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revista abigraf 261 setembro/outubro 2012

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VII • s e t e m b r o / o u t u b r o 2 0 1 2 • nº 2 6 1


REVISTA ABIGRAF Dilma, revista Carta Capital, aquarela

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000  São Paulo  SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905  São Paulo  SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, André Mascarenhas, Marco Antonio Eid, Milena Prado Neves e Ricardo Viveiros Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa

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Cárcamo, artista múltiplo

O Brasil adotou esse chileno de muitas cores, que se expressa através da caricatura, da ilustração, dos óleos e das aquarelas, criando imagens do passado e do presente, carregadas de emoção.

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Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Log&Print Gráfica e Logística S.A. Capa: Laminação Soft Touch, reserva de verniz brilho, hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack

Produção em alta

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 gramanieditora@gmail.com

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Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

Log&Print investe R$ 80 milhões, põe duas novas rotativas para trabalhar, amplia sua estrutura física e planeja 2013 de olho nos segmentos de livros, revistas, tabloides, embalagens promocionais e manuais. Fundada em 1965

REVISTA ABIGR AF  SETEMBRO/OUTUBRO 2012


Passos fundamentais no incentivo à leitura Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, fala com exclusividade à Revista Abigraf sobre sua cruzada pelo livro e as ações envolvidas no Plano Nacional do Livro e Leitura.

A excelência espalhada pelo Brasil

Oito prêmios regionais de excelência gráfica foram entregues nos meses de junho, julho e agosto, valorizando a qualidade do produto gráfico de Norte a Sul do País.

Bússola da sustentabilidade

A NBR:ISO 26000, que estabelece diretrizes sobre responsabilidade social para as empresas, deve exercer forte influência em organizações que, como a FTD, querem ir além da preservação da natureza.

A trajetória do fundador da Kingraf Com dedicação e criatividade Egon Selow ergueu uma das principais gráficas do Paraná, a Kingraf, na qual continua presente, dividindo seu amor pelas artes gráficas com a paixão pela ecologia.

Visão plástica

Nos 33 anos em que Tomas Kolisch dedica-se à fotografia ele faz de tudo. Da arquitetura à gastronomia, da moda aos esportes. Mas é na dança que o fotógrafo sente-se em casa para brilhar.

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tubro 2012 • nº 2 6 1

revista abigraf 261 setemb ro/outu

bro 2012

arte & indús tria gráfica • ano xxxvii • setembro/ou

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Capa: “O Amigo Fiel”, de Oscar Wilde, Editora Berlendis, aquarela, Autor: Cárcamo

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Editorial/Fabio Arruda Mortara������������������������� 6 Rotativa��������������������������������������������������������� 8 Editoras Senai-​­SP e Sesi-SP�������������������������26 Economia����������������������������������������������������40 RV&A/25 anos���������������������������������������������42 Gestão/Hamilton Terni Costa�������������������������44 Heidelberg/Nova Sede����������������������������������46 Opinião/Francisco Sales Souza Gomes (BA)���50 Gráfica Coronário/DF������������������������������������56 Gráfica Grafitusa/ES�������������������������������������58 Embalagens Santa Inês/SP���������������������������60 Educação/Walter Vicioni�������������������������������62

Memória/Sidney Fernandes��������������������������64 OfficePaper Brasil Escolar�����������������������������68 Olhar Gráfico/Cláudio Ferlauto����������������������76 Quadrinhos/Álvaro de Moya��������������������������80 Ilustração/Gilberto Marchi�����������������������������81 Exposição de Cartazes de Cinema�����������������82 22-ª Bienal Internacional do Livro de SP���������90 Importação de Livros/PNLD��������������������������92 Palestra Snel/Sônia Jardim���������������������������94 Palestra Two Sides�������������������������������������102 Sistema Abigraf�����������������������������������������104 Mensagem/Levi Ceregato���������������������������106

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SETEMBRO/OUTUBRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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Editorial

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Queremos respostas ual para a concorrência desig

relação ao ando aumento de 24,4% em ent res rep ria úst ind o valor grande parte da o do ano anterior, enquanto íod per o sm Como vem ocorrendo com me nta fre os gráficos no , o setor gráfico en ões (contratações de ser viç taç por im de transformação brasileira s da ilhões, o que sig nif icou em alg uns casos, até erior) foi de US$ 301,87 m a concorrência desigual e, ext ive lus inc , ros o período de geiras. Liv de 8,3% em relação ao mesm nto desleal de empresas estran me au do iros meses com o dinheiro icit comercial nos sete prime déf O  . os comprados pelo governo 11 20 s ao o e, para distribuiçã ilhões. imposto pago pela sociedad de 2012 foi de US$ 117,91 m as fic grá em s sso pre im sul, com tendência , são Caso os parceiros do Merco estudantes de baixa renda , tos du pro s tro rre com ou referendem a sobretaxa estrangeiras. O mesmo oco cada vez mais protecionista, nte. Para os e déf icit poderá crescer basta ess , pel pa como as embalagens. do sua s poi grande, é mais grave, inos, o impacto não será tão ent arg os No caso dos livros, a situação an rm he s. nte isenta de imposto rosas barreiras não s seu governo adotou nume entrada no País é absolutame poi sua s ma , são praticamente sil também ias e não alfandegárias que tár Os livros impressos no Bra bu tri são s ste continuam sendo os não são. E e importação de livros. Estes a m ara produção e numerosos insum zer de entemente os de concorrentes ficas argentinas, independ grá s na s sso muito mais onerosos do que pre im são mplo, onde os salários nações como a China, por exe da origem do papel. muito mais s ato str os pesos contra sub os e ta tin a s, Brasil, contudo, são numeros No muito mais baixo s rio isó irr os nenhuma menores, há jur idade da indústria gráfica e itiv pet baratos, os impostos muito com a o iss o da folha produção limpa, tud defenda, como a desoneração a e qu a did e parcos investimentos em me do. crédito se de câmbio manipula uções de impostos e linhas de red os, ent gam pa temperado com uma boa do de de mão de obra s condições, mesmo para , embora o setor seja gerador ais eci É muito dif ícil competir nessa esp em ito mu rosa do que a o, tem investido alguns casos até mais nume em , iva ens um setor que, como o gráfic int s. no ma balhadores ção de recursos hu beneficiados. Os 220 mil tra os ram s tro ou tecnolog ia, processos e forma de am for inas e equipamentos de 20 mil empresas, e os ficos, empregados em mais Somente na compra de máqu grá . 11 20 e 06 20 re respostas. lhões ent xos empresários aguardam ple aplicados cerca de US$ 7,5 bi per já em tag ensa desvan Como se não bastasse a im cional é ating ida no na a fic r existente, a indústria grá fmortara @abig raf.org.b Ministros da de lho nse Co do pe gol ro du fígado pelo ior (Camex), relativo à Câmara de Comércio Exter e posto para cem produtos qu proposta de elevação do im s ele tre den de importações, compõem a pauta brasileira tes an primir. Caso os fabric seis tipos de papéis para im sigam atender à demanda brasileiros de papel não con encial, a elevação de preços referente a esse insumo ess l, e numa proporção muito dos impressos será inevitáve centuais que separam próxima dos 11 pontos per ão de 14% e os 25% a atual alíquota de importaç almejados pela proposta. ra ingresso de papéis O aumento da sobretaxa pa em mais um estímulo pode constituir‑se, portanto, impressão no exterior, à contratação de ser viços de fica Bra sileira da Indústria Grá udo: no acumulado de Presidente da Associação s fica Grá ias ústr Ind das to agravando um quadro já ag s ira sile igraf Nacional) e do Sindica (Ab bra es açõ ort exp as digraf-SP) janeiro a julho de 2012, no Estado de São Paulo (Sin US$ 183,96 milhões, am zar ali tot os fic grá de produtos

F abio A rruda M ortara

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Fábrica da Printec, em Jandira, SP

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Projeto sustentável de logística reversa da RR Etiquetas

O projeto pioneiro de logística reversa desenvolvido pela RR Etiquetas com o nome de Etiqueta Zero tem por objetivo dar destino adequado ao liner da etiqueta autoadesiva. Além de atender à política na­cio­nal de re­sí­duos sólidos, o projeto representa a possibilidade que a RR tem de oferecer a seus clien­tes uma alternativa sustentável de reaproveitamento desse produto. O clien­te participante do Etiqueta Zero deve separar, e não mais descartar, o liner, que é o substrato em papel ou filme plástico que protege e suporta a etiqueta, e a RR providencia seu retorno e encaminhamento do ma­te­rial para reciclagem e pos­te­rior transformação em outro produto. Um projeto piloto rea­li­za­do em conjunto entre a RR Etiquetas e o Grupo Angeloni resultou na primeira rede de supermercados do País a reciclar o liner. Com isso, mensalmente, mais de uma tonelada de lixo deixou de ir para os aterros sa­ni­tá­rios e foi reciclada, gerando matéria-​­prima para produtos como papel hi­giê­ni­co e guardanapo. Segundo Patrícia Lombardi, gerente de mar­ke­ting da RR Etiquetas, vá­rios foram os de­sa­f ios que precisaram ser ultrapassados para a consolidação do Etiqueta Zero, na busca de uma destinação final para o liner. “Em primeiro lugar, era necessário encontrar uma empresa capaz de reciclar o liner e transformálo em matéria-​­prima para outro produto. Em segundo lugar, tornar o processo de logística reversa economicamente viá­vel e, por fim, informar e cons­cien­ti­zar os colaboradores a separar corretamente o liner para a futura reciclagem”. Para via­bi­li­zar a logística do projeto houve uma importante participação da Transportadora Nascisul. O Etiqueta Zero estará disponível apenas para os clien­tes da RR Etiquetas, que oferece um serviço contemplando desde a idea­li­za­ção e planejamento até o processo de retorno e ge­ren­cia­men­to de todo o projeto.

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www.rretiquetas.com.br

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Day Brasil vende negócio de blanquetas

o dia 12 de setembro, o Grupo Day Brasil comunicou a venda da operação de blanquetas Printec para a Trelleborg AB. Com a aquisição, o grupo sue­co passa a ser o maior produtor de blanquetas do mundo. “Ini­cia­re­mos a transição para os novos controladores já nos próximos dias, buscando preservar a qualidade pela qual ficamos reconhecidos globalmente, bem como o engajamento da equipe hoje envolvida na planta e nos es­cri­tó­rios internacionais”, informou Abraham Graicar, sócio-​­diretor do Grupo Day Brasil. Eduar­do Ulia­no, também sócio-​

­ iretor do grupo, ressalta que, a d partir de agora, a atenção da Day Brasil estará totalmente concentrada em seus ne­gó­cios de distribuição de produtos para a indústria, construção civil e artes gráficas, que já representavam 75% do faturamento da empresa. Com 107 anos, a Trelleborg tem um faturamento ­anual su­ pe­rior a R$ 7 bilhões e mais de 15.500 fun­cio­ná­rios em 40 paí­ ses. Além disso, controla 50% da Trel­le­borg­Vi­bra­cous­tic, que fatura R$ 4 bilhões e emprega mais de 8 mil pes­soas em 18 paí­ses. www.daybrasil.com.br

Suzano tem nova gerente de mar­ke­ting

Em setembro, Lucimary Henri‑

que assumiu a gerência executiva de estratégia e mar­ke­ting da Unidade de Negócio Papel da Suzano Papel e Celulose. Ela se reportará ao diretor executivo da unidade, Carlos Anibal, responsável pela gestão de todos os produtos da linha de papel da Suzano. Formada em Relações Internacionais e Administração de Empresas pela PUC-SP e com MBA em Mar­ke­t ing Executivo pela Universidade de São Paulo (USP), Lucimary possui mais de dez anos de ex­pe­riên­cia em cargos gerenciais, desenvolvendo

sua carreira nas empresas Deloitte Brasil, Deloitte México, Value Partners/Va­lueTeam e Sun Microsystems/StorageTek Brasil.


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Povareskim anuncia parceria com a Epson

Ronald Carvalho Dutton, diretor de Papéis Finos para a América Latina e Cynthia Cadrobbi, gerente de marketing América Latina

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Arjowiggins apresenta novidades em clima de Oscar

pré-​­estreia das novas linhas de pa­péis especiais da Ar­jo­wig­ gins Crea­ti­ve Papers aconteceu no dia 9 de agosto, na Villa Bisutti em São Paulo, em um evento que contou com a presença dos principais profissionais da distribuição de pa­p éis, de agên­ cias de publicidade, de gráficas, de transformadores e designers. Logo na entrada, os convidados foram abordados por papara­ zzis ao passar pelo tapete vermelho e foram re­cep­cio­na­dos por Marilyn Monroe, Sean Connery e Mulher Gato. Mas estrelas da noite foram os novos produtos, a começar pela Arjowiggins Crea­ti­ve Papers Digital, composta pelas re­fe­rên­cias best-​­sellers de todas as fa­mí­lias de pa­péis do grupo, já com primer aplicado, nas gramaturas entre 112 a 300 g/m² e formato 460 × 320 mm. Nesta família estão pa­péis

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Com atua­ção no segmento de

brancos da linha CX22, pa­p éis metalizados e translúcidos da linha Curious, os texturizados de Rives e os coloridos da linha Pop’Set, todos homologados para as impressoras da HP. Destaque também foi dado à família Conqueror, ­ideal para a confecção de convites e papelaria corporativa, e à linha Bamboo, com pa­p éis produzidos com fibras desta planta e pigmentos naturais conferindo um aspecto artesanal ao produto. Nas cores Havana, Sahara, Terracotta e Natural White, estão disponíveis entre 160 a 400 g/m². Feitos com fibras de algodão, os pa­péis da linha Connoisseur têm um toque macio, ­ideal para impressos que requerem uma apresentação sofisticada. Estão disponíveis em 110, 160 e 300 g/m². A linha Wove está retornando com cores fortes como Orange, Cobalt, Burgundy, Calligraphy, Wax e High White, nas gramaturas entre 100 a 400 g/m². Detalhes das linhas podem ser solicitados ao Paper Point, show­room da empresa, pelo e-​­mail paper. point@arjowiggins.com.br, ou pelo telefone 11 2191‑4800.

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soluções para ge­ren­cia­m en­to de cores e consultoria, a Povareskim divulgou acordo firmado com a Epson, pelo qual passa a distribuir suas soluções para os mercados de sinalização e de tecnologia de sublimação. “A Povareskim construiu uma forte reputação no segmento de ge­ren­ cia­men­to de cores. A Epson, por sua vez, é mun­dial­men­te consagrada pela qualidade e fidelidade de cor de seus equipamentos profissionais. Com essa parceria, nosso objetivo é oferecer ao mercado uma solução completa para que gráficas e agên­cias

obtenham o melhor em qualidade de imagem: uma impressão de qualidade, com o valor agregado de um ge­ren­cia­men­to de cores em nível de excelência”, explica Emerson Povareskim. Segundo ele, através da parceria entre a Povareskim e a Epson, os clien­tes poderão se be­ne­f i­ ciar de soluções conjugadas, por exemplo, hard­ware de impressão Epson e tec­no­lo­gias já co­ mer­cia­li­z a­das pela Povareskim para controle de cores, como espectrofotômetros X‑Rite e soft­ wares RIP, além do trabalho de consultoria e suporte. www.povareskim.com.br

Posigraf ganha Prêmio Anatec

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mpresa do Grupo Positivo, de Curitiba (PR), a gráfica Posigraf recebeu na noite de 2 de setembro o prêmio Anatec Ouro na categoria “Publicações Nacionais com Circulação In­ter­na­cio­nal”, com a Revista Gráfica – Arte In­ter­na­cio­nal. O Prêmio Anatec, promovido pela As­so­cia­ção Na­cio­nal de Editores de Publicações, tem amplitude na­cio­nal e é dirigido a todos os editores e empresas que ­atuam e valorizam as melhores práticas da comunicação segmentada. A Revista Gráfica, que também conquistou neste ano o Prêmio Benny, no maior concurso mun­dial da indústria gráfica, reú­ne em suas páginas trabalhos de veteranos e novatos do design e das artes gráficas de diferentes partes do mundo. www.posigraf.com.br


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Sustentabilidade na Oki

Érico Tanji, especialista em suprimentos

Uma das principais empresas de soluções de impressão, a Oki desenvolve seu programa de sustentabilidade, implantado no Brasil em 2009, de acordo com as diretivas globais da companhia e em respeito à legislação local. A ini­cia­ti­va tem por meta a redução dos riscos de degradação am­bien­tal com o descarte adequado de consumíveis e equipamentos da marca.

A política am­bien­tal do Grupo Oki tem foco no desenvolvimento sustentável para minimizar os impactos de todo o ciclo de vida dos produtos, usando ma­té­r ias-​­p rimas menos po­l uen­t es, elaborando projetos de equipamentos de fácil manufatura reversa (Eco Products), tratando de forma efi­cien­te os re­sí­duos industriais e contando com plantas fabris certificadas. “Durante esse tempo em que o nosso programa de sustentabilidade existe no Brasil já conseguimos bons resultados. Foram mais de 400 toneladas de consumíveis coletados e destinados corretamente”, afirma Érico Tanji, es­pe­ cia­lis­ta em suprimentos da Oki e responsável pelo programa. www.sustentabilidadeoki.com.br2

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Ricoh inaugura portal no Rio Grande do Sul

a cidade de Erechim (RS), no dia 16 de agosto, a Ricoh Brasil, sub­ si­diá­ria do grupo in­dus­trial japonês Ricoh Company, em parceria com a Printmax, inaugurou o Tech Portal Ricoh Brasil, um portal de tecnologia e am­bien­te físico voltado para empresas e profissionais que buscam soluções em impressão. Importante revenda da Ricoh no Brasil, a Printmax tem atua­ção na­cio­nal e se concentra em dar suporte a mé­dias e grandes empresas. No espaço, seus clien­tes poderão testar todas as tec­no­lo­ gias no ge­ren­cia­men­to de documentos, contabilização, serviços e segurança que são disponibilizados atual­men­te pela empresa. Para seu diretor, César Rodrigo Sala, o grande objetivo da parceria no lançamento do Tech Portal é alavancar novos ne­gó­cios para a empresa, além de oferecer uma estrutura completa para que seus atuais clien­tes possam conhecer todas as soluções oferecidas pela Ricoh. Na oportunidade, Andrea Klevenhusen, gerente de mar­ke­ting e canais da Ricoh Brasil informou que a Ricoh já possui Tech Portal no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e este é o primeiro instalado no Sul do País. “O conceito do Tech Portal é su­pe­rior a um show­ room, pois nele dispomos não apenas de máquinas. Diversas soluções de soft­ware estão habilitadas nos equipamentos e, com isso, nossos clien­tes podem conhecer ao vivo todas as nossas soluções”, explicou. Para outubro estava prevista a inauguração de um portal também em São Paulo. www.ricoh.com.br

Competição de envelopamento automotivo na Fespa Brasil 2013

A competição Fespa Wrap Cup

Master Se­r ies, uma das maiores novidades no universo do envelopamento automotivo, ocorrerá na Fespa Brasil 2013, exposição que será rea­li­za­da de 13 a 16 de março do próximo ano, em São Paulo. Ini­cia­ti­va conjunta da Fespa e APS Feiras e Eventos, a Fespa Brasil é voltada aos segmentos de impressão de grandes formatos, serigrafia, sinalização, impressão digital têxtil, decoração de ves­tuá­rio, entre outros, e acontecerá si­mul­ta­ nea­men­te à ExpoPrint Digital 2013. A Fespa Wrap Cup Master Se­ries é desenvolvida nas feiras

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Fespa ao redor do mundo, tendo como participantes os maiores profissionais da área disputando, em diversas etapas, o título de cam­peão. Um grupo de juí­zes julga os trabalhos de envelopamento levando em conta aspectos como limpeza, po­si­cio­na­men­ to, apuração e acabamento. Além do reconhecimento pro­f is­sio­nal, o vencedor garante seu lugar na Wrap Cup Se­ries Grand Final, na Fespa 2013 em Londres, competindo contra outros 28 vencedores regionais pelo título de Fespa Wrap Cup Masters Cham­pion. www.fespabrasil.com.br


Plural conquista certificação OHSAS 18001

Após auditoria rea­li­za­da em julho

pela Fundação Vanzolini, comprovando que a empresa atende os requisitos para sistemas de gestão de saú­de e segurança no trabalho, a Plural conquistou a certificação OHSAS 18001. As normas da OHSAS 18001 estabelecem requisitos re­la­cio­na­dos à gestão da saú­de ocu­pa­cio­nal e segurança, a qual possibilita melhorar o conhecimento e o controle dos riscos existentes na organização. Durante a auditoria da OHSAS 18001, a Plural também foi auditada e recomendada pela Fundação Vanzolini para a certificação de conformidade do Sistema de Gestão Integrado. Tal certificação é composta pelas normas ISO 9001 — Sistema de Gestão da Qua­li­da­de, ISO 14001 — Sistema de Gestão Am­bien­tal e OHSAS 18001 — Sistema de Gestão

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de Saú­de e Segurança no Trabalho. Na prática, isso significa que a Plural manteve as duas primeiras, que já pos­suía, agregando agora a norma OHSAS 18001. GREEN BUILDING COUNCIL – No mês de setembro, a Plural recebeu o selo de membro GBC – ­Green Building Council, reconhecendo que a empresa apoia a causa da construção sustentável através da utilização de equipamentos, componentes e recursos com baixo impacto no meio am­b ien­te. Em  outras palavras, a Plural adota práticas de efi­ciên­cia energética, faz uso ra­cio­nal da água e de outros recursos, preza pela preservação am­b ien­t al e emprega inovações tecnológicas em seus processos para a otimização da produção e a melhoria da qualidade do am­bien­te de trabalho. www.plural.com.br

Baumgarten premiada nos Estados Unidos

om sede em Blumenau (SC), a Baumgarten Gráfica recebeu na noite de 11 de setembro, em Chicago, nos Estados Unidos, o Converter Award for Sustainability/Environmental Responsibility, concedido durante a Labelexpo Américas 2012. Todos os anos são pre­mia­das empresas que, de alguma forma, con­ tri­buem para o crescimento da indústria gráfica. “Este é um prêmio global, que identifica os melhores nesta cadeia de rótulos, entre fornecedores e convertedores, escolhidos por um júri técnico extremamente bem qualificado. Conquistas como esta nos dão a certeza de que estamos no caminho certo e

Ronaldo Baumgarten Jr.

nos incentiva a investir cada vez mais recursos e esforços, sempre com o foco no bem-​­estar das pes­soas e na cria­ção de uma cadeia cíclica de valor”, afirma o presidente da gráfica catarinense, Ronaldo Baumgarten Jr. www.baumgarten.com.br

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Executivo da EFI visita o Brasil

Charlie Grace, vice-​­presidente

de vendas da EFI, esteve no País de 11 a 13 de setembro para visitar clien­tes da empresa e, principalmente, estreitar o re­la­cio­na­ men­to com a equipe da Metrics, empresa brasileira recentemente adquirida pela EFI, es­p e­cia­ li­z a­da em soft­wares de gestão de impressão. Entre os clien­ tes Metrics, o executivo visitou as empresas Alphagraphics, Image Press, Plural e o Diá­rio de São Paulo. Da linha ­Fiery, foram visitadas a Ricoh e a Xerox e, da linha jato de tinta, esteve

presente na CM, Hammer e Alphaprint. Ele afirmou que vem ao Brasil pelo menos uma vez por ano. “Estamos sempre em busca de novos de­sa­f ios. Neste momento, nosso foco está voltado para o Brasil, seja com a tecnologia Metrics, integrando a área de soft­ware, juntamente com o ­Fiery, quanto com os lançamentos da linha jato de tinta que acabaram de ser apresentados na feira Serigrafia, de grandes e supergrandes formatos — Rastek, Vutek e Cretaprint”. www.metrics.com.br/efi

CARTAS “Setor gráfico se despede de Manuel Carlos de Camargo” Divulgamos a carta recebida da Sra. Maria Luisa de Camargo Zoppei para a devida correção do texto publicado na edição nº 259, com o nosso pedido de desculpas.

MeMória

Setor gráfico se despede de Manoel Carlos de Camargo

em 23 de abril, vinte dias depois de completar 50 anos, faleceu em São Paulo Manoel Carlos Martins de Camargo, diretor industrial da gráfica Bandeirantes.

M

ais novo dos três filhos de Mário de Camargo, funda­ dor da gráfica, Mané, como era chamado por todos, começou o tra­ balhar na empresa em 1987, aos 25 anos, cuidando do atendimento das principais contas da Bandeirantes. Mesmo sem formação acadêmica na área, Mané herdou do pai uma sensibilida­ de rara para as questões industriais, o que o levou ao comando da produção quando, em 1992, Mário de Camargo promoveu a divisão do grupo com os filhos. O patriar­ ca ficou com a unidade de Campinas, An­ tonio de Pádua Camargo com o birô de pré­ impressão e Mário César de Camar­ go e Mané com a planta de São Bernardo do Campo (depois transferida para Gua­ ru lhos). “O Mané tinha uma capacidade es pe cial para captar informações técni­ cas, para entender o funciona mento dos equipamentos”, lembra Mário César, dire­ tor da Bandeirantes. O empresário conta que, entre as várias mudanças provocadas pela reestruturação, ao assumir a produção Mané imprimiu um ritmo mais dinâmico à atua lização tecnológica do parque fabril. “Ele gostava de manter o pioneirismo que carrega o nome Bandeirantes, não se preo­ cupando muito com o mercado. Às vezes dava certo, outras não”. Em uma dessa in­ vestidas, perseguindo a alta qualidade na reprodução da cor, apostou na possibilida­ de de imprimir com lineaturas mais finas através da tecnologia waterless. Porém, o alto custo inviabilizou o processo. Num outro momento, seu feeling foi preciso. “Estávamos em uma feira em Mi­ lão, em 1994, e o Mané conversava com

um dos gráficos que admirei, Wilson Sivie­ ro, na época na Hamburg. Naquela conver­ sa eles decidiram que deveríamos comprar uma linha de lombada quadrada com cola PUR , algo incipiente no Brasil. Deu certís­ simo e hoje é padrão de mercado. Ele era assim, sempre atrás de uma nova técnica, um novo substrato, algo que pudesse se transformar num diferencial para nós”. Amigos de longa data como Luiz Nei Arias, vice­presidente da IBF, lembram o convívio com Mané. “Além do carinho que dedicava à família, Mané deixou o reconhe­ cimento de toda a indústria gráfica devido ao seu conhecimento técnico e profissio­ na lismo”. “Mané era muito justo, correto, um gráfico que sabia exatamente o que es­ tava fazendo”, afirma Noel Garcia Filho, representante do setor de papel. Atuando em áreas complementares, o respeito foi a linha mestra para os 25 anos em que Mané e Mário César trabalharam juntos. A lealdade foi a marca dessa rela­ ção. “O Mané foi o sócio, irmão e compa­ nheiro mais leal que tive na minha vida. Ele

era transparente, incapaz de simular emo­ ções ou sentimentos”. O grande mote para os irmãos, nas palavras de Mário César, era o fazer gráfico. “Nunca discutimos so­ bre dinheiro, partilha de lucros. Podíamos discordar sobre muitas coisas, e o Mané era muito firme em suas ideias, quando punha uma coisa na cabeça era difícil tirar, mas nunca brigamos por questões financeiras. Ele foi o melhor sócio que eu poderia ter”. Mané sofria de atrofia de múltiplos sis­ temas, desordem neurológica degenerati­ va. Há dois anos, quando precisou parar de dirigir por conta da doença, a esposa, Sil­ via Regina Portescheller de Camargo, pas­ sou a levá­lo à gráfica, assumindo gradati­ vamente a área de compras, da qual Mané também cuidava. O casal teve dois filhos: Pedro, 23 anos, formado em Administra­ ção, trabalha na Artex/Coteminas, e Vitor, 20 anos, que está cursando Tecnologia em Produção Gráfica na Escola Senai Theobal­ do De Nigris e estagiando na Bandeiran­ tes. Mário César acumula agora a diretoria comercial e industrial da gráfica. maio /junho 2012

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reViSTa aBiGr aF

“Como gráfica há 30 anos e filha de gráfico, há muito admiro o imenso be­ nefício que a revista traz ao setor fornecendo informações atuais e impor­ tantes bem como seu compromisso com a se­rie­da­de e veracidade das in­ formações. Em nome deste compromisso é que venho solicitar que esta conceituada publicação corrija a informação veiculada na matéria “Setor Gráfico se despede de Ma­noel Carlos de Camargo “ publicada na edição de número 259 de maio/junho 2012. Muito embora a matéria seja um tributo merecido ao pro­f is­sio­nal Ma­noel Carlos de Camargo, ela incorre em erro por duas vezes em duas afirmações. São elas: 1. O Sr. Ma­noel é o mais novo de quatro filhos de Mário de Camargo, e não três como afirma a matéria. Afirmo que sou a terceira filha, com muito orgulho, deste conceituado e saudoso gráfico, além dos outros três. 2. Logo em seguida quando é citada na matéria a divisão do grupo com os filhos, mais uma vez a filha, que também recebeu parte do patrimônio, foi ex­cluí­da. Afirmo que o então birô de pré-​­impressão foi legado a mim e ao meu marido Roberto Takara Zoppei e não a Antonio de Pádua Camar­ go, que se tornou na época, por opção, pro­prie­tá­rio da Convergente Desen­ volvimento de Sistemas Ltda, empresa do grupo hoje extinta. O antigo birô de pré-​­impressão se tornou a Neo­band Soluções Gráficas de hoje, empre­ sa conhecida no meio gráfico, fi­lia­da à Abigraf e ainda administrada por Roberto Takara Zoppei.” A importância de tal correção se deve ao fato de termos orgulho de nossa origem e história como gráficos que somos.”


IP lança papel inédito no mercado

Produtora dos pa­péis Chambril, Tony Nakazawa, gerente de contas da Sakurai Graphics Systems, e Michel Serwaczak, diretor da Apolo Sistemas Gráficos, celebram o acordo de parceria entre as duas empresas

Apolo comemora 25 anos e oficializa parceria com a Sakurai

No Centro de Convenções San

16

José, si­tua­do no município de Cotia (SP), no dia 22 de agosto, em meio às comemorações dos seus 25 anos, a Apolo Sistemas Gráficos comunicou sua parceria com a japonesa Sakurai Graphic Systems, representada no evento por Tony Nakazawa, gerente de contas da América Latina. O diretor da Apolo, Michel Guttmann Serwaczak, relatou aos presentes as suas ex­pe­riên­ cias como engenheiro no desenvolvimento de soft­w ares para máquinas gráficas e seus contatos com fabricantes e o mercado chinês. Prosseguindo, falou sobre a trajetória da sua empresa nestes 25 anos: “A Apolo se tornou conhecida, e reconhecida, na­cio­nal e in­ter­ na­cio­nal­m en­te como um dos mais importantes fornecedores de máquinas gráficas no Brasil. De 2006 para cá vendemos, entregamos e instalamos mais de duas mil máquinas gráficas dos mais va­ria­dos portes. Hoje, devido a este reconhecimento, a Sakurai Graphic Systems fecha uma grande parceria conosco. Tenho absoluta convicção de

que a Apolo terá um grande sucesso nesta empreitada”. Tony Nakazawa, que veio do Japão es­pe­cial­men­te para ofi­ cia­li­z ar a parceria com a Apolo, comentou: “Nos últimos três anos a Sakurai esteve ausente do mercado brasileiro, mas seu prestígio e a fidelidade entre os usuá­rios sempre se mantiveram. Neste ano pretendemos expandir em muito nossa atua­ção no Brasil e, junto com a Apolo, esperamos vender mais de 15 máquinas até 2013. Fiquei muito im­pres­sio­na­do com a estrutura da Apolo, seu nível técnico e pes­soal qualificado. Estou muito con­f ian­te em relação às metas iniciais que pretendemos atingir e também num futuro extremamente promissor da Sakurai no Brasil com esta nova parceria”. Os interessados já podem conhecer a nova linha de máquinas Sakurai de 4, 5 e 6 cores, nos formatos meia folha inglesa e germânica e folha inteira, além de vá­rios modelos seminovos direto do Japão e da Europa, acessando o site www. apolo.com.br/sakurai.

REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

Chamex e Chamequinho, a In­ter­ na­tio­nal Paper lançou em setembro o Chambril Digital, primeiro papel offset destinado à impressão digital a jato de tinta do mercado brasileiro. O novo papel possui a tecnologia ImageLok, já utilizada pela IP nos Estados Unidos, que pro­por­cio­na, quando combinada a tintas pigmentadas, cores mais brilhantes, menor risco de borrões e cor preta mais intensa. “A  IP acredita que o mercado de papel para impressão digital na América Latina deva crescer a dois

dígitos nos próximos anos, juntamente com a instalação de novos e mais modernos equipamento de impressão digital inkjet”, declara Nilson Cardoso, diretor co­mer­cial da In­ter­na­tio­nal Paper. O Chambril Digital com tecnologia ImageLok será produzido na fábrica da IP em Luiz Antônio, in­te­ rior de São Paulo, em 75 e 90 g/m². Ele integrará a linha de produtos Chambril, que atende o mercado gráfico com gramaturas de 45 g/m² a 240 g/m², nas versões branco, reciclado e off-​­white. www.internationalpaper.com.br

Mudança de gerentes na Heidelberg

O administrador de empresas Valter Melo foi no­mea­do pela Heidelberg no mês de agosto como o novo responsável pela área de vendas e serviços dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com 24 anos de atua­ção na indústria gráfica e es­pe­cia­li­z a­ção em ge­ren­cia­ men­to de cores, Valter está há 13 anos na Heidelberg e, ao longo de sua carreira, acumulou ex­ pe­riên­cias como supervisor de produto, supervisor técnico e técnico de campo nas ­­áreas de pré-​­impressão e impressão digital. Ele substitui Lean­dro Reis, que terá o desafio de coor­de­ nar uma nova área na gerência de produtos para acabamento, como foco no desenvolvimento

Valter Melo

de ne­g ó­c ios e soluções para gráficas comerciais de pequeno e médio porte. Lean­dro também é administrador de empresas e iniciou sua carreira na área gráfica em 1981, como vendedor no Rio de Janeiro. Trabalhou na Heidelberg entre 1998 e 2002, ge­ren­cian­do a re­gio­nal de vendas para Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, retornando em 2011 para a empresa.


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Entrevista

O presidente da Fundação Biblioteca Nacional fala sobre as ações que tem desempenhado em prol do livro e da leitura, como a recém-​­lançada campanha Leia Mais, Seja Mais, iniciativa do Ministério da Cultura coordenada pela FBN.

Fotos: Divulgação

Galeno Amorim

Milena Prado Neves

Um militante da leitura

P 18

residente da Fundação Bi­blio­te­c a Na­cio­nal (FBN) desde o ano passado, Galeno Amorim sempre atuou em benefício do livro e da leitura. Há mais de 20 anos, esta paixão transformou-o em verdadeiro militante da causa, sempre envolvido em ações que ressaltam, perante a so­cie­da­de, a importância do hábito de ler. Uma das ini­c ia­t i­vas que ele coor­de­na atual­men­te é o Plano Na­cio­nal do Livro e Leitura (PNLL), cria­do pelo Ministério da Cultura (MinC). Com orçamento total de R$ 373 milhões em 2012 — expansão extremamente significativa ante os R$ 5  milhões destinados ao programa em 2004, quando este começou a ser estruturado —, o PNLL tem mais de

REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

40 ações previstas para este ano, um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos que tem por objetivo transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia a dia do brasileiro. Nesta entrevista, Galeno Amorim fala sobre o PNLL , a campanha Leia Mais, Seja Mais, recém-​­lançada pelo MinC, a cadeia do livro, as ações que desenvolveu em seu primeiro ano de trabalho e os de­sa­f ios que vêm por aí. Recentemente, o senhor comentou em uma entre­ vista que muitos se­cre­tá­r ios da Educação es­ta­ riam interessados em ­criar Planos do Livro e Lei­ tura estaduais e municipais. Qual a importância deste apoio para o sucesso do na­cio­nal?


Apesar da internet, os livros não perderam seu es­ paço. Quais paradigmas ainda devem ser quebra­ dos para que mais brasileiros tenham acesso aos livros e possam se ha­bi­tuar à leitura? É preciso fazer com que o livro faça parte da rotina dos brasileiros, e não apenas das crian­ças em idade escolar. E isso é possível, hoje, de duas formas: ba­ra­tean­do o produto e fomentando os aparelhos culturais. É aí que entra a FBN, que desde 2011 vem centralizando toda a política do Livro, Leitura e Literatura do MinistéForam anun­c ia­dos investimentos da ordem de rio da Cultura. Temos rea­l i­za­do diversas ações R$ 373  milhões do MinC no com o intuito de difundir e gaPNLL 2012. Quais serão as rantir o acesso, aparelhar os principais ações contempladas equipamentos de leitura e ­criar Sabemos que com estes recursos? eventos que possam promover e transformar os hábitos Quan­d o a ministra Ana de a biblioteca é de leitura no Brasil. Hollanda deu sinal verde para fundamental para elaborarmos um trabalho desa consolidação se porte foi preciso olhar para Em relação ao PNLL, qual será o da leitura entre todos os lados que envolvem o montante de investimentos des­ as pessoas, então livro e a leitura: a democratitinado à compra de livros para o ela sempre será zação do acesso ao livro, o fopróximo exercício? mento à formação de me­dia­do­ Só a FBN vai investir R$ 37 miprioridade nas res, a valorização ins­ti­tu­cio­nal lhões para renovar e atua­li­zar nossas políticas. da leitura e o apoio à cadeia os acervos das bi­blio­te­c as de cria­t i­va e produtiva do livro. acesso público. Há investimenCada eixo tem uma série de tos muito maiores do Ministéprogramas e ações que visam, principalmente, rio da Educação em livros para as bi­blio­te­cas aumentar o número de leitores no Brasil. escolares. E, para os próximos anos, queremos que todas participem de programas que Nos últimos anos as bi­blio­te­cas têm sido foco de cria­mos. Sabemos que a bi­blio­te­c a é fundadiversas ações: desde reformas até o estabeleci­ mental para a consolidação da leitura entre as mento de novas unidades. Quais são hoje os de­ pes­soas, então ela sempre será prio­r i­da­de nas sa­f ios dessas instituições, em tempos de crian­ças nossas políticas. hiperconectadas? O principal desafio é atrair os jovens para a lei- O senhor é jornalista, atuou como crítico literário, tura e para as bi­blio­te­cas. Para isso, é preciso re- é um apaixonado pela literatura e agora preside a vitalizá-​­las, transformando-as em centros cul- FBN. Quais foram as principais mudanças na sua turais mul­ti­mí­d ias. É preciso um investimento maneira de enxergar o livro e a leitura? que, além de melhorar e atua­li­zar os acervos, Esta é uma causa pela qual tenho militado há as torne atrativas. Então, começamos o traba- mais de vinte anos nos diferentes lados do ballho junto a essas bi­blio­te­cas. Este ano, mais de cão. Em certos momentos, é preciso fazer dire1,7 mil mu­ni­cí­pios já começaram a receber no- tamente a ação. Em outros, como agora, devevos títulos em suas prateleiras. Além disso, va- se ter a responsabilidade de ­criar as condições mos modernizar 144 unidades e instalar outras ne­ces­s á­r ias para apoiar e convencer outros 74 nas cinco re­g iões do País em 2012. parceiros pelo País afora. É fundamental a adesão dos se­cre­tá­r ios de Educação, assim como os da Cultura, para que se abra na agenda política de cada estado e município um espaço para uma ampla política do livro e da leitura. As cria­ções desses planos servem para registrar o comprometimento dos governadores e prefeitos com os cidadãos, permitindo assim que essas políticas sejam permanentes e não corram o risco de serem findadas com o término de um ou outro mandato.

setembro /outubro 2012 REVISTA ABIGRAF

19


20

Quais são as expectativas para as ações e metas centra a maioria dos não leitores no Brasil, a do PNLL no próximo ano? campanha busca estimular a prática da leiEstamos articulando, no âmbito do governo fe- tura. Na primeira etapa focamos a campaderal, as ações das diversas nha nos veí­cu­los impressos. ­­áreas para am­pliar e fortaAgora, está sendo veiculado lecer suas ini­cia­ti­vas na prona televisão um filme estreO principal desafio moção da leitura no Brasil, a lado pelos atores David Lupartir de uma visão de políticas, Elisa Lucinda, Mayana é atrair os jovens ca pública a longo prazo. VaNeiva, Luís Miranda e Klapara a leitura e mos con­ti­nuar estimulando ra Castanho, que abriram para as bibliotecas. estados e mu­ni­cí­pios a implemão do cachê. São utilizadas Para isso, é preciso mentarem seus planos locais va­r ia­ções a partir do slogan revitalizá‑las, de livro e leitura por meio “leia mais, seja mais”: “sotransformando‑as de se­mi­ná­r ios, oficinas, asnhe mais”, “descubra mais”, sessoria e orien­t a­ç ão. Com “invente mais”, “saiba mais”, em centros culturais isso a expectativa é positiva. “conheça mais”. O spot para multimídias. as rá­d ios segue a mesma liRecentemente, foi lançada nha. Nas mí­d ias online, posa campanha Leia Mais, Seja tamos banners em portais Mais. Quais atividades integram esta campanha e sites e estamos com vá­r ias inserções nas ree quais são os principais objetivos? des sociais do MinC, da FBN e outras instituiVoltada a públicos de todas as classes, mas ções vinculadas ao ministério. A Abigraf é uma principalmente da C, D e E, nas quais se con- parceira importante nesse processo. REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012


A tradição do

SENAI-SP,

agora em qualidade editorial

A entidade da indústria paulista entra na área editorial para levar ao mercado conhecimento e conteúdo técnico, tecnológico e educacional relacionados às diversas áreas em que atua. As séries de referência da SENAI-SP Editora têm como temas: educação, formação profissional, ciência, tecnologia, design e inovação, além de obras relacionadas à memória e à história da sociedade brasileira.

Um precioso guia para a modernização da indústria gráfica por meio de uma gestão moderna, planejada e eficiente.

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Manual do Gestor da Indústria Gráfica

Manual do gestor da indústria gráfica

Flávio Botana

A empresa gráfica, para ter sucesso, não pode ser gerenciada amadoristicamente. Pragmatismo pode ser uma qualidade, mas precisa andar de mãos dadas com a gestão racional e com o planejamento estratégico. Este pequeno manual dará uma ajuda inestimável a quem pretende se aventurar nesse ramo de negócios ou para aqueles que já militam nele.

F L ÁV I O B O TA N A

Manual do Gestor da Indústria Gráfica


CรกrcamO


ARTE

Ele pode ser apenas uma capa, as ilustrações ou todo o projeto de arte de um livro. Pode, também, ser a caricatura de alguma personalidade em jornal ou revista. Pode, ainda, ser um quadro a óleo ou uma aquarela no acervo de uma casa ou museu. Mas, seja em que forma de expressão for, ele é alguém que antes de criar emociona-se e, só assim, nos faz refletir sobre a importância da vida. Ricardo Viveiros (ABCA)


2

As muitas faces de um artista único 1 (página dupla anterior) Capa do livro De Quanta Terra Precisa o Homem?, Tolstói, Editora Companhia das Letrinhas, aquarela/pastel 2 Barco na Barra Velha, Ilhabela, aquarela 3 Lula, Revista Veja, aquarela 4 Diego Velázquez/Cárcamo/Mirán, Revista Gráfica, óleo

3

A

os pés dos Andes, aon­de o branco das neves eternas espeta o azul do céu, na zona rural da pequena Los Angeles, Sul do Chile, em meio a bosques de lariços e carvalhos e sob pôr do sol umedecido pelos ventos marinhos, nasceu Gonzalo Ivar Cárcamo Luna, em 8 de fevereiro de 1954. Era um daqueles dias quando amarelo e vermelho incendeiam o limite verde do horizonte nos do­mí­nios dos ín­d ios Mapuches. Às margens do Rio Bío-​­Bío, esses bravos guerreiros resistiram aos colonizadores por séculos, dando origem a pes­soas éticas, corajosas e livres. Filho de camponeses — pai severo, exemplo de trabalho e persistência; mãe doce, apre­cia­do­ra de arte e leitora de livros —, o menino Cárcamo deu os primeiros passos em uma casa simples, mas com quadros nas paredes, pintados pela tia Tetey. Do lado de fora, paisagens marcantes: pomares, animais e carroças cujo o ranger das rodas somado às notas tiradas ao pia­no pela mãe cria­vam inesquecível sinfonia.

va as his­tó­r ias sem cons­ciên­cia do exercício que fazia para o futuro. Na escola, os cadernos tinham mais desenhos que ma­té­r ias. Caricaturas dos professores, vez por outra, lhe davam um recreio forçado. Em casa, a tia pintora assinava Seleções do Rea­der’s Digest. A revista estampava aquarelas na capa. Com modestos recursos técnicos ele as co­pia­va, o desafio era imenso. O avô materno tinha um moinho de trigo na cidade. Seus pais venderam as terras na zona rural, compraram o moinho e foram para Los Angeles. Cárcamo nas férias ajudava o pai a fazer a matéria-​­prima do pão, ia à escola e, com frequência, des­v ia­va-se do caminho dos colegas rumo à praça para ir ao hotel ver exposições de quadros. Êxodo

Em 1974, entra na Universidade Técnica del Estado, campus de Con­cep­ción, em Arquitetura. Havia clima para desenvolver a prática da aquarela, os professores já não se abor­re­ciam em serem caricaturados. Ao término do segundo ano, Cárcamo se encanta com Oscar Nie­me­ yer. Decide mudar-se para o Brasil e aqui concluir o curso. Com ajuda da mãe vem, em 1976, para São Paulo, é hospedado por amigos na cidade de Santo André. 4

Revelação

24

Foi ali, ao instintivamente de­l i­near com o dedo na terra do chão as sombras dos cinco irmãos, que Cárcamo desenvolveu talento para deixar que a inspiração invada primeiro o coração, depois a mente. O menino descobriu bem cedo a força da luz na percepção da imagem. Assim, sempre emo­cio­na­do, surgiu o desejo de mostrar o que percebia/ sentia na mágica essência do existir. As revistas em quadrinhos tra­ ziam guerra e fa­roes­te, ou eram da Disney. Com o irmão Carlos, re­cria­ REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

Não consegue retomar o curso de Arquitetura, precisa trabalhar. Entra em uma agência de publicidade. Apaixona-se pelo Brasil, sua gente. Colabora com o jornal Bagatela, impresso no Diá­r io do Grande ABC. Não para de pintar. Atua em produtoras de desenhos animados. Participa na produção do “Grilo Cae­ta­no”, de Walbercy; trabalha nos es­tú­d ios de Da­niel Mes­sias e Cesar Sandoval (conhece Jorge Benedetti), todos mestres do gênero. Cárcamo fez


5

curtas metragens para os es­tú­dios Disney (pela HGN), em um emo­cio­na­do reen­con­tro com os personagens da sua infância. Mas, foi com Gauguin, Velasquez, Goya, Carot, Sorolla, Wyeth que Cárcamo aprendeu a penetrar na alma do ser humano, buscar o in­cons­ cien­te e não apenas o visível. Sua arte é sempre nova, não há um traço básico que a identifique. Foi lendo a bio­gra­fia de Gauguin, seu isolamento, e o livro Expedição Kon-​­Tiki, de Thor Heyerdhal, que Cárcamo vai para a Ilha da Páscoa e fica quatro meses pintando. 6 Produz 100 ­óleos que integram exposição itinerante do Sesc-SP. Eternidade

Cárcamo tem exposto, com sucesso, seus ó­ leos e aquarelas no Brasil e no ex­te­r ior. São trabalhos que fogem às escolas e ten­dên­c ias, trazem as imagens do passado e do presente, sempre fundamentadas em ex­cep­cio­nal técnica, emoção e muita qualidade. “Faço apenas o que a inspiração me pede para manifestar. Ter liberdade, ser autêntico ao expressar o sentimento é o valor maior da cria­ção”, diz Gonzalo Cárcamo, que trabalha e le­c io­na em seu bucólico estúdio em Ilhabela, litoral Norte paulista.

5 Barack Obama, Revista Veja, aquarela 6 Dilma Rousseff, Revista Veja, aquarela 7 Lula, Folha de S. Paulo, coluna de Elio Gaspari, lápis/aquarela

& CÁRCAMO (12) 3896.2992 www.gcarcamo.blogspot.com

7

revista issn 010 3•572

a gráfic a • ano x xxvii • se tembro

/outubro

x

2 0 1 2 • nº 261

261 setemb ro/out

ubro 2012

arte & in dústri

revista abigra f

De volta ao Brasil, Cárcamo mora na Bahia, expõe no Museu de Arte. Não encontra trabalho. Descobre o Pasquim, encartado no Jornal da Bahia. Escreve ao cartunista Jaguar, manda trabalhos e faz um apelo: dian­te da si­t ua­ç ão, iria para a Espanha. Jaguar abre duas páginas na edição seguinte do jornal, elogia o artista e conclama o mercado a não deixá-lo voltar aos do­mí­nios do ditador Pinochet. Chovem convites. Cárcamo estava adotado pelo Brasil, reconhecido por seu grande talento. Trabalha para a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Visão, Veja, IstoÉ, Época, Carta Capital e grandes editoras de livros. São cerca de 50 obras ilustradas (Machado de Assis, Ga­briel García Márquez, Eça de Queiroz, Tolstói etc) e sete pró­prias. Seu livro Modelo Vivo, Natureza Morta é obra re­fe­ren­ cial na literatura infantojuvenil. No Salão In­ter­na­cio­nal de Humor de Piracicaba, em 1987, foi pre­mia­do pela caricatura de Mãe Menininha do Gantois. Viveu um ano em Barcelona, viajou pela Europa visitando museus e colaborou com o diá­rio El País, levado por Loredano, também grande caricaturista.

Capa

“O Amigo Fiel”, de Oscar Wilde, Editora Berlendis, aquarela setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF

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Livros da Sesi-SP Editora

Preservar a inteligência gerada dentro das instituições e disseminar esse conteúdo estão entre as metas das editoras Senai-SP e Sesi-SP, que juntas já publicaram 63 títulos.

m seu catálogo não há nenhum best seller. Por enquanto. Lá estão livros fundamentais, sim, ainda que muitos deles possivelmente não encontrassem espaço em nenhuma outra editora. Este é um dos valores intrínsecos às editoras SenaiSP e Sesi- SP: publicar obras voltadas para as ­­áreas edu­ca­cio­nal e cultural, independente do retorno financeiro que possam pro­por­cio­nar. As duas editoras participaram pela primeira vez de uma Bie­nal do Livro neste ano. Cria­das

Foto: Satoru Takaesu

Tânia Galluzzi

E

Construção do conhecimento

Livros da Senai-SP Editora

26 REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

em março de 2011, foram, porém, pensadas no início dos anos 2000, como explica Walter Vi­ cio­ni Gonçalves, diretor re­g io­nal do Senai- SP e superintendente ope­ra­cio­nal do Sesi-SP. A ideia nasceu da preo­cu­pa­ção de proteger o ma­te­r ial didático cria­do dentro das escolas Senai e Sesi, estimular o registro das atividades de professores e alunos e incrementar a oferta de livros técnicos centrados nos processos industriais. Na época, entraves jurídicos arrefeceram os ânimos em torno do projeto, que foi retomado em 2007 com o apoio de Paulo Skaf, presidente da ­Fiesp. A meta do plano estratégico era bem clara. Registrar a construção do conhecimento nas duas instituições. Antes da efetivação das editoras foi preciso entender as necessidades do Senai e do Sesi, identificando tudo o que era produzido pelos dois organismos. Esse processo caminhou paralelo à consolidação das práticas pedagógicas do Sesi no Sistema Sesi de Ensino, tornando a ex­ pe­r iên­cia do Sesi no Ensino Fundamental acessível a outras redes. Sem contar as escolas pró­ prias, que be­ne­f i­ciam mais de 100.000 alunos, o Sistema Sesi de Ensino já é adotado pela rede municipal de ensino em seis cidades paulistas, atendendo cerca de 20.000 alunos. O objetivo é chegar a 30.000 crian­ças em 2013.


Foto: Satoru Takaesu

Uma preo­c u­pa­ção que acompanha os envolvidos no projeto desde o início, como enfatiza Walter Vi­cio­ ni, é a de as editoras po­si­cio­na­remse como uma casa edi­to­r ial. “Não há nenhuma intenção de montarmos um parque gráfico. As editoras serão sempre compradoras de serviços de impressão”. Em um ano e meio, ambas já foram atendidas, através de licitação, por 19 gráficas, com pedidos que totalizam R$ 6 milhões, incluindo o ma­te­r ial didático da rede (R$ 4,5 milhões). Fomento à formação

Afora o ma­te­r ial didático, os catálogos das editoras somam 63 títulos, além da revista Ponto, publicação trimestral literária e cultural cujo número 0 saiu em agosto deste ano. Os livros da SesiSP Editora envolvem temas como boa alimentação, esportes, arte, indústria e tea­tro, enquanto o acervo da Senai- SP Editora concentra-se em assuntos como design, tecnologia, formação pro­fis­sio­nal, indústria e so­cie­da­de. As duas editoras mantêm a coleção Prata da Casa justamente para dar vasão à produção literária de autoria de fun­cio­ná­r ios e colaboradores do Senai-SP e do Sesi- SP. Faz parte dessa coleção o livro A Utilização de Provas Digitais em Conformidade com a NBR ISO 12647-7, fruto da parceria da editora com a Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Dessa ­u nião vem também o

Ma­nual do Gestor da Indústria Gráfica, no qual o professor Flavio Botana apresenta conceitos que servem de guia para em­preen­de­do­res interessados em investir no setor. “Em 2013 devemos publicar mais dois livros para o segmento gráfico”, afirma Rodrigo de Faria e Silva, editor chefe das duas editoras. Ele comenta que no próximo ano boa parte dos dois catálogos ganhará versões eletrônicas. A segunda etapa, planejada para 2014, será o desenvolvimento de livros eletrônicos para o con­teú­do didático, missão um tanto mais complexa, segundo o editor, em função da necessidade de gerar ferramentas que possam aproveitar todas as possibilidades dos materiais de ensino.

(E/D) Walter Vicioni Gonçalves, diretor do Senai-SP e superintendente operacional do Sesi-SP, é responsável juntamente com Rodrigo de Faria e Silva, editor chefe das editoras do Senai-SP e Sesi-SP, pela publicação de obras voltadas às áreas educacional e cultural

& EDITORAS SENAI-SP E SESI-SP Tel. (11) 3146-​­7308 editora@sesisenaisp.org.br www.senaispeditora.com.br www.sesispeditora.com.br

27 setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF


PrEMIAÇÕEs

Excelência gráfica premiada em todo o País Entre junho e agosto, no Distrito Federal e nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, um público superior a 3.500 pessoas esteve presente às festas de entrega dos prêmios de excelência gráfica. Despertando um interesse cada vez maior, as premiações deste ano nas oito regiões contaram com a participação de um total de 287 gráficas, que inscreveram 3.211 peças. Ao todo, foram entregues 298 troféus para 121 gráficas vencedoras.

Prêmios de Excelência Gráfica nos Estados Estado/Região

DF

ES

GO

MG

PR

Data

19.6

20.7

Público

500

200

PE (NE)

RS

RJ

23.8

6.7

250

400

22.6

8.6

27.7

31.8

800

400

600

380

Gráficas participantes

18

11

12

29

59

69

53

36

Categorias

30

29

15

40

47

42

50

36

Peças inscritas

284

250

135

484

543

600

508

407

Gráficas premiadas

9

7

6

19

27

19

22

12

Número de prêmios

30

27

15

41

47

42

50

36

28 REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012


E

13º- Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim

m meio às comemorações dos seus 40 anos, o Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Distrito Federal (Sindigraf-DF) promoveu no dia 19 de junho a festa de entrega da 13 ª‒ edição do Prêmio Jorge Salim, no Unique Palace, para 500 convidados. Centrada no tema dos 40 anos do Sindigraf-DF, a As­so­cia­ção dos Designers Gráficos do DF (Adegraf), inspirada nos arquivos fotográficos do sindicato, homenageou no local os pioneiros do setor em banners gigantes e cubos revestidos com imagens de personagens e momentos importantes da indústria gráfica. Para o presidente do Sindigraf-DF, João Ferreira dos Santos, “o evento é uma forma de as empresas, que submeteram seus produtos ao crivo dos jurados, expor seus trabalhos a este público, reforçando seu mar­ke­ting de re­la­cio­na­men­to”. Presente à solenidade, o presidente da Federação das In­dús­trias do Distrito Federal, Antônio Rocha, disse que “a qualidade técnica dos produtos impressos pela indústria bra­si­lien­se reflete o misto de tradição e modernidade que compõe a própria estrutura da Capital Federal, alian­do matéria-​­prima e design com bons ne­gó­cios”. O 13 º‒ Prêmio Jorge Salim foi disputado por 18 gráficas, que inscreveram 284

Distrito Federal

(E/D): Antônio Eustáquio de Oliveira, primeirosecretário da Abigraf‑DF e diretor financeiro da Fibra; João Ferreira dos Santos, presidente do Sindigraf‑DF; Pedro Henrique Verano, vice-presidente do Sindigraf‑DF e Antônio Rocha, presidente da Fibra

peças nas suas 30 ca­te­go­r ias. Nove gráficas foram pre­mia­d as, com destaque para a Coronário, que ficou com 10 tro­féus, seguida pela Athalaia, com seis. Durante a festa, a Adegraf fez a entrega do Troféu Jorge Salim de Design Gráfico, uma ini­c ia­t i­va do Sindigraf para reconhecer e valorizar a atua­ção dos designers e diretores de arte do DF e para fortalecer a parceria com os profissionais responsáveis pela cria­ção das peças impressas pelas gráficas.

Gráficas premiadas 10 prêmios: Coronário Editora Gráfica ◆ 6 prêmios: Athalaia Gráfica e Editora ◆ 4 prêmios: Gráfica e Editora Positiva e Teixeira Gráfica e Editora ◆ 2 prêmios: GH Comunicação Gráfica ◆ 1 prêmio: Cidade Gráfica e Editora, Gráfica e Editora Meta, Gráfica Gravo Papers e Querubins Gráfica e Editora Fornecedores premiados 1 prêmio: Böttcher, DF Papéis, Giga Print, Göethe, Heidelberg, Hostmann‑Steinberg, Kodak, Melo Distribuidora, Müller Martini, Suzano setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF

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Espírito Santo

4º- Prêmio de Excelência Gráfica Padre José de Anchieta trabalhos, de onze empresas as­so­cia­das, concorreram em 29 ca­te­go­r ias, de oito segmentos. Promovido pelo Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado do Espírito Santo (Siges), em parceria com a Abigraf-ES, a pre­mia­ção tem o objetivo de estimular a produtividade das empresas e reconhecer a qualidade da indústria gráfica capixaba. “Foi pre­mia­do o que existe de melhor em produtos impressos e pudemos mostrar que as empresas do Estado estão entre as melhores do País”, afirmou João Depizzol, presidente do Siges.

(E/D): Leandro Reis, da Heidelberg; Maria Ângela Colnago, diretora financeira do Siges e Abigraf-ES; João Depizzol, presidente do Siges e Abigraf-ES; e Ledson Alves, da Heidelberg

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Gráficas 10 prêmios: Grafitusa ◆ 9 prêmios: GSA ◆ 3 prêmios: Scribo Formulários ◆ 2 prêmios: Gráfica Lisboa ◆ 1 prêmio: Aymorés, Ingral e Jep Fornecedores Canon (Office Total), Flexpel, Heidelberg, IBF , SPP/KSR , Sun Chemical REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

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s empresas que ­a tuam no setor gráfico capixaba estiveram reunidas no dia 20 de julho, no MS Buffet, em Vitória, para a cerimônia de entrega do 4 º‒ Prêmio José de An­chie­ta. Mais de 200 pes­soas, representan- (E/D): Tullio Samorini, vice-presidente do Siges e Abigraf-ES; Josiane Velasco, do 62 empresas e enti- da Office Total; e João Depizzol dades, além de autoridades, estiveram prePara atestar e garantir a isenção do julsentes na festa de pre­mia­ção. Ao todo, 250 gamento, as peças vencedoras são determinadas após análise técnica feita por es­pe­cia­ lis­tas da As­so­cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica ( ABTG). “Os nomes dos vencedores foram en­v ia­dos em envelopes lacrados, abertos apenas na cerimônia da pre­mia­ção. Essa foi a forma que encontramos de garantir lisura na ação, o que é importante para a melhoria da qualidade do impresso capixaba”, explica a gestora do Siges e AbigrafES e coor­de­na­do­ra do prêmio, Rosane Rossi. Disputadíssimo, dos 27 tro­féus entregues, dez prê­m ios ficaram com a Grafitusa, e 9 com a GSA . A cerimônia encerrou a prograRosane Rossi, gestora do Siges e Abigraf-ES; mação do 2 º‒ Encontro da Indústria Gráfica e Ferreira Neto, apresentador de TV e do Prêmio do Espírito Santo.  Padre José de Anchieta


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Goiás

8º- Prêmio Aquino Porto de Excelência Gráfica – Criação e Produção

Fotos: Silvio Simões

de 12 gráficas, das quais seis con­ quistaram os 15 prê­m ios concedi­ dos, com supremacia da Suprimax, que levou seis tro­féus. Durante a ce­ rimônia, que foi acompanhada por 250 pes­soas, Pedro Alves de Olivei­ ra, presidente da Federação das In­ dús­trias do Estado de Goiás (Fieg),

(E/D): Evandro Tavares, diretor da Gráfica Art3/ Suprimax; Antonio Almeida, presidente do Sigego/ Abigraf-GO; e Pedro Alves de Oliveira, presidente do Sistema Fieg

C

onsolidado no calendário de eventos e ações oficiais de Goiânia e do seg­ mento gráfico por meio da Lei n º‒ 8.995, de 21/12/2010, o Prêmio Aquino Porto teve a sua solenidade de pre­mia­ção rea­l i­za­d a na noite de 23 de agosto, na Casa da Indústria, na capital goiana. O evento, promovido pelo Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado de Goiás (Sigego) e Abigraf Re­g io­nal Goiás, contou neste ano com a coor­de­na­ção técni­ ca da ABTG, que julgou e chancelou todos os trabalhos inscritos. As 15 ca­te­go­rias do con­ curso foram disputadas por 135 trabalhos,

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Gráficas 6 prêmios: Suprimax Papéis e Suprimentos ◆ 3 prêmios: Cir Gráfica e Editora ◆ 2 prêmios: Gráfica e Editora Única e Poligráfica Indústria e Comércio ◆ 1 prêmio: Gráfica e Editora Formato e Lotebras Imagem Painéis, Outdoors & Indoors Fornecedores 1 prêmio: Agfa, Cromos Tintas, Fotogravura Bandeirante, Heidelberg, IBF , SPP/KSR , Tok Final Acabamentos

Antonio Almeida

citou José Aquino Porto, cujo nome é ho­me­ na­gea­do pelo prêmio: “Este homem foi o pai da industrialização. Com liderança e em­ preen­de­do­r is­mo, ele representa o espírito do sindicalismo em­pre­sa­r ial, o que reforça a importância da gestão do Sigego”. Sa­l ien­t an­do o crescimento ex­p o­nen­ cial da indústria gráfica em Goiás, o presi­ dente do Sigego, Anto­ nio Almeida, fez questão de ressaltar a importân­ cia da pre­mia­ção. “O su­ cesso desse prêmio se dá pela adesão de todas as empresas, fornecedores e parceiros que fomen­ tam o desenvolvimento do nosso setor”, afirmou. Entre as agên­cias de pro­ paganda, a Cannes foi a mais pre­mia­da, com qua­ tro tro­féus, seguida pela Peixe Grande, com três. 

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Minas Gerais

8º- Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica Cícero Estado. Os produtos inscritos para a pre­mia­ ção passam pelo crivo de uma comissão jul­ gadora formada por profissionais com alto gabarito técnico e cultural. Neste ano foi registrado o número re­ corde de 484 peças inscritas, de 29 empre­ sas. Foram entregues 41 prê­mios, conquis­ tados por 19 gráficas. Em disputa muito equilibrada, a Ta­móios foi a maior vencedo­ ra, com seis tro­féus, sa­lien­tan­do-se que dois

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Gráficas 6 prêmios: Gráfica Tamóios ◆ 5 prêmios: Companhia da Cor e Rona Editora ◆ 4 prêmios: Gráfica Rede ◆ 3 prêmios: Artes Gráficas Formato ◆ 2 prêmios: Gráfica Brasil, D.I.  Gráfica, RS  Soluções Gráficas e Grafam Gráfica ◆ 1 prêmio: A Editora Premier, Bigráfica Editora, CGB Artes Gráficas, Conceito Gráfica, Gráfica 101, Editora Orion, Pampulha Editora, Primacor Gráfica, Ready Rótulos e Todi Embalagens Fornecedores 3 prêmios: Kodak ◆ 2 prêmios: Heidelberg ◆ 1 prêmio: Espaço Alternativo, Forgraf, Hot Book, SPP‑KSR , Sun Chemical REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

festa da celebração da qua­ lidade da indústria gráfi­ ca mineira ocorreu no dia 6 de julho, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDLBH), com a participação de 400 convidados. Muito pres­t i­g ia­d a, a cerimônia contou com a pre­ sença de autoridades e de lide­ ranças da indústria gráfica, além de representantes da indústria (E/D): Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional e da comunicação mineira. O Prê­ Sindigraf-SP; Vicente de Paula Aleixo Dias, presidente da Abigraf-MG Sigemg (proprietário da Primacor Gráfica); Júlio Américo de Oliveira mio Mineiro de Excelência Grá­ ePena, 2º vice-presidente da Abigraf-MG (proprietário da Rona Editora) fica Cícero foi cria­do em 2005 e Luiz Carlos Dias Oliveira, diretor conselheiro (e ex-presidente) da pela Abigraf Re­g io­nal Minas Ge­ Abigraf-MG e vice-presidente da Fiemg (proprietário da Ibérica Editora) rais (Sigemg) e tem a coor­de­na­ção da ABTG. deles foram os Grand Prix de melhor impres­ Seu objetivo é estimular a produtividade e são e melhor acabamento edi­to­r ial. Logo a qualidade dos impressos produzidos no em seguida, vie­ram a Companhia da Cor e a Rona, com cinco prê­m ios cada; a Rede, com quatro; e a Formato, com três. Qua­ tro gráficas conquistaram dois prê­mios e outras dez fi­ caram com um troféu cada. Muitas gráficas do in­te­r ior do Estado foram pre­mia­das, destacando-se a RS Soluções Gráficas, de Divinópolis, que recebeu dois tro­féus, um de­ les o Grand Prix de melhor acabamento cartotécnico.


10º- Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

Paraná

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(E/D): Jair Leite, presidente do Sigep, e Sidney Paciornik, presidente da Abigraf-PR

Fotos: Amarildo Henning

ma grande festa marcou a entre­ ga do 10 º‒ Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho em Curitiba, na noite de 22 de junho, com mais de 800 convida­ dos presentes à solenidade rea­li­za­da no Santa Mônica Clube de Campo. Dan­ do ainda maior real­ce à comemoração da primeira década da pre­mia­ção, nes­ te ano o concurso foi disputado por 59 empresas, que disputaram as 47 ca­te­ go­r ias com a inscrição de 543 produtos, registrando-se o número recorde de 27 diferentes gráficas vencedoras. Para se ter uma ideia da grande evolução veri­ ficada nestes dez anos, a primeira edi­ ção teve 125 produtos inscritos por 22 empresas. Consagrando-se como a maior vencedora desde o início do

prêmio, com 70 conquistas, a Corgraf foi o grande destaque da noite, recebendo 10 tro­ féus. A Posigraf ficou em segundo lugar com seis prê­mios, vindo em seguida com quatro a Ótima, três gráficas com dois prê­mios, e outras 21 com um troféu cada. Cria­do em 2003 na gestão de José Toal­do Filho, o prêmio é organizado pelo Sindicato

das In­dús­trias Gráficas do Estado do Para­ ná e a Abigraf Re­g io­nal Paraná, contando com a coor­de­na­ção e auditoria da ABTG. Nas palavras de Sidney Pa­cior­nik, presidente da Abigraf Re­gio­nal Paraná, “levar tro­féus para casa valoriza o trabalho, engrandece a em­ presa, mas o prêmio é mais do que isso . . . ele dá vida e energia ao nosso setor”.

Gráficas 10 prêmios: Corgraf ◆ 6 prêmios: Posigraf ◆ 4 prêmios: Ótima ◆ 2 prêmios: Catuaí Print, Lisegraff e Comunicare M-5 ◆ 1 prêmio: Cambeflex, Capital, Cargraphics, Comunicare – Life, Delta Etiquetas, Editare, Everest, Grafset, Hellograff, IGF , Keops, Kingraf, Maxigráfica, Midiograf, Múltipla BR , Nova Gráfica, Radial, Total Editora, Tuicial, Universal e Via Laser Fornecedores 4 prêmios: Quimagraf ◆ 3 prêmios: Heidelberg ◆ 2 prêmios: Kodak, Rio Branco Papéis ◆ 1 prêmio: Agfa, Colacril, Intenções, Manroland, UVP ack setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF

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Nordeste

4º- Prêmio Nordeste de Excelência Gráfica José Cândido Cordeiro cerca de 600 peças inscritas por 69 gráficas. Destas, 19 foram pre­mia­das, tendo à frente a Qua­li­g raf (CE) com 7 prê­mios, seguida pela Flamar (PE) com cinco, MXM (PE) com quatro, Grafpel (AL) e Halley (PI) com três. Seis gráficas conquistaram dois prê­mios e oito ficaram com um troféu. Além da anfitriã Abigraf Pernambuco, a pre­mia­ção tem integral apoio e participação das regionais de Ala­goas, Bahia, Cea­rá, Maranhão, Pa­raí­ba, ­Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

(E/D) Luiz Gonzaga de Andrade, presidente do Sindigraf-PI; Tales Vinicius Ximenes de Carvalho, presidente da Abigraf-CE; Walter Castro dos Santos, presidente da Abigraf-SE; Vikentios Kakakis, presidente do Sindmóveis-PE; Eduardo Carneiro Mota, presidente da Abigraf-PE; Valdézio Figueiredo, presidente do Sindusgraf-PE; e Floriano Alves da Silva, presidente da Abigraf-AL

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Gráficas 7 prêmios: Qualigraf Editora e Gráfica (CE ) ◆ 5 prêmios: Gráfica Flamar Editora (PE ) ◆ 4 prêmios: MXM Gráfica e Editora (PE ) ◆ 3 prêmios: Grafpel Indústria Gráfica (AL ) e Halley Gráfica e Editora (PI ) ◆ 2 prêmios: Art Cart Artes Gráficas (CE ), Brascolor Gráfica e Editora (PE ), CCS Gráfica e Editora (PE ), Etiquetas Brasil Indústria Gráfica (PE ), IGB – Indústria Gráfica Brasileira (PE ) e Gráfica Editora J. Andrade (SE ) ◆ 1 prêmio: Cearense Formulários e Editora (CE ), Diário de Pernambuco (PE ), Engenho das Artes (SE ), F&A Gráfica e Editora (PB ), Gráfica e Editora Real (PE ), Grasb – Gráfica Santa Bárbara (BA ), Quad/Graphics Nordeste Ind. Gráfica (PE ), Kroma Gráfica e Editora (PE ) Fornecedores 1 prêmio: Agfa, Comercial Boa Vista, Heidelberg, IBF , Rio Branco Papéis, Supercores, Utilgraf REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

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cerimônia de entrega do 4 º‒ Prêmio Nordeste, reunindo Valdézio Figueiredo 400 pes­soas, realizou-se em 8 de junho, em Recife, no auditório da Federação O presidente do Sindusgraf, Valdézio das In­dús­t rias de Pernambuco. A festa de Figueiredo, ressalta que “a crescente particongraçamento da indústria gráfica da re­ cipação das gráficas dos nove estados estigião é promovida pelo Sindicato das In­dús­ mula o aprimoramento da qualidade e da trias Gráficas (Sindusgraf) e Abigraf Re­g io­ produtividade das gráficas nordestinas”. nal Pernambuco, com a coor­de­na­ção técnica Para o presidente da Abigraf Re­g io­nal Perda ABTG. As 42 ca­te­go­rias do prêmio tiveram nambuco e coor­de­na­dor do prêmio, Eduar­ do Mota, as peças pre­ mia­d as têm indiscutível qualidade, numa demonstração de força e pujança da indústria gráfica da re­ gião. Na abertura da solenidade foi prestada uma homenagem à memória do empresário e patrono do prêmio, José Cândido Cordeiro, falecido no último dia 16 de abril.


8º- Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica

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a noite de 27 de julho, na Sogipa, em Porto Alegre, realizou-se a solenidade de entrega do 8 º‒ Prêmio Gaú­cho de Excelência Gráfica — organizado e promovido pela Abigraf Re­g io­nal Rio Grande do Sul —, festa acompanhada por mais de 600 pes­soas. Movimentando as gráficas de todo o Estado, o prêmio teve neste ano 508 trabalhos inscritos por 53 empresas, disputando as suas 50 ca­te­go­r ias. Cria­ti­v i­da­de e qualidade técnica preponderaram entre as 22 gráficas vencedoras, sob o domínio da Impresul e Vicente

Pallotti, que receberam oito tro­féus cada uma. Colocaram-se, em seguida, a Trindade com cinco tro­féus, a Contgraf e a Grafdil com quatro, a Hega com três, a Grafiset e a RBS Zero Hora com dois, ficando outras catorze com um troféu. Gráficas de Porto Alegre levaram 26 dos 50 prê­mios, enquanto outras dez cidades conquistaram 24, destacando-se São Leo­pol­do com nove tro­féus. O presidente da Abigraf-RS e do Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindigraf-RS), Carlos Evandro Alves da Silva, ressaltou que a maior mudança ocorrida nesta edição foi o interesse e o engajamento demonstrados pelas empresas do in­te­r ior do Estado: “Essa mobilização de alguma forma serve de incentivo, porém, a pre­mia­ção é de toda a indústria gráfica e não somente daqueles que concorrem”.

Rio Grande do Sul

Gráficas 8 prêmios: Impresul Serviço Gráfico e Editora e Sociedade Vicente Pallotti ◆ 5 prêmios: Trindade Ind. Gráfica ◆ 4 prêmios: Contgraf Impressos Gráficos e Grafdil Impressos ◆ 3 prêmios: Cartonagem Hega ◆ 2 prêmios: Grafiset – Gráfica e Serviços de Off‑set e RBS – Zero Hora Ed. Jornalística ◆ 1 prêmio: Anderson Nunes dos Santos, ANS Fotolitos, Associação Literária São Boaventura, Automação Comércio e Ind. de Impressos, Caeté, Demográfica Impressos, Edelbra Ind. Gráfica Editora, Gráfica Cometa, Gráfica e Ed. Gaúcha – Ideograf, Gráfica Reúna, Impressos Portão, Print Paper Ed. Gráfica, Ubea – União Bras. de Educação e Assist. Escola Profissional Champagnat e VS Digital Fornecedores Não teve este ano setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF

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Rio de Janeiro

9º- Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt

Fotos: André Telles

seis. Vie­ram depois a Arte Cria­ção com cin­ co; Ediouro, DVZ/Davanzzo e Stamppa com três; GM Minister e Onida com dois e outras quatro gráficas que ganharam um troféu. A acirrada disputa pelos tro­féus e o nível das peças inscritas demonstram que a indús­ tria gráfica fluminense prima pela qualidade nos seus impressos. “Ter um troféu é o de­ sejo de todos, porque chancela todo um tra­ balho voltado para a qualidade gráfica”, en­ fatiza Carlos Augusto Di Gior­g io, presidente do Sistema Sigraf / Abigraf-RJ / Funguten e idea­li­za­dor do Prêmio Werner Klatt.

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Gráficas 8 prêmios: Sol Gráfica ◆ 6 prêmios: Holográfica Editora ◆ 5 prêmios: Arte Criação ◆ 3 prêmios: Ediouro Gráfica e Editora, DVZ /Davanzzo e Gráfica e Editora Stamppa ◆ 2 prêmios: GM Minister Editora e Gráfica Onida ◆ 1 prêmio: Casa da Moeda do Brasil, Markgraph Gráfica e Editora, MR  Gráfica e Design Comércio de Papéis e Prosign Indústria e Comércio Fornecedores 3 prêmios: Heidelberg, IBF ◆ 1 prêmio: Aliança do Livro, Cromos, Epson, H&D Finishing, Registro Certo, Screen, Suzano REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

om a presença de 380 pes­ soas, a festa de entrega do 9º‒ Prêmio Werner Klatt foi rea­li­za­ da no Centro de Convenções da Federação das In­dús­trias do Es­ tado do Rio de Janeiro (Firjan), na noite de 31 de agosto. Desta edição participaram 36 gráficas, com a inscrição de 407 traba­ lhos em 36 ca­te­go­r ias, das quais Carlos Augusto Di Giorgio Sobrinho, presidente da Abigraf-RJ 12 sagraram-se vencedoras. O primeiro lu­ A cerimônia de pre­mia­ção fechou com gar ficou com a Sol, que conquistou oito tro­ chave de ouro a Semana Gráfica que, de 27 féus, seguida de perto pela Holográfica com a 30 de agosto, promoveu no mesmo local o 13 º‒ Ciclograf – Ciclo de Palestras Gráficas, com renomados con­ sultores, e a 5 ª‒ Roda­ da de Ne­gó­cios da In­ dústria Gráfica. Esses encontros com gran­ des compradores de­ vem gerar, segundo o Sebrae/RJ, R$ 7,2 mi­ lhões em novos ne­ gó­c ios e o networking entre em­pre­sá­rios, ges­ tores, profissionais e fornecedores do setor.


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ECONOMIA Texto: Zeina Latif

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Atenção sindicatos: o inimigo é outro

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ão é novidade que o desempenho da pro­ in­dus­trial brasileira e mun­d ial nas últimas décadas, no­ dução in­dus­t rial no Brasil tem de­cep­c io­ tam-se três fases distintas (ver Gráfico 1). Na primeira, na­do e vem patinando desde o início de até a eclosão da crise global de 2008, ambas caminha­ 2010. A indústria de transformação amar­ vam juntas, o que não chegava a ser um bom resultado gou queda de 3,9% entre janeiro e julho deste ano em para o Brasil, uma vez que o desempenho dos emergen­ relação ao mesmo pe­r ío­do do ano passado. Difícil expli­ tes era su­pe­r ior. A razão pode estar na baixa taxa de in­ car esse quadro tendo em vista que até recentemente o vestimento e no elevado, e em muitos casos crescente, Brasil era visto como o “queridinho dos investidores es­ custo da in­fraes­tru­tu­ra, que limita o po­ten­cial de cresci­ trangeiros”, sendo a sétima maior economia do planeta, mento do País. A taxa de câmbio apre­cia­da também pode além de contar com as riquezas do pré-​­sal e de ser sede ter desempenhado algum papel, ainda que evi­dên­cias nesse sentido sejam controversas. dos próximos Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Na segunda fase, passada a recuperação em “V” em De fato, o Brasil continua sendo um país de muitas oportunidades de investimen­ 2009, a produção brasileira estagnou, descolando-se da O segundo semestre é marcado por to, e com perspectivas mui­ média global em lenta elevação. O aumento do custo da to favoráveis para o consumo mão de obra, decorrente do sobreaquecimento do mer­ convenções coletivas de importantes das fa­m í­l ias. Formalização cado de trabalho, é uma possível explicação para esse categorias de trabalhadores da da mão de obra, demografia descolamento perverso. indústria. À luz das claras dificuldades e mobilidade so­c ial são ele­ A nova rodada de crise in­ter­na­cio­nal no segundo se­ enfrentadas pela indústria brasileira, mentos que con­ti­nua­rão dan­ mestre de 2011 inaugurou a terceira fase, em que se am­ cabem algumas reflexões quanto ao do suporte ao consumo. Nes­ plia o hia­to entre produção global e brasileira, que por papel dos sindicatos neste momento. ta linha, as vendas do varejo sua vez inicia um movimento de queda frente à produ­ acumularam alta de 7,5% até ção global re­si­l ien­te. O ciclo de estoques, que se cor­re­ julho, contrastando com a queda de 3,9% na indústria. la­cio­na com a pio­ra da con­f ian­ça do empresário, contri­ Por que, então, a produção desapontou tanto? Expor­ buiu para isso. Porém, como o ajuste tende a ser rápido, tações não ajudam, é verdade, ainda mais dian­te do im­ provavelmente outros elementos concorrem para expli­ bróglio co­mer­cial recente com a Argentina. O volume de car a fraqueza da nossa indústria mais recentemente. exportação de manufaturados caiu 3,1% até julho. No en­ A de­pre­c ia­c ão cam­bial pode ser um deles. O real tanto, o comércio mun­d ial tem se mantido re­si­l ien­te, enfraquecido, no curto prazo, tem efeito perverso com as exportações mundiais crescendo 2% na mesma para a indústria, pois eleva o custo de produção, em comparação. Assim, se­ ria injusto imputar ao Gráfico 1 – Produção Industrial, com ajuste sazonal comércio mun­dial a cul­ 250 pa de nossas mazelas. 230 Não há, portanto, um 210 problema claro do lado 190 da demanda, seja inter­ 170 na ou externa, que ex­ 150 plique o encolhimento 130 da produção manufatu­ 110 reira. Convém investi­ 90 gar, então, as condições 70 do lado da oferta. E  a 50 pergunta a ser feita é: por que a oferta não rea­ ge na mesma intensida­ de da demanda? Mundo  Brasil  Emergentes Comparando o de­ Fonte: CPB e IBGE sempenho da producão


decorrência da crescente penetração de in­ sumos e bens de capital importados, e au­ Gráfico 2 – Índice de produtividade da Indústria Gráfica: razão entre produção e emprego formal menta o passivo de empresas com dívidas 0,65 em moe­d a estrangeira. A mensagem aqui é que camadas de problemas se somam e res­ 0,60 tringem a rea­ção da oferta, sendo os prin­ 0,55 cipais os custos crescentes com in­f raes­tru­ tu­ra e o custo da mão de obra, que acelerou 0,50 a partir de 2010 e segue em alta. Além dis­ 0,45 so, fatores de curto prazo penalizam a in­ dústria, como o encarecimento dos preços 0,40 dos insumos por conta do ajuste da taxa de 0,35 câmbio. Assim sendo, a recuperação recen­ te vista na produção in­dus­t rial, que regis­ 0,30 trou alta na margem (em relação ao mês an­ 2002  2003  2004  2005  2006  2007  2008  2009  2010  2011  te­r ior, descontado o padrão sazonal) nos três *julho Fonte: MTE/(RAIS/CAGED). Elaboração: DECON/ABIGRAF. últimos meses consecutivos, deve ser vista com cautela. Não só por ser in­ci­pien­te, mas também porque é muito provável que ela não seja vi­ da indústria brasileira como um todo, é bastante críti­ gorosa, ficando aquém do crescimento da produção in­ co. Primeiro porque as margens estão muito comprimi­ dus­trial mun­d ial (que também será modesta) por um das, uma vez que custos crescem em velocidade muito bom tempo. Em outras palavras, ao mesmo tempo que acima do aumento dos preços dos produtos. Enquanto se comemora que o pior ficou para trás, é importante os preços dos bens produzidos pela indústria gráfica so­ manter os pés no chão. bem em torno de 3,0% a 3,5% na va­r ia­ção ­anual, o cus­ E como fica a indústria gráfica? Uma importante ca­ to da mão de obra sobe em torno de 8,5%; os insumos racterística da indústria gráfica é sua baixa sensibilidade registram aumento de 7%, prejudicados pela de­pre­cia­ ao ciclo econômico, o que significa que oscilações da eco­ ção cam­bial; os gastos com reparos de máquinas supe­ nomia não se traduzem em grande mudança da produção ram 8%, e assim por dian­te. O segundo fator é que os do setor. Nem para o bem, nem para o mal. Em outras indicadores de produtividade estão em queda (ver Grápalavras, momentos de queda expressiva da produção fico 2), dian­te da desaceleração da economia. Margens in­dus­trial não se refletem em recuo na mesma propor­ deprimidas e produtividade em baixa recomendam ção na produção do setor. E, inversamente, momentos prudência nos ajustes salariais da categoria. de retomada não se traduzem em ganhos expressivos Isso significa que neste momento as ne­go­cia­ções de­ do mesmo, que tende a ter desempenho mais modesto. vem ser conduzidas com muita prudência, visto que o As razões principais para isso são, provavelmente, setor necessita de investimentos para fazer frente à con­ o baixo valor unitário dos bens finais da indústria grá­ corrência do produto importado. Com margens deprimi­ fica e o fato de mais da metade da sua produção ser de das, investimentos não virão e o setor estará fadado, na insumos da indústria de bens de consumo, principal­ melhor das hipóteses, à estagnação. É verdade que não mente não duráveis. Este último tem demanda menos parece haver perigo iminente de demissões na indústria sensível a oscilações da renda, ou demanda menos elás­ gráfica, uma vez que a economia dá sinais de rea­ti­va­ção. tica, usando o jargão dos economistas, pois são bens No entanto, num prazo mais longo, pode-se desenrolar essenciais de consumo, o que implica também menor um cenário dramático para o setor, caso mantidas as oscilação da produção da indústria gráfica. condições atuais de margens tão deprimidas. Aqui convém um alerta: o fato de a indústria gráfi­ Finalizando, dian­te do momento crítico da indústria ca ter se mantido re­si­l ien­te recentemente não significa e dos de­sa­f ios de competitividade a serem enfrentados, que ela está em boa forma. Esse resultado é mais reflexo cabe flexibilidade e bom senso dos sindicatos, visando à das características dos bens produzidos, e menos mérito sobrevivência da indústria no Brasil. Sindicatos de traba­ do setor. E a retomada da economia brasileira em curso lhadores e em­pre­sá­r ios necessitam dia­lo­gar e definir mu­ não deve ser vista como uma grande alavanca para a in­ danças nas agendas. A agenda comum deve ser de ­união dústria gráfica, que tende a ter desempenho mais mo­ para remover gargalos estruturais que sufocam nossa desto. Esta cautela é particularmente importante tendo economia e luta para redução de encargos trabalhistas. em vista a convenção coletiva prevista para novembro. O velho conflito capital versus trabalho saiu de foco. Tomando os principais indicadores econômicos do se­ tor, o momento ­atual da indústria gráfica, bem como Zeina Latif é consultora econômica, doutora pela USP

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Celebração

reconhecimento concedido anual­men­te pela Confederação Latino-​­A mericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). Expansão e modernização

Para comemorar 25 anos de comunicação Agência especializada em jornalismo institucional e parceira da Abigraf há duas décadas, a Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação celebra seu aniversário com a presença de clientes, funcionários e amigos.

A

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Ricardo Viveiros & As­so­cia­dos – Oficina de Comunicação, funda­ da em 1987 pelo jornalista e escri­ tor Ricardo Viveiros, acaba de completar 25 anos como uma das mais respeitadas em­ presas do setor de comunicação ins­ti­tu­cio­ nal. Para marcar a data, a agência RinoCom criou o slogan “O tempo a favor”, que trans­ mite a ideia dos be­ne­fí­cios advindos da ma­ turidade, da educação e da cultura como ca­ minhos fundamentais ao desenvolvimento. O portfólio de clien­tes da RV&A reú­ne hoje dezenas de importantes empresas de diver­ sos setores. Dentre estas, sobressai pela longevidade de 21 anos e pela sólida par­ ceria a As­so­cia­ção Brasileira da Indústria Gráfica e demais entidades a ela coligadas — Abigraf-SP, Sindigraf-SP e ABTG. “Assim como a Abigraf foi um clien­te importan­ te para a RV&A em seus primeiros anos, a agência e o próprio Ricardo tiveram um pa­ pel fundamental na construção da respei­ tabilidade e da importância que a entidade conquistou nos diversos tipos de mídia”, de­ clara Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf-SP. Importante testemunha dessa histó­ ria é o empresário Max Schrappe, que pre­ sidiu a Abigraf Na­cio­nal de 1986 a 2001. REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

“Tínhamos uma assessoria de imprensa, mas precisávamos de alguém que pudes­ se também ser colaborador da Revista Abigraf. Então apareceu um cidadão chamado Ricardo Viveiros para fazer uma entrevis­ ta comigo para o Diá­r io do Comércio. Daí nasceu um re­l a­c io­n a­men­to respeitoso”. Quan­do o jornalista decidiu fundar uma empresa de assessoria de imprensa, foi a deixa para a Abigraf passar a fazer parte do portfólio de clien­tes. O próprio Ricardo confessa ter perdido a conta dos inúmeros textos e reportagens produzidos para a Revista Abigraf. “Sem margem de erro, cobri centenas de eventos nacionais e interna­ cionais do setor ao longo de 20 anos”, co­ menta o jornalista, que recebeu, em 2010, o prêmio Benjamin Hurtado Echeverria,

Sintonizada com as modernas demandas, a RV&A ampliou o escopo de seu atendi­ mento. No segmento de publicações, den­ tre outros títulos, seu presidente, Ricardo Viveiros, é autor dos textos de livros que se tornaram re­fe­rên­cias sobre o setor grá­ fico no Brasil: Abigraf, 40 Anos – A História da Maior Entidade do Setor Gráfico no Brasil (2005); Da Arte do Brasil (2006), obra que rendeu ao autor, em 2011, o prêmio da ABCA (As­so­cia­ção Brasileira de Críticos de Arte); 200 Anos – Indústria Gráfica no Brasil (2008); Como uma Pipa no Ar – Fernando Pini, um Mestre da Comunicação Gráfica (2008); e ABTG 50 Anos – A Construção do Futuro (2009), todos eles editados pela Cle­ mente & Gramani Editora, responsável pela Revista Abigraf. Detentora do Prêmio Aber­ je (1995 e 1996), Prêmio Top de Mar­ke­ting 2002 e Prêmio Top de Qua­li­da­de Brasil – 2005, a RV&A conta com uma equipe de 42 colaboradores, coor­de­na­dos pelo jornalista Marco Antonio Eid, diretor de operações. Celebração

Com a presença do prefeito da capital pau­ lista, Gilberto Kassab, a RV&A reuniu fun­ cio­ná­r ios e convidados, em 4 de setembro, para celebrar seus 25 anos, no Espaço So­ cio­cul­tu­ral do Centro de In­ tegração Empresa Escola (CIEE), um de seus primei­ ros clien­tes. “Após estes pri­ meiros 25 anos podemos ter algumas certezas que, nesta noite de festa, são motivos de satisfação, mas, também, de compromisso com o futuro. E nós temos o tempo a nosso favor des­ de 1987”, disse Ricardo em seu discurso. A comemora­ ção dos 25 anos da RV&A teve ainda o lançamento do livro Antologia Lírica, do poe­t a e escritor Paulo Bonfim, pela Miró Edi­to­ rial, a convite da editora Márcia Lígia Guidin. Ricardo Viveiros e os filhos Felipe e Miguel, ao lado da esposa, Marcia


Da esquerda para a direita: Ronaldo Alves Dias, vendedor técnico da Müller Martini e Michel Rodrigo Teixeira, diretor industrial da LOG&PRINT.

A LOG&PRINT aumenta a sua capacidade de produção e conta com duas alceadeiras-grampeadeiras Tempo 22 da Müller Martini para garantir prazos. As alceadeiras-grampeadeiras Tempo da Müller Martini

Atualmente, a LOG&PRINT produz cerca de 40

são ideais para produção com múltiplos turnos.

periódicos diferentes, entre eles uma das revistas mais

Desenvolvidas com tecnologia de ponta, produzem a

importantes do mercado brasileiro, com circulação

uma velocidade de até 22.000 revistas/hora, com

semanal, tiragem de 420 mil exemplares e um prazo de

capacidade para 40 alimentadores e sistema de

produção de apenas 12 horas. Dessa forma, a empresa

gerenciamento de dados Motion Control, que garante

precisa garantir que a produção seja realizada sem

elevada produtividade em grandes tiragens de revistas,

contratempos.

folhetos e catálogos.

Por essas razões, a LOG&PRINT está tão satisfeita com

A LOG&PRINT, com sede em Vinhedo/SP, está no

os investimentos tecnológicos adquiridos com a Müller

mercado gráfico desde 1992 e conta com uma

Martini. “Nesses anos todos, a LOG&PRINT e a Müller

alceadeira-grampeadeira Tempo 20 e duas Tempo 22

Martini criaram um relacionamento perfeito.’’ comenta

para entregar a produção de revistas e periódicos num

Michel Rodrigo Teixeira, diretor industrial da

espaço de tempo mais reduzido. Atuando em um

LOG&PRINT. “Não é somente o equipamento que nos

segmento caracterizado pela considerável pressão

deixa extremamente satisfeitos, mas saber que também

competitiva, a LOG&PRINT precisa garantir boa

podemos confiar no suporte pós-venda, que nos atende

velocidade de produção e total confiabilidade em todas

sempre que necessário,’’ finaliza o mesmo.

as áreas. Fone: +55 11 3613-1000 www.mullermartini.com.br / info@mullermartini.com.br


GESTÃO

Hamilton Terni Costa

É imperativo que as empresas façam esforços para a capacitação de seus colaboradores, não somente nas tecnologias tradicionais, mas nos novos fluxos digitais de produção.

A conscientização das mudanças setoriais

N

o início de setembro realizou-se o congresso na­c io­n al da indústria de comunicação gráfica da Colômbia, na cidade de Cali, onde participamos como palestrante e coor­de­na­dor de um grande fórum de discussão sobre os rumos do setor gráfico e, em es­pe­cial, dos segmentos de embalagem, pro­mo­cio­nal e edi­to­r ial. Com uma intensa participação e debates oportunos e produtivos, o encontro nos permitiu elaborar um ensaio sobre o tema. Reproduzo aqui um resumo dessas conclusões, pois, pa­ra­f ra­sean­do Tolstói, o pensamento local reflete a si­tua­ção geral da indústria na América Latina. Vamos a ele. A indústria de comunicação gráfica engloba uma enorme quantidade de segmentos e es­ pe­cia­l i­za­ções: da impressão de documentos à

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impressão de outdoors, dos cartões de visita a caixas e rótulos que embalam os produtos que consumimos, dos folhetos informativos a grandes campanhas de mar­ke­ting multimídia, dos cadernos escolares aos livros, jornais e revistas. E muito mais. Todos os dias e praticamente em todos os lugares onde estamos nos encontramos com um produto gráfico. Eles são parte integrante de nossas vidas. Ainda assim, com as grandes mudanças tecnológicas, demográficas, socioambientais e econômicas que vi­ven­cia­mos nos últimos anos, muitos dos produtos gráficos enfrentam um processo de substituição por outras maneiras e formas de comunicação utilizadas pelas empresas e pelas pes­soas. Além disso, as preo­cu­ pa­ções da so­cie­da­de com os temas ambientais trouxeram importantes de­sa­f ios na utilização


do papel como se ele fosse o responsável pelo extermínio de um sem-​­número de árvores, o que está muito longe da verdade: não somente porque o papel vem de florestas plantadas, senão que essa mesma razão leva a indústria de papel a ser uma das mais ecológicas do mundo. Isso sabemos nós que estamos conectados com essa indústria, porém não o sabe a so­cie­d a­de que transforma essa percepção em rea­li­da­de. Além das consequências conjunturais determinadas pela crise econômico-​­financeira mun­d ial dos últimos anos, apontamos os principais fatores fortemente impactantes ao nosso setor: 1) O crescimento dos novos meios digitais de comunicação, o que aumenta a competição com os meios impressos, trazendo a diminuição de tiragens e a substituição de vá­r ios materiais impressos. 2) A utilização dos meios digitais e seu processo natural de reduzir custos de utilização e de de­sin­ter­me­d ia­ção que pres­sio­nam acen­tua­da­men­te os preços dos meios impressos. 3) O incremento da exigência de velocidade de execução dos trabalhos e das quantidades do que se deve entregar a tempo. 4) A exigência crescente dos consumidores no consumo de produtos “verdes”, o que implica em uma produção “limpa” e no uso de materiais biodegradáveis em toda a cadeia produtiva. 5) O gráfico, em essência, é um técnico envolvido nos aspectos produtivos e operacionais. Ele está acostumado às mudanças dos processos produtivos e tem a dinâmica da adaptação: desde a tipografia para o offset, o desktop publishing, o CtP etc. O desafio das mudanças atuais do mercado o pres­sio­na para outro tipo de mudança e o impacta fortemente a tirar sua atenção dos aspectos es­sen­c ial­men­te produtivos e dirigi-la para as mudanças do negócio dos seus clien­ tes, o que implica em tec­no­lo­g ias e capacitações além das re­la­cio­na­d as com a impressão: soft­wares, bancos de dados, conhecimentos de mar­ke­ting, cria­ção e outras. A partir dessas considerações e na busca de um roteiro que norteie as empresas para que se adaptem a esses novos requisitos, ressaltamos os pontos entendidos como os válidos para esse processo: 1 – A urgente necessidade das gráficas de revisão de seu negócio a partir do entendimento das reais necessidades de seus clien­tes, o que pode implicar na busca de novos modelos de negócio com a incorporação de novas tec­

no­lo­g ias, nem todas re­la­cio­na­das a impressão. Nesse sentido é imprescindível que os dirigentes das empresas possam capacitar-se para a definição, preparação e implementação de planos de negócio fundamentados na gestão da inovação. Inovação e mar­k e­t ing são pontos essenciais para a formulação de um plano de capacitação em­pre­sa­r ial. 2 – É imprescindível que as empresas se capacitem para a gestão adequada de suas plantas, o que implica na melhoria de sua efi­ciên­ cia ope­ra­cio­nal, produtividade e eliminação de des­per­d í­cios. Em um mercado pres­sio­na­do por custos é fundamental a revisão de processos, a automatização da produção e do fluxo de trabalhos, desde os requisitos dos clien­tes até a entrega dos trabalhos, ou mesmo a gestão de estoques do clien­te. 3 – É imperativo que as empresas façam esforços para a capacitação de seus colaboradores, não somente nas tec­no­lo­g ias tradicionais, mas nos novos fluxos digitais de produção. É importante estimular a atratividade de jovens que entram no mercado de trabalho para o setor, mostrando- lhes o po­ten­cial do negócio integrado aos processos digitais. 4 – Cons­c ien­t i­z ar através de campanhas de toda a cadeia produtiva do setor para a so­cie­da­ de sobre a rea­li­da­de do papel como um meio importante, bio­de­gra­dá­vel e ecológico, e não como um vilão da natureza. Como sugestão, que se coloque nos e-​­mails das empresas uma mensagem igual ou semelhante a essa: “Quan­do imprimir este e-​­mail, recicle-o, por favor. O papel é renovável ou reciclável”. Enfim, além dessas conclusões, foram levantados alertas para politicas públicas no sentido de se buscarem bancos de fomento para o fi­nan­cia­men­to de projetos de inovação e modernização, de incentivo à leitura e de combate à informalidade. Creio que essa é uma discussão de real interesse de todas as empresas do setor que buscam se manter sa­d ia­men­te no negócio de comunicação gráfica nos próximos anos. Hamilton Terni Costa, hterni@anconsulting.com.br, é diretor geral da ANconsulting, www.ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e Abraform e é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra a matéria de Gestão Estratégica. setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF

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Fotos: Satoru Takaesu

Reformulação

Brasil torna-se mercado líder para a Heidelberg

E

Acompanhando o realinhamento da indústria gráfica mundial, a companhia concentra esforços no Brasil e na China.

m dezembro deve estar con­c luí­da a transferência da Heidelberg do Bra­ sil para sua nova sede, no bairro de Tamboré In­dus­trial, em Santana de Par­naí­ ba, na Grande São Paulo. A mudança come­ çou em agosto, com as ­­áreas administrati­ vas deixando as salas que ocupavam em um prédio co­mer­cial na zona sul da capi­ tal paulista. No final de agosto foi a vez dos departamentos de vendas e de serviços e no final do ano seguem para o novo espa­ ço, com 5.250 metros quadrados, o estoque de peças e a parte de consumíveis. Mas a transferência adquiriu um colori­ do es­pe­cial logo nos primeiros dias de casa nova com a ofi­cia­li­za­ção da reformulação da estrutura re­g io­nal de ne­gó­cios da Hei­ delberg. Reconhecendo a posição do País no bloco latino-​­americano, o Brasil agora é um mercado líder aos olhos da companhia, ten­ do sido desvinculado dos demais paí­ses da América do Sul. O mesmo aconteceu com a China, e dessa forma a Heidelberg passa a dividir o mundo em seis re­g iões: Euro­ pa Oeste, Europa Leste, América do Norte, Ásia/Pacífico, China e Brasil. Independência

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O investimento previsto para R$ 20 mi­ lhões na sede em Tamboré já é fruto des­ sa nova estratégia. Até então a Heidelberg REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

do Brasil era responsável pelos ne­gó­c ios da empresa na América do Sul e o objetivo da mudança é ter os esforços de seus 260 fun­cio­ná­r ios totalmente concentrados na indústria gráfica na­c io­n al, como afirma Die­ter Brandt, presidente da Heidelberg América do Sul. “O Brasil tem outro ritmo de crescimento”, disse o executivo. Para o gráfico brasileiro não haverá grandes mu­ danças além da otimização dos processos de logística. A partir de 1º‒ de outubro uma equipe da matriz alemã passará a cuidar da atua­ção da Heidelberg nos demais paí­ses sul-​­americanos. A alteração de foco reflete a virada de eixo da economia mun­d ial e as movimentações no segmento gráfico. Mes­ mo ainda concentrando entre 60 e 70% da demanda por produtos impressos, segun­ do Die­ter Brandt, o mercado gráfico nos paí­ses in­dus­t ria­l i­za­dos vive um momen­ to de crise, com consolidações e queda no número de empresas. Remam contra essa maré as nações emergentes.

Dieter Brandt, presidente da Heidelberg América do Sul

O novo po­si­c io­na­men­to ficou eviden­ te na recente decisão da Heidelberg de não participar da Ipex 2014, evento rea­l i­z a­ do em Londres. Em anúncio divulgado em agosto, Gerard Hea­nue, diretor da Heidel­ berg Inglaterra, afirmou que a empresa ob­ teve excelentes resultados na Drupa, mas decidiu que participar de duas feiras na Eu­ ropa não seria a melhor maneira de maxi­ mizar seu retorno sobre os investimentos e que irá agora enfocar mercados como a China e a América do Sul. Por aqui, confor­ me Die­ter Brandt, a atenção da Heidelberg está voltada para a ExpoPrint, programada para julho de 2014 em São Paulo.

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Um futuro de sucesso nós plantamos agora. Hoje com cerca de mil clientes ativos, a Druck Chemie Brasil

ranking das filiais da companhia no mundo. Isso é resultado

planeja a modernização da sua fábrica no país em 2014 –

de um trabalho sério, com tratamento diferenciado a todos

e, para isso, a elevação de sua receita anual. Um desafio

os clientes, investimento nos funcionários e consciência

grande, mas perfeitamente aceitável para uma empresa que,

ambiental para oferecer o melhor serviço ao mercado.

em apenas 10 anos, saltou da 11ª para a 4ª colocação no

Druck Chemie. Do início ao fim, uma boa impressão.


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Imagem de eucalipto


CADA VEZ

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É IMPRESSA UMA NOVA ÁR VORE

DA INFORMAÇÃO

É P L A N T A D A. A cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa vem realizando uma campanha de informação sobre o que produz para a sociedade. Esclarecer dúvidas e, principalmente, traz à luz da verdade algumas questões ligadas à sustentabilidade. A principal delas é deixar claro que, as árvores destinadas à produção de papel provêm de florestas plantadas, e que essas são culturas, lavouras, plantações como qualquer outra. Somos uma indústria alinhada com a ecologia e a natureza, ou seja, as nossas impressões são extremamente conscientes porque utilizamos processos cada vez mais limpos. E, mesmo assim, buscamos todos os dias novas tecnologias de produção que respeitem ainda mais o equilíbrio do meio ambiente. Somos uma indústria que traz prosperidade para o País e benefícios para todos os brasileiros. Temos imenso orgulho de saber que cada vez que imprimimos um caderno, um livro, uma revista, um material promocional ou uma embalagem, estamos levando conhecimento, informação, democracia e educação a todos. Imprimir é dar veracidade, tornar palpável. Imprimir é assumir compromisso. Imprimir é dar valor. Principalmente à natureza. I M P R I M I R

É DAR VIDA.

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Opinião

F

anos ai b s co fi rá g s o o d an am cl n o C ao associativismo

umimos, há um ano, o Foi com entusiasmo que ass da Associação Brasileira primeiro mandato à frente nal Bahia, substituindo da Indústria Gráfica Regio s Bastos, que dig nif icou o companheiro Josair Santo O nosso compromisso o cargo durante muitos anos. ante, forte e combativa, é torná‑la cada vez mais atu pio democrático da respeitando sempre o princí s membros. participação de todos os seu fica baiana hoje é O panorama da indústria grá es de um mercado pequeno, de adequação às necessidad em termos de qualidade. mas cada vez mais exigente gráfica em nosso estado Como um todo, a indústria fissionalização crescente. passa por um processo de pro qualificação da mão Isso em todos os sentidos: da s parques gráficos. O que de obra à modernização do o setor está dinâmico, é bom, porque mostra que ades, como, por exemplo, mesmo enfrentando adversid o de gráficas de outros a entrada no mercado baian idade é que nosso parque estados nordestinos. A real mente, mas precisamos gráfico tem crescido positiva  outro fato a se destacar ser mais competitivos. Um gráfica oficial do Estado, é a concorrência desigual da viços e sendo o governo num setor tão carente de ser se mercado. estadual o maior cliente des ão! Vamos procurar O momento agora é de ref lex os custos das nossas enxugar o máximo possível bancos enquanto os empresas, evitar recorrer aos esar de a Selic ter baixado juros estiverem altos — ap continua alto. As taxas (7,5% atualmente), o spread do não baixaram tanto que os bancos estão cobran sumos para o seg mento como apregoam por aí. Os in pel, aumentam de preço gráfico, como é o caso do pa lendo nos jornais que a constantemente. Estamos redução de 16% a partir energ ia elétrica vai ter uma realmente acontecer, os de janeiro de 2013. Se isso os, porém há que se custos já devem ser amenizad a reforma tributária destacar a necessidade de um mais o empresariado, imediata para tranquilizar de tantos impostos. sufocado com o pagamento ar mais com os Precisamos também dialog ando‑lhes a verdadeira nossos funcionários, mostr que manter o situação, conscientizá‑los de ncia é muito melhor emprego na atual circunstâ que inviabilizem que a exigência de salários sas. o funcionamento das empre

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Regional Bahia na Outro objetivo da Abigraf aproximação com outros nossa gestão é melhorar a o a relação com o setores da indústria, bem com anto municipal, por conta governo, tanto estadual qu gráfico, que também é um da relevância do seg mento ríamos ainda de reiterar formador de opinião. Gosta estarão sempre abertas que as portas da Abigraf‑BA Sindicato das Indústrias para receber os filiados ao (Sigeb) em todos os Gráficas do Estado da Bahia com parceria. Somente dias do ano. Trabalho se faz objetivos por nós traçados conseg uiremos alcançar os se tivermos a participação de todos a felicidade de contar com os associados do Sigeb. ncipalmente quando A união de nossa classe, pri exercido uma pressão a conjuntura econômica tem sariado, é mais do que monstruosa sobre o empre os conclamando os necessária. Por isso, estam os para que sejam mais empresários gráficos baian sença em reuniões, participativos, marcando pre os eventos promovidos seminários, enf im, em todos , o Sigeb, com apoio pela sua entidade de classe da Abigraf‑BA . rão vivas e irão se Nossas esperanças continua que a união dos gráficos renovar a cada ano, uma vez ores — será capaz de vencer — empregados e empregad que a Abigraf‑BA e o Sigeb todos os obstáculos, até por ados à Abigraf Nacional, estão perfeitamente integr is vitalidade e boas proporcionando sempre ma fica baiana. perspectivas à indústria grá franci scosales@ pressc

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F rancisco Sales Souza Gomes Bra sileira da Indústr Presidente da Associação ) Bahia (Abigraf‑BA

ia Gráfica Regional


ano XXII  Nº 87  outubro/2012

Texto: Tânia Galluzzi

Log&Print amplia em 70% sua capacidade produtiva

Duas novas rotativas colocam a empresa entre os maiores parques gráficos do País, operado por 730 profissionais, que circulam por uma planta de 23.000 metros quadrados.


N

Foto: Álvaro Motta

ão há tempo para muita comemoração, pois o pe­río­do é de alta demanda, mas o feito bem que merecia. Em outubro a Log&Print finalizou o projeto de expansão ini­cia­do em 2010, que previa aumento de 70% de sua capacidade produtiva e a diversificação de seu portfólio, com o início das operações de suas mais recentes

Rodney Paloni Casadei, diretor geral

aquisições: duas impressoras offset rotativas. No total foram investidos, incluindo instalações e utilidades, R$ 80 milhões. Esta é mais uma etapa na estratégia da Log&Print no sentido de po­si­cio­nar-se como protagonista importante no setor gráfico

brasileiro. Em maio de 2011 chegou uma nova offset plana 10 cores, caracterizada pela versatilidade, abrindo a possibilidade para a produção de embalagens. Alguns meses depois o parque gráfico foi incrementado com mais uma rotativa seis cores e formato 16 páginas, equipada com verniz e serrilha em linha, di­re­ cio­na­da para a impressão de ma­te­rial edi­to­rial e encartes especiais. Neste ano ampliou-se também a estrutura física da gráfica, que ganhou 7.000 m2,


totalizando 23.000 m2 de área cons­truí­da no bairro Distrito In­dus­trial, em Vinhedo (SP), às margens da Rodovia Anhanguera. Parte da obra veio acomodar os novos equipamentos, entre eles duas linhas de acabamento para embalagens, uma para corte e vinco e outra para fechamento de cartuchos, além do projeto mais am­bi­cio­so: as duas rotativas de 64 páginas. Desenhadas com a opção de trabalharem em conjunto, são capazes de imprimir 128 páginas a cada giro em um único setup. O transporte das rotativas para Vinhedo tornou-se um aprendizado tanto para a gráfica quanto para o fornecedor, a Goss, como comenta Rodney Paloni Casadei, diretor geral da Log&Print. “Elas foram trazidas da Europa e dos Estados Unidos em 41 con­têi­ne­res, numa via­ gem de 40 dias. No porto de Santos, esse volume foi dis­tri­buí­do em 156 caminhões e a


O término do projeto de expansão está sendo acompanhando pelo re­po­si­cio­na­men­to da marca Log&Print e de toda a comunicação da gráfica, objetivando maior visibilidade e ênfase à versatilidade da empresa na produção gráfica. Os resultados de uma pesquisa de imagem junto aos clien­tes norteiam os próximos passos no diá­lo­go com o mercado. Outras atitudes já foram tomadas, como a contratação de um pro­f is­sio­nal es­pe­cia­li­za­do em análises de mercado e a construção de um programa de treinamento específico para as equipes comerciais, chegada paulatina deles aqui foi quase uma operação de guerra”. Vinte técnicos estrangeiros e mais 30 fun­cio­ná­rios trabalharam quatro meses na montagem das máquinas, tendo os primeiros testes ocorrido em setembro. Desafio “Ninguém investe um montante desse sem olhar para o mercado”, afirma o diretor. E  as apostas re­caem sobre os livros, revistas e catálogos (que estão no DNA da empresa e respondem por 70% de seu faturamento), os tabloides, as embalagens (ex­ce­tuan­do, num primeiro momento, os segmentos alimentício e far­ma­cêu­ti­ co) e os manuais, sobretudo para as in­dús­trias automobilística e de ele­troe­le­trô­ni­cos.

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no sentido de capacitá-​­las a apresentar os diferenciais da empresa, principalmente atendimento, efi­ciên­cia, produtividade e agilidade. A área de vendas está dividida em dois times: um cuida do que eles chamam de segmento corporativo, focado em manuais técnicos, catálogos e embalagens, e outro dos impressos promocionais e editoriais. Para Rodney Casadei, 2013 será um ano de consolidação da nova estrutura e de maior demanda. Ques­tio­na­do sobre a chance de compra de outras empresas, o diretor não descarta a ideia. “Con­ti­nua­mos focados em nosso plano estratégico, mas todas as possibilidades estão abertas”.


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gráfica-df

A gráfica mais premiada do DF Atuando fortemente no segmento editorial, a Gráfica Coronário, de Brasília, se destaca com a conquista de dez troféus no Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim em 2012. Texto: Ada Caperuto

F

undada em 1971, a Gráfica Coronário é uma referência em Brasília (DF) e em toda a re­g ião Centro-​­Oeste do País. No início, os equipamentos eram tipográficos e a empresa produzia impressos simples para órgãos públicos e algumas empresas locais. Em 1976, quando a gráfica foi adquirida

por Henrique Verano, passaram a ser rea­ li­za­dos investimentos graduais em me­lho­ rias. Atual­men­te dirigida por seus filhos, Pedro Henrique, Ma­r ia­n a e João Paulo Verano, com modernos equipamentos de impressão e acabamento, a empresa ocupa sede própria, com mais de quatro mil metros quadrados de área total.

Es­pe­c ia­l i­z a­d a no segmento edi­to­r ial, a gráfica tem se destacado pela inovação. De acordo com o diretor, Pedro Henrique Verano, o pioneirismo há muito é palavra de ordem na Coronário. Tem sido assim com as principais novidades tecnológicas há cerca de 20 anos: primeiro CtP do Centro-​­Oeste; primeira gráfica em Brasília a contar com linhas de cola PUR , capa dura e costura automáticas; e primeira a obter a certificação FSC (Forest Stewardship Council) na re­gião, entre outras inovações. “Nosso objetivo é estarmos sempre preparados para prestar serviços com a melhor qualidade e tecnologia disponíveis”, declara Pedro Henrique. O parque gráfico está estruturado para produzir livros, revistas, guias, manuais e catálogos de arte, entre outros itens, mas no final dos anos 1990 a empresa passou a atender também o nicho pro­ mo­c io­nal, principalmente as agên­c ias de publicidade que começaram a se instalar na Capital Federal. Ensinamentos de um líder

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(E/D): Os irmãos Pedro Henrique, João Paulo e Mariana Verano, diretores da empresa

REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

Falecido em 2006, Henrique Verano foi um dos responsáveis pela fundação, tornando-se também presidente, do Sindigraf do


Distrito Federal e da re­g io­nal da Abigraf. Atuan­do em conjunto com a Abigraf Na­ cio­nal, o empresário participou de grandes vi­tó­r ias perante o governo federal, em pleitos tri­bu­tá­r ios para o setor. “Ele foi um dirigente classista muito respeitado e admirado na capital, por seu destemor em defender os interesses do segmento gráfico, o que o levou a grandes conquistas”, relembra Pedro Henrique. Com o pai, os atuais gestores da Coronário aprenderam a enfrentar de­sa­f ios. E, na opi­nião de Pedro Henrique, o principal deles no momento, para toda a indústria gráfica, é reverter o caminho que o mercado está percorrendo em direção às plataformas eletrônicas, em detrimento do impresso. “Mesmo investindo somas mais expressivas e não tendo o retorno esperado, o mercado tem se rendido ao modismo desmesurado da mídia digital”. Por isso mesmo, para o diretor, a competição vai além das fronteiras locais e mesmo das nacionais. “Concorremos com gráficas de grandes centros, como São Paulo e o Sul do País, mas principalmente com alternativas de mídia que se mostram muito mais fortes e estruturadas que o nosso segmento”. Nestes mais de 40 anos de atua­ção, a Coronário vem se di­fe­ren­c ian­do de muitas outras empresas por manter seu foco no clien­te como um todo, não somente em um determinado serviço. Para isso, tem bem

com o maior número de tro­féus. Em 2012 foram dez láu­reas em treze ca­te­go­r ias das quais participou, com destaque, é claro, para o segmento edi­to­r ial. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Pré-​­impressão/impressão digital OO CtP Kodak Trendsetter 800 OO Máquinas de prova HP OO Gerenciamento de cores GMG Color Proof

definidos seus stakeholders — diversos perfis de clien­tes, fornecedores, governo, colaboradores — e oferece formas distintas de ne­go­cia­ção e tratamento para cada um deles. Um dos resultados deste trabalho está expresso na participação marcante da empresa no Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim, promovido pela Abigraf Re­g io­nal DF. Desde sua cria­ção, em 1998, o prêmio tem a Coronário como a grande vi­to­r io­sa,

OO Workflow Prinergy OO Xerox Color X 560

Impressão OO Roland 700 8 cores, reversivel 4/4 cores,

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formato 74 × 104 cm OO Ryobi 754 4 cores, formato 58 × 76,5 cm

Acabamento OO Linha de cola Acoro 5 Müller Martini

com colagem PUR, sistema VPN / hot-​ ­melt, preparação de lombada para capa dura, com 16 estações de alceamento, alimentador de bloco e tri-​­lateral em linha OO Linha de grampo Müller Martini com 6 estações de alceamento + estação para capa OO Costura Ventura MC Müller Martini com capacidade de 12.000 cadernos/hora OO 2 dobradeiras MBO no formato 1 OO Linha para confecção de capa dura e montagem/prensa – Schmedt OO Shrink automático SMI OO 2 guilhotinas 120 cm de largura OO Corte e vinco

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Gráfica-ES

O legado de um imigrante italiano A primeira tipografia de Vitória, no Espírito Santo, surgida em 1920, foi o embrião de uma gráfica que, quase um século depois, é referência em artes gráficas na região por sua capacidade de aliar tradição e inovação. Texto: Milena Prado Neves

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história da Grafitusa teve origem há mais de 90 anos, com a funda­ ção da Tipografia Samorini, rea­l i­ za­ção do sonho do imigrante ita­ lia­no Tullio Samorini, que chegou ao Espírito Santo em 1912. Apesar de ter vindo ao Brasil para ­atuar na pintura de monumentos da ca­ pital, Vitória, um problema de saú­de oca­sio­na­ do pela tinta acabou mudando o destino de Sa­ morini e levou-o a montar em 1920 a primeira tipografia da cidade. Após alguns anos de tra­ balho a empresa foi fechada, mas, em 1934 o obstinado ita­l ia­no abriu um novo negócio, que, até 1967, atuou como gráfica e papelaria: a Grafitusa. “Foi nessa época que a empresa mudou de sede pela primeira vez. A constru­ ção do novo espaço levou três anos e foi neces­ sário demolir uma pedreira para abrigar o par­ que gráfico”, conta Cristhine Samorini, bisneta do fundador, que dirige a empresa ao lado de seu irmão Romulo e do pai, Tullio Samorini, que herdou o nome do avô.

REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

Atual­men­te, a Grafitusa ocupa um espaço de 3.600 metros quadrados, em dois pavimen­ tos, es­ta­cio­na­men­to para 42 veí­cu­los, um cen­ tro de convivência para os cerca de 100 colabo­ radores, um auditório para 200 pes­soas e espaço para a rea­li­za­ção de eventos. Arte e inovação

Desde 2011 a Grafitusa promove visitas técni­ cas que têm como objetivo am­pliar o contato com seus clien­tes, profissionais de agên­cias, designers, estudantes e interessados em conhecer os processos gráficos. O público recebe dicas de produção gráfica, como formato de papel, utili­ zação de cores, formas de acabamento, sangria e preparação correta de arquivo. Outra ini­cia­ti­va inovadora, lançada há sete anos, é a revista Grafitte, que combina belas imagens e informação com excelência em im­ pressão gráfica, apresentando manifestações artísticas, his­tó­r ias, lugares e personagens da cultura capixaba. Com tiragem de 1.500


ANO 06 - NO 07

(E/D): Tullio Samorini divide a direção da empresa com os filhos Cristhine e Romulo. Acima, capa da revista editada há sete anos pela Grafitusa, com alta qualidade gráfica e de conteúdo

pe­r ío­do do ano passado. A previsão é de que haja, em 2012, um crescimento de 18% a 20% em relação a 2011, “já que é um ano eleitoral e existe um maior consumo de papel”, expli­ ca a diretora co­mer­cial, que espera, com estes investimentos e conquistas, manter a empre­ sa como referência em qualidade e inovação por muitos anos mais.

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Foto: Dayana Cordeiro

exemplares, a publicação ­anual tem como pú­ blico-​­a lvo profissionais de agên­cias de publici­ dade, jornalistas, parceiros da empresa e for­ madores de opi­nião. “O retorno que temos é sempre o melhor possível, com muitos elo­g ios à qualidade da impressão, beleza estética e textos”, afirma Cristhine. Sempre precursora no Espírito Santo, ao longo do tempo a Grafitusa manteve-se à fren­ te também no quesito tecnologia. Foi a primeira gráfica a adotar o sistema offset no Estado e, no primeiro semestre deste ano, investiu em uma máquina para acabamento, a Eurogather 6000, e duas impressoras Konica Minolta BH 1200. Outra aquisição recente foi um soft­ware para programação de dados variáveis, permitindo impressões personalizadas de grande volume, de acordo com a necessidade de cada clien­te. “Além deste, adquirimos também um soft­ware para impressão offset com retícula estocástica, permitindo uma melhor qualidade da imagem e resolução das cores”, completa Cristhine. Toda esta tecnologia atende de maneira es­pe­cia­l i­za­d a os setores de moda, rochas or­ namentais, moveleiro e imo­bi­l iá­r io. Recente­ mente, a área de acabamento da empresa foi preparada especificamente para a produção de catálogos de capa dura, agendas, moleskines e, em breve, lançará uma linha de produtos pró­ prios. Com estes investimentos, a gráfica regis­ trou um incremento de 8% nos ne­gó­cios no pri­ meiro semestre deste ano em relação ao mesmo

59 setembro /outubro 2012 REVISTA ABIGRAF


Gráfica-SP

Santa Inês Uma das principais gráficas do segmento de embalagens, a Santa Inês investe em equipamentos, capacitação de colaboradores e tecnologias sustentáveis para alcançar e manter o crescimento e o reconhecimento. Texto: Milena Prado Neves

Desenvolvimento com responsabilidade

Foto: Satoru Takaesu

O

Flavio Marques Ferreira

60 REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

aumento da renda e do consumo no Brasil aqueceu o setor de embalagens, que trabalha para dar conta da crescente demanda por seus produtos. Segundo informações da As­so­cia­ção Brasileira de Embalagens (Abre), em 2011 o setor apresentou crescimento de 2,91% no segmento de papel, papelão e cartão, comparado aos dados do ano an­te­r ior. Os reflexos positivos são rea­f ir­ma­dos pela Abigraf: no primeiro semestre deste ano, a indústria gráfica teve avanço de 0,4% em sua produção, decorrente, principalmente, das embalagens impressas, com expansão de 2,4%. O bom momento do segmento é aproveitado pela Santa Inês, uma das gráficas mais tradicionais do setor. Fundada em 1946 por Antonio Maria Marques Ferreira, a empresa começou sua atua­ção com impressos comerciais. Foi no final dos anos 1950 que deu início à produção de embalagens, e, em 1973, começou a trabalhar com micro-​­ondulado, tornando-se pioneira no uso desse substrato. Nesta mesma época, em 1974, Flavio Marques Ferreira passou a integrar a so­ cie­d a­de e assumiu a diretoria co­mer­c ial.

De lá para cá, a Santa Inês se especializou na área de embalagens, assumindo com o tempo papel destacado no setor. Sua qualidade é reconhecida pelo mercado e tem pro­por­c io­na­do a conquista de importantes pre­m ia­ções, como o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, o Prêmio Abre da Embalagem Brasileira e o Prêmio Embanews. Infraestrutura

Para se destacar no competitivo mercado gráfico, a Santa Inês sempre apostou na renovação constante dos equipamentos para atender as demandas de seus clien­tes. “Metade da nossa produção é em papel-​­cartão, principalmente para os mercados alimentício, de hi­g ie­ne e limpeza, bebida, far­ma­ cêu­ti­co, cosmético e confecção. Os outros 50% são produtos em micro-​­ondulado para os segmentos de ele­troe­le­trô­ni­cos, telefonia móvel, brinquedos, eletrodomésticos, vidros e autopeças”, esclarece Flávio Ferreira. Em 1985, a empresa foi transferida para uma nova sede, onde está instalada até hoje, localizada às margens da Rodovia Anhanguera, em São Paulo, na re­g ião


PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Pré-​­impressão FSC (Forest Stewardship Council). É certificada também na norma ISO 9001, desde

de Pirituba. Atual­men­te, o parque gráfico abriga quatro cabeçotes para a produção de bobinas de micro-​­ondulado, máquinas automáticas de laminação, modernas impressoras de seis cores mais aplicação de verniz em linha, sete equipamentos de corte e vinco automáticos, oito coladeiras de cartuchos e uma coladeira automática para janelas de PVC. Crescimento sustentável

Acompanhando as demandas do mercado por uma gestão am­bien­tal­men­te sustentável, a empresa conquistou em 2011 o selo

1998, garantindo a qualidade dos processos. “Temos uma relação ética e transparente com os colaboradores, a so­cie­da­de e o meio am­bien­te”, explica o diretor executivo. Dentre as ações neste sentido, destaca-se a implantação de uma estação de tratamento de efluen­tes industriais, que separa e trata o ma­te­r ial líquido resultante de seu processo produtivo. “Só depositamos o efluen­te na rede coletora da Sabesp quando já está tratado, reduzindo os impactos no meio am­bien­te”. Internamente, a gráfica estabeleceu programas de qualidade de vida e responsabilidade so­cial com foco nos colaboradores. “Com as campanhas, os fun­cio­ná­r ios tornaram-se mais participativos e se sentem reconhecidos, seja pela contribuição dada à empresa com suas ideias ou pela generosidade praticada em ações sociais”, sintetiza o diretor, que, investindo nos três pilares da sustentabilidade, acredita poder alcançar o desenvolvimento e crescimento almejados para este ano e os próximos.

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Educação

Walter Vicioni Gonçalves

É preciso termos a real dimensão do alcance do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes aplicado em cerca de 25.000 estudantes brasileiros.

O que o Pisa não diz

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REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

AGB Photo Library

N

o mês de maio de 2012, em cerca de 900 escolas brasi­ leiras, um total estimado de 25 mil estudantes participou de uma ava­lia­ção, padronizada in­ter­na­cio­ nal­men­te, no âmbito do Programa In­ter­na­ cio­nal de Ava­lia­ção de Estudantes – Pisa, organizado e coor­de­na­do pela OCDE (Or­ ganização para Coo­pe­ra­ção e Desenvolvi­ mento Econômico). A ava­lia­ção com­preen­ de provas escritas de leitura, matemática e ciên­cias. Uma parcela dos estudantes res­ ponde também a testes eletrônicos de leitura e resolução de problemas matemáticos. Novamente, cria-se a expectativa da di­ vulgação dos resultados da posição do Bra­ sil entre os cerca de sessenta paí­ses que participam do programa. A repetição da si­ tua­ção de desalento é praticamente certa. Temos, porém, que ter a exata dimensão do alcance dessa ava­lia­ção. Primeiramente, é preciso considerar a população-​­a lvo da ava­l ia­ç ão. Os “estu­ dantes elegíveis”, que podem participar da amostra, são os de 15 anos de idade, fase em que, na maioria dos paí­ses, os jovens terminaram ou estão terminando a esco­ laridade mínima obrigatória. Já no Brasil, pela falta de sincronia entre idade e esco­ laridade, os alunos com 15 anos, que são se­le­cio­na­dos para participar do programa, podem estar matriculados nos três últimos anos do Ensino Fundamental ou em qual­ quer série do Ensino Médio, ou seja, em eta­ pas muito diferentes em relação ao final da sua educação básica. Outro ponto que merece destaque é o fato de o sistema edu­ca­cio­nal de cada país


integrar-se em um contexto so­cio­cul­tu­ral que não pode ser desconsiderado. Em de­ corrência disso deve ser vista com reser­ va a opção de simplesmente importar es­ tra­té­g ias utilizadas pelos paí­ses mais bem colocados, os “vencedores” na classificação. É preciso ressaltar que os alunos par­ ticipam em desigualdade de condições, já que, nos demais paí­ses, há um conjunto de recursos para formação que não está dis­ ponível no Brasil. Esse é um ponto impor­ tante a ser analisado. Por um lado, não é mais possível restringir o processo de en­ sino-​­aprendizagem apenas à sala de aula. Por outro lado, é preciso planejar em que investir. É fundamental, no planejamento de novas ações e intervenções no nosso sis­ tema edu­ca­cio­nal, partir da visão de pes­ soa — ser humano e so­cial — e de mundo que queremos imprimir, em uma rea­li­da­de definida es­pa­cial e historicamente. Sem dúvida, o aluno que queremos for­ mar é aquele que com­preen­d a, con­tex­tua­ li­ze e saiba aplicar conhecimentos e con­ ceitos. É aquele que aprende a fazer e que, ao fazer, entende os fundamentos de cada processo de cria­ção, elaboração, rea­li­za­ção. Ainda, é aquele com atitude de desvendar cada fenômeno, de refletir de forma críti­ ca sobre cada afirmação e de encontrar al­ ternativas de solução para cada problema apresentado. Para via­bi­l i­z ar a formação desse aluno, recursos novos, ou recursos antigos com nova função, são imprescin­ díveis. Um recurso importante é um es­ paço dedicado às ciên­cias e à matemática. Nele, é es­s en­c ial desfrutar-se da ex­p e­ riên­c ia de aprender na prática. Cada alu­ no, ao invés de simplesmente observar ou ter que decorar fórmulas, pode rea­l i­z ar testes e ex­pe­r iên­c ias, para efetivamente com­preen­der conceitos de química, física, bio­lo­g ia e matemática. A prio­r i­da­de de investimentos — para implantar, diversificar e permanentemente

atua­li­zar espaços dedicados às ciên­cias e à matemática aplicadas — pode ser um di­ fe­ren­cial poderoso para a transposição da barreira que impede o ingresso nesse mun­ do que geralmente intimida, mas, quando desvendado, fascina. Além de um espaço de ciên­cias e ma­ temática, outros devem ser cons­t ruí­dos, adaptados ou simplesmente utilizados — tais como museus interativos e exposições de artes —, com o objetivo de despertar o interesse do aluno para descobertas nos vá­r ios campos do conhecimento. A partir do planejamento de recursos ne­ces­sá­r ios, opções existentes em outros paí­ses também poderão ser estudadas e, se for o caso, adaptadas à nossa rea­li­da­de. Ainda, para a utilização correta desses re­ cursos, é importante o professor ser capa­ citado como um facilitador, um guia que conhece as trilhas para chegar ao saber e conduz seus alunos nesses caminhos. Em síntese, recursos que levem o alu­ no a pesquisar, experimentar e descobrir são de pri­mor­d ial importância para a efe­ tiva melhoria dos sistemas educacionais. Ainda, são fundamentais para que o alu­ no demonstre novas atitudes, como a de descobrir a origem do diferente e do inu­ sitado, a de ser crítico e questionador em uma rea­li­da­de dinâmica e em permanen­ te transformação. Dessa forma, poderemos ini­ciar a cria­ ção de um novo mundo da educação, em que o aluno tenha prazer em aprender e no qual não estude apenas para ser aprovado em um teste ou para receber um diploma, mas para assumir o papel de protagonista da sua trajetória de vida. Walter Vicioni Gonçalves Membro titular do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, diretor regional do Senai SP e superintendente operacional do Sesi SP.

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63 setembro /outubro 2012  REVISTA ABIGR AF


Memória

Sidney Fernandes: dedicação ao associativismo

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O homem que certa vez declarou adorar papel impresso também empenhou grande esforço na defesa do setor, ajudando a profissionalizar a Abigraf e consolidar a indústria gráfica nacional no País e na América Latina.

ouve um tempo, radicalmente diferente dos dias atuais, em que camaradagem, conver­ sa franca e até descompostura sem melin­ dres eram as marcas do mundo corporativo. Eram dias mais românticos, como diz Max Schrappe, que presi­ diu a Abigraf Na­cio­nal de 1986 a 2001, e conviveu com Sidney Fernandes, um homem que não tinha medo de ­criar celeumas para defender a indústria gráfica, se­ tor ao qual dedicou grande parte de sua vida, como empresário e líder classista. Participante da diretoria da Abigraf Na­cio­nal desde 1968, Sidney foi eleito presidente executivo, tendo ocupado o cargo de 1981 a 1986. Um dos principais momentos de sua atua­ção foi a assinatura, pelo então presidente da Repúbli­ ca João Figueiredo, do decre­ to n º‒ 86.873 (de 26 de janeiro de 1982), que proibiu a cria­ ção de novas gráficas estatais e a transformação de gráficas públicas em privadas — depois de mais de dez anos de luta. Os anos 1980 também foram marcados pelo proces­ so de fortalecimento e de pro­f is­sio­na­li­za­ção da Abigraf Na­cio­nal, que expandiu-se pelo Brasil, com a cria­ção de diversas regionais, graças ao trabalho de cons­cien­ti­za­ ção de em­pre­sá­r ios de vá­r ios estados. “O Sidney foi um homem muito dedicado à as­so­cia­ção e todos nós apren­ demos muito com ele. Juntos ini­cia­mos o processo de pro­f is­sio­na­li­za­ção da Abigraf”, lembra Max Schrappe, acrescentando que o colega foi também árduo defen­ sor das micro e pequenas in­dús­t rias gráficas. “Foi a época em que começaram a surgir as máquinas de fo­ to­có­pias coloridas. O Sidney foi a Brasília e conseguiu segurar por algum tempo a importação das máquinas, para que os pequenos tipógrafos pudessem se adap­ tar”. Na mesma época, Sidney também presidiu o Sindi­ graf‑SP e deu os primeiros passos para modificar a ma­ neira de fazer ne­go­cia­ções, melhorando e humanizando o re­la­cio­na­men­to entre em­pre­sá­r ios e trabalhadores.

REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

Expandindo fronteiras

Sidney Fernandes tem responsabilidade também na consolidação in­ter­na­cio­nal da Abigraf. Entre 1985 e 1987, foi o segundo brasileiro, depois de Theo­bal­do De Nigris, a ocupar a presidência da Confederação Latino-​ ­A mericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). Pouco antes, ele havia participado, ao lado de diretores da en­ tidade, do 2 º‒ World Print Congress (WPC), em Chicago (EUA). E lá, pela primeira vez, ele trabalhou para colo­ car o Brasil como candidato a sede do evento — o que de fato ocorreu em 1989, no Rio de Janeiro. “Eu diria que um dos principais trabalhos naque­ la época era divulgar o setor, mostrar quem era o gráfico. Fomos muitas vezes a Brasí­ lia, fizemos reuniões com de­ putados, senadores. Eles acha­ vam que a indústria gráfica fazia apenas cartões de visita e notas fiscais”, recorda Max. Francisco “Paco” Val­d i­v ie­so, presidente da Con­ latingraf de 1989 a 1991, conheceu Sidney no final dos anos 1980, durante uma assembleia da entida­ de em Brasília. “Naquela época, a camaradagem entre os delegados era uma constante e de líderes classistas como ele nasceu um sentimento de amizade que per­ durou com o tempo. Ele sempre me impressionou por seu espírito alegre, seu otimismo e sua luta pela in­ tegração latino-​­a mericana. Para mim foi um grande mestre, sempre con­c luía qualquer discussão com um chiste ou um sorriso”, diz Paco. Falecido no dia 10 de agosto, Sidney era formado em Contabilidade e Administração de Empresas. Como empresário, fundou, em 1948, a gráfica S. Fernandes, es­pe­cia­l i­za­d a em embalagens, que encerrou as ativi­ dades em 1990. Três anos depois, ele assumiu a dire­ ção de suprimentos e patrimônio do Sesi, cargo ocu­ pado até novembro de 2001. Depois, até novembro de 2004, exerceu a função de assistente da diretoria de administração do Senai.


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Feira

Office PaperBrasil Escolar recebe compradores de 39 países Evento leva mais de 34.000 pessoas ao Anhembi e registra aumento no número de compradores. Tânia Galluzzi

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N

o dia 30 de agosto foi encerrada a 26 ª‒ edição da Office PaperBra­ sil Escolar 2012, que ocupou par­ te do pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo. Durante quatro dias, o evento recebeu a visita de 34.686 profissionais do setor, praticamente repetindo a audiência do ano passado, quando 34.421 pes­soas estiveram na feira. Desse total, 16.180 eram compradores, tanto brasileiros quanto internacionais, vindos de 39 paí­ses, contingente 5% maior que na edi­ ção an­te­r ior. O número de expositores, contu­ do, caiu. Há dois anos girou em torno de 400, em 2011 ficou perto de 350, e neste ano a Fran­ cal Feiras, promotora da mostra, divulgou a pre­ sença de 300 expositores, sendo 62 internacio­ nais, que ocuparam 30 mil metros quadrados.

REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

“A feira foi menor. O mercado mudou muito e toda feira anda conforme o segmento que re­ presenta”, afirmou Wanira Salles, gerente de ne­ gó­cios da Francal. “Mas foi um evento de muita qualidade, haja vista o aumento na presença de compradores efetivos”, completou a executiva. Para Ricardo Frederico, diretor co­mer­cial e de mar­ke­ting da Cre­deal, a Office PaperBrasil vem se transformando de uma feira de ne­gó­ cios em um evento de relações públicas no que tange ao segmento de cadernos. Isso porque nos últimos anos os fabricantes têm adian­ta­ do o lançamento de suas coleções para o pe­r ío­ do de volta às aulas, normalmente apresentan­ do suas linhas no mês de junho, como no caso da Cre­deal. Mesmo assim, “os principais clien­ tes con­ti­nuam a frequentar a feira”, enfatizou


Ricardo Frederico. Atenta a esse movimen­ to, a Francal está se esforçando para ante­ cipar a rea­l i­z a­ç ão da Office PaperBrasil, missão hercúlea em se tratando de Anhem­ bi e ainda mais difícil em face da Copa do Mundo de 2014, que acontece em julho. O contato direto com o dono da pape­ laria e com o distribuidor mantém a alta relevância da feira para caderneiros como Carlos Rettmann, presidente da Confetti. Trabalhando com linhas di­fe­ren­c ia­ das, empregando o polipropileno e o Tera — ma­te­r ial 100% reciclado pós-​­consumo de embalagens longa-​­v ida — em suas ca­ pas, a Confetti usa amplamente a feira para ressaltar os diferenciais de seus pro­ dutos. “Esperamos que as vendas cresçam cerca de 30% no volta às aulas 2013. O lo­ jista está cada vez mais aberto a produtos di­fe­ren­cia­dos”, afirmou o empresário. Na Cre­deal, a expectativa para o início de 2013 é de uma elevação de 10% nas ven­ das. Para encantar o lojista, a empresa uniu as licenças e marcas pró­prias ao QR Code, impresso em todas as contracapas de seus lançamentos. Ao apontar a câmera do ce­ lular, tablet ou mesmo computador a um desses códigos de barras bi­d i­men­sio­nal, o usuá­r io do caderno tem acesso a um con­ teú­do exclusivo. Outra novidade da Cre­deal mostrada na feira foram os cadernos com con­teú­dos pre­pa­ra­tó­r ios para os principais vestibulares e o Enem. No total, a Cre­deal mostrou 67 linhas de produtos.

Relações internacionais M

ais uma vez as in­dús­trias gráficas que fazem parte do Graphia — parceria entre a Abigraf Na­cio­nal e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-​­Brasil — tiveram a oportunidade de alavancar suas vendas para paí­ses considerados estratégicos pelo setor durante a Office PaperBrasil. Como parte do Projeto Comprador In­ter­na­cio­nal, as empresas foram apresentadas a 10 compradores internacionais, de oito paí­ses: Angola, Portugal, Uruguai, Paraguai, Honduras, Gua­te­ma­la, Costa Rica e Ve­ne­zue­la. Além de promover visitas monitoradas aos estandes das empresas que integram o Graphia, o projeto envolveu rodadas de ne­gó­cios. Cria­do em 2003, o Graphia visa prospectar, po­ten­ cia­li­zar e facilitar as transações comerciais do setor gráfico brasileiro com o mercado externo. O projeto já viabilizou a inserção de mais de 90 empresas brasileiras no mercado in­ter­na­cio­nal. No  pe­río­do, 99 missões comerciais ao ex­te­rior foram rea­ li­za­das pelo grupo, que participou, como expositor, de 66 feiras internacionais.

A projeção de crescimento na demanda é a mesma na Tilibra, que pelo terceiro ano consecutivo recebeu seus clien­tes em um espaço paralelo no Hotel Holiday Inn, ane­ xo ao Anhembi. Em 2010, a área funcionou

69 setembro /outubro 2012 REVISTA ABIGRAF


Foto: Alexandre Ondir

superou as expectativas. “Clien­tes de todo o Brasil, incluindo os grandes distribuidores, e da América Latina nos visitaram. O movimen­ to foi muito parecido ao do ano passado, mas a qualidade das visitas foi su­pe­r ior”, disse a exe­ cutiva. A empresa espera um crescimento de 12% no volta às aulas 2013.

Benefício fiscal Numa ini­cia­ti­va do Sindicato do Comércio

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só meio pe­r ío­do, no ano passado concomitan­ temente à feira e agora optou-se por atender os visitantes apenas no hotel. O estande da Tili­ bra na feira foi par­cial­men­te ocupado, e os vi­ sitantes que passavam por lá eram encaminha­ dos para o Holiday Inn. A questão do custo foi determinante para essa decisão, segundo An­ tonio Jorge, diretor co­mer­cial da Tilibra. “Te­ mos uma linha muito grande para mostrar e essa foi uma alternativa viá­vel para apresen­ tarmos todos os produtos com as marcas Tili­ bra e Grafon’s”. Sobretudo agora que esse por­ tfólio ganhou duas novas marcas. Em maio, a norte-​­americana Acco Brands, peso pesado no segmento de produtos de escritório, anunciou a conclusão da fusão com a MeadWest­va­co, grupo do qual a Tilibra faz parte. Com o negó­ cio, a Tilibra já está trazendo para o Brasil as linhas de fragmentadores de papel Swingline e os aces­só­r ios de informática Kensington. De acordo com Marici Foroni, diretora de mar­ke­ting da Foroni, a Office Paper 2012 REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

Varejista de Ma­te­rial de Escritório e Papelaria de São Paulo e Re­gião (Simpa-SP ), o governo es­ta­dual, por meio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, ampliou em 30 dias o pagamento do ICMS/ST de produtos adquiridos junto às empresas paulistas participantes da Office PaperBrasil Escolar 2012. Ao final da feira, os agentes fiscais que deram plantão no pavilhão protocolaram 485 pedidos. Na prática, o pagamento do imposto das vendas feitas por meio destes pedidos pôde ser recolhido em até 60 dias (em vez dos 30 regulamentares) após a emissão da nota fiscal pelo fabricante/fornecedor. Além do benefício da prorrogação, o governo também estendeu o prazo para a saí­da das mer­ca­do­rias (emissão de notas fiscais) até 31 de outubro. Válido exclusivamente durante os quatro dias do evento, o decreto beneficiou todos os compradores que adquiriram produtos na feira (nacionais e internacionais) junto a empresas expositoras com sede no Estado de São Paulo.


Sustentabilidade

As práticas trabalhistas mais seguras e saudáveis agora estão regulamentadas internacionalmente. Publicada há pouco mais de um ano, a norma 26000, de responsabilidade social nas empresas, apresenta as diretrizes para que as corporações agreguem qualidade de vida aos ambientes de produção, gerando comprometimento e motivação. Ada Caperuto

A grande norma da responsabilidade social nas empresas

Q

uan­do se fala em sustentabilida­ de, a maioria das pes­soas atribui ao conceito apenas uma de suas dimensões, aquela re­l a­c io­na­d a à preservação da natureza. No en­ tanto, o tripé da sustentabilidade precisa man­ ter equilibradas as facetas am­bien­tal, so­cial e econômica para que se atendam as necessida­ des de qualidade de vida do planeta, das pes­ soas e das corporações. Assim como a conser­ vação am­bien­tal, a responsabilidade so­cial nas empresas também é dotada de normas que es­ tabelecem diretrizes às empresas. A mais recen­ te delas, e a principal daqui por dian­te, é a nor­ ma in­ter­na­cio­nal ISO 26000 – Diretrizes sobre

responsabilidade so­cial (ou, na versão em por­ tuguês, ABNT NBR:ISO 26000), publicada em dezembro de 2010. Embora não tenha caráter de certificação, a NBR:ISO 26000 deverá exercer grande in­f luên­ cia nas organizações, uma vez que seus prin­cí­ pios agregam valores cada vez mais cobrados pela so­cie­da­de, como o comportamento ético e transparente e o respeito ao Estado de Direito de todas as partes interessadas (clien­tes, forne­ cedores e demais stakeholders). Seguindo a definição da Organização In­ ter­na­cio­nal do Trabalho (OIT), a norma 26000 considera, no âmbito das práticas trabalhistas, a governança or­ga­ni­za­cio­nal dotada de políticas

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Sustentabilidade

voltadas à saú­de e segurança no trabalho, o que inclui a prevenção a acidentes, práticas opera­ cionais corretas, remuneração justa e demais aspectos relativos à produção. Também agrega as ini­cia­ti­vas de cidadania e, claro, as ações em prol do meio am­bien­te. Disponíveis no site do Inmetro, seus prin­cí­pios fornecem orien­ta­ções e parâmetros para a implementação em todos os tipos de organização, independentemente de porte ou localização, guiando os gestores na aplicação de seus conceitos.

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André Luiz Morés, consultor

Primeiras iniciativas

A norma ainda é uma novidade nas empre­ sas brasileiras. A Petrobras é uma das primei­ ras corporações nacionais a anun­ciar sua im­ plementação, processo que teve início no ano passado, com a rea­li­za­ção de se­mi­ná­r ios. Con­ siderada por alguns es­pe­cia­lis­tas como a “nor­ ma das normas”, a NBR:ISO 26000 deverá con­ tribuir para dar um novo norte às ini­cia­t i­vas de otimização dos am­bien­tes de trabalho que já são rea­li­za­das por diversos setores produtivos, a exemplo da indústria gráfica. Este é o caso da Editora FTD, de São Pau­ lo, que implementou há dois anos o Programa de Prevenção e Rea­bi­li­ta­ção de Doen­ças Ocupacionais e Crônicas (PPRDOC), elaborado pela MCA – Saú­de e Bem-​­Estar 1. De acordo com o consultor André Luiz Mo­ rés2 , a proposta do PPRDOC começou a ser es­ truturada em 2004, na qual o foco era contri­ buir com a redução das doen­ças ocupacionais de uma agroindústria. A intenção foi estruturar um programa de qualidade de vida que ajudasse a alcançar a meta, e que permitisse comprovar 1  www.grupomca.com.br 2  andre.mores@grupomca.com.br


o retorno do investimento feito através dos re­ sultados obtidos. Definitivamente formatado e am­plia­do, a proposta do PPRDOC adotada pela FTD em 2010 representa um case importante de introdução do conceito de saú­de, qualidade de vida e bem-​­estar no setor gráfico. Morés explica que o programa traz como principais resultados a melhora na qualidade de vida dos fun­cio­ná­r ios, atuan­do na preven­ ção e rea­bi­l i­t a­ç ão de doen­ç as ocupacionais e crônicas. Não apenas a empresa ganha com o aumento da produtividade e a redução da rota­ tividade, como também os colaboradores não sofrem mais com a sobrecarga na linha de pro­ dução, gerada pela falta ou afastamento de co­ legas por motivos de saú­de. “Também contribui para ­criar um am­bien­te de trabalho saudável, seguro e agradável, reduzindo os riscos e os cus­ tos da sinistralidade, ab­sen­teís­mo e processos trabalhistas, além de ­atuar na reintegração de profissionais afastados”, diz o consultor. Indire­ tamente, o programa ainda traz reflexos positi­ vos para ganhos na vida pes­soal. “Essa melho­ ra no am­bien­te de trabalho incide no aumento da satisfação, motivação e aderência aos pro­ gramas e ações voltados para a segurança, saú­ de e qualidade de vida, levando a mudança dos hábitos e estilo de vida”, afirma ele.

1ª‒ – Foco na prevenção de doen­ças ocupacio­ nais (CID M) e crônicas (hipertensão, dia­be­tes, obesidade . . .); 2ª‒ – Rea­bi­li­ta­ção de doen­ças ocu­ pacionais e traumas causados por acidentes de trabalho, quedas, ou outros tipos de lesões. Os métodos e técnicas empregados nessa etapa podem ser aplicados num Centro de Con­ di­cio­na­men­to Físico e Rea­bi­l i­ta­ção (CCFR) ou no próprio am­bien­te de trabalho. No processo de prevenção e rea­bi­l i­t a­ç ão dos fun­c io­ná­r ios são utilizados métodos de treinamento de for­ ça e endurance, ginástica fun­cio­nal, tratamen­ to fi­sio­te­rá­pi­co, massagens te­ra­pêu­t i­cas, acu­ puntura auricular, yoga, pilates, RPG e outros. Alguns dos diferenciais do programa é que o mesmo pode ser implantado em todos os am­ bien­tes e ­­áreas de ne­gó­cios das empresas; to­ dos os métodos e técnicas utilizados na ava­ lia­ç ão da aptidão física, monitoramento do risco do desenvolvimento de doen­ças, preven­ ção de novos casos e rea­bi­l i­ta­ção dos fun­cio­ ná­r ios com histórico de queixas são validados cien­ti­f i­ca­men­te; os be­ne­f í­cios e o retorno do investimento são mensurados por meio de in­ dicadores fornecidos em re­la­tó­r ios pe­r ió­d i­cos; o acompanhamento dos fun­cio­ná­r ios é perso­ nalizado e o atendimento é feito de acordo com a especificidade de cada caso.

Metodologia e resultados

O programa elaborado pela MCA é desenvolvi­ do em três etapas con­tí­nuas que se complemen­ tam. A primeira delas é um ma­pea­men­to que irá fornecer dados sobre os fatores ergonômicos e organizacionais que interferem diretamente na saú­de e na capacidade de trabalho dos pro­ fissionais. Na segunda etapa são identificados e classificados aspectos como aptidão física e per­cen­tual de risco para o desenvolvimento de doen­ças ocupacionais ou crônicas em cada fun­ cio­ná­r io, informações que são obtidas a partir do histórico de saú­de pes­soal e fa­mi­liar; hábi­ tos nutricionais; capacidade ae­ró­bi­ca e muscu­ lar; composição corporal; metabolismo ener­ gético; e diag­nós­ti­co de dor, fadiga e estresse, entre outros aspectos. A terceira etapa consiste no atendimento dos fun­cio­ná­r ios dividido em duas ca­te­go­r ias:

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Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

Sustentabilidade

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Na FTD, o programa foi implantado em 2010 ini­cial­men­te como um piloto para os 550 fun­cio­ná­r ios do parque gráfico, onde foi mon­ tado um CCFR 3 . Após os resultados obtidos no primeiro ano, as di­re­to­r ias da empresa decidi­ ram investir na am­plia­ção do programa para atender os cerca de 1.200 fun­cio­ná­r ios. Os re­ sultados mensurados 12 meses após o iní­ cio revelaram dados extremamente positivos. No pe­r ío­do em que os fun­cio­ná­r ios diag­nos­ti­ ca­dos com queixas ocupacionais participaram do programa, houve uma queda de 85,3% no número de consultas médicas feitas pelos fun­ cio­ná­r ios. Os atestados médicos decresceram em 93,7% e os dias perdidos tiveram 92,6% de redução. Os custos gerados para a empre­ sa em função dos dias perdidos tiveram um decréscimo de 87,1%. De acordo com Morés, estudos comprovam que a cada US$ 1,00 investido em prevenção e melhoria da qualidade de vida do colaborador, obtém-se em média de US$ 2,71 a US$ 6,00 em retorno com produtividade e redução dos gas­ tos com administradoras de planos de saú­de. “Trabalhadores fisicamente aptos são mais pro­ dutivos em qualquer ramo de atividade. Além de faltarem menos, eles são muito menos pro­ pensos a apresentar problemas incapacitantes 3  CCFR – Centro de Condicionamento Físico e Reabilitação.

da re­g ião lombar e outras lesões e, quando le­ sio­na­dos, faltam menos dias. Estão menos su­ jeitos a sofrer com doen­ças degenerativas, como car­d io­pa­t ias, por exemplo. Está mais do que comprovado que investir em saú­de, seguran­ ça e bem-​­estar, garante para a empresa a pos­ sibilidade de contar com profissionais motiva­ dos e saudáveis, de aumentar a produtividade e de reduzir os custos gerados pelas doen­ças ocupacionais e crônicas”, declara o consultor. “É importante destacar que o propósito do Programa de Prevenção e Rea­bi­li­ta­ção de Doen­ ças Ocupacionais e Crônicas não é ­criar profis­ sionais atletas, mas sim oferecer para a empresa e seus fun­cio­ná­r ios, atividades que desenvol­ vam e aprimorem a aptidão física, ajudem a prevenir as doen­ças ocupacionais e crônicas, rea­bi­l i­tem e reintegrem os profissionais afas­ tados e em tratamento, reduzam os custos com questões trabalhistas e assistência médica sem comprometer a produtividade, garanta a inte­ ração entre o homem e seu posto de maneira segura e saudável, transformando o trabalho numa fonte de alegria, satisfação, crescimento e rea­li­za­ção pes­soal,” conclui Morés.


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Projeto de Odair Brocanelli/Faap, pós-graduação em design gráfico

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Ela está novamente na berlinda. A Comic Sans, que, segundo seu criador Vincent Connare, foi desenhada para não designers, foi usada para anunciar o maior feito científico dos últimos 100 anos. Foi com este tipo — sempre ridicularizado e infantilizado — que os cientistas do Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) redigiram o anúncio da descoberta do bóson de Higgs, apelidado de “a partícula de Deus”, relata a jornalista Anna Carolina Papp, em O Estado de S. Paulo. [Não existe o itálico na fonte original, aqui ela está inclinada pelo software.] Obviamente, no mundo do design e da tipografia foi aquele alvoroço: “Ficamos assustados com o fato de que uma equipe com as pessoas mais brilhantes do mundo acredite que a Comic Sans seja uma fonte apropriada para uma ocasião histórica como esta”, diz o designer Sam Byford. Pura bobagem, dizem uns, ao que Connare reforça: “Quem a odeia não tem um pensamento liberal. Dizer que você odeia a CS significa que tem uma visão limitada e não entende que ela foi feita para alguém que não é você”. Para o criador (também autor da Trebuchet e dos Webdings dos PCs) a “Helvetica é a pior fonte que já existiu. É sem graça, grossa e foi criada por um engenheiro”, e, acrescentamos, sessenta anos atrás. Com a palavra Gary Hustwit (e Lars Müller, editor do livro), diretor do filme, que louva o tipo mais suíço do mundo, e que foi desenhado para alguém que é como você... REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

Fila do banco/CF

E O que é design? Para o historiador Renato De Fusco, (in Storia del Design, Editora Laterza, Roma. 2003), “para algo ser considerado design, na sua essência, é preciso que no processo estejam sempre presentes quatro fatores: o projeto, a produção, a venda e o consumo.” A Comic Sans atende a todos esses fatores, portanto...


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Estudos para alfabetos bitmap/Maria Antonia, pós-graduação em design Vanessa Rodrigues

Livia Escobar Gabbai

O designer paulista Carlos Perrone desenvolveu este projeto de identidade para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 1998. ¶ A ideia para a sinalização da fachada se transformou em um alfabeto em 3D, e em objetos tipográficos distribuídos pelo designer. ¶ Após sua implantação, o projeto foi selecionado para participar da exposição realizada no Memorial da América Latina, durante o Congresso Internacional do Icograda.

VANESSA RODRIGUES | DH3 | PROF. CLÁUDIO FERLAUTO

LETRA DE MÃO Trabalho sobre tipografia de Aline Abreu e Raquel Matsushita

UNDERGROUND 1970 Gilbert Shelton, criador dos Freak Brothers, jornal it, Londres,1971.

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Psicodelia*, imprensa underground e rebeldia foram

algumas das marcas dos anos 1960 e 1970. Nas artes gráficas artistas como Wes Wilson e Victor Moscoso foram tão importantes como as bandas Grateful Dead e Jefferson Airplane na música; e a imprensa alternativa funcionava para o design como as casas de shows conhecidas como Fillmore – tanto a da costa oeste como a da área de Nova York. Nestes jornais despontaram os grandes pensadores visuais como Robert Crumb e Gilbert Shelton, criadores de personagens inesquecíveis como os Freak Brothers (Shelton), Mr. Natural e Bo Bo Bolinski (Crumb), que enriqueceram o imaginário de várias gerações de ilustradores, cartunistas e cineastas.

* Sobre psicodelia, ver Psicodélicas, um tipo muito louco, de Carlos Perrone, Rosari, 2004.

contato@alineabreu.com.br www.alineabreu.com.br desenpalavras.blogspot.com.br

Pensei um portfólio que pudesse ser usado por quem o recebe, e para não ficar só ocupando o espaço nas gavetas. Desta ideia nasceu este projeto chamado

Letra de Mão, que fiz em parceria com a Raquel Matsushita. Aline Abreu 78

PS. Não sei se já tinha comentado, dividimos o espaço com uma artista plástica e com a editora Jujuba. A Raquel (raquel@entrelinha.art.br) tem a Entrelinha, estúdio de design gráfico, e eu, meu ateliê de ilustração. REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012

Artistas gráficos dos anos 1960 e 1970 Gilbert Shelton e Robert Crumb no jornal inglês it,1970 Pennie Smith e George Snow, capa, jornal Frendz, Londres, 1972.


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Em uma feliz coincidência, as editoras Pulo do Gato e Iluminuras relançam o clássico alemão de Wilhelm Busch, com as traquinagens dos moleques Max e Moritz, conhecidos entre nós como Juca e Chico.

Travessuras centenárias

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editora Pulo do Gato preferiu seguir a versão original de 1865 em preto e branco, acrescentando um belo tra­ balho de reinterpretação, colorizando o tra­ ço e sobrepondo imagens. O texto mantém-se fiel à tradução original de 1915, feita por Olavo Bilac, com rimas sonoras e divertidas. Já a versão da Iluminuras respeita as co­ res utilizadas pelo autor, que, graças ao pro­ gresso da técnica de impressão, foram apre­ sentadas em 1918. O texto foi traduzido por

Juca e Chico – História de dois meninos em sete aventuras Formato: 16 × 23 cm Editora Pulo do Gato 80 páginas www.editorapulodogato.com.br

As travessuras de Juca e Chico Formato: 16,5 × 23,5 cm Editora Iluminuras 68 páginas www.iluminuras.com.br

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

Claudia Cavalcanti, que manteve as rimas mais próximas do original em alemão. Escritor e pintor, Wilhelm Busch (1832– 1908) seguiu os mesmos passos do suí­ço Ru­ dolph Töpf­fer e do japonês Hokusai, dando os importantes primeiros passos na arte sequen­ cial. O exemplo desses pioneiros frutificou também entre nós. Em 1869, Angelo Agostini, cartunista ita­lia­no radicado em São Paulo que ilustrava para vá­r ios jornais, criou Nhô-​­Quim, ou Impressões de uma via­gem à corte, considera­ da a primeira história em quadrinhos brasileira. Mas foi somente com o progresso da impressão em cores, possibilitando a expansão dos jornais de Nova York, em 1895, que os comics começa­ ram a se transformar em um fenômeno de co­ municação de massas, com O menino amarelo, de Richard Felton Out­cault. Max e Moritz tornaram-se sucesso in­ter­na­ cio­nal desde seu início e as edições atuais no Brasil confirmam a longevidade, cria­ti­v i­da­de, brejeirice e humor gráfico desta obra imortal, como pode ser comprovado nestas bem vindas edições brasileiras. Qual comprar? As duas!


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Exposição

A sétima arte em cartaz Utilizados como importantes ferramentas publicitárias desde o século XIX, os pôsteres também divulgam a arte cinematográfica, transformando-se em verdadeiros ícones. A evolução dessas peças gráficas foi tema de mostra exibida no Museu Afro Brasil.

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Fotos: Henrique Luz

Texto: Milena Prado Neves

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om origens por volta de 1796, o processo litográfico de impressão foi o que permitiu aos cartazes se tornarem, na segunda metade do século XIX , uma das primeiras formas de se fazer publicidade. Utilizados principalmente para anun­ciar produtos, os cartazes também ganharam espaço importante na divulgação cultural de shows, peças teatrais e estreias no cinema. Destacando este uso quase artístico da peça publicitária, o Museu Afro Brasil, na capital paulista, organizou a exposição “Holly­woo­dia­na – gráfica cinematográfica”, com pôsteres clássicos do cinema norte-​­americano.

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Rea­l i­za­da paralelamente à mostra “A sedução de Marilyn Monroe”, a exibição contou com cerca de 20 reproduções de um dos principais símbolos da sétima arte, que retratam a produção dos es­tú­d ios de Holly­wood, na Califórnia, dos anos 1930 até a atua­l i­da­de. Entre os pôsteres está a peça que divulgou o lançamento do filme A Dama das Ca­mé­lias, de 1936, um dos mais antigos da mostra, que tem curadoria do diretor do museu, Ema­noel Araú­jo. Outros clássicos, como Casablanca, de 1942, e O Pecado Mora ao Lado, de 1955, também têm lugar de destaque na mostra e servem como referência para observar a evolução gráfica, expressa nas cores utilizadas, recursos de imagens, tipologia empregada e design. É o que ocorre, por exemplo, com o pôster que divulga o filme About Face, de 1957, que já apresenta elementos vistos na moderna comunicação vi­sual. A ex­pe­r iên­cia vi­sual pode ser am­plia­da ainda mais, quando se compara o ma­te­r ial da chamada Era de Ouro do cinema com os mais recentes, como o do filme Cisne Negro, de 2010.


Obras de arte

Os primeiros cartazes de que se tem registro datam do século X , quando japoneses e chineses pro­du­ziam as peças por meio de técnicas de xilogravura. Na segunda metade do século XIX , mercadores europeus propagaram a arte, que ganhou novo padrão graças à atua­ção de artistas plásticos. Na Paris de 1858, Jules Chéret cobriu as ruas da cidade com seus cartazes produzidos através da litografia. Precursor desta arte na Europa, ele descobriu que a

combinação de imagens sensuais pintadas com os curtos textos chamava a atenção dos passantes para os shows de dançarinas de cancã. Foi dado início a uma vasta produção de pôsteres na capital francesa, a da arte mural, com o uso de tintas resistentes à chuva. As intervenções de Chéret inspiraram o pintor francês do pós-​­im­pres­sio­nis­mo, Henri Toulouse-​­Lautrec, a re­vo­lu­c io­nar o design gráfico dos cartazes, definindo um novo estilo, a art nouveau. No cinema, os cartazes tornaram-se verdadeiros ícones graças à cria­ti­v i­da­de e inovação dos designers gráficos — principalmente quando o pôster divulgava filmes clássicos do cinema

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Metrópolis, de 1927, foi adquirido pelo valor recorde de US$ 850 mil. Números como esse ressaltam a importância destas peças gráficas, que conseguiram, mais do que sobreviver à chegada de novas ferramentas de comunicação, sobressair e ganhar novo status na so­cie­da­de.

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mun­d ial. Considerados obras de arte por muitos co­le­cio­na­do­res, os pôsteres mais famosos são vendidos em sites es­pe­c ia­l i­z a­dos, enquadrados e utilizados como artigo de decoração. Diferentes versões originais dos pôsteres, que são produzidas para a divulgação em cada país, são também disputadas em leilões. Recentemente, sete mil cartazes do acervo de um grande executivo da indústria cinematográfica foram ne­go­c ia­dos na Austrália. O artigo mais va­lio­so era um exemplar francês do filme King Kong, de 1933, montado em quatro peças e ava­lia­do em 100 mil dólares. O mesmo aconteceu este ano nos Estados Unidos, quando um pôster raro do filme REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012


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História Viva

Um dos pioneiros na confecção de fotolitos no Paraná, o fundador da Kingraf sempre gostou de desafios que ponham em xeque sua criatividade. Tânia Galluzzi

O artesão Egon Selow

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vida de Egon Fernando Selow (pronuncia-se Êgon) está re­l a­c io­na­d a às artes gráficas desde a infância. O interesse por artes gráficas veio dos desenhos que fazia quando criança. “Minha tia foi quem percebeu meu talento, porque eu copiava perfeitamente os desenhos”, recorda o empresário. Aos 14 anos, em 1952, ingressou na Impressora Pa­ra­naen­se como aprendiz de desenho litográfico e desse universo não saiu mais. Hoje, quem passa pela manhã na Kingraf Indústria Gráfica, em Curitiba, vai vê-lo participando do tra­d i­cio­nal café da manhã da empresa, no qual se encontram as duas gerações que comandam a gráfica. Em sete anos de Pa­ ra­naen­se, Egon aprendeu muito sobre litografia e conheceu a fotolitografia, que era uma REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

tecnologia nova para a época. Para se aprofundar nessa técnica, Egon achou melhor ir para São Paulo e conhecer novas gráficas. Ao chegar à capital paulista logo ingressou em uma empresa chamada Janus, depois comprada pela Bosatelli, voltada para a produção de fotolitos. O pe­r ío­do na capital paulista foi relativamente curto e em 1963 Egon voltou para Curitiba e também para seu antigo emprego. Interessados em montar um negócio que lhes rendesse algum dinheiro extra, Egon e dois colegas de trabalho, Antônio Markowicz e Hedwig Eliese Krause, uniram-se à ex­pe­r iên­cia co­mer­cial de um amigo, Dirceu Rogério Assini, e, nos fundos da casa de Antônio, começaram a produzir fotolitos a partir de uma engenhoca montada por eles mesmos.


Improvisação criativa

A traquitana mal cabia no espaço de que dispunham e o grupo partiu para uma pequena casa de madeira pertencente à família de Egon. Os ensaios começaram a dar certo, fazendo surgir os primeiros trabalhos. Partindo do dispositivo improvisado, Antônio e Egon cria­ram um aparelho fotográfico com correntes de bicicleta, lâmpadas fluo­res­cen­tes e cantoneiras, reaproveitando tudo para pôr em fun­cio­na­men­to uma pequena fotolitografia. Im­pul­sio­na­dos pelos pedidos conquistados por Dirceu, o grupo precisou de uma nova área, alugando um barracão no qual di­v i­d iam o aluguel com uma malharia. Com a am­plia­ção dos serviços, foi preciso abandonar a informalidade e em 1965 nasceu ofi­cial­men­te a Kingraf. Do grupo, Egon foi o primeiro a sair da Impressora Pa­ra­naen­se para dedicar-se integralmente à Kingraf. Sempre que precisavam atender a necessidades específicas de algum clien­te, lá estava ele, debruçado sobre desenhos e projetos, crian­do peças que pudessem conferir mais qualidade ao serviço da Kingraf. Ao longo do tempo, a qualidade e a disposição de encarar trabalhos complexos transformaram-se em diferenciais da Kingraf. “Existem algumas técnicas para gráfica em que eu inovei. Sempre fui um curioso, não só em criar equipamentos, mas em encontrar soluções. O feijão com arroz todo mundo faz, gosto mesmo é de desafios” afirma Egon. Em 1968 a Kingraf adquiriu sua primeira impressora, uma pequena Abdick, rodando sobretudo ma­te­r ial pro­mo­c io­nal. Pouco depois veio a segunda máquina e também os recursos para adquirir um terreno no local onde a empresa está até hoje. O prédio próprio foi con­cluí­ do em 1972, espaço ampliado diversas vezes ao longo dos anos. Atua­li­za­ção tecnológica tornouse uma constante na Kingraf. Atual­men­te a gráfica, focada no segmento de embalagens, conta com mais de 150 fun­cio­ná­r ios.

dos três filhos de Antônio Markowicz: Marcos, Claudia e Carmem. A ecologia é outra paixão de Egon. Muito antes de o assunto virar moda, ele já pensava na possibilidade de carros movidos a energia elétrica para a cobertura de curtas dis­tân­cias. Desperdício para ele é palavrão dos mais pesados. “Ao invés de gastar energia na academia, numa atividade que não produz nada, eu me exercito plantando hortaliças de forma orgânica”, diz sério o gráfico. Responsabilidade so­cial está entre os valores da Kingraf e a vida diá­r ia do em­preen­de­dor é regida pelo respeito ao meio am­bien­te. “Temos uma única casa, que é o planeta Terra, e todos devemos assumir a responsabilidade de protegê-​­lo”.

Habilidade técnica

Apaixonado por mecânica, Egon continua a criar máquinas. A área de acabamento é onde ele põe em prática suas aptidões, ajudando a via­ bi­li­zar os projetos que chegam à gráfica. A dedicação a essa paixão é compartilhada pela agenda agitada imposta pelo seu cargo de presidente da empresa. A nova geração também está presente no comando através do seu filho, Roberto, e

(E/D): Marcos Markowicz, Egon, seu filho Roberto Selow, e Claudia Markowicz

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Fotos: Tânia Galluzzi

Evento

A discussão sobre o formato do evento voltou com força neste ano, colocando na berlinda sua capacidade de formar novos leitores. Tânia Galluzzi

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Bienal Internacional do Livro de SP

É hora de rever o modelo?

m meio aos 1.829 lançamentos que aconteceram durante a 22 ª‒ Bie­nal In­ter­na­cio­nal do Livro de São Paulo estava o livro Retratos da Leitura no Brasil 3. Organizado pela so­ció­lo­ga Zoa­ra Failla, a obra apresenta e analisa os resultados da terceira edição da pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, promovida pelo Instituto Pró-​­Livro e aplicada pelo Ibope. Na introdução desse livro, Zoa­ra, ao buscar respostas para a pergunta “por que ler livros?”, afirma, ao comparar o produto impresso e a internet, que é preciso considerar a diferença entre informação e conhecimento. Passados quase dois meses do encerramento da Bie­nal do Livro e da polêmica em torno da validade do modelo da feira, podemos estender a consideração de Zoa­ ra para a expectativa do público com relação ao evento. As 750 mil pes­soas que estiveram no Anhembi entre os dias 9 e 19 de agosto foram à Bie­nal em busca de informação ou conhecimento? Ou diversão? Provavelmente, quem foi à Bie­nal queria essas três coisas, talvez um pouco mais de uma ou de outra, e seguramente não perdeu meio segundo questionando suas

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razões para estar lá. Mas, a julgar pela discussão em torno do evento, para alguns editores está sobrando informação e faltando conhecimento. Na coletiva de imprensa ocorrida no dia 19, a CBL , promotora, e a Reed Exhi­ bi­t ions Alcantara Machado, rea­l i­z a­do­ra, disseram-se satisfeitas com os resultados do evento. “Encerramos o maior encontro literário da América Latina com a certeza de que a leitura continua crescendo no interesse da população. Somente neste sábado (18), passaram pelo Pavilhão de Exposições do Anhembi 123 mil visitantes, batendo todos os recordes da história do evento”, afirmou Karine Pansa, presidente da CBL . A meta dos 800 mil visitantes nos 11 dias não foi, contudo, cumprida, e o Dia dos Pais no primeiro final de semana da Bie­nal foi apontado como culpado. O número de alunos das escolas públicas e particulares que visitaram a Bie­nal do Livro chegou a 120 mil, vindos da capital e in­te­r ior do Estado de São Paulo. Os alunos puderam comprar livros por meio do Vale Livro oferecido pelo Estado (R$ 20,00) e pelo município (R$ 10,00). Já o dos professores da rede es­ta­dual foi de R$ 50,00.

No total, foram dis­tri­buí­dos R$ 750 mil em Vales Livros, aos dois públicos. Mas se a presença de estudantes foi alta, questionou-se a consistência das atividades, sobretudo as di­re­c io­na­d as às crian­ças. De acordo com a organização, as atrações rea­li­za­das nos seis espaços culturais atraí­ram 12.010 pes­soas. Porém, poderia ser muito mais, a julgar apenas pelo movimento registrado nas duas Escolas Móveis de Nanotecnologia que o Senai- SP levou para a Bie­nal em espaço cedido pela organização. Cerca de 20.000 pes­soas passaram pelas unidades, onde puderam ver demonstrações e ex­pe­r iên­cias práticas de na­no­ciên­cia e nanotecnologia. Prós e contras

O recorrente debate sobre o esgotamento do modelo da feira teve como seu ápice nesta edição a carta dis­tri­buí­da no dia 15 pelo editor João Scortecci, que já participou da diretoria da CBL , aos cerca de 400 expositores do evento, reproduzida no dia seguinte pelo jornal Folha de S. Paulo. Scortecci abriu a carta dizendo que a Bie­nal está morrendo por vá­r ias razões, com queda no interesse do público e do próprio mercado,


listando a ausência de editoras tradicionais como Summus, Positivo, Ibep/Companhia Editora Na­cio­nal, Nobel e Cosac Naify. Entre os problemas, o editor apontou o custo da feira para os expositores e para os pró­prios visitantes. Em conversa durante o evento, Scortecci assinalou outra questão: a grande presença dos sebos. “Para a Scortecci a feira foi péssima. Como posso competir oferecendo livros a R$ 17,00 se há gente vendendo livros de capa dura a R$ 2,00, R$ 3,00? A feira perdeu o foco”. Em resposta, a organização do evento afirmou também em carta que houve um aumento de 37% no número de expositores, de 18% na área ocupada e 14% na extensão da programação cultural, e que a Bie­n al não tem responsabilidade pelo preço abusivo do es­ta­cio­na­men­to. A organização taxou como descabida a crítica de Scortecci frente ao “gigantesco movimento médio verificado no final de semana”. Falando ao jornal O Estado de S. Paulo, Breno Lerner, superintendente da Melhoramentos, disse que o formato da Bie­nal ainda não é o ­ideal. “Temos de aumentar as ações de formação de leitores. Poderia ser algo como a Disney dos livros, com muitos auditórios, com atividades si­mul­ tâ­neas e no fim uma grande livraria”. Mesmo assim é um dos maiores en­t u­sias­tas da feira. “Não consigo empatar o investimento com o dinheiro que tiro no balcão, mas se somarmos o ganho com as conversas com os professores e leitores e os ne­ gó­cios que fiz, eu teria um retorno muito maior do que o investido”. Só de venda de direitos autorais, a editora calcula que tenha ganho US$ 124 mil. A Record divulgou aumento de 23% nas vendas, com destaque para os títulos juvenis, enquanto o selo Senac Editoras registrou elevação de 15% em relação à edição de 2010 e de 6% em comparação com a Bie­nal do Rio de Janeiro no ano passado. As editoras Senac co­mer­cia­l i­za­ram cerca de 7.000 exemplares. Para as editoras Senai-SP e Sesi-SP, cria­ das em março de 2011, o saldo foi igualmente positivo. “Está sendo uma grande alavanca para tornar as editoras conhecidas, um momento de virada para nós”, afirmou Rodrigo de Faria e Silva, editor chefe. Além de apresentar os catálogos das duas

editoras, com 53 títulos, elas montaram um auditório para 60 pes­soas, com atividades diá­r ias para crian­ç as e adultos, que recebeu 1.200 pes­soas nos 11 dias da Bienal.

Corroborando essas informações, a CBL divulgou em meados de setembro os números da pesquisa de satisfação realizada pelo DataFolha junto aos visitantes. Entre os adultos, 94% declararam-se satisfeitos e 98% manifestaram a intenção de participar das próximas edições; 82% dos fre­quen­ta­do­ res, ante 80% em 2010, compraram livros no evento.

A mé d i a cresceu de 5 títulos, em 2010, para 5,2 por pessoa e o valor nominal médio das aquisições subiu de R$ 90,97 para R$   95,59. “Se 98% dos frequentadores querem voltar às próximas edições, só nos cabe ouvi-los, atendê-los e fazer uma Bie­n al Internacional do Livro de São Paulo cada vez melhor, buscando aper­fei­çoar o que for possível. O evento consolida-se como grande porta de entrada ao universo da leitura”, afirmou Karine Pansa em texto divulgado à imprensa.

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Mercado Editorial

Importação de livros cresceu quase 50% em quatro anos Em busca de custos menores, editoras brasileiras buscam parceiros de impressão no exterior, tendo comprado lá fora mais de 31 toneladas de livros somente em 2011. Para buscar soluções a este sério problema, a Abigraf Nacional elaborou pleitos, que foram apresentados ao ministro da Educação.

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Texto: Ada Caperuto

rática que tem mais de uma dé­ cada, a importação de livros im­ pressos vem sendo intensificada pelas editoras brasileiras. Para se ter uma ideia, em 2011, somente nas obras destinadas ao Programa Na­c io­n al do Livro Didático (PNLD), do governo fede­ ral, a expansão do volume de encomendas ao ex­te­r ior foi de aproximadamente 70%. De acordo com dados da Abigraf Na­cio­nal, as importações brasileiras de livros cresce­ ram cerca de 46,4% de 2007 a 2011, saindo de US$ 120,1 mi­l hões para US$ 175,8 mi­ lhões. Em termos de volume, em 2007 o total de livros didáticos importados foi de 17,3 toneladas, saltando em 2011 para 31,1 toneladas. Embora não existam esta­ tísticas oficiais — uma vez que não há po­ sição adua­nei­ra específica para o livro di­ dático —, é certo que o governo brasileiro vem am­plian­do a aquisição de paí­ses como China, Índia, Coreia, Colômbia e Chile. Também no ano passado, entre os paí­ ses que mais venderam livros impressos às editoras brasileiras estão os Estados Unidos e a China, empatados com 16,8% cada do total importado, seguidos pelo Reino Unido, com 14,7% de participação. Na América do Sul, importantes fornece­ dores são o Chile (9,3%), o Peru (3,2%) e REVISTA ABIGRAF  setembro /outubro 2012

AGB Photo Library

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o Uruguai (1,9%). Principal comprador de livros didáticos produzidos pelas gráficas brasileiras, o governo responde por 24,4% da produção na­c io­nal de livros, um total aproximado de R$ 4,5 bi­l hões, de acordo com a Abigraf. Apenas em 2011, as com­ pras para o PNLD somaram 170 milhões de livros didáticos.

Problemas e preocupações

A am­plia­ção das importações pelas edito­ ras brasileiras pode ser explicada pelo câm­ bio e o Custo Brasil. Porém, Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Na­cio­nal, adi­c io­n a outro motivo: pressões exerci­ das pelas licitações. Assim, as editoras te­ riam alegado que as gráficas brasileiras não


seriam capazes de entregar todas as enco­ mendas dentro dos prazos estabelecidos nos editais. Os reflexos dessa atitude já fo­ ram sentidos pelas empresas: boa parte das gráficas do segmento edi­to­r ial registrou relativa ocio­si­d a­de no segundo semestre do ano passado, pe­r ío­do em que de­ve­r iam estar imprimindo obras didáticas. Segundo informações obtidas junto às editoras que fornecem livros didáticos para o PNLD, além das compras já efe­tua­das em 2011, existe a intenção de am­pliar ainda mais as importações em 2012. Isso porque no ano seguinte a compra passa a ser de re­ posição, permitindo estimar a demanda, e, assim, antecipar as compras no ex­te­r ior. Isso ocorre principalmente com as editoras globalizadas, que podem encomendar pro­ dutos de plantas do mesmo grupo in­dus­ trial. Ou seja, se no PNLD primeira edição, executado entre agosto e dezembro do ano passado, as editoras importaram, na repo­ sição em 2012 fica aberto o caminho para a compra de um volume ainda maior de obras do programa no ex­te­r ior.

da via­bi­l i­d a­de da adoção de políticas que têm sido praticadas pela Argentina e pelo México com o mesmo objetivo de coibir importações de livros didáticos. No âmbito tributário, duas prerrogati­ vas foram apresentadas: po­si­cio­na­men­to fa­ vorável à indústria gráfica na ação em trâ­ mite no STF (Adin 4413) objetivando pôr fim ao conflito tributário que representa enorme ônus para as gráficas, inclusive para aquelas que imprimem livros, considerando po­si­cio­na­men­to do fisco municipal paulista, que vem exigindo o pagamento do ISS.

As importações brasileiras de livros saltaram de US$ 120 milhões, em 2007, para US$ 175 milhões, em 2011. Em volume, passaram de 17 toneladas para 31 toneladas, no mesmo período.

Pleitos do setor

Dian­te deste panorama, em dezembro re­ presentantes dos em­pre­sá­r ios e dos traba­ lhadores foram ao Ministério da Educação expor sua preo­cu­pa­ção sobre o assunto. Re­ presentando o setor gráfico, o presidente da Abigraf Na­cio­nal integrou o grupo que se reuniu com o então ministro da Educação, Fernando Haddad, para levar os pleitos do setor, em pauta que tem o objetivo princi­ pal de definir mecanismos para coibir as importações de livros didáticos. A Abigraf apresentou cinco proposituras, começando pelo pedido de apoio ao Ministério do De­ senvolvimento, Indústria e Comércio Ex­te­ rior (MDIC) e à Receita Federal para a aber­ tura de posição tarifária específica para livros didáticos junto ao Mercosul. A entidade quer também que sejam de­ finidas regras e mecanismos de controle nas licitações de livros didáticos, proibindo ou coibindo a impressão de produtos no ex­ te­r ior. E, nos contratos entre o governo e as editoras, solicita que seja colocada cláu­su­ la que impõe a obri­ga­to­r ie­da­de de imprimir no Brasil. Foi solicitada, ainda, a análise

Outra proposta é estender os termos da Lei 10.685/2004, na redação dada pela Lei 11.033/2004, que prevê alíquota zero de PIS/Cofins sobre a receita bruta decor­ rente da venda de livros, no mercado in­ terno, quando da atividade de impressão gráfica. Tais termos tri­bu­tá­r ios para o li­ vro vão ao encontro do que preconiza o artigo 150, VI, “d” da Constituição Fede­ ral, que prevê a imunidade do livro, jornal, pe­r ió­d i­co e do papel destinado à impres­ são desses produtos, pro­pi­c ian­do maior acesso dos leitores à informação e à cul­ tura. Para que o resultado final pretendi­ do pelo legislador constituinte seja alcan­ çado, é necessário que a desoneração fiscal seja complementada, estendendo o bene­ fício da alíquota zero também no caso da impressão do livro. Essa extensão aten­ deria ainda ao princípio da isonomia tri­ butária com o produto importado, prin­ cipalmente da China, que não paga PIS/ Cofins no momento da entrada no País, be­ne­f i­cia­d a pela lei supracitada.

Prejuízos ao segmento editorial

Do total de 20.007 empresas gráficas que operam no País, 5.647 (28%) são do seg­ mento edi­to­r ial e geram 73.763 postos de trabalho, ou 33,5% do total de 220.796 va­ gas. Estas empresas têm juntas um total de produção in­dus­trial de aproximadamente R$ 9,2 bi­lhões, o que corresponde a 31% do valor global da indústria gráfica brasileira de 2010, que foi de R$ 29,7 bi­l hões. Qua­ se a metade do valor da produção in­dus­ trial (R$ 4,5 bi­l hões) é oriunda da produ­ ção de livros, ficando R$ 4,7 bi­l hões com a produção de jornais, revistas, manuais e demais produtos editoriais. De modo geral, todas as editoras gran­ des estão lançando mão da importação de livros. Por motivos ób­v ios, aquelas com con­ trole de capital estrangeiro são as mais ávi­ das no processo, até porque as casas ma­ trizes estão em crise. Isso tem afetado a indústria na­cio­nal, reduzindo a produção do setor e a capacidade de geração de empregos. Se con­ti­nuar dessa forma, em breve 50% dos livros do PNLD gerarão empregos na China, Índia, Chile, Colômbia e Equador. Em dezembro de 2011, o nível de pro­ dução das in­dús­t rias gráficas que ­atuam no segmento edi­to­r ial registrou queda de 27,9% em relação ao mês an­te­r ior e recuo de 15,7% na comparação com o mesmo mês de 2010. A produção no segmento edi­to­r ial no segundo semestre de 2011 foi bastan­ te inconstante. Passou por um pe­r ío­do de ápice, em julho (+ 68,4% em relação a julho de 2010) e agosto (+ 31,7% na comparação ­anual) — tendo, inclusive, in­f luen­cia­do po­ sitivamente o resultado geral da indústria de transformação naqueles meses —, e en­ trou em franco declínio desde setembro de 2011, quando a si­tua­ção no setor foi re­ vertida, com quedas constantes e acen­tua­ das na atividade desse segmento in­dus­trial em setembro (–12,1%), outubro (–6,8%), novembro (–6,9%) e dezembro (–15,7%). Uma das consequências é a redução da geração de emprego no segmento edi­to­r ial. Dados acumulados de janeiro a dezembro de 2011 em relação ao mesmo pe­r ío­do de 2010 indicam queda de 98% nas contratações na indústria gráfica edi­to­r ial, com 2.415 empregos a menos gerados no pe­r ío­do. setembro /outubro 2012 REVISTA ABIGRAF

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Palestra

Editores brasileiros começam a traçar estratégias para preservar o mercado e o livro impresso, diante da sinalização cada vez mais forte da chegada das versões eletrônicas. Para a presidente do Snel, Sônia Jardim, estamos vivendo uma mudança de patamar, não vista desde Gutenberg.

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Coexistência possível?

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s gráficos do levantamento do Sindicato Na­cio­nal dos Editores de Livros (Snel), elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram que o número de livros produzidos no Brasil cresceu significativamente de 2004 a 2011. No mesmo pe­r ío­do, o faturamento saiu da faixa de R$ 2,5 bilhões para cerca de R$ 4,8 bilhões. Apesar dos motivos para comemorar, com o avanço do livro eletrônico o mercado edi­to­r ial e livreiro começa a traçar es­tra­té­g ias para evitar o que aconteceu com outros setores. “Para o mercado fonográfico foi uma verdadeira catástrofe!”, sintetizou Sônia Jardim, presidente do Snel, durante palestra apresentada na sede da Abigraf Na­cio­nal, em 24 de setembro. De acordo com ela, para evitar que a tragédia se repita com os livros, é o momento de pensar em formatos, es­t ra­té­g ias e caminhos para que a coe­x is­tên­cia entre livros impressos e eletrônicos seja ao menos pacífica, sem deixar vítimas pelo caminho. Um exemplo claro da si­tua­ção está na nova licitação aberta pelo Fundo Na­cio­nal de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o novo programa “Alfabetização na idade certa”, que prevê a compra de 143 mil exemplares de livros didáticos em papel. O órgão quer incluir no pacote, sem custos, o arquivo digital das obras, que seria o con­teú­do destinado a abastecer projetores comprados para 100 mil salas de aula Brasil afora. “Tivemos uma reunião no Snel para definir o po­si­cio­na­men­to que teremos dian­te disso. Há quem não aceite a proposta, mas outros acreditam que é preciso garantir a venda dos exemplares impressos. Imaginávamos que o livro eletrônico ainda estava distante da nossa rea­li­da­de e não é nada disso”, diz Sônia. No mercado de obras gerais existe uma quase tímida venda de livros eletrônicos nos sites de grandes li­v ra­r ias. “Isto vai se tornar relevante

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assim que a Amazon e a Apple entrarem no setor”, aponta a presidente do Snel. Para fins de comparação, nos Estados Unidos, a queda nas vendas de livros impressos dobrou em dois anos. No Reino Unido, nas primeiras quatro semanas de 2012, a redução nas vendas de livros físicos foi de 12% no geral e de 26% apenas em ficção. Guerra de preços

Em 2011, o preço médio do livro caiu 6,11%, consideradas apenas as vendas ao mercado. Isso significa uma queda acumulada no preço médio de 21,8% e no preço real de 44,9% desde 2004. Além dos fatores tri­bu­tá­r ios e de outros aspectos que levaram a isso, um movimento de aumento da concorrência tem obrigado as editoras a adotarem políticas de preços cada vez mais combativas. O temor da presidente do Snel é que isto também seja transposto para o livro eletrônico, mas na forma de uma verdadeira guerra, como já fez a Amazon nos Estados Unidos para fazer decolar a venda de seu e-​­rea­der, o Kindle. “Estamos tentando entender como os mercados internacionais fun­cio­nam. Talvez o livro eletrônico deva ter um preço de capa em torno de 30% mais baixo que o impresso”, opina Sônia. Outros aspectos vêm sendo analisados pelo Snel em relação ao futuro do livro impresso no Brasil. Um deles diz respeito ao controle de vendas, pautado pelo temor da pirataria que inspira o livro eletrônico, facilmente co­pia­do e dis­tri­buí­do de maneira ilegal. Observados todos estes aspectos, e resolvidas as questões, podemos esperar — ou torcer para — que o mercado edi­to­r ial consiga atingir uma coe­x is­tên­cia pacífica, na qual cada canal, ou dispositivo de leitura, tenha seu público cativo, assim preservando as pre­fe­rên­cias de cada leitor e a lucratividade de muitos segmentos produtivos, entre eles a indústria gráfica.


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Tomy Kolisch


F OTOG R A F I A

Não há restrições para Tomas Kolisch na fotografia. Produto, decoração, esporte e gastronomia são alguns dos temas presentes em seu trabalho. Porém, o que o encanta e ganha cada vez mais espaço é a dança. Tânia Galluzzi


Tomy (como é conhecido), 56 anos, percor­ reu vá­r ios caminhos na fotografia, mas o mo­ vimento sempre o atraiu e a dança ainda mais. Aos 12 anos apoderou-se de uma Argus deixa­ da por um tio em sua casa. Um vizinho, que trabalhava na 3M, abastecia-​­l he de filmes. Aos 15 começou a frequentar o autódromo de In­ terlagos com amigos, clicando freneticamente

A geometria do movimento

P

recisão, beleza, plasticidade. Esse é o ma­te­r ial de trabalho de Tomas Kolisch. Seu olhar treinado esqua­ drinha o palco à procura do mo­ vimento perfeito, aguardando pa­ cien­te­men­te o momento exato para acio­n ar o disparador e registrar aquela fração de se­ gundo na qual o artista chega ao ápice de sua performance, deixando a plateia eletrizada.

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as corridas, e aos 23 recebeu o impulso que faltava. Incentivado pela namorada bailari­ na, Tomy passou não só a fotografar espetácu­ los de balé, como também a ganhar dinheiro com isso. Autodidata, aprendeu com os livros as técnicas da fotografia e com as bailarinas a identificar e valorizar os movimentos, as luzes, o palco.Si­mul­t a­nea­men­te vie­ram os cavalos árabes e, a reboque do hipismo, a proximida­ de com em­pre­sá­r ios, abrindo novas oportuni­ dade no campo da fotografia in­dus­trial, época em que montou seu primeiro estúdio. O re­la­ cio­na­men­to acabou e Tomy decidiu am­pliar seu campo de atua­ção, partindo para a publicidade e a fotografia de produto. Seguiu na fotografia como um generalista, somando ao seu portfó­ lio arquitetura, decoração, esportes, gastrono­ mia e moda. “Já fiz de tudo. Só não fotografei guerra”, brinca Tomy. Situações de luz

Na dança, registrou a arte de grandes nomes, das brasileiras Aurea Storti, Ana Botafogo, Márcia Haydée e Cecilia Kerche aos bailarinos russos Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov e Ekaterina Maximova. Em 33 anos de foto­ grafia, desenvolveu a habilidade de tornar-se praticamente invisível durante os espetáculos não só para não atrapalhar as apresentações, mas também para não incomodar o público. Além de uma capa es­pe­c ial que abafa os ruí­

dos do equipamento, o uso do flash, por exem­ plo, não é permitido. “Sem contar o fato de ser proibido, seria um crime usá-lo, sob a pena de perder todos os efeitos de luz cria­dos es­pe­cial­ men­te para cada exibição”, comenta o fotógrafo. “É preciso saber lidar com essas limitações, tra­ balhando com si­tua­ções críticas de luz frente à necessidade de usar velocidades altas do obtu­ rador para congelar os movimentos. Neste que­ sito, lentes específicas, como as teleluminosas, são ferramentas essenciais”. E Tomy quer se dedicar cada vez mais a este universo mágico. “No tea­tro, nas com­pa­nhias e escolas de balé é que me sinto melhor”. Fiel a esse sentimento, o fotógrafo está digitalizando e organizando seu acervo re­la­cio­na­do à dança. O objetivo é ­criar produtos com sua assinatu­ ra, unindo moda e fotografia. Uma exposição e, quem sabe, um livro também estão entre os projetos de Tomy para o próximo ano.

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Mídia Impressa

Two Sides aproxima‑se da América do Sul Diretor da entidade europeia de valorização da comunicação impressa quer trazer a iniciativa para o Brasil.

que outras mí­d ias, assim como 58% preferem conservar documentos importantes em papel. Em contrapartida, 80% acreditam que as florestas europeias estão menores do que há 50 anos, quando na verdade estão 30% maiores de acordo com a Two Sides, enquanto 76% pensam que há uma conexão direta entre a fabricação de papel e a perda de florestas tropicais.

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Campanha de valorização

Fotos: Alexandre Ondir

om o objetivo de ­criar uma unidade da organização no Brasil, esteve em São Paulo no final de agosto o diretor da Two Sides, Martyn Eustace. O executivo encontrou-se com líderes setoriais e no dia 29 de agosto esteve na sede do Sistema Abigraf para apresentar o organismo, reunião que contou com a participação de representantes da Aner, Abre, ABPO, Bracelpa, CBL , IPT e Senai. A Two Sides, cria­ da em 2008, é o braço am­bien­tal da Print Power, organização europeia dedicada à promoção da mídia impressa, fundada por quatro entidades de atua­ção continental: Euro-​­Graph (fabricantes de papel), Eugropa (distribuidores de papel), Intergraf (indústria gráfica), Emma (editoras de revistas) e PostEurope (operadores postais). A principal missão da Two Sides é combater a desinformação, desmistificando conceitos re­la­cio­na­dos à impressão e ao papel. Sob o slogan “Print and paper have a ­g reat environmental story to tell” [A impressão e o papel têm uma ótima história am­bien­tal para contar], a organização desenvolve campanhas tanto no sentido de promover a sustentabilidade no segmento de comunicação impressa quanto rea­g in­ do a declarações enganosas com relação ao impacto am­bien­t al das in­dús­t rias de papel e gráfica. Para tanto, a entidade produz farto ma­te­r ial, disponibilizado através de informativos pe­r ió­d i­cos, folhetos e site. Num primeiro momento, a Two Sides concentrou-se em combater o que eles chamam de green­wash (campanhas que procuram passar a imagem de produtos ou

Martyn Eustace, diretor da Two Sides

serviços ecologicamente corretos, que na rea­l i­d a­de não o são) junto a instituições financeiras e de telecomunicações. Agora, o alvo são os consumidores. Em setembro do ano passado, a entidade promoveu uma pesquisa online em 10 paí­ses sobre a percepção do consumidor com relação ao papel e a impressão frente à questão am­ bien­tal, reunindo 5.000 entrevistas. Mesmo sinalizando a empatia do consumidor com o papel, a análise revelou a falta de informação. Descobriu-se que os consumidores preferem o papel tanto para a leitura quanto para o armazenamento de documentos, porém não conectam a reciclagem ao papel e ignoram os avanços da indústria de celulose e papel com relação à preservação das florestas. Dentre os entrevistados, 80% preferem ler em papel e 74% acreditam que o papel é mais prazeroso do

A partir dos resultados da pesquisa, a Two Sides lançou neste ano uma nova campanha focada no consumidor, com o slogan “No wonder you love paper” [Não é de admirar que você ame o papel], veiculada em jornais e revistas sa­lien­tan­do os pontos que o consumidor valoriza no papel e corrigindo ideias er­rô­neas. A efetividade da campanha foi medida em seis paí­ses e verificouse, entre outros aspectos, um aumento de 19% entre os consumidores que entendem que a impressão e o papel baseiam-se em recursos renováveis e de 18% entre aqueles que acreditam que a impressão e o papel são uma forma sustentável de se comunicar. Presente na Inglaterra, Itália, Áustria, Portugal, Finlândia, Estados Unidos e Austrália, o objetivo, ao trazer a Two Sides para a América do Sul, é torna-la uma ini­cia­ti­ va global. A expectativa de Martyn Eustace é estabelecer uma unidade no Brasil o mais rápido possível e as ne­go­cia­ções já começaram. “Cria­mos aqui algo muito similar, que é a campanha ‘Imprimir é dar vida’. Sem esquecer o que foi feito, vemos a Two Sides como uma grande oportunidade e acredito que teremos um futuro alvissareiro para a parceria entre a entidade e a cadeia produtiva de papel e impressão no Brasil”, comentou Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Na­cio­nal.


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Execução

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Sindigraf-SP promove nova pesquisa salarial Com publicação prevista para fevereiro de 2013, a 21ª Pesquisa de Salários e Benefícios da Indústria Gráfica é a mais abrangente do setor na área de recursos humanos e tem por objetivo garantir a competitividade do setor gráfico paulista.

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Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado de São Paulo (Sindigraf-SP) deu a largada para unir as informações ne­ces­ sá­rias que farão parte da 21ª Pesquisa de Sa­lá­r ios e Be­n e­f í­cios da Indústria Gráfica. Elaborada pela Wia­bi­li­za Soluções Empresariais, a publicação estará disponível ao público em fevereiro de 2013, trazendo informações técnicas e precisas sobre as práticas do mercado no que diz respeito à estrutura de custos, estratégia sa­la­rial e gestão de recursos humanos. “Esse é mais um serviço que oferecemos com o intuito de garantir um alto nível de competitividade para a indústria gráfica paulista”, resume o presidente do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara. “Quais são as políticas salariais e de recursos humanos das principais empresas do Estado? Como essas práticas se aplicam em relação ao porte das empresas? E, principalmente, como conquistar e reter talentos? Estas são algumas das indagações que queremos responder com essa ini­cia­ti­va”. Em setembro, o Sindigraf-SP encaminhou circular para todas as empresas de sua base, as­so­ cia­das ou não, convidando-as a participarem da pesquisa. Este questionário é composto por perguntas sobre sa­lá­rios efetivos

da gráfica e de be­ne­fí­cios oferecidos, dentre outras práticas de recursos humanos. Os dados fornecidos pelas gráficas são tratados com absoluto sigilo pela empresa responsável pela tabulação. “Sem essas informações, a pesquisa não existe. As  empresas que aceitam participar fornecendo seus dados recebem um caderno com as perguntas. De  modo geral, nas grandes empresas quem responde são os fun­cio­ná­rios do setor de RH; nas menores, os do departamento pes­soal ou o próprio empresário”, explica Nílsea Borelli Rolim de Oliveira, gerente do departamento jurídico da Abigraf. O diretor da Wia­bi­li­z a, José Antônio Prudente de Siqueira, destaca como ferramentas mais interessantes o fato de a pesquisa ser online, customizada para atender as necessidades das empresas as­so­cia­das. “Isso possibilita a obtenção dos resultados de modo dinâmico, me­dian­te a utilização de senha e cri­té­rios de segurança que preservam a total con­f i­den­cia­li­da­de dos dados das empresas participantes”. De acordo com Siqueira, os resultados da pesquisa ficam disponíveis na web por onze meses, recurso que permite obter as tabulações de dados de sa­lá­rios, be­ne­fí­cios e práticas de RH, considerando

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fatores como re­gião, porte e segmento. “A Wia­bi­li­za fornece todo o suporte, desde a orien­ta­ção na coleta de dados até a apresentação dos re­la­tó­rios de tabulação e na operação do sistema”, diz o diretor. “Há a possibilidade de filtrar as empresas por porte, segmento, faturamento e re­gião, enquanto que a consulta de cargos pode ser feita por área ou nível hierárquico. Está disponível, ainda, a opção de “mercado se­le­cio­na­do”, que permite vi­ sua­li­zar um painel de empresas para comparação”, acrescenta. O diretor da Wia­b i­l i­z a comenta que, neste ano, a elaboração da pesquisa vem sendo acompanhada pelo Grupo de Trabalho de Recursos Humanos (GTRH) da Abigraf, coor­de­na­do por Edison Infanger, da Bignardi. “No  sistema existem novos modelos de gráficos e re­la­tó­ rios. A importância de apresentarmos essas inovações é que cada vez mais a empresa possui uma ferramenta atua­li­za­da para obter informações de modo ágil, con­f iá­vel e abrangente”, ressalta. Siqueira destaca a importância da pesquisa como ferramenta de RH , declarando que ela possibilita ao empresário obter ce­ná­rios de remuneração e oferece todas as informações ne­ ces­sá­rias para a implantação de

uma política de cargos e sa­lá­rios moderna, atraen­te e competitiva, visando reter e motivar os talentos na empresa, diminuir a rotatividade e aumentar a assertividade na seleção de pes­soal. Com a pesquisa, as empresas terão um parâmetro isento e con­f iá­vel para definir a remuneração de seus profissionais, seguindo as práticas de mercado e o nível de competitividade da organização. Essa definição mais precisa e im­par­cial é determinante para atrair, manter e desenvolver os profissionais com mais capacidade para atender as necessidades da gráfica. Além disso, por ser um método compatível com as responsabilidades que cada cargo exige, os fun­cio­ná­rios têm um motivo a mais para se dedicar ao trabalho, garantindo a satisfação com a remuneração e a possibilidade de ascensão interna. As gráficas as­s o­c ia­d as que participaram da elaboração da pesquisa sa­l a­r ial fornecendo seus dados receberão o ma­te­rial sem qualquer custo. Para gráficas não as­so­cia­das ou que não disponibilizaram seus dados, o investimento será de R$ 1.200,00. Mais informações poderão ser obtidas através do e-​­mail dejur@ abigraf.org.br ou pelo telefone (11) 3232-​­4500.


Abigraf Nacional sela parceria com entidades internacionais Diretoria aprova adesão à Fespa e convênio com a PrintCity Alliance.

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Ricardo Coube recebe reconhecimento como Empresário do Ano O diretor-​­presidente do Grupo Tiliform recebeu homenagem da Associação Comercial e Industrial de Bauru.

O

prêmio “Destaques do Ano”, promovido pela As­so­cia­ção Co­mer­cial e In­dus­trial de Bauru (Acib), em 25 de agosto, comemorou os 81 anos da entidade, em festa que reuniu cerca de 800 pes­soas. O evento, rea­ li­z a­d o no Espaço Bauru, contou com lideranças empresariais e classistas, autoridades, figuras representativas da cidade, além da imprensa local. Dentre os pre­mia­dos, Ricardo Coube foi ho­me­na­gea­do na categoria “Empresário do Ano”, por sua atua­ção como diretor-​­presidente do Grupo Tiliform, empresa que possui quatro plantas fabris no município do in­te­rior do Estado de São Paulo. “Ser ho­me­na­gea­ do é sempre muito bom, principalmente quando se tem muito orgulho de um grupo que surgiu há 84 anos, a partir de um projeto de meu avô, e que hoje chega à quarta geração da mesma família. Liderar este processo e prosperar neste competitivo

(E/D) Cassio Carvalho, diretor e vice-presidente da Acib, entrega placa de homenagem a Ricardo Coube, da Tiliform

mercado é um enorme desafio, mas algo muito gratificante. Compartilho com toda a equipe Tiliform o mérito deste prêmio”, agradeceu Ricardo. De acordo com o presidente da Acib, Reinaldo Cafeo, a pre­ mia­ção foi mais uma oportunidade para demonstrar à cidade a importância e dinâmica do

setor privado da re­gião, cons­ti­ tuí­do por empresas e em­preen­ de­do­res de sucesso. “O evento deste ano combinou a tradição de uma entidade que completa 81 anos com ho­me­na­gea­dos va­lio­sos para a cidade, que pos­ suem uma história de sucesso. Foi um momento ímpar”, afirma o economista.

m 4 de agosto, presidentes de sete regionais e dois sindicatos da indústria gráfica participaram, na sede da entidade, em São Paulo, de reunião da diretoria executiva da Abigraf Na­cio­nal. Ao todo, oito estados estiveram representados. No encontro, os dirigentes discutiram diversos temas de interesse do setor no País. Entre outras deliberações, decidiu-se pela adesão da Abigraf à Fespa (Fe­ de­ra­tion of Eu­ro­pean ­Screen Printers As­s o­cia­tions), federação que congrega as­so­cia­ ções da indústria de serigrafia ao redor do planeta, responsável pela rea­li­za­ção das principais feiras e con­fe­rên­cias sobre o assunto. Entre os dias 13 e 16 de março de 2013, a entidade promoverá a primeira Fespa Brasil, que acontecerá em São Paulo. Também no âmbito in­ter­ na­cio­nal, a diretoria executiva da Abigraf aprovou convênio com a PrintCity Al­lian­ce, congregação global de entidades da cadeia produtiva da comunicação gráfica que tem por objetivo promover o expertise na área gráfica entre seus integrantes. “Com essas adesões, demos um passo importante no sentido de in­ter­na­ cio­na­li­zar a atua­ção da nossa entidade”, resumiu o presidente da Abigraf Na­c io­n al, Fabio Arruda Mortara.

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Hora de mobilização

idas pelos tomadores de da distantes de serem atend ain no o, ad Sen do rio m alvissareiras as o no plená es do governo de plantão, soa isõ Em recente pronunciament dec s da nto me sci a sistemática ção com o cre senador para “que haja um do ças ran qual expressou sua preocupa cob sta livros, o senador pauli do para que a natureza importações brasileiras de de razoável equidade e cuida o nã e qu o açã orm u inf dução dos livros no Eduardo Suplicy (PT) presto s impostos incidentes na pro do os eir nh pa com s de adequada em por nosso não impeça a competitivida sil poderia passar despercebida Bra a sic Bá ção ário de Educa da indústria gráfica: o secret relação aos importados”. C prepara C), César Callegari, ME ( ção uca Ed da o, a informação de que o ME io lad tér tro ou r Po do Minis ncia pública antes da ústria gráfica sobre a audiência para ouvir a ind pretende convocar uma audiê um as tor edi às ros ra distribuição às pra de liv so de aquisição de livros pa ces próxima licitação para a com pro o as e qu r sso importante de possibilita blicas é, sem dúvida, um pa pú s ola brasileiras, com o propósito esc entais. se sobre o tema. ção das compras governam iza ral mo a gráficas possam manifestar‑ ra pa gráfico, tal disposição que os impostos pagos Do ponto de vista do setor inal, não se pode conceber Af r lui inf de os ser viços básicos lo, o poder sileiros, a título de garantir bra os poderá sig nif icar, por exemp pel ‑se ne tor is ra gerar gráficas naciona lação mais carente, sir va pa pu po a para que a contratação de ra pa l na o o Programa Nacio tros países. prioritária em projetos com empregos em gráficas de ou , 11 20 em as en ap e, amigos gráficos que ), qu Nesse sentido, apelamos aos de Livros Didáticos (PNLD es. lar mp igraf nesse pleito, ões de exe m para que se juntem à Ab lee comprou mais de 168 milh s no to tex con do dar do MEC fotografia lugar, no sentido de deman iro me A despeito de ref letir uma pri em re, est ncia de fato cio de seg undo sem ão pela realização da audiê siç po dis a político‑econômico neste iní e qu íticos começam a ouvir or petista em ecoar o a disponibilidade do senad concretize. Agora que os pol se ser só, si por e, os fazer que este gráfico dev s apelos, está em nossas mã incômodo do empresariado sso no s ido obt s nço es efetivas ha ll dos ava favorável converta‑se em açõ nto me aplaudida e enquadrada no mo ca indústria. da Indústria Gráfi desvios que afetam a nossa os ir rig cor pela Associação Brasileira ra pa ilização da nossa classe vamos juntos a Brasília (Abigraf ) em prol da sensib Preparem suas propostas e s rio ilíb equ des s do erno não funcionem acerca que as compras do nosso gov gir política e da opinião pública exi de ões taç por pregos em outros nto das im taforma para a criação de em pla o que estão no bojo do crescime com ira ne ma curso, Suplicy, de izarmos! livros no Brasil. Em seu dis países. É hora de nos mobil de a nci idê inc r no me à e ad corajosa, atribuiu tal realid outros países, uma vez de ção r du pro encargos sobre a lce regato@abig raf.org.b fins, Co e PIS em olh rec o nã os que os livros importad Brasil, embora também enquanto os produzidos no ições sociais quando não paguem essas contribu as, têm sua produção comercializados pelas editor iras, caracterizando tarifada nas gráficas brasile “assimetria tributária”. o que o senador chamou de desequilíbrios, Embora fruto dos mesmos a por dois prismas a situação deve ser entendid respeito à importação total diferentes. O primeiro diz pelo governo brasileiro ou de livros, sejam eles pagos s sse contexto, seg undo dado pela iniciativa privada. Ne co (Decon) da Abigraf, as do Departamento Econômi livros, que foram da ordem importações brasileiras de 10, passaram a 31,1 mil Indústria Gráfica Regional de 19,2 mil toneladas em 20 de da Associação Bra sileira da nte nto side me Pre au um do an ent (Abigraf‑SP) toneladas em 2011, repres amplo, embora São Paulo is ma ma ble pro e ess a o 62%. Com relaçã

L evi C eregato

106 REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2012


O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA O FUTURO A NOVA GERAÇÃO DE IMPRESSORAS

As demandas do mercado estão mudando o tempo todo. A Speedmaster SX, a nova geração de impressoras da Heidelberg, oferece a solução ideal para alcançar a produtividade. Combinando a tecnologia inovadora dos modelos Speedmaster XL com a bem-sucedida plataforma da série Speedmaster SM, a Speedmaster SX garante que você estará totalmente equipado para o futuro, venha o que vier. Saiba mais em: www.br.heidelberg.com


IBF NA VANGUARDA DO CTP

Ecoplate T

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Processamento não Abalativa

-Platesetters: Térmicas 830 a 850 nm -Processamento: em “Gomadeira” IBF ou similares -Goma

de revelação: IBF ECOGUM ou similares

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( necessita 25% menos energia que a concorrência)

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na Gomadeira ( baixo contraste para revelação em máquina )

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das condiçoes da impressora

A M E L H O R O P Ç Ã O E M C H A P A S E M 7 0 P A Í S E S.

Revista Abigraf 261  
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