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REVISTA ABIGRAF 269 JANEIRO/FEVEREIRO 2014

ISSN 0103•572X

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X X X I X • J A N E I R O / F E V E R E I R O 2 0 1 4 • Nº 2 6 9

REVISTA


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Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

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FUNDADA EM 1965

Em um novo recorde nos 23 anos de premiação, 45 gráficas ganharam o concurso, sinalizando que mais empresas estão não só preocupadas em extrair o melhor de seus equipamentos e equipes quanto colhendo os frutos desse esforço.

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Capa: A Pesca, xilogravura, 93,5 × 51,8 cm, 2007 Autor: Samico

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Cenário muito semelhante, dificuldades idênticas e perspectivas distintas para 2014. Assim se resume a situação da indústria gráfica do Nordeste, que ainda não sente os reflexos da expansão econômica da região.

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REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

EREIRO 2014 • Nº 2 6 9

Gráficas ainda não se beneficiaram do crescimento do Nordeste

REVISTA

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Lis Gráfica Capa: Laminação Soft Touch, verniz UV texturizado e verniz UV High Print, GreenPacking ◆ Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil), UVPack

Cresce o número de vencedores no Prêmio Fernando Pini

ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XXXIX • J ANEIRO/FEV

Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Marco Antonio Eid, Marina Benevides, Ricardo Viveiros e Suzana Lakatos Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci

Considerado pelo romancista Ariano Suassuna como o maior gravador de todos os tempos, Samico conseguiu transformar a gravura em madeira na expressão iconográfica do fantástico romanceiro popular nordestino.

O 2014

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva

Alma gravada em madeira

REVISTA ABIGRAF 269 JANEIRO/ FEVEREIR

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

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A Dama da Noite, xilogravura, 90 × 47 cm, 1994

REVISTA ABIGRAF


Adão Alegre, mestre linotipista

78 80 87 94 51

Ele nasceu para ser linotipista e para ensinar seu ofício, atividades que exerceu na Saraiva e no Senai, colaborando para a materialização da história da técnica gráfica e para a formação de toda uma geração.

Memória do futebol em imagens impressas A exposição “Futebol de Papel”, em São Paulo, proporciona uma viagem no tempo, rememorando histórias do futebol brasileiro contadas através de impressos e objetos de colecionadores.

3-º Prêmio Abigraf de Sustentabilidade

As empresas premiadas Coppola (SP), Krim Bureau (RS) e Plural (SP) destacam‑se pelo trabalho que vêm desenvolvendo em benefício do meio ambiente e das comunidades nas quais estão inseridas.

Retratista diário

Eduardo Nicolau está no fotojornalismo há 16 anos, desenvolvendo nesse período especial habilidade para o retrato, que considera o mais nobre e difícil gênero da fotografia.

Lis Gráfica, pronta para desafios

Centrada na produção de livros, a gráfica paulista vem preparando‑se para os novos contornos no mercado editorial, investindo na revisão de processos com vistas à elevação da produtividade.

Editorial/ Fabio Arruda Mortara������������������������ 6 Rotativa��������������������������������������������������������� 8 Canon do Brasil�������������������������������������������50 Gráfica RS/ Impresul������������������������������������56 Gráfica RS/ LupaGraf������������������������������������58 Campanha Itaú Livros�����������������������������������60 Encontro Abro����������������������������������������������62 Opinião/ Valdézio de Bezerra Figueiredo��������64 Educação/ Walter Vicioni�������������������������������70 Gestão/ Hamilton Terni Costa������������������������74

Heidelberg/ José Luis Gutiérrez���������������������77 Exposição “Futebol de Papel”������������������������80 Olhar Gráfico/ Claudio Ferlauto���������������������82 Quadrinhos/ Álvaro de Moya�������������������������84 Zanatto Soluções Gráficas����������������������������86 GS1Brasil����������������������������������������������������91 Tomie Ohtake/ 100 anos������������������������������92 Sistema Abigraf�����������������������������������������100 Há 30 Anos�����������������������������������������������105 Mensagem/ Levi Ceregato��������������������������106

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EDITORIAL

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Inesquecível 2014!

o Cong raf, de a bandeira lançada no últim da, ain el sív pos cação, bem agando como é sil invista 10% do PIB em edu Bra o e Os leitores devem estar ind qu o. nd eça tária de o que mal está com dicamos a desoneração tribu vin rei o taxar de inesquecível um an com ormar em verdade iais escolares em geral. Pois bem, cabe a nós transf cadernos, agendas e mater ita redução mu com o nd ha bal s com as gestões relativas à mo gui sse Pro o título deste editorial, tra e ser viços gráficos, em a a conquista de vitórias firmeza e determinação par das importações de produtos da e gat res e nto do clandestino ou de talecime antológicas na luta pelo for especial aquelas feitas de mo r eto O s . ira sile bra normas econômicas ria gráfica ses que não se pautam pelas competitividade da indúst paí os os tod de ático. Também nos ades, ao lado adas do capitalismo democr iliz também tem responsabilid civ de ada om ação pela isenção de buir para a ret mos renitentes na reivindic nte demais, no sentido de contri ma . ico iódicos, setor que crescimento econôm na impressão de livros e per ns ofi /C um nível mais vigoroso de PIS ficas chinesas. ente importante, temente atacado pelas grá for ua Este é um ano particularm tin con e ho pela redução eleições para president do, reiteramos nosso empen mo o esm  m considerando que teremos Do de Estado, senadores, balagens de alimentos da da República, governadores da carga tributária das em s nça era lid às ete mp ais. Co à sociedade o sig nif icado deputados federais e estadu cesta básica. Para mostrar do ade ilid sab caráter sustentável, a respon nômico de nosso setor e o seu classistas e aos empresários eco , ral ito ele so a a implantação no Brasil o no proces balharemos com afinco par engajamento cívico e polític tra os tiv isla leg r iza oso movimento ito de precon panha Two Sides, este vitori cam articulando‑se com o propós da s no me s, tância l mais eficiente l voltado a enfatizar a impor ona aci ern e governos estaduais e federa int ia ssa. cos e com mais sinton dutiva da comunicação impre pro eia cad intervencionistas, mais éti da s. da al a união por mudanças profun esses embates, é fundament os tod Em com a sociedade, que clama sca de um ambiente dicatos e entidades que Temos de perseverar na bu das Abigraf´s reg ionais, sin por a, fic grá ria úst à ind associativo. Do mesmo menos hostil aos negócios e compõem o nosso universo ive lus inc as, blic pú íticas gência de esforços no mais seg urança jurídica e pol modo, é importante a conver s no me e s ica Produtiva do Papel, is e holíst pag rem (Comitê da Cadeia a econômica, mais horizonta Co dos mo rit do qual somos os ências e ao ca e Embalagem da Fiesp), áfi voltadas ao varejo das emerg Gr as gad ter os, sinerg ia, das sempre pos dores. Com a soma de esforç na rde improvisos. A Nação, além coo ia iár enc vid inação, temos tudo ca, tributária, pre ão política e muita determ zaç bili reformas estruturais (políti mo ente inesquecível! r para uma nova 2014 um ano verdadeiram r na tor a e trabalhista), precisa avança par r sua produtividade cultura de Estado, multiplica idade de sua indústria. r e reconquistar a competitiv fmortara@abig raf.org.b cesso e pro se des a viv te par é fico O setor grá seg ue empenhado marcará presença! Contudo, as, que terão ênfase em nas suas batalhas específic . Na esteira de três sua agenda política em 2014 s em 2013 (a extinção importantes vitórias obtida to de importação de seis da sobretaxa sobre o impos o; a desoneração da folha tipos de papel para impressã nto de embalagens; e a de pagamentos para o seg me embalagens, com o uso do possibilidade de compra de a novas conquistas. cartão BNDES), partimos par à bitributação do ICMS/ Estamos prestes a pôr fim al muito batalhamos já foi ISS. Projeto de lei pelo qu ra, tramita na Câmara dos aprovado no Senado e, ago a das mais importantes Deputados. Deverá ser um os muito empenhados em vitórias do ano. Continuam o os recentemente na Comissã fica outros desafios. Ing ressam Bra sileira da Indústria Grá Públicas com pedido de Presidente da Associação ias Gráfica s ústr Ind das to dica Interministerial de Compras Sin do e (Abigraf Nacional) a as aquisições de livros e digraf-SP) margem de preferência par no Estado de São Paulo (Sin s, mo nte Ma os. blic pú ãos órg por is impressos naciona

F abio A rruda M ortara

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Casa cheia no EFI Connect 2014 Benny Landa, presidente da Landa

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PrecisionCore, lançamento da Epson após dez anos de pesquisa R

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esultado de um investimento de US$ 300 milhões e dez anos de pesquisa e desenvolvimen­ to, a Epson fez o lançamento ofi­ cial do microchip Pre­ci­sionCo­re, considerado uma evolução da tecnologia de impressão, du­ rante a LabelExpo, rea­li­za­da de 24 a 27 de setembro, em Bru­ xelas, na Bélgica. Última pala­ vra no processo de fabricação de cabeças de impressão, Pre­ ci­sionCo­re permite a produção de componentes com precisão mícron, semelhante ao método utilizado para a elaboração de semicondutores. O uso de ma­ teriais avançados assegura que o chip de impressão micro TFP (Thin Film Pie­zo) tenha o dobro da potência da saí­da de tinta, pro­por­cio­nan­do a colocação da mesma quantidade de tinta em metade do espaço físico. Devido ao seu formato com­ pacto e modular, a tecnologia Pre­ci­sionCo­re possibilitou o de­ senvolvimento da primeira im­ pressora in­dus­trial com estrutu­ ra fixa de cabeça de impressão em linha, garantindo a entra­ da da Epson em novas frentes de mercado, como o setor de

tecidos e de embalagens, que hoje movimentam cerca de US$ 51 bi e US$ 46,7 bi, respec­ tivamente. Feito para entregar alta qualidade, com velocidade e precisão, o novo chip ofere­ ce ainda maior produtividade e baixo custo de impressão. “Pre­ ci­sionCo­re está entre as mais rápidas tec­no­lo­gias de impres­ são do mundo, já que a capaci­ dade de utilizar gotas de tama­ nho va­riá­vel, alia­da ao controle de ponto mais preciso, garante excelentes resultados, tanto na impressão de textos quanto de imagens”, destaca Paulo Ferraz, presidente da Epson do Brasil. Para Simone de Camargo, di­ retora de mar­ke­ting da empresa, pela primeira vez uma tecnolo­ gia oferece desempenho e esca­ la para alterar profundamente o negócio da impressão: “Estamos lançando uma nova geração de tecnologia na indústria de im­ pressão de tecidos e na indústria de rótulos e etiquetas, porém, essa tecnologia será estendida a toda linha de produtos, inclu­ sive os destinados à impressão doméstica e em es­cri­tó­rios”. www.epson.com.br

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erca de 1.500 profissionais — número 33% su­pe­rior ao da edi­ ção an­te­rior — participaram da 15ª EFI Connect, de 21 a 24 de ja­ neiro, no hotel Wynn Las Vegas, nos Estados Unidos. A conferên­ cia ofereceu mais de 150 sessões educativas, inclusive treinamen­ tos com es­pe­cia­lis­tas técnicos em fluxo de trabalho de MIS/ERP, web-​ ­to-print, comércio eletrônico, ge­ ren­cia­men­to de front-​­ends digi­ tais e impressão in­dus­trial a jato de tinta com o portfólio de pro­ dutos da EFI. Frank Mallozzi, vice-​ ­presidente sê­nior de vendas mun­ diais e mar­ke­ting da EFI, declarou: “O fato de termos atingido a ca­ pacidade máxima de participan­ tes no evento indica que há um forte interesse no mercado por um evento es­pe­cia­li­za­do, abran­ gente e educativo, que ofereça in­ formações tangíveis sobre como melhorar os ne­gó­cios”.

Na exposição rea­li­za­da parale­ lamente à conferência, a EFI apre­ sentou novos produtos, com des­ taque para o EFI Digital StoreFront 7 e o soft­ware EFI Smart­Linc, linha de produtos recém-​­adquirida. Entre os parceiros e patrocina­ dores, participaram do Connect a Canon, 3M, Esko, Honle UV Ameri­ ca, Kodak, Konica Minolta, Lintec, MBM, NAPL, Peo­ple’s Capital Lea­ sing, Ricoh, Xerox, Xpedx e Zund. ACORDO EFI/LANDA – Durante a ses­ são de abertura do Connect, os presidentes da EFI, Guy G ­ echt, e da Landa, Benny Landa, anuncia­ ram um acordo de parceria para o desenvolvimento de um DFE (Digital Front-End) como parte da solução Nanographic Printing completa da Landa. O novo DFE da Landa implementará a tecno­ logia Fiery desenvolvida pela EFI. www.efi.com/connect

Grupo CCRR tem novo diretor comercial D

irceu Varejão, gra­dua­do em Engenharia Mecânica de Pro­ dução pela Faculdade de En­ genharia In­dus­trial (FEI) e com pós-​­gra­dua­ção no Brasil, Esta­ dos Unidos e China, assumiu em novembro último a direção co­ mer­cial da CCRR Participações, grupo que engloba as empre­ sas Colacril, RR Etiquetas, Iden­ tify Brasil (responsável pelo de­ senvolvimento e fabricação de produtos para a tecnologia de

RFID no Brasil) e a unidade de bobinas térmicas para ECF/PDV.

O novo diretor tem mais de 23 anos de ex­pe­riên­cia na gestão da área co­mer­cial, como dire­ tor de vendas e mar­ke­ting na Vitopel e gerente nas empresas HB Fuller (Grupo Votorantim) e Fitesa (Grupo Petropar). www.ccrr.com.br


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Aberje concede título de “Comunicador Empresarial do Ano” a Ricardo Viveiros

O jornalista e escritor Ricardo Viveiros recebeu no dia 7 de novembro

Concurso de vídeos da Heidelberg

No pe­río­do de 3 de fevereiro a 13 de abril, a Heidelberg está promo­ vendo um concurso de ví­deos sob o tema “Seja imbatível. Seja uma Speed­mas­ter”. Para concorrer, os clien­tes devem en­viar vi­deo­cli­pes de no máximo 3 minutos, mos­ trando-​­se junto às suas impresso­ ras Speed­mas­ter em ação, expli­ cando o que as torna imbatíveis. A competição faz parte da cam­ panha publicitária “Speed­mas­ter. Imbatível”, que começou no Bra­ sil no outono de 2013. Até janei­ ro, mais de 25 his­tó­rias de sucesso com clien­tes descrevendo como suas Speed­mas­ter os têm ajuda­ do foram publicadas online em www.SpeedmasterUnbeatable. com. Nesse mesmo site podem ser vistas as dez melhores citações en­via­das durante o concurso lan­ çado em outubro de 2013 no Fa­ce­ book, no qual participavam de um sorteio aqueles que completas­ sem a frase “A minha Speed­mas­ ter é imbatível porque . . .”.

Os interessados em en­viar seus ­cli­p es encontrarão informações detalhadas, formulário para ca­ dastro e um exemplo de vídeo em www.SpeedmasterUnbeatable. com. Os dez melhores trabalhos serão se­le­cio­na­dos pela Heidel­ berg e divulgados no canal You­ Tube da empresa para que os in­ ternautas votem e escolham os vencedores, que serão anun­cia­ dos no dia 15 de julho. Os três ví­ deos mais votados serão pre­mia­ dos. Matéria sobre a cerimônia de entrega dos prê­mios e um arti­ go sobre o vencedor serão publi­ cados na revista Heidelberg News. O primeiro prêmio é uma capa protetora com design exclusivo; o segundo consiste numa fotografia que, como a capa protetora, é ba­ sea­da nos elementos de design da campanha; o terceiro é uma cane­ ta Montblanc autêntica. Todos os participantes receberão duas ca­ misetas com o logo da campanha. www.heidelberg.com.br

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no Espaço Rosa Rosarum, na capital paulista, o troféu e diploma de “Co­ municador Em­pre­sa­rial do Ano”, concedido pela As­so­cia­ção Brasileira de Comunicação Em­pre­sa­rial (Aberje) e reconhecido como o mais im­ portante do setor no País. O fundador e presidente da Ricardo Viveiros & As­so­cia­dos – Oficina de Comunicação (RV&A) e crítico de arte da Revista Abigraf, foi eleito pelo voto dos profissionais do mercado de todo o Brasil. “Em toda a minha carreira, aprendi muitas lições com grandes mestres. Uma delas é que o resultado positivo é um árduo trabalho a ser rea­li­za­do todos os dias. Expresso minha gratidão, mas divido esta ale­ gria com todos os companheiros da RV&A nesses 26 anos de atividades”.

Nova sede da Konica Minolta em Manaus

Foi inaugurado em novembro

o novo prédio da Konica Minol­ ta em Manaus, si­tua­do em nova área in­dus­trial da cidade, próxi­ ma do ae­ro­por­to. A solenidade contou com a presença de clien­ tes, de fun­cio­ná­rios da empresa em Manaus, do seu gerente lo­ cal Rogério Gonsalves e de Hi­ romu Nishiwaki, vice-​­presidente da Konica Minolta Brasil. Falando aos presentes, Gon­ salves reafirmou a postura da Konica Minolta em relação ao mercado manauara e do Ama­ zonas: “Acumulamos um cres­ cimento de mais de 110% nos últimos anos na re­gião Norte, e, com a nova sede, estamos

plantando a semente para cres­ cer ainda mais, renovando o compromisso de estarmos pró­ ximos de nossos clien­tes onde quer que eles estejam”. Hiromu Nishiwaki reforçou a estratégia da empresa de ser mais do que uma fabricante de equipamen­ tos ou provedora de tecnologia: “O di­fe­ren­cial da Konica Minolta em todo o mundo está no aten­ dimento e no suporte técnico. Nos empenhamos em identificar o que nossos clien­tes precisam e, a partir daí, estar ao lado deles sempre que precisarem, não so­ mente no que se refere à tecno­ logia, mas também em suporte”. www.konicaminolta.com.br


Um ano muito especial para o Grupo Furnax O

Grupo Furnax, que atua com a importação e co­mer­cia­ li­z a­ção de equipamentos grá­ ficos, completará em julho 20 anos de atividades no merca­ do na­cio­nal. Se­dia­do no bairro do Brás, em São Paulo, o grupo dispõe atual­men­te de uma área de 10.000 metros quadrados

para a armazenagem de equi­ pamentos e peças. A mudança de local e a am­plia­ção da área de estoque estão prestes a se concretizar, de acordo com Ro­ berto Coutinho, gerente co­mer­ cial da empresa: “Esse projeto visa a possibilidade de estocar mais produtos a pronta entrega,

oferecendo assim mais agilida­ de aos nossos clien­tes. Este ano também daremos andamento ao projeto de troca de endere­ ço da nossa área co­mer­cial, que passará do Brás para um novo centro em­p re­s a­r ial dentro da cidade de São Paulo”. Outro investimento será di­ re­cio­na­do à am­plia­ção da equi­ pe técnica, preparando-​­a com cursos e treinamentos intensi­ vos para as necessidades atu­ ais e a demanda gerada pelas novas linhas de equipamentos que serão lançadas no transcor­ rer do ano. A empresa desde o início considerou a área técni­ ca como fator básico para o seu sucesso, com equipe própria, e nunca terceirizou esse tipo de serviço. “Acreditamos que esses fun­cio­ná­rios devem estar muito

próximos da empresa, sempre recebendo o treinamento ade­ quado e à disposição do clien­te”, afirma Mauro Nakano, gerente de assistência técnica do grupo. Em dezembro foi con­cluí­da a reformulação do site do grupo para facilitar a navegação, pos­ sibilitando o acesso às informa­ ções sobre toda a sua linha de equipamentos e insumos, vi­sua­ li­zar fotos e ví­deos dos equipa­ mentos em fun­cio­na­men­to, além de fazer down­load dos catálogos. No mês de aniversário, o Gru­ po Furnax terá um dos pontos al­ tos na comemoração dos seus 20 anos, com estande na ExpoPrint, maior feira da indústria gráfica na América Latina, apresentan­ do os lançamentos e novidades na sua linha de equipamentos. www.furnax.com.br

11 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


Kodak promove encontro de liderança empresarial Realizado nos dias 3 e 4 de

Klabin reduz emissão de CO2

íder no segmento de embalagens para o varejo e com forte presen­ ça na área in­dus­trial, a Antilhas conquistou a exclusividade no forne­ cimento de sacolas (em três modelos) e envelopes (três tamanhos di­ ferentes) para a Gap, que inaugurou a sua primeira loja no Shopping JK, em São Paulo, após seis meses de análise do mercado brasileiro. A operação brasileira da grife de moda básica americana está sob a responsabilidade do grupo Blue Bird, que detém por meio de fran­ quias as marcas Cori e Luigi Bertolli, também clien­tes da Antilhas. Com as próximas inaugurações da Gap no Brasil, a Antilhas espera desen­ volver novos projetos alinhados ao conceito des­pre­ten­sio­so e ca­sual da marca, conhecida in­ter­na­cio­nal­men­te.

dezembro no Hotel Renais­ sance, em São Paulo, o Encon­ tro de Liderança Empresarial da Kodak reuniu empresários gráficos de diferentes seg­ mentos, provenientes de di­ versos países da América La­ tina. Durante o evento foram ministradas palestras por es­ pecialistas sobre temas como oportunidades, investimen­ tos tecnológicos, desafios e tendências para a indústria gráfica da região, com foco especial em como a Kodak e seu portfólio pode auxiliar as empresas a crescer com solidez e rentabilidade. Na abertura, o presidente mun­ dial da Kodak, Antonio M. Pe­ rez, falou sobre o ressurgi­ mento e os projetos futuros da companhia: “Somos uma nova companhia focada em imagem e no segmento grá­ fico, uma empresa mais en­ xuta e moderna, que inves­ te em segmentos realmente rentáveis”. Gustavo Oviedo, diretor geral para a Améri­ ca Latina, chief customer office para os países emergentes e vice-presidente da Kodak, classificou o encontro como um marco, afirmando: “Este evento será o início de mui­ tas outras iniciativas da Ko­ dak. Queremos dedicar um foco especial ao desenvolvi­ mento de negócios e mar­ keting na região latino-ame­ ricana, compartilhar novas práticas e desenvolver juntos novos negócios”.

www.antilhas.com.br

www.kodak.com.br

(E/D): Werner King, vice-presidente de operações da MBO; Frank Bahmer, diretor de vendas do Grupo MBO; Luiz Cesar Dutra, diretor geral da KBA Brasil; e Lance Martin, diretor de vendas da MBO

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ntre 2004 e 2012, a Klabin re­ duziu 61% dos gases de efei­ to estufa na emissão de kg de CO² equivalente por tonelada de papel produzido. A empresa também diminuiu o consumo de óleo nos últimos cinco anos. Foram reduzidos aproximada­ mente 57 mil toneladas/ano, o equivalente a 171 mil toneladas de CO² /ano a menos lançadas na atmosfera. Em consumo de água, um dos melhores índices da Klabin é registrado na Uni­ dade Otacílio Costa, em Santa Catarina, que em 2013 utilizou menos de 28 metros cúbicos de água para cada tonelada de papel produzido, resultado al­ cançado após a implementa­ ção de um projeto para otimi­ zar a refrigeração do processo produtivo. www.klabin.com.br

KBA Brasil comercializa soluções de acabamento MBO

Acordo in­ter­na­cio­nal de parce­

ria co­mer­cial firmado em maio de 2013, tornou a Koe­nig & Bauer dis­ tribuidora mun­dial, com exclusivi­ dade, da linha de soluções de aca­ bamento MBO para a Europa, Ásia, África e América do Sul. Fruto des­ se acordo, a KBA Brasil passou a distribuir os produtos MBO em nosso país a partir do dia 1º de ja­ neiro deste ano. “A KBA possui um amplo e completo portfólio de impressoras para os segmentos edi­to­rial, co­mer­cial, pro­mo­cio­nal e de embalagens, e, agora, atra­ vés da parceria com a MBO, pode­ rá também oferecer valor agrega­ do ao acabamento, fornecendo a

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Exclusividade da Antilhas no fornecimento para a GAP

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tra­di­cio­nal qualidade e robustez das máquinas alemãs nos proces­ sos de dobra, vinco e auxiliares na produção gráfica”, comentou Luiz Cesar Dutra, diretor geral da KBA Brasil. Além da co­mer­cia­li­za­ ção, a KBA Brasil também presta­ rá os serviços de assistência técni­ ca, com equipe treinada na MBO, e suporte de peças. Fabricante alemã de soluções para acabamento gráfico (dobra e vinco) e aces­só­rios com presen­ ça mun­dial, a MBO produz equi­ pamentos que atendem aos dife­ rentes segmentos de impressão, desde a con­ven­cio­nal até a digital. www.kbabrasil.com.br


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Immgra fecha parceria com a alemã Lithec

Para oferecer soluções que au­

mentem a efi­ciên­cia no processo gráfico, a Immgra Máquinas e Ser­ viços para a Indústria Gráfica está trazendo ao Brasil os sistemas da Lithec, se­dia­da em Mies­bach, na Alemanha, empresa que desenvol­ ve e produz desde 1994 sistemas para controle e ajuste de cores em impressoras offset. Cem por cen­ to automáticos, os sistemas pos­ suem interface para se comunica­ rem com as principais marcas de impressoras e se dividem em três ca­te­go­rias: Litho­Scan Basic, aco­ plado no console da impresso­ ra para controle da densidade na barra de cor; LithoScan Pro­fes­sio­ nal, mesa para controle da densi­ dade e espectrometria na barra de cor e na imagem; e Litho Flash, acoplado após a última unidade

de impressão, para controle inline de densidade na barra de cor. A linha da Lithec é cons­ti­tuí­ da ainda por outras soluções: Li­ tho Check, para verificação de re­ gistro e controle de qualidade em máquinas de corte e vinco; Litho PDF, que compara a imagem im­ pressa com o arquivo PDF, evitan­ do erros de impressão; Litho CIP, soft­ware para pré-​­ajuste de tin­ teiros; e Litho DYN, soft­ware para ajuste dinâmico da carga de tinta. Segundo a fabricante, a utiliza­ ção dos seus sistemas pro­por­cio­ na redução nos tempos de acerto de máquina, redução do desper­ dício de papel, aumento da pro­ dutividade, controle efetivo do processo e emissão de protocolos de qualidade para o clien­te.

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tratação para a sua divisão Indi­ go Paulo Faria, como gerente na­cio­nal do segmento de em­ balagens, e Ricardo Vidal, para gerente re­gio­nal para a Améri­ ca Latina da área de consumíveis. Paulo Faria é gra­dua­d o em Engenharia Mecânica pela Uni­ versidade Mackenzie e possui

C

onsultoria em embalagens, a FuturePack, que completou 15 anos em 2013, conquistou o World­S tar Award, promo­ vido pela WPO (World Packa­ ging Or­ga­ni­sa­tion – Organiza­ ção Mun­dial de Embalagem), na categoria “Bebidas”, com a peça “Champanheira”. O julga­ mento foi rea­li­za­do no dia 7 de novembro por representantes de 24 as­so­cia­ções de embala­ gens fi­lia­das à WPO. Participa­ ram do concurso 249 produtos, inscritos por 35 paí­ses. Embalagem de papel-​­cartão para acon­di­cio­nar uma garrafa do espumante Reserva Ouro da Salton, o projeto, desenvolvido

pela FuturePack, foi patrocina­ do pela Ibema, fabricante do papel-​­cartão, e produzido em parceria com as empresas Mála­ ga e Box Print. A mesma peça já havia conquistado o troféu de Melhor Embalagem no Prêmio Embanews no ano passado. “En­ cerrar o ano com a conquista do WorldStar foi sem dúvida um in­ centivo para que novos projetos e trabalhos de sucesso se con­ cretizem nos próximos anos”, comemorou Assunta Camilo, diretora da FuturePack. A ceri­ mônia de pre­mia­ção ocorrerá no próximo mês de maio, em Düsseldorf, na Alemanha. www.futurepack.com.br

www.immgra.com.br

Novos executivos reforçam a HP na área de artes gráficas A HP anunciou em janeiro a con­

Prêmio mundial de embalagem para projeto da Futurepack

MBA em gestão de ne­gó­cios pela ESPM‑SP. Tem larga ex­pe­riên­cia na

indústria gráfica após trabalhar por 20 anos na Heidelberg. A sua contratação faz parte de um for­ te investimento da HP Indigo no segmento de embalagens, que, agora com novos formatos, a partir do lançamento da HP Indi­ go 3000, permite desenvolver-​­se

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em aplicações como cartuchos e caixas cartonadas. Ricardo Vidal, formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Nove de Ju­ lho, com MBA pela FGV‑SP, é téc­ nico em artes gráficas e tem mais de 19 anos de ex­p e­riên­c ia no mercado. Já atuou em empre­ sas como a Editora Abril e Hei­ delberg do Brasil, na qual ocu­ pou diversas posições, incluindo a gerência de consumíveis e a ge­ rência de vendas para São Paulo.

“A chegada destes executivos demonstra o compromisso da HP em sempre atender da melhor maneira as crescentes deman­ das do mercado. Além disso, com o aumento na procura de nossa tecnologia por parte de conver­ tedores de embalagens e gráfi­ cas tradicionais, a ex­pe­riên­cia de ambos ajudará muito nesse pro­ cesso”, diz Fernando Alperowitch, diretor para a América Latina da divisão de ne­gó­cios HP Indigo & Impressoras Ink Jet Rotativas.


Samico 1

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ARTE

O mago da xilogravura

G

ilvan José Meira Lins Samico, nasceu em 15 de junho de 1928, em Recife, Pernambuco. Não teve berço rico, mas mereceu o respei­ to dos pais, casal de classe média, na sua opção pela arte. O menino Samico de­ senhava atores e atrizes de cinema que apa­re­ ciam nas revistas da época, como Cinelândia, A Cena Muda e Ci­near­te. Depois que descobriu um caderno de desenho, co­pia­va ilustrações de li­ vros, imagens de santos, fo­to­g ra­f ias de jornais. Pensou em estudar arquitetura, mas, como a paixão sempre fala mais alto, optou por apren­ der o ofício de ­c riar imagens para, como di­ zia, “transbordar” com absoluta singularidade os sentimentos descobertos na contemplação respeitosa que sempre soube fazer da vida, na 4

busca da poe­sia subjetiva presente em paisa­ gens, seres, emoções. Na releitura de símbolos e códigos, feita em delicadas metáforas interpre­ tativas. Visões que só os legítimos magos têm o dom de sentir, e a capacidade de transmitir. Aos 18 anos, levado pelo pai, que percebeu a necessidade de uma formação específica para seu talento, tornou-​­se aluno de Hélio Feijó, pin­ tor que recém-​­f undara a So­cie­da­de de Arte Mo­ derna do Recife (SAMR). Ao ver o melhor da produção do rapaz, recomendou que Samico pas­ sasse a desenhar modelos vivos. Primeiro a lápis, depois com pin­céis e tintas, o jovem foi retratan­ do tudo que seu olhar alcançava. Nessa mesma época, passou a frequentar e aprender no ateliê de Feijó. O professor contrapunha-​­se ao estilo acadêmico da Escola de Belas Artes do Recife.

Primeiro o desenho, depois a madeira, as ferramentas inventadas, os diferentes tipos de papel, as tintas e, por fim, a prensa. O responsável e emocionado ofício de um artista estudioso, criativo e discreto que fez da gravura em madeira a mais bela expressão visual do fantástico romanceiro popular nordestino. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA) 5

1 A lexandrino e o Pássaro de Fogo, xilogravura, 42,7 × 51,7 cm, 1962 2 O Encontro, xilogravura,73,5 ×  50 cm, 1978 3 A Luta dos Anjos, xilogravura, 54,8 × 33 cm, 1968 4 A Dama da Noite (detalhe), xilogravura, 90 × 49 cm, 1994 5 A Queda do Anjo (detalhe), xilogravura, óleo sobre Duratex, 122 × 53,5 cm, 1977

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6

7

6 Natureza‑Morta com Figura, óleo sobre papel, 51 × 35 cm, 1956 7 Retrato de Célida, óleo sobre tela, 44 × 37 cm, circa 1957

Para Samico, amanhecen­ do para a arte, foi muito bom. Até porque, sem preconceitos, não deixou de captar o clás­ sico e de se aproximar dos que não eram do seu grupo modernista. Assim conhe­ ceu o pintor Reynaldo Fon­ seca, com quem acabou estu­ dando fundamentos da arte erudita. Essa mescla de ex­ pe­r iên­cias marcou, mais tar­ de, o seu trabalho a partir do Movimento Ar­mo­r ial. Feijó foi subs­t i­t uí­d o na presidência da SAMR pelo escultor Abelardo da Hora, artista engajado na partici­ pação política e membro do Partido Comunista Brasi­ leiro (PCB). Samico, aos 22 anos, integrou a primeira turma de um curso com o objeti­ vo de promover arte puramente brasileira e com preo­cu­pa­ções sociais. Foi uma época rica para o artista vi­ven­c ian­do as festas do fol­ clore nordestino, o Maracatu e outras mani­ festações populares. Nesse pe­r ío­do montou seu primeiro ateliê e conheceu importantes artistas pernambucanos. ENTRE MESTRES, TORNOU-​­SE UM DELES

A GRÁFIC A • ANO X XXIX • JAN EIRO/

REVISTA

ARTE & IN DÚSTRI

IRO 2014 269 JANEIRO /FEVERE REVISTA ABIGRA F AB269 - Diagrama

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Capa

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1

A Pesca, xilogravura, 93,5 × 51,8 cm, 2007

07/02/14

FEVEREIR

ISSN 010 3•572

X

O 2 0 1 4 • Nº 269

 s imagens desta matéria A fazem parte do livro “Samico”. Editora Bem-te-vi.

14:14

Com o mestre Abelardo, Samico aprendeu a fa­ zer gravuras em placas de gesso. Algumas de­ las reproduzidas em madeira. Para quem co­ meçou no desenho buscando qualidade e rigor do traço, gravar não foi difícil. No XVI Salão de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco (1957) o jovem arriscou inscrever um traba­ lho. Foi pre­mia­do. E como era previsível, par­ tiu para o Sul. No Rio de Janeiro e São Paulo estudou com dois importantes mestres da gra­ vura, Oswaldo Goel­d i e Lívio Abramo. Suas primeiras matrizes foram caixas de maçã re­ colhidas no centro velho paulistano, como Abramo lhe sugeriu procurar. Aria­no Suas­su­na, dramaturgo, poe­ta e ro­ mancista, criou o Movimento Ar­mo­r ial. A pro­ posta era fundir re­fe­rên­cias eruditas à cultura popular. Embora reunindo nomes importan­ tes da arte, para Suas­su­na foi a participação de Samico, descoberto por ele no início dos anos 1960 e que define como “maior gravador de todos os tempos”, motivo de engrandeci­ mento do Ar­mo­r ial. No Movimento, o artista

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foi além da simples re­cria­ção de imagens do cordel, produziu arte de caráter erudito sobre temas populares. Samico teve, por toda a vida, uma outra paixão além da arte: Célida, sua mulher e com­ panheira. Uma pessoa de muita importância para o artista. Eles se en­ten­diam no olhar, con­ versavam em pensamentos. Foram essenciais um para o outro. Algo raro na bio­g ra­f ia de ar­ tistas, mas verdadeiro na con­f luên­cia de sen­ timentos que os uniu. Samico e Célida viveram por muitos anos em um casarão de três anda­ res, à beira do mar, como comum em Olinda de imponência im­pe­r ial. Mas, na verdade, o lu­ gar é pleno de hospitalidade e amor ao próxi­ mo. Em es­pe­cial, para aquele que aprecia a arte como razão de existir. Nesse espaço, Samico produziu sua par­ci­mo­nio­sa obra que também inclui quadros a óleo. O artista, porque per­fec­cio­nis­ta e compro­ metido com a qualidade, fazia apenas uma ma­ triz de gravura por ano. Dela imprimia uma só tiragem de 120 exemplares. Entretanto, em mé­ dia, eram desenvolvidos cerca de 40 a 50 estu­ dos para cada cria­ção. Sem falar da invenção de ferramentas, buris especiais para obter melho­ res resultados. Não tinha marchand, uma nora cuidava das vendas. Por total compromisso com si mesmo e a arte, foi reconhecido e pre­mia­do em salões no Brasil e no mundo. Samico, que vi­ veu na Espanha (Barcelona) e na França (Versa­ lhes), foi laureado na Bie­nal de Veneza (da qual participou duas vezes) e tem obras no acervo do MoMA , em Nova York (EUA). O artista morreu em 25 de novembro de 2013, em sua terra natal. Tornou-​­se um anjo. Montado em um de seus pássaros de fogo, guarda o céu azulsol do sertão pernambucano. Samico, ora-​­pro-nobis!


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23-º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

Fotos: Álvaro Motta

Sobe para 45 o número recorde de gráficas vencedoras

E Empresas de oito estados e com perfis os mais variados conquistaram o prêmio mais cobiçado do setor. Dez gráficas apareceram pela primeira vez entre as vencedoras.

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Texto: Tânia Galluzzi REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

m 2013 o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica bateu mais uma de suas marcas. Em sua 23ª‒ edição, o concurso premiou o maior número de empresas de sua história: 45 gráficas, de oito estados, saí­ram do Espaço das Américas, em São Paulo, carregando o conta-​­fios dourado, superando o melhor resultado até então, de 2008, quando 44 gráficas receberam o prêmio. “Não só mais gráficas de vá­r ios estados estão participando. Mais empresas estão ganhando o Fernando Pini, o que mostra, efetivamente, a elevação da qualidade do produto impresso em todo o País”, afirmou Claudio Baronni, presidente executivo da ABTG, organizadora do certame,

ao lado da Abigraf. “Em sua 23 ª‒ edição, o concurso consagra-​­se como um prêmio brasileiro de fato, conseguindo captar a progressiva excelência das gráficas brasileiras, com um espectro geo­g rá­f i­co e se­to­ rial cada vez maior. Estamos todos de parabéns!”, ressaltou Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Na­cio­nal. Chama a atenção o bom desempenho da Re­g ião Sul, refletindo claramente a força da indústria gráfica no território, que concentra o maior número de empresas depois da Re­g ião Sudeste: 4.727. Os três estados que a compõem levaram 18 tro­ féus, conquistados por 13 gráficas. A evolução sinaliza ainda a disseminação da excelência além das capitais, como comenta


Ângelo Garbarski, presidente da Abigraf Rio Grande do Sul. “A qualidade espalha-​ ­se pelo in­te­r ior, envolvendo empresas de todos os portes”. Ele credita o resultado de 2013 também ao aperfeiçoamento do próprio concurso re­g io­nal, o Prêmio Gaú­ cho de Excelência Gráfica, que registrou aumento nas inscrições. “Foi o segundo ano que contamos com a assessoria da ABTG na organização do prêmio gaú­c ho, melhorando principalmente a seleção dos trabalhos”, disse Garbarski. Depois de São Paulo, com 26 gráficas pre­mia­das, somando 39 tro­féus, o Rio Grande do Sul foi o Estado mais bem colocado: sete gráficas receberam 10 conta-​ ­f ios dourados. Pernambuco vem no encalço, com duas empresas e oito tro­féus. Do Paraná, quatro empresas ganharam cinco prê­m ios, seguido por Santa Catarina e Minas Gerais, cada um com duas gráficas vencedoras e três tro­féus. Completam o quadro Rio de Janeiro e Espírito Santo, ambos com uma empresa e um prêmio cada. “O que vou dizer virou lugar-​­comum, mas é verdade. Estar entre os finalistas do Fernando Pini já é muito importante. Ganhar, então, mostra qualidade no melhor nível, valorizando a gráfica vencedora perante seus clien­tes”, comentou o presidente da Abigraf-RS. Gráfica mais pre­mia­da na noite de 26 de novembro, a Facform também ajudou a quebrar a hegemonia da Re­g ião Sudeste. A pernambucana sagrou-​­se a melhor sete vezes, levando inclusive o Grand Prix de Melhor Acabamento Cartotécnico com a embalagem Galo da Madrugada, produzida para a Globo Nordeste. Tal feito não é novidade. Desde 2005, a Facform figura no topo da lista, revezando a liderança ora com a Pancrom (2005, 2007 e 2008), ora com a Ipsis (2009 a 2012). “Acho que o nosso segredo está em fazer tudo o que o clien­te imagina. Uma revista aqui de Recife deu um título para um texto sobre a Facform que traduz bem a nossa filosofia: ‘Facform, do tamanho da sua imaginação’. É assim mesmo.

Os clien­tes, e principalmente as agên­c ias, sabem que quando o produto é complexo podem contar com a Facform”, explicou Ailza Jardim, que divide o comando da gráfica com o marido, Francisco de Assis. Em 2013 foi a vez de a Pancrom voltar a vencer, com quatro tro­ féus, depois de dois anos sem inscrever peças no concurso. “O volume de grandes projetos caiu e por isso ficamos sem

produtos que real­men­te representassem a nossa qualidade no concurso. No ano passado tivemos trabalhos de maior visibilidade e recursos interessantes, o que nos motivou a voltar ao Fernando Pini. Estamos bastante satisfeitos com o resultado”, disse Adilson Roberto da Silva, diretor co­ mer­cial da paulista Pancrom. A P+E, de São Paulo, fecha a lista das mais pre­m ia­d as, igualmente com quatro peças, entre elas o Grand Prix de Melhor Impressão Digital, com o calendário próprio P+E +Sense. A Pancrom ficou também com um Grand Prix, o de Melhor Acabamento Edi­to­r ial, pelo livro O Mosteiro de São Bento da Bahia, NÚMEROS produzido para a OdeDO 23-º PRÊMIO brecht. Pre­m ia­d a desde 2010, esta é a segunda edição em que a P+E se destaca, repetindo o desempenho de 2011. TROFÉUS

70

45

INICIANTES

EMPRESAS

8

ESTADOS

Em 2013, dez gráficas integraram pela primeira vez o rol de vencedores do concurso: Aro (SP), CMP Metalgraphica Paulista (SP), Gráfica e Co­pia­do­ra Na­cio­nal

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EMPRESAS PREMIADAS EM 2013 7 PRÊMIOS ◆◆ Facform (PE) 4 PRÊMIOS ◆◆ P+E (SP) ◆◆ Pancrom (SP)

3 PRÊMIOS ◆◆ Grafdil (RS) ◆◆ Ipsis (SP) ◆◆ Log&Print (SP)

2 PRÊMIOS ◆◆ Antilhas (SP) ◆◆ Degráfica (RS) ◆◆ Escala 7 (SP) ◆◆ Plasc (SC) ◆◆ Posigraf (PR) ◆◆ Primi (SP) ◆◆ Rona (MG)

1 PRÊMIO ◆◆ Aquarela (SP) ◆◆ Aro (SP) ◆◆ Brasilgráfica (SP) ◆◆ Cia. Metalgraphica Paulista (SP) ◆◆ Corgraf (PR) ◆◆ Eskenazi (SP) ◆◆ Geo‑Gráfica (SP) ◆◆ Gráfica e Copiadora Nacional (PE) ◆◆ Grafiset (RS) ◆◆ Grif Rótulos (SP) ◆◆ GSA (ES) ◆◆ Hega (RS) ◆◆ Ibep (SP) ◆◆ Impresul (RS) ◆◆ Inapel (SP) ◆◆ Jandaia/Bignardi (SP) ◆◆ Leograf (SP) ◆◆ Lupagraf (RS) ◆◆ Múltipla BR (PR) ◆◆ NB Nova Brasileira (RJ) ◆◆ O Estado SP (SP) ◆◆ Ogra (SP) ◆◆ Orsa International Paper (SP) ◆◆ Ótima (PR) ◆◆ Pallotti (RS) ◆◆ Plural (SP) ◆◆ Printbag (SC) ◆◆ PSP Digital (SP) ◆◆ Rami (SP) ◆◆ Sociedade Vicente Pallotti (RS) ◆◆ Stilgraf (SP) ◆◆ Tamóios (MG) ◆◆ Vektra (SP)

EMPRESAS PREMIADAS PELA PRIMEIRA VEZ ◆◆ Aro (SP) ◆◆ Cia. Metalgraphica Paulista (SP) ◆◆ Gráfica e Copiadora Nacional (PE) ◆◆ Grif Rótulos (SP) ◆◆ Leograf (SP) ◆◆ Lupagraf (RS) ◆◆ NB Nova Brasileira (RJ) ◆◆ Orsa International Paper (SP) ◆◆ Printbag (SC)

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◆◆ PSP Digital (SP)

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(PE), Grif (SP), Leo­g raf (SP), Lupagraf (RS), NB Nova Brasileira (RJ), Orsa I.P. (SP), Printbag (SC) e PSP Digital (SP). Todas receberam um prêmio. E, pelo menos no caso da Co­pia­do­ra Na­cio­nal, bastou a inscrição de um único produto. “Foi a primeira vez que nos inscrevemos e essa vitória nos faz sonhar com prê­mios em outras ca­te­go­r ias”, afirmou Geraldo Trigueiro Filho, sócio-​ ­d iretor. Uma das principais motivações para a participação foi a chegada de uma impressora digital da Scodix capaz de c­ riar efeitos de acabamento através da aplicação

de camadas de polímero sobre o impresso. Atuan­do desde 1977 em Recife, a Co­pia­do­ ra Na­cio­nal está es­pe­cia­li­zan­do-s​­ e em car­ dá­pios, categoria na qual levou a melhor no Fernando Pini, e já começa a atender clien­ tes fora de Pernambuco. A empresa conta com 65 fun­cio­ná­r ios, ocupando uma área de 700 metros quadrados. Para a Lupagraf, de Santa Cruz do Sul, a 150 km de Porto Alegre, a motivação está no bom desempenho no prêmio re­g io­nal, como afirma Guilherme Lupatini, sócio e gerente de produção. A gráfica, que existe

A noite da excelência Nesta edição, 232 empresas, de 18 estados, inscreveram 1.523 produtos no Prêmio Fer­ nando Pini. Desse total, 112 empresas, com seus 308 produtos, passaram pela primeira fase de julgamento e levaram suas equipes para a cerimônia de entrega de tro­féus, rea­ li­za­da no dia 26 de novembro. Ao lado dos fornecedores e técnicos do setor, os gráficos somaram cerca de 2.000 pes­soas no Espaço das Américas, em São Paulo. A Abigraf Na­cio­nal e a ABTG , organi­ zadoras do certame, aproveitaram a festa para anun­ciar também os vencedores do 3º Prêmio Abigraf de Sustentabilidade. Na cate­ goria Pequena e Micro Empresa, a vencedora foi a Coppola (SP ); na categoria Média Em­ presa levou o troféu a Krim Bureau Brasil (RS ); e a Plural (SP ) foi o destaque na categoria Grande Empresa (veja pág. 87). O evento abriu espaço, ainda, para a divulgação do calendário Happy Down, com a presença do ex-​­jogador de futebol Mauro

Silva, titular da seleção campeã mun­dial em 1994. Cria­da em 2004, a Happy Down é uma organização sem fins lucrativos composta por pais, fa­mi­lia­res e amigos de pes­soas com síndrome de Down que buscam trocar ex­pe­riên­cias, conhecimentos, vi­vên­cias e informações sobre a síndrome. Produzido desde 2006, o calendário é uma peça de divulgação da entidade, sendo o valor ar­ recadado com as vendas di­re­cio­na­do ao Grupo Síndrome de Down da As­so­cia­ção das Vo­lun­tá­rias do Hospital Infantil Darcy Vargas. O tema do calendário 2014, vendido na noite do Fernando Pini, é a Seleção Happy Down – Crian­ças com síndrome de Down e grandes jogadores da atua­li­da­de e que fizeram história no futebol brasileiro. A festa, patrocinada pelo Sebrae, In­ter­na­ tio­nal Paper, Kodak, APP , Epson, HP , Trelle­ borg, Agfa, Artecola, EFI /Metrics, Heidelberg, Henkel, Ibema, Prolam e Real Graphics, foi encerrada com show do roqueiro Frejat. 


23-º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

desde 1989, abocanhou cinco tro­féus no 9º‒ Prêmio Gaú­cho. “Estamos sempre investindo para manter a qualidade em alta. Nossas aquisições mais recentes foram uma offset quatro cores mais verniz e sistemas para acabamento”, afirmou o empresário. Trinta fun­cio­ná­r ios respondem pela Lupagraf, cujas instalações têm 3.000 metros quadrados. A gráfica venceu na categoria Cartões de Mensagem. Quem também inscreveu uma só peça foi a NB Nova Brasileira, do Rio de Janeiro. A gestão da gráfica passa pelo processo de sucessão, envolvendo, entre outras mudanças, maior divulgação da empresa fora do Estado. “Nada melhor do que um prêmio de importância na­cio­nal para a divulgação da nossa marca”, disse Thia­go Lund, diretor. Voltada para os segmentos edi­to­ rial e pro­mo­cio­nal, a Nova Brasileira está há 40 anos no mercado, contando com 40 fun­c io­n á­r ios e 3.000 metros quadrados de área cons­truí­da.

TROFÉUS CONQUISTADOS POR ESTADO ESTADO

São Paulo

24

EMPRESAS

PRÊMIOS

26

39

Rio Grande do Sul

7

10

Pernambuco

2

8

Paraná

4

5

Minas Gerais

2

3

Santa Catarina

2

3

Espírito Santo

1

1

Rio de Janeiro

1

1

Total

45

70

Inaugurando a categoria Embalagens Impressas em Suportes Metálicos, cria­ da em 2013, a Aro aproveitou o Fernando Pini para promover sua expertise na produção de embalagens metálicas. “Sem dúvida participaremos da próxima edição do Fernando Pini. Fiquei im­pres­sio­na­da com a qualidade dos produtos finalistas e com o tamanho do evento”, comentou Ivete Furtado, es­pe­cia­lis­ta em embalagem. Completando 71 anos de atividade, a Aro atende os segmentos de bebidas (rolhas metálicas e tampas plásticas), latas para produtos químicos e latas especiais. Sua planta fabril tem 40.000 metros quadrados, onde ­atuam 1.050 fun­cio­ná­r ios. REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

COMISSÃO JULGADORA Presidente da Comissão de Estudos: Manoel Manteigas de Oliveira Comissão de Estudos: Bruno Cia­lo­ne, Bruno Mortara, Élcio de Sousa e E ­ néias Nunes da Silva Coordenador: Francisco Veloso Filho Jurados: Abrahão Vicente da Silva, Agfa Ge­vaert do Brasil u Alessandro de Souza Mat­tio­li, Avery Dennison u Alessandro Valim, Perfil Consultoria Gráfica u Alexandre Augusto Zamboni, Thatto Comunicação u Alexandre Cabral, Hostmann-​­Steinberg Brasil u Aline Valli, Editora Cosac Naify u Alvaro José de Oliveira Moleiro, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Ana Cristina Pedrozo, Ideias & Ideias u André Ci­fuen­te, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u André Lam, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u André Liberato de Almeida, New MSE u Andrea Vichi Faro, Senac e Senai “Theo­bal­ do De Nigris” u Antonio Aparecido Perez, Kodak Brasileira u Bruno Villardo, Oz Design u Caio Vinícius Sanjurjo, GST u Camila Christini Tomás, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Carlos Chahes­ tian, Alphaprint u Carlos Navarro Gomes, designer gráfico autônomo u Célio Silva, Overlake Vernizes Gráficos u Celso Armentano, Sun Chemical do Brasil u Cesar Augustus Rio Corrêa, Senai “Fundação Zerrenner” u Cesar Man­gia­ca­val­li, Brainstorm u Claudinei Santana, Ogilvy u Claudio Gae­ta Ju­nior, Agfa Ge­vaert do Brasil u Da­niel Navarro, Navarro Print So­lu­tion Consultoria u Do‑ nizeti Baptista, Senai “Theo­bal­do de Nigris” u Edmundo Soa­res dos Santos Ju­nior, Fundação Bradesco u Elvis Rodrigues, Graphic Innovators e Senai “Theo­bal­do de Nigris” u Érika Casotti, Comprint u Erika Dias Ci­fuen­te, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Eurico O. de Melo Filho, Agfa Ge­vaert do Brasil u Evandro Ferreira Dias, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Fabio Soa­res, Esna Soluções Gráficas u Fabio Uva, Antalis do Brasil u Felipe Carneiro de França, SPP-​­K SR u Felipe José Lindoso, ZLF Assessoria Edi­to­rial u Fernanda Kairys Soa­res, Druck Chemie u Guilherme Moreira D’Assunção Filho, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Idelfonso ­Elias, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Ivone de Castro, UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná u Jairo Oliveira Alves, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Janaina Siqueira, Banco Itaú u Jaqueline Paz Bonoto, CEP Senai de Artes Gráficas RS u Jefferson Zompero, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u João Carlos Leo­pol­do, Sun Chemical do Brasil u José Henrique Valério, Centro Universitário Nove de Julho – Uninove u José Ka­tao­ka, Flint Ink do Brasil u José Luiz Solsona, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Julio César de Oliveira, GST u Kazuyo Yamada, FAAP/ESPM u Lauro Mirio Ribeiro Ju­nior, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Li­lian Xa­vier de Mo­raes, Senai “Gaspar Ricardo Ju­nior” u Luca Cia­lo­ne, HP u Lu­cia­no Renato Moreira, Senai “José Ephim Mindlin” u Lucimara Ribeiro de Andrade, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Luilene V. Lang, Crown Roll Leaf Brasil u Luis Carlos Pégolo Jú­nior, Pegolo Page Press Consultoria u Luis Felipe Pereira Borges da Cunha, Kodak e Universidade Paulista (UNIP) u Luiz A.B. Coe­lho, Best Paper u Ma­noel Bononato Muñoz, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Mara Cristine Aguiar, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Marcela Oliveira Della Rocca, Oz Design u Marcelo Escobar, Welogiq u Marcelo Ferreira, consultor – Marcelo Ferreira Apoio Ope­ra­cio­nal u Marcelo Henrique Villa dos Santos, Senai “Theo­bal­do de Nigris” e Rede Es­ta­dual de Educação SBC u Márcia Maria Signorini, Signorini Produção Gráfica u Marcia Vanni Scheffer, pro­f is­sio­nal autônoma u  Marcio Antonio Diuri, Electronic Printing Tech­no­lo­gies u  Marcos Corrêa, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Marcos Jesus da Silva, Sapere Aude Consultoria u Mário Pacheco, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Nancy Picarone, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u ­Oziel Branchini, Suzano Papel e Celulose u  Patricia Guerreiro dos Santos, Toniza Representações u Pedro Augusto Casotti, P.A. Consultoria Técnica em Artes Gráficas u Pedro de Rezende, Flint Ink do Brasil u Pedro Gargalaca, Coralis u Priscila Bue­no, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Ra­fael Melo Pedreira, Senai “Theo­bal­do de Nigris” u Ra­fael Sanchez Garcia, técnico es­pe­cia­lis­ta u Ra‑ quel Braik Pedreira, Cengage Lear­ning Edições u Renata Capela Gonçalves, designer u Ricardo Pagemaker, Arsenal Educação & Tecnologia u Rober Silva de Almeida, Grupo Printcor u Robert A. Waker, Baumhaus Comunicação u Roberto Stein Sane, A Ponto Design Composição Gráfica u Robie Braga, S ­ peed Color Tintas e Vernizes Gráficos u Robson Antonio Sanchez, Esna Soluções Gráficas u Rodolfo Ferrarezi, Sun Chemical do Brasil u Rodrigo Merigue Brito, Merigue Consul‑ toria Gráfica u Rodrigo Sant’Anna Bardinni, Alphaprint u Rogério Donizeti Rezende, Cromos u Rogério Jambeiro de Souza, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Ronaldo dos Santos Magalhães, Dezz Digital u Rosane Fonseca de Freitas Martins, Universidade Es­ta­dual de Londrina u Rui A. Lanfredi Jú­nior, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Salvador Sindona, Alphaprint u Sandra Regina Pimentel Leal, LQL Inck e Com. de Plásticos u Seles Rocha, Heidelberg AG u Sergio Barbosa de Oliveira, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Sérgio Cruz, Kodak Brasileira u Sérgio de Freitas Reis, Senai “José Ephim Mindlin” u Sidnei Trombelli, Trombelligraf Produtos Gráficos u Suzana Fer‑ nandes do Nascimento, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Talita Benite, GST u ­Thaís Camargo, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Thia­go ­Raphael Demétrio, T&C Treinamento e Consultoria u Valquiria Brandt, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u Vinicius Nato Portilho Machado, Escala Brasil Comércio In­ter­na­cio­nal u  Vlamir Ma­ra­f iot­ti, Agfa Ge­vaert do Brasil u  Wagner de Oliveira dos Santos, Empório de Mar­ke­ting u Wagner Quintino de Melo Alves, Konita Brasil u Washington Moreira Hurbaynh, Senai “Theo­bal­do De Nigris” u  Wellington Pereira dos Santos, Senai “Fundação Zerrenner” u Wesley Pires Diniz, Sun Chemical do Brasil

Nas páginas seguintes apresentamos os rankings por empresas e categorias, os fornecedores premiados, fotos do evento e a relação completa com a reprodução fotográfica de todos os trabalhos vencedores


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todos os finalistas e vencedores do Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica 2013.

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Ranking Geral do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 1991–2013 EMPRESA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17

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Pancrom Facform Burti Log & Print/Globo Cochrane RR Donnelley Brasilgrafica Ipsis Stilgraf Plural Relevo Araujo Ibep Bandeirantes/Sesil Escala 7 Araguaia/Padilla Inapel Prol/Oesp Rami Abril Antilhas Geo-Gráfica Ótima P+E Posigraf ABNote / Interprint Makro Kolor O Estado de S. Paulo Sky Aquarela Laborprint Oceano Santa Inês Degráfica Grafiset Mais Artes Gráficas Metalúrgica Prada 43 Gráfica Congraf Ibratec Impresul Peeqflex/Empax Photon Rona Vifran Formato Grafdil Plasc SM Toyster UVPack BMK Corgraf Gonçalves Gráfica e Editora GSA Ipê Magistral Ogra Paranaense Rosset Águia Arizona Calcografia Casa da Moeda Color-G Corprint Dom Bosco Efeito Visual Jofer Maredi Margraf Paper Express Primi Print Press Santa Marta Shellmar Sociedade Vicente Pallotti Tilibra Wertvool Atrativa Automação Cartonagem Hega Compulaser Escola Senai Folha da Manhã Gráfica Reúna Grupo Artes Kingraf Laborgraf Maxigráfica Metalúrgica Matarazzo Origami Printpack Prodesmaq Tamóios Vektra A Notícia Agdirect/Alphagraphics Artpress

91–03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 TOTAL 45 3 40 10 31 18 — 5 3 17 — 15 7 14 5 10 4 12 6 1 4 — 1 9 4 3 — 5 2 4 5 — — — 4 7 5 1 5 3 4 — 7 2 — — 6 6 2 4 — 5 — 1 1 2 5 2 3 1 4 — 4 — 3 — 2 4 4 3 — 3 2 4 — 3 4 — — 1 — 3 1 — 2 3 2 — 3 3 3 2 — — 2 — 2

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REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

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5 6 — 4 2 1 2 2 1 — 4 1 — — 1 — 1 1 — 2 — — 1 — — — 3 2 1 — — 1 1 1 1 — — — 1 — — 1 — — — 1 — — — — 1 — — — — — — 1 — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — 1 1 — — — 1 — 1 — — 1 — — — — — 1 — — —

— 7 — 3 1 3 6 1 4 — 4 — 2 — 1 — 1 — 2 — — — 1 — — 1 2 — 1 — — 2 1 1 — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — 1 — 1 1 — — 1 — 1 — 1 — — — — — — 1 — — — — 1 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — 1 —

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4 7 — 3 — 1 3 1 1 — 1 — 2 — 1 — 1 — 2 1 1 4 2 — — 1 — 1 — — — 2 1 — — — — — 1 — — 2 — — 3 2 — — — — 1 — 1 — — 1 — — — — — — — — — — — — — — 2 — — — 1 — — — — 1 — — — — — — — — — — — — 1 1 — — —

88 62 47 43 39 35 30 23 21 19 18 17 16 15 14 14 14 13 13 12 12 12 12 11 11 10 10 9 9 9 9 8 8 8 8 7 7 7 7 7 7 7 7 6 6 6 6 6 6 5 5 5 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2

EMPRESA 27 Bartira Cromosete Digital Arte Divisa Eskenazi Hobby Ideal Idealgraf Imagem Brasil Imagem MKT Imprensa Oficial Jandaia /Bignardi Litocomp M.W. Barroso Matiz Mattavelli Midiograf Multipla BR Neoband O Globo Papéis Amália Prakolar Real Steel Rigesa São Francisco Sarapuí Tyrex Ultrapress/Alpha 28 Alcobac Ápice Aro Arte & Design Athalaia Ativa Box Print Caderbrás Caeté CMP Metalgraphica Paulista Colorpixel Cometa Contgraf Contiplan Converplast Coppola Corset Delta Publicidade Demográfica Digital Impressão Dixie Toga Ediouro Empr. Artes e Projetos Flamar GH Gráfica e Copiadora Nacional Grafitusa Grafon's Cards Graphos Grif Rótulos Impressos Portão Infoglobo Intelcav Internacional Jelprint Kartoon Kards Leitura e Arte Leograf Lis Lupagraf Mácron Martigraf Matesc MC Cartões Minister MMR Comunicação NB Nova Brasileira Nova Digital Novelprint Orsa International Paper Premier Spell Prime Printers Printbag Prosign PSP Digital Ral Print Ricargraf Romiti Suprimax Sutto The Image Press Tuicial UBEA Ultraset Unibrac Vox WS Real Print Ycar York

91–03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 TOTAL 2 1 1 — — 2 — 1 — — — — — 2 2 2 — — 1 2 — 1 — — — — 2 — — 1 — — 1 1 1 1 — — — — — — 1 — — — — 1 1 — 1 — — — — 1 1 — — 1 — 1 1 1 — — 1 — 1 — 1 — — — — — 1 — — — — — — — — 1 — — 1 — — 1 — 1 1 1 1

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Ranking do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini por Segmento 1991–2013 LIVROS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

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RR Donnelley Pancrom Ipsis Geo-Gráfica Prol/Oesp Burti Bandeirantes/Sesil Corprint Facform Imprensa Oficial Posigraf Cromosete Matesc Stilgraf Formato Santa Marta Ibep Abril Bartira Corgraf Vicente Pallotti Aquarela Escolas Salesianas Eskenazi Gráfica e Editora GSA Flamar Laborgraf

645 615 380 195 195 145 125 105 65 65 65 50 50 50 45 40 35 30 30 30 30 25 25 25 25 20 20

15 Lis Makro Kolor TypeBrasil 16 Águia Araguaia/Padilla Atrativa Graphos Rona 17 Bigraf DBA Dorea Books Efeito Visual Empresa de Artes Escala 7 FTD Ideal Impresul Laborprint Laser Print Magistral Maxigráfica Midiograf Neoband P+E Pia Sociedade Ricargraf São Francisco Senai Sig UBEA

20 20 20 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

REVISTAS 1 2 3 4 5 5 6 7 8 9 10 11 12

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Log & Print/Globo Cochrane Abril Ipsis Araguaia/Padilla Oceano Pancrom Ibep Bandeirantes/Sesil Posigraf Sociedade Vicente Pallotti Corgraf Burti Prol/Oesp São Francisco Aquarela Ediouro Facform Margraf RR Donnelley Arizona Stilgraf Coronário Santa Marta Athalaia O Estado de S. Paulo Rona Color G

335 280 150 145 140 140 120 110 50 45 40 35 35 35 30 30 30 30 30 25 25 20 20 15 15 15 10

16 Congraf Fabracor Gráfica Print Indústria Halley Laborgraf Laborprint Maisgraf Makro Kolor Plural

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JORNAIS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

O Estado de S. Paulo 180 Folha da Manhã 145 Plural 105 Bandeirantes/Sesil 60 Ogra 50 Posigraf 50 A Notícia 40 Pancrom 40 Araguaia/Padilla 35 Burti 30 Ibep 30 Info Globo 30 Delta Publicidade 25 O Globo 25 Prol/Oesp 25 Jornal do Commércio 20 Log & Print/Globo Cochrane 20

Critérios utilizados na pontuação Fo­ram com­pu­ta­dos 10 pon­tos para cada pri­mei­ro lu­gar con­quis­ta­do des­de a pri­mei­ra edi­ção do prê­mio, em 1991. As men­ções hon­ro­sas, cri­té­rio vá­li­do até 1997 e, de­pois, os se­gun­do e ter­cei­ro lu­ga­res, que vi­go­ra­ram até 2000, re­ce­be­ram 5 pon­tos cada. Os fi­na­lis­tas, na for­ma­ta­ção ela­bo­ra­da a par­tir de 2001, so­mam 5 pon­tos, ex­ ce­tuan­do as em­pre­sas ven­ce­do­ras, que re­ce­bem os 10 pon­tos. O ranking completo está disponível no www.abigraf.org.br

11 Atrativa Lis Sociedade Vicente Pallotti 12 Corgraf Ediouro Escobar Margraf

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IDENTIFICAÇÃO 1 Rami 2 Brasilgrafica Degráfica 3 Sky 4 Prakolar 5 Brazicolor Prodesmaq 6 Gráfica Reúna Makro Kolor Paranaense 7 43 Grafdil 8 Artpress Grafitusa Mack Color Pancrom 9 Águia Ipê Novelprint 10 M.W. Barroso Ral Print Scribo Tyrex 11 Cometa Inapel Midiograf

335 190 190 145 80 60 60 40 40 40 35 35 30 30 30 30 25 25 25 20 20 20 20 15 15 15

27 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


11 Multilabel Peeqflex/Empax Qualigraf Ready do Brasil RR Donnelley Tekne 12 Aquarela Automação Color G Congraf Coppola Estrela Fascreen Gonçalves Grafiset Grif Rótulos Indemetal Planner PSP Digital Rhoss Soft Color Stampgraf Tuicial

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ACONDICIONAMENTO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

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Brasilgrafica Inapel Antilhas Facform Metalúrgica Prada Peeqflex/Empax Ibratec Santa Inês Congraf Escala 7 Pancrom Vifran Shellmar W.S. Real Gonçalves Rosset 43 Plasc Sarapuí Jofer Magistral Papéis Amália Grafdil Real Steel Hega Kingraf Caeté Metalúrgica Matarazzo Box Print Rigesa Alcan Dixie Toga Makro Kolor Agaprint Aymorés Burti Celocort Corgraf Flamar Matttavelli Orsa International Paper P+E Printpack Cia. Brasileira de Latas Laborprint Nobelplast Nova Página Printbag Ricargraf Romiti SR WS Real Zaraplast Águia Ápice Aro Color G Converplast Estética Exklusiva Idealgraf Igel Litografia Bandeirantes Mácron

405 260 230 185 160 160 150 150 125 125 125 100 90 90 80 80 70 70 70 65 60 55 50 45 40 40 35 35 30 30 25 25 25 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

23 Matiz Paranaense Rona Rosni Ultrapress/Alpha

10 10 10 10 10

PROMOCIONAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

17 18

19 20

21

22

23

Pancrom Escala 7 Facform Burti Stilgraf Aquarela Makro Kolor Impresul Laborprint Ipsis Águia Photon Laborgraf Sky Araguaia/Padilla P+E Toyster Midiograf Relevo Araujo Corgraf Maredi Ogra Printpack Corset Margraf Grafitusa Leograf Mais Artes Posigraf Unibrac Formato Bandeirantes/Sesil Congraf Gráfica e Editora GSA Mácron Maxigráfica Ótima Rona RR Donnelley Atrativa Color G Papéis Amália Prosign Santa Marta Compulaser Coronário Efeito Visual GH Gráfica Universal Hobby Supervac Holográfica Minister MMR Comunicação NB Nova Neoband Paper Express TypeBrasil Alcobac Arizona Athalaia Braspor Companhia da Cor Comunicare Fabracor Flamar Formag’s Ideal Imagem MKT Impresagraf Ingra Laser Print Litocomp Litografia Bandeirantes Nova Digital Pallotti Primacor Promograf Ricargraf Trindade Vektra VS Digital York

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

595 365 340 315 310 150 140 110 100 75 70 70 65 60 55 55 55 50 50 45 45 45 45 40 40 35 35 35 35 35 30 25 25 25 25 25 25 25 25 20 20 20 20 20 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

COMERCIAL 1 ABNote/ Interprint Relevo Araujo 2 Ótima 3 Águia 4 Tilibra 5 RR Donnelley 6 Ipê 7 Facform 8 SM Gráfica 9 BMK Calcografia 10 Pancrom 11 Dom Bosco 12 Print Press 13 Casa da Moeda Jandaia/ Bignardi 14 Mais Artes Gráficas Origami 15 Corgraf Grafiset Grupo Artes 16 Stilgraf 17 Ogra Primi Tecnologia 18 Makro Kolor 19 Automação 20 Contiplan Formato Sky Wertvool 21 Aquarela Bandeirantes/Sesil Coronário Flamar Graphon Kartoon Kards Senai Toyster 22 Burti Color G GH Gráfica e Editora GSA Laborprint Maredi P+E Photon Vektra Ycar 23 Efeito Visual GM Minister Idealgraf Impresul Jelprint MC Cartões Paper Express TypeBrasil 24 Congraf Grafitusa Holográfica Ipsis Margraf Nova Grafons Posigraf Potyguara R.S. de Paula São Francisco Tekne 25 Agaprint Arizona Bahia Bignardi Brasilgrafica Caderbrás Comunicare – Life Di Gráfica Gráfica Amparo Gráfica e Copiadora Nacional Grafiset-Gráfica Intelcav J. Andrade Laborgraf Lisboa Lupagraf Midiograf Pia Sociedade Positiva Prime Printers Prospecto

265 265 250 175 165 160 155 150 105 100 100 85 80 75 70 70 65 65 60 60 60 55 50 50 45 40 35 35 35 35 30 30 30 30 30 30 30 30 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 20 20 20 20 20 20 20 20 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

25 São Miguel Sulforms Sutto Tamóios Ultrapress/Alpha Ultraset Villimpress Vox

10 10 10 10 10 10 10 10

Leitura e Arte Neoband P+E Pix Prodesmaq Tecnicópias The Image Press

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA

ROTATIVA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Plural Log & Print/Globo Cochrane Ibep Oceano Posigraf Burti Araguaia/Padilla Quebecor Abril Vicente Pallotti Margraf Bandeirantes/Sesil Ediouro Leograf

550 385 155 145 65 45 40 40 30 30 25 20 20 10

1 2 3 4 5

215 155 95 75 65 55 50 45 45 35 30 30 30 30 25 25 25 25 20 20 20 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

7

PRODUTOS PRÓPRIOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

11

12 13

14

Pancrom Facform Antilhas Mais Artes Gráficas Burti Ipsis Corgraf Posigraf Vektra Impresul Flamar Formato Hega Maxi Efeito Visual Gonçalves Ogra P+E Aquarela Relevo Araujo Stilgraf Águia Box Print Compulaser Divisa Editora Grafitusa Halley Makro Color Ótima Rona UVPack Atrativa Grafdil Ibep Imprensa Oficial Internacional Gráfica Laborprint Maredi Mattavelli Nova Gráfica Photon Positiva São Francisco Tuicial Ultrapress/Alpha Van Moorsel

Paper Express Ibep Laborprint Log & Print/Globo Cochrane Agdirect Digital Impressão Digital Arte Facform 8 Makro Kolor 9 Divisa Imagem MKT

Sutto Imagem Digital Brasil Multipla BR GH Martigraf Prosign Tekne

65 40 30 20 10 10 10

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 1 2 3 4 5 6

8 9 10

Brasilgrafica RR Donnelley Rosset Pancrom Burti Antilhas Primi Tecnologia Facform UVPack Wertvool Abril Alcan Bandeirantes/Sesil Box Print Casa da Moeda Congraf Geográfica Ibratec Matiz Prol/Oesp Rigesa

105 70 55 40 35 30 30 25 25 20 15 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

ATRIBUTOS TÉCNICOS 1 2 3 4 5

RR Donnelley Pancrom Ipsis Brasilgrafica Facform Geográfica P+E 6 Burti Stilgraf Wertvool 7 Alcan Antilhas Arizona Bandeirantes/Sesil CMP Metalgraphica Paulista Ibratec Jofer Log&Print Magistral Matiz Plasc Prol/Oesp Rosset

70 60 50 40 30 30 30 20 20 20 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR ISO 12647-2 1 Log & Print/Globo Cochrane 120 2 Rona 15 3 Stilgraf 10

IMPRESSÃO DIGITAL 1 2 3 4 5 6 7

10 10 10 10 10 10 10

95 80 70 50 45 35 30 30 20 10 10

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR ISO 12647-7 1 Stilgraf 2 Abril Arizona P+E 3 Colorpixel Nywgraf

55 15 15 15 10 10


A Colacril está comemorando mais uma grande conquista: Melhor Fornecedor de Papel

Autoadesivo em 2013.

Foi para a Colacril o título de MELHOR FORNECEDOR DE PAPEL AUTOADESIVO, no 23º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini - promovido pela Abigraf e ABTG, reconhecido internacionalmente como a maior premiação da indústria gráfica brasileira. A Colacril comemora essa premiação, agradece o reconhecimento de todo o mercado gráfico e dedica essa conquista a todos os seus clientes. É sempre muito gratificante realizar trabalhos de alta qualidade, ao lado de profissionais tão competentes. Vamos continuar trabalhando para surpreender o mercado com produtos cada vez mais inovadores.

Curta nossa página no Facebook

(44) 3518-3500 www.colacril.com.br


23-º FERNANDO PINI PREMIOU GRÁFICAS DE OITO ESTADOS

30 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


31 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


23-º FERNANDO PINI PREMIOU GRÁFICAS DE OITO ESTADOS

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Onze fornecedores conquistaram o Fernando Pini

A

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ntes de revelar as gráficas vence­ o pro­f is­sio­na­lis­mo e a relação de con­f ian­ doras nas 63 ca­te­go­r ias que com­ ça que temos com nossos clien­tes”. A Ko­ põem o Fernando Pini, o jorna­ dak destacou-​­se nas ca­te­go­r ias Chapas lista e apresentador de TV Tadeu Schmidt, para Impressão e Equipamentos para Pré-​ mestre de cerimônia, anunciou os prê­mios ­impressão, Sistemas e CtPs. “Foi um ano para fornecedores mais citados entre os tra­ es­pe­cial para a Kodak, sobretudo em vir­ balhos finalistas. Onze empresas subiram tude do êxito no lançamento da família de chapas digitais Sonora”, ao palco para receber o troféu RANKING DE disse Enio Zucchino, geren­ FORNECEDORES em 16 ca­te­go­r ias. Heidelberg, 1997–2013 te de mar­k e­t ing para solu­ com quatro prê­mios, Kodak e PRÊMIOS ções de pré-​­impressão da em­ Suzano, cada uma com dois EMPRESA (1997/2013) presa para a América Latina. tro­féus, foram as mais pre­ Suzano 31 “Os vá­r ios eventos que rea­ mia­das. A Heidelberg sobres­ Heidelberg 27 li­za­mos para lançamento de saiu nas ca­te­go­r ias Equipa­ Agfa 18 nosso portfólio reforçaram a mentos de Impressão Plana, HP 12 con­f ian­ç a que nossos clien­ Equipamentos para Acaba­ Müller Martini 9 tes têm nas soluções Kodak. mento Gráfico, e, com a linha Sun Chemical 9 A maior demonstração des­ de consumíveis Saphira, nas Epson 8 8 sa con­f ian­ç a se observa por ca­te­go­r ias Blanquetas e Tin­ Overlake 7 esses dois tro­f éus Fernan­ tas. Para José Luis Gu­t iér­ Cromos 6 do Pini, que certamente têm rez, presidente da Heidelberg Day Brasil 6 um valor inestimável para do Brasil, o fato de ser pre­ Kodak Henkel 5 nós, além dos vá­r ios clien­ mia­d a em quatro ca­te­go­r ias Colacril 4 tes Kodak que também fo­ demonstra mais uma vez o Goss 4 ram pre­m ia­dos nesta noite”, respeito dos profissionais do International Paper 3 reforçou o executivo. mercado gráfico pela qualida­ Avery Dennison 2 de dos produtos Heidelberg. Bottcher 2 “Os prê­m ios recebidos pela Fibria 2 RANKING DE 2 Saphira, em es­pe­cial a tinta, IBF FORNECEDORES 2013 2 têm um significado es­pe­cial. Manroland EMPRESA PRÊMIOS 1 Nossos consumíveis vêm con­ Adobe Heidelberg 4 1 quistando importante espaço Apple Kodak 2 Arjo Wiggins 1 nesse mercado extremamen­ Suzano 2 Artecola 1 te competitivo, comprovado Colacril 1 Canopus 1 agora por um prêmio de gran­ Copygraf Copygraf 1 1 de credibilidade como o Fer­ Cromar Epson 1 1 nando Pini”, disse o executi­ Fujifilm Goss 1 1 vo. Parabenizando as gráficas Guarani Henkel 1 1 HP 1 1 vencedoras, Gu­t iér ­rez com­ Gutenberg International Paper 1 1 pletou: “Nenhum sucesso se­ Papirus Overlake 1 1 ria possível sem a excelência, Prolam REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

ADESIVO

Henkel

BLANQUETAS

Saphira/Heidelberg

CARTÃO PARA IMPRESSÃO COM E SEM REVESTIMENTO

Suzano

CHAPAS PARA IMPRESSÃO

Kodak


FORNECEDORES PREMIADOS EM 2013

EQUIPAMENTOS PARA ACABAMENTO GRÁFICO

Heidelberg

EQUIPAMENTOS PARA PRÉ‑IMPRESSÃO, SISTEMAS E CTPs

SISTEMA DE PROVAS

EQUIPAMENTOS DE IMPRESSÃO DIGITAL

PAPEL AUTOADESIVO

Auto Adesivo Paraná (Colacril)

TERCEIRIZADAS FORNECEDORAS DE SERVIÇOS DE ACABAMENTO GRÁFICO

EQUIPAMENTOS DE IMPRESSÃO PLANA

PAPEL PARA IMPRESSÃO – NÃO REVESTIDO

TINTAS

EQUIPAMENTOS DE IMPRESSÃO ROTATIVA

PAPEL PARA IMPRESSÃO – REVESTIDO

VERNIZES

HP

Heidelberg

Goss

Kodak

International Paper

Suzano

Epson

Copygraf

Saphira/Heidelberg

Overlake

janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

35


23º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 2013 LIVROS Livros de Texto Geo‑Gráfica e Editora Produto: As 30 Coisas que Toda Mulher de 30 Deve Ter e Saber Cliente: Editora Objetiva

LIVROS DE TEXTO Geo‑Gráfica e Editora LIVROS CULTURAIS E DE ARTE Pancrom Indústria Gráfica

Livros Culturais e de Arte Pancrom Indústria Gráfica Produto: O Mosteiro de São Bento da Bahia Cliente: Odebrecht Livros Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Athié/Wohnrath – Livro Institucional: Escritório Cliente: Athié Wohnrath Ass. Projs. e Gerenciamento Livros Infantis/ Juvenis Facform Impressos Produto: O Pipoco dos Bacamarteiros Cliente: Erick Vasconcelos e Flavinha Marques

LIVROS INSTITUCIONAIS Ipsis Gráfica e Editora LIVROS INFANTIS/ JUVENIS Facform Impressos

Livros Ilustrados e Livros Técnicos Rona Editora Produto: Ronaldo Fraga Cliente: Ronaldo Fraga Livros Didáticos Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Buriti Mirim Cliente: Editora Moderna Guias, Manuais e Anuários Pancrom Indústria Gráfica Produto: Projeto Sol II – Marcos Costa Maquiagem Cliente: Natura

LIVROS ILUSTRADOS E LIVROS TÉCNICOS Rona Editora

LIVROS DIDÁTICOS Eskenazi Indústria Gráfica

REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Posigraf Produto: Revista Gráfica nº- 83/84 Cliente: Posigraf

GUIAS, MANUAIS E ANUÁRIOS Pancrom Indústria Gráfica

36 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

REVISTAS PERIÓDICAS DE CARÁTER VARIADO SEM RECURSOS GRÁFICOS ESPECIAIS Posigraf


Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Gráfica Editora Pallotti Produto: About Shoes nº- 18 Cliente: About Editora Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Corgraf Gráfica e Editora Produto: Menino Caranguejo Cliente: Instituto Caranguejo de Educação Ambiental Revistas Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Zum nº- 4 Cliente: Instituto Moreira Salles

REVISTAS PERIÓDICAS DE CARÁTER VARIADO COM RECURSOS GRÁFICOS ESPECIAIS Gráfica Editora Pallotti

JORNAIS REVISTAS INFANTIS/JUVENIS OU DE DESENHOS Corgraf Gráfica e Editora

Jornais Diários Impressos em Coldset S/A O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S.Paulo – edição 23/7/2013 Cliente: S/A O Estado de S.Paulo Jornais de Circulação Não‑Diária Ogra Indústria Gráfica Produto: News International Paper edição 59 Cliente: International Paper

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO

REVISTAS INSTITUCIONAIS Ipsis Gráfica e Editora

Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: Conjuntos Cerveja Premium Lager Therezópolis 600 ml Cliente: Arbor Brasil Indústria de Bebidas

JORNAIS DIÁRIOS IMPRESSOS EM COLDSET S/A O Estado de S.Paulo

Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Farinha de Linhaça Lino Live Cliente: Farinhas Integrais Cisbra JORNAIS DE CIRCULAÇÃO NÃO‑DIÁRIA Ogra Indústria Gráfica

RÓTULOS CONVENCIONAIS SEM EFEITOS ESPECIAIS Gráfica Rami RÓTULOS CONVENCIONAIS COM EFEITOS ESPECIAIS Degráfica Impressos

37 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Grif Rótulos e Etiquetas Adesivas Produto: Baruel Linha Princesas Condicionador Magia 230 ml Cliente: Baruel Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Cabernet Sauvignon Segredo 750 ml Cliente: LC Marcon Indústrias Etiquetas Grafdil Impressos Produto: Tag Necessaire Isabela Capeto Cliente: Dimed

RÓTULOS EM AUTOADESIVO SEM EFEITOS ESPECIAIS Grif Rótulos e Etiquetas Adesivas

RÓTULOS EM AUTOADESIVO COM EFEITOS ESPECIAIS Degráfica Impressos

Adesivos PSP Digital Gráfica e Editora Produto: Skin para iPad Cliente: Digital Paper

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Facform Impressos Produto: Embalagem Queijo Taperoá Cliente: Taperoá

ETIQUETAS Grafdil Impressos

ADESIVOS PSP Digital Gráfica e Editora

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Esmaltes Make Up Disco Cliente: Dimed Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Antilhas Embalagens Produto: Caixa Flocada Secrets Cliente: O Boticário Embalagem de Micro‑Ondulados Sem Efeitos Especiais Grafdil Impressos Produto: Suco e Geleias Novocitrus Cliente: Novocitrus Ind. e Comércio

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS COM EFEITOS GRÁFICOS Grafdil Impressos

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS SEM EFEITOS GRÁFICOS Facform Impressos

EMBALAGENS SEMIRRÍGIDAS COM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS Antilhas Embalagens

38

EMBALAGEM DE MICRO‑ONDULADOS SEM EFEITOS ESPECIAIS Grafdil Impressos

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


E dizem que a primeira impressão AQUI, TODAS AS IMPRESSÕES FICAM. Ficam na lembrança de clientes, na alegria de quem recebe, no orgulho da gente e até dão prêmios.

Porque desde a primeira impressão a gente trabalha pelo melhor, pra impressionar, pra deixar na memória, pra conquistar.

Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini 2013. Mais uma vez, a FacForm foi a gráfica mais premiada do Brasil.

R. Barão de Água Branca, 521 - Imbiribeira, Recife - PE - 51160-300 - Brasil |Telefone:+55 (81) 3339-6566


Embalagem de Micro‑Ondulados Com Efeitos Especiais Antilhas Embalagens Produto: Caixa Gaveta Cliente: The Beauty Box Embalagens em Papelão Ondulado Orsa International Paper Embalagens Produto: Xingu Black Beer Cliente: Heineken

EMBALAGEM DE MICRO‑ONDULADOS COM EFEITOS ESPECIAIS Antilhas Embalagens

Embalagens Sazonais Facform Impressos Produto: Embalagem Galo da Madrugada Cliente: Globo Nordeste

EMBALAGENS EM PAPELÃO ONDULADO Orsa International Paper Embalagens

Embalagens Impressas em Suportes Metálicos Aro Exp. Imp. Ind. e Comércio Produto: Panettone com Gotas de Chocolate Cliente: Bagley do Brasil Embalagens Flexíveis Impressas em Flexografia Plasc Plásticos Santa Catarina Produto: Bomguy Filhote 2 kg Cliente: FVO Brasília Indústria e Comércio de Alimentos Embalagens Flexíveis Impressas em Rotogravura Inapel Embalagens Produto: Ovo Ferrero Collection 260 g Cliente: Ferrero Rocher

EMBALAGENS SAZONAIS Facform Impressos

Sacolas Printbag Embalagens Produto: Sacola Jeans Cliente: Lado Avesso

EMBALAGENS IMPRESSAS EM SUPORTES METÁLICOS Aro Exp. Imp. Ind. e Comércio

EMBALAGENS FLEXÍVEIS IMPRESSAS EM FLEXOGRAFIA Plasc Plásticos Santa Catarina

EMBALAGENS FLEXÍVEIS IMPRESSAS EM ROTOGRAVURA Inapel Embalagens

SACOLAS Printbag Embalagens

40

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


Líder no ranking Fernando Pini nas categorias: “Impressão de revistas” e“Conformidade com a Norma NBR ISO 12647-2”, que regulamenta o padrão de impressão offset para rotativas e planas.


PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes Gráfica Editora Aquarela Produto: Cartaz Lenticular Óleo Ipiranga (carro) Cliente: Dia Design Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais NB Nova Brasileira Serviços Gráficos Produto: Catálogo Farm 15 anos Cliente: Farm Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais Gráfica e Editora GSA Produto: Catálogo do Artesanato Capixaba Cliente: Seadh

PÔSTERES E CARTAZES Gráfica Editora Aquarela

Relatórios de Empresas Rona Editora Produto: Relatório Anual Mendes Junior 2012 Cliente: Greco Design

CATÁLOGOS PROMOCIONAIS E DE ARTE, SEM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS NB Nova Brasileira Serviços Gráficos

Folhetos Publicitários P+E Galeria Digital Produto: Encarte Mizuno Cliente: Alpargatas Kits Promocionais P+E Galeria Digital Produto: Kit Heinz Cliente: Heinz

CATÁLOGOS PROMOCIONAIS E DE ARTE, COM EFEITOS GRÁFICOS ESPECIAIS Gráfica e Editora GSA

Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Eva Mendes Cliente: Luxotica Brasil

RELATÓRIOS DE EMPRESAS Rona Editora

FOLHETOS PUBLICITÁRIOS P+E Galeria Digital

DISPLAYS, MÓBILES E MATERIAIS DE PONTO DE VENDA DE MESA Escala 7 Editora Gráfica

KITS PROMOCIONAIS P+E Galeria Digital

42

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


Livros culturais e de arte

Revistas periódicas

de caráter variado com recursos gráficos especiais

Revistas periódicas

de caráter variado sem recursos gráficos especiais

Embalagens semirrígidas sem efeitos especiais

Embalagens semirrígidas com efeitos especiais

Folhetos publicitários

Kits promocionais

Produtos Próprios

Livros infantis / juvenis

Kits promocionais

GRAND PRIX

Melhor Acabamento Editorial

Fernando Pini

Livro Ilustrado e Técnico

GRAND PRIX

Melhor Acabamento Cartotécnico

Fernando Pini

GRAND PRIX

Melhor Impressão

É tudo uma questão de visão.

Doze

Relatórios de Empresas

vezes premiada em âmbito regional, duas vezes nacional em 2013 A Rona Editora tem diversos motivos para comemorar o ano de 2013. Nesse ano, fomos agraciados 12 vezes com o prêmio Cícero, da ABIGRAF MG, incluindo 3 Grand Prix, de Melhor Impressão, Melhor Acabamento Cartotécnico e Melhor Acabamento Editorial. Como se não bastasse, a ABIGRAF Nacional nos premiou com 2 troféus Fernando Pini, o mais importante prêmio para indústrias do Setor Gráfico Nacional, nas categorias Livro Ilustrado e Técnico e Relatórios de Empresas. Para nós, esse é o reconhecimento de mais um ano de dedicação e investimento, que nos faz não só um dos maiores parques gráficos do país, mas um dos mais reconhecidos pela qualidade dos serviços que presta.

EMBALAGENS

Conheça a Rona: www.ronaeditora.com.br.


Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Volta às Aulas Cliente: Bauducco – Pandurata Alimentos Calendários de Mesa e de Parede Facform Impressos Produto: Calendário Renato Filho Cliente: Renato Filho Malas Diretas Impresul Serviço Gráfico e Editora Produto: Lançamento Cristal Cliente: Timac Agro Brasil

DISPLAYS E MATERIAIS DE PONTO DE VENDA DE CHÃO Escala 7 Editora Gráfica

CALENDÁRIOS DE MESA E DE PAREDE Facform Impressos

COMERCIAL Cartões de Mensagem Lupagraf – Gráfica Lupatini Produto: Conecte‑se Cliente: Harman Convites Vektra Gráfica e Editora Produto: Convite de Casamento “Leandro & Isabel” Cliente: Leandro e Isabel Cartões de Visita Grafiset Gráfica e Serviços de Off‑set Produto: Hype.Co Cliente: Hype.Co Papelarias Tamóios Editora Gráfica Produto: Diário de Bordo Cliente: Lápis Raro Agência de Comunicação

CARTÕES DE MENSAGEM Lupagraf – Gráfica Lupatini MALAS DIRETAS Impresul Serviço Gráfico e Editora

Impressos de Segurança Primi Tecnologia Produto: Selo para Cronotacógrafo Cliente: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia

CARTÕES DE VISITA Grafiset Gráfica e Serviços de Off‑set

CONVITES Vektra Gráfica e Editora

PAPELARIAS Tamóios Editora Gráfica

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IMPRESSOS DE SEGURANÇA Primi Tecnologia 

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VENCEDORES DO 23º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

QUALIDADE R ECONHECIDA TERCEIRIZADAS FORNECEDORAS DE SERVIÇOS DE ACABAMENTO GRÁFICO

JORNAL DE CIRCULAÇÃO NÃO DIÁRIA

OGRA INDÚSTRIA GRÁFICA PRODUTO: PAPER 59 CLIENTE: INTERNATIONAL PAPER

Uma grande conquista nunca é completa sozinha! Para atingir a Excelência Gráfica a Ogra agradece a seus colaboradores, fornecedores e clientes, em especial à International Paper que sempre nos prestigiou e nunca deixou de acreditar que a conquista deste prêmio era possível!

COPYGRAF GRÁFICA E EDITORA LTDA. Copygraf, onde tudo acaba bem

• Costura e colagem de livros em capa dura • Perfuração automática • Encadernação wire-o

• Capa dura • Laminação fosca e brilhante • Pastas em capa dura

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SETE TROFÉUS PARA A FACFORM, A MAIOR VENCEDORA EM 2013.

Oficina Gráfica

OGRA INDÚSTRIA GRÁFICA LTDA. Rua Dias Leme, 538 CEP 03118-040 São Paulo SP Tel. (11) 2076.3333 Fax (11) 2076.3336 ogra@ogra.com.br www.ogra.com.br

• Livros infantis/juvenis • Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos • Embalagens sazonais • Calendários de mesa e de parede

• Agendas • Catálogos e folhetos em geral • Melhor acabamento cartotécnico Facform Impressos Ltda. Tel. (81) 3339-6566 francisco@facform.com.br www.facform.com.br

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EMBALAGENS IMPRESSAS EM SUPORTES METÁLICOS

ARO – EXP. IMP. IND. E COM. LTDA. PRODUTO: PANETTONE COM GOTAS DE CHOCOLATE CLIENTE: BAGLEY DO BRASIL - ARCOR O que é belo é lembrado, por isso deixe que cuidemos da reprodução das imagens que você escolheu com carinho para seus produtos.

LITOGRAFIA É ARTE!

Embalagem em Aço é reciclável, mas anos passarão sem que ela seja descartada, porque é bela e serve para armazenar muitas coisas, até seus sonhos, em forma de bilhetes ou fotos de quem amamos. ARO – EXP. IMP. IND. E COM. LTDA. Rua Duque Bacelar, 63 (Cumbica) CEP 07224-160 Guarulhos SP Tel. (11) 2462.1710 Fax (11) 2462.1777 lccovelo@aro.com.br www.aro.com.br


Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Capa Flexível, conforme Norma 15733 Bignardi Indústria e Comércio de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Espiral Universitário 10×1 200 fls O Pequeno Príncipe Cliente: Jandaia Cadernos em Geral Ótima Gráfica Produto: Cadernos da Linha Botanical Cliente: Ótima

CADERNOS ESCOLARES ESPIRALADOS OU COSTURADOS OU COLADOS OU ARGOLADOS OU GRAMPEADOS, COM CAPA DURA OU CAPA FLEXÍVEL, CONFORME NORMA 15733 Bignardi Indústria e Comércio de Papéis e Artefatos

CADERNOS EM GERAL Ótima Gráfica

Agendas Facform Impressos Produto: Agenda Ode à Grande Arte Cliente: Quatro Ventos Comunicação Cardápios Gráfica e Copiadora Nacional Produto: Cardápios Zen Cliente: Restaurante Zen

CARDÁPIOS Gráfica e Copiadora Nacional

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Época edição 789 Cliente: Editora Globo

AGENDAS Facform Impressos

Revistas em Geral Ibep Gráfica Produto: Revista Wish edição 63 Cliente: Editora Nova Criação Catálogos Promocionais Posigraf Produto: Boticário Dia das Mães Ciclo 5 Cliente: Botica Comercial Farmacêutica Encartes e Folhetos Promocionais Leograf Gráfica e Editora Produto: Encarte Teia Sky – Playboy Cliente: Sky Brasil

REVISTAS SEMANAIS Log & Print Gráfica e Logística

CATÁLOGOS PROMOCIONAIS Posigraf

46 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

REVISTAS EM GERAL Ibep Gráfica

ENCARTES E FOLHETOS PROMOCIONAIS Leograf Gráfica e Editora


Jornais Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metro SP nº- 1546 – 16/5/2013 Cliente: Metro Jornal

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Pancrom Indústria Gráfica Produto: Pancrom News 35 – Futebol Cliente: Pancrom

KITS PROMOCIONAIS Pancrom Indústria Gráfica

Calendários P+E Galeria Digital Produto: Calendário P+E – Mais Sense Cliente: P+E Catálogos e Folhetos em Geral Facform Impressos Produto: 10 Anos de Calendários da Facform Cliente: Facform Impressos

JORNAIS Plural Editora e Gráfica

Sacolas Próprias Cartonagem Hega Produto: Sacola Hega Deluxe Cliente: Cartonagem Hega

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA

CATÁLOGOS E FOLHETOS EM GERAL Facform Impressos

Impressão em Serigrafia Múltipla Com. Adesivos Lonas e Imagens Produto: Cartaz Permanente Boticário Cliente: Grupo Boticário

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO

CALENDÁRIOS P+E Galeria Digital

IMPRESSÃO EM SERIGRAFIA Múltipla Com. Adesivos Lonas e Imagens

Inovação Tecnológica Primi Tecnologia Produto: Lacre para Medidores de Energia Cliente: Cam Brasil Complexidade Técnica do Processo Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Caixa Panettone Brasilgráfica 2012 Cliente: Brasilgráfica Indústria e Comércio SACOLAS PRÓPRIAS Cartonagem Hega

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Primi Tecnologia COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO Brasilgráfica Indústria e Comércio

janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

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CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR NM – ISO 12.647‑2 Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Heatset Log & Print Gráfica e Logística Produto: Jequiti Colheita Ciclo 15/2013 Cliente: SS Comércio de Cosméticos e Higiene Pessoal

CONFORMIDADE COM A NORMA ABNT NBR– ISO 12.647‑7

PROVAS DIGITAIS Stilgraf Artes Gráficas e Editora

IMPRESSÃO EM OFFSET PLANA E ROTATIVA OFFSET HEATSET Log & Print Gráfica e Logística

Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Prova Digital Fosca Cliente: Stilgraf

GRAND PRIX – ATRIBUTOS TÉCNICOS DO PROCESSO Melhor Impressão Offset Plana Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Face a Face – Uma Jornada por Povos do Mundo Cliente: Cornerstone Strategic Branding Brasil

MELHOR IMPRESSÃO OFFSET PLANA Ipsis Gráfica e Editora

MELHOR IMPRESSÃO DE OFFSET ROTATIVA HEATSET Log & Print Gráfica e Logística

Melhor Impressão de Offset Rotativa Heatset Log & Print Gráfica e Logística Produto: Casa Vogue 330 Cliente: Edições Globo Conde Nast Melhor Impressão Digital P+E Galeria Digital Produto: Calendário P+E + Sense Cliente: P+E Galeria Digital Melhor Impressão Flexográfica Plasc – Plásticos Santa Catarina Produto: Bomguy Filhote 2 kg Cliente: FVO Brasília Indústria e Comércio de Alimentos

MELHOR IMPRESSÃO DIGITAL P+E Galeria Digital

MELHOR IMPRESSÃO FLEXOGRÁFICA Plasc – Plásticos Santa Catarina

Melhor Acabamento Editorial Pancrom Indústria Gráfica Produto: Livro: O Mosteiro de São Bento da Bahia Cliente: Odebrecht Melhor Acabamento Cartotécnico Facform Impressos Produto: Embalagem Galo da Madrugada Cliente: Globo Nordeste Melhor Impressão Metalgráfica CMP Companhia Metalgraphica Paulista Produto: 3,6 l Fácil Grow Puzzle Romero Britto “The Hug” Cliente: Grow Jogos e Brinquedos

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MELHOR ACABAMENTO EDITORIAL Pancrom Indústria Gráfica

MELHOR IMPRESSÃO METALGRÁFICA CMP Companhia Metalgraphica Paulista

MELHOR ACABAMENTO CARTOTÉCNICO Facform Impressos


23º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini – 2013 Patrocínio Diamante

Patrocínio Ouro

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Patrocínio Prata

Patrocinadores

Patrocinadores Bronze

Apoio

Realização:

ABAP ABIEA ABIMFI ABITIM ABRAFORM ABRE ABRELIVROS

Realização:

ABRO ABTCP AFEIGRAF​ ANATEC ANAVE ANER ANJ

Realização: ASSINGRAFS FUNDAÇÃO GUTENBERG REVISTA EMBANEWS SENAI SINGRAFS

A

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NOVO FOCO

Canon entra otimista em 2014 A participação na ExpoPrint Latin America e o lançamento de uma linha de impressoras laser coloridas A3+ apontam para um período de elevação na participação da marca junto à indústria gráfica.

O

ano começou bem para a Canon, mantendo o ritmo dos últimos meses de 2013, movimento im­pul­sio­n a­do sobretudo pelo mercado corporativo, o mais representativo para a companhia. Porém, a grande aposta da Canon do Brasil em 2014, segundo Eduar­do Buck, gerente de vendas, está em uma área na qual a empresa pode ser considerada uma novata, o segmento gráfico, onde atua há apenas cinco anos. E a ExpoPrint Latin America 2014, feira que acontece em julho, logo após a Copa do Mundo, promete marcar o ano da companhia. “Temos investido muito no campo da produção gráfica e começamos a aparecer nos levantamentos de market share do setor. Acredito que este será um ano de ruptura, quando a

editoriais. Trata-​­se da primeira linha Océ totalmente integrada ao sistema de logística e suporte da Canon, o que promete conferir mais agilidade e efi­ciên­cia aos processos de venda e assistência técnica. A Va­r ioP­r int destina-​­se aos volumes maiores, alcançando 350 páginas por minuto, e a DP Line mira as menores tiragens. A linha chega às gráficas brasileiras através da venda direta e dos revendedores Canon que já atendem esse setor. A maior penetração da marca vem ocorrendo, de acordo com Eduar­do Buck, por meio das soluções para pré-​­impressão, com sistemas de prova que oferecem uma maior gama de cores, seguidos pelos equipamentos para impressão em grandes formatos e pelas máquinas voltadas para o mercado edi­to­r ial. As par­ce­r ias em soft­wares de ge­ren­cia­men­to de cores e de produção, es­p e­c ial­men­te com desenvolvedores como a EFI e a GMG, têm igualmente colaborado para os bons resultados da Canon na indústria gráfica, afora o passo decisivo nesse sentido: a compra da Océ em 2010.

Foto: Álvaro Motta

UMA NOVA SOLUÇÃO

Canon movimentará um número expressivo no Brasil, alavancado principalmente por impressoras de grande formato, incluindo impressoras de prova”, afirmou o executivo. Duas das atrações do estande da Canon na ExpoPrint serão a Va­r ioP­r int 6000 e a DP Line, impressoras laser P/B voltadas para produtos

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O otimismo de Eduar­do Buck em relação a 2014 está também re­la­c io­na­do à expectativa do lançamento de uma nova linha de impressoras laser coloridas que a Canon chama de light pro­duc­tion. Prometidas para o final do ano, as máquinas devem atender às gráficas que estão ini­cian­do na tecnologia digital em cores. “Essa linha cobrirá uma lacuna. Hoje, aqueles que buscam um equipamento de entrada, com custo competitivo, esbarram na questão da produtividade. O novo produto unirá esses dois quesitos, fundamentais para quem está começando”. Trabalhando com pa­péis até o formato A3+, as novas impressoras poderão produzir uma gama va­ria­da de materiais, incluindo impressos comerciais, capas e mio­los de livros. ✆ CANON DO BRASIL Tel. (11) 4950.5353 www.canon.com.br


Texto: Tânia Galluzzi

ANO 22  Nº 89  ABRIL/2013

LIS GRÁFICA

ANO 22  Nº 96  FEVEREIRO/2014

Texto: Tânia Galluzzi

O acabamento faz toda a diferença

EQUIPE ENXUTA, ATENDIMENTO ÁGIL E PRODUÇÃO NA MEDIDA EXATA PARA AS DEMANDAS DO SEGMENTO EDITORIAL. ASSIM É A LIS GRÁFICA.


D

izia o professor, editor e crí­ tico literário Roberto Alvim Corrêa: “O simples é o con­ trário do fácil”. Essa é a rea­ li­da­de da Lis Gráfica. O caminho esco­ lhido para a conquista dos clien­tes é elementar: bom atendimento e cum­ primento dos prazos de entrega. Se  a meta é simples, os meios para alcançá-​ ­la não. Começam por uma gestão com os dois pés no chão, avessa ao endivi­ damento e à venda por qualquer preço, passam pelo treinamento das equipes e pela adequação dos processos visan­ do a produtividade, e desembocam em uma alta capacidade na área de acaba­ mento, desenhada para atender às ne­ cessidades específicas do setor em que ­atuam, a produção de livros. O “norte” vem de Leo­nar­do Guima­ rães Ferreira, no comando da gráfica há seis anos. Ele é filho do fundador da empresa, Adelino Gameiro Ferreira, que continua como conselheiro. Formado em Administração, com pós-​­gra­dua­ção em Gestão Gráfica pela Faculdade Senai

Leonardo Guimarães Ferreira, comanda a Lis Gráfica, que ocupa uma área construída de 8.000 metros quadrados e converte 350 mil folhas por dia em suas impressoras offset


de Tecnologia Gráfica, Leo­nar­do se con­ sidera conservador na gerência da grá­ fica e credita a isso o fato de a Lis man­ ter-​­se saudável em um momento de crise como o ­atual. “No segmento edi­ to­rial poucas são as empresas que po­ dem encarar 2014 com tranquilidade. Não está fácil para ninguém e sabe­ mos que este será mais um ano difícil, mas só o fato de não termos dívidas e de estarmos di­men­sio­na­dos para aten­ der bem nossos clien­tes já ajuda muito”, afirma Leo­nar­do. Especialização A Lis Gráfica sempre produziu livros. Ela foi cria­da em 1982, quando Adelino dei­ xou a área co­mer­cial da gráfica na qual trabalhava e iniciou uma nova emprei­ tada num pequeno espaço no bairro da Vila Maria, em São Paulo. Dois anos depois se transferiu para o Belenzinho, onde ficou pouco mais de uma década, mudando então para seu a­ tual endere­ ço, em Gua­ru­lhos, na Grande São Paulo, numa fase de grande desenvolvimen­ to para a indústria gráfica na­cio­nal em relação à modernização dos parques fabris e à pro­f is­sio­na­li­za­ção das equi­ pes. Leo­nar­do, que está com 40 anos, viveu tudo isso, uma vez que está na empresa desde 1990. Mesmo com essa vivência, seus anos como gestor não têm sido fá­ ceis em função das dificuldades pe­ las quais atravessa a indústria gráfica. A opção de Leo­nar­do foi conter gran­ des investimentos na aquisição de má­ quinas. Ele preferiu apostar na revisão dos processos objetivando a produtivi­ dade. Uma consultoria externa foi con­ tratada para ajudá-​­los a implantar vá­rias medidas, entre elas o estabelecimento


de metas gerais e in­di­vi­dua­li­za­das por departamento, equipamento e fun­cio­ ná­rio. Em quatro anos, a produtivida­ de nos setores de pré-​­impressão e im­ pressão cresceu 60%. No ano passado a área de acabamento iniciou o mes­ mo processo. Atual­men­te a gráfica con­ ta com 140 fun­cio­ná­rios, área cons­truí­ da de 8.000 metros quadrados e tem convertido 350  mil folhas por dia em suas quatro impressoras folha inteira, mais duas meia folha. Com cinco costuradeiras automáti­ cas, duas linhas de lombada quadrada e uma de grampo, Leo­nar­do orgulha-​ ­se de ter a maior capacidade no aca­ bamento em proporção ao volume de impressão em comparação aos seus concorrentes. Essa capacidade permi­ te à empresa não só dar vazão à sua própria demanda, sem atrasos, quan­ to prestar serviços de pós-​­impressão para outras gráficas. Hoje a carteira de clien­tes efeti­ vos da Lis Gráfica soma 80 empresas. São pequenas, mé­dias e grandes edi­ toras, incluindo pesos-​­pesados como Moderna, Abril e Pear­son. Os didáticos e paradidáticos compõem 30% de seu faturamento, ficando o restante divi­ dido entre livros técnicos, re­li­gio­sos e literatura em geral. Um tanto pessimista em relação a 2014, Leo­nar­do está programando os projetos de atua­li­z a­ção tecnológi­ ca para 2015. A ideia é substituição de máquinas na impressão e em lomba­ da quadrada.

LIS GRÁFICA Rua Felício Antônio Alves, 370 07175-​­450  Guarulhos  SP Tel. (11) 3382.0777 www.lisgrafica.com.br


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GRÁFICA/RS

Impresul: quatro décadas de tradição e qualidade gráfica Visão de mercado, investimentos e trabalho árduo norteiam a trajetória da Impresul, a gráfica mais premiada do sul brasileiro

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Texto: Juliana Tavares

m 1968, os futuros só­c ios Mar­ cos Fichbein e Gelson Brasil per­ ceberam, no setor de publicidade, uma oportunidade de começarem um novo em­preen­d i­men­to. Com larga ex­ pe­r iên­c ia neste mercado, Fichbein e Bra­ sil decidiram utilizar a expertise adquirida para abrir uma gráfica e oferecer os servi­ ços de impressão tipográfica e co­mer­c ial que as agên­cias necessitavam. Foi assim que, em um imóvel de 50 me­ tros quadrados na cidade de Porto Alegre (RS), nasceu a Impresul Serviço Gráfico e Editora — empresa que acumula 45 anos de atua­ção no setor gráfico e é conhecida por sua qualidade e profundo conhecimento do mercado publicitário. Para conquistar esse reconhecimen­ to, os só­cios precisaram investir, antes de mais nada, nos equipamentos da empresa, conforme relata Angelo Garbarski, ­atual diretor da Impresul. “Logo após o início das atividades adquirimos nossa primeira REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

máquina offset, a Multilith, que foi o pon­ tapé ini­cial para a produção de impressos promocionais. A partir de então, passa­ mos a nos dedicar es­pe­cial­men­te ao mer­ cado publicitário”, informa Garbarski. Nos primeiros anos de fun­c io­na­men­to, a Im­ presul também se destacou pela confecção

de carnês de sorteio para clubes de futebol de todo o País, como o In­ter­na­cio­nal, Grê­ mio, São Paulo, Fortaleza, Atlético Mineiro, Sport Clube Recife, entre outros. Durante essa fase ini­c ial, a falta de capital de giro foi um dos principais en­ traves enfrentados pela gráfica. Segundo

(E/D): Fernando Garbarski, Angelo Garbarski e Jairo Xavier Amaral, sócios da gráfica


Garbarski, essa dificuldade fazia com que os diretores buscassem outros meios para cumprir suas obrigações financeiras, atra­ vés de bancos e pes­soas próximas. O pe­ río­do incerto, no entanto, não diminuiu o ritmo de crescimento da empresa, que, superado esse obstáculo, investiu em no­ vas tec­no­lo­g ias de impressão — como a UV e digital para pequenos e grandes forma­ tos —, guilhotinas eletrônicas, um setor de plotagem e em acabamentos automati­ zados. Todas essas mudanças possibilita­ ram um controle ainda maior no processo produtivo, que abrange desde o estúdio fo­ tográfico até os serviços de pré-​­impressão, impressão (offset, digital e serigráfica), acabamento e logística. Para Garbarski, esse é um dos grandes diferenciais da em­ presa. “Atua­mos em quase todos os seg­ mentos da comunicação gráfica manten­ do um excelente padrão de qualidade, onde podemos cuidar pes­soal­men­te de cada eta­ pa produtiva, e oferecemos uma diversida­ de de produtos e serviços que se destacam no mercado”, afirma. RECONHECIMENTO À QUALIDADE

Um resultado dessa preo­c u­pa­ç ão com a qualidade está nos diversos prê­m ios que a Impresul recebeu ao longo dos anos. O mais recente foi em novembro último no

23 º‒ Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfi­ ca Fernando Pini, promovido pela As­so­cia­ ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) e As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Na­cio­nal), com o troféu conquis­ tado na categoria Malas Diretas. Desta­ cam-​­se nessa lista, o prêmio de Fornece­ dor Gráfico do Ano em 1988, 1992 e 1996; Destaque Em­pre­sa­r ial do Ano no XXIII Sa­ lão da Propaganda Gaú­cha, em 1997; e o Prêmio Gaú­cho de Excelência Gráfica, no qual a Impresul é vi­to­r io­sa desde a sua pri­ meira edição, rea­l i­za­da em 2004. Mesmo com um parque in­dus­trial de 8.000 metros quadrados e atendendo toda a Re­g ião Sul, está nos planos de Garbar­ ski dar continuidade à trajetória de cresci­ mento e inovação que se tornaram marcas registradas da Impresul. “Nossas expecta­ tivas para 2014 são muito otimistas, prin­ cipalmente por este ser um ano de eleições, segmento no qual a Impresul é muito for­ te em todo o País, e também de Copa do Mundo, eventos que sempre im­pul­sio­nam o mercado gráfico. Trabalhamos com uma projeção de crescimento de 10% neste ano”, comenta com segurança o diretor. ✆ IMPRESUL Tel. (51) 3334-​­1010 www.impresul.com.br

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GRÁFICA/RS

LupaGraf: investimento em pessoas e resultados concretos Além da modernização contínua de seu parque gráfico, a empresa gaúcha entende a capacitação do capital humano como fundamental ao atendimento de seus objetivos

E

m 2013, a LupaGraf, empresa gráfi­ ca com 25 anos de atua­ção na re­g ião Sul do País, conquistou um troféu do 23 º‒ Prêmio Fernando Pini, na catego­ ria Cartões de Mensagem. Muito celebra­ da por diretores e fun­cio­ná­r ios, a conquista poderia ser descrita como resultado de uma simples equação: tradição + qualidade = re­ conhecimento. Em tese, bas­t a­r iam esses fatores para garantir não apenas esta, mas outras oito pre­mia­ções regionais de 2009 a 2013, ano em que também conquistou seu primeiro “Fernando Pini”. Só que nada foi tão simples assim para a gráfica localizada na gaú­cha Santa Cruz do Sul. À essa equação lógica soma-​­se uma

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boa dose de em­preen­de­do­r is­mo, uma par­ cela grande de estratégia e um outro tanto de dedicação a um ofício ao qual se deve, sobretudo, ter paixão para vencer de­sa­ fios. E não foram poucos. A LupaGraf ini­ ciou suas atividades em 1989, apenas com equipamentos de impressão tipográfica. Em  1993, a empresa mudou de endere­ ço e fez investimentos iniciais em tecno­ logia, com a aquisição da primeira máqui­ na offset. “O ano de 2005, com a compra da primeira máquina quatro cores, foi um marco para nós. Sempre em constan­ te investimento, em 2012 mudamos para um prédio com mais de três mil metros quadrados de área, todo pensado no me­ lhor fluxo de trabalho”, explica o diretor Guilherme Lupatini Neto. QUALIFICAÇÃO

A modernização, sempre pioneira na re­ gião, segue em movimento contínuo até os dias de hoje. As seis impressoras offset, o sistema de CtP e os equi­ pamentos de acabamento, denotam a plena automa­ tização do parque gráfico. Evi­d en­c iam que a Lupa­ Graf, mesmo com o pas­ sar do tempo, não deixou de se qualificar tecnologi­ camente para, de um lado, am­pliar a qualidade e, de outro, reduzir o tempo de entrega dos serviços.

Ao mesmo tempo, a gráfica sempre teve como meta promover a qualificação de seus profissionais, visando o futuro — e é exa­ tamente aqui que entra a men­cio­na­da es­ tratégia. “Hoje, um dos principais entraves à indústria gráfica gaú­cha é a carência de mão de obra qualificada. Por isso mesmo, procuramos nos cercar de pes­soas compe­ tentes para formar uma equipe vencedora”, comenta o diretor. Com os investimentos que fez, a LupaGraf pode contar hoje com 35 fun­cio­ná­r ios capacitados a produzir im­ pressos dos mais va­ria­dos tipos para os seg­ mentos co­mer­cial, pro­mo­cio­nal e edi­to­r ial. “Procuramos nos destacar no mercado gaú­ cho oferecendo não só um produto de qua­ lidade, mas sim novas possibilidades com trabalhos únicos e di­fe­ren­c ia­dos, atendi­ mento pro­f is­sio­nal do início até a entrega ao clien­te”, comenta Guilherme. Com base nisso, a LupaGraf projeta para 2014 um ano excelente nos ne­gó­cios, sob a perspec­ tiva de que a Copa do Mundo vai gerar im­ portantes oportunidades para a indústria gráfica de seu Estado e do País. É esperar para confirmar o prognóstico. ✆ LUPAGRAF – GRÁFICA LUPATINI LTDA. Tel. (51) 3715.6616 rene@lupagraf.com.br


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LEITURA

Fundação Itaú incentiva a literatura infantil

Campanha iniciada em 2013 deverá distribuir 4,4 milhões de unidades da coleção Itaú de livros infantis.

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obilizar e sensibilizar a so­cie­da­ de para a importância de ler para uma crian­ç a, mostrando como esse gesto pode contribuir para a garantia de seus direitos, para o desenvolvimen­ to da capacidade de aprender e de se expressar, além de fortalecer o vínculo afetivo entre ela e o adulto e de estimular o gosto pela leitura. Este é o objetivo por trás da campanha em­preen­d i­ da pela Fundação Itaú So­cial em outubro do ano passado, que pretende distribuir 4,4 milhões de unidades da coleção Itaú de livros infantis. A ini­cia­ti­va foi pautada por uma pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha pela fun­ dação ainda em 2012. A proposta era a de veri­ ficar a percepção do brasileiro em relação à im­ portância do incentivo à leitura para crian­ças. O resultado já era esperado: 96% da população considera relevante essa prática durante a in­ fância, porém apenas 37% dos pais entrevista­ dos têm de fato o hábito de ler para seus filhos. A coleção Itaú de livros infantis disponibili­ za uma cartilha com dicas de leitura e dois dife­ rentes títulos: E o dente ainda doía, de Ana Terra (Editora DCL), e O mundo inteiro, de Liz Garton Scanlon e Marla Frazee (Editora Paz e Terra). Os livros são voltados para o público de até 5 anos, com lições educacionais para a devida fai­ xa etária. Pais, educadores, vo­lun­tá­r ios de insti­ tuições sociais e demais interessados em aderir

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

à mobilização têm acesso às coleções por meio do site www.itau.com.br/itaucrianca. Após a rea ­l i­z a­ç ão do cadastro, o ma­te­r ial é en­v ia­do gratuitamente pelos Correios para todo o País. A ação é também um estímulo para que os pais enxerguem a importância de ler para os pe­ quenos e de estar junto com a crian­ça nessa eta­ pa de desenvolvimento. “A campanha é uma das frentes do programa Itaú Crian­ça, que rea­li­za­ mos há oito anos com o objetivo de mobilizar a so­cie­da­de para a garantia dos direitos das crian­ ças e dos adolescentes brasileiros. Que­re­mos mostrar a importância de ler para uma crian­ ça, esclarecendo como esse gesto pode contri­ buir para o desenvolvimento da capacidade de aprender, de se expressar”, declara Isabel San­ tana, superintendente da Fundação Itaú So­cial. Além desta nova campanha, desde 2010 mais de 30 milhões de livros foram entregues pelos programas da instituição. A DIFUSÃO DA INICIATIVA

De acordo com Paulo Marinho, superintenden­ te de comunicação corporativa do Itaú, para mobilizar colaboradores, clien­tes, parceiros e comunidades de todo o País a serviço des­ sa causa foi estruturada uma estratégia de co­ municação que contemplou não só a imprensa, mas também formadores de opi­nião. “Foram en­v ia­d as coleções com uma carta explicando


a causa para os principais veí­cu­los de comuni­ cação, acadêmicos, blogueiros e integrantes de institutos e fundações, além de gestores públi­ cos. A campanha foi disseminada em mídia im­ pressa e eletrônica, bem como nas redes sociais, nas quais trabalhamos com ví­deos que instiga­ vam o internauta a parar o que estava fazendo e ler para uma crian­ça. Na tentativa de alcançar as praças mais distantes dos grandes centros, também dis­tri­buí­mos um rádio re­lea­se sobre a ini­cia­ti­va, explicando como as coleções po­de­ riam ser solicitadas. Para contemplar adultos com de­f i­ciên­cia vi­sual, firmamos uma parce­ ria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que adaptou os livros da coleção para o brail­ le e versão am­plia­da. Foram dis­tri­buí­das 2 mil coleções neste formato”, revela. A Fundação Itaú So­cial atua em todo o Bra­ sil em parceria com as três esferas de gover­ no, o setor privado e organizações da so­cie­da­ de civil, com o objetivo de formular, implantar e disseminar me­to­do­lo­g ias voltadas à melho­ ria de políticas públicas na área edu­ca­cio­nal e

Isabel Santana, superintendente da Fundação Itaú Social, e Paulo Marinho, superintendente de comunicação corporativa do Itaú

à ava­lia­ção econômica de projetos sociais. Seu foco de atua­ção são as áreas ­­ de educação in­ tegral, gestão edu­c a­c io­n al, ava ­l ia­ç ão econô­ mica de projetos sociais e mobilização so­cial. Em 2012, os investimentos do Itaú nas ­­áreas de educação e de cultura alcançaram o valor de R$ 200 milhões. “Que­re­mos contribuir para que a so­cie­da­de reflita sobre a importância de es­ timular esse hábito, como forma de garantir o direito de aprendizagem de crian­ças e adoles­ centes”, pontua o vice-​­presidente da Fundação Itaú So­cial, Antonio Jacinto Ma­tias.

FUNDAÇÃO ITÁÚ SOCIAL www.itau.com.br/itaucrianca

61 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


ENCONTRO

Mesa composta pelo corpo diretivo da Abro (E/D): Adhemur Pilar (Flint), diretor de marketing; Eduardo Costa (Abril), diretor técnico; Carlos Jacomine (Plural), vice‑presidente e Mauro Melli (Ediouro), presidente.

Abro discute o futuro do mercado de impressão rotativa Entidade apresenta o cenário setorial e global, esmiuçando o desempenho da indústria gráfica e os indicadores nacionais e externos.

N 62

Texto: Tânia Galluzzi

o dia 4 de dezembro, a As­so­ cia­ção Brasileira de Empresas com Rotativa Offset (Abro) rea ­l i­z ou um encontro com seus as­so­c ia­dos para a apresentação dos resultados de sua Análise Se­to­r ial 2013 no Centro de Eventos Rio Negro, em Ba­r ue­r i (SP), contando com a presença de 98 pes­ soas, entre gráficos e fornecedores do setor. Mauro Melli, presidente da Abro, abriu os trabalhos destacando as ações da as­ so­cia­ção em 2013, entre elas a participa­ ção no Comitê da Cadeia Produtiva do Pa­ pel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), que congrega vá­r ias entidades do setor, e a REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

proposta de cria­ção de um comitê político dentro da Abro. Tal comitê, que começará a trabalhar em janeiro, terá como objetivo unificar e consolidar ideias e valores defen­ didos pela entidade. “Existem oportunida­ des dentro de nosso mercado e nossa mis­ são é identificá-​­las e mostrar às empresas como aproveitá-​­las”, afirmou Mauro Melli. O vice-​­presidente Carlos Jacomine cha­ mou a atenção para o fato, evi­den­cia­do pela análise se­to­r ial, de que em 16 anos o par­ que instalado de rotativas offset no Bra­ sil cresceu 100%. “Está claro que o cresci­ mento econômico e de demanda no mesmo pe­r ío­do não acompanhou os investimen­ tos que fizemos em atua­li­za­ção tecnológi­ ca. Há um descompasso entre oferta e de­ manda e, se con­ti­nuar­mos assim, corremos o risco de levar a indústria gráfica a uma condição crítica”, disse. A ideia é concentrar esforços na sus­ tentação do negócio gráfico através de uma

agenda positiva que reforce as demandas dos as­so­cia­dos, e o comitê político atua­rá nesse sentido, nor­tean­do as ações da direto­ ria da Abro. O vice-​­presidente anunciou que comporão o comitê representantes das em­ presas Posigraf, Esdeva, Log&Print, Ocea­ no, Ibep e Santa Marta, além dos membros da diretoria executiva da Abro. ANÁLISE SETORIAL

A apresentação da análise se­to­r ial ficou por conta do responsável por sua elaboração, o economista Alexandre Marques, sócio-​ ­diretor da AMSG Consultoria em Mercados. Trata-​­se do nono estudo estatístico da in­ dústria brasileira com rotativa offset, ela­ borado para de­li­near o perfil e di­men­sio­nar esse segmento. Das 62 gráficas com rotati­ vas offset com forno identificadas pelo es­ tudo, 16 se dispuseram a participar, grupo que responde por 63,8% de toda a capaci­ dade instalada no setor de rotativas heat­set.


Venha para a Depois de apresentar o cenário econô­ mico global e o po­si­cio­na­men­to da indús­ tria gráfica, o economista partiu para os números setorizados. O faturamento total do setor em 2012, projetado com base nos números levantados junto ao grupo amos­ tral, foi de R$ 4,84 bilhões, o que corres­ ponde a uma elevação de 2,83% se compa­ rado a 2011. O segmento mais importante nas vendas do setor em 2012 foi o de livros, mantendo participação de 34,1%. As revis­ tas aparecem em segundo lugar, com 23,7% das vendas, seguidas pelos tabloides, com 13,8% das vendas, produto que demons­ trou rea­ç ão em relação ao ano an­te­r ior, quando contribuiu com 10,6% da receita. Catálogos compõem o quarto maior mer­ cado para as gráficas com rotativas, mes­ mo registrando queda em 2012, com par­ ticipação de 13,3%, perdendo quase um ponto per­cen­t ual se comparado a 2011. O segmento pro­mo­c io­n al, que vinha em queda, reagiu em 2012 com presença de 4,9%, mantendo-​­se estável no patamar dos 5%. O segmento de guias e anuá­r ios teve ganho de participação após dois anos de queda. O setor apontou uma recuperação de meio ponto per­cen­tual, fechando o pe­ río­do com 4,1%. Os campos menos repre­ sentativos em termos de faturamento são jornais e pe­r ió­d i­cos e manuais, com 2,3% e 1,5% de participação, respectivamente. De acordo com a percepção dos grá­ ficos, as vendas terão um crescimento

moderado nos próximos três anos. Acredi­ ta-​­se que os segmentos de tabloides e catá­ logos serão os mais promissores, com incre­ mentos em torno de 3%. Com relação ao perfil ope­ra­cio­nal do setor, o estudo indi­ cou um decréscimo de duas gráficas atuan­ do no setor em relação a 2011. Apesar do fechamento de seis plantas, quatro gráficas entraram no setor de rotativas heat­set. Das 62 empresas levantadas, 42 estão em São Paulo. Minas Gerais e Rio de Janeiro têm quatro e três unidades, respectivamente; Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina têm duas gráficas cada e as sete empresas restantes estão em Goiás, Pernambuco, Pa­ raí­ba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Tal quadro sinaliza a manutenção da tendência de incremento de gráficas no setor. Somen­ te nos últimos quatro anos 21 empresas que até então não atua­vam com rotativas com forno investiram nessa tecnologia. Do se­to­rial para o global, na palestra se­ guinte o economista Ricardo Amorim fez uma ampla análise da conjuntura econô­ mica brasileira e mun­d ial, pon­t uan­do os fatores internos e externos que estão in­ fluen­cian­do ou podem vir a interferir no desempenho da economia e das empresas brasileiras. O evento, encerrado com um al­ moço, foi patrocinado pela APP, Agfa, EFI Metrics, Flint Group, Goss, Groupwork/ Manroland, Hubergroup, Kodak, Norske Skog e Real Graphics.

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janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

63


OPINIÃO

A

a O desafio é defender a maiori

a imensa maioria io exterior, esquecendo que érc com no ra pa l na vas de Abigraf Nacio nais sufocada, sem perspecti vez a cad á A pauta de reivindicações da est ‑se ere site da entidade, ref ivência ameaçada pela o ano de 2014, publicada no crescimento e com a sobrev ra pa ção ven sub e eração idade, além de serem scente perda de competitiv à impressão de livros; deson cre sem s nto me ipa e às incertezas ão de equ ráveis à escassez de recursos lne vu is materiais escolares; importaç ma ão taç lici istro de preço em ser implementada. similar nacional; fim do reg da trajetória tecnológ ica a de. ida itiv pet com é nossa a da e Enfim, como líderes gráficos, pública e, por fim, o resgat as as tod de s sse uções efetivas intere nsabilidade de buscarmos sol po Temas que contemplam os res de as uel aq o o apenas por s, incluind dicarmos alto e bom som, nã vin indústrias gráficas brasileira rei e até gam cas que empre expectativas de um micro e pequeno porte (gráfi medidas que satisfaçam às s da % 90 de is ma am ent . O desafio principal 49 funcionários), que repres grupo restrito de empresas o nçã ate gem exi e qu esa da maioria, or e ano de 2014 deverá ser a def empresas em operação no set ste ne as. ític pol  mil pessoas, sariais e prega cerca de cento e trinta em especial das lideranças empre e qu o feito esforç tade de toda a A Abigraf Pernambuco tem o que representa mais da me vel diá ina e est ar voc pro setor no País. permanente no sentido de mão de obra empregada no s ria úst ind as uen panheiros e peq Clamo a todos os demais com debate, antes que as micro r eri sug e rec s a esta o, como pa s da indústria gráfica, atento nte ige gráficas desapareçam de fat dir de ida ent façamos mercado. Como ra que juntos e mobilizados pa e, ad lid a atual tendência do nosso rea ar a missão é identific s pela maioria do setor. representativa do setor e cuj brotar as ações demandada as, fic grá sas pre em s ais da portante desafio. e defender os interesses ger te é o verdadeiro e mais im Es s da esa def tivas em devemos adotar medidas efe porte, que afinal também o uen utlook.com empresas de micro e peq presidencia-abigrafpe@o al, igu des cia rên cor con a enf rentam problemas com ais, mas também das não apenas das multinacion s. Por outro lado, é urgente grandes empresas brasileira ra que a inovação tecnológ ica contribuir efetivamente pa de êxito e não de falência seja um fator determinante . Paralelo a isso, sabemos para a maioria das empresas a empresa, independente que a competitividade de um petitividade de todas as do seu porte, depende da com or, bem como do conjunto empresas que integram o set raestrutura determinante dos fatores que formam a inf Sendo assim, não se pode para o processo produtivo. a minoria de indústrias ag ir em defesa apenas de um tecnológ ico e desempenho que comemoram crescimento

V aldézio de B ezerra F igueiredo Bra sileira da Indústr Presidente da Associação igraf‑PE) (Ab o Regional Pernambuc

64 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

ia Gráfica


ECONOMIA Texto: Ada Caperuto, com informações do Decon – Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Região Nordeste: expansão econômica ainda não traz reflexos para o setor gráfico Empresários revelam que, apesar do crescimento do PIB acima da média nacional, a indústria gráfica ainda depende de incentivos e ajustes na política fiscal e tributária para ganhar impulso.

C

om o total de nove Estados, a Re­ gião Nordeste do Brasil ocupa uma área superior a 1,5 milhão de quilô­ metros quadrados, o equivalente a 18% do território na­cio­nal. Abrigando um quar­ to da população brasileira, a re­g ião é integrada pelos Estados de Ala­goas, Bahia, Cea­rá, Mara­ nhão, Pa­raí­ba, Pernambuco, ­Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A economia — a terceira maior do País na comparação com as demais re­g iões — está for­ temente ba­sea­da na agricultura, extrativismo vegetal e mineral, na indústria e comércio e nas atividades turísticas. Em 2009, a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 13,5% e, em 2012, o PIB registrou crescimen­ to de 3%, mais que o triplo da média do País. No pe­r ío­do acumulado de janeiro a no­ vembro de 2013, a produção física in­dus­t rial do Nordeste (PIM -PF/IBGE) apresentou indi­ cador de 1,12%, próximo do índice na­c io­nal, que foi de 1,76%. Quan­to às vendas no comér­ cio varejista, a maioria dos Estados da re­g ião registra índices su­pe­r io­res à média na­c io­nal. Em igual pe­r ío­do acumulado, em relação a ja­ neiro/novembro de 2012, o Brasil teve cresci­ mento de 4,32% nas vendas. Superaram esse desempenho os Estados da Pa­raí­ba (9,85%), Rio Grande do Norte (9,72%), Maranhão (8,42%), Ala­goas (6,96%) e Pernambuco (6,38%). Em 2012, o valor da produção in­dus­t rial gráfica na Re­g ião Nordeste foi de R$ 1,6 bilhão (IBGE). De acordo com dados do Ministério do RESUMO DOS INDICADORES DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS

Área População Densidade

1.558.196 km² 53.081.510 hab. (IBGE/2010) 32 hab./km² INDICADORES

IDH médio PIB

66

PIB per capita

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

0,659 médio (PNUD/2010) R$ 555.325.000 (IBGE/2011) R$ 10.379 (IBGE/2011)

Trabalho (MTE/Rais), o setor gráfico da re­g ião reú­ne 3.286 empresas, número que correspon­ de a 16% das 20.631 existentes em todo o País. Com relação à mão de obra, a re­g ião emprega 25.036 dos 224.664 postos de trabalho gera­ dos pelo setor em todo o território na­cio­nal, ou seja, 11% dos fun­cio­ná­r ios gráficos estão alo­ cados nessa re­gião. O perfil dos estabelecimen­ tos assemelha-​­se com o da média na­cio­nal, já que 85,5% das empresas empregam até 19 pes­ soas, sendo a Re­g ião Nordeste a terceira maior empregadora da indústria gráfica na­cio­nal. CENÁRIO SEMELHANTE

Embora registrem resultados similares e apon­ tem praticamente os mesmos entraves, os em­ pre­sá­r ios da Re­g ião Nordeste, em razão das diferenças so­cioe­co­nô­mi­cas entre os Estados, sugerem perspectivas distintas em relação ao desempenho do setor em 2014. O presidente da Abigraf Re­g io­nal Ala­goas, Flo­r ia­no Alves da Silva Ju­nior, pro­prie­tá­r io da Indústria Gráfica Jaraguá, avalia que, em vir­ tude de ser um Estado pequeno e de ter sua eco­ nomia dependente da agroindústria, Ala­goas vive uma crise localizada, o que se reflete no setor gráfico, gerando uma queda subs­tan­cial na demanda de serviços. “O primeiro semestre de 2013 foi bem abaixo do esperado, com rea­ ção positiva no segundo, mas in­su­f i­cien­te para recuperar o ano”, reforça Miguel Pier­r i Filho, diretor co­mer­cial da Grafmarques Indústria, Editora e Serviços, de São Luís (MA). A si­tua­ção não é diferente na Bahia, de acor­ do com Josair Santos Bastos, presidente da Abigraf Re­g io­nal Bahia e pro­prie­tá­r io da Gráfica Trio. “A demanda na Bahia está fraca e acre­ dito que seja em razão da recessão pela qual o País passa”, afirma. O mesmo se repete no Cea­r á, de acordo com Tales Vinicius Ximenes Carvalho, presi­ dente da Abigraf Re­g io­nal Cea­rá e pro­prie­tá­ rio da Fastprint Gráfica e Papelaria. “A retra­ ção do mercado está acen­tua­da. A concorrência externa é muito forte, o que contribuiu para


TABELA 1: DADOS GERAIS DA INDÚSTRIA GRÁFICA NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL – 2010 E 2012 2010 NORDESTE

2012

BRASIL

PARTICIPAÇÃO

NORDESTE

VARIAÇÃO NO PERÍODO

BRASIL

PARTICIPAÇÃO

NORDESTE

BRASIL

Número de Estabelecimentos

2.976

20.007

14,9%

3.286

20.631

16%

10%

3%

Número de Funcionários

23.290

220.796

10,5%

25.036

224.644

11%

7%

2%

Número de Funcionários / Estabelecimento

7,8

11,0

7,6

10,9

– 3% 

–1%

–12,5

–160.895

– 24,5 

– 238,6 

Exportação (US$ FOB milhões)

0,9

248,9

0,4%

0,63

298,2

0,2%

– 27% 

20%

Importação (US$ FOB milhões)

13,4

409,6

3,3%

24,99

536,8

4,7%

87%

31%

Balança Comercial (US$ FOB milhões)

Fonte: MTE/Rais, AliceWeb/MDIC, PIA/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf.

uma redução de até 20% em relação ao ano an­ te­r ior”. E nem mesmo a pequena rea­ção perce­ bida por Eulálio Costa, presidente do Sindica­ to das In­dús­trias Gráficas no Estado do Cea­rá e pro­prie­tá­rio da Expressão Gráfica e Editora, foi su­f i­cien­te para compensar a perda de ne­gó­cios. Também no Maranhão, a demanda em 2013 ficou muito aquém do esperado para o ano, na opi­nião de ­R aphael Abdalla, diretor presidente da Setagraf. Mas o crescimento eco­ nômico ajudou a ali­v iar a si­t ua­ção, como diz Roberto Carlos Moreira, presidente da Abigraf Re­g io­nal Maranhão e pro­prie­tá­r io da Gráfica e Editora Aquarela. “Só não sofremos ainda mais porque houve um pequeno crescimento do PIB da re­gião nos últimos dois anos.” O mes­ mo se deu em Pernambuco. “Apesar da expan­ são acelerada de nosso Estado, não foi consta­ tado o mesmo pela indústria gráfica”, afirma Valdézio B. Figueiredo, presidente da Abigraf Re­gio­nal Pernambuco e pro­prie­tá­rio da Perfilgráfica. Na Pa­raí­ba, o movimento foi pelo me­ nos 10% menor, na comparação 2012–2013, de acordo com Fred Hortêncio D. Ribeiro, geren­ te de mar­ke­ting e desenvolvimento da Gráfica Santa Marta, de João Pessoa. Nada diferente do Estado vizinho: “Esse foi um dos pio­res anos da empresa”, declara Avelino Lourenço da Silva Neto, diretor co­mer­cial da Impressão Gráfica, do Rio Grande do Norte. Sinal vermelho também para Walter Castro dos Santos, pre­ sidente da Abigraf Re­gio­nal Sergipe e pro­prie­ tá­r io da Nossa Gráfica. “A demanda ficou bem abaixo do esperado”, diz. Com ele concorda Rodrigo Andrade, gerente co­mer­c ial da Gráfica J. Andrade, de Aracaju. “Foi um ano muito difícil, com uma queda grande na demanda, mas conseguimos superar”. Apenas no ­Piauí a si­tua­ção não foi de retra­ ção, mas não dá para comemorar. Para Ma­noel Damásio Neto, gerente da Gráfica do Povo, de Teresina, os ne­gó­cios ficaram em um patamar de estabilidade. E para Espedito Moreira Sobrinho, diretor administrativo da Halley S.A. Gráfica e Editora, 2013 foi “um ano marcado por

TABELA 2: EMPREGO E ESTABELECIMENTOS GRÁFICOS POR REGIÃO REGIÃO

Região Sudeste

EMPREGO

%

ESTABELECIMENTOS

%

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS / ESTABELECIMENTO

137.351

 61%

10.131

 49%

13,6

Região Sul

 45.741

 20%

 4.725

 23%

 9,7

Região Nordeste

 25.036

 11%

 3.286

 16%

 7,6

Região Centro-Oeste

 11.072

  5%

 1.744

  8%

 6,3

Região Norte

  5.444

  2%

   745

  4%

 7,3

Total

224.644

100%

20.631

100%

10,9

Fonte: MTE/Rais 2012. Elaboração Decon/Abigraf.

grandes manifestações públicas, que exigiu bas­ tante concentração nas decisões e es­tra­té­gias de vendas para alcançar os objetivos. A produtivi­ dade aumentou, mas a lucratividade foi tímida.” DIFICULDADES IDÊNTICAS

Um dos problemas que afeta a indústria gráfi­ ca da re­g ião é a carência de qualificação pro­f is­ sio­nal, o que vem sendo so­lu­cio­na­do em pelo menos dois Estados — Ala­goas e Bahia — com uma ação conjunta entre as regionais e as fede­ rações das in­dús­t rias. “A parceria propiciou a modernização de nossa escola gráfica do Senai”, explica o presidente da Abigraf-AL , Flo­r ia­no Alves da Silva Ju­nior. FIGURA 2: PORTE DAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS NA REGIÃO NORDESTE

Micro 82,7%

Pequeno 15,3%

Grande 0,2%

Médio 1,8%

Fonte: AliceWeb/MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

67 janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF


TABELA 3: NÚMEROS DE EMPRESAS GRÁFICAS E EMPREGO POR ESTADO E CAPITAL – REGIÃO NORDESTE 2012 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS

% SOBRE TOTAL

NÚMERO DE ESTABELECIMENTO

% SOBRE TOTAL

FUNCIONÁRIOS / ESTABELECIMENTO

 5.951

 24%

657

 20%

9,1

 3.953

 66%

454

 69%

8,7

 5.612

 22%

832

 25%

6,7

 2.219

 40%

238

 29%

9,3

 5.507

 22%

627

 19%

8,8

Recife

 2.338

 42%

276

 44%

8,5

Paraíba

 2.545

 10%

247

  8%

10,3

 1.299

 51%

103

 42%

12,6

Maranhão

 1.604

  6%

231

  7%

6,9

São Luíz

   950

 59%

100

 43%

9,5

Rio G. Norte

 1.248

  5%

238

  7%

5,2

   697

 56%

132

 55%

5,3

   934

  4%

152

  5%

6,1

   715

 77%

102

 67%

7,0

Alagoas

   806

  3%

159

  5%

5,1

Maceió

   630

 78%

108

 68%

5,8

Sergipe

   829

  3%

143

  4%

5,8

   750

 90%

111

 78%

6,8

25.036

100%

3.286

100%

7,6

ESTADO/CAPITAL

Ceará Fortaleza Bahia Salvador Pernambuco

João Pessoa

Natal Piauí Teresina

Aracajú TOTAL NORDESTE

Fonte: MTE/Rais 2012. Elaboração: Decon/Abigraf.

68

Para Josair Santos Bastos, presidente da Abigraf-BA , os obstáculos às empresas da re­ gião não diferem em nada do restante do País. Opi­nião pon­t ua­d a por Tales Carvalho, presi­ dente da Abigraf- CE. “São os problemas ma­ cro da economia na­c io­nal, ou seja, a falta de fi­nan­c ia­men­to público, juros elevados, carga tributária altíssima, a importação de serviços gráficos principalmente no setor edi­to­r ial im­ pressos em outros paí­ses como China, Europa e até mesmo em paí­ses da América Sul, conflito tributário ISS × ICMS, falta de perspectivas das reformas tri­bu­tá­r ias e trabalhistas, e a não in­ clusão do setor gráfico na­cio­nal no plano Bra­ sil Maior, o que resultaria na redução de ques­ tões tri­bu­tá­r ias pre­v i­den­ciá­r ias sobre a folha de pagamento das empresas”. Mas há quem aponte a migração de serviços para outras mí­d ias, como revela Miguel Pier­ ri Filho, da Grafmarques (AL); a guerra de pre­ ços, como aponta Eulálio Costa, da Expressão Gráfica e Editora (CE); a falta de mercado local, como diz ­R aphael Abdalla, da Setagraf (MA); a baixa competitividade, segundo Roberto Carlos Moreira, presidente da Abigraf-MA e Fred Ri­ beiro, da Gráfica Santa Marta (PB). “Falta uma política de fi­nan­cia­men­to com juros menores para capital de giro e produção para as micro e pequenas empresas. Além disso, existe uma REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

grande dificuldade de fi­n an­c ia­men­to total e a longos prazos, para compra de novos equi­ pamentos”, sentencia Valdézio B. Figueiredo, presidente da Abigraf-PE. PERSPECTIVAS DISTINTAS

O presidente da Abigraf Alagoas acredita que em 2014 o governo federal fará uma política justa de preços dos derivados do petróleo, do ál­ cool e do açúcar, fomentando com isso a econo­ mia de seu Estado. “As­so­cia­da à campanha polí­ tica, teremos, com certeza, uma oxigenação no segmento gráfico ala­goa­no”, afirma. As eleições — muito mais que a Copa do Mundo — tornam igualmente positivas as pers­ pectivas dos em­pre­sá­r ios de Ala­goas, ­Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e também dos presi­ dentes das Abigrafs da Bahia, Ceará e Maranhão. “Tenho expectativas som­brias, porém, como líder classista em­pre­sa­r ial, tenho que acreditar e trabalhar bastante para que a indústria grá­ fica pernambucana, nordestina e na­cio­nal te­ nham a esperança de que dias melhores virão, desde que unidos avancemos em uma só dire­ ção, mostrando à Nação a importância cultural, so­cial e política que temos para o crescimento e desenvolvimento de nosso povo. Pois imprimir é dar vida a toda forma de expressão”, conclui o presidente da Abigraf Pernambuco.


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Walter Vicioni Gonçalves

No palco, nosso aluno

T

antas políticas, tantas decisões, tantas diretrizes. Discute-​­se com base em teo­r ias pedagógicas, em visões dos políticos, em metas de planos governamentais. Pouco se fala do principal ator do processo edu­ca­cio­nal: o aluno. Quem é ele? O que ele quer? Quais são seus sonhos e sua rea­li­da­de? Podemos saber um pouco sobre o aluno com os dados da Pesquisa Na­cio­nal de Saú­de do Escolar (PeNSE), rea­li­za­da em 2012, a partir de parceria entre o Instituto Brasileiro de Geo­g ra­f ia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saú­de, com o apoio do Ministério da Educação. A pesquisa levantou informações junto a uma amostra de escolares do 9 º‒ ano do Ensino Fundamental.

70 REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

A seguir, alguns resultados referentes aos alunos da capital de São Paulo. O apoio da família – Em relação à família, mais da metade (58,7%) mora com pai e mãe, embora seja expressivo o per­cen­tual dos que moram apenas com a mãe (33,5%). Somente 44,3% dos alunos (50,9% na escola particular e 42,7% na pública) responderam que, nos últimos 30 dias, seus pais entenderam seus problemas e preo­cu­pa­ções. Também em relação ao último mês, 12,5% dos alunos (10,6% dos meninos e 14,6% das meninas) foram agredidos fisicamente por um adulto da família. A solidão – Com relação aos últimos 12 meses, mais de 17% (11,8% dos meninos e 23,2% das meninas) se sentiram sozinhos na maioria das vezes ou sempre. Cerca de 10% (6,8%


dos meninos e 14,8% das meninas) perderam o sono devido a preo­cu­pa­ções. Problemas de re­l a­c io­n a­m en­t o na escola – Com relação ao último mês, apenas metade (53,8%) dos alunos de escolas públicas considerou que os colegas os trataram bem e/ou foram prestativos com eles. Entre os demais, 28,6% declararam que isso ocorreu “raramente ou às vezes” e 17,6% “nunca” receberam tal tratamento. Quan­to a se sentirem humilhados pelas provocações dos colegas, 32,4% alunos das escolas particulares e 29,9% das escolas públicas responderam que isso acontece às vezes ou raramente, mas 6,8% dos estudantes das escolas particulares e 8,3% das públicas responderam que isso acontece quase sempre ou sempre. A vio­lên­cia – Com relação ao último mês, 9,9% dos alunos não compareceram à escola por falta de segurança no trajeto casa-​­escola e 10,3% por falta de segurança na escola. Ainda, 7,3% estiveram envolvidos em briga na qual alguma pessoa usou arma de fogo. Uso de drogas e bebidas – Do total de escolares, 11,6% já usaram drogas ilícitas alguma vez. Com relação ao último mês, 29,8% consumiram bebida al­coó­li­c a e 7,3% fumaram cigarros em pelo menos um dia. O acesso à internet e à televisão – Os resultados mostram que a maioria dos alunos tem acesso à internet em seu domicílio (98,5% da rede particular e 75,8% da pública), podendo, inclusive, ingressar em redes sociais. Do total de estudantes, 81,1% costumam assistir a duas ou mais horas de televisão num dia de semana comum. É para esses alunos que a educação, tal como estruturada hoje, foi concebida? O mundo mudou, as condições de vida das crian­ças e adolescentes mudaram e a escola continuou a mesma. O grande avanço que se registrou na educação, nas últimas décadas, foi a universalização do ingresso na escola, antes reservado a uma elite. Mas, ao mesmo tempo, o que se universalizou foi o ensino nos mesmos padrões, como se todos os que agora ingressavam tivessem as mesmas condições de vida, a mesma estrutura fa­mi­liar e o mesmo acesso

a bens culturais dos alunos de outros tempos. Nesse contexto, cobra-​­se única e exclusivamente dos professores — e dos educadores, de modo geral — que atinjam um padrão de ensino que permita um desempenho cada vez melhor em testes nacionais e internacionais. E os outros atores? O que real­m en­t e falta — na so­c ie­d a­d e como um todo — é o olhar para nossos alunos. É es­sen­c ial que quem formula planos de educação, leis e normas tenha cons­c iên­ cia do perfil da crian­ça, do adolescente e do jovem que frequentam nossas escolas. É imprescindível que governantes não esqueçam que precisam prover condições reais para que todos os educandos sejam tratados sem nenhuma distinção de raça, gênero ou classe so­cial. É fundamental uma ação complementar O QUE REALMENTE FALTA da família com os educadores, princi— NA SOCIEDADE palmente no processo de so­cia­li­za­ção COMO UM TODO — É O das crian­ças. É preciso que os gestoOLHAR PARA NOSSOS res da área de educação pro­vi­den­ciem ALUNOS. É ESSENCIAL os meios para a contínua melhoria do QUE QUEM FORMULA processo edu­ca­cio­nal. Não se pode intervir somente no PLANOS DE EDUCAÇÃO, fim do processo, como se na atua­ção LEIS E NORMAS TENHA do professor numa sala de aula estiCONSCIÊNCIA DO vesse a solução de todos os problemas PERFIL DA CRIANÇA, da educação. DO ADOLESCENTE E DO Só com o engajamento de todos JOVEM QUE FREQUENTAM e um pacto com adesão de todas as esferas da so­c ie­d a­de será possível NOSSAS ESCOLAS. planejar e colocar em prática es­tra­ té­g ias de inclusão para o aluno que hoje enfrenta solidão, falta de apoio de sua família, problemas de re­la­cio­na­men­to e vio­lên­cia, chegando — em casos extremos — a buscar a fuga em drogas e bebidas. Somente com políticas formuladas com a efetiva participação ou aquiescência de todos será possível (re)­criar um processo edu­ ca­cio­nal — dentro e fora dos muros da escola — em que os alunos possam aprender e aplicar conhecimentos, desenvolver habilidades e assumir atitudes, como indivíduo e como Walter Vicioni Gonçalves ser so­cial. Alunos formados para Diretor regional do Senai‑SP, a vida e para o trabalho. superintendente do Sesi‑SP e

membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo

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desde 2003

PROJETO BIBLIOTECAS leitura para todos


Criado em 2003 pela ABIGRAF-SP e pelo SINDIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas inaugurou 15 bibliotecas em todo o Estado ao longo da última década. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços reformados para equiparmos com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2014, ultrapassaremos a marca de mais de 15 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamentais para a escolha das cidades que recebem as novas Bibliotecas. A iniciativa ainda contribui para a disseminação da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, difundindo informações corretas sobre o uso do papel e seus benefícios junto ao meio ambiente. Incentivar a Educação. É assim que a Indústria Gráfica Paulista investe no futuro.


GESTÃO

Hamilton Terni Costa

Um mergulho na profundidade das mudanças

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impressão co­mer­c ial não vai aca­ bar. Agora, pelo menos, não. Não há um horizonte de tempo defi­ nido por mais que imaginemos as transformações naturais advindas do mundo digital. Como no caso dos jornais. Fica, por um lado, difícil mesmo imaginar que, com o avan­ ço do digital e do acesso às no­tí­cias por parte das pes­soas, o transporte diá­rio de toneladas de papel para bancas e re­si­dên­cias permanecerá da mesma forma em anos vindouros. Não faz mui­ to sentido. Mas leva ainda um tempo para essa volta ser completa. Da mesma forma com revis­ tas e outros materiais gráficos. Mesmo porque nem tudo é subs­t i­t uí­vel. A impressão perma­ necerá onde é relevante em relação aos outros meios, pela credibilidade que transmite e pelo tempo de atenção que dedicamos ao ma­te­r ial impresso. Raridade no mundo de hoje: atenção. Da mesma forma, os modelos de negócio ao redor do impresso permanecerão até o pon­ to que ainda forem viáveis. Ou fecham, o que já acontece a cada dia, em diferentes cir­cuns­ tân­cias. Os que mantêm rentabilidade e fatura­ mento ficam. Óbvio. Mesmo os que não trazem mudanças acen­tua­das de modelos de negócio. A questão aqui é outra. ­A liás, a mesma ques­ tão que se coloca a todos os meios de comunica­ ção e atividades correlatas: televisão aberta, rá­ dio, agên­c ias de propaganda etc. Todos estão passando pelo mesmo turbilhão das novas co­ municações. Muitos ainda faturam muito com os atuais modelos. Veja a TV Globo, veja as gran­ des agên­cias de propaganda. Mas algo vem mu­ dando e poucos são insensíveis a isso. A TV aber­ ta já não tem a audiência de antes, pulverizada nos canais a cabo, na internet e nas outras ocupa­ ções de tempo hoje disponíveis para a audiência. As agên­cias ainda dependem da bonificação de volume (BV), mas a pressão por remuneração por resultados é cada vez maior e muitas coisas, como ma­te­r ial pro­mo­cio­nal impresso, são hoje com­ pradas pelo clien­te, e não mais pelas agên­cias. Agora, que fique claro. Gra­dual­men­te e, às vezes, até de supetão as coisas mudam. E o que REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

era um negócio vira um nada. Sem horizonte nem perspectivas. O que estava minando por baixo faz ruir o que se mantinha por cima. Muito bem, não temos as respostas certas sobre as mudanças e o que virá depois, mas te­ mos in­dí­cios e, se queremos preservar o negócio, temos que apostar em possibilidades. Exemplo? Voltemos aos jornais. Muitos estão buscando modelos com base em aplicações multimídia. Um dos que mais testam alternativas é o The New York Times, que disponibilizou todo um an­ dar em sua sede para diferentes empresas startup voltadas à mídia. Semanalmente promo­ vem reuniões entre essas pes­soas e o corpo do jornal para apresentação e discussão de ideias. Bom para os dois lados, pois nem só de sonhos os novos modelos de negócio sobrevivem. Mes­ clar vivência é tão importante quanto sonhar. Interagem, ava­liam e experimentam; integram-​ ­se e apresentam alternativas. É hoje o jornal com maior intensidade de acessos e com maior número de experimentos que estão aumentan­ do sua audiência total, sem deixar de imprimir suas edições, pois ainda é válido. É PRECISO NÃO SE ACOMODAR

Nas gráficas a história é a mesma. A venda de impressão persiste e ainda mantém a maioria das empresas, mas sabemos que as coisas de al­ guma forma estão mudando e em algum mo­ mento irão ser afetadas mais fortemente, se já não o foram. Se estamos mantendo o fatura­ mento, não nos preo­cu­pa­mos tanto e tocamos a vida assim. Mudar para que, afinal? “Há 10 anos me falam que a gráfica vai acabar e ainda estamos aí”, me disse um gráfico outro dia. Tudo bem, tudo certo. Certo? Certo fazem os que, pri­ meiro, não estão acomodados. Estão incomoda­ dos. Independente de ainda estarem se saindo bem hoje, estão buscando alternativas, experi­ mentando novas possibilidades, incorporando meios digitais na sua oferta, buscando enten­ der melhor de que o clien­te precisa, trabalhan­ do junto com ele, automatizando o que se repe­ te, controlando variáveis e se digitalizando com


soft­wares adequados. A maioria desses incomo­ dados são de empresas mais novas, sem muitas amarras do “sempre fizemos assim e vamos con­ ti­nuar fazendo”, do onde começa e termina o se­ tor, se ajustando a um mundo sem fronteiras se­ toriais, integrando mercados, crian­do outros. Há ainda dois caminhos nessa história. O gráfico, de forma geral, tem tanta improdu­ tividade que os que fazem os fundamentos di­ reitinho já se saem bem, sem c­ riar nada de mui­ to novo. Só fazendo as coisas direito. Chamo de fundamentos o cálculo correto de custos e pre­ ços, o entendimento dos requisitos do clien­te, a execução adequada do trabalho, a entrega no prazo dentro da qualidade mu­tua­men­te acer­ tada, uma planta ra­zoa­vel­men­te organizada, sem cabeçadas, controlada. Dando respostas ao clien­te sem enrolações des­ne­ces­sá­rias e fazendo o que tem que fazer. Imprimir o que se pediu, no prazo e nas condições estabelecidas. Ponto. Veja, só isso já é um di­fe­ren­c ial, acredi­ ta? Se fazendo isso tenho trabalho, por que in­ ventar algo novo? Por duas razões. Primeiro

porque a pressão de preços vai con­t i­nuar existindo e em algum ponto um salto NAS GRÁFICAS A VENDA produtivo, inovador, terá DE IMPRESSÃO PERSISTE que ser dado — ou não te­ E AINDA MANTÉM A remos custos para supor­ tar os preços; e isso exige MAIORIA DAS EMPRESAS, investimentos permanen­ MAS SABEMOS QUE tes. Segundo porque mes­ AS COISAS DE ALGUMA mo assim o trabalho pode­ FORMA ESTÃO MUDANDO rá começar a minguar e aí teremos que encontrar al­ E EM ALGUM MOMENTO ternativas de sobrevivência IRÃO SER AFETADAS que não só a boa execução MAIS FORTEMENTE, do trabalho resolve. SE JÁ NÃO O FORAM. Mesmo fazendo tudo direito, temos que nos in­ comodar e perceber os re­ demoinhos que estão se formando abaixo da linha d’água, nas pro­ fundidades do mercado, nos novos dese­ jos e necessidades das pes­s oas e empresas. Quer entender melhor? Não é a Globo que

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manda em tudo? Então por que ela também foi pega na contramão pelas manifestações de junho de 2013? De onde vie­ram? Da mídia de massa? Não. Pela interatividade e rea­ç ão natural das pes­soas. Aqui entram os prin­cí­pios com os quais te­ mos nos debatido, relatados em artigos an­te­rio­ res e em diversas palestras e exposições. Entra a busca do nosso negócio estratégico. Ainda que sem sair, a princípio, do nosso negócio princi­ pal, mas que nos ajuda a am­pliar o negócio e nos manter flu­tuan­do e ganhando mais clien­ tes e mercados. Para facilitar, temos usado de nosso amigo Eduar­do Buck, da Canon, a analo­ gia que ele faz com as novas pa­da­r ias, es­pe­cial­ men­te as paulistanas, que se transformaram ao longo do tempo de lugar onde se ven­d iam pães e algumas outras coisas para verdadei­ ros centros gastronômicos e de con­ve­niên­cia. Atendendo seus clien­tes, que comem cada vez mais fora de casa, com alternativas e diversi­ dade de pães, doces, salgados, bebidas e tudo o mais. Com arquitetura atrativa, am­bien­tes cativantes e estimuladores do olfato e do vi­ sual (ou não comemos com a vista também?). A BUSCA DE NOVOS CAMINHOS

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Pois bem, de padaria para centro gastronô­ mico e de con­ve­n iên­c ias. E, analogamente, qual seria a transição da gráfica? De reprodu­ tor de produtos gráficos para o quê? Muitas possibilidades: para gestor de con­teú­do dos clien­tes — como faz a Courier (www.courier. com), que acaba de comprar parte da Digital Page; para gestor de projetos de mar­ke­t ing e de comunicação dirigida, como fazem a Di­ rect One (www.directone.com.br) e a Arizona (http://arizonacrossmedia.com.br); para gestores de projetos de embalagem e de logística, como faz a Antilhas (www.antilhas.com. br); para facilitador de cria­ção de bens pessoais e de imagens, como faz a Digipix (www. digipix.com.br); ou como facilitador de processos corporativos, como faz a Meta So­lu­tion (www.metaslt.com.br). Então é assim. Podemos nos acomodar e ficar fazendo a coisa direitinho, como sempre fizemos — o que já é uma vantagem no curto prazo —, boiando na superfície, ou podemos co­ meçar a nos mover nas novas correntes e am­ pliar o conceito do nosso negócio para fazer coi­ sas que o clien­te já não quer mais fazer ou que nem sequer sabe que podemos fazer por ele. O que não deixa de ser uma agradável surpresa. REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

Para o clien­te, é claro. O melhor mesmo é juntar as duas coisas. Buscar novos caminhos fazen­ do as coisas corretamente, com produtividade. É, pois, um momento de abraçar as mudanças porque elas já estão nos afetando e irão nos afe­ tar ainda mais no futuro. No começo do ano passado, em artigo nes­ ta Revista Abigraf sobre os focos para 2013, co­ loquei quatro pontos que, entendo, con­ti­nuam válidos para este ano. A saber: 1. Novos mercados, novos produtos, novos ser­ viços. Ousadia. 2. Forma de vender. Forma de abordar. Forma de descobrir. Soluções. 3. Novas tec­no­lo­gias. Novas mí­dias. Novo mundo. 4. Efi­c iên­c ia ope­ra­c io­n al. Não é estratégia, é base. É es­sen­cial. Os três primeiros se referem ao processo de mudança, a busca de alternativas válidas para o negócio. O último dá ênfase na produtividade como base para qualquer caminho que se trilhe. Ousar é buscar o novo. Pode ser através de uma startup, por que não? Menos custo, menos risco, onde errar também é aprender. Mudar o enfoque e entender mais e mais o clien­te, os se­ res humanos que compõem o clien­te, suas an­ gús­tias e necessidades. Mais do que cumprir re­ quisitos, resolver questões, apresentar soluções. As novas tec­no­lo­g ias auxiliam as mudan­ ças. Possibilitam avanços, cons­t roem pontes, permitem a interação de mí­d ias com a mídia impressa, por exemplo. Facilitam o acesso ao e do clien­te, cons­troem ne­gó­cios para ele e incre­ mentam valor. Como uma boa aplicação de B2B (negócio a negócio) em web-​­to-print. Produtivi­ dade, efi­ciên­cia, eficácia. O que mais falta ao Brasil hoje, sobretudo na área gráfica. Pois bem. Se o mar gráfico parece ainda para muitos como o mar Morto, onde tudo fica igual e flu­t uan­do, tente mergulhar um pou­ co para perceber as novas correntes e as no­ vas marés. Talvez então você possa se preparar para quando até a Lua já não seja a mesma e o fluxo marítimo tenha um novo sentido. E um novo negócio. Bom mergulho em 2014! Hamilton Terni Costa hternii@anconsulting. com.br é diretor geral da ANconsulting, www. ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Mar­ke­ting Industrial.


Fotos: Álvaro Motta

INSUMOS

A linha Saphira, que acaba de conquistar dois troféus no 23º Prêmio Fernando Pini, será um dos destaques da Heidelberg na ExpoPrint Latin America.

Heidelberg aposta na área de consumíveis

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omo nas edições an­te­r io­res, a Heidelberg terá novamente o maior estande da Expo­ Print Latin America, que acontece no pró­ ximo mês de julho. Novas máquinas, ainda em se­ gredo, estão prometidas, mas certamente uma área terá uma es­pe­cial atenção: consumíveis. Em 2013, as vendas da linha Saphira, englobando filmes, cha­ pas, tintas, químicos e alguns outros itens, cres­ ceu 17% em relação ao ano an­te­r ior. Para ratificar o bom resultado, dois dos quatro prê­m ios Fer­ nando Pini conquistados pela Heidelberg em no­ vembro vie­ram através de produtos Saphira, nas ca­te­go­r ias Blanquetas e Tintas. “A área de consu­ míveis, incluindo peças e serviços, é fundamental para nós”, afirma José Luis Gu­tiér­rez, presidente

perdura neste início de ano. “Estamos muito oti­ mistas com relação a 2014 e a matriz mantém suas apostas no Brasil. Eles enxergam mais as oportu­ nidades que o País oferece, o espaço que o produ­ to gráfico pode conquistar, e menos as oscilações com as quais convivemos dia­r ia­men­te”. Na média dos últimos cinco anos, o Brasil foi o terceiro maior mercado para equipamentos Hei­ delberg no mundo, atrás apenas da China e da Ale­ manha. A meta é chegar a esse patamar também no campo dos consumíveis. O ano de 2013 também foi um pe­río­do delicado para a empresa em função da restruturação promo­ vida pela Heidelberg em nível mun­d ial, envolven­ do inclusive o enxugamento das equipes. Segundo o executivo, essa fase já foi con­c luí­da e a compa­ nhia está agora bem po­si­cio­na­da para enfrentar os de­sa­f ios do mercado gráfico. TRABALHO, TRABALHO E TRABALHO

da Heidelberg do Brasil. O executivo está há pou­ cos meses no cargo, assumido em novembro, mas conhece o mercado brasileiro desde 2000, quando comandou o departamento financeiro da sub­si­diá­ ria brasileira por um ano. Em 2003 ele retomou a posição por um breve pe­r ío­do, retornando ao País em 2006 como diretor co­mer­cial. Mesmo com a expansão na área de consumí­ veis, Gu­tiér­rez reconhece que 2013 foi um ano di­ fícil. O alento veio no último trimestre, ritmo que

A receita para encarar esses de­sa­f ios é uma só, na opi­nião de Gu­tiér­rez: trabalho, trabalho e traba­ lho. O maior foco continua sendo o segmento de embalagens e os equipamentos de formatos gran­ des, sem descuidar dos mercados edi­to­r ial e pro­ mo­cio­nal. O Sudeste e o Sul sustentam-​­se como forças motrizes, porém a Heidelberg segue com os olhos colados no Nordeste, que tem liderado o crescimento no PIB brasileiro. Além do investi­ mento na ExpoPrint Latin America e na rea­li­za­ção de eventos regionais, a Heidelberg está montando uma mini Print Media Academy em sua sede, em Santana de Par­naí­ba, na Grande São Paulo. O es­ paço estará voltado para a demonstração de solu­ ções em pré-​­impressão, impressão digital (atra­ vés dos sistemas desenvolvidos em parceria com a Ricoh e com a Fuji) e máquinas usadas. ✆ HEIDELBERG DO BRASIL Tel. (11) 5525.4500 www.br.heidelberg.com janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

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HISTÓRIA VIVA

Fotos: Álvaro Motta

Adão Alegre fez parte daquela categoria profissional altamente valorizada em meados do século passado. Ele não só ajudou a materializar histórias, colocando-​­as no papel enquanto trabalhava na Editora Saraiva, mas também participou ativamente da formação de inúmeros jovens como professor do Senai. Tânia Galluzzi

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Adão Alegre A força de um ofício

ogo no início da conversa é possível perceber o quanto Adão Alegre gosta de falar sobre sua história. Para brincar com o próprio nome então, ele não espera nem meia vez. Nascido em 12 de abril de 1932, conta que foi o sexto filho homem dos imigrantes ita­lia­nos Nino Alegre e Lúcia Landi. “Quan­do eu nasci disseram para a minha mãe: — Põe o nome de Adão que o próximo filho será mulher. E não é que veio uma menina, a Eva?”, ri o velho linotipista. O sonho de Adão sempre foi ser linotipista. Vá­r ios membros de sua numerosa família trabalharam na indústria gráfica. O irmão mais velho, José Alegre Neto, foi chefe de acabamento da Editora Saraiva, cargo depois ocupado por outro de seus irmãos, Nino Alegre Filho. O mais famoso talvez tenha sido um de seus primos, José Mezzetti, diretor gráfico do jornal Última Hora, cujo irmão, Antônio Mezzetti, trabalhou na Folha de S. Paulo. E teve ainda o Alberto Mezzetti, primo que foi linotipista também na Folha de S. Paulo. Assim, o pai encarou com naturalidade o pedido do menino Adão para trabalhar na gráfica

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Relevo Universal, que pelos idos de 1945 estava admitindo menores. Mas esse não foi o primeiro emprego de Adão. Desde os 10 anos conseguia uns trocados para ir ao cinema vendendo ramos de louro — que crescia no quintal de sua casa, na Vila Esperança, zona leste de São Paulo —, entregando marmitas, ajudando numa fábrica de sapatos e depois em uma de porta-​­retratos. Na Relevo Universal começou fazendo limpeza e também a entrega dos impressos. Porém todo dia o olho crescia para o lado das ramas e das caixas tipográficas. O interesse virou aprendizado no dia em que o dono da gráfica, o Sr. Domingos, perguntou ao garoto se ele queria aprender o ofício no Senai. Era a sua deixa. “Com 13 anos e meio entrei para a segunda turma de artes gráficas do Senai, lá no bairro do Belém (Escola de Artes Gráficas)”. SONHO REALIZADO

Adão desejava mesmo era ser linotipista, e a chance apareceu quando ele estava no quinto estágio do curso para tipógrafo, através do irmão que trabalhava na Saraiva. “A Saraiva só fazia o acabamento e decidiu que era hora de


Foto: Arquivo pessoal

Adão fazendo demonstração de máquina Linotipo no Museu de Tecnologia Industrial Thomás Cruz, em 2009

começar a compor seus livros”. Apesar da pouca idade frente à responsabilidade da função, Adão conseguiu espaço nas máquinas, compondo as linhas cheias, o chamado texto corrido. Em 1949 Adão, que havia trocado sua es­ pe­cia­li­za­ção no Senai por conta da Saraiva, formou-​­se linotipista. A con­f ian­ça depositada por seu instrutor lhe rendeu a indicação como auxiliar de instrutor do curso noturno no Senai, já transferido para a Escola Senai Felício Lanzara, no Cambuci. “Era um curso muito procurado. Tinha linotipista que depois de um ano e meio de casa chegava a ganhar mais que médico”. Mas, no fundo, Adão foi talhado para ensinar. Ele ficou 24 anos dando aula no Senai. Não chegou a acompanhar o curso técnico, ini­ cia­do com a instalação do Colégio In­dus­trial de Artes Gráficas, em 1971, anos depois rebatizado como Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, na Moo­ca. Mesmo assim, supervisionou a instalação das linotipos na nova unidade do Senai. Aos 42 anos Adão aposentou-​­se, “por causa do chumbo”, e abriu uma empresa de manutenção de linotipos e outros equipamentos. Nessa função acabou aproximando-​­se do Instituto Mairiporã Thomaz Cruz, no in­te­r ior de São Paulo, que mantém um museu com diversos setores, entre eles o de artes gráficas, montado com a ajuda de Adão. Da mesma forma, participou da instalação da Oficina Tipográfica São Paulo, na Theo­bal­do De Nigris. Hoje Adão pouco sai de casa, debilitado por uma enfermidade que reduz sua imunidade. A vivacidade é mantida com a leitura. “Leio

dois jornais por dia e às vezes ainda pego a coleção da revista Eu Sei Tudo, que meu pai adorava”. Ao seu lado estão as duas filhas, Virginia, educadora, e Regina, professora de História, frutos de seu casamento com Ignez, falecida em 1995. Desde abril não vai a Mairiporã, mas um mês antes teve a oportunidade de se reen­con­trar com uma linotipo e, principalmente, de demonstrar seu fun­cio­na­men­to. Foi logo após a exibição do documentário Linotipo (Linotype – The Film), na Theo­bal­do De Nigris, quando pôs para fun­cio­nar a Linotipo modelo 31 que pertence ao acervo da Oficina Tipográfica. “Quan­do a gente faz o que gosta esquece-​ ­se da vida”. Oxalá possamos encontrar Adão muitas vezes ao lado de sua velha amiga, seja no Senai, seja em Mairiporã.

Medalha recebida na comemoração dos 30 anos do Senai

Adão com a filha mais nova, Virgínia Lúcia Dato Alegre, 52 anos, educadora aposentada

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Fotos: Rogério Alonso

EXPOSIÇÃO

Futebol em quatro cores Apaixonados e curiosos por futebol têm até o mês de abril para visitar a exposição “Futebol de Papel”, que reúne mais de 700 itens, como álbuns, postais, selos, figurinhas e ingressos de Copas do Mundo. Texto: Tânia Galluzzi

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esde sua abertura, no final de novembro, até o início de janeiro, mais de 30.000 pes­soas já ha­v iam visitado a exposição “Futebol de Papel”. Em cartaz no Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pa­caem­bu, em São Paulo, a mostra dá voz às me­mó­r ias do futebol guardadas em papel, através de figurinhas, postais, cartazes, selos, embalagens, documentos, carteirinhas de clubes e álbuns expostos em cenografia assinada pelo designer Ja ir de Souza. Trata-​­se da oitava exposição temporária do museu e, segundo Luiz Laurent Bloch,

diretor executivo da instituição, promove uma homenagem às coleções e aos co­le­ cio­na­do­res de impressos, responsáveis por preservar relíquias, his­tó­r ias dos clubes, atletas e cam­peo­na­tos. “Somos um museu que fala de futebol, mas também de história, de paixão, de tecnologia e de arte. Buscamos explorar temas re­la­cio­na­dos ao esporte de um ponto de vista diferente, transformando con­teú­dos do universo da bola em ex­pe­r iên­cias sensoriais, inovando na expografia e apresentando, a cada mostra temporária, uma obra de um artista convidado”, afirma o diretor. O objetivo da exposição, em cartaz até abril, é mostrar ao público his­tó­r ias do futebol brasileiro contadas a partir de objetos de 12 co­le­cio­na­ do­res, cinco clubes (Portuguesa, São Paulo, Botafogo e os clubes de várzea As­so­cia­ção Atlética Açucena e Santa Marina Atlético Clube), além de documentos da Bi­blio­te­ca Na­cio­nal e do Instituto Von Martius.


RARIDADES

São mais de 200 itens originais, dispostos em vitrines. Além desses originais, há outras coleções que foram digitalizadas e são apresentadas em um totem multimídia. Verdadeiras relíquias que recontam cu­r io­si­da­des e “causos” de atletas, clubes, cam­peo­na­tos regionais, seleção brasileira e Copas do Mundo. E mais: cerca de 80 álbuns, mais de 100 figurinhas e 40 ingressos de Cam­peo­na­tos Mundiais e partidas históricas, como os ingressos das Copas do Mundo de 1930 até 2010 e o ingresso da cerimônia de inauguração do Estádio do Pa­caem­bu, de 1940.

O visitante também pode conferir uma homenagem a João Batista dos Santos, que por mais de 20 anos foi o responsável pela confecção do Nosso Jornal, um manuscrito semanal, cuja primeira edição foi publicada em 1962 e versava contos sobre os times e cam­peo­na­tos amadores do bairro de Perdizes, em São Paulo. O acervo foi doa­do pelo próprio João Batista e o museu realizou um trabalho de recuperação dos documentos, por meio de hi­g ie­n i­z a­ç ão e digitalização. “A ideia desta mostra é antiga. A segunda exposição temporária do museu, “Mania de Co­le­cio­nar”, rea­li­za­da em 2009, trouxe coleções de camisas, flâmulas e botões. Já nesta época, a equipe do museu conheceu co­le­cio­ na­do­res de inúmeros itens feitos em papel. Desde então, e pela riqueza desse ma­te­r ial, aguardamos a oportunidade de rea­li­zar uma exposição como essa”, conta Da­nie­la Alfonsi, diretora de con­teú­do do Museu do Futebol. A exposição também traz uma obra inédita do artista Marcelo Jácome, composta por uma instalação de 15 metros de comprimento, feita por 500 pipas. A intervenção de Jácome ocupa o avesso das arquibancadas do estádio, no hall de entrada do museu. “Pipa tem tudo a ver com futebol,

é só olhar para os campinhos aos finais de semana e encontrar meninos e meninas jogando bola e empinando seus papagaios de papel”, diz Da­nie­la Alfonsi. A pesquisa sobre esses acervos foi aprofundada a partir da implantação do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), inaugurado em outubro de 2013, espaço composto por uma bi­blio­te­ca/vi­deo­te­ ca exclusiva com o tema futebol, além de uma plataforma online que pode ser acessada de qualquer lugar através do link www. museudofutebol.org.br/crfb. De 2011 a 2013, durante a concepção do CRFB , os pesquisadores também tinham como missão descobrir as relíquias feitas em papel, já visando a uma exposição temporária.

A mostra foi planejada em 2012 e sua concepção e execução tiveram início em julho de 2013. Foram mais de quatro meses, entre pesquisa, digitalização, tratamento de acervos, desenvolvimento dos projetos cenográficos e de vídeo e trilha sonora. FUTEBOL DE PAPEL Endereço: Museu do Futebol Local: Praça Charles Miller, s/nºSão Paulo  SP Horário de funcionamento do museu: 9h às 18h (bilheteria até às 17h) Curadoria: equipe de conteúdo do Museu do Futebol Concepção curatorial: Leonel Kaz Cenografia e direção de arte: Jair de Souza Design Apoio: Epson e Gráfica Studio 4 www.museudofutebol.org.br janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

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Chatype

EHU Sans

Tipografias para cidade & universidade Dois projetos tipográficos institucionais

ch  ch st

1. Chatype – The Official Typeface of the City of Chattanooga, Tennessee, EUA. O projeto foi desenvolvido entre 2011 e 2014 por Jonathan Mansfield, Jeremy Dooley, D.J. Trischler e Robbie de Villiers. Atualmente eles preparam a publicação de um livro sobre o projeto, que pode ser visto em www.chatype.com por meio de vídeo e download da tipografia. ¶ Esse texto foi composto em Chatype, regular, thin e thin italic, corpo 10/16. 2. A fonte EHU é resultado de um projeto de pesquisa financiado pela Universidade do País Basco UPV, por meio de seu programa estratégico de pesquisa, cujo objetivo foi a criação de uma

tipo

tipografia específica para sua identidade corporativa. Os conceitos para desenvolver a identidade corporativa visual da universidade por intermédio de um conjunto sensível de letras, foram levantados pela equipe de pesquisa das especulações estéticas das formas materializada pelo artista basco Eduardo Chillida. Na produção gráfica desse artista foi encontrada uma coincidência sutil com princípios vitais para a criação e na abordagem de formas dinâmicas e construtivas em que o rigor geométrico é vencido por uma espécie Acima Páginas duplas do livro sobre o projeto EHU.

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de qualidade orgânica que nasce do núcleo da própria estrutura – cursus – pela força vital que imprime a ação modulada pelo gesto – ductus – pela dialética entre o – forma/contraforma – cheio e vazio,

À esquerda Capa da publicação, de 84 páginas.

por impulso e espontaneidade – caracter – ou pela afirmação de uma

Mais http://donserifa. com/tipografia/ ehu-sans-y-serif/

a identidade.

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

linguagem plástica na cultura diferenciada do meio em que se vive –

¶ Esse texto está composto em EHU Sans, regular, corpo 9/18


Imagens originárias de embalagens usadas nas feiras livres de São Paulo. O projeto associa as frutas com famílias tipográficas e está disponível em

www.qu4tro.com.br/blog

REGRAS Nunca use mais de dois tipos diferentes e outras ridículas regras tipográficas (Never Use More Than Two Different Typefaces) é um livrinho bemhumorado sobre convenções, hábitos e [falta de] cultura tipográfica. ¶ O título é uma dessas 50 regras que a editora holandesa Anneloes van Gaalen compilou para a Premsela – Netherlands Institute for Design and Fashion Virtueel Platform. ¶ A série também foca regras e inutilidades referentes a propaganda, webdesign, moda e design editorial. ¶ A editora é a BIS Publishers, de Amsterdã, Holanda. ¶ Algumas das regras destacadas: a primeira está no título da obra (era um dogma do design suíço até a chegada do tsunami da tipografia digital); 2. use o grid/grade; 3. faça tudo legível; 4. bons designers copiam, grandes designers roubam ideias; 5. nunca use a barra de espaço para alinhar o texto; 6. a tipografia determina/define a mensagem; 7. uma imagem vale mais do que mil palavras (recorrente desde os anos 1960); 8. nunca use [texto em] maiúsculas; 9. nunca use uma imagem por baixo do texto; 10. use contraste entre a tipografia e o fundo; 11. o desenho [de letras] a mão livre é obsoleto; 12. jamais use a Comic Sans; 13. evite viúvas e órfãos; 14. o cliente está sempre certo; 15. quebre as regras. ¶ No entanto, a editora não fica focada apenas em um único ponto de vista e coloca para cada item opiniões favoráveis e contrárias. Algumas muito bem-humoradas. Mas atenção: não é um livro “vernacular”; é uma obra para iniciados e iniciantes, profissionais e estudantes. Claudio Ferlauto

Olhar Gráfico

Claudio Ferlauto

Medidas tipográficas, o design e o inDesign Um ponto tipográfico corresponde a 1/72 polegada. Pontos são usados como medidas das letras que digitamos nos softwares: o corpo 12 (pontos) tem portanto 4,233 mm de altura, lembrando que corpo é a altura que vai dos limites da ascendente (d, por exemplo) ao da descendente (q) da letra. Logo, um caractere digitado em corpo 72 terá uma polegada na sua dimensão total/vertical. Um pica [a pronúncia é paica] tem 12 pontos. ¶ Mas você pode já ter se perguntado que medida é aquela que o inDesign coloca como padrão para o espaço entre duas colunas de texto. Lembra qual é? Dê uma olhada agora nos arquivos do projeto de sua revista… Ele indica 0,4233 mm, ou seja, uma pica. As medidas tradicionais para corpo tipográfico eram as seguintes, até a chegada do computador: 6, 8, 9, 10, 12, 14, 16, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 60, 72, 84, 96 e 120. ¶ Hoje em dia a maioria dos operadores, estudantes e profissionais não usa mais o sistema de medidas por pontos, o sistema Fournier (Pierre Simon Fournier, cerca de 1760), e sim a escala decimal para seus cálculos e suas medidas: agora podemos usar textos em corpo 8,75… Esse sistema também é conhecido como medidas Didot, pois foi o mestre francês que redefiniu o sistema, por volta de 1785, substituindo o cícero (4,512 mm) pela paica (4,233 mm ). ¶ Na Wikipedia você encontra as adaptações deste sistema para variados momentos e tecnologias: Atualmente, se tratando de impressão gráfica, há três versões de paica em uso: – Paica francesa de 12 pontos Didot (também chamado cícero). Corresponde a 12 × 0,376 = 4,512 mm (0,177 in) – Paica americana de 0,013837 pé ou 1/72,27 pé. Sendo uma paica americana = 0,166044 polegada (4,2175 mm). – Paica DTP (do inglês Desktop Publishing). Corresponde a 72 avos do pé anglo-saxão de 1959. Usualmente 4,233 mm ou 0,166 polegada.

¶ Faz umas poucas décadas que a escritura PostScript promoveu a paica como unidade padrão nos métodos de impressão profissional, nos computadores e nas impressoras domésticas. janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

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QUADRINHOS

FUTEBOL E QUADRINHOS

A Copa do Mundo está chegando. E é no Brasil! Nessa área, Mauricio de Sousa já faz embaixadinhas há muito tempo.

T

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt.

udo começou na década de 1970 quando Mauricio se encontrou em um vôo com Pelé, que estava indo para os Estados Unidos jogar pelo mi­lio­ná­r io time do New York Cosmos. A ideia de ­c riar o personagem Pelezinho nasceu de uma conversa informal e tomou forma definitiva em 1976. Esse primeiro contrato durou dez anos. O primeiro sucesso. Um novo contrato foi feito em 2012 e relançado com grande sucesso pela Panini, durante a Bie­nal do Livro em São Paulo. Outros dois personagens foram cria­dos por Mauricio, mas não vingaram simplesmente por questões de contrato de imagem. O primeiro foi Dieguito, um pedido pes­soal do craque argentino Die­go Maradona a Mauricio, durante a Copa de 1982. Ele queria o mesmo desenhista que havia cria­do Pelezinho. O segundo, Ronaldo Fenômeno, em 2002. Este chegou a cortar o cabelo ao estilo “cascão” e até fez co­mer­cial com o personagem, mas foram duas bolas na trave. Porém isso não desanimou nosso cria­ti­vo artista. No mesmo ano de 2002 nascia um novo ídolo do futebol: Ronaldinho Gaú­c ho. Dessa vez não houve problemas. O personagem emplacou e teve sua revista lançada pela Panini em 2005, sendo publicada em mais de 30 paí­ses.

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014

Agora a bola está com Ney mar Jr. O novo personagem foi lançado em 2013 também pela Panini e já é publicado na Espanha, onde o craque joga pelo time do Barcelona. Com a projeção in­ter­na­cio­nal do atleta, há planos do personagem ser publicado em diversos paí­ses. Cu­rio­sa­men­te, o único problema que Mauricio tem é a mudança de pen­tea­do de Neymar Jr. a cada temporada. O grande mérito do autor em relação ao futebol é o fato de conseguir manter uma revista circulando com personagens ligados ao esporte por muitos anos. Isso não acontece nem em paí­ses de primeiro mundo, como Inglaterra e Japão. Neste ano de Copa do Mundo no Brasil, quem sabe surja algum novo ídolo do futebol, que seja mais um personagem imortalizado pelo talento do nosso craque dos quadrinhos.


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PRÉ-IMPRESSÃO

Zanatto lança chapa própria

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o dia 28 de janeicom canais de venda no Rio de ro, a Zanatto SoluJaneiro e Minas Gerais e vaVoltada para prestadores ções Gráficas recemos estender essa rede, es­pe­ de serviço de beu a imprensa es­pe­cia­li­za­da cial­men­te no Centro- ​­Oeste”, pré‑impressão, pequenas em seu escritório em São Paucomentou Da­niel Eraldo. e médias gráficas, lo para o lançamento de seu A chapa Z Power chega ao a Z Power Digital Plate primeiro produto com marmercado custando entre 15 a promete unir qualidade ca própria, a chapa térmica Z 20% menos do que as outras e custo competitivo. ­Power Digital Plate. O objetivo linhas que a própria Zanatto, é atender a alta demanda por revendedora autorizada Koprodutos que ­a liem qualidade e baixo custo, so- dak, co­mer­cia­li­za. “Em um trabalho com tirabretudo por parte dos birôs de pré-​­impressão. gem de 50.000 exemplares, a chapa representa “Analisamos o mercado e vimos que cabia um para a gráfica cerca de 3% do custo de produção. produto de melhor custo/benefício, que nos Para um birô, ela compõe 50% do custo”, disse possibilitará atender um nicho no qual não Marcel ­Fróio, diretor co­mer­cial, comentando a atuá­va­mos”, afirmou Da­niel Eraldo, diretor de estratégia da Zanatto. O consumo a­ nual de chaProdutos e Novos Ne­gó­cios. pas no Brasil (convencionais e digitais) gira em Fabricada na China, a nova torno de 13 milhões de metros quadrados e a família de chapas térmicas po- Zanatto estima que 30% desse montante sejam sitivas tem base de alumínio, consumidos pelos birôs. disponibilidade em espessuras Afora a chapa digital, a nova geração Z Pode 0,15 e 0,30 mm, sensibilida- wer Digital Plate é composta por quatro linhas de a lasers com potência de 800 complementares: o revelador Z Power Develoe 850 nm, li­nea­tu­ra de até 200 per, o reforçador Z Power Replenisher, a solução lpi, reprodução de áreas ­­ de mí- de forno Z Power Pre Bake So­lu­tion e a solução nima e máxima de 1 a 99%, res- de acabamento Z Power Plate Finisher. A intenpectivamente, e suporte a traba- ção da Zanatto é con­ti­nuar investindo em prolhos com retículas estocásticas dutos de marca própria na área de consumíveis. de até 20 micras. Ini­c ial­men­ Calcados no bom desempenho dos últite, a Zanatto trabalhará com 23 formatos, mas mos dois anos, im­pul­sio­na­do pela performanjá sabe que a maior procura será para os itens ce das soluções para flexografia, os executivos voltados para as impressoras offset ¼ de folha. estimam crescimento entre 15 e 20% em 2014. A nova Z Power Digital Plate tem capacidade Hoje, a linha flexo significa 30% da receita da para até 75.000 có­pias sem queima e mais de Zanatto. O carro-​­chefe da empresa continua um milhão de có­pias com queima (ter­moen­ sendo o conjunto de chapas digitais da Kodak, du­re­ci­men­to da camada), conta com validade e os diretores garantem que não haverá conflide 12 meses e pode ser ma­nu­sea­da em condi- to na medida em que a Z Power atingirá um púções normais de produção, sem necessidade de blico diferente. “Além dos bons resultados que luz ou tratamento es­pe­cial. Também dispensa temos entregado, a Kodak entendeu a proposta ­preheat (sem pré-​­forno), sendo compatível com da Zanatto”, afirmou Da­niel Eraldo. Para ambos as principais marcas de CtP do mercado. Possui o que pode haver é o oposto, como conta Marcaracterística não-​­ablativa e alta velocidade de cel ­Fróio. “Fizemos testes da nova chapa em 24 gravação (de 120 a 150 µJ/cm2). gráficas, com total aceitação. Em uma delas, que sempre bateu na questão de custo, depois do teste o dono da gráfica veio me perguntar RUMO À ABRANGÊNCIA NACIONAL Há 35 anos em atividade, a Zanatto espera com sobre as chapas sem processamento da Kodak”. a nova linha expandir seu campo de ação, hoje Vale destacar que as vendas da Zanatto em concentrado em São Paulo e no Sul do País. chapas processless cresceu 213% em 2013. “Nossa força está justamente em nossa capaciZANATTO SOLUÇÕES GRÁFICAS dade de distribuição. Já estamos trabalhando www.zanatto.com.br

REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


SUSTENTABILIDADE

Foto: Cesar Mangiacavalli

Mariana Benevides

Coppola, Krim e Plural, as vencedoras do 3-º Prêmio Abigraf de Sustentabilidade Com algumas mudanças no regulamento desde a última edição, o evento bianual teve seus premiados apresentados em cerimônia realizada no mês de novembro de 2013.

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Espaço das Américas, na capi­ tal paulista, sediou a entrega do 3 º‒ Prêmio Abigraf de Sus­ tentabilidade, rea­li­za­da em no­ vembro último. O evento, pro­ movido pela As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e coor­de­na­do pela As­so­cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), tem como objetivo reconhecer as in­dús­trias gráficas que desenvolveram e implementaram práticas sustentáveis nos últimos dois anos. Ex­c ep­c io­n al­men­te, o evento dividiu es­ paço com a cerimônia de entrega do Prêmio

Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, o mais importante do setor. Com algumas mu­ danças no regulamento desde a última edição, o prêmio também foi dividido em três diferen­ tes ca­te­go­r ias, reconhecendo o mérito das em­ presas de acordo com seu porte: pequenas e mi­croem­pre­sas (até 49 fun­c io­ná­r ios), mé­d ias empresas (de 50 a 249 fun­cio­ná­r ios) e grandes empresas (acima de 250 fun­cio­ná­r ios). Convidado para apresentar o evento, o jor­ nalista da Rede Globo, Tadeu Schmidt, foi o mestre de ce­r i­mô­nias. Para pres­t i­g iar os pre­ mia­dos, subiram ao palco os presidentes Fabio Arruda Mortara e Roberto Carlos Moreira, res­ pectivamente da Abigraf Na­cio­nal e da Re­g io­ nal Maranhão, e o vice-​­presidente da ABTG Ri­ cardo Coube. Os projetos foram escolhidos por um júri coor­de­na­do por Marcia Biag­g io, con­ sultora da ABTG, e os tro­féus foram entregues pelo diretor da Escola Senai Theo­bal­do De Ni­ gris, Ma­noel Manteigas de Oliveira. Conheça os pre­mia­dos em cada uma das três ca­te­go­r ias.

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SUSTENTABILIDADE

Foto: Álvaro Motta

(E/D) Manoel Manteigas de Oliveira, coordenador do Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, ao lado dos representantes da gráfica Coppola: Mauricio Michels, gerente comercial; Franco Coppola, diretor; e Marcelo Braz, gerente de produção

PEQUENAS E MICROEMPRESAS

ARTES GRÁFICAS COPPOLA

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paulistana Coppola conquistou o Prêmio Abigraf de Sustentabilidade entre as pe­ quenas e mi­croem­pre­sas ao mostrar seu forte comprometimento com a preservação. Desde 2010, com a cria­ção do Selo Coppola de Com­ promisso com o Meio Am­bien­te, a companhia atua para garantir que toda a sua produção seja ecologicamente responsável. A empresa impõe diversas medidas ambien­ tais preventivas. Entre elas, a exigência de cer­ tificação florestal (FSC) para garantir que os pa­péis que compra provenham de florestas de plantio responsável; homologação e uso de ver­ niz ecológico à base d’água, que gera menores impactos; e chapas sem processo, dispensando o uso de químicos. Além disso, sua gestão de

re­sí­duos engloba a coleta, transporte, armaze­ namento e correta destinação. Segundo as informações do projeto apre­ sentado ao júri, a empresa se tornou referência em clien­tes com a mesma cultura. O Selo Co­ ppola de Compromisso com o Meio Am­bien­te é uma garantia de melhor qualidade de traba­ lho para os fun­cio­ná­r ios, por se dis­tan­ciar cada vez mais dos processos químicos. Combinando diferentes frentes de ação e adoção de maqui­ nário, processos e ma­té­r ias-​­primas sustentá­ veis na produção, a nova estrutura da empresa criou em todos a cons­ciên­cia da importância da responsabilidade am­bien­tal. Além disso, a Coppola colabora com a As­ so­cia­ção Comunitária Monte Azul, uma orga­ nização não governamental que beneficia di­ retamente mais de cinco mil fa­mí­lias através do trabalho de três nú­c leos estabelecidos na periferia da cidade de São Paulo. De acordo com a empresa, que também doa livros didá­ ticos e materiais de divulgação, a ideia de con­ tribuir com a instituição partiu do pensamen­ to de que é preciso oferecer um futuro melhor para essas pes­soas.


Foto: Álvaro Motta

Arthur Adalberto Schabbach, 1-º vice‑presidente da Abigraf-RS, recebeu o troféu em nome da Krim Bureau. À sua direita, Ricardo Coube, vice‑presidente da ABTG, e à sua esquerda Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional, e Manoel Manteigas de Oliveira

MÉDIAS EMPRESAS

KRIM BUREAU BRASIL

F

azendo jus ao prêmio de sustentabilidade que conquistou, o projeto “Recicle-​­se. Re­ cicle tudo!”, da Krim Bureau Brasil, tem como objetivo dar um destino correto ao resíduo de lonas de PVC, MDF e tubetes utilizados em ban­ ners e faixas pelos clien­tes da empresa. Mais de 60 toneladas desse ma­te­r ial retornaram à cadeia produtiva, transformados em brindes e itens de moda e decoração, gerando renda para artesãs, costureiras locais e detentas dos regi­ mes prisionais se­m ia­ber­to e fechado. Não só isso, os colaboradores da gráfica também são convidados a participar do programa, podendo ­criar produtos inovadores para garantir a des­ tinação responsável dos re­sí­duos gerados pela empresa e pelos seus clien­tes. A Krim Bureau Brasil atua em Porto Ale­ gre (RS) e com o projeto ingressou no nicho de produtos sustentáveis nas linhas de brindes empresariais, aces­só­r ios de moda e decoração. Mais de 60 produtos já foram desenvolvidos a partir de re­sí­duos de produção e do pós-​­uso de seus clien­tes. Desde 2002 a Krim produzia sacolas com resíduo de lonas para distribuir em feiras que participava, mas foi a partir de 2009 que desenvolveu um projeto mais estru­ turado. Após um clien­te expressar sua apreen­ são com o destino pós-​­consumo de toneladas de lonas que utilizava em sua propaganda, fo­ ram ini­cia­das diversas pesquisas sobre a lona

PVC e outros materiais em relação ao impacto que causavam ao meio am­bien­te. Os resultados das pesquisas foram preo­cu­pan­tes, dando mo­ tivação à Krim Bureau Brasil para inovar com pioneirismo no mercado da propaganda. Ao as­ sumir essa responsabilidade, a gráfica trouxe não só be­ne­fí­cios ao meio am­bien­te, como tam­ bém prestou um importante serviço à comuni­ dade, com muitas contratações no âmbito da costura e do artesanato. Dian­te da abrangên­ cia alcançada pelo conceito de responsabilidade so­cioam­bien­tal dentro da empresa, e também em razão do aumento de sua linha de produ­ tos, a Krim lançou uma nova marca, a Eco Krim – Produtos sustentáveis.

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SUSTENTABILIDADE

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

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Na formatura da 4 -ª turma do programa Print School da Plural, em agosto de 2013, Carlos Jacomine com Jeniffer Guedes e, de camiseta branca, os formandos que foram contratados pela Plural

Foto: Álvaro Motta

(E/D) Ricardo Coube, Carlos Jacomine (diretor geral/ Plural), Welder Garcia (gerente administrativo/ Plural), Manoel Manteigas de Oliveira, Andrea Rozon (coordenadora de marketing/ Plural), Jeniffer Guedes (engenheira ambiental/Plural) e Fabio Arruda Mortara

GRANDES EMPRESAS

PLURAL INDÚSTRIA GRÁFICA

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om o projeto Print S­ chool — Escola Grá­ fica, a Plural garantiu o Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, cumprindo com excelên­ cia seu compromisso de responsabilidade so­ cial. Em parceria com a prefeitura de Santana de Par ­n aí­ba (SP), onde fica a sede da empre­ sa, sua proposta edu­ca­cio­nal envolve capacitar os jovens do município com aulas de educação am­bien­tal e cursos técnicos gratuitos de nível básico para a função de auxiliar gráfico. Des­ sa maneira, visa não só ao aprendizado, como também à melhora das condições da re­g ião, ao gerar uma nova possibilidade de futuro para os jovens da comunidade.

A ini­cia­ti­va nasceu em 2009, com a necessi­ dade de es­pe­cia­li­za­ção técnica de mão de obra na re­g ião de Santana de Par­naí­ba e o compro­ misso de empregar e pres­ti­g iar os profissionais da comunidade. Ativo desde 2010, o programa capacitou 114 jovens da re­g ião, agora prontos para ­atuar nesse nicho do mercado de trabalho. Antes de sua implantação, 3% dos colaborado­ res da Plural eram moradores locais, mas hoje essa participação já alcança 13%. A demanda por profissionais da área é gran­ de. Em sua terceira e quarta turmas, respecti­ vamente, de 2012 e 2013, a Plural contratou 100% dos alunos após a devida capacitação e formatura. A empresa investe, por classe da Print ­S chool – Escola Gráfica, aproximada­ mente R$ 56.000,00, considerando as 100 ho­ ras de aula ministradas. No valor estão in­c luí­ dos acompanhamento, ava­lia­ção e divulgação. O ma­te­r ial didático foi desenvolvido integral­ mente pelos profissionais da empresa. De acordo com Carlos Jacomine, diretor ge­ ral da Plural, “a conquista do Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, uma das maiores pre­mia­ções de responsabilidade so­cioam­bien­tal do merca­ do gráfico, é motivo de orgulho, pois reconhece seu compromisso com a sustentabilidade, um de seus maiores valores”.


CÓDIGO DE BARRAS

Código bem impresso, cliente conquistado Cresce o interesse das gráficas pela correta impressão e pelo uso adequado do código de barras. de Automação é a responsável no País pela identificação de produ­ tos através do código de barras. Em seus 30 anos de atividade, atingiu a marca de 57 mil empresas as­so­cia­das. Desse universo, qua­ se duas mil são gráficas, a metade atuan­ do no segmento de embalagem. Mas qual o interesse de uma gráfica — que não fabrica produtos que serão vendidos em um pon­ to de venda — em uma organização como a GS1 Brasil? Di­fe­ren­cia­ção. Sim, boa par­ te dessas gráficas percebeu que a GS1 Bra­ sil vai muito além do fornecimento de pa­ drões, e lançam mão dos serviços e das soluções logísticas oferecidas pela entida­ de em benefício próprio e, principalmente, em favor de seus clien­tes.

A proximidade da GS1 Brasil com a in­ dústria gráfica é antiga pelo simples fato de que o código de barras pressupõe im­ pressão. Porém, de cinco anos para cá, o interesse das gráficas vem aumentando, como contam Virginia Vil­laes­c u­s a Vaa­ mon­de e Patrícia Amaral, CEO e assessora de ne­gó­cios da área de mar­ke­ting e relações institucionais, respectivamente. Cresce ainda mais o número de empre­ sas que chegam à GS1 por meio das gráfi­ cas. “Noventa por cento dos as­so­cia­dos da GS1 têm micro, pequeno ou médio porte. Muitos des­co­nhe­ciam o nosso trabalho até que, ao solicitar uma embalagem, foram alertados pela gráfica para a necessidade

NOVA SEDE Foto: Paulo Pepe

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GS1 Brasil – As­so­cia­ção Brasileira

Virginia Vil­laes­cu­sa Vaa­mon­de, CEO da GS1 Brasil

do código de barras, sendo encaminhados para nós”, comenta Patrícia. A simples in­ dicação já faz com que o clien­te olhe para a gráfica como alguém que está ali para aju­ dá-​­lo. Segundo Virginia, ao conhecer a ex­ tensão dos serviços da GS1, apresentan­ do-​­os aos seus clien­tes, e ao informá-​­los sobre as melhores práticas em relação ao código de barras no design da embalagem, a gráfica atua no sentido de fidelizá-​­los. A outra faceta do re­l a­c io­n a­men­to da GS1 Brasil com a indústria gráfica, expli­ citada através de cursos e workshops rea­ li­za­dos em parceria com a Abigraf e com a ABTG, é a transmissão de conhecimen­ to com relação aos padrões de qualidade de impressão do código de barras. Estudo rea­li­za­do pela GS1 Brasil revela que o vare­ jo na­cio­nal chega a perder 26% da produti­ vidade nos check outs com os problemas de leitura do padrão. E as dificuldades não es­ tão apenas na impressão em si, mas igual­ mente na colocação do código em um lo­ cal de difícil leitura ou mesmo no excesso de cria­ti­v i­da­de, quando o fabricante deci­ de brincar com o código, mudando cores, fundos e até o próprio formato das barras. “A necessidade de mais informação para uma impressão ­ideal é uma questão mun­ dial, que exige um trabalho contínuo de capacitação”, esclarece Virginia.

Nesse sentido, em 2014 a GS1 Brasil pre­ tende estar ainda mais próxima do Siste­ ma Abigraf para levar informação técnica às vá­r ias re­g iões do País. Está igualmente em estudo, com a ABTG Certificadora, uma forma de atestar a qualidade de impressão do código de barras nas gráficas, a partir de um dos serviços já prestados pela GS1, a análise da qualidade de leitura do códi­ go. Esse braço técnico da entidade será re­ forçado com a inauguração da nova sede da GS1 em São Paulo, programada para mar­ ço. Em um prédio próprio com 2.087 me­ tros quadrados estará o Centro de Inova­ ção e Tecnologia, que vai oferecer recursos multimídia para treinamento e ex­pe­r iên­ cia interativa com as soluções da GS1, onde será possível ver na prática a aplicação dos padrões difundidos pela entidade.

Atuação global A

GS1 Brasil é uma organização sem fins lucrativos que objetiva disseminar seu padrão de identificação e soluções para aumentar a efi­ciên­cia na cadeia de suprimentos. Atribuir a numeração ao código de barras dos produtos de seus as­so­cia­dos é a tarefa mais conhecida da GS1 . Com cerca de 57 mil as­so­cia­dos no Brasil, e mais de um milhão no mundo, a GS1 tem seu padrão adotado em mais de 150 paí­ses e possui sedes em 111 deles. Seu sistema de identificação único e global é aplicado em mais de 20 segmentos, desde produtos de consumo, logística e transporte até áreas ­­ específicas como saú­de e defesa. janeiro /fevereiro 2014  REVISTA ABIGR AF

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ARTE

Os cem anos da dama das artes Pulsante em cores e plena de desafios visuais, a obra de Tomie Ohtake segue como presença viva na cidade de São Paulo

da América Latina. A peça foi feita por encomenda do arquiteto Oscar Nie­me­yer, que assina o projeto. Informada sobre a destruição da obra no incêndio que atingiu o prédio em 29 de novembro do ano passado, a artista lamentou o acidente e garantiu que irá recuperá-​­la. “Quan­do Oscar me convidou para fazer o trabalho para o auditório do Me­mo­r ial, fiquei feliz por ser uma obra em escala inusitada, uma tapeçaria que toma toda a parede lateral do tea­tro. Fico triste com o incêndio do auditório. Quan­ to ao painel, temos que começar a trabalhar para refazê-​­lo”, declarou ela ao portal de no­tí­cias G1 (30/11/2013), por meio de sua assessoria de imprensa.

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INSTITUTO

Uma proposta de agrupar boa parte do trabalho da artista em um mesmo local ocorreu em 2001, quando foi inaugurado o Instituto Tomie Ohtake. Atual­men­te, o local fun­cio­na como centro cultural, sem acervo permanente e voltado a descobrir novas personalidades do mundo artístico. Com arquitetura vanguardista e formas

Foto: Denise Andrade

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s muitas obras produzidas pela artista plástica Tomie Ohtake não passam despercebidas aos olhos do público. Elas fizeram e fazem história nas ruas da capital paulista, cidade que a jovem de 23 anos, recém-​ ­chegada ao Brasil, em 1936, escolheu para viver. Ela veio do Japão apenas para visitar o irmão que já morava em São Paulo. Dian­te da explosão da Guer­ra Sino-​­Japonesa, sem a possibilidade de voltar, o que era para ser uma breve estada tornou-​­se permanente. O que distingue a artista não é apenas sua obra única, nem o fato de ter alcançado o reconhecimento no Brasil, tão longe de sua terra natal. Tomie, antes dona de casa, deu início à sua carreira nas artes aos 40 anos de idade. Tudo começou em 1952, em uma exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), quando ela conheceu o artista japonês Keisuke Sugano. Depois de muita conversa, ele acabou oferecendo aulas básicas e informais de pintura para alguns membros da família Ohtake e amigos. Sugano foi o primeiro a perceber todo o po­ten­cial de Tomie e a incentivou a con­ti­nuar praticando. Atual­men­te, a artista tem suas obras disputadas antes mesmo de serem con­cluí­ das. É possível ver intervenções artísticas de Tomie em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A paulistana avenida 23 de Maio, por exemplo, abriga um de seus maiores marcos: a escultura comemorativa dos 80 anos da imigração japonesa, que já se tornou um cartão-​­postal da cidade. Em terras ca­r io­cas foi possível ver sua conhecida “Estrela do Mar”, escultura na Lagoa Rodrigo de Freitas, de 1985 a 1990. Nascida no Japão, em 21 de novembro de 1913 — naturalizada brasileira em mea­ dos da década de 1960 —, Tomie acaba de completar cem anos de efervescente cria­ti­ vi­da­de e se prepara para recuperar uma tapeçaria de sua autoria, que foi se­r ia­men­te ava­r ia­da em recente incêndio no Me­mo­r ial

Por duas vezes Tomie Ohtake foi homenageada pela Revista Abigraf, ocupando a capa das edições nos 157 (março/abril 1995) e 212 (junho/julho 2004)

futuristas, o projeto do prédio, que tem assinatura do renomado arquiteto Ruy Ohtake, é uma homenagem do caçula da família à sua mãe. Ao longo de sua carreira, Tomie Ohtake conquistou 28 prê­mios e realizou 135 exposições, sendo 50 delas individuais. Para a comemoração de seus cem anos, o instituto sediou a exposição “Gesto e Razão Geo­mé­ tri­ca”, com cerca de 80 obras de Tomie.


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Eduardo Nicolau

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F OTOG R A F I A

Retratos que contam histórias

O

ano de 2013 valeu por dez, se­ gundo Eduar­do Nicolau, editor de fotografia do jornal O Estado de S.Paulo. Há 16 anos traba­ lhando com fotojornalismo, ele está acostumado com a correria da mídia diá­ria, mas o ano passado foi es­pe­cial. Afora os gran­ des eventos programados para o pe­r ío­do, como a Copa das Confederações e a Jornada Mun­d ial da Juventude, incluindo a presença do papa, as manifestações que tomaram as ruas a partir de junho ajudaram a tornar ainda mais insana a rotina do fotógrafo. “O fechamento da primei­ ra página é às 21h30 e o horário das manifesta­ ções quebrava nosso esquema”, conta Eduar­do. Mesmo os dias “normais” exigem fôlego e um olho muito bem treinado. A editoria conta com três fotógrafos no Rio de Janeiro, três em Brasília e 15 em São Paulo, que mandam cer­ ca de 500 imagens por dia para o Estadão. Das

agên­cias internacionais com as quais a publica­ ção tem parceria chegam perto de 11.000 fotos dia­r ia­men­te, sem contar as que acompanham a montanha de ma­te­r ial en­v ia­do pelas as­ses­so­ rias de imprensa. Nessa profusão de imagens, como fica a seleção do que vai estampar a capa no dia seguinte? “Somos uma editoria bem in­ dependente. A reu­n ião de capa começa às 16 horas. Cada um apresenta suas opções do dia, ava­lian­do os assuntos mais quentes. É muito difícil que a foto principal esteja re­la­c io­na­d a com a manchete de maior força. Normalmente tem a ver com cidades, esportes ou in­ter­na­cio­ nal, numa intersecção entre estética, flagrante e informação jornalística”. A habilidade para unir esses três quesitos Eduar­do começou a treinar em 1998, quan­ do foi contratado pelo extinto Jornal da Tarde. “Era o time dos sonhos, a melhor edito­ ria de esportes, os melhores jornalistas, um

O jornalismo diário é o seu espaço, e o retrato, sua especialidade. Para Eduardo Nicolau, 40 anos, um bom retrato conversa com o espectador, representa uma história sem palavras. Tânia Galluzzi

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am­bien­te propício para crescer”. Fotografando desde a adolescência, inclusive durante o movimento pelo im­peach­ment do presidente Fernando Collor, Eduar­do até então con­tri­buía para algumas revistas. A OPÇÃO PELO RETRATO

EDUARDO NICOLAU eduardo.nicolau@estadao.com

Foi no JT que ele tomou gosto pelo retrato e pela ideia de con­tex­tua­li­zar o fotografado através da escolha do local para a rea­li­za­ção da foto. No Estadão, onde está desde 2000, havia uma seção para a qual ele parecia talhado. Cria­da no final dos anos 90, “Sampa” perfilava personagens da cidade, que es­co­l hiam um local da capital onde gos­ta­r iam de ser retratados. Assim, clicou gente como Paulo Autran, Nando Reis, Toquinho, Rita Lee e Edgard Scandurra. Em muitos desses retratos, a figura humana ocupa 20%, 30% do espaço da imagem, permitindo que o entorno fale um pouco, ou muito, da história.

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Há quatro anos Eduar­do tornou-​­se editor de fotografia do Estadão. Vá­r ios movimentos políticos e sociais, no Brasil e no mundo, já tinham passado por suas lentes, assim como Copas do Mundo e Olim­pía­das, e o prazer do retrato se manteve presente. Em 2013 ele resolveu transformar esse exercício em um livro, lançando em agosto o Retrato de jornal, com imagens rea­li­ za­d as entre 1998 e o ano passado. Pelé, Tony Bennett, Muricy Ramalho e Gilberto Gil, além dos já citados, estampam as páginas do livro, impresso pela Edições Loyola. Alguma dificuldade por excesso de estrelismo? “Não”, diz enfático. “É claro que representar um jornal conceituado te dá mais abertura e que é preciso ganhar a con­f ian­ça da pessoa, mas difícil mesmo são os assessores e os seguranças, que muitas vezes atrapalham, ao invés de ajudar. Até com Rita Lee, tida como complicada, não houve problema”. Eduar­do já está pensando em produzir uma segunda edição revisada do livro. O objetivo é inserir novos retratos, como o de Paulinho da Vio­la, pri­v i­le­g ian­do ainda mais as imagens. Quem sabe neste novo ano?


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O material contém apresentação, metodologia, relação das empresas participantes distribuídas por porte e segmento, gráficos analíticos, medidas estatísticas, além de análise de política de RH.

55

EMPRESAS PARTICIPANTES

18.234

PROFISSIONAIS NA AMOSTRA

ASSOCIADOS ABIGRAF-SP

R$750,00

266

CARGOS SETORIAIS

NÃO ASSOCIADOS ABIGRAF-SP

1.500,00

R$

6

SEGMENTOS

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Execução

Apoio

Realização


RELAÇÃO DOS CARGOS INCLUSOS NA 22ª PESQUISA DE SALÁRIOS E BENEFÍCIOS NA INDÚSTRIA GRÁFICA PAULISTA - 2013 ÁREA DE PRÉ-IMPRESSÃO GERENTE DE PRODUÇÃO, GERENTE DE PRÉ-IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE PRÉ-IMPRESSÃO, OPERADOR DE TRÁFEGO, OPERADOR MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR TRATAMENTO IMAGEM DIGITAL, OPERADOR DE CTP E/OU CTF, OPERADOR DE SCANNER, OPERADOR DE MONTAGEM CONVENCIONAL, COPIADOR (CHAPAS, CLICHÊS, ETC.), ARQUIVISTA DE FILMES E/OU FORMAS DE IMPRESSÃO, REVISOR DE PRÉ-IMPRESSÃO – FOTOLITO/DIGITAL, PROJETISTA GRÁFICO, DESIGNER GRÁFICO, OPERADOR DE SISTEMA DE PROVA DIGITAL, OPERADOR DE IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, AUXILIAR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE SCANNER OPERADOR IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, MONTADOR DIGITAL. PREMEDIA GERENTE DE PRODUÇÃO (PREMEDIA), LÍDER DE RECEPÇÃO DE FOTOLITO, RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO JR. RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO PL., RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO SR., AUXILIAR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), LÍDER DE OPI, REVISOR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), OPERADOR DE SCANNER, FINALIZADOR, LÍDER DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA JR.,OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA PL., OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA SR., ASSISTENTE DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR 3D, ASSISTENTE DE CRIAÇÃO 3D, OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM JR., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM PL., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM SR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO JR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO PL., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO SR. ÁREA DE IMPRESSÃO GERENTE DE IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPRESSÃO, LÍDER DE IMPRESSÃO, ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS JR., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS PL., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS SR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS JR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS PL., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS SR., OPERADOR IMPRESSÃO ELETRÔNICA / DIGITAL, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 4 A 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 8 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 10 CORES, IMPRESSOR OFFSET PLANA MONOCOLOR (OFICIAL), IMPRESSOE OFFSET PLANA BICOLOR (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 4 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 6 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 8 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 10 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA – MONOCOLOR, IMPRESSOR OFFSET ROT. 4 CORES (H. SET/SEC.QUENTE), IMPRESSOR OFFSET ROT. 6 OU MAIS CORES (C.SET/SEC.FRIO), IMPRESSOR FLEXOGRAFIA, IMPRESSOR FLEXOGRAFIA (1/2 ODICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSE 6 OU MAIS CORES (HEAT SEAT), 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET PLANA, 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA, 2º AJUDANTE IMPRESSÃO OFFSET, REBOBINADOR, BOBINADOR, COLORISTA, IMPRESSOR DE SERIGRAFIA, OPERADOR DE GUILHOTINA. ÁREA DE ACABAMENTO GERENTE DE ACABAMENTO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ACABAMENTO, LÍDER DE ACABAMENTO, OPERADOR CORTE E VINCO AUTOMÁTICO, OPERADOR CORTE E VINCO MANUAL, OPERADOR PROCESSO INTEGRADO, OPERADOR MÁQUINA COSTURA, OPERADOR DE ALCEADEIRA, OPERADOR DE DOBRADEIRA, OPERADOR MÁQUINA COLAGEM (EMBALAGEM), OPERADOR DE GRAMPEADEIRA, OPERADOR GUILHOTINA, OPERADOR MÁQUINA MONT. CAPA AUTOMÁTICA, PLASTIFICADOR, OPERADOR MÁQUINA COSTURA (1/2 OFICIAL), OPERADOR MÁQ. ACAB. PROC. INTEGRADO (1/2 OFICIAL), AJUDANTE GERAL / AUXILIAR DE ACABAMENTO, BLOQUISTA, AJUDANTE DE ACABAMENTO, OPERADOR DE ACABAMENTO, 1/2 OFICIAL DE ACABAMENTO. MANUTENÇÃO GERENTE DE MANUTENÇÃO, SUP. MANUTENÇÃO MECÂNICA/ELÉTRICA/ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO MECÂNICA, TÉCNICO ELETRÔNICO, ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), AUXILIAR DE MANUTENÇÃO, ENCANADOR DE MANUTENÇÃO, LÍDER DE MARCENARIA, MARCENEIRO, AJUDANTE DE MARCENEIRO, SOLDADOR DE LONA, AJUDANTE DE SOLDADOR DE LONA, PINTOR, SERRALHEIRO. PRODUÇÃO/PCP GERENTE DE PCP, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PCP, ANALISTA DE PCP JR OU I, ANALISTA DE PCP PL OU II, ANALISTA DE PCP SR OU III, ASSISTENTE DE PCP, PROGRAMADOR DE PRODUÇÃO, APONTADOR DE PRODUÇÃO, GERENTE DE TI SUPORTE E PRODUÇÃO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA GARFO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA CLAMP, LUBRIFICADOR, EMBALADOR. CONTROLE DE QUALIDADE GERENTE DE CONTROLE DE QUALIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTROLE DE QUALIDADE, ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE JR., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE PL., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE SR., INSPETOR DE CONTROLE DE QUALIDADE. ALMOXARIFADO SUPERVISOR/COORDENADOR DE ALMOXARIFADO, ALMOXARIFE JR., ALMOXARIFE PL., ALMOXARIFE SR., AUXILIAR DE ALMOXARIFADO.

COMERCIAL GERENTE COMERCIAL, SUPERVISOR/COORDENADOR COMERCIAL, ANALISTA DE VENDAS JR., ANALISTA DE VENDAS PL., ANALISTA DE VENDAS SR., EXECUTIVO DE CONTAS JR., EXECUTIVO DE CONTAS PL., EXECUTIVO DE CONTAS SR., ASSISTENTE DE VENDAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO JR., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO PL., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO SR., ASSISTENTE DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GERENTE DE SISTEMAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE SISTEMAS, ANALISTA DE SISTEMAS JR. ANALISTA DE SISTEMAS PL., ANALISTA DE SISTEMAS SR., ANALISTA DE SUPORTE JR., ANALISTA DE SUPORTE PL., ANALISTA DE SUPORTE SR., ASSISTENTE DE SUPORTE. FINANCEIRO GERENTE FINANCEIRO, SUPERVISOR/COORDENADOR FINANCEIRO, ANALISTA FINANCEIRO JR., ANALISTA FINANCEIRO PL., ANALISTA FINANCEIRO SR., ASSISTENTE FINANCEIRO, AUXILIAR FINANCEIRO, ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA JR., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA PL., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA SR. ASSISTENTE DE CRÉDITO E COBRANÇA, AUXILIAR DE CRÉDITO E COBRANÇA. SUPRIMENTOS GERENTE DE SUPRIMENTOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE COMPRAS, COMPRADOR TÉCNICO JR., COMPRADOR TÉCNICO PL., COMPRADOR TÉCNICO SR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) JR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) PL., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) SR., TÉCNICO DE MATERIAIS. RECURSOS HUMANOS GERENTE DE RECURSOS HUMANOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS JR., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS PL., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS SR., ASSISTENTE DE RECURSOS HUMANOS, AUXILIAR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE PESSOAL JR., ANALISTA DE PESSOAL PL., ANALISTA DE PESSOAL SR., ASSISTENTE DE PESSOAL, AUXILIAR DE PESSOAL, MÉDICO DO TRABALHO (4 HORAS), ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO, TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO JR., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PL., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO SR., TÉCNICO DE ENFERMAGEM DO TRABALHO, AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO TRABALHO. MEIO AMBIENTE SUPERVISOR/COORDENADOR DE MEIO AMBIENTE, ANALISTA DE MEIO AMBIENTE JR., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE PL., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE SR., TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE. CONTABILIDADE GERENTE DE CONTABILIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTABILIDADE, CONTROLLER, ANALISTA CONTÁBIL JR., ANALISTA CONTÁBIL PL., ANALISTA CONTÁBIL SR., ASSISTENTE DE CONTABILIDADE, AUXILIAR DE CONTABILIDADE, ANALISTA FISCAL JR., ANALISTA FISCAL PL., ANALISTA FISCAL SR., ASSISTENTE FISCAL, AUXILIAR FISCAL, ANALISTA DE CUSTOS JR., ANALISTA DE CUSTOS PL., ANALISTA DE CUSTOS SR., ASSISTENTE DE CUSTOS, AUXILIAR DE CUSTOS. ORÇAMENTOS SUPERVISOR/COORDENADOR DE ORÇAMENTOS GRÁFICOS, ORÇAMENTISTA GRÁFICO JR., ORÇAMENTISTA GRÁFICO PL., ORÇAMENTISTA GRÁFICO SR., ASSISTENTE DE ORÇAMENTOS, AUXILIAR DE ORÇAMENTOS. EXPEDIÇÃO/FATURAMENTO SUPERVISOR/COORDENADOR DE EXPEDIÇÃO, LÍDER DE EXPEDIÇÃO, ASSISTENTE DE EXPEDIÇÃO, AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE FATURAMENTO, FATURISTA JR., FATURISTA PL., FATURISTA SR., ASSISTENTE DE FATURAMENTO, AUXILIAR DE FATURAMENTO. LOGÍSTICA GERENTE DE LOGÍSTICA, SUPERVISOR/COORDENADOR DE LOGÍSTICA, ANALISTA DE LOGÍSTICA JR. ANALISTA DE LOGÍSTICA PL., ANALISTA DE LOGÍSTICA SR., ASSISTENTE DE LOGÍSTICA, AUXILIAR DE LOGÍSTICA. ATENDIMENTO AO CLIENTE GERENTE DE ATENDIMENTO AO CLIENTE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ATENDIMENTO, ANALISTA DE ATENDIMENTO JR., ANALISTA DE ATENDIMENTO PL., ANALISTA DE ATENDIMENTO SR., ASSISTENTE DE ATENDIMENTO. ADMINISTRATIVA ASSISTENTE ADMINISTRATIVO, AUXILIAR ADMINISTRATIVO, SECRETÁRIA DE DIRETORIA, ASSISTENTE DE DIRETORIA, RECEPCIONISTA, TELEFONISTA (6 HORAS), MOTORISTA DE DIRETORIA, MOTORISTA DE VEÍCULOS LEVES, MOTORISTA DE VEÍCULOS PESADOS.

TOTAL 266 CARGOS


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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

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Setor gráfico celebra 2013 atento aos desafios do novo ano

Pery Bomeisel. O presiepois de doze meses dente enfatizou a imporde luta pela competitância da atitude naquele tividade do setor gráfico, tempo de ditadura miliexecutivos da cadeia protar: “Mesmo com o horidutiva da comunicação zonte fechado, os bravos impressa participaram em e otimistas em­p re­s á­r ios dezembro da Confraternigráficos não se intimidazação da Indústria Gráfiram e fundaram a Abigraf ca Paulista — evento proSão Paulo”. movido pela Abigraf-SP e Sindigraf-SP que simboliza Entre os convidados fio encerramento de 2013. guraram o presidente da Rea­li­za­do na sede da FeABTG, Claudio Baronni; Videração das In­d ús­t rias tor Paulo Andrade, presiCerimônia de confraternização do setor, realizada em dezembro, do Estado de São Paulo dente da As­so­cia­ção Na­ foi marcada pela posse da nova diretoria da Abigraf-SP, que completou 45 anos. (­Fiesp), o evento também cio­nal dos Distribuidores teve a posse da nova diretoria da Mário César Martins de Camargo, te, Ceregato indicou a importação de Papel (Andipa); Maurício Groke, de serviços gráficos como um dos presidente da As­so­cia­ção BrasileiAbigraf-SP, triê­nio 2013–2016, e co- respectivamente. Em seguida, Fabio Arruda Mor- principais problemas, sobretudo ra de Embalagem (Abre); Pedro memorou os 45 anos da entidade. A abertura da cerimônia ficou tara, presidente da Abigraf Na­cio­ quando são encomena cargo de Levi Ceregato, eleito nal e Sindigraf-SP, falou sobre o dados pelo governo fepela segunda vez para a presidên- desempenho pouco expressivo da deral. “A igualdade de cia da Abigraf-SP, que agradeceu economia brasileira e seu impacto condições concorrenno mercado interno. “Não ciais não nos atemorihá dúvida de que o Bra- za, mas a desigualdasil precisa ser mais com- de nos deixa em estado petitivo, tanto na indús- de perplexidade plena”, tria de modo geral como completou. O ex- ​­ g overnador no setor gráfico. Para isso, são urgentemente ne­ces­ do Estado de São Pau- Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf sá­rias reformas, a começar lo, José Serra, uma das Nacional e Sindigraf‑SP: para o Brasil ser mais pela política, a mãe de to- autoridades presentes competitivo são necessárias reformas urgentemente das, seguida pela tributá- ao evento, corroborou a preo­ Renato Eckersdorff, presidente da ria, pre­vi­den­ciá­ria, traba- cu­p a­ç ão de Ceregato, fazendo As­so­cia­ção Na­cio­nal de Editores José Serra, ex‑governador do Estado de São Paulo: o custo Brasil está levando lhista e ju­di­ciá­ria”, afirmou. um alerta para o custo-​­Brasil, que de Publicações (Anatec); Vicente o País à desindustrialização Ao falar dos entraves tem levado o País a um proces- Amato Sobrinho, da As­so­cia­ção o trabalho desenvolvido pelos di- que prejudicam o setor atual­men­ so de de­sin­dus­tria­li­za­ção. Na  sua Na­cio­nal dos Profissionais de Venopi­nião, para im­p ul­sio­nar da em Celulose, Papel e Derivados retores na gestão an­te­rior e enua massa sa­la­rial do Brasil é (Anave); o presidente da As­so­cia­ merou as rea­li­za­ções no pe­río­do, fundamental que a indús- ção Brasileira de Mar­ke­ting Direto destacando, entre eles, o fortatria seja capaz de gerar (Abemd), Efraim Kapulski; o depulecimento dos grupos empresaempregos de qualidade. riais — es­p e­cial­m en­te devido a tado es­ta­dual do PSDB-SP Fernanseu papel em questões específido Capez, que trouxe a notícia HOMENAGEM cas dos segmentos da indústria da aprovação do prazo estendiComo parte da celebração do do ICMS (veja box); o presidengráfica. Fazem parte da diretoria dos 45 anos da Abigraf-SP, te do Tribunal Re­gio­nal do Trabaexecutiva do triê­nio 2013–2016, nos cargos de primeiro e seguno presidente Levi Cerega- lho de Campinas, Flavio Coo­per; Capez, deputado estadual pelo do vice-​­presidentes, os em­p re­ Fernando to homenageou um dos e o diretor de pesquisas ma­croe­ PSDB‑SP, comunicou a aprovação pelo Governo sá­rios Sidney Anversa Victor e do Estado do prazo estendido do ICMS fundadores da as­so­cia­ção, co­n ô­mi­c as do Banco Bradesco, REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


janeiro a novembro, con- de produção aumenforme dados do MDIC / tou 5,2% ante o mesSecex, foram aplicados mo pe­río­do de 2012 US$  1,108 bilhão na im- — na comparação portação de maquinário. com o bimestre an­ O Índice de Custos te­rior, a diferença foi de Fabricação de Produ- de 4,3%. tos Gráficos (ISC) de se“Para 2014 nossa tembro/outubro eviden- previsão é bem meciou um dos fatores que nos pessimista, de mais pesaram no bolso retração de 1,7% na O desembargador Flavio Allegretti de Campos Cooper, presidente do Tribunal Regional do dos em­pre­sá­rios gráficos produção da indúsTrabalho da 15 -ª Região, prestigiou o evento no último ano. Segundo tria gráfica”, inforOctavio de Barros, que ministrou levantamento do Departamento mou Mortara. “Sabea palestra “Con­fian­ça é tudo! Ce- de Estudos Econômicos da Abi- mos que este é um nário macro dian­te dos principais graf (Decon), com base em da- ano de eleições, de Fundador da Abigraf Nacional, Pery Bomeisel dos da Fundação Getúlio Vargas Copa do Mundo, mas recebeu placa de homenagem das mãos de Levi de­sa­f ios brasileiros”. (FGV), ­Aneel e Datafolha, o custo vemos com preo­cu­ Ceregato, presidente reeleito da Abigraf‑SP pa­ção a nova legislação elei- Na­cio­nal somou importantes conEXPECTATIVAS PARA 2014 toral, ainda mais restritiva e quistas para o setor, como o fim Em coletiva de imprensa que anpre­ju­di­cial à indústria gráfi- da elevação do imposto de importecedeu a confraternização, os ca e à democracia”, comple- tação de seis tipos de papel para presidentes da Abigraf Na­cio­nal e tou o dirigente, referindo-​ impressão, a desoneração da foRe­gio­nal SP apresentaram os da­se à chamada minirreforma lha de pagamento do segmento dos consolidados da indústria gráeleitoral, san­cio­na­da em de- de embalagens (responsável por fica brasileira em 2013 e as projezembro pela presidente Dil- 40% do PIB gráfico) e a rotulagem ções para 2014. Apesar da previsão ma Rousseff, na qual foram do papel imune, entre outros propouco otimista para o fechamenimplantadas mudanças nas gressos. Em 2014, com uma pauto de 2013, de –5,6%, o setor gráficampanhas eleitorais. co investiu fortemente na moderta de reivindicações que será ainchefe do Banco Bradesco proferiu Na análise do desemnização de seus equipamentos. O economista da mais abrangente, não faltarão a palestra “Confiança é tudo! Cenário macro penho em 2013, a Abigraf motivos para comemorar. No  pe­r ío­d o que com­p reen­d e diante dos principais desafios brasileiros”

Ampliação do prazo de recolhimento do ICMS O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou em 17 de dezembro de 2013 o decreto 59.967, que amplia para um grande número de empresas o prazo para recolhimento do ICMS . A medida be­ne­fi­cia­rá o segmento de embalagens da indústria gráfica paulista e, nas palavras de Alckmin, reflete o empenho da administração es­ta­dual em preservar o am­bien­te favorável aos ne­gó­cios e à ini­cia­ti­va privada. A mudança, que passou a vigorar em 1º de janeiro, já era reivindicada pelo setor gráfico, tendo à frente o Grupo Em­pre­ sa­rial de Embalagens (GE -Emba), da Abigraf-SP , que vinha rea­li­

zan­do gestões junto ao governo do Estado, juntamente com o Sindigraf-SP . “No regime an­te­ rior, o empresário muitas vezes precisava ‘fi­n an­c iar’ o imposto, pagando antes mesmo de receber pela venda. Agora, a relação fica mais equilibrada”, afirma Levi Ceregato, presidente da Abigraf-SP . Essa conquista contribui para o incremento da competitividade do setor em São Paulo, que concentra 51% do PIB gráfico do País, e reforça a importância da articulação as­so­cia­ti­va na defesa dos interesses do em­pre­ sa­ria­do gráfico. Em 2013, o setor acumulou conquistas importan-

tes, como o fim da elevação do imposto de importação de seis tipos de papel para impressão, a desoneração da folha de pagamento do segmento de embalagens, a inclusão das embalagens de papel-​­cartão como item fi­nan­ciá­vel pelo cartão BNDES e a aprovação, no Senado, do projeto de lei (agora, em trânsito na Câmara) que deve pôr fim ao conflito tributário. CONFIRA O QUE MUDOU . . .  . . . para empresas do Simples Na­cio­nal, que recolhem ICMS por substituição tributária, antecipação de entradas interestaduais e di­fe­ren­cial de alíquota,

o pagamento passa a ser feito no último dia do segundo mês subsequente ao fato gerador do imposto. Nos casos de di­fe­ren­ cial de alíquota e de substituição tributária, a apuração tornou-​­se mensal. Até então, a apuração era diá­ria, com pagamentos até o 15º dia do mês subsequente.  . . . para empresas do Regime Pe­rió­di­co de Apuração (RPA), os recolhimentos feitos no terceiro dia útil de cada mês passam a ser rea­li­za­dos nos dias 20. Quem se be­ne­fi­cia: in­dús­trias gráficas enquadradas nos CNAE s 1731-1, 1732-0 e 1741-9. Fonte: Governo do Estado de São Paulo e Assessoria de Imprensa da Abigraf-​­SP

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Indústria gráfica fomenta acesso à leitura em São Paulo Com 13 mil livros doados, Abigraf-SP e Sindigraf-SP estimulam o hábito da leitura em cidades do interior paulista e região metropolitana. Ação faz parte do programa “Um Estado de Leitores” do governo de São Paulo.

U

ma bi­b lio­te­c a revitalizada e com acervo atua­l i­z a­d o era uma rea­li­da­de distante para muitas cidades do Estado de São Paulo em 2005. Isso porque, até aquele ano, era extensa a lista de mu­ni­cí­p ios que não tinham um espaço apro­pria­do para leitura ou que precisavam de reformas. Sabendo da importância da disseminação da cultura para o desenvolvimento da so­cie­da­ de, a Abigraf-​­SP e o Sindigraf-​­SP se tornaram parceiros do programa “Um Estado de Leitores”, do governo do Estado de São Paulo, que tem por objetivo zerar o número de cidades que não têm sua própria bi­blio­te­ca. Batizado de “Revitalização de Bi­blio­te­cas”, o projeto beneficiou, em nove anos, mais de 780 mil pes­soas. A primeira cidade escolhida foi Gastão Vidigal, a 478 quilômetros da capital. Os pouco mais de 4 mil moradores da cidade ganharam, em fevereiro de 2005, uma

bi­b lio­te­c a com 600 títulos, um computador e soft­wares para ge­ ren­ciar o acervo. No mesmo ano, a pequena Taquaral, que fica a 234 quilômetros de Gastão Vidigal, também foi agra­cia­da. Em dezembro foi a vez dos 40.640 mil habitantes de Jardinópolis serem contemplados. Até mea­dos de 2012, o acervo da bi­blio­te­ca ultrapassava a marca de 12 mil livros. Em abril de 2006, Tanabi, com mais de 25 mil habitantes, teve a bi­blio­te­ca “Se­bas­tião Almeida de Oliveira” inaugurada pelo projeto. Dois meses depois, Monte Castelo, na re­gião de Presidente Prudente, teve sua primeira bi­blio­ te­ca inaugurada e, até 2011, seu acervo aumentou para 7.751 mil obras. Na sequência, quem recebeu mais uma bi­blio­te­ca foram os 6.733 mil moradores de Santo Antônio do Pinhal, na re­gião do Vale do Pa­raí­ba. Ainda naquele ano, foi a vez de Osasco, na re­gião metropolitana

de São Paulo. Os mais de 690 mil munícipes ganharam uma nova bi­blio­te­ca no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) e uma sala de leitura na creche Angelina Vieira, no bairro de Quitaúna. Neste caso, os livros foram divididos em 300 unidades para cada ação. Em março de 2007, a escolhida foi Santo Antônio do Jardim. Naquele mês, os 6 mil moradores receberam a bi­blio­te­ca “Cássio Ribeiro Porto”, com 600 obras li­te­rá­ rias, um computador e soft­wares para gestão do acervo. Ainda em 2007, Monteiro Lobato e Sagres tiveram suas bi­blio­te­cas revitalizadas. Dumont, que dispõe de apenas uma bi­blio­te­ca para atender os seus 8 mil habitantes, foi contemplada pelo projeto em 2011. A 12ª cidade escolhida foi Areal­va, na re­gião de Bauru, que ganhou uma nova bi­blio­te­ca em setembro de 2011. A 45 quilômetros dali, os 5 mil habitantes de

Avaí tiveram sua bi­blio­te­ca revitalizada com 600 livros, um computador e soft­wares para gestão. Fechando o ano de 2012, a pequena Santa Cruz da Esperança, com 2.056 moradores, viu sua bi­ blio­te­ca ser revitalizada pelo projeto da Abigraf-​­SP e Sindigraf-​­SP. O município fica a 47 quilômetros de Ribeirão Preto. Em agosto de 2013, foram investidos R$ 25 mil na reforma da bi­blio­te­ca Bian­ca Peissler, em Boraceia, que também atualizou seu acervo com 600 novos títulos e um computador. A primeira bi­ blio­te­ca de Serra Azul, que tem pouco mais de 11 mil habitantes, foi entregue em novembro e exigiu o investimento de R$ 38  mil para a construção e aquisição do acervo de mil livros. Para rea­li­zar todas as doa­ções, reformas e aquisições a Abigraf-​ ­SP e o Sindigraf-​­SP investiram um total de R$ 486 mil. Foram be­ne­f i­ cia­das, ao todo, 16 cidades.

Copagrem discute obrigações jurídicas, NR‑12 e iniciativas culturais Em seu primeiro ano de atividades, comitê reitera o fortalecimento da cadeia produtiva da comunicação impressa.

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ma pauta multifacetada deu o tom do quinto encontro de 2013 do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem). Sob a coor­de­ na­ção de Fabio Arruda Mortara, a reu­nião aconteceu no início de dezembro na sede da Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), na capital paulista. O primeiro assunto abordado foi a 23ª Bie­nal do Livro de São Paulo, que ocorrerá em agosto. A palestra de Lu­cie­le Rosa e Carla Ramhold, da Reed Exhi­bi­tions Alcantara Machado — responsável pela organização do evento

em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) —, destacou as novidades para a próxima edição no tocante aos encontros de ne­gó­cios, que terão um espaço es­pe­cial na feira. Na sequência, o advogado Lean­dro de Paula Souza, do departamento jurídico da F­ iesp, falou sobre o e-​­So­cial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Pre­vi­den­ciá­rias e Trabalhistas), do governo federal, que unifica o envio de informações pelo empregador para diversos órgãos federais. Segundo Souza, a ferramenta exigirá total

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integração entre os departamentos jurídico, de contabilidade, de recursos humanos e de tecnologia da informação para uniformizar a linguagem aplicada no controle dos dados da empresa. A implantação terá início em abril e seguirá o cronograma estipulado pela Receita Federal. A diretora executiva da As­so­ cia­ç ão Na­c io­nal de Editores de Revistas (Aner), Maria Célia Furtado, apresentou o projeto da entidade para fazer da revista uma das opções para usufruto do Vale-​ ­Cultura, programa do Ministério da Cultura, e mostrou alguns

modelos de anún­cios para difusão da proposta. NR-12 E SITE DO COPAGREM João Campos, do Senai-​­SP, foi o responsável pela atua­li­za­ção das propostas elaboradas pela F­ iesp e pela Confederação Na­cio­nal da Indústria (CNI), que visam a minimizar os impactos negativos da aplicação da Norma Regulamentadora NR-​­12, do Ministério do Trabalho, sobretudo no tocante a prazo e custos, que giram em torno de R$ 100 bilhões. De acordo com Nílsea Borelli de Oliveira, gerente do departamento


jurídico da Abigraf Na­cio­nal, a ne­ go­cia­ção de um novo prazo com o governo demandará grande empenho da indústria. “Um dos argumentos mais utilizados, quando buscamos um prazo maior para adequação à norma, é que a indústria nada fez no pe­río­do estabelecido de 30 meses”, afirmou. O encontro teve ainda o lançamento da área temática do Copagrem no site da F­ iesp. Segundo o coor­de­na­dor de con­teú­do da federação, Juan Antonio Saa­ve­dra

de Almeida, e a editora de mar­ ke­ting digital, Dulce Mo­raes, o espaço terá os principais assuntos discutidos nas reuniões, no­tí­cias pertinentes aos setores de interesse e o andamento das pautas de cada grupo de trabalho. O canal está disponível em www.­f iesp. com.br, seção “­Áreas de atua­ção” e “Papel, Gráfica e Embalagens”. Por fim, a diretora executiva da As­so­cia­ção Brasileira de Embalagem (Abre), Lu­cia­na Pellegrino, e o presidente da As­so­cia­ção Brasi-

leira de Mar­ke­ting Direto (Abemd), Efraim Kapulski, falaram sobre a estrutura e atua­ção de suas respectivas entidades. Participaram da reu­nião, através de seus representantes, a Abre, CBL, Abemd, Abigraf, ABTG, Aner, Sindicato das Agên­cias de Propaganda do Estado de São Paulo (Sinapro), As­so­cia­ção Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), As­so­cia­ção Brasileira da Indústria de Artefatos de Papel, Papelão, Cortiça e Embalagens

Especiais ou Personalizadas (Artefatos), As­so­cia­ção Brasileira das In­dús­trias Recicladoras de Papel (Abirp) e As­so­cia­ção Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). O próximo encontro terá dois novos integrantes: a As­so­cia­ção Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo) e a As­so­cia­ção Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), que, em dezembro, ofi­cia­ li­za­ram a adesão ao comitê. Com isso, o Copagrem passou a ser integrado por 39 entidades.

Novas diretorias das regionais e sindicatos dos Estados ABIGRAF REGIONAL BAHIA Gestão 2013/2016 DIRETORIA Presidente: Josair Santos Bastos ◆ 1-º vi‑ ce‑presidente: Francisco Sales Souza Gomes ◆ 2-º vice‑presidente: Wandinaldo Paulo Teixeira Junior ◆ 1-º Secretário: Cleber Guimarães Bastos ◆ 2-º Secretá‑ rio: Reginalvo Silva Gama ◆ 1-º Tesourei‑ ro: Fernando Neto Pinho Seixas ◆ 2-º Te‑ soureiro: Allison Charles Pires Teixeira ◆ Suplentes: Ricardo Wildberger Lisboa, Marcio Dias dos Santos, Jair Santos Bastos, Clodomiro Alves de Souza, Salvador Demostenes Teles Freire, Terezinha Maria de Macedo e Fabio Dias dos Santos CONSELHO FISCAL: Pedro Paulo Souza Gomes, José Alves Azevedo e Jade Wanderley de Macedo ◆ Suplentes: Luciana Gusmão S. Barreto, Márcia Alice Gusmão Santos e José Augusto Curvello de Melo

redo ◆ 1-º vice‑presidente: Eduardo Carneiro Mota ◆  Vice‑presidente: Aristone da Silva Marinho ◆ Vice‑presidente: Marcelo Roberto Dias Figueirôa ◆ Dire‑ tor administrativo: Antônio Carlos Pereira da Silva ◆ Diretor financeiro: Luizandes Barreto da Silva Nen ◆  Diretor adjunto administrativo: Luciano José Rodrigues Fonseca ◆  Diretor adjunto financeiro: Marcos Batista dos Santos ◆ Diretores plenários: Marisa dos Santos, Carlos Magno dos Santos, Rodrigo de Barros Moreira e José Batista dos Santos Filho CONSELHO FISCAL: Maria Aparecida Moraes de C. Silva, Vanildo Cavalcanti de A. Pereira Filho e Maurício Sávio dos S. Albuquerque ◆  Suplen‑ tes: Erhard Cholewa Junior, Nancyane David Dias da Silva e Fernando César Escorel de Araújo

ABIGRAF REGIONAL PARANÁ Gestão 2013/2016 DIRETORIA Presidente: Jair Leite ◆  1-º vice‑presi‑ dente: José Toaldo Filho ◆ 2-º vice‑presi‑ dente: Abilio de Oliveira Santana ◆ Diretor financeiro: Cesar Antonio Lise ◆ Diretor financeiro adjunto: Henrique Iurck Junior ◆ Diretor administrativo: Gilberto Alves da Silva Junior ◆ Diretor administra‑ tivo adjunto: Wagner Costa ◆  Diretores plenários suplentes: Edson Benvenho, Tarcizio A. Marin, Rodrigo G. Martins, Luis Aparecido Tel, Itagiba Fortunato Junior, Orlei Roncaglio e Urbano Rampazzo CONSELHO FISCAL: Vicente Donizete R. Linares, Altamir J. Ferrari e Sidney Paciornik ◆ Suplentes: Hugo West­pha­len Barros, Etevaldo da Silva e Ademar Dacoregio

ABIGRAF REGIONAL PIAUÍ Gestão 2014/2016 DIRETORIA Presidente: Odimilson Alves Pereira ◆ 1º vice‑presidente: James Hermes dos Santos ◆  2-º vice‑presidente: Benedito Lima da Silva ◆  Diretor administrativo: Domingos Gomes de Sousa Júnior ◆ Di‑ retor administrativo adjunto: Paulo Roberto de Lima ◆ Diretor financeiro: João Francisco de Matos ◆  Diretor financei‑ ro adjunto: Francisco Gomes de Oliveira CONSELHO FISCAL: José de Arimatéia de Melo Rodrigues, Roberto Bastos Ferraz e Luiz Áureo Piauilino Cavalcante ◆ Suplentes: Luiz Gonzaga de Andrade, Francisco Antônio Correia Lima e Eureliano Fábio Gomes Barros DIRETORES SECCIONAIS NORTE: Roberto Bastos Ferraz, Raimundo Nonato de Castro Ribeiro e Hélio Ferreira Nunes DIRETORES SECCIONAIS SUL: José Alves de Brito, Damião Moura Sobrinho e Paulo Abel dos Santos

ABIGRAF REGIONAL PERNAMBUCO Gestão 2014/2017 DIRETORIA Presidente: Valdézio Bezerra de Figuei-

ABIGRAF REGIONAL SÃO PAULO Gestão 2013/2016 DIRETORIA Presidente: Levi Ceregato ◆  1-º vi‑ ce‑presidente: Sidney Anversa Victor ◆ 2º vice‑presidente: Mário César Martins de Camargo ◆  Diretor administra‑ tivo: Moacir Jesus Bérgamo ◆  Diretor administrativo adjunto: Ricardo Cruz Lobato ◆ Diretor financeiro: Luiz Gornstein ◆  Diretor financeiro adjunto: Ivan Duckur Bignardi ◆  Suplentes: Ricardo Marques Coube, Valdomiro Luiz Paffaro, Davidson Guilherme Tomé, Fábio Sarje, Fabio Arruda Mortara, Flávio Marques Ferreira, Carlos Roberto Jacomine da Silva, Cláudia Benetti Belmonte e Alexandre Tadeu dos Santos CONSELHO FISCAL: Wilson dos Santos, José Ricardo Scareli Carrijo e Jorge Águedo J. Peres de Oliveira F-º ◆ Su‑ plentes: Flavio Tomaz Medeiros, Marina Romitti Kfouri e Ailton Vani da Silva SINDICATO DAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS DO ESTADO DO PARANÁ (SIGEP) Gestão 2013/2016 DIRETORIA Presidente: Abilio de Oliveira Santana ◆  1 º vice‑presidente: José Toaldo Filho ◆ 2-º vice‑presidente: Claudio Rene de Moura ◆ 1-º Tesoureiro: Cesar Antonio Lise ◆  2-º Tesoureiro: Ozias Ribeiro da Rocha ◆  1-º Secretário: Edson Benvenho ◆  2-º Secretário: Ney da Nobrega Ribas Junior ◆ Suplentes: Luiz Cesar Teixeira da Trindade, André Santos Linares, Lucio Novaki, Luciano dos Santos Szurmiak, Luiz Gonzaga Dionysio, Fernando Ribeiro Mascarenhas e Cristovan Linero Sobrinho CONSELHO FISCAL: Vicente Donizete Ruiz Linares, Altamir José Ferrari e Sidney Paciornik ◆  Suplentes: José Guilherme Testa, Nilo Lovis e Hugo West­ pha­len Barros

SINDICATO DAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS, EDITORIAIS, DE CARTONAGEM, DE ENVELOPES E DE FORMULÁRIOS CONTÍNUOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO (SINDUSGRAF) Gestão 2014/2017 DIRETORIA Presidente: Eduardo Carneiro Mota ◆ 1º vice‑presidente: Valdézio Bezerra de Figueiredo ◆  Vice‑presidente: Sérgio Pedro Xavier Neto ◆ Vice‑presidente: Eduardo José Milet ◆  Diretor adminis‑ trativo: Antônio Carlos Pereira da Silva ◆  Diretor financeiro: Luizandes Barreto da Silva Nen ◆  Diretor adjunto ad‑ ministrativo: Luciano José Rodrigues Fonseca ◆  Diretor adjunto financeiro: Marcos Batista dos Santos ◆  Diretores plenários: Kátia Maria Belém da Silveira, Danilo José Rodrigues de Siqueira, Ivan José de Carvalho Galvão Junior e Hans Albin Jursa CONSELHO FISCAL: Maria Aparecida Moraes de C. Silva, Vanildo Cavalcanti de A. Pereira Filho e Maurício Sávio dos S. Albuquerque ◆ Suplentes: Erhard Cholewa Junior, Nancyane David Dias da Silva e Fernando César Escorel de Araújo SINDICATO DAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS NO ESTADO DO PIAUÍ – SIGRAT Gestão 2014/2016 DIRETORIA Presidente: James Hermes dos Santos ◆ Secretário: Maria Lúcia Mendes ◆ Te‑ soureiro: Wilson Soares Oliveira ◆ 1-º vi‑ ce‑presidente: Francisco Gomes de Oliveira ◆  2-º vice‑presidente: Carivaldo Marques Teixeira Filho ◆ 2-º Secretário: João de Deus Meneses ◆ 2-º Tesoureiro: Raimundo Nonato da Silva CONSELHO FISCAL: Luiz Gonzaga de Andrade, Domingos Gomes de Sousa Júnior e Eulálio Damásio da Silva ◆ Suplen‑ tes: Moisés Hermes dos Santos, Expedito Sobrinho e Odimilson Alves Pereira

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XX PRÊMIO THEOBALDO DE NIGRIS

Brasil liderou premiação latino-americana inscritos mais de 800 trabalhos. O destaque na­c io­n al ficou por conta da Log & Print, com 3 ouros e 2 pratas, superada apenas pela Printer Co­lom­bia­na com igual número de ouros, porém com 3 pratas. O terceiro lugar foi da Me­tro­co­mu­ni­ca­cio­nes, do Peru, também com 3 ouros, mas nenhuma prata. A sede do XXI Prêmio Theo­bal­do De Nigris, em novembro deste ano, será Cartagena de Ín­dias, na Colômbia. PAÍSES VENCEDORES

C

omo parte das comemorações dos seus 60 anos, a As­so­cia­ção dos Em­pre­sá­rios Gráficos do Paraguai (AIGP) sediou o XX Concurso Latino-​­Americano de Produtos Gráficos Theo­bal­do De Nigris, no dia 8 de novembro, no Centro de Convenções Mariscal López, em Assunção. As empresas brasileiras, com 16 ouros conquistados, lideraram a pre­mia­ção, disputada também por outros sete paí­ ses (veja quadro), na qual foram

PAÍS

Brasil

16

 9

 43

EMPRESAS BRASILEIRAS VENCEDORAS EMPRESA

Log & Print

3

2

 6

Ipsis

2

2

 2

Facform

2

1

 1

Stilgraf

2

 4

Escala 7

2

Palloti

1

1

 3

Mais Type

1

 2

Pancrom

1

 1

O Estado SP

1

Vektra

1

Ótima

2

 2

Antilhas

1

Chile

 9

12

 28

Plural

10

México

 8

10

 25

Posigraf

 6

Paraguai

 8

 8

 31

Delta Publicidade

 2

Perú

 6

 2

 11

Congraf

 1

Colômbia

 5

11

 21

Contiplan

 1

Equador

 1

 1

 10

Grafdil

 1

Uruguai

 1

  2

Múltipla BR

 1

Total

38

44

128

Total

16

9

43

Ouro 

Prata 

Certificados

Ouro 

Prata 

Certificados

CONLATINGRAF No mesmo local e data do “Theo­ bal­do De Nigris”, a entidade pa­ra­ guaia promoveu a rea­li­z a­ção da 77ª Assembleia Geral Ordinária da Confederação Latino-​­Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), com a participação de representantes de nove paí­ses. Na oportunidade, foi reeleito para exercer a presidência da entidade por mais um ano, até novembro deste ano, o empresário pa­ra­guaio Gustavo A. Morales Velilla. Por unanimidade, a assembleia decidiu alterar os estatutos sociais da confederação para modernizá-​­los, atendendo à rea­li­da­de das novas ten­dên­ cias tecnológicas. Ficou decidido também que a ExpoPrint do Brasil passa a ser a nova feira ofi­cial do continente, ao lado da Graphics of the Americas (GOA).

Futuro é visto com cautela pelos empresários gráficos paulistas Sondagem da indústria gráfica revela que, dependendo do porte da empresa, o índice de confiança pode variar entre o pessimismo e o otimismo. Qualificação de mão de obra ainda é um entrave para o crescimento do setor.

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desempenho da economia brasileira em 2013 é um dos motivos que vem gerando insegurança nos em­p re­s á­r ios gráficos paulistas. E isso, em um futuro ime­d ia­to, resulta em um po­si­cio­na­men­to mais cauteloso, principalmente para as empresas de pequeno porte. Este foi o panorama identificado pela 3ª edição da Sondagem da Indústria Gráfica Paulista, índice apurado pela Abigraf-SP e Sindigraf-SP, com apoio da Federação das In­ dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), que analisou os meses de outubro e novembro. Ao estudar a

qualificação pro­f is­sio­nal do setor, a sondagem revelou uma média de 57 pontos em uma escala de 0 a 100, na qual 50 equivale a um nível regular e, a partir de 75, a um nível satisfatório. O departamento ope­ra­cio­nal das gráficas é o que mais sofre com a falta de qualificação da mão de obra. Este impasse é ainda maior para as micro e pequenas empresas, que, em geral, dispõem de uma capacidade de treinamento in­fe­rior em relação às de grande porte — neste grupo, a título de comparação, o índice foi de 63,2. Entretanto, o estudo revelou um intenso investimento nos

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cursos de curta duração, com incidência de 36% no total das empresas, seguido pelos in company com 15% e de educação con­ti­ nua­da, de média e longa duração, com 7%. Mesmo assim, ainda é alto o índice de empresas que não rea­li­za­ram qualquer tipo de treinamento: 48% do total das gráficas entrevistadas. No tocante à con­f ian­ça em­pre­ sa­rial, a sondagem obteve ligeira melhora em relação a setembro, registrando média de 53,5, ante 53 do mês an­te­rior. Pelos parâmetros usados, 50 indica neutralidade, abaixo desse nível, pessimismo,

e acima, otimismo. Ques­tio­na­das sobre o a­ tual cenário da indústria gráfica, as mi­croem­pre­sas obtiveram um índice de 49, enquanto as pequenas registraram um índice de 50. Na sequência vêm as mé­ dias, com 61,8, e as grandes, com 60,5. No entanto, quando o assunto é o futuro ime­dia­to (próximos seis meses), as mi­croem­pre­sas são as únicas a terem uma visão mais otimista, com índice de 50. Para as de médio porte, o número cai para 54,4, seguidas pelas grandes, que registraram 53,9%, e finalmente pelas de pequeno porte, cujo índice foi de 49,2.


HÁ TRINTA ANOS Notícias publicadas na Revista Abigraf de janeiro e fevereiro de 1984

Sucateamento como solução

A coluna assinada pela Abi-

Os primeiros computadores

A edição nº 91 da Revista Abigraf (janeiro/fevereiro de 1984), trouxe como matéria de capa “A indústria gráfica descobre os be­ne­fí­cios da microinformática”, uma das primeiras reportagens sobre um recurso que iria mudar drasticamente o setor. A matéria destaca: “Há pouco menos de três anos, os microcomputadores só eram conhecidos dos brasileiros por meio de revistas importadas. Hoje, essas máquinas incríveis tomaram de assalto também o mercado na­cio­nal e poucos são os setores produtivos que ainda não foram ‘visitados’ por elas. O setor gráfico não foi esquecido. Uma prova disso tem sido o surgimento de programas específicos para as in­dús­trias gráficas, principalmente para elaboração de orçamento, uma tarefa sabidamente árdua, demorada e muito específica”.

Decisões em conjunto

E

m fevereiro de 1984, os 43 integrantes do Grupo de Embalagens da Abigraf se reuniram para buscar saí­das estratégicas e vencer a crise que o País enfrentava naquela época. De um modo geral, a si­ tua­ção era de “quebra” de empresas, em todos os setores produtivos, em conseqüência da desordem política, so­cial e econômica, si­tua­ção que tinha como maior vilã a inflação galopante. A revista também abriu espaço para falar do Grupo Se­to­rial de Cadernos, que completava dois anos de atividades e se organizava para mais um pe­río­do de Volta às Aulas.

meg – As­so­cia­ç ão Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos Gráficos, não trazia no­t í­c ias boas: o índice de ocio­si­da­d e verificado no ano an­te­rior, na indústria de máquinas e equipamentos gráficos implantada no País, foi de aproximadamente 70%. O então presidente da entidade, Luiz Carlos Delben Leite, apontava o su­ca­tea­ men­to de máquinas gráficas usadas como uma das alternativas para diminuir a ocio­ si­da­de do setor. Segundo ele, a cada 100 máquinas gráficas vendidas no Brasil naquele pe­río­do, trinta eram usadas e, na maioria das vezes, estavam em péssimas condições de uso. “Na medida em que cresce o mercado de máquinas usadas, diminui o de novas”, disse. A ideia de buscar a recuperação do setor por meio do su­ca­tea­men­to desse parque era apoiada pela Abigraf.

Recuperação urgente

No edi­to­rial, o então presidente da Abigraf-SP, Max Schrappe, fala sobre “A recuperação urgente que o setor necessita”, processo que, de acordo com o texto, passaria pela oferta de um painel mais amplo possível dos fatos, perspectivas e oportunidades, bem como da atua­ção do sindicato e da Abigraf. Um impeditivo ao desenvolvimento pleno, segundo Schrappe, eram as legislações restritivas brasileiras que im­pe­diam a renovação do maquinário.

Ação social

Na seção Rotativa — que permanece até hoje na publicação — a revista mostrou eventos rea­li­za­dos entre o final de 1983 e início de 1984, a exemplo de uma ação so­cial promovida pela Intergráfica em benefício da AACD e Apae. O no­ti­ciá­ rio e novidades do setor, tônica ­atual da coluna, também tiveram lugar, com o anúncio de lançamento do papel autocopiativo fabricado pela antiga Indústria de Papel Piracicaba S/A , do Grupo Simão.

Pedacinho colorido de papel N

a mesma edição foi introduzida uma coluna mostrando curio­si­da­d es históricas sobre produtos gráficos. A primeira delas, aproveitando aquele início de ano, foi sobre confete e serpentina. Além dos fatos interessantes sobre os dois itens que não podem faltar nos bailes de Carnaval, a revista entrevistou alguns fabricantes de papel que dedicavam-​­se a essa produção. Entre eles, estava a Alcici Comércio e Indústria de Pa­péis, que ficava em Itapira (SP), e que produziu, naquele ano, 20 mil caixas de rolinhos de serpentina e 25 mil sacos de 20 quilos de confetes. Outro foi a In­coar­te, de Belo Horizonte (MG), que empregava 160 fun­cio­ná­rios para dar conta de uma produção vendida para a ­Sears, Lojas Brasileiras, Carrefour, Mappin e Makro.

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MENSAGEM

E

ucação ed a d r vo fa em a ic v cí ão aç iz il Mob

piciam a concorrência inaria fatores que hoje pro lim e e ho bal tra os estudantes da na agenda do Se for universalizada para l. lea Em 2014, um dos destaques des nto me aja crianças e fica, com forte eng a, falamos de 40 milhões de blic pú e associativo da indústria grá red a pel ão sileira. Com um ulo, será a mobilizaç , ou 20% da população bra tes cen les da Abigraf Regional São Pa ado e modelo geraria dos cadernos, agendas R$ 20 0,0 0 por cartão, o de l ua an rte queda da carga tributária apo ão eia do material didático. pressos. Há uma contradiç materiais escolares não im injeção de R$ 8 bilhões na cad de a tic má gra pro e re cadernos e agendas oridad A alta carga de impostos sob nesse tema. A educação é pri uço abo arc sso no no imensa contradição e também olares, além de representar todos os partidos políticos esc ar tin des de têm e ao ensino, também municípios to ao discurso da prioridad an legal, pois União, estados e qu o e, ent itiva da indústria os. Paradoxalm a a vulnerabilidade compet ntu a ela 25% de seus orçament ace is era fed tos rência desleal de estadual, e os tribu sileira, hoje exposta à concor bra a fic ICMS, principal imposto grá . butos mais baixos, ima desses produtos portados de países com tri im tos du perfazem taxação elevadíss pro de s ocupação e, apesar de isento cias trabalhistas e pouca pre gên exi s Isso, sem falar nos livros, qu no me dução. o, acabam agravados por processos sustentáveis de pro de ção ado a todo tributo na Constituiçã com tico! Até o terceiro igatoriamente recolhidas O caso dos livros é emblemá taxas, como PIS/Cofins, obr e os um ins re portou 20,4 mil toneladas postos sob mestre de 2013, o Brasil im pelas gráficas, bem como im tri  um De . ção ilhões, gerando sua produ os, equivalentes a US$ 137 m livr bens de capital utilizados em de o pis um ões na balança ‑se a despender do negativo de US$ 122 milh sal lado, o poder público obriga um e dad aci cap a is de 60% uz a sua própri do setor gráfico editorial. Ma ial erc orçamentário e, de outro, red com s no alu em nosso res destinados aos tados da China e entraram por im am de compra dos artigos escola for a. postos para ga tributária absurd ciados pela imunidade de im efi ben s de baixa renda, com uma car paí cedidas Indústria Gráfica uota zero de PIS e Cofins con alíq a pel e A Associação Brasileira da os livr o  compensação, as gráficas o incansável na proposiçã (A big raf Nacional) tem sid desde 2004 às editoras. Em er end ent por tos. É preciso afinar a educação, de pleitos que beneficiam a nacionais pagam esses tribu da o ent aum o prioridade das políticas itividade, ca e a prática no tocante à óri que a recuperação da compet ret ial soc e ico principal fator para imento econôm as para a educação, que é o blic produtividade e o desenvolv pú . ino ens ao de renda média da população sil deixe de ser uma nação Bra o e do País dependem do acesso qu imento. defendemos o novo patamar de desenvolv um ce an Nesse sentido, desde 2011 alc e to, tan PIB à educação. Entre direcionamento de 10% do ade enquanto a tributação r estamos longe dessa realid lceregato@abig raf.org.b e os livros didáticos res ola esc s iai ter ma os do seg ue oneran nos ncia de PIS e Cofins). Cader (estes têm 9,25% de incidê de a zero de IPI, pagam cerca escolares, apesar da alíquot os im últ s doi s as, 64%. No 40% de tributos e as agend endo do Estado, devido ao end casos, há variações, dep butária. os na total desoneração tri ICMS. Por isso, insistim os, tivas que apoiam como Com esse propósito, há inicia IPI , que estabelece isenção de o Projeto de Lei 6705/2009 res s para materiais escola e alíquota zero de PIS e Cofin roposta nasceu no Senado, de fabricação nacional. A p na Comissão de Finanças e em 2007. Está tramitando r eral, na qual aguarda parece Tributação da Câmara Fed ). SE ( l André Moura do relator, o deputado federa também, o Projeto de Lei o, nd Estamos acompanha o cia Vânia (GO), para criaçã 122/2013, da senadora Lú a nci r, que prevê a transferê do Cartão Material Escola s, para compra exclusiva fica Bra sileira da Indústria Grá direta de recursos às família Presidente da Associação beneficiar os de m Alé s. da ) cia f‑SP igra den (Ab cre s lo em papelaria Regional São Pau ria as economias locais alunos, a iniciativa estimula

L evi C eregato

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REVISTA ABIGR AF  janeiro /fevereiro 2014


Tecnologia de Chapa Livre de Produtos Químicos

A Agfa, líder mundial em chapas sem processamento químico, comemora 500 instalações da chapa :Azura no Brasil, em apenas 3 anos.

Gráfica TMX. A 500ª :Azura instalada no Brasil: “É uma imensa satisfação, para nós da TMX, sermos o cliente de número 500 no Brasil a utilizar a chapa :Azura. Já conhecíamos o produto pela sua enorme aceitação e importância no mercado gráfico e o desempenho dela nos impressionou positivamente pela simplicidade operacional, estabilidade e qualidade de impressão, além do atendimento técnico e comercial local da Agfa, fundamentais em nosso mercado.”

Paulo Figueiredo Junior - Sócio-proprietário da TMX, conceituada gráfica em São Gonçalo/RJ.

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FILIAL SÃO

PAULO

NOVA LINHA “VERDE” IBF DISPENSA REVELAÇÃO CONVENCIONAL ACABAMENTO COM GOMA EM LAVADORA

V

Revista Abigraf 269  
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