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revista

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revista abigraf 264 março/abril 2013

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VII i • m a r ç o / a b r i l 2 0 1 3 • nº 2 6 4


A Central estĂĄ se preparando para receber clientes e fornecedores e fazer o que o brasileiro mais gosta: JOGAR FUTEBOL! Acompanhe nos meses de Abril e Maio a cobertura completa do evento em nossas redes sociais.

Av. Henry Ford, 2349 Vila Prudente SĂŁo Paulo SP Brasil CEP 03109-001 Tel. 55 11 2066-2600 0800 556623 www.centralpapeis.com.br


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22 O Violinista, óleo sobre tela, 1995

REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000  São Paulo  SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

As cores de Inos Corradin

Italiano com sangue brasileiro, o artista viu sua obra florescer e frutificar no Brasil. Cores vibrantes, traço leve e sensual, inteligência e bom humor marcam seu trabalho.

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905  São Paulo  SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Marco Antonio Eid e Ricardo Viveiros Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa

O Vale do Paraíba e seu potencial

38 revista

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Leograf Capa: Aplicação de verniz ecológico pela Leograf, hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack

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arte & indús tria gráfica • ano xxxviii • março/abril

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revista abigraf 264 março/a bril

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Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Fundada em 1965

32 Ano de ajuste na indústria gráfica

IBGE aponta recuo de 4,9% no setor gráfico no ano passado, sobretudo no segundo semestre. Os investimentos também caíram, com redução de 14% na importação de máquinas e equipamentos.

2013

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 gramanieditora@gmail.com

No início do ano foi formalizada a criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a quarta do Estado de São Paulo, englobando 39 municípios. Com forte atividade industrial, conta com 157 gráficas, que empregam mais de 1.700 profissionais.

Capa: Fabio, meu Gato Siberiano, óleo sobre tela, 2002 Autor: Inos Corradin


Setor das revistas em xeque?

Novo presidente da Aner e diretor‑geral da Editora Globo, Frederic Kachar fala com exclusividade à Revista Abigraf sobre os desafios do mercado de revistas. Otimista, Kachar aposta na segmentação.

ExpoPrint Digital e Fespa Brasil surpreendem

Na esteira da disseminação da impressão digital, evento supera expectativa e leva mais de 13 mil pessoas ao Expo Center Norte, em São Paulo.

Amor pela tipografia

Na Tipografia Rossini o tempo parou. Parou para ver seu fundador, Roberto Rossini, dedicar‑se à atividade que abraçou há 69 anos, acionando as engrenagens de suas Minervas e brincando com os tipos.

Todos querem ser verdes

Aumenta a procura das gráficas por tintas e vernizes menos agressivos ao meio ambiente, opção não só ecologicamente correta como uma alternativa para redução de custo.

Prazer do ofício

Depois de 20 anos militando na publicidade, Dimitri Lee está voltado cada vez mais à fotografia autoral, procurando explorar novas possibilidades do processo e de formatos.

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Grupo Leograf amplia capacidade em 50% A nova rotativa, uma Goss M-600 Folha, é a primeira com tal configuração a ser instalada no Brasil, e a terceira no mundo. Ela chega para atender a médias e grandes tiragens sobretudo do mercado promocional.

20 28 60 71 94

Editorial/Fabio Arruda Mortara������������������������� 6

Expocell & Tecnologia 2013 �������������������������66

Rotativa��������������������������������������������������������� 8

Grupo Unimaster������������������������������������������68

Gestão/Hamilton Terni Costa�������������������������42

Braga Produtos Adesivos������������������������������70

Educação/Walter Vicioni�������������������������������46

Bancas de Jornais����������������������������������������78

Artecola Química�����������������������������������������48

Olhar Gráfico/Cláudio Ferlauto����������������������84

Opinião/João Batista Alves dos Santos/DF�����50

Quadrinhos/Álvaro de Moya��������������������������88

Notícias Gráficas������������������������������������������51

Ilustração/Roberto Weigand��������������������������89

Gráfica São Domingos/Catanduva (SP)����������56

Prêmio Fernando Pini/Fornecedores��������������90

Dugraf/Blanquetas���������������������������������������58

Coluna Há 30 Anos������������������������������������100

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin������62

Sistema Abigraf�����������������������������������������101

Málaga/Papéis Metalizados��������������������������64

Mensagem/Levi Ceregato���������������������������106 março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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Editorial

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os Um jovem guerreiro de 90 an

sil luta para manter ste momento em que o Bra Ne o an um , 23 das mais graves raf‑SP, em 19 ia dinâmica em meio a uma nom eco Quando foi fundado o Sindig a sil, Bra ao ue mobilizado impressora offset italismo, o Sindig raf‑SP seg cap do ses após a chegada da primeira cri ão ent do ta, como as Artur Bernardes, s bandeiras nas quais acredi da esa def o presidente da República era na ‑se balhista, juros ro. As gráficas incluíram butária, previdenciária e tra tri as orm Partido Republicano Minei ref nacional ização classista, pois a favorável à competitividade bio câm es, nor entre os pioneiros da organ me , da s embalagens de alimentos o viria somente anos depois oficialização do sindicalism e desoneração tributária da a destinação teriais escolares, bem como ma e ica bás ta com Getúlio Vargas. ces para a educação. u guerreiro, enf rentando or equivalente a 10% do PIB O sindicato também nasce val de do te van Le s de capacitação, marcado pelo patrocina e apoia programa ém mb um quadro político adverso, Ta s, ste Pre a de Camargo. entismo, a Colun ola de Vendas Mário César Esc a o Forte de Copacabana, o Ten com 24 19 ções recentes, Sul e a Revolução de te salientar, também, realiza tan por Im revoltas no Rio Grande do a list Práticas a indústria gráfica pau lugar no Prêmio de Melhores iro me pri o o em São Paulo. A entidade e com ial nd interior pela Seg unda Guerra Mu instalação de bibliotecas no a , 12 20 sp/ Fie resistiram de pé. Passamos da s. Tudo isso revelou o DNA a Abigraf‑SP, o patrocínio a e as ditaduras intermitente paulista, em conjunto com com sso mi pro e capacitação da ABTG ático, com meras ações de normalização de coragem, espírito democr inú sil Bra no je, liderança do Copag rem nômico. Ho conceituação, proposição e a a sociedade e crescimento eco e o isã dec à to pei res Papel, Gráfica e ões fortes e tê da Cadeia Produtiva do mi pluralista, unido, de instituiç (Co uem seg des abril de 2013 ocorrerá a e suas entida balagem), na Fiesp. Em 9 de das urnas, a indústria gráfic Em a força de dig raf‑SP. o do colegiado, que ampliará açã tal ins coesas com a tradição do Sin a o compõem. emora 90 anos, vidade dos seg mentos que ati ent Esse jovem intrépido, que com res rep reverenciar as ações voltadas ao a do Sindig raf‑SP é preciso óri jet tra Na foi protagonista de numeros presidentes, diretores e a mobilização foi decisiva fortalecimento do setor. Su o trabalho dos fundadores, a ogi nol Tec ia. É necessário, de ira Brasile que construíram sua histór s ore rad abo para a criação da Associação col filiados, pois a entidade e da Associação Brasileira retudo, ressaltar a base de Gráfica (ABTG), em 1959, sob a im últ a est , elhança. E esta é a sua raf ), em 1965 tituída à sua imagem e sem ins da Indústria Gráfica (Abig foi a, doi Lin de resso de Ág uas instituída no histórico Cong principal virtude! a. list pau or eri no int nso 2002 da Indústria r O Sindig raf‑SP realizou o Ce fmortara @abig raf.org.b com a Abigraf‑SP, ta jun con ão  aç Em . sta uli Gráfica Pa Econômica Federal firmou convênio com a Caixa ociados. Também para linhas de crédito aos ass as entidades, realiza‑se fruto da parceria entre as du de Salários e Benef ícios. periodicamente a Pesquisa o Guia Técnico Ambiental Em 2003, o sindicato lançou rocinou um manual sobre da Indústria Gráfica e pat (Fiesp/Ciesp). Além de reciclagem e coleta seletiva ados, criou o Banco de subsidiar cursos para associ ca. Empregos na Indústria Gráfi apoiou duas grandes ações: SP ‑ raf dig Sin o , Em 2006 ‑SP, em parceria com a Abig raf o Projeto de Interiorização, ea vas seccionais no interior; visando à instalação de no a nic téc ão taç aci voltada à cap Semana de Artes Gráficas, ia cer par u , a entidade firmo e mercadológica. Em 2008 ria a realizar o Censo da Indúst fica com o Sebrae Nacional par as tic Prá Bra sileira da Indústria Grá , do Prêmio Melhores Presidente da Associação Indústrias Gráfica s das to dica Gráfica. Vencedor, em 2010 Sin do e va al) ati ion (Abigraf Nac dicato tem participação digraf-SP) Sindicais da Fiesp, nosso sin no Estado de São Paulo (Sin a. list pau ria úst ind da ior na entidade ma

F abio A rruda M ortara

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REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013


Prever o futuro não é fácil. Mas preparar-se para ele é. Esteja pronto para o amanhã com HP Indigo. Não importa o que aconteça, você terá vantagens em longo prazo com a liderança de mercado da HP, inovação incomparável e comprometimento com o setor como parceiro ao seu lado. E com o maior portfólio digital à sua disposição, o seu negócio está mais preparado que nunca. Saiba mais em hp.com/br/go/commercialprinting

© 2013 Hewlett-Packard Development Company, L.P.


Prolam anuncia programa de revendas autorizadas

Marcos Marcello, diretor da Prolam: “Clientes mais distantes que recebiam os produtos de São Paulo em até sete dias, podem agora recebé-los até no mesmo dia”

Líder no segmento de termola­

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minação gráfica, a Prolam está aumentando sua capacidade para pronta entrega de filmes BOPP fosco e alto brilho em dife­ rentes re­giões do Brasil. A ação teve início com a instalação de filiais em cidades-​­chave: Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. “Nestas re­giões o conceito do produto já está consolidado, e a pronta disponibilidade para entrega colaborou muito para o aumento do consumo e desen­ volvimento do mercado. Mais do que isso, aproximou e me­ lhorou ainda mais nossos servi­ ços aos clien­tes”, afirmou Marcos Marcello, diretor da empresa. Para incrementar ainda mais o mercado de termolaminação BOPP, que tem crescido acima de 10 % ao ano, a Prolam estru­ turou uma rede de revendas au­ torizadas espalhadas pelo País. “São empresas que já ­atuam na revenda de insumos gráficos, líderes de vendas em sua re­ REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

gião, e que já mantinham re­ la­cio­na­men­to co­mer­cial com a nossa empresa. Com isso clien­tes mais distantes que necessitavam de até sete dias de transporte para receber os produtos a partir de São Paulo podem agora recebê-​ ­los muitas vezes no próprio dia do pedido”, real­ça o exe­ cutivo. Essas revendas man­ terão um estoque local a fim de abastecer prontamente o mercado e integram um pro­ grama promovido pela Pro­ lam, que capacitará técnica e co­mer­cial­men­te a equipe de revenda e rea­li­za­rá pales­ tras conjuntas de divulgação. Com o programa Revendas Au­ torizadas a Prolam pretende du­ plicar em um ano a demanda dos filmes para termolaminação gráfica nas re­giões participantes. Revendas autorizadas Prolam Termolaminação Brasília/Goiânia – Siggraf Tels. (61) 3340.4800 / (61) 9989.7364 siggraf@brturbo.com.br Cuiabá – Regional Norte Tel. (65) 3616.0200 regionalgerencia@terra.com.br Florianópolis – Regional Sul Tel. (48) 3240.3234 regionalsul@regionalsul.com.br Fortaleza – Regional Nordeste Tel. (85) 3253.7200 regional.nordeste@terra.com.br Manaus – Rymo Tel. (92) 2101.9275 jmarques@rymo.com.br Salvador – Graph-​­Shop Tels. (71) 3321.0035 / 3321.9658 Salvador (Matriz) Tels. (75) 3022.0035 / 3022.0036 Feira de Santana (Filial) nss@terra.com.br www. prolam.com.br

Oki apresenta impressora com toner branco D

urante a ExpoPrint Digital 2013, rea­li­za­da de 13 a 16 de março em São Paulo, a Oki, uma das princi­ pais empresas mundiais em so­ luções de impressão, anunciou a chegada da primeira impresso­ ra LED com toner branco no Bra­ sil. O equipamento C711WT per­ mite a impressão em vá­rios tipos de pa­péis, incluindo transfers, pa­ péis coloridos e transparentes em formatos A4 com até 250 g/m², de forma simples e com custos acessíveis. “O  trabalho com to­ ner branco oferece aos designers e gráficas materiais com maior produtividade e flexibilidade nos processos de impressão, revisão e produção”, afirma Marcio Mar­ quese, gerente de mar­ke­ting da empresa. No  mercado gráfico, o toner branco contribui para a

cria­ç ão de materiais promocio­ nais, rótulos e embalagens com diversificação de cores e neces­ sidade de impressão na cor bran­ ca. No segmento de serigrafia, o uso do toner branco resulta em economia no custo dos transfers, que chegam a custar até 60% a mais na impressão do branco em ma­te­rial têxtil ou sólido, como ca­ necas, tro­féus, acrílicos e outros. www.oki.com.br

Paper Express conquista três pratas em Chicago T

ra­di­cio­nal participante do World Calendar Award, concurso in­ ter­na­cio­nal promovido pela Calendar Mar­ke­ting As­so­cia­tion, de Chica­go, nos Estados Unidos, a Paper Express trouxe da competi­ ção três pratas com os seus trabalhos, ficando uma com o calen­ dário “Asas 2013”, que apresenta a magia dos insetos alados, na ca­ tegoria fotografia de natureza, e duas com o calendário “Paper Express”, nas ca­te­go­rias melhor impressão e design gráfico. No ca­ lendário “Asas 2013” a Paper Express contou com a parceria do fo­ tógrafo Fabio Colombini, do designer gráfico Mauro Lima, da Com­ desenho, e com os pa­péis Burgo, da Vivox. www.paperexpress.com.br


ACCUBRAILLE BRAILLE ExpRESS Nunca foi tão rápido gravar Braille em suas embalagens de cartão com o equipamento ACCUBRAILLE para as dobradeiras-coladeiras BOBST. Em apenas alguns minutos e com uma simples ferramenta de baixo custo você faz o ajuste do ACCUBRAILLE, mantendo o ritmo da sua máquina Bobst mesmo a 100.000 caixas por hora.

Além disto, o ACCUBRAILLE pode ser aplicado em qualquer um dos quatro painéis da embalagem, próximo aos vincos ou às bordas. A aplicação do Braille nas dobradeiras-coladeiras ao invés da aplicação nas máquinas de corte e vinco significa um melhor acabamento da gravação e o fim da variação dos pontos durante a tiragem. ACCUBRAILLE: a gravação revolucionária em Braille

www.bobst.com


Caio Nakagawa, gerente de produtos do Grupo Furnax: “O grande diferencial da linha Ace reside nos sistemas inovadores oferecidos”

Furnax representa linha sul‑coreana de acabamento P

resente no mercado há 19 anos, o Grupo Furnax trabalha com a importação e co­mer­cia­li­za­ção de equipamentos para a indústria gráfica. Agora, através de acor­ do firmado com a Ace Machinery Company, de Gyeong­gi, Coreia do Sul, está representando no Brasil sua linha de equipamentos de aca­ bamento para o setor de embala­ gens. Es­pe­cia­li­za­da em máquinas de colagem de cartão e dobra au­ tomática, a empresa sul-​­co­rea­na, fundada em 1993, exporta para mais de 40 paí­ses, principalmente para a Europa e Estados Unidos. Os principais produtos são: ◆◆ Coladeira de cartuchos Signatu­ re Elite 90, dotada de sistema de fechamento de fundo automáti­ co Fast Fold, que permite chegar à velocidade de até 550 m/min utilizando apenas batedores e a ação da própria gravidade. ◆◆ Rotobraille, equipamento off-​ ­l ine para produção de brai­ le em qualquer face do cartu­ cho. O setup é simples e rápido, com monitor ­touch ­screen para ajuste do tamanho do cartucho.

A velocidade chega a até 100 mil cartuchos/hora. ◆◆ A linha de acabamento pode ser integrada ao sistema SigPack, que recolhe os cartuchos cola­ dos e os armazena automatica­ mente dentro da caixa de em­ barque, acompanhando a alta velocidade de produção. Segundo Caio Nakagawa, ge­ rente de produtos do Grupo Fur­ nax, o grande di­fe­ren­cial dessa nova linha de equipamentos de acabamento, além da produti­ vidade e alta velocidade, reside nos sistemas inovadores ofereci­ dos. “No caso da coladeira de car­ tuchos Elite 90, o di­fe­ren­cial está no sistema Fast Fold, que permite que o fundo automático do car­ tucho rode na mesma velocida­ de das abas laterais, utilizando-se basicamente da própria gravida­ de e de batedores para deixar as abas do fundo na posição para re­ ceber a cola. Já a Rotobraille, por ser off-​­line e não estar acoplada à coladeira de cartuchos, pode tra­ balhar sem gargalos de produção, visto que o equipamento permite alimentar mais de uma coladeira de cartuchos”, explica Nakagawa. www.furnax.com.br

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Arjowiggins cria página em rede social F

abricante de pa­péis especiais, a Arjowiggins Crea­ti­ve Papers abriu mais um canal de comunicação para compartilhar com o público informações sobre sua linha de pa­péis, dicas de aplicação, ten­dên­ cias do mercado e eventos do setor. Segundo Cynthia Cadrobbi, ge­ rente de pa­péis finos para a América Latina, estar nas redes sociais é uma necessidade para am­pliar o contato com o público da em­ presa. “Escolhemos ­criar esta página no Fa­ce­book para comparti­ lhar com maior rapidez as diversas formas de se utilizar o papel e os belos trabalhos dos quais tomamos conhecimento dia­ria­men­te. E o retorno é positivo”. www.facebook.com/ArjowigginsCreativePapersBrasil

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APP atualiza política de conservação florestal

pós o lançamento do Roteiro de sustentabilidade para 2020, a Asia Pulp & Paper (APP) divul­ gou em fevereiro a atua­li­za­ção trimestral com sua nova Política de Conservação Florestal, tra­ çando o caminho para um mo­ delo de negócio mais sustentá­ vel. Para cumprir essa meta, as novas políticas in­cluem o com­ prometimento em adotar os prin­cí­pios in­ter­na­cio­nal­men­te aceitos das florestas com alto valor de conservação e suspen­ der o desmatamento de flo­ resta natural em suas planta­ ções. “A APP está exigindo o fim do corte de florestas naturais

até dezembro de 2014 na área de 1,5 milhão de hectares con­ troladas por seus fornecedo­ res independentes”, declara Ian Lifshitz, gerente de sustentabi­ lidade da APP. A empresa anunciou ainda o comprometimento com a ava­ lia­ção de estoque de carbono, bem como a adoção das melho­ res práticas internacionais para os direitos dos povos indíge­ nas e comunidades da Indoné­ sia. Será introduzida também a medição de carbono e ava­lia­ção de suas plantações, tanto sub­ ter­râ­neas quanto na superfície. www.asiapulppaper.com


Afeigraf cria Henkel comemora recordes em vendas e lucros grupo com fornecedores estrangeiros de papel Dieter Brandt, presidente da Afeigraf: “O recente aumento das alíquotas de importação para o papel comercial vem sendo extremamente maléfico para a indústria gráfica”

Oito in­dús­trias e fornecedo­ res que, juntos, respondem por aproximadamente 90% do vo­ lume de papel importado para fins de imprimir, escrever e em­ balagem fazem parte de um grupo de trabalho formado pela As­so­cia­ção dos Agentes de For­ necedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfi­ ca (Afeigraf) com o objetivo de preservar os interesses do se­ tor gráfico na­cio­nal. O grupo é composto pela Cathay Bra­ sil, representante exclusiva da Asia Pulp & Paper (com sedes na China e Indonésia), e pela sul-​­africana Sappi, ambas res­ ponsáveis pela maioria do papel importado no País, além de for­ necedores como Copap, Samab, Roxcel, Talico do Brasil, CN-Brazil e Elof Hansson, que ­atuam na

GMG Color Academy na Escola Senai Barueri

importação de diferentes mar­ cas. Todos se tornaram só­cios efetivos da Afeigraf. De acordo com Die­ter ­Brandt, presidente da Afeigraf, a cria­ção do grupo é uma ini­cia­ti­va impor­ tante para o fortalecimento do setor gráfico, que vem sendo se­ ria­men­te impactado pelas bar­ reiras tri­bu­tá­rias do País, cenário agravado pelo alto imposto de importação do papel. “O mer­ cado brasileiro não é autossufi­ ciente em vá­rios tipos de pa­péis, e os importados são essenciais para garantir o equilíbrio e a competitividade das gráficas na­ cionais. O recente aumento das alíquotas de importação para o papel co­m er­cial vem sendo extremamente maléfico para a indústria gráfica”, declara Die­ter. www.afeigraf.org.br

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Superando o am­bien­te de­sa­ fia­dor da economia global, as vendas da Henkel no ano fis­ cal de 2012 atingiram a cifra de 16,51 bilhões de euros, mon­ tante que representa um acrés­ cimo de 5,8% sobre o ano an­te­ rior. As  vendas orgânicas, que ex­cluem o impacto do câmbio e aquisições/desinvestimentos, subiram 3,8% sob o impulso de preço e volume. Desconsideran­ do ganhos/perdas e custos de rees­tru­tu­ra­ção, o lucro ope­ra­ cio­nal ajustado aumentou 15,1%, passando de 2,029  bilhões de euros para 2,335 bilhões. O  lu­ cro ope­ra­cio­nal (EBIT) totalizou 2,199  bilhões de euros. Apesar dos preços mais elevados de

ma­té­rias-​­primas e embalagens, a rentabilidade ajustada sobre as vendas (margem EBIT ajus­ tado) aumentou em 1,1 ponto per­cen­tual, passando de 13% para 14,1%. As vendas da Amé­ rica Latina tiveram uma peque­ na queda, de 0,4% nominal, para 1,062 bilhão de euros; no entan­ to, organicamente, houve um crescimento de 3,1%. “O ano de 2012 foi o de maior sucesso para a Henkel. Temos obtido excelen­ tes resultados em um am­bien­ te de mercado altamente vo­ látil e competitivo e alcançado ou ultrapassado todas as me­ tas financeiras”, sa­lien­ta Kasper Rorsted, presidente da empresa. www.henkel.com.br

ma parceria entre o Senai Ba­rue­ri e a alemã GMG Color trouxe para o Brasil a GMG Color Academy, divi­ são da empresa alemã que cuida da cria­ção, formatação e execução de treinamentos técnicos, os quais têm como objetivo capacitar e atua­li­zar os usuá­rios dos produtos GMG em suas novas versões e tec­no­lo­ gias de ge­ren­cia­men­to de cor. Dentro desse acordo, a escola fornecerá sua estrutura física e de pes­soal para desenvolver os treinamentos técnicos da GMG no Brasil, unindo o conhecimento das duas institui­ ções para fomentar no mercado gráfico a pesquisa com foco na inovação visando à competitividade e à colaboração das empresas no aprimoramento e desenvolvimento de novas tec­no­lo­gias. Para via­bi­li­ zar a parceria, a Escola Senai Ba­rue­ri dispõe de oficinas, la­bo­ra­tó­rios, salas de aula, bi­blio­te­ca e auditório, totalizando 45 am­bien­tes de ensino que simulam as condições ideais da indústria gráfica. http://barueri.sp.senai.br

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Unidade fabril da Henkel em Itapevi


Contrato de Serviços Agora a sua Heidelberg fica 24 horas no ar

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O presidente da Kodak Brasil e vice-​­presidente para a América Latina, Gilberto Fa­rias (E), com Adair Zanatto

Zanatto Soluções Gráficas completa 35 anos

Com a participação de mais de

Vaticano adquire impressora digital MGI A MGI Digital Graphic Techno­ logy, se­dia­da em Paris, anun­ ciou em março a instalação no Vaticano de uma impressora di­ gital multissubstratos Me­teor DP8700 XL. O equipamento está fun­cio­nan­do na casa de produ­ ção, conhecida como Tipogra­ fia Vaticana, que é encarregada de todas as impressões regula­ res e envelopes, assim como de revistas e publicações artísticas para os museus e a Bi­blio­te­ca do Vaticano, entre outros serviços.

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Lá também é produzido o jornal semanal L’Osservatore Romano. A MGI Me­teor DP8700 XL é utiliza­ da es­pe­cial­men­te na impressão de envelopes e extensão de ca­ pas de livros até 33 × 102 cm de comprimento, operando tam­ bém com papel de mercado. No Brasil, a MGI é represen­ tada desde fevereiro deste ano pela Fer­ros­taal, que também a representa na África do Sul, sul da Ásia e Austrália.

70 convidados, entre clien­tes, parceiros e colaboradores, a Za­ natto Soluções Gráficas, fundada em 1978, comemorou seus 35 anos em jantar rea­li­za­do na noite de 19 de março em Curitiba (PR). Se­dia­da na capital pa­ra­naen­se, a empresa possui es­cri­tó­rios em São Paulo e Porto Alegre (RS). A festa foi pres­ ti­gia­da pelo presidente mun­dial da Kodak para o portfólio de pré-​ ­impressão, Brad Kruchten; o vice-​ ­presidente mun­dial para a Amé­ rica Latina e paí­ses emergentes, Gustavo Ovie­do; e o presidente da Kodak Brasil e vice-​­presidente para a América Latina, Gilberto Fa­rias, entre outros. Em fevereiro, a empresa recebeu o prêmio de

Novidades na linha da VSP Papéis Especiais

www.ferrostaal.com.br

Central promove ação de relacionamento

om o objetivo de estreitar re­la­cio­na­men­tos e o engaja­ mento dos públicos interno e externo, a Central Distribuido­ ra de Pa­péis rea­li­za nos meses de abril e maio a segunda edi­ ção da Copa Central de Fute­ bol. O torneio é disputado no campo de futebol existente dentro da área onde está ins­ talada a Central, no bairro da Moo­ca, em São Paulo, envol­ vendo oito equipes: Central, Imesp, Impressa Artes Gráficas, REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Ipsis, Power Press, Printon, Revelação e Suzano. www.centralpapeis.com.br www.facebook.com/centralpapeis

A

VSP incorporou ao seu portfó­ lio de pa­péis e cartões importa­ dos dois novos pro­ dutos. Um deles é a linha de cartões in­ gleses crus, super-​ ­r ígidos e coloridos na massa, denomi­ nados Prime ­B oard. Disponíveis nas cores White (extrabranco) em 2.000 g/m² e Bla­ ck (preto intenso), em 1.000 e 1.500 g/m²,

Melhor Revenda Kodak do Brasil em 2012, durante a kickoff mee­ting para a re­gião latino-​­americana, rea­li­za­da em Cancún, no México. A Zanatto Soluções Gráficas ocupa uma área de 2.300 metros quadrados em sua sede e atende clien­tes dos diferentes segmen­ tos da indústria gráfica em todo o território na­cio­nal. “Mais do que estar preparados para atender a esse mercado, temos um com­ promisso com os clien­tes e conta­ mos com importantes fornecedo­ res em par­ce­rias de longo prazo, como Kodak, Kinyo, Continental, Ritrama, Degraf, Mitsubishi e Po­ licrom”, afirmou Adair Zanatto, presidente da empresa. www.zanatto.com.br

no formato 70 × 100 cm, são ­ideais para a confecção de convites, ca­ pas, displays, testeiras e sinaliza­ ções para am­bien­tes internos em geral, que requeiram durabilida­ de, rigidez e uma superfície ultra­ plana, e podem ser utilizados em processos digitais de mesa plana e serigrafia. Da Itália, vem a linha de pa­péis Splendorgel, não reves­ tidos, supercalandra­ dos, extrabrancos de alta qualidade e pH neutro, que evitam o amarelamento e pro­ por­cio­nam maior du­ rabilidade. A  linha Splendorgel está dis­ ponível em 190, 230 e 300 g/m², no formato 71 × 100 cm. www.vsppapeis.com.br


Konica Minolta tem novo gerente de vendas

Fernando Nogueira, que acu­ mula vá­rios anos de ex­pe­riên­ cia no segmento de impressão digital em empresas como Xe­ rox e Ricoh, assumiu em março a gerência na­cio­nal de vendas da Konica Minolta do Brasil. Segun­ do o executivo, sua meta, junta­ mente com a equipe da empre­ sa, é colocá-la na liderança de mercado no prazo de três anos. “A Konica Minolta é uma marca sinônimo de qualidade tecnoló­ gica, con­f ian­ça e inovação em todo o mundo. Nossa missão é clara: queremos que a empresa

International Paper de Três Lagoas treina profissionais da Índia

Dentro do objetivo de com­

partilhar os conhecimentos de operação, gestão e desempe­ nho, realizou-se na unidade da In­ter­na­tio­nal Paper em Três La­ goas (MS) o treinamento de pro­ fissionais da Andhra Pradesch Paper Mills, empresa in­dia­na à qual a IP se associou recente­ mente para a produção de pa­ pel naquela re­gião. A IP possui 75% das ações das fábricas de papel da Andhra, uma das prin­ cipais fabricantes do produto na re­gião, operando duas plan­ tas com uma capacidade pro­ dutiva de 250 mil toneladas de papel não revestido por ano. O fato de a fábrica brasileira operar com as tec­no­lo­gias mais

avançadas do mercado e pos­ suir uma linha de produção de pa­p éis cortados similar à que será instalada na unidade da Ín­ dia foi determinante para que o treinamento fosse feito em nos­ so país. Do grupo fizeram parte o gerente geral, gerentes e ou­ tros colaboradores da Andhra. “A vinda de profissionais de ou­ tro país, para compartilhar ex­ pe­riên­cias com as nossas opera­ ções em Três La­goas, nos deixa muito orgulhosos do que faze­ mos e mostra a excelência de nossas fábricas”, destaca o ge­ rente geral da In­ter­na­tio­nal Pa­ per na fábrica de Três La­goas, Marcelo Nale. www.internationalpaper.com.br

Toyo Ink Brasil mudou-se para Jundiaí

Como parte da expansão de

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ne­gó­cios no Brasil e no intuito de acompanhar a construção da 45ª fábrica da indústria japonesa na cidade de Jun­diaí, in­te­rior de São Paulo que ini­cia­rá suas ativi­ dades no início de 2014, a Toyo REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Ink Brasil transferiu seus es­cri­tó­ rios para aquela cidade e, desde 8 de abril, está atendendo no seguinte endereço: Av. José Alves de Oliveira, 4.300, Distrito Industrial, Jundiaí, SP, Tel. (11) 2338-​­9310 www.toyoink.com.br

amplie sua participação no mer­ cado na­cio­nal, rea­f ir­man­do e expandindo o prestígio de sua tecnologia de impressão en­ tre gráficas de diferentes por­ tes em todo o Brasil. Hoje, já somos líderes no mercado de aplicações light pro­duc­tion e de entrada. Agora, queremos che­ gar ao mesmo patamar nas apli­ cações de impressão de alta qualidade e alta produção”. www.konicaminolta.com.br

Kodak lança Prosper 5000 XLi com sistema inteligente de impressão E

m fevereiro foi anun­cia­do o lan­ çamento da Kodak Prosper 5000 XLi, dotada da tecnologia Intelli­ gent Print System (sistema inteli­ gente de impressão), cria­da para processar centenas de jobs e rea­li­ zar mensurações de qualidade de imagem e performance, detec­ tando va­ria­ções e fazendo ajus­ tes em tempo real, sem interrom­ per a impressão. Pode, assim, de modo contínuo, calcular dados de entrada dos trabalhos e asse­ gurar nível máximo de qualidade em escala in­dus­trial de impres­ são. Outra novidade do equipa­ mento é o uso de nanopartícu­ las de pigmentos de tinta, que oferecem qualidade, definição e alta durabilidade. A Prosper 5000 XLi também conta com inovações em seu sistema de transporte de mídia, que praticamente elimina

imperfeições de página causa­ das por rasura no papel. Sua pro­ dutividade estimada é de 200 metros por minuto (com ciclos de até 90 milhões de páginas A4 por mês) e a largura maxima de impressão chega a 62,23 cm. www.kodak.com.br


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Entrevista

Frederic Kachar, o novo presidente da Aner

O diretor-​­geral da Editora Globo assume o comando da Aner definindo-se como um “apaixonado por comunicação e muito otimista” e anuncia que um dos pilares do seu mandato na entidade será o resgate da relevância do mercado de revistas para o anunciante. Ada Caperuto

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mpossado como presidente do conse­ lho diretor da As­so­cia­ção Na­cio­nal de Editores de Revistas (Aner), em 6 de dezembro do ano passado, Frederic Kachar cumprirá o mandato relativo ao biê­nio 2013–2015. Ele assume o desafio de gerir uma entidade que atua em âmbito na­cio­nal. Fundada em 1986, com o objetivo de promover e defender os interesses do mercado de revistas, edi­to­r ial e co­mer­c ial, nos seus mais diversos segmentos, tanto em impressão como por mídia eletrônica, a Aner representa um mercado no qual são lan­ çados cerca de dois mil títulos por mês, dis­tri­buí­ dos em cerca de 30 mil pontos de vendas de todo o País. Em seu discurso na cerimônia de posse, Kachar comentou a gestão an­te­rior destacando as principais conquistas de Roberto Muy­laert à fren­ te da as­so­cia­ção: as campanhas cria­das para fo­ mentar a leitura de revistas, a rea­li­za­ção de even­ tos, a constante discussão das questões relativas ao mercado em Brasília (como dumping e vale-​ ­cultura) e a revisão do estatuto. O novo presiden­ te disse ser um misto de “privilégio e responsa­ bilidade” assumir a presidência neste momento de transformação da indústria. Afirmou ser um “apaixonado por comunicação e muito otimista”. Hoje, um dos principais temas debatidos na área é o conflito entre meio impresso e digital

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

— assunto central do VI Fórum Aner de Revis­ tas, rea­li­za­do em outubro último. No evento, que contou com palestras de alguns dos principais nomes da comunicação do Brasil e do mundo, fo­ ram ava­l ia­d as as ten­dên­cias e perspectivas para o segmento de revistas, dian­te do crescimento das plataformas eletrônicas de leitura. Alguns tí­ tulos importantes do segmento de revistas estão deixando de circular na versão impressa, como é o caso da semanal News­week, dos Estados Uni­ dos, no final do ano passado, e do jornal britâni­ co The Guar­dian, que deverá permanecer apenas com o con­teú­do online — o que também já ocor­ reu com diversas publicações brasileiras. O novo presidente da Aner comenta o assunto e tam­ bém a questão da publicidade em revistas, que enfrentam concorrência cada vez mais acirrada com a mídia eletrônica. Alguns títulos importantes do segmento de revistas estão deixando de circular na versão impressa, como a News­week. A centenária Rea­der’s Digest entrou em concordata, embora afirme que irá manter suas operações. A Time Warner está colocando sua área de publicações à venda. O senhor acredita que, fora do Brasil, o fim da revista impressa está próximo? Não acho que o fim da revista impressa esteja próximo. O fechamento faz parte de qualquer


para 25% na alíquota de importação para pa­péis do tipo cartão e couché revestido. Qual a expectativa da Aner em relação a esta alíquota, principalmente neste momento em que muitas publicações estão sendo encerradas por conta da concorrência com outras mí­dias? Por outro lado, aqui no Brasil não vimos ainda o en- O aumento desta alíquota recai basicamente so­ cerramento da versão impressa de títulos expres- bre os produtos importados com finalidade co­ sivos. Qual é a rea­li­da­de do mercado brasileiro no mer­cial, não afetando diretamente as editoras e segmento de revistas? publicações que fazem uso do O mercado brasileiro vive uma papel imune. O que pode ocor­ rea­li­da­de de transição, em que rer é o aumento do custo fi­ As revistas se precisamos adequar rapida­ nal do produto co­mer­cial. Isso desenvolveram com mente as propostas editoriais pode afetar os editores dada para as diversas formas e há­ a redução do valor disponível base na segmentação bitos de consumo. Isso tudo é para publicidade, ou seja, gas­ e hoje seguem sendo de­sa­f ia­dor, e vejo espaço para ta-se mais na produção dos fundamentais neste bons produtos que inovem e materiais comerciais da cam­ sentido. O que era um atinjam demandas reprimi­ panha e menos na veiculação. segmento há 20 anos das não atendidas por outras pode hoje ter divisões plataformas. Quais medidas a entidade deverá tomar para rever possídentro da própria Existe outro viés positivo, marveis pre­juí­zos ao mercado dian­te segmentação. cado pelo lançamento de diverdeste fato? sos novos títulos, em es­pe­c ial Se houver necessidade, bus­ no de revistas femininas. Qual o espaço que existe caremos os órgãos competentes, mostrando para o crescimento das publicações e que tipos de os impactos e pedindo a reversão da medida. público são hoje importantes nichos para o setor? Existe viés positivo para muitos outros segmen­ O senhor acredita que um aumento no preço do patos, não apenas para o de revistas femininas. Cada pel importado pode estimular o uso ilegal de papel vez mais vamos descobrindo lacunas não preen­ imune, como defende a Abigraf? chi­das. Sempre foi assim. As revistas se desenvol­ Acho que é uma hipótese a ser considerada. veram com base na segmentação e hoje seguem O combate ao desvio de finalidade de uso do pa­ sendo fundamentais neste sentido. O que era pel deve acontecer incessantemente pelo governo um segmento há 20 anos pode hoje ter divisões e pelas entidades envolvidas nesta cadeia, de for­ dentro da própria segmentação. ma séria e pragmática. Não creio que aumentar o imposto de importação seja uma medida eficaz De acordo com o mais recente estudo do Projeto In- para evitar o desvio de finalidade. ter-​­Meios, os investimentos em mídia cresceram 6,78% de janeiro a novembro de 2012, em relação Quais são os principais de­sa­f ios que se avizinham e ao mesmo pe­r ío­do do ano an­te­r ior. Entre os maio- quais as conquistas mais recentes da entidade? res re­cuos, estão as revistas, com –4,47%. Qual a Entre os de­sa­f ios, além da recuperação da rele­ relevância das revistas para os anun­cian­tes hoje? vância junto aos anun­c ian­tes, estamos traba­ Na Aner, acreditamos que a relevância das revis­ lhando para o fortalecimento das bancas e para a tas junto aos anun­cian­tes é su­pe­r ior aos dados expansão de nossa atua­ção em Brasília. Entre as apresentados. O Inter-​­Meios não reflete a capa­ conquistas já alcançadas, destaco a inclusão das cidade de contribuição das revistas para o cresci­ revistas no Vale-​­Cultura e o bom encaminhamen­ mento das marcas no País. Um dos pilares do meu to que temos dado à questão da desoneração da mandato na entidade é o resgate desta relevância folha de pagamento junto ao Congresso e ao Go­ verno Federal. O trabalho feito em conjunto com do mercado de revistas para o anun­cian­te. outras entidades sobre a questão da rotulagem do No final do ano passado, a Câmara do Comércio papel importado, ainda em andamento, também Ex­te­r ior (Camex) decidiu pelo aumento de 14% está perto de se tornar uma conquista. negócio, não é exclusividade desse mercado. Em tantos anos de história, a News­week nunca deu lucro, por exemplo. Encaro estes fechamentos como o de produtos que não acharam caminhos viáveis. Faz parte do mundo dos ne­gó­cios.

Aner – Biê­nio 2013–2015 Conselho Diretor Presidente: Frederic Kachar – Editora Globo 1º Vice Presidente: Fernando Costa – Editora Abril 2º Vice Presidente: Marcelo Salles Gomes – Editora Meio & Mensagem Diretor Tesoureiro: Roberto Araú­jo – Editora Europa Diretor Secretário: Alessandro Gerardi – Editora TRGD Conselheiro: Paulo Afonso – Editora Escala Diretor Conselheiro: Paulo Houch – Editora Online Diretor Conselheiro: Ernani Paciornik – GR1 Diretor Conselheiro: Caco Alzugaray – Editora Três Diretor Jurídico: Lourival Santos – Lourival J. Santos Advogados Diretora Executiva: Maria Célia Furtado

março /abril 2013 REVISTA ABIGR AF

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Inos Corradin


ARTE

Para o artista italiano, radicado no Brasil, pintar é extrair o que lhe vai na alma e, com emoção e qualidade, transmitir tudo isso na forma de arte escolhida para rir da vida. Texto: Ricardo Viveiros (ABCA)

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1 O Beijo, óleo sobre tela, 2011 2 Vaso Vermelho com Flores, óleo sobre tela, 2008 3 Marinha com Casas, óleo sobre tela, 2005 4 Figura, óleo sobre tela, década de 60 5 Casario, óleo sobre tela, 1970 6 Venezia, óleo sobre tela, 2010


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As cores da alegria de viver

7 Gato, óleo sobre tela, 2002 8 Paisagem Italiana, óleo sobre tela, (pintado na Itália aos 11 anos de idade)

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E

ra o final de 1929. Enquanto na Itália, após 59 anos de di­ver­gên­cias, a Igreja Católica e o Estado finalmente en­ten­d iam-se e surgia o Vaticano como país soberano, nos EUA a quebra da bolsa de Nova York sacudia a economia local e provocava crise na cafeicultura do Brasil. Não por mera coincidência, a arte vigorosa da pintora Geor­gia O’Kee­fe, plena de sen­sua­li­da­de e cores, sur­preen­d ia e encantava o mundo. Indiferentes a tudo isso, na modesta comuna de Vogogna, província de Verbano Cusio

Ossola, re­g ião de Pie­mon­te, norte da Itália, um mestre de obras e uma costureira, cumprindo o destino e sob a inspiração do amor, batizavam com o nome de Inos Corradin o filho recém-​ ­nascido. O menino foi cria­do, com sua única irmã, na piccola Castelbaldo, em Pádua, no Vêneto. Mais de oito décadas depois, seguem vivas no coração e na mente de Inos as imagens da infância, com suas formas, cores, nuan­ces, texturas. Afinal, como ele mesmo diz: “Você é parte de tudo o que viveu”. E as marcas de uma longa e produtiva existência estão presentes na obra desse artista de estilo único, como também foi O’Kee­fe. Do pai brasileiro, filho de imigrantes que voltou com cinco anos de idade para a Itália, e da mãe ita­l ia­na, Inos guardou o elevado sentido que têm o trabalho e a honestidade. E foi assim, com a saudade amarrotando suas roupas na maleta, que aos 20 anos rumou com a família para o Brasil. Inos sempre sonhou em ser um artista plástico. Desde crian­ça pintava a óleo sobre madeira e chegou a colaborar em um painel ho­me­na­gean­do os he­róis da resistência ita­lia­na, na sua Castelbaldo. Sobre artistas que o in­f luen­cia­ram, lembra as palavras de Picasso: “Em arte ninguém é órfão”. E não omite que Mo­d i­glia­ni marcou sua carreira. O novo mundo

Em 1950 Inos chega ao Brasil e vai viver em Jun­d iaí, in­te­r ior paulista. “Para quem saiu de uma cidade com 1.500 habitantes, Jun­d iaí era uma metrópole”. A boa educação do povo o conquistou. No ano seguinte, já na capital do Estado, integra o Ate­l ier Politone, na Vila Ma­r ia­ na. Seu primeiro trabalho vendido é “Mulata”, comprado por um “apaixonado pela arte”, como o artista define, e, por algum bom motivo, até hoje mantém em sigilo. Em 1952 participa de importantes salões em São Paulo e no Rio de Janeiro. No ano seguinte, vai para Salvador, Bahia, integrando-se ao movimento artístico local. Convive com os pintores Pancetti, Carybé, Mário Cravo, Rubens Valentin, Samson Flexor, Raymundo de Oliveira, Kaminagai, com o compositor Dorival Caymmi e o escritor Jorge Amado. De maneira poé­ti­ca, o romancista define o trabalho de Inos: “Sua pintura mistura infância e magia, entre luzes e sombras que nos envolvem e nos fazem sonhar”. O pe­r ío­do baiano do pintor é considerado um dos melhores momentos de toda a sua vida: “Estava com 24 anos, nunca havia visto 


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sua arte renasceu e se consolidou com uma clara in­f luên­cia tropical, disso não resta dúvida. Tal presença está no filtro que a geo­me­tria das formas, com a incidência da luz, nos permite emo­c io­nar nas cores vibrantes, muitas vezes inventadas com base no humor com que o artista mostra cada personagem.

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A vida é sonho

  9 A Bandinha, óleo sobre tela, 1980 10 Duas Figuras com Pipa, óleo sobre tela, 2011

uma praia, muito menos mulheres de maiô, a comida era saborosa e, ainda por cima, fiz minha primeira exposição na respeitada Galeria Oxumarê — o que alguém poderia querer ainda mais da vida?”. E o artista não esconde uma ponta de saudade na voz rouca, com teimoso sotaque ve­ne­zia­no. Há quem diga que, depois dessa passagem pela Bahia, Inos Corradin nasceu lá . . . Se é mentira, embora toda a possibilidade mística de ser verdade, não nos cabe afirmar, mas que 10

revista issn 010 3•572

gráfica • ano xxxv iii • mar ço/ab

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ril 2013 • nº 2 6 4

revista abigra f

264 março /abril

2013

arte & in dústria

Capa

Fabio, meu Gato Siberiano, óleo sobre tela, 2002

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INOS CORRADIN www.inoscorradin.com.br REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Inos, que também é cenógrafo e escultor, poderia ser um bom cartunista ou chargista. Seu traço é leve, inteligente e muito sen­sual. Provoca a interpretação e inquieta pela sua­v i­da­de e leveza, já que as formas são vigorosas, intensas como sua paixão pela vida. Cada obra traz, na essência, um sorriso de prazer. Há, nos seus diá­ lo­gos com o público, um jogo de claro e escuro, de questionamentos determinados a nos fazer sentir melhor a alma de todas as coisas. Inos, brincalhão que é, faz questão de intrigar ainda mais quem pretende “entender” sua arte, colocando em algum lugar das telas um passarinho ou uma bolinha, elementos compositivos que não excedem. Na bolinha estão as cores da sua Itália de nascimento e seu Brasil de opção. E há músicos, paisagens, meninas, naturezas-​­mortas, equilibristas, marinhas, noturnos, esportistas. Nos seus equilibristas, um olhar mais atento perceberá os políticos fazendo “artes”. O artista ilustrou livros; fez murais para pré­d ios públicos; tem obras em cabines e salões de um dos na­v ios da tra­d i­cio­nal Companhia Costa; seus quadros são vendidos, por marchands exclusivos, em vá­r ios paí­ses; foi tema do documentário cinematográfico Inos; há vá­r ios livros publicados sobre sua vida e obra; recebeu prê­mios aqui e no ex­te­r ior; e já soma mais de 200 exposições internacionais. Inos foi al­coó­l a­t ra, lutou muito e conseguiu vencer o vício. Não tem sequelas físicas ou emocionais e hoje bebe so­cial­men­te. O artista casou-se, em 1960, com Maria Helena Rolin Carmelo. O casal tem três filhos: Sergio, Sandro (também pintor) e Pao­la. O artista vive e trabalha em Jun­d iaí. Um dia Inos ganhou um quadro de Pancetti e o perdeu, em outro vendeu um quadro para Jânio Qua­d ros e não o entregou. Vendeu de novo a outra pessoa, mas acabou per­doa­do pelo político, que, anos mais tarde, ao começar a pintar, lhe propôs uma permuta de obras que nunca aconteceu. Aos 83 anos, Inos Corradin segue trabalhando e rindo. Porque la vita è bella!


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Eventos

ExpoPrint Digital e Fespa Brasil 2013 superam expectativas Recebendo um público qualificado, com um número superior a 13.000 visitantes, os eventos surpreenderam os expositores e até mesmo os organizadores. Tânia Galluzzi

28 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

“A

meta era atingirmos 10.000 visitantes únicos, mas devemos ultrapassá-​­la”, já pre­v iam Eduar­do Buck, diretor da ExpoPrint Digital, e Is­ mael Guar­nel­li, da organizadora APS Feiras, no início da noite de quinta-​­feira, 14 de março, segundo dia do evento. Ao final, depois de quatro dias, a feira, somada à Fespa Brasil 2013, atraiu para o Expo Center Norte, em São Paulo, 13.184 visitantes únicos, que puderam visitar 112 estandes, com equipamentos, insumos e sistemas de 231 marcas. Neil Felton, diretor de feiras da Fespa (Fe­ de­ra­tion of ­Screen and Digital Printers As­so­ cia­tion), mostrou-se satisfeito: “A Fespa Brasil está sendo um dos mais im­pres­sio­nan­tes lançamentos que a Fespa já realizou. Estou muito animado com o futuro da edição brasileira”. O executivo aproveitou para falar dos eventos que a entidade promoverá por aqui. “Em 2014 rea­li­za­

re­mos um evento no Brasil para pro­fis­sio­na­li­zar os impressores. Também faremos um road show percorrendo o País para mostrar o nosso engajamento com o mercado”. Die­ter Brandt, presidente da Afeigraf, promotora da ExpoPrint Digital, ressaltou o fato de a feira ter atraí­do, já em sua primeira edição, tomadores de decisão não somente de São Paulo, mas de todos os cantos do País. “Muitos ne­gó­cios foram rea­li­za­dos durante a ExpoPrint Digital. Esse é o motivo pelo qual a maioria dos expositores já confirmou presença para a edição de março de 2015”. Os expositores entrevistados compartilharam a ideia de que o evento surpreendeu. “O movimento ontem foi muito bom. Já estamos com uma máquina praticamente vendida”, afirmou Pammela Gouveia Rente, gerente de mar­ke­ting da Furnax, no meio da tarde de quinta-​­feira. O equipamento em questão foi o principal lançamento da empresa no evento,


a cortadeira automática de cartões AeroCut 4, que trabalha com formato de folha A3+ e matriz de até 25 cartões de visita. Ju Simões, gerente de operações da T&C, também se declarou contente com os resultados do primeiro dia. A procura por informações sobre a impressora jato de tinta S74, da Scodix, foi grande, sendo que, como a máquina ainda não chegou ao Brasil (deve estar operando no show­room da T&C em maio), a empresa trouxe para a feira exemplos do que o sistema pode fazer. A máquina aplica camadas de polímero sobre materiais impressos em offset e digital, crian­do vá­r ios efeitos de acabamento, incorporando à pós-​­impressão as vantagens da tecnologia digital. Para Osmar Barbosa e Ursi Castro, executivos da EFI Metrics, a combinação da ExpoPrint Digital com a Fespa Brasil foi positiva. A empresa divulgou a integração do sistema de gestão EFI Metrics com o servidor de impressão ­Fiery. Os esforços da EFI, que no ano passado adquiriu a Metrics, seguem no sentido de oferecer um fluxo de trabalho único, abrangendo todo o portfólio EFI nas diferentes etapas de um trabalho de impressão, desde a venda dos produtos pela internet, por meio de ferramentas web-to-​­print e crossmedia, passando pela gestão dos materiais e comunicação com os servidores ­Fiery, até a impressão final. Eduar­do Buck, que além de diretor da ExpoPrint Digital é gerente de vendas da Canon

Brasil, ressaltou a presença de visitantes de fora de São Paulo, sobretudo do Sul do País. “Muitos gráficos estão buscando soluções digitais, mas ainda não têm uma ideia exata do que fazer com elas. Conseguimos unir aqui um conjunto de fornecedores capaz de oferecer a eles tudo o que precisam para montar um projeto consistente e viá­vel”. As novidades da Canon foram as impressoras digitais iPF6450 e Océ Va­ rio­print DP Line. A primeira, até então exibida como protótipo, traz um espectrofotômetro incorporado para calibração e cria­ção de perfis de cor. A impressora laser P/B Va­r io­print DP Line,

29 março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF


voltada para o mercado edi­to­r ial, é o primeiro equipamento Océ totalmente integrado ao sistema de logística e suporte da Canon. Já para o segmento têxtil a Epson apresentou as novas impressoras SureColor Série F, as primeiras no mercado de sublimação em que todos os componentes (tinta, cabeça de impressão, impressora e sistema de distribuição de tinta) são fabricados por uma única empresa. Os modelos F6070, de 44 polegadas, e F7070, de 64 polegadas, atingem resolução de até 1.440 × 720 dpi. Para o segmento in­dus­trial, a Mimaki levou as novas impressoras jato de tinta com formato de mesa e cura UV LED modelos JFX500-2131 e UJF-6042. A primeira apresenta área de impressão de 2,10 × 3,10 m, resolução de até 1.800 dpi e seis cabeças de impressão com três configurações. Sua velocidade pode atingir até 60 m²/h.

30 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

A UJF-6042 tem área de impressão de 61 × 42 cm, espessura de impressão de até 15 cm, resolução de 1.800 dpi e pode operar com até sete cores. Ambas aceitam substratos como acrílico, placa de PVC, metal, policarbonato e canvas. Antes mesmo de a feira abrir suas portas, na manhã da quarta-​­feira a Heidelberg apresentou sua soluções aos jornalistas. A equipe da empresa ressaltou a integração offset/digital com as impressoras SX 52 4 cores (offset) e a Linoprint C 901 (digital). A Heidelberg aproveitou o evento para fazer o pré-​­lançamento do sistema de gestão Prinect Business Manager, que automaticamente analisa qual o melhor sistema de impressão de acordo com o tipo de trabalho. Outro nome tra­d i­c io­n al do universo offset que marcou presença foi a Fer­ros­taal, que atraiu atenções com a impressora digital da francesa MGI. “O objetivo principal da Fer­ros­ taal no evento era apresentar-se definitivamente como um novo e forte player no mercado de impressão digital. Esse objetivo foi plenamente atingido, com um número de visitantes com alto grau de interesse, gerando apresentações, reuniões e fechamentos de ne­gó­c ios que superaram nossas expectativas”, afirmou Elaine Almeida, gerente de mar­ke­ting. Com uma proposta de participação ins­ ti­t u­c io­nal, a IBF surpreendeu-se com a feira. “Achávamos que seria um evento mais restrito, porém recebemos clien­tes de todo o Brasil”, comentou Marcelo Chimelli, diretor co­mer­cial e de mar­ke­ting. A empresa aproveitou para divulgar sua nova linha de chapas Ecoplate-T, chapas térmicas negativas sem componentes químicos. Voltada para o segmento de jornais, a chapa está em fase de testes e deve ser lançada ofi­cial­men­te no segundo semestre deste ano. A Takelog, braço do Grupo Unimaster dedicado à logística aduaneira, foi ao evento objetivando o reforço da marca. “Recebemos visitas de clien­tes quem nem imaginávamos que te­ riam interesse em impressão digital. Valeu a pena estar nesta feira”, afirmou o diretor Marcelo Benvenutti.


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ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Resultados da indústria gráfica brasileira em 2012 Desempenho geral

No ano de 2012 a economia brasileira teve um desempenho pífio, crecendo um decepcionante 0,9% no PIB, índice inferior aos países emergentes e abaixo de praticamente todas as nações sul‑americanas. A indústria gráfica nacional não ficou atrás. Fechou o ano com 4,9% negativos, pior que a indústria de transformação, que caiu 2,7%.

De acordo com números do levantamento rea­li­ za­do pelo Departamento de Estudos Econômi­ cos da Abigraf Na­cio­nal, o setor gráfico brasi­ leiro encerrou 2012 com 20.527 mil empresas ativas, empregando cerca de 222 mil pes­soas. Quan­to à produção, segundo o IBGE, houve re­ cuo de 4,9% no segmento Edição, Impressão e Reprodução de Gravações em 2012 em relação a 2011, mostrando que a indústria gráfica brasi­ leira passou por um ajuste bastante severo, prin­ cipalmente ao longo do segundo semestre de 2012. Os investimentos do setor também regis­ traram sensível queda, como indicado pelo re­ cuo de 14% na importação de máquinas e equi­ pamentos pelo setor, totalizando US$ 1,2 bilhão contra US$ 1,4 bilhão em 2011. Em relação ao comércio ex­te­r ior de produtos gráficos, as ex­ portações totalizaram US$ 298,16 milhões e as importações, US$ 536,85 milhões. O saldo da balança co­mer­cial representou déficit da ordem de US$ 238,61 milhões. Produção

A indústria gráfica enfrentou condições adver­ sas em 2012, principalmente ao longo do segun­ do semestre. Enquanto no primeiro semestre a

produção do segmento Edição, Impressão e Re­ produção de Gravações ficou relativamente es­ tável em relação ao mesmo pe­r ío­do de 2011, no segundo semestre houve queda de 8,3% na mesma comparação, segundo o IBGE. A queda acumulada no ano foi de 4,9%, contra retração de 2,7% na indústria de transformação. Em ou­ tras palavras, a indústria gráfica perdeu espaço relativo ao exibir queda mais pro­nun­cia­da que a média da indústria. Esse resultado chega a ser sur­preen­den­te ten­ do em vista a natureza dos produtos da indústria gráfica, que são bens de menor valor agregado e não su­pér­f luos, o que significa que a demanda é menos sensível ao ciclo econômico ou menos elástica, utilizando o jargão dos economistas. Em princípio, o desempenho da indústria gráfica deveria ser menos volátil em comparação à me­ dia da indústria, o que vinha sendo observado nos últimos anos, mas não se repetiu em 2012. Dentre os segmentos que compõem a indús­ tria gráfica, destaca-se o de Embalagens de Papel e Papelão, cuja produção teve queda modesta de 1,2% em 2012. Por trás desse desempenho me­ nos desfavorável há um comportamento relati­ vamente benigno, de estabilidade, da produção de bens de consumo semi e não duráveis, que é

NÚMEROS DO SETOR GRÁFICO BRASILEIRO 2010

N-º estabelecimentos (Rais)

20.007

20.007

20.527

220.796

222.382

221.831

Funcionário / Estabelecimento

11,04

11,09

10,83

Investimentos realizados (importação de máquinas e equipamentos gráficos) (US$ Bi FOB)

$ 1.4

$ 1.4

$ 1.2

– $ 160.64

– $ 294.51

– $ 238.69

Exportação (US$ Mi FOB)

$ 248.97

$ 269.32

$ 298.16

Importação (US$ Mi FOB)

$ 409.61

$ 563.83

$ 536.85

Fonte: MTE/Rais e MDIC Elaboração: Decon/Abigraf

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

2012

N -º funcionários (Rais)

Balança Comercial (US$ Mi FOB)

32

2011


PRODUÇÃO INDUSTRIAL

importante clien­te do segmento de embalagens. Desta forma, pode-se afirmar que a retração sig­ nificativa da indústria gráfica não foi motivada pela produção de embalagens, que teve compor­ tamento, grosso modo, compatível com o da pro­ dução de bens de consumo semi e não duráveis. Cabe, então, investigarmos a razão do re­ cuo da impressão de produtos editoriais e co­ merciais e de papelaria, que são bens finais

Variação anual

Edição, Impressão e Reprodução de Gravações

Embalagens de Papel e Papelão

Indústria de Transformação

4T12

– 4,4%

– 2,5%

– 0,4%

2012

– 4,9%

– 1,2%

– 2,7%

2013 (p)

– 2,4%

1,7%

3,0%

p – Abigraf para projeção de “Edição, Impressão e Reprodução” e “Embalagens de Papel e Papelão”; Boletim Focus-BC para “Indústria de Transformação” Fonte: PIM-PF/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf

EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL 120 115 110 105 100 95

ago.12

dez.12

abr.12

dez.11

ago.11

abr.11

dez.10

abr.10

ago.10

dez.09

ago.09

abr.09

dez.08

ago.08

abr.08

dez.07

ago.07

abr.07

Edição, Impressão e Reprodução de Gravações 

nov.12

dez.06

abr.06

ago.06

dez.05

ago.05

abr.05

dez.04

ago.04

abr.04

dez.03

Bens de consumo semi e não duráveis 

set.12

ago.03

abr.03

dez.02

90

Embalagens de Papel e Papelão

Fonte: PIM-PF/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf.

EMPREGO DA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA 7 6 5 4 3 2 1 0 – 1

■ ■

jul.12

mai.12

mar.12

jan.12

nov.11

set.11

jul.11

mai.11

mar.11

jan.11

nov.10

set.10

jul.10

mai.10

mar.10

jan.10

nov.09

set.09

jul.09

mai.09

mar.09

jan.09

nov.08

set.08

jul.08

mai.08

mar.08

jan.08

– 2

mês/mês anterior  Variação mensal do emprego, pela média dos últimos 12 meses/12 meses ano anterior (%)

Fonte: Caged/MTE. Elaboração: Decon/Abigraf

33 março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF


BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA X TAXA MÉDIA DO CÂMBIO – 2009/2012 600

2,10

500 2,00

400 US$ Milhões

300

1,90

100

R$ / US$

200 1,80

0

2009

– 100

2010

2011

2012

produzidos pela indústria gráfica. Não há dados disponíveis de produção, mas po­ demos concluir pelo seu peso na indústria gráfica que houve queda em torno de 6% em 2012. Além de tendência natural de en­ colhimento de alguns segmentos pela subs­ tituição de produtos gráficos por digitais, vale discutir as variáveis conjunturais que afetaram o setor, principalmente ao longo do segundo semestre. Um importante candidato é o ajuste de estoques. A sondagem da Confedera­ ção Na­cio­nal da Indústria (CNI) indica que houve importante redução de estoques na indústria gráfica, principalmente ao longo do segundo semestre. O índice de estoque efetivo/planejado caiu 2,4% no segundo se­ mestre na comparação ­anual, contra que­ da de apenas 0,5% na indústria de trans­ formação. Ou seja, o ajuste de estoques foi mais intenso na indústria gráfica. O aumento do custo de produção tam­ bém pode ter sido uma va­r iá­vel-​­c have a desestimular a produção. Os preços dos insumos relevantes para a indústria grá­ fica tiveram aumento acumulado de mais de 6% no ano passado, segundo o IPA-FGV, im­pul­sio­na­do provavelmente pelo ajuste da taxa de câmbio (17% em média em 2012)

1,70

– 200

1,60

– 300 – 400

1,50 ■

Exportação 

Importação 

Saldo comercial 

Taxa de câmbio

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

PARTICIPAÇÃO DOS SEGMENTOS GRÁFICOS NAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS – 2012 70% 60% 50%

23,7%

21,2%

40% 30%

35,4%

Exportação 

is na io oc

ito

ria Pr om

Ed

ár ul Fo

5,3%

is

s

9,9%

io

ai sc Fi

7,8%

0,4% 0,4%

s

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s no er ad C

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0%

1,0% 1,7%

7,0% 2,1%

rm

0,1% 0,1%

10,0%

ue

10%

36,3%

35,4%

iq

1,6%

Et

20%

Importação

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

DESTINO E ORIGEM DOS PRODUTOS GRÁFICOS EM 2012 – EM PERCENTUAL (%) Exportações

Importações Argentina 15%

Outros 19%

Outros 28% Venezuela 13%

34

Itália 3% França 4% Reino Unido 5%

Paraguai 4% Colômbia 5%

China 25%

Estados Unidos 11% Chile 5%

Peru 6%

México 6%

Fonte: MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Uruguai 7%

Estados Unidos 15%

Hong Kong 6% Espanha 6%

Alemanha 8%

Suíça 9%


Entenda porque os melhores do Mundo imprimem com as nossas blanquetas! e pelo aumento do imposto de importação de alguns tipos de papel em setembro. E o custo da mão de obra in­dus­trial subiu em média 5,6% em termos reais. Outra possibilidade é o aumento das im­ portações. Neste caso, o impacto seria loca­ lizado em impressos comerciais (promocio­ nais e for­mu­lá­r ios), que tiveram aumento médio de 6% no volume importado e 12% no valor, quando se esperava queda por con­ ta da de­pre­cia­ção cam­bial, que por sua vez gerou contração de 5% no valor importado de produtos gráficos. Vale citar que a de­pre­ cia­ção cam­bial não impediu o avanço do coe­ fi­cien­te de importações no segmento de Im­ pressão e Reprodução, que atingiu 4,1% em 2012, ante 3,5% em 2011, segundo a CNI. E as perspectivas para 2013? Assumin­ do que o ciclo de ajuste de estoques comple­ tou-se, abre-se espaço para resultados mais favoráveis da produção em 2013. Para o seg­ mento de embalagens de papel e papelão, es­ timamos crescimento de 1,7%. No entan­ to, para a indústria gráfica como um todo, projetamos resultado ainda no vermelho, apenas ate­nuan­do a queda do ano passado: recuo de 2,4%. O motivo para isso é a ten­ dência à desaceleração do crescimento da massa sa­la­r ial real, que aumentou 6,2% e deverá crescer 4,3%, pela nossa estimativa. Emprego

Segundo os dados do Caged – Cadastro Ge­ ral de Empregados e Desempregados do Mi­ nistério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2012 a indústria gráfica brasileira fechou o ano com menos 551 postos de trabalho. Em 2011 o saldo havia sido de 1.141 no­ vos postos de trabalho. Esse é mais um re­ flexo do difícil momento do setor. No en­ tanto, o ajuste foi modesto frente à queda da produção. Mesmo tendo feito um ajus­ te no emprego, os indicadores de produti­ vidade ainda se mantiveram no vermelho, o que sugere que o fechamento de postos poderia ter sido mais severo. Comércio exterior

De acordo com dados da Secretária de Co­ mércio Ex­te­r ior, do Ministério do Desen­

volvimento, Indústria e Comércio Ex­te­r ior (Secex/MDIC), no ano de 2012 as exporta­ ções brasileiras de produtos gráficos atin­ giram US$ 298,16 milhões, representando aumento de 11% comparado com o mesmo pe­río­do do ano an­te­rior. Já nas importações, houve um recuo de 5% em relação ao ano de 2011, totalizando US$ 536,85 milhões. A queda das importações não foi su­f i­ cien­te pra reverter a tendência de aumento do coe­f i­cien­te de importações. Segundo a CNI, o setor de Impressão e Reprodução re­ gistrou aumento de 17% no coe­f i­cien­te de importações, subindo para 4,1% em 2012, ante 3,5% em 2011. Entre os US$ 536,85 milhões em im­ portações de produtos gráficos em 2012, destacaram-se os seguintes segmen­ tos gráficos: Edi­to­r ial (livros e revistas), que correspondeu a 35,4% do total, ou US$ 190,26 milhões; Embalagens Impres­ sas, que importou US$ 127 milhões, repre­ sentando 23,7%; e Cartões Impressos, que registrou 21,2% do total importado pela indústria gráfica na­c io­n al, com o mon­ tante de US$ 113,58 milhões. As impor­ tações destes segmentos va­r ia­r am, res­ pectivamente, –3,9%, –4,8% e –13,8% em relação ao ano de 2011. Do volume exportado em 2012, os seg­ mentos que mais con­tri­buí­ram para a pau­ ta do setor foram: Embalagens Impressas, que vendeu para o ex­te­r ior US$ 108,38 mi­ lhões, ou 36,3% do total exportado de produtos gráficos; Cartões Impressos (US$ 105,4 milhões, 35,4%); e o segmento de Cadernos (US$ 29,825 milhões, 10%). Neste mesmo pe­r ío­d o, as exportações dos segmentos de Embalagens, Cartões Impressos e Cadernos cresceram, respec­ tivamente, 7,3%, 24,1% e 19,9% sobre o acumulado do ano passado. Em decorrência do exposto, a balan­ ça co­mer­c ial da indústria gráfica apre­ sentou em 2012 saldo deficitário em US$ 238,69 milhões nos onze meses de 2012. Este saldo, comparado com o mesmo pe­r ío­do do ano an­te­r ior (US$ 294,51 mi­ lhões), representa queda de 19% no déficit da balança co­mer­cial do setor.

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35


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9


ECONOMIA Texto: Ada Caperuto Colaborou: Juliana Tavares

As riquezas do Vale A Região Administrativa de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, forma um quadrilátero de forte potencial produtivo, que responde por 6,7% do PIB estadual e em que se destaca a indústria aeroespacial.

A

38

Re­g ião Administrativa de São José dos Campos destaca-se na dimensão riqueza: é a terceira do Estado, de acordo com o IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade So­cial), da Fundação Sea­de. Si­tua­da no leste do Estado, a RA ocupa área de aproximadamente 6,5% do território de São Paulo, incluindo o Vale do Pa­raí­ba e o litoral norte. Seus 39 mu­n i­c í­pios estão agrupados em cinco re­g iões de governo: São José dos Campos, Taubaté, Caraguatatuba, Guaratinguetá e Cruzeiro. Em 2004, segundo a Fundação Sea­de, a população total era de 2,1 milhões de habitantes, o equivalente a 5,5% do total es­ta­dual. A produção in­dus­trial é altamente desenvolvida e diversificada, destacando-se em âmbito na­cio­nal a cidade de São José dos Campos, importante polo produtivo ae­ro­n áu­t i­co e ae­roes­pa­c ial, com mais de 40 empresas e instituições tecnológicas. A participação re­g io­nal no PIB es­ta­dual é bem significativa: 6,7% do total (Sea­de e IBGE/2003). Os serviços, a indústria e a agro­pe­cuá­r ia participam da economia da re­gião com, respectivamente, 35,2%, 63,2% e 1,5%. Pelos dados de 2003, a indústria respondia por 8,6% do valor adi­c io­n a­do REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

(VA) do setor no Estado, enquanto que os serviços representavam 4,3%. No dia 9 de janeiro de 2012, o governo do Estado de São Paulo sancionou a Lei Complementar n º‒ 1.166, crian­do a Re­g ião Metropolitana do Vale do Pa­raí­ba e Litoral Norte, integrada pelo mesmo número de mu­ni­cí­pios da RA (veja quadro na página seguinte). Com isso, a administração es­ta­ dual deu um importante passo no processo de organização do território paulista, para permitir a gestão compartilhada dos mu­ni­cí­pios que integram as quatro re­g iões metropolitanas ins­ti­tu­cio­na­li­za­das — São Paulo, Campinas, Baixada Santista e, agora, a RM Vale e Litoral Norte. Indústria gráfica na região

De acordo com os dados do Departamento de Estudos Econômicos (Decon) da Abigraf, estão em atividade na RA de São José dos Campos 157 in­dús­trias gráficas, que empregam, juntas, um número superior a 1.700 fun­cio­ná­r ios. Uma delas é a Gráfica Copcentro, de São José dos Campos, fundada há quatro anos, que trabalha no segmento pro­mo­cio­nal, com os processo digital e offset. Mais antiga, com 25 anos de atividades, a J. Padua Gráfica, de Gua­ra­ re­ma, produz impressos para os segmentos ins­ti­tu­cio­nal, co­mer­cial e o pro­mo­cio­nal. Para ambas, a prosperidade econômica da RA não vem se refletindo na demanda por serviços gráficos: o ano de 2012 foi considerado como um ano de fraca produtividade por estas e grande parte das empresas consultadas pela reportagem. “O movimento ficou abaixo do planejado no último

ano, ainda que tenha mantido a média de 2010 e 2011”, declara Carlos Eduar­do Padua, diretor da J. Padua. A si­t ua­ç ão foi diferente na Tamoio Boas Impressões, de São José dos Campos, que atua há 17 anos no mercado, no segmento de impressos fiscais, cadernos, entre outros itens. De acordo com o diretor co­mer­cial Mi­chael Douglas Coe­l ho de Araujo, a demanda aumentou em 15%, graças à entrada da empresa em novos nichos e à renovação da equipe de vendas. “Foi um pouco melhor, porém com muita flu­ tua­ção mês a mês, dificultando a programação de equipamentos e mão de obra. O mercado da re­g ião como um todo está sentindo o impacto das mí­d ias eletrônicas. Além disso, percebe-se que as tiragens vêm sendo reduzidas ano após ano, principalmente no mercado pro­mo­cio­nal”, resume Aloisio Mello, sócio-​­pro­prie­tá­r io da Ta­chion Gráfica e Editora, de São José dos Campos, e 1º‒ vice-​­presidente da Sec­cio­nal Abigraf Vale do Pa­raí­ba. Na re­g ião, os problemas enfrentados pelos industriais gráficos não são diferentes do restante do País: falta qualificação pro­f is­sio­nal e sobram tributos, guerra de preços e até mesmo dificuldade de acesso a matéria-​­prima. Exatamente todos esses entraves são apontados como fatores de amea­ ça à saú­de da Gráfica São Benedito Pindamonhangaba, instalada no município há 12 anos, de acordo com o diretor Sérgio Antonio Mon­real. “Nosso maior conflito é a concorrência des­leal”, afirma Luiz Augusto Monteiro, diretor administrativo da Gráfica e Editora Mon­teart, que fun­cio­na há 18


OS 39 MUNICÍPIOS DA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Município

Aparecida Arapeí Areias

População 2010

35.007 2.493 3.696

Bananal

10.223

Caçapava

84.752

Cachoeira Paulista

30.091

Campos do Jordão

47.789

Canas Caraguatatuba Cruzeiro Cunha Guaratinguetá Igaratá

Estabelecimentos gráficos na região administrativa de São José dos Campos Município

4.385

2011

6

Aparecida

249

77.039

Caçapava

6

Caçapava

30

21.866

Cachoeira Paulista

1

Cachoeira Paulista

112.072

Campos do Jordão

3

Canas

1

Caraguatatuba

6

Cruzeiro

6

8.831 28.196 211.214

Jambeiro

5.349

Guaratinguetá

6

Lagoinha

4.841

Ilhabela

2

Lavrinhas

6.590

Jacareí

4

82.537

Lorena

7

Monteiro Lobato

4.120

Pindamonhangaba

Natividade da Serra

6.678

Piquete

Pindamonhangaba Piquete

17.388 146.995 14.107

São José dos Campos São Sebastião Taubaté

11 1 63 2 28

Campos do Jordão Caraguatatuba Cruzeiro Guaratinguetá

Jacareí

15

Lorena

26

Pindamonhangaba

55

Piquete

1

São José dos Campos São Sebastião Taubaté

1

Queluz

11.309

Ubatuba

3

Ubatuba

Roseira Santa Branca Santo Antônio do Pinhal São Bento do Sapucaí São José do Barreiro

9.599 13.763 6.486 10.468 4.077

São José dos Campos

629.921

São Luís do Paraitinga

10.397

São Sebastião

73.942

Silveiras

5.792

Taubaté

278.686

Tremembé

40.984

Ubatuba

78.801

Fonte: IBGE/Seade (Emplasa)

488 26 758

Tremembé

157

37 7

19.397

Total

8 37

Ilhabela

Potim

3.873

2

7

Tremembé

Redenção da Serra

2011

Aparecida

Jacareí

Paraibuna

Município

100.840

Ilhabela

Lorena

Funcionários gráficos na região administrativa de São José dos Campos

Total

18 10 1.774

Fonte: MTE/Rais Elaboração: Decon – Abigraf

Fonte: MTE/Rais Elaboração: Decon – Abigraf

anos em São José dos Campos, produzindo materiais para o segmento edi­to­r ial. “A concorrência faz parte do negócio, porém o mercado gráfico da re­g ião ainda se pauta pela disputa de preços, oferecendo valores mais baixos que os concorrentes, muitas vezes sem levar em conta os pró­ prios custos”, opina o pro­prie­tá­r io da Ta­ chion, empresa com 20 anos de tradição, que atua como editora e gráfica e, atual­ men­te, trabalha com a impressão digital de ma­te­r ial pro­mo­cio­nal e livros. Em sua visão como líder classista, ele avalia que a

redução das tiragens e a eliminação de diversos tipos de impressos, que foram subs­ ti­tuí­dos por alternativas eletrônicas, muitas vezes faz com que o empresário seja pres­sio­n a­do a entrar em mercados para os quais não tem capacitação, gerando um círculo vi­c io­so de pre­juí­zos e perdas de trabalhos. Para Aloí­sio Mello, “o Vale do Pa­raí­ba sofre também com a proximidade dos mu­ni­cí­pios da Grande São Paulo, com parque gráfico muito mais vigoroso, e também com a pressão de clien­tes por redução de preços”. março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

39


Apesar da morna movimentação de mercado para alguns e dos percalços do caminho para todos, um número considerável de empresas fez atua­li­za­ções tecnológicas nos parques gráficos no ano passado. Quem não o fez, tem ao menos um planejamento para implementar me­l ho­r ias nos próximos meses, como a Mon­teart, de São José dos Campos. Na mesma cidade, a Copcentro está entre as in­dús­trias que aplicaram recursos em 2012. “Investimos nos últimos meses e con­ti­nua­re­mos neste ano”, declara Bruno Marangoni de Andrade. A J. Padua adquiriu uma impressora digital e está apostando no mercado de impressão híbrida. “Planejamos para breve investimentos na área de acabamentos especiais”, anuncia Carlos Eduar­do Padua. Também a Tamoio Boas Impressões vem aplicando um respeitável volume de recursos na modernização

do parque in­dus­trial desde o ano passado e deve con­ti­nuar neste, de acordo com Mi­ chael Douglas. “Adquirimos uma nova impressora digital e em equipamentos de acabamento e encadernação, de maneira que temos capacidade instalada para dobrar a produção de 2012. Estamos investindo atual­men­te no setor co­mer­cial para alavancar as vendas e ­atuar em nichos mais lucrativos do mercado”, afirma Aloí­sio Mello. Mesmo com os recursos aplicados em me­l ho­r ias, a maioria dos industriais não nutre expectativas auspiciosas em relação aos índices de faturamento neste ano. O baixo crescimento do setor gráfico não inspira rea­ções mais animadas e todos eles seguem esperando por reduções na carga tributária. Há, no entanto, quem pense diferente, como Mi­c hael Douglas, da Tamoio Boas Impressões, que prospecta

crescimento na casa de 20%, e há quem aposte que o dia de baixar impostos não tarda a chegar. “As minhas expectativas sempre são positivas e para 2013 não será diferente, con­ti­nua­mos aguardando as desonerações tão divulgadas pelo governo e a queda dos juros, principalmente, para investimentos no setor gráfico”, afirma Carlos Eduar­do Padua, da J. Padua. “Em 2013 o mercado deve mostrar um pequeno crescimento em relação a 2012, mas as incertezas econômicas e o fraco crescimento da economia não dão margem a muito otimismo. O final do ano e o início de 2014 devem trazer um maior crescimento, provocado pela proximidade da Copa do Mundo que sempre vem acompanhada de muitas ações promocionais e com consequente reflexo no mercado gráfico”, prevê o empresário Aloí­sio Mello.

Gráficas filiadas à Seccional Vale do Paraíba da Abigraf Regional São Paulo Cont Vale Comércio de Importação Gráficas Ltda Felipe dos Anjos Ferrreira Av. Oswaldo Aranha, 505 12081-800  Taubaté  SP Fone: (12) 3631-3653 felipe@contvale.com.br Gráfica Comercial Ltda Edilson Biondi Pereira Rua das Angélicas, 190 12224-260  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3921-7530 contato@graficacomercial.com.br Resolução Gráfica Ltda Me José Helio do Nascimento Rua Batista Sansoni, 360 12043-500  Taubaté  SP Fone: (12) 2125-1700 resolucao@resolucaografica.com.br

40

Editora Papel Brasil Ltda Me José Helio Nascimento Jr Rua Barão da Pedra Negra, 365, sala 81 12020-220  Taubaté  SP Fone: (12) 3622-1020 helio@papelbrasil.com.br

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Jac Gráfica e Editora Ltda José Cristóvão R. Cursino Rua São Paulo, 217 12209-430  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3928-1555 biro@jaceditora.com.br New Artes Gráficas Editora Ltda Vicente Paula Freitas Rua Moxotó, 486 12238-320  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3934-1313 newvicente@uol.com.br Gráfica Copcentro Ltda Bruno Marangoni de Andrade Rua Suiça, 165 12231-190  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3923-8955 compras@copcentro.com.br Gráfica São Benedito Pindamonhangaba Ltda Sérgio Antonio Monreal Av. Albuquerque Lins, 157 12410-030  Pindamonhangaba  SP Fone: (12) 3642-8416 graf-ed-sb@uol.com.br

Tachion Gráfica e Editora Ltda Aloisio Mello Rua Santa Clara, 552 12243-630  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3922-3374 aloisio@tachion.com.br J. Padua Gráfica Ltda Carlos Eduardo Padua Rua Dr. Pedro de Toledo, 283 08900-000  Guararema  SP Fone: (11) 4693-2112 jpadua@jpadua.com.br Gráfica e Editora Monteart Ltda Me Luiz Augusto Monteiro Rua Bahia, 68 12216-400  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3922-7158 monteart@monteart.com.br Tamoio Boas Impressões Importação e Exportação Ltda Michael Douglas Coelho de Araujo 2ª Travessa do Bom Retiro, 360, Caixa Postal 7003 12220-970  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3907-3000 michael@tamoionet.com.br

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA Regional São Paulo SECCIONAL Vale do Paraíba Rua Santa Clara, 552 12243-630  São José dos Campos  SP Fone: (12) 3922-4048 aloisio@tachion.com.br 1º Vice-Presidente Seccional: Aloisio Mello


GESTÃO

A dificuldade de assumir riscos e mudar o negócio... mas mudar para o quê?

Hamilton Terni Costa

E

m artigo an­t e­r ior nesta revista ressaltei, entre os focos para 2013, a questão da ousadia: a busca de novos mercados, novos produtos ou formas de venda, nova organização e modelos de negócio. Enfim, o sentido de incorporar inovação como prática corrente. Buscar algo novo que fuja dos moldes tradicionais ou que gradativamente fuja do lugar comum, no sentido de a gráfica deixar de ser uma mera reprodutora de

originais para dar passos além, interagindo com as novas e crescentes necessidades dos clien­tes de se comunicarem melhor, serem mais efi­cien­tes, di­mi­nuí­rem custos e encantarem seus clien­tes finais. Para tanto, a gráfica deveria começar a pensar em deixar de ser somente gráfica — o que por si já choca muitos puristas — e gra­dual­men­te incorporar novas capacitações que hoje, em tese, não se­r iam afeitas ao negócio: ferramentas de mar­ke­ting,

De gráfica a gestor de conteúdo

De gráfica a fornecedor de serviços de marketing Base de dados, análise, crossmedia, conteúdo por mídia

Gestão e disponibilização de conteúdos

Marketing

Consumidores

Conteúdo

Produtivo

Acesso e facilidade de uso, cocriação de valor

De gráfica a facilitador de criação de bens pessoais

Projetos: materiais, design e novas funcionalidades

Documentação Gestão de documentos e processos críticos

De gráfica a fornecedor de serviços de gestão

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De gráfica a fornecedor de soluções. Fonte: ANconsulting

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

De gráfica a fornecedor de projetos


Venha para a

cria­ção, TI em diferentes níveis (de aplicação e adequação de soft­wares a programação e desenvolvimento de aplicativos), logística avançada, novas mí­d ias digitais e por aí vai, até onde a cria­ti­v i­da­de e a resposta às necessidades dos clien­tes exigir. Não posso dizer que vá­r ias gráficas já não estejam nesse caminho, mas ainda são minoria, poucas aqui no Brasil. Enfim, por que tocar novamente nesse ponto se vá­r ias empresas gráficas estão bem, obrigado? Porque muitas não estão e muitas outras sentem uma insegurança em relação ao mercado, pois 2012 já não foi um bom ano, 2013 teima em ainda não começar e, mais do que isso: algo está incomodando. De um lado pela questão conjuntural, claro, pelo ritmo menor da economia, mas, de outro, por fatores estruturais que a gráfica não consegue muitas vezes medir, ou seja, a am­plia­ção da digitalização dos processos nos clien­tes e o aumento da comunicação digital, ambos fortes substituidores de ma­te­r ial impresso. O quanto as empresas estão deixando de imprimir por esses fatores estruturais? Não temos ainda uma medição exata no Brasil, mas é um processo natural e inevitável. O que está longe de significar que o impresso vai morrer e toda aquela ladainha que já estamos acostumados a ouvir, mas implica que viver no modelo tra­d i­c io­n al gráfico de buscar demanda ou ser demandado não será uma garantia de sobrevivência. Ou já não o é em muitos casos. A lógica começa a se alterar no sentido de que temos de gerar demanda nos clien­tes e, para isso, conhecê-​­los mais, o que implica trafegar no seu in­te­r ior e conhecer e vender para a diretoria, os que tomam decisões. Incorporar soluções multicanais ou multimeios, em que a oferta da impressão interage com os meios digitais, e induzir percepções como verdadeiros parceiros desses clien­tes. Mas isso implica mudar, assumir riscos, correr o risco de não dar certo. Outro dia convidei o Rodrigo Abreu, hoje dono da franquia da Alphagraphics no Brasil e um inovador por excelência, a dar seu depoimento de carreira e de evolução de ne­gó­c ios para nossos alunos na

pós-​­gradução em Gestão na Faculdade Senai. Entre muitas outras coisas ele relatou esse sentido de gerar demanda nos clien­ tes e citou os cases que desenvolveu com a AgDirect para a Goo­gle, Microsoft e Map­ fre, entre outros clien­tes. Dizia ele: “Vocês acham que essas empresas vie­ram nos procurar para perguntar por essas soluções que envolvem diferentes mí­d ias? Não, elas nem sequer sa­biam que as soluções propostas po­d iam ser cria­d as. Nós é que fomos até eles para entender o que necessitavam para aumentar os pontos de contato com seus clien­tes, gerar ­leads ou aumentar vendas. Nossas soluções os encantaram por atingir o que buscavam”. Para ele, correr riscos é parte do seu processo de inovação ao qual ele dedica 20% do seu tempo de trabalho, buscando novos produtos, novas aplicações, novos soft­wares ou mesmo investigando empresas start-up para investir. Ele sabe que poderá acertar um em dez, mas entende que é esse processo que manterá sua empresa viva. É crescente no grupo o per­cen­tual de faturamento advindo de produtos cria­dos há menos de dois anos e ele pretende fazer que esse per­cen­tual cresça. O exemplo do Rodrigo é extremamente válido para o setor. Primeiro, ele tem um foco estratégico claro. Ele entende que o seu grupo — em pleno crescimento — será cada vez mais um prestador de serviços, de soluções de comunicação e de mar­ke­ting para seus clien­tes, e ainda que a base seja de comunicação impressa, ele não será limitado a isso. Mantém, portanto, o seu negócio básico, mas o amplia estrategicamente. Com essa estrada pela frente ele pavimenta esse caminho com ações constantes e planejadas, crian­do a visão no seu pes­soal direto e em todos os seus fran­quea­dos, procurando estimular a inovação e o medo do risco. O medo de assumir riscos estratégicos limita as empresas gráficas. É claro que digo isso já com uma boa bagagem como consultor, mas também ba­sea­do na minha vida pro­f is­sio­nal, passada em boa parte na linha de frente de diferentes empresas onde buscar alternativas significava se manter vivo no mercado. Mudar é difícil e

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Ma

Conteú

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Co n s u m

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trabalhoso, mas não mudar, hoje em dia, pode significar morrer, o que me disse há pouco tempo um gráfico de uma empresa bem tra­d i­c io­nal cujo auge foi anos atrás: “Antes eu me escondia dos clien­tes por não ter como atendê-​­los por limite de produção; hoje já não sei onde encontrá-​­los . . .”. Que­ro dizer que o tempo não avisa, as mudanças ocorrem dia­r ia­men­te e, quando menos percebemos, estamos como a velha história da adaptação da rã na panela que gra­dual­men­te esquenta; como a rã se adapta a cada aumento da temperatura e não salta da panela . . . Pois bem, falei em foco estratégico e em horizonte de tempo. Para melhor exemplificar isso àqueles que buscam alternativas para suas empresas procuro colocar primeiro os diferentes mercados e tipos de produtos gráficos que os compõem. A partir disso peço que olhem para esses mercados nos próximos 10 ou 15 anos, de forma que, se esse for o caminho escolhido, pense-se no que sua empresa deveria ter como foco estratégico para que possa pavimentar sua estrada nessa direção e ter com mais clareza a visão do que deve incorporar de novas capacitações e conhecimentos e que modelos de ne­gó­c ios desenvolverá ao longo do tempo. Essa esquematização facilita o entendimento das mudanças a que se estará sujeito ao longo do tempo (veja figura à página 42). Primeiro, tenho minha classificação do que chamo da cadeia produtiva de serviços gráficos, seja qual for: produtivo, documentação, mar­ke­ting, consumidor e con­teú­do. Os produtivos são todos aqueles que se incorporam aos produtos dos clien­tes: embalagens, rótulos, bulas, manuais, impressão de eletrônicos etc. Documentação são todos os documentos corporativos não destinados a promoção e os de segurança: for­mu­ lá­r ios, impressos transacionais, re­la­tó­r ios, cheques, cartões de crédito etc. Mar­ke­ting são todos os produtos voltados à área pro­ mo­cio­nal: folhetos, cartazes, fôlderes, catálogos etc. Consumidor — produtos de venda direta ao consumo: ma­te­r ial de papelaria em geral, cadernos, fo­toál­bum, produtos de imagem, cartões de expressão so­ REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

do

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Conte

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s e r o d i Consum

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cial, autopublicação de livros etc. Con­teú­do — são, em essência, os materiais editoriais: livros, jornais, revistas, guias etc. Alguns produtos até podem abranger duas ca­te­go­r ias, como o transpromo, por exemplo, em documentação e mar­ke­ting, mas para o exercício vale a visão geral. Pois bem, em cada uma dessas ca­te­go­ rias eu ressalto as an­g ús­tias ou pontos de dor dos clien­tes, de forma que sua solução e as oportunidades decorrentes implicarão um foco estratégico que ao longo do tempo determinará as novas com­pe­tên­cias ne­ces­ sá­r ias, assim como a transformação da gránteúdo o C fica da posição de reprodutora de originais ketdeinso-g para a de fornecedora de algum Martipo lução di­fe­ren­cia­da em uma nova gráfica, se a palavra ainda couber. No caso de materiais produtivos, ser ivo fornecedor de projetos com inovações de Produt ma­te­r ial em embalagens inteligentes e nores idQRocovas aplicações como, por exemplo, m u s n Co e outras aplides, Rea­l i­d a­de Aumentada cações que virão; no de documentação, fornecedor de elementos de gestão e melhoria de processos críticos; no de mar­ke­ ting, fornecedor de serviços de mar­ke­ting ntação e e de crossmedia com mensagens relevantes; m u c o no de con­teú­do, gestão e disponibilização D de con­teú­dos em diferentes mí­d ias; no de consumidores, fornecedor de meios para cria­ção de ex­pe­r iên­cias pessoais e emoções Pois bem, isso assusta. O receio de fazer essa transição ou mesmo o entendimento de não possuir as com­pe­tên­cias ne­ ces­sá­rias para tanto faz que muitos re­cuem pelo risco do processo de transição. E também geram afirmações como: “sempre fui gráfico, sou gráfico e morrerei gráfico”. Absolutamente nada contra. É uma decisão estratégica e fim, mas ele deve se preparar para ser cada vez mais cobrado em termos de volumes de trabalho even­tual­ men­te declinantes, mudanças de processos e sua automatização, efi­c iên­c ia, rapidez. Hamilton Terni Costa, hternii@anconsulting. Características, ­a liás, também embutidas com.br, é diretor geral da ANconsulting, nas transformações sugeridas acima, pois www.ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e um dos criadores e coordenadores fazem parte do processo. do curso de pós-​­graduação em Gestão Pondere e assuma o risco da mudança. Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Seu futuro poderá depender disso. Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra a matéria de Gestão Estratégica. Vamos lá?

ão ç a t n e Docum


Educação

Walter Vicioni Gonçalves

A inclusão que queremos tempo de agitar as bandeiras da inclusão. Políticas governamentais ­criam cotas étnico-​­raciais no Ensino Su­pe­rior, cotas para ingresso no mercado de trabalho de pes­soas com de­f i­c iên­c ia, cotas para matrícula de egressos de escolas públicas nas faculdades. É o resgate daqueles que foram esquecidos, marginalizados, ex­c luí­dos.

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Sem dúvida, temos que garantir a igualdade de oportunidade para todos os cidadãos. Mas será que as medidas implementadas são as melhores? A cota trará o resultado esperado? Numa análise fria de dados, as cotas podem ser consideradas eficazes. Estão sendo integradas pes­ soas com de­f i­ciên­cia no mercado de trabalho, negros e pobres em faculdades. Há tanto tempo


essas populações foram marginalizadas que tais Na inclusão, o ponto de partida é o recoresultados são vistos como grandes conquistas. nhecimento da igualdade de oportunidades Mas integração é apenas uma etapa que antece- para todas as pes­soas. Nesse caso, a legislação de a inclusão. Há uma diferença fundamental não deve simplesmente ­criar cotas para ingresentre esses dois conceitos. so no curso su­pe­r ior ou no mercado de trabaUm exemplo claro da diferença surge na dis- lho. Não é ­atuar somente no fim do processo. cussão sobre o ingresso de surdos nas escolas, Precisamos ­atuar desde o início da formação junto a crian­ças que não apresentam tal de­f i­ da pessoa, da sua preparação para a vida em so­ ciên­cia. O surdo precisa adaptar-se à estrutura cie­da­de e da sua qualificação para o trabalho. Uma política efetiva de existente, esforçar-se para se inclusão consiste em ­c riar re­la­cio­nar com os demais cocondições de igualdade a parlegas, docentes e fun­c io­n á­ tir da educação básica, inrios da escola. O fato de o surÉ hora de priorizar a tramuros e fora dos muros do estar presente na sala de dignidade das pessoas, da escola. É também ­c riar aula pode ser considerado um sua autoestima. uma política de formação processo de integração do aluÉ tempo de diálogo pro­f is­sio­nal que po­ten­c ia­l i­ no com de­f i­ciên­cia. Mas deicom essas populações ze as com­pe­tên­cias que cada xá-lo na sala, “vendo” o que o que por tantos anos pessoa tem, com de­f i­c iên­ professor fala, sem poder efecia ou não. tivamente comunicar-se e inforam excluídas e teragir com todos os demais Até se pode admitir as marginalizadas. na escola, não leva à sua incotas, mas apenas coe­x is­ clusão. Só começa o processo tin­do com um grande e efede inclusão quando a escola tivo esforço para alcance da se adapta para receber a crian­ça com de­f i­ciên­ inclusão. Nesse caminho, é necessário investir cia, levando em consideração suas característi- em es­tra­té­g ias para que todos os alunos — incas e necessidades, e a crian­ça corresponde, pas- dependentemente de raça, gênero, de­f i­ciên­cia sando efetivamente a fazer parte de um grupo e classe so­cial, ou seja, todos tratados sem nee a participar do processo de aprendizagem. nhuma distinção — possam aprender e aplicar Embora a legislação enfatize a necessida- conhecimentos. Para tanto, todas as alternatide de inclusão, no mundo real ela nem sempre vas educacionais devem ser usadas, inclusive ocorre. Com o passar do tempo, no campo das o caminho da arte, da vivência cultural. É não relações sociais (re)cria-se o preconceito, res- deixar nenhum aluno de lado, encontrar es­tra­ salta-se que se trata de um favor, uma exceção té­g ias para democratizar o acesso ao saber. para alguém que não teria condições de ingresÉ hora de se prio­r i­zar a dignidade das pes­ sar pela demonstração de suas pró­prias com­ soas, sua autoestima. É tempo de diá­lo­go com pe­tên­cias. Nesse sentido, a simples integração essas populações que por tantos anos foram pode levar a um reforço da discriminação, num ex­c luí­das e marginalizadas. É tempo de usar a mundo extremamente competitivo. prática e a cria­ti­v i­da­de dos educadores para enA cota, entretanto, não pode ser vista como contrar novas alternativas para a inclusão nos um fim, mas uma etapa aceitável até que se processos educacionais. É tempo da análise da consolidem políticas de inclusão efetiva. En- visão da so­cie­da­de como um todo, para verifitão, no momento dessa consolidação, as cotas car se as políticas real­men­te irão se converter em caminhos para a inclusão. deixariam de existir.

Walter Vicioni Gonçalves é membro titular do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, diretor regional do Senai‑SP e superintendente do Sesi‑SP. março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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Artecola

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Excelência em adesivos Mais votada na escolha feita pelas empresas gráficas, a gaúcha Artecola Química conquista seu segundo troféu do Prêmio Fernando Pini.

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regulamento do 22 º‒ Prêmio Bra­ sileiro de Excelência Gráfica Fer­ nando Pini é bastante claro: os vencedores da categoria Fornecedores são indicados pelas in­dús­t rias gráficas parti­ cipantes do concurso. O voto dado pelos clien­tes, aqueles que compram os produtos, é a maior garantia de que uma empresa con­ quistou o mais alto padrão no atendimento técnico e co­mer­cial, na con­f ia­bi­li­da­de dos produtos ou equipamentos por ela co­mer­ cia­li­za­dos e no cumprimento de prazos. Assim está escrito nas normas da maior pre­mia­ção do setor gráfico da América La­ tina, promovida pela Abigraf Na­c io­n al e ABTG, e assim são os parâmetros de atua­ ção perante o mercado para a Artecola Quí­ mi­c a, que conquistou o troféu em 2012 na categoria Adesivos, ao obter a maior pon­tua­ção na votação das gráficas. Esta é a segunda vez que a empresa se­ dia­da em Campo Bom (RS) recebe o reco­ nhecimento. “Nosso foco é oferecer ino­ vação para resultados, e esta pre­m ia­ç ão demonstra que estamos atingindo o obje­ tivo junto ao mercado de papel e embala­ gem, es­pe­cial­men­te em relação à indústria gráfica”, ressalta o diretor da Artecola Quí­ mi­ca, Evandro Kunst. Para ele, a importân­ cia da pre­mia­ção é ainda maior, pela repre­ sentatividade dos resultados em relação às exi­gên­cias do mercado. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Atendendo aos segmentos de papel e embalagens, a Artecola Quí­m i­c a oferece produtos para as mais diversas aplicações, como gráfica e edi­to­r ial, sacos e sacolas, construção e fechamento de cartuchos e caixas, entre outros. Também disponibili­ za soluções para fabricação de tintas com uma linha es­pe­c ia­l i­za­d a em resinas base água e po­lia­mi­da — a produção inclui diver­ sas tec­no­lo­g ias: adesivos hot melt e aquo­ sos (base vinílica e acrílica); hot melt, PUR , cola animal, dextrina e clea­ners, e termofil­ mes, a partir de tecnologia limpa e atóxica

Evandro Kunst, diretor da Artecola Química

em adesivos de alta performance. O dire­ tor da empresa enfatiza a amplitude das li­ nhas para o segmento gráfico: “Temos li­ nhas completas para este mercado, com um portfólio completo de produtos em todas as aplicações, tanto em cartonagem, como para editoras e gráficas”.

Experiência internacional

A estrutura de uma empresa in­ter­n a­c io­ na­l i­za­d a também agrega diferenciais aos clien­tes. Com atua­ção em diferentes mer­ cados e presença em toda a América Latina, a companhia promove sinergia entre suas ­­áreas de atua­ç ão, otimizando a expertise de um setor para todos os demais. “Quan­ do identificamos uma inovação em deter­ minado segmento, rapidamente desenvol­ vemos alternativas para contemplar todos os mercados, contribuindo para a evolução de nossos clien­tes, o que também ocorre no mercado gráfico”, acrescenta Evandro Kunst. Uma das recentes inovações da Ar­ tecola Quí­m i­ca são os adesivos à base de po­lio­le­fi­nas modificadas, com a linha Arte­ melt Supera, que pode ser aplicada na cola­ gem de corrugados diversos, cartuchos para a indústria far­ma­cêu­ti­ca, alimentícia e de perfumaria, entre outras possibilidades. Fundada em 1948, a empresa atua em três diferentes segmentos: Artecola Quí­mi­ ca, com ne­gó­cios em adesivos e laminados; MVC Soluções em Plásticos, na área de plás­ ticos de engenharia; e Arteflex, com EPIs (equipamentos de proteção in­d i­v i­dual), es­ pe­cial­men­te calçados de segurança de alta tecnologia. Seus ne­gó­cios estão representa­ dos em seis paí­ses: Brasil, Chile, Argentina, Peru, Colômbia e México. Além da matriz no município de Campo Bom (RS), a Arteco­ la Quí­mi­ca mantém unidades nas cidades de Dias D’Ávila e Simões Filho, na Bahia; Franca, Dia­d e­m a e dois parques fabris em Tatuí, no Estado de São Paulo. & ARTECOLA Tel. (51) 3778-​­5200 www.artecolaquimica.com.br


Sistema de Gest達o da Qualidade

ISO 9001:2008


Opinião

O

papel u se o o d n ri p m cu , F D f‑ ra ig b A

g setorial des mudanças no marketin an Gr de on ís, rutura de do a capital do Pa de 2012 quando toda a est des ram rre O Distrito Federal, sedian oco o, tiv os meios de os dos poderes Execu foi ampliada, modernizando ção ica un estão os principais organism com um dos mais novos clientes e a comunidade. sso, integrando empresas, Legislativo e Judiciário, tem ace sa pre em a das na 14 ª‒ A primeir danças também são espera mu s tra parques gráficos nacionais. Ou o uçã str con cia Gráfica, 57, iniciando a mio Jorge Salim de Excelên Prê do ção gráfica instalada data de 19 edi al. rial da Capital Feder des, a ser realizado do segundo seg mento indust promovido pelas duas entida s da lha rti pa com são m dos newsletters As atividades da Abigraf‑DF 15 de agosto deste ano. Alé em tas jun con es açõ a revista Refile vidas em os quase que diariamente, zid du com o Sindigraf‑DF, desenvol pro raf big A A is. do na sua locais e naciona projeto gráfico, já implanta vo no u ebe e com o apoio de parceiros rec ato nd nesse último ma de 2013. Regional Distrito Federal tem edição de janeiro/fevereiro da tão ges na Federação das nças Em parceria com a Fibra – empreendido grandes muda DF ‑ raf dig , a Abigraf com o Sin s do Distrito Federal e CNI ria úst entidade, em ações conjuntas Ind ra pa seus associados vas perspectivas igraf‑DF também mantêm nd  Si e em consonância com as no e o e no mundo. entação leg islativa a indústria gráfica no Brasil informados de toda a movim ma gra Pro – A PD no as is, bem como das As duas entidades, integrad Estado e nos poderes federa no a pel do nta me assessorias ivo, imple es econômicas geradas nas açõ de Desenvolvimento Associat orm inf do nta boradas tribuição e impleme idades, além das setoriais ela ent s ua CNI, têm dado a sua con s d da es ad tão das suas ativid processos de mudança na ges pela Abigraf Nacional. às empresas oio ap em es açõ de o açã pli visando a am seiam em três pontos associadas. Essas ações se ba joao@athalaia.com.br o profissional e marketing. açã fic ali qu , tão ges is: pa nci pri af e o Sindigraf‑DF contaram Ao implementá‑las a Abigr ios gráficos e fornecedores com a parceria dos empresár de 2011 um plano de do setor, elaborando no final plantado a partir de 2012. desenvolvimento setorial, im ‑DF, elas vêm Através do apoio do Sebrae programa de modernização desenvolvendo um extenso ficas através de cursos, na gestão das empresas grá volvidos principalmente palestras e workshops desen DF, foi elaborado um com a ABTG. Com o Senai‑ mação e qualificação programa continuado de for ira turma de alunos iniciado profissional, tendo a prime Para essas ações o Senai‑DF seu treinamento em 2013. SP e da Escola conta com o apoio do Senai‑ Theobaldo de Nigris.

João Batista A lves dos Santos Bra sileira da Ind Presidente da Associação ) f‑DF igra (Ab l Distrito Federa

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ústria Gráfica Regional


ano 22 Nº 89  abril/2013 Texto: Tânia Galluzzi

Do jeito que o mercado quer O Grupo Leograf segue as necessidades dos clientes, investe em produtividade e dobra sua capacidade com o início das operações da nova rotativa.


Fotos: Álvaro Motta

O

logotipo da Leo­graf traz a frase “A gráfica que faz do seu jeito”. O slogan resume a política da empresa de andar colada às exi­gên­cias do mercado. “Nosso próximo passo é sempre o que o clien­te quer”, afirma Fábio Ga­briel dos Santos, diretor e um dos só­cios. No encalço das novas demandas, em 14 anos a Leo­graf cresceu significativamente, gerou novas unidades produtivas, expandiu sua atua­ção para todo o Brasil com a abertura de quatro filiais e transformouse em nome forte no segmento de impressos e kits promocionais. A fundação da Leo­graf, em 1999, criou uma ponte entre Brasil e Portugal. De um lado, Fábio Ga­briel, formado em Artes Gráficas pela Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, onde lecionou por alguns anos, e com passagens pela Agfa, Gutenberg e Intergráfica. Do  outro, Antonio Eugênio Moreira Cabral, com grande ex­pe­riên­cia no ramo gráfico, Antonio Soa­res Gomes — ambos de origem portuguesa — e Antonio Maurício Varella. “A sinergia foi completa, tanto entre nós quanto entre nossas fa­mí­lias”, comenta o diretor. Ini­cial­men­te com 80 fun­cio­ná­rios e duas impressoras offset, a Leo­graf instalou-se na Freguesia do Ó, bairro da re­gião no­roes­te da capital paulista, preparada para atender aos segmentos pro­mo­cio­nal, edi­to­rial e co­mer­cial. Rapidamente começou a se destacar em função da qualidade da pós-​­impressão, principalmente em se tratando de peças mais complexas. Em 2001 a Leo­graf precisava produzir uma

Fábio Gabriel, diretor e sócio da Leograf


mala direta personalizada em grande tiragem e buscava alguém que pudesse garantir a eficácia do processo. “Juntamos forças com uma empresa es­pe­cia­li­za­da em dados va­riá­veis em altos volumes e cuidamos do acabamento automatizado. O trabalho correu tão bem que entregamos o ma­te­rial antes do programado”, lembra Fábio Ga­briel. Caminho para o futuro Percebendo a oportunidade batendo à porta, a Leo­graf resolveu investir em impressão digital para o segmento de mar­ ke­ting direto, atendendo não só agên­cias e departamentos de mar­ke­ting, mas também gráficas que necessitavam de personalização. De  um departamento, a área

transformou-se na Digital Impressão de Dados Variáveis, dedicada à gestão e manipulação de dados re­la­cio­na­dos a produtos impressos, localizada na Vila Santa Maria, zona norte de São Paulo. Hoje, a unidade é comandada por Carlos Eduar­ do dos Santos Gomes e emprega cerca de 80 fun­cio­ná­rios. Pela mesma evolução passou a nova unidade produtiva, que começou como um departamento e depois ganhou independência. Em mea­dos dos anos 2000 cres­ciam os pedidos por peças promocionais para os segmentos alimentício e de hi­gie­ne pes­soal e a Leo­graf precisava de um espaço onde pudesse responder a exi­gên­cias específicas desses setores, não só com relação à produção em si, como o

uso de tintas atóxicas, mas também quanto à logística dos materiais. Primeiro em um galpão na Freguesia do Ó com uma área de 4.500 m², e depois em Osasco, às margens da Rodovia Anhanguera, em um prédio que passou por vá­rias am­plia­ções e agora ocupa 24.500 metros quadrados. Trabalham hoje neste novo parque gráfico aproximadamente 500 profissionais, e os investimentos em atua­li­za­ção tecnológica não param. Em 2005 a Leograf, preocupada com o meio ambiente, lançou a linha Ecoline, que tem por objetivo explorar melhor os recursos sustentáveis pensando na preservação do ecossistema, criando propostas para o desenvolvimento de novos processos industriais e produtos que pertençam a uma cadeia industrial, transformando-a em um conceito que promova a redução e substituição de produtos que degradam o meio ambiente e crie uma ação sustentável. Além deste projeto, a Leograf em 2008 conquistou a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal), que busca utilizar técnicas adequadas de exploração de recursos naturais, respeitando além dos aspectos ambientais, também os sociais e econômicos. O FSC estabelece os padrões para certificação das florestas e produtos derivados da mesma, garantindo ao consumidor que o produto foi fabricado com matéria-prima de


floresta certificada. Em relação a maquinário acaba de entrar em operação a segunda rotativa offset, uma Goss M-600 Folia, a primeira com tal configuração no Brasil e a terceira no mundo. Um dos principais diferenciais do equipamento, que conta com forno de secagem IR usado apenas para a cura de verniz, é o fato de ser alimentado com papel em bobina e entregar a folha já cortada no formato 70 × 102 cm. A impressora produz entre 20.000 e 30.000 giros por hora e deve responder por 50% da demanda do grupo, elevando de 2.000 para 3.000 toneladas/mês sua capacidade de conversão de papel. Com sua equipe, a Leo­graf colaborou com a Goss In­ter­na­tio­nal para incorporar ao projeto a unidade de aplicação de verniz frente e verso. E esse não é o único exemplo de desenvolvimento interno. Duas dobradeiras foram adaptadas, ganharam cabeçotes de impressão digital jato de tinta P/B, esteiras longas e sistemas de monitoramento para se transformarem em impressoras de dados variáveis. Novos cabeçotes, desta vez coloridos, estão sendo instalados. Completam o parque de impressão desta unidade 13 máquinas planas, das quais pelo menos duas devem ser subs­ti­tuí­das pela nova offset oito cores em fase de instalação, uma Roland 708 P+L. “Para concorrer com a mídia eletrônica, os impressos promocionais terão de incorporar cada vez mais recursos para chamar a atenção. E é nesse sentido que caminhamos”, afirma Fábio Ga­briel. Outra aposta com a qual sinaliza o empresário é o modelo web-to-​­print, aproveitando a tecnologia de impressão digital já existente e o conhecimento em gestão de dados e em logística.

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Pré-​­Impressão

Digital Ink Jet

OO Sistema de pré-​­impressão digital

OO Impressora Ink Jet P&B frente e verso modelo

OO Scanner plano Fuji Lanovia C550

OO Impressora Ink Jet Color modelo Morfo

Agfa Apogee X V7.1

OO Imagesetter Agfa Avanxisviii – CtP 8UP OO Platesetter Agfa Avalon N8-​­50XT – CtP 8UP OO Platesetter Screen PT-​­R8800ZX – CtP 8UP OO Plotter HP Designjet 4000 e 1055 OO Plotter Epson Stylus Pro 4800 (2) e 7800 OO Plotter de recorte automático para mocape

Mimaki com plataformas Mac e PC OO Processadora de Chapas Offset Agfa Elantrix SX95

Impressão Offset Plana OO Heidelberg GTO 52 5P OO Heidelberg SM 74 4H, SM 102 8P,

Leograf Gráfica e Editora Rua Benedito Guedes de Oliveira, 587 02727-​­030 (Freguesia do Ó) São Paulo SP Tel. (11) 3933-3888 Unidade 1 Rua Almirante Tamandaré, 55 06273-100 (Jd. Platina) Osasco SP Tel. (11) 3658-​­5000 Unidade Digital Av. Deputado Emilio Carlos, 2.502 02720-​­200 (Vl. Santa Maria) São Paulo SP Tel. (11) 3959-​­4500 www.leograf.com.br

SM 102 ZP e SM 102-​­4P3+L OO Heidelberg CD 74 5+L e CD 102-4 (2) OO Heidelberg XL 75 6+L e XL 105 6+L OO Heidelberg CD 102 5+L e CD 102 5+LX OO Roland 706+L e 708P+L OO Insersora Pitney Bowes para envelopes

Impressão Offset Rotativa OO Heidelberg Harris Print Stream 100S 5×5 cores,

com folhadeira na saída

OO Goss M600 Folia 5x5 cores com verniz frente

e verso e folhadeira na saída

Impressão a Laser OO 10 Impressoras laser Xerox DocuPrint 4635 OO 4 impressoras Xerox

DocuTech 135

OO 2 impressoras Xerox Nuvera 288 OO Impressora Xerox DocuTech 180 OO Impressora laser Xerox Phaser 7700 Color OO Impressora laser Xerox 5252 Color OO Impressora Xerox iGen 4 Color OO Impressora Pitney Bowes para envelopes OO Impressora laser Konica Minolta 7700 Color OO Impressora de cartão PVC P420 Zebra

AZ 1020 Color 1020

Acabamento Gráfico OO 3 Dobradeiras de papel Stahl TI52 4-4R OO 3 Dobradeiras de papel Stahl TD 78 4-4-2 OO 2 Dobradeiras de papel MBO T800 4-4-2 OO Dobradeira de papel Stahl TD 94 6-6-4 OO Dobradeira de papel e cartão Fidia Machine

Combi-​­Dora OO 3 Guilhotinas Polar 115X OO 5 Guilhotinas Guarani 120 CND OO Corte de papel automatizado

Polar Transomat OO Corte de papel automatizado Hércules OO Alceadeira grampeadeira Müller Martini

1509, com 6 alimentadores automáticos de cadernos e capa OO Alceadeira grampeadeira Stahl ST100, com 6 alimentadores de caderno e capa automáticos OO Alceadeira grampeadeira Müller Martini Prima Plus, com 10 alimentadores de cadernos e capa automáticos OO Alceadeira grampeadeira Müller Martini Bravo S, com 8 alimentadores de cadernos e capa automáticos OO Lombada quadrada automática Müller Martini Tigra, com 10 alimentadores de cadernos, capa e corte tri-​­lateral e aplicação de PUR OO Corte e vinco automático Heidelberg Varimatrix 105 CS OO 6 Corte e vinco manual Feva 1000 OO Formadora automática de envelopes Winkler+Dünnebier OO Máquina de costurar cadernos Smart OO Lombada quadrada semi-​­automática Heidelberg Eurobinder 1200 com PUR OO Embaladora automática de filme plástico shrink Furnax Hércules OO Embaladora automática de filme plástico shrink Hugo Beck 400 K8


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Gráfica São Domingos

Da agricultura para os cadernos Sonho realizado por quatro irmãos agricultores, a Gráfica São Domingos, de Catanduva (SP), escreve sua história no setor gráfico desde 1944 apostando no segmento de cadernos e materiais de papelaria. Ada Caperuto

56 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

S

ão quase sete décadas em atividade no mercado. Mas para chegar onde está hoje, a Gráfica São Domingos teve seus caminhos de expansão sedimentados passo a passo. Tudo começou com o sonho dos irmãos José, Antônio, Pedro e Octacílio Boso, que queriam mudar suas vidas, até então dedicada à agricultura fa­mi­liar. Em 1944 eles compraram as instalações gráficas de um jornal da vizinha Itajobi e começaram a produzir livros e impressos específicos para paróquias, fundando a empresa Irmãos Boso.

Em 1952, os em­preen­de­do­res mudaram a sede para sua cidade natal, Catanduva, em busca de melhores condições de produção e logística. Foi o primeiro movimento de uma grande expansão. Em 1965, devido ao crescimento acelerado e a necessidade de adequar-se à nova rea­ li­da­de da empresa, a denominação foi alterada, passando a constituir uma so­cie­da­de anônima — Tipografia São Domingos S/A . O nome ­atual foi adotado em 1992, em razão da descontinuidade dos serviços tipográficos. Um dos passos mais importantes na trajetória da empresa foi dado em 1975, quando a São Domingos se tornou a primeira empresa da cidade a instalar-se no I Distrito In­dus­trial, através de um programa pioneiro que visava à expansão do parque in­dus­trial de Catanduva. “Vá­r ios fatores foram preponderantes para o crescimento da São Domingos; a mudança para o novo prédio permitiu a adequação do lay­ out da empresa, de modo a dinamizar os processos da linha de produção. Além disso, os investimentos em equipamentos de última geração permitiram nossa inserção no mercado de cadernos e agendas, promovendo um grande crescimento e abrindo mercados até então inatingíveis”, declara o diretor presidente Moa­cir Jesus Bergamo, que também integra o Conselho Fiscal da Abigraf Re­g io­nal São Paulo.


Produção diversificada

O segmento de cadernos é o principal nicho de atua­ção da São Domingos, mas a produção abrange uma linha completa de produtos para atender às necessidades das pa­pe­la­r ias. “Somos fortes também em agendas, livros e impressos fiscais e padronizados e pa­péis de presente”, explica Bergamo. O diretor diz que alguns investimentos pontuais em modernização tecnológica foram fundamentais para a consolidação da gráfica. “A moderníssima Bie­lo­ma­tik, comprada em 1995, foi um divisor de águas, que nos permitiu passar de uma in­ci­pien­te fabriqueta de cadernos praticamente artesanais, para a produção em larga escala. Para atender a demanda desse novo equipamento, desencadeou-se uma série de aquisições de novas e modernas máquinas de capas, de costura, alceadeiras, dobradeiras, e finalmente uma nova ‘Bie­lo’. Todos esses investimentos nos permitiram atingir o patamar em que hoje estamos”. Certamente, não são apenas as máquinas as responsáveis. Certificada pelos selos Cerflor, PEFC e ISO 9001:2008, na área ocupada de 17 mil metros quadrados a São Domingos mantém uma equipe de 300 fun­cio­ná­r ios. “Todos os nossos esforços, os investimentos em imóveis e equipamentos, na escolha de ma­té­ rias-​­primas de excelente qualidade e, principalmente, em treinamento de colaboradores, con­tri­buem para que a São Domingos cumpra a missão de encantar os clien­tes com seus produtos e serviços”, declara o diretor. Hoje, esses

clien­tes estão no Brasil e no mundo. “A São Domingos atua em todos os estados, graças a uma das melhores e mais bem treinadas equipes de representantes do País. Exportamos para os Estados Unidos e para paí­ses da América Central e Caribe, como Honduras, República Dominicana e Costa Rica”. Todos esses fatores de sucesso não po­de­r iam se expressar de maneira diferente nos resultados da empresa. Mantendo sua estabilidade em 2012, a São Domingos prospecta crescimento entre 5% e 7% para 2013. & GRÁFICA SÃO DOMINGOS Tel. (17) 3524.9000 www.saodomingos.ind.br

57 março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF


Fornecedor

Dugraf amplia portfólio de blanquetas

E

m 1996, o empresário Clovis de Mendonça recebeu um convite da mul­t i­na­c io­nal DuPont para se tornar distribuidor de soluções de filmes e das provas analógicas de Cromalin, reconhecidas como as melhores provas do mercado à época. Clovis aceitou a grande oportunidade oferecida e fundou em São José (SC) a Dugraf Comércio e Representações de Produtos Gráficos. Rapidamente, a empresa tornou-se referência em Santa Catarina, como distribuidora de uma linha va­ ria­da de produtos que foram in­c luí­dos no portfólio ao longo dos anos. “Itens de A a Z fa­ziam parte de nossas vendas, de arame a wire-o”, comenta o diretor co­mer­cial Marcio de Mendonça, filho do fundador. Desde 2003, a Dugraf passou a co­mer­ cia­li­zar as blanquetas fabricadas pela Phoe­ nix, empresa pertencente ao grupo alemão Continental. Os primeiros produtos oferecidos no Brasil foram as blanquetas Ruby para tintas UV. “A Continental conta com um portfólio de diferenciais únicos. Um exemplo é a Ruby Carat, líder mun­d ial em impressão UV, utilizada pelas maiores empresas nacionais de metalgrafia, rótulos, etiquetas, impressão de segurança e embalagem”, explica Marcio. Modificando sua estratégia de ne­ gó­c ios, em 2008 a empresa tomou uma

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Marcio de Mendonça, diretor comercial

REVISTA ABIGRAF  março /abril 2013

A empresa catarinense se consolida como um dos principais fornecedores para a indústria gráfica nacional com produtos reconhecidos no mercado mundial. decisão que seria fundamental para consolidar sua marca em todo o território na­cio­ nal. A partir daquele ano, a Dugraf deixou de vender grande parte dos itens que até então lhe davam sustentação e concentrou a sua atua­ção na co­mer­cia­li­za­ção de blanquetas e chapas fotopolímeras para os mercados que imprimem com as tec­no­lo­g ias dry-​­offset e letterpress, além de washcloth, os panos secos ou umedecidos para sistemas automáticos de limpeza de blanquetas. Foco no mercado brasileiro

Neste ano, a empresa se prepara para am­ pliar ainda mais seus ne­gó­c ios. “Que­re­ mos nos tornar referência no fornecimento de blanquetas de alta performance para as diferentes tec­no­lo­g ias do mercado gráfico. Na última Drupa, a diretoria do grupo Continental decidiu que o Brasil será um de seus principais mercados-​­alvo nos próximos anos, es­p e­c ial­m en­t e por ser uma economia emergente”, anuncia Thia­ go R. Pereira, gerente na­cio­nal de vendas e de mar­ke­ting. Por isso mesmo, a Dugraf fortaleceu o seu portfólio, introduzindo a blanqueta Duradot Air, da Contitech. Cons­truí­da com uma camada de alta compressibilidade, ela suporta grande parte dos amassados advindos das troca de formatos, “pirulitos ou charutos” e folhas dobradas, sem comprometer a qualidade de transmissão de pontos. “Essa blanqueta vem para atender o mercado com mais versatilidade e com um custo mais atrativo”, acrescenta Thia­go. Outras inovações estão no setor de colocação de barras que a empresa possui. “A Dugraf firmou parceria com um dos maiores fabricantes de barras do mundo e vem trazendo da Alemanha as barras ‘shark’, também conhecidas como boca de tubarão, que

garantem a não soltura das mesmas na impressora. A empresa investiu em um ‘Pull Test’, equipamento que garante a qualidade e segurança das barras colocadas. Além disso, contamos com um seguro na colocação”, destaca o gerente de mar­ke­ting. Marcio de Mendonça complementa, afirmando que “cada vez mais haverá espaço para produtos de alto rendimento, pois em tempos de concorrência acirrada, o gráfico precisa eliminar desperdício de matéria-​­prima, reduzir tempo e número de parada de máquina, setup etc. A entrada de produtos que se valem de técnicas e ideias inovadoras será um elemento importante

(E/D): Amancio Inácio, diretor de vendas para a América Latina do Grupo Continental e Thiago R. Pereira,  gerente comercial e marketing da Dugraf, na Drupa 2012

para o desenvolvimento da impressão do século XXI”, aponta, concluindo que a estratégia de sua empresa para os próximos anos é con­t i­nuar garantindo a distribuição de produtos inovadores no Brasil, principalmente os de parceiros consolidados, como a Continental. & DUGRAF Tel. (48) 3259-​­9495 www.dugraf.com.br


História Viva

Resistindo à passagem do tempo, Roberto Rossini mantém ativa sua gráfica, alimentando-se do amor pela tipografia.

Fotos: Álvaro Motta

Tânia Galluzzi

Roberto Rossini Impressões de uma vida

U

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m dos destaques da programação da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, nos meses de fevereiro e março foi a exposição “Mestres tipógrafos: impressões de vida”, resultado de uma pesquisa do artista gráfico Gilberto Tomé sobre a trajetória de impressores que, ainda hoje, em pequenas gráficas, trabalham como nos tempos de Gutenberg. O objetivo do projeto foi justamente flagrar o momento de grande transformação que a indústria gráfica vive atual­men­te através do registro das expectativas de três profissionais formados num pe­r ío­do em que a tipografia ainda era um processo competitivo no mercado gráfico. Essas três pes­soas foram escolhidas não só por sua ex­pe­r iên­cia pro­f is­sio­nal, mas pela riqueza de suas tra­je­tó­r ias pessoais. Entre elas está Roberto Rossini, paulistano que na década de 1940 formou-se impressor pelas Escolas Profissionais Sa­le­sia­nas, instaladas junto ao Liceu Coração de Jesus, no Instituto Dom Bosco, no bairro dos Campos Elí­seos. Fomos encontrar Roberto Rossini em sua tipografia, na Lapa de Baixo, zona oes­te da

capital paulista. Acompanhado por um de seus filhos, Renato (também gráfico), sua esposa, Jacyra, e sua nora Silvia, Roberto nos mostrou mais do que sua oficina, nos revelou sua vida e seu profundo amor pela arte gráfica. Aos 87 anos Roberto continua na ativa. Se deixarem — contam em coro seus fa­m i­l ia­ res —, nos finais de semana ele acaba correndo para a tipografia. Renato, que já trabalhou nas principais gráficas de São Paulo e hoje atua como consultor, passa as tardes ajudando o pai na Gráfica Roberto Rossini. E não há aqui como não recorrer ao clichê: entrar em sua oficina é definitivamente voltar no tempo. Estão lá, de um lado, um grande gaveteiro-​­bancada repleto de caixas de tipos, e de outro, três impressoras tipográficas, peças que merecem estar em um museu: a pequena Minerva Consani, a Minerva Heidelberg de leque modelo T e a máquina impressora plano-​­cilíndrico. Delas o tipógrafo continua tirando volantes, cartões de visita e pequenos impressos, resistindo quixotescamente à evolução tecnológica. “O que matou a gente foi a nota fiscal eletrônica. Ainda bem que tem a nota es­ta­dual, que con­ti­nua­mos fazendo”, diz Roberto Rossini.


(Ao lado) Roberto Rossini, com Jacyra, a companheira de todas as horas há 60 anos. À sua esquerda o filho Renato e a nora Silvia. (Abaixo) Rossini exibe o diploma de impressor das Escolas Profissionais Salesianas conquistado em 1944

O pai queria que ele fosse alfaiate, porque dizia que “todos os alfaiates aqui da Lapa eram ricos”, porém Roberto não gostava de pregar botão e no próprio Liceu encantou-se pelas máquinas de impressão. No entanto, o caminho até elas foi longo. Primeiro os padres o colocaram para costurar lombada de livro, depois passou um ano aprendendo a montar chapas tipográficas e só então chegou às máquinas tipográficas tocadas a pedal. “Apren­d ía­mos não só a operar a máquina, tínhamos de conhecer tudo sobre papel, na­cio­nal e estrangeiro, além de saber fazer as tintas”. De empregado a patrão

Depois de quatro anos de semi-​­internato, Roberto formou-se no dia 16 de dezembro de 1944. Num grupo de 17 garotos, ele era o único tipógrafo da turma. “A gente ganhava um terno para a missa, um smoking para a festa de formatura e uma pequena quantia em dinheiro, depositada na Caixa Econômica”, relembra Roberto. “Esse smoking ele usou depois em um monte de festas”, diverte-se Jacyra. Seu destino foi a tipografia Rothschild Loureiro. Um ano mais tarde já era chefe de sua seção. “No começo foi difícil. Eu era o mais novo, queria pôr em prática os métodos de controle que aprendi no Liceu, poucos aceitaram”. Se os colegas reclamavam, os patrões gostavam da organização e produtividade alcançada por Roberto e logo ele estava comandando as máquinas grandes. À noite o impressor fazia bico na gráfica do jornal A Gazeta, onde aprendeu a mexer nas linotipos. Com o que ganhava no jornal, em dois anos juntou dinheiro para abrir sua própria tipografia. A Gráfica Roberto Rossini chegou a ter sete fun­cio­ná­r ios, sem contar Jacyra, companheira

de Roberto há 60 anos, e seu filho mais velho, Ricardo, falecido em 2012. Nos primeiros anos, o casal morou em uma das casas que dividem o terreno com a gráfica. Roberto orgulha-se de sempre ter trabalhado para empresas. Conta que fez muito cartucho e bula para la­bo­ra­ tó­r ios far­ma­cêu­ti­cos, itens de papelaria para a CDHU e para a Sie­mens e impressos fiscais para estabelecimentos comerciais. Mesmo com as ad­ver­tên­cias dos filhos, Roberto não conseguiu desapegar-se da tipografia e migrar para o offset. Como ele mesmo diz, sua vida são as máquinas e, a julgar por sua boa saú­de, devem fazer muito bem a ele. Com sete netos, o mais velho com 38 anos, e quatro bisnetos, a mais nova com um mês, Roberto nem pensa em deixar suas companheiras de ferro e engrenagens. “Adoro minha profissão”. E di­r iam os seus filhos que ele é um verdadeiro exemplo de amor e paixão à arte de transformar sonhos em pa­péis impressos.

61 março /abril 2013 REVISTA ABIGRAF


Acervo

Biblioteca Brasiliana, a realização do sonho de José e Guita Mindlin

I

naugurada em 23 de março, a Bi­blio­te­ca Bra­si­l ia­na Guita e José Mindlin trans­ forma em rea­li­da­de o sonho acalentado pelo bi­blió­f i­lo que, ao lado da companhei­ ra de toda uma vida, empresta seu nome ao acervo instalado na Cidade Universitá­ ria, em São Paulo. O edifício, com 20 mil metros quadrados de área, abriga 60 mil volumes de livros e documentos sobre o Brasil, com destaque para a coleção reuni­ da pelo advogado e empresário José Min­ dlin, doa­da à USP em 2005. De acordo com o diretor da bi­blio­te­ca, Pedro Puntoni, ela é composta pela coleção de Mindlin e outros acervos, como o do professor Istvan Jancsó (mil volumes) e todas as edições do jornal O Estado de S. Paulo, desde 1875 (sete mil volumes). “O espaço tem capacidade para 150 mil volumes, e possui po­ten­cial para crescimento”, afirmou o diretor. Com curadoria de Cristina Antunes, que trabalhou durante anos com Mindlin, a Bra­si­l ia­na reú­ne ma­te­r ial sobre o Brasil ou que tenha sido escrito e/ou publicado por brasileiros e estrangeiros, sendo inte­ grada por obras de literatura, de história, relatos de via­jan­tes, manuscritos históri­ cos e li­te­rá­r ios, documentos, pe­r ió­d i­cos, mapas, livros cien­t í­f i­cos e didáticos, ico­ nografia e livros de artistas. A doa­ção veio acompanhada do projeto de digitalização de seu con­teú­do. Assim, parte do acervo pode ser consultada no site da Bra­si­l ia­na USP (www.brasiliana.usp.br).

sua esposa Guita e seus filhos Betty, Dia­na, Sérgio e Sônia de doa­rem a coleção, reuni­ da ao longo de mais de 80 anos pelo casal, à Universidade de São Paulo. O projeto do edifício da Bi­blio­te­ca foi elaborado pelos arquitetos Eduar­do de Al­ meida e Rodrigo Mindlin Loeb, com asses­ soria da Faculdade de Arquitetura e Urba­ nismo (FAU‑USP). Neto de Mindlin, Loeb afirmou que a inauguração representa a rea­l i­z a­ç ão do sonho não apenas de seus avós, mas de todos que colaboraram com a concretização da obra. “A família nunca se sentiu dona dos livros, mas guardiã deles, e sempre permitiu sua utilização em pesqui­ sas e exposições. Agora, esta ini­cia­ti­va terá continuidade, pois este é um patrimônio de todos”, destacou. Em 2007, em entrevista concedida à Revista Abigraf, Mindlin já anun­cia­va a doa­ ção, que aguardava apenas o espaço físico, para que os livros se tornassem, de fato, um bem público. No entanto, segundo ele, não eram raros os pesquisadores que visitavam sua casa-​­bi­blio­te­ca, instalada em um tran­ quilo bairro da capital paulista, para usu­ fruir do ma­te­r ial. “A Bra­si­lia­na é composta por tudo o que se refira ao País, em maté­ ria de literatura, história, via­gens e todos os demais aspectos de estudos brasileiros, o que representa algo entre 25 e 30 mil volumes”, declarou à época. Desde 2 de abril está liberado o acesso ao acervo para consultas gratuitas, das 13h às 17h, me­d ian­te agendamento.

Biblioteca viva

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Facilitar o acesso ao acervo e promover o in­ centivo aos estudos sobre temas vinculados ao Brasil estavam entre as preo­c u­pa­ções que motivaram a decisão de José Mindlin, REVISTA ABIGRAF  março /abril 2013

BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN Rua da Biblioteca, s/nº- (Cidade Universitária) 05508-​­050  São Paulo  SP  brasiliana@usp.br

“Ela tem de ser viva! [ . . .]. Afinal, a gente passa, mas os livros ficam [ . . .]; a ideia é que seja uma biblioteca viva, que cresça, que promova seminários, edições, debates.” José Mindlin (2010).

O casal Mindlin, em foto de 1998


Fotos: Álvaro Motta

Papéis Metalizados

E tudo começou no Carnaval Das lantejoulas aos papéis metalizados, em 50 anos a Málaga transformou‑se num dos principais fabricantes de substratos metalizados do Brasil. Depois de modernizar e triplicar sua produção, a empresa se prepara para ampliar sua linha de produtos. Tânia Galluzzi

64 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

que o Carnaval tem a ver com a indústria gráfica? Em princí­ pio, nada. A não ser que esteja­ mos falando da Málaga Produ­ tos Metalizados. Neste caso, a festa popular está na origem da empresa, que nasceu em 1963 com a fabricação de lantejou­ las. Francisco Málaga seguia, então, os passos do pai, Enrique Málaga, que trouxe da Espanha a habilidade na confecção das lamínulas cinti­ lantes. Com o pai e, sobretudo, com o avô, Fran­ cisco tomou gosto não só pelo brilho dos mate­ riais, mas pela engenhosidade das máquinas. Na oficina doméstica na qual Enrique con­fec­ cio­na­va as lantejoulas utilizando folhas de alu­ mínio, praticamente todos os apetrechos eram montados artesanalmente. Mesmo quando a produção deixou os fun­ dos da casa dos Málaga no bairro paulistano da Vila Romana, passando a ocupar um galpão de 240 metros quadrados não muito distante dali, esse modus operandi se manteve, transforman­ do-se na marca registrada de Francisco Málaga. Com sua capacidade de transformar de­sa­f ios técnicos em equipamentos efi­cien­tes, Francis­ co, que estudou contabilidade, em 1974 desen­ volveu sua primeira metalizadora para filmes de PVC e acetato de celulose. Como o empresário-​­e ngenheiro conta, a partir daí acabou o sossego. Empresas de vá­r ios

setores interessaram-se pelo produto. A Mála­ ga alargou sua atua­ção, produzindo pa­péis para presente, artigos para decoração como árvores de Natal e a chamar a atenção da indústria de embalagens de alimentos, já que a metaliza­ ção aumentava a barreira ao vapor de água, ao oxigênio e à luz dos filmes flexíveis. A empre­ sa cresceu rapidamente — uma segunda fábri­ ca foi aberta em Osasco —, no mesmo ritmo em que Francisco desenvolvia novos equipamentos.

Francisco Málaga com a filha Simone, diretora comercial


 Metalizadora

e papéis

De lá para cá, a empresa, através de tecnologia própria, desenvolveu e montou metalizadoras, rotogravuras para tratamento de pa­péis, car­ tões e filmes, laminadoras, entre outros equi­ pamentos de conversão, e passou também a in­ vestir em equipamentos importados. Ao mesmo tempo, sob a liderança co­mer­cial de Simone, fi­ lha de Francisco, a empresa foi alterando seu campo de atua­ç ão, deixando em 1997 o seg­ mento de produtos para Carnaval, e passando a ­atuar cada vez mais no fornecimento de pro­ dutos e estruturas metalizadas para o segmento gráfico e de conversão de filmes flexíveis. A empresa hoje é líder no fornecimento de papel metalizado e de serviços de metalização e conta com uma produção diversificada, ca­ paz de tratar e metalizar 1.200 toneladas de substratos plásticos, pa­péis e tecidos por mês. A Málaga tem ainda em seu portfólio de produ­ tos os cartões laminados, usados principalmen­ te em embalagens de cosméticos, far­ma­cêu­ti­cas e promocionais, serviços de aplicação de resinas técnicas sobre substratos flexíveis, e serviços de laminação e corte, entre outros. “Estamos po­ si­cio­na­dos como provedores de estruturas me­ talizadas e nossa intenção é nos focarmos cada vez mais em soluções técnicas, de alto valor agregado e sustentáveis”, afirma Flávio Málaga, que apesar de ser o homem das finanças, como o pai também gosta da produção. Este ano representa para a Málaga a consoli­ dação de um ciclo de investimentos e desenvol­ vimentos que começou em 2009 e se encerrou

em 2012. Cerca de R$ 8 milhões foram aplica­ dos na am­plia­ção e sofisticação da capacidade de produção e em novos produtos e processos. Ainda neste primeiro semestre a empresa pre­ tende apresentar a metalização holográfica e as estruturas metalizadas por transferência, que dispensam o uso do filme. Além do apelo eco­ lógico de um produto monocamada, o substrato metalizado por transferência promete printabi­ lidade su­pe­r ior e secagem mais rápida, aceitan­ do impressão offset e acabamentos diversos como hot stamping e relevo seco. A Málaga conta hoje com uma equipe de 175 profissionais, está instalada em uma área com 30.000 metros quadrados, e comemora em 2013 os 50 anos de sua fundação.

de filmes

 L aqueadora

(coater) para aplicação de resinas sobre papéis, cartões e filmes flexíveis, projeto desenvolvido por Francisco Málaga

& MÁLAGA PRODUTOS METALIZADOS Tel. (11) 3601.4630 WWW.malagapm.com.br março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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Eventos

Feira de celulares e tecnologia incrementa Office Brasil Escolar A Expo Cell & Tecnologia, focada no mercado de celulares, tablets e acessórios de informática, acontecerá em agosto, simultaneamente à tradicional feira de produtos para papelaria e escritórios.

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o dia 31 de janeiro a Francal cha­ mou a imprensa es­p e­c ia­l i­z a­d a para anun­ciar uma nova feira, a Expo Cell & Tecnologia, que será rea­li­za­da de 19 a 22 de agosto no Pavilhão de Expo­ sições do Anhembi, em São Paulo. Voltada aos lojistas e distribuidores de informática, celulares e aces­só­r ios, bem como pa­pe­la­ rias, revendas de informática e hipermer­ cados, a feira trará novidades em celula­ res e tablets, dispositivos para impressão, computadores, soft­wares e serviços. A Expo Cell, que teve sua primeira edição no ano passado, foi adquirida pela Francal em janeiro e será rea­l i­z a­d a em

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paralelo à 27 ª‒ edição da Office Brasil Es­ colar, Feira In­ter­na­cio­nal de Produtos para Pa­pe­l a­r ias, Es­cri­tó­r ios, Escolas e Reven­ das de Informática. “A Expo Cell cobre um mercado que, apesar de amplo, ainda não é bem explorado em termos de feiras. Além disso, há grande sinergia com a Office Bra­ sil Escolar”, afirmou Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras.

Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, anunciou a realização paralela dos dois eventos

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Antes da divulgação para o mercado, a Francal reuniu alguns expositores para apresentar a nova ini­cia­ti­va, que foi bem re­ cebida pelos fornecedores presentes, entre eles Ivan Duckur Bignardi, diretor do Gru­ po Bignardi, fabricante dos cadernos Jan­ daia. Ele conta que no final de 2012 expo­ sitores e a Francal formaram uma comissão com o objetivo de encontrar caminhos para alavancar a Office Brasil Escolar. “Conside­ ro um esforço válido, um serviço a mais que será prestado às pa­pe­la­r ias, gerando novas oportunidades de ne­gó­cios”. Ainda no ano passado essa comissão havia rea­li­za­do um encontro reunindo ex­ positores da Office Brasil e compradores, durante o qual ficou clara a necessidade de as pa­pe­la­r ias se modernizarem. “As pa­pe­ la­r ias já vêm incorporando itens de tecno­ logia aos seus produtos e não tenho dúvi­ da de que há po­ten­cial para crescer nesse sentido”, disse Abdala. A Expo Cell & Tecnologia será total­ mente independente da Office Brasil Esco­ lar e deve começar com uma área de 5.000 metros quadrados. Mesmo autônomas, as feiras terão um ponto de intersecção atra­ vés do qual os visitantes poderão transitar livremente de um pavilhão para o outro. “Reuniremos num mesmo am­bien­te tudo o que a papelaria precisa para se manter ativa”, comentou o presidente da Francal. Expo Cell & Tecnologia 2013 – Feira Internacional de Tecnologia e Acessórios 27ª- Office Brasil Escolar – Feira Internacional de Produtos para Papelarias, Escritórios, Escolas e Revendas de Informática Data: 19 a 22 de agosto Horário: das 10h às 20h (no dia 22, das 10h às 17h) Promoção e organização: Francal Feiras Localização: Parque de Exposições Anhembi, São Paulo www.expocell.com.br www.officebrasilescolar.com.br


Comércio Exterior

Unimaster completa sua solução em logística

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Fotos: Álvaro Motta

estrutura do Grupo Unimaster acaba de crescer. Com o objetivo de oferecer uma solução ainda mais completa de prestação de serviços em comércio ex­te­r ior, está em operação desde o final do ano passado a mais nova empresa da holding, a Broker Brasil, corretora cria­d a para presCom a tar consultoria em operações de câmcorretora de câmbio bio. “Cuidar da remessa de câmbio era o item que faltava ao pacote Broker Brasil, grupo de serviços que oferecemos”, afiracrescenta o serviço que ma Airton da Silva Ju­nior, diretor faltava ao seu portfólio, co­mer­cial do Grupo Unimaster. focado na assessoria As atividades desenvolvidas em logística nacional pela Takelog compõem a face mais e internacional. visível do grupo. É ela a responsável pelo transporte in­t er­n a­c io­n al e Tânia Galluzzi despacho aduaneiro de produtos importados (leia-se máquinas, insumos e peças) e exportados. Porém, o grupo é bem mais do que isso, sendo composto por seis empresas. Afora a Takelog, a Unimaster integra a Take Corretora de Seguros, es­pe­cia­l i­za­da em seguro de

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(E/D): Airton Junior, diretor comercial do Grupo Unimaster e Marcelo Gomes, diretor executivo da Broker Brasil

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transporte in­ter­na­cio­nal; a Spa­zio­log, que cuida da parte de armazenagem e distribuição de mer­c a­do­r ias; a Spa­z io­t rans, destinada ao transporte ro­do­v iá­r io geral e à movimentação de máquinas e equipamentos pesados; a Spa­ zio­re­dex, detentora de um armazém alfandegário para exportação; e agora a Broker Brasil. Ao todo são mais de 200 profissionais espalhados por unidades em cinco cidades: São Paulo, Santos, Campinas, Mauá e Rio de Janeiro. Início

Quan­do foi cria­da, em 1981, por Oswaldo Benvenuti Filho, a Unimaster era bem mais modesta. Despacho aduaneiro era o seu único negócio. Seu fundador, no entanto, já previa que a incorporação de novos ne­gó­cios, sempre re­la­ cio­na­dos com o comércio ex­te­r ior, permitiria à empresa crescer com sustentabilidade, considerando a crescente simplificação do processo aduaneiro. Assim, novos serviços foram sendo introduzidos, como agen­cia­men­to de carga, seguro in­ter­na­cio­nal e transporte ro­do­v iá­r io. A proximidade com o setor gráfico, hoje responsável por boa parte do faturamento do grupo, também foi paulatina. “Iniciou-se com a assessoria em projetos visando a redução de impostos por indicação de um representante de máquinas. Pouco a pouco, fomos nos tornando mais conhecidos. Na época não havia ninguém es­pe­cia­l i­za­do na importação de equipamentos gráficos”, conta Airton Ju­n ior. Aproveitando a oportunidade, a Unimaster, mesmo atendendo outros setores como o alimentício e o ele­troe­le­trô­ni­co, especializou-se em sistemas gráficos, tornando-se uma referência. Atual­ men­te a Takelog libera em média 50 máquinas por mês, po­si­cio­nan­do-se como a empresa que gera o maior número de ex-​­ta­r i­fá­r ios (redução temporária da alíquota do imposto de importação quando não há similar


Empresas que compôem o Grupo Unimaster

Logística aduaneira

CORRETORA DE SEGUROS

Corretora de Seguros

Armazenagem e distribuição de mer­ca­do­ria

na­cio­nal) para a área gráfica e edi­to­r ial. “Nosso di­fe­ren­cial está justamente no fato de conhecermos máquinas gráficas que, por seu alto valor agregado, implicam em recolhimentos substanciais de impostos. A expertise facilita o processo de importação e exportação e torna o diá­lo­go com a fiscalização mais técnico e preciso. Acabamos conquistando o respeito do mercado por trabalharmos de forma correta, respeitando todos os trâmites legais. Além disso, procuramos analisar pre­v ia­men­te cada projeto e definir a melhor estratégia de sua movimentação”, explica o diretor co­mer­cial.

Para 2013, o objetivo do grupo comandado por Marcelo de Clemente Benvenuti, filho de Oswaldo, e pelo próprio fundador, é mostrar ao gráfico que não somente cuida de projetos de máquinas e equipamentos, mas também oferece soluções re­la­cio­na­das aos insumos e componentes, deixando clara a extensão dos produtos que está capacitada a oferecer. Apesar da instabilidade econômica, em es­pe­cial deste segmento, a intenção é crescer 10% neste ano. & GRUPO UNIMASTER Tel. (11) 3160.9000 www.unimaster.com.br

SPAZIOTRANS

Transporte ro­do­viá­rio geral e movimentação de máquinas e equipamentos pesados

Armazém alfandegário para exportação

Consultoria em operações de câmbio

[ AVISO IMPORTANTE ] A Toyo Ink inicia a construção de sua 45a fábrica. Nenhuma surpresa, quando trata-se da empresa que está entre as 3 maiores fabricantes do mundo. A novidade é que agora a fábrica será no Brasil. Há 106 anos no mercado mundial, pioneira na fabricação de tintas offset base vegetal e líder em tecnologia H-UV e LED-UV a Toyo Ink Group tem satisfação em comunicar a construção de sua 45a fábrica, agora no Brasil em Jundiaí, São Paulo. A nova unidade de negócio, com 45.000m2 tem como objetivo atender ao mercado nacional e América Latina disponibilizando toda tecnologia japonesa aos diversos segmentos de impressão da indústria gráfica.

Toyo Ink Brasil - Av. José Alves de Oliveira, 4300 - Distrito Industrial - Jundiaí - SP - Tel/Fax: +55 11 2338-9310 email: info@toyoink.com.br março /abril 2013 REVISTA ABIGR AF

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Autoadesivos

Pouco mais de seis meses depois de agregar novo equipamento ao parque industrial de Mato Grosso do Sul, empresa projeta consolidação no segmento de prime label.

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Braga Adesivos em ritmo de expansão

ois mil e treze começou em ritmo de aumento da produtividade na Braga Produtos Adesivos, uma das maiores in­dús­trias de pa­péis e filmes autoadesivos do País, se­d ia­da em Hortolândia (SP), re­g ião metropolitana de Campinas. Isso porque, há pouco mais de seis meses, a empresa instalou uma nova laminadora de alto desempenho em sua unidade de Três La­goas (MS), inaugurada em 2011. A planta in­dus­t rial da re­g ião centro-​ ­oes­te, que já entrou em operação com uma laminadora Bachofen + Meier, já vinha contribuindo para expandir a capacidade produtiva da Braga, que passou a suprir o mercado com produtos de alta performance em conversão e rotulagem. Com o novo equipamento, a empresa planeja reforçar sua presença no segmento prime label. “A qualidade e con­f ia­bi­l i­d a­de oferecida pela nova máquina habilita a empresa a se consolidar nesse nicho, além de atender o mercado ­atual de dados variáveis com mais excelência e produtividade”, declara o presidente Fábio Braga. Já no ano passado, a empresa obteve forte crescimento em prime label, tanto no mercado na­cio­nal, quanto de toda a América do Sul. Novos produtos

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Laminadora Bachofen + Meier (BMB) instalada na unidade de Três Lagoas (MS)

Foi também a partir da inauguração da unidade de Três La­goas que a Braga reformulou toda sua linha de filmes e passou a disponibilizar novos produtos que pro­por­cio­nam mais flexibilidade, ganhos de conversão e melhor aplicação e rotulagem ao mercado. No último ano, a Braga incorporou ao seu REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

portfólio inovações como a linha de adesivos a730 para baixíssimas temperaturas, que permite aplicação próximo a zero grau e permanência comprovada abaixo de –40°C. Outra novidade são os adesivos a900 e a930, indicados para aplicação em substratos derivados de po­l io­le­f i­n as de difícil ancoragem. “A aplicação de adesivos em sacos de ráfia, que é um dos pio­res

Fábio Braga, presidente da empresa

materiais para uso de autoadesivo, foi totalmente suprida com essa linha. O produto foi testado e aprovado também em am­bien­ tes hostis, com ba­te­r ias automotivas, onde o adesivo apresenta difícil ancoragem e sofre com a alta temperatura gerada pelo motor e a abrasividade dos produtos químicos presentes nesse am­bien­te”, diz Fábio. Mesmo sentindo os reflexos de contenção no crescimento econômico do País como todas as demais empresas do ramo gráfico, a Braga se mantém em estabilidade, graças ao bom desempenho do mercado

de autoadesivos. De acordo com dados da As­so­c ia­ç ão Brasileira de Embalagens (Abre), até 2008, o segmento crescia à taxa média de até 12% ao ano. Em 2010, o consumo de rótulos e etiquetas estava estimado em 40 bilhões de metros quadrados/ano em todo o mundo, dos quais 16 bilhões de metros quadrados (ou seja, 40%) são autoadesivos e cerca de 50%, glue ap­plied (o papel com cola). Na América do Sul, os autoadesivos representavam apenas 25% do total e o papel com cola, 67% —, portanto, havia um espaço para crescimento que vem sendo preen­chi­do até hoje. Por isso mesmo, Fábio Braga afirma ter boas expectativas para 2013. “Porém, estamos sempre de olho nos movimentos de mercado. O am­bien­te está muito competitivo, então temos que ser cria­t i­vos, olhar sempre para a inovação e o lançamento de novos produtos”, diz o empresário. Fundada há 30 anos, a Braga Adesivos trabalha com uma linha completa de pa­péis e filmes autoadesivos, pa­péis siliconizados, cartões e matéria-​­prima para as mais va­r ia­das aplicações como: rótulos, etiquetas, identificações no processo in­dus­trial, marcação de preços, código de barras, entre outros. Os produtos destinam-se, principalmente, ao mercado de flexografia e impressão digital (bobinas), além de atender o setor de gráfica plana, com pa­péis branco fosco e couché. & BRAGA ADESIVOS Tel. (19) 3897-​­9720 www.braga.com.br


Sustentabilidade

Cresce a procura por insumos sustentáveis

Tendo o óleo vegetal como base para sua formulação, tintas e vernizes ecológicos estão entre os principais insumos utilizados pelas empresas para equilibrar qualidade gráfica e responsabilidade ambiental. Juliana Tavares

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os dias de hoje, quando a sustentabilidade é uma exigência do mercado e traz até mesmo diferenciais de competitividade, a busca por ma­té­rias-​­primas ecologicamente corretas amplia-se cada vez mais. O investimento em produtos que possam diminuir os danos à natureza, além de ser um ato de responsabilidade, pode tornar-se uma opção para as gráficas economizarem no custo do produto final e também uma forma de agregar valor a este — algo que, aos olhos do clien­te, pode ser determinante. Diversos fabricantes disponibilizam tintas e vernizes que têm o óleo vegetal (em geral, o de soja) como base para sua formulação. Eles subs­ti­tuem os produtos à base de óleo

mineral (petróleo), responsáveis pela emissão na atmosfera dos componentes orgânicos voláteis (VOC), que danificam a camada de ozônio, e ainda auxiliam no tratamento dos re­sí­duos após sua utilização. Pioneira na fabricação de produtos à base de ­óleos vegetais, a Toyo Ink — que está há mais de cem anos no mercado mun­d ial — é uma das empresas que fornecem o insumo no País. Trazendo para o Brasil a tecnologia japonesa, a empresa construirá uma unidade fabril no Estado de São Paulo, na cidade de Jun­diaí, para aproveitar as vantagens diretamente re­la­cio­na­das ao custo de produção do óleo vegetal no nosso país. “O Brasil, especificamente, pro­por­cio­na esta vantagem financeira por ser um grande produtor de óleo de soja, o que não acontece

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Sustentabilidade

em paí­ses da Europa ou Ásia”, é o que explica o gerente técnico Clelson Pereira de Souza. Se o custo para produzir o ma­te­r ial diminui, o seu valor de compra acompanha esse ritmo e a economia de quem adquirir será maior; no final das contas, todos saem ganhando. A engenheira am­bien­tal Jeniffer Gue­des, da gráfica Plural, acredita que esse tipo de investimento possibilita a melhor solução em impressão com responsabilidade am­bien­tal.

Outras empresas do setor que trabalham com sistemas de produção sustentável também têm adotado esse tipo de insumo. É o caso da gráfica paulistana Congraf Embalagens, que já começa a sentir os efeitos dessa mudança. “Hoje, com a boa aceitação da tinta no mercado e com o aumento da demanda e da concorrência, os custos [de produção] se tornaram muito compatíveis quando equiparados aos custos da tinta de óleo mineral derivado do petróleo”, comenta Douglas Marçal, responsável pelos sistemas de gestão integrada e de sustentabilidade da gráfica. Muito além do compromisso ambiental

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Marcos Anghinoni, diretor de vendas da Sellerink

Um resultado diferente e su­pe­r ior ao conquistado nos métodos normais é um atrativo importante para fazer o investimento valer a pena. De acordo com o diretor de vendas da fabricante de tintas Sellerink, Marcos Anghinoni, o benefício oriundo das tintas ecológicas supera os fatores econômico e am­bien­tal. “As tintas à base de soja têm excelente equilíbrio água-​ ­t inta, permitindo impressão com o mínimo volume de água no sistema. Assim, os pontos


ganham definição e o brilho do impresso final é mais intenso”, explica. Utilizando uma das linhas da Toyo como exemplo, Clelson de Souza descreve os possíveis be­ne­f í­cios: “Comparadas às tintas a partir de ­óleos minerais do mercado, as tintas à base de ­óleos vegetais pro­por­cio­nam melhor ancoragem, brilho su­pe­r ior e permitem todos os tipos de acabamentos gráficos, entre outras vantagens”, enfatiza. Anghinoni também ressalta as demais utilidades da tinta ecológica: “Outra característica importante é a universalidade: as tintas à base de soja podem imprimir em qualquer tipo de suporte celulósico (mesmo o couché fosco) e rodam bem em qualquer impressora offset, inclusive as de última geração, com oito ou dez cores com reversão”.

Marco Zorzetto, gerente industrial da Printcor

A procura por essa matéria-​­prima é crescente. Marco Zorzetto, gerente in­dus­t rial da fabricante brasileira Printcor, conta que somente no segmento de embalagens, principal área de atua­ção da empresa, o índice de procura das tintas à base de óleo vegetal é de 70%. Mas este não é o único setor que está correndo atrás de fornecedores. “Na área pro­mo­cio­nal podemos estimar algo em torno de 20% a PRINTED WITH 30% de utilização para SOY INK este tipo de produto”.

PrintFree TM

Ecológico do começo ao fim

Para manter um ciclo de produção sustentável, a gráfica deverá escolher insumos que sejam

Célio Silva, supervisor de produtos da Overlake

igualmente menos nocivos ao meio am­bien­te até o seu acabamento final. Uma das opções para seguir este caminho é utilizar os vernizes ecológicos, que pos­suem o mesmo desempenho dos convencionais, mas são fabricados a partir de fontes renováveis. Essa possibilidade de produzir um ma­te­r ial respeitando o meio am­bien­te nem sempre é de conhecimento do clien­te final. Célio Silva, supervisor de produtos da Overlake, es­pe­cia­li­za­da em vernizes gráficos, cita o exemplo de uma empresa que mudou seu modo de pensar ao descobrir o verniz ecológico. “Um clien­te de impressos promocionais determinava em suas especificações a não utilização de vernizes de acabamento UV (fosco ou brilho) por considerá-​­los ‘nocivos ao meio am­bien­te’. Em conjunto com a equipe de atendimento da gráfica, foi rea­l i­z a­do um trabalho de esclarecimento e cons­cien­t i­za­ção demonstrando que exis­t iam opções de vernizes UV de origem vegetal. Isso gerou quase uma ‘revolução’ no clien­te, que passou a utilizar o insumo em cerca de 30% de suas peças”. Os ecoinsumos têm a capacidade de favorecer diversos interesses, como uma espécie de círculo vir­tuo­so: as gráficas cumprem seu papel so­cioam­bien­tal, oferecem produtos tecnicamente avançados e atendem as exi­gên­cias dos clien­ tes. Todos ganham e a natureza agradece.

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Sustentabilidade

Gerenciamento de resíduos na indústria gráfica

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

Conheça mais sobre as definições e parâmetros oficiais adotados pelos órgãos ambientais e os cuidados que os profissionais do setor devem ter para lidar de maneira ambientalmente correta com os materiais descartados no processo produtivo.

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partir desta edição, a Revista Abigraf passa a publicar uma coluna sobre ge­ ren­cia­men­to de re­sí­duos na indústria gráfica. Nesta abordagem ini­c ial, apresentamos a definição dos tipos de re­sí­duos sólidos e quais as medidas que devem ser adotadas pelas in­dús­trias do setor que planejam estruturar um sistema de gestão am­bien­tal em seus parques gráficos ou simplesmente buscam atender as legislações vigentes. Nos dias de hoje, os materiais descartados nos processos produtivos ou mesmo em nosso dia a dia são considerados uma problemática am­bien­tal mun­d ial. São os chamados re­sí­duos. Mas afinal, o que são eles? Resíduo é todo ma­te­r ial não aproveitado nas atividades humanas, pro­ve­nien­te de setores produtivos, como a indústria e o comércio (re­sí­duos industriais) ou re­s i­d ên­c ias (re­sí­duos domésticos). As in­d ús­t rias gráficas também são geradoras de materiais que, de algum modo, podem afetar o meio am­bien­ te. De acordo com o guia técnico am­bien­t al da indústria gráfica, publicado em 2009 pela Companhia Am­bien­t al do Estado de São Paulo (Cetesb), em parceria com o Sindigraf-SP, a ABTG e a Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), a grande maioria dos re­sí­duos sólidos gerados pela indústria gráfica são as chamadas aparas de produção, ou seja, as sobras de substrato, impresso ou não, geradas durante o processo de impressão ou acabamento. Essas aparas, quer sejam de papel, cartão ou plástico, impressas ou não, são re­sí­ duos classificados como Classe IIA ou IIB, de acordo com a norma ABNT NBR 10.004:2004, ou seja, não são re­sí­duos perigosos.

Por outro lado, os re­sí­duos sólidos classificados como Classe I são considerados perigosos. Entre eles estão: latas plásticas contendo restos de tinta pastosa, solvente de limpeza sujo, sobras de tinta, vernizes ou adesivos, panos de limpeza sujos com solventes orgânicos e tinta, insumos químicos vencidos ou fora de especificação, lâmpadas fluo­res­cen­tes usadas, EPIs impregnados com químicos e óleo lubrificante queimado. Os re­sí­duos industriais demandam cuidado es­pe­c ial devido ao grande volume gerado e à presença de materiais perigosos ao meio am­bien­te e à saú­de pública. Há ainda a dificuldade crescente de conseguir ­­áreas para a sua deposição. É importante que a indústria saiba a caracterização dos re­sí­duos por ela gerados, principalmente quanto à sua periculosidade. Com estas informações, torna-se possível o ge­ren­cia­men­to desses re­sí­duos, incluindo formas adequadas de armazenamento, transporte e disposição final. Estejam estes caracterizados como Classe I ou II, determinados re­sí­duos são difíceis de reciclar ou simplesmente não podem ser reaproveitados, como é o caso do lixo de banheiro. Em geral, os re­sí­duos Classe II seguem para aterros controlados. Já os da Classe I são destinados ao coprocessamento, pois, por serem classificados como perigosos, devem receber uma atenção es­pe­cial no seu manuseio, armazenamento, transporte e destinação. É importante sa­l ien­t ar que, para a rea­l i­z a­ç ão destas etapas, deverão ser consideradas as legislações específicas, tanto no âmbito federal como no es­ta­dual e no municipal. Entre os re­sí­duos líquidos, os principais são a água tamponada, o revelador e o fixador. Também esses materiais necessitam de cuidados especiais quando de seu descarte, pois, ge­ren­cia­ dos de maneira incorreta, tornam-se um grave problema am­bien­tal — este tema, porém, será tratado nas próximas edições.


Mercado

A reinvenção das bancas de jornais A revisão do modelo de remuneração dos jornaleiros e um projeto que prevê a ampliação dos itens autorizados para venda nesses locais podem inibir a retração do setor. Juliana Tavares

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hábito de comprar jornais e revistas nas bancas já não é tão comum quanto há alguns anos. Hoje, um bom número de pes­soas prefere acompanhar as no­tí­cias pela internet a comprar uma publicação impressa. Nas regras do mundo moderno, a atua­li­za­ção de informações é mais veloz e nos obriga a estar “conectados”. Os reflexos disso se mostram nos números do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo (Sindjor- SP): existem na cidade de São Paulo aproximadamente 3.500 bancas, mas há oito anos esse total era de quase 5.000. “Os jornaleiros passam por um momento delicado, com a queda recorrente nas vendas das publicações, o que acaba in­v ia­bi­l i­zan­ do seu trabalho”, diz o presidente do sindicato, José Antônio Mantovani. Também a DGB, holding de logística e distribuição do Grupo Abril, estima que a venda em bancas caiu em média 30% na última década. Além da concorrência com os meios eletrônicos, os donos de bancas sofrem com outros

problemas cruciais. Um deles são ações judiciais que, não raro, pedem o deslocamento dos pontos de venda, sob a acusação de impedirem o fluxo de pedestres nas calçadas. Os baixos sa­lá­ rios e a ausência de be­ne­fí­cios trabalhistas também têm levado muitos deles a trocar de profissão. Regidos por uma lei que completará vinte e sete anos em junho, os donos de bancas acabam de receber novo estímulo. Em abril, a DGB colocou em prática uma proposta para modificar sua contrapartida na remuneração do setor, concedendo às bancas de todo o Brasil, exceto para a re­g ião Sudeste, um desconto mínimo de 25% nos produtos das editoras que aderiram ao programa — segundo a distribuidora, a aceitação foi de 90%, o que representa 92% do faturamento do setor e cerca de R$ 22 milhões em investimento nos pontos de venda. Até então, somente a re­g ião da Grande São Paulo e Rio de Janeiro tinham direito ao desconto, de até 30%, sendo que a dedução correspondente às outras praças nas quais a DGB atua­va era de apenas 15%. Em julho deste ano, quando esses novos


valores estiverem fixados em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, serão quase dez mil bancas be­ne­f i­c ia­d as, em 1.700 mu­ni­cí­pios. Mix de produtos

Projeto de João Paulo Guedes Maquete digital (acima) Parte interna e mecanismo de segurança (abaixo)

Outra saí­da para os jornaleiros é vender produtos não convencionais para garantir a rentabilidade de seu negócio. Também em abril, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo (PT), apresentou projeto de lei para aumentar a lista de itens permitidos para venda e incluir prestações de serviços similares às oferecidas nas casas lotéricas. A proposta permitirá a co­mer­cia­li­za­ ção de produtos que não estejam ligados ao mercado edi­to­r ial (até 30% do total) e com­preen­de­rá artigos de hi­g ie­ne, alimentação, eletrônicos, ma­te­r ial escolar, kits de ferramentas e a inserção de serviços de correspondente bancário (pagamento de contas de água, luz, telefone e outros boletos). A votação deverá acontecer nas próximas semanas e seguirá para sanção ainda neste semestre. Mantovani também defende que uma das opções para am­pliar o faturamento do jornaleiro é a co­mer­cia­l i­za­ção de livros com preços menores do que os praticados nas li­v ra­r ias. “As bancas

representam um novo canal para as editoras, uma vez que o número de li­v ra­r ias no Brasil é pequeno dian­te da diversidade de livros lançados e as bancas têm uma capilaridade muito grande”, explica o presidente do Sindjor-SP. O diretor do Grupo Em­pre­sa­r ial Edi­to­r ial da Abigraf- SP (GE -Edi­to­r ial), Luiz Gornstein, lembra que para tirar essa ideia do papel, entretanto, é necessário analisar questões financeiras cruciais. “No  caso de uma possível parceria com as editoras, o ­ideal seria adequar os valores aplicados na concessão dos exemplares às li­v ra­ rias para a rea­l i­da­de do jornaleiro. Desta forma, ambos se­r iam be­ne­f i­c ia­dos”, defende o empresário. Mesmo com os incentivos, alguns profissionais não puderam esperar e decidiram vender ou alugar seu ponto. Embora oferecendo mais do que publicações — como recarga de celular e doces —, as jornaleiras Claudia Soa­res e Francisca Augusto, por exemplo, utilizaram o espaço disponibilizado no site do SindjorSP para anun­ciar a venda de suas bancas, si­t ua­d as, respectivamente, nos bairros de Santo Amaro e da Liberdade. Até o fechamento desta edição, o número total de anún­cios de vendas de pontos cadastrados no site do sindicato era de 46. Mecanismo de segurança

Painel expositor Tranca com cadeado Caixa registradora Armário com portas de correr Porta e painel expositor com suportes para periódicos, livros, etc. Cadeira dobrável Expositores móveis para revistas, jornais, livros, etc.

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Optou-se pelo uso do aço por ser um material reciclável e possibilitar a concepção de um sistema estrutural pré-fabricado garantindo a rapidez e economia execução. A organização interna da banca se dá através de dois módulos onde são armazenados todo o acervo e itens necessários básicos para o seu funcionament serem abertos, por meio de grandes portas, estes módulos revelam todo o acervo da banca que está organizado em suportes metálicos fixados nas estrutu internas. Desta maneira otimiza-se o uso de todo o perímetro definido pelo espaço ocupado pela banca, amplificando a sua capacidade de exposição e ao mesmo tempo valorizando o seu espaço interno.

m material de aparência natural exposto ao tempo (Aço Corten). A sua configuração formal representam marcos visuais de referência na paisagem. Estes aspectos foram considerados ue proporcionasse o menor impacto possível na paisagem. PERSPECTIVA DA IMPLANTAÇÃO SEM ESCALA

Um novo olhar na aparência das bancas

Editores de Revistas (Aner) e a Prefeitura de São Quan­to mais atrativos a banca tiver, mais clien­ Paulo — para revitalizar as bancas do Largo da Visualmente adotou-se um desenho limpo,tes deserão superfície contínua com material de aparência ao tempoSão (Aço Corten). A sua configuração fo instigados a conferir seus produtos e natural Batata,exposto em Pinheiros, Paulo. remete a tipologia dos pórticos encontrados em centros urbanos que representam referênciabaiano na paisagem. Estes aspectos serviços. Um exemplo do que pode ser marcos modifi-visuais de O arquiteto João Paulo Gue­ des foi oforam conside por constituírem parâmetros relevantes na criação de um desenho que proporcionasse o menor impacto possível na paisagem. cado na sua estrutura está no concurso “Ban- escolhido entre 15 finalistas para comandar as ca Nova”, promovido no ano passado pela Abril mudanças na re­ ião. Ele explica que seu projePERSPECTIVA DAgIMPLANTAÇÃO SEM ESCALA Mídia — em parceria com a As­so­cia­ção Na­cio­ to pro­ por­cio­na­rá uma acessibilidade universal, VISTA DA IMPLANTAÇÃO nal de Jornais (ANJ), As­so­cia­ção Na­cio­nal dos sem diferença no nível entre a calçada e o in­ SEM ESCALA te­r ior da banca. “Isso permite que pes­soas em qualquer condição de mobilidade possam caminhar facilmente, explorando o seu in­te­r ior amplo com mais liberdade. Outro aspecto importante é a relação com o espaço público circundante. É possível acessá-la por lados opostos, o que torna seu espaço mais convidativo”, complementa o arquiteto. O caráter inovador e pe­cu­liar do projeto pode até sugerir uma possível adaptação nas demais bancas da cidade paulista. Mas essa alternativa, no entanto, é descartada pelo arquiteto devido a uma série de fatores que im­pos­si­bi­li­ta­r iam a execução da obra. “Cada trecho do município tem sua característica própria, seja por conta da largura das calçadas, do perfil dos clien­tes transitantes, e até mesmo por questões de in­fraes­tru­tu­ra e segurança”, esclarece Gue­des. São muitos os de­sa­f ios aos quais os jornaleiros estão submetidos atual­men­te. Entretanto, assim como o ma­te­r ial impresso busca sua adaptação na nova rea­li­da­de so­cial, esses profissionais têm alternativas para seus ne­gó­cios, seja através do amparo da lei (que está no caminho da atua­li­za­ção) ou por intermédio da moderni80 zação e inovação na estrutura das bancas. O projeto prevê acessibilidade, sem diferença no nível entre a calçada e o interior da banca ASPECTOS PAISAGÍSTICOS

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013


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rocha@oficinatipografica.com.br rosari@rosari.com.br

Gustavo Piqueira, em Iconografia paulistana. Ensaios absurdos ao lado de imagens que retratam com humor cáustico o lado falso da grande cidade.

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BIENAL da

13 0 2 / UNHO

EM J

Entre os jurados estão o ilustrador Gustavo Duarte, o publicitário Rafael Freire, e o especialista em mídias digitais Luli Radfahrer (SP); o editor Julius Wiedemann e o diretor de arte Felipe Muanis (RJ); o cineasta Petter Eldin (Suécia) e os designers André Stolarski, Priscila Farias, Cecilia Consolo, Gustavo Piqueira e Ronald Kapaz (SP); Billy Bacon, Claudio Reston, Fabio Lopez,

84 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Gabriel Patrocínio, Henrique Pires, Ricardo Leite, Felipe Taborda e Rejane Dal Bello (RJ); Itamar Medeiros (PE), Marcos Minini (PR), Delano Rodrigues (MA), Eduardo Braga (MG), Yomar Augusto (DF), Cheng Hangfeng (China), Lorenzo Shakespear (Argentina), John Moore (Venezuela), Mario Van Der Meulen (Bélgica), Tyler Johnson (EUA) e Nikki Gonnissen (Holanda).


Gabriela Caselatto, designer gráfica, formada pela Universidade Anhembi Morumbi, também é ilustradora talentosa. gabskz@gmail.com

Calendário de mesa

ADG entrelinhadesign.art.br

A Bienal Brasileira de Design Gráfico é o momento em que o design gráfico nacional reflete suas conquistas, discute seus rumos e traça seus planos, mostrando seu intenso diálogo com a inovação, o empreendedorismo, a cultura, o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade e a sociedade. É onde a categoria reconhece seus melhores, homenageia seu passado,expande suas fronteiras e estimula seu futuro. A Bienal da ADG tem sido, desde sua primeira edição, em 1992, a grande celebração do design gráfico brasileiro. É o mais tradicional ponto de encontro de todos os integrantes – profissionais, clientes, fornecedores, estudiosos, educadores e estudantes – deste imenso segmento da indústria criativa, que ganha mais peso a cada ano. Em suas nove edições, a Bienal reuniu mais de 2.000 projetos selecionados diligente e voluntariamente por alguns dos mais renomados profissionais e acadêmicos de diversas regiões do País. Este vasto panorama que a Bienal vem registrando há duas décadas será acrescido de uma colossal massa de projetos desenvolvidos nos últimos quatro anos, corrigindo o hiato decorrente da não realização do evento dois anos atrás. Cada vez mais vasto e profundo, o mapeamento da produção nacional de design que a Bienal ambiciona promover para sua comemorativa décima edição certamente irá refletir e revelar diferentes perspectivas, novas fronteiras e, principalmente, as grandes mudanças pelas quais o Brasil e o mundo passam atualmente. Em outras palavras, este mapeamento nos indica onde estamos, de onde viemos e para onde vamos. Bruno Porto, coordenador geral março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

85


Prof.

Décio Pignatari (1927-2012), poeta, intelectual, pensador do design brasileiro, era um genial professor: aqui em aula aberta na FAU/USP,1976.

The visible world

Terminologia

Johanna Drucker

The visible word

86

Eu uso o termo moderno para o trabalho produzido no período que vai até a década de 1920, que constitui o corpus primário do material [deste trabalho]. Uso o termo modernista, que se aplica, como por convenção na história da arte (veja Frascina, Harrison etc.), ao trabalho crítico e histórico produzido pelos sucessores dos modernos, em meados do século XX, e este trabalho artístico produzido pelo legado da estética moderna e de uma geração posterior, já mergulhado na história e na carga do início dos tempos da avant-garde, chamo de modernista. Johanna Drucker Embora esta distinção seja bastante embaçada em termos de The Visible Word. Experimental Typography sua demarcação histórica, ela serve muito bem para distinguir and Modern Art, 1909–1923. a visão de Clement Greenberg das proposições originais de, por The University of Chicago Press, Chicago/Londres, 1994. exemplo, Pierre Reverdy ou Guillaume Apollinaire. Os termos, Pierre Reverdy, poeta francês, surrealista-cubista. Teórico mais portanto, têm especificidade histórica e crítica, uma vez importante depois de Guillaume que identificam tanto a parte inicial como o final do século, Apollinaire, o grande escritor e crítico de arte e um dos mais e é um trabalho original, além de um comentário histórico/crítico. importantes vanguardistas do início do século XX, conhecido por sua O termo avant-garde também precisa de qualificação. poesia visual e sem pontuação e por Minha preferência é usar a palavra muito especificamente para ter escrito manifestos importantes para as vanguardas na França, indicar os esforços que tiveram uma forte convicção política tais como o do Cubismo. Criador da palavra Surrealismo. na expressão artística. Eu não uso, portanto, a palavra de Greenberg, importante crítico modernista dos EUA. No pós-guer- modo genérico e aleatoriamente para indicar uma ou as diversas ra causou polêmica dizendo que atividades do início do século XX. Prefiro restringir seu uso o melhor das vanguardas modernas era produzido nos Estados Unidos para que se torne um termo distinto para identificar algumas e não na Europa, e foi um dos primeiros a aclamar Jackson práticas dentro da arte moderna, em vez de ser aplicado Pollock. Foi uma personalidade importante na crítica de arte até a esmo para todas elas, ou como as atividades no final do os anos 1960, mas sua oposição século, que têm diferentes bases institucionais e estéticas ao Pós-Modernismo fez que perdesse terreno. (Wikipedia) na sua concepção. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013


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Quadrinhos

Mônica Sempre Jovem

N Há cinquenta anos, Mônica deu a primeira coelhada em Cebolinha e conquistou o Brasil.

Mônica, filha de Mauricio de Souza, foi a inspiração para a criação do personagem que leva o seu nome

88

Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

o dia 3 de março de o Yellow Kid e o Gran Guinigi, 1963, na tirinha do de um júri in­ter­na­cio­nal. Exis­ Bidu, na Folha de S. tem ree­d i­ções da Editora Pani­ Paulo, a personagem Mônica ni que atestam a qualidade ini­ apareceu pela primeira vez. cial do feito. Belo texto e traços Até então, embora sempre originais e mais pessoais que tivessem apoiado personagens os americanos. brasileiros sem sucesso nas re­ À medida que nascia nova vistas e jornais, os editores ale­ filha, mais um personagem era gavam que os leitores só aceita­ cria­do. Já havia uma pequena vam cria­ções estrangeiras. Mas in­f raes­tru­tu­ra, ba­sea­da na dis­ a Folha apoiara um repórter po­ tribuição dos sindicatos ameri­ li­cial do diá­r io que sonhava fa­ canos e na produção dos es­t ú­ zer quadrinhos. Tratava-se de O primeiro gibi da Mônica foi dios de Walt Disney. Hoje não publicado pela Abril em 1970 Mauricio de Sousa. há uma crian­ça — ou adulto — que não conheça a dentucinha. Em 1959 apareceu a tirinha E ela cresceu na revista Turma com o cachorrinho Bidu e seu da Mônica Jovem, toda produzida dono, Franjinha. Mauricio sa­ em estilo de mangá. bia que uma andorinha só não Passados cinco décadas, as faz verão e tratou de ne­go­c iar his­tó­r ias dessa jovem cinquen­ com o jornal para ceder os cli­ tona e de toda a sua turma já fo­ chês e viajou para as cer­ca­nias ram traduzidas para vá­r ios idio­ da cidade fornecendo as tiras mas e fazem sucesso em quase aos jornais locais. Desde sem­ todo o mundo, não só nos quadri­ pre as suas cria­ções eram ba­sea­ nhos mas também na animação das na sua infância. O cachorri­ nho, o amigo que falava errado, Turma da Mônica Jovem, publicada e no merchandising. o que não tomava banho. Quan­ pela Panini do ficou pai, criou Mônica à imagem e seme­ lhança de sua filha. Inclusive com o coe­l hi­nho inseparável. Victor Civita em 1970 acreditou no autor e investiu no título, Mônica e a sua Turma. Foi aí que tudo mudou no mundo dos quadrinhos brasileiros. A revistinha da Abril foi toda escri­ ta e desenhada por Mauricio, num esforço inco­ mum. Tanto que logo ganhou o prêmio máximo do Salão de Lucca então no auge do prestígio, Mônica, depois de um ataque de nervos contra Cebolinha

A primeira aparição de Mônica em uma tira do Bidu, na Folha de S. Paulo


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Prêmio

23º- PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI – 2013

Segmento de fornecedores incorpora mais uma categoria Próxima edição do Prêmio Fernando Pini destacará empresas de acabamento.

U

90

ma das principais características do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini é a capacidade de acompanhar as mudanças e as necessidades do mercado. A cada nova edição o regulamento do concurso é discutido e revisado, com mudanças que vão desde pequenas alterações no julgamento quanto à inserção ou corte de ca­te­go­r ias. Uma das alterações para 2013 refere-se aos fornecedores. No ano passado uma nova categoria foi introduzida, Filme para Termolaminação, além do desmembramento da categoria Papel para Impressão com e sem Revestimento, transformada em Papel para Impressão – Não Revestido e Papel para Impressão – Revestido. Agora é a vez da inserção da categoria Empresas Terceirizadas Fornecedoras de Serviços de Acabamento Gráfico, totalizando 17 ca­te­go­r ias. Podem concorrer ao Prêmio Fernando Pini fornecedores fabricantes, detentores ou representantes exclusivos, com identidade jurídica no território na­cio­nal. As empresas que se inscreverem ficarão disponíveis no banco de fornecedores, para votação das gráficas que também estiverem participando com seus trabalhos no concurso. A votação acontece no ato da inscrição do produto, e cada gráfica só poderá votar uma única vez através do seu CNPJ. Os vencedores serão aqueles que obtiverem a maior pon­tua­ção nos quesitos atendimento técnico, atendimento co­mer­cial, con­f ia­bi­li­da­de no produto/equipamento e cumprimento de prazos. As inscrições para o concurso acontecem entre agosto e setembro. A cerimônia de entrega já tem data marcada: 26 de novembro. Ao lado publicamos a relação dos fornecedores pre­mia­dos em 2012, que saiu com algumas incorreções na edição 263, janeiro/fevereiro.

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Fornecedores premiados EM 2012

RANKING DE FORNECEDORES 1997–2012 Empresa

Adesivo Artecola

prêmios (1997/2012)

Suzano

29

Heidelberg

23

Agfa

18

HP

11

Müller Martini

9

Chapas para Impressão Kodak

Sun Chemical

9

Cromos

7

Equipamentos para Acabamento Gráfico Müller Martini

Epson

7

Overlake

7

Equipamentos para Impressão Digital HP Brasil

Day Brasil

6

Henkel

4

Equipamentos de Impressão Plana Heidelberg

Kodak

4

Colacril

3

Equipamentos para Impressão Rotativa Goss International

Goss

3

Avery Dennison

2

Equipamentos para Pré-Impressão, sistemas e CtPs Agfa

Bottcher

2

Fibria

2

IBF

2

International Paper

2

Papel Autoadesivo Autoadesivo Paraná (Colacril)

Manroland

2

Adobe

1

Papel para Impressão – Não Revestido International Paper

Apple

1

Arjo Wiggins

1

Papel para Impressão – Revestido Suzano

Artecola

1

Canopus

1

Sistema de Provas Epson (T&C)

Cromar

1

Fujifilm

1

Tintas Cromos

Guarani

1

Gutenberg

1

Vernizes Overlake

Papirus

1

Prolam

1

Blanquetas Saphira/Heidelberg Cartão Com e Sem Revestimento Suzano

Filme para Termolaminação MBSet (Prolam)


A pesquisa é sobre o mercado, mas os resultados vão aparecer na sua gráfica. Está disponível a melhor ferramenta para a administração de cargos, salários e benefícios da Indústria Gráfica Paulista! O material contém apresentação, metodologia, relação das empresas participantes e distribuídas por porte e segmento, gráficos analíticos, medidas estatísticas, além de análise de política de RH. São 67 empresas participantes, 266 cargos setoriais descritos e pesquisados (veja relação no verso), 6 segmentos analisados, cerca de 16.789 profissionais de amostra.

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ASSINATURA PREENCHA, DESTAQUE E ENVIE PELO FAX 11 3232-4507 OU PELO CORREIO PARA: RUA DO PARAÍSO, 529 – PARAÍSO – SÃO PAULO – SP – CEP 04103-000 – BRASIL


RELAÇÃO DOS CARGOS PESQUISADOS ÁREA DE PRÉ-IMPRESSÃO GERENTE DE PRODUÇÃO, GERENTE DE PRÉ-IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE PRÉ-IMPRESSÃO, OPERADOR DE TRÁFEGO, OPERADOR MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR TRATAMENTO IMAGEM DIGITAL, OPERADOR DE CTP E/OU CTF, OPERADOR DE SCANNER, OPERADOR DE MONTAGEM CONVENCIONAL, COPIADOR (CHAPAS, CLICHÊS, ETC.), ARQUIVISTA DE FILMES E/OU FORMAS DE IMPRESSÃO, REVISOR DE PRÉ-IMPRESSÃO – FOTOLITO/DIGITAL, PROJETISTA GRÁFICO, DESIGNER GRÁFICO, OPERADOR DE SISTEMA DE PROVA DIGITAL, OPERADOR DE IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, AUXILIAR DE PRÉ-IMPRESSÃO, LÍDER DE SCANNER OPERADOR IMPOSIÇÃO ELETRÔNICA, MONTADOR DIGITAL. PREMEDIA GERENTE DE PRODUÇÃO (PREMEDIA), LÍDER DE RECEPÇÃO DE FOTOLITO, RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO JR. RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO PL., RECEPTOR DE PRÉ IMPRESSÃO SR., AUXILIAR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), LÍDER DE OPI, REVISOR DE PRE IMPRESSÃO (PREMEDIA), OPERADOR DE SCANNER, FINALIZADOR, LÍDER DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA JR.,OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA PL., OPERADOR DE MONTAGEM ELETRÔNICA SR., ASSISTENTE DE MONTAGEM ELETRÔNICA, OPERADOR 3D, ASSISTENTE DE CRIAÇÃO 3D, OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM JR., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM PL., OPERADOR DE TRATAMENTO DE IMAGEM SR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO JR., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO PL., OPERADOR DE RETOQUE ELETRÔNICO SR. ÁREA DE IMPRESSÃO GERENTE DE IMPRESSÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPRESSÃO, LÍDER DE IMPRESSÃO, ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS JR., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS PL., ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS SR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS JR., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS PL., ANALISTA DE DADOS VARIÁVEIS SR., OPERADOR IMPRESSÃO ELETRÔNICA / DIGITAL, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 4 A 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 6 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 8 CORES, IMPRESSOR FORM. CONTÍNUOS - 10 CORES, IMPRESSOR OFFSET PLANA MONOCOLOR (OFICIAL), IMPRESSOE OFFSET PLANA BICOLOR (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 4 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 6 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 8 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA 10 CORES (OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA – MONOCOLOR, IMPRESSOR OFFSET ROT. 4 CORES (H. SET/SEC.QUENTE), IMPRESSOR OFFSET ROT. 6 OU MAIS CORES (C.SET/SEC.FRIO), IMPRESSOR FLEXOGRAFIA, IMPRESSOR FLEXOGRAFIA (1/2 ODICIAL), IMPRESSOR OFFSET PLANA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA (1/2 OFICIAL), IMPRESSOR OFFSE 6 OU MAIS CORES (HEAT SEAT), 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET PLANA, 1º AJUDANTE IMPRESSOR OFFSET ROTATIVA, 2º AJUDANTE IMPRESSÃO OFFSET, REBOBINADOR, BOBINADOR, COLORISTA, IMPRESSOR DE SERIGRAFIA, OPERADOR DE GUILHOTINA. ÁREA DE ACABAMENTO GERENTE DE ACABAMENTO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ACABAMENTO, LÍDER DE ACABAMENTO, OPERADOR CORTE E VINCO AUTOMÁTICO, OPERADOR CORTE E VINCO MANUAL, OPERADOR PROCESSO INTEGRADO, OPERADOR MÁQUINA COSTURA, OPERADOR DE ALCEADEIRA, OPERADOR DE DOBRADEIRA, OPERADOR MÁQUINA COLAGEM (EMBALAGEM), OPERADOR DE GRAMPEADEIRA, OPERADOR GUILHOTINA, OPERADOR MÁQUINA MONT. CAPA AUTOMÁTICA, PLASTIFICADOR, OPERADOR MÁQUINA COSTURA (1/2 OFICIAL), OPERADOR MÁQ. ACAB. PROC. INTEGRADO (1/2 OFICIAL), AJUDANTE GERAL / AUXILIAR DE ACABAMENTO, BLOQUISTA, AJUDANTE DE ACABAMENTO, OPERADOR DE ACABAMENTO, 1/2 OFICIAL DE ACABAMENTO. MANUTENÇÃO GERENTE DE MANUTENÇÃO, SUP. MANUTENÇÃO MECÂNICA/ELÉTRICA/ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO ELETRÔNICA, LÍDER MANUTENÇÃO MECÂNICA, TÉCNICO ELETRÔNICO, ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (OFICIAL), MECÂNICO DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO (1/2 OFICIAL), AUXILIAR DE MANUTENÇÃO, ENCANADOR DE MANUTENÇÃO, LÍDER DE MARCENARIA, MARCENEIRO, AJUDANTE DE MARCENEIRO, SOLDADOR DE LONA, AJUDANTE DE SOLDADOR DE LONA, PINTOR, SERRALHEIRO. PRODUÇÃO/PCP GERENTE DE PCP, SUPERVISOR/COORDENADOR DE PCP, ANALISTA DE PCP JR OU I, ANALISTA DE PCP PL OU II, ANALISTA DE PCP SR OU III, ASSISTENTE DE PCP, PROGRAMADOR DE PRODUÇÃO, APONTADOR DE PRODUÇÃO, GERENTE DE TI SUPORTE E PRODUÇÃO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA GARFO, OPERADOR DE EMPILHADEIRA CLAMP, LUBRIFICADOR, EMBALADOR. CONTROLE DE QUALIDADE GERENTE DE CONTROLE DE QUALIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTROLE DE QUALIDADE, ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE JR., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE PL., ANALISTA DE SISTEMA DA QUALIDADE SR., INSPETOR DE CONTROLE DE QUALIDADE. ALMOXARIFADO SUPERVISOR/COORDENADOR DE ALMOXARIFADO, ALMOXARIFE JR., ALMOXARIFE PL., ALMOXARIFE SR., AUXILIAR DE ALMOXARIFADO.

COMERCIAL GERENTE COMERCIAL, SUPERVISOR/COORDENADOR COMERCIAL, ANALISTA DE VENDAS JR., ANALISTA DE VENDAS PL., ANALISTA DE VENDAS SR., EXECUTIVO DE CONTAS JR., EXECUTIVO DE CONTAS PL., EXECUTIVO DE CONTAS SR., ASSISTENTE DE VENDAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO JR., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO PL., ANALISTA DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO SR., ASSISTENTE DE IMPORTAÇÃO/EXPORTAÇÃO. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GERENTE DE SISTEMAS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE SISTEMAS, ANALISTA DE SISTEMAS JR. ANALISTA DE SISTEMAS PL., ANALISTA DE SISTEMAS SR., ANALISTA DE SUPORTE JR., ANALISTA DE SUPORTE PL., ANALISTA DE SUPORTE SR., ASSISTENTE DE SUPORTE. FINANCEIRO GERENTE FINANCEIRO, SUPERVISOR/COORDENADOR FINANCEIRO, ANALISTA FINANCEIRO JR., ANALISTA FINANCEIRO PL., ANALISTA FINANCEIRO SR., ASSISTENTE FINANCEIRO, AUXILIAR FINANCEIRO, ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA JR., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA PL., ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA SR. ASSISTENTE DE CRÉDITO E COBRANÇA, AUXILIAR DE CRÉDITO E COBRANÇA. SUPRIMENTOS GERENTE DE SUPRIMENTOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE COMPRAS, COMPRADOR TÉCNICO JR., COMPRADOR TÉCNICO PL., COMPRADOR TÉCNICO SR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) JR., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) PL., COMPRADOR (MATERIAL NÃO PRODUTIVO) SR., TÉCNICO DE MATERIAIS. RECURSOS HUMANOS GERENTE DE RECURSOS HUMANOS, SUPERVISOR/COORDENADOR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS JR., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS PL., ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS SR., ASSISTENTE DE RECURSOS HUMANOS, AUXILIAR DE RECURSOS HUMANOS, ANALISTA DE PESSOAL JR., ANALISTA DE PESSOAL PL., ANALISTA DE PESSOAL SR., ASSISTENTE DE PESSOAL, AUXILIAR DE PESSOAL, MÉDICO DO TRABALHO (4 HORAS), ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO, TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO JR., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PL., TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO SR., TÉCNICO DE ENFERMAGEM DO TRABALHO, AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO TRABALHO. MEIO AMBIENTE SUPERVISOR/COORDENADOR DE MEIO AMBIENTE, ANALISTA DE MEIO AMBIENTE JR., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE PL., ANALISTA DE MEIO AMBIENTE SR., TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE. CONTABILIDADE GERENTE DE CONTABILIDADE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE CONTABILIDADE, CONTROLLER, ANALISTA CONTÁBIL JR., ANALISTA CONTÁBIL PL., ANALISTA CONTÁBIL SR., ASSISTENTE DE CONTABILIDADE, AUXILIAR DE CONTABILIDADE, ANALISTA FISCAL JR., ANALISTA FISCAL PL., ANALISTA FISCAL SR., ASSISTENTE FISCAL, AUXILIAR FISCAL, ANALISTA DE CUSTOS JR., ANALISTA DE CUSTOS PL., ANALISTA DE CUSTOS SR., ASSISTENTE DE CUSTOS, AUXILIAR DE CUSTOS. ORÇAMENTOS SUPERVISOR/COORDENADOR DE ORÇAMENTOS GRÁFICOS, ORÇAMENTISTA GRÁFICO JR., ORÇAMENTISTA GRÁFICO PL., ORÇAMENTISTA GRÁFICO SR., ASSISTENTE DE ORÇAMENTOS, AUXILIAR DE ORÇAMENTOS. EXPEDIÇÃO/FATURAMENTO SUPERVISOR/COORDENADOR DE EXPEDIÇÃO, LÍDER DE EXPEDIÇÃO, ASSISTENTE DE EXPEDIÇÃO, AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO, SUPERVISOR/COORDENADOR DE FATURAMENTO, FATURISTA JR., FATURISTA PL., FATURISTA SR., ASSISTENTE DE FATURAMENTO, AUXILIAR DE FATURAMENTO. LOGÍSTICA GERENTE DE LOGÍSTICA, SUPERVISOR/COORDENADOR DE LOGÍSTICA, ANALISTA DE LOGÍSTICA JR. ANALISTA DE LOGÍSTICA PL., ANALISTA DE LOGÍSTICA SR., ASSISTENTE DE LOGÍSTICA, AUXILIAR DE LOGÍSTICA. ATENDIMENTO AO CLIENTE GERENTE DE ATENDIMENTO AO CLIENTE, SUPERVISOR/COORDENADOR DE ATENDIMENTO, ANALISTA DE ATENDIMENTO JR., ANALISTA DE ATENDIMENTO PL., ANALISTA DE ATENDIMENTO SR., ASSISTENTE DE ATENDIMENTO. ADMINISTRATIVA ASSISTENTE ADMINISTRATIVO, AUXILIAR ADMINISTRATIVO, SECRETÁRIA DE DIRETORIA, ASSISTENTE DE DIRETORIA, RECEPCIONISTA, TELEFONISTA (6 HORAS), MOTORISTA DE DIRETORIA, MOTORISTA DE VEÍCULOS LEVES, MOTORISTA DE VEÍCULOS PESADOS.

TOTAL 266 CARGOS

Execução

Realização

Para mais informações ligue para (11) 3232-4500 ou escreva para sindigraf@sindigraf.org.br www.sindigraf.org.br


UMA SEMANA QUE VAI MUDAR SUAS IMPRESSÕES

A Semana da Indústria Gráfica - SIGRA - 2013 é uma iniciativa da ABIGRAF Nacional concebida para celebrar o Dia Nacional da Indústria Gráfica. Com uma programação rica e variada, a SIGRA 2013 será o momento ideal para quem busca atualização profissional, networking e o melhor de tudo: a comemoração do seu negócio!

Veja como foi a primeira edição:

Evento Educacional Visita de alunos do SESI-SP à praça Victor Civita.

INFORMAÇÕES www.abigraf.org.br

Personalidade do Ano Reconhecimento a uma personalidade que tenha trabalhado em prol de um Brasil mais competitivo em 2011.

5º Ciclo de Sustentabilidade Destaque Sustentabilidade na Cadeia Produtiva.

Indústria Gráfica em Movimento Encerramento da SIGRA 2012 com uma Corrida de Rua.

REALIZAÇÃO


Dimitri Lee

94 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013


Foto: Hilton Ribeiro

F OTOG R A F I A

O que interessa a Dimitri Lee é o ofício, é o fazer fotografia. O tema está ali a serviço do processo, como um de seus componentes, mas não o único, e por vezes nem mesmo o principal. Tânia Galluzzi

 1 Centro de São Paulo  2 Salar do Uyuni, Bolívia

95 março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF


Construtor de imagens

A

 3 Cancún, México

96 REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

fotografia de Dimitri Lee é auto­ ral, conta his­tó­r ias reais e ima­gi­ ná­rias, respondendo às inquieta­ ções e aos exer­cí­cios técnicos do fotógrafo. Foi assim desde o co­ meço, na sea­ra da publicidade. Antes disso, até os 19 anos, Dimitri, nascido em São Paulo em 1961, queria ser fotojornalista. Começou no es­ túdio da Editora Abril, na época um polo forma­ dor de profissionais. Depois de dois anos perce­ beu que a exposição e a agitação da rotina nas ruas não eram para ele. Já o am­bien­te contro­ lado do estúdio o arrebatou. Deixou a Abril. Foi fazer cursos livres de fotografia em Nova York, montando no início da década de 80 sua própria estrutura na capital paulista. Ganhou dinhei­ ro com a fotografia encontrando soluções para as questões propostas por clien­tes e agên­cias. O desafio técnico da foto de produto o seduzia e por 20 anos Dimitri esteve completamente envolvido no mundo da propaganda.

Contudo, a fotografia ficou muito diferen­ te no século 21. “A fotografia nunca esteve tão em alta. Talvez seja a principal linguagem hoje. Mas a profissão nunca esteve tão em baixa”, afirma Dimitri. Aos poucos o fotógrafo perce­ beu que seu trabalho pes­soal e suas experimen­ tações começavam a despertar maior interes­ se e paulatinamente a migração da publicidade para a fotografia fine art foi acontecendo. “Ain­ da faço peças pu­bli­ci­tá­r ias, mas é cada vez mais raro. Não tem a ver com ideo­lo­g ia. Eu simples­ mente gosto do ofício e isso me levou a uma transição gra­dual”. Dimitri passou então por uma grande fase de fotos panorâmicas. A questão a ser supera­ da era o senso comum à própria técnica; o fotó­ grafo lutava para fugir da ob­v ie­da­de. Na mesma toa­da veio a fotografia em grande formato, com imagens capturadas em uma lendária Dear­ dorff 8 × 10, câmera com fole e corpo de madei­ ra desenvolvida pelos irmãos Dear­dorff e que


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4 Perto de Manaus, AM 5 Bloco esfarrapado, Bela Vista, São Paulo 6 Oficina Salitreira Pedro de Valdívia, deserto de Atacama, norte do Chile

começou a ser produzida em 1923. A que ele uti­ liza deve ter a idade de Dimitri, comprada em 2002 e restaurada. “Não tenho nada contra as câmeras digitais, que também uso, mas sinto que alguma coisa está se perdendo nessa tran­ sição. A relação do fotógrafo com sua câmera não é mais a mesma. Hoje o fotógrafo não casa mais com a câmera, ele fica com ela”.

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Diferentes caminhos

& DIMITRI LEE Tel. (11) 3152.6677 6

Da Dear­dorff saiu, entre outras, a série Salitrei­ ras, ainda inédita. Por cinco anos, entre 2005 e 2010, Dimitri viajou ao norte do Chile para cli­ car cidades abandonadas, que dia após dia vêm sendo engolidas pelo deserto do Atacama. As­ sim como o ciclo da borracha no Brasil, tais ci­ dades surgiram em função da exploração do salitre natural. Quan­do a extração da substân­ cia deixou de ser economicamente interessan­ te, tudo foi deixado para trás. Além da luz de­ sértica, es­pe­cial pela inexistência de reflexão, uma vez que praticamente não há umidade, o mote da série foi o contraponto entre o sonho e a decadência. Com uma proposta radicalmente oposta quanto ao formato, porém similar com relação ao cuida­ do na pesquisa de processo, en­ tre 2009 e 2010 Dimitri produziu a série Exe­r ia­ nas. Usando um soft­w are e abu­ sando de filtros, fusões, distor­ ções e emendas, o fotógrafo fez que imagens de elementos pro­ saicos se desdo­ brassem sobre si mesmas, crian­

do curvas, volumes e movimento. A série inte­ grou a exposição coletiva Brasil Terra Prometida, rea­l i­za­da em 2012 na cidade de Barcelona (Espanha). Com curadoria de Iatã Canabrava e participação dos fotógrafos Cássio Vascon­ celos, Claudia Jaguaribe e Roberta Carvalho, a exposição deve percorrer o Brasil. Desde mea­dos do ano passado Dimitri tem tido menos tempo para seu trabalho autoral. A culpa é da Nikon by Photo1, loja que abriu em um dos novos centros de compras de São Paulo, o shopping JK Iguatemi. “Que­r ia mais ativida­ de. O tempo de maturação dos projetos ligados à arte é muito longo e resolvi arriscar. Tem sido uma boa ex­pe­r iên­cia. Ter contato com as pes­ soas no balcão, entender o que elas querem da fotografia, renova o meu prazer de fotografar”. E como não sobra espaço para cliques externos, a próxima série está nascendo no computador mesmo. “Sempre gostei de Mário Quintana, so­ bretudo do Sapato Florido. Ba­sea­do em um dos poe­mas desse livro estou crian­do seres ima­g i­ ná­r ios a partir de um soft­ware normalmente usado pela polícia para elaborar retratos fala­ dos”. Mesmo tendo exposto vá­r ias vezes e com trabalhos no acervo do Masp, Dimitri nunca publicou um livro. Quem sabe agora? março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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TEM UMA INFORMAÇÃO

MUITO IMPORTANTE

SOBRE TODA A INDÚSTRIA GRÁFICA QUE VOCÊ PRECISA SABER:

Imagem de eucalipto


CADA VEZ

Q U E U M A R E V I S TA

É IMPRESSA UMA NOVA ÁR VORE

DA INFORMAÇÃO

É P L A N T A D A. A cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa vem realizando uma campanha de informação sobre o que produz para a sociedade. Esclarecer dúvidas e, principalmente, traz à luz da verdade algumas questões ligadas à sustentabilidade. A principal delas é deixar claro que, as árvores destinadas à produção de papel provêm de florestas plantadas, e que essas são culturas, lavouras, plantações como qualquer outra. Somos uma indústria alinhada com a ecologia e a natureza, ou seja, as nossas impressões são extremamente conscientes porque utilizamos processos cada vez mais limpos. E, mesmo assim, buscamos todos os dias novas tecnologias de produção que respeitem ainda mais o equilíbrio do meio ambiente. Somos uma indústria que traz prosperidade para o País e benefícios para todos os brasileiros. Temos imenso orgulho de saber que cada vez que imprimimos um caderno, um livro, uma revista, um material promocional ou uma embalagem, estamos levando conhecimento, informação, democracia e educação a todos. Imprimir é dar veracidade, tornar palpável. Imprimir é assumir compromisso. Imprimir é dar valor. Principalmente à natureza. I M P R I M I R

É DAR VIDA.

ENTIDADES PARTICIPANTES: ABAP, ABEMD, ABIEA, ABIGRAF, ABIMAQ, ABITIM, ABPO, ABRAF, ABRAFORM, ABRELIVROS, ABRINQ, ABRO, ABTCP, ABTG, AFEIGRAF, ANATEC, ANAVE, ANDIPA, ANER, ANL, ARTEFATOS, BRACELPA, CBL, FIESP, SBS E SNEL.

CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO PAPEL E DA COMUNICAÇÃO IMPRESSA.

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há trinta anos Notícias publicadas na Revista Abigraf em março e abril de 1983

Quando a mala direta era novidade

“O uso de mala direta como propaganda é uma solução viá­vel e eficaz para contornar a crise que estamos passando”. A afirmação, publicada na Revista Abigraf nº 87, é de Gérson Torre, gerente da Lettershop, uma subdivisão do grupo Catho Progresso Pro­ fis­sio­nal. Segundo ele, “a mala direta não possui tradição no Brasil como meio de comunicação, mas é muito usada em outros paí­ses”. Apresentando os números do mercado norte-​­americano, ele continuou: “o empresário brasileiro não conhece as vantagens de uma mala direta, que só agora está ganhando força em decorrência da elevação dos custos de publicidade. A prova disso está

no fato de que vá­rias agên­cias de publicidade já estão começando a usar este sistema como uma forma mais econômica de atender sua clien­te­la”. O executivo ainda anun­ cia­v a a “tecnologia de ponta” empregada para produzir as malas diretas, a partir de um mailing list de potenciais clien­tes: um computador Polimax 301 WP, que produzia 70 cartas por hora, ou 1.500 por dia. Detalhe cu­rio­so: a matéria afirmava que, além da “velocidade” do equipamento, o fato de as cartas serem personalizadas garantiria maior eficácia de seu retorno — e agora, em 2013, a customização, veja só, ainda é um recurso pouco utilizado.

No tempo do filme

Em março de 1983, a Kodak brasileira

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anunciou para junho daquele ano o lançamento de filmes e pa­péis em preto e branco para artes gráficas, que passaram a ser produzidos no Brasil, em seu parque in­dus­trial de São José dos Campos (SP). A intenção da Kodak era se consolidar como primeira e única indústria fotográfica completa e integrada no Brasil. REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

Conflito tributário A edição nº 87 da Revista Abigraf também trouxe parecer assinado pelo advogado Jamil Michel Haddad, que tratava da incidência de ICM e ISS nas saí­das efe­tua­das por empresas gráficas, em razão de suas atividades específicas. Diz o texto: “Há um assunto tributário altamente controverso, qual seja, a incidência do ICM (Imposto de Circulação de Mer­ca­do­rias, ­atual ICMS) e ISS (Imposto sobre Serviços) na produção gráfica”, ou seja, um assunto que ainda hoje é debatido. O parecer abordou a questão da Decisão Normativa CAT 2/78, de 16 de novembro de 1978, por meio da qual a Coor­de­na­ção da Administração Tributária estabeleceu diretrizes no sentido da incidência do ICM nas saí­d as de impressos gráficos. “Todavia, os mu­ni­cí­pios, nos exatos limites da sua competência, vêm editando

normas legais no sentido da incidência do ISS nos fornecimentos dos chamados impressos personalizados. Engendrou-se, assim, um conflito de competência tributária, relativamente à atividade desempenhada pela indústria gráfica, gerando a incerteza jurídica sobre o quantum do tributo devido e acerca da pessoa jurídica de direito público titular do crédito tributário. Resultam daí efeitos ponderavelmente nocivos no âmbito das relações econômico-​­sociais, onerando os preços e provocando desequilíbrio no mercado, até porque as empresas envolvidas foram levadas às soluções pro­vi­só­rias das mais diversas e na maioria das vezes inadequadas. Segue-se que o conflito de competência tributária em foco está a exigir uma lei complementar federal que o so­lu­cio­ne, dirimindo-o”.

Mudança ética na propaganda do governo N

o início de 1983, os pu­bli­ci­tá­ rios de São Paulo pediram ao então secretário de Informações e Comunicações de São Paulo, Jorge da Cunha Lima, que as verbas do governo para propaganda passassem a ser di­men­sio­na­das e dis­tri­buí­das por parâmetros técnicos e que a publicidade governamental sofresse uma “mudança ética subs­tan­cial”. “O compromisso básico deve ser com a verdade”, asseverou o presidente da As­ so­c ia­ç ão Paulista de

Propaganda (APP), Hiran Castelo Branco. Ele defendeu também a rea­li­za­ção de auditoria nos atos e nos gastos no setor de comunicação do governo, “em caráter permanente”.


Sistema Abigraf Notícias

ANOS

Sindigraf-SP inicia as comemorações de seus 90 anos A exibição do filme Linotipo no auditório Max Schrappe, da Escola Senai Theobaldo De Nigris, marcou o começo da programação que celebrará as nove décadas da entidade.

E

largada nas comemorações dos 90 anos do Sindicato das In­d ús­ trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf- SP). A escolha deve-se justamente à sua relevância para a indústria gráfica mun­ dial. O  presidente da entidade, e também da Abigraf Na­c io­n al, Fabio Arruda Mortara, explica que este O presidente do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara, afirmou que o documentário é uma documentário é uma expressão fiel da profunda mudança que a criação da Linotipo provocou na indústria gráfica e realçou a influência que o equipamento teve na história do sindicato: “A exibição do filme expressão fiel da profoi um ótimo começo de celebração dos 90 anos do Sindigraf-SP” funda mudança pela Quan­do a Linotipo foi incor- O contato direto com o que se- qual o setor gráfico passou desporada no mercado das artes ria no­ti­cia­do agregava ao pro­f is­ de a cria­ção da Linotipo e desgráficas houve um aumento ex- sio­nal linotipista um valor de res- taca sua in­f luên­c ia na histópressivo na produção de livros e peito e de “exclusividade” — eles ria do sindicato. “O  filme conta jornais, devido à agilidade que eram os primeiros a receber cada com ampla documentação, tesesse processo pro­p or­c io­n a­v a. informação contida naquelas pu- temunhos apaixonados e resblicações. Todos os ope­r á­r ios gata muito do impacto que as tinham cons­ciên­cia da impor- compositoras Linotipo causatância de seu trabalho na disse- ram na comunicação humana, minação do conhecimento, e este de seu apogeu e decadência, e era um motivo de muito orgulho do amor que ainda provocam para os linotipistas. Sentimento em alguns apaixonados mundo este que perdura até hoje, mes- afora. Foi um ótimo começo de mo após a destruição de grande celebração de 90 anos do Sinparte dessas máquinas — com o digraf-SP, que, certamente, muiadvento da fotocomposição  —, to deve às valentes máquinas e que fica nítido nos 72 minutos cria­das por Mergenthaler”. do documentário Linotipo (Linotype – The Film, em inglês), diri- Da teoria à prática gido e produzido pelo designer Após a exibição do filme, os gráfico americano Doug Wilson. participantes puderam acomExibida em 20 de março no panhar uma demonstração de auditório da ABTG, para em­pre­ como essa máquina fun­cio­na. Após a exibição do filme “Linotipo”, os convidados, orgnizados em grupos, tiveram a oportunidade de acompanhar o funcionamento de uma linotipadora sá­rios e profissionais do setor, Separados em grupos de 20 pes­ da década de 1940, pertencente à Oficina Tipográfica São Paulo, operada essa obra cinematográfica deu a soas, eles foram apresentados a pelas mãos de um antigo profissional screver um texto e fazê-lo chegar ao conhecimento da so­cie­da­de é uma tarefa fácil e rápida de ser rea­li­za­da nos dias de hoje. Meios não faltam para compartilhar ideias, opi­n iões e informações com um número cada vez maior de pes­soas — independentemente de sua classe so­cial, etnia ou grau de instrução. Entretanto, há mais de cem anos produzir informação era um processo artesanal e de alto custo, ficando o acesso ao conhecimento restrito àqueles que detinham maior poder aquisitivo. Este cenário mudou quando Ottmar Mergenthaler (1854–1899) criou a Linotipo (Linotype), máquina qualificada pelo também inventor Thomas Edison como “a oitava maravilha do mundo”.

março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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Sistema Abigraf Notícias

uma Linotipo modelo 31, fabricada na década de 1940 pela Linotype Mergenthaler — empresa que co­mer­cia­li­z a­va a Linotipo —, item pertencente ao acervo da Oficina Tipográfica São Paulo (OTSP). O diretor vice-​­presidente da OTSP, Claudio Rocha, que coordenou as apresentações e observou a rea­ção de fascínio dos presentes, enumera os quesitos que tornam essa ex­pe­riên­

Antecedendo a projeção do filme, o diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris, Manoel Manteigas de Oliveira, saudou os convidados e destacou a relevância da Linotipo na história da indústria gráfica

cia tão es­p e­cial. “Os sons das diversas peças de metal em movimento durante sua operação, produzidos por acio­n a­m en­to

mecânico sequencial, são muito particulares. O ciclo se completa quando uma linha é fundida com metal derretido e é

ejetada do molde, ao mesmo tempo que as matrizes são devolvidas automaticamente ao depósito original, prontas para a composição de uma nova linha de texto . . . chega a ser mágico!”, exclama o diretor. Houve uma nova exibição do filme no dia 17 de abril no auditório da Escola Senai Theo­bal­do De Nigris e novos eventos comemorativos dos 90 anos do Sindigraf-SP serão anun­cia­dos em breve.

Gustavo Morales Velilla assume a presidência da “nova” Conlatingraf O líder classista paraguaio ficará no cargo até outubro, conforme estabelece o estatuto aprovado na reunião de refundação da confederação.

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ea­li­za­da em 21 e 22 de março em Orlando (EUA), a Assembleia Geral Ex­traor­di­ná­ria da Conlatingraf (Confederação Latino-​­Americana da Indústria Gráfica) teve o objetivo principal de aprovar os novos estatutos da entidade. Além do Brasil, representado pelo presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara, o evento contou com a participação de outros nove paí­ses-​­membros: Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Ve­ne­zue­la e Uruguai. A decisão de “refundar” a Conlatingraf foi formalizada durante a 76ª Assembleia Geral Ex­traor­di­ná­ria e confirmada em pos­te­rior acordo, assinado em reunião es­pe­cial, que teve lugar no Panamá. Foi produzido um esboço com as modificações ne­ces­sá­rias no texto estatutário, a fim de adaptá-lo à “nova” Conlatingraf. “O novo estatuto modifica radicalmente a estrutura fun­cio­nal e abre um caminho para que todos participem, partindo do princípio

REVISTA ABIGR AF  março /abril 2013

que não haverá quotas de afi­ lia­ção”, comentou Morales, da As­so­cia­ção de Industriais Gráficos do Paraguai (AIGP), que foi escolhido para ser o presidente até outubro, pe­río­do de transição necessário para que a entidade organize as atividades já em andamento. Ele também foi no­mea­do Líder Gráfico das Américas 2013, em cerimônia organizada anual­ men­te pela Printing As­s o­cia­tion of Florida e rea­ li­za­da no mesmo p e­r ío ­d o. Tam bém foi aprovada por maioria absoluta a no­mea­ção de Patricio Hurtado, do Chile, como candidato a Líder Gráfico das Américas – edição 2014. Para a edição ­atual do Prêmio Benjamín Hurtado, foi no­mea­do Delfino Gil Jungmann, do México. Diretoria Além de Morales, foi eleito como vice-​­p residente Patricio Hurtado, que assumirá a

presidência a partir de novembro de 2013 e terá como vice o brasileiro Fabio Arruda Mortara. Foram também aprovadas as seguintes vice-​­pre­si­dên­cias executivas: Capacitação, a cargo de Antonio Hernández (Panamá); Concurso, com Ga­briel Comelli (Uruguai); Mar­ke­ting e Comunicações, com Héctor Cordero (México); Estatísticas e Estudos / Planejamento e Economia, com María Alexandra Grues­ so (Colômbia); e Legal e Jurídica, com Mortara. Em sua estrutura fun­cio­nal, além da extinção das quotas de afi­lia­ção, a entidade não terá fun­cio­ná­rios fixos. Se necessário, estes serão contratados para tarefas específicas e deverão ser fi­nan­cia­dos por quem ocupar a presidência naquele momento — que também deverá assumir todos os gastos decorrentes de sua gestão e/ou correspondentes a seu pe­río­do de mandato.

Com o objetivo de dar andamento às atividades já em curso do XX Concurso Latino-​ ­A mericano de Produtos Gráficos Theo­bal­do De Nigris, foi aprovado que a coor­de­na­ção continue a ser rea­l i­z a­d a por Margarita Cáceres, sendo de responsabilidade do presidente Velilla a remuneração pelas tarefas por ela desempenhada. O certame será rea­li­za­do paralelamente à 77ª Assembleia Geral Ordinária, que terá lugar no Paraguai nos dias 1 e 2 de novembro. Assim organizada, a entidade já anunciou as próximas ações da agenda. Por meio da vice-​­presidência de Mar­ke­ ting e Comunicações, a confederação está planejando a rea­ li­za­ção de uma Missão Técnica da Indústria Gráfica, com em­ pre­sá­rios de vá­rios paí­ses, que visitarão o Chile nos próximos meses. Por fim, com a refundação da Conlatingraf, o escritório da Secretaria Geral em Montevidéu, no Uruguai, foi desativado e somente con­ti­nua­rá existindo como arquivo histórico da organização.


Sistema Abigraf Notícias

Fiesp cria Comitê de Cadeia Produtiva para os setores gráfico, de papel e de embalagens O Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) será coordenado por Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP e da Abigraf Nacional.

L

ançado ofi­c ial­m en­te em 9 de abril, o Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fe­ deração das In­dús­trias do Es­ tado de São Paulo (­Fiesp), tem o objetivo de reunir sindicatos de in­dús­trias desses e de ou­ tros setores correlatos, para dia­ lo­gar, debater e alinhar propos­ tas que venham a fortalecer tais segmentos, combatendo, em conjunto, os principais entraves mercadológicos e econômicos que os afetem negativamente. Na abertura do evento, o coor­ de­na­dor do Copagrem, Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP e da Abigraf Na­cio­ nal, falou sobre a ini­cia­ti­va da ­Fiesp: “Surgiu a oportunidade de reunir, nesta casa, mais de 30 entidades de setores corre­ latos para poder listar as ques­ tões mais importantes do setor e passar a tratá-​­las de maneira

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp

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efi­cien­te e coor­de­na­da, como já fazem outros comitês de ca­ deias produtivas estruturados pela Federação”. O presidente da ­Fiesp, Paulo Skaf, dis­ se que o Copagrem é integrado por en­ tidades com forte re­ presentatividade em seus respectivos se­ tores: “Juntos, to ­ dos são mais fortes. A ­Fiesp está com vo­ cês, que terão todo o apoio do nosso de­ partamento jurídico, dos nossos técnicos e também podem contar comigo como

interlocutor para conversas com autoridades, políticos e até a presidente da República”. A reunião começou pela abordagem de um dos prin­ cipais de­s a­f ios do setor de impressão e comunicação: a concorrência com as mí­dias ele­ trônicas. “Não sabemos como a so­cie­da­de brasileira irá per­ ceber o valor de impressos em papel nas próximas déca­ das. E, com certeza, a cadeia produtiva unida poderá fazer isso de uma maneira mais efi­ cien­te”, avaliou o coor­de­na­dor do Copagrem. Um  dos maio­ res pesos nessa competição entre impresso e digital está nos equívocos disseminados

durante anos sobre a questão da sustentabilidade do papel. Nesse ponto, um dos recursos da Abigraf Na­cio­nal, unida às outras entidades setoriais, está na divulgação da Campanha de Valorização do Papel e da Co­ municação Impressa. “A articu­ lação de nossa cadeia produti­ va tem sido fundamental para levar esclarecimento à so­cie­ da­de. Outra ini­cia­ti­va que está se tornando mun­dial é o movi­ mento Two Sides, que objeti­ va mostrar que a impressão e o uso do papel podem ser a for­ ma mais sustentável de comu­ nicação impressa. A Two Sides faz parte da ini­cia­ti­va Print Po­ wer, da Europa, que combate


essa comunicação equivocada sobre a produção do papel”, declarou Mortara. Outro tema abordado na reunião e apresentado pelo diretor de relações internacionais da ­Fiesp, Roberto Gian­net­ti da Fonseca, foi o desvio de finalidade do papel imune. De acordo com ele, a ­Fiesp estuda uma proposta de rees­tru­tu­rar a tributação do papel couché, de maneira a tentar colocar um ponto final nesse problema. Entidades integradas Com a presença de mais de 40 pes­soas, a primeira reunião do Copagrem teve a participação ativa de presidentes e representantes das seguintes entidades: As­so­cia­ção Brasileira da

(SBS), As­so­cia­ção Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), As­ so­cia­ção Brasileira de Embalagem (Abre), As­so­cia­ção Brasileira das Empresas de Rotativas Offset (Abro), As­s o­c ia­ç ão Brasileira da Indústria de Artefatos de Papel e Papelão (Artefatos), As­s o­c ia­ç ão Brasileira das In­dús­trias Recicladoras de Papel Fabio Arruda Mortara, coordenador do Copagrem (Abirp), As­s o­c ia­ç ão Indústria Gráfica Re­gio­nal São Brasileira da Indústria de TinPaulo (Abigraf-SP), As­so­cia­ção tas para Impressão (Abitim), As­ Brasileira de Tecnologia Gráfica so­cia­ção Brasileira de Papelão (ABTG), Sindicato Na­cio­nal dos Ondulado (ABPO), As­so­cia­ç ão Editores de Livros (Snel) e So­cie­ Na­cio­nal de Editores de Publida­de Brasileira de Silvicultura cações (Anatec), Sindicato das

Agên­cias de Propaganda do Estado de São Paulo (Sinapro), As­ so­cia­ção Brasileira de Relações Públicas (ABRP), Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Na­ cio­nal do Comércio Atacadista do Papel e Papelão (Sinapel), As­so­cia­ção Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), As­so­cia­ção Brasileira de Mar­ke­ting Direto (Abemd), As­ so­c ia­ç ão Brasileira da Indústria de Ma­te­rial Fotográfico e de Imagem (Abimfi), As­so­cia­ ção Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), As­so­cia­ção Brasileira das In­dús­trias de Tintas para Impressão (Abitim), As­so­ cia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf), As­so­cia­ção Na­cio­nal dos Distribuidores de Pa­p éis (Andipa), As­so­cia­ção Brasileira da Indústria de Artefatos de Papel, Papelão, Cortiça e Embalagens Especiais ou Personalizadas (Sia­p a­p e­co), Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) e As­so­cia­ção Brasileira das In­dús­trias de Etiquetas Adesivas (­Abiea). Todos con­tri­buí­ram com sugestões de temas para integrarem a pauta da próxima reunião do Copagrem, prevista para ocorrer na segunda semana de maio, quando serão estruturados grupos de trabalho que irão elaborar propostas visando à melhora do am­bien­te de ne­gó­cios desta importante cadeia produtiva. março /abril 2013  REVISTA ABIGR AF

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Mensagem

A

ão Momento de luta e mobilizaç

a bens e produtos Além disso, produz e export os. vad ele ros tribui muito ira, como tantos out or agregado. Com isso, con val ior ma A indústria gráfica brasile de ra suas balanças conjuntura desafiado ções tenham superávit em na as e qu a ramos da manufatura, vive par ocupante déf icit comercial lização, que se agravou com erciais. Vale ressaltar o pre marcada pela desindustria com m nu s mo tra En . 13, algo que não em 2008 no primeiro trimestre de 20 iro sile a crise mundial desencadeada bra do an ent ssa indústria da do consumo aum muitos anos. Será que se no há a rri descompasso, com a deman oco s ida rido esse revés anticíclicas bem‑suced is competitiva teríamos sof ma sse ive graças a alg umas medidas est s, por outro lado, sendo adotadas pelo governo, ma no comércio exterior? tados. por im tos ramos da du pro por nte sce que gráfico, como os demais par O suprida de modo cre na nto avado pelo a‑se crescime , enf renta esse problema, agr ura Em vários seg mentos observ fat nu ma s da o distribuição, aument especial a internet, ponta do consumo final e na advento de novas mídias, em a lex mp co Na l. na cio na dução que com ele compartilham importações e queda na pro e‑book e os meios dig itais, o  se cri ve gra e a emos, da duradour da comunicação. Por isso, dev ado erc equação de enf rentamento o m de ar am el, estar ria no mesmo pat perder o otimismo responsáv ais jam é necessário colocar a indúst sem e qu ércio e agronegócio, por icos em torno de nossa expansão dos ser viços, com muito coesos, unidos e sinérg xo bai do , PIB do são an de exp defendendo nosso setor, não haverá sustentabilidade representação associativista, ade vid ati de el nív penho do de mercado e enf rentando desemprego e do bom desem buscando novas alternativas petitividade. bindo. da recuperação de nossa com fio esa caso o setor continue sucum o d da de presário e da competitivida os os problemas atuais, o em tod de r esa É essencial o resgate urgent Ap pliação, para mais setores, investindo em tecnologia, indústria, a começar pela am gráfico brasileiro continua de o uçã red a editando positivamente as como icação de mão de obra e acr dentre eles o gráfico, de medid alif qu le Va os. econômico mais ha de pagament omada de um crescimento ret ve bre impostos, desoneração da fol na s, ido a, experiência nal já encaminhou ped os conhecimento, tecnologi Tem o. siv res acentuar que a Abigraf Nacio exp l. na eral e ao Congresso Nacio s, demonstramos imensa nesse sentido, ao Governo Fed e, em inúmeras oportunidade ao os zad ços cru de colocarmos toda essa Não podemos assistir de bra dade de superação. É hora aci cap as, fic grá as forte expansão ria, incluindo ser viço do fortalecimento e a m age desmantelamento da indúst bag inexorável dos países como se isso fosse o destino de nosso mercado. da década dos 80, ir art A p s. ido olv env des e emergentes da crise, ganhou força a r num mundo ainda distante lce regato@abig raf.org.b fatureira nu ma ção du pro da a nci tendência de transferê s nas quais a mão de obra das nações ricas para aquela menores. era mais barata e os custos tes da crise, os países que A verdade é que, mesmo an , ustrial, em especial a China assumiram a produção ind ca, áti asi is. Hoje, a nação passaram a crescer muito ma ivamente Itália, França, depois de ultrapassar sucess nha e Japão, tornou‑se Reino Unido, Canadá, Alema , do Planeta. E, no pós‑crise a segunda maior economia rar ent ma dos demais. Sem continua crescendo muito aci petitivas chinesas, alg umas no mérito das vantagens com s às normas do capitalismo delas nem sempre alinhada e, sem indústria, acabam democrático, a verdade é qu mento de outras nações. surgindo gargalos ao cresci orve tecnolog ia, investe fica Regional A indústria desenvolve e abs Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação novação), cria o/I ent vim vol sen De & isa em P& D (Pesqu São Paulo (Abigraf‑SP) ivo e paga salários mais ens int r áte car em gos pre em

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Revista Abigraf 264  
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