM PEÇAS DE ALTA CAPACIDADE DE RETENÇÃO E RETORNO DE VENDAS.

Texto: Tânia Galluzzi

ANO 23 Nº 101 DEZEMBRO/2014 Texto: Tânia Galluzzi

Soluções de alto impacto

ANO 22 Nº 89 ABRIL/2013

Aquarela


O

Fotos: Álvaro Motta

que é um empreendedor se não um garimpeiro de oportunidades? Desde sempre é assim, mas hoje essa exploração está mais trabalhosa e arriscada. O leito do rio está repleto de catadores brigando por milímetros, e achar algo que valha demanda tempo, conhecimento, criatividade e a capacidade de aliar intuição com visão do que está por vir. As tarefas são muito bem distribuídas entre a competente e focada equipe da empresa, que se reveza nessa tarefa ao comandar a quinquagenária Aquarela. Incorporando tal papel, vêm pavimentando o caminho da gráfica paulista em direção à excelência e à diversificação, com um cardápio mais amplo. Ao completar 50 anos, em 2010, 70% do faturamento vinha do segmento promocional

e 30% do editorial; agora a gráfica está totalmente concentrada na produção de peças promocionais, inclusive as revistas e livros que produzem são customizados e têm caráter de divulgação. Isso significa alinhar-se com as concepções do mercado publicitário, perceber a direção dos ventos criativos e ofertar soluções inovadoras que resolvam os problemas dos clientes. Se o consumidor final quer ser impactado, surpreendido, a proposta da Aquarela para as agências e clientes diretos são peças engenhosas, que dão as costas para o lugar- comum ao combinar materiais e processos. A  empresa tem, por exemplo, trabalhado com diversos substratos plásticos, empregados sobretudo na produção de materiais de ponto de venda e em aplicações


específicas como adesivos e laminados. O uso desses substratos cresceu em torno de 20% nos últimos anos, de acordo com os registros da produção. Soluções atrativas Além de abrir a cabeça para outras matérias-primas, novos processos e acabamentos foram incorporados à cesta da Aquarela. Afora a impressão UV em suportes não absorventes como PET, PVC e PP, a gráfica está apostando em produtos com alta capacidade de retenção e retorno de vendas como o DCL e o ZCard. O  primeiro, patentea do pela 3Design, parceira da Aquarela na impressão desse produto, é um sistema

de decodificação lenticular composto por um impresso criptografado e uma lente decodificadora. É como se fosse uma raspadinha moderna e limpa, com a mensagem sendo revelada com o uso de uma lente. O  objetivo da peça é fisgar o cliente pela curiosidade, atraindo-o para o ponto de venda, onde está a lente. A mensagem criptografada pode ser impressa em offset ou digital, nesse caso permitindo o uso de dados variáveis embaralhados e totalmente aleatórios.


Posicionado como uma mídia de bolso, o ZCard é um impresso com várias dobras em Z que permite a impressão lenticular, ou outros plásticos na capa, ou também papéis sintéticos no miolo. Criado e patenteado em 1992 por George McDonald, na época consultor da British Airways e escritor especializado em turismo, a solução chegou aqui em 2010, representada pela ZCard Mercosul. É prático por comportar muita informação e ainda assim caber no bolso. Um exemplo é o guia das ciclofaixas de São Paulo, produzido recentemente. A Aquarela é a única gráfica homologada para produzir o ZCard com exclusividade no Brasil pois, além de cumprir todas as normas técnicas de produção, segue em consonância com políticas sustentáveis, utilizando papéis FSC e promovendo a reciclagem dos materiais utilizados, sempre que possível. Toda a produção das duas soluções é feita internamente, e para tanto foram necessários alguns investimentos internos para essas aplicações. De 2010 para cá a empresa optou por equipamentos para redução de custos e melhoria da eficiência, um novo software de gestão e pela capacitação de seus funcionários, objetivando ganho de produtividade, redução do desperdício e melhoria da

eficiência. O foco principal está nos resultados, no controle de custos e na atuação em mercados-chave. A gráfica deve encerrar 2014 com um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, principalmente em função da diversificação dos produtos e do grande esforço da área comercial. Para a direção da Aquarela, 2015 é uma incógnita. Por certo apenas a necessidade de manter a empresa enxuta e cada vez mais eficiente. Os planos, envolvendo impressão digital colorida, web-to-print e uma sofisticação ainda maior na confecção de kits promocionais, devem ficar para 2016.

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CONTE COM UMA FONTE SEGURA PARA A TOMADA DE DECISÕES EM SUA EMPRESA Foi lançada a 2ª Edição da Sondagem da Indústria Gráfica Nacional, estudo trimestral conduzido pela ABIGRAF junto a empresas do setor, com o objetivo de medir o índice de confiança dos empresários gráficos em relação à situação atual de mercado e principais tendências. A sondagem fornece informações valiosas que auxiliam na tomada de decisões dentro das empresas. E quanto maior o número de participantes, mais representativo e seguro se torna o estudo como indicador do sentimento geral do setor. O estudo é realizado com base em questionário enviado por e-mail. Portanto, para que você possa participar, acesse: www.abigraf.org.br e faça o seu cadastro, de maneira rápida e fácil.

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Realização


EDUCAÇÃO

Walter Vicioni Gonçalves

Que palavra você escreveria com giz colorido?

C

aros educadores do Sesi e do Senai. Desde sempre o d i a 15/10 faz parte da minha história; primeiro como aluno, e depois, ao longo de todos esses anos, como educador. A partir deste ano, após novas aprendiza­ gens, decorrentes de vi­vên­cias e con­v i­vên­ cias, algumas doces, outras amargas, 1510 ficará como ta­tua­gem, entre as boas me­ mó­r ias desses tempos. Desta feita, na data em que se comemora o Dia dos Mestres, escolhi prestar-​­lhes a minha homenagem

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por meio da história de Wei Minzhi, con­ tada no filme Nenhum a Menos, vencedor do Leão de Ouro no Festival In­ter­na­cio­nal de Cinema de Veneza de 1999. O filme é uma jóia delicada de Zhang Yimou, diretor chinês responsável também por Lanternas Vermelhas, de 1991, que, com certeza, co­ nhece bem o papel cardinal dos professores na vida escolar. O filme nos mostra as condições da educação em Shuiquan, aldeia na zona ru­ ral chinesa, minúscula e distante de tudo. É impossível um educador assistir às cenas

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Venha para a

e não se sensibilizar com os de­sa­f ios ali apresentados: evasão escolar, falta de recur­ sos, instalações pre­cá­r ias, professores des­ preparados e mal remunerados, comporta­ mento inadequado dos alunos, con­teú­dos sem significado, entre tantos outros. A desprovida escola mostrada no filme abriga alunos de uma turma mul­tis­se­r ia­ da, da pré-​­escola à 3 ª‒ série, cujo professor, Gao Enman, precisa se ausentar por um mês. O prefeito do vilarejo, contudo, não encontra um professor substituto que acei­ te trabalhar naquelas condições. Até que Wei Minzhi se apresenta, voluntária, tími­ da, de apenas 13 anos, que, tendo cursado apenas o primário, não possui os recursos ne­ces­sá­r ios para le­cio­nar. Perguntada pelo professor sobre o que sabe fazer, ela responde que sabe cantar. Mas nem isso consegue fazer, pois não se recorda das palavras da canção. Na despe­ dida, o professor deixa-​­lhe a tarefa de escre­ ver — com a recomendação de usar apenas um giz por dia letivo — as lições no quadro para que os alunos as co­piem. Deixa-​­lhe ainda a difícil missão de não permitir que nenhum aluno, dos 28 ali presentes, aban­ done a escola. Nenhum a menos, ele lhe pede, encarecidamente, ao se despedir. No desenrolar da ação, entretanto, a professorinha vai revelando qualidades de um verdadeiro educador. Demonstra cora­ gem, persistência e fibra ao tentar impedir que uma de suas alunas, boa na corrida, seja levada pelos su­pe­r io­res para treinar na cidade. Luta à exaustão para cumprir a promessa feita, nenhum a menos, quan­ do descobre que o arruaceiro e desatento da sala, o aluno Zhang Huike, órfão de pai e miserável, fora mandado à cidade, pela mãe endividada, para trabalhar. De­sa­fia­dos a resolver um problema real — obter dinheiro para que a professora vá à cidade em busca de Zhang Huike — os alu­ nos mudam de comportamento, ajudando nos cálculos sobre quantos tijolos precisam

carregar e empilhar na olaria localizada nas ime­d ia­ções, em troca do dinheiro ne­ cessário. A aprendizagem precisa ter um significado e isto é mostrado no filme, de maneira singela, porém categórica. Wei Minzhi descobre a vida urbana, ainda mais ­cruel e adversa aos desfavore­ cidos pela sorte. Explorada, exausta, com fome e com sono, presa a uma si­t ua­ç ão nefasta, ela procura o aluno sem cessar, sem desistir, até que, com a ajuda do dire­ tor de um canal de televisão, ela encontra sua ovelha desgarrada. Como recompen­ sa por tantas aflições por que passou sua jovem professora, a escola recebe conside­ rável ajuda financeira para a reforma do prédio e enorme quantidade de caixas de giz. Brancos e coloridos, para a imensa ale­ gria das crian­ças, que jamais ha­v iam visto tesouro mais va­l io­so. Na cena final, a professora convida os alunos a escreverem — com giz colorido — uma palavra no quadro. Que palavra você escreveria com giz colorido? A primeira aluna escreve Céu. Vêm depois, felicidade, água, nome, diligência e lar. Uma pequena aluna diz que ainda não sabe escrever, mas rin­ do, diz que pode desenhar uma flor. Zhang Huike, o aluno reintegrado, que no começo se recusara a chamá-​­la professora, escreve: Professora Wei. Com giz colorido eu escreveria Professor. Escreveria ainda, meus respeitos e meus cordiais agradecimentos a vocês, educadores, que, de maneira brilhante, operam dia­ria­men­te a missão do Sesi e do Senai, dando significa­ do e direção à vida de nossos alunos. Mos­ trando-​­lhes o caminho da luz, do conheci­ mento e da virtude; do desejo de concretizar seus sonhos, possíveis e impossíveis.

Walter Vicioni Gonçalves Diretor regional do Senai-​­SP, superintendente do Sesi-​­SP e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo

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Ao completar 30 anos, a Escolar muda em 2016, reaproximando-​­se da área educacional. Uma das novidades, a organização de um congresso sobre educação, já deve acontecer em 2015.

Foto: Comodo / Ag. Reguardare

ESCOLAR 2015

N OFFICE BRASIL ESCOLAR 2015 – 29ª- FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS PARA PAPELARIAS, ESCRITÓRIOS E ESCOLAS

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Data: 19 a 22 de julho de 2015 Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Promoção/organização: Francal Feiras Patrocínio: Abigraf São Paulo Apoio: Brasil Escolar – Rede Nacional de Papelarias; Simpa – Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região; e Adispa – Associação dos Distribuidores de Papelaria. Informações pelo telefone: (11) 2226-​­3100 Site: www.officebrasilescolar.com.br Twitter: @OfficeEscolar Facebook: officepaperbrasil Google+: Office PaperBrasil Escolar

Volta às origens

o dia 8 de outubro, a edição 2015 da Escolar Office Brasil – 29 ª‒ Feira In­ter­ na­cio­nal de Produtos para Pa­pe­la­r ias, Es­cri­tó­r ios e Escolas teve seu lançamento co­ mer­cial na sede da Francal Feiras, em São Pau­ lo. Na oportunidade, foram vendidos 75% da área de montagem de estandes. Uma das novi­ dades da próxima edição será a antecipação da data para 19 a 22 de julho, respondendo à soli­ citação de expositores e pa­pe­la­r ias para melhor atender o calendário de lançamento dos produ­ tos, assim como terá seu início num domingo. O evento de 2015 será uma prévia das mu­ danças planejadas para a 30 ª‒ edição da feira. A ideia, alimentada pela Francal e pela Abigraf São Paulo, é resgatar a origem da Escolar, rea­ pro­x i­man­do-​­a das escolas e do universo edu­ca­ cio­nal. “Ao longo destas três décadas o mercado mudou e a feira acompanhou esse movimento. Agora, com a educação vindo à baila com força, sentimos a oportunidade de po­si­cio­nar a Esco­ lar como agente importante nessa discussão”, afirmou Reinaldo Espinosa, diretor de Relações Institucionais da Abigraf. A entidade e a Francal estão conversando com representantes dos go­ vernos federal, es­ta­dual e municipal objetivan­ do não só o apoio, mas sobretudo a possibilida­ de de apresentar na feira exemplos de sucesso dentro do ensino público, fomentando o debate.

O desenho da nova Escolar ainda está sen­ do traçado. Em linhas gerais deve reunir con­ gresso e exposição de produtos, sendo que um seminário preparatório deve ocorrer em 2015. Três áreas ­­ serão contempladas pela feira: con­ teú­do edu­ca­cio­nal, in­f raes­tru­t u­ra e ne­gó­cios. Nesse novo conceito o perfil dos expositores também deve se alterar: além das marcas tra­ dicionais de artigos para papelaria e bazar, produtos escolares, mochilas e linha office, a meta é envolver provedores de plataformas de ensino, soft­wares educacionais e de gestão, programas de bolsa de estudo, cursos pre­pa­ ra­tó­r ios, escolas de idio­ma, fi­nan­cia­men­to es­ tudantil (linhas públicas e privadas de crédito), tecnologia e computação. De acordo com Abdala Jamil Abdala, pre­ sidente da Francal Feiras, a Escolar Office Bra­ sil 2015 deve manter na próxima edição o mes­ mo espaço e número de expositores deste ano, quando 180 empresas ocuparam 30 mil me­ tros quadrados no Pavilhão de Exposições do Anhembi. “Con­ti­nua­mos trabalhando para que a feira atenda as demandas do mercado. A feira não é da Francal, é do mercado, e estamos mui­ to con­f ian­tes de que este novo formato vai con­ tribuir ainda mais para a geração de ne­gó­cios e para o desenvolvimento dos segmentos por ela representados”, disse Abdala.

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PESQUISA

Oitenta por cento dos brasileiros preferem ler em papel Estudo inédito, divulgado pela campanha Two Sides Brasil em conjunto com o instituto Datafolha, mostra que o brasileiro prefere ler e guardar seus documentos em papel do que em mídias eletrônicas. Texto: Tânia Galluzzi

N

o dia 14 de outubro foram divulgados, na sede da Abi­ graf, em São Paulo, os resul­ tados da pesquisa Opinião so­ bre Comunicação Impressa, rea lizada pelo instituto Datafolha. Nela, foram entrevis­ tadas 2.074 pessoas acima de 16 anos, em 135 municípios. Segundo o instituto, essa amostra garante um nível de confiabi lida­ de de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais. De acordo com a aná­ lise, apresentada por Paulo Alves, geren­ te de Pesquisa de Mercado do Datafolha,

os brasileiros consideram o meio papel como a maneira mais sustentável de ler livros, revistas e cartas: 59% declararam preferir o papel no caso dos livros, 56% em se tratando de revistas e 55% pensando em cartas. Na mesma sequência, os que prefe­ rem o meio eletrônico para essas leituras correspondem a 35%, 37% e 38%. A equa­ ção inverte­se, embora com menor margem de diferença, entre os leitores de jornal — 48% preferem o eletrônico contra 46% pró­ impresso. Mas 80% concordam com a afir­ mação de que ler em papel é mais agradável

SUSTENTABILIDADE Temas mundiais mais preocupantes (Resposta estimulada e múltipla*) 66%

Saúde

62%

Crime e violência 40%

Educação

36%

Pobreza e desigualdade 28%

Desemprego e trabalho Corrupção e escândalos políticos e financeiros

23%

Crescimento do terrorismo

7%

Mudanças climáticas

5%

Impostos/taxações

5%

Ações negativas para o meio ambiente

4%

Declinío de valores morais

4%

Desmatamento

4%

Outras

1%

+ Mulheres + Ensino Fundamental/Médio + Ensino Fundamental/Médio + Classes C/D/E + Norte/Centro-Oeste/Nordeste + 16 a 44 anos + Ensino Médio/Superior + Mulheres + Ensino Fundamental/Médio + Classes C/D/E + Homens + Ensino Superior + Classes A/B Citações com 1%: • Manutenção de ações/ programas sociais • Acesso ao crédito • Controle migratório

*“De acordo com este cartão, quais os três temas de âmbito mundial que mais o(a) preocupa? Há outros que não estejam neste cartão?”

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96%

Nota 4: 88% Nota 3: 8%

COMUNICAÇÃO IMPRESSA vs. MEIO ELETRÔNICO

PERFIL DA AMOSTRA

Grau de concordância com frases* (Resposta estimulada e única por linha)

Sexo

92%

Nota 4: 78% Nota 3: 14%

80%

Nota 4: 68% Nota 3: 13%

71%

Nota 4: 54% Nota 3: 17%

Masculino 48%

4%

Nota 2: 3% Nota 1: 1% Nota 0: 0%

A plantação de novas florestas é importante para conter o aquecimento global

8%

Nota 2: 6% Nota 1: 1% Nota 0: 1%

O uso de materiais reciclados pelo consumidor é característica importante dos produtos sustentáveis

20%

Nota 2: 9% Nota 1: 2% Nota 0: 8%

Ler em papel é mais agradável do que ler em tela

29%

Nota 2: 14% Nota 1: 4% Nota 0: 11%

Notas fiscais eletrônicas são mais sustentáveis do que as impressas

Idade (média: 40 anos)

*“Em uma escala de zero a quatro, em que zero quer dizer que discorda totalmente e quatro, que concorda totalmente, diga quanto concorda com as seguintes afirmações.”

16 a 24 anos 22% 60 anos ou mais 14%

PERFIL DA AMOSTRA Natureza do município

Feminino 52%

25 a 34 anos 23%

Região do País 45 a 59 anos 22%

35 a 44 anos 19%

Sudeste 44% Capital / Região Metropolitana 40%

Interior 60% Centro-Oeste 15%

Sul 15%

Escolaridade

Nordeste 26%

Fundamental 42%

do que ler em uma tela. Também no que diz respeito à conservação de documentos importantes, o impresso é o favorito: 82%, ante apenas 17% de adeptos de mídias ele­ trônicas para esses arquivos. “Os principais números comprovam uma rea lidade que já intuíamos: o brasileiro prefere fazer suas

leituras e comunicações em papel e tam­ bém confia mais nessa mídia para conser­ var seus documentos importantes”, consta­ ta o country manager da campanha no País, Fabio Arruda Mortara, presidente do Sin­ digraf­SP, entidade que coordena a imple­ mentação da Two Sides Brasil, com apoio

Médio 42%

Superior 16%

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PERFIL DA AMOSTRA Classificação econômica

Renda familiar mensal (Média: R$ 2.431)

Classe C 51%

Classes D/E 19%

2 a 3 S.M. 24%

Até 2 S.M. 39%

3 a 5 S.M. 16%

Classe B 27%

que deixa brechas para mitos que alimen­ tam a prática de greenwashing, quando em­ presas preocupadas em reduzir seus cus­ tos recorrem a argumentos supostamente ecológicos para cessar o envio de extratos, boletos e outras cor respondências de inte­ resse do consumidor. Temos a missão de desconstruir esses mitos”.

5 a 10 S.M. 10%

da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional dos Editores de Revis­ tas (Aner), entre outros representantes da cadeia do papel e da impressão. De maneira geral, a percepção do ele­ trônico como mídia mais sustentável ocor­ re com maior frequência entre a população jovem (16 a 34 anos), com ensino superior e pertencente às classes A e B. Apesar disso, é quase unânime (95%) a percepção em fa­ vor do papel sobre a importância da renova­ ção de florestas para conter o aquecimento global e da reciclagem como característica de produtos sustentáveis (reconhecida por 92% dos entrevistados).

PERFIL DA AMOSTRA PEA – População Economicamente Ativa

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71%

PEA Assalariado registrado

29%

NÃO PEA

26% 13%

Free-lance/bico

Só aposentado

11%

Só dona de casa

10%

Assalariado sem registro

7%

Só estudante

Autônomo regular (paga ISS)

6%

Outros

1%

Funcionário público

6%

Desempregado (não procura emprego)

1%

Empresário

2%

Estágiário/aprendiz (remunerado)

1%

Outros

2%

FALTA DIVULGAÇÃO

O estudo evidenciou ainda que a população desconhece quanto do papel e do papelão consumidos são reciclados (46%, de acor­ do com dados da Bracelpa de 2012), mas 44% acreditam que a cadeia do papel e da impressão recicla mais do que outras in­ dústrias. Para 89% dos entrevistados, a ex­ tensão de áreas florestais diminuiu no País nos últimos 50 anos, contudo a indústria de papel e celulose aparece apenas em quarto lugar como o segmento industrial que cau­ sa maior impacto nas florestas, atrás das madeireiras para produção de energia, da construção e da mineração. Para Fabio Mortara, a pesquisa confir­ mou também a necessidade de uma campa­ nha como a Two Sides Brasil: “Apenas 20% dos entrevistados já tinham visto alguma propaganda sobre a sustentabilidade do pa­ pel e da comunicação impressa. É fácil de­ duzir que faltam informações confiáveis, o

Mais de 10 S.M. 4%

Não sabe / Não informou 7%

Classe A 3%

Desempregado (procura emprego)

6%

7%

PERFIL DA AMOSTRA Quantidade de filhos

66% 29%

Até 12 anos

De 13 a 18% 19 anos

20 anos 48% ou mais

35%

19%

21% 13% 5%

5% Não sabe TEM FILHOS

1 filho

2 filhos

3 filhos

4 filhos

3%

4%

5 filhos

6 filhos ou mais

NÃO TEM FILHOS


indústria gráfica

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SUSTENTABILIDADE

Neste artigo, apresentamos soluções de empresas que contribuem na redução dos danos ocasionados pelos resíduos industriais. Texto: Juliana Tavares

Q

PNRS à moda gráfica

uando foi instituído e regula­ mentado em 2010, o Plano Na­ cional de Resíduos Sólidos (PNRS) listou alguns segmentos da econo­ mia que deveriam encontrar um novo destino para os resíduos decorrentes da sua produção. Apesar de não ter essa obriga­ ção em um primeiro momento, muitas empre­ sas gráficas perceberam que a adesão ao PNRS vai além do simples dever de cumprir a Lei — e, por isso, se empenharam em desenvolver ações que seguissem pelo mesmo caminho. Com ini­ ciativa, criatividade e responsabilidade, o se­ tor gráfico soma esforços na busca por um País cada vez mais sustentável. Fidelização do cliente e melhoria da ima­ gem no mercado são algumas das vantagens que vêm atreladas à prática da gestão ecologicamen­ te correta. Para Renato Soares de Paula, sócio­ fundador da RS de Paula, outros fatores deram força à ideia de reutilizar os resíduos. “Descobri­ mos um novo mercado que nos diferenciava da

concorrência através do descarte no Papa Car­ tão”, afirma, se referindo ao programa Recicla­ gem de Cartão. Implantado há 3 anos, o pro­ jeto visa transformar os cartões vencidos em matéria­prima para marcadores de livros, por­ ta­copos, displays e novos cartões. Os itens são coletados através do Papa Cartão, equipamen­ to com capacidade para sete mil cartões que permite o descarte correto e seguro.

Do Centro­ Oeste, um exemplo é a Gráfica Brasil. Desde 2010, a empresa mantém a polí­ tica dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), coleta seletiva, e separa os resíduos contami­ nados enviando­os para tratamento especia li­ zado. “Não é só a empresa que ganha com isso”, pondera Ana Luiza Moreira, responsável pelo departamento de Coordenação de Qua lidade e Meio Ambiente. “Os profissionais treinados nessa área também são mais valorizados no mercado de trabalho, pois isso é reconhecido como uma competência diferenciada”, acredita. Uma das práticas sublinhadas pelo PNRS como ideais para o gerenciamento de resíduos é a responsabilidade compartilhada. Na Vox Grá­ fica, localizada na zona oeste de São Paulo, esse conceito faz parte da história da empresa. Mas o diretor Alexandre Yoshioka admite que os so­ brinhos também tiveram um papel importan­ te. “Eles tinham uma consciência ‘verde’ muito maior que a minha em uma época em que ser­ mos sustentáveis não era uma premissa para os nossos clientes”. Na empresa, tudo é reaprovei­ tado: desde chapas de alumínio e aparas de pa­ pel até resíduos químicos, sólidos ou líquidos.

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INDÚSTRIA PRÓ-ATIVA

Há quem possa enxergar nessa dedicação um mero interesse financeiro. Mas para o tecnólo­ go do Setor de Reutilização de Áreas Contami­ nadas da Companhia de Tecnologia de Sanea­ mento Ambiental (Cetesb), Geraldo do Amaral Filho, as razões têm uma origem mais profun­ da. “O estabelecimento de normas legais que, além de imporem regras mais claras para a ges­ tão dos resíduos, impõem sanções mais graves àqueles que não se adequarem a elas, leva as empresas a buscarem melhores práticas de ge­ renciamento de resíduos”, analisa o tecnólogo.

Geraldo do Amaral Filho, tecnólogo do Setor de Reutilização de Áreas Contaminadas, da Cetesb

E é com essa visão transparente quanto aos direitos, deveres e resultados da conduta sus­ tentável que as empresas dão continuidade à reutilização dos resíduos. No entanto, para que elas pudessem fazer a sua parte, foi necessá­ rio ultrapassar alguns obstáculos. No caso da Vox, a dificuldade surgiu na hora de encontrar

empresas formalizadas para a coleta dos resí­ duos. Ana Luiza Moreira, da Gráfica Brasil, teve o mesmo problema vivenciado na gráfica pau­ lista e, por conta disso, precisou buscar parcei­ ros no Estado de Goiás. Já para Renato de Paula, da RS de Paula, o fato de começar uma ideia do zero teve o seu preço. “Cada detalhe a ser pen­ sado e acrescentado foi um obstáculo a superar”. O reconhecimento ao trabalho desempe­ nhado pelas três gráficas só veio com o tempo — e todas expõem orgulhosas os bons frutos que colheram. Na Vox, por exemplo, a respos­ ta veio de perto: “Fomos assunto em uma es­ cola do entorno, ao sermos comparados com outra gráfica da região que não tinha a mes­ ma consciência ecologicamente responsável”, relembra Yoshioka. Para o tecnólogo da Cetesb, o empenho da indústria gráfica fortalece ainda mais os pro­ pósitos estabelecidos pelo PNRS. “O envolvi­ mento do setor com uma politica sustentável contribuirá para que possamos modificar nos­ sos hábitos de consumo e, assim, alcançarmos o equilíbrio necessário que assegurará às ge­ rações futuras uma qualidade de vida adequa­ da”, observa Geraldo do Amaral. Arregaçar as mangas e ir ao trabalho: esse é o jeito gráfico de praticar a sustentabilidade e a cidadania. novembro /dezembro 2014

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SUSTENTABILIDADE

Inapel reduz consumo de água e ajuda a promover ações culturais Inscrita no último Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, convertedora de embalagens apresentou projetos nas áreas de responsabilidade ambiental e social; mudanças na planta têm a sustentabilidade como norte. Texto: Laura de Araújo

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A

convertedora de embalagens Ina­ pel foi fundada em 1971, ocupando uma área de 200 metros quadrados no bairro da Vila Matilde, zona leste de São Paulo. Hoje, com 43 anos de atividades e ex periência acumulada no ramo de embalagens flexíveis, o parque gráfico localiza­se nas cidades de Gua­ ru lhos e Jundiaí, na região metropolitana de São Paulo, em área total de aproximadamente 31.000 metros quadrados somando­se as duas unidades. Há muitos anos a empresa dedica es­ forços às iniciativas de responsabilidade social e ambiental. Dois cases recentes, um em cada uma dessas áreas, foram apresentados na últi­ ma edição do Prêmio Abigraf de Sustentabili­ dade, rea lizado em 2013. Jane Abreu, gerente de Sistema de Gestão Integrada da Inapel, conta que os investimen­ tos em equipamentos e inovações de proces­ sos da convertedora têm como norte a questão da sustentabilidade, com a diminuição do im­ pacto, da utilização de recursos e do aumento da produtividade. Desse modo, com a propos­ ta de reduzir o consumo de água e insumos no processo, ampliando a capacidade produtiva, a empresa investiu em um sistema novo para a etapa de gravação de cilindros e galvanoplas­ tia. A tecnologia é alemã e passou a operar na América do Sul, com exclusividade, pelas mãos da empresa. Em atividade há dois anos, o pro­ cesso é composto por banhos galvânicos e gra­ vadoras, com o cilindro confeccionado de ma­ neira automatizada. Com a padronização do processo de confecção de cilindros foi possível

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reduzir a quantidade de insumos utilizados e a emissão de poluentes na atmosfera. Os resulta­ dos começaram a aparecer após o primeiro ano de uso, quando o consumo de água no proces­ so foi reduzido em cerca de 80%, através de um sistema de tratamento e reúso da água. Além disso, o consumo de materiais aplicados duran­ te o processo de galvanoplastia foi reduzido e, por outro lado, a capacidade de preparação de cilindros foi ampliada significativamente. EDUCAÇÃO E CULTURA

No que diz respeito às ações sociais patrocina­ das pela convertedora, o período de realização é mais antigo. Desde 2008 a Inapel está entre os parceiros da Instituição Olga Kos, de São Pau­ lo, que se dedica à inclusão social de crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down, por meio de atividades artísticas e esportivas, como karatê e tae­kwon­do. A convertedora se dedi­ ca especialmente ao projeto Resgatando Cultu­ ra, que publica livros sobre a vida e trabalho de artistas brasileiros contemporâneos e promove oficinas baseadas em suas obras. Na primeira etapa, os jovens atendidos pelo instituto par­ ticipam de workshops, nos quais aprendem as técnicas utilizadas pelos artistas e são incenti­ vados a criar suas próprias obras a partir desse aprendizado. Esses trabalhos são exibidos nos eventos de lançamento dos livros sobre os ar­ tistas. O projeto já recebeu nomes como Eduar­ do Iglesias, Inácio Rodrigues, Marysia Portina­ ri, Isabelle Tuchband, Gustavo Rosa, Sara Belz, Claudio Tozzi e Yutaka Toyota.


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DISTRIBUIDORA

Fotos: Álvaro Motta

Samab consolida-se no segmento comercial Os números só podem ser divulgados depois da publicação do balanço anual em março, mas o clima é favorável, indicando que as metas da distribuidora pós-reorganização foram atingidas. Texto: Tânia Galluzzi

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á exato um ano a Revista Abigraf apresentou ao mercado o perfil reformulado da Samab. As mudanças estavam em todos os cantos, desde a estrutura física até a cesta de produtos, que depois de 90 anos pela primeira vez rompia a barreira do mercado editorial, lançandose no segmento comercial. Passado esse período fomos conferir os resultados de todo esse movimento e encontramos a direção da empresa satisfeita com os caminhos escolhidos. De acordo com Roger Michaelis, na direção da Samab desde dezembro de 2012, o mercado aprovou não só a transferência para um novo espaço, mas igualmente reconheceu o empenho da distribuidora em criar uma plataforma operacional inovadora. “Estamos colhendo até mais do que esperávamos. Tivemos um ganho significativo em eficiência operacional em função da logística interna, beneficiada pelo aumento da capacidade de recebimento e despacho de materiais e pela facilidade de identificação dos produtos no depósito”. Complementando a reestruturação, já em 2014 a Samab investiu em melhorias na configuração do depósito do Rio de Janeiro e na ampliação do escritório de Belo Horizonte. Desde setembro, a unidade da Samab na capital

mineira conta também com uma área de armazenamento, assim como o Rio, Fortaleza e Porto Alegre, sem contar a sede em São Paulo. Completam a estrutura da distribuidora os escritórios no interior de São Paulo, Distrito Federal, Recife e Curitiba.

Roger Michaelis, diretor da Samab

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NOVA ROUPAGEM

Tal configuração vem permitindo um maior contato da Samab com seus clientes tradicionais e ainda com os nichos até então inexplorados, agora atingidos com a incorporação da família de papéis comerciais. A empresa contabiliza um crescimento substancial nesse segmento, com a oferta de offset, couché, papelcartão, kraft, adesivados e papéis especiais. Segundo o diretor, a Samab já é vista como fornecedora de papéis comerciais, linha que passa a ocupar posição importante no faturamento

da distribuidora. Questionado sobre o papel comercial com melhor desempenho nesse primeiro ano, Roger Michaelis afirmou que um item puxa outro. “A linha comercial é caracterizada por uma venda bem mais fragmentada, na qual é muito importante o distribuidor oferecer uma solução completa. Vendem-se mais itens, porém em quantidades menores, e o cliente busca em um único fornecedor o atendimento de todas as suas necessidades. O que posso dizer é que consolidamos uma posição importante em todos os papéis”. Prevendo um ano desa fiador pela frente, o executivo planeja para 2015 a continuidade do aprimoramento de seu mix de produtos, olhando as necessidades dos clientes para ofertar as melhores soluções no que se refere ao binômio custo-benefício. Nas palavras do diretor, o cenário econômico, mantida a volatilidade do dólar, exigirá uma atenção redobrada tanto dos distribuidores de papel, quanto

das editoras e dos gráficos, para que não haja perdas adicionais decorrentes das flutuações cambiais. Mesmo diante de um cenário nebuloso, o executivo está otimista, principalmente em função da movimentação do mercado no último trimestre do ano.

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FLEXOGRAFIA

Flexo Latino America ocupa espaço exclusivo Pela primeira vez, o evento da ABFlexo ocorreu isolado de outras feiras, trazendo lançamentos como a nanotinta, desenvolvida por um fabricante nacional.

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e 7 a 10 de outubro, em­pre­sá­ rios e fornecedores do segmen­ to de flexografia puderam fazer ne­gó­cios e conhecer novos produtos e so­ luções na quinta edição da Flexo Latino America (Feira In­ter­na­cio­nal de Flexogra­ fia, Papelão Ondulado e Conversão Digital), que aconteceu no Transamérica Expo Cen­ ter, em São Paulo. Pela primeira vez o even­ to rea­li­za­do pela ABFlexo (As­so­cia­ção Bra­ sileira Técnica de Flexografia) ocupou um espaço exclusivo, de 4.500 metros quadra­ dos; até o ano passado, dividia o pavilhão com exibições de setores correlatos. “Con­ seguimos nos encaixar no calendário, en­ tre outras grandes feiras e o evento teve um saldo final bastante bom”, avaliou Miguel Troccoli, presidente da ABFlexo. Atendendo a um mercado que movi­ mentou perto de R$ 52 bilhões em 2013 (dados da Fundação Getúlio Vargas), a Fle­ xo Latino America reuniu 125 exposito­ res. Foram apresentados cerca de 280 lan­ çamentos em produtos e serviços nas ­­áreas de pré-​­impressão, impressão em banda lar­ ga, clicheria, tintas, vernizes e solventes. “Um dos destaques foi o lançamento da na­ notinta”, destacou Troccoli. Ele se refere ao produto cria­do pela brasileira Water Re­vo­ lu­tion, que é à base d’água e pode ser utili­ zado em diversos tipos de equipamentos, como impressoras de banda estreita mo­ dular, de banda média, de tambor central e de papelão ondulado. A fabricante apre­ sentou o produto por meio de palestras téc­ nicas, seguidas de demonstração prática no estande da Cromia. “Houve real­men­te um grande interesse, pois a tinta oferece algo que muitos procuram, ou seja, boa cober­ tura e baixo custo. Outro apelo importante desta tecnologia é a alta adesão em alumí­ nio, algo normalmente difícil para os pro­ cessos atuais”, comentou Eudes Scarpeta, diretor técnico da ABFlexo.

A nanotinta possui micropartículas que são cerca de 17 vezes menores que as das tintas convencionais. Quan­to menor a micropartícula, melhor a distribuição, in­ teração e contato do insumo com a superfí­ cie, o que garante aderência e brilho. Além disso, resiste a 200 ciclos antes de desbo­ tar e suporta temperaturas até 300°C. Por ser à base de água, permite a eliminação de custos, como o seguro contra in­cên­ dios e, no caso de embalagens para ali­ mentos, a necessidade da laminação para isolar os produtos. “Com uma maioria de profissionais da área de flexografia, a feira contou com um público qualificado e os visitantes ficaram bastante satisfeitos. Houve um recorde de máquinas expostas em operação e muitos fecharam ne­gó­c ios”, revelou o presiden­ te da ABFlexo. Segundo a organização do evento, o público total foi de 4.600 pes­ soas. A maior parte (54,8% deles) está li­ gada à atividade in­dus­t rial; 23,5% à co­ mer­cial; e 19,6% ao setor de serviços. Para atrair esse público, que aproveitou o even­ to para dividir impressões sobre o merca­ do e fazer net­work, foi rea­li­za­do um traba­ lho prévio de divulgação, em parceria com a mídia es­pe­cia­li­za­da e entidades setoriais. “Em muitas outras feiras a flexografia é apenas um ‘adendo’, mas em nosso evento o público era do ramo e foi disposto a buscar

informações sobre as novas tec­no­lo­gias tra­ zidas pelos expositores”, destacou Scarpeta. CONHECIMENTO TÉCNICO

Outro ponto interessante para os visitan­ tes da Flexo Latino America foi o “Dia do Conhecimento Técnico”, um ciclo de pales­ tras voltado à redução da defasagem téc­ nica enfrentada pela indústria brasileira, abordando temas importantes do co­ti­d ia­ no do setor de embalagens para converte­ dores, compradores e end users, em particu­ lar para as ­­áreas de mar­ke­ting e projetos. As palestras “Pigmentos: os be­ne­f í­cios de uma boa dispersão”, “Nanotintas — O futu­ ro chegou primeiro aqui no Brasil”, “Como transformar a aprovação de cores numa ex­ pe­r iên­cia agradável e sem estresse — méto­ do passo a passo”, e “Introdução à tecnolo­ gia do autoadesivo” foram acompanhadas por 350 participantes. “Houve um interesse grande em temas atuais, como a palestra sobre nanotintas e também o módulo ‘Como transformar a aprovação de cores em uma ex­pe­r iên­cia agradável e sem estresse’, feita por mim. Foi a primeira vez que entrevistamos re­ presentantes dos end users, como a Nes­ tlé e a P&G. Esses profissionais puderam expor seu ponto de vista e dar dicas im­ portantes para quem produz embalagens e rótulos”, explicou Scarpeta.

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Ao lado

Identidade visual. ONU, 2013.

Felipe Taborda

a Olh

Claudio Ferlauto GR

Projeto Zazie no metrô. – Sobrecapa.

Nova York, 2014 Uma mostra – e a revisão pessoal – do trabalho gráfico de Felipe Taborda, designer carioca, realizou-se em Nova York em setembro de 2014, na St. John’s University. A seleção cobre seu período ‘rock and roll’ e trabalhos recentes revelando quão preciso e agudo é o seu olhar.

Projeto Antologia da Literatura Fantástica. – Capa, abertura de capítulo, guarda. Acima

Olho. Página dupla do catálogo. Ao lado

Capa de Another point of view. Abaixo

Identidade visual. Oi Kabum!, 2009–2010.

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uto GRÁFICO

Elaine Ramos é uma das principais

referências do atual design editorial brasileiro. Destacou-se por projetos sofisticados e instigantes de obras literárias e pelo trabalho colossal com Chico Homem de Melo em Linha do tempo do design gráfico no Brasil, da Cosac Naify em 2012.

Quando e como o livro entrou na sua vida profissional? Pela leitura, pela escrita ou pelo design?

Eu diria que entrou mais pelo design mesmo. Logo depois que saí da FAU/USP entrei na Cosac Naify, para trabalhar junto ao Fabio Miguez e adaptar o projeto dele da série Espaços da Arte Brasileira (que até então só tinha artes plásticas) para arquitetura. Já tinha projetado alguns livros, publicações da própria FAU e para o SESC, mas acho que foi mesmo dentro da Cosac Naify que eu me encantei com esse objeto.

Em que ano você terminou a FAU e iniciou na editora?

Terminei a faculdade em 1999, em agosto do ano seguinte entrei na Cosac Naify.

Desde este momento até hoje, no seu ponto de vista, o que mudou mais profundamente o trabalho editorial e o caráter do livro?

Nessa altura a editora tinha apenas cerca de cinquenta títulos, e hoje ela tem mais de mil, portanto vivi todo o processo de profissionalização da Cosac. Acho que ela representa uma renovação no mercado em vários aspectos, sobretudo por publicar artes visuais (arte, fotografia, arquitetura, design), por aproximar o livro de texto do livro de arte, e por pensar o livro de forma integrada – capa e miolo – buscando diferenciais, em termos de material, encadernação etc., de forma integrada ao conteúdo. E nesse período o cenário mudou muito; de lá pra cá, temos o grande impacto do crescimento da internet, o eBook, as redes sociais. Houve também a entrada no Brasil dos grupos editoriais internacionais, a fusão de grandes editoras etc. O mercado ficou maior e mais competitivo, e mais reiterativo, ou seja, vendas concentradas em menos títulos.

Livro pensadora Trabalhando muito além das fronteiras convencionais

Projeto Avenida Niévski. – Sobrecapa e os dois volumes.

As transformações desse período em que estás envolvida com design editorial, atingiram a sociedade de forma avassaladora e o livro e os hábitos de leitura também precisaram se adaptar às mudanças. Alguns de seus projetos editoriais sinalizam e indicam alguns caminhos para o futuro do livro com sagacidade e inovação. Quais as preocupações que o designer deveria ter ao projetar neste cenário?

Já faz algum tempo que o livro impresso deixou de ser a única maneira de se endereçar um conteúdo extenso de texto e/ou imagens. Acho então que para o designer mobilizar toda a enorme cadeia produtiva necessária para sua existência é fundamental que tire partido do fato de ser um objeto, em todas as suas potencialidades. Não faz mais sentido que ele seja apenas um veículo neutro. O livro, como objeto, tem que agregar sentidos ao conteúdo.

Dentre seus projetos, pessoais ou profissionais, qual ou quais poderias classificar como mais experimental ?

Acho que os mais experimentais são o Bartleby, o escrivão, Zazie no metrô e Avenida Niévski. Todos fazem parte do que chamamos hoje de Coleção Particular, edições com a proposta de construir um diálogo estreito entre forma e conteúdo. Fiz também um pequeno livro de artista, em parceria com a Maria Carolina Sampaio, que se chama Urgente. Trata-se de um livretinho feito com o papel fotossensível usado nas cópias heliográficas. O livro foi sensibilizado e lacrado sem passar pelos processo de revelação e fixação. O resultado é que as composições de silhuetas de objetos obsoletos ligados às artes gráficas que sensibilizaram o papel ficavam cada vez mais escuras sob os olhos do leitor, que também podia interagir com o livro, marcando com novos objetos. Um comentário sobre a passagem do tempo e a obsolescência.

Qual foi o mais receptivo no mercado?

Quanto ao mais receptivo, o próprio Bartleby é um sucesso de vendas para os padrões da Cosac Naify, vende uma edição por ano até hoje (foi lançado em 2005) e muita gente me procura porque está fazendo TCC ou mestrado sobre ele, ou sobre a Coleção Particular em geral. O Antologia da Literatura Fantástica é o nosso livro mais vendido no mercado em 2014.

As novas gerações de designers podem ter um futuro no mundo do design editorial? Como eles devem se preparar enfrentar esse período de “fim do livro”?

Acredito que a tarefa de dar forma adequada a um conteúdo sempre será valiosa, independentemente da mídia. As oportunidades de trabalho relevantes não estão (e nunca estiveram) dadas, cabe ao designer inventá-las, e para isso o envolvimento com o conteúdo é fundamental. novembro /dezembro 2014

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QUADRINHOS

Em edição de luxo da Panini, Os Livros da Magia reúne as quatro edições da minissérie escrita por Neil Gaiman no início da década de 1990, trazendo desenhos deslumbrantes de quatro grandes ilustradores.

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unto com Alan Moore e Frank Miller — este, agora mais no cinema de Holly wood do que nos comics — Neil Gaiman forma o trio de grandes escritores que levaram os quadrinhos de qualidade literária para as páginas de literatura do The New York Times. Sob o selo Vertigo, a Panini juntou em um único volume os contos de Gaiman para Os Livros da Magia, edição que proporciona tempo de raciocínio ao leitor para se encantar com a profundidade desta série que evoca a fase de transição da juventude para a maturidade. Tudo dentro de uma atmosfera criati va e onírica de descoberta da vida. Além disso, Gaiman não faz uso de lugarescomuns e seu texto sur preende pelo tom inovador, fugindo dos padrões comuns dos quadrinhos, com balões inesperados, abrindo novos e sur preendentes diá logos, cheios de verve e humor, sempre acrescentando algo novo à ação. Desta feita, desenhos magníficos estão à altura do texto. A primeira história é ilustrada pelo mestre John Bolton, que se destacou em diversas graphic novels de Batman. Aqui, ele demonstra domínio de diversas linguagens visuais. Scott Hampton, na segunda história, mantém a qualidade do anterior e, além de ter sido aluno de Will Eisner, fez Hellraiser e Star Trek. Agora trabalha num projeto novamente com Neil Gaiman. Já Charles Vess tinha trabalhado com Gaiman em The Sandman. Paul Johnson colaborou na revista inglesa 2000AD. Neil Gaiman que já esteve vá rias vezes no Brasil, motivando filas por autógrafos que

davam a volta no quarteirão da Fnac, ganhou muitos prêmios nos quadrinhos e na literatura, e fez roteiros para cinema e TV, poemas e até mesmo uma ópera! “Neil Gaiman é, em poucas palavras, um guarda-joias de histórias, e somos sortudos de tê-lo em qualquer mídia”, testemunhou o famoso escritor Stephen King.

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Criado em 2005 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 18 bibliotecas em todo o Estado desde então. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços para serem equipados com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2014, chegamos à marca de mais de 15 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamental para a escolha dos espaços que recebem as novas bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


NOVA PRESIDÊNCIA

Conlatingraf em verde e amarelo Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-​­SP, assumiu a presidência da entidade latino-​­americana no final de outubro.

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urante a 78ª Assembleia d a Confederação L at ino -​ ­A mericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) ocorrida em 22 de outubro, que antecedeu o XXIII Congresso Latino-​­A mericano da Indústria Gráfica, na cidade de Cartagena, Colômbia, o Brasil passou a ser, ofi­cial­men­te, o país-​ s­ ede da Conlatingraf no próximo ano. Promover e incentivar o intercâmbio entre as entidades afi­lia­das, fomentar o desenvolvimento do setor e defender os direitos e interesses da indústria gráfica no continente são alguns dos objetivos de­li­nea­ dos pela nova gestão, que terá como presidente o empresário paulista Fabio Arruda Mortara, também à frente do Sindigraf-SP. No seu discurso de posse, Mortara chamou a atenção para as estimativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) que prevê recuo no desempenho econômico da re­g ião neste ano, saindo de 2,7 para 2,2%. De acordo com o executivo, para enfrentar esse e outros

de­sa­f ios é necessário que a indústria gráfica latino-​­americana esteja ainda mais coe­sa e sinérgica. O novo presidente da Conlatingraf destacou, também, que a continuidade do trabalho da última gestão, coor­de­ na­da pelo representante da Aso­cia­ción de In­dus­tria­les Gráficos del Paraguay, Gustavo Morales, é um dos caminhos para superar os obstáculos do futuro. “A gestão dele foi exitosa, pois teve o mérito de sa­near

Metas da gestão brasileira da Conlatingraf ◆◆ ◆◆

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(E/D): Fabio Arruda Mortara, novo presidente da Conlatingraf e presidente do Sindigraf-SP e Gustavo Morales, presidente da Asociación de la Indústria Grafica del Paraguay e ex-presidente da Conlatingraf

Atualização do site da entidade. Criação de banco de dados atualizado sobre a indústria gráfica latino‑americana. Extensão via ensino a distância de treinamentos operacionais e de gestão. Revisão do regulamento e ampliação do prêmio Theobaldo de Nigris. Fortalecimento institucional e continuidade no processo de equalização e estabilização financeira da entidade.

financeiramente e promover a rees­tru­t u­ ra­ção ope­ra­cio­nal da entidade, em seu momento simbólico de refundação”, salientou. ESTRUTURA

Com a presidência brasileira, a base ope­ra­ cio­nal da Conlatingraf ficará em São Paulo, onde será conduzida na sede da Abigraf Na­cio­nal. A gestão contará com a participação do vice-​­presidente, o chileno Roberto

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Tapias, 1‒º vice-presidente da Asociación Gremial de Industria les Gráficos de Chile (Asimpres), e das vice-presidências executivas de Capacitação, com Antonio Hernández, presidente da Aso cia ción de la Industria Gráfica de Panamá (Adigrap); de Concursos e Prêmios, com o gerente de marketing da Abigraf Nacional, Igor Archipovas; de Marketing e Comunicações com Héctor Cordero, presidente nacional da

Cámara Nacional de la Industria de Artes Gráficas (Canagraf), do México; de Estatística e Estudos – Planejamento e Economia, com o gerente geral da Abigraf Nacional, Wagner Silva; e de Legal e Jurídica com Alfredo Yoshimoto, presidente da Asociación Peruana de Medios de Impresión (Agudi). Uma das vantagens da administração em território nacional, segundo Fabio Mortara, é poder contribuir de maneira mais de-

cisiva no fortalecimento do setor “para que a indústria gráfica de nossa região tenha mais articulação no mercado global, possa agregar ganhos de competitividade em relação aos demais continentes e tenha melhores condições de promover um equilíbrio do mercado latino-americano”.

XXI Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos Theobaldo De Nigris

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Facform foi o destaque brasileiro

o dia 23 de outubro, durante a realização do XXIII Congresso da Conlatingraf, foram anunciados os vencedores do XXI Concurso Theobaldo De Nigris. A Colômbia, país-sede, foi a grande vencedora, ficando com 26 Ouros, 25 Pratas e 39 Certificados de Qua lidade. O Brasil classificou-se em segundo lugar, conquistando 11 Ouros, 10 Pratas e 15 Certificados de Qualidade. Individualmente, o destaque brasileiro foi a pernambucana Facform que igualou-se à Printer Colombia na como as maiores vencedoras do troféu Ouro, com quatro conquistas cada. No cômputo geral, porém, prevaleceu a gráfica colombiana, que levou 6 Pratas e 7 certificados contra uma Prata e nenhum certificado da brasileira. A próxima edição do concurso terá como sede o Rio de Janeiro, em outubro de 2015.

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PERIÓDICOS E JORNAIS Plural Indústria Gráfica Produto: Metro Black Game Show – Out. 2013 Cliente: Metro Jornal LIVROS IMPRESSOS EM UMA, DUAS OU TRÊS CORES EM CAPA DURA Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro “Céu de Luiz – Tiago Santana e Audálio Dantas” Cliente: Editora Tempo D’Imagem ENCARTE ESPECIAL COPA Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Encarte Mapa Itaú Cliente: Agência África

Posigraf

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Compulaser

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Corgraf

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Múltipla BR

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Tuicial

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Antilhas

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Total

11 10 15

● Ouro ● Prata ● Certificado de Qualidade

PAÍSES VENCEDORES

Colômbia

26

25

39

Brasil

11

10

15

Chile

8

9

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PAÍS

CALENDÁRIO DE PAREDE Facform Impressos Produto: Calendário Carnaval de Pernambuco Cliente: Facform Impressos

INOVAÇÃO DE ACABAMENTO Congraf Embalagens Produto: Catálogo de Aplicações de Verniz, Relevo e Hot Stamping Cliente: Congraf

México

7

3

4

Paraguai

3

3

6

Peru

3

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4

Uruguai

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SACOLA COM RECURSOS ESPECIAIS Facform Impressos Produto: Sacola Fernando de Noronha Cliente: Facform Impressos

PAPELARIA PESSOAL E DE ESCRITÓRIO Ótima Gráfica Produto: Bloco Especial Ibema Cliente: Ibema

Equador

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TOTAL

59

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● Ouro ● Prata ● Certificado de Qualidade

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ISIDORA

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Evento aborda as oportunidades tecnológicas na indústria gráfica

o dia 21 de outubro, o auditório da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, no bairro da Moo­c a, em São Paulo, foi palco da volta dos encontros promovidos pela AN Consulting. Rea­li­za­do com o apoio da 4RAG e da plataforma Isidora, os temas esco­ lhidos para esse retorno foram o web-​­to-print e a impressão 3D. Os em­pre­sá­r ios que com­ pareceram ao evento puderam conferir a teo­ ria e a prática de cada uma das tec­no­lo­g ias, analisando as oportunidades e inovações que ambas podem acrescentar. A abertura do encontro ficou a cargo do di­ retor da AN Consulting, Hamilton Terni Costa, que explicou o que é a plataforma web-​­to-print e apresentou alguns dados que corroboram a sua eficácia. “O mercado americano, por exemplo, obteve um crescimento nas vendas de mais de 20% ao ano”, informou Hamilton. Para o con­ sultor, um dos principais de­sa­f ios da indús­ tria gráfica atual­men­te é oferecer um serviço de qualidade em que a tecnologia possa agregar ainda mais valor ao produto. Na sequência, os participantes acompanha­ ram o relato da ex­pe­r iên­cia vivida pelo admi­ nistrador Rodrigo Gio­va­nel­li, diretor co­mer­cial da Centrográfica, ao adaptar a ferramenta à rea­ li­da­de de sua empresa, es­pe­cia­li­za­da no siste­ ma business-​­to-business. Utilizando a tecnologia há quatro anos, passo a passo, Gio­va­nel­li reve­ lou que foi necessário com­preen­der as ca­rên­ cias e especificidades de cada clien­te para cons­ truir a plataforma. O diretor afirmou, também, que entre os be­ne­f í­cios para o comprador estão velocidade, segurança, autonomia e controle. E como ocorreria essa implantação em um negócio focado em business-​­to-consumer? A resposta foi concedida pelo publicitário Fa­ bia­no Eloy, diretor da todoPrint. Na empre­ sa, que opera em plataforma digital com o

Plataforma web-​­to-print e impressão 3D foram os temas centrais do encontro realizado pela AN Consulting na capital paulista.

(E/D) Rodrigo Abreu, da AlphaGraphics, e Emanuel Campos, da LWT

(E/D) Fabiano Eloy, da todoPrint, e Rodrigo Giovanelli, da Centrográfica

Hamilton Terni Costa, diretor da ANConsulting

respaldo da gráfica Colorsystem, responsável pela ma­te­r ia ­l i­za­ção dos pedidos, a dificulda­ de surgiu na hora de ensinar ao público como o sistema web-​­to-print fun­cio­na­va. Apesar dis­ so, Eloy conseguiu intensificar o faturamento da gráfica utilizando ferramentas de busca na internet, como o Goo­gle Adworks. INOVAÇÃO IMPRESSA

O primeiro depoimento da segunda parte do encontro ficou por conta de Ema­nuel Cam­ pos, gerente de contas da LWT Soft­ware, em­ presa que representa a tecnologia Stratasys no Brasil. Campos sublinhou que, para inserir a tecnologia é preciso sair da “zona de confor­ to” e desenvolver novas maneiras de diversifi­ car o produto. Para o gerente, um dos métodos mais eficazes é o Mescrai, técnica que oferece uma análise objetiva do que é possível modifi­ car, eliminar, substituir, combinar, rear­ran­jar, adaptar ou inverter em um produto ou serviço. “Quan­do se pensa em inovação e em en­ trada de novos mercados, diria que se trata de um investimento constante e incerto.” Foi com essa frase que o presidente e máster fran­ quea­dor da AlphaGraphics no Brasil, Rodrigo Abreu, deu início a seu testemunho sobre im­ pressão 3D. Assim como aconteceu com o di­ retor da todoPrint, Abreu teve de aprender a lidar com as dúvidas que a tecnologia provo­ cava nos clien­tes. No âmbito da rede de fran­ quias, a introdução à impressão 3D tem sido gra­dual e contínua, justamente para que ela se torne cada vez mais fa­mi­liar ao vendedor, que, por sua vez, terá de esclarecer os eventuais questionamentos do consumidor. & ANCONSULTING Tel. (11) 5093-​­0734 www.anconsulting.com.br

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o ã ç a n i g a m i s mai s a d a t n a l p s a t s e r o l f mais

Você sabia que as empresas brasileiras produtoras de papel obtêm 100% da celulose a partir de florestas plantadas?* A área de florestas plantadas no Brasil equivale a 2.2 milhões de campos de futebol.** Estimule seus filhos a lerem tranquilamente, pois o papel é feito de madeira natural e renovável.

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Haroldo Castro 86 REVISTA ABIGR AF  novembro /dezembro 2014


F OTOG R A F I A

Haroldo Castro é especialista em viajologia, termo que ele próprio cunhou para designar a arte e a ciência de viajar. Discorrendo por várias terras, fotografou 165 países mostrando o lado positivo de cada um deles. Tânia Galluzzi

1 MIANMAR. Ao amanhecer, um balão desliza sobre a planície de Bagan, capital do antigo reino da Birmânia, onde existem cerca de três mil santuários budistas construídos entre os séculos XI e XIII. Com a abertura política do país, o turismo tornou‑se fonte de geração de renda

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Olhar generoso 2 MADAGASCAR. Enquanto todo o continente africano hospeda apenas uma espécie de baobá, Madagascar tem sete diferentes. A paisagem da Alameda dos Baobás, na Reserva Florestal Kirindy, é composta por dezenas de árvores da espécie Adansonia grandidieri 3 BRASIL. Araras‑vermelhas (Ara chloroptera), iluminadas por um raio de sol, sobem em um voo circular para sair do Buraco das Araras, de 125 m de profundidade. Localizada em Jardim, MS, a dolina, antes infestada por urubus, tornou‑se moradia para uma centena de araras

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V

ocê já se perguntou quantos paí­ ses existem no mundo? Pode pa­ recer estranho, mas dependendo da fonte esse número pode va­r iar. A ONU, por exemplo, contabiliza 193 membros, enquanto o Comitê Olímpico In­ ter­na­cio­nal congrega 204 paí­ses, e a Fifa, 209. Haroldo Castro tem sua própria lista. Dela constam 223 paí­ses e ter­r i­tó­r ios autônomos, dos quais ele não conhece apenas 58. Sim, em 40 anos de ex­pe­r iên­cia como fotógrafo, jorna­ lista, diretor de do­cu­men­tá­r ios e con­ser ­va­cio­ nis­t a, ele percorreu nada menos do que 165 paí­ses. Orgulhoso de sua marca, Haroldo afir­ ma que raros são os fotógrafos brasileiros com um currículo como o dele, ex­ce­tuan­do talvez Se­bas­tião Salgado. Haroldo foi, inclusive, o res­ ponsável pela organização da via­gem de Se­bas­ tião Salgado para Papua-​­Nova Guiné durante a produção da série Gênesis. Nessas quatro décadas, Haroldo, 62 anos, cultivou três paixões: via­jar com intensida­ de, contar his­tó­ rias com imagens e admirar a natu­ reza. Sua jornada em busca de co­ nhecimento, por ele chamada de via­jo­lo­g ia, alimen­ ta seu en­t u­s ias­ mo pela riqueza natural e cultu­ ral do planeta, le­ vando-​­o a lugares sur ­preen­den­tes.

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Quan­do crian­ç a Haroldo costumava via­ jar muito com o pai, Armando de Faria Cas­ tro, um dos diretores do jornal ca­r io­ca Correio da Manhã. Aos 12 anos conseguiu seu primei­ ro furo jornalístico ao registrar a saí­da dos pas­ sageiros de um ­avião que acabara de fazer um pouso de emergência em Londrina, no Paraná. Aos 17 publicou sua primeira foto, também ti­ rada de chofre, numa estação de esqui nos Alpes franceses, ao encontrar a atriz Brigitte Bardot e o escritor Papillon, entre outras celebridades. A imagem saiu na revista Paris-​­Match. Alguns meses depois Haroldo começou sua carreira pro­f is­sio­nal de fotógrafo no Correio da Manhã. E a grande oportunidade veio no ano seguinte. Expulso do curso de Economia por ser considerado subversivo, Haroldo decidiu estudar Economia na França. Enxergando a chance, Celso Itiberê, editor de esporte do Correio da Manhã e fanático por Fórmula 1, disse ao garoto: “Você vai cobrir a temporada para o jornal”. “Acabei acompanhando as vi­tó­r ias do Emerson Fittipaldi durante as temporadas de 1971 e 1972 e en­v ian­do fotos e textos sobre as proe­zas do jovem cam­peão brasileiro”. CIDADÃO DO MUNDO

Em 1974 Haroldo deu início à vida de migran­ te da fotografia com sua primeira grande via­ gem de carro, indo da França à Índia durante meio ano. Entre 1977 e 1979, cruzou a Amé­ rica do Sul em uma Kombi. O saldo desses cir­ cuitos, imagens e texto, seguiam então para re­ vistas europeias e americanas. Dos pe­r ió­di­cos e agên­cias de fotografia, Haroldo conheceu a ONG Con­ser ­va­t ion In­ter ­na­t io­nal, em Washington,


4

onde atuou por 16 anos, chegando ao cargo de vice-​­presidente de comunicação in­ter­na­cio­nal, entre 2000 e 2006. Como militante do con­ser­ va­c io­n is­mo, Haroldo dirigiu cerca de 50 do­ cu­men­t á­r ios, os quais ganharam dezenas de prê­mios nos Estados Unidos e na Europa. Em 2010, ao lado do filho Mi­k ael, percor­ reu, em nove meses, 40 mil km e 18 paí­ses afri­ canos. A aventura resultou no livro Luzes da África, publicado pela Editora Civilização Bra­ sileira e indicado para o Prêmio Jabuti em 2013 na categoria Reportagens. O espírito andarilho mantém-​­se como voz ativa. Afora colaborar com a revista Época com o blog Via­jo­lo­g ia, desde 2009 Haroldo organi­ za expedições fotográficas a lugares exóticos. No ano passado criou a Via­jo­lo­g ia Expedições, uma operadora-​­boutique es­pe­cia­l i­za­da em de­ senhar jornadas com foco na descoberta de es­ paços e imagens admiráveis. Ainda neste ano Haroldo leva um grupo para a Namíbia; em abril de 2015 para a Etió­pia, depois Mongó­ lia, Madagascar, Butão e Mian­mar. “Gosto de transformar o preconceito que as pes­soas têm sobre paí­ses pouco conhecidos”. O olhar generoso de Haroldo para esses po­ vos e suas culturas, a natureza e a vida selva­ gem, pode ser conferido na exposição que está em cartaz no Metrô de São Paulo, trazendo 35 imagens de 17 paí­ses e quatro continentes. “A mostra reú­ne algumas das minhas imagens preferidas, nas quais procurei sempre sublinhar

5

o belo, o digno e o inusitado de lugares singula­ res do planeta”. Em cartaz na Estação Sé desde 11 de novembro, em dezembro a exposição se­ gue para a Estação Clínicas e depois, em 10 de janeiro, para a Luz. Há tempo ainda para cursos e workshops. Nos dias 31 de janeiro e 1º‒ de fevereiro Harol­ do estará em São Paulo ministrando o curso de Fotografia de Via­gem no Estúdio Madalena.

4 PAPUA‑NOVA GUINÉ. O homem‑de‑barro lembra um episódio de coragem quando sobreviventes de uma guerra tribal em Goroka contra‑atacaram seus invasores. Usando lama nos corpos e bambus afiados nos dedos, eles fingiram que eram aparições e reconquistaram a aldeia 5 SUDÃO. O sufismo, o braço místico do Islã, é bastante difundido em Cartum, capital do país. Na sexta‑feira, dia santo muçulmano, centenas de dervixes, geralmente vestidos de verde, encontram‑se no mausoléu do sheik Hamed Al‑Nil para dançar, cantar e louvar o nome de Alá 6 TANZÂNIA. Duas leoas dormiam profundamente e acordam com o ruído e o cheiro de uma impala perdida. Em poucos segundos, a presa é agarrada pelo pescoço e pelo dorso; outras duas leoas chegam e arrancam as pernas do antílope. Parque Nacional Ruaha

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HAROLDO CASTRO www.viajologia.com.br colunas.epoca.globo.com/viajologia/ novembro /dezembro 2014  REVISTA ABIGR AF

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Notícias publicadas na Revista Abigraf de novembro e dezembro de 1984

Reportagem da edição 96 da Re-

A matéria de capa apregoava o otimismo do setor, “depois do bom desempenho da economia em 1984”. A despeito das previsões negativas, feitas no final de 1983 — pois convivíamos com índices de inflação de 200% ao ano —, o primeiro semestre do ano novo apresentou alguns números confortadores para a população brasileira. Os outros seis meses reacenderam o entusiasmo que era característico dos anos do “milagre econômico”. Com a economia reaquecida, o setor gráfico seguiu o mesmo caminho, mas em seu próprio ritmo: um primeiro trimestre fraco, seguido por outro já com bom desempenho; no meio do ano, algumas gráficas já estavam a plena carga; no segundo semestre a tendência se acentuou e mesmo nos últimos dias de dezembro, época em que normalmente o volume de pedidos diminui, a demanda continuou em alta. Por tudo isso, o clima era de grande otimismo para 1985.

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Ruim para o papel

pesar da melhora na indústria gráfica, e mesmo do crescimento do setor de papel, os fabricantes temiam o ano de 1985. O motivo era o aumento da concorrência internacional na comercialização de papel e celulose, provocada pelo crescimento da capacidade de produção europeia e norte-americana, aliada à escassez de recursos florestais, internamente, provocando elevação nos preços da madeira.

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vista Abigraf, com o título “Tancredo pode acabar com a estatização no setor gráfico”, dava conta que, antes mesmo que o candidato da Aliança Democrática, Tancredo Neves, fosse eleito presidente da República, representantes da indústria gráfica nacional levaram ao conhecimento dele um dos maiores problemas que preocupavam (e ainda preocupam) o setor — a estatização dos serviços gráficos. Em diálogo com os líderes gráficos, Tancredo Neves mostrou firme disposição de extinguir ou transferir para as empresas privadas todas as gráficas estatais, com exceção daquelas estritamente necessárias ao funcionamento do setor público. Estiveram no encontro Sidney Fernandes, presidente da Abigraf Nacional; Max Schrappe, presidente da Abigraf-SP; e Hilton Pinheiro Mendes, presidente do Sindicato da Indústria Gráfica de Brasília. No entanto, o presidente Tancredo não chegou a assumir o cargo, pois morreu em 21 de abril de 1985, marcando um momento de profundo luto nacional.

No final de 1984, a Revista Abigraf registrou uma conquista histórica para a época: os trabalhadores das indústrias gráficas da Bahia celebraram a aprovação da chamada “Lei das Gráficas”. Com isso os privilégios da Imprensa Oficial do Estado terminaram e as gráficas particulares poderiam voltar a crescer, afastando o fantasma do desemprego e o perigo de insolvência que rondou as pequenas empresas do setor.

A

s gráficas estatais foram motivo de debate durante a 29ª Assembleia Geral da Conlatingraf (Confederação Latino- Americana da Indústria Gráfica), no Uruguai, em outubro de 1984. Problemas de abastecimento de papel, por escassez ou preços altos e invasão de impressos produzidos fora do setor também estavam na pauta do encontro.

O

ano de 1984 foi de celebração para a ABTG. Ao completar 25 anos de atividades, a entidade, hoje uma referência em tecnologia para o setor gráfico, havia superado um momento de crise estrutural, provocada pela importação maciça de equipamentos pelas gráficas, a partir do anos 1970. Tanta inovação incorporada em tão pouco espaço de tempo acabou provocando um afastamento entre gráficas e ABTG. No entanto, com o surgimento da Escola Senai Theobaldo De Nigris, a entidade entrou em um novo ciclo de revitalização. Motivo de sobra para a comemoração de seu então diretor-presidente, Peter Rohl.

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A INDÚSTRIA GRÁFICA ESTÁ

CADA VEZ MAIS VERDE

A ABTG acredita em um futuro mais sustentável para a indústria gráfica. Por este motiivo, acabamos de lançar o Selo de Qualidade Ambiental ABTG Certificadora, um símbolo de diferenciação e reconhecimento às empresas cujas práticas contribuem para a preservação do meio ambiente e melhor qualidade de vida desta e das gerações futuras.

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Jovens gráficos discutem gestão durante encontro em São Paulo Empresários do GT Jovem se reuniram na sede da Abigraf Nacional para analisar desafios e articular diretrizes de atuação.

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sede na­cio­nal da Abi­ graf, em São Paulo, abrigou, em 16 de outu­ bro, a segunda reu­nião do GT Jovem, Grupo de Trabalho de Jovens Em­ pre­s á­r ios. O encontro contou com onze mem­ bros da indústria gráfica de até 40 anos, e foi con­ duzido por Felipe Salles Ferreira, diretor do gru­ po. Os presentes assisti­ ram a apresentações so­ bre gestão de projetos, governança corporativa em empresas fa­mi­lia­res e a campanha Two Sides Brasil de valorização da comunicação impressa. Como alguns dos membros estavam em sua primeira reu­nião do GT Jovem, Felipe aproveitou a abertura para lembrar os principais objetivos do grupo. Ele destacou que a ideia central é promover o contato produtivo entre empresas, discutin­ do problemas de gestão em comum e encon­ trando soluções que promovam a evolução de todo o setor. Esse re­la­cio­na­men­to, lem­ brou ele, não deve ser con­f li­tuo­so. “Não somos inimigos. O que queremos é uma concorrên­ cia mais humana e acreditamos nisso. Por isso mesmo, o grupo não tem o objetivo de discu­ tir questões de preços ou clien­tes”, esclareceu. A primeira apresentação foi de Ricardo Langanke, gerente de projetos da Rede Paex, programa de consultoria da Fundação Dom Cabral (FDC). Langanke explicou como fun­ cio­na o Paex, que oferece serviços de cria­ção e gestão de projetos para mé­dias empresas, através de mo­ni­to­rias, planejamento de cro­ nogramas e treinamento de pes­soal. O pro­ grama abrange ­­áreas como finanças, mar­ke­ ting e ope­ra­cio­nal. De acordo com Felipe, esse tipo de planejamento, além de adi­cio­nar valor à empresa, faz com que os gestores adquiram uma perspectiva macro do negócio. “É preciso

ter visão de futuro da indústria gráfica, não apenas da empresa”, observou. Dian­te disso, o grupo defendeu que a Abigraf deve ser vis­ ta pelos membros do GT como uma instituição estratégica para pensar o setor. ASPECTOS DA SUCESSÃO Da porta da empresa para dentro, os jovens gráficos enfrentam dilemas pró­prios de quem está se preparando para assumir o negócio da família. Muitos deles são a segunda ou terceira geração de gráficos. Domingos Ricca, diretor da Ricca & As­so­cia­dos, compareceu ao encon­ tro para falar sobre sucessão e governança cor­ porativa nesse tipo de negócio. Segundo ele, é preciso superar a aparente dicotomia entre o universo em­pre­sa­rial, onde reinam a lógica e a ra­cio­na­li­da­de, e o fa­mi­liar, em que questões pessoais e sentimentais têm bastante peso nas decisões. É possível e necessário, defendeu, conduzir a gestão e respeitar a trajetória e a “cara” dos fundadores. “A sucessão é o sonho do fundador, mas sua paixão e a trajetória para construir o patrimônio são muito importan­ tes”, disse. Preservar essa herança exige trans­ parência, diá­lo­go e ética entre os membros

da empresa-​­família, com cuidado para que ques­ tões pes­soais não extra­ polem a esfera caseira e tomem conta do ne­ gócio. Também é preci­ so tomar cuidado com o ego. “Todo mundo quer ser chefe, mesmo sem ter feito uma carreira na empresa, mas carisma e respeito precisam ser conquistados”, alertou. Quan­to mais diá­l o­g o e di­re­cio­na­men­to por par­ te dos membros mais ve­ lhos, maior a chance de o negócio se desenvolver nas mãos dos sucesso­ res, afirmou o consultor. Encerrando o encon­ tro, Priscilla Per­ni­ciot­ti, coor­de­na­do­ra da Two Sides Brasil, apresentou para os membros do GT o mote e as es­tra­té­gias da ini­cia­ti­va. Com propostas alinhadas, os integrantes do GT deverão se reunir a cada dois meses, além de usar um am­bien­te vir­tual permanen­ te para troca de mensagens e discussões. Entre as pautas para as próximas reu­niões está o en­ frentamento da concorrência externa. Foi tam­ bém sugerido que o grupo faça apresentações sobre a história da indústria gráfica na­cio­nal, tendo em vista que muitas empresas relevan­ tes do passado não existem mais e em­pre­sá­ rios com 30 ou 40 anos de ex­pe­riên­cia têm muito a ensinar aos jovens sobre a atividade. Nas duas reu­niões rea­li­z a­das até o mo­ mento, estiveram presentes representantes das empresas gráficas Sangar, Litoband, Sa­ rapui, Brogotá, Gonçalves, Escala 7, Coppola, Emibra, Sampor, Fas­creen, Sarapoli, Ipressnet e Mácron. Os membros trabalham em diver­ sas áreas ­­ do setor, entre administração, mar­ ke­ting, engenharia de máquinas e controle de qualidade. Felipe, diretor do GT Jovem, lem­ bra que a ideia é expandir a atua­ção do grupo e atrair novos membros.

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Projeto Bibliotecas atinge marca de 18 mil livros doados Realizado pela Abigraf‑SP e Sindigraf‑SP, programa contribui para a disseminação do hábito da leitura no Estado de São Paulo.

L

er com frequência é um dos métodos mais eficazes para o desenvolvimento pes­soal e pro­fis­sio­nal. Nos últimos nove anos, 796 mil paulistas tiveram a oportu­ nidade de enriquecer ainda mais seus co­ nhecimentos com as bi­blio­te­cas inaugura­ das e revitalizadas pelo Projeto Bi­blio­te­cas – Leitura para Todos, promovido pelo Sin­ dicato das In­dús­trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), em conjunto com a As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica – Re­gio­nal São Paulo (Abigraf-SP). O principal mote do programa é ze­ rar a carência de espaços públicos para a leitura no Estado de São Paulo — panora­ ma existente em todo o País. “O Censo Escolar 2013 aponta que ape­ nas 12,4% das escolas públicas pos­suem esse equipamento. Dá para imaginar que a escassez seja ainda maior em ou­ tros estados, o que situa o Brasil muito aquém da meta de equipar to­ dos os estabelecimen­ tos de ensino com bi­ blio­te­cas até 2020”, analisa Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-​­SP, em referência à Lei nº 12.244 de 2010 que dis­ põe sobre a universalização das bi­blio­te­cas no território na­cio­nal. A escolha dos mu­ni­cí­pios que são aten­ didos pelo Projeto Bi­blio­te­cas é feita pela diretoria do sindicato e seccionais de Ribei­ rão Preto e Bauru da Abigraf-SP, com a co­ laboração das se­cre­ta­rias de Educação e do prefeito da re­gião. Desde 2005, ano em que foi cria­do, o programa já favoreceu as cidades de Gastão Vidigal, Taquaral, Jardi­ nópolis, Tanabi, Monte Castelo, Santo An­ tônio do Pinhal, Osasco, Santo Antônio do Jardim, Monteiro Lobato, Sagres, Dumont,

Areal­va, Avaí, Santa Cruz da Esperança, Bo­ ra­céia, Serra Azul e Piratininga. RESPONSABILIDADE CONTÍNUA O trabalho desempenhado pelas entida­ des da indústria gráfica paulista vai além da oferta de um local específico para o fo­ mento in­te­lec­tual. As obras que acompa­ nham a bi­blio­te­ca seguem dois preceitos: o primeiro diz respeito à quantidade, que é de 600 exemplares para mu­ni­cí­pios com até 10 mil moradores e de 1.000 unida­ des para as cidades que tenham um nú­ mero maior de habitantes; o segundo se refere aos títulos se­ le­c io­n a­d os, que têm como base a lista orga­ nizada pelo programa São Paulo um Estado de Leitores do governo paulista. Como contra­ partida desta ini­cia­ti­va, as entidades exigem que os livros forneci­ dos sejam impressos no Brasil. Junto com o acervo, o Sindigraf‑SP e Abigraf‑SP doam um computador. Há cerca de três anos, o Projeto Bi­blio­ te­cas trouxe mais um incentivo para au­ mentar a frequência e interesse da po­ pulação infantil pelo mundo dos livros. Intitulado “Prêmio de Melhor Leitor”, a ação visa a pre­miar as três crian­ças elen­ cadas pelo bi­blio­te­cá­rio responsável como as que mais leram na última cidade be­ne­f i­ cia­da. O primeiro lugar ganha uma bicicle­ ta, enquanto os segundo e terceiro lugares recebem jogos educativos. Os vencedores de Piratininga, último município contem­ plado, foram conhecidos em 5 de novem­ bro, dia que marcou a entrega da revita­ lização da Bi­blio­te­ca Municipal “Herbert José de Sousa”, de Gua­ta­pa­rá.

Produto gráfico nacional em evidência no exterior Empresas brasileiras participam de ação promovida pelo Graphia‑Alliance no evento BTS Market Place Americas, que reúne fabricantes de produtos de papelaria de todo o mundo em Miami, Estados Unidos.

A

s gráficas que integram o projeto se­to­rial de exportação Graphia-​­Al­lian­ce, da Abi­ graf Na­cio­nal em parceria com a Apex-​­Brasil, tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e am­pliar o networking no evento BTS Market Place Americas, rea­li­za­da em Mia­ mi, nos Estados Unidos. Durante os dias 10 a 13 de novembro, as empresas participan­ tes desta ação se reuniram com 30 potenciais compradores se­le­cio­na­dos de acordo com o foco de ne­gó­cios. O evento é conhecido por ser um dos mais importantes para a pros­ pecção co­mer­cial de potenciais clien­tes nas Américas e reú­ne fabricantes de produtos de papelaria de vá­rios paí­ses. Cria­do em 2003, o Graphia tem como ob­ jetivo po­ten­cia­li­z ar a presença do produto gráfico brasileiro em âmbito mun­dial e é es­ truturado em três unidades de negócio: Edi­ to­rial-​­Pro­mo­cio­nal, Embalagem e Papelaria. AGENDA CONFIRMADA PARA 2015 O novo ano começará agitado para os inte­ grantes do Graphia-​­Al­lian­ce. A primeira ação será rea­li­za­da entre os dias 11 e 14 de janei­ ro, em Nova York, na Na­tio­nal Retail Fe­de­ra­ tion Big Show (NRF Big Show), um dos maio­ res eventos internacionais do setor de varejo. Em um estande de 30 metros quadrados, as empresas integrantes do projeto poderão mostrar seu portfólio de produtos para um público de aproximadamente 30 mil visitantes. Já entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro, os membros do Graphia participarão da Pa­ perworld na cidade de Frankfurt, Alema­ nha, feira in­ter­na­cio­nal de papelaria e artigos para escritório para uso privado e co­m er­ cial. No estande dedicado à produção brasi­ leira, os em­pre­sá­rios gráficos poderão fazer um levantamento das ten­dên­cias e pesquisar a concorrência em nível global.

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MENSAGEM

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Hora da gestão e da cobrança

estará alinhada Abigraf Regional São Paulo A es içõ ele o, nd entação de Copa do Mu l, no sentido de que a repres na cio Acabou 2014. Foi um ano Na à ou ent res seja do PIB, que ap da indústria gráfica paulista ta vis ati oci acirradas e baixo crescimento ass ios cívico e político de s produtivos. Os desaf ito proativa nesse processo dif iculdades para os setore mu sos ver ad os ári cen iso interagir com ocorre em amento da sociedade. É prec são muitos e como sempre gaj en e ntr De as. ad o das medidas em aproveit , sugerir e reivindicar a adoçã rno ove haverá oportunidades a ser o g tão ges de vo patamar so mais eficiente ao avanço do Brasil a um no ias sár elas, implementar um proces ces ne presários gráficos. á uma ação muito forte é uma prioridade para os em de desenvolvimento. Esta ser e ad vid ati de el o o que diga respeito Num cenário com baixo nív ssa gestão, atuando em tud no de sua a r nta rticipando cisam aume sses reg ionais, apoiando e pa ere int econômica, as empresas pre aos l, cia en ger administrativo e à esfera nacional. eficiência, não só no plano nas demandas pertinentes do o cçã spe pro de, da poderá contribuir ali Mobilização dessa natureza como em produtividade, qu os urs rec s do de negócios e uma ciência uma melhoria do ambiente mercado, treinamento e efi ra pa s do o açã isf sat econômico, atender à a mais rápida do crescimento ad om humanos e principalmente, ret os itiv pet ano mais de ce diferenciais com a se espere que 2015 seja um bor clientes. Tudo isso estabele em vacas magras. de aquecimento do importantes em épocas de ajustes da economia do que o, im últ ro tub ou de dos investimentos. Como resultado das eleições el de atividade e expansão nív gem nsa preparar-se deu uma me o mesmo, as gráficas devem iss quando 50% do eleitorado r Po as um alg s, já se notam ncia empresarial clara de que deseja mudança bem, aumentando sua eficiê is ma ão zaç ali sin a um des conjunturais. respostas do governo, como para enfrentar as dif iculda lei de o açã rov talecermos nossas e a ap is do que nunca, é hora de for Ma forte de combate à inf lação ios vár lhor do que a gamentos de de classe. Para isso, nada me des ida que desonera a folha de pa ent ito transformando , isso ainda é mu o mais ativa dos associados, açã cip setores da economia. Porém rti pa a serem vencidas. atos em fortes polos de pouco ante as dif iculdades nossas associações e sindic e qu ra pa s pla am e o de sugestões tas Precisamos de ações concre , propostas e encaminhament ias ide os, vad ele is ma turas. É preciso tamares no Federal, estados e prefei ver Go o Brasil volte a crescer em pa ao ca pli im ra que nosso ortações, o que Brasil e trabalhar muito pa no tar edi como mais estímulo às exp acr ia, bio, reforma tributár o de prosperidade. melhor balizamento do câm país possa seg uir um caminh da a nci ciê efi e ca ídi jur ajuste fiscal, mais seg urança todas as providências r ota ad ra Pa máquina pública. sidney@congraf.com.br ouvir mais a sociedade a cis pre o ern gov o , ias sár neces não repetir equívocos, e os setores produtivos, para cas que acabam não de impor medidas econômi ultado prático positivo. apresentando qualquer res a cobrar as promessas A sociedade brasileira precis sidente Dilma Rousseff de campanha feitas pela pre tuita, nas entrevistas à na propaganda eleitoral gra sivos e no seu discurso imprensa, nos debates televi itoral. Nesse sentido, comemorativo da vitória ele classe, de todos os setores, acredito que as entidades de ade, pois elas conhecem tenham grande responsabilid des e necessidades de em profundidade as dif iculda País. E, além disso, cada seg mento produtivo do resentatividade. têm a força leg ítima da rep

Sidney A nversa V ictor Bra sileira da Presidente da Associação f-SP) igra (Ab lo Pau Regional São

Indústria Gráfica

94 REVISTA ABIGR AF

Ab274 - Mensagem.indd 94

novembro /dezembro 2014

11/11/14 11:00


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Revista abigraf 274b  
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