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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 270 MARÇO/ABRIL 2014

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • M A R Ç O / A B R I L 2 0 1 4 • Nº 2 7 0


Nessas duas décadas de atuação, nos preocupamos em oferecer aos nossos clientes um atendimento consultivo e uma assistência técnica de ponta. Acreditamos que estes sejam os fatores definitivos que nos levaram a se tornar o distribuidor da Komori no Brasil.

As empresas interessadas em equipamentos Komori e os atuais clientes da marca já podem entrar em contato diretamente com a Furnax: 55 11 3273 1000 | grafica@furnax.com.br | www.furnax.com.br

Esteban Lo Diretor do Grupo Furnax


20 anos de experiência

anos

Fundado em 1994, o Grupo Furnax é hoje um dos grandes players nacionais no segmento gráfico, reconhecido pela sua excelência nos equipamentos oferecidos, no serviço prestado e na expertise, que contempla não apenas a impressão, mas todas as etapas da produção gráfica nos segmentos de embalagem, promocional, editorial e digital.

São Paulo, Pernambuco, Shanghai e Taiwan Contamos com unidade matriz e um depósito de 8.000m2 localizados em São Paulo, uma filial em Pernambuco para atender a região Nordeste e escritórios em Taiwan e Shangai que agilizam o contato com fornecedores e facilitam os trâmites de importação.

A solução completa para a industria gráfica Com mais de 4.000 clientes atendidos em território nacional, o Grupo Furnax conta com uma equipe comercial formada por consultores experientes que possuem uma visão completa de todo o processo gráfico, proporcionada pela ampla atuação com equipamentos para todas as etapas deste processo. Prezamos pela parceria com o cliente desde a venda até o pós venda, tendo grande preocupação com assistência técnica e reposição de peças.


20 REVISTA ABIGRAF

Bel Miller

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Desenhando com tesoura

Militante da colagem, arte ainda vista com certo preconceito, Bel Miller traz de sua pesquisa contínua os mais diferentes materiais para dar vida às suas mulheres, rainhas ou santas, submissas ou dominadoras, em que cada imagem suscita a reflexão.

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Ellen Ramos, Juliana Tavares, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros e Suzana Lakatos Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Assunta Camilo, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Leograf Capa: Laminação Soft Touch e verniz UV, GreenPacking ◆ Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil), UVPack

Balanço consolidado aponta queda de 6,7% Números do departamento econômico da Abigraf dão conta da retração da indústria gráfica no Brasil em 2013. O setor perdeu espaço frente à indústria em geral e também investiu menos na atualização tecnológica.

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Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010

Grupo Leograf investe em web‑to‑print 4

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

FUNDADA EM 1965

Em fase de consolidação dos investimentos realizados no ano passado, grupo aposta em ferramenta para agilizar o atendimento aos clientes e a produção das peças demandadas.


Mensuração de resultados é fundamental A Revista Abigraf entrevista Efraim Kapulski, presidente da Abemd. Para ele, a mensuração de resultados, que faz parte do DNA do setor de marketing direto, é o fator responsável pelo bom desempenho da área em 2013.

Amores profundos

Emilio Rodriguez, um dos responsáveis pela introdução das chapas Ozasol no País, conta à Revista Abigraf uma trajetória de 67 anos de muito trabalho e amor pelas artes gráficas e pelo Brasil.

Janela para o mundo

O fotojornalista Daniel Marenco tem a fotografia como um subterfúgio para ver o mundo. Trabalhando na sucursal da Folha de S. Paulo no Rio de Janeiro, ele vem registrando cenas que certamente farão parte da história desta década.

Two Sides aporta oficialmente no Brasil

Campanha de conscientização com relação à sustentabilidade da comunicação impressa nascida na Inglaterra chega ao País por meio do apoio de 42 entidades, entre elas a Abigraf, a ANJ, a Aner e a Abro.

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XXXIX • M ARÇO/ABRIL

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Capa: Raízes, colagem, acrílica e inscrustação sobre madeira, 90 × 60 cm, 2008 Autora: Bel Miller

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Editorial/Fabio Arruda Mortara.......................... 6 Rotativa.......................................................... 8 Entrevista Dieter Brandt/ExpoPrint..................24 Opinião/ Vicente de Paula Aleixo Dias/ MG......32 Gestão/ Hamilton Terni Costa.........................34 Xerox/Senai Barueri......................................38 Educação/ Walter Vicioni................................40 Agfa/Senai Barueri........................................42 Furnax/Komori..............................................46 Müller Martini/Carlos Alberto Pace.................48 Munksjö.......................................................50 Notícias Gráficas/Leograf...............................51 Gráfica SC/ Printbag......................................56 Gráfica SP/Grif Rótulos..................................58

Xerox do Brasil/Manroland.............................60 Embalagens/ Assunta Camilo.........................64 Rotatek/Durst...............................................68 Suzano/Unidade Maranhão............................70 Sustentabilidade...........................................71 PTC Graphic System.....................................76 Memória/ Carlos Ernesto Kügler e Helmut Gerd Backer...................................84 Pitney Bowes................................................85 Olhar Gráfico/ Claudio Ferlauto......................86 Quadrinhos/ Álvaro de Moya..........................88 Sistema Abigraf............................................96 Há 30 Anos................................................105 Mensagem/ Levi Ceregato...........................106 março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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EDITORIAL

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Bem‑v inda, Two Sides!

nto aperfeiçoar‑se, trônico. Cabe a cada seg me ele o e a com is de seu público, am compatíve às necessidades específicas er nd Visões herméticas jamais for ate as itiv ubstituível (a transformações pos a qualidade e se mostrar ins r nte evolução humana e com as ma em . Creio imes totalitários, o mérito de evidenciar isso!) tem es Sid o da história, por mais que reg Tw o, impingi‑las. Por iss ento e da informação distintas ocasiões, tentassem que a dif usão do conhecim o açã rm afi na ple em que, as as alternativas, e é constrangedor constatar não deva prescindir de tod dam un dif se ainda em cultas, preparadas do capitalismo democrático, quanto mais as pessoas for ca ôni acr an plos da demanda de livros, conceitos equivocados. Exem e conscientes, maior será a o re sob trônicos. amentos is e revistas, impressos e ele na prática são os falsos question jor . ssa io relativo à unicação impre , é despropositado o vaticín sim As caráter sustentável da com o bit âm no ção pelo eletrônico. ácias, não só do impresso e sua substitui ão Sempre reagimos a essas fal inç ext da as . São em ações articulad há antagonismo entre ambos uer seq r, igo da indústria gráfica, como A r ha ocratizar através de uma campan na missão civilizatória de dem res nta me ple cadeia produtiva, inclusive com ancora a mais concreta nosso produto e de uma nacional de valorização de o conhecimento, na qual se e qu , ica líst na problemas da sociedade dia jor sistemática cruzada na mí esperança de corrig irmos os a. tem o r ece a esclar futuro melhor. É preciso sempre nos abriu espaço par globalizada e viabilizar um te gen an abr lismo de uma mídia ior, mais per o paradigma do caniba Agora, nos engajamos no ma rom a o com contra as anteriores. seminador de ogicamente revolucionária nol e forte movimento global dis tec el. assim, pois tica e sustentáv a mostra que não tem sido óri ist mídia gráfica é atraente, prá A h te sen pre já cretizou‑se. ciativa inglesa dessas profecias fatídicas con ma Refiro‑me à Two Sides, ini hu nen a fic grá ção comunicação valoriza a comunica Nos dois lados da moeda da em quatro continentes que s poi De . ade sença, pois é ilid tab ten for sus tentabilidade tem te pre sus a a fic e esclarece com sucesso a sua grá sil reta. E se dadosa preparação, o Bra viável e ambientalmente cor nte me ica nom de numerosas gestões e cui eco es al, nos um olhar tridimension ha, que dissemina informaçõ passa a integrar a campan ela cair em pé, permitindo‑ o hos içã bu gan tri de dis sta a ve oni mo tag pro sso é pro emos com clareza que também comprovadas de que o impre ver ito mu is ma ega iais e que agr Tudo isso ficará econômicos, ambientais e soc de renda e a justiça social. em l, cia ofi nto me aja com o advento da exitosa a eng blic sso a a opinião pú par ro valor à civilização. No cla a dei Ca da vinda, Two Sides! pag rem (Comitê global em nosso país. Bem‑ ha pan 7 de abril, em reunião do Co cam do , sp) e Embalagem da Fie Produtiva do Papel, Gráfica a! es, é uma relevante conquist r qual somos os coordenador fmortara@abig raf.org.b Tw stace, diretor da o Eu n rty Ma de ho un tem Sob o tes ao fez questão de comparecer Sides no Reino Unido, que e meta é ating ir integralment lançamento no Brasil, nossa os formadores de opinião, a sociedade, sensibilizando necedores da indústria setor público, clientes e for cadeia produtiva, área gráfica, além de toda a nossa informação e conteúdo. do ensino e consumidores de econômico de nosso setor e Mostraremos o sig nif icado faremos aliados a outras 29 seu caráter sustentável. E o s cadeia produtiva, dentre ela importantes entidades da l dos Editores de Revistas) a Aner (A ssociação Naciona l de Jornais), estratégicas e a ANJ (A ssociação Naciona teúdos da campanha. para a ampla dif usão dos con críticas a qualquer fica O trabalho será realizado sem Bra sileira da Indústria Grá gressista e pluralista. pro Presidente da Associação s ão fica vis Grá a ias um ústr com Ind s das ma to , mídia o com s ma igraf Nacional) e do Sindica a, (Ab eaç am o com ios me digraf-SP) Não devemos ver os novos no Estado de São Paulo (Sin rcado para o impresso me á ver ha pre Sem . ade oportunid

F abio A rruda M ortara

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Jeff Clarke é eleito CEO da Kodak DuPont comemora 40 anos de Cyrel

Heidelberg inicia produção em série da Speedmaster XL75 Anicolor A

Speed­mas­ter XL 75 Anicolor, apresentada na Drupa 2012, foi aprovada nos testes de campo em gráficas comerciais e de embalagens. Com a aplicação estável de tinta após somente 20 ou 30 folhas de acerto, o equipamento reduz o desperdício de papel em até 90 por cento e eleva o desempenho am­bien­tal de forma significativa. Depois do sucesso da unidade de entintagem curta sem zonas de tinta da Anicolor no formato 30 × 50 cm para tiragens curtas e muito curtas, a Heidelberg resolveu estender esta tecnologia para o formato 50 × 70 cm. No princípio deste ano, em Wies­loch-​ ­Walldorf (Alemanha), a fabricante começou a produzir em série a Speed­mas­ter XL 75 Anicolor.

As primeiras impressoras da nova série já foram entregues a gráficas comerciais e de embalagens na Alemanha, Suí­ç a e Holanda, incluindo uma web-​ ­to-print que utiliza uma Speed­ mas­ter SX 52 desde 2013 e agora passa a produzir volumes ainda maiores com a Speed­mas­ter XL 75 Anicolor de quatro cores com unidade de verniz. Outras unidades estão instaladas em empresas de embalagem de produtos far­m a­cêu­t i­cos para produzir tiragens curtas de forma flexível e econômica. A XL 75 Anicolor está sendo entregue como uma máquina de impressão direta, ao passo que a versão frente e verso está prevista para o segundo semestre deste ano. www.br.heidelberg.com

SPP‑KSR de Ribeirão Preto mudou‑se

A partir de 31 de março, a fi­lial

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de Ribeirão Preto (SP) da SPP-​ K­ SR, distribuidora da Suzano Papel e Celulose, atende no bairro da Lagoinha. O crescimento do canal de distribuição está alinhado à estratégia da empresa

de aumentar sua participação e presença no in­te­rior do Estado de São Paulo. Rua Armando Tarozzo, 90 Parque Industrial, Lagoinha Ribeirão Preto  SP www.sppksr.com.br

Este ano a DuPont está celebran-

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o dia 12 de março, o Conselho Administrativo da Eastman Kodak Company anunciou em Rochester, NY (EUA), a eleição de Jeffrey J. Clarke como CEO e membro do conselho. Antes de ingressar na Kodak, Clarke ocupou cargos executivos na Digital Equipment Cor­p o­r a­tion (DEC), de 1995 a 1998; na Compaq Computer, após a fusão desta com a DEC, em 1998; na Hewlett-​ P­ ackard Company (HP), em 2002 e 2003, após coliderar a integração desta com a Compaq; na empresa de soft­ware CA , de 2004 a 2006; na Travelport Inc., de 2006 a 2011; e na Augusta Columbia Capital (ACC), da qual foi cofundador em 2012. “A Kodak realizou um progresso excelente, tendo como base uma das mais bem sucedidas reor­g a­n i­z a­ ções dos últimos anos, e estou an­sio­so para con­ti­nuar o trabalho em andamento e transformá-​­la em uma empresa líder global de tecnologia B2B”, afirmou Clarke. www.kodak.com

do as quatro décadas dos sistemas de impressão Cyrel, tecnologia que revolucionou o mercado de impressão e contribuiu para os avanços na impressão flexográfica. A empresa introduziu em 1974 a primeira chapa elastomérica de fotopolímero sob a marca Cyrel para a indústria de impressão de embalagens, pro­p or­c io­n an­d o avanço significativo no setor e melhor equilíbrio entre qualidade, produtividade e sustentabilidade para impressores e convertedores. Desde o seu lançamento, inúmeras inovações foram incorporadas ao sistema pro­por­cio­nan­ do mais qualidade e velocidade ao processo. “Nas últimas quatro décadas, a DuPont Cyrel foi escolhida pelo mercado de impressão flexográfica por suas pro­prie­da­des, tornando-​­se referência na indústria. Nesse pe­río­do, a DuPont investiu no lançamento de novos produtos, como as chapas de alta performance Cyrel, e em atividades de pesquisa e desenvolvimento, atendendo as necessidades deste mercado em constante crescimento. Para nós, é uma honra celebrar os 40 anos de Cyrel com os nossos clien­tes. Juntos, conseguimos este marco importante, que só foi possível graças ao compromisso de todos com o avanço da flexografia”, revela John Chros­ niak, diretor global da DuPont Packaging Graphics. www.dupont.com.br

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Ibema reforça equipe comercial em São Paulo R

Fábrica da International Paper em Três Lagoas (MS)

International Paper lidera lista das empresas mais admiradas do mundo

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ela décima-​­primeira vez nos últimos doze anos, a In­ter­na­tio­nal Paper liderou o ranking ­anual da renomada publicação americana Fortune das “Empresas mais admiradas do mundo”, no setor de produtos florestais e de papel. As empresas são pon­tua­das em nove ca­te­go­rias, entre as quais: habilidade em atrair e reter talentos, inovação, qualidade dos produtos e serviços e responsabilidade so­cial com a comunidade e o meio am­bien­te. “Este reconhecimento reflete o talento excepcional e o comprometimento dos líderes e dos 70 mil profissionais ao redor do mundo. As equipes con­ ti­nuam entregando qualidade e inovação para os nossos clien­tes, além de sólidos resultados financeiros para os nossos acio­nis­tas”, declarou John Faraci, presidente mun­dial da empresa. Os dados para o estudo da Fortune/Hay Group foram compilados a partir de cerca de 1.400 empresas, sendo as 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos, de acordo com suas receitas, e empresas não americanas com receitas de 10 bilhões de dólares ou mais. Líder global na produção de pa­péis não revestidos e embalagens, com sede em Memphis, Tennessee (EUA), a In­ter­na­tio­nal Paper emprega cerca de 70 mil pes­soas e está estabelecida em 24 paí­ ses, com operações na América

do Norte, América Latina, Europa, Rússia, Ásia e Norte da África. No Brasil, com aproximadamente 2,8 mil profissionais, o sistema integrado de produção de papel para imprimir e escrever é cons­ti­tuí­do por três fábricas: duas no Estado de São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul. A companhia também atua no mercado de embalagens no País por meio de uma joint-​­venture com o Grupo Orsa, da qual surgiu a Orsa In­ter­na­tio­ nal Papel Embalagens. A nova empresa possui três mil fun­cio­ná­rios e dispõe de três fábricas de papel para embalagens e quatro unidades produtoras de papelão ondulado para caixas e chapas. BALANÇO DE 2013 – Em fevereiro, a In­ter­n a­t io­n al Paper divulgou os resultados líquidos referentes ao exercício de 2013 atribuíveis aos acio­nis­tas or­di­ná­rios, que alcançaram a cifra de US$ 1.4  bilhão (US$ 3.11 por ação), um grande salto em relação aos US$ 794 milhões (US$ 1.80 por ação), registrados em 2012. O lucro ope­ra­cio­nal foi de US$ 1.4 bilhão (US$ 3.16 por ação), contra US$ 1.2 bilhão (US$ 2.65 por ação) no ano an­te­rior. As vendas anuais totalizaram US$ 29.1 bilhões em 2013, volume maior que os US$ 27.8 bilhões de 2012. O lucro ope­ra­cio­nal dos ne­gó­cios, contudo, com US$ 1.8 bilhão, assinalou uma queda de 10% em relação aos US$ 2.0 bilhões de 2012.

icardo Cesar Vieira Fernandes, que deixa suas atividades no suporte técnico para ­atuar na área de novos ne­gó­cios, em São Paulo, fortalece o setor co­mer­cial da Ibema, terceira maior fabricante brasileira de papel-​­cartão. Ele passa a integrar a equipe comandada pelo executivo Fa­bia­no Bissule, supervisor de novos ne­gó­cios, que tem por objetivo am­pliar o atendimento direto às pequenas gráficas

que compram a partir de um palete. “Fernandes terá uma função estratégica nessa nova etapa de expansão do projeto de vendas diretas na capital paulista. Nosso foco é atrair gráficas que têm volume reduzido de compras e que ainda não se re­la­cio­nam conosco”, afirmou Bissule. O serviço de vendas diretas também está presente no Paraná e em Santa Catarina. www.ibema.com.br

Serigrafia Sign Future Têxtil antecipada para o mês de maio

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ra­di­cio­nal­men­te rea­li­za­da no mês de julho, a maior feira latino-​­americana de serigrafia, comunicação vi­sual, sinalização, sublimação, impressão digital e têxtil, será rea­li­za­da neste ano de 6 a 9 de maio, no Pavilhão de Exposições Anhembi, em São Paulo. A antecipação da data ocorreu principalmente em razão dos jogos da Copa do Mundo, que serão disputados entre junho e julho, e também pelas eleições gerais do Brasil, marcadas para o mês de outubro, eventos que deverão favorecer os ne­gó­cios do setor. Promovida pela BTS Informa, empresa do

Informa Group Latin America, a 24ª edição da feira ocupará, pela primeira vez, as instalações do Anhembi, com mais de 650 marcas presentes em uma área de exposição de 40 mil metros quadrados, e a direção do evento espera receber cerca de 40 mil visitantes de todo o País. Importantes marcas internacionais como Epson, HP, Esko, Mimaki, Arlon e Roland, entre outras, já confirmaram a sua participação. Serigrafia Sign Future Textil 6 a 9 de maio, das 13 às 20 horas Pavilhão de Exposições Anhembi, São Paulo, SP www.serigrafiasign.com.br

www.internationalpaper.com.br março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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Marquip apresenta nova cortadeira

Novo gerente da EFI na linha Fiery

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Em evento que reuniu clien­tes e agentes locais e internacionais no início de 2014, a Marquip­Ward­ United apresentou na sua planta em Phillips, Wisconsin ( EUA ), a nova cortadeira eCon, com a proposta de responder à crescente demanda para soluções de baixo custo para o corte de folhas. Com mais de um século de ex­pe­riên­cia, a empresa é um dos principais fabricantes de equipamentos de alta velocidade, incluindo cortadeiras, emendadores, vincadeiras, facão de acio­na­men­to direto, impressoras corte e vinco rotativas e impressoras dobradeiras/coladeiras, para a indústria de caixas de papelão ondulado e conversão de papel. A eCon é fornecida em duas configurações, com um

pequeno numero de opções que as incrementam nas suas versões de duas e quatro folhas encimadas, apresentando características altamente padronizadas. Segundo o fabricante, é justamente a padronização que permite oferecer a máquina com alta qualidade a preços atrativos. Dotada do cilindro de corte da Marquip­Ward­United, a nova cortadeira tem recursos como afia­ ção na própria máquina, baixo consumo de energia, capacidade de corte de 1.000 g/m², largura útil de 1.650 mm e velocidade máxima de 300 m/min. www.marquipwardunited.com

Colacril completa linha de lonas

Com o lançamento da lona B.O.

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Duplo Uso completou-​­se a linha de lonas Colacril Sign, destinada aos segmentos de impressão digital e serigrafia. A nova lona pro­ por­cio­na blockout com cobertura e é i­deal para uso em peças suspensas, como banners e painéis para exposição em corredores de shoppings, supermercados REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

e lojas de varejo, pois pode ser impressa em ambos os lados sem necessidade de solda. Disponível em 440 g, na largura de 3,20 m, com 50 metros de comprimento, a B.O. Duplo Uso é compatível com impressão solvente e UV, oferecendo ótima planicidade e alta definição de cores. www.colacril.com.br

arcelo Tomoyose, formado em mar­ke­ting pela Universidade Anhembi Morumbi, com es­pe­cia­li­za­ção na área de soft­wares e tecnologia, assumiu em março a gerência de vendas para a linha ­Fiery da EFI. Há mais de 15 anos o executivo atua no mercado gráfico nas áreas ­­ técnica e co­mer­ cial, com passagens pela Agfa e Kodak. “O mercado digital está cada vez mais promissor no Brasil. A evolução contínua da linha ­Fiery e sua integração às soluções e equipamentos EFI trazem boas perspectivas para os ne­g ó­cios esse ano com os nossos OEMs”, comentou. Natural de São Paulo, Marcelo acumula ex­pe­riên­cia na área edi­to­rial e é um dos autores do livro Web to Print, da editora Bytes & Types, primeiro titulo sobre o tema escrito por um autor brasileiro. www.efi.com

Durst Brasil tem novo diretor geral

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icardo Pi Martin Vieira foi anunciado no início de abril como o novo diretor geral da Durst Brasil Tecnologia em Impressão Digital, em substituição a Flávio Hirata, que, por vários anos, esteve à frente da empresa. Ricardo é pós-graduado em Gerenciamento de Negócios Estratégicos e chega à Durst após 18 anos de experiência no segmento de impressão digital. Seu último trabalho foi na Océ-Canon como gerente de vendas para a América Latina na divisão Digital Display System (DGS), tendo ocupado anteriormente o cargo de gerente de desenvolvimento de negócios na Canon e vendedor sênior na Océ. “Chego à Durst em um momento extremamente importante, quando a companhia está lançando novos produtos e soluções. Essa mudança demonstra como a Durst está focada em investir em seus negócios na América Latina”, declarou Ricardo, que também atuará como gerente de vendas para a região. www.durst.com.br


Agora os papéis especiais mais inovadores são produzidos pela Munksjö Uma nova líder global em papéis especiais. Nada fica parado em nossos negócios. O mercado muda, tecnologias são desenvolvidas e novos líderes encontram desafios estimulantes. Por isso foi criada a nova Munksjö. A junção das áreas de negócios “Release Liners” e “Graphics and Packaging” da Ahlstrom com a Munksjö AB criou uma nova líder global em papéis especiais.

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Phoenix e Dugraf promovem workshops sobre blanquetas A

fabricante alemã Phoe­nix Xtra Blankets, em parceria com a Dugraf, ministrou em março uma série de workshops nas empresas paulistas Cerviflan, CMP e Prada, com o objetivo de estreitar a aproximação com seus clien­tes, repassando con­teú­do técnico sobre seus produtos, com destaque para a blanqueta Ruby, utilizada nas linhas UVs de grandes

metalgráficas no mundo. Affonso Henriques Car ­va­lhaes, representante técnico da Phoe­nix, afirma que ações desse tipo são ne­ces­sá­ rias para instruir os clien­tes sobre o po­ten­cial máximo das blanquetas e sua correta utilização. Participaram dos workshops desde coor­ de­n a­d o­r es dos departamentos metalgráficos até aprendizes do processo offset. www.dugraf.com.br

Povareskim em nova sede

o final de fevereiro, a Povareskim Color Consulting, revenda e consultoria de soluções para ge­ren­cia­men­to de cores e impressão em grandes formatos, anunciou a mudança de endereço para sede própria, localizada no bairro de São Judas, em São Paulo. O local, com mais de 500 metros quadrados, além de abrigar as equipes de vendas e suporte da empresa, dispõe de show­room no qual os clien­tes poderão ver em fun­cio­na­men­ to as mais recentes soluções co­mer­cia­li­za­das pela empresa,

incluindo a linha Chromedot, mí­dias para provas, monitores profissionais e sistemas de impressão em grandes formatos. “Estamos dando um passo importante, com uma nova sede que oferecerá total in­fraes­tru­tu­ ra aos clien­tes e nos possibilitará manter o trabalho de excelência pelo qual somos conhecidos no mercado há anos”, comentou o diretor Oliver Povareskim. Povareskim Color Consulting Rua Mauricio Lacerda, 155, 2º- andar (São Judas) 04303-​­190  São Paulo  SP www.povareskim.com.br

Scodix lança equipamento na Ipex

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urante a Ipex, realizada em Londres, na Inglaterra, no mês de março, foi apresentada a nova Scodix Ultra Digital, equipamento para o enobrecimento de impressos capaz de produzir por hora 1.250 folhas no formato B2+ (545 × 788 mm). O equipamento inclui: Tecnologia Scodix RSP, que assegura precisão milimétrica no posicionamento e registro do enobrecimento; Scodix Alto Impacto, para fazer com que a impressão se destaque pelo toque e textura; Scodix 99 GU, que proporciona efeito gloss de alta qualidade; e Scodix de Densidade Variável, possibilitando espessura de polímero variável em uma única camada.

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Lançada para atender ao exigente mercado comercial e aos conversores de embalagem de papel, a Scodix Ultra é compatível com um extenso grupo de possibilidades que inclui aplicação em papelaria, cartões de visita, embalagens premium, peças de marketing, capas de livros, cartões comemorativos e álbuns de fotos. A T&C, distribuidora oficial no Brasil, já instalou quatro equipamentos de enobrecimento de impressos Scodix em nosso país e tem grande quantidade de amostras de diversas aplicações para serem apresentadas aos seus clientes, que podem ser solicitadas pelo telefone (11) 2177.9430 www.tecshopping.com.br


Speedmaster. Imbatível.

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Tetra Pak introduz embalagem com topo separável

Es­pe­cia­li­za­da em soluções para

processamento e envase de alimentos, a Tetra Pak anunciou em fevereiro o lançamento da inovadora Tetra Top Separable Top, que permite aos consumidores retirarem o topo plástico do restante da embalagem formada por papel, possibilitando que as partes sejam recicladas separadamente. Por conta de uma perfuração na camada ex­te­r ior do papelão, com um

simples toque do polegar sobre a marcação a pessoa faz a separação sem afetar a fun­cio­ na­li­da­de e a segurança da embalagem. Destinada a produtos refrigerados, a Tetra Top combina a con­ve­niên­cia de uma garrafa com a modernidade de uma embalagem cartonada. A opção das embalagens com o topo separável já está disponível, sem custo adi­cio­nal, para os clien­tes da Tetra Pak. www.tetrapak.com.br

Alphagraphics Brasil homologa plataforma Isidora de web-to-print

ara uso em suas lojas dentro de uma política de opções de tecnologia para os franqueados, a rede Alphagraphics Brasil homologou em abril a plataforma Isidora de web-to-print, lançada há um ano. “Para nós é um orgulho sermos homologados pela Alphagraphics. O nosso modo de trabalhar se afina com o sentido de inovação apresentado pela rede, o que nos deixa muito entusiasmados com as possibilidades criadas para os dois lados por essa nova parceria”, afirma Andrea Costa, diretora da Isidora. Primeira plataforma de web-to-print gráfica feita no Brasil, a plataforma Isidora, pensada por quem entende do setor, com suporte local e com a experiência de ter lidado com plataformas internacionais, já está implantada em clientes de diferentes regiões do País com aplicações de e-commerce (B2C) e principalmente de B2B, ou seja, a conexão direta da gráfica com o seu cliente. Para Alexandre Januário, diretor técnico da plataforma Isidora, “A conexão direta com o cliente, B2B, é uma extensão do negócio da gráfica, que fideliza o cliente e facilita a operação eliminando erros de arquivos e economizando tempo para os dois lados. As aplicações de e-commerce, ou B2C, são, na verdade, um novo negócio para a gráfica, pois a loja tem que ser promovida e administrada, mas pode representar um novo impulso de vendas”. Na opinião da Alphagraphics, a decisão de trabalhar com uma plataforma brasileira permite, além das aplicações já incorporadas no dia a dia das lojas, o desenvolvimento de ações conjuntas visando novos nichos de mercado. “A Alphagraphics busca constantemente inovações para acompanhar as exigências do mercado e parceiros sólidos que possam oferecer à nossa rede de franquias soluções que sejam valorizadas pelos nossos clientes. Para nós é um grande prazer estar junto da Isidora em alguns novos projetos”, declara Rodrigo Abreu, presidente da rede Alphagraphics Brasil. O nome Isidora é homônimo ao da primeira tipologia brasileira. www.isidora.com.br

Congraf cresce e vai ampliar instalações Fornecedora de embalagens,

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a paulistana Congraf registrou em 2013 um crescimento de 5% em sua receita, embora o mercado não apresentasse condições favoráveis para o avanço do setor. Diante de tais cir­cuns­ tân­cias, a empresa soube encarar o momento de desafio como mais uma oportunidade e apostou em seus diferenciais para sobressair e conquistar novos clien­ tes, crian­do e gerando soluções em embalagens. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Mas não foi só em serviços que a empresa progrediu. Em 2013 também recebeu as recertificações ISO 9001-2008 e FSC, que garantem compromisso com a qualidade e o meio am­b ien­te. O parque gráfico foi reforçado com a aquisição de uma máquina suí­ça, que possibilita a aplicação de vernizes brilho, high gloss e fosco com texturas, além de relevos diversos, despertando o sentido tátil em quem toca o produto impresso. Para 2014,

a novidade é um novo galpão de 7.500 metros quadrados, que será incorporado em breve às suas instalações e am­plia­rá a área destinada ao acabamento e ao estoque, apoiando também, no futuro, a logística dos produtos. “De 2012 para cá, investimos R$ 18,5 milhões em equipamentos e no novo galpão, tudo de forma gradativa para manter a credibilidade e a solidez de nossa marca. Os de­sa­f ios estão sendo subs­ti­tuí­dos por crescimento

em cria­ti­vi­da­de e em participação com o clien­te. É importante ressaltar que nossa dedicação é abrangente. Buscamos atender as expectativas na plenitude, com atendimento cada vez mais personalizado, qualidade, sustentabilidade e, num futuro próximo, auxílio na logística. Tudo isso tem sido um objetivo constante, o que acaba se tornando nosso di­fe­ren­cial”, ressalta Sidney Anversa, presidente da Congraf. www.congraf.com.br


ENTREVISTA Por: Ada Caperuto

“Vamos continuar crescendo”, diz Efraim Kapulski sobre o setor de mar­ke­ting direto

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presidente da As­so­cia­ção Brasileira de Mar­ke­ting Direto (Abemd), Efraim Kapulski, conversou com a Revista Abigraf para falar, entre outros assuntos, dos resultados positivos do setor em 2013, o projeto de lei sobre a Proteção de Dados Pessoais e a extinção do serviço de mala direta postal/urgente. Kapulski atuou nas editoras Abril e Globo e foi gerente co­mer­cial da Gazeta Mercantil. É o fundador da G&K Comunicação e Mar­ke­ting Direto e integra o Fórum da Indústria da Comunicação (Forcom), que congrega 37 entidades brasileiras, e o Global Symposium, que congrega todas as as­so­cia­ções de mar­ke­ting direto do mundo, além de ser palestrante e debatedor in­ter­na­cio­nal e na­cio­nal.

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De acordo com a mais recente edição da revista porque é mala direta. Duvido que essas mesmas Mar­ke­ting Direto, mesmo dian­te de uma econo- empresas digam que não fazem comunicação mia desaquecida, o setor teve um ano de ótimos que dia­lo­ga com o consumidor. resultados em 2013. A que se deve isso? Um dos motivos pelo quais o setor continua É possível estabelecer um ranking comparativo mantendo um desempenho acima da média do com outros paí­ses, em relação ao uso de ações de mercado está no fato de que nossa área tem em mar­ke­ting direto? seu DNA a mensuração de resultados. O ROI e o Não é fácil porque os paí­ses não reú­nem dados acompanhamento dos resultados das ações são e informações sobre seus mercados. Mas cer­ uma exigência cada vez maior tamente o mercado norte-​ dos clien­tes quando se trata ­americano é o maior do mun­ dos investimentos em mar­ do. No Brasil, nosso mercado O MARKETING DIRETO ke­ting e esse é um dos fato­ movimenta, em serviços pres­ É UMA ATIVIDADE res que têm levado as empre­ tados, algo em torno de 0,7% COMPLEXA. O QUE sas a recorrerem com maior do PIB e manteve um índice NOS DIFERENCIA NÃO frequência ao mar­ke­t ing di­ de crescimento ­anual ex­cep­ É O USO DE UM OU reto. Outro fator é o cresci­ cio­nal, acima de dois dígitos mento da penetração dos ca­ na década passada. Há uma OUTRO CANAL DE nais digitais, mas há também concentração das atividades COMUNICAÇÃO que considerar que os consu­ no mercado paulista, porém E VENDAS, MAS SIM midores estão mais críticos percebemos um movimento O FATO DE FAZERMOS com relação às marcas e seus de expansão, principalmente USO INTEGRADO produtos e serviços, fazendo com o crescimento em setores DE TECNOLOGIAS, que o diá­lo­go com esses con­ usuá­r ios menos tradicionais, sumidores seja uma estraté­ como educação, saú­de, hote­ INTELIGÊNCIA, gia de comunicação cada vez laria, alimentação e turismo, CRIATIVIDADE E mais necessária. entre outros. Mercados como AVALIAÇÃO DE os do Rio de Janeiro, Minas RESULTADOS, Também de acordo com o baGerais e Rio Grande do Sul PARA CRIARMOS, lanço publicado na revista, têm se destacado. DESENVOLVERMOS E um dos entraves ao setor estaria na falta de conhecimenQual o espaço que ocupam os CULTIVARMOS VIAS DE to pleno dos recursos oferemateriais impressos dentro MÃO DUPLA, NAS QUAIS cidos pelo mar­k e­t ing direto, do grupo de ferramentas do O CONSUMIDOR NÃO por parte das empresas. Qual mar­ke­ting direto hoje? APENAS OUVE, MAS é o motivo? É fato que os meios digitais PODE SER OUVIDO O mar­ke­ting direto é uma ati­ ocuparam um espaço que an­ vidade complexa. O que nos tes era es­s en­c ial­men­te das diferencia não é o uso de um malas diretas, mas, como cos­ ou outro canal de comunicação e vendas, mas tumo dizer com relação à propaganda e outras sim o fato de fazermos uso integrado de tec­no­ ­­áreas da comunicação e do mar­ke­ting, não se lo­g ias, inteligência, cria­ti­v i­da­de e ava­lia­ção de trata de um ser melhor que o outro, porque o resultados, para criar­mos, desenvolvermos e uso vai depender dos objetivos estratégicos e tá­ cultivarmos vias de mão dupla, nas quais o con­ ticos de comunicação da marca e de seus produ­ sumidor não apenas ouve, mas pode ser ouvi­ tos e serviços. Ou seja, os materiais impressos do. É o fato de que, enquanto outras atividades vão con­ti­nuar tendo sua relevância. Um folheto usam o monólogo para se comunicar com os com imagens de alta qualidade pode ser, e geral­ consumidores, nós usamos o diá­lo­go. Há em­ mente é, mais sedutor do que uma comunicação presas que dizem não fazer mar­ke­t ing direto em uma tela. Além disso, a tecnologia digital

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também joga a favor dos materiais impressos, que têm normas sobre este tema e incentivar com as amplas possibilidades de personaliza- o desenvolvimento econômico e tecnológico. ção de mensagens que pro­por­cio­na. A tecnolo- Em contraposição à ini­cia­ti­va do Ministério da gia tem pro­por­cio­na­do avanços impensáveis à Justiça, estamos apoiando o PL 4060, apresenprópria indústria gráfica, com diferenciais im- tado ao Congresso pelo deputado federal por São portantes para o setor. Estou me referindo à Paulo Milton Monti, um projeto de lei forte que, impressão digital que atual­men­te permite ní- ao ouvir todas as partes envolvidas (consumidoveis elevados de personalização. Além disso, as res, empresas e governo), estabelece bases sencampanhas integradas com satas a partir das quais esse as ferramentas digitais são tema deve ser tratado. uma rea­li­da­de. Já há no merOS MATERIAIS cado cases brilhantes dessa Como deverá se comportar o IMPRESSOS VÃO integração. A indústria grámercado com a extinção do CONTINUAR TENDO fica precisa intensificar sua serviço de mala direta postal/ SUA RELEVÂNCIA. parceria com as agên­cias, ouurgente? vindo-​­as e tentando rea­li­zar Não acredito que haverá proUM FOLHETO COM suas demandas. blemas, até porque nos anteIMAGENS DE ALTA cipamos ao fato e conseguiQUALIDADE PODE SER, Quais são as in­f luên­c ias dos mos, junto aos Correios, a E GERALMENTE É, eventos que ocorrerão no País prorrogação da prestação de MAIS SEDUTOR DO QUE neste ano — Copa do Mundo e serviço da mala direta posUMA COMUNICAÇÃO tal normal/urgente até o fieleições presidenciais? nal dos contratos vigentes. Não há dúvida de que eventos EM UMA TELA. ALÉM Alguns contratos expiram deste porte estimulam os ne­ DISSO, A TECNOLOGIA dentro de três a quatro anos gó­cios, não só para as marcas DIGITAL TAMBÉM apenas. Isso sem dúvida será diretamente envolvidas, mas JOGA A FAVOR DOS tempo su­f i­cien­te para que as para todo o mercado, pois ofeMATERIAIS IMPRESSOS, empresas se adaptem ao novo recem oportunidades di­fe­ren­ COM AS AMPLAS modelo proposto. cia­das de comunicação com os consumidores. O que se percePOSSIBILIDADES DE De modo geral, quais as pers­ be são projetos de comunicaPERSONALIZAÇÃO pectivas do setor para 2014? ção sendo antecipados justaDE MENSAGENS mente por conta da Copa do Vamos con­t i­nuar crescendo, QUE PROPORCIONA. Mundo, que particularmente mesmo que de forma moderaé um evento agregador e faz da. O presidente da ABA (As­ que a grande maioria dos conso­cia­ção Brasileira de Anun­ sumidores esteja na mesma sintonia, o que é alta- cian­tes), João Batista Cia­co, que vai concluir seu mente positivo para a comunicação das marcas. segundo mandato em 24 de março, em entrevista recente a um grande veí­cu­lo do setor, avaliou Qual a expectativa da Abemd em relação ao pro­ 2014 de forma muito favorável ao mar­ke­ting dijeto de lei sobre a Proteção de Dados Pessoais, es­ reto. Explico: em síntese, ele disse que os anun­ pe­cial­men­te após a reu­nião com o ministro José cian­tes vão se preo­cu­par muito mais com resulEduar­do Cardozo, em novembro do ano passado? tados, com a efi­ciên­cia das campanhas. Medir os Real­men­te, a audiência com o ministro e sua resultados das ações está no DNA do mar­ke­ting equipe foi bastante proveitosa. Tivemos a opor- direto, logo, é possível imaginar que os anun­cian­ tunidade de entregar uma carta na qual todos tes vão recorrer mais ainda às técnicas e possibios setores concordam que é necessária uma re- lidades de nossa área. Alia­do a isso está a efi­ciên­ gulamentação sobre proteção de dados pesso- cia cada vez maior com que as empresas de nosso ais, de forma a inserir o Brasil no rol de paí­ses setor têm entregado produtos e serviços.

18 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


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Bel Miller

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ARTE

Luz e cor, arte e amor: a real beleza da mulher.

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oi na sempre inovadora França que, no final do século XIX, surgiram os pa­piers découpés, pioneiras ex ­pe­r iên­cias plás­ ticas utilizando materiais distintos, em combinação ou não com a pintura, sobre um mesmo fundo (geralmente tela, pa­ pel es­pe­cial ou madeira). Mais tarde, este gê­ nero transcenderia os franceses e conquista­ ria adeptos em todo o mundo. Nascia a collage. Henri Matisse, tido como um dos en­t u­sias­ tas da técnica, denominou-​­a como sendo um “desenho com tesoura”. A Colagem tem significativa e inegável im­ portância na história da arte universal, a partir de 1950. Além do próprio Matisse, outros co­ nhecidos pintores como Jean Arp, Marcel Du­ champ, Max Ernest, Kurt Schwitters (da­daís­tas e sur­rea­lis­tas); Pablo Picasso, Geor­ges Braque, Juan Gris (cubistas); ou, principalmente, Jose­ ph Cornell, Jasper Johns e Robert Rauschen­ berg (pioneiros da pop art); fizeram da Cola­ gem uma linguagem respeitada e valorizada por co­le­cio­na­do­res e museus internacionais. No Brasil, essa bela e instigante arte enfren­ tou, e ainda enfrenta, equivocados preconceitos. Mas, como tem qualidade, resiste bravamente e ocupa um crescente espaço nos acervos públicos e privados. Entre os nossos mais importantes nomes nessa técnica, estão: Carlos ­Scliar, Ubi­ rajara Ribeiro, Teresa D’Amico, Tide Hellmesiter e Nelson Leirner. Sem falar de outros consagra­ dos artistas que, em 5 alguns de seus traba­ lhos, valeram-​­se desse recurso para fortalecer a proposta: Volpi, Al­ demir Martins, Darcy Pen­tea­do e Alice Brill. Bel Miller fez sua primeira exposição in­ di­v i­dual, “Imagem & Semelhança”, em 2009 na cidade de São Pau­ lo. Depois, em apenas cinco anos, seguiram-​ ­se 20 individuais e co­ letivas no Brasil e no

Ex­te­r ior, entre as quais destacam-​­se quatro em Nova York (EUA); uma em Dubai, Emira­ dos Árabes; outra em Paris (França); e a sua participação, com duas obras, na Bie­nal de Ve­ neza (Itália), em 2011. O trabalho de Bel Miller está presente em acervos nacionais e interna­ cionais, bem como ilustra publicações e foi des­ tacado em anuá­r ios de artes plásticas. Nascida em humilde família gaú­cha, a menina Bel cria­ va suas pró­prias bonecas com retalhos de pano. Usando tesoura, agulha e linha dava asas à ima­ ginação construindo suas personagens de uma infância repleta de sonhos. E também havia ce­ ná­r ios, feitos em papelão, com o uso de cola e tinta, dos quais sur­g iam cidades, escolas e par­ ques nos quais as bonecas interpretavam uma rea­li­da­de futura. E a magia da cria­ção artística seguiu viva para sempre nessa talentosa artista. PENSAR, COLAR, REVELAR

Vivendo em São Paulo, já mulher e mãe de um casal de filhos, Bel abandonou a faculdade de Administração de Empresas e foi estudar De­ sign de In­te­r io­res, depois passou pela pintura, escultura e cerâmica no curso de Artes Plásticas da Escola Panamericana de Artes. Um profes­ sor recomendou que se dedicasse apenas à escul­ tura, não conseguiu e parou de ­criar por quase um ano. Depois, persistente e apaixonada, vol­ tou a produzir e se encontrou na colagem. Bel é uma pesquisadora atenta, que busca de ma­ neira contínua formas de dar crescente quali­ dade ao seu trabalho. Tem produção peque­ na em quantidade e grande em qualidade, cada quadro pode le­ var até um, dois meses para ser produzido. Bel trabalha cui­ dadosamente a ma­ deira de suas “telas”, que são tratadas com avançados processos químicos para evi­ tar empenamentos,

Elas surgem no contexto das telas. Algumas são suaves e estáticas, outras fortes e acrobatas. Mas, todas provocam, encantam, conquistam, apaixonam. Iluminam, fazem pensar. São rebeldes, inventam e até se multiplicam. Acusam e perdoam. Acolhem com amor. São vivas as mulheres nessa arte que (des)cola emoções com técnica e beleza. Ricardo Viveiros (ABCA-​­A ICA)

1 The Black Queen, colagem, aquarela e acrílica sobre madeira, 80 × 60 cm, 2007 2 Tempo, colagem e acrílica sobre madeira, 50 × 50 cm, 2005 3 Anunciação, colagem, acrílica e areia vulcânica sobre madeira, 60 × 50 cm, 2008 4 Diversidade, colagem e acrílica sobre madeira, 75 × 60 cm, 2006 5 Vaidade, colagem, acrílica e esferas de metal sobre madeira, 60 × 60 cm, 2006

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prévia, a cria­do­ra vai am­bien­tan­do suas “Evas”. Porque são as mulheres que po­voam o universo cria­ti­vo de uma sensível e corajosa Bel, para quem o sexo frágil é forte e o princípio, o meio e o fim de tudo. Há meninas, rainhas, santas, pobres, ricas, dominadoras, submissas, grávidas, sexy e, até mesmo, as que permanecem numa caixa de recortes, na prateleira do estúdio, à espera da chance de saltar para uma tela. 7

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6 Ana Flor e Elas, colagem, acrílica e oxidante sobre madeira, 80 × 60 cm, 2007 7 Duas Faces de Eva, colagem e acrílica sobre tela painel, 70 × 50 cm, 2006 8 À Tua Espera, colagem e pintura sobre tela painel, 50 × 40 cm, 2009 9 Tramas do Adolescer, colagem, acrílica e oxidante sobre madeira, 1,10 × 90 cm, 2006

rachaduras, fungos, tornando-​­se sua­ves e eternas como a seda. Na composição do quadro a artista mescla tinta acrílica, cola, lápis, papel, folhas de ouro, oxidantes, lixa, verniz, servindo-​­se apenas de bons produtos (a maioria deles importados), que lhe garantem a indispensável durabilidade. Tem o mesmo cuidado quando o suporte é o papel. Mas, seu grande desafio é o espaço. Nele, movida apenas pela inspiração, sem arquitetura 9

✆ ATELIÊ BEL MILLER Tel. (11) 3081.7745

REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X XXIX • MA RÇO/AB

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RIL 2014 • Nº 2 7 0

REVISTA ABIGRA F

270 MARÇO /ABRIL

2014

ARTE & IN DÚSTRI

Capa

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Raízes, colagem, acrílica e inscrustação sobre madeira, 90 × 60 cm, 2008 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Em suas obras observamos a harmonia das pinceladas, que se alternam entre a leveza e o peso das cores sob a luz, dando fundo e contorno aos elementos habilmente inseridos num contexto sempre provocador, onírico. Cada composição nos obriga a refletir sobre aquelas mulheres. Qual a sua origem, quem são, o que estão fazendo, o que pretendem transformar em cada um de nós? Esmerado grafismo está presente em tudo, pro­por­cio­nan­do uma estética que transcende o belo. A paleta é tão rica, quanto a tesoura e a cola também são. O relevo na tela fica imperceptível. Há uma integração entre a pintura e a colagem, sem que uma técnica desmereça a outra. A rigor, existe uma perfeita cumplicidade entre as infinitas va­r ia­ções de textura presentes, permitindo que o con­teú­do determine uma proposta para entender o mundo feminino de Bel Miller, re­cria­do à imagem e semelhança da vida.


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EXPECTATIVA

Mercado se prepara para a ExpoPrint Latin America 2014

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ntre os dias 16 e 22 Desde a primeira edição, de julho, deverão em 2006, a Expo­P rint deu passar pelo Transa­ uma nova dinâmica ao setor, contribuindo para reduzir o merica Expo Center prazo de espera pelas novi­ mais de 45 mil profissionais dades apresentadas em feiras brasileiros e estrangeiros que mundiais. “A si­tua­ção mudou ­atuam, de algum modo, no se­ nos últimos anos porque não tor gráfico. Este é o pe­r ío­do temos tanta diferença de tem­ em que ocorrerá a ExpoPrint po entre um lançamento na Latin America 2014, com a Drupa e sua implementação exibição de mais de 500 mar­ em diferentes re­giões do mun­ cas em uma área de 40  mil do. De modo geral, as tec­no­lo­ metros quadrados. Em  sua gias chegam muito mais rápi­ terceira edição, está consoli­ do na América Latina do que dado como o grande encontro há 10 ou 20 anos”, comenta o gráfico das Américas. Is­mael presidente da Afeigraf. Guar­nel­li, diretor da APS Fei­ E, afinal, o que a indústria ras & Eventos, organizadora gráfica poderá ver em julho? e promotora do evento, o de­ A ExpoPrint promete apresen­ fine como “a maior fonte de tar soluções de tecnologia de informação e tecnologia da Dieter Brandt, presidente impressão digital integradas área gráfica” e uma oportuni­ da Afeigraf ao offset, muitas aplicações dade para “entender os rumos específicas para agregar valor que o mercado tomará nos Consolidada como o maior evento aos impressos e uma grande próximos anos”. de impressão das Américas, gama de propostas para c­ riar A tecnologia e as mais re­ exposição apresentará tecnologias diferenciais em produtos aca­ centes novidades da indústria pontuais e inovadoras para todos bados. “Hoje, é necessário pro­ gráfica mun­d ial são, sem dú­ curar o equilíbrio, saber até vida, os principais atrativos os segmentos gráficos. quando se deve con­ti­nuar tra­ da próxima edição do evento, Texto: Ada Caperuto balhando tra­d i­cio­nal­men­te e de acordo com Die­ter Bran­ quando é o momento de agre­ dt, presidente da As­so­c ia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e In­ gar o digital. Ao mesmo tempo, há muitas gráficas rápi­ sumos para a Industria Gráfica (Afeigraf), rea­li­za­do­ das digitais que estão chegando a um ponto em que não ra da ExpoPrint. “Todos os fabricantes e fornecedores faz mais sentido seguir somente com esse tipo de tec­ estão preo­cu­pa­dos em oferecer soluções mais efi­cien­ nologia e acabam incorporando máquinas offset tam­ tes e produtivas, mas com menor desperdício de ma­ bém. Então temos as duas ten­dên­cias”, declara Die­ter. te­r ial. Neste momento em que a indústria de impres­ Outra característica ­atual do setor — e que deve­ são busca manter seu espaço no mercado, nosso setor rá ser vista na feira — é a sustentabilidade. De acor­ quer ser um exemplo de como publicar informações de do com o executivo, hoje nenhum fabricante pode se maneira sustentável. E isto começa na preparação do afastar dessa tendência. “Anos atrás falava-​­se em qua­ arquivo digital, no controle da pré-​­impressão, e conti­ lidade, um padrão que deveria ser obri­ga­to­r ia­men­te al­ nua na impressão e no acabamento, que irá enobrecer cançado por todos, impressores ou fornecedores. Hoje, o produto final. Então, teremos soluções pontuais para nenhum fabricante pode colocar no mercado produtos todos esses processos na ExpoPrint”. que causam danos ao meio am­bien­te”.

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


EVENTOS PARALELOS

Desde a primeira edição da ExpoPrint, muitos exposito­ res têm aproveitado a oportunidade da presença em São Paulo de muitos clien­tes de outros estados e paí­ses da América Latina para organizar programações especiais. Não será diferente neste ano, quando espera-​­se que muitos fabricantes e fornecedores rea­li­zem even­ tos para grupos de clien­tes em suas pró­prias instala­ ções ou organizem visitas a gráficas que, por alguma razão, são considerados cases de destaque para seu ni­ cho de atua­ção. “Temos, há pouco mais de um ano, um convênio com a Conlatingraf, que está organizando via­ gens de grupo de em­pre­sá­r ios de diversos paí­ses, para visitar a ExpoPrint”, informa o presidente, lembrando que, nesse quesito, a feira rea­li­za­da pela Afeigraf tem sido muito proa­ti­va. Afinal, em uma feira como a Dru­ pa, por exemplo, a quantidade de pes­soas é muito gran­ de e os fabricantes não têm tanta flexibilidade para fa­ lar com todos os clien­tes. “Nós temos um conceito um pouco mais compacto, com diferentes possibilidades de demonstrar as muitas soluções aos visitantes de todo o mundo que estão chegando a São Paulo”. Neste ano em que completa uma década, além de celebrar o sucesso do evento que nasceu praticamente junto com a entidade, a Afeigraf faz um balanço posi­ tivo de sua atua­ção. “Quan­do se começa a colocar em prática uma ideia, um sonho, você tem dúvidas se tudo vai acontecer como imaginou. Quan­do pensamos em rea­li­zar uma feira para o mercado latino no Brasil tive­ mos dúvidas se tudo iria fun­cio­nar. Mas como fomos muito rígidos em nossos métodos de como estruturar o evento, como tratar cada expositor e como atrair vi­ sitantes de diferentes paí­ses, podemos hoje dizer que o conceito foi muito bem recebido pelo mercado e em pouco tempo. Já na segunda edição, em 2010, ficamos entre as cinco maiores feiras mundiais”. Con­tra­r ian­do as preo­cu­pa­ções com a si­tua­ção eco­ nômica do País após a Copa do Mundo e as eleições pre­ sidenciais, o executivo da Afeigraf tem previsões oti­ mistas. Ele acredita que a si­tua­ção é um pouco parecida com 2003, quando do início do primeiro mandato do ex-​­presidente Lula. “Na época, me perguntaram o que aconteceria com a economia. Eu disse que a população iria seguir consumindo informações. Isso não vai mudar agora, mesmo sem o grande impacto que era esperado

com a Copa e os Jogos Olímpicos. A economia mun­d ial está mais estável. Há crescimento nos EUA, a Europa está saindo da crise e o Brasil também, com previsão de cres­ cimento em torno de 2,3%, um resultado aceitável para um bom futuro. A população está crescendo, se estabi­ lizando economicamente, e acredito que isso será sen­ tido no dia a dia das empresas de todos os segmentos. Depende muito mais de a gráfica defender conceitos ino­ vadores para atrair o consumidor, porque o mercado está esperando para consumir”, conclui Die­ter Brandt.

Data: 16 a 22 de julho de 2014 Local: Transamérica, São Paulo (SP) Horário: segunda a sexta, das 13 às 20 horas, sábado e domingo, das 10 às 17 horas Informações: www.expoprint.com.br

25 março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF


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ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

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Resultados da indústria gráfica brasileira em 2013

úmeros gerais do levantamento realizado pelo Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf Nacional sobre o exercício de 2013, mostram que a indústria gráfica brasileira perdeu espaço relativo ao exibir uma queda mais pronunciada que a média da indústria no seu todo. No emprego, que encerrou o ano com os 20,6 mil estabelecimentos ocupando 219 mil pessoas, houve a eliminação de 5,6 mil postos de trabalho. A produção, segundo o IBGE, acusou menos 6,7% contra leve aumento de 1,5% na indústria de transformação. Os investimentos do setor também registraram queda, como indicado pelo recuo de 3% na importação de máquinas e equipamentos, totalizando US$ 1,17 bilhão, contra US$  1,21  bilhão em 2012. Em relação ao comércio ex­te­r ior, as exportações de produtos gráficos totalizaram US$ 279,10 milhões e as importações US$ 548,64 milhões, o que provocou um saldo deficitário na balança co­mer­c ial de US$ 269,54 milhões.

FIGURA 1: NÚMEROS DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO – 2010/2013 2010

2011

2012

2013

N -º Estabelecimentos (RAIS)

20.007

20.527

20.631

20.631

N -º Funcionários (RAIS)*

220.796

222.382

224.644

218.960*

11,04

10,83

10,89

10,61

$ 1,394

$ 1,384

$ 1,214

$ 1,172

Funcionário / Estabelecimento Investimentos realizados (importação de máq. e equipamentos gráficos) (US$ Bi FOB) Balança Comercial (US$ Mi FOB)

–$ 160,89

–$ 295,53

–$ 238,69

–$ 269,54

Exportação (US$ Mi FOB)

$ 248,97

$ 269,32

$ 298,16

$ 279,10

Importação (US$ Mi FOB)

$ 409,87

$ 564,85

$ 536,85

$ 548,64

*2013 – baseado em estimativas mensais do Caged. Fonte: MTE/Rais e MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

PRODUÇÃO

28

Pelo segundo ano consecutivo a produção física da indústria gráfica na­c io­nal diminuiu, registrando redução de 6,7% no acumulado do ano de 2013, depois de uma retração de 4,3% em 2012. Foi um resultado de­cep­cio­nan­te, que ficou aquém do esperado. Vale lembrar que no início do ano passado esperava-​­se uma queda menor, de 2,4%. Continuou aumentando o hia­to na comparação com a indústria de transformação, pois esta cresceu 1,5%, desempenho fraco, mas positivo. O desempenho dos vá­r ios segmentos da IG não foi homogêneo. O destaque negativo ficou para os produtos gráficos editoriais, havendo retração de 12,1% no ano. As embalagens impressas tiveram pequena queda, de 0,9%, o que está em linha com o desempenho de setores que são clien­tes do REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

concentrada no segmento de produtos gráficos editoriais impede diag­nós­ti­cos mais precisos para explicar a expressiva redução da sua produção física em 2013. A alta de custos ao longo de 2013 parece relevante, porém mais modesta do que a observada em 2012, o que provavelmente contribuiu para evitar novas quedas de margens. Por outro lado, os estoques de bens finais, que não pa­re­ciam elevados no início do ano, con­t i­nua­ram re­cuan­do em 2013. Contudo, convém ressaltar que este não é um setor que costuma operar estocado.

segmento, como mostra a retração de 0,5% da indústria de bens semi e não duráveis. O melhor resultado foi registrado pelo segmento de impressos comerciais, com expansão de 3,5%. Isso é em parte reflexo da base de comparação deprimida, uma vez que houve recuo expressivo em 2012, de 10,2%. De qualquer forma, o desempenho do segmento ao longo do ano não foi positivo, mas com tendência de estabilização, e não de novas quedas. O fato de o desempenho da IG ser tão desigual e com a pior performance

FIGURA 2 – ÍNDICE DE PRODUÇÃO FÍSICA DA INDÚSTRIA GRÁFICA Dados mensais – Média 12 meses 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

■ Embalagens impressas  ■ Produtos gráficos editoriais  ■ Impressos comerciais  ■ IG Fonte: Recorte Especial da PIM-PF/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf.


de sa­lá­r ios de 3,8%, sendo que ela fechou 2013 com avanço de apenas 2%, e a eleva­ ção da taxa de juros tem sido mais persis­ tente do que o previsto. O desempenho da indústria como um todo de­cep­cio­na. Para 2014, não se vislumbra uma rever­ são do quadro ma­croe­co­nô­mi­co, pois o am­ bien­te externo não tem sido favorável para

Segundo a CNI (Confederação Na­cio­nal da Indústria), o panorama do setor é real­ men­te de­sa­f ia­dor. Não há informações es­ pecíficas da IG, mas da CNAE 17, o que já dá uma noção do quadro a­ tual. O cenário econômico também se mos­ trou mais desfavorável do que o esperado. Era estimado um aumento da massa real

FIGURA 3: PRODUÇÃO FÍSICA INDUSTRIAL NOS SEGMENTOS DA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA – IBGE EMBALAGENS IMPRESSAS

PRODUTOS GRÁFICOS EDITORIAIS

IMPRESSOS COMERCIAIS

TOTAL IG

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

2012

– 0,8%

– 6,1%

– 10,2%

– 4,3%

– 2,7%

2013

– 0,9%

– 12,1%

Projeção 2014

3,5%

– 6,7%

1,5%

– 1,7%

1,9%*

*Expectativa do mercado, conforme o Boletim Focus do Banco Central. Fonte: IBGE, BCB, Abigraf

FIGURA 4: INDICADORES DA CNI – DADOS ACUMULADOS ATÉ NOVEMBRO DE 2013 IND. TRANSFORMAÇÃO

18 – IMPRESSÃO E REPRODUÇÃO

17 – CELULOSE E PAPEL

Vendas reais

4,0%

1,5%

– 4,4%

Emprego

0,7%

2,3%

– 5,7%

Horas trabalhadas

0,1%

2,5%

– 1,9%

Massa salarial

2,0%

– 1,4%

– 1,5%

Fonte: CNI. Elaboração: Decon/Abigraf.

FIGURA 5 – ÍNDICE DE PRODUÇÃO FÍSICA DA INDÚSTRIA GRÁFICA Dados trimestrais com ajuste sazonal 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80

Set-13

Dez-13

Jun-13

Mar-13

Set-12

Dez-12

Jun-12

Mar-12

Dez-11

Set-11

Jun-11

Mar-11

Set-10

Dez-10

Jun-10

Mar-10

Set-09

Dez-09

Jun-09

Mar-09

Set-08

Dez-08

Jun-08

70

■ Embalagens Impressas  ■ Produtos Gráficos Editoriais  ■ Impressos Comerciais  ■ IG Fonte: Recorte Especial da PIM-PF/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf.

29 março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF


FIGURA 6 – EVOLUÇÃO DO EMPREGO NA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA Em percentuais 7 6 5 4 2 1 0 –1

set-13

nov-13

jul-13

mai-13

jan-13

mar-13

nov-12

jul-12

set-12

mai-12

mar-12

jan-12

nov-11

jul-11

set-11

mai-11

jan-11

mar-11

nov-10

jul-10

set-10

mai-10

mar-10

jan-10

nov-09

jul-09

set-09

mai-09

jan-09

mar-09

nov-08

jul-08

set-08

mai-08

jan-08

mar-08

–2

■ mês/mês anterior (%)  ■ Variação mensal do emprego, pela média dos últimos 12 meses/12 meses ano anterior (%) Fonte: Caged/MTE. Elaboração: Decon/Abigraf.

o Brasil e não há espaço para estímulos ao crescimento. A taxa de juros sobe e ajustes na política fiscal são ne­ces­sá­r ios. Assim, é esperada uma nova queda da produção da IG, ainda que mais sua­ve, de 1,7%. Com as incertezas que cercam a oferta de ener­ gia elétrica e o colapso econômico na Ar­ gentina, a redução da produção tende a ser ainda mais intensa.

FIGURA 7 – INVESTIMENTOS REALIZADOS PELA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA Em US$ bilhões 1,813

1,430

1,394

1,384 1,214

1,173

–12%

–3%

1,004

EMPREGO

30

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

FIGURA 8 – BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA X TAXA MÉDIA DO CÂMBIO 650

2,50

550 450

2,00

250

1,50

150 50

201 3

201 2

201 1

201 0

8

200 9

– 150

1,00

200

– 50

0,50

– 250 0,00

– 350 ■

Exportação 

Importação 

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

Saldo 

Taxa de câmbio

R$ / US$

350

7

Os investimentos em máquinas e equipa­ mento gráficos re­cua­ram 3% em 2013 em relação ao ano an­te­r ior. Porém, vale des­ tacar que a média de investimento foi da ordem de US$ 1,3 bilhão nos últimos seis anos, mostrando que o setor tem atua­li­ za­do constantemente seu parque gráfico.

■ Importações de Máquinas e Equipamentos  Linear (Importações de Máquinas e Equipamentos)

200

INVESTIMENTO

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

US$ Milhões (FOB)

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2013 a indústria gráfica brasileira fe­ chou o ano com menos 5.684 postos de tra­ balho. Em 2012 o saldo havia sido de 2.262 novos postos de trabalho. Esse é mais um reflexo do difícil momento do setor. No en­ tanto, o ajuste foi modesto frente à queda da produção. Mesmo tendo feito um ajus­ te no emprego, os indicadores de produti­ vidade ainda se mantiveram no vermelho, o que sugere que o fechamento de postos poderia ter sido mais severo.


COMÉRCIO EXTERIOR

As importações concentraram-​­se sobretudo em produtos editoriais (como livros e revistas), alcançando 34% do total. As compras nesse nicho corresponderam a US$ 185,9 milhões e 28 mil toneladas — o que representa redução de 2% em relação a 2012 em termos mo­ne­tá­r ios. China (28%), Hong Kong e Estados Unidos (15% cada) foram os principais be­ne­f i­cia­dos por essas importações.

Dados da Secretária de Comércio Ex­te­r ior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex­te­r ior (Secex/MDIC) apontam que as exportações brasileiras de produtos gráficos em 2013 totalizaram US$ 279,1 milhões, representando queda de 6% em relação ao ano an­te­r ior. As importações apresentaram um aumento de 2% sobre 2012, totalizando US$ 548,6 milhões.

FIGURA 9 – PARTICIPAÇÃO DOS SEGMENTOS GRÁFICOS NAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS

19,6%

24,9%

33,9% 34,3%

1,7%

Exportação 

s

0,1% 0,2%

io

pe

s

s Fo

En

ve

ul

lo

ár

sc

ta ue iq Et ■

0,6% 0,3%

ai

s

is na

Pr om

oc

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ad C

io

ria

no er

tõ ar C

1,6% 0,7%

7,4% 2,0%

5,4%

is

s

es

ns ge la ba Em

7,3%

rm

10,3% 11,0%

Fi

38,7%

Importação

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

FIGURA 10: DESTINO E ORIGEM DOS PRODUTOS GRÁFICOS EM 2013 Em percentual (%) Exportações

Importações

Argentina 13% Outros 28%

EUA 12% Venezuela 11%

Bolívia 4%

Peru 6%

Equador 4%

Chile 8%

Outros 18%

China 26%

EUA 16%

Uruguai 9%

México 5%

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

Suíça 10%

Alemanha 8%

França 3% Itália 3% Hong Kong 5% Reino Unido 5% Espanha 6%

O segmento de cartões impressos ocupou a segunda posição, com 25% do total importado, somando US$ 107,7 milhões e 955 toneladas. Em valores, houve redução de 5% ante 2012. As principais origens dessas importações foram Suí­ça (39%), Estados Unidos (26%) e França (9%). Embalagens formaram o terceiro principal bloco de produtos gráficos importados, com 20% do valor total. As transações no pe­r ío­do atingiram US$ 136,5 milhões e 58,5 mil toneladas — 8% su­pe­r io­res às importações de 2012. Os principais fornecedores internacionais foram China (34%), Alemanha (13%) e Espanha (10%). No outro extremo da balança co­mer­ cial, embalagens foi o segmento que mais exportou no pe­r ío­do — US$ 108,1 milhões e 66,9 mil toneladas representando 38,7% das exportações gráficas, apesar do recuo de 0,2% no volume exportado em 2012. Pela ordem, os principais importadores das embalagens brasileiras foram Ve­ne­zue­ la (23%), Uruguai (19%) e Argentina (8%). Cartões impressos destacou-​­se como o segundo segmento com melhor desempenho monetário na balança co­mer­cial. Respondeu por 34% do total exportado pelo setor no ano, equivalentes a US$ 95,9 milhões e 813 toneladas. Apesar desse resultado, o segmento registrou um recuo de 9% na comparação com o ano an­te­r ior. Argentina (25%), Chile (19%) e Equador (11%) cons­ti­ tuí­ram os principais destinos dos cartões impressos brasileiros. O segmento de cadernos, terceiro maior exportador do setor, com 11% do total, teve desempenho monetário 3% su­p e­ rior a 2012. Suas exportações somaram US$ 30,7 milhões e 17,1 mil toneladas. Estados Unidos (70%), Porto Rico (5%), Paraguai e República Dominicana (4% cada) foram os maiores compradores. No cômputo geral, a balança co­mer­cial da indústria gráfica apresentou no ano de 2013 um saldo deficitário de US$ 268,5 milhões. Comparado com o total do ano passado (US$ 238,7 milhões), este saldo representa uma elevação de 13% no déficit da balança co­mer­cial do setor. março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

31


OPINIÃO

N

lecimento a rt fo e d ia ég at tr es : o m is iv at Associ

ém que o setor Não é novidade para ningu ta uma série de industrial brasileiro enf ren meros positivos, mas nú desafios. Até reg istramos mento tem sido tímido nos últimos tempos o cresci cia do seg mento para a se pensarmos na importân falamos de indústria economia do País. Quando aumentam. Sabemos gráfica então, esses desafios mpanhamento das que a modernização e o aco or são essenciais, tendências mundiais no set com a falta de mas lidamos diuturnamente ra a importação de incentivo governamental pa carga tributária. equipamentos e com a alta mplos do atual Esses são apenas alg uns exe a e, diante disso, cenário da indústria gráfic mentação em há muito a ser feito. A movi fortalecimento do prol do setor começa com o o. Especialistas associativismo e da integraçã entre empresas garantem que a cooperação ião em associações do mesmo seg mento e a un as para aumentar são importantes ferrament rcado cada a competitividade em um me o. vez mais dinâmico e disputad que diz: “Se dois nê Existe um provérbio chi s uma estrada, cada homens vêm andando por contrarem, trocarem um com um pão, e, ao se en a com um. Se dois os pães, cada um vai embor uma estrada, cada homens vêm andando por

encontrarem, um com uma ideia, e, ao se vai embora com trocarem as ideias, cada um ica para nós, duas”. Essa situação é simból af. Especialmente que fazemos parte da Abigr e a integração é porque reforça a ideia de qu mos, juntos, lutar fundamental para que possa eresse comum, por questões que são de int do nosso setor. entre elas o fortalecimento ta esse princípio. Que nunca percamos de vis ficidades reg ionais, Ainda que tenhamos especi uns. Entendemos que os macrointeresses são com a participação de uma entidade forte se faz com ideias. E que tenhamos todos, com o somatório de pio, pois ele é um sempre o diálogo como princí s de participação dos principais instrumento o coletiva. E tudo democrática e de construçã do associativismo. isso passa pela valorização vicente@primacorgrafica

.com.br

V icente de P aula A leixo D ias

fica Regional Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação ias Gráfica s ústr Ind das to dica Sin e do Minas Gerais (Abigraf‑MG) (Sigemg ) no Estado de Minas Gerais

32 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


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GESTÃO

Hamilton Terni Costa

A indústria gráfica posta na mesa: números e projeções mundiais do setor

N

o último mês de fevereiro tivemos duas divulgações de impacto sobre números mundiais do setor gráfi­ co e projeções para os próximos anos. Uma patrocinada pela Drupa, mais foca­ da em pesquisa rea­li­za­da durante a última fei­ ra e reforçada com outra feita nos três últimos meses de 2013, com um amplo levantamento mun­dial abrangendo impressão, equipamentos e insumos de 51 paí­ses, patrocinada pela NPES dos Estados Unidos através da sua unidade de análise e pesquisa Primir. Executada pela área de pesquisa da tra­d i­cio­nal e conceituada Economist ela é, evidentemente, mais densa e pro­ funda que a pesquisa da Drupa. Na verdade os enfoques e objetivos são mesmo distintos. A da NPES visa a nor­tear investimentos. A da Drupa tira uma foto do momento e levanta algumas possibilidades. Voltarei nela em outro artigo. Por essa razão daremos ênfase ao levanta­ mento da NPES. Até porque ele é uma sequên­ cia dos dois levantamentos rea­li­za­dos an­te­r ior­ men­te pela entidade, o primeiro abrangendo 2006 a 2011 e o segundo de 2009 a 2014. O  ­atual vai de 2012 a 2017. A  mudança da

entidade executora, da Pira, que fez os dois pri­ meiros, para a Economist, responsável pelo ­atual, também modificou algo em alguns cri­té­r ios de levantamento e na agregação dos números, mas a densidade, claro, permanece. Vou partir dos números gerais e depois par­ ticularizá-​­los para a América do Sul e para o Brasil, a fim de termos uma visão mais abran­ gente e tentar relevar aquilo que efetivamente nos toca mais de perto. Vejamos. Primeiras grandes constatações da Economist: mercado intrigante. Por que? Porque algumas linhas de produtos — documentos, li­ vros, jornais, ma­te­r ial pro­mo­cio­nal etc. —, mais suscetíveis de substituição eletrônica têm ra­ zoá­vel tendência de declínio enquanto outras linhas como embalagens e demais produtos que se integram aos produtos dos clien­tes, não. Ainda assim o declínio de certos produtos são mais acen­tua­dos nos mercados mais desenvol­ vidos, maduros, mas apresentam até ra­zoá­vel crescimento nos paí­ses emergentes. Por sinal, e até em função disso, esses paí­ses passarão gra­ dual­men­te a serem os principais mercados grá­ ficos mundiais. A China, como sempre o grande

QUADRO 1 – MERCADO GLOBAL DE IMPRESSÃO – 2007 e 2017 América do Sul 3,5%

Oriente Médio e África 0,7%

Ásia Pacífico 29,0%

América do Norte 31,8%

US$ 557 bilhões

Europa Ocidental 31,2%

Oriente Médio e África 0,6%

América do Sul 4,3%

América do Norte 24,8%

US$ 668 bilhões

Ásia Pacífico 40,5%

Europa Ocidental 26,7%

Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

34 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

2017

2007

Europa Central e Oriental 3,9%

Europa Central e Oriental 3,1%


141,8

154,0

QUADRO 2 – MAIORES MERCADOS GRÁFICOS EM 2017 (US$ bilhões)

Tamanho do mercado global em 2017:

8,6

7,5

7,4

7,3

7,0

5,5

5,2

Países Baixos

Austrália

Bélgica

Rússia

Coreia do Sul

Argentina

Suíça

Outros

9,1 Indonésia

14,6 México

9,2

15,0 Espanha

Canadá

19,0 Itália

29,3 Índia

Brasil 20,0

29,4

35,6 Reino Unido

França

38,8 Alemanha

Japão

Estados Unidos

China

48,0

56,4

US$ 668,6 bilhões

Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

QUADRO 3 – MERCADOS DE ALTO POTENCIAL x MÉDIA MUNDIAL – 2012/2017 Vendas do mercado gráfico (US$ bi)

Vendas do mercado gráfico 2017 (US$ bilhões)

exemplo de crescimento, deverá, até 2017, ser o maior mercado gráfico do mundo suplantando os Estados Unidos. As projeções de crescimento do mercado gráfico mun­d ial até 2017 (quadro 1) são até razoáveis, chegando a uma estimativa de US$ 668 bilhões, 20% maior se comparado a 2007, ano de referência ini­cial do estudo, levando a um crescimento médio ­anual de 1,12%. Nada tão mau assim se considerarmos a crise mun­d ial nesse pe­r ío­do e as baixas taxas de crescimento, além das previsões constantes dos catastrofistas sobre o fim do setor. Se particularizarmos para a América do Sul, o quadro melhora. Daremos um salto de 47% nesses 10 anos e com participação de 4,3% no mercado mun­d ial. O Brasil se mantém entre os maiores mercados gráficos do mundo em 2017 — o oitavo — (quadro 2), com um robusto faturamento estimado de US$ 20 bilhões. Aqui é preciso explicar que todo levantamento obedece a cri­té­r ios estabelecidos. Já tivemos no passado essa discussão com a Abigraf quando os levantamentos da NPES mostravam um mercado maior do que as estatísticas nacionais então feitas, por que elas não abran­g iam vá­r ios produtos na categoria de embalagens, es­pe­cial­men­te, enquanto os estudos internacionais contavam tudo o que era impresso. Nesse meio tempo a entidade se aprimorou bastante nesses levantamentos e, mais importante, foi agregando junto com o IBGE uma gama de produtos concernentes

160 China

150 40 30 20 10 0

Índia Brasil Cingapura Vietnã Média mundial Turquia 2%

4%

Israel Ucrânia 6%

Indonésia Filipinas 8%

10%

12%

Média de crescimento anual 2012/2017 Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

ao setor. Desta feita, o número que a Abigraf apresenta hoje praticamente já supera o número de 2017 feito pela NPES. Há erros? Nada disso. Simplesmente a definição de cri­té­r ios. No caso desse estudo mun­d ial, como os mesmos cri­té­r ios foram utilizados em todos os 51 paí­ses, a régua de medição é absolutamente válida, o que permite uma comparação objetiva e prognósticos adequados. Tanto assim que eles tiveram acesso aos dados da Abigraf e os ajustaram à medida da pesquisa. Nesse sentido vale a pena observarmos o quadro 3, no qual podemos ter uma ideia dos mercados considerados de maior po­ten­cial de crescimento até 2017 comparados com o crescimento médio mun­d ial, este um pouco acima

35 março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF


QUADRO 4 – PRODUTOS GRÁFICOS – MERCADO GLOBAL 2007/2017 (US$ bilhões) Impressão transacional

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

32,1

32,6

28,2

28,4

29,3

27,3

28,2

27,9

28,4

28,5

29,0

Material de ponto de venda e sinalização

19,8

20,7

18,6

19,0

20,6

19,1

19,8

19,6

20,0

20,2

20,6

Impressão comercial e promocional

92,0

95,5

87,4

86,2

90,6

88,6

89,5

90,6

92,2

94,2

98,8

Outras impressões

91,9

94,8

84,9

88,2

91,9

88,3

89,5

89,5

91,3

92,1

94,0

Impressão de embalagens

199,4

215,6

203,2

215,6

230,5

234,4

241,8

251,9

262,7

274,7

288,5

Impressões editoriais

122,8

128,0

118,9

118,1

121,2

120,9

123,1

126,3

130,2

134,6

139,8

Faturamento total

558,0

587,2

541,2

555,6

584,1

578,6

591,9

605,9

624,9

644,2

668,6

Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

QUADRO 5 – EMBALAGENS IMPRESSAS – MERCADO GLOBAL 2012/2017 (A.A.) FATURAMENTO TOTAL: US$ 288 BILHÕES EM 2017

Embalagens corrugadas

4,8%

Rótulos e etiquetas

4,3%

Embalagens flexíveis

4,0%

Embalagens semirrígidas

3,1%

QUADRO 6 – EDITORIAL – MERCADO GLOBAL 2012/2017 (A.A.) FATURAMENTO TOTAL: US$ 140 BILHÕES EM 2017

Revistas

4,8%

Jornais

2,4%

Livros

0,6%

QUADRO 7 – MATERIAIS PROMOCIONAIS – MERCADO GLOBAL 2007/2017 (A.A.) FATURAMENTO TOTAL: US$ 97 BILHÕES EM 2017

Encartes

3,5%

Guias e diretórios

1,8%

Fôlderes e folhetos

1,7%

Mala direta

1,6%

Catálogos

1,4%

36 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

de 2% ao ano. É interessante notar que as projeções de crescimento do Brasil são bastante razoáveis e seguramente não re­ fletem o am­bien­te de falta de con­f ian­ça e crescimento morno que estamos sentin­ do nesse início de 2104, mas reflete as possibilidades do País nos próximos anos. Em relação a produtos creio que não há muitas surpresas nas projeções dentro do que se vem falando nos últimos tem­ pos, in­c luí­dos os diferentes níveis de que­ da e ascensão entre mercados maduros e emergentes. Seguramente porque o levan­ tamento se centra nas linhas mais usuais e tradicionais de produtos e, por consequ­ ência, não explora com mais profundidade as novas aplicações, embora faça ressalvas da manutenção da importância da impres­ são nas crescentes aplicações multimídia e no uso dos novos ar­ti­f í­cios, como rea­li­ da­de aumentada, e a interação da mídia impressa com smartphones e outros apa­ relhos como base dessa ligação do mun­ do digital com o ma­te­r ial impresso. Dessa forma, como vemos no resumo do quadro 4 as maiores participações de mercado em 2017 se re­la­cio­nam a embalagens em ge­ ral, seguida do edi­to­r ial e, depois, impres­ sões comerciais e promocionais. Claro que dentro desses grupos há toda uma subdi­ visão de ca­te­go­r ias. Edi­to­r ial engloba li­ vros, jornais e revistas, principalmente. Embalagens inclui rótulos e etiquetas, ao passo que co­mer­cial e pro­mo­cio­nal pos­ suem uma boa diversidade de produtos. O estudo aponta também ten­d ên­ cias dos subgrupos de produtos. Vale a pena abrirmos alguns. Embalagens, por exemplo, mostra uma ascensão em todos os itens com uma média de crescimen­ to acima de 4% (quadro 5). Em produtos

editoriais (quadro 6) é interessante ver a previsão de crescimento de revistas, por exemplo, estimados em quase 5% ao ano, enquanto livros permanecem estáveis, mesmo com o crescimento dos e-​­rea­ders. Na área pro­mo­cio­nal (quadro 7), o maior crescimento é dos inserts ou tabloides com previsão de 3,5% ao ano. Olhando-​­se para tec­no­lo­g ias o estudo mostra um dado interessante, ainda que não muito alvissareiro para vendedores de máquinas (quadro 8). Há um forte declínio no volume total de vendas se comparar­ mos 2007 com a projeção de 2017, caindo de aproximadamente US$ 24 bilhões para US$ 16 bilhões/ano. Uma queda de 34%. Além disso o estudo estima que as ven­ das para os paí­ses em desenvolvimento representarão 66% do total. Por linha de equipamento, nesses dez anos, as maiores quedas estão nas impres­ soras offset: planas com 42% menos, ro­ tativas a quente ou frio, redução su­pe­r ior a 50%, ainda que as planas sigam sendo o maior item de vendas em 2017. O núme­ ro mais significativo virá das jato de tin­ ta, com previsão de crescimento perto de 55% e terceiro maior processo em vendas depois das offset planas e das flexográfi­ cas. Tais números refletem por si a pre­ dominância do crescimento das embala­ gens e da redução de tiragens em favor de tec­no­lo­g ias mais adequadas. Por fim, com um olhar mais atento ao levantamento feito no Brasil, é interessan­ te ver as observações feitas de que o mer­ cado gráfico brasileiro não tem paralelo com nenhum outro na América do Sul. Seja pelo tamanho, seja pela sua diversi­ dade, mesmo se tratando de um mercado voltado a si próprio, dado o baixo volume


QUADRO 8 – VENDAS GLOBAIS DE EQUIPAMENTOS – 2007/2017 (US$ milhões) Impressoras planas

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

6.177,5

5.452,6

3.630,7

3.905,7

4.030,1

3.648,2

3.512,0

3.518,8

3.555,7

3.526,6

3.566,7

Impressoras flexográficas

2.796,3

2.661,7

2.081,6

2.149,7

2.219,9

2.146,2

2.216,8

2.273,5

2.348,7

2.308,8

2.386,1

Impressoras inkjet

1.378,4

1.725,8

1.387,8

1.382,1

2.002,7

1.955,7

1.992,6

2.037,8

2.104,8

2.069,0

2.131,6

Equipamento eletrofotográfico

1.376,2

1.343,0

866,4

982,2

1.083,2

1.099,0

1.111,6

1.139,2

1.153,7

1.146,1

1.159,2

Impressoras offset rotativas frias

1.553,1

1.268,2

993,7

1.001,1

849,2

771,0

756,2

748,2

732,1

738,8

721,6

Gravadoras de chapas

1.523,8

1.470,3

650,3

676,5

667,5

610,8

601,8

604,1

612,9

607,2

616,2

Equipamento de silk-screen

1.153,4

1.130,6

710,5

807,1

620,0

584,2

579,2

585,2

593,6

588,8

597,1

Impressoras offset rotativas com forno

1.424,5

1.311,8

765,3

708,2

638,9

604,6

599,7

602,3

598,7

600,0

595,4

Equipamento letterpress

554,2

642,9

452,6

522,6

553,8

501,0

513,1

527,4

553,3

540,8

565,3

Impressoras rotogravura

47,8

98,2

62,8

54,1

168,0

144,5

127,4

127,7

131,7

129,5

130,2

Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

QUADRO 9 – DADOS DO MERCADO GRÁFICO DO BRASIL – 2007/2017 (A.A.) (US$ milhões)

Faturamento total Venda total de equipamentos

2007

2011

2012

2017

GACR 2007–2011

GACR 2012–2017

13.786,1

17.447,5

16.412,6

20.009,6

6,1%

4,0%

1.194,8

1.216,9

947,0

1.113,4

0,5%

3,3%

Venda total de consumíveis de pré-impressão

102,7

130,5

114,7

137,7

6,2%

3,7%

Venda total de tintas

528,9

746,7

697,1

838,4

9,0%

3,8%

8.772,5

13.030,5

12.088,8

14.764,9

10,4%

4,1%

Venda total de substratos

Fonte: Estudo 2013 da NPES “Mercado mundial de impressão: identificando oportunidades para a indústria da impressão”, por Unidade de Inteligência da revista Economist

da balança co­mer­cial. Fato preo­cu­pan­te é a expansão das importações de produtos gráficos como embalagens e livros. O quadro 9 apresenta uma síntese do País em termos de faturamento de impressão, venda de equipamentos e insumos. Prevê um crescimento mais baixo do que no passado, mas bem mais otimista no acumulado a­ nual do que a rea­li­da­de que vi­ven­cia­mos em 2013 e prevemos para 2014. Portanto esses valores poderão se ajustar, dependendo do ritmo da economia e da própria movimentação das empresas em sua revisão de ne­gó­cios. Em relação a produtos e mercados o estudo destaca também o crescimento do mercado de embalagens no País e ressalta a importância do mercado publicitário, o quinto do mundo, já tendo ultrapassado o Reino Unido. Lógico que nem tudo vira impresso e que a televisão ainda leva a maior parte do bolo, mas há oportunidades embutidas que podem ser bem aproveitadas, em es­pe­c ial com produções mul­t i­m í­d ias incluindo o papel impresso. Nesse aspecto de novos ne­gó­c ios, novos modelos de ne­gó­cios ou mesmo novas aplica-

ções que possam alterar comportamentos, o estudo não é incisivo, até porque não era este seu principal objetivo. Ele toma as projeções de mercado com levantamentos pri­má­r ios — dados oficiais — e se­cun­d á­r ios através dos participantes do mercado, os interpreta e projeta de acordo com os modelos adequados. Permite ver ten­dên­cias e caminhos em termos de tecnologia e perfil de produtos e isso já tem, por si, uma importância enorme. Falta, é evidente, uma abordagem complementar que mostre as alternativas de crescimento e mudanças intrínsecas de negócio que podem ser implementadas pelas empresas e que tragam di­fe­ren­c ia­ções e novos possíveis mercados, tendo como base a impressão, mas agregando novas tec­no­lo­g ias e be­ne­f í­cios aos clien­tes. Isso comentaremos em próximo artigo, nesta revista, quando analisaremos os resultados da pesquisa da Drupa.

P.S: Os interessados em adquirir o estudo completo da NPES-​­Primir podem fazê-​­lo pelo site: www.primir. org que está dentro do site da NPES: www.npes.org.

Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting.com.br é Diretor Geral da ANconsulting, www.anconsulting.com.br, ex‑​­presidente da ABTG é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós‑graduação Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Marketing Industrial. março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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TREINAMENTO

Centro de Soluções Xerox abre suas portas em Barueri EQUIPAMENTOS

Espaço atuará na qualificação profissional e no aprimoramento de tecnologias empregadas pela indústria na gestão da informação e documentos.

N

o dia 3 de abril a Xerox do Brasil inau­ gurou ofi­cial­men­te seu Centro de Trei­ namento e Soluções na Escola Senai José Ephim Mindlin, em Ba­r ue­r i (SP), o maior e mais completo da companhia no País. O evento contou com a presença de boa parte da direto­ ria da empresa, entre eles Ricardo Karbage, pre­ sidente, e Cris­tia­na Lannes, diretora executiva de Mar­ke­ting e Estratégia. “Estamos aqui para contribuir com a formação dessa nova geração, que são alunos do Senai, assim como para servir de apoio para a gráficas, que poderão testar pro­ dutos e receber treinamento, além do suporte aos canais de venda”, afirmou a diretora de mar­ ke­ting aos jornalistas da mídia es­pe­cia­li­za­da.

Ocupando 180 metros quadrados, o centro de soluções está equipado com cerca de 25 solu­ ções, desde multifuncionais da linha WorkCen­ tre para o mercado corporativo, passando por equipamentos de grande formato para sinaliza­ ção ou engenharia, até as impressoras de alto volume. “Ao mesmo tempo em que expandimos a capacitação técnica do setor, queremos que a indústria encontre formas concretas de aumen­ tar a sua produtividade usando o conhecimen­ to e a tecnologia disponíveis hoje para gerar no­ vas fontes de receita amanhã”, disse Karbage. Entre as soluções high end, merecem desta­ que a Xerox DocuColor 8080, com capacidade para impressão de 80 páginas por minuto em mí­d ias até 300 g/m2. Conta com espectrofotô­ metro em linha e usa toner fosco, que oferece acabamento semelhante ao offset. Está tam­ bém na Escola Senai de Barueri a iGen4 Dia­ mond, equipamento topo de linha que tem como di­fe­ren­cial o formato máximo do papel: 365 × 660 mm, adequado, como exemplificou Jardel Nunes, gerente na­cio­nal de soluções de pré e pós-​­vendas, para a produção de capas de livros com orelhas. Para aplicações P/B, sobre­ tudo mio­lo de livros, manuais e provas, a Xe­ rox equipou o novo centro com a Nuvera 314 (314 imagens por minuto), que alcança quali­ dade su­pe­r ior em virtude do toner sem brilho que reforça linhas finas e meios-​­tons. Durante a entrevista coletiva, que contou também com Marcelo Bravo, diretor executivo de pré e pós-​­venda, Julio Lima, diretor co­mer­ cial de artes gráficas, e Karina Sanches, coor­ de­na­do­ra técnica do Senai Ba­r ue­r i, os executi­ vos reforçaram a importância do setor gráfico para a Xerox. Dian­te das transformações que esse mercado vem passando, o novo espaço po­ derá servir para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria da impressão. ✆ XEROX DO BRASIL Tel. (11) 4009.6000 www.xerox.com.br

38 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


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EDUCAÇÃO

Walter Vicioni Gonçalves

e d l i m u h Gente

-​­los com nd a de superá ai or ai m de as capacida no amanhã. dicadores, sistem para toda esperança e fé antos índices, in e e ad En , demos am­pliar H ID po , o, eb id Id nt — se se ão Nes Euclides de ava­lia­ç ca ex pressão de upam mansi oc ás — cl a os tr o çã ou la tudo, um a popu dezenas de quando reejo é, antes de te an rt en se lm “o pa ci a: in si­t ua­ç ão da Cunh chetes, pr de resi st ir em em termos os ís pl Pa em do ex s s io f ­ O os pí entemenforte”. ve la m resu lt ad obstáculos apar os. Mas um ic er nc ôm ve on ec de e e s a sociai rados em advers educacionais, dem ser encont destaque nos po m is se , ve do rá bi pe ce sper te insu s deste país. estudo passa de s​­ e da pesquibairros, cidade , aas at ru Tr . s, es re sõ la s vi e tele vo gentil. muito jornais, rá­dios o”, rea­li­za­ ém disso, um po m al is é, m o ti ir O ile de as l br O Globa rido numa sa “Barômetro rcer ia com a revelador, ocor pa so ca em a um ci ên de Intelig Soube va tomanda pelo Ibope ma amiga esta k of Market U or . w ju et ca N ra t A en de pend praia aproximou, World­w ide Inde m 66.806 ena vendedora se co , um es s do í­ an pa qu 65 l, ), em recusa de do so Re­search (W IN ­zea­dor. A nte a nenhum. So­ on to br ei e j um D do e? nt en leva oferec . A vendetrevistados. Irre foi inesperada es de polítior ta os ad ul sp re rm a fo , e ar ores compr tempo que ció­lo­gos, educad atenção e pelo ecimento de la nh pe co u ar ce m de to ra m ag ­ve­ria dora grande sacas públicas de eles revelam. ma resposta de e U qu a. o el a ar is eu al ed e an conc limitado e seus resu ltados mpo de vida é informações te r ra so nt os co  n O en o a. ri vã o a alguém r bedo Para começar, do a dar atençã ca o décimo luga a di de up o oc l ut si in ra O B um m alvissareiras. do mundo. es mais felizes s í­ pa s é algo pre­cio­so. vo al eg re . do g o in nã no rank ai nd a, um po é, eiras, 53% rr ro ba ei il em as ss br ti is O o ex festas por Mesmo que nã es­pon­tâ­neas de Entre os brasies . ís çõ ta pa es o if tr an ou ra Há  m mo bumba se mu­da­r iam pa estar satiss folc lóricas co ça am er an D ss . di ís % Pa 71 o dos, todo tras passam leiros consulta ção acima da nda e tantas ou or ra ci op o, pr , ev fr da i, vi a bo ópri meu colorido, ritfeitos com a pr , sem perda de mbém vão co os ta lh fi as M ra ). pa is 0% l (6 de pa is marcantes, méd ia mun­d ia  2011 a poro traços cultura Em Sã s. . te ão an aç ig im st an in e o ­cias er vados. nhecer ten­dên e já era de m áiros felizes, qu ecisam ser pres pr ile e as qu br de o um povo solid em nd centag o é, também, 81%, diminui ir ra ile ­ pa as na br 12 O ão 20 comoç 76%, cresceu em as si­tua­ções de s ta ui i­ m l ­ o so Sã a rio. dor, no último ano. bons resu lil ha mento da estran ha r os al , o compa rt m n o­ de ci amigo. São po o s br to as ui om en M ta de um — não ap er ra of pa a e, m d a­ re d ­ ra ie pa da­r egaram e fotados. M as se ntes que aqui ch te as pe s­soa s, ra en ig m im ta en os s at to r ha mui as brasileiros. ob se rv ar — ol sa re ve la . Te rnando-​­se apen ui to , sq os pe d í­ a lu e c ­ in qu o ram vão conf ir m ar sos, mas uma oblemas imen pr , as el az m mos

T

40 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


rar y AGB Photo Lib

e e­cia l no Sudest ­g iões, e em es­p de co ai os Em todas as re m um -​­se dizer que há e no Su l, pode m sendo aculra fo te en ativam povos, que grad genados. turados e misci ico. Ao comporém, autocrít O brasileiro é, vê em si os de outros povos, . vo ti si po pa ra r- ​­se com do enas o la ap s ai m de s í­ feitos e no mpre que no­t é reforçad a se as e qu os E  essa at itude ir os brasile dã da ci de a nt ecias dão co na busca do “l es an­tié­ti­cas, é do an qu sumem atitud o ”, ou mesm do tu em em var vantag icos que consei­ciá­r io de polít divu lgado no­t ios para amigos são de be­ne­f í­c guem a conces s que aparecem o essas no­tí­cia al e, até ou parentes. Sã prensa na­cio­n im na te en em frequent a­cio­nal. ivemos, mesmo, in­ter­n vivemos e conv ui aq e qu s nó Mas , que co tradas do País es s la pe os m a­ que via­j stumes em cada o de ser e os co ra lização nhecemos o jeit aceitar a gene os m de po o nã corte da re­g ião, partir de um re a a d ­ ia cr em , analisá-​ da imag e reconhecê-​­la qu os m Te o. popu laçã ex istentes, tar os des­v ios en fr en o m co o­lên­cia, à ­la e ver os à ética, à vi d a­ n ­ io c a­ l ­ re es sejam el er. tro fator qualqu droga, ou a ou e reconherém, temos qu po , do tu de es A nt do brasiente na índole em rt fo r ta di re a três aucer e ac mos nos juntar re de po , ão nt  e Mo­raes e leiro. E, e, Vinicius de qu ar Bu o ic Ch e vai em tores — a dessa gente, qu ej nv “i r te ao — Garoto ntar”, e conr com quem co te m ne m se , frente nte. É gente s “por minha ge eu D a o nd di cluir pe  . . . ”. ntade de chorar humilde, que vo

Walter Vicioni Gonçalves Diretor regional do Senai‑SP, superintendente do Sesi‑SP e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

41


SHOWROOM

Agfa inaugura espaço no Senai Barueri Estrutura atenderá alunos do Senai, clientes e profissionais da Agfa. A ênfase é a impressão em grande formato.

N

42

o dia 20 de março a Agfa apresen­ tou ao mercado seu novo show­ room, montado em um espaço exclusivo na Escola Senai José Ephim Min­ dlin, em Ba­r ue­r i, na Re­g ião Metropolitana de São Paulo. Calcado nas impressoras de grande formato e na linha de soft­wares, o local destina-​­se tanto à capacitação dos alu­ nos do Senai Ba­r ue­r i, integrando-​­se à gra­ de curricular, quanto ao treinamento das equipes da própria Agfa e de seus clien­tes. No primeiro ano estarão disponíveis dois equipamentos da linha jato de tinta UV in­dus­trial, a Anapurna M2050 e a Jeti Ti­ tanX. Ambas destinam-​­se a aplicações em am­bien­tes internos e externos, comportan­ do mí­d ias rígidas e em rolo, atendendo aos segmentos de embalagem, pro­mo­cio­nal, co­ municação vi­sual e decorativo, produzin­ do etiquetas, materiais corrugados, latas, BOPP e PET, brindes, personalizações, dis­ plays, banners, peças de sinalização e papel de parede, entre outros produtos. A Anapurna M2050 é capaz de produzir impressões de alta qualidade no modo seis cores à velocidade de 23 m2/h, e 46 m2/h no modo rascunho com duas passadas, alcan­ çando resolução de 720 × 1.440 dpi. O prin­ cipal di­fe­ren­cial do modelo, que tem forma­ to máximo de 1,60 × 2,00 m, é a opção de impressão com tinta branca em alta velo­ cidade, i­deal para substratos coloridos ou escuros, desde painéis corrugados e plásti­ cos rígidos até lona, papel e banner de até 4,5 cm de espessura. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Assim como a M2050, a Jeti TitanX tra­ balha com seis cores mais o branco. Atin­ gindo o formato de 3,20 × 2,00 m, a TitanX oferece a opção flat to roll, permitindo a impressão de ma­te­r ial em bobina em um equipamento de mesa plana. A velocidade máxima de impressão é de 226 m2/h, com resolução de até 1.200 dpi. Afora as impressoras, o espaço Agfa está equipado com a família de soft­wares Apogee para ge­ren­cia­men­to, integração e automação da produção. Durante a inau­ guração foi apresentado o Apogee Store­ front, solução web-​­to-print para B2B e B2C totalmente integrada ao work­f low Apogee. UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

A visita ao show­room foi precedida por rápi­ das apresentações do Senai e da Agfa. O pri­ meiro a falar foi o diretor do Senai Ba­r ue­r i, Élcio de Sousa, que, ao detalhar a institui­ ção, inaugurada em 2009, enfatizou o acele­ rado desenvolvimento da escola. A projeção ini­cial era o atendimento de 2.500 alunos, número que em 2013 chegou a 6.000. O to­ tal, em cinco anos, já alcança os 19.632 alu­ nos. A instituição tem custo ope­ra­c io­nal de R$ 7,3 milhões e investiu, no ano passa­ do, R$ 6,4 milhões em sua estrutura. Isso além dos R$ 7 milhões aplicados por seus

(E/D) Élcio de Sousa, diretor da Escola Senai José Ephim Mindlin, e Fabrizio Valentini, presidente da Agfa Graphics América Latina

parceiros na instalação de equipamentos e sistemas. Além da Agfa, marcam presen­ ça no Senai Ba­r ue­r i Heidelberg, Canon, Xerox, Furnax, SunChemical, Duplicopy, GMG, Tupahue, DuPont, Baumüller e Berg Re­sí­duos. Ex-​­a luno do Senai, Élcio de Sou­ sa enfatizou a importância desses acordos como suporte ao papel do Senai como agen­ te integrador dos jovens na comunidade. Fabrizio Valentini, presidente da Agfa Graphics América Latina, endossou as pa­ lavras do diretor da Escola Senai, apon­ tando o show­room da Agfa como um caso concreto de apoio à educação. Mesmo ad­ mitindo que o principal negócio da Agfa continua sendo o segmento de chapas, o executivo ressaltou a aposta da empresa na tecnologia digital.


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Criado em 2003 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 15 bibliotecas em todo o Estado ao longo da última década. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços reformados para equiparmos com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2014, ultrapassaremos a marca de mais de 15 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamentais para a escolha das cidades que recebem as novas Bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a Educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


ACORDO

Furnax assume representação da Komori No ano em que completa duas décadas de atividades, a Furnax faz acordo com a Komori e estende sua atuação para a impressão offset plana. Objetivo é alcançar uma fatia de mercado de 30% em dois anos. Texto: Tânia Galluzzi

A

expressão “falar a mesma língua”, sobretudo no mundo dos ne­gó­cios, denota o alinhamento de ideias tão fundamental para o trabalho em equipe. Só que no caso do acordo de repre­ sentação entre a Furnax e a Komori, em vigor desde 1º‒ de março, a frase pode ser levada ao pé da letra. Esteban Lo, diretor do Grupo Fur­ nax, não nega que o fato de ele ser asiá­ti­co, e, principalmente, de manter um escritório de apoio em Taiwan e outro em Xangai, contribuiu

A Furnax dispõe de depósito no município de Araçariguama, na Grande São Paulo, com uma área de 6.500 m², que será ampliada para 11.000 m² no próximo ano

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para facilitar as ne­go­c ia­ções com a Komori. Há um ano e meio a Furnax busca complemen­ tar sua linha com máquinas offset planas e em mea­dos do ano passado as ne­go­c ia­ções com a Komori esquentaram. Se a afinidade geo­g rá­f i­c a ajudou, decisi­ va foi a representatividade da Furnax junto ao mercado na­cio­nal e sua capilaridade em vá­r ios setores e re­g iões do País. Há 20 anos, que se completam agora em julho, o grupo co­mer­cia­ li­za equipamentos e insumos para os segmen­ tos de embalagem, gráfico, papelão ondulado, serigrafia, rótulos e etiquetas e plástico. Só na área de pós-​­impressão gráfica são perto de 30 linhas, entre acabamento para impressão off­ set e digital. Desde 2006 a empresa conta com uma fi­lial em Recife (PE) e o departamento co­ mer­c ial será transferido proximamente para um escritório no bairro da Vila Ma­r ia­na, re­gião central da capital paulista. Com a mudança, a


Foto: Álvaro Motta

A PARTIR DE MARÇO DESTE ANO A FURNAX PASSOU A REPRESENTAR NO BRASIL OS EQUIPAMENTOS DA JAPONESA KOMORI. ABAIXO, ALGUNS MODELOS DA LINHA

GLX 640 + C + HUV Esteban Lo, diretor da Furnax

atual área de 1.000 metros quadrados no Brás, até então ocupada por todas as equipes, passa a concentrar a parte de serviços e o estoque de peças. Além desta, a empresa conta um depó­ sito no município de Araçariguama (SP), com 6.500 metros quadrados, que deve ganhar mais 4.500 metros quadrados em 2015. EQUIPE AMPLIADA

Através da parceria com a fabricante japonesa, o Grupo Furnax será responsável pelo atendi­ mento, vendas, solicitações de peças e assis­ tência técnica de todos os equipamentos de impressão plana da Komori, ex­ce­tuan­do a li­ nha de produção de impressos de segurança. Para isso, a Furnax formou uma equipe exclu­ siva, composta por um gerente e seis técnicos, além do apoio de três fun­cio­ná­r ios da própria Komori. “Nessas duas décadas de atua­ção nos preo­c u­pa­mos em oferecer aos nossos clien­ tes um atendimento consultivo e uma assis­ tência técnica de ponta. Acreditamos que es­ tes sejam os fatores definitivos que ajudaram a nos tornarmos distribuidores da Komori no Brasil”, afirma Esteban. De acordo com o empresário, hoje estão ins­ taladas cerca de 200 máquinas da Komori no Brasil, das quais ele calcula que 140 sejam mo­ delos com mais de quatro cores. Desse univer­ so, 40% já são clien­tes Furnax. A meta do gru­ po é aproximar a marca Komori do segmento de embalagem e também estender sua penetra­ ção a outros Estados. Um dos trunfos será a tec­ nologia Komori de impressão frente e verso si­ multânea (sem reversão), que amplia a gama de

LS629 + C + HUV

GL 840P + HUV

substratos possíveis. Com estratégia concentra­ da em fazer o gráfico ganhar dinheiro, a meta de Esteban é alcançar 30% de participação no mercado de impressão offset plana até 2016. Outros projetos da Furnax in­cluem fortale­ cer-​­se na impressão flexográfica para papelão ondulado, assim como no segmento de rótulos com a oferta de uma tecnologia op­cio­nal. Tra­ ta-​­se do chamado offset intermitente, no qual não há troca de cilindro na mudança de forma­ to entre os trabalhos, agilizando o setup. Ha­ verá espaço ainda para a cria­ção de uma área de insumos, focada em filmes para laminação, hot stamping e vernizes especiais.

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ACABAMENTO

Área de serviços concentra os esforços da Müller Martini Se não é hora de investir, o ideal é assegurar o desempenho do maquinário disponível e o retorno sobre o investimento. Pelo menos erviços. Esse é o foco da é nisso que aposta Carlos Pace, novo Müller Martini hoje. Pas­ sendo prestados de modo a dei­ gerente geral da Müller Martini. sado o pe­r ío­do de restrutu­ xar nossos produtos e serviços

S

ração da empresa, tanto em nível mun­d ial quanto re­g io­nal, a tra­d i­cio­nal fornecedora de linhas para acabamento está es­ truturando uma nova plataforma de atua­ção em ser­ viços objetivando cuidar do parque instalado de seus clien­tes. Quem detalha essa nova fase é Carlos Alberto Pace, gerente geral, na empresa desde fevereiro, ocu­ pando o lugar deixado por José Carlos Barone. Formado em Engenharia Mecânica, Carlos Pace trabalha há 20 anos em multinacionais de bens de capital em setores diversos, da indústria de bebidas ao processamento de alimentos e agora no gráfico. “Embora pareça não ha­ ver nenhuma relação entre esses segmentos, todos es­ tão passando por transformações, com uma forte preo­ cu­pa­ção com o retorno dos investimentos, convergindo para a área de serviços”, afirma o executivo. Segundo Carlos Pace, no momento em que os in­ vestimentos em novas máquinas são limitados, essa é a hora de fazer que as linhas em operação produ­ zam ainda mais. “Estamos promovendo uma altera­ ção quase que radical na forma como os serviços vêm

mais acessíveis ao mercado”. O pri­ meiro passo é a adequação do estoque. Carlos Pace conta que na fábrica da Suí­ça o es­ toque de peças chega a 48 milhões de francos suí­ços e 110 mil itens. No Brasil o estoque local é de R$ 7 mi­ lhões. “Esse estoque é adequado para as necessidades do mercado brasileiro? É su­f i­cien­te para garantir disponi­ bilidade constante?”, questiona o executivo. A segunda ação é o treinamento da equipe inter­ na de técnicos visando capacitá-​­la a prestar um novo serviço: proteção do investimento em equipamento. Até então, quando da venda de uma máquina, os pro­ fissionais da Müller cuidavam da instalação do equi­ pamento, do start up e do treinamento dos operado­ res do clien­te. “A partir de agora, queremos ­atuar de modo proa­t i­vo”. Seguindo a sazonalidade dos vá­r ios nichos de mercado, a ideia é estimular o clien­te a tro­ car a manutenção corretiva pela preventiva, para que a gráfica tenha o equipamento 100% disponível em momentos de alta demanda.

Foto: Álvaro Motta

SINAIS POSITIVOS

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Mesmo cien­te da retração vivida pelo segmento grá­ fico, Carlos Pace se diz mais otimista agora do que no momento em que entrou. “Percebo certo ímpeto, a re­ tomada consistente de alguns projetos, que podem in­ dicar progressos ao longo do ano”. O termômetro será a ExpoPrint Latin America. Para a feira, que acontece em julho, em São Paulo, a empresa trará a consagrada máquina para costura Ventura MC com a nova opção ­Tween e a nova versão da alceadeira/grampeadeira Pres­ to II. Ambas virão com novas funções e aprimoramen­ tos, dentro do conceito apresentado no última Drupa de intensificação da automação, com trocas rápidas de formatos, mirando as pequenas tiragens. & MÜLLER MARTINI Tel. (11) 3613.1000 www.mullermartini.com.br


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FUSÃO

Ahlstrom Jacareí agora é Munksjö Munksjö (lê-​­se Munco) conclui a junção com a área de Label and Processing da Ahlstrom. Fusão cria o maior fabricante de papéis especiais do mundo.

O

segmento de pa­péis especiais brasileiro começou o ano tendo de enrolar a língua para falar do fabricante que acaba de aportar por aqui. É que a sue­c a Munksjö Oyj finalizou, no início de dezembro, o processo de junção da área de etiquetas e processamento da Ahlstrom, ação que já havia sido con­c luí­da nas outras unidades da empresa na Itália, França e Alemanha. De acordo com Valmir Piton, vice-​­presidente para a América do Sul e diretor presidente da unidade de Jacareí (SP), o negócio teve início com a redefinição estratégica da Ahlstrom. A ­união gerou o maior fabricante de pa­péis especiais do mundo, com vendas globais da ordem de 1,4 bilhão de euros. “Como a Munksjö é uma

Unidade da Munksjö em Jacareí (SP)

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(E/D) Luciano Neves, diretor de vendas da unidade de Jacareí, e Valmir Piton, vice-presidente para a América do Sul e diretor presidente da unidade de Jacareí

empresa totalmente focada em pa­péis especiais, essa mudança significa novas oportunidades de negócio. Poderemos trazer itens que não produzimos, transformando-​­nos em uma base de venda e distribuição para a América do Sul, além de abrir a chance de novos investimentos na nossa planta”. Do ponto de vista do clien­te, segundo Lu­cia­no Fernandes Neves, diretor de vendas da unidade de Jacareí, o acordo se traduz em produtos ainda mais adequados para os nichos de mercado que atendem. A equipe de Jacareí está agora justamente na fase de análise e definição dessas novas linhas, que poderão ser trazidas da Europa ou desenvolvidas aqui. Hoje a fábrica de Jacareí conta com 280 fun­cio­ná­ rios e uma máquina com capacidade de produção de 110 mil toneladas anuais, sendo 50% de papel para imprimir e escrever (un­coa­ted paper) e a outra metade de couché revestido apenas de um lado (one-​­side coa­ted paper), destinado principalmente aos segmentos de autoadesivos e embalagens flexíveis. Com tal volume, a fábrica supre 60% da demanda sul-​­americana de couché revestido de um lado e menos de 10% do segmento offset. A ideia, de acordo com Lu­cia­no Neves, é con­ ti­nuar trabalhando as duas vertentes. “O ano passado foi es­pe­cial­men­te difícil para nós em função dos ajustes internos que se fizeram ne­ces­sá­r ios para a concretização da fusão Ahlstrom/Munksjö, sem contar a própria retração da economia. Passada essa fase, nossa expectativa é de crescermos dois dígitos neste ano, também por conta da movimentação gerada pela Copa e pelas eleições”, afirma o diretor de vendas. “A Munksjö valoriza muito o re­la­cio­na­men­to com o clien­te, algo que vai ao encontro daquilo que sempre praticamos, e isso não vai mudar”, complementa Valmir Piton.


ANO 22  Nº 97  ABRIL/2014 Texto: Tânia Galluzzi

Leograf à distância de um clique

COMPLETANDO 15 ANOS DE ATIVIDADE, O GRUPO LEOGRAF APOSTA NA PROXIMIDADE COM OS CLIENTES PROPICIADA POR FERRAMENTAS DE WEB‑TO‑PRINT PARA AGILIZAR O ATENDIMENTO E FLEXIBILIZAR A PRODUÇÃO.

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Fábio Gabriel do Santos, diretor e sócio do Grupo Leograf

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demanda, inclusive a conquista de novos clien­tes”, afirma o empresário. Muitos desses novos clien­tes foram jus­ tamente atraí­dos pela flexibilidade pro­por­ cio­na­da pelos novos investimentos, fortale­ cendo a empresa nos segmentos edi­to­rial e co­mer­cial, com destaque para os catálogos de altas tiragens. Porém, para Fabio Ga­briel, ainda é cedo para saber se essa tendência vai se consolidar. A leitura do empresário para 2014 é cautelosa. “Há muita indefini­ ção. As verbas pu­bli­ci­tá­rias estão represa­ das, as ações para a Copa do Mundo atra­ sadas. Tem muita coisa por acontecer”. Por isso, ele acredita que 2014 será semelhante ao ano passado, com demandas pontuais. Além disso, neste ano a Leo­graf está lançando a linha Fine Press (veja box), um grupo de recursos que permite rea­li­zar im­ pressões mais sofisticadas, i­ deal para fotos artísticas e catálogos de produtos. Dentre estes recursos estão o Fine Code, Fine Gray e o Power Gloss.

Fotos: Álvaro Motta

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om uma década e meia de vida, o Grupo Leo­graf conquistou um espaço significativo como for­ necedor de serviços gráficos, so­ bretudo em função dos investimentos em equipamentos e novas tec­no­lo­gias. Contan­ do com três unidades — Leo­graf, Braspor e Digital Dados —, o grupo tem hoje capa­ cidade para converter 3.000 toneladas de papel por mês, atendendo os segmentos pro­mo­cio­nal, edi­to­rial e co­mer­cial. A  em­ presa chegou a tal volume com o início da operação de uma nova rotativa offset, ins­ talada no primeiro semestre do ano passa­ do. Em paralelo, a empresa recebeu refor­ ços na impressão de dados variáveis, para a impressão e formato de até 72 × 102 cm de papel ou cartão. Agora, de acordo com Fábio Ga­briel dos Santos, diretor e um dos só­cios do grupo, é hora de “apertar os parafusos”, momento de consolidar todos os investimentos rea­ li­za­dos. “2013 foi um ano complicado. Au­ mentamos 30% na nossa capacidade de produção, porém o resultado foi igual a 2012. Mas, como aconteceu uma concen­ tração de pedidos no último trimestre, se não tivéssemos investido no aumento de produção, não te­ría­mos como atender a


Recursos da linha Fine Press FINE CODE Sistema que permite codificar palavras, frases ou imagens em um impresso, podendo ser utilizadas uma ou mais “chaves” para leitura. Desta forma pode ser usado em encartes, revistas ou mesmo em ações que dirijam o consumidor com sua “chave” a um local onde possa participar de uma ação promocional ganhando prêmios, etc. Uma única “chave” poderá decodificar vários textos ou imagens impressos em diferentes veículos e épocas gerando campanhas promocionais de longa duração. FINE GRAY Neste processo, através de três canais, com curvas e tintas especialmente dimensionadas para cada um deles, a Leo­graf contempla duas grandes necessidades de seus clientes, que são: ■■ Obter reproduções mais ­fiéis aos contrastes e altas densidades dos papéis fotográficos “Fine Art”. ■■ Manter a impressão mais estável, evitando variações tonais e densitométricas entre os impressos no decorrer da produção. POWER GLOSS Novo e moderno sistema de impressão desenvolvido pela Leo­graf, que permite reproduzir uma variação nos tons de brilho da impressão. Partindo do fosco (5% de brilho), para impressão padrão (50%) até o alto brilho (100%), com aplicação em linha nos equipamentos offset, assegura a criação de dégradés de brilho na imagem. Com esse sistema é possível criar efeitos incríveis de sombra e luz nas imagens, por exemplo. E o melhor, tudo de um jeito ecológico, porque os insumos utilizados no processo de produção Power Gloss, pertencem à cadeia Ecoline, tornando o produto final atraen­te e 100% reciclável.

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Projeto Leograf/Agfa Para não deixar escapar nenhuma opor­ tunidade de negócio e agilizar o atendi­ mento, o grupo está desenvolvendo um projeto com a Agfa explorando uma das ferramentas disponíveis no work­flow Apo­ gee 8.0. Com ela o clien­te poderá se conec­ tar à gráfica através do site, tendo acesso à sua pasta de trabalhos, podendo inclusive alterar arquivos de imagens, solicitar a im­ pressão de materiais, até mesmo determi­ nando o faturamento fra­cio­na­do dos pro­ dutos em estoque. “Estamos começando a passar essa opção para os clien­tes, es­pe­cial­ men­te aqueles com filiais em todo o Brasil, ini­cian­do projetos pilotos”. Outro plano para 2014 é intensificar as ações voltadas para a sustentabilidade. Agora, com o direito de uso exclusivo por dez anos da marca Ecoline, o grupo pode abrigar sob esse guarda-​­chuva atividades que vêm sendo rea­li­za­das há vá­rios anos, como a redução do lixo sólido, a utilização de tintas atóxicas, o uso de embalagens re­ tornáveis para tintas e produtos químicos, a eliminação do ál­cool isopropílico no pro­ cesso de impressão, o uso de papel de ori­ gem controlada e o inventário a­ nual de CO².

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GRÁFICA/SC

Printbag Embalagens

Posição de destaque em sacolas e caixas Em três anos, a gráfica catarinense ampliou o seu parque gráfico e expandiu a presença nacionalmente, posicionando-se entre as quatro maiores fornecedoras nacionais de sacolas e caixas comerciais.

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amoso nacionalmente por sua belas praias e procurado como um dos principais destinos turísticos, o município de Balneário Camboriú (SC) também abriga uma importante indústria gráfica catarinense. Originada em uma pequena empresa familiar, a Printbag Embalagens acaba de conquistar, pela primeira vez, o mais cobiçado troféu do setor, sagrando-se vencedora da categoria “Sacolas” na edição 2013 do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. O diretor Ricardo Casteluci revela que a história da Printbag pode ser contada em dois momentos distintos. O primeiro vai até 2008, quando a empresa já era respeitada pela especialização no fabrico de embalagens para pontos de venda, em especial sacolas e caixas. Agregada e sob o controle da Weisul Investimentos e Participações, a partir de 2009 a gráfica recebeu investimentos para a construção de sua atual sede, compra de equipamentos de impressão e acabamento e, principalmente, formação de uma equipe de trabalho qualificada. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Hoje, no parque gráfico de 8.000 metros quadrados, a empresa soma 180 funcionários. “Tudo isso foi feito com a intenção de conduzir a Printbag a um lugar de destaque no cenário nacional. Ao longo dos últimos três anos, cerca de R$ 30 milhões foram aplicados nessa modernização e também na logística e estrutura de armazenagem e distribuição, para atender os mais de 4.000 pontos de venda em todo o Brasil”, diz Ricardo. A Printbag se destaca por algumas características competitivas em particular. “Procuramos nos diferenciar pela alta capacidade de atender a demanda dos clientes com rapidez, tendo investido de maneira consistente em processos automatizados para produção de sacolas e caixas. Também nos posicionamos como parceiros no desenvolvimento das embalagens, colocando nossa estrutura à disposição do cliente”. Embora traga em seu portfólio algumas das principais grifes de luxo, está não é necessariamente uma especialização da empresa. Na verdade, a Printbag aperfeiçoou-se em atender um universo de clientes que exigem impressos com padrão e confiabilidade, para colocar produtos bonitos e bem elaborados nos pontos de venda. Nesse grupo, não por acaso, estão as indústrias de vestuário, calçados, cosméticos, joias e relógios. “Desenvolvemos exclusivamente embalagens para o ponto de venda, caixas, sacolas, tags, etiquetas, papel de seda

e todo o enxoval que o cliente precisa em sua loja”, explica o executivo. VENCENDO OBSTÁCULOS

De propriedade da Weisul e de Carlos Eduardo Santos Heineberg Filho, a gráfica está hoje entre as quatro maiores do setor no Brasil. Segue consolidando sua atuação mesmo diante de alguns entraves impostos à indústria de impressão de embalagens comerciais. Ricardo enumera, entre os principais, a falta de incentivo ao investimento, elevado custo e poucas opções de fornecimento de matéria-prima, altas tarifas e baixa qualidade da energia elétrica. “Além disso, a mão de obra, para ser minimamente qualificada, exige grande demanda de recursos da própria empresa. Mas acreditamos muito que a formação da equipe de trabalho resultará em uma base capaz de gerar as melhores soluções para todos esses desafios”. A confiança no futuro, mesmo diante dos aspectos menos favoráveis do cenário, faz a empresa acreditar em um crescimento de 25% no faturamento em 2014, “em muito resultante do constante e expressivo investimento que temos feito nas linhas de produção automatizadas e na qualificação de nossa equipe de atendimento”, prevê o executivo, com visão estratégica, e sem deixar de lado o otimismo. PRINTBAG EMBALAGENS S/A Tel. (47) 3241.0800 www.printbag.com.br


GRÁFICA/SP

GRIF

Excelência no atendimento faz a diferença

Gráfica paulista mostra como a soma de visão de mercado e compromisso com a qualidade podem lapidar o presente e garantir o futuro. Texto: Juliana Tavares

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omeçou em 1986. O empresário Francisco E ­ lier Paz, percebendo que havia muita demanda no segmento de rótulos e etiquetas e poucas empresas para atendê-​­la, viu ali uma chance de em­preen­der e suprir essa necessidade que estava cada vez mais recorrente. Prio­r i­zan­do sempre a qualidade no atendimento, Paz decidiu fundar a Grif Rótulos e Etiquetas Adesivas, que iniciou suas atividades em um galpão de 120 metros quadrados no bairro da Vila Maria, zona norte de São Paulo, com uma carteira de quatro clien­tes do mercado de serigrafia plana. Vinte e sete anos depois, mantendo a mesma filosofia, a gráfica se tornou es­pe­cia­ lis­ta na fabricação de rótulos adesivos de alta tecnologia. Mas para alcançar esse nível, não foram poucos os de­sa­f ios enfrentados. Logo na sua primeira década, a Grif deparou com uma mudança que transformaria seu rumo. Quem explica é o diretor-​­presidente, Francisco Paz. “Aquela foi uma época muito marcante, porque foi nos anos 90 que começou

a surgir o rótulo — até então, todo mundo que precisava identificar usava uma etiqueta”, relembra. “Inclusive, foi daí que veio a inspiração para o nome ‘Grif’ — uma roupa de grife”, conta o empresário.

Francisco Elier Paz, diretor-presidente da Grif


REINVESTIR PARA CRESCER

Atendendo uma vasta gama de clien­tes, desde a indústria de brinquedos até com­pa­nhias aé­ reas e do­ce­r ias, as principais dificuldades que Paz encontrou naquele pe­r ío­do foram o acesso à tecnologia, que, no geral, vinha do ex­te­r ior, materiais específicos para a produção de rótulos e mão de obra qualificada. Segundo o empresário, o cru­cial para superar esses momentos é saber administrar o fluxo financeiro. “Quan­ do o empresário começa a mudar seu padrão de vida tão logo recebe os primeiros reais e deixa de investir no seu negócio, ele fica desprevenido para os percalços que podem aparecer no caminho”, explica. “Acredito que este foi o principal fator que levou a Grif ao progresso. Todo o dinheiro que ela ganhou foi sempre reinvestido”. Um exemplo disto está na instalação da gráfica, que cresceu e passou a ocupar um prédio de aproximadamente 3.500 metros quadrados. A história de sucesso que a Grif escreve na indústria gráfica é reflexo não só da constante atua­li­za­ção da empresa. O empenho em atender às expectativas do clien­te, e até ultrapassá-​­las,

também figura nessa lista. “Durante muito tempo se falou de par­ce­r ias, alian­ças, e tudo o mais. São palavras bonitas, mas qual é seu real significado? Quan­to você as coloca em prática? Isso, ao meu ver, é acompanhar de perto o clien­ te e propor ações que possam ajudá-​­lo a vender mais seu produto”, analisa Paz. Esses elementos surtiram efeito e, hoje, a empresa atinge índices expressivos de crescimento. Somente no ano passado, a Grif registrou um aumento de 14,08% na produção. Francisco Paz atribui o resultado ao desenvolvimento dos segmentos que a gráfica atende, liderados pelo de cosméticos e seguido pelo far­ma­cêu­ti­co e alimentício. Atual­men­te, a empresa dispõe de uma unidade fabril de 11.000 metros quadrados na cidade de Gua­r u­lhos, re­g ião metropolitana de São Paulo, e está construindo uma nova fábrica com o dobro da capacidade, adaptada à necessidade do parque gráfico. A Grif segue com os pilares estabelecidos an­te­r ior ­men­te: excelência no atendimento e uso cons­cien­te da renda em prol do desenvolvimento. Com esses in­ gre­d ien­tes mantém sua receita de sucesso.

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PARCERIA

Manroland e Xerox selam acordo A Manroland se prepara para responder às mudanças no perfil do mercado incorporando a impressão digital ao seu conjunto de serviços.

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objetivo é claro. Encontrar um mercado alternativo ao offset. Assim como fizeram alguns de seus concorrentes, a Manroland do Brasil oficializou, no final de fevereiro, sua en­ trada no segmento digital através de uma parceria com a Xerox do Brasil. O anúncio aconteceu durante a apresentação do Cen­ tro de Treinamento e Soluções Xerox na Escola Senai José Ephim Mindlin, em Ba­ rue­r i (SP), no dia 26, aos canais de venda. Costurado em nível re­g io­nal, o acordo li­ mita-​­se às operações brasileiras das duas empresas. Pelo menos por enquanto, como afirma Bruno Garcia, diretor presidente da Manroland do Brasil. “O Brasil é o primei­ ro passo. Se o modelo tiver êxito, pode ser estendido para a América do Sul.” Com a ne­go­cia­ção, a Manroland passa a ser distribuidora Xerox das impressoras di­ gitais de produção com alimentação a folha para o segmento gráfico tra­di­cio­nal, reduto no qual os canais da Xerox, acostumados a lidar com es­tú­d ios de fotografia e birôs de impressão, não têm prio­r i­d a­de. A ideia é justamente aproveitar a expertise da Man­ roland nessa área, lançando mão de seu cor­ po técnico e co­mer­cial, além da estrutura de serviços. “É uma grande satisfação para a Xerox a­ liar a força de nossa marca à repu­ tação e ao conhecimento da Manroland no mercado gráfico, um segmento para onde temos voltado nossas atenções em todo o mundo. Nesse sentido, a parceria com a Manroland amplia ainda mais nosso foco no desenvolvimento da indústria, princi­ palmente no segmento high end e em aplica­ ções que têm convergência com a impressão tra­d i­cio­nal”, afirma Edgar Queiroz, diretor executivo de Artes Gráficas da Xerox. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

O primeiro mercado a ser trabalhado é o paulista, com vá­r ios projetos já em an­ damento, mas clien­tes 100% Manroland fora do Estado também estão sendo visi­ tados. A Manroland será responsável por todo o atendimento, da venda à manuten­ ção pe­r ió­d i­ca, tendo como suporte a divi­ são de artes gráficas cria­da dentro da Xerox es­pe­cial­men­te para atender a Manroland. Segundo Bruno Garcia, os esforços es­ tão por ora di­re­cio­na­dos às gráficas comer­ ciais e editoriais, em es­pe­cial as primeiras e suas curtas tiragens. No campo edi­to­r ial o acolhimento à tecnologia digital pode ser mais lento pelo perfil do clien­te Manro­ land, acostumado aos altos volumes. Outro mercado visado pela Manroland é o de em­ balagens, mas nesse caso o tempo de cura dos projetos pode ser ainda maior, nas pa­ lavras do diretor. “O segmento de embala­ gens tem pe­cu­lia­r i­da­des, como acabamen­ tos e cores especiais, que o tornam mais cauteloso em relação à impressão digital. Será preciso que alguém saia na frente, mostrando o que é possível ser feito, para que o processo ganhe adeptos”. A Manroland está concentrando suas fichas em dois equipamentos: a linha X 1000, que tem a segunda maior máqui­ na da Xerox, e a iGen4, em que existem as

Bruno Garcia, diretor presidente da Manroland do Brasil

oportunidades mais significativas de ex­ pansão no País. “A iGen4 tem capacida­ de para atender muito bem as demandas de gráficas de médio e grande porte, mas seu po­ten­cial ainda não é inteiramente co­ nhecido”, comenta o diretor da Manroland. ACABAMENTO

En­tu­sias­ma­do com o andamento das ne­go­ cia­ções para a venda das primeiras máqui­ nas, a serem instaladas em breve, o diretor adian­ta o próximo passo: acordos com for­ necedores de acabamento digital, comple­ tando ainda no primeiro semestre o paco­ te ofertado ao gráfico. Para Bruno Garcia, o Centro de Treinamento da Xerox no Se­ nai Ba­r ue­r i será fundamental para a apro­ ximação das soluções Xerox com o merca­ do gráfico, abrindo as portas para que os profissionais sintam o comportamento das máquinas e vejam na prática o resultados de seus trabalhos na tecnologia digital. & MANROLAND DO BRASIL Tel. (11) 4903.9200 www.manroland.com


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Doze

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vezes premiada em âmbito regional, duas vezes nacional em 2013 A Rona Editora tem diversos motivos para comemorar o ano de 2013. Nesse ano, fomos agraciados 12 vezes com o prêmio Cícero, da ABIGRAF MG, incluindo 3 Grand Prix, de Melhor Impressão, Melhor Acabamento Cartotécnico e Melhor Acabamento Editorial. Como se não bastasse, a ABIGRAF Nacional nos premiou com 2 troféus Fernando Pini, o mais importante prêmio para indústrias do Setor Gráfico Nacional, nas categorias Livro Ilustrado e Técnico e Relatórios de Empresas. Para nós, esse é o reconhecimento de mais um ano de dedicação e investimento, que nos faz não só um dos maiores parques gráficos do país, mas um dos mais reconhecidos pela qualidade dos serviços que presta.

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Embalagens americanas de papel‑cartão inovam para se aproximar do público

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m março de 2014, em visita aos Estados Unidos para participar da conferência da DSCOOP — uma coo­pe­ra­ti­va de em­pre­sá­rios que se reú­nem para compartilhar informações e conhecimento sobre impressão digital —, aproveitei a oportunidade para pesquisar os caminhos das embalagens nos pontos de venda americanos, tais como supermercados, lojas de con­ve­niên­cia e far­má­cias.

O acabamento metalizado, com predomínio da cor rosa, domina a embalagem do DulcoEase, produto destinado às mulheres para prevenção e alívio de constipação intestinal. Detalhe interessante é um recorte em forma de elipse na tampa para destacar o ingrediente

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Foi possível observar algumas mudanças de embalagens que devem se consolidar não só em solo americano, mas também em toda a América Latina e, em breve, nos outros continentes. A primeira constatação é a redução de embalagens de medicamentos do formato blister com uma bula e um cartucho de papel-​­cartão. Há muita oferta de medicamentos, principalmente vitaminas, fitoterápicos e outros que não demandam barreira, embalados em frascos. Permanecem no sistema blister-bula-​­cartucho apenas os medicamentos que precisam de barreira, de uma comunicação específica pela bula e de cartucho para transporte e proteção. Dessa forma, as embalagens de papel-​­cartão são utilizadas quando podem entregar uma comunicação efetiva com o consumidor e, assim, até mesmo o produto embalado num frasco pode utilizar uma sobre-​ ­embalagem para fazer diferença na apresentação e no ponto de venda. Um exemplo é o DulcoEase Pink, da empresa Boeh­r in­ ger Ingelheim, que apresenta seu produto para prevenção e alívio de constipação intestinal para as mulheres. A embalagem é metalizada, o que por si só já chama a atenção. Além disso, tem um recorte em forma de elipse na tampa para destacar o in­g re­d ien­te principal. A cor predominante é o


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Simples, mas eficiente, o cartucho dos tradicionais protetores labiais Burt’s Bees associa a cor amarelo‑mel à cera natural de abelha com menta, base da sua fórmula

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Offset rosa forte (pink), assim como parte do nome do produto, atendendo o público-​­alvo feminino. O design é sua­ve, como sugere ser o produto. Na lateral há o desenho do frasco e dentro dele inseriram o código de barras. No verso, constam de forma clara as informações similares às de uma bula de remédio e de que dentro do cartucho há “dicas” para as consumidoras, mas o que há dentro é apenas um folheto com cupons para futuras compras deste e de outros produtos da linha.

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O Burt’s Bees, tra­d i­cio­nal produto da empresa de mesmo nome, oferece uma embalagem com quatro protetores labiais (feitos de cera natural de abelha com menta). A embalagem segue a cor “amarelo-​­mel” e seu design simples não impede sua consolidação no mercado. A novidade é que a empresa passou a usar o conceito de paper- ​­blister, ou seja, uma embalagem sem a bolha de plástico, tornando-​­a mais ecológica. O cartucho de papel-​ ­cartão traz no verso a explicação da opção, conforme orien­tam as normas de rotulagem am­bien­tal, ganhando pontos com os consumidores cons­cien­tes. O cartucho contém um projeto que incorpora também o furo, para que a embalagem possa ser pendurada em displays, aumentando as possibilidades de apresentação. O cubo‑embalagem dos absorventes higiênicos Always, voltado ao público adolescente, apresenta uma combinação alegre de elementos do universo teen para atrair as jovens consumidoras

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O “tubo” de balas Tootsie Roll, cilíndrico e feito com o design de um copo de papel carta, tem cores alegres e infantis, e possui uma tampa plástica com uma fenda para ser utilizado como um cofrinho

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Outra embalagem que chama a atenção é a dos absorventes hi­g iê­ni­cos femininos Always Ra­d iant, da Procter & Gamble. A embalagem é voltada para o cada vez mais importante pú­ blico adolescente, uma vez que são consumido­ ras que apenas começaram a usar o produto e têm em média 30 anos de consumo pela frente. A embalagem metalizada com jogo de cores translúcidas e opacas, além de estrelas, corações e outros elementos do universo teen, traz uma combinação alegre que atrai as jovens consumi­ doras e conta com uma janela para a vi­sua­li­za­ ção do produto. O cubo-​­embalagem mostra em uma face o “modo de usar”, com uma ilustração muito bem desenhada envolta por elementos joviais. Outra face informa sobre o descarte da embalagem e do produto. Na face su­pe­r ior há um QR Code com a marca Always, que conec­ ta as fãs (consumidoras ­f iéis) a um hotsite com mais dicas e informações. Para esse público a conectividade tem que ser facilitada, e, dessa forma, a embalagem figura como um veí­cu­lo importante para tal fim. Em outra face late­ ral do produto a empresa faz um convite para as adolescentes participarem cons­truindo frames (molduras) — uma mania entre as jovens — fornecidos no web­site www.beinggirl.com.

Da gôndola de doces vem outra novidade/ oportunidade. A Toot­sieRoll In­dus­tries inovou na apresentação: um “tubo” de balas. O tubo tem cores e design alegres e infantis, mostran­ do a famosa bala com uma ilustração gigante, sem deixar dúvidas sobre o seu con­teú­do. Ele é feito com o mesmo princípio de copos de pa­ pel-​­cartão e inova por ser cilíndrico, e não cô­ nico. Possui tampa plástica que permite ser fa­ cilmente transformado em um cofrinho para moe­das a partir do destaque da fenda. Assim, com o pós-​­uso, a marca ficará em contato com os consumidores por muito mais tempo. As embalagens de papel-​­c artão devem e podem, cada vez mais, apresentar alternativas e soluções para contribuir com as empresas e profissionais na divulgação de seus produtos e conceitos. Também são ne­ces­sá­r ias para os consumidores e, ao final da sua vida útil, não comprometerão o meio am­bien­te se descartadas corretamente. Assunta Napolitano Camilo é diretora da FuturePack – Consultoria de Embalagens e do Instituto de Embalagens – Ensino & Pesquisa e membro do Conselho Científico-​­Tecnológico do Itehpec.


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PARCERIA

Rotatek passa a representar linha label da Durst Empresa aposta na impressão digital para atender os segmentos de rótulos e embalagens para as indústrias alimentícia e farmacêutica.

Foto: Álvaro Motta

Texto: Tânia Galluzzi

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Rotatek Brasil iniciou 2014 via­bi­ li­zan­do um projeto alimentado há pelo menos sete anos: complemen­ tar sua linha com a tecnologia digi­ tal. A empresa, como conta Alexandre Dalama Lorenzo, diretor co­mer­cial e de produtos, che­ gou a aventar a possibilidade de fabricar suas pró­prias impressoras digitais, partindo de ca­ beçotes Xaar, mas percebeu que não era finan­ ceiramente autossuficiente para encarar tal de­ safio. Partiu em busca de um parceiro e depois de algumas tentativas acertou, em dezembro de 2013, o acordo com a Durst para co­mer­cia­li­za­ ção da linha label. “Não haverá conflito com a Durst Brasil, que já está bem estabelecida nos segmentos têxtil, de grandes formatos e de cerâ­ mica. O que houve foi a opção da Durst por uma

empresa que já tivesse ex­pe­riên­cia na área de ró­ tulos e embalagens”, afirma Alexandre Dalama. Para atender esse mercado, a Rotatek está trazendo a impressora digital jato de tinta UV Tau 330. Utilizando a tecnologia dual head, com duas cabeças de impressão para cada cor, a má­ quina atinge velocidade de 48 metros por mi­ nuto, com resolução de 720 × 360 dpi. Ela pode ser configurada para rodar com até sete cores (CMYK , laranja, vio­le­t a e branco), o que am­ plia a gama de tons possíveis, minimizando a necessidade do uso de cores especiais. DIFERENCIAIS

Alexandre aponta como vantagens do equipa­ mento a possibilidade de imprimir com tintas ul­tra­v io­le­ta de baixa migração, desenvolvidas


pela Sun Chemical, divisão SunJet, com exclu­ sividade para a Durst, destinadas à impressão de filmes para embalagens com contato pri­ mário com alimentos e fármacos. Outra apli­ cação são tintas UV convencionais, também pa­ten­tea­d as pela SunJet e desenvolvidas em conjunto e com exclusividade para a Durst, para produção de rótulos. A Tau 330 pode ser configurada para receber sistema de corte a la­ ser — dispensando a elaboração de facas para meio corte —, que permite a mudança da seção de corte em um mesmo trabalho. Em sua es­ trutura, a máquina conta com sistema de cura UV alimentado por gás inerte, minimizando o odor na impressão de embalagens com tintas de baixa migração, e cilindros res­fria­do­res para a secagem de substratos encolhíveis. Os princi­ pais clien­tes para a Tau 330 são convertedores de rótulos, embalagens e blister em alumínio para a indústria far­ma­cêu­ti­ca. Como disposi­ tivos complementares em linha, a Rotatek está oferecendo videoinspecionadoras e espectrofo­ tômetros, dados variáveis e verniz em linha. A expectativa é fechar 2014 com a venda de pelo menos duas Tau 330, cujo custo pode va­r iar entre 500 mil e 1,5 milhão de euros. “A recepti­ vidade tem sido muito boa. Já visitamos muitos

Foto: Álvaro Motta

Impressora digital jato de tinta UV Tau 330, da Durst

Os irmãos Alexandre e Katia Dalama, diretores da Rotatek Brasil

clien­tes em São Paulo e estamos partindo para os outros Estados. Vemos boas possibilidades no Norte e no Nordeste, sobretudo em Manaus, para a produção de etiquetas RFID, e no Sul do País para produtores de rótulos para vinícolas e rótulos de pequenas e me­d ias tiragens”. ✆ ROTATEK BRASIL Tel. (11) 3215.9999 www.rotatek.com.br

69 março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF


CELULOSE

Suzano inaugura fábrica de celulose no Nordeste

Marcando o início das comemorações dos 90 anos da Suzano Papel e Celulose, a companhia inaugurou no dia 20 de março a sua Unidade Maranhão, uma das mais modernas fábricas de celulose do mundo.

F

oi inaugurada no dia 20 de março pela Suzano Papel e Celulose a Unidade Ma­ ranhão, no município de Imperatriz, in­ te­r ior do Estado, com capacidade produtiva de 1,5 milhão de toneladas/ano de celulose e ge­ ração de excedente de energia de 100 MW. Com um investimento total de US$ 3 bilhões, a fábri­ ca, que ocupa uma área total de 1,5 milhão de metros quadrados, dos quais 96 mil metros de área cons­t ruí­d a, atenderá, prio­r i­t a­r ia­men­te, os mercados europeu e norte-​­americano. Pro­ duzindo desde dezembro passado, a unidade já efetuou o seu primeiro embarque de celulose, en­v ian­do 11,9 mil toneladas a três diferentes portos nos Estados Unidos. A Suzano utilizou no desenvolvimento do projeto os serviços e equipamentos de impor­ tantes fornecedores como Metso, Sie­mens e Pöyry, entre outros. Ao todo foram cerca de 700 fornecedores, dos quais 40% de empre­ sas maranhenses. A “curva de aprendizagem” é garantida em contrato com os fornecedores de equipamentos por 18 meses, com a expec­ tativa de, ao final do primeiro ano de ativida­ de, a Unidade Maranhão atingir a produção de 1,1 milhão de toneladas. A construção teve iní­ cio em 2011 empregando cerca de 2.000 pes­ soas, número que subiu para 11.500 em 2012, com 70% cons­ti­tuí­do pela mão de obra local. No total, a companhia estima uma geração de

3.500 empregos diretos e 15.000 indiretos. A Suzano também investiu na capacitação de pes­soas na re­g ião com o programa Capacitar e os cursos de Construção Civil, Montagem In­ dus­t rial e Serviços, preparando aproximada­ mente sete mil pes­soas para trabalhar na cons­ trução da nova unidade. Outras 500 foram formadas para a operação da unidade, com 300 delas sendo contratadas pela empresa. LOGÍSTICA

Um ramal fer­ro­viá­rio próprio de 28 quilômetros — no qual a Suzano investiu R$ 100 milhões — e as fer­ro­v ias Norte-​­Sul e Carajás, administradas pela Vale, serão os meios utilizados para es­coar a produção, com um percurso total de 630 qui­ lômetros. A carga não sofrerá transbordo até o Porto de Itaquí, por onde será exportada para os mercados internacionais. “A Unidade Mara­ nhão tem importantes vantagens competitivas garantidas por seus diferenciais estruturais, e a logística de es­coa­men­to 100% fer ­ro­v iá­r ia, com exportação via Porto de Itaqui, é das mais relevantes, assegurando menor distância aos mercados que serão atendidos”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose. BASE FLORESTAL

Reunindo a ex­pe­r iên­cia de mais de 25 anos de pesquisa florestal da companhia na re­g ião, a base florestal da Unidade Maranhão começou a ser formada em 2008. O suprimento de ma­ deira está, assim, garantido por plan­tios de eu­ caliptos pró­prios e de produtores locais através do Programa de Parceria Florestal no Maranhão e Tocantins; do Programa Vale Florestar, no Pará; e de ativos florestais adquiridos da Vale, em 2009, no su­does­te do Maranhão. Tanto a fá­ brica quanto as florestas da Suzano no Mara­ nhão já pos­suem a certificação Forest Stewar­ dship Council (FSC), concedida pela Imaflora, atestando a ras­trea­bi­li­da­de da produção, desde a matéria-​­prima até o consumidor final. SUZANO www.suzano.com.br

70 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


SUSTENTABILIDADE Texto: Ada Caperuto

Energia elétrica: indústria gráfica adota medidas de controle do consumo

A

Diante de um índice de desperdício que chega a 40 milhões de kW por ano, várias empresas vêm adotando mecanismos de redução nos gastos do insumo.

registrado no último pe­r ío­do de chuvas, desde o final do ano passado, esse risco au­ menta. Em fevereiro, o nível dos re­ser­va­ tó­r ios das re­g iões Sudeste e Centro-​­Oeste, responsáveis por cerca de 70% do abasteci­ mento do País, estava em queda. Foi quan­ do o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do Ministério de Minas e Energia (MME), fez um alerta, admitindo

Foto: Álvaro Motta

amea­ça de “apagões energéti­ cos” é uma constante no Brasil por diferentes motivos — pelo menos desde 1985, quando ocorreu o primeiro blecaute de grandes pro­ porções, que atingiu oito Estados. De fato, em janeiro último, os “apagões” já ha­v iam atingido doze Estados e o Distrito Federal. Com o baixíssimo índice de precipitações

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SUSTENTABILIDADE

pela primeira vez a possibilidade de desa­ bastecimento, caso a si­tua­ção se estendesse pelos próximos meses. O problema não termina aí. De acordo com informações do Ministério do Meio Am­bien­te, os índices nacionais de perda e desperdício de eletricidade são altos. O to­ tal, segundo o Programa Na­cio­nal de Con­ servação de Energia Elétrica (Procel), che­ ga a 40 milhões de kW, ou US$ 2,8 bilhões por ano. Os consumidores — in­dús­trias, re­ si­dên­cias e comércio — desperdiçam 22 mi­ lhões de kW; as con­ces­sio­ná­r ias de energia, por sua vez, com perdas técnicas e proble­ mas na distribuição, são responsáveis pe­ los 18 milhões de kW restantes. Uma das soluções apontadas pelos es­pe­cia­lis­tas para atender este déficit seria conter a deman­ da por meio de técnicas de conservação que subs­ti­tuem a tecnologia (máquinas, moto­ res, sistemas de refrigeração e iluminação), incluindo o uso da água, por outras com maior efi­ciên­cia energética e menor custo financeiro e impacto am­bien­tal. POUPANDO ENERGIA

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De acordo com o Plano Na­cio­nal de Efi­ciên­ cia Energética, do Ministério de Minas e Energia, o setor in­dus­trial é o maior con­ sumidor de energia do País, respondendo por 37,2% de todo o consumo final no ano de 2009. Nada mais natural que as medi­ das de contenção dessas perdas energéti­ cas sejam uma das prio­r i­da­des do setor in­ dus­trial. É exatamente o que vêm fazendo algumas empresas do setor gráfico. Pelas diferenças dos tipos de operações, de processos e de produtos elaborados, é di­ fícil estabelecer uma média de consumo de energia elétrica em uma empresa gráfica. O Guia técnico am­bien­tal da indústria gráfica – série P+L (publicado em 2009 pela Ce­ tesb, em parceria com a ABTG) aponta uma ampla faixa entre 37 kWh e 3.070 kWh por tonelada produzida. De todo modo, as empresas vêm pro­ curando abranger, em suas ações de sus­ tentabilidade, os mecanismos de efi­ciên­cia

energética — aspecto revelado pelos pro­ jetos inscritos no Prêmio Abigraf de Sus­ tentabilidade. Na terceira edição, de 2013, sobressaiu o case da Pancrom Indústria Gráfica (SP). Com seu projeto sustentável, ba­sea­do no aquecimento de água a partir de energia solar, a empresa teve o objeti­ vo de trabalhar de maneira mais susten­ tável. Em parceria com a So­cie­da­de do Sol — ONG vinculada ao Instituto de Pesqui­ sas Energéticas e Nu­clea­res da Universida­ de de São Paulo —, a gráfica instalou um sistema de painéis solares que aquecem a água dos chuveiros do ves­tiá­rio dos fun­cio­ ná­r ios, gerando economia de consumo de 125 kWh/dia e de 34.219 kWh/ano. Projetos similares foram inscritos na edição an­te­r ior do prêmio, como o da Edi­ tora Gráficos Burti (SP), cujo parque in­dus­ trial, no município de Itaquaquecetuba (SP), foi desenvolvido de modo a aperfei­ çoar o aproveitamento dos recursos natu­ rais. Toda a edificação foi planejada visando ao aproveitamento da iluminação natural. As amplas ­­áreas de captação de luz favore­ cem a redução no consumo de energia elé­ trica durante o dia. O parque gráfico tam­ bém possui uma central com dois geradores, que produzem energia elétrica su­f i­c ien­te para suprir 100% das instalações, máqui­ nas e equipamentos durante os ho­rá­r ios de pico e na even­tual falta de fornecimento pela con­ces­sio­ná­r ia. Juntas, as duas ações possibilitam o atendimento ao contrato de demanda e economia de 30% no consumo. Também a Ápice Soluções Gráficas para Embalagens, de São Cae­t a­no do Sul (SP), adotou em 2008 uma mecânica de econo­ mia de energia, por meio da cons­cien­ti­za­ ção e de técnicas de uso ra­cio­nal e tecno­ logia. De acordo com o projeto inscrito na pre­mia­ção da Abigraf em 2011, a metodolo­ gia para acio­na­men­to das máquinas permi­ te que não seja atingido um pico alto de “pu­ xada” de energia a cada acio­na­men­to. Além disso, a programação do PPCP permite que as máquinas sejam efi­cien­te­men­te usadas e não fiquem ligadas sem necessidade.


Responsabilidade social em mais de 40 municípios Este é o número de cidades atendidas pelo Instituto International Paper em 2013. Total de beneficiários saltou para 28 mil pessoas, a maior parte deles jovens em situação de vulnerabilidade social.

A

s ações do Instituto In­ter­na­t io­nal Paper alcançaram um número 29% maior de ci­ dades em 2013. Cria­do em 2007, o IPP rea­li­zou, no ano passado, dez grandes projetos de caráter so­cial e am­bien­tal, em 40 mu­ni­cí­pios próxi­ mos às fábricas da empresa, contra 31 em­preen­d i­ dos em 2012. O número de be­ne­f i­ciá­r ios em todas as ações sociais da empresa saltou de 25 mil para 28 mil. “Devido a essas ações, cons­truí­mos uma rela­ ção bastante positiva com os mu­ni­cí­pios e ficamos muito orgulhosos ao ver o resultado dos nossos tra­ balhos de responsabilidade so­cial na vida das pes­ soas”, destaca Lizzi Colla, gerente de responsabilida­ de so­cial e sustentabilidade da In­ter­na­tio­nal Paper. Nos mu­ni­cí­pios paulistas de Luiz Antônio e Ri­ beirão Preto foram desenvolvidos sete projetos, que be­ne­fi­cia­ram mais de sete mil crian­ças e adolescen­ tes. De março a dezembro, Luiz Antônio recebeu o Projeto Escola Formare, que oferece curso de edu­ cação pro­f is­sio­nal com certificado de Assistente de Produção da Indústria de Processo reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Além das aulas com educadores vo­lun­tá­r ios, os participantes também fizeram atividades de treinamento com executi­ vos da empresa, que compartilharam um pouco da ex ­pe­r iên­cia bem-​­sucedida de carreira no mercado. Outro projeto de destaque foi o Apicultura Soli­ dária, que teve início em 2011 e contribui para a ge­ ração de renda para pequenos apicultores, que po­ dem utilizar as plantações de eucalipto da empresa para produzir e colher mel. Em 2013, o instituto fe­ chou parceria com o Sebrae, visando à capacitação dos profissionais. Nesse pe­r ío­do, a produção total de mel foi de 5.635 toneladas.

Estudantes do Ensino Médio em Ribeirão Pre­ to tiveram a oportunidade de participar do Cidade do Livro. O projeto, de caráter itinerante, consiste em um conjunto de atividades educativas visando a ­criar as com­pe­tên­cias ne­ces­sá­r ias para que crian­ ças e adolescentes passem a ter uma prática de lei­ tura qualificada e prazerosa. Desta vez, a estrutura do Cidade do Livro foi montada dentro da 13 ª‒  Fei­ ra Na­c io­nal do Livro. Ao todo, foram 65 escolas participantes e 3.436 crian­ças envolvidas. Foram desenvolvidos seis projetos em Mogi-​ ­Gua­çu (SP), que be­ne­f i­cia­ram mais de quatro mil crian­ças e adolescentes. De março a dezembro, o município recebeu o Projeto Escola Formare. Ou­ tra ação de destaque foi o Programa de Educação Am­bien­tal (PEA), rea­li­za­do há 20 anos em parce­ ria com a Secretaria da Educação e as Di­re­to­r ias de Ensino do município. O projeto estreita a rela­ ção da companhia com as comunidades onde atua e contribui com a formação de cidadãos engajados na defesa do meio am­bien­te. No ano passado foram atendidas três mil pes­soas. Em Três La­goas (MS), o projeto de destaque foi o Natureza e Corpo, que procura expor costumes po­ pulares re­la­cio­na­dos à identidade cultural da re­gião, trabalhando com técnicas de cultivo de canteiros e hortas com ervas medicinais e alimentos. Pretende-​ ­se, com a ini­cia­ti­va, formar multiplicadores de con­ ceitos de preservação am­bien­tal e também estimu­ lar um modo de vida mais saudável. No total, foram 429 participantes, alunos do 6 º‒ ao 9 º‒ ano de escolas municipais e professores de comunidades ao redor. Atua­ram como parceiras a Prefeitura Municipal e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

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SUSTENTABILIDADE

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

Color Print: sustentável em todos os aspectos

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Participante do Prêmio Abigraf de Sustentabilidade 2013, a empresa paulista investiu em uma gestão inovadora, com ações sustentáveis nos três pilares: ambiental, social e econômico.

I

nscrita na categoria “Pequena Empresa”, do 3º‒ Prêmio Abigraf de Sustentabilidade — en­ tregue em 26 de novembro, no Espaço das Américas, na capital paulista —, a Color Print Artes Gráficas tem sede na cidade de São Paulo e atua principalmente na impressão de produ­ tos promocionais, em offset e digital. A empre­ sa participou com o projeto de uma política de sustentabilidade, ini­cia­do em 2006, com base nos conceitos am­bien­tal, so­cial e econômico. O pilar meio am­bien­te contempla a reor­ ga­n i­z a­ç ão no processo produtivo; manuten­ ção e conservação dos equipamentos e do par­ que gráfico; aquisição do Cadri (certificado de movimentação de re­sí­duos de interesse am­ bien­tal); aquisição do selo FSC (Forest Stewar­ dship Council), que comprova a sustentabilida­ de de toda a cadeia produtiva e o uso de tintas à base de óleo vegetal com o selo Saphira, que atesta consumíveis e produtos auxiliares mais amigáveis ao meio am­bien­te. Após as mudan­ ças, os resultados foram mensurados por uma ava­lia­ção, com notas dadas pelos fun­cio­ná­r ios

para cada item ajustado no processo produti­ vo. Em média, considerada uma escala que vai de 0 a 10, alguns desses quesitos subiram até dois pontos, quando comparada a si­tua­ção an­ tes e depois da implementação do projeto. Re­ gistrou-​­se a cons­cien­ti­za­ção de todas as pes­soas envolvidas na empresa, aumento de produtivi­ dade, diminuição do consumo de energia elé­ trica e aumento da vida útil do seu patrimônio. No pilar so­c ial estão abrigados os quesi­ tos de transparência, humildade, segurança dos fun­c io­n á­r ios, tranquilidade no am­bien­ te de trabalho, liberdade de expressão, valori­ zação das equipes, incentivo ao aprendizado e cons­cien­ti­za­ção da responsabilidade de todos perante o meio am­bien­te. Através dele, houve um aumento de produtividade, mais assiduida­ de, menor índice de acidentes de trabalho, pou­ ca mudança no quadro de fun­cio­ná­r ios e o re­ conhecimento ético entre seus colaboradores, fornecedores e clien­tes. O somatório desses dois primeiros, resulta em um terceiro: o pilar econômico, pois, ao se orien­tar por estas políticas, a empresa garante a redução de custos fixos e variáveis e a atua­ ção efi­cien­te e respeitada. Assim, a Color Print cumpre seu objetivo de obter o reconhecimento de seus valores éticos, ser um negócio rentável, cumprir com suas responsabilidades sociais, fa­ zer sua parte na conservação do meio am­bien­te e, principalmente, respeitar o próximo. Promovido pela Abigraf Na­c io­nal e coor­ de­na­do pela As­so­cia­ção Brasileira de Tecnolo­ gia Gráfica (ABTG), o Prêmio Abigraf de Sus­ tentabilidade valoriza ações em sintonia com o tripé de sustentabilidade econômica, so­cial e am­bien­tal na cadeia produtiva da indústria gráfica. A pre­mia­ção em 2013 contemplou pro­ jetos em três ca­te­go­r ias: pequenas e mi­croem­ pre­sas (até 49 fun­cio­ná­r ios); mé­d ias empresas (de 50 a 249 fun­cio­ná­r ios) e grandes empresas (acima de 250 fun­cio­ná­r ios).


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CONVERSÃO

PTC Graphic Systems une impressão flexográfica e digital

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PTC Graphic Systems completa 10

Foto: Álvaro Motta

anos em 2014. Porém a empresa carrega as mais de três décadas de ex­pe­r iên­cia de seu fundador, Mi­ guel Troccoli, na co­mer­c ia ­l i­z a­ç ão de equipa­ mentos para a indústria gráfica e de conver­ são. Nascido nesse meio — seu pai era dono de uma rede de cli­che­r ias —, Miguel traba­ lhou na Abril e no Estadão no início da Com clientes década de 70, antes de chegar à Gu­ concentrados no tenberg, onde permaneceu por 30 mercado de conversão, anos. Nesse pe­r ío­do aprendeu a a PTC chega à sua ler o humor do mercado, viu mar­ cas ancorarem por aqui e outras primeira década com baterem em retirada, participou linhas consolidadas. do desenvolvimento de novas tec­ Texto: Tânia Galluzzi no­lo­g ias, assistiu à ascensão e ao de­ clínio de muitas empresas. No encalço dessa bagagem, em 2004 a Mark Andy, tra­d i­ cio­nal fabricante norte-​­americana de impresso­ ras flexográficas, incentivou Miguel a abrir em São Paulo a PTC , visando im­pul­sio­nar a ven­ da de suas soluções no Brasil. Acompanhan­ do a expansão dos segmentos de etiquetas e

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CONTROLE DE QUALIDADE

Miguel Troccoli, fundador da empresa

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

rótulos autoadesivos e de embalagens, PTC e Mark Andy cresceram juntas e hoje o empresá­ rio esquadrinha o mercado à procura de linhas complementares. A ideia é manter-​­se fiel a siste­ mas di­fe­ren­cia­dos, destinados ao atendimento de nichos específicos. Foi assim com a Xeikon, com a qual a PTC está trabalhando desde 2012. Qua­tro impres­ soras digitais já foram vendidas, instaladas em fabricantes de embalagens plásticas em subs­ tituição à serigrafia ma­nual. “A indústria está bastante adian­ta­da na injeção de plástico, mas atrasada na impressão. Nesse sentido, a linha 3000 da Xeikon é uma opção interessante na impressão de substratos heat transfer para bal­ des, bisnagas e outros re­ci­pien­tes em plástico rígido e semirrígido”, comenta Miguel. Além da termotransferência, a linha 3000 é adequada à produção de etiquetas e rótulos em materiais autoadesivos, assim como cartu­ chos com ou sem elementos de segurança para os mercados de cosméticos, far­ma­cêu­ti­co e ali­ mentício, atendendo às pequenas tiragens, in­ viáveis no processo offset. Recentemente, mais um campo abriu-​­se para essa família de equi­ pamentos: novos aplicativos, toners e um novo fusor capacitam a máquina para a impressão de etiquetas para in mold label. Flexibilidade também é o apelo do equipa­ mento topo de linha da Mark Andy, a impres­ sora flexográfica modular Performance, lan­ çada no final de 2011, da qual a PTC já vendeu sete unidades. O alvo são clien­tes de médio por­ te que a­ tuam no mercado de rótulos autoade­ sivos de alta qualidade. “A Performance foi de­ senhada para imprimir, sem a necessidade de qualquer adaptação, tanto autoadesivos quan­ to filmes sem suporte. Por isso está mudando o mercado, afora a alta produtividade: uma Per­ formance pode substituir duas 2200, o modelo mais vendido da Mark Andy”.

Miguel confia também na elevação da deman­ da por sistemas de revisão. “Há dez anos o seg­ mento de offset percebeu que não adian­t a­va


só investir em impressão. Era preciso também olhar para o acabamento. Isso começa a acon­ tecer com a flexografia, com a exigência do controle de qualidade rompendo os limites da indústria far­ma­cêu­ti­ca”. A resposta a essa ne­ cessidade está nos sistemas de revisão e ins­ peção, as cortadeiras-​­rebobinadeiras com ins­ peção, que no caso da PTC são fabricadas pela Rotoflex, pertencente à Mark Andy. Essas li­ nhas são capazes de detectar desde problemas simples, como falta de etiqueta ou quebra de esqueleto, até mais delicados, como controle de registro e cor. Além de Mark Andy, Rotoflex e Xeikon, a PTC deve am­pliar sua linha em 2014 com a ofer­ ta de suprimentos especiais. Para tanto, já está testando em alguns clien­tes uma nova racle ras­ padora para cilindro anilox. Fabricada em plás­ tico desenvolvido pela Nasa, apresenta desgas­ te uniforme sob tensão e fricção e durabilidade três vezes maior do que as racles de aço. A ra­ cle em plástico pode ser usada em qualquer im­ pressora flexográfica, porém é desenhada sob

medida para cada modelo. A ideia, segundo Mi­ guel Troccoli, não é c­ riar uma área de insumos dentro da PTC, e sim trazer produtos pontuais de alto valor agregado. FLEXO LATINO AMERICA VOLTA REFORMULADA Em paralelo ao comando da PTC Graphic Sys­

tems, Miguel Troccoli exerce, desde janeiro do ano passado e até o final de 2014, a presidên­ cia da Abflexo/FTA-Brasil, As­so­cia­ção Brasilei­ ra Técnica de Flexografia. O principal feito de sua gestão ainda está por se concretizar: a re­ formulação da Flexo Latino America, Feira In­ ter­na­cio­nal de Flexografia, Papelão Ondulado e Conversão Digital. Antes vinculado à Sema­ na In­ter­na­cio­nal de Máquinas e Equipamentos para Embalagem e Impressão, o evento acon­ tecerá de forma independente em sua quinta edição, totalmente focado no segmento de fle­ xografia e conversão. A feira será rea­li­za­da de 7 a 10 de outubro deste ano no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com expectativa de ocupar 5.000 metros quadrados.

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Foto: Álvaro Motta

HISTÓRIA VIVA

Paixão pelas artes gráficas, pelo Brasil, por novos desafios. Assim Emilio Rodriguez guiou sua longa permanência no setor. Por: Tânia Galluzzi

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E

Emilio Rodriguez Histórias de paixão

milio Rodriguez chegou ao Brasil em pleno Carnaval. Mas não era qualquer Carnaval. Era o Carnaval de 1960. Ele queria ir para o México. Um colega de trabalho, brasileiro, convenceu-​­o a vir para cá. Aos 27 anos, sobre as costas de Emilio pesava a lembrança da instabilidade política vivida pela Argentina no segundo governo de Juan Perón. Na mala, trazia uma boa ex­pe­r iên­cia como técnico gráfico e muita vontade de recomeçar. Voltemos ao Carnaval. O  Brasil acabara de viver seus Anos Dourados. Como escreveu o jornalista Sérgio Augusto para O Estado de S. Paulo no caderno es­pe­cial sobre 1964, nos primeiros anos da década de 60, vivendo em “democracia plena, otimismo econômico, in­dus­tria ­l i­za­ção acelerada, um presidente (JK) sonhador, sorridente e dinâmico, com a

autoestima turbinada por duas Copas do Mundo, (. . .) o Brasil se descobriu contemporâneo, progressista e culturalmente relevante”. Emilio enamorou-​­se do Brasil. Do Brasil e de uma brasileira, Irene, descendente de es­pa­ nhóis assim como ele, com quem está casado há 51 anos. Ela o ­apoiou e continua apoiando em todas as suas empreitadas. E foram muitas em 67 anos de uma rica vida pro­f is­sio­nal. O portenho guarda com carinho a caderneta de registro no Ministerio de Salud Pública de La Na­ción. Em 1947, aos 14 anos, Emilio era um garoto com feições e responsabilidade de adulto. O pai, Ga­briel, trabalhava em uma grande empresa que mantinha uma gráfica, na qual Emilio entrou como aprendiz. “Peguei gosto e fui estudar na Escola de Artes Gráficas, que, naquela época, já tinha uma offset bicolor”, conta Emilio.


GUNTER

EMILIO

Grupo de funcionários da Pancrom, em frente à sede da empresa, na Rua Silveira da Mota, no bairro do Cambuci, em São Paulo, reunidos durante festa de Natal em 1961. Entre eles estão Emilio e Gunter Murrins que, mais tarde, abriria a Color G

MUDANÇA DE ARES

Formado como es­p e­c ia­lis­t a em offset, em 1956 Emilio decidiu deixar a gráfica. Foi trabalhar com um mecânico que descobriu como lucrar com uma lei baixada an­te­r ior­men­te por Perón limitando a importação de equipamentos, transformando máquinas A4 em duplo ofício. A ex­pe­r iên­cia durou pouco, mas rendeu a so­cie­d a­de em uma tipografia. Depois de três anos, vendeu sua parte e cruzou a fronteira. Aportou em São Paulo no dia 5 de fevereiro e, ao ver a cidade, disse ao amigo. “Eu não volto mais para Bue­nos Aires”. Instalado em uma pensão no Centro, depois de conhecer Santos e o Rio de Janeiro, Emilio não teve dificuldade para encontrar trabalho. “O Estadão de domingo pesava 12 quilos, com seis cadernos de emprego”, lembra Emilio. Depois de uma passagem relâmpago por uma encadernadora, respondeu ao anúncio da Pancrom à procura de impressores, sendo entrevistado por Geor­ge Murrins e o filho, Horst. Rapidamente destacou-​­se aplicando o conhecimento adquirido na Argentina. Desmontou máquina, mostrou como era possível usar gesso para melhorar a qualidade do relevo, alterou a ordem da entrada das tintas nas máquinas, acabando por in­ fluen­ciar positivamente toda a produção. Tanto que ao receber seu primeiro 13 º‒ , acumulando 159 horas extras, foi sur­preen­d i­do pela atitude de Geor­ge: “Ele disse que, por minha causa, pela primeira vez pagaria o 13 º‒ em dobro. Daria o benefício para todos os fun­cio­ná­r ios, mas o motivo era eu”, conta Emilio emo­cio­na­do.

Mesmo valorizado, Emilio queria mais. Da Pancrom passou por vá­r ias gráficas, alternando a função de orçamentista com o comando da produção. Em 1970 entrou na ­Hoechst, aquela que viria a ser sua maior escola, e, igualmente, a empresa que o seguraria por mais tempo. Um dos responsáveis pela introdução das chapas Ozasol no mercado na­cio­nal, Emilio floresceu na H ­ oechst. Terminou o primeiro ano como supervisor, no segundo passou um mês na fábrica da Alemanha e no terceiro

Emilio ingressou na Hoechst em 1970, onde, no terceiro ano, tornou‑se gerente técnico e foi um dos responsáveis pelo lançamento das chapas Ozasol no mercado nacional

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Entre os dias 24 e 26 de outubro de 1996, Emilio participou do 10 -º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica e 1-º Grafsur, na cidade de Canela (RS)

exibia o cargo de gerente técnico em seu cartão. Mais 12 meses e estenderia sua atua­ção para toda a América Latina. INCANSÁVEL

Na ­Hoechst, no início da década de 1970, Emilio aproximou-​­se da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris (ainda com o nome Colégio In­dus­trial de Artes Gráficas), da ABTG e da ABNT, ministrando cursos e participando da elaboração de normas para chapas e tintas gráficas. Escreveu livros ao lado de Mario Carramillo Neto, participou da instalação da fábrica da H ­ oechst em Suzano (SP), em 1975, montou a escola técnica Ozasol, correu o mundo.

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Sempre presente nos mais importantes eventos da indústria gráfica nacional, Emilio acompanhou o 4 -º Congresso Mundial da Indústria Gráfica, realizado no Rio de Janeiro de 6 a 10 de maio de 1989

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Em 1986 aceitou o convite de Luiz Nei ­ rias para assumir a gerência técnica da IBF. A Qua­tro anos depois teve de decidir entre mudar-​­se para o Rio ou sair da empresa. Preferiu ficar na capital paulista, atendendo em seguida ao chamado da gráfica Bandeirantes, que precisava de um diretor técnico. O Plano Collor estimulou-​­o a voltar para o segmento de insumos e ao longo da década de 90 e nos anos 2000 passou por alguns revendedores de chapas, filmes e blanquetas. Em paralelo tocava a empresa própria de consultoria técnica. Foi nessas idas e vindas que conheceu João Benetti, herdeiro de uma fábrica de camisas molhadoras, que pediu para Emilio ajudá-​­lo a introduzir um novo produto no mercado. Ao assumir a representação da Policrom ­Screens SPA , João Benetti entregou a direção técnica da empresa a Emilio. Com a cria­ção da Policrom S­ creens South America, no final de 2012, Emilio tornou-​­se responsável pela área técnica da companhia. Ele tem ao seu lado sua única filha, Mônica, diretora administrativo-​­financeira. Aos 81 anos, os olhos azuis de Emilio con­ti­nuam brilhando ao falar da paixão pelo que faz. “Não dá pra parar. Sabe que quando visitei o Museu de Gutenberg, na Alemanha, fiquei lá dois dias inteiros? Não queria sair, tiveram de me expulsar”, ri Emilio. E não pense que ele está na Policrom para fazer número. Tivemos de interromper nossa conversa mais de uma vez para Emilio responder a consultas de sua equipe. E a entrevista acabou porque ele tinha de entrar em uma reu­nião. Exemplo inspirador.


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Realização

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MEMÓRIA

Setor gráfico despede‑se de Carlito Kugler

Morre Helmut Backer, ex-​­diretor da Niccolini

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oram praticamente 40 anos de dedicação ao setor gráfico. De 1968 a 2007, Helmut Gerd Backer ocupou-​­se da direção da L. Niccolini, uma das mais importantes empresas do setor de embalagens em São Paulo entre as décadas de 1970 e 1990. Helmut Backer faleceu no dia 3 de fevereiro no município paulista de Itu. Nascido em Santo André, na Grande São Paulo, no dia 3 de junho de 1940, Helmut começou a trabalhar aos 11 anos na Metalúrgica Indaré, fundada por Kurt Eppenstein. Em 1968, com a morte de Eppenstein, sócio da Niccolini, Helmut assumiu o comando da gráfica. Sem nenhuma ex­pe­r iên­cia no setor, ele mostrou-​­se um empresário arrojado e determinado a fazer a Niccolini crescer. Uma de suas primeiras pro­v i­dên­cias foi transferir a gráfica do Ibi­ra­pue­ra para a Vila Olímpia, antecipando um movimento de concentração de empresas no bairro que se consolidaria muitos anos depois. Dos 2.500 metros quadrados na Rua Afonso Brás, a gráfica passou a ocupar 15.000 metros quadrados, es­pe­cial­men­te cons­truí­dos para abrigá-​­la, espaço inaugurado em 1973. Sob o comando de Helmut, a Niccolini transformou-​­se em uma empresa moderna, es­pe­cia ­l i­za­da na produção de embalagens para a indústria far­ma­cêu­ti­ca, alcançando a liderança desse mercado. Mesmo aposentado, Helmut continuou a trabalhar na Niccolini. Afetada pelos sucessivos planos econômicos, em 2003 a empresa entrou em concordata, si­t ua­ç ão que não pôde ser revertida, culminando no encerramento das atividades da gráfica em 2007. Casado com Maria Cristina Gomes Neves, o casal teve três filhos, Kurt, Peter e Helmut Jú­ nior, e quatro netos.

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o dia 17 de março faleceu Carlos Ernesto Kugler, o Carlito, neto de Ernest Kugler, fundador em 1895 da mais antiga gráfica do Paraná sob o comando da mesma família, a Kugler Artes Gráficas, localizada em Castro, a 159 km de Curitiba. Além de se dedicar à empresa, na qual entrou como sócio em 1964, Carlito se notabilizou por gostar muito de fotografia, cuja paixão rendeu vá­r ias imagens da re­g ião dos Campos Gerais, que depois se transformaram em ca­len­dá­r ios e cartões postais. A fotografia, ­a liás, passou a compor um dos diferenciais da gráfica, conforme explicou o filho de Carlito, Carlos Antônio, em depoimento para o livro Me­mó­r ias & His­tó­r ias da Indústria Gráfica do Paraná, de 2007. “A Kugler é um pouco di­fe­ren­cia­da da maioria das gráficas porque oferecemos um pacote completo, com cria­ção, fotografia e serviços gráficos”. A gráfica chegou a estruturar um estúdio no qual Carlito pôde ensinar a técnica fotográfica para seu neto Germano, levando assim a empresa à sua quinta geração. Na época da comemoração do centenário da Kugler, Carlito mantinha-​­se à frente da gráfica ao lado de Carlos Antônio e sua esposa Elisabeth. A data foi muito celebrada na re­g ião, com grande repercussão em Castro e no Paraná. Carlito e a Kugler também con­tri­buí­ram para preservar a memória do setor com um museu, cria­do em 2006, que evidencia a gráfica, a cidade de Castro e a superação da família para ultrapassar um centenário aprimorando a indústria no Paraná. Ocupando um espaço dentro da empresa, o museu Typographia Ernesto Kugler abriga exemplares dos jornais produzidos pela gráfica desde sua fundação, fonte de pesquisa para estudantes e his­to­r ia­do­res, máquinas Minerva, tipos, componedores, clichês, amostras de impressos de mea­dos do século XX e fo­ to­g ra­f ias das antigas instalações, dos fundadores e de alguns sucessores. Carlito será ho­m e­n a­g ea­d o em maio pelo Sigep/ Abigraf-PR e Fiep no dia 19 de maio, em Ponta Grossa, durante solenidade de entrega da Medalha do Mérito e Benemérito da Indústria, ini­c ia­ ti­va do Sistema Federação das In­dús­t rias do Estado do Paraná.


EXPANSÃO

Pitney Bowes se aproxima da indústria gráfica Meta é levar a experiência bem sucedida no segmento transacional para as empresas que atuam na área de impressos comerciais.

“A

Pitney é muito mais do que sistemas de fran­quea­men­to.” Essa afirmação, de Silvio Mae­mu­ra, presidente da Pitney Bowes Brasil, explicita a disposição reinante hoje na empresa. Ela sintetiza uma mudança estratégica, via­bi­li­za­d a pela aquisição da participação da Semco, anun­cia­da em fevereiro. Ao assumir 100% da operação brasileira, a Pitney Bowes acerta a bússola da fi­lial na­cio­nal, di­re­cio­nan­do-​­a ao segmento gráfico co­mer­cial. Para entender o rea­li­nha­men­to é preciso voltar a 2005, quando foi formada a joint venture com a Semco Partners (antigo Grupo Semco). No modelo de capital de 70% da Pitney Bowes e 30% da ­Semco, a as­so­cia­ção nasceu com o objetivo de trazer ao País produtos e serviços para automação de processos de cor­res­pon­dên­cias e ge­ren­cia­men­to de informações. O foco principal eram os Correios, hoje um dos maiores clien­tes da Pitney Bowes no Brasil — e aqui entram as máquinas de fran­quea­men­ to, responsáveis pela impressão da estampa postal —, juntamente com instituições financeiras e com­pa­nhias dos setores de telecomunicação, transporte aé­reo, varejo, cosméticos, seguros e birôs de impressão. A joint venture tinha data de começo e fim, uma vez que o principal negócio da Semco é justamente auxiliar multinacionais a ingressar no mercado brasileiro. Cumprida essa etapa, a Pitney parte para a expansão de seu campo de atua­ção. SETOR GRÁFICO, O NOVO FOCO

Os esforços agora se concentram em estender às gráficas comerciais as tec­no­lo­g ias já aprovadas pelo mercado tran­sa­cio­nal. “Que­re­mos levar o conhecimento que adquirimos com os altos volumes para o setor co­mer­cial, oferecendo produtos que as gráficas possam absorver e em que tenham capacidade para investir”, afirma Silvio. Tais linhas in­ cluem insersoras, endereçadoras, autoenvelopadoras e sistemas combinados de impressão a laser e colorida, afora soft­wares para formatação de documentos. Num primeiro momento, a venda está sendo feita de forma direta, para que a Pitney possa conhecer as necessidades das gráficas e ajustar seu portfólio. Em paralelo, canais de venda estão sendo recrutados e treinados para assumir esse papel. O cuidado justifica-​­se na medida em que esses

Silvio Maemura, presidente da Pitney Bowes Brasil

parceiros serão também canais de serviço, outro braço que a Pitney quer desenvolver. “Nossa atua­ ção vai além da formatação, impressão e acabamento. Podemos ajudar as gráficas na entrega física dos documentos dentro dos padrões exigidos pelos clien­tes deles”, comenta Silvio. Esse é, inclusive, o nicho que apresentou o maior crescimento dentro da Pitney Bowes Brasil em 2013. O segmento de postagem continua com a fatia mais representativa, seguido pelas soluções de acabamento, depois pela área de serviços, e por último os soft­wares. O executivo está otimista. A  Pitney Bowes Brasil vem apresentando índices de crescimento anuais de dois dígitos: em 2012 atingiu 60% e em 2013 a elevação foi de 13%. Neste ano, a empresa investirá na am­plia­ção da equipe, atual­men­te composta por 200 profissionais, que deve crescer 30%. A operação na­cio­nal é a terceira das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá, e está entre as dez maiores do mundo. Em cinco anos, a expectativa é tornar a Pitney Bowes uma marca forte no universo gráfico. & PITNEY BOWES BRASIL Tel. (11) 2348.8860 www.pitneybowes.com.br março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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Olhar Revista. Em design, direção de arte e em qualquer atividade criativa, o caminho da maturidade passa pelo passar do tempo. Redundância, bobagem, falta de assunto. Miran prova, de três em três meses, em cada edição da revista Gráfica Arte Internacional, que isso é a pura verdade. Recolhemos, quase que aleatoriamente, quatro páginas que estão sempre na revista: a abertura (detalhe da edição #77/78), a vinheta Italo Lupi (#73/74), uma página de transição (#85/86) e o cólofon da edição #70/71. Todas são soluções elegantes, bonitas e significativamente complexas.

Olhar Gráfico

www.mirandesign.wix.com/revistagrafica Frank Zachary. Aprendi que a imagem é o layout (não as fotografias). Se você tem uma grande imagem, você não deve decorá-la com uma tipografia bold e enorme. Você deve fazê-la compacta e suave.

ção que remete ao álbum fotográfico. O espaço em branco pode não existir, mas uma certa força, uma ousadia que não existia antes emergiu quando usei pela primeira vez a Franklin Gothic. Olhando agora, a página parecia mais saborosa.

Alexandre Lieberman. O layout em sequência cinematográfica, associado a uma tipografia em bold e nenhum espaço em branco: odeio espaços em branco porque esse vazio é uma tradi-

Steven Heller. A fotografia perdeu sua aura pela banalização. Foi ela que transformou a Vogue na década de 1940. Agora é a vez do Photoshop, que mudou a Beach Culture nos anos 1990.

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G RÁFICA Livro. Somos cerca de 700 milhões de usuários de softwares ao redor do mundo. Desse total, quantos são designers gráficos ou web designers? Talvez uns 70 milhões seriam nossos “concorrentes”, que utilizam a mesma plataforma, os mesmos recursos e truques, produzindo as mesmices geradas a partir do default das máquinas. E, portanto, resultando em soluções muito parecidas, bem-acabadas e com cara de “coisa de computador”, em incontáveis línguas e milhares de sotaques culturais. O que podemos fazer para nos diferenciar neste mar de adobices, photoshopices, wordices e outras idiotices?

ou Paulo Carvalho Júnior, Segundo Sylvio Ayala (soma.com), é um cinquentão (52) recluso, de uma verve gráfica assombrosa, que passou por todos os grandes jornais do Sul e Sudeste do País. Ilustrador por excelência, meteu histórias em quadrinhos nas revistas Dundum, Animal, Geraldão, Big Bang Bang, Edições Tonto, Front, Ragú, e por aí vai. Recentemente, expôs telas na galeria Choque Cultural, em São Paulo, e nos anos 1990 teve passagens pelo Caderno 2

Claudio Ferlauto

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de O Estado de S.Paulo, nos tempos do Eduardo Bueno.

“Simulacro e simulação são inerentes ao jogo informático”, diz Clarisse Herrenschmidt. Aqueles que são seduzidos pelo simulacro acham que qualquer coisa produzida ou obtidas dessas máquinas, com boa aparência e/ou bom acabamento, é superior a qualquer trabalho, porque são rápidos e carregam a “estética de computador”.

Um olhar gráfico www.rosari.com 2014.

Segundo ela, os “sequestrados” pela simulação adoram programas como o Photoshop, onde podem realizar infindáveis retoques, correções e acreditam que podem chegar à perfeição. Não sabem nem gostam de colocar um ponto-final em suas elocubrações.

Claudio Ferlauto em Um olhar gráfico. março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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QUADRINHOS

Alain Resnais e os quadrinhos ste No primeiro dia de março de u rde pe ial nd ano o cinema mu da te tan um grande represen is. Nouvelle Vague, Alain Resna

O detetive Dick Tracy em ação, personagem criado por Chester Gould que muito inspirou Resnais em seus filmes

Os cortes inovadores em Hiroshima, Mon Amour foram inspirados nas bandes dessinées, conforme declarou Resnais

Alain Resnais filmando Hiroshima Mon Amour

Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt.

A caracterização do personagem Sascha Pitoeff e a tomada de cena em O Ano Passado em Marienbad parecem decalcados de um quadrinho de Mandrake e Narda na série “No Mundo do Espelho”

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esnais, além de grande diretor de cinema, foi também um apaixona­ do pelos quadrinhos. Em 1962 criou o Club des Amis de La Bande Dessinée e participou do Centro de Estudos sobre as Literaturas de Expressão Gráfi­ ca (Celeg), cria­do por Francis Lacassin, juntamente com Federico Fellini e Alejandro Jodorowsky. A re­ vista Giff-​­Wiff, editada pelo Celeg, teve uma edição dedicada a Dick Tracy, com artigos de Resnais so­ bre o detetive cria­do por Chester Gould. Na mesma publicação, o ci­neas­ta francês entrevistou Lee Falk, autor do personagem Mandrake. A in­f luên­c ia dos quadrinhos nos filmes de Resnais pode ser vista em filmes como Hiroshima Meu Amor (com cortes secos) e O Ano Passado em Ma­r ien­bad, de 1961, com cenas inspiradas em his­tó­r ias de Mandrake. A figura ereta, estática, enigmática de Sascha Pi­toeff era a própria imagem do mágico dos quadrinhos. Em 1966, a Bie­nal de São Paulo trouxe a expo­ sição de quadrinhos de Bordighera, Itália. O cura­ dor, Romano Calisi, da Universidade de Roma, con­ vidou desenhistas brasileiros para visitar no seu

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país o Salão de Lucca. Lá conheci pes­s oal­ men­te Alain Resnais, magro, esguio, alto, com uma expressão pura no rosto, emol­ durando olhos azuis que brilhavam de fe­ licidade. Nesse even­ to, autores america­ nos ficaram surpresos com o grau de admiração que seu trabalho despertava em respeitados intelectu­ ais europeus como Resnais, Picasso, Jean Luc Go­ dard, Da­mia­no Da­mia­ni, Labisse, Elio Petri, Alberto Moravia e muitos outros. Em outra oca­sião, Resnais, com uma câmera na mão, foi aos Estados Unidos onde tentou fazer um roteiro cinematográfico, que acabou não sendo rea­ li­za­do, com o cria­dor dos super-​­he­róis Stan Lee, a quem chamou de “Homero” de nosso tempo. A gran­ de paixão de Resnais pelos comics, demonstrada tam­ bém em alguns dos seus filmes, contribuiu para elevar o nível de reconhecimento dessa arte.


Daniel Marenco

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F OTOG R A F I A

Todo artista tem de ir aonde o povo está*

A

câmera é ao mesmo tempo escudo e elemento de ligação. Com ela, Da­niel Marenco, fotojornalista de 34 anos, já documentou as condições sub-​­humanas do Presídio Central de Porto Alegre — fotodocumentário pelo qual foi finalista do Prêmio Esso —, os Jogos Pan-​­americanos de 2011, a seca no Rio Grande do Sul, a visita do papa ao Brasil, as recentes manifestações no Rio de Janeiro e tantos outros eventos, sempre lutando para encontrar o inusitado, para chegar à imagem que encerra uma boa história. Natural de São Leo­pol­do, re­g ião metropolitana de Porto Alegre, Da­niel começou a fotografar aos 19 anos graças à avó, sua grande incentivadora. Ela ajudava um deputado da re­g ião e indicou o neto para trabalhar na assessoria de imprensa. O fotógrafo desse político ensinou os rudimentos do ofício e nesse am­bien­te Da­niel, que cursava Educação Física, partiu para o Jornalismo. Durante toda a faculdade ele só pensava em fotojornalismo, o que o fez complementar sua formação com vá­r ios cursos paralelos. Neles conheceu alguns dos fotógrafos com os

quais viria a trabalhar, entre eles João Wainer (neto do jornalista Sa­muel Wainer), fotógrafo da Folha de S.Paulo e hoje diretor e editor da TV Folha. Com equipamento comprado através de empréstimo con­traí­do pela avó, Da­niel conseguiu montar um portfólio básico e com ele uma vaga no Diá­r io Gaú­cho, em 2005. Dois anos depois partiu para o Zero Hora, e em 2010 surgiu a chance de mudar-​­se para São Paulo. “Eu já estava meio insatisfeito no Zero Hora e fui conversar com o meu editor. Ele disse: — Tem que ir. Lá o fotojornalismo é diferente. Para Porto Alegre estampar uma capa fora daqui precisa acontecer algo real­men­te ex­traor­d i­ná­r io. Em Copacabana, se alguém fincar 10 cruzes na areia, a foto corre o mundo”.

Para Daniel Marenco, a fotografia é apenas um pretexto. Um ótimo subterfúgio para que ele possa ver o mundo, estar em locais e nos momentos em que os fatos estão ocorrendo, filtrar a vida através de suas lentes. Tânia Galluzzi

ARREBATAMENTO

Trabalhando para a Folha, Da­niel sentiu não só o frenesi da cidade quanto a pressão da disputa com O Estado de S.Paulo pela melhor imagem. Em 2012 transferiu-​­se para o Rio de Janeiro, mas a agitação só aumentou, uma vez que assumiu o posto de único fotógrafo da Folha na capital fluminense. Tanto é que seus ensaios

*Trecho da canção Nos Bailes da Vida, de Milton Nascimento março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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estão tem­p o­r a­r ia­men­te congelados. Aguar­ dam uma brecha os gaú­c hos da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e o Uru­ guai, homens cuja cor­d ia­l i­da­de contrasta com a dura lida de peão. “Sou muito dedicado. Vivo todo o Rio. Mesmo que eu queira, não consigo fazer outra coisa”, conta Da­niel.

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& DANIEL MARENCO Tel. (21) 9 8276.3515 www.danielmarenco.com REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Desde o desabamento do prédio no Centro do Rio, em janeiro de 2012, o fotógrafo diz que não teve mais trégua. Na sea­ra das tensões diá­ rias, a tomada por manifestantes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em junho de 2013, é lembrada como uma das mais agudas. “Até aquele momento eu nunca ti­ nha sentido medo. Foram cenas grotescas. Não tinha PM na rua”. O clima nas manifestações não baixou. A vio­lên­cia só aumentava, de acor­ do com Da­niel. “A polícia dava tiro de fuzil e as pes­soas não re­cua­vam”. Confirmando o que o fotógrafo confessa ter pressentido, em feverei­ ro deste ano, em um desses atos foi morto o ci­ negrafista da TV Bandeirantes, San­tia­go de An­ drade, em plena Central do Brasil. “Pouco antes da morte do San­tia­go ha­v ía­mos decidido traba­ lhar sem identificação nas manifestações. Não sa­bía­mos mais como se­r ía­mos recebidos”, afir­ ma Da­niel. “Num determinado momento, vi­ mos que não po­d ía­mos nos esconder e volta­ mos a usar o crachá”. Porém o fotógrafo acredita que, depois da morte de San­tia­go, em futuras manifestações de maior porte, a imprensa usa­ rá os mesmos pesados coletes que tem de vestir quando vai cobrir ocor­rên­cias policiais como a recente ocupação da Favela da Maré. E o calendário não parece que vai dar res­ piro para Da­niel. A Copa do Mundo e as elei­ ções devem ocupar coração, mente e olhar. Mas não é para estar onde tudo acontece que Da­ niel escolheu a fotografia? Então, o Rio é hoje o cenário perfeito.


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NOTÍCIAS

Representantes de entidades da cadeia produtiva da comunicação impressa participaram do lançamento da campanha Two Sides no Brasil

Campanha Two Sides chega ao Brasil Mundialmente conhecida pelo seu trabalho na conscientização da sustentabilidade da comunicação impressa, a campanha Two Sides oficializou sua inserção no País e contará com o apoio de diversas entidades da cadeia produtiva para difundir o poder ecológico do papel.

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o intuito de per­mear uma atitu­ de mais sustentável, principal­ mente pela importância que esse tema recebeu nos últimos anos, um número expressivo de empre­ sas incentiva o desuso do papel em prol da preservação do meio am­bien­te, acreditando que, des­ sa maneira, está cumprindo sua função so­cial. Ao se ba­sear em um paradigma antigo — e comprova­ damente errôneo — de que o pa­ pel é responsável pela crescente derrubada de árvores, essas em­ presas im­p ul­sio­nam a desinfor­ mação sobre o caráter sustentável do papel. É para esclarecer a opi­ nião pública e, literalmente, mos­ trar o outro lado da história, que o projeto Two Sides, cria­do em 2012 na Inglaterra, ini­cia­rá uma série de campanhas no Brasil, com o apoio de 42 entidades da cadeia produ­ tiva, para apresentar os fatos que estão por trás desse paradigma. Estabelecida ofi­cial­men­te no País em evento rea­li­za­do na sede da Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), na REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

Martin Eustace, diretor da Two Sides no Reino Unido e responsável pelo projeto, veio ao Brasil para o lançamento da campanha

capital paulista, a assinatura do protocolo de intenções reuniu, ao lado da As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), entida­ des como a As­so­cia­ção Na­cio­nal de Jornais (ANJ), As­so­cia­ção Na­cio­ nal de Editores de Revistas (Aner) e a As­so­cia­ção Brasileira de Em­ presas com Rotativa Offset (Abro). Articulado pelo Sindicato das In­ dús­trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), o lançamento contou com a presença do diretor

da Two Sides no Reino Unido, Mar­ tyn Eustace, que comemorou o ingresso do Brasil na campanha. “Além de ser uma das eco­no­mias mundiais que mais crescem, o País cria a todo o momento projetos novos e am­bi­cio­sos para o setor da comunicação impressa. O Bra­ sil está se tornando rapidamente um líder em silvicultura, e estamos en­tu­sias­ma­d os com a possibili­ dade de mesclar a fantástica his­ tória de sustentabilidade desse

país aos fatos que a Two Sides co­ munica globalmente sobre o pa­ pel e a indústria da comunicação impressa”, declarou. Responsável por apresentar o projeto, Eustace afirmou que é grande a falta de informação e que as organizações, de acordo com o que vivenciou, não sabem ao certo o que devem comunicar. Por isso, a Two Sides elaborou um documento chamado “Comunica­ ção Impressa e Papel – Mitos e Fa­ tos”, que oferece um con­teú­do de embasamento cien­tí­f i­co provan­ do a sustentabilidade da cadeia produtiva. Essa é uma das ações que o projeto criou para estabele­ cer um diá­lo­go esclarecedor com a so­cie­da­de, sensibilizando forma­ dores de opi­nião, setor público, educadores, fornecedores e con­ sumidores de produtos impressos. A vinda da campanha, que já se consolidou como a principal na difusão da sustentabilidade da comunicação impressa no mun­ do — presente em paí­ses euro­ peus como a Alemanha, França,


das peças pu­bli­ci­tá­rias da Two Sides no Brasil, seguindo o padrão utilizado pela campanha. O pra­ zo para início da divulgação para o grande público será de 45 dias. “À medida que a campanha avan­ çar, haverá a tropicalização das peças”, informa Mortara. A ideia é utilizar todos os meios de comunicação nessa ini­ cia­ti­va — jornais, revistas, emis­

soras de rádio e televisão, bem como a cria­ção de um site espe­ cífico, que trará no­tí­cias locais e estará disponível para acesso em maio. “Precisamos mostrar de for­ ma mais clara para as pes­soas a ideia de que o eletrônico não che­ gou para canibalizar o impresso. Ele é uma maneira complemen­ tar de as pes­soas se informarem”, justifica Fernando Costa, primei­ ro vice-​­presidente da Aner e dire­ tor de assinaturas da Editora Abril. Para Martyn Eustace, a cam­ panha tem o poder de estimular a cadeia produtiva da comunica­ ção impressa em um único obje­ tivo. “O problema é global porque é uma indústria global. O que elas [as­so­cia­ções] decidiram é que, ao invés de cria­rem múltiplas cam­ panhas, seria muito melhor unir esforços em uma só de alcance global”, ressaltou. O diretor acre­ dita, também, que a grande his­ tória am­bien­tal do papel tem de ser contada. “Agora está nas mãos do Brasil”, completou.

de Tecnologia Gráfica ◆ Afeigraf – Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamen­ tos e Insumos para a Indústria Gráfica ◆  Anatec – Associação Nacional de Editores de Publi­ cações Técnicas Dirigidas Espe­ cializadas ◆ Anave – Associação Nacional dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e De­ rivados ◆  Andipa – Associação Nacional dos Distribuidores de Papel ◆ Aner – Associação Nacio­ nal de Editores de Revista ◆  ANJ – Associação Nacional de Jor­ nais ◆ ANL – Associação Nacional de Livrarias ◆  APP – Associação dos Profissionais de Propagan­ da ◆  Artefatos – Sindicato da Indústria de Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça no Estado de São Paulo ◆  CBL – Câmara Brasi­

leira do Livro ◆ SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura ◆ SIGC – Sindicato das Indústrias Gráficas de Campinas ◆ Sigrarp – Sindica­ to das Indústrias Gráficas de São José do Rio Preto-​­SP ◆ Sinapel – Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Papel e Papelão ◆ Sinapro – Sindicato das Agên­ cias de Propaganda do Estado de São Paulo ◆ Sindigraf-​­SP – Sindi­ cato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo ◆ Sindijore – Sindicato das Empresas de Jor­ nais e Revistas do Estado de São Paulo ◆ Sindiplast – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo ◆ Sitivesp – Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo ◆ Snel – Sindicato Nacional dos Editores de Livros

(E/D): Fernando Costa, primeiro vice-presidente da Aner e diretor de assinaturas da Editora Abril; Martyn Eustace, diretor da Two Sides no Reino Unido; Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional e Christiano Nygaard, membro do Conselho de Administração da ANJ

Itália, entre outros, além de Es­ tados Unidos, Austrália e África do Sul —, fortalecerá o esforço desempenhado pelas entidades brasileiras neste tema, segundo afirmou o presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara. “Vamos trabalhar com determinação para mostrar que somos uma atividade es­sen­ cial à vida das pes­soas e ao bom

fun­c io­n a­m en­t o da so­c ie­d a­d e. Sem falar na importância da nos­ sa cadeia produtiva na geração de empregos, tributos, tec­no­lo­gias e outros valores agregados”. CRONOGRAMA E METODOLOGIA Um conselho diretivo formado pela Abigraf Na­cio­nal, Aner, ANJ, entre outras entidades, será orga­ nizado para dar início à adaptação

Entidades que apóiam a campanha Two Sides Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ◆ Abap – Associação Brasileira de Agên­ cias de Publicidade ◆  Abemd – Associação Brasileira de Mar­ ke­ting Direto ◆  Aber – Associa­ ção Brasileira de Encadernação e Restauro ◆ Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Em­ presarial ◆ Abflexo – Associação Brasileira Técnica de Flexografia ◆   Abiea – Associação Brasilei­ ra das Indústrias de Etiquetas Adesivas ◆  Abigraf Nacional – Associação Brasileira da Indústria Gráfica ◆  Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máqui­ nas e Equipamentos ◆ Abimfi – Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e de Ima­ gem ◆ Abirp – Associação Brasi­ leira das Indústrias Recicladoras

de Papel ◆ Abitim – Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão ◆ ABP – Associa­ ção Brasileira de Propaganda ◆  ABPO – Associação Brasileira do Papelão Ondulado ◆  Abraf – Associação Brasileira de Pro­ dutores de Florestas Plantadas ◆  Abraform – Associação Brasi­ leira da Indústria de Formulários, Documentos e Gerenciamento da Informação ◆ Abrafoto – As­ sociação Brasileira de Fotógrafos Profissionais ◆ Abre – Associação Brasileira de Embalagem ◆ Abrelivros – Associação Brasileira de Escritores de Livros Escolares ◆  Abro – Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset ◆  ABTCP – Associação Brasilei­ ra Técnica de Celulose e Papel ◆  ABTG – Associação Brasileira

março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Copagrem inicia atividades de 2014 Realizado na sede da Fiesp, em seguida ao lançamento da campanha Two Sides, encontro discutiu o cenário econômico, o futuro da comunicação impressa e as projeções para este ano

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reu­nião inaugural do calendá­ rio de 2014 do Comitê da Ca­ deia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), promo­ vida na sede da Federação das In­ dús­trias do Estado de São Pau­ lo (­Fiesp), na capital paulista, foi marcada pela abordagem de as­ suntos ligados à economia, ao ju­ di­ciá­rio e às perspectivas para o futuro da comunicação impressa. Ao todo, foram 40 participantes, que representaram 24 entidades da cadeia produtiva dos setores que compõem o Comitê. Com a palestra “O Futuro da comunicação impressa no jorna­ lismo”, ministrada pelo jornalis­ ta, escritor e empresário Ricardo Viveiros, os membros do Copa­ grem puderam discorrer sobre os caminhos que a comunicação impressa vem trilhando ao lon­ go do tempo, até chegar a um de seus maiores de­sa­fios: a concor­ rência com a mídia digital. Vivei­ ros afirmou que a indústria da co­ municação precisa se reiventar, REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

com maneiras diferentes e cria­ti­ vas de chamar a atenção do lei­ tor, sempre prio­r i­z an­d o a qua­ lidade do ma­te­r ial — tanto em termos jornalísticos, de credibili­ dade da informação, como em vi­ suais. “O futuro não é tão negro assim”, salientou. “Se nós acredi­ tarmos no próprio lamento, va­ mos acabar com o nosso negócio antes mesmo dele acabar natural­ mente”, alertou o jornalista. O diretor titular da Central de Serviços da F­ iesp e presidente do Sindicato da Indústria de Es­p e­ cia­li­da­des Têxteis do Estado de São Paulo (Sie­tex), Paulo Henri­ que Schoueri, veio na sequência junto com Lu­cia­na Nunes Freire, gerente jurídica corporativa da federação, para apresentar o Nú­ cleo de Acompanhamento Legis­ lativo (NAL). Apoiado pela Central de Serviços (Cser) para analisar os Projetos de Lei (PL) em andamen­ to nos poderes executivo e legis­ lativo, bem como as ten­dên­cias dos parlamentares, o NAL será a

voz dos em­pre­sa­ria­dos no trâmi­ te político de leis que possam in­ terferir diretamente na indústria. “Normalmente as emendas são muito resumidas e não passam para o leitor exatamente o que está sendo alterado”, explica Lu­ cia­na Freire. “O NAL faz uma tra­ dução do que é aquele Projeto de Lei, encaminha ao Cser, que solici­ ta um po­si­cio­na­men­to dos sindi­ catos a respeito do referido proje­ to. Com as opi­niões em mãos, nós consolidamos em uma só que re­ presente o parecer da indústria — seja ele favorável ou não”. Atual­ men­te, o NAL monitora um total de 416 proposições. Na sequência, a palestra “Ce­ nário econômico – fechamento 2013 e projeções 2014”, ficou a cargo de Guilherme Renato Cal­ do Moreira, gerente do Depar­ tamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da F­ iesp. O analista acredita que, se houver um crescimento na con­fian­ça do em­pre­sa­ria­do, automaticamente

a produção será impactada. “To­ das as recuperações da atividade in­dus­trial vie­ram precedidas de uma forte recuperação da con­ fian­ça” reitera Moreira. Ele ressal­ tou, no entanto, que a expectativa dos em­pre­sá­rios na comparação do início de 2013 com o mesmo pe­río­do deste ano foi pouco ex­ pressiva. O presidente do Sindi­ cato das Agên­cias de Propaganda do Estado de São Paulo (Sinapro), Geraldo Martins de Brito, apresen­ tou um panorama do mercado de publicidade e da atua­ção e traje­ tória da entidade que completou 70 anos recentemente. Também estiveram presen­ tes representantes da Abigraf-MS, Abigraf-PR, Abigraf-SP, Abirp, Abi­ tim, ABPO, Abro, ABTCP, ABTG, Afei­ graf, Anatec, Andipa, Artefatos, Bracelpa, CBL , Sia­p a­p e­co, Sina­ pel, Sindiplast, Sinpesp, SIP, Siti­ vesp e Snel. GRUPOS DE TRABALHO Alguns grupos de trabalho (GT ) apresentaram o andamento de seus projetos. O GT de Valoriza­ ção da Comunicação Impressa, coor­de­na­do pelo Sindigraf-SP, tem como principal projeto a articula­ ção e implantação da campanha Two Sides no Brasil (confira a co­ bertura completa do lançamento nesta edição). Por sua vez, o GT de Competitividade está empenhado em uma ação que poderá incluir os pa­péis comerciais na lista de itens financiáveis pelo Cartão BN­ DES. Desenvolvida com o suporte da Bracelpa, caso seja aprovada, a medida be­ne­f i­cia­rá principalmen­ te as micro e pequenas empresas. O Grupo de Trabalho de Tribu­ tação anunciou os assuntos defini­ dos para abordagem nas reuniões deste ano do Copagrem, como o combate à fraude do papel imune, a desoneração da folha de sa­lá­rios, a exclusão do ICMS e ISS da base de cálculo de PIS e Cofins (na­cio­nal e importado), entre outros.


Fotos: Sebastião Jacinto Junior/Arquivo Abigraf-MG

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Minas Gerais empossa suas novas diretorias

Sindicato das In­dús­trias Gráfi­ cas de Minas Gerais (Sigemg) e a As­s o­cia­ç ão Brasileira da In­ dústria Gráfica de Minas Gerais (Abigraf-MG) deram posse às suas novas di­re­to­rias no dia 6 de fe­ vereiro, no auditório da Federa­ ção das In­dús­trias do Estado de Minas Gerais (­Fiemg). A soleni­ dade contou com a presença do presidente da Abigraf Na­cio­nal e Sindigraf-SP, Fábio Arruda Morta­ ra; do vice-​­presidente do Conse­ lho Diretivo da Abigraf Na­cio­nal e presidente do Sindigraf-MS e da Abigraf- MS, Ju­lião Flaves Gaú­na; e do presidente da ­Fiemg, Olavo Machado Jú­nior. De acordo com Vicen­ te de Paula Aleixo Dias, reeleito

presidente das duas entidades — Si­gemg e Abigraf- MG — para o triê­nio 2014–2016, a indústria grá­ fica mineira tem muitos de­sa­fios para os próximos anos. “Precisa­ mos trabalhar no sentido de tor­ nar o setor em Minas Gerais mais competitivo, já que entramos no mercado em si­t ua­ç ão de desi­ gualdade com outros Estados que usu­fruem de percentuais tri­bu­tá­ rios menores e têm mais incenti­ vo do que aqui”, explica. A nova diretoria das entidades já apre­ senta como um dos planos de tra­ balho a retomada da Abigraf-MG Itinerante, um projeto que objeti­ va levar a diversas cidades do in­ te­rior mineiro palestras voltadas para a gestão em­pre­sa­rial.

(E/D) Julião Flaves Gaúna, vice-presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional e presidente do Sindigraf-MS e da Abigraf-MS; Vicente de Paula Aleixo Dias, presidente da Abigraf-MG e Sigemg; Fábio Mortara, presidente da Abigraf Nacional e Sindigraf-SP e Olavo Machado, presidente da Fiemg

DIRETORIA ABIGRAF‑MG Gestão 2014/2016 Presidente: Vicente de Paula Aleixo Dias ◆ 1º Vice‑Presidente: Rodrigo Velloso de Almeida ◆ 2º Vice‑Presidente: Júlio Américo de Oliveira Pena ◆ 1º Tesoureiro: Geraldo Cézar Miranda Simões ◆ 2º Tesoureiro: Alberto Rodrigues da Silva Filho ◆ 1º Secretário: David da Silva Júnior ◆ 2º Secretário: Luíz Fernando Martins Lazafá ◆ Diretoria Plenária: Ademir Jorge Marinho, Rafael Pinto Nogueira, Ricardo de Lara Campos, José Carlos Otoni Ferreira, Altino Osmar Martins, Fausto Luiz Tameirão Diniz, Carlos Antonio Costa, Angelo Buldrini de Souza, Frederico Magno Tavares, Jairo Alves Lopes Júnior, Sérgio Alves Silva, Abdallah Mussa Sobrinho, Maria Amélia Tofani Mota, Ricardo Carvalhais Aguiar, Philipe Caetano Lara, Cláudio Araújo Dias, Luiz Antonio Vasconcelos Alves Lima, Luiz Carlos Dias Oliveira, Cláudio Wagner Duarte Rezende, Cláudia Pereira de Rezende, Gillian Alves da Costa, Carlúcio Santos Rajão, Flávio Henrique Arantes dos Santos, Evandro Arantes, Patrícia das Graças Neres Alves, Carlos Guimarães de Castro, Vitor Gomes da Silva, Geraldo Gilberto de Oliveira Pinto, Carlos Alberto Rangel Proença, Marcus Vinicius Viana, Eny Aparecida de Paiva Coimbra, Paulo César de Assis Lage, Marco Antônio de Pádua Faria, Marcelo Silva Amaral, Nilmar Cássio Oliveira, Geraldo Pereira de Almeida e Maria de Fátima Ferreira ◆ Diretoria Plenária

Suplente: Adão da Cruz Ribeiro, Fábio Ângelo Batista, Silvio Verçosa, Lucas Simões e João Batista de Souza ◆ Conselho Fiscal Efetivo: Carlos Alberto da Rocha Castro, Celso Silva e Joaquim Alves Sobrinho ◆ Conselho Fiscal Suplente: Wilson Melo Lima, Ailton Pinto de Carvalho e José Antônio Delgado Monteiro Junior DIRETORIA SIGEMG Gestão 2014/2016 Presidente: Vicente de Paula Aleixo Dias ◆ 1º Vice‑Presidente: Rodrigo Velloso de Almeida ◆ 2º Vice‑Presidente: Luiz Carlos Dias Oliveira ◆ 1º Tesoureiro: Geraldo Cézar Miranda Simões ◆ 2º Tesoureiro: José Carlos Otoni Ferreira ◆ 1º Secretário: David da Silva Júnior ◆ 2º Secretário: Ricardo de Lara Campos ◆ Diretoria Plenária: Cláudia Pereira de Rezende, Luiz Carlos Dias Oliveira, Patrícia das Graças Neres Alves, Altino Osmar Martins, Gillian Alves da Costa, Sérgio Alves Silva, Wellington dos Santos Ferreira e Marcus Vinicius Viana ◆ Conselho Fiscal Efetivo: Carlos Alberto da Rocha Castro, Celso Silva e Joaquim Alves Sobrinho ◆ Conselho Fiscal Suplente: Wilson Melo Lima, Ailton Pinto de Carvalho e José Antônio Delgado Monteiro Junior ◆ Delegados Representantes junto à Fiemg – Efetivos: Luiz Carlos Dias Oliveira e Vicente de Paula Aleixo Dias ◆ Delegados Representantes junto à Fiemg – Suplentes: David da Silva Júnior e Geraldo Cézar Miranda Simões março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Entidades catarinenses sob nova direção

Grupo de membros da nova diretoria do Sigraf (E/D): André Fernando Aguiar, Fabiano João Bertoli, Jucinei Gercino da Silveira, José Fernando da Silva Rocha, João Baptista Cardoso, Joceli Jacques da Cruz e Cladimor Roque Spolti

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olenidade rea­l i­z a­d a no sa­ lão de eventos das entida­ des, rea­li­za­da no dia 3 de abril, empossou as novas di­re­to­rias da As­so­cia­ção Brasileira da In­ dústria Gráfica – Re­gio­nal San­ ta Catarina e do Sindicato das In­d ús­trias Gráficas da Gran­ de Flo­ria­nó­po­lis para a gestão 2014-​­2017. Cidnei Luiz Barozzi foi o presidente eleito para pre­ sidir a Abigraf-SC e João Baptista Cardoso assumiu o Sigraf. Atuan­d o no setor gráfi­ co há 25 anos e ­atual 2º vice-​ ­presidente da As­so­cia­ç ão Co­ mer­cial de Chapecó, Barozzi é o primeiro gráfico da re­gião Oes­ te do Estado a comandar a Abi­ graf-SC. Cardoso, gra­dua­do em Administração, sempre esteve envolvido com as atividades do sindicato, desde a antiga As­ so­cia­ç ão das In­dús­trias Gráfi­ cas de Flo­ria­nó­p o­lis, que deu origem ao Sigraf. José Fernando da Silva Ro­ cha, que recebeu uma placa de reconhecimento pela sua

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

gestão à frente da Abigraf-SC, fez questão de agradecer a to­ dos que con­t ri­b uí­ram para o sucesso do seu mandato, em es­p e­c ial aos as­s o­c ia­d os “por acreditarem na entidade e par­ ticiparem das ini­c ia­t i­v as pro­ postas no sentido de melhorar cada vez mais as condições de trabalho do setor”. DIRETORIA ABIGRAF-SC Gestão 2014/2017 DIRETORIA Presidente: Cidnei Luiz Barozzi ◆ 1º Vice‑Presidente: José Fernando da Silva Rocha ◆ 2º Vice‑Presidente: Osvaldo Luciani ◆ Diretor Administrativo: Charles José Postali ◆ Diretor Administrativo Adjunto: Enéas da Silva Ribeiro ◆ Diretor Financeiro: Jucinei Gercino da Silveira ◆ Diretor Financeiro Adjunto: Evandro Rogério Volpato ◆ Conselho Fiscal – Membros efetivos: João Baptista Cardoso, Claudio Redin e Luiz Carlos Platt ◆ Conselho Fiscal – Membros suplentes: Roberto Telles, Geiser Neto e Waldemar Luis Casagrande

(E/D): Cidnei Luiz Barozzi, presidente e João Cardoso, membro efetivo do Conselho Fiscal

Conselho Consultivo – Presidente: José Fernando da Silva Rocha ◆ Vice‑Presidente: Ronaldo Baumgarten Júnior, Secretário: Fernando Mayer ◆ Conselho Consultivo – Membros efetivos: Fabiano João Bertoli, João Baptista Cardoso, João Claudio Bruza Sá, Joceli Jacques da Cruz, Osvaldo Luciani e Alcides Westfal ◆ Diretoria Plenária: Osvaldo Luciani, Evandro Rogério Volpato, Enéas da Silva Ribeiro, Luiz Carlos Platt, José Fernando da Silva Rocha, Geiser Neto e Sandra de Lima Tomazelli

DIRETORIA SIGRAF-SC Gestão 2014/2017 Presidente: João Baptista Cardoso

Vice‑Presidente: José Fernando da Silva Rocha ◆ 1º Secretário: Jucinei Gercino da Silveira ◆ 2º Secretário: Joceli Jacques da Cruz ◆ 1º Tesoureiro: Fabiano João Bertoli ◆ 2º Tesoureiro: André Fernando Aguiar ◆ Conselho Fiscal – Membros efetivos: Cladimor Spolti e Waldemar Conceição Filho ◆ Conselho Fiscal – Membros suplentes: Sandro, Ezequiel e Ricardo Bragé ◆ Delegação Federativa – Membros efetivos: José Fernando Da Silva Rocha e Jucinei Gercino Da Silveira ◆ Delegação Federativa – Membros suplentes: João Baptista Cardoso e Patrick Elbert ◆


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Semana de Artes Gráficas em seis cidades paulistas Neste ano, a grade contemplará a capacitação, produtividade e rentabilidade e passará por seis municípios do interior de São Paulo: Araçatuba, Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Campinas e Barueri.

C

om o objetivo de contribuir para o aprimoramento dos em­pre­ sá­rios e dos profissionais gráficos paulistas, a Semana de Artes Gráficas de 2014 — rea­li­za­da pela As­so­cia­ção Brasileira de Tecno­ logia Gráfica (ABTG), com o patrocínio do Sindigraf-SP e Abigraf­ -SP — trará, além de um cronograma que abrange os principais as­ suntos do âmbito em­pre­sa­rial e pro­f is­sio­nal, a aplicação do Exame Na­cio­nal de Ava­lia­ção para Capacitação dos Profissionais Gráficos (Enac). Desenvolvido paralelamente no primeiro dia de cada edi­ ção, o teste ava­lia­rá o nível de conhecimento dos colaboradores e indicará os treinamentos ne­ces­sá­rios para o aumento da produti­ vidade. Como acontece anual­men­te, as palestras da Semana de Artes Gráficas serão as mesmas em todas as cidades, cujos temas vão desde gestão em­pre­sa­rial, capacitação e estruturação de equi­ pes de trabalho até práticas de sustentabilidade, norma NR-12, ca­ pacitação técnica para vendedores e combate aos des­per­dí­cios na indústria gráfica. A duração será de cinco dias.

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PALESTRANTES Para abordar o tema “Gestão em­pre­sa­rial da pequena e média em­ presa gráfica com foco na produtividade”, foi escolhido José Pires de Araú­jo Jú­nior, professor de gra­dua­ção e pós-​­gra­dua­ção da Fa­ culdade Senai de Tecnologia Gráfica. Outro pro­f is­sio­nal que parti­ cipará das SAGs será Bruno Mortara, com ex­pe­riên­cia de mais de 25 anos na indústria gráfica, que le­cio­na nos cursos de pós-​­gra­dua­ção do Senai e de gra­dua­ção em fotografia do Senac. Ele será respon­ sável pelo painel “Mais capacitação = maior produtividade e renta­ bilidade” juntamente com Cristina Simões, que também apresen­ tará o tema “Construindo com­pe­tên­cias profissionais com foco no aumento da produtividade”. Na sequência, será a vez da palestra “Gráfica responsável: Requisitos legais, NR’S e NR12, Responsabilida­ de sobre os re­sí­duos sólidos e boas práticas para a sustentabilidade”, proferida pela engenheira química Márcia Biag­gio. A capacitação técnica para vendedores também terá seu espa­ ço na grade das SAGs dos seis mu­ni­ci­pios paulistas, cuja palestran­ te será a produtora gráfica Ana Cristina Oliveira. O técnico gráfico Marcelo Ferreira, que atua no setor há mais de 20 anos, ministra­ rá a palestra “Combate aos des­per­dí­cios na indústria gráfica: a im­ portância da busca da efi­ciên­cia em custos e produtividade para a geração de ne­gó­cios”. Ainda neste ano, de 11 a 15 de agosto, na F­ iesp, haverá a primei­ ra SAG Sindigraf, edição da Semana de Artes Gráficas na cidade de São Paulo, rea­li­za­da pela ABTG, com o patrocínio do Sindicato das In­dús­trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), cujo tema central será “Gestão, Tecnologia e Inovação”. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

O interior em evidência Ampliar a valorização do setor gráfico de Ribeirão Preto é uma das bandeiras defendidas na atual gestão da Seccional de Ribeirão Preto da Abigraf‑SP, coordenada pelo empresário Fabio Sarje.

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esponsável por empregar cerca de 1.300 profissionais, o setor gráfico de Ribeirão Preto, municí­ pio localizado a cerca de 290 qui­ lômetros da capital paulista, con­ ta, desde dezembro, com as ideias e a liderança do empresário Fabio Sarje, que assumiu o posto de pri­ meiro vice-​­presidente na sec­cio­ nal local da Abigraf-SP, cuja ges­ tão vai até 2016. Durante esses três anos, a valorização do impresso e a integração com as mí­dias digi­ tais serão alguns dos combustíveis que guiarão as ações lideradas pela as­so­cia­ção. Para exercer esse cargo, no en­ tanto, um dos principais de­sa­fios elencados por Sarje é dar prosse­ guimento ao trabalho desenvolvi­ do por seu antecessor, o empresá­ rio gráfico Edson Antonio Bian­chi, a quem chama de “segundo pai na Abigraf”. “O Edson é uma pes­ soa evo­luí­da que tem prazer em ensinar sem requerer algo em tro­ ca”. Cons­cien­te do po­ten­cial da in­ dústria gráfica de Ribeirão Preto, onde mais de 120 empresas es­ tão instaladas, e também das di­ ficuldades que permeiam o se­ tor, Sarje acrescenta o controle e diminuição da concorrência des­ leal, bem como as pautas re­la­cio­ na­das ao cumprimento da nova lei municipal de re­sí­duos sólidos, na lista de assuntos primordiais na sua gestão. O executivo também acredita no as­so­cia­ti­vis­mo como uma maneira para contribuir com o desenvolvimento do setor grá­ fico ribeirão-​­pretano. “Aumentar a participação e proximidade dos em­pre­sá­rios gráficos com a Abi­ graf Ribeirão Preto é outra ação que pretendo aprimorar nesta gestão. A troca de ideias e deba­ tes democráticos positivos, que

Fabio Sarje, primeiro vice-​­presidente da sec­cio­nal Ribeirão Preto da Abigraf-SP

possam gerar integração e apren­ dizado, são saudáveis ao setor e às empresas as­so­cia­das”, explica. E o que estava no papel já co­ meça a ser vislumbrado na prá­ tica. Sarje informa que palestras, cursos e reuniões com diferentes abordagens serão rea­li­za­das a fim de promover o constante apren­ dizado dos profissionais gráficos de Ribeirão Preto. Consta na pro­ gramação de ações para este ano a participação de gráficos locais na ExpoPrint, maior evento da indústria gráfica na América La­ tina; a rea­li­za­ção da Semana de Artes Gráficas (SAG), projeto de atua­li­za­ção pro­f is­sio­nal da As­so­ cia­ç ão Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), ambos no mês de julho, e a revitalização e doa­ção de 600 livros à bi­blio­te­ca muni­ cipal de Gua­ta­pa­rá, município do in­te­rior paulista com pouco mais de 7.300 habitantes. TRAJETÓRIA Com mais de duas décadas de ex­ pe­riên­cia na indústria gráfica, Sar­ je deu os primeiros passos no se­ tor na empresa da família, que atendia gráficas e agên­cias de pu­ blicidade. “Prestávamos serviços


ABIGRAF REGIONAL SÃO PAULO SECCIONAL RIBEIRÃO PRETO R. Visconde Inhaúma, 489, 3º andar, sala 309 14010-100 Ribeirão Preto SP
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Projeto para o desenvolvimento de micro e pequenas gráficas Consultoria da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica leva às empresas do Estado de São Paulo um olhar analítico crucial para a identificação e correção de falhas que podem passar despercebidas no dia a dia.

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anter um rendimento cons­ tante na empresa é uma das principais atividades de um ges­ tor. Para alguns deles, no entan­ to, chegar nesse patamar implica basicamente conquistar novos clien­tes e fechar mais pedidos. Contudo, se este esforço não for acompanhado de uma produ­ ção de qualidade, o resultado seguirá um caminho contrário ao pretendido. Foi pensando em identificar e oferecer soluções para os gargalos que surgem no dia a dia que a As­so­cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) criou, em 2008, o proje­ to ABTG Ju­nior, que presta con­ sultoria ba­sea­da nas boas prá­ ticas de fabricação para aqueles que mais movimentam o setor em nível na­c io­n al: as micro e pequenas empresas. De acordo com Reinaldo Es­ pinosa, presidente do conselho diretivo da ABTG , que coorde­ nou a implantação do projeto, o objetivo da ABTG Ju­nior é sub­si­ diar o desenvolvimento das grá­ ficas de micro e pequeno portes. “Estando mais perto das empre­ sas podemos ava­liar e melhorar nossa percepção sobre ca­rên­cias e necessidades, am­plian­do nos­ so portfólio para atender mais adequadamente essa importan­ te faixa de mercado. Além dis­ so, a consultoria também exerce a função de nos aproximar dos em­pre­sá­rios e de mostrar o va­ lor do as­so­cia­ti­vis­mo na prática”, explica Espinosa. Na visita téc­ nica, rea­li­z a­da por um consul­ tor da entidade, são analisados

Foto: Andrea Ribeiro

de cria­ção de lay­outs institucio­ nais e promocionais e fizemos muita dia­gra­ma­ção de jornais e revistas locais”, relembra o exe­ cutivo. Mais tarde, Sarje atuou na dia­gra­ma­ção do jornal A Cidade, um dos mais importantes na re­ gião. “Lá eu aprendi a trabalhar rá­ pido e com muita responsabilida­ de, também conheci mais sobre a engenharia das máquinas de pré-​ ­impressão e impressão rotativa”, conta. Após se gra­duar em publi­ cidade e propaganda, ele decidiu sair do jornal e investir, junto com seu pai, na GCom Gráfica, onde trabalha até hoje. Sobre o futuro da indústria gráfica em âmbito re­gio­nal e na­ cio­nal, Sarje aposta suas fichas nas oportunidades sazonais im­ pul­sio­na­das pela Copa do Mun­ do, eleição e Olim­p ía­d as. Tam­ bém no consumo do mercado varejista, que no Brasil ainda está em fase ini­cial de expansão. “Por si só, esses são indicativos de que teremos muitas embalagens para produzir, e consequentemente muitos manuais e impressos pro­ mocionais”, analisa, concluindo que a re­gião de Ribeirão Preto “é fértil no segmento agroindustrial e se o consumo é alto neste seg­ mento, em razão do crescimento sólido do agribusiness na­cio­nal, te­ remos uma excelente oportunida­ de de ne­gó­cios para as in­dús­trias gráficas locais”, finaliza.

Reinaldo Espinosa, presidente do Conselho Consultivo da ABTG

os procedimentos aplicados em pré-​­impressão, impressão, aca­ bamento, armazenamento e uti­ lização de materiais e insumos, controle de processos, manuten­ ção, certificação, limpeza e con­ servação, descarte de re­sí­duos e condições de trabalho. O balanço das con­sul­to­rias rea­li­za­das em 2013 sinalizam o gradativo crescimento e aceita­ ção do projeto: foram atendidas 50 empresas a mais, em compa­ ração a 2012, com 99% de satis­ fação. Uma das gráficas que re­ ceberam a visita técnica no ano passado foi a Impresso Rápido, empresa paulistana que está há mais de quatro anos no mer­ cado. Segundo Denis Francis­ co dos Santos, sócio e diretor, as dicas passadas pelo consul­ tor ajudaram a gráfica a so­lu­ cio­nar as dificuldades que tinha em alguns setores. “O represen­ tante nos alertou sobre a ilumi­ nação, que é um pouco fraca, e também deu outras dicas, como a praticidade de guardar as cha­ pas junto com os fotolitos e mo­ delos, por exemplo. Gostamos muito da consultoria e estamos

empenhados na incorporação das sugestões”, relata. Localizada na zona sul da ca­ pital paulista, a SJS Gráfica tam­ bém recorreu à ABTG Ju­nior para fazer um check-​­up do que pode­ ria ser aprimorado na empresa. Na análise do diretor Sinval Oli­ veira Silva, a consultoria acres­ centou diversas me­lho­rias à ro­ tina da gráfica. “O diag­nós­ti­co apresentado nos ajudou muito na implantação das me­lho­rias em processos e controle de qua­ lidade, bem como na eliminação dos des­per­dí­cios. É um serviço que recomendo às pequenas empresas”, resume o empresário. Gráficas das cidades de Gua­ ru­lhos, Bauru, Ribeirão Preto, Araçatuba, São José dos Cam­ pos, Campinas e Jun­diaí, entre outras do Estado de São Paulo, foram algumas das atendidas em 2013. Os requisitos para agendar a visita são dispor de um quadro de no máximo 30 funcionários e disponibilizar um responsável para acompanhamento. Mais informações podem ser obtidas em www.abtg.org.br ou através do telefone (11) 2797-​­6700. março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Impressão Digital em debate Grupo Empresarial de Impressão Digital da Abigraf-​­SP (GE-​­Digi) reúne empresários do setor e oferece um ambiente para a soma de esforços diante dos percalços do mercado.

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nalisar as especificidades de cada segmento, entendendo como ele opera e aplicando me­ didas efetivas para superar seus entraves, é cru­cial para promo­ ver o desenvolvimento em to­ dos os níveis: tanto para o espe­ cífico, quanto para o na­cio­nal. Se este procedimento é rea­li­za­ do por quem vivencia as dificul­ dades dia­ria­men­te, o resultado tende a ser ainda mais positivo. É com esse pensamento que a Abigraf-SP concede, através de seus grupos empresariais, uma oportunidade para que as em­ presas possam, conjuntamente, identificar os empecilhos em co­ mum e as saí­das viáveis. Um des­ ses grupos é o GE -Digi (Grupo Em­pre­sa­rial de Impressão Digital) que, na última reu­nião, rea­li­za­da em fevereiro, abordou os assun­ tos mais recentes que impacta­ ram o setor de impressão digital. O primeiro tema discutido foi a crescente participação das gráficas de impressão digital na REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014

área de sinalização, fenômeno identificado através de levanta­ mento feito com inúmeras em­ presas. O diretor se­to­rial do GE­ -Digi, Flávio Medeiros, explica que isso reflete a busca das gráfi­ cas por novos horizontes no mer­ cado. “O motivo basicamente é a oportunidade de negócio, uma vez que aconteceram algumas substituições de materiais im­ pressos por informações eletrô­ nicas. Algumas gráficas digitais já for­ne­ciam sinalização em pe­ quena escala”, explica Medeiros. A partir dessa constatação, o gru­ po discutiu a possibilidade de in­ corporar o Grupo Em­pre­sa­rial de Sinalização (GE-Sign) ao GE-Digi, proposta essa que já foi validada pela diretoria da Abigraf-SP. Na sequência, o assunto em pauta foi a perspectiva dos em­ pre­sá­rios para este ano. A maio­ ria dos membros do GE-Digi con­ cordaram que 2014 será mais produtivo, considerando a pers­ pectiva dos próximos meses com

Copa do Mundo e eleições, como fatores que podem im­pul­sio­nar para um resultado benéfico. Me­ deiros, no entanto, faz uma aná­ lise mais ponderada. “São raros os casos de grande incremen­ to de vendas em razão da Copa do Mundo. Acredito que a ala­ vancagem de rendimentos pas­ sa, principalmente, pela boa gestão, com controle sobre os custos, prática de preços cons­ cien­te, sem grandes aventuras. O segundo semestre tra­di­cio­nal­ men­te é su­pe­rior ao primeiro, o que se espera é a repetição desse fato, pois haverá também a elei­ ção, que traz um consumo maior de impressos”, observa o diretor. Na oca­sião, o grupo avaliou também a probabilidade de rea­ li­zar uma nova edição da pesqui­ sa na­cio­nal de impressão digi­ tal, que já teve edições em 2007 e 2010, e lançá-​­la na III Confe­ rência de Impressão Digital, jun­ tando dois grandes eventos. De­ vido às opi­n iões divergentes,

haverá uma pré-​­pesquisa, para ambos os eventos, com os prin­ cipais fornecedores para verificar a questão dos investimentos ne­ ces­sá­rios. Por fim, os membros discutiram a promoção de even­ tos com outras entidades para a disseminação da impressão digi­ tal, que in­cluem Sinapro, Abap, Abemd, entre outras. O objeti­ vo é aumentar o consumo desse tipo de impressão pelos as­so­cia­ dos dessas entidades, que repre­ sentam grandes compradores de produtos gráficos. Para Flávio Medeiros, o en­ gajamento das empresas nos encontros do GE-Digi tem sido gradativo e reflete o trabalho de­ senvolvido pelo grupo. “A par­ ticipação foi excelente e com comparecimento de novos as­ so­cia­dos. Isso porque ainda não vie­r am os em­p re­s á­r ios do GE­ -Sign. Nossa expectativa é au­ mentar a participação à medi­ da que começarmos a anun­ciar novas ações”, avalia.


HÁ TRINTA ANOS Notícias publicadas na Revista Abigraf de março e abril de 1984

ENCONTRO DE EMBALAGENS

O ano de 1984 teve como um dos seus importantes acontecimentos a rea­li­z a­ção do I Encontro de Embalagem de Cartão (Enec), que ocorreu em São Paulo, com a presença de cerca de 120 representantes das empresas produtoras de papel e celulose e de fabricantes de embalagens. Na abertura, Max Schrappe ressaltou a importância da aproximação dos dois setores no sentido de elaborar políticas de atua­ção que fossem de interesse conjunto.

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Pequenas empresas

o edi­to­rial, o então presidente da Abigraf- SP, Max Schrappe, celebra uma novidade para as mi­croem­pre­ sas. Diz ele: “Depois de uma longa batalha nos gabinetes de Brasília, o Estatuto da Mi­ croem­pre­sa finalmente alçou vôo e foi aterrissar no Congresso.” O texto revela o início da valorização das pequenas empresas, extrato importante para a economia do País, que hoje conta com programas de incentivo e de apoio ao seu desenvolvimento.

Restrição às importações

Há 30 anos, este era um sério problema enfrentado pelo setor. A Revista Abigraf nº 92, de março/abril de 1994, trouxe como matéria de capa uma reportagem sobre os efeitos da restrição de importação de equipamentos gráficos. O texto remete a um pe­río­do histórico no qual o governo federal exercia rígido controle sobre as importações. De acordo com a revista, “o arrocho na entrada de produtos manufaturados importados está afetando diretamente a indústria gráfica na­cio­nal. Em 1982, a então Cacex (Carteira de Comércio Ex­te­rior do Banco foi Brasil) liberou para o setor cerca de US$ 10 milhões em importações de máquinas e equipamentos; em 1983, esse valor caiu para a metade e, em 1984, as perspectivas eram ainda pio­res.” Naquele momento, a obsolescência do parque gráfico era a amea­ça ime­dia­ta.

Impressos vetados Na coluna Registro — que hoje pode ser comparada à ­atual seção Sistema Abigraf — a revista destacou uma conquista do setor: o deputado Lúcio Alcântara havia acabado de levar à Câmara Federal, projeto de lei de sua autoria que proibia aos órgãos de administração pública instalar gráfica para fazer os pró­prios serviços.

Impressão de dinheiro

Outro destaque foi a nova coluna assinada por Mário Carramillo Neto, um dos maiores es­pe­cia­lis­tas da história da indústria gráfica no Brasil, autor de livros e teses sobre o assunto. Na edição nº 92, ele tratou do tema da falsificação do dinheiro. Apesar da abordagem leve, em formato de crônica, o texto faz refletir sobre os avanços que a produção de impressos de segurança apresentou nas últimas três décadas.

Perfil empresarial A

Revista Abigraf nº 92 também deu início a uma seção que permanece em suas páginas até os dias de hoje: o perfil de empresas gráficas de todo o País. A indústria escolhida para fazer a estreia foi a Editora CQ, de São Paulo, responsável durante muito tempo pela produção de revistas como a Duas Rodas Motociclismo e a Avicultura In­dus­trial. A revista também passou a trazer perfis de fornecedores de equipamentos e insumos para o setor, retratando nessa edição de 30 anos atrás a história da Ricall, fabricante de máquinas fundada em 1963. março /abril 2014  REVISTA ABIGR AF

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MENSAGEM

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acia cr o em d a d e as b a é re v li to o V v is ci es õ iç u it st in as n e o ad st E o n

lhares de entarem seg mentos com mi res rep ao em r, lita plo é o nosso setor, início do reg ime mi e trabalhadores. Um exem sas pre Há cinquenta anos, com o em iva gat e empregador s perderam a prerro por mais de 22 mil gráficas do tuí sti março de 1964, os brasileiro con os, an , quando gos eletivos. Há 30 ente 225 mil pessoas. Assim dam ma oxi apr do voto para os principais car de is ma ão da folha semestre de 1984, um dos conquistas como a desoneraç ém obt raf big as Diretas Já, no primeiro a A , res desde o Descobrimento embalagens ou a extinção eficazes movimentos popula de pagamentos na área de ão. zaç ati ocr em red à seis papéis de imprimir, o caminho sobretaxa de importação de começavam a pavimentar da s mo áva tiz cre missão e agindo em de 1989, con cumprindo uma parte de sua á Há 25 anos, em novembro est a. blic pú Re da própria atividade. o presidente de todos os associados e da e o direito de eleger nas urnas nom de ições na Abigraf ico permeado são muito expressivas as ele o, Foi todo um processo histór iss r Po a uel daq a te primeiro a ação pernicios o as que nos mobilizam nes com l, na cio cidadania, que contrasta com Na ais e nos sindicatos. dalismo e violência, minoria que, praticando van semestre de 2014, nas reg ion ica lóg nto e as entidades A a o. açã est nif do um forte exemplo de qu dan os am Est corrompe o direito à livre ma política na sua melhor iros valeu a pena, pois nossa saga de civismo dos brasile de classe têm uma natureza te. ten sis con e a‑s str mo fator basilar. Af inal, seus blemas, pção e na qual o voto é um democracia, apesar dos pro ace o o com , ões ernadores, prefeitos e duras provaç igentes, como ocorre com gov Manteve‑se incólume ante dir o vot o pel ito rrogativa e o dever presidente ele ente da República, têm a pre sid pre impeachment do primeiro os an dos te égios eleitorais. lação exorbitan nome de seus respectivos col em r agi de direto depois de 1964, a inf , bal glo a representativa, ldades na economia ncípio básico da democraci pri o é e Est 80 e metade dos 90, dif icu em , iedade civil, o em todos os tempos ernos ou instituições da soc gov s no e, qu a maior crise do capitalism te. am eleitos, ção, este vício persisten leg itimidade àqueles que for na ple ia pic pro 2008, e até casos de corrup os ucionaremos os gargal ância de poder, estimula É com a democracia que sol permite uma saudável altern s poi o, tic má é emble das ideias e ações. o debate e impede a inércia do País. Nesse sentido, 2014 os ern gov a, blic ano sejam um novo ia da Repú Assim, que as eleições este votaremos para a Presidênc ias ble em ass e os s! Que a democracia dos Deputad para o avanço de nosso paí so pas estaduais, Senado, Câmara gar jul de erencial dos a oportunidade eça cada vez mais como ref tal for se leg islativas. Os eleitores têm já e instituições da consciência os qu s na gestão do Estado, das iro sile bra com a imparcialidade de sua o tiv quais o desejo Executivo e no Leg isla todas as organizações nas de e ade ied soc passaram pelo poder — no s. ato às decisões da maioria! e as propostas dos candid de um não pode sobrepor‑se da União e dos Estados — a par s soa pes s da nto O mais poderoso instrume rumos da história é os dar mu e r ade lid intervir na rea lceregato@abig raf.org.b io para a rág suf ao ito ire O d no. era o voto livre e sob o do Executivo e do Leg islativ escolha dos representantes to, tan ernamentais, por em todas as instâncias gov s conquistas dos brasileiros. foi uma das mais relevante icativo apenas na área O voto, contudo, não é sig nif bém, ser a base da eleição governamental. Deve, tam anizações da sociedade dos dirigentes de todas as org ontre atribuído a um civil cujo controle não se enc do entre pessoas físicas nome específico, mas dividi panhias abertas, cujo ou jurídicas. É o caso das com selho de acionistas, dos presidente é eleito pelo con e das entidades de classe. clubes sociais e esportivos na análise da questão Estas últimas destacam‑se substantivo na interação porque desempenham papel fica ade e os governos e Poder Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação dos distintos ramos de ativid l. era fed e al ) adu f‑SP est l, igra (Ab ipa munic Regional São Paulo Leg islativo, nas instâncias sabilidade, pon res a ens im têm e qu s São organizaçõe

L evi C eregato

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REVISTA ABIGR AF  março /abril 2014


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Revista Abigraf 270  
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