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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 272 JULHO/AGOSTO 2014

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • J U L H O / A G O S T O 2 0 1 4 • Nº 2 7 2


A Trelleborg é líder mundial entre as indústrias de blanquetas para impressão. Nossos produtos são confeccionados sob medida, com ética e foco na sustentabilidade. Buscamos sempre suprir as necessidades dos nossos clientes e certificá-los que podem operar com segurança.

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Meus Pés Estão Flutuando, técnica mista sobre madeira, 204 × 164 × 14 cm, 2013

REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Ousadias

Entregue-​­se ao universo onírico de Osgemeos. Depois dos muros no Brasil e no Exterior, o trabalho da dupla alcançou galerias, fachadas de museus, livros e até fuselagens de aviões e trens.

Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva

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Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Laura Araújo, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto e Hamilton Terni Costa Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci

Máquina parada, não!

O tempo perdido com setups longos e horas improdutivas e ociosas é a causa dos maiores desperdícios na indústria gráfica. A sustentabilidade de sua empresa depende também do fim dessa perda.

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

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REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

A indústria gráfica no Centro-​­Oeste

FUNDADA EM 1965

Nos últimos seis anos, a região alcançou o maior crescimento médio anual do PIB nacional. O setor gráfico reúne 1.744 empresas, cuja produção atingiu R$ 357 milhões no ano passado.

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XXXIX • J ULHO/AGOST

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Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Silvamarts Capa: Laminação brilho, hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil), UVPack

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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Capa: Casou Para Ver Como É, técnica mista sobre madeira, 180 × 150 cm, 2013 Autor: Osgemeos

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O que é empreender

Alencar Burti fala à Revista Abigraf sobre o papel da entidade que preside, o Sebrae-​­SP, no sentido de mostrar às pessoas o que é empreender e de incentivá-​­las a realizar seus projetos.

Melhor do que a encomenda

A ExpoPrint 2014 surpreende expositores e visitantes, que elogiam a qualidade do evento em si, do que foi exposto e do público que esteve no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Destinos convergentes

Dirceu Fumach e Bobst, um encontro que mudou totalmente a vida de um jovem irrequieto e de uma empresa suíça de alta tecnologia que almejava conquistar a América Latina.

Corrida contra o tempo

A ABTG oferece consultoria específica para ajudar as gráficas a entender e adequar-​­se à NR-​­12, norma de segurança do trabalho que se tornou uma das maiores pedras no sapato dos empresários atualmente.

Instrumento de convivência

Tuca Vieira faz da fotografia um meio de se relacionar com o espaço onde vive. Nessa toada registra sobretudo as cidades, em especial a capital paulista e suas construções.

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Silvamarts investe em cartuchos

Partindo dos segmentos promocional, editorial e industrial, a meta da gráfica de Campinas é complementar sua linha de produtos, buscando um novo nicho de mercado.

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Editorial/ Levi Ceregato����������������������������������� 6 Rotativa��������������������������������������������������������� 8 Gestão/ Hamilton Terni Costa������������������������46 Opinião/ Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho��50 Gráfica Gonçalves/ 75 Anos��������������������������56 Bobst Brasil/ 40 Anos�����������������������������������58 Foroni Indústria Gráfica��������������������������������60 Fujifilm do Brasil������������������������������������������62

Memória/ Karl Klokler�����������������������������������70 Olhar Gráfico/ Claudio Ferlauto���������������������72 Quadrinhos/ Álvaro de Moya�������������������������74 HP/Dscoop��������������������������������������������������78 Sustentabilidade������������������������������������������79 Sistema Abigraf�������������������������������������������90 Há 30 Anos�������������������������������������������������97 Mensagem/ Sidney Anversa Victor����������������98 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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EDITORIAL

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e d er p ém u g in n e a h n ga s aí P Na democracia, o

ições presidenciais 1945, com as primeiras ele em al fin a deu s quais foi eleito o Brasileira per s depois do Estado Novo, na eta dir Em 1950, quando a Seleçã de tar na ai, tra. Se a tivéssemos o para o Urugu presidente Eurico Gaspar Du o histórica da Copa do Mund de 3 em , ‑se anos num reg ime de ã, realizaram ser vado, estaríamos já há 69 con de 16 de julho, no Maracan e s eta dir s da idade e perenidade são iais, as seg un erdade política, cuja matur lib outubro, eleições presidenc ado Est do o desenvolvimento. ime de exceçã mentos importantes para o ele democráticas depois do reg ta his bal Tra do rti a de modo pacífico, rgas, pelo Pa Reconquistamos a democraci Novo. Foi eleito Getúlio Va os tam vol , ois dep 84, e a ratificamos e quatro anos tir das “Diretas Já ”, em 19 par a Brasileiro (PTB). Sessenta a Pel s. paí então, realizamos ndo em nosso Constituição de 1988. Desde na a realizar uma Copa do Mu e set dos ori dol s área dos direitos casa, naquele uns feitos importantes na alg seg unda vez, perdemos em ho. jul de 8 em a e na economia. Mineirão, ividuais e coletivos, na polític ind a um contra a Alemanha, no e ent sid pre o rubada da inf lação e elegeremos Nesta, dois marcos são a der E, novamente, em outubro, go car o a par ois, a inclusão ição direta cesso de desestatização e, dep pro o da República, na sétima ele r. lita mi  milhões de brasileiros. o do governo ioeconômica de mais de 40 soc depois do reg ime de exceçã os e qu m ica nif sig nomia. E nossa is não namo‑nos a sétima maior eco As duas coincidências factua Tor ia tór his sua de cos nter a democracia. nos equívo ncipal virtude tem sido ma pri brasileiros sejam repetitivos , 50  19 Em . ico etendo alg uns erros: socioeconôm No entanto, seg uimos com e letárg icos no seu avanço PIB O  . tes an bit ha ruturais (tributária, ilhões de o realizamos as reformas est nã nossa população era de 52 m o nã e s are dól ítica); não reduzimos  bilhões de videnciária, trabalhista e pol pre era de aproximadamente 93 a. net Pla do s sta oni s a insegurança jurídica; ias protag burocracia; não eliminamo a fig urávamos entre as econom os. an 18 de es tária e os juros; e s aos maior o diminuímos a carga tribu nã O voto era permitido apena e tad me m ava ent ado às prioridades — que repres o atendemos de modo adequ nã Mais grave: os analfabetos ar. vot a o eit dir pública. o tinham educação, saúde e seg urança da dos habitantes à época — nã s paí um ser a para os deputados xou de Eis aí a pauta programátic Nesses 64 anos, o Brasil dei o. an urb , governadores e e se tornou aduais e federais, senadores est predominantemente rural os am orm em eleitos em outubro, ria, transf presidente da República a ser Desenvolvemos nossa indúst im ass , dos nça mais ava partilha com todos os que a Abigraf Nacional com nosso agronegócio em um dos . ras cei an fin es, a grande vitória tituições sileiros. Concluídas as eleiçõ bra como o setor de ser viços e ins a óri jet tra a e al não há perdedores. dados ref let será a da democracia, na qu Hoje, outra coincidência de s ira me pri e 20 com liberdade! do Século os ganham quando votam Tod do País na seg unda metade , tes an bit ha de 200 milhões duas décadas do 21: somos s de gado (segundo eça cab de r temos 200 milhões lceregato@abig raf.org.b ndo) e saf ra de grãos maior rebanho bovino do mu toneladas (uma das em torno de 200 milhões de o maracanazo, saltou maiores). Nosso PIB, desde ões de dólares. de 93 bilhões para 4,5 trilh os comparativos para Refiro‑me a todos esses dad amos ser preciso não se que, didaticamente, entend manter e aprimorar o que intimidar ante as derrotas, jamais aos progressos está certo, sem nos acomodar e a grandeza de corrig ir obtidos, e ter a humildade nada melhor do que o que está errado. Para isto, e teremos este ano. É o uma eleição geral como a qu , blemas na mesa de discussão momento de colocar os pro da es açõ dic vin s com as rei comprometer os candidato ndatos, cobrar civicamente ma dos go sociedade e, ao lon tas de campanha. o cumprimento das propos no futebol, que nos Em paralelo aos equívocos a Copa do Mundo em fica Bra sileira da Indústria Grá levaram a perder duas vezes Presidente da Associação portantes. Não im es liçõ s ita mu er faz de (Abigraf Nacional) casa, deixamos a nter a democracia ressurgid soubemos, por exemplo, ma

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Congraf apresenta catálogo de acabamentos especiais Após a aquisição de equipamentos de hot stamping, braile e verniz

UV, a Congraf desenvolveu um catálogo para demonstrar aos clien­tes

seus novos recursos na produção de decorações especiais e acabamen­ tos finos em embalagens. Elaborado em cartão branco SBS e impresso em seis páginas, o catálogo apresenta exemplos de aplicações de verniz UV com reserva high gloss, UV fosco com reserva, texturizado com reserva, UV brilho com reserva, verniz UV total, verniz brilho à base de água, verniz fos­ co à base de água, hot stamping, braile em linha, além de relevos diversos, despertando o sentido tátil do consumidor. “O mercado de embalagens exi­ ge constantes novidades, porém somos reconhecidos por investir em equi­ pamentos que possibilitam atender as necessidades do mercado, com inova­ ção e valor agregado. Essa combinação reforça o nome da Congraf e oferece a oportunidade de fidelizarmos clien­tes que acreditam no po­ten­cial de produ­ tos di­fe­ren­cia­dos”, destaca André Peres Victor, diretor co­mer­cial da empresa. AMPLIAÇÃO DO PARQUE GRÁFICO – Está em andamento a reforma do prédio ad­ quirido pela Congraf ao lado de suas atuais instalações, no bairro do Saco­ mã, em São Paulo. Os 7.500 metros quadrados do novo galpão representa­ rão significativa ampliação das á­ reas destinadas ao acabamento, estoque e logística dos produtos fabricados. Com o término das obras, previs­ to para setembro, a indústria de embalagens passará a contar com uma área total de 15.000 metros quadrados, o que possibilitará o aumento da sua capacidade produtiva. “A Congraf cresceu bastante nestes úl­ timos anos e com a reforma do prédio ao lado vamos evitar o des­ locamento dos equipamentos, o que é excelente, pois a ampliação não afetará a linha de produção e atendimento aos nossos clien­ tes. Estamos conscientes de que esse é um investimento impor­ tante e que o retorno é de longo prazo, mas também estamos entusiasmados porque teremos a possibilidade de agregar no­ vos serviços e clientes ao nosso portfólio”, ressalta o diretor industrial Sidney Anversa Vitor Junior. www.congraf.com.br

Ferrostaal firma acordo com a Fujifilm

resente no Brasil desde 1953, a Fer­ros­taal tem desta­ cada atua­ção no mercado na­ cio­n al, representando mar­ cas como Ryobi, Horizon, MGI, Kolbus e Manugraph, entre outras, nas ­­áreas de impres­ são offset, impressão digital e acabamento. Também inte­ gram o portfólio da empresa linhas de equipamentos para

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www.ferrostaal.com.br www.fujifilm-​­latinamerica.com.br

Empresas Artecola registram grande crescimento Compostas por Artecola Quí­mi­ca (adesivos e lamina­ dos), MVC Soluções em Plásticos (plásticos de engenha­ ria) e Arteflex (equipamentos de proteção in­di­vi­dual), as empresas Artecola encerram o primeiro semestre com um incremento de 40% na receita líquida sobre o mesmo pe­río­do do ano passado. “Em um cenário de estagnação e até indices negativos na indústria, acre­ ditamos cada vez mais na inovação e na sustentabilida­ de para garantir o crescimento de nossa receita líquida em per­cen­tuais tão expressivos. Somos uma empresa que olha para frente, que inova e sempre busca um di­ fe­ren­cial, mas ba­sea­da em valores que fazem parte da nossa história de 66 anos”, afirma Eduar­do Kunst, pre­ sidente executivo das empresas Artecola, que projetam uma receita líquida de cerca de R$ 1,2 bilhão para 2014. www.artecola.com.br

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embalagem, processamen­ to de alimentos e reciclagem. Agora, com acordo de par­ ceria fechado em junho com a Fujifilm, a empresa passa a oferecer ao mercado de sinali­ zação a tecnologia jato de tin­ ta UV de grandes formatos da fabricante japonesa.


Chapas Kodak Sonora alcançam a marca de mil clientes A

Kodak divulgou no início de agosto ter atingido uma marca histórica na sua linha de chapas digitais Kodak Sonora. O produto chegou ao número de mil clien­tes que utilizam a chapa process free em seus processos de gravação de imagem em CtP. O milésimo clien­te foi a Rey­ nolds and Reynolds, gráfica se­ dia­da em Ohio (EUA), que fornece impressos para a indústria auto­ motiva, além de soft­ware e ser­ viços para auxiliar as distribuido­ ras a administrar suas operações.

“Percebemos um crescimento muito rápido na adoção das cha­ pas Kodak Sonora entre clien­tes que se mostraram en­tu­sias­ma­dos em relação a uma tecnologia livre de produtos químicos”, comentou Rich Rindo, gerente geral de mar­ ke­ting para o segmento gráfico e vice-​­presidente para Graphics, En­ tertainment & Com­mer­cial Film. A empresa comunicou ainda que abrirá uma nova linha de produ­ ção, incluindo a fabricação das chapas Sonora em suas unidades de Osterode (Alemanha) e Xia­men (China) para am­pliar a capacida­ de de atendimento ao mercado mun­dial, em razão da crescente demanda pelo produto. www.kodak.com

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y e n d y S 9 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF


Chegam ao mercado os novos Ibema Speciala e Ibema Supera Dentro da estratégia de oferecer pro­

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Vivid Laminating procura revendedores na América do Sul

mportante empresa da Europa, es­pe­cia­li­za­da em design e fabricação de sistemas de laminação, a Vivid Lamina­ ting Tech­no­lo­gies participou da ExpoPrint Latin America 2014 com o objetivo de divulgar sua marca e estabelecer contatos a fim de no­mear revendedores para o mercado brasileiro, assim como para as Américas do Sul e Central. A companhia tem sua base no Reino Unido e já possui re­ vendedores autorizados nos Estados Unidos, Canadá e África do Sul, além de paí­ses da Europa, incluindo Alema­ nha, França, Holanda e a própria Inglaterra. Agora, quer expandir sua participação no mercado global, voltando sua atenção para a América Latina. A Vivid tem uma ampla linha de produtos e sistemas de laminação. O desktop Peak Pouch Laminators, muito vendido para escolas e universidades, pode laminar do­ cumentos de formato A4 até A1. O sistema de laminação Matrix, de um único lado, pode laminar de SRA3 até traba­ lhos B1, impressos digitalmente ou em offset, para cartões de visitas, car­dá­pios, capas de livros e brochuras. A Vivid também produz a linha Easymount, com uma gama de sistemas de laminação para grandes formatos, utilizados por fabricantes de letreiros, empresas de adesivagem de veí­cu­los e impressoras de grande formato, para laminar, proteger e melhorar a sinalização, displays desmontáveis com exposição em feiras e envelopamento de veí­cu­los. “Estamos no ramo há mais de 25 anos e temos uma longa história na indústria de acabamento de impressão no Reino Unido e na Europa. Acreditamos que os nos­ sos produtos são real­men­te os melhores do mercado e estamos en­tu­sias­ma­dos para apresentar isto tudo para a indústria de impressão no Brasil e na América Latina”, declarou Bruce Cozens, gerente de exportação da Vivid.

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www.vivis-​­online.com

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dutos com qualidade su­pe­rior, a Ibema apresentou em julho os novos pa­péis-​ ­cartão Ibema Spe­cia­la e Ibema Supera. Com as reformulações ​­introduzidas, o controle da matéria-​­prima e a estabili­ dade no processo de produção con­tri­ buí­ram para que esses produtos sejam classificados como os melhores entre as opções de baixa gramatura. “As es­ pecificações atuais significam uma ino­ vação no setor de papel-​­cartão. O Su­ pera, por exemplo, passa a ser o mais competitivo e único produto de fun­ do claro no mercado, com tamanha rentabilidade”, afirma o diretor in­dus­ trial Fernando Sandri. A novidade re­ presenta para o gráfico a possibilida­ de de produzir embalagens com um ótimo produto em termos de rigidez e com menor quantidade de papel-​ ­cartão. Tecnicamente, o grau de rigidez dos dois produtos melhorou entre 10 a 35%, considerando a mesma gramatu­ ra. Segundo Sandri, “esses números in­ dicam que com uma menor gramatu­ ra é possível obter o mesmo resultado e, até, maior qualidade de embalagem. Por isso, o Ibema Supera passará a ser oferecido em outras opções de grama­ tura, podendo substituir, por exemplo, 250 g/m² por 240 g/m², preservando as mesmas características de embala­ gem. Já o Ibema Spe­cia­la manterá a

mesma tabela de gramatura existente. Assim, o gráfico receberá mais metros quadrados de papel-​­cartão por tone­ lada, garantindo sua maior rentabilida­ de e competitividade”. A partir de ago­ ra, o Ibema Spe­cia­la e o Ibema Supera são produzidos e co­mer­cia­li­za­dos se­ gundo as novas especificações. Para o presidente da Ibema, Nei Senter Mar­ tins, “a evolução tem o objetivo de ofe­ recer be­ne­fí­cios aos nossos clien­tes. Foi a partir da proximidade e comprome­ timento com o sucesso deles que pas­ samos a investir em novos estudos e testes para os dois produtos, que são ícones da Ibema há dez anos. Este é um salto em qualidade para o mercado”. www.ibema.com.br

O papel‑cartão Ibema Speciala 225 g/m² foi utilizado pela Congraf na impressão do cartucho SBP Noites Tranquilas, vencedor no Prêmio Embanews

Feira Flexo vem com novidades

Evaristo Nascimento

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ai ocorrer em São Paulo, de 7 a 10 de outubro, a 5ª edição da Flexo La­ tino America — Feira In­ter­na­cio­nal de Flexografia, Papelão Ondulado e Con­ versão Digital, rea­li­za­ção da As­so­cia­ ção Brasileira Técnica de Flexografia – Abflexo FTA Brasil. Bie­nal, a Flexo trará

duas grandes novidades: um novo lo­ cal, o Transamerica ExpoCenter, e a organização e promoção, agora sob a responsabilidade da Nascimento Fei­ ras e Eventos, tendo à frente Evaristo Nascimento e Hercules Ricco, respecti­ vamente, com mais de 40 e 20 anos de atua­ção no setor de feiras. A expecta­ tiva é reunir mais de 100 expositores e receber um número su­pe­rior a dez mil visitantes/compradores.

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Acordo de parceria EFI e Konica Minolta para web‑to‑print DSF

A EFI e a Konica Minolta anun­ cia­ram em junho um acordo re­gio­nal de parceria e passam a disponibilizar para o merca­ do brasileiro a tecnologia EFI Digital StoreFront, como so­ lução integrada aos seus sis­ temas coloridos de impres­ são em alto volume. Seguindo um acordo de desenvolvi­ mento e coo­p e­r a­ç ão tecno­ lógica in­ter­na­cio­nal, as duas empresas permitem que os gráficos ­c riem verdadeiros fluxos de trabalho, alian­d o

o web-​­to-print da EFI com os hard­w ares da Konica Minol­ ta. O Digital StoreFront (DSF) será conjugado às impresso­ ras digitais bizhub Press, pos­ sibilitando aos usuá­rios ­criar lojas virtuais customizáveis, para que os clien­tes pos­ sam, a partir dos produtos pré-​­especificados, configurar itens de personalização e soli­ citar a finalização do trabalho impresso totalmente via web. www.metrics.com.br www.konicaminolta.com.br

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Impressora da Epson estampa camiseta em até 27 segundos

ortalecendo sua estratégia de crescimento no mercado têxtil, a Epson lançou a impressora Sure­ Color F2000, a mais rápida de sua categoria, capaz de estampar uma camiseta a cada 27 segun­ dos. Equipamento da linha SureColor série F que, com seus ex­p oen­t es F6070 e F7070, marcou e entrada da empresa no segmento têx­ til, a F2000 imprime direta­ mente em tecidos e peças de ves­tuá­rio de algodão, obtendo resultados pro­ fissionais. Através de acesso sem fio ou entrada USB, a F2000 aceita a impressão de qualquer imagem digital, am­plian­do as possibilida­ des de atua­ção de designers e es­ tilistas. Ela é apresentada em dois modelos: a versão branca SureCo­ lor F2000, que fornece tinta bran­ ca para a impressão de tecidos

escuros ou preto, e a versão color SureColor F200, que fun­cio­na com as tintas cia­no, magenta, amarelo e preto (CMYK).“Hoje, 80% da base instalada no mercado têxtil são

impressoras de sublimação Ep­ son. Com a SureColor F2000, que­ remos am­pliar a participação de mercado através da tecnologia digital para impressão direta so­ bre tecido”, informa Evelin Wanke, gerente de produtos de grandes formatos Epson. www.epson.com.br

Xerox Brasil contrata novo diretor de artes gráficas

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uis Igle­sias, 49 anos, foi anun­cia­do no dia 12 de agosto pela Xerox do Brasil como novo dire­ tor-​­executivo de ne­gó­cios para o mercado de impressão digital de alto volume e soluções para o mercado de artes gráficas. Engenheiro eletrô­ nico com MBA e mestrado pela Fundação Dom Cabral, o executivo tem uma longa trajetória an­ te­rior na Xerox ocupando posições de lideran­ ça nas a­ reas de impressão eletrônica, vendas e

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mar­ke­ting, sempre com foco no segmento grá­ fico. Acumulando grande ex­pe­riên­cia no merca­ do gráfico e no desenvolvimento de soluções de impressão digital, nos dois últimos anos foi só­ cio-​­diretor em vendas e mar­ke­ting da Comprint Indústria e Comércio de Materiais Gráficos. Antes disso, atuou também como country manager na HP Indigo, ge­ren­cian­do a divisão de ne­gó­cios de impressão digital de alta produção da HP Brasil.


ENFOQUE

“Logística é o maior desafio” FRANZ‑GEORG HEGGEMANN, CEO DA BOTTCHER

Klaus Tiedemann é o novo presidente da Afeigraf

Em agosto, Klaus Tie­de­mann as­

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esmo com o varejo tendo registrado um desempenho abaixo dos anos an­te­rio­res, de acordo com dados oficiais do mercado, a Antilhas, uma das principais fornecedoras de em­ balagens e sacolas para esse segmento, registrou um volu­ me de vendas no primeiro se­ mestre deste ano 37% su­p e­ rior ao idêntico pe­río­do do ano passado. Esse resultado foi ob­ tido graças à conquista de no­ vos clien­tes como Melissa, Body Store, Adidas, Hope, TVZ, Valisè­ re, Cia. Marítima, MAC, Tommy, My ­Shoes, Rosa Chá e Desigual. De acordo com Milene Rincon,

coor­de­na­do­ra de vendas da em­ presa, a embalagem é um item cada vez mais importante na construção de imagem e tem um papel estratégico de divul­ gação e incentivo à decisão de compra para os produtos de marcas como estas. A Antilhas há 25 anos for­ nece soluções de embalagens para o varejo, oferecendo aos clien­tes serviços logísticos que garantem a entrega dos seus produtos em 12 mil pontos de venda espalhados pelo País, além de soluções em cartucha­ ria premium para a indústria. www.antilhas.com.br

sumiu a presidência da As­so­cia­ ção dos Agentes de Fornecedo­ res de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afei­graf). Presidente da Gutenberg Máqui­ nas e Ma­te­riais Gráficos, Tie­de­ mann substitui Die­ter B­ randt, que deixou o cargo no término da Expo­Print Latin America 2014. Com grande ex­pe­riên­cia no setor e uma das re­fe­rên­cias da indús­ tria gráfica brasileira, Tie­de­mann, além de atuar no estreitamento dos laços junto aos as­s o­cia­d os, encara como maior desafio à fren­ te da as­so­cia­ção, tornar realidade os projetos que atendam as de­ mandas do setor. “A indústria grá­ fica no Brasil e no mundo todo não atravessa sua melhor fase. Ela vive um momento de transição, no qual encontrará um novo pa­ tamar de atua­ção. Neste momen­ to, é muito importante que todos os fornecedores estejam unidos”. TRENDS OF PRINT – Após o grande sucesso da Expo­Print 2014, con­ solidando-a como o maior even­ to gráfico da América Latina e a terceira maior feira do setor no mundo, a nova diretoria já volta sua atenção para a Trends of Print Latin America, seminário previs­ to para 2016, que apresentará te­ mas pertinentes para todo o setor gráfico da América Latina, como tecnologias, mercado, desafios e tendências. www.afeigraf.org.br

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Foto: Álvaro Motta

Antilhas comemora números do 1º– semestre

Entre os vá­rios executivos estrangeiros que visitaram o Brasil por conta da ExpoPrint 2014, esteve também em São Paulo Franz-​­­Georg Hegge­ mann, CEO da Böttcher. Du­ rante a feira, conversamos ra­ pidamente com o executivo que comanda a líder mun­ dial na fabricação de rolos de borracha para impressão off­ set e rotativas, além de ofere­ cer blanquetas, solventes para limpeza, soluções de fontes e produtos auxiliares. O que o senhor acha da ExpoPrint? É uma boa feira. Para nós, o Brasil é um dos dez maiores mercados, que se mantém em crescimento. Tanto é que a Böttcher está há 15 anos no País e acaba de investir em uma nova planta para a produ­ ção de rolos e químicos, apli­ cando aqui a mesma tecnolo­ gia usada nas demais plantas. Quais são os principais de­sa­f ios para a Böttcher? A logística é o maior desa­ fio. Tudo vem da Europa, mas agora temos a possibilida­ de de produzir os rolos aqui. A borracha vem da Alema­ nha, os equipamentos de fa­ bricação e a tec­no­lo­gias são os mesmos, assim como o controle de qualidade. Esta­ mos preparados para oferecer o melhor serviço.


Executivo da MWV assume presidência da ABPO R

odrigo Panico, diretor corpo­ rativo jurídico, de relações gover­ namentais e SH&E da MWV Rige­ sa, foi no­mea­do em 26 de junho para o cargo de presidente da As­so­cia­ção Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Ele já ocupava a posição de vice-​­presidente na entidade, juntamente com quatro executivos de outras empresas. Panico é formado em Direito pela Universidade Cândido Men­ des, do Rio de Janeiro, e tem es­ pe­c ia­l i­z a­ç ão em Management pela Thunderbird ­School of Glo­ bal Management. Acumula 22 anos de ex­pe­riên­cia, tendo ini­cia­ do sua carreira na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janei­ ro. Passou por diversas empresas nacionais e multinacionais, como Grupo Abril, Brasil Telecom, Con­ tax, Unisys, Grupo Bertin, e está há pouco mais de três anos na MWV. É também membro do Comitê Estratégico de vice-​­presidentes e diretores jurídicos da AmCham.

EFI contrata executivo para unidade de software de produtividade Ga­briel “Gaby” Mats­liach, exe­ cutivo com larga ex­pe­riên­cia na área, foi contratado pela EFI em junho para ­atuar como gerente geral e vice-​­presidente sê­nior da divisão de soft­ware de produtivi­ dade da empresa. An­te­rior­men­ te, trabalhava na fornecedora de soft­wares de telecomunicações Comverse, atuan­do como diretor de produtos, exercendo também a presidência de produtos e ope­ rações globais e a gerência geral da linha de produtos de sistemas de suporte em­pre­sa­rial da empre­ sa. Ele tem bacharelado, mestrado e doutorado em ciên­cia da com­ putação pela Tech­nion – Instituto de Tecnologia de Is­rael. Mats­liach assumiu a liderança da unidade de ne­gó­cios de soft­ware de produti­ vidade da EFI, que atingiu um cres­ cimento de receita de 103% nos últimos três anos. Com US$ 118 mi­ lhões de vendas em 2013, essa uni­ dade é a fornecedora líder de soft­ wares de automação de processos comerciais no setor de impressão, e grande número das principais empresas de impressão do mun­ do usam os produtos de MIS/ERP, web-​­to-print e comércio eletrôni­ co da EFI. Mats­liach traz sua só­ lida ex­pe­riên­cia em mar­ke­ting e desenvolvimento de tecnologia para uma posição que ficou vaga no início do ano após a promoção para diretor de operações do ve­ terano executivo da EFI Marc Olin.

Empossado o novo presidente da Abimaq Carlos Pastoriza assumiu no fi­

Alphaprint tem novo gerente de produto e mudança de endereço Paulo Gomes, formado em

nal de julho a presidência da Abi­ maq/Sindimaq, As­so­cia­ção Brasi­ leira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e Sindicato Brasi­ leiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, para um pe­río­do de quatro anos. Engenheiro quí­ mico pela Escola Politécnica da USP, com MBA em Administração de Empresas pela Universidade de Navarra, na Espanha, Pastori­ za tem dois filhos. Com partici­ pação ativa na Abimaq/Sindimaq nos últimos 25 anos, construiu uma bem sucedida carreira de três décadas na empresa fa­mi­liar Foers­ter Imaden (depois Magna­ flux Imaden), fabricante de equi­ pamentos sob encomenda para o controle de qualidade nas in­ dús­trias automotiva, siderúrgi­ ca, ae­ro­náu­ti­ca, naval, nu­clear e petroquímica, indo de trainee a presidente. Atual­m en­te é sócio e diretor da Multivibro Indústria e Comércio, si­tua­da em Várzea Paulista (SP), fabricante de siste­ mas industriais de peneiramento e classificação de materiais. Eleito com mais de 700 votos, maior votação da história das enti­ dades, Carlos Pastoriza encabeçou a Inovabimaq 2014, única chapa inscrita, composta por 300 as­so­ cia­dos, tendo como primeiro vice Luiz Aubert Neto (presidente nos últimos sete anos) e segundo vice Luiz Péricles Mi­chie­lin.

ad­ ministração e marketing, com passagens por grandes empresas como Océ e Xerox, entre outras, assumiu em agosto a gerência de produto Epson, na Alphaprint. Com sua experiência, o novo ge­ rente contribuirá para desenvol­ ver ainda mais a parceria entre a Alphaprint e a Epson, especial­ mente nas áreas de comunica­ ção visual, soluções de provas para gráficas e na linha técnica de CAD/GIS. NOVOS ENDEREÇOS – Desde junho, o show­room, os departamentos de vendas de consumíveis, assis­ tência técnica, peças de reposi­ ção, logística, e os departamentos administrativos (financeiro, fiscal, Impex, RH e TI) da Alphaprint es­ tão atendendo na unidade Ja­ guaré, localizada na Av. Jaguaré, 818, galpões 7 e 8, em São Pau‑ lo (SP), telefone (11) 3718‑1850. O departamento co­m er­c ial de vendas de máquinas e o depar­ tamento de mar­ke­ting permane­ cerão no bairro de Pinheiros, po­ rém agora em novo endereço, à Rua dos Pinheiros, 870, 11º an‑ dar, conjuntos 113 e 114, telefo‑ ne (11) 3089.9600. Empresa do grupo Alphaprint, a Ricall con­ti­ nua­rá com a sua unidade de fa­ bricação no bairro do Cambuci, à Rua Dona Ana Nery, 697, telefone (11) 3349.4499.

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ENTREVISTA

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae destaca que a entidade trabalha há 40 anos para incentivar as pessoas e despertar em cada cidadão brasileiro o empreendedorismo.

Fotos: Divulgação Sebrae-SP

Alencar Burti

Texto: Ada Caperuto

“A concorrência te ensina na medida em que você presta atenção”

A

longa e sólida ex­pe­r iên­cia à frente das questões que envolvem a com­ petitividade em­pre­sa­r ial, em es­pe­ cial os micro e pequenos ne­gó­cios, garante a Alencar Burti o domínio sobre temas como inovação, em­preen­de­do­r is­mo, inflação, carga tributária e legislação trabalhista, entre outros abordados nesta entrevista concedida à

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Revista Abigraf. Ocupando o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empre­ sas), ele também integra a diretoria de outras importantes entidades que representam o se­ tor co­mer­cial, como a As­so­cia­ção Co­mer­cial de São Paulo (ACSP) e a Federação das As­so­cia­ções Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).


A missão do Sebrae é prestar apoio às pequenas E o que falta fazer? empresas. Qual é a contribuição disso ao desen- O mais importante é apresentar projetos de simplificação e redução da carga tributária. Te­ volvimento do País? Muito grande, pois as micro e pequenas cons­ mos uma legislação praticamente in­com­preen­ ti­tuem quase 90% das empresas ativas no País. sí­vel para quase 80% dos em­pre­sá­r ios. Também Em­preen­der, assim como viver, exige que você é necessário melhorar a péssima in­fraes­tru­tu­ra tenha responsabilidade, até mesmo de contri­ que temos. O país que não tiver condições, pre­ buir com seu país como cidadão. Em­preen­der ço e in­f raes­tru­tu­ra não terá condições de com­ é uma atividade de risco, assim como viver é petir. Veja como estávamos há 10 ou 12 anos e um risco a partir do momento em que existe a onde chegamos hoje. Há dados objetivos que mostram a curva descen­ morte; o percurso será sem­ dente em que entramos por pre um desafio. É neste sen­ falta de in­f raes­tru­tu­ra. tido que o Sebrae trabalha: É NESTE SENTIDO QUE incentivar as pes­soas para O SEBRAE TRABALHA: Inovação seria a maior alia­da que entendam o que é em­ para combater os de­sa­f ios do preen­der. Trabalhamos para INCENTIVAR AS PESSOAS em­preen­de­do­r is­mo? despertar em cada cidadão PARA QUE ENTENDAM Hoje, os paí­s es são todos brasileiro o em­preen­de­do­ O QUE É EMPREENDER. grandes corporações que ris­mo, mesmo que ele seja TRABALHAMOS PARA disputam o mercado. Nun­ um fun­cio­ná­r io. DESPERTAR EM CADA ca foi tão real como ago­ CIDADÃO BRASILEIRO O ra, quando a tecnologia faz Estudos mostram que de com que você tenha aces­ cada 100 empresas abertas EM­PREEN­DE­DO­RIS­MO, so às informações em se­ em 2012, 29 não chegarão a MESMO QUE ELE SEJA gundos. Você vê algo óbvio: completar um ano de atividaUM FUN­CIO­NÁ­RIO. um novo modelo de celu­ de. Quais são os motivos que lar quando é lançado já está fazem com que isso ocorra? obsoleto. Esta é a rea­li­da­de, Os principais são a comple­ xidade tributária e trabalhista. Isso in­v ia­bi­li­za mas não precisa inventar nada, apenas inovar em muito o nascer de um pequeno em­preen­ sobre aquilo que já existe. Alguns paí­ses são mo­ de­dor. Agora mesmo vim de uma reu­nião so­ delos, basta pegar o que de melhor há neles. Não bre esse assunto: o que é a burocracia e o quan­ se pode ter medo de co­piar o que é bom. Quan­ to ela desestimula e até impossibilita a atua­ção do você copia, está aprendendo com quem sabe. dos pequenos em­pre­sá­r ios. Discutimos o proje­ E esta é a melhor maneira de ensinar. to do Guilherme Afif Domingues (ministro da Micro e Pequena Empresa) que irá tor­pe­dear a Qual o valor da capacitação neste contexto? burocracia no sentido de que as pequenas em­ Quem não entender que precisa de educação, presas possam ter uma sobrevida muito maior que deve estudar bastante, não terá condições (o programa federal Brasil sem Burocracia). Isso de se manter no mercado. É neste sentido que é difícil, porque ela é muito resistente. Você tem estamos fazendo o Movimento Em­preen­da (que que ser perseverante e é o que estamos fazendo. tem por missão dar suporte aos que já tem ou desejam abrir uma empresa). Quais foram, em sua opi­nião, as principais políticas públicas — federais ou estaduais — em prol A indústria gráfica sofre com a competição de produtos importados da China e a velocidade da das pequenas empresas nos últimos anos? Todo esse trabalho que foi feito por diversas en­ tecnologia. O que um empresário pode fazer? tidades: a Lei Geral da Micro e Pequena Empre­ O que é fundamental ao em­preen­de­dor des­ sa, a universalização da simplificação tributá­ se segmento é que ele tenha cons­c iên­c ia de ria, o Super Simples, a cria­ção do MEI (Micro que o papel não vai acabar. Hoje você pode es­ Empresário In­d i­v i­dual). colher a nuvem onde irá depositar todo o seu

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conhecimento ou a contabilidade de sua empre­ Qual a ava­lia­ç ão que o senhor faz do cenário sa, mas você tem que entender que a indústria econômico ­atual? gráfica é vital para qualquer país. É por meio Quan­do eu ouço economistas e intelectuais que dela que se transfere conhecimento. O papel é têm uma visão pragmática do mundo, e quan­ um formato tão importante quanto o computa­ do vejo o Brasil desses últimos 15 anos, fico dor, o rádio ou a TV. No caso da China, eu per­ muito preo­cu­pa­do. Porque vie­mos de uma in­ flação que o Plano Real ate­ gunto: o que o país fez para nuou bastante, mas, infe­ competir com todo o mun­ lizmente, por falta de visão, do? Colocou o so­c ia ­l is­m o HOJE VOCÊ PODE estamos em um momento para comandar a in­f raes­ ESCOLHER A NUVEM bastante complicado. tru­tu­ra financeira, eliminou ONDE IRÁ DEPOSITAR bu­ro­cra­cias. Por isso se tor­ Quais os principais de­s a­ nou mais barato produzir lá. TODO O SEU fios enfrentados pelo Sebrae CONHECIMENTO OU A em 2015? A China teria, então, unido CONTABILIDADE DE SUA O nosso desafio é buscar o melhor de dois sistemas de EMPRESA, MAS VOCÊ transmitir para aqueles que governo? TEM QUE ENTENDER QUE entendem, que amam a sua O que o país fez foi unir o A INDÚSTRIA GRÁFICA É vida, que se sintam respon­ melhor do so­c ia­lis­mo e do sáveis, como cidadãos e em­ capitalismo, sem radicalis­ VITAL PARA QUALQUER preen­de­do­res, que usem o mos. O radicalismo trans­ PAÍS. É POR MEIO DELA apoio do Sebrae. A  nossa forma o homem em um ani­ QUE SE TRANSFERE missão é participar, inte­ mal. O radical não ouve, não CONHECIMENTO. grar qualquer cidadão em vê, fica cego. Não se pode um processo de desenvol­ confundir programas de go­ vimento pes­soal, mas com verno com ideo­lo­g ias. É pre­ ciso que até as oposições convivam bem, para, a visão do país onde ele vive. Não é só crescer de maneira objetiva, pensar antes no país, no egoisticamente para que este indivíduo fique coletivo. Não adian­t a você querer distribuir rico, mas para que o país seja rico, que ele pos­ as riquezas que não tem. Você precisa ­criar ri­ sa aprender a conviver com a competição, com quezas. E o que faz efetivamente a competi­ a concorrência, que é o melhor professor que ção? Uma produção acima da necessidade da pode haver no setor co­mer­cial. A concorrência te população. Porque se faltar, a inflação é natu­ ensina na medida em que você presta atenção. ral. Se eu tenho um produto que cinco pes­soas Não se julgue su­pe­r ior ou in­fe­r ior a ninguém, querem, vou colocar um preço maior para ver mas um partícipe das transformações. Se ajus­ quem paga mais. São esses aspectos muito ele­ te às novas rea­li­da­des e use-​­as para o seu bem mentares, muito ób­v ios, que, infelizmente, por pes­soal, mas com a visão do bem-​­estar geral, serem tão ób­v ios, pouca gente presta atenção. o bem-​­estar de seu país.

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Osgemeos

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Há um outro mundo além do seu. Olhe, sonhe: seja feliz!

E

m mea­dos dos anos 1970 o mundo experimentava o clímax da Guer­ra Fria, mudanças sociais agitavam a Eu­ ropa. Sur­giam movimentos con­tes­ta­ tó­rios. Na Inglaterra, o grupo Sex Pis­ tols cria­va o punk. Jovens desempregados, filhos de imigrantes considerados ex­c luí­dos, mostra­ vam sua insatisfação no corte dos cabelos, rou­ pas, artes. Tudo era motivo de revolta para os punks, seu anarquismo garantia a liberdade. Com a proposta “derrubar para reconstruir”, pro­mo­v iam manifestações contra a hipocrisia das classes pri­v i­le­gia­das, de uma so­cie­da­de con­ formista e indiferente às desigualdades sociais. 2

ARTE

CENSURA, NÃO!

O Brasil, naquele momento, vivia um contexto so­cial mais grave do que o europeu. Educação, cultura, saú­de, oportunidades de trabalho, se­ gurança, entre outras ca­rên­cias, castigavam a so­cie­da­de. Eram questões crônicas e não havia políticas públicas para combatê-​­las. Impedi­ mentos às rea­ções populares agravavam o qua­ dro no País: opressão e censura impostas pela ditadura, após o Golpe Militar de 1964. “Precisamos de uma proposta de luta para acabar com esse sistema podre, que nos dei­ xa jogados ao lixo, nos deixa no fundo do poço do desespero”. A frase, dita em 1977, por ­A riel

O dia a dia das cidades pode ser diferente do que a grande maioria dos seus habitantes já nem vê mais. Pode ter outros personagens, cenários e cores criados a partir da emoção, propondo um outro olhar para os que buscam a felicidade. Não é mais o verde a cor da esperança, nasce um audacioso sol iluminando a vida de amarelo. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA)

1 (página ao lado) Meus pés estão flutuando, técnica mista sobre madeira, 204 x 164 x 14 cm, 2013 2 De lá pra cá, técnica mista sobre madeira, 190 x 220 cm, 2013

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3 Retrato, técnica mista sobre madeira, 215 x 95 x 5 cm, 2013

As obras que ilustram esta edição da Revista Abigraf fizeram parte da exposição “OsGemeos – A opera da lua”, realizada em São Paulo, de 29 de junho a 16 de agosto, no Galpão Fortes Vilaça.

REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X XXIX • JUL HO/AG

OSTO 201 4 • Nº 2 7 2

REVISTA ABIGRA F

272 JULHO/ AGOSTO

2014

ARTE & IN DÚSTRI

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Capa

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Casou para ver como é, técnica mista sobre madeira. 180 × 150 cm, 2013 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Ulia­na Jú­nior, da banda Restos de Nada (uma das pioneiras do punk no País), caracterizava o comprometimento em enfrentar o regime de força. O punk brasileiro teve origem na periferia paulistana e na re­g ião do ABCD paulista, espalhando-​­se pelo Brasil. No final de 1982, por ini­cia­ti­va do jornalista e dramaturgo Antônio Bivar, acontece no Sesc Pom­peia, em São Paulo, o festival “O Começo do Fim do Mundo”. Ao contrário do título do evento, abre-​­se um caminho nas artes brasileiras. Com o punk, embora sem conexão direta com ele, chegava outra subcultura, o hip hop. Sua origem estava na Jamaica e nas comunidades afro-​­americanas de Nova York, EUA . Para compor os ce­ná­r ios de rua nos quais se apresentava o hip hop, então aparece o graffiti. Cria­ do, primeiro com máscaras e estêncil de mi­meó­g ra­fo, depois com spray, rolinhos e pin­céis, o grafite valorizou-​­se como “expressão artística”. No Brasil grafitar não é “pichar”, um vandalismo segundo a lei. Nossos pioneiros no grafite foram Alberto Lima, Rui Amaral, Hudinilson Jú­nior e Alex Vallauri (leia matéria na Revista Abigraf, n º‒ 243, setembro/2009). Mais tarde, em 1990, com igual qualidade, começam a fazer sucesso os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, Os­ge­meos. DAS RUAS ÀS GALERIAS

Hoje, depois de muitos muros no Brasil e no Ex­te­r ior, os trabalhos da dupla já alcançaram as ga­le­r ias, o sofisticado mercado das artes plásticas. Os­ge­meos seguem fieis ao princípio de mostrar um novo mundo, bem além do cinza das cidades ao qual já nos acostumamos. Seus personagens são de um lugar imaginário denominado Tritrez (jogo com o número 3); sempre amarelados (o por do Sol em São Paulo), olhos distantes entre si, têm corpos largos, pernas e braços magros e alongados, vestem roupas coloridas e a­ tuam em ce­ná­r ios oníricos. Os­ge­meos, que estão com 40 anos de idade, não estudaram arte, são autodidatas e apenas dão forma aos seus sentimentos mais puros.

No começo, sobreviveram decorando vitrines e fazendo painéis pu­bli­ci­tá­r ios. Sem panfletagem, questionam a problemática so­c ial. O processo cria­t i­vo é único, sob uma temática terna, delicada e, ao mesmo tempo, forte, reflexiva. Uma arte que invade o coração e a mente do espectador provocando sonhos, despertando emoções, descortinando novos mundos. Rea­li­zam um trabalho universal, com linguagem aprendida no desmonte e reconstrução de brinquedos, quando ainda eram crian­ç as de um bairro proletário. Hoje, suas pinturas e instalações estão não apenas nas ruas, mas, também em ga­le­r ias e museus (públicos e privados) de inúmeros paí­ ses, tornaram-​­se tema de livros, ocupam a fuselagem de a­ viões e trens. Seus trabalhos estão nos acervos de personalidades mundiais, incluindo o ator Johnny Depp. Sem preconceito, também estão em produtos das marcas Nike e Louis Vuitton; nestes casos, doan­do o que receberam a ong’s brasileiras. As telas e outros suportes seguem os prin­ cí­pios do Figurativo, centralizam os personagens. Em clima sur­real surge o urbano, uma releitura das ruas nas quais começaram grafitando. Grandes nomes da arte que passaram pelo Brasil descobriram e convidaram a dupla para ganhar o mundo. Os­ge­meos cria­ram murais, participando de mostras coletivas e individuais aqui e em vá­r ios outros paí­ses. Seu início em ga­le­r ias, foi em 2003 na Luggage Store, em São Francisco, EUA . Mais tarde, expuseram na Deitch Projects, em Nova York, entrando no valorizado circuito in­ter ­n a­c io­n al com a magia de seus traços, a perfeita e envolvente mescla de melancolia e beleza também encontrada nos poé­t i­cos textos de Ch­r is­t ian Andersen e Oscar Wilde. Ou­sa­d ias: em 2007, Os­ge­meos foram convidados a pintar o histórico Castelo de Kelburn, em Ayrshire, Escócia. No ano seguinte, pintaram a fachada do famoso museu Tate Modern, em Londres, Inglaterra. Em 2012, coloriram o muro no cruzamento da rua Bowery com a Houston, em Nova York, pintado por Keith Haring, em 1982. Foi uma homenagem ao 50 º‒ aniversário do artista gráfico e ativista norte-​ ­americano, morto aos 31 anos. A crítica do New York Times afirmou: “Um mural fantástico, um sonho de felicidade”. É exatamente isso o que nos propõem Os­ge­meos: sonhos de felicidade.


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Foto: Divulgação APS

EXPOSIÇÃO

Além das expectativas A ExpoPrint Latin America consolida‑se como o maior evento do setor na América Latina e já é apontada como uma das três feiras para a indústria gráfica mais importantes do mundo. Texto: Tânia Galluzzi

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S

ur­preen­den­te. Sem dúvida, esse foi o adjetivo mais usado para classifi­ car a ExpoPrint Latin America 2014, que ocorreu de 16 a 22 de julho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O clima positivo estava nos corredores e nos estandes, nas afirmações de expositores e visitantes. E o balanço ofi­cial da Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf), realizadora, e da APS Feiras & Eventos, orga­ nizadora e promotora, fundamentou tal senti­ mento. Foram 48.866 visitantes, movimento 37% maior em relação à edição an­te­r ior, que geraram ne­gó­c ios da ordem de US$ 400 mi­ lhões (US$ 300 milhões em 2010). O público teve à sua disposição 40 mil metros quadrados

de feira, ocupados por cerca de 300 exposito­ res, que demonstraram mais de 750 marcas. Die­ter Brandt, presidente da Afeigraf na gestão 2012/2014, considerou que todos os objetivos traçados foram cumpridos. “Um tra­ balho intenso de quatro anos de duração, que culminou em sete dias de uma feira impecável”. Na mesma linha, o diretor da APS, Is­mael Guar­ nel­li, destacou o êxito da divulgação do evento e a representatividade da feira. “Não há dúvi­ da de que a ExpoPrint Latin America 2014 foi, acima de tudo, uma grande vitória da indústria de impressão como um todo”. Uma das principais características da feira deste ano foi a forte presença dos estrangeiros, ma­jo­r i­t a­r ia­men­te latino-​­americanos, que so­ maram 4.082 pes­soas, contra 1.258 em 2010.


OTIMISMO LATINO

Fotos: Álvaro Motta

Também investindo em uma grande área de exposição, a Kodak alcançou resultados positivos. “A visitação de gráficos do Brasil e da América Latina superou todas as expectativas e nos provou, uma vez mais, que os em­pre­sá­r ios de nossa re­g ião querem soluções que os auxiliem a serem mais rentáveis, produtivos e competitivos”,

A maioria dos expositores entrevistados pela Revista Abigraf sinalizou uma expressiva visitação de gráficas de fora do Brasil, como na Heidelberg, que ocupou o maior estande. “Recebemos clien­tes de todos os Estados, de Manaus a Porto Alegre, porém o fluxo de estrangeiros nos surpreendeu. Tivemos grupos do México, Argentina, Peru, Equador, só para citar alguns”, afirmou José Luis Gu­tiér­rez, presidente da Heidelberg do Brasil. Superando as metas traçadas para o evento, a empresa divulgou a venda de mais de 90 castelos de impressão, 25 linhas de acabamento, cerca de 20 CtPs, sete impressoras digitais, sem contar contratos de manutenção, peças e consumíveis. Mesmo tendo como estrela a impressora offset plana CX 102+5+L com a nova tecnologia de secagem LE UV, a área de consumíveis e serviços foi bastante trabalhada, estratégia confirmada por Stephan Plenz, membro do Conselho de Administração da Heidelberger AG. “Temos de nos adaptar à rea­li­da­de do mercado, o que inclui o investimento na impressão digital e o fortalecimento em serviços e consumíveis, que hoje já representa 30% de nosso faturamento”, disse o executivo na feira. Entre os muitos argentinos que visitaram a feira estava Carlos Pedrini, chefe do departamento de planejamento, logística e produção da Arte Grafico Edi­to­r ial Argentino, sub­si­d iá­r ia do Grupo Clarín. Pela primeira vez em uma feira no Brasil, Carlos impressionou-​­se com a evolução da impressão digital, sobretudo no segmento de embalagem. O técnico afirmou ter feito vá­r ias cotações e já estava preparado para voltar à feira no dia seguinte. A Silvamarts, de Campinas (SP), foi além. Fechou na ExpoPrint a compra de uma impressora offset (ver matéria na página 51), com a qual planeja entrar no mercado de cartuchos. “Estou surpreso com a feira. Esperava algo menor. Vi vá­r ias soluções interessantes, principalmente na área de acabamento de embalagens”, comentou Danillo Maccari, gerente de mar­ke­ting.

disse Gilberto Fa­r ias, diretor geral da Kodak do Brasil e vice-​­presidente da Kodak América Latina. En­tu­sias­ma­do com o que viu, Jeffrey Clarke, que assumiu o comando da empresa em março deste ano, afirmou que a participação de mercado da América Latina, em es­pe­cial do Brasil, é destaque em algumas novas soluções da Kodak, como nas chapas offset sem processamento químico da linha Sonora e o CtP Flexcel NX para gravação de chapas flexográficas. Atuan­do igualmente no segmento de pré-​ ­impressão, Marcelo Chimelli, diretor co­mer­cial e de mar­ke­ting da IBF, mostrou-​­se bastante satisfeito. “É a melhor feira de que participo em 15 anos”. Segundo o executivo, os clien­tes estavam em busca de redução de custo ope­ra­cio­nal, necessidade respaldada pela linha de chapas offset Ecoplate. Para Luiz Ney ­A rias, presidente da IBF, a presença de latino-​­americanos foi decisiva: “Eles estão mais otimistas que os brasileiros”. Ainda na fase que antecede a impressão, a Konita Brasil atraiu os visitantes com a chapa térmica livre de processamento químico KTP-​­N P. “A feira foi excelente para a Konita. Fomos visitados por clien­tes e prospects que se

29 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF


Fotos: Álvaro Motta

encantaram com a nossa estrutura, inclusive a sede da Konita que será inaugurada ainda nesse semestre”, avaliou Dalmar Bae­ta Lopes, diretor. Relativizando o sucesso da ExpoPrint 2014, Eduar­do Sousa, gerente de mar­ke­ting da Agfa para a América Latina, afirmou que parte do impacto da feira estava re­la­cio­na­do ao re­fe­ren­cial

negativo do mercado. “No geral a feira está boa, fechamos bons ne­gó­cios e com os contatos que fizemos temos trabalho até o final do ano. Mas acho que a euforia vem de as pes­soas terem encontrado aqui um clima positivo em meio a um cenário ruim”. Entre as linhas expostas pela Agfa, as soluções de web-​­to-print Apogee Storefront e a impressora flatbed Anapurna M2540 foram as mais procuradas. Na linha de soft­wares, a EFI atraiu atenções com seu sistema de gestão composto por módulos independentes, entre eles o IQuo­te, módulo

orçamentista inteligente que acaba de ganhar o InterTech Technology Award, conferido pela Printing In­dus­tries of America (PIA). “Tivemos uma boa qualidade de visitação e chegamos a fechar contratos na feira, algo incomum”, comentou Osmar Barbosa, gerente geral da EFI Metrics na área de Soft­ware de Produtividade na América Latina. SEM MEDO DO DIGITAL

Os sistemas digitais estiveram na feira com todo seu brilho. No estande da Canon estavam lado a lado as impressoras Océ Va­r ioP­r int 6000

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Ultra+ e a linha imagePrograf, a primeira, focada na produção de materiais monocromáticos de grande volume e a segunda, em provas de cor, fine art, fotografia e cartazes. “Fortalecemos re­l a­c io­na­men­to, conseguimos avançar com ne­go­cia­ções em andamento e ini­ciar novas oportunidades. Esse era o objetivo e isso foi 100% atingido na ExpoPrint”, afirmou Fa­bia­no Peres, supervisor de vendas da Canon. Na Fujifilm, que investiu cerca de US$ 1 milhão na feira, a diversidade de aplicações foi igualmente a tônica, com soluções para impressão co­mer­cial, edi­to­r ial, embalagens e grandes

formatos. Expostas pela primeira vez fora da Europa e Ásia, estavam a impressora jato de tinta Jet Press 720, que inova ao utilizar o formato meia folha (B2), e a máquina de grande formato Onset R40i, com produtividade de 400 m²/ hora. “A visitação foi muito pro­f is­sio­nal, com gente de todo o Brasil e da América Latina”, comentou Walter Tolosa, gerente de vendas da divisão gráfica da Fujifilm. A empresa já reservou seu espaço para a edição 2018 da feira. Gian­ber­to Monchini, gerente financeiro da T&C, também confirmou a presença da empresa na próxima feira. O estande esteve movimentado e não só pela força da marca Epson, mas pela presença da impressora jato de tinta S75, da Scodix. Empregando secagem UV, a máquina aplica camadas de polímero de alto brilho sobre materiais impressos em offset e digital, crian­do efeitos de acabamento. Desde seu lançamento 


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Fotos: Álvaro Motta Foto: Divulgação APS

há quatro anos, 110 unidades já foram vendi­ das. No Brasil, onde o sistema está sendo co­ mer­cia­li­za­do pela T&C desde 2013, cinco má­ quinas já estão instaladas. A que estava na feira, inclusive, seguiu para uma das poucas gráficas com estande na ExpoPrint, a Compulaser, há 25 anos no mercado paulista. “Vimos na Sco­ dix a oportunidade de oferecer um di­fe­ren­cial ao mercado”, afirmou Talita Moser, gerente de produto da Compulaser. A empresa levou para a feira o Guia Pro­f is­sio­nal – Gráficos e Designers, que traz uma série de recursos e acabamentos, incluindo os efeitos cria­dos pela Scodix.

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Outra jato de tinta que despertou a cu­r io­si­ da­de dos visitantes foi a 1024 UV MVP, da Di­ rect Color Systems, representada no Brasil pela Agabê. Solução para pequenos formatos, a má­ quina, fabricada nos Estados Unidos, faz im­ pressão tri­d i­men­sio­nal em madeira, metal, ce­ râmica, plástico, vidro, entre outros materiais, e vem se destacando na impressão de textu­ ras e braille. “Estamos há 50 anos no segmen­ to de serigrafia, sempre participando de even­ tos dessa área. Não imaginávamos o po­ten­cial da ExpoPrint”, afirmou Vanderlei de Arruda, gerente co­mer­cial.


Fotos: Álvaro Motta

FLEXIBILIDADE NO CONVENCIONAL

Dentro do universo da impressão con­ven­cio­ nal, praticamente todos os fornecedores tradi­ cionais estavam na feira. Até mesmo a Manroland Sheet­fed, que a princípio não participaria, marcou presença em um pequeno box. “Esta­ mos aqui graças à VDMA , as­so­cia­ção alemã de máquinas e equipamentos, que nos cedeu o espaço através da Câmara Brasil-​­A lemanha. Aproveitamos para conversar com os clien­tes, comunicando que a companhia deve fechar o ano com lucro e divulgando as par­ce­r ias da Manroland do Brasil com a Duplo, Xerox, Com­ pactfoilers, Immgra e EFI, além da Schneider/ Busch, que fechamos aqui na feira”, afirmou Bruno Garcia, diretor presidente. No estande da KBA, o público pôde ver a impressora offset Rapida 105 - 6 L , seis cores mais verniz, escolhida para figurar na feira por sua flexibilidade. “Estamos investindo na cus­ tomização dos equipamentos de acordo com as necessidades de cada clien­te, visando tempos

de acertos cada vez mais curtos, flexibilidade em substratos e acabamentos especiais”, dis­ se Ralf Sammeck, vice-​­presidente executivo da KBA para offset plana. Segundo Luiz Cesar Dutra, diretor geral da KBA Brasil, desde o iní­ cio do acordo para a formação da fi­lial brasi­ leira, em setembro de 2013, 10 equipamentos foram vendidos. Para maiores volumes, esteve na feira a Goss e suas impressoras offset rotativas.

A empresa lançou os modelos V-​­Pack 500 e V-​ ­Pack 3000, voltados para a o segmento de em­ balagens flexíveis. “A feira foi importante para estimular o mercado gráfico, após praticamen­ te um mês perdido de Copa do Mundo e depois com as fé­r ias escolares. Ficamos dentro de nos­ sas expectativas. O fluxo de pes­soas foi abai­ xo do que esperávamos, tanto do Brasil como da América Latina”, comentou Vitor Dragone, diretor executivo da Goss. Ainda no âmbito das embalagens, mais es­ pecificamente rótulos e etiquetas, a Rotatek apresentou a impressora híbrida Omni 520, que une processos de impressão e acabamento em linha, com troca de formatos por camisas.

O equipamento não estava exposto e sim ma­ teriais nele produzidos. A empresa usou a feira também para divulgar a recente parceria com a Durst para a co­mer­cia­li­za­ção de impressoras digitais rotativas jato de tinta para produção de etiquetas. “O gráfico está mais bem informado e perdeu o medo do digital. Ele está voltando a ter um norte”, comentou Antonio Dalama, dire­ tor da Rotatek. A empresa acaba de investir na am­plia­ção de sua capacidade produtiva com a aquisição de novos equipamentos para o centro de usinagem na produção de chassis e cilindros. DIVERSIDADE EM ACABAMENTO

Para a fase de finalização dos produtos não fal­ taram opções. A Furnax levou vá­r ias soluções, como a corte e vinco automática Hércules 1060

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Fotos: Álvaro Motta

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no acabamento”, disse o executivo. A empresa lançou a InLine 360, sistema modular de perfuração e encadernação com capacidade de até 120 ciclos/min e troca automática de formato. Voltada para o segmento de embalagens de alta produção, chamou atenção no espaço da Bobst a Novacut 106 ER . Lançada mun­d ial­men­te na ExpoPrint, a máquina de corte e vinco oferece separação de cartuchos em linha (ver página 58). “Hoje há três feiras importantes para a Bobst: a Drupa, a China Print e a ExpoPrint. Estou

Foto: Divulgação APS

com aquecimento, para corte de substratos plásticos, papel, cartão e micro-​­ondulado. Os sistemas de pós-​­impressão compunham com uma impressora offset Komori uma linha completa de produção. A Renz, es­pe­cia­li­za­da em sistemas de encadernação e plastificação, foi para a ExpoPrint com um estande 50% maior do que na edição de 2010, com impacto positivo no volume de vendas, de acordo com Mário Hinrichsen, gerente geral. “Notamos que os clien­tes estão mais preo­cu­pa­dos com qualidade e automação

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Fotos: Álvaro Motta

mais do que satisfeito”, afirmou Dirceu Fumach, CEO da Bobst La­ti­noa­mé­r i­ca do Sul. Cinco unidades foram vendidas na feira para clien­tes da Argentina, Índia e Europa. Es­trean­do em feiras na América Latina, a alemã W+D (Winkler + Dün­ne­bier) aproveitou a ExpoPrint para divulgar seus sistemas para o segmento de envelopes. “Esperávamos um movimento maior, mas um ponto positivo foi a visita de clien­tes do Uruguai, Argentina, Chile e México”, comentou Sven Weissoertel, diretor re­g io­nal de vendas.

NOVAS FÁBRICAS

Entre os fornecedores de insumos, a Böttcher, fabricante de rolos, blanquetas, químicos e auxiliares, mostrou, entre outros produtos, o Golden ­Pearl, rolo es­pe­c ial para offset, e a

blanqueta de alto desempenho para offset plana Böttcher Top 8600. Há 15 anos no Brasil, a Böttcher está com uma nova planta em Jun­diaí (SP) para a fabricação de rolos (ver página 12).

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Também oferecendo blanquetas, a Trelleborg, detentora das marcas Vulcan, Rollin e Printec, apresentou na feira uma nova blanqueta para aplicação de verniz projetada para am­pliar a qualidade de envernizamento de impressos comerciais e embalagens. A cidade de Jun­diaí recebeu igualmente investimentos da Toyo Ink, cujo foco na feira foi a inauguração de sua nova fábrica, desenhada

para a produção de tintas offset e líquidas para rotogravura e flexografia. “A feira, assim como em 2010, superou nossas expectativas. A geração de ne­gó­c ios em curto prazo foi muito positiva”, comentou Ju­lia­na Piaz­za, supervisora co­mer­cial. A Printcor trouxe para a feira uma linha completa de vernizes à base de água e especiais, além das tintas UV para secagem LED da francesa Brancher e das tintas à base de ­óleos vegetais da asiá­ti­ca Kings­wood. “Hoje praticamente 60% das tintas usadas pelo segmento gráfico


muito no dia a dia. Parece-​­me um tanto longo”, afirmou o executivo. Outros expositores revelaram o mesmo desejo de redução no pe­r ío­do da feira. No sábado, logo após o término do quarto dia do evento, a Afeigraf anunciou, durante o lançamento do livro Afeigraf – 10 anos de Tecnologia e Impressão Gráfica e do coquetel de lançamento da ExpoPrint Latin America 2018, que a próxima edição terá cinco e não mais sete dias. A ExpoPrint 2018 ocorrerá entre o final de março e início de abril, de terça a sábado. Outra mudança será o local: a feira segue para o Expo Center Norte, na capital paulista.

Foto: Divulgação APS

lançamento do Ibema Vigore, triplex produzido com celulose de fibra longa. Para Marcos Marcello, diretor de mar­ ke­t ing da Prolam Termolaminação, as metas traçadas para a feira foram cumpridas. “Foi um evento com ótimo nível de expositores, o fluxo de pes­soas foi bom, porém variou

Fotos: Álvaro Motta

brasileiro são importadas em função do custo. Temos de nos adaptar a essa rea­li­da­de”, afirmou Marco Zorzetto, gerente in­dus­trial da empresa. Entre os fornecedores de matéria-​­prima, a Ibema comemorou na feira os 10 anos das linhas de papel-​­cartão Supera e Spe­cia­la, além do

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13/06/14 10:55


ECONOMIA Dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Panorama da indústria gráfica na região Centro‑Oeste

A

Apresentando o maior crescimento médio anual do PIB brasileiro nos últimos seis anos, a região Centro‑Oeste superou a média das demais regiões e do próprio País. Inseridos nesse cenário, os empresários gráficos locais, após os sucessos e insucessos dos primeiros seis meses deste ano, acreditam em um desempenho positivo do setor no segundo semestre graças, principalmente, às eleições.

re­g ião Centro-​­Oeste do Brasil, cons­t i­t uí­d a pelo Distrito Federal e pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e G ­ oiás, sobressai por sua extensão ter­r i­to­r ial, a segunda maior do País, e por seu peso econômico e político. Nos últimos seis anos (2008/2013) registrou o maior crescimento médio a­ nual do PIB na­cio­nal, superando as demais re­g iões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geo­g ra­f ia e Estatística (IBGE), em 2013 a re­g ião representou 9,56% do PIB brasileiro, produzindo o montante de R$ 396 bilhões. “A evolução recente da atividade econômica do Centro-​­Oeste refletiu em parte o crescimento da renda agrícola e seus desdobramentos sobre o comércio varejista e o setor in­dus­trial. Especificamente sobre a produção in­dus­trial, destaque-​­se a ex-

pansão observada no segmento químico, es­pe­ cial­men­te, produtos far­ma­cêu­ti­cos”, afirma em relatório a equipe do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Decon). É nesse contexto que se insere a indústria gráfica local. Ba­sea­do em dados do IBGE, o Decon estima que o valor da produção gráfica da re­g ião tenha atingido R$ 357 milhões no ano passado com suas 1.744 empresas, que representam 8% das gráficas existentes no País. No emprego, a re­g ião gerou 11.072 postos de trabalho, ou 5% do total na­c io­n al, com uma média de 6,3 fun­cio­ná­r ios por estabelecimento, contra a média na­cio­nal de 10,9. A grande maioria das empresas (83,4%) é de pequeno porte, si­tuan­do-​­se na faixa de até 19 trabalhadores, índice quase semelhante aos 81,9% das empresas da mesma dimensão em todo o Brasil.

CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL DO PIB – 2008/2013

Fonte: Revista Exame

3,7%

3,6%

Centro-Oeste

Norte

3,3%

Nordeste

3,0%

Sudeste

2,7%

Sul

3,1%

Brasil

PRODUTO INTERNO BRUTO – REGIÃO CENTRO-OESTE (IBGE/2011) ESTADOS

40 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

PIB

% DO PIB NACIONAL

% DO PIB REGIONAL

PIB PER CAPITA

Distrito Federal

164.482 milhões

3,97%

 41,49%

63.020,02

Goiás

111.269 milhões

2,68%

 28,07%

18.298,59

Mato Grosso

  71.418 milhões

1,72%

 18,01%

23.218,24

Mato Grosso do Sul

  49.242 milhões

1,18%

 12,42%

19.875,45

Região Centro-Oeste

396.412 milhões

9,56%

100,00%

27.282,76


DADOS GERAIS DA INDÚSTRIA GRÁFICA – REGIÃO CENTRO-OESTE E BRASIL – 2010 E 2012 2010

2012

VARIAÇÃO NO PERÍODO

REGIÃO CENTROOESTE

BRASIL

PARTICIPAÇÃO (%)

REGIÃO CENTROOESTE

BRASIL

PARTICIPAÇÃO (%)

REGIÃO CENTROOESTE

Número de Estabelecimentos

 1.644

 20.007

8,2%

 1.744

 20.631

8%

6,1%

3,1%

Número de Funcionários

11.108

220.796

5,0%

11.072

224.644

5%

– 0,3%

1,7%

Número de Funcionários / Estabelecimento

6,8

11,0

6,3

10,9

– 6,0%

– 1,3%

– 1,31

– 160,89

– 1,57

– 238,69

Exportação (US$ FOB milhões)

0,39

248,97

0,2%

0,88

298,16

0,3%

126%

20%

Importação (US$ FOB milhões)

1,70

409,87

0,4%

2,46

536,85

0,5%

 45%

31%

Balança Comercial (US$ FOB milhões)

BRASIL

Fonte: MTE/RAIS, AliceWeb/MDIC,PIA/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf

DISTRIBUIÇÃO DO EMPREGO NA INDÚSTRIA GRÁFICA POR PORTE DE EMPRESA De 250 ou mais

0,1% 0,4%

De 100 a 249

0,2% 1,0%

De 50 a 99 De 20 a 49

■ Centro-Oeste ■ Brasil

0,9% 1,8% 5,3% 6,6% 83,4% 81,9%

Até 19 Nenhum

10,0% 8,2%

Fonte: MTE/RAIS, AliceWeb/MDIC,PIA/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf

O salário médio da indústria gráfica na re­ gião é in­fe­r ior ao que se paga nas outras re­ giões. A parcela de fun­cio­ná­r ios que recebem até um salário mínimo corresponde a 5%, con­ tra 4% no País. Já os que ganham entre 1 e 2 sa­lá­r ios mínimos representam a maioria no Centro-​­Oeste, com 62%, sendo que a média na­cio­nal dessa faixa sa­la­r ial é de 47%. A maior parte dos empregados gráficos na re­g ião tem até o ensino médio completo (59,1%), acima da média na­cio­nal, que é de 56,2%. Mas o número

de fun­cio­ná­r ios com o ensino su­pe­r ior comple­ to é baixo, ficando em apenas 5,9%, enquanto a média na­cio­nal chega a 9,4%. Na balança co­mer­cial do setor gráfico, a par­ ticipação das empresas da re­g ião Centro-​­Oeste é inexpressiva. De acordo com os dados da Se­ cretaria de Comércio Ex­te­r ior (Secex) do Minis­ tério de Desenvolvimento, Indústria e Comér­ cio Ex­te­r ior (MDIC), a re­g ião exportou em 2013 apenas US$ 0,71 milhão e importou US$ 2,8 mi­ lhões em produtos gráficos, gerando um déficit

41 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF


EMPREGO E ESTABELECIMENTOS GRÁFICOS POR REGIÃO REGIÃO

Sudeste

EMPREGO

PARTICIPAÇÃO

ESTABELECIMENTOS

PARTICIPAÇÃO

N-º DE FUNCIONÁRIOS / ESTABELECIMENTO

137.351

 61%

10.131

 49%

13,6

Sul

 45.741

 20%

 4.725

 23%

 9,7

Nordeste

 25.036

 11%

 3.286

 16%

 7,6

Centro-Oeste

 11.072

  5%

 1.744

  8%

 6,3

Norte

  5.444

  3%

   745

  4%

 7,3

Total

224.644

100%

20.631

100%

10,9

Fonte: MTE/RAIS 2012. ElaboraçãoDecon/Abigraf.

de US$ 2,1 milhões, correspondendo, respecti­ vamente, a ínfimos 0,3% e 0,5% do volume na­ cio­nal. Nos últimos seis anos, a média a­ nual de importações foi de US$ 2,12 milhões e de ex­ portações US$ 0,53 milhão, resultando em um déficit médio ­anual de US$ 1,59 milhão. O QUE PENSAM OS EMPRESÁRIOS

Procurados pela Revista Abigraf, em­pre­sá­r ios manifestaram-​­se sobre a si­tua­ção ­atual da in­ dústria gráfica na re­g ião Centro-​­Oeste. Para Ju­lião Flaves Gaú­na, presidente da Abigraf Re­ gio­nal Mato Grosso do Sul e do Conselho Dire­ tivo da Abigraf Na­cio­nal, o momento exige pés no chão, o que vale não só para a sua empresa — Gráfica e Editora Pon­tual, de Campo Gran­ de (MS) — mas para toda a indústria gráfica da PORTE DOS ESTABELECIMENTOS DA INDÚSTRIA GRÁFICA Centro-Oeste

Brasil

Micro 78,6%

Micro 84,1%

Pequeno 18,2%

Pequeno 14,7% Grande 0,1%

Médio 1,1%

Grande 0,4%

Fonte: MTE/RAIS 2012. ElaboraçãoDecon/Abigraf.

42 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Médio 2,8%

re­gião. “Percebemos que o mercado está andan­ do de lado e, desta forma, o empresário deve ter cautela para fazer investimentos. Nosso parque gráfico está maior que a oferta e, assim, os pre­ ços de produtos e serviços estão em baixa. Nos­ sa expectativa é ava­liar qual o caminho que a economia irá tomar”, afirma. O empresário Jú­ lio César Oliveira, da bra­si­lien­se Gráfica e Editora Brasil, faz parte do grupo que viu seus ne­ gó­cios perderem fôlego na primeira metade do ano. De acordo com ele, a demanda registrada no pe­r ío­do foi 30% menor que no mesmo pe­ río­do de 2013. Diretor co­mer­cial e de produção da Gráfica Tropical Editora, de Campo Gran­ de, Sérgio Ricardo Salzedas também viu seu fa­ turamento cair na comparação com o mesmo pe­r ío­do do ano passado. Essa ava­lia­ção, no entanto, não é unânime entre os em­pre­sá­r ios consultados. “Nossa de­ manda no primeiro semestre foi 19% su­pe­r ior ao primeiro semestre do ano passado, e a pre­ visão para os próximos seis meses é de estabi­ lidade”, declara Izidro Alves Gadêlha, diretor da Gráfica e Editora Positiva, de Brasília. Antonio de Sousa Almeida, presidente da Abigraf Re­g io­ nal ­Goiás, também registrou um bom resultado em sua empresa, a Editora Kelps, de Goiânia. “A demanda foi bem, melhor do que em 2013”, ressalta. Na Se­r ie­ma Indústria Gráfica e Editora, localizada em Dourados (MS), a demanda foi 10% su­pe­r ior à do ano passado, segundo o sócio Jairo de Osti.


Sobre o segundo semestre, há consenso de que as eleições devem favorecer os ne­gó­c ios. “Agora, no pós-​­Copa, acreditamos que o mercado irá aquecer com as eleições. Estimamos um crescimento de 50% em relação ao exercício an­te­r ior”, espera Júlio Cesar Oliveira. Sérgio Salzedas endossa essa visão. “Creio que os ne­ gó­cios devem melhorar devido as campanhas políticas, aquecendo o segundo semestre, como tra­d i­cio­nal­men­te ocorre”. A concorrência com produtos importados assusta a indústria, mas, no caso dos profissionais do Centro-​­Oeste, o mercado local, em razão da guerra de preços, representa um am­bien­te muito mais amea­ça­dor ao

desenvolvimento dos ne­gó­c ios. Qua ­l i­f i­c a­ção da mão de obra, concorrência com mí­d ias digitais, carga tributária pesada e acesso ao crédito também são citados como entraves. “Os maiores problemas são qualificação pro­f is­sio­nal e empresas que só existem no papel, sem parque gráfico”, aponta Jairo de Osti. Para o presidente da Abigraf Re­g io­nal Mato Grosso do Sul, os em­pre­sá­r ios precisam incrementar sua capacidade de gestão. “Ava­lia­mos que o principal gargalo para nossas empresas é a falta de gestão e, desta forma, devemos, enquanto líderes, trabalhar nesta direção, para que possamos nos pro­f is­sio­na­li­zar e assim sermos competitivos”, conclama Ju ­l ião Gaú­na.

NÚMERO DE EMPRESAS E EMPREGO POR ESTADO E CAPITAL – REGIÃO CENTRO-OESTE NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS

% SOBRE TOTAL

NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS

% SOBRE TOTAL

FUNCIONÁRIOS / ESTABELECIMENTO

Goiás

 5.052

 46%

  719

 41%

 7,0

Goiânia

 2.249

 45%

  351

 49%

 6,4

Distrito Federal

 2.555

 23%

  452

 26%

 5,7

Brasília

 2.555

100%

  452

100%

 5,7

Mato Grosso

 2.122

 19%

  316

 18%

 6,7

Cuiabá

 1.194

 56%

  108

 34%

11,1

Mato Grosso do Sul

 1.343

 12%

  257

 15%

 5,2

Campo Grande

   726

 54%

  118

 46%

 6,2

Total

11.072

100%

1.744

100%

 6,3

Fonte: MTE/RAIS 2012. Elaboração: Decon/Abigraf.

VALORES CONSOLIDADOS ANUAIS DO COMÉRCIO EXTERIOR DA INDÚSTRIA GRÁFICA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL (MIL FOB US$) PERÍODO

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

SALDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

KG LÍQUIDO

US$

2008

  271,0

 21,9

1.682,0

  441,8

– 1.411,0

2009

  375,4

 35,9

1.155,6

  170,2

  – 780,3

2010

  390,4

 45,5

1.696,4

  290,8

– 1.306,0

2011

1.207,0

395,6

2.907,6

  670,7

– 1.700,6

2012

  881,5

312,5

2.455,4

1.081,9

– 1.573,9

2013

   71,2

 18,6

2.799,5

  988,1

– 2.728,4

Fonte:AliceWeb/MDIC. Elaboração:Decon/Abigraf.

43 julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF


CONTE COM UMA FONTE SEGURA PARA A TOMADA DE DECISÕES EM SUA EMPRESA Foi lançada a 2ª Edição da Sondagem da Indústria Gráfica Nacional, estudo trimestral conduzido pela ABIGRAF junto a empresas do setor, com o objetivo de medir o índice de confiança dos empresários gráficos em relação à situação atual de mercado e principais tendências. A sondagem fornece informações valiosas que auxiliam na tomada de decisões dentro das empresas. E quanto maior o número de participantes, mais representativo e seguro se torna o estudo como indicador do sentimento geral do setor. O estudo é realizado com base em questionário enviado por e-mail. Portanto, para que você possa participar, acesse: www.abigraf.org.br e faça o seu cadastro, de maneira rápida e fácil.

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Oportunidades para pequenas e médias gráficas: um sonho?

Como resultado da observação e análise do quadro atual do setor no Brasil e em outros países, o autor enumera sete oportunidades que classifica de imperdíveis, particularmente para as pequenas e médias gráficas, baseadas na realidade de mercado e em experiências bem sucedidas.

N

o encontro dos 45 anos da Abigraf Regional Santa Catarina, no mês de agosto, tive a oportunidade de apresentar uma palestra e discutir com os em­pre­sá­r ios locais um conjunto de ações que denominei de oportunidades imperdíveis, em es­pe­cial para pequenas e mé­dias gráficas, mas aplicáveis a gráficas de todo porte, fruto de nossa ex­pe­r iên­cia e observação do quadro ­atual do setor no Brasil e em outros paí­ses. Não que sejam total novidade para muitos, mas, sem dúvida, ideias que podem inspirar mudanças. Relato aqui essa apresentação. Partindo de uma visão global do setor e recorrendo às estatísticas mundiais publicadas neste ano pela NPES e pela Drupa, as quais analisamos em artigos an­te­r io­res, vemos que o setor gráfico mun­dial apresenta crescimento. Modesto, mas cresce. Mais nos paí­ses em desenvolvimento do que nos mercados maduros como EUA , Europa Ocidental, Japão etc. No caso brasileiro estamos decrescendo, segundo estatísticas da Abigraf, dada, em es­pe­cial, a retração econômica que vi­ven­cia­mos nestes últimos dois anos, sendo que o primeiro semestre de 2014 foi sacrificado com o carnaval tardio e a Copa do Mundo.

46 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014


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Venha para a

acompanhamento de entrega nos prazos Nada muito alvissareiro, portanto, ain­ estabelecidos e eis que, gra­dual­men­te, le­ da mais se levarmos em conta o aumento vando esse modelo co­mer­cial a outras re­ da competição dos meios digitais que subs­ giões, chegou a uma força co­mer­c ial que ti­tuem materiais impressos em função de beira a 3.000 vendedores autônomos que custo ou disponibilidade ime­d ia­ta da in­ fizeram das vendas o seu sustento. formação, o que todos já sabemos e esta­ Hoje os pedidos já podem ser colocados mos cansados de ouvir. Não que isso tire a online e, pela enorme quantidade de entra­ importância do ma­te­r ial impresso, que vai da de pequenas tiragens, podem ser produ­ se manter conjuntamente com os meios di­ zidos conjuntamente com melhor aprovei­ gitais naquilo em que é relevante, por ge­ tamento de máquina e tempos de execução. rar credibilidade e manter mais a atenção O outro exemplo é o da gráfica WBL , do leitor ou usuá­r io. pouco conhecida por esse nome, mas Ainda assim é importante verificar o dona do site Futura Imbatível (www. que transpareceu na pesquisa da Drupa, futuraimbativel.com), um dos cam­peões na qual as dificuldades de vendas relatadas de vendas de produtos gráficos pela inter­ pelos gráficos apontavam, pri­mor­dial­men­ net. A base de seu sucesso não é o que apa­ te, para o crescimento da concorrência, por rentemente se vê no site, uma loja um lado, e pela dificuldade em obter novos vir­tual. É, na verdade, a por­ clien­tes, de outro. ta de venda de mais de 200 Com base nesse contexto sugiro a pontos de distribuição de observância de pelo menos sete ma­te­r ial, em sua maio­ oportunidades que estão sen­ ria lan houses es­ do ex ploradas por O MA­TE­RIAL IMPRESSO VAI palhadas em di­ empresa gráficas SE MANTER CONJUNTAMENTE versas cidades em crescimento COM OS MEIOS DIGITAIS NAQUILO do Brasil. Es­ real. A  primei­ EM QUE É RELEVANTE, POR GERAR ses pontos de ra oportunidade CREDIBILIDADE E MANTER MAIS A venda fun­c io­ chamo de: “se o ATENÇÃO DO LEITOR OU USUÁ­RIO. nam como cap­ clien­t e não vem, tação de clien­t es vá atrás dele”. Como? que, ou não têm compu­ Explorando novas aborda­ tadores, ou não têm a ha­ gens comerciais. Cito os exemplos bilidade de construir os produtos online, de duas das gráficas de mais rápida expan­ deixando essa tarefa para essas “ lojas” físi­ são no País. Uma delas é a gráfica TMX , de cas. Com isso sua abrangência co­mer­cial se São Gonçalo, na baixada fluminense (www. multiplica, o que resulta em mais de 3.000 tmxgrafica.com.br). Aberta no ano 2000, pedidos por dia, também produzidos con­ usando diferentes processos de produção juntamente em suas offsets e impressoras como offset, flexografia e digital, seu cres­ digitais. A  WBL dobrou de tamanho nos cimento foi alavancado pela oportunidade que gerou a pes­soas com dificuldades de dois últimos anos — e ela já não estava pe­ emprego, ini­cial­men­te na sua re­g ião, per­ quena. Essas empresas não esperam a de­ mitindo-​­lhes revenderem seus produtos manda, não esperam o clien­te. Elas geram através de um catálogo extenso com indi­ demanda e captam mercado. cação de produtos que vão desde cartões de A segunda oportunidade defino por visita a folhetos, banners, rótulos e outros. “conexão digital com o clien­te”. Não há Com indicação de preço e prazos de entrega como no mundo de hoje não se preparar definidos. Workshops de treinamento para para estabelecer pontes de conexão com o essa força de venda com explicação do bá­ clien­te através da internet, ainda que em sico em termos de produto, atendimento muitas re­g iões do País ela possa ser um de primeira linha para suas solicitações, processo in­ci­pien­te. É só uma questão de

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tempo. A primeira dessas pontes, na ver­ dade a porta de entrada, é, sem dúvida, o mundo do web-​­to-print. Muito temos escrito e falado sobre es­ sas aplicações e, em es­pe­c ial, ao suporte que damos àquela que é considerada a pri­ meira plataforma na­cio­nal com interface gráfica, o Isidora. Ainda que nos exemplos acima as gráficas citadas se valham de va­ ria­ções desse tipo de plataforma, as aplica­ ções de web-​­to-print são bem mais amplas, em es­pe­cial quando da construção de sites conectados diretamente aos clien­tes, per­ mitindo maior facilidade ope­ra­c io­nal na entrega de arquivos prontos para impri­ mir, diminuição de erros e menor perda de tempo entre o clien­te e a gráfica. O cresci­ mento de uso é mun­d ial e também cresce dia­r ia­men­te o interesse das gráficas nacio­ nais em entender afinal o que é isso. Falta informação e a busca de soluções caseiras tende, ao longo do tempo, a ceder às pla­ taformas prontas pois permitem mais rapidez de implantação e custos mais baixos. Estamos só no inicio da im­ plantação desses sistemas no Brasil, mas é um caminho sem volta. Classifico a terceira oportunidade como “fazer menos vale mais: a questão da impressão digital”. Parece óbvio di­ zer novamente que a impressão digital se consolida cada vez mais no mundo gráfi­ co mun­d ial. Nem tanto, se olharmos mui­ tas gráficas brasileiras ainda relutantes em sua utilização ou em tirar o melhor provei­ to de uma tecnologia que reduz tempo de operação, ra­cio­na­li­za a produção e permi­ te diferenciais como personalização e cus­ tomização de materiais. Ainda temos a predominância da cultura do offset, nada contra, mas incorporar o processo de im­ pressão digital é fundamental em qual­ quer porte de empresa gráfica. Essa incor­ poração, em geral, se dá de quatro formas: como apêndice ou como complemento da produção offset, sem muito foco no digi­ tal. Ou como negócio específico ou produ­ ção híbrida, as duas melhores formas de integração em que, de forma natural e até automática, as produções são dirigidas aos REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

mas quer sobreviver. Digo então que “fazer as coisas direito já é um avanço”. Pen­ sar no seu fluxo ope­ra­cio­nal, automatizar o repetitivo, eliminar variáveis que levam a erros, ter formação de custos e preços, pla­ nejamento e controle adequados, tempo de resposta, qualidade controlada e entregas garantidas não é exatamente uma estraté­ gia, mas já garante bons frutos em um mer­ cado onde nem sempre a organização pre­ valece. Dar uma boa resposta ao clien­te e atendê-​­lo bem, por si só, garante fidelidade, ou repetição de trabalhos. Por fim, uma oportunidade que deno­ mino “o trabalho em rede: a parceria inteligente”. Hoje o mundo é uma rede. Que tal construir a sua ou participar de redes mais amplas? Uma franquia, por exemplo. A Al­ phagraphics (www.alphagraphics.com.br) está am­plian­do a sua através da conversão de gráficas já estabelecidas, o que pode ser um caminho interessante para parti­ NA VERDADE ESSAS OPORTUNIDADES lhar mar­ke­ting, gestão e know-​­how. NÃO ESTÃO RESTRITAS AO MERCADO, Ou mesmo ­c riar redes regionais, À ECONOMIA, AO TAMANHO DA GRÁFICA. independentes, de gráficas locais ELAS ESTÃO LIGADAS AO TAMANHO que se complementam e que pos­ DO SONHO E DA CAPACIDADE DE sam fornecer diferenciais a outras REALIZAÇÃO DO EMPRESÁRIO. re­g iões do País. Há vá­r ias maneiras de se fazer isso desde que haja lideranças dispostas e que se pense de forma aberta, sem tolhimento do sempre fizemos assim, A quinta oportunidade é “­criar hoje os desde que se pense grande. produtos de amanhã”. As novíssimas im­ Há um mundo de oportunidades nesse pressões em equipamentos 3D proliferam mercado que para muitos parece se estrei­ cada vez mais. Capas de celular persona­ tar. Na verdade essas oportunidades não lizadas, brincos e aces­só­r ios, um boneco estão restritas ao mercado, à economia, da própria pessoa e um infindável conjun­ ao tamanho da gráfica. Elas estão ligadas to de produtos podem ser cria­dos, mui­ ao tamanho do sonho e da capacidade de tos deles pelos pró­prios clien­tes. A Ama­ rea­li­za­ção do empresário. Ou, como diria zon começou a vender neste semestre toda Fernando Pessoa, o homem é do tamanho uma linha de 3D printed products. Por que do seu sonho. não ­c riar uma linha própria? Além dis­ Que tal começar a sonhar? so, crescem as aplicações com imagens, sejam por sublimação, sejam em impres­ Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting. são direta, mas sobretudo os fo­toál­buns com.br é diretor geral da ANconsulting, www. e todas as suas va­r ia­ções. Sem contarmos anconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG os livros sob demanda ou mesmo e-​­­books. e também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação Gestão Inovadora Novos produtos para enriquecer port­fó­lios. da Empresa Gráfica na Faculdade Senai A sexta oportunidade é na verdade para Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias quem diz que não quer saber de nada disso, de Gestão Estratégica e Mar­ke­ting Industrial. equipamentos no aproveitamento de suas melhores características. A quarta oportunidade, como consequ­ ência do digital, intitulo “o grande formato é um mundo”, na qual ressalto a incor­ poração das impressoras digitais de grande formato na produção de gráficas comer­ ciais. É incrível o que hoje se produz nes­ sas máquinas e nos mais diferentes subs­ tratos: metal, madeira, vidro, tecido e os mais va­r ia­dos produtos, de sinalizações a pisos cerâmicos, sem falar na produção de embalagens em pequena escala. Mate­ riais de pontos de venda são hoje traba­ lhos sofisticados. Decorações inteiras po­ dem ser cria­d as, das paredes ao móveis. Um verdadeiro mundo impresso.


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OPINIÃO

O

Ref lexões sobre o setor gráfico

se citar como judicam a produção. Pode‑ pre e os ent im est inv seg urança do o de grandes mplo a NR‑12, que trata da exe O setor gráfico do Brasil, alv re sob se áli an impressoras. do no foco de balho no uso das máquinas tra em equipamentos, é coloca ão lex ref a s, nota‑se um fator necessária um Nas questões aqui abordada a política industrial, sendo as ític pol vas no ia. Essa realidade efinição de comum entre elas: a burocrac sobre diversos aspectos. A d s da an em todas as esferas: futuras dem sileira precisa ser combatida bra que atendam as atuais e as o cis pre pois cria entraves para rtuna, pois é eral, estadual e municipal, fed das indústrias se torna opo ças dan mu às cidadão, além de impor a fazer frente rodução, atrapalha a vida do a p desenvolver estratégias par co. ógi atividade empresarial. ico e tecnol custos diretos e indiretos à nos cenários político, econôm a fic grá ria úst o pelo seg mento gráfico sa a ind Outro problema enf rentad As dif iculdades por que pas rol um de o de obra qualif icada. à existência dif iculdade em encontrar mã a é devem‑se em grande parte no os, tiv era ia, mas se oculta a baixa dos órgãos fed la‑se na expansão da econom Fa interminável de exigências e l nta bie am ponível no mercado. A má tributária, alidade de mão de obra dis qu que diz respeito à leg islação os tem lo, mp ira de base impede que até ia, por exe alidade da educação brasile qu trabalhista. Na área tributár se, tas bas o ntes sejam eficazes. e, se isso nã smo os cursos profissionaliza me uma alta carga de impostos S ICM e ISS táculos que o setor cobrança de Concluindo, os principais obs ainda há conflitos, como a 30 de is ia, a desqualif icação da alizado, há ma renta são: a carga tributár enf e o seg mento gráfico é pen s da m alé instabilidade política ças, exigindo, o de obra, a burocracia e a mã anos, com ambas as cobran tos cus , tos pos preendedorismo é o dos dois im e econômica. No Brasil, o em despesas com o recolhiment as. ist tar dif iculdade de obtenção ados tribu estimulado, sobretudo pela des com a contratação de advog de ha fol ração da nto e acesso ao crédito. Outro tema vital é a desone das licenças de funcioname de ade vid ati o de empregos não exceção da Para que a produção e geraçã pagamento do seg mento, à o o tod e qu do uma boa política É requeri am penalizadas é preciso ter sej impressão na área editorial. ial. tor edi a imentos, desoneração apenas a áre ustrial: incentivo aos invest ind setor seja beneficiado, não a cad sil, Bra os no substituição de importações Em relação à produção de livr das atividades industriais, na os livr s seu r ratização, m imprimi produtos nacionais, desburoc por vez mais, as editoras busca ido dev rre oco o Iss tária, trabalhista e is baixos. plif icação da leg islação tribu sim China, de olho em preços ma e co áti asi s o da carga tributária obra do paí biental, e, finalmente, reduçã am ao reduzido custo da mão de o rad ige fam o sto Brasil”. Só assim o sileiras — trabalhista, o chamado “cu e às altas taxas tributárias bra cia rên cor con desenvolver plenamente. im, uma Brasil, como um todo, irá se “custo Brasil”. Admite‑se, ass o er end ent ícil E não é dif desleal de países asiáticos. is recolhem 9,25% de PIS/ na cio na porquê: as gráficas carlos@jdigiorg io.com.br os, enquanto as chinesas Cofins na impressão de livr m incentivos de seu estão isentas e ainda recebe os trabalhistas brasileiros governo. E mais: os encarg a força de trabalho. são altíssimos, encarecendo e uma leg islação Na área ambiental percebe‑s dif ícil interpretação, confusa, extensa, prolixa, de a gincana para atendê‑la, que promove uma verdadeir e pequenos empresários, notadamente para os micro setor. É preciso simplif icá‑la que compõem a maioria do e, para cuidar do meio para desburocratizar, já qu ário penalizar a produção. ambiente, não se faz necess uma campanha A indústria ainda sof re com nte divulgada na mídia, equivocada e cruel, amplame o l ao meio ambiente, o que nã de que a impressão faz ma s paí te nes sso pre o papel im corresponde à verdade. Tod s. Prática que é boa para da nta ional pla tas da Indústria Gráfica – Reg provém de flores de trabalho. tos nte da Associação Bra sileira s pos e side fica as Pre Grá uez ias riq ústr ar Ind ger das to de a natureza, além eiro (Abigraf-RJ) e do Sindica Jan de Rio m ste exi hista, eiro (Sigraf) Quanto à leg islação trabal do Município do Rio de Jan e encarecem qu as, dor nta me ula reg s inúmeras norma

rinho C arlos A ugusto D i Giorgio Sob

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Texto: Tânia Galluzzi

ANO 23  Nº 99  AGOSTO/2014 Texto: Tânia Galluzzi

ANO 22  Nº 89  ABRIL/2013

Sim, é momento de investir OBJETIVANDO ATENDER SEUS CLIENTES DE FORMA MAIS AMPLA, A SILVAMARTS GRÁFICA E EDITORA, SEDIADA EM CAMPINAS (SP), CAPACITA-​­SE PARA PRODUZIR CARTUCHOS.

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Fotos: Álvaro Motta

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Ailton Vani Silva, diretor da empresa

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aiu no Estadão em mea­d os de agosto, no PME, caderno de pe­ quenas e mé­dias empresas, uma matéria es­pe­cial sobre o que fa­ zer para um negócio dar certo. O mote era ajudar o em­preen­de­dor, ou candidato a, a não esmorecer num momento de incerte­ zas como o ­atual. A primeira dica vinha do coor­de­na­dor do Centro de Em­preen­de­do­ ris­mo do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Marco Aurélio de Sá Ribei­ ro. “O  fato de a economia caminhar para um crescimento ruim não significa que as oportunidades acabaram. Significa apenas que os projetos que não são tão bons, ou têm alcance limitado, não terão tanto mer­ cado”. E ele emendava: “O verdadeiro em­ preen­de­dor não olha o macro, e sim o mi­ cro, um nicho, uma necessidade que não está sendo atendida”.

Essa é exatamente a trilha seguida por Ailton Vani Silva e sua Silvamarts, gráfica re­fe­ren­cial na re­gião de Campinas, in­te­rior de São Paulo. Atuan­do em três segmentos — pro­mo­cio­nal, edi­to­rial e in­dus­trial (docu­ mentação técnica e manuais) —, a empre­ sa aparelha-​­se agora para dar os primeiros passos no segmento de embalagens. Mas não se trata de um tiro cego, deflagrado ao sabor de ten­dên­cias genéricas. “Fize­ mos a lição de casa, estudamos projetos viáveis junto a clien­tes ativos”, afirma Da­ nillo Cesar Maccari, gerente de mar­ke­ting. Alinhada com o pensamento do técnico do Ibmec, a mira da Silvamarts está no atendi­ mento de necessidades da indústria, como autopeças, alimentícia e empresas de tele­ fonia, que precisam de cartuchos para em­ balar seus produtos. “Já estamos no clien­te. Vamos am­pliar as possibilidades”.

Alexandre Vani da Silva, gerente industrial

Danilo César Maccari, gerente de mar­ke­ting

Incremento na produção Com esse projeto na cabeça, Ailton foi à Ex­ poPrint 2014 para fechar a compra de dois sistemas, uma impressora offset plana seis cores mais verniz, com saí­da longa, capaz de rodar papel-​­cartão, e uma linha de cor­ te e cola de cartuchos. Está chegando ainda uma plotter para a produção de mocapes, totalizando um investimento de R$ 4 mi­ lhões. A expectativa é estar com os novos equipamentos operando no final do ano.


Fotos ilustrativas

Novos investimentos reforรงam o parque grรกfico da Silvamarts para atender o setor de embalagens

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prevendo uma elevação de 5,5% neste ano. “Esperamos um 2015 melhor do que este ano, castigado pelo fraco movimento provocado pela Copa. Mas acredito que se o setor fosse mais unido so­fre­ría­mos menos com as imposições dos clien­tes”, comenta Ailton. Com 160 fun­cio­ná­rios, a capacidade produtiva da gráfica, de 500 toneladas de papel por mês, aumentará em 20% com a nova impressora. A aposta no segmento de embalagens reforça a estratégia da gráfica em buscar o equilíbrio na cesta de produtos que oferece ao mercado. Em 2013 a Silvamarts registrou crescimento de 3% em sua receita,

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GRÁFICA-SP

Gonçalves comemora 75 anos preparando nova sede

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ezoito meses. Esse é o tempo pre­ visto para a conclusão da mudança da gráfica Gonçalves para sua nova sede em Cajamar, município da Re­ gião Metropolitana de São Paulo. Durante um ano e meio a empresa praticamente fun­cio­na­rá em dois endereços. O prazo extenso justifica-​­se pela necessidade de não interromper a produ­ ção. Cada impressora e sistema de acabamento serão transferidos uni­ta­r ia­men­te, com o start up de uma máquina dando sinal verde para a partida de outra. E a estrutura não é pequena. São 11 impressoras e linhas de pós-​­impressão,

Empresa está de mudança para Cajamar (SP), onde passa a ocupar uma área de 38 mil metros quadradros. Processo deve encerrar‑se só no início de 2016.

Fotos: Álvaro Motta

Texto: Tânia Galluzzi

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Paulo Gonçalves, diretor da empresa

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mais CtPs, plotters e um sem número de dis­ positivos, desktops e outros itens aparelhan­ do os 470 fun­cio­ná­r ios que fazem da Gonçal­ ves uma das líderes na produção de cartuchos para as in­dús­trias far­ma­cêu­ti­ca, cosmética, de hi­g ie­ne pes­soal, entre outras. Ao completar 75 anos de atividade, esse é o grande projeto da Gonçalves desde que o terre­ no de 69 mil metros quadradros foi adquirido, em 2010. Além do investimento na construção de 38 mil metros quadrados, foram também ad­ quiridos uma impressora offset sete cores, com secagem UV e con­ven­cio­nal, mais uma coladei­ ra e um sistema de corte de bobina. Instalados na nova unidade, esses equipamentos estão possibilitando uma mudança sem interrupções na produção. As obras do prédio in­dus­trial es­ tão con­c luí­das e a perspectiva é de término do setor administrativo em outubro. Como explica Paulo Gonçalves, diretor, a ne­ cessidade de um espaço maior e a valorização de Alphaville motivaram a mudança. “A re­g ião está cara demais para uma gráfica. Alphaville virou uma área co­mer­cial, a indústria não tem mais vez”. As instalações em Cajamar são prati­ camente uma réplica do desenho de Alphaville, que já havia sido planejado para atender todas as necessidades da empresa tanto no que tange à produção quanto à logística, incluindo agora a possibilidade de expansão. Em 2013, a Gonçal­ ves converteu 15 mil toneladas de papel-​­cartão.


Foto: Divulgação

Mas Paulo não prevê novos investimentos a curto prazo em função do cenário econômico e do acirramento da concorrência. Mesmo as­ sim a empresa conseguiu crescer 5% em 2013, sobretudo absorvendo a carteira de concorren­ tes que deixaram o mercado. “2014 está mui­ to parecido com o ano passado. Forte concor­ rência e margens pequenas. Estamos fazendo grandes esforços para fechar com o mesmo re­ sultado”. Ao seu lado nessa tarefa, Paulo conta com sua filha, Ju­lia­na, 37 anos, quarta gera­ ção na direção da gráfica. E também dos filhos mais velhos, Gustavo, 45, e André, 39. Só que eles Paulo só vê duas vezes por ano. A dupla é responsável pela unidade da Gonçalves no Mé­ xico desde sua inauguração, em 2008, negócio que representa 25% do faturamento da empre­ sa. Apesar de totalmente independente, a fábri­ ca mexicana adota os mesmos conceitos de ex­ celência da matriz, atendendo perfil idêntico de clien­tes. O empresário considera que atual­men­ te as chances de crescimento são maiores por lá pelo fato de a Gonçalves estar há menos tempo no México; contudo, a disputa de mercado as­ semelha-​­se ao que se vê no Brasil. O novo go­ verno, que assumiu no final de 2012, promoveu

Maquete da futura sede no município de Cajamar e vista geral do atual parque gráfico em Alphaville, Barueri (SP)

uma reforma fiscal, além de conter os investi­ mentos, puxando o freio da economia. Espe­ ra-​­se para este semestre a retomada de alguns projetos por parte do governo.

Uma platina e um cavalete A impressora platina e o cavalete de tipos responsáveis pelos primeiros impressos da Typographia Humberto Gonçalves, em 1939, con­ti­nuam com a família a contar his­tó­rias. A empresa nasceu no bairro do Belenzinho, em São Paulo, com o avô de Paulo. Em 1946, seu pai, José Gonçalves, recém-​­chegado da guerra, entrou como sócio da tipografia, que produzia impressos comerciais. A primeira embalagem viria 16 anos depois, destinada ao Creme Pond’s, muito popular junto ao público feminino e des­con­ti­nua­do no início dos anos 2000. Em 1963, a tipografia comprou o prédio para o qual havia se mudado alguns anos antes, no mesmo bairro. Duas décadas de crescimento culminaram na transferência, em 1989, para a planta de Alphaville, já como Gonçalves Indústria Gráfica, num lay­out pensado para pri­vi­ le­giar o fluxo produtivo. O investimento contínuo em atua­li­za­ção tecnológica manteve a Gonçalves entre os principais fornecedores de cartuchos do País, postura reforçada com o pioneirismo na

Na entrada das instalações da empresa em Alphaville estão expostos equipamentos e tipos utilizados nos primeiros anos da Typographia Gonçalves

área am­bien­tal: em 2001, a empresa obteve a certificação ISO 14001 de gestão am­bien­tal. Sete anos depois entrou em operação a fábrica do México, com 10 mil metros quadradros de área cons­truí­da. Agora, com a nova planta, a empresa se prepara para adi­cio­nar mais um importante marco à sua trajetória de sucesso.

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REESTRUTURAÇÃO BOBST BRASIL

A

Que venham outros quarenta anos

Fotos: Álvaro Motta

história recente da Bobst é um fac-​­símile do ocorrido com tantas outras in­dús­trias de bens de capital nos últimos cinco anos. Severamente afetadas pelas crises de 2008 e 2009, elas tiveram de enxugar suas estruturas, procurando adequar-​­se às mudanças do mercado. No caso da Bobst a transformação começou já em 2009, com o início do programa de transformação do grupo, fundado em 1890, implicando fechamento de plantas na França e na Suí­ça, consolidação das operações e venda de imóveis. Rees­tru­tu­ra­do, o grupo faturou 1,354 bilhão de francos suí­ços (R$ 3,4 bilhões) em 2013, o que representou crescimento de 7,1% em relação ao ano an­te­r ior, mantendo-​­se presente em mais de 50 paí­ses, com onze unidades fabris espalhadas por oito deles. a reestruturação internacional da Inevitavelmente, a reor­ga­ni­za­ção atingiu a fi­lial Após Bobst, a unidade brasileira se concentrará no latino-​­americana da Bobst. A partir de 2015, a fá- atendimento ao mercado da América Latina, brica de Itatiba (SP), plataforma de exportação para sempre sob o comando de Dirceu Fumach todo o mundo, passa a atender apenas a América Latina. América Latina, o executivo refuA principal razão não é diferente do desafio ta os boa­tos de que a Bobst estadas demais in­dús­trias de máquinas no ria encerrando suas operações no país: o custo Brasil. Brasil. “A mensagem da matriz é Reestruturada, clara. A Bobst veio para cá há 40 anos, e aqui ficará por mais De acordo com Dirceu Fu­ m ach, a Bobst completa 40 anos pela simples razão de que seria uma loucura sair CEO da Bobst La­t i­noa­mé­r i­c a do quatro décadas de Sul, a decisão foi anun­c ia­d a em daqui em função do po­ten­cial do segmento de embalagens. Brasil concentrando-​ 2012, logo após a Drupa. Desde en- A América Latina representa, para o grupo Bobst, 7% do mer­se nas demandas do tão tudo vem sendo ajustado para cado mun­d ial de embalagens, incluindo os suportes plás­ por em prática a seguinte configu- ticos, e a perspectiva de crescimento é de 5% a 6% ao ano”. mercado latino-​ ração: as fábricas na Europa (AlemaNesse sentido a ExpoPrint não poderia ter acontecido ­americano. nha, França, Itália, Inglaterra e Suí­ça) em momento mais oportuno. Segundo Dirceu a feira foi exsão responsáveis pela produção de equipa- celente. Cinco Novacut 106 ER foram vendidas para gráficas mentos de alta tecnologia, exportando-​­os para todo o mun- de fora do Brasil, além de outros sistemas, sem falar de prodo; a unidade chinesa cuida das linhas standard e in­ter­me­ jetos que devem se transformar em ne­gó­cios nos próximos diá­r ias, abastecendo seu mercado interno e exportando meses. “Hoje há três feiras importantes para a Bobst: a Druequipamentos específicos, como sistemas de corte e vinco; a pa, a China Print e a ExpoPrint. Estou mais do que satisfeito”. Índia é o centro de produção e exportação das máquinas de Cons­truí­da na mesma plataforma das máquinas de cordobra e cola de cartuchos, com exceção da China e da Améri- te e vinco topo de linha da Bobst, a Novacut 106 ER promeca Latina; e ao Brasil ficou reservada a produção dos sistemas te mexer com o mercado pelo fato de oferecer a separação de corte e vinco e coladeiras, atendendo o continente ameri- de cartuchos em linha a um custo mais acessível. Capaz de cano abaixo do Panamá. Isso inclui a Novacut 106 ER , má- produzir até 7.000 caixas por hora, entrega pacotes de carquina de corte e vinco com separação de cartuchos, lançada tuchos empilhados, destacados e separados, prontos para processamento pos­te­r ior, sem a necessidade de separação mun­d ial­men­te na ExpoPrint 2014. ma­nual de recortes. Entre seus clien­tes potenciais estão empresas que fornecem cartuchos para envasadoras auACOMODAÇÃO Dirceu não esconde que tal ajuste representou para a planta tomáticas de alta performance, convertedores de embalade Itatiba uma redução de mais de 50%. O processo de aco- gens para os segmentos alimentício, far­ma­cêu­ti­co e cosmémodação está praticamente finalizado, restando apenas a ticos e am­bien­tes com volume de produção acima de 150 entrega de parte das instalações. Re­d i­men­sio­na­da, a unida- e 200 toneladas mensais. de conta agora com 170 fun­cio­ná­r ios, que devem produzir ✆ BOBST LATINOAMÉRICA DO SUL aproximadamente 40 máquinas em 2015. Concentrado na Tel. (11) 4534-​­9300  www.bobst.com

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GRÁFICA-SP

Os 90 anos da Foroni

Evolução do setor e mudança no perfil dos consumidores estão entre os grandes desafios enfrentados pela empresa ao longo desse período. Texto: Ada Caperuto

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m 1924 surgiu na capital paulista, no então bairro in­dus­t rial do Cam­ buci, uma pequena fábrica de ma­ teriais para papelaria, fundada pelo casal Primo e Yolanda Foroni. Passadas nove décadas, consolidada entre as três principais empresas de seu segmento, a Foroni Indústria Gráfica segue como um negócio de base fa­mi­ liar, presidida por Alberto Foroni e com direto­ ria integrada pela terceira geração de herdeiros. Para alcançar tal posição, a empresa soube bus­ car novos segmentos de atua­ção sempre que a economia do País e as ten­dên­cias de consumo apontaram outros caminhos. De acordo com o diretor co­mer­cial Ricardo Foroni, a mais recen­ te dessas “viradas” ocorreu na década de 1990, quando a empresa passou a produzir agendas

Ricardo Foroni, diretor comercial

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e cadernos para o consumidor final. Essa mu­ dança de trajetória se mostrou como funda­ mental para o futuro dos ne­gó­cios. “Na época, os livros fiscais e alguns impressos sofreram desuso devido à informatização, portanto, mu­ damos o foco da produção e migramos para esses produtos”, declara. Foram justamente as agendas, cadernos e produtos de papelaria que con­t ri­buí­ram para que a Foroni celebrasse mais uma participação bem-​­sucedida na Office Brasil Escolar 2014, rea­li­z a­d a de 11 a 14 de agosto. No evento, a empresa apresentou suas novas marcas li­cen­ cia­das, entre elas os principais personagens de desenhos animados e games, além das diversas coleções pró­prias que desenvolve para o público infantojuvenil e adulto. “Foi uma participação muito boa e positiva, atingimos todas as nossas expectativas em ne­gó­cios e re­la­cio­na­men­tos”, revela o diretor co­mer­cial. Modernizada tecnologicamente, a Foroni tem na inovação uma das es­t ra­té­g ias para se manter em um segmento de forte concorrência, inclusive in­ter­na­cio­nal. “O mercado está muito competitivo e a concorrência com os importa­ dos acontece mais fortemente no segmento de agendas. Por isso, sempre temos a necessidade de inovar e de apresentar lançamentos, além de investir na capacidade de produção”, apon­ ta Ricardo. Os cadernos e agendas são a princi­ pal fonte de faturamento, mas a empresa pro­ duz uma extensa linha de envelopes, impressos


fiscais, cadernetas, fi­chá­r ios, mochilas, presen­ tes (gifts) e itens para escritório. Atual­men­te, a Foroni conta com três unidades industriais e mais de 500 colaboradores. Atua tanto no mer­ cado na­cio­nal, como in­ter­na­cio­nal, atendendo mais de 12 mil clien­tes localizados no Brasil, Es­ tados Unidos, América Latina, África e Europa. ORIGENS

Participante ativa das reu­niões setoriais da Abi­ graf Na­cio­nal, a Foroni tem nessa diversificação de produtos um caminho para enfrentar os mui­ tos de­sa­f ios impostos ao setor gráfico ao longo de 90 anos. Quan­do os jovens imigrantes ita­lia­ nos começaram a sua tímida produção de blocos e cadernetas certamente não imaginavam que os ne­gó­cios se­r iam am­plia­dos dessa maneira. Em 1970, já com a participação dos herdei­ ros do casal na direção, a Foroni diversificou a produção e passou a fabricar livros fiscais. Com a instabilidade econômica, as normas contábeis se alteravam com frequência, gerando aumen­ to da procura por documentos atua­li­za­dos. Na­ quela época, como reflexo do sucesso, a empresa adquiriu seu primeiro prédio próprio. A década de 1980 foi marcada pela aquisi­ ção da JB Envelopes e o produto acabou se tor­ nando muito importante no portfólio da Foro­ ni. Desde o ano 2000, agora definitivamente firmada no segmento de cadernos e agendas, a empresa busca di­fe­ren­cia­ção para am­pliar seu market share e ganha espaço em um mercado

estabilizado graças às inovações em desenvol­ vimento de produto. O segredo para o bom de­ sempenho da Foroni, que em 2013 cresceu 19%, está no portfólio de produtos, cuidadosamen­ te pensado para contemplar opções de mar­ cas para públicos de todos os perfis econômi­ cos, sociais, de faixa etária e de estilo. Além de, naturalmente, um olhar sempre atento de seus diretores para os anseios dos consumidores.

& FORONI INDÚSTRIA GRÁFICA Tel. (11) 2067-​­2000 www.foroni.com.br julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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Foto: Álvaro Motta

RELACIONAMENTO

(E/D): Leonardo Botelho, Anderson Chaves, Takeshi Yanase, Morihiro Atsumi, Mutsuki Tomono, Nobumitsu Kurashima e Jun Kowase

Fujifilm projeta maior participação em comunicação visual e embalagens

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N

o dia 18 de julho, os princi­ pais executivos da Divisão Gráfica da Fujifilm, em São Paulo por conta da ExpoPrint 2014, estiveram na sede da Abigraf com o objetivo de estreitar o re­la­cio­na­men­ to da empresa com a entidade. Partici­ param do encontro, vindos do Japão, Morihiro Atsumi, presidente da Fuji­ film Sistemas Gráficos, Takeshi Yana­ se, gerente sê­nior da Fujifilm Sistemas Gráficos e Jun Kowase, os dois últi­ mos da Divisão In­ter­na­cio­nal de Mar­ ke­ting. Foram acompanhados por Mutsuki Tomono, Nobumitsu Kurashima, Anderson Chaves e Leo­nar­do Botelho, respectivamente, presidente e COO, gerente da Divisão Gráfica, gerente de vendas e mar­ke­ting da Divisão Gráfica e gerente de mar­ke­ting e comunicação corporativa, da Fujifilm do Brasil. Entre os membros do Sistema Abigraf, estavam presentes Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP, Sidney Anversa Victor, presidente da Abigraf-SP, Reinaldo Espinosa, presidente do conselho diretivo da ABTG, e Wagner Silva, gerente geral do Sistema Abigraf. Morihiro Atsumi, no Brasil pela primeira vez, re­ afirmou o compromisso da Fujifilm com o setor grá­ fico, enfatizando a posição pri­v i­le­g ia­da da marca no segmento de impressão digital pelo fato de adotar uma produção verticalizada, incluindo a fabricação das tin­ tas e dos cabeçotes de impressão. Encarando o País como um parceiro estratégico, a empresa, com maior presença por aqui no segmento co­mer­cial, planeja am­ pliar o suporte aos clien­tes brasileiros e aumentar sua participação nos mercados de grandes formatos e de

O presidente mundial da divisão gráfica da Fujifilm, em visita à sede da Abigraf acompanhado por executivos japoneses e brasileiros da empresa, sinalizou o plano de ampliar o suporte aos clientes em nosso país.

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embalagens. Cien­te do desafio logístico que é aten­ der um país com as dimensões do Brasil, o executi­ vo ressaltou a oportunidade de contribuir para o in­ cremento tecnológico da indústria gráfica na­cio­nal. PRESENÇA NA EXPOPRINT

A participação da Fujifilm na ExpoPrint 2014 já fez parte dessa estratégia. A companhia investiu cerca de US$ 1 milhão na feira, apresentando novidades para esses três segmentos, como a impressora jato de tinta Jet Press 720 formato meia folha e a solução em gran­ de formato Onset R40i. Surpreso com a dimensão do evento, Morihiro Atsumi afirmou: “Estou muito im­ pres­sio­na­do. A ExpoPrint está maior do que a Igas”, referindo-​­se à feira que acontece bie­nal­men­te em Tó­ quio, no Japão, cuja próxima edição será em 2015. Atual­men­te, a divisão gráfica é responsável por cerca de 10% da receita global da companhia. Em ter­ mos mundiais, a Fujifilm detém 40% do mercado de chapas para CtP, sendo que no Brasil esse per­cen­tual é de cerca de 15%. O faturamento global da compa­ nhia é de US$ 24,4 bilhões por ano, considerando suas três principais divisões: Soluções de Imagem; Soluções para Documentos, área composta pela Fuji Xerox (apenas na Ásia), sub­si­d iá­r ia da Fujifilm para soluções de impressão digital; e Soluções de Informa­ ção, que inclui sistemas hospitalares, far­ma­cêu­ti­cos e cosméticos, materiais para dispositivos eletrôni­ cos como tablets, computadores e telas de TV e, fi­ nalmente, os sistemas para a área gráfica. A compa­ nhia emprega 80.000 profissionais, dos quais 6.500 estão na divisão gráfica. ✆ FUJIFILM DO BRASIL Tel. (11) 5091-​­4000  www.fujifilm.com.br


Rua Benedito Guedes de Oliveira, 587 – Freguesia do Ó – Cep: 02727-030 São Paulo – SP Tel: (11) 3195-9700 / 3933-3888 www.leograf.com.br


Criado em 2003 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 15 bibliotecas em todo o Estado ao longo da última década. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços reformados para equiparmos com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2014, ultrapassaremos a marca de mais de 15 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamentais para a escolha das cidades que recebem as novas Bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a Educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


Foto: Álvaro Motta

HISTÓRIA VIVA

O homem ansiava por uma chance de abrir suas asas e prosperar. A multinacional precisava de um empreendedor para guiar sua expansão. Eis o cenário ideal para uma união proveitosa e duradoura. Tânia Galluzzi

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V

Dirceu Fumach Encontro que vale uma vida

ínculo (s.m.): o que liga afetiva ou moralmente duas ou mais pes­soas. Recorro ao H ­ ouaiss para enfatizar a conexão entre Dirceu Fumach e a Bobst. No setor gráfico brasileiro não há como dissociá-​­los. O laço entre o homem e a companhia é tão forte que muitos acreditam que a empresa suí­ça instalou-​­se em Itatiba (SP) em função dele. Puro mito. Mas uma cadeia de fatos conspirou para colocar Dirceu frente a frente com a família Bobst. E os três Ds que regem a vida do executivo (desejo, determinação e disciplina) se encarregaram de per­p e­t uar uma ­união que dura 40 anos. Dirceu nasceu em Itatiba, em 1952. Cresceu ao lado dos seis irmãos na pro­prie­da­de da família, onde o pai plantava café, cana-​­de-açúcar e uva. Irrequieto, não queria ficar no in­te­r ior, e depois de completar sua formação técnica no Senai de Jun­d iaí, aos 18 anos começou a trabalhar na Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP).

A milhares de quilômetros, um grupo de executivos também movimentava suas peças. Bruno de Kalbermatten, Jacques Schluchter e Albert Monbaron, respectivamente presidente e diretores do Bobst Group, percebem a urgência de repensar a presença da empresa na América Latina, aqui representada desde 1960 pela Intergrafica. Motivado pelo sucesso da participação da Bobst na Fie­pag de 1972, guiado pelo instinto e seduzido pela proposta, Bruno adquire um terreno de 95.000 metros quadrados em Itatiba e constitui a Bobst Brasil. Durante sua estada, ele encontra Dirceu, que, apesar de estar morando em São Bernardo, con­ti­nua­ va ligado a Itatiba, não só por sua família, mas pelo re­la­cio­na­men­to com Claudete, sua futura esposa. No livro ­Quand les machines ont une âme (quando as máquinas têm alma), que conta a história da Bobst, Dirceu é descrito nessa fase como “um garoto incrível, brilhante, modesto em formação, mas de uma inteligência


rara, sustentando um discurso coe­ren­te sobre a economia do País e o papel que um grupo como a Bobst poderia desempenhar”. Para a companhia helvética, a empreitada representava sua primeira fi­lial fora da Europa. Para Dirceu, a oportunidade de trabalhar em uma empresa de alta tecnologia e, sobretudo, a chance de correr o mundo. “Minha mãe, minha futura sogra e a Claudete queriam me matar porque a colocação na Volks era bem melhor. Mas a possibilidade de fazer um estágio de seis meses na Suí­ça deixou a cabeça do Dirceu maluca”, conta ele em terceira pessoa, ao melhor estilo Pelé. Dirceu entrou na Bobst como responsável por assistência técnica e serviços, depois de passar seis meses em Lausanne, na Suí­ça, e dois na Itália. Porém os planos de construir uma planta em Itatiba tiveram de ser adia­dos em razão da crise do petróleo na década de 70. A empresa

estabeleceu-​­se em São Paulo, e não demorou muito para que Dirceu conseguisse convencer os suí­ços a começar a fabricar máquinas aqui. A primeira foi a coladeira Baby 20. O endurecimento nas regras de importação de máquinas no Brasil foi o impulso que faltava para a Bobst transferir-​­se para uma área maior, no município de Mauá (SP), e ini­ciar a produção e montagem da máquina de corte e vinco Autoplatine SP 102, considerada a joia da coroa entre os modelos desenvolvidos pela companhia.

geral da fi­lial brasileira, cargo que ocupa até hoje. A vontade de aprender nunca abandonou Dirceu. Enquanto a marca crescia, ele emendava via­gens e cursos. “Meu recorde foram 13 via­gens internacionais e 282 noites fora de casa em um ano, lá no final da década de 1980. Não foi fácil, minha mulher que o diga”, brinca ele. Em maio de 1996, Itatiba festejou a inauguração do parque industrial da Bobst. E Dirceu comemorou sua volta para casa, depois de 22 anos. A fábrica viveria vá­r ias etapas e por duas vezes sua capacidade produtiva foi duplicada: em 2002, de 5.100 para 8.900 metros quadrados, e em 2005, chegando aos

( Acima) Posse da diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos Gráficos (Abimeg), em março de 1994. (E/D) Sérgio Magalhães, presidente da Abimaq/ Sindimaq; Jacques Fernando Oppenheim, presidente da Abimeg; e membros da diretoria: Miguel Rodrigues Filho, Ernst Dafferner, Alberto Freitas e Dirceu ( Ao lado) Dirceu no X Congresso Latino‑Americano da Indústria Gráfica, realizado em Brasília, em outubro de 1985. Falando ao microfone, Sidney Fernandes, presidente da Abigraf Nacional e da Conlatingraf; ao lado, Ricardo Godoy, gerente de vendas da Bobst Brasil ( Abaixo) No lançamento do equipamento de corte e vinco Autoplatina SP Evoline 102‑E, Dirceu discursa, tendo ao lado José Gonçalves, sócio da Gráfica Gonçalves, um dos primeiros clientes da Bobst Brasil. 19 de março de 2002

APRENDIZADO CONTÍNUO

A crença da Bobst no po­ten­cial do mercado na­ cio­nal im­pul­sio­na­va a carreira de Dirceu. Ele foi estudar francês e inglês, graduou-​­se em Administração de Empresas pela Faap, e em Matemática, com ênfase em Informática. Em 1983 foi no­mea­do responsável pelo departamento técnico e no ano seguinte assumiu a direção

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18.000 metros quadrados, consolidando a uni­ dade como um importante centro de produção e polo exportador de máquinas para todo o mun­ do. No ano seguinte a Bobst La­ti­noa­mé­r i­ca do Sul atingiria seu melhor desempenho até hoje, com a produção de 170 máquinas em 12 meses. 1

Três momentos na comemoração dos 25 anos da Bobst no Brasil, no dia 3 de março de 1999 1 Grupo reunido durante a festa: (E/D) Paulo Sérgio Peres, presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO); Adilson Franco Penteado, prefeito de Itatiba; Jean‑Pierre Möckli, diretor financeiro da Bobst S.A.; Dirceu Fumach, sócio-gerente da Bobst Brasil; Max Schrappe e Adolpho Cyriaco, respectivamente, presidente e superintendente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) 2 Em primeiro plano, Dirceu com Adilson Franco Penteado, prefeito de Itatiba 3 Para Dirceu foi uma data muito especial. Além de participar da empresa desde a chegada da Bobst em 1974 ao nosso país, havia sido homenageado com o título de cidadão itatibense, cidade onde nasceu

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Comandando esse processo, Dirceu pode praticar uma de suas habilidades, liderar pes­ soas. Não só liderar, mas principalmente for­ mar profissionais, identificar talentos e dar a eles a oportunidade de crescer, como um dia a família Bobst fez com ele próprio. Em nos­ sa recente visita à fábrica, enquanto per­cor­r ía­ mos a produção, Dirceu nos apresentou cheio de orgulho pelo menos cinco fun­cio­ná­r ios na faixa dos 30 anos, que já dedicam mais de 1/3 de suas vidas à Bobst, todos com um significa­ tivo desenvolvimento pro­f is­sio­nal. “Não acre­ dito nessa história de que líderes nascem fei­ tos. Temos de investir em nós mesmos”, diz o CEO, destacando os cursos mais interessantes que fez nos anos 2000: o Lea­d ing and Manage­ ment Change, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e o Programa de Gestão Estra­ tégica para Dirigentes Empresariais, organiza­ do pelo En­sead, em Fontainebleau, na França. Há alguns anos Dirceu vem sendo prepa­ rado para a aposentadoria. Faz parte do modus operandi da Bobst. Seus sucessores já estão definidos e possivelmen­ te em 2016 Dirceu assuma a fun­ ção de couching de seu sucessor e em 2018 uma posição no conse­ lho da empresa. “Oxalá o próximo presidente saia daqui de dentro”, diz Dirceu. Para esse novo está­ gio, ele se inspira em Luiz Metz­ ler, por muitos anos o relações pú­ blicas da Heidelberg, falecido em 2010. “Vou deixar de me preo­cu­par com o dia a dia, com os resultados. Que­ro cuidar só do re­la­cio­na­men­ to com os clien­tes.” Dos clien­tes e de seu sítio, em Itatiba, claro, onde reú­ne os filhos Gustavo, 34 anos, economista, e Tânia, 32 anos, ges­ tora de moda, a netinha Fernanda e quem mais chegar. Antes disso, Dirceu tem pela frente a rees­t ru­t u­ra­ç ão da fábri­ ca (ver matéria na página 58), en­ quanto amplia a sua extensa lista de cursos. Ao lado da esposa, acaba de fazer um treinamento em psi­ canálise clínica, outro em neuroci­ ência e mais um em hipnose. “No­ vos projetos. Isso é o que mais me motiva. E num país como o nos­ so, onde as empresas têm de se reinventar sempre, estou bem”.


MEMÓRIA

Adeus a um líder

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Setor gráfico se despede de um de seus mais íntegros e competentes profissionais: Karl Klökler, um dos fundadores da Afeigraf.

ra 29 de junho de 2014 e faltavam poucos dias para a ExpoPrint ser aberta ofi­cial­men­te para receber o público da edição 2014. Naquele mesmo dia, porém, a indústria gráfica lamentou a perda de um dos principais articuladores do evento que é hoje a principal feira do setor no Brasil: Karl Klökler. Não apenas isso, ele também foi um dos fundadores da entidade que rea­l i­za o exposição, a As­so­cia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf). Foi em torno da entidade que nasceu a amizade entre Karl e Die­ter ­Brandt, ex-​ ­presidente da Afeigraf. Aconteceu durante a participação da Heidelberg do Brasil, da qual Brandt era o principal executivo, como expositora em uma feira do setor, em 2001. Pode-​­se dizer que a “tragédia” os uniu: o teto do pavilhão de exposições caiu sobre o estande da fabricante alemã. “Depois disso, procurei saber com outros colegas se tinham ideias para, de alguma forma, dar início a um projeto comum, que acabou se transformando na Afeigraf. Enxerguei no Karl uma pessoa com quem podia contar para construir algo em comum. Naquele dia conheci uma pessoa transparente e, sobretudo, um pro­f is­sio­nal respeitado no mercado por sua postura”. O amigo e companheiro de Afeigraf também destaca a personalidade de Karl Klökler. “Foi uma pessoa de prin­cí­pios, de valores e de palavra, gostava muito de seu trabalho e o fazia com prazer. Ele tinha o pulso firma da liderança, portanto, era fácil implementar de maneira

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firme as decisões”. Die­ter também men­ cio­na as marcas que o executivo deixou na indústria gráfica, como uma pessoa justa, que im­pres­sio­na­va por sua postura e conhecimento técnico. “Os prin­cí­pios e valores definidos para consolidar a Afeigraf como uma entidade aberta à participação de qualquer tipo de empresa,

Karl Klökler

nossos estatutos, os eventos, tudo isso envolveu uma grande luta para concretizarmos. Mas conseguimos juntos definir e implementar prin­cí­pios que, depois de dez anos, seguem válidos como no dia da fundação da Afeigraf. E isso em muito se deve à colaboração de Karl Klökler”, declara. LUTA PELO SETOR

Diretor da Kalmaq, empresa es­pe­c ia­li­ za­d a em soluções para o segmento de

rotativas offset, Karl Klökler era um pro­ fis­sio­nal extremamente respeitado no setor gráfico. Em pro­nun­cia­men­to ofi­cial, a entidade por ele fundada registrou que “sempre lutou pelos avanços da indústria gráfica brasileira, apostando na Afeigraf como o símbolo das conquistas para este setor fundamental da indústria na­cio­nal. Empresário de visão, atuou como diretor da Kalmaq, levando a empresa à conquista de grandes objetivos no meio gráfico”. Essa liderança e, em particular, a dedicação à entidade ficaram eternizadas nas palavras do próprio Klökler, em depoimento dado para o livro “Afeigraf: 10 anos de tecnologia em impressão gráfica”, lançado em 16 de julho, em celebração a uma década de atividades da entidade. “A Afeigraf teve papel fundamental dentro da indústria gráfica nos últimos dez anos. Seus as­so­cia­dos promoveram o lançamento de produtos que re­vo­lu­cio­ na­ram o mercado de impressão; as ini­ cia­ti­vas sociais pro­por­cio­na­ram melhor qualidade de vida às pes­soas atingidas direta e indiretamente pelos projetos; os eventos transformaram os ne­gó­cios da indústria gráfica brasileira e latino-​ ­americana. Foram inúmeras as conquistas, muitas delas reconhecidas in­ter­ na­c io­n al­men­te, e um saldo altamente positivo dos projetos rea­l i­za­dos. Porém, há um longo caminho a ser trilhado e muito a conquistar. A  Afeigraf continua com seus objetivos de seguir lutando pelos interesses dos fabricantes e por me­l ho­r ias no setor gráfico na­cio­nal”. Sim, continua. Mas sem uma de suas mais iluminadas lideranças!


PREPARE SUA GRÁFICA PARA VOAR CADA VEZ MAIS ALTO. O ENAC - Exame Nacional de Avaliação para Capacitação dos Profissionais Gráficos - é uma avaliação gratuita realizada pela ABTG, com o objetivo de diagnosticar as forças e fraquezas da sua equipe de trabalho, fornecendo dados valiosos para o direcionamento de treinamentos, futuras contratações e outras ações que visem aumentar a eficiência operacional de sua Gráfica em um mercado cada vez mais competitivo.

Sua empresa merece o direcionamento profissional que o ENAC oferece. Acesse o site da ABTG para saber como aplicar o ENAC em sua gráfica.


Livros por designers em Belo Horizonte e Porto Alegre Maurizio Manzo é um italiano que trocou a Itália por Minas Gerais já faz algumas décadas. Em Belo Horizonte se dedica ao design gráfico. Em 2014 desenvolveu dois primorosos projetos: o Album de Poeminhas, associado ao poeta Marcus Nascimento e à jornalista Jacqueline Ferreira, cujo modelo é o tradicional album de figurinhas: segundo os autores, "cada poema tem sua singularidade, cada página também é diferente"; e o ABC do Museu, para o Museu de Artes e Ofícios de BH, com Soraia Vasconcelos e a editora Miguelin: "O MAO é um museu muito interessante. Durante o período de um ano, alunos de escolas públicas e particulares visitaram a instituição e realizaram oficinas de artes visuais, baseadas nos textos que seriam utilizados no livro", explica Manzo. O resultado das oficinas associado às pesquisas fotográficas de Juninho Motta, é um conjunto de imagens produzidas pelas crianças lado a lado a um belo alfabeto que registram ferramentas e utensílios do acervo do museu. mauriziomanzo@uol.com.br

Concepção e execução Anderson Astor e Marcelo Curia Curadoria Fernando Schmitt Produção executiva Janaína Spode Design gráfico e caligrafia Sauê Ferlauto

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O caminho da praia, é um projeto fotográfico de Marcelo Curia e Anderson Astor, selecionado pela XIII edição do concurso Marc Ferrez de Fotografia. ¶ Trata-se da documentação fotográfica do litoral brasileiro — no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte. ¶ Os fotógrafos percorreram, a pé, o litoral gaúcho em setembro e outubro de 2011, a partir de Torres na divisa com Santa Catarina, descendo até a foz do arroio Chuí na fronteira com o Uruguay. Foram 35 dias de caminhadas e fotografias. ¶ Em maio de 2014, no Nordeste, levaram 20 dias para ir de Tibau, divisa com o Ceará, até a barra do rio Graju, na Paraíba. Algumas das milhares de fotografias dessa dupla aventura estão bem editadas e diagramadas no belo livro desenhado por Sauê Burger Ferlauto, que trocou São Paulo por Porto Alegre, RS. saue.ferlauto@gmail.com


OlharGráfico Falando em livros

Claudio Ferlauto Como em Blade Runner, o livro, cujo personagem central aceita o emprego de caçador de andróides porque deseja comprar um animal de estimação – vivo, natural e de verdade –, e não um dos robôs biônicos que a indústria dos pets colocava no mercado, dentro de alguma centena de anos os humanos estarão trabalhando arduamente para ter em casa um exemplar dos últimos livros de papel fabricados no século XXI.  Possuir um livro que possam folhear, apalpar e cheirar será uma sensação especial, mais ou menos como hoje em dia ter em casa uma edição original impressa nas oficinas de Giambaptista Bodoni, de Parma, ou de Aldus Manutius, de Veneza, Itália.  As revistas e as publicações em geral também existirão cada vez mais apenas em seus números um. Anos atrás um amigo, jornalista e escritor, vaticinou que ficaria rico dentro de algumas décadas, se colecionasse todos os números um de revistas, fanzines, jornais e outras formas editoriais lançadas durante as últimas décadas. E isto não deixa de ser verdade: na internet tudo é tão rápido e efêmero, como uma nuvem cujas formas se alteram continuamente, e para o que não temos habilidades, tempo e capacidade de armazenamento para gravar ou guardar em qualquer tipo de memória, mesmo em nossa prodigiosa memória biológica. Livros não terão mais capas sendo exibidas enquanto os lemos nos i-pads e kindles da vida futura. A leitura continuará sendo uma leitura silenciosa, porém acompanhada – nos fones de ouvido – de complementos sonoros que irão de trilhas musicais até uma sonoplastia sofisticada e complexa como a do cinema ou da internet.

O livro no futuro em Um olhar gráfico, Rosari, 2014

E em alguns locais voltaremos a apreciá-lo como no século XV, quando um mestre lia em voz alta para os discípulos os grandes livros manuscritos. Essas obras poderão ser exibidas em home theatres, em lugares públicos, de forma semelhante como assistimos uma copa do mundo de futebol. Mas então não serão mais livros... E não há como saber o quê e como serão. Porém há especialistas que afirmam que levará alguns séculos para que o livro como hoje o conhecemos, em forma de códex, desapareça; e outros que garantem que continuaremos a tê-los e lêlos da forma como estamos acostumados, paralelamente às novas formas de leitura. Sai de cena o «homem tipográfico» da Galáxia de Gutenberg, assim nomeado por Marshall McLuhan nos anos 1960, e entram em cena os milhões de seres do planeta pixel. Desta forma a leitura dedicada a estudos, leituras técnicas em dicionários ou códigos legais só serão feitas em máquinas, mas as histórias, os poemas e as grandes narrativas humanas continuarão a ser lidas em livros de papel (ou algum sucedâneo) tanto no sofá da sala como na cama.

As revistas estão cada vez mais parecidas com livros… …e os livros, semelhantes às revistas.

Revista Tupigrafia, capa de Tony de Marco.

Portfólio de Chico Homem de Melo

Os livros não vão desaparecer com muita facilidade… …estão se transformando com inovações formais e de conteúdos.

Livro desenhado à mão, com lápis de cor, por Debbie Millman.

Obra baseada em modelo de livro medieval, composta com ornamentos desenvolvidos sem ajuda de computador. Design: Marian Bantjes. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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QUADRINHOS

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QUADRINHOS HISTÓRIA MODERNA DE UMA ARTE GLOBAL WMF/Martins Fontes Formato: 18,5 × 25.5 cm 320 páginas, 4 cores

Já está circulando uma obra original focalizando os autores, ilustradores e personagens dos comics desde 1968 aos dias atuais.

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Martins Fontes situa-se entre as primeiras editoras a colocar álbuns de quadrinhos nas li­ vra­r ias, principalmente dos autores Milo Manara e Guido Crepax. Isso, além de obras de estudos sobre a importância dos comics e das bandes des­si­nées, como o importante “Qua­d ri­n hos e Arte Seqüencial”, do mestre Will Eisner. Agora, a Martins Fontes lança um trabalho marcante, “Qua­dri­nhos – História Moderna de uma Arte Global”, de Dan Mazur e Alexander Danner, ambos de Boston, Estados Unidos, em tradução de Marilena Morais e revisão técnica de Waldomiro Vergueiro, em belo trabalho gráfico.

O grande atrativo do livro é o seu pe­r ío­ do de cobertura, partindo de 1968, deixando de lado os clássicos — já devidamente explorados na bi­blio­g ra­f ia dos quadrinhos — e reportando-s​­ e aos super-h ​­ e­róis, underground, mangá, fumetti, a ligne claire, as graphic novels, o manhwa co­rea­no, as japonesas josei e garo, a ficção cien­tí­f i­ca e até as páginas da web. Outro dado importante é a escolha in­ter­na­ cio­nal, fugindo das obras americanas que destacam apenas a produção made in USA. Até o Brasil é citado. Títulos importantes e personagens que mantiveram sua receptividade contínua em seleção de imagens e visuais característicos da linguagem popular e erudita, aparecem em 289 ilustrações, 125 delas coloridas. O livro conclui com dois capítulos significativos: a era de ouro das graphic novels, para jovens adultos e a distribuição democratizada, as web comics.


BrainStorm

HotGraf. Uma década de qualidade agora em novo endereço. D

urante estes 10 anos, a HotGraf trabalha cada vez mais e tornando-se excelência em acabamentos especiais. São serviços de relevo seco, relevos eco 3D, laminação, verniz UV, silk screen, hot stamping e hot 3D. A Empresa se moderniza a cada dia em relação à infraestrutura, com um novo e amplo local para carga e descarga de materiais, ótimas instalações para atendimento local, qualificação de mão de obra e equipamentos de alta tecnologia de acordo com todas as exigências do mercado, levando qualidade, praticidade e confiança aos seus clientes. Qualidade e destaque são elementos importantes que compõem a pirâmide da excelência, e tratando-se de acabamentos especiais, nós da HotGraf somos especialistas em enobrecer os seus produtos. Confira nosso atendimento especializado em todas as etapas do processo, desde o primeiro contato até futuros trabalhos, onde temos todo comprometimento com nossos clientes. A HotGraf está localizada próximo ao Rodoanel, Rodovia Castelo Branco, Anhanguera, Marginal Tietê e Marginal Pinheiros, facilitando o acesso para clientes de todos os lugares do Brasil. Faça parte da HotGraf!

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NORMA REGULAMENTADORA

AGB Photo Library

Uma saída para estar em dia com a NR‑12

Após o término do prazo para adequação solicitado pelo Ministério do Trabalho, as empresas precisam correr contra o tempo para comprovar o processo de implantação da norma. Um projeto da ABTG oferece consultoria técnica para auxiliar as gráficas nessa tarefa e evitar o recebimento de notificações, autuações ou até mesmo a interdição de máquinas.

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Texto: Juliana Tavares

esde a atua­li­za­ção rea­li­za­da em dezembro de 2010, a Norma Regulamentadora (NR) n º‒ 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos se transformou em uma das maiores pedras no sapato dos em­pre­sá­r ios. Duas questões cruciais acen­ tuam essa preo­cu­pa­ção: a primeira se deve ao número de requisitos, que saltou de 40 para 340 itens, em comparação à versão original de 1978; e a segunda, ao investi­ mento ini­cial, estimado pela Confederação Na­cio­nal da Indústria (CNI) em R$ 100 bi­ lhões. Na indústria gráfica, onde a maioria REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

das empresas são de micro e pequeno por­ te — portanto, com mais dificuldades para implantação —, os gestores podem contar com a consultoria prestada pela As­so­c ia­ ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) para entender e aplicar o regulamento, reu­ nindo provas de que estão engajadas no cumprimento da norma em sua totalidade. Quem explica as origens do projeto é a engenheira de segurança do trabalho Már­ cia Biag­g io, uma das profissionais envolvi­ das na ini­cia­ti­va. “Quan­do percebemos que algumas gráficas já estavam sendo visita­ das, resolvemos convidar um engenheiro mecânico para elaborar um produto que fosse acessível para toda a comunidade grá­ fica. Fomos entender o que a fiscalização estava cobrando e de que maneira po­de­r ía­ mos fazer com que as empresas se defen­ dessem. Através dessas pesquisas, enten­ demos que o fiscal não vai para a empresa só para saber se as máquinas estão prote­ gidas, ele faz um checklist e quer entender se a empresa já compreendeu a dinâmi­ ca da gestão da NR-12, e tem vá­r ias coisas que a gráfica pode fazer para mostrar que está atenta a isso”. Os números mostram que, durante as fiscalizações, os auditores estão cada vez

mais rígidos na punição aplicada a quem não colocou as exi­gên­cias em prática, le­ vando em consideração que o prazo esta­ belecido ini­cial­men­te encerrou-​­se em ju­ nho de 2013. Segundo o Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, mais de 50.000 estabelecimentos foram autuados no pri­ meiro semestre deste ano. No mesmo pe­ río­do, foram entregues 54.933 notifica­ ções que dão à empresa um prazo a mais para regularização. A consultoria da ABTG consiste em uma visita técnica na qual é rea­li­za­do um diag­nós­ti­co da si­tua­ção da empresa, iden­ tificando os pontos de risco, que são ava­lia­ dos em nível gra­dual de urgência, e, a partir do resultado obtido, é elaborado um pla­ no de ações contemplando cada item veri­ ficado na análise ini­cial. Segundo Márcia, ter um planejamento em mãos é de grande valia para mostrar o comprometimento da gráfica. “O fiscal que visita uma empresa que já dispõe de uma análise de risco e de um plano de ação, dizendo quem e quan­ do isso vai ser executado, entenderá que a empresa não está sendo omissa”, ressalta. Para am­pliar o poder de alcance dessas con­ sul­to­r ias, e também alertar as gráficas so­ bre a importância da adequação à NR‑12,


a ABTG tem destacado esse assunto nos eventos que vem promovendo desde abril, passando por São Paulo, Rio Grande do Sul, e pelas cidades do in­te­r ior paulista durante a Semana de Artes Gráficas (SAG). Em um desses mu­n i­c í­pios paulistas, Jun­d iaí, está localizada a gráfica Rami, que já está fazendo a sua parte para estar em conformidade com a norma. O diretor de TI e manutenção da empresa, Ricar­ do Calheiros, conta que a gráfica já esta­ va cien­te da obri­ga­to­r ie­da­de da adequação quando receberam a visita do consultor da ABTG em março deste ano. Calheiros rela­ ta que, após o parecer técnico, foi possível vi­sua­l i­zar com mais clareza o que precisa­ va ser feito. “São muitos detalhes impor­ tantes que devem ser observados para que tudo fique regulamentado e, assim, pos­ samos atender a norma por completo. So­ mente com a visão do consultor pudemos entender e elaborar um plano de ação para cada equipamento”. O processo de reparação dos itens iden­ tificados no plano de ação teve início no mês seguinte. Para o diretor, essa é a eta­ pa mais delicada do procedimento. “De­ vemos agir de maneira simplificada e ob­ jetiva para que o custo não seja muito elevado. Os investimentos estão assus­ tando os em­pre­s á­r ios e a relação custo-​ ­benefício é alta, mas o governo não dá ne­ nhum incentivo para abrandar este custo, que pode chegar a valores impraticáveis”, descreve Calheiros. “Hoje já temos todas as nossas guilhotinas e o setor de pren­ sagem de aparas regulamentados. Mes­ mo assim, ainda há muito trabalho e mui­ to a investir nos demais equipamentos”. ALÉM DO MAQUINÁRIO

Uma das questões que as con­sul­to­r ias da ABTG, bem como os cursos e palestras, pre­ tendem esclarecer é que a NR‑12 não tra­ ta apenas da proteção de máquinas. Már­ cia Biag­g io explica que o regulamento pede uma gestão que contemple os principais ca­ pitais da empresa, o que também inclui o capital humano. No Brasil são gastos anual­ men­te cerca de R$ 70 bilhões com acidentes de trabalho. E algumas das razões que le­ varam a esses acidentes são o assédio mo­ ral e a cobrança exagerada aos fun­cio­ná­rios.

Por ter essa responsabilidade com a se­ gurança do trabalhador, a norma se trans­ formou também em um requisito dos clien­tes. “De uma maneira geral, o que está acontecendo é o seguinte: as empre­ sas que têm projetos de sustentabilidade entendem — o que de fato é rea­li­d a­de — que a NR‑12 quer proteger pes­soas, por­ tanto isso vai ao encontro dos pilares da sustentabilidade”, comenta Biag­g io. No meio desse turbilhão de informa­ ções e cobranças, onde até alguns pontos da norma são questionados pela indústria (vide box), as gráficas podem até, por um impulso, ficar na retaguarda. No entanto, Márcia acredita que esta não é a melhor opção. “O que o setor gráfico não pode fa­ zer hoje é ficar de braços cruzados achando que uma hora vão estender o prazo dessa NR porque está difícil de ser cumprida. Isso não vai acontecer”, declara. Resta para as empresas encontrarem meios e apoio para atenderem as exigências da norma.

As reivindicações da indústria A

Confederação Nacional da Indústria (CNI ) tem rea­li­za­do uma série de encon‑ tros com líderes sindicais para somar esforços na busca por um equilíbrio entre os requisitos da NR‑​­1 2 e a rea­li­da­de das empresas. Alguns dos problemas identi‑ ficados pela CNI foram: ◆◆ Alta complexidade da norma ◆◆ Legislação mais rígida do que a praticada nos países europeus ◆◆ Retroatividade de obrigações ◆◆ Não consideração dos impactos econômicos ◆◆ Falta de tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas ◆◆ Falta de apoio do Estado para as mudanças determinadas pela NR‑12 ◆◆ Falta de um órgão oficial certificador que valide máquinas e equipamentos ◆◆ Elevado custo econômico para as adequações ◆◆ Retirada dos fabricantes nacionais da concorrência internacional. Fonte: Radar das Relações do Trabalho e Sindicais da Confederação Nacional da Indústria

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ENCONTRO

F

HP Brasil reúne clientes para discutir modelos de negócio a coe­x is­tên­cia das mí­d ias digital e impres­ sa como uma opção clara do consumidor fi­ nal. “Nunca profetizamos o fim do papel e muito menos dissemos para os clien­tes que eles de­ve­r iam ser só digitais. Atual­men­te o usuá­r io acessa o con­teú­do que deseja tan­ to por um canal quanto pelo outro e não abandona o papel por ter acesso ao digital”, comentou Youssef. Citando pesquisas recentes, o diretor da Santillana afirmou que as crian­ças es­ tão lendo menos em dispositivos digitais. “O crescimento do livro digital foi muito rá­ pido. Existia uma demanda reprimida, mas as facilidades do ­ebook foram supervalori­ zadas, em detrimento das qualidades do li­ vro impresso. O ritmo não é mais o mesmo e uma editora que se aventurar a lançar li­ vros só em digital está abrindo mão de 70% do mercado”, disse Wilson. Dian­te desse ce­ nário, a opção da Santillana tem sido a mes­ cla das tec­no­lo­g ias, principalmente com relação ao con­teú­do didático. O Ds­coop Days Latin America serviu ainda para a apresentação do resultado do 2 º‒ Concurso de Excelência Gráfica — HP Indigo Brasil, edição com 100 peças ins­ critas. Os vencedores nas sete ca­te­go­r ias foram: P+E e SJTech (Embalagens), Digi­ pix e Indimagem (Fo­ tografia), P+E e Ino­ ve (Edi­to­r ial), P+E e Compulaser (Pro­mo­ cio­nal), BMK (Tran­sa­ cio­nal e Trans­pro­mo­ cio­nal), Laborprint e Forma Certa (Mar­ke­ ting Direto), Brazico­ lor e Mega Label (Em­ balagens Flexíveis, Rótulos para Iden­ tificação e Etique­ tas), levando a P+E o prêmio de destaque (E/D) Wilson Troque, diretor de Supply Chain do grupo Santillana do concurso. e Youssef Mourad, CEO da Digital Pages

oi rea­li­za­do nos dias apresentar-​­se como um pro­ 14 e 15 de julho, pela vedor de soluções comple­ Encontro faz parte primeira vez na Amé­ tas, no qual imprimir tor­ do calendário da rica Latina, o Ds­coop Days, nou-​­se uma consequência e Dscoop, comunidade encontro de gráficos usuá­ não mais um fim. O fatura­ rios dos equipamentos HP internacional de usuários mento a­ nual do grupo hoje é Indigo. O evento, promo­ de US$ 35 milhões e as mar­ dos sistemas HP. vido pela HP Brasil, acon­ gens de lucro estão acima Texto e fotos: Tânia Galluzzi teceu no centro de even­ dos dois dígitos. tos do WTC, em São Paulo, Marco Perlman, fun­ e contou com a participação de 250 profis­ dador da Digipix, detalhou a estrutura da sionais. Fundada em 2005, a D ­ s­coop (Di­ empresa, sobretudo na web, ressaltando a gital So­lu­tions Coo­pe­ra­ti­ve) é uma comu­ importância da inovação e da preo­cu­pa­ção nidade global de em­pre­sá­r ios e técnicos com a qualidade. Com 10 anos de atua­ção, que utilizam equipamentos HP Indigo, HP a meta da Digipix é liderar o mercado bra­ Scitex, Látex e HP inkjet rotativas. Duran­ sileiro de e-​­commerce de impressão digital te dois dias mais de dez representantes do através de uma operação in­dus­trial es­pe­ setor debateram os de­sa­fios do mercado di­ cia­li­za­da em pequenas tiragens. gital e a importância da cria­ti­v i­da­de para o sucesso dos ne­gó­cios por meio de pales­ SINCRONIA tras, apresentação de cases e painéis. Entre Abordando soluções inovadoras para o eles estavam o Grupo Gráfico Meggico, do mercado edi­to­r ial, participaram do Ds­ qual faz parte a Corona, gráfica mexicana coop Days Youssef Mourad, CEO da Digi­ que se transformou ao a­ liar impressão off­ tal Pages, e um de seus principais clien­tes, set e digital, e a Digipix, a maior operação Wilson Troque, diretor de Supply Chain do de fotografia online do Brasil. Grupo Santillana. Apresentando o modelo Na Corona, a remodelação começou com de digitalização de con­teú­do adotado pela a adoção de um novo modelo de negócio, vol­ Santillana, Wilson e Youssef po­si­cio­na­ram tado para a comunicação one to one. O pro­ cesso seguiu três passos: mudança na cultu­ ra interna, adequação da empresa a sistemas de classe mun­dial e investimento em tecno­ logia. Rees­t ru­t u­ra­d a, a empresa passou a

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Fernando Steler, fundador & CEO da Direct One

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SUSTENTABILIDADE

O maior vilão do setor está escondido atrás das máquinas paradas, gerando perda de tempo e dinheiro. Texto: Ada Caperuto

Diga não ao desperdício na indústria gráfica

T

intas, pa­péis ou outros insumos usa­ dos no acabamento? Qual deles é mais desperdiçado no dia a dia da produção na indústria gráfica? A res­ posta certa é: a baixa utilização de horas de má­ quinas produzindo, com efi­ciên­cia. “Os tempos perdidos em setups longos, horas improdutivas e ocio­sas, retrabalhos e erros de produção são as causas dos maiores des­per­d í­cios na nossa in­ dústria gráfica”, afirma o consultor Marcelo Fer­ reira, consultor de Produtividade e Qua­li­da­de da ABTG. De acordo com ele, no momento de elaborar seus planejamentos estratégicos, tá­ ticos e operacionais uma empresa gráfica deve identificar as principais causas de des­per­d í­cios invisíveis que levam àqueles visíveis. Em primeiro lugar é preciso ter em mente que o empresário gráfico não vende simples­ mente um produto impresso, mas sim as ho­ ras de suas máquinas na melhor configuração de velocidades e menor tempo nos setups para a obtenção destes. Ou seja, o setor é composto de empresas prestadoras de serviços, categoria

em que se enquadra a maioria delas, exceto por aquelas que fabricam e vendem os produtos, como cadernos, agendas e editoras. O consultor da ABTG explica que poucas são as gráficas que analisam os projetos dos clien­ tes em relação à capacidade de execuções em seus equipamentos e processos. Consequente­ mente, acabam assumindo a produção de tra­ balhos complexos e que demandarão mais tem­ po e cuidados do que os estimados pelas mé­dias dos orçamentos aprovados. Outro ponto a ser considerado é a es­pe­cia­ li­za­ção da empresa, o que permitiria a padro­ nização dos processos produtivos. “Muitos em­ pre­sá­r ios não consideram os tempos de setups, preparação e abastecimento de máquinas, tes­ tes e ensaios sobre as ma­té­r ias-​­primas e libe­ rações destes produtos para impressão ou aca­ bamento respeitando suas características pelo grupo ao qual pertencem. O ­ideal é termos pa­ râmetros de tempos de orçamentos e produção independentes para cada tipo de segmento em que atuar­mos”, aconselha o es­pe­cia­lis­ta. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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SUSTENTABILIDADE

Marcelo Ferreira, consultor de produtividade e qualidade da ABTG

“Temos um longo caminho a trilhar dentro des­ te desafio cada vez mais gritante, alarmante e tardio combate aos des­per­d í­c ios da indústria gráfica brasileira. Um dos poucos gestos e traba­ lhos que temos envolvidos nestes assuntos são os cinco ou seis colaboradores vo­lun­tá­r ios do mercado gráfico que dedicam quatro horas do seu tempo a cada dois meses atuan­do na Comis­ são de Estudos Normativos de Controle de Pro­ cessos da ABTG, comissão esta que estou ten­ do a honra de presidir, voltada à elaboração de cartilha com orien­ta­ções”, conclui o consultor.

CONTROLE É PRIMORDIAL

Para uma empresa que busca ge­ren­ciar o des­ perdício, outro aspecto importante é identificar em qual dos es­tá­g ios a gráfica se encontra: sobreviver, viver, crescer ou per ­pe­tuar? Chegar a um consenso é importante para evitar, por exem­ plo, investir em equipamentos com maiores ve­ locidades em busca de melhores condições de volumes de produção, sem perceber que isso só será benéfico se antes tratar a melhor efi­ciên­ cia das horas de produção destinadas aos equi­ pamentos e processos já existentes na gráfica. Recomenda-​­se, ainda, o controle rígido das quantidades destinadas de matéria-​­prima para cada processo, através de contagens e con­fe­rên­ cias entre as á­­ reas, desde a entrada do papel em estoque até a saí­d a dos materiais para as en­ tregas. Pesagens de entradas e saí­das de ma­té­ rias-​­primas e de perdas geradas em cada pro­ cesso produtivo também ajudarão a identificar as origens dos des­v ios. “Seguramente, entre todos os segmentos gráficos, o que mais gera des­per­d í­cios é o pro­mo­cio­nal, devido à combi­ nação de fatores de cria­ções de projetos pelos clien­tes e/ou agên­cias sem considerar as carac­ terísticas de formatos e performances dos equi­ pamentos das gráficas que efe­tua­ram os seus trabalhos”, declara Marcelo. A boa notícia é que é plenamente possí­ vel mensurar — e minimizar — os des­per­d í­ cios. As ferramentas principais são controles e apontamentos eletrônicos, com a utilização de soft­wares e ERPs pró­prios para esta finalidade.

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O fim do desperdício na prática

ocalizada em Mogi Gua­çu (SP ), a Gráfica Marreco é es­pe­cia­li­za­da no segmento de sacolas impressas em offset. A empresa de pequeno porte começou, junto à ABTG , um trabalho de estruturação de PCP e combate aos des­per­dí­cios. De acordo com o gerente co­mer­cial Luiz Ma­xi­mia­no, havia um sensível desperdício gerado pelo grande tempo com espera de chapa, corte de papel, retorno de uma prova e até mesmo a aprovação do clien­te. “Como na maioria das gráficas, sem­ pre havia uma folga entre uma troca de ma­ te­rial e outro, setups de máquina vagarosos e falta de matéria-​­prima ou insumos no início de um trabalho, fazendo que o equipamento fique ocio­so”. Embora o processo esteja em andamento, Ma­xi­mia­no informa que já é pos­ sível verificar alguns ganhos. Ini­cial­men­te, o número de trabalhos executados em um dia era três vezes menor que atual­men­te. “Com isso apareceram in­dí­cios de melhora na quali­ dade, ou seja, máquinas produzindo próximo da velocidade limite, preços ajustados, tra­ balhos sequenciados e prazos sa­tis­fa­tó­rios, be­ne­fi­cian­do o empresário, o colaborador e principalmente o clien­te. Para que isso ocorra, o pro­fis­sio­nal gráfico tem que estar muito bem focado, pois ele é o elemento es­sen­cial para que se produza mais”, ensina o gerente da Gráfica Marreco.


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SUSTENTABILIDADE

Com a parceria, a gráfica deu início às obras em maio do ano passado. Hoje, o sistema ofe­ rece uma economia de 75% no consumo elétri­ co ­anual. De acordo com Homero Villela Filho, o projeto também chamou a atenção dos fun­ cio­ná­r ios da empresa. “Diversos colaboradores vie­ram nos questionar a respeito da tecnologia de aquecimento solar da água e de seu fun­cio­ na­men­to. Muitos tinham interesse em imple­ mentar esse sistema em seu domicílio, uma vez que viram que ele pode ser produzido com ma­ teriais baratos, facilmente encontrados em lo­ jas de ma­te­r ial de construção, e que traz uma economia visível no consumo de energia”.

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

ENSINANDO UMA PROFISSÃO SUSTENTÁVEL

A busca pelo equilíbrio da responsabilidade social e ambiental Com dois projetos que exploram a luz solar e o conhecimento da indústria gráfica, a Pancrom indica alguns caminhos possíveis para as empresas do setor. Texto: Juliana Tavares

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os dias de hoje, manter um discurso sustentável não é o bastante para que uma empresa seja bem vista no seu mercado de atua­ção e por seus clien­tes. Mais do que nunca, exemplos concretos são a garantia de que o respeito pelo meio am­bien­te vai mui­ to além da teo­r ia. Somado a isso, o cuidado com o desenvolvimento de uma cultura am­bien­tal nos jovens, desmistificando ­­áreas vistas como vilãs da sustentabilidade, é uma ferramenta que pode auxiliar na construção de um futuro mais cons­cien­te. Unindo ambas as finalidades, as práticas adotadas pela Pancrom Indústria Gráfica mostram como fazer da obrigação uma tarefa financeira e coletivamente vantajosa. Há pouco mais de um ano, a gráfica paulista teve a ideia de fazer um sistema de painéis sola­ res para reduzir o consumo energético e traba­ lhar de maneira mais sustentável. O presiden­ te da Pancrom, Homero Villela Andrade Filho, explica como materializou a ideia. “Ao conhe­ cermos o trabalho da ONG So­c ie­d a­de do Sol, empresa sem fins lucrativos se­d ia­da no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da USP, percebemos que ali havia um parceiro i­ deal para esse nosso projeto”, relembra.

No âmbito so­cial, a Pancrom se uniu ao Institu­ to Reciclar, ONG localizada no bairro do Jagua­ ré, zona oes­te de São Paulo, para pro­pi­ciar mais oportunidades de educação e aprendizado pro­ fis­sio­nal aos jovens da re­g ião, além de colabo­ rar na produção de seus materiais de divulga­ ção. Tendo início em março de 2012, o projeto oferecia uma visita guiada à sede, localizada no mesmo bairro, e aulas sobre produção gráfica. Durante as visitas, que eram acompanha­ das pelo professor Claudio Silva, pro­fis­sio­nal da Pancrom há mais de 12 anos, os jovens aprovei­ tavam para esclarecer todas as dúvidas que sur­ giam. Segundo Homero Filho, essa ex­pe­r iên­cia despertou o interesse pelo trabalho nas artes gráficas. “Muitos inclusive saí­ram daqui com o e-​­mail de nosso departamento de recursos hu­ manos para mandarem seus currículos”, conta. Claudio Silva também ministrou as aulas so­ bre produção gráfica, onde os jovens puderam se aprofundar nos conhecimentos adquiridos durante a visita. Foram atendidos aproxima­ damente 120 jovens. Os dois projetos, tanto o am­bien­tal quanto o so­cial, participaram do 3 º‒ Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, promovido pela Abigraf Na­cio­nal e coor­de­na­do pela As­so­ cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG). Para o presidente da Pancrom, ini­cia­t i­vas como essa ilustram o poder de transformação de pequenas ações e par­ce­r ias: “Se todas as em­ presas fizerem a sua parte, em busca de um pro­ pósito que vá muito além de simplesmente ge­ rar lucro, certamente iremos evoluir para um futuro mais sustentável e justo para todos”.


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Tuca Vieira

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F OTOG R A F I A

Arte e fotojornalismo

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té 2050, mais de 70% da popu­ lação mun­d ial viverá em cida­ des, segundo a ONU. Na Améri­ ca Latina, esse per­cen­tual já bate os 80%. Em São Paulo, verticali­ zação e adensamento explicam a explosão imo­ bi­liá­r ia: em cinco anos a capital ganhou nada menos do que mil pré­d ios residenciais. Para Tuca Vieira isso é matéria-​­prima, mas­ sa disforme e caó­ti­ca a ser lapidada por sua câ­ mera. A arquitetura das cidades o inspira en­ quanto ele usa a fotografia como instrumento para sobreviver dentro delas. Como descreveu o também fotógrafo Marcelo Coe­l ho no prefá­ cio do livro As Cidades do Brasil: São Paulo, pu­ blicado em 2005, “as lentes de Tuca Vieira se multiplicaram como os cristais de um caleidos­ cópio, conseguindo captar, num contraponto de imagens que se renova e sur­preen­de a cada página, tudo o que a cidade tem de extrema­ do, de conflitivo, de inquietante — e de bonito”. Tuca, nascido em São Paulo em 1975, come­ çou cedo a construir esse caleidoscópio. As pri­ meiras peças lhe foram apresentadas pelo tio, Cláu­dio Feijó, fotógrafo e cria­dor da escola Ima­ gem-​­Ação, referência no estudo da fotografia em São Paulo. Aos 16 anos partiu para sua pri­ meira ex­pe­r iên­cia de impacto. Um mochilão de dois meses pela Europa serviu para que Tuca visse na fotografia o seu meio de vida. Os anos seguintes foram preen­chi­dos com cursos de fotografia e o emprego de laborato­ rista no Museu da Imagem e do Som (MIS).

A atração pela rua encaminhou-​­o para o fo­ tojornalismo, e o desejo de ter uma formação humanista para o curso de Letras na USP. De­ pois de passagens rápidas por revistas e jornais como Diá­r io do Comércio e Estadão, fixou-​­se na Folha, onde trabalhou de 2002 a 2008. “Foi a ex ­pe­r iên­c ia exata: su­f i­c ien­te para me tornar um fotojornalista pro­f is­sio­nal e não tão lon­ ga a ponto de me acomodar”. Guiado pela von­ tade de se aprofundar em alguns temas, Tuca tornou-​­se fotógrafo independente. Ao sair da Folha partiu para Berlim. De lá, em três meses trouxe um trabalho planejado, conceitual, mais próximo do mundo das artes plásticas, que ren­ deu exposição em São Paulo e Nova York e en­ trevistas para revistas internacionais de arte e fotografia como a Domus e a Elephant. Hoje a senda de Tuca é essa: dividir-​­se entre os trabalhos encomendados por revistas e jor­ nais e os projetos pessoais. “Os artistas acham que eu sou fotojornalista e os fotojornalistas dizem que sou artista. Desisti de tentar me definir”. Nem o rótulo de fotógrafo de cidades ele quer. “Fotografo onde estou. Como vivo em uma cidade é ela que retrato, mas se estiver no mato é lá que irei fotografar”.

Tuca Vieira usa a fotografia como um instrumento de convivência com o espaço em que vive, uma forma de apropriar‑se da cidade e transformá‑la em beleza. Tânia Galluzzi

PERTENCIMENTO

Vamos dizer então que Tuca está fotógrafo de cidades. Mais especificamente de uma cidade, e assim deve con­ti­nuar pelo menos por mais 12 meses. Objetivando afastar-​­se da dicotomia tra­ balho co­mer­cial/trabalho pes­soal, ele pretende

1 ( página ao lado) São Paulo, 2007 2 ( página ao lado) Minsk, Bielorrússia, 2013 3 Uyuni, Bolívia, 2008

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4 Minsk, Bielorrússia, 2013 5 Cracolândia, São Paulo, 2012 6 Rua Augusta, São Paulo, 2009 7 Marabá, Pará, 2013

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✆ TUCA VIEIRA Tel. (11) 2371-​­1862 www.tucavieira.com.br REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

engajar-​­se num projeto de fôlego e passar um ano clicando São Paulo, um assunto sem fim para o fotógrafo. O encanto pela capital Tuca explica com a sensação estranha e fascinante, que acomete vá­r ios paulistanos, de morar num lugar desconhecido. “Às vezes me sinto um estrangeiro em São Paulo e não posso me conformar com isso. Acho que a vontade de retratar a cidade vem de uma necessidade de pertencimento”. Nas suas mãos, a fotografia é igualmente capaz de transformar a megalópole dura, feia e difícil em algo interessante e belo.

Mergulhadas nesse tema, das imagens que emergem da obra de Tuca chama a atenção a ausência das pes­soas, o quase absoluto privilégio à arquitetura. “A exigência da presença da figura humana é coisa da fotografia brasileira, latino-​­americana. Mas olhando a fotografia no mundo, desde os pri­mór­d ios, isso não acontece”. Para Tuca, o lugar onde se vive e suas construções contam muito sobre os que lá habitam. “É possível falar do paulistano sem mostrá-​­lo. Os lugares têm personalidade, temperamento, têm história como as pes­soas”. Argumentando que São Paulo, quando comparada a outras grandes cidades, foi pouquíssimo fotografada, Tuca diz que seu objetivo é documentá-​­la, revelar um espaço que continua a sur­preen­dê-​­lo.


1º de agosto

24 de outubro

Início das inscrições

Término da exposição de produtos

5 de setembro Término das inscrições com desconto

12 de setembro Termino das inscrições sem desconto

13 de outubro Início da exposição de produtos

Patrocínio Diamante

Patrocínio Ouro

Realização

Patrocínio Prata

Patrocínio Bronze

25 de novembro Festa de Premiação


SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Grupos empresariais da Abigraf promovem aprendizado e união de forças Por meio de atividades conjuntas e ações de mobilização do poder público, empresários buscam soluções que beneficiem a indústria gráfica nacional.

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“Nossos de­s a­fios são trazer no­ vos em­pre­s á­rios, divulgar o tra­ balho ao mercado e rea­li­zar even­ tos que permitam que isso tudo aconteça, com apoio de fabrican­ tes de equipamentos e insumos”, sintetiza Flávio Medeiros, diretor do GE Impressão Digital. O GE Pro­ mo­cio­nal está com suas atividades tem­po­ra­ria­men­te suspensas, mas

Fotos: Álvaro Motta

anter os diversos setores da indústria gráfica coe­sos e ar­ ticular seus interesses é a tarefa dos grupos empresariais da Abi­ graf, que vêm promovendo en­ contros e esclarecendo os gráficos

Moacir Bérgamo, diretor do GE Cadernos

a respeito de questões legais e de mercado que devem afetar sua atividade. A Revista Abigraf conversou com os diretores dos grupos de Impressão Digital, Em­ balagens, Edi­t o­r ial, Envelopes, Pro­mo­cio­nal e Sustentabilidade para saber quais foram suas úl­ timas conquistas e quais assun­ tos estão em pauta atual­men­te. Na próxima edição, apresentare­ mos as novidades do GE de Cader­ nos, coordenado por Moa­cir Bergamo, que estava em via­gem e não pôde responder às perguntas da reportagem. Para todos eles, tão importante quanto discutir é divulgar suas rea­ li­za­ções e atrair novos membros.

Ricardo Cruz, diretor do GE Promocional

conforme o diretor Ricardo Cruz a ideia é voltar à ativa, agregan­ do novos representantes desse segmento. “O plano é a retomada das reu­niões do grupo, que ain­ da não tem participação contínua nas ações da Abigraf”.

que efetuou no grupo, o que abriu caminho para importantes con­ quistas em questões tri­bu­t á­rias e econômicas. “ Vamos fazer um grupo forte através da definição das prio­ri­da­des de consenso, di­ re­c io­n an­d o de forma coe­s a os esforços para resolver os proble­ mas, portanto, falar de coisas que sejam para todo mundo”. Aproximar os em­pre­sá­rios de questões jurídicas e tri­b u­t á­r ias que afetam o dia a dia da ativida­ de e defender seus interesses jun­ to ao poder público também nor­ teiam as ações dos grupos. “Desde então defendemos medidas que possam minimizar o impacto das elevadas tributações que assolam o setor gráfico. Nossa última con­ quista foi prorrogar o prazo de re­ colhimento do ICMS das gráficas do segmento de embalagens no Estado de São Paulo, que passa­ ram a recolher o imposto até o dia 20 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador. O im­ posto vencia junto com a folha de pagamento, agora não mais. Isso torna possível ganhar tempo e capital de giro”, conta Sidney. No GE de Envelopes, o tópico ­atual é o Projeto Correio Digital e seu impacto no setor. “O plano é acompanhar esse processo e to­ das as necessidades dos mesmos, nos trâmites governamentais e

Sidney Anversa Victor, presidente da Abigraf-SP e diretor do GE Embalagens

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Flávio Medeiros, diretor do GE Impressão Digital

O princípio, para todos os GEs, é sempre levantar pontos de in­ teresse comum. O presidente em exercício da Abigraf-SP, Sidney Anversa Victor, que dirige o Gru­ po de Embalagens há seis anos, explica a mudança de postura

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Ricardo Minguez, diretor do GE Envelopes

âmbito jurídico”, afirma Ricardo Minguez, diretor do grupo há dois anos. Ques­tões tri­bu­tá­rias estão presentes em outros grupos. Se­ gundo Luiz Gornstein, diretor do

Luiz Gornstein, diretor do GE Editorial

GE Edi­to­rial há sete anos, retirar PIS

e Cofins da impressão de livros e desonerar a folha de pagamento estão entre as principais pautas deste segmento, ao lado da dimi­ nuição da importação de livros. Encontros, palestras e pesqui­ sas também movimentam a agen­ da. Medeiros conta que no Gedigi foram rea­li­z a­das duas con­fe­rên­ cias e pesquisas sobre impressão digital, e que está nos planos rea­ li­z ar mais um levantamento se­ to­rial. Por sua vez, o GE de Emba­ lagem vem rea­li­z an­do palestras sobre gestão, política, economia, vendas e treinamento. Tema que permeia os diversos grupos, a sustentabilidade tem, desde 2013, seu próprio GE, sob o comando de Ricardo Coube. “O principal aspecto no qual o Grupo de Sustentabilidade tra­ balha é em relação à Politica Na­ cio­nal de Re­sí­duos Sólidos e sua aplicação nas gráficas”. De acor­ do com ele, existem vá­rios ques­ tionamentos em torno dessa lei, que trouxe ao meio em­pre­sa­rial conceitos novos, como o da Lo­ gística Reversa, e reforçou ou­ tros já conhecidos, como o dos


EM AÇÃO PELA INDÚSTRIA GRÁFICA

C Ricardo Coube, diretor do GE Sustentabilidade

3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). “O Grupo de Sustentabilidade está elaborando uma cartilha com o objetivo de ajudar os leitores a com­preen­der melhor a PNRS”. E o time dos grupos da Abigraf ganhou recentemente sangue novo: o GE Jovem, cuja primeira reu­nião foi agendada para a terceira semana de agosto. Segundo Felipe Salles Ferreira, a

Felipe Salles Ferreira, diretor do GE Jovem

ideia é fortalecer o network entre os em­pre­sá­rios de 20 a 40 anos e oferecer sub­sí­dios para as suas atividades como administradores. “O jovem está muito distante da Abigraf e os jovens gráficos não se conhecem entre si. A ideia é juntar os jovens em­pre­sá­rios, os sucessores das in­dús­trias gráficas, para discutir me­lho­rias de gestão”, explica. “Esse grupo quer trabalhar com a questão da governança corporativa, capacitação ge­ren­cial e evolução do empresário. Em relação a equipamentos temos bom suporte, onde precisa mexer é na gestão e na capacitação”.

Nova coluna dedicada ao Sindigraf‑SP trará novidades sobre as ações da entidade na promoção, qualificação e desenvolvimento do setor.

om mais de 90 anos de existência, o Sindigraf-SP mantém firme atua­ção com ampla diversidade de ini­cia­t i­v as em prol do desenvolvimento da indústria gráfica. A coluna Sindigraf-SP é o novo canal da Revista Abigraf, que tem como objetivo relatar as ações, campanhas e atividades do sindicato. Esta primeira edição traz um resgate das rea­li­za­ções da entidade, a começar por aquela que é, talvez, a mais relevante atua­ção do Sindigraf-​­SP no momento: a coor­de­na­ção, por seu presidente, Fabio Arruda Mortara, do Copagrem (Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem), cria­do em 2013, no âmbito da Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp). Desde então, o grupo, integrado por 40 entidades representativas da indústria gráfica e setores correlatos, vem trabalhando no levantamento de diag­nós­ti­ cos e soluções conjuntas para os problemas que afetam a todos que compõem a cadeia da comunicação impressa. Em 2013, o Sindigraf-​­SP criou o Encontro Na­cio­nal de Sindicatos da Indústria Gráfica, cuja segunda edição foi rea­li­za­da em julho último, reunindo em São Paulo presidentes e executivos dos sindicatos da indústria gráfica de todo o País. A proposta do evento é debater uma pauta abrangente, que inclui não apenas as questões específicas dos sindicatos, como também as complexidades fiscais, tri­bu­ tá­rias, trabalhistas e econômi-

cas, que afetam o dia a dia das empresas do setor. O Sindigraf-SP teve papel fundamental na articulação da vinda da ini­cia­ti­va Two Sides ao Brasil, também em 2013. A campanha — mun­dial­men­te conhecida pelo seu trabalho na cons­cien­ti­za­ção da sustentabilidade da comunicação impressa — já está ofi­cial­men­te inserida no País e conta com o apoio de 42 entidades da cadeia produtiva para difundir o poder ecológico do papel.

Fábio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP

Em nome do desenvolvimento do mercado o sindicato vem apoiando as ações e a atua­ç ão da ABTG Certificadora, organismo independente acreditado pelo Inmetro para rea­li­z a­ção de certificações na indústria gráfica. Ao lado da Abigraf-SP, com apoio da F­ iesp, o Sindigraf-SP atuou na elaboração da terceira edição da Sondagem da Indústria Gráfica Paulista, que analisou os índices de con­f ian­ ça do setor em 2013. No entanto, em termos de levantamentos elaborados a partir da opi­nião dos em­pre­sá­rios do setor, uma das mais importantes

ferramentas produzidas pelo sindicato é a Pesquisa de Sa­ lá­rios e Be­ne­fí­cios na Indústria Gráfica Paulista. Em sua 22ª edição, o diag­nós­ti­co disponibiliza, de maneira técnica e con­f iá­ vel, informações precisas sobre o mercado de trabalho do setor, possibilitando ava­liar estruturas de custos e auxiliar na definição de es­tra­té­gias salariais. Outro importante apoio às empresas e aos profissionais do setor é o Banco de Empregos, que está disponível no site do Sindigraf-​­SP. Reformulada em setembro de 2013, a ferramenta, online e gratuita, permite o recrutamento e a seleção de pes­soal qualificado para ­atuar na indústria gráfica e hoje conta com mais de 600 vagas e 3.000 currículos. É efetiva a ação do Sindigraf-SP no viés da cultura e do incentivo à leitura. Juntamente com a Abigraf-SP, a entidade estabeleceu em 2005 parceria com o programa “Um Estado de Leitores” do governo de São Paulo. Por meio dela, diversos mu­ni­cí­pios do Estado são contemplados com a instalação ou restauro de bi­blio­te­cas públicas. Cien­te da importância da disseminação da cultura para o desenvolvimento da so­cie­da­de, o sindicato faz a doa­ção de um acervo ini­cial de até mil títulos, um computador e soft­wares ne­ ces­sá­rios para ge­ren­ciar o acervo. O projeto beneficiou 16 cidades em um pe­río­do de nove anos, com a doa­ção ou recuperação de bi­blio­te­cas e a entrega de mais de 15 mil livros. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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Sindicatos gráficos de todo o País reuniram‑se em São Paulo O Encontro Nacional de Sindicatos, com um cronograma que abrangeu os mais amplos temas do universo gráfico, reuniu líderes e executivos da indústria gráfica de todo o País.

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Sindigraf-SP promoveu, no dia 21 de julho, o 2º Encontro Na­ cio­nal de Sindicatos, que teve a presença de 50 presidentes e executivos de mais de 20 sindicatos e as­so­cia­ções representativas do parque gráfico na­cio­nal. O evento aconteceu no Hotel Grand Mercure, localizado no bairro do Ibi­ra­ pue­ra, zona sul de São Paulo. Na abertura, o presidente da Abigraf-SP, Sidney Anversa Victor, afirmou que a ­união do setor é o caminho mais viá­vel para que os pleitos da indústria gráfica sejam ouvidos pelo poder público, parceiros Walter Vi­cio­ni Gonçalves, diretor do Senai-SP, no painel “Formação pro­fis­sio­nal para a indústria gráfica”, e com o empresário gráfico Mário César Martins de Camargo, que compartilhou sua ex­pe­riên­ cia no setor com a palestra “Empresário gráfico: jogo dos 7 erros”.

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comerciais e so­cie­da­de. Reiterando essa visão, o presidente da Abigraf Na­cio­nal, Levi Ceregato, disse que é preciso avançar na luta pelo resgate da competitividade e restabelecer a sustentabilidade e equilíbrio do mercado ante o avanço das mí­dias eletrônicas. Apesar de um panorama de incertezas, devemos acreditar no futuro. É isso o que pensa o presidente do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara. “Em 2017, mun­dial­ men­te o setor deverá movimentar cerca de 670 bilhões de dólares. O quadro é particularmente promissor para os segmentos de embalagens, etiquetas, pro­mo­cio­nal e edi­to­rial”, informou. O primeiro assunto da etapa matutina foi a implantação e

controle de planejamentos estratégicos, ministrado pelo diretor do I.D.O. Brasil, An­dreas Dohle. O executivo explicou que, na hora de colocar um projeto em prática, as empresas enfrentam diversas barreiras, como a falta de clareza, de engajamento dos profissionais envolvidos e de recursos financeiros. Quem também marcou presença foi o senador Eduar­do Suplicy, que destacou a importância do evento para a sua com­preen­são dos assuntos que interferem na indústria gráfica. Na sequência, o presidente executivo da Abril S.A., Fábio Barbosa, foi o responsável pelo tema “Perspectivas para um Brasil melhor”. O pe­río­d o matutino contou, ainda, com a participação de

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

ADMINISTRAÇÃO CONSCIENTE Com “Sucessão em­pre­sa­rial fa­mi­ liar”, Domingos Ricca deu início às palestras do pe­río­do vespertino falando sobre as adversidades que surgem quando se misturam assuntos fa­mi­lia­res com empresariais. Em seguida, foi a vez de a consultora Josefa Lira discorrer sobre ética. Os impactos da economia brasileira na indústria gráfica foi o tema pos­te­rior, abordado por Zeina Latif, economista-​­chefe da XP Investimentos. Ao comentar as prio­ri­da­des na agenda da indústria, Zeina ressaltou: “Quan­to mais rápido eliminarmos políticas para alguns setores específicos e buscarmos medidas horizontais para toda a cadeia, melhor”. Outro assunto debatido foi a implantação da campanha Two Sides nos mercados regionais,

conduzido por Fabio Mortara. A pauta do Encontro de Sindicatos também privilegiou a discussão sobre as técnicas de ne­go­cia­ ção, com Jerônimo Ruiz, diretor executivo da área no Sindicato da Indústria do Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel no Estado de São Paulo (SIP); e mar­ke­ting, no painel “Mar­ke­ting e comunicação: foco em entidades de classe”, com o gerente da área no Sistema Abigraf, Igor Archipovas. A novidade ficou por conta de “Boas práticas sindicais: ações de sucesso”, painel que teve o depoimento dos presidentes do Sigemg, Vicente de Paula Aleixo Dias; do Sindigraf-RS, Ângelo Garbarski; do Sindusgraf-PE, Eduar­do Carneiro Mota; do Singraf-RN, Carlos Vinícius Aragão Costa Lima; do Sindigraf-SP, Fabio Mortara, e do 1º vice-​­presidente da Sec­cio­nal de Ribeirão Preto da Abigraf-SP, Fábio Sarje, que mostraram as ações bem sucedidas aplicadas nas suas re­giões. Para encerrar o 2º Encontro Na­cio­nal de Sindicatos o tema escolhido foi o cenário político brasileiro, apresentado pelo cien­ tis­ta político Carlos Mello.


o ã ç a z i l a u t a s mai

s a d a t n a l p s a t s e r o l f mais Você sabia que as empresas brasileiras produtoras de papel obtêm 100% da celulose a partir de florestas plantadas?* A área de florestas plantadas no Brasil equivalem a 2.2 milhões de campos de futebol. Leia sua revista favorita tranquilamente, pois o papel utilizado nela é feito de madeira natural e renovável.

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Two Sides é uma iniciativa que promove o uso responsável da comunicação impressa e do papel como uma escolha natural e reciclável para comunicações poderosas e sustentáveis. *Folha Bracelpa Nº01, Maio / Junho 2009. ** Two Sides Brasil, 2014


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Sindgráfica celebra 70 anos com lançamento de livro histórico Obra conta com textos de abertura dos presidentes da Abigraf Nacional e da Fiec. Resgate histórico mostra a trajetória da indústria gráfica no Brasil, destacando o pioneirismo do Ceará.

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livro “Sindgráfica – 70 anos”, com coor­de­na­ção edi­to­rial de Francilio Dourado Filho, marca a celebração do aniversário de fundação do Sindicato da Indús­ tria Gráfica no Estado do Cea­rá. No texto de abertura, o presiden­ te do Sindgráfica, Eulálio Costa, destaca que a obra pretende re­ tratar um pouco da trajetória da entidade, suas lutas e a determi­ nação em travá-​­las. Na mensa­ gem de abertura, o então presi­ dente da Abigraf Na­cio­nal, Fabio Arruda Mortara, lembra que o Cea­rá, não por acaso, mas sim por uma história de pioneirismo, foi uma das primeiras pro­vín­cias a produzir um jornal diá­rio, lançado pouco depois que a imprensa foi liberada, quando da vinda da Fa­ mília Real para o Brasil, em 1808. “Dos pri­mór­dios aos dias de hoje, momentos como esse agora ga­ nham expressão nesse livro, re­ pleto de registros de grande va­ lor histórico, que reconta detalhes da evolução da indústria gráfica cea­ren­se e da trajetória dos ho­ mens que a cons­ti­tuí­ram com seu trabalho incansável”.

A obra de pouco mais de 300 páginas, com belo projeto grá­ fico e cuidadoso resgate históri­ co, parte das origens da indústria gráfica no mundo, conta a história do Sindgráfica até os dias de hoje, destaca a traje­ tória de algumas das principais in­ dús­trias do Esta­ do e retrata as homenagens às empresas e pes­ soas que cons­ truí­ram essa his­ tória, a exemplo de Peter Rohl, o alemão que se tornou qua­ se um cea­ren­se. Um dos mais destacados es­pe­cia­ lis­tas do setor, ele deu inúmeras contribuições à indústria gráfica local e na­cio­nal, por isso mesmo, ganhando capítulo à parte no livro. FUNDADORES No segundo capítulo, em texto que valoriza a con­tex­tua­li­z a­ção histórica, o autor rememora a fun­ dação do Sindgráfica. “( . . .) no dia

4 de agosto de 1943, instalados na sede da Companhia Na­cio­nal Pró-​ ­Sindicalização em Massa, sita na rua Barão do Rio Branco, 557, Fortaleza, reú­nem-​­se os só­cios das firmas tipográficas Bezerra & Braga, H. Ribeiro, José Batista Chacon, S. Sá, Assis Bezerra & Cia, Antenor Silva, Ramos & Pouchain, Arlindo Previtali, Ma­noel dos Santos, Mario Jataí & Cia. Ltda., e A. Batista Fontenele, com o propósito de fundar a As­so­cia­ção Pro­ fis­sio­nal da Indústria da Tipografia no Estado do Cea­rá”. “O Sindigráfica iniciou sua tra­ jetória em 1943. Ao longo das úl­ timas sete décadas, o sindicato tem liderado um processo de evo­ lução econômica, so­cial e tecno­ lógica das empresas a ele fi­lia­ das, contribuindo inegavelmente para o fortalecimento do nosso Estado”, pontua Roberto Macêdo,

presidente da Federação das In­ dús­trias do Estado do Cea­rá (Fiec) na introdução do livro, que rece­ beu apoio da federação. Vale lem­ brar que o Sindgráfica, juntamen­ te com outros quatro sindicatos, foi um dos idea­li­za­do­res e funda­ dores da Fiec, em 1950. Nas pala­ vras do presidente da Fiec, a ini­ cia­ti­va do Sindgráfica ao elaborar o livro é muito importante. “Es­pe­ cial­men­te pelo fato de reconhecer e enaltecer as his­tó­rias de homens e mulheres que, com talento, tra­ balho, espírito em­preen­de­dor, de­ terminação e força de vontade, fi­ zeram e fazem parte da história do setor gráfico no Estado do Cea­rá”. Para o presidente do Sindgrá­ fica, o livro tem importância fun­ damental por desenhar uma jor­ nada vi­to­rio­sa, após um caminho longo e difícil. “Somos sabedo­ res de que, a cada dia, os de­sa­ fios são renovados, um pouco as­ sustadores, é bem verdade, mas acreditamos que, com ­u nião, trabalho e im­buí­dos do espírito dos nossos precursores, havere­ mos de também ser vi­to­rio­sos”, assinala Eulálio Costa.

Copagrem discute ambiente político e econômico Comitê da Fiesp defende que a indústria gráfica precisa se envolver mais com as pautas de seu interesse.

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ma postura ativa por parte da indústria gráfica brasileira e mais entrosamento com pautas políticas. A declaração, que seria um quesito necessário na busca por soluções às principais deman­ das do setor, foi feita durante o úl­ timo encontro do Comitê da Ca­ deia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), rea­li­za­do em 30 de junho. O grupo se reuniu na sede da Federação das In­dús­ trias do Estado de São Paulo (­Fiesp)

sob o comando de Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf­ -SP e coor­de­na­dor do Copagrem. As apresentações individuais fi­ caram por conta de Elizabeth de Car ­va­lhaes, presidente-​­executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Eduar­do Salomão, diretor do Sindicato Na­cio­nal dos Editores de Livros (Snel); Thomaz Zanotto, di­ retor do Departamento de Rela­ ções Internacionais e Comércio Ex­ te­rior (Derex) da ­Fiesp; e de Carlos

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Melo, professor de Ciên­cia Política do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e colunista da TV Estadão. Também foram feitas apresenta­ ções dos grupos de trabalho de Valorização da Comunicação Im­ pressa, Competitividade, Tributação e Papel e Sustentabilidade. MERCADO EXTERNO Elizabeth Car­va­lhaes falou sobre a cria­ção da Ibá — que congrega as antigas Abipa, Abiplar, Abraf e

Bracelpa —, explicando que o ob­ jetivo da entidade é fortalecer o mais novo setor in­dus­trial do País. “O Brasil precisa ser reconheci­ do como dono da maior expertise em floresta plantada”, disse. A pri­ meira conquista, que abre cami­ nho para o viés econômico e in­ dus­trial que a Ibá tem como norte, foi o decreto pre­si­den­cial que le­ vou as florestas plantadas do Mi­ nistério do Meio Am­bien­te para o Ministério da Agricultura.


Brasil presente no encontro mundial da indústria gráfica No início de junho, a cidade de Barcelona, na Espanha, sediou o World Print & Communication Forum, que contou com a participação de lideranças gráficas de diversos países.

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m âmbito mun­d ial, o World Print & Com­mu­ni­ca­tion Forum (WPCF), promovido pela Eu­ro­pean Fe­de­ra­tion for Print and Digital Com­m u­n i­c a­t ion (Intergraf) e a Printing In­dus­tries of America (PIA) é, certamente, um dos mais im­ portantes eventos para a indústria gráfica. Novamente convidado pelos organizadores a participar com uma apresentação sobre o mercado de impressão brasilei­ ro, o presidente do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara, represen­ tou o País no fórum. O tema des­ te ano foi “Ques­tões da impressão gráfica para o futuro”, e o local de rea­li­za­ção a cidade espanhola de Barcelona, em 6 de junho. De acordo com Mortara, o evento foi cria­do para congregar a participação dos em­p re­s á­r ios gráficos de paí­ses considerados relevantes pelos organizadores. Sua participação pelo segundo

ano consecutivo representou a oportunidade de apresentar não apenas os números da indústria brasileira, como também promo­ ver junto aos demais participan­ tes o projeto Two Sides, cria­do em 2012 na Inglaterra, e que recente­ mente foi lançado no Brasil, pela Abigraf Na­cio­nal. “Percebi uma repercussão muito positiva, com es­pe­cial interesse do Japão pelo projeto Two Sides. E recebi con­ vite para me apresentar em Nova Delhi, em setembro”. Com abertura de Havard Grjot­ heim, presidente da Intergraf, e Mi­chael Makin, presidente da PIA, o WPFC ocorreu um dia depois da assembleia da Intergraf. O pro­ grama incluiu estudos de caso de grandes impressores, de paí­s es como o Reino Unido e Alemanha, bem como palestras sobre uso de impressos × recursos digitais na educação; inovação e pesquisa

na indústria gráfica; aplicações de recursos inovadores aos impres­ sos; e mudanças nos perfis dos consumidores. Também a Drupa 2016 foi tema de debate, com a demonstração de um estudo glo­ bal das ten­dên­cias que deverão ser vistas no evento. “Pude conhecer vá­rios te­ mas interessantes, desde cases de impressores extremamente bem-​­sucedidos até a si­tua­ção de mercado em paí­ses que até bem pouco tempo estavam em crise”. Mortara refere-​­se à recuperação dos dois mais fortes paí­ses nes­ se setor: os Estados Unidos e o Ja­ pão. Tanto nos dados apresenta­ dos pelo presidente da Printing In­d us­t ries of America, Mi­c hael Makin, quanto nos demonstrados pelo diretor da Japan Fe­de­ra­tion of Printing In­dus­tries (JFPI), Kunio Ishibashi, o panorama que se tem é de estabilidade. O Japão, em

particular, na comparação com o ano 2000, registrou aumento de 107% em seu PIB (Produto Inter­ no Bruto) em 2011. “O grande ga­ nho de eventos como o WPFC é o acesso que nos dá aos números da indústria gráfica mun­dial, como é o caso das principais in­dús­trias gráficas mundiais, que passaram por uma profunda crise a partir de 2007 e, agora, vislumbram um pequeno crescimento”. Com participação dos presi­ dentes das federações da China/ Pequim, Coreia e Índia, o fórum também marcou a troca da pre­ sidência da Intergraf e o anún­ cio da aquisição de sede própria, em Bruxelas (Bélgica). Deixando as marcas de uma gestão equi­ librada, Havard Grjotheim foi subs­t i­t uí­d o por Francesc Hos­ tench-​­Feu, que con­ti­nua­rá com o apoio de Bea­tri­ce Klose como secretária executiva.

A pauta política e econômica também foi explorada por Tho­ maz Zanotto, da F­ iesp, e pelo cien­ tis­ta político Carlos Melo. Zanot­ to falou dos serviços de assessoria em assuntos re­la­cio­na­dos ao co­ mércio externo prestados pelo De­ rex às empresas fi­lia­das à ­Fiesp e das es­tra­té­gias adotadas dian­te da perda de espaço da indústria brasi­ leira para produtos chineses. Com o objetivo de responder à per­ gunta “o que a indústria brasileira pode fazer para melhorar seu co­ mércio ex­te­rior?”, o departamento lançou o Documento de Posição

da ­Fiesp e passou a dedicar aten­ ção extra à ne­go­cia­ção de acordos comerciais e à defesa co­mer­cial.

A apresentação inspirou alguns membros da mesa a sugerir a cria­ ção de um novo grupo de traba­ lho, destinado à discussão dos principais temas políticos que interessem à cadeia. Os grupos de trabalho em ati­ vidade destacaram as últimas con­ quistas dos órgãos representa­ tivos do setor, como a Instrução Normativa 1.341, que combate o desvio do uso de papel imune, e também pautas em andamento, como a inclusão das embalagens de papel-​­cartão entre os itens fi­ nanciáveis no portal de operações

do cartão BNDES. Igor Archipo­ vas, do grupo de trabalho Valo­ rização da Comunicação Impres­ sa, falou sobre o lançamento do braço brasileiro da Two Sides, en­ tidade de propagação da susten­ tabilidade da comunicação im­ pressa, rea­li­z a­do em abril. Além da repercussão do caso, foram apresentados os próximos passos da entidade, como uma pesquisa de mercado para descobrir qual a visão dos brasileiros sobre pa­ pel e comunicação impressa, in­ formações que devem balizar o restante da sua campanha.

MAIS ATENÇÃO AO BRASIL Carlos Melo apresentou um pano­ rama das eleições presidenciais, mostrando não só as vantagens e desvantagens dos principais can­ didatos mas também os “nós es­ truturais” do cenário político bra­ sileiro. Desatar esses nós e não subestimar a importância da po­ lítica são passos fundamentais para superar problemas como alta da inflação e baixo crescimento.

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Two Sides inicia campanha na imprensa brasileira Peças publicitárias que valorizam a comunicação impressa começaram a circular na mídia em julho.

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** SINDIGRAF-SP

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omeçou em 20 de julho a campanha de valorização do papel e da comunicação impressa promovida pela Two Sides no Brasil. Com o mote “Você ama papel. Dá para entender”, as peças começaram a ser veiculadas em jornais, revistas e sites. “É uma campanha sem precedentes no País e, por sua dimensão, promete mexer com a opi­nião pública, desfazendo mitos e disseminando informações corretas sobre a sustentabilidade da cadeia do papel e da impressão”, afirma Fabio Arruda Mortara, country manager da Two Sides Brasil e presidente do Sindigraf-SP, entidade que é a articuladora da ação, em conjunto com a As­so­cia­ção Na­cio­nal de Jornais (ANJ) e a As­so­cia­ção Na­cio­nal de Editores de Revistas (Aner). As peças mostram a presença do papel e da mídia impressa na vida

*Folha Bracelp a Nº01, Maio / Junho 2009. ** SINDIGRAF-SP

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de pes­soas de todas as idades e em diferentes si­tua­ções, seja pela leitura de cartas, jornais ou revistas, e trazem informações sobre a sustentabilidade do papel e da impressão. O ma­te­rial explica que todo o papel produzido e utilizado pela indústria brasileira de comunicação impressa vem de florestas plantadas, o que garante a sustentabilidade do negócio e traz be­ne­fí­cios ao meio am­bien­ te através da eliminação de carbono da atmosfera. “Há dois mil anos, o papel e a comunicação impressa têm sido os meios de comunicação preferidos da humanidade. Em um mundo multimídia, a comunicação impressa continua a ser muito eficaz, atrativa e altamente sustentável”, afirma Mortara. Na primeira semana de divulgação, a campanha da Two Sides

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apareceu nos jornais Folha de S. entender qual o comportamenPaulo, O Globo, Valor Econômico to do consumidor brasileiro em e na revista Veja. De acordo com relação ao uso da comunicação Mortara, “a campanha segue o impressa e do papel. Além dismesmo molde de sucesso utili- so, dentre as ações programadas, zado nos outros continentes, vis- podemos citar um cronograma to que a mesma é uma franquia permanente de anún­cios sendo trazida para o Brasil. Contudo, ela veiculados em jornais e revistas, foi totalmente ajustada aos pa- ações de divulgação em escolas drões nacionais. Os personagens e universidades e a participação utilizados nos anún­cios foram es- em uma série de eventos setoriais”. Two Sides foi lançada ofi­cial­ colhidos a dedo para ilustrar a men­te no Brasil no início de abril e rea­li­da­de brasileira”. O próximo passo da seção bra- segue o mesmo conceito da camsileira da Two Sides será a rea­li­ panha mun­dial, presente em paí­ za­ç ão de uma pesquisa na­c io­ ses da Europa, nos Estados Uninal, com a finalidade de descobrir dos, Austrália e África do Sul. mais a respeito das pre­fe­rên­cias do A público leitor e da sua impressa visão comunicação sobre os pontos fortes e fracos e o papel têm uma ótima das mí­dias impressas e eletrôniambiental cas, conformehistória explica Mortara: “A pesquisa na­cio­nal, conduzida para contar pelo Datafolha, vai nos ajudar a www.twosides.org.br


HÁ TRINTA ANOS Notícias publicadas na Revista Abigraf de julho e agosto de 1984

Abigraf-​­RJ Passados 19 anos de sua fundação, so-

Crescimento autossustentável O

edi­to­rial da edição nº 94 da Revista Abigraf (julho/agosto de 1984) trazia o título “Os novos de­sa­f ios que temos pela frente”. Nele, Max Schrappe, presidente da Abigraf-SP, recomendava, dian­te das dificuldades e instabilidades da economia e da política brasileira, que os em­pre­sá­rios do setor buscassem o “crescimento autossustentável”. Ou seja: a manutenção de um ritmo de desenvolvimento da empresa, que não a forçasse a recorrer aos fi­nan­cia­men­tos externos e prejudiciais endividamentos.

mente em julho de 1984 a Abigraf Re­ gio­nal Rio de Janeiro foi efetivamente consolidada. Durante todo esse pe­río­ do, a entidade vinha participando das atividades do setor, mesmo sem contar com a formação jurídica ofi­cial. No dia 27 daquele mês, o presidente da Abigraf Na­cio­nal, Sidney Fernandes, deu posse à diretoria eleita, tendo Werner Klatt como presidente.

Grupos setoriais Nacionalização

A Revista Abigraf nº 94 trouxe Em meio à restrição legal para a

Papel fotográfico

Liberdade para as pequenas e médias Há 30 anos crescia o interes-

Naquele ano, quando o mundo ainda era analógico, a Kodak brasileira comemorava a exportação, para os Estados Unidos, de US$ 8 milhões em papel fotográfico colorido, tudo produzido pela unidade in­dus­trial da empresa, em São José dos Campos (SP).

se em im­pul­sio­nar as pequenas e mé­dias empresas. Tanto, que em novembro de 1984 foi rea­li­za­do o IV Congresso Brasileiro da Pequena e Média Empresa, em pleno Senado Federal, em Brasília. O cu­rio­so foi o tema do evento: “Pequena e Média Empresa, liberdade, democracia e retomada do desenvolvimento”, que soa­va mais como um grito de basta ao regime de exceção que governava o País até então.

Florestas plantadas

como matéria de capa uma reportagem sobre as ações dos Grupos Setoriais da Abigraf-SP no sentido de in­fluen­ciar decisões de interesse do setor gráfico em meio à pressão exercida por uma economia recessiva, como era a do País naquele ano. “Os grupos setoriais são verdadeiras células que dão vida à entidade”, disse José Aidar, então coor­de­na­dor do Grupo Se­to­rial de Cadernos e um dos idea­li­za­do­ res desse sistema.

importação de diversos itens, a Bolsa de Ne­gó­cios do Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Estado de São Paulo (Ceag), antigo órgão do a­ tual Sebrae, promoveu a 1ª Mostra de Na­cio­na­li­ za­ção de Importados da Cia. Suzano de Papel e Celulose. O evento recebeu mais de uma centena de visitantes interessados em na­ cio­na­li­zar 63 produtos dos 141 itens expostos pela empresa, em es­pe­cial os ele­troe­le­trô­ni­cos.

Intercâmbio I

Ao longo de 1984, o Senai passou a despertar o interesse de estudantes de outros paí­ses. Nada menos que vinte alunos angolanos, equatorianos, pa­ra­guaios, mexicanos e uru­guaios receberam bolsas governamentais de seus paí­ses de origem para es­ta­gia­rem nos cursos de artes gráficas oferecidos pela instituição.

Intercâmbio II

Muita gente vem aprendendo que 100% das florestas destinadas à

Em 18 de julho de 1984, a Abigraf Na­cio­nal e o Senai assinaram

produção de papel e celulose no Brasil são cultivadas para essa finalidade. O que pouca gente sabe é que o País sempre se destacou na pesquisa genética para reprodução de es­pé­cies vegetais. Este foi o caso da Aracruz Florestal, pre­mia­da em 1984 pela Fundação Marcus Walleberg, da Sué­cia. Seus técnicos e cien­tis­tas aperfeiçoaram os processos para obter madeira mais homogênea e de melhor qualidade.

convênio de coo­pe­ra­ção tecnológica no campo da indústria gráfica com a Câmara Na­cio­nal da Indústria de Artes Gráficas, no México. Entre as metas do documento, estava o compromisso de promover intercâmbio de ex­pe­riên­cias, conhecimentos e novos progressos no campo da formação de recursos humanos. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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MENSAGEM

S

os jovens d s ão m as n ro tu fu o e te n se O pre

faço Indústria Gráfica, com quem que a afi questão de dividir a fotogr Surge uma nova geração zando ilustra este editorial, enfati de empresários gráficos, de. o apoio da direção da entida jovens muito informados, da na s, ma sa Para novos proble bem preparados, com imen mais eficaz do que soluções disposição para o trabalho inovadoras e ousadas, que e uma inf inidade de boas entude, o frutif icam no ímpeto da juv ideias. Trabalhando ao lad as iad sid o em especial quando sub de seus pais, ou já assumind pela boa formação e visão a direção dos negócios, do Brasil contemporânea do mundo, a seu desafio é imenso, pois reir Fer les Sal Fel ipe igraf‑SP Sid ney Anversa Victor e e do mercado. Por isso, a Ab recebem a responsabilidade er rec ofe rá sca vindas, abriu as portas e bu as‑ bo pela gestão de empresas de deu a sej e or. qu , para nto crítico do set o apoio possível ao GT‑Jovem xim sucesso, mas em um mome má o gráfica passa a de ótimas ideias. Como sabemos, a indústria uma fábrica muito produtiv a do tan ren espaço ideal para es, enf O ambiente associativo é o por profundas transformaçõ e qu as, nic trô ão de propostas, mídias ele ca de experiências, articulaç concorrência crescente das tro a do tes tan Os jovens fatias impor conjunta e busca de soluções. ção iza bil lhe têm arrebatado alg umas mo e ad sse, é dura a realid o o suporte político da mercado. Como se não basta empresários contam com tod s ore set s no al eci esp strutura física, de al, em idade, bem como nossa inf rae da concorrência internacion ent as fic grá ra pensarem a nova exercida por os humanos e funcional, pa urs editorial e de embalagens, rec ito mu é reunião ais produzir fica brasileira. Sua primeira grá ria úst localizadas em países nos qu ind o itiv rcantes diferencial compet sto, sendo um dos fatos ma ago em ‑se ou liz mais barato do que no Brasil, rea s mais baixos, menos áfica – Sig ra 2014. 3 ª‒ Semana da Indústria Gr resultante de juros e imposto da ca. ídi jur nça ura seg presários, que se ia e mais focos iniciais dos jovens em Os encargos sociais e burocrac da o ári em suas gráficas, bado cen m no processo de sucessão Em meio a esse novo e contur tra con en do capacitação 21, estamos deixan tes: governança cor porativa, uin seg os seg unda década do Século são ação associativa es de empresários evolução da gestão, ética, atu l, cia en como legado às novas geraçõ ger ial estruturado, nova geração não pode ponsabilidade social. Essa gráficos um parque empresar res e , ico lóg no de interagir aporte tec te da Abigraf e nem deixar tan dis com histórico de vitórias, bom ar fic do. tabelecimento s clientes e do merca a entidade. A partir do res com e si re know‑how e confiança do ent um choque de gestão o articular‑se para grupo, seus integrantes irã No entanto, há o desafio de do ssa no de ia futuro de nosso setor. r a histór eiçoar o presente e prover o criativa e capaz de reescreve erf ap realidade. indústria à luz de uma nova o fácil, dadas as ssã Não se trata de uma mi sidney@congraf.com.br tretanto, nossa En as. tad ren enf em ser a dif iculdades e executivos encontrará nova geração de empresários perenidade do impresso no os caminhos necessários à ernético. Nesse sentido, novo mundo eletrônico e cib o o restabelecimento, no foi extremamente oportun l São Paulo, do Grupo âmbito da Abigraf Regiona sários. É estimulante fica de Trabalho de Jovens Empre Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação u deles próprios. rti pa a tiv ) cia f‑SP ini igra a e (Ab lo qu Pau tar consta Regional São Ferreira, da Mácron O coordenador é Felipe Salles

Sidney A nversa V ictor

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Revista Abigraf 272  
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